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Manual Saunders de - Terapia Ve - Mark G

Bulário veterinário

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Manual Saunders de – Terapia Veterinária

Pequenos e Grandes Animais

3ª Edição

Mark G. Papich, DVM, MS, DACVCP

Professor of Clinical Pharmacology, College

of Veterinary Medicine, North Carolina State

University, Raleigh, North Carolina

Saunders Elsevier


Table of Contents

Cover image

Title page

Copyright

Revisão Científica e Tradução

Dedicatória

Agradecimentos

Isenção de Responsabilidade

Prefácio à Edição Brasileira

Apresentação

Listagem de Medicamentos de Acordo com sua Classificação Funcional e

Terapêutica

Lista de Nomes Comerciais e de Marcas em Referência Cruzada com os Nomes dos

Medicamentos

Informações sobre Conversão

Fármacos em Ordem Alfabética

A

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos


Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações


Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais


Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos


Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações


Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais


Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos


Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações


Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais


Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos


Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações


Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais


Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos


Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

B

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais


Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo o Ação


Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

C

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento


Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais (use Borogluconato de Cálcio)

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Regulação Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento


Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento


Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento


Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações Sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento


Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

Posologia para Grandes Animais

Informações sobre Restrição Legal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Indicações e Usos Clínicos

Instruções de Uso

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Formulações

Estabilidade e Armazenamento

Posologia para Pequenos Animais

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Apêndice A: Cálculo das Doses de Medicamentos

Apêndice B: Tabela de Substâncias Controladas: EUA e Canadá

Apêndice C: Medicamentos para Infecções Vistas Comumente em Pequenos

Animais

Apêndice D: Seleção de Antibióticos para Patógenos Bacterianos de Equinos

Apêndice E: Medicamentos que Podem Induzir as Enzimas do Sistema Citocromo P-

450

Apêndice F: Medicamentos que Podem Inibir as Enzimas do Sistema Citocromo P-

450

Apêndice G: Medicamentos que Podem Inibir o Transportador de Membrana P-

Glicoproteína Codificado por ABCB1 (também Conhecido como Gene MDR1)


Apêndice H: Medicamentos que Servem como Substrato do Transportador de

Membrana P-Glicoproteína Codificado por ABCB1 (também Conhecido como Gene

MDR1)

Anexo I: Soluções para Uso Intravenoso

Apêndice J: Formulações Associadas: o que Procurar para Detectar

Incompatibilidade ou Instabilidade

Apêndice K: Referência para a Prescrição Escrita: o que Fazer e o que Não Fazer

Apêndice L: Como Reportar uma Reação Adversa

Apêndice M: Medicamentos Proibidos para Animais de Produção

Apêndice N: Regulamento e Restrições de Medicamentos de Desempenho em

Cavalos Atletas. Association of Racing Commissioners International, Inc., Diretrizes

para Normatização de Substâncias Estrangeiras (Revisado em Janeiro de 2010)

Apêndice O: Sites Importantes para Obter Informações sobre Medicamentos

Apêndice P: Onde Obter Informações Importantes sobre Medicamentos

Veterinários (Estados Unidos)

Apêndice Q: Tabela de Compatibilidade para Soluções

Índice Remissivo


Copyright

© 2012 Elsevier Editora Ltda.

Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders – um selo

editorial Elsevier Inc.

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.

Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser

reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos,

fotográficos, gravação ou quaisquer outros.

ISBN: 978-85-352-469-64

Copyright © 2011, 2007, 2002 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc.

This edition of Saunders Handbook of Veterinary Drugs – Small and Large Animal, 3 th

edition by March G. Papich, is published by arrangement with Elsevier Inc.

ISBN: 978-1-4377-0152-4

Capa

Interface – Sergio Liuzzi

Editoração Eletrônica

Thomson digital

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exclusivos no site www.elsevier.com.br

Nota

Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver

necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do

tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em

sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações,

métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer

informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a

segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade


profissional.

Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se

o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos

descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a

certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da

administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua

experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o

melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de

segurança apropriadas.

Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem

tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por

qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo

responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego

de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui

publicado.

O Editor

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

P234m

Papich, Mark G.

Manual Saunders de terapia veterinária: pequenos e grandes animais / Mark G. Papich ;

[tradução Sílvia Mariangela Spada … et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2012.

858p. : 22 cm

Tradução de: Saunders handbook of veterinary drugs, 3 th ed.

Inclui índice

Apêndice

ISBN 978-85-352-469-64

1. Medicamentos veterinários - Manuais, guias, etc. I. Título.

12-1881. CDD: 636.08951

CDU: 636.09:615.1

26.03.12 04.04.12 034256



Revisão Científica e Tradução

Revisão Científica

Profa. Dra. Isis M. Hueza

Médica Veterinária

Professsora de Farmacologia e Toxicologia

Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Diadema

Tradução

Idilia Vanzellotti

Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF –

Niterói/RJ)

Marie Odile Monier Chelini

Graduação em Medicina Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e

Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP)

Mestrado em Reprodução Animal pela FMVZ-USP

Doutorado em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP

Renata Scavone de Oliveira

Médica Veterinária formada pela FMVZ-USP

Doutora em Imunologia pelo ICB-USP

Silvia M. Spada

Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da

Universidade de São Paulo (USP)

Cursos Extracurriculares de Tradução pela USP

Thaís Rosalen Fernandes

Médica Veterinária Patologista

Graduada pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM), SP

Residência no Serviço de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e

Zootecnia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMVZ-UNESP),

Campus de Botucatu, SP

Mestranda pelo Serviço de Patologia Veterinária (FMVZ-UNESP), Campus de Botucatu,

SP


Dedicatória

Esta obra é dedicada aos profissionais em atividade que estão na linha de frente do

exercício da Medicina Veterinária, administrando medicações todos os dias aos seus

pacientes. Os proprietários confiam aos veterinários os cuidados de seus animais, e tenho

esperança de que este livro facilite o uso seguro e eficaz dos medicamentos aos seus

pacientes.

Mark G. Papich


Agradecimentos

Agradeço à minha editora, da Elsevier, Penny Rudolph; a seu editor Associado de

Desenvolvimento e às equipes de produção editorial, produção do livro e de multimídia da

Elsevier pelo árduo trabalho que possibilitou esta edição. Seu incentivo, apoio e paciência

foram muito apreciados durante a preparação deste livro. Espero que esta edição seja útil aos

veterinários dedicados a prover terapia de sucesso aos animais.

Mark G. Papich

Raleigh, North Carolina


Isenção de Responsabilidade

As doses listadas nesta obra são espécie-específicas, salvo quando de outras formas

listadas. Não há qualquer garantia quanto à segurança e à eficácia de medicamentos em

espécies de animais não listadas. Muitas destas doses listadas são decorrentes do uso

extrabula ou empírico. Nos EUA, as leis federais permitem o uso de medicamentos

veterinários extrabula e de medicamentos de uso humano em animais não produtores de

alimentos (animais de companhia) quando há uma relação válida entre veterinárioproprietário-paciente.

Entretanto, há restrições ao uso desses medicamentos em animais de

produção segundo a Lei: Animal Medicinal Drug Use Clarification Act (AMDUCA) de 1994.

O uso de algunsmedicamentos é proibido em animais de produção a não ser quer certos

requisitos sejam atendidos, os quais incluem determinação de períodos de carência, seja

para animais produtores de carne ou de leite. Estes requisitos podem ser encontrados em

www.avma.org/reference/amduca/amduca1.asp.

As doses listadas fundamentam-se na melhor evidência disponível no momento das

preparações do livro sobre medicamentos; entretanto, o autor não pode assegurar a eficácia

dos fármacos usados de acordo com as recomendações deste livro. Outros fatores

relacionados ao paciente ou ações desconhecidas do medicamento até o momento da

preparação desta obra podem afetar a eficácia. É possível que haja efeitos adversos que o

autor desconhecia no momento da preparação deste manual.

Os veterinários que usam este manual são incentivados a verificar a literatura atual, o

rótulo do produto (bula), as informações dadas pelo fabricante no que se refere à eficácia,

nos EUA ao Freedon of Information (FOI) e a quaisquer efeitos adversos ou

contraindicações não identificados quando da preparação deste manual.

Mark G. Papich


Prefácio à Edição Brasileira

A 3 a edição deste manual, mais uma vez, traz uma grande contribuição, não só para o

estudante de Medicina Veterinária, como também para o profissional já em plena atividade,

seja ele dedicado aos cuidados com os pequenos animais, profissionais que lidam com os

animais de produção e também aqueles exóticos ou silvestres.

No entanto, quando fui convidada a realizar a revisão científica desta obra, deparei-me

com uma situação que desde a minha graduação me acompanha quando da aquisição de

uma obra originalmente de língua estrangeira, situação esta não só relacionada às

diferenças dos nomes dos princípios ativos farmacológicos, mas principalmente em relação às

especialidades farmacêuticas, as quais muitas vezes não são encontradas no Brasil. Assim,

propus adicionar a este Manual as especialidades farmacêuticas existentes no país, tanto

aquelas de uso exclusivo veterinário, sobrescritas com um “(v)”, como também os

medicamentos de uso humano, aqueles de referência e quando da disponibilidade, também

os genéricos, sobrescritos com “(h)” e “(g)”, respectivamente.

Desta forma, para os medicamentos de uso veterinário, utilizei como base de dados o

Compêndio de Produtos Veterinários, disponibilizado pelo Sindicato Nacional da Indústria

de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), com apoio da Coordenação de Fiscalização de

Produtos Veterinários (CPV), Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP) e

da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento (MAPA).

Vale ainda ressaltar que muitos fármacos listados nesta obra não são encontrados no

Brasil ou são de uso exclusivo hospitalar e consequentemente de comercialização restrita.

Desta forma, o leitor poderá encontrar no item “Medicamentos Comercializados no Brasil” a

frase: não consta, cabendo ao mesmo buscar outras fontes que deem respaldo quanto à

indisponibilidade do produto no país ou restrições de sua comercialização.

Ainda, muitos dos medicamentos aqui listados são destinados aos animais de produção

ou são de venda controlada, assim adicionei no item: “Informações sobre Restrição Legal”,

dados referentes à realidade brasileira quanto aos períodos de carência, evitando assim a

presença de resíduos nos produtos de origem animal – o que não exime o profissional da

necessidade de consultar a bula do produto para maior exatidão da terapia –; e também as

restrições e necessidades específicas relacionadas aos medicamentos de prescrição e venda

controlada, conforme regulamentado pelo Ministério da Saúde por meio da Agência

Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em sua resolução: RDC n° 21 de 17 de junho de

2010 que dispõe sobre a atualização do Anexo I, Listas de Substâncias Entorpecentes,

Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial, da Portaria SVS/MS n° 344, de 12

de maio de 1998 e dá outras providências, documento este de consulta quase que

obrigatória pelos médicos veterinários.

Enfim, a consulta deste Manual e a forma como ele abrange a terapêutica só traz

benefício ao médico veterinário, pois além daquelas terapias tradicionais da rotina, soma


ainda tratamento para afecções cujas terapias ainda são incipientes nas clínicas veterinárias

brasileiras, trazendo assim melhor forma de condução de tratamento e melhor qualidade de

vida aos animais, seres estes que nós, veterinários, juramos doar conhecimentos em prol de

sua salvação e bem-estar.

Isis M. Hueza


Apresentação

A 3 a edição deste manual foi desenvolvida no mesmo estilo, plano e formato da 2 a

edição. Acréscimos, alterações em monografias de certos fármacos e expansão de algumas

seções com novas informações e sugestões úteis de veterinários e estudantes foram

adicionadas. Foram acrescentados novos medicamentos aprovados pela U.S. Food and Drug

Administration (FDA), ou para os quais há novas informações sobre seu uso na literatura. Os

fármacos listados representam as medicações mais importantes usadas em animais de

estimação e de criação em fazendas. Praticamente todos os medicamentos foram

atualizados e mais de 35 novas substâncias foram acrescentadas. Nesta edição, assim como

fora na anterior, inclui-se as mais recentes medicações para animais, além daquelas de uso

humano, para as quais foram identificados usos veterinários. As informações foram

atualizadas quanto aos usos clínicos e requisitos regulamentares. As informações sobre

estabilidade, armazenamento e composição do medicamento foram expandidas. Um esforço

maior foi exercido no sentido de incluir informações com base em evidência sobre a eficácia

e uso clínico do medicamento nas seções de “Indicações e Usos Clínicos” e “Instruções de

Uso”. Para facilitar a localização de informações importantes para cada medicação, as seções

são divididas em categorias de interações medicamentosas, precauções, farmacologia e uso

clínico. As tabelas para referência rápida podem ser encontradas nos Apêndices. Estas

tabelas do Apêndice incluem antibióticos de escolha, interações medicamentosas,

informações regulamentares, números de telefones e endereços eletrônicos da internet para

informações sobre o medicamento, bem como uma seção sobre cálculos de doses.

O livro destina-se aos profissionais e aos estudantes que precisam usar seu tempo com

eficiência e localizar com rapidez informações precisase confiáveis sobre um medicamento.

O formato escolhido é consistente de medicamento a medicamento, o que torna a consulta

e a familiarização aos esquemas de monografia de cada medicamento adequados aos

veterinários e a sua equipe para localizar rapidamente informações concisas e acuradas sobre

cada um destes fármacos.

Na preparação deste manual, minhas prioridades foram precisão e confiabilidade. Como

em cada uma das duas edições anteriores, as indicações para uso e as informações sobre

posologia foram preparadas a partir de revisões apresentadas por especialistas clínicos. Em

alguns casos, as doses originaram-se de estudos clínicos; em outros, elas representam um

consenso da experiência clínica. As recomendações do fabricante são consideradas em

posologia, mas outras sugestões (indicações e usos extrabula) também podem ser listadas

quando o uso e a dosagem vão além daqueles listados na bula do medicamento. Quando as

recomendações de posologia variaram entre as fontes, apliquei meu julgamento clínico e

mais de 25 anos de experiência em farmacologia clínica veterinária para derivar uma dose

cientificamente válida. Em alguns casos, pode ter sido necessário derivar uma dose

extrapolando-a do uso humano, mas isto se limitou a medicamentos para os quais o índice

terapêutico é elevado. Para derivar períodos de carência para animais destinados a alimento,


maior prioridade foi dada aos períodos de carência aprovados pelo FDA. Quando não havia

um período de carência aprovado por esta agência, foram usadas as sugestões feitas pela

Food Animal Residue Avoidance Databank (FARAD; www.farad.org). Quando nenhum

destes estava disponível, listei uma estimativa conservadora para um período sugerido de

carência com base na farmacocinética de um fármaco e na probabilidade de que ele gere

resíduos prejudiciais.

Cada medicamento é listado principalmente por seu nome oficial (USAN) que é

reconhecido pela United States Pharmacopeia (USP; www.usp.org). Após o nome de cada

medicamento, encontra-se seu nome comercial e os sinônimos pelos quais também é

conhecido. Nem todos os nomes genéricos foram necessariamente listados. Os

medicamentos são listados em ordem alfabética de acordo com o seu nome oficial. As

tabelas são apresentadas na seção frontal do livro em que é feita a referência cruzada de

outros nomes pelos quais o fármaco é conhecido com cada medicamento da USAN. A tabela

de referência cruzada lista os fármacos de acordo com sua classificação funcional e uso.

Pode-se não ter incluído todos os usos conhecidos de uma substância, mas apresenta-se seu

uso clínico mais comum.

À medida que se expande o nosso conhecimento da farmacologia desses

medicamentos, novas informações são disponibilizadas para as medicações listadas neste

livro. Eu acolho o feedback relativo aos efeitos adversos observados, experiência clínica e

omissões ou erros identificados. Para estas e outras informações e sugestões, posso ser

contatado em mark_papich@ncsu.edu.


Listagem de Medicamentos de Acordo com sua Classificação Funcional e

Terapêutica

Classificação do Medicamento

Agente acidificante

Nome do Medicamento

Cloreto de amônio

Racemetionina

Suppressor da adrenal

Agonista adrenérgico

Trilostano

Cloridrato de efedrina

Epinefrina ou adrenalina

Mesilato de fenoldopam

Cloridrato de fenilpropanolamina

Cloridrato de pseudoefedrina

Agente adrenolítico

Agente alcalinizante

Mitotano

Citrato de potássio

Bicarbonato de sódio

Antagonista alfa-2

Cloridrato de atipamezol

Ioimbina

Analgésico

Paracetamol

Amantadina

Gabapentina

Pregabalina


Tramadol

Analgésico, anti-inflamatório não

esteroidal

Aspirina

Carprofeno

Deracoxibe

Etodolaco

Firocoxib

Flunixina meglumina

Ibuprofeno

Indometacina

Cetoprofeno

Cetorolaco de trometamina

Meclofenamato sódico; Ácido meclofenâmico

Meloxicam

Naproxeno

Fenilbutazona

Piroxicam

Tepoxalina

Analgésico, opioide

Paracetamol + codeína

Cloridrato de buprenorfina

Tartarato de butorfanol


Citrato de fentanil

Fentanil transdérmico

Hidrocodona

Hidromorfona

Cloridrato de loperamida

Meperidina

Cloridrato de metadona

Sulfato de morfina

Cloridrato de oximorfona

Pentazocina

Remifentanilo

Citrato de sufentanil

Analgésico, opioide, antitussígeno

Butorfanol

Codeína

Hidrocodona

Anestésico

Alfaxolona

Cloridrato de cetamina

Propofol

Tiletamina + zolazepam

Anestésico, Agonista alfa-2

Cloridrato de detomidina

Dexmedetomidina


Cloridrato de medetomidina

Cloridrato de romifidina

Cloridrato de xilazina

Anestésico, barbitúrico

Metoexital sódico

Pentobarbital sódico

Tiopental sódico

Anestésico inalatório

Enflurano

Halotano

Isoflurano

Metoxiflurano

Sevoflurano

Antiácido

Antiarrítimico

Hidróxido de alumínio e carbonato de alumínio

Amiodarona

Carvedilol

Disopiramida

Lidocaína

Mexiletina

Cloridrato de procainamida

Quinidina

Gluconato de quinidina

Poligalacturonato de quinidina


Sulfato de quinidina

Cloridrato de tocainida

Antiarrítmico, bloqueador de

canal de cálcio

Cloridrato de diltiazem

Cloridrato de verapamil

Agente antiartrítico

Sulfato de condroitina

Glucosamina + sulfato de condroitina

Glicosaminoglicano polissulfatado

Antibacteriano

Cloranfenicol

Clofazimina

Dapsona

Florfenicol

Fosfomicina

Isoniazida

Linezolida

Metenamina

Nitrofurantoína

Polimixina B

Pirimetamina

Rifampina

Antibacteriano aminoglicosídico

Amicacina


Sulfato de gentamicina

Sulfato de canamicina

Neomicina

Sulfato de tobramicina

Antibacteriano, antidiarreico

Antibacteriano, antiparasitário

Sulfasalazina

Metronidazol

Ronidazol

Antibacteriano, beta-lactâmico

Amoxicilina

Amoxicilina + clavulanato de potássio

Ampicilina

Ampicilina + sulbactam

Carbenicilina

Cefaclor

Cefadroxila

Cefazolina sódica

Cefdinir

Cefepima

Cefixima

Cefotaxima sódica

Cefotetan dissódico

Cefovecina


Cefoxitina sódica

Cefpodoxima proxetil

Sulfato de cefquinoma

Ceftazidima

Ácido livre cristalino de ceftiofur

Cloridrato de ceftiofur

Ceftiofur sódico

Cefalexina

Cloxacilina sódica

Dicloxacilina sódica

Doripeném

Ertapeném

Imipeném + cilastatina

Meropeném

Oxacilina sódica

Penicilina G

Piperacilina sódica

Ticarcilina + clavulanato de potássio

Ticarcilina dissódica

Antibacteriano da fluoroquinolona

Cloridrato de ciprofloxacino

Mesilato de danofloxacino


Cloridrato de difloxacino

Enrofloxacino

Marbofloxacino

Moxifloxacino

Norfloxacino

Orbifloxacino

Pradofloxacino

Antibacteriano glicopeptídico

Antibacteriano lincosamídico

Vancomicina

Cloridrato de clindamicina

Palmitato de clindamicina

Fosfato de clindamicina

Cloridrato de lincomicina

Cloridrato de monoidratado de lincomicina

Antibacteriano macrolídeo

Azitromicina

Claritromicina

Eritromicina

Fosfato de tilmicosina

Tulatromicina

Tilosina

Antibacteriano, sulfonamida

potencializado

Ormetoprima + sulfadimetoxina


Trimetoprima + sulfadiazine

Trimetoprima + sulfametoxazol

Antibacteriano, sulfonamida

Sulfacloropiridazina

Sulfadiazina

Sulfadimetoxina

Sulfametazina

Sulfametoxazol

Sulfaquinoxalina

Antibacteriano tetraciclínico

Clortetraciclina

Doxiciclina

Cloridrato de minociclina

Oxitetraciclina

Tetraciclina

Antibiótico aminociclitol

Agente antineoplásico

Espectinomicina

Asparaginase (L-asparaginase)

Sulfato de bleomicina

Bussulfano

Carboplatina

Clorambucil

Cisplatina

Ciclofosfamida


Citarabina

Dacarbazina

Cloridrato de doxorrubicina

Fluorouracila

Hidroxiureia

Lomustina

Melfalan

Mercaptopurina

Metotrexato

Cloridrato de mitoxantrona

Plicamicina

Estreptozocina

Tioguanina

Tiotepa

Toceranib

Sulfato de vimblastina

Sulfato de vincristina

Anticolinérgico

Aminopentamida

Sulfato de atropina

Glicopirrolato


Hiosciamina

Cloridrato de oxibutinina

Agente anticolinesterásico

Neostigmina

Fisostigmina

Piridostigmina

Anticoagulante

Dalteparina

Dipiridamol

Enoxaparina

Heparina sódica

Varfarina sódica

Anticonvulsante

Brometo

Clonazepam

Clorazepato dipotássico

Felbamato

Levetiracetam

Lorazepam

Cloridrato de midazolam

Oxazepam

Fenobarbital

Fenobarbital sódico


Fenitoína

Fenitoína sódica

Primidona

Valproato de sódio

Ácido valproico

Zonisamida

Anticonvulsante, analgésico

Gabapentina

Pregabalina

Anticonvulsante, tranquilizante

Antidiarreico

Diazepam

Subsalicilato de bismuto

Difenoxilato

Caolim + pectina

Mesalamina

Olsalazina sódica

Elixir paregórico

Brometo de propantelina

Antídoto

Carvão ativado

Mesilato de deferoxamina

Dimercaprol

Edetato dissódico de cálcio

Flumazenil


Fomepizol

Leucovorina cálcica

Azul de metileno a 0,1%

Penicilamina

Pralidoxima

Succimer

Cloridrato de trientina

Antiemético

Aprepitanto

Mesilato de dolasetrona

Dronabinol

Cloridrato de granisetrona

Maropitant

Meclizina (Cloridrato)

Mirtazapina

Cloridrato de ondansetrona

Trimetobenzamida

Antiemético, antidiarreico

Edisilato de proclorperazina

Maleato de procloroperazina +

Iodeto de isopropamida

Antiemético fenotiazínico

Clorpromazina

Edisilato de proclorperazina


Maleato de proclorperazina

Cloridrato de trifluoperazina

Cloridrato de triflupromazina

Tartarato de trimeprazina

Antiemético, fenotiazínico, antihistamínico

Cloridrato de prometazina

Cloridrato de propiopromazina

Antiemético, agente procinético

Antiestrogênico

Antifúngico

Cloridrato de metoclopramida

Citrato de tamoxifeno

Anfotericina B

Enilconazol

Fluconazol

Flucitosina

Griseofulvina

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Cloridrato de terbinafina

Voriconazol

Antifúngico, expectorante

Anti-histamínico

Iodeto de potássio

Cloridrato de cetirizina


Maleato de clorfeniramina

Fumarato de clemastina

Cloridrato de ciproeptadina

Dimenidrinato

Cloridrato de difenidramina

Hidroxizina

Tiludronato dissódico

Citrato de tripelenamina

Agente anti-hipercalcêmico

Alendronato

Etidronato dissódico

Pamidronato dissódico

Zoledronato

Agente anti-hiperglicêmico

Gemfibrozil

Glipizida

Gliburida

Metformina

Anti-inflamatório

Alopurinol

Colchicina

Dimetilssulfóxido (DMSO)

Niacinamida

Pentoxifilina


Anti-inflamatório, corticosteroide

Betametasona

Budesonida

Pivalato de desoxicorticosterona

Dexametasona

Fosfato sódico de dexametasona

Flumetasona

Hidrocortisona

Acetato de isoflupredona

Metilprednisolona

Prednisolona

Acetato de prednisolona

Succinato sódico de prednisolona

Prednisona

Acetonido de triancinolona

Diacetato de triancinolona

Hexacetonido de triancinolona

Antimiastênico

Antiobesidade

Cloreto de edrofônio

Dirlotapide

Mitratapide

Antiparasitário

Albendazol

Amitraz


Amprólio

Cloridrato de bunamidina

Diclorvós

Citrato de dietilcarbamazina

Iodeto de ditiazanina

Doramectina

Epsiprantel

Febantel

Fenbendazole

Furazolidona

Ivermectina

Ivermectina + praziquantel

Cloridrato de levamisol

Lufenuron

Lufenuron + milbemicina oxima

Mebendazol

Melarsomina

Metaflumizona

Milbemicina oxima

Moxidectina


Nitenpiram

Oxfendazol

Oxibendazol

Sulfato de paromomicina

Piperazina

Praziquantel

Pamoato de pirantel

Tartarato de pirantel

Cloridrato de quinacrina

Selamectina

Spinosad

Closilato de tênio

Tiabendazol

Tiacetarsamida sódica

Agente antiplaquetário

Antiprotozoário

Clopidogrel

Atovaquona

Diclazuril

Cloridrato de imidocarb

Metronidazol

Nitazoxanida

Ponazuril


Pirimetamina + sulfadiazina

Ronidazol

Tinidazol

Toltrazurila

Antiespasmódico

Agente antitireoidiano

Brometo de N-butilescopolamônio

(brometo de butilescopolamina)

Carbimazol

Ácido iopanoico

Ipodato

Metimazol

Propiltiouracil

Antitussígeno, analgésico

Butorfanol

Dextrometorfano

Bitartrato de hidrocodona

Agente antiúlcera

Misoprostol

Sucralfato

Agente antiúlcera, antagonista H2

Cloridrato de cimetidina

Famotidina

Nizatidina

Cloridrato de ranitidina

Agente antiúlcera, inibidor de

bomba de prótons

Omeprazol


Pantoprazol

Antiviral

Aciclovir

Famciclovir

Lisina (L-lisina)

Zidovudina

Analgésico antiviral

Modificador de comportamento

Amantadina

Cloridrato de buspirona

Trazodona

Modificador de comportamento,

ISRS

Cloridrato de fluoxetina

Paroxetina

Modificador de comportamento,

tricíclico

Cloridrato de amitriptilina

Cloridrato de clomipramina

Doxepina

Cloridrato de imipramina

Beta-agonista

Betabloqueador

Cloridrato de isoproterenol

Atenolol

Bisoprolol

Cloridrato de esmolol

Tartarato de metoprolol


Cloridrato de propranolol

Cloridrato de sotalol

Broncodilador

Aminofilina

Oxtrifilina

Teofilina

Broncodilatador, beta-agonista

Sulfato de albuterol ou Sabutamol

Clenbuterol

Sulfato de metaproterenol

Sulfato de terbutalina

Zilpaterol

Suplemento de cálcio

Calcitriol

Carbonato de cálcio

Cloreto de cálcio

Citrato de cálcio

Gluconato de cálcio e Borogluconato de cálcio

Lactato de cálcio

Agente cardíaco inotrópico

Digitoxina

Digoxina

Cloridrato de dobutamina

Pimobendan

Colinérgico

Cloreto de betanecol


Hormônio corticosteroide

Agente dermatológico

Diurético

Acetato de fludrocortisona

Isotretinoína

Acetazolamida

Clorotiazida

Diclorfenamida

Furosemida

Hidroclorotiazida

Manitol

Metazolamida

Espironolactona

Triantereno

Diurético, laxante

Agonista dopaminérgico

Glicerina

Mesilato de bromocriptina

Levodopa

Pergolida

Mesilato de pergolida

Cloridrato de selegilina

Emético

Cloridrato de apomorfina

Ipeca

Expectorante; relaxante muscular

Guaifenesina


Fluidoterapia

Dextrano

Solução de glicose

Hetamido (Hetastarch)

Solução de ringer lactato

Pentamido (Pentastarch)

Solução de ringer

Cloreto de sódio a 0,9%

Protetor hepático

S-adenosilmetionina (SAMe)

Silimarina

Hormônio

Altrenogest

Fatores estimuladores de colônia

Corticotropina

Cosintropina

Danazol

Acetato de desmopressina

Dietilestilbestrol

Epoetina alfa (eritropoietina)

Cipionato de estradiol

Estriol

Cloridrato de gonadorelina; diacetato tetrahidrato

de gonadorelina


Gonadotropina coriônica

Hormônio do crescimento

Insulina

Levotiroxina sódica

Liotironina sódica

Acetato de medroxiprogesterona

Acetato de megestrol

Mibolerona

Testosterona

Urofolitrofina

Vasopressina

Hormônio, agente anabólico

Undecilato de boldenona

Metiltestosterona

Decanoato de nandrolona

Oximetolona

Estanozolol

Hormônio, antagonista

Hormônio, indução de parto

Hormônio tireoidiano

Finasterida

Ocitocina

Hormônio liberador de tireotropina

Tireotropina

Imunoestimulante

Interferon


Carbonato de lítio

Agente imunossupressor

Auranofina

Aurotioglucose

Azatioprina

Ciclofosfamida

Ciclosporina

Tiomalato sódico de ouro

Micofenolato

Tacrolimo

Suplemento de iodo

Iodeto

Iodeto de potássio

Iodeto de sódio (20%)

Laxante

Bisacodil

Cáscara sagrada

Óleo de rícino

Docusato

Lactulose

Citrato de magnésio

Hidróxido de magnésio

Óleo mineral


Polietilenoglicol

Psilio

Sene

Ácido ursodesoxicólico

Ursodiol

Laxante, antiarrítmico

Anestésico local

Sulfato de magnésio

Cloridrato de bupivacaína

Mepivacaína

Anestésico local, antiarrítmico

Mucolítico, antídoto

Relaxante muscular

Cloridrato de lidocaína

Acetilcisteína

Besilato de atracúrio

Dantroleno sódico

Metocarbamol

Brometo de pancurônio

Suplemento nutricional

Sulfato ferroso

Ferro dextrano

Óleo MCT

Taurina

Zinco

Antagonista opioide

Cloridrato de naloxona

Naltrexona


Enzima pancreática

Suplemento de fosfato,

acidificante da urina

Suplemento de potássio

Pancrelipase

Fosfato de potássio

Cloreto de potássio

Gluconato de potássio

Agente procinético

Cisaprida

Domperidona

Metilnaltrexona

Metronidazol

Tegaserode

Prostaglandina

Cloprostenol

Dinoprost trometamina

Prostaglandina F2-alfa

Estimulante respiratório

Tranquilizante benzodiazepínico

Tranquilizante fenotiazínico

Vasodilatador

Cloridrato de doxapram

Alprazolam

Acepromazina (maleato)

Cloridrato de hidralazina

Irbesartan

Dinitrato de isossorbida

Mononitrato de isossorbida

Isoxsuprina

Nitroglicerina


Nitroprusseto (Nitroprusseto de sódio)

Cloridrato de fenoxibenzamina

Mesilato de fentolamina

Prazosina

Sildenafila

Vasodilatador, inibidor da ECA

Cloridrato de benazepril

Captopril

Maleato de enalapril

Lisinopril

Ramipril

Trandolapril

Vasodilatador, bloqueador do

canal de cálcio

Besilato de anlodipino

Losartan

Nifedipina

Vasoconstrictor

Arginina vasopressina

Metoxamina

Cloridrato de fenilefrina

Vitamina

Ácido ascórbico

Cianocobalamina

Diidrotaquisterol


Ergocalciferol

Fitonadiona

Riboflavina

Cloridrato de tiamina

Vitamina A

Vitamina E

Vitamina K


Lista de Nomes Comerciais e de Marcas em Referência Cruzada com os Nomes dos

Medicamentos

Nomes Comerciais e Outros

2-PAM

4-Metilpirazol

5-Fluorouracilo

A180

Abbocillin

ABCD

ABELCET

Accutane

ACE

Aceproject

Aceprotabs

Acetadote

Acetilpromazina

Ácido acetilsalicílico

Acromicina V

ActaChar

ACTH

Nome do Medicamento Conforme Listado

Neste Manual

Cloreto de pralidoxima

Fomepizol

Fluorouracilo

Mesilato de danofloxacina

Penicilina G

Anfotericina B

Anfotericina B

Isotretinoína

Maleato de acepromazina

Maleato de acepromazina

Maleato de acepromazina

Acetilcisteína

Maleato de acepromazina

Aspirina

Tetraciclina

Carvão ativado

Cosintropina


Acthar

Corticotropina

Actigall

Actigall

Carvão ativado

Adalat

Adenosilmetionina (SAMe)

Adequan Canine

Adequan IA

Adequan IM

Adrenalina

Adriamicina

Adrucil

Adspec

Advil

Aggrenex

Albon

Aldactone

Aleve

Alfaxan

Alimemazine

Alinia

Ácido ursodesoxicólico

Ursodiol

Carvão ativado

Nifedipina

S-adenosilmetionina (SAMe)

Glicosaminoglicano polissulfatado

Glicosaminoglicano polissulfatado

Glicosaminoglicano polissulfatado

Epinefrina

Cloridrato de doxorrubicina

Fluorouracilo

Clenbuterol

Ibuprofeno

Dipiridamol

Sulfadimetoxina

Espironolactona

Naproxeno

Alfaxalona

Trimeprazina (Temaril-P)

Nitazoxanida


Alkeran

Melfalan

Allopur

Alpha-tocopherol

Alupent

AmBisome

Amiglyde-V

Amikin

Solução de aminoácido

Aminofilina

Ácido aminossalicílico

Cloreto de amônio

Tri-hidrato de amoxicilina

Amoxi-Drops

Amixo-Inject

Amoxil

Amoxi-Tabs

Amp-Equine

Amphogel

Amphotec

Amprol

Alopurinol

Vitamina E

Sulfato de metaproterenol

Anfotericina B

Amicacina

Amicacina

Travasol

Teofilina

Mesalamina

Cloreto de amônio

Amoxicilina

Amoxicilina

Amoxicilina

Amoxicilina

Amoxicilina

Ampicilina

Hidróxido de alumínio

Anfotericina B

Amprólio


Amtech– Ferro dextrano

AmVet

Ferro dextrano

Borogluconato de cálcio

AmVet

Gluconato de cálcio

Anadrol

Anafen

Anafranil

Bloqueio de anaplasmose

Ancef

Ancobon

Andro-Cyp

Android

Andronate

Anipryl

Anthelcide EQ

Hormônio (Antidiurético, ADH)

Antilirium

Antirobe

Antisedan

Antivert

Antizole

Oximetolona

Ketoprofeno

Cloridrato de clomipramina

Clortetraciclina

Cefazolina sódica

Flucitosina

Testosterona

Metiltestosterona

Testosterona

Cloridrato de selegilina

Oxibendazol

Vasopressina; arginina vasopressina

Fisostigmina

Palmitato de clindamicina

Cloridrato de atipamezol

Meclizina

Fomepizol


Antizol-Vet

Anzemet

APL

Apomorphine

Apresoline

Aquacillin

AquaMEPHYTON

AquaMEPHYTON

Aquasol E

Aquasol-A

Ara-C

Aredia

Arginina Vasopressina

Aristocort

Arm & Hammer – bicarbonato de

sódio puro

Arquel

ASA

Asacol

Ascriptin

Atabrine

Fomepizol

Mesilato de dolasetron

Gonadotropina coriônica

Cloridrato de apomorfina

Cloridrato de hidralazina

Penicilina G

Fitonadiona

Vitamina K

Vitamina E

Vitamina A

Citarabina

Pamidronato dissódico

Vasopressina

Triancinolona

Bicarbonato de sódio

Ácido meclofenâmico

Aspirina

Mesalamina

Aspirina

Cloridrato de quinacrina


Atarax

Atgard

Ativan

Hidroxizine

Diclorvós

Lorazepam

Atopica

Atravet

Atropina

Augmentin

Aureomycin – comprimidos

solúveis para novilhos

Aureomycin – pó solúvel

Aureomycin – comprimidos

Avapro

Avelox

AVP

Axid

Azium

Azulfidine

Bactrim

Bactrovet

Bicarbonato de sódio

BAL em óleo

Ciclosporina

Maleato de acepromazina

Sulfato de atropina

Amoxicilina + clavulanato de potássio

Clortetraciclina

Clortetraciclina

Clortetraciclina

Irbesartan

Moxifloxacina

Arginina vasopressina; vasopressina

Nizatidina

Dexametasona

Sulfassalazina

Trimetoprima + sulfametoxazol

Sulfadimetoxina

Bicarbonato de sódio

Dimercaprol


Banamine

Basalgel

Baycox

Baytril

Benadryl

Benylin

Benza-Pen

Benzelmin

Betapace

Bewon

Biaxin

Biomox

Biomycin

Biosol

Blenoxane

Bonine

Brethine

Brevibloc

Brevital

Bricanyl

British anti-lewisite

Flunixina meglumina

Carbonato de alumínio

Toltrazuril

Enrofloxacina

Cloridrato de difenidramina

Dextrometorfano

Penicilina G

Oxfendazol

Cloridrato de sotalol

Cloridrato de tiamina

Claritromicina

Amoxicilina

Oxitetraciclina

Neomicina

Sulfato de bleomicina

Meclizina

Sulfato de terbutalina

Cloridrato de esmolol

Metoexital sódico

Sulfato de terbutalina

Dimercaprol


Bufferin

Buprenex

Buscopan

BuSpar

Aspirina

Cloridrato de buprenorfina

Brometo de butilscopolamina

Cloridrato de buspirona

Butazolidin

Bute

Brometo de butilescopolamina

Fenilbutazona

Fenilbutazona

Brometo de N-butilescopolamônio

Calan

Calciferol

Calcijex

Calci-mix

Cálcio

Etilenodiaminotetra-acetato de

cálcio dissódico

Versenato de cálcio dissódico

Ipodato de cálcio

Bolus para disenteria em novilhos

Cal-Nate

Canopar

Caparsolate

Capoten

Cloridrato de verapamil

Ergocalciferol

Calcitriol

Carbonato de cálcio

Cloreto de cálcio; lactato de cálcio

Edetato de cálcio dissódico

Edetato de cálcio dissódico

Ipodato

Clortetraciclina

Borogluconato de cálcio; gluconato de cálcio

Closilato de tenio

Tiacetarsamida sódica

Captopril


CapstarCarafate

Carbocaine-V

Cardioquin

Cardizem

NitenpiramSucralfate

Mepivacaína

Quinidina

Cloridrato de diltiazem

Cardoxin

Caricide

Carmilax

Castor

CCNU

Ceclor

CeeNU

Cefa-Drops

Cefa-Tabs

Cefotan

Celestone

CellCept

Centrine

Cephaguard

Ceptaz

Cerenia

Cestex

Digoxina

Citrato de dietilcarbamazina

Hidróxido de magnésio

Óleo de rícino

Lomustina

Cefaclor

Lomustina

Cefadroxila

Cefadroxila

Cefotetan dissódico

Betametasona

Micofenolato

Aminopentamida

Cefquinoma

Ceftazidima

Maropitant

Epsiprantel


Charcodote

Chemet

Cheque – gotas

Chloromycetin

Carvão ativado

Succímero

Mibolerona

Cloranfenicol

Chlor-Trimeton

Choledyl-SA

Condroitina sulfato

Chronulac

Maleato de clorfeniramina

Oxtrifilina

Glucosamina + condroitina sulfato

Lactulose

Ciclosporin

Cin-Quin

Cipro

Citracal

Citrocarbonate

Citroma

Citro-Mag

Citro Nesia

Claforan

Clavamox

Cleocin

ClinaFarm-EC

Ciclosporina

Quinidina

Cloridrato de ciprofloxacina

Citrato de cálcio

Bicarbonato de sódio

Citrato de magnésio

Citrato de magnésio

Citrato de magnésio

Cefotaxima sódica

Amoxicilina + clavulanato de potássio

Palmitato de clindamicina

Enilconazol


Clincox

Clindrops

Clinsol

Clintabs

Clomicalm

Cloxapen

Cobactan

Colace

Co-Lav

ColBENEMID

Colyte

Comfortis

Compazine

Contac

Convenia

Cordarone

Coreg

Corid

Corlopam

Corrective mixture

Cortef

Diclazuril

Palmitato de clindamicina

Palmitato de clindamicina

Palmitato de clindamicina

Cloridrato de clomipramina

Cloxacilina sódica

Cefquinoma

Docusato

Solução eletrolítica de polietilenoglicol

Colchicina

Solução eletrolítica de polietilenoglicol

Spinosad

Edisilato de proclorperazina

Fumarato de clemastina

Cefovecina

Amiodarona

Carvedilol

Amprólio

Mesilato de fenoldopam

Elixir paregórico

Hidrocortisona


Cortrosyn

Cosequin

Cosequin

Cotazym

Coumadin

Cosintropina

Glucosamina + condroitina sulfato

Condroitina sulfato

Pancrelipasa

Warfarina sódica

Cozaar

Creon

Crysticillin

Crystodigin

CSA

Losartan potássico

Pancrelipasa

Penicilina G

Digitoxina

Ciclosporina

CTX

Cuprimine

Cianocobalamina

Ciclosporina A

Cycrin

Cydectin

Cystorelin

Cytomel

Cytosar

Citosina arabinosida

Ciclofosfamida

Penicilamina

Cobalamina

Ciclosporina

Acetato de medroxiprogesterona

Moxidectina

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Liotironina sódica

Citarabina

Citarabina


Cytotec

Cytoxan

D5W

Danocrine

Dantrium

Daranide

Daraprim

Darbazine

Darbazine

DDAVP

DDVP

Decadron

Deca-Durabolin

Dectomax

Delta-Cortef

Deltasone

Demerol

Denosyl

Depakene

Depakote

Depen

Misoprostol

Ciclofosfamida

Solução de dextrose

Danazol

Dantroleno sódico

Diclorfenamida

Pirimetamina

Edisilato de proclorperazina

Maleato de proclorperazina

Acetato de desmopressina

Diclorvós

Dexametasona

Decanoato de nandrolona

Doramectina

Prednisolona

Prednisona

Meperidina

S-adenosilmetionina (SAMe)

Valproato de sódio

Valproato de sódio

Penicilamina


Depo-Estradiol

Depo-Medrol

Depo-Provera

Depo-Testosterone

Deprenyl

Deramaxx

Cipionato de estradiol

Acetato de metilprednisolona

Acetato de medroxiprogesterona

Testosterona

Cloridrato de selegilina

Deracoxib

DES

Desferal

Desyrel

Dexaject

Dexaject SP

Dexasone

Dietilestilbestrol

Mesilato de deferoxamina

Trazodona

Dexametasona

Dexametasona

Dexametasona

Dexatrim

Dexavet

Dex-A-Vet

Dexdomitor

Dextran 70

DHT

Diabeta

Diaminodifenilsulfona

Cloridrato de fenilpropanolamina

Dexametasona

Dexametasona

Dexmedetomidina

Dextran

Di-idrotaquisterol

Gliburida

Dapsona


Diamox

Dibenzyline

Diclorvós

Dicural

Didronel

Diflucan

Dilacor

Dilantin

Dilaudid

Dinoprost

Dinoprost

Dipentum

Diprivan

Di-Trim

Ditropan

Diuril

Divalproex

Dizan

DMSO

Dobutrex

DOCA pivalate

Acetazolamida

Cloridrato de fenoxibenzamina

Diclorvós

Cloridrato de difloxacina

Etidronato dissódico

Fluconazol

Cloridrato de diltiazem

Fenitoína

Hidromorfona

Dinoprost trometamina

Prostaglandina alfa-F2

Olsalazina sódica

Propofol

Trimetoprima + sulfadiazina

Cloreto de oxibutinina

Clorotiazida

Valproato sódico

Iodeto de ditiazanina

Dimetilsulfóxido (DMSO)

Cloridrato de dobutamina

Pivalato de desoxicorticosterona


DOCP

Dolophine

Domitor

Domoso

Dopram

Doribax

Dormosedan

Pivalato de desoxicorticosterona

Cloridrato de metadona

Cloridrato de medetomidina

Dimetilsulfóxido (DMSO)

Cloridrato de doxapram

Doripenem

Cloridrato de detomidina

Doxan

Doxidan

Doxy Caps

Dramamine

Draxxin

Drisdol

Droncit

Docusato

Docusato

Doxiciclina

Dimenidrinato

Tulathomicina

Ergocalciferol

Praziquantel

Drontal

Droxia

DSS

DTIC

Dulcolax

Duracillin

Praziquantel

Hidroxiureia

Docusato

Dacarbazina

Bisacodil

Penicilina G


Duragesic

Duramycin

Duraquin

Duricef

Dynapen

Dyrenium

ECP

EDDI

EDTA

Elavil

Eldepryl

Elspar

Emend

Enacard

Enisyl-F

Enterocort

Efedrina

Epival

EPO

Epogen

Epsom sais

Fentanil transdérmico

Tetraciclina

Quinidina

Cefadroxila

Dicloxacilina sódica

Triametereno

Cipionato de estradiol

Iodeto; iodeto de potássio

Edetato de cálcio dissódico

Cloridrato de amitriptiline

Cloridrato de selegilina

Asparaginase

Aprepitanto

Maleato de enalapril

Lisina (L-Lisina)

Budesonida

Cloridrato de efedrina

Valproato de sódio

Epoetina alfa (eritropoietina)

Epoetina alfa (eritropoietina)

Sulfato de magnésio


Equidone

Equigard

Equimax

Equimectrin

Equipoise

Equisyn-T4 (pó equino)

Equizole

Eqvalan líquido

Domperidona

Diclorvós

Ivermectina + praziquantel

Ivermectina

Undecilenato de boldenona

Levotiroxina sódica

Tiabendazol

Ivermectina

Ergamisol

Erythro-100

Erythropoietin

Eskacillin

Estrumate

EstroPlan

Ethrane

EtoGesic

Cloridrato de levamisol

Eritromicina

Epoetina alfa (eritropoietina)

Penicilina G

Cloprostenol

Cloprostenol

Enflurano

Etodolaco

Excede

Excenel

Factrel

Famvir

Ácio livre cristalino de ceftiofur

Cloridrato de ceftiofur

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Famciclovir


Felbatol

Feldene

Felimazole

Fenesin

Fermycin

Ferospace

Ferrodex

Fertagyl

Fertelin

Fertinex

Filaribits

Filgrastim

FK506

Flagyl

Flavor Tabs

Florinef

Flovent

Flucort

Fluopromazina

Fluothane

Folex

Felbamato

Piroxicam

Metimazol

Guaifenesina

Clortetraciclina

Sulfato ferroso

Ferro dextrano

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Urofolitropina

Citrato de dietilcarbamazina

Fator estimulador de colônia

Tacrolimus

Metronidazol

Lufenuron + milbemicina oxima

Acetato de fludrocortisona

Propionatode fluticasona

Flumetasona

Cloridrato de triflupromazina

Halotano

Metotrexato


Fortaz

Fortekor

Fosamax

Fragmin

FSH

Fulvicin P/G

Fulvicin U/F

Fungizone

Furadantin

Ceftazidima

Cloridrato de benazepril

Alendronato

Dalteparina

Urofolitropina

Griseofulvina

Griseofulvina

Anfotericina B

Nitrofurantoína

Furalan

Furatoin

Furoxone

Gabapetina

Gallimycin

Gantanol

Garacin

Garasol

GastroGard

Nitrofurantoína

Nitrofurantoína

Furazolidona

Gabapentina

Eritromicina

Sulfametoxazol

Gentamicina

Gentamicina

Omeprazol

Gengraf

Gentocin

Ciclosporina

Sulfato de gentamicina


Gentran-70

Geocillin

Geocolate

Geopen

Glibenclamide

Glucophage

Glucotrol

Glycerol

Glycoflex

Glycotuss

Guaiacolato de gliceril

Glynase

Glytuss

GnRh

Golytely

Gonadorelin

Gravol

Grifulvin

Grisactin

GrisPEG

Guailaxin

Dextran

Carbenicilina indanil sódica

Guaifenesina

Carbenicilina

Gliburida

Metformina

Glipizida

Glicerina

Glucosamina + condroitina sulfato

Guaifenesina

Guaifenesina

Gliburida

Guairenesina

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Solução eletrolítica de polietilenoglicol

Cloridrato de gonadorelina

Dimenidrinato

Griseofulvina

Griseofulvina

Griseofulvina

Guaifenesina


Guaiphenesin

Gyrocaps

Heartguard

HemaJect

Hepalean

HES

Hespan

Hetastarch

Hiprex

Guaifenesina

Teofilina

Ivermectina

Ferro dextrano

Heparina sódica

Hetamido

Hetamido

Hetamido

Metenamina

HSS Cloreto de sódio a 7,2%

Humabid LA

Humatin

Humatrope

Humulin (human insulin)

Hycodan

Hydrea

HydroDiuril

Hydrostat

Hioscina

Guaifenesina

Sulfato de paromomicina

Hormônio do crescimento

Insulina

Bitartrato de hidrocodona

Hidroxiureia

Hidroclorotiazida

Hidromorfona

Brometo de N-butilescopolamônio (brometo de

butilescopolamina)

Solução salina hipertônica Cloreto de sódio a 7,2%


Hytakerol

Hytuss

Imaverol

Imizol

Immiticide

Imodium

Imuran

Inderal

Indocin

Interceptor

Intropin

Invanz

Iodeto

Di-idrotaquisterol

Guaifenesina

Enilconazol

Cloridrato de imidocarb

Melarsomina

Cloridrato de loperamida

Azatioprina

Cloridrato de propranolol

Indometacina

Milbemicina oxima

Cloridrato de dopamina

Ertapenem

Iodeto de potássio; EDDI

Iodopen Iodeto de sódio (20%)

Ipodate

Ácido Isocotínico hidrazida

Cloridrato de isoprenalina

Isoptin

Isorbid

Isordil

Isuprel

Ácido iopanoico

Isoniazida

Cloridrato de isoproterenol

Cloridrato de verapamil

Dinitrato de isosorbide

Dinitrato de isosorbide

Cloridrato de isoproterenol


Itrafungol

Ivercare

Ivercide

IverEase

Ivermax

Ivomec

Kalcinate

Kantrim

Kaon

KaoPectate

Keflex

Kefzol

Keppra

Ketalar

Ketavet

Ketofen

Klonopin

K-Phos

Kytril

Lamisil

Lamprene

Itraconazol

Ivermectina

Ivermectina

Ivermectina

Ivermectina

Ivermectina

Borogluconato de cálcio; gluconato de cálcio

Sulfato devanamicina

Gluconato de potássio

Caolin + pectina

Cefalexina

Cefazolina sódica

Levetiracetam

Cloridrato de ketamina

Cloridrato de ketamina

Ketoprofeno

Clonazepam

Fosfato de potássio

Cloridrato de granisetron

Cloridrato de terbinafina

Clofazimina


Lanoxin

Lanvis

Largactil

Larodopa

Lasix

L-asparaginase

L-deprenyl

L-dopa

Lente insulina

Leukeran

Leukine

Digoxina

Tioguanina

Clorpromazina

Levodopa

Furosemida

Asparaginase

Cloridrato de selegilina

Levodopa

Insulina

Clorambucil

Fatores estimuladores de colônia

Levasole

Levo-Powder

Levsin

LHRH

Lincocin

Lincomix

Lincomycin

Lincomycin

Liquaemin

Liquamycin-LA 200

Cloridrato de levamisol

Levotiroxina sódica

Hiosciamina

Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina

Cloridrato de monoidratado de lincomicina

Cloridrato de monoidratado de lincomicina

Cloridrato de lincomicina

Cloridrato delincomicina

Heparina sódica

Oxitetraciclina


Liqui-cal

Carbonato de cálcio

Liqui-Char

Lithotabs

LMWH

Lodine

Lomotil

Lopid

Lopressor

Lopurin

Losec

Lotensin

Lovenox

LRS

Luminal

Lutalyse

Carvão ativado

Carbonato de lítio

Dalteparina; enoxaparina

Etodolaco

Difenoxilato

Gemfibrozilo

Tartrato de metoprolol

Alopurinol

Omeprazol

Cloridrato de benazepril

Enoxaparina

Solução de Ringer lactato

Fenobarbital

Dinoprost trometamina

Lutalyse Prostaglandina alfa F-2

Lyrica

Lysodren

Maalox

Macrodantin

Magnalax

Pregabalina

Mitotane

Carbonato de cálcio

Nitrofurantoína

Hidróxido de magnésio


Malogen

Mandelamine

Marbocyl

Marcaine

Marin

Marinol

Marquis

Matrix

Mavik

Maxipime

Maxolon

Propionato de testosterona éster

Mandelato de metenamina

Marbofloxacina

Cloridrato de bupivacaína

Silimarina

Dronabinol

Ponazuril

Altrenogest

Trandolapril

Cefepima

Cloridrato de metoclopramida

Meclofen

Meclofenamato de sódio

Ácido meclofenâmico

Meclozine

Triglicérides de cadeia média

Medrol

Mefoxin

Megace

Mephyton

Mepron

Ácido meclofenâmico

Ácido meclofenâmico

Meclofenamato sódico

Meclizine

Óleo de MCT

Metilprednisolona

Cefoxitina sódica

Acetato de megestrol

Fitonadiona; vitamina K

Atovaquona


Merrem

Mesalazine

Meropenem

Mesalamina

Mesasal

Mestinon

Metacam

Metamucil

Metaprel

Hipuratode metenamina

Methio-Form

Methodose

Metilpyrazol

Meticorten

Metofane

Metrodin

Benzoato de metronidazol

Cloridrato de metronidazol

Mexate

Mexitil

Micotil

Micronase

Milk of magnesia

Mesalamina

Brometo de piriridostigmina

Meloxicam

Psilio

Sulfato de metaproterenol

Metenamina

Racemetionina

Cloridrato de metadona

Fomepizol

Prednisona

Metoxiflurano

Urofolitropina

Metronidazol

Metronidazol

Metotrexato

Mexiletina

Fosfato de tilmicosina

Gliburida

Hidróxido de magnésio


Milk thistle

Mineral oil

Minipress

Minocin

Mitaban

Mithracin

Mitramicina

Mobic

Modrenal

Monodox

Monoket

Silimarina

Óleo mineral

Prazosin

Cloridrato de minociclina

Amitraz

Plicamicina

Plicamicina

Meloxicam

Trilostano

Doxiciclina

Mononitrato de isosorbide

Monurol

Motilium

Motrin

MS Contin

MTX

Mucinex

Mucomyst

Mylepsin

Myleran

Myochrysine

Fosfomicina

Domperidona

Ibuprofeno

Sulfato de morfina

Metotrexato

Guaifenesina

Acetilcisteína

Primidona

Bussulfan

Tiomalato sódico de ouro


Mysoline

Naprosyn

Narcan

Primidona

Naproxeno

Cloridrato de naloxona

Nature’s Remedy

Navigator

Naxcel

Naxen

Brometo de N-butilescopolamônio

Nebcin

Nemacide

Nembutal

Nemex

Neomercazole

Neoral

Neosar

Brometo de neostigmina

Metilssulfato de neostigmina

Neo-synephrine

Neptazane

Neupogen

Neurontin

Cáscara sagrada

Nitazoxanida

Ceftiofur sódico

Naproxeno

Brometo de butilescopolamina

Sulfato de tobramicina

Citrato de dietilecarbamazina

Pentobarbital sódico

Pirantel

Carbimazol

Ciclosporina

Ciclofosfamida

Neostigmina

Neostigmina

Cloridrato de fenilefrina

Metazolamida

Fatores estimuladores de colônia

Gabapentina


Neurosyn

Neutra-Phos-K

New Methylene Blue

Nicotinamida

Niravam

Nitro-bid

Nitrol

Nitropress

Nitrostat

Nizoral

Nolvadex

Primidona

Fosfato de potássio

Azul de metileno

Niacinamida

Alprazolam

Nitroglicerina

Nitroglicerina

Nitroprussida (nitroprussida sódica)

Nitroglicerina

Cetoconazol

Citrato de tamoxifeno

Solução salina normal Cloreto de sódio a 0,9%

Noroxin

Norpace

Norvasc

Novantrone

Noxafil

NPH insulin

Nufluor

Numorphan

Nuprin

Norfloxacina

Disopiramida

Besilato de anlodipino

Cloridrato de mitoxantrona

Posaconazol

Insulina

Florfenicol

Cloridrato de oximorfona

Ibuprofen


Nutropin

Omega

Omnicef

Hormônio do crescimento

Interferon

Cefdinir

Omnipen

Omnizole

Oncovin

op-DDD

Optimmune

Oramorph SR

Oragrafin

Orbax

Orbenin

Sulfato de orciprenalina

Orudis-KT

Osmitrol

Ovaban

OvaCyst

Oxpentifylline

Oxy 500, or Oxy 1000

Oxybiotic

Oxyglobin

Ampicilina

Tiabendazol

Sulfato de vincristina

Mitotano

Ciclosporina

Sulfato de morfina

Ipodato

Orbifloxacina

Cloxacillina sódica

Sulfato de metaproterenol

Ketoprofeno

Manitol

Acetato de megestrol

Diacetato tetra-hidratado de gonadorelina

Pentoxifilina

Oxitetraciclina

Oxitetraciclina

Hemoglobina glicosada


Oxy-Tet

Palladia

PAM

Panacur

Pancoate

Pancrease

Pancrezyme

Panectyl

Panmycin

Paraplatin

Parencillin

Parlodel

Pavulon

Paxil

PBZ

Pedameth

PEG

Pelamine

Pentahydrate

Pentasa

Pentaspan

Oxitetraciclina

Toceranib

Cloridrato de pralidoxima

Fenbendazol

Pancrelipasa

Pancrelipasa

Pancrelipasa

Tartrato de trimeprazina

Tetraciclina

Carboplatina

Penicilina G

Mesilato de bromocriptina

Brometo de pancurônio

Paroxetina

Fenilbutazona

Racemetionina

Solução eletrolítica de polietilenoglicol

Citrato de tripelenamina

Espectinomicina

Mesalamina

Pentamido


Pentothal

Pen-Vee

Pepcid

Pepto Bismol

Tiopental sódico

Penicilina V

Famotidina

Subsalicilato de bismuto

Percorten-V

Mesilato de pergolida

Periactin

Permax

Persantine

Pfi zerpen

PGF alfa-2

Phenergan

Phenetron

Fenobarbital sódico

Phenobarbitone

Fenitoína sódica

Filoquinona

Fitomenadiona

Pipa-Tabs

Pipracil

Pitocin

Pivalato de desoxicorticosterona

Pergolida

Cloridrato de ciproeptadina

Pergolida

Dipiridamol

Penicilina G

Prostaglandina alfa F-2; dinoprost trometamina

Cloridrato de prometazina

Maleato de clorfeniramina

Fenobarbital

Fenobarbital

Fenitoína

Pitonadiona; vitamina K

Fitonadiona; vitamina K

Piperazina

Piperacilina sódica

Oxitocina


Pitressin

Platinol

Plavix

Polycillin

Vasopressina

Cisplatina

Clopidogrel

Ampicilina

PolyFlex (tri-hidrato de ampicilina)

Polymox

Potássio

Brometo de potássio

PPA

Predef 2X

Acetato de prednisolona

PrednisTab

Pregnyl

Prepulside

Previcox

Priex

Prilosec

Primaxin

Primor

Principen

Prinivil

Ampicilina

Amoxicilina

Cloreto de potássio

Brometo

Cloridrato de fenilpropanolamina

Acetato de isoflupredona

Prednisolona

Prednisolona

Gonadotropina coriônica

Cisaprida

Firocoxib

Pirantel

Omeprazol

Imipeném + cilastatina

Ormetoprima + sulfadimetoxina

Ampicilina

Lisinopril


Privermectin

Pro-Banthine

Procardia

Maleato de proclorperazina

Ivermectina

Brometo de propantelina

Nifedipina

Edisilato de proclorperazina

Profasi

Program

ProHeart

Proin-ppa

ProMACE

ProMeris

Pronestyl

Propagest

Propalin

Propoflo

Propulsid

Propyl-Thyracil

Proscar

Prospec

Prostaglandina alfa F-2

ProstaMate

Pro-staphlin

Gonadotropina coriônica

Lufenuron

Moxidectina

Cloridrato de fenilpropanolamina

Maleato de acepromazina

Metaflumizona

Cloridrato de procainamida

Cloridrato de fenilpropanolamina

Cloridrato de fenilpropanolamina

Propofol

Cisaprida

Propiltiouracil

Finasterida

Clenbuterol

Dinoprost trometamina

Dinoprost trometamina

Oxacilina sódica


Prostigmin

Prostin F-2 alpha

Insulina protamina zíncica

Protonix

Cloreto de protopam

Protopic

Protropin

Proventil

Provera

Prozac

PTU

Neostigmina

Dinoprost trometamina

Insulina

Pantoprazol

Cloreto de pralidoxima

Tacrolimus

Hormônio do crescimento

Sulfato de albuterol

Acetato de medroxiprogesterona

Cloridrato de fluoxetina

Propiltiouracil

Pulmotil tilmicosina pré-mix

Purinethol

Pyopen

Pyran

Pyr-A-Pam

PZI

PZI Vet

Quadrinal

Quest

Quinaglute

Fosfato de tilmicosina

Mercaptopurina

Carbenicilina

Pirantel

Pirantel

Insulina

Insulina

Iodeto de potássio

Moxidectina

Quinidina


Quinora

Rapinovet

ReBalance

Reconcile

Regitine

Quinidina

Propofol

Pirimetamina + sulfadiazina

Fluoxetina

Mesilato de fentolamina

Reglan

Regonol

Regu-Mate

Relistor

Remeron

Resipram

Cloridrato de metoclopramida

Brometo de piridostigmina

Altrenogest

Metilnaltrexona

Mirtazapina

Dopram

Retinol

Retrovir

Revolution

Rheumatrex

r-HuEPO

Rythmodan

Ridaura

Rifadin

Rifampicina

Rimadyl

Vitamina A

Zidovudina

Selamectina

Metotrexato

Epoetina alfa (eritropoietina)

Disopiramida

Auranofina

Rifampina

Rifampina

Carprofeno


Ringer’s

Rintal

Ripercol

Robamox-V

Robaxin-V

Robinul-V

Robitussin

Rocaltrol

Rogitine

Romazicon

Rompun

Solução de ringer

Febantel

Cloridrato de levamisol

Amoxicilina

Metocarbamol

Glicopirrolato

Dextrometorfano

Calcitriol

Mesilato de fentolamina

Flumazenil

Cloridrato de xilazina

SafeGuard

SafeHeart

Salazopyrin

Salbutamol

Fenbendazol

Milbemicina oxima

Sulfassalazina

Sulfato de albuterol

Saline solution Cloreto de sódio a 0,9%

SAMe

Sandimmune

Sargramostim

Scolaban

Sedivet

S-adenosilmetionina (SAMe)

Ciclosporina

Fator estimulador de colônia

Cloridrato de bunamidina

Cloridrato de romifidina


Senokot

Sentinel

Sentinel tablets

Septra

Serax

Silybin

Sene

Milbemicina oxima

Lufenuron + milbemicina oxima

Trimetoprima + sulfametoxazol

Oxazepam

Silimarina

Simplicef

Sinequan

Skelid

Slentrol

Slo-bid

Cefpodoxima proxetil

Doxepin

Tiludronato dissódico

Dirlotapida

Teofilina

Soda Mint

Ascorbato de sódio

Brometo de sódio

Solganal

Soloxine

Solu-Cortef

Solu-Delta-Cortef

Solu-Medrol

Somatrem

Somatropina

Bicarbonato de sódio

Ácido ascórbico

Brometo

Aurotioglucose

Levotiroxina sódica

Hidrocortisona (succinato sódico)

Prednisolona (succinato sódico)

Metilprednisolona(succinato sódico)

Hormônio do crescimento

(succinato sódico)


Sorbitrate

Spectam

Spectogard

Sporanox

Stelazine

Stiglyn

Estreptozotocina

Strongid

Sublimaze

Sudafed

Sufenta

Mononitrato de isosorbide

Clenbuterol

Clenbuterol

Itraconazol

Cloridrato de trifluoperazina

Neostigmina

Estreptozocina

Pirantel

Citrato de fentanilo

Cloridrato de pseudoefedrina

Citrato de sufentanil

Sulcrate

Sulfa-Nox

Sulmet

Suprax

Surfak

Symmetrel

Synanthic

Synthroid

Syntocinon

Syprine

Sucralfato

Sulfaquinoxalina

Sulfametazina

Cefixima

Docusato

Amantadina

Oxfendazol

Levotiroxina sódica

Oxitocina

Cloridrato de trientina


Syrup of Ipecac

T4

Tagamet

Talwin-V

Tapazole

Task

Tavist

Ipecac

Levotiroxina sódica

Cloridrato de cimetidina

Pentazocina

Metimazol

Diclorvós

Fumarato de clemastina

Tazicef

Tazidime

TBZ

Tegopen

Ceftazidima

Ceftazidima

Tiabendazol

Cloxacilina sódica

Telezol

Telmin

Telmintic

Temaril

Temaril-P (com prednisolona)

Tenormin

Tensilon

Terramicina

Testex

Testosterona cipionate éster

Tiletamina + zolazepam

Mebendazol

Mebendazol

Tartrato de trimeprazina

Tartratode trimeprazina

Atenolol

Cloreto de edrofônio

Oxitetraciclina

Propionato de testosterona éster

Testosterona


Tetracosactide

Tetracosactrin

Theo-Dur

Theophylline

Thiamazole

Thibenzole

Thioplex

Thorazine

Thyrel

Thyrogen

Thyroid hormone (T3 )

Cosintropina

Cosintropina

Teofilina

Aminofilina

Metimazol

Tiabendazol

Tiotepa

Clorpromazina

Hormônio liberador de tireotropina

Tirerotropina

Liotironina sódica

Hormônio tireóideo (T4 )

Thyrolar

Thyro-L

ThyroMed

Thyro-Tabs

Thytropar

Ticar

Ticillin

Tigan

Tildren

Levotiroxina; L-tiroxina

Levotiroxina + Liotironina

Levotiroxina sódica

Levotiroxina sódica

Levotiroxina sódica

Tireotropina

Ticarcilina dissódica

Ticarcilina + clavulanato de potássio

Trimetobenzamida

Tiludronato dissódico


Timentin

Tindamax

Titralac

Tocoferol

Tofranil

Tonocard

Toradol

Torbugesic

Ticarcilina + clavulanato de potássio

Tinidazol

Carbonato de cálcio

Vitamina E

Cloridrato de imipramina

Cloridrato de tocainida

Ketorolac trometamina

Tartrato de butorfanol

Torbutrol

Torpex – inalador equino

Totacillin

Tartrato de butorfanol

Sulfato de albuterol

Ampicilina

Toxiban

Tracurium

Tramisol

Tranvet

Tranxene

Travasol

Trental

Trexan

Trexonil

TRH

Carvão ativado

Besilato de atracúrio

Cloridrato de levamisol

Cloridrato de propiopromazina

Clorazepato dipotássico

Solução de aminoácido

Pentoxifilina

Naltrexona

Cloridrato de naloxona

Hormônio liberador de tireotropina


Triamtabs

Tribrissen

Trimox

TSH

Tucoprim

Tumil-K

Tums

Tylan

Tylenol

Tylenol with codeine

Tylocine

Triancinolona

Trimetoprima + sulfadiazina

Amoxicilina

Tireotropina

Trimetoprima + sulfadiazina

Gluconato de potássio

Carbonato de cálcio

Tilosina

Acetaminofeno

Acetaminofeno + codeína

Tilosina

UlcerGard

Ultiva

Ultralente insulina

Ultram

Ultramectin

Ultrase

Unasyn

Uniprim

Uracid

Urecholine

Omeprazol

Remifentanilo

Insulina

Tramadol

Ivermectina

Pancrelipase

Ampicilina + sulbactam

Trimetoprima + sulfadiazina

Racemetionina

Cloreto de betanecol


Urex

UriCon

Urocit-K

Uroeze

Ácido ursodesoxicólico

Valbazen

Valium

Valproato sódico

Vancocin

Metenamina

Cloridrato de fenilpropanolamina

Citrato de potássio

Racemetionina

Ursodiol

Albendazol

Diazepam

Ácido valproico

Vancomicina

Vancoled

Vantin

Vancomicina

Cefpodoxima proxetil

Vasodilan

Vasotec

Vasotop

Vasoxyl

Veda-K1

Velban

Vetipulmin

Ventolin

Veraflox

Vercom

Isoxsuprina

Maleato de enalapril

Ramipril

Metoxamina

Vitamina K

Sulfato de vinblastina

Clenbuterol

Sulfato de albuterol

Pradofloxacina

Febantel


Verdisol

Vermox

Versed

Vesprin

Veta-K1

Vetalar

Vetalog

Vetergesic

Vetisulid

Vetmedin

Vetoryl

Diclorvós

Mebendazol

Cloridrato de midazolam

Cloridrato de triflupromazina

Fitonadiona; vitamina K

Cloridrato de ketamina

Triancinolona

Cloridrato de buprenorfina

Sulfaclorpiridazina

Pimobendano

Trilostano

Vetsulin (insulin zíncica suína)

Vfend

Viagra

Vibramycin

Vincasar

Viokase

Virbagen

Vitamin B 1

Vitamin B2

Vitamin B3

Insulina

Voriconazol

Sildenafil

Doxiciclina

Sulfato de vincristina

Pancrelipasa

Interferon

Cloridrato de tiamina

Riboflavina

Niacinamida


Vitamin B12

Vitamin C

Vitamin K1

Wellcovorin

Winstrol-V

Wycillin

Wymox

Xanax

Xilocaína

Yarvitan

Yobine

Zanosar

Zantac

Zebeta

Zegerid

Zelnorm

Zeniquin

Zestril

Zilmax

Zimecterin

Zinecarp

Cianocobalamina; cobalamina

Ácido ascórbico

Fitonadiona

Leucovorina cálcica

Estanozolol

Penicilina G

Amoxicilina

Alprazolam

Cloridrato de lidocaína

Mitratipida

Ioimbina

Estreptozocina

Cloridrato de ranitidina

Bisoprostol

Omeprazol

Tegaserode

Marbofloxacina

Lisinopril

Zilpaterol

Ivermectina

Carprofeno


Zithromax

Zofran

Zolazepam

Zoletil

Zometa

Zonegran

Zovirax

Zosyn

Zubrin

Zyloprim

Azitromicina

Cloridrato de ondansetron

Tiletamina + zolazepam

Tiletamina + zolazepam

Zoledronato

Zonisamida

Aciclovir

Piperacilina sódica

Tepoxalina

Alopurinol

Zyrtec

Cloridrato de cetirizina

Zyvox

Linezolida


Informações sobre Conversão

Pesos e Medidas

Prefixos para Frações

deci = 10 −1

centi = 10 −2

mili = 10 −3

micro = 10 −6

nano = 10 −9

pico = 10 −12

Medidas de Temperatura

°C = 5/9 × (°F – 32)

°F = 9/5 × (°C) + 32

Equivalentes de Porcentagem

A solução a 0,1% contém: 1 mg por mL

A solução a 1% contém: 10 mg por mL

A solução a 10% contém: 100 mg por mL

Conversões de Miliequivalentes:

1 mEq Na = 23 mg Na = 58,5 mg NaCl

1 g Na = 2,54 g NaCl = 43 mEq Na

1 g NaCl = 0,39 g Na = 17 mEq Na

1 mEq K = 39 mg K = 74,5 mg KCl

1 g K = 1,91 g KCl = 26 mEq K

1 g KCl = 0,52 g K = 13 mEq K

1 mEq Ca = 20 mg Ca

1 g Ca = 50 mEq Ca

1 mEq Mg = 0,12 g MgSO 4 • 7H 2 O


1 g Mg = 10,2 g MgSO 4 • 7H 2 O = 82 mEq Mg

10 mmol P i = 0,31 g P i = 0,95 g PO 4

1 g Pi = 3,06 g PO4 = 32 mmol Pi

Conversões Métricas

Medidas de Volume:

Colher de chá = 5 mL

Colher de sopa = 15 mL

Onça* líquida = 30 mL

Pint* = 473 mL

Quarto * = 946 mL

Medidas Lineares:

1 mm = 0,04 polegada

1 polegada = 25,4 mm = 2,54 cm

1 m = 39,4 polegada

1 polegada = 0,025 m

Medidas de Peso:

1 mg = 0,017 grão*

1 grão* = 65 mg

1 g = 0,035 oz*

1 oz* = 28,3 g

1 kg = 2,2 libras*

1 libra = 0,45 kg

Pesos e Equivalentes:

Sistema Métrico

Peso:

quilograma = kg = 1.000 gramas

grama = g = 1 grama

miligrama = mg = 0,001 grama

micrograma = μg = 0,001 miligrama


Volume:

litro = L = 1 L

mililitro = mL = 0,001 L

Peso Avoirdupois*:

1 onça (oz) = 437,5 grãos

1 libra(lb) = 16 onças = 7.000 grãos

Equivalentes Métricos e Medidas de Apotecário *

Equivalentes Exatos de Peso:

Medidas de Peso Apotecário

1 mg 1/64,8 grão

64,8 mg 1 grão

324 mg 5 grãos

1 g 15.432 grãos

31,103 g 1 onça (480 grãos)

Equivalentes Exatos de Volume:

Medidas de Apotecário

1,00 mL 16,23 mínimos

3,69 mL 1 onça líquida (60 mínimos)

29,57 mL 1 onça líquida (480 mínimos)

473,16 mL 1 pint (7.680 mínimos)

946,33 mL 1 quarto (15.360 mínimos)

Conversão de Peso Corporal


Quilogramas para Libras e para Área de Superfície Corporal em Metros Quadrados

Peso Corporal em

Quilogramas

Peso Corporal

em Libras

Área de Superfície Corporal em Metros

Quadrados

1 2,20 0,10

2 4,41 0,16

3 6,61 0,21

4 8,82 0,26

5 11,02 0,30

6 13,23 0,33

7 15,43 0,37

8 17,64 0,41

9 19,84 0,44

10 22,05 0,47

11 24,25 0,50

12 26,46 0,53

13 28,66 0,56

14 30,86 0,59

15 33,07 0,62

16 35,27 0,64

17 37,48 0,67

18 39,68 0,70


19 41,89 0,72

20 44,09 0,75

21 46,30 0,77

22 48,50 0,80

23 50,71 0,82

24 52,91 0,84

25 55,12 0,87

26 57,32 0,89

27 59,52 0,91

28 61,73 0,93

29 63,93 0,96

30 66,14 0,98

31 68,34 1,00

32 70,55 1,02

33 72,75 1,04

34 74,96 1,06

35 77,16 1,08

36 79,37 1,11

37 81,57 1,13

38 83,77 1,15

39 85,98 1,17


40 88,18 1,19

41 90,39 1,21

42 92,59 1,22

43 94,8 1,24

44 97,0 1,26

45 99,21 1,28

46 101,41 1,30

47 103,62 1,32

48 105,82 1,34

49 108,03 1,36

50 110,23 1,38

51 112,43 1,39

52 114,64 1,41

53 116,84 1,43

54 119,05 1,45

55 121,25 1,47

56 123,46 1,48

57 125,66 1,50

58 127,87 1,52

59 130,07 1,54

60 132,28 1,55


61 134,48 1,57

62 136,69 1,59

63 138,89 1,61

64 141,09 1,62

65 143,3 1,64

66 145,5 1,66

67 147,71 1,67

68 149,91 1,69

69 152,12 1,71

70 154,32 1,72

* Nota da Revisão Científica: medidas empregadas nos EUA.

* Nota da Revisão Científica: nomenclatura antiga utilizada na farmácia de manipulação.


Fármacos em Ordem Alfabética


A

Acepromazina (Maleato)

Nomes comerciais e outros nomes

ACE, Aceproject, Aceprotabs, Atravet e Promace; é ocasionalmente denominado

acetilpromazina.

Medicamentos comercializados no Brasil

Acepran a 0,2 e 1% (v) , Aceprovets (v)

Classificação funcional

Tranquilizante, tranquilizante fenotiazínico.

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Sedativo, tranquilizante fenotiazínicos. A acepromazina inibe os receptores dopaminérgicos

centrais, produzindo sedação e tranquilização. A acepromazina também apresenta ação

antimuscarínica e bloqueia a noradrenalina em receptores adrenérgicos (p. ex., receptores

alfa). Devido ao bloqueio de receptores alfa na musculatura lisa, a acepromazina também

provoca vasodilatação.

Indicações e Usos Clínicos

A acepromazina é usada como sedativo, tranquilizante, pré-anestésico e adjuvante

anestésico. Em pequenos animais, a acepromazina produz efeitos antieméticos. Em algumas

indicações, a administração também produz vasodilatação. Em equinos, no tratamento da

laminite, a administração de acepromazina, em dose de 0,02-0,04 mg/kg aumentou o

fluxo sanguíneo arterial digital.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sedação e ataxia são efeitos colaterais comuns. Efeitos extrapiramidais (movimentos

musculares involuntários), tremores, distonia ou efeitos parkinsonianos são raros, mas


podem ser observados após a administração de acepromazina em animais. Os

fenotiazínicos podem, em alguns animais, produzir tônus vagal excessivo, isto é observado

principalmente em animais de raças braquicefálicas. A administração de atropina pode

ser usada para o tratamento dos sinais de alto tônus vagal. Dado o antagonismo alfaadrenérgico,

há possibilidade de hipotensão. Em equinos, o prolapso peniano persistente

foi relatado; este efeito é imprevisível e, aparentemente, não relacionado à dose

administrada.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais suscetíveis a convulsões. O risco de convulsões em animais

submetidos ao tratamento com acepromazina, porém, pode não ser tão importante

quanto se acreditava. Em estudos retrospectivos, as convulsões não foram relatadas como

problemas clínicos.

Não administre a animais que apresentam distonia ou apresentaram efeitos

extrapiramidais associados ao uso de fenotiazínicos.

Os fenotiazínicos podem causar hipotensão (através do bloqueio de receptores alfa);

use com cautela, portanto, em associação a outros medicamentos hipotensivos ou quando

a hipotensão puder ser exacerbada.

Em vacas no final da gestação, a administração de acepromazina produziu pequena

redução do fluxo sanguíneo e da oxigenação do feto.

Interações Medicamentosas

A acepromazina pode potencializar outros medicamentos que provocam vasodilatação. A

acepromazina pode aumentar o risco de convulsões quando administrada

concomitantemente a outros fármacos que reduzem o limiar convulsivo, mas este risco

não é tão significativo quanto se acreditava. A acepromazina é usada na sedação de cães

para realização de teste de tolerância à glicose, em dose de 0,1 mg/kg, sem prejuízo dos

resultados obtidos.

Instruções de Uso

A acepromazina pode ser administrada por vias oral, intravenosa ou intramuscular. Quando

associada a anestésicos gerais, principalmente barbitúricos e agentes inalatórios, a dose

destas medicações pode ser reduzida. Os sinais clínicos da administração de acepromazina

são mais proeminentes após as primeiras 3 a 4 horas, mas podem persistir por 7 horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão arterial em pacientes suscetíveis à hipotensão. Em cães, a acepromazina

não altera os testes de função adrenal.


Formulações

A acepromazina é comercializada em comprimidos de 5, 10 e 25 mg e em solução a

10 mg/mL. No Canadá, é vendida também como grânulos e pó para administração oral.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,025-0,1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea, em dose única

(a dose mais comum é 0,025 mg/kg). Não exceder a dose total de 3 mg.

• Sedação: 0,5-2,2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.

Gatos

• 0,025-0,1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea, em dose única.

• Sedação: 1,1-2,2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,04-0,1 mg/kg por via intramuscular, a cada 6-12 horas. No entanto, a administração

frequente não é recomendada e as doses devem ser dadas a intervalos de 36-48 horas.

No período pré-operatório, 0,01-0,05 mg/kg por vias intramuscular, subcutânea ou

intravenosa.

Bovinos

• 0,13-0,26 mg/kg por via oral, 0,03-0,1 mg/kg por via intramuscular ou 0,01-

0,02 mg/kg por via intravenosa.

Suínos

• Adultos: 0,03-0,2 mg/kg por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal


Tempos de carência da terapia: Nos EUA, tais tempos não foram estabelecidos. Estima-se

que, no uso extrabula, o período de carência seja de no mínimo 7 dias para a carne e

48 horas para o leite.

Canadá: 7 dias para a carne; 48 horas para o leite.

No Brasil, a acepromazina (maleato) está listada como substância de controle especial

(lista C1) sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 3

Acetato de Desmopressina

Nomes comerciais e outros nomes

DDAVP ®

Medicamentos comercializados no Brasil

DDAVP (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Peptídeo sintético similar ao hormônio antidiurético (ADH). Produz efeitos similares ao ADH

natural e é utilizado para o tratamento de diabetes insípido (DI) em animais. Essa ação está

relacionada à estimulação da permeabilidade à água para aumentar a reabsorção da mesma

no túbulo renal distal. A diferença entre o DDAVP ® e o ADH natural é que o DDAVP ®

apresenta um período maior de ação e produz poucos efeitos vasoconstritores. Além dos

efeitos hormonais, a administração de DDAVP ® em seres humanos gera um aumento

plasmático de duas a cinco vezes do fator de von Willebrand. Essa medicação pode

aumentar em 50% o fator de von Willebrand em alguns animais, mas não de forma tão

consistente como quando administrada em seres humanos.

Indicações e Usos Clínicos

A desmopressina é usada na terapia de reposição em pacientes com DI e também vem sendo

utilizada para o tratamento de pacientes com doença de von Willebrand branda

a moderada antes de cirurgia ou em procedimentos que possam gerar sangramento.


Entretanto, a resposta em cães com deficiência de fator de von Willebrand não é tão

expressiva ou consistente como aquela observada em seres humanos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não são descritos efeitos colaterais. Em seres humanos raramente provoca eventos

trombóticos.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas.

Interações Medicamentosas

A administração de uréia e fludrocortisona irá aumentar o efeito antidiurético.

Instruções de Uso

A desmopressina é usada apenas para o tratamento do DI central. A duração do efeito é

variável (8-20 horas), mas tipicamente possui uma duração de 8-12 horas. É ineficaz no

tratamento do DI nefrogênico ou da poliúria por outras causas. O produto intranasal está

sendo administrado como colírio em cães. O início de sua ação ocorre em 1 hora.

Comprimidos orais estão disponíveis para seres humanos, mas não foram relatados seus

efeitos em cães.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a ingestão de água e a urinálise para avaliar a terapia. A desmopressina pode ser

utilizada como teste para o DI em animais. Para a realização deste teste, administre

2 μg/kg, por via subcutânea ou via intravenosa ou 20 μg por via intranasal ou via oftálmica.

Isto deve ser seguido à monitoração da concentração urinária e do peso corpóreo do animal.

O aumento da capacidade de concentração urinária pode indicar o diagnóstico de DI.

Formulações

A desmopressina está disponível para administração injetável de 4 μg/mL, solução em

aerossol de acetato nasal de 100 μg/mL (0,01%), e em comprimidos de 0,1 e 0,2 mg

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A


estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• DI: 2-4 gotas (2 μg) a cada 12-24 horas, por vias intranasal ou oftálmica.

Alternativamente, 0,5-2,0 mg/cão a cada 12-24 horas, por vias intravenosa ou

subcutânea.

• 0,05-0,1 mg a cada 12 horas, por via oral ou quando necessário. A dose por via oral pode

ser aumentada para 0,1-0,2 mg/kg, conforme necessário.

• Tratamento da doença de von Willebrand: 1 μg/kg (0,01 mL/kg), administrado por via

subcutânea, ou diluído em 20 mL de solução salina e administrado em 10 minutos, por

via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência para animais de produção não foi estabelecido. Entretanto,

o medicamento apresenta rápida eliminação com baixo risco de resíduos, portanto,

um período de carência curto é sugerido para animais de produção.

Acetato de Fludrocortisona

Nome comercial e outros nomes

Florinef

Medicamentos comercializados no Brasil

Florinefe (h)

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Terapia de reposição de mineralocorticoide. A fludrocortisona tem alta potência

de atividade mineralocorticoide comparada à atividade glicocorticoide. A fludrocortisona

atua mimetizando a ação da aldosterona no corpo, especificamente para aumentar


a reabsorção de sódio nos túbulos renais.

Indicações e Usos Clínicos

A fludrocortisona é usada como terapia de reposição em animais com insuficiência

adrenocortical (doença de Addison). Em razão de sua atividade glicocorticosteroide, alguns

animais podem não precisar de suplementação adicional de glicocorticoides quando se está

administrando a fludrocortisona. O pivalato de desoxicorticosterona (DOCP) é usado como

uma alternativa em cães quando se deseja uma dose injetável intermitente em vez de doses

diárias orais de fludrocortisona.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas são principalmente relacionadas aos efeitos dos glicocorticoides em

altas doses. Pode ocorrer poliúria/polidipsia em alguns animais. O tratamento a longo

prazo para o hipoadrenocorticismo pode resultar em efeitos colaterais do glicocorticoide.

A administração de fludrocortisona causa significativa redução da aldosterona urinária.

Contraindicações e Precauções

Embora seja usada como mineralocorticoide, pode produzir efeitos colaterais de

glicocorticoide. Use com cautela em animais que possam estar em risco para efeitos

colaterais por corticosteroide.

Interações Medicamentosas

Não há relato de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A dose deverá ser ajustada pelo monitoramento da resposta do paciente (i. e.,

monitoramento das concentrações eletrolíticas). Em alguns pacientes, é administrada com

um glicocorticoide e suplementação de sódio (p. ex., prednisolona/prednisona em dose

de 0,2-0,3 mg/kg/dia).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os eletrólitos do paciente (especialmente sódio e potássio). O ajuste da dose deverá

basear-se no monitoramento dos eletrólitos para que estes se mantenham dentro de uma

variação desejada.

Formulações


Fludrocortisona está disponível em comprimidos de 100 μg (0,1 mg).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

é hidrossolúvel. Quando os comprimidos são triturados para o preparo de várias suspensões,

eles ficam estáveis por 14 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15-30 μg/kg/dia (0,015-0,03 mg/kg), por via oral.

Gatos

• 0,1-0,2mg/gato, a cada 24 horas, por via oral. Para teste de aldosterona primária,

administre 0,05 mg/kg a cada 12 horas durante 4 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência do uso extrabula não estão estabelecidos. Como o medicamento

apresenta pouco risco de produzir resíduos, são sugeridos períodos de carência de 24 horas.

Classificação RCI: 4

Acetato de Isoflupredona (Isoflupredona)

Nome comercial e outros nomes

Predef 2X

Medicamentos comercializados no Brasil

Predef (v)

Classificação funcional

Corticosteroide


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores são aproximadamente 17

vezes mais potentes que os do cortisol e 4 vezes mais potentes que os da prednisolona. Os

efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem principalmente por inibição de células

inflamatórias e supressão da expressão de mediadores inflamatórios. O uso é para o

tratamento de doenças inflamatórias e imunomediadas.

Indicações e Usos Clínicos

O acetato de isoflupredona, ou simplesmente isoflupredona, é usado para tratamento

de várias doenças musculoesqueléticas, alérgicas e inflamatórias sistêmicas. O uso

em animais de grande porte inclui distúrbios inflamatórios, especialmente inflamação

musculoesquelética e doença recorrente das vias aéreas (RAO) (anteriormente denominada

doença pulmonar obstrutiva crônica [DPOC]) em equinos. Em bovinos, a isoflupredona, tal

como outros corticosteroides, é usada para tratamento da cetose. Em animais de grande

porte é também usada para tratamento de choque séptico. Entretanto, a eficácia do uso de

corticosteroide no tratamento de choque séptico não é sustentada por evidências.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos adversos incluem

ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio

tireóideo, diminuição da síntese de proteína, retardo na cicatrização de feridas e

imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias decorrentes da imunossupressão,

que incluem: demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário. Em

equinos, outro efeito adverso é o risco de laminite, embora não tenha sido estabelecida

uma nítida associação entre laminite e corticosteroides.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes propensos a infecções ou úlceras gástricas.

A administração da isoflupredona pode induzir hepatopatia, diabetes melito

ou hiperlipidemia. Use com cautela em fêmeas prenhes ou em animais jovens em fase

de crescimento. O uso de corticosteroides pode prejudicar a cicatrização.

Interações Medicamentosas

Os corticosteroides aumentarão o risco de ulceração gástrica quando administrados com

anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).


Instruções de Uso

Quando administrado para tratar a cetose primária em bovinos, é recomendável administrar

glicose intravenosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore enzimas hepáticas, glicose sanguínea e a função renal durante a terapia. Monitore

os pacientes para sinais de infecções secundárias. Faça teste de estimulação de hormônio

adrenocorticotrófico (ACTH) para monitorar a função adrenal.

Formulações

A isoflupredona está disponível em forma injetável de 2 mg em ampolas de 10 mL e

100 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Não estão listadas doses da isoflupredona, pois geralmente não é administrada a

pequenos animais. Entretanto, com base na potência anti-inflamatória, doses de 0,125-

0,25 mg/kg/dia, por via intramuscular, podem ser consideradas.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Dose total de 10-20 mg por animal, a cada 12-24 horas, por via intramuscular.

• Cetose: 10-20 mg, como dose única total por animal, a cada 12-24 horas, por via

intramuscular.

Equinos

• Dose total de 5-20 mg por animal, a cada 12-24 horas, por via intramuscular.

• Doença pulmonar: 0,02-0,03 mg/kg, a cada 24 horas.

• Intra-articular: 5-20 mg por articulação.

Suínos


• 0,036 mg/kg/dia, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos e suínos (carne): 7 dias.

Nenhum período de carência está listado para rotulagem nos EUA. No Canadá,

os períodos de carência são listados como 5 dias para carne e 72 horas para leite.

Para estimativas de intervalos de retirada extrabula, contate o FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723), número nos EUA.

Acetato de Medroxiprogesterona

Nomes comerciais e outros nomes

Depo-Provera (injeção), Provera (comprimidos) e Cycrin (comprimidos)

Medicamentos comercializados no Brasil

Depo-Provera (h) , Provera (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Hormônio progestágeno. A medroxiprogesterona é derivada da acetoxiprogesterona.

O acetato de medroxiprogesterona substitui a progesterona no organismo e mimetiza seus

efeitos. Uma única injeção de Depro-Provera pode produzir efeitos de longa duração.

Indicações e Usos Clínicos

O acetato de medroxiprogesterona é usado para substituir a progesterona em animais. Com

maior frequência, é usado no controle do ciclo estral. É também empregado para

o tratamento de algumas doenças comportamentais e dermatológicas (como a marcação

de território por urina em gatos e a alopecia). No entanto, seu uso na terapia

comportamental é desencorajado, em decorrência das altas taxas de recidiva e a incidência

de efeitos colaterais relacionados ao hormônio. Em equinos, é usado para inibir o estro.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Os efeitos colaterais incluem polifagia, polidipsia, supressão adrenal (em gatos), maior

risco de desenvolvimento de diabetes melito, piometra, diarreia e maior predisposição ao

desenvolvimento de neoplasias. Em gatos, uma única injeção de acetato

de medroxiprogesterona provocou hiperplasia fibroepitelial mamária.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes. Em seres

humanos, aumenta o risco de alterações tromboembólicas. Não use em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, a eliminação

da medroxiprogesterona é aumentada por medicamentos sabidamente indutores

de enzimas hepáticas do P450 (ver Apêndices).

Instruções de Uso

Os intervalos de administração variam conforme a indicação clínica. Os intervalos podem

variar de uma vez por semana a uma vez por mês.

Estudos clínicos em animais focaram, principalmente, em seu uso reprodutivo e seus

efeitos em distúrbios comportamentais. O acetato de medroxiprogesterona pode provocar

menos efeitos colaterais do que o acetato de megestrol.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A medroxiprogesterona pode aumentar a concentração sérica de colesterol e de algumas

enzimas hepáticas.

Formulações

A medroxiprogesterona é comercializada em solução injetável a 150 e 400 mg/mL e

comprimidos de 2,5, 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 1,1-2,2 mg/kg a cada 7 dias por via intramuscular.

• Problemas comportamentais: 10-20 mg/kg por via subcutânea.

• Doença prostática (cães): 3-5 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Prevenção do estro: 250-500 mg/animal por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Não há estimativas de intervalos de carência do tratamento, já que este medicamento não

deve ser administrado a animais de produção.

Acetato de Megestrol

Nomes comerciais e outros nomes

Ovaban e Megace

Medicamentos comercializados no Brasil

Megestat (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Hormônio progestágeno. O megestrol mimetiza dos efeitos da progesterona em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O acetato de megestrol é usado no controle do ciclo estral. É também empregado para

o tratamento de algumas doenças comportamentais e dermatológicas (como a marcação

de território por urina em gatos e a alopecia). No entanto, seu uso na terapia

comportamental é desencorajado, em decorrência de altas taxas de recidiva e a incidência

de efeitos colaterais relacionados ao hormônio.

Em equinos, é usado para inibir o estro, mas, nesta indicação, doses de 10-

20 mg/dia/animal não são eficazes.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem polifagia, polidipsia, supressão adrenal (em gatos), maior

risco de desenvolvimento de diabetes melito, piometra, diarreia e maior predisposição ao

desenvolvimento de neoplasias.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais diabéticos ou suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes. Não

use em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, a eliminação do megestrol

é aumentada por medicamentos conhecidos por induzir enzimas hepáticas do P450

(ver Apêndices).

Instruções de Uso

Estudos clínicos em animais focaram, principalmente, no uso reprodutivo e seus efeitos em

distúrbios comportamentais. O acetato de medroxiprogesterona pode provocar menos efeitos

colaterais do que o acetato de megestrol.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Diante do risco de desenvolvimento de diabetes melito, monitore periodicamente a glicemia

durante o tratamento.

Formulações

O acetato de megestrol é comercializado em comprimidos de 5 mg (preparação veterinária)

e comprimidos de 20 e 40 mg (preparação humana).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• Proestro: 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 8 dias.

• Anestro: 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 30 dias.

• Tratamento de problemas comportamentais: 2-4 mg/kg a cada 24 horas durante 8 dias

(para manutenção reduza a dose).

Gatos

• Terapia dermatológica ou controle da marcação territorial: 2,5-5 mg/gato a cada

24 horas durante 1 semana, passando a 5 mg/gato, 1 ou 2 vezes/semana por via oral.

• Supressão do estro: 5 mg/gato/dia durante 3 dias, passando a 2,5-5 mg 1 vez/semana

durante 10 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Supressão do estro: 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há estimativas de intervalos de carência do tratamento, já que este medicamento não

deve ser administrado a animais de produção.

Acetazolamida

Nome comercial e outros nomes

Diamox

Medicamentos comercializados no Brasil

Diamox (h)

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da anidrase carbônica. A acetazolamida, assim como outros inibidores da anidrase

carbônica, provoca diurese por meio da inibição da reabsorção de bicarbonato nos túbulos

contornados proximais renais. Esta ação leva a perda de bicarbonato na urina e diurese.


Consequentemente, os inibidores da anidrase carbônica provocam excreção aumentada

de bicarbonato, alcalinização da urina e perda de água.

Indicações e Usos Clínicos

Atualmente, a acetazolamida é pouco usada como diurético. Existem medicamentos

diuréticos mais potentes e eficazes, como os diuréticos de alça (furosemida).

A acetazolamida, como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada principalmente

para a redução da pressão intraocular em animais com glaucoma. Com essa finalidade,

a metazolamida é usada com maior frequência do que a acetazolamida, e outros esquemas

terapêuticos são hoje mais empregados do que os inibidores da anidrase carbônica.

A semelhança de outros inibidores da anidrase carbônica, a acetazolamida

é ocasionalmente usada para alcalinização da urina durante o tratamento de alguns

cálculos urinários.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em alguns pacientes, a acetazolamida pode provocar hipocalemia. A perda significativa

de bicarbonato pode ser observada após administrações repetidas. Em cães foi observada a

ocorrência de reação respiratória a qual foi atribuída à acidose respiratória.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com acidemia. Use com cautela em animais sensíveis

a sulfonamidas.

Interações Medicamentosas

A acetazolamida alcaliniza a urina, o que pode afetar a eliminação de alguns

medicamentos. Essa alcalinização pode potencializar os efeitos de alguns fármacos

antibacterianos (p. ex., macrolídeos e quinolonas).

Instruções de Uso

A acetazolamida, associada a outros agentes, é geralmente empregada para reduzir a pressão

intraocular durante o tratamento do glaucoma. A acetazolamida é utilizada para alcalinizar

a urina e impedir a formação de alguns cálculos urinários. No entanto, a não ser que haja

suplementação com bicarbonato, a alcalinização da urina não será sustentada pela

administração repetida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore a pressão intraocular do paciente quando a acetazolamida for usada

no tratamento do glaucoma.

Formulações

A acetazolamida é comercializada em comprimidos de 125 e 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Estável, se armazenada em frasco bem fechado. Soluções compostas são estáveis por, pelo

menos, 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Glaucoma: 5-10 mg/kg a cada 8-12horas, por via oral.

• Outros usos diuréticos: 4-8 mg/kg a cada 8-12horas, por via oral.

Gatos

• 7 mg/kg, a cada 8horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Acetilcisteína

Nomes comerciais e outros

Mucomyst e Acetadote. Também chamada N-aceticisteína.

Medicamentos comercializados no Brasil


Fluimucil (h) , Acetilcisteína (g)

Classificação funcional

Mucolítico, antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A acetilcisteína reduz a viscosidade das secreções e é usada como agente mucolítico em

soluções para uso ocular e nebulização brônquica. A acetilcisteína é um composto sulfidrila e

age aumentando a síntese de glutationa no fígado. A glutationa atua como antioxidante e

facilita a conjugação de metabólitos tóxicos, principalmente aqueles derivados

do acetaminofeno. Os efeitos antioxidantes desse medicamento foram também usados

para o tratamento de doenças associadas ao estresse oxidativo.

Indicações e Usos Clínicos

Como doador do grupo sulfidrila, a acetilcisteína é usada como antídoto em algumas

intoxicações (p. ex., por paracetamol em gatos). No tratamento de intoxicações, é importante

que a acetilcisteína seja administrada o mais rápido possível, o que maximiza sua eficácia. A

acetilcisteína é também usada na prevenção da nefropatia induzida pela administração de

contraste. É empregada no tratamento do estresse oxidativo, por atuar na remoção de

radicais hidroxila e ácido hipocloroso. A acetilcisteína também reduz o edema cerebral.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Nenhuma reação adversa foi relatada em animais. Reações alérgicas foram relatadas em

seres humanos, semelhantes às reações anafiláticas, quando da administração

intravenosa. Tais reações se manifestam como lesões cutâneas, broncoespasmos,

taquicardia e hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Com o uso tópico prolongado, a acetilcisteína pode provocar sensibilização.

Em equipamentos de nebulização, pode reagir com determinados materiais.

Interações Medicamentosas

A acetilcisteína atua como doador de grupos sulfidrila e pode facilitar a conjugação

de medicamentos e outros xenobióticos.


Instruções de Uso

A acetilcisteína é comercializada como agente para a redução da viscosidade de secreções

respiratórias, mas é mais comumente utilizada no tratamento de intoxicações. Em gatos,

a acetilcisteína é empregada no tratamento da intoxicação por paracetamol. As doses aqui

listadas são usadas no tratamento dessa intoxicação, mas consulte orientações específicas

em um centro de controle de intoxicações. No tratamento do estresse oxidativo, as taxas em

infusão constante foram usadas, com diluição 1:4 da solução a 50 mg/kg em soro fisiológico

e administração intravenosa por um período de 1 hora.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Quando a acetilcisteína é usada no tratamento da intoxicação por paracetamol, monitore o

hemograma e as concentrações de enzimas hepáticas.

Formulações

A acetilcisteína é comercializada em solução a 20% (200 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

A acetilcisteína é instável quando exposta ao ar e é facilmente oxidada. Deve ser protegida

da luz. Frascos abertos devem ser descartados após 96 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Antídotos: 140 mg/kg (dose inicial), então 70 mg/kg a cada 4h, por vias intravenosa

ou oral, por 5 doses.

• Solução de uso oftálmico: solução a 2%, de uso tópico a cada 2h.

• Prevenção de nefropatia induzida por contraste: 17 mg/kg em bolus intravenoso,

seguidos por 17 mg/kg a cada 12h por 48 horas.

• Infusões em taxa constante têm sido usadas no tratamento do estresse oxidativo

(50 mg/kg diluídos em soro fisiológico, administrados durante 1 hora).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações de regulação disponíveis. No entanto, por ser de curta ação e usada

principalmente no tratamento de intoxicações, não há sugestão de intervalos

de interrupção. Nos EUA, para maiores informações, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Acetonido de Triancinolona, Hexacetonido de Triancinolona, Diacetato de

Triancinolona

Nomes comerciais e outros nomes

Vetalog, Triamtabs, Aristocort e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Há medicamentos da linha veterinária, como: Catrimol (v) , Dermotic (v) e Panalog (v) , que

associam este glicocorticoide a antimicrobianos

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-inflamatório esteroide. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem

principalmente por inibição das células inflamatórias e supressão da expressão

de mediadores inflamatórios. Há discordância sobre a potência da triancinolona. A maioria

das referências em seres humanos indica que a triancinolona tem potência

aproximadamente equivalente à da metilprednisolona (cerca de cinco vezes a do cortisol e

1,25 vez a da prednisolona). Porém, muitos dermatologistas veterinários sugerem que a

potência é maior — 6 a 10 vezes mais que a da prednisolona ou aproximadamente igual à

da dexametasona. O acetonido de triancinolona é usado com frequência para tratamento

local ou para promoção de uma concentração sustentada. Trata-se de uma suspensão

injetável, lentamente absorvida do local de injeção intramuscular ou intralesional.

Indicações e Usos Clínicos

A triancinolona, assim como outros corticosteroides, é empregada no tratamento de doenças

inflamatórias e imunomediadas em animais. É usada para fins semelhantes aos da

prednisolona. A formulação injetável de ação prolongada (acetonido de triancinolona) é

usada para terapia intralesional em tumores e fins semelhantes aos do acetato de

metilprednisolona. Os empregos em grandes animais incluem o tratamento de condições

inflamatórias de obstrução recorrente das vias aéreas (RAO), anteriormente denominada

doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em equinos. O acetonido de triancinolona


também é administrado por via intra-articular em equinos para o tratamento de artrite.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais de corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos adversos incluem

ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio

tireóideo, diminuição da síntese proteica, comprometimento da cicatrização de feridas e

imunossupressão. Quando o acetonido de triancinolona é usado para injeções oculares,

há certa preocupação de que no local da injeção haja a formação de granulomas. Em

equinos, os efeitos adversos incluem risco aumentado de laminite, embora seja

controversa a evidência deste efeito.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais a

cicatrização de feridas seja necessária. Use com cautela em animais com diabetes ou

insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Use com cautela se usar anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pois pode

potencializar a toxicidade gástrica.

Instruções de Uso

A triancinolona, assim como outros corticosteroides, como a prednisolona, é administrada

em uma variedade de doses, dependendo da gravidade da condição terapêutica. Note que

em gatos podem ser necessárias doses mais altas do que em cães (às vezes, duas vezes mais

altas).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.

Monitore os pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Faça teste de estimulação

do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) para monitorar a função adrenal.

Formulações

Vetalog (preparação veterinária) está disponível em comprimidos de 0,5 e 1,5 mg.

A preparação humana de triancinolona está disponível em comprimidos de 1, 2, 4, 8 e


16 mg e em solução injetável de 10 mg/mL.

O acetonido de triancinolona está disponível em suspensão injetável de 2 e 6 mg/mL.

Hexacetonido de triancinolona está disponível em suspensão de 20 mg/mL.

O diacetato de triancinolona está disponível em suspensão de 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A estabilidade

das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg, a cada 12-24 horas, por via oral, depois diminua

gradualmente a dose até 0,5-1 mg/kg, a cada 48 horas, por via oral. (Porém, o

fabricante recomenda doses de 0,11 a 0,22 mg/kg/dia.)

• Dermatologistas usaram comprimidos de triancinolona em doses de 0,2-0,6 mg/kg/dia

para tratamento de doenças imunomediadas com doses de manutenção de 0,1-

0,2 mg/kg, a cada 48 horas, por via oral.

• Acetonido de triancinolona: 0,1-0,2 mg/kg, por via intramuscular ou subcutânea; repita

em 7-10 dias.

• Intralesional: 1,2-1,8 mg ou 1 mg para cada centímetro do diâmetro tumoral, a cada

2 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,5-1 mg/kg, a cada 12-24 horas, por via oral.

• Suspensão de acetonido de triancinolona: 0,022-0,044 mg/kg, em dose única, por via

intramuscular.

• RAO: 0,09 mg/kg, por via intramuscular, em dose única.

• Intra-articular: 6-18 mg, como dose total (geralmente 9-12 mg). Repita em 4-13 dias,

se necessário.

Bovinos

• Indução de parto: 0,016 mg/kg, por via intramuscular, 1 semana antes da indução

do parto com dexametasona.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalo

de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

No Brasil, como os produtos veterinários possuem antimicrobianos associados, verifique

o rótulo para estabelecimento do período de carência em animais de produção.

Aciclovir

Nomes comerciais e outros nomes:

Zovirax e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Zovirax (h) , Aciclovir (g)

Classificação funcional

Antiviral

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiviral. O aciclovir é um análogo sintético da purina (análogo

ao nucleosídeo acíclico). Apresenta atividade antiviral contra o herpesvírus. Sua ação está

relacionada a afinidade pela enzima timidina quinase (TK). No entanto, algumas formas

virais podem ser resistentes, devido a alterações na TK ou na DNA polimerase. É usado no

tratamento de diversas formas de infecção por herpesvírus em seres humanos, sendo

também empregado no tratamento de infecções virais em animais. No entanto, o

herpesvírus felino 1 (FHV1) é resistente ao aciclovir e ao valciclovir, e não há estudos

relativos à suscetibilidade de outros herpesvírus. Sua meia-vida é de 9,6 horas em equinos,

2,3 horas em cães e 2,6 horas em gatos. Em seres humanos, a meia-vida do aciclovir é

de 2,5 horas. Infelizmente, o medicamento não é absorvido por equinos quando

administrado oralmente (menos de 3%), e poucos dados confirmam a absorção oral

em outras espécies. Em seres humanos, a absorção oral é de apenas 10%. Outras formas (p.

ex., pró-drogas e compostos semelhantes) são mais bem absorvidas por seres humanos, mas

seu custo é alto demais para uso em animais. Informações sobre tais medicamentos

(penciclovir, valaciclovir e famciclovir) podem ser consultadas em outros verbetes.

Indicações e Usos Clínicos

O aciclovir é um medicamento antiviral. Seu uso em medicina veterinária é limitado, já que


a atividade contra alguns vírus (p. ex., FHV1) é limitada ou desconhecida. Em gatos,

o aciclovir é mal absorvido e tóxico. O aciclovir é capaz de inibir a replicação do herpesvírus

equino (EHV1) in vitro. No entanto, nesta espécie, a absorção oral do aciclovir é pequena e

inconsistente, e a administração intravenosa é necessária ao tratamento da infecção

por EHV1.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em seres humanos, a reação adversa mais grave é a insuficiência renal, que pode ser

prevenida por meio da administração intravenosa lenta e da hidratação adequada. Nos

poucos estudos realizados em equinos, não foram observadas reações adversas. Em gatos,

efeitos adversos graves foram observados, incluindo mielossupressão, hepatotoxicidade e

nefrotoxicidade.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com comprometimento da função renal.

Interações Medicamentosas

Não associe a soluções biológicas (p. ex., produtos sanguíneos). Não associe a fluidos que

contenham preservantes bacteriostáticos. Não administre concomitantemente a outras

substâncias nefrotóxicas.

Instruções de Uso

Para preparação da formulação injetável, dilua cada frasco em 10 a 20 mL de água

destilada, para obtenção de uma solução a 50 mg/mL. Não utilize água destilada

bacteriostática contendo benzil álcool ou parabenos. Dilua novamente a solução a um

volume final de pelo menos 100 mL, com concentração igual ou inferior a 7 mg/mL.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de ureia e creatinina durante o tratamento. Em equinos, a dose

deve ser administrada de modo a manter as concentrações plasmáticas acima de

0,3 μg/mL.

Formulações

O aciclovir é comercializado em comprimidos de 400 e 800 mg, cápsulas de 200 mg,

frascos com 1 g e 500 mg para injeção (50 mg/mL) e suspensão oral a 40 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Após a reconstituição da solução a 50 mg/mL, a estabilidade do aciclovir é de 12 horas

em temperatura ambiente. Soluções mais diluídas são estáveis por 24 horas. Quando

mantido sob refrigeração, há formação de um precipitado que deve ser novamente

solubilizado em temperatura ambiente antes da administração. Comprimidos e cápsulas

devem ser armazenados em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura

ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Doses para administração sistêmica não foram determinadas, tendo sido extrapoladas

do uso em seres humanos: 3 mg/kg, por via oral, 5 vezes ao dia, diariamente, por 10

dias, até 10 mg/kg, por via oral, 5 vezes ao dia, diariamente, por 10 dias.

Alternativamente, 10-20 mg/kg, por via intravenosa, a cada 8 horas (infusão lenta por

1 hora).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa, infundidos por 1 hora. Mesmo após

a administração de 20 mg/kg, o aciclovir administrado oralmente não é absorvido

o suficiente para tratamento sistêmico.

Informações sobre Restrição Legal

Dado o risco de mutagenicidade, o aciclovir não deve ser administrado a animais

de produção destinados ao consumo humano.

Ácido Ascórbico

Nomes comerciais e outros nomes

Vitamina C e ascorbato sódico. Existem diversos nomes comerciais.

Medicamentos comercializados no Brasil

Vitamina C (g) , Acqua Medivita-C (piscicultura) (v) , Marcovit-C (v) , Medivita-C (v) ,

Monovin-C (v) , Vitamina C (v)


Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O ácido ascórbico é a vitamina C. É um importante cofator em diversas funções metabólicas.

Indicações e Usos Clínicos

O ácido ascórbico é usado para tratamento de deficiência de vitamina C e, ocasionalmente,

como acidificante da urina. Os cães são capazes de sintetizar a vitamina C, mas esta

também é usada como suplemento alimentar para melhorar a saúde e o desempenho. Não

há dados suficientes que mostrem se o ácido ascórbico é eficaz na prevenção do câncer,

no tratamento de doenças infecciosas ou na prevenção de doenças cardiovasculares.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em animais. Altas doses podem aumentar o risco

de formação de urólitos de oxalato.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não é necessário como suplemento em animais alimentados com dietas balanceadas.

No entanto, altas doses têm sido usadas como tratamento adjunto em algumas doenças.

As evidências mostram que, em cães, doses de 15 e 50 mg/kg não promovem aumento

linear da absorção. Portanto, doses mais altas não necessariamente resultam em níveis

sanguíneos mais elevados, comparadas a doses menores. Estudos comparativos entre a

administração de ácido ascórbico cristalino e um produto derivado da vitamina C,

denominado Ester-C, resultaram em níveis plasmáticos similares da vitamina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.


Formulações

O ácido ascórbico é comercializado em comprimidos de diversos tamanhos e soluções

injetáveis. De modo geral, a forma injetável apresenta 250 mg de ascorbato sódico/mL. A

formulação Ester-C parece ser absorvida de modo similar ao da forma cristalina da vitamina

C.

Estabilidade e Armazenamento

Sensível à luz. Sofre oxidação, escurece e decompõe-se quando exposto ao ar e à luz. Frascos

de solução injetável podem sofrer aumento de pressão quando armazenados; tal evento

pode ser reduzido pelo armazenamento sob refrigeração. À exceção disso, armazene em

temperatura ambiente e protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Suplementação dietética: 100-500 mg/animal/dia, via oral.

• Acidificação da urina: 100 mg/animal a cada 8 horas, via oral. Para administração via

intravenosa ou via intramuscular, as doses variam de 1 a 10 mL (250 mg/mL),

dependendo do tamanho do animal.

• Para tratamento do estresse oxidativo: cães — 500-1.000 mg por cão a cada 24 horas,

via oral; gatos — 125 mg por gato, por via oral, a cada 12 horas.

Cobaias (Porquinhos-da-Índia)

• 16 mg/kg duas vezes por semana, por via intramuscular, para tratamento de deficiência

vitamínica.

Posologia para Grandes Animais

• Suplementação de vitamina C: 1-10 mL, por via intravenosa ou por via intramuscular.

Repita diariamente, conforme seja necessário.

• 1-2 g a cada 24h, via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há necessidade de se estabelecerem períodos de carência para animais de produção.

Ácido Valproico, Valproato de Sódio


Nomes comerciais e outros nomes

Depakene ® (Ácido Valproico), Depakote ® (Divalproex) e Epival ® (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Depakene (divalproato de sódio) (h) , Divalproato de Sódio (g) e Valproato de Sódio (g)

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. Sua ação exata é desconhecida mas, o valproato parece aumentar

as concentrações de GABA no sistema nervoso central (SNC). Tanto o ácido valproico

quanto o valproato de sódio são utilizados. O divalproex é composto por ambos, pelo ácido

valproico e pelo valproato de sódio. Doses orais equivalentes do divalproex sódico e do ácido

valproico distribuem quantidades equivalentes de íons valproato.

Indicações e Usos Clínicos

O valproato é utilizado geralmente em associação com o fenobarbital para o tratamento

da epilepsia refratária em animais. Seu maior uso se dá na espécie canina, mas poucos

estudos de eficácia são relatados. O uso do valproato em animais diminuiu devido

a identificação de outros anticonvulsivantes para o tratamento da epilepsia refratária,

como a gabapentina, a pregabalina, a zonisamida e o levetiracetam.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos não foram relatados em animais, mas em seres humanos,

a insuficiência hepática foi relatada. Em alguns animais pode ser observada sedação.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em fêmeas prenhes. Foram relatadas malformações fetais em seres humanos.

Interações Medicamentosas

O valproato pode causar sangramento caso seja utilizado com medicamentos que inibem

as plaquetas.


Instruções de Uso

Esse medicamento é utilizado em associação com o fenobarbital. Formulações de liberação

controlada produzidas para seres humanos não demonstram o mesmo perfil de absorção oral

em cães.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O monitoramento terapêutico deve ser realizado, contudo as concentrações terapêuticas

não foram estabelecidas para cães e gatos, e as doses citadas para seres humanos, 50-

100 μg/mL (concentração desejada), devem ser utilizadas. As concentrações superiores a

100 μg/mL são associadas a efeitos adversos.

Formulações

As formulações de liberação imediata do ácido valproico estão disponíveis em cápsulas

de 250 mg e xaropes de 50 mg/mL. As formulações de liberação lenta do ácido valproico e

do divalproex estão disponíveis em comprimidos ou cápsulas de 125, 250 e 500 mg.

O divalproex também está disponível em cápsulas de 125 mg e comprimidos de liberação

prolongada de 250 e 500 mg. O valproato de sódio (Depacon ® ) está disponível em solução

injetável de 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O ácido

valproico é levemente solúvel em água, mas o valproato de sódio é solúvel em água.

Emulsões extemporâneas são preparadas e apresentam absorção comparável ao xarope.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50-250 mg por cão (dependendo do tamanho) a cada 8 horas, por via oral.

• Formulações de liberação lenta: iniciar com 250 mg por cão a cada 12 horas, por via

oral, e aumentar para 500 mg por cão a cada 12 horas, caso necessário.

Altas doses devem ser utilizadas se o cão estiver recebendo também fenobarbital.

Gatos

Não há doses estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais


Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimar período de carência

do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o ácido valproico, valproato de sódio está listado como substância de controle

especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Aglepristone

Nome comercial e outros nomes

Alizine

Classificação funcional

Hormônio, antiprogestágeno

Medicamentos comercializados no Brasil

Alizin (v)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O aglepristone (RU 46534) é um esteroide antiprogestágeno sintético similar

ao mifepristone (RU 38486). Apresenta afinidade por receptores de progesterona três vezes

superior à da própria progesterona, sem produzir os mesmos efeitos deste hormônio. Quando

administrado, o aglepristone liga-se a receptores de progesterona, produzindo efeito

antiprogestágeno e interrompendo a gestação.

Indicações e Usos Clínicos

Em animais, o aglepristone tem sido usado para interrupção da gestação, no tratamento de

hiperplasia mamária em gatas, na indução do parto em cadelas e gatas e no tratamento de

piometria.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Após a interrupção da gestação em cadelas, pode ser observado um corrimento mucoide.

Outros efeitos colaterais incluem leve depressão, anorexia transiente e congestão da

glândula mamária. Afora isso, não há relatos de efeitos colaterais significativos em

animais.

Contraindicações e Precauções

O aglepristone interrompe a gestação. Gestantes devem manipulá-lo com cuidado.

Os proprietários devem ser advertidos quanto aos riscos durante a gestação.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

No tratamento de piometria, o aglepristone deve ser administrado no 1, 2, 7 e 14 dias, via

subcutânea.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

No momento, o aglepristone não é comercializado nos EUA. Em alguns países europeus,

é comercializado em solução injetável a 30 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Interrupção da gestação: duas doses de 10 mg/kg (0,33 mL/kg) uma vez ao dia,

durante 2 dias.

Gatos

• Tratamento de piometria: 10 mg/kg, por via subcutânea, no 1, 2, 7 e 14 dias.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Albendazol

Nome comercial e outros nomes

Valbazen

Classificação funcional

Antiparasitário

Medicamentos comercializados no Brasil:

Zentel (h) , Albendazol (g) , Albemax (v) , Albendathor (v) , Albendazol (v) , Bovalben (v) ,

Calbendazole (v) , Endostac (v) , Ibazole (v) , Magzole (v) , Ricobendazole (v)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário benzimidazol. O albendazol liga-se à betatubulina intracelular presente

em parasitas, impedindo a formação de microtúbulos necessária para a divisão celular.

Indicações e Usos Clínicos

O albendazol é usado no tratamento de diversas parasitoses intestinais provocadas por

helmintos. Tem sido usado para tratamento de parasitoses do trato respiratório, inclusive

aquelas causadas por Capillaria aerophilia, Paragonimus kellicotti, Aelurostrongylus abstrusus,

Filaroides spp. e Oslerus osleri. Em pequenos animais, é também eficaz no tratamento das

infecções provocadas por Giardia. No entanto, uma vez que o albendazol foi associado à

supressão da medula óssea em cães e gatos, outros medicamentos devem ser empregados

para o tratamento da giardíase.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Leucopenia e trombocitopenia podem ser observadas em cães e gatos. O albendazol

apresenta afinidade por células de divisão rápida, podendo ser tóxico para a medula óssea


e o epitélio intestinal. Altas doses de albendazol foram associadas a efeitos tóxicos sobre a

medula óssea (J Am Vet Med Assoc, 213: 44-46, 1998) em cães e gatos, e este

medicamento deve ser usado com cautela em pequenos animais. Em outras espécies,

em doses aprovadas, a margem de segurança é ampla. Entre os efeitos adversos incluemse

anorexia, letargia e toxicidade sobre a medula óssea.

Contraindicações e Precauções

A ocorrência de efeitos adversos é mais provável quando o albendazol é administrado

durante mais de 5 dias. Evite a administração de altas doses. Não use nos primeiros 45

dias de gestação.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Usado principalmente como anti-helmíntico, mas é também eficaz no tratamento de

giardíase.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma em animais que apresentam sinais com suspeita de efeitos adversos.

Caso altas doses sejam acidentalmente administradas a pequenos animais, o hemograma

deve ser analisado quanto a evidências de supressão.

Formulações

O albendazol é comercializado em suspensão de 113,6 mg/mL e pasta a 300 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• Dose anti-helmíntica: 25-50 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 3 dias.

• Tratamento de parasitoses respiratórias: 50 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, durante

10-14 dias.

• Tratamento de giardíase: 25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 2 dias.


Aves

• 50-100 mg/kg, uma vez ao dia, durante 2-9 dias.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Antiparasitário: dose única de 10 mg/kg, em pasta ou suspensão, por via oral.

Equinos

• Dictyocaulus arnfieldi: 25 mg/kg a cada 12 horas, durante 5 dias.

• Strongylus vulgaris: 50 mg/kg a cada 12 horas, durante 2 dias.

Ovinos e Caprinos

• Dose única de 7,5 mg/kg, suspensão oral.

Informações sobre Restrição Legal

Tempo de carência em bovinos: 27 dias (carne). Não administrar a gado de leite

em lactação. Tempo de carência em ovinos: 7 dias (carne).

Alendronato de Sódio

Nome comercial e outros nomes

Fosamax

Medicamentos comercializados no Brasil

Fosamax (h) , Osteoform (h) etc., e alendronato de sódio (g)

Classificação funcional

Anti-hipercalcêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bifosfonato. Os medicamentos desta classe são o pamidronato, o risedronato, o zolendronato

e o etidronato. Este grupo de moléculas caracteriza-se por uma ponte bifosfonada. Estes


fármacos reduzem a formação e a dissolução de cristais de hidroxiapatita. Seu uso clínico

deve-se à sua capacidade de inibição da reabsorção óssea. Estes medicamentos reduzem a

renovação (turnover) óssea ao inibir a atividade osteoclástica, retardando a reabsorção óssea e

diminuindo a taxa de desenvolvimento de osteoporose. O alendronato é de 100-1.000

vezes mais potente que os medicamentos mais antigos, como o etidronato. Infelizmente, o

alendronato é mal absorvido quando administrado por via oral (3%-7%), e o uso de

formulações orais em animais pode não ser eficaz. Em cães, a meia-vida plasmática é curta

(1-2 horas), mas, nos ossos, a meia-vida pode chegar a 300 dias.

Indicações e Usos Clínicos

O alendronato, assim como outros bifosfonatos, é usado em seres humanos no tratamento

de osteoporose e hipercalcemia tumoral.

Em animais, o alendronato é empregado para redução do cálcio em processos

que provocam hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. Pode ser útil no

manejo de complicações neoplásicas associadas à reabsorção óssea patológica. O alendronato

também tem o potencial de aliviar a dor em pacientes acometidos por patologias ósseas. Em

cães, a maioria dos estudos foi realizada com o pamidronato, não com o alendronato.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram identificados efeitos adversos graves; no entanto, o uso em animais é

incomum. Em seres humanos, lesão e erosão esofágicas são problemas importantes.

Ao administrar a animais, certifique-se de que o medicamento seja deglutido inteiro

e seguido por água.

Contraindicações e Precauções

Não administre concomitantemente a alimentos ou medicamentos que contenham

cálcio. Alimentos diminuem a absorção do alendronato.

Interações Medicamentosas

Não associe a soluções que contenham cálcio (p. ex., solução de Ringer com lactato). Não

administre concomitantemente a alimentos que contenham cálcio.

Instruções de Uso

Ao administrar a medicação por via oral, certifique-se de que o medicamento não ficou

retido no esôfago. Os alimentos reduzem de maneira significativa a absorção oral


do alendronato. Espere pelo menos 30 minutos antes de oferecer alimentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações séricas de cálcio e fósforo.

Formulações

O alendronato é comercializado em comprimidos de 5, 10, 35, 40 e 70 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5-1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalo de interrupção

do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Alfa-epoetina (Eritropoetina)

Nomes comerciais e outros nomes

Epogen ® , Epoetina alfa ® , “EPO” (r-HuEPO) ® e Eritropoetina ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Alfapoetina (h) , Eritromax (h)

Classificação funcional

Hormônio


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Eritropoetina recombinante humana. É um fator hematopoiético que estimula a

eritropoiese.

Indicações e Usos Clínicos

A alfaepoetina é usada para o tratamento da anemia não regenerativa. É usada

no tratamento da mielossupressão causada por doenças ou pela quimioterapia. É também

usada para o tratamento da anemia associada à doença renal crônica. O valor

da alfaepoetina na melhora da anemia em gatos com insuficiência renal crônica tem sido

estabelecido e relatado em vários estudos. Em alguns animais, a anemia também é causada

pela deficiência de ferro e pode ser associada com sulfato ferroso na dose de 50-100 mg por

gato diariamente.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Por ser um produto recombinante humano, esta medicação pode causar reações alérgicas

locais e sistêmicas em animais. Em seres humanos, é relatada a ocorrência de dor no local

da aplicação e dores de cabeça. Também podem ocorrer convulsões. Pode ocorrer anemia

tardiamente por reação cruzada entre anticorpos contra eritropoetina animal (reversível

com a interrupção da medicação). Os anticorpos antieritropoetina podem aumentar com

o uso prolongado, este pode ocorrer em 30% dos gatos tratados, levando à falha no

tratamento.

Contraindicações e Precauções

Interromper o uso da epoetina caso ocorra dor nas articulações, febre, anorexia

ou reações cutâneas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas.

Instruções de Uso

O uso da alfaepoetina é principalmente limitado a cães e gatos. A única formulação

disponível atualmente é o produto recombinante humano. É utilizada em animais quando o

hematócrito está abaixo de 25%. E gatos, a administração de 100 unidades/kg por via

subcutânea três vezes é usada até um hematócrito de 30%-40% ser atingido. Então, são

administradas injeções duas vezes por semana. Geralmente a dose de manutenção varia


entre 75-100 unidades/kg, por via subcutânea, uma ou duas vezes por semana.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hematócrito. A dose deve ser ajustada para manter o hematócrito entre

30%-34%.

Formulações

A alfaepoetina está disponível em solução injetável a 2.000 unidades/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 35 ou 50 unidades/kg, três vezes por semana, até 400 unidades/kg/semana, por via

subcutânea (ajustar a dose para manter um hematócrito de 30%-34%).

Gatos

• Iniciar com 100 unidades/kg, por via subcutânea, três vezes por semana; reduzir para

duas vezes por semana e uma vez por semana, quando o hematócrito atingir valores

entre 30%-40%. Para a maioria dos gatos, a dose de manutenção é de 75-

100 unidades/kg por via subcutânea, duas vezes por semana.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Nenhuma forma

de eritropoetina deve ser fornecida para cavalos de corridas antes das provas.

Classificação RCI: 2

Alfaxalona


Nome comercial e outros nomes

Alfaxan ® (anteriormente chamado alfaxalona)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A alfaxalona é, quimicamente, a alfaxalona-2-hidroxipropil-beta-ciclodextrina (HPCD).

Trata-se de um esteroide neuroativo sintético que interage com receptores GABA no sistema

nervoso central e provoca anestesia e relaxamento muscular. O Alfaxan ® é similar a uma

formulação mais antiga (Saffan), que começou a ser utilizada em 1971 e continha

alfaxalona, alfadolona e neuroesteroides. Tal formulação continha óleo de rícino, que

induzia a desgranulação de mastócitos e a liberação de histamina, com desenvolvimento de

edema de membros, reações anafiláticas e outros sinais relacionados com a liberação

de histamina. A nova formulação (Alfaxan ® ) é superior por empregar um veículo

solubilizante de ciclodextrina. Em animais, a meia-vida da alfaxalona é curta (menos

de 1 hora), mas sua farmacocinética não é linear, e em altas doses a eliminação do

medicamento pode ser mais lenta.

Indicações e Usos Clínicos

A alfaxalona é usada como anestésico geral. Pode ser diretamente injetada na veia cefálica

ou administrada em infusão a taxa constante. Injetada diretamente, a alfaxolona deve ser

administrada durante 60 segundos, possibilitando desta forma a passagem pela barreira

hematoencefálica. A alfaxolona pode ser associada com segurança a outros anestésicos

(p. ex., propofol) e pré-medicações (p. ex., opioides, atropina, fenotiazínicos,

benzodiazepínicos e AINEs).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como anestésico geral, depressão do sistema nervoso central (SNC), depressão respiratória

e discreta redução da pressão arterial são esperadas após sua administração. Doses

superiores a 0,1 mg/kg/min, em infusão a taxa constante, provocam hipotensão e


hipoventilação consideráveis.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe

a outros medicamentos na mesma seringa, a não ser que existam informações específicas

sobre a compatibilidade.

Instruções de Uso

Para indução de anestesia, com equipamento de monitoramento e suporte ventilatório

adequados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a qualidade e a profundidade da anestesia durante o uso. Monitore a pressão

arterial e a frequência respiratória durante as infusões.

Formulações

No momento, a alfaxalona não é comercializada nos EUA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em temperatura ambiente, protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Indução: 1-1,2 mg/kg (até 2 mg/kg) para cada 10 minutos de anestesia. A dose deve

ser administrada durante 60 segundos.

• Infusão a taxa constante: 6-7 mg/kg/hora (outros agentes anestésicos podem ser

associados).

Gatos

• Indução: 1-1,3 mg/kg, por via intravenosa (até 5 mg/kg), durante 60 segundos,

seguido de doses de 2 mg/kg, conforme a necessidade.

• Infusão a taxa constante: 7-8 mg/kg/hora.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Alopurinol

Nomes comerciais e outros nomes

Lopurin, Zyloprim e Allopur (Europa)

Medicamentos comercializados no Brasil

Alopurinol (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Análogo da purina. O alopurinol reduz a produção de ácido úrico ao inibir as enzimas

responsáveis por sua síntese. Este medicamento é também utilizado para o tratamento

da leishmaniose. Em parasitas, o alopurinol é biotransformado em medicamentos que

interrompem a síntese de RNA, interferindo assim na síntese proteica. O alopurinol não

elimina a Leishmania nem cura a doença, mas pode promover melhora das lesões cutâneas e

induzir a remissão.

Indicações e Usos Clínicos

O alopurinol é indicado para redução da formação de urólitos de ácido úrico em animais

suscetíveis. Este medicamento é também usado no tratamento dos sinais clínicos associados

à leishmaniose. Neste caso, é associado a antimônios pentavalentes, como o antimoniato

de meglumina (Glutamine) ou o estibogluconato sódico (Pentosan). Com o tratamento

crônico, o alopurinol produz remissão progressiva e melhora dos sinais clínicos associados

à leishmaniose, inclusive redução dos danos renais mediados pela bactéria, diminuindo

assim a proteinúria e impedindo a deterioração da taxa de filtração glomerular.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


O alopurinol pode provocar reações cutâneas (hipersensibilidade). Em cães submetidos a

tratamento de leishmaniose durante vários meses, não foram relatadas reações adversas.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

O alopurinol pode inibir o metabolismo de certos medicamentos. Não associe

à azatioprina, dada a interferência na xantina oxidase, uma importante enzima

envolvida na biotransformação deste medicamento, que aumenta seus efeitos tóxicos.

Instruções de Uso

Em seres humanos, o alopurinol é usado principalmente para tratamento da “gota”.

Em animais, é usado para redução da formação de urólitos de ácido úrico e para

tratamento dos sinais clínicos associados à leishmaniose. Nenhum medicamento

ou esquema terapêutico é completamente eficaz para o tratamento da leishmaniose, mas

a administração de alopurinol causa melhora das lesões cutâneas. O alopurinol geralmente é

administrado em associação com outros medicamentos para tratamento da leishmaniose.

Foi associado, por exemplo, à anfotericina B ou a compostos antimoniais pentavalentes, como

o antimoniato de meglumina (Glutamine) ou o estibogluconato sódico (Pentosan).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

No tratamento da leishmaniose, o ajuste das doses baseia-se no monitoramento dos sinais

clínicos. O alopurinol não cura a doença subjacente, mas reduz alguns dos sinais clínicos.

Formulações

O alopurinol é comercializado em comprimidos de 100 e 300 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O alopurinol é estável por pelo

menos 60 dias em formulações compostas. Sua estabilidade é máxima em soluções de pH 3-

3,4.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• Prevenção da formação de urólitos de ácido úrico: 10 mg/kg a cada 8h, por via oral,

reduzindo-se para 10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

• Leishmaniose: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante pelo menos 4 meses e até

6 meses. Alguns clínicos usam a dose de 15 mg/kg a cada 12 horas, passando, em caso

de resposta, a 7-10 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5 mg/kg, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Alprazolam

Nomes comerciais e outros nomes

Xanax e Niravam

Medicamentos comercializados no Brasil

Frontal (h) , Alprazolam (g)

Classificação funcional

Tranquilizante, depressor do sistema nervoso central (SNC)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. Depressor de ação central sobre o SNC. O mecanismo de ação deste

medicamento parece estar relacionado com potencialização de efeitos mediados por

receptores do tipo GABA no SNC. Um medicamento que exerce efeitos similares é o

diazepam.

Indicações e Usos Clínicos

O alprazolam é usado no tratamento de problemas comportamentais em cães e gatos,


principalmente daqueles associados a ansiedade. Em cães, o alprazolam é usado para

tratamento transitório de estados ansiosos, como fobia a ruídos e fobia a trovões. Nesta

última, pode ser mais eficaz se for associado a tratamento prolongado com clomipramina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comum, mas o alprazolam pode também provocar

excitação paradoxal em cães. Causa também polifagia. Em gatos, casos fatais de necrose

hepática idiopática foram associados ao diazepam, mas não ao alprazolam, provavelmente

devido a diferenças no metabolismo entre estes benzodiazepínicos. O alprazolam não é

tão extensamente biotransformado quanto o diazepam. Em qualquer espécie, a

administração crônica pode causar dependência e síndrome de abstinência quando o

tratamento é interrompido.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações graves. Em raros indivíduos, os benzodiazepínicos provocam

excitação paradoxal.

Interações Medicamentosas

Alguns medicamentos podem reduzir a biotranformação hepática (p. ex., cetoconazol,

cloranfenicol e itraconazol).

Instruções de Uso

O uso em animais é principalmente empírico. Não há estudos clínicos ou de eficácia bem

controlados que documentem sua ação clínica. Em muitos cães, a duração do efeito

é de apenas 2-3h. Portanto, se houver necessidade, a administração pode ser mais

frequente.

No tratamento de fobia a trovões, alguns cães podem ser beneficiados pela

administração de 0,02 mg/kg de clomipramina, 1 hora antes da tempestade, além do

alprazolam.

Os comprimidos de Niravam ® (ver Formulações) se dissolvem rapidamente e podem ser

mais fáceis de administrar a animais não cooperativos. Os comprimidos são facilmente

dissolvidos na língua, sem necessidade de adição de água, e podem ser partidos, o que

permite a obtenção de doses precisas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Em qualquer animal submetido a tratamento prolongado, monitore as enzimas hepáticas.

Formulações

O alprazolam é comercializado em comprimidos de 0,25, 0,5, 1 e 2 mg e em comprimidos

sulcados de 1 e 2 mg.

Comprimidos de dissolução rápida (Niravam ® ) são comercializados em doses de 0,25,

0,5, 1 e 2 mg e podem ser partidos, o que permite a administração de doses precisas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Em algumas formulações compostas, o medicamento é estável por até 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,025-0,1 mg/kg a cada 8h, por via oral. Em alguns pacientes, a administração é mais

frequente (a cada 4-6h).

Gatos

• 0,125 mg por gato a cada 12h, por via oral (1/2 do comprimido de 0,25 mg) ou

0,0125-0,025 mg/kg a cada 12h, por via oral, com administração até a cada 8h.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 2

No Brasil, o alprazolam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito

a notificação de Receita “B”.


Altrenogest

Nomes comerciais e outros nomes

Regu-Mate, Matrix

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O altrenogest é um hormônio progestágeno sintético ativo. Como agonista de receptores da

progesterona, é usado principalmente na supressão do estro em animais. Tal supressão

permite a ocorrência previsível do estro após a interrupção do tratamento. Portanto,

o altrenogest é empregado para indução do ciclo estral normal, facilitando a reprodução

programada. Quando o tratamento é iniciado, 95% das éguas apresentarão supressão

do ciclo estral em 3 dias.

Indicações e Usos Clínicos

O altrenogest é indicado para supressão do estro, facilitando a indução de um novo ciclo. É

usado em éguas para facilitar a reprodução programada. Este hormônio sintético é também

empregado para supressão do estro em éguas atletas. Quando o tratamento é interrompido,

as éguas de ciclo regular retornam ao estro dentro de 4 a 5 dias, continuando normalmente

a atividade reprodutiva.

Em suínos, o altrenogest é usado para sincronização do estro em marrãs sexualmente

maduras que tenham apresentado pelo menos um ciclo estral. Não administre a marrãs com

história prévia de inflamação uterina ou com tal inflamação presente (ou seja, endometrite

aguda, subaguda ou crônica).

Informações sobre Precaução

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais prenhes. Os profissionais que manipulem o altrenogest,

principalmente as mulheres, devem usar luvas e evitar contato com o medicamento,

pois o altrenogest pode ser absorvido pela pele intacta. O altrenogest não deve ser usado


em éguas ou marrãs com história prévia de problemas uterinos (metrite).

Instruções de Uso

Administre uma dose de altrenogest por dia, durante 15 dias, por via oral, misturado

à ração, ou diretamente na língua da égua. Em marrãs, administre misturado à ração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais de atividade estral. Em casos de superdosagem, monitore o hemograma.

Formulações

O altrenogest é comercializado em solução oleosa a 0,22% (2,2 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relatos de dose para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,044 mg/kg (ou 1 mL para cada 50 kg), por via oral, uma vez ao dia, durante 15 dias.

Suínos

Administre 6,8 mL (15 mg de altrenogest) pela manhã uma vez ao dia, durante 14 dias

consecutivos, colocando o medicamento sobre a porção diária de ração.

Informações sobre Restrição Legal

Não se deve administrar a éguas destinadas ao consumo humano. As marrãs não devem ser

abatidas para consumo humano por 21 dias após o último tratamento. Não administre

a outros animais destinados ao consumo humano.

Alumínio, Hidróxido de e Carbonato de Alumínio


Nomes comerciais e outros nomes

Gel de hidróxido de alumínio (Amphogel) e gel de carbonato de alumínio (Basalgel)

Medicamentos comercializados no Brasil

Há vários medicamentos contendo estes princípios ativos associados a outros com a

mesma propriedade antiácida (h) .

Classificação funcional

Antiácido

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O alumínio é um antiácido e se liga ao fosfato presente no intestino. É usado

em formulações como hidróxido de alumínio e carbonato de alumínio.

Indicações e Usos Clínicos

Um uso comum do hidróxido de alumínio se deve às suas propriedades antiácidas para

o tratamento ou controle de úlceras gastrointestinais. Além disso, é empregado como ligante

de fosfato. É indicado para animais com hiperfosfatemia associada a insuficiência renal

crônica, frequentemente combinado a dietas livres de fósforo. Em virtude da baixa

disponibilidade de medicamentos contendo alumínio, outras substâncias são usadas para

a redução da hiperfosfatemia, como o carbonato de cálcio e o citrato de cálcio.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Estes compostos contendo alumínio geralmente são seguros. No entanto, é possível que

estas substâncias possam aumentar os níveis sistêmicos de alumínio, o que pode provocar

algumas formas de intoxicação pelo metal. Em medicina veterinária, não há evidências

deste fenômeno como empecilho clínico.

Contraindicações e Precauções

O alumínio diminui a absorção oral de alguns medicamentos (p. ex., fluoroquinolonas,

tetraciclinas). Em caso de uso concomitante de fluoroquinolonas, deve-se aventar

a possibilidade de separação das doses orais.

Interações Medicamentosas

O alumínio se liga a alguns medicamentos, quelando-os e impedindo sua absorção


gastrointestinal. Entre estes, incluem-se as tetraciclinas e as quinolonas.

Instruções de Uso

Doses antiácidas são administradas para neutralizar a acidez estomacal, mas a duração

da supressão ácida é curta. Embora o hidróxido de alumínio seja comumente usado para

a prevenção da hiperfosfatemia, pode não ser comercializado por algumas farmácias. Nesta

indicação, o hidróxido de alumínio pode ser substituído por citrato de cálcio ou carbonato

de cálcio.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Os níveis plasmáticos de fosfato devem ser monitorados para determinar o sucesso

do tratamento.

Formulações

O gel de hidróxido de alumínio é comercializado em suspensão oral a 64 mg/mL e

comprimidos de 600 mg. O gel de carbonato de alumínio é comercializado em cápsulas

(equivalentes a 500 mg de hidróxido de alumínio). Nota: Os medicamentos à base de

alumínio podem não ser mais comercializados por várias empresas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Gel de hidróxido de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as

refeições)

• Gel de carbonato de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as

refeições)

Gatos

• Gel de hidróxido de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as

refeições)

• Gel de carbonato de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as

refeições)


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Antiácido: 60 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações de regulamentação disponíveis. Em animais de produção, os resíduos

derivados da administração geralmente não são preocupantes. No entanto, nos EUA, para

uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,

no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Amantadina

Nome comercial e outros nomes

Symmetrel e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Mantidan (h)

Classificação funcional

Antiviral

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A amantadina é um medicamento com atividade antiviral. Sua ação contra vírus não é

completamente conhecida. Em humanos, tem sido empregada para tratamento de outras

doenças (p. ex., mal de Parkinson), e seus efeitos são atribuídos ao aumento

da concentração de dopamina no sistema nervoso central (SNC). No entanto, é também um

antagonista do receptor de N-metil-D-aspartato (NMDA). Como antagonista do NMDA,

reduz a tolerância a outros analgésicos (p. ex., opiáceos), mas é provável que a amantadina

não apresente muitas propriedades analgésicas quando administrada de modo isolado. Em

medicina veterinária, a farmacocinética não foi investigada, mas a amantadina é

completamente absorvida quando administrada por via oral em humanos e atravessa

a barreira hematoencefálica.

Indicações e Usos Clínicos

A amantadina é uma substância antiviral usada para tratamento das infecções por


influenza em seres humanos. Em nossa espécie, é também usada para tratamento do mal

de Parkinson e de manifestações extrapiramidais, principalmente daquelas induzidas por

medicamentos. A amantadina também tem sido empregada no controle da fraqueza

muscular em indivíduos com esclerose múltipla. No entanto, em medicina veterinária

é usada principalmente para tratamento da dor em cães e gatos. A amantadina

é administrada para controle da dor quando outros medicamentos tiverem sido ineficazes

ou ainda como parte de protocolos analgésicos multimodais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Intoxicações não foram observadas em cães e gatos até a administração de doses pelo

menos duas vezes superiores às recomendadas. Em raras ocasiões, efeitos colaterais como

estados de ansiedade e secura na boca foram observados. Em seres humanos, foram

relatados tontura, confusão e outros distúrbios do sistema nervoso central (SNC).

Contraindicações e Precauções

Em animais de laboratório, a amantadina é embriotóxica e teratogênica em altas doses.

Evite seu uso em gestantes.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros medicamentos que elevem a concentração de dopamina (p. ex.,

selegilina). O uso concomitante a outros estimulantes do SNC pode exacerbar os efeitos

dessas substâncias.

Instruções de Uso

No tratamento da dor, a amantadina pode não ser eficaz quando usada isoladamente.

Para melhores resultados, associe a outro agente analgésico (p. ex., AINEs). Os efeitos

antivirais não foram adequadamente explorados em animais. Em seres humanos, a dose

antiviral é de 1,5-3 mg/kg uma ou duas vezes ao dia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A amantadina é comercializada em cápsulas de 100 mg, comprimidos de 100 mg e xarope

de 10 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3 mg/kg a cada 24 horas, via oral, para tratamento da dor, podendo-se chegar a

5 mg/kg em alguns casos. Em pacientes cirúrgicos, a amantadina foi usada durante 21

dias após o procedimento.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não se deve administrar a animais de produção destinados ao consumo humano. Não há

informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas

de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, a amantadina está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Amicacina

Nomes comerciais e outros nomes

Amiglyde-V (v) , Amikin (h)

Medicamentos comercializados no Brasil

Sulfato de amicacina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico aminoglicosídeo. Inibe a síntese proteica bacteriana por meio da ligação

à subunidade ribossomal 30S. A amicacina é bactericida e apresenta amplo espectro de ação,

exceto contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A amicacina pode ser ativa contra

muitas bactérias, principalmente bacilos Gram-negativos, os quais são resistentes a outros

fármacos. A amicacina parece ter mais atividade do que a gentamicina contra muitas

bactérias Gram-negativas, principalmente as espécies entéricas. Na maioria dos animais, a

meia-vida da amicacina é curta (1-2 horas) e seu volume de distribuição reflete o volume

da água corpórea extracelular (p. ex., 200-250 mL/kg). A amicacina não é absorvida

quando administrada por via oral.

Indicações e Usos Clínicos

A amicacina é indicada para tratamento de infecções bacterianas, principalmente

de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas. Nos casos em que seja provável a

resistência à gentamicina, a amicacina pode substituí-la. Em equinos, a amicacina também é

administrada in loco, como lavagem intrauterina, para o tratamento de metrite e outras

infecções genitais provocadas por bactérias Gram-negativas. Além disso, a amicacina

é também empregada na perfusão regional de membros.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A nefrotoxicidade é o principal fator dose-limitante da amicacina. Certifique-se de que os

pacientes apresentam equilíbrio hidroeletrolítico adequado durante a terapia.

Ototoxicidade e vestibulotoxicidade podem também ser observadas.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais que apresentem insuficiência renal ou desidratação.

Interações Medicamentosas

Não misture, na mesma seringa ou frasco, a outros antibióticos. A amicacina

é incompatível com outros medicamentos e compostos quando misturada na mesma

seringa ou no mesmo frasco. Este fato é particularmente importante durante

a administração associada de antibióticos. Associada a anestésicos, a amicacina pode

provocar bloqueio neuromuscular.

Instruções de Uso


A administração de uma dose por dia maximiza o pico da concentração inibitória mínima

(MIC). Avente a possibilidade de monitoramento terapêutico, com o objetivo de reduzir o

risco de danos renais. A atividade contra algumas bactérias (p. ex., Pseudomonas) é maior

quando a amicacina é associada a antibióticos beta-lactâmicos. A nefrotoxicidade é maior

quando os níveis orgânicos mínimos são persistentemente elevados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: a MIC, segundo a CLSI (The Clinical and Laboratory Standards

Institute), é ≤ 16 μg/mL. Monitore as concentrações séricas de ureia e creatinina e a urina

quanto à presença de evidências de nefrotoxicidade. As concentrações plasmáticas

ou séricas do medicamento podem ser monitoradas para detecção de problemas

relacionados à depuração sistêmica (clearance). Em pacientes submetidos à administração

uma vez ao dia, os níveis sistêmicos mínimos devem ficar abaixo do limite de detecção.

Como alternativa, podem-se mensurar a meia-vida e a depuração do medicamento

em amostras obtidas 1 hora e 2 a 4 horas após a administração. Na maioria dos animais,

a depuração deve ficar acima de 1,0 mL/kg/min e a meia-vida deve ser inferior a 2 horas.

Formulações

A amicacina é comercializada em soluções injetáveis de 50 ou 250 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A amicacina

é instável quando associada a outros medicamentos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15-30 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• 10-14 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Adultos: 4,4-6,6 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou intramuscular,

ou 10 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa ou intramuscular.


• Potros: 20-25 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa ou intramuscular, ou

6,6 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

• Uso intrauterino: administre 2 g (8 mL) diluídos em 200 mL de solução salina estéril

no útero, uma vez ao dia, durante 3 dias.

• Perfusão regional de membro: as doses variam de 125 a 500 mg por membro, diluídas

em 60 mL de soro fisiológico.

Bovinos

• Adultos: 10 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

• Bezerros (< 2 semanas de vida): 20 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa

ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de interrupção da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos para uso extrabula. É de se esperar persistência prolongada do antibiótico em

tecidos (principalmente renais) após a administração. A amicacina, assim como outros

antibióticos aminoglicosídeos, não deve ser administrada a animais produtores de alimentos,

dado o risco de resíduos. Caso doses extrabula tenham sido administradas, o tempo de

interrupção do tratamento para carne pode ser longo, de até 18 meses. Nos EUA, contate o

FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723) para obter informações

específicas sobre os tempos de interrupção da terapia.

Aminofilina

Nome comercial e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Aminofilina Sandoz (h) , Minoton (h) , Aminifilina (g)

Classificação funcional

Broncodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Broncodilatador. A aminofilina é um sal derivado da teofilina, formulada de modo

a aumentar a absorção oral sem efeitos colaterais gástricos. É convertida em teofilina após


a ingestão. Seu mecanismo de ação e outras propriedades são similares aos da teofilina. Ver

Teofilina. A ação da teofilina se dá por meio de inibição da fosfodiesterase e aumento do

AMP cíclico. Outros mecanismos anti-inflamatórios podem também ser responsáveis pelos

efeitos clínicos da aminofilina.

Indicações e Usos Clínicos

A aminofilina é indicada para controle de constrição reversível das vias aéreas, na prevenção

de broncoconstrição e como adjuvante no tratamento de outras doenças respiratórias. Seus

usos são similares às indicações da teofilina, da qual é derivada. Em gatos, cães e equinos, a

aminofilina é empregada para tratamento de doença inflamatória das vias aéreas (asma

felina). Em cães, é também usada no tratamento de colapso de traqueia, bronquite e outras

doenças das vias aéreas. Não é eficaz em doenças respiratórias de bovinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A aminofilina provoca excitação e possíveis efeitos colaterais cardíacos quando usada em

altas concentrações. Entre os efeitos colaterais cardíacos incluem-se taquicardia e

arritmias. Reações adversas gastrointestinais incluem náuseas, vômitos e diarreia, e no

sistema nervoso central a aminofilina pode provocar excitação, tremores e convulsões.

Contraindicações e Precauções

Embora os efeitos adversos pareçam ocorrer com maior frequência em humanos do que

em pequenos animais, use com cautela em indivíduos com arritmias cardíacas

ou suscetíveis a convulsões. Em equinos, a administração intravenosa pode provocar

excitação.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em associação com outros inibidores da fosfodiesterase, como

o sildenafil (Viagra) e o pimobendam. Muitos medicamentos inibem o metabolismo da

teofilina e podem aumentar suas concentrações (p. ex., cimetidina, eritromicina,

fluoroquinolonas e propranolol). Alguns medicamentos reduzem as concentrações

de aminofilina, por aumentarem sua biotransformação (p. ex., fenobarbital e rifampina).

Instruções de Uso

O monitoramento terapêutico da teofilina é recomendado para administração de doses

precisas durante o tratamento crônico. Ao administrar sais ou outras formulações

de teofilina, ajuste a dose de acordo com a dose do composto original.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As concentrações plasmáticas de teofilina devem ser monitoradas em pacientes submetidos

ao tratamento com aminofilina. As concentrações plasmáticas ideais variam de 10 a

20 μg/mL, mas os efeitos clínicos podem ser observados com a administração de doses

baixas, como 5 μg/mL.

Formulações

A aminofilina é comercializada em comprimidos de 100 e 200 mg e solução injetável

a 25 mg/mL. Uma dose de 25 mg/mL de aminofilina anidra equivale a 19,7 mg de teofilina

anidra por mililitro.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

As formulações orais compostas são estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, intramuscular ou intravenosa.

Gatos

• 6,6 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento de obstrução recorrente das vias aéreas: dose inicial de 12 mg/kg, seguida

de 5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Embora a aminofilina tenha sido

administrada por via intravenosa a equinos, esta via foi associada a excitação e

inquietação. A administração intravenosa deve ser feita de maneira lenta.

Bovinos

• 10 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa, ou 23 mg/kg, por via oral, em dose única.

Informações sobre Restrição Legal


Bovinos: o período de carência para interrupção da terapia em animais destinados

ao consumo humano não foi estabelecido.

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula

com estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número

1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Aminopentamida

Nome comercial e outros nomes

Centrine

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anticolinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antidiarreico. Anticolinérgico (bloqueia a acetilcolina em sinapses

parassimpáticas). Tal como outros medicamentos anticolinérgicos desta classe,

a aminopentamina bloqueia receptores muscarínicos. Devido a esse bloqueio, os efeitos

da acetilcolina são interrompidos, inibindo as secreções gastrointestinais (GI) e a motilidade

da musculatura lisa. As funções glandulares e respiratórias, além de outras funções

fisiológicas, podem também ser afetadas. A aminopentamina é um medicamento antigo, que

hoje é pouco empregado no tratamento de diarreias ou doenças gastrointestinais.

Indicações e Usos Clínicos

A aminopentamina tem sido usada para redução da motilidade gastrointestinal das

secreções gástricas em animais. É também empregada para tratamento de diarreias, mas seu

uso prolongado com este propósito não é recomendado.

Instruções de Uso

As orientações de dose são baseadas nas recomendações dos fabricantes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore a ocorrência de problemas causados pela estase intestinal provocada pelo efeito

anticolinérgico.

Formulações

A aminopentamina é comercializada em comprimidos de 0,2 mg e solução injetável

a 0,5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,01-0,03 mg/kg a cada 8-12 horas, por via intramuscular, subcutânea ou oral.

Gatos

• 0,1 mg/kg a cada 8-12 horas, por via intramuscular, subcutânea ou oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Amitraz

Nome comercial e outros nomes

Mitaban

Medicamentos comercializados no Brasil

Acarmic (v) , Amiphos (v) , Amipur (v) , Amitraz (v) , Bovitraz (v) , Charmdog (v) , Carvet (v) ,


Ectop (v) , Ectraz (v) , Nokalt (v) , Tacplus (v) , Triatox (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Ectoparasiticida. O amitraz inibe a enzima monoamina oxidase (MAO) de ácaros.

Os mamíferos são resistentes a tal inibição. No entanto, o amitraz pode interagir com outros

inibidores da MAO (iMAOs).

Indicações e Usos Clínicos

O amitraz é indicado para tratamento tópico de infestações por ácaros, inclusive Demodex. É

aplicado por via tópica, em banhos de imersão ou com o auxílio de esponjas. Não deve ser

administrado sistemicamente. A dose recomendada é eficaz na maioria dos animais;

no entanto, em casos mais resistentes de sarna demodécica, foram empregadas dosagens

mais elevadas. O aumento da dose eleva a possibilidade de ocorrência de efeitos adversos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O amitraz provoca sedação em cães devido a atividade agonista em receptores alfa2-

adrenérgicos; esse efeito pode ser revertido por meio da administração de ioimbina ou

atipamezol. Com o uso de altas doses, foram relatados outros efeitos colaterais, inclusive

prurido, poliúria/polidipsia, bradicardia, hipotensão, bloqueio cardíaco, hipotermia,

hiperglicemia e (raramente) convulsões.

Contraindicações e Precauções

Efeitos adversos são mais comumente observados quando são administradas doses

elevadas.

Interações Medicamentosas

Não se deve associar a outros iMAOs, como a selegilina (Deprenyl, Anipryl), ou a outros

alfa2-agonistas.

Instruções de Uso


De início, deve-se empregar a dose estabelecida pelo fabricante, mas, em casos refratários,

pode-se exceder a essa dose, para aumentar a eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Realize raspados cutâneos periódicos para detecção de ácaros.

Formulações

O amitraz é comercializado em solução concentrada de 10,6 mL (19,9%).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10,6 mL/7,5 mL de água (solução a 0,025%). Faça 3-6 aplicações tópicas, a intervalos

de 14 dias. Em casos refratários, excedeu-se a esta dose, para aumentar a eficácia.

Entre as dosagens utilizadas estão as de concentração de 0,025%, 0,05% e 0,1%,

aplicadas uma ou duas vezes por semana. Em casos refratários ao tratamento, foi usada

a dose de 0,125% de concentração, aplicada em metade do corpo do cão em um dia e,

no dia seguinte, sobre a outra metade. Esse esquema alternado foi repetido todos os

dias durante 4 semanas ou até 5 meses para obtenção da cura, mas sua realização só

deve ser aventada em casos extremos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Não há necessidade de instituição de tempo de carência em animais destinados

ao consumo humano.

No entanto, o FARAD (1-888-873-2723) recomenda a interrupção do tratamento


21 dias antes do abate.

Os tempos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos (uso extrabula).

Amoxicilina

Nomes comerciais e outros nomes

Amoxicilina: Amoxi-Tabs, Amoxi-Drops, Amoxi-Inject, Robamox-V, Biomox e outras

marcas. Amoxil, Trimox, Wymox, Polymox (preparação humana), Amoxicilina trihidratada,

marcas genéricas.

Medicamentos comercializados no Brasil

Amoxcil (h) , Velamos (h) , Amoxicilina (g) , Amoxan (v) , Bactrosina (v) , Biomox (v) , B-

Lacmox (v) , Clamoxyl (v) , Farmaxilin (v) , Suramox (v) , Trimoxil (v) , Vetrimoxin (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. A amoxicilina inibe a síntese da parede celular bacteriana.

De modo geral, seu espectro de ação é estreito, e inclui estreptococos e estafilococos não

produtores de beta-lactamase, além de outros cocos e bacilos Gram-positivos. Muitas cepas

de Staphylococcus são resistentes por produzirem a enzima beta-lactamase. A maioria

dos bacilos entéricos Gram-negativos de Enterobacteriaceae é resistente. Entre as bactérias

Gram-negativas suscetíveis incluem-se algumas espécies de Proteus, Pasteurella multocida e

Histophilus. A resistência entre bactérias Gram-negativas é comum.

Em cães, o pico de concentração, a meia-vida, o volume de distribuição e a depuração

(clearance) são 11 μg/mL; 1,3 hora; 0,72 L/kg; e 6,5 mL/kg/min, respectivamente. Em

gatos, esses valores são 12 μg/mL; 1,4 hora; 1,05 L/kg; e 7,8 mL/kg/min, respectivamente.

Em pequenos animais, a absorção oral da amoxicilina é maior do que a de ampicilina (em

alguns animais, duas vezes maior). A absorção oral da amoxicilina em cavalos adultos é

inferior a 10%; sendo assim, a administração deste antibiótico por esta via não é

recomendada.

Indicações e Usos Clínicos

A amoxicilina é usada em todas as espécies para tratamento de diversas infecções, inclusive

infecções do trato urinário inferior, infecções em tecidos moles e pneumonias. Geralmente é


mais eficaz nas infecções causadas por bactérias Gram-positivas. Uma vez que sua meia-vida

é curta, a administração deve ser frequente no tratamento de infecções provocadas por

microrganismos Gram-negativos. Além disso, o ponto de perda de suscetibilidade é maior em

bactérias Gram-negativas do que em Gram-positivas. Em equinos, sua absorção oral é

inferior a 10%; assim sendo, a amoxicilina não é adequada para tratamento de animais

adultos. Em potros, no entanto, a absorção oral é de 36%-43%. Em pequenos animais, esta

absorção é de 50%-60%.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A amoxicilina geralmente é bem tolerada. É possível a ocorrência de reações alérgicas.

Diarreia e vômitos são comumente observados durante o tratamento oral.

A administração oral a equinos ou bovinos pode provocar diarreia e/ou enterite.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a fármacos similares à penicilina.

Interações Medicamentosas

Não associe a medicamentos em formulações compostas.

Instruções de Uso

As recomendações de dose variam, dependendo da suscetibilidade da bactéria e do local

da infecção. De modo geral, administração mais frequente ou doses mais altas são

necessárias para o tratamento de infecções causadas por microrganismos Gram-negativos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: o CLSI (The Clinical and Laboratory Standards Institute)

recomenda o uso de ampicilina no teste de suscetibilidade à amoxicilina. O ponto de perda

de suscetibilidade de microrganismos sensíveis é, segundo o CLSI, ≤ 0,25 μg/mL para

estafilococos, estreptococos e bacilos Gram-negativos. Para patógenos do trato urinário em

cães, o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL e, para microrganismos que infectam

bovinos, ≤ 0,25 μg/mL. Para os patógenos do trato respiratório de equinos (estreptococos), o

ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 0,25 μg/mL.

Formulações

A amoxicilina é comercializada em comprimidos de 50, 100, 150, 200 e 400 mg e


em cápsulas de 250 e 500 mg (preparações para uso humano).

A amoxicilina triidratada é comercializada em comprimidos de 50, 100, 200 e 400 mg,

suspensão oral a 50 mg/mL e solução injetável a 250 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. As suspensões líquidas para

administração oral são estáveis por 14 dias. Outras formulações devem ser protegidas

da umidade. A estabilidade é ótima a pH de 5,8-6,5. Acima desse pH, há hidrólise.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 6,6-20 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros

• Não ruminantes: 10-22 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.

Bovinos e Equinos

• 6,6-22 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral (suspensão). Observação: em animais de

grande porte, a amoxicilina não é bem absorvida quando administrada por via oral

(exceto em potros); de modo geral, esta via não é utilizada.

Informações sobre Restrição Legal

Intervalo de carência do tratamento: (apenas para bovinos) 25 dias para carne, 96 horas

para leite. Infusão intramamária de amoxicilina: intervalo de carência do tratamento

de 12 dias para carne e 60 horas para leite.

Amoxicilina + Clavulanato de Potássio

Nomes comerciais e outros nomes

Clavamox (preparação para uso humano) e Augmentin (preparação para uso veterinário)

Medicamentos comercializados no Brasil


Amoxicilina + Clavulanato de Potássio (g) , Synulox (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico beta-lactâmico + inibidor da beta-lactamase (clavulanato de potássio).

A atividade e o espectro de ação da amoxicilina foram anteriormente descritos.

O clavulanato, isoladamente, não tem efeitos antibacterianos, mas é um potente inibidor da

enzima beta-lactamase responsável pela resistência de bactérias Gram-negativas e Grampositivas.

A adição de clavulanato à amoxicilina aumenta o espectro de ação do antibiótico,

incluindo cepas de Staphylococcus produtoras de beta-lactamase (não resistentes à

meticilina) e muitas cepas de bacilos Gram-negativos.

Indicações e Usos Clínicos

A associação de amoxicilina + clavulanato é um antibacteriano de amplo espectro usado

no tratamento de infecções cutâneas e de tecidos moles, do trato urinário inferior e das

vias respiratórias. Este medicamento é indicado para tratamento de infecções bacterianas

(Gram-positivas e Gram-negativas) que podem ser resistentes à amoxicilina devido

à produção de beta-lactamase.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A associação de amoxicilina + clavulanato é geralmente bem-tolerada. A ocorrência

de reações alérgicas é possível. É comum a observação de diarreia durante o tratamento

por via oral, e foram observados vômitos em alguns animais. O aumento da dose de

clavulanato devido a sua maior proporção em algumas formulações eleva a probabilidade

de ocorrência de vômitos.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em animais alérgicos a antibióticos similares à penicilina. Em equinos e

ruminantes, a administração oral pode causar diarreia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.


Instruções de Uso

As recomendações de dose variam, dependendo da suscetibilidade da bactéria e

da localização da infecção. De modo geral, são necessárias administração mais frequentes

ou doses mais altas para o tratamento de infecções causadas por microrganismos Gramnegativos.

Muitos veterinários administram o dobro da dose recomendada pelo fabricante

para tratamento de infecções cutâneas (ou seja, 25 mg/kg a cada 12 horas). As formulações

para uso humano, para administração oral, são ocasionalmente substituídas por

medicamentos de uso veterinário. Observe que os antibióticos de uso veterinário contêm

amoxicilina e clavulanato na relação de 4:1. Nas formulações para humanos (Augmentin),

essas proporções variam de 2:1 a 7:1.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI) é ≤ 0,25/0,12 μg/mL para estafilococos,

estreptococos, E. coli e Pasteurella multocida (“/” distingue as concentrações de amoxicilina e

clavulanato).

Formulações

A associação de amoxicilina + clavulanato é comercializada em formulações para uso

veterinário: comprimidos de 62,5, 125, 250 e 375 mg e suspensão a 62,5 mg/mL, com

relação entre os compostos de 4:1. Em formulações para seres humanos, esta associação

é comercializada em comprimidos de 250/125; 500/125; e 875/125 mg. Em

comprimidos mastigáveis, é comercializada a 125/31,25; 200/28,5; 250/62,5 e

400/57 mg e em suspensões orais de 125/31,25; 200/28,5; 250/62,5; e 400/57 mg em

5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e abaixo de 24 °C. Evite exposição

à umidade. Medicamentos reconstituídos para administração oral são estáveis por 10 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 12,5-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. (A dose é baseada na associação

de amoxicilina e clavulanato.)

Gatos


• 62,5 mg/gato a cada 12 horas, por via oral. Avente a possibilidade de administração de

três doses a cada 8 horas para tratamento de infecções provocadas por bactérias Gramnegativas.

Posologia para Grandes Animais

A associação de amoxicilina + clavulanato é comercializada apenas em formulações para

administração oral. Uma vez que estes componentes não são absorvidos por animais

de produção quando administrados por via oral, seu uso não é recomendado.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Acredita-se, porém, que os períodos

de carência para a interrupção do tratamento sejam similares aos da amoxicilina.

Ampicilina + Sulbactam

Nome comercial e outros nomes

Unasyn

Medicamentos comercializados no Brasil

Unasyn (h) , Ampicilina Sódica + Sulbactam Sódica (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O componente ampicilina apresenta o mesmo espectro e o mesmo mecanismo de ação

descrito para este antibiótico isolado. Esta formulação contém ampicilina e um inibidor

da enzima bacteriana betalactamase (sulbactam). O sulbactam apresenta atividade similar

à do clavulanato (associado à amoxicilina), mas não é tão ativo quanto este contra algumas

enzimas Gram-negativas (p. ex., expressas por genes TEM). Devido à adição de sulbactam,

seu espectro de ação é mais amplo do que o da ampicilina não associada, e inclui cepas

de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos produtores de betalactamase.

Indicações e Usos Clínicos

Esta combinação é indicada para tratamento de infecções bacterianas. Tem sido usada

no tratamento de infecções agudas, como pneumonia e sepse, e como profilático em


pacientes neutropênicos. Devido à adição de sulbactam, o espectro de ação é mais amplo do

que o da ampicilina isolada. Portanto, a associação é usada para o tratamento de infecções

em que pode haver resistência à ampicilina. A associação de ampicilina + sulbactam só pode

ser administrada em forma injetável. Para administração oral, a amoxicilina + clavulanato

(p. ex., Clavamox ® e Augmentin ® ) pode ser usada como alternativa.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos das penicilinas são mais comumente associados a alergias

a medicamentos. Tais reações podem variar de anafilaxia aguda após administração

intravenosa a outros sinais de reações alérgicas quando outras vias são utilizadas.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas.

Interações Medicamentosas

Não misture em frascos de outros medicamentos.

Instruções de Uso

As doses recomendadas variam, dependendo da suscetibilidade bacteriana e da localização

da infecção. De modo geral, no tratamento de infecções provocadas por Gram-negativos

pode ser necessária a administração de doses maiores e com maior frequência. Quando se

preparam as soluções injetáveis, a estabilidade depende da concentração. Soluções

concentradas (250 mg/mL) devem ser injetadas no intervalo de 1 hora após

a reconstituição, por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa lenta (ao longo

de 3 minutos). As soluções para administração intramuscular podem ser preparadas

com cloridrato de lidocaína, para reduzir a dor da injeção. Soluções menos concentradas

preparadas com líquidos de uso intravenoso (p. ex., 45 mg/mL) são estáveis por períodos

mais longos. Ver Estabilidade e Armazenamento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI) é ≤ 8/4 μg/mL para estafilococos e bacilos Gramnegativos

(“/” distingue as concentrações de ampicilina e sulbactam). No entanto, o CLSI

recentemente reduziu o ponto de perda de suscetibilidade da amoxicilina + clavulanato, e

também é provável que o ponto da ampicilina + sulbactam seja menor.


Formulações

A associação de ampicilina + sulbactam é comercializada na relação de 2:1 para injeção e

frascos de 1,5 e 3 g.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O conteúdo do frasco pode ser

reconstituído com água estéril para uso imediato e apresenta concentração de ampicilina

de 250 mg/mL. Esta solução deve ser usada no intervalo de 1 hora após a reconstituição. Ao

ser diluída em concentrações de 45 mg/mL com água estéril ou soro fisiológico a 0,9%, a

estabilidade se mantém por 8 horas à temperatura ambiente ou 48 horas sob refrigeração.

Em caso de preparo com solução de Ringer com lactato, a estabilidade se mantém por 8

horas à temperatura ambiente ou 24 horas sob refrigeração. A estabilidade ótima se dá com

pH de 5,8. Acima deste valor, ocorre hidrólise.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• As doses são similares às de ampicilina (quando baseadas neste componente), 10-

20 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Ruminantes

(As doses usadas devem ser as mesmas do componente ampicilina.)

• 6,6 mg/kg até 10-20 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência de tratamento foram determinados para a ampicilina, mas não para

o sulbactam. Uma vez que o sulbactam apresenta meia-vida similar à da ampicilina e é

pouco associado a efeitos tóxicos, sugere-se o uso dos intervalos listados para a ampicilina.

Período de carência para bovinos: 6 dias (carne); 48 horas (leite; em dose de 6 mg/kg).

Período de carência para suínos: no Canadá, 6 dias.

Ampicilina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes


Omnipen, Principen, Totacillin e Polycillin (preparações humanas), Omnipen-N,

Polycillin-N e Totacillin-N (preparações injetáveis) e Amp-Equine e Ampicilina triidratada

(Polyflex) (preparações veterinárias)

Medicamentos comercializados no Brasil

Agroplus (associação) (v),

(associação) (v) , Cloxambiotic (v) , Forticilina S (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Ampicilina Calbos (v) , Ampicilina Veterinária (v) , Bovigam

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. A ampicilina inibe a síntese da parede bacteriana. Seu espectro de

ação é pequeno e similar ao da amoxicilina. A ampicilina geralmente apresenta espectro de

ação que inclui estreptococos, estafilococos não produtores de betalactamase e muitos

outros cocos e bacilos Gram-positivos. Muitos estafilococos são resistentes devido à produção

de betalactamase. A maioria dos bacilos entéricos Gram-negativos pertencente a família

Enterobacteriaceae é resistente. Entre as bactérias Gram-negativas suscetíveis estão

algumas espécies de Proteus, Pasteurella multocida e Histophilus. Entre bactérias Gramnegativas,

a resistência é comum. O espectro de ação da ampicilina inclui bactérias Grampositivas

e Gram-negativas. No entanto, a ocorrência de resistência é comum,

principalmente entre bacilos e estafilococos entéricos Gram-negativos.

A farmacocinética da ampicilina indica que sua meia-vida é de aproximadamente 1-

1,5 hora na maioria dos animais. Em equinos, a meia-vida é de 0,6-1,5 hora após

a administração intravenosa, mas é maior após a administração intramuscular. Em bovinos,

quando a formulação triidratada é administrada por via intramuscular, produz menor pico

de concentração, mas maior meia-vida que é de 6,7 horas. Na maioria das espécies, o

volume de distribuição é de, aproximadamente, 0,2 L/kg. A depuração sistêmica (clearance)

é de cerca de 3-5 mL/kg/min. A absorção oral é inferior a 50% em cães e gatos e menor que

4% em equinos.

Indicações e Usos Clínicos

A ampicilina é indicada a pacientes com infecções causadas por bactérias suscetíveis, como

infecções cutâneas e de tecidos moles, do trato urinário inferior e pneumonias. Bactérias

Gram-positivas (à exceção de cepas de Staphylococcus produtoras de betalactamase) tendem

a ser suscetíveis à ampicilina. No entanto, infecções provocadas pela maioria das bactérias

Gram-negativas (à exceção de Pasteurella) geralmente são resistentes.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos das penicilinas são mais comumente associados a alergias

medicamentosas. Tais reações podem variar da anafilaxia aguda após a administração

intravenosa a outros sinais de reações alérgicas, quando outras vias são utilizadas.

Quando usada como profilático em cirurgias, a ampicilina pode ser administrada por via

intravenosa a pacientes anestesiados sem afetar os parâmetros cardiovasculares. A

ampicilina administrada por via oral, principalmente em altas doses, pode provocar

diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas. A ampicilina contém 3 mEq de sódio

por grama.

Interações Medicamentosas

Não misturar em frascos de outros medicamentos.

Instruções de Uso

Os requerimentos de dose variam dependendo da suscetibilidade bacteriana. A ampicilina é

absorvida cerca de 50% menos do que a amoxicilina quando administrada por via oral. A

administração de doses maiores e com frequência maior pode ser necessária, para

o tratamento de infecções provocadas por bacilos e enterococos Gram-negativos.

Ao preparar as soluções injetáveis, a estabilidade é dependente da concentração.

Soluções concentradas (250 mg/mL) devem ser injetadas durante uma hora após

a reconstituição por vias intramuscular, subcutânea ou intravenosa lenta (3 minutos).

Soluções menos concentradas, preparadas com fluidos de uso intravenoso (p. ex.,

30 mg/mL) são estáveis por períodos mais longos. Ver Estabilidade e Armazenamento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade de microrganismos sensíveis é

≤ 0,25 μg/mL para estafilococos, estreptococos e bacilos Gram-negativos. Para patógenos

do trato urinário de cães, o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL e

para microrganismos que infectam bovinos, é ≤ 0,25 μg/mL. Para os patógenos do trato

respiratório de equinos (estreptococos), o ponto de perda de suscetibilidade é ≤

0,25 μg/mL.

Formulações


A ampicilina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg e em frascos de ampicilina

sódica contendo 125, 250 e 500 mg. O Amp-Equine é comercializado em frascos de 1 e 3 g

para injeção (no entanto, essa formulação não é mais produzida por alguns laboratórios).

A ampicilina triidratada (Polyflex) é comercializada em frascos com 10 e 25 mg para

injeção.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, em temperatura ambiente. A estabilidade da ampicilina

sódica reconstituída é dependente da concentração. Após a reconstituição com água estéril,

em concentração de 250 mg/mL, a solução é estável por 1 hora à temperatura ambiente. Ao

ser diluída em concentrações de até 30 mg/mL com soro fisiológico a 0,9% ou Ringer com

lactato (p. ex., em fluidos de administração intravenosa), a estabilidade é mantida por 8

horas à temperatura ambiente ou 72 horas sob refrigeração. Em caso de preparo com

solução de dextrose a 5% em água, a estabilidade é mantida por somente 1 hora. As

suspensões orais são estáveis por 14 dias se refrigeradas. A ampicilina triidratada para injeção

é estável por 12 meses sob refrigeração e por 3 meses à temperatura ambiente. Outras

formulações devem ser protegidas da umidade. A estabilidade ótima se dá em pH 5,8.

Acima deste valor ocorre hidrólise.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10-20 mg/kg a cada 6-8h por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea ou 20-

40 mg/kg a cada 8h por via oral. Doses elevadas, de 100 mg/kg, foram usadas

em algumas infecções resistentes, como aquelas provocadas por enterococos.

Ampicilina Triidratada

Cães

• 10-50 mg/kg a cada 12-24 horas, por vias intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• 10-20 mg/kg a cada 12-24 horas, por vias intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 6,6 mg/kg, até 10-20 mg/kg, a cada 6-8 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.

• Infecção refratária: até 25-40 mg/kg acada 6-8 horas.

Bovinos (Adultos e Bezerros)

Ampicilina Triidratada

• 4,4 a 11 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos: 6 dias (carne); 48 horas (leite; em dose de 6 mg/kg).

Intervalos de interrupção do tratamento em suínos: No Canadá, 6 dias.

Amprólio

Nomes comerciais e outros nomes

Amprol e Corid

Medicamentos comercializados no Brasil

Amprocox (v) , Amprolbase (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiprotozoário. Este medicamento é um análogo estrutural da vitamina B1,

a tiamina. O amprólio antagoniza a tiamina nos parasitas, sendo usado para tratamento

das coccidioses.

Indicações e Usos Clínicos

O amprólio é usado no controle e tratamento de coccidioses em bovinos, ovinos, caprinos,

cães filhotes e aves. É administrado por via oral, geralmente misturado ao alimento.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Intoxicações são observadas apenas quando são administradas altas doses. Os sinais

associados ao sistema nervoso central são provocados por deficiência de tiamina, que

pode ser revertida pela adição desta vitamina ao alimento.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais debilitados.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O amprólio é geralmente administrado ao gado como suplemento alimentar. Em cães,

30 mL de amprólio a 9,6% foram adicionados a 3,8 L de água de bebida para controle de

coccidioses.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O amprólio é comercializado em solução oral a 9,6% (9,6 g/100 mL) e em pó solúvel,

em embalagem de 22,6 g.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A estabilidade

de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Tratamento de coccidiose: adicione 1,25 g de amprólio a 20% em pó à ração

diariamente, ou 30 mL de solução de amprólio a 9,6% a 3,8 L de água de bebida

durante 7 dias (água medicada não utilizada no prazo de 24 horas deve ser

descartada).

Posologia para Grandes Animais


Bovinos

• Prevenção de coccidiose: 5 mg/kg a cada 24 horas, durante 21 dias.

• Tratamento de coccidiose: 10 mg/kg a cada 24 horas, durante 5 dias, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Intervalos de interrupção do tratamento em bovinos (carne): 24 horas antes do abate.

No Brasil, o período de carência estipulado é de 3 a 5 dias para animais destinados

ao consumo humano, dependendo da formulação empregada.

Em bovinos pré-ruminantes, não foi estabelecido intervalo de interrupção do

tratamento com amprólio. Não administre a bezerros a serem processados como vitela.

Anfotericina B

Nomes comerciais e outros nomes

Fungizone (formulação tradicional) e formas lipossomais: Amphotec, ABLC, ABCD,

Abelcet e AmBisome.

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de Tetraciclina + Anfotericina B (associação) (g)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico. A anfotericina B é um agente antifúngico usado no tratamento

de micoses sistêmicas. O fármaco liga-se ao ergosterol da membrana celular do fungo,

levando a perda de sua integridade, extravasamento do conteúdo celular e morte

do patógeno. A anfotericina B é ativa contra a maioria dos fungos e alguns protozoários.

Existe uma formulação convencional de anfotericina B desoxicolato, usada com maior

frequência em medicina veterinária. É mais barata, mas muito tóxica. Atualmente, existem

formulações lipossomais de anfotericina B. Esses medicamentos são amplamente utilizados

em seres humanos, mas pouco empregados em medicina veterinária devido a seu alto custo.

Tais formulações lipossomais são menos tóxicas do que as convencionais, e são baseadas em

complexos lipídicos ou de colesteril, o que permite a administração de doses maiores com


menor nefrotoxicidade. A anfotericina B em complexo lipídico (Abelcet ® , ABLC ® ) é uma

suspensão do fármaco complexado a dois fosfolipídeos, em concentração de 100 mg/20 mL.

Esta formulação é segura e eficaz no tratamento da blastomicose em cães, em dose

cumulativa de 8-12 mg/kg, com administração de 1 mg/kg em dias alternados.

A anfotericina B em complexo com colesteril sulfato (Amphotec ® , ABCD ® ) é uma dispersão

coloidal do fármaco. É eficaz em estudos em que foi administrada em doses maiores do que

as formulações convencionais de anfotericina B. A anfotericina B em complexo lipossomal

(AmBisome ® ) é uma formulação lipossomal unilaminar. Quando reconstituída, produz

pequenas vesículas de anfotericina B encapsulada. Esta formulação foi usada de maneira

segura e eficaz em alguns cães com blastomicose.

Indicações e Usos Clínicos

A anfotericina B é indicada para tratamento de diversas micoses sistêmicas. É usada

no tratamento de blastomicose, coccidioidomicose e histoplasmose. Em cães, é também

usada no tratamento de leishmaniose. Pode ser administrada para tratamento

de aspergilose, mas seu uso em medicina veterinária é incomum e algumas espécies

de Aspergillus são resistentes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A anfotericina B produz nefrotoxicidade dependente da dose. Também provoca febre,

flebite e tremores. A nefrotoxicidade depende da dose e é cumulativa. Sua ocorrência é

mais provável durante o uso de doses cumulativas ou superiores a 6 mg/kg. Com o uso

repetido, a anfotericina B pode levar à perda de potássio, dada sua ação no ducto coletor.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes nefropatas ou em quem a depuração renal não seja

conhecida. Não use em pacientes desidratados ou com desequilíbrios eletrolíticos.

Interações Medicamentosas

Ao preparar soluções intravenosas, não misture a anfotericina B a soluções eletrolíticas;

em vez disso, utilize água com dextrose a 5%. A nefrotoxicidade é maior quando

a anfotericina B é administrada com aminoglicosídeos.

Instruções de Uso

Administre por via intravenosa diluída em água com dextrose a 5% e monitore


cuidadosamente a função renal. Antes do tratamento, administre solução de cloreto de

sódio por via intravenosa, reduzindo o risco de nefrotoxicidade. Em um estudo,

a anfotericina B foi administrada por via subcutânea (Aust Vet J, 73: 124, 1996). A solução

de anfotericina B foi reconstituída (um frasco de 50 mg em 40 mL de água estéril), com

adição de 10 mL de Intralipid a 10% (óleo de soja). Esta solução foi administrada, em dose

de 1-2 mg/kg, para o tratamento de leishmaniose sistêmica. Em outras indicações, esta

solução foi administrada em dose de 1-2,5 mg/kg, duas vezes por semana, por 8-10

tratamentos. Este complexo lipossomal de anfotericina B foi usado em um estudo

no tratamento de infecção por Leishmania infantum em cães, em dose de 3-3,3 mg/kg.

Embora a melhora clínica tenha sido rápida, os cães continuaram positivos para a doença.

Durante a administração de formulações de anfotericina B lipossomal, siga cuidadosamente

as instruções do rótulo. Para a administração de Abelcet ® , a diluição em dextrose a 5%

a 1 mg/mL foi infundida ao longo de 1-2 horas.

Para uso intratecal, administre apenas a formulação convencional. Comece com

0,05 mg (dose total) a cada 48 horas, e aumente para 0,1 e 0,2 mg (dose total) caso o

medicamento seja bem tolerado pelo animal. Prepare a solução intratecal a partir da solução

a 5 mg/mL em água estéril, diluindo-a ainda mais a 0,25 mg/mL pela adição de 1 mL

(5 mg) da solução a outros 19 mL de dextrose a 5%. Injete-a diretamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Durante o tratamento, monitore cuidadosamente a função renal. Após a terapia, alguns

animais apresentam aumento da concentração de creatinina e ureia. A azotemia persistente

pode ser motivo para interrupção do tratamento e substituição da anfotericina B por outro

antifúngico. Podem ser observadas hipocalemia e hipomagnesemia, devidas a acidose

tubular renal.

Formulações

A forma convencional da anfotericina B é comercializada em frascos de 50 mg

para administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

A anfotericina B é estável quando armazenada no frasco original. A solução para

administração intravenosa é fotossensível, devendo ser protegida durante a infusão.

Armazene as soluções reconstituídas sob refrigeração. No entanto, soluções não refrigeradas

podem ser estáveis por até 1 semana. O pH ideal é de 6-7.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


Formulação convencional: 0,5 mg/kg a cada 48 horas, por via intravenosa (infusão lenta),

até uma dose cumulativa de 4-8 mg/kg. As formulações lipossomais são administradas em

dose de 3 mg/kg/dia, à taxa de mais de 60-120 minutos por 9-12 tratamentos. Esta dose

pode ser administrada três vezes por semana, em vez de dias alternados. Para estas

formulações, a dose cumulativa total deve ser de 24-27 mg/kg.

Uso intratecal: veja as instruções anteriormente fornecidas. Comece com 0,5 mg

(dose total) a cada 48 horas, aumentando para 0,1 a 0,2 mg (dose total).

Gatos

• Os gatos vêm sendo submetidos a esquemas terapêuticos similares aos usados em cães

(p. ex., 0,25 mg/kg da formulação convencional). Muitos clínicos, porém, começam

o tratamento com doses menores. Durante o uso de formulações lipossomais, use

1 mg/kg, por via intravenosa, três vezes por semana, por até 12 tratamentos.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,3 mg/kg por via intravenosa no 1 dia, seguido de três dias consecutivos e repetição

após um intervalo sem tratamento de 24-48 horas. O alto custo impede o uso rotineiro

de anfotericina B em equinos.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de período de carência para o tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Aprepitanto

Nome comercial e outros nomes

Emend

Medicamentos comercializados no Brasil

Emend (h)

Classificação funcional

Antiemético


Farmacologia e Mecanismo de Ação

O aprepitanto é um antiemético de ação central. É um antagonista do receptor

de substância P/neurocinina 1 (NK 1 ), similar ao citrato de maropitant (Cerenia). Seu uso é

principalmente associado a medicamentos com alto potencial emético, como a cisplatina. O

aprepitanto é eficaz, pois os quimioterápicos e outros estimulantes do vômito liberam NK1,

que é altamente emético. O uso de aprepitanto em pequenos animais é um tanto limitado,

por causa de seu alto custo e da existência de poucas formulações destinadas a estas

espécies. Em cães, o aprepitanto é extensamente biotransformado após a administração.

Indicações e Usos Clínicos

O aprepitanto é um antiemético eficaz em humanos, principalmente quando usado

para tratamento do vômito associado à quimioterapia para tratamento de câncer. Pode

ser associado a corticosteroides (dexametasona) e antagonistas da serotonina (5HT3).

No entanto, apesar de seus amplos efeitos na redução de vômitos em humanos, não há

relatos de uso eficaz em cães ou gatos. Um medicamento de ação similar, denominado

maropitant (Cerenia), é administrado a cães e gatos e tem efeitos antieméticos semelhantes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em animais.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

A ocorrência de interações medicamentosas é possível, já que o aprepitanto é indutor e

inibidor de enzimas do citocromo P450. Inibidores potentes dessas enzimas (veja

o Apêndice F) podem afetar a depuração (clearance) do aprepitanto.

Instruções de Uso

Use em pacientes refratários a outros medicamentos antieméticos. Pode ser associado

a outros antieméticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O aprepitanto é comercializado em cápsulas de 80 e 125 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Não esmague as cápsulas nem misture o aprepitanto a outros medicamentos. Armazene

em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Inicie com 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, e aumente para 2 mg/kg em pacientes

refratários.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de períodos de carência para o tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Asparaginase (L-Asparaginase)

Nomes comerciais e outros nomes

Elspar, Asparaginase

Medicamentos comercializados no Brasil

Elspar (h)

Classificação funcional

Agente anticancerígeno

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Agente anticancerígeno. As células neoplásicas são deficientes de asparagina sintase e

precisam de asparagina extracelular para a síntese de DNA e RNA. A L-asparaginase destrói a

asparagina. Células normais são capazes de sintetizar sua própria asparagina, mas certas

células tumorais, principalmente linfócitos malignos, não. A asparagina, portanto, é um

aminoácido essencial à sobrevida da célula tumoral, principalmente linfócitos malignos.

Uma vez que as células tumorais de pacientes submetidos ao tratamento com L-

asparaginase sofrem depleção de asparagina, sua síntese de DNA, RNA e proteína é

prejudicada, especificamente na fase G1 do ciclo celular. Em cães, a meia-vida da L-

asparaginase é longa, de 1-2 dias.

Indicações e Usos Clínicos

A asparaginase tem sido usada em alguns protocolos para tratamento de linfomas e é eficaz

contra melanomas e mastocitomas. É administrada por via intravenosa, intramuscular

ou subcutânea, mas os resultados obtidos em um estudo favoreceram a administração

intramuscular em relação à subcutânea. Em gatos, a asparaginase tem sido usada

em protocolos antineoplásicos combinados.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos mais comuns são reações de hipersensibilidade (alérgicas).

A asparaginase é um produto bacteriano e pode causar reações alérgicas.

O desenvolvimento de hipersensibilidade à asparaginase foi observado após diversas

administrações. Reações hepatotóxicas, pancreatite e hiperglicemia também foram

observadas.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com sensibilidade conhecida (reação alérgica).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. A asparaginase tem sido

associada a outros medicamentos anticancerígenos.

Instruções de Uso

A asparaginase é geralmente usada em associação com outros medicamentos em protocolos

quimioterápicos (p. ex., doxorrubicina). Estudos mostraram que a administração

intramuscular é mais eficaz do que a subcutânea em cães com linfoma (J Am Vet Med

Assoc, 214: 353-356, 1999). A asparaginase exerce poucos efeitos sobre a medula óssea,


podendo, assim, ser associada a outras substâncias mielossupressoras. Embora seja usada em

protocolos quimioterápicos, não há evidências de benefício de sua associação com protocolos

CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, prednisona e vincristina) durante o tratamento de

linfomas. As células tumorais podem desenvolver resistência à asparaginase, passando a ser

capazes de sintetizar asparagina. Em gatos, esta enzima é usada em protocolos combinados

contendo doxorrubicina em dose de 400 unidades por quilograma administrados por via

subcutânea no primeiro dia de tratamento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Recomenda-se o monitoramento do hemograma durante a quimioterapia.

Formulações

A asparaginase é comercializada em frascos contendo 10.000 unidades para injeção

(a distribuição do medicamento a veterinários pelo fabricante pode ser limitada).

Estabilidade e Armazenamento

Estável se for armazenada no frasco original.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 400 unidades/kg, por via intramuscular ou subcutânea, semanalmente.

• 10.000 unidades/m 2 semanalmente, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3

semanas.

Gatos

• 400 unidades/kg, por via intramuscular ou subcutânea, semanalmente.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há tempos de interrupção determinados para animais destinados ao consumo humano.

Por se tratar de agente antineoplásico, a asparaginase não deve ser administrada a animais

destinados ao consumo humano.


Aspirina

Nomes comerciais e outros nomes

AAS, ácido acetilsalicílico, Bufferin, Ascriptin e muitas marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Aspirina (h) , Ácido Acetilsalicílico (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Sua ação anti-inflamatória é resultado da inibição

da síntese de prostaglandinas. A aspirina liga-se irreversivelmente à enzima cicloxigenase

(COX) presente nos tecidos, inibindo a síntese de prostaglandinas. Em baixas doses, pode ser

mais específica para COX-1 do que para COX-2. Os efeitos anti-inflamatórios são atribuídos à

inibição de COX, mas outros mecanismos atribuídos aos salicilatos podem estar presentes,

como a inibição de NF-kappa B. Em animais, a farmacocinética é variável, com meia-vida de

1 hora em equinos, 6 horas em suínos, 8,5 horas em cães e 38 horas em gatos.

Indicações e Usos Clínicos

A aspirina é usada como analgésico, anti-inflamatório e antiplaquetário. Em doses baixas,

é um inibidor mais seletivo de COX-1 e de ação antiplaquetária mais potente do que a dos

demais AINEs. Assim, baixas doses têm sido usadas em animais na prevenção da formação

de êmbolos trombóticos. Baixas doses de aspirina são rotineiramente empregadas como

terapia antiplaquetária, embora o fármaco não iniba completamente a estimulação

plaquetária. A associação com outros medicamentos antiplaquetários, como o clopidrogrel

(Plavix), provê uma inibição mais eficaz. Embora a aspirina seja comercializada há muitos

anos, seu uso em muitas espécies não é registrado no FDA. Não existem estudos controlados

publicados atestando sua eficácia. A administração de aspirina a animais é baseada,

principalmente, em dados empíricos, não em publicações.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Baixo índice terapêutico. Altas doses frequentemente provocam vômitos. Outros efeitos


no TGI podem incluir ulceração e sangramento. A aspirina inibe as plaquetas,

aumentando o risco de hemorragias.

Contraindicações e Precauções

Os gatos são suscetíveis à intoxicação por salicilato, dada sua lenta eliminação. Administre

com cuidado a pacientes com coagulopatias, dada a inibição plaquetária (p. ex., doença

de von Willebrand). Não administre a pacientes suscetíveis ao desenvolvimento de

úlceras do trato gastrointestinal (TGI).

Interações Medicamentosas

Não associe a outros medicamentos ulcerogênicos, como corticosteroides, nem a outros

medicamentos que possam provocar coagulopatias e aumentar o risco de sangramentos.

Instruções de Uso

Doses analgésicas e anti-inflamatórias são derivadas, principalmente, de dados empíricos. As

doses antiplaquetárias são menores, dado o efeito mais prolongado da aspirina sobre as

plaquetas. A aspirina é comercializada apenas para administração oral. Por ser um ácido

fraco, é geralmente mais bem absorvida no ambiente ácido do TGI superior, mas o intestino

também é um local de absorção considerável. Em cães, a aspirina de cobertura entérica

é associada a menor irritação gástrica, mas a absorção desta forma é errática e

frequentemente incompleta. O tamponamento do fármaco não interfere na sua absorção,

mas protege o estômago de lesões durante o tratamento com altas doses. Este

tamponamento é menos benéfico quando se administram doses baixas, e aparentemente

não protege o estômago de efeitos mais graves, como ulceração, sangramento e perfurações

gástricas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes quanto ao desenvolvimento de sinais gástricos, úlceras

gastroduodenais e sangramentos. Concentrações plasmáticas eficazes: 20-50 μg/mL

para febre e dor e 150-200 μg/mL para inflamação. A aspirina reduz as concentrações

de hormônios tireoidianos (T4, T3 e fT4) em cães após 2-4 semanas de tratamento,

mas esses níveis retornam ao normal em 14 dias.

Formulações

A aspirina é comercializada em comprimidos de 81 mg (formulação pediátrica) e 325 mg.

Para grandes animais, a aspirina é comercializada em bôlus de 14.400 mg e

comprimidos de 3,9; 15,6; e 31,2 g.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após

exposição à umidade, decompõe-se em ácido acético e ácido salicílico. Caso seja armazenada

em pH 7 e a 25 °C, sua meia-vida é de 52 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Analgesia branda

Cães

• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

• 10 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.

Anti-inflamatório

Cães

• 20-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

• 10-20 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.

Antiplaquetário

Cães

• No mínimo 1 mg/kg e geralmente 5-10 mg/kg a cada 24-48 horas, por via oral.

Gatos

• 80 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Ruminantes

• 100 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Já foram administradas doses de até

333 mg/kg.

Suínos

• 10 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.

Equinos

• 25-50 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (até 100 mg/kg ao dia, por via oral).

Informações sobre Restrição Legal

Uso extrabula: embora seja considerada medicamento extrabula em animais destinados

ao consumo humano, o período de carência deve ser de pelo menos 1 dia para carne e 24

horas para leite.

Classificação RCI: 4

Atenolol

Nome comercial e outros nomes

Tenormin

Medicamentos comercializados no Brasil

Angipress (h) , Atenolol (h) , Atenolol (g)

Classificação funcional

Beta-antagonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador beta-adrenérgico. Relativamente seletivo para o receptor beta1. O atenolol é um

betabloqueador hidrossolúvel eliminado pelos rins (medicamentos como o propranolol e

o metoprolol são mais lipofílicos e de depuração hepática). Em cães e gatos, a absorção oral é

de 90%. Em gatos, a meia-vida do atenolol é de 3,7 horas.

Indicações e Usos Clínicos


O atenolol é um dos principais betabloqueadores usados em cães e gatos. É primariamente

utilizado como antiarrítmico e para o tratamento de outras doenças cardiovasculares

em que seja necessária a redução do ritmo sinusal. Em gatos, este medicamento é

comumente usado para tratamento de cardiopatias derivadas de cardiomiopatias e

hipertireoidismo, mas não deve ser empregado como monoterapia nas hipertensões

primárias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Bradicardia e bloqueio cardíaco (bloqueio atrioventricular) podem ser observados.

O atenolol pode provocar broncospasmo em pacientes sensíveis.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com doenças das vias aéreas, insuficiência miocárdica,

distúrbios da condução cardíaca e baixa reserva cardíaca.

Interações Medicamentosas

Use com cautela quando em associação com outros medicamentos que possam reduzir a

contratibilidade cardíaca ou a frequência cardíaca.

Instruções de Uso

Há relatos de que o atenolol é menos afetado por alterações no metabolismo hepático do que

outros betabloqueadores. Embora seu uso em cães e gatos não seja aprovado pela FDA, as

orientações de posologia são baseadas em relatos publicados e na experiência de especialistas.

Em gatos, a amlodipina (bloqueador de canais de cálcio) pode ser associada ao atenolol no

controle da hipertensão. Nesta espécie, quando administrado como gel transdérmico,

produz concentrações plasmáticas inconsistentes e inferiores às conseguidas com a

administração oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente.

Formulações

O atenolol é comercializado em comprimidos de 25, 50 e 100 mg (que podem ser

fracionados para administração a pequenos animais).

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. Existem estudos

de estabilidade que indicam que suspensões orais previamente preparadas são estáveis por

14 dias, e algumas formulações compostas para administração oral são estáveis por 60 dias.

Consulte o farmacêutico sobre a data de validade de preparações manipuladas. O atenolol

é hidrossolúvel.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 6,25-12,5 mg/kg a cada 12-24 horas (ou 0,25-1,0 mg/kg a cada 12-24 horas), por via

oral. Nesta espécie, a dose foi aumentada para 3 mg/kg a cada 12-24 horas, por via

oral, para tratamento de determinadas doenças.

Gatos

• 1-2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. No entanto, dado o tamanho do comprimido,

uma dose comumente utilizada é a de 6,25-12,5 mg/gato a cada 12-24 horas, por via

oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Atovaquone

Nome comercial e outros nomes

Mepron

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional


Antibacteriano, antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O atovaquone é um agente antimicrobiano, análogo da ubiquinona, que inibe o transporte

mitocondrial de elétrons em protozoários ao ter como alvo o complexo do citocromo bc 1 .

Também inibe a síntese de ácido nucleico e ATP em células sensíveis. O atovaquone é ativo

contra protozoários como Pneumocystis, sendo por isso usado em seres humanos. Em gatos, é

empregado no tratamento de infecções por Cytauxzoon felis e, embora possa não erradicar

este patógeno, o atovaquone reduz a carga parasitária. Em cães, é usado no tratamento de

infecções por Babesia gibsoni. Em ambas as espécies, o atovaquone parece exercer um efeito

aditivo ou sinérgico quando combinado à azitromicina no tratamento dessas infecções. O

atovaquone é altamente lipofílico. Sua absorção oral é de quase 50%, mas é aumentada pela

administração com alimentos. Em humanos, sua meia-vida é bastante longa (67-77 horas),

mas em animais esse valor é desconhecido.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, o atovaquone é um antiprotozoário usado principalmente em indivíduos

que não toleram as sulfonamidas. Em animais, tem sido usado frequentemente em

associação com azitromicina, no tratamento de doenças refratárias provocadas por

protozoários e hemoparasitas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Uma formulação (Malarone) também contém proguanil HCl. Em cães, o risco de diarreia

pode ser maior quando o atovaquone é associado ao proguanil. Afora isso, não há relatos

de interações medicamentosas em animais. Em seres humanos, as reações adversas

consistem em irritações cutâneas, tosse e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso na gestação.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Em seres humanos,

a administração conjunta com rifampina reduz as concentrações eficazes.

Instruções de Uso


Existem poucos relatos acerca do uso de atovaquone para o tratamento de infecções

em animais. Alguns ensaios clínicos mostraram a eficácia do medicamento quando

associado à azitromicina no tratamento de infecções causadas por protozoários.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O atovaquone é comercializado em suspensão oral a 750 mg em 5 mL (150 mg/mL).

Os comprimidos de 250 mg não são mais comercializados.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz. Não congele.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 15 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, associado a azitromicina (10 mg/kg a cada 24

horas)

Cães

• 13,3 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, durante 10 dias, geralmente associado

a azitromicina (10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos.

Auranofina

Nome comercial e outros nomes

Ridaura


Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Usada na terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação

é desconhecido, mas pode estar relacionado com efeitos imunossupressores em linfócitos.

Indicações e Usos Clínicos

A auranofina é usada principalmente em doenças imunomediadas. Tem sido empregada

com algum sucesso no controle de doenças cutâneas imunomediadas, como o pênfigo, e da

artrite imunomediada, mas em pequenos animais não há evidências de eficácia. Foi

sugerido que este produto, de administração oral, não é tão eficaz quanto medicamentos

injetáveis, tais como a aurotioglicose.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com supressão da medula óssea ou que já estejam sendo

submetidos a tratamento com agentes mielossupressores.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso deste fármaco em medicina veterinária não foi avaliado. Não existem estudos clínicos

controlados que determinem sua eficácia em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma periodicamente, já que os sais de ouro podem provocar discrasias


sanguíneas.

Formulações

A auranofina é comercializada em cápsulas de 3 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Aurotioglicose

Nome comercial e outros nomes

Solganal

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Usada na terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação

é desconhecido, mas pode estar relacionado com efeitos imunossupressores em linfócitos.


Indicações e Usos Clínicos

A aurotioglicose é usada principalmente em doenças imunomediadas. Tem sido empregada

com algum sucesso no controle de doenças cutâneas imunomediadas, como o pênfigo, e

da artrite imunomediada. No entanto, dada a inexistência de ensaios controlados que

demonstrem sua eficácia e os efeitos adversos observados, seu uso em medicina veterinária

é incomum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com supressão da medula óssea ou que já estejam sendo

submetidos a tratamento com agentes mielossupressores.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso deste fármaco em medicina veterinária não foi avaliado. Não existem estudos clínicos

controlados que determinem sua eficácia em animais. A aurotioglicose é frequentemente

associada a outros medicamentos imunossupressores, tais como os corticosteroides.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma periodicamente, já que os sais de ouro podem provocar discrasias

sanguíneas.

Formulações

A fabricação de aurotioglicose foi interrompida e o medicamento não é mais comercializado.

Algumas farmácias de manipulação, porém, ainda a preparam, em solução injetável a

50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Cães < 10 kg: 1 mg, por via intramuscular, na primeira semana, 2 mg na segunda

semana e 1 mg/kg/semana para manutenção. Cães > 10 kg: 5 mg, por via

intramuscular, na primeira semana, 10 mg na segunda semana e 1 mg/kg/semana

para manutenção.

Gatos

• 0,5-1 mg/gato a cada 7 dias, por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1 mg/kg por semana, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Azatioprina

Nome comercial e outros nomes

Imuran e genéricos

Medicamentos comercializados no Brasil

Imuran (h)

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Trata-se de uma tiopurina imunossupressora. Inibe a função de linfócitos T. Este fármaco

é biotransformado em 6-mercaptopurina (6-MP), que pode ser responsável por seus efeitos


imunossupressores, por interferir no metabolismo da purina em linfócitos. Outras células

podem empregar outras vias para síntese de purina, mas não os linfócitos estimulados.

Indicações e Usos Clínicos

A azatioprina é usada para tratamento de diversas doenças imunossupressoras em animais,

inclusive anemia hemolítica imunomediada, pênfigo e doença intestinal inflamatória. É

frequentemente associada a prednisona ou prednisolona. Em alguns pacientes,

o aparecimento de sua ação pode ser retardado em 4-6 semanas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A mielossupressão é a principal preocupação. Em cães, outros efeitos colaterais incluem

diarreia, maior suscetibilidade a infecções secundárias e vômitos. Há relatos

de hepatotoxicidade após a administração de azatioprina. Um dos metabólitos gerados

pode ter atividade hepatotóxica. Há certa associação com o desenvolvimento

de pancreatite quando a azatioprina é associada a corticosteroides. A sensibilidade

aos efeitos adversos pode ser provocada por deficiência de enzimas envolvidas

no metabolismo, como a tiopurina metiltransferase (TMPT) em alguns indivíduos. Cerca

de 10% dos seres humanos apresentam tal deficiência. Alguns cães e muitos gatos

também são deficientes; no entanto, em cães a intoxicação ainda não foi correlacionada

aos níveis de TMPT. Os gatos são particularmente sensíveis a intoxicação e há relatos

de que nesses animais os níveis de TMPT são baixos. Os indivíduos mais sensíveis aos

efeitos mielossupressores devem ser submetidos a tratamento com menores doses

de azatioprina.

Contraindicações e Precauções

Tenha muito cuidado ao administrar azatioprina a gatos. Monitore esses pacientes com

rigor.

Interações Medicamentosas

Tenha cuidado ao associar a azatioprina a outros medicamentos que podem provocar

supressão da medula óssea (p. ex., ciclofosfamida e antineoplásicos). Algumas evidências

indicam que a administração concomitante de azatioprina e corticosteroides pode

aumentar o risco de pancreatite. Não associe ao aloprurinol, já que o antagonismo

da xantina oxidase pode interferir no metabolismo.

Instruções de Uso


A azatioprina é geralmente associada a outros medicamentos imunossupressores (p. ex.,

corticosteroides) para o tratamento de doenças imunomediadas. Os gatos são muito

sensíveis aos efeitos mielossupressores da azatioprina. Nesta espécie, doses de 2,2 mg/kg

foram tóxicas, e muitos especialistas recomendam iniciar o tratamento com a administração

de 0,3 mg/kg/dia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma periodicamente, já que alguns animais são sensíveis aos efeitos da

azatioprina e de seu metabólito 6-MP. Após 2 semanas de tratamento, a realização do

hemograma é essencial. Dado o risco de hepatotoxicidade, monitore regularmente

as enzimas de função hepática e a bilirrubina.

Formulações

A azatioprina é comercializada em comprimidos de 25, 50, 75 e 100 mg e em solução

injetável a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Formulações

compostas são estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, passando a 0,5-1 mg/kg a cada 48 horas. Em

cães, doses de até 1,5 mg/kg a cada 48 horas, por via oral, foram associadas

à prednisolona.

Gatos (use com cautela)

• Os gatos são sensíveis aos efeitos mielossupressores, e muitos clínicos evitam

completamente a administração de azatioprina a esses animais. No entanto, caso se

decida pela instituição do tratamento, deve-se começar pela administração de

0,3 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, e ajustar a dose a cada 48 horas, após

cuidadoso monitoramento. A dose necessária pode estar contida em 1/30 até 1/50 de

um comprimido, o que exige rigor ao se manipular a dose a ser administrada.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Azitromicina

Nome comercial e outros nomes

Zithromax

Medicamentos comercializados no Brasil

Azi (h) , Zitromax (h) , Azitromicina (g) , Aziplus (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico azalídeo. Seu mecanismo de ação é similar ao dos macrolídeos (p. ex.,

eritromicina), o que contribui para inibir a síntese proteica bacteriana por meio da inibição

de ribossomos. Seu espectro de ação é principalmente composto por cocos Gram-positivos,

incluindo estreptococos e estafilococos. Também apresenta boa atividade contra

Mycoplasma, Chlamydia e alguns patógenos intracelulares. Sua atividade contra Toxoplasma

tem sido questionada. Os dados sobre a farmacocinética mostram meias-vidas plasmáticas,

teciduais e leucocitárias extremamente elevadas em cães, gatos e equinos. A meia-vida

plasmática é de 18 horas em equinos, 35 horas em gatos e 30 horas em cães. O volume de

distribuição também é extenso, com valores excedendo a 10 L/kg.

Indicações e Usos Clínicos

A azitromicina é indicada para tratamento de infecções bacterianas. Seu espectro

antimicrobiano é principalmente Gram-positivo. O uso deste antibiótico não é recomendado

para infecções Gram-negativas graves. A azitromicina pode ser usada para tratamento de

infecções causadas por Mycoplasma e outros microrganismos atípicos. Tem sido empregada

no tratamento de infecções provocadas por microrganismos intracelulares, dada sua

capacidade de concentração em leucócitos. É usada para tratamento de infecções por

Rhodococcus equi em potros. No entanto, em um estudo comparativo, a claritromicina

associada à rifampina foi mais eficaz em potros do que a azitromicina associada à rifampina.

Nesses animais, a azitromicina, administrada em dose de 10 mg/kg a cada 48 horas, por via

oral, durante as duas primeiras semanas após o nascimento, tem sido usada como profilaxia

para redução de infecções por Rhodococcus em fazendas com maior risco endêmico. Em


equinos, a azitromicina é também empregada no tratamento de enterite proliferativa

causada por Lawsonia intracellularis. A azitromicina é usada no tratamento de infecções do

trato respiratório superior em gatos. Não há ensaios controlados que documentem o sucesso

desse tratamento, embora este seja comumente prescrito. Em gatos infectados por

Chlamydophilia felis (anteriormente chamada Chlamydia psittaci), o tratamento com 10-

15 mg/kg de azitromicina, uma vez ao dia durante 3 dias e depois duas vezes por semana,

não foi eficaz para erradicação do patógeno, mas reduziu os sinais clínicos. No entanto, a

azitromicina não foi eficaz em gatos infectados com Mycoplasma hemofelis

(hemobartonelose). Quando administrada a cães com piodermite, em dose de 10 mg/kg no

1 dia, seguido de 5 mg/kg entre o 2 e o 5 dias ou 5 mg/kg administrados 2 dias por semana,

durante 3 semanas, a resposta obtida foi estatisticamente igual àquela obtida com o

tratamento com cefalexina, em dose de 22 mg/kg, duas vezes ao dia. Em gado leiteiro, a

administração de azitromicina suprimiu de modo significativo a eliminação de

Cryptosporidium parvum e melhorou os sinais clínicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há publicação sobre efeitos adversos da azitromicina. No entanto, é provável

a ocorrência de vômitos em cães. Alguns pacientes podem apresentar diarreia. Equinos

submetidos ao tratamento com as doses recomendadas apresentaram diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes com histórico de vômito. A administração de azitromicina

a equinos adultos foi associada a diarreia. Não administre a solução para uso intravenoso

como bolus nem por via intramuscular.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Esta classe de medicamentos

pode inibir algumas enzimas do citocromo P450 envolvidas na biotransformação

de fármacos, mas a probabilidade de interferência nessas moléculas pela azitromicina

é inferior à da eritromicina ou da claritromicina.

Instruções de Uso

A azitromicina pode ser mais bem tolerada do que a eritromicina. Uma diferença importante

entre a azitromicina e os demais antibióticos está na maior concentração intracelular obtida

e na maior meia-vida, que permite a administração intermitente. Embora a azitromicina seja

comumente usada no tratamento de infecções em cães e gatos, há poucas evidências

clínicas acerca de sua administração em diversas situações. Para preparar a solução de uso


intravenoso, adicione 4,8 mL de água estéril a cada frasco de 500 mg e agite. Dilua essa

solução em 500 ou 250 mL, obtendo concentrações de 1 ou 2 mg/mL. A solução a

1 mg/mL deve ser administrada por via intravenosa durante um período de 3 horas, e a

solução a 2 mg/mL, durante 1 hora.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),

o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 2 μg/mL.

Formulações

A azitromicina é comercializada em cápsulas de 250 mg, comprimidos de 250 e 600 mg,

suspensão oral a 100 e 200 mg/5 mL e frascos contendo 500 mg de solução injetável.

Há também pacotes de 1 g para dissolução em água.

Estabilidade e Armazenamento

A azitromicina é estável se for mantida na formulação original do fabricante. A estabilidade

de formulações compostas não foi avaliada. A solução para administração intravenosa

é estável à temperatura ambiente durante 48 horas após a reconstituição.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Diversas doses foram utilizadas, começando com 10 mg/kg a cada 24 horas, por via

oral, durante 5-7 dias, passando-se, em seguida, a dias alternados. Alguns veterinários

administram 5 mg/kg por dia, uma vez ao dia ou em dias alternados.

Gatos

• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, durante 7 dias, passando-se à administração a

cada 48 horas; ou 10-15 mg/kg por dia, durante 3 dias, passando-se à administração

duas vezes por semana, por via oral.

• Infecção do trato respiratório superior: 15 mg/kg a cada 72 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento de infecção por Rhodococcus equi: 10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral,


passando-se à administração a cada 48 horas após a observação de resposta.

• Potros: 10 mg/kg a cada 48 horas, por via oral. O conteúdo do pacote de 1 g pode

ser dissolvido em água, formando-se uma suspensão para administração oral.

Bovinos

• 10 mg/kg, por via intramuscular.

Bezerros

• Tratamento de criptosporidiose: 33 mg/kg a cada 24 horas durante 7 dias, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais destinados ao consumo

humano, mas a persistência da azitromicina no leite bovino é de aproximadamente 160

horas, sendo maior no leite mastítico do que no normal.

Azul de Metileno a 0,1%

Nome comercial e outros nomes

New Methylene Blue e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O azul de metileno atua como agente redutor, reduzindo a meta-hemoglobina

à hemoglobina. A ação do azul de metileno é particularmente importante na conversão

da meta-hemoglobina à hemoglobina em eritrócitos. É reduzido pelo azul de leucometileno

no organismo, por meio da combinação com a nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfatase

(NADPH) reduzida na presença de NAPDH redutase. O azul de leucometileno, então,

transfere um elétron para a redução da meta-hemoglobina à hemoglobina. A metahemoglobina

ocorre como resultado do dano oxidativo à hemoglobina, e o azul de metileno

é usado como antídoto em intoxicações. Em animais, as fontes de intoxicação que provocam

meta-hemoglobinemia incluem exposição a nitrato, nitrito ou clorato em ruminantes;


exposição ao paracetamol (acetaminofeno) e naftalina em gatos (e, ocasionalmente, em

cães); e uso de anestésicos locais, como a benzocaína, em gatos. No tratamento da

intoxicação por paracetamol (acetaminofeno) em gatos, a acetilcisteína pode provocar

resposta melhor.

Indicações e Usos Clínicos

O azul de metileno é usado para o tratamento da meta-hemoglobinemia causada pela

intoxicação por clorato e nitrato. É também empregado no tratamento da intoxicação por

cianeto.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães e gatos, a administração de azul de metileno para o tratamento da metahemoglobinemia

pode causar dano oxidativo nos eritrócitos, incluindo formação de

corpúsculos de Heinz, limitando a dose usada terapeuticamente. Nas doses aqui listadas,

é seguro. Um maior número de corpúsculos de Heinz pode ser observado em gatos sem o

desenvolvimento de anemia.

Contraindicações e Precauções

A dose listada pode produzir algum dano oxidativo em eritrócitos (com formação de

corpúsculos de Heinz e outras alterações morfológicas) que, de modo geral, é subclínica,

mas o risco desta ocorrência, com subsequente desenvolvimento de anemia, é maior com

a repetição da administração ou utilização de dosagens mais elevadas. Em gatos, o azul

de metileno deve ser usado com cautela.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

No tratamento da intoxicação por paracetamol em gatos, a acetilcisteína gera respostas

melhores, mas o azul de metileno também é utilizado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma de pacientes submetidos ao tratamento com azul de metileno.

Monitore a coloração das membranas mucosas (a meta-hemoglobina faz com que o sangue e

as mucosas apresentem coloração amarronzada).


Formulações

Não existem produtos veterinários comerciais à base de azul de metileno para uso sistêmico.

O produto administrado em seres humanos (solução a 1%, 10 mg/mL) pode ser usado em

algumas espécies, mas, em animais de grande porte, pode ser necessário pedir sua

formulação em farmácias de manipulação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1,5 mg/kg por via intravenosa em dose única e infusão lenta.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos, Caprinos e Ovinos

• 4-10 mg/kg por via intravenosa, conforme necessário. A ação desta dose de azul

de metileno geralmente é rápida, em 15 minutos. Dentro desta faixa, as doses menores

podem ter que ser repetidas e tituladas conforme a resposta clínica. As doses maiores

podem ser repetidas a cada 6-8 horas, se necessário. Dosagens ainda mais elevadas (15-

20 mg/kg) são usadas em intoxicações graves.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência do tratamento em bovinos (carne): 14 dias.

Período de carência do tratamento em bovinos (leite): 4 dias.


B

Besilato de Anlodipino

Nome comercial e outros nomes

Norvasc

Medicamentos comercializados no Brasil

Norvasc (h) , Cordarex (h) , Roxflan (h) , besilato de anlopino (g)

Classificação funcional

Bloqueador dos canais de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador de canais de cálcio. O anlodipino é um bloqueador de canais de cálcio da classe

da di-hidropiridina. Reduz o influxo de cálcio na musculatura lisa cardíaca e vascular. Seu

maior efeito ocorre na musculatura lisa vascular, na qual atua como vasodilatador. Em

gatos, a hipertensão foi definida como: pressão sistólica > 190 mmHg e pressão

diastólica > 120 mmHg.

Indicações e Usos Clínicos

Em cães e gatos, o anlodipino é usado para o tratamento da hipertensão sistêmica (aumento

da pressão arterial). O anlodipino é considerado, por muitos clínicos, medicamento de

escolha para tratamento da hipertensão em gatos. Nesta espécie, os inibidores da enzima

conversora de angiotensina (ECA) são menos eficazes. O anlodipino pode aumentar a

sobrevida de gatos com nefropatia hipertensa. Nesses animais, a adição de um

betabloqueador, para redução da frequência cardíaca, também pode ser benéfica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos podem incluir hipotensão e bradicardia. Em cães, foi observada

hiperplasia gengival, mas seu mecanismo é desconhecido.


Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com baixa reserva cardíaca e suscetíveis a hipotensão. Não

administre a animais desidratados.

Interações Medicamentosas

Associe a outros vasodilatadores com cautela. Interações medicamentosas com

fenilpropanolamina, teofilina e beta-agonistas podem ser observadas.

Instruções de Uso

Em gatos, o anlodipino é eficaz em dose de 0,625 mg/gato, 1 vez ao dia. Caso o gato

seja grande (> 4,5 kg) ou refratário ao tratamento, aumente a dose para 1,25 mg/gato

a cada 24 horas, por via oral (J Vet Intern Med, 12: 157-162, 1998). Em alguns gatos,

pode ser indicada a adição de um betabloqueador, para redução da frequência cardíaca.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Se possível, monitore a pressão arterial do paciente. Gatos que apresentem pressão sistólica

de 160-190 mmHg e diastólica de 100-120 mmHg devem ser considerados suscetíveis

aos efeitos clínicos da hipertensão.

Formulações

O anlodipino é comercializado em comprimidos de 2,5, 5 e 10 mg. (Os comprimidos são de

difícil divisão para administração a pequenos animais.)

Estabilidade e Armazenamento

O anlodipino é um medicamento instável e suas potência e estabilidade não são garantidas

caso a formulação original seja alterada ou manipulada. Armazene em frasco bem fechado e

protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,5 mg/cão ou 0,1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

• 0,625 mg/gato, inicialmente a cada 24 horas, por via oral; se necessário, a dose pode ser

elevada para 1,25 mg/gato. Nesta espécie, para tratamento da hipertensão, a dose


média recomendada é de 0,18 mg/kg, uma vez ao dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Besilato de Atracúrio

Nome comercial e outros nomes

Tracurium

Medicamentos comercializados no Brasil

Tracrium (h) , besilato de atracúrio (g)

Classificação funcional

Relaxante muscular

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador neuromuscular (não despolarizante). O atracúrio compete com a acetilcolina na

placa neuromuscular terminal. É usado principalmente durante anestesias ou outras

condições em que é necessário inibir as contrações musculares. Sua ação é mais curta

do que a do pancurônio.

Indicações e Usos Clínicos

O atracúrio é um agente usado para paralisação da musculatura esquelética

durante cirurgias e ventilação mecânica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


O atracúrio provoca depressão e paralisia respiratória. Bloqueadores neuromusculares não

afetam a analgesia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a não ser que seja possível fornecer suporte ventilatório. A ação dos

bloqueadores neuromusculares pode ser antagonizada por inibidores

da acetilcolinesterase.

Interações Medicamentosas

A gentamicina (e, talvez, outros aminoglicosídeos) potencializa o bloqueio neuromuscular

(a gentamicina atua no sítio pré-sináptico, reduzindo a liberação de acetilcolina). Não há

relatos de outras interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Só administre em situações em que seja possível cuidadoso controle da respiração. Pode ser

necessário individualizar as doses para obtenção de efeito máximo. Não associe a soluções

alcalinas nem ao Ringer com lactato.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O monitoramento dos índices respiratórios e cardiovasculares é extremamente importante.

Se possível, monitore a oxigenação do paciente.

Formulações

O atracúrio é comercializado em solução injetável a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,2 mg/kg, por via intravenosa, em seguida 0,15 mg/kg a cada 30 minutos.

• Infusão a taxa constante: 0,3-0,5 mg/kg, por via intravenosa, como dose inicial,

passando-se a 4-9 μg/kg/min.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• 0,05-0,07 mg/kg, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Betametasona

Nomes comerciais e outros nomes

Celestone, acetato de betametasona e benzoato de betametasona

Medicamentos comercializados no Brasil

Celestone (h) , Betametasona (g) e várias especialidades veterinárias da forma valerato em

associação com antimicrobianos

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Corticosteroide potente, de longa duração. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores

são aproximadamente 30 vezes maiores que os do cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios são

complexos, mas ocorrem principalmente por meio da inibição de células inflamatórias e

supressão da expressão de seus mediadores pró-inflamatórios.

Indicações e Usos Clínicos

A betametasona é usada para tratar a inflamação e as doenças imunomediadas. É utilizada

para as mesmas indicações da prednisolona e da dexametasona.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem a polifagia,

a polidipsia/poliúria e a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) ou

hipotálamo-pituitária-adrenal. As reações adversas incluem: ulceração gastrointestinal,


hepatopatia, maior risco do desenvolvimento do diabetes, hiperlipidemia, hipotireoidismo,

redução da síntese proteica, retardo na cicatrização de feridas e imunossupressão.

Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da imunossupressão e incluem

demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário inferior. Em equinos,

entre os efeitos colaterais adicionais pode incluir-se o risco de laminite.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais

é necessária a cicatrização de feridas. Utilize com cautela em animais diabéticos, com

insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A betametasona é usada para indicações semelhantes como dexametasona em função

da potência semelhante e da duração do efeito. Formulações tópicas da betametasona

também estão disponíveis.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma e o cortisol plasmático.

Formulações

A betametasona está disponível em comprimidos de 600 μg (0,6 mg) e na formulação

injetável de 3 mg/mL de fosfato de sódio.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Efeitos anti-inflamatórios: 0,1-0,2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• Efeitos imunossupressores: 0,2-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


• 0,05-0,1 mg/kg a cada 24 horas, pelas vias intramuscular ou oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para os animais de produção (uso

extrabula).

Classificação RCI: 4

Bicarbonato de Sódio

Nomes comerciais e outros nomes

Baking soda ® , Soda mint ® , Citrocarbonate ® e Arm & Hammer pure banking soda ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Bicarbonato de sódio (g)

Classificação funcional

Agente alcalinizante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente alcalinizante. Antiácido. Aumenta as concentrações plasmáticas e urinárias

de bicarbonato. Um grama de bicarbonato de sódio é igual a 12 mEq de sódio e íons de

bicarbonato; 3,65g de bicarbonato de sódio são iguais a 1g de sódio.

Indicações e Usos Clínicos

O bicarbonato de sódio é uma solução tipicamente alcalinizante. É a solução alcalinizante

mais frequentemente empregada na terapia intravenosa de acidose e para o tratamento

da hipercalemia grave. Quando adicionada à fluidoterapia, o objetivo é manter a PaCO2

entre 37-43 mmHg. Também é administrada para a alcalinização urinária.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos à atividade alcalinizante. Pode ocorrer a hipocalemia


com a administração excessiva. Podem ocorrer hiperosmolaridade, hipernatremia,

acidose paradoxal do sistema nervoso central (SNC) e acidose intracelular.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com hipocalcemia (pode exacerbar a tetania). Não administrar

a animais com perda excessiva de cloretos devido a vômitos. Não administrar a animais

com alcalose. A administração de bicarbonato de sódio pode aumentar o risco de

hipernatremia, acidose paradoxal do SNC e hiperosmolaridade.

Interações Medicamentosas

O bicarbonato de sódio não deve ser misturado com medicamentos que necessitem de

meio ácido para estabilidade e solubilidade. Tais medicamentos incluem soluções

contendo sais derivados de cloridratos (HCl). Quando misturado com soluções

intravenosas, não misturar o bicarbonato com soluções que contenham cálcio (pode

resultar em quelação). Quando administrado por via oral pode ocorrer interação e

diminuição da absorção de outros medicamentos (a lista parcial inclui medicamentos

anticolinérgicos, cetoconazol, fluoroquinolonas e tetraciclinas).

Instruções de Uso

Quando usado para acidose sistêmica, as doses devem ser ajustadas com base na gasometria

ou na avaliação da acidose. A equação a seguir pode ser utilizada para estimar o

requerimento.

Inicialmente, administrar 25-50% desta dose por via intravenosa durante 20-30 minutos.

Em bezerros e neonatos, utilizar o fator 0,5 em vez de 0,3. Doze mEq de bicarbonato = 1 g

de bicarbonato de sódio. Observação: solução a 1,4% = 0,17 mEq/mL fornece 13 g de

bicarbonato por litro. Solução a 8,5% = 1 mEq/mL de NaHCO3. Uma colher de chá de soda

possui aproximadamente 2 g de NaHCO3. Quando utilizado durante a ressuscitação

cardíaca, deve-se ter cautela devido ao risco de hiperosmolaridade, hipernatremia e acidose

paradoxal em SNC.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o equilíbrio ácido-base.

Formulações


O bicarbonato de sódio está disponível em comprimidos de 325, 520 e 650 mg. Cada colher

de chá de citrocarbonato (3,9 g) contém 780 mg de bicarbonato de sódio e 1,82 g de

citrato de sódio. Também está disponível em soluções injetáveis em diversas concentrações:

4,2%, que equivale a 0,5 mEq/mL (11,5 mg/mL de sódio) e 8,4% equivalem a 1 mEq/mL

(23 mg/mL de sódio).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. Solução alcalina com pH

entre 7-8,5. Não misturar com soluções ácidas. O bicarbonato de sódio é solúvel em água. Se

exposto ao ar, pode transformar-se em carbonato de sódio, que é mais alcalino.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Acidose metabólica: 0,5-1 mEq/kg por via intravenosa.

• Insuficiência renal: 10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

• Alcalinização da urina: 50 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

• Antiácido: 2-5 g misturado com água por via oral.

• Ressuscitação cardiopulmonar (RCP): 1 mEq/g com doses adicionais de 0,5 mEq/kg

a cada 10 minutos de intervalo.

Posologia para Grandes Animais

• Acidose metabólica: 0,5-1 mEq/kg por via intravenosa, de forma lenta. Outras doses

devem ser calculadas com base no déficit de bases. As doses por via oral variam. Dez

a 12 g de bicarbonato de sódio podem ser administrados por via oral em animais adultos

(equinos e bovinos) e 2-5 g para bezerros, potros e suínos.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período

de carência.

Bisacodil

Nome comercial e outros nomes

Dulcolax


Medicamentos comercializados no Brasil

Dulcolax (h) , Lacto-Purga (h)

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Laxante/catártico. O bisacodil estimula, localmente, a motilidade gastrointestinal,

provavelmente por irritação do intestino.

Indicações e Usos Clínicos

O bisacodil é usado como laxante ou em procedimentos em que a evacuação intestinal é

necessária. Pode ser associado à solução de polietilenoglicol com eletrólitos (p. ex., Golytely)

para limpeza do intestino antes de endoscopias ou procedimentos cirúrgicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Desconforto abdominal. Perda de fluido e eletrólitos. Evite o uso crônico.

Contraindicações e Precauções

Evite a administração em pacientes com doença renal. Evite o uso excessivo.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O bisacodil é comercializado em comprimidos de venda livre. As doses são derivadas da

extrapolação daquelas usadas em seres humanos ou empíricas. Não há estudos bemcontrolados

de eficácia nas espécies domésticas. Sua ação se inicia aproximadamente 1 hora

após a administração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os eletrólitos em caso de uso crônico.


Formulações

O bisacodil é comercializado em comprimidos de 5 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 5 mg/animal a cada 8-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Bitartarato de Hidrocodona

Nome comercial e outros nomes

Hycodan

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antitussígeno, analgésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide, analgésico. Assim como outros opioides, a hidrocodona é um agonista dos

receptores opiáceos neuronais mu (μ) e kappa (κ) e inibe a liberação dos neurotransmissores

envolvidos na transmissão de estímulos dolorosos (como a substância P). Tem propriedades

semelhantes às da morfina, mas a potência pode variar. É um sedativo central e promove


efeitos eufóricos relacionados àqueles do receptor mu no cérebro. Outros opiáceos usados em

animais são: hidromorfona, codeína, oximorfona, meperidina e fentanil. O Hycodan ®

contém homatropina, que é adicionada para diminuir o uso abusivo por seres humanos

como droga. As formulações de hidrocodona usadas para ação antitussígena também podem

conter guaifenesina ou paracetamol. A hidrocodona pode ser biotransformada em

hidromorfona, e em alguns animais (p. ex., cães) os efeitos farmacológicos podem ser

atribuídos à hidromorfona.

Indicações e Usos Clínicos

A hidrocodona é um agonista opiáceo que tem propriedades analgésicas e sedativas.

Entretanto, seu uso como sedativo ou analgésico em pequenos animais é incomum.

A absorção oral, o metabolismo e a eficácia não foram estudados o suficiente para que

se possa predizer ou avaliar o uso clínico em medicina veterinária. Contudo, a hidrocodona é

usada como antitussígeno em animais para tratamento sintomático de doenças das vias

aéreas, e muitos clínicos acreditam (empiricamente) que seja um antitussígeno eficaz. Não

existem preparações comercializadas para uso nos EUA que não contenham atropina (as

preparações comercializadas no Canadá podem conter somente hidrocodona). Também

podem conter outros ingredientes para tratamento da tosse.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Tal como em todos os opiáceos, os efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos

colaterais incluem sedação, constipação intestinal e bradicardia. Com altas doses, ocorre

depressão respiratória. Pode ocorrer excitação paradoxal em alguns animais.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes que possam ser sensíveis aos efeitos dos opiáceos ou tenham

disforia. Como as preparações para uso oral contêm atropina, não use em animais para os

quais a atropina seja contraindicada.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.

Instruções de Uso

A hidrocodona é associada à atropina no produto Hycodan ® . A atropina diminui

as secreções respiratórias, mas provavelmente não exerce efeitos clínicos significativos


nas doses dessa preparação (1,5 mg de homatropina por comprimido de 5 mg).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A hidrocodona está disponível em comprimidos de 5 mg e em xarope de 1 mg/mL.

Conteúdo de homatropina: 1,5 mg em comprimidos e 0,3 mg/mL em xarope.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente rigorosamente selado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose antitussígena: 0,5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.

• Dose analgésica: 0,5 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral.

Gatos

• Não há relatos de doses.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

A hidrocodona é um medicamento de Classe III controlado pela DEA.

Não há informações regulamentadoras disponíveis. Para estimativas de período de

carência no uso extrabula, contate o FARAD pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Medicamento controlado de Classe II.

Classificação RCI: 1

No Brasil, o bitartarato de hidrocodona está listado como substância entorpecente (lista

A1) sujeito a notificação de Receita “A”. Não administre a animais de produção

destinados ao consumo humano.


Brometo

Nomes comerciais e outros nomes

Brometo de potássio e brometo de sódio.

Medicamentos comercializados no Brasil

Medicamento para manipulação

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. O exato mecanismo de ação ainda é incerto. A ação anticonvulsante

ocorre ao estabilizar as membranas da célula neuronal. Pela alteração da condutância

do cloreto nas membranas neuronais, ele pode estabilizar os focos epilépticos no cérebro.

Em cães, a absorção oral é de 46%. Ele não é biotransformado, e grande parte é eliminada

pelos rins. A meia-vida é longa – 11 dias em gatos, e varia de 25 a 46 dias em cães. O

brometo está disponível em duas formas: brometo de sódio (78% brometo) e brometo de

potássio (67% brometo).

Indicações e Usos Clínicos

Normalmente, o brometo é usado em pacientes com transtornos convulsivos refratários

ao fenobarbital. Em geral, os pacientes são tratados com fenobarbital e brometo. Contudo,

alguns pacientes são tratados com o brometo como única terapia para a epilepsia. Se

o brometo for adicionado à terapia com fenobarbital, isso permitirá a redução da dose

do fenobarbital (reduzir 25% a cada 6 semanas). O brometo não é tão ativo para tratar gatos

com convulsões como é nos cães. Os gatos têm mais efeitos colaterais e suas desordens

neuronais não são tão bem controladas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem poliúria/polidipsia, polifagia, ataxia, sedação e mal-estar

gástrico.

Os efeitos colaterais mais graves relacionam-se a altos níveis de brometo (bromismo)

e são mais específicos para o SNC. Sinais da toxicose incluem depressão do SNC, delírio,

hiperexcitabilidade, fraqueza e ataxia. A rigidez dos membros pélvicos e a marcha


anormal também podem ser um sinal de toxicose por brometo.

Náuseas e pancreatite são relatadas em cães, e há evidência de que a associação de

brometo e fenobarbital em cães aumente o risco de pancreatite.

Alguns cães mostram excitação paradoxal ao serem tratados com brometo.

Em muitos gatos, bronquite, semelhante à doença alérgica das vias aéreas, foi observada.

Em gatos, esta alteração pode ser manifestada por tosse.

Contraindicações e Precauções

Considere o uso de brometo de sódio em vez do brometo de potássio no caso de

hipoadrenocorticismo ou em quaisquer pacientes nos quais a homeostase nos níveis de

potássio seja um problema. Da mesma forma, considere o conteúdo de sódio a ser

administrado em animais com insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão. Dietas

com alto teor de cloreto podem diminuir a meia-vida do composto e sendo necessária

uma dose mais alta. Monitore as concentrações plasmáticas e ajuste a dose sempre que

for necessário, uma vez que o cloreto aumentado na dieta tornará a meia-vida mais curta

e vice-versa. Se a dieta tiver um alto teor de cloreto (rações Hill’s h/d, s/d, I/d e outras),

podem ser necessárias doses de ataque mais altas. A administração de brometo interferirá

em algumas análises químicas sanguíneas (p. ex., falsa elevação de cloreto).

Interações Medicamentosas

Dietas com alto teor de cloreto diminuirão a meia-vida sendo necessária uma dose mais

alta. A administração de brometo interferirá em algumas análises químicas sanguíneas (p.

ex., falsa elevação do cloreto).

Instruções de Uso

Normalmente, o brometo é administrado em associação com o fenobarbital. O brometo de

sódio pode ser substituído por brometo de potássio. Ao considerar as doses de brometo de

sódio, avalie pequenos ajustes nestas. O brometo de potássio contém 67% de brometo

enquanto o brometo de sódio contém 78% de brometo. A dose de brometo de sódio deve ser

aproximadamente 15% menor (p. ex. 30 mg/kg de brometo de potássio são equivalentes a

25 mg/kg de brometo de sódio).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações séricas de brometo para ajustar a dose. As concentrações

plasmáticas efetivas devem ser de 1-2 mg/mL (100 a 200 mg/dL), mas se for usado

sozinho (sem o fenobarbital) podem ser necessárias concentrações mais altas, de

2 a 2,5 mg/mL (200 a 250 mg/dL) e dose tão altas quanto 4 mg/mL podem ser necessárias.

A maioria dos laboratórios veterinários pode realizar um teste para brometo sérico ou

plasmático.


Formulações

Normalmente o brometo é preparado como uma solução oral. Embora não existam formas

comerciais aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA), as farmácias de

manipulação podem preparar esta solução. Para preparar a solução oral, misture 25 g de

brometo de potássio com 60 mL de água purificada, em seguida adicione quantidade

suficiente de xarope de milho para perfazer 100 mL. Essa formulação resultará em uma

concentração de 151 a 185 mg/mL. Essa solução é estável por 180 dias. Para uma solução

oral de brometo de sódio, misture 21,6 g deste com 60 mL de água purificada, então

adicione quantidade suficiente de xarope de milho para perfazer 100 mL. Essa formulação

resultará em uma concentração de aproximadamente 151 a 185 mg/mL. Esta solução é

estável por 180 dias. O farmacêutico de manipulação deverá preparar a solução intravenosa

em água estéril e filtrá-la para remover impurezas. Para preparar a solução injetável,

adicione 3,0 g de brometo de sódio a uma quantidade suficiente de água estéril

para perfazer 100 mL. Esta formulação resultará em uma concentração de

aproximadamente 21 a 25,6 mg/mL. É estável por 180 dias e deverá ser armazenada em

geladeira para diminuir o risco de crescimento microbiano.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado. As formulações compostas em soluções aquosas são

estáveis por, pelo menos, 180 dias. Refrigere a solução injetável para prevenir crescimento

bacteriano. Não misture com palatabilizantes ou soluções que contenham sal.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 30 mg/kg por via oral a cada 24 horas.

Cães

• 30 a 40 mg/kg por via oral a cada 24 horas. Se for administrado sem fenobarbital, doses

mais altas, de até 40 a 50 mg/kg, podem ser necessárias. Se os animais estiverem em

dietas com alto teor de cloreto, podem ser necessárias doses maiores. Ajuste as doses

monitorando as concentrações plasmáticas.

• Dose de ataque oral: 600 mg/kg por via oral dividida durante 3 a 5 dias.

Alternativamente, 60 mg/kg/dia são administradas por 15 dias para alcançar uma

concentração plasmática de 100 mg/dL e 200 mg/dL por 60 dias.

• Dose de ataque por via intravenosa para o brometo de sódio: 800 a 1.200 mg/kg

infundidas durante 8 horas (é imprescindível usar brometo de sódio em vez de

brometo de potássio no caso do uso intravenoso).


Posologia para Grandes Animais

Equinos

Dose de ataque de 100 mg/kg por via oral, seguida por 25 mg/kg a cada 24 horas.

Não há relatos de dose para outros animais de porte.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Brometo de Metilnaltrexona

Nome comercial e outros nomes

Relistor

Medicamentos comercializados no Brasil

Relistor (h)

Classificação funcional

Agente pró-cinético, estimulante intestinal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metilnaltrexona é uma forma quaternária modificada da naltrexona que apresenta

propriedades de antagonismo opiáceo. Por ser uma forma modificada e carregada

da naltrexona, não atravessa a barreira hematoencefálica e não provoca a inibição central de

opiáceos, mas antagoniza os receptores mi intestinais, restaurando a motilidade após o íleo

pós-operatório. Os receptores opioides mi do intestino geralmente inibem a motilidade

quando estimulados por dor ou pela administração de opioides. Outro medicamento similar

à metilnaltrexona e usado com a mesma finalidade é o alvimopam (Entereg).

Indicações e Usos Clínicos

A metilnaltrexona é aprovada para uso em humanos para restauro da motilidade intestinal

após cirurgias ou administração de opioides, ou ainda nos casos em que distúrbios (p. ex., dor

intensa) estimulam receptores opioides mi no intestino. Sua administração a animais é

limitada e principalmente derivada de dados empíricos. Não existem estudos clínicos nem

ensaios de eficácia bem controlados que documentem sua ação.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos adversos foram relatados apenas em humanos e incluem dor abdominal e

diarreia. Embora seja um antagonista opioide, não provoca dor intensa.

Contraindicações e Precauções

Não use em casos de obstrução intestinal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso em animais é principalmente experimental, e na prática clínica é limitado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A metilnaltrexona é comercializada apenas em forma injetável, em ampolas de 12 mg

(0,6 mL), em concentração equivalente a 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,15 mg/kg, por via subcutânea, a cada 24 ou 48 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,15 mg/kg, por via subcutânea, a cada 24 ou 48 horas.


Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. No Brasil, o brometo de metilnaltrexona está listado como substância de

controle especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Brometo de Propantelina

Nome comercial e outros nomes

Pro-Banthine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticolinérgico (antimuscarínico). A propantelina bloqueia o receptor de acetilcolina,

exercendo efeitos parassimpatolíticos (similares aos da atropina), que incluem redução

das secreções gástricas e da motilidade.

Indicações e Usos Clínicos

A propantelina é usada para diminuir a contração da musculatura lisa e a secreção do trato

gastrointestinal. Por seus efeitos anticolinérgicos, também tem sido usada para tratar efeitos

cardiovasculares mediados pela estimulação vagal, como bradicardia e bloqueio cardíaco.

Seu uso em animais deriva principalmente da utilização empírica e da experiência em seres

humanos. Não há estudos clínicos controlados ou ensaios sobre a eficácia que documentem

a efetividade clínica em animais. Como acarreta uma diminuição profunda na motilidade

do trato gastrointestinal, seu uso deve ser cuidadosamente contrabalançado com o

potencial de efeitos colaterais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos ao excesso de efeitos anticolinérgicos


(antimuscarínicos) e incluem íleo, retenção urinária, taquicardia, xerostomia (boca seca)

e alterações comportamentais. Tratar as sobredoses com fisostigmina.

Contraindicações e Precauções

Não usar em animais com a motilidade gastrointestinal diminuída. Usar com cautela em

animais cardiopatas, pois pode aumentar a frequência cardíaca. Não usar em animais

com glaucoma.

Interações Medicamentosas

A propantelina interfere na ação de medicamentos colinérgicos ou de fármacos que

promovem a motilidade (p. ex., metoclopramida). A concentração de brometo

na formulação deve ser considerada em animais que também estejam recebendo este

composto (p. ex., brometo de potássio) para tratamento da epilepsia.

Instruções de Uso

A propantelina não foi avaliada em ensaios clínicos em animais, porém costuma ser o

fármaco de escolha para terapia oral nos casos em que se deseja um efeito anticolinérgico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A propantelina está disponível em comprimidos de 7,5 e 15 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,25-0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relato de doses para grandes animais. O uso é desestimulado devido ao efeito

colateral sobre a motilidade gastrointestinal.


Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de período de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 4

Budesonida

Nome comercial e outros nomes

Enterocort

Medicamentos comercializados no Brasil

Busonid (h) , Budecort-aqua (h) , Pulmicort (h)

Classificação funcional

Anti-inflamatório, corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo o Ação

A budesonida é um corticosteroide de ação local, porém com 1.000 vezes mais atividade

corticosteroide que a prednisolona. É aprovada para uso em seres humanos, mas seu uso em

pequenos animais tem sido limitado. Grânulos de budesonida estão contidos em uma matriz

de etilcelulose que é recoberta com polímero de ácido metacrílico. Este revestimento não

libera o princípio ativo até que o pH seja > 5,5. Portanto, normalmente o medicamento não

é liberado até que ela alcance o trato gástrico distal. Se houver alguma absorção, de 80 a

90% serão inativados pelos efeitos de primeira passagem metabólica. Portanto, os efeitos dos

glicocorticoides sistêmicos são minimizados. Em seres humanos é tão eficaz quanto outros

medicamentos para o tratamento da doença de Crohn.

Indicações e Usos Clínicos

Em animais é usada para tratar doença intestinal inflamatória. O uso mais comum é para

tratar colite em cães ou doença intestinal inflamatória em gatos. Há somente uma limitada

experiência com a budesonida em cães e gatos, e os relatos de tratamento bem-sucedido são

principalmente empíricos.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Há alguma absorção sistêmica, conforme evidenciado por diminuição da resposta

ao ACTH e diminuição em 3 mg/m 2 do cortisol após um tratamento de 30 dias para

cães, mas outros efeitos colaterais não foram observados e outras variáveis (hemograma

completo, enzimas hepáticas) não foram afetadas.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas. Entretanto, alguns medicamentos podem ser

absorvidos sistemicamente; assim, cautela para animais que não devem receber

corticosteroides.

Interações Medicamentosas

Não administre com medicamentos que aumentam o pH estomacal (antiácidos, fármacos

antissecretórios). Como a budesonida é biotransformada por enzimas do citocromo P450,

outros fármacos que inibem essas enzimas (ver Apêndice F) podem inibir seu

metabolismo.

Instruções de Uso

O uso em animais limita-se ao empirismo. As cápsulas não devem ser esmagadas ou

compostas para animais, a não ser que seja desejada a ação na porção proximal do intestino.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os efeitos do corticosteroide e, de preferência, conduza um teste de estimulação

com ACTH para determinar o grau de supressão adrenal com o uso crônico.

Formulações

A budesonida está disponibilizada em cápsulas de 3 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

triture ou esmague as cápsulas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,125 mg/kg por via oral a cada 8 a 12 horas. O intervalo de dose pode ser aumentado


para cada 24 horas quando a condição melhorar.

• Em cães, cápsulas intactas de 3 mg 1 vez/dia, são administradas, mas em gatos, doses

de 0,5 a 0,75 mg por gato ao dia são administradas por meio de reformulação das

cápsulas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido a mínima absorção sistêmica

esperada, não se sugere um período de carência do produto.

Classificação RCI: 4

Bussulfano

Nome comercial e outros nomes

Myleran ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Myleran (h)

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. O bussulfano é um agente alquilante bifuncional e atua destruindo o

DNA de células tumorais.

Indicações e Usos Clínicos

O bussulfano é utilizado principalmente em neoplasia linforreticular.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


A leucopenia é o principal efeito colateral.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com mielossupressão.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso

O bussulfano é normalmente utilizado em associação com outros agentes antineoplásicos.

Consultar protocolos quimioterápicos específicos para detalhes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma dos animais durante tratamento.

Formulações

O bussulfano está disponível em comprimidos de 2 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3-4 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há dose estabelecida para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Este medicamento

não deve ser utilizado em animais destinados a alimentação humana, por se tratar de um

agente antineoplásico.


Butilbrometo de Escopolamina (Brometo de N-Butilescopolamônio, Brometo de

N-Butilescopolamina, anteriormente denominado N-Butilbrometo de Hioscina)

Nome comercial e outros nomes

Buscopan

Medicamentos comercializados no Brasil

Buscopan (h) , Butilbrometo de escopolamina (g)

Classificação funcional

Antiespasmódico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento com atividade antiespasmódica, antimuscarínica e anticolinérgica. Trata-se

de um composto de amônio quaternário derivado do alcaloide beladona. O butilbrometo de

escopolamina, assim como outros medicamentos antimuscarínicos, bloqueia os receptores

colinérgicos e produz um efeito parassimpatolítico. Afeta os receptores em todo o corpo, mas

é usado com mais frequência por causa de seus efeitos sobre o trato grastrointestinal (TGI).

Inibe efetivamente secreções e a motilidade do TGI ao bloquear os receptores

parassimpáticos. Tem meia-vida curta (15-25 minutos) e curta duração de ação.

Indicações e Usos Clínicos

O butilbrometo de escopolamina é indicado para tratamento da dor associada a cólica

espasmódica, cólica flatulenta e impactações intestinais em equinos. Também é usado para

relaxar o reto e reduzir a tensão intestinal, a fim de facilitar a palpação retal diagnóstica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas decorrentes de fármacos anticolinérgicos estão relacionadas com

bloqueio dos receptores de acetilcolina e com a produção de uma resposta

parassimpatolítica sistêmica. Conforme se espera para esta classe de medicamentos, os

animais terão elevação da frequência cardíaca, diminuição das secreções, secura das

mucosas, diminuição da motilidade do TGI e pupilas dilatadas. Em estudos de segurança

realizados em animais-alvo, nos quais foram administradas a equinos doses equivalentes a

1; 3 e 5 vezes a dose aprovada e a até 10 vezes a dose recomendada, foram observados os

sinais clínicos descritos anteriormente. Entretanto, em altas doses não houve


anormalidades bioquímicas nem na CSC (contagem sanguínea de células), nem lesões

identificadas à necropsia.

Contraindicações e Precauções

O brometo de N-butilescopolamônio diminuirá a motilidade intestinal. Use com cautela

em condições em que a diminuição da motilidade seja uma preocupação.

Interações Medicamentosas

O butilbrometo de escopolamina é um medicamento anticolinérgico e, portanto,

antagonizará quaisquer outras medicações destinadas a provocar uma resposta

colinérgica (p. ex., metoclopramida).

Instruções de Uso

A experiência é limitada em tratamento de cólica espasmódica, cólica flatulenta e

impactações intestinais em equinos. Não há experiência com outros animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a motilidade intestinal do equino (sons intestinais e eliminação fecal)

durante o tratamento. Monitore a frequência cardíaca em animais sob tratamento.

Formulações

O butilbrometo de escopolamina está disponível em solução de 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relato de doses para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,3 mg/kg, lentamente por via intravenosa, em dose única (1,5 mL por 100 kg).

Informações sobre Restrição Legal


Não administrar a animais destinados a alimentação humana.

Butorfanol (Tartarato)

Nomes comerciais e outros nomes

Torbutrol ® e Torbugesic ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Torbugesic (v)

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico opioide. Opioide que atua como agonista do receptor kappa e antagonista fraco

do receptor mu (alguns autores classificam este efeito antagonista como um efeito “agonista

parcial”). Como agonista kappa, o butorfanol produz sedação e analgesia em animais. É

considerado um analgésico fraco quando comparado com opioides agonistas puros de

receptor mu. Geralmente é utilizado em associação com outros anestésicos. Possui meia-vida

curta em animais (1-2 horas) e duração curta de analgesia (1-2 horas).

Indicações e Usos Clínicos

O butorfanol é utilizado para analgesia perioperatória, para dor crônica e como agente

antitussígeno. O butorfanol é considerado um analgésico fraco quando comparado a outros

medicamentos agonistas puros de receptores mu e alguns dos efeitos observados podem ser

provocados pela sedação, em vez de analgesia. Em cães, em doses de 0,4 mg/kg, o

butorfanol produz analgesia para uma duração de uma hora ou menos. Como um

antitussígeno, é mais potente do que a morfina (quatro vezes) e a codeína (cem vezes).

A duração do efeito antitussígeno é de aproximadamente 90 minutos, mas o efeito pode

persistir por até 4 horas. Em gatos, o butorfanol na dose de 0,4 mg/kg pode ter uma duração

analgésica de efeito por até 3 horas. Em equinos, pode ser administrado por vias intravenosa,

intramuscular e por infusão de taxa contínua (ITC). A ITC tem se mostrado efetiva em

estudos controlados.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são similares a outros medicamentos analgésicos opioides. A sedação

é comum em doses analgésicas. Pode ocorrer depressão respiratória com altas doses. A

dose letal em cães (LD 50 ) é de 20 mg/kg. Embora a bradicardia raramente necessite ser

tratada quando é causada por um opioide, se necessário pode ser administrada a

atropina. Se ocorrer grave depressão respiratória, o opioide pode ser revertido com

naloxona. Disforia pode ser observada com agentes agonistas/antagonistas; e este efeito

pode ser observado em gatos. A diminuição do peristaltismo intestinal e constipação

podem ocorrer em alguns animais. A diminuição da motilidade intestinal pode ser uma

preocupação particular para alguns equinos.

Contraindicações e Precauções

Substância de uso controlado classe IV. O uso de butorfanol em pássaros requer doses

muito mais altas do que em mamíferos, devido a meia-vida curta e a depuração rápida (p.

ex., 2-4 mg/kg a cada 2-4 horas).

Interações Medicamentosas

O butorfanol é compatível com muitos outros analgésicos e é usado em associação de

tratamento para analgesia. Como o butorfanol é um agonista/antagonista, pode

antagonizar alguns efeitos de medicamentos que são agonistas puros (p. ex., o fentanil, a

morfina e a oximorfina). Contudo, o significado clínico deste antagonismo ainda tem sido

discutido pelos especialistas. Não misturar com barbitúricos sódicos.

Instruções de Uso

O butorfanol é sempre utilizado em associação com agentes anestésicos ou em conjunto

com outros medicamentos analgésicos. Para a maioria das indicações, a dose de 0,4 mg/kg é

considerada ótima, e não há razão para a aumentar a dose acima de 0,8 mg/kg,

considerada a dose limite. O butorfanol apresenta duração curta do efeito de menos de 2

horas e normalmente de 1 hora. Em equinos, a xilazina pode ser administrada antes da

buprenorfina, pois o butorfanol pode causar aumento da atividade locomotora e excitação.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiratória do paciente.

Formulações

O butorfanol está disponível em comprimidos de 1, 5 e 10 mg e em solução injetável de 0,5

e 1 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Antitussígeno: 0,055 mg/kg a cada 6-12 horas por via subcutânea; 0,011 mg/kg por via

intramuscular ou 0,5-1 mg/kg a cada 6-12 horas por via oral.

• Pré-anestésico: 0,2-0,4 mg/kg (com acepromazina) por via intravenosa, intramuscular

ou subcutânea.

• Analgésico: 0,2-0,4 mg/kg a cada 2-4 horas por via intravenosa, intramuscular ou

subcutânea ou 1-4 mg/kg a cada 6 horas por via oral.

• ITC: Dose de ataque de 0,2-0,4 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,1-

0,2 mg/kg/hora.

Gatos

• Analgésico: 0,2-0,8 mg/kg a cada 2-6 horas por via intravenosa ou subcutânea ou

1,5 mg/kg a cada 4-8 horas por via oral.

• ITC: Dose de ataque de 0,2-0,4 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,1-

0,2 mg/kg/hora.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Dor: 0,2-0,4 mg/kg a cada 3-4 horas por via intravenosa. Em alguns casos, doses baixas

de 0,02-0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,04-0,2 mg/kg por via intramuscular têm

sido utilizadas. Baixas doses de 0,1 mg/kg por via intravenosa têm sido utilizadas para

minimizar a diminuição da motilidade intestinal.

• Sedação: 0,01-0,06 mg/kg por via intravenosa.

• ITC: 13-24 μg/kg/hora por via intravenosa.

Ruminantes

• 0,05-0,2 mg/kg por via intravenosa.

Bovinos


• Em associação com xilazina: 0,01-0,02 mg/kg por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Medicamento controlado pelo DEA, Classe IV.

Não administrar a animais de produção.

No Brasil, o butorfanol está listado como substância entorpecente (lista A1) sujeito

a notificação de Receita “A”.

Classificação RCI: 2


C

Cálcio, Carbonato de

Nomes comerciais e outros nomes Titralac, Calci-mix, Tums e marcas genéricas

Titralac, Calci-mix, Tums e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

O carbonato de cálcio é comercializado no país em associação com outros suplementos

minerais e vitamínicos, OS-CAL500 + D (h) , Nutrical D (h)

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas

orgânicos. O carbonato de cálcio é equivalente a 400 mg de íon cálcio por grama.

O carbonato de cálcio neutraliza o ácido estomacal, atuando no tratamento e na prevenção

de úlceras gástricas.

Indicações e Usos Clínicos

O carbonato de cálcio é usado como suplemento de cálcio para administração oral no

tratamento da hipocalcemia, sendo ocasionalmente associado à vitamina D e ao calcitriol.

É usado como antiácido, no tratamento de hiperacidez gástrica e de úlceras no TGI, e como

ligante intestinal de fosfato, no tratamento de hiperfosfatemia associada a insuficiência

renal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

São poucos os efeitos colaterais. Altas concentrações de cálcio podem ser observadas.


Durante o tratamento com qualquer suplemento de cálcio, podem ocorrer constipação

intestinal e timpanismo.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes predispostos à formação de cálculos renais ou vesicais

contendo cálcio. Quando o carbonato de cálcio ou o citrato de cálcio são usados como

ligantes de fosfato para prevenção de hiperfosfatemia, deve-se ter o cuidado de evitar

o desenvolvimento de hipercalcemia em pacientes com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

A administração oral de suplementos de cálcio pode interferir na absorção de outros

medicamentos, como fluoroquinolonas (p. ex., enrofloxacina, orbifloxacina,

marbofloxacina), bifosfonatos, zinco, ferro e tetraciclinas. Use com cautela em associação

com diuréticos da classe das tiazidas, já que a concentração de cálcio pode estar muito

elevada.

Instruções de Uso

O carbonato de cálcio equivale a 400 mg de íon cálcio por grama. As doses são derivadas,

principalmente, da extrapolação de doses para seres humanos. Quando for usado como

suplemento de cálcio, as doses devem ser ajustadas de acordo com as concentrações séricas

do elemento. Alguns comprimidos também contêm vitamina D. As doses são baseadas na

concentração de carbonato de cálcio, não do íon (p. ex., um comprimido de 650 mg contém

260 mg do íon cálcio).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de cálcio, principalmente em pacientes com insuficiência renal.

Formulações

O carbonato de cálcio é comercializado em comprimidos ou suspensão oral, e a maioria das

formulações é de venda livre. Um grama de carbonato de cálcio equivale a 400 mg de íon

cálcio. O Calci-mix é comercializado em cápsulas de 1,25 g. Comprimidos de venda livre

contêm 500 e 600 mg e 1; 1,25 e 1,5 g. A suspensão oral (Titralac) contém 1,25 g por

5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não associe a outros compostos

que podem ser quelados pelo cálcio.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Suplementação de cálcio: 70-185 mg/kg/dia, por via oral, misturado ao alimento.

• Ligante de fosfato: 60-100 mg/kg/dia, em doses fracionadas, geralmente por via oral,

misturado ao alimento.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais. De modo geral, outros sais de cálcio são

usados para suplementação no gado.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento dietético

normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de interrupção do uso em

animais destinados ao consumo humano.

Cálcio, Citrato de

Nome comercial e outros nomes

Citracal (de venda livre)

Medicamentos comercializados no Brasil

Miocalven D (h)

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas

orgânicos. O citrato de cálcio é administrado por via oral, para suplementação do cálcio na

dieta.

Indicações e Usos Clínicos

O citrato de cálcio é usado para tratamento de hipocalcemia, como aquela associada ao


hipoparatireoidismo. É também utilizado como ligante intestinal de fosfato, no tratamento

da hiperfosfatemia associada a insuficiência renal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia. Durante o tratamento com

qualquer suplemento de cálcio, podem ser observados constipação intestinal e

timpanismo.

Contraindicações e Precauções

Quando o carbonato de cálcio ou o citrato de cálcio são usados como ligantes de fosfato

para prevenção de hiperfosfatemia, deve-se ter cuidado para evitar o desenvolvimento de

hipercalcemia em pacientes com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

A administração oral de suplementos de cálcio pode interferir na absorção de outros

medicamentos, como as fluoroquinolonas (p. ex., enrofloxacino, orbifloxacino,

marbofloxacino), bifosfonatos, zinco, ferro e tetraciclinas.

Instruções de Uso

As doses devem ser ajustadas de acordo com as concentrações séricas de cálcio.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de cálcio, principalmente em pacientes com insuficiência renal.

Formulações

O citrato de cálcio é comercializado em comprimidos de 950 mg (contendo 200 mg de íon

cálcio).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a compostos

que reconhecidamente quelam o cálcio.

Posologia para Pequenos Animais


Gatos

• 10-30 mg/kg a cada 8 horas (com as refeições), por via oral.

Cães

• 20 mg/kg/dia (com as refeições), por via oral.

Cães e Gatos

• Como ligante de fosfato (na prevenção de hiperfosfatemia): 10-20 mg/kg por dia em

doses fracionadas, com as refeições, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento dietético

normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de carência em animais

destinados ao consumo humano.

Cálcio, Cloreto de

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Solução de cloreto de cálcio (g)

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas

orgânicos. A solução injetável contém 27,2 mg de íon cálcio (1,36 mEq) por mililitro (mL). O

cloreto de cálcio aumenta mais o nível de cálcio ionizado no sangue do que os demais sais

de cálcio.


Indicações e Usos Clínicos

O cloreto de cálcio é usado em situações agudas, para reposição eletrolítica ou como

cardiotônico. É administrado a vacas com hipocalcemia (febre do leite).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A superdosagem de cálcio é possível. Não administre a solução para uso intravenoso por

via subcutânea ou intramuscular, dado o risco de necrose tecidual.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intravenosa a taxa elevada. Em vacas, a administração

intravenosa rápida pode provocar arritmias cardíacas e até mesmo a morte.

Interações Medicamentosas

O cloreto de cálcio é precipitado pelo bicarbonato de sódio. Não misture a compostos que

reconhecidamente quelam o cálcio.

Instruções de Uso

A forma injetável contém 27,2 mg de íon cálcio (1,36 mEq) por mililitro. O cloreto de cálcio

geralmente é usado em situações de emergência. Administrações intracardíacas são

relatadas, mas evite injeções miocárdicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de cálcio. Durante a administração, monitore a frequência

cardíaca.

Formulações

O cloreto de cálcio é comercializado em solução a 10% (100 mg/mL). Isto equivale a 1,36

mEq de íon cálcio por mililitro. As preparações para administração a grandes animais

geralmente contêm 8,5-11,5 g de cálcio por 500 mL. Muitas formulações também contêm

magnésio.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A


estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a outros compostos que

possam quelar o cálcio.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,1-0,3 mL/kg por via intravenosa (lenta).

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 2 g/100 kg de peso corpóreo, por via intravenosa, à taxa de 1 g/min.

Equinos

• 1-2 g para cavalo adulto, por via intravenosa lenta.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento

dietético normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de carência em

animais destinados ao consumo humano.

Cálcio, Gluconato e Borogluconato de

Nomes comerciais e outros nomes

Kalcinate, AmVet, Cal-Nate e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Os suplementos de cálcio no Brasil possuem o gluconato de cálcio associado a outros

minerais e/ou vitaminas. Calciotrat SM oral (v) , Calfon (v) , Gluconato de Cálcio Reforçado

Vigor (v)

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial à integridade funcional de diversos sistemas

orgânicos. O gluconato e o borogluconato de cálcio são administrados por via oral

para suplementação dietética e por via injetável no tratamento de condições agudas, em

que o rápido aumento da concentração sérica do íon é necessário.

Indicações e Usos Clínicos

O gluconato e o borogluconato de cálcio são usados para o tratamento da hipocalcemia,

como aquela associada ao hipoparatireoidismo, e das deficiências eletrolíticas. Os

suplementos de cálcio são administrados a vacas para tratamento da hipocalcemia (febre do

leite).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia. Durante o tratamento com

qualquer suplemento de cálcio, constipação intestinal e timpanismo podem ser

observados. Administrações intramusculares ou subcutâneas podem provocar lesão e

necrose tecidual no local da injeção.

Contraindicações e Precauções

Evite a rápida administração intravenosa. Não administre a pacientes predispostos à

formação de cálculos renais ou vesicais contendo cálcio. Evite a administração da solução

de uso intravenoso por via subcutânea ou intramuscular, pois existe o risco de necrose

tecidual.

Interações Medicamentosas

Não misture a bicarbonatos (bicarbonato de sódio), fosfatos, sulfatos e tartaratos, pois

podeocorrer precipitação. Entre os medicamentos que podem precipitar o gluconato de

cálcio, incluem-se a oxitetraciclina, a prometazina, a sulfametazina, a tetraciclina, a

cefalotina e a anfotericina B. Suplementos de cálcio podem interferir na absorção oral de

ferro, tetraciclinas e fluoroquinolonas.

Instruções de Uso

Os comprimidos de 500 mg contêm 45 mg de íon cálcio. A solução injetável a 10% contém

97 mg [9,3 mg de íon cálcio (0,47 mEq)] por mL.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore os níveis séricos de cálcio. Monitore a frequência cardíaca durante a

administração intravenosa.

Formulações

O gluconato de cálcio é comercializado como solução injetável a 10% (100 mg/mL).

A solução a 10% contém 9,3 mg de íon cálcio por mL, ou 0,465 mEq por mL. É também

comercializado em comprimidos de 325 mg, 500 mg, 650 mg, 975 mg e 1 g. Cada grama

contém 90 mg de íon cálcio. Os comprimidos mastigáveis de uso humano têm 650 mg e

1 g.

O borogluconato de cálcio é comercializado em solução a 230 mg/mL (AmVet

Gluconato de Cálcio a 23% e Cal Nate).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As

soluções devem ser translúcidas. Em caso de presença de cristais, esquente o frasco a 30-

40 °C para dissolvê-los. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não

misture a compostos que podem quelar o cálcio.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 75-500 mg, por via intravenosa, lentamente.

Posologia para Grandes Animais (use Borogluconato de Cálcio)

Bovinos e Equinos

• 5-12 g, diluídos em 500 mL, infundidos por via intravenosa, lentamente.

Suínos e Ovinos

• 5-1,5 g, por via intravenosa, lentamente.

Vacas Leiteiras

• 2 g/100 kg de peso corporal, lentamente, em taxa de 1g/min.

Equinos


• 50-70 g, diluídos em dextrose a 5%, infundidos por via intravenosa, lentamente.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento

dietético normal, com pouco risco de resíduos, os tempos de carência em animais destinados

ao consumo humano não foram sugeridos.

Cálcio, Lactato de

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial à integridade funcional de diversos sistemas

orgânicos. Este suplemento oral é usado no tratamento e na prevenção de deficiências.

Indicações e Usos Clínicos

O lactato de cálcio é usado para o tratamento da hipocalemia, como aquela associada ao

hipoparatireoidismo, e em deficiências eletrolíticas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes predispostos à formação de cálculos renais ou vesicais

contendo cálcio.

Interações Medicamentosas


Suplementos de cálcio podem interferir na absorção oral de ferro, tetraciclinas e

fluoroquinolonas.

Instruções de Uso

O lactato de cálcio contém 130 mg de íon cálcio por grama.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de cálcio.

Formulações

O lactato de cálcio é comercializado em comprimidos de 325 mg (42,25 mg de íon cálcio) e

650 mg (84,5 mg de íon cálcio), de venda livre.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a compostos que

possam quelar o cálcio.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 g/dia (em doses divididas) por via oral.

Gatos

• 0,2-0,5 g/dia (em doses divididas) por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Regulação Legal

Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento

dietético normal, com pouco risco de resíduos, tempos de carência em animais destinados

ao consumo humano não foram sugeridos.


Calcitriol

Nomes comerciais e outros nomes

Rocaltrol e Calcijex

Medicamentos comercializados no Brasil

Rocaltrol (h) , Sigmatriol (h)

Classificação funcional

Suplemento de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Análogo da vitamina D, também chamado 1,25-di-hidroxicolecalciferol. O calcitriol é

normalmente formado nos rins, a partir do 25-hidroxicolecalciferol. A ação do calcitriol é

aumentar a absorção de cálcio do intestino e facilitar a ação do paratormônio (PTH) sobre

os ossos. Em animais, baixos níveis de calcitriol reduzem a absorção intestinal de cálcio.

Animais com insuficiência renal crônica e hiperparatireoidismo geralmente apresentam

baixos níveis de calcitriol. O calcitriol pode também inibir a síntese e o armazenamento de

PTH.

Indicações e Usos Clínicos

O calcitriol é usado no tratamento da deficiência de cálcio e em doenças como

hipocalcemia associada a hiperparatireoidismo. É também administrado para aumentar as

concentrações de cálcio em gatos submetidos a remoção das paratireoides. Neste caso, é

oferecido com suplemento de cálcio na dieta. Em cães e gatos, o calcitriol é usado para

manejo do equilíbrio de cálcio e fósforo na nefropatia crônica. Embora seja utilizado por

veterinários para redução das concentrações renais secundárias de PTH em nefropatas

crônicos, este benefício é controverso e não sustentado por fortes evidências. O calcitriol não

deve ser usado como suplemento de vitamina D.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A superdosagem pode provocar hipercalcemia.

Contraindicações e Precauções


Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de hipercalcemia. As cápsulas

de uso humano podem conter doses muito altas para cães e gatos, e devem ser

reformuladas.

Interações Medicamentosas

O calcitriol pode provocar hipercalcemia caso seja usado com diuréticos da classe das

tiazidas.

Instruções de Uso

As doses devem ser ajustadas para cada paciente, de acordo com a resposta e

o monitoramento das concentrações plasmáticas de cálcio. As doses necessárias podem

variar, dependendo do ajuste dos níveis de cálcio. Quando usado no tratamento de cães

nefropatas crônicos, por exemplo, a dose seria de 2,5 ng/kg/dia, mas variou de 0,75 a

5 ng/kg/dia com base nos ajustes devidos à mensuração dos níveis de cálcio.

Na insuficiência renal crônica, o calcitriol é geralmente associado a inibidores da absorção

intestinal de fosfato (p. ex., hidróxido de alumínio) e a restrição dietética de fósforo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a concentração plasmática de cálcio ionizado. Ajuste as doses conforme seja

necessário para manter as concentrações normais de cálcio, de fósforo e do PTH. Monitore

as concentrações séricas de PTH (muitos laboratórios fazem este teste). Monitore a

creatinina sérica durante o tratamento de nefropatia crônica.

Formulações

O calcitriol é comercializado em forma injetável (Calcijex ® ), a 1 e 2 μg/mL, cápsulas de

0,25 e 0,5 μg e solução oral a 1 μg/mL (Rocaltrol ® ).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Hiperparatireoidismo renal secundário na insuficiência renal crônica: 2,5 ng/kg, por via

oral, uma vez ao dia. Ajuste a dose segundo as concentrações de cálcio e PTH. Caso


Gatos

os níveis de PTH permaneçam elevados, mas os de cálcio não, aumente a dose para

3,5 ng/kg, uma vez ao dia, e aumentando-a gradualmente até 5 ng/kg/dia.

• Hipocalcemia (após remoção das paratireoides): 0,25 μg/gato a cada 48 horas, por via

oral, ou 0,01-0,04 μg/kg/dia, por via oral (10-40 ng/kg/dia).

• Hiperparatireoidismo renal secundário na insuficiência renal crônica: 2,5 ng/kg, por via

oral, uma vez ao dia. Ajuste a dose segundo as concentrações de cálcio e PTH. Caso

os níveis de PTH permaneçam elevados, mas os de cálcio não, aumente a dose para

3,5 ng/kg, uma vez ao dia, e aumente-a gradualmente até 5 ng/kg/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Caolim + Pectina

Nomes comerciais e outros nomes

Somente marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Kaomagna (h)

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Formulação antidiarreica. O caolim é uma forma de silicato de alumínio e a pectina é um

carboidrato extraído a partir de cascas de frutas cítricas. Este produto age como demulcente

e adsorvente no tratamento da diarreia. Acredita-se que a ação do caolim +pectina esteja

relacionada a ligação das toxinas bacterianas (endotoxinas e enterotoxinas) no trato

gastrointestinal. Contudo, estudos experimentais demonstraram que o caolim + pectina é


ineficaz na ligação com a enterotoxina da E.coli e estudos clínicos falharam em demonstrar

um benefício na administração desse produto. Esse produto pode mudar a consistência das

fezes, mas não diminui a perda de fluidos ou eletrolítica, nem irá encurtar a duração da

doença. As formulações de KaoPectate ® contêm salicilato como um de seus ingredientes

ativos.

Indicações e Usos Clínicos

As associações de caolim + pectina são utilizadas para o tratamento sintomático da diarreia

aguda. Apesar da falta de evidências clínicas da eficácia, alguns veterinários administram

esse medicamento para tratamentos de curta duração. As formas comerciais que contêm

salicilato (8,68 mg/mL) podem apresentar efeitos anti-inflamatórios, diminuindo a diarreia

secretória causada por bactérias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são incomuns. Há 8,7 mg/mL de salicilato na formulação regular e

16 mg/mL na formulação extraforte. Alguns animais podem ser sensíveis ao salicilato,

assim, esse ingrediente na formulação deve ser considerado antes da administração

nesses animais.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. Entretanto, o componente caolim pode

diminuir a absorção de outros medicamentos. Assim, administre outros medicamentos

por via oral 30 minutos antes do tratamento com caolim + pectina para evitar interações

medicamentosas.

Instruções de Uso

O caolim + pectina pode não alterar o curso da diarreia, mas pode mudar o aspecto das

fezes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

O caolim + pectina não está mais disponível na forma do produto KaoPectate ®

(previamente disponível em suspensão oral de 340g). Todas as formulações de KaoPectate ®

contêm subsalicilato de bismuto. O salicilato (8,68 mg/mL) está presente em KaoPectate ® .

As formulações veterinárias de caolim + pectina estão disponíveis em diversas marcas

genéricas em recipientes de aproximadamente 1 e 3,8 L, contendo 5,8 g de caolim e

0,139 g de pectina em 30 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado e protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-2 mL/kg a cada 2-6 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 180-300 mL a cada 2-3 horas por via oral.

Bezerros e Potros

• 90-120 mL a cada 2-3 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Existe um pequeno risco de resíduos em animais destinados ao consumo humano. Não é

necessário estabelecer período de carência.

Captopril

Nome comercial e outros nomes

Capoten


Medicamentos comercializados no Brasil

Capoten (h) , Captotec (h) , Captopril (g)

Classificação funcional

Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da ECA. O captopril inibe a conversão da angiotensina I em angiotensina II,

provocando vasodilatação. A angiotensina II é um potente vasoconstritor que promove

estimulação simpática, hipertensão renal e síntese de aldosterona. Os inibidores da ECA

limitam a ação congestiva da aldosterona ao limitar a retenção de sódio e água provocada

pela mesma. O captopril, assim como outros inibidores da ECA, provoca vasodilatação, mas

esses medicamentos também o fazem ao aumentar a concentração de algumas cininas e

prostaglandinas vasodilatadoras.

Indicações e Usos Clínicos

O captopril, assim como outros inibidores da ECA, é usado para tratamento de hipertensão e

de insuficiência cardíaca congestiva. É prescrito principalmente para cães, mas seu uso tem

diminuído. O captopril foi o primeiro inibidor da ECA para uso clínico, mas foi substituído por

outros fármacos, como o enalapril, o benazepril e o lisinopril. Diferentemente do enalapril e

do benazepril, seu uso clínico em cães e gatos não foi estudado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em doses excessivas, pode provocar hipotensão. O captopril pode causar azotemia em

alguns pacientes, principalmente quando associado a diuréticos potentes (p. ex.,

furosemida). Efeitos colaterais sobre o TGI, principalmente anorexia, são observados em

cães.

Contraindicações e Precauções

Interrompa a administração de inibidores da ECA em gestantes; esses fármacos

atravessam a barreira placentária e podem causar malformações e morte fetais.

Interações Medicamentosas

Use com cuidado em associação com diuréticos e suplementos de potássio. Antiinflamatórios

não esteroides (AINEs) podem reduzir o efeito anti-hipertensivo.


Instruções de Uso

Na clínica de pequenos animais, o captopril foi substituído pelo enalapril e pelo benazepril,

conforme recomendação de muitos especialistas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o paciente cuidadosamente, evitando o desenvolvimento de hipotensão. Durante

o tratamento com qualquer inibidor da ECA, monitore a concentração de eletrólitos e a

função renal por 3-7 dias após a instituição da terapia e, daí por diante, periodicamente.

Formulações

O captopril é comercializado em comprimidos de 12,5; 25; 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O captopril é mais estável em

pH ácido. As soluções compostas são estáveis por 30 dias quando refrigeradas. No entanto,

não se deve usar água de torneira; deve-se utilizar água purificada para garantir a

estabilidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5-2 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.

Gatos

• 3,12-6,25 mg/gato a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 3

Carbenicilina


Nomes comerciais e outros nomes

Geopen e Pyopen Carbenicilina indanil sódica (Geocilin)

Medicamentos comercializados no Brasil

Carbenicilina Pfizer (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. A carbenicilina exerce ação similar à da ampicilina, que inibe a

síntese da parede bacteriana. Seu espectro de ação é amplo, abrangendo bactérias Grampositivas

e Gram-negativas. No entanto, pode haver resistência, principalmente entre cepas

betalactamase-positivas. A diferença entre a carbenicilina e a ampicilina é a atividade da

primeira contra Pseudomonas aeruginosa e outras bactérias Gram-negativas resistentes à

ampicilina e à amoxicilina. Em animais, sua meia-vida é curta, e a depuração (clearance),

rápida; portanto, a administração deve ser frequente.

Indicações e Usos Clínicos

A carbenicilina é usada no tratamento de infecções Gram-negativas em animais, inclusive

aquelas provocadas por Pseudomonas aeruginosa. O uso da carbenicilina é incomum em

medicina veterinária, por ter sido este fármaco substituído pela ticarcilina e pelas

cefalosporinas. A carbenicilina indanil sódica (Geocillin) é pouco absorvida quando

administrada por via oral e não deve ser usada para tratamento de infecções sistêmicas. No

entanto, esta forma pode provocar concentrações urinárias suficientes para o tratamento de

algumas infecções do trato urinário inferior.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A carbenicilina, assim como outras penicilinas, pode provocar reações alérgicas. Em alguns

animais, a carbenicilina pode causar problemas hemorrágicos, por interferir na função

plaquetária.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes sensíveis (p. ex., alérgicos) a penicilinas.


Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Não misture em frascos de

outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

A carbenicilina tem meia-vida curta e deve ser administrada com frequência para que seu

efeito bactericida seja ótimo. No tratamento de infecções causadas por Pseudomonas, a

carbenicilina injetável é geralmente associada a um aminoglicosídeo. Não misture a

carbenicilina a aminoglicosídeos antes da administração, dado o risco de inativação. A

carbenicilina indanil sódica é a formulação oral do antibiótico, mas mantém concentrações

suficientes apenas para o tratamento de infecções do trato urinário inferior. Não use em

infecções sistêmicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Recomenda-se a realização de cultura e antibiograma, para orientar a terapia. Segundo

o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de perda de sensibilidade

são ≤ 128 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16 μg/mL para os demais microrganismos Gramnegativos.

Formulações

A carbenicilina não é mais comercializada, por ter sido substituída por outros antibióticos. No

entanto, formulações antigas eram compostas por frascos com 1; 2; 5; 10 e 30 g de solução

injetável e comprimidos de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É estável

com pH de 6,5, mas a taxa de degradação é maior com pH mais alto ou mais baixo.

Administre rapidamente após reconstituição da solução.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Carbenicilina: 40-50 mg/kg e até 100 mg/kg a cada 6-8 horas, por vias intravenosa,

intramuscular ou subcutânea.

• Carbenicilina indanil sódica: 10 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Carbimazol

Nomes comerciais e outros nomes:

Neomercazole, Vidalta

Medicamentos comercializados no Brasil:

Não constam

Classificação funcional

Antitireoidiano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antitireoidiano similar ao metimazol. Trata-se de um profármaco convertido em metimazol

após a administração. Tal como o metimazol, serve como substrato para a peroxidase

tireoidiana (TPO), inibindo-a e reduzindo a incorporação de iodo nas moléculas de tirosina.

Também inibe o acoplamento de resíduos mono- e di-iodados para formação de T4 e T3.

Para alguns pacientes, o carbimazol é preferido ao metimazol, por provocar menos efeitos

colaterais, tais como problemas no TGI. Em gatos, a absorção oral do carbimazol (com base

nas concentrações de metimazol) é de 88%.

Indicações e Usos Clínicos

O carbimazol é usado para tratamento de hipertireoidismo, principalmente em gatos. É mais

encontrado na Europa, onde a experiência clínica é maior do que nos Estados Unidos. A

indisponibilidade limita a experiência norte-americana. Na Europa, há uma formulação de

liberação contínua (Vidalta) para humanos, administrada em dose de 15 mg uma vez ao

dia, passando-se a 10-25 mg por dia.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em gatos, podem ser observadas reações similares às do lúpus, como vasculite e alterações

medulares. Em seres humanos, foram observadas agranulocitose e leucopenia. Acreditase

que outros efeitos sistêmicos relatados do metimazol possam ser observados durante o

tratamento com carbimazol (p. ex., alterações medulares).

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatos que apresentem mielossupressão ou trombocitopenia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O carbimazol é usado na Europa, e, nos EUA, a experiência clínica com este medicamento é

limitada. As indicações clínicas e o modo de administração são similares aos do metimazol.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de hormônios tireoidianos para ajustar a dose de carbimazol.

Monitore periodicamente o hemograma, à procura de evidências de mielossupressão.

Formulações

Este medicamento não foi aprovado nos EUA, e pode ser obtido na Europa.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 5 mg/gato a cada 8 horas (indução), seguidos de 5 mg/gato a cada 12 horas, por via

Cães

oral. O Vidalta ® (uma nova formulação de liberação contínua existente na Europa) é

administrado em dose de indução de 15 mg 1 vez ao dia e em doses de manutenção

de 10 a 15 mg, 1 vez ao dia.


Não há dose estabelecida para cães.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Carbonato de Lítio

Nomes comerciais e outros nomes

Lithotabs ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Carbolitium (h) , Carbonato de Lítio (g)

Classificação funcional

Imunoestimulante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O lítio estimula a granulopoiese e aumenta o pool de neutrófilos em animais. Também afeta

o sistema nervoso central (SNC), pois interfere no equilíbrio dos neurotransmissores.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, o lítio é usado para o tratamento da depressão. Não tem sido utilizado

com este propósito em animais. Também tem sido utilizado experimentalmente para

aumentar a contagem de neutrófilos após a terapia em pacientes com câncer e para prevenir

a citotoxicidade causada pelos medicamentos anticancerígenos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos incluem diabetes insípido nefrogênica, ptialismo, letargia e

convulsões. Em seres humanos, alguns dos efeitos adversos são alterações


cardiovasculares, sonolência e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não é recomendado para gatos.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas.

Instruções de Uso

O uso em animais é incomum e estão disponíveis poucas informações sobre doses.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a contagem de neutrófilos.

Formulações

O lítio está disponível em cápsulas de 150, 300 e 600 mg e xarope de 300 mg/5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

Não é recomendado.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais destinados ao consumo humano.


Para estimar períodos de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-

USFARAD (1-888.873-2723).

Carboplatina

Nome comercial e outros nomes

Paraplatin

Medicamentos comercializados no Brasil

Paraplatin (h) , Platamine CS (h) e Carboplantina (g)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antineoplásico. A carboplatina é um composto de segunda geração à base de platina, similar

à cisplatina. Sua ação é similar à da cisplatina. É um agente alquilante bifuncional, que

interrompe a replicação de DNA em células cancerígenas. Induz a lise da célula neoplásica

independentemente da fase do ciclo celular. Sua principal via de eliminação é renal.

Substituiu a cisplatina em alguns protocolos antineoplásicos, por ser menos tóxica.

Indicações e Usos Clínicos

A carboplatina é usada no tratamento de carcinomas (inclusive os espinocelulares),

melanomas, osteossarcomas e outros sarcomas. Em cães, mielossupressão é o principal fator

limitante da dose. Comparada à cisplatina, a carboplatina é mais bem tolerada por gatos,

sendo preferida para esta espécie. No entanto, a mielossupressão limita a dosagem.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Comparada à cisplatina, a carboplatina é menos emetogênica e menos nefrotóxica. Em

cães, os outros efeitos adversos mais comumente observados estão relacionados com o

trato gastrointestinal (TGI) (gastroenterite, vômito, anorexia e diarreia). O efeito

limitante da dose são mielossupressão, anemia, leucopenia ou trombocitopenia. Em cães,

o ponto mais baixo da imunossupressão ocorre aos 14 dias, mas há recuperação aos 21-28

dias. Em gatos, o ponto mais baixo é aos 21 dias, e a recuperação, aos 28 dias. A


carboplatina provoca menos vômito do que a cisplatina, mas os efeitos tóxicos sobre o TGI

ainda são importantes, principalmente em cães de pequeno porte. Por ser excretada pelos

rins, animais com redução da função renal podem apresentar maior taxa de efeitos

colaterais sobre o TGI.

Contraindicações e Precauções

Em um estudo, cães de pequeno porte foram mais suscetíveis aos efeitos adversos do que

cães de grande porte.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros medicamentos nefrotóxicos.

Instruções de Uso

A carboplatina deve ser reconstituída e administrada por via intravenosa. É estável por 1

mês quando reconstituída com dextrose a 5%. Pode ser congelada a -4 °C para

prolongamento da estabilidade do material reconstituído. Não use equipos de administração

que contenham alumínio, devido à incompatibilidade. A carboplatina é geralmente usada

em protocolos antineoplásicos específicos; consulte os esquemas oncológicos. Em cães, é

administrada na dossagem de 1 mg /m2. Esta dosagem provocou mais efeitos colaterais em

cães de pequeno porte do que naqueles de grande porte; nos animais menores, porém, a

probabilidade de resposta foi maior. A carboplatina é excretada pelos rins; a dose

administrada, portanto, deve ser reduzida em proporção às menores taxas de filtração

glomerular e depuração (clearance) de creatinina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Recomenda-se monitoramento do hemograma e da contagem de plaquetas durante

o tratamento.

Formulações

A carboplatina é comercializada em frascos contendo 50 e 150 mg de solução injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

carboplatina é estável por um mês se for reconstituída com dextrose a 5%. É estável caso

seja congelad, a -4 °C.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 300 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 3-4 semanas. É também administrada em dose

Gatos

de 300 mg/m 2 em cães com menos de 15 kg e 350 mg/m 2 em cães com mais de

15 kg.

• 200-227 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 4 semanas, totalizando quatro

tratamentos; para um gato de 4 kg, esta dose é equivalente a 14,7 mg/kg.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente neoplásico, este medicamento não deve ser usado em

animais destinados ao consumo humano.

Carprofeno

Nomes comerciais e outros nomes

Rimadyl, Vetprofen, Zinecarp (Europa) e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Rimadyl (v) , Carboflan (v)

Classificação funcional

AINE

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O carprofeno é um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE). Tal como outros

AINEs desta classe, o carprofeno exerce efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibir a

síntese de prostaglandinas. A enzima inibida por um AINE é a ciclo-oxigenase (COX). A

enzima COX existe em duas formas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é primariamente responsável


pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do TGI, da função

renal, da função plaquetária e de outras funções importantes. A COX-2 é induzida e

responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes mediadores da dor, da

inflamação e da febre (em algumas situações, as funções de COX-1 e COX-2 podem

sobrepor-se). Em comparação com os AINEs mais antigos, o carprofeno atua relativamente

pouco sobre a COX-1, mas não se sabe se a especificidade a uma ou outra isoforma da

enzima está relacionada com a segurança ou com a eficácia. Em equinos, o carprofeno não é

tão seletivo para a COX-2 quanto o é para cães. Como analgésico, seu mecanismo de ação

pode envolver outras ações além da inibição da síntese de prostaglandinas.

Indicações e Usos Clínicos

O carprofeno é usado principalmente no tratamento da dor musculoesquelética e da dor

aguda associada a cirurgias ou traumas. Este medicamento é empregado principalmente

para o tratamento de cães. O uso prolongado e seguro para gatos não foi estabelecido. No

entanto, o carprofeno é aprovado na Europa para administração única injetável em gatos,

em dose de 4 mg/kg. Embora seu uso em grandes animais seja incomum, o carprofeno, em

dose de 0,7 mg/kg, por via intravenosa, reduziu a inflamação associada à mastite provocada

por Escherichia coli em vacas. O carprofeno é usado em equinos, embora, nesta espécie, a

inibição de COX-2 não seja tão seletiva quanto aquela observada em cães. Na Europa, o

carprofeno é registrado para tratamento da febre associada a mastite em vacas e para

redução da inflamação decorrente da doença respiratória bovina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães, a segurança do carprofeno foi determinada por seu fabricante em estudos préclínicos.

Nesta espécie, os efeitos adversos mais comumente observados estão

relacionados com o trato gastrointestinal (TGI) (vômitos, anorexia e diarreia). Úlceras,

perfurações e sangramentos do TGI são incomuns em cães. Em raros casos, o carprofeno

provocou intoxicação hepática idiossincrática aguda. Os sinais de intoxicação geralmente

aparecem 2-3 semanas após o tratamento. Em cães anestesiados, o carprofeno não

provocou efeitos renais adversos. O carprofeno pode reduzir as concentrações totais de

hormônios tireoidianos (T4) em cães, mas não os níveis de T4 livre. Quando

administrado nas mesmas doses usadas em cães, o carprofeno foi tóxico para gatos.

Contraindicações e Precauções

Não use em gatos nas doses destinadas a cães. Não administre a animais suscetíveis ao

desenvolvimento de úlceras no TGI. Não associe a medicamentos ulcerogênicos, tais

como corticosteroides. Caso o paciente já tenha apresentado efeitos adversos durante

o tratamento com AINEs, o carprofeno deve ser usado com cautela.


Interações Medicamentosas

Tenha cuidado ao associar AINEs a outros fármacos que sabidamente provoquem lesões

no TGI (p. ex., corticosteroides). A eficácia de inibidores da enzima conversora da

angiotensina (ECA) e diuréticos (p. ex., furosemida) pode ser reduzida durante a

administração concomitante de AINEs.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em investigações clínicas realizadas em cães com artrite e no

tratamento da dor associada a cirurgias. Em cães, a administração de carprofeno 1 ou 2

vezes ao dia tem a mesma eficácia. Em gatos, a única dose aprovada é a de 4 mg/kg,

administrada uma vez, para tratamento da dor cirúrgica. No entanto, para uso prolongado

extrapolações farmacocinéticas sugerem a dose de 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

A segurança em longo prazo desta dose não foi estabelecida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Aproximadamente 7-14 dias após a instituição do tratamento, as enzimas hepáticas devem

ser monitoradas quanto ao desenvolvimento de intoxicação induzida pelo AINE. Caso

estejam elevadas, deve-se interromper a terapia e entrar em contato com o fabricante do

medicamento.

Formulações

O carprofeno é comercializado em cápsulas de 25, 75 e 100 mg; comprimidos mastigáveis

de 25, 75 e 100 mg; e solução injetável a 50 mg/mL.

(O Zinecarp injetável é comercializado na Europa.)

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Pode-se

preparar o carprofeno misturando-se os comprimidos com gel de metilcelulose (1%), xarope

simples e veículo flavorizante para suspensão, formando-se suspensões a 1,25; 2,5 ; e

5 mg/mL. Esta formulação é estável se for mantida sob refrigeração ou em temperatura

ambiente por 28 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, ou 4,4 mg a cada 24 horas, por via oral.


• 2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via subcutânea, ou 4,4 mg a cada 24 horas, por via

subcutânea.

Gatos

• 4 mg/kg em dose única, injetável, ou 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, no

tratamento prolongado (a segurança do uso prolongado não foi estabelecida).

Posologia para Grandes Animais

O carprofeno não é aprovado para uso em grandes animais; estudos sobre segurança e

eficácia não foram publicados.

Equinos

• 0,7 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa (na Europa, o carprofeno é também

comercializado como grânulos para administração oral: 0,7 mg/kg).

Bovinos

• 1,4 mg/kg, por via intravenosa ou subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal

Nos EUA, os tempos de carência não foram estabelecidos. Sugere-se (com base na rotulagem

vigente na Europa) que o período de carência seja de 21 dias para a carne, mas de 0 dia

para o leite. Recomenda-se cautela durante o tratamento com carprofeno em bovinos, pois o

medicamento apresenta meia-vida mais longa nesta espécie animal do que em outros

animais (30-40 horas).

Classificação RCI: 4

Carvão Vegetal Ativado

Nomes comerciais e outros nomes

ActaChar, Charcadote, Liqui-Char, ToxiBan e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Captor (v) , Enterex (v)

Classificação funcional


Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Adsorvente. Liga-se a outras substâncias e impede a absorção delas no intestino. Pode

reduzir a absorção de um toxicante em até 75%.

Indicações e Usos Clínicos

Usado principalmente na adsorção de medicamentos e toxinas no intestino, impedindo sua

absorção. De modo geral, uma única dose é administrada, mas várias doses aumentarão a

eliminação de medicamentos que sofrem circulação entero-hepática.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não é absorvido sistemicamente. Seguro para administração oral, exceto pela possibilidade

de ocorrência de constipação intestinal. No entanto, algumas formulações que contêm

sorbitol podem induzir diarreias.

Contraindicações e Precauções

Usado principalmente para o tratamento de intoxicações.

Interações Medicamentosas

O carvão ativado adsorve quase todas as substâncias administradas por via oral,

impedindo assim sua absorção.

Instruções de Uso

O carvão ativado é usado em relação 10/1 (carvão/toxina) para o tratamento de

intoxicações. Porém, evidências mais recentes indicam que uma relação de > 40/1 é mais

adequada, requerendo doses maiores do que as anteriormente utilizadas. O carvão ativado é

eficaz para o tratamento de intoxicações caso seja administrado em até 4 horas após a

exposição; após este período, seus efeitos são menores. O carvão ativado é comercializado sob

diversas formas e, geralmente, empregado no tratamento de envenenamentos e

intoxicações. Muitas preparações comerciais contêm sorbitol, que age como flavorizante e

promove a catarse intestinal.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Durante o tratamento de intoxicações, o monitoramento cuidadoso dos efeitos da toxina é

necessário, já que o carvão ativado não adsorve todo o veneno/toxicante.

Formulações

O carvão ativado é comercializado em suspensão oral e grânulos. As concentrações variam

de 15 g/72 mL a 50/240 mL. Muitas formulações contêm sorbitol, que é adoçante e pode

atuar como catártico intestinal.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture a outros compostos, pois o carvão ativado adsorve outras substâncias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-4 g/kg, por via oral (grânulos) ou 6-12 mL/kg (suspensão). Administre uma única

dose logo após a intoxicação.

Posologia para Grandes Animais

O uso em grandes animais não é relatado, mas pode ser realizado para o tratamento de

intoxicações em dose de 1 g/kg (grânulos) ou 6-10 mL/kg (suspensão), por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há preocupações com resíduos. Período de carência do tratamento: 0 dia.

Carvedilol

Nome comercial e outros nomes

Coreg

Medicamentos comercializados no Brasil

Coreg (h) , Ictus (h) , Carvedilol (g)

Classificação funcional

Antiarrítmico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiarrítmico. Bloqueador não seletivo de receptores beta. O carvedilol é um bloqueador

adrenérgico de terceira geração, que atua sobre receptores do tipo beta 1 e beta 2 do coração

e dos demais tecidos. O carvedilol é único por também apresentar propriedades de

bloqueador alfa, provocando vasodilatação. Relata-se também que o carvedilol tem

propriedades antioxidantes.

Em cães, a meia-vida do f;ármaco é curta (1,2 hora). A absorção oral é baixa e variável,

dados a alta depuração sistêmica e os efeitos de primeira passagem. Em um estudo, a

absorção oral média do carvedilol foi de apenas 14% e altamente variável; em outro, porém,

foi de apenas 1,6% (variando de 0,4% a 54%); isso faz com que o uso oral deste

medicamento para cães seja imprevisível. Em humanos, demonstrou-se que o tratamento

com carvedilol prolongou a sobrevida de pacientes com insuficiência cardíaca, mas esse

efeito não foi demonstrado em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O carvedilol é usado para tratamento de arritmias em animais. É também empregado para

tratamento de hipertensão sistêmica e para bloquear beta-receptores cardíacos em animais

com taquicardia. A eficácia do medicamento é baseada em relatos, extrapolações de

observações realizadas em humanos e alguns estudos conduzidos em cães saudáveis. Nesses

animais, a administração de 0,2 mg/kg, por via oral, reduziu a frequência cardíaca, e a

administração de 0,4 mg/kg por via oral diminuiu a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Nesta última dosagem, os efeitos persistiram por 36 horas. Em outros estudos, doses de

0,3 mg/kg não foram eficazes. Em animais enfermos, a dose ideal não é conhecida, e não

foram estabelecidos benefícios a longo prazo. Uma vez que, em cães, a absorção oral é

inconsistente (como foi discutido anteriormente), a resposta pode ser variável. Nessa

espécie, após a administração oral, a eliminação do fármaco é rápida, mas os efeitos

farmacodinâmicos clínicos podem persistir por até 12 horas, talvez pela ação de metabólitos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Devido ao bloqueio de receptores beta, pode-se observar bradicardia. O carvedilol

aumenta o risco de depressão miocárdica e reduz o débito cardíaco. Em outros tecidos,

efeitos adversos do bloqueio não seletivo de receptores beta podem ser observados.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em pacientes com reserva cardíaca limitada. Não administre a animais

desidratados ou hipotensos. Use com cautela em pacientes portadores de doenças


respiratórias, já que o bloqueio de receptores beta pode piorar a broncoconstrição.

Interações Medicamentosas

A administração concomitante de outros betabloqueadores exacerba os efeitos do

carvedilol. Não associe a outros medicamentos que provoquem hipotensão.

Instruções de Uso

As doses recomendadas para cães foram estabelecidas por meio da experiência clínica e

alguns ensaios. Em um estudo de titulação de dose conduzido nessa espécie, foram eficazes

as doses de 0,2 a 0,4 mg/kg, administradas a cada 24 horas, por via oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore cuidadosamente a frequência e o ritmo cardíacos do paciente durante o

tratamento. Na fase inicial da terapia, monitore os pacientes quanto a piora da insuficiência

cardíaca.

Formulações

O carvedilol é comercializado em comprimidos de 3,125; 6,25; 12,5 e 25 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

carvedilol não é solúvel em água. Uma suspensão do medicamento para administração oral

pode ser preparada pela adição de comprimidos de 25 mg a água, formando uma pasta, que

depois é misturada a xarope simples, obtendo-se concentração final de 2 ou 10 mg/mL. Essa

suspensão é estável por 90 dias à temperatura ambiente, protegida da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• As primeiras recomendações publicadas eram de 0,2 mg/kg a cada 24 horas, por via

oral, com gradual aumento da frequência de administração a cada 12 horas e elevação

da dose, chegando-se a 0,4 mg/kg a cada 12 horas. Evidências mais recentes sugerem

que a dose de 1,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, é mais eficaz, mas mesmo esta

não gera respostas clínicas em alguns animais.

Gatos


Dose não estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Cáscara-sagrada (Rhamus purshiana)

Nome comercial e outros nomes

Nature’s Remedy e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cáscara-sagrada

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Estimulante catártico. Acredita-se que estimule localmente a motilidade intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

Laxante usado no tratamento de constipação ou para evacuação intestinal para realização

de procedimentos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso excessivo pode provocar perda de eletrólitos.

Contraindicações e Precauções


Não administre a animais que possam apresentar obstrução intestinal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Disponível em diversos suplementos dietéticos. No Brasil, é comercializada em feiras-livres

em forma de chá e de fitoterápicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os eletrólitos quando usada por períodos prolongados.

Formulações

A cáscara-sagrada é comercializada em diversas dosagens, inclusive comprimidos, cápsulas e

soluções para administração oral.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,5 mg/kg/dia, por via oral.

Gatos

• 1-2 mg/gato/dia, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.


Cefaclor mono-hidratado

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Ceclor (h) , Ceclor AF (h) , Cefaclor (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos betalactâmicos,

que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefaclor, assim como

outras cefalosporinas de terceira geração, é mais ativo contra bactérias Gram-negativas e

tem sido usado para o tratamento de infecções provocadas por resistentes aos antibióticos de

primeira geração.

Indicações e Usos Clínicos

O cefaclor não é comumente usado em medicina veterinária, devido ao uso mais

disseminado de outras cefalosporinas. No entanto, pode ser indicado para tratamento de

infecções provocadas por microrganismos resistentes às cefalosporinas de primeira geração.

Embora o cefaclor seja administrado por via oral, a extensão de sua absorção e sua eficácia

em cães e gatos são desconhecidas. Os esquemas terapêuticos e suas indicações são

derivados, principalmente, de extrapolações da dosagem e informações empíricas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e

diarreia em pequenos animais.


Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros antibióticos betalactâmicos, principalmente a

outras cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas

e cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com varfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e seu uso não é

recomendado, a não ser que estejam disponíveis informações derivadas de estudos

farmacocinéticos ou de eficácia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a

outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

O cefaclor é usado principalmente como tratamento alternativo, nos casos de resistência a

cefalosporinas de primeira geração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),

o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL.

Formulações

O cefaclor é comercializado em cápsulas de 250 e 500 mg e em suspensão oral a

25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15-20 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.

Gatos


• 15-20 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os intervalos de carência não foram estabelecidos.

No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos

é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência,

contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cefadroxila

Nomes comerciais e outros nomes

Cefa-Tabs e Cefa-Drops (preparações veterinárias), Duricef e genérico (preparações para

uso humano)

Medicamentos comercializados no Brasil

Cefa-Cure (v) , Cefa-drops (v) Cefamox (h) , cefadroxila (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos betalactâmicos,

inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do microorrganismo.

As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta geração, dependendo do seu espectro de ação. A cefadroxila é uma

cefalosporina de primeira gerações, com atividade e uso clínico similares aos da cefalexina.

Tal como outras cefalosporinas de primeira geração, é ativa contra espécies de Streptococcus e

Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella

pneumoniae. No entanto, é comum a resistência entre bactérias Gram-negativas. Não é ativa

contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus (MRS) que são resistentes à oxacilina também

apresentam resistência às cefalosporinas de primeira geração.

Indicações e Usos Clínicos


Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, a cefadroxila é indicada para

tratamento de infecções comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e

tecidos moles, piodermite e outras infecções dérmicas, e pneumonia. Sua eficácia no

tratamento de infecções provocadas por bactérias anaeróbicas é imprevisível. A absorção

adequada após a administração oral foi demonstrada em potros, mas não em equinos

adultos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, a cefadroxila é conhecida por provocar

vômitos após a administração oral. Estima-se que isto ocorra em até 10% dos cães

tratados. Cavalos adultos submetidos ao tratamento por via oral podem apresentar

diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros antibióticos betalactâmicos, principalmente a

outras cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas

e cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas

não devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou

estejam sob tratamento anticoagulante com varfarina. Essas cefalosporinas são aquelas

que contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o

cefamandol e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a

outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

O espectro da cefadroxila é similar ao de outras cefalosporinas de primeira geração. A

aprovação do Food and Drug Adminitration (FDA) é adequada à faixa de dosagens. Para

antibiograma, use a cefalotina como “droga-teste”.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismo. A cefalotina é usada


como marcador da suscetibilidade à cefalexina, à cefadroxila e à cefradina.

Formulações

A cefadroxila é comercializada em suspensão oral a 50 mg/mL e em comprimidos de 50,

100, 200 e 1.000 mg para uso veterinário. No entanto, a disponibilidade de comprimidos

de uso veterinário é inconstante. A cefadroxila é também comercializada em cápsulas de

500 mg e suspensão oral a 25, 50 e 100 mg/mL para uso humano.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Evite exposição à umidade, para

prevenir a ocorrência de hidrólise.

A cefadroxila em suspensão é estável por 14 dias em refrigeração e por 10 dias em

temperatura ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 22 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, até 30 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

• 22 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Potros

• 30 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. A absorção após a administração oral é adequada

apenas em potros, e não em adultos ou ruminantes.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram

estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença

de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de

carência, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil,

não há produto veterinário comercializado para administração a animais de grande porte.


Cefalexina Mono-hidratada

Nomes comerciais e outros nomes

Keflex e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cefalexina Champion (v) , Celesporin (v) , Rilexine (v) , Keflex (h) , Cefalexina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefalexina é uma

cefalosporina de primeira geração. Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, é

ativa contra espécies de Streptococcus e Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como

Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. No entanto, é comum a resistência entre

bactérias Gram-negativas. Não é ativa contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus spp.

resistentes à meticilina e à oxacilina são também resistentes às cefalosporinas de primeira

geração.

Indicações e Usos Clínicos

Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, a cefalexina é indicada para o

tratamento de infecções comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e

tecidos moles, piodermites e outras infecções dérmicas e pneumonias. Embora não seja

aprovada nos EUA para uso em animais, a cefalexina é registrada em outros países, e há

relatos de sua eficácia. No tratamento de infecções provocadas por bactérias anaeróbicas,

sua eficácia é imprevisível. Em equinos, a meia-vida do medicamento é curta, de apenas 1,6

hora, e sua absorção, após a administração oral, é de somente 5%. Em cães, a absorção após a

administração oral variou de 57%-90%, dependendo do estudo. Nesses animais, a meiavida,

a depuração (clearance), o volume de distribuição (V/F) e a concentração máxima

(CMÁX.) após a administração oral são, respectivamente, de 2,74 horas, 3,14 mL/kg/min,

0,92 L/kg e 19,5 μg/mL.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral de cefalosporinas pode

provocar vômitos e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Embora não seja aprovada para uso veterinário, a cefalexina foi eficaz no tratamento de

piodermite em cães. No antibiograma, use a cefalotina como “fármaco de teste”.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos. A cefalotina é usada

como marcador da suscetibilidade à cefalexina, à cefadroxila e à cefradina. A cefalexina

pode gerar um resultado falso positivo na detecção de glicose na urina quando são utilizadas

fitas que empreguem redução de cobre ou reações enzimáticas.

Formulações

A cefalexina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg; comprimidos de 250 e

500 mg; suspensão oral a 100 mg/mL; e suspensões orais a 125 e 250 mg/5 mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As

suspensões devem ser guardadas em refrigerador e descartadas após 14 dias. A cefalexina é

compatível com produtos de uso entérico caso seja usada imediatamente após o preparo.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-30 mg/kg a cada 6-12 horas, por via oral; para tratamento de piodermite: 22-

35 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

• 15-20 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 30 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, para tratamento de infecções provocadas

por bactérias Gram-positivas (concentração inibitória mínima ≤ 0,5 μg/mL).

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram

estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença

de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de

carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

No Brasil, a cefalexina está associada a outros antimicrobianos, sendo recomendado não

administrá-la a vacas leiteiras quando em período de lactação.

Cefazolina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

Ancef, Kefzol e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Kefazol (h) , Ceftrat (h) , Cefazolina (g)


Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefazolina é uma

cefalosporina de primeira geração. Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, é

ativa contra espécies de Streptococcus e Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como

Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. A diferença entre a cefazolina e outras

cefalosporinas de primeira geração está na sua atividade ligeiramente maior contra

Enterobacteriaceae Gram-negativas e seu espectro, similar ao dos antibióticos de segunda

geração. Ainda assim, é comum a resistência entre bactérias Gram-negativas. Não é ativa

contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus aureus resistentes à meticilina e outros

estafilococos resistentes à oxacilina são também resistentes às cefalosporinas de primeira

geração. Em cães, a meia-vida, a depuração (clearance) e o volume de distribuição (V) da

cefazolina são de 1,04 hora, 2,9 mL/kg/min e 0,27 L/kg, respectivamente. Em equinos,

estes valores são de 0,62 hora, 5,07 mL/kg/min e 0,27 L/kg, respectivamente.

Indicações e Usos Clínicos

A cefazolina, por ser injetável, é o antibiótico mais comumente usado como profilático antes

de cirurgias. É uma das cefalosporinas injetáveis mais utilizadas em pequenos animais. Assim

como outras cefalosporinas de primeira geração, é indicada para o tratamento de infecções

comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e tecidos moles, piodermites e

outras infecções dérmicas e pneumonias. Sua eficácia no tratamento de infecções

provocadas por bactérias anaeróbicas é imprevisível.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas, mas tais alterações não foram observadas

durante o tratamento com cefazolina. Algumas cefalosporinas provocaram convulsões,

mas este é um problema raro. Em cães, quando administrada durante cirurgias, a

cefazolina não afetou negativamente a função cardiovascular.


Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

A cefazolina é uma cefalosporina de primeira geração comumente usada em sua forma

injetável como profilático antes de cirurgias e no tratamento agudo de infecções graves. No

antibiograma, use a cefalotina como “fármaco de teste”, embora a cefazolina seja

ligeiramente mais ativa contra alguns bacilos Gram-negativos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratoy

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para estafilococos coagulase-positivos, Pasteurella

multocida, estreptococos beta-hemolíticos e Escherichia coli.

Formulações

A cefazolina é comercializada em solução injetável a 50 e 100 mg/50 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Em caso de

ocorrência de descoloração levemente amarelada, a solução ainda é estável. Após a

reconstituição, a solução é estável por 24 horas em temperatura ambiente e 14 dias sob

refrigeração. Se for congelada, é estável por 3 meses.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 20-35 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

• Infusão a taxa constante (ITC): 1,3 mg/kg (dose inicial), seguida de 1,2 mg/kg/hora.

• Uso pericirúrgico: 22 mg/kg por via intravenosa a cada 2 horas durante a cirurgia.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 25 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram

estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença

de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de

carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Cefdinir

Nome comercial e outros nomes

Omnicef

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefdinir é uma

cefalosporina de terceira geração de administração oral, ativa contra estafilococos e muitos

bacilos Gram-negativos.

Indicações e Usos Clínicos


O cefdinir é uma cefalosporina de terceira geração usada em humanos. Embora tenha sido

empregada para tratamento por via oral, a extensão de sua absorção após a administração e

sua eficácia em cães e gatos não são conhecidas. Os esquemas terapêuticos e suas indicações

são derivados, principalmente, de extrapolações e informações empíricas. É potente contra

infecções de pele, tecidos moles e do trato urinário; no entanto, na maioria dos casos

o cefdinir pode ser substituído por outras cefalosporinas, como a cefpodoxima proxetil.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e

diarreia em pequenos animais.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e o cefdinir não é

recomendado a não ser que informações derivadas de estudos farmacocinéticos ou de

eficácia sejam disponibilizadas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a

outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Seu uso em medicina veterinária não foi relatado. As indicações e doses são extrapoladas das

preparações para seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos.


Formulações

O cefdinir é comercializado em cápsulas de 300 mg e suspensão oral a 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

A dose não foi estabelecida. Em humanos, a dose é de 7 mg/kg a cada 12 horas, por via oral,

e doses similares de 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, foram usadas em animais.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada a sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cefixima

Nome comercial e outros nomes

Suprax

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos


betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefixima é uma

cefalosporina de terceira geração de administração oral, mas não exibe o mesmo grau de

atividade contra bacilos Gram-negativos das cefalosporinas injetáveis de terceira geração,

como a cefotaxima. A cefixima é menos ativa contra Staphylococcus do que a cefpodoxima de

uso oral.

Indicações e Usos Clínicos

A cefixima é uma das poucas cefalosporinas de terceira geração de administração oral. É

usada para o tratamento de infecções de pele, tecidos moles e trato urinário. Não é tão ativa

contra Staphylococcus quanto a cefpodoxima e, devido à disponibilidade da cefpodoxima para

uso em animais, é pouco usada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e

diarreia em pequenos animais.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros beta-lactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e a cefixima não é

recomendada, a não ser que estejam disponíves informações derivadas de estudos

farmacocinéticos ou de eficácia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso


Embora não seja aprovada para uso veterinário, as doses recomendadas são baseadas em

estudos farmacocinéticos realizados em cães. Note que o ponto de perda de suscetibilidade

é inferior ao das demais cefalosporinas, o que mostra que os microrganismos considerados

suscetíveis a esses outros antibióticos podem ser resistentes à cefixima.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 1 μg/mL para todos os microrganismos.

Formulações

A cefixima é comercializada em suspensão oral a 20 e 40 mg/mL e em comprimidos

de 400 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

• Infecções do trato urinário: 5 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos (uso extrabula). No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente

curta, a presença de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de

intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Cefotaxima Sódica

Nome comercial e outros nomes


Claforan

Medicamentos comercializados no Brasil

Ceforan (h) , Claforan (h) , Cefotaxima sódica (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefotaxima é uma

cefalosporina de terceira geração. Tal como outras cefalosporinas de terceira geração, é

bastante ativa contra bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae, que podem

ser resistentes às cefalosporinas de primeira ou segunda geração, derivados de ampicilina e

outros antibióticos. A cefotaxima é ativa contra Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae,

Enterobacteriaceae, espécies de Pasteurella e Salmonella, entre outros microrganismos. De modo

geral, não é ativa contra Pseudomonas aeruginosa. É ativa contra estreptococos, mas espécies

de Staphylococcus são menos suscetíveis. Todas as cepas de estafilococos resistentes à

meticilina são resistentes. A atividade da cefotaxima contra bactérias anaeróbicas é

imprevisível.

Indicações e Usos Clínicos

A cefotaxima é usada em casos de resistência a outros antibióticos ou em infecções do SNC.

Por ser injetável, de preço elevado e exigir administração frequente, não é usada em

infecções rotineiras que respondem a outras medicações. Embora seu uso em animais não

seja aprovado pela FDA, a cefotaxima é uma das cefalosporinas de terceira geração mais

comumente administradas a pequenos animais. Sua utilização em animais de grande porte

é incomum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e

diarreia em pequenos animais.


Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros fármacos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

A cefalosporina de terceira geração é usada em casos de resistência às cefalosporinas de

primeira e segunda gerações.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.

Formulações

A cefotaxima é comercializada em frascos de 500 mg; e de 1 g e 2 e 10 g para

administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade máxima ocorre com pH de 5-7. Não misture a soluções alcalinas. Coloração

amarela ou âmbar não indica instabilidade. Após a reconstituição, a cefotaxima é estável por

12 horas à temperatura ambiente; é estável por 5 dias quando armazenada em seringas ou

frascos plásticos sob refrigeração. Caso seja congelada, é estável por 13 semanas. Soluções

para administração intravenosa a 1.000 mL são estáveis por 24 horas à temperatura

ambiente ou 5 dias sob refrigeração. Não recongele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 50 mg/kg a cada 12 horas, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

• Infusão a taxa constante (ITC): 3,2 mg/kg (dose inicial), seguida de 5 mg/kg/hora.

Gatos

• 20-80 mg/kg a cada 6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Potros

• 40 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa.

Equinos

• 25 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cefotetan Dissódico

Nome comercial e outros nomes

Marca genérica

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,


terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefotetano é listado

entre as cefalosporinas de segunda geração, mas sua classificação mais adequada é no grupo

da cefamicina, que é mais estável às betalactamases de bactérias anaeróbicas, tais como

Bacteroides. O cefotetano é ligeiramente mais ativo (menor concentração inibitória mínima

[MIC]) do que a cefoxitina contra muitas bactérias.

Indicações e Usos Clínicos

O cefotetano, uma cefalosporina de segunda geração do grupo da cefamicina, é mais ativo

contra bactérias anaeróbicas e bacilos Gram-negativos do que outras cefalosporinas, sendo

também eficaz contra bacilos Gram-negativos aeróbicos e anaeróbicos facultativos. É,

portanto, usado para tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por bacilos

entéricos Gram-negativos ou anaeróbicos, inclusive infecções abdominais, feridas em

tecidos moles e antes de cirurgias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e

diarreia em pequenos animais.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Cefalosporina de segunda geração similar à cefoxitina, cuja meia-vida pode ser mais longa

em cães.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para microrganismos Gram-positivos e Gramnegativos.

Formulações

O cefotetano é comercializado em frascos com 1, 2 e 10 g para administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Observe as

recomendações do fabricante quanto à estabilidade após a reconstituição do produto.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 30 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cefovecina Sódica

Nome comercial e outros nomes

Convenia

Medicamentos comercializados no Brasil

Convênia (v)

Classificação funcional


Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar a de outros antibióticos

betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte da bactéria.

As cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda, terceira e quarta

gerações, dependendo de seu espectro de ação. A cefovecina é considerada uma

cefalosporina de terceira geração, mas pode não ter a mesma atividade que outros

medicamentos desta classe de uso injetável, como a cefotaxima. A cefovecina apresenta boa

atividade contra estreptococos, espécies de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos. Os

valores de MIC da cefovecina são menores do que aqueles das cefalosporinas de primeira

geração. Algumas Enterobacteriaceae podem desenvolver resistência. A cefovecina não é ativa

contra Pseudomonas aeruginosa. Estafilococos resistentes à meticilina são considerados

resistentes à cefovecina. Sua atividade contra bactérias anaeróbicas é imprevisível. A

cefovecina possui ligação de 99% e 98% à proteínas em gatos e cães, respectivamente; esta

ligação é parcialmente responsável por sua longa duração. A meia-vida terminal da

cefovecina é de 7 dias em gatos e de 5 dias em cães, e concentrações eficazes podem ser

mantidas nos fluidos tissulares destas espécies por 14 dias.

Indicações e Usos Clínicos

O uso da cefovecina em cães e gatos está aprovado. Nos EUA, a cefovecina é aprovada para o

tratamento de infecções de pele e de tecidos moles, mas também tem sido empregada em

infecções do trato urinário nos países em que tal uso é permitido. A eficácia da cefovecina

para o tratamento de infecções em outros sítios, como o trato respiratório, os ossos e o

sistema nervoso central, não foi estabelecida. A experiência é limitada à administração em

cães e gatos; o uso em outras espécies, como equinos, animais de grande porte, pássaros e

répteis, não é indicado até que recomendações específicas de dose sejam publicadas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em estudos conduzidos em animais, foram observadas poucas reações adversas graves.

Em cães e gatos, vômitos e diarreia foram observados de modo dependente da dose. Nas

doses aprovadas, um leve desconforto gástrico pode ser observado por 2-3 dias. Irritação

no local da injeção e edema transiente foram observados com mais frequência de

maneira dependente da dose e com a repetição da administração. Sua longa meia-vida

indica que o medicamento persiste em animais por pelo menos 60 dias após a

administração injetável, mas, até o momento, a maior permanência da cefovecina nos

tecidos não foi associada a reações adversas.


Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros fármacos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

A bula aprovada nos EUA indica que, em cães, as concentrações terapêuticas são mantidas

por um intervalo de 7 dias. No entanto, estudos farmacocinéticos mostram que, em algumas

indicações, as concentrações do princípio ativo persistem por 14 dias. No Canadá e na

Europa, a dose aprovada é de 8 mg/kg por via subcutânea, 1 vez a cada 14 dias, tendo sido

demonstrada a eficácia do antimicrobiano neste intervalo de tempo. A administração pode

ser repetida para o tratamento de infecções que requerem mais do que 14 dias para cura (p.

ex., piodermite canina).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: não há ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo CLSI (Clinical

and Laboratory Standards Institute), mas sugere-se o valor ≤ 2 μg/mL para bactérias Grampositivas

e Gram-negativas.

Formulações

A cefovecina é comercializada em frascos com 800 mg de preparado para reconstituição

em 10 mL, formando uma solução a 80 mg/mL para administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene no frasco original, sob refrigeração, protegido da luz. Não congele. Após a

reconstituição, o produto deve ser usado em 28 dias. A solução reconstituída pode

apresentar coloração ligeiramente amarelada, o que não afeta sua eficácia.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 8 mg/kg a cada 8 horas, por via subcutânea, a cada 14 dias. Em algumas indicações,


a administração pode ser repetida a cada 7 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos;

a cefovecina não deve ser administrada a estes animais.

Cefoxitina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

Mefoxitin, Mefoxin, Cefoxil

Medicamentos comercializados no Brasil

Cefoxitina Sódica (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefoxitina é listada entre

as cefalosporinas de segunda geração, mas sua classificação mais adequada é no grupo da

cefamicina, que é mais estável às betalactamases de bactérias anaeróbicas, tais como

Bacteroides. Em gatos, a meia-vida é de 1,6 hora, o volume de distribuição, 0,3 L/kg, e a

depuração (clearance), 2,3 mL/kg/min. Em equinos, estes valores são de 0,82 hora,

0,12 L/kg e 4,3 mL/kg/min, respectivamente. Em cães, esses valores são de 1,3 hora,

0,16 L/kg e 3,2 mL/kg/min, respectivamente.

Indicações e Usos Clínicos

A cefoxitina, uma cefalosporina do grupo da cefamicina, é mais ativa contra bactérias

anaeróbicas e bacilos Gram-negativos do que as demais cefalosporinas. É, portanto, usada

para o tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por bacilos entéricos Gram-


negativos ou anaeróbicos, inclusive infecções abdominais e feridas em tecidos moles. A

cefoxitina é também empregada em profilaxia cirúrgica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, quando administrada durante

cirurgias, a cefoxitina não afetou negativamente a função cardiovascular.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Cefalosporina de segunda geração geralmente usada nos casos em que se pretende a

atividade contra bactérias anaeróbicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos. A cefoxitina não

deve ser usada no antibiograma de cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina.

Formulações

A cefoxitina é comercializada em frascos com 1 e 2 g de preparado para reconstituição e

administração injetável (20 ou 40 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, em freezer a -25 °C a -10 °C, a não ser que o fabricante

oriente de outra maneira. Descongele à temperatura ambiente ou em refrigerador, para

dissolução dos cristais antes da administração. Não aqueça nem coloque em forno de microondas.

Após o descongelamento, a solução é eficaz por 24 horas à temperatura ambiente ou

por 21 dias sob refrigeração. Proteja da luz. Após o descongelamento, não recongele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 30 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular; 22 mg/kg por via

intravenosa em uso pré-cirúrgico.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros e Equinos

• 20 mg/kg a cada 4-6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cefpodoxima Proxetil

Nomes comerciais e outros nomes

Simplicef (preparação para uso veterinário), Vantin (preparação para uso humano) e

genérico

Medicamentos comercializados no Brasil

Orelox(h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte

do microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira,

segunda, terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefpodoxima é

uma cefalosporina de terceira geração, mais ativa contra bacilos Gram-negativos do que

aquelas de primeira geração. No entanto, a cefpodoxima não é tão ativa contra muitos

bacilos Gram-negativos quanto cefalosporinas de terceira geração de administração

injetável, como a cefotaxima ou a ceftazidima. A cefpodoxima é mais ativa contra

Staphylococcus do que outras cefalosporinas de terceira geração de uso oral. Não é eficaz

contra Enterococcus spp., Staphylococcus spp. resistentes à meticilina ou Pseudomonas

aeruginosa. Sua atividade contra bactérias anaeróbicas é imprevisível. A cefpodoxima é uma

das três cefalosporinas de terceira geração de administração oral comercializada

atualmente. É associada ao proxetil para produzir um éster a fim de aumentar sua absorção

oral. A presença do éster torna-a, portanto, profármaco que precisa ser convertido em

cefpodoxima ativa. Em cães, a absorção oral da medicação é de 35%. Sua meia-vida é de

7,2 horas em equinos e 5,7 horas em cães. A ligação proteica em cães é de 83%.

Indicações e Usos Clínicos

Em cães, a cefpodoxima é indicada para tratamento de infecções de pele e tecidos moles

causadas por microrganismos suscetíveis. A eficácia no tratamento de infecções de pele e

tecidos moles foi estabelecida nesta espécie. A cefpodoxima é mais ativa contra bacilos

Gram-negativos do que as cefalosporinas de primeira geração, podendo ser, portanto, eficaz

no tratamento de algumas infecções provocadas por microrganismos Gram-negativos.

Embora não seja atualmente registrada para tratamento de infecções do trato urinário

inferior, aproximadamente 50% da dose administrada são excretados na urina; acredita-se,

assim, que a cefpodoxima possa ser eficaz nessas infecções quando causadas por patógenos

comuns. A cefpodoxima não é registrada nem foi testada em gatos, mas não há relatos de

efeitos adversos associados a seu uso ocasional. Nesta espécie, porém, a absorção deste

antibiótico após a administração oral não foi examinada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral de cefalosporinas pode

provocar vômitos e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras


cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas importantes em animais, mas, em

humanos, a absorção da cefpodoxima após administração oral é inibida por bloqueadores

de receptores H2 (p. ex., ranitidina e cimetidina) e reduzida em 30% por antiácidos. As

cefalosporinas podem ser associadas a outros antibióticos, para aumentar seu espectro de

ação e produzir um efeito sinérgico. No entanto, não associe a outros medicamentos em

formulações compostas, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Aprovada pela FDA para uso em cães para o tratamento de infecções de pele e tecidos moles.

A cefpodoxima é também empregada para tratamento de infecções urinárias e, com base em

seu espectro de ação e distribuição tecidual, de outras infecções. É ocasionalmente

administrada a gatos (uso extrabula).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos. Cepas de Escherichia

coli e Klebsiella com betalactamase de espectro estendido podem ser clinicamente

resistentes.

Formulações

A cefpodoxima é comercializada em comprimidos de 100 e 200 mg; e em suspensão oral a

10 ou 20 mg/mL (preparação para uso em seres humanos).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Evite exposição à umidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

O fabricante não estabeleceu uma dose para administração a gatos. Alguns veterinários têm

extrapolado a dose usada em cães.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg a cada 6-12 horas, por via oral. O intervalo de 12 horas é adequado para o

tratamento de infecções causadas por Klebsiella, Pasteurella e estreptococos.

Microrganismos mais resistentes podem requerer a administração a intervalos mais

frequentes.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Ceftazidima

Nomes comerciais e outros nomes

Fortaz, Ceptaz, Tazicef e Tazidime

Medicamentos comercializados no Brasil

Fortaz (h) , Cetaz IM/IV (h) , Ceftazidima (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos

betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do

microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,


terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A ceftazidima é uma

cefalosporina de terceira geração. Nem todas as cefalosporinas de terceira geração

apresentam a mesma atividade. A ceftazidima é ativa contra muitos bacilos Gram-negativos

e mais eficaz contra Pseudomonas aeruginosa do que outras cefalosporinas de terceira

geração. No entanto, pode não ser tão ativa contra Enterobacteriaceae quanto a cefotaxima.

Indicações e Usos Clínicos

A ceftazidima é uma cefalosporina de terceira geração ativa contra muitas bactérias Gramnegativas

resistentes a outros antibióticos. Embora seu uso em animais não seja aprovado

pela FDA, é frequentemente administrada a espécies de zoológico, exóticas, silvestres e de

companhia, por ser eficaz contra muitos microrganismos resistentes a outros antibióticos.

Sua atividade contra Pseudomonas aeruginosa a diferencia das demais cefalosporinas. A

ceftazidima é, portanto, usada para tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por

bacilos entéricos Gram-negativos ou P. aeruginosa, inclusive infecções abdominais e feridas

em tecidos moles. A ceftazidima é também empregada em profilaxia cirúrgica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras

cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e

cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não

devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam

sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que

contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol

e a cefoperazona.

Interações Medicamentosas

Não misture em frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de

inativação. Em especial, pode haver mútua inativação quando a ceftazidima é associada

a aminoglicosídeos. Quando associada à vancomicina, pode-se observar precipitação.

Instruções de Uso


A ceftazidima para administração intramuscular pode ser reconstituída em lidocaína a 1%,

reduzindo a dor provocada pela injeção. A ceftazidima contém L-arginina. Durante a

reconstituição com carbonato de sódio, há formação de gás carbônico, que deve ser liberado

do frasco. As doses listadas para cães e gatos são suficientes para o tratamento de infecções

causadas por P. aeruginosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos. A resistência à

ceftazidima tem sido usada no teste de cepas de Escherichia coli e Klebsiella produtoras de

betalactamase de espectro estendido.

Formulações

A ceftazidima é comercializada em frascos com 0,5; 1; 2 e 6 g de preparado reconstituído a

280 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Uma

ligeira descoloração amarela ou âmbar não indica perda de eficácia. Não misture em frascos

de outros medicamentos, mas é possível diluir o antibiótico em soluções para administração

intravenosa. Após a reconstituição, as soluções são estáveis por pelo menos 18 horas à

temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração. As soluções podem ser congeladas a -20 °C

para manutenção da eficácia por 3 meses. Após o descongelamento, não recongele. As

soluções descongeladas são estáveis por 8 horas à temperatura ambiente ou 4 horas sob

refrigeração.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 30 mg/kg a cada 6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular (em algumas

indicações, até a cada 8 horas).

• Cães: 30 mg/kg a cada 4-6 horas, por via subcutânea.

• Infusão a taxa constante: dose inicial de 1,2 mg/kg, seguida de 1,56 mg/kg/h por via

intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 20 mg/kg a cada 8 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Ceftiofur Sódico

Nome comercial e outros nomes

Naxcel

Medicamentos comercializados no Brasil

Accent (v) , Cefthal (v) , Excenel (v) , Topcef (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico

apresentam atividade e espectro de ação similares. O ceftiofur tem ação semelhante à de

outros antibióticos betalactâmicos que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a

morte do microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira,

segunda, terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A atividade do

ceftiofur é similar à de cefalosporinas de terceira geração. Apresenta boa atividade contra a

maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae. É potente contra

patógenos respiratórios de bovinos e suínos, como Mannheimia, Actinobacillus pleuropneumoniae,

Pasteurella multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus e Streptococcus. O ceftiofur é ativo

contra alguns cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra

Staphylococcus é inferior à das demais cefalosporinas. O ceftiofur é rapidamente

biotransformado após a administração, formando metabólitos como o desfuroilceftiofur, que

é ativo contra bactérias mas menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas

e o próprio antibiótico original.


Indicações e Usos Clínicos

O ceftiofur sódico é usado em bovinos e suínos para tratamento e controle de infecções

provocadas por patógenos suscetíveis. Em muitos países, é registrado para tratamento de

doença respiratória e de necrobacilose interdigital (podridão dos cascos) em vacas leiteiras.

Em bovinos, o ceftiofur sódico é usado para tratamento da salmonelose. Em dose de

5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, diminuiu a diarreia e a febre, mas não

erradicou o microrganismo. O ceftiofur sódico tem sido administrado por via intramamária

para o tratamento de mastite por coliforme, mas este uso é extrabula. A medicação é usada

em equinos, para o tratamento de infecções respiratórias estreptocóccicas (tratamento

registrado) e, extrabula, é empregada para tratamento de outras infecções, como aquelas

provocadas por bacilos Gram-negativos, inclusive Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e

salmonelas. Em equinos infectados por bactérias não estreptocócicas, devem ser

administradas doses maiores. Em cães, a administração de uma injeção subcutânea diária

de ceftiofur sódico é registrada para tratamento de infecções do trato urinário inferior, mas

o uso do antibiótico em outras doenças não foi avaliado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, doses superiores às recomendadas

provocaram mielossupressão. Nesta espécie, foram observadas trombocitopenia e anemia

após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de ceftiofur. Em equinos, altas doses

provocaram diarreia, mas, nas dosagens recomendadas, o ceftiofur sódico é seguro na

maioria desses animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais que podem ser sensíveis a beta-lactâmicos. Não administre em

altas doses.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Embora não haja informações de dose para outras espécies, o ceftiofur sódico tem sido


usado com segurança em cães, ovinos, suínos, equinos e bovinos, e acredita-se que seja

seguro para outros animais. O ceftiofur sódico é bioequivalente quando administrado por via

subcutânea ou intramuscular. Em cães e gatos, não foi avaliado para o tratamento de outras

infecções que não as do trato urinário canino. Nesses animais, podem ser necessárias

concentrações sistêmicas mais elevadas para o tratamento de outras infecções.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma caso sejam administradas doses elevadas por longos períodos.

Antibiograma: as orientações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) indicam

que, para bactérias suscetíveis causadoras de infecções respiratórias em bovinos e suínos, os

valores de concentração mínima inibitória (MIC) são ≤ 2 μg/mL. O ponto de perda de

suscetibilidade para Streptococcus em equinos é ≤ 0,25 μg/mL (note que, para algumas

cefalosporinas usadas em seres humanos, esses valores podem ser ≤ 8,0 μg/mL).

Formulações

O ceftiofur sódico é comercializado em solução injetável a 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Após a

reconstituição, as soluções são eficazes por 7 dias caso sejam refrigeradas e 12 horas à

temperatura ambiente. Se congeladas, são estáveis por 8 semanas. Não recongele. Pode haver

ligeira descoloração, sem perda de potência.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Infecções do trato urinário: 2,2 a 4,4 mg/kg a cada 24 horas, por via subcutânea.

Gatos

Dose não estabelecida, porém extrapolada daquela utilizada em cães.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2,2-4,4 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, ou 2,2 mg/kg a cada 12 horas,

por via intramuscular, por até 10 dias. O tratamento de algumas infecções Gramnegativas

pode requerer doses mais altas, e até 11 mg/kg/dia, por via intramuscular, já


Potros

foram administrados a cavalos.

• 5 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa.

Bovinos

• Doença respiratória bovina: 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular,

durante 3 dias. Se necessário, mais doses podem ser administradas no 4° e no 5° dias,

se necessário. Em bovinos, estas doses também podem ser administradas por via

subcutânea, o que é bioequivalente.

Suínos

• Infecções respiratórias: 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, durante 3

dias.

Ovinos e Caprinos

• 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3 dias.

Mais doses podem ser administradas no 4° e 5° dias, se necessário.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos: 0 dia para leite, 4 dias para carne.

Período de carência em ovinos e caprinos: 0 dia para carne.

Período de carência em suínos: 4 dias.

No Brasil, quando utilizado nas doses recomendadas, não há necessidade de período

de carência antes do abate ou da ordenha.

Ceftiofur, Ácido Livre Cristalino de

Nomes comerciais e outros nomes

Excede, Naxcel XT

Medicamentos comercializados no Brasil

Excede (v)


Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico

apresentam atividade e espectro de ação similares. O ácido livre cristalino de ceftiofur tem

ação semelhante à de outros antibióticos betalactâmicos, inibindo a síntese da parede

bacteriana e provocando a morte da célula. Dependendo de seu espectro de ação, as

cefalosporinas podem ser classificadas como antibióticos de primeira, segunda, terceira e

quarta gerações. A atividade do ácido livre cristalino de ceftiofur é similar à das

cefalosporinas de terceira geração. Apresenta boa atividade contra a maioria dos bacilos

Gram-negativos, principalmente as Enterobacteriaceae. É potente contra patógenos

respiratórios de bovinos e suínos, como Mannheimia, Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella

multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus e Streptococcus. O ceftiofur é ativo contra

alguns cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra Staphylococcus

é inferior à das demais cefalosporinas. Após a administração, o ceftiofur é rapidamente

biotransformado em seu metabólito, o desfuroilceftiofur, o qual tem atividade

antibacteriana mas é menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas e o

próprio ceftiofour original.

Indicações e Usos Clínicos

O ácido livre cristalino de ceftiofur é indicado para tratamento da doença respiratória suína

(DRS) causada por A. pleuropneumoniae, P. multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus

parasuis e Streptococcus suis. Em bovinos, é usado para tratamento da doença respiratória

bovina (DRB) causada por Mannheimia haemolytica, P. multocida e Histophilus somni

(anteriormente chamado Haemophilus somnus). O ceftiofur pode também ser administrado

para controle de doenças respiratórias em bovinos suscetíveis à DRB (metafilaxia) associada

a M. haemolytica, P. multocida e H. somnus. Esta formulação também é aprovada para

tratamento da podridão dos cascos (necrobacilose interdigital) em bovinos, causada por

Fusobacterium necrophorum, Porphyromonas levii e Bacteroides melaninogenicus. É também

aprovada para uso em cavalos para tratamento de infecções do trato respiratório provocadas

por cepas suscetíveis de Streptococcus equi (S. zooepidemicus) após a administração de duas

injeções. O cloridrato de ceftiofur e o ácido livre cristalino de ceftiofur foram também

usados, de forma extrabula, no tratamento intramamário de vacas leiteiras. No entanto,

existem produtos específicos para uso intramamário (Spectramast).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos

suscetíveis podem apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são

reconhecidamente associadas a raros episódios hemorrágicos. Em cães, doses superiores

às recomendadas provocaram supressão da medula óssea. Também em cães, foram

observadas trombocitopenia e anemia após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de

ceftiofur livre. Em equinos, altas doses podem provocar diarreia. Em pequenos animais, a

administração injetável de formulações do ácido livre cristalino de ceftiofur provocou

lesões locais e, de modo geral, não é recomendada.

Contraindicações e Precauções

Não administre a formulação (suspensão) por via intravenosa. Não administre a animais

que podem ser sensíveis a antibióticos betalactâmicos. Não administre em altas doses. O

ácido livre cristalino de ceftiofur não deve ser alternado com o ceftiofur sódico nem com

o cloridrato de ceftiofur sem consulta prévia à bula acerca de diferenças de dosagem e

tempos de interrupção do tratamento.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

As informações de dosagem referem-se apenas a suínos e bovinos. O ceftiofur sódico tem

sido usado em equinos e cães, mas não há informações acerca da administração do ácido

livre cristalino de ceftiofur nessas espécies.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma caso sejam administradas doses elevadas por longos períodos.

Antibiograma: o guia do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) evidencia que,

para bactérias suscetíveis, os valores de concentração mínima inibitória (MIC)

são ≤ 2 μg/mL (note que, para algumas cefalosporinas usadas em seres humanos, esses

valores podem ser ≤ 8 μg/mL).

Formulações

O ácido livre cristalino de ceftiofur é comercializado em suspensão para administração

injetável para bovinos a 200 mg/mL equivalentes de ceftiofur (CE).

O ácido livre cristalino de ceftiofur é comercializado em suspensão para administração

injetável para suínos a 100 mg/mL de CE.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em temperatura ambiente. Agite bem antes da administração. Evite

o congelamento. O produto deve ser usado em 12 semanas após a retirada da primeira dose.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Dose não estabelecida para este produto. Veja as dosagens recomendadas do ceftiofur

sódico para cães e gatos.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 6,6 mg/kg, em dose única subcutânea no terço médio do aspecto posterior do pavilhão

auricular.

Equinos

• 6,6 mg/kg, por via intramuscular, no pescoço (15 mL para cada 455 kg). Administre

uma segunda dose após 4 dias. Não injete mais de 20 mL em um único local.

Suínos

• 5,0 mg/kg, por via intramuscular, na região pós-auricular do pescoço.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em suínos: 14 dias.

Período de carência em bovinos (abate): 13 dias. Não há intervalo estabelecido para

bezerros pré-ruminantes. Não administre o ceftiofur a bezerros destinados ao

processamento como vitelos. Não é necessário período de carência para vacas leiteiras.

Ceftiofur, Cloridrato de

Nome comercial e outros nomes

Excenel

Medicamentos comercializados no Brasil


Bioxell (v) , Ceftiomax (v) , Excenel RTU (v) , Spectramast LC (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico

apresentam atividade e espectro de ação similares. O ceftiofur tem ação semelhante à de

outros antibióticos betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a

morte da célula. As cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda,

terceira e quarta gerações, dependendo de seu espectro de ação. A atividade do ceftiofur

é similar à de cefalosporinas de terceira geração. O ceftiofur apresenta boa atividade contra

a maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae. É potente contra

patógenos respiratórios de bovinos, como Pasteurella multocida, Mannheimia haemolytica e

Histophilus somni (anteriormente denominado Haemophilus somnus). É ativo contra alguns

cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra Staphylococcus é

inferior à das demais cefalosporinas. O ceftiofur é rapidamente biotransformado após a

administração, formando moléculas como o desfuroilceftiofur, que é ativo contra bactérias

mas menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas e o próprio

medicamento de origem.

Indicações e Usos Clínicos

O cloridrato de ceftiofur é usado em bovinos e suínos para tratamento e controle de

infecções provocadas por patógenos suscetíveis. É registrado para tratamento da doença

respiratória bovina causada por Mannheimia, P. multocida e H. somni (anteriormente chamado

H. somnus). O ceftiofur é também usado para tratamento de necrobacilose interdigital

(podridão dos cascos) em bovinos, causada por Fusobacterium necrophorum ou Bacteroides

melaninogenicus. O cloridrato de ceftiofur é eficaz para tratamento de metrite pós-parto

aguda em vacas quando administrado em dose de 2,2 mg/kg e de retenção de membranas

fetais quando instilado no útero (1 g). O cloridrato de ceftiofur é usado para tratamento da

doença respiratória suína (DRS) provocada por Actinobacillus, P. multocida, Salmonella

choleraesuis e Streptococcus suis. O cloridrato de ceftiofur e o ácido livre cristalino de ceftiofur

foram também usados para tratamento intramamário de vacas leiteiras. Para esse uso,

porém, recomenda-se uma formulação específica (Spectramast LC). Embora o ceftiofur

sódico tenha sido usado para tratamento de infecções em equinos e cães, há pouca

experiência quanto ao uso do cloridrato de ceftiofur nestas espécies.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente

associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, doses superiores às recomendadas

provocaram mielossupressão. Nesta espécie, foram observadas trombocitopenia e anemia

após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de ceftiofur. Em equinos, altas doses

provocaram diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais que possam ser sensíveis a betalactâmicos. Não administre em

altas doses. O cloridrato de ceftiofur é uma suspensão estéril e não deve ser usado de

modo intercambiável com o ceftiofur sódico, que é uma solução.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

As informações de dosagem referem-se apenas a suínos e bovinos. Em bovinos, a

administração pode ser, se necessário, estendida por mais de 3 dias. Alternativamente,

o cloridrato de ceftiofur foi usado no tratamento da doença respiratória bovina (DRB) em

dose de 2,2 mg/kg a intervalos de 48 horas. O ceftiofur sódico tem sido usado em equinos e

cães, mas não há informações acerca da administração do cloridrato de ceftiofur nestas

espécies.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma caso doses elevadas sejam administradas por longos períodos.

Antibiograma: as orientações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) indicam

que, para bactérias suscetíveis, os valores de concentração mínima inibitória (MIC)

são ≤ 2 μg/mL (note que, para algumas cefalosporinas usadas em seres humanos, esses

valores podem ser ≤ 8 μg/mL).

Formulações

O cloridrato de ceftiofur é comercializado em suspensão estéril a 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene à temperatura ambiente. Agite bem antes da administração. Evite congelamento.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Dose não estabelecida. Veja a posologia de ceftiofur sódico para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3 dias.

• Administração intrauterina (retenção de membranas fetais): 1 g de ceftiofur diluído em

20 mL de água estéril e infundido no útero uma vez, 14-20 dias após o parto.

Bovinos de Leite

• Tratamento de metrite pós-parto: 2,2 mg/kg 1 vez ao dia, durante 5 dias, por via

intramuscular ou subcutânea.

Suínos

• 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, durante 3 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos: 0 dia para leite, 3 dias para carne.

Período de carência em suínos: 4 dias.

No Brasil, em caso de tratamento intramamário: não se deve utilizar o leite para consumo

humano durante o tratamento e por 72 horas após o último tratamento; para abate, o

período de carência é de 2 dias após o último tratamento. Uso parenteral: quando

respeitadas as doses recomendadas, o tempo de carência para leite e carne é zero (0).

Cetoconazol

Nomes comerciais e outros nomes

Nizoral ®

Medicamentos comercializados no Brasil


Cetoconazol (v) , Cetoconazol (g)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico azólico (imidazol). O cetoconazol apresenta mecanismo de ação

similar a outros agentes antifúngicos azólicos (itraconazol e fluconazol). Ele inibe a enzima

P-450 do fungo e inibe a síntese de ergosterol na membrana celular do fungo. Fungistático.

Apresenta atividade antifúngica contra dermatófitos e uma variedade de fungos sistêmicos,

como Histoplasma, Blastomyces e Coccidioides e por fim Malassezia. Outros medicamentos

antifúngicos azólicos incluem o voriconazol, o itraconazol e o fluconazol.

Indicações e Usos Clínicos

O cetoconazol é usado em cães, gatos e em alguns animais exóticos para o tratamento da

dermatofitose e de fungo sistêmico, como Blastomyces, Histoplasma e Coccidioides. Também

demonstrou eficácia para o tratamento da dermatite por Malassezia. Não apresenta boa

atividade contra Aspergillus. O cetoconazol não deve ser utilizado em equinos, pois apresenta

baixa absorção oral, exceto quando administrado com veículo com caráter ácido. Em cães,

apresenta profundo efeito sobre a enzima do P-450, podendo inibir dessa forma o

metabolismo de vários medicamentos. Esta propriedade tem sido utilizada para redução das

doses de ciclosporina (cetoconazol na dose de 5-10 mg/kg). Também devido a inibição da

biossíntese do esteroide P-450, o cetoconazol tem sido usado para o tratamento do

hiperadrenocorticismo canino (síndrome de Cushing canina).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais em animais incluem vômitos dependentes da dose, diarreia, lesão

hepática e trombocitopenia rara em cães. É comum a elevação das enzimas hepáticas. O

cetoconazol inibe a síntese hormonal e pode diminuir as concentrações de cortisol,

testosterona e outros hormônios em animais. O cetoconazol pode produzir discreta

descoloração dos pelos em alguns animais. O cetoconazol tem sido associado com

o desenvolvimento da catarata em cães.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais prenhes. Altas doses em animais de laboratório provocaram

embriotoxicidade e anormalidades fetais. Alguns desses efeitos na gravidez podem ser


devido à inibição da síntese de estrogênio pelo cetoconazol.

Interações Medicamentosas

O cetoconazol é um potente inibidor das enzimas do citocromo P-450 no fígado e

intestino e irá inibir o metabolismo de outros medicamentos (anticonvulsivantes,

ciclosporina, warfarina e cisaprida).

Instruções de Uso

A absorção oral depende da acidez estomacal. Não administrar com medicamentos

antissecretores ou antiácidos. Devido a seus efeitos endócrinos, o cetoconazol é usado para

o tratamento de hiperadrenocorticismo de curta duração. Contudo, muitos especialistas

acreditam que o cetoconazol não é efetivo no tratamento a longo prazo da síndrome de

Cushing.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as enzimas hepáticas (ALT e AST) para evidências de toxicidade. O cetoconazol

irá diminuir os níveis séricos de cortisol.

Formulações

O cetoconazol está disponível em comprimidos de 200 mg e suspensão oral de 100 mg/mL

(Canadá).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

cetoconazol é praticamente insolúvel na água, mas solúvel em etanol. Quando o

cetoconazol é manipulado em comprimidos ou xaropes em associação com aromatizantes,

permanece estável por 60 dias. Entretanto, o cetoconazol requer acidez para sua

solubilidade e pode não ser absorvido a partir dessas formulações. Se manipulado em

condições alcalinas pode precipitar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-15 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

• Infecção por Malassezia: 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 3 semanas.

• Hiperadrenocorticismo: Iniciar com 5 mg/kg a cada 12 horas, aumentar após 7 dias


Gatos

para 12-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• 5-10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Pouco absorvido. O fluconazol, o itraconazol e o voriconazol são mais completamente

absorvidos.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativa de

período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-

888.873-2723).

Cetoprofeno

Nomes comerciais e outros nomes

Orudis-KT ® (uso humano, comprimidos sem necessidade de prescrição), Ketofen ® (uso

veterinário, solução injetável) e Anafen ® (fora dos EUA.)

Medicamentos comercializados no Brasil:

Ketofen (v) , Bi-profenid (h) ,Cetoprofeno (g)

Classificação funcional

Medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O cetoprofeno, como outros AINEs, produz efeitos analgésico e anti-inflamatório pela

inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a enzima cicloxigenase

(COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é

principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas importantes na manutenção da

saúde do trato gástrico, da função renal, da função plaquetária e de outras funções

normais. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese das prostaglandinas que são


importantes mediadores da dor, inflamação e febre.

Contudo, sabe-se que em algumas situações, ocorre a interação entre os efeitos de COX-

1 e COX-2, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O

cetoprofeno é um inibidor não seletivo da COX-1 e COX-2. Existe uma fraca evidência da

sua habilidade em inibir a lipoxigenase.

Indicações e Usos Clínicos

O cetoprofeno é um AINE utilizado para o tratamento da dor moderada e inflamação.

Apresenta uma meia-vida, na maioria dos animais, menor que 2 horas, mas tem um tempo

de ação maior que 24 horas. Esse fármaco não é registrado nos EUA, para uso em pequenos

animais, mas tem sido fabricado para tratamento de cães e gatos em outros países. Pode ser

administrado por meio de solução injetável para o tratamento agudo e em comprimidos por

uso prolongado. Em cães e gatos, mostrou-se efetivo para o tratamento da pirexia. Em

equinos, o cetoprofeno é usado para inflamação musculoesquelética e para a dor, dor

abdominal e outras condições inflamatórias. O cetoprofeno também é usado em bovinos,

caprinos, ovinos e suínos. Em bovinos é efetivo para febre, dor e inflamação associada a

mastite. É registrado para uso em bovinos no Canadá, mas não nos EUA.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todos os AINEs apresentam efeitos colaterais similares quanto à toxicidade gástrica. O

efeito colateral mais comum são os vômitos. É possível a ocorrência de ulceração gástrica

em alguns animais. O cetoprofeno vem sendo administrado por 5 dias consecutivos em

cães sem reações adversas graves, mas deve-se evitar tratamentos prolongados. Os cães

que receberam o cetoprofeno por 30 dias consecutivos (0,25 mg/kg/dia) apresentaram

lesões pilóricas e sangue oculto nas fezes. Em um estudo realizado em equinos,

o cetoprofeno foi menos ulcerogênico do que a fenilbutazona ou a flunixina meglumina.

Problemas hemorrágicos podem ocorrer se o cetoprofeno for administrado antes ou após a

cirurgia.

Contraindicações e Precauções

Não administrar em animais com tendência a úlceras gástricas. Não administrar com

outros medicamentos ulcerogênicos como corticosteroides. Não utilizar formulações de

liberação sustentada do cetoprofeno.

Interações Medicamentosas

Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides

demonstraram exacerbar os efeitos colaterais. Alguns AINEs podem interferir na ação de


medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

Apesar de não aprovado nos EUA, o cetoprofeno é aprovado para pequenos animais em

outros países. As doses listadas são baseadas no uso aprovado nesses países. Está disponível

como medicamento sem necessidade de prescrição médica para seres humanos nos EUA,

onde, se utilizado em pequenos animais, são usadas formulações injetáveis para grandes

animais ou comprimidos orais. sem necessidade de prescrição médica para seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o paciente para sinais de intoxicação gástrica (vômitos e diarreia). Monitorar a

função renal durante o tratamento crônico.

Formulações

O cetoprofeno está disponível em comprimidos de 12,5 mg (sem necessidade de prescrição),

25, 50 e 75 mg (preparação humana) e solução injetável de 100 mg/mL para equinos. Está

disponível em 10 mg/mL fora dos EUA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

cetoprofeno é insolúvel em água, mas solúvel em etanol. A estabilidade das formulações

manipuladas orais não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante mais de 5 dias. A dose inicial pode ser

administrada por solução injetável de 2 mg/kg por vias subcutânea, intramuscular ou

intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2,2-3,3 mg/kg/dia por vias intravenosa ou intramuscular.

Suínos


• 3 mg/kg/dia por vias oral, intravenosa ou intramuscular.

Bovinos e pequenos ruminantes

• 3 mg/kg/dia por vias intravenosa ou intramuscular por mais de 3 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Uso extrabula nos EUA: Período de carência de no mínimo 7 dias para carne e de 24 horas

para leite na dose de 3,3 mg/kg a cada 24 horas por vias intramuscular ou intravenosa.

No Canadá registrado para suínos e bovinos com período de carência para carne de 1

dia.

Período de carência: Não estabelecido, mas é recomendado no mínimo 7 dias para

carne e 48 horas para leite.

Classificação RCI: 4

Cetorolaco de Trometamina

Nomes comerciais e outros nomes

Toradol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Acular (h) , Cetorolaco de Trometamina (g)

Classificação funcional

Medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O cetorolaco, assim como outros AINEs, produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela

inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a enzima

cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é

principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas, importantes na manutenção da

saúde do trato gástrico, das funções renal, plaquetária e de outras funções do organismo. A

COX-2 é induzida e responsável pela síntese das prostaglandinas, que são importantes

mediadores da dor, inflamação e febre.

Contudo, sabe-se que em algumas situações, ocorre a interação entre os efeitos de COX-

1 e COX-2, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O cetorolaco


é um inibidor não seletivo da COX.

Indicações e Usos Clínicos

O uso do cetorolaco não é comum em medicina veterinária. Existem apenas estudos

limitados de segurança e eficácia para o uso veterinário. Ocasionalmente, é usado

para o tratamento da dor e da inflamação em cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como outros AINEs, pode causar ulceração gástrica e isquemia renal. O cetorolaco pode

causar lesões gástricas se administrado repetidamente mais do que a cada 8 horas.

Contraindicações e Precauções

Não administrar mais do que duas doses. Não administrar a animais com tendência a

úlceras gástricas. Não administrar com outros medicamentos ulcerogênicos como os

corticosteroides.

Interações Medicamentosas

Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides

demonstraram exacerbar as reações adversas gástricas. Alguns AINEs podem interferir na

ação de medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

Estudos clínicos limitados têm sido conduzidos em cães. Contudo, pode ser efetivo em

alguns pacientes para uso a curto prazo. Não é aconselhada a administração por longos

períodos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar para sinais de ulceração gástrica.

Formulações

O cetorolaco está disponível em comprimidos de 10 mg e em solução injetável de 15 mg e

30 mg/mL em álcool a 10%.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e da umidade e em temperatura

ambiente. O cetorolaco de trometamina é solúvel em água e ligeiramente solúvel em etanol.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.

Gatos

Não foram estabelecidas doses seguras.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativa

de período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-

888.873-2723).

Cianocobalamina (Vitamina B12)

Nomes comerciais e outros nomes

Cobalamina, Vitamina B12

Medicamentos comercializados no Brasil

Bedoze (v) , Hipovita B12 (v) , Marcovit B12 (v)

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de vitamina B 12 .


Indicações e Usos Clínicos

A vitamina B12 é usada para tratamento de algumas formas de anemia. Também é

empregada no tratamento de deficiências de vitamina B associadas a deficiências de

cobalto, ingestão inadequada ou má absorção intestinal. Em pacientes com insuficiência

pancreática exócrina ou doença intestinal inflamatória, principalmente gatos, a deficiência

de cobalamina é comum, o que torna necessária a suplementação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são raros, exceto em altas doses, já que as vitaminas hidrossolúveis são

facilmente excretadas pela urina.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há necessidade de suplementação de animais alimentados com dieta bem balanceada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As concentrações de cobalamina podem ser avaliadas pela maioria dos laboratórios. As

concentrações plasmáticas/séricas recomendadas são as seguintes: cães, 252-908 ng/L ;

gatos, 290-1.500 ng/L. Valores inferiores a 160 ng/mL em gatos indicam nítida

deficiência. Monitore o hemograma durante o uso para tratamento de anemias.

Formulações

A cianocobalamina é comercializada em comprimidos de 25 a 1.000 μg. Formulações

injetáveis apresentam concentrações de 1.000 a 5.000 μg/mL. Soluções de complexo B

podem conter 10-100 μg/mL de vitamina B12.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A


estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 100-200 μg/dia, por via oral, ou 250-500 μg/dia, por via intramuscular ou

subcutânea.

Gatos

• 50-100 μg/dia, por via oral, ou 250 μg por via intramuscular ou subcutânea,

semanalmente. Caso os níveis sejam mantidos com injeções semanais por 6 semanas,

podem ser realizadas tentativas de aumento gradual dos intervalos para 2, 4 e 6

semanas.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros e Potros

• 500 μg em dose única por potro ou bezerro, 2 vezes por semana, por via intramuscular

ou subcutânea.

Bovinos e Equinos

• 1.000-2.000 μg por equino ou bovino, 1 ou 2 vezes por semana, por via

intramuscular ou subcutânea.

Ovinos e Suínos

• 500 μg em dose única por ovino ou suíno, 2 vezes por semana, por via intramuscular ou

subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco de

resíduos, não há períodos de carência sugeridos para animais destinados ao consumo

humano.

Ciclofosfamida

Nomes comerciais e outros nomes


Cytoxan, Neosar e CTX

Medicamentos comercializados no Brasil

Cycram (h) , Genuxal (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente citotóxico e antineoplásico. A ciclofosfamida pertence ao grupo das mostardas

nitrogenadas, que são alquilantes bifuncionais ativos sobre diversas macromoléculas, mas

que atuam preferencialmente sobre o N-7 da base guanina do DNA. Tais medicamentos são

citotóxicos para células tumorais e tóxicas para as células em rápida divisão da medula óssea.

A ciclofosfamida pode ser biotransformada em subprodutos ativos para exercer seu efeito

farmacológico, o que requer a ativação da enzima P-450. Tais metabólitos, a

hidroxifosfamida e a aldofosfamida, são citotóxicos. A aldofosfamida é convertida, no sítio

tissular, em mostarda fosforamida e acroleína. A mostarda fosforamida é responsável pelo

efeito antineoplásico, e a acroleína, pela ação citotóxica que provoca efeitos colaterais (p. ex.,

cistite hemorrágica). Em cães, a meia-vida da ciclofosfamida é de 4-6,5 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A ciclofosfamida é usada, principalmente, como adjunto na quimioterapia antineoplásica e

como agente imunossupressor. É provável que seja a mais potente das mostardas

nitrogenadas. A ciclofosfamida é empregada em diversos protocolos quimioterápicos de

diferentes tipos de tumores, carcinomas, sarcomas, doenças linfoproliferativas felinas,

mastocitomas, carcinomas mamários e, principalmente, neoplasias linfoproliferativas

(linfomas). Está presente em protocolos como o COP (ciclofosfamida, Oncovin e prednisona)

e CHOP (ciclofosfamida, hidroxidaunomicina, Oncovin e prednisona). A ciclofosfamida

também é um importante imunossupressor. Embora este medicamento seja utilizado em

diversas doenças imunomediadas em animais (anemia hemolítica imunomediada, pênfigo,

lúpus eritematoso sistêmico [LES]), sua eficácia não foi relatada em estudos controlados

destas enfermidades. Em um ensaio, demonstrou-se que a ciclofosfamida, em dose de

50 mg/m 2 , não foi mais eficaz do que a prednisolona para tratamento de anemia

hemolítica imunomediada (J Vet Inter Med, 17: 206-212, 2003).

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A ciclofosfamida é mielotóxica de forma dependente da dose. Após uma única dose alta,

em bolus, o nadir da toxicidade ocorre em 7-10 dias, mas o efeito é reversível, já que as

células-tronco geralmente não são afetadas. A recuperação geralmente é observada em

21-28 dias. Alguns pacientes podem apresentar vômito e diarreia. A cistite hemorrágica

estéril é uma complicação grave que limita a terapia e é causada pelos efeitos tóxicos dos

metabólitos sobre o epitélio vesical (principalmente a alocreína), que são concentrados e

excretados pela urina. Várias abordagens são adotadas na tentativa de reduzir a

ocorrência de lesões vesicais. Corticosteroides são associados à ciclofosfamida para

indução de poliúria e redução da inflamação vesical. O fármaco mesna (Mesnex,

mercaptoeptano sulfonato) fornece grupos tiol livres e ativos, que se ligam aos metabólitos

da ciclofosfamida na urina. A administração de furosemida (2,2 mg/kg) concomitante à

de ciclofosfamida pode diminuir o risco de cistite hemorrágica estéril. Os gatos são menos

suscetíveis ao desenvolvimento de cistite do que os cães. A ciclofosfamida pode causar

perda de pelos quando usada em alguns protocolos quimioterápicos. Os cães mais

suscetíveis a este efeito são os que apresentam pelame em constante crescimento (p. ex.,

os das raças Poodle e Old English Sheepdog). Entre os gatos não há tendência a perder

pelos durante o tratamento com ciclofosfamida.

Contraindicações e Precauções

Supressor da medula óssea e do sistema imunológico. Use com cautela em animais

suscetíveis a infecções. Teratogênico e embriotóxico. Não administre a fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em associação com outros medicamentos que possam provocar

mielossupressão. Embora este medicamento seja altamente biotransformado em

subprodutos ativos, não se sabe o efeito de outros medicamentos sobre a atividade

enzimática.

Instruções de Uso

A ciclofosfamida é geralmente associada a outros medicamentos (antineoplásicos em

protocolos quimioterápicos ou corticosteroides em terapias imunossupressoras). Consulte os

protocolos antineoplásicos quanto aos esquemas utilizados. No protocolo COAP (associação

de ciclofosfamida, vincristina, prednisolona e citosina arabinosídeo), por exemplo, são

administrados 50 mg/m 2 por via oral a cada 48 horas, durante 8 semanas, mas, em um

protocolo CHOP, 100-150 mg/m 2 são dados por via intravenosa no primeiro dia de

tratamento, seguidos de outros medicamentos, como a doxorrubicina, a vincristina e a

prednisona. Em cães, a dose máxima tolerada é de 500 mg/m 2 , por via intravenosa (com


suporte medular autólogo).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma durante o tratamento. Em cães, faça também a urinálise.

Formulações

A ciclofosfamida é comercializada em solução injetável a 25 mg/mL e comprimidos de 25 e

50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Os

comprimidos são recobertos, e não devem ser fracionados, o que pode provocar perda

de estabilidade. Não exponha a temperaturas superiores a 30 °C. A ciclofosfamida é sujeita

a hidrólise em soluções aquosas. As soluções reconstituídas devem ser utilizadas em 24

horas quando mantidas à temperatura ambiente e em 6 dias caso tenham sido refrigeradas,

embora algumas tenham permanecido estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose antineoplásica: 50 mg/m 2 (aproximadamente 2,2 mg/kg) a cada 48 horas, ou 1

vez ao dia durante 4 dias/semana, por via oral. Alternativamente, alguns protocolos

empregam 150-300 mg/m 2 , por via intravenosa, com repetição em 21 dias.

• Dose metronômica (administração contínua para supressão de linfócitos T): 10 mg/m 2 ,

a cada 24 horas, por via oral (aproximadamente 0,3 mg/kg).

• Terapia imunossupressora: 50 mg/m 2 a cada 48 horas, por via oral, ou 2,2 mg/kg 1 vez

ao dia durante 4 dias/semana.

• Pulsoterapia: 200-250 mg/m 2 (10 mg/kg), 1 vez a cada 3 semanas.

Gatos

• 6,25-12,5 mg/gato 1 vez ao dia durante 4 dias/semana.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este fármaco não deve ser usado em

animais destinados ao consumo humano.

Ciclosporina, Ciclosporina A

Nomes comerciais e outros nomes

Atopica (preparação para uso veterinário), Neoral (preparação para uso em seres

humanos), Sandimmune, Optimune (preparação oftálmica), Gengraf e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Optimmune (preparação oftálmica) (v) , Gengraf (h) , Ciclospororina (g)

Classificação funcional

Medicamento imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento imunossupressor. A ciclosporina liga-se a receptores celulares específicos da

calcineurina e inibe a via de transdução de sinal do receptor ativado de linfócitos T. Seus

efeitos na supressão da liberação de interleucina 2 (IL-2) e outras citocinas e no bloqueio da

proliferação de linfócitos T ativados são bastante importantes. A ação da ciclosporina é mais

específica para linfócitos T do que para linfócitos B. A ciclosporina também inibe os poros de

transição de permeabilidade mitocondrial, o que pode atenuar a ocorrência de lesões

miocárdicas durante reperfusões. A meia-vida da ciclosporina é de 8-9 horas (média) em

cães e 8-10 horas (média) em gatos. No entanto, observa-se grande variabilidade nas duas

espécies. A absorção oral é baixa (20-30%) e pode ser afetada pela ingestão de alimentos e

por interações medicamentosas.

Indicações e Usos Clínicos

O uso da ciclosporina no tratamento de ceratoconjuntivite seca (CCS) é limitado à

administração tópica. Os usos sistêmicos (geralmente por via oral) da ciclosporina incluem o

tratamento de anemia hemolítica imunomediada, atopia canina e fístulas perianais. Outras

doenças são tratadas por meio da administração de ciclosporina, como a adenite sebácea, a

paniculite nodular estéril idiopática, a anemia hemolítica imunomediada (AHIM), a doença


intestinal inflamatória (DII), a poliartrite imunomediada, a miastenia grave e a anemia

aplástica. A ciclosporina é também usada para tratamento de meningoencefalite

granulomatosa (em dose de 3-6 mg/kg a cada 12 horas). Em cães, há evidências de que sua

eficácia é similar à da prednisolona no tratamento de dermatite atópica. No entanto, sua

ação sobre o pênfigo imunomediado é mínima. Nesses animais, alguns dermatologistas

relataram maior eficácia quando a ciclosporina é associada à azatioprina para o tratamento

de doenças imunomediadas (p. ex., pênfigo foliáceo). Em gatos, a ciclosporina é eficaz para

tratamento do complexo granuloma eosinofílico, de doença intestinal inflamatória,

dermatite atópica (em 60% dos casos), estomatite e doença das vias aéreas (asma felina).

Em equinos, é eficaz para o tratamento local de uveíte anterior.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães, os efeitos adversos mais comuns são os problemas gástricos (vômitos, diarreia e

anorexia). A administração em altas doses foi relacionada a neurotoxicidade em cães, que

pode ser evidenciada pela ocorrência de tremores. No entanto, a neurotoxicidade é

incomum quando a ciclosporina é administrada nas doses recomendadas. Embora haja

relatos de lesão renal associada ao tratamento com formulações mais antigas, tal efeito

não é mais observado com o uso das formulações atuais. Altas doses (o triplo da dose

clínica) provocam lesões cutâneas e proliferação gengival, além de vômitos, diarreia,

perda de peso, gengivite e periodontite dependentes da dose e que são revertidos após a

interrupção do tratamento. A ciclosporina pode inibir as células beta do pâncreas, mas

não há relatos de desenvolvimento de diabetes em pequenos animais associado ao uso

clínico deste medicamento. Hiperplasia gengival e papilomas foram observados em cães

submetidos a tratamento crônico. Em gatos, foram relatadas infecções secundárias,

neoplasias e toxoplasmose. Diferentemente de outros medicamentos imunossupressores,

não provoca mielossupressão. A ciclosporina pode induzir novo crescimento de pelos em

cães.

Efeitos sobre a vacinação: em cães, a administração do triplo da dose clínica não

afetou a resposta à vacina contra raiva produzida com vírus morto, mas impediu a

elevação dos títulos de anticorpos após a administração de vacina contra parvovirose

produzida com vírus vivo.

Contraindicações e Precauções

Não administre durante a gestação nem na lactação. Alerte os proprietários a manterem o

medicamento fora do alcance de crianças. Consulte a seção sobre Interações

Medicamentosas antes de associar a ciclosporina a outros fármacos, dada a possibilidade

de interferência.

Interações Medicamentosas


Cimetidina, eritromicina, fluconazol ou cetoconazol podem aumentar as concentrações

de ciclosporina quando administrados concomitantemente. Em cães, doses de

cetoconazol de 2,5 a 10 mg/kg/dia reduziram de modo substancial a eliminação de

ciclosporina, diminuindo em 50% ou menos a dose requerida. O suco de toranja

(grapefruit) também inibe a eliminação e leva a redução da dose requerida, embora sejam

necessárias grandes quantidade. A ingestão de alimentos diminui a absorção oral em

15% a 22% dos casos

Instruções de Uso

Atopica (preparação de uso veterinário) e Neoral (preparação para uso humano) são

formulações idênticas, exceto pela variação do tamanho das cápsulas. Após a administração

de doses iniciais de 5 mg/kg por dia e a estabilização dos animais, as doses podem ser

ajustadas, aumentando-se o intervalo de tratamento para dias alternados ou a cada 2 dias,

em vez de se reduzir a dose diária. As doses podem ser monitoradas segundo as

concentrações sanguíneas, mas o monitoramento não é necessário durante o uso de rotina.

As formulações de administração oral de Atopica e Neoral são absorvidas de modo mais

previsível do que o Sandimmune. Estes dois produtos podem produzir concentrações

sanguíneas 50% maiores em alguns pacientes ou ainda diminuir a variabilidade de absorção

associada ao Sandimmune. A alimentação pode reduzir a absorção oral da ciclosporina em

cães, mas não a eficácia do medicamento. Existem formulações genéricas para humanos,

mas não foram avaliadas em cães quanto à sua bioequivalência em relação ao Atopica. A

solução oral pode ser mais diluída, a fim de aumentar a palatabilidade. Para redução da

dose, alguns veterinários fazem a administração concomitante de cetoconazol ou outros

compostos inibidores de enzimas. Quando usada no tratamento de animais a serem

submetidos a transplantes de órgãos, as doses são geralmente mais altas e as concentrações

sanguíneas são mantidas em níveis mais elevados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Embora o monitoramento de rotina da concentração sanguínea não seja necessário, pode

ajudar na identificação de interações medicamentosas, má absorção ou baixa adesão ao

tratamento. Para o monitoramento, faça a coleta de sangue em tubo contendo ácido

etilenodiaminotetracético (EDTA; tampa roxa) para envio da amostra ao laboratório. A

concentração sanguínea sugerida (sangue total) varia de 300 a 400 ng/mL, mas, em alguns

estudos, valores de 200 ng/mL foram eficazes. Caso a mensuração seja realizada por meio

de imunoensaio com polarização de fluorescência (FPIA) comercial (geralmente

denominado método TDx), o valor obtido deve ser multiplicado por 0,5 e 0,65 para se

chegar à concentração correta de fármaco em gatos e cães, respectivamente. A ciclosporina

não interfere nos resultados de testes intradérmicos.

Formulações


A ciclosporina é comercializada em cápsulas de 10, 25, 50 e 100 mg (Atopica); cápsulas de

microemulsão contendo 25 e 100 mg; solução oral a 100 mg/mL (Neoral); solução oral a

100 mg/mL; cápsulas de 25 e 100 mg (Sandimmune); e pomadas oftálmicas a 0,2%

(Optimmune). Existem também cápsulas genéricas de uso humano (p. ex., Gengraf). As

formulações genéricas são terapeuticamente equivalentes em seres humanos, mas não

foram comparadas ao Atopica no tratamento de cães e gatos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Não

refrigere, mas armazene a temperatura abaixo de 30 °C. Os produtos oftálmicos compostos

são estáveis à temperatura ambiente por 60 dias, mas não devem ser refrigerados.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3-7 mg/kg/dia, por via oral. A dose inicial geralmente é de 5 mg/kg/dia, por via oral.

Após o período de indução, alguns casos de dermatite atópica são controlados pela

administração de doses baixas, de 5 mg/kg em dias alternados ou a cada 2 dias.

• No tratamento de fístulas perianais e doenças imunomediadas (p. ex., AHIM), são

usadas doses maiores administradas a intervalos menores (a cada 12 horas).

• Na imunossupressão associada ao transplante de órgãos, as doses devem ser maiores (p.

ex., 3-7 mg/kg a cada 12 horas, por via oral).

Gatos

• 3-5 mg/kg/dia, por via oral. Doses maiores, de 5-10 mg/kg/dia, por via oral, são

administradas a muitos animais em dias alternados.

• Na imunossupressão associada ao transplante de órgãos, as doses devem ser maiores (p.

ex., 3-5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral).

Posologia para Grandes Animais

Apenas a administração local (ocular) é relatada em equinos. Não há relatos de outras doses

para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há estimativas de intervalos de carência em animais destinados ao consumo humano.

Este medicamento não deve ser administrado a tais animais, por apresentar potencial

mutagênico.


Cipionato de Estradiol

Nomes comerciais e outros nomes

ECP ® , Depo-Estradiol ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

ECP (v)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O estradiol é usado na terapia de reposição de estrógeno em animais. Também é usado para

indução do aborto em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O estradiol é um composto de estrógeno sintético. Seus efeitos mimetizam os do estrogênio

em animais. A utilização mais comum em pequenos animais está na interrupção da

gestação.

O benzoato de estradiol também é usado para interromper a gestação (5-10 mg/kg

divididos em 2 ou 3 injeções subcutâneas). A formulação de cipionato de estradiol possui

grande eficácia (95%), mas também apresenta efeitos adversos graves e não é

recomendado. O cipionato de estradiol possui uma ação mais duradoura e mais potente que

outras formulações de estrógeno.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O estradiol apresenta alto risco de promover o desenvolvimento de hiperplasia

endometrial e piometra. O risco de desenvolvimento de toxicidade medular em animais é

dependente da dose, principalmente em cães. As injeções de cipionato de estradiol

produzem trombocitopenia e anemia aplástica fatal. As células-tronco podem ser

afetadas, podendo ser a mielotoxicidade irreversível.

Contraindicações e Precauções


O estradiol é contraindicado na gestação, a menos que se queira interrompê-la. Não

administrar em ferrets.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Não deve ser usado

concomitantemente a outras medicações que suprimam a medula óssea. Em seres

humanos, é recomendado que os compostos estrogênicos não sejam utilizados com outros

medicamentos hepatotóxicos. O estradiol pode aumentar as concentrações de

ciclosporina.

Instruções de Uso

Para interromper a gestação, administrar 22 μg/kg por via intramuscular diariamente, por

3-5 dias do estro ou 3 dias após o acasalamento. Porém, em um estudo realizado, a dose de

44 μg/kg demonstrou ser mais eficaz que a dose de 22 μg/kg quando administrada

durante o estro ou diestro.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemgrama para verificar mielossupressão.

Formulações

O estradiol está disponível em solução injetável a 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 22-44 μg/kg por via intramuscular (a dose total não deve exceder 1 mg).

Gatos

• 250 μg/gato por via intramuscular, entre 40 horas e 5 dias após o acasalamento.

Posologia para Grandes Animais


Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações Sobre Restrição Legal

Não utilizar em animais de produção.

Cisaprida

Nomes comerciais e outros nomes

Propulsid (Prepulsid no Canadá), não comercializado

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente pró-cinético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente pró-cinético. Acredita-se que a cisaprida seja um agonista do receptor de 5-

hidroxitriptamina (5-HT4) em neurônios mioentéricos (a 5-HT4 fisiologicamente estimula a

transmissão colinérgica em neurônios mioentéricos). É também antagonista de receptores

de 5-HT3. A cisaprida pode aumentar a liberação de acetilcolina no plexo mioentérico.

Também aumenta a motilidade do estômago, do intestino delgado e do cólon. Acelera o

trânsito intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

A cisaprida é usada para estimular a motilidade, no tratamento de refluxo gástrico,

gastroparesia, íleo e constipação intestinal. Os usos mais comuns em animais são para

prevenção de regurgitação estomacal, redução do íleo pós-operatório e para tratamento

de constipação e megacólon em gatos. Não é eficaz na estimulação da motilidade em cães

com megaesôfago. A cisaprida não é mais utilizada em humanos, tendo sido retirada do

mercado. As farmácias de manipulação disponibilizam a cisaprida aos veterinários em

formulações compostas (ver Formulações). No entanto, essas formulações não são aprovadas

nem regulamentadas.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos adversos cardíacos foram relatados em humanos e levaram à interrupção da

comercialização deste fármaco. Esses efeitos cardíacos não foram relatados em animais.

Em cães, altas doses (18 mg/kg) provocaram dor abdominal, agressividade, ataxia, febre e

vômitos. Após a administração de doses ainda maiores, foram observadas diarreia, ataxia e

reações do SNC.

Contraindicações e Precauções

A cisaprida é contraindicada para pacientes portadores de obstrução gástrica.

Interações Medicamentosas

Medicamentos anticolinérgicos, tais como a atropina, reduzem a ação da cisaprida. A

medicação não deve ser usada concomitantemente a fármacos que reduzam

o metabolismo (inibidores do citocromo P450) ou que inibam a glicoproteína P, dado o

risco de intoxicação (ver a lista de medicamentos no Apêndice).

Instruções de Uso

Atualmente, a cisaprida não é comercializada. Este medicamento deixou de ser fabricado

em julho de 2000. No entanto, algumas farmácias de manipulação veterinárias podem

atender a pedidos ou preparar formulações compostas para animais. Consulte a

disponibilidade de cisaprida na farmácia de manipulação local. As doses são baseadas na

extrapolação de doses para seres humanos, estudos experimentais e evidências empíricas.

Estudos de eficácia em cães e gatos não foram realizados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Em seres humanos, houve relatos de efeitos cardíacos (arritmias). Monitore o ECG de

pacientes suscetíveis.

Formulações

A cisaprida era comercializada em comprimidos de 10 mg, mas não é mais produzida. As

formulações usadas são preparadas a partir de fontes puras. Para preparar uma solução

injetável a 1 mg/mL (seguindo os padrões de esterilidade USP <797 > ), misture 0,104 g

de cisaprida monoidratada a 20 mL de ácido tartárico a 6%. Adicione água estéril até um

volume total de 100 mL. Mantenha a solução sob refrigeração, em frasco estéril, protegido

da luz e identificado com data de validade de 14 dias após a composição. Uma suspensão

oral a 10 mg/mL (seguindo-se os padrões USP <795 > ) é preparada por meio da adição de

300 mg (0,3 g) de cisaprida monoidratada a 15 mL de Ora Plus e quantidade suficiente de

Ora Sweet para um volume final de 30 mL (Ora Plus e Ora Sweet são agentes de suspensão de


formulações orais e veículos comumente empregados em farmácias comerciais).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Algumas

formulações compostas são estáveis por 60 dias com pH neutro. A solução injetável deve ser

usada em até 14 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,5 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral (até 0,5-1,0 mg/kg).

Gatos

• 2,5-5 mg/gato a cada 8-12 horas, por via oral (até 1 mg/kg a cada 8 horas).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,1 mg/kg, por via intravenosa (esta formulação não é comercializada, mas pode-se

preparar uma solução de uso intravenoso pela associação de 40 mg com 1,0 mL de

ácido tartárico e diluição a um volume total de 10 mL).

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Este medicamento não deve ser usado em animais destinados ao consumo

humano por trazerem riscos à saúde.

No Brasil, a cisaprida está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a

receita de controle especial em duas vias.

Cisplatina

Nome comercial e outros nomes

Platinol

Medicamentos comercializados no Brasil


Platiran (h) , Platistine (h) , Cisplatina (g)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A cisplatina atua como alquilante bifuncional do DNA, mas forma

um íon carbono reativo, e há ligação cruzada com o íon platina, em vez de um grupo alquila.

A cisplatina liga-se preferencialmente ao N-7 das bases guanina e adenina. Como resultado

desta reação, há ligação cruzada do DNA, inter- e intrafita, inibindo a síntese da molécula.

Um medicamento similar é a carboplatina, um composto de platina de segunda geração

usado em pacientes que podem não tolerar o tratamento com cisplatina.

Indicações e Usos Clínicos

A cisplatina é usada para tratamento de diversos cânceres sólidos, inclusive carcinoma

broncogênico, osteossarcoma, carcinoma de células de transição e mastocitomas. É eficaz

em aumentara sobrevida de cães submetidos a amputações em razão de osteossarcomas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A nefrotoxicidade é o principal fator limitante à terapia com cisplatina. Em gatos, provoca

toxicose pulmonar primária, dependente da dose e específica da espécie. Em cães, é

comum a ocorrência de vômitos. Nesta espécie, pode haver desenvolvimento

de trombocitopenia transitória. A cisplatina pode provocar perda de potássio e depleção

de magnésio.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatos.

Interações Medicamentosas

A cisplatina pode ser associada a outros agentes quimioterápicos. Não use

concomitantemente a outros medicamentos nefrotóxicos.

Instruções de Uso

Para evitar intoxicações, administre soro fisiológico antes da administração de cisplatina.


Agentes antieméticos são comumente administrados antes da terapia, reduzindo a

ocorrência de vômitos. No tratamento de carcinomas de células de transição e carcinomas

espinocelulares, as doses usadas são de 40 a 50 mg/m 2 a cada 21 a 28 dias. No tratamento

de osteossarcomas, a dose usada é de 70 mg/m 2 a cada 21 dias, em quatro ciclos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a função renal dos animais submetidos ao tratamento. Entre as administrações,

monitore o hemograma.

Formulações

A cisplatina é comercializada em solução injetável a 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 60-70 mg/m 2 a cada 3-4 semanas, por via intravenosa (administre líquidos, para

estimular a diurese durante a terapia).

Gatos

Não use em gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, esta medicação não deve ser usada em

animais destinados ao consumo humano.

Citarabina


Nomes comerciais e outros nomes:

Cytosar, Ara-C e Citosina arabinosídeo

Medicamentos comercializados no Brasil:

Aracytin (h)

Classificação funcional:

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A citarabina (Cytosar) é um composto isolado de esponjas-do-mar. É

também denominada citosina arabinosídeo e Ara-C. A citarabina é biotransformada em um

fármaco ativo que inibe a síntese de DNA. Acreditava-se que sua ação se desse através da

inibição da enzima DNA polimerase, mas seu exato mecanismo de ação ainda é

desconhecido. A meia-vida da citarabina em cães é de aproximadamente 70 minutos.

Indicações e Usos Clínicos

A citarabina vem sendo utilizada em protocolos para tratamento de linfoma e leucemia. O

uso mais comum da citarabina é para tratamento de linfoma e leucemia mielógena. A

citarabina é geralmente administrada por via intramuscular ou subcutânea, por apresentar

meia-vida curta (de aproximadamente 20 minutos) quando administrada por via

intravenosa. Em cães, é também empregada para tratamento de meningoencefalomielite

granulomatosa como alternativa ao uso de corticosteroides.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A citarabina suprime a medula óssea e pode provocar granulocitopenia, principalmente

quando administrada em infusão a taxa constante. Além disso, pode causar náuseas e

vômitos.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais submetidos ao tratamento com outros medicamentos

imunossupressores.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A citarabina é administrada a cães segundo diversos protocolos (ver Posologia), dependendo

do estudo publicado e da preferência do clínico. Não há fortes evidências acerca da

superioridade de um protocolo em relação a outros. No tratamento

de meningoencefalomielite granulomatosa, administram-se doses totais de 200-

400 mg/m 2 (por via intravenosa ou subcutânea), distribuídas em 2 dias; por via

subcutânea, a citarabina é aplicada 2 vezes ao dia durante 2 dias e, por via intravenosa, a

dose total é administrada durante um período de 8 horas.

Consulte os esquemas terapêuticos exatos nos protocolos antineoplásicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma, para avaliar a presença de efeitos tóxicos do medicamento.

Formulações

A citarabina é comercializada em solução injetável contendo 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães (protocolos antineoplásicos, de administração semanal)

• 100-150 mg/m 2 1 vez ao dia ou 50 mg/m 2 duas vezes ao dia, durante 4 dias, por via

intravenosa ou subcutânea.

• 600 mg/m 2 , por via intravenosa ou subcutânea, em dose única.

• 300 mg/m 2 por dia ou como infusão intravenosa contínua, ao longo de 48 horas (dose

total de 600 mg/m 2 ).

Cães (meningoencefalomielite granulomatosa)


• 50 mg/m 2 2 vezes ao dia durante 2 dias, com repetição a cada 3 semanas, por via

subcutânea.

• 200 mg/m 2 em infusão intravenosa por 16-24 horas. Em alguns pacientes, esta dose é

repetida no segundo dia.

Gatos

• 100 mg/m 2 1 vez ao dia durante 2 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado

em animais destinados ao consumo humano.

Citrato de Dietilcarbamazina

Nomes comerciais e outros nomes

Caricide ® , Flaribits ® e Nemacide ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Preventivo de dirofilariose e anti-helmíntico. Provoca bloqueio neuromuscular no parasita

por meio da inibição de neurotransmissores que o paralisam.

Indicações e Usos Clínicos


Os comprimidos de Caricide ® e algumas outras marcas usadas para prevenção

de dirofilariose foram voluntariamente retirados do mercado. Devido à disponibilidade de

outros preventivos de dirofilariose, o uso de dietilcarbamazina tem diminuído

significativamente. A dietilcarbamazina tem sido usada para prevenir a infecção causada

pela dirofilariose em cães. É administrada regularmente durante o período de maior

ocorrência em áreas nas quais a dirofilariose é endêmica. Outros usos da dietilcarbamazina

incluem o controle de infecções por ascarídeos (Toxocara canis e Toxocara leonina) e como

adjuvante no tratamento de infecções por ascarídeos, em altas doses (55-110 mg/kg).

Em gatos, a dietilcarbamazina pode ser usada para o tratamento de infestações por vermes

ascarídeos (55-110 mg/kg).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A superdose causa vômitos. Se for administrado a um animal positivo para microfilária, é

possível a ocorrência de algumas reações, inclusive pulmonares. Este medicamento é um

derivado da piperazina, que é uma classe de medicamentos antiparasitários geralmente

seguros para os animais.

Contraindicações e Precauções

Cães que apresentem Dirofilaria immits já instalada no coração não devem receber a

dietilcarbamazina enquanto forem estiverem recebendo tratamento com um adulticida

que eliminará as formas adultas do parasita, seguido de tratamento apropriado para as

microfilárias. Podem ocorrer reações em animais com microfilária. Contudo, não há

sensibilidade entre as raças de cães ou outras contraindicações específicas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas.

Instruções de Uso

Protocolos específicos para a administração na dirofilariose devem ser elaborados de acordo

com a região do país em questão (estação do ano), já que a prevenção de dirofilariose

depende da atividade dos mosquitos ao longo do ano. Embora a dietilcarbamazina seja

efetiva na prevenção de dirofilariose, quase sempre é necessário tratamento contínuo diário

para a eficácia do mesmo. Não se deve deixar de tratar, mesmo que por meio de 2 ou 3

doses. Ocasionalmente, alguns animais vomitam logo após a administração. A administração

com alimentos geralmente diminui essa reação. A Sociedade Americana de Dirofilariose

recomenda a troca da quimioprofilaxia para lactonas macrocíclicas (ivermectina e outros

medicamentos relatados), caso o tratamento com dietilcarbamazina seja interrompido.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a presença de dirofilariose no paciente. É importante verificar a presença das

microfilárias nos animais antes da prescrição. Os fabricantes recomendam que animais

tratados com dietilcarbamazina sejam tratados para microfilária a cada 6 meses. Podem

ocorrer reações em animais positivos para microfilária.

Formulações

Apesar de algumas marcas terem sido retradas do mercado pelo fabricante, a disponibilidade

de outros comprimidos de dietilcarbamazina pode variar de acordo com o fabricante e o

nome da marca. Nem todos os nomes comerciais estão disponíveis em todas as

concentrações listadas. Estão disponíveis tanto comprimidos simples como os mastigáveis. As

concentrações dos comprimidos incluem 30, 45, 50, 60, 100, 120, 150, 180, 200, 300 e

400 mg. O xarope está disponível na concentração de 60 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Profilaxia de dirofilariose: 6,6 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

• Tratamento de ascarídeos: 55-110 mg/kg, por via oral, como único tratamento

(110 mg/kg; a dose deve ser fracionada em duas vezes ao dia).

Gatos

• Tratamento de ascarídeos: 55-110 mg/kg, por via oral. No tratamento de ascarídeos,

considere a repetição do tratamento em 10-20 dias para remoção das formas imaturas

do parasita.

Posologia para Grandes Animais

Não há dose relatada para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis.


Para estimativa de períodos de carência para uso extrabula, contate nos EUA o FARAD,

pelo número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Citrato de Fentanila

Nomes comerciais e outros nomes

Sublimaze e marcas genéricas; Fentora comprimidos (transmucosa oral).

Medicamentos comercializados no Brasil

Fentanest (h) , Citrato de fentanila (g)

Classificação funcional

Analgésico, Opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico opioide sintético. A fentanilo é aproximadamente 80-100 vezes mais potente

que a morfina. A fentanila é um agonista dos receptores mu de opiáceos nos neurônios e

inibe a liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão dos estímulos dolorosos

(como a Substância P). Os efeitos sedativos centrais e eufóricos são relacionados aos efeitos

em receptores mu cerebrais. A fentanila tem um amplo perfil de segurança com doses que

chegam a 300 vezes a dose recomendada, não sendo letais em cães que respiram

espontaneamente. É altamente lipofílico – aproximadamente 1.000 vezes mais lipofílico que

a morfina, o que induz uma rápida difusão sobre o sistema nervoso central (SNC). Em cães,

a meia-vida é de aproximadamente 3-6 horas, e em gatos é de aproximadamente 2,5 horas.

A depuração (clearance) é alta em cães e a absorção oral é muito baixa. A fentanila pode ser

absorvida pela pele ou pela membrana mucosa oral, mas não possui boa biodisponilidade se

for engolida.

Indicações e Usos Clínicos

O citrato de fentanila é usado como bolus intravenoso ou infusão de taxa constante em

animais para alívio da dor, adjuvante para anestesia ou como sedativo em associação com

outros sedativos do SNC. A fentanila administrada por via intravenosa produzirá efeitos

antinociceptivos por aproximadamente 2 horas. A maioria das doses baseia-se no empirismo

e em estudos experimentais. Comprimidos bucais são usados em seres humanos para

tratamento de dor incidental, mas há somente experiência empírica com este uso em

animais. Ver Fentanila Transdérmica para informações sobre a forma transdérmica. O uso

clínico é principalmente em cães e gatos. Em equinos, em doses necessárias para produzir

analgesia, ele está associado a alto grau de inquietação, taquicardia, maior atividade


locomotora e excitação (ver Reações Adversas e Efeitos Colaterais). Em equinos, a eficácia é

precária em doses mais baixas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A fentanila tem efeitos adversos semelhantes aos da morfina. Como todos os opiáceos, os

efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos colaterais incluem sedação,

constipação intestinal e bradicardia. Ocorre depressão respiratória com as altas doses.

Como outros opiáceos, espera-se leve diminuição da frequência cardíaca. Na maioria dos

casos, esta diminuição não precisa ser tratada com medicamentos anticolinérgicos (p. ex.,

atropina), mas deve ser monitorada. Em equinos, comportamentos indesejáveis e até

perigosos podem seguir-se à rápida administração intravenosa. Os equinos devem receber

um pré-anestésico, como a acepromazina ou um alfa 2 -agonista.

Contraindicações e Precauções

O citrato de fentanila é uma substância controlada de Classe II (classificação norteamericana).

Tolerância e dependência ocorrem com a administração repetida. Gatos e

equinos são propensos à excitação após a administração, especialmente por via

intravenosa.

Interações Medicamentosas

Não existem interações medicamentosas específicas, mas a fentanila diminuirá os

requisitos de outros anestésicos. A fentanila potencializará outros opiáceos e depressores

do SNC.

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos. Além da forma injetável da fentanila, está disponível a

fentanila transdérmica. As formas transmucosa oral (bucal) e em películas mucoadesivas

solúveis estão disponíveis para administração em seres humanos, mas não foram

adequadamente testadas em animais. Para administração subcutânea, o citrato de

fentanila pode ser misturado com solução de bicarbonato (ver Estabilidade e

Armazenamento) para diminuir a dor da injeção.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a resposta analgésica. Monitore a frequência cardíaca e a respiração. Embora a

bradicardia raramente precise ser tratada quando é causada por um opioide, pode-se

administrar atropina se necessário. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser


revertido com naloxona.

Formulações

O citrato de fentanila está disponível na forma injetável de 250 μg/5 mL (50 μg/ mL).

Comprimidos bucais de Fentora têm 100, 200, 400, 600 e 800 μg. A fentanila em película

bucal solúvel (Onsolis) tem 200, 400, 600, 800 e 1.200 μg por película.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz, e em temperatura ambiente. É

solúvel em água e levemente solúvel em etanol. É fármaco de Classe II, assim armazene em

compartimento fechado. O pH do citrato de fentanila é 5,2. Se for adicionada solução de

bicarbonato (diluição 1:10 ou 1:20) o pH aumenta para 8,0, o que pode diminuir a dor da

injeção, se administrada imediatamente após misturar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Usos anestésicos: 0,02-0,04 mg/kg, a cada 2 horas, por vias intravenosa, subcutânea ou

intramuscular, ou se administrado com acepromazina ou diazepam, use 0,01 mg/kg,

por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

• Agente analgésico, 0,005-0,01 mg/kg a cada 2 horas, por vias intravenosa,

intramuscular ou subcutânea.

• Infusão de taxa constante: dose de ataque de 0,003 mg/kg, por via intravenosa

(3 μg/kg), seguida de 0,005 mg/kg/h (5 μg/kg/h) em cães ou 0,002 mg/kg/h

(2 μg/kg/h) em gatos.

• Fentanila em película bucal: Não foi estabelecida uma dose para animais. Em seres

humanos, a dose inicial é 200 μg, e depois é aumentada, conforme o necessário.

Posologia para Grandes Animais

Pequenos Ruminantes

5-10 μg/kg (0,005-0,010 mg/kg por via intravenosa).

Informações sobre Restrição Legal

Medicamento controlado de Classe II pela DEA (Drug Enforcement

Administration).

Classificação da RCI: 1


No Brasil, o citrate de fentanila está listado como substância entorpecente (lista A1)

sujeito a notificação de Receita “A”.

Citrato de Maropitant

Nome comercial e outros nomes

Cerenia

Medicamentos comercializados no Brasil

Cerenia (v)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O maropitant é um antiemético do mesmo grupo daquele de uso em seres humanos,

o aprepitanto (Emend). Estas substâncias atuam como antieméticos bloqueando o receptor

de neurocinina 1 (NK1; também conhecida como Substância P) e apresentam menor

afinidade por outros receptores de neurocinina (NK2 e NK3). Embora os receptores de NK1

estejam envolvidos em outras respostas fisiológicas e comportamentais, nas doses usadas no

controle da êmese, não provocam efeitos colaterais relacionados ao bloqueio de outros

receptores. A neurocinina 1 é um neurotransmissor que estimula o centro emético. O

maropitant pode inibir os vômitos induzidos por estímulos centrais e periféricos mediados

por outros neurotransmissores, como a acetilcolina, a histamina, a dopamina e a serotonina.

Em cães, sua meia-vida é de 4 a 8 horas, dependendo da dose. A farmacocinética

dependente da dose ocorre com redução da depuração e aumento da meia-vida em doses

superiores a 2 mg/kg. Devido à sua farmacocinética não linear, é possível haver acúmulo

do princípio ativo durante a administração repetida. Após a administração oral, a absorção

é de 24% em dose de 2 mg/kg e de 37% em dose de 8 mg/kg em cães. A farmacocinética

não é afetada pela ingestão de alimentos. Em gatos, a depuração é muito menor do que em

cães, e a meia-vida do medicamento é maior, de 13-17 horas. Nos felinos, a absorção

subcutânea é praticamente completa e a absorção oral é de 50%.

Indicações e Usos Clínicos

O maropitant é aprovado para uso como antiemético em cães, inibindo os vômitos

provocados por estímulos centrais e periféricos. É eficaz na inibição dos vômitos associados à


quimioterapia, à doença gastrointestinal, a toxinas, a nefropatias, ao estímulo vestibular

(cinetose) e a estímulos circulantes, através da zona deflagradora dos quimiorreceptores.

Após a administração subcutânea, sua ação é rápida, perdurando por 24 horas. Embora seu

uso em gatos não seja aprovado, o maropitant é usado de modo seguro e eficaz nestes

animais para o tratamento de vômitos de diferentes etiologias, como a cinetose e a

estimulação por agentes emetogênicos, com duração de ação de 24 horas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O maropitant pode provocar dor discreta ou irritação no sítio de administração

subcutânea. A dor pode ser causada por alteração da formulação, que pode ser observada

quando a forma injetável é armazenada em temperatura ambiente. O maropitant em

complexo de ciclodextrina é preservado a temperaturas baixas, sendo mais estável

quando refrigerado. Assim, a reação adversa associada à injeção dolorosa, pode ser

reduzida pelo armazenamento do maropitant em refrigerador antes do uso. Estudos préclínicos

e clínicos acerca da segurança do maropitant foram conduzidos. Em cães, o

medicamento foi considerado seguro quando administrado em doses 3 e 5 vezes

superiores àquelas descritas em bula. Entre os efeitos colaterais observados nestes ensaios,

incluíram-se salivação excessiva e tremores musculares. Em gatos, o maropitant é bem

tolerado em doses elevadas (10 vezes superiores) e foi considerado seguro quando

administrado em dosagem de 5 mg/kg por 15 dias consecutivos.

Contraindicações e Precauções

A administração repetida provoca acúmulo do medicamento, e doses elevadas são

associadas à menor depuração. Devido ao acúmulo, o maropitant não deve ser

administrado por mais de 5 dias consecutivos. Deve-se dar um intervalo de 2 dias, para

eliminação, antes da instituição de outro período de tratamento. Identifique qualquer

doença subjacente sempre que possível, em vez de depender do maropitant para

o controle da sintomatologia. Os efeitos e a farmacocinética do maropitant não são

afetados por nefropatias.

Interações Medicamentosas

Doses únicas foram administradas por cateter intravenoso, mas pode ocorrer precipitação

ao misturar o maropitant com soluções alcalinizantes. O maropitant é inibidor de NK 1 .

Outros receptores de neurocininas podem ser afetados em grau menor. Dado seu

mecanismo de ação único, interações medicamentosas não foram identificadas. O

maropitant é usado com segurança em associação a outros medicamentos, incluindo

anestésicos e antitumorais. O fármaco apresenta alta afinidade por se ligar a proteínas,

mas não se sabe se existem interações com outros medicamentos por meio deste


mecanismo.

Instruções de Uso

Ensaios clínicos conduzidos em cães determinaram os protocolos adequados de

administração do maropitant. Este medicamento é eficaz no controle de vômitos de

diversas etiologias na espécie canina. Em gatos, embora não aprovado, o maropitant é eficaz

em diversos tipos de vômitos, incluindo aqueles relacionados à cinetose e à estimulação por

emetogênicos. Nestes animais, a dose indicada é de 1 mg/kg, independentemente da

etiologia da êmese.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais clínicos e a doença que pode ser a causa dos vômitos. Outros

monitoramentos específicos e exames não são necessários ao uso seguro do maropitant.

Formulações

O maropitant é comercializado em comprimidos de 16, 24, 60 ou 160 mg e em solução

injetável a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz. A formulação injetável pode ser

armazenada em temperatura ambiente e sob refrigeração, mas, como anteriormente

discutido, a dor provocada pela administração pode ser reduzida pela manutenção do

medicamento em geladeira. O frasco deve ser descartado 28 dias após a primeira utilização.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1 mg/kg por via subcutânea, ou 2 mg/kg por via oral 1 vez/dia por não mais do que 5

dias consecutivos.

• Cinetose: 8 mg/kg por via oral 1 vez/dia por até 2 dias consecutivos

Gatos

• 1 mg/kg 1 vez/dia por vias oral, intravenosa ou subcutânea (mesma dose em todas as

causas de vômitos, incluindo cinetose).

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação para animais de produção. Períodos de carência

do tratamento não foram estabelecidos, e a administração de maropitant a animais

destinados ao consumo humano não é recomendada.

Citrato de Sildenafila

Nomes comerciais e outros nomes

Viagra ® , Revatio ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Viagra (h) , Citrato de Sildenafila (g)

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador. A sildenafila é um vasodilatador, específico para fosfodiesterase V. A

sildenafila e os medicamentos similares agem aumentando o GMP cíclico pela inibição da

sua degradação pela fosfodiesterase –V (PDE-V). Existem duas importantes localizações da

fosfodiesterase V: (1) musculatura lisa dos vasos pulmonares, e (2) no corpo cavernoso. O

segundo efeito produz o desejado efeito clínico que levou este medicamento à popularidade

na medicina humana. O efeito sobre a musculatura lisa dos vasos pulmonares provoca

vasodilatação no leito vascular pulmonar em pacientes com hipertensão pulmonar. Outro

medicamento usado para este efeito é o tadalafil (Cialis ® ) na dose de 1-2 mg/kg a cada 12

horas por via oral, em cães.

Indicações e Usos Clínicos

A sildenafila e os medicamentos relacionados são utilizados em seres humanos para

o tratamento da disfunção erétil através do efeito sobre o corpo cavernoso. Este efeito não

foi explorado em medicina veterinária. O uso em medicina veterinária é limitado ao

tratamento da hipertensão arterial pulmonar. Em cães, a sildenafila ocasiona melhora em

pacientes com hipertensão pulmonar.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Vermelhidão cutânea da região inguinal foi observada em cães. Por outro lado, não foram

relatados efeitos colaterais com o uso clínico em cães. Os efeitos potenciais são atribuídos

à ação vasodilatadora. Se altas doses ou outros vasodilatadores são administrados –

especialmente os que aumentam os níveis do GMP cíclico – pode ocorrer hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em conjunto com outros medicamentos vasodilatadores.

Interações Medicamentosas

Não são relatadas reações medicamentosas para animais, mas em seres humanos existem

precauções sobre o uso com outros vasodilatadores como os bloqueadores alfa e nitratos.

Instruções de Uso

O uso na medicina veterinária é baseado em estudos em cães com hipertensão pulmonar.

Dosagens, posologia e usos clínicos são baseados nestes estudos limitados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico, mas deve-se monitorar a função cardiovascular

(pressão arterial e frequência cardíaca) em animais com risco para complicações

cardiovasculares.

Formulações

A sildenafila está disponível em comprimidos de 20, 25, 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e umidade e em temperatura

ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/kg a cada 12 horas por via oral. O intervalo das doses pode ser entre 8-24 horas e


Gatos

em alguns cães são administradas doses maiores de 3 mg/kg.

• 1 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há período de carência estabelecido para animais de produção. Para estimar período de

carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Citrato de Sufentanil

Nomes comerciais e outros nomes

Sufenta ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Sufenta (h) , Fastfen (h)

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide. A ação deste derivado do fentanil é através do receptor opioide do tipo mu.

O sufentanil é 5-7 vezes mais potente do que o fentanil, e em alguns estudos é 10 vezes

mais potente que o fentanil. Doses de 13-20 μg de sufentanil produzem analgesia

equivalente a 10 mg de morfina.

Indicações e Usos Clínicos

O sufentanil, como outros derivados opioides, é utilizado para sedação, anestesia geral e

analgesia. Pode ser usado como parte do protocolo para anestesia geral balanceada. Pode ser

utilizado com outros agentes ou como agente primário em pacientes intubados e sob


ventilação. O sufentanil apresenta um rápido efeito e rápida recuperação. Não se acumula

nos tecidos; logo a recuperação após o procedimento anestésico é rápida. Pode ser

administrado por via epidural. O uso do sufentanil comparado a outros opioides é limitado

em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas são similares àquelas da morfina. Como todos os opioides, os efeitos

colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos colaterais incluem: sedação, constipação

intestinal e bradicardia. A depressão respiratória ocorre com altas doses.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais com pneumopatias. Devido a sua alta potência comparado

à morfina e outros opioides, calcular a dose cuidadosamente.

Interações Medicamentosas

Como outros opioides, o sufentanil pode potencializar o efeito de outros sedativos e

anestésicos.

Instruções de Uso

Quando utilizado para anestesia, os animais devem sempre ser pré-medicados com

acepromazina ou benzodiazepínico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia

raramente necessite ser tratada quando utilizado um opioide, se necessário, pode-se

administrar atropina. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser revertido

com naloxona.

Formulações

O sufentanil está disponível em solução injetável de 50 μg/mL em ampolas de 1, 2 e 5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada. O sufentanil é um


medicamento controlado classe II e deve ser armazenado em um local protegido.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e gatos

• 2 μg/kg por via intravenosa (0,002 mg/kg) até a dose máxima de 5 μg/kg

(0,005 mg/kg).

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Medicamento controlado classe II.

Evitar o uso em animais de produção. O período de carência não foi estabelecido.

Contudo, para estimar período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número

1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

No Brasil, o citrato de sufentanila está listado como substância entorpecente (Lista A1)

sujeito a notificação de Receita “A”.

Classificação RCI: 1

Citrato de Tripelenamina e Cloridrato de Tripelenamina

Nomes comerciais e outros nomes

Pelamine, Histanin e PBZ

Medicamentos comercializados no Brasil

Não consta como único princípio ativo.

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador H1). De modo semelhante aos outros anti-histamínicos, a


tripelenamina atua bloqueando o receptor Tipo 1 da histamina (H 1 ) e suprime as reações

inflamatórias causadas pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados para controlar

prurido e inflamação da pele em cães e gatos; contudo, as taxas de sucesso em cães não são

altas. Os anti-histamínicos de uso mais frequente são clemastina, clorfeniramina,

difenidramina, cetirizina e hidroxizina.

Indicações e Usos Clínicos

A tripelenamina é usada para prevenir reações alérgicas e na terapia para prurido em cães e

gatos. Em grandes animais, o cloridrato de tripelenamina é usado para tratamento de

laminite, alergia, picadas de insetos, edema pulmonar e urticária em equinos. Em bovinos, é

usada para tratar urticária e reações alérgicas. O uso em animais baseia-se principalmente no

emprego empírico e na experiência em seres humanos. As taxas de sucesso no tratamento de

prurido são baixas. Além do efeito anti-histamínico para tratar alergias, estes medicamentos

bloqueiam o efeito da histamina no centro de vômito, no centro vestibular e em outros

centros que controlam o vômito em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sedação é o efeito colateral mais comum. Efeitos antimuscarínicos (efeitos do tipo

atropina) também são comuns. Os membros desta classe de agentes (etanolaminas) têm

maiores efeitos antimuscarínicos do que os outros anti-histamínicos. Podem ocorrer

efeitos adversos gástricos, como íleo paralítico e diminuição do esvaziamento estomacal.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

Não há relatos clínicos do uso em medicina veterinária e nem evidência de que seja mais

eficaz do que as outras substâncias desta classe.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

A tripelenamina está disponível em comprimidos de 25 e 50 mg; em soluções injetáveis de

20 mg/mL (genéricas); e em elixir líquido oral de 5 mg/mL. O cloridrato de tripelenamina

(Histanin) está disponível em solução injetável de 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• A dose não está claramente estabelecida. É listada como 1 mg/kg, a cada 12 horas, por

via oral. Em seres humanos, a dose é de 1,25 mg/kg, a cada 4-6 horas, por via oral.

Cloridrato de tripelenamina injetável: 0,25 mL por 5 kg de peso corporal.

Posologia para Grandes Animais

Suínos, Bovinos, Equinos

• 1 mg/kg, por via intramuscular. Equivalente a 10 mL por 250 kg, ou 1 mL por 25 kg de

peso corporal.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência: suínos e bovinos: 48 horas (carne); 48 horas (leite).

Classificação RCI: 3

Citrato de Tamoxifeno

Nome comercial e outros nomes

Nolvadex

Medicamentos comercializados no Brasil

Nolvadex(h), Tamoxifeno(g)

Classificação funcional

Antiestrogênico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador não esteroide do receptor de estrógeno. O tamoxifeno também tem fracos

efeitos estrogênicos. Também pode aumentar a liberação do hormônio liberador de

gonadotrofina (GnRH).

Indicações e Usos Clínicos

O tamoxifeno é usado como adjuvante no tratamento de certos tumores, especialmente

aqueles responsivos ao estrógeno. O uso mais comum em animais é como adjuvante no

tratamento de neoplasia mamária. Em mulheres, é usado para induzir a ovulação por

estimulação da liberação de GnRH hipotalâmica

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos adversos não foram completamente registrados em animais. Entretanto, em

humanos, relata-se que o tamoxifeno causa aumento da dor tumoral.

Contraindicações e Precauções

Não use em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

O tamoxifeno é um potente inibidor da enzima citocromo P450.

Instruções de Uso

O tamoxifeno às vezes é usado com outros protocolos de antineoplásicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O tamoxifeno está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


Posologia para Pequenos Animais

A dose veterinária não foi estabelecida, mas foi extrapolada da dose humana. A dose

humana é de 10 mg a cada 12 horas, por via oral (aproximadamente 0,14 mg/kg a cada 12

horas).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Claritromicina

Nomes comerciais e outros nomes

Biaxin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Klaricid (h) , Claritromicina (g)

Classificação funcional

Antibiótico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico macrolídeo com atividade bacteriostática. É um macrolídeo com substituição no

carbono 14. A claritromicina foi lançada em 1990 como um substituto da eritromicina.

Comparada à eritromicina, a claritromicina apresenta maior absorção, meia-vida mais longa

e maior penetração intracelular. Seu sítio de ação é similar ao de outros antibióticos

macrolídeos, na subunidade ribossômica 50S de bactérias suscetíveis. Seu espectro de ação

inclui, principalmente, bactérias Gram-positivas. A maioria das bactérias Gram-negativas é

resistente à claritromicina. A claritromicina pode ser mais ativa (apresentando menores

valores de MIC) do que a eritromicina e a azitromicina. Assim como outros macrolídeos, a

claritromicina pode apresentar propriedades anti-inflamatórias que independem de seus

efeitos microbiológicos (p. ex., inibição de reações inflamatórias mediadas por neutrófilos e

eosinófilos). Os metabólitos da claritromicina podem ser ativos, mas não são bem

caracterizados em animais. A claritromicina é amplamente distribuída em sítios

intracelulares e tissulares; na maioria dos tecidos, inclusive no trato respiratório, suas


concentrações excedem às concentrações plasmáticas. Em potros, a meia-vida do antibiótico

é de 4,8-5,4 horas, com volume de distribuição de 10,5 L/kg e depuração (clearance) de

1,27 L/kg/h. Nesses animais, a absorção oral do medicamento é de 57%, com concentração

máxima (Cmáx.) de 0,5-0,9 μg/mL.

Indicações e Usos Clínicos

Em humanos, a claritromicina é mais comumente utilizada no tratamento de infecções

causadas por Helicobacter gastritis e de infecções respiratórias, já que é ativa contra a

maioria de seus agentes etiológicos (p. ex., Streptococcus, micoplasmas, clamídias). Em

pequenos animais, a claritromicina tem sido usada para tratamento de infecções cutâneas e

respiratórias. Em potros, é empregada para tratamento de infecções causadas por

Rhodococcus equi (associada à rifampicina) e seu sucesso clínico é superior ao da azitromicina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos mais comumente observados durante o tratamento com

claritromicina e medicações associadas são diarreia e náuseas. Muitos animais podem

apresentar fezes amolecidas ou diarreia branda. Em estudos conduzidos com potros

saudáveis, a diarreia era incomum e autolimitante durante o tratamento por via oral. No

entanto, caso se torne grave, a administração do antibiótico deve ser interrompida.

Contraindicações e Precauções

Administre com cautela a equinos adultos, ruminantes, roedores e coelhos, dada a

possibilidade de desenvolvimento de diarreia e enterite. Use com cautela em gestantes.

Interações Medicamentosas

Muitos antibióticos macrolídeos são inibidores do citocromo P450 e podem reduzir a

biotransformação de outros medicamentos. Em humanos, por exemplo, a claritromicina

aumenta as concentrações de digoxina. No entanto, interações medicamentosas

específicas desta natureza não foram documentadas em animais.

Instruções de Uso

A claritromicina deve ser administrada 2 vezes ao dia, dadas a sua curta meia-vida e a

necessidade de maior tempo acima da concentração inibitória mínima (MIC).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Na ausência de valores específicos para a claritromicina, a administração deste

medicamento deve ser guiada pelo antibiograma para a eritromicina. Embora, segundo

o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o ponto de perda de suscetibilidade

seja de 1 μg/mL para bactérias sensíveis, observa-se cura de infecções respiratórias com

valores de MIC de até 8 μg/mL, o que é atribuído às altas concentrações atingidas nesses

sítios. Para R. equi, os valores de MIC são de 0,12 μg/mL. Os microrganismos resistentes à

eritromicina e à azitromicina tendem a ser resistentes também à claritromicina.

Formulações

A claritromicina é comercializada em comprimidos de 250 e 500 mg e em suspensão oral a

25 e 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Os comprimidos de 250 mg são dissolvidos em 50 mL de água e imediatamente

administrados, por via oral, a potros. No entanto, a estabilidade por longo tempo

de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 7,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Potros

• 7,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (geralmente associada à rifampicina, em dose de

10 mg/kg a cada 12 horas).

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Clenbuterol

Nome comercial e outros nomes


Ventipulmin

Medicamentos comercializados no Brasil

Pulmo Plus (v) , Pulmonil (v)

Classificação funcional

Broncodilatador, beta-agonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista beta2-adrenérgico (relação beta2/beta1 = 4,0). Broncodilatador. Estimula

o relaxamento da musculatura lisa brônquica por meio de sua ação sobre os receptores

beta 2 . Pode também inibir a liberação de mediadores inflamatórios, principalmente de

mastócitos. Comparado à terbutalina, é menos eficaz, dada sua menor atividade intrínseca e

por ser somente um agonista parcial. O clembuterol difere de outros beta-agonistas por

resistir à conjugação ao O-sulfato éster, o que aumenta sua meia-vida. Em equinos, é

também mais bem absorvido por via oral (83%) do que outros beta-agonistas. Nesta espécie,

sua meia-vida plasmática é de 13 horas, mas, na urina, o clembuterol pode ser detectado

por 12 dias. Além de seus efeitos sobre a musculatura lisa do trato respiratório, o clembuterol

pode também produzir efeitos de repartição, o que indica a estimulação do desenvolvimento

de mais músculo e menos tecido adiposo. Por isso, o medicamento é usado de forma abusiva

por seres humanos, e ilegalmente empregada em animais produtores de alimentos.

Indicações e Usos Clínicos

O clenbuterol é indicado para o tratamento de animais com broncoconstrição reversível,

como obstrução recorrente das vias aéreas, anteriormente denominada doença pulmonar

obstrutiva crônica (DPOC). Estudos demonstraram seus efeitos em equinos, mas não há

relatos de seu uso em outras espécies animais. Em equinos, o clembuterol pode ter efeitos de

repartição (produzindo menos tecido adiposo), mas também reduz a capacidade de

realização de exercícios e aumenta a taxa de fadiga. Não deve ser usado em animais de

produção.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O clembuterol pode produzir estimulação beta-adrenérgica excessiva quando

administrado em altas doses (taquicardia e tremores). A administração de altas doses foi

relacionada à taquicardia. O uso crônico pode ter efeitos colaterais sobre a função


cardíaca de cavalos saudáveis.

Contraindicações e Precauções

O clembuterol não deve ser usado em animais destinados ao consumo humano (animais

de produção). Os veterinários devem saber que o medicamento é usado de forma abusiva

por seres humanos, para aumento da massa muscular e perda de peso.

Subsequentemente, a administração de altas doses em seres humanos pode provocar

efeitos cardíacos, como arritmias.

Interações Medicamentosas

Uma vez que o clenbuterol é um beta-agonista, outros medicamentos adrenérgicos

potencializam sua ação. Além disso, fármacos betabloqueadores reduzem sua ação. Use

com cautela em associação a qualquer medicamento que possa estimular o coração.

Instruções de Uso

Em equinos, é administrado por via oral. O clenbuterol não é utilizado em pequenos animais.

Seu uso em animais de produção é proibido.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca dos animais durante o tratamento. O clembuterol pode ser

detectado na urina por 12 dias. Concentrações plasmáticas eficazes são de 500 pg/mL.

Formulações

O clembuterol é comercializado em frascos de 100 e 33 mL contendo xarope a 72,5 μg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não há relatos de doses em pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Obstrução recorrente das vias aéreas: 0,8 μg/kg (0,008 mg/kg) 2 vezes/dia por via oral.

Caso a dose inicial não seja eficaz, aumente-a 2, 3 ou 4 vezes, até 3,2 μg/kg. A duração

do efeito é de aproximadamente 6-8 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não há período de carência estabelecido, pois o clembuterol não deve ser administrado a

animais de produção. Em equinos, o fármaco pode ser detectado na urina por 12 dias.

Embora não aprovado para uso em seres humanos, é usado de forma abusiva para perda

de peso e aumento da massa muscular.

Classificação RCI: 3

Clofazimina

Nome comercial e outros nomes

Lamprene

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano usado para o tratamento da lepra felina. Produz lento efeito bactericida

sobre Mycobacterium leprae.

Indicações e Usos Clínicos

A clofazimina tem uso limitado em medicina veterinária, sendo empregada para

o tratamento de infecções provocadas por Mycobacterium, como a lepra felina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em gatos. Em seres humanos, os efeitos colaterais mais

graves são de origem gastrointestinal.


Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses são empíricas ou extrapoladas de estudos conduzidos em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A clofazimina é comercializada em cápsulas de 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 1 mg/kg até um máximo de 4 mg/kg/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Clonazepam


Nome comercial e outros nomes

Klonopin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Rivotril (h) , Clonazepan (g)

Classificação funcional

Anticonvulsionante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. Aumenta os efeitos inibidores do GABA no sistema nervoso central. Por

seus efeitos gabaérgicos, possui atividade anticonvulsionante, apresenta propriedades

sedativas e age sobre alguns distúrbios comportamentais.

Indicações e Usos Clínicos

O clonazepam é usado como anticonvulsionante em cães e gatos. Como benzodiazepínico,

também é empregado para o tratamento de problemas comportamentais em cães e gatos,

principalmente naqueles associados à ansiedade. Com a administração prolongada, pode

haver tolerância aos efeitos anticonvulsionantes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem sedação e polifagia. Alguns animais podem apresentar

excitação paradoxal.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, o clonazepam

potencializa os efeitos de outros sedativos e depressores do sistema nervoso central.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em relatos da medicina humana, em dados empíricos e estudos


experimentais. Estudos clínicos sobre a eficácia do clonazepam em cães e gatos não foram

realizados. Doses baixas, de 0,1-0,2 mg/kg, foram usadas em animais suscetíveis às doses

maiores listadas a seguir.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Amostras de plasma ou soro podem ser analisadas quanto às concentrações de

benzodiazepínicos. No entanto, muitos laboratórios veterinários não realizam este exame e

os laboratórios que analisam amostras humanas podem ser inespecíficos para os

benzodiazepínicos.

Formulações

O clonazepam é comercializado em comprimidos de 0,5, 1 e 2 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

clonazepam, como outros benzodiazepínicos, exibem adsorção a plásticos, principalmente

plásticos moles (cloreto de polivinil). Formulações compostas para administração oral são

estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Medicamento controlado em Esquema IV.

Classificação RCI: 2


No Brasil, o clonazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito a

notificação de Receita “B”

Clopidogrel (Bissulfato)

Nome comercial e outros nomes

Plavix

Medicamentos comercializados no Brasil

Plavix (h) , Bissulfato de Clopidogrel (g)

Classificação funcional

Medicamento antiplaquetário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O clopidogrel é um inibidor de plaquetas. É uma tienopiridina e inibe a atividade plaquetária

mediada pelo receptor de adenosina difosfato (ADP). Um medicamento similar é a

ticlopidina. Por seu mecanismo ser diferente do efeito inibidor da aspirina sobre as

plaquetas, o clopidogrel é mais eficaz do que este fármaco usado isoladamente e, assim, os

dois fármacos são associados. O clopidogrel é biotransformado a uma substância ativa que

exerce a atividade antiplaquetária. Em gatos, o clopidogrel produziu efeitos antiplaquetários

que persistiram por 3 semanas após a interrupção do tratamento. A administração de

clopidogrel também reduziu a liberação de serotonina por plaquetas em gatos, o que pode ser

importante, já que pode contribuir para os sinais clínicos do tromboembolismo observados

nesta espécie. Em cães e cavalos, a administração oral de clopidogrel produziu efeitos

inibitórios significativos sobre as plaquetas, superiores aos da aspirina.

Indicações e Usos Clínicos

O clopidogrel é usado na inibição plaquetária em pacientes suscetíveis à formação de

coágulos sanguíneos. Em pacientes com alto risco de desenvolvimento de trombos e

êmbolos, o clopidogrel inibe mecanismos que não são afetados pela aspirina. Uma substância

similar é a ticlopidina (Ticlid), que não deve ser usada em gatos por produzir reações

adversas. Em gatos, o clopidogrel é recomendado na prevenção do tromboembolismo arterial

cardiogênico associado a cardiopatias. Em cães, foi usado na prevenção do tromboembolismo

causado pela dirofilariose e outras doenças. Nestes animais, em dose de 0,5 ou 1,0 mg/kg, a

redução da agregação plaquetária induzida por ADP ocorre 3 dias após a interrupção do

tratamento em alguns indivíduos e em 7 dias em outros. Em dose de 2 mg/kg a cada 24


horas, por via oral, o clopidogrel suprimiu de forma significativa a atividade plaquetária em

equinos, que persistiu por 6 dias após a última administração.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sangramento em pacientes suscetíveis. Efeitos colaterais não foram identificados em

gatos, mas, em seres humanos foram observados prurido e erupção cutânea.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com alto risco de sangramento.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em associação a outros medicamentos que podem inibir a coagulação

sanguínea.

Instruções de Uso

Administre associado ou não à aspirina em pacientes propensos ao desenvolvimento de

trombos e êmbolos. Em gatos, a dose de 19 mg corresponde a aproximadamente um quarto

do comprimido de formulação humana. É provável que doses menores sejam eficazes, mas

não foram avaliadas dada a impraticabilidade do fracionamento do comprimido de 75 mg

em mais do que quatro partes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o tempo de sangramento.

Formulações

O clopidogrel é comercializado em comprimidos de 75 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos


• 19 mg por gato (1/4 comprimido) a cada 24 horas por via oral.

(Doses menores podem ser eficazes, mas não foram avaliadas em gatos.)

Cães

• 0,5 ou 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Uma dose maior, de 2-4 mg/kg, pode ser administrada, por via oral, seguida por 1 mg/kg

a cada 24 horas por via oral (em alguns casos, uma dose inicial maior, de 10 mg/kg,

pode ser usada).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Cloprostenol Sódico

Nomes comerciais e outros nomes

Estrumate, EstroPLAN

Medicamentos comercializados no Brasil

Ciosin (v) , Croniben (v) , Eurosin (v) , Sincrocio (v) , Sincrosin (v) , Veteglan (v)

Classificação funcional

Prostaglandina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O cloprostenol é uma prostaglandina sintética, estruturalmente relacionada ao PGF 2 -alfa,

que produz efeitos similares aos desta molécula. As prostaglandinas sintéticas são muito mais

potentes do que as naturais, e não devem ser usadas nas mesmas doses que estas. Análogos

da prostaglandina F 2 apresentam ação luteolítica direta sobre o corpo lúteo. Após a

administração, o cloprostenol provoca regressão funcional do corpo lúteo (luteólise). Em


vacas não gestantes em ciclo, este efeito resulta em estro 2-5 dias após a administração. Em

animais prenhes, interrompe a gestação. Em fêmeas com atividade lútea prolongada que

apresentam piometra, fetos mumificados ou cistos lúteos, a luteólise geralmente leva à

resolução do problema e ao retorno ao ciclo normal.

Indicações e Usos Clínicos

O cloprostenol tem sido usado em vacas para indução da luteólise (gado de corte e de leite),

para manipulação do ciclo estral, permitindo o uso de técnicas de reprodução assistida. Pode

também ser empregado na interrupção de gestações resultantes de cruzamentos

indesejados e para o tratamento de doenças associadas à função lútea prolongada (p. ex.,

piometra, cistos lúteos). A maioria dos relatos de interrupção de gestação se refere a vacas,

éguas e cadelas. Nas cadelas, o cloprostenol é associado a outros medicamentos [p. ex.,

cabergolina (Dostinex) e bromocriptina (Parlodel)] para interrupção da gestação. Quando

usado como abortivo, é quase 100% eficaz. Em equinos, o cloprostenol é empregado na

indução do parto prematuro nas últimas 2-4 semanas de gestação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Induz aborto em fêmeas prenhes. Em bovinos, a administração de altas doses (50-100

vezes) provocou desconforto, lactorreia e sialorreia (espumosa). O cloprostenol não

provoca efeitos prolongados sobre a fertilidade. Após o tratamento da piometra, alguns

animais podem apresentar endometrite. Quando usado para o tratamento da piometra

em cadelas, palpitações, vômitos, náuseas e diarreia podem ser observados 15-45 minutos

após a administração. Em cadelas, na interrupção da gestação, os efeitos colaterais são

brandos, mas podem incluir vômitos, náuseas e palpitação, começando logo após a

administração e perdurando por aproximadamente 15-20 minutos. Para evitar os

vômitos, recomenda-se iniciar o tratamento 8 horas após a alimentação. O aborto pode

ser seguido, por aproximadamente 1 semana, de corrimento vulvar mucoso. Algumas

cadelas podem apresentar aumento de volume das mamas e discreta produção de leite.

Contraindicações e Precauções

As prostaglandinas sintéticas são muito mais potentes do que as naturais, de modo que a

administração deve ser cuidadosa, evitando sobredose. Manipule com cuidado. O

cloprostenol pode ser absorvido pela pele intacta, de modo que a exposição humana deve

ser evitada. Recomenda-se que todas as mulheres evitem a manipulação do cloprostenol.

Seres humanos com problemas respiratórios devem evitar o contato com o cloprostenol,

pois há possibilidade de indução de reação asmática.

Instruções de Uso


A administração a bovinos deve ser feita por via intramuscular. Em vacas, o retorno ao estro

geralmente ocorre em 3-5 dias, quando a inseminação pode ser realizada. Em alguns casos,

uma segunda injeção pode ser dada 11 dias após a primeira (plano com duas

administrações), com o estro sendo observado depois de 2-5 dias. Quando usado na

interrupção da gestação em vacas, o cloprostenol pode ser administrado a qualquer

momento entre o 7° dia e o 5° mês após a monta, e o feto geralmente é expelido após 4-5

dias. Em cadelas, é empregado na interrupção da gestação aproximadamente 30-40 dias

após o cruzamento. Nestes animais, pode ser associado a outros medicamentos

(bromocriptina ou cabergolina), permitindo a administração de uma dose menor, de

1 μg/kg, que provoca menos efeitos colaterais. Administre o cloprostenol pelo menos 8 horas

após a alimentação, evitando, assim, a ocorrência de vômitos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a ocorrência de corrimento vulvar contínuo após o tratamento. A avaliação da

progesterona sérica pode ser usada no monitoramento da terapia, principalmente quando a

interrupção da prenhez é prolongada.

Formulações

O cloprostenol é comercializado em solução aquosa injetável a 250 μg/mL. A diluição em

soro fisiológico é recomendada para administração de doses precisas em cadelas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada, mas, antes da administração

a pequenos animais, a solução pode ser diluída em soro fisiológico.

Posologia para Pequenos Animais

Cadelas (interrupção da gestação):

• 1-2,5 μg/kg 1 vez/dia por via subcutânea durante 4-5 dias, começando no 25° dia

após a monta (os efeitos colaterais são menores quando a dose de 1 μg/kg é

administrada).

• Começando 35-45 dias após a reprodução, administre 1 μg/kg por via subcutânea (após

a diluição 1:10 em soro fisiológico), nos dias 1 e 3. Pode ser associado à cabergolina

(Galastop), 5 μg/kg por via oral, a cada 24 horas, entre os dias 1 e 7 do tratamento.

• 1 μg/kg a cada 48 horas, por via subcutânea, associada à bromocriptina (ver mais

informações em Bromocriptina).


Posologia para Grandes Animais

Bovinos: 2 mL (500 μg) por via intramuscular, em dose única, ou com repetição 11 dias

após a primeira injeção.

Equinos: (Interrupção da gestação) 2 mL (500 μg) por égua, por via intramuscular.

Em algumas condições, a administração é repetida (p. ex., a cada 12 horas). Na indução do

parto prematuro nas últimas 2-4 semanas de gestação, administre 2 doses, com intervalo de

30 minutos (a ocitocina também é usada para esta indicação). No tratamento

da endometrite, administre 250 μg (1 mL) por via intramuscular, 2 vezes, com intervalo

de 12 horas, geralmente associado à ocitocina.

Informações sobre Restrição Legal

Seu uso é restrito a veterinários autorizados. Não há períodos de carência do tratamento em

animais destinados ao consumo humano.

No Brasil, os produtos comercializados apresentam períodos de carência para o abate de

24 horas após a última aplicação, não sendo necessário descartar o leite de animais

tratados.

Clorambucil

Nome comercial e outros nomes

Leukeran

Medicamentos comercializados no Brasil

Leukeran (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente citotóxico. O clorambucil é uma mostarda nitrogenada e é ocasionalmente usada

como substituto da ciclofosfamida. Sua ação é similar a deste medicamento, mas é a que

possui ação mais lenta da classe das mostardas nitrogenadas.

Indicações e Usos Clínicos


O clorambucil é empregado para o tratamento de diversos tumores e na terapia

imunossupressora. Embora pouco tenha sido publicado acerca do uso clínico do clorambucil,

pode ser eficaz em cães e gatos para o tratamento de doenças imunomediadas. No entanto,

comparações diretas com outras substâncias imunossupressoras não foram relatadas. Uma

das utilizações mais frequentes do clorambucil é para o tratamento de dermatopatiasi

imunomediadas em gatos, como o pênfigo e o complexo do granuloma eosinofílico (CGE).

Nesta espécie, é também usado no tratamento da doença inflamatória intestinal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Embora a maioria dos gatos tolere bem o clorambucil, a ocorrência de mielossupressão é

possível. Não há desenvolvimento de cistite como observado durante o tratamento com

ciclofosfamida. Alguns pacientes podem apresentar diarreia e anorexia.

Contraindicações e Precauções

Agente citotóxico, possivelmente imunossupressor. Não administre a animais com

mielossupressão.

Interações Medicamentosas

O clorambucil potencializa as ações de outros medicamentos imunossupressores.


Instruções de Uso

O clorambucil pode ser associado à prednisolona para o tratamento de doenças

imunomediadas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma durante o tratamento.

Formulações

O clorambucil é comercializado em comprimidos de 2 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

clorambucil sofre rápida hidrólise (em 10 minutos) na presença de água. A hidrólise é ainda

mais rápida em pH > 2. O medicamento pode, portanto, rapidamente se decompor em

formulações aquosas, como aquelas que contêm xaropes simples e outros excipientes. A

hidrólise é mais lenta quando em soluções alcóolicas. Caso diluído em álcool e armazenado

em freezer, o clorambucil é estável por 31 dias. A exposição à luz reduz a estabilidade do

fármaco.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-6 mg/m 2 a cada 24 horas, passando a cada 48 horas por via oral (a dose equivalente

é 0,1-0,2 mg/kg).

Gatos

• Doença imunomediada: 0,1-0,2 mg/kg (aproximadamente 1/2 comprimido) a cada 24

horas, passando a cada 48 horas, por via oral.

• Doença Inflamatória Intestinal: 2 mg por gato, a cada 48-72 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se

tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais

destinados ao consumo humano

Cloranfenicol

Nomes comerciais e outros nomes

Palmitato de cloranfenicol, Chloromycetin, Cloranfenicol succinato sódico e marcas

genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Nos medicamentos de uso veterinário, o cloranfenicol é geralmente associado com outros

antibacterianos.

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano. O mecanismo de ação está na inibição da síntese proteica, por meio da

ligação a ribossomos. Seu espectro de ação é amplo, e inclui cocos Gram-positivos, bacilos

Gram-negativos (inclusive Enterobacteriaceae) e Rickettsia. O cloranfenicol é geralmente

considerado um antibiótico bacteriostático e é importante manter suas concentrações acima

do MIC pelo maior tempo possível durante os intervalos entre as administrações. O

cloranfenicol é bem absorvido quando administrado por via oral, exceto em ruminantes. Sua

meia-vida é de aproximadamente 4 horas em cães e 5 horas em gatos, e de menos de 1 hora

em equinos. Em potros, porém, após administração oral a meia-vida do fármaco é de 2,5

horas. Na maioria dos animais, o volume de distribuição é de aproximadamente 1-2 L/kg. O

cloranfenicol succinato sódico compõe uma solução injetável e é convertido em

cloranfenicol pelo metabolismo hepático.

Indicações e Usos Clínicos

Agente antibacteriano usado para tratamento de infecções provocadas por um amplo

espectro de microrganismos, que abrange cocos Gram-positivos, bacilos Gram-negativos

(inclusive Enterobacteriaceae), bactérias anaeróbicas e Rickettsia. O cloranfenicol tem sido

usado para tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes a outros

antibacterianos comuns (p. ex., espécies de Staphylococcus resistentes à meticilina). O


florfenicol apresenta mecanismo de ação semelhante e tem substituído o cloranfenicol em

alguns animais (ver Florfenicol). O cloranfenicol é também conhecido por sua capacidade

de penetração de membranas lipídicas, como a barreira hematoencefálica. No entanto, sua

eficácia para o tratamento de infecções do SNC é pequena.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode-se observar mielossupressão após tratamento prolongado ou com altas doses de

cloranfenicol. Este efeito é verificado em todas as espécies animais, mas os felinos são

particularmente suscetíveis, e apresentam alterações medulares após 14 dias de

tratamento.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais gestantes ou neonatos. Evite o uso prolongado em gatos. Alerte o

proprietário de que a exposição de seres humanos a pequenas doses de cloranfenicol foi

associada ao desenvolvimento de anemia aplástica.

Interações Medicamentosas

O cloranfenicol é um potente inibidor de enzimas microssomiais (citocromo P450). Esta

inibição aumenta a concentração de outros medicamentos (p. ex., barbitúricos) e

aumenta o risco de intoxicação. Use com cautela em associação com qualquer outra

medicação que requeira biotransformação hepática.

Instruções de Uso

O uso do cloranfenicol é baseado em dados de suscetibilidade. Embora raramente esteja

disponível comercialmente, o palmitato de cloranfenicol requer enzimas ativas e não deve

ser administrado a animais em jejum ou anoréxicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),

o ponto de perda de suscetibilidade é de ≤ 4 μg/mL para estreptococos e de ≤ 8 μg/mL

para os demais microrganismos.

Formulações

O palmitato de cloranfenicol é comercializado em suspensão oral a 30 mg/mL. O

cloranfenicol é comercializado em cápsulas de 250 mg e comprimidos de 100, 250 e


500 mg. A solução injetável de cloranfenicol succinato sódico, embora raramente esteja

disponível comercialmente, apresenta concentração de 100 mg/mL. Algumas formas de

cloranfenicol não são mais comercializadas nos EUA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O palmitato

de cloranfenicol é insolúvel em água. O cloranfenicol é estável a pH de 2-7. O cloranfenicol

succinato sódico é estável por 30 dias à temperatura ambiente e por 6 meses caso seja

congelado.

Posologia para Pequenos Animais

Cloranfenicol e Palmitato de Cloranfenicol

Cães

• 40-50 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.

Gatos

• 12,5-20 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (ou 50 mg/gato).

Cloranfenicol Succinato Sódico

Cães

• 40-50 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

Gatos

• 12,5-20 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 35-50 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal


É ilegal administrar cloranfenicol a animais destinados ao consumo humano; os períodos

de carência do tratamento, portanto, não foram estabelecidos.

Clorazepato Dipotássico

Nomes comerciais e outros nomes

Tranxene e genéricos

Medicamentos comercializados no Brasil

Tranxilene (h)

Classificação funcional

Anticonvulsivo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. O clorazepato é um dos metabólitos ativos do diazepam, e produz efeitos

similares, mas de duração maior. Após a absorção oral, é rapidamente convertido no fármaco

ativo, denominado nordiazepam ou desmetildiazepam. Assim como o diazepam e outros

benzodiazepínicos, aumenta os efeitos inibidores do GABA no SNC.

Indicações e Usos Clínicos

O clorazepato é usado em virtude de sua ação anticonvulsiva e sedativa, e para tratamento

de algumas doenças comportamentais. É administrado a cães e gatos quando outros

medicamentos não são eficazes. O clorazepato é usado para o tratamento de epilepsias

refratárias, mas após terapia prolongada pode haver desenvolvimento de tolerância a seus

efeitos anticonvulsionantes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem sedação e polifagia. Alguns animais podem apresentar

excitação paradoxal. A administração crônica pode provocar dependência e síndrome de

abstinência quando interrompida.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações graves. Em raros indivíduos, os benzodiazepínicos causaram


excitação paradoxal. Podem causar anomalias fetais no início da gestação, mas não há

relatos deste fenômeno em medicina veterinária.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, potencializa os

efeitos de outros sedativos e depressores do SNC.

Instruções de Uso

As doses são baseadas principalmente em relatos empíricos, da medicina humana e de

estudos experimentais. Doses maiores podem ser usadas para tratamento de curta duração

de fobia a ruídos. No entanto, para a maioria das indicações, não foram realizados estudos

clínicos em cães e gatos. Os comprimidos de clorazepato são rapidamente degradados na

presença de luz, calor ou umidade.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Amostras de soro ou plasma podem ser analisadas quanto às concentrações de

benzodiazepínicos. Em seres humanos, concentrações plasmáticas de 100-250 ng/mL são

citadas como faixa terapêutica. Segundo outras referências, essa faixa varia de 150-

300 ng/mL. No entanto, muitos laboratórios veterinários não realizam esses exames.

Laboratórios que analisam amostras humanas podem realizar análises inespecíficas para

benzodiazepínicos. Nesses ensaios, podem ocorrer reações cruzadas entre metabólitos.

Formulações

O clorazepato é comercializado em comprimidos de 3,75; 7,5; 11,25; e 15 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Mantenha na embalagem original ou armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e

em temperatura ambiente. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5-2 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral, podendo ser administrado até de 4 em 4

horas.

Gatos


• 0,2-0,4 mg/kg a cada 12-24 horas, até 0,5-2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o clorazepato dipotássico está listado como substância psicotrópica (lista B1)

sujeito a notificação de Receita “B”.

Cloreto de Amônio

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Produtos de farmácia de manipulação

Classificação funcional

Acidificante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Acidificante urinário. Após a administração oral, o cloreto de amônio acidifica a urina.

Indicações e Usos Clínicos

Compostos que contenham amônio são administrados com o objetivo de acidificar a urina,

principalmente para tratamento de cálculos vesicais ou infecções crônicas do trato urinário

inferior.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


O cloreto de amônio tem sabor amargo quando adicionado ao alimento. Em alguns

pacientes, caso seja administrado em altas doses, pode provocar acidose.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com acidose sistêmica. Use com cautela em pacientes

nefropatas. Pode não ser palatável quando adicionado a algumas rações.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses são calculadas para maximizar o efeito de acidificação da urina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o equilíbrio acidobásico do paciente.

Formulações

O amônio é comercializado em forma de cristais.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 100 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Gatos

• 800 mg/gato (aproximadamente 1/3 a 1/4 de colher de sopa) misturados à ração,

diariamente.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Acidificante: 100-250 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Acredita-se que não haja risco

residual e não se recomenda intervalo de interrupção do tratamento em animais destinados

ao consumo humano.

Cloreto de Betanecol

Nome comercial e outros nomes

Urecholine

Medicamentos comercializados no Brasil

Liberan (h)

Classificação funcional

Colinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista colinérgico muscarínico. Parasimpatomimético. O betanecol estimula as

motilidades intestinal e gástrica. É também um estimulante da contração da bexiga urinária

pela ativação do receptor muscarínico. O betanecol, como outros ésteres carbamoil, resiste à

hidrólise pela acetilcolinesterase para produzir uma resposta mais sustentável. O início da

ação, em geral, ocorre 10 minutos após a injeção e 30-60 minutos após a administração oral.

O efeito de duração é de 4-6 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O betanecol é usado em pequenos animais para aumentar a contração da bexiga urinária.

Em animais de grande porte, pode aumentar a motilidade gastrointestinal, mas sua eficácia

para tratar a estase gastrointestinal é questionável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses de agonistas colinérgicos elevarão a motilidade do trato gastrointestinal,

causando desconforto abdominal e diarreia. O betanecol pode causar depressão


circulatória em animais propensos a esse distúrbio.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes com suspeita de obstrução urinária ou gastrointestinal.

Interações Medicamentosas

Os medicamentos anticolinérgicos (atropina, escopolamina etc.) antagonizarão os efeitos

do betanecol.

Instruções de Uso

Administre a forma injetável somente por via subcutânea. As doses são derivadas de

extrapolações das doses utilizadas em seres humanos ou da experiência empírica. Não

existem estudos disponíveis bem controlados sobre sua eficácia para animais.

O betanecol não está mais disponível comercialmente, mas alguns farmacêuticos de

formulações veterinárias podem fornecê-lo aos veterinários.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a função gastrointestinal.

Formulações

O betanecol está disponível em comprimidos de 5, 10, 25 e 50 mg e na forma injetável de

5 mg/mL. (As preparações comerciais não estão mais disponíveis, mas podem ser obtidas

através de algumas farmácias de manipulação.)

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. Suspensões de compostos

orais preparadas de comprimidos não estão disponíveis.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-15 mg/cão a cada 8 horas por via oral (2,5 mg/cão para cães pequenos)

Gatos

• 1,25-5 mg/gato a cada 8 horas por via oral


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,025 mg/kg por via subcutânea.

Bovinos

• 0,07 mg/kg por via subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão disponíveis para animais de produção (uso extrabula).

Contudo, o FARAD (1-888-873-2723) recomenda um tempo de abstinência de 21 dias

para o abate.

Classificação RCI: 4

Cloreto de Edrofônio

Nomes comerciais e outros nomes

Tensilon ® e marcas genéricas

Produtos comercializados no Brasil

Tensilon (h)

Classificação Funcional

Antimiastênico, anticolinesterásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da colinesterase. O edrofônio causa efeitos colinérgicos pela inibição do

metabolismo da acetilcolina. Seus efeitos não são duradouros e é usado apenas por períodos

curtos.

Indicações e Usos Clínicos

Devido a curta duração do edrofônio, sua utilização é basicamente para uso diagnóstico (p.

ex., miastenia gravis). É também utilizado para reverter o bloqueio neuromuscular causado

por agentes não desporalizantes (pancurônio).


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O edrofônio possui um curto efeito e seus efeitos colaterais são mínimos. Altas doses em

animais sem miastenia pode causar a salivação, refluxo, vômito e diarréia. Caso observado

administre 0,02-0,04 mg/kg de atropina. Podem ocorrer efeitos

colinérgicos/muscarínicos excessivos em altas doses, estes também podem ser revertidos

com a atropina.

Contraindicações e Precauções

O edrofônio potencializa o efeito de outros medicamentos colinérgicos. Os gatos são

especialmente sensíveis ao edrofônio (ver Posologia para Pequenos Animais).

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros medicamentos colinérgicos.

Instruções de Uso

O edrofônio é usado somente para determinação do diagnóstico da miastenia gravis. Um

medicamento alternativo para este propósito é o metilsulfato de neostigmina (Prostigmim ® )

na dose de 40 μg/kg, por via intramuscular ou 20 μg/kg, por via intravenosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O edrofônio está disponível em solução injetável de 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado protegido da luz. A estabilidade das formulações

manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,11-0,22 mg/kg, por via intravenosa (dose máxima de 5 mg por cão).


Gatos

• 0,25-0,5 mg/gato, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido à curta meia-vida, não há

risco de resíduos para animais de produção.

Classificação RCI: 3

Cloreto de Sódio a 0,9% (Soro Fisiológico)

Nomes comerciais e outros nomes

Solução fisiológica ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloreto de sódio 0,9% (g)

Classificação funcional

Fluido de reposição

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O cloreto de sódio é utilizado para reposição de fluidos por via intravenosa. Não é uma boa

solução de manutenção. O cloreto de sódio (0,9%) contém 154 mEq/L de sódio e

154 mEq/mL de cloreto. Ver Apêndice para comparação com outras soluções.

Indicações e Usos Clínicos

O cloreto de sódio é utilizado para suplementação de fluidos por via intravenosa.

Entretanto, não é uma solução de eletrólitos balanceada e não deve ser utilizado para

manutenção. Também é frequentemente utilizado como veículo de medicações realizadas

por infusões contínuas (IC).


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não é uma solução eletrolítica balanceada. A infusão por longos períodos pode causar

desequilíbrio eletrolítico. A solução salina não é balanceada e pode causar acidemia por

aumentar a excreção renal de bicarbonato. O uso prolongado pode causar hipocalemia.

Contraindicações e Precauções

Não exceder a dose máxima de 80 mL/kg/hora. Esta solução não contém balanço

eletrolítico para manutenção.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Quando administrado por via intravenosa, monitorar cuidadosamente a taxa de infusão e a

concentração de eletrólitos.

As taxas de administração de fluidos estão a seguir:

Fluido de reposição: cálculo de volume necessário em litros = % de desidratação x peso

corpóreo (kg) ou mL necessários = % de desidratação x peso corpóreo (kg) x 1.000.

Adicionar o bicarbonato ao fluido, caso necessário, baseando-se no déficit de bases.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o estado de hidratação e os níveis de eletrólitos séricos, particularmente o de

potássio.

Formulações

O cloreto de sódio a 0,9% está disponível em bolsas de infusão de 500 e 1.000 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• Administração para manutenção (sem déficits): 1,5-2,5 mL/kg/hora (cuidado, não é

uma solução de manutenção balanceada).

• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.

• Desidratação grave : 50 mL/kg/hora por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

• Administração para manutenção: 40-50 mL/kg/dia por vias intravenosa, intraperitoneal

ou subcutânea.

• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.

• Desidratação grave : 50 mL/kg/hora por via intravenosa.

Bezerros

• Desidratação moderada: 45 mL/kg administrado em uma taxa de 30-40 mL/kg/hora.

• Desidratação grave : 80-90 mL/kg administrado em uma taxa de 30-40 mL/kg/hora

ou mais rápido, caso necessário em 80 mL/kg/hora.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de

carência.

Cloreto de Sódio a 7,2%

Nomes comerciais e outros nomes

Solução salina hipertônica ® e SSH ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Solução salina hipertônica (g)

Classificação funcional

Fluido de reposição

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O cloreto de sódio concentrado é utilizado para o tratamento da hipovolemia aguda. A

solução salina hipertônica provoca rápida expansão do volume plasmático e melhora o fluxo


sanguíneo microvascular. A solução salina hipertônica contém 2.566 mOsm/L,

1.232 mEq/L de sódio e 1.232 mEq/L de cloreto.

Indicações e Usos Clínicos

A solução salina hipertônica é utilizada para o tratamento de choque hipovolêmico em

animais. A duração de seu beneficio é de curta duração. Pode ser benéfico quando

associada com coloides, como o Dextran 70 ® . Em cães, é usada na dose de 4 mL/kg, por via

intravenosa, durante 5 minutos de infusão para ser efetiva no tratamento do choque

séptico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não é uma solução eletrolítica balanceada. Infusões por longos períodos podem causar

desequilíbrio eletrolítico.

Contraindicações e Precauções

Não administrar em animais com hipernatremia. Não administrar soluções com altos

níveis de sódio em animais com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A solução salina hipertônica é usada na infusão a curto prazo para rápida expansão do

volume vascular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hematócrito e a pressão sanguínea nos animais tratados.

Formulações

Cloreto de sódio a 7,2% está disponível para infusão.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3-8 mL/kg de solução a 7,2% por via intravenosa. (A taxa de administração não deve

exceder 1 mL/kg/minuto.)

Posologia para Grandes Animais

• 4-8 mL/kg de solução a 7,2% por via intravenosa em uma taxa de 1 mL/kg/minuto.

Informações sobre Restrição Legal

Devido o baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de

carência.

Cloridrato de Amiodarona

Nome comercial e outros nomes

Cordarone

Medicamentos comercializados no Brasil

Atlansil (h) , Ancoron (h) , Angiodarona (h) , Cloridrato de Amiodarona (g)

Classificação funcional

Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiarrítmico, de Classe III. Os efeitos antiarrítmicos são causados,

principalmente, por bloqueio do canal de potássio nos tecidos cardíacos. A amiodarona

prolonga o potencial de ação e retarda a repolarização miocárdica e o período refratário em

tecidos cardíacos. Tem algumas propriedades em receptores alfa-adrenérgicos, betaadrenérgicos

e bloqueadores de canais de cálcio. Sua meia-vida é de alguns dias e, em certos

animais, pode ser de até 100 dias durante tratamento crônico. Em equinos, a meia-vida

terminal da amiodarona é de 38-84 horas. A formulação de amiodarona para uso

intravenoso emprega o Polissorbato 80 para aumentar a solubilidade, e esta molécula pode

ser responsável por algumas das reações adversas. Há um novo derivado não iodado da

amiodarona, denominado dronedarona (Multaq), que é menos lipofílico, apresenta meiavida

menor e pode ser mais seguro, mas o uso deste medicamento em animais ainda não foi


relatado.

Indicações e Usos Clínicos

A amiodarona é usada para tratamento de arritmias ventriculares refratárias. É reservada ao

tratamento de arritmias possivelmente fatais, refratárias a outros tratamentos. A

amiodarona tem sido usada como último recurso para tratamento de taquicardia

ventricular recorrente hemodinamicamente instável.

Em equinos, a administração intravenosa de amiodarona tem sido usada no tratamento

de fibrilação atrial.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães, o efeito adverso mais comumente observado é redução do apetite. O

prolongamento do intervalo Q-T é preocupante. Outros efeitos adversos incluem

bradicardia, insuficiência cardíaca, hipotensão, bloqueio AV, disfunção tireoidiana

(redução de T3 e T4), fibrose pulmonar, neutropenia e anemia. Hepatopatia é uma

grande preocupação, e foi relatada em cães. Os cães da raça Doberman são

particularmente afetados pela amiodarona quando esta é usada no tratamento de

arritmias; nesses animais, foi maior a incidência de efeitos adversos, inclusive anorexia,

letargia, hepatotoxicidade e vômito. Em um estudo, doses de até 12,5 mg/kg,

administradas por via intravenosa, não provocaram reações cardiovasculares agudas; no

entanto, com a administração intravenosa aguda, reações cardíacas graves, hipotensão,

vasodilatação, prurido e edema (inclusive edema de membros) puderam ser observados.

Os efeitos adversos relacionados com o tratamento intravenoso podem ser provocados

pelo veículo utilizado para aumentar a solubilidade, o Polissorbato 80, que é conhecido

por causar reações similares às alérgicas, devidas à liberação de histamina. O tratamento

prévio com anti-histamínicos pode ajudar a reduzir a ocorrência de eventos adversos

relacionados com a administração intravenosa.

Equinos submetidos a uma única administração intravenosa não apresentaram sinais

clínicos adversos, mas, no tratamento da fibrilação atrial, foram relatados sinais discretos

de alteração de peso e fraqueza em membros posteriores.

Contraindicações e Precauções

Reações graves, inclusive hepatopatia e arritmias cardíacas, foram observadas em cães.

Use a amiodarona apenas quando a arritmia for refratária a outros tratamentos ou se

houver risco de morte súbita.

Interações Medicamentosas


Tenha cuidado ao associar a amiodarona a betabloqueadores, bloqueadores de canais de

cálcio e digoxina, dada a possibilidade de redução da velocidade de condução. Não

misture a solução intravenosa a soluções que contenham bicarbonato.

Instruções de Uso

De modo geral, são administradas doses de ataque, seguidas pelo tratamento de

manutenção. Em cães, as doses de uso oral são 10-15 mg/kg a cada 12 horas durante

1 semana, passando-se a 5-7,5 mg/kg a cada 12 horas durante 2 semanas e, em seguida,

7,5 mg/kg a cada 24 horas, como tratamento de manutenção. Em caso de tratamento

intravenoso, a administração da amiodarona deve ser lenta; a taxa de infusão inicial não

deve ser superior a 30 mg por minuto. Antes do tratamento intravenoso, administre antihistamínicos,

para impedir a ocorrência de reações semelhantes a reações alérgicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Em cães, dada a possibilidade de ocorrência de eventos adversos causados pela amiodarona,

a terapia deve ser cuidadosamente monitorada. Durante o tratamento, é altamente

recomendável que o hemograma seja monitorado para detecção de anemia e neutropenia e

que os índices hepáticos sejam avaliados por perfil bioquímico. O ECG também deve ser

monitorado durante o tratamento, já que o intervalo Q-T pode ser prolongado. Acompanhe

a função tireoidiana durante a terapia. O monitoramento terapêutico pode ser realizado por

alguns hospitais. No plasma, a faixa terapêutica da amiodarona é de 1-2,5 μg/mL.

Formulações

A amiodarona é comercializada em comprimidos de 100, 200, 300 e 400 mg e em solução

injetável a 50 mg/mL. Uma nova formulação (PM101) emprega um veículo diferente para

aumentar a solubilidade em substituição ao Polissorbato 80. Esse veículo, a

betaciclodextrina (Captisol), forma um centro hidrofílico e, assim, tem menor potencial de

promover reações alérgicas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Arritmias ventriculares: 10-15 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 1 semana,

passando-se a 5-7,5 mg/kg a cada 12 horas durante 2 semanas e, em seguida,


7,5 mg/kg a cada 24 horas, como tratamento de manutenção.

• Arritmias refratárias: 25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 4 dias, passandose

a 25 mg/kg a cada 24 horas.

• Fibrilação atrial: dose de ataque de 15 mg/kg durante 5 dias, passando-se a 10 mg/kg

por dia, por via oral.

• Das raças Boxer ou Doberman: 200 mg a cada 12 horas durante 1 semana, por via oral,

passando-se a 200 mg 1 vez ao dia. Doses até duas vezes maiores do que estas foram

administradas, mas com maior risco de intoxicação.

Gatos

Não há relatos de doses em gatos.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Tratamento de fibrilação atrial: 5 mg/kg/h durante 1 hora, seguidos de 0,83 mg/kg/h

durante 23 horas, por via intravenosa. A absorção oral era lenta e inconsistente e, assim, a

administração da amiodarona por esta via não é recomendada.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Amitriptilina

Nomes comerciais e outros nomes

Elavil e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil:

Tryptanol (h) , Cloridrato de Amitriptilina (g)

Classificação funcional

Modificador do comportamento, antidepressivo tricíclico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antidepressivo tricíclico. A amitriptilina, como outros antidepressivos tricíclicos, inibe a

recaptação de serotonina e outros transmissores em terminações nervosas pré-sinápticas. Em

gatos, seu mecanismo de ação no tratamento da cistite é desconhecido, mas pode estar

relacionado à redução da ansiedade, à modificação do comportamento ou a efeitos

anticolinérgicos.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros antidepressivos tricíclicos, a amitriptilina é usada em animais para o tratamento

de diversas doenças comportamentais (p. ex., ansiedade). No entanto, poucos estudos

documentam a eficácia deste medicamento em animais. No tratamento de algumas

doenças, como o transtorno obsessivo-compulsivo (1 mg/kg a cada 12 horas, até 2 mg/kg), a

amitriptilina não foi tão eficaz em animais quanto a clomipramina. No tratamento do

comportamento agressivo de cães (2 mg/kg a cada 12 horas), não foram observadas

diferenças entre a administração de amitriptilina e de placebo.

Em gatos, a amitriptilina tem sido usada para o tratamento da cistite idiopática crônica.

No entanto, quando usada no tratamento de curta duração da cistite idiopática (10 mg por

gato, a cada 24 horas), não foi eficaz. Em outro estudo, em dose de 5 mg/gato por dia

durante 7 dias (0,55-1,2 mg/kg), não foram observadas diferenças para o tratamento da

hematúria e da polaquiúria quando da administração de amitriptilina ou placebo, levando à

conclusão de que o tratamento de curta duração não é de grande valia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A amitriptilina tem gosto amargo e sua administração por via oral é difícil. Diversos efeitos

colaterais estão associados aos antidepressivos tricíclicos, como efeitos antimuscarínicos

(boca seca e aumento da frequência cardíaca) e efeitos anti-histamínicos (sedação). Altas

doses podem provocar cardiotoxicidade possivelmente fatal. Em gatos, a redução da

autolimpeza, ganho de peso e sedação podem ser observados.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros medicamentos modificadores do comportamento, como os inibidores

da recaptação da serotonina. Não associe a inibidores da monoamino-oxidase (iMAOs).

Instruções de Uso


As doses são principalmente empíricas. Não existem estudos controlados de eficácia em

animais. Há evidências de sucesso no tratamento da cistite idiopática em gatos (J Am Vet

Med Assoc, 213: 1282-1286, 1998). A amitriptilina não é eficaz para o tratamento do

comportamento agressivo canino (J Am Anim Hosp Assoc, 37: 325-330, 2001). Em gatos, a

amitriptilina aplicada por via transdérmica não é sistemicamente absorvida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os parâmetros cardiovasculares durante o tratamento, tais como a frequência e o

ritmo cardíaco. Como outros antidepressivos tricíclicos, a amitriptilina pode reduzir

as concentrações totais de T4 e T4 livre em cães.

Formulações

A amitriptilina é comercializada em comprimidos de 10, 25, 50, 75, 100 e 150 mg. A forma

injetável não é mais comercializada nos EUA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Gatos

• 2-4 mg por gato/dia por via oral (0,5-1,0 mg/kg por via oral, por dia). Esta dose pode ser

fracionada e administrada a intervalos de 12 horas.

• Cistite idiopática: 2 mg/kg/dia por via oral, ou de 2,5-7,5 mg/gato/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-


USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil, o cloridrato de amitriptilina está listado como

substância de controle especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Apomorfina

Nome comercial e outros nomes

Apokyn e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Uprima (h)

Classificação funcional

Emético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento emético. A apomorfina é um potente agente lipofílico que cruza a barreira

hematoencefálica e estimula receptores dopaminérgicos (D2) no centro do vômito. Em cães,

provoca vômitos imediatamente. Embora seja facilmente absorvida pelas mucosas (p. ex.,

conjuntiva), a apomorfina não é absorvida quando administrada por via oral, devido aos

efeitos de primeira passagem.

Indicações e Usos Clínicos

A apomorfina é indicada para indução de êmese em animais que tenham ingerido agentes

tóxicos. Após administração subcutânea, o efeito é observado em 10 minutos ou menos. É

imediatamente eficaz na indução de vômito em cães, mas não em gatos. A apomorfina é

também absorvida a partir da administração em mucosas, após aplicação na conjuntiva

ocular. Em gatos, a xilazina geralmente é um emético mais confiável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A apomorfina provoca êmese antes que graves efeitos adversos possam ser observados,

mas, em doses elevadas (0,1 mg/kg), pode haver sedação, o que mascara os sinais de

alguns agentes tóxicos. O sal cloridrato desta formulação apresenta pH entre 3-4 e

pode irritar as membranas conjuntivas. Em doses altas (1 mg/kg), pode-se observar


excitação, talvez por estimulação de receptores dopaminérgicos(D 1 e D 2 ).

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em gatos que possam ser sensíveis a opiáceos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, alguns

medicamentos reduzem a ação emética da apomorfina (p. ex., acepromazina, atropina e

outros antieméticos).

Instruções de Uso

Consulte o centro local de controle de envenenamentos e um farmacêutico sobre a

disponibilidade deste medicamento. A apomorfina deve estar disponível na maioria dos

centros de emergência, para tratamento imediato de envenenamentos. Pode ser

administrada por via intramuscular ou subcutânea, ou ainda em mucosas (p. ex., saco

conjuntival do olho). Em cães, o vômito deve ocorrer em 3-10 minutos após a

administração. A apomorfina deve ser administrada somente 1 vez.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico. Caso a apomorfina seja usada para

induzir o vômito para tratamento de um envenenamento, monitore os sinais de intoxicação,

já que a êmese é capaz de eliminar menos de metade do agente ingerido.

Formulações

A apomorfina é comercializada em comprimidos de 6 mg, que podem ser hidrolisados antes

do uso, ou em solução a 10 mg/mL, em ampolas de 2 mL ou seringas pré-preparadas de

3 mL. Pode também ser preparada em farmácias de manipulação.

Estabilidade e Armazenamento

As soluções se decompõem ao serem expostas ao ar e à luz. Essa decomposição é evidenciada

pelo aparecimento de coloração esverdeada. Armazene em frasco bem fechado, à

temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 0,03-0,05 mg/kg, por via intravenosa ou intramuscular.

• 0,1 mg/kg por via subcutânea.

• Dissolva os comprimidos de 6 mg em 1-2 mL de soro fisiológico e instile na conjuntiva.

Depois que o animal vomitar, pode-se lavar a conjuntiva com uma solução adequada

para remoção de resíduos da solução.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais destinados ao consumo humano. No Brasil, não há tanta

disponibilidade deste produto para uso veterinário.

Classificação RCI: 1

Cloridrato de Atipamezol

Nome comercial e outros nomes

Antisedan

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista alfa2. O atipamezol liga-se a receptores alfa2 e antagoniza outras substâncias

que atuam como agonistas, como a dexmedetomidina, a medetomidina e a xilazina. Entre

os demais antagonistas alfa 2 inclui-se a ioiombina, mas o atipamezol é mais específico para o

receptor alfa 2 .

Indicações e Usos Clínicos

O atipamezol é usado na reversão de agonistas alfa 2 , como dexmedetomidina

(Dexdomitor), a medetomidina (Domitor) e a xilazina. O término da sedação deve ocorrer


em 5-10 minutos após a administração. Também se pode utilizar o atipamezol para reversão

da sedação provocada pela intoxicação por amitraz.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O atipamezol pode provocar excitação inicial em alguns animais logo após a reversão.

Pode-se observar uma transiente redução da pressão arterial após a administração.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

O atipamezol é um antagonista alfa2. Como tal, antagoniza outros medicamentos que se

liguem a receptores alfa, impedindo sua ação. Entre esses incluem-se a xilazina, a

medetomidina, a dexmedetomidina, a detomidina e alguns agonistas alfa1.

Instruções de Uso

Quando usado para reversão da dexmedetomidina ou da medetomidina, administre

o mesmo volume de atipamezol que o volume administrado destes medicamentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a condição cardiovascular durante o tratamento com agonistas alfa2.

O fornecimento de oxigênio durante a recuperação pode auxiliar no processo de reversão

da ação de agonistas alfa2.

Formulações

O atipamezol é comercializado em solução injetável a 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais


• Injete o mesmo volume que foi administrado de dexmedetomidina ou medetomidina.

As doses variam de 0,32 mg/kg para animais de pequeno porte (4 kg) a 0,23 mg/kg

para animais de porte médio (11 kg) e 0,14 mg/kg para animais de grande porte

(45 kg).

Posologia para Grandes Animais

• 30-60 μg/kg (0,03-0,06 mg/kg), por via intravenosa. Em equinos, no entanto, doses de

60-80 μg/kg administradas por via intravenosa foram mais eficazes do que doses

menores.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais destinados ao consumo humano.

Cloridrato de Benazepril

Nomes comerciais e outros nomes

Lotensin (preparação para uso em seres humanos) e Fortekor, Benazecare (preparação

para uso veterinário)

Medicamentos comercializados no Brasil

Lotesin (h) , Fortekor (v)

Classificação funcional

Vasodilator, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da ECA. Inibe a conversão da angiotensina I em angiotensina II. A angiotensina II é

um potente vasoconstritor e também estimulante da via simpática, da hipertensão renal e

da síntese de aldosterona. A inibição da aldosterona reduz a retenção de água e sódio. O

benazepril, semelhante a outros inibidores da ECA, produz vasodilatação e reduz a

congestão induzida por aldosterona. Os inibidores da ECA também contribuem para a

vasodilatação pelo incremento das concentrações de algumas prostaglandinas e cininas

vasodilatadoras. Ao contrário do enalapril, o benazepril tem duplo modo de eliminação,

através dos rins e do fígado. A duração da ação inibidora da ECA é de 16-24 horas, com

meia-vida plasmática curta, devido a sua alta afinidade de ligação à ECA.

Indicações e Usos Clínicos


O benazepril, como outros inibidores da ECA, é usado para tratar a hipertensão e a

insuficiência cardíaca congestiva. Evidências mostraram que pode reduzir

o desenvolvimento de cardiomiopatia em alguns cães, mas outros estudos não

demonstraram esse benefício. Para o tratamento de doença valvar mitral oculta em cães,

não há benefício da sua utilização na terapia. Pode apresentar benefício para o tratamento

de alguns gatos com insuficiência cardíaca ou com hipertensão sistêmica; entretanto,

alguns gatos com hipertensão podem não responder ao tratamento, e os inibidores da ECA

não são considerados um tratamento primário para a hipertensão em gatos. O benazepril

tem efeitos anti-hipertensivos limitados em gatos com doença renal, mas pode ser efetivo no

tratamento da progressão lenta da doença renal. Nos estudos realizados em gatos com

insuficiência renal, o benazepril foi associado à pequena redução da hipertensão sistêmica,

redução da pressão de filtração glomerular, redução da hipertensão glomerular, redução da

perda de proteína na urina e aumento na taxa de filtração glomerular (TFG), mas não há

benefícios de sobrevida para todos os pacientes. Em cães, produz benefícios similares aos

produzidos nos animais com doença renal (redução da proteinúria, aumento da TFG e

redução da pressão sanguínea), mas não há aumento na taxa de sobrevida.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O benazepril é bem-tolerado em cães e gatos com insuficiência renal crônica. Contudo, o

benazepril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitore cuidadosamente os

parâmetros renais após o início do tratamento, em particular, nos pacientes que

receberam altas doses de diuréticos.

Contraindicações e Precauções

Os inibidores da ECA devem ser descontinuados em fêmeas prenhes. Os inibidores da

ECA atravessam a placenta e podem causar malformações e morte fetal.

Interações Medicamentosas

Use com cuidado em associação com outros medicamentos diuréticos e hipotensivos. Os

anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem reduzir os efeitos vasodilatadores.

Instruções de Uso

As doses são baseadas no uso em cães aprovado na Europa e no Canadá. Monitore a função

renal e os eletrólitos 3-7 dias após o início da terapia e periodicamente após o uso. Em

estudos com cães, não foi demonstrado benefício no uso de doses superiores a 0,5-

1 mg/kg/dia.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como ocorre com o uso de

todos os inibidores da ECA, monitore eletrólitos e função renal 3-7 dias após o início da

terapia e periodicamente após o seu término.

Formulações

O benazepril está disponível em comprimidos de 5, 10, 20 e 40 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral (0,5 mg/kg a cada 24 horas na maioria

dos pacientes).

Gatos

• Para hipertensão sistêmica e doença renal: 0,5-1 mg/kg/dia por via oral.

Dose alternativa para gatos: 2,5 mg/gato/dia para gatos de até 5 kg de peso corporal por

via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não foi relatada doses para animais de grande porte.

Informação sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Bunamidina

Nome comercial e outros nomes


Scolaban

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo o Ação

O cloridrato de bunamidina danifica a integridade do integumento protetor nos parasitas

cestódeos. É eficaz contra várias espécies de tênias em animais.

Indicações e Usos Clínicos

A bunamidina é usada como um agente anticestódeo para tratar infecções por tênia em

cães e gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Vômitos e diarreia ocorreram após o uso.

Contraindicações e Precauções

Evite usar em animais jovens.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não quebre os comprimidos. Administre os comprimidos com o animal em jejum. Não

alimente o animal por 3 horas após a administração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as amostras fecais para evidência de parasitas.

Formulações


A bunamidina está disponível em comprimidos de 400 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 20 a 50 mg/kg, por via oral, uma vez.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalo

de carência extrabula, contate o FARAD em1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Bupivacaína

Nomes comerciais e outros nomes

Marcaína e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Neocaína (h) , Bupivacaína (h)

Classificação funcional

Anestésico local

Farmacologia e Mecanismo o Ação

Anestésico local. A bupivacaína inibe a condução nervosa via bloqueio do canal de sódio.

Apesar da bupivacaína ter um início de ação lento (20 minutos), este é mais prolongado (6-

8 horas) e mais potente que o da lidocaína ou de outros anestésicos locais. O início epidural

da ação é de aproximadamente 15 a 20 minutos com uma duração do efeito de 2-4 horas.


Indicações e Usos Clínicos

A bupivacaína é usada para anestésico local e analgesia/anestesia epidural. É administrada

por infiltração local ou injeção epidural.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são raros com a infiltração local. Altas doses absorvidas por via

sistêmica podem causar sinais neurológicos (tremores e convulsões). A dose tóxica em

gatos é de 5 mg/kg. Em gatos, os sinais de toxicidade incluem bradicardia, arritmias,

tremores, torção muscular e convulsões. Após administração epidural, altas doses podem

promover paralisia respiratória.

Contraindicações e Precauções

Ao usar para anestesia epidural, o suporte respiratório deve estar disponível. Algumas

formulações contêm adrenalina (epinefrina) (1:200.000) e não devem ser

administradas a animais que são propensos às reações da adrenalina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

É usado para infiltração local ou infusão no espaço epidural. Para administração epidural, o

volume de injeção é de aproximadamente 0,2 mL/kg, ou não exceder 6 mL no caso de cães

grandes. Normalmente, a dose para bloqueio nervoso em pequenos animais não excede

1 mg/kg. Pode-se misturar 0,1 mEq de bicarbonato de sódio por 10 mL de solução para

aumentar o pH, diminuir a dor da injeção e produzir um início mais rápido de ação. Use

imediatamente após misturar com o bicarbonato devido ao risco de precipitação. O aumento

do pH acelerará o início da ação anestésica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A bupivacaína está disponível em soluções a 0,25%, 0,5% e 0,75% (2,5, 5 e 7,5 mg/mL)

para injeção.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado em temperatura ambiente. Evite misturar com soluções

ácidas ou alcalinas. Se as soluções se alterarem para as cores amarelo, rosa ou mais escuras,

elas não devem ser usadas. Se o pH for ajustado pela mistura de soluções alcalinizantes (p.

ex., misturado com bicarbonato) o anestésico é estável, mas deverá ser usado logo após a

mistura.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Dose epidural: 1 a 1,5 mg/kg; para bloqueio dos sintomas nervosos, geralmente

0,2 mL/kg de solução a 0,5% é usado.

Posologia para Grandes Animais

• Limitada à infiltração local para cirurgia de pequeno porte.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção (uso extrabula).

Quando usado para infiltração local, espera-se que o clearance (depuração) do animal seja

rápido. Nos EUA, para estimativas de período de carência extrabula, contate o FARAD em 1-

888-USFARAD.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Buprenorfina

Nomes comerciais e outros nomes

Buprenex ® (Vetergesic ® no Reino Unido)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Analgésico opioide. A buprenorfina é um agonista parcial do receptor mu, e antagonista do

receptor kappa. É 25 a 50 vezes mais potente do que a morfina. A buprenorfina causa

menor depressão respiratória do que outros opioides. A farmacocinética em cães tem sido

variável, dependendo do estudo. A meia-vida em cães varia de 4,5 a 9 horas, com uma

depuração de 5,4 a 24 mL/kg/minuto. Em equinos, a meia-vida é de 7 horas, com uma

depuração de 8 mL/kg/minuto. Em equinos, a absorção na administração por via

intramuscular é altamente variável (41-93%).

Indicações e Usos Clínicos

A buprenorfina é um analgésico opioide utilizado para o controle da dor em cães e gatos.

Apresenta menor eficácia (limite inferior) que os agonistas puros do receptor mu, como a

morfina.

A buprenorfina tem se mostrado efetiva em estudos com animais para o tratamento da

dor pós-operatória. A duração da analgesia em animais baseada nos valores plasmáticos é de

3-4 horas, mas pode ser clinicamente mais longa, devido à dissociação lenta a partir dos

locais de ligação ou à meia-vida mais longa a partir dos tecidos nervosos, e maior afinidade

ao receptor mu. A duração do efeito não foi estabelecida para todas as indicações nos

estudos controlados e tem sido variável. Em gatos, tem sido administrada para absorção

transmucosa (administração bucal), no qual tem sido demonstrada alta absorção sistêmica.

Em cães, a absorção a partir da administração transmucosa (gengiva) é menos completa

(47%), e altas doses devem ser administradas para garantir os efeitos analgésicos. Em cães, a

administração transmucosa (gengiva) de 120 μg/kg é equivalente a 20 μg/kg por via

intravenosa. Nestas doses para cães, o alto volume aumenta o risco de extravasamento do

medicamento pela boca ou pela deglutição. Em equinos, as doses que são analgésicas são

suscetíveis de produzir efeitos colaterais (excitação e atividade locomotora), o que limita o

uso nestes animais. Os efeitos colaterais em equinos persistem mais do que os efeitos

analgésicos.

Em seres humanos, a analgesia da buprenorfina tem sido reforçada com a adição de

pequenas doses de naloxona (0,001-0,1 μg/kg), mas este efeito não foi investigado em

animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são similares aos dos outros agonistas opioides, exceto por haver

menor depressão respiratória. A sedação é comum. A dependência pelo uso crônico da

buprenorfina pode ser menor do que com agonistas puros. A dose letal em cães é de

80 mg/kg.

Em equinos, inquietação, reações excitatórias, agitação de cabeça, pisoteamento,


movimentos de mudança de perna, diminuição da motilidade intestinal e aumento da

atividade locomotora são prováveis e podem persistir por várias horas.

Contraindicações e Precauções

Pacientes que recebem a buprenorfina podem necessitar de altas doses de naloxona para

reversão dos efeitos. A dose por via intravenosa em equinos pode causar alterações

comportamentais (excitação, estimulação).

Interações Medicamentosas

Como um agonista parcial, pode reverter ou antagonizar alguns dos efeitos dos receptores

mu de outros opioides, como a morfina ou o fentanil.

Instruções de Uso

A buprenorfina é utilizada para analgesia, sempre em associação com outros analgésicos ou

adjunto à anestesia geral. Sua ação é mais prolongada do que a morfina e apenas

parcialmente revertida pela naloxona. Quando a administração é transmucosa, é importante

que a dose toda seja aplicada na cavidade oral e não seja deglutida. O medicamento

ingerido não será efetivo (somente 3-6% sofrem absorção oral).

Portanto, quando a dose aumenta, o volume para a cavidade oral também aumenta, e

há maior probabilidade de que parte do medicamento seja extravasado da boca ou deglutido

(p. ex. na dose de 0,03 mg/kg em gatos, o volume necessário para administração é de

0,45 mL por gato em média).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia raramente

precise ser tratada quando é causada por um opioide, se necessário pode ser administrado

atropina. Se ocorrer grave depressão respiratória, o opioide pode ser revertido com naloxona.

Os pacientes que recebem buprenorfina podem necessitar de altas doses de naloxona para

reversão de efeito.

Formulações

A buprenorfina está disponível em solução injetável de 0,3 mg/mL em frascos de 1 mL.

Comprimidos de 2 e 8 mg sublingual (Subutex e Suboxone com naloxona) têm sido

utilizados em seres humanos para o tratamento de usuários que fazem uso abusivo de

drogas. Suboxone (com naloxona) também está disponível em filme

transmucosa/sublingual.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Utilizar

solução fisiológica para infusão. A estabilidade das formulações manipuladas não foi

avaliada. Os medicamentos classe II devem ser armazenados em compartimentos

trancados.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,006-0,02 mg/kg a cada 4-8 horas por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Para analgesia, as doses têm sido aumentadas para tão alto quanto 0,03-0,04 mg/kg

por via subcutânea.

• Epidural: 0,003-0,006 mg/kg (3-6 μg/kg)

Gatos

• 0,005-0,01 mg/kg a cada 4-8 horas por via intravenosa ou intramuscular. Para

analgesia, é mais comum a dose de 0,01 mg/kg por via intramuscular.

• Administração bucal (transmucosa): 0,01-0,02 mg/kg a cada 12 horas e tão alto

quanto 0,03 mg/kg. 0,02 mg/kg (20 μg/kg) é equivalente a 0,066 mL por kg. Isto pode

ser aplicado na gengiva do gato ou na mucosa oral (p. ex. sublingual). Após a resposta

inicial, a dose pode ser gradualmente diminuída para 5-10 μg/kg.

• Epidural: 12,5 μg/kg diluída com salina para um volume de 0,3mL/kg.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,005-0,01 mg/kg (5-10 μg/kg por via intramuscular), é de curta duração em cavalos.

Ovelhas

• 0,01 mg/kg (10 μg/kg) por via intramuscular a cada 6 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Este medicamento é controlado pelo DEA. Não administre a animais de produção.

Medicamento controlado Tabela III

Classificação RCI: 2

No Brasil, a buprenorfina é listada como agente entorpecente (Lista A1) sujeita a


notificação de receita “A”.

Cloridrato de Buspirona

Nome comercial e outros nomes

BuSpar ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Buspar (h)

Classificação funcional

Modificador de comportamento

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente ansiolítico da classe da azapirona. A buspirona age como um agonista direto da

serotonina (5-HT 1A ). Pela atuação nos receptores 5-HT 1A , a buspirona e os medicamentos

relacionados alteram o humor e a ansiedade. A buspirona é utilizada para o tratamento da

ansiedade e outros problemas comportamentais. Outros medicamentos relacionados

incluem a gepirona e ipsapirona.

Indicações e Usos Clínicos

Em medicina veterinária, a buspirona tem sido principalmente utilizada para o tratamento

de felinos que demarcam o território por micção (demarcar pela urina). Em gatos, há

estudos publicados demonstrando sua eficácia. Entretanto, alguns gatos apresentam

recidiva quando o tratamento é descontinuado. A buspirona também tem sido utilizada

como antiemético em gatos (4 mg/kg por via subcutânea). Em cães, ocasionalmente tem

sido utilizada para tratar problemas comportamentais, como desordens de ansiedade.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Poucos efeitos colaterais são observados em gatos em comparação ao uso de outros

medicamentos. Alguns gatos apresentam aumento da agressividade; e outros

demonstram aumento do carinho e da afinidade aos proprietários. Pode produzir leve

sedação.


Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com sensibilidade a agonistas da serotonina.

Interações Medicamentosas

Não utilizar com outros agonistas da serotonina, inibidores seletivos de recaptação da

serotonina ou inibidores da monoamino oxidase (IMAOs, p. ex. selegilina).

Instruções de Uso

Alguns ensaios clínicos sugerem eficácia no tratamento de demarcação de território por

micção em gatos. Pode haver pouca recidiva em comparação com outros agentes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A buspirona está disponível em comprimidos de 5, 10, 15 e 30 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 2,5-5 mg/gato a cada 12 horas por via oral que, para alguns gatos, pode ser aumentado

para 5-7,5 mg por gato, 2 vezes/dia (0,5-1 mg/kg a cada 12 horas por via oral).

Cães

• 2,5-10 mg/cão a cada 24 horas ou a cada 12 horas por via oral.

• 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 100-250 mg/cavalo a cada 24 horas por via oral (0,5 mg/kg).

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de buspirona está listado como substância de controle especial (lista

C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Cefepima

Nome comercial e outros nomes

Maxipime

Medicamentos comercializados no Brasil

Maxcef (h) , Cloridrato de Cefepima (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação sobre a parede bacteriana é similar à de

outras cefalosporinas. A cefepima é uma cefalosporina de quarta geração. Seu espectro de

ação é mais amplo do que o das cefalosporinas mais antigas, e abrange cocos Gram-positivos

e bacilos Gram-negativos. A cefepima é também ativa contra microrganismos resistentes a

outros beta-lactâmicos, como Escherichia coli e Klebsiella. É ativa contra a maioria de

Pseudomonas aeruginosa. Não é ativa contra estafilococos resistentes à meticilina, Bacteroides

fragilis ou enterococos resistentes à penicilina.

Indicações e Usos Clínicos

A cefepima é uma cefalosporina de quarta geração. Embora seu espectro de ação seja mais

amplo do que o das demais cefalosporinas, seu uso em medicina veterinária é limitado.

Estudos experimentais para o estabelecimento de doses foram conduzidos em potros,

cavalos adultos e cães, mas não há relatos de eficácia deste antibiótico.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, os clínicos devem

considerar a possibilidade de ocorrência dos mesmos efeitos colaterais provocados pelas

demais cefalosporinas, inclusive doenças hemorrágicas, alergias, vômitos e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes sensíveis ou alérgicos a cefalosporinas. Em pacientes com

insuficiência renal, reduza a frequência de administração (p. ex., em vez de a cada

12 horas, administre a cada 24 horas).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

Reconstitua com água estéril, cloreto de sódio e dextrose a 5%. A cefepima pode ser

reconstituída em lidocaína a 1% para redução da dor da injeção. As soluções reconstituídas

são estáveis por 24 horas à temperatura ambiente e 7 dias sob refrigeração. Não misture a

outros antibióticos injetáveis. Os frascos para administração injetável também contêm L-

arginina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory

Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos.

Formulações

A cefepima é comercializada em frascos contendo 500 mg, 1 g e 2 g de preparado para

reconstituição e administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Observe as

recomendações do fabricante quanto à estabilidade após a reconstituição.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 40 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa ou intramuscular.

• Infusão a taxa constante (ITC): 1,4 mg/kg (dose inicial), seguida de 1,1 mg/kg/h.

Posologia para Grandes Animais

Potros

• 11 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No

entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é

improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Cetamina

Nomes comerciais e outros nomes

Ketalar ® , Ketavet ® e Vetalar ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Ketalar (h)

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anestésico. O mecanismo de ação exato é desconhecido, mas a maioria das

evidências sugere que age como um agente dissociativo. A cetamina produz moderada

analgesia e modula a via da dor ao atuar como antagonista não competitivo nos receptores

N-metil D-aspartato (NMDA). A cetamina apresenta uma concentração igual de dois

isômeros (R-cetamina e S-cetamina). A S-cetamina é mais ativa e eliminada rapidamente. A

cetamina é rapidamente biotransformada na maioria dos animais (com meia-vida de 60-90

minutos nos cães), contudo, metabólitos (norcetamina) podem produzir efeitos antagonistas

sobre NMDA mais prolongados.


Indicações e Usos Clínicos

A cetamina é usada em procedimentos anestésicos de curta duração. A duração da ação é

geralmente de 30 minutos ou menos. A cetamina tem algumas propriedades analgésicas,

devido a seus efeitos sobre receptores NMDA, e tem sido administrada como adjuvante a

outros medicamentos analgésicos, normalmente com opioides, e ocasionalmente em infusão

contínua (IC) lenta. A cetamina também é associada a outros anestésicos e sedativos como

os benzodiazepínicos (diazepam) ou alfa2 agonistas (medetomidina, dexmedetomidina e

xilazina). Essas associações apresentam sinergismo e permitem baixas doses de cada

componente individualmente. Um exemplo de associação é a de morfina (ou fentanil),

lidocaína e cetamina.

Embora comumente contraindicada em pacientes com epilepsia, a cetamina tem sido

utilizada no tratamento de casos de status epilepticus refratários, devido a seus efeitos sobre

receptores NMDA.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A cetamina causa dor quando administrada por via intramuscular (pH da solução é de

3,5).

Foram relatados tremores, epasticidade muscular e convulsões.

Movimentos espontâneos, salivação e aumento da temperatura corporal são mais

comuns em cães quando utilizadas altas doses. A cetamina irá aumentar a frequência

cardíaca e a pressão sanguínea como resultado do aumento do tônus simpático. Produz

maior aumento do débito cardíaco quando comparada a outros agentes anestésicos.

Salivação, midríase e regurgitação podem ocorrer em animais que recebem a cetamina,

efeitos que podem ser reduzidos pela administração prévia de atropina. Alguns animais

podem desenvolver apneia, deve-se providenciar a suplementação de oxigênio.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com lesão craniana, pois pode elevar a pressão do líquido

cefalorraquidiano (LCR). Usar cautelosamente, se houver necessidade, em animais com

glaucoma (aumento da pressão intraocular). Não utilizar em animais com histórico de

convulsões (embora alguns animais com convulsões tenham sido tratados com sucesso

com a cetamina).

Interações Medicamentosas

O cloridrato de cetamina é mantido em pH ácido para a continuidade da estabilidade e

da solubilidade. Se misturado a soluções alcalinizantes, pode resultar em instabilidade e


precipitação.

Instruções de Uso

A cetamina é frequentemente usada em associação com outros anestésicos e adjuvantes

anestésicos como a xilazina, a dexmedetomidina, a medetomidina, a acepromazina,

opiaceos e benzodiazepínicos (p. ex. diazepam). Taxas de infusão contínua (IC) podem ser

usadas para manter o plano de anestesia e analgesia. Para preparar a IC, 0,6 mL (60 mg)

devem ser adicionados a 1 L de fluido e infundidos em uma taxa de 10 mL/kg para

analgesia. Para utilização em gatos, recomenda-se um sedativo como a acepromazina

(0,1 mg/kg) ou benzodiazepínicos antes da administração da cetamina. As doses

intravenosas são geralmente menores que as doses intramusculares. Em gatos, pode-se

aspergir a cetamina na boca (10 mg/kg - spray), produzindo efeitos similares à

administração por via intramuscular. Animais que recebem a cetamina permanecem com os

olhos abertos, assim, lágrimas artificiais devem ser aplicadas para prevenir lesão na córnea.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as frequências cardíaca e a respiratória em pacientes anestesiados com cetamina.

Formulações

A cetamina está disponível em soluções injetáveis de 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

cetamina é solúvel em água e etanol. O cloridrato de cetamina tem sido administrado com

sucesso, quando associado na mesma seringa com medicamentos como alfa 2 agonistas e

acepromazina, antes da aplicação. A cetamina tem sido adicionada a solução salina por via

intravenosa em equinos na concentração de 3 mg/mL (30 mg em uma bolsa de 1 L ) e

infundida por 8 horas ou em fluidos de manutenção.

Posologia para Pequenos Animais

Para todos os animais: As doses baixas listadas são para uso intravenoso, as doses altas

listadas são para uso intramuscular.

Cães

• 5,5-22 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular. (Geralmente, a dose baixa é

administrada por via intravenosa comparado a via intramuscular). Recomenda-se o uso


de sedativos adjuvantes ou tratamento tranquilizante.

• Taxa de infusão contínua (IC) para uso pré-operatório: Dose inicial de 0,3-0,5 mg/kg

por via intravenosa, seguido de 0,3-0,6 mg/kg/hora (5-10 μg/kg/minuto), seguido de

0,12 mg/kg/hora após a cirurgia (18 horas). A taxa durante a cirurgia pode ser

aumentada para 1 mg/kg/hora, caso necessário.

• IC para sedação leve: 1-2 mg/kg/hora, pode ser associado a outros sedativos.

Gatos

• 2-25 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular (Geralmente, a dose baixa é

administrada por via intravenosa comparado a via intramuscular). Recomenda-se o uso

de sedativos adjuvantes ou tratamento tranquilizante. (Em gatos também pode ser

aspergida na boca, produzindo efeitos similares àqueles por via intramuscular

10 mg/kg).

• Procedimentos de curta duração: associação de 5 mg/kg de cetamina + 2,5 μg/kg de

dexmedetomidina (ou 5 μg/kg de medetomidina), e administrado por via

intramuscular.

• IC: Dose inicial de 0,3-0,5 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,3-0,6 mg/kg/hora

(5-10 μg/kg/minuto). Essa taxa pode ser aumentada para 1 mg/kg/hora

(15 μg/kg/minuto), caso necessário, ou diminuída para 2-5 μg/kg/minuto quando

associada a outros medicamentos (p. ex., opioides).

Posologia para Grandes Animais

Equinos, Bovinos, Ovinos e Suínos

• 2 mg/kg por via intravenosa.

• IC: Dose inicial de 0,6 mg/kg por via intravenosa, seguido de IC de 0,4-0,8 mg/kg/hora.

• 10 mg/kg por via intramuscular. Sempre utilizar em associação com outros agentes,

como a xilazina.

• Potros, tratamento de convulsões: IC de 0,02 mg/kg/minuto.

Informações sobre Restrição Legal

Uso extrabula: Período de carência de no mínimo 3 dias para carne e 48 horas para leite.

Medicamento de uso controlado conforme tabela III.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de cetamina está listado como substância de controle especial (lista

C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.


Cloridrato de Cetirizina

Nome comercial e outros nomes

Zyrtec

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). A cetirizina é o metabólito ativo da

hidroxizina. Em cães, a hidroxizina é totalmente convertida a cetirizina. A cetirizina é

similar aos demais anti-histamínicos, bloqueando o receptor de histamina do tipo 1 (H1) e

suprimindo as reações inflamatórias provocadas por esta molécula. Os bloqueadores de

receptores H1 são usados no controle do prurido e da dermatite, da rinorreia e da

inflamação das vias aéreas. A cetirizina é considerada um anti-histamínico de segunda

geração, o que a diferencia de medicamentos mais antigos. A mais importante diferença

entre a cetirizina e os anti-histamínicos de primeira geração é que esta não atravessa a

barreira hematoencefálica com tanta facilidade, provocando menor sedação. Em gatos,

estudos mostraram que a cetirizina é bem absorvida após a administração oral, com meiavida

de 10 horas. Em cães, a meia-vida da cetirizina é de aproximadamente 10-11 horas e,

em equinos, é de 5,8 horas. Um medicamento similar é a levocetirizina (Xyzal), que é o

enantiômero ativo da cetirizina e apresenta atividade duas vezes superior.

Indicações e Usos Clínicos

A cetirizina é usada no tratamento e na prevenção de reações alérgicas em seres humanos.

É preferida em relação a medicamentos mais antigos por provocar menos efeitos colaterais.

Em cães e gatos, é empregada no tratamento do prurido, da doença alérgica das vias aéreas,

da rinite e de outras enfermidades alérgicas. Em gatos, a dose de 1 mg/kg (5 mg/gato)

produziu concentrações plasmáticas consideradas eficazes. No entanto, esta dose não foi

eficaz na redução da resposta inflamatória em gatos com vias aéreas hiperresponsivas (asma

experimentalmente induzida). Em cães, doses de 2 mg/kg suprimem a resposta da

histamina por 8 horas. Porém, não há ensaios clínicos publicados que documentem a

eficácia da cetirizina nestas doenças.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A ocorrência de sedação não é tão provável quanto durante o tratamento com outros

anti-histamínicos. No entanto, altas doses podem provocar sedação. Efeitos

antimuscarínicos (similares ao da atropina) também podem ser observados, mas a

cetirizina produz menos efeitos desta natureza do que os demais anti-histamínicos.

Contraindicações e Precauções

Devido à possibilidade de ocorrência de efeitos antimuscarínicos (similares aos da

atropina), não administre nas condições em que a administração de drogas

anticolinérgicas seria contraindicada, como glaucoma, íleo ou arritmias cardíacas.

Interações Medicamentosas

Não associe a drogas antimuscarínicas.

Instruções de Uso

O uso da cetirizina é, principalmente, empírico. Não há estudos clínicos que documentem

sua eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A cetirizina é comercializada em xarope para administração oral a 1 mg/mL e comprimidos

de 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/kg a cada 12h por via oral.


Gatos

• 1 mg/kg/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,2-0,4 mg/kg a cada 12h por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações de regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas

de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Cloridrato de Cimetidina

Nome comercial e outros nomes

Tagamet (de venda livre e sob prescrição médica)

Medicamentos comercializados no Brasil

Tagamed (h)

Classificação funcional

Antiulcerativo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista da histamina (bloqueador de receptores H2). A estimulação da secreção ácida

no estômago requer a ativação de receptores de histamina do tipo 2, de receptores de

gastrina e de receptores muscarínicos. A cimetidina e demais medicamentos similares H2

inibem a ação da histamina sobre os receptores H 2 das células parietais gástricas, reduzindo

sua secreção ácida. A cimetidina eleva o pH estomacal, ajudando na cicatrização e na

prevenção de úlceras gástricas e duodenais.

Indicações e Usos Clínicos


A cimetidina é usada para tratamento de úlceras gástricas e gastrite. Embora seja

frequentemente empregada em animais com vômitos, não há dados de eficácia sobre este

medicamento. Também não existem dados de eficácia que sustentem seu uso para

prevenção de sangramentos e úlceras induzidas por anti-inflamatórios não esteroides

(AINEs). Em cães, a eficácia clínica da cimetidina é limitada, e outros fármacos (p. ex.,

famotidina, ranitidina e inibidores de bombas de prótons) são preferidos para o tratamento

de úlceras. Em equinos, a cimetidina tem sido empregada para tratamento e prevenção de

úlceras gástricas. No entanto, a eficácia da cimetidina nestas indicações não foi

comprovada. Estudos em equinos, por exemplo, mostraram que a administração de 18 g/kg

a cada 8 horas, por via oral, não levou à cicatrização das úlceras. A baixa eficácia pode ser

decorrente da curta duração do efeito (2-6 horas). Em equinos, outras substâncias (p. ex.,

ranitidina e inibidores de bombas de prótons) são preferidas para o tratamento de úlceras.

Em bezerros, a cimetidina aumenta o pH abomasal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Eefeitos adversos geralmente são observados apenas quando a excreção renal é menor.

Em seres humanos, sinais relacionados com o SNC podem ser observados após

administração de altas doses de cimetidina.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais que dependem do metabolismo hepático para

biotransformação medicamentosa.

Interações Medicamentosas

A cimetidina é sabidamente uma inibidora do citocromo P450. Assim, pode haver

aumento da concentração de outras substâncias quando concomitantemente

administradas (p. ex., teofilina), dada a inibição de enzimas hepáticas. A cimetidina

aumenta o pH estomacal, o que pode prejudicar a absorção oral de alguns medicamentos

(p. ex., itraconazol e cetoconazol). A cimetidina inibe a absorção oral de suplementos à

base de ferro.

Instruções de Uso

A eficácia no tratamento de úlceras em animais não foi estabelecida. Pode ser necessária

administração frequente para supressão da acidez estomacal. As doses são derivadas de

estudos da secreção gástrica em animais de experimento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A cimetidina é comercializada em comprimidos de 100, 150, 200, 300, 400 e 800 mg;

solução oral a 60 mg/mL; e solução injetável a 150 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

armazene a formulação injetável no refrigerador. As soluções são estáveis por pelo menos 14

dias. É estável caso associada a diversos produtos de uso entérico.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa, intramuscular ou oral.

• Insuficiência renal: 2,5-5 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 3 mg/kg diluído em líquido e infundido por via intravenosa durante 2 minutos a cada

8 horas.

• 40-60 mg/kg/dia, por via oral. No entanto, a administração oral de cimetidina a

equinos produz resultados inconsistentes.

Bezerros

• Úlceras abomasais em bezerros alimentados com leite: 100 mg/kg a cada 8 horas, por

via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 5


Cloridrato de Ciproeptadina

Nome comercial e outros nomes

Periactin

Medicamentos comercializados no Brasil

É comercializado em associação com outras substâncias [Cobavital (h) ].

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fenotiazínico com propriedades anti-histamínicas e antisserotoninérgicas. Usado como

estimulante do apetite (provavelmente por alteração da atividade da serotonina no centro

da fome).

Indicações e Usos Clínicos

É comumente empregada para estimulação do apetite em animais doentes, principalmente

gatos. No entanto, não existem evidências baseadas em estudos controlados que comprovem

sua eficácia. A ciproeptadina é utilizada em alguns gatos para tratamento de asma felina,

caso se acredite que a serotonina participa da inflamação das vias aéreas. No entanto, em

gatos com vias aéreas hiperresponsivas, a ciproeptadina não reduz a inflamação eosinofílica

(8 mg por gato a cada 12 horas). Nesta espécie, também é usada, em alguns casos, para

controle da marcação territorial com urina. A ciproeptadina é usada para tratamento de

disfunção da pars intermedia hipofisária de equinos (síndrome de Cushing), em dose de 0,6-

1,2 mg/kg, mas os resultados são controversos. A administração de ciproeptadina é

considerada um tratamento da “síndrome serotoninérgica” decorrente do uso de

antidepressivos, mas sua eficácia nesta indicação não foi estabelecida.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Estimula o apetite. Pode causar polifagia e ganho de peso. A ciproeptadina também

apresenta efeitos anti-histamínicos, antisserotoninérgicos e antimuscarínicos. Em alguns

gatos, provoca hiperatividade. Em equinos, é usada em doses altas, sem observação de

efeitos colaterais.


Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.

Instruções de Uso

Não foram realizados estudos clínicos acerca da ciproeptadina em medicina veterinária. Sua

utilização é baseada em dados empíricos e na extrapolação de resultados em seres humanos.

A formulação em xarope contém 5% de álcool.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o ganho de peso.

Formulações

A ciproeptadina é comercializada em comprimidos de 4 mg e xarope a 2 mg/5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

congele. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Anti-histamínico: 0,5-1,1 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral, ou 2-4 mg/gato, por

via oral, a cada 12-24 horas.

• Estimulante do apetite: 2 mg/gato, por via oral.

• Asma felina: 1-2 mg/gato, por via oral, a cada 12 horas.

• Marcação territorial por urina (gatos): 2 mg/gato, por via oral, com posterior redução

para 1 mg/gato a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.


Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Cloridrato de Ciprofloxacino

Nome comercial e outros nomes

Cipro e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cipro (h) , Cloridrato de Ciprofloxacino (g) , Ciprodez (v) , Ciproflox (v) , Cipronil (v) , Ciprovet

Colírio (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. Inibe a DNA girase e a síntese celular de DNA

e RNA. Bactericida. Amplo espectro antimicrobiano. O ciprofloxacino é ativo contra bacilos

Gram-negativos, incluindo Enterobacteriaceae, e alguns cocos Gram-positivos, incluindo

Staphylococcus. O ciprofloxacino é mais ativo contra Pseudomonas aeruginosa do que outras

fluoroquinolonas, mas a resistência é possível. Bactérias multirresistentes, incluindo bacilos

Gram-negativos de Enterobacteriaceae, e cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina

tendem a ser resistentes ao ciprofloxacino e a outras fluoroquinolonas. A absorção oral do

ciprofloxacino foi relatada em poucos estudos. Estimativas derivadas de estudos

independentes realizados em cães indicam que a absorção oral varia de um valor baixo, de

42%, a até 74% ou 97%, dependendo da pesquisa. Em equinos, a absorção oral é inferior a

10% e assim, o medicamento não deve ser administrado a estes animais. Em gatos, a

absorção oral é baixa (22-33%) e o ciprofloxacino não é eficaz no tratamento de infecções

causadas por bactérias Gram-positivas até mesmo em doses de 10 mg/kg; tal dosagem,

administrada a cada 12 horas porém, atingiu os níveis terapêuticos contra bactérias Gramnegativas

suscetíveis. Outras fluoroquinolonas de uso aprovado em animais apresentam

biodisponibilidade quase completa.

Indicações e Usos Clínicos


O ciprofloxacino, embora um medicamento de uso humano, é usado para o tratamento de

diversas infecções em pequenos animais, incluindo infecções cutâneas e de tecidos moles e

pneumonias. O ciprofloxacino não é registrado para uso veterinário. No entanto, pode ser

prescrito, desde que não seja administrado a animais destinados ao consumo humano. A

administração do ciprofloxacino a animais é considerada extrabula e está sujeita a outras

restrições. A absorção variável e possivelmente baixa do ciprofloxacino administrado por via

oral a cães e gatos sugere que suas doses devam ser mais altas do que as do enrofloxacino, do

marbofloxacino ou do orbifloxacino.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas concentrações podem provocar efeitos tóxicos no sistema nervoso central (SNC),

principalmente em animais com insuficiência renal. Ocasionalmente, o ciprofloxacino

provoca vômitos. A solução intravenosa deve ser administrada lentamente, durante

30 minutos. Em altas doses, pode causar náuseas, vômitos e diarreia. Não há relatos de

cegueira em gatos. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens.

Cães são mais suscetíveis à artropatia induzida por quinolonas entre 4 e 28 semanas de

idade. Cães de grande porte e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em equinos,

o ciprofloxacino pode provocar enterite grave e cólicas.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais jovens, dado o risco de lesão cartilaginosa. Use com cautela em

animais suscetíveis a convulsões, como naqueles epilépticos. A administração do

ciprofloxacino a equinos não é recomendada.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando

administradas de modo concomitante. A coadministração com cátions divalentes e

trivalentes, como produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode

reduzir a absorção do ciprofloxacino. Não misture em soluções ou frascos contendo

alumínio, cálcio, ferro ou zinco, dada a possibilidade de quelação.

Instruções de Uso

As doses são baseadas na obtenção de concentrações plasmáticas acima da concentração

inibitória mínima (minimum inhibitory concentration, MIC). Estudos de eficácia não foram

realizados em cães e gatos, e o uso clínico do ciprofloxacino é, principalmente, empírico. Há

uma preparação humana de ciprofloxacino injetável, a 10 mg/mL (em água estéril) ou

2 mg/mL (em dextrose a 5%). Dilua a forma concentrada a 1-2 mg/mL antes da


administração intravenosa, que deve ser feita por um período de 60 minutos. Não

administre concomitantemente a outras medicações, dado o risco de inativação.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: O CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) não determinou o ponto

de perda de suscetibilidade em animais, mas, em seres humanos, este valor é ≤ 1 μg/mL. A

maioria das bactérias Gram-negativas de Enterobacteriacea suscetíveis apresenta valores de

MIC inferiores a 0,1 μg/mL. Quando o ciprofloxacino é usado para o tratamento de

infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa, sua atividade in vitro pode ser superior a de

outras fluoroquinolonas de uso veterinário. Fora isso, a maioria das bactérias suscetíveis ao

ciprofloxacino é também sensível a outras fluoroquinolonas.

Formulações

O ciprofloxacino está disponível em comprimidos de 100, 250, 500 e 750 mg e solução

injetável a 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As

soluções aquosas a 0,5 a 2 mg/mL permanecem ativas por 14 dias. Não misture a produtos

contendo íons (p. ex., ferro, alumínio, magnésio e cálcio).

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20-25 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• 10-15 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.

Gatos

• 20 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• 10 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais. Em equinos, a absorção após administração

oral do ciprofloxacino é baixa (< 10%) e, assim, este medicamento não é recomendado.

Informações sobre Restrição Legal


Os períodos de carência da terapia não foram estabelecidos, já que este medicamento não

deve ser administrado a animais de produção.

Cloridrato de Clindamicina

Nomes comerciais e outros nomes

Antirobe, Clindrops, Clindarobe, Clintabs, Clinsol e genéricos (preparações veterinárias) e

Cleocin (preparação para uso humano)

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de Clindamicina (g) , Antirobe (v) , Oralguard (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano das classe da lincosamidas (de ação similar aos macrolídeos). Compartilha

propriedades estruturais, atividade microbiológica e outras características com a

lincomicina. Inibe a síntese proteica bacteriana por inibição ribossomal. A clindamicina é

bacteriostática, com espectro de ação principalmente contra bactérias Gram-positivas e

anaeróbicas. A clindamicina, como outros antibióticos macrolídeos, pode concentrar-se em

leucócitos e muitos tecidos. A ação da clindamicina é principalmente contra bactérias

Gram-positivas, como Staphylococcus, Streptococcus e bacilos Gram-positivos, como

Corynebacterium. A clindamicina é também ativa contra micoplasmas e microrganismos

anaeróbicos, embora nem todas as espécies de Bacteroides sejam suscetíveis. Sua atividade

contra Toxoplasma é controversa. Em cães, seu volume de distribuição (VD) é de 2,5 L/kg,

sua absorção oral, 73%, e sua meia-vida, 4-4,5 horas após a administração de uma dose de

5,5 mg/kg e de 7-10 horas após a administração de uma dose de 11 mg/kg.

Indicações e Usos Clínicos

A clindamicina é usada, principalmente, para o tratamento de infecções provocadas por

bactérias Gram-positivas e anaeróbicas na pele, no trato respiratório e na cavidade oral. A

resistência por Staphylococcus pode ser observada. A clindamicina é eficaz contra algumas

infecções orais e provocadas por anaeróbicos. É também usada para o tratamento de

infecções causadas por Mycoplasma. A eficácia da clindamicina para o tratamento da

toxoplasmose é controversa. Alguns estudos mostraram que a clindamicina melhora os sinais

clínicos da doença, mas não cura a infecção. Outro estudo mostrou que a clindamicina

inibe a morte de Toxoplasma por leucócitos.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A administração oral de cloridrato de clindamicina foi associada a lesões esofágicas em

gatos. O produto líquido para administração oral pode não ser palatável para gatos, talvez

pela alta quantidade de álcool (8,6%). Nesta espécie, altas doses provocaram diarreia e

vômitos. A clindamicina pode alterar a população bacteriana intestinal e causar diarreia.

A enterite e a diarreia podem ser particularmente graves em equinos e ruminantes.

Contraindicações e Precauções

Não administre a roedores ou coelhos, pois pode provocar diarreia. Não administre por via

oral a equinos ou ruminantes, pois diarreia, enterite e talvez morte possam ocorrer. A

forma líquida (Antirobe) contém 8,6% de álcool etílico, que pode não ser palatável para

gatos.

Interações Medicamentosas

A solução injetável de clindamicina não deve ser misturada a outros medicamentos na

mesma ampola, seringa ou acesso intravenoso.

Instruções de Uso

A maioria das doses é baseada em dados de aprovação do medicamento obtidos pelo

fabricante e ensaios de eficácia. Embora a administração a cada 12 horas seja

frequentemente recomendada a cães, há estudos que demonstram a eficácia da

clindamicina quando administrada em dose de 11 mg/kg a cada 24 horas para o

tratamento da piodermite. Uma formulação injetável também é comercializada (Cleocin),

produzida com fosfato de clindamicina. Esta formulação pode ser administrada por vias

intravenosa ou intramuscular. Na administração intravenosa de clindamicina, o fármaco

deve ser diluído e lentamente infundido (30-60 minutos). A diluição é geralmente feita a

10:1 em soro fisiológico a 0,9%. Essa formulação contém benzil álcool, e esse veículo

produziu reações tóxicas em animais jovens (e talvez em pequenos animais).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute), o ponto de

perda de suscetibilidade é de ≤ 0,25 μg/mL para estreptococos e de ≤ 0,5 μg/mL para os

demais microrganismos.

Formulações


A clindamicina é comercializada em forma líquida (Aquadrops) a 25 mg/mL, cápsulas a 25,

75, 150 e 300 mg, comprimidos de 25, 75 e 150 mg e solução injetável a 150 mg/mL

(Cleocin).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Evite

o congelamento. As soluções reconstituídas são estáveis por 2 semanas. A estabilidade de

formulações compostas é de, pelo menos, 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Infecções provocadas por Staphylococcus: 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou

22 mg/kg a cada 24 horas por via oral (a dose para cães, indicada em bula, é de 5,5-

33 mg/kg a cada 12 horas por via oral).

• Infecções refratárias: Doses de até 33 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

• Infecções por bactérias anaeróbicas e infecções periodontais: 11-33 mg/kg a cada

12 horas, por via oral.

• 10 mg/kg a cada 12 horas, por vias intravenosa ou intramuscular (na administração

intravenosa, a solução deve ser diluída e lentamente infundida).

Gatos

• 5,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 11 mg/kg a cada 24 horas por via oral (a dose

para gatos, indicada em bula, é de 11-33 mg/kg a cada 24 horas por via oral).

• Infecções refratárias: Doses de até 33 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Infecções por bactérias anaeróbicas e infecções periodontais: 11-33 mg/kg a cada

24 horas por via oral.

• Toxoplasmose: 12,5 mg/kg, até 25 mg/kg, a cada 12 horas, durante 4 semanas por via

oral (ver Indicações e Usos Clínicos).

• 10 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa ou intramuscular (na administração

intravenosa, a solução deve ser diluída e lentamente infundida).

Posologia para Grandes Animais

Não administre a clindamicina por via oral a grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com


estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Clomipramina

Nomes comerciais e outros nomes

Clomicalm (preparação veterinária) e Anafranil (preparação para uso humano).

Medicamentos comercializados no Brasil

Anafranil (h) , Cloridrato de Clomipramina (g) ,

Classificação funcional

Modificador do comportamento

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antidepressivo tricíclico. Usado em seres humanos para o tratamento da ansiedade e

da depressão. Inibe a recaptação da serotonina nas terminações nervosas pré-sinápticas.

Seus efeitos benéficos podem ser causados principalmente pelo bloqueio da recaptação

de serotonina e a modulação desta substância em áreas do cérebro que afetam a ansiedade

e o comportamento. A clomipramina apresenta mais efeitos de bloqueio da recaptação de

serotonina do que outros antidepressivos tricíclicos. Seus efeitos colaterais são resultantes da

ação antimuscarínica, causada pelo metabólito ativo, a desmetilclomipramina. No entanto,

este metabólito é produzido em menores concentrações por animais do que por seres

humanos.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros antidepressivos tricíclicos, a clomipramina é usada em animais no tratamento

de diversas doenças comportamentais, incluindo doenças obsessivo-compulsivas (também

denominadas doenças compulsivas caninas) e ansiedade de separação. Em cães, é superior à

amitriptilina para o tratamento de transtornos compulsivos; no entanto, não parece ser

benéfica para o tratamento da agressividade relacionada à dominância. Em gatos, o

tratamento prolongado é eficaz na redução da marcação territorial com urina (J Am Vet Med

Assoc, 226: 378-382, 2005). É tão eficaz quanto a fluoxetina na redução da marcação

territorial com urina por gatos, mas os animais tratados retomam o comportamento após a

interrupção da terapia. Não é eficaz para o tratamento da alopecia psicogênica em gatos.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais relatados incluem sedação e redução do apetite. A clomipramina

apresenta sabor amargo. Outros efeitos colaterais associados aos antidepressivos tricíclicos

são de natureza antimuscarínica (boca seca, alta frequência cardíaca e retenção

urinária) e anti-histamínica (sedação). Em gatos, foram observados sedação e ganho de

peso. Os efeitos antimuscarínicos da clomipramina podem ser causados por um

metabólito ativo. A clomipramina pode reduzir a concentração de T4 total e T4 livre em

cães, mas estes níveis podem ainda ser normais. A sobredose pode causar

cardiotoxicidade com risco de morte. Caso ocorra, contate imediatamente o centro de

envenenamento. Em ensaios realizados em gatos, não foram observados efeitos colaterais

significativos.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros medicamentos modificadores do comportamento, como inibidores

da recaptação de serotonina. Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO),

como a selegilina ou o amitraz.

Instruções de Uso

A terapia pode ser iniciada com doses baixas, que são aumentadas gradualmente. A

observação de efeitos benéficos pode ocorrer 2 a 4 semanas após o início do tratamento.

Após a obtenção de resposta favorável, a dose pode ser gradualmente reduzida em alguns

animais. Em gatos, doses de 1,25 a 2,5 mg por indivíduo têm sido administradas, 1 vez/dia,

no tratamento da alopecia psicogênica. Nesses animais, doses de até 5 mg 1 vez/dia são

usadas para o controle da marcação territorial com urina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente a frequência e o ritmo cardíacos do animal durante o tratamento.

Como outros antidepressivos tricíclicos, a clomipramina pode reduzir as concentrações de

T4 total e T4 livre em cães.

Formulações

A clomipramina é comercializada em comprimidos de 20, 40 e 80 mg (preparação

veterinária) e cápsulas de 25, 50 e 75 mg (preparação para uso humano).

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Proteja da

umidade. Para gatos, pode ser composta em líquido sabor atum sem perda de eficácia.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-3 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Inicie o tratamento com doses baixas e

aumente-as gradualmente. O aumento das doses deve ser feito a, aproximadamente,

cada 14 dias, até a observação do efeito desejado.

Gatos

• 1-5 mg por gato a cada 12-24 horas por via oral (0,5 mg/kg/dia), com aumento gradual

da dose.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de clomipramina está listado como substância de controle especial

(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Detomidina

Nomes comerciais e outros nomes

Dormosedan ® , Dormosedan Gel ®

Medicamentos comercializados no Brasil

DormiunV (v)

Classificação funcional


Analgésico Alfa 2

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa2 adrenérgico. Os agonistas alfa2 diminuem a liberação de neurotransmissores

pelo neurônio. O mecanismo proposto é que eles diminuem a transmissão através da ligação

pré-sináptica aos receptores alfa 2 (retroalimentação negativa dos receptores). O resultado é

a diminuição da descarga simpática, analgesia, sedação e anestesia. A detomidina gel é

absorvida pela membrana mucosa oral com biodisponibilidade de 22% em equinos. Outros

medicamentos dessa classe incluem a xilazina, dexmedetomidina, medetomidina,

romifidina e clonidina.

Indicações e Usos Clínicos

A detomidina é usada primariamente como sedativo, adjuvante anestésico e analgésico. É

usada em equinos mais do que em outras espécies. Quando utilizado no tratamento da dor

em cavalos com cólica, a duração do efeito é de aproximadamente 3 horas (20 ou

40 μg/kg).

A detomidina também tem sido utilizada para analgesia epidural. Para a dor, a

detomidina parece ser mais potente e com atividade mais duradoura do que a xilazina. A

detomidina sob a forma de gel (Dormosedan Gel ® ) para cavalos é administrada oralmente

para produzir a absorção mucosa. É indicada por produzir menor período de sedação,

facilitando procedimentos pequenos (ferrageamento, corte e recorte) ou para acalmar um

cavalo rebelde. O início de ação é de 40 minutos e a duração é de 90-180 minutos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Nas doses usuais é comum sedação, ataxia, desequilíbrio, sudorese e bradicardia.

Depressão cardíaca, bloqueio AV e hipotensão são possíveis em altas doses. Em alguns

cavalos, pode ocorrer a hiper-responsividade aos estímulos. A diurese ocorre como

consequência da hiperglicemia produzida pelos agonistas alfa 2 como a detomidina. Em

pequenos animais, o atipamezole também pode ser usado para reverter os efeitos da

detomidina.

Contraindicações e Precauções

O uso concomitante de detomidina com as sulfonamidas injetáveis pode gerar arritmias

cardíacas. A xilazina causa alterações em animais prenhes e isto também deve ser


considerado para outros agonistas alfa 2 . Utilizar com cautela em animais prenhes, pois

pode induzir o parto. Essa medicação pode também diminuir a oferta de oxigênio ao feto

na fase final da gestação. Em seres humanos, a detomidina gel pode ser absorvida através

da pele e dos olhos e do contato oral. Se ocorrer exposição acidental, lave com sabão e

água imediatamente. Contate um médico no caso de outras preocupações.

Interações Medicamentosas

Outras medicações cardiodepressoras podem aumentar o risco de arritmias.

Instruções de Uso

É usada principalmente em equinos, e embora não aprovado para pequenos animais, doses

estão listadas a seguir. A atropina (0,01 a 0,02 mg/kg) é usada na prevenção da bradicardia,

mas não é necessário seu uso rotineiramente. Pode ser administrado com outros anestésicos,

analgésicos e sedativos incluindo o butorfanol e benzodiazepínicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e, se possível, o ECG durante o tratamento com esta classe

de medicamentos. Quando disponível, pode ser indicado em alguns pacientes

o monitoramento da pressão arterial.

Formulações

A detomidina está disponível em soluções injetáveis de 10 mg/mL. O gel oral está disponível

em 7,6 mg/mL em seringas de 3 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 μg/kg, por via intravenosa ou 10-20 μg/kg, por via intramuscular.

Gatos

• Oral (transmucosa): 0,5 mg/kg. Administrar na forma de spray associada a cetamina

(10 mg/kg) diretamente na boca do gato.


Posologia para Grandes Animais

Cavalos (dose de 10-20 μg/kg é equivalente a 5-10 mg por cavalo)

• Sedação: 20-40 μg/kg (0,02-0,04 mg/kg), por vias intravenosa ou intramuscular. Doses

mais baixas de 10-20 μg/kg são eventualmente usadas na prática diária inicialmente, e

repetidas conforme o necessário. Por exemplo, doses de 10 μg/kg (0,01 mg/kg) irão

produzir menos ataxia e sedação. Doses mais baixas como 5 μg/kg são usadas em

cavalos de tração.

• Analgesia: 20 μg/kg (0,02 mg/kg), por vias intramuscular ou intravenosa. A duração da

analgesia pode ser maior quando utilizada a dose de 40 μg/kg.

• Taxa de infusão contínua: 10 μg/kg em bolus intravenoso, seguidos de 0,5 μg/kg por

minuto durante 15 minutos e diminuição progressiva da taxa conforme necessário a

0,1 μg/kg por minuto.

• Mucosa oral: 40 μg/kg (2,5 mL para aproximadamente 454 kg de peso vivo),

administrados na região sublingual.

Bovinos

• 2-10 μg/kg (0,002-0,1 mg/kg), por via intravenosa ou 5-40 μg/kg (0,005-

0,04 mg/kg) por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos (uso extrabula): 3 dias para gado de corte; 72 horas para

gado de leite.

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Dexmedetomidina

Nomes comerciais e outros nomes

Dexdomitor ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Precedex (h) , Dexmedetomidina (g)

Classificação funcional

Analgésico, Agonista alfa 2


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa 2 adrenérgico. Agonistas alfa 2 diminuem a liberação dos neurotransmissores

neuronais. A dexmedetomidina e a medetomidina (Domitor ® ) são muito similares em sua

atividade. A medetomidina é uma mistura racêmica contendo 50% de dexmedetomidina e

50% de levomedetomidina. A dexmedetomidina é o enantiômero ativo da mistura (Disômero);

portanto, a dexmedetomidina (na base de mg/mg) é duas vezes mais potente do

que medetomidina, mas com a mesma atividade farmacológica, analgésica e sedativa. O

mecanismo de ação proposto, pelo qual diminuem a transmissão nervosa, se dá por meio da

ligação a receptores alfa 2 adrenérgicos pré-sinápticos (retroalimentação negativa dos

receptores). O resultado é a diminuição da atividade simpática, analgesia, sedação e

anestesia. Outros fármacos desta classe incluem a medetomidina, a xilazina, a detomidina,

a romifidina e a clonidina. Estudos de ligação ao receptor indicam que a seletividade do

receptor adrenérgico alfa2/alfa1 é 1.000 vezes maior que a da xilazina.

Indicações e Usos Clínicos

A dexmedetomidina, como outros agonistas alfa2, é usada como sedativo, adjuvante

anestésico e analgésico. Sua utilização é aprovada em ambas as espécies, no cão e no gato.

Pode ser administrada para facilitar a manipulação em exames, procedimentos diagnósticos,

tratamentos, limpeza de ouvido ou de dentes e pequenas cirurgias. Tem sido usada para

sedar animais para a realização de testes intradérmicos sem afetar os resultados. Em gatos,

os efeitos máximos são observados em 15-60 minutos, e a recuperação ocorre em 180

minutos. Apresenta efeitos clínicos similares a medetomidina e pode ser usada em

indicações similares. Pode ser usada em associação à cetamina, butorfanol ou agonistas

opioides para a sedação e procedimentos cirúrgicos curtos (ver Instruções de Uso). A

dexmedetomidina é bem absorvida através das membranas e produz efeitos similares em

gatos, após a administração transmucosa oral (bucal) comparado à injeção intramuscular.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em pequenos animais, o vômito é o efeito agudo mais comum. O vômito é mais comum

em gatos do que em cães. Os agonistas alfa 2 diminuem a excitação simpática.

Pode ocorrer depressão cardiovascular. Como a medetomidina, a dexmedetomidina

pode produzir bradicardia inicial e hipertensão. Um aumento inicial da pressão sanguínea

pode ser seguido por uma diminuição da pressão sanguínea causada pela diminuição do


tônus simpático. Reduções da taxa respiratória e da temperatura corporal podem ocorrer

nos animais durante a sedação com dexmedetomidina. Em alguns animais, podem

ocorrer arritmias transientes. A excitação paradoxal pode ocorrer em algumas espécies, e

animais com níveis altos de ansiedades podem não responder como previsto à ação dos

agonistas alfa 2 . Se reações adversas forem observadas, reverta com atipamezole

(Antisedan ® ). A ioimbina também pode reverter a ação da medetomidina.

Contraindicações e Precauções

Use cautelosamente em animais cardiopatas. O uso pode ser contraindicado em animais

idosos com doença cardíaca preexistente. Use com cautela em animais com doenças

respiratória, hepática ou renal. Não utilize em animais com sinais de choque. A xilazina

provoca alterações em animais prenhes, e isto também deve ser considerado para outros

agonistas alfa2. Use com cautela em animais que estão prenhes, pois pode induzir ao

parto. Pode diminuir também a oxigenação fetal no final na gestação. A

dexmedetomidina pode ser absorvida através da pele humana intacta; portanto, deve-se

evitar a exposição humana.

Interações Medicamentosas

Não utilizar outros medicamentos que possam provocar a depressão cardíaca. Não

misturar em frasco ou seringa com outros anestésicos. Reverter com atipamezole na dose

de 25-300 μg/kg por via intramuscular. Associar a analgésicos opioides pode aumentar a

depressão do sistema nervoso central (SNC). Assim, considere doses baixas se

administrado com opioides. Medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina) podem ser

dados em doses moderadas antes da administração dos medicamentos para prevenir a

bradicardia induzida por agonistas alfa2, mas não é rotineiramente necessária e pode

prolongar a hipertensão inicial. De qualquer maneira, a administração simultânea com

agonistas alfa2 não é recomendada.

Instruções de Uso

A dexmedetomidina, a medetomidina e a detomidina são mais específicas para os receptores

alfa 2 quando comparadas à xilazina. Pode ser usada para sedação, analgesia e em pequenos

procedimentos cirúrgicos. É recomendado jejum por várias horas antes da administração

dos agonistas alfa 2 para minimizar a ocorrência de vômito. Baixas doses são sempre

administradas nos casos em que é necessária uma menor sedação ou quando associadas a

outras medicações. A dexmedetomidina pode ser usada com outros anestésicos, como

propofol, tiopental, opioides, benzodiazepínicos e anestésicos inalatórios. Entretanto, baixas

doses (tanto quanto 40%-60%) de outros medicamentos são antecipadas, quando usadas


em associação com o butorfanol ou a cetamina, obtendo-se sedação adequada, sem

significantes efeitos cardiovasculares. Em cães e gatos, reverter com atipamezole na dose de

25-300 μg/kg (igual ao volume usado de dexmedetomidina), por via intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais vitais durante a anestesia. Monitore a frequência e a pressão sanguínea, e

o ECG durante a anestesia. Os agonistas alfa 2 irão aumentar os níveis de glicose sanguínea

em decorrência dos seus efeitos na secreção de insulina.

Formulações

A dexmedetomidina está disponível em frascos injetáveis de 0,5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 125 μg/m 2 por via intramuscular para pré-anestesia, pequenas sedações e analgesia

(intervalo de 9 μg/ kg em cães pequenos a 3 μg/kg em cães grandes).

• 375 mg/m 2 por via intravenosa ou 500 mg/m 2 por via intramuscular para sedação

profunda, analgesia e pequenos procedimentos cirúrgicos (intervalo da dose

intravenosa é de 28 μg/kg para cães pequenos a 9 μg/kg para cães grandes; a variação

da dose por via intramuscular é de 40 μ/kg para cães pequenos a 12 μg/kg para cães

grandes).

• As doses baixas são usadas para sedações de curta duração e analgesia ou quando

associadas com outros analgésicos ou agentes anestésicos.

Gatos

• 40 μg/kg (0,04 mg/kg) por via intramuscular (0,35 mL para 4 kg de gato). A

administração transmucosa oral produz efeitos equivalentes à administração

intramuscular. Para reversão usar atipamezole 0,2 mg/kg por via intramuscular.

• Baixas doses (p. ex., 10 μg/kg) têm sido usadas para sedações curtas e analgesia ou

quando associadas com outros agentes.


Posologia para Grandes Animais

Não foram estabelecidas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. O período de carência

da xilazina para animais de produção é de 4 dias para carne e de 24 horas para leite. Um

mínimo deste período de carência deve ser usado para dexmedetomidina. Para estimativas

de período de carência do uso, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 3

No Brasil, o cloridrato de dexmedetomidina está listado como substância de controle

especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Difenidramina

Nome comercial e outros nomes

Benadryl ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Difenidrin (h)

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador H1). A difenidramina é a fração ativa do dimenidrinato

(Dramamine ® ). De modo similar a outros anti-histamínicos, sua ação bloqueia os receptores

H 1 (H1) e suprime a resposta inflamatória causada pela histamina. Os anti-histamínicos

comumente utilizados incluem a clemastina, a clorfeniramina, a difenidramina e a

hidroxizina.

Indicações e Usos Clínicos


A difenidramina, como outros anti-histamínicos, é usada na prevenção de reações alérgicas

e na terapia do prurido em cães e gatos. Contudo, a taxa de sucesso no tratamento do

prurido não é alta. Além do efeito anti-histamínico para o tratamento de alergias, esta

medicação bloqueia o efeito da histamina no centro do vômito, no centro vestibular, e em

outros centros que controlam o vômito em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comum. Ela é o resultado da inibição da histamina N-

metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de outros receptores

no sistema nervoso central (SNC), como os da serotonina, da acetilcolina e dos receptores

tipo alfa. Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) também são comuns,

incluindo boca seca e diminuição de secreções gástricas. A excitação tem sido observada

em gatos e em outros animais com uso de altas doses.

Contraindicações e Precauções

Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) são comuns. Não usar em

condições contraindicadas ao uso de anticolinérgicos, como glaucoma, paresia intestinal

ou arritmias cardíacas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas. Contudo, por causa dos efeitos

anticolinérgicos (similar aos da atropina), pode se contrapor as medicações com efeitos

parassimpatomiméticos (p. ex., medicações usadas para estimular a motilidade intestinal).

Instruções de Uso

Os anti-histamínicos são primariamente usados em doenças alérgicas em animais. Estas

medicações também podem ser usadas para o tratamento e prevenção do vômito em

animais. Os estudos clínicos sobre sua eficácia são limitados. A maioria das doses utilizadas é

empírica e extrapolada do uso em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é sugerido.

Formulações

A difenidramina está disponível na forma de elixir a 2,5 mg/mL, cápsulas e comprimidos de


25 e 50 mg e em soluções injetáveis de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada. Evite o congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,2 mg/kg, a cada 8-12 horas por vias oral, intramuscular ou subcutânea. Para cães de

grande porte isto é equivalente a uma dose oral de 25 ou 50 mg por cão.

Gatos

• 2-4 mg/kg, a cada 6-8 horas, por via oral.

• 1 mg/kg, a cada 8 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

• 0,5-1 mg/kg em dose única, conforme necessário, por via intramuscular.


Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Cloridrato de Difloxacino

Nome comercial e outros nomes

Dicural ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dicural (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fluoroquinolona antibacteriana. Age pela inibição da DNA girase na bactéria inibindo a

síntese de DNA e RNA. Bactericida de amplo espectro de ação. A atividade antibacteriana

inclui Escherichia coli, Klebsiella spp., Pasteurella spp., e outros bacilos Gram-negativos. A

atividade contra Pseudomonas aeruginosa é menor do que para outros bacilos Gramnegativos.

A atividade contra cocos Gram-positivos inclui o Staphylococcus. Por outro lado,

Streptococcus e Enterococcus são mais resistentes. Em equinos, apresenta uma meia-vida oral

de 10,8 horas e biodisponibilidade de 68%.

Indicações e Usos Clínicos

O difloxacino, como outras fluoroquinolonas, é usado em uma variedade de infecções

incluindo infecções dermatológicas, feridas infectadas e pneumonia. Diferentemente de

outras fluoroquinolonas, o difloxacino não apresenta alta depuração renal. A concentração

urinária pode não ser suficiente para algumas infecções urinárias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC),

especialmente em animais com insuficiência renal. O difloxacino pode causar náuseas,

vômitos e diarréia em doses altas. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em

animais jovens. Os cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de vida. São mais

susceptíveis os cães de raça grande com crescimento rápido. A segurança em gatos ainda

não foi descrita. Não foi descrito se há ou não potencial para ocasionar alterações de

retina em gatos.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais jovens devido ao risco de lesão na cartilagem. Use com cautela em

animais com tendência a convulsões, como a epilepsia. Evite o uso em gatos a menos que

a segurança seja estabelecida.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações da teofilina se usado

concomitantemente. A coadministração a cátions di ou trivalentes, como produtos que

contenham alumínio (p. ex., sucralfato), ferro ou cálcio podem diminuir a absorção. Não

misture em soluções ou em frascos com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode ocorrer

a quelação.

Instruções de Uso

A variação da dose pode ser ajustada conforme a gravidade da infecção e a suscetibilidade

da bactéria. Bactérias com valores de concentração inibitória mínima (MIC) baixa podem ser

tratadas com baixas doses; bactérias susceptíveis com altos valores de MIC devem ser

tratadas com doses altas. O difloxacino é eliminado principalmente pelas fezes e não pela

urina (a depuração urinária é menor que 5%). O sarafloxacino é metabólito desmetil ativo,

mas é produzido em baixas concentrações. A absorção oral em equinos é baixa, pode ser

efetiva apenas contra bactérias com MIC menor que 0,12 μg/mL.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o

ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,5 μg/mL para patógenos de cães. Outras

fluoroquinolonas podem ser usadas em alguns casos para estimar a susceptibilidade a esta

fluoroquinolona. Contudo, se o ciprofloxacino for usado para testar a sensibilidade a

Pseudomonas aeruginosa, pode ser muitas vezes mais efetivo que as outras fluoroquinolonas.

Formulações

O difloxacino está disponível em comprimidos de 11,4, 45,4 e 136 mg. (Em alguns países,

está disponível em solução injetável a 5%).


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada, mas tem sido misturada a

xarope simples (100 mg/mL) para equinos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-10 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

• Não há doses relatadas para gatos disponíveis. Não há informações de segurança

disponíveis.

Posologia para Grandes Animais

Equinos: 5 mg/kg, por via oral, a cada 24 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Cloridrato de Diltiazem

Nomes comerciais e outros nomes

Cardizem ® e Dilacor ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Balcor (h) , Cardizem (h) , Angiolong (h) , Cloridrato de Diltiazem (g)

Classificação funcional

Bloqueador de canal de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador de canal de cálcio. O diltiazem bloqueia a entrada de cálcio nas células por meio


do bloqueio dos canais lentos de cálcio dependente de voltagem. Por esta ação, ele produz

vasodilatação, efeito cronotrópico negativo e efeitos inotrópicos negativos. Porém, a ação

sobre o tecido cardíaco (nodo SA e nodo AV) predomina em relação a esses efeitos. A meiavida

é de aproximadamente 3 horas (variação de 2,5-4 horas), e é menor em equinos (1,5

hora).

Indicações e Usos Clínicos

O diltiazem é usado primariamente no controle das arritmias supraventriculares, da

hipertensão sistêmica e da cardiomiopatia hipertrófica. É também usado no flutter atrial, nas

arritmias de reentrada do nodo AV e em outras formas de taquicardia. O diltiazem é mais

efetivo sobre o tecido cardíaco (nodos AV e SA) do que sobre os vasos sanguíneos. Não deve

ser usado como tratamento primário da hipertensão e para produção de vasodilatação; é

preferido às diidropiridinas, medicamento bloqueador dos canais de cálcio (p. ex., a

amlopidina). Em gatos, é considerado um dos medicamentos de escolha para o tratamento

da cardiomiopatia hipertrófica felina (CMH). Em cães, o diltiazem tem sido usado para o

tratamento da insuficiência renal. Ele melhorara a perfusão renal por diminuir a

vasoconstrição renal e melhorar a perfusão renal. Em equinos, o diltiazem pode ser efetivo

na fibrilação atrial. Porém, cavalos tratados com diltiazem apresentam resultados variados e

alguns desenvolvem hipotensão e parada cardíaca. A administração transdérmica do

diltiazem revelou não ser efetiva nos gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A hipotensão, depressão miocárdica, bradicardia e bloqueio AV são os efeitos adversos

mais importantes. Caso ocorra a hipotensão aguda, tratar agressivamente com

fluidoterapia e administração de gluconato de cálcio ou cloridrato de cálcio. Pode causar

anorexia em alguns pacientes. Altas doses em gatos podem causar êmese. Quando

administrados 60 mg de Dilacor XR ® em gatos observou-se letargia, alterações gástricas e

perda de peso em 36% dos gatos.

Contraindicações e Precauções

Não injetar rapidamente quando por via intravenosa. Não administrar em pacientes com

hipotensão.

Interações Medicamentosas

Em seres humanos, os bloqueadores de canais de cálcio estão associados às interações

medicamentosas devido a alterações do metabolismo de medicamentos. Estas interações,

apesar de possíveis, não foram documentadas em pacientes veterinários. Entretanto,


utilize com cautela quando administrado com outras medicações que sejam de

substratos da P-glicoproteína (produzida pelo gene MDR) (ver Apêndice). Não misturar

soluções intravenosas à furosemida.

Instruções de Uso

O diltiazem é preferido ao verapamil em pacientes com insuficiência cardíaca devido a

menor depressão miocárdica. Quando utilizado para o tratamento da fibrilação atrial em

cães, associado com a digoxina, pode produzir alta redução da taxa ventricular do que um

ou outro medicamento isoladamente. Ver instruções detalhadas para gatos na sessão de

doses.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento. Monitore a pressão

sanguínea para o tratamento agudo devido à fibrilação atrial. Quando as concentrações

sanguíneas forem monitoradas, para que haja redução da mesma, são necessários 80-

290 ng/mL em seres humanos e 60-120 ng/mL em cães.

Formulações

O diltiazem está disponível em comprimidos de 30, 60, 90 e 120 mg, em cápsulas de

liberação prolongada de 60, 90, 120, 180, 240 e 300 mg e em solução injetável de

5 mg/mL. O dilacor XR ® possui três ou quatro comprimidos por unidade.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. As

cápsulas de liberação prolongada são difíceis de serem manipuladas pelos proprietários.

Formulações transdérmicas manipuladas não são estáveis. Formulações orais manipuladas,

preparadas com diversos açúcares e flavorizantes, foram estáveis por 50-60 dias. As soluções

injetáveis podem ser misturadas a fluidos intravenosos, mas devem ser descartadas após 24

horas. Não congelar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5-1,5 mg/kg, a cada oito horas, por via oral. Para fibrilação atrial, 5 mg/kg a cada

12 horas, por via oral, e a associação de diltiazem (3 mg/kg a cada 12 horas, por via

oral) mais digoxina (0,005 mg/kg a cada 12 horas, por via oral), são utilizadas.


• Fibrilação atrial: 0,05-0,25 mg/kg, por via intravenosa, administrado a cada 5 minutos

até o efeito.

• Taquicardia supraventricular: 0,25 mg/kg a cada 2 minutos, por via intramuscular

(repetir se necessário). Primeiro, injete 0,25 mg/kg, então espere 20 minutos pela

resposta, antes de repetir a dose.

• Infusão de taxa constante: 0,15-0,25 mg/kg, por via intravenosa, por 2 minutos, então

1-8 μg/kg/minuto.

• Insuficiência renal aguda: 0,2 mg/kg, por via intravenosa(devagar), seguido por 3-

5 μg/kg/minuto em infusão continua.

Gatos

• 1,75-2,4 mg/kg, a cada oito horas, por via oral. A dose mais comum para gatos com

formulações de liberação imediata é de 10 mg por gato, a cada 8 horas com frequência

reduzida a cada 12 horas em alguns gatos.

• Dilacor XR ® ou Cardizem CD ® : 10 mg/kg uma vez ao dia, por via oral. Comprimidos de

liberação prolongada podem ser difíceis de serem utilizados em gatos comparado a

outros comprimidos, mas são usados a 30 ou 60 mg por gato (ver a seguir).

Os comprimidos são difíceis de quebrar para serem usados em gatos. Observar que “XR”,

“SR” e “CD”, referem-se às formulações de liberação lenta. O Dilacor XR-240 mg ®

contém quatro comprimidos de 60 mg. O XR-180 ® contém três comprimidos de

60 mg. Comprimidos de liberação lenta e prolongada não são recomendados para uso

frequente em gatos, pois produzem concentrações plasmáticas inconstantes que podem

resultar em um tratamento ineficaz em alguns e em efeitos adversos em outros gatos.

Baseando-se nas informações disponíveis para gatos, utilizar o Dilacor XR 30 ® ou o

Dilacor XR 60 ® . A dose de 30 mg por gato de Dilacor XR ® (comprimidos de liberação

prolongada) produz menos efeitos adversos que 60 mg por gato.

Posologia para Grandes Animais

Cavalos

• 0,125 mg/kg, por via intravenosa, durante pelo menos 2 minutos. Repetir a cada 10

minutos, quando necessário, ou até uma dose total de 1,1 mg/kg. Altas doses de 1-

2 mg/kg são usadas em animais de pesquisa.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 4

Cloridrato de Dobutamina

Nome comercial e outros nomes

Dobutrex ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dobutorex (h) , Cloridrato de Dobutamina (g)

Classificação funcional

Agente inotrópico cardíaco

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. A dobutamina é uma mistura racêmica (isômeros R e S), que tem

atividade adrenérgica beta1 e beta2. Entretanto, seus efeitos clínicos são causados pela

atividade agonista relativa cardioseletiva sobre receptores beta1. Existem os dois efeitos,

agonista e antagonista nos receptores alfa, os efeitos clínicos destes são incertos. A vantagem

primária da dobutamina é a produção de efeitos inotrópicos positivos sem excessiva

taquicardia. A ausência da taquicardia distingue-a de outros agentes simpatomiméticos. Em

taxas de perfusão adequada, a dobutamina pode aumentar a contratilidade sem aumentar

a frequência cardíaca. A dobutamina apresenta uma meia-vida curta em animais (2-3

minutos). Por isso, deve ser administrada em infusão contínua intravenosa e possui um

curto período de atividade.

Indicações e Usos Clínicos

A dobutamina é usada primariamente para o tratamento da insuficiência cardíaca. Ela

produz um efeito inotrópico sem aumento da frequência cardíaca. Tratamentos por curtos

períodos (p. ex., 48 horas) podem gerar efeitos residuais positivos em alguns animais.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A dobutamina pode causar taquicardia e arritmias ventriculares em altas doses ou em

indivíduos sensíveis. Caso sejam detectadas a taquicardia ou a arritmia, deve-se parar a

infusão e retomar uma frequência mais baixa.

Contraindicações e Precauções

Não utilize em animais com arritmias ventriculares.

Interações Medicamentosas

Não associe a soluções alcalinas, como as que contêm bicarbonato. Não infundir em

equipos contendo heparina, cefalosporinas ou penicilinas. Por outro lado, é compatível

com a maioria das soluções. Não administre em animais que recebam inibidores da

monoamido oxidase (IMAOs; p. ex., selegilina).

Instruções de Uso

A dobutamina possui uma rápida meia-vida de eliminação (minutos), por isto deve ser

administrada e cuidadosamente monitorada quando administrada em taxa constante de

infusão. As taxas de administração (taxas de infusão) podem ser ajustadas de acordo com a

resposta do paciente. Em cães, baixas doses de 2 μg/kg/minuto melhoraram o débito

cardíaco.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e o ECG durante o tratamento. Podem ocorrer arritmias

cardíacas durante a infusão, principalmente quando em altas doses.

Formulações

A dobutamina está disponível em frascos de 250 mg/20 mL (12,5 mg/mL) para

administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Geralmente diluir em solução de glicose a 5% (p. ex., 250 mg em 1 L de glicose a 5%). Uma

coloração rósea pode surgir sem que ocorra diminuição na potência do fármaco; porém, não

utilizar caso a solução se torne marrom.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 5-20 μg/kg/minuto em infusão intravenosa. Geralmente iniciar com doses baixas e

titular doses mais altas.

Gatos

• 2 μg/kg/minuto em infusão intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5-10 μg/kg/minuto (0,005-0,01 mg/kg/minuto) em infusão intravenosa. Observe

aumentos na frequência cardíaca e arritmias ventriculares. Ajuste a dose se necessário

baseado na resposta do paciente e na frequência cardíaca.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Dopamina

Nome comercial e outros nomes

Intropin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Revivan (h) , Cloridrato de Dopamina (g)

Classificação funcional

Agente inotrópico cardíaco

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico e dopaminérgico. A dopamina é um neurotransmissor e um precursor

imediato da norepinefrina ou noradrenalina. Em baixas doses, estimula os receptores de

dopamina (DA1), em doses moderadas estimula os receptores adrenérgicos e em doses altas


age como um agonista nos receptores alfa 1 (produzindo vasoconstrição). As doses que

estimulam os receptores DA1 aumentam o AMP cíclico nas células do músculo liso e causam

seu relaxamento e a vasodilatação. É administrado para estimular o coração e ainda

aumentar a diurese (ver adiante explanação dos efeitos renais).

Indicações e Usos Clínicos

A dopamina é usada terapeuticamente para estimular o miocárdio via ação nos receptores

beta1 cardíacos. As infusões de dopamina irão aumentar a pressão sanguínea e o débito

cardíaco. Estes efeitos são causados pela estimulação da contratilidade cardíaca e

frequência cardíaca pela ação nos receptores beta 1 adrenérgicos. A dopamina aumenta

também a liberação da noradrenalina nos nervos terminais (a dopamina é um precursor da

noradrenalina). Produz um ótimo efeito cronotrópico como a dobutamina. Tem-se proposto

que a dopamina dilata as arteríolas renais, aumenta a pressão sanguínea renal e

consequentemente a taxa de filtração glomerular. Acredita-se que o efeito acredita-se

ocorrer via ativação dos receptores de dopamina 1 (DA1) renal. Devido a este efeito, no

passado foi utilizado na insuficiência renal aguda. Entretanto, estudos recentes têm

deixado dúvidas sobre este efeito clínico da dopamina no tratamento da insuficiência renal

aguda. Os gatos não possuem tantos receptores DA1 quanto outros animais, sendo assim,

não é tão eficiente nessa espécie para a produção da diurese. A avaliação em seres humanos

e em outros animais não tem produzido os efeitos desejados.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A dopamina pode causar taquicardia e arritmias ventriculares em altas doses ou em

indivíduos sensíveis.

Contraindicações e Precauções

A dopamina é instável em fluidos alcalinos.

Interações Medicamentosas

Não misture a soluções alcalinas. Por outro lado, é compatível com a maioria das soluções.

Instruções de Uso

A dopamina possui rápida meia-vida de eliminação (minutos) e por isto deve ser

administrada em taxa de infusão continua monitorada. Como a ação da dopamina é


dependente da dose, a taxa de administração é ajustada para atingir o efeito clínico

desejado. A dopamina é administrada em doses de 2-10 μg/kg/minuto para o tratamento

da insuficiência cardíaca aguda e do choque cardiogênico. Na preparação de soluções

intravenosas, podem-se adicionar 200-400 mg de dopamina em 250-500 mL de solução. A

dopamina é instável em soluções alcalinas, como aquelas que contêm bicarbonato.

Baixa dose (vasodilatação, receptores D 1 ): 0,5-2,0 μg/kg/minuto; doses intermediárias

(estimulação cardíaca, receptores beta1): 2-10 μg/kg/minuto; altas doses (vasoconstrição,

receptores alfa): > 10 μg/kg/minuto.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e o ritmo durante a administração da dopamina.

Formulações

A dopamina está disponível em soluções injetáveis de 40,80 e 160 mg/mL por via

intravenosa.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Pode

ser adicionada a soluções como a glicose a 5%, salina e solução de Ringer com lactato. É

estável por 24 horas após a diluição. Não administre se a solução estiver marrom ou violeta.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2-10 μg/kg/minuto em infusão intravenosa. A taxa de administração depende do

efeito desejado.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 1-5 μg/kg/minuto em infusão intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Como a meia-vida é curta, é baixo o

risco de formação de resíduos em animais de produção.


Classificação RCI: 2

Cloridrato de Doxapram

Nomes comerciais e outros nomes

Dopram ® e Respiram ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dopram (v) , Viviram-V (v)

Classificação funcional

Estimulante respiratório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A estimulação respiratória do doxapram resulta da estimulação direta do centro respiratório

medular e da ativação dos quimiorreceptores da aorta e do corpo da carótida, aumentando

a sensibilidade ao dióxido de carbono. Esses receptores são sensíveis às mudanças no CO2, o

que estimula o centro respiratório.

O doxapram é usado principalmente em emergências durante a anestesia ou na

diminuição dos efeitos depressores respiratórios de determinados medicamentos (p. ex.,

opioides e barbitúricos). Um uso importante em medicina veterinária é a estimulação da

respiração em cavalos jovens. A meia-vida é curta (2 horas), mas a duração da ação é de 5-

10 minutos após a administração intravenosa.

Indicações e Usos Clínicos

O doxapram pode estimular a respiração em cães, gatos e cavalos durante e após a anestesia

geral. É usado para estimular a respiração em animais recém-nascidos após o parto distópico

ou cesariana. O doxapram aumentará a ventilação (volume corrente e frequência

respiratória) e redução da acidose. Em equinos, o doxapram causará estimulação cardíaca e

estimulação respiratória. Há relatos de que a administração em neonatos aumenta a

atividade da amamentação logo após o nascimento, diminuindo subsequentemente a

incidência de falha da transferência passiva de imunoglobulinas. O principal uso do

doxapram em equinos é no tratamento da acidose respiratória em potros causada pela

encefalopatia por hipoxia isquêmica (asfixia perinatal ou síndrome do mau ajustamento

neonatal) em potros neonatos. A administração em potros leva à ventilação normal,

aumento do pH sanguíneo, da PaO 2 e da frequência respiratória em potros neonatos de


maneira dependente da dose. O doxapram também é usado em cães auxiliando no

diagnóstico de paralisia laringeal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos adversos em animais. A estimulação do sistema nervoso

central (SNC) e a excitação são possíveis com doses altas ou infusões rápidas.

Contraindicações e Precauções

Não usar em animais com parada cardíaca ou respiratória. Não usar com ventilação de

pressão positiva.

Interações Medicamentosas

O uso com teofilina ou aminofilina pode aumentar a excitação do SNC.

Instruções de Uso

O doxapram apresenta um rápido efeito (normalmente ocorre em 20-40 segundos com um

pico de efeito em 1-2 minutos) e uma curta duração da ação. A duração do efeito varia de

5 a 12 minutos. O guia de tratamento foi desenvolvido primariamente para potros. Pode ser

administrado em injeções de dose única, seguido por infusões contínuas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente.

Formulações

O doxapram está disponível em soluções de 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O pH da

administração intravenosa é de 3,5 a 5,0, o que pode afetar a compatibilidade com outros

fármacos. A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

• 5-10 mg/kg, por via intravenosa.


• Neonatos: 1-5 mg por vias subcutânea, sublingual ou pela veia umbilical.

Posologia para Grandes Animais

Potros: a dose inicial de 0,5 mg/kg, por via intravenosa, seguida por infusão contínua de

0,03 a 0,08 mg/kg/minuto durante 20 minutos, ou iniciar o tratamento com 0,05-

0,08 mg/kg/minuto em taxa de infusão contínua e continue por 8-12 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Doxorrubicina

Nome comercial e outros nomes

Adriamycin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Adriblastina RD (h) , Cloridrato de Doxorrubicina (g)

Classificação funcional

Agente anticancerígeno

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticancerígeno. A doxorrubicina é derivada de um fungo do solo - Streptomyces

peucetius. A doxorrubicina lesa o DNA pela inibição da enzima topoisomerase II. Esta enzima

é responsável pela função do DNA. Quando a topoisomerase é inibida, os segmentos do DNA

não realizam a transcrição, intercalando entre as bases da molécula de DNA, causando a

morte celular. Secundariamente, este mecanismo causa a morte celular pelo bloqueio da

síntese de RNA e proteínas. A doxorrubicina também forma radicais livres (OH) que podem

atacar o DNA e levar a oxidação do DNA. Em cães, a meia-vida varia de 8,7 horas a 11

horas, com um volume de distribuição de 0,6-0,7 L/kg e depuração de 52-83 L/kg/hora.

Em gatos, a farmacocinética é altamente variável com meia-vida de 11 minutos a 9,5 horas.

Outros antibióticos anticâncer incluem o mitoxantrona, a actinomicina D e a bleomicina.


Indicações e Usos Clínicos

A doxorrubicina é usada para o tratamento de várias neoplasias, incluindo

hemangiossarcoma e linfoma. A doxorrubicina é comumente usada em seres humanos no

tratamento de tumores mamários, vários sarcomas e osteossarcoma. Na medicina veterinária

é usada no linfoma, osteossarcoma e outros carcinomas e sarcoma. É considerada um dos

agentes únicos mais efetivos para o tratamento do linfoma. É usada comumumente em

protocolos de câncer com outros agentes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos limitam-se a frequência e em doses acumulativas que são

administradas. A toxicidade da medula óssea é o maior efeito adverso que limita a

frequência da administração aguda, e a cardiotoxicidade é o maior efeito que limita a

administração crônica. A supressão medular (leucopenia) ocorre com 7 a 10 dias. As

células-tronco são usualmente poupadas e a recuperação ocorre em 21 dias após cada

dose. A cardiotoxicidade é causada por efeito agudo, durante a administração é visto

arritmias e diminuição da função sistólica e o efeito crônico é manifestado como

cardiomiopatia e insuficiência cardíaca congestiva. A cardiotoxicidade é dose relatada. O

risco de efeitos crônicos excede a dose total administrada de 200-240 mg/m 2 . Em

alguns cães, as mudanças cardíacas podem ser observadas brevemente após doses

cumulativas de 120 mg/m 2 . O dexrazoxana (Zinecard) é um potente quelante de ferro,

usado para diminuir os efeitos cardíacos adversos em alguns pacientes. A alopecia é

comum em seres humanos, mas é geralmente observada somente em cães que

apresentam crescimento continuo dos pelos (p. ex., poodles). Os gatos podem perder seus

bigodes. Efeitos gastrintestinais agudos anorexia, vômitos e diarréia – são os efeitos

agudos mais comuns. Reações de hipersensibilidade (alérgicas) não são provavelmente

reações alérgicas verdadeiras, mas são simplesmente o resultado da degranulação de

mastócitos que ocorre independentemente da ligação de IgE. Os sinais dessa reação são

meneios de cabeça (prurido no ouvido), urticária generalizada e eritema. Os gatos são

mais sensíveis aos efeitos adversos do que os cães, assim baixas doses são usadas em gatos.

Os efeitos adversos em gatos incluem anorexia, vômitos e lesão renal. Em equinos, os

efeitos adversos incluem supressão da medula óssea, perda de cabelos, dermatites e

outras reações cutâneas.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com cardiomiopatia. Monitore o hemograma dos pacientes antes

e depois do tratamento. Se estiver presente uma leucopenia significante (particularmente


neutropenia da febre em mais de 1.000 células), segure o tratamento ou use uma baixa

dose de intensidade. Usar com cautela em cães que apresentam mutação deficiente no

transporte da membrana (MDR) (p-glicoproteína) (p. ex., Collie e raças relatadas). Esses

cães são mais susceptíveis a toxicidade.

Interações Medicamentosas

A doxorrubicina é comumente administrada com outros medicamentos anticâncer,

antieméticos e anti-histamínicos sem efeitos adversos. Contudo, a doxorrubicina é um

substrato da p-glicoproteína e não deve ser usado com medicamentos inibidores da p-

glicoproteína (p. ex., ciclosporina ou cetoconazol). (ver Apêndice).

Instruções de Uso

As instruções de administração podem variar nas diversas neoplasias. Para preparar a

solução, a dose total é diluída em solução salina de 25 ou 50 mL e infundida lentamente

durante 20-30 minutos, mas preferivelmente durante 60 minutos. A extensão da duração

da infusão para 2-3 horas pode diminuir alguns efeitos adversos. Para gatos, misture

1 mg/mL em solução salina e administre via intravenosa durante 5-10 minutos com

fluidos. Em gatos, fluidos subcutâneos (22 mL/kg) podem ser administrados com a

doxorrubicina. O medicamento é altamente irritante e um cuidado especial deve ser

realizado para garantir que não ocorreu o extravazamento da veia. No linfoma canino,

alguns oncologistas acreditam que a remissão do câncer é mais bem alcançada quando

realizado cinco tratamentos (objetivo 150-180 mg/m 2 dose acumulativa). Em protocolos

quimioterápicos é algumas vezes administrado junto com a ciclofosfamida. Em alguns

animais pode ser necessário a administração de antiemético e anti-histamínico

(difenidramina) antes da terapia. É geralmente administrado conforme a superfície

corpórea (mg/m 2 ); contudo, a dose conforme o peso corpóreo (mg/kg) pode ser mais segura

em pequenos cães (ver Posologia para pequenos animais). Em gatos, fluidos subcutâneos

adicionais são administrados para prevenir a toxicidade renal.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o ECG durante a terapia. Os ECGs devem ser realizados periodicamente em cães

para verificar presença de toxicidade miocárdica. O hemograma deve ser monitorado

regularmente e antes de cada tratamento devido ao risco de mielotoxicidade.

Formulações

A doxorrubicina está disponível em soluções injetáveis de 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 30 mg/m 2 a cada 21 dias, por via intravenosa.

• Cães com peso corpóreo > 15 kg: 30 mg/m 2 .

• Cães com peso corpóreo < 15 kg: 1 mg/kg.

Gatos

• 20 mg/m 2 (aproximadamente 1,25 mg/kg) a cada três semanas, por via intravenosa.

Em alguns gatos, altas doses de 25 mg/m 2 parecem ser bem toleradas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 70 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada três semanas, durante seis ciclos.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido em animais de produção. Esse medicamento não

deve ser usado em animais destinados ao consumo humano, pois trata-se de um agente

anticancerígeno.

Cloridrato de Efedrina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de pseudoefedrina (g)

Classificação funcional

Agonista adrenérgico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. Descongestionante. A efedrina atua como um agonista nos receptores

alfa-adrenérgicos e beta 1 -adrenérgicos, mas possui pouco efeito nos receptores beta 2 .

Indicações e Usos Clínicos

A efedrina é usada como vasopressor (p. ex., quando administrada durante a anestesia).

Também é usada como estimulante do sistema nervoso central (SNC). As formulações orais

são usadas para tratar incontinência urinária por atuar na musculatura do esfíncter vesical.

Porém, a maioria das formulações orais não está mais disponível.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais estão relacionados à excessiva atividade adrenérgica (p. ex.

vasoconstrição periférica e taquicardia).

Contraindicações e Precauções

Não é recomendado o uso em animais com doença cardiovascular.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas específicas descritas. Porém, a efedrina irá

potencializar qualquer outro agonista adrenérgico.

Instruções de Uso

O uso mais comum é em situações nas quais é necessário um aumento agudo na pressão

arterial. O uso por via oral para incontinência urinária em cães diminuiu devido a variedade

de formulações disponíveis.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos dos pacientes.

Formulações

A efedrina está disponível em injeções de 25 e 50 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Incontinência urinária: 4 mg/kg ou 12,5-50 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

• Vasopressor: 0,75 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetir se necessário.

Gatos

• Incontinência urinária: 2-4 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

• Vasopressor: 0,75 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetir se necessário.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência: não há períodos de carência disponíveis. A efedrina é biotransformada

após a administração e é recomendado um curto período de carência.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Esmolol

Nome comercial e outros nomes

Brevibloc ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Brevibloc (h)

Classificação funcional

Betabloqueador, antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Betabloqueador. Seletivo para receptores beta 1 . A diferença entre o esmolol e outros

betabloqueadores está em seu curto período de ação, atribuído ao metabolismo das esterases

eritrocitárias; possui meia-vida de apenas 9-10 minutos.

Indicações e Usos Clínicos

O esmolol é indicado para o controle por curto período da hipertensão sistêmica e das

taquiarritmias. É usado na terapia de emergência ou em tratamentos de curto prazo.

Tratamentos por longos períodos não são passíveis de realização devido à sua curta meiavida.

Geralmente, se um animal revela uma resposta positiva ao esmolol, ele pode ser trocado

por um betabloqueador de longa ação (p. ex., propranolol).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais relatados aos efeitos dos betabloqueadores cardíacos incluem

depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco e a bradicardia.

Contraindicações e Precauções

Quando administrado em pacientes com cardiomiopatia dilatada, considerar o risco de

efeitos cardíacos negativos. Usar com cautela em pacientes com broncoespasmo. O

esmolol é contraindicado em pacientes com bradicardia ou bloqueio AV.

Interações Medicamentosas

Usar com cautela com digoxina, morfina e varfarina.

Instruções de Uso

O esmolol é indicado apenas para a terapia intravenosa por curtos períodos. As doses são

baseadas empiricamente ou extrapoladas de doses usadas em seres humanos. Não são

descritos estudos clínicos em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência cardíaca e o ritmo durante o tratamento.

Formulações

O esmolol está disponível em solução injetável a 10 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não está disponível.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5 mg/kg (500 μg/kg) por via intravenosa, o que pode ser administrado em doses de

0,05-0,1 mg/kg lentamente a cada 5 minutos.

• Infusão de taxa contínua: 0,5 a 1 mg/kg lentamente durante 30 segundos seguido de

infusão de 50-200 μg/kg/minuto.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,2 mg/kg durante 1 minuto por via intravenosa. Após 10 minutos, administrar

0,5 mg/kg durante 1 minuto por via intravenosa.

• Infusão de taxa contínua: 0,5 mg/kg por via intravenosa, seguido de 25 μg/kg/minuto

por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não foi estabelecido período de carência. Contudo, devido a curta duração da ação e

o metabolismo rápido, é sugerido um curto período de carência.

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Fenilefrina

Nome comercial e outros nomes

Neo-synephrine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Comercialmente, várias são as especialidades farmacêuticas de uso humano que possuem

este composto associado.

Classificação funcional


Vasopressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista do receptor adrenérgico alfa1. A fenilefrina estimula os receptores alfa1 e causa

contração da musculatura lisa, principalmente do músculo liso vascular, resultando em

vasoconstrição. Pode ser aplicado topicamente (p. ex., em mucosas) para induzir constrição

de vasos sanguíneos superficiais.

Indicações e Usos Clínicos

A fenilefrina é usada principalmente em pacientes em estado crítico ou durante anestesia,

para aumentar a resistência periférica e a pressão sanguínea. A fenilefrina também é usada

comumente como vasoconstritor tópico (como em descongestionantes nasais ou para uso

oftálmico).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais estão relacionados com a estimulação excessiva do receptor alfa1

(vasoconstrição periférica prolongada). Pode ocorrer bradicardia reflexa. O uso tópico

prolongado pode causar inflamação tecidual.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com comprometimento do estado cardiovascular. Causa

vasoconstrição e pode aumentar a pressão sanguínea.

Interações Medicamentosas

A fenilefrina potencializa outros agonistas alfa1. Use com cautela com agonistas alfa2

como a detomidina, a dexmedetomidina ou a xilazina.

Instruções de Uso

A ação da fenilefrina tem início rápido e é de curta duração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Ao administrar por via intravenosa, monitore a pressão sanguínea e a frequência cardíaca.


Formulações

A fenilefrina está disponível em injeção de 10 mg/mL, solução nasal a 1% e soluções

oftálmicas de 2,5 e 10%.

Estabilidade e Armazenamento

A fenilefrina é hidrossolúvel e pode ser misturada com soluções intravenosas. Também é

solúvel em etanol. Fica sujeita à oxidação e escurece em algumas soluções, especialmente as

alcalinas. Descartar formulações que escureçam. Armazene em frasco bem fechado,

protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 μg/kg (0,01 mg/kg) a cada 15 minutos por via intravenosa, conforme necessário ou

0,1 mg/kg a cada 15 minutos por vias intramuscular ou subcutânea.

• Infusão de taxa constante (ITC): 100 μg/kg (0,01 mg/kg) por via intravenosa, seguidos

por 3 μg/kg/mim por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Fenilpropanolamina

Nomes comerciais e outros nomes

PPA ® , Proin-ppa ® , UriCon ® , Propalin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam


Classificação funcional

Agonista adrenérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. Simpatomimético. A fenilpropanolamina age de forma agonista não

seletivo sobre receptores adrenérgicos alfa e beta, encontrados em todo o corpo, como em

esfíncteres, vasos sanguíneos, musculatura lisa e coração. Os efeitos mais profundos

observados com a fenilpropanolamina são sobre a musculatura lisa vascular (vasoconstrição)

e a musculatura lisa uretral (aumenta o tônus da uretra). A meia-vida em cães é de 4-7

horas. Entretanto, a duração do efeito pode ser de pelo menos 8-12 horas e até 24 horas em

alguns animais. Um intervalo maior de administração pode evitar alguma regulação

negativa sobre receptores alfa.

Indicações e Usos Clínicos

A fenilpropanolamina (PPA) tem sido usada como descongestionante, broncodilatador leve

e tonificador do esfíncter urinário. A pseudoefedrina e a efedrina são fármacos relacionados

que exercem efeitos similares sobre os receptores alfa e beta. O uso mais comum em animais

é para tratar a incontinência urinária. O mecanismo dessa ação parece ser via estimulação

dos receptores no esfíncter. Também tem sido usada para tratar o priapismo (ereção

persistente) em cães. O potencial de abuso e os efeitos colaterais limitaram seu uso rotineiro

como descongestionante e supressor do apetite na medicina humana. A maioria das

preparações destinadas a seres humanos foi retirada do mercado e as únicas formas

facilmente disponíveis são as comercializadas para uso veterinário.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos à estimulação excessiva dos receptores adrenérgicos

(alfa e beta). Os efeitos colaterais incluem taquicardia, efeitos cardíacos, excitação do

SNC, inquietação e supressão do apetite. Há relatos de efeitos colaterais causados pela

PPA em seres humanos. Em particular, causou problemas com a pressão sanguínea e

aumentou o risco de acidentes vasculares encefálicos. Tais problemas também devem

aplicar-se a animais, porém não existem relatos específicos a respeito deles.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em qualquer animal com doença cardiovascular. A PPA tem sido usada

como droga de uso abusivo por pessoas.


Interações Medicamentosas

A PPA e outros simpatomiméticos podem aumentar a vasoconstrição e alterar a

frequência cardíaca. Usar com cautela com outros vasoconstritores e agonistas alfa-2

como a dexmedetomidina e a xilazina. Usar com cautela com outros fármacos que

podem baixar o limiar convulsivo. O uso de anestésicos inalatórios com PPA pode

aumentar o risco cardiovascular. Não usar com antidepressivos tricíclicos (ATCs) ou

inibidores da monoamino-oxidase (IMAO; p. ex., selegilina ou amitraz).

Instruções de Uso

Embora a frequência de administração seja a cada 8-12 horas na maioria dos casos, há

evidência de que um intervalo a cada 24 horas em cães na dose de 1,5 mg/kg tem a mesma

eficácia. Em alguns animais, a pseudoefedrina substituiu a PPA com muito sucesso.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a pressão sanguínea em animais que estejam sendo

tratados. Aqueles com incontinência urinária devem ser examinados periodicamente

quanto à presença de infecções do trato urinário.

Formulações

A fenilpropanolamina está disponível em comprimidos palatáveis de 25, 50 e 75 mg, líquido

com sabor de baunilha contendo 25 mg e comprimidos registrados de 50 mg (preparações

veterinárias). As formulações para seres humanos de comprimidos de 15, 25, 30 e 50 mg

não se encontram mais à venda, porém as formulações veterinárias tornaram-se disponíveis.

Estabilidade e Armazenamento

Como as preparações para seres humanos foram retiradas do mercado, as únicas

formulações atualmente disponíveis são preparações de compostos não aprovadas e outras

formas também não aprovadas. A estabilidade e a potência dessas preparações não foram

avaliadas pela FDA.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Aumentar a dose para 1,5-2 mg/kg a cada 8 horas

por via oral, se necessário. Em alguns animais, pode ser viável diminuir a frequência

para cada 12 e 24 horas, pela mesma via.


Gatos

• Não foram estabelecidas as doses. Uma dose de 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral

tem sido usada (extrapolada do uso em cães) e ajustada conforme necessário.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Atualmente não são comercializadas nos EUA formulações para uso humano, por causa do

potencial de uso abusivo e dos eventos cardiovasculares adversos. As formulações

veterinárias atualmente disponíveis não estão regulamentadas.

Classificação RCI: 3

No Brasil, a fenilpropanolamina foi suspensa de ser fabricada, manipulada, distribuída e

comercializada conforme resolução RDC n o 96, de 8 de novembro de 2000.

Cloridrato de Fenoxibenzamina

Nome comercial e outros nomes

Dibenzyline ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista adrenérgico alfa 1 . A fenoxibenzamina liga-se ao receptor alfa 1 e o antagoniza

no músculo liso, causando relaxamento. É um antagonista não seletivo do receptor alfa

(alfa-1 e alfa-2). Afeta tanto os receptores alfa-1 quanto alfa-2. É um vasodilatador potente

e de ação prolongada.

Indicações e Usos Clínicos


A fenoxibenzamina é usada principalmente para tratar vasoconstrição periférica. Em alguns

animais, tem sido empregada para relaxar a musculatura lisa uretral, a qual possui receptores

alfa-1adrenérgicos. Tal propriedade vem sendo aproveitada para tratar o espasmo uretral em

gatos após bloqueio da uretra. Experimentalmente, a fenoxibenzamina é utilizada para

relaxar o músculo liso vascular em equinos, para o tratamento da laminite. Entretanto, esse

não é um uso clínico comum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A fenoxibenzamina causa hipotensão prolongada em animais. Os sinais de uma

hipotensão excessiva podem incluir frequência cardíaca rápida, fraqueza e síncope. Em

equinos, a fenoxibenzamina causou diarreia.

Contraindicações e Precauções

Utilizar com cautela em animais com comprometimento cardiovascular. Não use em

animais desidratados. Empregue com cuidado em animais com baixo débito cardíaco.

Interações Medicamentosas

A fenoxibenzamina é um potente antagonista alfa-adrenérgico. Ela compete com outros

fármacos que agem no receptor alfa. Causa vasodilatação e deve ser utilizada com

cautela com outros fármacos que possam causar vasodilatação ou deprimir o coração.

Instruções de Uso

Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso em animais (e as

doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em limitados estudos

experimentais em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A fenoxibenzamina pode diminuir bastante a pressão sanguínea. Se possível, monitore a

pressão sanguínea e a frequência cardíaca do paciente durante o tratamento.

Formulações

A fenoxibenzamina está disponível em cápsulas de 10 mg. Comprimidos menores para gatos

têm sido preparados por farmácias de manipulação.

Estabilidade e Armazenamento


A fenoxibenzamina é apenas ligeiramente hidrossolúvel, porém solúvel em propilenoglicol e

etanol. Não é estável em soluções aquosas e sofre degradação rápida; portanto, pode não ser

estável em algumas formulações compostas. Armazene em frasco bem fechado, protegido da

luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,25 mg/kg a cada 8-12 horas ou 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• No tratamento pré-cirúrgico do feocromocitoma, 0,6 mg/kg a cada 12 horas (a faixa é

de 1-2 mg/kg/dia), administrados 2 semanas antes da cirurgia, para estabilizar a

pressão sanguínea.

Gatos

• 2,5 mg/gato a cada 8-12 horas ou 0,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral. (Doses altas

como de 0,5 mg/kg por via intravenosa foram usadas para relaxar a musculatura lisa

uretral.)

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa ou 0,7 mg/kg a cada 6 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Fluoxetina

Nomes comerciais e outros nomes

Prozac (formulação humana); Reconcile (formulação veterinária)

Medicamentos comercializados no Brasil

Prozac (h) , Daforin (h) , Cloridrato de Fluoxetina (g)


Classificação funcional

Modificação do comportamento, ISRS (Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina).

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antidepressivo. A fluoxetina, como outros medicamentos desta classe, é

classificada como inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS). Seu mecanismo de

ação parece ser via inibição da recaptação da serotonina e menor expressão de receptores 5-

HT1. Os ISRS são mais seletivos para a inibição da recaptação que os medicamentos

antidepressivos tricíclicos (ATC). A fluoxetina é biotransformada em norfluoxetina, que é

um metabólito ativo. A absorção oral em cães é de 72% com meia-vida de 6-10 horas. O

metabólito norfluoxetina possui meia-vida mais longa de 48-57 horas. Em gatos, a absorção

oral é de 100% com meia-vida de 37-47 horas; o metabólito norfluoxetina possui meia-vida

de 51-55 horas. A absorção em gatos decorrente de administração transdérmica é de

apenas 10%. Outro ISRS usado em animais é a paroxetina (Paxil).

Indicações e Usos Clínicos

A fluoxetina, como outros ISRS, é usada para tratar distúrbios comportamentais, como

ansiedade da separação, comportamentos compulsivos de cães e agressão por dominância.

Em gatos, é efetivo para diminuir marcação de território com a urina (1mg/kg/dia). Em

estudos que comparam a fluoxetina com a clomipramina para o tratamento da marcação de

território em gatos, ambos foram igualmente eficazes para uso a longo prazo. Tanto em cães

quanto em gatos, os ISRS são usados para síndromes de dor, mas não há estudos de eficácia

publicados para esta indicação. Entretanto, a marcação de território retornou após a

descontinuação do tratamento. Em equinos, a fluoxetina é usada para controlar a aerofagia

e outros distúrbios comportamentais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A fluoxetina possui menos efeitos adversos (especialmente efeitos anti-histamínicos e

antimuscarínicos) quando comparada a outros medicamentos antidepressivos. A reação

mais comum em estudos clínicos foi a letargia e a diminuição do apetite. Durante

estudos clínicos, em cães, as reações adversas incluíram vômito, letargia, depressão,

tremor e agitação em alguns deles. Em casos raros, pode causar convulsões. Em cães, em

altas doses de 10-20 mg/kg causaram tremores, anorexia, comportamento agressivo,

nistagmo, êmese e ataxia. Ocasionalmente, alguns desses sinais podem ser vistos com

doses menores. Em gatos, observou-se irritabilidade ou aumento da ansiedade.

Entretanto, em estudos usados para tratar a demarcação de território, alguns efeitos


adversos foram referidos. Em gatos, 5 mg/kg produziram tremores e 3 mg/kg produziram

anorexia e vômitos. Contudo, os gatos toleraram doses de até 50 mg/kg.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais propensos à agressão, pois pode diminuir a inibição. No início

da prenhez, parece ser segura, mas causou hipertensão pulmonar em animais

experimentais no final da gestação.

Interações Medicamentosas

Não use com outros medicamentos modificadores do comportamento, como outros ISRS

ou ATC. Não use com inibidores da monomina oxidase (IMAO). A administração com

selegilina pode induzir reações. Por ser altamente biotransformada pelo fígado, pode estar

sujeita a interações causadas pelos inibidores do citocromo P450.

Instruções de Uso

Use sempre em conjunto com um protocolo abrangente de modificação do comportamento.

A eficácia clínica da fluoxetina para ansiedade da separação em cães é estabelecida por

estudos clínicos. Em vista da meia-vida longa, o acúmulo no plasma, pode levar vários dias a

semanas. Pode haver um retardo de 2 semanas no início da ação.

Em alguns animais, a paroxetina (Paxil) é preferida, estando disponível em comprimidos

e podendo ser usada para animais de menor tamanho. Não use por via transdérmica; a

absorção é baixa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O uso em animais é relativamente seguro e só se deve monitorar as alterações

comportamentais.

Formulações

A fluoxetina está disponível em formulações veterinárias em comprimidos de 8, 16, 32 e

64 mg e, em formulações humanas, em cápsulas de 10, 20 e 40 mg e solução oral de

4 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

É hidrossolúvel em 14 mg/mL e em álcool em 100 mg/mL. A solução de cloridrato de

fluoxetina é misturada com vários sucos e sabores, sendo considerado estável por 8 semanas.

Em um estudo realizado, a fluoxetina foi misturada com água com sabor de atum para gatos


e manteve a eficácia.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-2 mg/kg, uma vez ao dia, por via oral.

Gatos

• 0,5-4 mg/gato, a cada 24 horas, por via oral (0,5-1mg/kg/dia ). Comece com um

quarto de comprimido (2,5 mg) por gato.

• Marcação de território: 1 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral e aumente para

1,5 mg/kg, se a resposta for inadequada.

Posologia para Grandes Animais

• Equinos: 0,25-0,5 mg/kg, por via oral, uma vez ao dia, misturadas com grãos.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de fluoxetina está listado como substância de controle especial

(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Gonadorelina, Diacetato Tetra-hidrato de Gonadorelina

Nomes comerciais e outros nomes

Factrel, Fertagyl, Cystorelin, Fertelin, OvaCyst, GnRh e LHRH

Medicamentos comercializados no Brasil

Fertagyl (v) , Profertil (v)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação


A gonadorelina estimula a síntese e a liberação de hormônio luteinizante (LH) e, em menor

grau, do hormônio foliculoestimulante (FSH).

Indicações e Usos Clínicos

A gonadorelina é usada para induzir a luteinização e a ovulação em animais. A

gonadotropina é usada para tratar vários distúrbios reprodutivos nos quais é desejada a

estimulação da ovulação. Em vacas leiteiras, é usada para tratar cistos foliculares ovarianos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais não foram relatados em animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes. As pessoas, particularmente mulheres, devem ter

extremo cuidado no manuseio dessa medicação. A exposição humana pode representar

um risco para as mulheres grávidas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Para tratamento de gado leiteiro, com a forma de tetra-hidrato diacetato, administre

100 μg por vaca, em injeção intramuscular simples ou intravenosa para o tratamento de

cistos ovarianos. Para a formulação em cloridrato, administre 100 μg por via intramuscular,

para o tratamento de ovários císticos (cistos foliculares ovarianos) em bovinos para reduzir o

período do primeiro estro.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os bovinos tratados quanto à ovulação.

Formulações

A gonadorelina está disponível em diacetato tetra-hidrato de gonadorelina 50 μg por mL

(equivalente a 43 μg/mL de gonadorelina) ou 50 μg de gonadorelina (como cloridrato) em

solução aquosa.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50-100 μg/cão/dia a cada 24-48 horas por via intramuscular.

Gatos

• 25 μg/gato, uma só vez, por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 100 μg/vaca, uma só vez, por vias intramuscular ou intravenosa. (Equivalente a

aproximadamente 2 mL por vaca para diacetato tetra-hidrato de gonadorelina.)

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.

Cloridrato de Granisetrona

Nome comercial e outros nomes

Kytril

Medicamentos comercializados no Brasil

Kytril (h) , Cloridrato de Granisetrona (g)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiemético da classe de fármacos chamada antagonistas serotoninérgicos.

Estes medicamentos agem pela inibição dos receptores de serotonina (5-HT, tipo 3).


Durante a quimioterapia pode ocorrer liberação de 5-HT decorrente de lesão ao trato

gástrico, que estimula a nível central os vômitos, o qual é bloqueado por esta classe de

medicamentos. Esses compostos também são usados para tratar os vômitos decorrentes de

outras formas de gastroenterite. Os antagonistas da serotonina usados para terapia

antiemética incluem granisetrona, ondansetrona, dolasetrona, azestron e tropisetrona.

Indicações e Usos Clínicos

A granisetrona, como os outros antagonistas da serotonina, é usada principalmente como

antiemético durante a quimioterapia, para a qual geralmente é de eficácia superior a outras

substâncias. Pode ser administrada antes da quimioterapia para prevenir náuseas e vômitos.

Seu emprego em animais deriva principalmente do uso empírico. Não existem estudos

clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a eficácia clínica em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não são relatados efeitos colaterais em cães e gatos. Estes medicamentos têm pouca

afinidade por outros receptores da serotonina.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. Pode ser usado com agentes

quimioterápicos para câncer.

Instruções de Uso

Só há usos limitados desta classe de medicamentos antieméticos em pacientes veterinários.

A maioria das doses é extrapolada do uso em seres humanos.

Monitoramento de Pacientes e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A granisetrona está disponível em comprimidos de 1 mg e solução injetável de 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Descarte a ampola aberta após 30 dias. Soluções compostas são estáveis em vários fluidos por

24 horas. As formulações compostas orais foram preparadas em sucos, xaropes e com

palatabilizantes e ficaram estáveis por 14 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,01 mg/kg por via intravenosa; doses orais são extrapoladas do uso humano

(1 mg/pessoa, por via oral).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao

baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Cloridrato de Hidralazina

Nome comercial e outros nomes

Apresoline

Medicamentos comercializados no Brasil

Apresolina (h) , Nepresol (h)

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador. Anti-hipertensivo. A hidralazina relaxa a musculatura lisa vascular e reduz a

pressão sanguínea. Em leitos vasculares arteriolares, relaxa a musculatura lisa para reduzir a

resistência e melhorar o débito cardíaco. O mecanismo de ação não é totalmente

reconhecido. Pode gerar óxido nítrico ou agir por meio de outras propriedades relaxantes do

músculo liso. O pico de efeito ocorre aproximadamente entre 3-5 horas após a


administração e a duração do efeito sobre os vasos sanguíneos é de aproximadamente

12 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A hidralazina é usada para dilatar arteríolas e diminuir a pós-carga cardíaca. É usada

principalmente para o tratamento de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva), doença

cardíaca valvular e outros distúrbios cardiovasculares caracterizados por alta resistência

vascular periférica. Pode ser usada com outros fármacos cardíacos. O uso em animais deriva

principalmente do uso empírico. Não existem estudos clínicos bem controlados ou de

eficácia para documentar sua eficácia clínica. Entretanto, seu uso não é tão comum quanto

o de outros medicamentos vasodilatadores, como os inibidores da enzima conversora de

angiotensina (ECA).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos a exacerbação da vasodilatação e subsequente

hipotensão, o que resulta em taquicardia. A hidralazina pode diminuir perigosamente o

débito cardíaco. Reações alérgicas (síndrome tipo lúpus) foram relatadas em seres

humanos e se referem ao estado acetilador, mas não foram relatadas em animais. O uso

repetido ativará o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SAAR).

Contraindicações e Precauções

Não use em animais hipotensos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentos específicas em animais. Entretanto, use com

cautela com outros medicamentos que possam reduzir a pressão sanguínea.

Instruções de Uso

O uso de hidralazina na ICC pode ser associado a outros medicamentos, como a digoxina, o

pimobendan e diuréticos. A posologia para animais pode ser ajustada pelo monitoramento da

pressão sanguínea.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes quanto à hipotensão. Monitore a pressão sanguínea para ajustar a

dose.


Formulações

A hidralazina está disponível em comprimidos de 10 mg e na forma injetável de 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

exposição à luz pode alterar a cor e causar decomposição. A hidralazina é instável. A mistura

com sucos, xaropes e flavorizantes pode causar decomposição em 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg (dose inicial), titule para 0,5-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 2,5 mg/gato a cada 12-24 horas, por via oral

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 0,5 mg/kg por via intravenosa, conforme

necessário, para reduzir a pressão sanguínea.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalos de

carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Hidroxizina

Nomes comerciais e outros nomes

Atarax, Vistaril

Medicamentos comercializados no Brasil

Hixizine (h) , Cloridrato de hidroxizina em xarope (g)


Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador H 1 ) da classe piperazínica. Assim como outros antihistamínicos,

a hidroxizina atua por bloquear o receptor H 1 e suprimir as reações

inflamatórias causadas pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados para controlar

o prurido e a inflamação cutânea, a rinorreia e a inflamação das vias aéreas. A hidroxizina

também tem propriedades e outros efeitos calmantes sobre o sistema nervoso central (SNC)

que não estão relacionados com os efeitos anti-histamínicos.

Outro anti-histamínico, a cetirizina, é um metabólito ativo da hidroxizina. Em cães, a

maior parte do efeito anti-histamínico decorrente da administração da hidroxizina é

proveniente da formação da cetirizina, que ocorre imediatamente após a administração

intravenosa ou oral.

Indicações e Usos Clínicos

Em animais, é usada para tratar prurido. A eficácia em animais para tratamento de prurido é

baixa. Embora se tenha demonstrado que em animais experimentais suprime a resposta

histamínica, não é consistentemente eficaz para aliviar o prurido em cães com dermatite

atópica. Outros usos incluem doença alérgica das vias aéreas e rinite. Entretanto, a eficácia

não está estabelecida para estes usos. Em seres humanos, outros usos incluem o tratamento

da ansiedade e da psiconeurose e como sedativo antes e depois de anestesia geral.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sedação é o efeito colateral mais comum. A sedação é o resultado da inibição da enzima

histamina N-metiltransferase. Também se pode atribuir a sedação ao bloqueio de outros

receptores do SNC, como aqueles para a serotonina, acetilcolina e receptores alfaadrenérgicos.

Efeitos antimuscarínicos (efeitos do tipo atropina), tais como secura na

boca e diminuição das secreções gástricas, também são comuns.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.

Instruções de Uso

Estudos clínicos mostraram que a hidroxizina é levemente efetiva para o tratamento de

prurido em cães, mas as taxas de eficácia são baixas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O cloridrato de hidroxizina está disponível em comprimidos de 10, 25, 50 e 100 mg; xarope

de 2 mg; e solução injetável de 25 mg/mL. Está também disponível em forma de sal

pamoato (Vistaril), em cápsulas de 25, 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

hidroxizina é hidrossolúvel. A formulação composta com xaropes ficou estável por 14 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/kg, a cada 8 horas, por via intramuscular ou oral.

Gatos

Doses efetivas não foram estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo

humano. Devido ao baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Classificação RCI: 2


Cloridrato de Imidocarb

Nome comercial e outros nomes

Imizol

Medicamentos comercializados no Brasil

Imicarb (v) , Imizol injetável (v)

Classificação funcional

Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O imidocarb é uma diamidina aromática. Inibe o metabolismo do ácido nucleico em

organismos suscetíveis e produz efeitos anticolinérgicos. A atividade antimicrobiana contra

protozoários é responsável por seu uso clínico.

Indicações e Usos Clínicos

O imidocarb tem sido usado em animais para tratamento de patógenos intracelulares

transmitidos por carrapatos. É usado para tratamento de infecções por Babesia. Além disso, é

usado para tratar hemobartonelose em gatos causada por Mycoplasma haemofelis e

Mycoplasma haemominutum. Também é usado para tratamento de infecções por Cytauxzoon

felis em gatos e erliquiose em cães e gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Experimentalmente, não foram observadas reações tóxicas em gatos. Pode ocorrer dor ou

desconforto transitórios no local da injeção.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações específicas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso


O uso do imidocarb é limitado a animais. A maioria dos protocolos é estabelecida a partir de

pequenos estudos clínicos ou extrapolação do uso em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

Estão disponíveis formulações compostas de imidocarb em algumas lojas de produtos para

animais de estimação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 5 mg/kg, por via intramuscular, duas vezes ao dia, a cada 14 dias.

Cães

• (Ehrlichia canis): 6,6 mg/kg, por via intramuscular, duas vezes ao dia, a cada 14 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de

carência no uso extrabula, contate nos EUA FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Cloridrato de Imipramina

Nome comercial e outros nomes

Tofranil e marca genérica


Medicamentos comercializados no Brasil

Tofranil (h)

Classificação funcional

Modificador do comportamento

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antidepressivo tricíclico (ATC). A imipramina, como outras substâncias desta

classe, é usada em seres humanos para tratar ansiedade e depressão. A ação é por inibição da

captação de serotonina e noredrenalina nos terminais nervosos pré-sinápticos. Outros

fármacos ATCs usados em animais são a clomipramina e a amitriptilina.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros ATCs, a imipramina é usada em animais para tratar uma variedade de

distúrbios comportamentais, incluindo distúrbios obsessivo-compulsivos, ansiedade da

separação, e micção inapropriada. Existem menos estudos sobre a eficácia da imipramina do

que com clomipramina ou amitriptilina. Geralmente, outros medicamentos modificadores

do comportamento, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina – ISRS (p. ex.,

fluoxetina) ou outras ATCs (clomipramina) são preferidos por especialistas do

comportamento para tratar pequenos animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Múltiplos efeitos colaterais estão associados aos ATCs, tais como efeitos antimuscarínicos

(boca seca e aumento na frequência cardíaca) e efeitos anti-histamínicos (sedação).

Sobredoses podem produzir cardiotoxicidade potencialmente fatal.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Não use com outros medicamentos modificadores do comportamento, como os inibidores

da receptação de serotonina. Não use com inibidores da monoamina oxidase (IMAOs),

como selegilina.

Instruções de Uso


As doses são baseadas principalmente no empirismo. Existem poucos estudos controlados

disponíveis sobre a eficácia para animais para comparar com outras substâncias dessa classe.

Pode haver uma demora de 2 a 4 semanas após o início da terapia até serem identificados

efeitos benéficos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em animais tratados. Como outros ATCs, a

imipramina pode diminuir as concentrações de T4 total e de T4 livre em cães.

Formulações

A imipramina está disponível em comprimidos de 10, 25 e 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Embora a

imipramina seja manipulada para uso veterinário, a potência e a estabilidade destes produtos

compostos não foram avaliadas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 a 4 mg/kg a cada 12 a 24 horas por via oral.

Gatos

• 0,5 a 1 mg/kg a cada 12 a 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

No Brasil, o cloridrato de imipramina está listado como substância de controle especial

(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 2


Cloridrato de Isoproterenol (Isoprenalina)

Nomes comerciais e outros nomes

Isuprel e Cloridrato de isoprenalina

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de isoprenalina (g)

Classificação funcional

Beta-agonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. O cloridrato de isoproterenol (ou isoprenalina) estimula tanto os

receptores beta1 quanto beta2-adrenérgicos. Como outros beta-agonistas, estimula a

atividade da adenilciclase. Em tecido cardíaco, o cloridrato de isoproterenol é um dos mais

potentes agonistas e aumentará a frequência, a condução e a contratilidade cardíacas. Os

beta-agonistas também relaxarão as musculaturas lisas bronquial e arterial. Tem um rápido

início de atividade, com rápida depuração (clearance) sistêmica e ação de curta duração.

Indicações e Usos Clínicos

O cloridrato de isoproterenol é administrado quando é necessária uma estimulação imediata

do coração (inotrópica e cronotrópica) ou para aliviar a broncoconstrição aguda. Tem curta

ação e deve ser administrado por vias intravenosa ou inalatória.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O isoproterenol causa efeitos colaterais relacionados à excessiva estimulação adrenérgica,

vista principalmente como taquicardia e taquiarritmias. Altas doses podem causar

acúmulo de cálcio no miocárdio e lesão tecidual. Os agonistas adrenérgicos podem

produzir desequilíbrio de potássio em animais.

Contraindicações e Precauções

Não use se a formulação tornar-se de coloração rósea ou escura.

Interações Medicamentosas


O tratamento potencializará o efeito de outros agonistas adrenérgicos. O tratamento

pode potencializar arritmias cardíacas e deverá ser usado com cautela com outros

medicamentos arritmogênicos.

Instruções de Uso

Devido a meia-vida curta, o cloridrato de isoproterenol deve ser infundido por via

intravenosa, a uma velocidade constante ou repetido caso seja administrado por vias

intramuscular ou subcutânea. É recomendado apenas para uso agudo, pois o tratamento

repetido causará lesão cardíaca.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento. Monitore o potássio sérico

quando do uso repetido.

Formulações

O cloridrato de isoproterenol é disponibilizado em ampolas de 0,2 mg/mL para injeção.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

hidrossolúvel com boa estabilidade aquosa. É suscetível à luz e se for observada a coloração

escura, deverá ser descartado (cor rosada a amarronzada). As soluções acima do pH 6,0

podem se decompor mais rapidamente. Em soluções de glicose a 5% é estável por 24 horas.

É adicionado a nebulizadores ultrassônicos em água destilada para terapia respiratória e

ficou estável em solução por 24 horas. Também é estável se associado a cromolina sódica.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 μg/kg a cada 6 horas por vias intramuscular ou subcutânea.

• Dilua 1 mg em 500 mL de glicose a 5% ou solução de Ringer com lactato e infunda

0,5-1 mL/min por via intravenosa (1-2 μg/min) ou até o efeito desejado ser obtido.

• Infusão intravenosa a velocidade constante: Administre até o efeito a 0,01-

0,1 μg/kg/min.

Posologia para Grandes Animais

• 1 μg/kg, a cada 15 min, por via intravenosa, até a resposta desejada.


Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo

humano. Devido ao baixo risco de resíduos não são sugeridos períodos de carência.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Levamisol

Nomes comerciais e outros nomes

Levasole ® , Ripercol ® , Tramisol ® e Ergamisol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Ascaridil (h) ,LevamisolCalbos (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O levamisol é um medicamento antiparasitário da classe dos imidazotiazóis. Elimina uma

variedade de parasitas por meio da toxicidade neuromuscular. O levamisol possui um efeito

sobre o sistema imune nos animais, mas o mecanismo de ação sobre este sistema é

desconhecido. Pode ativar e estimular a proliferação das células T, ativar monócitos e

estimular macrófagos, promovendo a fagocitose e a quimiotaxia. Pode aumentar a

mobilidade de neutrófilos. Entretanto, não é citotóxico para neutrófilos ou células imunes.

Indicações e Usos Clínicos

Em bovinos e ovinos é usado para o tratamento de uma variedade de nematódeos,

incluindo vermes estomacais (Haemonchus, Trichostrongylus e espécies de Ostertagia), vermes

intestinais (Trichostrongylus, Cooperia, Nematodirus, Bunostomum, Oesophagostomum e espécies

de Chabertia) e vermes pulmonares (espécies de Dictyocaulus). Em suínos, é utilizado para

tratar nematódeos como grandes vermes redondos (Ascaris suum), vermes nodulares

(espécies de Oesophagostomum), vermes intestinais (Strongyloidesransomi) e vermes

pulmonares (espécies de Metastrongylus). O levamisol tem sido utilizado para o tratamento

de endoparasitas em cães e como microfilaricida. As lactonasmacrocíclicas (p. ex.,

milbemicinaoxima ou ivermectina) são consideradas preferenciais para a dirofilariose. Em

seres humanos, o levamisol é utilizado como imunoestimulante a fim de auxiliar no

tratamento do carcinoma do colo retal e do melanoma maligno. Em animais, o levamisol


também é usado como imunoestimulante, mas são escassos os relatos de sua eficácia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O levamisol pode provocar toxicidade colinérgica. Em alguns cães produz vômito. A

formulação injetável pode causar edema no local da aplicação. Em seres humanos,

quando utilizado como imunoestimulante, causa estomatite, agranulocitose e

trombocitopenia.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais com infestações significativas por microfilárias. Podem

ocorrer reações secundárias à morte exacerbada de microfilárias. Não há efeitos adversos

sobre a fertilidade e sobre a prenhez. Em ratos e coelhos, não há evidências de

teratogenicidade ou embriotoxicidade na dose de 180 mg/kg. O levamisol é utilizado

como droga de abuso por seres humanos e frequentemente misturado à cocaína para

potencializar os efeitos produzidos sobre a estimulação do sistema nervoso central (SNC)

ou é adicionado como um composto marcador. Quando utilizado desta forma, em alguns

indivíduos provoca a agranulocitose. O levamisol pode potencialmente ser convertido

para Aminorex ® , um estimulante do SNC em equinos, com propriedades anfetamínicas,

que pode afetar o desempenho.

Interações Medicamentosas

Não administrar com pirantel, pois eles partilham o mesmo mecanismo de toxicidade.

Instruções de Uso

Em cães positivos para dirofilariose, o levamisol pode levar a esterilização das fêmeas adultas

do parasita. O levamisol também tem sido utilizado como imunoestimulante, contudo, não

estão disponíveis relatos clínicos da sua eficácia. Devido à possibilidade de contaminação no

local da aplicação, utilizar agulhas descartáveis e assepsia no local da aplicação.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as microfilarias antes do tratamento devido ao risco de reação com a alta

eliminação destes vermes.

Formulações

O levamisol está disponível em bolus de 0,184 g e 2,19 g, em pacotes de 9, 11,7 e 18,15 g,


solução injetável de 136,5 mg/mL e 182 mg/mL (fosfato de levamisol) e comprimidos de

50 mg (Ergamisol ® )

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Endoparasitas: 5-8 mg/kg, uma vez, por via oral (até 10 mg/kg por via oral por 2 dias).

• Ancilóstomos: 10 mg/kg/dia, por 2 dias.

• Microfilaricida: 10 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral, por 6-10 dias (recomenda-se

o uso de lactonas macrocíclicas).

• Imunoestimulante: 0,5-2 mg/kg, três vezes/semana, por via oral. (Em seres humanos a

dose imunoestimulante é administrada a cada 8 horas, por 3dias).

Gatos

• Endoparasitas: 4,4 mg/kg, uma vez, por via oral.

• Vermes pulmonares: 20-40 mg/kg, a cada 48 horas, por 5 tratamentos, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Ovinos

• 8 mg/kg uma vez, por via oral, ou aproximadamente 2,19 g em bolus para cada 200-

340 kg.

• Solução injetável (para bovinos): 8 mg/kg, por via subcutânea, na região cervical média,

uma vez, ou aproximadamente 2 mL para cada 45 kg.

Suínos

• 8 mg/kg adicionados à água de beber.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos (carne): 2 dias (por via oral) e 7 dias (solução injetável por

via subcutânea). No Brasil preconiza-se ainda período de carência de 48 horas da última


aplicação em vacas leiteiras.

Período de carência para ovelhas (carne): 3 dias.

Período de carência para suíno (carne): 3 dias.

Equinos: Há alguns relatos de que o levamisol pode ser convertido em Aminorex ® em

cavalos, que é um estimulante do sistema nervoso central (SNC) e uma substância que não

pode ser utilizada em cavalos de corrida.

Cloridrato de Lidocaína

Nomes comerciais e outros nomes

Xylocaine ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Xylocaína (h) , Cloridrato de Lidocaína (g)

Classificação funcional

Anestésico local, antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico local. A lidocaína inibe a condução nervosa via bloqueio dos canais de sódio.

Antiarrítmico classe 1. Diminui a fase zero da despolarização sem afetar a condução. Após a

administração sistêmica, a lidocaína é biotransformada em monoetilglicinaxilidida (MEGX),

que também apresenta propriedades antiarrítmicas. A lidocaína também tem propriedades

analgésicas após a administração sistêmica. Durante a infusão intravenosa, pode diminuir a

resposta à dor. Em equinos, as infusões de lidocaína diminuem o íleo no pós-operatório por

meio de um efeito direto, via supressão do estimulo doloroso ou através de efeitos antiinflamatórios

sobre neutrófilos.

A farmacocinética em cães e gatos é semelhante, contudo, gatos apresentam maior

sensibilidade aos efeitos cardíacos. Em equinos, a meia-vida varia de 40 a 80 minutos com

uma alta, mas a taxa de depuração é variável.

Indicações e Usos Clínicos

A lidocaína é comumente usada como anestésico local e para o tratamento agudo de

arritmias ventriculares. A lidocaína deve ser utilizada com cautela para o tratamento de

arritmias supraventriculares porque pode aumentar a condução cardíaca. A lidocaína

também é usada para o controle da dor. Tem sido administrada em infusão contínua (IC)


em animais, especialmente em pacientes pós-cirúrgicos. A lidocaína tem sido associada com

outros analgésicos, e devido ao sinergismo permite a administração de baixas doses de cada

componente. Um exemplo de associação é a MLC, que é morfina (ou fentanil), lidocaína e

cetamina. A lidocaína tem sido usada, com embasamento limitado, para o tratamento de

convulsões que são refratárias a outros medicamentos. Em equinos, foi relatado que a IC de

lidocaína ajuda a restaurar a motilidade intestinal e é utilizada para o tratamento do íleo

paralítico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses causam efeitos no sistema nervoso central (SNC) (tremores, espasmos e

convulsões) e vômitos, mas é baixo o risco de a lidocaína induzir convulsões. A lidocaína

pode provocar arritmias cardíacas, mas é maior o efeito sobre o tecido cardíaco anormal

do que no tecido normal. Em gatos, as doses de lidocaína intravenosa podem resultar em

óbito. Em gatos anestesiados, a administração de lidocaína provoca diminuição do débito

cardíaco, depressão cardiovascular e hipóxia tecidual. Em gatos, a lidocaína também

produz metemoglobinemia e hemólise. Em equinos, a administração intravenosa e IC têm

causado fasciculação muscular, piscar dos olhos rápido, ansiedade, ataxia, fraqueza e

convulsões.

Contraindicações e Precauções

Gatos são mais suscetíveis aos efeitos colaterais da lidocaína e baixas doses devem ser

usadas nesta espécie. A absorção da lidocaína na forma de “adesivos” em gatos é de

apenas 6,3% e não apresenta problema. Em animais com diminuição do fluxo sanguíneo

hepático (p. ex., animais anestesiados), a depuração pode ser diminuída. A IC em gatos é

inferior a utilizada em cães.

Interações Medicamentosas

O cloridrato de lidocaína é mantido em solução ácida para garantir a solubilidade.

Embora a mistura com soluções alcalinas por curto período de tempo não interfira em sua

estabilidade (i.e. imediatamente antes da administração), armazenar em soluções

alcalinas pode provocar a precipitação. Se misturado a soluções alcalinizantes, deve ser

administrado prontamente.

Instruções de Uso

Muitas formulações contêm epinefrina com a finalidade de prolongar a atividade no local

da aplicação, quando utilizadas em anestesia local infiltrativa. Evitar o uso de formulações

que contenham epinefrina em pacientes com arritmias cardíacas. Note que as preparações


para uso humano podem conter epinefrina, mas as formulações veterinárias não. Para

aumentar o pH, acelerar a velocidade de ação e diminuir a dor no local da aplicação, podese

adicionar 1 mEq de bicarbonato de sódio em 10 mL de lidocaína (usar imediatamente

após misturar). Para preparar soluções para infusão em equinos, misturar 10 g de lidocaína a

2% em 3 L de solução de Ringer com lactato (solução a 0,33%)

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar para sinais de neurotoxicidade (p. ex. depressão, espasmos musculares e

convulsões). Monitor o ECG durante o tratamento para a frequência e o ritmo cardíacos nos

animais tratados.

Formulações

A lidocaína está disponível em solução injetável de 5, 10, 15 e 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

As preparações tópicas têm sido elaboradas e parecem ser estáveis por várias semanas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Antiarrítmico: 2-4 mg/kg por via intravenosa (a dose máxima de 8 mg/kg em um

período de 10 minutos).

• Antiarrítmico: 25-75 μg/kg/minuto por via intravenosa em IC.

• Antiarrítmico: 6 mg/kg a cada 1,5 hora por via intramuscular.

• Epidural: 4,4 mg/kg de solução a 2%.

Gatos

• Antiarrítmico: Iniciar com 0,1 a 0,4 mg/kg, e aumentar para 0,25-0,75 mg/kg por via

intravenosa lenta se não houver resposta.

• Antiarrítmico: Dose baixa de 0,5-1 mg/kg por via intravenosa, seguido de 10-

20 μg/kg/minuto (0,6-1,2 mg/kg/hora) por via intravenosa em IC.

• Epidural: 4,4 mg/kg de solução a 2%.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• Antiarrítmico: 0,25-0,5 mg/kg a cada 5-15 minutos por via intravenosa, para um total

de 1,5 mg/kg, então em IC de 0,05 mg/kg/minuto (50 μg/kg/minuto).

• Íleo pós-operatório: 1,3 mg/kg por via intravenosa em bolus administrado durante 15

minutos, seguido de IC de 0,05 mg/kg/minuto (50 μg/kg/minuto).

• Analgesia: 2 mg/kg por via intravenosa, seguido de 50 μg/kg/minuto em IC.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência extrabula: um dia para carne e 24 horas para leite.

Equinos: depuração prévia à corrida, aproximadamente 2,5 dias.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Lincomicina, Cloridrato Mono-hidratado de Lincomicina

Nomes comerciais e outros nomes

Lincocin ® e Lincomix ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Frademicina (h) , Cloridrato de Lincomicina (g) , Lincomix (v) , Lincosan 11% (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico do grupo das lincosamidas. A lincomicina possui mecanismo similar ao da

clindamicina. O mecanismo de ação é também semelhante ao dos macrolídeos, como a

eritromicina, e pode ocorrer resistente cruzada entre os fármacos deste grupo. Como os

outros medicamentos relatados, o local de ação está na subunidade 50S ribossomal. A

inibição do ribossomo resulta em diminuição da síntese proteica. Sobre a maioria das

bactérias Possui ação bacteriostática sobre a maioria das bactérias. O espectro inclui

principalmente as bactérias Gram-positivas e bactérias atípicas como o Mycoplasma.

Indicações e Usos Clínicos

A lincomicina apresenta ação contra as bactérias Gram-positivas e apresenta uso limitado


para outras infecções. Em pequenos animais, é utilizada para tratar pioderma e outras

infecções de tecidos moles causadas por bactérias Gram-positivas susceptíveis. Também

é ativa contra Mycoplasma, Erysipelothrix e espécies de Leptospira. Em suínos e pássaros é

usada principalmente para o tratamento de infecções causadas por Mycoplasma. Embora

tenha sido utilizada por via intramuscular em bovinos e ovinos para o tratamento de artrite

séptica, abscesso na laringe e mastite, este tratamento não é recomendado. Comparado à

clindamicina, a lincomicina apresenta melhor atividade contra bactérias anaeróbicas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos são incomuns. A lincomicina causa vômitos e diarréia em animais, a

administração oral em ruminantes pode causar enterite grave e até mesmo o óbito.

Contraindicações e Precauções

Não administrar por via oral em roedores, equinos, ruminantes ou coelhos. A

administração oral em ruminantes e equinos pode causar enterite grave.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso

A ação da lincomicina e da clindamicina é tão semelhante que a clindamicina pode ser

substituída pela lincomicina sem prejuízo terapêutico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),

o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,25 μg/mL para estreptococos e de ≤ a 0,5 μg/mL

para outros organismos.

Formulações

A lincomicina está disponível em comprimidos de 100, 200 e 500 mg; pó de 400 mg/g; pó

solúvel de 16 g/40g; premix de 10, 20 e 50 g/0,45kg; xarope de 50 mg/mL e solução

injetável de 25, 100 e 300 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 15-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

• Pioderma: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• Disenteria suína: 250 mg por 3,8 L de água de beber, que é aproximadamente

8,4 mg/kg/dia se fornecido como única fonte de água por 5-10 dias.

• Infecção por Mycoplasma: solução injetável de 11 mg/kg, a cada 24 horas ou 11 mg/kg

a cada 12 horas, por via intramuscular.

Bovinos

• Artrite séptica, mastite e abscessos: 5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, por

5-7 dias.

• Infecção refratária: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via intramuscular.

Ovinos

• Artrite séptica: 5 mg/kg a cada 24 horas por 3-5 dias, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para suínos: 0, 1, 2 ou 6 dias, dependendo do produto e da via de

administração. (Para a maioria dos produtos, permite-se 6 dias para administração oral e 2

dias para administração intramuscular.) Para uso extrabula em bovinos, o FARAD

recomenda 7 dias para carne e 96 horas para leite, na dose de 5 mg/kg.

Cloridrato de Loperamida

Nome comercial e outros nomes

Imodium ® e marcas genéricas


Medicamentos comercializados no Brasil

Imosec (h) , Cloridrato de Loperamida (g)

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide. Como outros opioides, a loperamida age sobre os receptores opioides do tipo

mu do trato gastrointestinal. Diminui as contrações propulsivas intestinais e aumenta a

segmentação (resultando, geralmente, em constipação intestinal). Também aumenta

o tônus do esfíncter gástrico. Adicionalmente aos efeitos sobre a motilidade, os opioides

apresentam um efeito antissecretório e estimulam a absorção de fluidos, eletrólitos e glicose.

Seus efeitos sobre a diarreia secretória são provavelmente relacionados à inibição do influxo

de cálcio e diminuição da atividade da calmodulina. A ação da loperamida se restringe ao

intestino. Os efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC) não ocorrem, pois este

medicamento não atravessa a barreira hematoencefálica.

Indicações e Usos Clínicos

A loperamida é usada para o tratamento sintomático da diarreia aguda inespecífica. É

administrada por via oral em cães e gatos. Não é recomendado o uso por longos períodos

devido à constipação intestinal. Tem sido administrada a grandes animais, mas não é

recomendado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A loperamida pode causar constipação intestinal grave com seu uso repetido. Em alguns

cães que apresentam mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos (gene MDR), e

consequentemente ausência da p-glicoproteica na barreira hematoencefálica, a

loperamida pode atravessar a barreira hematoencefálica, provocando sedação profunda.

Estes casos podem ser revertidos com naloxona. Os cães mais suscetíveis incluem os das

raças Collie, Pastor Australiano, Old English Sheepdogs, Longhaired Whippets e Shetland

Sheepdogs.

Contraindicações e Precauções

Cães pequenos e do tipo Collie apresentam altos riscos de efeitos colaterais.


Interações Medicamentosas

Não administrar com medicamentos que inibem os receptores de membrana MDR1 (pglicoproteína)

como cetoconazol. (Outros inibidores estão listados no Apêndice). Esses

inibidores podem aumentar a penetração na barreira hematoencefálica e causar

depressão.

Instruções de Uso

As doses são baseadas principalmente no empirismo ou na extrapolação das doses humanas.

Estudos clínicos não foram realizados em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A loperamida está disponível em comprimidos de 2 mg, cápsula de 2 mg e solução oral de 1

e 0,2 mg/mL (sem necessidade de prescrição).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

loperamida é ligeiramente solúvel em água, mas somente em pH baixo. A estabilidade das

formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• 0,08-0,16 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais. Se administrado a equinos e ruminantes, pode

induzir alterações associadas à diminuição da motilidade intestinal.

Informações sobre Restrição Legal


O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 4

No Brasil, o cloridrato de loperamida está listado como substância de controle especial

(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Medetomidina

Nomes comerciais e outros nomes

Domitor

Medicamentos comercializados no Brasil

Medetor (v)

Classificação funcional

Analgésico, agonista alfa2

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2-adrenérgicos diminuem a liberação de

neurotransmissores pelos neurônios. A medetomidina é uma mistura racêmica, contendo

50% de dexmedetomidina e 50% de levomedetomidina. A dexmedetomidina é o

enantiômero ativo (isômero D); portanto, com base na quantidade do anestésico em

miligramas (mg/mg), apresenta potência duas vezes maior do que a medetomidina, mas a

mesma atividade farmacológica e efeitos analgésicos e sedativos equivalentes. O mecanismo

proposto pelo qual estes agonistas reduzem a liberação de neurotransmissores é por meio de

sua ligação a receptores alfa2 pré-sinápticos (receptores de feedback negativo). Assim, há

diminuição do tônus simpático, analgesia, sedação e anestesia. Os demais anestésicos desta

classe são a xilazina, a detomidina e a clonidina. Estudos acerca da ligação do fármaco aos

receptores indicam que a seletividade da medetomidina por receptores alfa 2 /alfa 1 -

adrenérgicos é 1.000 vezes maior do que a da xilazina.

Indicações e Usos Clínicos

Dada sua potência e disponibilidade, a dexmedetomidina substituiu a medetomidina na


maioria das indicações para pequenos animais. A medetomidina, como outros alfa 2 -

agonistas, é usada como sedativo, adjuvante anestésico e analgésico. É usada na sedação de

animais para realização de testes intradérmicos, sem afetar os resultados obtidos. A duração

do efeito é de 0,5 a 1,5 hora em baixas doses e de até 3 horas após a administração de doses

mais altas. Comparada à xilazina, a medetomidina produz melhor sedação e analgesia em

cães. Muitos anestesistas recomendam associações de medetomidina e cetamina,

medetomidina e butorfanol ou medetomidina e hidromorfona para sedação de cães e

realização de pequenos procedimentos. A associação de medetomidina a um opiáceo

(butorfanol ou hidromorfona) produz sedação mais prolongada e de grau mais desejável do

que o uso isolado do anestésico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em pequenos animais, o vômito é o efeito colateral agudo mais comumente observado. Os

agonistas alfa2-adrenérgicos reduzem o tônus simpático. Pode haver depressão

cardiovascular. A infusão em taxa constante (ITC) de 1,5 mcg/kg/h reduz a frequência

cardíaca e provoca arritmia sinusal em cães. Doses baixas, de 1 mcg/kg por via

intravenosa, podem reduzir o débito cardíaco a menos de 40% do valor em repouso. A

medetomidina provoca bradicardia e hipertensão, mas a bradicardia geralmente não

requer intervenção por administração de medicamentos anticolinérgicos (p. ex.,

atropina). Em caso de desenvolvimento de reações adversas, reverta-os por meio da

administração de atipamezol ou, na ausência deste, ioimbina.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em animais cardiopatas. A administração de medetomidina a animais

idosos com doenças cardíacas preexistentes pode ser contraindicada. A xilazina provoca

alterações em gestantes, e é possível que outros agonistas alfa2-adrenérgicos também

exerçam ações semelhantes. Use com cautela em fêmeas prenhes, dado o risco de

indução do parto. Além disso, no final da gestação, a medetomidina pode reduzir a oferta

de oxigênio aos fetos.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros fármacos que possam provocar depressão cardíaca. Não misture em

frascos ou seringas com outros anestésicos, a não ser como listado na seção sobre

posologia. Reverta sua ação com atipamezol em dose de 25-300 μg/kg, por via

intramuscular. A associação a analgésicos opioides aumenta, de modo significativo, a

depressão do sistema nervoso central; considere, então, a redução da dose de

medetomidina quando sua administração for concomitante à de opioides.


Instruções de Uso

A medetomidina, a dexmedetomidina e a detomidina são mais específicas para receptores

alfa 2 do que a xilazina. A dexmedetomidina é duas vezes mais potente do que a

medetomidina. Estes medicamentos, portanto, não devem ser intercambiados sem

consultar as recomendações de dosagens. Os agonistas alfa2 podem ser usados para

sedação, analgesia e realização de pequenos procedimentos cirúrgicos. Muitos veterinários

utilizam doses muito menores do que aquelas indicadas na bula. Doses menores, por

exemplo, são ocasionalmente empregadas para sedação e para analgesia de curta duração,

principalmente quando a medetomidina é associada a outras medicações, como opiáceos.

Reverta sua ação com atipamezol em dose de 25-300 mcg/kg (igual ao volume de

medetomidina administrado) por via intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais vitais durante a anestesia, incluindo, se possível, a frequência cardíaca,

a pressão arterial e o ECG.

Formulações

A medetomidina está disponível em solução injetável a 1,0 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 750 mcg/m 2 por via intravenosa ou 1.000 mcg/m 2 por via intramuscular. A dose

intravenosa equivale a 18-71 mcg/kg.

• Doses menores, de 5-15 mcg/kg (0,005-0,015 mg/kg) são frequentemente usadas

para a sedação e a analgesia de curta duração por via intravenosa, intramuscular ou

subcutânea. Estas doses podem ser aumentadas a até 60 mcg/kg em caso de dor

intensa. A dose de 20 mcg/kg é usada quando associada ao butorfanol (0,2 mg/kg), à

hidromorfona (0,1 mg/kg) ou à cetamina para realização de procedimentos curtos.

• Infusão de taxa constante (ITC): Dose inicial de 1 mcg/kg, seguida por

0,0015 mg/kg/hora (1,5 mcg/kg/hora). A ITC pode produzir efeitos cardiovasculares


Gatos

colaterais e deve ser cuidadosamente monitorada.

• 750 mcg/m 2 por via intravenosa ou 1.000 mcg/m 2 por via intramuscular. A dose

intravenosa equivale a 18-71 mcg/kg. Doses menores são frequentemente usadas para

a sedação e a analgesia de curta duração (p. ex., 10-20 mcg/kg), mas doses maiores

(até 80 mcg/kg) são usadas em caso de dor intensa. A metedomidina pode ser

administrada por via intramuscular ou intravenosa.

• Associação com cetamina: 5 mg/kg de cetamina + 5 mcg/kg de medetomidina, em

uma única seringa e administrados por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Ovinos

• 30 mcg/kg (0,03 mg/kg) por via intravenosa.

Equinos

• 10 mcg/kg por via intramuscular, como sedativo antes da indução da anestesia. Alguns

cavalos podem necessitar de uma dose adicional de 4 mcg/kg por via intravenosa.

Nestes animais, a guaifenesina (solução a 5%) e a cetamina (2,2 mg/kg) podem ser

associadas à medetomidina.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação estabelecidas para animais de produção. Nos

Estados Unidos, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do

tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Meperidina (Petidina)

Nomes comerciais e outros nomes

Demerol, Pethidine (nome europeu)

Medicamentos comercializados no Brasil

Dolantina (h)


Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A meperidina é um agonista opioide sintético com atividade principalmente sobre os

receptores opiodes do tipo mu. É denominada petidina na Europa. Sua ação é similar à da

morfina, exceto por apresentar aproximadamente um sétimo de sua potência. Uma injeção

intramuscular de 75 mg ou a administração oral de 300 mg de meperidina tem potência

similar a 10 mg de morfina. Em pequenos animais, a meperidina é rapidamente depurada, e

a duração do efeito é pequena.

Indicações e Usos Clínicos

A meperidina é usada por seus efeitos sedativos curtos, sendo frequentemente associada a

outros sedativos e/ou a anestésicos. Como analgésico, sua ação é curta, geralmente de 2

horas e, com frequência, períodos ainda menores. Assim, sua utilização para o tratamento da

dor não é popular, e a meperidina é preterida em relação a outros opiáceos. A meperidina

pode provocar menos problemas associados à motilidade gastrointestinal quando comparada

a outros opioides. Em medicina humana, a meperidina é pouco empregada, devido aos

efeitos tóxicos causados pelo acúmulo de seus metabólitos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, alguns efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis, incluindo

sedação, retenção urinária, constipação e bradicardia. Altas doses provocam depressão

respiratória. A administração crônica leva à tolerância e à dependência. Em seres

humanos, a administração repetida pode causar efeitos tóxicos por acúmulo de

metabólitos. Um destes metabólitos, a normeperidina, se acumula após a administração

repetida, pois sua meia-vida é muito maior do que a da meperidina. O acúmulo do

metabólito provoca efeitos excitatórios, que podem ser relacionados às suas propriedades

serotoninérgicas. Reações similares não foram relatadas após o uso clínico em animais

(consulte outras precauções no item Interações Medicamentosas).

Contraindicações e Precauções

A meperidina é uma substância controlada de Esquema II. Gatos são mais sensíveis à

excitação do que as demais espécies, embora sua tolerância ao medicamento seja

relativamente boa. Evite a administração de doses repetidas, já que o acúmulo de

metabólitos pode ser tóxico.


Interações Medicamentosas

A meperidina não deve ser associada a inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), como a

selegilina. A meperidina e seus metabólitos podem inibir a recaptação de serotonina,

provocando efeitos serotoninérgicos, principalmente se associada a outras medicações de

ação similar, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (p. ex., fluoxetina),

antidepressivos tricíclicos (p. ex., clomipramina) ou outros analgésicos, como o tramadol.

Instruções de Uso

Embora estudos clínicos comparativos não tenham sido conduzidos em animais, a

meperidina pode ser eficaz para o tratamento da dor por curtos períodos, mas não foi usado

em prazos maiores.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia

raramente precise ser tratada quando provocada por um opioide, a atropina pode ser

administrada caso necessário. Em caso de grave depressão respiratória, a ação do opioide

pode ser revertida com a naloxona.

Formulações

A meperidina é comercializada em comprimidos de 50 e 100 mg, xarope a 10 mg/mL e

injeção a 25, 50, 75 e 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel

em água. Pode ser misturada a soro fisiológico a 0,9% ou solução de glicose a 5%, sendo

estável por 28 dias, sem perda de potência. É estável em xarope. Evite o congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-10 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular, a cada 2 ou 3 horas (ou conforme

necessário).

Gatos

• 3-5 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular, a cada 2 ou 4 horas (ou conforme

necessário).


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Medicamento controlado em Esquema 2.

Não administrar a animais de produção.

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula

com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI:

No Brasil, a meperidina está listada com substância entorpecentes pertencente à Lista A1,

sujeita a notificação de receita do tipo A. 1

Cloridrato de Metadona

Nomes comerciais e outros nomes

Dolophine, Methadose e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Mytedom (h)

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide, analgésico. A metadona se liga a receptores opiáceos mu e kappa nos nervos,

inibindo a liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão de estímulos dolorosos

(como a Substância P). A metadona também antagoniza receptores NMDA (N-metil-Daspartato),

o que pode contribuir para seu efeito analgésico, reduzir a ocorrência de efeitos

colaterais no SNC e inibir a tolerância. Existem duas formas de metadona: levometadona e

dextrometadona. A levometadona apresenta grande afinidade por receptores opiáceos e é

comercializada em solução a 2,5 mg/mL, contendo 0,125 mg/mL de fenpipramida (um

agente anticolinérgico). Outros opiáceos usados em animais incluem a morfina, a

hidromorfona, a codeína, a oximorfona, a meperidina e o fentanil.


Indicações e Usos Clínicos

Embora não existam estudos veterinários controlados que documentem a eficácia e a

segurança da metadona, seu uso é baseado em dados empíricos e alguns estudos

farmacocinéticos. A metadona é indicada para analgesia de curta duração, na sedação e

como adjuvante anestésico. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada

como parte de abordagens multimodais analgésicas ou anestésicas. A administração de

metadona pode reduzir a dose necessária dos demais analgésicos e anestésicos utilizados.

Em cães, a administração oral não leva à absorção sistêmica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da metadona são previsíveis e inevitáveis. No

entanto, alguns destes efeitos, como a excitação e a euforia relacionadas ao uso de outros

opiáceos, são menos comumente observadas após a administração de metadona a cães e

gatos. Entre os efeitos colaterais associados à metadona, incluem-se sedação, vômitos,

constipação intestinal, retenção urinária e bradicardia. Em cães, pode-se observar

taquipneia, por alteração da termorregulação. Efeitos como excitação e euforia são menos

comumente associados à metadona do que à administração de opiáceos mais antigos.

Contraindicações e Precauções

A metadona é uma substância controlada em Esquema II. Gatos podem ser mais sensíveis

à excitação do que as demais espécies animais, mas, em relação à metadona, este

fenômeno não foi estudado.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas em animais.

Instruções de Uso

Em cães, a administração oral não leva à absorção do medicamento. Esta via não foi

estudada nas demais espécies.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia

raramente precise ser tratada quando provocada por opioides, pode ser revertida, caso

necessário, por meio da administração de atropina. Em caso de grave depressão respiratória,

o opioide pode ser revertido com naloxona.


Formulações

A metadona está disponível em solução oral a 1 e 2 mg/mL, comprimidos de 5, 10 e 40 mg

e solução injetável a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel

em água e etanol. Pode formar precipitados em pH superior a 6. É associada a sucos ou

xaropes para administração oral e estável por pelo menos 14 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,5 mg/kg por via intravenosa ou 0,5-2,2 mg/kg a cada 3-4 horas por via

intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• 0,05-0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,2-0,5 mg/kg a cada 3-4 horas por via

intramuscular ou subcutânea. Gatos podem tolerar doses de até 0,6 mg/kg por via

intramuscular, com duração da ação de 4 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Não há relatos de doses.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

A metadona é um medicamento controlado em Esquema II.

Classificação RCI: 1

No Brasil, a metadona está listada na Lista A1 para substâncias entorpecentes, sendo

sujeito receituário de notificação “A”.

Cloridrato de Metoclopramida


Nomes comerciais e outros nomes

Reglan e Maxolon

Medicamentos comercializados no Brasil

Plasil (h) , Cloridrato de Metoclopramida (g) , Plasivet (v) , Plavet (v) , Vetol (v)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento pró-cinético. Antiemético. A metoclopramida estimula a motilidade do trato

gástrico superior e é um antiemético de ação central. Seu mecanismo de ação não é

totalmente compreendido. Entre os mecanismos propostos, estão a estimulação de

receptores de 5-HT4 (serotonina) ou o aumento da liberação de acetilcolina no trato

gástrico, possivelmente por um mecanismo pré-juncional. Também apresenta ação

antidopaminérgica (D2). Inibe o relaxamento gástrico induzido pela dopamina,

aumentando as respostas colinérgicas da musculatura lisa gástrica, estimulando assim a

motilidade. Também aumenta o tônus do esfíncter esofágico. A metoclopramida age

centralmente, inibindo a dopamina na zona deflagradora de quimiorreceptores, responsável

por seus efeitos antieméticos. Sua meia-vida em cães varia de menos de 1 hora a 2 horas; os

efeitos sobre o esfíncter esofágico perduram por apenas 30-60 minutos.

Indicações e Usos Clínicos

A metoclopramida é usada principalmente em casos de gastroparesia e no tratamento de

vômitos. Não é eficaz em cães com dilatação gástrica. Uma vez que esta substância

aumenta, transitoriamente, a secreção de prolactina, há interesse em usá-la para

o tratamento da agalactia em animais, mas sua eficácia não foi determinada. Em equinos,

é usada para o tratamento do íleo intestinal pós-operatório, mas seus efeitos colaterais

limitam a administração. Em humanos, a metoclopramida é também empregada para

o tratamento de soluços e da deficiência de lactação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são primariamente relacionados ao bloqueio de receptores

dopaminérgicos centrais. Estes são similares aos provocados por fenotiazínicos (p. ex.,


acepromazina), e podem também incluir alterações comportamentais. Em equinos,

efeitos colaterais indesejáveis são comuns e limitam a administração deste fármaco.

Nestes animais, as reações adversas incluem alterações comportamentais, excitação e

desconforto abdominal. A excitação provocada por infusões intravenosas pode ser grave.

Em bovinos, em doses superiores a 0,1 mg/kg, provoca efeitos neurológicos.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes epilépticos ou acometidos por doenças causadas por obstrução

gástrica. Use com cautela em equinos, já que alterações comportamentais perigosas

podem ser observadas. Em seres humanos, a metoclopramida é considerada segura no

primeiro trimestre de gestação.

Interações Medicamentosas

Há redução da eficácia quando administrada concomitantemente a medicamentos

parassimpatolíticos (p. ex., atropina e similares).

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais. Em medicina veterinária, a

administração da metoclopramida, assim como as doses recomendadas, é baseada em dados

empíricos ou na experiência com seres humanos. A metoclopramida é usada principalmente

com fins antieméticos, mas doses elevadas, de até 2 mg/kg, foram administradas na

prevenção da ocorrência de vômitos durante a quimioterapia. Em equinos, as doses

recomendadas provocam um aumento parcial da motilidade intestinal, mas poucos efeitos

sobre o intestino grosso foram observados. Em bezerros, a metoclopramida é pouco ativa

sobre a motilidade ruminal.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a motilidade gástrica durante o tratamento.

Formulações

A metoclopramida é comercializada em comprimidos de 5 e 10 mg, solução oral a 1 mg/mL

e solução injetável a 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Em solução, é incompatível com

outros fármacos. Se não protegida da luz, é estável por menos de 24 horas.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,2-0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral, intravenosa ou intramuscular.

• Infusão em taxa constante (ITC): Administre uma dose inicial de 0,4 mg/kg e, a seguir,

0,3 mg/kg/hora. Em casos refratários, a dose em ITC pode ser aumentada para até

1,0 mg/kg/hora. No tratamento antiemético durante a quimioterapia, a dose usada é

de até 2 mg/kg a cada 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Infusão de metoclopramida (0,125-0,25 mg/kg/hora) em fluidos de administração

intravenosa para redução do íleo pós-operatório.

Bovinos e Bezerros

Não é recomendado o uso.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso

extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Cloridrato de Midazolam

Nomes comerciais e outros nomes

Versed

Medicamentos comercializados no Brasil

Dormire (h) , Dormonid (maleato) (h)

Classificação funcional

Anticonvulsionante, sedativo


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. Depressor do sistema nervoso central (SNC) de ação central. O

midazolam, como outros benzodiazepínicos, se liga a sítios específicos do GABA,

modificando-os e aumentando a ação da molécula sobre as células nervosas. Os efeitos

sedativos do midazolam podem ser atribuídos à potencialização de vias gabaérgicas que

regulam a liberação de neurotransmissores monoaminas no SNC. Os benzodiazepínicos

podem atuar como relaxantes musculares ao inibir certas vias espinhais ou por depressão

direta de nervos motores e da função muscular.

Indicações e Usos Clínicos

O midazolam é usado como adjuvante anestésico. É empregado nas mesmas indicações que

o diazepam, mas, por ser hidrossolúvel, pode ser administrado em veículos aquosos, pela via

intramuscular (medicamentos como o diazepam são insolúveis).

Tem sido utilizado como anticonvulsivante, relaxante muscular, sedativo e adjuvante

anestésico. Em potros, tem sido empregado para o tratamento de convulsões do neonato

(veja a posologia).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O midazolam administrado por via intravenosa pode provocar grave depressão

cardiorrespiratória. Alguns animais podem apresentar excitação paradoxal. A

administração crônica pode provocar dependência e síndrome de abstinência quando

o tratamento é interrompido. Em caso de ocorrência de graves reações adversas,

considere a administração de antagonistas (flumazenil, Romazicon).

Contraindicações e Precauções

Use com cautela por via intravenosa, especialmente em associação a opiáceos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Comparado ao diazepam, é

hidrossolúvel e mais compatível com soluções fluidas. É administrado com segurança em

associação a diversos anestésicos, sedativos, pré-anestésicos e anticonvulsionantes.

Instruções de Uso

Ensaios clínicos não foram relatados, embora o midazolam seja empregado em alguns

protocolos anestésicos para animais. Diferentemente de outros benzodiazepínicos, pode ser


administrado por via intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Amostras de soro ou plasma podem ser submetidas à análise das concentrações de

benzodiazepínicos. Em humanos, concentrações plasmáticas entre 100 e 250 ng/mL são

citadas como faixa terapêutica. Outras referências consideram que esta faixa é entre 150 e

300 ng/mL. No entanto, não há grande disponibilidade de testes de monitoramento em

laboratórios veterinários. Laboratórios que analisam amostras humanas podem realizar testes

inespecíficos para dosagem de benzodiazepínicos, em que pode haver reatividade cruzada

entre os metabólitos destes fármacos.

Formulações

O midazolam é comercializado em solução injetável contendo 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

solubilidade do midazolam em água é dependente de pH. Em pH baixos (< 4), o fármaco é

mais solúvel.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,25 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular.

• 0,1-0,3 mg/kg/hora em infusão intravenosa.

• Status epilepticus: 0,1-0,2 mg/kg em bolus intravenoso.

Gatos

• Sedação: 0,05 mg/kg por via intravenosa.

• Indução de anestesia: 0,3-0,6 mg/kg por via intravenosa, associados a 3 mg/kg de

cetamina (outras doses de cetamina, de 1-2 mg/kg, podem ser administradas

conforme necessário).

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• Até 0,5 mg/kg por via intramuscular, geralmente em associação à cetamina.


Equinos

• Convulsões do neonato: 2-5 mg/kg por via intravenosa durante 15-20 minutos ou

intramuscular, seguida pela administração de 1-3 mg/kg/hora por via intravenosa (2-

6 mL/hora) em infusão em taxa constante (ITC) para controle das convulsões. A dose

para infusão é preparada pela adição de 10 mL (5 mg/mL) a 100 mL de soro fisiológico,

produzindo uma solução a 0,5 mg/mL.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso

extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Medicamento controlado em Esquema II.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de midazolam está listado como substância psicotrópica (lista B1)

sujeito a notificação de Receita “B”.

Cloridrato de Minociclina

Nomes comerciais e outros nomes

Minocin, Solodyn

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de Minociclina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das tetraciclinas. Como outras tetraciclinas, se liga à subunidade 30S

ribossomal, inibindo a síntese proteica. Geralmente é bacteriostático. Apresenta amplo

espectro de ação, incluindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, alguns protozoários,

Rickettsiae e Ehrlichiae. Resistência entre espécies de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos é

comum. A minociclina também pode apresentar algumas propriedades anti-inflamatórias,

que podem ser importantes para o tratamento de doenças articulares. O perfil

farmacocinético da minociclina é similar ao da doxiciclina, mas sua afinidade à ligação


proteica é menor. Em equinos, a administração oral de minociclina, em dose de 4 mg/kg a

cada 12 horas, produz concentração máxima de 0,6 mcg/mL, com meia-vida de

aproximadamente 13 horas; após a administração intravenosa de 2,2 mg/kg, a meia-vida é

de 7,7 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A minociclina é usada quando tetraciclinas são indicadas ao tratamento de infecções

bacterianas. Pode ser eficaz contra Rickettsiae e Ehrlichiae. A outra tetraciclina de

administração oral frequentemente utilizada em animais é a doxiciclina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais. A minociclina tem sido usada com segurança em

experimentos conduzidos em animais, sem provocar reações adversas. No entanto, como

qualquer tetraciclina de administração oral, as alterações da microflora intestinal podem

aumentar o risco de diarreia em alguns indivíduos.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de precauções específicas necessárias em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. A absorção oral do

antimicrobiano não é afetada por produtos à base de cálcio, como observado com as

demais tetraciclinas.

Instruções de Uso

Na América do Norte, a minociclina recebeu pouca atenção dos veterinários clínicos. Seu

uso clínico não foi relatado, mas suas propriedades são similares às da doxiciclina, que é mais

comumente utilizada como tetraciclina de escolha em pequenos animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratoty Standards Institute), o ponto de

perda de suscetibilidade por microrganismos sensíveis é ≤ 2,0 mcg/mL para estreptococos e

≤ 4,0 para os demais patógenos. A tetraciclina é usada como marcador no teste de

suscetibilidade a outros antibióticos desta classe, como a minociclina, a doxiciclina e a

oxitetraciclina.


Formulações

A minociclina é comercializada em comprimidos e cápsulas de 50, 75 e 100 mg e suspensão

oral com palatabilizantes a 10 mg/mL. As ampolas para injeção devem ser reconstituídas em

5 mL e então diluídas em 500-1.000 mL para infusão intravenosa. A solução pode ser

armazenada em temperatura ambiente por 24 horas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture a outros medicamentos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 5-12,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 4 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 2,2 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso

extrabula com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Mitoxantrona

Nome comercial e outros nomes

Novantrone

Medicamentos comercializados no Brasil

Mitoxantrona (g)

Classificação funcional

Antineoplásico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antineoplásico. A mitoxantrona é um agente antineoplásico de ação similar à da

doxorrubicina. Tal como esta, intercala-se entre as bases do DNA, impedindo a síntese de

DNA e RNA nas células cancerígenas. A mitoxantrona pode também afetar a membrana de

células neoplásicas.

Indicações e Usos Clínicos

A mitoxantrona é usada em protocolos antineoplásicos para o tratamento de leucemia,

linfoma e carcinomas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Tal como todos os agentes antineoplásicos, a mitoxantrona provoca certos efeitos

colaterais que são previsíveis, inevitáveis e relacionados com sua ação. A mitoxantrona

causa mielossupressão, vômitos, anorexia e desconforto gástrico, mas é menos

cardiotóxica do que a doxorrubicina.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com mielossupressão.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso adequado da mitoxantrona geralmente segue protocolos antineoplásicos específicos.

As doses listadas são baseadas em informações fornecidas por oncologistas renomados, mas é

necessário consultar os protocolos específicos, já que podem diferir dessas recomendações.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma em busca de evidências de danos à medula óssea.

Formulações

A mitoxantrona é comercializada em solução injetável a 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-5,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 21 dias, chegando a 6 mg/m 2 caso o animal

tolere bem o tratamento.

Gatos

• 6-6,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 21 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, esta medicação não deve ser usada em

animais destinados ao consumo humano.

Cloridrato de Naloxona

Nomes comerciais e outros nomes

Narcan e Trexonil

Medicamentos comercializados no Brasil

Narcan (h)

Classificação funcional

Antagonista opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista opiáceo. A naloxona compete por receptores opiáceos e desloca medicamentos

opioides desses receptores, revertendo assim os seus efeitos. A naloxona é capaz de


antagonizar todos os receptores opioides.

Indicações e Usos Clínicos

A naloxona é usada para reverter os efeitos agonistas dos opioides nos receptores. Deve ser

usada para reverter superdose ou toxicidade. A naloxona reverte os efeitos da morfina, da

oximorfona, do butorfanol, da hidromorfona e de outros opioides. É menos eficaz para

reverter os efeitos da buprenorfina e pode ser titulada gradualmente até se alcançar a

quantidade ótima de reversão. Em doses muito baixas (um quinto da dose necessária para

reverter completamente os opiáceos), é usada para minimizar os efeitos colaterais induzidos

por opioides, como vômito, náuseas e disforia. Há uma formulação para uso em animais

selvagens (Trexonil) que é mais concentrada e usada para reverter a tranquilização

induzida nesses animais. A naloxona pode ter algum benefício temporário para modificação

de comportamento (p. ex., para suprimir distúrbios compulsivos), mas os efeitos têm curta

duração. Em equinos, por exemplo, pode diminuir temporariamente a compulsão por roer

portas e comedouros da baia, mas a duração desse efeito é curta.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em humanos, há relatos de taquicardia e hipertensão. Em animais, a reversão do efeito

opioide pode desencadear uma grave reação que inclui elevação da pressão sanguínea,

excitação, dor, taquicardia e arritmias cardíacas.

Contraindicações e Precauções

A administração a um animal que está sentindo dor irá desencadear reações extremas

devido ao bloqueio de opioides endógenos.

Interações Medicamentosas

A naloxona reverte a ação de outros medicamentos opioides.

Instruções de Uso

Pode ser necessário individualizar o tratamento com base na resposta de cada paciente. A

duração de ação da naloxona é curta em animais (60 minutos) e pode ser necessário repetir

a administração. Comece a administração com o menor valor da taxa de dosagem e

aumente a dose até obter o efeito. Doses mais altas podem ser necessárias para reverter o

efeito de opioides que têm ação mista agonista/antagonista, tais como o butorfanol ou a

buprenorfina, comparadas às doses necessárias para reversão da ação de opioides que são

agonistas puros. Podem ser usadas doses baixas para diminuir a disforia induzida por opioide


em animais. Para este uso, comece com solução de 0,04 mg/mL e incremente a dose com

1 mL a cada 30 segundos até cessarem a vocalização ou os sinais de disforia. Uma dose de

0,01 mg/kg, por via intravenosa, é administrada com esse objetivo sem perda dos efeitos

analgésicos.

Uma dose de 1 mL (0,4 mg) reverterá o efeito de 1,5 mg de oximorfona, 15 mg de

morfina, 100 mg de meperidina e 0,4 mg de fentanila.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A naloxona é usada para reverter a ação de opioides analgésicos. Quando a ação dos opioides

é revertida em alguns animais, podem ocorrer reações sérias. Em alguns pacientes, podem

resultar em alterações na pressão sanguínea, taquicardia e desconforto.

Formulações

A naloxona está disponível com conservantes, em ampolas injetáveis contendo 0,4 ou

1 mg/mL, e sem conservantes, nas doses de 0,02 mg (20 μg), 0,4 mg ou 1 mg por mL, e

como Trexonil a 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Quando usada por via intravenosa, pode ser diluída em outros líquidos. Para infusão

intravenosa, pode ser adicionada a cloreto de sódio ou a glicose a 5%. Após a diluição deve

ser usada no período de 24 horas. Não associe a outros medicamentos ou soluções de

caráter alcalino. Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura

ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,01-0,04 mg/kg, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea, conforme seja

necessário para reverter o efeito opioide.

• Baixa dose para reverter em parte a reação disfórica: administre 1 mL a cada 30

segundos (solução 0,04 mg/mL), conforme a necessidade.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,02-0,04 mg/kg, por via intravenosa (a duração do efeito é de apenas 20 minutos).


Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos os períodos de carência. Prevê-se que a naloxona seja depurada

rapidamente após a administração. Devido ao baixo risco de resíduos, são sugeridos períodos

curtos de retirada (24-48 horas).

Classificação RCI: 3

No Brasil, o cloridrato de naloxona está listado como substância de controle especial (lista

C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Ondansetrona

Nome comercial e outros nomes

Zofran ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Vonau (h) , Zofron (h) , Cloridrato de Ondansetrona (g)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiemético da classe de fármacos denominados antagonistas da serotonina. Como outros

fármacos dessa classe, a ondansetrona age inibindo os receptores da serotonina (5-HT 3 ) do

tipo 3. É usada principalmente como antiemético durante a quimioterapia, em que tem sido

efetiva ao bloquear os estímulos eméticos deflagrados pela serotonina. Durante a

quimioterapia, ou após lesão gástrica, pode haver liberação de 5-HT do trato gástrico que

estimula o vômito centralmente. Tal estímulo é bloqueado por essa classe de fármacos, que

também têm sido usados para tratar os vômitos de outras formas de gastroenterite,

pancreatite e doença intestinal inflamatória. Os antagonistas da serotonina usados na

terapia antiemética incluem a granisetrona, a ondansetrona, a dolasetrona, a azasetrona e

o tropisetron.

Indicações e Usos Clínicos

A ondansetrona, como outros antagonistas da serotonina, é usada para prevenir vômitos.

Embora possa ser efetiva para tratar náuseas e vômitos de outras origens, o uso mais comum


é para prevenir vômitos decorrentes da quimioterapia. Dispõe-se de informação apenas

limitada sobre a eficácia da ondansetrona em animais. Oncologistas descobriram que ela é

efetiva para tratar os vômitos induzidos pela quimioterapia em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais da ondansetrona em animais. Esses fármacos têm

pouca afinidade por outros receptores de 5-HT. Como podem ocorrer alguns efeitos

colaterais graves dos fármacos antineoplásicos administrados concomitantemente, pode

ser difícil distingui-los dos efeitos da ondansetrona.

Contraindicações e Precauções

Não foram identificadas contraindicações importantes em animais.

Interações Medicamentosas

Se infundido por cateter, por via intravenosa, pode precipitar caso seja misturado a outros

fármacos (p. ex., metoclopramida). Não foram relatadas outras interações

medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A ondansetroma tem sido usada em cães e gatos. A granisetrona é um fármaco que o tem

substituído com objetivos similares.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais gástricos em paciente que esteja vomitando.

Formulações

A ondansetrona está disponível em comprimidos de 4 e 8 mg, xarope palatável de

4 mg/5 mL e injeção de 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

ondansetrona é hidrossolúvel. As soluções são estáveis, mas o pH deve ser <6 para prevenir

precipitação. As preparações orais são misturadas com xaropes, sucos e outros veículos orais

(p. ex., OraSweet ® ). É estável por 42 dias, desde que o pH tenha permanecido baixo.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5 a 1 mg/kg, 30 minutos antes da administração por via intravenosa ou por via oral

dos antineoplásicos. Vômitos de outras causas: 0,1-0,2 mg/kg em injeção por via

intravenosa, lenta e repetida a cada 6-12 horas. Se essa dose inicial não for efetiva,

pode ser aumentada para 0,5 mg/kg. Tais doses podem ser administradas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não se dispõe de informação a respeito.

Informações sobre Restrição Legal

Informações sobre regulamentação não estão disponíveis. Devido ao baixo risco da presença

de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Cloridrato de Oxibutinina

Nome comercial e outros nomes

Ditropan ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Retemic UD (h) , Frenurin (h) , Oxibutinina (g)

Classificação funcional

Anticolinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticolinérgico. A oxibutinina exerce um efeito anticolinérgico por meio do bloqueio

de receptores muscarínicos. Tem um efeito anticolinérgico generalizado, mas o efeito

predominante é sobre a bexiga. Inibe os espasmos da musculatura lisa ao bloquear a ação da

acetilcolina. Não bloqueia o músculo esquelético, gânglios autônomos ou receptores nos

vasos sanguíneos. Um medicamento relacionado usado em seres humanos é a tolterodina

(Detrol ® ).

Indicações e Usos Clínicos


O cloreto de oxibutinina tem sido usado primariamente para aumentar a capacidade da

bexiga e diminuir os espasmos do trato urinário. Em seres humanos, é usado para tratar a

incontinência urinária, mas o uso em animais não é comum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais estão relacionados com os efeitos anticolinérgicos (similares aos da

atropina), mas são menos frequentes, quando comparados com os de outros

anticolinérgicos. Constipação intestinal, boca seca e mucosas ressecadas podem ocorrer

em decorrência do uso rotineiro. Se ocorrer sobredose, administrar fisostigmina como

forma de tratamento.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais cardiopatas ou com redução na motilidade intestinal.

Cuidado ao utilizar em animais portadores de glaucoma.

Interações Medicamentosas

A oxibutinina pode potencializar os efeitos de outros compostos antimuscarínicos.

Instruções de Uso

Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso (e as dosagens) em

animais baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em experimentos não empíricos

em animais. Embora aumente a retenção urinária, pode não ser efetivo para tratar a

incontinência em animais com tônus diminuído do esfíncter.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A oxibutinina está disponível em comprimidos de 5 mg e xarope oral contendo 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A oxibutinina é solúvel em água e etanol.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,2 mg/kg a cada 12 horas por via oral; em cães de grande porte, usar 5 mg/cão a cada

6-8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informação sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos intervalos de carência para o uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888873-2723).

Cloridrato de Oximorfona

Nome comercial e outros nomes

Numorphan ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide e analgésico. A ação é similar à da morfina, exceto pelo fato de que a

oximorfona é mais lipofílica que a morfina e 10 a 15 vezes mais potente que esta. A ação

consiste em ligar-se aos receptores mu e kappa de opiáceos nos nervos e inibir a liberação de

neurotransmissores envolvidos com a transmissão de estímulos dolorosos (como a

Substância P). Os efeitos sedativos centrais e de euforia estão relacionados com os efeitos

sobre o receptor mu no cérebro. Outros opiáceos usados em animais incluem a hidromorfona,

a codeína, a morfina, a meperidina e o fentanil. Em cães, a meia-vida é de 0,8 hora (por via

intravenosa) e 1 hora (por via subcutânea), com altas taxas de depuração

(>50 mL/kg/min). As concentrações efetivas não foram estabelecidas para animais, mas

em seres humanos elas variam de 2,5 a 4,5 ng/mL.


Indicações e Usos Clínicos

A oximorfona está indicada para analgesia a curto prazo, sedação e como adjuvante para

anestesia. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada como parte de uma

abordagem multimodal para analgesia e anestesia. Embora a oximorfona esteja registrada

para cães, outros opiáceos são usados mais comumente, como a hidromorfona e a morfina. A

administração de oximorfona pode exigir redução da dose de outros anestésicos e

analgésicos utilizados. A duração da ação em cães é curta (2-4 horas). A absorção de

formulações orais é de apenas 10% em humanos, mas não se deve alicerçar neste dado ao

tratar a dor grave em cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como outros opiáceos, os efeitos colaterais da oximorfona são previsíveis e inevitáveis. Os

efeitos colaterais da administração de opiáceos incluem sedação, vômitos, constipação,

retenção urinária e bradicardia. Cães podem ficar ofegantes como resultado de alterações

na termorregulação. A liberação de histamina, sabidamente relatada quando da

administração de morfina, pode ser menos provável com a oximorfona. Pode ocorrer

excitação em alguns animais, porém é mais comum em gatos e equinos. Ocorre depressão

respiratória com altas doses. Conforme acontece com outros opiáceos, é esperada uma

leve diminuição na frequência cardíaca. Na maioria dos casos, essa queda não precisa ser

tratada com anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada. Ocorrem

tolerância e dependência com a administração crônica. Em equinos, comportamento

indesejável e até mesmo perigoso pode seguir-se à administração intravenosa rápida de

opioides. Equinos devem receber um pré-anestésico à base de acepromazina ou um

agonista alfa2.

Contraindicações e Precauções

A oximorfona é uma substância controlada do Esquema II. Gatos e equinos podem ser

mais sensíveis aos opiáceos.

Interações Medicamentosas

Como outros opiáceos, irá potencializar outros fármacos que causam depressão do SNC.

Instruções de Uso

Há alguma evidência de que a oximorfona pode ter menos efeitos cardiovasculares em

comparação com a morfina. Como a oximorfona é mais lipofílica que a morfina, é

prontamente absorvida a partir de injeção epidural. A oximorfona pode ser usada com a


acepromazina e outros sedativos; juntas, têm efeitos sinérgicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente

precise ser tratada quando causada por um opioide, pode-se administrar atropina se

necessário. Caso ocorra depressão respiratória séria, o efeito opioide pode ser revertido com

naloxona.

Formulações

A oximorfona está disponível em injeção de 1,5 e 1 mg/mL. Dispõe-se de comprimidos de 5

e 10 mg, mas sua absorção em animais não foi demonstrada.

Estabilidade e Armazenamento

O pH da solução é de 2,7-4,5.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Analgesia: 0,1-0,2 mg/kg por via intravenosa, subcutânea ou intramuscular (conforme

necessário); repetir a dose com 0,05-0,1 mg/kg a cada 1-2 horas.

• Pré-anestésico: 0,025-0,05 mg/kg por via intramuscular ou subcutânea.

• Sedação: 0,05-0,2 mg/kg (com ou sem acepromazina) por via intramuscular ou

subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Fármaco controlado do Esquema II.

Classificação RCI: 1

No Brasil, o cloridrato de oximorfona está listado como substância entorpecente (lista A1)

sujeito a notificação de Receita “A”.

Cloridrato de Procainamida


Nome comercial e outros nomes

Pronestil ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Procamide (h)

Classificação funcional

Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiarrítmico da Classe I. Como outros antiarrítmicos da Classe I (similares à quinidina), a

procainamida inibe o influxo de sódio para a célula cardíaca via bloqueio dos canais de sódio.

Suprime a automaticidade cardíaca e arritmias reentrantes, principalmente no ventrículo. A

procainamida é biotransformada, em seres humanos, em N-acetilprocainamida (NAPA), que

produz outras ações antiarrítmicas (fármaco da Classe III: efeitos resultantes do bloqueio

dos canais de potássio). Contudo, cães não formam esse metabólito pela incapacidade de

acetilar alguns fármacos.

Indicações e Usos Clínicos

A procainamida é usada em pequenos animais para suprimir batimentos ectópicos

ventriculares e tratar arritmias ventriculares. Estudos em cães de experimentação com

arritmias induzidas tiveram eficácia documentada, mas o uso clínico baseia-se

primariamente em experiência sem comprovação. É usada primordialmente durante

o tratamento agudo e pode ser administrada na forma injetável ou de comprimidos.

Raramente é usada em tratamentos prolongados. Às vezes é utilizada em equinos para

suprimir arritmias ventriculares.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem arritmias cardíacas, depressão cardíaca, taquicardia e

hipotensão. Em seres humanos, acarreta efeitos de hipersensibilidade (reações

semelhantes ao lúpus), mas isso não foi relatado em animais.

Contraindicações e Precauções

A procainamida pode suprimir o coração e ter efeitos pró-arrítmicos. Usar com cautela em


animais que estejam recebendo digoxina, pois pode potencializar as arritmias.

Interações Medicamentosas

Fármacos que inibem as enzimas do citocromo P450 (p. ex., cimetidina) têm o potencial

de aumentar as concentrações de procainamida.

Instruções de Uso

Como os cães não produzem o metabólito ativo N-acetilprocainamida (NAPA), a dose pode

ser maior, em comparação com a posologia para seres humanos para controlar algumas

arritmias. Em animais, não há evidência de que formulações orais de liberação lenta

resultem em concentrações sanguíneas mais duradouras.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações plasmáticas durante a terapia. As concentrações plasmáticas

efetivas em cães de experimentação são de 20 μg/mL. Entretanto, em algumas referências,

concentrações tão baixas como de 8-10 μg/mL são citadas como efetivas. O metabólito,

NAPA, é monitorado em seres humanos, mas cães não o produzem. O ECG deve ser

monitorado nos animais tratados.

Formulações

A procainamida está disponível em comprimidos ou cápsulas de 250, 375 e 500 mg e na

forma injetável de 100 e 500 mg/mL. Todavia, devido ao uso diminuído em medicina

humana – em favor de outras alternativas –, muitas das formulações humanas não estão

mais disponíveis.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

procainamida é hidrossolúvel. Quando armazenada, as soluções podem ficar amareladas

sem perder a potência. Uma cor mais escura indica oxidação. O pH dos produtos compostos

orais deve ser de 4-6 para manter a estabilidade máxima. Tais produtos na forma de xaropes

e com palatabilizantes podem ser estáveis por 60 dias ou mais, porém devem ser mantidos

no refrigerador.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-30 mg/kg a cada 6 horas por via oral, até uma dose máxima de 40 mg/kg.

• 8-20 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular.

• Infusão taxa de constante (ITC): dose de ataque inicial de 10 mg/kg, seguida por

20 μg/kg/min por via intravenosa; a ITC pode ser aumentada para 25-50 μg/kg/min,

se necessário para arritmias refratárias.

Gatos

• 3-8 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou oral.

• ITC: 1-2 mg/kg por via intravenosa lentamente, em seguida 10-20 μg/kg/min por via

intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 25-35 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• Até 20 μg/kg por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Cloridrato de Prometazina

Nome comercial e outros nomes

Phenergan ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Fenergan (h) , Pamergan (h) Prometazina (g)


Classificação funcional

Antiemético, fenotiazínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fenotiazínico com fortes efeitos anti-histamínicos. A prometazina é usada principalmente

por seus efeitos antieméticos, pelos quais age via receptores anti-histamínicos ou bloqueando

os receptores de dopamina associados ao vômito.

Indicações e Usos Clínicos

A prometazina é usada para o tratamento de alergias (efeito anti-histamínico) e como

antiemético (cinetose). A eficácia no tratamento de alergias em animais não foi

estabelecida. Outros usos em animais derivaram do emprego empírico e da experiência em

seres humanos. Não há estudos bem controlados ou ensaios sobre a eficácia que

documentem a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A prometazina tem o risco de exercer efeitos fenotiazínicos como sedação e outros efeitos

colaterais atribuídos a outras fenotiazinas. Também pode haver efeitos anticolinérgicos

decorrentes das propriedades antimuscarínicas em alguns indivíduos.

Contraindicações e Precauções

A prometazina pode ter efeitos colaterais antimuscarínicos, mas que não foram relatados

com o uso clínico em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. Portanto, o uso em

animais (e as doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou sem comprovação em

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

A prometazina está disponível como xarope contendo 6,25 e 25 mg/5mL; comprimidos de

12,5 25 e 50 mg, e injeção com 25 e 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

O cloridrato de prometazina é hidrossolúvel. Se oxidada, fica azulada e deve ser descartada.

É sensível à luz e deve ser protegida dela.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,2-0,4 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa, intramuscular ou oral, até uma

dose máxima de 1 mg/kg.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Propiopromazina

Nome comercial e outros nomes

Tranvet ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiemético, fenotiazínico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

A propiopromazina é uma fenotiazina com efeitos anti-histamínicos. Tem ações similares às

de outras fenotiazinas sistêmicas, sendo utilizada principalmente por seus efeitos

antieméticos e sedativos, pelos quais age via receptores anti-histamínicos ou pelo bloqueio

dos receptores de dopamina. Foi registrada para uso humano, mas as únicas formulações

atualmente disponíveis são formas veterinárias. Um fármaco relacionado é a propiomazina.

Indicações e Usos Clínicos

A propiopromazina tem sido usada por seus efeitos antieméticos e sedativos, pelos quais age

via os receptores anti-histamínicos ou pelo bloqueio dos receptores de dopamina. Também

tem efeitos sedativos e tranquilizantes e vem sendo usada em cães e gatos para facilitar a

contenção daqueles de difícil manipulação, excitados ou incontroláveis. Também é usada

como pré-anestésico. O uso aprovado em bula indica que é “destinado à administração em

cães como tranquilizante. É usada para ajudar com cães de difícil manipulação, excitados e

incontroláveis, bem como para controlar o excesso de latidos em canis, cinetose em carros e

a dermatite grave. Também está indicada para pequenas cirurgias e antes de exames de

rotina, procedimentos laboratoriais e diagnósticos. Apesar dessas recomendações do

fabricante, algumas indicações estão desatualizadas e há melhores tratamentos para essas

condições.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As fenotiazinas podem causar sedação como um efeito colateral comum. A

propiopromazina pode promover efeitos colaterais extrapiramidais em alguns indivíduos.

Contraindicações e Precauções

Pode causar hipotensão via bloqueio alfa-adrenérgico.

Interações Medicamentosas

Não usar com outras fenotiazinas, organofosforados ou procaína.

Instruções de Uso

Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados, apesar das indicações na

bula. O uso em animais (e as doses) baseia-se em experiência não comprovada em animais e

nas indicações da bula do produto.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A propiopromazina está disponível em comprimidos mastigáveis de 20 mg e injeção de 5 ou

10 mg/mL. Fármacos similares para uso humano não se encontram mais disponíveis.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1,1-4,4 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• 0,1-1,1 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular (as doses injetáveis dependem do

nível de sedação necessário).

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

No Brasil, o cloridrato de propiopromazina está listado como substância de controle

especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Propranolol

Nome comercial e outros nomes

Inderal ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil


Ayerst Propranolol (h) , Cloridrato de Propranolol (g)

Classificação funcional

Betabloqueador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador beta-adrenérgico. Não seletivo para os receptores adrenérgicos beta 1 e beta 2 .

Antiarrítmico da Classe II. O propranolol é um betabloqueador lipofílico que sofre depuração

hepática. Tais bloqueadores sofrem alta depuração de primeira passagem, o que reduz a

biodisponibilidade oral e causa alta variabilidade tanto nas concentrações plasmáticas entre

pacientes quanto em seus efeitos. As concentrações do fármaco podem ser mais altas

quando há comprometimento do fluxo sanguíneo hepático.

Indicações e Usos Clínicos

O propranolol é usado principalmente para diminuir a frequência e a condução cardíaca,

controlar taquiarritmias e diminuir a pressão sanguínea. O propranolol é efetivo no controle

da resposta à estimulação adrenérgica. Os betabloqueadores, como o propranolol, estão entre

os fármacos mais efetivos para lentificar a frequência cardíaca.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais estão relacionados com os efeitos bloqueadores sobre receptores

beta1 sobre o coração. O propranolol causa depressão cardíaca e diminui o débito

cardíaco. Os efeitos bloqueadores beta2 podem causar broncoconstrição e diminuir a

secreção de insulina. Os betabloqueadores podem causar fraqueza e fadiga, o que pode

indicar a necessidade de reduzir a dose.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com baixa reserva cardíaca, bradicardia ou comprometimento

da função sistólica. Use com cautela em animais com problemas respiratórios; pode

ocorrer broncoconstrição a partir dos efeitos beta2. Gatos com hipertireoidismo podem ter

a depuração reduzida e correr maior risco de toxicidade.

Interações Medicamentosas

Os betabloqueadores lipofílicos, como o propranolol, sofrem depuração hepática. Tais


fármacos estão sujeitos a interações com aqueles que afetam o fluxo sanguíneo hepático e

interagem com enzimas hepáticas. O fluxo sanguíneo diminuído reduz a depuração do

propranolol.

Instruções de Uso

Em geral, a dose é titulada de acordo com a resposta do paciente. Começar com dose baixa e

aumentar gradualmente até obter o efeito desejado. A depuração depende do fluxo

sanguíneo hepático; use com cautela em animais com a perfusão hepática prejudicada.

Gatos com hipertireoidismo podem ter a depuração diminuída ou apresentar maior absorção

oral, em comparação com outros gatos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca durante o tratamento. Monitore a função respiratória em

pacientes propensos a ter broncoconstrição.

Formulações

O propranolol está disponível em comprimidos de 10, 20, 40, 60, 80 e 90 mg, injeção de

1 mg/mL e solução oral de 4 e 8 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

propranolol é solúvel em água e etanol. Suspensões preparadas em vários xaropes e

palatabilizantes foram estáveis por 4 meses, mas pode ocorrer algum precipitado (agitar bem

antes da administração). O pH das formulações deve ser mantido entre 2,8-4 para máxima

estabilidade. Sofre decomposição em soluções alcalinas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20-60 μg/kg durante 5-10 minutos por via intravenosa (titular a dose até surgir

o efeito).

• 0,2-1 mg/kg a cada 8 horas, por via oral (titular a dose até surgir o efeito).

Gatos

• 0,4-1,2 mg/kg (2,5-5 mg/gata) a cada 8 horas por via oral.


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,1 mg/kg por via intravenosa, lentamente. Repetir em 6-8 horas, se necessário. Caso

uma dose baixa não seja efetiva, administrar 0,5 mg/kg e aumentar para 2 mg/kg por

via intravenosa, gradualmente até obter a resposta desejada.

• 0,4-0,8 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de período de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Pseudoefedrina

Nome comercial e outros nomes

Sudafed ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Allegra D (h) , Trifedrin (h)

Classificação funcional

Agonista adrenérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. A pseudoefedrina é um simpatomimético. Age de forma não seletiva

como agonista para os receptores andrenérgicos alfa e beta, encontrados em todo o corpo,

como nos esfíncteres, vasos sanguíneos, musculatura lisa e coração. A pseudoefedrina tem

um efeito similar ao da efedrina e da fenilpropanolamina, porém, em comparação com a

efedrina, pode ter menos efeitos sobre o SNC.

Indicações e Usos Clínicos

A pseudoefedrina tem sido usada como descongestionante, broncodilatador leve e para


aumentar o tônus do esfíncter urinário. Como a fenilpropanolamina e a efedrina, tem

efeitos similares sobre os receptores alfa e beta. O uso mais comum em animais é para o

tratamento da incontinência urinária. O mecanismo dessa ação parece ser via estimulação

dos receptores no esfíncter. Em seres humanos, tem sido usada como descongestionante.

No entanto, como é facilmente desviada para a produção de metanfetamina, a

disponibilidade em medicina humana diminuiu, a menos que esteja disponível mediante

prescrição. A maioria das formas vendidas sem prescrição e produtos associados para

humanos foi retirada do comércio. Em animais, exerce efeitos semelhantes e pode ser

substituída.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos àqueles adrenérgicos e incluem excitação, frequência

cardíaca rápida, hipertensão e arritmias.

Contraindicações e Precauções

A pseudoefedrina pode causar alguns efeitos semelhantes aos da fenilpropanolamina. Use

com cautela em pacientes com doença cardiovascular. Use com cautela, ou não use com

inibidores da monoamino oxidase (iMAOs; p. ex., a selegilina). Beta-agonistas como a

pseudoefedrina podem elevar a glicemia. A pseudoefedrina foi usada em laboratórios

clandestinos para manufatura ilegal de metanfetamina. Portanto, a disponibilidade da

pseudoefedrina ficou limitada na maioria dos estados americanos.

Interações Medicamentosas

Como outros agentes simpatomiméticos, espera-se que a pseudoefedrina potencialize

outros agonistas dos receptores alfa e beta. Ela pode causar maior vasoconstrição e

alterações na frequência cardíaca. Use com cautela com outros agentes vasoativos. Use

com cautela com outros fármacos que diminuam o limiar convulsivo. O uso de

anestésicos inalatórios com fenilpropanolamina pode aumentar o risco cardiovascular.

Não usar com antidepressivos tricíclicos (ATCs) ou iMAOs (p. ex., selegilina ou amitraz).

Instruções de Uso

Embora não tenham sido realizados ensaios clínicos para comparação, acredita-se que a ação

e a eficácia da pseudoefedrina sejam semelhantes às da efedrina e da fenilpropanolamina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca nos pacientes. Se possível, monitore a pressão sanguínea e


o ECG em pacientes que possam ser suscetíveis a problemas cardiovasculares.

Formulações

A pseudoefedrina está disponível em comprimidos de 30 e 60 mg, cápsulas de 120 mg e

xarope contendo 6 mg/mL. (Algumas formulações associadas têm outros ingredientes, como

antitussígenos ou anti-histamínicos.)

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

pseudoefedrina é solúvel em água e etanol. Manter as formulações compostas em pH baixo

para estabilidade máxima. Não congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,2-04 mg/kg (ou 15-60 mg/cão) a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

No Brasil, a pseudoefedrina é listada como substância precursora de entorpecentes e/ou

psicotrópicos sujeita à receita médica sem Retenção.

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Quinacrina

Nome comercial e outros nomes

Atabrine ® (não está mais disponível nos EUA)

Medicamentos comercializados no Brasil


Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antimalárico. A quinacrina é um antimalárico obsoleto. Inibe a síntese de ácido nucleico nos

parasitos.

Indicações e Usos Clínicos

A quinacrina é usada ocasionalmente para o tratamento contra protozoários (Giardia), mas

outros fármacos têm sido utilizados com mais frequência (p. ex., metronidazol e tinidazol).

Embora não esteja mais disponível no comércio (EUA), veterinários a obtêm em farmácias de

manipulação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são comuns. Ocorrem vômitos após administração oral.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses citadas são para o tratamento da giardíase. Não há relatos de efeitos sobre outros

organismos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A quinacrina está disponível em comprimidos de 100 mg. Não pode mais ser comercializada


nos EUA, mas ainda é encontrada em algumas farmácias de manipulação, em formulações

compostas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 6,6 mg/kg a cada 12 horas por via oral por 5 dias.

Gatos

• 11 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 5 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Cloridrato de Ranitidina

Nome comercial e outros nomes

Zantac

Medicamentos comercializados no Brasil

Antak (h) , Label (h) , Cloridrato de Ranitidina (g)

Classificação funcional

Agente antiulcerogênico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antagonista da histamina 2 (bloqueador H 2 ). O cloridrato de ranitidina, como outros

bloqueadores H2, suprime a estimulação histamínica da célula parietal gástrica para

diminuir a secreção do ácido gástrico (HCl). O cloridrato de ranitidina aumentará o pH

estomacal. Tem ação mais longa e é 4 a 10 vezes mais potente que a cimetidina. Sua meiavida

é mais longa que a da cimetidina, o que resulta em diminuição da frequência de sua

administração. Ao ajustar as doses, o cloridrato de ranitidina é 89% de ranitidina.

Indicações e Usos Clínicos

É usado para tratar úlceras e gastrite. Não produz e sustenta o aumento do pH estomacal

como outros inibidores da bomba de próton (omeprazol). Enquanto a ranitidina (6,6 mg, por

via oral) em potros, suprimiu a acidez por 6 horas, o omeprazol o fez por 22 horas, na dose

de 4 mg/kg. É usado para prevenir úlceras induzidas por anti-inflamatórios não esteroides

(AINEs) em animais, embora não tenha sido demonstrada a eficácia para este efeito. Em

equinos, não melhorou a cicatrização de úlceras induzidas por AINEs, e não foi tão eficaz

quanto o omeprazol para tratar úlceras. Pode estimular o esvaziamento estomacal e a

motilidade do cólon via ação anticolinesterásica. Em equinos o efeito do esvaziamento

gástrico é mínimo.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais, em geral, são vistos apenas com a diminuição da depuração

(clearance) renal. Em seres humanos, altas doses podem promover sintomatologia nervosa

(SNC). O cloridrato de ranitidina pode ter menos efeitos sobre a função endócrina e

menor interação medicamentosa quando comparado à cimetidina.

Contraindicações e Precauções

Poucas são as interações medicamentosas com o cloridrato de ranitidina, quando

comparado à cimetidina, já que não inibe as enzimas do citocromo P450.

Interações Medicamentosas

O cloridrato de ranitidina e outros bloqueadores do receptor H2 bloqueiam a secreção do

ácido estomacal. Portanto, interferirão na absorção oral de medicamentos dependentes

de acidez, como o cetoconazol, o itraconazol e os suplementos de ferro. Ao contrário da

cimetidina, o cloridrato de ranitidina não é conhecido por inibir enzimas P450

microssomais.

Instruções de Uso


Dados farmacocinéticos em cães sugerem que o cloridrato de ranitidina pode ser

administrado com menor frequência que a cimetidina para se conseguir supressão contínua

de ácido estomacal. O uso em equinos e potros baseia-se em estudos experimentais e dados

farmacocinéticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A ranitidina está disponível em comprimidos de 75, 150 e 300 mg; cápsulas de 50 e

300 mg e na forma injetável de 25 mg/mL. Algumas formulações estão disponíveis para

comercialização livre.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

cloridrato de ranitidina é hidrossolúvel. Os comprimidos que foram esmagados e misturados

com água e xarope ficaram estáveis por 7 dias. Evite o congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/kg a cada 8 horas por vias intravenosa ou oral.

Gatos

• 2,5 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa, ou 3,5 mg/kg a cada 12 horas por via

oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2,2-6,6 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral. A dose mais alta (6,6 mg/kg) é mais eficaz

na supressão da acidez estomacal.

• 2 mg/kg a cada 6-8 horas por via intravenosa.

Bezerros


• 50 mg/kg a cada 8 horas por via oral, em bezerros alimentados com leite.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais destinados ao consumo

humano. Para estimativas de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 5

Cloridrato de Remifentanila

Nome comercial e outros nomes

Ultiva

Medicamentos comercializados no Brasil

Ultiva (h)

Classificação funcional

Anestésico, analgésico e opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A remifentanila é um potente opioide semelhante à fentanila em potência e atividade. Tal

como a fentanila, a remifentanila tem atividade sobre o receptor opioide mu. A diferença

entre a remifentanila e outros opioides está na sua ação ultracurta. O início rápido, o pico de

efeito e a curta duração de ação são atribuídos à sua disposição única. A remifentanila é

rapidamente biotransformada por hidrólise do éster metílico-ácido propanoico por esterases

sanguíneas e teciduais. Portanto, é rapidamente biotransformado ainda no sangue, não

dependendo do metabolismo hepático, e pode ser usado com segurança em pacientes com

doença hepática ou renal. Também é liberado rapidamente para tecidos com um coeficiente

de partição de octanol: água de 17,9 a um pH de 7,3. Entretanto, não se acumula em

tecidos nem mesmo no sangue após infusões intravenosas prolongadas. Devido à rápida

biotransformação e ao equilíbrio entre plasma e tecidos, a remifentanila tem início rápido de

atividade após injeção intravenosa. A meia-vida em cães é de aproximadamente 3-6

minutos e não se altera com doses crescentes. Ocorre rápida recuperação (em 5 a 10

minutos), e, quando se usam infusões a velocidade constante, podem ser alcançadas novas

concentrações em estado de equilíbrio 5 a 10 minutos após alterações na taxa de infusão.

Devido ao rápido equilíbrio com tecidos, pode ser facilmente titulado até a profundidade

desejada de anestesia/analgesia por alteração da taxa de infusão contínua ou administração


de uma injeção em bolus intravenosa.

Indicações e Usos Clínicos

A remifentanila é usada como agente anestésico, muitas vezes em associação com outros

agentes. Devido a sua rápida biotransformação e meia-vida curta, deve ser administrada via

infusão a velocidade constante (IVC) para se manter um efeito anestésico equilibrado. É

usada para indução e manutenção de anestesia. Pode ser administrada com outros

medicamentos, inclusive anestésicos inalatórios, agonistas alfa2, sedativos e tranquilizantes.

Por não exigir metabolismo hepático nem eliminação renal, pode ser administrado com

segurança a pacientes com doença hepática ou renal. O uso de remifentanila em cães

limita-se a alguns estudos e relatos de casos. As doses em animais têm sido extrapoladas de

seres humanos (a dose inicial em humanos é de 0,1 μg/kg/min IVC). A remifentanila é

usada com segurança em gatos, e em uma ampla gama de doses (0,06-16 μg/kg/min), por

via intravenosa, não afetou a CAM do isoflurano.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Assim como outros opioides e opiáceos, a remifentanila tem efeitos adversos e que são

atribuídos à sua ligação a receptores de opioides. Esses efeitos incluem redução da

frequência cardíaca e sedação. Em seres humanos, a taxas de infusão superiores a

0,2 μg/kg/min ocorre depressão respiratória. Em gatos, a remifentanila induziu disforia a

altas taxas de infusão (> 8 μg/kg/min). Os efeitos adversos dissipam-se rapidamente

quando a infusão é interrompida devido à rápida biotransformação do fármaco no plasma

e nos tecidos. A atividade opioide da remifentanila é antagonizada por antagonistas

opioides, como a naloxona.

Contraindicações e Precauções

A remifentanila potencializa os efeitos de outros anestésicos. Use com cautela em animais

sensíveis a opiáceos.

Interações Medicamentosas

Outros anestésicos serão potencializados quando usados com a remifentanila. Doses

menores de outros agentes anestésicos podem ser usadas quando associadas à

remifentanila.

Instruções de Uso

Administre por via intravenosa em infusão a velocidade constante (IVC).


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes durante o protocolo anestésico. Monitore o ECG, a frequência

cardíaca, e a frequência e profundidade respiratórias.

Formulações

A remifentanila está disponível em solução 1 mg/mL e em ampolas de 1; 2; ou 5 mg de base

de remifentanila. Adicione 1 mL de diluente por miligrama de remifentanila para obter uma

solução de 1 mg/mL. Essa solução pode ser mais diluída para uso intravenoso das

concentrações de 20, 25, 50 ou 250 μg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

remifentanila HCl tem pKa de 7,07, mas o pH das soluções reconstituídas varia de 2,5 a 3,5.

Deve-se levar em conta o pH das soluções ao se associar com outros medicamentos ou

soluções líquidas. A remifentanila é compatível com água estéril, solução de Ringer lactato,

glicose a 5%, cloreto de sódio a 0,9% e cloreto de sódio a 0,45%. Depois de misturada em

uma solução, é estável por 4 horas à temperatura ambiente. Pode ser misturada em solução

com propofol. Devido à presença de esterases plasmáticas, não deve ser misturada a

produtos sanguíneos. Portanto, não se recomenda a administração com transfusão de

produtos sanguíneos por via intravenosa.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• IVC: 0,20 μg/kg/min, até 1 μg/kg/min. A taxa de infusão pode ser ajustada para se

conseguir o efeito desejado, mas a dosagem de 0,30 μg/kg/min foi ótima para se

alcançarem os efeitos desejados em cães anestesiados, e a taxas mais altas não trouxe

um benefício maior.

Gatos

• Foram usadas taxas de infusão semelhantes àquelas usadas em cães, mas doses ótimas

não foram determinadas para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


A remifentanila é uma substância controlada de Classe II. Os períodos de carência não

foram estabelecidos para animais destinados ao consumo humano. Para estimativas de

intervalo de retirada com uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil, o cloridrato de remifentalina está listado como

substância entorpecente (lista A1) sujeito a notificação de Receita “A”.

Cloridrato de Romifidina

Nome comercial e outros nomes

Sedivet

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Analgésico, agonista alfa2

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2-adrenérgicos diminuem a liberação de

neurotransmissores do neurônio. Propôs-se que o mecanismo pelo qual eles diminuem a

transmissão nervosa está na sua ligação a receptores alfa2 pré-sinápticos (receptores com

feedback negativo). O resultado são diminuição da descarga simpática, analgesia, sedação e

anestesia. A romifidina é estruturalmente semelhante à clonidina. Outros medicamentos

desta classe são a xilazina, a detomidina, a dexmedetomidina e a medetomidina. A

medetomidina, a dexmedetomidina, a romifidina e a detomidina são mais específicas para o

receptor alfa2 do que a xilazina. A romifidina tem um início de efeito de 2 minutos e uma

duração de 1-1,5 hora.

Indicações e Usos Clínicos

A romifidina, assim como outros alfa 2 -agonistas, é usada como sedativo, adjuvante

anestésico e para analgesia. A romifidina produz duração mais longa de efeitos sedativos,

seguida pela detomidina, medetomidina e xilazina. Seu uso limita-se principalmente a

cavalos, como sedativo e analgésico para facilitar o manuseio dos animais para exames

clínicos, procedimentos clínicos, e procedimentos clínicos menores, e como pré-anestésico,

antes da indução da anestesia geral.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A romifidina, assim como outros alfa2-agonistas, diminui o débito simpático. Bradicardia

é comum, e pode ocorrer depressão cardiovascular. Os efeitos cardíacos podem incluir

bloqueio sinoatrial, bloqueio AV de primeiro e segundo graus, bradicardia e arritmia

sinusal. Em equinos, causa efeitos semelhantes aos dos outros alfa 2 -agonistas, inclusive

ataxia, queda da cabeça, sudorese e bradicardia. É comum a ocorrência de edema facial,

especialmente com altas doses. Experimentos em equinos revelaram que mesmo em altas

doses (até 600 μg/kg) não ocorreram mortes.

Contraindicações e Precauções

A romifidina, tal como outros alfa2-agonistas, deve ser usada com cautela em animais

com doença cardíaca. O uso pode ser contraindicado em animais idosos com doença

cardíaca preexistente. A xilazina causa problemas em fêmeas prenhes, e isso também

deve ser considerado para outros agonistas alfa2. Use com cautela em fêmeas prenhes,

pois pode induzir o parto. Além disso, pode diminuir a oxigenação fetal durante a

gestação. Em caso de superdose, reverta com atipamezol ou ioimbina.

Interações Medicamentosas

Não use com outros medicamentos que possam causar depressão cardíaca. Pode ser

usada em equinos junto com diazepam ou cetamina. Não misture em ampola ou seringa

com outros anestésicos. O uso com analgésicos opioides aumentará muito a depressão do

SNC. Considere a redução das doses, se for administrada com opioides.

Instruções de Uso

A romifidina, assim como outros agonistas alfa2, pode ser administrada com cetamina ou

benzodiazepínicos. Pode ser revertida com antagonistas alfa2, como o atipamezol ou a

ioimbina. Uma variedade de doses de romifidina foi usada em equinos; para comparação,

foram administradas doses de 40 e 120 μg/kg, por via intravenosa, as quais mostraram que

a sedação, os efeitos cardíacos e a analgesia são efeitos que dependem da dose. Ocorre

sedação mais profunda com doses mais altas. Cada dose produziu efeitos que duraram pelo

menos 60 minutos, e alguns foram observados por 180 minutos. A duração de 180 minutos

é mais provável com doses mais altas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore os sinais vitais durante a anestesia. Monitore a frequência cardíaca, a pressão

sanguínea e o ECG, se possível durante a anestesia.

Formulações

A romifidina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não foram estabelecidas doses para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Sedação e analgesia: 40 a 120 μg/kg, por via intravenosa.

• Pré-anestésico: 100 μg/kg, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais destinados ao consumo humano.

Cloridrato de Selegilina

Nomes comerciais e outros nomes

Anipryl ® (também conhecido como Deprenyl ® e L-deprenyl ® ), Eldepryl ® (preparação

humana) e Emsam adesivo transdérmico ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Jumexil (h) , Elepril (h) , Niar (h) , Cloridrato de Selegilina (g)

Classificação funcional

Agonista dopaminérgico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista dopaminérgico. A selegilina é conhecida por muitos nomes. O cloridrato de

selegilina é o nome oficial do medicamento pela farmacopeia americana, mas a maioria dos

clínicos a conhecem pelo seu antigo nome, L-deprenyl. (L-deprenyl é utilizado para

distingui-lo de seu isômero D-deprenil). Um medicamento relatado é a rasagilina.

A selegilina é usada em humanos para o tratamento da doença de Parkinson e

ocasionalmente para a doença de Alzheimer com o nome comercial de Eldepryl ® .

(A eficácia para a doença de Alzheimer não foi estabelecida).

As formulações veterinárias são aprovadas para uso em cães para o tratamento da

síndrome de Cushing em cães e para a disfunção cognitiva. A ação da selegilina está em

inibir os receptores monoamino-oxidase MAO tipo B (e outros receptores MAO em doses

altas). O mecanismo de ação proposto é a inibição do metabolismo da dopamina no SNC.

A ação sobre o hiperadrenocorticismo hipófise-dependente pode ocorrer devido ao aumento

dos níveis cerebrais de dopamina, o que diminui a liberação de ACTH, resultando em baixos

níveis de cortisol. Os efeitos secundários estão relacionados à inibição do metabolismo da

feniletilamina. (A feniletilamina em animais de laboratório produz efeitos semelhantes à

anfetamina e à metanfetamina). Existem dois metabólitos ativos, são a 1-anfetamina e 1-

metanfetamina, mas não se sabe quais as suas contribuições aos efeitos farmacológicos.

Em equinos, a biotransformação em metabólitos semelhantes à anfetamina é baixa.

Indicações e Usos Clínicos

Em cães, a selegilina é aprovada para o controle dos sinais clínicos do hiperadrenocorticismo

hipófise-dependente (HHD; síndrome de Cushing) e para o tratamento de disfunção

cognitiva em cães idosos. Contudo, a eficácia na síndrome de Cushing pode não ser tão alta

como a de outros medicamentos, como o mitotano ou trilostano. Os efeitos da selegilina

podem ser limitados em HHD causados por lesões na pars intermedia e pode não ser efetivo

para outras formas de HHD (a maioria dos casos de HHD apresenta lesões na pars distalis).

Pode melhorar algumas manifestações clínicas sem diminuir os níveis de cortisol em cães

com HHD na dose de 1,0 mg/kg 1 vez/dia. Para a disfunção cognitiva canina (demência)

em cães idosos, o tratamento com a selegilina inibe a MAO tipo B e aumenta as

concentrações de dopamina no cérebro, o que restaura o balanço deste neurotransmissor e

pode melhorar a habilidade cognitiva. É administrada em alguns gatos idosos com problemas

comportamentais relacionados à idade, no entanto, não foram relatados resultados clínicos

após o uso. Aparentemente, não produz efeitos clínicos em equinos após a administração por

via oral.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são raros em cães, contudo incluem vômitos, diarreia, hiperatividade

e inquietação. Efeitos semelhantes aos da anfetamina podem ser produzidos em animais

experimentais. Em cães, altas doses promoveram hiperatividade (doses > 3 mg/kg) que

incluem salivação ofegante com movimentos respiratórios repetitivos, diminuição do peso

e mudança nos níveis de atividade. Em doses de 30 mg por cavalo, por via intravenosa ou

oral, não há efeitos comportamentais.

Os dois metabólitos ativos são a 1-anfetamina e a 1-metanfetamina. Embora haja

aumento nas concentrações de anfetamina em cães, estes não são suficientemente altos

para produzir reações adversas. Contudo, altas doses (> 3 mg/kg) podem produzir

alterações comportamentais. Os 1-isômeros não são tão ativos quanto os d-isômeros; os

estudos não confirmam o potencial de gerar efeitos semelhantes ao de abuso das

anfetaminas ou dependência da selegilina comparado com outros medicamentos com

efeitos semelhantes ao das anfetaminas.

Contraindicações e Precauções

Não é indicada para tumores das adrenais. Usar com cautela com outros medicamentos.

(Ver Interações Medicamentosas.)

Interações Medicamentosas

Não utilizar com outros inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs). Não utilizar com

antidepressivos tricíclicos (ATCs), como a clomipramina e amitriptilina ou com inibidores

seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), como a fluoxetina. Não administrar com

meperidina, dobutamina ou amitraz. Utilizar com cautela com aminas simpatomiméticas,

como a fenilpropanolamina, a linezolida e o tramadol.

Instruções de Uso

Titular a dose até o efeito desejado. Iniciar com a menor dose e aumentar gradualmente até

o efeito desejado ser observado. O adesivo transdérmico para humanos não foi avaliado para

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. A dosagem de cortisol sérico não é válida na

verificação da eficácia.

Formulações

A selegilina está disponível em comprimidos para animais de 2, 5, 10, 15 e 30 mg;

comprimidos ou cápsulas para humanos de 5 mg; e adesivos transdérmicos para humanos


de 40 cm 2 (EmSam ® )

Estabilidade e Armazenamento

É estável se armazenada na formulação original do fabricante.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Iniciar com 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Se não houver resposta em 2 meses,

aumentar para a dose máxima de 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais. Em estudos preliminares em que a

selegilina foi administrada na dose de 30 mg/cavalo por via oral ou intravenosa, não foram

observados efeitos no comportamento ou na atividade locomotora destes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o cloridrato de selegina está listado como substância de controle especial (lista

C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Sotalol

Nomes comerciais e outros nomes

Betapace ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Sotacor (h) , Cloridrato de Sotalol (g)


Classificação funcional

Betabloqueador, Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Betabloqueador adrenérgico não específico (beta 1 e beta 2 ) (Antiarrítmico Classe II). Sua

ação é similar ao do propranolol (um terço da potência), contudo, seus efeitos benéficos são

maiores do que os de outros antiarrítmicos. Ainda, por ser um medicamento classe II, o

sotalol pode ter alguma atividade classe III (bloqueador dos canais de potássio). A atividade

da classe III prolonga o período refratário por diminuir a corrente de potássio retificadora

tardia. O sotalol é um betabloqueador solúvel em água e possui menor depuração hepática

que os outros betabloqueadores. Os níveis plasmáticos e as diferenças interindividuais de

depuração são menos esperados do que com outros betabloqueadores.

Indicações e Usos Clínicos

O sotalol é indicado para o controle das arritmias ventriculares refratárias. Também é

utilizado para fibrilação atrial refratária. Embora o sotalol seja comumente administrado em

pequenos animais, principalmente cães, o uso e as doses são derivados principalmente da

experiência anecdotal e clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais não foram relatados para animais, mas espera-se que sejam similares

aos do propranolol. Como muitos antiarrítmicos, o sotalol pode apresentar alguma

atividade pró-arrítmica. Os efeitos inotrópicos negativos podem causar alterações

importantes em animais com baixa contratilidade cardíaca.

Contraindicações e Precauções

Administrar cuidadosamente em animais com insuficiência cardíaca ou bloqueio

atrioventricular. Usar com cautela em paciente com baixa reserva cardíaca.

Interações Medicamentosas

Usar com cautela com outros medicamentos que diminuam a contratilidade cardíaca ou

diminuíam a frequência cardíaca.

Instruções de Uso


Os efeitos betabloqueadores ocorrem em baixas doses; os efeitos antiarrítmicos classe III

ocorrem em altas doses. Em humanos, é mais efetivo como agente de manutenção no

controle de arritmias do que outros medicamentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência cardíaca durante o tratamento.

Formulações

O sotalol está disponível em comprimidos de 80, 120, 160 e 240 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sotalol

é solúvel em água e etanol. Pode ser misturado a xaropes e flavorizantes, sendo estável por

12 semanas, mas deve ser armazenado no refrigerador.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral. (Para cães médios ou grandes, iniciar com

40 mg/cão a cada 12 horas, então aumentar para 80 mg, caso não haja resposta).

Gatos

• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período

de carência do uso extrabula, contate FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Terbinafina

Nome comercial e outros nomes


Lamisil

Medicamentos comercializados no Brasil

Lamisil (h) , Terbinafina (Cloridrato) (g)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico. A terbinafina pertence ao grupo alilamínico de substâncias

antifúngicas. Atua sobre a biossíntese do ergosterol, tendo por alvo a esqualeno epoxidase

(EE) fúngica. A EE é uma enzima ligada à membrana e está envolvida na conversão de

esqualeno em esqualeno 2,3-epóxido, que é subsequentemente convertido em lanosterol e

ergosterol. A terbinafina é seletiva para EE fúngica. É ativa contra dermatófitos. Após a

administração, as concentrações persistem no pelo por muito mais tempo do que no plasma

ou em outros líquidos corporais. Por exemplo, as concentrações mantiveram-se no pelo do

gato por mais de 5 semanas após o tratamento.

Indicações e Usos Clínicos

A terbinafina é indicada para o tratamento de infecções por dermatófitos em cães, gatos,

pássaros e alguns animais exóticos. Para dermatófitos em animais, as doses necessárias para

eficácia são muito maiores do que aquelas usadas em humanos. Embora haja experiência

com o uso de terbinafina em animais – principalmente para dermatófitos –, não há

evidência de que este medicamento seja mais efetivo do que outros agentes antifúngicos

orais. Em cães, é usada para infecções pela levedura Malassezia. O tratamento de infecções

com terbinafina em equinos não teve sucesso, provavelmente devido a má absorção.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Vômito é o efeito adverso mais comum. Também é possível a ocorrência de náuseas e

anorexia. As enzimas hepáticas podem estar elevadas em alguns animais.

Hepatotoxicidade é possível, mas não tem sido relatada em decorrência do uso em

animais. Foi observado prurido facial em alguns gatos tratados. Em seres humanos, um

distúrbio persistente do paladar, problemas gastrointestinais e cefaleia foram relatados.

Contraindicações e Precauções


Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O tratamento de cães e gatos requer doses muito maiores, comparadas às doses usadas em

seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A terbinafina está disponível em comprimidos de 250 mg, e em solução tópica e creme

tópico, ambos a 1%.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

terbinafina é ligeiramente solúvel em água e álcool. Quando foram preparadas suspensões

com comprimidos esmagados em um veículo (Ora-Sweet), permaneceu estável por 42 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 30-40 mg/kg, a cada 24 horas (com alimento), por via oral, durante 2-3 semanas.

Gatos

• 30-40 mg/kg/dia, por via oral, durante pelo menos 2 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses efetivas para grandes animais. Não é efetivo para equinos.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais que servem de alimento. Para


estimativas dos intervalos de carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Cloridrato de Tetraciclina

Nomes comerciais e outros nomes

Panmycin, Duramycin em pó e Achromycin V

Medicamentos comercializados no Brasil

Ginovet (v) , Solutetra (v) ,Tetrabion (v) , Tetraciclina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico tetraciclínico. O mecanismo de ação das tetraciclinas é ligar-se à subunidade

ribossomal 30S e inibir a síntese da proteína bacteriana. A ação é dependente de tempo e

contra algumas bactérias tem efeito bacteriostático. A tetraciclina, assim como outros

tetraciclínicos, tem amplo espectro de atividade sobre bactérias, incluindo também alguns

protozoários, Rickettsiae e Ehrlichiae. A resistência é comum. A tigeciclina é uma nova

tetraciclina que possui uma atividade melhor contra bactérias resistentes a outros

antibióticos. Entretanto, não há relatos de seu uso em animais.

Indicações e Usos Clínicos

As tetraciclinas são usadas para tratar uma variedade de infecções, entre as quais infecções

dos tecidos moles, pneumonia e infecções no trato urinário inferior. Outros antibióticos

deste grupo, que são usados com mais frequência em animais são: a oxitetraciclina, a

minociclina e a doxiciclina. Consulte as seções que contêm esses antibióticos para uma lista

mais completa do uso clínico e indicações.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As tetraciclinas em geral podem causar necrose tubular em altas doses. Podem afetar a

formação óssea e dentária em animais jovens. As tetraciclinas estão implicadas na febre

medicamentosa em gatos. Pode ocorrer hepatotoxicidade em altas doses em indivíduos


suscetíveis.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais jovens, pois afeta a formação óssea e dentária.

Interações Medicamentosas

As tetraciclinas se ligam a compostos contendo cálcio, o que diminui a absorção oral. Não

misture com soluções contendo ferro, cálcio, alumínio ou magnésio.

Instruções de Uso

Foram realizados estudos farmacocinéticos e experimentais em pequenos animais, mas não

estudos clínicos. O uso das tetraciclinas em pequenos animais tem sido substituído

principalmente por doxiciclina. A tetraciclina oral mais comum para equinos é a doxiciclina

ou a minociclina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os

pontos de perda de sensibilidade são ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤ 4 μg/mL para

outros microrganismos. Entretanto, com base nas concentrações plasmáticas obtidas,

1 μg/mL ou menos deve ser usada para animais. A tetraciclina é utilizada como marcador

para testar a suscetibilidade a outros antibióticos desta classe, como a odoxiciclina, a

minociclina e a oxitetraciclina. Ao usar tetraciclina para testar a suscetibilidade à

oxitetraciclina em patógenos de bovinos, use um ponto de perda de

suscetibilidade ≤ 2 μg/mL para bactérias suscetíveis. Ao usar a tetraciclina para testar a

suscetibilidade a patógenos de suínos, use um ponto de perda de suscetibilidade de

0,5 μg/mL para bactérias suscetíveis.

Formulações

A tetraciclina é disponibilizada em cápsulas de 250 e 500 mg. Em bolus de 500 mg para

bezerros, em suspensão oral de 100 mg/mL e, em pó, 25 e 324 g do princípio ativo para

cada 0,45 kg do pó.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

tetraciclina tem baixa solubilidade em água. Mas o cloridrato de tetraciclina é mais solúvel

(100 mg/mL). O pH da solução do cloridrato de tetraciclina é aproximadamente 2,0. Será

decomposto se mantido a um pH alcalino. O cloridrato de tetraciclina é instável, e as

preparações compostas são melhor preparadas com a base de tetraciclina como suspensão. A


tetraciclina escurece com a exposição à luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 15-20 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• 4,4-11mg/kg a cada 8 horas por vias intramuscular ou intravenosa.

• Infecção por Rickettsia (cães): 22 mg/kg a cada 8 horas durante 14 dias, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros e Suínos

Para o tratamento de enterite e pneumonia: 11 mg/kg a cada 12 horas, administrada em

água ou em bolus. Quando administrada na água, a dose pode de fato variar entre os

animais, dependendo de sua ingestão hídrica.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência para bovinos e suínos: 5 dias (carne) para o pó oral; 18 dias, 72 horas

(leite), quando usada em bolus intrauterino e de 12, 14 e 24 dias, quando são usados

comprimidos orais, dependendo do produto (verificar rótulo). Formulações no Brasil

recomendam que vacas leiteiras tratadas tenham o leite descartado por 72 horas e período

de carência para o abate de 30 dias.

Cloridrato de Tiamina

Nomes comerciais e outros nomes

Vitamina B 1 , Bewon e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloridrato de tiamina (g)

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação


A vitamina B 1 é usada para o tratamento da deficiência de vitamina. Os complexos

vitamínicos B, com frequência, contêm tiamina (B1), riboflavina, niacinamida e

cianocobalamina B12.

Indicações e Usos Clínicos

A tiamina é usada para prover suplementação de vitamina B1 ou tratar sua deficiência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são raros, pois vitaminas hidrossolúveis são facilmente excretadas.

Contraindicações e Precauções

Administre as soluções de vitamina B1 muito lentamente por via intravenosa, caso use

esta via. A administração intravenosa rápida tem causado reações anafiláticas.

Interações Medicamentosas

O cloridrato de tiamina pode tornar-se incompatível quando misturado com soluções

alcalinizantes.

Instruções de Uso

Os suplementos de vitamina B são administrados geralmente em associação com outras

vitaminas B, como a solução do complexo vitamínico B.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A tiamina está disponível em elixir de 250 μg/5 mL, comprimidos de 5 a 500 mg e em

injeções de 100 e 500 mg/mL.

As soluções aquosas de complexo vitamínico B para injeções geralmente contêm

12,5 mg mg/mL de vitamina B1.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Quando

misturado a outras soluções (p. ex., soluções fluidas), pode resultar em incompatibilidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-100 mg/cão/dia por via oral.

• 12,5-50 mg/cão/dia por vias intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• 5-30 mg/gato/dia por via oral, até uma dose máxima de 50 mg/gato/dia.

• 12,5-25 mg/gato/dia por vias intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Todas as doses estão listadas por animal (dose/animal).

Cordeiros

• 12,5-25 mg/dia por via intramuscular.

Ovinos e Suínos

• 65-125 mg/dia, por via intramuscular.

Bezerros e Potros

• 37,5-65 mg/dia por via intramuscular.

Bovinos e Equinos

• 125-250 mg /dia por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para animais destinados a alimento: 0

Cloridrato de Tocainida

Nome comercial e outros nomes


Tonocard

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiarrítmico. A tocainida é um antiarrítmico de Classe Ib. Assim como outros

medicamentos de Classe I, como a lidocaína, bloqueia os canais de cálcio nos tecidos

cardíacos e inibe a Fase 0 da despolarização para suprimir a despolarização espontânea.

Indicações e Usos Clínicos

A tocainida é um substituto oral para o tratamento e controle de arritmias ventriculares. O

uso em medicina veterinária é incomum. O uso em animais é baseado principalmente na

utilização empírica e na experiência em seres humanos. Não existem estudos clínicos bem

controlados ou sobre eficácia que documentem o sucesso clínico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães, há relatos de anorexia e toxicidade gástrica. Arritmias, vômito e ataxia também

são possíveis. (Em um estudo, 35% dos cães mostraram efeitos gástricos.)

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais que também estejam recebendo betabloqueadores. Não use

em pacientes com bloqueio cardíaco.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

É limitada a experiência com tocainida em animais. Entretanto, estudos clínicos

demonstram eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


As concentrações terapêuticas são de 6-10 μg/mL.

Formulações

A tocainida está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15-20 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.

Gatos

Não foi estabelecida a dose.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de

carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Cloridrato de Tramadol

Nome comercial e outros nomes

Ultram e marcas genéricas. Fora dos EUA, Tramadon e Altadol

Medicamentos comercializados no Brasil

Tramal (h) , Sensitram (h) , Sylador (h) , Cloridrato de Tramadol (g)

Classificação funcional


Analgésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico. O tramadol é uma mistura racêmica (R & S) cujo mecanismo de ação é

complexo, mas este efeito é 10 vezes menor do que o da codeína e 6.000 vezes inferior ao

da morfina. O tramadol também inibe a recaptação da noradrenalina (NA) e da serotonina

(5-HT), e produz efeitos secundários sobre os receptores alfa2-adrenérgicos nas vias da dor.

Um isômero tem maior efeito sobre a recaptação de 5-HT e maior afinidade com receptores

mu de opiáceos. O outro isômero é mais potente para recaptação de NA e menos ativo para

inibição da recaptação de 5-HT. Em conjunto, os efeitos do tramadol podem ser explicados

pela inibição da recaptação de 5-HT, ação sobre os receptores alfa2 e leve atividade sobre os

receptores mu. O tramadol tem até 11 metabólitos. Um metabólito (O-desmetil tramadol,

também chamado de M1) pode ter efeitos opiáceos maiores do que o do composto principal

(p. ex., efeito opiáceo 200-300 vezes maior que o do tramadol), mas ainda menores que o

da morfina. Em animais que produzem este metabólito em quantidades suficientes, alguma

ação analgésica pode ser atribuída aos efeitos mediados por opiáceos decorrentes do

metabólito ativo. Não se demonstrou que os outros metabólitos tenham uma atividade

analgésica ativa. A farmacocinética e os metabólitos do tramadol foram extensamente

estudados em cães, equinos e gatos. A farmacocinética é incompatível com a variação de

eliminação, absorção oral e biotransformação do metabólito ativo, variando entre os estudos

em uma mesma espécie e em espécies diferentes. Alguns estudos mostraram que o

metabólito ativo (M1) em cães é um metabólito menor (10-16% das concentrações de

tramadol), mas em outros estudos os níveis deste metabólito eram muito baixos para serem

quantificados ou inexistentes, e podem não contribuir de maneira significativa para os

efeitos analgésicos. O tramadol tem meia-vida em cães de aproximadamente 1,0-2,7 horas

com absorção oral variável, mas a absorção oral pode chegar a 65%. Em gatos, a meia-vida é

de 3-4 horas e eles produzem concentrações mais altas e mais sustentadas do metabólito

ativo (M1) do que outros animais – presumivelmente devido às diferenças na atividade

enzimática. A concentração do metabólito ativo em gatos está em paralelo com as

concentrações de tramadol. Os equinos produzem apenas baixos níveis ou níveis

indetectáveis do metabólito ativo. Em equinos, a absorção oral é extremamente variável,

indo de 3 a 64%, mas na maioria dos estudos é baixa. Na maioria dos estudos, a meia-vida

em equinos é de aproximadamente 1,5-2,5 horas. Um medicamento com estrutura e

atividade semelhantes às do tramadol é o tapentadol (Nucynta). O tapentadol é usado para

dor moderada em humanos (50-200 mg, a cada 4-6 horas), mas seu uso não foi relatado

em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O tramadol é usado como analgésico em seres humanos, cães, gatos, equinos e espécies


menores (p. ex., coelhos, caprinos). É uma alternativa aos analgésicos opiáceos puros e aos

anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em pacientes que necessitam de tratamento para

dor leve a moderada. Em seres humanos, é considerado um analgésico leve, mas neles a

farmacocinética do tramadol é diferente, comparada à dos animais. Os efeitos clínicos em

seres humanos não podem necessariamente ser extrapolados para animais. Em estudos –

clínicos e experimentais – com animais, os resultados foram inconsistentes para demonstrar

sua eficácia como analgésico. Entretanto, os estudos avaliados variaram quanto à dose, à via

e ao estímulo de dor. Há certa evidência de analgesia após a administração para tratamento

da dor associada a cirurgia eletiva, mas faltam evidências quando são usados modelos

experimentais de dor. Alguns estudos que demonstraram eficácia usaram formulações

injetáveis (2-4 mg/kg), em vez das formas orais. Pode ser mais eficaz quando usado com

AINE ou outros analgésicos, como a cetamina ou agonistas alfa2. O tramadol é administrado

por via epidural (diluído em solução salina) em equinos, cães e gatos (1-2 mg/kg). Embora

alguns analgésicos sejam documentados nesses estudos, os efeitos e a farmacocinética

foram semelhantes aos de outras vias de administração, e supõe-se que o tramadol tenha

rápida distribuição após administração epidural.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em gatos, podem ser observados vômitos, alterações comportamentais, excitação e

midríase, os quais são relacionados com a dose. Tanto euforia como disforia são

observados em gatos. Em equinos, pode haver agitação em pouco tempo

(aproximadamente 20-40 minutos), cabeceio, diminuição da frequência de sons

intestinais, tremores, fasciculações musculares, taquicardia, sudorese e ataxia. Os efeitos

em equinos são mais proeminentes após administração intravenosa rápida, e

minimizados, se a injeção for administrada lentamente durante 10 minutos. Em cães,

efeitos adversos são raros. Observa-se certa sedação, a qual é relacionada com a dose. Os

problemas cardiovasculares ou gastrointestinais em cães são mínimos. Em cães, doses

muito altas podem promover convulsões. Se ocorrerem efeitos adversos, pode-se

antagonizá-los apenas em parte por naloxona.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela com outros medicamentos que tenham efeitos depressores do SNC,

como opiáceos, agonistas alfa2 ou inibidores da recaptação de serotonina (p. ex.,

antidepressivos e medicamentos modificadores de comportamento). O tramadol pode

potencializar suas ações. Os metabólitos podem ser eliminados pela urina. Use com

cautela em animais com doença renal ou distúrbios convulsivos.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Contudo, devido aos múltiplos

efeitos do tramadol (inibidores da recaptação da serotonina, efeitos adrenérgicos e efeitos

opiáceos), é possível a interação com outras substâncias que atuam por meio de

mecanismos semelhantes. A síndrome da serotonina é teoricamente possível quando é

usado com outros inibidores da recaptação da serotonina, mas tais interações não foram

relatadas em animais. É usado com segurança com AINEs. Foi administrado com

anestésicos inalantes sem quaisquer sinais de interação medicamentosa adversa.

Instruções de Uso

As informações de dosagem baseiam-se em estudos experimentais realizados em cães, gatos

e equinos e em alguns estudos clínicos. Na maioria dos animais, são administrados

comprimidos orais de liberação imediata, ou inteiros ou esmagados e misturados com um

veículo. Em alguns países, é disponibilizada uma solução injetável por vias intravenosa,

intramuscular, subcutânea e epidural. Os comprimidos de tramadol de liberação prolongada

são usados em humanos, mas em cães estes comprimidos mostram retardo na absorção e

níveis plasmáticos cinco vezes menores do que em humanos em doses equivalentes (mg/kg).

Portanto, comprimidos de liberação prolongada para humanos podem não ter sucesso em

cães e gatos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. O tramadol não é mensurado rotineiramente,

mas concentrações efetivas são relatadas na variação de 200-400 ng/mL para o tramadol e

de 20-40 ng/mL para seu metabólito ativo (M1).

Formulações

Os comprimidos de tramadol de liberação imediata estão disponíveis em 50 mg; o tramadol

de liberação prolongada estão disponíveis em comprimidos de 100, 200 ou 300 mg. Nos

EUA, não estão disponíveis as formulações injetáveis. Contudo, na Europa e em outros

países, é disponibilizada uma formulação injetável de 50 mg/mL que pode ser diluída ainda

em solução salina a 0,9% para administração intravenosa. As formulações compostas de

tramadol são preparadas em água estéril a uma concentração de 10 mg/mL. Esta solução é

estável por até 1 ano se for armazenada no refrigerador e protegida da luz.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O tramadol

é hidrossolúvel. Quando foi misturado em veículos aquosos, manteve a potência e

permaneceu estável por semanas. Contudo, a estabilidade das formulações compostas que

podem conter flavorizantes e outros excipientes não foi avaliada.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg, a cada 6-8 horas, por via oral. Se estiver disponível em forma injetável,

4 mg/kg, por via intravenosa, a cada 6-8 horas.

Gatos

• Iniciar com 2 mg/kg e aumentar até 4 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral. Quando

as formas injetáveis estiverem disponíveis, também são administradas em doses de

2 mg/kg, por via intravenosa, e de 2-4 mg/kg, por via subcutânea, a cada 8 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2 mg/kg, por via intravenosa (lentamente), e 4-5 mg/kg, por via oral. Em equinos,

o intervalo ótimo de dosagem não é conhecido, mas, devido à curta meia-vida, pode ser

apropriado a cada 6 horas. Não exceder a 2 mg/kg, por via intravenosa, ou 5 mg/kg, por

via oral em equinos.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. A meia-vida em animais é curta, e

podem não ser necessários extensos períodos de carência em animais de produção. Para

estimativas de intervalo de carência em uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo

número1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o cloridrato de tramadol está inserido na lista A2 de substâncias entorpecentes

de uso permitido somente em concentrações especiais, sujeito a notificação de receita

“A”.

Classificação RCI: 2

Cloridrato de Trazodona

Nome comercial e outros nomes

Desyrel e genérico

Medicamentos comercializados no Brasil


Donaren (h)

Classificação funcional

Agente ansiolítico, modificador do comportamento

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A trazodona é um agente ansiolítico. Trata-se de um derivado AMD triazolopiridínico que

pertence ao grupo fenilperazínico de fármacos com ação central. Atua como antagonista do

receptor 2A da serotonina (5-HT 2A ) e como inibidor seletivo da recaptação da serotonina

(ISRS), com pouco efeito sobre a dopamina. Também tem propriedades sedativas

inespecíficas, sendo usada como sedativo e hipnótico. Tem um metabólito ativo que também

pode causar efeitos sobre o receptor de serotonina-1. A ação como antidepressivo e agente

ansiolítico parece ser distinta daquela dos antidepressivos tricíclicos e dos ISRSs. É altamente

biotransformado em seres humanos, mas a biotransformação e a farmacocinética não são

bem compreendidas em animais. A meia-vida é de 6 a 9 horas em seres humanos, mas não

foi estabelecida para cães.

Indicações e Usos Clínicos

A trazodona é usada em cães para eventos que causam ansiedade, como visitas ao

veterinário, trovões, fobias a ruídos, andar de carro, bem como outras fobias e eventos

generalizados de ansiedade. Embora seja útil para aliviar a ansiedade nessas situações, a

trazodona tem um início de atividade retardado, e pode ser imprevisível. Para otimizar os

efeitos, deve ser administrada aproximadamente 1 hora antes do evento indutor de

ansiedade.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Embora tenha uso limitado, a trazodona é empregada em cães sem relatos de efeitos

adversos graves. Pode ter menos efeitos anticolinérgicos do que antidepressivos tricíclicos.

Não produziu efeitos adversos cardíacos nem atividade convulsiva.

Contraindicações e Precauções

Em vista do efeito da trazodona sobre o metabolismo, a recaptação e os receptores da

serotonina, deve ser usada com cautela com outros medicamentos que afetam a

serotonina. Efeitos de síndrome da serotonina não foram observados em cães, mas deve

ser usada com cautela com medicamentos, como os ISRSs (fluoxetina, paroxetina),


antidepressivos tricíclicos (clomipramina), tramadol e inibidores da monoamina oxidase

(segelina).

Interações Medicamentosas

A trazodona é altamente biotransformada pelas enzimas do citocromo P450. Tais

enzimas podem ser inibidas ou induzidas por administração em conjunto com outras

substâncias. Embora não haja relatos de interações medicamentosas específicas para cães,

deve-se ter cautela ao administrar a animais que estejam recebendo outras medicações

que sabidamente afetam as enzimas do citocromo P450.

Instruções de Uso

Inicie com baixa dose (aproximadamente 2 mg/kg) e aumente gradualmente até as doses

maiores, conforme o necessário. Comparada a outros medicamentos modificadores do

comportamento, como os ISRSs, e aos antidepressivos tricíclicos, a trazodona tem efeito mais

rápido. Pode ser administrada 1 hora antes de um conhecido evento deflagrador de

ansiedade em um animal, como trovões, ruídos altos, andar de carro ou a visita ao

veterinário. Pode ser administrada com benzodiazepínicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

Está disponível em comprimidos de 50, 100, 150 e 300 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-5 mg/kg, por via oral, conforme seja necessário, mas geralmente a cada 8 a 24 horas;

ou administre em dose única 1 hora antes do evento que possa deflagrar a ansiedade.

Posologia para Grandes Animais

Não há dose estabelecida para grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

intervalo de carência com uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o cloridrato de trazodona está inserido na Lista C1 de substâncias sujeitas a

controle especial, sendo necessário o uso de receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Trientina

Nome comercial e outros nomes

Syprine

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente quelante. A trientina quela o cobre para aumentar sua eliminação na urina. É mais

potente que a penicilamina.

Indicações e Usos Clínicos

A trientina é usada para quelar o cobre quando o paciente não tolera a penicilamina. O uso

em animais surgiu principalmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos.

Em comparação com a penicilamina, pode provocar menos problemas gastrointestinais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes; pode ser teratogênica.


Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A trientina é usada apenas em pacientes que não podem tolerar a penicilamina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis de cobre nos pacientes tratados.

Formulações

A trientina está disponível em cápsulas de 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-15 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, 1-2 horas antes da alimentação.

Posologia para Grandes Animais

Não há relato de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de

carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Cloridrato de Trifluoperazina

Nome comercial e outros nomes

Stelazine


Medicamentos comercializados no Brasil

Stelazine (h)

Classificação funcional

Antiemético, fenotiazínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fenotiazínico. Tal como outros fenotiazínicos, é um antagonista de ação central da

dopamina (D2) e suprime a atividade da dopamina sobre o SNC para provocar sedação e

prevenir o vômito. Outros fenotiazínicos incluem acepromazina, clorpromazina,

perfenazina, proclorperazina, promazina, propiopromazina e triflupromazina.

Indicações e Usos Clínicos

A trifluoperazina é usada para tratamento da ansiedade, para provocar sedação e também

como antiemético. Trata-se de um sedativo mais fraco que alguns outros fenotiazínicos. Em

humanos, é empregada para tratar transtornos psiquiátricos. O uso em animais derivou

principalmente do emprego empírico e da experiência em humanos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em animais, mas espera-se que sejam semelhantes aos

dos outros fenotiazínicos. Os fenotiazínicos podem diminuir o limiar da convulsão em

animais suscetíveis, embora isto seja controverso no caso da acepromazina. Também

podem causar sedação como um efeito colateral comum e ainda efeitos colaterais

extrapiramidais (movimentos musculares involuntários) em alguns indivíduos.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes hipotensos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Porém, estes fármacos podem

ser sujeitos a interações medicamentosas com o citocromo P450.

Instruções de Uso


Os resultados de estudos clínicos em animais ainda não foram relatados. O uso em animais

(e a posologia) baseia-se na experiência em seres humanos ou na experiência empírica com

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A trifluoperazina está disponível em solução oral de 10 mg/mL; comprimidos de 1, 2, 5 e

10 mg; e em solução injetável a 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A

trifluoperazina é hidrossolúvel e ligeiramente solúvel em etanol. Oxida-se rapidamente, se

for exposta ao ar ou à luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,03 mg/kg, a cada 12 horas, por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de

carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723.)

No Brasil, o cloridrato de trifluoroperazina está listado como substância de controle

especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Cloridrato de Verapamil

Nomes comerciais e outros nomes


Calan ® e Isoptin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dilacoron (h) , Cloridrato de Verapamil (g)

Classificação funcional

Antagonista de canais de cálcio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento bloqueador dos canais de cálcio do grupo dos não di-hidropiridínicos. O

verapamil bloqueia a entrada do cálcio nas células através do bloqueio dos canais lentos

dependentes de voltagem. O verapamil provoca vasodilatação, cronotropismo negativo e

efeitos inotrópicos negativos.

Indicações e Usos Clínicos

O verapamil é utilizado para controle de arritmias supraventriculares. O uso do verapamil

diminuiu devido a seus efeitos adversos, que praticamente o tornaram um medicamento

em desuso. Desta classe, o medicamento de preferência para uso em animais geralmente é o

diltiazém.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos incluem hipotensão, depressão cardíaca, bradicardia e bloqueio AV.

Em alguns pacientes, pode causar anorexia. O verapamil pode causar parada cardíaca

súbita após administração intravenosa em alguns pacientes.

Contraindicações e Precauções

Não utilize em pacientes que apresentem insuficiência cardíaca congestiva

descompensada ou bloqueio cardíaco avançado. Não é bem tolerado em gatos.

Interações Medicamentosas

O verapamil, assim como outros medicamentos bloqueadores dos canais de cálcio, está

sujeito à interação com outros medicamentos que interferem nas bombas de membranas

(p-glicoproteína) ligadas à resistência a múltiplos fármacos (MDR, na sigla em inglês) e

enzimas do citocromo P450 (ver no Apêndice listas de medicamentos que provocam

interferências).


Instruções de Uso

O diltiazém é preferido ao verapamil em pacientes com insuficiência cardíaca devida a

menor depressão miocárdica. A formulação oral não é suficientemente absorvida (do

estereoisômero ativo) para efeitos adequados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento.

Formulações

O verapamil está disponível em comprimidos de 40, 80 e 120 mg e em solução injetável de

2,5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O verapamil

é solúvel em água. As soluções aquosas são estáveis por 3 meses. A estabilidade máxima

ocorre com pH de 3,6. Pode ser misturado a soluções de infusão, pois é compatível. As

suspensões preparadas para administração oral são, aparentemente, estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,05 mg/kg a cada 10-30 minutos, por via intravenosa (a dose máxima calculada é de

0,15 mg/kg). Não foi estabelecida dose oral.

Gatos

Não se recomenda o uso nesta espécie.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 4


Cloridrato de Xilazina

Nomes comerciais e outros nomes

Rompun ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Anasedan (v) , Dorcipec (v) , Rompun (v) , Sedazine (v) , Virbaxyl 2% (v)

Classificação funcional

Agonista alfa2-adrenérgico, analgésico, sedativo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2 diminuem a liberação de neurotransmissores

neuronais. Eles diminuem a transmissão por se ligarem aos receptores alfa2 pré-sinápticos

(receptores de feedback negativo). O resultado são diminuição do fluxo simpático, analgesia,

sedação e anestesia. Essa classe de medicamentos também inclui a medetomidina, a

dexmedetomidina, a romifidina, a detomidina e a clonidina. A xilazina não é tão específica

quanto outros medicamentos desse grupo. Os estudos de ligação em receptores indicam que

a seletividade alfa2/alfa1 em receptores adrenérgicos é de 1.620 para a medetomidina e

160 para a xilazina.

Indicações e Usos Clínicos

A xilazina é utilizada para sedação de curta duração, anestesia e analgesia em equinos, cães,

gatos, bovinos e animais exóticos. Assim como outros agonistas alfa2, é utilizada como

adjunto anestésico e como analgésico. A duração do efeito é de aproximadamente 30

minutos. Comparadas à xilazina, a dexmedetomidina e a medetomidina produzem melhor

sedação e analgesia em cães. A romifidina produz efeitos sedativos mais longos, seguida pela

detomidina, pela medetomidina e pela xilazina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em pequenos animais, vômito é o efeito adverso agudo mais comum, o qual é mais

proeminente em gatos. A xilazina produz sedação e ataxia. Assim como outros agonistas


alfa 2 , a xilazina diminui a condução simpática. Pode ocorrer depressão cardiovascular.

Os efeitos cardíacos incluem bloqueio sinoatrial, bloqueio atrioventricular de primeiro e

segundo graus, bradicardia e arritmia sinusal. Em ruminantes, o uso de xilazina diminui

a motilidade gástrica e causa timpanismo, salivação e regurgitação. Note que os bovinos,

ovinos e caprinos são muito mais sensíveis à xilazina do que outros animais, o que exige

diminuição da dose. Tal como outros agonistas alfa 2 , a xilazina provoca hiperglicemia

transitória que pode aumentar o fluxo urinário.

Contraindicações e Precauções

Os ruminantes são muito mais sensíveis à xilazina do que outras espécies, e necessitam de

doses baixas, em comparação com outros animais. Use com cautela em fêmeas prenhes. A

xilazina prejudica o fluxo sanguíneo uterino durante a gestação em vacas e pode

diminuir o aporte de oxigênio para o feto, especialmente no final da gestação. Também

pode induzir o parto. Use com cautela, se necessário, em pacientes com doença cardíaca.

Devido ao risco de depressão cardíaca, não deve ser utilizada normalmente com

tranquilizantes, como fenotiazínicos. Os efeitos da xilazina podem ser revertidos com

antagonista alfa2 (p. ex., ioimbina ou atipamezol), no caso de existirem efeitos adversos

perigosos.

Interações Medicamentosas

O uso concomitante com analgésicos opioides aumenta bastante a depressão do SNC.

Considere a redução da dose caso se decida administrar junto com opioides. Não

administre junto com outros medicamentos que provoquem depressão cardíaca

significativa.

Instruções de Uso

A xilazina é sempre utilizada em associação com outros medicamentos (p. ex., cetamina ou

butorfanol). Não é necessário medicar previamente os animais com atropina. Para grandes

animais, se a sedação for necessária sem o uso de decúbito, utilize a menor dose do intervalo

de doses.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante a anestesia com xilazina. Este

medicamento pode causar aumento da glicose plasmática em alguns animais.

Formulações

A xilazina está disponível em solução injetável de 20 e 100 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,1 mg/kg, por via intravenosa.

• 2,2 mg/kg, por via intramuscular.

• Tratamento da dor por curto período: 0,1-0,5 mg/kg, por via intramuscular, intravenosa

ou subcutânea.

Gatos

• 1,1 mg/kg, por via intramuscular.

• Dose emética: 0,4-0,5 mg/kg, por via intravenosa.

• Tratamento da dor por curto período: 0,1-0,5 mg/kg, por via intramuscular, intravenosa

ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1-2 mg/kg, por via intramuscular.

• 0,5-1,1 mg/kg, por via intravenosa.

• Para dor causada por cólica: 0,3-0,5 mg/kg, por via intravenosa (150-250 mg, por via

intravenosa, para equinos de tamanho médio).

Suínos

• 0,5-3 mg/kg, por via intramuscular. (Nessa espécie, use em associação com outros

medicamentos, como, por exemplo, 2 mg/kg de xilazina + 10 mg/kg de cetamina,

administrados por via intramuscular.) Não é confiável seu uso isolado.

Bovinos

• 0,1-0,2 mg/kg, por via intramuscular.

• 0,03-0,1 mg/kg, por via intravenosa.

Ovinos


• 0,1-0,3 mg/kg, por via intramuscular.

• 0,05-0,1 mg/kg, por via intravenosa.

Caprinos

• 0,05-0,5 mg/kg, por via intramuscular.

• 0,01-0,5 mg/kg, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos: na dose de 0,016-0,1 mg/kg, 5 dias para carne e

72 horas para leite. Nas doses de 0,05-0,3 mg/kg, 10 dias para carne e 120 horas para leite.

No Canadá, recomendam-se 3 dias para carne e 48 horas para leite, enquanto no Reino

Unido a recomendação é de 14 dias para carne e 48 horas para leite. (Caso a ioimbina seja

utilizada para reversão do efeito, respeite um período de carência de 7 dias para carne e 72

horas para leite.)

Classificação RCI: 3

Cloridrato de Zilpaterol

Nome comercial e outros nomes

Zilmax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agonista β-adrenérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O zilpaterol é um agonista adrenérgico dos receptores beta (β) sintético. Assemelha-se a

outros agonistas β em algumas atuações por produzir efeitos similares aos da noradrenalina.

O zilpaterol é administrado na alimentação para bovinos, como promotor de crescimento e

para melhorar a conversão alimentar. Tal como outros agonistas β-adrenérgicos, o zilpaterol

estimula os receptores β 2- adrenérgicos na musculatura e promove ganho muscular com

menor síntese de gordura. Assim, quando administrado ao gado em níveis aprovados, o

zilpaterol aumenta a eficiência alimentar e melhora o ganho de peso muscular. Em estudos


clínicos, aumentou consideravelmente a massa do músculo esquelético e a área transversal

dos músculos individuais.

Indicações e Usos Clínicos

O zilpaterol é utilizado na alimentação de bovinos (medicação alimentar Tipo A - EUA) para

melhorar o ganho de peso e a massa muscular. Foi aprovado em outros países durante

muitos anos e recentemente foi aprovado para uso nos EUA.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Tal como outros agonistas β-adrenérgicos, o zilpaterol, em altas doses, pode causar

problemas cardiovasculares associados a aumento da estimulação dos receptores.

Contraindicações e Precauções

Efeitos adversos graves como taquicardia, tremores e fasciculações musculares são

observados em equinos. O zilpaterol não deve ser administrado a equinos, e devem ser

tomadas precauções a fim de garantir que esses animais não sejam acidentalmente

expostos ao tratamento com zilpaterol na alimentação de bovinos.

Uma vez que os agonistas β-adrenérgicos, tais como o clembuterol, são usados de

forma inadequada por seres humanos com o intuito de promover ganho muscular e

perda de gordura, existem evidências de que o mesmo uso abusivo possa ocorrer com o

zilpaterol.

A bula deve trazer, entre outras, as seguintes informações: (a) Não permitir o acesso

de cavalos e outros equinos à alimentação que contenha zilpaterol. (b) Não utilizar em

animais destinados à reprodução. (b) Não utilizar em novilhos.

Interações Medicamentosas

Use com cautela quando administrado a animais que estejam recebendo outros

medicamentos adrenérgicos.

Instruções de Uso

O zilpaterol é utilizado para aumentar a taxa de ganho de peso, aumentar a eficiência da

alimentação e aumentar a carne magra da carcaça em bovinos alimentados em

confinamento para abate durante os últimos 20 a 40 dias de criação. A alimentação

acrescida do medicamento deve ser contínua e única nos últimos 20 a 40 dias de

confinamento.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

Os artigos de medicação Tipo A contêm 21,77 g de cloridrato de zilpaterol por 0,45 kg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Não foram estabelecidas doses para pequenos animais. Não há uso estabelecido para

pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Não administre a equinos.

Dose para bovinos: 6,8 g/tonelada na alimentação para fornecer 60 a 90 mg de

cloridrato de zilpaterol por cabeça de gado por dia.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos destinados ao abate: 3 dias.

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fenotiazínico. Tal como outros fenotiazínicos, é um antagonista de ação central da

dopamina (D2) e suprime a atividade da dopamina sobre o SNC para provocar sedação e

prevenir o vômito. Outros fenotiazínicos incluem acepromazina, clorpromazina,

perfenazina, proclorperazina, promazina, propiopromazina e triflupromazina.

Indicações e Usos Clínicos

A trifluoperazina é usada para tratamento da ansiedade, para provocar sedação e como

antiemético. Trata-se de um sedativo mais fraco que alguns outros fenotiazínicos. Em

humanos, é empregada para tratar transtornos psiquiátricos. O uso em animais derivou

principalmente do emprego empírico e da experiência em humanos.


Clorotiazida

Nome comercial e outros nomes

Diuril

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam, há diversas formas farmacêuticas da hicroclorotiazida de uso humano

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Diurético da classe das tiazidas. Estes fármacos são pouco utilizados em medicina

veterinária. Entre eles, incluem-se a hidroclorotiazida e a clorotiazida. Estes medicamentos

são análogos das sulfonamidas e compartilham propriedades clínicas similares, mas sua

farmacocinética não foi bem descrita em animais. As tiazidas inibem o cotransporte de

Na/Cl no lado luminal do túbulo distal renal. Ao inibir este cotransportador, a reabsorção de

Na + e Cl - é bloqueada, levando à diurese de sódio e água. Por sua ação no túbulo distal,

estes fármacos são menos diuréticos (menos eficazes) do que os diuréticos de alça.

Indicações e Usos Clínicos

O uso da clorotiazida em animais é incomum. Em humanos, a clorotiazida é empregada

principalmente para o tratamento da hipertensão. Em animais, é utilizada para o tratamento

da hipercalciúria (aumento da concentração urinária de cálcio que pode levar à formação

de cálculos).

A clorotiazida inibe a reabsorção de sódio nos túbulos renais distais, fazendo com que a

urina fique mais diluída.

Por reduzir a excreção renal de cálcio, é também usada na prevenção de urólitos

contendo cálcio. Os esquemas terapêuticos usados são empíricos ou derivados da

extrapolação de doses em humanos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A clorotiazida pode provocar desequilíbrio eletrolítico, como hipocalemia.


Contraindicações e Precauções

Estes medicamentos aumentam a absorção de cálcio por reduzir a concentração

intracelular de sódio, elevar a troca de Na + /Ca ++ e diminuir a excreção de Ca ++ na

urina. Nunca devem ser usados em indivíduos com hipercalcemia.

Interações Medicamentosas

Evite a administração de cálcio e suplementos de vitamina D.

Instruções de Uso

A clorotiazida não é tão eficaz quanto os diuréticos de alça (p. ex., furosemida).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A concentração de eletrólitos deve ser monitorada durante a terapia crônica.

Formulações

A clorotiazida é comercializada em comprimidos de 250 e 500 mg, suspensão oral a

50 mg/mL e solução injetável contendo 500 mg (com manitol).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As

soluções reconstituídas são estáveis por 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 20-40 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso

extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).


Classificação RCI: 4

Clorpromazina

Nomes comerciais e outros nomes

Thorazine e Largactil

Medicamentos comercializados no Brasil

Amplictil (h)

Classificação funcional

Antiemético, fenotiazínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Tranquilizante/antiemético fenotiazínicos. A clorpromazina é um antagonista da dopamina

de ação central. Inibe a ação da dopamina como neurotransmissor, o que produz alguns

efeitos centrais similares aos da acepromazina e certa ação antiemética.

Indicações e Usos Clínicos

O uso em animais é, principalmente, empírico. Não existem estudos clínicos ou ensaios de

eficácia bem-controlados para documentar sua ação. A clorpromazina é mais

frequentemente utilizada como antiemético de ação central para o tratamento de doenças

que provocam vômitos por este mecanismo. É também usada na sedação e na pré-anestesia,

embora a acepromazina seja empregada em frequência muito maior.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Provoca sedação. Como a acepromazina, pode causar bloqueio alfa-adrenérgico e

vasodilatação, mas este efeito não é bem documentado quanto o provocado pela

acepromazina. Em alguns animais, pode ter ação anticolinérgica. Embora existam relatos

de que as fenotiazinas reduzem o limiar convulsivo em alguns animais, tal fenômeno não

foi demonstrado em estudos retrospectivos realizados com acepromazina em animais

nem especificamente relacionado à clorpromazina. Como outros fenotiazínicos, pode

provocar efeitos colaterais extrapiramidais (movimentos musculares involuntários) em

alguns indivíduos. Em equinos, causa reações adversas indesejáveis, incluindo


agressividade.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais portadores de doenças convulsivas e suscetíveis à

hipertensão. Evite o uso em equinos.

Interações Medicamentosas

A clorpromazina potencializa a ação de outros sedativos.

Instruções de Uso

A clorpromazina é usada no tratamento dos vômitos provocados por toxinas, medicamentos

ou doenças gástricas. Doses superiores às listadas a seguir foram empregadas na

quimioterapia (2 mg/kg a cada 3 horas por via subcutânea).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A clorpromazina é comercializada em solução injetável a 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

descoloração discreta não afeta a estabilidade do medicamento. Há certa perda quando a

clorpromazina é armazenada em frascos de polivinil cloreto (plástico mole).

Posologia para Pequenos Animais

Todas as doses listadas são administradas em uma única injeção

Cães

• 0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• 0,2-0,4 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou subcutânea, chegando a

0,5 mg/kg a cada 8 horas por via intramuscular ou subcutânea.


Posologia para Grandes Animais

Equinos: evite o uso

Bovinos

• 0,22 mg/kg por via intravenosa ou 1,1 mg/kg por via intramuscular, em dose única.

Ovinos e Caprinos

• 0,55 mg/kg por via intravenosa ou 2,2 mg/kg por via intramuscular, em dose única.

Suínos

• 0,5 mg/kg, por via intramuscular, em dose única.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso

extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no

número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, a clorpromazina está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 2

Clortetraciclina

Nomes comerciais e outros nomes

Anaplasmosis block, Aureomicina pó solúvel, Aureomicina comprimidos, Aureomicina

comprimidos solúveis para bezerros, Calf Scour Bolus, Fermycin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Corciclen (h) , Clortetraciclina 20 Premix (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antibacteriano da classe das tetraciclinas. Inibe a síntese proteica bacteriana por interfir no

alongamento de peptídeos nos ribossomos. A clortetraciclina é um agente bacteriostático

com amplo espectro de ação, incluindo bactérias Gram-positivas e micoplasmas. A maioria

dos bacilos Gram-negativos, principalmente bactérias entéricas (p. ex., E. coli) de

Enterobacteriaceae é resistente.

Indicações e Usos Clínicos

Amplo espectro de ação. É usada para o tratamento de infecções de rotina e aquelas

provocadas por patógenos intracelulares. No entanto, a clortetraciclina é mal absorvida

quando administrada por via oral, e outras tetraciclinas são preferidas para o tratamento

sistêmico de infecções. O uso mais comum da clortetraciclina é como aditivo alimentar para

controle de infecções respiratórias e entéricas em gado. Seu uso clínico em pequenos

animais e equinos é raro.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A clortetraciclina pode se ligar a ossos e dentes de animais jovens. Altas doses provocam

lesão renal. Em equinos, a administração oral do medicamento pode provocar diarreia.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais jovens, exceto quando permitido pela bula em suínos e bovinos

jovens.

Interações Medicamentosas

A clortetraciclina, como outras tetraciclinas, se liga a cátions quando administrada por via

oral, o que impede sua absorção. A absorção oral do medicamento é reduzida pela

administração concomitante de cálcio, zinco, alumínio, magnésio e ferro.

Instruções de Uso

A clortetraciclina não é usada para o tratamento sistêmico de pequenos animais, e, assim

como a maioria das demais tetraciclinas, foi substituída pela doxiciclina. A clortetraciclina é

utilizada principalmente na forma de pó, adicionada ao alimento e à água de bebida do

gado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute), o ponto de


perda de suscetibilidade é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e de ≤ 4 μg/mL para os demais

microrganismos. A tetraciclina é usada como marcador no teste de suscetibilidade a outros

antibacterianos, como a doxiciclina, a minociclina e a oxitetraciclina.

Formulações

A clortetraciclina é comercializada como aditivo alimentar em pó em concentração de

56 g/kg e 142 g/kg. É também comercializada, como Anaplasmosis block, a 5,6 g/kg e em

comprimidos de 25 e 500 mg (os premixes apresentam diversas concentrações de

clortetraciclina).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture a íons que podem quelar tetraciclinas (cálcio, magnésio, ferro, alumínio etc.).

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 25 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Profilaxia da anaplasmose: 0,36-0,7 mg/kg/dia (aproximadamente um bloco para cada

10 animais).

• Comprimidos: 11 mg/kg a cada 12 horas por 3-5 dias por via oral.

• Aditivo alimentar em pó: 22 mg/kg/dia, adicionados à água. A dose real será afetada

pelo consumo de alimento e água de cada animal.

Suínos

• Aditivo alimentar em pó: 22 mg/kg/dia, adicionados à água. A dose real será afetada

pelo consumo de alimento e água de cada animal.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência do tratamento em bovinos de corte: Variam conforme o produto, de 1,

2, 5 e 10 dias. A maioria dos produtos recomenda o intervalo de 1 dia.

Período de carência do tratamento em suínos (carne): 1-5 dias.


Note que os intervalos de interrupção da terapia com clortetraciclina podem variar

consideravelmente de um produto a outro. Consulte a bula do produto para determinar

o intervalo exato.

Closilato de Tênio

Nome comercial e outros nomes

Canopar

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. O tênio é um medicamento antiparasitário com ação

específica contra ancilóstomos.

Indicações e Usos Clínicos

O closilato de tênio é usado para tratar as formas adultas da espécie Ancylostoma caninum e

Uncinaria stenocephala (ancilóstomos).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O tênio pode ocasionalmente causar vômitos após a administração oral.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso


O comprimido é amargo, caso se rompa o revestimento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as amostras fecais para evidência de parasitas.

Formulações

O closilato de tênio é disponibilizado em comprimidos de 500 mg (preparação veterinária).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Cães com peso > 4,5kg: 500 mg por via oral 1 vez e repetir em 2-3 semanas.

• Cães com peso de 2,5-4,5 kg (meio comprimido), 2 vezes/dia por via oral durante 1 dia;

repetir em 2-3 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Cloxacilina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

Cloxapen, Orbenin e Tegopen

Medicamentos comercializados no Brasil

Cloxambiotic (associação) (v) , Intramast (associação) (v) , Mastyclox-L (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antibacteriano betalactâmico. Inibe a síntese de parede bacteriana por associação a

proteínas ligantes de penicilinas. A cloxacilina apresenta espectro e atividade similar à

amoxicilina, exceto por ser resistente à enzima betalactamase produzida por Staphylococcus.

Seu espectro é limitado a bactérias Gram-positivas, principalmente estafilococos. Espécies de

Staphylococcus resistentes à meticilina também são resistentes à cloxacilina.

Indicações e Usos Clínicos

O espectro da cloxacilina inclui bacilos Gram-positivos, incluindo cepas de Staphylococcus

produtoras de betalactamase. É, portanto, usada para o tratamento de infecções

estafilocócicas em animais, incluindo piodermites. Dada a disponibilidade de outros

betalactâmicos para tratamento de infecções por Gram-positivos, como aquelas provocadas

por Staphylococcus, a cloxacilina é pouco utilizada em pequenos animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais das penicilinas são, mais comumente, causados por alergia ao

medicamento, que pode ir da anafilaxia aguda a outros sinais de reações alérgicas

quando administradas por outras vias. Quando administradas por via oral, principalmente

em altas doses, pode-se observar diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture a

outros medicamentos, dado o risco de inativação.

Instruções de Uso

As doses são empíricas ou extrapoladas de estudos conduzidos em humanos. Não há estudos

de eficácia em cães e gatos. A absorção após a administração oral é baixa; se possível,

o medicamento deve ser tomado em jejum.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Cultura e antibiograma: Use a oxacilina como guia para o antibiograma.

Formulações


A cloxacilina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg e solução oral a 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 20-40 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência do tratamento em vacas leiteiras (uso intramamário) para leite: 30 dias

no tratamento de vacas secas.

Períodos de carência do tratamento para carne: 10 dias para carne e 48 horas para leite

no tratamento de vacas em lactação.

No Brasil, consulte a bula para estabelecimento dos períodos de carência, uma vez que

existe a comercialização da cloxacilina com outros antibióticos.

Codeína

Nomes comerciais e outros nomes

Genéricos, fosfato de codeína e sulfato de codeína

Medicamentos comercializados no Brasil

Codein (h)

Classificação funcional

Analgésico, opioide, antitussígeno

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Agonista opioide, analgésico. Seu mecanismo de ação é similar ao da morfina, exceto por

apresentar 1/10 de sua potência. A codeína é extensamente biotransformada. Em cães, sua

absorção oral é baixa (< 5%), mas é rapidamente convertida a outros metabólitos que

podem ter ação analgésica, como as formas glicuronizadas da codeína. O fármaco e talvez

alguns de seus metabólitos, se liga a receptores opioides um e kappa nos nervos, inibindo a

liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão do estímulo doloroso (como a

Substância P). Pode também inibir a liberação de alguns mediadores inflamatórios. Os

efeitos sedativos centrais e eufóricos estão relacionados à ação sobre receptores mu cerebrais.

Indicações e Usos Clínicos

A codeína, associada ou não ao paracetamol (acetaminofeno), é indicada ao tratamento da

dor moderada. É também usada como antitussígeno. Apesar do amplo uso da codeína em

humanos, sua eficácia em animais como analgésico e antitussígeno não foi estabelecida. Em

cães, sua absorção após a administração oral é baixa. Uma vez que uma pequena parcela da

codeína é convertida à morfina (apenas 10% em humanos) e a duração dos efeitos deste

medicamento em cães é pequena, a eficácia clínica da codeína nestes animais pode ser

questionável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da codeína são previsíveis e inevitáveis,

incluindo sedação, constipação e bradicardia. Em altas doses, observa-se depressão

respiratória.

Contraindicações e Precauções

Substância controlada em Esquema II. O uso crônico está relacionado à tolerância e

dependência. Em cães, altas doses (comprimido de 60 mg com paracetamol) podem

provocar sedação. Gatos são mais suscetíveis à excitação do que as demais espécies.

Algumas formulações podem conter outros ingredientes (p. ex., paracetamol) que não

devem ser administradas a gatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, potencializa os

efeitos de outros sedativos e depressores do sistema nervoso central.

Instruções de Uso

A codeína é comercializada como comprimidos de sulfato de codeína e fosfato de codeína.


As doses listadas para analgesia são consideradas iniciais; alguns pacientes podem precisar de

doses maiores, dependendo do grau de tolerância ou limiar doloroso. Quando associada ao

paracetamol, o comprimido de dosagem elevada (contendo 60 mg de codeína) tende a

provocar sedação em cães (peso corpóreo de 20-30 kg) e, assim, a administração de dose

menor (contendo 30 mg) é recomendada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente

precise ser tratada quando provocada por um opioide, se necessário, a atropina pode ser

administrada. Em caso de grave depressão respiratória, a ação do opioide pode ser revertida

por meio da administração de naloxona.

Formulações

A codeína é comercializada em comprimidos de 15, 30 e 60 mg, xarope a 5 mg/mL e

solução oral a 3 mg/mL. Há também formulações com paracetamol.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Analgesia: 0,5-1 mg/kg a cada 4-6 horas por via oral.

• Antitussígeno: 0,1-0,3 mg/kg a cada 4-6 horas por via oral.

Gatos

• Analgesia: 0,5 mg/kg a cada 6 horas por via oral. Aumente a dose conforme necessário,

para controle da dor.

• Antitussígeno: 0,1 mg/kg a cada 6 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Medicamento controlado, nos Estados Unidos, pelo DEA. Esquema II; algumas formulações

antitussígenas são controladas em Esquema IV.

No Brasil, a codeína está listada como substância entorpecente de uso permitido

somente em concentrações especiais (lista A2) sujeita a notificação de Receita “A”.

Classificação RCI: 1

Colchicina

Nomes comerciais e outros nomes

Colcrys e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Colchis (h)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anti-inflamatório. Inibe a fibrose e a formação de colágeno.

Indicações e Usos Clínicos

Em humanos, a colchicina é usada para o tratamento da gota. Em animais, é usada como

agente antifibrótico, para redução de fibrose e do desenvolvimento de insuficiência

hepática (possivelmente pela inibição da formação do colágeno). Seus efeitos antiinflamatórios

podem ser provocados pela inibição da migração de neutrófilos e células

mononucleares. Os efeitos antifibróticos são causados pelo bloqueio da movimentação

transcelular de proteínas mediada por microtúbulos e pela inibição da secreção de moléculas

pró-colágeno na matriz. Em medicina veterinária, é também usada no controle da

amiloidose. Em cães da raça Shar Pei, a colchicina é usada para o tratamento da síndrome

febril, possivelmente devido a sua ação no tratamento de seres humanos com Febre do

Mediterrâneo.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, dor abdominal e diarreia. A colchicina


pode causar dermatite em humanos, mas isto não foi observado em cães e gatos.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gestantes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses são empíricas. Não há estudos bem-controlados de eficácia nas espécies

veterinárias.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A colchicina é comercializada em comprimidos de 600 μg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,01-0,03 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).


Corticotropina

Nomes comerciais e outros nomes

Acthar

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Corticotropina (ACTH). A corticotropina é um hormônio peptídico natural, composto por 39

aminoácidos. A formulação é preparada em gel para injeção. Estimula a síntese normal de

cortisol e outros hormônios do córtex adrenal.

Indicações e Usos Clínicos

O ACTH é usado com fins diagnósticos para avaliação da função adrenal. Outro produto

sintético similar, a cosintropina, é utilizado com a mesma finalidade. A disponibilidade do

Acthar gel é limitada, e a cosintropina frequentemente o substitui. Formulações compostas

podem não ser equivalentes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A ocorrência de efeitos colaterais é improvável quando administrada em injeção única

para fins diagnósticos.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intravenosa.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.

Instruções de Uso


As doses são estabelecidas pela medida da resposta adrenal normal em animais.

Veja também Cosintropina, que é ocasionalmente preferida para o uso clínico. No entanto, a

disponibilidade e o custo da cosintropina e do ACTH são fatores que geralmente

determinam qual das duas substâncias será administrada a pequenos animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de cortisol. A resposta do cortisol após a administração de ACTH

deve ser a seguinte:

Cães: 5,5-20,0 μg/dL; resultados > 20,0 μg/dL são consistentes com

o hiperadrenocorticismo.

Gatos: 4,5-15,0 μg/dL; resultados > 15,0 μg/dL são consistentes com

o hiperadrenocorticismo.

Após o tratamento do hiperadrenocorticismo (p. ex., com mitotano), a resposta deve ser

de 1-5 μg/dL.

Formulações

O ACTH é comercializado em gel a 80 unidades internacionais (UI)/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Teste de resposta ao ACTH: Colete a amostra pré-administração de ACTH e injete

2,2 UI/kg por via intramuscular. Colete a amostra pós-ACTH depois de 2 horas.

Gatos

• Teste de resposta ao ACTH: Colete a amostra pré-administração de ACTH e injete

2,2 UI/kg por via intramuscular. Colete a amostra pós-ACTH depois de 1,5 e 2 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco de

resíduos, não há intervalos de carência do tratamento sugeridos para animais de produção.

Cosintropina

Nomes comerciais e outros nomes

Cortrosyn, Corticotropina sintética, Tetracosactrin e Tetracosactide

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A cosintropina é uma forma sintética do hormônio peptídico corticotropina (ACTH). Em

bulários internacionais, é também conhecida como Tetracosactrin e Tetracosactide. A

cosintropina é uma solução aquosa, enquanto o ACTH é um gel. Assim, a cosintropina, mas

não o ACTH, pode ser administrada por via intravenosa. A administração de cosintropina

estimula a secreção de cortisol pelas adrenais e também de hormônios sexuais originários

destas glândulas.

Indicações e Usos Clínicos

A cosintropina é usada com fins diagnósticos para avaliação da função adrenal. A secreção

máxima de cortisol ocorre em 60-90 minutos. É administrada com a mesma finalidade do

que o ACTH, mas, em seres humanos, é preferida em relação ao gel de ACTH, por ser menos

alergênica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A ocorrência de efeitos colaterais é improvável quando administrada em injeção única

para fins diagnósticos. Em seres humanos, a cosintropina é preferida em relação ao gel de

ACTH, por ser menos alergênica.

Contraindicações e Precauções

Em cães, a dose máxima de cosintropina é de 250 μg.


Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Uso apenas para fins diagnósticos; a cosintropina não deve ser empregada para o tratamento

do hipoadrenocorticismo. A cosintropina é preferida ao gel de ACTH por ser comercializada

em uma formulação que é mais fácil de usar em cães e gatos. Em cães, a cosintropina é

administrada em dose de 5 μg/kg por via intravenosa ou intramuscular e 250 μg/cão por

via intramuscular. Todos os três protocolos produzem resultados similares e injeções

intramusculares são tão eficazes quanto intravenosas. Formulações compostas de ACTH

podem provocar resultados similares 60 minutos após a administração, mas são capazes de

reduzir as concentrações de cortisol aos 90 e 120 minutos em relação ao produto comercial.

O Cortrosyn reconstituído pode ser dividido em alíquotas de 50 μg (frasco de 250 μg em

5 alíquotas) ou 25 μg (frasco de 250 μg em 10 alíquotas) e congelado em seringas plásticas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de cortisol. A resposta do cortisol após a administração de ACTH

deve ser a seguinte:

Cães: 5,5-20,0 μg/dL; resultados > 20,0 μg/dL são consistentes com o

hiperadrenocorticismo. Mais especificamente, valores de 5,5-17 μg/dL, normais, 17-

25 μg/dL, limítrofes, 25-30 μg/dL, sugestivos e > 30 μg/dL indicam alta probabilidade de

hiperadrenocorticismo.

Em caso de monitoramento de hormônios sexuais de origem adrenal, uma amostra

deve ser coletada para análise 60 minutos após a administração.

Gatos: 4,5-15,0 μg/dL; resultados > 15,0 μg/dL são consistentes com

o hiperadrenocorticismo.

Após o tratamento do hiperadrenocorticismo (p. ex., com mitotano), a resposta deve ser

de 1-5 μg/dL.

Formulações

A cosintropina é comercializada em frascos de 250 μg.

Estabilidade e Armazenamento

Após preparada, esta formulação pode ser mantida em refrigerador por 4 meses. A

cosintropina congelada pode ser armazenada em alíquotas, como, por exemplo, em seringas

pequenas, a −20 °C, por até 6 meses. Algumas formulações compostas são estáveis e

produziram resultados estáveis em amostras de 60 minutos, mas podem gerar dados


menores em amostras de 120 minutos do que o produto comercial.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Teste de resposta: Colete a amostra pré-cosintropina e injete 5 μg/kg por via intravenosa

ou intramuscular e faça nova coleta de amostras aos 30 e 60 minutos ou apenas aos

60 minutos. Em cães, a dose máxima deve ser de 250 μg. As seguintes orientações

podem ser usadas: menos de 5 kg, 25 μg; 5-10 kg, 50 μg; 10-15 kg, 75 μg; 15-20 kg,

100 μg; 20-25 kg, 125 μg; 25-30 kg, 150 μg; 30-40 kg, 200 μg; 40-50 kg, 225 μg; e

mais do que 50 kg, 250 μg (1 frasco).

Gatos

• Teste de resposta: Colete a amostra pré-cosintropina e injete 125 μg (0,125 mg) por

gato por via intravenosa ou intramuscular e faça nova coleta de amostras aos 60 e

90 minutos após a administração intravenosa ou aos 30 e 60 minutos após a

administração intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Não recomendado como teste confiável em equinos.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco

de resíduos, não há intervalos de carência do tratamento sugeridos para animais de

produção.


D

Dacarbazina

Nome comercial e outros nomes

DTIC ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dacarb (h) , DTI (h)

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A dacarbazina é um agente alquilante monofuncional; assim,

bloqueia de forma eficaz a síntese de RNA. Sua ação é inespecífica sobre o ciclo celular.

Indicações e Usos Clínicos

A dacarbazina é principalmente utilizada para tratar o melanoma maligno e a neoplasia

linforeticular.

Informações sobre Precauções

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são leucopenia, náuseas, vômitos e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em gatos.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em pequenos animais.


Instruções de Uso

Consulte protocolos quimioterápicos para regimes específicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma durante o tratamento.

Formulações

A dacarbazina está disponível em ampolas de solução injetável de 200 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 200 mg/m 2 por 5 dias a cada 3 semanas, por via intravenosa ou 800-1000 mg/m 2 a

cada 3 semanas, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há período de carência estabelecido para animais de produção. Este medicamento não

deve ser utilizado em animais destinados à alimentação, pois trata-se de um agente

antineoplásico.

Dalteparina

Nomes comerciais e outros nomes

Fragmin ® e HBPM

Medicamentos comercializados no Brasil


Fragmin (h)

Classificação funcional

Anticoagulante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Heparina de baixo peso molecular (HBPM), também conhecida como heparina

fragmentada. As HBPM são caracterizadas por um peso molecular de aproximadamente

5.000, comparado à heparina convencional (não fracionada), com um peso molecular de

aproximadamente 15.000. Subsequentemente, a absorção, a eliminação e atividade das

HBPMs diferem das não fracionadas. As HBPMs geram seus efeitos pela ligação com a

antitrombina (AT) e pelo aumento da antitrombina III mediando a inibição da síntese e a

atividade do fator de coagulação Xa. Entretanto, a HBPM, ao contrário da heparina

convencional, produz menor inibição da trombina (fator IIa). A atividade das HBPMs

é descrita pela proporção Antifator Xa/Antifator IIa. Para a dalteparina, a proporção é

de 2,7:1 (na heparina convencional a proporção é de 1:1). Em seres humanos, as HBPMs

apresentam várias vantagens quando comparadas às não fracionadas, que incluem alta

atividade anti Xa/IIa, absorção mais completa e previsível a partir da administração

injetável, maior duração, administrações menos frequente, redução do risco de

sangramento e resposta anticoagulante mais previsível. Contudo, em cães e gatos, a meiavida

da HBPM é muito menor do que nos seres humanos, reduzindo algumas destas

vantagens. Nos cães, a meia-vida da dalteparina é aproximadamente de 2 horas, em gatos é

estimada em de 1,5 hora, o que requer administrações mais frequentes em ambas as

espécies para manter a atividade anti-Xa comparada à de seres humanos. As HBPMs

utilizadas na medicina veterinária incluem a tinzaparina (Innohep ® ), a enoxaparina

(Lovenox ® ) e a dalteparina (Fragmin ® ).

Indicações e Usos Clínicos

A dalteparina, assim como outras HBPMs, é utilizada para tratar desordens de

hipercoagulação e prevenir desordens de coagulação como tromboembolismo, trombose

venosa, coagulação intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. As

indicações clínicas derivam de usos da heparina convencional ou extrapoladas da medicina

humana. Existem alguns estudos clínicos para avaliar a eficácia da HBPM nos animais.

Publicações prévias de doses extrapoladas dos seres humanos (100 unidades/kg a cada 12

horas por via subcutânea) têm demonstrado não produzir adequadas e consistentes

atividades Anti-Xa em cães e gatos e as doses listadas neste sentido são necessárias para a

terapia.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Apesar de mais bem tolerada que a heparina comum, a hemorragia é um risco. As HBPMs

estão associadas a uma baixa incidência de trombocitopenia induzida pela heparina em

seres humanos, mas a trombocitopenia induzida pela heparina, com qualquer forma de

heparina, não tem sido um problema nos animais. Se ocorrer anticoagulação excessiva e

hemorragia como resultado de uma sobredose, deve ser administrado sulfato de

protamina para reverter a terapia com heparina. A dose de protamina é 1,0 mg de

protamina para cada 100 U de dalteparina administrada por infusão intravenosa lenta. A

protamina se complexa com a heparina em um componente estável e inativo.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intramuscular para prevenir hematoma; administre somente por

via subcutânea. A HBPM é excretada por depuração (clearence) renal nos animais,

portanto, nefropatias preexistentes podem promover uma eliminação mais prolongada. A

hiper-coagulabilidade de rebote pode ocorrer após a descontinuação do tratamento com

heparina, portanto, recomenda-se a redução gradativa das doses ao descontinuar

o tratamento.

Interações Medicamentosas

Não misturar a outras medicações injetáveis. Utilizar com cautela em animais que já

recebam fármacos que possam interferir na coagulação, como aspirina e varfarina. Apesar

de não ser descrita uma interação específica, usar com cautela em animais que utilizem

compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para o tratamento de artrite.

Alguns antibióticos, como as cefalosporinas podem inibir a coagulação.

Instruções de Uso

As doses recomendadas extrapoladas da medicina humana não são apropriadas para os

animais. Os proprietários dos animais devem ser avisados que as HBPMs são caras quando

comparadas à heparina convencional. Ao prescrever, não extrapolar a dose ao se basear nas

unidades indicadas para outras heparinas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os pacientes para sinais clínicos de problemas hemorrágicos. Quando

administrada HBPM, os tempos de coagulação de TTPA e TP não são indicadores reais da

terapia, entretanto um TTPA prolongado é um sinal de sobredose. A atividade Anti-Xa é

considerada a medida laboratorial preferida da atividade da HBPM. O pico da atividade


Anti-Xa ocorre 2 horas após a dose e o ponto de escala para atividade Anti-Xa deve ser de

0,5 -1,0 U/mL para gatos e 0,4-0,8 U/mL para cães.

Formulações

A dalteparina está disponível em 2.500 unidades de antifator Xa (16 mg de dalteparina

sódica) em 0,2 mL em uma seringa de dose única; em 5.000 unidades de antifator Xa

(32 mg de dalteparina sódica) em 0,2 mL em uma seringa de dose única; e em 10.000

unidades de antifator Xa (64 mg de dalteparina sódica) por mL em um frasco para várias

aplicações de 9,5 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Usar o frasco para múltiplas doses em até duas semanas após sua abertura. Armazenar

em um frasco bem fechado e protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 150 U/kg a cada 8 horas por via subcutânea (Ver Monitoramento do Paciente e Exames

Laboratoriais para o ajuste da dose).

Gatos

• 150 U/kg a cada 4 horas por via subcutânea até 180 U/kg a cada 6 horas por via

subcutânea. (Ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais para o ajuste

da dose).

Posologia para Grandes Animais

Cavalos

• 50 unidades/kg/dia por via subcutânea. Pacientes de alto risco devem receber

100 unidades/kg/dia.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não está estabelecido. Entretanto, é sugerido um período de carência

de 24 horas, pois esta medicação apresenta baixo risco quanto a resíduos.

Danazol


Nome comercial e outros nomes

Danocrine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Ladogal (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

É um inibidor de gonadotropina. O danazol suprime o hormônio luteinizante (LH) e o

hormônio folículo estimulante (FSH) e a síntese de estrógeno. O danazol tem sido utilizado

como tratamento adjuvante nas desordens sanguíneas imunomediadas. Seu mecanismo de

ação para o tratamento de doenças imunomediadas não é compreendido, mas pode

interferir na produção de anticorpos ou na ligação do complemento ou anticorpo a plaqueta

ou a hemácea. Também pode reduzir os receptores presentes em monócitos para anticorpos

ligados a plaquetas ou hemácias.

Indicações e Usos Clínicos

O danazol possui efeitos hormonais (antiestrógeno) que são utilizados para o tratamento

da endometriose nas mulheres. O danazol (Danocrine ® ) também tem sido usado para

o tratamento de pacientes refratários portadores de trombocitopenia imunomediada e

anemia hemolítica imunomediada. Entretanto, as evidências disponíveis não demonstram

benefícios quando utilizado para o tratamento da anemia hemolítica imunomediada em

cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos androgênicos do danazol devem ser considerados para o tratamento

dos animais. Entretanto, reações adversas não foram relatadas em animais.

Contraindicações e Precauções

É totalmente contraindicada durante a prenhez.

Interações Medicamentosas


Tem sido utilizado com outros medicamentos no tratamento de doenças

imunomediadas sem interações relatadas.

Instruções de Uso

Quando utilizado para o tratamento de doença autoimune, é geralmente utilizado

juntamente com outras medicações (p. ex., corticosteroides).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma se utilizado para o tratamento de doenças imunomediadas.

Formulações

O danazol está disponível em cápsulas de 50, 100, 200 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e gatos

• 5-10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais

Informações sobre Restrição Legal

O danazol é um agente anabólico e não deve ser administrado a animais de produção.

Classificação RCI: 4

Dantroleno Sódico

Nome comercial e outros nomes

Dantrium ®


Medicamentos comercializados no Brasil

Dantrolen IV (h)

Classificação funcional

Relaxante muscular

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Relaxante muscular. O dantroleno inibe o extravasamento de cálcio do retículo

endoplasmático. Com a inibição da presença e participação do cálcio na contração muscular,

o músculo relaxa.

Indicações e Usos Clínicos

O dantroleno é utilizado como relaxante muscular. Porém, além do relaxamento muscular,

ele é utilizado para o tratamento da hipertermia maligna e também para o relaxamento

da musculatura uretral em gatos.

Em cavalos, essa medicação diminui as manifestações clínicas associadas à rabdomiólise

por exercício (azoturia).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os relaxantes musculares podem causar fraqueza em alguns animais. O uso

de dantroleno em seres humanos causou hepatite em alguns casos.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com doença hepática. Usar com cautela em animais fracos

ou debilitados.

Interações Medicamentosas

Não misturar ou reconstituir as soluções intravenosas com soluções ácidas, pois essas são

incompatíveis.

Instruções de Uso

Dar a medicação por via oral com o estômago vazio. As doses foram primariamente

extrapoladas de estudos experimentais ou de estudos em seres humanos. Não há estudos


clínicos realizados em medicina veterinária. Para o relaxamento da uretra em gatos, a dose

mais efetiva é de 1 mg/kg por via intravenosa. Quando administrado dantroleno para o

tratamento da hipertermia maligna em grandes animais, podem ser necessários vários

frascos devido à diluição da solução.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Quando utilizado para o tratamento da hipertermia maligna, monitorar a temperatura

corpórea, o equilíbrio ácido-base e os eletrólitos. Em seres humanos, o dantroleno pode

causar hepatite e são monitorados os exames de injúria e/ou função hepática (p. ex.,

enzimas hepáticas).

Formulações

O dantroleno está disponível em cápsulas de 100 mg e frascos de 20 mg para injeção, que,

após a reconstituição, é igual a injeções de 0,33 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Quando a solução intravenosa é preparada, esta é estável por um curto tempo (6 horas).

Pode ser misturado em soluções como glicose a 5% e cloreto de sódio a 0,9%. Não utilizar as

soluções intravenosas caso o frasco apresente turbidez ou precipitações. As suspensões orais

manipuladas são estáveis por 150 dias se misturadas em soluções ácidas (p. ex., ácido

cítrico). Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura

ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Prevenção da hipertermia maligna: 2-3 mg/kg por via intravenosa.

• Crise de hipertermia maligna: doses de 2,5-3 mg/kg por via intravenosa em bolus rápido.

• Relaxamento muscular: 1-5 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• Relaxamento uretral: 1-5 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 0,5-1,0 mg/kg por via

intravenosa.

Gatos

• Relaxamento muscular: 0,5-2,0 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Relaxamento da uretra: 1-2 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Cavalos

• 4 mg/kg por via oral.

Suínos

• Hipertermia maligna: 1-3 mg/kg, por via intravenosa, em dose única.

• Profilaxia: 5 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para períodos de carência para o uso

extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723). Classificação

RCI: 4

Dapsona

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antimicrobiano utilizado para o tratamento de micobactérias. Pode também apresentar

propriedades imunossupressoras ou inibir a função das células inflamatórias.

Indicações e Usos Clínicos

Apesar de ser originalmente utilizado como uma medicação antibacteriana, em medicina

veterinária é usada principalmente em cães com doenças dermatológicas, especialmente

na dermatose pustular subcorneal e na dermatite herpetiforme. É também empregada

para o pênfigo canino.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Podem ocorrer hepatite e discrasias sanguíneas. Por partilhar propriedades similares às da

sulfonamida, as mesmas reações observadas com o uso das sulfonamidas podem ser vistas

com o uso da dapsona e incluem anemia, neutropenia, trombocitopenia, hepatotoxicose e

erupções cutâneas medicamentosas. É tóxica para gato, causando neurotoxicidade e

anemia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatos. Não administre a animais sensíveis à sulfonamida.

Interações Medicamentosas

Recomenda-se cautela ao administrar a dapsona com associações de

trimetoprima/sulfonamidas. A trimetroprima pode aumentar as concentrações séricas de

dapsona, pois inibe sua excreção, potencializando assim seus efeitos colaterais.

Instruções de Uso

As doses são derivadas da extrapolação de doses humanas ou do uso empírico. Não foram

realizados estudos clínicos bem controlados em medicina veterinária.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais de reações hepáticas. Monitore ocasionalmente o hemograma devido

à ocorrência de mielotoxicidade em alguns animais.

Formulações

A dapsona está disponível em comprimidos de 25-100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A dapsona pode perder sua coloração sem implicação na diminuição de sua eficácia.

As suspensões manipuladas mantiveram-se estáveis por 21 dias quando misturadas ao ácido

cítrico.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,1 mg/kg, a cada 8-12 horas por via oral.


Gatos

Contraindicada.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para uso extrabula, contate o FARAD

no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Decanoato de Nandrolona

Nome comercial e outros nomes

Deca-Durabolin

Medicamentos comercializados no Brasil

Deca-Durabolin (h)

Classificação funcional

Hormônio, agente anabólico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Esteroide anabólico. A nandrolona é um derivado da testosterona usado como agente

anabólico. Estes agentes destinam-se a maximizar os efeitos anabólicos, minimizando

ao mesmo tempo a ação androgênica.

Indicações e Usos Clínicos

Os agentes anabólicos são usados para reverter condições catabólicas, promovendo ganho de

peso, aumentando a musculatura e estimulando a eritropoiese. Não há diferenças na

eficácia entre esteroides anabólicos relatados em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Os efeitos colaterais dos esteroides anabólicos podem ser atribuídos à ação farmacológica

desses esteroides. É comum o efeito masculinizante exacerbado. Tem havido maior

incidência de alguns tumores em seres humanos. Alguns esteroides anabólicos orais, que

são 17 alfa metilados (oximetolona, estanozolol e oxandrolona), estão associados à

toxicidade hepática.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes com doença hepática. Não use em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso de nandrolona em

animais (e doses) baseia-se na experiência, em seres humanos, ou na experiência empírica,

em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas em pacientes tratados.

Formulações

O decanoato de nandrolona está disponível, em injeções de 50, 100 e 200 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-1,5 mg/kg/semana por via intramuscular.

Gatos

• 1 mg/kg/semana por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• 1 mg/kg a cada 4 semanas por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Nandrolona é um medicamento controlado de Classe II.

Não administre a animais de produção. Classificação RCI: 4

No Brasil, o uso de anabolizantes em animais de produção é proibido.

No Brasil, o decanoato de nandrolona está listado como substância anabolizante

(lista C5) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Deracoxibe

Nome comercial e outros nomes

Deramax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O deracoxibe é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros fármacos dessa

classe, o deracoxibe produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios ao promover a inibição da

síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a enzima cicloxigenase

(COX). A COX existe em duas isoformas, denominadas COX-1 e COX-2. A COX-1 é

constitutivamente responsável pela síntese de prostaglandinas fundamentais para

a manutenção saudável do trato gastrointestinal, da função renal, função plaquetária e para

outras funções normais. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas,

importantes na mediação da dor, da inflamação e da febre. Entretanto, sabe-se que pode

haver alguma reação cruzada entre os efeitos da COX-1 e da COX-2 em algumas situações e

a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos.

O deracoxibe, em testes in vitro, é menos ativo sobre a COX-1 quando comparado

a AINEs mais antigos, sendo um inibidor seletivo de COX-2. A proporção COX-1/COX-2 é


alta quando comparada a outros medicamentos registrados para uso em cães. É também um

inibidor seletivo de COX-2 em gatos. Não foi ainda estabelecido se a especificidade para

COX-1 ou COX-2 está relacionada à eficácia e segurança do tratamento. O deracoxibe

possui meia-vida de 3 horas em cães quando utilizado 2-3 mg/kg, e de 19 horas quando

utilizado 20 mg/kg, Tem alta afinidade às proteínas. A absorção oral em cães é de 90%. A

alimentação concomitante retarda a absorção, mas não diminui a quantidade total

absorvida do medicamento. Em gatos, a meia-vida é de aproximadamente 8 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O deracoxibe é usado para diminuição da dor, da inflamação e da febre. É também utilizado

para o tratamento da dor aguda e crônica e da inflamação em cães. Uma das indicações

mais comuns é para o tratamento da osteoartrite, mas também tem sido utilizado para o

tratamento da dor associada à cirurgia. Tem sido limitado seu uso apenas em equinos, e não

foi relatada a administração em outros animais de grande porte.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Alterações gástricas são os efeitos colaterais mais comuns associados aos AINEs e podem

incluir vômitos, diarreia, náuseas, úlceras e erosão do trato gástrico. Ulcerações gástricas e

duodenais foram descritas com o uso de deracoxibe em cães. Em estudos experimentais,

o vômito foi o efeito colateral mais frequentemente relatado. A toxicidade renal foi

relacionada a alguns AINEs, especialmente em animais desidratados ou animais com

doença renal preexistente. Em estudos realizados com cães, altas doses (cinco vezes a

dose recomendada) causaram azotemia em cães normais.

Contraindicações e Precauções

Cães e gatos com alterações gástricas ou renais preexistentes podem apresentar maior

risco em desenvolver os efeitos colaterais dos AINEs. Sua segurança durante a gestação é

desconhecida, mas efeitos colaterais não foram descritos. Não estão disponíveis estudos

de segurança para cães com idade < 4 meses, animais prenhes ou animais lactantes. Em

gatos, utilize somente uma dose única.

Interações Medicamentosas

Não administre concomitantemente a outros AINEs ou corticosteroides. Os

corticosteroides demonstraram exacerbar os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs

podem interferir com a ação de medicações diuréticas e dos inibidores da enzima

conversora de angiotensina (ECA).


Instruções de Uso

Comprimidos mastigáveis podem ser administrados com ou sem alimento. Estudos a longo

prazo não foram completados em gatos, foram realizados apenas estudos de administração

única.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore alterações gástricas que evidenciem diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.

Devido ao risco de lesão renal, monitore periodicamente os parâmetros renais (consumo de

água, ureia, creatinina e densidade urinária) durante o tratamento. O deracoxibe,

aparentemente, não afeta os testes de avaliação tireoidiana em cães.

Formulações

O deracoxibe está disponível em comprimidos mastigáveis de 25, 75 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O

deracoxibe tem sido suspenso em água. Entretanto, a estabilidade das formulações

manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Na analgesia pós-operatória: 3-4 mg/kg 1 vez/dia conforme necessário por até 7 dias.

• Uso crônico: 1-2 mg/kg 1 vez/dia por via oral.

Gatos

• 1 mg/kg em dose única por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não fornecer a animais de produção. Por ser um medicamento da classe dos coxibes, pode

estar listado como substância sujeita a controle especial, sendo prescrita com receita de


Controle Especial em duas vias. Classificação RCI: 4

Dexametasona

Nomes comerciais e outros nomes

Solução de Azium em polietilennoglicol ® , Dexaject ® , Dex-A-Vet ® , Decadron ® ,

Dexasone ® , Voren suspensão ® e marcas genéricas.

Medicamentos comercializados no Brasil

Azium (v) , Dexacort (v) , Dexamax (v) , Decadron (h) , Dexametasona (g)

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores da dexametasona são

aproximadamente 30 vezes mais potentes do que os do cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios

são complexos, mas ocorrem primariamente pela inibição das células inflamatórias e pela

supressão da expressão de mediadores inflamatórios. Seu uso é indicado para o tratamento

da inflamação e de doenças imunomediadas. A solução de dexametasona difere da solução

de fosfato sódico de dexametasona, na qual a forma de fosfato sódico é solúvel em água e

apropriada para administração intravenosa. A solução de dexametasona contém veículo de

polietilenoglicol e não deve ser administrada rapidamente por via intravenosa. A

dexametasona 21-isonicotinato é uma suspensão registrada para uso intramuscular.

Indicações e Usos Clínicos

A dexametasona é indicada para o tratamento da inflamação e doenças imunomediadas. O

uso da dexametasona em altas doses para o tratamento do choque é controverso. A maioria

das evidências recentes não dá suporte para a administração da dexametasona nestes casos.

A dexametasona também é usada no teste diagnóstico da função adrenal. O uso em

grandes animais inclui a indução do parto (bovinos) e tratamento de condições

inflamatórias. Em bovinos, os corticosteroides também têm sido usados para o tratamento da

cetose. Em equinos, a dexametasona vem sendo utilizada para o tratamento da obstrução

recorrente das vias aéreas.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotalâmico-pituitária-adrenal (HPA). Reações adversas incluem

ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição dos níveis de

hormônio tireoidiano, diminuição da síntese proteica, atraso na cicatrização e

imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da

imunossupressão e incluem infecções por Demodex, toxoplasmose, infecções fúngicas e

infecções no trato urinário inferior. Altas doses de glicorticoides em animais com doença

neurológica pode levar à morte celular por excitotoxicidade e injúria oxidativa via

aumento dos aminoácidos excitatórios. Em equinos, entre os efeitos colaterais da

dexametasona, está o risco de laminite, contudo este efeito é controverso e não é

sustentado por fortes evidências.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em pacientes com tendência a ulcerações ou infecções ou em animais

que necessitam da cicatrização de feridas. Usar com cautela em animais com diabetes ou

insuficiência renal e em animais prenhes. A injeção intravenosa deve ser feita

lentamente, pois soluções contendo polietilenoglicol podem causar reações adversas após

a administração rápida (hemólise, hipotensão e colapso). Não administre o isonicotinato-

21 dexametasona por via intravenosa (somente uso intramuscular).

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) irá

aumentar o risco de lesão gástrica. O pH é de 7-8,5. Não misture com soluções

acidificantes. No entanto, é compatível com a maioria das soluções intravenosas.

Instruções de Uso

A frequência de administração está baseada no efeito desejado. Os efeitos anti-inflamatórios

ocorrem com doses de 0,1-0,2 mg/kg, e os efeitos imunossupressores ocorrem com 0,2-

0,5 mg/kg. A dexametasona é usada para o teste de hiperadrenocorticismo. Para o teste

de supressão com dexametasona em baixa dose em cães, emprega-se 0,01 mg/kg

(ou 0,015 mg/kg em algumas referências) por via intravenosa e para gatos, 0,1 mg/kg pela

mesma via; coletar amostras em 0, 4 e 8 horas. Para o teste de supressão com dexametasona

em alta dose em cães, emprega-se 0,1 mg/kg (ou 1 mg/kg em algumas referências) e em

gatos, 1,0 mg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Para os testes de supressão com dexametasona em baixa dose e em alta dose, administre

0,01 ou 0,1 mg/kg e colete as amostras de cortisol em 0, 4 e 8 horas após a administração. A


concentração normal de cortisol após o teste de supressão deve ser < 30-40 nmol/L (1,1-

1,3 mcg/dL). Para o teste de supressão com dexametasona em equinos: administrar

0,04 mg/kg por via intramuscular e coletar a amostra pós-cortisol após 24 horas. A supressão

normal em equinos é < 1 mcg/dL.

Formulações

A dexametasona está disponível em soluções de 2 mg/mL, que contém 500 mg de

polietilenoglicol; comprimidos de 0,25, 0,5, 0,75, 1, 1,5, 2, 4 e 6 mg. Solução oral

de 1 mg/mL; e 10 mg por 15 g de pó. A suspensão de dexametasona 21-isonicotinato possui

1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A formulação de dexametasona em várias soluções orais (para aumentar a palatabilidade) é

estável por 26 semanas em temperatura ambiente ou refrigerada. O fosfato sódico de

dexametasona é totalmente solúvel em água, mas a solução de dexametasona (em

polietilenoglicol) é praticamente insolúvel em água.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Anti-inflamatório: 0,07-0,15 mg/kg a cada 12-24 horas pelas vias intravenosa,

muscular ou oral.

• Dose em pulso: 0,5 mg/kg por via oral por 4 dias consecutivos, posteriormente repetir

a cada 28 dias.

• Teste de supressão com dexametasona em baixa dose; 0,01 mg/kg por via intravenosa

(cão) e 0,1 mg/kg por via intravenosa (gato).

• Teste de supressão com dexametasona em alta dose; 0,1 mg/kg por via intravenosa

(cão) e 1,0 mg/kg por via intravenosa (gato).

• Dexametasona 21-isonicotinato: 0,03-0,05 mg/kg IM.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Equinos

• 0,04-0,15 mg/kg/dia por vias intravenosa e intramuscular. Alguns medicamentos

recomendam a dose total de 5-20 mg/animal, o que corresponde a 0,01 a

0,04 mg/kg/dia. Porém, em algumas condições, podem ser necessárias doses maiores.


• Equinos, tratamento da obstrução recorrente das vias aéreas: 0,05-0,1 mg/kg por vias

intravenosa ou intramuscular a cada 24 horas ou 0,165 mg/kg por via oral a cada 24

horas, geralmente por 2-3 dias, mas deve-se continuar com o tratamento oral por 7

dias, e posteriormente, reduzir a dose à metade por mais 7 dias.

• Indução de parto (bovinos): 0,05 mg/kg (25 mg/animal) em dose única

durante a última semana ou nas duas últimas semanas de gestação. Uma dose de

prostaglandina PGF 2 alfa pode ser administrada concomitantemente (0,5 mg/animal).

• Dexametasona 21-isonicotinato: 0,01-0,04 mg/kg por via intramuscular.

Ovinos

• Indução de parto: 0,15 mg/kg/dia por via intramuscular por 1-5 dias durante a última

semana de gestação.

Informações sobre Restrição Legal

A dexametasona é aprovada para o uso em bovinos, mas o período de carência não foi

estabelecido. Apesar de o período de carência não estar estabelecido, recomenda-se pelo

menos 96 horas de carência para leite e 4-8 dias para carne. Permitir pelo menos 3 semanas

para eliminação de resíduos do rim e fígado e 6 semanas para a remoção da medicação

do local de aplicação intramuscular. Classificação RCI: 4

Dextrano

Nomes comerciais e outros nomes

Dextran 70 ® e Gentran-70 ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dextran40 (h) e Dextran70 (h)

Classificação funcional

Fluido de reposição

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Coloide sintético usado para expansão de volume. Dextranos são polímeros de glicose e estão

disponíveis em baixo peso molecular (Dextran 40 ® ) e em alto peso molecular (Dextran


70 ® ). O Dextran 70 ® é mais comumente usado. Os coloides, como os dextranos, são

moléculas de alto peso molecular que permanecem nos vasos devido ao seu tamanho. Assim,

aumentam a pressão osmótica coloidal dentro dos vasos para prevenir a perda intravascular

de fluido e inibir o edema tecidual. Outros coloides usados são o hetamino e o pentamino.

Indicações e Usos Clínicos

O dextrano é um composto de alto peso molecular administrado por via intravenosa para

manutenção do volume intravascular. É usado para o tratamento agudo da hipovolemia e

do choque. A duração do seu efeito é de aproximadamente 24 horas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Possui uso limitado em medicina veterinária e efeitos colaterais não foram relatados. Em

seres humanos, as coagulopatias podem ocorrer possivelmente pela diminuição da função

plaquetária e de efeitos antitrombóticos. A falência renal aguda foi reportada, bem como

o choque anafilático em seres humanos.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com tendência a hemorragias. Os dextranos podem interferir nos

testes de compatibilidade sanguínea para transfusões. Os gatos são mais suscetíveis

à sobrecarga de fluidos do que os cães; assim, baixas doses devem ser usadas nesta

espécie.

Interações Medicamentosas

É compatível com a maioria dos fluidos intravenosos, incluindo as soluções salina a 0,9%

e glicose a 5%.

Instruções de Uso

Usar principalmente em situações graves. Administrar lentamente em infusão contínua

(60-90 minutos). Para uso emergencial, administrar doses em bolus de 20 mL/kg de forma

rápida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore cuidadosamente a condição cardiopulmonar do paciente durante

a administração. Os dextranos podem interferir nos testes de compatibilidade sanguínea.


Formulações

O dextrano está disponível em soluções injetáveis de 250, 500 e 1.000 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-20 mL/kg/dia por via intravenosa, para o efeito, geralmente administrados

durante 30-60 minutos.

Gatos

• 5-10 mL/kg/dia por via intravenosa, administrados durante 30-60 minutos.

Posologia para Grandes Animais

Cavalos e Bovinos

• 10 mL/kg/dia por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. No entanto, pelo fato

de esta medicação apresentar baixo risco de formação de resíduos, é sugerido um período

curto de carência para animais destinados ao consumo.

Dextrometorfano

Nome comercial e outros nomes

Benylin ® e outros

Medicamentos comercializados no Brasil

Silencium (h) , Trimedal (h)


Classificação funcional

Antitussígeno

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antitussígeno de ação central. O dextrometorfano compartilha uma estrutura

química semelhante à dos opiodes, mas não afeta os mesmos receptores e aparentemente

atua diretamente no receptor da tosse. O dextrometorfano é um d-isômero do levorfan

(o 1-isômero, o levorfan, é um opioide com propriedades que podem levar à dependência,

mas o d-isômero não). O dextrometorfano produz analgesia branda e modula à dor pela sua

habilidade em atuar como um antagonista do receptor N-metil D-aspartato (NMDA), mas

isto não está relacionado à atividade antitussígena.

Indicações e Usos Clínicos

O dextrometorfano vem sendo utilizado para a supressão da tosse improdutiva. Contudo,

sua eficácia na redução da tosse é questionada devido a falta de evidências.

O dextrometorfano também é usado como adjuvante para o tratamento da dor devido ao

antagonismo sobre o NMDA. Estudos farmacocinéticos em cães indicaram que

as concentrações do dextrometorfano após administração oral não se mantêm. Mesmo após

a administração intravenosa, as concentrações da medicação por via parenteral e seu

metabólito ativo persistente por apenas um curto período de tempo após a administração.

Por isso, o uso rotineiro em cães não é recomendado enquanto não houver dados disponíveis

que estabeleçam uma dose eficaz e segura. Não há estudos disponíveis sobre sua

farmacocinética em gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos colaterais relatados em medicina veterinária. Altas doses (sobredose)

podem provocar sedação. Após a administração em cães, o dextrometorfano provocou

efeitos colaterais como vômitos após a administração oral e reações neurológicas após a

administração intravenosa. Algumas preparações contêm álcool, o que pode não ser

palatável para pequenos animais, especialmente gatos.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações identificadas para animais. Entretanto, os proprietários devem

ser alertados de que várias preparações que podem ser adquiridas sem prescrição médica

contêm outras medicações que podem produzir significantes efeitos colaterais. Por

exemplo, algumas associações também contêm paracetamol (acetaminofeno), que pode


ser tóxico para gatos. Algumas formulações também podem conter um

descongestionante, como a pseudoefedrina, que pode causar excitação e outros efeitos

colaterais.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas identificadas para cães. Contudo, podem ocorrer

interações quando usada com outros fármacos que interferiram no metabolismo

do citocromo P-450.

Instruções de Uso

Muitas formulações que podem ser adquiridas sem prescrição médica podem conter outros

ingredientes (p. ex., anti-histamínicos, descongestionantes, ibuprofeno e paracetamol).

Podem ocorrer nos animais, efeitos colaterais resultantes de cada um desses componentes;

como reações tóxicas causadas por paracetamol, excitação do sistema nervoso central (SNC)

causada pelo descongestionante e toxicidade gástrica causada pelo ibuprofeno.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhuma monitoração específica se faz necessária.

Formulações

O dextrometorfano esta disponível em xarope, cápsulas e comprimidos em vários

medicamentos que podem ser adquiridos sem prescrição médica. Existem várias

formulações disponíveis sem prescrição em formulações líquidas e comprimidos. Essas

formulações podem possuir concentrações variadas, mas geralmente contêm 2, 5, 10 ou

15 mg/mL e em comprimidos de 15-20 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5-2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (entretanto, o uso não é recomendado, pois

sua eficácia não foi confirmada nessas doses).

Posologia para Grandes Animais


Não há doses estabelecidas. Apresenta pouca contribuição no tratamento de grandes

animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido. Para estimativa de períodos de carência para

o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 4

Diazepam

Nomes comerciais e outros nomes

Valium ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Valium (h) , Diazepam (g)

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. Atua deprimindo o sistema nervoso central (SNC). O mecanismo de ação

do diazepam parece ser via potencialização dos efeitos mediados pelos receptores

GABAérgicos no SNC ao ligar-se ao sítio de ação do GABA. O diazepam é biotransformado

em desmetildiazepam (nordiazepam ® ) e em oxazepam. Esses metabólitos também

apresentam efeitos benzodiazepínicos de ação central. Em cães, a meia-vida intravenosa do

diazepam é curta (< 1 hora), mas são produzidos metabólitos ativos. Em gatos, a meia-vida

intravenosa é de aproximadamente 5 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O diazepam é usado para sedação, como adjuvante anestésico, anticonvulsivante e

nas desordens comportamentais. Apesar de ser utilizado como relaxante muscular, sua

eficácia para tal uso não foi estabelecida. Em gatos, o diazepam tem sido administrado por

via intravenosa para uma rápida estimulação do apetite. Em gatos, a administração oral tem

sido efetiva para promover diminuição da demarcação urinária, mas são comuns recidivas

com a descontinuidade da medicação. O diazepam é comumente administrado por vias oral

ou intravenosa. Contudo, tem demonstrado absorção adequada em cães na administração


retal e na administração intranasal (41% de absorção através do spray nasal em cães).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comum. Em cães, podem ser observados, a ataxia e o

aumento do apetite. O diazepam pode causar excitação paradoxal e agitação em cães. Em

gatos, tem sido relatada a necrose hepática idiopática fatal. A administração crônica pode

provocar a dependência e a síndrome de abstinência, se o diazepam for descontinuado. A

administração intramuscular ou subcutânea pode ser dolorosa e irritante. A

administração intravenosa pode causar flebite.

Contraindicações e Precauções

O diazepam é altamente dependente do fluxo sanguíneo hepático para seu metabolismo.

Não administrar a pacientes com função hepática alterada. O uso contínuo em gatos

deve ser evitado devido ao risco de toxicidade hepática. Sua utilização para tratamento

de neurotoxicidade secundária à ivermectina é controversa.

Interações Medicamentosas

O diazepam é altamente lipofílico e irá ligar-se (ser adsorvido) ao plástico de recipientes,

material de infusão e bolsas de fluido. Não é recomendado o armazenamento de

diazepam em tais recipientes. O diazepam é insolúvel em soluções aquosas. Associá-lo

a soluções aquosas ou fluidas pode causar precipitação.

Indicações de Uso

A depuração em cães é muito mais rápida quando comparada à de seres humanos (a meiavida

em cães é menor que 1 hora), o que requer administrações frequentes. Para o

tratamento do status epilepticus, o diazepam pode ser administrado por via intravenosa,

intranasal ou retal. Evite a administração intramuscular devido à dor da injeção e ao grau

de absorção imprevisível.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

São citadas como sendo terapêuticas em seres humanos, as concentrações plasmáticas

variando de 100-250 ng/mL. Outras referências citam uma variação entre 150 e

300 ng/mL. Apesar de a concentração de benzodiazepínicos poder ser avaliada no plasma

ou no soro, não há testes disponíveis na maioria dos laboratórios veterinários. Os laboratórios

humanos podem oferecer testes inespecíficos para a avaliação dos benzodiazepínicos. Com

esses testes, podem ocorrer reações cruzadas entre diazepam e os metabólitos


desmetildiazepam e oxazepam.

Formulações

O diazepam está disponível em comprimidos de 2, 5, 10 mg e em solução injetável a

5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Não armazenar em recipientes plásticos (PVC) ou em bolsas para fluidos. Pode ocorrer uma

significativa adsorção em plásticos maleáveis. Contudo, é compatível aos plásticos

consistentes, como seringas. Não expor à luz. As formulações manipuladas, especialmente

aquelas preparadas para aplicação transdérmica, podem não ser estáveis. O diazepam é

praticamente insolúvel em água, mas é solúvel em álcool e em propilenoglicol. O diazepam

pode sofrer hidrólise em água. O diazepam quando preparado em suspensão oral (1 mg/mL)

em diferentes veículos (pH 4,2) é estável por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Pré-anestésico: 0,5 mg/kg por via intravenosa.

• Status epilepticus: 0,5 mg/kg, por via intravenosa, 0,5-1,0 mg/kg em spray intranasal ou

1 mg/kg por via retal; repetir se necessário.

• Taxa de infusão contínua: 15 mcg/kg/minuto (1 mg/kg/hora), a qual pode ser

reduzida em 50%, se alguns animais apresentarem efeitos colaterais excessivos.

• Estimulante de apetite (gatos): 0,2 mg/kg por via intravenosa.

• Tratamento comportamental (gatos): 1-4 mg/gato a cada 12-24 horas, por via oral.

• Tratamento comportamental (cães): 0,5-2 mg/kg a cada 4-6 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos, Ovinos e Caprinos

• 0,02-0,08 mg/kg por via intravenosa até 0,5 mg/kg por via intravenosa, de forma lenta.

Dosar de acordo com o efeito desejado. Vacas podem permanecer deitadas após

0,5 mg/kg. Não administre por via intramuscular.

Equinos

• Convulsões: 0,1-0,4 mg/kg por via intravenosa (iniciar com 50-100 mg por cavalo).


Taxa de infusão contínua para potros: 1-3 mg/hora.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimar períodos de carência do

uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Cronograma de medicamentos IV controlados. Classificação RCI: 2

No Brasil, o diazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito

a notificação de Receita “B”.

Diclazuril

Nome comercial e outros nomes

Clinacox ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Clinacox (v) , Coccimax Pig Doser (v)

Classificação funcional

Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Coccidiostático. O diclazuril é um antiprotozoário triazinona efetivo para o tratamento das

infestações causadas por Isospora spp, Toxoplasma gondii, Eimeria spp., e vem sendo utilizado

para o tratamento da coccidiose. Também é usado para o tratamento de equinos com

mieloencefalite protozoária (MEP) causada por Sarcocytis neurona. O toltrazuril sulfona

(ponazuril) é um metabólito ativo encontrado no soro e no líquido cefalorraquidiano (LCR)

de equinos tratados. Pela disponibilidade da formulação comercial, o ponazuril (Marquis) é

preferido por muitos veterinários para o tratamento dos equinos acometidos.

Indicações e Usos Clínicos

As doses disponíveis de diclazuril foram baseadas em estudos experimentais,

farmacocinéticos e em uma limitada experiência clínica. O diclazuril foi substituído pelo

ponazuril para o tratamento da maioria dos casos de MEP em equinos.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Nenhum efeito colateral específico foi relatado.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações descritas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas.

Instruções de uso

Administrar por via oral em equinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O diclazuril está disponível como aditivo alimentar para frangos em outros países (incluindo

o Brasil na forma de Premix), mas tem sido importado dos EUA com a permissão da FDA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Não há doses estabelecidas para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento da MEP: 2,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante no mínimo 21

dias.

Informações sobre Restrição Legal


Não administre a equinos destinados ao consumo humano.

Para outros animais, não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para

estimativas de período de carência para o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-

888-USFARAD (1-888.873-2723).

Diclorfenamida

Nome comercial e outros nomes

Daranide ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da anidrase carbônica. Diurético. A diclorfenamida, como outros inibidores de

anidrase carbônica, produz diurese pela inibição da reabsorção de bicarbonato nos túbulos

renais proximais via inibição enzimática. Esta ação resulta na perda de bicarbonato na urina

e na diurese. A ação dos inibidores da anidrase carbônica resulta em perda significativa de

bicarbonato, urina alcalina e perda de água.

Indicações e Usos Clínicos

A diclorfenamida é raramente usada como diurético. Existem outros medicamentos

diuréticos mais potentes e efetivos disponíveis como os diuréticos de alça (furosemida).

A diclorfenamida como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada primariamente

na redução da pressão intraocular em animais com glaucoma. A metazolamina é usada mais

frequentemente que a diclorfenamida ou a acetazolamida para este fim, e outros

medicamentos são usados com mais frequência do que os inibidores da anidrase carbônica.

A diclorfenamida, assim como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada para

produzir uma urina mais alcalina no tratamento de alguns cálculos urinários.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


O uso prolongado esgotará o bicarbonato, se não for reposto. É um derivado da

sulfonamida. Assim, animais sensíveis às sulfonamidas, podem ser sensíveis

a diclorfenamida. A hipocalemia pode ocorrer em alguns pacientes. A acidose metabólica

grave é rara.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais sensíveis a sulfonamidas.

Interações Medicamentosas

A diclorfenamida irá produzir urina alcalina, o que pode afetar a farmacocinética de

alguns medicamentos. A alcalinização urinária pode potencializar os efeitos de alguns

medicamentos antibacterianos (p. ex., macrolídeos e quinolonas).

Instruções de Uso

A diclorfenamida não é usada como diurético, mas é mais comumente usada para o

tratamento de glaucoma ou na produção de urina alcalina. Tem sido associada com outros

agentes antiglaucomas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão ocular quando do tratamento do glaucoma. Monitore os valores séricos

de potássio e o equilíbrio ácido-base durante o tratamento.

Formulações

A diclorfenamida não está mais disponível comercialmente. Entretanto, formas mais antigas

estão disponíveis em comprimidos de 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3-5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativa de períodos de

carência no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Classificação RCI: 4

Dicloridrato de Melarsomina

Nome comercial e outros nomes

Immiticide

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Composto organoarsenical. Os arsenicais alteram a captação da glicose e o metabolismo para

eliminar os vermes cardíacos. A melarsomina substituiu os antigos arsenicais,

como a tiacetarsamida (Caparsolate).

Indicações e Usos Clínicos

A melarsomina é usada para terapia adulticida do verme cardíaco. Para a adequada

administração, ver o item Instruções de Uso. A melarsomina é altamente eficaz para

eliminar os vermes cardíacos em cães. A eficácia em gatos é de apenas 36%. Geralmente os

gatos não são tratados, pois a doença nesta espécie é autolimitante, sendo realizado apenas

tratamento de suporte (corticosteroides, broncodilatadores e antieméticos).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A melarsomina pode causar tromboembolismo pulmonar 7 a 20 dias após a terapia,

anorexia (incidência de 13%), reação no local da injeção (incidência de miosite de


32%), ou letargia ou depressão (incidência de 15%). Causa elevação das enzimas

hepáticas. Altas doses (3 vezes a dose) podem causar inflamação pulmonar e morte. Se

forem administradas altas doses, o dimercaprol (3 mg/kg, por via intramuscular) pode ser

usado como antídoto. Para prevenir reações adversas da terapia adulticida, muitos

veterinários administram prednisolona ou prednisona na dose de 0,5 mg/kg a cada 12

horas durante a primeira semana e 0,5 mg/kg a cada 24 horas durante 1 semana,

seguido por 0,5 mg/kg em dias alternados por 1 a 2 semanas. Também há evidência de

que a doxiciclina (10 ou 20 mg/kg/dia por via oral) pode diminuir as reações pulmonares

à terapia com melarsomina.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com alta carga do parasita cardíaco. Especificamente,

a melarsomina é contraindicada em cães com doença por verme cardíaco Classe 4 (muito

grave).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. A administração de prednisolona não

afeta a eficácia da melarsomina.

Instruções de Uso

A posologia baseia-se na gravidade da infestação. Siga cuidadosamente as instruções da bula

do produto sobre a adequada administração. Avalie também o paciente para determinar a

classificação da dilofilariose (Classes 1 a 4) antes de iniciar o tratamento. As classes 1 e 2 são

menos graves. A classe 3 é grave e a classe 4 é mais grave e não deve ser tratada com

adulticida antes da cirurgia. Em animais com graves cargas parasitárias e até nos pacientes

de classes 1 e 2, alguns cardiologistas recomendam o uso de um protocolo de três doses. O

protocolo de três doses inclui uma única administração por via intramuscular de 2,5 mg/kg

para diminuir a carga inicial do parasita, seguida, em 2 ou 3 meses, de duas doses

adicionais, com intervalo de 24 horas. Alternativamente, pode haver benefícios

na administração de uma dose preventiva de uma lactona macrocíclica, como a doxiciclina,

por 30 dias, seguida pela primeira injeção de melarsomina em 60 dias, e mais duas injeções

de melarsomina em 90 dias. Evite a exposição humana fazendo a higienização das mãos

após o manuseio ou utilizando luvas. Deve haver estrita restrição ao exercício durante

o tratamento adulticida. Mais detalhes sobre o protocolo para a administração podem ser

encontrados no site: American Heartworm Society (http://www.heartwormsociety.org/).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Faça o monitoramento da carga parasitária e das microfilárias após o tratamento. Monitore

os pacientes tratados cuidadosamente para sinais de tromboembolismo.


Formulações

A melarsomina está disponível em injeção de 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Após a reconstituição, a solução retém a potência por 24 horas. Não congele as soluções

depois de preparadas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

Administre por via intramuscular profunda.

• Classes 1 e 2: 2,5 mg/kg/dia por 2 dias consecutivos. Ver o item Instruções de Uso para

mais protocolos alternativos para esses pacientes.

• Classe 3: 2,5 mg/kg uma vez, depois em 1 mês duas doses adicionais com intervalo de

24 horas.

Gatos

• Não é recomendado.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos já que este medicamento não deve ser

administrado a animais de produção.

Diclorvos

Nomes comerciais e outros nomes

Task ® , Diclorvos ® , Atgard ® , DDVP ® , Verdisol ® e Equigard ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Alatox (v) , Bio-Ciper Plus (v) , Ectofós (v) , Lepecid (v) etc.


Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicação antiparasitária. Elimina os parasitas pela ação anticolinesterásica.

Indicações e Usos Clínicos

O diclorvos é usado principalmente para eliminar parasitas intestinais. Os parasitas que

podem ser combatidos incluem o Toxocara canis e Toxocaris leonina (nematódeos),

Ancylostoma caninum, Uncinaria stenocephala (ancilostomídeos) e o Trichuris vulpis (cestódeos).

Contudo, a eficácia contra o T. vulpis pode ser errática. Em equinos, pode ser usado na

remoção e no controle de ambos (Gastrophilus intestinalis, G. nasalis), grandes estrôngilos

(Strongylus vulgaris, S. equinus, S. edentatus), pequenos estrôngilos (dos gêneros Cyathostomum,

Cylicocercus, Cylicodontophorus, Triodontophorus, Poteriostomum), oxiúros (Oxyuris equi) e

grandes nematódeos (Parascaris equorum). Em suínos, é usado para tratar e controlar as

larvas maduras, imaturas e/ou em estágio quatro do cestódeo (Trichuris suis), nematelmintos

gástricos (Oesophagostomum sp.), ascarídeos (Ascaris suum) e o estrôngilo gástrico (Ascarops

strongylinea).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sobredose pode causar intoxicação por organofosforado (tratar com cloridrato de

pralidoxima e atropina). Os sinais de toxicidade incluem salivação, diarreia, dificuldade

respiratória e mioclonias.

Contraindicações e Precauções

Não utilize em pacientes com dirofilariose. Não administre em sequência ao uso de

compostos anticolinesterásicos administrados até 2 dias antes. Fracionar a dose total em

doses menores para o tratamento de animais: idosos, com alta carga parasitária, anêmicos

ou debilitados. Não utilize em potros jovens, gatinhos e filhotes. Seu uso pode exacerbar

as manifestações clínicas em animais com doença respiratória, como bronquites e doença

pulmonar obstrutiva. Não permita o acesso de pássaros aos alimentos que contenham esta

medicação ou às fezes dos animais tratados.

Interações Medicamentosas

Não utilize com outros medicamentos anticolinesterásicos. Não utilize com outros

agentes antifilaricidas, relaxantes musculares, depressores do sistema nervoso central


(SNC) ou tranquilizantes.

Instruções de Uso

Administrar em um terço da ração em lata comercial para cães ou em carne moída. Os cães

podem ser tratados com qualquer associação de cápsulas e/ou pellets visando à

administração de uma única dose. A metade da dose única recomendada deve ser

administrada e a outra metade deve ser dada após 8 a 24 horas. Para equinos, administrar

na porção de grãos da ração. A metade da dose recomendada pode ser administrada

como dose única e repetida após 8 a 12 horas para o tratamento de animais idosos,

emaciados ou debilitados ou aqueles relutantes para consumir o medicamento junto

ao alimento. Divida a dose caso haja preocupação quanto à obstrução intestinal mecânica

causada pelo intenso parasitismo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as parasitoses como parte do controle parasitário regular.

Formulações

O diclorvos está disponível em comprimidos de 10 e 25 mg. Formulações manipuladas

para equinos foram descontinuadas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 26,4-33 mg/kg em dose única por via oral.

Gatos

• 11 mg/kg em dose única por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Suínos


• 11,2-21,6 mg/kg em dose única por via oral. Para fêmeas prenhes, misture à ração

de gestação até alcançar o valor de 1.000 mg/porca diariamente, durante os últimos

30 dias de gestação, misturando a taxa de 334-500 g/tonelada de ração. Para outros

suínos, misturar 334 g por tonelada de ração e ofertar aos animais como ração única

por 2 dias consecutivos (3,8 kg de ração por animal até a ração com o medicamento ser

totalmente consumida).

Equinos

• 31-41 mg/kg em dose única por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a equinos destinados ao consumo humano.

Para outros animais, não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para

estimativas de período de carência com o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-

888-USFARAD (1-888.873-2723).

Dicloxacilina Sódica

Nome comercial e outros nomes

Dynapen ® e genéricos

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A dicloxacilina é um antibiótico betalactâmico – um semissintético derivado da penicilina.

A atividade esperada é similar à da ampicilina, e apresenta grande estabilidade contra

estafilococos betalactamase. Como outros antibióticos desta classe, ela inibe a síntese

da parede celular bacteriana ao ligar-se a proteínas desta estrutura, enfraquecendo, assim, a

parede celular. Seu espectro de ação limita-se a bactérias Gram-positivas, especialmente

estafilococos.

Indicações e Usos Clínicos


A dicloxacilina possui um espectro de ação relativamente estreito. Como a cloxacilina e

a oxacilina, o espectro da dicloxacilina inclui bacilos Gram-positivos, incluindo as linhagens

de Staphylococcus produtoras de betalactamase. Assim, a mesma vem sendo usada para tratar

infecções estafilocócicas em animais, incluindo a pioderma. Não é ativa contra

Staphylococcus resistentes à meticilina. Devido à disponibilidade de outros antimicrobianos

usados para o tratamento deste espectro bacteriano em pequenos animais, a dicloxacilina

não é comumente usada. Por ser uma medicação oral com absorção limitada em grandes

animais, seu uso é limitado à administração oral em pequenos animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais das penicilinas são mais comumente causados por alergia

medicamentosa. Isso pode variar entre uma reação anafilática aguda quando

administrada a outras manifestações alérgicas quando outras vias de administração são

utilizadas. Quando administrada por via oral (especialmente com doses altas), é possível

ocorrer diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a medicamentos similares à penicilina.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas específicas. A dicloxacilina é mais bem absorvida em

jejum pelos cães.

Instruções de Uso

Não existem estudos de eficácia disponíveis para cães e gatos. Em cães, a absorção oral

é baixa e pode não ser adequada para a terapia. Se possível administrar em jejum.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Usar oxacilina como padrão para o teste de suscetibilidade. Aplicar para a dicloxacilina

os pontos de perda de suscetibilidade usados para a oxacilina.

Formulações

A dicloxacilina está disponível em cápsulas de 125, 250 e 500 mg e em suspensão oral

de 12,5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Não

associar a outros medicamentos. A suspensão oral reconstituída permanece estável por 14

dias sob refrigeração. As formulações manipuladas, especialmente as formulações aquosas,

podem não ser estáveis.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 11-55 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há dose relatada para grandes animais. A absorção oral é baixa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Devido à absorção oral esperada ser

mínima, quando usado sistemicamente em animais de produção, aplicar o período de

carência similar ao da ampicilina. Alternativamente, contate o FARAD no número 1-888-

USFARAD (1-888.873-2723).

Dietilestilbestrol

Nome comercial e outros nomes

DES ® e genéricos

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O dietilestilbestrol, conhecido como DES ® , é um medicamento sintético com efeitos

estrogênicos. Difere de compostos esteroides, pois não apresenta um anel esteroide. É

utilizado na reposição de estrogênio nos animais. Quando usado para o tratamento


da incontinência urinária, acredita-se que a ação do DES ® , esteja relacionada ao aumento

da sensibilidade dos receptores estrogênicos do tipo alfa no esfíncter urinário, restaurando a

continência.

Indicações e Usos Clínicos

O DES ® é o mais comumente utilizado para o tratamento da incontinência responsiva ao

estrogênio em cães. A fenilpropanolamina (FPA) é usada em cães quando a terapia com

DES ®

se torna ineficaz. Estrogênios conjugados (p. ex., Premarim 20 mcg/kg

2 vezes/semana) são usados em alguns cães quando o DES ® não está disponível. O estriol

também tem sido usado em alguns cães para o tratamento da incontinência. O DES ®

também é usado para indução de abortos em cães. Não existem mais formulações

disponíveis de DES ® , mas pode ser adquirido em algumas farmácias de manipulação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais podem ocorrer decorrentes do excesso de estrogênio. A terapia com

estrogenio pode aumentar o risco de piometra e de neoplasias sensíveis ao estrógeno.

Apesar da mielossupressão (particularmente anemia) ter sido relatada após o uso de

estrógenos em cães e ser citada como um potencial de risco, esta é uma complicação rara

após o uso de DES ® .

Contraindicações e Precauções

O DES tem sido associado ao desenvolvimento de câncer, e a exposição humana deve ser

minimizada tanto quanto possível (o uso é proibido em animais destinados ao consumo

humano). Apesar de não terem sido relatados problemas clínicos significativos com

DES ® , a anemia pode ocorrer após a administração de altas doses de estrógeno em

animais.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Contudo, em seres humanos,

a administração de estrógenos aumenta a ligação da globulina na tireoide e assim

diminui a forma ativa do hormônio tireoidiano (T4) em pacientes que recebem

suplementação deste hormônio.


Instruções de Uso

As doses listadas são para o tratamento da incontinência urinária e variam de acordo com a

resposta. Deve-se titular a dose para obter a resposta do paciente. Apesar de utilizada na

indução do aborto, esta foi ineficaz em um estudo quando administrada na dose de

75 mcg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma para detectar sinais de mielotoxicidade. Monitore os níveis de T4

caso o paciente seja portador de hipotireoidismo e receba suplementação.

Formulações

O DES ® está disponível em comprimidos de 1 e 5 mg e em solução injetável de 50 mg/mL.

O DES ® não está mais disponível comercialmente nos EUA e também no Brasil, mas pode

ser adquirido em farmácias de manipulação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada. Contudo, comprimidos

manipulados estão disponíveis em farmácias de manipulação, e acredita-se que sejam

eficazes.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-1,0 mg/cão a cada 24 horas por via oral. A dose é proporcional ao tamanho do cão.

Continuar a administração diariamente por 5 dias e reduzir a frequência

de administração para duas ou três vezes na semana.

Gatos

• 0,05-0,1 mg/gato a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais. O uso é proibido em animais de produção.

Informações sobre Restrição Legal


É proibida a administração de DES ® em animais de produção.

Difenoxilato

Nome comercial e outros nomes

Lomotil ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Lomotil (h)

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide. Liga-se aos receptores opioides do tipo mu no intestino e estimula

a segmentação da musculatura lisa intestinal, diminuindo o peristaltismo e aumentando

a absorção de líquidos e eletrólitos.

Indicações e Usos Clínicos

O difenoxilato é usado para o tratamento da diarreia aguda inespecífica. Apresenta efeito

primário local. A loperamida (Imodium ® ) apresenta ação similar e se tornou mais popular

para esta indicação. Um emprego adicional, muitas vezes não utilizado na medicina

veterinária, é como antitussígeno.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos colaterais descritos em medicina veterinária. O difenoxilato possui baixa

absorção sistêmica e provoca poucos efeitos colaterais. O uso excessivo pode causar

constipação intestinal.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes com diarreia devido a causas infecciosas. Os opiáceos não devem

ser utilizados para o tratamento da diarreia crônica.


Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas específicas descritas. Contudo, use com cautela com

outros opioides e outros medicamentos que possam causar constipação intestinal (p. ex.,

medicamentos antimuscarínicos).

Instruções de Uso

As doses são baseadas primariamente no empirismo ou extrapoladas da dose para uso

humano. Não foram realizados estudos clínicos em animais. O difenoxilato contém atropina,

mas a dose não é suficientemente alta para ocasionar efeitos sistêmicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é necessário.

Formulações

O difenoxilato está disponível em comprimidos de 2,5 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,2 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral. As doses antitussígenas são mais altas

até 0,5 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.

Gatos

• 0,05-0,1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não utilizado em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período


de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723). Classificação RCI: 4

No Brasil, o difenoxilato está classificado como substância entorpecente (lista A1) sujeito

a notificação de Receita “A”.

Digitoxina

Nome comercial e outros nomes

Digimerck ® (denominação europeia)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente inotrópico cardíaco

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente inotrópico cardíaco. A digitoxina aumenta a contratilidade cardíaca e diminui sua

frequência. O mecanismo é por meio da inativação da bomba ATPase sódio-potássio no

músculo cardíaco e aumento do acúmulo de cálcio intracelular, ativação e liberação de

cálcio do retículo sarcoplasmático. Outro efeito neuroendócrino é a sensibilização de

baroceptores, o que diminui a frequência cardíaca. Os benefícios na insuficiência cardíaca

devem ser decorrentes destes efeitos neuroendócrinos.

Indicações e Usos Clínicos

A digitoxina é indicada para pacientes com insuficiência miocárdica e para o controle da

frequência das taquicardias supraventriculares. A disponibilidade de formulações

de digitoxina para o tratamento dos pacientes é limitada. A digitoxina não pode mais ser

obtida nos EUA. Subsequentemente, a digitoxina vem sendo substituída pela digoxina.

A digoxina é um metabólito ativo da digitoxina e pode ser usada no lugar da digitoxina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os glicosídeos digitálicos possuem um estreito índice terapêutico. A digitoxina pode


causar uma variedade de arritmias nos paciente (p. ex., bloqueio AV e taquicardia

ventricular). Ela frequentemente causa vômitos, anorexia e diarreia. Os efeitos colaterais

da digitoxina são exacerbados pela hipocalemia e diminuídos pela hipercalemia.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com bloqueio AV ou com risco de desenvolvimento de

arritmias graves. Não administrar a animais com desequilíbrio eletrolítico de potássio.

Interações Medicamentosas

Altas doses de potássio irão diminuir seu efeito clínico; baixas doses de potássio irão

aumentar seus efeitos e a toxicidade. A quinidina pode aumentar suas concentrações

plasmáticas. Bloqueadores de canais de cálcio e betabloqueadores podem potencializar

a ação na condução do nodo AV.

Instruções de Uso

O uso da digitoxina diminuiu nos últimos anos devido ao uso da digoxina. Se disponível,

pode ser utilizada com outras medicações cardíacas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a concentração sérica da digoxina nos pacientes para então determinar uma

terapia eficiente. Durante a monitoração, coletar amostras de sangue entre 2-6 horas após

a administração. A concentração terapêutica varia de 10-30 ng/mL.

Formulações

A digitoxina está disponível em comprimidos de 0,05 e 0,1 mg (não mais disponível

em alguns distribuidores, deve ser obtida de fontes europeias).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,02-0,03 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Bovino

• 50-60 mcg/kg a cada 6 horas por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a bovinos destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 4

Digoxina

Nomes comerciais e outros nomes

Lanoxin ® e Cardoxin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Digoxina (h) , Barrenne Digoxina (h) , Digoxina

Classificação funcional

Agente inotrópico cardíaco

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente inotrópico cardíaco. A digoxina aumenta a contratilidade cardíaca e diminui a

frequência cardíaca. O mecanismo ocorre por meio da inativação da bomba ATPase sódiopotássio

no músculo cardíaco e aumento do acúmulo de cálcio intracelular, ativação e

liberação do cálcio do retículo sarcoplasmático. Ainda, inclui como os efeitos

neuroendócrinos, a sensibilização de baroceptores, o que diminui a frequência cardíaca pelo

aumento do tônus vagal. Os benefícios na insuficiência cardíaca podem ser causados pela

diminuição da frequência cardíaca e supressão do nó AV, impedindo a reentrada

de arritmias cardíacas por efeitos neuroendócrinos.

Indicações e Usos Clínicos

A digoxina é indicada na insuficiência cardíaca devido ao efeito inotrópico e à diminuição

da frequência cardíaca em cães e gatos, e ocasionalmente em outros animais. É usada em

arritmias supraventriculares para diminuição da resposta ventricular à estimulação atrial via

supressão do nodo AV. A digoxina pode ser usada com outros medicamentos para

insuficiência cardíaca como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA)

(p. ex., enalapril), diuréticos (furosemida) e vasodilatadores.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os glicosídeos digitálicos, como a digoxina, possuem um estreito índice terapêutico. A

digoxina pode causar uma variedade de arritmias nos pacientes (p. ex., bloqueio AV e

taquicardia ventricular) e podem produzir atraso após a despolarização induzida pela

arritmia. A digoxina frequentemente causa vômitos, anorexia e diarreia. Os efeitos

colaterais da digoxina são exacerbados pela hipocalemia e diminuídos pela hipercalemia.

Contraindicações e Precauções

Algumas raças de cães (Doberman, Pinscher) e gatos são mais sensíveis aos efeitos

colaterais.

Interações Medicamentosas

Altas doses de potássio diminuem seu efeito clínico; baixas doses de potássio irão

aumentar seus efeitos e a toxicidade. A digoxina é um substrato para a p-glicoproteína e

muitos medicamentos são capazes de aumentar as concentrações da digoxina, incluindo

a quinidina, a aspirina, a claritromicina (e outros macrolídeos) e o cloranfenicol (ver

Apêndice para a lista de inibidores da p-glicoproteína). A administração crônica de

fenobarbital pode diminuir a concentração da digoxina pelo aumento de sua depuração.

Os bloqueadores de canais de cálcio e betabloqueadores irão potencializar ação

na condução do nodo AV, aumentando o risco de bloqueio AV. A digoxina é melhor

absorvida em estômago com caráter ácido e os inibidores da bomba de próton ou

bloqueadores H2 podem reduzir a sua absorção.

Instruções de Uso

Quanto à posologia, calcule a dose baseando-se no peso corpóreo. As doses devem ser 10%

menores quando administradas na forma de elixir, pois têm maior absorção. Quando usada

para tratar fibrilação atrial em cães, associar com o diltiazem, isto irá produzir uma grande

redução na frequência ventricular do que cada medicamento isoladamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o paciente cuidadosamente. Monitore a concentração sérica da digoxina em

pacientes para determinar a eficácia da terapia. A concentração terapêutica varia de 0,8-

1,5 ng/mL entre 8-10 horas após a administração. Alguns cardiologistas recomendam

concentrações de 0,9-1,0 ng/mL e abaixo para o tratamento da insuficiência cardíaca e

para reduzir a frequência cardíaca a 140-160 bpm. Os efeitos colaterais são comuns em

concentrações acima de 3,5 ng/mL, mas em alguns pacientes sensíveis, isto pode ocorrer


com doses de 2,5 ng/mL. Os pacientes podem ser monitorados com ECG para detectar

arritmias induzidas pela digoxina.

Formulações

A digoxina está disponível em comprimidos de 0,0625, 0,125 e 0,25 mg e elixir de

0,15 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Esta

medicação não é estável se misturada a soluções de pH baixo (pH < 3). Não manipular

comprimidos orais com outras medicações.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,0025-0,005 mg/kg, a cada 12 horas por via oral (dose usada pela maioria

dos cardiologistas).

• Alternativamente, as doses variam de acordo com o peso corpóreo do cão: cães < 20 kg:

0,005-0,01 mg/kg, a cada 12 horas e se > 20 kg: 0,22 mg/m 2 a cada 12 horas por via

oral (diminuir em 10% para elixir).

• Digitalização rápida: 0,0055-0,011 mg/kg a cada hora por via intravenosa até o efeito.

• Fibrilação atrial: 0,005 mg/kg a cada 12 horas por via oral (pode ser associada

ao diltiazem a 3 mg/kg, a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 0,008-0,01 mg/kg a cada 48 horas por via oral (Aproximadamente ¼ de 0,125 mg

comprimido/gato).

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 22 mcg/kg (0,022 mg/kg) por via intravenosa, dose de indução, seguido de

0,86 mcg/kg/hora por via intravenosa ou múltiplas doses de 3,4 mcg/kg a cada 4

horas. As concentrações plasmáticas são semelhantes à de outros animais.

Equinos


• 2 mcg/kg (0,002 mg/kg) por via intravenosa a cada 12 horas.

• 15 mcg/kg (0,015 mg/kg), a cada 12 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Classificação RCI: 4

Diidrotaquisterol

Nomes comerciais e outros nomes

Não constam

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Análogo da vitamina D. A vitamina D promove absorção e a utilização de cálcio.

Indicações e Usos Clínicos

A diidrotaquisterol é usada para o tratamento da hipocalcemia, especialmente

hipoparatireoidismo associado a tireoidectomia. O uso mais comum é para o tratamento

de reposição no hipertireoidismo em gatos que realizaram a tireoidectomia.

O calcitriol é outro medicamento usado para regular as concentrações de cálcio

em animais (ver Calcitriol).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sobredose pode causar hipercalcemia.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais prenhes, pois pode causar anormalidades fetais.

Interações Medicamentosas


Não há interações medicamentosas descritas em animais. Entretanto, use com cautela

com outras medicações que contenham altas doses de cálcio. Use com cautela quando

associado aos diuréticos tiazídicos.

Instruções de Uso

As doses individuais devem ser ajustadas de acordo com o monitoramento

das concentrações de cálcio sérico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a concentração sérica de cálcio.

Formulações

Não há formulações disponíveis nos EUA. Só pode ser obtida através de algumas farmácias

de manipulação. Formulações antigas consistiam de cápsulas de 0,125 mg; suspensão oral

de 0,5 mg/mL (20% de álcool); e comprimidos e de 125, 200 e 400 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,01 mg/kg/dia por via oral.

• Tratamento agudo: 0,02 mg/kg inicialmente, posteriomente 0,01-0,02 mg/kg a cada

24-48 horas por via oral. A dose deve ser ajustada de acordo com as mensurações

de cálcio. As doses efetivas variam de 0,1 a 0,3 mg/kg.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).


Dimenidrinato

Nomes comerciais e outros nomes

Dramamine ® (no Canadá Gravol ® )

Medicamentos comercializados no Brasil

Dramin (h) , Dramavit (h) , Nausicalm (h) etc.

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador H1). A difenidramina é a fração ativa do dimenidrinato.

Similar a outros anti-histamínicos, sua ação bloqueia os receptores H1 e suprime

a resposta inflamatória causada pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados no controle

do prurido e da inflamação cutânea em cães e gatos, contudo, a taxa de sucesso em cães

não é alta. Os anti-histamínicos comumente utilizados incluem a clemastina, a

clorfeniramina, a difenidramina e a hidroxizina. O dimenidrinato é convertido em

difenidramina ativa. O dimenidrinato também atua como um antiemético de ação central,

possivelmente pela ação no centro do vômito ou via ativação da zona deflagradora de

quimioceptores.

Indicações e Usos Clínicos

O dimenidrinato é usado na prevenção de reações alérgicas e para o tratamento do prurido

em cães e gatos. Porém, a taxa de sucesso do tratamento do prurido não é alta. Além do

efeito anti-histamínico para o tratamento de alergias, o dimenidrinato, assim como outros

anti- histamínicos, atua como um antiemético pela ação no centro que controla o vômito

nos animais. Os anti-histamínicos usados como antieméticos são administrados para

cinetose, vômitos induzidos por quimioterapia e doenças gástricas que estimulam os vômitos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comum. A sedação é o resultado da inibição da


histamina N-metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de

outros receptores no sistema nervoso central (SNC), como os da serotonina, da

acetilcolina e dos receptores tipo alfa. Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da

atropina) também são comuns, incluindo a boca seca e a diminuição de secreções

gástricas.

Contraindicações e Precauções

Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) são comuns. Não usar em

condições contraindicadas ao uso de anticolinérgicos, como glaucoma, paresia intestinal

ou arritmias cardíacas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas. Porém, o uso concomitante a outros

sedativos e tranquilizantes pode potencializar a sedação.

Instruções de Uso

Como outros anti-histamínicos, não foram realizados estudos clínicos sobre o uso

do dimenidrinato. Ele é usado empiricamente para o tratamento dos vômitos e para prevenir

reações alérgicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é sugerido.

Formulações

O dimenidrinato está disponível em comprimidos de 50 mg e injeção de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 4-8 mg/kg a cada 8 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.

Gatos


• 12,5 mg/gato a cada 8 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 3

Dimercaprol

Nome comercial e outros nomes

British anti-lewsite (BAL) ® em óleo

Medicamentos comercializados no Brasil

Dimercaprol (g)

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente quelante. O dimercaprol é também conhecido como BAL. É um agente quelante

ditiol que se liga a metais pesados. Ele se liga ao arsênio, ao chumbo e ao mercúrio para

o tratamento de toxicoses.

Indicações e Usos Clínicos

Usado para o tratamento da intoxicação por chumbo, ouro, mercúrio e arsênio. Existem

duas formulações disponíveis: o ácido dimercaptopropano-1 sulfônico (DMPS) e o ácido

meso 2,3-dimercaptosuccínico. Por não ser facilmente disponível, sua manipulação deve ser

solicitada.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram descritos efeitos colaterais em medicina veterinária. Em seres humanos, foi

relatada a ocorrência de abscessos estéreis nos locais de aplicação. Altas doses causaram

convulsões, sonolência e vômitos.

Contraindicações e Precauções

O dimercaprol é usado somente para o tratamento de intoxicações.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas.

Instruções de Uso

Administre o mais prontamente possível após a exposição ao agente tóxico. A alcalinização

urinária pode aumentar a eliminação do toxicante. Use o dimercaprol concomitantemente

ao edetato dissódico de cálcio nas intoxicações por chumbo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As concentrações dos metais pesados podem ser mensuradas para avaliar o tratamento.

Formulações

O dimercaprol está disponível em soluções injetáveis que devem ser manipuladas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• 4 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

• 4 mg/kg a cada 4 horas, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência: 5 dias para leite e carne (uso extrabula)


Dimetilsulfóxido (DMSO)

Nomes comerciais e outros nomes

DMSO ® e Domoso ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dimesol (v)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O DMSO é um solvente obtido no processo de fabricação do papel. É altamente higroscópico

(absorvente de água). Ele desloca a água rapidamente e penetra facilmente na membrana

celular, na pele e nas mucosas. Possui propriedades anti-inflamatória, antifúngica e

antibacteriana. A ação anti-inflamatória clínica do DMSO é incerta. Ele pode produzir

efeitos anti-inflamatórios ou protetores nas membranas celulares pela habilidade em

remover radicais livres derivados do oxigênio. Em equinos, em doses de 1g/kg, a meia-vida é

de 8,6 horas. Cerca de 26% da dose administrada são excretados pela urina. Em cães, a

meia-vida é de 36 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O DMSO é administrado por via tópica ou sistêmica (intravenosa) para o tratamento de

diversas condições inflamatórias. É muito usado em equinos para o tratamento de laminite,

artrite, pneumonia, cólica, sinovite e lesões no sistema nervoso. Apesar de ser amplamente

usado, não há estudos publicados sobre sua eficácia clínica e provas que apoiem o uso como

agente anti-inflamatório para o tratamento de doenças, esta é essencialmente empírica. Não

há evidências de que suportem o seu uso para proteger a lesão de reperfusão isquêmica, para

tratar a laminite ou para melhorar as doenças neurológicas. O medicamento não atravessa a

barreira hematoencefálica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O DMSO é irritante para a pele e as membranas. É higroscópico e também induz a

liberação de histamina na pele. O uso por longos períodos produziu alterações oftálmicas


em animais de laboratório. Grandes concentrações de DMSO, quando administrado por

via intravenosa, causam hemólise significativa. O uso intravenoso também está associado

a hemoglobinemia, cólica aguda, diarreia, miosite, tremores musculares e colapso. Estas

reações são mais comuns em doses de 2 g/kg ou maiores. O DMSO produz um odor forte

quando aplicado.

Contraindicações e Precauções

O DMSO não está registrado para uso sistêmico, apesar disso muitos veterinários utilizamno

dessa forma. Ele pode aumentar a absorção de toxicantes e contaminantes pela pele.

Não administre por via intravenosa em concentrações > 10% ou em doses > 1g/kg. Não

administre soluções concentradas sistemicamente.

Interações Medicamentosas

O DMSO é um forte solvente. Ele irá dissolver outros componentes e pode agir

aumentando a permeação e a penetração transmembrana de outros componentes.

Instruções de Uso

Diluir as soluções para obter concentrações a 10% para infusão intravenosa. As doses

variam muito entre os profissionais veterinários. A dose de 1g/kg é comumente descrita,

mas na literatura citada ela varia de 0,2 a 4,0 g/kg para uso em equinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma enquanto utilizado.

Formulações

O DMSO ® está disponível em solução.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Não

associar a outros componentes, a menos que seja feito imediatamente

antes da administração.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1 g/kg lento. Não administrar soluções acima de 10%.


Posologia para Grandes Animais

• 1 g/kg por via intravenosa lenta. Diluir antes de usar. Não administre

concentrações > 10%. Para a maioria das condições, administrar a cada 12 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não é aprovado o uso em animais de produção. O período de carência não foi estabelecido.

Classificação RCI: 5

Dinitrato de Isossorbida, Mononitrato de Isossorbida

Nomes comerciais e outros nomes

Dinitrato de isossorbida: Isordil, Isorbid e Sorbitrate e Mononitrato de Isossorbida:

Monoket

Medicamentos comercializados no Brasil

Isordil (dinitrato) (h) , Monocordil (mononitrato) (h) , Dinitrato de Isossorbida (g)

Mononitrato de Isossorbida (g)

e

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador de nitrato. Como outros nitrovasodilatadores, ele produz vasodilatação através

da geração de óxido nítrico. Relaxa a musculatura lisa vascular, especialmente a venosa. O

mononitrato de isossorbida é o dinitrato de isossorbida biologicamente ativo. Comparado ao

dinitrato de isossorbida, não sofre efeito de primeira passagem e é completamente absorvido

por via oral.

Indicações e Usos Clínicos

O dinitrato de isossorbida é usado para reduzir a pré-carga em pacientes com insuficiência

cardíaca congestiva. Em seres humanos, é usado principalmente para tratar angina. O uso

em animais não está estabelecido e a nitroglicerina é usada com mais frequência

(topicamente) ou em situações de cuidados críticos, em infusões intravenosas de

nitroprussiato. O uso em animais deriva principalmente da utilização empírica. Não existem

estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são principalmente relacionados a sobredoses que produzem

excessiva vasodilatação e hipotensão. Pode-se desenvolver tolerância com doses

repetidas.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com hipovolemia. Use com cautela em animais com baixa

reserva cardíaca.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Geralmente, as doses são tituladas para os indivíduos, dependendo da resposta. O

mononitrato de isossorbida é melhor absorvido que o dinitrato de isossorbida e pode ser

preferido em situações clínicas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o estado cardiovascular do paciente durante o tratamento.

Formulações

O dinitrato de isossorbida está disponível em comprimidos de 2,5, 5, 10, 20, 30 e 40 mg e

cápsulas de 20 mg.

O mono-hidrato de isossorbida está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Dinitrato de isossorbida: 2,5-5 mg/animal a cada 12 horas por via oral ou 0,22-

1,1 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.


• Mononitrato de isossorbida: 5 mg/cão; administre duas doses ao dia com 7 horas de

intervalo por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo

de carência extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

O risco da presença de resíduos é baixo.

Classificação RCI: 4

Dinoprost Trometamina

Nomes comerciais e outros nomes

Lutalyse ® , Dinoprost ® , Prostin F2 alfa ® , ProstaMate ® , Prostaglandina F2 alfa ® e PGF2

alfa ® .

Medicamentos comercializados no Brasil

Lutalyse (v)

Classificação funcional

Prostaglandina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O dinoprost é uma prostaglandina (PGF 2 alfa) que induz a luteólise. A prostaglandina F 2 e

seus análogos apresentam uma ação luteolítica direta sobre o corpo lúteo. Após a injeção, ela

produz uma regressão funcional do corpo lúteo (Luteólise). Em bovinos não gestantes, este

efeito irá resultar no início do estro após 2 a 5 dias da aplicação. Em animais prenhes, irá

interromper a gestação. Em animais com atividade lútea prolongada que apresentam

piometra, fetos mumificados ou cistos luteais, a luteólise geralmente resulta na resolução

da alteração e retorno ao ciclo normal.

Indicações e Usos Clínicos


O dinoprost é usado na sincronização do ciclo estral em bovinos e em equinos devido

a luteólise. Em equinos e bovinos é usado para controlar o tempo de estro no ciclo estral das

fêmeas e em fêmeas clinicamente em anestro com corpo lúteo. Em suínos, o dinoprost é

usado na indução do parto, quando administrado em 3 dias do mesmo. Em cães,

o dinoprost é usado para o tratamento da piometra. Em bovinos, o dinoprost é usado para

o tratamento da endometrite crônica.

Em grandes animais, o dinoprost é usado para indução do aborto nos primeiros 100 dias

de gestação, mas seu uso na indução do aborto em pequenos animais vem sendo

questionado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A prostaglandina F2 alfa provoca o aumento do tônus da musculatura lisa, resultando em

diarreia, desconforto abdominal, broncoconstrição e aumento da pressão arterial.

Em pequenos animais, outros efeitos colaterais incluem os vômitos. A indução do aborto

pode causar a retenção da placenta.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intravenosa. O dinoprost induz o aborto em animais prenhes.

Veterinários, proprietários e técnicos de apoio devem realizar a manipulação cautelosa

desta medicação. Não permitir o manuseio desta medicação por mulheres grávidas. Pode

ocorrer a absorção pela pele humana intacta. Pessoas com alterações respiratórias também

devem evitar o manuseio de dinoprost.

Interações Medicamentosas

De acordo com as informações técnicas, o dinoprost não deve ser usado com antiinflamatórios

não esteroidais (AINEs), pois esta medicação inibe a síntese

de prostaglandina. Porém, os AINEs não devem afetar a concentração de PGF2 alfa

administrada por este produto. Recomenda-se cautela na utilização concomitante com

ocitocina, pois há risco de ruptura uterina.

Instruções de Uso

O uso para o tratamento da piometra deve ser monitorado cuidadosamente. Se a piometra

não for aberta, pode resultar em sérias consequências. Quando usado em bovinos, após uma

injeção única, o animal deve ser coberto no horário usual relativo ao estro. Quando aplicadas

duas injeções, a vaca pode ser coberta após a segunda injeção no horário usual de detecção

do estro ou em 80 horas após a segunda injeção. O estro é esperado entre 1 e 5 dias após a


injeção, isso se houver corpo lúteo presente. Os bovinos que não forem fecundados devem

voltar ao cio em 18 a 24 dias. Quando usado em bovinos para indução do aborto, deve ser

usado somente durante os 100 primeiros dias de gestação. As vacas abortam 35 dias após a

aplicação.

Em suínos, administrar em até 3 dias do parto, quando planejado, a fim de induzi-lo.

O parto deve ocorrer em aproximadamente 30 horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Quando utilizado para sincronização do estro, monitore os sinais do estro. Os animais devem

ser cobertos no horário habitual do estro.

Formulações

O dinoprost está disponível em soluções de 5 mg/mL para via intramuscular.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Piometra: 0,1-0,2 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.

• Aborto: 0,025-0,05 mg (25-50 μg) /kg a cada 12 horas por via intramuscular.

Gatos

• Piometra: 0,1-0,25 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.

• Aborto: 0,5-1,0 mg/kg por via intramuscular, em duas aplicações.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Aborto: 25 mg dose total, administrada uma vez por via intramuscular.

• Sincronização do estro: 25 mg (5 mL) por via intramuscular, uma ou duas vezes

em intervalos de 10-12 dias.

• Piometra: 25 mg administrados uma vez por via intramuscular.


Equinos

• Sincronização do estro1 mg/45 kg ou 1-2 mL administrados uma única vez por via

intramuscular. As éguas devem voltar ao cio em 2-4 dias e ovular em 8-12 dias após

o tratamento.

Suínos

• Indução do parto: 10 mg (2 mL) administrados uma vez por via intramuscular. O parto

ocorrerá em 30 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não fornecer a cavalos destinados ao consumo. Utilizar apenas em bovinos destinados

à produção de carne e em vacas não lactantes.

Dipiridamol

Nome comercial e outros nomes

Persantine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Persantin (h)

Classificação funcional

Anticoagulante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor plaquetário. O mecanismo de ação é atribuído ao aumento de AMP cíclico

plaquetário, o que diminui sua ativação.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, o dipiridamol é usado para a prevenção do tromboembolismo e estados

de hipercoagulabilidade. Entretanto, o uso de dipiridamol em animais é infrequente. Pode

ser indicado em condições clínicas nas quais a inibição plaquetária é desejada. É indicado

principalmente para evitar o tromboembolismo. É mais comum a administração de outros

inibidores plaquetários como o clopidogrel, com ou sem aspirina.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Porém, sangramentos são esperados

em animais com tendência a coagulopatia ou que recebam outros anticoagulantes.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com alterações de sangramento.

Interações Medicamentosas

A aspirina pode potencializar seus efeitos.

Instruções de Uso

O dipiridamol é usado primariamente em seres humanos na prevenção

do tromboembolismo. O uso em animais não foi descrito. Em seres humanos é associado com

outros agentes antitrombóticos (p. ex., a varfarina).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Pode ser necessário o monitoramento dos tempos de coagulação em alguns animais.

Formulações

O dipiridamol está disponível em comprimidos de 25, 50 e 75 mg e em soluções injetáveis

de 5 mg/mL. Ele também está disponível associado à aspirina, em uma concentração de

200 mg de dipiridamol e 25 mg de aspirina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 4-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Não é utilizado em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 3

Dirlotapide

Nome comercial e outros nomes

Slentrol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Medicamento para a obesidade

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O dirlotapide é usado para perda de peso em cães. Ele está relacionado a outra medicação

usada para obesidade em cães, o mitratapide (Yarvitan ® ), que é aprovado na Europa. O

dirlotapide é um inibidor da proteína de transferência de triglicerídeos microssomal (MTP).

A inibição é seletiva e a forma de MTP no fígado não é afetada em cães. A inibição desta

enzima reduz a habilidade dos enterócitos intestinais de processar os triglicerídeos,

impedindo a absorção de lipídeos em quilomicrons. Como resultado, tem-se a diminuição da

absorção de gordura e aumento da gordura fecal. O acúmulo dos triglicerídeos nas células

intestinais envia um sinal (mensagem de saciedade) ao SNC para supressão do apetite. Em

cães o efeito nas células intestinais reduz a absorção de lipídeos da dieta, em associação com

a diminuição dos triglicerídeos pós-prandial, fosfolipídeos e do colesterol sérico. A perda de

peso é atribuída à redução do apetite ao invés de deficiência no processamento de lipídeos

da dieta. Não produz um efeito central direto. A biodisponibilidade do dirlotapide oral é

variável, na faixa de 20%-40%, com um volume de distribuição (VD) de 1,3 L/kg. Tem alta

afinidade às proteínas. A administração com alimentos aumenta a sua absorção. A meia-vida

no plasma é variável (1,2-11 horas). Os efeitos nas células intestinais e no apetite parecem

locais (intestino) e não atribuídos aos seus níveis plasmáticos, uma vez que efeitos similares

na redução de peso não são observados quando o dirlotapide é administrado por via

parenteral.


Indicações e Usos Clínicos

O dirlotapide é usado no controle da obesidade em cães. Durante o protocolo de

tratamento, existe uma constante perda de peso (aproximadamente 3% por mês) que é

primariamente tecido gorduroso, e não tecido magro. Assim, durante o período total

do tratamento pode ser observado em uma perda de peso de 18-22% de peso corpóreo, mas

a resposta pode variar individualmente entre os cães. O dirlotapide não deve ser utilizado

sem a instituição de um protocolo adequado, conforme descrito pelo fabricante. Ele deve ser

usado em um programa de perda de peso, o que inclui mudanças apropriadas da dieta.

Antes da utilização para o tratamento do excesso de peso ou da obesidade, deve-se

descartar outras doenças como hipotireoidismo ou hiperadrenocorticismo.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são proporcionais a dose. A diminuição do apetite ocorre como um

modo de ação do medicamento. Os vômitos podem ocorrer como um efeito comum

relatado ao mecanismo de ação do medicamento. Também podem ocorrer náuseas e

diarreia. Nenhum desses sinais é necessariamente causa para se parar a medicação e

pode se resolver com o tempo. Contudo, se os vômitos e as náuseas persistirem, será

necessário a avaliação e o ajuste da dose. Mudanças nas enzimas hepáticas também são

esperadas. Pode ocorrer aumento nas enzimas hepáticas ALT e AST associadas ao

tratamento. Contudo, se houver um grande aumento na ALT, ou elevação marcada em

outros valores (AST, GGT, FA ou bilirrubina total), o tratamento deve ser suspenso e o

paciente reavaliado. Pode ocorrer diminuição da absorção de vitaminas A e E solúveis na

gordura. A redução na absorção destas vitaminas pode não ser clinicamente significante.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a gatos. Não usar em cães com insuficiência hepática concomitante ou

em cães que realizaram terapia com corticosteroide por tempo prolongado. Seres

humanos não devem tomar este medicamento. A segurança na prenhez não foi

estabelecida.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas. Foi seguramente administrado com

AINEs e inibidores da ECA.

Instruções de Uso

Ao usar esta medicação, usar uma alimentação completa. Existe um protocolo especifico (ver


Posologia) que deve ser seguido para o uso adequado deste medicamento. O protocolo segue

uma fase de perda de peso inicial, geralmente 4 semanas, uma fase de adaptação

de duração variável, seguido por uma fase de controle do peso de 12 semanas. O protocolo

inteiro compreende 26 semanas. Se a redução na dieta não for mantida e a dieta não for

restrita, os animais podem recuperar o peso após o término do tratamento. Para evitar o

ganho de peso, continue a quantidade da dieta de manutenção utilizada durante a fase

pós-tratamento. O dirlotapide deve ser administrado diretamente na boca ou com

alimentos. A supressão do apetite é menor em cães que são alimentados com uma dieta com

baixo teor de gordura.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a perda de peso do paciente. Monitore a bioquímica sérica para mudanças

das enzimas hepáticas e redução da albumina e eletrólitos.

Formulações

O dirlotapide está disponível em soluções de 5 mg/mL em óleo MCT (mistura

de triglicerídeos de cadeia média de fácil digestão).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Uma

vez aberto apresenta vida útil de três meses. Não refrigerar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose inicial de 0,05 mg/kg (0,01 mL/kg), posteriormente aumente para 0,1 mg/kg

(0,02 mL/kg) por 14 dias. Posteriormente, a dose é ajustada mensalmente com base na

perda de peso de cada cão individualmente. A dose máxima é de 1,0 mg/kg

(0,2 mL/kg).

Gatos

Não utilizar em gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Este medicamento

não deve ser administrado a animais destinados ao consumo.

Disopiramida

Nome comercial e outros nomes

Norpace ® (Rhythmodan ® no Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Dicorantil (h)

Classificação funcional

Agente antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antiarrítmico de classe I. A disopiramida impede a entrada de sódio ao bloquear seus

canais e diminui a taxa de condutividade eletrofisiológica do miocárdio.

Indicações e Usos Clínicos

A disopiramida é usada no controle das arritmias ventriculares. Não é comumente usada em

medicina veterinária como outros fármacos o são. Não foram descritos estudos clínicos sobre

sua eficácia em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Altas doses podem causar arritmia

cardíaca.

Contraindicações e Precauções

Pode induzir arritmias em alguns pacientes quando em altas doses.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas em animais. Utilize com cautela quando

administrado junto a outros medicamentos que interfiram no ritmo cardíaco.


Instruções de Uso

A disopiramida não é comumente utilizada em medicina veterinária devido à sua curta

meia-vida em cães. Outros antiarrítmicos são preferidos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o ECG em animais tratados. Esta medicação pode ser pró-arritmogênica.

Formulações

A disopiramida está disponível em cápsulas de 100 e 150 mg e em solução injetável

de 10 mg/mL (apenas no Canadá).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações orais manipuladas é de 30 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 6-15 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Gatos

Não há doses estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 4

No Brasil, a disopiramida está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.


Docusato

Nomes comerciais e outros nomes

Docusato de cálcio: Surfak ® e Doxidan ® ; Docusato de sódio: DSS ® , Colace ® e Doxan ®

e marcas genéricas.

Medicamentos comercializados no Brasil

Humectol D (h)

Classificação funcional

Laxativo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O docusato de sódio e o docusato de cálcio são laxantes. Atuam como surfactantes, ajudam

a aumentar a penetração da água nas fezes. Agem diminuindo a tensão superficial,

permitindo o acúmulo de água nas fezes.

Indicações e Usos Clínicos

O docusato é indicado em condições médicas que requerem o amolecimento das fezes, tais

como após cirurgias intestinais ou anais, facilitando assim a passagem de fezes ressecadas, e

quando administrado medicações que diminuem o trânsito intestinal (p. ex., opioides).

O docusato é indicado para o tratamento da constipação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Em seres humanos altas doses

ocasionam desconforto abdominal.

Contraindicações e Precauções

Algumas formulações do docusato de cálcio e do docusato de sódio possuem

o estimulante catártico: fenolftaleína, o qual deve ser utilizado com cautela em gatos.

Observar o rótulo dos medicamentos para certificar a ausência de fenolftaleína.

Interações Medicamentosas


Não há interações medicamentosas específicas descritas em animais

Instruções de Uso

As doses são baseadas na extrapolação de doses em seres humanos ou são empíricas. Não há

estudos clínicos descritos em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é necessário.

Formulações

O docusato de cálcio está disponível em comprimidos de 60 mg e em cápsulas de 240 mg.

O docusato de sódio está disponível em cápsulas de 50 e 100 mg e em solução de

10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Docusato de cálcio: 50-100 mg/cão a cada 12-24 horas por via oral.

• Docusato de sódio: 50-200 mg/cão a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• Docusato de cálcio: 50 mg /gato a cada 12 - 24 horas por via oral.

• Docusato de sódio: 50 mg/gato a cada 12-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

• Docusato de sódio: 10 mg/kg/dia por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo.


Como a ação do docusato é primariamente intestinal, há um risco mínimo de promover

a formação de resíduos em animais de produção.

Domperidona

Nomes comerciais e outros nomes

Motilium ® e Equidone ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Motilium (h) , Domperidona( g )

Classificação funcional

Agente pró-cinético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A domperidona é um modificador de motilidade com ações semelhantes à da

metoclopramida, apesar de não estarem relacionadas quimicamente. A diferença entre a

metoclopramida e a domperidona é que esta não atravessa a barreira hematoencefálica. Por

isto, efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central (SNC) não são um problema com

a domperidona. A domperidona estimula a motilidade do trato gastrointestinal superior,

provavelmente por meio de efeitos dopaminérgicos ou pelo aumento dos efeitos

da acetilcolina. A ação da domperidona é a de inibir os receptores de dopamina e aumentar

a ação da acetilcolina no trato gastrointestinal.

Indicações e Usos Clínicos

A domperidona é usada para o tratamento das gastroenteropatias e dos vômitos.

Em equinos, a domperidona é utilizada para o tratamento da intoxicação por endófitos

do volumoso e em agalactia periparturiente. A intoxicação por endófitos é causada por

um fungo que produz uma toxina, esta leva a problemas reprodutivos em cavalos. A ação da

domperidona é aumentar a lactação, esta é causada pelo estímulo da prolactina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais observados com a metoclopramida não são tão comuns como com o

uso da domperidona, pois esta não atravessa a barreira hematoencefálica. Ela causa um


aumento transitório de aldosterona e de prolactina. Ela também causa um aumento

transitório de ACTH no plasma, o que pode exacerbar a síndrome de Cushing equina.

Contraindicações e Precauções

Não utilize em pacientes com obstrução gástrica.

Interações Medicamentosas

A acidez é necessária para a administração por via oral. Não utilize antiácidos estomacais

como o omeprazol, a cimetidina ou outros antiácidos.

Instruções de Uso

A domperidona apresenta uma eficácia questionável como agente pró-cinético (para

o tratamento de paresia intestinal) em animais. A formulação está disponível nos EUA para

fins de investigação de seu uso no tratamento da agalactia e da intoxicação por endófitos

presentes no volumoso em equinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico, mas é importante o monitoramento

da motilidade gástrica.

Formulações

A domperidona não está disponível nos EUA atualmente para uso em pequenos animais. No

Canadá, está disponível em comprimidos de 10 mg. A formulação usada em equinos é em

forma de gel a 11% (110 mg/mL), sendo esta não aprovada pelo FDA, mas está disponível

através de algumas fontes.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• As doses para pequenos animais não foram estabelecidas, mas 2-5 mg/cão ou gato a

cada 8-12 horas por via oral, têm sido usadas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Usar em cavalos na intoxicação por endófitos do volumoso e na agalactia.

• Equidone gel oral (11%): 1,1 mg/kg/dia por via oral, 10 dias antes do parto, iniciando

10 dias antes da data prevista do parto (dose equivalente a 5 mL/500 kg ou

5 mL/cavalo adulto diariamente por via oral do gel oral a 11%). Continuar até o parto.

Caso não haja produção adequada de leite após o parto, administrar por mais cinco dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Doramectina

Nome comercial e outros nomes

Dectomax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Dectomax (v) , Treo Ace (v) , Dorax (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos semelhantes à ivermectina)

e milbemicinas (milbemicina, doramectina e moxidectina) são lactonas macrocílicas que

compartilham semelhanças, incluindo o mecanismo de ação. Esses medicamentos são

neurotóxicos aos parasitas pela potencialização dos canais de íons glutamato-cloreto nos

parasitas. A paralisia e a morte do parasita são causadas pelo aumento da permeabilidade aos

íons cloretos e hiperpolarização das células nervosas. Esses medicamentos também

potencializam outros canais de cloreto, incluindo os canais do GABA. Os mamíferos, na

maioria das vezes, não são afetados, pois não possuem os canais glutamato-cloreto, e a

doramectina apresenta baixa afinidade por outros canais de cloreto dos mamíferos. Estes

medicamentos não penetram a barreira hematoencefálica, devido a isso os canais de GABA

do SNC dos mamíferos não são afetados. Assim, produz concentrações plasmáticas mais altas

e por maior tempo. São eficientes contra nematódeos e artrópodes, mas é ineficaz contra

trematódeos e platelmintos.

Indicações e Usos Clínicos


A doramectina é usada para o tratamento e na prevenção de infecções por parasitas

gastrointestinais (nematódeos) no gado, infestação por piolhos, vermes pulmonares e

no tratamento da escabiose. Existem relatos de uma única aplicação (200-300 mcg/kg)

em gatos para o tratamento de sarna notoédrica (infecção pelo ácaro Notoedris cati).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A intoxicação pode ocorrer em altas doses e em raças nas quais as medicações

semelhantes à ivermectina atravessam a barreira hematoencefálica. As raças sensíveis

incluem Collies, Pastores Australianos, Pastores de Shetland e Sheepdogs Ingleses. A

toxicidade é neurológica e as manifestações incluem depressão, ataxia, alterações visuais,

coma e morte. A sensibilidade às medicações semelhantes à ivermectina pode ocorrer

devido a uma mutação na barreira hematoencefálica (deficiência de p-glicoproteína).

O tratamento para bernes em bovinos pode incitar reações teciduais pelas larvas mortas.

Estas medicações são seguras para animais prenhes. Não foram observados efeitos

colaterais em gatos tratados com doses de até 345 mcg/kg.

Contraindicações e Precauções

A doramectina é aprovada somente para bovinos. Algumas raças caninas (pastores

de Shetland e raças semelhantes ao Collie) são mais sensíveis aos efeitos colaterais

que outras raças.

Interações Medicamentosas

Utilizar com cautela quando administrar concomitantemente a medicamentos que

inibam a p-glicoproteína na barreira hematoencefálica (ver Apêndice).

Instruções de Uso

As doses variam de acordo com o uso. Em bovinos, para o tratamento do berne,

a administração deve ser iniciada e finalizada na estação da mosca. A administração

subcutânea em bovinos deve ser realizada com agulhas de 16 ou 18 gauges. A

administração intramuscular deve ser realizada com uma agulha de 3,5 cm na tábua

do pescoço. Para administração tópica, remover lama e sujidades no local da aplicação. Caso

chova em até duas horas após a aplicação pode ocorrer diminuição da eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a microfilaremia antes da administração em pequenos animais.


Formulações

A doramectina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL) e em solução

transdérmica tópica de 5 mg/mL (0,5%).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Tratamento da demodicose: 600 mcg/kg/semana por 5-23 semanas por via

subcutânea.

Gatos

• Infecção por ácaros: 200-270 mcg/kg em dose única por via subcutânea.

• 0,1 mL da solução a 1% em dose única, por via subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 200 mcg/kg (0,2 mg/kg) ou 1 mL/50 kg em dose única, por vias intramuscular ou

subcutânea.

• Solução transdérmica: administrar 500 mcg (0,5 mg) /kg ou 1 mL/10 kg, em dose

única ao longo do dorso do animal pela linha média.

Suínos

• 300 mcg/kg (0,3 mg/kg) ou 1 mL/34 kg, em dose única por via intramuscular

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos (carne): 35 dias.

Período de carência para suínos (carne): 24 dias.

Não administre a gato leiteiro em produção.

Não administre a fêmeas de gado leiteiro com mais de 20 meses de idade.

Período de carência para solução transdérmica em bovinos (carne): 45 dias. Não


administre a gado leiteiro em produção; não administre por 2 meses antes do parto.

Doripenem

Nome comercial e outros nomes

Doribax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico da classe dos carbapenems com um largo espectro de atividade.

Age na parede da célula similar a outros betalactâmicos, na qual ela se liga às proteínas

ligadas à penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular.

Na Escherichia coli e na Pseudomonas aeruginosa, o doripenem se liga a PBP 2, que está

envolvida na manutenção do formato da célula, e as PBP 3 e 4. Os carbapenems

apresentam um amplo espectro de atividade e estão entre os antibióticos mais ativos

de todos.

O doripenem apresenta atividade similar ao imipenem e ao meropenem e envolve

bacilos Gram-negativos, incluindo Enterobacteriaceae e Pseudomonas aeruginosa. É ligeiramente

mais ativo contra Pseudomonas aeruginosa. Também é ativo contra a maioria das bactérias

Gram-positivas, exceto cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina. Não é ativa contra

Enterococcus.

Indicações e Usos Clínicos

O doripenem é indicado primariamente em infecções resistentes causadas por bactérias

resistentes a outros medicamentos. É especialmente valioso para o tratamento de infecções

resistentes causadas por Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Kleibsiella pneumoniae. O

doripenem não é comumente usado em medicina veterinária como meropenem ou

imipenem.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os carbapenems apresentam riscos similares aos dos antibióticos betalactâmicos,

mas efeitos colaterais são raros. O doripenem não causa convulsões tão frequentes quanto

o imipenem.

Contraindicações e Precauções

Alguma ligeira descoloração amarela pode ocorrer após a reconstituição. Essa ligeira

descoloração não afeta a potência. Contudo, uma descoloração âmbar-escura ou marrom

pode indicar oxidação e perda da potência.

Interações Medicamentosas

Não misture em frascos ou seringas com outros antibióticos ou com soluções contendo

outros medicamentos.

Instruções de Uso

As doses nos animais são baseadas em estudos farmacocinéticos assim como os ensaios de

eficácia. Para preparar soluções intravenosas misture 500 mg do frasco em 10 mL de água

estéril para injeção ou cloreto de sódio a 0,9%, homogeneizando gentilmente o frasco para

formar uma suspensão (concentração de 50 mg/mL). Retirar a suspensão e adicionar à bolsa

de infusão contendo 100 mL de solução salina ou em glicose a 5%, homogeneizando

gentilmente até clarear (concentração de 4,5 mg/mL). Para preparar uma dose de 250 mg,

misture com 10 mL de água estéril de injeção ou cloreto de sódio a 0,9%, homogeneizando

gentilmente até formar uma suspensão (concentração de 50 mg/mL). Retirar a suspensão e

adicionar a bolsa de infusão contendo 100 mL de solução salina ou em glicose a 5%,

homogeneizando gentilmente até clarear (concentração de 4,5 mg/mL). Remover 55 mL

desta solução da bolsa e descartar. Infundir a solução remanescente (concentração

de 4,5 mg/mL).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: use a suscetibilidade do imipenem para testar o doripenem.

As bactérias entéricas Gram-negativas usualmente apresentam valores de MIC menores que

0,5 μg/mL. Pseudomonas aeruginosa usualmente apresenta valores de MIC menores que

2,0 μg/mL.

Formulações

O doripenem está disponível em frascos para administração injetável de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frascos a 15 °C a 30 °C. A suspensão constituída em frascos pode ser

armazenada durante 1 hora após a diluição na bolsa de infusão. A solução de infusão

preparada em salina pode ser armazenada em temperatura ambiente durante 8 horas

(incluindo o tempo de infusão) ou sob refrigeração durante 24 horas (incluindo o tempo de

infusão). A solução de infusão preparada em glicose a 5% pode ser armazenada em

temperatura ambiente por 4 horas (incluindo o tempo de infusão) ou sob refrigeração

durante 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 8 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa. Infusão de 30 minutos a 1 hora.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais. Contudo, doses similares àquelas usadas

em pequenos animais são sugeridas para potros.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para

o estabelecimento de período de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-

USFARAD (1-888.873-2723).

Doxepina

Nome comercial e outros nomes

Sinequan ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Modificador de comportamento, tricíclico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antidepressivo tricíclico (ATC). Acredita-se que esta classe de medicamentos age

no tratamento da depressão pelo aumento das concentrações sinápticas de noradrenalina e


se serotonina (5-HT) no sistema nervoso central (SNC). A doxepina é considerada um

inibidor de potência de moderada a fraca destes neurotransmissores. A doxepina também

possui efeitos anti-histamínicos (H 1 ).

Indicações e Usos Clínicos

A doxepina é usada para o tratamento de distúrbios de ansiedade e de condições

dermatológicas em cães e gatos. O uso na dermatite está relacionado aos efeitos antihistamínicos

da medicação. Apesar de ser usada para o tratamento do prurido e

da dermatite em pequenos animais, ela não tem sido eficiente no tratamento da dermatite

atópica em cães. A doxepina é usada no tratamento da dermatite acral por lambedura

em cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os antidepressivos tricíclicos apresentam alguns efeitos antimuscarínicos que podem

aumentar a frequência cardíaca, causar xerostomia e afetar o trato gástrico. Alguma

sedação é possível com a doxepina.

Contraindicações e Precauções

Como outros antidepressivos tricíclicos, não administre com outros medicamentos

antidepressivos. Use com cautela em pacientes com glaucoma. Use com cautela em

pacientes com desordens epilépticas.

Interações Medicamentosas

Esta medicação irá aumentar os efeitos sedativos dos anti-histamínicos. Não administre

com inibidores da monoamina-oxidase (IMAOs).

Instruções de Uso

A doxepina é principalmente administrada para o tratamento do prurido em cães. Sua

eficácia para tal uso tem sido desapontadora.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é necessário.

Formulações


A doxepina está disponível em cápsulas de 10, 25, 50, 75, 100 e 150 mg. Tanto

a formulação genérica quanto o Sinequan ® estão disponíveis em solução oral de 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

As formulações orais podem ser misturadas a diversos flavorizantes, sucos e alimentos sem

diminuição da estabilidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Iniciar com a dose mínima (p. ex. 0,5 a

1 mg/kg) e aumentar gradativamente.

• Granuloma acral: 0,5-1 mg/kg a cada 12 horas por via oral (a título de comparação, a

dose em seres humanos é de 10 a 25 mg/pessoa de 1-3 vezes/dia, podendo ser

aumentada se necessário).

Gatos

• 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas. Iniciar com a dose mínima e aumentar

gradativamente.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 2

No Brasil, a doxepina está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a

receita de controle especial em duas vias.

Dronabinol

Nome comercial e outros nomes


Marinol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiemético da classe dos canabinoides. O sítio de ação é desconhecido, mas existe alguma

evidência de atividade que afeta os receptores opioides ou que pode afetar outros receptores

no centro do vômito. A absorção oral é boa para o dronabinol, mas sua biodisponibilidade é

baixa devido aos efeitos de primeira passagem. O volume de distribuição é alto.

Indicações e Usos Clínicos

Os canabioides são utilizados em seres humanos que não respondem a outros medicamentos

antieméticos (p. ex., pacientes que estão recebendo quimioterapia). Eles também ganharam

popularidade recentemente por aumentar o apetite em pacientes com doenças terminais,

como câncer e AIDS. Seu uso não é descrito em pacientes veterinários, mas foram utilizados

por alguns clínicos para aumentar o apetite em gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os canabioides são relativamente bem tolerados por seres humanos, mas os efeitos

colaterais incluem sonolência, vertigem, ataxia e desorientação. Manifestações de

abstinência podem ocorrer caso seja abruptamente descontinuado depois de repetidas

administrações.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso


O dronabinol é produzido de uma marijuana sintética (THC) e está disponível como uma

prescrição antiemética. A maioria dos usos clínicos em animais é baseada em suposições após

a utilização empírica. É administrado para diminuir os vômitos e melhorar o apetite

associado à quimioterapia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O dronabinol está disponível em cápsulas de 2,5, 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 5 mg/m 2 por via oral até 15 mg/m 2 para administração antiemética

antes da quimioterapia.

• Estimulante de apetite: iniciar em 2,5 mg antes das refeições.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

No Brasil, o dronabinol está listado como substância psicotrópica (lista A3) sujeito

a notificação de Receita “A”.


E

Edetato Dissódico de Cálcio

Nomes comerciais e outros nomes

Versenato dissódico de cálcio ® e ácido etilenodiaminotetra acético (EDTA) ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Ácido etilenodiaminotetracético (g)

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente quelante. Liga-se rapidamente ao chumbo, zinco, cádmio, cobre, ferro e manganês.

Indicações e Usos Clínicos

O edetato dissódico de cálcio é indicado para o tratamento da intoxicação aguda e crônica

por chumbo. É usado algumas vezes em associação com o dimercaprol.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos adversos relatados em animais. Em seres humanos, reações alérgicas

(liberação de histamina) podem ocorrer após a administração intravenosa.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar o edetato dissódico para substituir o edetato dissódico de cálcio, pois

ele quelará o cálcio no paciente.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas. Contudo, possui potencial para se ligar


a outras medicações quando misturado.

Instruções de Uso

O edetato dissódico de cálcio pode ser utilizado com o dimercaprol. É igualmente eficaz

quando administrado por vias intravenosa ou intramuscular, mas a injeção intramuscular

pode ser dolorosa. Certificar-se de uma produção urinária adequada antes de administrar

a medicação.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de chumbo para certificar-se do tratamento.

Formulações

O edetato dissódico de cálcio está disponível em solução injetável de 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado e protegido da luz. A estabilidade das formulações

manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• 25 mg/kg, a cada 6 horas, por 2-5 dias por vias subcutânea, intramuscular

ou intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

• 25 mg/kg, a cada 6 horas, por 2-5 dias por vias subcutânea, intramuscular

ou intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência: 2 dias para carne; 2 dias para leite (extrabula).

Elixir Paregórico

Nome comercial e outros nomes

Mistura corretiva


Medicamentos comercializados no Brasil

Elixir Paregórico (h)

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O elixir paregórico (tintura de ópio) é um produto antigo para tratar diarreia. Contém 2 mg

de morfina em cada 5 mL. A ação é via estimulação dos receptores opioides intestinais do

tipo mu, causando diminuição do peristaltismo intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

Diminui os sinais de diarreia devido aos efeitos do opiáceo, mas seu uso está ultrapassado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, os efeitos são previsíveis e inevitáveis. Efeitos colaterais podem

incluir sedação, constipação intestinal e bradicardia. Ocorre depressão respiratória com

altas doses. Tolerância e dependência ocorrem com a administração crônica.

Contraindicações e Precauções

Contém ópio e pode ser utilizado como substância de uso abusivo por parte de seres

humanos. Usar com cautela em equinos e ruminantes, pois pode diminuir a motilidade

intestinal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso de elixir paregórico foi substituído por medicamentos mais específicos,

como a loperamida ou o difenoxilato.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

Para cada 5 mL do elixir paregórico, há 2 mg de morfina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,05-0,06 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Enflurano

Nome comercial e outros nomes

Ethrane ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Etrane (h) , Enflurano (g)

Classificação funcional

Anestésico inalatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico inalatório. Como outros anestésicos inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. O

enflurano promove depressão do sistema nervoso central (SNC), de forma generalizada e


reversível. A solubilidade sanguínea dos anestésicos inalatórios varia, assim como sua

potência, sua taxa de indução e de recuperação. Aqueles com baixo coeficiente de partição

sangue/gás estão associados a taxas de indução e recuperação mais rápidas. O enflurano

possui uma taxa de pressão de vapor de 175 mmHg (a 20° C), um coeficiente de partição

sangue/gás de 1,8 e um coeficiente gordura/sangue de 36.

Indicações e Usos Clínicos

O enflurano, como outros anestésicos inalatórios, é usado na anestesia geral em animais,

possui uma concentração alveolar mínima (CAM) de 2,37%, 2,06% e 2,12% em gatos, cães

e cavalos, respectivamente.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como outros anestésicos inalatórios, o enflurano produz vasodilatação e aumento do

fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos cerebrais. Isto pode aumentar a pressão

intracraniana. Como outros anestésicos inalatórios, ele produz uma depressão miocárdica

dependente da dose acompanhada de uma diminuição do débito cardíaco. Ele também

deprime a frequência respiratória e a ventilação alveolar. Como outros anestésicos

inalatórios, há o risco de arritmias ventriculares, especialmente em resposta às

catecolaminas.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas descritas para animais.

Interações Medicamentosas

Outros sedativos e anestésicos (p. ex., opioides, benzodiazepínicos, fenotiazínicos e alfa 2

agonistas) irão diminuir a necessidade de anestesia inalatória.

Instruções de Uso

Mensure a dose individualmente durante o monitoramento anestésico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os parâmetros anestésicos. Durante a anestesia, monitore a frequência e o ritmo

cardíacos e também a frequência respiratória.

Formulações


O enflurano está disponível em solução para inalação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Indução: 2%-3%

• Manutenção: 1,5%-3%

Posologia para Grandes Animais

• Valor da CAM: 1,66%.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. A depuração é rápida

e é sugerido um período de carência curto. Para o estabelecimento do período de carência

do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

No Brasil, o enflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a

receita de controle especial em duas vias.

Enilconazol

Nomes comerciais e outros nomes

Imaverol ® e ClinaFarm-EC ®

Medicamentos comercializados no Brasil

ClinaFarm (v)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antifúngico azólico apenas para uso tópico. Assim como outros azóis, o enilconazol

inibe a síntese da membrana (ergosterol) no fungo e fragiliza a parede celular. É altamente


eficaz contra dermatófitos.

Indicações e Usos Clínicos

O enilconazol é usado apenas topicamente. É usado como agente tópico na pele para

tratamento de dermatófitos e sob a forma de aerossol para o tratamento do ambiente.

Pode ser aplicado em cobertores, baias e gaiolas. Adicionalmente ao uso dermatológico,

o enilconazol é instilado no seio nasal de cães para o tratamento de aspergilose nasal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos adversos descritos. Contudo, há relatos de que quando usado em gatos,

deve-se evitar que o animal lamba o pelo após a aplicação até a medicação estar seca.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas descritas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas. Contudo, assim como azóis, o tratamento

sistêmico pode resultar na inibição da enzima citocromo P-450.

Instruções de Uso

É usado somente por via tópica. O imaverol ® está disponível somente no Canadá em

emulsão a 10%. Nos EUA, o Cinafarm EC ® está disponível para uso em aves em solução a

13,8%. Diluir a solução em, no mínimo, 50:1 e então aplicar a cada 3-4 dias por 2-3

semanas. O enilconazol também é instilado em uma diluição 1:1 no seio nasal para o

tratamento de aspergilose. O enilconazol também é utilizado – em forma diluída – como

spray para eliminação de fungos de roupas de cama, em baias equinas e gaiolas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O enilconazol está disponível em emulsão a 10% ou 13,8%.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida. Quando a emulsão

é misturada, deve ser usada imediatamente e não armazenada.

Posologia para Pequenos Animais

• Aspergilose nasal: 10 mg/kg a cada 12 horas, instilar no seio nasal por 14 dias (solução

a 10% diluída 50/50 em água).

• Dermatofitose: diluir a solução a 10% em 0,2% e lavar a lesão com a solução 4 vezes em

intervalos de 3-4 dias. A solução pode ser aplicada diretamente no animal. Permitir

a secagem espontânea da solução.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Diluir a solução a 10% em 0,2% e lavar as lesões com a solução 4 vezes em intervalos

de 3-4 dias.

• Tratamento da rinite por Aspergillus rhinitis: infundir a solução a 2% com cateter nasal

a cada 12 horas (25-100 mL).

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Enoxaparina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

Lovenox ® e heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Clexane (h) , Versa (h)

Classificação funcional

Anticoagulante


Farmacologia e Mecanismo de Ação

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ® também são conhecidas como heparinas

fragmentadas. As HBPM são caracterizadas por um peso molecular composto

de aproximadamente 5.000, comparado à heparina convencional (não fracionada) com um

peso molecular de aproximadamente 15.000. Subsequentemente, a absorção, eliminação e

atividade das HBPM diferem das heparinas não fracionadas. As HBPMs geram seus efeitos

pela ligação com a antitrombina (AT) e pelo aumento da antitrombina III mediando

à inibição da síntese e da atividade do fator de coagulação Xa. Entretanto, a HBPM, ao

contrário da heparina convencional, produz menor inibição da trombina (fator IIa). A

atividade das HBPMs está descrita pela proporção Antifator Xa/ Antifator IIa. A enoxaparina

apresenta proporção de 3,8:1 (na heparina convencional a proporção é de 1:1). Em seres

humanos, as HBPMs apresentam várias vantagens quando comparadas às não fracionadas,

que incluem alta atividade anti Xa/IIa, absorção mais completa e previsível a partir da

injeção, maior duração, administrações menos frequentes, redução do risco de sangramento

e resposta anticoagulante mais previsível. Contudo, em cães e gatos, a meia vida da HBPM é

muito menor do que em seres humanos, reduzindo algumas dessas vantagens. Em cães, a

meia vida da enoxaparina é de aproximadamente 5 horas; em gatos, estima-se ser de 1,9

hora, o que requer administrações mais frequentes em ambas as espécies para manter a

atividade anti Xa comparada com a dos seres humanos. As HBPMs utilizadas em medicina

veterinária incluem a tinzaparina (Innohep ® ), a enoxaparina (Lovenox ® ) e a dalteparina

(Fragmin ® ).

Indicações e Usos Clínicos

A enoxaparina, assim como outras HBPMs, é utilizada para tratar desordens

de hipercoagulação e prevenir desordens de coagulação como tromboembolismo, trombose

venosa, coagulação intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. As

indicações clínicas derivam do uso da heparina convencional ou foram extrapoladas da

medicina humana. Existem alguns estudos clínicos para avaliar a eficácia da HBPM nos

animais. Publicações prévias de doses extrapoladas de seres humanos têm demonstrado não

produzir atividades Anti Xa adequadas e consistentes em cães e gatos e as doses listadas

neste sentido são necessárias para a terapia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Apesar de mais bem tolerada que a heparina comum, a hemorragia é um risco. Contudo,

as HBPMs produzem menos problemas de sangramento do que a administração


convencional da heparina. As HBPMs estão associadas com uma baixa incidência de

trombocitopenia induzida pela heparina em seres humanos, mas a trombocitopenia

induzida pela heparina de qualquer forma de heparina não tem sido um problema clínico

nos animais. Se ocorrer anticoagulação excessiva e hemorragia como resultado de uma

sobredose, deve ser administrado sulfato de protamina para reverter a terapia com

heparina. A dose de protamina é 1,0 mg de protamina para cada 1,0 mg de enoxaparina

administrada por infusão lenta por via intravenosa. A protamina se complexa com a

heparina em um componente estável e inativo.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intramuscular para prevenir hematoma; administre somente por

via subcutânea. A HBPM é excretada pela depuração renal nos animais, portanto, se

estiver presente doença renal, a eliminação será prolongada. Hipercoagulabilidade

de rebote pode ocorrer após a descontinuação do tratamento com heparina, portanto,

recomenda-se a redução gradativa das doses ao descontinuar o tratamento.

Interações Medicamentosas

Não misturar a outras medicações injetáveis. Utilizar com cautela em animais que

já recebam fármacos que possam interferir na coagulação, como aspirina e varfarina.

Apesar de não ser descrita uma interação específica, usar com cautela em animais que

utilizem compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para o tratamento de

artrite. Alguns antibióticos como as cefalosporinas podem inibir a coagulação.

Instruções de Uso

As doses recomendadas extrapoladas da medicina humana não são apropriadas para

os animais. Os proprietários dos animais devem ser avisados que as HBPMs são caras quando

comparadas a heparina convencional. Ao prescrever, não extrapolar a dose ao se basear

nas unidades indicadas para outras heparinas ou para outras heparinas de baixo peso

molecular, pois elas diferem no processo de fabricação, distribuição de peso molecular,

atividades anti Xa e anti IIa, unidades e posologia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes para sinais clínicos de problemas hemorrágicos. Quando administrado

HBPM, os tempos de coagulação de TTPa e TP não são indicadores reais da terapia,

entretanto um TTPa prolongado é um sinal de sobredose. A atividade Anti Xa é considerada

a medida laboratorial preferida da atividade da HBPM em seres humanos, mas o uso deste

parâmetro em animais é controverso. O pico da atividade Anti Xa ocorre 3-4 horas após a

dose e o ponto de escala para atividade Anti Xa deve ser de 0,5-1,0 U/mL para gatos e 0,5-

2,0 U/mL para cães.


Formulações

A enoxaparina está disponível em solução injetável de 30 mg em 0,3 mL, 40 mg em 0,4 mL,

60 mg em 0,6 mL, 80 mg em 0,8 mL, 100 mg em 1 mL, 100 mg/mL injetável, 120 mg por

0,8 mL, 150 mg/mL injetável e 300 mg por 3 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado e protegido da luz. O pH da formulação injetável é de

5,5 a 7,5.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,8 mg/kg por via subcutânea a cada 6 horas (ver Monitoramento do Paciente e

Exames Laboratoriais para ajuste da dose).

Gatos

• 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas, subir para 1,25 mg/kg, por via

subcutânea, a cada 6 horas (ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

para ajuste da dose).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Profilaxia: 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via subcutânea e 1 mg/kg a cada 24 horas,

também por via subcutânea para pacientes de alto risco.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não está estabelecido. Entretanto, é sugerido um período de carência

de 24 horas, pois esta medicação apresenta baixo risco quanto a resíduos.

Enrofloxacino

Nome comercial e outros nomes

Baytril ®


Medicamentos comercializados no Brasil

Baytril (v) , Biofloxacin (v) , Enropet (v) , Flotril (v) etc.

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fluoroquinolona antibacteriana. O enrofloxacino age pela inibição da DNA girase na bactéria

inibindo a síntese de DNA e RNA. O enrofloxacino é um bactericida de amplo espectro

de atividade. Na maioria dos animais, o enrofloxacino é biotransformado em ciprofloxacino.

O ciprofloxacino é um metabólito desmetil ativo do enrofloxacino e pode contribuir

de maneira ativa para os efeitos antibacterianos. No pico da concentração, o ciprofloxacino

deve contabilizar em aproximadamente 10% e 20% da concentração total em gatos e cães,

respectivamente. As bactérias susceptíveis incluem Staphylococcus, Escherichia coli, Proteus,

Klebsiella e Pasteurella. A Pseudomonas aeruginosa é moderadamente sensível, mas requer altas

concentrações. O enrofloxacino tem baixa atividade contra Streptococcus e bactérias

anaeróbicas.

Indicações e Usos Clínicos

O enrofloxacino, como outras fluoroquinolonas, é usado para o tratamento de bactérias

susceptíveis em uma variedade de espécies. O tratamento inclui infecções de pele e tecidos

moles, infecções do trato urinário inferior em cães e gatos, infecções por Chlamydophila felis

em gatos e colite ulcerativa causada por Escherichia coli em cães. Em equinos é usada em

uma variedade de infecções de tecidos moles e infecções respiratórias, contudo este uso é

baseado em experiências de campo. O enrofloxacino é aprovado para o tratamento

e controle da doença respiratória em suínos (DRS) associada à Actinobacillus

pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis e Streptococcus suis. Também é

aprovado para o tratamento de doença respiratória dos bovinos (DRB) associada à

Mannheimia haemolytica, P. multocida e Haemophilus somni (previamente Haemophilus somnus).

O enrofloxacino tem se mostrado efetivo para o tratamento de infecções por Rickettsia em

cães. Contudo, não é efetiva para o tratamento da Ehrlichia (ver Doxiciclina). O

enrofloxacino também é usado em espécies de animais exóticos, devido à sua segurança e

atividade contra uma grande variedade de patógenos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC),

principalmente em animais com insuficiência renal. Pode causar êmese esporádica e, em

altas doses, pode causar náusea e diarreia. Todas as fluoroquinolonas podem causar

artropatia em animais jovens. Os cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de vida.

Raças de cães de grande porte e crescimento rápido são mais susceptíveis. Os gatos são

relativamente mais resistentes ao dano em cartilagens, mas potros são susceptíveis. A

cegueira é relatada em gatos, sendo causada pela degeneração da retina. Os gatos

afetados sofrem de cegueira permanente. Tal alteração pode ser dependente da dose.

Gatos que receberam doses de 20 mg/kg desenvolveram a degeneração da retina,

mas não os que receberam doses de 5 mg/kg. Por este motivo foram empregadas

restrições nas doses utilizadas em gatos. A administração oral da solução concentrada

(100 mg/mL) para equinos causou lesões na mucosa. Quando injetada, esta solução (pH

10,5) pode causar irritação em alguns tecidos.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em cães jovens devido ao risco de lesão em cartilagens. Não administrar em

potros jovens; lesões em cartilagem articular foram descritas. Usar com cautela

em animais com tendência a convulsões, como os epilépticos. Não administrar em gatos

em doses > 5 mg/kg/dia.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando utilizadas

concomitantemente. A administração conjunta a cátions di ou trivalentes,

como medicamentos que contenham alumínio (p. ex., sucralfato), ferro ou cálcio pode

diminuir a absorção.

Não misturar a soluções ou frascos que contenham alumínio, cálcio, ferro ou zinco,

pois pode ocorrer quelação. O enrofloxacino pode precipitar pela via intravenosa

se injetado diretamente com outros fluidos pela mesma via.

Instruções de Uso

Doses baixas de 5 mg/kg/dia são usadas para organismos sensíveis com um valor

de concentração inibitória mínima (MIC) de 0,12 μg/mL ou menor ou em infecções

do trato urinário. Doses de 5-10 mg/kg/dia são usadas para organismos com MIC de 0,12-

0,5 μg/mL (p. ex., bactérias Gram-positivas). Doses de 10-20 mg/kg/dia são usadas para

organismos com MIC de 0,5-1 μg/mL (p. ex., Pseudomonas aeruginosa). A solução não é

aprovada para uso intravenoso, mas tem sido utilizada por esta via com segurança, se

administrada lentamente. O enrofloxacino não foi absorvido em gatos após a aplicação

transdérmica em veículo de gel plurônico. A solução concentrada de enrofloxacino

(formulação para bovinos a 100 mg/mL) é básica (pH 10,5), por isto pode ser irritante a

alguns animais quando administrada por via intramuscular. Não injetar mais do que 20 mL


em cada local. Ainda, esta formulação pode precipitar caso o pH diminuir devido a

administração concomitante com outras soluções.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o

ponto de perda de sensibilidade em pequenos animais é ≤ 0,5 μg/mL. Valores de MIC ≥ 4

são considerados resistentes. Se os valores de MIC estiverem entre 1 ou 2 μg/mL, justifica-se

o uso de doses mais altas. Em bovinos, o ponto de perda de sensibilidade para organismos

sensíveis é ≤ 0,25 μg/mL. Outras fluoroquinolonas podem ser utilizadas em alguns casos

para estimar a susceptibilidade a esta fluoroquinolona, mas recomenda-se o teste específico.

O ponto de perda de sensibilidade ao ciprofloxacino é ≤ 1,0 μg/mL. Porém, se o

ciprofloxacino for usado para o tratamento da Pseudomonas pode ser muitas vezes mais ativo

do que outras fluoroquinolonas. O enrofloxacino pode causar resultados falso-positivos de

glicosúria quando usado em teste de redução do cobre (p. ex., Clintest).

Formulações

O enrofloxacino está disponível em comprimidos de 22,7 e 68 mg; em comprimidos

palatáveis de 22,7; 68 e 136 mg. Também está disponível em solução injetável de

22,7 mg/mL e na preparação para bovinos de 100 mg/mL (Baytril-100).

Estabilidade e Armazenamento

Armazener em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas foi avaliada e demonstraram-se estáveis

em várias misturas. Porém, não misture com soluções que contenham íons que possam

se ligar ao enrofloxacino (ferro, magnésio, alumínio e cálcio). A solução de 100 mg/mL é

alcalina e contém álcool benzila e L-arginina como base. Se o pH desta solução for

diminuído, ela pode precipitar. A formulação de 22,7 mg/mL tem um pH de 11,5 e pode

não ser compatível com algumas soluções.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-20 mg/kg/dia por vias intramuscular, oral ou intravenosa.

Gatos

• 5 mg/kg/dia, por vias oral ou intramuscular. (Evitar o uso intravenoso em gatos.)

Animais exóticos


• Normalmente 5 mg/kg/dia ou em répteis, em dias alternados.

Pássaros

• 15 mg/kg a cada 12 horas por vias intramuscular ou oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.

• 7,5-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• 5 mg/kg da solução de 100 mg/mL por via intramuscular (Baytril-100).

Bovino (DRB)

• Única dose: 7,5-12,5 mg/kg uma vez por via subcutânea (3,4 a 5,7 mL para 45 kg).

• Dose múltipla: 2,5 a 5,0 mg/kg por via subcutânea (1,1 a 2,3 mL por 45 kg) uma vez

ao dia, por 3 a 5 dias.

Suínos (DRS)

• 7,5 mg/kg por via subcutânea atrás da orelha.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos: 28 dias para carne. Não deve ser utilizado para gado

leiteiro ou vacas a serem usadas como reprodutoras. Não usar em fêmeas com 20 meses

de idade ou idosas. O período de carência para suínos é de cinco dias.

O uso sem receita médica de fluoroquinolonas em animais destinados ao consumo

humano é ilegal.

Epinefrina ou Adrenalina

Nomes comerciais e outros nomes

Adrenaline ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Epinefrina (g)


Classificação funcional

Agonista adrenérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista adrenérgico. A epinefrina estimula de forma não seletiva os receptores alfaadrenérgicos

e beta-adrenérgicos. A epinefrina é um potente agonista adrenérgico de ação

imediata e curta.

Indicações e Usos Clínicos

A epinefrina é usada principalmente em situações emergenciais para o tratamento da

parada cardiorrespiratória e do choque anafilático. Ela é administrada por vias intravenosa,

intramuscular ou endotraqueal em uso agudo. A vasopressina (vasopressina arginina)

substituiu a epinefrina em alguns protocolos de ressuscitação cardiopulmonar. A epinefrina

é usada em equinos no teste de anidrose, mas o sulfato de terbutalina é usado com mais

frequência neste teste.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sobredose pode causar vasoconstrição excessiva e hipertensão. Altas doses causam

arritmias ventriculares. Quando altas doses são usadas na parada cardiorrespiratória,

deve-se ter um desfibrilador à disposição.

Contraindicações e Precauções

Evitar o uso de doses repetidas em pacientes.

Interações Medicamentosas

A efedrina irá interagir com outras medicações usadas para potencializar ou antagonizar

os receptores alfa-adrenérgicos ou beta-adrenérgicos. É incompatível com soluções

alcalinas (p. ex., bicarbonato), cloro, bromo e sais de metais ou soluções oxidantes. Não

associar a bicarbonatos, nitratos, citratos e outros sais.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em estudos experimentais, principalmente em cães. Não estão

disponíveis estudos clínicos. As doses intravenosas são rotineiramente usadas,

mas a administração endotraqueal pode ser realizada quando o acesso venoso não estiver


disponível. A via intraóssea também pode ser utilizada e as doses são equivalentes

às intravenosas. Quando a via intratraqueal é utilizada, as doses são mais altas e o efeito

possui maior duração quando comparado ao da administração intravenosa. Quando a dose

for administrada por via endotraqueal, pode-se diluí-la em 2-10 mL de solução salina.

Parece não haver vantagens na administração intracardíaca quando comparada

à administração intravenosa. As soluções estão disponíveis nas concentrações de 1:1.000 e

1:10.000 (1 mg/mL ou 0,1 mg/mL). Geralmente, apenas a solução 1:10.000

é administrada por via intravenosa. As soluções 1:1.000 são destinadas aos usos por vias

subcutânea e intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em pacientes.

Formulações

A epinefrina está disponível em soluções injetáveis de 1 mg/mL (1:1.000) e 0,1 mg/mL

(1:10.000). A solução 1:10.000 é geralmente administrada por via intravenosa, e a solução

1:1.000 é destinada aos usos por vias intramuscular ou subcutânea. As ampolas destinadas

ao uso em seres humanos estão na dose de 1 mg/pessoa (aproximadamente 14 μg/kg).

Estabilidade e Armazenamento

É compatível com seringas descartáveis. Quando a solução começa a oxidar, se torna

marrom. Não utilizar se ocorrer mudança da coloração. É mais estável em pH 3-4. Se o pH

da solução for > 5,5, se torna instável.

Posologia para Pequenos Animais

Parada cardíaca: 10-20 μg/kg por via intravenosa. Cem-200 μg/kg (0,1-0,2 mg/kg) por via

endotraqueal (podem ser diluídos em solução salina para a administração).

Choque anafilático: 2,5-5 μg/kg por via intravenosa ou 50 μg/kg por via endotraqueal

(pode ser diluída em solução salina).

Terapia vasopressora: 100-200 μg/kg (0,1-0,2) mg/kg por via intravenosa (altas doses)

ou 10-20 μg/kg (0,01-0,02 mg/kg) por via intravenosa (baixa dose). Administrar

primeiramente a dose baixa, caso não haja resposta usar a dose maior.

Posologia para Grandes Animais

Solução de 1 mg/mL (1:1.000).

Choque anafilático (bovinos, suínos, equinos e ovinos): 20 μg/kg (0,02 mg/kg) por via

intramuscular ou 1 mL/45 kg. Cinco-10 μg/kg (0,005-0,01 mg/kg) por via intravenosa ou


0,25 a 0,5 mL/45 kg.

Informações sobre Restrição Legal

Não há período de carência estabelecido. A epinefrina é rapidamente biotransformada após

a administração, e é recomendado 0 dia como período de carência.

Classificação RCI: 2

Epsiprantel

Nome comercial e outros nomes

Cestex ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticestódeo semelhante ao praziquantel. A ação do epsiprantel nos parasitas está

relacionada à toxicidade neuromuscular e paralisia pela alteração da permeabilidade

ao cálcio. Os parasitas susceptíveis incluem: cestódeos de cães Dipylidium caninum e Taenia

pisiformis e os cestódeos de gatos D. caninum e T. taeniaeformis.

Indicações e Usos Clínicos

Como o praziquantel, o epsiprantel é usado principalmente para o tratamento de infestações

causadas por platelmintos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode ocorrer êmese com altas doses da medicação. A diarreia e a anorexia transitórias

também foram descritas. O epsiprantel é seguro para uso em animais prenhes.

Contraindicações e Precauções


Não utilizar em animais com menos de 7 semanas. Todas as doses são doses únicas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas.

Instruções de Uso

Administrar para o tratamento de infestações por platelmintos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O epsiprantel está disponível em comprimidos de 12,5; 25; 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5,5 mg/kg por via oral.

Gatos

• 2,75 mg/kg por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).


Ergocalciferol

Nomes comerciais e outros nomes

Calciferol ® e Drisdol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Calcigenol (h) , Triocálcio (h)

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Análogo da vitamina D. A vitamina D promove a absorção e a utilização de cálcio.

Indicações e Usos Clínicos

O ergocalciferol é utilizado na deficiência de vitamina D e como tratamento

da hipocalcemia associada ao hipoparatireoidismo.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sobredose pode causar hipercalcemia

Contraindicações e Precauções

Evitar o uso em animais prenhes, pois pode causar anormalidades fetais. Utilizar altas

doses com cautela quando em associação com preparações que contenham cálcio.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas.

Instruções de Uso

O ergocalciferol não deve ser usado para o tratamento de hipoparatireoidismo secundário à

nefropatia devido a inabilidade de conversão do metabólito ativo. As doses devem ser

ajustadas individualmente pelo monitoramento da concentração de cálcio sérico.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a concentração sérica de cálcio.

Formulações

O ergocalciferol está disponível em comprimidos de 400 unidades (medicações que não

necessitam de prescrição), em comprimidos com 50.000 unidades (1,25 mg) e em solução

injetável de 500.000 unidades/mL (12,5 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

• 500-2.000 unidades/kg/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Eritromicina

Nomes comerciais e outros nomes

Gallimycin-100 ® , Gallimycin-200 ® , Erythro-100 ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Eriprim (v) - (suínos e frangos), Eritromicina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico macrolídeo. Assim como outros macrolídeos, a inibição bacteriana ocorre pela

ligação ao ribossomo 50S e pela inibição da síntese proteica. O espectro de atividade da

eritromicina é limitado primeiramente a bactérias aeróbias Gram-positivas. Possui pouco ou

nenhum efeito em bactérias Gram-negativas. O espectro de ação também inclui os

micoplasmas. Em bovinos, é também eficaz contra patógenos respiratórios como Pasteurella

multocida, Mannheimia haemolytica e Histophilus somni (antes denominado Haemophilus

somnus). Os efeitos da eritromicina na motilidade gastrointestinal são via estimulação dos

receptores de motilina para aumentar a atividade do músculo liso. Em cães, a meia-vida é

de 1,3 hora por via intravenosa e 2,9 horas por via oral, com somente 11% de

biodisponibilidade. Em gatos, a meia-vida é menor que 1 hora.

Indicações e Usos Clínicos

A eritromicina é usada em uma grande variedade de espécies para o tratamento de

infecções causadas por bactérias susceptíveis. As infecções tratadas incluem: infecções

respiratórias (pneumonia), infecções de tecidos moles causadas por bactérias Gram-positivas

e infecções cutâneas e respiratórias. Em potros, é usada para o tratamento da pneumonia

por Rhodococcus equi, sempre em associação com a rifampicina. Em algumas espécies,

inclusive cavalos, é usada em baixas doses para estimular a motilidade intestinal, mas a

demonstração desta atividade é limitada em alguns pacientes. Em equinos, a dose de

eritromicina para estimular a motilidade intestinal é mais baixa que a dose antibacteriana

(1 mg/kg), mas os efeitos clínicos para este uso não foram relatados. Em um experimento

com bezerros, a dose de 8,8 mg/kg, por via intramuscular, aumentou significantemente a

motilidade ruminal. Na dose de 10 mg/kg por via intramuscular em vacas que irão realizar

cirurgia para deslocamento abomasal, ocorre o aumento das contrações ruminais.

O uso da eritromicina tem diminuido devido a indisponibilidade de algumas

formulações (estolato de eritromicina), dos efeitos adversos em pequenos animais (êmese),

da curta meia-vida que requer administrações frequentes e ocorrência de diarreia em

equinos. Outros macrolídeos (p. ex., azitromicina e claritromicina em pequenos animais e

equinos, e tilmicosina e tulatromicina em bovinos) são usados com mais frequência que a

eritromicina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A diarreia em grandes animais é o efeito adverso mais comum. Acredita-se que seja

causada por uma alteração na composição da flora bacteriana intestinal normal. Isto

é causado normalmente pela administração oral. Éguas paridas desenvolveram diarreia

por meio da exposição de potros tratados. A hipertermia (síndrome febril) foi observada


em potros associada ao tratamento com eritromicina.

Em pequenos animais o efeito colateral mais comum é o vômito (provavelmente

causado pelo efeito colinérgico ou pela motilidade induzida pela motilina). Em pequenos

animais também causa diarreia. Em roedores e coelhos, a diarreia causada pela

eritromicina pode ser grave e mesmo fatal.

Contraindicações e Precauções

Não administrar por via oral em roedores ou coelhos. Não administrar a solução de

eritromicina destinada ao uso intramuscular por via intravenosa. Somente os sais

de gluceptato e de lactobionato devem ser usados por via intravenosa (o gluceptato

está raramente disponível).

Interações Medicamentosas

A eritromicina, assim como outros macrolídeos, é conhecida por inibir as enzimas

do citocromo P450 e pode diminuir o metabolismo de outras medicações administradas.

Ver Apêndice.

Instruções de Uso

Existem várias formulações de eritromicinas, incluindo o etilsuccinato, os ésteres de estolato

e o sal de estearato para administração oral. Contudo, o estolato está disponível somente em

suspensão. Não há dados convincentes que sugiram uma absorção melhor conforme a forma

de apresentação e as doses são iguais para todas elas. Somente o gluceptato e o lactato de

eritromicina são administrados por via intravenosa (o gluceptato está raramente disponível).

Efeitos semelhantes à motilina que estimulam a motilidade gástrica ocorrem em baixas

doses e são estudados principalmente em cavalos de experimentação. A eritromicina pode

ser administrada em bovinos em conjunto com a cirurgia para estimular a motilidade

ruminal pós-cirúrgica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o

ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,25 mcg/mL para estreptococos e ≤ 0,5 para outros

organismos. A susceptibilidade a eritromicina tende a susceptibilidade a outros antibióticos

macrolídeos.

Formulações

A eritromicina está disponível em várias formulações contendo 250 ou 500 mg de base de

eritromicina. As formulações orais incluem a suspensão de estolato de eritromicina com 25 e

50 mg/mL, a suspensão de etilsuccinato de eritromicina com 40 mg/mL, comprimidos de


etilsuccinato a 400 mg e comprimidos de estearato de eritromicina com 250 e 500 mg.

As formulações intravenosas incluem o lactobionato de eritromicina e o gluceptato

de eritromicina, mas o gluceptato está raramente disponível. O fosfato de eritromicina,

um aditivo alimentar disponível sob a forma de pó, é administrado em equinos e demonstra

adequada absorção. O fosfato de eritromicina contém 260 mg/g o que é equivalente

a 231 mg de base de eritromicina por grama. Está disponível como um aditivo alimentar

sem necessidade de prescrição médica para frangos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Proteger do congelamento. A base de eritromicina é mais estável em um pH entre 7 a 7,5.

Pode-se decompor em soluções ácidas. As formulações de etilsuccinato são estáveis por 14

dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.

• Efeitos pró-cinéticos (gástrico): 0,5-1 mg/kg a cada 8-12 horas, por vias oral

ou intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Cavalos

• Rhodococcus equi: fosfato de eritromicina ou estolato de eritromicina 37,5 mg/kg a cada

12 horas, por via oral ou 25 mg/kg a cada 8 horas, pela mesma via. Observar que, em

cavalos, a base da eritromicina (comprimidos simples) é pouco absorvida e outras formas

devem ser utilizadas (Ver Instruções de Uso).

• Injeção de lactiobionato de eritromicina: 5 mg/kg a cada 4-6 horas, por via intravenosa.

Para estimular a motilidade gástrica: 1 mg/kg.

Bovinos

• Abscessos, pododermatites: 2,2-8,8 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular.

• Pneumonia: 2,2-8,8 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou 15 mg/kg a cada

12 horas por via intramuscular.

• Estimular a motilidade gástrica: bezerros 8,8 mg/kg por via intramuscular; vacas

10 mg/kg por via intramuscular.


Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos: 6 dias para carne (em doses de 8,8 mg/kg). Não utilizar

em vacas lactantes com mais de 20 meses de idade. Não abater animais tratados durante

6 dias após o último tratamento. Para evitar o excesso do composto, não abater

durante 21 dias após a última administração.

No Canadá, o período de carência para carne é de 14 dias para carne e de 72 horas

para leite.

Ertapenem

Nome comercial e outros nomes

Invanz ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Invanz (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O ertapenem é um antibiótico betalactâmico da classe carbapenem (penem) com um amplo

espectro de atividade. Sua ação na parede celular é semelhante à de outros betalactâmicos

que se ligam às proteínas de ligação da penicilina (PLP), enfraquecendo ou interferindo

na formação da parede celular. Na Escherichia coli, tem uma forte afinidade contra PLPs 1a,

1b, 2, 3, 4 e 5 com preferência pela PLP 2 e 3. O ertapenem é estável contra a hidrólise por

uma variedade de betalactamases, incluindo as penicilinases, cefalosporinases e

betalactamases. Dentro do espectro de ação incluem-se bacilos Gram-negativos, como

as Enterobacteriaceae. O espectro do ertapenem não é efetivo contra Pseudomonas aeruginosas,

assim como outros carbapenems. Também é ativa contra a maioria das bactérias Gramnegativas,

exceto as linhagens de Staphylococcus e Enterococcus resistentes à meticilina. Em

seres humanos, a meia-vida é mais longa do que outros carbapenems (4 horas) devido a alta

ligação às proteínas (95%), o que permite doses menos frequentes. Contudo, em cães não

existem vantagens. A ligação das proteínas nos cães é de 46%, o volume de distribuição é de

0,28 L/kg, e a meia-vida é de apenas 1,3 hora.

Indicações e Usos Clínicos


O ertapenem é indicado principalmente para infecções resistentes causadas por bactérias

resistentes a outras medicações. Ele pode ser importante para o tratamento de infecções

resistentes causadas pela Escherichia coli e pela Klebsiella pneumoniae. O uso de ertapenem não

é tão comum quanto o uso do meropenem ou do imipenem. A alta ligação às proteínas e a

longa meia-vida em seres humanos permitiram uma administração menos frequente

quando comparada à de outros carbapenems. Porém, os protocolos de dosificação não foram

descritos em cães e gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os carbapenems possuem riscos similares aos de outros betalactâmicos, mas os efeitos

adversos são raros. Há risco de toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC)

(convulsões e tremores) quando em altas doses.

Contraindicações e Precauções

Após a reconstituição da medicação pode ocorrer uma leve coloração amarelada.

Uma leve alteração da cor não afetará a potência, porém, uma coloração amarelo-âmbar

ou marrom pode indicar oxidação e perda de potência.

Interações Medicamentosas

Não misturar em frascos ou seringas contendo outros antibióticos.

Instruções de Uso

As doses estabelecidas para animais são baseadas em extrapolações de estudos em seres

humanos e não em estudos de eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o

ponto de perda de sensibilidade é ≤ 4 μg/mL para todos os agentes. A sensibilidade

ao imipenem pode ser usada como marcador para o ertapenem.

Formulações

O ertapenem está disponível em solução injetável a 1g.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 30 mg/kg a cada 8 horas, por vias intravenosa ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência para animais destinados ao consumo não foi estabelecido.

Para o estabelecimento do período de carência do uso extrabula, contate o FARAD

no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Espectinomicina, Di-hidrocloridrato Pentaidrato de Espectinomicina

Nomes comerciais e outros nomes

Spectam ® , Spectogard ® , Prospec ® e Adspec ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Lispec (v) , Spectolin (v) , Linco-Spectin (sulfato) (v)

Classificação funcional

Antibiótico aminociclitol

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A espectinomicina é um antibiótico aminociclitol que apresenta propriedades similares à dos

aminoglicosídeos. Entretanto, difere-se por não conter açúcares amino ou ligações

glicosídicas. Apresenta um amplo espectro de atividade. É altamente solúvel em água e

facilmente misturado a soluções aquosas. A espectinomicina, como os aminoglicosídeos,

inibe a síntese proteica ao interagir com a subunidade 30S ribossomal. É um medicamento

de amplo espectro com atividade contra bactérias Gram-positivas e algumas bactérias Gramnegativas

e micoplasma, mas com baixa atividade anaeróbica. Não é absorvida por via oral,

mas é administrada juntamente à água de bebida para o tratamento de enterite ou via


parenteral para outras infecções. Após a aplicação injetável, a meia-vida em animais é de 1-2

horas.

Indicações e Usos Clínicos

A espectinomicina apresenta atividade in vitro contra algumas bactérias Gram-negativas e é

também administrada por via oral para o tratamento de enterite bacteriana causada por E.

coli e em via parenteral para o tratamento de infecções respiratórias causadas por Pasteurella,

Mannheimia e Histophilus somni (antigo Haemophilus somnus). Também possui atividade contra

Mycoplasma. É usado em cães, mas não é comum. A espectinomicina foi retirada pelo

fabricante do medicamento original e não está comercialmente disponível.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em bovinos, podem ocorrer lesões no local da administração.

Contraindicações e Precauções

A solução destinada ao uso em água de beber não deve ser formulada com água ou salina

para solução injetável intravenosa. Esta solução provoca edema pulmonar grave e morte.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

As injeções em bovinos devem ser administradas na musculatura do pescoço.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A espectinomicina está disponível em solução oral, pó para água de beber e solução injetável

para bovinos. A espectinomicina injetável deixou de ser produzida pelo fabricante

responsável e pode não estar disponível. Anteriormente era disponível em solução

de 100 mg de sulfato de espectinomicina/mL (Adspec ® ). A associação de lincomicina –

espectinomicina contém 50 mg de lincomicina com 100 mg de espectinomicina (“Linco-


Spectam ® ”) por mililitro. As formulações para aves incluem 500 mg por grama de pó solúvel

em água.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em temperatura ambiente. Protegido do congelamento. A estabilidade

das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 22 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante 4 dias.

• 5,5-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular durante 4 dias.

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• 6,6-22 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou 50-100 mg/suíno por via

oral.

Bovinos

• 10-15 mg/kg a cada 24 horas por via subcutânea (no pescoço) durante 3-5 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovino (carne): 11 dias. (A descoloração da carne no local

da aplicação pode persistir por 15 dias).

Período de carência para suíno (carne): 21 dias. Em doses de 20 mg/kg, o período

de carência deve ser de 30 dias.

Não administrar em bezerros destinados à produção de vitela. O tempo de eliminação

no leite não foi estabelecido. Não administrar em gado leiteiro com 20 meses de idade

ou mais velhos.

Espironolactona

Nomes comerciais e outros nomes

Aldactone ®


Medicamentos comercializados no Brasil

Aldactone (h) , Espironolactona (g)

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Diurético poupador de potássio. A ação da espironolactona é interferir na reabsorção

de sódio no túbulo contornado distal renal por competição inibitória com a aldosterona.

Liga-se diretamente ao receptor de aldosterona, e em doses normais não bloqueia a ação de

outros receptores esteroides. É mais adequadamente denominada antagonista da aldosterona

do que de diurético. Não produz uma ação diurética significante. Há menores efeitos

antiandrogênicos produzidos, mas em animais este não é clinicamente relevante. Um

medicamento relacionado, a eplerenona (Inspra ® ) é utilizada em humanos, pois produz

menores efeitos antiandrogênicos quando comparado a aldosterona.

Indicações e Usos Clínicos

A espironolactona é utilizada para o tratamento da pressão arterial elevada e da congestão

causada pela insuficiência cardíaca. É aprovada na Europa (Prilactone ® ) para cães, para ser

usada como terapia-padrão para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva causada

por doença valvar. A espironolactona pode ser usada com inibidores da enzima conversora

de angiotensina (ECA) para alcançar um efeito sinérgico eficaz no tratamento da

insuficiência cardíaca em animais. O benefício proposto é por antagonismo da aldosterona e

pode ser utilizado para inibir a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA),

que ocorre pela administração de diurético (p. ex., furosemida) ou com algumas doenças

que produzem congestão. A espironolactona também é usada no controle da cirrose

hepática, pois inibe a formação de ascite causada pelo excesso de aldosterona. Não é

benéfica para o tratamento de gatos com cardiomiopatia hipertrófica (ver também a seção

de Reações Adversas e Efeitos Colaterais).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A espironolactona pode produzir hipercalemia em alguns pacientes. Altas doses e o uso

prolongado podem produzir efeitos similares a esteroides. Existem preocupações sobre os

efeitos colaterais da espironolactona que são relatados em gatos. A dermatite facial foi


relatada na administração a gatos. O mecanismo destas reações é desconhecido.

Em humanos, o tratamento com espironolactona é associado a efeitos antiandrogênicos

como ginecomastia, hirsutismo e impotência. Os efeitos antiandrogênicos não foram

relatados no uso em animais, exceto atrofia prostática observada em alguns cães machos.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em pacientes desidratados. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)

podem interferir na sua ação. Evitar o uso concomitante com suplementações com altos

níveis de potássio. Não administrar a pacientes com úlceras gástricas ou que tenham

tendência a doenças gástricas como gastrite ou diarreia.

Interações Medicamentosas

A espironolactona é frequentemente utilizada com inibidores da ECA, como o enalapril.

Possui ação sinérgica com estes medicamentos. O risco da hipercalemia pode aumentar

quando utilizada com inibidores da ECA, mas isso não é um problema clínico em cães.

Usar com cautela com outros medicamentos que aumentam as concentrações de

potássio como o trimetoprim e AINEs.

Instruções de Uso

A espironolactona normalmente é administrada com outros medicamentos (p. ex., inibidores

ECA, agentes inotrópicos, vasodilatadores) para o tratamento da insuficiência cardíaca

congestiva.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a concentração sérica de potássio quando administrada com inibidores da ECA (p.

ex., maleato de enalapril). A administração da espironolactona pode causar um ligeiro

resultado falso-positivo nas análises de digoxina.

Formulações

A espironolactona está disponível em comprimidos de 25, 50 e 100 mg. Os comprimidos

podem facilmente ser partidos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A espironolactona é insolúvel em água, sendo ligeiramente mais solúvel em etanol. Pode ser

misturada a xaropes para suspensão oral (primeiramente é necessário misturar com etanol),

sendo estável por 90-160 dias.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-4 mg/kg/dia (ou 1-2 mg/kg a cada 12 horas) por via oral. Em cães, iniciar com

2 mg/kg/dia e aumentar gradativamente, não exceder 4 mg/kg/dia. Na Europa, a dose

aprovada é de 2 mg/kg/dia.

Gatos

• O uso em gatos é controverso, pois pode ocasionar dermatite e por sua eficácia ser

questionável. Entretanto, em algumas situações têm sido administradas doses na faixa

de 2-4 mg/kg/dia (ou 1-2 mg/kg a cada 12 horas) por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período

de carência do uso extrabula, contate FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 4

Estreptozocina

Nomes comerciais e outros nomes

Estreptozotocin ® e Zanosat ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente anti-hiperglicêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A estreptozocina (também conhecida como estreptozotocina) é um agente com efeitos

específicos sobre as células beta do pâncreas. É um agente alquilante nitrosoureia com efeito


citotóxico específico nas células pancreáticas. Apresenta uma ligação seletiva com as células

pancreáticas do tipo beta. Pode produzir diabetes melito em animais normais, mas é usada

principalmente para o tratamento da neoplasia insulinoma em animais. Ocasionalmente, é

utilizada como agente citotóxico para o tratamento de outros tumores humanos (p. ex.,

linfoma, sarcomas), mas estes usos não são relatados para animais. A estreptozocina possui

meia-vida rápida em animais, mas os metabólitos podem ser ativos. Os metabólitos cruzam

rapidamente a barreira hematoencefálica.

Indicações e Usos Clínicos

Em animais, a estreptozocina é usada principalmente para o tratamento da neoplasia

secretora de insulina (insulinoma). É utilizada experimentalmente em animais para criação

de modelos de diabetes melito.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O diabetes melito é antecipado em animais tratados. Em humanos, o maior efeito

colateral é a lesão renal causada pela necrose tubular. A lesão renal é relatada em cães

com doses > 700 mg/m 2 . Outros efeitos colaterais incluem: vômitos, náuseas e diarreia.

É relatado aumento das enzimas hepáticas e lesões hepáticas em cães; contudo, a

hepatotoxicidade parece ser reversível. A mielossupressão é rara em animais. A flebite

local pode ocorrer na administração intravenosa.

Contraindicações e Precauções

A estreptozocina pode produzir diabetes melito em animais tratados. Ainda, pode ocorrer

a liberação súbita de insulina após a administração intravenosa, e deve estar disponível a

glicose intravenosa para o tratamento da hipoglicemia aguda. Monitorar os animais para

evidências de lesões renal e hepática. Não administrar em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas para animais, entretanto, o uso com

outros medicamentos nefrotóxicos, hepatotóxicos ou mielotóxicos irá exacerbar a

toxicidade.

Instruções de Uso

O risco de toxicidade renal causada pela estreptozocina pode diminuir com a administração

de fluidos para a diurese. A diurese deve ser realizada com a administração de fluidos (p.

ex., salina a 0,9%) por via intravenosa, antes da administração do medicamento.


Antieméticos devem ser administrados a cada aplicação, pois os vômitos são comuns. O

tratamento é contínuo a cada 3 semanas até ocorrerem sinais de remissão do tumor ou até

o limite da toxicidade para a manutenção do tratamento. Reconstitua a solução

adicionando 9,5 mL de glicose a 5% ou salina a 0,9%. A solução resultante tem

100 mg/mL. Após, dilua essa solução em glicose a 5% ou salina a 0,9% para administração

intravenosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a glicose sérica nos animais tratados. Monitorar a creatinina sérica, a ureia e as

enzimas hepáticas para evidências de hepatotoxicidade e lesão renal. Embora

a mielotoxicidade seja incomum, monitorar o hemograma antes de cada tratamento.

Formulações

A estreptozocina está disponível em frascos de solução injetável a 1 g.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar o frasco em temperaturas entre 2 °C e 8 °C. Utilizar o frasco até 12 horas após a

reconstituição em temperatura ambiente. Nas formulações também está contido o ácido

cítrico. Não usar se a coloração mudar de amarelo-claro para amarronzado, pois isto indica

degradação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 500 mg/m 2 por via intravenosa infundido a cada 2 horas, a cada 3 semanas.

Gatos

Não foi relatada uma dose segura para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais destinados a produção.


Estriol

Nomes comerciais e outros nomes

Theelol ® (previamente chamado Oestriol ® ), Incurin ® (Europa)

Medicamentos comercializados no Brasil

Ovestriol (h) , Estriol (g)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O estriol é um hormônio estrogênico. Difere do dietiletibestrol ou outros estrógenos, pois

ocorre naturalmente e ocupa os receptores por um curto período de tempo quando

comparado às formulações sintéticas. Quando usado para o tratamento da incontinência

urinária, acredita-se que seus efeitos sejam provocados pelo aumento da sensibilidade

dos receptores alfa-adrenérgicos no músculo liso vesical.

Indicações e Usos Clínicos

O estriol é usado na terapia de reposição de estrógeno. Em pequenos animais, é mais usado

para o tratamento da incontinência urinária associada a deficiência de estrógeno. A taxa

de sucesso pode ser limitada. O estriol aumenta o tônus do esfíncter na uretra de cadelas,

mas apresenta eficácia limitada quando usado no tratamento clínico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O estriol não está associado à piometra ou à mielossupressão quando comparado

ao estradiol.

Contraindicações e Precauções

O estriol é contraindicado em animais prenhes. Não administrar em ferrets.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Não deve ser usado


concomitantemente a outras medicações que suprimam a medula óssea. Em seres

humanos, recomenda-se que os compostos estrogênicos não sejam utilizados com outros

medicamentos que possam causar hepatotoxicidade.

Instruções de Uso

Para tratamento da incontinência urinária é usado em associação com a fenilpropanolamina

(FPA), entretanto, o tratamento adicional de FPA pode não demonstrar eficácia quando

comparado a outros medicamentos estrogênicos usados isoladamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma para verificar a supressão medular.

Formulações

O estriol não está disponível comercialmente, mas pode ser manipulado para animais.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg por cão, por via oral, a cada 24 horas (pode ser associado com FPA). Após iniciar

com 2 mg/cão/dia, após uma semana reduzir a dose para 1,5 mg/cão/dia por uma

semana, então 1 mg/cão/dia durante uma semana e gradativamente aumentar

o esquema e o intervalo (a cada 1dia, a cada 3 dias etc.) até atingir uma dose de

0,5 mg/cão/semana.

Gatos

Não há doses estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não utilizar em animais de produção.

Etidronato Dissódico

Nome comercial e outros nomes

Didronel ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente anti-hipercalcêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento bifosfonato. Este grupo de medicamento caracteriza-se por realizar a ligação

germinal do bifosfonato. Ele diminui a formação e a dissolução de cristais de hidroxiapatita.

Sua utilização clínica se dá por inibição da reabsorção óssea. Esta medicação diminui a

mobilização óssea pela inibição da atividade osteoclástica, pelo retardo na reabsorção óssea e

diminuição na taxa de osteoporose.

Indicações e Usos Clínicos

As medicações do grupo dos bifosfonatos, que inclui o etidronato, são usadas principalmente

em seres humanos para o tratamento da osteoporose e da hipercalcemia maligna. Em

animais, elas são usadas para diminuir os níveis de cálcio em condições que causam

hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. Estudos em seres humanos

revelaram que os bifosfonatos podem apresentar uma ação mais significativa no câncer ósseo

que o efeito sob a osteólise e a reabsorção óssea, podendo também diminuir o avanço do

tumor. As medicações desta classe incluem o pamidronato, o etidronato e o pirofosfato. Em

cães, foram realizados mais estudos experimentais com o pamidronato que com as outras

medicações do grupo. Alguns bifosfonatos foram usados para o tratamento da doença

navicular em equinos, mas tal estudo foi apenas preliminar e usado sob a forma injetável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos adversos descritos em animais. Em seres humanos, as alterações gástricas


são comuns. Ocorreram lesões esofágicas devido ao contato com a mucosa. Quando

usado em animais, certificar-se de que os comprimidos foram totalmente deglutidos.

Contraindicações e Precauções

Não foram identificadas contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Caso seja misturado a outras

soluções ou medicações, evitar aquelas que contenham cálcio.

Instruções de Uso

Em altas doses, o etidronato pode inibir a mineralização óssea. Em seres humanos,

o alendronato substitui o etidronato devido aos seus efeitos colaterais. Não há estudos

clínicos realizados em animais que demonstrem a eficácia do etidronato, o seu uso

é extrapolado da medicina humana e da experiência empírica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o cálcio e o fósforo sérico. Monitorar a ureia e a creatinina sérica, a densidade

urinária e a ingestão de alimentos nos animais tratados.

Formulações

O etidronato está disponível em comprimidos de 200 e 400 mg e em solução injetável

de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg/dia, por via oral.

Gatos

• 10 mg/kg/dia, por via oral.


Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido; sugere-se um período de carência de 24 horas

devido ao baixo risco de formação residual.

Etodolac

Nomes comerciais e outros nomes

EtoGesic ® (veterinário) e Lodine ® (humano)

Medicamentos comercializados no Brasil

Flancox (h)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINEs)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Como outros AINEs, o etodolac possui efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por promover a

inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a cicloxigenase (COX).

A enzima COX existe em duas isoformas, denominadas COX-1 e COX-2. A COX-1 é

primariamente responsável pela síntese de prostaglandinas fundamentais para

uma manutenção saudável do trato gástrico, para a função renal, para a função plaquetária

e para outras funções normais do organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese

de prostaglandinas importantes na mediação da dor, da inflamação e da febre. Contudo,

sabe-se que pode haver alguma reação cruzada entre os efeitos da COX-1 e da COX-2 em

cães, o etodolac possui uma meia-vida de 7,6 a 14 horas, dependendo do estudo e do

manejo alimentar. Em cães, apresenta pouca predileção entre COX-2 e COX-1 (não seletivo)

ou uma discreta seletividade para COX-2 in vitro. Não se sabe se a seletividade COX-2 afeta

a eficácia ou o risco de efeitos adversos. Em equinos, o etodolac é relativamente seletivo para

COX-2 e é mais potente do que para cães. A meia-vida em equinos é de apenas 3 horas, mas

um efeito de aproximadamente 24 horas foi observado em cavalos com claudicação.

Indicações e Usos Clínicos


O etodolac é usado para o tratamento da osteoartrite em cães. É também utilizado

como analgésico e pode ser indicado em outras condições dolorosas. Assim, como outros

AINEs, o etodolac age na diminuição da febre. Sua utilização em gatos não foi estabelecida.

O etodolac foi usado em alguns cavalos para diminuir a dor associada à cirurgia abdominal e

para tratar a claudicação (p. ex., causada por doença navicular). A administração difere

entre cavalos e outros animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os AINEs podem causar ulcerações gástricas. Outros efeitos adversos causados pelos

AINEs incluem diminuição da função plaquetária e lesão renal. Em estudos clínicos com

o etodolac nas doses recomendadas, alguns cães perderam peso, tiveram fezes

amolecidas ou diarreia. Em altas doses (acima das recomendadas), o etodolac causa

ulceração gástrica em cães. O etodolac está associado à ceratoconjuntivite seca (CCS) em

cães, em alguns casos grave. A resolução da CCS ocorre apenas em 10%-15% dos casos

após a descontinuação da medicação. A melhora da CCS foi ótima quando o tratamento

foi de curta duração. Em equinos, a toxicidade gástrica foi observada quando usado em

altas doses.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com tendência a úlceras gástricas. Não administrar com outras

medicações ulcerogênicas como os corticosteroides. Não administrar a cães com

tendência ao desenvolvimento de CCS. Não administrar em animais nefropatas.

Interações Medicamentosas

Usar os AINEs com cautela concomitantemente a outras medicações que causam lesão

gástrica (p. ex., corticosteroides). A eficácia dos inibidores da enzima conversora

de angiotensina (ECA) e de diuréticos (furosemida) pode diminuir quando usados em

conjunto com os AINEs. O etodolac pode causar reações cruzadas com as sulfonamidas

em pacientes sensíveis.

Instruções de Uso

Administrar conforme prescrito e evitar o uso concomitante de outras medicações que

podem aumentar a toxicidade gástrica. Grande parte do uso em cães está relacionada

ao tratamento da osteoartrite. Em equinos, demonstrou melhorar a claudicação associada à

doença navicular experimental. Quando usado em equinos para este fim, a administração

foi realizada em doses de 23 mg/kg por via oral uma ou duas vezes por dia durante 3 dias.

Cavalos tratados apresentaram melhora com duas dosagens e não manifestaram efeitos


adversos. Cavalos experimentalmente tratados com 20 ou 23 mg/kg não demonstraram

efeitos adversos, mas a segurança por longos períodos não foi descrita.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar manifestações gástricas que evidenciem úlceras e sangramento. Monitorar

a produção de lágrimas em cães tratados com o etodolac e observar manifestações de CCS.

Monitorar as enzimas hepáticas periodicamente para detectar sinais de intoxicação hepática

em cães tratados com AINEs. Monitorar a ureia e a creatinina em animais tratados para

evidenciar lesões renais. O etodolac possui efeitos variáveis nas concentrações de T4, T4

livre e TSH em cães. Um estudo não demonstrou efeito algum, outro, porém, revelou

diminuição de T4 e de T4 livre em cães tratados após 2 semanas.

Formulações

O etodolac está disponível em comprimidos de 150 e 300 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

O etodolac é insolúvel, mas é solúvel em álcool e proprilenoglicol.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-15 mg/kg uma vez ao dia, por via oral.

Gatos

A dose não foi estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Cavalos

• 23 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. A segurança por longos períodos não foi

determinada. (Ver Instruções de Uso.)

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido. Para o estabelecimento do período de carência

do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).


Classificação RCI: 4


F

Famciclovir

Nome comercial e outros nomes

Famvir ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Famvir (h)

Classificação Funcional

Antiviral

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiviral. O famciclovir é um análogo sintético da purina (análogo

nucleosídico acíclico). É convertido no medicamento antiviral penciclovir e apresenta

atividade antiviral contra o herpes-vírus tipos 1 e 2. A ação relatada é decorrente da

afinidade com a enzima timidina quinase, que converte o penciclovir em trifosfato de

penciclovir, que inibe a DNA polimerase viral, prevenindo, assim, o alongamento da cadeia

de DNA - logo, impede o alongamento da cadeia de DNA viral. É usado no tratamento de

várias formas de infecção por herpes-vírus em seres humanos e também no tratamento viral

de infecções em animais. Contudo, o herpes-vírus felino 1 (HVF1) é resistente ao aciclovir e

ao valciclovir, e estudos quanto à suscetibilidade de outros herpes-vírus são escassos. Outros

medicamentos antivirais utilizados em animais são o aciclovir, o penciclovir e o valaciclovir

Indicações e Usos Clínicos

Embora estudos in vitro não demonstrem uma alta atividade antiviral, o famciclovir tem sido

empregado para o tratamento do herpes-vírus felino (FHV1) associado à conjuntivite,

rinosinusite, ceratite e FHV1 associado à dermatite. Em gatos tratados há melhora da

conjuntivite, diminuição da inflamação conjuntival, do desconforto ocular e do

lacrimejamento.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Nos estudos limitados realizados, não foram identificados efeitos adversos em gatos.

Contraindicações e Precauções

Reduzir a dose em animais com comprometimento da função renal.

Interações Medicamentosas

Não foram identificadas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

A dose listada para gatos é baseada em estudos limitados, nos quais foram estudadas doses

de 62,5 mg por gato; porém, evidências posteriores sugeriram que uma dose mais alta, de

125 mg por gato, é mais efetiva.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a ureia e a creatinina durante o uso.

Formulações

O famciclovir está disponível em comprimidos de 125, 250 e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• Tratamento de herpes-vírus felino: 62,5 mg por gato por via oral a cada 8 horas durante

3 semanas. Contudo, uma dose maior, de 125 mg por gato a cada 8 horas, pode ser

mais efetiva.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Por promover mutagenicidade, não deve ser administrado a animais de produção.

Famotidina

Nome comercial e outros nomes

Pepcid

Medicamentos comercializados no Brasil

Famox (h)

Classificação funcional

Agente antiúlcera

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista da histamina 2 (bloqueador H 2 ). A estimulação da secreção ácida no estômago

requer a ativação de receptores histamínicos do tipo 2 (receptor H2), receptores de gastrina

e receptores muscarínicos. A famotidina e os bloqueadores H2 relacionados inibem a ação da

histamina sobre o receptor histamínico H 2 das células parietais, além de inibir a secreção do

ácido gástrico da célula parietal gástrica. Ela aumenta o pH estomacal para prevenir e

auxiliar na cura das úlceras gástricas e duodenais.

Indicações e Usos Clínicos

A famotidina, assim como outros bloqueadores do receptor H 2 , é usada para tratar úlceras e

gastrite em vários animais. Embora muitas vezes seja usada para animais que apresentam

vômitos, não existem dados para indicar sua eficácia. Não existem dados sobre eficácia para

apoiar seu uso na prevenção de sangramento induzido por anti-inflamatórios não esteroidais

(AINEs) e úlceras. A famotidina é usada por veterinários como o bloqueador H 2 preferido,

mas não há evidência para demonstrar sua superioridade sobre outros fármacos desta classe.

Alguns estudos demonstraram eficácia em cães na dose de 1 mg/kg, enquanto outros

estudos não demonstraram diferenças com relação ao placebo em cães para aumentar o pH

estomacal.

Informações de Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas normalmente são vistas somente com a diminuição da depuração

(clearance) renal. Em seres humanos, podem ocorrer sinais do SNC com altas doses. A

solução intravenosa contém álcool benzílico, ácido aspártico e manitol. Em gatos,

administre por via intravenosa de forma lenta (durante 5 minutos), pois injeções

intravenosas rápidas podem causar hemólise.

Contraindicações e Precauções

Soluções intravenosas contêm álcool benzílico. As soluções por via intravenosa em

pequenos animais, especialmente gatos, devem ser aplicadas lentamente.

Interações Medicamentosas

A famotidina e outros antagonistas do receptor H2 bloqueiam a secreção do ácido

estomacal. Portanto, vão interferir na absorção oral de medicamentos que dependem de

meio ácido, como cetoconazol, itraconazol e suplementos de ferro. Ao contrário da

cimetina, a famotidina não está associada à inibição de enzimas microssomais do sistema

P450.

Instruções de Uso

Administre com alimento para uma melhor absorção. Não foram realizados estudos clínicos

para a famotidina; portanto não se conhecem doses ótimas para prevenção e cura da úlcera.

As recomendações de dose são extrapoladas do uso em seres humanos ou da experiência

empírica. Estudos experimentais em cães mostraram que as doses de 0,1-0,2 mg/kg inibem

a secreção ácida, mas outros estudos clínicos mostraram que doses de 1,0 mg/kg suprimem

o ácido estomacal por 24 horas. Para uso intravenoso, diluir com soluções por via

intravenosa (p. ex., solução salina a 0,9%) até um volume total de 5-10 mL.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário um monitoramento específico.

Formulações

A famotidina está disponível em comprimidos de 10 mg, em suspensão oral de 8 mg/mL e

em solução injetável a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

famotidina é hidrossolúvel. As formulações compostas em xarope de cereja são estáveis por


14 dias. As soluções intravenosas diluídas em solução salina são estáveis por 48 horas em

temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12 horas por vias oral, intravenosa, subcutânea ou intramuscular.

Doses altas como 0,5-1 mg/kg são administradas, mas não há evidência de que doses

mais altas aumentem a eficácia.

Gatos

• 0,2 mg/kg a cada 12 horas até 0,25 mg/kg a cada 12 horas por vias intramuscular,

subcutânea, oral ou intravenosa (lentamente durante 5 minutos).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1-2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há restrições sobre seu uso em animais de produção.

Classificação RCI: 5

Fatores Estimulantes de Colônias: Sargramostima e Filgrastima

Nomes comerciais e outros nomes

Leukine e Neupogen

Medicamentos comercializados no Brasil

Filgrastim (h) , Granomax (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Estimula o desenvolvimento de granulócitos na medula óssea. Duas das substâncias desta

classe são a filgrastima (rG-CSF) e a sargramostina (rGM-CSF).

Indicações e Usos Clínicos

Fatores estimuladores de colônias são usados principalmente para a regeneração de células

sanguíneas, para recuperação da quimioterapia ou outro tratamento que cause

mielossupressão. Sua administração a animais é incomum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Dor no local da injeção. Em seres humanos, há relatos de edema.

Contraindicações e Precauções

Não foram identificadas contraindicações em pequenos animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em poucas informações experimentais e extrapolações da experiência

em seres humanos. Para preparar a sargramostina, adicione 1 mL de modo a fazer uma

solução a 250 μg/mL ou 500 μg/mL. Dilua ainda mais com soro fisiológico a 0,9%, a uma

concentração inferior a 10 μg/mL para injeção. Não agite o frasco, evitando a formação de

espuma; ao invés disso, inverta-o delicadamente para misturar os reagentes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma para avaliar o tratamento. A administração pode ser interrompida

após a recuperação da contagem de neutrófilos.

Formulações

Os fatores estimuladores de colônias são comercializados em soluções a 300 μg/mL

(Neupogen) e 250 e 500 μg/mL (Leukine).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Sargramostina: 250 μg/m 2 (0,25 mg/m 2 ) por infusão intravenosa por 2 horas ou injeção

subcutânea.

Filgrastim: 5 μg/m 2 (0,005 mg/m 2 ) 1 vez/dia por via subcutânea durante 2 semanas,

ou 10 μg/kg/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Febantel

Nomes comerciais e outros nomes

Rintal e Vercom. Drontal Plus contém dois outros fármacos.

Medicamentos comercializados no Brasil

Canex (v) , Drontal (v) , Endogard (v) , Vermivet (v) etc.

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O febantel é um antiparasitário que interfere no metabolismo do carboidrato em vermes

parasitas. Ele suprime as reações mitocondriais via inibição da fumarato redutase e interfere

no transporte de glicose. É biotransformado em composto benzimidazol que se liga à

proteína estrutural tubulina e previne a polimerização de microtúbulos, o que resulta em

digestão e absorção incompleta de nutrientes pelo parasita.

Uma formulação de febantel, pirantel e praziquantel (Drontal Plus) é usada em gatos

para o tratamento de Giardia, nematódeos, ancilóstomos e tricuros.


Indicações e Usos Clínicos

Febantel é indicado para o controle e tratamento de larvas e estágios adultos dos

nematódeos intestinais. Em equinos, é usado para remoção de grandes estrôngilos

(Strongylus vulgaris, S. edentatus, S. equinus), ascarídeos (Parascaris equorum, sexualmente

maduros e imaturos), oxiúros (Oxyuris equi, adultos e larvas em estágio quatro) e vários

pequenos estrôngilos.

Em cães e gatos é usado para o tratamento de ancilóstomos (Ancylostoma caninum e

Uncinaria stenocephala), ascarídeos (Toxocara canis e Toxascaris leonina) e um tricuro (Trichuris

vulpis). Em cães, é usado em associação com o praziquantel para o tratamento de

ancilóstomos (A. caninum e U. stenocephala), tricuros (T. vulpis), ascarídeos (T. canis e T.

leonina) e tênias (Dipylidium caninum e Taenia pisiformis).

Em gatos é usado em associação com o praziquantel para remoção de ancilóstomos (A.

tubaeforme), ascarídeos (Toxocara cati) e tênias (D. caninum e Taenia taeniaeformis).

O febantel é usado em associação com o pirantel (Drontal Plus) para o tratamento de

Giardia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Vômitos e diarreia podem ocorrer após tratamento.

Contraindicações e Precauções

Não usar em fêmeas prenhes nem em animais com disfunção hepática ou renal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Em equinos, a formulação em pasta pode ser administrada na base da língua ou adicionada

a uma porção de grãos da ração normal. Para resultados mais eficazes, tratar novamente em

6-8 semanas. O febantel em suspensão pode ser usado em associação com o triclorfon

líquido oral, na proporção de uma parte de suspensão de febantel por cinco partes de

triclorfon líquido.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

Febantel está disponível em pasta equina: febantel a 45,5% (455 mg/mL), suspensão: 9,3%

(2,75 g por 30 g) de febantel e em comprimidos de 27,2 e 163,3 mg.

O febantel está disponível em associações; cada grama de pasta contém 34 mg de

febantel e 3,4 mg de praziquantel.

Febantel, pirantel e praziquantel estão disponíveis para pequenos animais.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Febantel 10 mg/kg apenas ou em associação com praziquantel 1 mg/kg, por via oral,

com alimento uma vez ao dia, durante 3 dias.

• Filhotes: 15 mg/kg de febantel apenas ou em associação com 1,5 mg/kg de

praziquantel, por via oral, com alimento uma vez ao dia, durante 3 dias.

• Para tratamento de Giardia é associado com pirantel (febantel 27-35 mg/kg + pirantel

27-35 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 3 dias.

Gatos

• Febantel 10 mg/kg apenas ou em associação com praziquantel 1 mg/kg por via oral, no

alimento, uma vez ao dia durante 3 dias.

• Gatinhos: 15 mg/kg de febantel apenas ou em associação com praziquantel 1,5 mg/kg.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 7,5 mL/100 kg de peso corporal por via oral.

Ovinos e Caprinos

• 1 mL/20 kg de peso corporal ou 5 mL/25 kg por via oral.

Equinos


• 6 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não usar em equinos destinados à alimentação. Não há restrições regulatórias listadas.

Felbamato

Nome comercial e outros nomes

Felbatol

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. A ação para tratar convulsões em animais pode ser por antagonismo ao

receptor de N-metil-D-aspartato (NMDA) e bloqueia os efeitos de aminoácidos excitatórios.

A meia-vida em cães é de 5-6 horas, o que pode requerer administração frequente.

Indicações e Usos Clínicos

Felbamato é usado para tratar epilepsia em cães quando estes são refratários a outros

anticonvulsivantes. É usado em conjunto com outros anticonvulsivantes. Contudo, o uso

em animais diminuiu, devido a disponibilidade de outros fármacos para tratar convulsões

refratárias, como o levetiracetam, a zonisamida, a gabapentina e a pregabalina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso em cães não foi documentado. Em seres humanos, as reações mais graves são

hepatotoxicidade e anemia aplástica.

Contraindicações e Precauções

Pode aumentar as concentrações de fenobarbital.


Interações Medicamentosas

Existem possíveis interações com fármacos que, ou se alteram ou são substratos do

citocromo P450 hepático. Ver Apêndice. Pode aumentar as concentrações de

fenobarbital, se usado concomitantemente.

Instruções de Uso

A posologia é empírica em cães. Não há estudos controlados para documentar a eficácia,

mas, em geral, é administrado quando os animais são refratários a outros fármacos, como o

fenobarbital ou o brometo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O monitoramento das concentrações plasmáticas é útil para avaliar o tratamento.

Os ensaios podem estar disponíveis em alguns laboratórios comerciais. Concentrações

plasmáticas ideais não foram estabelecidas para animais. Contudo, concentrações em seres

humanos de 24-137 μg/mL no plasma são efetivas (média de 78 μg/mL).

Formulações

O felbamato está disponível em solução oral, 12 mg/mL, e em comprimidos de 400 e

600 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Comece com 15-20 mg/kg a cada 8 horas por via oral. A dose máxima é de

aproximadamente 70 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• Cães pequenos: 200 mg/cão a cada 8 horas por via oral, e aumentar até a dose máxima

de 600 mg/cão a cada 8 horas.

• Cães grandes: 400 mg/cão a cada 8 horas. Aumentar a dose gradualmente em

incrementos de 200 mg (15 mg/kg) até o controle da convulsão. A dose máxima para

cães grandes é de 1.200 mg/cão a cada 8 horas.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência. Para estimativas de intervalo de carência de

uso extrabula, contate nos EUA o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Fenbendazole

Nomes comerciais e outros nomes

Panacur e SafeGuard

Medicamentos comercializados no Brasil

Equifen (v) , Fencare (v) , Panacur (v) , Vetmax (v) etc.

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário benzimidazólico. Como outros benzimidazólicos, o

fenbendazole produz degeneração do microtúbulo do parasita e bloqueia irreversivelmente

sua captação de glicose. A inibição da captação de glicose causa depleção dos

armazenamentos de energia no parasita, resultando eventualmente em morte. Contudo,

não há efeito sobre o metabolismo da glicose em mamíferos.

Indicações e Usos Clínicos

O fenbendazole é eficaz para o tratamento de inúmeros parasitas de animais, incluindo

Toxocara, Toxascaris, Ancylostoma e Trichuris. Em cães é eficaz para a maioria dos parasitas

helmínticos intestinais e também contra nematódeos. O fenbendazole é efetivo para o

tratamento de Giardia, mas doses mais altas são necessárias e o insucesso pode chegar a

50%. É eficaz em gatos para o tratamento de vermes pulmonares, fascíolas e uma variedade

de parasitas helmínticos.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Possui uma boa margem de segurança, mas há relatos de vômitos e diarreia. Quando

avaliado em doses de 3-5 vezes a dose recomendada e em duração de tratamento de 3

vezes a recomendada, o fenbendazole foi bem tolerado e sem relatos de efeitos adversos.

É seguro para uso durante a prenhez. Há relatos raros de pancitopenia associada à

administração de fenbendazole.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas. Pode ser usado em animais de todas as idades.

Interações Medicamentosas

Não são conhecidas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

As recomendações de dose baseiam-se em estudos clínicos dos fabricantes. Os grânulos

podem ser misturados ao alimento. A pasta pode ser dada a equinos e bovinos. A presença de

alimento não afeta a absorção oral. Em estudos para o tratamento de Giardia, o

fenbendazole foi mais seguro que outros tratamentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O monitoramento fecal pode ser realizado para determinar a eficácia do tratamento para

parasitas intestinais.

Formulações

O fenbendazole está disponível em Panacur grânulos 22,2% (222 mg/g), 10% (92 g/30 g)

e suspensão oral 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

O armazenamento é em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura

ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50 mg/kg/dia durante 3 dias por via oral. A duração pode ser estendida para 5 dias para

as infestações parasitárias graves.


Gatos

• 50 mg/kg/dia durante 3 dias por via oral. A duração pode ser estendida por 5 dias para

as infestações parasitárias graves.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Parasitas intestinais, como estrôngilos, oxiúros e ascarídeos: Panacur grânulos ou pasta

administrado em dose de 5,1 mg/kg (2,3 mg/0,45kg) por via oral. Dois pacotes de 1,15 g

cada vão tratar um cavalo de 450 kg. O retratamento em 6-8 semanas pode ser necessário.

Para tratamento de ascarídeos (Parascaris equorum), em equinos, recomenda-se dose mais

alta de 10 mg/kg.

Ovinos e Caprinos

• 5 mg/kg por via oral.

Bovinos

• 5 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência de bovinos (carne): 8 dias. Não há um período de carência para o leite.

Período de carência para caprinos: 6 dias (carne); 0 dia (leite).

No Brasil, nas formulações a 5%, é sugerido período de carência de 14 dias para o abate e

não consumir o leite decorridos 3 dias da última aplicação.

Fenilbutazona

Nomes comerciais e outros nomes

Butazolidin ® , PBZ ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Butafenil (v) , Equipalazole (v) , Fenilbutazona OF (v) , Fenilvet (v)

Classificação funcional


Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A fenilbutazona e outros AINEs exercem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios ao inibirem

a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). A

enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é responsável

principalmente pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção de um trato

gástrico sadio, da função renal, plaquetária e outras funções normais. A COX-2 é induzida e

responsável pela síntese de prostaglandinas, que são mediadores importantes da dor, da

inflamação e da febre. No entanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos da COX-1

com os da COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é importante para alguns

efeitos biológicos. A fenilbutazona tem meia-vida de 36-65 dias em bovinos, 5 horas em

equinos e 4-6 horas em cães.

Indicações e Usos Clínicos

O principal uso da fenilbutazona é na espécie equina, para dor musculoesquelética e

inflamação, artrite, lesão de tecidos moles e aquelas decorrentes de corrida. Seu uso está

aprovado em cães e equinos. A duração da ação em equinos após uma única administração é

de aproximadamente 24 horas. A fenilbutazona está aprovada para uso em cães (e gatos na

Europa), porém seu uso em pequenos animais não é comum graças à disponibilidade de

outros fármacos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em equinos, foram documentadas úlceras gástricas. A ocorrência de úlcera é mais

provável à medida que a dose é aumentada e em animais submetidos a treinamento

excessivo. Em geral, a fenilbutazona é bem tolerada em cães, mas não há dados sobre sua

ação em gatos. Nesses animais, os efeitos colaterais possíveis são toxicidade gástrica, como

gastrite e úlceras gástricas. A fenilbutazona também está associada a lesão renal. Em

equinos desidratados ou com comprometimento renal, a fenilbutazona pode causar

isquemia e necrose papilar renal. Raramente a fenilbutazona é utilizada em seres

humanos, pois tem causado mielossupressão, efeito também observado em cães. Em

animais de laboratório (equinos), a fenilbutazona (4,4 mg/kg a cada 12 horas durante

14 dias) diminuiu a síntese de proteoglicano na cartilagem articular.

Contraindicações e Precauções

Não administre a formulação injetável por via intramuscular. Não administre a animais


propensos a ter úlceras gástricas ou com comprometimento da função renal. Não

administre com outros fármacos ulcerogênicos, como corticosteroides.

Interações Medicamentosas

O uso de outros AINEs ou com corticosteroides deve ser feito com cautela, devido ao

risco de lesão gástrica. Demonstrou-se que os corticosteroides exacerbam os efeitos

gástricos colaterais. A fenilbutazona tem sido empregada em alguns equinos associada

com a flunixina meglumina (AINE “agrupado”), mas essa associação pode aumentar o

risco de hipoalbuminemia e diminuir a proteína sérica total. Em equinos, a fenilbutazona

interfere na ação da furosemida. Alguns AINEs interferem na ação dos inibidores da

enzima de conversão da angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

As doses baseiam-se principalmente nas recomendações do fabricante e na experiência

clínica. Embora uma faixa de 4,4-8, mg/kg/dia seja administrada a equinos, os estudos não

mostraram uma vantagem da dose maior, e ainda, a dose de 8,8 mg/kg/dia é mais propensa

a causar lesão gástrica, hipoalbuminemia e neutropenia. A associação de outros AINEs, como

a flunixina, pode melhorar a resposta ao tratamento da claudicação e de outros problemas

musculoesqueléticos, em comparação com a fenilbutazona sozinha. Entretanto, tal prática

deve ser contrabalançada com o maior risco de lesão gástrica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma completo em busca de sinais de toxicidade do uso crônico.

Formulações

A fenilbutazona está disponível em comprimidos de 100, 200 e 400 mg e 1 g (bolus), pasta

oral para equinos e solução injetável de 200 mg/mL (20%).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

fenilbutazona não é hidrossolúvel, não devendo ser composta em veículos aquosos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15-22 mg/kg a cada 8-12 horas (44 mg/kg/dia; máximo de 800 mg/cão) por via oral

ou intravenosa.


Gatos

• 6-8 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa ou via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 4,4-8,8 mg/kg/dia (em geral 2-4 g por equino) por via oral. Não é recomendável usar a

dose maior por mais de 48-96 horas.

• Forma injetável: 2,2-4,4 mg/kg/dia por 48-96 horas. Dar injeções por via intravenosa

apenas, pois injeções intramusculares causam irritação tecidual.

Bovinos

• 17-25 mg/kg como dose de ataque, em seguida 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas ou 10-

14 mg/kg a cada 48 horas por via oral ou via intravenosa. (Ver restrições

regulamentadoras em bovinos.)

Suínos

• 4 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

O uso de fenilbutazona está proibido em vacas leiteiras com menos de 20 meses de idade.

Outros períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No entanto,

os períodos de carência recomendados são de 15 dias no caso de suínos, 40-50 dias para

abate de bovinos (oral ou por via intravenosa) e até 55 em bovinos se a administração for por

via intramuscular.

Classificação RCI: não foi classificada

Fenitoína, Fenitoína Sódica

Nome comercial e outros nomes

Dilantin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Hidantal (h) , Fenitoína (g) , Fenitoína Sódica (g)


Classificação funcional

Anticonvulsivante, antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. Deprime a condução nervosa via bloqueio dos canais de sódio. A

fenitoína também é classificada como um antiarrítmico da Classe I. No tecido cardíaco,

aumenta o limiar de disparo de arritmias ventriculares. Também diminui a velocidade de

condução e, diferente da lidocaína, não encurta tanto o período refratário.

Indicações e Usos Clínicos

A fenitoína é usada comumente como anticonvulsivante em seres humanos, mas não é

efetiva em cães e não é usada em gatos. Em cães, a eliminação é tão rápida que a dosagem é

impraticável. A fenitoína é utilizada em equinos para tratar arritmias ventriculares, controlar

a miotonia, a rabdomiólise, a paresia periódica hipercalêmica e a claudicação do trem

posterior.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem sedação, hiperplasia gengival, reações cutâneas e toxicidade

do SNC. Em equinos, foram observados decúbito e excitação com doses altas. A sedação

em equinos pode ser um sinal inicial de altas concentrações plasmáticas. O

monitoramento das concentrações plasmáticas em equinos pode prevenir a ocorrência de

efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

A fenitoína interage com fármacos que sofrem biotransfomração hepática, sendo um

potente indutor da enzima do citocromo P450. Quando usada com inibidores do

citocromo P450, podem ocorrer níveis elevados de fenitoína.

Instruções de Uso

Devido à meia-vida curta e à baixa eficácia em cães, bem como à segurança questionável em

gatos, são utilizados outros anticonvulsivantes como primeira escolha antes da fenitoína.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É possível fazer a monitoramento terapêutico do fármaco, mas as concentrações

terapêuticas não foram estabelecidas para cães e gatos. Em equinos, as concentrações

plasmáticas efetivas são de 5-20 μg/mL (média de 8,8 μg/mL). A terapia deve visar as

concentrações acima de 5 μg/mL em equinos.

Formulações

A fenitoína está disponível em suspensão oral de 25 mg/mL, cápsulas de 30 e 100 mg (sal

sódico), injeção de 50 mg/mL (sal sódico) e comprimidos mastigáveis de 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

fenitoína sódica absorve dióxido de carbono e precisa ser mantida em um frasco bem

fechado. É praticamente insolúvel em água, mas a fenitoína sódica tem uma solubilidade de

15 mg/mL. É solúvel em etanol e propilenoglicol. O pH da fenitoína é de 10-12 e pode não

ser compatível com soluções ácidas. Pode precipitar da solução se misturada com soluções

de pH baixo. Proteger do congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Anticonvulsivante: 20-35 mg/kg a cada 8 horas.

• Antiarrítmico: 30 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 10 mg/kg por via intravenosa

durante 5 minutos.

Gatos

• Não usar.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Bolus inicial de 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral, 4 doses, seguidas por 10-

15 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Pode-se administrar uma única dose por via

intravenosa em equinos de 7,5-8,8 mg/kg, seguida por doses orais de manutenção.

Informações sobre Restrição Legal


Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

No Brasil, a fenitoína está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a

receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 4

Fenobarbital, Fenobarbital Sódico

Nomes comerciais e outros nomes

Luminal ® , Phenobarbitona ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Gardenal (h) , Fenobarbital (g)

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Barbitúrico de ação prolongada. O fenobarbital tem ações sobre o SNC similares às de outros

barbitúricos. No entanto, o fenobarbital exerce seus efeitos anticonvulsivantes sem outros

efeitos barbitúricos significativos. Como anticonvulsivante, estabiliza os neurônios ao

aumentar a condutância do cloro via canais mediados pelo GABA. A farmacocinética foi

estudada em várias espécies animais. A absorção oral é alta na maioria. A meia-vida após

administração varia de 37-75 horas em cães, porém é maior em alguns estudos. Em

equinos, a meia-vida é de aproximadamente 20 horas, e em gatos varia de 35-56 horas. Em

todas as espécies, a meia-vida pode ser mais curta após administração múltipla, pela

autoindução do metabolismo hepático.

Indicações e Usos Clínicos

O fenobarbital é amplamente usado como fármaco de escolha para tratar distúrbios

convulsivos, como a epilepsia idiopática, em cães, gatos, equinos e animais exóticos.

O fenobarbital também é utilizado como sedativo e tem sido efetivo no tratamento da

sialodenose em cães, causada por aumento da glândula salivar submandibular.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A maioria dos efeitos colaterais está relacionada com a dose. O fenobarbital causa

polifagia, sedação, ataxia e letargia. Desenvolve-se alguma tolerância aos efeitos colaterais

após o início da terapia. Elevações das enzimas hepáticas, em particular da fosfatase

alcalina, são comuns, porém nem sempre podem estar associadas a hepatopatia.

Entretanto, também foi relatada hepatotoxicidade em alguns cães e é mais provável com

doses altas. Neutropenia, anemia e trombocitopenia foram associadas à terapia com

fenobarbital em cães. É provável que tais reações sejam idiossincrásicas e a recuperação

ocorra se a administração de fenobarbital for suspensa. Associações de fenobarbital e

brometo de potássio aumentam o risco de pancreatite em cães, nos quais a dermatite

necrolítica foi associada à administração de fenobarbital sem hepatopatia concomitante.

Os cães acometidos podem ter altas concentrações séricas de fenobarbital.

Contraindicações e Precauções

Administre com cautela a animais com doença hepática. O fenobarbital pode induzir seu

próprio metabolismo, o que encurta sua meia-vida. Portanto, a administração crônica

pode diminuir as concentrações plasmáticas, resultando em frequência de convulsões,

casos em que pode ser necessário aumentar a dose.

Interações Medicamentosas

O fenobarbital é um dos fármacos mais potentes para induzir as enzimas microssômicas

do metabolismo hepático. Portanto, muitos fármacos administrados concomitantemente

terão suas concentrações diminuídas (e talvez subterapêuticas) por causa da depuração

mais rápida. Os fármacos afetados incluem a teofilina, a digoxina, os corticosteroides,

anestésicos e muitos outros (ver nos Apêndices a lista dos fármacos que afetam as

enzimas do citocromo P450). O fenobarbital encurta a meia-vida do levetiracetam

(Keppra ® ) em cães, o que pode requerer doses mais altas ou a administração mais

frequente de levetiracetam. A administração de fenobarbital pode diminuir as

concentrações totais do T4 tireóideo, mas as do hormônio estimulante da tireoide (TSH)

e de T3 não são afetadas. As soluções são alcalinas (pH de 9-11); portanto, evite misturar

com soluções ácidas ou fármacos que se tornem instáveis em pH alcalino.

Instruções de Uso

Ajustar a dose com base nos níveis sanguíneos de fenobarbital. Caso seja usado brometo (de

sódio ou potássio) simultaneamente, podem ser empregadas doses mais baixas de

fenobarbital.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As doses de fenobarbital devem ser ajustadas com cuidado, via monitoramento das

concentrações séricas/plasmáticas. O momento de coletar uma amostra durante o intervalo

entre doses não tem importância. Evite o uso de dispositivos para separar o plasma se tiver de

guardar o tubo (esses dispositivos causam uma queda falsa das concentrações). A faixa

terapêutica em cães é considerada de 15-40 μg/mL (65-180 mmol/L). Se os cães também

estiverem recebendo brometo, concentrações de fenobarbital na faixa de 10-36 μg/mL são

consideradas terapêuticas. Para converter mmol/L para μg/mL, usar um fator de

multiplicação de 0,232. Para converter μg/mL para mmol/L, multiplicar por 4,3. Em gatos,

a faixa ideal de efeito terapêutico é de 23-38 μg/mL (99-120 mmol/L). Em equinos, a faixa

ideal de efeito terapêutico é de 15-20 μg/mL (65-86 mmol/L). Monitore as enzimas

hepáticas periodicamente em animais que estejam recebendo fenobarbital, por causa do

risco de hepatopatia. Entretanto, podem ocorrer elevações de algumas enzimas hepáticas —

em especial a fosfatase alcalina — sem hepatopatias presentes. Podem ser necessários outros

exames hepáticos para excluir hepatotoxicidade. Em geral, as enzimas hepáticas retornam

aos níveis basais 1-5 semanas após a interrupção do tratamento. O fenobarbital pode

aumentar os triglicerídios séricos por causa da depuração demorada de quilomícrons do

sangue e da menor atividade da LPL. Monitore periodicamente o hemograma completo em

animais tratados com fenobarbital, devido ao risco de neutropenia, anemia e

trombocitopenia. A administração de fenobarbital diminui a concentração de outros

fármacos. O fenobarbital não interfere no teste de estimulação com ACTH ou no de

supressão com dose baixa de dexametasona em cães. Ele diminui a concentração do T4,

mas não do T3 nem do TSH em cães.

Formulações

O fenobarbital está disponível em comprimidos de 15, 30, 60 e 100 mg; injeção de 30, 60,

65 e 130 mg/mL e elixir de solução oral de 4 mg/mL. Devido ao gosto amargo e ao teor de

álcool do elixir (base alcoólica), a formulação oral líquida é composta em outros veículos para

os pacientes. Para preparar essa formulação, triturar 10 comprimidos de 60 mg (total de

600 mg) e misturar com 10 mL de OraPlus ® e OraSweet ® na proporção 1:1 para obter

uma concentração final de 10 mg/mL. Tal formulação é estável por 115 dias quando

armazenada em frascos de plástico de cor âmbar em temperatura ambiente.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

fenobarbital é ligeiramente hidrossolúvel (10 mg/mL), mas o fenobarbital sódico é mais

solúvel (1 g/mL). Soluções preparadas em água têm um pH alcalino (9-11). Pode ocorrer

precipitação em pH baixo (evite misturar com xaropes ácidos ou palatabilizantes). Fica sujeito

à hidrólise em soluções aquosas. No entanto, se preparado em propilenoglicol, é estável por


56 semanas. A estabilidade da formulação composta é descrita na seção sobre Formulações.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-8 mg/kg a cada 12 horas por via oral

• Estado epiléptico: administrar em incrementos de 10-20 mg/kg por via intravenosa (até

obter efeito).

Gatos

• 2-4 mg/kg a cada 12 horas por via oral

• Estado epiléptico: administrar em incrementos de 10-20 mg/kg por via intravenosa (até

obter efeito).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 12 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Notar que, em alguns equinos, após a terapia

inicial, podem ser necessárias doses maiores do que 12 mg/kg a cada 12 horas.

• 5-20 mg/kg por via intravenosa durante 30 minutos (pode ser diluído em cloreto de

sódio).

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Fármaco controlado do Esquema IV.

No Brasil, o fenobatital está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito a

notificação de Receita “B”.

Classificação RCI: 2

Fentanila Transdérmica

Nome comercial e outros nomes


Duragesic

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Analgésico, Opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico opiáceo sintético. A fentanila é aproximadamente 80 a 100 vezes mais potente

que a morfina. A fentanila é um agonista dos receptores mu de opiáceos nos neurônios e

inibe a liberação dos neurotransmissores envolvidos na transmissão dos estímulos dolorosos

(como a Substância P). A sedação central e os efeitos eufóricos são relacionados aos efeitos

do receptor mu no cérebro. O sistema transdérmico da fentanila libera esta substância

através da pele a uma velocidade constante para produzir efeitos sistêmicos. A absorção é

determinada pela área de superfície para absorção.

Estão disponíveis adesivos que liberam 25, 50, 75 e 100 μg/h. A absorção pode ser

variável em animais (p. ex., a velocidade de liberação da fentanila a uma velocidade média

de aproximadamente um terço da velocidade de liberação teórica, mas o adesivo manterá

concentrações plasmáticas consistentes de fentanila por, pelo menos, 118 horas. Os adesivos

transdérmicos de fentanila (2 ou 3 adesivos de 100 μg/h) foram aplicados à pele de

equinos para alívio da dor. Em equinos, a duração do adesivo é menor que em cães ou gatos,

podendo ser reaplicado a cada 48 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A absorção transdérmica e as concentrações plasmáticas efetivas foram demonstradas em

gatos, cães, equinos e caprinos. A fentanila transdérmica possui as mesmas propriedades do

citrato de fentanila administrado por via intravenosa, com exceção de esta formulação ser

administrada por via transdérmica para aliviar a dor e como adjuvante de outros fármacos

em pacientes no perioperatório e naqueles com dor crônica. Os adesivos transdérmicos de

fentanila (50 μg/h) são apropriados para a maioria dos cães de tamanho médio. A fentanila

transdérmica demonstrou ser eficaz para alívio da dor pós-operatória em cães. A fentanila

transdérmica é bem tolerada em gatos. Os adesivos de fentanila (25 μg/h) foram eficazes e

seguros para alívio da dor decorrente de cirurgia de oniquectomia (extração das unhas) em

gatos. Os gatos que receberam adesivos de fentanila melhoraram o temperamento, a atitude

e o apetite. A fentanila transdérmica é usada sozinha ou associada com anti-inflamatórios

não esteroidais (AINEs) para tratar dor intensa em equinos e assim proporcionar um alívio

maior da dor do que o produzido pelo AINE isoladamente.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos graves. O adesivo pode causar leve irritação da pele no

local da aplicação. Se for alta a liberação de fentanila do adesivo, podem ocorrer alguns

sinais de sobredose (p. ex., excitação em gatos ou sedação em cães); contudo, estas

reações são raras. Não há relatos de efeitos adversos decorrentes de seu uso em equinos.

Se forem observados efeitos adversos em animais (p. ex., depressão respiratória, sedação

excessiva ou excitação em gatos), remova o adesivo e, se necessário, administre naloxona.

Contraindicações e Precauções

A fentanila transdérmica é uma substância controlada de Classe II. Use com cautela em

animais de pouco peso corporal (p. ex., cães classificados como toy e gatos jovens ou

debilitados). Os proprietários dos animais devem ser informados sobre os riscos para os

seres humanos, caso os adesivos transdérmicos sejam aplicados nos mesmos. A fentanila é

absorvida através da pele humana intacta.

Interações Medicamentosas

Não existem interações medicamentosas específicas, mas a fentanila transdérmica

diminuirá a necessidade de outros anestésicos. A fentanila transdérmica potencializará

outros opiáceos e depressores do SNC.

Instruções de Uso

Os adesivos transdérmicos incorporam fentanila aplicada à pele de cães e gatos. Estudos

determinaram que os adesivos liberam níveis sustentados de fentanila por 72-108 horas em

cães e gatos. Um adesivo de 100 μg/h é equivalente a 10 mg/kg de morfina por via

intramuscular a cada 4 horas. Estudos também evidenciaram que adesivos de 25 μg/h são

apropriados para gatos. Se a velocidade de liberação for muito alta em gatos, e houver

suspeita de reações adversas, cobrir metade da área de contato do adesivo reduzirá a

velocidade de liberação. Um adesivo de 50 μg/h é apropriado para cães com peso de 10-

20 kg. Em equinos, dois ou três adesivos de 100 μg/h atingiram rápidas concentrações

plasmáticas dentro das variações eficazes em adultos, mas foram altamente variáveis. A

duração do efeito em equinos é inferior àquela obtida em cães ou gatos de apenas 48 horas.

Siga cuidadosamente as instruções do fabricante ao aplicar os adesivos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora raramente a

bradicardia causada por um opioide necessite de tratamento, pode-se administrar atropina,


se necessário. Se ocorrer depressão respiratória grave, o efeito do opioide pode ser revertido

com naloxona. Monitore quanto a sinais de excitação em gatos.

Formulações

A fentanila transdérmica está disponível em adesivos de 25, 50, 75 e 100 μg/h. Em maio

de 2009, a formulação foi alterada para um veículo matriz em vez de um sistema de

reservatório. Isto se mostrou bioequivalente às formulações anteriores em seres humanos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

abra a membrana do adesivo de fentanila.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-20 kg: adesivo de 50 μg/h a cada 72 horas.

Gatos

• Adesivos de 25 μg a cada 120 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Adultos: Dois ou três adesivos transdérmicos de 100 μg/h cada (10 mg de fentanila,

equivalente a 35-110 μg/kg liberados por via transdérmica).

Potros: Um adesivo transdérmico de 100 μg/h.

Ovinos e Caprinos

• Adesivo de 100 μg/h. (A absorção é inconsistente.)

Informações sobre Restrição Legal

Medicamento controlado de Classe II da DEA.

A fentanila não deve ser administrada a animais de produção. Os períodos de carência

não foram estabelecidos.


No Brasil, a fentanila transdérmica será listada como substância entorpecente (lista A1)

sujeita a notificação de Receita “A”.

Ferro Dextrano

Nomes comerciais e outros nomes

AmTech Iron Dextran, Ferrodex e HemaJect

Medicamentos comercializados no Brasil

Várias formulações veterinárias

Classificação funcional

Suplemento mineral

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de ferro. O ferro dextrano é injetado em animais (mais comumente em suínos)

para prevenção de anemia por deficiência de ferro. A injeção de ferro dextrano contém

100 mg de ferro elementar por mL ou 200 mg/mL. O hidróxido férrico é complexado com

dextrano de baixo peso molecular nessa formulação.

Indicações e Usos Clínicos

Use em animais, principalmente suínos, para o tratamento e prevenção de anemia por

deficiência de ferro. As injeções são normalmente via intramuscular com 1-4 dias de idade.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As injeções podem produzir miosite transitória e fraqueza muscular.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso


Em suínos, injete na porção média da musculatura do trem posterior.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de ferro em animais tratados e o hemograma completo para

monitorar a eficácia.

Formulações

Ferro dextrano é um ferro elementar 100 ou 200 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture com outras soluções.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relatos de dose para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• 100 mg (1 mL), por via intramuscular, para leitões de 2-4 dias de idade e repita em 10

dias.

• 200 mg (1 mL de concentração mais alta), intramuscular, para leitões de 1-3 dias de

idade.

Informações sobre Restrição Legal

Não é necessário período de carência.

Finasterida

Nome comercial e outros nomes

Proscar

Medicamentos comercializados no Brasil

Proscar (h) , Propecia (h) , Finasterida (g)


Classificação funcional

Antagonista hormonal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A finasterida é um esteroide sintético tipo II inibidor da 5-alfa-redutase. Inibe a conversão

de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT).

Indicações e Usos Clínicos

Como a DHT estimula o crescimento da próstata, a finasterida é usada para tratar a

hipertrofia benigna da próstata (HBP). Em cães com HBP, a finasterida mostrou reduzir o

tamanho prostático sem afetar de maneira adversa a produção ou a qualidade do sêmen.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em cães.

Contraindicações e Precauções

A finasterida é contraindicada em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses baseiam-se em estudos clínicos em cães e não há relatos com informações de outros

animais. Um estudo em cães evidenciou efeitos significativos com 0,1 mg/kg a cada 24

horas. Outro estudo usou uma variação de dose de 0,1-0,5 mg/kg a cada 24 horas, que

resultou em redução no tamanho da próstata.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A finasterida está disponível em comprimidos de 5 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações composta não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

• 0,1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Cães de 10-50 kg: comprimido de 5 mg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não estão estabelecidos períodos de carência. Não use em animais de produção.

Firocoxib

Nomes comerciais e outros nomes

Previcox e Equioxx

Medicamentos comercializados no Brasil

Previcox (v)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O firocoxib é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outras medicações desta

classe, o firocoxib produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela inibição da síntese de

prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). A enzima COX existe

em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente responsável pela síntese de

prostaglandinas que são importantes para a manutenção de um trato gástrico saudável, para

as funções renais, plaquetárias e normalidades de outras funções. Já a COX-2, dita

induzível, é responsável por sintetizar prostaglandinas que são importantes mediadoras de

dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos de COX-


1 e COX-2 em algumas situações, e que a atividade da COX-2 é importante por alguns

efeitos biológicos. O firocoxib, usado em ensaios in vitro, é menos atuante sobre a COX-1,

comparado aos antigos AINEs, e é um inibidor seletivo de COX-2. A relação COX-1/COX-2 é

maior do que para outros fármacos, indicando que o firocoxib é um inibidor seletivo da COX-

2 em cães, equinos e gatos. Não está estabelecido se a especificidade para COX-1 e COX-2

relaciona-se à eficácia ou à segurança. O firocoxib tem meia-vida de 7-8 horas em cães, 9-

12 horas em gatos e de 30-40 horas em equinos. É altamente ligado às proteínas (96-98%).

A absorção oral é de 38% em cães, 79% em equinos e de 54-70% em gatos. A presença de

alimentos retarda a absorção, mas não diminui a absorção geral. Em equinos, a absorção oral

é de 79% com pasta oral na dose de 0,1 mg/kg.

Indicações e Usos Clínicos

O firocoxib é usado para diminuir a dor, a inflamação e a febre. É usado para os tratamentos

agudo e crônico da dor e da inflamação em cães. Um dos usos mais comuns é na

osteoartrite e também para dor associada à cirurgia. Em equinos, é usado para osteoartrite.

Em gatos, o firocoxib demonstrou ser eficaz na atenuação das respostas febris agudas. O uso

em gatos é limitado a curto ou longo prazos em baixas doses.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Problemas gástricos são os eventos adversos mais comuns associados aos AINEs e podem

incluir vômitos, diarreia, náuseas e erosões do trato gástrico. A segurança a curto e longo

prazos, bem como a eficácia, foram estabelecidas em cães. Em estudos de campo, os

vômitos foram o efeito adverso relatado com maior frequência. Em estudos realizados em

cães, doses mais altas (cinco vezes a dose comum) causaram problemas gástricos. Em

equinos, a recuperação da mucosa após isquemia intestinal foi menor que com AINEs não

seletivos. Em estudos em cães jovens, a administração de firocoxib foi associada a

alterações lipídicas hepáticas periportais em alguns animais. A toxicidade renal,

especialmente em animais desidratados ou animais com doença renal preexistente, foi

observada com alguns AINEs. Mudanças de comportamento ocorreram em cães e

equinos, mas são raras.

Em equinos, problemas gastrointestinais (diarreia, fezes amolecidas) foram relatados

em estudos de campo, mas são raros em doses aprovadas. Em doses que excederam a

recomendada ou a duração proposta em equinos, foram observados úlceras, azotemia,

lesão renal, erosões na pele e mucosa oral e ainda tempos de sangramento prolongados.

Contraindicações e Precauções

Cães e gatos com problemas gástricos preexistentes ou problemas renais podem estar em


risco maior de efeitos adversos decorrentes do uso de AINEs. Não há informações sobre a

segurança do firocoxib para o tratamento de animais em período perinatal ou lactantes,

mas efeitos adversos não foram relatados em animais em fase de reprodução.

Em equinos, não exceder a duração recomendada para o tratamento. Durante

estudos de segurança animal em equinos, a toxicidade ocorreu quando as doses

recomendadas excederam 30 dias aquela preconizada.

Interações Medicamentosas

Não administre com outro AINE ou com corticosteroides. Corticosteroides mostraram

exacerbar os efeitos adversos gástricos. Alguns AINEs podem interferir na ação de

medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

Use de acordo com as orientações do fabricante. Comprimidos mastigáveis podem ser

administrados com ou sem alimento. Estudos de longo prazo não foram concluídos em

gatos, e apenas estudos de dose única são relatados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais gástricos para evidência de diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.

Devido ao risco de lesão renal, monitore parâmetros renais (consumo de água, ureia,

creatinina e densidade específica da urina) periodicamente durante o tratamento.

Formulações

O firocoxib está disponível em comprimidos de 57 e 227 mg.

Pasta oral equina está disponível em formulação de 8,2 mg (0,82% p/p).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg, uma vez ao dia, por via oral.

Gatos


• 1,5 mg/kg, uma vez ao dia. A segurança a longo prazo em gatos não foi determinada.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,1 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante até 14 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção. Não administre a equinos que serão usados para

consumo humano.

Em cavalos de corrida, não é permitido seu uso no período de 12 horas antes da

competição.

Fisostigmina

Nome comercial e outros nomes

Antilirium ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação Funcional

Anticolinesterásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da colinesterase. Anticolinesterásico. Este fármaco inibe a enzima que metaboliza a

acetilcolina. Portanto, prolonga a ação deste neurotransmissor na sinapse. A principal

diferença entre a fisostigmina e a neostigmina ou a piridostigmina é que a última cruza a

barreira hematoencefálica e as outras não o fazem.

Indicações e Usos Clínicos

A fisostigmina é usada como antídoto para intoxicação anticolinérgica e como tratamento

(antídoto) para o bloqueio neuromuscular. Também foi usada para o tratamento do íleo e da

retenção urinária (como a do pós-operatória), por aumentar o tônus do músculo liso da

bexiga.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais causados pela ação colinérgica resultam da inibição da colinesterase.

Sobre o trato gastrointestinal podem ser observados diarreia e aumento das secreções.

Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção ou fraqueza muscular e

constrição dos brônquios e ureteres. Os efeitos colaterais podem ser tratados com

fármacos anticolinérgicos como a atropina.

Contraindicações e Precauções

Não administrar com ésteres de colina como o betanecol.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A fisostigmina está indicada principalmente para o tratamento de intoxicações. Se for

necessário o uso prolongado ou sistêmico rotineiro de um anticolinesterásico, a neostigmina

ou a piridostigmina são preferíveis, pois têm menos efeitos colaterais. Quando usadas, podese

aumentar a frequência da dose de acordo com a observação dos efeitos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos e os sinais gastrointestinais.

Formulações

A fisostigmina está disponível na forma injetável, contendo 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,02 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 3

Fitomenadiona

Nomes comerciais e outros nomes

AquaMEPHYTON ® , Mephyton ® , Veta-K1 ® , Vitamina K1, Phylloquinone ® ,

Phytomenadione ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Kanakion (h)

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vitamina K suplementar. A fitomenadiona e a fitonadiona são formas lipossolúveis sintéticas

da vitamina K 1 . (Fitomenadiona é a forma britânica de fitonadiona.) Menadiol é a vitamina

K4, um derivado hidrossolúvel convertido no corpo em vitamina K3 (menadiona).

A vitamina K1 é uma vitamina lipossolúvel usada para tratar coagulopatias causadas por

intoxicações por anticoagulantes (varfarina ou outros rodenticidas). Esses anticoagulantes

esgotam as reservas de vitamina K no organismo, essencial para a síntese dos fatores da

coagulação. A administração de vitamina K, em suas várias formulações, pode ser usada para

reverter o efeito da toxicidade por anticoagulante.

Indicações e Usos Clínicos


A fitomenadiona é usada para tratar coagulopatias causadas por intoxicações por

anticoagulantes (varfarina ou outros rodenticidas). Em grandes animais, é usada para tratar

intoxicações pela ingestão do trevo-doce.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em seres humanos, observou-se uma reação rara semelhante a hipersensibilidade após

injeção intravenosa rápida. Os sinais lembram choque anafilático. Esses sinais também são

observados em animais. Para evitar reações anafiláticas, não administrar por via

intravenosa.

Contraindicações e Precauções

Recomenda-se um diagnóstico acurado para excluir outras causas de sangramento.

Outras formas de vitamina K podem não agir tão rapidamente como a vitamina K1;

portanto, considere o uso de uma preparação específica. Para evitar reações anafiláticas,

não administrar por via intravenosa.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Consulte o centro de controle de intoxicações quanto ao protocolo específico caso o

rodenticida seja identificado. Use vitamina K1 na terapia aguda da toxicidade por sua maior

biodisponibilidade. Administre com alimento para facilitar a absorção oral. Caso seja usada

injetável, pode ser diluída em glicose a 5% ou solução fisiológica a 0,9%, mas não em outras

soluções salinas. A via injetável preferida é a subcutânea, mas também pode-se usar por via

intramuscular. Embora as bulas da vitamina K1 para uso veterinário, mencionem a via de

administração por via intravenosa, esta não foi aprovada pelo FDA. Portanto, evite a

administração intravenosa de vitamina K 1 .

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O monitoramento dos tempos de sangramento é essencial para a dosagem acurada das

preparações de vitamina K1. Ao tratar intoxicações por rodenticidas de ação prolongada,

sugere-se o monitoramento periódico dos tempos de sangramento.


Formulações

A fitomenadiona está disponível em comprimidos de 5 mg (Mephyton ® ), cápsulas de 25 mg

(Veta-K1 ® ) e injeção com 2 ou 10 mg/mL (AquaMEPHYTON ® ).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

fitomenadiona é sensível à luz e deve ficar protegida contra luminosidade. É praticamente

insolúvel em água. Entretanto, é solúvel em óleos e ligeiramente solúvel em etanol. Não

misture com soluções aquosas. Se misturada como uma suspensão para uso oral, administrar

logo após a preparação. Não congelar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Tratamento para intoxicações por rodenticidas de curta ação: 1 mg/kg/dia por 10-14

dias por vias intravenosa, subcutânea ou oral.

• Tratamento para intoxicações por rodenticidas de ação prolongada: 2,5-5 mg/kg/dia

durante 3-4 semanas por vias intramuscular, subcutânea ou oral.

Aves

• 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos, Bezerros, Equinos, Ovinos e Caprinos

• 0,5-2,5 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Prevê-se que os

intervalos de carência para animais leiteiros e de corte sejam curtos. Para estimativas dos

períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Florfenicol


Nome comercial e outros nomes

Nuflor, Nuflor Gold, Resflor (flunixina e florfenicol), Aquaflor (formulação para peixes)

Medicamentos comercializados no Brasil

Amphenor (v) , Farmaflor (v) , Florcol (v) , Nuflor (v) , Aquaflor (peixes) (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O florfenicol é um derivado do tianfenicol com o mesmo mecanismo de ação do

cloranfenicol (inibição da síntese de proteína). Entretanto, é mais ativo que o cloranfenicol

ou o tianfenicol.

O florfenicol possui amplo espectro de atividade antibacteriana, que inclui todos os

organismos sensíveis ao cloranfenicol, bacilos Gram-negativos, cocos Gram-positivos e outras

bactérias atípicas, como o micoplasma. O florfenicol é altamente lipolifílico, o que fornece

concentrações altas o suficiente para tratar patógenos intracelulares e cruzar algumas

barreiras anatômicas (a penetração através da barreira hematoencefálica em bovinos é de

46%). A meia-vida do florfenicol é de 2-3 horas em bovinos após administração intravenosa,

mas é prolongada (18 horas) após injeção por via intramuscular. Em cães, a meia-vida é mais

curta, com valores de 1,1 e 1,2 após administrações intravenosa e oral, respectivamente. A

meia-vida em gatos é de aproximadamente 4 horas e 7-8 horas após administrações

intravenosa e oral, respectivamente.

Indicações e Usos Clínicos

Como o florfenicol é um derivado do cloranfenicol, é usado em situações em que o

cloranfenicol não está disponível ou é de uso proibido. (O uso de cloranfenicol é ilegal em

animais de produção nos EUA e também no Brasil.) Florfenicol mostrou-se eficaz para o

tratamento da doença respiratória bovina (DRB) em bovinos associada à Mannheimia

haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni (anteriormente Haemophilus somnus). A

administração de florfenicol (40 mg/kg por via subcutânea, dose única) no momento da

chegada aos criatórios diminuiu a incidência de DRB. É usado também para o tratamento

de flegmão interdigital (apodrecimento dos cascos, necrobacilose interdigital e

pododermatite infecciosa) associada a Fusobacterium necrophorum e Bacteroides melaninogenicus

e para o tratamento da ceratoconjuntivite bovina infecciosa causada por Moraxella bovis.

Resflor Gold contém tanto florfenicol quanto flunixina. É usado para os mesmos patógenos

da DRB e fornece atividade anti-inflamatória com a adição de flunixina megluimina,

incluindo pirexia associada à DRB tanto em gado de corte quanto leiteiro não lactante.


Em suínos é usado para o tratamento da doença respiratória suína (DRS) causada por

Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Salmonella choleraesuis e Streptococcus suis.

Em gatos, podem ser alcançadas concentrações efetivas com administração 2 vezes ao dia.

Em cães, a meia-vida é curta e a administração frequente é necessária para produzir

concentrações efetivas. O florfenicol também é administrado a peixes. Há uma formulação

que se adiciona a alimentos também aprovada para peixe-gato (10 mg/kg).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso em cães e gatos é limitado; portanto, não há relatos de efeitos colaterais.

O cloranfenicol está relacionado à mielossupressão dependente da dose e reações

semelhantes são possíveis com o florfenicol. Contudo, parece não haver tanto risco da

ocorrência da anemia aplástica quanto com o cloranfenicol. Em altas doses o flofenical

pode ocasionar degeneração testicular. Em equinos, doses de 20 mg/kg a cada 48 horas,

por via intramuscular, alteraram a flora bacteriana e aumentaram o risco de diarreia.

Contraindicações e Precauções

O uso prolongado em animais pode causar supressão da medula óssea. A administração

em equinos causa diarreia, colite e aumento nos níveis de bilirrubina. A administração em

equinos não é recomendada. Não administrar mais de 10 mL em um mesmo local.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais. Entretanto, sabidamente, o

cloranfenicol inibe as enzimas do citocromo P450 e diminui a biotransformação de

outros fármacos (ver Apêndice). Portanto, é possível, mas não está documentado, que o

florfenicol pode causar interações medicamentosas.

Instruções de Uso

A forma da dose é aprovada somente para uso em bovinos e suínos, e as doses listadas não

foram completamente avaliadas em pequenos animais. As doses listadas são derivadas de

estudos farmacocinéticos. O efeito sustentado em bovinos decorrente das administrações

intramuscular e subcutânea parece não durar muito em cães. A formulação injetável para

bovinos é administrada, se necessário, por via oral em pequenos animais, mas o sabor é mais

amargo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma para evidência de mielossupressão. Testes de suscetibilidade: os


laboratórios usam cloranfenicol para testar a suscetibilidade ao florfenicol. O ponto de perda

de suscetibilidade recomendado pelo CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute)

para organismos sensíveis é ≤ 4 μg/mL para estreptococos e ≤ 8 μg/mL para outros

microrganismos.

Formulações

O florfenicol está disponível em solução injetável 300 mg/mL (bovinos) ou solução

23 mg/mL para ser adicionada à água de beber para suínos (400 mg por 4L). A formulação

em ração medicada contém 500 g/kg a serem adicionadas à ração para peixes. A flunixina é

associada ao florfenicol no Resflor Gold, que tem 300 mg de florfenicol e 16,5 mg de

flunixina por mL com veículos de 2-pirrolidona, 35 mg de ácido málico e triacetina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A coloração amarelo-claro ou cor de palha não afeta a potência. A estabilidade das

formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20 mg/kg a cada 6 horas por vias intramuscular ou oral.

Gatos

• 22 mg/kg a cada 8 horas por vias intramuscular ou oral.

Posologia para Grandes Animais

Gado, Doença respiratória bovina (DRB)

• 20 mg/kg a cada 48 horas por vias subcutânea ou intramuscular (tábua do pescoço).

• 40 mg/kg por via subcutânea em injeção única (Nuflor Gold) ou a cada 72 horas por via

subcutânea na região do pescoço (também associado com fluxinina meglumina a

2,2 mg/kg e Nuflor Gold a 40 mg/kg).

Equinos

Embora o florfenicol seja administrado, algumas referências citam reações adversas após a

administração. Até estarem disponíveis mais dados de segurança, sugere-se evitar o uso de


florfenicol em equinos.

Suínos

• 15 mg/kg por via intramuscular no pescoço a cada 48 horas.

• Administre na água de beber a 400 mg por 4L (100 partes por milhão) durante 5 dias

consecutivos.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos (carne): 28 dias, se administrado por via intramuscular; 38

dias, se administrado por via subcutânea. O período de carência do Nuflor Gold (40 mg/kg

por via subcutânea) é de 44 dias.

Um período de carência não foi estabelecido para bezerros pré-ruminantes.

Não usar em novilhos a serem processados para carne; não utilizar em gado leiteiro aos

20 meses de idade ou mais ou em novilho para abate com menos de 1 ano.

O período de carência em suínos: 16 dias após o último tratamento, quando

administrado em água; 13 dias após o último tratamento, quando administrado com a

ração.

No Brasil, dependendo da formulação, é determinado um período de carência para

suínos (abate) de até 9 dias após o último tratamento.

Flucitosina

Nome comercial e outros nomes

Ancobon

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico. Sua ação está em penetrar nas células fúngicas, onde é

convertido em fluorouracil, que age como um antimetabólito.


Indicações e Usos Clínicos

A flucitosina é um antifúngico de uso limitado em medicina veterinária para tratar

meningite criptocócica. Deve ser usada em associação com anfotericina B (mas não com

medicamentos antifúngicos azólicos) para tratamento de criptococose, para melhorar a

eficácia e diminuir a ocorrência de resistência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Anemia e trombocitopenia são os efeitos colaterais mais comuns.

Contraindicações e Precauções

Não foram identificadas contraindicações específicas para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

A flucitosina é usada principalmente para tratar a criptococose em animais. A eficácia

baseia-se na sua capacidade de atingir altas concentrações no líquido cefalorraquidiano

(LCR). A flucitosina pode ser sinérgica à anfotericina B.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a contagem sanguínea completa durante o tratamento.

Formulações

A flucitosina está disponível em cápsulas de 250 e 500 mg e suspensão oral de 75 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Suspensões orais compostas são estáveis por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 25-50 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral, até uma dose máxima de 100 mg/kg a cada

12 horas pela mesma via.

• Meningite criptocócica: 20-40 mg/kg a cada 6 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção (uso extrabula).

Fluconazol

Nome comercial e outros nomes

Diflucan e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Zoltec (h) , Fluconazol (g)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico azólico. Fungistático. O fluconazol inibe a síntese do ergosterol na

membrana celular fúngica e tem atividade contra dermatófitos, fungos sistêmicos e

leveduras, incluindo Candida, Coccidioides e Cryptococcus spp. Entretanto, possui fraca

atividade contra mofos, como Aspergillus ou Zygomycetes. Comparado a outros antifúngicos

azólicos orais, o fluconazol é absorvido de forma mais previsível e completa até de estômago

vazio. A meia-vida em cães, gatos e equinos é de aproximadamente 14-15, 13-25 e 38

horas, respectivamente.

Indicações e Usos Clínicos

O fluconazol é eficaz contra dermatófitos, leveduras e uma variedade de fungos sistêmicos.

Em cães, equinos e animais exóticos, é usado para tratar infecções fúngicas sistêmicas,

infecções por leveduras e dermatófitos, incluindo a dermatite por Malassezia. Em gatos é

usado para tratar Cryptococcus. Em cães, não é ativo contra coccidioidomicose como os

outros medicamentos antifúngicos azólicos, mas é eficaz em alguns pacientes. Doses mais


altas podem ser necessárias (p. ex., 10 mg/kg a cada 12 horas) para coccidioidomicose. Por

ser hidrossolúvel é usado para tratar cistite fúngica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Reações adversas não foram relatadas com a administração de fluconazol. Comparado ao

cetoconazol, possui menos efeito sobre a função endócrina. Contudo, é possível ocorrer

elevação nas concentrações das enzimas hepáticas e hepatopatia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em fêmeas prenhes. Em doses altas em animais de laboratório tem

causado anormalidades fetais.

Interações Medicamentosas

O fluconazol pode ser um inibidor das enzimas do citocromo P450, que podem

aumentar as concentrações de outros medicamentos. Ele causará aumento nas

concentrações de ciclosporina em cães. Também pode causar outras reações em

consequência da inibição das enzimas de biotransformação.

Instruções de Uso

As doses de fluconazol baseiam-se principalmente em estudos realizados em gatos para o

tratamento de criptococose. Não há relatos de eficácia para outras infecções. A principal

diferença entre fluconazol e outros azólicos é que ele atinge concentrações mais altas no

SNC. A absorção oral do fluconazol é mais previsível do que a do itraconazol e do

cetoconazol e menos afetada pelo jejum.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente a função hepática nos animais tratados. Teste de suscetibilidade é

possível, mas as variações são estabelecidas apenas para Candida.

Formulações

O fluconazol está disponível em comprimidos de 50, 100, 150 e 200 mg, em suspensão oral

de 10 e 40 mg/mL e em injeção intravenosa de 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


O fluconazol é estável por 14 dias após reconstituição em suspensão oral. Por ser

hidrossolúvel a uma concentração de 8-10 mg/mL, também pode ser composto em

formulações para administração a pequenos animais. Entretanto, a estabilidade a longo

prazo, além de 15 dias, das formulações compostas não foi determinada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Em casos refratários, aumente a dose para

10 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.

• Tratamento de Malassezia: 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 50 mg/gato uma vez ao dia, por via oral, ou em casos refratários aumentar para 50 mg

por gato a cada 12 horas por via oral. Na maioria dos casos é administrado apenas uma

vez ao dia.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não estão estabelecidos períodos de carência para animais de produção (uso extrabula).

Flumazenil

Nome comercial e outros nomes

Romazicon

Medicamentos comercializados no Brasil

Lanexat (h) , Flumazenil (g)

Classificação funcional

Antídoto


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista do receptor benzodiazepínico. O flumazenil bloqueia a ação dos

benzodiazepínicos, como o diazepam, decorrente de sua ação sobre o receptor do GABA.

Indicações e Usos Clínicos

O flumazenil não tem benefícios terapêuticos por si só, mas é usado como agente de

reversão após a administração de benzodiazepínicos em seres humanos (não é usado com

frequência em medicina veterinária). Por seus efeitos de primeira passagem, não pode ser

administrado por via oral; deve ser injetado.

Informações de Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de reações adversas em animais.

Contraindicações e Precauções

O flumazenil pode precipitar a convulsão se usado com antidepressivos tricíclicos (ATC)

ou outros medicamentos que podem reduzir o limiar da convulsão.

Interações Medicamentosas

O flumazenil pode aumentar o risco de convulsões quando usado com outros

medicamentos que sabidamente inibem o neurotransmissor inibitório GABA.

Instruções de Uso

O flumazenil é usado principalmente para bloquear os efeitos dos benzodiazepínicos. É

usado para reverter sobredoses de benzodiazepínicos (p. ex., diazepam). Embora seja usado

experimentalmente para tratar encefalopatia hepática, sua eficácia para esta condição não

está estabelecida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

Flumazenil está disponível em injeção de 100 μg/mL (0,1 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Grandes Animais

Cães e Gatos

• 0,02 mg/kg (20 μg/kg) por via intravenosa.

• Para reverter benzodiazepínicos: 0,2 mg (dose total), se necessário, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos, Bovinos, Suínos e Ovinos

Para reverter benzodiazepínicos: 20 μg/kg por via intravenosa (0,02 mg/kg).

Informações sobre Restrição Legal

Não use em animais destinados à alimentação.

No Brasil, o flumazenil está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito

a receita de controle especial em duas vias.

Flumetasona (Pivalato)

Nome comercial e outros nomes

Flucort

Medicamentos comercializados no Brasil

Locorten (h) , Algitan (v) , Flucortan (v) , Flumast (v) , Newmast (v)

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Potente medicamento anti-inflamatório glicocorticoide. A potência listada na literatura é de

aproximadamente 15 vezes a do cortisol e, em referências veterinárias, de 30 vezes a do


cortisol e 6-7 vezes a potência da prednisolona. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos,

mas principalmente ocorrem por meio da inibição das células inflamatórias e supressão da

expressão de mediadores inflamatórios. O uso é para o tratamento de doença inflamatória e

imunomediada.

Indicações e Usos Clínicos

A flumetasona, como outros corticosteroides, é usada para tratar uma variedade de doenças

inflamatórias e imunomediadas. A seção sobre posologia contém a variação de doses para

terapias de reposição, anti-inflamatória e imunossupressora. A flumetasona é usada com

mais frequência em grandes animais. O uso em grandes animais inclui o tratamento das

condições inflamatórias, especialmente distúrbios musculoesqueléticos. Em equinos, a

flumetasona é usada para o tratamento da obstrução recorrente das vias aéreas

(anteriormente chamada de doença pulmonar obstrutiva crônica). Em bovinos, os

corticosteroides são usados para o tratamento da cetose.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos, podendo incluir polifagia,

polidipsia/poliúria e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). As reações

adversas incluem ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição

dos níveis de hormônios tireoidianos, diminuição da síntese de proteína, retardo na

cicatrização e imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias resultantes da

imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e infecção do

trato urinário inferior. Em equinos, entre as reações adversas adicionais inclui-se o risco

de laminite.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção e em animais nos quais é

necessária cicatrização de feridas. Use com cautela em animais com insuficiência renal

ou diabetes e em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)

aumentará o risco de lesão gástrica.

Instruções de Uso

As doses baseiam-se na gravidade da doença subjacente. Por exemplo, condições anti-


inflamatórias requerem doses mais baixas do que as condições imunomediadas. Para todas

as condições, os gatos, com frequência, necessitam de doses mais altas do que cães. Observe

que a dose aprovada na bula para bovinos e equinos está na variação de 1,25-5 mg por

animal ou aproximadamente 0,003-0,006 mg/kg (3-6 μg/kg) para um animal adulto.

Considerando que a potência da flumetasona pode ser semelhante a da dexametasona,

muitos especialistas percebem que a dose deve ser mais alta, na variação de 0,04-

0,15 mg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, glicose sanguínea e função renal durante a terapia.

Monitore os pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação

de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal.

Formulações

A flumetasona está disponível em solução injetável de 0,5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Uso anti-inflamatório: 0,15-0,3 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa,

intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1,25-2,5 mg por animal em dose única por vias intramuscular ou intravenosa

(aproximadamente 0,003-0,006 mg/kg). Esta é a dose listada com frequência na bula

dos produtos. Contudo, muitos especialistas preferem doses de 0,04-0,15 mg/kg em

dose única por vias intravenosa ou intramuscular.

Bovinos

• 1,25-5 mg/animal em dose única por vias intravenosa ou intramuscular. Esta é a dose


listada com frequência na bula dos medicamentos. Contudo, muitos especialistas

preferem doses de 0,04-0,15 mg/kg em dose única por vias intravenosa ou

intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos nos EUA.

No Canadá, período de retirada em bovinos (carne): 4 dias.

No Brasil é recomendado não utilizar em animais de produção, sendo o período de

carência de 5 dias (carne e leite).

Classificação RCI: 5

Fluorouracila

Nomes comerciais e outros nomes

5-fluorouracil, Adrucil

Medicamentos comercializados no Brasil

Fluorouracila (g)

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. Antimetabólito. A ação ocorre por inibição da síntese de ácido

nucleico. A fluorouracila é usada em protocolos antineoplásicos.

Indicações e Usos Clínicos

A fluorouracila é usada em protocolos antineoplásicos aplicados a cães. Tem sido usada como

componente em associações medicamentosas de esquema antineoplásico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


A fluorouracila causa leucopenia leve, trombocitopenia e toxicidade no SNC.

Contraindicações e Precauções

Não use em gatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interação medicamentosa em animais.

Instruções de Uso

Consulte um protocolo de tratamento antineoplásico para a dosagem e o esquema preciso.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma para evidência de toxicidade da medula óssea.

Formulações

A fluorouracila está disponível em ampola de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 150 mg/m 2 uma vez por semana por via intravenosa.

Gatos

Não use.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este


medicamento, por ser um agente antineoplásico, não deve ser usado em animais destinados

ao consumo humano.

Flunixina Meglumina

Nome Comercial e Outros

Banamine e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Aplonal (v) , Banamine (v) , Desflan (v) , Flanaliv (v) , Flumedin (v) , Flumegan (v) ,

Flunixina (v) , Niglumine (v)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A flunixina é um AINE. A flunixina e outros AINEs produzem efeitos analgésicos e antiinflamatórios

pela inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a

enzima cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A

COX-1 é principalmente responsável pela síntese das prostaglandinas, importante para a

manutenção de um trato gástrico saudável, funções renal, plaquetária e outras normais do

organismo. A COX-2 é induzida e responsável por sintetizar prostaglandinas, que são

importantes mediadores da dor, inflamação e febre. Contudo, sabe-se que há alguma

sobreposição de efeitos de COX-1 e COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é

importante para alguns efeitos biológicos. A flunixina não é seletiva para COX-1 ou COX-2.

Outros efeitos anti-inflamatórios podem ocorrer (p. ex., efeitos sobre os leucócitos), mas não

são bem caracterizados. Em equinos, a meia-vida é de 2 horas, a absorção oral da forma em

pasta é de 77% e a absorção de grânulos é de 85%. Entretanto, o acesso ao feno retardará

as concentrações de pico e a absorção oral de grânulos e pasta misturados com ração poderá

ser mais irregular. Em bovinos, a meia-vida é de 3-4 horas por via intravenosa, mas é mais

demorada quando administrada por via intramuscular. A absorção oral em bovinos é de

60%.

Indicações e Usos Clínicos

A flunixina é usada principalmente para tratamento a curto prazo da dor moderada e da

inflamação. É usada para tratar cólica e diminuir os sinais de sepse em equinos, e reduzir os

sinais clínicos associados a mastite coliforme em bovinos. Em equinos, como adjuvante no


tratamento da sepse, a dose usada é baixa, de 0,25 mg/kg. Tem sido ainda utilizada como

adjuvante, associada a antibióticos, para o tratamento da doença respiratória bovina (DRB).

A flunixina é associada com antibióticos para o tratamento de DRB (por ex., florfenicol em

Resflor), pois reduz as reações pulmonares inflamatórias. A flunixina é usada em dose única

para o tratamento da diarreia em vacas leiteiras. A flunixina a 2,2 mg/kg, por via

intravenosa, em vacas com mastite por endotoxina não afetou a produção leiteira, mas

diminuiu a febre e melhorou a motilidade ruminal. O Resflor Gold contém tanto o

florfenicol quanto a flunixina. É usada para os mesmos patógenos da DRB e produz ainda a

atividade anti-inflamatória com a adição de flunixina meglumina, incluindo a pirexia

associada à DRB em gados de corte e leiteiro não lactante.

Em suínos é usada para tratar a pirexia associada a doença respiratória.

Em cães e gatos é usada ocasionalmente, mas em geral limita-se a um ou dois

tratamentos devido ao risco de toxicidade gastrointestinal (úlceras e perfuração gástricas).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais graves estão relacionados ao sistema gástrico. A flunixina causa

gastrite e ulceração estomacal em altas doses ou com o uso prolongado. Em equinos, a

administração de flunixina pode afetar a recuperação após lesão isquêmica intestinal. A

redução na perfusão renal também está documentada. A terapia em cães deve limitar-se

a 4 dias consecutivos. Em equinos, se administrada por via intramuscular, poderá resultar

em miosite e abscesso no local da injeção.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em fêmeas prenhes próximo ao termo. Não use em bezerros a serem

processados para carne de vitelo. Não use em touros destinados à procriação, pois os

efeitos sobre a reprodução nesta classe de bovinos não foram estudados. A flunixina é

aprovada para tratamento por via intravenosa em alguns animais de produção, mas se a

dose for administrada por vias intramuscular ou subcutânea, há maior risco da presença

de resíduos na carne.

Interações Medicamentosas

Os efeitos ulcerogênicos são potencializados quando administrada com corticosteroides.

A coadministração com a fenilbutazona aumentará o risco de hipoproteinemia e

úlceras gástricas em equinos. A flunixina, assim como outros AINEs, pode interferir na

ação de diuréticos, como a furosemida, e inibidores da enzima conversora de

angiotensina (ECA).

A coadministração com enrofloxacino em cães aumentou as concentrações

plasmáticas de flunixina devido à redução de sua eliminação.


Instruções de Uso

A flunixina não é aprovada para pequenos animais, mas demonstrou ser um efetivo inibidor

da síntese de prostaglandinas nestes animais. Na Europa, é aprovada para uso em pequenos

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore para sinais de sangramento gástrico e úlceras durante o tratamento.

Formulações

A flunixina está disponível em envelopes de grânulos de 250 mg, em envelopes de 10 g e na

forma injetável de 10 e 50 mL. Também está disponível em pasta, e cada seringa de 30 g

contém flunixina meglumina equivalente a 1.500 miligramas de flunixina. A flunixina é

associada ao florfenicol no Resflor Gold, que possui 300 mg de florfenicol e 16,5 mg de

flunixina por mL com veículos de 2-pirrolidona, 35 mg de ácido málico e triacetina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1,1 mg/kg, em dose única, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

• 1,1 mg/kg/dia, 3 dias/semana, por via oral.

• Oftálmica: 0,5 mg/kg, dose única, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1,1 mg/kg, a cada 24 horas, por até 5 dias, por vias intravenosa ou intramuscular. Nota:

Em potros demonstrou-se que doses de apenas 0,25 mg/kg inibem a síntese de

prostaglandina durante a sepse. Equinos com cólicas são tratados com frequência com

baixas doses de 0,25 mg/kg, por via intravenosa, a cada 8 horas.

• Pasta: 1,1 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral.

• Grânulos: 1,1 mg/kg/dia, por via oral (um pacote por 230 kg).


Bovinos

• 1,1-2,2 mg/kg (lentamente) uma vez ao dia, por até 3 dias, por via intravenosa.

• Em associação com florfenicol (Resflor Gold): 40 mg/kg de florfenicol e 2,2 mg/kg de

flunixina administrada por via subcutânea.

Suínos

• 2,2 mg/kg, dose única, por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos: 4 dias para a carne e 36 horas para o leite. O risco de

resíduos é maior, se a dose for administrada por vias intramuscular ou subcutânea e o

período de carência deverá se estender por até 30 dias, ao menos, para o gado de corte, e 72

horas para o gado leiteiro, se esta via for usada. Se administrada por via oral em bovinos, o

período de carência para corte deverá ser de, pelo menos, 8 dias, enquanto que para o gado

leiteiro deverá ser de 48 horas.

No Brasil, na dependência da dose e da via de administração, o período de carência para

o abate de bovinos pode variar de 4-7 dias, enquanto que para o leite, a variação do

período de carência está entre 12-72 horas.

Período de retirada em suínos: 12 dias.

Classificação RCI: 4

Fomepizol

Nomes comerciais e outros nomes

4-metilpirazol, Antizol-Vet e Antizole (preparação humana)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O fomepizol é um antídoto para intoxicação por etilenoglicol (anticongelante automotivo) e


metanol. Inibe a enzima desidrogenase que converte o etilenoglicol em metabólitos tóxicos.

Indicações e Usos Clínicos

O fomepizol é usado para o tratamento da toxicose aguda por etilenoglicol em cães e gatos.

Em seres humanos, é usado para essa finalidade, mas também é registrado para

envenenamento por metanol. Deve ser usado logo de início para o sucesso ótimo. Em

estudos clínicos, fomepizol mostrou-se seguro e eficaz, quando usado no período de 8 horas

do envenenamento. Em gatos, é eficaz se administrado em altas doses no período de 3

horas da ingestão de etilenoglicol.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de reações adversas.

Contraindicações e Precauções

O tratamento deve ser iniciado logo de início para um efeito ótimo. Em gatos, o

tratamento deve ser iniciado no período 3 horas, usando dose mais alta que a de cães.

Interações Medicamentosas

O fomepizol inibirá o metabolismo de outros medicamentos e compostos que

compartilhem vias semelhantes, como o álcool. Use com cautela com quaisquer outros

medicamentos coadministrados.

Instruções de Uso

O único uso documentado é para o tratamento de emergência da intoxicação por

etilenoglicol. Estudos experimentais demonstraram eficácia em cães e gatos (altas doses em

gatos). Em gatos, a administração de etanol em infusão também é eficaz. Administre cloreto

de sódio a 9% antes da administração de fomepizol. Se usado para tratar intoxicação por

metanol, inclua a administração de ácido folínico (Leukovorin) em dose de 1 mg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a função renal durante o tratamento. Monitore a eliminação de urina.

Formulações

O fomepizol está disponível em solução a 5% em ampola de 1,5 mL (Antizol-Vet), e solução


de 1 g/mL (Antizol), uma preparação para seres humanos. Pode-se adicionar 1,5 g a 30 mL

de solução salina para injeção (50 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20 mg inicialmente por via intravenosa, depois 15 mg/kg a intervalos de 12 e 24 horas,

então 5 mg em 36 horas.

Gatos

• 125 mg/kg inicialmente, seguidas de 31,3 mg/kg em 12, 24 e 36 horas após a

detecção. Continue com as doses a cada 12 horas até que o etilenoglicol não seja mais

detectado. Se a análise do etilenoglicol não estiver disponível, trate com 31 mg/kg a

cada 12 horas durante 60 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Há pouco risco da

presença de resíduos em animais destinados ao consumo humano.

Fosfato de Tilmicosina

Nomes comerciais e outros nomes

Micotil e Pulmotin com tilmicosina pré-mix

Medicamentos comercializados no Brasil

Micotil (v) , Pulmotil (v)

Classificação funcional


Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico macrolídeo. Inibe as bactérias pela ligação à subunidade 50S do ribossomo e

inibição da síntese proteica. O espectro de atividade limita-se principalmente às bactérias

aeróbicas Gram-positivas; Mycoplasma e aos patógenos respiratórios, como Pasteurella

multocida, Mannheimia haemolytica e Histophilus somni (anteriormente Haemophilus somnus). A

tilmicosina administrada a bezerros (15 mg/kg, por via subcutânea) reduziu a expressão da

prostaglandina (PGE2) estimulada pelas bactérias. Também pode ter alguns efeitos antiinflamatórios,

como redução na liberação de mediadores inflamatórios por leucócitos

pulmonares associada ao tratamento com tilmicosina. Em macrófagos alveolares, a

administração de tilmicosina pode promover a redução na síntese de prostaglandina.

Indicações e Usos Clínicos

A atividade da tilmicosina contra patógenos respiratórios é eficaz para tratar a doença

respiratória bovina (DRB). Em bovinos, uma injeção tem duração de pelo menos 72 horas,

com base nas altas concentrações pulmonares alcançadas. A tilmicosina também é usada

como profilático para bezerros que chegam às fazendas de criação. O uso de tilmicosina no

momento da chegada à fazenda reduziu a incidência de doença respiratória em bovinos. A

tilmicosina (Pulmotil Premix) é usada em ração medicada para suínos para controle da

doença respiratória suína (DRS).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A tilmicosina pode ser cardiotóxica em alguns animais. As injeções para suínos são fatais

devido à cardiotoxicidade. Os efeitos cardiotóxicos são: aumento da frequência cardíaca

e diminuição da contratilidade. Entretanto, a administração de prémix de tilmicosina na

ração de suínos é segura. Em cães, injeções de tilmicosina causaram toxicose cardíaca e

podem estar relacionadas ao bloqueio dos canais de cálcio; este efeito foi revertido com a

administração de cálcio. Em caprinos e equinos, as injeções > 10 mg/kg, por via

intramuscular ou por via subcutânea, podem causar toxicidade. Não administre por via

intravenosa a nenhuma espécie. O tratamento da injeção acidental em seres humanos

deve ser imediato para evitar reações fatais. O tratamento é com agonistas betaadrenérgicos

(p. ex., dobutamina) e cuidados de suporte.

Contraindicações e Precauções

A tilmicosina alcança altas concentrações no leite por até 42 dias. Não administre a gado


leiteiro em lactação. Não administre a caprinos. Não administre por via intravenosa a

nenhum animal ou pode resultar em morte. O manuseio da tilmicosina por seres

humanos deve ser cauteloso para prevenir a injeção acidental. Há relatos de reações

cardíacas fatais causadas por injeções em seres humanos. A injeção acidental em seres

humanos requer tratamento imediato.

Interações Medicamentosas

Os efeitos colaterais cardíacos são exacerbados pela administração de betabloqueadores,

como propranolol. A administração de dobutamina e de cálcio pode compensar os efeitos

cardíacos.

Instruções de Uso

Administre por via subcutânea. Se uma pessoa, ao manusear o medicamento,

acidentalmente injetá-lo, a intervenção médica deve ser imediata. Grave toxicidade

cardíaca ocorreu em algumas espécies de animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Informações de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute, o

ponto de quebra de suscetibilidade para microrganismos suscetíveis é ≤ 8 μg/mL para

patógenos respiratórios bovinos. O uso deste ponto para outros macrolídeos pode identificar

microrganismos sensíveis ou resistentes à tilmicosina.

Formulações

A tilmicosina é comercializada em solução injetável de 300 mg/mL (Micotil) e em prémix de

200 g/kg (Pulmotil).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não é recomendado para grandes animais.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 10 mg/kg por via subcutânea, dose única. Evite a administração intravenosa ou


intramuscular.

Ovinos

• 10 mg/kg por via subcutânea, dose única.

Caprinos

Não use.

Equinos

Não use. A segurança não foi estabelecida.

Suínos

• Pneumonia: 181-383 g/ton de ração. Alimente somente com esta ração por 21 dias,

começando no momento do surto da doença.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência em bovinos (carne): 28 dias. Não foi estabelecido período de carência

para leite; se injetado por via intramamária em vacas lactantes, descarte o leite por no

mínimo 82 dias.

Período de carência em suínos (carne): 7 dias.

Período de carência em ovinos (carne): 28 dias.

Fosfato de Toceranib

Nome comercial e outros nomes

Palladia

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. Para tratamento de mastocitomas cutâneos de grau II ou de grau III


em cães. O toceranib (Palladia) é um inibidor do receptor da tirosina cinase (RTK) que mata

as células neoplásicas e diminui o suprimento sanguíneo para a massa tumoral. As

propriedades antiangiogênicas ocorrem pela inibição da atividade RTK (também conhecido

como fator de crescimento endotelial [VEGF]). O efeito do toceranib é produzir

propriedades antiangiogênicas que limitam o crescimento do tumor. Após a administração, o

toceranib é amplamente distribuído (VD > 20 L/kg) e tem meia-vida de aproximadamente

16-17 horas. Tem boa absorção oral (77%) e alta ligação proteica (91-93%). A alimentação

não afeta a absorção oral. As altas concentrações aparecem na bile, no fígado e nas fezes, e

indicam que é eliminado principalmente pelo metabolismo e há pouco fármaco excretado na

urina (a depuração (clearance) renal é de aproximadamente 7%). Um medicamento

semelhante, usado para a mesma indicação em cães na Europa, é o mastinib (Masivet) em

dose de 12,5 mg/kg, 1 vez/dia por via oral.

Indicações e Usos Clínicos

O toceranib é um agente antineoplásico aprovado para cães. O uso foi estabelecido em

estudos clínicos para tumores cutâneos de mastócitos de graus II ou III. Muitos cães

também são tratados com corticosteroides (prednisolona). Embora ele seja aprovado para os

mastocitomas em cães, alguns clínicos o usaram para tratar adenocarcinoma, melanoma e

carcinoma; contudo, a eficácia para estas indicações ainda não foi estabelecida. Não há

relatos disponíveis para documentar a eficácia ou a segurança em gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Cães com mastocitomas muitas vezes têm problemas gastrointestinais associados ao

tumor e ao tratamento. Portanto, muitos destes animais são tratados simultaneamente

com anti-histamínicos e medicamentos para suprimir o ácido gástrico (p. e.x,

bloqueadores de H2 ou inibidores da bomba de prótons). Os efeitos colaterais mais

comuns são diarreia, perda de apetite, claudicação, perda de peso e sangue nas fezes.

Não deve ser administrado durante a prenhez.

Contraindicações e Precauções

A dosagem diária não deve ser administrada devido à frequência de eventos adversos.

Tratadores que manuseiam o medicamento, especialmente mulheres grávidas, devem

receber instruções adequadas sobre os efeitos colaterais do fármaco.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais. A biotransformação é

principalmente via flavina mono-oxigenase (FMO), que tipicamente não está envolvida


nas interações fármaco-fármaco. Não se sabe se o toceranib também pode ser responsável

por estas interações que envolvem o sistema do citocromo P450.

Instruções de Uso

O toceranib é aprovado para tratar mastocitomas em cães. Há uso clínico para outras

neoplasias, mas a eficácia ainda não foi estabelecida para outras utilizações.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. Se houver ensaios específicos disponíveis, a

concentração plasmática alvo do fármaco é de 40 ng/mL por 48 horas.

Formulações

O toceranib está disponível em comprimidos de 10, 15 e 50 mg, os quais são revestidos com

película e não devem ser divididos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

toceranib é solúvel somente em baixos valores de pH (pH < 3). Se misturado em soluções

com valores mais altos de pH, poderá sofrer precipatação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3,25 mg/kg por via oral em dias alternados. Alguns clínicos reduzem a dose para

2,5 mg/kg em programa de 3 dias por semana (segunda, quarta, sexta). A dose mínima

efetiva é 2,2 mg/kg em dias alternados. Se ocorrerem reações adversas, descontinue o

medicamento (por até 2 semanas) e reinstitua o tratamento em dose mais baixa.

Gatos

Não foi estabelecida a dose.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não administre a animais de produção.

Fosfato Sódico de Dexametasona

Nomes comerciais e outros nomes

Fosfato Sódico: Dexajet SP ® , Dexavet ® e Dexasone ® . Decadron ® e comprimidos

genéricos.

Medicamentos comercializados no Brasil

Cortiflan (v) , Dexaflan (v) , Mogivet (v) etc.

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores são aproximadamente 30

vezes mais potentes que o cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem

principalmente pela inibição das células inflamatórias e pela supressão da expressão de

mediadores inflamatórios. A diferença entre as formulações é que o fosfato sódico de

dexametasona é uma solução solúvel em água que pode ser injetada por via intravenosa. A

solução de dexametasona é veiculada em polietilenoglicol, que não deve ser administrado

rapidamente por via intravenosa. A meia-vida plasmática da dexametasona varia de 3-6

horas, mas a duração da ação é de 36 - 48 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A dexametasona é indicada para o tratamento da inflamação e das doenças

imunomediadas. O uso da dexametasona em altas doses para o tratamento do choque é

controverso. A maioria das evidências recentes não dá suporte para a administração da

dexametasona nestes casos. A dexametasona também é usada para o teste diagnóstico da

função adrenal. O uso em grandes animais inclui a indução do parto (bovinos) e tratamento

das condições inflamatórias. Em bovinos, os corticosteroides também têm sido usados para o

tratamento da cetose.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Reações adversas incluem

ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição dos níveis de

hormônio tireoidiano, diminuição da síntese proteica, atraso na cicatrização e

imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da

imunossupressão, tais como infecções por Demodex, toxoplasmose, infecções fúngicas e

infecções do trato urinário inferior. Em equinos, adicionalmente aos efeitos adversos,

inclui-se o risco de laminite.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em pacientes com tendência a ulcerações ou infecções ou em animais

que necessitam de cicatrização de feridas. Usar com cautela, ou não utilizar, em animais

que recebam anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pois a administração

concomitante aumenta o risco de ulcerações gástricas. Usar com cautela em animais com

diabetes ou insuficiência renal e em animais prenhes.

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) irá

aumentar o risco de lesão gástrica.

Instruções de Uso

A frequência da administração é baseada no efeito desejado. Os efeitos anti-inflamatórios

ocorrem com doses de 0,1-0,2 mg/kg, e os efeitos imunossupressores ocorrem com 0,2-

0,5 mg/kg. A dexametasona é usada para o teste de hiperadrenocorticismo. O teste de

supressão com dexametasona em baixa dose: para cães use 0,01 mg/kg (ou 0,015 mg/kg

em algumas referências) por via intravenosa e 0,1 mg/kg pela mesma via em gatos. Para o

teste de supressão com dexametasona em alta dose em cães use 0,1 mg/kg (ou 1 mg/kg em

algumas referências) e em gatos use 1,0 mg/kg. Para este teste em equinos, administre

40 μg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente o hemograma durante o tratamento para detectar os efeitos. Para

o monitoramento do teste de supressão com dexametasona em baixa dose, colete amostras

em 4-8 horas após a administração da dexametasona. A concentração normal de cortisol

após o teste de supressão deve ser < 30-40 nmol/L (1,1-1,4 μg/dL). Para avaliar o teste de

supressão com dexametasona em equinos, colete amostras pós-cortisol em 17 e 19 horas.

Cavalos saudáveis devem apresentar cortisol < 1 μg/dL.

Formulações


A solução de fosfato sódico está disponível na concentração de 4 mg/mL, equivalente a

3 mg/mL de base de dexametasona.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O

fosfato sódico de dexametasona em outras soluções aquosas permanece estável por 28 dias.

O fosfato sódico de dexametasona é muito solúvel em água, mas a solução de dexametasona

(polietilenoglicol) é praticamente insolúvel em água. Se o fosfato sódico de dexametasona

for misturado a solução de glicose a 5% ou solução salina, é estável por 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Anti-inflamatório: 0,07-0,15 mg/kg a cada 12-24 horas por vias intravenosa ou

intramuscular.

• Choque, lesão medular (eficácia questionável): 2,2-4,4 mg/kg por via intravenosa.

• Teste de supressão com dexamentasona em baixa dose: 0,01 mg/kg ou 0,015 mg/kg,

por via intravenosa para cães e 0,1 mg/kg por via intravenosa para gatos, e colete

amostras com 0, 4 e 8 horas.

• Teste de supressão com dexametasona em alta dose: 0,1 mg/kg ou 1,0 mg/kg por via

intravenosa para cães e 1,0 mg/kg por via intravenosa para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Equinos

• Tratamento da inflamação: 0,04-0,15 mg/kg/dia por vias intravenosa ou

intramuscular.

• Cetose (bovinos): 0,01-0,04 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular.

• Indução de parto (bovinos): 0,05 mg/kg (25 mg por animal) em dose única na última

semana ou nas 2 semanas de prenhez. Uma dose de prostaglandina PGF2 alfa pode ser

administrada concomitantemente (0,5 mg/animal).

• Teste de supressão com dexametasona em cavalos: 40 μg/kg e colete amostras em 17 e

19 horas.

Ovinos

• Indução de parto: 0,15 mg/kg/dia por via intramuscular, por 1-5 dias durante a última


semana de gestação.

Informações sobre Restrição Legal

Apesar de o período de carência não ter sido estabelecido, recomenda-se no mínimo 96

horas de carência para leite e 4-8 dias para carne. Entretanto, requerem-se pelo menos 3

semanas para eliminação de resíduos do rim e fígado e 6 semanas para a remoção da

medicação do local de aplicação intramuscular.

Fosfomicina Trometamol

Nome comercial e outros nomes

Monurol

Medicamentos comercializados no Brasil

Monuril (h)

Classificação funcional

Antibacteriano (vias urinárias)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A fosfomicina é um antimicrobiano urinário. Inibe a síntese de paredes celulares de

bactérias suscetíveis e pode diminuir a virulência pela inibição da aderência destas bactérias

à mucosa da bexiga. Produz concentrações adequadas na urina para tratar as infecções do

trato urinário (ITU). Em seres humanos é usada em dose única para tratar infecções agudas

do trato urinário. Em cães, a meia-vida é curta (1,3 hora por via intravenosa e 2,2 horas por

via oral) e a absorção oral é de 30%.

Indicações e Usos Clínicos

A fosfomicina é usada como tratamento ou como adjuvante para as infecções do trato

urinário. O uso em animais deriva principalmente da experiência empírica. Não existem

estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar sua eficácia clínica em

animais. Em mulheres, é usada em dose única para tratamento de infecções agudas do

trato urinário.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais. É segura e bem tolerada em cães até 120-200

mg/kg.

Contraindicações e Precauções

Não administre na forma seca; misture com água. Não existem outras contraindicações

conhecidas. A fosfomicina não deve ser substituída por antibióticos com eficácia

estabelecida.

Interações Medicamentosas

Não são conhecidas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

A fosfomicina é usada para tratar infecções do trato urinário em animais, principalmente

quando outros medicamentos falharam ou foram inativos em decorrência da resistência

bacteriana. Alternativamente, a fosfomicina é usada de forma intermitente (terapia de

pulso) para prevenir recorrências de infecções do trato urinário. A eficácia de quaisquer

destas indicações não está estabelecida em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a infecção do trato urinário por meio de culturas e urinálise.

Formulações

A fosfomicina está disponível em envelopes de 3 g. O envelope também contém sacarina e

sacarose como palatabilizantes. Este pacote pode ser misturado com água e administrado de

imediato por via oral.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene na embalagem original, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Doses precisas não estão estabelecidas para pequenos animais. Doses de 40-80 mg/kg, a

cada 8 horas, por via oral, são recomendadas. As doses adicionais citadas usadas são

empíricas e incluem a recomendação de um pacote de 3 g divididos em três doses diárias

iguais (1 g diluído em 30 mL) e administradas diariamente a cães.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção.

Fumarato Ácido de Clemastina

Nomes comerciais e outros nomes

Tavist e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Agasten (h)

Classificação funcional

Anti-histamínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). Como os demais anti-histamínicos,

bloqueia o receptor H1 e suprime as reações inflamatórias provocadas pela histamina. Os

bloqueadores de receptores H1 são usados no controle do prurido e da inflamação cutânea

em cães e gatos; os índices de sucesso da terapia em cães, porém, não são altos. Antihistamínicos

comumente usados são a clemastina, a clorfeniramina, a difenidramina e a

hidroxizina.

Indicações e Usos Clínicos

A clemastina é usada principalmente para o tratamento de alergias. Alguns relatos sugerem

que a clemastina é eficaz no tratamento do prurido em cães. Nesta espécie, porém, a meiavida

da substância é curta (3,8 horas) e sua depuração é rápida. Após a administração oral, a

absorção é de apenas 30% (20-70% em seres humanos). Em dose alta, de 0,5 mg/kg por via

oral, não suprimiu reações intradérmicas. Isso sugere que a administração oral da clemastina

pode não ser tão eficaz quanto se supunha. Estudos indicam que a clemastina não é

absorvida após a administração oral em equinos (biodisponibilidade de somente 3%).


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comumente observado, sendo resultante da inibição

da histamina N-metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de

outros receptores do SNC, como os de serotonina, acetilcolina e alfa-receptores. Efeitos

antimuscarínicos (similares ao da atropina) são também comuns, como boca seca e

redução de secreções gástricas.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A clemastina é usada para o tratamento de curta duração do prurido em cães. Pode ser mais

eficaz quando associada a outros anti-inflamatórios. O xarope Tavist contém 5,5% de álcool.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A clemastina é comercializada em comprimidos de 1,34 mg (venda livre), 2,64 mg (sob

prescrição médica) e xarope a 0,1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,05-0,1 mg/kg a cada 12 horas por via oral até 0,5-1,5 mg/kg a cada 12 horas pela

mesma via.


• Cães < 10 kg de peso: 1/2 comprimido (dose baseada em tratamento a cada 12 horas e

comprimido de 1,34 mg).

• Cães de 10-25 kg de peso: 1 comprimido (dose baseada em tratamento a cada 12 horas

e comprimido de 1,34 mg).

• Cães > 25 kg de peso: 1,5 comprimidos (dose baseada em tratamento a cada 12 horas e

comprimido de 1,34 mg).

• 0,1 mg/kg, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 50 μg/kg (0,05 mg/kg) a cada 8 horas por via intravenosa. Nos equinos, a clemastina

não é absorvida por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 3

Fumarato de Bisoprolol

Nome comercial e outros nomes

Zebeta

Medicamentos comercializados no Brasil

Concor (h) , Fumarato de Bisoprolol (g)

Classificação funcional

Antiarrítmico, betabloqueador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O bisoprolol é um bloqueador seletivo sintético do receptor beta-adrenérgico beta 1 com

baixa afinidade por receptores beta 2 na musculatura lisa dos brônquios, dos vasos

sanguíneos e das células adiposas e sem atividade simpatomimética intrínseca. Seus

principais efeitos cardiosseletivos são a redução da frequência cardíaca e do débito cardíaco,

além da inibição da liberação de renina pelos rins. Em altas doses, o bisoprolol perde sua


seletividade beta 1 e também inibe alguns receptores beta 2, afetando a musculatura lisa

brônquica e vascular. Em cães, sua depuração é equilibrada (com 60% de biotransformação

no fígado e os 40% restantes de excreção inalterada), o que o diferencia de outros

betabloqueadores lipofílicos, como o carvedilol e o metoprolol, e hidrofílicos, como o atenolol.

Em cães, a absorção oral do bisoprolol é elevada e consistente (91%), com meia-vida de 4

horas. Embora o bisoprolol prolongue a sobrevida de seres humanos acometidos por

insuficiência cardíaca, estudos similares não foram conduzidos em cães ou gatos.

Indicações e Usos Clínicos

O bisoprolol é um bloqueador beta 1 cardiosseletivo, sendo, portanto, indicado para o

tratamento de doenças em que a redução da frequência, condutividade ou contratibilidade

cardíaca é necessária. Entre tais doenças incluem-se as taquiarritmias e a fibrilação atrial.

Em seres humanos, o bisoprolol é empregado para o tratamento da hipertensão, mas este uso

não foi explorado em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O bloqueio de receptor beta provoca efeitos colaterais atribuíveis ao menor tônus

adrenérgico cardíaco. Há possibilidade de desenvolvimento de bradicardia e bloqueio

cardíaco. Em doses elevadas ou sensíveis, o bisoprolol pode produzir broncoespasmo. O

tratamento da bradicardia é realizado com altas doses de atropina.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em animais com doenças das vias aéreas, insuficiência miocárdica e

distúrbios da condução cardíaca. Use com cuidado em animais com baixa reserva

cardíaca.

Interações Medicamentosas

Use com cuidado com outros medicamentos que possam reduzir a contração ou a

frequência cardíaca.

O uso concomitante de rifampicina pode aumentar a depuração metabólica do

bisoprolol.

Instruções de Uso

As precauções de dosagem são similares às de outros betabloqueadores. -

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore a frequência e o ritmo cardíacos. Monitore a pressão arterial em pacientes

suscetíveis à hipotensão.

Formulações

O bisoprolol é comercializado em comprimidos de 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,1-0,2 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• Não foram estabelecidas doses para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses paragrandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula,

consulte o FARAD para os períodos de carência do tratamento, no telefone 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Furazolidona

Nome comercial e outros nomes

Furoxone

Medicamentos comercializados no Brasil

Giarlam (h)


Classificação funcional

Antiparasitária

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A furazolidona é um antiprotozoário oral com atividade contra a Giardia, e pode ter alguma

atividade contra bactérias intestinais. É usada somente para tratamento local de parasitas

intestinais; não é usada para terapia sistêmica.

Indicações e Usos Clínicos

A furazolidona é usada para tratar protozoários intestinais. Entretanto, devido a outros

antiprotozoáros com eficácia e segurança melhor estabelecidas, a furozolidona é usada com

menos frequência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em seres humanos, há relatos de anemia

leve, hipersensibilidade e distúrbio da flora intestinal.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não use com inibidores da monoamina oxidase (IMAO).

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos para animais. As doses e recomendações baseiam-se na

extrapolação de seres humanos. Outros medicamentos, como o fenbendazole, podem ser

preferidos para tratar Giardia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A furazolidona foi descontinuada nos EUA. Pode estar disponível em farmácias de


manipulação. O comprimido anteriormente disponível era de 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

• 4 mg/kg, a cada 12 horas, por 7-10 dias, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

No Brasil, é ilegal administrar furazolidona a animais destinados ao consumo humano; os

períodos de carência do tratamento, portanto, não foram estabelecidos.

Furosemida

Nome comercial e outros nomes

Lasix e marcas genéticas

Medicamentos comercializados no Brasil

Lasix (h) , Furosemida (g) , Urolab (v) , Zalix (v)

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A furosemida é um diurético de alça que inibe o cotransportador Na + /K + /2Cl na alça

ascendente de Henle em sua porção espessa. Com frequência é chamada de diurético de

“teto alto” por ser mais eficaz que os outros diuréticos. A furosemida diminui a absorção de

sódio, cloreto e potássio do túbulo. Subsequentemente, esses íons são retidos no túbulo renal

chegando ao néfron distal. A urina diluída é produzida, pois a água é retida no túbulo

quando alcança o túbulo distal devido a presença destes íons. Além disso, há perda urinária

de Mg ++ e Ca ++ . Um mecanismo de ação adicional é por meio da síntese de

prostaglandina. A furosemida aumenta a produção intrarrenal de prostaglandina (p. ex.,

PGI2), que aumenta o fluxo sanguíneo renal. A síntese de prostaglandinas também pode


causar vasodilatação em outros tecidos. A meia-vida plasmática em animais é curta (1,5-3

horas); portanto, este é um medicamento de curta ação. A absorção oral pode ser altamente

variável, mas em equinos a absorção oral é tão baixa que este não é um método de

administração viável.

Indicações e Usos Clínicos

Em pequenos animais, a furosemida é o medicamento de escolha para tratar condições que

causam edema: edema pulmonar, doenças hepática, cardíaca e vascular. Ela aumenta a

produção de urina e pode ser usada para tratar insuficiência renal aguda. Além disso, a

furosemida aumentará a excreção de K + e Ca ++ , sendo usada para tratar hipercalemia e

hipercalcemia. Em equinos, a furosemida é usada para tratar edema e síndromes associadas

a congestão. O uso mais comum em equinos é no pré-tratamento antes de uma corrida (no

Brasil o uso de furosemida para cavalos de corrida antes da prova pode ser considerado

doping). Embora pareça produzir tempos mais rápidos de corrida, seu mecanismo de ação

não é claro. Ela pode diminuir o peso corporal via perda de água, podendo diminuir a

hemorragia pulmonar induzida por exercício (HPIE). Entretanto, a eficácia para reduzir a

HPIE é controversa em equinos. Em bovinos, a furosemida também é usada para tratar

condições de edema (p. ex., edema de úbere) e para o tratamento da insuficiência cardíaca

e hipertensão pulmonar.

Em animais, a duração do efeito é curta, de aproximadamente 2-4 horas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são principalmente relacionados ao efeito diurético (perda de fluido

e eletrólitos). Em cães, a hiponatremia é mais comum que a hipocalemia. Ocorrem

tolerância e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), em que o efeito

diurético é atenuado.

Contraindicações e Precauções

Administre de maneira conservadora em animais que estão recebendo inibidores da

enzima conversora de angiotensina (ECA) para diminuir o risco de azotemia. A

administração repetida pode aumentar os níveis de aldosterona via ativação do SRAA.

Interações Medicamentosas

O uso concomitante de antibióticos aminoglicosídicos ou anfotericina B pode aumentar o

risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade. A administração de anti-inflamatórios não

esteroidais (AINEs) com furosemida pode diminuir seu efeito. O pH da solução é 8-9,8. A

furosemida é estável com medicamentos alcalinos, mas não misture com soluções de


medicamentos de caráter ácido com pH < 5,5.

Instruções de Uso

As recomendações baseiam-se no extenso uso clínico de furosemida em animais. O início do

efeito após uma injeção é geralmente de 5 minutos, com um pico em 30 minutos e uma

duração de aproximadamente 2 horas. Infusões de taxa constante em cães e equinos

podem ser mais efetivas que o bolus intermitente. A administração repetida a longo prazo

pode atenuar os efeitos em função da tolerância e ativação do SRAA.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de eletrólitos (particularmente potássio) e o estado de hidratação

dos pacientes durante o tratamento.

Formulações

A furosemida está disponível em comprimidos de 12,5, 20, 40, 50 e 80 mg (preparação para

uso humano); solução oral de 10 mg/mL (xarope) e injeção de 50 mg/mL. Os comprimidos,

em geral, podem ser fracionadoscom facilidade.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture com soluções ácidas. É compatível em seringas plásticas e kits de infusão. A

furosemida é pouco solúvel em água, mas pode ser misturada com glicose a 5%, solução

salina a 0,9% ou solução de Ringer com lactato em uma concentração de 10 mg/mL. Estas

soluções são estáveis por 8 horas. É mais solúvel se o pH for > 8, mas precipita-se

prontamente quando o pH é < 5,5. As formulações orais compostas em xaropes e outros

palatabilizantes são estáveis, se mantidas em pH alcalino ou em álcool. Contudo, o pH mais

baixo resultará em instabilidade da formulação. Se ocorrer descoloração, descarte a

formulação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-6 mg/kg, a cada 8-12 horas (ou conforme necessário), por vias intravenosa,

intramuscular, subcutânea ou oral. Uma dose inicial comum ao tratar pacientes com

insuficiência cardíaca é de 2 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, depois reduzir para

1-2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.

• Em casos agudos, quando é necessário o tratamento, administre 2 mg/kg, por via


intravenosa, seguidos por 2 mg/kg, a cada 30 minutos, até ser observada melhora.

• Em infusão de taxa constante: dose em bolus de 0,66 mg/kg, por via intravenosa,

seguida por 0,66 mg/kg/hora por 8 horas.

Gatos

• Comece com 1 mg/kg, depois aumente conforme necessário, dentro de uma variação

de 1-4 mg/kg, a cada 8-24 horas, por vias intravenosa, intramuscular, subcutânea ou

oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1 mg/kg, a cada 8 horas, ou 250 a 500 mg/cavalo a intervalos de 6-8 horas, por vias

intramuscular ou intravenosa.

• por via intravenosa C: 0,12 mg/kg, por via intravenosa, seguida por 0,12 mg/kg/h, por

via intravenosa.

Bovinos

• 500 mg/animal, uma vez ao dia, ou 250 mg/animal, duas vezes ao dia, por vias

intramuscular ou intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de retirada para bovinos: 2 dias (carne) e 48 horas (leite).

Cavalos: A maioria dos regulamentos de corrida especifica que uma dose de

250 mg/cavalo pode ser administrada por uma única injeção intravenosa até 4 horas antes

da corrida. Na maioria dos cavalos não produzirá violação acima do limiar de urina de

100 ng/mL em 4 horas. Antes de fazer tal uso, consulte a regulamentação vigente no Brasil.


G

Gabapentina

Nomes comerciais e outros nomes

Gabapentin, Neurontin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Neurontin (h) , Gabapentina (g)

Classificação funcional

Anticonvulsivante, analgésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante e analgésico. A gabapentina é um análogo do neurotransmissor inibitório

GABA; contudo, não é um agonista ou antagonista do receptor GABA. O mecanismo da ação

anticonvulsivante e os efeitos analgésicos não são claros, mas há evidências de que o

mecanismo de ação pareça ser via bloqueio dos canais dependentes de cálcio. A gabapentina

inibe a subunidade alfa-2-delta (α2δ) do canal de cálcio dependente de voltagem tipo N

nos neurônios. Com a inibição, ela reduz o influxo de cálcio que é necessário para a liberação

de neurotransmissores – especialmente os aminoácidos excitatórios – provenientes dos

neurônios sinápticos. O bloqueio dos canais tem pouco efeito sobre os neurônios normais,

mas a gabapentina pode suprimir neurônios simulados envolvidos na atividade convulsiva. A

meia-vida em cães e gatos é de apenas 3-4 horas, o que pode requerer administração

frequente. Em equinos, a meia-vida é de 8 horas (variação 6,7-12 horas), mas a absorção

oral é de apenas 16%. Outro medicamento relatado é a pregabalina (Lyrica), que é usada

em seres humanos para dor neuropática e também tem sido usada em cães. Em seres

humanos, a gabapentina é eliminada inalterada principalmente por via renal, no entanto,

em cães ocorre biotransformação hepática de 30-40%. Portanto, algumas interações são

possíveis com medicamentos que afetam a depuração (clearance) hepática, ou com

hepatopatias que podem comprometer a função hepática.

Indicações e Usos Clínicos

A gabapentina é usada como anticonvulsivante e para tratar síndromes da dor, incluindo a


dor neuropática. É usada para tratar a dor neuropática que não responde aos antiinflamatórios

não esteroidais (AINEs) ou aos opiáceos. Entretanto, atualmente faltam

estudos demonstrando a eficácia para o tratamento da dor em cães e gatos. Quando usada

para tratar epilepsia, ela (ou a pregabalina), em geral, é considerada alternativa quando as

convulsões se tornam refratárias a outros medicamentos. Estudos sobre a eficácia clínica em

medicina veterinária estão faltando para ambos os usos, e os esquemasde tratamento em sua

maioria derivaram de evidência empírica ou extrapolação da medicina humana.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sedação e ataxia são os efeitos adversos relatados. À medida que a dose aumenta, em

cães (ver Posologia), a sedação é mais provável. Em seres humanos, descreveu-se a

síndrome da abstinência decorrente da descontinuação abrupta, mas o mesmo não é

referido em animais. A solução oral contendo xilitol, que é um adoçante artificial que

pode ser tóxico a cães e produzir hipoglicemia e lesão hepática em altas doses, em

dosagens superiores a 0,1 g/kg. Com as doses-padrão de gabapentina em solução oral, o

nível tóxico de xilitol provavelmente não será excedido, mas deve-se ter cautela sobre a

adição de outros medicamentos que também contenham xilitol.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Os antiácidos diminuem a absorção oral.

Instruções de Uso

A gabapentina é usada em alguns animais como anticonvulsivante quando eles são

refratários a outros medicamentos. Pode ser usada com outros medicamentos, como o

fenobarbital e o brometo. Também é usada para tratar síndromes de dor neuropática

também com AINEs e opioides. A eficácia em cada destas indicações é empírica; não foram

publicados estudos controlados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações


A gabapentina está disponível em cápsulas de 100, 300 e 400 mg; em comprimidos

graduados de 100, 300, 400, 600 e 800 mg e em soluções orais de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Se armazenada em altas temperaturas e alta umidade, pode haver degradação no período

de 9 semanas. Os comprimidos divididos e intactos são estáveis após armazenamento em

temperatura ambiente por 9 semanas. A estabilidade das formulações compostas não foi

avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose como anticonvulsivante: 2,5-10 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral.

• Dor neuropática: Comece com 5-15 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, e aumente a

dose gradualmente até atingir 40 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral, se necessário.

Gatos

• Dose anticonvulsivante: 5-10 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.

• Dor neuropática: 5-10 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Dor neuropática: 2,5 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de períodos de

carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

No Brasil, a gabapentina está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 4

Genfibrozila


Nome comercial e outros nomes

Lopid

Medicamentos comercializados no Brasil

Lopid (h) , Genfibrozila (g)

Classificação funcional

Agente anti-hiperlipidêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A genfibrozila é um agente que reduz o colesterol, os triglicerídeos e as lipoproteínas de

muito baixa densidade (VLDL) no plasma e aumenta as lipoproteínas de alta densidade

(HDL). O mecanismo resulta da inibição de lipólise periférica e da extração hepática

reduzida de ácidos graxos livres.

Indicações e Usos Clínicos

É usada para tratamento de hiperlipidemia. É usada em cães para tratamento de algumas

síndromes hiperlipidêmicas, mas a eficácia não foi relatada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Usada principalmente em seres humanos para tratar hiperlipidemia, mas ocasionalmente é

usada em animais. Não foram realizados estudos clínicos em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore as concentrações de colesterol.

Formulações

A genfibrozila está disponível em comprimidos de 600 mg e em cápsulas de 300 mg

(somente no Canadá).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 7,5 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de períodos de

carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Glibenclamida (Gliburida)

Nomes comerciais e outros nomes

Diabeta, Micronase, Glynase e Glibenclamide (nome utilizado no Reino Unido)

Medicamentos comercializados no Brasil

Daonil (h) , Glucovance (h) , Lisaglucon (h) , Glibenclamida (g)

Classificação funcional

Agente antidiabético, agente hipoglicêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


A gliburida é um agente hipoglicêmico sulfonilureia oral; é também conhecido como

glibenclamida. Este medicamento age para aumentar a secreção de insulina do pâncreas,

provavelmente pela interação com os receptores de sulfonilureia nas células beta, ou

interferindo nos canais de potássio sensíveis à adenosina trifosfato (ATP) nas células beta

pancreáticas, que aumentam a secreção de insulina. Estes medicamentos também podem

aumentar a sensibilidade dos receptores insulínicos existentes. É usada como tratamento

oral no controle do diabetes melito, particularmente em gatos. A taxa de resposta é de

aproximadamente 40%. As sulfonilureias incluem glipizida (Glucotrol) e gliburida (DiaBeta,

Micronase). A metformina é da classe biguanida de fármacos orais para tratamento do

diabetes.

Indicações e Usos Clínicos

Agentes hipoglicêmicos orais têm sucesso no tratamento de seres humanos somente no caso

de diabetes não dependente de insulina. Em animais seu uso é limitado. A gliburida não é

eficaz em cães, mas é usada em alguns gatos. Alguns gatos podem responder inicialmente

aos agentes hipoglicêmicos orais, mas eventualmente precisam de tratamento com insulina.

Medicamentos semelhantes incluem acetohexamida, clorpropamida, glipizida, gliclazida e

tolazamida. Há mais experiência com a glipizida do que com outros fármacos, e ela deve ser

usada como medicamento de primeira escolha (ver mais detalhes no verbete Glipizida.)

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode causar vômitos relacionados à dose, anorexia, aumento da bilirrubina e elevação das

enzimas hepáticas em alguns gatos. A gliburida causa hipoglicemia, porém bem menos

que a insulina. Em seres humanos, é possível o aumento da mortalidade por causas

cardíacas.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas em animais.

Interações Medicamentosas

Não são referidas interações medicamentosas em animais. Muitas interações

medicamentosas são relatadas em seres humanos. Não se sabe se o mesmo ocorre em

animais, já que seu uso clínico é raro. Use com cautela com betabloqueadores,

antifúngicos, anticoagulantes, fluoroquinolonas e sulfonamidas.

Instruções de Uso


Como a resposta aos agentes hipoglicêmicos orais em gatos é imprevísivel, recomenda-se o

uso experimental primeiro por, pelo menos, 4 semanas. Se o gato responder, a terapia poderá

ser continuada. Por outro lado, a insulina poderá ser indicada. Alimente gatos com dieta

com alto teor de fibras usando agentes hipoglicêmicos orais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis de glicose para determinar se o medicamento é eficaz. Monitore as

enzimas hepáticas.

Formulações

A gliburida está disponível em comprimidos de 1,25, 2,5 e 5 mg (Diabeta e Micronase). A

glinase está disponível em comprimidos micronizados de 1,5; 3 e 6 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

Não há relatos de doses efetivas.

Gatos

• 0,2 mg/kg/dia por via oral. Alternativamente, comece com 0,625 mg (meio

comprimido), por gato, 1 vez/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação e sobre períodos de carência disponíveis.

Glicerina

Nome comercial de outros nomes


Generic

Medicamentos comercializados no Brasil

Glicerina (g)

Classificação funcional

Diurético, laxativo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A glicerina é administrada para reduzir a pressão ocular no tratamento do glaucoma agudo.

Entretanto, o manitol intravenoso é usado com mais frequência para esta finalidade. A

glicerina é mais usada como laxativo; ela lubrifica as fezes e adiciona água aos conteúdos

intestinais.

Indicações e Usos Clínicos

A glicerina é um agente osmótico que desvia a água para o lúmen do intestino ou do túbulo

renal. Administrada por via sistêmica, ela age como agente osmótico diurético, impedindo a

reabsorção da água dos túbulos renais. Administrada por via oral, não é absorvida, mas age

como laxativo osmótico, “puxando” a água para dentro do intestino.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A glicerina pode causar desidratação com o uso frequente ou em altas doses.

Contraindicações e Precauções

Não administre em animais desidratados.

Interações Medicamentosas

Não são referidas interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

Embora a glicerina possa reduzir a pressão ocular, outros medicamentos são usados para

tratar o glaucoma agudo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore as pressões oculares. Monitore os eletrólitos em animais tratados.

Formulações

A glicerina está disponível em solução oral ou emulsão a 40 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais (Cães e Gatos)

• 1-2 mL/kg, a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Pelo baixo risco de resíduos, não são

sugeridos períodos de carência.

Glicopirrolato

Nome comercial e outros nomes

Robinul-V

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anticolinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito acetilcolínico no receptor muscarínico),

parassimpatolítico. O glicopirrolato produz efeitos semelhantes aos da atropina por via

sistêmica. Entretanto, pode ter menos efeito sobre o sistema nervoso central (SNC)

comparado à atropina devido à menor penetração no SNC. Pode produzir uma duração de


ação mais prolongada que a atropina.

Indicações e Usos Clínicos

O glicopirrolato é usado para inibir os efeitos vagais e aumentar a frequência cardíaca em

animais. Também diminui as secreções brônquicas, salivares e gástricas. Pode ser usado

como adjuvante na anestesia, quando é necessário cancelar o estímulo vagal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos atribuídos aos efeitos antimuscarínicos (anticolinérgicos). Os efeitos

colaterais da terapia incluem xerostomia, íleo paralítico, constipação intestinal,

taquicardia e retenção urinária.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais. Entretanto,

espera-se que o glicopirrolato, assim como outros medicamentos anticolinérgicos,

antagonize fármacos que estimulam as secreções brônquica e gástrica bem como a

motilidade do trato gastrointestinal.

Instruções de Uso

O glicopirrolato é usado com frequência em associação com outros agentes, particularmente

agentes anestésicos. Embora alguns anestésicos, como os alfa-2-agonistas e os opioides

estejam associados à bradicardia, raramente é necessário administrar agentes

anticolinérgicos para reduzir a bradicardia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca durante o tratamento.

Formulações

O glicopirrolato está disponível em solução injetável de 0,2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,005-0,01 mg/kg, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Equinos

• Use durante anestesia: 0,005-0,01 mg/kg, por vias intramuscular ou subcutânea, ou

0,0025-0,005 mg/kg, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de intervalo de

carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Classificação RCI: 4

Glicosamina + Sulfato de Condroitina

Nomes comerciais e outros nomes

Cosequin, Glycoflex e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Condroflex (h) , Artrolive (h) , Condroton (v) , Condroplex(v)

Classificação funcional

Suplemento nutricional

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A glicosamina é um aminoaçúcar sintetizado a partir de glicose e glutamina. É fonte de

glicosamina-6-fosfato e n-acetilglicosamina. É um composto intermediário, convertido em

éster que está incorporado a cartilagem articular. Portanto, é um precursor direto na

formação de glicosaminoglicanos na cartilagem. A glicosamina normalmente é administrada


em associação à glicosamina HCl e ao sulfato de condroitina. Outras formas incluem sulfato

sódico de glicosamina e sulfato potássico de glicosamina. A glicosamina é promovida para

estimular a síntese do líquido sinovial, inibir a degradação e melhorar a cura da cartilagem

articular. Outras informações estão disponíveis na seção do sulfato de condroitina. Estudos

sobre biodisponibilidade produziram resultados variáveis dependendo da formulação,

técnica de ensaio e espécie. A absorção oral de glicosamina varia, indo desde 12% em cães a

apenas 2,5% (125 mg/kg) ou 6% (20 mg/kg) em equinos. Embora estudos in vitro

demonstrassem benefícios para a cartilagem articular, alguns estudos questionaram se a

glicosamina oral é absorvida por via sistêmica de uma forma intacta em uma extensão alta o

suficiente para produzir esses benefícios. A absorção oral pode ser afetada pela forma

administrada, pois o sulfato de glicosamina pode ser melhor absorvido que o cloridrato de

glicosamina.

Indicações e Usos Clínicos

A glicosamina é principalmente usada para o tratamento da doença articular degenerativa,

sendo normalmente encontrada em formulações em associação com o sulfato de

condroitina. (Ver verbete Sulfato de Condroitina.) As análises dos estudos publicados em

cães não concluíram que haja um nível moderado de evidência indicando algum benefício

na osteoartrite, mas os resultados podem ser inconsistentes entre os estudos. Os benefícios

do tratamento em equinos com claudicação também são relatados a partir da administração

oral de suplementos de condroitina-glicosamina. Não há evidências que corroborem a

eficácia da administração sistêmica para redução de infecções do trato urinário em animais

(via efeito benéfico sobre a mucosa da bexiga). Estes compostos são registrados como

suplementos dietéticos que modificam a doença e não como medicamentos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em alguns animais, há relatos de fezes moles e gases intestinais. Em experimentos com

roedores, injeções de glicosamina podem causar hiperglicemia, resistência à insulina e

diminuição na ação metabólica da insulina por meio de resistência ao trajeto da

hexosamina. Entretanto, a relevância clínica desses achados não foi demonstrada.

Estudos clínicos em cães mostraram que a administração a curto prazo (21 dias) da

glicosamina não afeta o controle glicêmico ou causa diabetes melito em cães. Por outro

lado, efeitos adversos não foram referidos, embora a hipersensibilidade seja possível.

Contraindicações e Precauções

A segurança da glicosamina não foi estabelecida em animais diabéticos ou obesos que

possam ser propensos ao desenvolvimento de diabetes. Por outro lado, não existem

informações sobre precauções conhecidas.


Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. Os medicamentos contendoglicosamina e

condroitina podem ser usados com segurança com anti-inflamatórios não esteroidais

(AINEs).

Instruções de Uso

As doses são baseadas principalmente no empirismo e nas recomendações do fabricante. Há

poucos estudos publicados sobre eficácia ou titulação de doses disponíveis para determinar a

dose ótima. As doses listadas são recomendações gerais e podem variar entre os

medicamentos. O cloridrato de glicosamina é mais biodisponível que o sulfato de

glicosamina. Os medicamentos podem variar quanto à estabilidade, pureza e potência. Use

medicamentos de um fornecedor conceituado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento rotineiro do paciente. Não há evidência de que a

administração de glicosamina aumente a glicose sérica. A glicosamina é produzida por

glicose no corpo, mas esta é uma reação irreversível.

Formulações

Várias formulações encontram-se disponíveis. Os veterinários são incentivados a examinar

cuidadosamente o rótulo do produto para assegurar a adequada potência do produto. Um

medicamento (Cosequin, nos EUA) está disponível em cápsulas de potência regular (PR) e

dupla potência (DP). A potência regular contém 250 mg de glicosamina; 200 mg de sulfato

de condroitina e glicosaminoglicanos misturados, 5 mg de manganês e 33 mg de ascorbato

de manganês. Os comprimidos DP contêm o dobro de cada uma destas quantidades. Os

medicamentos para equinos contêm 3,3 g por pá dosadora equivalentes a 1.800 mg de

glicosamina e 570 mg de condroitina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Os

medicamentos podem variar quanto à estabilidade e potência.

Posologia para Pequenos Animais

• Requisitos para dosagem geral de glicosamina: 22mg/kg/dia, por via oral, e aumentada

para 44 mg/kg/dia por via oral, em pacientes que inicialmente não respondem.

Alternativamente, a melhor resposta deve ser antecipada ao se iniciar com a dose mais

alta.


Muitas preparações são administradas em associação com a condroitina. Para a

dosagem geral, use Cosequin RP e DP como guia geral.

Cães

• 1-2 cápsulas ao dia e 2-4 cápsulas para cães grandes.

Gatos

• 1 cápsula ao dia.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 12 mg/kg de glicosamina + 3,8 mg/kg de sulfato de condroitina, 2 vezes ao dia, por via

oral, por 4 semanas, depois 4 mg/kg glucosamina + 1,3 mg/kg de sulfato de

condroitina. É comum se iniciar o tratamento em equinos com a dose mais alta de

22 mg/kg de glicosamina + 8,8 mg/kg de sulfato de condroitina, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Devido ao baixo risco de resíduos,

não são sugeridos períodos de carência.

Glicosaminoglicano Polissulfatado

Nomes comerciais e outros nomes

Adequan Canine ® , Adequan IA ® e Adequan IM ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente antiartrítico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O glicosaminoglicano polissulfatado (GAGPS) fornece compostos grandes de alto peso

molecular, similares aos constituintes normais de articulações sadias. É condroprotetor e


inibe enzimas que podem degradar a cartilagem articular, como a metaloproteinase. Ajuda

na homeostasia da síntese de glicosaminoglicano e colágeno, bem como diminui mediadores

inflamatórios (p. ex., PGE 2 ).

Indicações e Usos Clínicos

O GAGPS é injetado em cães e equinos para tratar ou prevenir doença articular

degenerativa. Injeções intra-articulares têm sido efetivas, mas as doses intramusculares

podem ser muito baixas para ter efetividade em alguns animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são raros. Reações alérgicas são possíveis. O GAGPS tem efeitos

semelhantes aos da heparina e pode desencadear problemas hemorrágicos em alguns

animais, embora isso não tenha sido observado na prática clínica.

Contraindicações e Precauções

As injeções intra-articulares devem ser aplicadas com técnica asséptica. Use com cautela

em animais que estejam recebendo heparina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses são derivadas de evidência empírica, estudos experimentais e clínicos. Embora

efetivo na artrite aguda, pode não ser tão efetivo na artropatia crônica. Em equinos, às

vezes, é associado com amicacina (125 mg) para uso intra-articular, para prevenir infecção.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Observar se surgem sinais de infecção nas articulações injetadas após tratamento.

Formulações

O glicosaminoglicano polissulfatado está disponível em frasco para injeção de 100 mg/mL

contendo 5 mL, 100 mg/mL para administração intramuscular e 250 mg/mL para uso

intra-articular em equinos.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 4,4 mg/kg por via intramuscular 2 vezes/semana durante até 4 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 500 mg a cada 4 dias por via intramuscular durante 28 dias ou 250 mg por articulação

1 vez/semana durante 5 semanas por via intra-articular.

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.

Glipizida

Nome comercial e outros nomes

Glucotrol

Medicamentos comercializados no Brasil

Minidiab (h)

Classificação funcional

Agente antidiabético, agente hipoglicêmico.

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente hipoglicêmico oral da sulfonilureia. Este fármaco age para aumentar a secreção de

insulina das células beta do pâncreas, provavelmente em decorrência da interação com

receptores de sulfonilureia presentes nas células beta, levando à inibição dos canais de

potássio sensíveis à adenosina trifosfato (ATP) destas células pancreáticas, o que aumenta a

secreção de insulina. Estes medicamentos também podem aumentar a sensibilidade dos

receptores insulínicos existentes. Estudos em gatos mostraram que a glipizida possui uma

meia-vida de 17 horas e concentração plasmática efetiva para eficácia de 50% (EC 50 ) de


70 μg/mL.

Indicações e Usos Clínicos

A glipizida é usada como o tratamento oral no controle do diabetes melito, particularmente

em gatos. O índice de resposta nesses animais é de aproximadamente 44-65% (alguns

relatos são de 30% ou menos). O mesmo índice para cães é precário. É mais comum

administrar medicamentos da classe das sulfonilureia em animais do que outros fármacos

hipoglicêmicos orais por terem maior eficácia. A glipizida é a mais comum desta classe.

Outros medicamentos hipoglicêmicos orais incluem aceto-hexamida, clorpropamida,

glibenclamida (gliburida) (DiaBeta, Micronase), gliclazida e tolasamida. A meftformina é da

classe biguanida de medicamentos orais para diabetes e não teve eficácia tão alta quanto a

glipizida em gatos.

A absorção da glipizida transdérmica de um gel cutâneo plurônico (o veículo organogel

plurônico [PLO] é precária em gatos (< 20%) e inconsistente. Não se recomenda esta via.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode causar vômito relacionado com a dose, anorexia, aumento de bilirrubina e elevação

das enzimas hepáticas em alguns gatos (15%). Nesses animais, pode exacerbar os

depósitos de amiloide pancreática e aumentar a perda de células beta. A glipizida pode

causar hipoglicemia, mas menos do que a insulina. Em seres humanos, o aumento da

mortalidade cardíaca é possível, mas isto não foi relatado em gatos.

Contraindicações e Precauções

Muitos gatos não respondem ao tratamento e necessitarão de terapia com insulina. Não

trate gatos com a glipizida quando estes não estão estáveis ou estejam desidratados ou

debilitados.

Interações Medicamentosas

Muitas interações medicamentosas foram relatadas em seres humanos. Não se sabe se

estas interações ocorrem em animais. Use com cautela com betabloqueadores,

medicamentos antifúngicos, anticoagulantes, fluoroquinolonas, sulfonamidas e outras.

Instruções de Uso

Os agentes hipoglicêmicos orais têm sucesso em seres humanos somente no diabetes não

dependente de insulina. O uso é limitado em animais. Como a resposta aos agentes

hipoglicêmicos orais em gatos é imprevisível, recomenda-se primeiro o uso experimental de


pelo menos 4 semanas. Se o gato responder, a substância poderá ser continuada; caso

contrário, a insulina deve ser indicada. Alimente os gatos com dieta de alto teor de fibras

quando usar agentes hipoglicêmicos. A glipizida transdérmica (dose de 5 mg) em gel PLO foi

avaliada em gatos. Embora a formulação transdérmica tenha produzido uma modesta

alteração nas concentrações de glicose, a absorção sistêmica foi de apenas 20%.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis de glicose sanguínea para determinar se o medicamento é efetivo.

Monitore as enzimas hepáticas. Ela pode aumentar os níveis da alanina transaminase (ALT)

e da fosfatase alcalina.

Formulações

A glipizida está disponível em comprimidos de 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene a glipizida em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura

ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Não há dose efetiva disponível.

Gatos

• 2,5-7,5 mg/gato, a cada 12 horas, por via oral. A dose usual é de 2,5 mg/gato

inicialmente, depois aumente para 5 mg/gato, a cada 12 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para as estimativas de intervalo de

carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARADD (1-888-873-2723).

Gonadotrofina Coriônica


Nomes comerciais e outros nomes

Profasi, Pregnyl, A.P.L. e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Chorulon (v) , Duogestal (v) , Novormon (v) , PG-600 (v) , Procioclin Suíno (v) , Sincro ECG (v) ,

Vetecor (v)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A gonadotropina também é referida como gonadotropina coriônica humana (hCG). A ação

da hCG é idêntica à do hormônio luteinizante (LH).

Indicações e Usos Clínicos

A gonadotropina é usada para induzir a luteinização em animais. A gonadotropina é usada

para tratar vários distúrbios reprodutivos, quando é desejada a estimulação da ovulação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos adversos em animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes. As pessoas, particularmente mulheres, devem ter

extremo cuidado no manuseio dessa medicação. A exposição humana pode representar

um risco para as mulheres grávidas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas.

Instruções de Uso

Quando usado em éguas, a maioria ovula em 32-40 horas após o tratamento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore os pacientes tratados para sinais luteinizantes e estro.

Formulações

O hCG está disponível em injeções de 5.000, 10.000 e 20.000 unidades.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 22 unidades/kg, a cada 24-48 horas, por via intramuscular, ou 44 unidades, por via

intramuscular, dose única.

Gatos

• 250 unidades/gato, dose única, por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Indução ovulatória: 2.500 a 5.000 unidades por fêmea, por vias intramuscular ou

intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para os animais de produção. Devido

ao baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Griseofulvina

Nomes comerciais e outros nomes

Microsize: Fulvicin U/F, Grisactin e Grifulvin e Ultramicrosize: Fulvicin P/G e GrisPEG

Medicamentos comercializados no Brasil

Sporostatin (h) , Crema 6A (v) , Griseoderm (v)


Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico. Após administração sistêmica, a griseofulvina deposita-se nas

células precursoras de queratina da pele e dos pelos. É rapidamente captada dentro destes

tecidos em 4-8 horas ou 48-72 horas (dependendo do estudo) após a administração. Depois

de incorporada a estas células, a mitose das células fúngicas é inibida pelos efeitos do fuso

mitótico (fungiostático), e, eventualmente, as células fúngicas são exterminadas.

Indicações e Usos Clínicos

A griseofulvina é um dos medicamentos de escolha quando é necessário o tratamento

sistêmico para infecções dermatofíticas causadas por Microsporum spp. e Trichophyton spp. em

cães e gatos. Algumas vezes é usada em associação com terapia tópica. A griseofulvina não é

eficaz para o tratamento de leveduras ou bactérias. No mínimo 4 semanas e algumas vezes

3 meses ou mais são necessários para o sucesso da terapia. Seu uso tem sido substituído por

medicamentos antifúngicos azólicos em muitos casos (itraconazol, fluconazol, etc.).

Também é eficaz para tratar algumas dermatoses inflamatórias não infecciosas que não a

dermatofitose.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos em animais incluem teratogenicidade em gatos, anemia e leucopenia

em gatos, anorexia, depressão, vômito e diarreia. Em gatos, a infecção pelo vírus da

leucemia felina (VLF) pode aumentar o risco de mielotoxicidade. Não se sabe se

problemas da medula óssea são causados por altas doses ou por uma reação idiossincrática

(não relacionada com a dose). Estes efeitos se resolvem em gatos quando o tratamento é

interrompido, mas há relatos de pancitopenia idiossincrática irreversível.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatas prenhes. Deve-se ter cautela ao administrar griseofulvina a gatos

com infecções virais (VLF), pois pode exacerbar os efeitos sobre a medula óssea.

Interações Medicamentosas

A grioseofulvina é um indutor enzimático do citocromo P450. Portanto, outros

medicamentos administrados em paralelo podem ser biotransformados mais rápido e,

consequentemente, sofrer uma rápida depuração (clearance).


Instruções de Uso

Uma ampla gama de doses é relatada. As doses listadas aqui representam o consenso atual. A

absorção oral é favorecida na presença de gordura, e a administração da substância com

refeição de alto teor gorduroso pode aumentar tremendamente a extensão da absorção.

Duas formulações estão disponíveis: tamanho micro e ultra. A administração de uma

formulação constituída por partículas finas também aumentará a absorção. As formulações

veterinárias geralmente são compostas por preparações micronizadas e isto se reflete nos

regimes de dosagem. Se preparações ultramicronizadas forem usadas, a dose poderá ser

diminuída pela metade. Agite bem a suspensão oral antes de usar. Considere 25 mg/kg, a

cada 12 horas, inicialmente, e depois aumente para 50-60 mg/kg, a cada 12 horas, para os

casos problemáticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma completo para evidência de toxicidade da medula óssea.

Formulações

A griseofulvina está disponível em comprimidos 125, 250 e 500 mg; suspensão oral

25 mg/L; xarope oral 125 mg/mL e comprimidos ultramicronizados de 100, 125, 165, 250

e 330 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

griseofulvina não é hidrossolúvel, mas é solúvel em álcool.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Micronizada: 50 mg/kg por dia, por via oral, até a dose máxima de 110-132 mg/kg ao

dia em tratamentos divididos. Comece com 25 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, e

depois aumente para 50-60 mg/kg, a cada 12 horas, pela mesma via, para os casos

refratários.

• Ultramicronizada: 30 mg/kg/dia em tratamentos divididos por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Dermatofitose: 5,6 mg/kg do pó micronizado oral, a cada 24 horas. O tratamento deve

ser continuado por no mínimo de 10 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao

potencial teratogênico, não administre a animais de produção.

Guaifenesina

Nomes comerciais e outros nomes

Glyceryl guaiacolate, Guaiphenesin, Geocolate, Guailaxin, Glycotus, Hytuss, Fenesin,

Humabid LA e Mucinex.

Medicamentos comercializados no Brasil

Bricanyl Composto (h) , Broncofenil (h) , Guaifenesina (g)

Classificação funcional

Expectorante; relaxante muscular

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A guaifenesina, que também é conhecida como guaiacolato de glicerila, é um composto que

combinaas terapias antiga e tradicional para tratar a tosse em seres humanos, embora sua

eficácia seja questionada para este efeito. Para doença respiratória, é administrada por via

oral para produzir efeito expectorante. Este efeito é presumivelmente por estimulação vagal

para produzir mais secreções brônquicas viscosas.

Como adjuvante anestésico é usado como pré-anestésico com barbitúricos e outros

medicamentos. É um relaxante muscular esquelético de ação central e causa sedação e

relaxamento por inibir a transmissão nervosa. As informações farmacocinéticas são limitadas,

mas a meia-vida em potrosé de 60-84 minutos. A duração da ação em equinos é de

aproximadamente 30 minutos.

Indicações e Usos Clínicos

A guaifenesina é administrada por via intravenosa (particularmente em grandes animais)

como adjuvante à anestesia, e por via oral em animais como expectorante. Historicamente,

também é usada como analgésico e antipirético. Com mais frequência é usada antes para a

indução de anestesia geral em equinos, mas também é usada em outras espécies. Faltam


dados de apoio sobre o efeito expectorante. Ela pode aumentar o volume e reduzir a

viscosidade das secreções na traqueia e nos brônquios. Também pode facilitar a remoção das

secreções.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pequenos extravasamentos da veia decorrentes da injeção intravenosa não causam lesão

tecidual. Entretanto, pode ocorrer tromboflebite. l Em altas doses, a hipotensão pode

estar presente. Casos de hemólise têm sido observados quando da infusão intravenosa,

mas esta não é significativa a uma concentração inferior a 15%. Pode ocorrer um efeito

vagal (i. e., estimulação das secreções), quando o medicamento é usado como

expectorante.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intravenosa se um precipitado visível for observado.

Formulações orais para seres humanos (tosse e remédios para resfriados) podem

conter ingredientes, como dextrometorfano ou descongestionantes (p. ex., fenilefrina ou

pseudoefedrina). Não use estas associações em animais sensíveis a estes compostos e, se

possível, use somente formulações que contenham guaifenesina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas significativas. É usada com segurança com

acepromazina, xilazina, detomidina, cetamina, tiopental e pentobarbial.

Instruções de Uso

Para fins anestésicos, guaifenesina a 5% é formulado em pó (50 g/L) dissolvido em água

estéril. Ela se dissolve mais prontamente se a água estiver aquecida (morna). A infusão de

110 mg/kg pode produzir sonolência transitória, mas normalmente é administrada com

outros agentes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Sugere-se o monitoramento de animais durante anestesia (frequências cardíaca e

respiratória e ritmo). É possível que ocorra hipotensão; portanto, a pressão sanguínea deve ser

monitorada.

Formulações


A guaifenesina está disponível em soluções intravenosas que são preparadas antes da infusão

com pó e em solução a 5%. Também está disponível em comprimido de 100 e 200 mg;

comprimidos de liberação extensa de 600 mg e solução oral de 20 mg/mL e 40 mg/mL.

Formulações de venda livre podem conter outros ingredientes, como dextrometorfano e

descongestionantes.

Estabilidade e Armazenamento

A guaifenesina é solúvel em água e em álcool. É mais solúvel em água aquecida (morna). Ela

se precipitará se a temperatura for de 22° ou mais fria. Deve ser administrada por via oral

logo após a preparação, pois a estabilidade é curta. Entretanto, soluções a 10% ficam estáveis

por até 7 dias. Para uso intravenoso, ela é misturada com xilazina e cetamina, sem aparente

perda da estabilidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Expectorante: 3-5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.

• Adjuvante anestésico: 2,2 mL/kg/hora de uma solução a 5% por via intravenosa. É

administrada com alfa2 agonistas e cetamina.

Gatos

• Expectorante: 3-5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2,2 mL/kg de solução a 5% (110 mg/kg) infundida por via intravenosa, em equinos,

antes de outros agentes anestésicos, como a cetamina. A solução de guaifenesina pode

ser administrada rapidamente.

• Infusão a velocidade constante (IVC): 2,2 mg/kg/h, por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência (extrabula): 3 dias (carne) e 48 horas (leite).

Classificação RCI: 4


H

Halotano

Nome comercial e outros nomes

Fluothane

Medicamentos comercializados no Brasil

Halotano Hoechst (h)

Classificação funcional

Anestésico inalatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico inalatório. O halotano é um etano multi-halogenado. Caracteriza-se pela rápida

indução e recuperação, alta potência e poucos efeitos colaterais. Como outros anestésicos

inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. Eles produzem depressão generalizada e

reversível do sistema nervoso central (SNC). Os anestésicos inalatórios variam em sua

solubilidade no sangue, potência e taxa de indução e recuperação. Aqueles com baixos

coeficientes de partição sangue/gás estão associados a taxas mais rápidas de indução e

recuperação. O halotano tem uma pressão de vapor de 243 mmHg (a 20 °C), um

coeficiente de partição sangue/gás de 2,3 e um coeficiente de óleo/sangue de 51. Devido a

alta lipossolubilidade, sua eliminação é mais lenta do que a de outros agentes.

Indicações e Usos Clínicos

O halotano, como outros anestésicos inalatórios, é usado para anestesia geral em animais.

Possui um valor de concentração alveolar mínima (CAM) de 1,04%, 0,87% e 0,88% em

gatos, cães e equinos, respectivamente. Entretanto, tem sido substituído por anestésicos

inalatórios mais novos (p. ex., isoflurano) em muitas práticas veterinárias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Como outros anestésicos inalatórios, o halotano produz vasodilatação e aumento do fluxo

sanguíneo para os vasos sanguíneos cerebrais. Isso pode aumentar a pressão

intracraniana. Ainda à semelhança de outros anestésicos inalatórios, ele produz

depressão miocárdica dependente da dose, com diminuição associada do débito

cardíaco. Também deprime a frequência respiratória e a ventilação alveolar. Como outros

anestésicos inalatórios, aumenta o risco de arritmias ventriculares, especialmente em

resposta às catecolaminas. A hepatotoxicidade é referida em seres humanos.

Contraindicações e Precauções

Administre com cautela a pacientes com problemas cardiovasculares.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas específicas. O uso de outros anestésicos em

associação ao halotano reduzirá a necessidade da dose deste.

Instruções de Uso

O uso de anestésico inalatório requer cuidadoso monitoramento. A dose é determinada pela

intensidade da anestesia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca do paciente, bem como o ritmo e a respiração

durante a anestesia.

Formulações

O halotano está disponível em frasco de 250 mL.

Estabilidade e Armazenamento

O halotano é altamente volátil e deve ser armazenado em recipiente hermeticamente

selado.

Posologia para Pequenos Animais

• Indução: 3%.

• Manutenção: 0,5-1,5%.

Posologia para Grandes Animais

• Valor de CAM: 1%.


Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. A eliminação é

rápida e são sugeridos períodos curtos de carência. Para estimativas dos intervalos

de carência extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o halotano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito

a receita de controle especial em duas vias.

Hemoglobina Glutamer (Oxiglobina)

Nome comercial e outros nomes

Oxiglobina

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Suplemento de ferro, substituto da hemoglobina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A hemoglobina glutamer (bovina) é usada em cães com várias causas de anemia,

como fluido carreador de oxigênio. A oxiglobina é uma hemoglobina bovina polimerizada

ultrapurificada. O peso molecular é 64.000-500.000 (média 200.000). A osmolalidade é

300 mOsm/mL. A pressão osmótica é maior que a de outros coloides, com uma pressão

osmótica coloidal de 43,3. A meia-vida em cães é de aproximadamente 24 horas (variação

18-43 horas). É destruída por macrófagos e 95% da dose é eliminada em 5-9 dias.

Indicações e Usos Clínicos

A hemoglobina glutamer é usada para tratar a anemia causada por perda sanguínea,

hemólise ou diminuição da produção de hemácias. Embora seja aprovada para cães, também

é usada em gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sobrecarga circulatória é possível, especialmente em altas doses e administração rápida.


Os pacientes em maior risco de sobrecarga circulatória são aqueles com doença cardíaca,

doença respiratória, risco de hipertensão, edema cerebral, oligúria/anúria causada por

insuficiência renal e os gatos. Foram observadas hipertensão pulmonar decorrente de

depleção de óxido nítrico (NO) e sobrecarga de volume. Por serem mais sensíveis aos

efeitos colaterais que os cães, devem ser usadas taxas mais baixas de doses em gatos.

Outros efeitos colaterais são descoloração da pele e da membrana mucosa, vômitos,

diarreia e anorexia. A descoloração da pele e das membranas mucosas pode persistir por

3-5 dias.

Contraindicações e Precauções

A hemoglobina glutamer não deve ser usada em cães com doença cardíaca avançada.

Administre com cautela em gatos devido ao risco aumentado de hipertensão pulmonar.

Interações Medicamentosas

Não administre com outros medicamentos pelo mesmo kit de infusão. Não misture com

outros medicamentos.

Instruções de Uso

Administre usando técnica asséptica. Em 5-7 dias, 90% da dose é eliminada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Os pacientes que recebem hemoglobina glutamer devem ser monitorados cuidadosamente.

O uso de Oxiglobina não requer prova cruzada. O monitoramento do hematócrito (Ht) ou

hemograma não é útil para avaliar a resposta da terapia com Oxiglobina. A Oxiglobina

interferirá em outros testes de monitoramento, como análise bioquímica (ensaios

colorimétricos). Doses de 30 mL/kg são listadas pelo fabricante, mas muitos veterinários

usam 10-15 mL/kg.

Formulações

A hemoglobina glutamer está disponível em 13 g/dL de hemoglobina polimerizada de

origem bovina em sacos de dose única de 125 mL. A disponibilidade do fabricante pode ser

limitada.

Estabilidade e Armazenamento

À temperatura ambiente, a hemoglobina glutamer tem uma vida útil de 3 anos. Depois de

aberto, o saco de 125 mL deverá ser usado em 24 horas devido à oxidação da hemoglobina

em metemoglobina. Não congele.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose única de 10-30 mL por via intravenosa, ou até uma taxa de 5-10 mL/kg/h.

Gatos

• Dose única de 3-5 mL/kg por via intravenosa, lentamente. A taxa máxima é de

5 mg/kg/h e não deve exceder 13-20 mL/kg em 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses. Não use em cavalos de corrida.

Informações sobre Restrição Legal

Não estão disponíveis informações sobre regulamentação. Devido ao baixo risco dos resíduos,

não são sugeridos períodos de carência. Entretanto, a hemoglobina glutamer (Oxiglobina) é

proibida em instalações de cavalos de corrida.

Classificação RCI: 2

Heparina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

Liquaemin e Hepalean (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Heparin (h) , Liquemine (h) e Heparina Sódica (g)

Classificação funcional

Anticoagulante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticoagulante. A heparina produz sua ação aumentando a inibição da síntese e atividade

do fator Xa mediada pela antitrombina III. A heparina difere da heparina de baixo peso

molecular (HBPM) pela proporção equivalente de um fator Xa/antifator IIa. A heparina tem

uma proporção de 1:1, mas as heparinas HBPM têm proporções de 2:1 ou maiores. Em seres


humanos, há uma vantagem da HBPM sobre a heparina convencional, pois as HBPMs têm

meias-vidas mais longas, e as administrações necessárias são menos frequentes. Entretanto,

isto pode não ser uma vantagem para cães e gatos. Veja a descrição de HBPM para mais

informações (enoxaparina [Lovenox] e dalteparina [Fragmin]).

Indicações e Usos Clínicos

A heparina é administrada para prevenir e tratar distúrbios de hipercoagulabilidade e

distúrbios de coagulação, como tromboembolismo, trombose venosa, coagulopatia

intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. O uso em situações

específicas é principalmente empírico ou derivado da experiência clínica em seres humanos.

Não há estudos publicados com base em resultados científicos para avaliar a eficácia em

apoio às orientações específicas para a terapia. O uso para prevenção de trombos em cães

com anemia hemolítica imunomediada não é efetivo (300 unidades/kg a cada 6 horas).

Em equinos, é usado para prevenir trombose em pacientes em risco.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais causados por excessiva inibição de coagulação resultam em

sangramento. A trombocitopenia induzida por heparina, um problema em seres humanos,

não é citada como tal em animais. Se ocorrer excessiva anticoagulação e sangramento

resultantes de sobredose, deve-se administrar sulfato de protamina para reverter a

terapia com heparina. A protamina deverá ser administrada por infusão venosa lenta.

Complexos protamínicos com heparina formam um composto estável e inativo.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais, a menos que seja capaz de monitorar o sangramento, pois este pode

ser potencialmente fatal. Não injete por via intramuscular, pois pode gerar um

hematoma.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em animais que já estão recebendo outros fármacos que podem

interferir na coagulação, tais como aspirina e varfarina. Embora não tenha sido

identificada uma interação específica, o uso deve ser cauteloso em animais que já estão

recebendo certos compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para

tratamento da artrite.

Instruções de Uso


Os ajustes de dose devem ser realizados pelo monitoramento dos tempos de coagulação. Por

exemplo, a dose é ajustada para manter o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)

1,5-2 vezes o normal. Para informações sobre outras formas de heparina, como as HBPMs,

veja dalteparina ou enoxaparina. A duração do efeito anticoagulante pode variar entre os

pacientes, mas em geral, o efeito de uma dose de 200 unidades/kg em cães tem duração de

aproximadamente 6 horas.

Em pacientes de alto risco, as doses usadas incluem 500 unidades/kg, por vias

subcutânea ou intramuscular, seguida por doses reduzidas, como aquelas listadas na seção

de posologia a cada 8-12 horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o efeito usando TTPA ou atividade anti-Xa. A dose é ajustada para manter o TTPA

1,5-2 o normal. A variação-alvo para a atividade anti-Xa é de 0,35-0,70 unidades/mL. Se a

atividade anti-Xa for maior que 70 Unidades/mL, reduza a dose em 25%.

Formulações

A heparina sódica está disponível em injeções de 1.000-10.000 unidades/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos (profilaxia em baixa dose)

• 70 unidades/kg, a cada 8-12 horas, por via subcutânea.

Cães

• Dose de ataque: 100-200 unidades/kg por via intravenosa, em seguida 100-

300 unidades/kg a cada 6-8 horas por via subcutânea. Ajuste a dose via

monitoriamento e aumente para 500-600 unidades/kg, se necessário. Em casos mais

graves, comece com 500 unidades/kg por via subcutânea, como dose inicial, depois

administre 500 unidades/kg a cada 12 horas.

Gatos

• 300 unidades/kg por via subcutânea a cada 8 horas, e aumente para até

500 unidades/kg, se necessário.


Posologia para Grandes Animais

• 125 unidades/kg por via subcutânea ou intramuscular a cada 8-12 horas. (Doses mais

baixas de 80 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas, também são usadas em

equinos.)

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao

baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Hetamido (Hetastarch)

Nomes comerciais e outros nomes

HES, Hidroxietilamido, Hetastarch e Hespan

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Fluidoterapia

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O hetamido é um coloide sintético expansor de volume usado para manter o volume

vascular em animais em choque circulatório. É um polímero de glicose de cadeia ramificada

modificado preparado com hidroetilamido e é derivado de amilopectina. Existem duas

preparações de hidroxietilamido: hetamido e pentamido. O hetamido (6%) tem peso

molecular médio de 450.000 e pressão osmótica coloide de 32,7. O pentamido tem peso

molecular médio de 280.000 e pressão osmótica coloide de 40. Como o hetamido é um

composto de peso molecular maior que o do pentamido, tende a permanecer na vasculatura

e a prevenir a perda de volume intravascular e o edema tecidual. Outros coloides são as

dextranas (Dextran 40 e Dextran 70).

Indicações e Usos Clínicos

O hetamido é usado principalmente para tratar hipovolemia aguda e choque. É

administrado por via intravenosa em situações agudas. O hetamido tem uma duração

de expansão efetiva de volume de 12-48 horas. Uma das desvantagens de seu uso é o alto

custo.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

É de uso limitado em medicina veterinária; portanto, não há relatos de efeitos colaterais.

Contudo, pode causar reações alérgicas e disfunção renal hiperosmótica. As suspensões

de hetamido podem afetar a função plaquetária, em doses clinicamente relevantes, por

até 24 horas. Não use em pacientes com problemas hemorrágicos ou coagulopatias

preexistentes.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com problemas hemorrágicos (coagulopatias) ou hemorragia ativa.

Interações Medicamentosas

O hetamido disponível é compatível com a maioria das soluções líquidas.

Instruções de Uso

Suspenso em solução salina (a 0,9%) ou glicose a 5% para uso. Administre em incrementos

de 5 mL/kg a pequenos animais, em seguida reavalie a dose nas taxas listadas na seção de

posologia. O hetamido é usado em situações de cuidados críticos, e administrado por infusão

com velocidade constante. O hetamido parece ser mais eficaz e produz menos efeitos

colaterais que o Dextran. Administre lentamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitor o estado de hidratação do paciente e a pressão sanguínea durante a administração.

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos e observe os pacientes para evidência de

sangramento A administração de hetamido pode aumentar a amilase do paciente por 2-

3 dias.

Formulações

O hetamido está disponível em solução injetável a 6%.

Estabilidade e Armazenamento

O hetamido é estável em sua embalagem original e compatível com a maioria dos kits de

administração de fluidos.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• Infusão com velocidade constante: 10-20 mL/kg/dia por via intravenosa (0,4-

0,8 mL/kg/h).

Gatos

• Infusão com velocidade constante: 5-10 mL/kg/dia por via intravenosa (0,2-04,

mL/kg/h).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 8-10 mL/kg/ dose em bolus ou 10 mL/kg/h ou em infusão com velocidade constante

de 0,5-1 mL/kg/h. Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao

baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.

Hiclato de Doxiciclina, Doxiciclina Mono-hidratada

Nomes comerciais e outros nomes

Vibramicin ® , Monodox ® , Doxy Caps ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Vibramicina (h) , Doxiciclina Vetnil (v) , Dofinin (v) , Dociciclina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico tetracíclico. O mecanismo de ação das tetraciclinas é pela ligação à subunidade

30S do ribossomo bacteriano, inibindo a síntese proteica. A ação das tetraciclinas é

geralmente bacteriostática. Possui um amplo espectro de ação, incluindo bactérias, alguns

protozoários, Rickettsia e Ehrlichia.


Indicações e Usos Clínicos

A doxiciclina é geralmente a medicação de escolha para o tratamento de doenças

transmitidas pelo carrapato em animais. A sua eficácia foi demonstrada em pesquisas e

em alguns estudos clínicos. É usada para o tratamento de infecções causadas por bactérias e

alguns protozoários, Rickettsia e Ehrlichia. A doxiciclina é administrada em gatos

com infecções causadas por Mycoplasma ou Chlamydophilia felis (Chlamydia psittaci) em doses

de 10-15 mg/kg 1 vez ao dia por via oral ou 5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, tem sido

efetiva na eliminação do microrganismo e melhorado as manifestações clínicas. A

doxiciclina é sempre adicionada ao tratamento da dirofilária, devido a sua atividade contra

o microrganismo Wolbachia. Esta associação, embora controversa, pode melhorar o efeito

microfilaricida quando associada à ivermectina; melhora ainda a resposta ao tratamento

adulticida com melarsomina e diminui a lesão aos vasos pulmonares. Em equinos, é usada

para o tratamento da Erliquiose, mas também é usada no tratamento de outras doenças (p.

ex., infecções respiratórias) quando o tratamento oral é indicado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As tetraciclinas podem causar necrose tubular aguda em altas doses e podem afetar

a formação óssea e dos dentes em animais jovens. Contudo, a doxiciclina não foi relatada

causando estes problemas em animais. A doxiciclina administrada por via oral nos gatos

causa irritação esofágica, lesão tecidual e estenose esofágica. Isto pode ser causado por

formulações sólidas presas ao esôfago (primariamente hiclato de doxiciclina mais do que

doxiciclina mono-hidratada) aderindo-se ao mesmo. Dar água ao gato ou comida após a

administração para a chegada ao estômago é recomendado para prevenção deste efeito.

Quando administrada por via intravenosa em equinos, a doxiciclina pode ser fatal, porém,

é administrada com segurança por via oral, contudo é possível a ocorrência de diarreia.

Em dois estudos com equinos, não houve efeitos colaterais relatados com a administração

oral. Em outro estudo, um dos cavalos submetido ao estudo farmacocinético desenvolveu

manifestações de enterite e cólica.

Contraindicações e Precauções

Não administrar em animais jovens devido ao risco de afetar as formações óssea e

dentária. Porém, em crianças, tem sido melhor tolerada que outras tetraciclinas. Caso

formulações sólidas sejam administradas para gatos, deve-se lubrificar o

comprimido/cápsula ou administrar alimentos ou água em seguida para assegurar a

passagem para o estômago. Não administre rapidamente por via intravenosa. Não

administre a solução por vias intramuscular ou subcutânea. Não administre por via

intravenosa em equinos em qualquer circunstância, a morte aguda foi descrita após este

uso.


Interações Medicamentosas

As tetraciclinas ligam-se aos componentes que contêm cálcio, o que diminui sua absorção

oral. Porém, este problema é menos observado com o uso da doxiciclina que de outras

tetraciclinas. A doxiciclina tem sido misturada ao leite antes da administração a crianças

sem diminuição da eficácia.

Instruções de Uso

Vários estudos farmacocinéticos e experimentais foram conduzidos em pequenos animais. A

doxiciclina é geralmente considerada a medicação de escolha para o tratamento de

infecções por Rickettsia e Ehrlichia. A doxiciclina é mais efetiva do que a enrofloxacina para

Ehrlichia. Quando usada com a ivermectina (6 μg/kg semanalmente) no tratamento do

verme do coração, a doxiciclina é administrada na dose de

10 mg/kg/dia intermitentemente durante vários meses (p. ex., 20 meses até 36 meses).

Para preparar a infusão intravenosa de doxiciclina, adicione 10 mL a frascos de 100 mg ou

20 mL a frascos de 200 mg, posteriormente, dilua para uso intravenoso em 100 a 1.000 mL

de solução de Ringer lactato ou glicose a 5%. Infusão por 1 a 2 horas (ver Seção de

Estabilidade e Armazenamento).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os

pontos de perda de sensibilidade são é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤ 4 μg/mL

para outros microrganismos. A tetraciclina é usada como um marcador para testar a

suscetibilidade a outras medicações dessa classe, como a doxiciclina, a minociclina e

a oxitetraciclina.

Formulações

A doxiciclina está disponível em suspensão oral a 10 mg/mL, comprimidos de 50 ou 100 mg

e cápsulas de 50 e 100 mg (hiclato de doxiciclina). O doxiciclina mono-hidratada está

disponível em comprimidos e cápsulas de 50 ou 100 mg. Uma formulação controlada

(Oracea ® ) contém 10 mg de liberação lenta e 30 mg de liberação imediata em uma

cápsula.

A solução injetável de hiclato de doxiciclina está disponível em frascos injetáveis de

100 e 200 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Evitar

misturar com cátions como o ferro, o cálcio, o alumínio e o zinco. Porém, os comprimidos de


doxiciclina têm sido misturados ao leite e imediatamente administrados a crianças sem

diminuição da sua potência. O hiclato de doxiciclina para injeção mantém sua potência por

12 horas em temperatura ambiente ou por 72 horas quando refrigerado após

a reconstituição em concentrações de até 1 mg/mL. As soluções intravenosas são estáveis

em soluções de Ringer lactato ou em glicose a 5% por 6 horas em temperatura ambiente.

Proteger as soluções intravenosas da luz. Quando congelada após a reconstituição com água

estéril, as soluções de 10 mg/mL são potentes por 8 semanas. Se a doxiciclina for

manipulada pode tornar-se instável. O hiclato de doxiciclina formulado pela Ora Plus e Ora

Sweet como suspensão mantém a potência por apenas 14 dias. Outras suspensões

preparadas para animais também podem ser instáveis. Observe a mudança de coloração para

enegrecido (marrom-escuro) como evidência de perda da potência.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou intravenosa. Dez mg/kg a cada 24 horas por

via oral.

• Rickettsia (cães): 5 mg/kg a cada 12 horas.

• Ehrlichia (cães): 5 mg/kg a cada 12 horas por pelo menos 14 dias.

• Tratamento da dirofilariose: 10 mg/kg/dia, por via oral, administrada

intermitentemente (4-6 semanas de intervalo) associado com ivermectina (6 g/kg

semanalmente) ou ivermectina mais melarsomina.

Pássaros

• Misturar cápsulas de 100 mg de hiclato de doxiciclina com 1 L de água (400 mg/L).

Homogeneizar para formar a solução e fornecer como única fonte de água a pássaros

para eliminar a bactéria. Alternativamente, 25 mg/kg por via oral a cada 12 horas

3 vezes/semana.

Posologia para Grandes Animais

• Dose: 10-20 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Lawsonia intracellularis: 20 mg/kg por

via oral a cada 24 horas durante 3 semanas.

• Cavalos: Não administrar por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).


Hidroclorotiazida

Nome comercial e outros nomes

HydroDiuril e genérico

Medicamentos comercializados no Brasil

Drenol (h) , Clorana (h) , Hidroclorotiazida (g)

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Diurético tiazídico. Como outros diuréticos tiazídicos, inibe a reabsorção do sódio

nos túbulos renais distais e causa diurese urinária. Como os diuréticos tiazídicos agem nos

túbulos distais (no ponto em que a maior parte da água já foi reabsorvida), seus efeitos

diuréticos não são tão grandes, em comparação com os diuréticos de alça,

como a furosemida.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros diuréticos tiazídicos, a hidroclorotiazida é usada para aumentar a excreção de

sódio, potássio e água. Também é usada como anti-hipertensivo. Como os diuréticos

tiazídicos diminuem a excreção renal de cálcio, também são usados para tratar casos de

urólitos contendo cálcio (urólitos de oxalato de cálcio). O uso em animais deriva

principalmente da experiência empírica. Não há estudos clínicos bem controlados ou

de eficácia para documentar a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A hidroclorotiazida pode causar desequilíbrio eletrolítico, como a hipocalemia.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes com cálcio sérico elevado. Os diuréticos tiazídicos impedirão

a excreção de cálcio.

Interações Medicamentosas


Use cuidadosamente com outros diuréticos. Pode aumentar os efeitos de outros

diuréticos e agentes anti-hipertensivos.

Instruções de Uso

Hidroclorotiazida não é tão potente quanto os diuréticos de alça (p. ex., furosemida).

A eficácia clínica não foi estabelecida em animais domésticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o estado de hidratação, eletrólitos e função renal.

Formulações

A hidroclorotiazida está disponível em solução oral de 10 e 100 mg/mL e em comprimidos

de 25, 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2-4 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• Para diminuir a excreção urinária de cálcio: 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalos de

carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-873-2723).

Classificação RCI: 4


Hidrocortisona

Nomes comerciais e outros nomes

Hidrocortisona, Cortef e marcas genéricas, Succinato sódico de hidrocortisona, Solu-

Cortef

Medicamentos comercializados no Brasil

Cortisonal Hidrocortisona (h) , Hidrocortisona (g) , e os medicamentos veterinários que

contêm a hidrocortisona geralmente estão associados a outros fármacos, como os

antibióticos neomicina e tetraciclinas

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Glicocorticoide anti-inflamatório. A hidrocortisona tem menos efeitos anti-inflamatórios e

mais efeitos mineralocorticoides quando comparada à prednisolona ou à dexametasona.

Possui propriedades que se assemelham mais ao cortisol endógeno. Tem cerca de 1/5da

potência da prednisolona e 1/25 da potência da dexametasona. Os efeitos antiinflamatórios

são complexos, mas são principalmente via inibição de células inflamatórias e

supressão da expressão dos mediadores inflamatórios.

Indicações e Usos Clínicos

A hidrocortisona é usada para efeitos anti-inflamatórios e para terapia de reposição de

glicocorticoide. Não é usada com tanta frequência quanto os outros corticosteroides, como a

prednisolona ou a dexametasona, exceto quando a reposição de hormônio que simule

os efeitos do cortisol é necessária. O succinato sódico de hidrocortisona é um produto

injetável de ação rápida que pode ser usado quando é necessária uma resposta imediata.

Informações sobre Precauções

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos colaterais incluem

ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio

tireóideo, diminuição da síntese proteica, retardo na cicatrização de feridas e


imunossupressão. Infecções secundárias podem ocorrer como resultado de

imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e dotrato

urinário inferior. Em equinos, os efeitos colaterais adicionais incluem o risco de laminite.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais é

necessária a cicatrização de feridas. Use com cautela em animais diabéticos, animais com

insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Os glicorticoides com frequência possuem ação sinérgica com outros anti-inflamatórios e

imunossupressores. A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não

esteroidais (AINEs) aumentará o risco de lesão gástrica.

Instruções de Uso

Os requisitos de doses estão relacionados a gravidade da doença. Tipicamente, para a terapia

de reposição (como em animais com hipoadrenocorticismo), as doses se iniciam com

1 mg/kg/dia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os eletrólitos (sódio e potássio) em animais tratados para hipoadrenocorticismo.

Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.

Monitore os pacientes para sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação

com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal.

Formulações

A hidrocortisona está disponível em comprimidos de 5 mg, 10 mg e 20 mg e o succinato

sódico de hidrocortisona está disponível em ampolas de vários tamanhos para administração

injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A hidrocortisona é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em álcool. Ocorre degradação em pH

acima de 7-9. Suspensões compostas são estáveis por 30 dias. A maioria das pomadas e

loções tópicas compostas é estável por 30 dias.

Posologia para Pequenos Animais


Cães e Gatos

Hidrocortisona

• Terapia de reposição: 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Anti-inflamatório: 2,5-5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Succinato Sódico de Hidrocortisona

• Choque: 50-150 mg/kg por via intravenosa, para 2 doses, a intervalos de 8 horas.

• Anti-inflamatório: 5 mg/kg, a cada 12 horas por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Succinato sódico de hidrocortisona: 5 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas dos intervalos de

carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Hidromorfona

Nomes comerciais e outros nomes

Dilaudid, Hydrostat e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Analgésico, opiáceo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opiáceo, analgésico. Com outros opiáceos, ele se liga aos receptores opioides mu e

kappa neuronais e inibe a liberação dos neurotransmissores envolvidos na transmissão de

estímulos dolorosos (como a substância P). Os opiáceos também podem inibir a liberação de


alguns mediadores inflamatórios. Os efeitos sedativos centrais e eufóricos são relacionados

aos efeitos sobre os receptores mu no cérebro. A hidromorfona tem propriedades qualitativas

semelhantes às da morfina, mas é seis ou sete vezes mais potente que essa. Em cães, a meiavida

após administração intravenosa foi de 70-80 minutos. Outros opiáceos usados em

animais incluem morfina, codeína, oximorfona, meperidina e fentanil.

Indicações e Usos Clínicos

A hidromorfona é usada em animais para analgesia e sedação e como adjuvante anestésico.

Em cães e gatos é usada como agente único ou em associação com outros agentes.

A hidromorfona é um agonista opiáceo com efeitos semelhantes aos da morfina. Entretanto,

é mais potente que a morfina e deve ser usada em doses mais baixas. Como a hidromorfona

é mais barata que outros opiáceos (p. ex., oximorfona), algumas vezes é usada ao invés de

outros medicamentos sem evidência de eficácia superior. A hidromorfona tem

aproximadamente metade da potência da oximorfona e cinco a sete vezes a potência da

morfina, devendo as doses ser ajustadas em cada caso. Estudos em cães indicam que a

hidromorfona em doses equivalentes é igual à oximorfona na produção de sedação em cães.

Em gatos, a duração do efeito (0,1 mg/kg) é de 6-7,5 horas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da hidromorfona são previsíveis e inevitáveis.

Os efeitos colaterais da administração incluem sedação, ofego, constipação intestinal,

retenção urinária e bradicardia. Em gatos, os efeitos colaterais mais comuns são disforia,

hipersalivação e vômitos. A hipertermia também é observada em gatos, mas o mecanismo

não é conhecido. Em cães, a hidromorfona produz menos liberação de histamina do que

a administração de morfina e, portanto, pode produzir menos efeitos colaterais

relacionados à histamina.

Ocorre depressão respiratória com altas doses. Como os outros opiáceos, espera-se leve

diminuição da frequência cardíaca. Na maioria dos casos, essa diminuição não deve ser

tratada com medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada.

Ocorrem tolerância e dependência com a administração crônica. Em equinos, ações

comportamentais indesejáveis e até perigosas podem seguir-se à rápida administração.

Estes animais devem receber um pré-anestésico de acepromazina ou um agonista alfa 2 .

Contraindicações e Precauções

Gatos e equinos são mais sensíveis à excitação do que outras espécies. A hidromorfona

pode causar bradicardia e bloqueio AV em alguns pacientes.


Interações Medicamentosas

Não há interações significativas. A hidromorfona pode ser usada com outros anestésicos.

Se for usado butorfanol, ele pode diminuir os efeitos da hidromorfona por antagonismo

sobre os receptores opiáceos mu.

Instruções de Uso

A hidromorfona pode ser usada de maneira intercambiável com a morfina, contanto que as

doses sejam ajustadas às diferenças de potência. A administração em gatos é mais eficaz

quando injetada por via intravenosa, em vez das vias intramuscular ou subcutânea, e

resultou em início mais rápido com menos efeitos adversos. Os comprimidos e a solução orais

estão disponíveis para uso humano, mas não há relato do uso em animais.

Monitoração do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente

precise ser tratada quando causada por um opioide, se necessário, pode-se administrar

atropina ou glicopirrolato. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser

revertido com naloxona. Monitore a temperatura corporal em gatos. A hipertermia é

observada em pacientes no pós-anestésico.

Formulações

A hidromorfona está disponível em solução oral de 1 mg/mL; comprimidos de 1, 2 mg,

3 mg, 4 mg, 8 mg e em soluções injetáveis de 1 mg/mL, 2 mg/mL, 4 mg/mL e 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A hidromorfona é hidrossolúvel. Soluções compostas em fluidos são estáveis por 30 dias. Por

ser um medicamento Classe II controlado pelo DEA (US Drug Enforcement Administration,

EUA), deve ser armazenado em compartimento trancado.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,22 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea. Repita a cada 4-6 horas ou

conforme necessário para o tratamento da dor.

• 0,1-0,2 mg/kg por via intravenosa, repetida a cada 2 horas ou conforme necessário.

Uma dose de 0,1 mg/kg pode ser usada com acepromazina.


Gatos

• 0,1-0,2 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular, ou 0,05-0,1 mg/kg por via

intravenosa a cada 2-6 horas (conforme necessário).

• Dose epidural: 0,05 mg/kg diluída em solução salina a 0,2 mL/kg (1 mL por gato).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Epidural: 0,04 mg/kg diluída em solução salina a 0,9% em 20 mL. Não há relatos de

doses sistêmicas.

Informações sobre Restrição Legal

A hidromorfona é um medicamento de Classe II controlado pela DEA. Os períodos

de carência não foram estabelecidos para animais de produção, mas a taxa de eliminação é

rápida, sendo sugerido um breve período de carência. Para estimativas dos intervalos

de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, a hidromorfona está classificada como substância entorpecente (lista A1)

sujeita a notificação de Receita “A”.

Classificação RCI: 1

Hidroxiureia

Nomes comerciais e outros nomes

Droxia e Hydrea (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Hydrea (h) , Hydrine (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A hidroxiureia é um agente dependente do ciclo celular, agindo


principalmente na fase S da mitose. O mecanismo exato de ação é incerto, mas pode

interferir na síntese do DNA em células cancerígenas. Os efeitos específicos nas hemácias

ocorrem em decorrência daatividade sobre a hemoglobina.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, a hidroxiureia é usada para tratamento da anemia falciforme e

ocasionalmente de outros carcinomas. Em animais, é usada em associação com outras

modalidades para tratamento de certos cânceres. Em animais, um dos usos é para

o tratamento de policitemia vera.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Devido ao uso apenas limitado em medicina veterinária, não há relatos de efeitos

colaterais. Em seres humanos, a hidroxiureia pode causar leucopenia, anemia e

trombocitopenia.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.

Instruções de Uso

A hidroxiureia é usada em medicina veterinária com base limitada de dados. A maior parte

do uso é empírica ou extrapolada da medicina humana.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a contagem de células sanguíneas nos animais tratados.

Formulações

A hidroxiureia está disponível em cápsulas de 200 mg, 300 mg, 400 mg e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50 mg/kg por via oral 1 vez/dia 3 dias/semana.

Gatos

• 25 mg/kg por via oral 1 vez/dia 3 dias/semana.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este

medicamento não deve ser usado em animais de produção por ser um agente

antineoplásico.

Hiosciamina

Nome comercial e outros nomes

Levsin

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anticolinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito da acetilcolina no receptor muscarínico),

parassimpatolítico.

Indicações e Usos Clínicos

A hiosciamina é um medicamento anticolinérgico com ações semelhantes às da atropina e

substâncias relacionadas. Ela produz efeito antiemético para diminuir os vômitos associados


a cinetose e algumas doenças gástricas. É indicada para animais em que seja necessário

bloquear as resposta parassimpáticas. É usada para diminuir a motilidade gástrica e

as secreções, reduzir a salivação e aumentar a frequência cardíaca (para tratar bradicardia).

Informações sobre Prevenção

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem xerostomia, íleo paralítico, constipação intestinal,

taquicardia e retenção urinária.

Contraindicações e Precauções

Não use em pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.

Interações Medicamentosas

Não misture com soluções alcalinas. A hiosciamina antagonizará os efeitos de quaisquer

medicamentos anticolinérgicos administrados (p. ex., metoclopramida).

Instruções de Uso

A hiosciamina é usada principalmente em cães para tratar doenças cardiovasculares e

gastrointestinais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a motilidade intestinal durante o tratamento.

Formulações

A hiosciamina está disponível em comprimidos de 0,125 mg, comprimidos de liberação

prolongada de 0,375 mg e solução de 0,025 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,003-0,006 mg/kg a cada 8 horas por via oral.


Gatos

Não foram estabelecidas doses para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não use em animais de produção.

Período de carência: Nenhum período foi estabelecido nos EUA (fabricante de

medicamentos para grandes animais lista 0 dias para leite e carne), mas, no Reino Unido,

listam-se 14 dias para carne e 3 dias para leite.

Hormônio do Crescimento

Nomes comerciais e outros nomes

Somatrem, Protropin, Humatrope e Nutropin

Medicamentos comercializados no Brasil

Nortitropin (h) , Somatrop (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Hormônio do crescimento, também conhecido como hormônio do crescimento humano

(hCG). É administrado para corrigir a deficiência do hormônio do crescimento em animais.

O Somatrem é uma somatropina biossintética.

Indicações e Usos Clínicos

O hormônio do crescimento é usado para tratar as deficiências do hormônio do

crescimento. O uso é raro em medicina veterinária.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O hormônio do crescimento é um diabetogênico em todos os animais. O excesso de

hormônio do crescimento causa acromegalia.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A experiência clínica em animais é limitada. A formulação da dose deve ser reconstituída

com diluente estéril antes do uso.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a glicose periodicamente durante o tratamento.

Formulações

O hormônio do crescimento está disponível em ampola de 5 e 10 mg (1 mg equivale a 3

unidades).

Estabilidade e Armazenamento

A solução preparada é estável por 14 dias se for refrigerada. Caso contrário, será estável por

apenas 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,1 unidade/kg 3 vezes por semana por 4-6 semanas, por vias oral ou intramuscular. (A

dose humana pediátrica usual é de 0,18-0,3 mg/kg/semana por vias subcutânea ou

intramuscular.)

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não administre a animais de produção.

No Brasil, o hormônio do crescimento está listado como substância anabolizante (lista C5)

sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Hormônio Liberador de Tireotrofina

Nomes comerciais e outros nomes

TRH, Protirelin, Thyrel

Medicamentos comercializados no Brasil

TRH (g)

Classificação funcional

Hormônio tireóideo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O hormônio liberador da tireotrofina (TRH) é usado para detectar o hipertireoidismo,

quando o nível de T4 não está elevado, ainda que se suspeite de hipertireoidismo. É um

tripeptídeo sintético que se acredita ser estruturalmente idêntico ao hormônio liberador de

tireotrofina de ocorrência natural produzido pelo hipotálamo.

Indicações e Usos Clínicos

O TRH é usado para testes diagnósticos. Ver tireotrofina (TSH) para testes diagnósticos para

hipotireoidismo. Não existem usos terapêuticos específicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais. As reações alérgicas são possíveis.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

É usado para fins diagnósticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações tireóideas. Colete amostras para avaliação de T4 após a dose de

teste de TRH.

Formulações

O TRH Thyrel (Protirelin) é comercializado em ampolas de 1 mL. Cada ampola contém

500 μg de protirelina, mas atualmente sua obtenção é difícil.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Colete T4 basal após administração de 0,1 mg/kg, por via intravenosa. Colete amostra de

T4 pós-TRH em 4 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco da presença de resíduos em animais de produção, não são sugeridos

períodos de carência


I

Ibuprofeno

Nomes comerciais e outros nomes

Motrin, Advil e Nuprin

Medicamentos comercializados no Brasil

Advil (h) , Alivium (h) e Ibuprofeno (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Como outros AINEs desta classe, o ibuprofeno produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios

por inibir a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX).

A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente

responsável pela síntese de prostaglandinas importante para a manutenção de trato

gastrointestinal saudável, função renal, função plaquetária e outras funções normais do

organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas que são

importantes mediadores de dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há

interferências entre os efeitos de COX-1 e COX-2 em algumas situações e a atividade da

COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O ibuprofeno não é seletivo para COX-1

ou COX-2. O ibuprofeno é registrado para uso humano, e a experiência com este

medicamento em medicina veterinária é limitada.

A farmacocinética do ibuprofeno é estudada em uma variedade de animais. Em

equinos, a meia-vida é de aproximadamente 60-90 minutos. A absorção oral é alta em

equinos (80-90%) independentemente da forma de dose usada, incluindo a pasta

composta. O ibuprofeno foi absorvido em 90-100% quando administrado por via oral a

caprinos leiteiros.

Indicações e Usos Clínicos

O uso do ibuprofeno não é registrado para animais em medicina veterinária. Em relação à

atividade sobre o trato gástrico, há medicamentos mais preferíveis e seguros para pequenos


animais. O uso de ibuprofeno em cães é desencorajado devido ao alto risco de ulceração

gástrica. É usado para inflamação musculoesquelética em equinos e ruminantes. A

administração de 25 mg/kg por via intravenosa a vacas reduziu algumas variáveis sistêmicas

na mastite induzida por endotoxina.

Em equinos, doses de 10-25 mg/kg são usadas, mas não há relatos de estudos clínicos

de eficácia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Vômitos, ulceração gastrointestinal grave e hemorragia foram relatados em cães. Como

outros AINEs, a lesão renal causada por diminuição da perfusão renal ocorreu com

ibuprofeno. O ibuprofeno pode inibir plaquetas em animais.

Contraindicações e Precauções

Doses seguras não foram estabelecidas para cães e gatos. Não administre a animais

propensos a úlceras gástricas. Não administre com outras substâncias ulcerogênicas, tais

como corticosteroides.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas. Entretanto, assim como outros

AINEs, os efeitos são potencializados quando administrado com corticosteroides. O

ibuprofeno, como outros AINEs, interfere na ação dos diuréticos, como a furosemida e os

inibidores da enzima conversora da angiotensiona (ECA).

Instruções de Uso

Evite o uso em cães. Doses seguras para outras espécies não foram estabelecidas, embora

haja algum uso extrabula em ruminantes e equinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore quanto a sinais de úlceras gástrica. Monitore a função renal durante a terapia.

Formulações

O ibuprofeno está disponível em comprimidos de 200 mg, 400 mg, 600 mg e 800 mg.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

formulado em álcool (etanol) e soluções de propilenoglicol sem perda de estabilidade. É

pouco hidrossolúvel. É formulado como pasta oral para equinos sem comprometer a absorção

oral.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não foi estabelecida dose segura.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 25 mg/kg a cada 8 horas por via oral, até 6 dias.

Ruminantes

• 14-25 mg/kg/dia.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

períodos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Classificação RCI: 4

Imipeném + Cilastatina

Nome comercial e outros nomes

Primaxin

Medicamentos comercializados no Brasil

Tienam (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


A associação Imipeném + Cilastatina é um antibiótico betalactâmico da classe dos

carbapenéns com um amplo espectro de atividade. A ação sobre a parede celular bacteriana

é semelhante à de outros betalactâmicos, a qual é unir as proteínas de ligação da penicilina

(PBP) que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular. Os carbapenéns são

capazes de se ligar a PBP específica (PBP-1), o que resulta em lise mais rápida em

comparação com outros betalactâmicos. Em consequência, sua atividade bactericida é maior

e de efeito terapêutico mais longo. Os carbapenéns têm amplo espectro de atividade e estão

entre os mais ativos de todos os antibióticos. O espectro inclui bacilos Gram-negativos, como

Enterobacteriaceae e Pseudomonas aeruginosa. A associação também é ativa contra a maioria

das bactérias Gram-positivas, com exceção das cepas Staphylococcus e Enterococcus resistentes

à meticilina. A associação quando comparada ao imipeném, meropeném e doripeném é

ligeiramente mais ativa. A cilastatina não tem atividade bacteriana, mas é um inibidor

específico da dipeptidase renal, desidropeptidase (DHP-1). Portanto, a cilastatina bloqueia o

metabolismo tubular renal do imipeném e melhora a recuperação urinária deste.

Indicações e Usos Clínicos

O imipeném é usado principalmente para infecções causadas por bactérias resistentes a

outros antibióticos. É especialmente valioso para tratar infecções resistentes causadas por

Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. Embora ativa contra bactérias

Gram-positivas, como estafilococos (mas não as cepas resistentes à meticilina), outros

antibióticos mais baratos devem ser usados para as infecções por Gram-positivos. O

meropeném e doripeném são substâncias mais novas na classe dos carbapenéns e têm

algumas vantagens em relação à atividade e conveniência da administração.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Podem ocorrer reações alérgicas com os antibióticos betalactâmicos. Pode ocorrer

neurotoxicidade com a infusão rápida ou em pacientes com insuficiência renal. A

neurotoxicidade em animais inclui tremores, nistagmo e convulsões. A nefrotoxicidade é

possível, mas o imipeném é associado com cilastatina para diminuir o metabolismo renal.

Vômitos e náuseas são possíveis. A administração intramuscular pode causar reações

dolorosas.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes propensos a convulsões. As convulsões são mais prováveis

em pacientes com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

Não são conhecidas interações medicamentosas. Não misture com outros medicamentos


na ampola.

Instruções de Uso

Estudos de doses e eficácia não foram determinados em animais. As recomendações são

baseadas em extrapolação de estudos realizados em seres humanos. Reserve o uso desta

associação para infecções resistentes e refratárias. Observe cuidadosamente as instruções do

fabricante para a administração apropriada. Quando a ampola é inicialmente reconstituída,

não deverá ser administrada por via intravenosa. Deve primeiro ser diluída em adequada

solução de fluido intravenoso (pelo menos 100 mL). Para a administração intravenosa,

adicione fluidos intravenosos. Após reconstituição na ampola, 250 mg ou 500 mg devem ser

adicionados a, no mínimo, 100 mL de fluidos e administrados por via intravenosa por 30-60

minutos. As soluções de fluido intravenoso são estáveis por 48 horas, se refrigeradas, ou por

8 horas à temperatura ambiente. Para a administração intramuscular, adicione 2 mL de

lidocaína (1%). A suspensão é estável por apenas 1 hora. Em alguns hospitais, a solução

intravenosa é diluída em fluidos e administrada por via subcutânea sem qualquer sinal de

reações no local da injeção (geralmente 8-14 mL por injeção em cães).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical

and Laboratory Standards Institute (CLSI) para microrganismos sensíveis é ≤ 1 μg/mL. A

maioria dos patógenos veterinários tem concentração inibitória mínima (MIC) inferior a

1,0 μg/mL.

Formulações

A associação imipeném + cilastatina está disponível em ampolas para administração de

250 mg e 500 mg. A suspensão para administração intramuscular está disponível em

ampolas de 500 mg e 750 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após a

reconstituição é estável por 4 horas em temperatura ambiente e por 24 horas quando

refrigerado.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 3-10 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular. Geralmente,


5 mg/kg, a cada 6-8h vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10-20 mg/kg a cada 6 horas em infusão intravenosa lenta.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888.873-2723).

Indometacina

Nome comercial e outros nomes

Indocin

Medicamentos comercializados no Brasil

Indocid (h)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

AINE e analgésico. Como outros AINEs, a indometacina produz potentes efeitos analgésicos

e anti-inflamatórios inibindo a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a

cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é

principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção

de um trato gastrointestinal saudável, das funções renal e plaquetária e de outras funções

normais do organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas

que são importantes mediadores de dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há

interferência sobre a ação tanto da COX-1 quanto da COX-2 em algumas situações, e a

atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. A indometacina é

considerada um protótipo AINE não seletivo por inibir igualmente tanto a COX-1 quanto a

COX-2. A indometacina é registrada para uso humano e a experiência com este

medicamento em medicina veterinária é limitada. A indometacina age para inibir a COX

que sintetiza prostaglandinas. Outros efeitos anti-inflamatórios podem ocorrer (como efeitos


sobre os leucócitos), mas não foram bem caracterizados. É usada principalmente para o

tratamento a curto prazo de dor e inflamação moderadas.

Indicações e Usos Clínicos

A indometacina, como outros AINEs, é usada para tratar a dor e a inflamação em seres

humanos. Entretanto, a indometacina não é usada com frequência em medicina

veterinária por haver outros medicamentos registrados mais seguros disponíveis. Para uso

em pesquisas, a indometacina é utilizada como protótipo de bloqueador não seletivo de

COX-1 e COX-2. Em cães, o alto risco de ulceração gástrica proíbe seu uso na rotina clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A indometacina produziu ulceração grave e hemorragia em cães. A indometacina,como

outros AINEs, pode causar lesão renal via inibição de prostaglandinas renais.

Contraindicações e Precauções

Não use em cães ou gatos.

Interações Medicamentosas

Como outros AINEs, há várias interações medicamentosas possíveis. Os AINEs têm

potencial para interferir na ação dos diuréticos, como o enalapril. Corticosteroides,

quando usados com AINEs, aumentarão o risco de ulceração.

Instruções de Uso

Caso seja empregada, use com cautela, pois não foram determinadas doses seguras para uso

clínico em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais de toxicidade gástrica (hemorragia, úlceras e perfuração).

Formulações

A indometacina está disponível em cápsulas de 25 mg/mL e 50 mg/mL e em suspensão oral

na concentração de 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

indometacina praticamente não é hidrossolúvel, mas é solúvel em etanol. Decompõe-se em

condições alcalinas e sua estabilidade máxima é em pH 3,75.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não foi estabelecida a dose segura.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de intervalos de carência extrabula, contate FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Classificação RCI: 4

Insulina

Nomes comerciais e outros nomes

ProZinc, Insulina Lente, Insulina Ultralente, Insulina Regular, Insulina Glargina,

Insulina NPH, Caninsulin, Insulina Protamina ZAinco (PZI), Humulin (insulina humana;

descontinuada), Vetsulin é suspensão de insulina suína zinco (veterinária) e PZI Vet

(insulina protamina zinco veterinária)

Medicamentos comercializados no Brasil

Caninsulin 40UI/mL (v)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A insulina tem múltiplos efeitos associados à utilização de glicose. A insulina canina é

idêntica à suína, e a insulina felina é semelhante à bovina com uma única diferença de

aminoácido. A maioria das combinações de insulina bovina-suína para seres humanos foi


descontinuada e normalmente elas não estão disponíveis para uso veterinário. Insulinas

recombinantes humanas podem ser usadas em cães e gatos com os mesmos efeitos da

insulina natural. A insulina está disponível em várias preparações:

1. Insulina regular: Curta ação. O pico ocorre em 1-5 horas e a duração é de 4-10

horas.

2. Protamina Neutra Hagedorn (isófana, também chamada de NPH e Humulin ou

Novolin): Uma insulina recombinante de suspensão cristalina com protamina zinco de

ação intermediária. O pico ocorre em 2-10 horas em cães e de 2-8 horas em gatos com

uma duração de ação de 4-24 horas em cães e de 4-12 horas em gatos (mas

normalmente é de 2-3 horas em gatos).

3. Insulina Lente: O pico ocorre em 2-10 horas em cães e de 2-8 horas em gatos com

uma duração de ação de 4-24 horas em cães e de 4-12 horas em gatos. A adição de

protamina ou zinco à insulina produzirá insulina cristalizada em suspensão cuja taxa de

absorção é mais prolongada que a da insulina dissolvida. As formas “Lente” de insulina

controlam sua duração pelo tamanho do cristal. Por exemplo, a Semilente é

praticamente amorfa, enquanto a Ultralente possui cristais grandes e a Lente é uma

combinação de Ultralente e Semilente.

4. Insulina Ultralente: O pico ocorre em 4-16 horas em cães e em 2-14 horas em

gatos, e tem uma duração de 8-28 horas em cães e de 12-24 horas em gatos. É mal

absorvida em gatos e normalmente não é recomendada.

5. Vetsulin: Também conhecida como Caninsulin. Vetsulin é uma insulina suína U-40,

idêntica à canina em conteúdo de aminoácidos, sendo uma insulina Lente de

suspensão aquosa de zinco de insulinas cristalina e não cristalina. Produz picos de

atividade e de duração mais curtos (4 horas) que a insulina PZI. Este produto foi

temporariamente suspenso por algumas fontes.

6. Insulina Protamina Zinco (PZI): Desenvolvida a partir de insulina humana

recombinante e de longa ação. A forma veterinária é chamada ProZinc na forma de

40 unidades/mL para gatos. As formas usadas em animais são idênticas às

comercializadas para seres humanos. O pico ocorre em 4-14 horas em cães e de 5-7

horas em gatos, com duração de 6-28 horas em cães e gatos. A insulina PZI de origem

animal (90% bovina e 10% suína) não está disponível.

7. Insulina Glargina: Um análogo da insulina humana feita a partir de tecnologia

recombinante. Tem início de ação lento de 4-18 horas e duração de 24 horas ou mais.

Este análogo é produzido pela substituição de asparagina por glicina e adição de duas

moléculas de arginina. Essas alterações modificam o ponto isoelétrico para neutro, o que

reduz a solubilidade no pH de tecido subcutâneo e faz com que seja liberada

lentamente do local de administração sem um pico. Produz concentrações consistentes

sem grande flutuação no pico e no ponto de depressão. Há quatro diferenças nos

aminoácidos em relação à insulina felina. As propriedades de reduzir os níveis de glicose

são mais curtas em gatos do que em seres humanos, com o pico ocorrendo em 16 horas


com duração de 24 horas. Entretanto, produz maior controle glicêmico em gatos do

que as outras insulinas. As taxas de remissão são mais altas com insulina Glargina em

gatos. Apesar do efeito de longa duração, o controle ótimo é alcançado com doses de 2

vezes ao dia de insulina Glargina.

8. Insulina Detemir (Levemir): Insulina de longa ação. A insulina Detemir tem uma

cadeia de ácido graxo de 14 carbonos, que diminui sua absorção e está altamente

ligada à albumina. A duração do efeito é de 6-24 horas em seres humanos, com um

pico de 6-8 horas, mas seu uso não foi estabelecido para animais.

9. Insulina Glulisina (Apidra), Insulina Lispro (Humalog) e Insulina Aspart

(NovoLog): Insulinas de ação rápida usadas em seres humanos. Elas são utilizadas em

função de seu rápido início e curta duração de ação. Em seres humanos, são

tipicamente usadas durante uma refeição e associadas com uma forma de longa ação.

Estes análogos de insulina de ação rápida não foram avaliados para animais.

Indicações e Usos Clínicos

A insulina, nas várias formas, é usada para tratar diabetes melito em cães e gatos. É

empregada para repor a insulina deficiente. Em alguns gatos (aproximadamente 50%)

alguns medicamentos orais são usados para reduzir o uso de insulina. Entretanto, cães

diabéticos são mais dependentes de insulina. A insulina regular é de curta ação e mais útil

para emergências, como na cetoacidose diabética ou nas síndromes não cetóticas agudas.

As preparações de insulina intermediária ou de longa duração são usadas para

manutenção e estão disponíveis em várias formas. A maioria das fontes animais de insulina

(bovina e suína) foi descontinuada e as formulações de insulina humana recombinante

foram substituídas sem diferenças na eficácia. Em gatos, a insulina Glargina demonstrou

melhor eficácia do que outras formas e foi associada a melhor taxa de remissão. Além do

diabetes melito, a insulina ocasionalmente é usada para tratar casos graves de hipercalemia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos relacionam-se principalmente às sobredoses que resultam em

hipoglicemia. A Insulina Glargina possui baixo pH (4) e pode ser aplicada sob a forma de

injeção. Outras insulinas são mais neutras.

Contraindicações e Precauções

Não use caso não tenha meios de monitorar a glicemia em animais devido ao risco de

hipoglicemia. A mistura de insulina regular com insulinas contendo zinco na mesma

seringa prolongará a absorção da insulina regular. Não misture insulina isófana ou

insulina tamponada com fosfato com as insulinas com zinco (Lente, Ultralente,


Semilente).

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides (prednisolona, dexametasona etc.) interferirá na

ação da insulina.

Instruções de Uso

O controle dietético é essencial para o controle ótimo da glicose. Alimente gatos com dieta

de alto teor de proteína e baixo teor de carboidratos. Alimente cães com dieta de alto teor de

fibras e baixo teor de gorduras. As doses devem ser cuidadosamente ajustadas a cada

paciente, dependendo da resposta.

Para gatos com cetoacidose, o esquema de posologia alternativo usa 0,2 unidade/kg por

via intramuscular inicialmente, depois 0,1 unidade/kg por via intramuscular, a cada hora,

até que o nível de glicose seja inferior a 300, depois 0,25-0,4 unidade/kg a cada 6 horas por

via subcutânea. Na maioria das formas de insulina (incluindo a insulina protamina zinco e

insulina Glargina), em gatos, normalmente é necessária posologia de 2 vezes ao dia.

Contudo, considere a posologia de uma só vez ao dia em gatos, caso se desenvolva um nadir

de glicose sanguínea em 10 horas ou mais após a administração. Proprietários de animais de

estimação são instruídos a usar tipos apropriados de seringas para administração (p. ex., U-

40 versus U-100). Muitos gatos, se controlados de maneira apropriada, podem ter remissão e

não precisarão de tratamento vitalício com insulina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações sanguíneas de glicose, hemoglobina glicosilada e/ou

frutosamina. Ao tratar o diabetes, é desejável manter as concentrações de glicose entre 100

e 300 mg/dL, sendo o nadir (o ponto mais baixo) 80-150 mg/dL. As concentrações séricas

de frutosamina também podem ser monitoradas com a seguinte orientação: bom

controle ≤ 450 μmol/L; controle moderado 450-500 μmol/L; controle

precário > 500 μmol/L.

Formulações

A insulina normalmente está disponível em soluções injetáveis de 100 unidades/mL (U-40,

p. ex., ProZinc ou Vetsulin). A insulina protamina zinco bovina-suína (PZI VET) também

pode estar disponível em soluções injetáveis de 40 unidades/mL (U-40). Alguns

medicamentos de insulina anteriormente disponíveis foram descontinuados, como Iletin II

Insulina Suína (regular e formulações NPH), Humulin U Ultralente e Humulin L Lente

(Humulin U e Humulin L).

Estabilidade e Armazenamento


O armazenamento correto é crítico para uma adequada ação da insulina: Mantenha-a

refrigerada. Aqueça levemente e role a ampola antes da administração para assegurar a

mistura adequada dos conteúdos. Não congele ampolas de insulina. Não deixe ampolas de

insulina expostas ao calor. Não misture tipos de insulina na mesma ampola ou seringa.

Veterinários não devem usar formulações de insulina compostas em condições não

confiáveis. A diluição de insulina só deve ser efetuada por um farmacêutico porque

diluentes específicos devem ser usados.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Cetoacidose para cães < 3 kg: 1 unidade/animal inicialmente, depois

1 unidade/animal a cada 1 hora; para cães de 3-10 kg: 2 unidades/animal

inicialmente, depois 1 unidade/animal a cada 1 hora e para cães > 10 kg:

0,25 unidade/kg inicialmente, depois 0,1 unidade/kg, a cada 1 hora por via

intramuscular.

• NPH para cães < 15 kg: 1 unidade/kg, a cada 12-24 horas por via subcutânea (ajuste a

dose com monitoramento); cães < 25 kg: 0,5 unidade/kg a cada 12-24 horas por via

subcutânea (ajuste a dose com monitoramento).

• Vetsulin: Dose inicial 0,5 U/kg, 1 ou 2 vezes ao dia, por via subcutânea. Ajuste a dose

(aumento ou diminuição de 25% da dose) por monitoramento.

Gatos

• Cetoacidose: 0,2 unidade/kg inicialmente por via intramuscular depois 0,1 unidade/kg

por via intramuscular a cada hora, até que o nível de glicose seja inferior a 300 mg/dL,

e depois continue com 0,25-0,4 unidade/kg por via subcutânea a cada 6 horas.

• NPH não é recomendada para gatos.

• Insulina Ultralente e PZI: Dose inicial é de 0,5 unidade/kg por via subcutânea, e depois

1 ou 2 vezes ao dia (normalmente são necessárias 2 vezes) com doses subsequentes

ajustadas para produzir os níveis desejáveis de glicose, normalmente até 3 unidades por

gato. A dose final ajustada para a maioria dos gatos é de 0,9 (± 0,4) unidade/kg.

• Insulina Glargina: Comece com 0,5 U/kg a cada 12 horas por via subcutânea. Alguns

gatos podem ser tratados com doses de 1 vez ao dia. Ajuste a dose via monitoramento.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao

baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.


Interferon

Nome comercial e outros

Virbagen ômega

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Imunoestimulante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O Interferon ômega recombinante contido no Virbagen ômega é produzido por bichos-daseda

previamente inoculados com baculovírus interferon recombinante. Isso permite a

produção de interferon puro. O interferon ômega de origem felina, produzido por

engenharia genética é um interferon de tipo 1 estreitamente relacionado ao interferon alfa.

O mecanismo exato de ação do interferon ômega não é compreendido, mas pode aumentar

as defesas não específicas em cães e gatos. O interferon não age direta e especificamente

sobre o vírus patogênico, mas exerce seu efeito pela inibição dos mecanismos de síntese

interna das células infectadas. Após administração possui meia-vida de 1,4 hora em cães e

1,7 hora em gatos. É ligado a receptores em células infectadas por vírus.

Existem múltiplos interferons disponíveis para uso humano (p. ex., tratamento de

doenças relacionadas ao HIV e doenças associadas ao câncer). Estes interferons podem ser

alfa-2a, alfa-2b e n-3. Estes tipos de interferons não são intercambiáveis.

Indicações e Usos Clínicos

O interferon é usado para estimular o sistema imune dos pacientes. Também é usado para

estimular células imunes em cães com parvovírus e em gatos com retrovírus felino (vírus da

leucemia felina [FeLV] e vírus da imunodeficiência felina [FIV]. Não é efetivo para FIP em

gatos. O interferon alfa humano, por via oral, melhorou os sinais clínicos em gatos com FIV.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode induzir vômitos e náuseas. Em alguns animais pode induzir hipertermia 3-6 horas

após a administração. Em gatos, pode produzir fezes moles a diarreia branda. Leve


diminuição em leucócitos, plaquetas e hemácias e aumento na concentração de alanina

aminotransferase podem ser observados. Esses parâmetros, em geral, voltam ao normal na

semana seguinte à última administração. Em gatos, pode induzir fadiga transitória

durante o tratamento.

Em pessoas, administrações de interferon alfa estão associadas aos sintomas do tipo

influenza. Outros efeitos, como mielossupressão, também são relatados em seres humanos.

Contraindicações e Precauções

Não vacine cães ou gatos em tratamento com interferon.

Interações Medicamentosas

Não misture com nenhuma outra vacina/produto imunológico, exceto o solvente suprido

para uso com o produto.

Instruções de Uso

Doses e indicações para animais são principalmente baseadas na extrapolação de

recomendações humanas, estudos experimentais ou estudos específicos em gatos com

infecções virais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma durante o tratamento.

Formulações

O interferon está disponível em ampola de 5 e 10 milhões de unidades/ampola. A fração

liofilizada deve ser reconstituída com 1 mL do diluente específico para obter, dependendo

da apresentação, uma solução contendo 5 milhões de unidades ou 10 milhões de unidades

de interferon recombinante.

Estabilidade e Armazenamento

O interferon tem vida de prateleira de 2 anos. O produto deve ser usado imediatamente

após a reconstituição e ser armazenado em sua caixa original. Armazene e transporte a

4 °C ± 2 °C. Não congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 2,5 milhões de unidades/kg por via intravenosa 1 vez ao dia, durante 3 dias

consecutivos.

Gatos

• 1 milhão de unidades/kg por via intravenosa 1 vez ao dia durante 5 dias consecutivos.

Três tratamentos com intervalos de 5 dias devem ser realizados nos dias 0, 14 e 60.

• 10 unidades/kg de interferon alfa humano em um programa de semanas alternadas,

oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Iodeto

Nomes comerciais e outros nomes

Iodeto de potássio, EDDI, di-hidroiodeto de etilenodiamina

Medicamentos comercializados no Brail

Iodeto de potássio (g)

Classificação funcional

Suplemento de iodo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O iodeto é administrado como suplemento. Embora sua ação para tratar a doença não esteja

bem estabelecida, é administrado como adjuvante para zigomicose, conidiobolomicose e

granuloma fúngico. O mecanismo de ação contra microrganismos fúngicos não é

conhecido. O iodeto também é importante para a função da glândula tireoide e é usado

para tratar distúrbios tireoidianos.

Indicações e Usos Clínicos

O di-hidroiodeto de etilenodiamina é usado como fonte nutricional de iodo em gado. O


iodeto é usado para tratar doença granulomatosa fúngica e infecções associadas a

zigomicetos. O tratamento antifúngico tem sido questionado para animais, pois a eficácia

não foi estabelecida. Como ele pode aumentar as secreções respiratórias, é usado como

expectorante, mas a eficácia não foi estabelecida. O iodeto de potássio também é usado para

proteger a glândula tireoide de lesão da radiação, no caso de uma emergência de radiação

(exposição acidental à radiação) ou após administração de iodeto radioativo. No gado, além

de suplemento alimentar, o EDDI é usado como expectorante e para ajudar no tratamento

de infertilidade bovina. O EDDI, às vezes, é adicionado à ração do gado para diminuir

infecções de apodrecimento do casco, tumorações mandibulares (Actinomyces bovis), “língua

de pau” (Actinobacillus lignieresi) e bronquite. Faltam publicações com evidências de efeito

benéfico. Em equinos, o iodeto é usado para tratar esporotricose e, ocasionalmente, outras

infecções fúngicas, como basidiobolomicose e conidiobolomicose (zigomicose). Para equinos,

o tratamento é iniciado com as doses listadas na seção de posologia a seguir e, para prevenir

recidiva, o tratamento é continuado por 4 semanas após a resolução dos sinais clínicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas do iodeto (iodismo) incluem excesso de lacrimejamento, edema

palpebral, tosse não produtiva, aumento das secreções respiratórias e dermatite. Seu uso

pode causar aborto em equinos ou deformidades de membros em potros.

Contraindicações e Precauções

Não use em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais.

Instruções de Uso

O iodeto é administrado em solução de iodo de potássio (SSKI) de 1 g/mL ou em solução de

65 mg/mL. Também é administrado em solução de iodeto de potássio a 10%-5%

administrada por via oral junto com o alimento.

Em bovinos, o EDDI é administrado na ração, ou misturado nesta, com sal ou em

mistura de minerais ou na água de beber.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações séricas da função tireoidiana no uso prolongado.


Formulações

Disponíveis para adição em alimentos para animais como EDDI: equivalente a EDDI a 4,6%

ou 46 mg/g de EDDI. Também disponível em solução de 1 g/mL de iodeto de potássio

(SSKI) ou solução oral 65 mg/mL ou em solução de iodeto de potássio a 10%/5%. O iodeto

de potássio inorgânico é usado em equinos por via oral, mas deve ser obtido como o grau

químico e composto para equinos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

congele as soluções. O iodeto de potássio inorgânico é instável à luz, ao calor e excesso de

umidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Infecções fúngicas: Comece com 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral, e aumente

gradualmente para 25 mg/kg, a cada 8 horas via oral.

• Tratamento de emergência após exposição à radiação: 2 mg/kg/dia por via oral.

• Expectorante: 5mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovino

• Suplemento alimentar: 50-217 mg EDDI por cabeça ao dia (misture com a ração).

• Expectorante e outras indicações: 650-1.300 mg EDDI por cabeça duas vezes ao dia,

por via oral durante 7 dias.

Equinos (tratamento de granuloma fúngico)

• 20-40 mg/kg ao dia, por via intravenosa durante 7-10 dias (usando iodeto de sódio a

20%).

• 10-40 mg/kg ao dia, por via oral (usando iodeto de potássio inorgânico).

• 0,86-1,72 mg/kg de EDDI ou use 20-40 mg/kg ao dia da base de glicose de iodo

orgânica a 4,6% de EDDI por via oral.

Informações sobre Restrição Legal


Não foram estabelecidos períodos de carência em animais de produção.

Iodeto de Ditiazanina

Nome comercial e outros nomes

Dizan ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicação microfilaricida utilizada em cães. Também é ativa contra nematódeos, e

platelmintos.

Indicações e Usos Clínicos

A ditiazanina é usada na eliminação de microfilárias do coração em cães. Também é

utilizada para o tratamento de alguns parasitas intestinais. A atividade filaricida das

lactonas macrocíclicas (ivermectina e medicamentos relacionados) tem substituído

medicamentos como a ditiazanina. Em vez de usar a ditiazanina no tratamento

microfilaricida, a American Heartworm Society (Sociedade Americana do Verme do

Coração) recomenda o uso de lactonas macrocíclicas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

São raros os efeitos colaterais. Os vômitos são relatados em alguns cães. A ditiazanina

causa a descoloração das fezes.

Contraindicações e Precauções

Não utilize em animais com redução da função renal. Não administre a animais positivos

para verme do coração até 6 semanas após a terapia com adulticida ter sido realizada.

Interações Medicamentosas


Não há interações medicamentosas específicas descritas.

Instruções de Uso

Administre com alimentos. Se utilizado na forma em pó, misture-o sobre o alimento. Antes

de outros medicamentos estarem disponíveis, este era o único agente microfilaricida para

cães. Contudo, com o aumento da disponibilidade e eficácia de outros medicamentos como

as lactonas macrocíclicas, o seu uso diminuiu significantemente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a presença da dirofilariose após o uso terapêutico para detectar microfilárias.

Formulações

A ditiazanina raramente está disponível em comprimidos no comércio atualmente.

Formulações antigas incluem comprimidos de 10 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg e pó de

200 mg/ por colher de sopa.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dirofilariose: 6,6-11 mg/kg a cada 24 horas durante 7-10 dias por via oral.

• Nematódeos: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 3-5 dias por via oral.

• Ancilóstomo: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 7 dias por via oral.

• Platelmintos: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 10-12 dias por via oral.

Gatos

Não há doses estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Iodeto de Sódio (20%)

Nomes comerciais e outros nomes

Iodopen ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Iodopec (v) , Bociodo (v)

Classificação funcional

Repositor de iodo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O iodeto de sódio é usado para o tratamento da deficiência de iodo.

Indicações e Usos Clínicos

O iodeto de sódio é utilizado para o tratamento de infecções fúngicas e é preferido ao iodeto

de potássio. É usado para infecções bacterianas, infecções por actinomicetos e infecções

fúngicas, principalmente em equinos e bovinos. Em bovinos é usado para actinomicose

(abcesso mandibular) e actinobacilose (“língua de pau” e estomatite necrótica). Em

pequenos animais é utilizado para o tratamento da esporotricose. Não foram estabelecidas

evidências de eficácia para essas indicações. Ver seção de Iodeto para informações

adicionais sobre uso e formulações disponíveis.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem produzir sinais de iodismo, que incluem: lacrimejamento, irritação das

mucosas, inchaço das pálpebras, tosse, pelame seco e desalinhado e perda de pelos. O

iodeto de potássio possui um gosto amargo, podendo causar náuseas e salivação.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em fêmeas prenhes, pode provocar o aborto.


Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Para o tratamento em bovinos, administrar lentamente por via intravenosa. Cuidado para

não administrar de modo extravascular, pois pode ocorrer necrose tecidual. O uso clínico em

animais é principalmente empírico. As doses e indicações listadas não foram testadas em

ensaios clínicos. Outros medicamentos mais comprovados para estas indicações devem ser

considerados como alternativas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O iodeto de sódio está disponível em solução injetável de 20 g/100 mL e em 100 μg de iodo

elementar (118 μg de iodeto de sódio) por mL da solução.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Consultar a dose oral para iodeto de potássio.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 125 mL da solução a 20% por via intravenosa diariamente por 3 dias, a seguir

30 g/cavalo da solução injetável diariamente por 30 dias.

Bovinos

• 67 mg/kg por via intravenosa (15 mL por 100 libras de peso), lentamente. Repetir

semanalmente.


Informações sobre Restrição Legal

Devido o baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de

carência.

Ioimbina

Nome comercial e outros nomes

Yobine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Yomax (h)

Classificação funcional

Antagonista do receptor alfa2

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista alfa2-adrenérgico. Antagoniza a ação de outros medicamentos que estimulam

os receptores alfa2.

Indicações e Usos Clínicos

A ioimbina é utilizada principalmente para reverter as ações da xilazina ou da detomidina. O

atipamezol é outro antagonista alfa2, é mais específico e de uso preferido em pequenos

animais para reversão da dexmedetomidina ou medetomidina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem causar tremores e convulsões.

Contraindicações e Precauções

Quando administrado para reverter um agonista alfa2, monitorar cuidadosamente a

frequência e o ritmo cardíacos, durante o tratamento.


Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas, exceto o antagonismo aos agonistas alfa2.

Instruções de Uso

Revertem as manifestações de sedação e anestesia causadas pelos agonistas alfa 2 .

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência e o ritmo cardíaco durante o uso da ioinbina.

Formulações

A ioinbina está disponível em solução injetável de 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,11 mg/kg por via intravenosa.

• 0,25-0,5 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e ovinos

• Para reverter os efeitos da xilazina ou da medetomidina: 0,125-0,2 mg/kg por via

intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para animais de produção: no mínimo 7 dias para carne e 72 horas para

leite.

Classificação RCI: 2

Ipodato, Ácido Iopanoico


Nomes comerciais e outros nomes

Orografin, Ipodato de cálcio, Ácido Iopanoico

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antitireoidiano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente colecistográfico. Este medicamento é um corante de radiocontraste biliar iodado. O

ipodato inibe as deiododinases responsáveis pela conversão do hormônio tireoidiano T4 em

T3. Ele também bloqueia os receptores para T3. Reduz o nível de T3, mas não os níveis de

T4.

Indicações e Usos Clínicos

O ipodato é usado como tratamento do hipertireoidismo em gatos. A redução dos níveis de

T3 deve ocorrer em 1 semana. O uso não é tão comum quanto o de outros tratamentos, mas

é administrado como alternativa ao metimazol, à radioterapia ou cirurgia. A taxa de resposta

pode ser tão alta quanto 66%. As formulações de ipodato podem não estar disponíveis para

veterinários e o ácido ipanoico é usado como um substituto. Se o ácido ipanoico (Telepaque)

for usado, ele pode não ser tão eficaz.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O ipodato pode causar hipotireoidismo. Não há relatos de reações adversas em gatos, mas

os compostos contendo iodeto causaram reações de hipersensibilidade em seres

humanos. Em seres humanos, altas doses crônicas de compostos contendo iodeto podem

causar ulceração na boca, edema tecidual e reações cutâneas ou ainda mal-estar

gástrico.

Contraindicações e Precauções

Monitore quanto à redução dos níveis tireoidianos em animais ou aos sinais clínicos.

Recidivas ocorreram em gatos após 10 semanas a 6 meses de tratamento.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais.

Instruções de Uso

O uso de ipodato é experimental, e doses precisas não foram avaliadas. Em um estudo, 66%

dos gatos tratados responderam ao tratamento. É necessário mais experiência para

determinar se a resposta ao tratamento é transitória.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações séricas de T3 tireoidiano. O ipodato reduz o nível de T3, mas os

níveis de T4 podem ficar inalterados ou aumentar em decorrência da conversão diminuída

de T4 para T3.

Formulações

O ipodato está disponível como cálcio ou ipodato de sódio. Cápsulas de Oragrafina 500 mg

foram formuladas em cápsulas de 50 mg por farmacêuticos. (Estas podem ter sido

especificamente formuladas para gatos.) A disponibilidade de Oragrafina se tornou um

problema para veterinários e o ácido iopanoico (Telepaque) é usado como substituto. É

formulado em cápsulas para gatos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• Ipodato: 15 mg/kg a cada 12 horas por via oral. As doses mais comuns são 50 mg/gato

duas vezes ao dia. A dose é equivalente independentemente de se usar ipodato de

sódio ou de cálcio.

• Ácido iopanoico: 50 mg por gato a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.


Irbesartan

Nome comercial e outros nomes

Avapro

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador. Bloqueador do receptor de angiotensina (BRA). Demonstrou-se que o

irbesartan bloqueia os receptores de angiotensina II e previne os efeitos associados a esta. É

usado em pessoas que não toleram os inibidores da enzima conversora de angiotensina

(ECA). O metabolismo em cães e gatos é incerto e não se sabe se as doses extrapoladas do uso

humano têm atividade equivalente em cães e gatos. O losartan, outro BRA, é usado como

alternativa em seres humanos, mas afirma-se que não é efetivo em cães por não produzir o

metabólito ativo.

Indicações e Usos Clínicos

Os bloqueadores de angiotensina II, como irbesartan, são usados em seres humanos como

alternativa aos inibidores da ECA. Entretanto, raramente eles são usados em animais porque

estes, em sua maioria, toleram bem os inibidores da ECA. Não existem estudos clínicos bem

controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. A hipotensão é um problema em potencial

decorrente de sobredose.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais hipotensos ou desidratados. Não há relatos de outras

contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais. Use com cautela

com outros vasodilatadores.

Instruções de Uso

Em cães, o irbesartan é preferido ao losartan porque este não se converte em medicamentos

ativos em cães.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão sanguínea e a frequência cardíaca dos animais tratados. Monitore os

eletrólitos se for administrado a longo prazo.

Formulações

O irbesartan está disponível em comprimidos de 75 mg, 150 mg e 300 mg. Um produto

(Avalide) contém irbesartan em associação com a hidroclorotiazida.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 30-60 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Comece com 30 mg/kg para evitar azotemia

pré-renal e hipotensão.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimativas de

período de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD.

Classificação RCI: 3

Isoflurano


Nome comercial e outros nomes

Aerrane

Medicamentos comercializados no Brasil

Forane (h)

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico inalatório. Como outros anestésicos, o mecanismo de ação é incerto. O isoflurano

produz depressão generalizada e reversível do SNC. Anestésicos inalatórios variam em

solubilidade no sangue, potência e taxa de indução e recuperação. Aqueles com baixos

coeficientes de partição sangue/gás são associados a taxas mais rápidas de indução e

recuperação. O isoflurano tem uma pressão de vapor de 250 mmHg (a 20 °C), um

coeficiente de partição sangue/gás de 1,4 e um coeficiente de óleo/sangue de 45.

Indicações e Usos Clínicos

O isoflurano, como outros anestésicos inalatórios, é usado para anestesia geral em animais.

Está associado à rápida indução de anestesia e taxas de recuperação rápidas. É

biotransformado em apenas uma pequena porcentagem (< 1%) e tem efeitos mínimos

sobre outros órgãos. Possui valor de concentração alveolar mínima (CAM) de 1,63%, 1,3% e

1,31% em gatos, cães e equinos, respectivamente.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados aos efeitos anestésicos (p. ex., depressões

cardiovascular e respiratória).

Contraindicações e Precauções

Não administre, a não ser que seja possível controlar a ventilação e a frequência e o ritmo

cardíacos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. Entretanto, como outros anestésicos

inalatórios, outros agentes anestésicos agem de maneira sinérgica e reduzirão as


necessidades de dose.

Instruções de Uso

O uso de anestésicos inalatórios requer monitoramento cuidadoso. A dose é determinada

pela profundidade da anestesia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as frequências respiratória e cardíaca e o ritmo durante a administração.

Formulações

O isoflurano está disponível em frasco de 100 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• Indução: 5%, manutenção: 1,5-2,5%.

Posologia para Grandes Animais

• Valor de CAM: 1,5-2%.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. A eliminação é

rápida, sendo sugeridos curtos períodos de carência.

Para estimativas de intervalo de retirada extrarrótulo, contate o FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o isoflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a

receita de controle especial em duas vias.

Isoniazida

Nomes comerciais e outros nomes


INH, Hidrazida do ácido isonicotínico

Medicamentos comercializados no Brasil

Todos são associações - Bio Pen (v) , Pulmodrazin (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismos de Ação

Agente antibacteriano. O mecanismo de ação é por interferência na biossíntese lipídica e de

ácido nucleico em bacilos da tuberculose em crescimento ativo.

Indicações e Usos Clínicos

A isoniazida é usada em seres humanos para tratar a tuberculose. Em animais é usada para

tratar infecções bacterianas atípicas, como aquelas causadas por Mycobacterium.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso é incomum em animais e os efeitos colaterais não estão bem documentados.

A toxicidade hepática é a preocupação mais séria quando se usa a isoniazida em seres

humanos. Outros relatos de efeitos colaterais são erupção cutânea e neuropatia

periférica.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações específicas para animais. Entretanto, não deve ser

usada em animais com evidência de doença hepática.

Interações Medicamentosas

O metabolismo da isoniazida pode ser diminuído por itraconazol e aumentado por

rifampicina.

Instruções de Uso

A administração de isoniazida a animais é limitada a indicações em que outros

medicamentos não são efetivos.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas. Monitore os pacientes para sinais de toxicidade neurológica.

Formulações

A isoniazida está disponível em comprimidos de 100, 300 e 500 mg; xarope de 10 mg/mL

ou injeção de 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

• 5 mg/kg/dia (até 10-15 mg/kg/dia) por vias oral, intramuscular, ou intravenosa.

Também é administrada em 15 mg/kg, 2 a 3 vezes por semana.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foi estabelecido um período de carência para grandes animais. Nos EUA, para

estimativas de intervalo de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Isotretinoína

Nome comercial e outros nomes

Accutane

Medicamentos comercializados no Brasil

Isotrex (h) , Roacutan (h) , Isotretinoina (g)

Classificação funcional

Agente dermatológico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


A isotretinoína é um agente estabilizador da queratinização. A isotretinoína reduz o

tamanho da glândula sebácea, inibe a atividade desta, diminuindo assim a secreção

sebácea. A utilização em animais deriva principalmente do uso empírico. Não existem

estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, é usado principalmente para tratar a acne. Em animais é usado para

tratar adenite sebácea.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais para animais, embora estudos experimentais

demonstrarem que pode causar calcificação focal (como no miocárdio e nos vasos)

Contraindicações e Precauções

A isotretinoína é absolutamente contraindicada em fêmeas prenhes devido a

anormalidades fetais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

O uso em medicina veterinária está restrito a experiência clínica limitada e extrapolação de

relatos em seres humanos. O alto custo desta medicação limita o uso veterinário.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento para uso em animais.

Formulações

A isotretinoína está disponível em cápsulas de 10, 20 e 40 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 1-3 mg/kg/dia (até uma dose máxima recomendada de 3-4 mg/kg/dia por via oral).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não use em animais de produção.

Isoxsuprina

Nome comercial e outros nomes

Vasodilan e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Inibina (h)

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador. O mecanismo de ação da isoxsuprina não foi identificado. Sugere-se que ela

atue como beta2-agonista (para a qual a evidência experimental não dá suporte) ou

aumentando a concentração de óxido nítrico. Também pode inibir mecanismos que são

dependentes de cálcio. Em equinos, relaxa os vasos digitais.

Indicações e Usos Clínicos

A isoxsuprina é usada em equinos para tratar a doença navicular e outras doenças do casco,

como a laminite. A eficácia não foi estabelecida para essas indicações, ainda que o uso tenha

persistido por muitos anos. Não há relatos de seu uso em outros animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


A hipotensão é o principal efeito colateral. Ela reduz a pressão arterial. Em equinos, os

efeitos colaterais também podem incluir friccionar o focinho em objetos,

hiperexcitabilidade, sudorese, taquicardia e agitação.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais hipotensos ou desidratados.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Quando usada em equinos, com frequência é empregada com outros vasodilatadores e

medicamentos anti-inflamatórios. Não se sabe se ela age de maneira sinérgica com essas

outras medicações.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca em animais tratados.

Formulações

A isoxsuprina está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Embora a isoxsuprina seja composta para uso em equinos, a estabilidade das formulações

compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relatos de doses para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Doença navicular e laminite: 0,6 mg/kg, a cada 12 horas por via oral durante 6-14

semanas. Em alguns protocolos de dosagens, se 0,6 mg/kg a cada 12 horas não

melhorar a condição do equino em 3 semanas, a dose deverá ser dobrada.


Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para estimativas de

intervalos de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Itraconazol

Nomes comerciais e outros nomes

Sporanox e Itrafungol (disponível na Europa para gatos)

Medicamentos comercializados no Brasil

Sporanox (h) , Itraconazol (g) , ITL 25, 50 e 100 (v)

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antifúngico azólico (triazol). O itraconazol inibe a síntese de ergosterol na

membrana celular fúngica. Fungistático. É ativo contra dermatófitos e fungos sistêmicos,

como Blastomyces, Histoplasma e Coccidioides. É mais potente contra estes fungos do que o

cetoconazol. O itraconazol pode ser incorporado ao sebo e ao estrato córneo, podendo ser

detectado na pele por 3-4 semanas após o tratamento.

A experiência em cães e gatos mostrou que é absorvido por via oral e foram estabelecidas

as doses para tratar infecções fúngicas sistêmicas e dermatófitos. Em equinos, a solução oral

é melhor absorvida do que as cápsulas (65% versus 12%). A meia-vida para a solução é de

11 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O itraconazol é usado para tratar dermatófitos e fungos sistêmicos, como o Blastomyces,

Histoplasma e Coccidioides. Também se mostrou efetivo para o tratamento de dermatite por

Malassezia, mas as doses são mais baixas do que para outras infecções (ver Posologia).

Embora seja usado para tratar infecções causadas por Aspergillus, a eficácia não é tão boa

quanto outros medicamentos antifúngicos, como o voriconazol ou a anfotericina B. O

itraconazol é considerado com frequência a primeira escolha para infecções por

dermatófitos em gatos.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O itraconazol é melhor tolerado do que o cetoconazol. O cetoconazol inibe a síntese

hormonal e pode reduzir as concentrações de cortisol, testosterona e outros hormônios

em animais. Entretanto, o itraconazol tem pouco efeito sobre essas enzimas e não

produzirá efeito endócrino. Contudo, vômitos e hepatotoxicidade são possíveis,

especialmente em altas doses. Em um estudo, a hepatotoxicidade foi mais provável em

altas doses. Cerca de 10-15% dos cães apresentarão altos níveis de enzimas hepáticas. O

itraconazol produziu lesões cutâneas em cães, condizentes com vasculite, lesões

cutâneas supurativas estéreis e lesões cutâneas ulcerativas. Altas doses em gatos

causaram vômitos e anorexia.

Contraindicações e Precauções

Administre com alimentos para a melhor absorção. Formulações compostas podem não ser

bioequivalentes às fórmulas de marca. Use com cautela em qualquer animal com sinais

de doenças hepáticas e seja cauteloso em animais prenhes. A altas doses em cobais de

laboratório, tem causado anomalias em fetos.

Interações Medicamentosas

Antiácidos (inibidores da bomba de próton ou bloqueadores do receptor H 2 ) diminuirão a

absorção oral. O itraconazol é um inibidor enzimático do citocromo P450; Pode causar

interações medicamentosas devido à inibição das enzimas do P450. A extensão da

inibição do citocromo P450 não é tão alta como o cetoconazol, mas pode ser importante

para alguns medicamentos de baixo índice terapêutico (ver Apêndices).

Instruções de Uso

Administre com alimento para melhor absorção, a não ser que seja usada a solução oral. As

doses baseiam-se em estudos em animais, nos quais o itraconazol foi usado para tratar

blastomicose em cães. Doses mais baixas podem ser usadas em gatos e cães para o

tratamento de dermatófitos e em cães para tratar dermatite por Malassezia. As doses em

equinos baseiam-se em estudos farmacocinéticos específicos. Outros usos baseiam-se em

empirismo ou na extrapolação da literatura sobre a utilização em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de enzimas hepáticas.

Formulações


O itraconazol está disponível em cápsulas de 100 mg e solução oral de 10 mg/mL. O

Itrafungos para gatos está disponível em solução oral de 10mg/mL (Europa).

Estabilidade e Armazenamento

O itraconazol é praticamente insolúvel em água, mas solúvel em etanol. É instável e pode

perder potência se não for mantido na formulação original do fabricante (cápsulas e

solução). As formulações compostas são altamente instáveis e insolúveis. A absorção oral das

soluções de itraconazol extemporaneamente compostas e das cápsulas é precária e não é

recomendada. A formulação oral comercial (em ciclodextrano) tem um pH de

aproximadamente 2,0 e o pH deverá ser mantido para assegurar a absorção ótima. Não

congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,5 mg/kg a cada 12 horas, ou 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Dermatófitos: 3 mg/kg/dia durante 15 dias.

• Dermatite por Malassezia: 5 mg/kg a cada 24 horas via oral durante 2 dias, repetidas a

cada semana por 3 semanas.

Gatos

• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral (25-50 mg por gato).

• Dermatófitos: 1,5-3 mg/kg (até 5 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 15 dias

(embora alguns gatos necessitem um curso adicional de 15 dias de terapia).

• 5-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 7 dias, e depois em semanas

alternadas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5 mg/kg/dia (2,5 mg/kg, a cada 12 horas), por via oral. Em equinos, as cápsulas são

absorvidas de maneira precária e inconsistente. Use solução oral (Sporanox) para uma

ótima absorção oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para estimativas de


intervalo de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Ivermectina

Nomes comerciais e outros nomes

Heartguard, Ivomec, Eqvalan líquido, Equimectrin, IverEase, Zimecterin, Privermectin,

Ultramectin, Ivercide, Ivercare e Ivermax, Acarexx é uma forma tópica para gatos.

Medicamentos comercializados no Brasil

Altec (v) , Avenger (v) , Baymec (v) , Bovectin (v) , Bullmec (v) , Ectoendo Premix (v) ,

Equithal (v) , Hipramectin (v) , Horsenox (v) , Iver (v) , Ivergen (v) , Ivermectina (v) , Ivomec (v) ,

Ivotan (v) , Megamectin (v) etc

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. Avermectinas (medicamentos semelhantes à ivermectina) e

as milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham

semelhanças, incluindo o mecanismo de ação. Estas substâncias são neurotóxicas para os

parasitas, pois potencializam os efeitos sobre os canais iônicos de cloro controlados por

glutamato nos parasitas. A paralisia e a morte do parasita são causadas por aumento da

permeabilidade aos íons cloreto e hiperpolarização das células nervosas. Estes medicamentos

também potencializam outros canais de cloro, incluindo aqueles controlados pelo GABA

(ácido gama-aminobutírico). Os mamíferos normalmente não são afetados por este

antiparasitário, pois não possuem tais canais iônicos de cloro controlados pelo glutamato e há

mais baixa afinidade para outros canais de cloro em mamíferos. Como esses medicamentos

normalmente não penetram na barreira hematoencefálica, os receptores de GABA no

sistema nervoso central (SNC) de mamíferos não são afetados. A ivermectina é ativa contra

parasitas intestinais, ácaros, bernes, dilofilária e larvas em desenvolvimento. A ivermectina

também possui efeito adulticida sobre a dilofilária quando administrada a longo prazo. A

ivermectina não tem efeito sobre trematódeos ou parasitas cestódeos.

Indicações e Usos Clínicos

A ivermectina é usada em equinos para o tratamento e controle de grandes estrôngilos


(adultos) (Strongylus vulgaris, Strongylus edentatus e espécies de Triodontophorus), pequenos

estrôngilos (adultos e em quarto estágio larval) (espécies de Cyathostomum, espécies de

Cylicocyclus, espécies de Cylicostephanus), oxiúros (adultos e em quarto estágio larval) (Oxyuris

equi), Parascaris equorum adultos, Trichostrongylus axei adultos, Habronema muscae forma

adulta, Onchocerca spp (microfilária Gastrophilus spp (estágios oral e gástrico). Em bovinos é

usada para tratamento e controle de nematódeos intestinais (adultos e em quarto estágio

larval) (Haemonchus placei, Ostertagia ostertagi) (incluindo larvas encistadas), O. lyrata,

Trichostrongylus axei, T. colubriformis, Cooperia oncophora, C. punctata, C. pectinata,

Oesophagostomum radiatum, Nematodirus helvetianus (somente adultos), N. spathiger (somente

adultos), Bunostomum phlebotomum; vermes pulmonares (adultos e em quarto estágio larval)

(Dictyocaulus viviparus); bernes (estágios parasitários) (Hypoderma bovis, H. lineatum); piolhos

hematófagos (Linognathus vituli, Haematopinus eurysternus, Solenopotes capillatus) e ácaros

(sarna) [Psoroptes ovis (sin. P. communis var. bovis)], Sarcoptes scabiei var. bovis.

Em suínos é usada para tratamento e controle de nematelmintos gástricos (adultos e

em quarto estágio larval) (grandes nematelmintos, Ascaris suum; verme vermelho estomacal,

Hyostrongylus rubidus; verme nodular, espécies de Oesophagostomum; vermes filiformes,

Strongyloides ransomi (adultos somente); larvas de vermes cilíndricos somáticos [nematódeo,

Strongyloides ransomi (larvas somáticas)]; vermes pulmonares [espécies de Metastrongylus

(somente adultos)]; piolhos (Haematopinus suis) e ácaros (Sarcoptes scabiei var. suis).

Em pequenos animais (cães e gatos) é usada na prevençãode dirofilariose (baixa dose)

ou para tratar parasitas externos (ácaros) e, em doses mais altas, para tratar parasitas

intestinais. O benefício na profilaxia de dirofilariose em animais está na capacidade de

matar larvas jovens, larvas “velhas” e adultos imaturos ou jovens bem como filárias adultas.

A ivermectina é um microfilaricida eficaz após a terapia adulticida. É recomendada pela

American Heartworm Society para tratar cães positivos para verme cardíaco por 2-3 meses

antes da terapia adulticida. Isto permite que os vermes imaturos alcancem a maturidade

total, sendo mais suscetíveis então à melarsomina, assim como prevenindo nova infecção. A

ivermectina também pode reduzir o número dos vermes cardíacos adultos, quando

administrada a longo prazo em doses preventivas. Para um efeito adulticida ótimo sobre a

dirofilária, muitas vezes é administrada com doxiciclina oral (10 mg/kg/dia) por vários

meses. O tratamento de infecções por Demodex é eficaz, mas requer doses mais altas do que

para qualquer outra indicação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode ocorrer toxicidade em altas doses em raças nas quais a ivermectina cruza a barreira

hematoencefálica. As raças sensíveis incluem Collies, pastores australianos, Old English

Sheepdogs, Longhaired Whippets e Shetland Sheepdogs. A toxicidade é caracterizada

pela neurotóxica e os sinais incluem hipersalivação, depressão, ataxia, dificuldade de

visão, coma e morte. A sensibilidade à ivermectina ocorre em certas raças devido à


mutação no gene da resistência a múltiplos medicamentos (MDR1) que codifica a bomba

de P-glicoproteína da membrana (p-gp). Esta mutação afeta a bomba de efluxo na

barreira hematoencefálica. Portanto, a ivermectina pode se acumular no cérebro de

animais suscetíveis. Altas doses em animais normais também podem produzir toxicose

semelhante. A maioria dos cães não suscetíveis pode tolerar doses de 100-400 μg/kg.

Mas as raças sensíveis (cães com mutação no MDR1) podem mostrar toxicidade em doses

de 150-340 μg/kg. A ivermectina em doses de 400 μg/kg produziu toxicose neurológica

em filhotes de siameses e doses tão baixas quanto 300 μg/kg são letais para gatinhos. A

retinopatia também é observada em cães aos quais foram administradas altas doses. Em

animais acometidos, podem ocorrer início súbito de cegueira e/ou midríase, mas cães se

recuperam se o tratamento for descontinuado. Em equinos, as reações adversas podem

incluir prurido devido aos efeitos sobre as microfilárias.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com menos de 6 meses de idade. Animais altamente infestados

com microfilárias podem ter reações adversas com altas doses. Se os cães forem sensíveis à

ivermectina, eles podem ser sensíveis a outros medicamentos desta classe (avermectinas).

A ivermectina em doses clínicas aprovadas para tratamento de endoparasitas ou

prevenção da dilofilariose é segura para fêmeas prenhes. Em doses altas usadas para

tratar demodicose, não se conhece a segurança, mas não há relatos de efeitos

teratogênicos. No mais sensível animal de laboratório (camundongo) a dose teratogênica

mais baixa é 400 μg/kg. Cães com mutação no gene MDR também podem ser sensíveis a

outros medicamentos, como a loperamida, a milbemicina, a moxidectina e medicamentos

antineoplásicos. A ivermectina é excretada no leite.

Interações Medicamentosas

Não administre ivermectina com medicamentos com potencial de aumentar a sua

penetração pela barreira hematoencefálica. Tais medicamentos incluem o cetoconazol, o

itraconazol, a ciclosporina e os bloqueadores do canal de cálcio.

Instruções de Uso

A ivermectina é usada em uma ampla variedade de parasitas internos e externos. A posologia

varia, dependendo da espécie e do parasita. A prevenção da dilofilariose é feita com a dose

mais baixa; outros parasitas requerem doses mais altas. O Heartguard e uma forma tópica são

os únicos aprovados para pequenos animais; para outras indicações, os medicamentos

injetáveis para grandes animais com frequência são administrados pelas vias oral,

intramuscular ou subcutânea para pequenos animais. Não administre por via intravenosa.

Injeções em suínos devem ser feitas apenas no pescoço. Como alguns cães podem ser

sensíveis à ivermectina, se um cão não recebeu ivermectina anteriormente e forem

necessárias altas doses (p. ex., para tratar Demodex), comece com uma dose baixa (50-


100 μg/kg/dia em doses subsequentes a cada dia). Durante este aumento, o cão deve ser

observado para sinais de toxicidade do sistema nervoso central (SNC) (ataxia, tremores,

sedação). Depois que a dose de manutenção for alcançada, deverá ser administrada 1 vez

ao dia até 4 semanas depois do segundo raspado de pele mensal consecutivo negativo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore para microfilarenemia antes da administração a pequenos animais. Para outras

infecções parasitárias, confirme o sucesso do tratamento com exames fecais ou raspados de

pele.

Formulações

A ivermectina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL) e a 0,27%

(2,7 mg/mL); solução oral 10 mg/mL; soluções nutritivas orais para ovinos 0,8 mg/mL; pasta

oral 18,7 mg/mL; comprimidos de 68, 136 e 272 μg e comprimidos de 55 e 165 mg para

gatos. A forma tópica hidrossolúvel tem 0,01% (0,1 mg/mL), estando disponível em ampolas

laminadas para tratar ácaros de ouvido em gatos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Preventivo para verme cardíaco: 6 μg/kg a cada 30 dias por via oral.

• Antes do tratamento adulticida: Administre dose preventiva por até 3 meses antes do

tratamento adulticida.

• Microfilaricida: 50 μg/kg por via oral 2 semanas após a terapia adulticida.

• Adulticida para verme cardíaco: Ivermectina administrada em doses preventivas,

associada com doxiciclina a 10 mg/kg por via oral ao dia, periodicamente (4 semanas

de uma vez) por vários meses.

• Terapia para ectoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg) por vias intramuscular,

subcutânea ou oral.

• Endoparasitas: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg), semanalmente por vias subcutânea ou

oral.

• Terapia para demodicose: Comece com 100 μg/kg/dia (0,1 mg/kg) e aumente a dose

de 100 μg/kg/dia até 600 μg/kg/dia (0,6 mg/kg) por 60-120 dias por via oral (o


sucesso do tratamento é confirmado com raspados de pele negativos).

• Sarna sarcóptica e terapia para queiletielose: 200-400 μg/kg, a cada 7 dias por via oral

ou a cada 14 dias por via subcutânea durante 4-6 semanas.

Gatos

• Preventivo para verme cardíaco: 24 μg/kg a cada 30 dias por via oral.

• Terapia para ectoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg) por vias intramuscular,

subcutânea ou oral.

• Terapia para endoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg), semanalmente, por vias

subcutânea ou oral.

• Tópica: 0,5 mL por orelha (0,1 mg/mL) para tratar ácaros de ouvido.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 200 μg/kg (0,2 mg/kg) por via intramuscular, pasta oral ou solução oral.

Bezerros

• Bolus de liberação lenta: 5,7-13,8 mg/kg, em dose única, o qual tem duração de 135

dias.

Bovinos e Caprinos

• Solução injetável: 200 μg (0,2 mg) por kg em dose única por via subcutânea.

Suínos

• 300 μg (0,3 mg) por kg por via subcutânea em dose única.

Ovinos

• Solução injetável: 200 μg (0,2 mg) por kg em dose única por via subcutânea.

• 200 μg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para suínos (carne): 18 dias para injeção por via subcutânea.

Período de carência para bovinos e bezerros (carne): 35 dias, bovinos, para injeção via


subcutânea ou 180 dias para bolus de liberação lenta, 48 dias para formulação tópica (pouron).

Como o período de carência para o leite não foi estabelecido, não use em fêmeas de

gado leiteiro em idade reprodutiva.

Período de carência para ovinos (carne): 11 dias.

Período de carência para caprinos: 11-14 dias (carne) e 6-9 horas (leite). Ao

administrar por via subcutânea em caprinos use um período de 35 horas para carne e de 40

horas para leite.

No Brasil, devido ao grande número de especialidades e formulações, recomenda-se que

seja consultada a bula para checar os períodos de carência para cada espécie tratada.

Ivermectina + Praziquantel

Nome comercial e outros nomes

Equimax

Medicamentos comercializados no Brasil

Equimax (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. Ivermectina + praziquantel é indicado para uso em equinos

no tratamento e controle de tênias, grandes estrôngilos (incluindo Strongylus vulgaris, S.

edentatus, S. equines) e pequenos estrôngilos, oxiúros, ascarídeos, nematódeos (Trichostrongylus

axei), vermes intestinais, bernes, Habronema spp. e outros parasitas.

Indicações e Usos Clínicos

A ivermectina tem as propriedades descritas no verbete Ivermectina. O praziquantel é

adicionado a esta formulação para aumentar o espectro de ação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Pode ocorrer toxicidade em altas doses. A ivermectina parece ser segura para fêmeas

prenhes.

Contraindicações e Precauções

A ivermectina pode ser administrada a animais de procriação, prenhes e lactantes sem

efeitos colaterais.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros medicamentos que possam afetar a permeabilidade da

barreira hematoencefálica.

Instruções de Uso

O uso deste medicamento é semelhante ao dos princípios ativos individuais, a ivermectina e

o praziquantel.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Amostras fecais devem ser examinadas para parasitas para monitorar a eficácia.

Formulações

Ivermectina + praziquantel está disponível em pasta composta de 1,87% de ivermectina e

14,03% de praziquantel.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não há dosagem disponível para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 200 μg/kg de ivermectina e 1 mg/kg de praziquantel por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência para animais de produção não estão estabelecidos (uso extrabula).


L

Lactulose

Nomes comerciais e outros nomes

Chronulac ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Lactulona (h) , Farlac (h) , Pentalac (h)

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Laxante. A lactulose é um dissacarídeo que contém uma molécula de frutose e uma de

galactose. A lactulose produz um efeito laxante pelo efeito osmótico no cólon. Por ser um

açúcar não absorvível, retêm água no intestino após a administração oral por meio de efeito

osmótico. A lactulose também irá diminuir o pH do lúmen intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

A lactulose é administrada por via oral, para o tratamento da hiperamonemia (encefalopatia

hepática), pois diminui as concentrações séricas de amônia devido à redução do pH

no cólon, impedindo, assim, a rápida absorção da amônia nesta porção do trato

gastrointestinal. A lactulose também é administrada por via oral para produzir efeitos

laxantes para o tratamento da constipação instestinal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso excessivo pode causar perda de fluido e perda eletrolítica.

Contraindicações e Precauções

Usar a lactulose com cuidado em animais com diabetes, pois contém lactose e galactose.


Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso

Em medicina veterinária, não há estudos clínicos para estabelecer a eficácia. Ainda, as doses

citadas têm sido usadas em gatos, na forma de enemas de retenção a 20-30 mL/kg de

solução a 30%

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Quando usada para o tratamento da encefalopatia hepática, monitorar o estado hepático

do paciente.

Formulações

A lactulose está disponível em solução líquida de 10 g/15 mL (3,3 g por 5 mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz, e em temperatura ambiente. É solúvel

em água. O escurecimento da solução pode ocorrer sem afetar a estabilidade. Não congelar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Constipação: 1 mL/4,5 kg a cada 8 horas (até o efeito) por via oral.

• Encefalopatia hepática: 0,5 mL/kg a cada 8 horas por via oral.

Gatos

• Constipação: 1 mL/4,5 kg a cada 8 horas (até o efeito) por via oral.

• Encefalopatia hepática: 2,5-5 mL/gato a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 0,25-0,5 mL/kg/dia por via oral.


Informações sobre Restrição Legal

Existe um pequeno risco de resíduos em animais de produção. Não é necessário estabelecer

período de carência.

Leflunomida

Nomes comerciais e outros nomes

Arava ® e genéricos

Medicamentos comercializados no Brasil

Arava (h)

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A leflunomida é um medicamento imunossupressivo orisoxazol. A leflunomida não é ativa

como fármaco, mas é convertida em um metabólito ativo A77 1726 (também conhecido

como M1 e Teriflunomida), que inibe a proliferação das células T e B e é responsável por

efeitos imunossupressores. Inibe a síntese da pirimidina por meio da inibição da enzima dihidrorotato

desidrogenase. Esta enzima é importante para a síntese “de novo”

da pirimidina, que é importante na função de ativação e estimulação dos linfócitos.

Também pode produzir efeitos anti-inflamatórios pela inibição das citocinas próinflamatórias.

Após a absorção oral, os níveis séricos de leflunomida são baixos ou indetectáveis. Os

efeitos terapêuticos são produzidos pelo metabólito A77 1726 (M1) para a ação

imunossupressora. Caso o monitoramento seja realizado, a mensuração deve ser focada

nas concentrações do metabólito. Em humanos, o metabólito M1 apresenta uma meia-vida

longa de aproximadamente 2 semanas. Mas, em limitados estudos realizados em cães, a

meia-vida é de apenas 21 horas, e o pico de concentração é muito menor do que em

humanos. Em humanos, para a obtenção de uma longa meia-vida, são requeridos vários dias

para acumular níveis estáveis e o declínio do nível de pico. Em humanos, são sempre

administradas baixas doses. Contudo, em cães, devido à curta meia-vida, não são

necessárias baixas doses e as concentrações estáveis serão obtidas em 5dias.

Indicações e Usos Clínicos


Este medicamento é usado em humanos principalmente para a artrite reumatoide. Em cães,

é utilizado para uma variedade de doenças imunomediadas, como substituto de outros

medicamentos como a azatioprina ou o micofenolato. Estas doenças incluem a miastenia

gravis, a síndrome de Evan, a anemia hemolítica e a trombocitopenia imunomediada e

a polimiosite/poliartrite. A eficácia não foi estudada em estudos clínicos controlados, mas há

relatos empíricos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum em cães é a diminuição do apetite e diarreia. Também

foram observadas anemia discreta e letargia. Embora raro, pode ocorrer leucopenia e é

recomendado monitoramento periódico do hemograma dos pacientes.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais prenhes. Este medicamento pode ser tóxico para

o desenvolvimento fetal.

Interações Medicamentosas

Não há interações relatadas.

Instruções de Uso

A leflunomida é usada, principalmente, em cães, para o tratamento imunossupresso quando

outros medicamentos falharam ou quando o paciente se tornou refratário aos mesmos,

sendo um substituto considerável. Os protocolos de doses utilizados atualmente são

derivados da extrapolação e alguns relatos empíricos. A maioria dos veterinários inicia o

tratamento com 4 mg/kg/dia, e, conforme a resposta, a dose é diminuída. Estudos

farmacocinéticos em cães sugerem que a dose de 4 mg/kg/dia pode não produzir níveis do

medicamento considerados terapêuticos. Assim, naqueles pacientes não responsivos, devemse

considerar doses mais altas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma e a contagem de plaquetas em animais tratados. A anemia tem sido

relatada em consequência do tratamento. Se realizado o monitoramento sanguíneo, devem

ser coletadas amostras de plasma para mensuração de A77 1726 (o metabólito ativo). Este

metabólito é ativo no soro por mais de cinco meses sob refrigeração. As concentrações do

medicamento em 12 horas (nadir) são consideradas efetivas se maiores que 20 μg/mL.


Formulações

Disponível em comprimidos de 5, 10 e 20 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 4 mg/kg/dia, normalmente dividido em doses de 2 mg/kg a cada 12 horas, reduzida

para 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Após o período de indução, a dose deve ser

diminuída para incrementos de 25% até o paciente estar estabilizado ou até a

resolução da doença. Alguns pacientes podem necessitar de um início com altas doses.

Gatos

• Não há doses relatadas para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não estão disponíveis doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

No Brasil, a leflunomida está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Leucovorina Cálcica

Nomes comerciais e outros nomes

Wellcovorin ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil


Levorin (h) , Tecnovorin (h)

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A leucovorina é uma forma reduzida do ácido fólico, a qual é convertida em derivados

de ácido fólico ativo para a síntese de purina e timidina.

Indicações e Usos Clínicos

O uso da leucovorina é incomum em animais. Pode ser utilizada como antídoto para

antagonistas do ácido fólico. Em humanos, seu uso é indicado principalmente em casos

de sobredose de antagonistas do ácido fólico (metotrexato) e para o tratamento de reações

adversas do metotrexato, mas também pode ser considerada em reações causadas por

pirimetamina e trimetoprim.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há reações adversas relatadas para animais, mas em humanos foram relatadas

reações alérgicas.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas para animais.

Interações Medicamentosas

A leucovorina irá interferir na ação do trimetoprim e da pirimetamina.

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos na medicina veterinária. Embora a leucovorina possa

prevenir a intoxicação por trimetoprim, não é capaz de evitar as reações adversas

desencadeadas pelas sulfonamidas nos animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma se este medicamento for utilizado para o tratamento da sobredose


por antagonistas do ácido fólico.

Formulações

A leucovorina está disponível em comprimidos de 5, 10, 15 e 25 mg e em solução injetável

de 3 e 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel

em água e insolúvel no etanol. As soluções reconstituídas são estáveis por 7 dias

em temperatura ambiente ou refrigeradas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Administração com metotrexato: 3 mg/m 2 , por vias intravenosa, intramuscular ou oral.

• Como antídoto para intoxicação por pirimetamina: 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais. Contudo, na suspeita de intoxicação por

pirimetamina em equinos, pode-se considerar as doses listadas para pequenos animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Levetiracetam

Nome comercial e outros nomes

Keppra ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional


Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. O mecanismo de ação é incerto, mas sabe-se que este não envolve

neurotransmissores inibitórios. Este medicamento é capaz de inibir a ativação dos neurônios

sem alterar os mecanismos da excitação neuronal normal. Não é biotransformado pelo

fígado, mas é biotransformado por mecanismos que não incluem as enzimas do citocromo

P450. A eliminação ocorre através da depuração renal.

Indicações e Usos Clínicos

Em cães, o levetiracetam é usado para o tratamento de convulsões, especialmente aquelas

refratárias a outros anticonvulsivantes. Em cães, é considerado um medicamento de

escolha em associação, quando pacientes são refratários ao fenobarbital e a terapia com

brometo. Geralmente é utilizado em associação com outros anticonvulsivantes. O

levetiracetam tem sido utilizado em felinos para o tratamento de convulsões na dose de

20 mg/kg a cada 8 horas, mostrando-se eficaz em alguns casos. Em cães, a absorção oral é

de 100%, a meia-vida é de 3-4 horas e o volume de distribuição é de 0,4-0,5 L/kg. Em

gatos a absorção oral também é de 100%, com meia-vida de 3 horas e volume de

distribuição similar aos dos cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em humanos, são relatadas fraqueza, letargia e vertigem. Os efeitos colaterais são raros

em animais, exceto letargia ocasional e diminuição do apetite.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Geralmente não há interações diretas com medicamentos que inibem ou induzem

as enzimas do citocromo P450. Contudo, estudos em cães e humanos confirmaram que

o fenobarbital pode aumentar a depuração do levetiracetam. Por exemplo, a meia-vida é

curta e a depuração é mais rápida quando administrado fenobarbital simultaneamente,

em cães. O mecanismo desta interação é desconhecido. Não foram relatadas interações

com o uso de anticonvulsivantes concomitantemente.

Instruções de Uso


É completa e rapidamente absorvido, não sendo afetado pela alimentação. Uma formulação

injetável está disponível, mas não é usada em medicina veterinária. Contudo, a solução

injetável tem sido administrada na dose de 20 mg/kg, por via intravenosa em bolus

até no máximo 60 mg/kg em situações emergenciais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência das convulsões. Ainda não existem testes para monitoramento dos

níveis séricos deste fármaco. Contudo, alguns laboratórios têm esta capacidade.

Em humanos, as concentrações terapêuticas no plasma/soro estão na faixa de 5-45 μg/mL.

Formulações

O levetiracetam está disponível em comprimidos de 250, 500 e 750 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz, protegido da umidade e em

temperatura ambiente. A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida. É

solúvel em água e é aceitável misturar com a alimentação, xaropes ou aromatizantes

imediatamente antes da administração oral.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Pode ser necessário administrações mais

frequentes ou doses maiores com uso concomitante do fenobarbital.

• Uso intravenoso (situações emergenciais): 20 mg/kg em bolus por via intravenosa,

repetir caso necessário até 60 mg/kg.

Gatos

• 20 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimar períodos de carência do


uso extrabula, contatar o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Levodopa

Nomes comerciais e outros nomes

Larodopa ® e L-dopa ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Cronomet (h) , Sinemet (h) , Carbidopa + Levodopa (g)

Classificação funcional

Agonista dopaminérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A dopamina, quando administrada sistemicamente não ultrapassa a barreira

hematoencefálica. Contudo, a levodopa atravessa mais facilmente, devido a um processo

mediado por carregadores, sendo convertida em dopamina após cruzar esta barreira. A

dopamina é usada em desordens neurodegenerativas para estimular os receptores

dopaminérgicos do SNC.

Indicações e Usos Clínicos

Em humanos, a levodopa é usada para o tratamento da doença de Parkinson e é utilizada

em associação com a carbidopa (um inibidor periférico da decarboxilase) e a entacapona

(um inibidor do o-metiltransferase) para potencializar a terapia. Em animais, é usada para

o tratamento da encefalopatia hepática.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em humanos, alguns dos efeitos

colaterais relatados são: vertigem, alterações mentais, dificuldade para urinar e

hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas para o uso em animais.


Interações Medicamentosas

Os medicamentos antidopaminérgicos irão interferir com sua ação. Tais medicamentos

incluem: a metoclopramida, os fenotiazínicos (p. ex., acepromazina) e a risperidona.

Instruções de Uso

Estudos clínicos não foram relatados em medicina veterinária. Calcular a dose necessária

para cada paciente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A levodopa está disponível em comprimidos ou cápsulas de 100, 250 e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

levodopa é ligeiramente solúvel em água, mas mais solúvel em soluções ácidas. É

rapidamente oxidada quando exposta ao ar, o que irá resultar em escurecimento

da formulação. As soluções injetáveis têm sido preparadas extemporaneamente e se mantêm

estáveis por 96 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Encefalopatia hepática: 6,8 mg/kg inicialmente por via oral, reduzindo para 1,4 mg/kg

a cada 6 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido

o baixo risco de resíduos, não é sugerido período de carência.


Levotiroxina Sódica

Nomes comerciais e outros nomes

T4 ® , L-thyroxine ® , Soloxine ® ,Thyro-Tabs ® , Synthroid ® , ThyroMed ® , Leventa ® e

formulações em pó para equinos incluem Equisyn-T4 ® , Levo-Powder ® ,

ThyroidPowder ® e Thyro-L ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Puran T-4 (h) , Levotiroxina Sódica (g)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Hormônio tireoidiano. A levotiroxina é usada na terapia de reposição em pacientes com

hipotireoidismo. A levotiroxina é T4, convertida na maioria dos pacientes em T3 ativo. A

resposta clínica e farmacocinética varia entre os animais e as doses são ajustadas conforme o

monitoramento da função tireoidiana. A levotiroxina apresenta meia-vida de

aproximadamente 20 horas em cães.

Indicações e Usos Clínicos

A levotiroxina é usada como terapia de reposição em animais com deficiência do hormônio

tireoidiano (hipotireoidismo). Tem sido utilizada em muitas espécies, incluindo cães, gatos e

cavalos. Embora esteja indicada para o tratamento de cães com a doença de Von

Willebrand, estudos clínicos demonstraram poucos efeitos do tratamento com a levotiroxina

(0,04 mg/kg) sobre os fatores de coagulação, tempo de sangramento ou fator de Von

willebrand́s (vWf).

A levotiroxina sódica administrada por via intravenosa pode ser utilizada em cães

no tratamento do hipotireoidismo agudo e animais com coma mixedematoso (4-5 μg/kg,

por via intravenosa).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Embora incomum, altas doses podem produzir tireotoxicose. Os principais efeitos

colaterais da administração intravenosa incluem arritmias e pneumonia.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações específicas relatadas em pequenos animais. Quando houver

troca de uma marca para outra, recomenda-se fazer o acompanhamento laboratorial para

garantir se as marcas são equivalentes terapeuticamente.

Interações Medicamentosas

Pacientes recebendo corticosteroides podem diminuir a habilidade de conversão de T4

em T3 ativo. Os seguintes fármacos podem reduzir os níveis séricos dos hormônios

tireoidianos, quanto utilizados concomitantemente em animais saudáveis: antiinflamatórios

não esteroidais (AINES), sulfonamidas e fenobarbital, embora os resultados

em alguns cães não sejam clinicamente significantes. Embora não relatado em animais,

em seres humanos a administração de estrógenos aumenta a globulina ligada a tireoxina

e pode diminuir a forma ativa do hormônio tireoidiano (T4) em pacientes que recebem

suplementação tireoidiana. Monitorar os níveis de T4 nestes pacientes e se necessário

aumentar a dose da tiroxina. A alimentação pode diminuir a absorção oral.

Instruções de Uso

A suplementação tireoidiana deve ser direcionada com base na confirmação do diagnóstico

e no monitoramento realizado durante o tratamento, a fim de ajustar a dose

adequadamente. As marcas Soloxine ® e Synthroid ® apresentam eficácia equivalente de

acordo com estudos em cães, mas a solução líquida oral (Leventa ® ) é absorvida mais de

150-200% do que os comprimidos orais e os ajustes da dose devem ser considerados

quando houver troca dos comprimidos orais para a solução líquida oral. Para os comprimidos,

a biodisponibilidade é de apenas 37% (média). Quando utilizado a formulação líquida

(Leventa ® ), usar seringas especiais para as doses. A dose inicial listada na seção de posologia

para comprimidos em cães (22 μg/kg a cada 12 horas) pode não ser alta o suficiente para

alguns cães e o monitoramento é recomendado para adequar a dose apropriadamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as concentrações séricas de T4 para direcionar a terapia. Os níveis normais de

tiroxina (T4) variam de 20-55 nmol/L (1,5 a 4,3 μg/dL). A administração do hormônio

liberador de tireotropina (TRH) deve aumentar cerca de 1,5 vez o valor normal de T4.

Monitorar a adequação da terapia após a medicação; acredita-se que a melhor amostra é

aquela coletada imediatamente antes da dose seguinte (nível mínimo). Alternativamente,

alguns clínicos conseguem o pico da concentração, coletando amostras de sangue 4-6 horas


após a administração do medicamento, e o T4 deve se manter entre 30 e 60 nmol/L (2,3-

4,6 μg/dL). Se administrada a solução líquida oral, o pico de concentração ocorre em 2-2,5

horas. Em equinos, o pico pós-medicamento ocorre em 1-2 horas.

Formulações

A levotiroxina está disponível em vários tamanhos de comprimidos 0,025 a 0,8 mg (com

incrementos de 0,1 mg), comprimidos palatáveis de 0,1 a 0,8 mg, solução oral de

1,0 mg/mL para cães e formulação em pó para equinos de 1 g para 453,6 g do pó (1 grama

por libra).

Estabilidade e Armazenamento

A levotiroxina é inerentemente instável e pode ser sensivelmente afetada pelo calor, luz e

umidade. Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A tiroxina é ligeiramente solúvel em água ou etanol. É mais solúvel em pH < 2 ou > 8. É

instável em algumas formulações manipuladas. Contudo, pode ser adicionada a produtos

alimentares se administrado imediatamente. Em pó, para os equinos, pode ser misturada

com água e adicionada ao grão todos os dias. Quando misturado com etanol seguido de

mistura com um xarope, é estável por 15 dias na temperatura ambiente e 47 dias sob

refrigeração. Entretanto, outras preparações manipuladas são estáveis apenas por 15

(refrigeradas) ou 11 dias (temperatura ambiente). Assim, o uso de formulações manipuladas

deve ser limitado a um período de armazenagem de 10-15 dias.

A solução oral (Leventa ® ) apresenta 18 meses de vida útil quando refrigerada,

mas uma vez aberto pode ser armazenado por 2 meses em temperatura ambiente, protegido

da luz e por 6 meses sob refrigeração.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 18-22 μg/kg (0,018-0,022 mg/kg) a cada 12 horas por via oral (ajustar a dose

conforme o monitoramento); uma dose alternativa é 0,5 mg por metro quadrado

(0,5 mg/m 2 ).

• Líquido (1 mg/mL): 20 μg/kg por via oral a cada 24 horas, mas as doses podem variar de

12-42 μg/kg a cada 24 horas após ajuste. A dose máxima é de 30 μg/kg.

• Terapia por via intravenosa para tratamento agudo: 4-5 μg/kg por via intravenosa.

Gatos


• 10-20 μg/kg/dia (0,01-0,02 mg/kg) por via oral (ajustar a dose através

do monitoramento).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10-60 μg/kg (0,01- 0,06 mg/kg) a cada 24 horas ou 5-30 μg/kg (0,005-0,03 mg/kg)

cada 12 horas por via oral. Quando utilizado a formulação em pó para cavalos, 1 colher

de chá contém 12 mg de levotiroxina (T4) e uma colher das de sopa contém 36 mg

de levotiroxina (T4). Este pó pode ser misturado com a ração diária de grãos (p. ex., 4

colheres de chá misturadas a 30 mL de água e adicionado à aveia diariamente).

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao

baixo risco de resíduos, não é sugerido período de carência.

Linezolida

Nomes comerciais e outros nomes

Zyvox ® e Zyvoxam ® (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Zyvox (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A linezolida é um antibiótico da classe das oxazolidinonas (medicamentos sintéticos).

É bacteriostático com um único mecanismo de ação. Inibe a síntese proteica pela ligação

a um sítio da subunidade 23S do RNA bacteriano da subunidade 50S ribossomal,

prevenindo assim a formação da unidade 70S do ribossomo, portanto, inibindo a síntese

proteica. A linezolida apresenta boa penetração celular e no fluido extracelular. As

concentrações urinárias são altas o suficiente para inibirem os patógenos do trato urinário.

Em cães, a farmacocinética é similar a dos humanos. A absorção oral é de quase 100% e a

meia-vida é ligeiramente mais rápida do que em humanos. A linezolida não é


biotransformada pela via do citocromo P450 hepático, e um terço de sua depuração total

ocorre nos rins.

Indicações e Usos Clínicos

A linezolida é ativa contra estreptococos e estafilococos, e é indicada para o tratamento de

infecções resistentes a outros medicamentos, particularmente quando há resistência

a antibióticos betalactâmicos (penicilinas, derivados da ampicilina e cefalosporinas). Não é

indicado em infecções Gram-negativas. A linezolida é indicada para o tratamento de cepas

de Staphylococcus resistentes a meticilina e oxacilina (p. ex., S. aureus e S. pseudointermedius) e

Enterococcus spp resistentes. Devido ao alto custo da linezolida, não é utilizada em infecções

de rotina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem diarreia e náuseas. Raramente, foram observadas em

humanos, anemia e leucopenia. Devido ao uso limitado em animais, não foram relatados

efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas.

Interações Medicamentosas

A linezolida é um inibidor monoamina oxidase Tipo A (IMAO). Possíveis interações

ocorrem com os inibidores de recaptação da serotonina como a fluoxetina e selegilina,

podendo resultar em síndrome da serotonina. Interações também são possíveis se

administrada com medicamentos adrenérgicos como a fenilpropanolamina. Contudo,

este efeito não foi relatado em animais. A interferência no metabolismo de outros

medicamentos pela linezolina não é esperada. A formulação intravenosa é fisicamente

incompatível com outros medicamentos por via intravenosa com a mesma seringa ou

equipo. Se administrada por via intravenosa com outros medicamentos, “lavar” a primeira

administração antes.

Instruções de Uso

A linezolida é reservada para infecções por microrganismos resistentes a outros

medicamentos como infecções por Enterococcus, Streptococcus ou Staphylococcus.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


A escolha do medicamento deve ser baseada no teste de suscetibilidade. Segundo o Clinical

and Laboratory Standards Institute (CLSI), o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 4,0 μg/mL

para Staphylococcus e ≤ 2,0 μg/mL para Enterococcus.

Formulações

A linezolida está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg, pó para suspensão oral

de 20 mg/mL e solução injetável de 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misturar a outros medicamentos. A suspensão oral é estável por 21 dias após a reconstituição

em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral ou intravenosa. (Utilize a cada 8 horas em

infecções graves e a cada 12 horas em infecções que não apresentam risco de vida.)

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar o período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Liotironina Sódica

Nome comercial e outros nomes

Cytomel ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional


Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento tireoidiano. A liotironina é equivalente ao T3. O T3 é mais ativo do que o T4,

mas normalmente o T4 é convertido em animais para a forma ativa do T3.

Indicações e Usos Clínicos

A liotironina é usada para indicações similares às da levotiroxina (T4), exceto que neste caso,

é administrado o hormônio T3 ativo. Pode ser indicado em casos em que ocorre a falha na

conversão do T4 no hormônio T3 ativo. Na maioria dos casos, prefere-se administrar a

levotiroxina ao invés da liotironina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos colaterais relatados.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso

As doses da liotironina devem ser ajustadas com base no monitoramento das concentrações

de T3 nos animais. Raramente é necessário administrar somente o T3 para o tratamento

do hipotireoidismo. Na maioria dos pacientes devem ser utilizados medicamentos que

contem T4 (p. ex., levotiroxina). A liotironina tem sido usada como teste diagnóstico para

gatos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as concentrações séricas de T3. Utilizado no teste de supressão com T3 em gatos.

Formulações

A liotironina está disponível em comprimidos de 5, 25, 50 e 60 μg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 4,4 μg/kg a cada 8 horas por via oral.

• Teste de supressão de T3 em gatos: coletar as amostras prévias para T4 e T3, administrar

25 μg a cada 8 horas, completando 7 doses e coletar as amostras após a administração

da última dose para T3 e T4.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar intervalo

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

No Brasil, a Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da Relação Nacional de

Medicamentos Essenciais — Comare — recomendou a exclusão da liotironina sódica de

comercialização, Ministério da Saúde, 2006.

Lisina (L-Lisina)

Nome comercial e outros nomes

Enisyl-F ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Organnact Cat Lysin SF (v)

Classificação funcional

Antiviral


Farmacologia e Mecanismo de Ação

A lisina é um suplemento à base de aminoácido utilizado para o tratamento do Herpesvírus

Felino Tipo 1 (FIV-1). Age pelo antagonismo do efeito promotor do crescimento da arginina,

que é um aminoácido essencial ao FIV-1.

Indicações e Usos Clínicos

A lisina é um suplemento para o tratamento de FIV-1 em gatos. Reduz a carga viral em gatos

infectados e pode melhorar alguns sinais clínicos associados à FIV. Contudo, apresenta

eficácia questionável para o tratamento de infecções do trato respiratório superior nessa

espécie. A dieta de lisina não controlou infecções do trato respiratório superior ou infecções

oculares em gatos avaliados em um abrigo, na verdade, aumentou a gravidade de algumas

infecções. Por esta razão, o uso de rotina para infecções virais deve ser reavaliado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais em gatos.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

A L-Lisina monoidratada pode ser encontrada na forma de pó e misturada com uma

pequena quantidade de alimento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma dos pacientes durante o tratamento.

Formulações

Pasta (Enisyl-F ® ) é distribuída em seringas, em que cada marca da seringa representa 1 mL

(250 mg/mL). Também está disponível para gatos como bombas de dose calibradas para

adicionar a alimentação, 100 gramas de pó (para misturar com o alimento), gel oral 140 g


(Viralys ® ), pasta oral de 600 mL e “petiscos” palatáveis.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 400 mg/gato/dia por via oral, diariamente suplementado à alimentação do gato.

• Formulação em pasta: 1-2 mL para gatos adultos e 1 mL para filhotes.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco de resíduos,

nenhum período de carência é sugerido.

Lisinopril

Nomes comerciais e outros nomes

Prinivil ® e Zestril ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Zestril (h) , Lisinopril (g)

Classificação funcional

Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Como outros inibidores da ECA, o lisinopril inibe a conversão da angiotensina I em

angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e também promove

estimulação simpática, hipertensão renal e a síntese de aldosterona. A habilidade

da aldosterona em causar retenção de sódio e água contribui para a congestão. O lisinopril,


como outros inibidores da ECA, irá causar vasodilatação e diminuição da congestão

induzida pela aldosterona. O lisinopril também contribui para a vasodilatação através do

aumento das concentrações de algumas cininas vasodilatadoras e prostaglandinas. Como

outros inibidores da ECA, o lisinopril pode reduzir a hipertensão renal e melhorar a perfusão

renal, diminuindo a pressão glomerular e provocando melhora em alguns pacientes

nefropatas.

Indicações e Usos Clínicos

O lisinopril, como outros inibidores da ECA, é utilizado para o tratamento da hipertensão e

insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O enalapril tem sido mais usado em animais. Outros

usos podem incluir a hipertensão primária. O lisinopril também pode ser utilizado para o

tratamento de algumas formas de nefropatias em animais. Quando a pressão da filtração

glomerular está alta, o uso de lisinopril pode ser benéfico em alguns pacientes com doença

renal, mas os efeitos para sobrevida não foram estabelecidos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como outros inibidores da ECA, pode causar azotemia em alguns pacientes. Monitorar

cuidadosamente os pacientes que recebem altas doses de diuréticos.

Contraindicações e Precauções

Descontinuar o uso de inibidores da ECA em animais prenhes, este atravessa a placenta e

causa malformações e morte fetal.

Interações Medicamentosas

Usar com cautela com outros medicamentos hipotensivos e diuréticos. Os antiinflamatórios

não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos vasodilatadores.

Instruções de Uso

Não foram relatados estudos clínicos utilizando o lisinopril em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os pacientes cuidadosamente para evitar a hipertensão. Em todos os inibidores da

ECA, monitorar os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após o início da terapia e

periodicamente após este período.

Formulações


O lisinopril está disponível em comprimidos de 2,5, 5, 10, 20 e 40 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

O lisinopril tem sido misturado com xarope para administração oral e parece estável por 30

dias, seja em temperatura ambiente ou refrigerado.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Gatos

Não há dose estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Lomustina

Nomes comerciais e outros nomes

CeeNu ® e CCNU ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Citostal (h)

Classificação funcional

Agente anticancerígeno

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Agente anticancerígeno. É uma das duas nitrossureias utilizadas: lomustina (1-[2-

cloroetil]-3-cicloexil-1-cloroetilnitrossureia), conhecida pela abreviação de CCNU ® ; e

carmustina (1,3-bis-2cloroetil-1-nitrossureia), conhecido pela abreviação BCNU. Estes

medicamentos além de serem lipossolúveis, são agentes alquilantes. Ambas as nitrossureias

são espontaneamente metabolizadas para compostos alquilantes e carbamoilantes. A ligação

ocorre preferencialmente junto ao oxigênio 6 da guanina. As ligações cruzadas bifuncionais

intercadeias são responsáveis pela citotoxicidade das nitrossureias. A absorção oral e a alta

penetração na membrana são atribuídas a sua elevada lipossolubilidade. Devido à alta

absorção oral, a lomustina pode ser administrada efetivamente na forma de comprimido.

Após a absorção, a lomustina é transformada em metabólitos anticancerígenos. Ambos,

o medicamento e os metabólitos, são lipossolúveis. A penetração da lomustina no SNC pode

ser determinada com base na relação plasma/líquido cerebroespinhal, a qual equivale a 1:3.

Indicações e Usos Clínicos

A lomustina (CCNU) é usada para o tratamento das neoplasias do SNC, mastocitomas e

linfomas em cães e gatos. Ocasionalmente é utilizada para o tratamento de outros tipos de

neoplasias. A lomustina tem sido usada mais frequentemente que a carmustina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos sobre a medula óssea são os mais graves. Em seres humanos, a lomustina

apresenta um nadir de mielotoxicidade tardia, equivalente a 4-6 semanas com

recuperação lenta, mas em cães, este efeito sobre a medula óssea, geralmente é

visualizado com 6-7 dias após a dose. A dose máxima tolerada em cães é de 90 mg/m 2 . É

relatado mielossupressão em altas doses (100 mg/m 2 ). A trombocitopenia também é

relatada como efeito cumulativo pela administração da lomustina.

Em gatos, a neutropenia é o efeito dose-limitante do tratamento. Os gatos

assemelham-se aos seres humanos, o nadir da mielotoxicidade ocorre em 3-4 semanas.

As nitrossureias podem ainda ser tóxicas às células de rápida divisão da mucosa.

Em humanos, as nitrosureias também causam fibrose pulmonar e hepatotoxicidade.

A hepatotoxicidade pode ser uma reação a longo prazo. O dano hepático, quando

observado em cães, tem sido irreversível. Em humanos, a carmustina (BCNU) tem sido

associada a maior taxa de injúria hepática quando comparada a lomustina.

Contraindicações e Precauções

Considerar os riscos à medula óssea quando utilizada em pequenos animais.


Interações Medicamentosas

Usar com cautela com outro medicamento que possa causar mielossupressão.

Instruções de Uso

As nitrossureias são usadas para o tratamento de neoplasias do SNC e outros tipos de

neoplasias. Os protocolos utilizados em pequenos animais são diferentes daqueles utilizados

em seres humanos, que são 150-200 mg/m 2 . Se possível, o tratamento oral deve ser

administrado em jejum.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma e as enzimas hepáticas em animais tratados.

Formulações

A lomustina está disponível em cápsulas de 10, 40 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 70-90 mg/m 2 a cada 4 semanas por via oral.

• Linfoma: 60 mg/m 2 a cada 4 semanas, até completar quatro tratamentos.

• Tumores cerebrais: 60-80 mg/m 2 a cada 6-8 semanas por via oral.

Gatos

• 50-60 mg/m 2 a cada 3-6 semanas por via oral. Alternativamente, administrar 10-

20 mg/gato a cada 3-6 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses disponíveis para grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Lorazepam

Nomes comerciais e outros nomes

Ativan ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Lorax (h) , Lorazepam (g)

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Benzodiazepínico. Age como depressor do SNC, com ação similar ao diazepam. O mecanismo

de ação parece estar relacionado à potencialização dos efeitos gabaérgicos (receptores do

GABA) no SNC. Em animais, o lorazepam não é extensamente biotransformado ao nível

hepático, mas é glucuronizado previamente à sua excreção. Em cães, o lorazepam apresenta

meia-vida de 0,9 hora com depuração sistêmica menor do que a metade do diazepam. A

absorção oral é de 60%. Portanto, em alguns casos, as formulações orais podem ser

empregadas em cães.

Indicações e Usos Clínicos

O lorazepam, como um benzodiazepínico, pode ser considerado para tratamento de

distúrbios de ansiedade em animais, mas não é comumente usado, diferentemente de

outros medicamentos como o diazepam. O lorazepam também é efetivo para o tratamento

de convulsões, mas não é utilizado com frequência como os outros anticonvulsivantes.

Em estudos controlados realizados em cães, mostrou-se tão efetivo quanto o diazepam.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comum. O lorazepam causa polifagia. Alguns animais

podem apresentar excitação paradoxal. A administração crônica pode levar


à dependência e à síndrome da abstinência quando descontinuado.

Contraindicações e Precauções

A administração oral de outros benzodiazepínicos, como o diazepam, provoca injúria

hepática idiossincrática em felinos, mas isso dificilmente ocorre com lorazepam.

Interações Medicamentosas

Usar com cautela com outros medicamentos que causam a sedação. Não misturar com

buprenorfina.

Instruções de Uso

As doses são baseadas no empirismo. Não foram realizados estudos clínicos em medicina

veterinária, embora estime-se que este produza efeitos similares aos outros benzodiazepínicos.

Para uso intravenoso, diluir 50/50 em solução salina a 0,9% ou glicose a 5%

previamente ao uso.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O lorazepam está disponível em comprimidos de 0,5, 1 e 2 mg e solução injetável de 2 e

4 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

O lorazepam é praticamente insolúvel em água. É ligeiramente solúvel em algumas soluções

de infusão (p. ex., 0,054 mg/mL em glicose a 5%). As soluções devem ser descartadas no

caso de tornarem-se escurecidas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,05 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Convulsões: 0,2 mg/kg, por via intravenosa. Repetir a cada 3-4 horas para controle

da convulsão, caso necessário.

Gatos


• 0,05 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Medicamento de uso controlado: Tabela por via intravenosa.

Classificação RCI: 2

No Brasil, o lorazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito

a notificação de Receita “B”.

Losartana Potássica

Nome comercial e outros nomes

Cozaar ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Cozaar(h), Corus(h), Losartana Potássica

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador, bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA). Apresenta uma alta

afinidade e seletividade pelo receptor AT1. A ação é similar aos inibidores da ECA, exceto

que ele bloqueia diretamente o receptor, inibindo a síntese de angiotensina II. Os BRAs

apresentam a vantagem de produzir uma menor hipercalemia e são mais bem tolerados nos

seres humanos. O losartan e outros BRAs têm sido utilizados em humanos que não toleram

os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Em humanos é biotransformado

em um metabólito ácido carboxílico ativo, que é 10-40 vezes mais potente do que o próprio

medicamento e acredita-se ser responsável pela maioria dos efeitos clínicos. O metabólito

não é produzido em níveis efetivos em cães.


Indicações e Usos Clínicos

Em cães, relata-se que o losartan não é convertido no metabólito ativo, assim apresenta uma

baixa atividade nessa espécie. Entretanto, outro medicamento semelhante, o irbesartan

(30 mg/kg a cada 12 horas), tem se mostrado efetivo no bloqueio dos receptores

da angiotensina II.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatadas reações adversas em animais. Em seres humanos, pode ocorrer

hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações específicas para animais. Não utilizar em animais

prenhes.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

Em cães, o losartan não é convertido no metabólito ativo. Assim, apresenta uma baixa

biodisponibilidade (J. PharmacolExpTher, 268:1199-1205, 1999). Sugere-se que, em vez do

losartan, considerar o irbesartan na dose de 30 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a pressão sanguínea nos animais tratados.

Formulações

O losartan está disponível em comprimidos de 25 e 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

Não é recomendado.

Gatos

Não é estabelecido.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar em animais de produção.

Classificação RCI: 3

Lufenuron

Nome comercial e outros nomes

Program ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Program (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário. O lufenuron é um inseticida benzoilureia. Esta classe de inseticida foi

previamente utilizada em frutas para diminuir o dano causado pelos insetos. O lufenuron

(Program ® ) tem sido utilizado na prevenção de infecções por pulgas em cães e gatos, pois

inibe a síntese da quitina. Para esta finalidade, recomenda-se, para cães, a dose de

10 mg/kg a cada 30 dias e para gatos, a dose de 30 mg/kg a cada 30 dias. Pode também

inibir a síntese da parede celular de fungos que contém quitina e outros polissacarídeos

complexos na sua constituição. Devido a esta propriedade na membrana celular dos fungos,

o lufenuron tem sido utilizado no tratamento da dermatofitose em pequenos animais.

Contudo, sua eficácia é controversa.


Indicações e Usos Clínicos

O lufenuron é usado para o controle de infestações por pulgas, prevenindo a eclosão de seus

ovos. Tem sido utilizado como parte do controle de pulgas, sempre com outros

medicamentos responsáveis por promover a morte dos parasitas adultos. O lufenuron pode

ser associado à milbemicina em formulações para pequenos animais, detalhes adicionais

podem ser encontrados em Milbemicina. Não há estudos clínicos do uso do lufenuron no

tratamento de infecções dermatofíticas em pequenos animais — particularmente gatos —

em altas doses de 80-100 mg/kg por via oral. Contudo, o endosso deste uso tem diminuído

e os dermatologistas têm contestado a eficácia e têm observado alta incidência da

recorrência. Em equinos, o lufenuron não é absorvido por via oral e não é efetivo no

tratamento de infecções fúngicas. Não apresenta efeito in vitro sobre Aspergillus fumigatus ou

Coccidioides immitis.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Para detalhes ler a seção do lufenuron ou milbemicina.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas em animais. Alguns animais podem ser sensíveis

a Milbemicina.

Interações Medicamentosas

Não há interações relatadas em animais, exceto aqueles pertencentes à milbemicina.

Instruções de Uso

O lufenuron é um medicamento altamente lipofílico, sendo mais bem absorvido com

alimentos. No caso de gatos que possuem acesso livre a refeição, recomenda-se suspender

a alimentação por certo período, para que a refeição seja totalmente ingerida previamente

à administração do medicamento. O lufenuron pode controlar o desenvolvimento

das pulgas se administrado aos animais a cada 30 dias.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações


O lufenuron está disponível em comprimidos de 45, 90, 135, 204,9 e 409,8 mg e

suspensão de 135 e 270 mg por embalagem.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Controle de pulgas: 10 mg/kg a cada 30 dias por via oral.

• Dermatofitose: 80 mg/kg (eficácia questionável).

Gatos

• Controle de pulgas: 30 mg/kg a cada 30 dias por via oral ou solução injetável de

10 mg/kg, por via subcutânea a cada 6 meses.

• Dermatofitose: 80 mg/kg; 100 mg/kg por via oral, é a dose mínima para o tratamento

de gatos que vivem em gatis. Estas doses devem ser repetidas inicialmente após as 2

primeiras semanas e possivelmente a cada mês, caso estes animais sejam novamente

expostos ao fungo (eficácia questionável).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Não é efetivo.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Lufenuron + Milbemicina Oxima

Nomes comerciais e outros nomes

Sentinel ® comprimidos e comprimidos palatáveis

Medicamentos comercializados no Brasil


Program Plus (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Associação de dois medicamentos antiparasitários. Para mais detalhes, consulte Lufenuron

ou Milbemicina.

Indicações e Usos Clínicos

O lufenuron + milbemicina é usado para prevenção contra pulgas, dirofilariose,

nematelmintos, ancilóstomos e nematoides.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Há uma grande margem de segurança nas doses utilizadas para o controle ou tratamento

de dermatófitos. Efeitos colaterais não foram relatados. O lufenuron parece ser

relativamente seguro em fêmeas prenhes e animais jovens.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas para animais.

Interações Medicamentosas

Não há interações relatadas para animais.

Instruções de Uso

Para detalhes consultar Lufenuron ou Milbemicina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar para dirofilariose em cães antes do início do tratamento com a milbemicina.

Formulações

A milbemicina/lufenuron está disponível em comprimidos de 2,3/46 mg e comprimidos


palatáveis de 5,75/115, 11,5/230 e 23/460 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Administrar um comprimido a cada 30 dias baseado no tamanho do comprimido e peso

listados na bula do produto.

Gatos

• Não há doses relatadas. Cada comprimido é formulado conforme o tamanho do animal.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).


M

Magnésio, Citrato de

Nomes comerciais e outros nomes

Citroma, CitroNesia e Citro-Mag (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não consta como único princípio ativo da fórmula.

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Sal catártico. Atrai água para o intestino delgado por efeito osmótico. O acúmulo de líquido

provoca distensão, promovendo a evacuação intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

O citrato de magnésio é administrado por via oral em casos de constipação e para evacuação

intestinal antes da realização de determinados procedimentos. Pode também ser usado para

promover a eliminação intestinal de uma toxina ingerida. Sua ação catártica é imediata.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. No entanto, o uso excessivo pode

provocar perda de líquidos e eletrólitos.

Contraindicações e Precauções

O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.

Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacino e outras

fluoroquinolonas.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, o citrato

de magnésio pode aumentar a eliminação de alguns medicamentos administrados por via

oral.

Instruções de Uso

O citrato de magnésio é comumente usado para provocar evacuação intestinal antes

da realização de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos. As doses usadas são empíricas e

baseadas na extrapolação das dosagens empregadas em outras espécies. O início da ação

é rápido.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico. No entanto, as concentrações de

magnésio devem ser monitoradas em caso de repetições do tratamento ou administração

de doses elevadas.

Formulações

O citrato de magnésio é comercializado em suspensão oral a 6%.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2-4 mL/kg/dia, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 2-4 mL/kg, em dose única, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não

há sugestão de intervalos de carência do tratamento.


Magnésio, Hidróxido de

Nomes comerciais e outros nomes

Leite de Magnésia, Carmilax e Magnalax

Medicamentos comercializados no Brasil

Leite de Magnésia Phillips (h)

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Sal catártico. Atrai água para o intestino delgado, por efeito osmótico. O acúmulo de fluido

provoca distensão, promovendo a evacuação intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

O hidróxido de magnésio é administrado por via oral em casos de constipação intestinal e

para evacuação intestinal antes da realização de determinados procedimentos.

É comumente usado na evacuação intestinal antes da realização de procedimentos

cirúrgicos e diagnósticos. Sua ação é rápida. O hidróxido de magnésio é também utilizado

como antiácido de administração oral para neutralizar a acidez estomacal. Em grandes

animais, é usado como antiácido e catártico leve. Em bovinos, aproximadamente 1 g/kg,

em dose única, aumenta significativamente o pH do rúmen e a atividade microbiana

ruminal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos adversos em animais. No entanto, o uso excessivo pode provocar

perda de fluidos e eletrólitos.

Contraindicações e Precauções

O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacina e outras


fluoroquinolonas.

Instruções de Uso

Administre apenas em pacientes adequadamente hidratados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Em caso de uso crônico, monitore as concentrações de eletrólitos.

Formulações

O hidróxido de magnésio é comercializado em suspensão oral a 400 mg/5 mL (Leite de

Magnésia), sendo um produto de venda livre. O Leite de Magnésia contém

aproximadamente 400 mg de hidróxido de magnésio por colher de sopa. Esta substância é

também comercializada em bolus de 27 g para bovinos e ovinos e pó a aproximadamente

745 g/kg. Em pó, 450 g equivalem a cerca de 3,8 litros de Leite de Magnésia, e três bolus de

27 g equivalem a aproximadamente 1 L de Leite de Magnésia.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Antiácido: 5-10 mL/cão a cada 4-6 horas por via oral.

• Catártico: 15-50 mL/cão a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• Antiácido: 5-10 mL/gato a cada 4-6 horas por via oral.

• Catártico: 2-6 mL/gato a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Ovinos

• 1 g/kg ou 1 bolus a cada 27 kg por via oral, em dose única (3-4 bolus em bovinos

adultos).


• Para administração do pó, misture 450 g a 3,8 Lde água e dê 500 mL/45 kg.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência em animais de produção: 12-24 horas (leite), dependendo

do produto.

Magnésio, Sulfato de

Nome comercial e outros nomes

Epsom salts

Medicamentos comercializados no Brasil

Marcas genéricas

Classificação funcional

Laxante, antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Sal catártico e antiarrítmico. Ao ser administrado por via oral, o sulfato de magnésio atrai

água para o intestino delgado por efeito osmótico. O acúmulo de fluido provoca distensão,

promovendo a evacuação intestinal. É usado na reposição de magnésio em pacientes com

deficiência nutricional deste elemento. Quando usado como antiarrítmico, é fonte

de magnésio no tratamento de arritmias refratárias, já que, em animais com

hipomagnesemia, atua como cofator para a bomba de Na/K ATPase. Pode também bloquear

os canais de cálcio.

Indicações e Usos Clínicos

O sulfato de magnésio é usado em casos de constipação intestinal e para evacuação

intestinal antes da realização de determinados procedimentos. Como solução injetável, é

utilizado para o tratamento de arritmias refratárias em pacientes em estado crítico.

Em equinos, o sulfato de magnésio é usado para o tratamento da taquicardia ventricular

não responsiva a outras medicações e, em bovinos, é empregado para o tratamento

da hipomagnesemia, principalmente em vacas leiteiras.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Em altas doses, o sulfato de magnésio pode provocar fraqueza muscular e paralisia

respiratória. O uso crônico pode levar à perda de fluidos e eletrólitos. No tratamento

de arritmias, é empregado, com segurança, em doses de 0,1-0,2 mEq/kg.

Contraindicações e Precauções

O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacino e outras

fluoroquinolonas. O sulfato de magnésio é incompatível com soluções alcalinas. Alguns

íons metálicos (p. ex., cálcio) podem formar sulfatos insolúveis.

Instruções de Uso

O sulfato de magnésio é usado como laxante por sua ação imediata na evacuação

do intestino antes da realização de procedimentos cirúrgicos e diagnósticos. Sua ação

é rápida. Em bovinos com hipomagnesemia, pode ser primeiramente administrado por via

intravenosa e, a seguir, por via subcutânea, para que o efeito seja prolongado. Monitore

a ocorrência de hipocalcemia, que pode ser observada simultaneamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de cálcio e magnésio. Em animais, os níveis normais de magnésio

são de 1,32-2,46 mEq/L. Muitos bovinos também apresentam hipocalcemia.

Formulações

O sulfato de magnésio é comercializado em cristais sólidos e preparações genéricas.

A solução injetável tem concentração de 12,5 mEq/mL. As soluções de administração

intravenosa e subcutânea em bovinos geralmente apresentam 1,5-4 g/L.

Estabilidade e Armazenamento

Os cristais são estáveis se armazenados em frasco protegidos da umidade. Armazene

soluções injetáveis em temperatura ambiente, em frasco bem fechado e ao abrigo da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1-2 mEq/kg/dia por via oral (ou 8-25 g/cão, a cada 24 horas por via oral).


Gatos

• 2-5 g/gato a cada 24 horas por via oral.

Cães e Gatos

• Infusão em taxa constante (ITC) no tratamento de arritmias: 0,15-0,3 mEq/kg

lentamente durante 5-15 minutos e, a seguir, 0,75-1,0 mEq/kg/dia.

• Durante a fluidoterapia: Suplemente as soluções fluidas com 0,75-1,0 mEq/kg/dia.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 2-3 g por animal por via intravenosa durante 10 minutos. A seguir, pode-se fazer

a administração subcutânea de 200-400 mL de sulfato de magnésio a 25% por animal,

para fornecimento de 50-100 g.

Equinos

• 1 g/animal a cada 12-24 horas, por via oral, ou 2-4 mg/kg por via intravenosa. No

tratamento da taquicardia ventricular, a infusão de 1 g/min, até um máximo de 25 g,

pode ser realizada por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não

há sugestão de intervalos de carência do tratamento.

Maleato de Clorfeniramina

Nomes comerciais e outros nomes

Chlortrimeton e Phenetron

Medicamentos comercializados no Brasil

Resfedryl (h) , Resfenol (h) - associações

Classificação funcional

Anti-histamínico


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). Como os demais anti-histamínicos,

bloqueia o receptor H 1 e suprime as reações inflamatórias provocadas pela histamina.

Os bloqueadores de receptores H1 são usados para o controle do prurido e da inflamação

cutânea em cães e gatos. Outros anti-histamínicos comumente usados são a clemastina,

a dexclorfeniramina, a difenidramina, a cetirizina e a hidroxizina.

Indicações e Usos Clínicos

A clorfeniramina é usada na prevenção de reações alérgicas e para o tratamento do prurido

em cães e gatos. No entanto, as taxas de sucesso no tratamento do prurido não são altas.

Além do efeito anti-histamínico no tratamento das alergias, estas substâncias bloqueiam

a ação da histamina no centro do vômito, no centro vestibular e em outros centros que

controlam a êmese em animais. O uso da clorfeniramina em animais é, principalmente,

empírico. Não há estudos clínicos ou ensaios de eficácia bem-controlados que documentem

sua ação clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A sedação é o efeito colateral mais comumente observado, sendo resultante da inibição

da N-metiltransferase da histamina. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio

de outros receptores do SNC, como os receptores de serotonina, acetilcolina e alfareceptores.

Efeitos antimuscarínicos (similares ao da atropina) também são comuns, tais

como boca seca e redução das secreções gástricas.

Contraindicações e Precauções

Efeitos antimuscarínicos (similares aos da atropina) são comuns. Não administre nas

condições em que a administração de medicamentos anticolinérgicos seria

contraindicada, como em casos de glaucoma, íleo ou arritmias cardíacas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A clorfeniramina está incluída em muitos medicamentos de venda livre para tratamento

de tosse, resfriados e alergias.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A clorfeniramina é comercializada em comprimidos de 4 e 8 mg, comprimidos mastigáveis

de 2 mg, xarope a 2 mg/5 mL e ampolas para injeção a 10 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Evite o congelamento. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 4-8 mg/cão a cada 12 horas por via oral até uma dose máxima de 0,5 mg/kg a cada

12 horas.

Gatos

• 2 mg/gato a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Nos EUA,

para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o

FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Maleato de Enalapril

Nomes comerciais e outros nomes

Enacard ® (veterinário) e Vasotec ® (humano)


Medicamentos comercializados no Brasil

Eupressin (h) , Maleato de Enalapril (g)

Classificação funcional

Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da ECA. Como outros inibidores da ECA, este medicamento inibe a conversão de

angiotensina I em angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e também

estimulante simpático, hipertensor renal e promotor da síntese de aldosterona. A capacidade

da aldosterona em reter sódio e água contribui para a congestão.

O enalapril, como outros inibidores da ECA, irá causar a vasodilatação e diminuir

a congestão induzida pela aldosterona, mas os inibidores da ECA também contribuem com a

vasodilatação pelo aumento da concentração de algumas cininas vasodilatadoras e das

prostaglandinas.

Indicações e Usos Clínicos

O enalapril, como outros medicamentos inibidores da ECA, é usado para o tratamento

da hipertensão e da insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

A eficácia para a ICC é boa e pode ser usada em associação a outros medicamentos

como o pimobendan, a furosemida, a digoxina e a espironolactona. É principalmente usada

em cães. Ainda, além do uso para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva, o

enalapril é usado para retardar a ICC em cães com insuficiência mitral. O benefício

do enalapril e outros inibidores da ECA para doenças cardíacas ocultas são controversos,

alguns estudos mostram benefícios, outros não. O enalapril é usado em alguns gatos com

insuficiência cardíaca ou com hipertensão sistêmica. Infelizmente, aproximadamente 50%

dos gatos com hipertensão não respondem ao enalapril e aos inibidores da ECA, assim não

são considerados para um tratamento primário da hipertensão em gatos.

Os inibidores da ECA também são usados no controle de determinados distúrbios renais

(nefropatia) e na hipertensão renal pelos seus benefícios. Os benefícios renais resultam na

limitação da hipertensão sistêmica e glomerular, do efeito antiproteinúria com diminuição

da taxa creatinina-proteína urinária e no retardo do desenvolvimento da esclerose

glomerular e de lesões tubulointersticiais. Os inibidores da ECA diminuíram a proteinúria em

pacientes, mas benefícios a longo prazo em relação à sobrevivência dos animais não foram

estabelecidos. Os benefícios dos inibidores da ECA para o tratamento de gatos com doença

renal crônica são limitados e apresentam pouco efeito no tempo de sobrevida ou melhora do

prognóstico.

O uso em grandes animais não foi estabelecido, mas em equinos o metabólito


enalaprilato em uma dose de 0,5 mg/kg, por via intravenosa, inibe completamente

a atividade da ECA, mas não altera a pressão sanguínea ou outras variáveis hemodinâmicas

na resposta ao exercício.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O enalapril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitore cuidadosamente pacientes

que recebem altas doses de diuréticos.

Contraindicações e Precauções

Descontinuar o uso em animais prenhes; esta medicação atravessa a placenta, causando

malformações e mortes fetais.

Interações Medicamentosas

Utilize com cautela junto a outros medicamentos hipotensivos e diuréticos.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos

vasodilatadores.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em estudos clínicos realizados em cães. Em cães, inicie administrando

1 vez ao dia e aumente para cada 12 horas, se necessário. Outros medicamentos usados

para o tratamento da insuficiência cardíaca podem ser usados concomitantemente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar a hipotensão. Como todos os inibidores da

ECA, monitore os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após o início da terapia e depois

periodicamente.

Formulações

O enalapril está disponível como Vasotec ® (para uso humano) em comprimidos de 2,5, 5,

10 e 20 mg e como Enacard ® (para uso veterinário) em comprimidos de 1, 2,5, 5, 10 e

20 mg.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

As suspensões orais manipuladas e flavorizantes de enalapril são estáveis por 60 dias. Em pH

superior a 5, a degradação ocorre mais rapidamente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral. Em alguns animais pode ser necessário

aumentar a dose para 1 mg/kg dia, administrando 0,5 mg/kg a cada 12 horas.

Gatos

• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• 1-1,25 mg/gato/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há estudos clínicos disponíveis para estabelecer doses para equinos.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de período de

carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Classificação RCI: 3

Maleato de Tegaserode

Nome comercial e outros nomes

Zelnorm

Medicamentos comercializados no Brasil

Zelmac (h)

Classificação funcional

Estimulante gastrointestinal

Farmacologia e Mecanismo de Ação


O maleato de tegaserode é um estimulante intestinal que produz uma ação procinética para

estimular sua motilidade. Age ao ligar-se a receptores da serotonina tipo 4 (5-HT4) e dispara

a liberação de neurotransmissores que estimulam a motilidade da musculatura lisa gástrica.

A ativação dos receptores 5-HT 4 no trato gastrointestinal estimula o reflexo peristáltico e a

secreção intestinal. Em equinos, aumenta a motilidade na flexura pélvica e acelera o

trânsito gástrico Em equinos, tem uma taxa de absorção oral de 55% e uma meia-vida de

aproximadamente 2,7 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O tegaserode foi retirado do mercado para uso humano devido aos efeitos colaterais,

mas ainda está disponível a partir de algumas fontes. Em seres humanos, foi associado a

risco mais elevado de eventos cardiovasculares adversos, incluindo ataque cardíaco, dor

torácica e acidente vascular encefálico. É usado em seres humanos com a síndrome do

cólon irritável, cujo principal sintoma é a constipação intestinal. O único uso relatado em

animais é em equinos para estimular a motilidade intestinal. Aumentou o trânsito

gastrointestinal em equinos e estimulou a motilidade do cólon maior. O uso em pequenos

animais é, sobretudo, empírico e o uso clínico não está estabelecido.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Reações cardiovasculares adversas foram responsáveis por sua retirada

de comercialização em seres humanos. Entretanto, efeitos colaterais não são

relatados em animais.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com obstrução intestinal. Em equinos, o tegaserode não é absorvido

por via retal.

Interações Medicamentosas

Não foram identificadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso em animais baseia-se principalmente em relatos da utilização em equinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.


Formulações

O maleato de tegaserode está disponível em comprimidos de 2 e 6 mg. Entretanto, após sua

descontinuação, sua disponibilidade é mais difícil. É praticamente insolúvel em água, mas os

comprimidos triturados podem ser usados em suspensão para administração oral a equinos.

Também é dissolvido em ácido acético, sendo mais diluído para a administração por via

intravenosa.

Estabilidade e Armazenamento

Os comprimidos triturados em água são estáveis, se administrados logo após a mistura

para equinos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não há relatos de doses para pequenos animais. (As doses foram extrapoladas das utilizadas

em seres humanos.)

Posologia para Grandes Animais

• 0,27 mg/kg por via oral a cada 12 horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

No Brasil, o Zelmac ainda é comercializado para uso em seres humanos para o tratamento

da síndrome do cólon irritável.

Manitol

Nome comercial e outros nomes

Osmitrol

Medicamentos comercializados no Brasil

Manitol a 20% (g)

Classificação funcional


Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Diurético hiperosmótico. O manitol está naturalmente presente como açúcar em frutas e

vegetais. Como diurético osmótico, o manitol é livremente filtrado pelos glomérulos, mas não

é reabsorvido pelos túbulos renais. Portanto, aumenta a osmolalidade da urina. O efeito

osmótico inibe a reabsorção de fluidos nos túbulos renais, e isto produz uma ação

natriurética e intensa diurese. A reabsorção de cloreto de sódio e solutos também é inibida.

O manitol, em comparação a outros diuréticos, é mais potente, podendo provocar excessiva

perda de fluido. Após a administração intravenosa, o manitol aumenta a osmolalidade

plasmática, que trazendo os fluidos dos tecidos para o plasma, o que auxilia o tratamento de

edemas tissulares (p. ex., edema cerebral). O manitol também reduz a pressão intracraniana.

É também empregado no tratamento de glaucomas, por diminuir a pressão intraocular

quando administrado por via intravenosa.

Indicações e Usos Clínicos

O manitol é administrado por via intravenosa para tratamento do edema cerebral,

do glaucoma agudo e de doenças associadas a edemas tissulares. Este medicamento

também tem sido usado na promoção da excreção urinária de certas toxinas e

no tratamento da insuficiência renal anúrica ou oligúrica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O manitol provoca profunda diurese e pode causar perda significativa de fluidos e

desequilíbrio eletrolítico. A taxa de administração é muito rápida para expandir

excessivamente o volume extracelular.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes desidratados. Use com cautela em caso de suspeita

de hemorragia intracraniana, já que pode causar sangramento (este efeito é controverso

no tratamento destas hemorragias).

Interações Medicamentosas

Não administre simultaneamente a transfusões de sangue. Em caso de transfusão e

administração concomitante do manitol, adicione 20 mEq/L de cloreto de sódio

para cada litro de manitol. Este medicamento pode aumentar a depuração renal

de outros fármacos.


Instruções de Uso

Use apenas em animais que possam ser submetidos ao monitoramento de fluidos e equilíbrio

eletrolítico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a hidratação e o equilíbrio eletrolítico de animais tratados. Monitore a pressão

intraocular durante o tratamento do glaucoma agudo.

Formulações

O manitol é comercializado em solução injetável a 5%, 10%, 15%, 20% e 25%. A solução

a 25% é equivalente a 1 g em frascos de 4 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Após o preparo das soluções, descarte porções não usadas. Em caso de resfriamento

das soluções, pode haver formação de cristais.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Diurético: 1 g/kg da solução a 5 -25% por via intravenosa, para manutenção do fluxo

urinário.

• Expansão fluida: 0,5-2 g/kg por via intravenosa (ou 0,1 g/kg/hora)

• Glaucoma ou edema do SNC: 0,25-2 g/kg da solução a 15 -25% por via intravenosa,

por 30-60 minutos (repita, se necessário, em 6 horas)

Gatos

• Expansão fluida: 0,5-0,8 g/kg, por via intravenosa durante 5 minutos, seguida pela

administração por infusão em taxa constante de 1 mg/kg/min.

Posologia para Grandes Animais

• 0,25-1 g/kg (solução a 20%), por via intravenosa durante 1 hora.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado ao baixo risco de resíduos, não


há sugestão de intervalos de carência do tratamento.

Marbofloxacino

Nomes comerciais e outros nomes

Zeniquin e Marbocyl (na Europa)

Medicamentos comercializados no Brasil

Marbopet (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antimicrobiano da classe das fluoroquinolonas. A marbofloxacino inibe a DNA girase das

bactérias, impedindo a síntese de DNA e RNA. A marbofloxacino é bactericida e apresenta

amplo espectro de atividade. Entre as bactérias sensíveis, incluem-se Staphylococcus,

Escherichia coli, Proteus, Klebsiella e Pasteurella. A Pseudomonas aeruginosa é moderadamente

sensível ao antimicrobiano, mas o tratamento requer a administração de doses mais

elevadas. Alguns Staphylococcus resistentes à meticilina podem também ser resistentes às

fluoroquinolonas. A marbofloxacino não apresenta boa atividade contra estreptococos e

bactérias anaeróbicas.

Indicações e Usos Clínicos

A marbofloxacino, como as demais fluoroquinolonas, é usada para o tratamento de infecções

causadas por bactérias suscetíveis em diversas espécies animais. O uso da marbofloxacino é

aprovado em cães e gatos. Entre as infecções tratadas com este medicamento, incluem-se as

de pele e tecido mole, ósseas, do trato urinário inferior, as pneumonias e as doenças

provocadas por microrganismos intracelulares. A marbofloxacino é eficaz no tratamento de

infecções hematógenas, como as provocadas por Mycoplasma haemofelis em gatos, em dose

de 2,75 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 14 dias. A marbofloxacino é também

usada em equinos, no tratamento de infecções causadas por bactérias suscetíveis. Em cães,

a meia-vida da marbofloxacino é de 7–9 horas, mas, em alguns estudos, pode ser maior. Em

equinos, a meia-vida variou de 4,7-7,6 horas, dependendo do estudo. Nestas espécies, o

volume de distribuição da marbofloxacino é de 1,2 - 2 L/kg. Sua absorção após a

administração oral é de 100% em pequenos animais e de 60% em equinos.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas concentrações podem ser tóxicas para o sistema nervoso central (SNC). Como outras

fluoroquinolonas, podendo provocar vômitos e diarreia quando administrada em altas

doses. Quando dada por via intravenosa em pacientes anestesiados, não altera os

parâmetros cardiovasculares. Todas as fluoroquinolonas podem provocar artropatia em

animais jovens. Cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de idade, e os animais de

raças grandes e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em dose duas vezes superior

ao limite, a marbofloxacino provocou dano articular em cães de 4-5 meses de idade. Em

gatos de 8 meses de idade, em doses de 17 e 28 mg/kg por 42 dias, por via articular, a

marbofloxacino foi associada a dano cartilaginoso. Em gatos, há relatos de cegueira

relacionada ao tratamento com algumas quinolonas, como a enrofloxacina e o ácido

nalidíxico. Não há relatos clínicos de ocorrência dessas reações em animais submetidos ao

tratamento com marbofloxacino, e estudos de toxicidade realizados pelo fabricante

mostram ausência de lesões oculares ou problemas de visão em gatos. Em dose de

17 mg/kg e 28 mg/kg (3 e 5 vezes acima do limite superior), não provocou alterações

oculares. A marbofloxacino foi administrada a equinos, por via oral, sem produzir efeitos

colaterais no trato gastrointestinal.

Contraindicações e Precauções

Evite a administração em animais jovens, devido ao risco de dano cartilaginoso. Use com

cautela em animais suscetíveis a convulsões.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando usadas

concomitantemente. A coadministração de cátions bivalentes ou trivalentes, como

produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio pode reduzir a absorção de

marbofloxacino. Não misture em soluções ou frascos contendo alumínio, cálcio ou ferro,

dada a ocorrência de quelação. A marbofloxacino pode ser administrada com outros

antibióticos e agentes anestésicos, sem evidências de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Na faixa inferior da dose aprovada descrita na bula, a marbofloxacino é ativa contra

a maioria das bactérias suscetíveis. Dentro da faixa terapêutica aprovada, doses maiores são

necessárias ao tratamento de infecções causadas por microrganismos em que

a concentração inibitória mínima (MIC) é mais elevada. As doses empregadas na Europa são

menores do que as usadas nos EUA, mas não há evidências de que isto tenha afetado a

eficácia. O tratamento eficaz da piodermite na Europa, por exemplo, é conseguido com


doses de 2,0 mg/kg 1 vez/dia, mas, nos EUA, a menor dose empregada é a de 2,75 mg/kg

1 vez/dia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o Clinical and Laboratory Standartds Institute (CLSI), o ponto de

perda de suscetibilidade em cães e gatos é de ≤ 1,0 μg/mL. Em caso de uso de

fluoroquinolonas no antibiograma, os resultados são similares. No entanto, a marbofloxacino

é ligeiramente mais ativa do que outras quinolonas de uso veterinário contra Pseudomonas

aeruginosa, e a ciprofloxacina humana é mais eficaz.

Formulações

A marbofloxacino é comercializada em comprimidos de 25, 50, 100 e 200 mg. A

marbofloxacino injetável (Marbocyl) é aprovada em outros países, mas não nos EUA.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Não associe a ingredientes que possam quelar a quinolona, como ferro ou cálcio.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,75-5,5 mg/kg 1 vez/dia por via oral.

Gatos

• 2,75-5,5 mg/kg 1 vez/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2 mg/kg 1 vez/dia por vias oral ou intravenosa, para o tratamento de infecções

provocadas por bactérias Gram-negativas suscetíveis (a formulação intravenosa não é

comercializada nos EUA). Uma dose oral de 2 mg/kg pode não ser suficiente

ao tratamento de outras infecções bacterianas em equinos, incluindo cocos Grampositivos.

No entanto, doses mais elevadas não foram testadas.

Informações sobre Restrição Legal


O uso da marbofloxacino em animais de produção é proibido; assim, não há períodos

de carência da terapia sugeridos para tais animais.

Mebendazol

Nomes comerciais e outros nomes

Telmintic, Telmin, Vermox (preparações humanas) e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Pantelmin (h) , Necamin (h) , Mebendazol (g) , Byboszole (v) , Equimag (v) , Mataverm (v) ,

Menedasil (v) , Mebendazol (v) , Platelmin (v) , Verminase (v) , Vermitrat (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário benzimidazólico. Como outros benzimidazois, o mebendazol degenera os

microtúbulos parasitários e bloqueia, de forma irreversível, a absorção de glicose pelos

parasitas. A inibição da absorção de glicose depleta a energia armazenada pelo parasita,

resultando em sua morte. No entanto, o mebendazol não atua sobre o metabolismo

da glicose em mamíferos.

Indicações e Usos Clínicos

O mebendazol é usado em equinos para o tratamento de infestações por grandes

nematódeos (Parascaris equorum), grandes estrôngilos (Strongylus edentatus, S. equinus e S.

vulgaris), pequenos estrôngilos e oxíuros maduros e imaturos [(quarto estágio larval (Oxyuris

equi]. Em cães, é usado para o tratamento de nematódeos (Toxocara canis, Ancylostoma

caninum, Uncinaria stenocephala e Trichuris vulpis) e cestódeos (Taenia pisiformis).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são raros. O mebendazol ocasionalmente provoca vômitos e diarreia

em cães. Alguns relatos sugerem a ocorrência de reações hepáticas idiossincráticas nestes

animais.


Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O pó para administração a equinos pode ser diretamente espalhado sobre o concentrado

ou dissolvido em 1 L de água e dado por sonda nasoestomacal. Em cães, pode ser misturado

ao alimento diretamente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O mebendazol é comercializado na formulação em pó com 40 ou 166,7 mg/g, em pasta

para equinos a 200 mg/g, solução a 33,3 mg/mL e comprimidos mastigáveis de 100 mg

(preparação para uso humano).

Algumas formulações para equinos contêm 83,3 mg de mebendazol e 375 mg

de triclorfon por grama de pó.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 22 mg/kg (misturados ao alimento) a cada 24 horas por 3 dias. O tratamento pode

ser repetido em 3 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 8,8 mg/kg por via oral.


Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais destinados ao consumo humano.

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula

com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Meclizina

Nomes comerciais e outros nomes

Antivert, Bonine, Meclozine (no Reino Unido) e marcas genéricas.

Medicamentos comercializados no Brasil

Meclin (h)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiemético. Anti-histamínico. Como outros anti-histamínicos, bloqueia o efeito

da histamina sobre os receptores H1. No entanto, também exerce ações anticolinérgicas

centrais, que podem ser responsáveis por seu efeito antiemético.

Indicações e Usos Clínicos

A meclizina é usada para o tratamento de vômitos. Suprime a zona deflagradora

de quimiorreceptores. É também empregada para o tratamento da cinetose. Seu uso

em animais é derivado, principalmente, de observações empíricas. Não existem estudos

clínicos bem controlados ou ensaios sobre eficácia para documentação de sua atividade.

Outros medicamentos de eficácia comprovada (p. ex., maropitant) são frequentemente

usados ao invés da meclizina para o tratamento de vômitos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. A ação anticolinérgica (similar

à da atropina) pode provocar reações adversas.


Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com obstrução gástrica ou glaucoma.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. Em medicina veterinária, o uso

de meclizina é baseado na experiência em seres humanos ou em dados empíricos obtidos de

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A meclizina é comercializada em comprimidos de 12,5, 25 e 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 25 mg por cão a cada 24 horas por via oral (na prevenção da cinetose, administre 1 hora

antes da viagem).

Gatos

• 12,5 mg por cão a cada 24 horas por via oral (na prevenção da cinetose, administre

1 hora antes da viagem).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Nos EUA,

para uso extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD,

no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Meclofenamato Sódico, Ácido Meclofenâmico

Nomes comerciais e outros nomes

Arquel e Meclofen

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O meclofenamato é também denominado ácido meclofenâmico e é similar ao ácido

tolfenâmico, cujo uso em animais é aprovado em alguns países. O meclofenamato e outros

AINEs produzem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibirem a síntese de

prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). Existem duas

isoformas da enzima COX: a COX-1 e a COX-2. A COX-1 é primariamente responsável pela

síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do trato gástrico, da

função renal, da função plaquetária e de outras funções normais do organismo. A COX-2 é

induzida e é responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes mediadores de

dor, inflamação e febre. O ácido meclofenâmico é um inibidor com atividades equivalentes

sobre a COX-1 e a COX-2.

Indicações e Usos Clínicos

O meclofenamato é usado para o tratamento da dor e da inflamação. É mais comumente

administrado para o tratamento de inflamações musculoesqueléticas. Seu uso em animais

foi reduzido por sua menor disponibilidade e maior popularidade de outros antiinflamatórios.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais, mas a ocorrência de reações adversas


associadas aos demais AINEs é possível. Estas reações geralmente são de natureza gástrica

(p. ex., gastrite, úlceras gástricas).

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de úlceras gástricas. Não

associe a outras substâncias ulcerogênicas, como os corticosteroides. A bula sugere limitar

a administração do medicamento por 5-7 dias.

Interações Medicamentosas

Como outros AINEs, os efeitos ulcerogênicos são potencializados pela administração

de corticosteroides. O ácido meclofenâmico, como outros AINEs, pode interferir na ação

de diuréticos, como a furosemida e os inibidores da enzima conversora de angiotensina

(ECA).

Instruções de Uso

A maior experiência com o uso do meclofenamato é em equinos. Formulações comerciais

para animais não são mais produzidas. Administre com alimentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a ocorrência de sinais de ulceração gástrica durante o tratamento.

Formulações

O meclofenamato é comercializado em comprimidos de 50 e 100 mg (mas raramente

encontrados), comprimidos de 10 e 20 mg (formulação para cães) e grânulos para equinos

(ácido meclofenâmico a 5%).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,1 mg/kg/dia durante até 5 dias por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• 2,2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Intervalos de carência para animais de produção não foram estabelecidos. Nos EUA, para

uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,

no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Melfalan

Nomes comerciais e outros nomes

Alkeran

Medicamentos comercializados no Brasil

Alkeran (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antineoplásico. O melfalan é um agente alquilante, de ação similar à ciclofosfamida. Alquila

pares de base do DNA, produzindo efeitos citotóxicos.

Indicações e Usos Clínicos

O melfalan não é usado como antineoplásico com tanta frequência quanto outros agentes

alquilantes. Em animais, é empregado para o tratamento do mieloma múltiplo e de alguns

carcinomas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados à sua ação como agente antineoplásico. O melfalan

provoca imunossupressão.


Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com mielossupressão.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. O melfalan tem sido usado em outros

protocolos antineoplásicos.

Instruções de Uso

Consulte protocolos específicos para mais informações sobre as doses de melfalan.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma em busca de evidências de danos à medula óssea.

Formulações

O melfalan é comercializado em comprimidos de 2 mg e em solução injetável contendo

50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É insolúvel

em água, mas solúvel em etanol. Após a reconstituição, a decomposição é rápida, e pode

haver precipitação. Use em 1 hora após a reconstituição. Quando preparado em formulação

composta para administração oral, é instável e decompõe-se rapidamente (perda de 80% em

24 horas).

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,5 mg/m 2 (ou 0,1-0,2 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 7-10 dias (repita

a cada 3 semanas).

• As formulações injetáveis não foram utilizadas em animais, mas, em seres humanos,

a administração de 16 mg/m 2 por via intravenosa por 15-20 minutos tem sido usada a

intervalos de 2 semanas para o tratamento do mieloma múltiplo.

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram

estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado

em animais de produção.

Meloxicam

Nomes comerciais e outros nomes

Metcam (preparação para uso veterinário), Mobic (preparação humana), Metacam

suspensão (preparação europeia para equinos) e Mobicox (formulação para uso humano

canadense).

Medicamentos comercializados no Brasil

Maxican (v) , Movatec (h) , Meloxican (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O meloxicam é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros medicamentos

desta classe, o meloxicam apresenta efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibir a

síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). Existem

duas isoformas da enzima COX: a COX-1 e a COX-2. A COX-1 é primariamente responsável

pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do trato

gastrointestinal, da função renal, da função plaquetária e de outras funções normais. A

COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes

mediadores de dor, inflamação e febre. No entanto, sabe-se que há, em algumas situações,

certa reatividade cruzada entre COX-1 e COX-2, e que a atividade de COX-2 é importante

em determinadas funções biológicas. O meloxicam é relativamente pouco ativo sobre COX-1

do que AINEs mais antigos, mas não se sabe se a especificidade para uma ou outra enzima é

relacionada à eficácia ou à segurança. A meia-vida do meloxicam é de 23-24 horas em cães,

15 horas em gatos e de 8,5 horas (variando de 5-14,5 horas) em equinos. O meloxicam

apresenta alta afinidade de ligação a proteínas. Sua absorção oral é quase completa em cães,

quando ingerido com alimentos. A absorção é de 85-98% em equinos e não é

significativamente afetada pela alimentação. Em bezerros ruminantes, a absorção é de

100%, com meia-vida de 20-43 horas.


Indicações e Usos Clínicos

O meloxicam é usado na redução da dor, da inflamação e da febre. É empregado para

o tratamento agudo e crônico da dor e da inflamação em cães e gatos. Uma de suas

indicações mais comuns é a osteoartrite, mas também é utilizado no alívio da dor

relacionada a cirurgias. Em cães, a eficácia e a segurança, a curto e longo prazos,

do meloxicam foram estabelecidas. Em estudos realizados nesta espécie, doses elevadas (de

até 0,5 mg/kg) foram mais eficazes do que doses menores, mas também associadas a uma

maior incidência de reações gástricas adversas. Em gatos, o uso do meloxicam é limitado

a curto prazo; doses baixas podem ser usadas por períodos maiores. Nestes animais,

o meloxicam apresenta eficácia comparável, até mesmo superior, à do butorfanol para

o tratamento da dor provocada por procedimentos cirúrgicos. A resposta aguda

ao tratamento da febre em gatos também foi demonstrada. Em suínos, o meloxicam é eficaz

para o tratamento da síndrome de mastite-metrite-agalactia (MMA). Em equinos, é eficaz

para o tratamento da dor e da inflamação associadas a cirurgias. Em países europeus,

o meloxicam é aprovado para uso em equinos, suínos e bovinos. Nestes países, o

medicamento é empregado como terapia adjuvante em doenças respiratórias agudas,

diarreias e mastites agudas. O meloxicam é também eficaz na redução do desconforto

associado aos procedimentos de descorna em bovinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os principais efeitos colaterais são gastrointestinais, incluindo vômitos, diarreia e

ulceração. Uma vez que o meloxicam parece ser relativamente pouco ativo sobre COX-1,

espera-se que os efeitos colaterais sejam mais brandos do que os provocados pelos AINEs

não seletivos, mas isso não foi demonstrado em ensaios clínicos controlados. Toxicidade

renal, principalmente em animais desidratados ou já nefropatas, foi associada ao uso de

alguns AINEs. Lesões renais em cães foram relacionadas à administração de doses de 0,3-

0,5 mg/kg e maiores. Nestes animais, a ulceração gástrica foi observada após a

administração de doses ligeiramente superiores às registradas. Em gatos, doses elevadas

(cinco vezes superiores às recomendadas) provocaram vômitos e outros problemas

gástricos. Nesta espécie, a administração repetida de meloxicam (por 9 dias), em dose de

0,3 mg/kg/dia, foi associada à inflamação da mucosa gástrica e ulcerações.

Contraindicações e Precauções

Cães e gatos apresentando alterações gástricas ou renais preexistentes podem ser mais

suscetíveis ao desenvolvimento de efeitos adversos provocados por AINEs. No entanto,

em dose de 0,02 mg/kg/dia, a administração prolongada de meloxicam a gatos não levou

à progressão da doença renal em indivíduos já nefropatas. Em gestantes, a segurança do

meloxicam não é conhecida, mas efeitos colaterais não foram relatados. O fabricante não


recomenda a administração de uma segunda dose injetável em gatos. A solução oral de

meloxicam contém xilitol. O xilitol é um adoçante artificial que pode ser tóxico para cães

e provocar hipoglicemia e hepatopatia em altas doses, superiores a 0,1 g/kg. É pouco

provável que a administração de doses aprovadas da solução oral de meloxicam exceda o

nível tóxico de xilitol, mas deve-se ter cautela durante o uso concomitante com outros

medicamentos que também contenham esta substância.

Interações Medicamentosas

Não associe a outros AINEs ou corticosteroides. Sabe-se que os corticosteroides exacerbam

os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs podem interferir com a ação

de medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

A medicação líquida pode ser adicionada a alimentos. Ao usar a formulação líquida

veterinária, o frasco conta-gotas é projetado para liberar 0,05 mg a cada 2 gotas por

quilograma de peso corpóreo. Siga as instruções do fabricante ao usar a seringa fornecida

com o produto.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais gástricos para observação de evidências de diarreia, sangramento ou úlceras.

Dado o risco de lesão renal, monitore os parâmetros pertinentes (consumo de água,

concentração sérica de ureia e creatinina e densidade urinária) periodicamente durante o

tratamento.

Formulações

O meloxicam é comercializado em suspensão oral a 0,5 mg/mL (0,02 mg por gota),

1,5 mg/mL (0,05 mg por gota), injeção a 0,5% (5 mg/mL) e comprimidos de 7,5 e 15 mg

(preparação para uso humano).

Na Europa, também é comercializada uma suspensão oral para equinos,

em concentração de 15 mg/mL.

No Brasil, as preparações veterinárias do meloxican podem estar associadas

à azitromicina, e isoladamente na forma de comprimidos mastigáveis, em solução

injetável e ainda na forma de gel oral (equinos).

Estabilidade e Armazenamento

O meloxicam pode ser preparado em água, gel de metilcelulose a 1% e xarope simples ou


veículo de suspensão e flavorizante em relação 1:1, em concentrações de 0,25, 0,5 e

1,0 mg/mL. Estas formulações são estáveis por 28 dias em temperatura ambiente ou sob

refrigeração.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,2 mg/kg (dose inicial) via oral, intravenosa ou subcutânea, passando a 0,1 mg/kg

a cada 24 horas por vias oral, intravenosa ou subcutânea.

Gatos

• 0,05 mg/kg a cada 24 horas por via oral, com redução da dose caso o tratamento seja

prolongado. A terapia a longo prazo pode ser realizada com 0,05 mg/kg a cada 48 ou

72 horas.

• Doses únicas de 0,15 mg/kg por via subcutânea, com doses aprovadas de até 0,3 mg/kg

por via subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• 0,4 mg/kg por via intramuscular, que pode ser repetida após 24 horas.

Bovinos

• 0,5 mg/kg a cada 24 horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Equinos

• 0,6 mg/kg a cada 24 horas por vias oral ou intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Em cavalos de corrida, os intervalos de interrupção do tratamento são de 3 dias para

realização de exame de urina. Os intervalos de carência do tratamento em bovinos são

de 15 dias para o abate e 5 dias para leite. Para suínos, 8 dias para o abate.

Mepivacaína


Nome comercial e outros nomes

Carbocaine-V

Medicamentos comercializados no Brasil

Mepivalen 3% (h)

Classificação funcional

Anestésico local

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A mepivacaína é um anestésico local da classe das amidas. Inibe a condução nervosa através

do bloqueio dos canais de sódio. Apresenta potência média e duração de ação comparável

à da bupivacaína. Comparada à lidocaína, sua ação é mais longa, mas a potência é similar.

Indicações e Usos Clínicos

A mepivacaína é usada como anestésico local na analgesia/anestesia epidural por infiltração

local.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Após a infiltração local, a ocorrência de efeitos colaterais é rara. Altas doses absorvidas

sistemicamente podem provocar sinais relacionados ao sistema nervoso central (tremores

e convulsões). Administração epidural de altas doses pode causar paralisia respiratória. A

mepivacaína é menos irritante para os tecidos do que a lidocaína.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Na administração epidural, não exceda a dose total de 8 mg/kg. A duração da analgesia

epidural é de 2,5-3 horas.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A mepivacaína é comercializada em solução injetável a 2% (20 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• A dose para infiltração local varia conforme o sítio de administração. De modo geral,

são usados 0,5-3 mL da solução a 2%.

• Epidural: 0,5 mL da solução a 2% a cada 30 segundos até a ausência de reflexos.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

Intra-articular: injeção de 150 mg (7,5 mL) na articulação. Outras doses são usadas em

caso de infiltração local, dependendo da necessidade.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Equinos: O intervalo até a participação em corridas é de aproximadamente 2 dias.

Classificação RCI: 2

Mercaptopurina

Nome comercial e outros nomes

Purinethol


Medicamentos comercializados no Brasil

Purinethol (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antineplásico. Agente antimetabólico que inibe a síntese de purinas em células cancerosas. É

específica à fase do ciclo celular, atuando na fase S da mitose.

Indicações e Usos Clínicos

A mercaptopurina é usada para o tratamento de diversas formas de câncer, incluindo

leucemia e linfoma. É similar à azatioprina, que é biotransformada a 6-mercaptopurina

e, então, a produtos citotóxicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Muitos efeitos colaterais comuns à terapia antineoplásica podem ser observados (sendo

que diversos são inevitáveis), incluindo supressão da medula óssea e anemia.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com conhecida sensibilidade à azatioprina. Não administre a gatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. A mercaptopurina tem sido usada

em outros protocolos antineoplásicos.

Instruções de Uso

Consulte protocolos antineoplásicos específicos para mais informações sobre as doses

de mercaptopurina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma em busca de evidências de mielossupressão.


Formulações

A mercaptopurina é comercializada em comprimidos de 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

suscetível à oxidação caso seja misturada a soluções alcalinas. O pH das soluções deve ser

inferior a 8. Caso associada a veículos orais, como xaropes, pode manter-se estável por 14

dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• Contraindicada.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se

tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais

destinados ao consumo humano

Meropenem

Nome comercial e outros nomes

Merrem

Medicamentos comercializados no Brasil

Meronem IM e IV (h)

Classificação funcional


Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibióticos betalactâmicos da classe dos carbapenens (também conhecidos como penens),

com amplo espectro de atividade em relação ao imipenen. Na parede celular, sua ação

é similar a de outros betalactâmicos, - unindo-se a proteínas ligantes de penicilina (PBP),

enfraquecendo esta estrutura ou interferindo em sua formação. Os carbapenens se ligam a

uma PBP específica (PBP-1), resultando em lise mais rápida do que os demais

betalactâmicos. Isso aumenta a atividade bactericida e prolonga os efeitos terapêuticos. Os

carbapenens apresentam amplo espectro de atividade e estão entre os antibióticos mais

potentes. Seu espectro de ação inclui bacilos Gram-negativos, incluindo Enterobacteriacea e

Pseudomonas aeruginosa. É também ativo contra a maioria das bactérias Gram-positivas,

à exceção de cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina. Não é ativo contra Enterococcus.

O meropenem é o mais ativo entre os betalactâmicos, e eficaz contra bactérias anaeróbicas e

aeróbicas Gram-positivas e Gram-negativos. Outros carbapenens são o doripenem,

o imipenem e o ertapenem.

Indicações e Usos Clínicos

O meropenem é indicado principalmente no tratamento de infecções resistentes provocadas

por bactérias não sensíveis a outros antibióticos. É especialmente valioso no tratamento

de infecções resistentes causadas por Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Klebsiella

pneumoniae. O meropenem é ligeiramente mais ativo contra algumas bactérias do que

o imipenem.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os carbapenens impõem riscos similares aos demais betalactâmicos, mas a ocorrência

de efeitos colaterais é rara. O meropenem não provoca convulsões com a mesma

frequência que o imipenem. A administração subcutânea pode causar discreta alopecia

no local da injeção.

Contraindicações e Precauções

Uma discreta descoloração amarelada pode ser observada após a reconstituição, mas não

afeta a potência do medicamento. No entanto, o desenvolvimento de coloração âmbar

escura ou marrom pode indicar oxidação e perda de potência.

Interações Medicamentosas


Não misture em frascos ou seringas contendo outros antibióticos.

Instruções de Uso

As doses empregadas em animais são baseadas em estudos de farmacocinética, e não

de eficácia. O meropenem é mais solúvel do que o imipenem e pode ser administrado

em bolus ao invés de soluções fluidas. Em cães, o medicamento pode ser administrado por

via subcutânea sem ocorrência de reações tissulares.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o Clinical Laboratory and Standards Institute (CLSI), o ponto

de perda de suscetibilidade dos microrganismos sensíveis é ≤ 1,0 μg/mL. A sensibilidade ao

imipenem pode ser usada como marcador da suscetibilidade ao meropenem.

Formulações

O meropenem é comercializado em frascos de 500 mg e 1 g; após a reconstituição, ambas as

formulações apresentam concentração de 50 mg/mL para injeção. A reconstituição deve ser

feita em solução de cloreto de sódio, Ringer e Ringer lactato.

Estabilidade e Armazenamento

É estável se mantido no frasco original. Quando exposto ao calor ou a condições alcalinas, o

meropenem pode ser hidrolisado a ácido meropenêmico. Em temperatura ambiente, as

soluções para administração intravenosa são estáveis por 12 horas. No entanto, após

a reconstituição, estudos de estabilidade mostraram que o medicamento pode ser mantido

por até 25 dias se refrigerado em concentração de 50 mg/mL. Uma discreta descoloração

amarela pode ser observada, sem perda de potência. Descarte em caso de aparecimento

de particulados.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 8,5 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas ou 24 mg/kg por via intravenosa a cada

12 horas.

• Infecções do trato urinário inferior: 8 mg/kg por via subcutânea.

• Nas infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa ou outros microrganismos que

podem apresentar MIC maior (p. ex., de 1,0 μg/mL), administre 12 mg/kg a cada 8

horas por via subcutânea ou 25 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais. No entanto, em potros, sugere-se

a administração de doses similares às usadas em pequenos animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações de regulamentação para animais de produção. Nos EUA, para uso

extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,

no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Mesalazina

Nomes comerciais e outros nomes

Ácido 5-aminosalicílico, Asacol, Mesasal, Pentasa e Mesalazine

Medicamentos comercializados no Brasil

Asalit (h) , Pentasa (h) ,

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A mesalazina é também conhecida como ácido 5-aminosalicílico. É o componente ativo da

sulfasalazina, que é comumente administrada no tratamento da colite (veja mais

informações nas seções sobre sulfasalazina e olsalazina). A ação da mesalazina não é bem

conhecida, mas parece estar relacionada à supressão do metabolismo do ácido araquidônico

no intestino. A mesalazina inibe a inflamação mucosa mediada pela cicloxigenase e pela

lipoxigenase. Sua absorção sistêmica é baixa; acredita-se que a maior parte de sua ação seja

local. Quatro formulações de mesalazina são utilizadas:

1. Asacol. O Asacol é um comprimido revestido com resina de base acrílica. A resina

se dissolve em pH 7,0 e a liberação do ácido 5-aminosalicílico ocorre no cólon.

2. Mesasal. O Mesasal é um comprimido revestido com resina de base acrílica que

se dissolve em pH > 6,0. A liberação do ácido 5-aminosalicílico ocorre no íleo e no

cólon. Aproximadamente 35% do salicilato são absorvidos sistemicamente. Em seres

humanos, a dose é de 1-1,5 g/dia.

3. Olsalazina sódica (Dipentum). A olsalazina é um dímero, com duas moléculas


de ácido 5-aminosalicílico unidas por uma ponte azo, que é liberada pela digestão

bacteriana no cólon. É utilizada em seres humanos que não toleram a sulfasalazina. O

efeito colateral mais comumente observado após o uso desta preparação é a diarreia

aquosa.

4. Pentasa. Contém microgrânulos de melasazina revestidos por etil celulose, que libera

o ácido 5-aminosalicílico de modo gradual, nos intestinos delgado e grosso,

independentemente do pH local.

Indicações e Usos Clínicos

A melasazina é usada para o tratamento da doença inflamatória intestinal crônica,

incluindo a colite, em animais. Com maior frequência, a melasazina é utilizada, no entanto,

em alguns animais, principalmente naqueles sensíveis a sulfonamidas, a melasazina pode ser

indicada. Sua utilização em animais é derivada, principalmente, de dados empíricos. Não

existem estudos clínicos bem controlados ou ensaios de eficácia que documentem sua ação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A melasazina, isoladamente, não foi associada à ocorrência de efeitos colaterais

em animais. As reações adversas associadas à sulfasalazina são provocadas pelo

componente sulfonamida (maisinformações na seção sobre Sulfasalazina).

Contraindicações e Precauções

Interações medicamentosas são possíveis, mas não foram relatadas em animais,

provavelmente devido aos baixos níveis sistêmicos atingidos. Caso absorvida

em quantidade suficiente, a melasazina pode interferir na tiopurina metiltransferase e,

assim, aumentar o risco de intoxicação por azatioprina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O omeprazol pode aumentar a

absorção do medicamento, por este elevar o pH intestinal.

Instruções de Uso

A melasazina geralmente é utilizada como substituto da sulfasalazina em indivíduos

que não podem tolerar sulfonamidas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A melasazina é comercializada em comprimidos de 400 mg e cápsulas de 250 mg.

Os comprimidos de liberação lenta são de 400 mg (Asacol) e 1,2 g (Lialda revestido com

filme). As cápsulas de liberação controlada contêm 250 e 500 mg (Pentasa recoberto com

etilcelulose).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A melasazina é ligeiramente solúvel em água e etanol. Deve ser protegida do ar e da

umidade. A exposição do ar pode escurecer o medicamento. Não esmague comprimidos

revestidos.

Posologia para Pequenos Animais

A dose para uso veterinário não foi estabelecida. A dose para seres humanos é, comumente,

de 400-500 mg a cada 6-8 horas, por via oral, é tem sido extrapolada para animais (p. ex.,

5-10 mg/kg a cada 8 horas por via oral).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não

há sugestão de intervalos de carência do tratamento.

Classificação RCI: 5

Mesilato de Bromocriptina

Nome comercial e outros nomes

Parlodel

Medicamentos comercializados no Brasil

Parlodel (h)


Classificação funcional

Agonista da dopamina

Farmacologia e Mecanismo o Ação

Agonista dopaminérgico. Agente antiprolactina. Bromocriptina é um inibidor da lactação.

Ela reduz a concentração sérica de prolactina pela inibição de sua liberação da hipófise

anterior por ligação aos receptores de dopamina (D2) no sistema nervoso central. A ligação

dos receptores D2 restaura a função hormonal na hipófise. Pela sua ação sobre os receptores

dopamínicos na hipófise, a bromocriptina pode diminuir a liberação de corticotrofina

(ACTH) e é usada em animais (especialmente equinos) para tratar hiperadrenocorticismo

hipófise-dependente (HHD). Não é eficaz para tratar o HHD do cão (síndrome de Cushing).

Também estimula os receptores pós-sinápticos da dopamina e é usada para tratar doenças

neurovegetativas decorrentes da deficiência de dopamina.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, a bromocriptina é usada por seu efeito antiparkinsoniano e para inibir

a lactação associada ao excesso de prolactina. Também é usada para tratar acromegalia.

A bromocriptina é usada para tratar os distúrbios associados à deficiência de dopamina

em animais. Em cães, a bromocriptina é usada para interromper a prenhez, quando

associada com a prostaglandina (dinoprost ou cloprostenol). Nesta associação, foi 100%

efetiva para interromper a gestação em cães. Em equinos, a bromocriptina pode diminuir a

liberação de ACTH e é usada para tratar disfunção da pars intermedia (síndrome de Cushing),

mas geralmente, o uso da pergolida é o tratamento preferido.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Piometra pode ocorrer em cães após o uso da bromocriptina para induzir o aborto. A

bromocriptina pode causar aumento de volume das glândulas

mamárias. Para interrupção da prenhez, a bromocriptina é usada em associação com

prostaglandina F2 alfa. Efeitos colaterais (vômitos, náuseas e ânsia de vômitos) podem

ocorrer como resultado do uso da prostaglandina. A bromocriptina inibirá a lactação.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais prenhes, a não ser em caso de interrupção da prenhez.

Não use em animais em amamentação. Mulheres que manuseiam a bromocriptina

devem ter cuidado para evitar a exposição.


Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Contudo, a bromocriptina

exacerbará os efeitos da selegilina. Não administre com inibidores da monoamina-oxidase

(IMAOs).

Instruções de Uso

O uso de bromocriptina limita-se ao tratamento de alguns distúrbios endócrinos. Os estudos

sobre eficácia são limitados. A bromocriptina é usada para interromper a prenhez em cães

em associação com a prostaglandina F2 alfa. Para este uso, administre 15 μg/kg por via oral

a cada 12 horas, no primeiro dia, 20 μg/kg por via oral a cada 12 horas, no segundo e

no terceiro dias, e 30 μg/kg por via oral a cada 12 horas, em seguida por 4 a 5 dias

em média. Dez dias podem ser necessários em alguns cães. Uma prostaglandina

(cloprostenol sódico) deve ser usada em dose única de 1 μg/kg, a cada 48 horas, por via

subcutânea durante esse regime.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore cuidadosamente os animais prenhes, em especial se a bromocriptina for usada para

interromper a prenhez.

Formulações

A bromocriptina está disponível em cápsulas de 5 mg e em comprimidos de 2,5 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Interrupção da prenhez: 15 μg/kg por via oral a cada 12 horas no primeiro dia,

20 μg/kg por via oral a cada 12 horas no segundo e no terceiro dias, e 30 μg/kg por via

oral a cada 12 horas em seguida por 4 a 5 dias em média. Para o sucesso do

tratamento, deverá ser administrado em associação com prostaglandina F2 alfa.

• Outras condições: 0,02 a 0,04 mg/kg por via oral, a cada 12 h.

Gatos


• 0,02 a 0,04 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Mesilato de Danofloxacino

Nome comercial e outros nomes

A180 ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Advocin 180 (v) , Advocin solução injetável a 2,5% (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O danofloxacino, assim como outras fluoroquinolonas, possui atividade contra um amplo

espectro de bactérias, incluindo bacilos Gram-negativos, especialmente Enterobacteriaceae

(Escherichia coli, Klebsiella, Salmonella) e alguns cocos Gram-positivos, como o Staphylococcus.

Em particular, apresenta boa atividade contra patógenos em bovinos, como a Pasteurella

multocida, a Mannheimia haemolytica e o Histophilus somni (antigo Haemophilus somnus).

Em bovinos, a absorção subcutânea é alta. A meia-vida é de 3-6 horas.

Quando utilizado para o tratamento da doença respiratória bovina no gado com uma

dose de 6 mg/kg, o danofloxacino tem meia-vida de 4,2 horas, um pico de concentração de

1,7 μg/mL e produz proporção de área sob a curva (AUC): concentração inibitória mínima

(MIC) > 125.

Indicações e Usos Clínicos

O danofloxacino é indicado para o tratamento da doença respiratória bovina causada pela P.

multocida, M. haemolytica e H. somni (antigo H. somnus). Por ser uma fluoroquinolona de

amplo espectro, outros microrganismos também são suscetíveis. Entretanto, sua utilização


para o tratamento de outras afecções é proibida nos animais destinados ao consumo

humano. Não há descrições sobre o uso de danofloxacino em outros animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as fluoroquinolonas utilizadas em altas concentrações podem causar toxicidade ao

sistema nervoso central (SNC). Em estudos de segurança realizados em bovinos, o

danofloxacino provocou claudicação, lesões na cartilagem articular e alterações no SNC

(tremores, nistagmo etc.), quando administrado em altas doses. A administração

subcutânea pode causar irritação tecidual. Todas as fluoroquinolonas apresentam

potencial para provocar artropatias em animais jovens. Em estudos a campo,

o danofloxacino foi associado à claudicação em alguns bezerros. As fluoroquinolonas

provocam cegueira em gatos, fato que não foi relatado em nenhuma outra espécie.

Contraindicações e Precauções

Não injetar mais de 15 mL em um local de aplicação. Não usar sem prescrição. Não

utilizar em outras espécies nas quais não há informações sobre a segurança do produto.

Não administrar em animais com tendência a convulsão.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando utilizadas

concomitantemente. Não misturar em soluções ou frascos de alumínio, cálcio, ferro

ou zinco, pois pode ocorrer a quelação.

Instruções de Uso

Injetar por via subcutânea na tábua do pescoço em bovinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico. Teste de suscetibilidade: segundo

o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de perda de sensibilidade

são ≤ 0,25 μg/mL para bovinos com patógenos respiratórios. A maioria dos microrganismos

possui valores de concentração inibitória mínima (MIC) ≤ 0,06 μg/mL.

Formulações

O danofloxacino está disponível em soluções injetáveis de 180 mg/mL (com 2-pirrolidona e

álcool polivinil).


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em temperatura abaixo de 30 °C, protegido da luz e protegido do congelamento.

Uma fraca coloração amarelada ou âmbar é aceitável.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

Não há doses relatadas para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 6 mg/kg 1 vez a cada 48 horas por via subcutânea.

Equinos e Suínos

Não há doses relatadas.

Informações sobre Restrição Legal

Não utilizar em bezerros destinados à produção de vitelo.

Período de carência bovino (para carne): 4 dias. Não estabelecido para leite, pois não

pode ser utilizado em bovinos lactantes. Uso proibido sem prescrição. No Brasil,

os medicamentos veterinários sugerem período de carência de pelo menos 41 horas após o

us o para vacas leiteiras.

Mesilato de Deferoxamina

Nome comercial e outros nomes

Desferal ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Desferal (h)

Classificação funcional

Antídoto


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente quelante com grande afinidade por cátions trivalentes. Devido a sua habilidade

de se ligar e quelar cátions, é usado para o tratamento da intoxicação aguda por ferro.

Indicações e Usos Clínicos

A deferoxamina é indicada em casos de intoxicação grave, especialmente na toxicose por

ferro. A deferoxamina também é utilizada para quelar o alumínio e favorecer a sua

eliminação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais em animais. Reações alérgicas e alterações

auditivas ocorreram em seres humanos.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações descritas para animais.

Interações Medicamentosas

A deferoxamina se liga aos cátions, dessa forma, evite misturar a cátions

antes da administração.

Instruções de Uso

Cem mg de deferoxamina quelam 8,5 mg de ferro férrico. Contate o centro local

de toxicologia para obtenção de protocolos para superdosagem.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a concentração sérica de ferro para determinar a gravidade da intoxicação e

o sucesso da terapia. A eficácia terapêutica é indicada pelo monitoramento da coloração

urinária (uma urina de coloração róseo-alaranjada indica a eliminação de ferro quelado).

Formulações

A deferoxamina está disponível em frascos para administração injetável de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento


A deferoxamina é solúvel em água. É estável quando armazenada em solução durante 14

dias. Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.

Não refrigerar ou associar a outras medicações.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 12 horas em duas doses por vias intramuscular ou intravenosa,

então administre 10 mg/kg a cada 8 horas durante 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Não há problemas antecipados

em relação aos níveis de resíduos em animais de produção. Entretanto, para uso extrabula,

contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Mesilato de Dolasetrona

Nome comercial e outros nomes

Anzemet ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Anzemet (h)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicação antiemética da classe dos antagonistas da serotonina. Este medicamento age

inibindo os receptores de serotonina (5-HT, tipo 3). Durante a quimioterapia, pode ocorrer a

liberação de 5-HT pela lesão no trato gastrintestinal que estimula a êmese ao nível central. A

resposta emética induzida pela serotonina é inibida por medicamentos dessa classe. Em

seres humanos, a dolasetrona é completamente biotransformada em hidrodolasetrona


(ativa), o que presumivelmente é o mesmo metabólito ativo para cães e gatos. Os

antagonistas da serotonina usados na terapia antiemética incluem granisetrona,

ondansetrona, dolasetrona e tropisetrona.

Indicações e Usos Clínicos

Assim como outros antagonistas da serotonina, a dolasetrona é usada principalmente pelo

seu efeito antiemético durante a quimioterapia, na qual ela geralmente possui um efeito

superior ao das outras medicações. Este fármaco também pode ser utilizado no controle dos

vômitos pós-cirúrgicos (náuseas pós-operatórias e vômitos).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais da dolasetrona não foram descritos em animais. Estas medicações

possuem pouca afinidade por outros receptores 5-HT. Alguns efeitos podem ser

indistinguíveis de outras medicações quimioterápicas.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações importantes identificadas em animais.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas descritas. Porém, a dolasetrona pode sofrer efeitos de

indutores e inibidores do citocromo p-450 (ver Apêndice).

Instruções de Uso

A dolasetrona é pouco usada em medicina veterinária, devido a seu alto custo. As doses são

empíricas e extrapoladas de estudos em humanos e não há estudos clínicos relatados em

animais. Esta medicação é mais eficiente se utilizada na prevenção dos vômitos

(administrada antes do agente quimioterápico) quando usada para o tratamento do vômito.

Esta classe de medicações pode ser associada aos corticosteroides (p. ex., a dexametasona)

para aumentar sua ação antiemética.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore alterações gástricas em pacientes com vômitos.

Formulações


A dolasetrona está disponível em comprimidos de 50 e 100 mg e na forma injetável

de 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Pode

ser adicionada as soluções fluidas (compatível coma maioria dos fluidos intravenosos),

mas não associe a outros medicamentos intravenosos. Não use a injeção após 24 horas,

quando adicionada a fluidos. As formulações orais podem ser misturadas a sucos de frutas

por até 2 horas em temperatura ambiente sem perda da estabilidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Prevenção de náuseas e dos vômitos: 0,6 mg/kg a cada 12-24 horas pelas vias oral,

subcutânea ou intravenosa.

• Tratamento dos vômitos e das náuseas: 1 mg/kg 1 vez/dia por via oral ou intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas.

Informações sobre Restrição Legal

O uso em animais destinados ao consumo não é recomendado. Não há informações sobre

regulamentação disponíveis.

Mesilato de Fenoldopam

Nome comercial e outros nomes

Corlopam

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação


O fenoldopam é um agonista dopaminérgico. É específico para os receptores dopaminérgicos

D1 e, portanto, é usado para produzir relaxamento da musculatura lisa e vasodilatação nos

leitos vasculares que possuem estes receptores. Não tem atividade sobre os receptores D 2 e

somente um pequeno efeito sobre os receptores alfa-adrenérgicos. Por esta atividade, o

fenoldopam tem especificidade maior que a dopamina, usada para indicações semelhantes.

O uso do fenoldopam geralmente se limita a aumento da perfusão renal para tratar

insuficiência renal aguda. A meia-vida em animais é muito curta (1-7 minutos em cães),

assim, geralmente é administrado por infusão a velocidade constante.

Indicações e Usos Clínicos

O uso de fenoldopam em medicina veterinária limita-se a alguns estudos de pesquisa

(principalmente em gatos) e a alguma evidência empírica de eficácia no tratamento

de insuficiência renal aguda. O uso em seres humanos é para tratar hipertensão grave,

prevenir isquemia renal, aumentar a perfusão gastrointestinal e tratar a insuficiência renal

aguda. O uso limita-se a hospitais, a curto prazo, quando é necessário o tratamento rápido

da hipertensão.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é a hipotensão. A meia-vida do fenoldopam é curta;

portanto, se for observada hipotensão, diminuir a velocidade da infusão. Não foram

descritos outros efeitos colaterais em pequenos animais. Em seres humanos, os efeitos

colaterais podem incluir aumento da pressão intraocular (risco de glaucoma), baixos

níveis de potássio e taquicardia.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros vasodilatadores; pode ocorrer hipotensão excessiva. Não use

com betabloqueadores.

Instruções de Uso

Administre por infusão de taxa constante (por via intravenosa). Não administre doses em

bolus. O início dos efeitos deve ocorrer em 15 minutos do início da administração. As

recomendações de dose baseiam-se em alguns estudos de pesquisa limitados e


na experiência clínica empírica dos veterinários. Não existem estudos bem controlados sobre

a eficácia em animais e o uso é, em grande parte, extrapolado das recomendações para

humanos. Recomenda-se que a solução seja adicionada a fluidos para formar uma solução

de 40 μg/mL para a infusão. Por exemplo, adicione 1 mL (10 mg) a 250 mL.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a pressão sanguínea durante o tratamento.

Formulações

O fenoldopam está disponível solução injetável de 10 mg/mL. A variação do pH é 2,8 a 3,8.

Estabilidade e Armazenamento

A solução de fenoldopam pode ser misturada com solução de cloreto de sódio (0,9%)

ou solução de glicose a 5% para infusão. Depois de misturado em fluidos, é estável sob luz

ambiental e condições de temperatura normais por, pelo menos, 24 horas. Após 24 horas,

descarte a solução.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,8 μg/kg/min, em taxa de infusão constante.

Gatos

• 0,5 μg/kg/min, em taxa de infusão constante.

Posologia para Grandes Animais

Potros

• 0,04 μg/kg/min.

Informações sobre Restrição Legal

Não existem períodos de carência estabelecidos para os animais de produção.

Como o fenoldopam tem meia-vida muito curta, espera-se que os resíduos

em animais de produção não sejam problema.


Mesilato de Fentolamina

Nomes comerciais e outros nomes

Regitine ® e Rogitine ® (no Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Vigamed (h)

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador alfa-adrenérgico nãoseletivo. Vasodilatador. A fentolamina bloqueia tanto

os receptores alfa1 quanto os receptores alfa2 da musculatura lisa.

Indicações e Usos Clínicos

A fentolamina é um vasodilatador potente, sendo usada principalmente para tratar

a hipertensão aguda.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em doses altas ou em animais que estejam desidratados, a fentolamina pode causar

hipotensão excessiva, além de taquicardia.

Contraindicações e Precauções

Use com cuidado em animais com comprometimento cardiovascular. Não utilize

em animais desidratados. Use com cautela em animais com baixo débito cardíaco.

Interações Medicamentosas

A fentolamina é um agonista alfa-adrenérgico. Ela compete com outros fármacos que

agem no receptor alfa. Causa vasodilatação e deve ser usada com cautela com fármacos

que causem o mesmo efeito ou que deprimam o coração.

Instruções de Uso


Não há relatos de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses) baseia(m)-se

na experiência em seres humanos ou na experiência não comprovada em animais. Titular

a dose para cada paciente, de modo a obter a vasodilatação desejada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A fentolamina pode promover hipotensão significativa. Monitore, se possível, a pressão

sanguínea e a frequência cardíaca do paciente durante o tratamento.

Formulações

A fentolamina está disponível em frascos de 5 mg para injeção.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,02-0,1 mg/kg por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os intervalos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para

estimativas de períodos de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888873-2723).

Classificação RCI: 3

Mesilato de Pergolida

Nome comercial e outros nomes

Permax ®

Medicamentos comercializados no Brasil


Não constam

Classificação funcional

Agonista dopaminérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista dopaminérgico. A pergolida é um agonista dopaminérgico potente que estimula os

receptores dopamínicos (receptores D1 e D2). É usada para estimular esses receptores em

condições em que há deficiência de dopamina, independentemente do estado dos estoques

de dopamina. Outros fármacos que podem compartilhar efeitos similares são a selegilina,

a apomorfina e a lisurida. Em equinos, a meia-vida é de 5,9 horas e é rapidamente absorvida

após administração oral.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, é usada para a doença neurodegenerativa em que haja deficiência

de dopamina, como a doença de Parkinson, em que é utilizada com levodopa ou carbidopa.

Entretanto, a pergolida não está disponível no comércio para uso humano e seu emprego

diminuiu por causa dos relatos de dano a valvas cardíacas associados a ela. Em animais,

também é usada nos estados de deficiência de dopamina. Acredita-se que equinos e alguns

cães desenvolvem hiperadrenocorticismo (doença de Cushing) — hiperadrenocorticismo

hipófise-dependente (HHD) — pela perda do antagonismo dopamínico à liberação do

hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). Em equinos, é usada com sucesso para tratar a

disfunção da pars intermedia da hipófise (síndrome de Cushing equina) e tem controlado a

doença em equinos por mais de 2 anos. A maioria dos equinos com doença de Cushing tem

hiperplasia ou adenoma da pars intermedia hipofisára. Esse adenoma é deficiente em

dopamina e produz excesso de ACTH. A administração de agentes da dopamina age

suprimindo a liberação de ACTH pela hipófise e, subsequentemente, restaura os níveis de

cortisol ao estado normal. Os benefícios da administração de pergolida não foram

estabelecidos para cães. Por causa dos efeitos colaterais que provoca, a pergolida não é

empregada para tratar a HHD em cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A pergolida foi retirada do mercado para seres humanos devido à evidência de que os

fármacos que ativam o receptor 2b de serotonina (5-HT2b) estão associados a uma forma

distinta de valvopatia fibrótica. Tais efeitos não foram observados em animais. A pergolida

inibe a secreção de prolactina e aumenta os níveis do hormônio do crescimento. Ela pode


inibir a lactação. Os efeitos sobre o SNC podem incluir ataxia e discinesia (movimentos

involuntários anormais). Em equinos, os efeitos colaterais incluem anorexia, diarreia e

cólica. O agravamento da laminite em decorrência da administração de pergolida (que

teoricamente é um vasoconstritor) não foi comprovado. Em cães, nas doses de

100 μg/kg, causou reações significativas, que incluíram vômitos, tremores, anorexia,

inquietação e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Ao contrário da bromocriptina, a pergolida pode ser usada em animais prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Pode interagir com

o droperidol e as fenotiazinas (p. ex., acepromazina), bem como exacerbar os efeitos

da selegilina. Não administrar com inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs).

Instruções de Uso

O uso em equinos em geral abrange compor a preparação e administrá-la diariamente.

Começe com a menor dose mencionada por 4-6 semanas e aumentar gradualmente até

obter os resultados desejados. É possível conseguir maior eficácia quando se usa a pergolida

simultaneamente com a cipro-heptadina. Ao tratar equinos, considere a suplementação

dietética com magnésio e cromo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis de ACTH em animais para verificar a função hipofisária. Em equinos,

concentrações endógenas de ACTH que excedam 27-50 pcg/mL são consideradas

anormais. Testes de supressão da dexametasona também podem ser realizados para

monitorar o tratamento em equinos. Consultar a monografia sobre dexametasona quanto ao

procedimento para realizar esse teste.


Formulações

Antigamente, dispunha-se de comprimidos de pergolida de 50 μg (0,05 mg), 250 μg

(0,25 mg) e 1 mg (todos como bases fortes ). No entanto, após o fim das formulações orais

para seres humanos, a única fonte veterinária passou a ser a formulação composta.

A formulação composta de mesilato de pergolida é feita da maneira descrita a seguir.

Misturam-se 20 mg do pó de mesilato de pergolida com 10 mL do veículo para

suspensão oral (Ora-Plus ® ) e 10 mL do veículo para solução oral (Ora-Sweet ® ), que podem

ser misturadas em uma seringa de 35 mL. Duas seringas podem ser conectadas e múltiplos

bombeamentos em cada seringa podem ser usados até que se obtenha uma suspensão

uniformemente de 1 mg/mL. Essa formulação deve ser usada até 14 dias, e posteriormente

ocorre degradação, a qual é acelerada pela luz e por temperaturas quentes. Uma alteração

na cor da formulação é indício de que ocorreu degradação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas é descrita na seção sobre Formulações.

Posologia para Pequenos Animais

• As doses para pequenos animais não foram estabelecidas, mas têm sido extrapoladas

das humanas, que consistem em iniciar com 1 μg/kg (0,001 mg/kg) diariamente por

via oral e aumentar gradualmente para 2 μg/kg até observar os efeitos desejados.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Dose baixa: 0,002 mg/kg (2 μg/kg) a cada 24 horas por via oral (1 mg/dia para

um equino com 500 kg).

• Dose alta: 0,006-0,01 mg/kg (6-10 μg/kg) a cada 24 horas por via oral (3-5 mg/dia

para um equino com 500 kg).

Iniciar com a menor dose e aumentar gradualmente se necessário.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.


No Brasil, o mesilato de pergolida está listado como substância de controle especial (lista

C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Metaflumizona

Nome comercial e outros nomes

ProMeris

Medicamentos comercializados no Brasil

ProMeris (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metaflumizona é um inseticida usado para o controle de pulgas e carrapatos. Bloqueia o

influxo de sódio, inibindo a função axonal neuronal em parasitas suscetíveis. A inibição dos

impulsos neuronais provoca paralisia e morte das pulgas. Uma pequena quantidade

da substância é absorvida sistemicamente. O medicamento se distribui pela pele após a

aplicação e há persistência de níveis residuais nos pelos. É associada ao amitraz em cães e

usada de forma isolada em gatos. Consulte mais informações sobre o amitraz na seção

específica.

Indicações e Usos Clínicos

A metaflumizona é usada para o controle de pulgas e carrapatos. O controle de pulgas

persiste por 8 semanas e o de carrapatos, por 4 semanas. Recomenda-se a aplicação mensal

do produto. A formulação felina não contém amitraz.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em ensaios de segurança conduzidos pelo fabricante, a metaflumizona não provocou

efeitos colaterais em doses 3 e 5 vezes superiores àquelas recomendadas.

A metaflumizona foi associada à dermatite em cães, similar ao pênfigo, após a aplicação

das doses aprovadas. As lesões cutâneas foram observadas na face, nos pavilhões

auriculares e na porção dorsal do tronco, mas seu mecanismo não foi identificado.


Quando associada ao amitraz, a ocorrência de outros efeitos colaterais é possível.

Consulte maiores informações na seção sobre o Amitraz.

Contraindicações e Precauções

Verifique se houve exposição prévia ao amitraz antes da administração deste produto

(p. ex., coleira para cães contendo amitraz).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, cuidados

específicos são aplicáveis ao amitraz. Consulte maiores informações na seção sobre o

Amitraz.

Instruções de Uso

A metaflumizona é usada de modo isolado ou associado ao amitraz no controle de parasitas.

Recomenda-se a aplicação mensal. É à prova d’água e pode ser utilizada em animais que

habitam ou não a residência.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A metaflumizona é comercializada em diversas apresentações para uso tópico

(extrapequena, pequena, média, grande e extragrande), dependendo do tamanho do cão.

A formulação felina não contém amitraz.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Consulte a embalagem quanto à dose adequada, (extrapequena, pequena, média,

grande e extragrande), dependendo do tamanho do cão ou gato.

• Tratamento de sarna demodécica: 20 mg/kg 1 vez a cada 14 dias, por 90-180 dias

(duração confirmada pela presença de ácaros ao exame).

Posologia para Grandes Animais


Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Não foram estabelecidas estimativas

de intervalos de carência do tratamento em animais de produção. Dada a longa duração da

ação em pequenos animais, seu uso em espécies destinadas ao consumo humano não

é recomendada.

Metazolamida

Nome comercial e outros nomes

Neptazane

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metazolamida é um inibidor da anidrase carbônica. Como outros destes fármacos, a

metazolamida provoca diurese por inibição da captação de bicarbonato nos túbulos

proximais renais. Isto resulta na perda urinária de bicarbonato e diurese. A ação

dos inibidores da anidrase carbônica leva à perda de bicarbonato e água na urina, que

se torna alcalina. Como os demais medicamentos desta classe, também reduz a formação de

liquor pelo plexo coroide e de fluido ocular por redução da secreção de bicarbonato pelo

corpo ciliar. Este efeito sobre a formação de humor aquoso diminui a pressão ocular.

Indicações e Usos Clínicos

Atualmente, a metazolamida é pouco utilizada. Existem diuréticos mais potentes e eficazes,

como os diuréticos de alça (furosemida). A metazolamida, como outros inibidores

da anidrase carbônica, é usada principalmente para redução da pressão intraocular

no tratamento do glaucoma. Em cães, sua ação é relativamente curta, e a administração

frequente pode ser necessária para manutenção da baixa pressão ocular. Com essa

finalidade, a metazolamida é mais usada do que a acetazolamida, por ser mais eficaz e mais

facilmente encontrada. No entanto, outros esquemas são comumente empregados

no tratamento do glaucoma. Como outras substâncias de sua classe, a metazolamida


é ocasionalmente usada para alcalinização da urina, no tratamento de alguns cálculos

urinários.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A metazolamida pode provocar hipocalemia em alguns pacientes. Como outros inibidores

da anidrase carbônica, pode causar perda significativa de bicarbonato e, em caso de

administração repetida, os pacientes devem ser submetidos à suplementação deste

composto.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com acidemia. Use com cautela em qualquer indivíduo sensível

às sulfonamidas. Não use em pacientes com encefalopatia hepática.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em associação a outros tratamentos que podem provocar acidose

metabólica.

Instruções de Uso

A metazolamida pode ser associada a outros agentes para o tratamento do glaucoma, como

medicamentos tópicos para redução da pressão intraocular, e pode ser utilizada na

alcalinização da urina, para prevenção da formação de alguns cálculos urinários.

No entanto, seu uso em animais é derivado, primariamente, de dados empíricos. Não

existem estudos clínicos ou de eficácia bem controlados que comprovem sua ação clínica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão ocular dos pacientes tratados. Monitore o pH urinário caso

a metazolamida seja usada na alcalinização da urina. Em caso de administração repetida,

monitore os eletrólitos e o equilíbrio acidobásico.

Formulações

A metazolamida é comercializada em comprimidos de 25 e 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2-3 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral. O aumento da dose ao máximo de 4-6 mg/kg

não parece aumentar a ação, mas a administração mais frequente (a cada 8 horas)

pode ser benéfica.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. NosEUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Metenamina

Nomes comerciais e outros nomes

Hipurato de metenamina: Hiprex e Urex; Mandelato de metenamina, Mandelamine e

marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metenamina é um antisséptico urinário. No ambiente ácido da urina, a metenamina

é hidrolisada a formaldeído e amônia, produzindo efeitos antibacterianos e antissépticos.

Um pH urinário baixo, de pelo menos 5,5, é necessário ao efeito ideal. Neste caso,

a metenamina é ativa contra uma ampla variedade de bactérias, sem desenvolvimento

de resistência. É menos ativa contra espécies de Proteus que produzem pH urinário alcalino.


Uma vez que não há absorção sistêmica, não é eficaz em infecções disseminadas. A absorção

é rápida e o efeito máximo é obtido em 0,5-15 horas. Sua meia-vida é de 3-6 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A metenamina é usada como antisséptico urinário. Não há ensaios clínicos bem controlados

que mostrem sua eficácia. No entanto, é usada em animais no tratamento de infecções

do trato urinário inferior. É provável que seja menos eficaz no tratamento de infecções

contínuas. É extremamente importante que o pH urinário esteja baixo para conversão

ao formaldeído.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Embora a formação de formaldeído na urina possa ser irritante em seres humanos, altas

doses são necessárias (mais de8 g/dia). Em animais, não há relatos de reações adversas.

Contraindicações e Precauções

Altas doses podem irritar a mucosa vesical. Não useem associação com sulfonamidas, pois

pode ocorrer a formação de complexos sulfonamida-formaldeído.

Interações Medicamentosas

Não associe a medicamentos que alcalinizam a urina. Uma vez que acidificantes

urinários são adicionados à metenamina, há redução da atividade de fluoroquinolonas e

aminoglicosídeos. Os comprimidos devem ser revestidos, de modo a impedir a hidrólise

pela acidez estomacal, e ser administrados em jejum.

Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos conduzidos em animais. A administração

de metenamina em animais é baseada na experiência em seres humanos e em relatos de sua

realização em animais. A urina deve ser acidificada para que a metenamina seja convertida

a formaldeído (monitore o pH periodicamente). O pH ideal é abaixo de 5,5. Para abaixar o

pH, suplemente o paciente com ácido ascórbico ou cloreto de amônio.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico. Realize a urinálise ou a cultura de urina

para orientação do tratamento de infecções do trato urinário inferior.

Formulações


O hipurato de metenamina é comercializado em comprimidos de 0,6 e 1 g. O mandelato de

metenamina não é mais comercializado (as formulações anteriores eram comprimidos de

1 g, grânulos para solução oral e suspensão oral a 50 e 100 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A metenamina é solúvel em água e etanol. Em ambiente ácido, é hidrolisada, formando

formaldeído e amônia. É fisicamente incompatível ao ser misturada a alguns alimentos e

suspensões.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Hipurato de metenamina: 500 mg/cão a cada 12 horas por via oral.

• Mandelato de metenamina: 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• Hipurato de metenamina: 250 mg/gato a cada 12 horas por via oral.

• Mandelato de metenamina: 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais. É pouco provável que a metenamina seja

eficaz nestes animais, já que a urina deles é mais alcalina.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Diante do baixo risco de resíduos,

não há estimativas de intervalos de carência do tratamento.

Metformina

Nome comercial e outros nomes

Glucophage

Medicamentos comercializados no Brasil


Glifage (h) , Metformina (g)

Classificação funcional

Anti-hiperglicêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metformina é um agente anti-hiperglicêmico usado para o tratamento do diabetes não

dependente de insulina (em seres humanos, diabetes do tipo 2). A metformina é empregada

para reduzir a produção hepática de glicose, diminuir sua absorção intestinal e aumentar a

sensibilidade da insulina, por elevar a captação e a utilização periférica da glicose. Pertence

à classe medicamentosa das biguanidas orais usadas no tratamento do diabetes. A

metformina não atua diretamente sobre as células beta do pâncreas, mas reduz a glicemia

por diminuir a produção hepática de glicose e aumentar sua utilização periférica (p. ex., em

músculos). Isto reduz os requerimentos de insulina sem causar nenhum efeito direto sobre

a secreção de insulina. Tal fenômeno pode aumentar o número de receptores de insulina

nos tecidos. Em doses terapêuticas, a metformina não provoca hipoglicemia. Em gatos, sua

meia-vida é de 2,75 horas.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, a metformina é empregada para o tratamento do diabetes do tipo 2. Em

gatos, é usada para o tratamento do diabetes. No entanto, em gatos tratados com 50 mg de

metformina por animal a cada 12 horas por via oral, provocou efeitos colaterais significativos

e foi eficaz em apenas um quinto dos animais. Nestes animais, é mais comum a

administração de medicamentos da classe das sulfonilureias, como a glipizida (Glucotrol) e

a gliburida (DiaBeta, Micronase). Cães diabéticos raramente respondem ao tratamento com

hipoglicemiantes de administração oral. Em equinos, a taxa de eliminação da metformina é

10 vezes superior à observada em seres humanos e, dada a baixa biodisponibilidade do

medicamento, seu uso não é recomendado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A metformina pode provocar letargia, anorexia, vômitos e perda de peso em gatos. Seu uso

não é comum o suficiente para que outros efeitos sejam documentados. No entanto, em

seres humanos, provoca acidose láctica grave em alguns pacientes. A metformina

também foi associada ao desenvolvimento de anemia megaloblástica, por afetar a

absorção de vitamina B 12 .


Contraindicações e Precauções

A metformina é eliminada pelos rins; assim, em pacientes com insuficiência renal, a dose

deve ser ajustada.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em associação a outros medicamentos que possam afetar a glicemia,

como os glicocorticosteroides.

Instruções de Uso

As doses publicadas para gatos são baseadas em estudos farmacocinéticos que

demonstraram que a absorção do medicamento após a administração oral, nesta espécie,

é de 35 a 70%. A meia-vida do fármaco é de 11,5 horas, sendo a base para a recomendação

de administração a cada 12 horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A glicemia deve ser cuidadosamente monitorada. As doses devem ser ajustadas de acordo

com a glicemia. Em alguns animais, a administração de insulina é necessária ao controle

da hiperglicemia.

Formulações

A metformina é comercializada em comprimidos de 500 e 850 mg.

Estabilidade e Armazenamento

A metformina é estável se mantida na embalagem original.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 25 ou 50 mg/gato a cada 12 horas por via oral (5-10 mg/kg a cada 12 horas; a eficácia

é limitada).

Posologia para Grandes Animais

Dada a alta taxa de eliminação e a baixa biodisponibilidade observada em equinos (4%-7%),

seu uso nesta espécie não é recomendado.

Informações sobre Restrição Legal


Não administrar em animais de produção.

Metilprednisolona

Nomes comerciais e outros nomes

Metilprednisolona: Medrol; acetato de metilprednisolona: Depo-Medrol;

metilprednisolona succinato sódico: Solu-Medrol.

Medicamentos comercializados no Brasil

Solu Medrol (Succinato sódico de metilprednisolona) (h)

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A metilprednisolona é um glicocorticoide anti-inflamatório. Seus efeitos anti-inflamatórios

são complexos, mas ocorrem principalmente por inibição de células inflamatórias e supressão

da expressão de mediadores inflamatórios. Comparada à predinosolona, a metilprednisolona

é 1,25 vezes mais potente.

Indicações e Usos Clínicos

O acetato de metilprednisolona é uma formulação de ação longa da metilprednisolona. É

lentamente absorvido após a administração intramuscular, produzindo efeitos

glicocorticoides por 3-4 semanas em alguns animais. É empregado na terapia intralesional e

intra-articular e em condições inflamatórias. O succinato sódico de metilprednisolona é

uma formulação hidrossolúvel destinada à terapia aguda, quando doses elevadas são

necessárias ao efeito rápido. É usada para o tratamento do choque e de traumastismos do

SNC. Os comprimidos de administração oral de metilprednisolona são usados para

o tratamento de doenças que requerem terapias curta ou longa com corticosteroide de ação

intermediária. Entre elas, incluem-se as dermatites, as doenças imunomediadas, as doenças

intestinais e as doenças neurológicas e musculoesqueléticas. Embora altas doses tenham

sido usadas para o tratamento de traumatismos medulares, seu benefício é questionável. Em

animais de grande porte, o acetato de metilprednisolona é usado para o tratamento

de doenças inflamatórias do sistema musculoesquelético (administração intra-articular).

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são vários, incluindo polifagia, polidipsia/poliúria

e supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). No entanto, o fabricante sugere

que a metilprednisolona provoca menos polidipsia/poliúria do que a prednisolona. Entre

os efeitos colaterais, incluem-se úlcera gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia,

supressão de hormônio tireoidiano, redução da síntese proteica, retardo da cicatrização e

imunossupressão. Os cães tratados com altas doses de succinato de metilprednisolona

(p. ex., 30 mg/kg) são mais suscetíveis a hemorragias gástricas. Infecções secundárias

podem ser observadas devido a imunossupressão, incluindo demodicose, toxoplasmose,

infecções fúngicas e infecções do trato urinário inferior. Em gatos, a administração

injetável de acetato de metilprednisolona provocou alopecia no local da injeção.

Em equinos, outros efeitos colaterais podem incluir maior suscetibilidade ao

desenvolvimento de laminite (embora uma relação direta com a indução de laminite seja

controversa). Em gatos, a administração de acetato de metilprednisolona provoca

expansão volumétrica, dado o desvio fluido secundário à hiperglicemia. Este efeito parece

aumentar o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva em gatos após

a administração de acetato de metilprednisolona.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes suscetíveis ao desenvolvimento de úlceras e infecções ou

em casos em que a cicatrização de feridas é necessária. Use com cautela em animais

diabéticos, com insuficiência renal ou prenhez. Use com cautela em gatos, devido à

expansão volumétrica, principalmente naqueles suscetíveis ao desenvolvimento

de insuficiência cardíaca congestiva.

Interações Medicamentosas

Como outros corticosteroides, em caso de administração concomitante de antiinflamatórios

não esteroidais (AINEs), há maior risco de ulceração gástrica.

Instruções de Uso

O uso da metilprednisolona é similar ao de outros corticosteroides. Os ajustes de dose devem

ser feitos considerando as diferenças de potência. A administração do acetato

de metilprednisolona deve ser cuidadosamente avaliada, já que uma única injeção provoca

efeitos glicocorticoides que persistem por vários dias a semanas. Resultados de estudos

clínicos conduzidos em animais tratados com succinato sódico de metilprednisolona não

foram relatados.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore o


aparecimento de sinais de infecções secundárias. Realize um teste de estimulação com

hormônio adrenocorticotrópico para monitorar a função adrenal. Gatos devem ser

monitorados quanto ao desenvolvimento de diabetes e cardiopatia durante o tratamento

com acetato de metilprednisolona.

Formulações

A metilprednisolona é comercializada em comprimidos de 1, 2, 4, 8, 18 e 32 mg.

O acetato de metilprednisolona é comercializado em suspensão injetável a 20 e

40 mg/mL.

O succinato sódico de metilprednisolona é comercializado em ampolas com solução

injetável contendo 1 e 2 g e 125 e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A metilprednisolona é insolúvel em água e ligeiramente solúvel em etanol. O acetato

de metilprednisolona é ligeiramente solúvel em água. O succinato sódico

de metilprednisolona é altamente solúvel em água. Após a reconstituição, o succinato sódico

de metilprednisolona deve ser usado em até 48 horas e mantido em temperatura ambiente.

O armazenamento por períodos prolongados pode provocar decomposição. Pode ser

armazenada a -20 °C por 4 semanas sem perda de potência.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Metilprednisolona: 0,22-0,44 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• Acetato de metilprednisolona: 1 mg/kg (ou 20-40 mg/cão) por via intramuscular a

cada 1-3 semanas.

• Succinato sódico de metilprednisolona (uso emergencial): 30 mg/kg por via intravenosa,

com repetição após 2-6 horas de 15 mg/kg, também por via intravenosa. Terapia

de reposição ou anti-inflamatória: 0,25-0,5 mg/kg/dia.

Gatos

• Metilprednisolona: 0,22-0,44 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• Acetato de metilprednisolona: 10-20 mg/gato por via intramuscular a cada 1-3

semanas.

• Succinato sódico de metilprednisolona (uso emergencial): 30 mg/kg por via intravenosa,

com repetição após 2-6h de 15 mg/kg, também por via intravenosa. Terapia


de reposição ou anti-inflamatória: 0,25-0,5 mg/kg/dia.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 200 mg, como dose única, por via intramuscular.

• Dose intra-articular: dose total de 40 a 240 mg, com dose média de 120 mg, no espaço

articular, utilizando técnica estéril.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Metiltestosterona

Nomes comerciais e outros nomes

Android e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio, agente anabolizante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anabolizante andrógeno. A administração injetável de metiltestosterona mimetiza

a ação da testosterona.

Indicações e Usos Clínicos

A metiltestosterona é usada por suas ações anabólicas ou na reposição de testosterona

(deficiência andrógena). A testosterona é usada na estimulação da eritropoiese. Outros

agentes similares incluem o cipionato de testosterona e o propionato de testosterona.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são causados pela ação androgênica excessiva da testosterona. Em

cães, machos podem apresentar hiperplasia prostática e fêmeas, masculinização. A

hepatopatia é mais comumente associada à administração de formulações orais

de testosterona metilada.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Em medicina veterinária, o uso de andrógenos não foi avaliado em estudos clínicos. Seu uso

clínico é baseado principalmente em dados empíricos ou na experiência com seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações de enzimas hepáticas e o aparecimento de sintomas de colestase

e hepatopatia durante o tratamento.

Formulações

A metiltestosterona é comercializada em comprimidos de 10 e 25 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-25 mg/cão a cada 24-48 horas por via oral.

Gatos


• 2,5-5 mg/gato a cada 24-48 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção. O uso de anabolizantes em animais de produção

é proibido no Brasil.

No Brasil, a metiltestosterona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita

a receita de controle especial em duas vias.

A metiltestosterona é um medicamento controlado em Esquema III.

Classificação RCI: 4

Metimazol

Nomes comerciais e outros nomes

Tapazole, Felimazole, Thiamazole e genéricos.

Medicamentos comercializados no Brasil

Tapazol (h)

Classificação funcional

Antitireoidiano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antitireoidiano. É substrato para a tireoide peroxidase (TPO), inibindo-a e

reduzindo a incorporação de iodo em moléculas de tirosina para formação de tiroxina (T4) e

triiodotironina (T3). O metimazol inibe o acoplamento de resíduos monoiodados e diiodados

para formação de T3 e T4. O metimazol não inibe a liberação do hormônio tireoidiano préformado,

nem afeta os hormônios tireoidianos já circulantes ou armazenados na tireoide ou

a conversão periférica de T4 em T3. De modo geral, são necessárias 2-4 semanas para que os

níveis séricos de T4 atinjam os níveis normais em gatos hipertireoidianos tratados com o

medicamento. O carbimazol é um fármaco semelhante usado na Europa, que é convertido a

metimazol em animais. O metimazol também apresenta efeitos imunossupressores. O

tratamento pode reduzir os títulos de anticorpos antirreceptor de tirotropina. O metimazol


apresenta meia-vida de 2,3 horas em gatos com hipertireoidismo e de 4,7 horas em gatos

normais.

Indicações e Usos Clínicos

O metimazol é empregado para o tratamento do hipertireoidismo, principalmente em gatos.

Há boas evidências de sua eficácia quando administrado a gatos nas doses recomendadas.

Nestes animais, o metimazol é preferido à propiltiouracila (PTU) por provocar menos efeitos

colaterais. As evidências mostram que a administração do medicamento 2 vezes ao dia é

mais eficaz do que a realizada 1 vez ao dia. Para uso em gatos, o metimazol é formulado

como gel transdérmico para absorção cutânea (p. ex., associado a organogel plurônico

[PLO]). Estas formulações são preparadas por farmácias de manipulação. Dados publicados

indicam que o metimazol transdérmico não é tão eficaz nem tem ação tão rápida quanto a

administração oral, mas esta formulação é usada com sucesso na redução das

concentrações de T4 em muitos gatos. Como medicação alternativa, utiliza-se o carbimazol,

que é convertido à sua forma ativa, o metimazol. Produz efeitos gastrointestinais com

menor frequência. No entanto, a experiência com o carbimazol nos EUA é limitada (ver

maisdetalhes na seção sobre esta substância).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em gatos, os problemas gastrointestinais são os mais comuns e podem incluir anorexia e

vômitos. A maioria dos efeitos colaterais provocados pelo metimazol é dependente da

dose e pode ser reduzida pela diminuição da dosagem. Nestes animais, poliartrite,

alopecia e descamação e formação de crostas na cabeça e na face foram observadas, e

podem surgir manifestações de reação alérgica. Reações similares ao lúpus também

podem ser verificadas, como vasculite e alterações da medula óssea. Ainda em gatos,

anomalias da contagem de plaquetas e leucopenia podem ser observadas após 1 - 3 meses

de tratamento. Anomalias sanguíneas podem ser relacionadas à trombocitopenia, embora

testes realizados em gatos não demonstrem prolongamento dos tempos de coagulação

(de protrombina e tromboplastina parcial ativada). A administração de metimazol como

gel transdérmico foi associada a uma menor incidência de efeitos colaterais do que a de

comprimidos por via oral. O tratamento com metimazol pode mascarar o

desenvolvimento de hipotireoidismo e insuficiência renal em alguns gatos. Durante o

tratamento prolongado, a função renal deve ser monitorada.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com trombocitopenia ou alterações hemorrágicas. Outros

medicamentos, como betabloqueadores, podem ser associados ao metimazol. Alerte aos

proprietários que o gel transdérmico de metimazol pode ser absorvido pela pele humana.


Caso o animal apresente uma reação adversa à PTU, é possível que também haja alguma

reatividade cruzada com o metimazol. O medicamento provoca alterações fetais e não

deve ser administrado aanimais prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O uso em gatos é baseado em estudos clínicos conduzidos em animais com hipertireoidismo

e informações dadas pelo fabricante do medicamento para felinos. O metimazol substituiu,

em grande parte, a PTU. Ajuste a dose de manutenção monitorando as concentrações

plasmáticas de T4. Por não inibir a liberação de hormônio pré-formado, seu efeito máximo

pode levar 2-4 semanas para ser observado. Ao avaliar a frequência de administração do

metimazol, o tratamento com 2,5 mg a cada 12 horas, por via oral, foi mais eficaz do que o

realizado com 5 mg a cada 24 horas pela mesma via. Se preparado como gel transdérmico,

recomenda-se a formulação em PLO, composto por 0,15 g de metimazol, 100 g de lecitina

de soja, 100 g de palmitato de isopropil, 0,66 g de ácido sórbico em pó e 20% de gel

plurônico F127. A concentração final deve ser de 5 mg/0,1 mL de gel transdérmico,

aplicado na porção interna do pavilhão auricular. O gel transdérmico pode ser menos eficaz

do que os comprimidos para administração oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de T4. Verifique-os novamente após o primeiro mês

de tratamento. Depois da estabilização do tratamento, os níveis de T3 e T4 são suprimidos

24 horas após a administração de cada dose do medicamento. Portanto, o momento

da coleta de sangue após a administração oral de metimazol em gatos não parece ser um

fator significativo na avaliação da resposta terapêutica. As concentrações de TSH também

podem ser usadas na análise da eficácia da terapia (o TSH felino apresenta 96% de

homologia ao TSH canino). Monitore o hemograma e a contagem de plaquetas a cada 14

dias durante o primeiro mês de tratamento. Monitore a função renal, dada a maior

possibilidade de desenvolvimento de nefropatias observada em alguns gatos. O metimazol

pode afetar os testes de cintigrafia tireoidiana. Após o tratamento, um estímulo do TSH

tecidual pode elevar a captação de 99mTcO4 pela tireoide.

Formulações

O metimazol é comercializado em comprimidos revestidos de 2,5 e 5 mg (forma veterinária)

e 5 e 10 mg (forma humana).

Estabilidade e Armazenamento


O metimazol é estável se mantido em sua embalagem original. No entanto, em formulações

compostas para gatos, sua potência e estabilidade podem ser menores. No gel transdérmico

composto, sua potência é assegurada por duas semanas.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 2,5 mg/gato a cada 12 horas por via oral durante 7-14 dias, passando a 5-10 mg/gato

a cada 12 horas pela mesma via, com monitoramento das concentrações de T4.

• Em alguns gatos, após a normalização dos níveis de T4, a dose pode ser reduzida a 10-

15 mg/gato vez/dia.

• Administração transdérmica: 2,5 mg/gato 2 vezes/dia. Alterne os pavilhões auriculares

a cada administração.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência em animais de produção não foram estabelecidos (uso extrabula).

Este medicamento não deve ser administrado a animais de produção.

Metocarbamol

Nome comercial e outros nomes

Robaxin-V

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Relaxante muscular

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Relaxante da musculatura esquelética. O metocarbamol deprime os reflexos polissinápticos,

provocando o relaxamento muscular.


Indicações e Usos Clínicos

O metocarbamol é usado para o tratamento de espasmos da musculatura esquelética e

no aumento do tônus muscular. É também empregado para o tratamento da dor associada

a espasmos musculares e miosite. Doses maiores que as listadas a seguir são recomendadas

para o tratamento do tétano. No entanto, não há evidências acerca de sua eficácia em

animais. Em algumas indicações (p. ex., espasmos musculares), o metocarbamol foi

substituído por outros relaxantes musculares, como a orfenadrina (Norflex). Em equinos, a

meia-vida do metocarbamol é de apenas 60-90 minutos, e a administração frequente pode

ser necessária.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O metocarbamol pode provocar sedação e depressão do SNC. Salivação excessiva, êmese,

fraqueza e ataxia foram observadas. Os efeitos colaterais geralmente são de curta

duração.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela com outros medicamentos que deprimem o SNC.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos realizados em animais. Em medicina veterinária,

a administração desta substância (assim como as doses recomendadas) é baseada em dados

empíricos ou na experiência em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O metocarbamol é comercializado em comprimidos de 500 e 750 mg e solução injetável

a 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 44 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou intravenosa no primeiro dia, passando a 22-

44 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Até 130 mg/kg em casos graves.

Posologia para Grandes Animais

• 11-22 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa ou, caso necessário, em maior

frequência. Em equinos, doses maiores, de 30 mg/kg por via intravenosa e 50-

100 mg/kg por via oral foram administradas, mas tendem a provocar depressão branda

a moderada.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Metoexital Sódico

Nome comercial e outros nomes

Brevital

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico, barbiturato

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico barbitúrico. A anestesia é provocada por depressão do SNC, sem analgesia, com

cessação de efeitos decorrente da redistribuição no organismo. O metoexital é cerca de 2-3

vezes mais potente do que o pentotal, mas sua ação é mais curta.


Indicações e Usos Clínicos

O metoexital é usado como anestésico intravenoso em animais, sendo administrado

em bolus ou infusão em taxa constante (ITC). Outros anestésicos adjuvantes,

como tranquilizantes, são frequentemente administrados antes do metoexital.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados à ação anestésica do medicamento. Graves efeitos

colaterais são causados pelas depressões respiratória e cardiovascular.

Contraindicações e Precauções

Sobredosagens podem ocorrer com a administração rápida ou repetida. Evite

o extravasamento vascular.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O índice terapêutico é baixo. Somente utilize caso seja possível monitorar as funções

cardiovascular e respiratória. O metoexital é frequentemente associado a adjuvantes

anestésicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração de pacientes anestesiados com barbitúricos.

Formulações

O metoexital é comercializado em frascos contendo 0,5, 2,5 e 5 mg em solução injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais


Cães e Gatos

• 3-6 mg/kg (administrados de forma lenta) por via intravenosa. Doses de até 15 mg/kg

por via intravenosa foram administradas a cães por 30 segundos.

• ITC: 0,25 mg/kg/min por 30 minutos e, a seguir, 0,125 mg/kg/min.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Medicamento controlado em Esquema III.

Classificação RCI: 2

Metotrexato

Nomes comerciais e outros nomes

MTX, Mexate, Folex, Rheumatrex e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Miantrex (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antineoplásico. Ação antimetabólica. A estrutura do metotrexato é similar à do ácido fólico,

e o princípio ativo se liga à enzima diidrofolato redutase (DHFR), inibindo-a. A DHFR é uma

enzima redutora necessária à síntese de purina. A forma reduzida do ácido fólico

(tetraidrofolato, FH4) é uma importante coenzima para reações bioquímicas, principalmente

para as sínteses de DNA, RNA e proteínas.

Indicações e Usos Clínicos


O metotrexato é usado no tratamento de diversos carcinomas, leucemias e linfomas. Em

seres humanos, o metotrexato é também comumente empregado no tratamento de doenças

autoimunes, como a artrite reumatoide. Em animais, seu uso é principalmente empírico.

Não existem estudos clínicos ou ensaios de eficácia bem-controlados que documentem sua

ação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em animais, os principais efeitos colaterais observados são anorexia, náuseas,

mielossupressão e vômitos. Os antineoplásicos provocam efeitos colaterais previsíveis (e

ocasionalmente inevitáveis), incluindo supressão da medula óssea, leucopenia e

imunossupressão. A hepatotoxicidade foi relatada em seres humanos, mas não

em medicina veterinária. Em seres humanos, doses mais altas do que as usadas

em medicina veterinária são frequentemente administradas; nestes pacientes, o risco

de intoxicação é elevado e a terapia de salvamento com leucovorin (ácido tetraidrofólico)

é comumente instituída. O leucovorin é empregado por ser um antagonista da ação do

metotrexato sobre a enzima DHFR.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes. O metotrexato tem sido usado na indução do aborto.

Interações Medicamentosas

O uso concomitante de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode provocar grave

intoxicação por metotrexato. Não associe à pirimetamina, trimetoprima, sulfonamidas ou

a outros medicamentos que possam afetar a síntese de ácido fólico.

Instruções de Uso

O uso do metotrexato em animais é baseado em estudos experimentais. Existem poucas

informações clínicas. Consulte dosagens e esquemas terapêuticos específicos em protocolos

antineoplásicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma em busca de evidências de mielossupressão.

Formulações

O metotrexato é comercializado em comprimidos de 2,5 mg e solução injetável a 2,5 e


25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2,5-5 mg/m 2 cada 48 horas por via oral (a dose depende do protocolo antineoplásico

utilizado).

• 0,3-0,5 mg/kg, 1 vez/semana por via intravenosa.

Gatos

• 0,8 mg/kg por via intravenosa a cada 2-3 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se

tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais

destinados ao consumo humano.

Classificação RCI: 4

Metoxamina

Nome comercial e outros nomes

Vasoxyl

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Vasoconstrictor


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista alfa1-adrenérgico. A metoxamina estimula receptores alfa1 na musculatura lisa

vascular, provocando constrição dos leitos vasculares.

Indicações e Usos Clínicos

A metoxamina é usada principalmente em pacientes que necessitam de cuidados críticos

ou durante a anestesia, para aumentar a resistência periférica e a pressão arterial.

Em medicina veterinária, há pouca experiência de administração da metoxamina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados à estimulação excessiva de receptores alfa1

(vasoconstrição periférica prolongada). Bradicardia reflexa pode ser observada.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO), como a selegilina.

Instruções de Uso

A metoxamina tem ação rápida e de curta duração.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a pressão arterial do paciente.

Formulações

A metoxamina não é mais comercializada nos EUA. A solução pode ser preparada em

farmácias de manipulação. Era comercializada em solução injetável contendo 20 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 200-250 μg/kg (0,2-0,25 mg/kg) por via intramuscular ou 40-80 μg/kg por via

intravenosa; repita a administração conforme necessário.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Equinos

• 100-200 μg/kg (0,1-0,2 mg/kg) por via intramuscular, em dose única ou repetida

conforme necessário.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, intervalos

de carência do tratamento não são sugeridos.

Metoxiflurano

Nome comercial e outros nomes

Metofane

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico inalatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico inalatório. Assim como os demais anestésicos desta classe, o mecanismo de ação

do metoxifluorano é desconhecido. Estes anestésicos provocam depressão generalizada e

reversível do SNC e apresentam solubilidade sanguínea, potência, taxa de indução e

recuperação variáveis. Os anestésicos inalatórios com baixos coeficientes de partição

gás/sangue são associados a taxas de indução e recuperação mais rápida.


Indicações e Usos Clínicos

O metoxifluorano não é usado como anestésico inalatório com frequência. Nos últimos

10 anos, passou a ser menos utilizado e foi substituído por outros agentes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados à sua ação anestésica (p. ex., depressões

cardiovascular e respiratória). Há relatos de desenvolvimento de lesão hepática em

animais anestesiados com metoxifluorano.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Em alguns países, a bula relata que animais anestesiados com metoxifluorano não devem

ser tratados com flunixina.

Instruções de Uso

O uso de anestésicos inalatórios requer monitoramento cuidadoso. A dose é determinada

pela profundidade da anestesia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração em animais anestesiados com estas

substâncias. Monitore as concentrações de enzimas hepáticas.

Formulações

Atualmente, o metoxiflurano não é mais comercializado. Anteriormente, era vendido

em frascos contendo 120 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais


• Indução: 3%; manutenção: 0,5-1,5%.

Posologia para Grandes Animais

• Concentração alveolar mínima (CAM): 0,2-0,3%.

Informações sobre Restrição Legal

Intervalos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. A eliminação é

rápida e intervalos curtos foram sugeridos. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de

intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

No Brasil, o metoxiflurano está listado como substância de controle especial (lista C1)

sujeito a receita de controle especial em duas vias.

Metronidazol, Benzoato de Metronidazol

Nome comercial e outros nomes

Flagyl e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Flagyl (h) , Stormogyl (v) , Metronidazol (g)

Classificação funcional

Antibacteriano, antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano e antiprotozoário. É um nitroimidazólico de segunda geração cuja atividade

envolve a geração de radicais livres nitrogenados através do metabolismo bacteriano

ou protozoótico. O metronizadol destrói o DNA dos patógenos através de reações com

metabólitos intracelulares. Sua ação é específica à bactérias anaeróbicas e protozoários.

A resistência é rara. É ativo contra alguns protozoários, incluindo Trichomonas, Giardia e

protozoários intestinais. Também apresenta atividade in vitro contra bactérias anaeróbicas e

Helicobacter. A absorção oral do metronizadol é quase completa em animais (75-85% em

equinos e 60-100% em cães). Em equinos, sua absorção oral é de 30%. Sua meia-vida é

de 3-4 horas em equinos e de 4-5 horas em cães. O benzoato de metronidazol é formulado

para gatos para melhorar a palatabilidade. Nesta forma, sua absorção oral (12,4 mg/kg


de base) é de 64%, com meia-vida de 5 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O metronizadol é indicado para o tratamento da diarreia e outros problemas intestinais

causados por protozoários, como Giardia, Trichomonas e Entamoeba. Pode ser usado

em pequenos animais e equinos no tratamento de diversas infecções provocadas por

anaeróbicos. O metronizadol apresenta alguma atividade imunomoduladora no intestino de

animais e é usado no tratamento de doenças inflamatórias intestinais. O benzoato de

metronizadol é empregado em gatos por ser mais palatável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais grave é causado por intoxicação do SNC. Altas doses provocaram

letargia, depressão do SNC, ataxia, tremores, convulsões, vômitos e fraqueza. Em animais,

a intoxicação do SNC é observada após a administração de altas doses (> 60 mg/kg/dia).

Os sinais do SNC estão relacionados à inibição da ação do GABA e são responsivos à

administração de benzodiazepínicos (diazepam, 0,4 mg/kg a cada 8 horas durante 3

dias). Como outros nitroimidazólicos, pode provocar alterações mutagênicas celulares,

mas o significado clínico deste efeito é incerto. Como outros medicamentos desta classe,

apresenta gosto amargo e pode provocar vômitos e anorexia. O benzoato de metronizadol

foi usado em gatos de forma segura, em dose de 25 mg/kg a cada 12 horas durante 7

dias. No entanto, o efeito de sais de benzoato em gatos é preocupante, por serem

derivados do ácido benzoico. O ácido benzoico pode ser tóxico a gatos e provocar ataxia,

cegueira, problemas respiratórios e outras alterações do SNC. Apesar desta preocupação,

estima-se que 500 mg/kg/dia de benzoato de metronidazol teriam que ser

administrados para que a dose de ácido benzoico fosse tóxica para gatos. Ainda assim, a

terapia com benzoato de metronidazol deve ser imediatamente interrompida em

qualquer gato que apresente sinais relacionados ao SNC ou sugestivos de intoxicação.

Contraindicações e Precauções

Anomalias fetais não foram observadas em animais submetidos ao tratamento nas doses

recomendadas, mas, ainda assim, recomenda-se cautela durante a administração

de metronidazol em animais prenhes.

Interações Medicamentosas

Como outros nitroimidazólicos, o metronidazol pode potencializar a ação da varfarina e a

ciclosporina por inibição do metabolismo do fármaco.


Instruções de Uso

O metronidazol é uma das substâncias mais comumente utilizadas no tratamento

de infecções anaeróbicas. Embora eficaz contra a giardíase, outros medicamentos usados

para o tratamento desta doença são o albendazol, o fembendazol e a quinacrina. Efeitos

tóxicos no SNC são possíveis, mas dependentes da dose. A dose máxima a ser administrada é

de 50-65 mg/kg/dia em qualquer espécie. O metronidazol não é palatável e pode

apresentar gosto metálico. Em gatos, a palatabilidade de comprimidos esmagados ou partidos

é um problema. O benzoato de metronidazol é mais palatável e melhor tolerado. Esta

formulação não é comercializada nos EUA. No entanto, pode ser encontrada em farmácias

de manipulação. A solução de benzoato de metronidazol a 25 mg/mL contém 40 mg de

benzoato. Dada a diferença de peso entre o benzoato de metronidazol e o cloridrato de

metronidazol, um fator de correção de 1,6 vezes é usado para converter a dose da forma

em cloridrato à benzoato. O benzoato de metronidazol contém 62% de metronidazol;

portanto, a administração de 20 mg/kg de benzoato de metroniazol equivale à de

12,4 mg/kg de metronidazol.

Devido a sua acidez, o metronidazol não deve ser injetado diretamente. Ver a seção

de Estabilidade e Armazenamento para instruções quando misturado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a ocorrência de efeitos colaterais neurológicos.

Formulações

O metronidazol é comercializado em comprimidos de 250 e 500 mg, cápsulas de 375 mg,

suspensão a 50 mg/mL e solução injetável a 5 mg/mL.

O benzoato de metronidazol não é comercializado nos EUA, mas pode ser produzido

em farmácias de manipulação para uso veterinário. O benzoato de metronidazol contém

62% de metronidazol. É formulado em Oral-Plus ou Oral-Sweet (excipientes)

em concentração de 16 mg/mL e estável em temperatura ambiente por 90 dias.

Estabilidade e Armazenamento

A base é ligeiramente solúvel em água. A forma benzoato é praticamente insolúvel, e a forma

cloridrato é hidrossolúvel. O metronidazol pode ser esmagado e misturado a algum

flavorizante, para mascarar o sabor. Quando misturado a xaropes ou água, com as exceções

aqui listadas, é decomposto em 28 dias. O benzoato de metronidazol preparado em veículos

como Oral-Plus e Oral-Sweet é estável por 90 dias. A base metronidazol (dos comprimidos)

também foi misturada a estes veículos, com estabilidade de 90 dias. As formas injetáveis

reconstituídas são estáveis por 96 horas, mas, se diluídas, devem ser descartadas após 24

horas.


O hidrocloreto de metronidazol, quando reconstituído, é muito ácido (pH 0,5-2,0) para

injeção direta. A injeção de 5 mg/mL deve ser ainda diluída em 100 mL (em soro fisiológico

a 0,9%, glicose a 5% ou Ringer com lactato) e neutralizada com 5 mEq de bicarbonato

de sódio para cada 500 mg, para que o pH chegue a 6-7. As formas injetáveis reconstituídas

são estáveis por 96 horas, mas, se diluídas, devem ser descartadas após 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Anaeróbios: 15 mg/kg a cada 12 horas ou 12 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• Giardia: 12-15 mg/kg a cada 12 horas, por 8 dias por via oral.

Gatos

• Anaeróbios: 10-25 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Giardia: 17 mg/kg (um terço de comprimido por gato) a cada 24 horas, por 8 dias por

via oral.

• Benzoato de metronidazol (para tratamento de giardíase): 25 mg/kg a cada 12 horas

por via oral durante 7 dias. O benzoato de metronidazol contém 62% de metronidazol;

portanto, 20 mg/kg de benzoato de metronidazol equivalem a 12,4 mg/kg de

metronidazol.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento de infecções provocadas por anaeróbicos e protozoários: 10 mg/kg a cada

12 horas por via oral. Nota: alguns clínicos utilizaram doses maiores, mas, nestes casos,

a ocorrência de efeitos colaterais é mais provável.

Bovinos

• Tratamento de tricomoníase (touros): 75 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa,

com administração de três doses.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção. A administração de metronidazol a estes animais

é proibida. O gado tratado não deve ser abatido para consumo.


Mexiletina

Nome comercial e outros nomes

Mexitil

Medicamentos comercializados no Brasil

Mexitil (h)

Classificação funcional

Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiarrítmico. A mexiletina é um agente antiarrítmico de classe IB. Bloqueia o

canal rápido de sódio e deprime a fase 0 da despolarização.

Indicações e Usos Clínicos

A mexiletina é usada para o tratamento de arritmias. No entanto, seu uso em medicina

veterinária não é comum. A primeira escolha para o tratamento agudo das arritmias

ventriculares geralmente é a lidocaína.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem provocar excitação e tremores. A mexiletina pode ser

antiarritmogênica em alguns animais. Em seres humanos, medicamentos similares

(flecainida e encainida) podem ser pró-arritmogênicos e associados à mortalidade alta.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais hepatopatas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso


Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais. Em medicina veterinária,

a administração de mexiletina, assim como as doses recomendadas, é baseada na

experiência com seres humanos e nos dados empíricos obtidos de animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o ECG durante o tratamento.

Formulações

A mexiletina é comercializada em cápsulas de 150, 200 e 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel

em água e etanol.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-8 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral (use com cautela).

Gatos

• Doses seguras não foram estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4.

Mibolerona

Nome comercial e outros nomes


Cheque-drops

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Esteroide andrógeno. A mibolerona mimetiza os andrógenos do organismo.

Indicações e Usos Clínicos

A mibolerona é usada na supressão do estro.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Muitas cadelas apresentam aumento de volume do clitóris ou corrimento relacionado ao

tratamento.

Contraindicações e Precauções

Não administre a cães da raça Bedlington Terriers. Não administre a gestantes. Não use

em pacientes com adenoma ou carcinoma perianal. Não use em gatos. A mibolerona é

usada de modo abusivo por seres humanos, para aumento de massa muscular. Portanto,

tenha muito cuidado ao prescrevê-la.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O tratamento é geralmente instituído 30 dias antes do início do estro. Seu uso por mais de 2

anos não é recomendado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente a concentração de enzimas hepáticas caso a mibolerona seja

usada de forma crônica.


Formulações

A mibolerona não é mais comercializada. No entanto, pode ser encontrada em outras fontes.

Originalmente, era vendida em solução oral a 100 μg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,6-5 mg/kg/dia por via oral.

• Cadelas com peso entre 0,45-11,3 kg: 30 μg/dia por via oral.

• Cadelas com peso entre 11,8-22,7 kg: 60 μg/dia por via oral.

• Cadelas com peso entre 23-45,3 kg: 120 μg/dia por via oral.

• Cadelas com peso superior a 45,8 kg: 180 μg/dia por via oral.

Gatos

Doses seguras não foram estabelecidas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

No Brasil, a mibolerona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita

a receita de controle especial em duas vias.

Micofenolato de Mofetila

Nome comercial e outros nomes

CellCept


Medicamentos comercializados no Brasil

CellCept (h) , Micofenolato de Mofetila (g)

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O micofenolato é uma pró-droga biotransformada em ácido micofenólico (MPA). É usado

para a supressão da imunidade para realização de transplantes e para o tratamento

de doenças imunomediadas. Quando biotransformado a MPA, o micofenolato inibe

a inosina monofosfato desidrogenase (IMDPH), uma importante enzima para a síntese de

novo de purinas nas células imunes, principalmente linfócitos T e B ativados, que são

bastante dependentes da síntese de nucleotídios. Assim, o micofenolato é eficaz

na supressão da proliferação linfocitária e reduz a síntese de anticorpos. Em seres humanos,

é usado como substituto da azatioprina, principalmente na imunossupressão de pacientes a

serem submetidos a transplantes de fígado ou rim, mas outras utilizações estão sendo

exploradas. O micofenolato é geralmente associado a glicocorticoides e/ou à ciclosporina.

Sua meia-vida em cães é de apenas 45 minutos, mas seu metabólito persiste por mais tempo

(8 horas).

Indicações e Usos Clínicos

O micofenolato é usado para o tratamento de doenças imunomediadas em animais.

Em cães, o micofenolato é empregado de forma limitada para o tratamento de algumas

doenças imunomediadas. De acordo com estudos farmacocinéticos conduzidos em cães,

a taxa de eliminação do micofenolato é rápida (meia-vida inferior a 1 hora), o que pode

requerer a administração de diversas doses para que a terapia seja eficaz. Para o tratamento

do pênfigo foliáceo, o micofenolato foi administrado em dose de 22-39 mg/kg/dia, dividido

em três tratamentos. Foi bem tolerado, mas apenas três dos oito cães participantes do ensaio

o completaram e apresentaram melhora. A azatioprina é mais comumente usada como

agente imunossupressor.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em cães, alterações gástricas (diarreia e vômitos) são os efeitos colaterais mais

comumente observados. A administração de micofenolato em medicina veterinária,

porém, é rara.


Contraindicações e Precauções

O micofenolato é um potente medicamento imunossupressor e pode aumentar

a suscetibilidade a infecções.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. É frequentemente associado a

corticosteroides.

Instruções de Uso

O micofenolato é usado em alguns pacientes que não podem tolerar outras substâncias

imunossupressoras, como a azatioprina ou a ciclosporina. É associado a corticosteroides e à

ciclosporina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais de infecções.

Formulações

O micofenolato é comercializado em cápsulas de 250 e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

É ligeiramente solúvel em água. É mais estável em pH baixo (< 4). O micofenolato pode ser

preparado em xarope, para melhor palatabilidade, sendo estável por 121 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 mg/kg a cada 8 horas ou 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Intervalos de carência do tratamento não foram estabelecidos, já que este medicamento

não deve ser administrado a animais de produção.


Milbemicina Oxima

Nomes comerciais e outros nomes

Interceptor, Interceptor Flavor Tabs e SafeHeart. A milbemicina é também um dos

componentes do Sentinel.

Medicamentos comercializados no Brasil

Program Plus (v) , Milbemax C (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos similares à ivermectina) e as

milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham

algumas propriedades e o mecanismo de ação. Estes medicamentos são tóxicos para parasitas

por atuarem em canais de cloreto controlados por glutamato. A paralisia e morte dos

parasitas são causadas pelo aumento da permeabilidade dos canais de cloreto, incluindo os

controlados por GABA. Os mamíferos geralmente não são afetados pelo medicamento, por

não possuírem canais de cloreto controlados por glutamato; além disso, a milbemicina

apresenta baixa afinidade pelos demais canais de cloreto destes animais. Uma vez que estas

substâncias não atravessam a barreira hematoencefálica, os canais controlados por GABA no

SNC do mamífero não são afetados. A milbemicina é ativa contra parasitas intestinais,

ácaros, bernes, microfilárias e larvas em desenvolvimento, mas não é eficaz contra

trematódeos ou cestódeos.

Indicações e Usos Clínicos

A milbemicina é usada na prevenção da dirofilariose, como acaricida e como microfilaricida.

É também empregada para o tratamento de infecções por ancilóstomos, nematelmintos e

nematoides. É associada a substâncias utilizadas para controle de pulgas (ver Sentinel e

Program Plus, que contêm milbemicina oxima e lufenuron). Em altas doses, é usada para o

tratamento da demodicose em cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Na dose de 5 mg/kg, é bem tolerada pela maioria dos cães (10 vezes a dose necessária no

tratamento da dirofilariose). Em doses de 10 mg/kg (20 vezes a dose necessária para o

tratamento da dirofilariose), a milbexima provocou depressão, ataxia e salivação em

alguns cães. Intoxicações podem ser observadas em doses maiores e, em raças em que a

milbexima atravessa a barreira hematoencefálica, em dosagens baixas, de 1,5 mg/kg/dia.

Entre as raças sensíveis, incluem-se Collies, Pastores Australianos, Old English Sheepdogs,

Whippets de pelo longo e Pastores de Shetland. A milbemicina é neurotóxica e provoca

depressão, ataxia, perda de visão, coma e morte. A sensibilidade à milbexima observada

em algumas raças se deve a uma mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos

(MDR1, também chamado gene ABCB1), que codifica uma bomba membrânica de p-

glicoproteína. Esta mutação afeta a bomba de efluxo da barreira hematoencefálica. A

milbexima, portanto, se acumula no cérebro de animais suscetíveis. Em animais normais,

altas doses podem produzir efeitos similares. No entanto, nas doses usadas na prevenção

da dirofilariose, a ocorrência de intoxicação é improvável. Alguns cães podem apresentar

diarreia após a administração das altas doses necessárias para o tratamento da

demodicose.

Contraindicações e Precauções

Não use em cães sensíveis à ivermectina ou a outras substâncias desta classe. O

tratamento com três doses diárias da reprodução até uma semana antes do desmame,

não provocou quaisquer efeitos colaterais em cadelas prenhes, fetos ou filhotes. A

administração única de dose, três vezes superiores à taxa mensal antes ou logo após o

parto, não provocou efeitos colaterais nos filhotes. A milbexima é excretada no leite.

Filhotes de cães submetidos ao tratamento com milbexima em dose 19 vezes superior à

recomendada apresentaram efeitos colaterais, mas os sinais foram transientes,

perdurando por apenas 24-48 horas.

Interações Medicamentosas

Não associe a medicamentos que podem aumentar a permeabilidade da barreira

hematoencefálica, como inibidores da p-glicoproteína (cetoconazol, ciclosporina,

quinidina) e alguns antibióticos macrolídios (ver lista de inibidores de p-glicoproteína no

Apêndice).

Instruções de Uso

As doses utilizadas dependem do agente etiológico da doença. O tratamento da demodicose

requer doses maiores do que as usadas na prevenção da dirofilariose e administração diária.

O emprego de protocolo de administração de 1 mg/kg/dia até a cura clínica e de

3 mg/kg/semana até a cura parasitológica requer 4 meses para cura clínica e 8 meses para

cura parasitológica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Verifique a situação da dirofilariose antes da instituição do tratamento com milbexima

em cães.

Formulações

A milbexima é comercializada em comprimidos de 2,3, 5,75, 11,5 e 23 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Prevenção de dirofilariose e controle de endoparasitas: 0,5 mg/kg a cada 30 dias por via

oral.

• Demodicose: 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 60-120 dias ou

1 mg/kg/dia até a cura clínica, passando a 3 mg/kg 1 vez/semana até a cura

parasitológica (raspado negativo).

• Sarna sarcóptica: 2 mg/kg a cada 7 dias durante 3-5 dias por via oral.

• Queiletielose: 2 mg/kg/semana por via oral.

Gatos

• Prevenção de dirofilariose e controle de endoparasitas: 2 mg/kg a cada 30 dias por via

oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Nos

EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o

FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Mirtazapina


Nome comercial e outros nomes

Remeron

Medicamentos comercializados no Brasil

Remeron (h) , Mirtazapina (g)

Classificação funcional

Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A mirtazapina é usada como antiemético em animais, mas, em seres humanos, também

apresenta atividade antidepressiva e ansiolítica. A ação antiemética se dá por bloqueio

de receptores de serotonina (5HT3, 5HT2 e 5HT1) e antagonismo de receptores alfa2. Por

ser ativa nos três receptores de serotonina, não é tão seletiva quanto o ondansetron e

medicamentos similares que afetam os receptores 5HT3. O antagonismo alfa2 pré-sináptico

aumenta a transmissão noradrenérgica e serotoninérgica. O bloqueio de receptores 5HT3 e

5HT2 é pós-sináptico. Em gatos, a meia-vida é de 15 horas após a administração de dose

elevada (3,75 mg por animal) e de 10 horas após a administração de dose baixa (1,9 mg por

gato).

Indicações e Usos Clínicos

A mirtazapina é usada como antiemético e estimulante do apetite, principalmente em gatos.

Em cães, embora tenha sido utilizada, sua administração é empírica. Após a introdução de

outros antieméticos para animais (p. ex., maropitant), o uso da mirtazapina foi reduzido. Em

medicina veterinária, sua administração é principalmente derivada de dados empíricos. Não

existem ensaios clínicos ou de eficácia bem controlados que documentem sua ação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais não são relatados com frequência, devido à sua pouca utilização. No

entanto, em gatos, algumas reações adversas foram observadas, como contrações

musculares e alterações comportamentais. Em seres humanos, há relatos de sedação e

ganho de peso. Alguns efeitos anti-histamínicos foram relatados. A sedação é mais

observada em seres humanos do que em animais.


Contraindicações e Precauções

Não existem contraindicações conhecidas em animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, evite sua

associação a inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores

da monoamino oxidase (MAO), como a selegilina.

Instruções de Uso

As doses e recomendações são baseadas em relatos empíricos e no limitado uso na rotina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

A mirtazapina é comercializada em comprimidos de 15 e 30 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3,75-7,5 mg por cão diariamente por via oral.

Gatos

• 1,9 mg por gato por via oral. As doses variam de 3,75 a 7,5 mg por gato, por dia, por via

oral (um quarto a metade de comprimido de 15 mg). Os intervalos de administração

podem ser aumentados, dependendo da resposta e do uso, para 48 e 72 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos.

No Brasil, a mirtazapina está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Misoprostol

Nome comercial e outros nomes

Cytotec

Medicamentos comercializados no Brasil

Cytotec (h) (ver Informações sobre Restrição Legal)

Classificação funcional

Agente antiúlcera

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O misoprostol é uma prostaglandina sintética. É um análogo sintético da PGE1, e exerce

efeitos citoprotetores na mucosa gástrica. Em cães e seres humanos, foi demonstrado que

reduz lesões na mucosa gástrica causadas por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs),

como a aspirina. Estudos realizados em cães mostraram que o misoprostol não é eficaz

na redução dos efeitos colaterais provocados por corticosteroides. O misoprostol também

apresenta efeitos anti-inflamatórios e foi usado para o tratamento do prurido em cães.

Indicações e Usos Clínicos

O misoprostol é usado para redução do risco de desenvolvimento de úlceras gástricas

quando administrado concomitantemente com AINEs. Nesta indicação, sua eficácia foi

estabelecida durante o tratamento concomitante com aspirina, mas não com outros AINEs.

Não há evidências de que o misoprostol reduza o sangramento gástrico associado a outras

substâncias (p. ex., corticosteroides). Outros ensaios clínicos demonstraram que

o misoprostol é eficaz no tratamento do prurido em pacientes com dermatite atópica,

embora seja menos eficaz do que outros fármacos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são provocados pela ação das prostaglandinas. Entre eles, os mais


comuns são desconforto gástrico, vômitos e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não administre a fêmeas prenhes, pois pode provocar aborto. Mulheres devem manipular

este medicamento com cuidado, dado o risco de indução de aborto.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses e recomendações são baseadas em ensaios clínicos em que o misoprostol foi

administrado para prevenir lesões da mucosa gástrica causadas pela aspirina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O misoprostol é comercializado em comprimidos de 0,1 (100 μg) e 0,2 mg (200 μg).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,5 μg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Tratamento de dermatite atópica: 5 μg/kg a cada 8 horas por via oral.

Gatos

• Dose não estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 5 μg/kg a cada 8 horas por via oral. No entanto, grandes animais podem apresentar

efeitos colaterais gástricos inaceitáveis durante o tratamento com misoprostol.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Classificação RCI: 4

No Brasil, as vendas de medicamentos à base da substância Misoprostol constante da lista

“C1” (outras substâncias sujeitas a controle especial) ficarão restritas a estabelecimentos

hospitalares devidamente cadastrados e credenciados junto à autoridade sanitária

competente.

Mitotano

Nomes comerciais e outros nomes

Lysodren e op-DDD

Medicamentos comercializados no Brasil

Lisodren (h)

Classificação funcional

Agente adrenolítico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O mitotano é um agente citotóxico. O fármaco se liga a proteínas adrenais e é, então,

convertido a um metabólito reativo, que destrói células das zonas fasciculada e reticulada

do córtex da adrenal. A destruição de células adrenais é relativamente específica e pode ser

completa ou parcial, dependendo da dose utilizada. Em caso de ocorrência de destruição

somente parcial das células corticais adrenais, a administração repetida ou de doses de

manutenção é necessária à supressão da hipercortisolemia.

O mitotano é uma substância altamente lipofílica. É mal absorvido quando ingerido

em jejum, mas a absorção oral é aumentada quando administrada com alimentos ou óleo.

Indicações e Usos Clínicos

O mitotano é usado principalmente para o tratamento do hiperadrenocorticismo hipófisedependente

(HHD; doença de Cushing). É também empregado para o tratamento de


tumores adrenais. A terapia é iniciada com uma dose alta, seguida por doses de manutenção

semanais. Entre as demais medicações usadas na supressão do cortisol em cães, estão o

cetoconazol, a selegilina e o trilostano. O mitotano foi comparado ao trilostano e, embora

cada fármaco atue por mecanismos diferentes, produzem sobrevidas similares em cães com

HHD.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas, principalmente durante o período de indução, incluem letargia,

fraqueza, anorexia, ataxia, depressão e vômitos. Interrompa o tratamento em caso de

desenvolvimento de hepatopatia. Efeitos colaterais podem ser observados em 25-30%

dos cães. A suplementação com corticosteroides (p. ex., hidrocortisona ou prednisolona)

pode ser realizada para minimizaros efeitos colaterais (dose de prednisona:

0,25 mg/kg/dia). Em alguns cães, sinais neurológicos adversos podem ser observados,

como ataxia, pressionamento da cabeça em superfícies e cegueira. Os efeitos sobre o SNC

são resultantes do aumento de volume da hipófise em resposta à supressão do córtex

adrenal e à ausência de feedback do cortisol. A ausência de feedback estimula a secreção

de corticotropina e hormônio adrenocorticotrópico (ACTH).

Contraindicações e Precauções

Não administre em animais a não ser que seja possível monitorar a resposta por meio

da mensuração das concentrações séricas de cortisol, preferencialmente após

a estimulação com ACTH.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A dose e a frequência de administração são baseadas na resposta do paciente. De modo

geral, o período de indução dura 5-14 dias em cães. Nesta fase, monitore o consumo

de água, o apetite e o comportamento. Durante este período, a ocorrência de efeitos

colaterais é comum. A administração com alimentos aumenta a absorção oral. A dose de

manutenção deve ser ajustada de acordo com o monitoramento periódico

das concentrações de cortisol e os resultados de testes de estimulação com ACTH.

A administração de prednisolona em dose de 0,25 mg/kg é ocasionalmente realizada, para

reposição de corticosteroides em pacientes com HHD, durante o tratamento de indução. O

trilostano, um medicamento de uso aprovado em cães, foi também empregado

em substituição ao mitotano nessa espécie, e sua administração deve ser considerada em


animais que não respondem ao mitotano ou não o toleram. Gatos geralmente não

respondem ao tratamento com mitotano.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o consumo de água e de alimentos durante a fase de indução do tratamento.

Monitore as respostas ao teste de estimulação com ACTH para ajustar a dose de mitotano.

Monitore periodicamente a concentração de eletrólitos, para detecção da hipercalemia que

pode ser provocada pela destruição adrenal (hipoadrenocorticismo iatrogênico).

Formulações

O mitotano é comercializado em comprimidos de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

mitotano não é estável em soluções aquosas e pode perder potência em algumas formulações

compostas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• HHD: 50 mg/kg/dia (em doses fracionadas) por via oral durante 5-14 dias, passando

a 50-70 mg/kg/semana por via oral.

• Tumor adrenal: 50-75 mg/kg/dia durante 10 dias, passando a 75-100 mg/kg/semana

por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Mitratapide

Nome comercial e outros nomes

Yarvitan


Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Medicamento para perda de peso

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O mitratapide é usado para promover a perda de peso em cães. É similar a outro

medicamento usado em cães obesos, o dirlotapide (Slentrol). O mitratapide é um inibidor da

proteína microssomal de transferência de trigliceridio (MTP). A inibição desta enzima reduz

a capacidade de processamento de trigliceridios pelos enterócitos. Este acúmulo de

trigliceridios nas células intestinais resulta em uma sinalização ao SNC para supressão do

apetite. Em cães, isto reduz a ingestão de lipídeos na dieta e reduz as concentrações séricas

de trigliceridios, fosfolipídeos e colesterol no período pós-prandial. O acúmulo

de trigliceridios nos enterócitos pode ser observado macroscopicamente e histologicamente.

A perda de peso é atribuída à redução do apetite, e não a alterações no processamento dos

lipídeos presentes na dieta. O mitratapide não exerce ação central direta. A

biodisponibilidade do medicamento por via oral é de 16-21%, com grande volume de

distribuição, de 5 L/kg. Tem alta afinidade a proteínas (99%). A meia-vida plasmática do

mitratapide é de 6,3 horas; e seus diversos metabólitos, dos quais alguns são ativos, possuem

meia-vida maior (9,8, 11,7 e 44,7 horas).

Indicações e Usos Clínicos

O mitratapide é usado no controle da obesidade em cães. Durante o tratamento, há perda

de peso relativamente moderada (6 -7% do peso antes do tratamento). Este medicamento

não deve ser empregado sem o protocolo adequado, como determinado pelo fabricante.

O mitratapide deve ser usado dentro de um programa integral de emagrecimento, que

também inclui alterações dietéticas. Antes de instituir o tratamento com mitratapide,

descarte outras causas de obesidade ou sobrepeso, como hipotireoidismo

ou hiperadrenocorticismo. Atualmente, o mitratapide é aprovado na Europa, mas não nos

EUA. Não deve ser administrado a gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A diminuição do apetite é o modo de ação do medicamento. Vômitos também podem ser

observados como efeito comum relacionado ao mecanismo de ação do mitratapide.

Náuseas e diarreia também podem ocorrer. Nenhum destes sinais é motivo suficiente


para a interrupção do tratamento, e podem desaparecer com o passar do tempo.

No entanto, em caso de persistência dos vômitos e das náuseas, a avaliação e o ajuste

da dose podem ser necessários. A administração concomitante a alimentos pode reduzir a

ocorrência de vômitos. Alterações nas concentrações de enzimas hepáticas são esperadas.

Pode haver redução dos níveis séricos de albumina, globulinas, proteína total, cálcio e

fosfatase alcalina e elevação de ALT relacionados ao tratamento. A hipercalemia também

pode ser observada. A gravidade destas alterações é proporcional à dose administrada.

Estas alterações tendem a se resolver com a continuação da terapia. Pode haver redução

da absorção das vitaminas lipossolúveis A e E, mas tal fenômeno não foi considerado

clinicamente significativo.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatos. Não use em cães hepatopatas. Não administre a cadelas prenhes

ou lactantes ou a cães jovens, com menos de 18 meses de idade. Seres humanos não

devem ingerir este medicamento.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O mitratapide foi usado com

segurança em associação a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e inibidores

da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

Há um protocolo específico (ver Posologia) que deve ser seguido. Caso as reduções dietéticas

não sejam mantidas e a ingestão de alimentos não seja restrita, os animais voltam a ganhar

peso após a interrupção da terapia. Para evitar este ganho de peso de rebote, é importante

instituir um regime de manutenção após o término do tratamento. O mitratapide deve ser

administrado com alimentos. A supressão do apetite é menor em cães submetidos a uma

dieta pobre em lipídeos do que naqueles que recebem alimentos ricos em lipídeos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o peso do paciente e o perfil bioquímico, para detecção de elevação

da concentração de enzimas hepáticas e redução dos níveis de albumina e eletrólitos.

Formulações

O mitratapide é comercializado em solução oral a 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


Após aberto, sua validade é de 3 meses. Não refrigere.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,63 mg/kg 1 vez/dia (1 mL do produto a cada 8 kg). Esta dose é administrada por dois

períodos de 21 dias, com intervalo de 14 dias sem tratamento. A pesagem do animal

durante a terapia é importante. Pese o cão no dia 1 e no dia 35 (ou seja, ao início

de cada período terapêutico). Durante os primeiros 21 dias de tratamento,

a quantidade de alimento não deve ser alterada. A seguir, ajuste a quantidade de

alimento de acordo com os requerimentos energéticos para manutenção com ração

comum ou de baixa caloria. A menor quantidade pode continuar a ser oferecida após o

término do tratamento.

Gatos

Não administre a gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Este

medicamento não deve ser administrado a animais de produção.

Moxidectina

Nomes comerciais e outros nomes

ProHeart (formulação para cães), Quest (formulação para equinos) e Cydectin

(formulação para bovinos e ovinos)

Medicamentos comercializados no Brasil

Advocate (v) , Biodectin (v) , Cydectin (v) , Equest (v)

Classificação funcional

Antiparasitário


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos similares à ivermectina) e as

milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham

algumas propriedades e o mecanismo de ação. Comparada à ivermectina, a moxidectina

é 100 vezes mais lipofílica. Estes medicamentos são neurotóxicos para parasitas por atuarem

em canais de cloreto controlados por glutamato. A paralisia e morte dos parasitas são

causadas pelo aumento da permeabilidade dos íons cloreto e hiperpolarização das células

nervosas. Estas substâncias também potencializam outros canais de cloreto, incluindo

aqueles controlados por GABA, mas mecanismos mediados por esta molécula podem não ser

importantes para os parasitas. Os mamíferos geralmente não são afetados pela moxidectina

por não possuírem canais de cloreto controlados por glutamato. Uma vez que estes

medicamentos não atravessam a barreira hematoencefálica, os canais controlados por GABA

no SNC mamífero não são afetados. A moxidectina é ativa contra parasitas intestinais,

ácaros, bernes, microfilárias e larvas em desenvolvimento, mas não é eficaz contra

trematódeos ou cestódeos. Uma das formulações para equinos também contém praziquantel

para controle de outras infestações.

Indicações e Usos Clínicos

A moxidectina é usada em cães na prevenção da dirofilariose (provocada por Dirofilaria

immitis). Nestes animais, também é empregada para o tratamento de infecções provocadas

por ancilóstomos (Uncinaria stenocephala) em fase larval e adulta. Em equinos, a moxidectina

é usada para o tratamento de diversas parasitoses, incluindo aquelas causadas por grandes

estrôngilos [Strongylus vulgaris (adultos e estágios larvais L4/L5 arterial), S. edentatus (estágios

adultos e tissulares), Triodontophorus brevicauda (adultos) e T. serratus (adultos) e pequenos

estrôngilos [adultos) espécies de Cyathostomum, espécies de Cylicocyclus, espécies de

Cyliocostephanus, espécies de Coronocyclus e Gyalocephalus capitatus]. É também usada para o

tratamento de doenças provocadas por pequenos estrôngilos, incluindo larvas. É empregada

para o tratamento de ascaríases, incluindo Parascaris equorum (adultos e estágios larvais L4),

oxiúros [Oxyuris equi (adultos e estágios larvais L4)], tricostrôngilos [Trichostrongylus axei

(adultos)], Habronema muscae (adultos) e larvas estomacais de equinos [Gasterophilus

intestinalis (de 2º e 3º estágio) e G. nasalis (de 3º estágio)]. A administração de uma dose

suprime a produção de ovos por estrôngilos por 84 dias. Algumas formulações para equinos

contêm praziquantel. Isto aumenta o espectro de ação do antiparasitário, incluindo outros

parasitas intestinais, como tênias.

Em bovinos, a moxidectina injetável é usada para o tratamento de infecções por

nematelmintos gástricos [Ostertagia ostertagi (adultos e larvas de 4º estágio inibidas),

Haemonchus placei (adultos), Trichostrongylus axei (adultos), T. colubriformis (larvas de 4º

estágio), Cooperia oncophora (adultos), C. punctata (adultos e larvas de 4º estágio), C.

surnabada (adultos e larvas em 4º estágio), Oesophagostomum radiatum (adultos e larvas de 4º

estágio), Trichuris spp. (adultos), vermes pulmonares [Dictyocaulus viviparus (adultos e larvas


de 4º estágio)], bernes (Hypoderma bovis e H. lineatum), ácaros [Psoroptes ovis (P. communis

var. bovis)] e piolhos (Linognathus vituli e Solenoptes capillarus). A administração injetável de

uma dose protege o gado da reinfestação por D. viviparus e O. radiatum por 42 dias, H. placei

por 35 dias e O. ostertagi e T. axei por 14 dias após o tratamento. Em ovinos, a administração

oral é usada para o tratamento e controle de adultos e larvas de 4º estágio de Haemonchus

contortus, Teladorsagia circumcincta, T. trifurcata, Trichostrongylus axei, T. colubriformis, T.

vitrinus, Cooperia curticei, C. oncophora, Oesophagostomum columbianum, O. venulosum,

Nematodirus battus, N. filicollis e N. spathiger.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos tóxicos da moxidectina são resultantes da potencialização de canais de cálcio

controlados por glutamato e canais de GABA, levando à hiperpolarização de membranas.

Podem ser associados à administração de altas doses e observados nas raças de cães em

que a moxidectina atravessa a barreira hematoencefálica. Entre as raças sensíveis,

incluem-se Collies, Pastores Australianos, Old English Sheepdogs, Whippets de pelo longo

e Pastores de Shetland. O fármaco é neurotóxico e provoca depressão, ataxia, perda de

visão, coma e morte. A sensibilidade à moxidectina observada nestes animais se deve a

uma mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos (MDR1, também chamado

gene ABCB1), que codifica uma bomba membrânica de p-glicoproteína. Esta mutação

afeta a bomba de efluxo da barreira hematoencefálica. Os efeitos colaterais podem ser

observados em cães submetidos ao tratamento de demodicose com altas doses de

moxidectina, incluindo letargia, diminuição do apetite, vômitos e lesões no sitio de

inoculação subcutânea. Nos cães, a ocorrência de reações adversas é mais provável

quando doses elevadas são administradas. A administração de dose cinco vezes superior à

recomendada (15 μg/kg) 1 vez/mês foi considerada segura para Collies sensíveis à

ivermectina. No entanto, a administração de uma única dose de 90 μg/kg (30 vezes

superior à recomendada) a Collies sensíveis provocou ataxia, letargia e sedação em 16%

dos animais tratados. A administração de doses de 30, 60 e 90 μg/kg (10, 20 e 30 vezes

superiores às recomendadas) a Collies sensíveis à ivermectina não provocou efeitos

colaterais. Ainda assim, recomenda-se cautela ao administrar a moxidectina às raças

sensíveis anteriormente listadas. Dada a preocupação sobre a ocorrência de reações

adversas e mortes em cães tratados com a formulação injetável de 6 meses (Pro-Heart 6),

a comercialização deste produto foi temporariamente suspensa. As preocupações de

segurança levaram à reformulação do produto, que agora é comercializado. Em equinos,

a moxidectina é segura quando administrada em dose três vezes superior à

recomendada. No entanto, efeitos colaterais (ataxia, depressão e letargia) foram relatados

em cavalos jovens (com menos de 6 meses de idade) ou debilitados. Outros efeitos

colaterais relatados em equinos incluem sedação, fraqueza, bradicardia, dispneia, coma e

convulsões.


Em animais, as convulsões resultantes da intoxicação podem ser tratadas com

diazepam, barbitúricos e propofol.

Contraindicações e Precauções

Não administre a cães com menos de 2 meses de idade. O produto para cães de ação

longa, ProHeart 6, foi temporariamente suspenso, mas voltou a ser comercializado após

reformulação. Apesar da margem de segurança listada na seção Reações Adversas e

Efeitos Colaterais, recomenda-se cautela na administração de altas doses de moxidectina

a cães sensíveis à ivermectina. Entre as raças sensíveis, incluem-se Collies, Pastores

Australianos, Old English Sheepdogs, Whippets de pelo longo e Pastores de Shetland.

Estes animais podem também ser sensíveis a outros medicamentos, como a loperamida,

medicamentos cardiovasculares e quimioterápicos. A administração a potros com menos

de 6 meses de idade não é recomendada. Não aplique a formulação pour-on em pequenos

animais. A moxidectina foi usada com segurança em cadelas e gatas gestantes e

lactantes.

Interações Medicamentosas

Não associe a medicamentos que podem aumentar a permeabilidade da barreira

hematoencefálica, como inibidores da p-glicoproteína (cetoconazol, ciclosporina,

quinidina) e alguns antibióticos macrolídeos (ver a lista de inibidores de p-glicoproteína

no Apêndice).

Instruções de Uso

Recomenda-se cautela durante o uso das formulações bovinas ou equinas em pequenos

animais. A ocorrência de sobredoses tóxicas é provável, já que tais formulações são altamente

concentradas. O uso da moxidectina em cães é aprovado na prevenção da dirofilariose

causada por Dirofilaria immitis e para o tratamento de infecções por ancilóstomos em cães.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A dirofilariose precisa ser avaliada antes da instituição do tratamento.

Formulações

A moxidectina é comercializada em comprimidos de 30, 68 e 136 μg para cães; gel para

administração oral a equinos a 20 mg/mL; pour-on para bovinos a 5 mg/mL; solução oral

para ovinos a 1 mg/mL; solução injetável a 10 mg/mL para bovinos; e gel Quest a 2% para

equinos (20 mg/mL). O gel Quest Plus para equinos contém 20 mg/mL (2%) de

moxidectina e 125 mg (12,5%) de praziquantel. A formulação injetável com ação de 6

meses (Pro-Heart 6) é composta por duas ampolas separadas: uma contém 10%

de microsferas de moxidectina, e a outra um veículo para reconstituição das microesferas


de moxidectina. Cada mililitro da suspensão reconstituída de liberação prolongada contém

3,4 mg do fármaco.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Prevenção da dirofilariose: 3 μg/kg a cada 30 dias por via oral.

• Prevenção da dirofilariose (injetável, de ação longa): 0,17 mg/kg (170 μg/kg) por via

subcutânea em dose única.

• Controle de endoparasitoses: 25-300 μg/kg.

• Sarna sarcóptica: 200-250 μg/kg (0,2-0,25 mg/kg) por via oral ou subcutânea

1 vez/semana durante 3-6 semanas.

• Demodicose: 200 μg/kg, semanalmente ou em semanas alternadas, por 1-4 doses;

alternativamente400 μg/kg/dia por via oral. Doses maiores são usadas para

o tratamento da demodicose refratária: 500 μg/kg (0,5 mg/kg)/dia por via oral

durante 21-23 semanas ou 0,5-1,0 mg/kg por via subcutânea a cada 72 horas

durante 21-22 semanas. O tratamento deve ser mantido até a obtenção de dois

raspados cutâneos negativos para Demodex.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Parasitas gastrointestinais: 0,4 mg/kg por via oral. Evite a administração a cavalos

jovens, pôneis de pequeno porte ou animais debilitados.

Bovinos

• 0,2 mg/kg por via subcutânea em dose única

• Parasitas intestinais, parasitas pulmonares, ácaros, bernes e piolhos: Tratamento tópico

(pour-on): 0,5 mg/kg. Aplique topicamente pela linha média, da cernelha ao início

da cauda. Evite a exposição à pele humana e a outros animais.

Ovinos


• 1 mL para cada 5 kg por via oral da solução a 1 mg/mL.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a equinos destinados ao consumo humano.

Intervalo de carência em bovinos (carne): 21 dias. Para alguns medicamentos

comercializados no Brasil o período de carência para o abate de bovinos é de 28 dias após o

último tratamento.

Intervalo de carência em ovinos (carne): 7 dias. Para alguns medicamentos

comercializados no Brasil o período de carência para o abate de ovinos é de 28 dias após

o último tratamento.

Intervalo de carência em caprinos (carne): 14 dias.

Não foram estabelecidos intervalos de carência para produção de leite. Não administre

a vacas leiteiras em idade reprodutiva. Não use em cabras produtoras de leite para consumo

humano. Não administre a novilhos.

Moxifloxacino

Nome comercial e outros nomes:

Avelox

Medicamentos comercializados no Brasil

Avalox (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das fluoroquinolonas. O moxifloxacino, como outras quinolonas, inibe a

DNA girase e impede a síntese bacteriana de DNA e RNA. O moxifloxacino é bactericida e

apresenta grande espectro antimicrobiano. Sua estrutura química é ligeiramente diferente

daquela observada em outras fluoroquinolonas de uso veterinário (substituição de 8

metoxi). Devido a esta modificação, esta nova geração de medicamentos, a qual pertence a

moxifloxacina, apresenta maior atividade contra bactérias Gram-positivas e anaeróbicas do

que as fluoroquinolonas de uso veterinário (enrofloxacino, orbifloxacino, danofloxacino e

marbofloxacino).

Indicações e Usos Clínicos


O moxifloxacino, embora seja um antibiótico de uso humano, é empregado em pequenos

animais para o tratamento de infecções refratárias a outros antibióticos, incluindo infecções

cutâneas, pneumonias e infecções dos tecidos moles. Seu espectro de ação inclui cocos

Gram-positivos e bactérias anaeróbicas que podem ser resistentes a outras quinolonas. Uma

vez que outras quinolonas de uso veterinário são preferidas para o tratamento inicial

(enrofloxacino, orbifloxacino, danofloxacino e marbofloxacino), a administração

de moxifloxacino não é comum. Os resultados de sua utilização em pequenos animais são

esparsos e os esquemas terapêuticos derivam, principalmente, da administração em seres

humanos. Em equinos, é administrado em dose de 5,8 mg/kg/dia durante 3 dias. Nestes

animais, embora a farmacocinética da substância seja favorável, pode provocar diarreia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas concentrações podem provocar lesões no SNC, principalmente em animais com

insuficiência renal. O moxifloxacino ocasionalmente provoca vômitos. Todas

as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Os cães são mais

sensíveis ao desenvolvimento de artropatias entre as 4 e as 28 semanas de idade. Cães de

grande porte e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em equinos, a administração

de altas doses de moxifloxacino provocou diarreia, e o medicamento não é recomendado

para uso rotineiro. Em dosagens elevadas, o moxifloxacino causa prolongamento

dependente da dose do intervalo Q-T. As consequências clínicas deste fenômeno em

animais não são conhecidas.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em animais jovens, dado o risco de lesões em cartilagens. Use com cautela em

animais suscetíveis a convulsões. Evite a administração de moxifloxacino a equinos,

roedores e coelhos, devido ao risco de diarreia.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina caso administradas

de forma concomitante. A coadministração com cátions divalentes e trivalentes,

como medicamentos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode reduzir a

absorção de moxifloxacino. Não misture a soluções ou frascos contendo alumínio, cálcio,

ferro ou zinco, dada a possibilidade de ocorrência de quelação.

Instruções de Uso

As doses são baseadas nas concentrações plasmáticas, que devem ficar acima

das concentrações inibitórias mínimas (CIM). Estudos de eficácia não foram realizados


em cães e gatos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Antibiograma: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de

perda de suscetibilidade de microrganismos suscetíveis são ≤ 1,0 μg/kg. Entre as bactérias

Gram-negativas Enterobacteriaceae, as mais sensíveis apresentam MIC ≤ 1,0 μg/kg. No

tratamento de infecções provocadas por Pseudomonas, o ciprofloxacino é várias vezes mais

ativo do que qualquer outra fluoroquinolona. À exceção deste caso, deve-se assumir que

todo microrganismo suscetível ao ciprofloxacino provavelmente também é sensível às demais

fluoroquinolonas.

Formulações

O moxifloxacino é comercializado em comprimidos de 400 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Não misture a produtos contendo íons (ferro, alumínio, magnésio e cálcio).

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 5,8 mg/kg a cada 24 horas durante 3 dias. Nestes animais, porém, o moxifloxacino

provoca diarreia. Portanto, o uso prolongado do medicamento está associado a riscos.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação estabelecidas, já que este medicamento não deve

ser administrado a animais de produção.


N

Naltrexona

Nomes comerciais e outros nomes

Trexan, Vivitrol

Medicamentos comercializados no Brasil

Revia(h)

Classificação funcional

Antagonista opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antagonista opioide. A naltrexona compete por receptores opiáceos e desloca medicamentos

opioides a partir desses receptores, revertendo assim os seus efeitos. É capaz de antagonizar

todos os receptores opioides. Sua ação é semelhante à da naloxona, exceto que tem ação

mais prolongada e é administrada por via oral. Um medicamento relacionado que não tem

efeitos de ação central é a metilnaltrexona (usada para tratar íleo intestinal). Em seres

humanos, há uma formulação injetável de longa ação composta por microesferas que

persistem por 1 mês após uma única aplicação. A forma de longa ação não é usada em

animais.

Indicações e Usos Clínicos

A naltrexona é usada em seres humanos para o tratamento da dependência aos opiáceos e

ao álcooli. Em animais, acredita-se que alguns distúrbios compulsivos obsessivos sejam

mediados por opioides endógenos.

Tem sucesso para o tratamento de alguns distúrbios comportamentais obsessivocompulsivos,

como, em cães, perseguir a própria cauda e a dermatite acral por lambedura

(granuloma por lambedura); em equinos, morder a manjedoura. O efeito para cada um

desses distúrbios tem vida curta.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos adversos em animais. Em seres humanos, pode precipitar

sinais de abstinência ao opioide.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com dor, pois pode desencadear reação dolorosa grave.

Interações Medicamentosas

A naltrexona reverterá a ação de outros medicamentos opioides.

Instruções de Uso

Para o tratamento agudo de toxicidade por opiaceo, use naxolona, pois pode ser injetada

com início mais rápido dos efeitos. É relatado o seu uso para o tratamento dedistúrbios

obsessivo-compulsivos (distúrbio compulsivo canino) em animais. As taxas de recidiva podem

ser altas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca em animais tratados.

Formulações

A naltrexona está disponível em comprimidos de 50 mg. Vivitrol para seres humanos é uma

microesfera encapsulada que pode ser injetada para produzir um efeito de longa duração

(uma injeção por mês) para tratar dependência de substância. Uma ampola contém 380 mg

de microesferas em 4 mL para uso injetável, por via intramuscular.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Naltrexona é hidrossolúvel. É misturada com sucos e xaropes para mascarar o sabor amargo e

fica estável por 60-90 dias.

Posologia para Animais Pequenos

Cães

• Para problemas de comportamento: 2,2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• Mordedura da manjedoura: 0,04 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.

(Como não estão disponíveis formulações injetáveis, deve ser composta para essa

indicação.) A duração do efeito é de 1-7 horas.

• Para reversão de opiáceos: 100 mg/animal por vias intravenosa ou subcutânea. (Como

não estão disponíveis formulações injetáveis, deve ser composta para essa indicação.)

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Em animais

selvagens, que são capturados com opiáceos e a naltrexona é administrada para reversão,

sugere-se um período de carência de 45 dias. Para estimativas de intervalo de carência para

uso extrabula adicional, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, a naltrexona está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita

a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 3

Naproxeno

Nomes comerciais e outros nomes

Naprosyn, Naxen e Aleve (naproxeno sódico)

Medicamentos comercializados no Brasil

Naprosyn (h) , Naproxyn (h) , Naproxeno (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O naproxeno e outros AINEs produzem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por meio da

inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase

(COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente

responsável pela síntese de prostaglandinas, importante para a manutenção do trato

gastrointestinal saudável, funções renal, plaquetária e outras normais. A COX-2 é induzida e

responsável por sintetizar prostaglandinas que são importantes mediadores de dor,


inflamação e febre. Entretanto, existem funções sobrepostas dos mediadores derivadas

dessas isoformas. O naproxeno é um inibidor não seletivo de COX-1 e COX-2.

Indicações e Usos Clínicos

O naproxeno é aprovado para uso em seres humanos, sendo popular para tratar

a osteoartrite. É usado para o tratamento de problemas musculoesqueléticos, como miosite e

osteoartrite, em cães e equinos. Não existem formulações veterinárias disponíveis

no comércio. Seu uso diminuiu por haver medicamentos registrados aprovados para essas

indicações para equinos e cães.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O naproxeno é um potente AINE. Os efeitos colaterais atribuídos à toxicidade gástrica são

comuns a todos os AINEs. O naproxeno produziu graves ulcerações em cães, pois nestes a

eliminação é muitas vezes mais lenta que em seres humanos ou em equinos. A lesão renal

causada por isquemia renal também é possível com doses repetidas.

Contraindicações e Precauções

Aconselha-se cautela ao usar formulações de venda livre destinadas a seres humanos,

pois a dimensão do comprimido é muito maior que a dose segura para cães. Portanto,

previna os proprietários de animais de estimação sobre a administração deste AINE a cães

sem consulta prévia ao veterinário. A posologia para seres humanos não é apropriada para

cães. Não administre a animais propensos a úlceras gástricas. Não administre com outros

medicamentos ulcerogênicos, como os corticosteroides.

Interações Medicamentosas

Não administre com outros AINEs ou com corticosteroides. Demonstrou-se que os

corticosteroides exacerbam os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs podem interferir

na ação de medicamentos antidiuréticos e inibidores da enzima conversora de

angiotensina (ECA).

Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso (e doses) em animais

baseia-se em estudos farmacocinéticos em animaisde laboratório.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore os sinais clínicos de ulceração gástrica.

Formulações

O naproxeno está disponível em comprimidos de 220 mg (venda livre sem prescrição). (Uma

dose de 220 mg de naproxeno sódico é equivalente a 200 mg de naproxeno.) Está também

disponível em suspensão oral de 25 mg/mL e em comprimidos de 250, 375 e 500 mg

(prescrição).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

O naproxeno é praticamente insolúvel em água com pH baixo, mas aumenta em pH alto. É

solúvel em etanol.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg inicialmente, depois 2 mg/kg a cada 48 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos intervalos de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Neomicina

Nome comercial e outros nomes

Biosol

Medicamentos comercializados no Brasil

Vários são os medicamentos de uso veterinário que podem ser encontrados no mercado, e


geralmente a neomicina está associada a outros compostos, como antimicrobianos e

glicocorticoides.

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico aminoglicosídico. A ação da neomicina é inibir a síntese da proteína bacteriana

por meio da sua ligação ao ribossomo 30S. É bactericida com amplo espectro de atividade

exceto contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A neomicina difere de outros

aminoglicosídeos por ser administrada somente por via tópica ou oral. A absorção sistêmica é

mínima a partir da absorção oral.

Indicações e Usos Clínicos

A neomicina está disponível apenas em formulações tópicas. Com frequência é associada

a outros antibióticos (antibióticos triplos) em pomadas para tratamento tópico de infecções

superficiais. Também é usada localmente (local oral) para tratamento de infecções

intestinais (colibacilose). É administrada por via oral e, por não ser absorvida por via

sistêmica, produz efeito local.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Embora a absorção oral seja tão pequena que os efeitos colaterais são improváveis, alguma

absorção oral é demonstrada em animais jovens (bezerros). Alterações na flora bacteriana

intestinal decorrentes da terapia podem causar diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais nefropatas. Se ocorrer absorção oral em decorrência

do comprometimento da mucosa, pode ocorrer absorção oral. Não use por mais de 14

dias. A neomicina é misturada com água e injetada, mas esta prática é fortemente

desencorajada.

Interações Medicamentosas

A neomicina não deve ser misturada com outros medicamentos antes da administração.

Outros medicamentos podem ligar-se e torná-la inativada.

Instruções de Uso


A eficácia para o tratamento da diarreia, especialmente diarreia não específica, é

questionável.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais de diarreia. É suficientemente absorvida por via sistêmica, pode causar lesão

renal, portanto, no uso crônico monitore a ureia e a creatinina.

Formulações

A neomicina está disponível em bolus de 500 mg, líquido oral de 50 mg/mL (equivalente à

base de neomicina de 35 mg/mL) e 200 mg/mL (equivalente a 140 mg/mL de base de

neomicina) e pó solúvel de 325 mg [equivalente a 20,3 g por onça (30 g) de base de

neomicina].

Estabilidade e Armazenamento

Pode ser adicionada à água de beber ou ao leite. Não adicione a outros suplementos líquidos.

Prepare uma solução nova diariamente. É francamente hidrossolúvel e ligeiramente solúvel

em etanol. Soluções aquosas são estáveis dentro de uma ampla variação de pH com ótima

estabilidade em pH 7. Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em

temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10-20 mg/kg a cada 6-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros, Ovinos e Caprinos

• 22 mg/kg/dia por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de retirada para abate: bovinos 1 dia; caprinos e ovinos 2 dias; suínos e caprinos 3

dias. A administração oral pode proporcionar a presença de resíduos em animais de

produção; portanto, não administre a novilhos. No Brasil, devido às diferentes formulações

comercializadas, inclusive aquelas para uso intramamário em vacas leiteiras, verifique

na bula, os períodos de carência determinados para cada produto.


Neostigmina

Nomes comerciais e outros nomes

Prostigmin, Stiglyn, Brometo de neostigmina e Metilsufato de neostigmina

Medicamentos comercializados no Brasil

Prostigmine (h)

Classificação funcional

Anticolinesterásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da colinesterase. Medicamento anticolinesterásico e antimiastênico. Este

medicamento inibe a enzima que degrada a acetilcolina em medicamentos inativos.

Portanto, ela prolonga a ação da acetilcolina na sinapse. A principal diferença entre a

fisostigmina e a neostigmina ou piridostigmina é que a fisostigmina cruza a barreira

hematoencefálica e os outros medicamentos não.

Indicações e Usos Clínicos

A neostigmina é usada como tratamento para a intoxicação por anticolinérgico. Também

é usada para o tratamento da miastenia gravis, tratamento (antídoto) para bloqueio

muscular e tratamento de íleo. Também é usada para o tratamento de retenção urinária —

como a retenção observada em pacientes no pós-operatório — aumentando o tônus

da musculatura lisa vesical. Em ruminantes, é usada para estimular o rúmen e a motilidade

intestinal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são causados pela ação colinérgica resultante da inibição

da colinesterase. Esses efeitos podem ser vistos no trato gastrointestinal como diarreia e

aumento das secreções. Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção

muscular por fraqueza e constrição dos brônquios e ureteres. Os efeitos colaterais podem

ser tratados com medicamentos anticolinérgicos, como atropina. A piridostigmina pode

ser associada a menos efeitos colaterais que a neostigmina.


Contraindicações e Precauções

Não use em casos de obstrução urinária, obstrução intestinal, asma ou broncoconstrição,

pneumonia e arritmias cardíacas. Não use em pacientes sensíveis ao brometo. Considere a

quantidade de brometo na dose em qualquer paciente que também receba brometo (KBr)

para tratamento de convulsões.

Interações Medicamentosas

Não use com outros medicamentos colinérgicos. Os medicamentos anticolinérgicos

(atropina e glicopirrolato) bloquearão os efeitos.

Instruções de Uso

A neostigmina é indicada principalmente para o tratamento da intoxicação. Para uso

sistêmico de rotina, a piridostigmina pode ter menos efeitos colaterais. Quando usada,

a frequência da dose pode ser aumentada com base na observação dos efeitos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais gástricos, frequência e ritmo cardíacos.

Formulações

O brometo de neostigmina está disponível em comprimidos de 15 mg e o metilsulfato de

neostigmina está disponível em injeções de 0,25, 0,5 e 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2 mg/kg ao dia por via oral em doses fracionadas.

• Tratamento antimiastênico: 10 μg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, conforme

necessário.

• Antídoto para bloqueio muscular: 40 μg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.

• Auxílio diagnóstico para miastenia: 40 μg/kg por via intramuscular ou 20 μg/kg, por via

intravenosa.

Posologia para Grandes Animais


Quando usada para o tratamento de agentes bloqueadores neuromusculares (inibidor

da colinesterase), a frequência de administração é determinada pela resposta clínica.

Bovinos e Equinos

• 22 μg/kg (0,022 mg/kg) por via subcutânea.

Ovinos

• 22-33 μg/kg (0,022-0,033 mg/kg) por via subcutânea.

Suínos

• 44-66 μg/kg (0,044-0,066 mg/kg) por via intramuscular.

Ruminantes

• Estimula a motilidade do rúmen: 0,02 mg/kg por via subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos os períodos de carência para animais de produção. Quando

usada para estimular a motilidade do rúmen, não há nenhum período de retirada. Para

estimativas de intervalo de carência do uso extrabula, o contate FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Niacinamida

Nomes comerciais e outros nomes

Nicotinamida e Vitamina B3

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Imunossupressor. O uso é principalmente para tratar doenças de pele, como lúpus discoide,

lúpus eritematoso e pênfigo eritematoso em cães. O mecanismo de ação não é totalmente

conhecido. A niacinamida pode ter alguma ação anti-inflamatória, como a supressão de

células inflamatórias. Niacina e niacinamida são usadas para tratar deficiência de vitamina

B3. Não confunda a niacina com a niacinamida. A niacina é convertida na forma ativa por

bactérias intestinais.

Indicações e Usos Clínicos

Niacinamida é usada para tratar doenças de pele imunomediadas em pequenos animais.

Para distúrbios cutâneos, geralmente é administrada com tetraciclina. Também é usada

para tratar deficiência de vitamina B3. O uso em animais deriva principalmente de alguns

poucos relatos clínicos e do uso empírico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais não são comuns, mas incluem vômitos, anorexia, letargia e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Para o tratamento de doenças de pele e do pênfigo é normalmente administrada com

tetraciclina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma periodicamente durante o tratamento.

Formulações

A niacinamida está disponível em comprimidos de 50, 100, 125, 250 e 500 mg (venda sem

prescrição) e na forma injetável de 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Niacinamida 500 mg, a cada 8 horas por via oral, mais tetraciclina 500 mg. Esta dose é

aproximada com base em um cão de 10 kg. Eventualmente, diminua a dose aos poucos

a cada 12 horas, depois a cada 24 horas. Para cães com menos de 10 kg, comece com

250 mg de cada medicamento.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco de resíduos,

não são sugeridos períodos de carência.

Nifedipino

Nomes comerciais e outros nomes

Adalat e Procardia

Medicamentos comercializados no Brasil

Adalat (h) , Cardalin Retard (h) , Nifepidino (g)

Classificação funcional

Bloqueador do canal de cálcio, vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento bloqueador do canal de cálcio da classe di-hidropiridínica. Vasodilatador. A

ação do nifedipino é semelhante a de outros fármacos bloqueadores do canal de cálcio,

como o anlodipino. Elas bloqueiam a entrada do cálcio dependente de voltagem dentro das

células da musculatura lisa. Os medicamentos da classe di-hidropiridínica são mais

específicos para a musculatura lisa vascular do que para o tecido cardíaco. Portanto, têm

menos efeito sobre a condução cardíaca que o diltiazem.


Indicações e Usos Clínicos

O nifedipino é usado para relaxamento da musculatura lisa e para indução da vasodilatação.

É indicado para o tratamento da hipertensão sistêmica. O uso em animais é raro, pois há

mais experiência com o anlodipino. O uso da nifedipino em animais deriva principalmente

da utilização empírica. Não existem estudos clínicos bem controlados ou estudos sobre

eficácia para documentar a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em medicina veterinária. O efeito colateral mais

comum é a hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Não administre a paciente com hipotensão. O nifedipino pode ser teratogênico e/ou

embriotóxico em fêmeas de laboratório prenhes. Evite o uso em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

Não administre com substâncias que sabidamente inibem enzimas relacionadas à

biotransformação de medicamentos (p. ex., cetoconazol). O nifedipino pode submeter-se

a interações medicamentosas que inibem a bomba (glicoproteína p) de resistência a

múltiplas drogas (MDR1) de membrana, o que pode levar à toxicidade. Veja nos

Apêndices os medicamentos que podem afetar a glicoproteína p.

Instruções de Uso

O uso do nifedipino é limitado em medicina veterinária. Outros bloqueadores do canal de

cálcio, como o diltiazem, são usados para controlar o ritmo cardíaco. O anlodipino é usado

com mais frequência para o controle da hipertensão sistêmica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão sanguínea durante o tratamento.

Formulações

O nifedipino está disponível em cápsulas de 10 e 20 mg e em cápsulas de liberação

prolongada de 30, 60 e 90 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

decomposto mais rapidamente se exposto à luz. Em soluções extemporâneas, o nifedipino é

instável. Se misturado a soluções, deverá ser usado imediatamente.

Posologia para Pequenos Animais

A dose para animais não está estabelecida. Em seres humanos, a dose é e 10 mg/ pessoa, 3

vezes por dia, sendo aumentada em incrementos de 10 mg até o efeito desejado.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

intervalos de carência para o uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 4

Nitazoxanida

Nome comercial e outros nomes

Navigator (v) e Alinia (h)

Medicamentos comercializados no Brasil

Annita (h)

Classificação funcional

Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiprotozoário. A nitazoxanida (NTZ) é um derivado nitrotiazólico-salicilamida. Sua ação

contra protozoários é desconhecida, mas pode estar relacionada à inibição da reação de

transferência de elétrons dependentes da enzima oxidorredutase piruvato-ferredoxina

(PFOR) essencial ao metabolismo de energia anaeróbica protozoariana. Sua atividade é


demonstrada contra uma variedade de protozoários, incluindo Cryptosporidium parvum,

Giardia, Isospora e Entamoeba. Tem também atividade contra helmintos intestinais,

como Ascaris, Ancylostoma, Trichuris e Taenia. Também pode ser ativa contra algumas

bactérias anaeróbias, incluindo Helicobacter. Um dos metabólitos ativos é a tizoxanida.

Indicações e Usos Clínicos

A NTZ é usada para tratar a microencefalite protozoariana equina (MPE). Só teve um uso

limitado em outras espécies veterinárias, mas há uma forma aprovada para uso em seres

humanos para o tratamento de infecções protozoarianas, como C. parvum e Giardia. Só há

um uso limitado em cães e gatos para infecções protozoarianas intestinais, mas não há

relatos documentando eficácia e segurança.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como pode destruir a flora intestinal normal, a administração a alguns animais tem

produzido diarreia.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas conhecidas.

Instruções de Uso

A NTZ é administrada para equinos e para tratar MPE. O uso em pequenos animais é

extrapolado do uso em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Ao tratar diarreia dos pacientes, monitore eletrólitos e amostras fecais.

Formulações

A NTZ está disponível em pasta oral de 0,32 mg/mL. A formulação para uso humano é um

pó para dosagem oral; misturam-se 100 mg de pó com 48 mL de água.

Estabilidade e Armazenamento


É estável, se armazenada na formulação original do fabricante. A solução oral para seres

humanos pode ser misturada e se mantém estável por 7 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Não existem instruções disponíveis sobre posologia para pequenos animais. Entretanto, uma

dose usada é 100 mg por animal a cada 12 horas por via oral durante 3 dias.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 25 mg/kg a cada 24 horas por via oral do primeiro ao quinto dia, em seguida 50 mg/kg

a cada 24 horas por via oral do sexto ao 28 o dia.

Informações sobre Restrição Legal

Não use em animais de produção.

Nitenpiram

Nome comercial e outros nomes

Capstar

Medicamentos comercializados no Brasil

Capstar (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário usado para o tratamento de pulgas. Ele matará rapidamente as pulgas

adultas. É da classe dos inseticidas sintéticos conhecidos como neonicotinoides. Está

relacionado à imidacloprida e possui o mesmo mecanismo de ação, que é inibir os receptores

de acetilcolina pós-sinápticos, o que produz influxo dos íons sódio. O nitempiram é

completamente absorvido (100%) a partir da administração oral e possui meia-vida em cães

e gatos de 2,8 e 7,7 horas, respectivamente. Após a absorção oral, produz extermínio das

pulgas adultas com uma rapidez observada de 30 minutos após a administração do


medicamento, e tem eficácia de 98,6% em cães e de 98,4% em gatos.

Indicações e Usos Clínicos

O nitempiram é usado para matar pulgas em cães e gatos. Produz o rápido extermínio.

As pulgas morrem em 1 hora após a administração. É usado com frequência com outras

substâncias que agem para prevenir infestações de pulga como parte de um programa

abrangente de controle de pulgas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de reações adversas. Foi seguro em estudos com cães e com gatos, nos

quais foi administrada uma dose de até 10 vezes a preconizada. Foi tolerado até em

animais com 8 semanas de idade. Pode ocorrer prurido transitório logo após

a administração, o que coincide com o extermínio inicial das pulgas.

Contraindicações e Precauções

Não use em cães ou gatos com menos de 1 kg de peso. Não use em gatos ou cães com

menos de 4 semanas de idade.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. É seguro para uso com lufenuron e

milbemicina.

Instruções de Uso

O nitempiram é usado com frequência com lufenuron para matar pulgas adultas e prevenir

a eclosão de seus ovos. Administre com ou sem alimento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

Nitempiram está disponível em comprimidos de 11,4 ou 57 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


Posologia para Pequenos Animais

• 1 mg/kg ao dia por via oral conforme necessário para matar pulgas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimavas

dos intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Nitrofurantoína

Nomes comerciais e outros nomes

Macrodantin, Furalan, Furatoin, Furadantin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Macrodantina (h) , Hantina (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano. Antisséptico urinário. As concentrações terapêuticas são alcançadas

somente na urina. Na urina, é reduzida pelas flavoproteínas bacterianas, e os metabólitos

reativos inibem as macromoléculas bacterianas (DNA e RNA). A resistência entre bactérias é

incomum, embora Proteus e Pseudomonas aeruginosa sejam inerentemente resistentes. A

forma macrocristalina é lentamente absorvida e tem menos probabilidade de causar malestar

gástrico. A forma microcristalina é absorvida rapidamente no intestino.

Indicações e Usos Clínicos

A nitrofurantoína é administrada por via oral para o tratamento e a prevenção de infecções

urinárias. Não atinge concentrações altas o suficiente para infecções sistêmicas ou renais.

Embora usada em animais para tratar infecções urinárias, o uso em animais deriva

principalmente do emprego empírico ou da experiência em seres humanos. Não existem


estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos e diarreia. Ela torna a cor da urina

amarelo-ferrugem amarronzada. Em seres humanos, problemas respiratórios

(pneumonite) e neuropatia periférica foram relatados. Estes efeitos não foram relatados

em animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre durante a gravidez, especialmente a termo, pois pode causar anemia

hemolítica do recém-nascido. Não administre a recém-nascidos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Existem duas formas de dosagens. A microcristalina é absorvida de maneira rápida e

completa. A macrocristalina (Macrodantin) é absorvida mais lentamente e causa menos

irritação gástrica. A urina deve ter pH ácido para o efeito máximo. Administre com alimento

para aumentar a absorção.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore culturas de urina e/ou exame de urina. Um teste de suscetibilidade

microbiológica pode superestimar a verdadeira atividade contra algumas bactérias.

Formulações

Macrodantin e marcas genéricas estão disponíveis em cápsulas de 25, 50 e 100 mg

(macrocristalina) e Furalan, Furatoin e marcas genéricas estão disponíveis em comprimidos

de 50 e 100 mg (microcristalina). Furantin está disponível em suspensão oral de 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente totalmente selado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

ligeiramente solúvel a uma concentração inferior a 1 mg/mL em água e etanol. Decompõese

se exposta a metais em vez de aço inoxidável ou alumínio.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg/dia fracionada em quatro tratamentos diários. Depois, 1 mg/kg à noite por

via oral.

• Formulação microcristalina: 2-3 mg/kg a cada 8 horas por via oral, seguida por 1-2 mg,

mg/kg 1 vez/noite.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 2 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Seu uso é proibido em animais de produção.

Nitroglicerina

Nomes comerciais e outros nomes

Nitrol, Nitro-bid e Nitrostat

Medicamentos comercializados no Brasil

Nitroderm (h)

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Nitrato. Nitrovasodilatador. Como outros vasodilatadores, relaxa a musculatura lisa

(especialmente a venosa) ao induzir a síntese de óxido nítrico. O óxido nítrico estimula

a guanilatociclase para produzir guanosina monofosfato (GMP) na musculatura lisa vascular

e relaxar a musculatura lisa. Os compostos geradores de óxido nítrico podem também ajudar

a diminuir os efeitos colaterais gástricos associados aos anti-inflamatórias não esteroidais

(AINEs).


Indicações e Usos Clínicos

A nitroglicerina, assim como outros vasodilatadores, é usada principalmente na insuficiência

cardíaca ou no edema pulmonar para reduzir a pré-carga ou diminuir a hipertensão

pulmonar. O uso em animais deriva principalmente do emprego em e da experiência com

seres humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para

documentar a efetividade clínica. Em seres humanos é usada para tratar angina pectoris. Em

equinos, a nitroglicerina é usada para melhorar o fluxo sanguíneo para pesar patas

no tratamento da laminite. Entretanto, em experimentos, esse tratamento não foi eficaz

em equinos e não aumentou o fluxo sanguíneo para as patas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais significativo é a hipotensão. Pode ocorrer a formação da metahemoglobina

com o acúmulo de nitritos, mas é um problema raro. Pode se desenvolver

tolerância com o uso repetido. Devido à tolerância, é recomendável usar o medicamento

de forma intermitente.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com hipotensão. Avise os proprietários de animais de

estimação para que não apliquem a pomada sem usar luvas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

Pode se desenvolver tolerância com o uso repetido, crônico. O uso deve ser intermitente

para um efeito ótimo. A nitroglicerina possui alto metabolismo pré-sistêmico, e a

disponibilidade oral é precária. Ao usar a pomada, 2,5 cm desta equivale a aproximadamente

15 mg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o sangue do paciente durante o tratamento.

Formulações

A nitroglicerina está disponível em injeções de 0,5; 0,8; 1; 5 e 10 mg/mL; pomada a 2% e


sistemas transdérmicos (0,2 mg/adesivo por hora).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 4-12 mg (até 15 mg) topicamente a cada 12 horas. Ou aplique 1,25 a 2,5 cm de

pomada a 2% na pele, a cada 8 horas.

Gatos

• 2-4 mg, tópica, a cada 12 horas (ou aproximadamente 0,5 cm de pomada por gato).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento da laminite: aplique pomada a 2% na pele abaixo do casco (eficácia

questionável).

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Classificação RCI: 3

Nitroprusseto (Nitroprusseto de Sódio)

Nome comercial e outros nomes

Nitropress

Medicamentos comercializados no Brasil

Nitroplus (h)

Classificação funcional

Vasodilatador


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Vasodilatador nitrato. Como outros nitrovasodilatadores, relaxa a musculatura lisa vascular

(especialmente a venosa) via geração de óxido nítrico. O óxido nítrico estimula a

guanilatociclase a produzir guanosina monofosfato (GMP) cíclica na musculatura lisa, com

o efeito predominante de relaxar a musculatura lisa vascular. O nitroprusseto é usado

apenas em infusão intravenosa e os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente

durante a administração. O nitroprusseto tem início rápido de ação (quase imediatamente)

e uma duração de apenas alguns minutos após a descontinuação da administração

intravenosa.

Indicações e Usos Clínicos

O nitroprusseto é usado para o tratamento do edema pulmonar agudo e de outras condições

hipertensivas. É administrado somente por infusão intravenosa e a dose é cuidadosamente

titulada por meio de monitoramento da pressão sanguínea sistêmica. Titule até manter a

pressão arterial em 70 mmHg. O uso em animais deriva principalmente do uso empírico e da

experiência em seres humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre

eficácia para documentar a efetividade clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

É possível ocorrer hipotensão grave durante o tratamento. Pode ocorrer taquicardia

reflexa durante o tratamento. O cianeto é gerado na metabolização durante

o tratamento com nitroprusseto, especialmente a altas taxas de infusão (>

5 μg/kg/min). Com altas taxas de infusão (> 10 μg/mg/kg) podem ocorrer convulsões,

que são sinais de toxicidade por cianeto. O tiossulfato de sódio é usado em seres humanos

para prevenir a toxicidade pelo cianeto. A metemoglobinemia é possível e, se necessário,

tratada com azul de metileno.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com hipotensão ou desidratados.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O nitroprusseto é administrado via infusão intravenosa. A solução intravenosa deve ser


liberada em solução de glicose a 5%. Por exemplo, adicione 20-50 mg a 250 mL de glicose a

5% para uma concentração de 50 a 200 μg/mL. Proteja da luz com envoltório opaco.

Descarte as soluções, caso observe alteração na cor. Titule a dose cuidadosamente em cada

paciente.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão sanguínea cuidadosamente durante a administração. Não deixe que

a pressão sanguínea caia abaixo de 70 mmHg durante o tratamento. Monitore a frequência

cardíaca, pode ocorrer taquicardia reflexa durante a infusão.

Formulações

Nitroprusseto está disponível em ampola de 50 mg para injeção de 10 e 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Não é compatível em alguns fluidos. Para administração intravenosa, dilua com glicose

a 5%. Proteja da luz e cubra a solução da infusão durante a administração. O nitroprusseto

se decompõe rapidamente em soluções alcalinas ou com a exposição à luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-5 μg/kg/min por via intravenosa até um máximo de 10 μg/kg/min. Geralmente,

comece com 2 μg/kg/min e aumente gradualmente em 1 μg/kg/min até ser atingida

a pressão sanguínea desejada.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Nizatidina

Nome comercial e outros nomes


Axid

Medicamentos comercializados no Brasil

Axid (h)

Classificação funcional

Agente antiúlcera

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento bloqueador de receptor H2 histamínico. A nizatidina bloqueia a estimulação

da histamina da célula parietal gástrica para diminuir a secreção gástrica ácida. É 4 a 10

vezes mais potente que a cimetidina. Demonstrou-se que a nizatidina e a ranitidina

também estimulam o esvaziamento gástrico e a motilidade do cólon via atividade

anticolinesterásica. Também é usada para tratar úlceras gástricas e gastrite.

Indicações e Usos Clínicos

A nizatidina, como outros bloqueadores do receptor H 2 , é usada para tratar úlceras e

gastrite. Essas substâncias inibem a secreção ácida do estômago e também são usadas para

prevenir úlceras causadas por medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs),

mas não foi demonstrada a eficácia para essa utilização. O uso em animais deriva

principalmente da utilização empírica e experiência em seres humanos. Não existem estudos

clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a efetividade clínica. Em

animais, a famotidina ou ranitidina é usada com mais frequência como bloqueador de H2,

ou emprega-se o omeprazol como inibidor da bomba de próton (IPP).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais decorrentes da nizatidina em animais.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.


Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e doses)

baseia-se na experiência com seres humanos ou na experiência empírica com animais. O uso

da nizatidina em animais não é tão comum quanto o de outras substâncias relacionadas,

como a ranitidina ou a famotidina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A nizatidina está disponível em cápsulas de 150 e 300 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A nizatidina é ligeiramente hidrossolúvel. A nizatidina é misturada com sucos e xaropes para

administração oral e permanece estável por 48 horas. Evite misturar com Maalox líquido.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de

intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (91-888-

873-2723).

Classificação RCI: 5

Norfloxacino

Nome comercial e outros nomes


Noroxin

Medicamentos comercializados o Brasil

Floxacin (h) , Norfloxacino (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. O norfloxacino age ao inibir a DNA girase

bacteriana interferindo na síntese de DNA e RNA. É um bactericida com amplo espectro de

ação. Entre as bactérias sensíveis estão Staphylococcus, Escherichia coli, Proteus, Klebsiella e

Pasteurella. Pseudomonas aeruginosa é moderadamente sensível. Entretanto, o norfloxacino

não é tão ativo quanto outras substâncias do grupo das fluoroquinolonas.

Indicações e Usos Clínicos

O norfloxacino tem sido substituído por outras fluoroquinolonas veterinárias porque tem

farmacocinética mais favorável e melhor espectro de atividade. Entretanto, é usado para

tratar uma variedade de infecções, incluindo a respiratória, a do trato urinário, de pele e

tecidos moles.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o SNC, especialmente em animais

com insuficiência renal. O norfloxacina pode causar náuseas, vômitos e diarreia em altas

doses. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Os cães

com 4 a 28 semanas de idade são mais sensíveis. Cães grandes, de crescimento rápido,

também são os mais suscetíveis.

Contraindicações e Precauções

Evite usar em animais jovens devido ao risco de lesão na cartilagem. Use com cautela em

animais que possam ser propensos a convulsões. O norfloxacino pode aumentar

as concentrações de teofilina, caso usado concomitantemente. A coadministração com

cátions di e trivalentes, como produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), pode

diminuir sua absorção.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas para animais. Entretanto, como outras

quinolonas, a coadministração com cátions di e trivalente, como medicamentos

contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode diminuir sua absorção. Não

misture em soluções ou em ampolas com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode

ocorrer quelação.

Instruções de Uso

O uso em animais (e doses) baseia-se em estudos farmacocinéticos em animais de

laboratório, experiência em seres humanos ou uso empírico em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade recomendado pelo CLSI

(Clinical and Laboratory Standards Institute) para microrganismos sensíveis são inferiores ou

equivalentes a 4 μg/mL.

Formulações

O norfloxacino está disponível em comprimidos de 400 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 22 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

É proibido o uso em animais de produção.

No Brasil, o norfloxacino empregado em animais de produção é o norfloxacino base e

como nicotinato.


O

Ocitocina

Nomes comerciais e outros nomes

Pitocin, ® Syntocinon ® (solução nasal) e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Ocitocina Forte U.C.B (v) , Ocitocina Vetnil (v) , Ocitocina Vitalfarma (v) , Ocitovet (v) etc.

Classificação funcional

Indutor do trabalho de parto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A ocitocina estimula a contração muscular uterina via ação sobre os receptores específicos

de ocitocina. Quando administrada na época da luteólise, estimula a secreção de PGF2-alfa

e interrompe a luteólise. Quando administrada antes da luteólise, não induz a PGF2-alfa,

interrompe a luteólise e prolonga a função do corpo lúteo (CL).

Indicações e Usos Clínicos

A ocitocina é usada para induzir ou manter o trabalho de parto normal e induzir o próprio

parto em animais prenhes. Em cirurgia, pode ser utilizada no pós-operatório, após cesariana,

para facilitar a involução uterina e a resistência ao grande influxo de sangue. Em grandes

animais, a ocitocina é empregada para aumentar as contrações uterinas e estimular a

lactação. Ela induz a contração das células do músculo liso da glândula mamária, necessária

para a descida do leite, caso o úbere esteja em estado fisiológico apropriado. Também é

administrada para expulsão da placenta após o parto. Entretanto, sua eficácia para retenção

placentária é questionável, e alguns especialistas acreditam que também se deve administrar

o estrogênio, além da ocitocina. A ocitocina não aumenta a produção de leite, mas estimula

a contração, levando à ejeção láctea. Administrada antes da luteólise (até 10 dias após a

ovulação em éguas), a ocitocina prolonga a função do CL e suprime o comportamento de

estro em éguas.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são incomuns se usada com cuidado. Contudo, é necessário

monitoramento cuidadoso do parto durante seu uso.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais prenhes, a menos que para indução do trabalho de parto. Não

administrar a menos que a cérvix esteja completamente relaxada. Não usar se o feto

estiver em posicionamento anormal.

Interações Medicamentosas

Agonistas beta-adrenérgicos inibem a indução do parto.

Instruções de Uso

A ocitocina é usada para indução do parto. Em seres humanos, é administrada na forma

injetável, por infusão intravenosa constante ou em solução intranasal.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Estresse fetal e progressão do trabalho de parto normal devem ser monitorados de perto.

Formulações

A ocitocina está disponível na forma injetável de 10 e 20 unidades/mL e em solução nasal

contendo 40 unidades/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cadelas

• 5-20 unidades por cadela, por vias intramuscular ou subcutânea (repetir a cada

30 minutos nos casos de inércia uterina primária). Nota: na bula constam doses mais

altas, de 5-30 unidades por cadela.


Gatas

• 2,5-3 unidades por gata por vias intramuscular ou intravenosa. Repetir até três vezes a

cada 30-60 minutos. (A dose máxima é de 3 unidades/gata.)

Posologia para Grandes Animais

Todas as doses seguintes são por animal, não por quilograma de peso.

Vacas

• Para estimular as contrações uterinas: 30 unidades por via intramuscular e repetir em

30 minutos, se necessário. (O fabricante menciona 100 unidades por vaca.)

• Para retenção de placenta: 20 unidades por via intramuscular imediatamente após

o nascimento do bezerro e repetir em 2-4 horas.

• Para a descida do leite: 10-20 unidades por vaca, por vias intravenosa ou

intramuscular.

Éguas

• Para estimular as contrações uterinas: 20 unidades por via intramuscular. (O fabricante

menciona 100 unidades por égua.)

• Para retenção de placenta: 30-40 unidades por via intramuscular a intervalos de 60-90

minutos ou acrescentar 80-100 unidades a 500 mL de solução fisiológica e

administrar por via intravenosa.

• Para suprimir o comportamento de estro em éguas: 60 unidades por égua, por via

intramuscular, 1 ou 2 vezes/dia, do 7° ao 14 o dia após a ovulação.

Pequenos Ruminantes e Porcas

• 5-10 unidades por via intramuscular. (O fabricante menciona 30-50 unidades por

animal.)

Informação sobre Restrição Legal

Não há registro sobre períodos de carência. Devido ao baixo risco de resíduos e à rápida

eliminação após administração, sugere-se um período de carência de 24 horas.

Óleo de Rícino


Nome comercial e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Óleo de Rícino (g)

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Estimulante catártico. Acredita-se que estimule localmente a motilidade intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

Laxante usado para o tratamento de constipações intestinais ou na evacuação intestinal

para realização de procedimentos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso excessivo pode provocar perda de eletrólitos. Em gestantes, o óleo de rícino é

conhecido por induzir o parto prematuro.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gestantes. Pode induzir o parto. O óleo de rícino é conhecido

por induzir a liberação de histamina. Monitore os pacientes quanto a sinais de reações

provocadas pela histamina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Em animais, o uso do óleo de rícino é estritamente empírico. É comercializado sem receita

médica. A administração repetida pelos proprietários deve ser desencorajada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O óleo de rícino é comercializado em solução para administração oral (100%).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 8-30 mL/dia por via oral.

Gatos

• 4-10 mL/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação.

Óleo MCT (Triglicerídeo de Cadeia Média)

Nome comercial e outros nomes

Óleo de triglicerídeos de cadeia média (MCT)

Medicamentos comercializados no Brasil

Várias marcas genéricas

Classificação funcional

Suplemento nutricional

Farmacologia e Mecanismo de Ação


O óleo MCT faz a suplementação de triglicerídeos em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O óleo MCT é usado para o tratamento da linfangiectasia e é componente de fórmulas para

nutrição enteral.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de reações adversas em medicina veterinária. Pode provocar diarreia em

alguns pacientes.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há relatos sobre o uso do óleo MCT em ensaios clínicos. Muitas formulações para

alimentação enteral contêm este óleo (em diversas formulações poliméricas).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O MCT é comercializado em líquido para administração oral.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente e local

fresco. Não armazene em frascos plásticos. Pode ser misturado a sucos de frutas ou produtos

alimentícios antes da administração.

Posologia para Pequenos Animais

• 1-2 mL/kg diariamente, misturado ao alimento.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, não

há sugestão de intervalos de carência do tratamento.

Óleo Mineral

Nome comercial e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Marcol (v)

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Laxante lubrificante. O óleo mineral aumenta a quantidade de água nas fezes e age como

lubrificante do conteúdo intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

O óleo mineral é administrado por via oral (por meio de tubo gástrico em equinos)

para aumentar a passagem das fezes durante o tratamento de impactações e constipações

intestinais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais. O uso crônico pode diminuir a absorção

de vitaminas lipossolúveis.

Contraindicações e Precauções


Use com cautela durante a administração por tubo gástrico. A administração acidental

pelos pulmões produz reações fatais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O uso crônico pode diminuir a

absorção de vitaminas lipossolúveis.

Instruções de Uso

O uso é empírico. Não há relatos de resultados clínicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

O óleo mineral é comercializado em forma líquida para administração oral.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-50 mL/cão a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 10-25 mL/gato a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 500-1.000 mL por animal, por via oral, conforme necessário. Até 2-4 L por animal

adulto por via oral (geralmente administrados por tubo nasogástrico).

Ovinos e Suínos


• 500-1.000 mL por via oral, conforme necessário.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, intervalos

de interrupção do tratamento não foram sugeridos.

Olsalazina Sódica

Nome comercial e outros nomes

Dipentum ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antidiarreico (anti-inflamatório)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-inflamatório composto por duas moléculas de ácido aminossalicílico unidas por uma

ligação azo. Cada componente é liberado no cólon por enzimas bacterianas. O fármaco

liberado também é conhecido como mesalamina (ver verbete Mesalamina). A mesalamina

também é o componente ativo da sulfassalazina, comumente administrada para o

tratamento da colite. A ação da mesalamina não é conhecida com exatidão, mas parece que

suprime o metabolismo do ácido araquidônico no intestino. Ela inibe a inflamação das

mucosas mediada tanto pela cicloxigenase quanto pela lipoxigenase. A absorção sistêmica é

pequena; acredita-se que a maior parte de sua ação seja local. A olsalazina tem um efeito

similar ao da sulfassalazina, mas sem o componente sulfonamida. Outras formulações da

mesalamina incluem Asacol ® , Mesasal ® e Pentasa ® . As outras são comprimidos revestidos,

destinados a liberar o componente ativo no intestino.

Indicações e Usos Clínicos

Como outras formas de mesalamina, a olsalazina é usada para o tratamento da doença

intestinal inflamatória, incluindo a colite em animais. Em pequenos animais, usa-se mais a

sulfassalazina, mas em alguns animais a olsalazina pode estar indicada. O uso em animais

derivou primordialmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos. Não há

estudos clínicos bem controlados ou ensaios que comprovem a eficácia clínica.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a pacientes sensíveis aos compostos à base de salicilatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Usa-se a olsalazina em pacientes que não toleram a sulfassalazina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A olsalazina está disponível em comprimidos de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não foi estabelecida, mas usam-se 5-10 mg/kg a cada 8 horas. (A dose habitual para seres

humanos é de 500 mg 2 vezes/dia.)

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informação sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativas dos

intervalos de carência extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-

2723).


Classificação RCI: 4.

Omeprazol

Nomes comerciais e outros nomes

Prilosec ® (antes denominado Losec ® ; preparação para uso humano), GastroGard ® e

UlcerGard ® (preparações para equinos)

Medicamentos comercializados no Brasil

Equiprazol (v) , Gastrogard (v) , Gastrozol (v) , Petprazol (v) , Omeprazol (g)

Classificação funcional

Agente antiulceração

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da bomba de prótons (IBP). O omeprazol inibe a secreção do ácido gástrico ao inibir

a bomba de K + /H + (bomba de potássio). O omeprazol é mais potente e tem ação mais

duradoura que a maioria dos fármacos antissecretores disponíveis. Outros inibidores da

bomba de prótons incluem o pantoprazol (Protonix ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o

rabeprazol (Aciphex ® ). Todos agem via mecanismo similar e são igualmente efetivos. Os

IBPs também exercem algum efeito inibindo organismos do gênero Helicobacter no estômago,

quando administrados com antibióticos. O omeprazol é decomposto no ambiente ácido do

estômago. A absorção oral diminui quando administrado com alimento. As formulações

visam à proteção contra o ácido para melhorar a administração oral (p. ex., algumas cápsulas

contêm bicarbonato) e não devem ser modificadas (i.e., as cápsulas não devem ser

esmagadas), ou a estabilidade ficará comprometida.

Indicações e Usos Clínicos

O omeprazol, como outros IBPs, é usado para o tratamento e prevenção de úlceras gástricas.

Tem sido usado em cães, gatos e espécies exóticas, porém os principais dados sobre a eficácia

em animais foram obtidos em equinos, nos quais se demonstrou que o omeprazol é efetivo

para o tratamento e a prevenção de úlceras gástricas. Em potros, 4 mg/kg a cada 24 horas

suprimiram a secreção de ácido por 22 horas (em comparação, a ranitidina suprimiu o ácido

por até 8 horas na dose de 6,6 mg/kg). Em cães, 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, é tão

efetivo quanto o pantoprazol (1 mg/kg) e a famotidina (0,5 mg/kg a cada 12 horas) para


manter o pH gástrico > 3-4. Podem ser necessárias doses repetidas (2-5 doses) para a

inibição completa da secreção de ácido. Por causa da longa duração do efeito, os IBPs

podem ser mais efetivos que outros medicamentos (p. ex., bloqueadores de recptores H 2 da

histamina). Em estudos feitos em equinos, o omeprazol foi mais efetivo que a ranitidina para

tratar úlceras gástricas. Os efeitos foram observados em 14 dias, mas houve recorrência após

o tratamento ser interrompido. Como outros IBPs, o omeprazol pode ser efetivo para prevenir

úlceras induzidas pelos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Também tem sido usado

em associação com outros fármacos (antibióticos) para tratar infecções por Helicobacter em

animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O único efeito colateral relatado em cães tem sido a diarreia, em alguns casos. Em outros

animais não há relato de efeitos colaterais. No entanto, em seres humanos pode ocorrer

hipergastrinemia com o uso crônico. Equinos têm tolerado 20 mg/kg a cada 24 horas por

91 dias, e 40 mg/kg a cada 24 horas por 21 dias, por via oral. Cães e gatos também têm

tolerado os esquemas mencionados no item Posologia. A proliferação de bactérias do

gênero Clostridium tem sido uma preocupação com o uso crônico, por causa da supressão

crônica do ácido gástrico, mas a importância clínica disso em animais ainda não foi

estabelecida.

Contraindicações e Precauções

Uma das formulações para uso humano (Zegerid ® ) deve ser misturada com água para

administração oral e contém xilitol, que pode ser tóxico para cães, se administrado em

altas doses ou com outras medicações que contenham xilitol. Não há relatos de

contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Embora o omeprazol não tenha sido associado a interações medicamentosas em animais,

os IBPs podem inibir algumas enzimas que biotransformam fármacos (enzimas CYP-

450). Em seres humanos, o metabolismo do clopidogrel em seu metabólito ativo tem sido

uma preocupação. O omeprazol também pode inibir o metabolismo de outros

medicamentos. Devido à supressão de ácido no estômago, não administrar com fármacos

que dependam da acidez gástrica para serem absorvidos (p. ex., cetoconazol e

itraconazol).

Instruções de Uso


O omeprazol é o medicamento mais comum dessa classe usado em animais. Outros IBPs

incluem o pantoprazol (Protonix ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (Aciphex ® ),

todos considerados igualmente eficazes. O pantoprazol e o rabeprazol têm a vantagem de

estar disponíveis em comprimidos que podem ser esmagados, e o pantoprazol é mais barato

que outros fármacos dessa classe. A administração retal foi estudada em equinos, mas

resultou em resposta baixa e inconsistente. Como não há formulações disponíveis para

pequenos animais, as formas para seres humanos têm sido administradas a cães e gatos, e a

formulação para equinos é diluída em óleo na quantidade de 40 mg/mL para administração

a pequenos animais. Estudos preliminares mostraram que a formulação para equinos

administrada por via oral a cães pode ser eficaz.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O omeprazol e os IBPs em geral são considerados seguros. Nenhum teste de rotina para

monitoramento de efeitos adversos foi recomendado.

Formulações

O omeprazol está disponível em cápsulas de 20 mg (preparação para uso humano) e em uma

pasta para equinos, GastroGard ® . A pasta sem receituário para equinos é UlcerGard ® e

contém 370 mg/g de pasta. Dispõe-se de uma formulação oral para uso humano

(Zegerid ® ) em cápsulas de 40 mg ou 20 mg com 1.100 mg de bicarbonato de sódio. O

Zegerid ® também está disponível em envelopes com dose única de 40 mg ou 20 mg em pó

para suspensão oral com 1.680 mg de bicarbonato de sódio.

Estabilidade e Armazenamento

O omeprazol deve ser mantido na formulação original do fabricante (cápsulas ou pasta) para

manter a estabilidade e efetividade ótimas. Ele é estável em pH 11, mas se decompõe

rapidamente em pH < 7,8. Não há formulações disponíveis para pequenos animais, aos

quais se administra a formulação para uso humano ou aquela para equinos. Essa última pode

ser diluída (p. ex., em óleo) para uso em pequenos animais, pois é muito concentrada. Ela

tem sido diluída na quantidade de 40 mg/mL em suspensão da formulação oral em pasta

aprovada para equinos em óleo de gergelim, numa proporção de 1:9, e armazenada em baixa

temperatura (7 o C) e protegida da luz. No entanto, a estabilidade de misturas preparadas de

forma extemporânea não foi avaliada. Formulações intravenosas de omeprazol foram criadas

em água estéril e administradas experimentalmente em equinos, porém tais formulações

estão disponíveis para venda no comércio. Estudos conduzidos com as formulações orais

para equinos mostraram que elas têm baixa potência.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20 mg/cão a cada 24 horas, por via oral, ou 1-2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

• 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• GastroGard ® para tratar úlceras: 4 mg/kg uma vez ao dia por 4 semanas, por via oral.

• GastroGard ® para prevenir úlceras: 1-2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. (1 mg/kg

foi efetivo para a prevenção em estudos realizados com equinos.)

• Uso intravenoso (se houver uma formulação disponível): dose de ataque de 1 mg/kg,

seguida por 0,5 mg/kg por dia, durante 14-28 dias.

Ruminantes

A absorção oral pode não ser alta o bastante para que a terapia seja efetiva.

Informação sobre Restrição Legal

Não deve ser administrado em animais de produção. A absorção oral em ruminantes não

está estabelecida. Os intervalos de carência não foram estabelecidos para animais

de produção. Para estimativas dos intervalos de carência extrabula, contatar o FARAD

no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Classificação RCI: 5

Orbifloxacino

Nome comercial e outros nomes

Orbax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam


Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antimicrobiano fluoroquinolona. O orbifloxacino age por meio da inibição da girase do DNA

bacteriano, para inibir a síntese do DNA e do RNA. É um bactericida com amplo espectro de

ação, que inclui estafilococos, bacilos Gram-negativos e algumas espécies de Pseudomonas.

Em cães, a meia-vida é de 5,6 horas; em gatos, de 5,5 horas. Em ambas as espécies a

absorção oral é de quase 100%. Contudo, a absorção da suspensão oral não é tão alta como a

dos comprimidos (ver Instruções de Uso adiante). Em equinos, tem meia-vida de 5 horas e

absorção oral de 68%.

Indicações e Usos Clínicos

O orbifloxacino está registrado para uso em cães e gatos. Como outras fluoroquinolonas, é

usado para tratar infecções com bactérias suscetíveis em uma variedade de espécies.

O tratamento de infecções tem incluído as de pele, tecidos moles e do trato urinário inferior

em cães e gatos, bem como de tecidos moles em equinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas concentrações podem causar toxicidade no sistema nervoso central (SNC),

especialmente em animais com insuficiência renal. Pode causar náuseas, vômitos e

diarreia em altas doses. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais

jovens. Os cães de quatro a 28 semanas de vida são mais sensíveis. Cães de grande porte

em crescimento rápido são os mais suscetíveis. Foi relatada cegueira em gatos em

decorrência da administração de algumas quinolonas (ácido nalidíxico e enrofloxacino),

mas em doses até 15 mg/kg (maior do que a aprovada na bula) o orbifloxacino não

produziu esse efeito.

Contraindicações e Precauções

Evitar usar em animais jovens devido ao risco de lesão nas cartilagens. Usar com cautela

em animais propensos a convulsões.

Interações Medicamentosas

As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina se usadas

concomitantemente. A coadministração com cátions divalentes e trivalentes, como

produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode diminuir a absorção.


Não misturar em soluções ou em frascos com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode

ocorrer quelação.

Instruções de Uso

Na dose que consta da bula, o orbifloxacino é ativo contra a maioria das bactérias suscetíveis.

Dentro da faixa de doses aprovadas, são necessárias doses maiores para combater organismos

com valores maiores de concentração inibitória mínima (MIC). Em gatos, a suspensão oral e

os comprimidos de orbifloxacino não são bioequivalentes. Com base em mg/kg, a suspensão

oral de orbifloxacino proporciona níveis plasmáticos mais baixos e variáveis que os

comprimidos. A dose da suspensão oral para gatos é de 7,5 mg/kg de peso corporal,

administrada uma vez ao dia, mas a dose em comprimidos pode ser mais baixa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o CLSI (Clinical and

Laboratory Standards Institute) para organismos sensíveis é ≤ 1 μg/mL. Em alguns casos,

podem ser usadas outras fluoroquinolonas para estimar-se a suscetibilidade a essa

fluoroquinolona. Entretanto, outros antibióticos podem ter valores de MIC mais baixos para

Pseudomonas aeruginosa, contra o qual o ciprofloxacino tem maior atividade in vitro.

Formulações

O orbifloxacino está disponível em comprimidos de 5,7, 22,7 e 68 mg. A suspensão oral

contém 30 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

O orbifloxacino é ligeiramente hidrossolúvel e tem sido misturado com vários xaropes,

flavorizantes e veículos, tendo permanecido estável à temperatura ambiente por sete dias.

Não misturar com veículos que contenham alumínio, cálcio ou ferro, pois pode diminuir a

absorção oral decorrente da formação de quelatos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Comprimidos: 2,5-7,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

• Suspensão: 7,5 mg/kg (1 mL por kg), a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Equinos

• 5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não usar fluoroquinolona sem receita em animais de produção. O orbifloxacino está proibido

em tais animais.

Ormetoprima + Sulfadimetoxina

Nome comercial e outros

Primor ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriana

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antibacteriano. A ormetoprima com a sulfadimetoxina é uma associação

sinérgica similar a da trimetoprima com o sulfametoxazol. A ormetoprima inibe a diidrofolato

redutase bacteriana, e a sulfonamida compete com o ácido para-aminobenzoico (PABA) pela

síntese dos ácidos nucleicos. É bactericida e bacteriostática. Tem espectro antibacteriano

amplo, que inclui bactérias comuns Gram-positivas e Gram-negativas. Também é ativa

contra alguns coccídios.

Indicações e Usos Clínicos

A associação ormetoprima + sulfadimetoxina é usada em pequenos animais para tratar uma

variedade de infecções bacterianas causadas por organismos suscetíveis, incluindo

pneumonia, infecções cutâneas, infecções de tecidos moles e do trato urinário em cães e

gatos. Em equinos, pode ser administrada por via oral para infecções causadas por bactérias

Gram-positivas suscetíveis (Actinomyces, Streptococcus spp. e Staphylococcus spp.), mas podem

ser necessárias doses maiores para infecções por Gram-negativos.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem reações alérgicas,

hipersensibilidade dos tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (com terapia prolongada), ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outros animais já que não têm a

capacidade de acetilá-las nos metabólitos. Outros metabólitos mais tóxicos podem

persistir. A ormetoprima foi associada a alguns efeitos sobre o sistema nervoso central

(SNC) de cães, que incluem alterações de comportamento, ansiedade, tremores

musculares e convulsões. Em equinos, quando foram administradas doses por via

intravenosa em animais de laboratório (formulação intravenosa não disponível

comercialmente), foram observadas reações sobre o sistema nervoso, como tremores e

fasciculações musculares.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais sensíveis às sulfonamidas.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, inclusive com a warfarina, a

metenamima e o etodolac. Podem potencializar os efeitos adversos causados pelo

metotrexato e pela pirimetamina.

Instruções de Uso

As doses listadas baseiam-se nas recomendações do fabricante. Ensaios controlados

demonstraram eficácia no tratamento do pioderma em um esquema de uma dose diária.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a produção de lágrimas com o uso prolongado. Para o teste de suscetibilidade, não

foram determinados os parâmetros de ponto de quebra de suscetibilidade para

ormetoprima + sulfadimetoxina. Fazer um teste com trimetoprima-sulfonamida como guia

de suscetibilidade à acssociação ormetoprima + sulfadimetoxina. O ponto de quebra de

suscetibilidade para organismos suscetíveis é ≤ 2/38 μg/mL (trimetoprima-sulfonamida),

segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI).

Formulações

A associação ormetoprima + sulfadimetoxina está disponível em comprimidos de 120, 240,

600 e 1.200 mg, numa proporção de 5:1 de sulfadimetoxina:ormetoprima.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 55 mg/kg no primeiro dia, seguidos por 27,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. As

doses podem ser divididas para tratamento de duas vezes ao dia. (Todas as doses

baseiam-se na quantidade associada em miligramas de ormetoprima e

sulfadimetoxina.)

Gatos

Embora o fabricante não mencione as doses, têm sido administradas doses semelhantes às

usadas para cães.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Dose de ataque de 55 mg/kg (dos antibióticos associados), seguida por 27,5 mg/kg (dos

antibióticos associados) a cada 24 horas, por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos os períodos de carência para animais de produção. A absorção oral

aos ruminantes não foi estabelecida. Para estimativas dos intervalos de carência para uso

extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Oxacilina Sódica

Nome comercial e outros nomes

Pro-staphlin ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Staficilin-N (h) , Oxacilina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. A oxacilina, como outros antibióticos betalactâmicos, liga-se às

proteínas de ligação da penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem na formação da

parede celular. Após ligação à PBP, a célula enfraquece ou sofre lise. Como

outrosbetalactâmicos, age de maneira dependente do tempo (i.e., é mais efetiva quando as

concentrações do medicamento são mantidas acima das concentrações inibitórias mínimas

[CIM] durante o intervalo entre as doses). A oxacilina tem um espectro de ação limitado,

que inclui primariamente bactérias Gram-positivas. A resistência é comum, em especial

entre bacilos entéricos Gram-negativos. Os estafilococos são suscetíveis, pois a oxacilina é

resistente à betalactamase bacteriana produzida por Staphylococcus spp. Os dados disponíveis

sobre a farmacocinética da oxacilina em animais são limitados. Em função da meia-vida

curta e da baixa absorção oral, há limitações ao seu uso em animais.

A oxacilina não tem valor terapêutico, mas é usada como marcador para testar a

resistência da PBP2a mediada por mec-A em Staphylococcus. Staphylococcus resistentes à

meticilina (p. ex., MRSA – S. aureus resistentes à meticilina ou MRSP – S. pseudintermedius

resistentes à meticilina), em geral, são identificados usando-se os pontos de perda de

suscetibilidade da oxacilina (ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais).

Indicações e Usos Clínicos

A oxacilina tem sido usada em pequenos animais para tratar infecções dos tecidos moles

causadas por bactérias Gram-positivas. O uso mais comum tem sido para tratar pioderma em

cães. Seu uso tem diminuído por causa de informações limitadas sobre sua farmacocinética

para orientar a posologia oral e em decorrência da maiordisponibilidade de outros

medicamentos, como as cefalosporinas orais e amoxicilina-clavulanato.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos adversos de antibióticos similares à penicilina são causados mais comumente

por alergia ao fármaco, que pode variar de anafilaxia aguda quando administrado ou

outros sinais de reação alérgica quando são empregadas outras vias. Quando

administrado por via oral, é possível ocorrer diarreia, em especial com altas doses.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais alérgicos a medicamentos similares a penicilina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. O alimento pode inibir a absorção oral.


Instruções de Uso

As doses baseiam-se no empirismo ou na extrapolação a partir de estudos em seres humanos.

Não se dispõe de estudos clínicos sobre a eficácia em cães ou gatos. Administrar, se possível,

em jejum.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Cultura e teste de sensibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade do Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI) para definir resistência mediada por mec-A no

Staphylococcus aureus está em uma CIM ≥ 4 μg/mL, e o tamanho da zona é ≤ 10 mm.

Todas as demais espécies de Staphylococcus com resistência mediada por mec-A, incluindo S.

pseudintermedius (p. ex., MRSP), são ≤ 17 mm na difusão em disco e têm CIM ≥ 0,5 μg/mL.

Se os estafilococos forem resistentes à oxacilina, devem ser interpretados como sendo

resistentes a todas as cefalosporinas e penicilinas, independentemente do resultado do teste

de sensibilidade. A resistência à oxacilina, em geral, é interpretada como equivalente a da

meticilina; portanto, estafilococos resistentes à oxacilina também são considerados como

Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) ou Staphylococcus pseudointermedius

resistente à meticilina (MRSP).

Formulações

A oxacilina está disponível em cápsulas de 250 e 500 mg e em solução oral contendo

50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

oxacilina é solúvel em água e álcool. A solução oral reconstituída é estável por 3 dias em

temperatura ambiente e por 14 dias no refrigerador.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 22-40 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose. A absorção oral para grandes animais não foi estabelecida.

Informações sobre Restrição Legal


Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. A absorção oral em

ruminantes não foi estabelecida. Para estimativas dos intervalos de carência para uso

extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Oxazepam

Nome comercial e outros nomes

Serax ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento benzodiazepínico. O oxazepam é um depressor do sistema nervoso central

(SNC) de ação central, com ação semelhante a do diazepam. Seu mecanismo de ação parece

ser por meio da potencialização dos efeitos mediados pelo receptor do GABA no SNC. O

oxazepam é um dos produtos ativos do metabolismo do diazepam. Em contraste com o

diazepam, o oxazepam não sofre biotransformação hepática extensa em animais, porém é

glicuronado antes de sua excreção. Em cães, o oxazepam tem uma meia-vida de 5 a 6

horas, mas esses valores foram derivados da administração do fármaco original diazepam. O

oxazepam é eliminado por conjugação direta com o ácido glicurônico, sem a produção de

outros metabólitos intermediários, enquanto o diazepam e outros benzodiazepínicos podem

produzir outros metabólitos intermediários ativos.

Indicações e Usos Clínicos

O oxazepam é usado para sedação e como estimulante do apetite. Tem sido utilizado por

seus efeitos estimulantes do apetite, particularmente em gatos que possam ter o apetite

diminuído por outras doenças primárias. Como um benzodiazepínico, também pode ser

prescrito para problemas comportamentais e distúrbios de ansiedade em animais, porém não

tem sido usado com tal finalidade tão comumente como outros benzodiazepínicos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


A sedação é o efeito colateral mais comum. Também pode acarretar polifagia. Alguns

animais podem apresentar uma excitação paradoxal. A administração crônica pode

ocasionar dependência e ocorrer uma síndrome de abstinência se a administração for

suspensa.

Contraindicações e Precauções

A administração oral de outro benzodiazepínico — o diazepam — tem causado lesão

hepática idiossincrásica grave em gatos. Não se sabe se o mesmo conceito aplica-se ao

oxazepam, que é um metabólito do diazepam, embora nenhum caso de lesão hepática

causada pelo oxazepam tenha sido relatado.

Interações Medicamentosas

Usar com cautela com outros medicamentos que possam causar sedação.

Instruções de Uso

As doses baseiam-se no empirismo. Não há ensaios clínicos em medicina veterinária, embora

se acredite que aumente o apetite de gatos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Amostras de plasma ou soro podem ser analisadas quanto às concentrações de

benzodiazepínicos. Concentrações plasmáticas na faixa de 100-250 ng/mL têm sido citadas

como a faixa terapêutica para seres humanos. Outras referências têm citado essa faixa como

sendo de 150-300 ng/mL. No entanto, não há testes prontamente disponíveis para

monitoramento em muitos laboratórios veterinários. Os laboratórios que analisam amostras

humanas podem ter testes inespecíficos para benzodiazepínicos. Com esses ensaios, pode

haver reatividade cruzada entre metabólitos dos benzodiazepínicos.

Formulações

O oxazepam está disponível em cápsulas de 10, 15 e 30 mg e comprimidos de 30 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Estável se armazenado na formulação original do fabricante. Embora o oxazepam tenha sido

composto para uso veterinário, sua potência e estabilidade não foram avaliadas nos produtos

compostos.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos


• Para distúrbios do comportamento: 0,2-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral ou 1-

2 mg/gato a cada 12 horas por via oral.

• Como estimulante do apetite: 2,5 mg/gato por via oral.

Cães

• Para distúrbios do comportamento ou sedação: 0,2-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via

oral. Para algumas indicações, tem sido administrado a cada 6 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informação sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção. No Brasil, o oxazepam está listado como

substância psicotrópica (lista B1) sujeito a notificação de Receita “B”.

Medicamento controlado do Esquema IV.

Classificação RCI: 2

Oxfendazol

Nomes comerciais e outros nomes

Benzelmin ® e Synanthic ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Oxfaden (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário. O oxfendazol pertence à classe dos benzimidazóis de fármacos

antiparasitários. Como outros benzimidazóis, produz a degeneração dos microtúbulos do

parasito e bloqueia de forma irreversível a captação de glicose pelos parasitos. A inibição da

captação de glicose causa depleção das reservas de energia nos parasitos, o que acaba

resultando na morte deles. Entretanto, não há efeito sobre o metabolismo da glicose em

mamíferos. É usado para tratar parasitoses intestinais em animais.


Indicações e Usos Clínicos

O oxfendazol é usado em equinos, para o tratamento contra grandes nematódeos

(Parascaris equorum), oxiúros maduros e imaturos (Oxyuris equi), grandes estrôngilos

(Strongylus edentatus, Strongylus vulgaris e Strongylus equinus) e pequenos estrôngilos. Em

bovinos, o fendazol é usado para o tratamento contra vermes pulmonares (Dictyocaulus

viviparus), gástricos (Haemonchus contortus e H. placei, adulto), pequenos vermes do estômago

(Trichostrongylus axei, adulto), vermes castanhos do estômago (Ostertagia ostertagi), vermes

intestinais, vermes nodulares (Oesophagostomum radiatum, adulto), ancilóstomos

(Bunostomum phlebotomum, adulto), pequenos vermes intestinais (Cooperia punctata, C.

oncophora e C. momasteri) e cestódeos (Moniezia benedeni, adulto).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

São raras as reações adversas.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a equinos doentes ou debilitados. Não administrar a vacas leiteiras em

idade reprodutiva.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Para equinos, administrar por via oral, preparando-se uma suspensão (p. ex., via sonda

gástrica) ou misturando pellets no alimento. Administrar a bovinos por via oral com uma

seringa dosadora ou por via intrarruminal com injetor para rúmen. O tratamento pode ser

repetido em 6-8 semanas em equinos e em 4-6 semanas em bovinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O oxfendazol está disponível em uma suspensão contendo 90,6 ou 225 mg/mL (para

bovinos), em pasta contendo 185 mg/g de pasta (para bovinos), pasta contendo 0,375 g/g

de pasta (para equinos), suspensão contendo 90,6 mg/mL (para equinos) e pellets contendo


6,49% (para equinos).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após

misturar para administração oral, descartar a parte não utilizada após 24 horas. Misturar

bem antes de usar, não congelar as suspensões e evitar excesso de calor.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

A dose não foi estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg por via oral.

Bovinos

• 4,5 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não usar em vacas leiteiras.

Período de carência para bovinos antes do abate: 7 dias para formulação em suspensão;

11 dias para formulação em pasta.

Oxibendazol

Nome comercial e outros nomes

Anthelcide EQ ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Equitac (v) , Gelverm (v) , Oxyverm (v)

Classificação funcional

Antiparasitário


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário. O oxibendazol pertence à classe dos benzimidazóis de fármacos

antiparasitários. Como outros benzimidazóis, produz uma degeneração dos microtúbulos do

parasito e bloqueia de forma irreversível a captação de glicose pelos parasitos. A inibição da

captação de glicose causa depleção das reservas de energia nos parasitos, o que acaba

resultando na morte deles. Entretanto, não há efeito sobre o metabolismo da glicose em

mamíferos. É usado para tratar parasitoses intestinais em animais.

Indicações e Usos Clínicos

O oxibendazol é usado em equinos, para o tratamento contra grandes estrôngilos (Strongylus

edentatus, S. equinus e S. vulgaris), pequenos estrôngilos (espécies dos gêneros Cylicostephanus,

Cylicocyclus, Cyathostomum, Triodontophorus, Cylicodontophorus e Gyalocephalus), grandes

nematódeos (Parascaris equorum), oxiúros (Oxyuris equi), incluindo vários estágios de larva, e

vermes filiformes (Strongyloides westeri).

As formulações para cães podem conter citrato de dietilcarbamazina e oxibendazol,

para prevenção contra a Dirofilaria immitis (o verme do coração) e o Ancylostoma caninum

(ancilostomose) e para o tratamento contra a infecção por Trichuris vulpis e intestinal

por Toxocara canis (ascaridíase).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Reações adversas são raras. Podem ocorrer náuseas e vômitos ocasionais em cães.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a cães que possam ter dirofilariose.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

Administrar a suspensão em equinos misturando o medicamento com 1-2 L de água e por

via oral (p. ex., por meio de sonda gástrica). Uma alternativa é misturar o pó com ração

granulada ou usar a pasta. Equinos devem ser tratados novamente em 6-8 semanas se

voltarem a ser expostos. Para cães, a medicação pode ser misturada com a ração diária.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O oxibendazol está disponível em suspensão a 10%, em pasta a 22,7% e comprimidos de 60,

120 e 180 mg de citrato de dietilcarbamazina + 45, 91 e 136 mg de oxibendazol.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Misturar

bem antes de usar, não congelar a suspensão e evitar excesso de calor.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5 mg/kg de oxibendazol (associado com 6,6 mg/kg de dietilcarbamazina) a cada 24

horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg por via oral.

• Contra vermes filiformes: 15 mg/kg por via oral em dose única. Tratar novamente em 6-

8 semanas depois, se necessário.

Informação sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos.

Os intervalos para retirada não foram estabelecidos para animais de produção. Para

estimativas dos intervalos de carência para o uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-

USFARAD (1-888873-2723). No Brasil, o período de carência para animais de produção é

de 7 dias antes do abate.

Oximetolona

Nome comercial e outros nomes


Anadrol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Hemogenin (h)

Classificação funcional

Hormônio, agente anabólico (anabolizante)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Esteroide anabolizante. A oximetolona é um derivado da testosterona. Os agentes

anabolizantes destinam-se a maximizar os efeitos anabólicos enquanto minimizam a ação

androgênica. Os anabolizantes têm sido usados para reverter condições catabólicas,

aumentar o ganho de peso e a musculatura nos animais e ainda estimular a eritropoiese.

Outros agentes anabolizantes incluem a boldenona, a nandrolona, o estanozolol e a

metiltestosterona.

Indicações e Usos Clínicos

Os anabolizantes têm sido usados para reverter condições catabólicas, aumentar o ganho de

peso e a musculatura nos animais e estimular a eritropoiese. Embora outros agentes

anabolizantes sejam utilizados em animais (metiltestosterona e stanozolol), não foram

demonstradas diferenças em termos de eficácia entre os esteroides anabolizantes em

animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes podem ser atribuídos à sua ação

farmacológica. O aumento dos efeitos masculinizantes é comum. Maior incidência de

tumores foi relatada em seres humanos. Os esteroides anabolizantes orais 17α-metilados

(oximetolona, stanozolol e oxandrolona) foram associados à toxicidade hepática.

Contraindicações e Precauções

Não usar em animais prenhes.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.


Instruções de Uso

Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso em animais (e as

doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas para detectar evidência de colestase e hepatotoxicidade.

Formulações

A oximetolona está disponível em comprimidos de 50 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-5 mg/kg/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro das doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

A oximetolona é um fármaco controlado do Esquema III.

Não administrar a animais destinados à produção de alimento.

No Brasil, o uso de anabolizantes em animais de produção é proibido.

No Brasil, a oximetolona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita a

receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 4

Oxitetraciclina

Nomes comerciais e outros nomes

Terramycin ® , Terramycin Soluble Powder ® , Terramycin Scours Tablets ® , Biomycin ® ,


Oxy-Tet ® e OxybioticOxy 500 ® e Oxy 1000 ® . Formulações de ação prolongada

incluem Liquamycin-LA 200 ® e Biomycin 200 ® .

Medicamentos comercializados no Brasil

Kuramicina (v) , Ourotetra (v) , Oxigard (v) , Oxiplus (v) , Oxitetraciclina (v) , Teldrin (v) ,

Tetradur (v) , Terralon 20% (v) , Terramicina (v) etc

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das tetraciclinas. O mecanismo de ação das tetraciclinas consiste em

ligar-se à subunidade 30S ribossômica e inibir a síntese proteica. Em geral, a oxitetraciclina é

bacteriostática. Seu amplo espectro de atividade inclui bactérias Gram-positivas e Gramnegativas,

alguns protozoários, Rickettsiae e Ehrlichiae. O espectro também inclui Chlamydia,

espiroquetas, Mycoplasma, formas bacterianas L e alguns protozoários (Plasmodium e

Entamoeba). A resistência é comum entre bactérias Gram-negativas da família

Enterobacteriaceae (p. ex., Escherichia coli). A oxitetraciclina está disponível em uma

variedade de formulações para controlar a taxa de liberação de uma injeção. Os veículos

incluem polietilenoglicol, propilenoglicol, povidona ou pirrolidona. Embora estejam

disponíveis preparações orais, a absorção oral é limitada. Por exemplo, a absorção oral de

44 mg/kg em cães foi variável e muito baixa para produzir efeitos terapêuticos. Em suínos, a

absorção oral foi de apenas 4% (em comparação com a clortetracilcina, que é de 13%). A

maioria dos estudos farmacocinéticos foi realizada com oxitetraciclina injetável. Em bovinos,

após injeção intramuscular, a meia-vida foi de aproximadamente 21 horas, com uma

concentração máxima (CMÁX) de 5,6 μg/mL. Em equinos, a meia-vida (via intravenosa) foi

de aproximadamente 10-13 horas. Em suínos, a meia-vida (via intravenosa) foi de

aproximadamente 4-6 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A oxitetraciclina é usada para tratar infecções do trato respiratório (pneumonia), do trato

urinário, de tecidos moles e da pele. É usada para infecções causadas por um amplo espectro

de bactérias, exceto quando a resistência é comum entre bacilos Gram-negativos de origem

entérica e estafilococos. Um dos usos mais comuns é em bovinos, para o tratamento de

doença respiratória bovina (DRB) causada por Pasteurella multocida, Mannheimia haemolytica e

Histophilus somni (antigamente Haemophilus somnus). Em suínos, as tetraciclinas têm sido

usadas para tratar a rinite atrófica, a pasteurelose pneumônica e as infecções por


Mycoplasma. Em pequenos animais, usa-se mais a doxiciclina do que a oxitetraciclina para o

tratamento contra infecções por Rickettsiae e Ehrlichiae. Em potros recém-nascidos, a

oxitetraciclina tem sido administrada em altas doses para corrigir deformidades angulares

dos membros. As doses são tão altas quanto de 50-70 mg/kg, por via intravenosa, a cada 48

horas. O mecanismo pelo qual a oxitetraciclina promove seu efeito sobre os tendões ou

ligamentos em equinos é desconhecido.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em altas doses, as tetraciclinas podem causar necrose tubular renal, mas isso é raro com

as doses recomendadas. As tetraciclinas podem afetar a formação de ossos e dentes em

animais jovens, e têm sido implicadas na febre medicamentosa em gatos. Em indivíduos

suscetíveis, pode ocorrer hepatotoxicidade em altas doses. A administração de

oxitetraciclina em equinos foi associada a cólica e diarreia.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais jovens, pois é possível causar alteração na coloração dos

dentes. Evite a injeção intramuscular de volumes acima de 10 mL por local em bovinos e

acima de 5 mL em suínos.

Interações Medicamentosas

As tetraciclinas ligam-se a compostos que contêm cálcio. Assim, não misture também com

soluções que contenham ferro, alumínio ou magnésio, pois pode diminuir a absorção oral.

Instruções de Uso

As formulações orais destinam-se ao uso em grandes animais. O uso de formulações

injetáveis de ação prolongada não foi estudado em pequenos animais. O uso de tetraciclinas

em pequenos animais restringia-se à doxiciclina. Para grandes animais, existe tanto uma

formulação convencional quanto uma de ação prolongada. Esta última contém um

excipiente viscoso, usado para prolongar a absorção a partir do local da injeção. Tal

excipiente é a 2-pirrolidona. Com o uso de formulações de ação prolongada, as propriedades

dessa ação só se aplicam à administração intramuscular, não à intravenosa. Quando se

comparam os produtos de ação prolongada com os injetáveis convencionais, os de ação

prolongada em geral permitem intervalos maiores entre as doses. No entanto, em suínos, não

houve diferenças na duração das concentrações plasmáticas quando foram administradas

doses equivalentes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de sensibilidade determinado pelo Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI) para patógenos respiratórios sensíveis de bovinos é ≤

2 μg/mL e, para patógenos respiratórios de suínos, ≤ 0,5 μg/mL. No caso de outros

organismos, o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤

4 μg/mL para outros organismos. A tetraciclina é usada como um marcador para testar a

suscetibilidade a outros fármacos da mesma classe, como a doxiciclina e a minociclina.

Formulações

A oxitetraciclina está disponível em comprimidos de 250 mg, bolus de 500 mg, injeção de

100 e 200 mg/mL e pó de 25, 166 e 450 g/453,59 g. As formulações de ação prolongada

estão disponíveis em injeção de 200 mg/mL. O cloridrato de oxitetraciclina em pó solúvel

está disponível para ser acrescentado à água de beber de aves de granja, bovinos e suínos.

A oxitetraciclina está disponível na forma de alimento indicado para bovinos, aves de granja,

peixes e suínos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Se as

soluções forem diluídas antes de se administrar a injeção, devem ser descartadas caso não

sejam usadas imediatamente. A solução pode escurecer ligeiramente, sem perder a potência.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 7,5-10 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa ou 20 mg/kg a cada 12 horas por

via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento da erliquiose: 10 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou

intravenosa (lentamente).

Potros

• Tratamento de deformidades flexurais dos membros: 44 mg/kg, até 70 mg/kg (2-3 g

por potro), duas doses com um intervalo de 24 horas.

Bezerros


• 11 mg/kg/dia por via oral

• Tratamento da pneumonia: 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Bovinos

• Forma injetável para o tratamento da anaplasmose, enterites, pneumonia e outras

infecções: 11 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.

• Formulações de longa duração: 20 mg/kg por via intramuscular em dose única.

Suínos

• 6,6-11 mg/kg até 10-20 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou 20 mg/kg a

cada 48 horas por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência para bovinos (de corte): 7 dias (comprimidos orais). No caso do pó

solúvel oral, os períodos de carência variam muito de um produto para outro, tanto para

bovinos quanto para suínos. Em geral, são de pelo menos 5 dias no caso dos animais de corte,

mas deve-se consultar a bula do produto quanto aos períodos de carência.

Períodos de carência para injeção em bovinos: 18-22 dias, dependendo do produto.

Períodos de carência para formulações de ação prolongada em bovinos: 28 dias.

Períodos de carência para bovinos (leiteiros): 96 horas no caso de uma dose de 20 mg/kg.

Períodos de carência para bovinos (administração intrauterina): 7 dias (gado leiteiro) e 28

dias (gado de corte). Períodos de carência para bovinos (administração intramamária):

6 dias (gado leiteiro) e 28 dias (gado de corte).

Períodos de carência para suínos: 28 dias e até 42 dias, dependendo do produto.

Oxtrifilina

Nomes comerciais e outros nomes

Choledyl-SA ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Broncodilatador


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Teofilinato de colina. Broncodilatador da classe das metilxantinas. A teofilina livre é liberada

após absorção. O mecanismo de ação é desconhecido, porém pode estar relacionado com

aumento dos níveis de adenosina monofosfato cíclico (AMPc) ou antagonismo à adenosina.

Parece ter ação anti-inflamatória e broncodilatadora.

Indicações e Usos Clínicos

A oxtrifilina é usada para condições respiratórias similares àquelas em que se usa a teofilina.

Está indicada para pacientes com broncoconstrição reversível, como cães com doença das

vias respiratórias. O uso de oxtrifilina diminuiu consideravelmente, sendo mais conveniente

e preferível administrar teofilina na maioria dos casos. Não há relatos de uso em grandes

animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos e diarreia. Com altas doses, é possível

ocorrer taquicardia, excitação, tremores e convulsões. Efeitos colaterais cardiovasculares

e sobre o SNC parecem ser menos frequentes em cães que em seres humanos.

Contraindicações e Precauções

Alguns pacientes podem correr alto risco de apresentar efeitos colaterais. Tais pacientes

podem incluir animais com cardiopatia, aqueles propensos a arritmias e os que

apresentam risco de convulsões.

Interações Medicamentosas

Fármacos que inibem as enzimas do citocromo P450 podem aumentar as concentrações

do fármaco e causar toxicidade. Ver no Apêndice a lista dos fármacos que podem ser

inibidores do P450.

Instruções de Uso

Algumas formulações (Theocon ® ) contêm oxtrifilina e guaifenesina. Quando se administra

um comprimido de liberação lenta, não se deve triturá-lo. A teofilina, que pode estar

disponível com mais facilidade, pode substituir a oxtrifilina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


É recomendável o monitoramento dos níveis terapêuticos do fármaco no tratamento

crônico. A interpretação das concentrações de teofilina deve ser usada para orientar a

terapia. Em geral, 10-20 μg/mL são considerados terapêuticos.

Formulações

A oxtrifilina está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg (no Canadá dispõe-se

de soluções orais e xarope, mas não nos EUA.)

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 47 mg/kg (equivalentes a 30 mg/kg de teofilina) a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais. A absorção oral não foi estabelecida

em ruminantes.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-

888873-2723).


P

Pamidronato Dissódico

Nome comercial e outros nomes

Aredia ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Pamidronato Dissódico (g)

Classificação funcional

Anti-hipercalcêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fármaco da classe dos bifosfonatos, que inclui o pamidronato, o etidronato, o tiludronato e o

pirofosfato. Tais fármacos constituem um grupo que se caracteriza por uma ligação

bifosfonato germinativa. Eles tornam mais lentas a formação e a dissolução dos cristais de

hidroxiapatita. Seu uso clínico justifica-se por sua capacidade de inibir a reabsorção óssea.

Esses fármacos diminuem a renovação (turnover) óssea, inibindo a atividade osteoclástica,

induzindo a apoptose de osteoclastos, retardando a reabsorção óssea e diminuindo assim a

velocidade do desenvolvimento da osteoporose. A inibição da reabsorção óssea se dá

mediante a inibição da via do mevalonato. O pamidronato, como outros bifosfonatos, não é

biotransformado pelo fígado. Em animais, é eliminado principalmente pelos rins, havendo

maior predisposição em permanecer no osso por períodos prolongados.

Indicações e Usos Clínicos

O pamidronato, como outros bifosfonatos, é utilizado em seres humanos para tratar a

osteoporose e para o tratamento da hipercalcemia da malignidade. Em animais, o

pamidronato é utilizado para diminuir os níveis de cálcio em condições que causam

hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. É útil para tratar as

complicações neoplásicas e a dor associada à reabsorção óssea patológica. Também pode

proporcionar alívio da dor em pacientes com osteopatias e reduzir a osteoporose induzida por

glicocorticoide. Trabalho experimental realizado em cães mostrou que é efetivo para tratar a

intoxicação por colecalciferol, mas não previne quedas na função renal. Após tratar a


hipercalcemia em cães, a duração do efeito foi de 11 dias a 9 semanas (mediana de 8,5

semanas). Alguns bifosfonatos, como o pamidronato, foram usados para tratar a doença

navicular em equinos, mas esse trabalho é apenas preliminar.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Foram observadas febre, dor articular e mialgias, porém nenhum efeito colateral mais

sério foi identificado. No entanto, o uso em animais não é comum o suficiente para

identificar uma ampla variedade de efeitos colaterais. Um estudo em cães revelou queda

ligeira no consumo alimentar. Em seres humanos, há relato de necrose renal aguda após

administração intravenosa. Como o pamidronato é eliminado pelos rins em cães, a

ocorrência de nefropatia dependente da dose é possível e o risco de lesão renal é mais

provável com doses acima de 3 mg/kg por via intravenosa. Em seres humanos, existe

certa preocupação de que o uso de bifosfonatos provoque mineralização e endurecimento

excessivos dos ossos, o que pode resultar em maior risco de fraturas. Todavia, tal efeito

não foi relatado em animais.

Contraindicações e Precauções

Embora a administração por via subcutânea seja mencionada nos protocolos de dosagem,

a via intravenosa é preferível. Não foram identificadas contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas

Não misturar com soluções que contenham cálcio (p. ex., o Ringer com lactato).

Instruções de Uso

Para infusão intravenosa, diluir em solução (solução fisiológica a 0,9%) e administrar

durante 2 horas. (Diluir 30 mg de pamidronato em 250 mL de líquidos.) A infusão pode ser

repetida a cada 7 dias. Embora a via subcutânea seja mencionada para algumas aplicações

em veterinária, ela não é recomendada e a infusão intravenosa é a preferida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os níveis séricos de cálcio e fósforo. O tratamento da intoxicação por vitamina D

com pamidronato pode resultar em diminuição da função renal. Monitore a ureia, a

creatinina, a densidade urinária e o consumo de alimento dos animais tratados.

Formulações


O pamidronato está disponível em frascos de 30, 60 e 90 mg para injeção e em frascos de

uso único contendo 1 mg/mL, também para para via injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

conteúdo dos frascos pode ser diluído em solução de líquido (p. ex., 250 mL de solução de

cloreto de sódio a 0,9%) e infundido durante 2 horas ou até por 24 horas. As soluções

diluídas são estáveis por 24 horas em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Tratamento de hipercalcemia: 1-2 mg/kg por via intravenosa ou subcutânea.

• Tratamento de doença osteolítica maligna: 1-2 mg/kg por via intravenosa (durante 15-

30 segundos) a cada 28 dias ou em infusão intravenosa durante 2 horas.

• Tratamento da intoxicação por colecalciferol: 1,3-2 mg/kg por via intravenosa ou via

subcutânea em dois tratamentos após exposição ao colecalciferol.

Gatos

• Tratamento de hipercalcemia: 1-1,5 mg/kg, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888873-2723).

Pancrelipase

Nomes comerciais e outros nomes

Viocase ® , Pancrezyme ® , Cotazim ® , Creon ® , Pancoate ® , Pancrease ® e Ultrase ®

Medicamentos comercializados no Brasil


Não constam

Classificação funcional

Enzima pancreática

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Enzima pancreática. A pancrelipase fornece lipase, amilase e protease, sendo essa mistura de

enzimas obtida do pâncreas de suínos. Tais enzimas facilitam a digestão de gorduras,

proteínas e amidos na parte superior do duodeno e no jejuno. Elas são mais ativas em

ambiente alcalino. Há comprimidos revestidos e não revestidos. A biodisponibilidade dos

comprimidos não revestidos é menor, pois pode ocorrer biodegradação devido ao ácido

estomacal. Cada miligrama contém 24 unidades de atividade de lipase, 100 unidades de

atividade de amilase e 100 unidades de atividade de protease.

Indicações e Usos Clínicos

A pancrelipase é usada para tratar insuficiência pancreática exócrina. Ela fornece as

enzimas digestivas ausentes. Deve ser administrada antes das refeições. É inativada no

ácido gástrico e deve ser administrada com um fármaco que suprima a acidez estomacal (p.

ex., bloqueador do receptor H2 ou inibidor da bomba de prótons) para melhorar a atividade.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Foi relatado sangramento oral em decorrência da administração de comprimidos. Os

comprimidos contêm enzimas potentes e o contato com as mucosas pode causar lesões e

ulcerações. Assegurar que os comprimidos não fiquem retidos no esôfago, ou podem

ocorrer erosões da mucosa. Advertir os proprietários para que, se manipularem os

comprimidos, evitem contato da mão com mucosas (p. ex., contato com os olhos).

Contraindicações e Precauções

Comprimidos entéricos revestidos podem não ser tão efetivos como o pó misturado com

alimento.

Interações Medicamentosas

Se forem usados antiácidos simultaneamente, o hidróxido de magnésio e o carbonato de

cálcio podem reduzir sua efetividade.


Instruções de Uso

Misture a pancrelipase com alimento ao administrar aproximadamente 20 minutos antes da

refeição. Após a obtenção de bons resultados, a dose pode ser reduzida gradualmente para

se identificar a dose efetiva mínima. As enzimas pancreáticas são mais efetivas se

administradas com fármacos supressores de acidez (bloqueadores H 2 , inibidores da bomba

de prótons, bicarbonato ou alguns antiácidos). Caso sejam usadas cápsulas de liberação lenta

(grânulos), não devem ser trituradas. Marcas diferentes têm atividade variável. Ao substituir

uma marca por outra, lembrar que nem todos os medicamentos terão os mesmos resultados

terapêuticos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A pacrelipase está disponível em composições de 16.800 unidades de lipase, de 70.000

unidades de protease e de 70.000 unidades de amilase por 0,7 g. Também está disponível

em cápsulas e comprimidos. Várias formulações contêm uma variedade de atividades. Por

exemplo, o pó de Viokase ® contém 16.000 unidades/70 unidades/70.000 unidades

(lipase/protease/amilase) por 0,7 g do pó. Os comprimidos variam de

8.000/30.000/30.000 unidades (lipase/protease/amilase) a

11.000/30.000/30.000 (lipase/protease/amilase) por comprimido.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

inativada em ambiente ácido.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Misture 2 colheres das de chá com alimento por 20 kg de peso corporal ou 1-3 colheres

das de chá por 0,45 kg de alimento 20 minutos antes da refeição. As formulações com

grânulos em cápsulas podem ser abertas e seu conteúdo espalhado no alimento

(aproximadamente 1 cápsula com as refeições para um cão).

Gatos


• Misturar meia colher das de chá por gato com o alimento.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco da presença de resíduos e a uma rápida depuração após.

Pancurônio

Nome comercial e outros nomes

Pavulon ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Brometo de Pancurônio (g)

Classificação funcional

Relaxante muscular

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente bloqueador neuromuscular (não despolarizante). Como outros fármacos da mesma

classe, o pancurônio compete com a acetilcolina na junção neuromuscular causando

paralisia. Os nervos sensoriais ficam intactos.

Indicações e Usos Clínicos

O pancurônio é um agente paralisante usado durante anestesia ou para ventilação

mecânica. É empregado principalmente durante anestesia ou outras condições em que é

necessário inibir as contrações musculares. Às vezes, é utilizado como uma alternativa ao

atracúrio, por causa de sua ação mais duradoura.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O pancurônio acarreta depressão respiratória e paralisia. Os bloqueadores


neuromusculares não têm efeito em termos de analgesia.

Contraindicações e Precauções

Não usar em pacientes, a menos que possa ser providenciado suporte ventilatório

mecânico.

Interações Medicamentosas

Alguns fármacos podem potencializar sua ação (p. ex., aminoglicosídeos) e, portanto, não

devem ser utilizados ao mesmo tempo.

Instruções de Uso

Administre apenas nas situações em que é possível manter controle cuidadoso da respiração.

Pode ser preciso individualizar as doses para obter o efeito ótimo. Não misture com soluções

alcalinizantes ou a solução Ringer lactato.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência respiratória do paciente, bem como a frequência e o ritmo cardíacos

durante o uso. Se possível, monitore a oxigenação durante anestesia.

Formulações

O pancurônio está disponível em injeção de 1 e 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,1 mg/kg por via intravenosa, ou iniciar com 0,01 mg/kg e incrementar doses de

0,01 mg/kg a cada 30 minutos.

• Infusão de taxa constante (ITC): 0,1 mg/kg por via intravenosa, seguindo-se de infusão

de 2 μg/kg/min.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Classificação RCI: 2

Pantoprazol

Nome comercial e outros nomes

Protonix ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Pantazol (h) , Pantoprazol (g)

Classificação funcional

Agente antiúlcera

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da bomba de prótons (IBP). O pantoprazol inibe a secreção de ácido gástrico, ao

inibir a bomba de prótons K + /H + . Como outros IBPs, o pantoprazol tem efeitos potentes e

ação prolongada. A supressão da secreção ácida pode durar mais de 24 horas em animais.

Outros IBPs administrados por via oral (p. ex., o omeprazol) também são usados em animais.

O pantoprazol é o primeiro IBP que pode ser administrado por via intravenosa. Após uma

dose, inibe a secreção ácida por mais de 24 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O pantoprazol é usado para o tratamento e prevenção de úlceras gástricas. Outros IBPs

incluem o omeprazol, o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (AcipHex ® ). Todos os IBPs

agem mediante um mecanismo similar e são igualmente efetivos. No entanto, há mais

experiência com o omeprazol em animais que com os outros fármacos desse grupo. Em cães,

o pantoprazol (1 mg/kg) manteve o pH do estômago >3-4, quando administrado por via

intravenosa. Sendo o único em uma formulação intravenosa, o pantoprazol em geral é

utilizado quando se prefere a via intravenosa para o tratamento.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais em animais. Contudo, em seres humanos existe a

preocupação com a hipergastrinemia com o uso crônico. A proliferação de bactérias do

gênero Clostridium era uma preocupação com o uso crônico, por causa da supressão

crônica de ácido gástrico, mas a importância clínica dessa questão em animais não foi

estabelecida.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas.

Interações Medicamentosas

Não misturar a solução intravenosa com outros fármacos. Não administrar com fármacos

que dependem do ácido gástrico para serem absorvidos (p. ex., cetoconazol, itraconazol,

suplementos de ferro). Os IBPs podem inibir algumas enzimas que biotransformam

fármacos (enzimas CYP 450), embora em seres humanos haja baixo risco de interações

medicamentosas causadas pela inibição enzimática.

Instruções de Uso

Para tratar úlceras gástricas, administrar 1 vez/dia durante 7-10 dias. Para tumores

secretores de gastrina, usar uma dose maior (1 mg/kg) 2 vezes/dia. Outros IBPs incluem o

omeprazol (Prilosec ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (AcipHex ® ). Todos agem

por um mecanismo semelhante e são igualmente efetivos. A diferença primária com o

pantoprazol é sua disponibilidade em uma formulação para administração intravenosa e

poder ser misturado com soluções fluidas. Para uso intravenoso, misturar um frasco de

40 mg com 10 mL de solução fisiológica, solução de Ringer lactato ou glicose a 5% a

0,4 mg/mL para infusão intravenosa. Administrar a infusão intravenosa durante pelo menos

15 minutos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. Ao tratar úlceras, monitore o hematócrito ou o

hemograma completo para detectar sangramento. Monitore sinais de vômitos e diarreia.

Formulações

O pantoprazol está disponível em frascos de 40 mg para uso intravenoso (diluído na

proporção de 4 mg/mL) e em comprimidos de liberação prolongada de 20 e 40 mg. Também


há grânulos para suspensão oral (40 mg), que são misturados com suco de maçã ou purê de

maçã para administração em seres humanos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

congelar soluções reconstituídas. Uma vez diluído para uso intravenoso, é estável por 12

horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5-0,6 mg/kg 1 vez/dia por via oral.

• Administração intravenosa (24 horas): infusão de 0,5-1 mg/kg por via intravenosa por

24 horas, dose que pode ser liberada em 2 ou 15 minutos.

• Administração intravenosa (2 ou 15 minutos): primeiro, irrigar o acesso venoso.

Administrar pantoprazol via infusão com glicose a 5%, cloreto de sódio a 0,9% ou

Ringer lactato. Para infusão por 2 minutos, misturar 40 mg do pó com injeção de

10 mL de cloreto de sódio a 0,9% até uma concentração final de 4 mg/mL. Infundir

uma dose de 1 mg/kg durante 2 minutos. Para infusão por 15 minutos, misturar um

frasco de 40 mg com injeção de 10 mL de cloreto de sódio a 0,9%. Em seguida,

misturar essa solução com injeção de glicose a 5%, injeção de cloreto de sódio a 0,9%

ou injeção de Ringer lactato até um volume total de 110 mL, produzindo uma solução

com concentração final de aproximadamente 0,4 mg/mL. Administrar a dose final

(1 mg/kg) durante 15 minutos.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais. As doses foram extrapoladas do uso humano

(0,5 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa) e têm sido usados os protocolos de infusão

citados previamente para pequenos animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Classificação RCI: 5

Paracetamol


Nome comercial e outros nomes

Tylenol e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Sonridor (h) , Tylenol (h) , Paracetamol (g)

Classificação funcional

Analgésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento analgésico. O mecanismo de ação exato não é conhecido; no entanto, é

provável que o paracetamol iniba a transmissão da dor mediada ao nível central. A analgesia

centralmente mediada ocorre por inibição da COX-3, uma variante da COX-1 encontrada

no sistema nervoso central. Outras evidências indicam que o paracetamol pode inibir as

prostaglandinas em algumas células e tecidos que apresentam baixas concentrações de

ácido araquidônico. O sítio de ação do paracetamol pode ser a enzima peroxidase que

compõe a prostaglandina H2 sintase. A inibição da COX, portanto, pode ocorrer em tecidos

específicos, poupando a mucosa gastrointestinal, as plaquetas e os rins, mas agindo

centralmente. Outras evidências sugerem que o paracetamol pode estimular as vias

inibidoras da dor mediadas pela serotonina (5-HT3), indicando que o medicamento pode

ativar diretamente os receptores desse neurotransmissor.

Estudos em cães revelaram que o paracetamol não tem ação anti-inflamatória, mas é

eficaz como agente analgésico.

Indicações e Usos Clínicos

O paracetamol é usado como analgésico e para o controle da dor em cães. Não deve ser

administrado em gatos. É considerado um analgésico relativamente fraco e seu uso é

geralmente associado a um opiáceo (p. ex., codeína).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O paracetamol é bem tolerado em cães nas doses listadas; doses elevadas, no entanto,

estão associadas a hepatopatias. Provoca intoxicação grave em gatos, devido a sua

incapacidade de excretar os metabólitos desse medicamento. Os sinais clínicos da

intoxicação incluem meta-hemoglobinemia, hepatotoxicidade aguda, edema de


membros e anemia com corpúsculos de Heinz.

Contraindicações e Precauções

Não administrar em gatos. Em seres humanos, a ocorrência de episódios de intoxicação é

mais provável quando o paracetamol é associado a medicamentos que alteram a atividade

das enzimas hepáticas. Tal reação é também possível em animais.

Em gatos, o tratamento da intoxicação requer a administração imediata de

acetilcisteína (ver o verbete sobre esse medicamento) e monitoramento.

Interações Medicamentosas

Em seres humanos, outros xenobióticos (principalmente o álcool) podem aumentar o risco

de hepatotoxicidade. Não se sabe se, em animais, a administração de outras substâncias

aumenta esse risco.

Instruções de Uso

Existem muitas formulações de venda livre. O paracetamol associado à codeína pode ter

maior efeito analgésico em alguns animais. Consulte outras formulações contendo codeína

nos demais verbetes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente os níveis de enzimas hepáticas em busca de evidências de

hepatotoxicidade. Em gatos que receberam paracetamol, há alto risco de intoxicação, e o

monitoramento cuidadoso das enzimas hepáticas e do hemograma é necessário. Muitos

hospitais de seres humanos e alguns laboratórios de diagnóstico mensuram a concentração

de paracetamol no plasma. Em seres humanos, o tratamento é iniciado quando as

concentrações de paracetamol no plasma/soro são superiores a 200 μg/mL, 4 horas após a

ingestão.

Formulações

O paracetamol é comercializado em comprimidos de 120, 160, 325 e 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

O paracetamol é estável em soluções aquosas. A estabilidade máxima é observada em pH 5-

7.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 15 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Gatos

• Contraindicado.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros

• 50 mg/kg por via oral, seguido por 30 mg/kg por via oral a cada 6 horas.

Não há outros relatos de doses para animais de grande porte.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre restrições disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Paracetamol + Codeína

Nome comercial e outros nomes

Tylenol com codeína e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Paracetamol + codeína (g)

Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente analgésico. O mecanismo de ação exato do paracetamol + codeína não é conhecido;

no entanto, como já foi discutido, é provável que a ação ao nível central, seja por inibição da

síntese de prostaglandinas no sistema nervoso central (SNC) ou por efeitos nas vias


serotoninérgicas de inibição da dor. Nesta formulação, o opiáceo codeína é associado para

aumentar a analgesia. Os efeitos da codeína em animais não foram estabelecidos. Em cães, a

absorção sistêmica da codeína após a administração oral é pequena, e esse medicamento

pode exercer apenas uma pequena ação analgésica.

Indicações e Usos Clínicos

A associação Paracetamol + Codeína é usada na analgesia de cães (p. ex., no período pósoperatório).

A codeína, associada ou não ao paracetamol + codeína, é indicada no

tratamento da dor moderada.

Formulações contendo codeína são também usadas como antitussígeno. Apesar da

ampla utilização da codeína em seres humanos, sua eficácia em animais, como

antitussígeno ou analgésico, não foi estabelecida.

Em cães, a absorção oral da codeína é lenta. Uma vez que o medicamento tem de ser

convertido em morfina (10% da dose) para ser ativo e a ação da morfina é de curta duração

nesta espécie, a eficácia clínica da codeína em cães pode ser questionável.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A associação Paracetamol + Codeína é, nas doses listadas, bem tolerada em cães. Doses

elevadas, porém, são hepatotóxicas.

Contraindicações e Precauções

Não administre a gatos, pois a toxicidade do paracetamol nessa espécie é conhecida. A

codeína é uma substância controlada em Esquema II.

Interações Medicamentosas

Em seres humanos, outros xenobióticos (principalmente o álcool) aumentam o risco de

hepatotoxicidade. Não se sabe se outras substâncias elevam este risco também em

animais, mas leve isso em consideração ao administrar fármacos que podem afetar o

metabolismo hepático (ver Apêndices).

Instruções de Uso

Existem muitas preparações genéricas. Em algumas, outros ingredientes podem ser

encontrados (p. ex., ibuprofeno ou cafeína).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


As enzimas hepáticas devem ser periodicamente monitoradas, dada a hepatotoxicidade

provocada pelo paracetamol.

Formulações

A associação Paracetamol + Codeína é comercializada em solução para administração oral e

em comprimidos. Existem diversas formulações (p. ex., 300 mg de paracetamol mais 15, 30

ou 60 mg de codeína).

Estabilidade e Armazenamento

O paracetamol é estável em soluções aquosas. Sua estabilidade máxima é observada em pH

5-7.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

Siga as recomendações de dose relacionadas com a codeína. Administre de modo a obter

doses de codeína equivalentes a 0,5-1,0 mg/kg a cada 4-6 horas, por via oral.

Gatos

• Contraindicado

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Nos EUA, a associação Paracetamol + Codeína é um medicamento controlado pelo DEA.

No Brasil, a codeína é listada (lista A2) como entorpecente de uso permitido somente em

concentrações especiais, sendo necessário receituário específico para esta classe de

substâncias (Notificação de receita “A”).Não administre a animais de produção

destinados ao consumo humano.

Paroxetina

Nome comercial e outros nomes


Paxil ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Aropax (h) , Cebrilin (h) , Paxil (h) , Pondera (h) Cloridrato de Paroxetina (g)

Classificação funcional

Modificador do comportamento

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antidepressivo. A paroxetina, como outros fármacos da mesma classe, é classificada como

um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Sua ação lembra a da fluoxetina

(Reconcile ® , Prozac ® ). Seu mecanismo de ação parece ser via inibição seletiva da

recaptação de serotonina e menor expressão de receptores de 5-HT1. Os fármacos ISRSs são

mais seletivos na inibição da recaptação de serotonina que os antidepressivos tricíclicos

(ATCs).

Indicações e Usos Clínicos

Como outros ISRSs, a paroxetina é usada para tratar distúrbios do comportamento como

aqueles compulsivos (distúrbio compulsivo canino), ansiedade e dominância por agressão.

Em gatos, tem sido efetiva para diminuir o a marcação de território com urina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Alguns efeitos similares aos da fluoxetina, mas em alguns animais a paroxetina é mais

bem tolerada. Os efeitos colaterais observados em cães e gatos incluem constipação e

diminuição do apetite.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em pacientes com cardiopatia. Não usar em animais prenhes. Há risco

de malformações fetais se usada na prenhez.

Interações Medicamentosas

Não usar com inibidores da monoamino oxidase (IMAOs), como a selegilina. Não usar

com outros fármacos modificadores do comportamento, como outros ISRSs ou ATCs.


Instruções de Uso

As recomendações quanto às doses são empíricas. A paroxetina tem sido usada para

condições similares àquelas tratadas com fluoxetina (Prozac ® ,Reconcile ® ). Em gatos, o

pequeno tamanho do comprimido facilita a administração de doses convenientes, em

comparação com os comprimidos mastigáveis ou outros fármacos disponíveis em cápsulas. A

paroxetina tem causado constipação em alguns animais, dessa forma, o veterinário clínico

pode entrar com um laxante a felinos na primeira semana de terapia, para evitar problemas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O uso em animais é relativamente seguro, só devendo-se monitorar alterações do

comportamento.

Formulações

A paroxetina está disponível em comprimidos de 10, 20, 30 e 40 mg, e suspensão oral

contendo 2 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Estável se armazenada na formulação original. Embora a paroxetina tenha sido composta

para uso veterinário, sua potência e sua estabilidade não foram avaliadas nos medicamentos

compostos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mg/kg/dia por via oral. Para alguns distúrbios compulsivos, aumentar a dose para

1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• um oitavo a um quarto de um comprimido de 10 mg/kg por gato diariamente por via

oral (aproximadamente 0,5 mg/kg a cada 24 horas.)

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não administrar a animais de produção.

No Brasil, a paroxetina está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita

a receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 2

Penicilamina

Nomes comerciais e outros nomes

Cuprimine ® e Depen ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Cuprimine (h)

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A penicilamina também é conhecida como 3-mercaptovalina. É um agente quelante de

chumbo, cobre, ferro e mercúrio. Quando usada para tratar e intoxicação pelo cobre, ajuda a

solubilizá-lo nas células, permitindo sua excreção urinária mais rápida. Nos animais tratados,

deve aumentar a excreção urinária de cobre. Outros fármacos que têm sido usados como

agentes quelantes incluem o tetratiomolibdato, a trientina e o zinco. A penicilamina

também tem propriedades anti-inflamatórias. Ela inibe a ligação cruzada do colágeno,

tornando-o mais suscetível à degradação enzimática. Essa propriedade antifibrótica pode

contribuir para seu efeito positivo no tratamento de animais com hepatite.

Indicações e Usos Clínicos

A penicilamina tem sido usada em seres humanos para tratar a artrite reumatoide. Em

animais, é utilizada principalmente para o tratamento da intoxicação pelo cobre e na

hepatite associada ao acúmulo de cobre. A duração do tratamento em animais com

hepatopatias decorrentes do armazenamento de cobre pode ser de 2-4 meses. Também tem

sido usada para tratar cálculos de cistina (renal). Embora possa inibir o colágeno e reduzir a

fibrose em pacientes com doença hepática, esse efeito não tem obtido relevância em

pacientes clínicos. Não há demonstração clara de que seja eficaz para essa indicação.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O efeito mais comum é anorexia e vômitos. Em seres humanos, foram relatadas reações

alérgicas, cutâneas, agranulocitose e anemia. Também causou proteinúria e hematúria e,

em gatos, neutropenia. Em cães tratados por causa de doença hepática, observou-se uma

hepatopatia semelhante àquela causada por corticosteroide. Portanto, pode exercer

efeitos similares aos dos esteroides no fígado.

Contraindicações e Precauções

Não usar em animais prenhes. Parece haver pouca reação cruzada entre a penicilina e a

penicilamina em animais alérgicos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Administrar em jejum (2 horas antes das refeições).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a bioquímica hepática durante o tratamento. Monitore as concentrações de metal

se usada para tratar intoxicação.

Formulações

A penicilamina está disponível em cápsulas de 125 e 250 mg e comprimidos de 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

penicilamina é hidrossolúvel. As preparações de penicilamina em suspensão para uso oral

têm sido associadas com xaropes e palatabilizantes, sendo estáveis por 5 semanas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.


• Dobermans Pinschers: usar 2.500 mg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos: 21 dias para gado de corte e 3 dias para gado de leite.

Penicilina G

Nomes comerciais e outros nomes

Penicilina G potássica ou sódica, Penicilina G benzatina (Benza-Pen ® ), Penicilina G,

Procaína, Penicilina V (Pen-Vee ® )

Medicamentos comercializados no Brasil

Penicilina G Benzatina (g) , Penicilina G Potássica (g) , Penicilina G Procaína (g) , Penicilina

G Procaína + Penicilina G Potássica (g) , Agrodel (v) , Agrosil (v) , Pentacilin (v) e outras

associações veterinárias.

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. A penicilina G também é denominada benzilpenicilina. Sua ação

é similar à das outras penicilinas. Ela liga-se às proteínas ligantes de penicilina (PBP ou PLP)

para enfraquecer ou causar lise de parede celular. A penicilina G é bactericida e sua ação

depende do tempo. Observa-se aumento do efeito bactericida quando as concentrações do

fármaco são mantidas acima dos valores da concentração inibitória mínima (MIC). O

espectro da penicilina G limita-se às bactérias Gram-positivas, bactérias anaeróbicas e

algumas bactérias Gram-negativas altamente suscetíveis (p. ex., Pasteurella spp.).

Praticamente todas as bactérias da família Enterobacteriaceae e Staphylococcus spp.

produtoras de betalactamase são resistentes. A penicilina sódica ou a penicilina potássica,

quando injetadas por via intravenosa, tem meia-vida de 1 hora ou menos na maioria dos


animais. Entretanto, a mesma dose de penicilina procaína administrada por via

intramuscular pode resultar em concentrações mais prolongadas e ter uma meia-vida de

20-24 horas, graças à absorção lenta a partir do local da injeção.

As formulações de penicilina G são destinadas ao controle da absorção a partir do local

da injeção. As formulações incluem:

• Penicilina G sódica ou potássica (penicilina cristalina), hidrossolúvel, pode ser

administrada por via intravenosa ou intramuscular. Também pode ser misturada com

líquidos para administração por via intravenosa.

• Penicilina G benzatina, insolúvel e disponível como uma suspensão. É lentamente

absorvida a partir do local da injeção, proporcionando concentrações baixas, porém

duradouras (por vários dias) de penicilina. Todas as formas de penicilina G benzatina

são associadas à penicilina G procaína na formulação comercial (proporção de 1:1).

• A penicilina G procaína é uma solução pouco solúvel para administração intramuscular

ou subcutânea. É absorvida lentamente, proporcionando concentrações por 12-24

horas após as injeções.

• A penicilina V, penicilina oral, não é muito absorvida e tem espectro estreito, em

comparação com os outros derivados da penicilina.

Indicações e Usos Clínicos

A penicilina G é administrada por injeção via intravenosa (penicilina potássica ou sódica) ou

via intramuscular (penicilina G procaína ou penicilina G procaína/benzatina). A penicilina G

está indicada para o tratamento contra cocos Gram-positivos que causam infecções

respiratórias, abscessos e infecções do trato urinário. Muitos estafilococos são resistentes por

causa da síntese de betalactamase. Os estreptococos em geral são suscetíveis. Outros

organismos suscetíveis incluem bacilos Gram-positivos e bactérias anaeróbicas. A maioria dos

bacilos Gram-negativos, especialmente aqueles de origem entérica, é resistente. Alguns

patógenos respiratórios Gram-negativos, como Pasteurella multocida e Mannheimiahaemolytica,

são suscetíveis.

As concentrações de penicilina na urina são pelo menos 100 vezes maiores do que as

plasmáticas nos animais tratados; portanto, alguns patógenos urinários podem ser mais

suscetíveis.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A penicilina G em geral é bem tolerada. Reações alérgicas são possíveis. Diarreia é comum

com doses orais. Podem ocorrer dor e reações teciduais com injeções intramusculares ou

por via subcutânea. As formulações de penicilina G procaína contêm quantidades


variáveis de procaína livre (dependendo da formulação). Em alguns equinos, a procaína

livre na formulação pode desencadear uma reação sobre o SNC após injeção. Doses

elevadas de penicilina sódica por via intravenosa podem diminuir as concentrações de

potássio.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais alérgicos a fármacos similares à penicilina. Evite a injeção de

volumes maiores do que 30 mL por local. A administração da forma benzatina de ação

prolongada da penicilina G aumenta o risco da presença de resíduos em animais de

produção.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A dose aprovada mencionada na bula dos medicamentos injetáveis está obsoleta e não

reflete o uso clínico atual da penicilina. A penicilina G benzatina não é recomendada para a

maioria das infecções, pois as concentrações são muito baixas para proporcionarem

concentrações terapêuticas do fármaco. Uma exceção possível é para o tratamento de

infecções estreptocócicas. Evite a administração por via subcutânea de penicilina G

benzatina, por causa da lesão tecidual e dos problemas com resíduos nos animais de

produção. A penicilina V deve ser administrada com o animal de estômago vazio, para que

haja absorção máxima.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os

pontos de perda de sensibilidade para organismos sensíveis são ≤ 8 μg/mL para enterococos

e ≤ 0,12 μg/mL para estafilococos e estreptococos.

Formulações

A penicilina G potássica está disponível em frascos com 5-20 milhões de unidades. A

penicilina G benzatina está disponível em 150.000 unidades/mL e em geral é associada

com 150.000 unidades/mL de penicilina G procaína em suspensão. Os medicamentos à

base de penicilina benzatina não são recomendados. A penicilina G procaína está disponível

em suspensão com 300.000 unidades/mL. A penicilina é um dos poucos antibióticos que

ainda é medido em termos de unidades, não em peso em miligramas ou microgramas. Uma

unidade de penicilina representa a atividade específica de 0,6 μg de penicilina sódica.

Assim, 1 mg de penicilina sódica representa 1.667 unidades de penicilina. Em algumas

referências, usa-se uma conversão aproximada de 1.000 unidades/mg.


A penicilina V está disponível em comprimidos de 250 e 500 mg (250 mg equivalem a

400.000 unidades).

Estabilidade e Armazenamento

As formas sódica e potássica de penicilina G retêm sua potência por 72 horas em

temperatura ambiente, mas a refrigeração é recomendável. Ela é estável por 7 dias se

refrigerada e reteve 90% da potência por 14 dias. A penicilina potássica ou a sódica é

hidrossolúvel. Um grama de penicilina dissolve-se em 250 mL de água (4 mg/mL). A

degradação e a inativação das soluções de penicilina são aceleradas em pH alto (>8), ácidos

fortes ou oxidantes.

Posologia para Pequenos Animais

• Penicilina G potássica ou sódica: 20.000-40.000 unidades/kg a cada 6-8 horas por via

intravenosa ou intramuscular.

• Penicilina G procaína: 20.000-40.000 unidades/kg a cada 12-24 horas por via

intramuscular.

• Penicilina V: 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos e Ovinos

• Penicilina G procaína: 24.000-66.000 unidades/kg a cada 24 horas por via

intramuscular.

• Penicilina G potássica ou sódica: 20.000 unidades/kg por via intramuscular ou via

intravenosa a cada 6 horas.

Suínos

• Penicilina G procaína: 15.000-25.000 unidades/kg a cada 24 horas por via

intramuscular.

Equinos

• Penicilina G sódica ou potássica: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 6-8 horas por via

intravenosa.

• Penicilina G procaína: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 24 horas por via

intramuscular.

• Penicilina G potássica: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 12 horas por via


intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Equinos: as injeções de penicilina procaína podem causar um teste positivo para procaína

antes de corridas.

Equinos podem ter um teste urinário positivo para procaína até 30 dias após uma

injeção.

Períodos de carência da penicilina benzatina na dose da bula de 6.000-

7.000 unidades/kg em bovinos: 30 dias para os de corte (14 dias no Canadá).

Períodos de carência da penicilina procaína na dose da bula de 6.000-

7.000 unidades/kg em bovinos: 10 dias para os de corte, 4 dias para os de leite; ovinos, 9

dias; suínos, 7 dias.

Períodos de carência da penicilina G procaína na dose de 15.000 unidades/kg em

suínos: 8 dias.

Períodos de carência da penicilina G procaína na dose de 21.000 unidades/kg em

bovinos: 10 dias para os de corte, 96 horas para os de leite.

Penicilina G procaína na dose de 60.000 unidades/kg: bovinos, 21 dias; suínos, 15

dias.

No Brasil, devido às diferentes associações comercializadas, recomenda-se consultar a

bula para determinar os períodos de carência efetivos para as diferentes espécies tratadas.

ClassificaçãoRCI: a penicilina não é classificada; a procaína tem a classificação 3

Pentamido (Pentastarch)

Nome comercial e outros nomes

Pentaspan

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Reposição de fluido

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Pentamido é um expansor coloide sintético de volume que é usado para manter o volume

vascular em animais em choque circulatório. É preparado a partir do hidroxietilamido e é


derivado da amilopectina. Há duas preparações de hidroxietilamido, o hetamido e o

pentamido. O hetamido (6%) tem um peso molecular médio de 450.000 e pressão osmótica

coloide de 32,7. O pentamido(10%) tem peso molecular médio de 280.000 e pressão

osmótica coloide de 40. Como o hetamido é um composto de peso molecular mais alto que o

do pentamido, tende a permanecer na vasculatura e impedir a perda de volume

intravascular e edema tecidual. Após a administração, o pentamido será retido na

vasculatura e prevenirá a perda volume intravascular e edema tecidual. Outros coloides

usados são os dextranos (Dextran 40 eDextran 70). O hetamido e osdextranos são

discutidos em outras seções.

Indicações e Usos Clínicos

O pentamido é usado principalmente para tratar hipovolemia aguda e choque. É

administrado por via intravenosa em situações agudas. O pentamido tem duração de

expansão de volume efetivo de 12 a 48 horas. O pentamido é usado em situações

semelhantes daquelas do hetamido, mas é usado com menos frequência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Há somente um uso limitado em medicina veterinária; portanto não há relatos de efeitos

colaterais. Contudo, ele pode causar reações alérgicas e disfunção renal hiperosmótica.

Coagulopatias são possíveis, mas são raras e menos prováveis do que com o hetamido.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações relatadas para animais.

Interações Medicamentosas

O pentamido é compatível com a maioria das soluções fluidas.

Instruções de Uso

O pentamido é usado em situações de cuidados críticos e é administrado por infusão de

taxa constante (ITC). O pentamido pode ser mais eficaz e produzir menos efeitos colaterais

do que o Dextrano. Devido ao peso molecular mais baixo, pode ser administrado de forma

mais rápida do que o hetamido.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o estado de hidratação do paciente e a pressão sanguínea durante a


administração.

Formulações

O pentamido é disponível em solução injetável a 10%.

Estabilidade e Armazenamento

O pentamido é estável na embalagem original. É compatível com a maioria dos conjuntos de

administração de fluido.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• ITC: 10 a 25 mL/kg/dia por via intravenosa.

Gatos

• ITC: 5 a 10 mL/kg/dia por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 8 a 15 mL/kg ou administrado como ITC 0,5 a 1 mL/kg/hora por via intravenosa.

Não há relatos de doses para outros grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há necessidade de regulamentação.

Pentazocina

Nome comercial e outros nomes

Talwin-V ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam


Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico opiáceo sintético. A ação da pentazocina resulta de seu efeito como agonista

parcial do receptor mu de opiáceo e agonista do receptor kappa. Acredita-se que a maioria

dos efeitos sedativos e analgésicos seja causada pelos efeitos sobre o receptor kappa. A

pentazocina pode reverter parcialmente alguns efeitos agonistas no receptor mu. Acredita-se

que seus efeitos sejam similares aos da buprenorfina ou do butorfanol, mas a eficácia é

menor.

Indicações e Usos Clínicos

A pentazocina era usada para sedação e analgesia, principalmente em equinos, porém, ante

a disponibilidade de outros opioides com melhor eficácia, seu uso diminuiu.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outros analgésicos opioides e incluem

constipação, íleo, vômitos e bradicardia. Sedação é comum nas doses analgésicas. Pode

ocorrer depressão respiratória com doses altas. Efeitos disfóricos são possíveis em alguns

indivíduos sensíveis e em algumas espécies (p. ex., equinos).

Contraindicações e Precauções

A pentazocina é um fármaco controlado do Esquema IV.

Interações Medicamentosas

A pentazocina pode potencializar o efeito de outros sedativos, como os agonistas alfa2, e

interferir nos efeitos opiáceos mu de outros fármacos, como a morfina ou o fentanil.

Instruções de Uso

A pentazocina é um agonista/antagonista misto. Sua eficácia no controle da dor é

relativamente modesta a fraca, devendo-se considerar outros opioides para melhor controle

da dor.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia

raramente necessite de tratamento quando causada por um opioide, pode-se administrar

atropina se necessário. Caso ocorra depressão respiratória grave, o efeito opioide pode ser

revertido com naloxona.

Formulações

A pentazocina está disponível em injeção de 30 mg/mL (a disponibilidade tem sido

limitada).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,65-3,3 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular, ou conforme necessário.

Gatos

• 2,2-3,3 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular, intravenosa ou subcutânea, ou

conforme necessário.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 200-400 mg por equino por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

A pentazocina é um fármaco controlado do Esquema IV. Os períodos de carência não foram

estabelecidos para animais de produção. Para estimativas dos períodos de carência do uso

extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

No Brasil, a pentazocina está listada como substância psicotrópica (lista B1) sujeita a

notificação de Receita “B”.

Classificação RCI: 3


Pentobarbital Sódico

Nome comercial e outros nomes

Nembutal ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico, barbitúrico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico barbitúrico de ação curta. A ação do pentobarbital é via depressão não seletiva do

SNC. A duração da ação pode ser de 3-4 horas.

Indicações e Usos Clínicos

Em geral, o pentobarbital é usado como anestésico intravenoso. Também é usado para

controlar convulsões graves em animais no tratamento durante o estado epiléptico. Em

algumas circunstâncias, o pentobarbital é incluído em associações usadas para induzir a

eutanásia em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais estão relacionados com a ação anestésica. Depressão cardíaca e

depressão respiratória são comuns.

Contraindicações e Precauções

Doses intravenosas rápidas podem ser letais. Monitore com cuidado a frequência

respiratória após injeção, pois pode ocorrer depressão respiratória.

Interações Medicamentosas

O pentobarbital potencializa os efeitos sedativos e depressores cardiorrespiratórios de

outros anestésicos. Está sujeito aos efeitos de outros fármacos que possam induzir ou

inibir as enzimas do citocromo P450 (ver Apêndice).


Instruções de Uso

O pentobarbital tem um índice terapêutico estreito. Ao administrá-lo por via intravenosa,

injetar inicialmente a primeira metade da dose, em seguida o restante da dose

gradualmente calculada, até alcançar o efeito anestésico.

A maioria das soluções para eutanásia contém pentobarbital como seu ingrediente ativo.

Em geral, outros ingredientes para facilitar a eutanásia são incluídos, como relaxantes

musculares e fármacos com efeitos cardíacos letais (p. ex., edetato dissódico a 0,05%). A

concentração de pentobarbital na maioria das soluções para eutanásia é de 390 mg/mL,

com uma dose letal de 1 mL por 4,5 kg, que é equivalente 87 mg/kg por via intravenosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os sinais vitais, especialmente a frequência e o ritmo cardíacos e a respiração

durante a anestesia.

Formulações

O pentobarbital está disponível em solução injetável de 50 e 65 mg/mL (contendo

propilenoglicol).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O pH da

solução é de 9-10,5 e pode afetar a estabilidade de outros fármacos administrados. Ele

precipita se associado com a maioria dos fármacos baseados em cloridrato ou fármacos com

pH baixo. Se for usado para a eutanásia de animais, o pentobarbital permanece estável

mesmo em condições desfavoráveis para o descarte da carcaça.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Anestesia geral: 25-30 mg/kg por via intravenosa, até obtenção do efeito.

• Infusão de taxa de constante (ITC): 2-15 mg/kg por via intravenosa até obtenção do

efeito, seguidos por 0,2-1 mg/kg/hora.

• Estado epiléptico: 2-6 mg/kg por via intravenosa (podem ser necessários 15-20 minutos

para que ocorra o efeito completo).

• Eutanásia: ver Instruções de Uso.

Posologia para Grandes Animais


Bovinos

• Sedação em estação: 1-2 mg/kg por via intravenosa.

Bovinos, Ovinos e Caprinos

• Anestesia geral: 20-30 mg/kg por via intravenosa até obtenção do efeito.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888873-2723).

Fármaco controlado do Esquema II.

No Brasil, o pentobarbital sódico está listado como substância psicotrópica (lista B1)

sujeito a notificação de Receita “B”.

Classificação RCI: 2

Pentoxifilina

Nomes comerciais e outros nomes

Trental ® , Oxpentifylline ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Trental (h) , Pentoxifilina (g)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Metilxantina. A pentoxifilina é usada principalmente como agente reológico em seres

humanos (aumenta o fluxo sanguíneo em vasos estreitos). Também demonstrou um efeito

reológico melhor em hemácias de equinos, mas não nos neutrófilos. Como um inibidor da

fosfodiesterase (inibidor PDE 4), tem efeitos anti-inflamatórios. Pode ter ação antiinflamatória

via inibição da síntese de citocina. A pentoxifilina suprime a síntese de citocinas


anti-inflamatórias, como a interleucina 1 (IL-1), a IL-6 e o fator de necrose tumoral (TNF)

alfa, podendo inibir ainda a ativação de linfócitos.

Em equinos, a meia-vida é de 28 minutos apenas e a absorção oral de 45%, mas é

variável e inconsistente. A pentoxifilina sofre extensa biotransformação hepática em cães, e

a disponibilidade sistêmica após administração oral é de 50%, porém pode ser altamente

variável e inconsistente. Em outros estudos, a absorção oral é de apenas 20-30%, com meiavida

de eliminação curta (menos de 1 hora). São produzidos sete metabólitos em animais,

alguns biologicamente ativos.

Indicações e Usos Clínicos

Em sua maior parte, o emprego da pentoxifilina em animais (inclusive a dosagem) baseia-se

em experiência sem comprovação. A pentoxifilina é usada em cães para algumas dermatoses,

na vasculite, na alergia por contato, na atopia, na dermatomiosite canina familiar, para

aumentar a sobrevivência de retalhos cutâneos, facilitar a cicatrização de lesões causadas

pela radiação e no eritema multiforme. Em equinos, a pentoxifilina é utilizada para uma

variedade de condições em que se deseja a supressão de citocinas inflamatórias ou o

aumento da perfusão sanguínea. Tais condições incluem isquemia intestinal, cólica, sepse,

laminite e doença navicular. No entanto, não demonstrou eficácia no tratamento dessas

doenças. Pode ter mais eficácia na sepse se associada a um anti-inflamatório não esteroidal

(AINE, p. ex., flunixina).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A pentoxifilina pode causar efeitos semelhantes aos de outras metilxantinas, como

náuseas, vômitos e diarreia. Há relatos de náuseas, vômitos, tonturas e cefaleia em seres

humanos. Foram relatados vômitos em cães. Comprimidos quebrados têm sabor

desagradável quando administrados a gatos. Se triturados, a concentração plasmática

aumenta mais rapidamente que quando intactos, ocasionando cefaleias, náuseas e

possivelmente vômitos. Em equinos, doses intravenosas causaram fasciculações, aumento

da frequência cardíaca e sudorese.

Contraindicações e Precauções

Nenhuma relatada. Os comprimidos triturados ficam com sabor desagradável para gatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, como uma

metilxantina, reações adversas são possíveis com a administração simultânea de algum

inibidor do citocromo P450 (ver Apêndice).


Instruções de Uso

Embora existam relatos de estudos farmacocinéticos em cães e equinos, os resultados de

estudos clínicos em animais são limitados. Com base nos estudos farmacocinéticos que

mostraram meia-vida curta em cães, têm sido defendidas doses maiores do que as

mencionadas na seção sobre posologia. Por exemplo, a dose mais efetiva pode chegar a

30 mg/kg a cada 8-12 horas em cães. Nas indicações para dermatologia, tem se utilizado

um esquema a cada 12 horas, mas pode-se considerar uma frequência a cada 8 horas para

obter resposta ótima em alguns pacientes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A pentoxifilina está disponível em comprimidos de 400 mg e solução por via intravenosa de

50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

solubilidade aquosa é de apenas 77 mg/mL. As suspensões orais podem ser estáveis até por

90 dias, mas precipitam, tendo de ser ressuspensas (agitadas) antes da administração oral.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Uso dermatológico: 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral, e até 15 mg/kg a cada 8

horas pela mesma via.

• Dermatomiosite canina familiar: 25 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Outros usos: 10-15 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 400 mg/cão para a maioria dos

animais

Gatos

• ¼ de um comprimido de 400 mg (100 mg) a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 8,5 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa, ou 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral

(a absorção oral é imprevisível).

• Doença respiratória (obstrução de via respiratória): 36 mg/kg a cada 12 horas por via

oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para obter

estimativas dos períodos de carência, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-

888873-2723).

Classificação RCI: 4

Pimobendan

Nome comercial e outros nomes

Vetmedin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente inotrópico cardíaco

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O pimobendan é um inotrópico positivo e vasodilatador. Os efeitos vasodilatadores ocorrem

via inibição da fosfodiesterase III, a enzima que degrada a adenosina monofosfato cíclico

(AMPc). Portanto, a ação do pimobendan consiste em aumentar as concentrações

intracelulares de AMPc. Pode haver alguma inibição da fosfodiesterase V na circulação

pulmonar. Os efeitos inotrópicos do pimobendan são atribuídos mais à sua ação como

sensibilizador do cálcio que à inibição da fosfodiesterase. Ao agir como sensibilizador do

cálcio, ele aumenta a interação da troponina C com as proteínas contráteis e age como um

agente inotrópico. Os benefícios na insuficiência cardíaca são causados tanto pelos efeitos

inotrópicos positivos quanto pelas propriedades vasodilatadoras. Pode haver outros efeitos

benéficos, que incluem atividade anti-inflamatória, aumento da sensibilidade dos

barorreceptores, aumento do efeito lusitrópico (taxa de relaxamento) e menos agregação

plaquetária. Os efeitos cardiovasculares ocorrem após 1 hora e persistem por 8-12 horas após

a administração. O pimobendan é mais bem absorvido em ambiente ácido. Condições de pH

flutuante no estômago e a administração com alimento podem tornar a absorção oral


inconsistente.

Indicações e Usos Clínicos

O pimobendan está indicado para uso em cães, no tratamento da ICC (insuficiência

cardíaca congestiva). Tem sido usado em cães com insuficiência valvar ou cardiomiopatia. É

considerado por muitos cardiologistas um tratamento inicial essencial para a cardiomiopatia

dilatada em cães. Quando usado em cães, melhora os sinais de insuficiência cardíaca e

aumenta a sobrevida, podendo ser administrado com diuréticos e inibidores da enzima

conversora de angiotensina (ECA). Em ensaios realizados nos EUA, o pimobendan mostrou

melhora significativa, em comparação com placebo, em cães tratados com um inibidor da

ECA e um diurético. Foi usado com furosemida, inibidores da ECA e espironolactona. Tem

sido associado a melhora nos sinais clínicos em gatos com insuficiência cardíaca como parte

de um esquema terapêutico que pode incluir outros fármacos (p. ex., furosemida). Quando

administrado na dose de 1,25 mg/gato a cada 12 horas, é bem tolerado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O pimobendan é potencialmente arritmogênico, mas seu efeito (p. ex., fibrilação atrial ou

arritmias ventriculares) é raro e visto principalmente em animais com cardiopatia

subjacente grave. Em doses de 0,25-0,5 mg/kg em cães, não ativa o sistema reninaangiotensina-aldosterona

(SRAA), mas, se for acrescentada furosemida ao tratamento,

pode ocorrer alguma ativação desse sistema.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais propensos a arritmias cardíacas. As formulações compostas

não alcançam o mesmo perfil de absorção em cães que a formulação comercial. Há um

pH crítico em que a absorção oral é facilitada, e algumas formulações compostas podem

não ter excipientes que retenham esse efeito.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros inibidores da fosfodiesterase como a teofilina, a pentoxifilina

e o sildenafil (Viagra ® ) e fármacos relacionados. O sildenafil é um inibidor da

fosfodiesterase V; a teofilina é um inibidor da fosfodiesterase IV. O pimobendan é

insolúvel, exceto em ambiente ácido, e é difícil misturá-lo em uma solução.

Instruções de Uso

Siga as instruções da bula ao usar. Avaliar o estágio de insuficiência cardíaca nos animais


antes de usar. Considerar o acréscimo de outros fármacos, como os inibidores da enzima

conversora de angiotensina (inibidores da ECA), a espironolactona, a furosemida e a

digoxina em animais à medida que a cardiopatia se agrava. Se usar furosemida

simultaneamente com pimobendan, considerar o acréscimo de um inibidor da ECA (p. ex.,

enalapril, benazepril) ou antagonista da aldosterona (p. ex., espironolactona) para inibir a

ativação do SRAA.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente durante o uso.

Formulações

O pimobendan está disponível em comprimidos mastigáveis de 1,25, 2,5 e 5 mg. Na Europa,

está disponível em cápsulas de 2,5 e 5 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Condições

de pH ácido são importantes para a estabilidade da formulação e para assegurar sua

dissolução.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,25-0,3 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 1,25 mg/gato a cada 12 horas por via oral (0,1-0,3 mg/kg).

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Piperacilina Sódica


Nomes comerciais e outros nomes

Pipracil ® e Zosyn ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Tazocin (associação) (h) , Piperacilina Sódica + Tazobactam sódico (g)

Classificação funcional

Antibacteriano, betalactâmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico da classe da acil-ureidopenicilina. Como outros betalactâmicos, a

piperacilina liga-se a proteínas ligantes de penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem

na formação da parede celular. Após ligação às PBPs, a parede celular enfraquece ou sofre

lise. Como outros betalactâmicos, esse fármaco age de maneira dependente do tempo (i. e., é

mais efetivo quando as concentrações do fármaco são mantidas acima dos valores da

concentração inibitória mínima [MIC] durante o intervalo entre as doses). Comparada com

outros betalactâmicos, a piperacilina tem boa atividade contra Pseudomonas aeruginosa.

Também tem boa atividade contra estreptococos, mas não é ativo contra estafilococos

resistentes à meticilina. A piperacilina tem meia-vida curta em animais e precisa ser

administrada na forma injetável (em geral, por via intravenosa), o que limita sua utilidade.

Algumas formulações de piperacilina também contêm tazobactam (Zosyn ® ), que é um

inibidor da betalactamase e aumenta seu espectro por incluir cepas de bactérias Gramnegativas

e Gram-positivas que produzem betalactamase.

Indicações e Usos Clínicos

A piperacilina tem atividade similar à da ampicilina, mas tem ação mais ampla por incluir

muitos organismos que, de outra forma, são resistentes à ampicilina, como Pseudomonas

aeruginosa e outros bacilos Gram-negativos. A atividade in vitro contra algumas bactérias

Gram-negativas é acentuada quando administrada com um aminoglicosídeo (p. ex.,

gentamicina ou amicacina).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Alergia à penicilina é o efeito colateral mais comum. Altas doses podem inibir a função

plaquetária.


Contraindicações e Precauções

Não usar em pacientes alérgicos a fármacos à base de penicilina. Doses altas contribuem

para a carga de sódio no paciente.

Interações Medicamentosas

Não misturar em frascos ou seringas com outros fármacos.

Instruções de Uso

A piperacilina é associada ao tazobactam (inibidor da betalactamase) no Zosyn ® , que

aumenta o espectro de atividade ao incluir cepas produtoras de betalactamase de

estafilococos e bactérias Gram-negativas. A ticarcilina tem um espectro de atividade

semelhante e pode ser usada como um substituto da piperacilina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de sensibilidade determinado pelo Clinical and

Laboratory Standards Institute(CLSI) para organismos sensíveis são ≤ 64 μg/mL para

Pseudomonas aeruginosa e ≤ 16 μg/mL para todos os organismos Gram-negativos.

Formulações

A piperacilina está disponível em ampolas injetáveis de 2, 3, 4 e 40 g.

Estabilidade e Armazenamento

A solução reconstituída deve ser usada em 24 horas ou 7 dias, se refrigerada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 40 mg/kg a cada 6 horas por vias intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais. (Em geral, usa-se ticarcilina para as mesmas

indicações em equinos.)

Informações sobre Restrição Legal


Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No entanto,

devido à rápida depuração, espera-se que os períodos de carência sejam semelhantes aos de

outros betalactâmicos, como a ampicilina.

Para estimativa dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no

número1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Piperazina

Nomes comerciais e outros nomes

Pipa-Tabs ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Piperazina Prado (v) , Proverme (v) , Vermiaves (v) , Vermical (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Composto antiparasitário. A piperazina induz bloqueio neuromuscular no parasito mediante

antagonismo seletivo dos receptores do GABA, resultando em abertura dos canais de cloro,

hiperpolarização da membrana do parasito e paralisia dos vermes. A eficácia é limitada

principalmente a nematódeos. Em equinos, é ativa contra pequenos estrôngilos e

nematódeos.

Indicações e Usos Clínicos

A piperazina é um antiparasitário comum amplamente disponível, mesmo sem prescrição

médica. É usada principalmente para o tratamento de infecções por ascarídeos em animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A piperazina é notavelmente segura em todas as espécies, mas pode causar ataxia,

tremores musculares e alterações no comportamento.

Contraindicações e Precauções


Não há contraindicações em animais. Pode ser usada em todas as idades.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A piperazina é um antiparasitário amplamente usado, com boa margem de segurança. Pode

ser usada em associação com outros antiparasitários.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A piperazina está disponível em pó de 860 mg, cápsulas de 140 mg, comprimidos de 50 e

250 mg, e solução oral de 128, 160, 170, 340, 510 e 800 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 44-66 mg/kg administrados uma vez por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Suínos

• 110 mg/kg por via oral na água de beber como única fonte de água.

• Solução oral (equinos): 30 mL de solução de piperazina a 17%, administrados por via

oral, para cada 45 kg de peso corporal.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888873-2723).


Pirantel, Pamoato e Tartarato de

Nomes comerciais e outros nomes

Nemex ® , Strongid ® , Priex ® , Pyran ® e Pyr-A-Pam ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Antec (v) , Canex (v) , Drontal (v) , Duo-Pet (v) , Farmaverm (v) , MagDog (v) , Pet-Tel (v) ,

Petzil (v) , Strondal (v) , Strongycid (v) , Vermex (v) , Vermivet (v) e outras associações

veterinárias.

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário. O pirantel é um antiparasitário da classe das tetraidropirimidinas. Outro da

mesma classe é o morantel. O pirantel age interferindo na neurotransmissão ganglionar via

bloqueio dos receptores de acetilcolina e outros locais. Isso causa paralisia dos parasitos. Os

vermes paralisados são expelidos do lúmen intestinal por peristalse. O pirantel é pouco

hidrossolúvel e não é absorvido sistemicamente em ruminantes, embora ocorra alguma

absorção em animais monogástricos. Sua atividade limita-se principalmente ao lúmen

intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

O pirantel está indicado para o tratamento contra nematódeos intestinais. Em equinos, é

usado para o tratamento e a prevenção da infecção por nematódeos, inclusive Oxyuris equi,

Parascaris equorum, grandes estrôngilos (Strongylus edentatus, S. equinus e S. vulgaris) e

pequenos estrôngilos. Quando acrescentado ao alimento, é usado no controle de

nematódeos, inclusive O. equi, P. equorum, grandes estrôngilos (S. edentatus, S. vulgaris e

espécies de Triodontophorus) e pequenos estrôngilos. Em suínos, é usado na prevenção contra

Ascaris suum e o verme nodular da espécie Oesophagostomum. Em cães e gatos, é usado para o

tratamento da infecção por ancilóstomos (gênero Ancylostoma) e outros nematódeos

(Toxocaracati, T. canis e Toxascaris leonina). Há alguma evidência de que é efetivo no controle

de alguns cestódeos, mas em geral devem ser usados outros fármacos para tais espécies.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações para animais. Pode ser usado em todas as idades, bem como na

lactação e em animais prenhes.

Interações Medicamentosas

Toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC) pode ser mais provável quando

administrado concomitantemente com levamisol, mas não há relatos disso com o uso

clínico em animais.

Instruções de Uso

Agitar a suspensão antes de usar. As doses mencionadas são para administração única, mas

podem ser repetidas como parte de um programa de controle parasitário. Doses menores

podem ser acrescentadas diariamente ao alimento para a prevenção de parasitoses.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore amostras fecais em busca da presença de parasitos.

Formulações

O pirantel está disponível em pasta (base) de 171, 180 e 226 mg/mL, comprimidos (base)

de 22,7 e 113,5 mg, bem como suspensão (base) de 2,27, 4,54 e 50 mg/mL. A pasta para

equinos contém 19,31%. Também está disponível em pellets de 10,6, 12,6 e 21,2 g/kg de

pellet para adicionar ao alimento.

O pamoato de pirantel é um sal e contém 34,7% da base pirantel. As doses baseiam-se

na quantidade da base pirantel. O tartarato de pirantel contém 57,9% da base pirantel.

Muitas das formulações contêm outros antiparasitários (p. ex., praziquantel).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Proteger

do congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 5 mg/kg, dose única, por via oral, repetir 7-10 dias depois.

Gatos

• 20 mg/kg por via oral, dose única.

As doses podem ser misturadas com o alimento.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Nematódeos: 6,6 mg/kg por via oral.

• Cestódeos: 13,2 mg/kg.

• Adicionado ao alimento: 12,5 mg/kg em dose única ou 2,6 mg/kg/dia para prevenção.

Suínos

• 22 mg/kg administrado no alimento, como tratamento único.

Informações sobre Restrição Legal

Suínos: período de carência de 1 dia (EUA); 7 dias (Canadá).

No Brasil, consultar bula do produto, uma vez que várias formulações possuem

componentes com requerimento de períodos de carência próprios.

Não foram estabelecidos períodos de carência para outras espécies. Para estimativas dos

períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-

888-873-2723).

Piridostigmina, Brometo de

Nomes comerciais e outros nomes

Mestinon ® e Regonol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Mestinon (h)

Classificação funcional


Anticolinesterásico, antimiastênico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Inibidor da colinesterase e antimiastênico. O fármaco inibe a enzima que desdobra a

acetilcolina. Portanto, prolonga a ação da acetilcolina na sinapse. A principal diferença entre

a fisostigmina e a neostigmina ou a piridostigmina é que a primeira cruza a barreira

hematoencefálica e as outras não o fazem. Em comparação com a neostigmina, a

piridostigmina tem ação mais duradoura.

Indicações e Usos Clínicos

A piridostigmina é usada como um antídoto para a intoxicação anticolinérgica e tratamento

(antídoto) para bloqueio neuromuscular. Também é usada como tratamento para miastenia

grave, íleo e retenção urinária (como no pós-operatório), aumentando o tônus do músculo

liso da bexiga. Mais frequentemente, a piridostigmina é o primeiro fármaco de escolha para a

miastenia grave e preferida à neostigmina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são causados pela ação colinérgica resultante da inibição da

colinesterase. Esses efeitos podem ser vistos no trato gastrointestinal, como diarreia e

aumento das secreções. Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção

ou fraqueza muscular e constrição dos brônquios e ureteres. A piridostigmina pode ser

associada a menos efeitos colaterais que a neostigmina, mas os efeitos da piridostigmina

podem persistir por mais tempo. Se forem observados efeitos colaterais, tratar com

anticolinérgicos como 0,125 mg de sulfato de hiosciamina. Também se pode usar

atropina.

Contraindicações e Precauções

Não use nas seguintes condições: obstrução urinária, obstrução intestinal, asma ou

broncoconstrição, pneumonia e arritmias cardíacas. Não usar em pacientes sensíveis ao

brometo. Considerar a quantidade de brometo na dose para qualquer paciente que esteja

recebendo brometo de potássio (KBr) para tratamento de convulsões.

Interações Medicamentosas

Deve-se considerar a concentração de brometo na formulação, no caso de animais que

também estejam recebendo brometo (p. ex., brometo de potássio) para tratamento de

epilepsia. (Pode-se usar brometo de sódio como alternativa.)


Instruções de Uso

Usa-se a piridostigmina para o tratamento da miastenia grave. A neostigmina e a

piridostigmina têm menos efeitos colaterais que a fisostigmina. Quando usada, pode-se

aumentar a frequência da dose com base na observação dos efeitos. Após a administração, os

benefícios da piridostigmina devem ser observados por aproximadamente 15-30 minutos. A

duração da ação pode ser de 3-4 horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os efeitos gastrointestinais, bem como a frequência e o ritmo cardíacos.

Formulações

A piridostigmina está disponível em xarope oral com 12 mg/mL, comprimidos de 60 mg

(graduados) e injeção com 5 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

piridostigmina é hidrossolúvel. Guardar em soluções ácidas; pode decompor-se em veículos

alcalinos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Antimiastênico: 0,02-0,04 mg/kg a cada 2 horas por via intravenosa ou 0,5-3 mg/kg a

cada 8-12 horas por via oral.

• Antídoto para bloqueio muscular: 0,15-0,3 mg/kg por vias intramuscular ou

intravenosa, conforme necessário.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3


Pirimetamina

Nome comercial e outros nomes

Daraprim ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Daraprim (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano e antiparasitário. A pirimetamina bloqueia a enzima diidrofolato redutase,

que inibe a síntese de folato e ácidos nucleicos. A atividade da pirimetamina é mais

específica contra protozoários do que contra bactérias. Em geral, a pirimetamina é associada

a uma sulfonamida para produzir um efeito sinérgico.

Indicações e Usos Clínicos

A pirimetamina é usada para tratar infecções causadas por protozoários em animais. É mais

frequentemente associada a uma sulfonamida, separadamente ou na mesma formulação.

Ver informação adicional no verbete Pirimetamina + Sulfadiazina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Há risco de anemia por deficiência de ácido fólico quando são administradas associações

de pirimetamina e sulfonamida. Isso foi observado em 12% dos equinos tratados em um

ensaio de campo. Faz-se a suplementação com ácido fólico ou folínico (de preferência o

último) para prevenir a anemia, mas o benefício desse tratamento é incerto. A

mielossupressão em geral se resolve após a interrupção do tratamento. Pode ocorrer

diarreia após administração oral. Foram documentados múltiplos efeitos colaterais da

administração de sulfonamidas, que incluem reações alérgicas, hipersensibilidade dos

tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia, hipotireoidismo (com

terapia prolongada), ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Cães podem ser mais

sensíveis às sulfonamidas que outros animais, pois não têm a capacidade de acetilar as

sulfonamidas em seus metabólitos.


Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais sensíveis às sulfonamidas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém uma associação de

pirimetamina com trimetoprima/sulfonamidas acentua a mielotoxicidade.

Instruções de Uso

Usa-se a pirimetamina sozinha ou associada a sulfonamidas. (Ver mais detalhes no verbete

Pirimetamina + Sulfadiazina).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente o hemograma completo em animais que estejam sendo tratados.

Formulações

A pirimetamina está disponível em comprimidos de 25 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

pirimetamina é pouco solúvel em água, porém mais solúvel em etanol. Os comprimidos

costumam ser triturados para fazer suspensões extemporâneas em xaropes e outros

palatabilizantes. Tais formulações são estáveis por 7 até 90 dias, dependendo da

formulação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 14-21 dias (5 dias no caso de Neospora

caninum).

Gatos

• 0,5-1 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 14-28 dias

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Mieloencefalite protozoária equina causada por Sarcocystis neurona: 1 mg/kg a cada 24

horas por via oral em associação com uma sulfonamida (ver detalhes em

Pirimetamina + Sulfadiazina).

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Pirimetamina + Sulfadiazina

Nome comercial e outros nomes

Re-Balance ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Associação de um antibacteriano com um antiprotozoário. A pirimetamina bloqueia a

enzima diidrofolato redutase, que inibe a síntese folato e ácidos nucleicos. A atividade de

pirimetamina é mais específica contra protozoários do que contra bactérias. A sulfadiazina

fornece um falso substrato PABA (ácido para-aminobenzoico) para a síntese de ácido

diidrofólico por bactérias e protozoários. A associação é sinérgica contra protozoários.

Indicações e Usos Clínicos

A pirimetamina + sulfadiazina é usada para tratar equinos com mieloencefalite protozoária

equina (MPE). Embora não registrada para uso em outros animais, a formulação equina tem

sido administrada a pequenos animais para tratar infecções causadas pelos protozoários dos

gêneros Toxoplasma, Neospora e Sarcocystis.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Observou-se anemia quando administradas associações de trimetoprima e sulfonamidas.

Faz-se a suplementação com ácido fólico ou folínico (de preferência o último) para

prevenir anemia, mas o benefício desse tratamento é incerto.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais que possam ser propensos a anemia ou cujo hemograma não

possa ser monitorado.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém uma associação de

pirimetamina com trimetoprima/sulfonamidas acentua a mielotoxicidade.

Instruções de Uso

O principal uso de pirimetamina + sulfadiazina tem sido para o tratamento de infecções por

protozoários em equinos. Contudo, há evidência sem comprovação de que tal associação

pode ser indicada para o tratamento de algumas infecções por protozoários (p. ex.,

Toxoplasma, Neospora ou Sarcocystis) em pequenos animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore periodicamente o hemograma completo em animais que estejam sendo tratados.

Deve-se solicitar um hemograma completo dos animais tratados pelo menos mensalmente.

Formulações

A pirimetamina + sulfadiazina está disponível em suspensão oral contendo 250 mg de

sulfadiazina e 12,5 mg de pirimetamina por mililitro.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1 mg/kg de pirimetamina e 20 mg/kg de sulfadiazina 1 vez/dia, por via oral.

(Equivalentes a um terço de mililitro da formulação equina – 0,33 mL – por 4 kg de


peso corporal.)

Posologia para Grandes Animais

• MPE causada por S. neurona: 1 mg/kg de pirimetamina e 20 mg/kg de sulfadiazina a

cada 24 horas por via oral (4 mL por 50 kg). A duração do tratamento varia de 90-270

dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção.

Piroxicam

Nome comercial e outros nomes

Feldene ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Feldene (h) , Floxican (h) , Piroxicam (g) , Piroxifarma (v) , e outras associações veterinárias

Classificação funcional

Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O piroxicam é um AINE da classe oxicam. Seus efeitos clínicos são similares aos de outros

AINEs (ver Meloxicam). Esses medicamentos parecem ter efeitos analgésicos e antiinflamatórios

por inibir a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a

cicloxigenase (COX), que existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é responsável,

principalmente, pela síntese de prostaglandinas importantes na manutenção de um trato

gástrico sadio, da função renal e de outras funções normais. A COX-2 é induzida e

responsável pela síntese de prostaglandinas que são mediadores importantes da dor, da

inflamação e da febre. No entanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos da COX-1

e da COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos

biológicos. O piroxicam, usado em ensaios in vitro, é um pouco mais seletivo para a COX-1

que para a COX-2. Em animais, não é certo se a especificidade pela COX-1 ou pela COX-2

tem relação com a eficácia ou a segurança. O piroxicam também tem alguns efeitos

antineoplásicos ou preventivos da neoplasia e é usado em alguns protocolos antineoplásicos.

O piroxicam tem meia-vida mais longa que outros AINEs em cães, de 35-40 horas e quase


100% de absorção oral. Em outras espécies, a meia-vida é mais curta, sendo de 13 horas em

gatos e a absorção oral média de 89%; em equinos, a meia-vida é de 3-4 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O piroxicam é usado principalmente para tratar a dor e a inflamação associadas a artrite e

outras condições musculoesqueléticas. Não é tão usado nessas condições como outros AINEs

aprovados para animais. Outro uso em cães e gatos tem sido como adjuvante no tratamento

do câncer. Tal uso baseia-se em relatos de sua atividade para tratar ou suprimir algumas

neoplasias, incluindo o carcinoma de células de transição da bexiga, o carcinoma

espinocelular e o adenocarcinoma mamário. O piroxicam foi usado em associação com a

cisplatina para tratar o melanoma oral maligno e o carcinoma espinocelular oral em cães

(0,3 mg/kg).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A eliminação do piroxicam é lenta. Na dose de 0,3 mg/kg a cada 24 horas, por via oral,

foram observadas reações adversas em cães, devendo-se considerar um intervalo de

administração a cada 48 horas. Os efeitos colaterais são principalmente toxicidade

gástrica (p. ex., úlceras gástricas). A toxicidade renal também é um risco, especialmente

em animais propensos à desidratação ou com a função renal comprometida. Foi relatada

necrólise epidérmica tóxica em alguns cães. O piroxicam foi administrado a cães e gatos

como um tratamento para o câncer com poucos efeitos colaterais, mas erosões e úlceras

gástricas são possíveis.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em cães, pois a meia-vida longa pode aumentar o risco de úlceras

gástricas se administrado uma vez ao dia. A formulação para seres humanos contém uma

dose muito grande para a maioria dos cães e deve ser reformulada para evitar sobredose.

Alertar os proprietários de animais de estimação sobre sobredoses que poderiam ocasionar

ulceração gástrica. Não administrar a animais prenhes. Usar com cautela em qualquer

animal com doença renal ou se administrado com outros medicamentos que possam lesar

os rins, como a cisplatina.

Interações Medicamentosas

Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Mostrou-se que os

corticosteroides exacerbam as reações gastrointestinais adversas. Alguns AINEs podem

interferir na ação de diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).


Instruções de Uso

A maior parte da experiência com dosagem foi acumulada a partir de estudos em que cães

foram tratados com piroxicam para carcinoma de células de transição da bexiga. Alguns

desses cães toleraram melhor o piroxicam, com relação à toxicidade gástrica, quando o

fármaco era administrado com misoprostol. O piroxicam foi usado em cães no tratamento do

carcinoma espinocelular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O piroxicam tem o potencial de induzir ulceração gástrica. Monitore sinais de vômitos,

sangramento e letargia. Ante a suspeita de sangramento, monitore o hematócrito ou o

hemograma completo do animal. Monitore a função renal nos animais tratados.

Formulações

O piroxicam está disponível em cápsulas de 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

A exposição à luz resulta em fotodegradação. O piroxicam é apenas ligeiramente

hidrossolúvel. É solúvel em soluções básicas e em alguns solventes orgânicos. Formulações

compostas feitas para pequenos animais podem ser estáveis por apenas 48 horas. Embora

uma formulação por via intravenosa não esteja disponível comercialmente, uma solução de

2 mg/mL foi preparada misturando-se o pó puro com NAOH 0,1 N e verificou-se que era

estável se armazenada em um frasco de vidro, refrigerada e protegida da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,3 mg/kg a cada 48 horas por via oral.

• Tratamento do câncer: cães toleraram 0,3 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• 0,3 mg/kg a cada 24 horas por via oral, ou como alternativa 1 mg/gato a cada 24 horas

por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Há evidência insuficiente para recomendar doses para grandes animais. Foram


administradas doses únicas de 0,2 mg/kg por via oral a equinos, sem quaisquer efeitos

colaterais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888873-2723).

Classificação RCI: 4

Pivalato de Desoxicorticosterona

Nomes comerciais e outros nomes

Percoten-V ® , DOCP ® e DOCA pivalato ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Mineralocorticoide sem atividade glicocorticoide. A desoxicorticosterona mimetiza os efeitos

da aldosterona ao reter o sódio. A formulação na forma pivalato é absorvida lentamente e

produz um efeito de duração mais longo a partir de uma única administração.

Indicações e Usos Clínicos

A desoxicorticosterona é usada para o tratamento da insuficiência adrenocortical

(hipoadrenocorticismo). Alguns cães requerem a administração concomitante de

glicocorticoides quando utilizados para o tratamento da insuficiência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas poses podem promover excessivo efeito mineralocorticoide. Sinais de

hiperadrenocorticismo iatrogênico não são esperados com o uso desse medicamento.


Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais prenhes. Deve ser utilizado com cautela em paciente com

insuficiência cardíaca congestiva ou doença renal.

Interações Medicamentosas

Os antagonistas da aldosterona (espironolactona) neutralizarão os efeitos.

Instruções de Uso

A dose inicial é baseada na média das respostas dos pacientes clínicos, mas doses individuais

podem ser baseadas pelo monitoramento de eletrólitos nos pacientes. O intervalo entre as

administrações pode variar de 14 a 35 dias.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis de sódio e de potássio séricos.

Formulações

A desoxicorticosterona está disponível sob a forma de solução injetável de 25 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 1,5-2,2 mg/kg a cada 25 dias por via intramuscular. Ajustar a dose conforme o

monitoramento dos eletrólitos.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses estabelecidas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência não foram estabelecidos. Entretanto, devido ao baixo risco de resíduos,

nenhum período de carência é sugerido.


Classificação RCI: 4

Plicamicina

Nomes comerciais e outros nomes

Mithracin ® e Mithramycin ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A ação da plicamicina consiste em formar um complexo com o DNA

na presença de cátions divalentes e inibir a síntese de DNA e RNA. Ela diminui os níveis

séricos de cálcio e pode ter ação direta sobre os osteoclastos para diminuir o cálcio sérico.

Indicações e Usos Clínicos

A plicamicina é usada nos protocolos de câncer para carcinomas e para o tratamento da

hipercalcemia. O uso em animais foi derivado principalmente de uso empírico. Não há

estudos clínicos bem controlados ou ensaios sobre eficácia que comprovem a efetividade

clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em seres humanos foram relatadas

hipocalcemia e toxicidade gástrica. A plicamicina pode causar problemas de sangramento.

Contraindicações e Precauções

Não usar com medicamentos que possam aumentar o risco de sangramento (p. ex., antiinflamatórios

não esteroidais [AINEs], heparina ou anticoagulantes).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.


Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses)

baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em experiência não comprovada em

animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as concentrações séricas de cálcio.

Formulações

A plicamicina está disponível em frasco para injeção de 2,5 mg e 0,5 mg/mL quando

diluída.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Anti-hipercalêmico: 25 μg/kg/dia por via intravenosa (infusão lenta) durante 4 horas.

• Antineoplásico (cães): 20-30 μg/kg/dia por via intravenosa (infusão lenta) por 8-10

dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Esse fármaco

não deve ser usado em animais destinados a consumo, por ser um agente antineoplásico.

Polietilenoglicol

Nome comercial e outros nomes

Pipa-Tabs ® e marcas genéricas


Medicamentos comercializados no Brasil

Marcas genéricas e de manipulação

Classificação funcional

Laxativo

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Catártico salino. A solução eletrolítica de polietilenoglicol é um composto não absorvível que

aumenta a secreção de água no intestino via efeito osmótico. Esses líquidos isosmóticos

passam pelo intestino sem que sejam absorvidos. A administração oral resulta em um efeito

catártico profundo.

Indicações e Usos Clínicos

A solução eletrolítica de polietilenoglicol é um catártico usado principalmente para evacuar o

intestino e limpá-lo antes de endoscopia e procedimentos cirúrgicos. É administrado por via

oral e induz efeito osmótico catártico rápido. É efetivo para a limpeza do intestino, mas

requer altos volumes para ser efetivo. Em alguns pacientes humanos, podem ser usados

volumes menores se for associado com outro laxante, como o bisacodil.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Perda de água e eletrólitos com altas doses ou uso prolongado é comum. Os grandes

volumes necessários podem causar náuseas.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais desidratados, pois pode causar perda de líquido e eletrólitos.

Não está indicado para uso crônico.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas específicas.

Instruções de Uso

Usado para evacuação intestinal antes de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos. São

necessários grandes volumes. Em seres humanos pode-se administrar apenas metade do

volume, se for acrescentado o bisacodil (1-4 comprimidos) 2 horas antes do procedimento.


Essa associação é denominada HalfLytely ® .

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore eletrólitos se tiver de repetir a administração.

Formulações

O polietilenoglicol é uma solução oral. As preparações contêm polietilenoglicol (PEG) 3350,

cloreto de sódio, cloreto de potássio, bicarbonato de sódio e sulfato de sódio.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 25 mL/kg, repetir em 2-4 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos e Bovinos

• Via sonda nasogástrica: 500 mL a 4 L 1 vez por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há necessidade de períodos de carência.

Ponazuril

Nome comercial e outros nomes

Marquis ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional


Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fármaco antiprotozoário. Coccidiostático. O ponazuril (também conhecido como toltrazuril

sulfona) é um metabólito do antiprotozoário toltrazuril em aves de granja. O ponazuril é um

fármaco de base triazina, que age inibindo os sistemas enzimáticos nos protozoários e/ou

diminuindo a síntese de pirimidina. É específico para organismos apicomplexos

(esporozoários), pois ataca a organela apicoplasto nos protozoários. É específico em sua ação

como agente antiprotozoário sem afetar outros organismos. Tem alta absorção oral em

equinos e meia-vida de 4,5 dias.

Indicações e Usos Clínicos

O toltrazuril, o fármaco original, tem sido usado para protozoários como Isospora, Coccidia

spp., Toxoplasma gondii e Eimeria spp. O ponazuril tem meia-vida longa em equinos (> 4

dias) e as concentrações no líquido cefalorraquidiano (LCR) são de 3,5-4% das

concentrações séricas, mas altas o bastante para inibir os protozoários. O ponazuril está

aprovado especificamente para uso como tratamento da mieloencefalite protozoária equina

(MPE), causada por Sarcocystis neurona. Em estudos clínicos feitos em equinos com MPE,

62% de 101 desses animais foram tratados com sucesso com doses de 5 ou 10 mg/kg por

28 dias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O ponazuril é altamente específico e relativamente seguro nas doses aprovadas. A

administração de 50 mg/kg em equinos (10 vezes a dose recomendada) teve efeitos

colaterais mínimos. Houve alterações mínimas na análise sérica. Fezes moles podem

ocorrer com altas doses.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em éguas prenhes ou durante a reprodução, até que se tenha mais

informação sobre sua segurança.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso


O uso em equinos baseia-se em estudos clínicos, ensaios de campo conduzidos pelo

fabricante do fármaco, e estudos farmacocinéticos em equinos. Em um ensaio com 5 ou

10 mg/kg/dia em equinos, 62% melhoraram aos 28 dias. Embora haja relatos de

tratamento bem-sucedido após 28 dias, pode ser necessário um tratamento mais prolongado

em alguns animais, para resolver a infecção e prevenir recidiva. Não há relatos do uso clínico

de ponazuril em outros animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Em equinos tratados para MPE, monitore o estado neurológico durante o tratamento. O

quociente de IgG e albumina tem sido medido no LCR de equinos tratados para monitorar o

tratamento, mas isso pode não indicar cura clínica.

Formulações

A ponazuril está disponível em pasta oral a 15% (150 mg/mL) para equinos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relatos de doses para pequenos animais.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Tratamento da MPE: 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 28 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não se dispõe dessa informação. Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula,

contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Posaconazol

Nome comercial e outros nomes

Noxafil ®


Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antifúngico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antifúngico. O posaconazol é um antifúngico relativamente novo do grupo azólico, similar

ao itraconazol em termos de estrutura e atividade. A ação contra os fungos é similar à de

outros azóis, e consiste em inibir a síntese de ergosterol na membrana da célula fúngica e

produzir atividade fungistática. É ativo contra os mesmos organismos fúngicos que o

itraconazol, mas a atividade in vitro é duas vezes maior. A diferença mais importante em

termos de atividade é que o posaconazol tem melhor atividade contra Mucor e Zygomycetes,

em comparação com outros azólicos. Em cães, há um efeito alimentar sobre a absorção, com

disponibilidade sistêmica de 11% e 27% em cães em jejum e alimentados, respectivamente.

Tem alta afinidade às proteínas, com mais de 97% de ligação em cães.

Indicações e Usos Clínicos

O uso do posaconazol tem se limitado a poucos relatos de casos e experiência sem

comprovação. Em gatos, tem sido usado para tratar infecções fúngicas refratárias a outros

fármacos, como a aspergilose e as infecções por Mucor spp. Em seres humanos, é usado para

infecções fúngicas invasivas, inclusive aquelas causadas por Aspergillus e Candida. Também é

ativo contra dermatófitos, Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis

e Cryptococcus neoformans. Sua vantagem com relação a outros azólicos é a atividade contra

Zygomycetes e Mucor.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O uso tem sido relativamente infrequente, e a informação a respeito de toda a variedade

de efeitos colaterais possíveis a partir do uso clínico não se encontra disponível. Em seres

humanos, foram observados efeitos colaterais semelhantes aos de outros antifúngicos

azólicos: cefaleia, diarreia, náuseas e aumento das enzimas hepáticas. Em estudos sobre a

toxicidade, cães toleraram 30 mg/kg/dia por 1 ano sem quaisquer sinais clínicos. No

entanto, observou-se alguma vacuolização neuronal ao exame histopatológico com essa

dose. Não deve ser usado durante a gestação, por causa da inibição da esteroidogênese.

Contraindicações e Precauções


Não há relatos de contraindicações e precauções em animais.

Interações Medicamentosas

Fármacos que diminuem o ácido gástrico (inibidores da bomba de prótons, bloqueadores

H 2 ) reduzem a absorção oral do posaconazol. Como outros antifúngicos azólicos, o

posaconazol é um forte inibidor das enzimas do citocromo P450 (CYP3A4) e pode

aumentar as concentrações de outros fármacos biotransformados por essas enzimas.

Instruções de Uso

O uso em animais baseia-se primordialmente em alguns relatos isolados de caso

(principalmente em gatos) e extrapolação do uso em seres humanos. Não há relatos de

estudos clínicos em animais. O esquema de tratamento em seres humanos é de

aproximadamente 2,5-3 mg/kg 3 vezes/dia por via oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas nos animais tratados.

Formulações

O posaconazol está disponível em suspensão oral de 40 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-10 mg/kg por via oral a cada 12-24 horas.

Gatos

• 5 mg/kg por via oral a cada 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal


Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas dos períodos de

carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Potássio, Citrato de

Nomes comerciais e outros nomes

Genéricos e Urocit-K ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente alcalinizante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O citrato de potássio (K3C6H5O7) alcaliniza a urina e pode aumentar o ácido cítrico

urinário. Um aumento na excreção urinária de citrato e urina alcalina pode diminuir a

cristalização do oxalato de cálcio urinário. A excreção urinária de cálcio também diminui.

Outros suplementos de potássio incluem o gluconato de potássio, acetato de potássio,

bicarbonato de potássio e cloreto de potássio.

Indicações e Usos Clínicos

O citrato de potássio é usado para a prevenção da urolitíase por oxalato de cálcio. Também é

usado para a acidose tubular renal. Em cães, após a administração de 150 mg/kg (de citrato

de potássio) a cada 12 horas por via oral, o pH urinário não apresentou aumento

significativo, mas a concentração urinária de oxalato de cálcio diminuiu.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode

ocasionar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os

suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.

Contraindicações e Precauções


Use com cautela em animais com doença renal. Não use com penicilina potássica ou

brometo de potássio.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Um grama de citrato de potássio fornece 9,26 mEq de potássio. Administrar com as

refeições.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de potássio. Os níveis normais de potássio estão entre 4-5,5 mEq/L

(cães) e 4,3-6 mEq/L (gatos). Monitore o ECG em pacientes que possam ser propensos a

arritmias.

Formulações

O citrato de potássio está disponível em comprimidos de 5 e 10 mEq. Algumas formulações

são associadas com cloreto de potássio. Também se dispõem de comprimidos de citrato de

potássio de liberação tardia.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2,2 mEq/100 kCal de energia/dia por via oral ou 0,5 mEq/kg/dia por via oral. Doses

maiores têm sido usadas com segurança em alguns animais. (1.000 mg de citrato de

potássio = 9,26 mEq se potássio.)

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.


Potássio, Cloreto de

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Solução de cloreto de potássio a 10% (g) , Solução de cloreto de potássio a 19,1% (g)

Classificação funcional

Suplemento de potássio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de potássio. O potássio é usado para o tratamento da hipocalemia. Uma dose de

1,9 g de cloreto de potássio equivale a 1 g de potássio. Um grama de cloreto de potássio é

igual a 14 mEq de potássio. Outros suplementos de potássio incluem o gluconato de potássio,

acetato de potássio, bicarbonato de potássio e citrato de potássio.

Indicações e Usos Clínicos

Os suplementos de potássio são indicados para tratar a hipocalemia. Pode ocorrer

hipocalemia em algumas doenças, como aquela decorrente do uso de diurético. Também

pode ocorrer hipocalemia como consequência da sobredose do agonista beta-2 adrenérgico.

Na maioria dos pacientes, o cloreto de potássio é o suplemento de escolha para a

hipocalemia. É mais bem absorvido que outros suplementos, e o íon cloreto pode ser útil, pois

também pode ocorrer em paralelo à hipocloremia em alguns pacientes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode

acarretar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os

suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.

Contraindicações e Precauções

Não exceder uma taxa de 0,5 mEq/kg/hora para infusão intravenosa. Usar com cautela

em animais com insuficiência renal. Não usar cloreto de potássio na vigência de acidose

metabólica e hipercloremia. Em tais casos, usar outro suplemento de potássio. O uso


intravenoso deve ser feito com cuidado devido ao risco de hipercalemia. Usar potássio

com cautela em pacientes tratados com digitálicos. Não usar com penicilina potássica ou

brometo de potássio (usar sais de sódio no lugar desses medicamentos).

Interações Medicamentosas

Podem ocorrer interações entre os suplementos de potássio e os seguintes medicamentos:

digoxina, diuréticos tiazídicos, espironolactona, anfotericina B, corticosteroides,

penicilinas, inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e laxantes.

Instruções de Uso

Um grama de cloreto de potássio fornece 13,41 mEq de potássio. Em geral é acrescentado a

soluções. Quando o potássio é suplementado na fluidoterapia, não administrar a uma

velocidade maior que 0,5 mEq/kg/hora.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de potássio. Monitore o ECG em pacientes que possam ser

propensos a arritmias. Os níveis normais de potássio estão entre 4-5,5 mEq/L em cães e 4,3-

6 mEq/L em gatos.

Formulações

O cloreto de potássio está disponível em várias concentrações para injeção (em geral,

2 mEq/mL). Está disponível também em suspensão oral e solução oral com 10-20 mEq de

potássio por pacote. Um grama de cloreto de potássio contém 14 mEq do íon potássio.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O cloreto

de potássio é altamente solúvel em água.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Suplemento: 0,5 mEq de potássio/kg/dia ou acrescentar 10-40 mEq/500 mL de

solução dependendo dos níveis de potássio sérico.

• Tratamento agudo da hipocalemia: 0,5 mEq de potássio/kg/hora.

Posologia para Grandes Animais


Bovinos e Equinos

• Suplemento em fluidos intravenosos, 20-40 mEq de potássio por litro de solução. Não

exceder a velocidade de 0,5 mEq/kg/hora por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.

Potássio, Fosfato de

Nomes comerciais e outros nomes

K-Phos ® Neutra-Phos-K ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Fosfato de Potássio (g)

Classificação funcional

Suplemento de fosfato

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de fósforo. O fosfato de potássio é usado na hipofosfatemia grave associada à

cetoacidose diabética. Também pode ser utilizado para acidificar a urina.

Indicações e Usos Clínicos

O fosfato de potássio é usado para reduzir a secreção renal de cálcio em pacientes propensos

a ter cálculos urinários e promover a formação de uma urina mais ácida. Esse medicamento

não deve ser usado como suplemento de potássio. Na maioria dos pacientes, o cloreto de

potássio é o suplemento de escolha para a hipocalemia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A administração intravenosa pode causar hipocalcemia.

Contraindicações e Precauções


Usar com cautela em animais com doença renal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.


Instruções de Uso

O principal uso de fosfato de potássio em animais é para acidificar a urina ou para o

tratamento da hipofosfatemia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de cálcio, potássio e fósforo nos animais tratados.

Formulações

O fosfato de potássio atualmente não está disponível em comprimidos [antes, havia

formulação de 500 mg, contendo 114 mg (3,7 mmol) de fósforo]. Soluções orais podem ser

feitas a partir do pó concentrado misturado com água para administração oral.

Também está disponível na forma injetável, contendo 224 mg de fosfato de potássio

monobásico e 236 mg de fosfato de potássio dibásico [3 mmol (93 mg])de fósforo] por

mililitro.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,03-0,12 mmol/kg/hora por via intravenosa para tratamento agudo.

• 0,1 mmol/kg/dia por via intravenosa para suplementação diária.

• 4 mg/kg de fósforo (aproximadamente 0,1 mmol/kg) por via oral, até 4 vezes/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.

Potássio, Gluconato de


Nomes comerciais e outros nomes

Kaon ® , Tumil-K ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Marcas genéricas

Classificação funcional

Suplemento de potássio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de potássio. Usado para o tratamento da hipocalemia. O gluconato de potássio

existe em uma forma anidro e uma forma monoidratada. Seis gramas de gluconato de

potássio anidro são equivalentes a 1 g de potássio; 6,45 g de potássio monoidratado são

equivalentes a 1 g de potássio. Um grama de gluconato de potássio é igual a 4,27 mEq de

potássio. Outros suplementos de potássio incluem cloreto de potássio, acetato de potássio,

bicarbonato de potássio e citrato de potássio.

Indicações e Usos Clínicos

O gluconato de potássio é usado para o tratamento da hipocalemia e da acidose tubular

renal. Os suplementos de potássio são indicados para tratar a hipocalemia. Pode ocorrer

hipocalemia em algumas doenças ou como consequência do uso de diuréticos. Na maioria

dos pacientes, o cloreto de potássio é o suplemento de escolha para a hipocalemia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode

acarretar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os

suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com insuficiência renal.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso


Um grama de gluconato de potássio fornece 4,27 mEq de potássio.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os níveis séricos de potássio. O nível normal de potássio está entre 4-5,5 mEq/L em

cães e 4,3-6 mEq/L em gatos. Monitore o ECG em pacientes que possam ser propensos a

arritmias.

Formulações

O gluconato de potássio está disponível em comprimidos de 2 mEq (equivalente a 500 mg

de gluconato de potássio).

Kaon ® elixir tem 20 mEq/mL de potássio (contendo 4,68 gramas de gluconato de

potássio).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

gluconato de potássio é hidrossolúvel.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5 mEq/kg a cada 12-24 horas por via oral.

Gatos

• 2-8 mEq/dia, fracionados em 2 vezes/dia por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não são necessários períodos de carência.

Potássio, Iodeto de


Nome comercial e outros nomes

Quadrinal ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Fungol (h) ,Iodeto de Potássio (g)

Classificação funcional

Antifúngico, expectorante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O iodeto de potássio é um suplemento de iodo. Também tem algumas propriedades

antimicrobianas, embora seu mecanismo de ação exato seja incerto. A atividade

antimicrobiana tem sido usada para o tratamento adjuvante da zigomicose, na

conidiobolomicose e no granuloma fúngico. O iodeto também é importante para a função

normal da tireoide e tem sido empregado para o tratamento de alguns distúrbios dessa

glândula. O iodeto de potássio pode ainda irritar o trato respiratório e é usado como

expectorante.

Indicações e Usos Clínicos

O iodeto de potássio tem sido usado para tratar a doença fúngica granulomatosa e infecções

associadas aos zigomicetos. Em pequenos animais, é utilizado na esporotricose. O tratamento

antifúngico tem sido questionado em animais, pois a eficácia não está estabelecida. Como

pode aumentar as secreções respiratórias, é utilizado como expectorante, mas tal eficácia

também não foi estabelecida. Em seres humanos, usa-se o iodeto para tratar o

hipertireoidismo, mas não foi estabelecido se é efetivo nesse contexto. O iodeto de potássio

também é usado para proteger a tireoide contra lesão radioativa no evento de uma

emergência de radiação (exposição acidental à radiação) ou após a administração de iodeto

radioativo.

O etilenodiamino di-hidroiodeto (EDDI) é outra fonte de iodeto utilizada como fonte

nutricional de iodo em bovinos. Ver mais informações no verbetes Iodeto de Sódio e Iodeto.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem desencadear sinais de iodismo, que incluem lacrimejamento, irritação

das mucosas, edemaciamento das pálpebras, tosse, pelagem ressecada com aspecto ruim e


perda de pelos. O iodeto de potássio tem sabor amargo e pode causar náuseas e salivação.

A administração de iodeto de potássio tem sido associada à cardiomiopatia em gatos. Seu

uso pode causar aborto em equinos e deformidades nos membros de potros.

Contraindicações e Precauções

Não administre a potros, fêmeas prenhes (é possível ocorrer aborto) e tampouco por via

intravenosa.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas conhecidas.

Instruções de Uso

O uso clínico em animais é principalmente empírico. As doses e indicações mencionadas não

foram testadas em ensaios clínicos. Outros fármacos com efeitos certificados devem ser

considerados como alternativas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O iodeto é administrado como uma solução saturada de iodeto de potássio de 1 g/mL ou de

65 mg/mL. Também tem sido administrado como uma solução de iodeto de potássio a

10%/solução de iodo a 5% por via oral com alimento. A solução saturada (1 g/mL) libera

38 mg por gota. Uma solução de iodeto de potássio a 10% libera 6,3 mg de iodeto por gota.

Também está disponível em comprimidos de 145 mg de iodo.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

congelar as soluções. O iodeto de potássio inorgânico é instável quando exposto à luz, ao

calor e a excesso de umidade.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Infecções fúngicas: começar com 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral, e aumentar

gradualmente para 25 mg/kg a cada 8 horas, pela mesma via.


• Tratamento de emergência após exposição à radiação: 2 mg/kg/dia por via oral.

• Expectorante: 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 10-15 g/dia (bovinos adultos) por via oral durante 30-60 dias.

• 5-10 g/dia (bezerros) por via oral durante 30-60 dias.

Como suplemento alimentar e outras indicações: ver as doses de EDDI no verbete

Iodeto e outras doses em Iodeto de Sódio).

Equinos

• 10-40 mg/kg/dia (ao usar iodeto de potássio inorgânico).

• 10-15 g/dia (equinos adultos) por via oral durante 30-60 dias.

• 5-10 g/dia (pôneis) por via oral durante 30-60 dias.

Ver as doses de EDDI em Iodeto e outras doses em Iodeto de Sódio.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco da presença de

resíduos, não há períodos de carência sugeridos.

Pradofloxacino

Nome comercial e outros nomes

Veraflox ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. O pradofloxacino é um antibacteriano da

nova geração das fluoroquinolonas. Essa nova geração de fluoroquinolonas, com

substituições na posição C-8 (p. ex., C-8 metóxi), tem como vantagem agir sobre um espectro

mais amplo, que inclui bactérias anaeróbicas e cocos Gram-positivos. A diferença no espectro

de atividade é causada em grande parte pela maior atividade sobre a DNA-girase das

bactérias Gram-positivas, mais que a atividade sobre a topoisomerase IV, o alvo das antigas

quinolonas (p. ex., enrofloxacino, marbofloxacino, orbifloxacino, difloxacino) nas bactérias

Gram-positivas. As fluoroquinolonas mais modernas (mencionadas por alguns autores como

as de terceira geração) incluem o gatifloxacino, o gemifloxacino e o moxifloxacino. Dados

sobre suscetibilidade indicam que o pradofloxacino é mais ativo que outras fluoroquinolonas

contra isolados bacterianos de cães e gatos, incluindo Escherichia coli, estafilococos e

anaeróbios. Durante a elaboração deste livro (2010), o pradofloxacino estava aprovado para

uso em pequenos animais na Europa, mas não nos EUA. Outro fármaco com espectro de

atividade semelhante é o moxifloxacino para uso humano, usado em situações clínicas nas

quais o pradofloxacino (Brasil: Avalox) seria uma escolha racional.

Indicações e Usos Clínicos

O pradofloxacino foi avaliado em cães e gatos, com estudos sobre a eficácia publicados em

resumos de pesquisa e relatos clínicos nos quais foi usado para tratar infecções cutâneas e de

tecidos moles em cães e gatos, infecções respiratórias em gatos e do trato urinário. Na dose

de 3 mg/kg, por via oral, foi efetivo para o tratamento de infecções do trato urinário em cães

e na dose de 3 ou 5 mg/kg foi efetivo sobre a pioderma canina. Na dose de 5 mg/kg em

uma suspensão oral a 2,5%, foi efetivo em infecções do trato urinário em gatos. Foi usado

para tratar efetivamente infecções causadas por Chlamydophila felis ou Mycoplasma em gatos

(5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, por 28 dias), embora não tenha sido mais efetivo que

a doxiciclina. Foi utilizado para tratar a rinite felina causada por Mycoplasma, Bordetella,

estreptococos ou estafilococos na dose de 5 mg/kg 1 vez/dia por 7 doses.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não se dispõe de uma variedade completa de reações adversas por causa do uso clínico

limitado. Espera-se que alguns dos efeitos colaterais observados com outras

fluoroquinolonas também sejam possíveis com o pradofloxacino. No entanto, em

comparação com o enrofloxacino, o pradofloxacino mostrou-se seguro em gatos quando

usado para lesões oftálmicas.

Contraindicações e Precauções

Não são conhecidas contraindicações ou precauções específicas. Por ser similar a outras

fluoroquinolonas, recomenda-se usar com cautela em cães jovens que possam ser


suscetíveis à lesão da cartilagem articular.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Os usos baseiam-se nos relatos clínicos atualmente disponíveis sobre seu emprego em cães e

gatos. No momento da venda, o fabricante pode liberar mais dados para orientar a posologia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não foram ainda estabelecidos pontos de perda de sensibilidade para o pradofloxacino pelo

Clinical and Laboratory Standards Institute. Nesse meio tempo, usar outras fluoroquinolonas

(p. ex., moxifloxacino) como guia para a suscetibilidade ao pradofloxacino.

Formulações

As formulações contêm pradofloxacino em uma suspensão oral a 2,5%.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Não usar em

animais produtores de alimentos. O uso de fluoroquinolonas sem prescrição nesses animais é


proibido.

Pralidoxima

Nomes comerciais e outros nomes

2-PAM e Protopam chloride ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A pralidoxima é uma oxima usada como adjunto da atropina para o tratamento de

intoxicações. A intoxicação por organofosforados resulta em inativação das enzimas

colinesterásicas e acúmulo excessivo de acetilcolina. A pralidoxima (também conhecida

como 2-PAM) é usada para reativar a acetilcolinesterase, promovendo a desfosforilação. A

pralidoxima é bem absorvida a partir da administração intramuscular, mas não atravessa a

barreira hematoencefálica. Após absorção, a meia-vida é curta, sendo necessário repetir a

administração várias vezes.

Indicações e Usos Clínicos

Usa-se a pralidoxima para o tratamento da toxicose por organofosforados. Administrar logo

após identificar a intoxicação. Também tem sido usada para tratar sobredoses de outros

anticolinesterásicos, como a neostigmina, a piridostigmina e o edrofônio.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A administração intramuscular causa dor. Injeções intravenosas rápidas podem culminar

em ligação do composto ao cálcio e causar espasmos musculares. Injeções rápidas também

podem causar problemas cardíacos e respiratórios. O uso durante a prenhez pode

ocasionar efeitos teratogênicos.

Contraindicações e Precauções


A intoxicação por carbamato não deve ser tratada com a pralidoxima. Não administrar

rapidamente por via intravenosa ou pode causar depressão respiratória e outros

problemas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, o uso de outros fármacos

deve ser evitado ao tratar intoxicações por organofosforados. Tais fármacos incluem

aminoglicosídeos, barbitúricos, tranquilizantes fenotiazínicos (acepromazina) e

bloqueadores neuromusculares.

Instruções de Uso

Diluir a formulação em solução de glicose antes da administração intravenosa. Dar

lentamente, por via intravenosa. Administrar atropina (0,1 mg/kg) ao usar a pralidoxima. A

recuperação do quadro de toxicose por organofosforados pode levar 48 horas. Ao tratar a

intoxicação, consultar um centro de controle de intoxicações para obter orientações mais

precisas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais de intoxicação por organofosforados para determinar se é necessário repetir

as doses. Monitore a frequência e o ritmo cardíacos, bem como a frequência respiratória. É

possível monitorar a atividade de colinesterases séricas para confirmar a intoxicação por

organofosforados.

Formulações

A pralidoxima está disponível em frascos de 1 g para ser reconstituído em 20 mL de água

(injeção de 50 mg/mL). O pH da solução é de 3,5-4,5.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em temperatura ambiente e protegido da luz. A solução reconstituída deve ser

armazenada a uma temperatura abaixo de 25 o C e protegida da luz. Descartar a solução

reconstituída após 3 horas.

Posologia para Pequenos Animais

• 20 mg/kg, até 50 mg/kg a cada 8-12 horas por via intramuscular ou intravenosa (dose

inicial lenta). Diluir em solução de glicose e infundir lentamente por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais


Bovinos, Ovinos e Suínos

• 20-50 mg/kg a cada 8 horas (administrados como solução a 10%), por via

intramuscular ou infusão intravenosa lenta, ou conforme necessário. A frequência pode

ser avaliada monitorando-se os sinais clínicos.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência em bovinos e suínos (não constam em bula): 6 dias para gado leiteiro e

28 dias para o de corte.

Praziquantel

Nomes comercais e outros nomes

Droncit ® e Drontal ® (combinação com febantel)

Medicamentos comercializados no Brasil

Cestox (h) , Cisticid (h) , Cestodan (v) , Vermpet (v) e várias outras associações veterinárias

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiparasitário. Sua ação sobre parasitos está relacionada com toxicidade neuromuscular e

paralisia decorrente da alteração da permeabilidade ao cálcio no parasito.

Indicações e Usos Clínicos

O praziquantel é amplamente usado para tratar infecções intestinais causadas por cestódeos

(Dipylidium caninum, Taenia pisiformis e Echinococcus granulosus) e para remoção e controle do

cestódeo canino Echinococcus multilocularis. Em gatos, é usado para a remoção dos cestódeos

Dipylidium caninum e Taenia taeniaeformis. Em equinos, é usado contra cestódeos

(Anoplocephala perfoliata).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Ocorrem vômitos com altas doses. Anorexia e diarreia transitória foram relatadas. É

seguro em animais prenhes e lactantes.

Contraindicações e Precauções

Evite usar em gatos com menos de 6 semanas de idade e cães com menos de 4 semanas.

O praziquantel tem sido seguro na prenhez.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O praziquantel é um dos antiparasitários de uso mais comum para o tratamento contra

cestódeos. Tem ampla margem de segurança. A maioria das formulações está disponível em

associação (p. ex., associação de praziquantel com o febantel, a ivermectina, a moxidectina).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O praziquantel está disponível em comprimidos de 23 e 34 mg e injeção de 56,8 mg/mL.

Também está disponível na forma de pastas e géis, inclusive em associação com outros

fármacos para equinos (p. ex., ivermectina, moxidectina, febantel).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Cães < 6,8 kg: 7,5 mg/kg, dose única, por via oral.

• Cães > 6,8 kg: 5 mg/kg, dose única, por via oral.

• Cães < 2,3 kg: 7,5 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.

• Cães com 2,7-4,5 kg: 6,3 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.

• Cães > 5 kg: 5 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.

Gatos (todas em doses únicas)


• < 1,8 kg: 11,4 mg/gato por via oral.

• 2,2 kg: 11,4 mg/gato por via subcutânea ou intramuscular.

• 2,3 a 4,5 kg: 22,7 mg/gato por via subcutânea ou intramuscular.

• 2,3 a 5 kg: 23 mg/gato, por via oral.

• > 5 kg: 34,5 mg/gato por via oral, ou 34,1 mg/gato por vias subcutânea ou

intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1,5-2,5 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Prazosina

Nome comercial e outros nomes

Minipress ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Minipress

Classificação funcional

Vasodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador alfa 1 -adrenérgico. A prazosina é um vasodilatador antagonista seletivo para o

receptor alfa1-adrenérgico, mas não é seletivo para alfa-1a ou alfa-1b. Sua ação é similar à

da fenoxibenzamina, mas produz menos taquicardia que os antagonistas não seletivos para

receptores tipo alfa. A prazosina diminui a tensão no músculo liso vascular arterial e venoso.

Relaxa a musculatura lisa, em especial dos vasos, sendo usado como vasodilatador relaxante

da musculatura lisa (ocasionalmente a musculatura uretral). Os adrenorreceptores alfa-1b


regulam o tônus vascular e os adrenorreceptores alfa-1a regulam o tônus da musculatura

lisa uretral. Para o relaxamento específico da musculatura urinária, os fármacos tansulosina

(Flomax ® ) e silodosina (Rapaflo ® ) são mais específicos para o receptor alfa-1a.

Indicações e Usos Clínicos

A prazosina tem sido usada em seres humanos para vasodilatação e para o tratamento da

hipertensão que não responde a outros medicamentos. Em medicina veterinária, tem sido

pouco usada para proporcionar vasodilatação equilibrada. Não há estudos controlados que

estabeleçam a eficácia e a posologia, e as indicações são derivadas do uso empírico e da

extrapolação do uso na medicina humana. Também tem sido usada experimentalmente em

equinos para melhorar a perfusão digital no tratamento da laminite. A administração a longo

prazo não é comum, pois pode desenvolver-se tolerância com o uso crônico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses causam vasodilatação e hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais com comprometimento da função cardíaca. Pode ocorrer

diminuição da pressão sanguínea e do débito cardíaco.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém associado com outros

vasodilatadores pode causar queda grave da pressão sanguínea.

Instruções de Uso

Titular a dose de acordo com a necessidade individual do paciente. Os resultados de

estudos clínicos em animais não foram relatados; portanto, o uso em animais (e as doses)

baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou empíricamente em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a hipotensão e taquicardia reflexa.

Formulações

A prazosina está disponível em cápsulas de 1, 2 e 5 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5-2 mg/animal (0,07 mg/kg, ou aproximadamente 1 mg por 15 kg) a cada 8-12

horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 3

Prednisolona, Acetato de

Nomes comerciais e outros nomes

Delta-Cortef ® , Prednis-Tabs ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Várias associações veterinárias

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-inflamatório glicocorticoide. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, porém, ao

ligar-se a receptores celulares de glicocorticoides, a prednisolona age inibindo células

inflamatórias e suprimindo a expressão de mediadores inflamatórios. A prednisolona é

aproximadamente quatro vezes mais potente que o cortisol e tem apenas um sétimo da


potência da dexametasona. A prednisolona está disponível na forma de base (em geral na

forma de comprimido) ou na de acetato injetável, que pode ser administrado por vias

intramuscular ou intra-articular.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros corticosteroides, a prednisolona é usada para tratar uma variedade de doenças

inflamatórias e imunomediadas. A seção sobre posologia relaciona uma variedade de doses

para terapia de reposição, terapia anti-inflamatória e imunossupressora. Os usos em grandes

animais incluem o tratamento de condições inflamatórias, especialmente distúrbios

musculoesqueléticos. Em equinos, a prednisolona tem sido usada para o tratamento da

obstrução recorrente da via respiratória (ORVR), antigamente conhecida como doença

pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Em bovinos, os corticosteroides são utilizados para o

tratamento da cetose. A prednisolona e a formulação trimeprazina (Temaril-P ® ) foi efetiva

para o tratamento do prurido em cães. Ver mais detalhes em Trimeprazina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia,

polidipsia/poliúria, alterações do comportamento e supressão do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal

(HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica, hepatopatia esteroidal,

diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio da tireoide e da síntese de proteína,

demora na cicatrização de feridas, maior risco de diabetes e imunossupressão. Podem

ocorrer infecções secundárias como resultado da imunossupressão e incluem

demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário.Em equinos, além dos

efeitos colaterais mencionados, pode haver maior risco de laminite, embora a

documentação desse efeito seja controvertida.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção

ou em animais em crescimento ou com feridas em processo cicatricial. Usar com cautela

também em pacientes com doença renal, pois a prednisolona pode causar azotemia. Use

ainda com cautela em animais prenhes, pois há relatos laboratoriais de anormalidades

fetais em roedores. Não administrar o acetato de prednisolona por via intravenosa. Em

algumas espécies – em particular equinos e gatos –, a prednisolona (a forma ativa) é

preferida para o tratamento oral (em vez da prednisona).

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)


aumenta o risco de lesão gástrica. Os corticosteroides podem inibir a conversão do

hormônio T4 na forma ativa T3.

Instruções de Uso

As doses de prednisolona variam muito e baseiam-se na gravidade da condição subjacente.

Para tratamento a longo prazo, as doses podem ser diminuídas para 0,5 mg/kg a cada 48

horas por via oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os

pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Fazer um teste de estimulação com

hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os

corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – em especial a fosfatase alcalina –

sem induzir hepatopatia. A prednisona pode causar leucocitose e linfopenia. Também pode

aumentar a albumina, a glicose, os triglicerídios e o colesterol. A administração de

corticosteroide pode diminuir a conversão dos hormônios da tireoide em sua forma ativa. A

prednisolona e a prednisona em altas doses por várias semanas podem causar proteinúria

significativa e alterações glomerulares em alguns cães.

Formulações

A prednisolona está disponível em comprimidos de 5 e 20 mg, xarope com 3 mg/mL e

suspensão injetável do acetato com 25 mg/mL (10 e 50 mg/mL no Canadá). A prednisolona

também está disponível em associação com trimeprazina (Temaril-P ® ). Ver mais informação

no verbete Trimeprazina.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

prednisolona é ligeiramente hidrossolúvel, porém é mais solúvel em etanol. Se diluída

primeiro em etanol, pode ser composta em formulações líquidas orais com boa estabilidade

por 90 dias. O acetato de prednisolona é insolúvel em água. Não congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou por via oral

inicialmente, em seguida a cada 48 horas.


• Imunossupressor: 2,2-6,6 mg/kg/dia, por via intramuscular ou via oral inicialmente, em

seguida diminuir para 2-3 mg/kg a cada 48 horas.

• Doença neurológica (que responda a esteroide): iniciar com 2 mg/kg a cada 12 horas,

po via oral por 2 dias; em seguida, diminuição gradual para 1 mg/kg, depois 0,5 mg/kg

e por fim 0,5 mg/kg em dias alternados.

• Terapia de reposição: 0,2-0,3 mg/kg/dia por via oral.

• Terapia do câncer (p. ex., protocolo COAP, para linfomas): 40 mg/m 2 a cada 24 horas

Gatos

por 7 dias, em seguida 20 mg/m 2 em dias alternados por via oral.

O mesmo para cães, exceto em condições que podem requerer o dobro da dose para cães.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Suspensão de acetato de prednisolona: dose total de 100-200 mg por via intramuscular.

• Comprimidos de prednisolona: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral. Diminuir

gradualmente até a dose mais baixa no caso de tratamento a longo prazo.

Bovinos

• Tratamento da cetose: dose total de 100-200 mg por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência do acetato de prednisolona em bovinos: 5 dias para animais de corte e

72 horas para os de leite (no Canadá).

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção.

Classificação RCI: 4

No Brasil, devido às diferentes formulações veterinárias disponíveis, consulte a bula para

as estimativas de períodos de carência. Nos estados Unidos, para estimativas dos períodos

de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-

2723).

Prednisolona, Succinato Sódico de


Nome comercial e outros nomes

Solu-Delta-Cortef ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O succinato sódico de prednisolona é o mesmo que a prednisolona, exceto por ser uma

formulação hidrossolúvel destinada à terapia aguda quando são necessárias altas doses

intravenosas para efeito rápido.

Indicações e Usos Clínicos

O succinato sódico de prednisolona tem usos similares aos da prednisolona em outras

formas, exceto por ser usado quando é necessária resposta imediata a uma injeção,

especialmente em altas doses. O succinato sódico de metilprednisolona (Solu-Medrol ® )

também tem sido usado para indicações semelhantes. Entre os usos, inclui-se o tratamento

de doenças imunomediadas (p. ex., pênfigo, anemia hemolítica), traumatismo da medula

espinhal e insuficiência adrenocortical. O uso em grandes animais inclui o tratamento de

condições inflamatórias e da obstrução recorrente da via respiratória (ORVR) em equinos.

Em bovinos, os corticosteroides têm sido usados para o tratamento da cetose. O uso de

prednisolona para tratar choque, mordidas de cobra e traumatismo craniano é

desestimulado, pois sua eficácia não está comprovada ou pelo alto risco de efeitos colaterais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não se espera que haja efeitos colaterais com uma única administração. Entretanto, com

o uso repetido, outros efeitos colaterais são possíveis. Os efeitos colaterais dos

corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria e supressão do eixo

hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica,

diarreia, hepatopatia esteroidal, diabetes melito, hiperlipidemia, diminuição de hormônio

tireoidiano e da síntese de proteína, comprometimento da cicatrização de feridas e

imunossupressão. Em gatos, a poliúria é menos comum que em cães e não há aumento da

excreção de cálcio ou cálculos contendo cálcio. Com altas doses de succinato sódico de


prednisolona, há risco de sangramento gástrico. Em equinos, além dos efeitos colaterais já

mencionados, pode ocorrer risco mais elevado de laminite, embora a documentação

desse efeito seja controvertida.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção

ou em animais cujo crescimento ou cicatrização sejam necessários. Usar com cautela

também sódico em pacientes com doença renal, pois pode causar azotemia. Use com

cautela em animais prenhes já que há relatos laboratoriais de anormalidades fetais em

roedores.

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)

aumenta o risco de lesão gástrica. Não misture succinato sódico de prednisolona com

soluções que contenham cálcio.

Instruções de Uso

As doses de prednisolona baseiam-se na gravidade da causa subjacente. O uso de succinato

sódico de prednisolona em geral é feito em altas doses para o tratamento agudo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os

pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize o teste de estimulação com

hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os

corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – especialmente a fosfatase alcalina

– sem induzir hepatopatia. A prednisolona pode causar leucocitose e linfopenia. Pode

aumentar também a albumina sérica, a glicose, os triglicerídios e o colesterol. A

administração de corticosteroide pode diminuir a conversão dos hormônios da tireoide em

sua forma ativa. A prednisolona e a prednisona em altas doses por várias semanas podem

causar proteinúria significativa e alterações glomerulares em alguns cães.

Formulações

O succinato sódico de prednisolona está disponível em frascos de 100 e 500 mg para

injeção (10, 20 e 50 mg/mL). Para algumas indicações, o succinato sódico de

metilprednisolona (Solu-Medrol ® ) foi substituído.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

succinato sódico de prednisolona deve ser usado imediatamente após a reconstituição. Não

congele. Se a solução ficar turva, não administrar por via intravenosa.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Choque: (a efetividade desse uso é controversa) 15-30 mg/kg por via intravenosa

(repetir em 4-6 horas).

• Traumatismo do SNC: 15-30 mg/kg por via intravenosa, diminuir até 1-2 mg/kg a cada

12 horas.

• Anti-inflamatória: 1 mg/kg/dia por via intravenosa.

• Terapia de reposição: 0,25-0,5 mg/kg/dia por via intravenosa.

• Tratamento intermitente (terapia de pulso) do pênfigo foliáceo: 10 mg/kg por via

intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou intravenosa. A dose

intravenosa deve ser dada lentamente durante 30-60 segundos.

• Tratamento do choque: embora a eficácia para tratar o choque não esteja estabelecida,

as doses recomendadas são de 15-30 mg/kg por via intravenosa; repetir a dose em 4-6

horas.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 4

Prednisona

Nomes comerciais e outros nomes

Deltasone ® , Meticorten ® e marcas genéricas


Medicamentos comercializados no Brasil

Meticorten (h) , Prednisona (g)

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anti-inflamatório glicocorticoide. O efeito da prednisona é atribuído à prednisolona. Após

administração, a prednisona é convertida em prednisolona. Os efeitos anti-inflamatórios são

complexos, porém, ocorrem por meio da ligação com receptores celulares de glicocorticoides,

inibindo assim células inflamatórias e suprimindo a expressão de mediadores inflamatórios.

A prednisolona é aproximadamente quatro vezes mais potente que o cortisol, mas tem

apenas um sétimo da potência da dexametasona. A prednisona parece ser mais bem

absorvida e convertida no fármaco ativo em cães. No entanto, em equinos e gatos, a

administração de prednisona resulta em baixos níveis sistêmicos do fármaco ativo

prednisolona, por causa da má absorção da prednisona ou de uma deficiência na conversão

desta em prednisolona.

Indicações e Usos Clínicos

Como outros corticosteroides, a prednisona é usada para tratar uma variedade de doenças

inflamatórias e imunomediadas. Em gatos, a prednisona pode promover falhas terapêuticas,

e a prednisolona (fármaco ativo) é preferida. As doses para grandes animais variam (como no

caso da prednisolona), porém, por causa da baixa atividade em equinos, seu uso não é

estimulado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia,

polidipsia/poliúria, alterações do comportamento e supressão do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal

(HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica, diarreia, hepatopatia,

diabetes, hiperlipidemia, diminuição de hormônio da tireoide e da síntese de proteína,

demora na cicatrização de feridas e imunossupressão. Podem ocorrer infecções

secundárias como resultado da imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose,

infecções fúngicas e do trato urinário.

Contraindicações e Precauções


Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção

ou em animais em crescimento ou com feridas que precisam cicatrizar. Use com cautela

também em pacientes com doença renal, pois pode causar azotemia. Use com cautela

ainda em animais prenhes, pois há relatos laboratoriais de anormalidades fetais em

roedores.

Interações Medicamentosas

A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)

aumenta o risco de lesão gástrica. Os corticosteroides podem inibir a conversão do

hormônio da tireoide T4 na forma ativa T3.

Instruções de Uso

Como no caso da prednisolona, as doses variam muito e baseiam-se na gravidade da

condição subjacente. Para tratamento a longo prazo, as doses podem ser diminuídas para

0,5 mg/kg a cada 48 horas por via oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os

pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize um teste de estimulação com

hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os

corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – em especial a fosfatase alcalina –

sem induzir hepatopatia. A administração de corticosteroide pode diminuir a conversão dos

hormônios da tireoide em sua forma ativa.

Formulações

A prednisolona está disponível em comprimidos de 1, 2,5, 5, 10, 20, 25 e 50 mg, xarope

com 1 mg/mL (Liquid Pred ® em álcool a 5%), solução oral de 1 mg/mL (em álcool a 5%) e

suspensão injetável de prednisona com 10 e 40 mg/mL (Meticorten ® ; a disponibilidade é

limitada).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

prednisona é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol. É preparada primeiro

dissolvendo-se em etanol e, em seguida, misturando com xaropes e palatabilizantes. Não

ocorre perda, mas a cristalização é comum em veículos aquosos. Os comprimidos de

prednisona têm sido triturados e misturados com xaropes e outros palatabilizantes, e quando

armazenados por 60 dias, descobriu-se que produzem igual biodisponibilidade que os


comprimidos para seres humanos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por vias intravenosa, intramuscular

ou via oral inicialmente, em seguida a cada 48 horas.

• Imunossupressor: 2,2-6,6 mg/kg/dia, por vias intravenosa, intramuscular ou oral

inicialmente, em seguida diminuir para 2-3 mg/kg a cada 48 horas.

• Terapia de reposição: 0,2-0,3 mg/kg/dia por via oral.

• Doença neurológica (que responda a esteroide): iniciar com 2 mg/kg a cada 12 horas

por via oral por 2 dias; em seguida, diminuição gradual para 1 mg/kg, depois 0,5 mg/kg

e por fim 0,5 mg/kg em dias alternados.

• Terapia do câncer (p. ex., protocolo COAP, para linfomas): 40 mg/m 2 a cada 24 horas

Gatos

por 7 dias, em seguida 20 mg/m 2 em dias alternados por via oral.

Não recomendada para gatos, por causa da impossibilidade de formar o metabólito ativo. No

entanto, caso utilizada, serão necessárias doses mais altas que as empregadas em cães.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Suspensão de prednisona (Meticorten ® ) (dose recomendada em bula): 100-400 mg

por equino (0,22-0,88 mg/kg) em dose única, por via intramuscular, a ser repetida a

cada 3-4 dias. Não foram mencionadas doses orais para equinos, por causa da

impossibilidade do tratamento oral em proporcionar concentrações ativas de

prednisolona.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 4


Pregabalina

Nome comercial e outros nomes

Lyrica ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Lyrica (h)

Classificação funcional

Analgésico, anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Analgésico e anticonvulsivante. A pregabalina tem ação similar à da gabapentina, que é

análoga ao neurotransmissor inibitório GABA. No entanto, como a gabapentina, não é um

agonista ou antagonista do receptor do GABA. O efeito anticonvulsivante ocorre via inibição

dos canais de cálcio nos neurônios. A pregabalina inibe a subunidade alfa-2-delta (α2δ) do

canal de cálcio dependente de voltagem do tipo N dos neurônios. Assim, reduz o influxo de

cálcio necessário para a liberação de neurotransmissores – especificamente aminoácidos

excitatórios – a partir de neurônios pré-sinápticos. O bloqueio dos canais tem pouco efeito

sobre os neurônios normais, porém pode suprimir neurônios envolvidos na atividade

convulsiva e em algumas formas de dor. Em humanos, a pregabalina tem melhor absorção

oral e meia-vida mais longa que a gabapentina. A meia-vida da pregabalina em cães é de

aproximadamente 7 horas, em comparação com as 3-4 horas da gabapentina, e permanece

acima dos níveis efetivos estimados por 11 horas após a administração. Em gatos, após uma

dose oral de 4 mg/kg, as concentrações plasmáticas ficaram acima dos níveis estimados

como efetivos por mais de 12 horas, com meia-vida de 10 horas. A pregabalina sofre

excreção renal, provavelmente em maior quantidade do que a gabapentina.

Indicações e Usos Clínicos

Em seres humanos, a progabalina é popular para o tratamento das síndromes de dor

neuropática associadas ao diabetes, à neuralgia pós-herpética e à fibromialgia. Também é

utilizada como anticonvulsivante. Como analgésico em animais, tem sido usada para tratar a

dor neuropática que não responde aos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ou

opiáceos. Pode ser associada com outros agentes. Quando usada para tratar a epilepsia,

reduz a frequência das convulsões em pacientes refratários se associada ao fenobarbital e ao

brometo de potássio. Portanto, é medicamento a ser considerado em conjunto com outros


anticonvulsivantes quando as convulsões tornam-se refratárias a outros fármacos. Para

tratar a dor, os esquemas são derivados principalmente de evidência não comprovada ou

extrapolação da medicina humana.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Sedação e ataxia são efeitos colaterais relatados que podem ocorrer com doses altas como

de 3-4 mg/kg. À medida que a dose aumenta em cães, a sedação é mais provável. Em

seres humanos, foi descrita uma síndrome de abstinência após interrupção abrupta da

administração, mas não há relatos a respeito disso em animais.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações conhecidas. Como a gabapentina, a pregabalina é excretada na

urina, e não se espera que hepatopatias ou interações metabólicas do fármaco afetem sua

farmacocinética. A ligação com proteína é baixa. Em seres humanos, foi empregada com

outros anticonvulsivantes e anestésicos sem ocorrer interação farmacocinética.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas que afetem a farmacocinética da

pregabalina.

Instruções de Uso

A pregabalina pode ser administrada com ou sem alimento. Tem sido usada em alguns

animais com outros fármacos, como o fenobarbital e o brometo de potássio. Também tem

sido utilizada para tratar síndromes de dor neuropática que pode ser utilizada com AINEs e

opioides.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. A estimativa rotineira das concentrações

plasmáticas não está disponível em ampla escala, mas as concentrações em seres humanos

(2,8-8,2 mcg/mL) têm sido usadas como uma orientação. Em alguns cães, podem ser

observados aumentos discretos nas enzimas hepáticas durante o tratamento.

Formulações

A pregabalina está disponível em cápsulas de 25, 50, 75, 100, 150, 200, 225 e 300 mg e

solução oral de 20 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Dose anticonvulsivante: 2 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Iniciar com uma dose baixa

e aumentar gradualmente para a dose máxima tolerada de 3-4 mg/kg por via oral.

• Dor neuropática: começar com 4 mg/kg a cada 12 horas via oral, e aumentar a dose

gradualmente, se necessário.

Gatos

• Dose anticonvulsivante ou dor neuropática: começar com 2 mg/kg a cada 12 horaspor

via oral, e aumentar para 4 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

A pregabalina é uma substância controlada do Esquema V. Os períodos de carência não

foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, a pregabalina está listada como

substância sujeita a controle especial (lista C1) sujeita a receita especial em duas vias. Para

estimativas dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Primidona

Nomes comerciais e outros nomes

Mylepsin ® , Neurosyn ® e Mysoline ® (no Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Primid (h)

Classificação funcional


Anticonvulsivante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anticonvulsivante. A primidona é convertida em feniletilmalonamida e fenobarbital, ambos

com atividade anticonvulsivante, mas é provável que a maior parte da atividade (85%) se

deva ao fenobarbital, que age potencializando os efeitos inibitórios dos canais de cloreto

mediados pelo GABA.

Indicações e Usos Clínicos

A primidona é usada para tratar distúrbios convulsivos em animais, inclusive a epilepsia. Os

efeitos da primidona são produzidos principalmente pela formação do metabólito ativo, o

fenobarbital. Embora seja possível que alguns pacientes com epilepsia refratários ao

fenobarbital isoladamente respondam melhor à primidona, o número de tais casos é baixo. A

primidona está aprovada para uso em cães, mas seu uso diminuiu em favor da

administração de fenobarbital, brometo ou outros anticonvulsivantes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como a primidona é convertida em fenobarbital, os efeitos colaterais são os mesmos do

fenobarbital. A primidona foi associada a hepatotoxicidade idiossincrásica em cães.

Embora algumas bulas alertem quanto ao seu uso em gatos, um estudo com esses animais

de experimentação determinou que é segura se utilizada nas doses recomendadas.

Contraindicações e Precauções

Pode haver maior risco de toxicidade hepática com a primidona, em comparação com

outros anticonvulsivantes. A primidona deve ser evitada em animais com hepatopatias.

Interações Medicamentosas

A primidona é convertida em fenobarbital, um dos fármacos mais potentes em promover

induzição enzimática microssomal hepática. Portanto, muitos fármacos administrados

simultaneamente terão suas concentrações mais baixas (e talvez subterapêuticas) por

causa da biotransformação mais rápida. Os fármacos afetados podem incluir teofilina,

digoxina, corticosteroides, anestésicos e muitos outros (ver no Apêndice a lista de

fármacos que afetam as enzimas do citocromo P450).

Instruções de Uso


As recomendações são similares às do fenobarbital. Ao monitorar a terapia com primidona, as

concentrações plasmáticas de fenobarbital devem ser medidas para se estimar o efeito

anticonvulsivante. Ao mudar o tratamento de um paciente com primidona para

fenobarbital, a conversão é a seguinte: 60 mg de fenobarbital correspondem a

aproximadamente 250 mg de primidona.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As doses devem ser cuidadosamente ajustadas de acordo com o monitoramento das

concentrações séricas/plasmáticas de fenobarbital. Coleta-se uma amostra a qualquer

momento no intervalo da administração, pois é quando ela não é crítica. Evite o uso de

dispositivos de separação do plasma se for preciso guardar o tubo. A faixa terapêutica em

cães é considerada de 15-40 mcg/mL (65-180 mmol/L). A faixa ideal em gatos para efeito

terapêutico é de 23-28 mcg/mL. Monitore a função hepática com determinações dos

ácidos biliares.

Formulações

A primidona está disponível em comprimidos de 50 e 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 8-10 mg/kg a cada 8-12 horas como dose inicial via oral, em seguida ajustar de acordo

com o monitoramento para 10-15 mg/kg a cada 8 horas.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, a

primidona está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a receita de

controle especial em duas vias. Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula,

contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).


Classificação RCI: 3

Proclorperazina, Edisilato + Iodeto de Isopropamida, Maleato de

Proclorperazina + Iodeto de Isopropamida

Nome comercial e outros nomes

Darbazine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiemético, antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Associação contendo edisilato de proclorperazina (forma injetável) ou maleato de

proclorperazina (forma oral) com isopropamida (iodeto de isopropamida). A clorpromazina é

um antagonista da dopamina de ação central (antiemético); a isopropamida é um

anticolinérgico (tem efeitos semelhantes aos da atropina).

Indicações e Usos Clínicos

A proclorperazina é uma fenotiazina usada para controlar vômitos; a isopropamida é um

anticolinérgico usado para diminuir a motilidade e as secreções do trato gastrointestinal.

Seu uso não é comum por causa da baixa disponibilidade das formulações e da falta de

eficácia comprovada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos a cada componente. A proclorperazina tem efeitos

semelhantes aos das fenotiazinas, descritas em maiores detalhes na monografia sobre a

proclorperazina. A isopropamida pode ter efeitos atribuídos à estimulação anticolinérgica

excessiva (antimuscarínica) e inclui íleo, retenção urinária, taquicardia, xerostomia (boca

seca) e alterações do comportamento. Tratar sobredoses com fisostigmina.

Contraindicações e Precauções


O uso de antimuscarínicos está contraindicado em animais com gastroparesia e deve ser

feito com cautela naqueles com diarreia.

Interações Medicamentosas

A isopropamida interfere na ação dos colinérgicos ou de fármacos que promovam a

motilidade (p. ex., metoclopramida). A proclorperazina potencializa outros sedativos.

Instruções de Uso

Essa associação deve ser usada com cautela, especialmente ao considerar-se repetição das

doses, em animais com doença intestinal. Pode acarretar íleo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O edisilato de proclorperazina + iodeto de isopropamida está disponível em cápsulas de

3,33 mg de proclorperazina e 1,67 mg de isopropamida, e o maleato de

proclorperazina + iodeto de isopropamida está disponível em solução injetável contendo

4 mg de proclorperazina e 0,28 mg de isopropamida por mililitro.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 0,14-0,2 mL/kg a cada 12 horas, por via subcutânea.

Cães

• 0,14-0,2 mL/kg a cada 12 horas, por via subcutânea.

• 2-7 kg de peso corporal: 1 cápsula a cada 12 horas, por via oral.

• 7-13 kg de peso corporal: 1-2 cápsulas a cada 12 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais


Não há registro de doses para grandes animais. O uso é desestimulado pois a isopropamida

pode diminuir a motilidade gástrica (timpanismo).

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Classificação RCI: 2

No Brasil, a proclorperazina, edisilato + iodeto de isopropamida, maleato de

proclorperazina + iodeto de isopropamida está listada como substância de controle

especial (lista C1) sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Proclorperazina, Edisilato e Maleato de

Nome comercial e outros nomes

Compazine ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiemético, fenotiazina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Fenotiazina. Antagonista da dopamina (D2) de ação central. A proclorperazina está

relacionada com outros antieméticos fenotiazínicos como a clorpromazina. A

proclorperazina suprime a atividade da dopamina no SNC, ocasionando sedação e

prevenindo a ocorrência de vômitos. A ação antiemética também pode estar relacionada

com efeitos bloqueadores sobre receptores alfa 2 e muscarínicos. Há duas formulações do sal

de proclorperazina: o edisilato de proclorperazina e o maleato de proclorperazina. Elas são

terapeuticamente equivalentes. Outras fenotiazinas incluem a clorpromazina, a

perfenazina, a promazina, a trifluoperazina e a triflupromazina.

Indicações e Usos Clínicos


A proclorperazina é usada para sedação, tranquilização e como antiemético. Em seres

humanos, também é usada para tratar a esquizofrenia e a ansiedade não psicótica. O uso em

animais deriva principalmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos.

Não há estudos bem controlados ou ensaios sobre a eficácia que documentem a efetividade

clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A proclorperazina causa sedação e outros efeitos colaterais atribuídos a outras

fenotiazinas. Também tem efeitos colaterais extrapiramidais (movimentos musculares

involuntários) em alguns indivíduos. Graças às propriedades bloqueadoras do receptor

alfa, pode acarretar vasodilatação e hipotensão.

Contraindicações e Precauções

Como outras fenotiazinas, é contraindicada em alguns distúrbios do SNC. Pode baixar o

limiar convulsivo em animais suscetíveis.

Interações Medicamentosas

A proclorperazina pode potencializar outros sedativos.

Instruções de Uso

A proclorperazina é usada principalmente como antiemético em animais. Não se dispõe de

ensaios clínicos; as doses baseiam-se primordialmente na extrapolação e na experiência não

comprovada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A proclorperazina está disponível em comprimidos de 5, 10 e 25 mg (maleato de

proclorperazina), solução oral de 1 mg/mL e injeção de 5 mg/mL (edisilato de

proclorperazina).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A


proclorperazina é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol. No entanto, a forma

maleato é mais insolúvel em água. O edisilato de proclorperazina pode ser misturado com

líquidos como água destilada para injeção. Uma coloração um tanto amarelada pode não

afetar sua potência, mas, se houver precipitados branco-leitosos no frasco, não use.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,1-0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular, intravenosa ou por via

subcutânea.

• 0,15-0,35 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

No Brasil, a proclorperazina está listada como substância de controle especial (lista C1)

sujeita a receita de controle especial em duas vias.

Propiltiouracil

Nomes comerciais e outros nomes

Propyl-Thyracil ® , PTU e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Propil (h)

Classificação funcional

Antireoidiano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antireoidiano. O propiltiouracil inibe a síntese dos hormônios da tireoide; especificamente,

interfere na conversão de T4 em T3.

Indicações e Usos Clínicos

O propiltiouracil tem sido usado para o tratamento do hipertireoidismo felino. Devido aos

efeitos colaterais, seu uso na maioria dos gatos foi substituído pelo do metimazol ou do

carbimazol. A única indicação restante para o propiltiouracil em animais é para o tratamento

de uma “crise tireoidiana” aguda, pois inibe rapidamente a conversão de T4 em T3, o que o

metimazol não faz.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais em gatos incluem hepatopatia, anemia hemolítica, trombocitopenia e

outros sinais de doença imunomediada. Caso esses sinais sejam observados, deve-se

trocar a medicação por outro agente antitireoidiano.

Contraindicações e Precauções

Não usar em gatos com contagens plaquetárias baixas ou problemas de sangramento.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Evite o uso do propiltiouracil devido à frequência de efeitos colaterais. Podem ser usados

outros fármacos substitutos, como o metimazol ou o carbimazol.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma completo em busca de evidência de anormalidades hematológicas.

Monitore os níveis de T4 para avaliar a terapia.

Formulações

O propiltiouracil está disponível em comprimidos de 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O


propiltiouracil é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD,1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Propionato de Fluticasona

Nome comercial e outros nomes

Flovent

Medicamentos comercializados no Brasil

Flixonase (h) , Flixotide (h) , Fluticaps (h) , entre outros

Classificação funcional

Corticosteroide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Potente glicocorticoide anti-inflamatório, com potência 18 vezes maior que a da

dexametasona. Em pacientes com doenças inflamatórias das vias aéreas, os glicocorticoides

exercem efeitos potentes sobre a mucosa brônquica. Os glicocorticoides ligam-se aos

receptores específicos nas células e inibem a transcrição de genes para a síntese de

mediadores (citocinas, quimiocinas, moléculas de adesão) envolvidos na inflamação das vias

aéreas. A diminuição na síntese dos mediadores inflamatórios, tais como as prostaglandinas,

leucotrienos e fator de ativação plaquetária, causada pelos glicocorticoides, também pode ser

importante. Os glicocorticoides também exercem um papel no aumento da ação dos

agonistas adrenérgicos sobre os receptores beta2 da musculatura lisa brônquica, pela


modificação do receptor ou pelo maior relaxamento muscular depois de ligado a ele. Os

corticosteroides também podem prevenir a regulação negativa dos receptores beta2. Os

corticosteroides tópicos (inalados), como fluticasona ou budesonida, são usados para evitar

efeitos sistêmicos. Eles têm tipicamente altos efeitos de primeira passagem e baixa exposição

sistêmica se engolidos. Devido aos baixos efeitos sistêmicos, a fluticasona produz menos

efeitos esteroidais que a prednisolona, tais como efeitos sobre o consumo de água, o apetite e

a imunidade sistêmica.

Indicações e Usos Clínicos

A fluticasona é usada como corticosteroide inalado (tópico) para o tratamento de doenças

das vias aéreas. Seu uso é estabelecido, sobretudo para gatos, mas também pode ser usada

para cães, equinos ou outros animais nos quais um adaptador especial possa ser usado para

liberar o medicamento via inalador com dosímetro. Em cães e gatos, o uso mais comum é

para doenças inflamatórias das vias aéreas, como asma, bronquite ou broncoespasmo. Por

exemplo, se em gatos forem realizadas duas aspersões ao dia de um potente corticosteroide

inalatório (p. ex., budesonida, fluticasona), e 5-7 aspirações forem efetuadas (10 segundos)

em um inalador com espaçador, pode-se reduzir a necessidade de prednisolona oral em

gatos com asma felina. Quando as doses foram comparadas experimentalmente em gatos, a

baixa dose de 44 μg 2 vezes ao dia foi tão eficaz quanto 110 ou 220 μg, 2 vezes ao dia.

Em equinos, o uso mais comum é na obstrução recorrente das vias aéreas,

anteriormente chamada de doença obstrutiva pulmonar crônica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Embora a absorção sistêmica da fluticasona seja lenta, sempre ocorrerá alguma exposição

aos animais. Efeitos colaterais podem ocorrer, mas não se espera que sejam tão graves

como os dos corticosteroides sistêmicos. Espera-se que ocorra supressão adrenal depois de

descontinuado o tratamento (supressão da resposta do ACTH), mas pode ser recuperada

após suspensão do tratamento.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes com infecções do trato oral ou respiratório visto que pode

ocorrer imunossupressão.

Interações Medicamentosas

Alguns efeitos sistêmicos são possíveis, mas mínimos. A administração de corticosteroides

com alguns medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) aumentará o risco

de lesão gástrica.


Instruções de Uso

O uso baseia-se na administração de fluticasona para o tratamento de doenças das vias

aéreas. É liberada por inalador com dosímetro. Estes inaladores podem ser usados em

animais, se forem feitas adaptações especiais, como o dispositivo espaçador, disponível para

uso em pediatria ou para gatos e equinos. Ao tratar cães e gatos, as doses listadas na seção de

posologia podem ser empregadas inicialmente e depois ajustadas dependendo da resposta.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.

Monitore os pacientes para sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação

com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. A fluticasona,

ainda que tenha mínima absorção sistêmica, pode suprimir a resposta do ACTH.

Formulações

Inalador com dosímetro em 44, 110 ou 220 μg por inalação.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente original (inalador com dosímetro). Não fure o recipiente ou tente

remover o medicamento do recipiente pressurizado. A estabilidade das formulações

compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

Comece com 220 μg por dose, a cada 12 horas.

Gatos

Comece com 44 μg por dose (uma aspiração por inalador de 44 μg) 2 vezes ao dia. Aumente

a dose, se necessário, para 110 μg, então para 220 μg.

Equinos

1.300-2.600 μg por cavalo (6-12 inalações de um inalador de 220 μg) 2 vezes ao dia.

Informações sobre Restrição Legal

Não há, nos EUA, períodos de carência estabelecidos.


Classificação RCI: não estabelecida

Propofol

Nome comerciais e outros nomes

Rapinovet ® , Propoflo ® (preparações para uso veterinário) e Diprivan ® (preparação para

uso humano)

Medicamento comercializado no Brasil

Diprivan (h)

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico. O mecanismo de ação não está bem definido, mas pode ser semelhante ao dos

barbitúricos. O propofol produz anestesia de curta ação (10 minutos), seguida por uma

recuperação rápida e suave. A formulação original continha propofol em óleo de rícino e

outras formulações continham óleo de soja, glicerol e fosfatídeo de ovo purificado. A

formulação mais nova contém 1% de propofol em uma emulsão que mistura triglicerídios de

cadeias média e longa, os quais acarretam encapsulação e menor concentração de propofol

livre.

Indicações e Usos Clínicos

O propofol é usado como anestésico injetável de curta ação. Pode ser usado como agente de

indução, seguido de inalantes como o halotano ou o isofluorano. A vantagem do propofol

sobre outros agentes é a recuperação rápida e suave. Pode ser usado com acepromazina,

diazepam, agonistas alfa-2 (p. ex., dexmedetomidina), butorfanol e anestésicos inalatórios.

Um uso adicional de propofol é para o tratamento do estado epiléptico. Foi usado com

segurança e efetividade para indução e procedimentos cirúrgicos de curta duração.

Também é apropriado para procedimentos que requerem episódios anestésicos repetidos em

cães e gatos, sem ocasionar efeitos adversos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Apneia e depressão respiratória são os efeitos colaterais mais comuns, que são mais

prováveis quando a dose é aumentada. O propofol pode induzir uma depressão

cardiovascular dependente de dose, mas a gravidade de eventos cardíacos adversos em

geral é baixa. Entretanto, o propofol pode induzir vasodilatação, que pode ser minimizada

pela suplementação com líquidos intravenosos. O propofol pode causar movimentos

musculares espontâneos (bater de patas, tremores, rigidez muscular), respiração

ofegante, nistagmo, salivação e retração da língua em alguns animais (incidência de 3-

7%). Reações adversas menos frequentes incluem vômitos durante a recuperação e dor.

A dor após injeção ocorre em pessoas, porém é menos comum em cães. A dor decorrente

da injeção é causada pelo propofol livre na formulação e menor nas formulações mais

novas. Fármacos fenólicos como o propofol têm o potencial de causar dano oxidativo à

hemoglobina em gatos, devido à alta concentração de grupos sulfidrila oxidáveis nos

eritrócitos dessa espécie (levando à formação de corpúsculos de Heinz e metahemoglobinemia).

Contudo, isso não foi um problema consistente com o uso clínico de

rotina, tendo havido episódios anestésicos repetidos com segurança em gatos.

Contraindicações e Precauções

O propofol pode induzir apneia, hipoxia e cianose após a indução. Deve-se dispor de

oxigênio suplementar para evitar efeitos colaterais. Não administrar a animais com

hipotensão. Quando o propofol é usado para sedar animais para teste cutâneo

intradérmico, pode acarretar várias reações positivas.

Interações Medicamentosas

O propofol pode ser usado com vários outros anestésicos e adjuvantes com toda a

segurança. Já foi associado ao tiopental sódico (a 2,5%) em uma proporção de 1:1, sem

perda da efetividade. Entretanto, não deve ser misturado com outros anestésicos na

mesma seringa, a menos que a compatibilidade seja conhecida.

Instruções de Uso

Agite bem antes de usar. Empregue técnica asséptica para a administração. O propofol pode

ser diluído em glicose a 5%, solução de Ringer lactato e solução fisiológica a 0,9%, mas não

em uma concentração menor do que de 2 mg/mL. O tempo de ação central é de

aproximadamente 3 minutos; portanto, o efeito sobre o sistema nervoso central (SNC)

demora durante a injeção. Ao ser usado com outros fármacos (acepromazina, barbitúricos,

opiáceos etc.), devem ser administradas doses baixas. Pode-se usar uma mistura 1:1 de

tiopental (a 2,5%) e propofol em cães, para indução leve.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e as características respiratórias durante a anestesia com propofol.


Formulações

O propofol está disponível em ampolas de 20 mL a 1% (10 mg/mL) para injeção.

Estabilidade e Armazenamento

Agite bem antes de usar. Descartar a ampola aberta até 6 horas depois. Usar técnica

cuidadosa para evitar contaminação microbiana do frasco. O propofol foi misturado com

tiopental sódico na proporção de 1:1, pois são compatíveis física e quimicamente, não

misturar com outros fármacos, a menos que a compatibilidade seja conhecida. O pH do

propofol é de 7-8,5. Proteger da luz. Guardar em temperatura de 4-22 o C. Não congele.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 6,6 mg/kg por via intravenosa lentamente durante 60 segundos. Se necessário, pode-se

administrar uma dose adicional de 0,5-1 mg/kg para intubação. Embora a faixa típica

necessária para indução seja de 5-7 mg/kg por via intravenosa, a maioria das induções

pode ser feita com 3,7 (±1,5) mg/kg. Se tiver sido feita pré-medicação com agonistas

alfa-2 (p. ex., dexmedetomidina), pode-se usar uma dose mais baixa de 3 mg/kg.

• Infusão taxa de constante (ITC): 5 mg/kg lentamente por via intravenosa, seguidos por

100-400 mcg/kg/min (ou 6-24 mg/kg/hora).

• Estado epiléptico: 1-6 mg/kg por via intravenosa (até obter efeito), seguidos por ITC de

0,1-0,6 mg/kg/min.

Gatos

• Indução anestésica: 7 mg/kg por via intravenosa lentamente. (Se administrado com o

midazolam, a necessidade de propofol citada pode ser reduzida até 25%.)

• ITC: 6 mg/kg por via intravenosa lentamente, seguidos por 200-300 mcg/kg/min (0,2-

0,3 mg/kg) por via intravenosa. Para procedimentos rápidos, a dose total é de 15 mg/kg

por protocolo de 30 minutos.

• ITC com cetamina em gatos: 0,025 mg/min/kg + 23-46 mcg/kg/min de cetamina.

• Para cirurgia de curta duração: 10 mg/kg por via intravenosa, liberados durante 1

minuto (duração da anestesia de 10-20 minutos).

Posologia para Grandes Animais

Pequenos Ruminantes


• 4 mg/kg por via intravenosa.

Suínos

• 2,5 mg/kg por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, o

propofol está listado como substância sujeita a controle especial em receita de duas vias

(Lista C1). Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD,1-

888-USFARAD (1-888-873-2723).

No Brasil, o propofol está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a

receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 2

Prostaglandina F2 Alfa

Nomes comerciais e outros nomes

Lutalyse ® , Dinoprost ® e PGF2 alfa

Medicamentos comercializados no Brasil

Lutalyse(Dinoprost) (v) , Prostaglandina (D-Cloprostenol) (v)

Classificação funcional

Prostaglandina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A prostaglandina F 2 (PGF 2 ) alfa estimula a ação da PGF 2 endógena em animais. Induz

luteólise e interrompe a prenhez. Também é conhecida como Dinoprost.

Indicações e Usos Clínicos

A PGF2 alfa tem sido empregada para tratar piometra aberta em animais. Em bovinos, o

Dinoprost tem sido usado para o tratamento da endometrite crônica. O uso para induzir

aborto em pequenos animais tem sido questionado e, em geral, são empregados outros


fármacos. Entretanto, em grandes animais, o Dinoprost é utilizado para induzir aborto nos

primeiros 100 dias de gestação, bem como para sincronização do estro em vacas e éguas, por

causar luteólise. Em suínos, usa-se o Dinoprost para induzir o parto quando administrado

três dias antes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A PGF 2 alfa causa aumento do tônus da musculatura lisa, resultando em diarreia,

desconforto abdominal, broncoconstrição e aumento da pressão sanguínea. Em pequenos

animais, outros efeitos colaterais incluem vômitos. A indução de aborto pode causar

retenção da placenta.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via intravenosa. A PGF2 alfa induz aborto em animais prenhes. Ter

cautela ao manipular o fármaco. Não deve ser manipulado por mulheres grávidas. A

absorção através da pele íntegra é possível. Pessoas com problemas respiratórios também

não devem manusear o Dinoprost, pois a absorção através da pele pode causar

broncoconstrição.

Interações Medicamentosas

De acordo com o rótulo, o Dinoprost não deve ser usado com anti-inflamatórios não

esteroidais (AINEs) pois esses fármacos inibem a síntese de prostaglandinas. Entretanto,

os AINEs não devem afetar as concentrações de PGF2 alfa após a administração desse

produto. Ao usar simultaneamente ocitocina, ter cuidado, pois há risco de ruptura

uterina.

Instruções de Uso

Para o tratamento da piometra, o uso deve ser monitorado com cuidado.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore sinais de estro após o tratamento.

Formulações

A PGF2 alfa está disponível em solução injetável de 5 mg/mL.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Deve ser

guardada de forma a evitar contato com a pele humana.

Posologia para Pequenos Animais

Cadelas

• Piometra: 0,1-0,2 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.

• Interrupção da prenhez: 0,025-0,05 mg (25-50 mcg)/kg a cada 12 horas por via

intramuscular.

Gatas

• Piometra: 0,1-0,25 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.

• Interrupção da prenhez: 0,5-1 mg/kg por via intramuscular, duas injeções.

Posologia para Grandes Animais

Vacas

• Interrupçãoo da prenhez: dose total de 25 mg, administrada 1 vez por via

intramuscular.

• Sincronização do estro: 25 mg dose única por via intramuscular ou 2 vezes a intervalos

de 10-12 dias.

• Piometra: 25 mg por via intramuscular, administrados 1 vez.

Éguas

• Sincronização do estro: 1 mg/45 kg por via intramuscular ou 1-2 mL administrados,

dose única, por via intramuscular. As éguas devem retornar ao estro em 2-4 dias e

ovular 8-12 dias após o tratamento.

Porcas

• Indução do parto: 10 mg administrados dose única, por via intramuscular. O parto

ocorre em 30 horas.

Informações sobre Restrição Legal


Não são necessários períodos de carência tanto no caso de animais produtores de leite

quanto de corte.

Psílio

Nome comercial e outros nomes

Metamucil ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Laxante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Laxante formador de volume. A ação do psílio é absorver água e expandir para aumentar o

volume e a umidade do conteúdo fecal, o que estimula o peristaltismo normal e a

motilidade intestinal. O psílio também pode ter efeitos antilipidêmicos.

Indicações e Usos Clínicos

O psílio é administrado por via oral para o tratamento da constipação e para a evacuação

intestinal. Em equinos, tem sido usado para tratar a cólica causada pela ingestão de areia,

mas a efetividade nessa indicação não foi demonstrada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Pode ocorrer impactação intestinal com o

uso excessivo ou em pacientes cujo consumo hídrico seja inadequado. Em equinos, pode

ser difícil administrar via sonda nasogástrica, pois tende a formar um gel quando

misturado com água.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações em animais.

Interações Medicamentosas


Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses)

baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou sem comprovação em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

O psílio pode diminuir o colesterol sérico.

Formulações

O psílio está disponível em pó, geralmente 3,4 g/colher das de chá.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1 colher das de chá/5-10 kg (adicionada a cada refeição).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Até 1.000 mg/kg/dia por via oral, via sonda nasogástrica ou acrescentados ao alimento.

Informações sobre Restrição Legal

Não há necessidade de períodos de carência.


R

Racemetionina

Nomes comerciais e outros nomes

Uroeze, Methio-Form e marcas genéricas e Pedameth, Uracid e marcas genéricas

(preparações para seres humanos)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Acidificante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Acidificante urinário. A metionina diminui o pH urinário. A racemetionina também é usada

para proteger contra sobredose de parecetamol (acetaminofeno) em seres humanos pela

restauração das concentrações hepáticas de glutationa.

Indicações e Usos Clínicos

É usada como acidificante urinário. Em seres humanos também é usada para tratar

dermatite causada por incontinência urinária (reduz a amônia urinária).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais com acidose metabólica. Não use em gatos jovens. Não use em

animais hepatopatas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.


Instruções de Uso

O uso para toxicidade por paracetamol (acetaminofeno) tem sido substituído por

acetilcisteína.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma e as enzimas hepáticas, caso seja empregada para tratar toxicidade.

Formulações

A racemetionina está disponível em comprimidos de 500 mg, solução oral pediátrica de

75 mg/5 mL, cápsulas de 200 mg e em pó para adicionar ao alimento do animal.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 150-300 mg/kg/dia por via oral.

Gatos

• 1-1,5 g por gato por via oral (adicionado ao alimento a cada dia).

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Ramipril

Nome comercial e outros nomes


Vasotop

Medicamentos comercializados no Brasil

Delix (h) , Triatec (h) , Ramipril (g)

Classificação funcional

Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Como outros inibidores da ECA, o ramipril inibe a conversão de angiotensina I em

angiotensina II.A angiotensina II é um potente vasoconstritor e promoverá a estimulação

simpática, hipertensão renal e síntese de aldosterona. A capacidade da aldosterona para

causar retenção de sódio e água contribui para a congestão. O ramipril, como outros

inibidores da ECA, causará vasodilatação e diminuirá a congestão induzida pela aldosterona.

Os inibidores da ECA também contribuem para a vasodilatação, aumentando as

concentrações de algumas quininas vasodilatadoras e prostaglandinas. Há evidência de um

efeito cardioprotetor quando usado para tratar cães com doença cardíaca causada por

cardiomiopatia ou doença valvular.

Indicações e Usos Clínicos

O ramipril é usado para tratar hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Não

tem sido estudado tanto quanto outros inibidores da ECA em animais (p. ex., o analapril ou o

benazepril), mas se espera que tenha efeitos farmacodinâmicos semelhantes. É usado com

segurança principalmente em gatos para controlar a hipertensão, mas não é eficaz para

tratar cardiomiopatia hipertrófica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não é usado com tanta frequência como as outras substâncias dessa classe; portanto, não

há relatos de uma ampla variedade de efeitos colaterais potenciais. O ramipril foi bem

tolerado em estudos clínicos em cães.

Contraindicações e Precauções

Estudos realizados em cães de laboratório indicaram que ajustes de dose não são

necessários quando se administra o ramipril a cães com função renal comprometida.

Descontinue o uso de inibidores de ECA em fêmeas prenhes; eles cruzam a placenta e


causam malformações fetais e morte fetal.

Interações Medicamentosas

Use com cautela em combinação com outros medicamentos hipotensivos e

diuréticos.Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem diminuir seus efeitos

vasodilatadores.

Instruções de Uso

A eficácia clínica tem sido demonstrada em cães com cardiomiopatia dilatada.Outras

substâncias usadas para o tratamento da insuficiência podem ser usadas

concomitantemente. Cães também podem receber pimobendano, digoxina e/ou furosemida

em associação com o ramipril.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como todos os inibidores da

ECA, monitore os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após iniciar a terapia e, em seguida,

periodicamente.

Formulações

O ramipril está disponível em cápsulas de 1,25; 2,5; 5 e 10 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,125-0,25 mg/kg/diapor via oral.

Gatos

• 0,125 mg/kga cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Riboflavina (Vitamina B)

Nome comercial e outros nomes

Vitamina B 2

Medicamentos comercializados no Brasil

Vitamina B 2

(g) , Riboflavina

(g)

Classificação funcional

Vitamina

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de vitamina B2. Geralmente, a tiamina é incluída como ingrediente nas

soluções aquosas do complexo B para administração injetável. Nessas formulações, ela está

disponível como riboflavina 5’ fosfatosódica. O complexo de vitamina B, com frequência,

contém tiamina (B1), riboflavina, niacinamida e cianocobalamina B12.

Indicações e Usos Clínicos

A riboflavina é usada como suplemento de vitamina B 2 . Geralmente é administrada para

manutenção em pacientes deficientes com deficiência de vitamina B2.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são raros já que as vitaminas hidrossolúveis são facilmente excretadas. A

riboflavina pode descolorir a urina.

Contraindicações e Precauções


Caso a solução injetável contenha tiamina (vitamina B 12 ), não administre por via

intravenosa de forma rápida, pois pode causar reação anafilática.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não é necessário fazer a suplementação em animais com dietas bem balanceadas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A riboflavina está disponível em comprimidos de vários tamanhos em incrementos de 10

a 250 mg. É formulada com mais frequência com outras vitaminas em uma solução aquosa

de “complexo de vitamina B” para injeção (2 e 5 mg/mL de riboflavina).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10-20 mg/dia por via oral.

• 1-4 mg/cão a cada 24 horas por via subcutânea.

Gatos

• 5-10 mg/dia por via oral.

• 1-2 mg/gato a cada 24 horas por via subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Carneiros

• 2-4 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.


Bezerros e Potros

• 6-10 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.

Bovinos e Equinos

• 20-40 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.

Ovinos e Suínos

• 10-20 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não é necessário

estabelecer período de carência.

Rifampicina

Nomes comerciais e outros nomes

Rifaldin, Rimactane e Rifampicina

Medicamentos comercializados no Brasil

Rifaldin (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano. A ação da rifampicina é inibir a síntese de RNA bacteriano. A rifampicina é

um antibiótico semissintético derivado da rifamicina B para produzir a rifampicina (nos EUA

e Canadá utiliza-se a nomenclatura rifampina), nomenclatura adotada na Europa e em

outros países, inclusive o Brasil. A rifampicina possui alta atividade contra bactérias Grampositivas

(Staphylococcus spp.), Mycobacterium spp., Haemophilus spp., Neisseria spp. e Chlamydia

spp., porém é mais limitada contra bactérias Gram-negativas, pois penetra na parede celular

do organismo Gram-positivo com mais facilidade do que na parede celular de organismo

Gram-negativo. A rifampicina é altamente lipossolúvel e possui a característica de entrar nas

células para se concentrar nos leucócitos e assim inibir a ação das bactérias intracelulares.

Esta é uma vantagem terapêutica para tratar organismos intracelulares (Brucella,


Mycobacterium, Rhodococcus, Chlamydia) e doenças granulomatosas crônicas. A rifampicina

entra na célula microbiana e forma complexos estáveis com a subunidade beta da RNA

polimerase dependente de DNA dos microrganismos. Esta ligação resulta em inativação

enzimática e inibição da síntese de RNA por impedir o início da polimerização da cadeia. A

resistência ocorre por meio de mutação única da sequência de aminoácidos da subunidade

beta da enzima RNA polimerase dependente de DNA. A rifampicina é rapidamente

absorvida do trato gástrico após administração oral em seres humanos, cães, bezerros,

equinos e potros. A farmacocinética em equinos adultos mostra rápida absorção oral da

rifampicina e meia-vida de aproximadamente 5-7 horas, com um volume de distribuição de

0,7 L/kg, mas a meia-vida é mais longa em potros (de aproximadamente 18 horas). A meiavida

em cães é de aproximadamente 8 horas.

Indicações e Usos Clínicos

A rifampicina é usada em seres humanos principalmente para o tratamento de tuberculose.

Em medicina veterinária, é usada para combater bactérias Gram-positivas e intracelulares

suscetíveis, incluindo espécies de Staphylococcus (incluindo cepas resistentes à meticilina);

Streptococcus spp.; Rhodococcus equi; Corynebacterium pseudotuberculosis e a maioria das cepas de

Bacteroides spp.; Clostridium spp.; Neisseria spp. e Listeria spp. Organismos Gram-negativos não

são afetados em doses de rotina. Em pequenos animais, é usada ocasionalmente para tratar

infecções estafilocócicas, particularmente as cepas resistentes à meticilina. Relata-se que a

resistência entre bactérias (p.ex., Staphylococcus spp.) desenvolve-se rapidamente, mas isso

não está bem documentado entre os isolados veterinários.Contudo, para prevenir a

ocorrência da resistência, muitos clínicos aconselham o uso de rifampicina em associação

com outro antibiótico para diminuir a emergência de cepas resistentes. Um dos usos mais

comuns da rifampicina é para tratar infecções causadas por Rhodococcus equi em equinos.

Para esse tratamento, é geralmente associada à eritromicina, azitromicina ou claritromicina.

A rifampicina também pode ter atividade contra bactérias em biofilmes. Entretanto, há

relatos insuficientes para confirmar a eficácia clínica para o tratamento de bactérias em

biofilmes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em seres humanos, a hipersensibilidade e os sintomas do tipo gripe foram referidos. A

hepatotoxicidade é vista com mais frequência em cães, quando altas doses são

administradas (10 mg/kg e acima). Elevações séricas de enzimas hepáticas podem ser

observadas. A urina terá coloração laranja a laranja-avermelhada nos pacientes tratados.

A rifampicina também pode promover tonalização da saliva, das lágrimas, fezes, esclera e

membranas mucosas para uma coloração laranja-avermelhada. A rifampicina não é

palatável e pode ser difícil de administrar a alguns animais. A pancreatite tem sido


associada à sua administração.

Contraindicações e Precauções

Quando administrada com outros medicamentos, deve ser considerada uma eliminação

mais rápida dessas. Use com cautela em animais que estão sob risco de desenvolver

pancreatite. Devido ao risco de hepatite, use com cautela com qualquer outra substância

que possa ser potencialmente hepatotóxica (p. ex., sulfonamidas, anticonvulsivantes,

paracetamol). Evite o uso em fêmeas prenhes.

Interações Medicamentosas

São possíveis múltiplas interações medicamentosas. A rifampicina é um potente indutor

das enzimas do sistema citocromo P450 hepáticas.Os medicamentos que podem ter suas

concentrações diminuídas quando administradas com a rifampicina incluem os

barbitúricos, o cloranfenicol, as progestinas, os digitálicos, a varfarina, os corticosteroides e

potencialmente muitas outras substâncias administradas concomitantemente com a

rifampicina. A rifampicina também é um indutor da bomba de efluxo da membrana

(glicoproteína p), que pode ter como consequência a diminuição da absorção oral de

outros fármacos.

Instruções de Uso

A maior parte da experiência clínica documentada tem sido com equinos, em que a

rifampicina foi associada a um antibiótico macrolídeo para uso em potros. Ao selecionar

a dose, de 10 mg/kg por via oral mostrou-se adequada para infecções de microrganismos

Gram-positivos suscetíveis no equino adulto. O uso em pequenos animais (e em pequenas

doses) baseia-se na experiência em seres humanos ou na experiência empírica com animais.

Com frequência, é administrada em associação com outros antibióticos para diminuir

a ocorrência de resistência. Administre em jejum sempre que possível.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI) para microrganismos sensíveis é ≤ 1,0 μg/mL. As

concentrações inibitórias mínimas (MICs) para organismos Gram-positivos ocorrem

geralmente em 0,1 μg/mL, enquanto para os Gram-negativos os valores de MICs vão de 8 a

32 μg/mL.

Formulações

A rifampicina está disponível em cápsulas de 150 mg e 300 mg e em solução injetável,

Rifaldin para via intravenosa de 600 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A rifampicina é ligeiramente solúvel em água e etanol. É mais solúvel em pH ácido.

As soluções devem ser acidificadas (p. ex., ácido ascórbico) para prevenir oxidação e

melhorar a solubilidade. A rifampicina é misturada com xaropes e flavorizantes para

administração oral e ficou estável por 4-6 semanas. A solução injetável é preparada para se

adicionar 10 mL de solução salina a uma ampola de 600 mg e misturada (60 mg/mL). Pode

ser infundida com solução salina a 0,9% ou glicose a 5%. A solução injetável reconstituída é

estável por 24 horas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, ou 10 mg/kg, a cada 24 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Para tratamento de R. equi em potros: 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, associada

a eritromicina (25 mg/kg a cada 8 horas por via oral).

Bovinos

• 20 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Os períodos de carência não foram

estabelecidos para animais de produção. Para estimativas de intervalo de carência para uso

extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD 91-888-873-2723).

Ringer Lactato

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil


Solução de Ringer Lactato (g)

Classificação funcional

Reposição de fluidos

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Solução intravenosa para reposição de fluido. A solução de Ringer Lactato contém

147 mEq/L de sódio, 4 mEq/L de potássio, 155 mEq/L de cloreto e 4 mEq/L de cálcio.

Indicações e Usos Clínicos

A solução de Ringer Lactato é usada como reposição e manutenção de fluido. Tem uma

concentração eletrolítica balanceada, mas não contém quaisquer bases (ver Solução de

Ringer Lactato para soluções que contêm bases).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A solução de Ringer Lactato é considerada acidificante, pois com a administração

prolongada, o cloreto aumentará a excreção renal de bicarbonato. Com altas taxas de

infusão pode ocorrer sobrecarga de fluido.

Contraindicações e Precauções

Não exceda a velocidade de infusão de 80 mL/kg/h. Considere a suplementação com

potássio, pois esse fluido não atende às necessidades de manutenção de potássio.

Interações Medicamentosas

A solução de Ringer Lactato contém cálcio; não misture com medicamentos que possam

se ligar ao cálcio.

Instruções de Uso

Ao administrar a solução fluida intravenosa, monitore a velocidade e as concentrações

eletrolíticas com cuidado. Adicione bicarbonato aos fluidos, se necessário, com base

no cálculo do déficit de base.

As taxas de infusão são: taxas de manutenção normal: 40-65 mL/kg/24 horas

(aproximadamente 2-2,5 mL/kg/h). Para reposição de fluido, use o seguinte cálculo:

Litros necessários = % desidratação × peso corporal (kg)


ou

mL necessário = % desidratação × peso corporal (kg) × 1.000

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a pressão pulmonar ao infundir altas doses. Monitore o equilíbrio eletrolítico,

especialmente do potássio, durante a fluidoterapia.

Formulações

A solução de Ringer Lactato está disponível em sacos de 250, 500 e 1.000 mL para infusão.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente selado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 55-65 mL/kg/dia (2,5 mL/kg/h) por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal

(IP) para manutenção.

• 15-30 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação moderada.

• 50 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação grave.

Posologia para Grandes Animais

Grandes Animais

• 40-50 mL/kg/dia por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal para

manutenção.

• 15-30 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação moderada.

• 50 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação grave.

Bezerros

• Desidratação moderada: 45 mL/kg administrados a uma taxa de 30-40 mL/kg/h.

• Desidratação grave: 80-90 mL/kg administrados a uma taxa de 30-40 mL/kg/h ou tão

rápido quanto 80 mL/kg/h, se necessário.

Informações sobre Restrição Legal


Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não se sugere um

período de carência.

Ronidazol

Nome comercial e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano, antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antibacteriano e antiprotozoariano. É um nitroimidazólico, do qual a

atividade envolve a geração de três nitrorradicais resultantes da atividade metabólica dos

protozoários e das bactérias. O ronidazol rompe o DNA do microrganismo quando há reação

do metabólito intracelular. Sua ação é específica sobre bactérias anaeróbicas e protozoários.

Como outros nitroimidazólicos, é ativo contra alguns protozoários, incluindo Trichomonas e

Giardia, e parasitas protozoarianos intestinais. Em gatos, após a administração oral, foi

absorvido de maneira rápida e completa. A meia-vida nessa espécie animal é de

aproximadamente 10 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O ronidazol é atualmente um medicamento não registrado, mas é usado em gatos para

tratar protozoários intestinais. Estudos para o tratamento de outros microrganismos não

estão disponíveis. Para o tratamento de infecções intestinais por Tritrichomonas foetus em

felinos, é administrado por via oral na dose de 30 mg/kg 2 vezes/dia durante 2 semanas. Os

dados farmacocinéticos indicam que 30 mg/kg 1 vez/dia, podem ser igualmente efetivos,

mas essa dose não foi testada quanto à eficácia. A eficácia para a remissão a longo prazo não

foi estabelecida, mas a resolução temporária das infecções intestinais por Tritrichomonas

foetus em felinos tem sido observada.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais


Como outros nitroimidazólicos, o efeito colateral mais grave é causado pela toxicidade

sobre o sistema nervoso central (SNC). Altas doses podem causar letargia, depressão

do SNC, ataxia, tremores, hiperestesia, convulsões, vômitos e fraqueza. Os sinais

neurológicos relacionam-se com a inibição da ação do GABA e são responsivos aos

benzodiazepínicos (diazepam). Os efeitos colaterais sobre o SNC estão relacionados com a

dose. Cães mostram neurotoxicidade nas doses de 50-200 mg/kg (convulsões, tremores,

ataxia). Evite doses que excedam 60 mg/kg/dia em gatos. Como outros nitroimidazólicos,

tem potencial para produzir alterações mutagênicas em células, mas isso não foi

demonstrado in vivo. Como outros nitroimidazólicos, tem sabor amargo e pode causar

vômitos e anorexia.

Contraindicações e Precauções

Anormalidades fetais não foram demonstradas em animais com as doses recomendadas,

mas use com cautela durante a prenhez.

Interações Medicamentosas

Como outros nitroimidazólicos, pode potencializar os efeitos da varfarina e da ciclosporina

por inibir o metabolismo do fármaco.

Instruções de Uso

O ronidazol atualmente não é um medicamento comercializado, mas é preparado com pó

a granel em farmácias de manipulação.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore efeitos colaterais neurológicos.

Formulações

Não existem formulações disponíveis; é composto com pó químico a granel. As formulações

intravenosas são preparadas dissolvendo-se o pó puro em glicose a 5% em água (D5W) até

uma concentração de 3,2 mg/mL. Essa formulação tem sido administrada com segurança a

animais de laboratório.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• Não há relatos de doses.

Gatos

• 30 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral durante 2 semanas. Estudos clínicos foram

realizados com 30 mg/kg a cada 12 horas, mas a intervalos mais longos, a cada 24

horas, também podem ser efetivos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção. A administração de nitroimidazólicos a animais de

produção é proibida. Bovinos tratados não devem ser abatidos para alimento.


S

S-Adenosilmetionina (SAMe)

Nomes comerciais e outros nomes

Denosyl ® , Denamarin ® e SAMe ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Suplemento nutricional

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento nutricional. O S-Adenosilmetionina, geralmente abreviado como SAMe, é

encontrado naturalmente, sendo formado a partir da metionina e do ATP. Está associado

com a melhora do quadro de hepatotoxicidade induzido pela intoxicação com

acetaminofeno em seres humanos, e há relatos esporádicos de que tem sido benéfico em

medicina veterinária. Serve como um doador de radical metil, catalisado pela

metiltransferase. Também é um substrato para reações de transsulfurização, em que o SAMe

demetilado é biotransformado em glutationa (GSH). A glutationa pode conjugar alguns

metabólitos de medicamentos aumentando a sua excreção. Os cães e gatos apresentam

baixos níveis de GSH, e o SAMe pode auxiliar na sua restauração em animais intoxicados e

talvez naqueles hepatopatas. É um doador de radical metil para o metabolismo dos

neurotransmissores na síntese e turnover das monoaminas biogênicas (neurotransmissores do

SNC como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina). Em cães, a meia-vida após a

administração oral é de aproximadamente 2 horas.

Indicações e Usos Clínicos

O SAMe é utilizado como suplemento dietético no auxílio de pacientes com hepatopatias.

Auxilia na restauração das concentrações hepáticas de GSH em animais com deficência.

Também é utilizado para o tratamento de distúrbio hepático causado por intoxicação por

acetaminofeno e outros medicamentos que produzam a hepatotoxicidade. Outro

suplemento dietético, a silimarina (ver verbete específico), também conhecida como Cardo

Mariano ou Cardo Leitosoe silibina, apresenta propriedades antioxidantes e é associada com


o SAMe para o tratamento de cães e gatos (Denamarin ® ). Devido ao efeito sobre a síntese

dos neurotransmissores, o SAMe é usado para melhorar a função cognitiva em cães. Em cães

com mais de 8 anos, o SAMe (18 mg/kg/dia) melhora os sinais de degeneração mental

decorrente da idade quando comparado ao placebo. É utilizado para o tratamento da artrite

em cães, mas não há estudos que demonstrem sua eficácia.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode produzir distúrbios gástricos transitórios autolimitantes. Não foram relatados outros

efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

São relatadas reações entre o SAMe e os antidepressivos tricíclicos, embora o mecanismo

de ação seja desconhecido. Em animais de laboratório, a administração com

clomipramina provocou síndrome serotoninérgica.

Instruções de Uso

O SAMe é um suplemente dietético amplamente disponível sem necessidade de prescrição

médica. A potência das formulações pode variar. A absorção é diminuída quando

administrado com a alimentação. Administrar 30 minutos a 1 hora antes da alimentação.

Em gatos, para garantir a passagem para o estômago administrar com água. Comprimidos

revestidos (como o Denosyl ® ) protegem o ingrediente ativo da umidade quando do

armazenamento e também a degradação promovida pelo suco gástrico. Não quebrar o

comprimido ou retirar o revestimento.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as enzimas hepáticas em animais tratados para intoxicação.

Formulações

O SAMe é amplamente disponível sem necessidade de prescrição médica em comprimidos e

pó. A marca Denosyl ® está disponível em comprimidos de 90 (cães de pequeno porte), 225

(cães de médio porte) e 425 mg (raças gigantes). As formulações veterinárias (p. ex.


Denamarina ® ) também podem conter silimarina (silibina) e vitamina E.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

retirar o revestimento do comprimido.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 20 mg/kg/dia por via oral ou 90 mg (cães de pequeno porte); 225 mg (cães de médio

porte) e 425 mg (raças gigantes).

Gatos

• 90 mg/gato/dia por via oral para gatos com mais de 5 kg de peso corporal.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de

carência é sugerido.

Selamectina

Nome comercial e outros nomes

Revolution ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Revolution 6 e 12% (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antiparasitário. Microfilaricida para a prevenção de dirofilariose em cães e gatos. A

selamectina é uma avermectina semissintética. As avermectinas (fármacos semelhantes à

ivermectina) e as milbemicinas (milbemicina, doramectina e moxidectina) são lactonas

macrocíclicas. As avermectinas e as lactonas macrocíclicas compartilham similaridades,

incluindo o mecanismo de ação. Esses medicamentos são neurotóxicos para os parasitas por

potencializarem os efeitos de íons de cloreto ao atuarem em canais de glutamato nos

parasitas. A paralisia e morte dos parasitas são causadas pelo aumento da permeabilidade dos

íons de cloreto e hiperpolarização das células nervosas. Esses medicamentos também

potencializam outros canais de cloreto, incluindo aqueles canais de GABA. Os mamíferos

normalmente não são afetados, pois eles não possuem os canais de glutamato-cloreto e

apresentam baixa afinidade para outros canais de cloreto em mamíferos. Os canais de GABA

do sistema nervoso central (SNC) dos mamíferos normalmente não são afetados, pois esses

medicamentos em geral não atravessam a barreira hematoencefálica. Após a aplicação

tópica, a selamectina possui alta afinidade pelas glândulas sebáceas e pele. A meia-vida da

selamectina é de 11 dias em cães e 8 dias em gatos.

Indicações e Usos Clínicos

Em cães, a selamectina está aprovada para a prevenção da dirofilariose, controle de pulgas,

carrapatos e piolhos; e em gatos, para a prevenção da dirofilariose, controle de pulgas,

carrapatos, ancilóstomos e nematelmintos em gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Alopecia localizada transitória com ou sem inflamação próxima ao local de aplicação foi

observada em 1% dos gatos tratados. Outros efeitos colaterais incluem: náuseas, letargia,

salivação, taquipneia e tremores musculares.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em cães com menos de 6 semanas de idade. Não utilizar em gatos com

menos de 8 semanas de idade.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas relatadas em animais.

Instruções de Uso

Aplicar conforme indicado na bula do produto na pele de cães e gatos.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a dirofilariose em animais.

Formulações

A selamectina está disponível em solução tópica de 60 e 120 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Prevenção da dirofilariose: 6-12 mg/kg tópico a cada 30 dias. (Esta dose também pode

ser aplicada para o tratamento e a prevenção de ácaros de orelha e pulgas).

• Tratamento da sarna sarcóptica: 6-12 mg/kg em duas aplicações com intervalo de 30

dias. (Contudo, muitos dermatologistas aplicam em intervalos de 2-3 semanas).

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar pe-ríodo

de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Sene

Nome comercial e outros nomes

Senokot ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Medicamentos fitoterápicos e in natura para chás

Classificação funcional

Laxante


Farmacologia e Mecanismo de Ação

Laxante. A sene age através da estimulação local ou por contato com a mucosa intestinal.

Indicações e Usos Clínicos

A sene é indicada para o tratamento da constipação intestinal.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há reações adversas relatadas para animais. Contudo, espera-se que doses excessivas

causem perda de fluidos e de eletrólitos.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com obstrução gástrica. Não administrar a animais

desidratados.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses e indicações não são bem estabelecidas na medicina veterinária. O uso é

estritamente baseado em experiências clínicas baseadas em casos individuais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A sene está disponível em grânulos concentrado ou em xarope.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• Xarope: 5-10 mL/cão/dia por via oral.

• Grânulos: ½ a 1 colher de chá/cão/dia por via oral.

Gatos

• Xarope: 5 mL/gato a cada 24 horas.

• Grânulos: ½ colher de chá/gato a cada 24 horas (com a alimentação).

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de

carência é sugerido.

Sevoflurano

Nome comercial e outros nomes

Aerrane ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Sevorane (h) , Sevoflurano (g)

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico inalatório. Como outros anestésicos inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. O

sevoflurano produz depressão generalizada reversível do sistema nervoso cental (SNC). Os

anestésicos inalatórios variam conforme a solubilidade sanguínea, sua potência e a taxa de

indução e recuperação. Aqueles com coeficiente sangue/gás baixo são associados com taxas

mais rápidas de indução e recuperação. O sevoflurano possui pressão de vapor de

160 mmHg (a 20 °C), um coeficiente sangue/gás de 0,65, e coeficiente gordura/sangue de

48. O sevoflurano é similar ao isoflurano em muitos aspectos, exceto em sua baixa

solubilidade, resultando em tempos de indução e recuperação mais rápidos.


Indicações e Usos Clínicos

O sevoflurano é utilizado como anestésico inalatório. Não existe nenhuma vantagem

significativa do seu uso em vez do isoflurano, sendo mais caro do que este. Seu valor de

concentração alveolar mínima (CAM) é de 2,58%, 2,36% e 2,31% em gatos, cães e cavalos,

respectivamente. O sevoflurano, como outros anestésicos inalatórios, pode ser usado com

pré-anestésico, opioides, alfa-2 agonistas e tranquilizantes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são relacionados aos efeitos anestésicos (p. ex., depressões

cardiovascular e respiratória). O sevoflurano pode liberar medicamentos derivados de

íons fluoreto, que podem ser nefrotóxicos.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar a menos que existam instalações adequadas para monitoração dos pacientes.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

O uso de anestésicos inalatórios requer monitoração cuidadosa. A dose é determinada pelo

plano anestésico.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar cuidadosamente o ritmo e a frequência cardíacas, e a frequência respiratória

durante o uso.

Formulações

O sevoflurano está disponível em frascos de 100 mL.

Estabilidade e Armazenamento

O sevoflurano é altamente volátil e deve ser armazenado somente em recipientes aprovados.

Posologia para Pequenos Animais


• Indução: 8%; manutenção: 3-6%.

Posologia para Grandes Animais

Cavalos

• Valores da CAM: 2,31.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. A depuração é rápida

e são sugeridos períodos de carência curtos. Para estimar período de carência do uso

extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

No Brasil, o sevoflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito

a receita de controle especial em duas vias.

Silimarina

Nomes comerciais e outros nomes

Silybin ® , Marin ® , Milk Thistle ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Legalon (h) , Silimalon (h)

Classificação funcional

Protetor hepático

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A silimarina contém como ingrediente mais ativo a silibina. É conhecida como cardo

mariano ou cardo leitoso ou silimarina por derivar da planta de nome Silybum marianum. A

silimarina, uma mistura de flavoligninas anti-hepatotóxicas (derivadas da planta Silybum),

possui três componentes que são considerados flavoligninas: a silidianina, a silcristina e a

silibina (o componente em maior quantidade é também denominado silimarina e silibinina).

A silimarina é utilizada para o tratamento de uma variedade de distúrbios em seres

humanos. O mecanismo de ação da silimarina é conhecido por ser antioxidante e inibir

tanto a peroxidação lipídica quanto a oxidação da glutationa. Dados de estudos

experimentais indicam que as propriedades hepatoprotetoras da silimarina se devem ao


efeito antioxidante de redução dos radicais livres.

Indicações e Usos Clínicos

A silimarina é usada para o tratamento de doenças hepáticas, incluindo reações

hepatotóxicas em seres humanos e animais. Em gatos, pode promover atividade

antioxidante. A silimarina é utilizada como tratamento complementar em doenças

hepáticas de cães e gatos. Entretanto, não há informações científicas sobre a absorção oral,

dose correta ou evidência da eficácia do tratamento com a silimarina. A silimarina pode ser

utilizada com S-Adenosilmetionina (SAMe). Existem preparações que incluem ambos, a

silimarina e o SAMe (Denamarin ® ).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas.

Instruções de Uso

A silimarina é um suplemento dietético e as formas disponíveis podem variar em potência e

estabilidade.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as enzimas hepáticas em animais tratados para intoxicação.

Formulações

Os comprimidos de silimarina estão amplamente disponíveis sem necessidade de prescrição

médica. As formulações veterinárias comerciais (Marin ® ) também contêm zinco e vitamina

E, além de fosfatidilcolina nos comprimidos para cães e gatos. A associação de Denamarin ®

contém ambos, a silimarina e o SAMe.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 5-15 mg/kg por via oral 1 vez/dia. Algumas fontes recomendam uma alta dose de no

mínimo de 30 mg/kg por via oral, por dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido o baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de

carência é sugerido.

Solução de Aminoácidos

Nome comercial e outros nomes

Travasol

Medicamentos comercializados no Brasil

Travasol (h)

Classificação funcional

Solução de aminoácidos

Farmacologia e Mecanismo de Ação

As soluções de aminoácidos são empregadas na suplementação de aminoácidos a animais

com deficiências específicas ou doenças hepáticas. Essa solução em particular contém

leucina, fenilalanina, lisina, metionina, isoleucina, valina, histidina, treonina, triptofano,

alanina, glicina arginina, prolina, tirosina e serina.

Indicações e Usos Clínicos


Em animais, as soluções de aminoácidos são infundidas para suplementação,

principalmente, no tratamento de doenças hepáticas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Um estado hiperosmolar pode ser induzido caso a infusão seja muito agressiva. Em caso

de aparecimento de sinais neurológicos, a infusão deve ser interrompida. Em pacientes

hepatopatas ou com insuficiência renal, o desenvolvimento de encefalopatia hepática ou

a elevação da concentração sérica de ureia pode ser observado.

Instruções de Uso

A solução a 10% pode ser diluída em dextrose a 5% para administração em veia periférica.

Caso contrário, a administração deve ser realizada em veia central.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é necessário.

Formulações

Solução a 10%.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em temperatura ambiente, protegido da luz.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 25 mL de uma solução a 10% (adequadamente diluída) infundidos por via intravenosa

em veia central. A infusão deve ser realizada por 6-8 horas e repetida a intervalos de 7-

10. Para o tratamento da síndrome hepatocutânea, soluções sem eletrólitos são

preferidas.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.


Informações sobre Restrição Legal

Não há necessidade de instituição de tempo de carência em animais destinados ao

consumo humano.

Solução de Glicose (Dextrose)

Nome comercial e outros nomes

D5W ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Solução de glicose a 5%

Classificação funcional

Fluido de reposição

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A glicose (dextrose) é um açúcar adicionado aos fluidos de reposição. É considerada

isotônica. A glicose a 5% contém 50 gramas de glicose por litro de soro fisiológico. O pH

dessa solução é de 3,5-6,5. Alternativamente, a solução de glicose a 50% pode ser

adicionada aos fluidos intravenosos para suplementar a glicose. Por exemplo, 100 mL de

glicose a 50% adicionados a 1.000 mL suplementam 5% de glicose.

Indicações e Usos Clínicos

A glicose a 5% é uma solução de fluido isotônica usada para administração intravenosa. A

glicose é considerada somente para uso por curtos períodos, pois é deficiente em eletrólitos.

Após a metabolização da glicose, a água é rapidamente distribuída para fora do espaço

vascular. Para o tratamento emergencial da hipoglicemia ou para a suplementação de

fluidos é usada uma solução de glicose a 50% (500 mg/mL). A glicose pode ser

administrada em uma solução a 50% para tratar vacas periparturientes com cetoses e

lipidose hepática ou para auxiliar na anorexia ou para vacas em decúbito.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem produzir edema pulmonar.


Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais com baixas concentrações de eletrólitos. A solução de

glicose a 5% não é adequada como fluido de manutenção, pois não possui eletrólitos. Não

deve ser considerada como solução de reposição ou como fonte de energia; fornece

apenas 170 kcal/L. Quando for utilizado o tratamento agressivo com glicose a 50%, pode

causar rápida diminuição dos níveis séricos de fósforo e de potássio (deslocamento

intracelular).

Interações Medicamentosas

Não há interações. A solução de glicose a 5% é compatível com fluidos e a maioria dos

medicamentos intravenosos.

Instruções de Uso

A glicose é comumente usada como fluido e administrada em infusão contínua. Contudo,

não é uma solução de manutenção. A solução de glicose a 50% também pode ser

adicionada aos fluidos para suplementar a glicose. Por exemplo, 50 mL de glicose a 50% são

adicionadas em 1.000 mL de solução para obter-se uma solução final a 2,5%.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o estado de hidratação do paciente e as evidências de edema pulmonar durante a

infusão. Monitore o equilíbrio acidobásico.

Formulações

A solução de glicose a 5% é usada para administração intravenosa, que contém 5 gramas de

D-glicose em 100 mL (50 gramas/L). A glicose a 50% contém 500 mg/mL (50 g/100 mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Solução de glicose a 5%: 40-50 mL/kg a cada 24 horas, por via intravenosa.

• Emergência na crise de hipoglicemia: 1 mL de solução de glicose a 50%, por via

intravenosa, diluído em solução salina.


Posologia para Grandes Animais

Bezerros, Bovinos e Equinos

• Solução de glicose a 5%: 45 mL/kg a cada 24 horas, por via intravenosa.

• Vacas: 0,1-0,2 g/kg/hora, por via intravenosa de solução de glicose a 50% por cinco dias

para tratar a lipidose hepática e a cetose.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido. No entanto, pelo fato de esse medicamento

apresentar baixo risco de desenvolvimento de resíduos, não há período de carência sugerido

para animais de produção.

Solução de Ringer

Nome comercial e outros nomes

LRS ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Solução de Ringer (g)

Classificação funcional

Reposição de fluido

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A solução de Solução de Ringer é uma solução fluida para administração intravenosa

utilizada para reposição. A solução de Solução de Ringer contém uma associação balanceada

de eletrólitos e um tampão alcalinizante. Essa solução contém 28 mEq/L de lactato.

Indicações e Usos Clínicos

A solução de Solução de Ringer é indicada como fluido de reposição ou de manutenção.

Também é utilizada como veículo para administração de medicações intravenosas por meio

de infusão contínua (IC). Pode ser administrada por vias subcutânea, intraóssea (na

cavidade medular óssea) e intraperitoneal em animais, quando não é possível o acesso

intravenoso. Apesar de conter lactato (base metabolizável), não é capaz de corrigir a acidose

tão rapidamente quanto o bicarbonato. Animais em acidose grave podem já apresentar níveis


séricos de lactato elevados.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há efeitos colaterais significativos.

Contraindicações e Precauções

Administrar fluidos intravenosos somente em pacientes cuidadosamente monitorados.

Interações Medicamentosas

A solução de Solução de Ringer possui pH de 6-7,5. Não adicionar a essa solução

medicamentos que se apresentam instáveis nesse pH. A solução de Solução de Ringer

contém cálcio. Não adicionar medicamentos a essa solução que possam se ligar (quelar)

ao cálcio.

Instruções de Uso

O volume requerido do fluido depende da necessidade do animal (reposição versus

manutenção). Para a terapia do choque, administrar metade da dose calculada durante os

primeiros 30 minutos e incrementos de 10 mL/kg a cada 15 minutos, seguido de IC. Para

acidose grave, considerar fluidos suplementados com bicarbonato ao invés de lactato.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o estado de hidratação do paciente e o balanço eletrolítico. Em altas taxas de

administração, monitorar o paciente para sinais de edema pulmonar.

Formulações

A solução de Solução de Ringer está disponível em frascos de 250, 500 e 1.000 mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado. Não se pode garantir a esterilidade se o conteúdo for

puncionado ou transferido para outro frasco.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.

• Desidratação grave: 50 mL/kg/hora, por via intravenosa.

• Manutenção: 55-65 mL/kg/dia, por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal

(2,5 mL/kg/hora).

• Durante a anestesia: 10-15 mL/kg/hora, por via intravenosa.

• Terapia de choque: (para cães) 90 mL/kg, por via intravenosa e (para gatos) 60-

70 mL/kg, por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos, Equinos e Suínos

• Manutenção: 40-50 mL/kg/dia por via intravenosa.

• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.

• Desidratação grave: 50 mL/kg/hora por via intravenosa.

Bezerros e Potros

• Desidratação moderada: 45 mL/kg, velocidade aproximada de 30-40 mL/kg/hora por

via intravenosa.

• Desidratação grave: 80-90 mL/kg, velocidade aproximada de 30-40 mL/kg/hora por

via intravenosa. Em casos graves pode ser administrada rapidamente a dose de

80 mL/kg/hora.

Informações sobre Restrição Legal

Não há riscos de eliminação de resíduos em animais de produção. Não é necessário período

de carência.

Spinosad

Nome comercial e outros nomes

Comfortis ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Elector (v) ,

Classificação funcional


Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O spinosad é um membro da classe espinosinas dos inseticidas. Lembra as tetraciclinas

macrolídicas, mas não é um antibacteriano. O spinosad é uma associação da espinosina A e

da espinosina D, derivados de bactéria (Saccharopolyspora spinosa). A ação do spinosad sobre

as pulgas ocorre por ativação dos receptores nicotínicos da acetilcolina, mas esse não age em

outros receptores nicotínicos ou receptores GABA. A ação sobre os insetos expostos ao

spinosad são contrações musculares e tremores no neurônio motor, paralisia e morte da

pulga. Não afeta os mamíferos devido às diferenças de suscetibilidade dos receptores

nicotínicos da acetilcolina.

Indicações e Usos Clínicos

O spinosad é usado como tratamento mensal para infestações por pulgas. Após a

administração, ele pode matar as pulgas a partir de 30 minutos e completamente em 4

horas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em estudos de segurança, a administração em altas doses (100 mg/kg 1 vez/dia

durante 10 dias) não produz efeitos colaterais graves, a não ser vômitos e moderada

elevação das enzimas hepáticas. A administração de spinosad (300 mg/kg) a cães da raça

Collie com mutação no gene MDR (deficiente da p-glicoproteína) não causa sinais de

toxicose. Vômitos ocasionais podem ser observados com o uso rotineiro (ver seção

Instruções de uso sobre dose após o vômitos).

Contraindicações e Precauções

Pode ser utilizado com segurança com medicamentos preventivos de dilofilariose,

incluindo ivermectina, mas não deve ser administrado com altas doses de ivermectina

para o tratamento de demodex. Usar com cautela em animais prenhes e em fase de

reprodução. Estudos de segurança com cadelas prenhes evidenciaram efeitos colaterais

nos filhotes. Também foram relatados efeitos colaterais em filhotes lactentes de fêmeas

submetidas à administração de spinosad.

Interações Medicamentosas

O spinosad é usado com muitos outros medicamentos, incluindo medicamentos para

prevenção da dilofilariose com segurança. Não foram relatadas interações


medicamentosas.

Instruções de Uso

O spinosad deve ser administrado junto com a alimentação para absorção máxima. Se

ocorrerem vômitos após uma hora da administração, repetir outra dose completa. Se uma

dose for esquecida, administrar comprimidos mastigáveis Comfortis ® com o alimento e

retomar uma dose mensal. O tratamento com spinosad pode ser iniciado em qualquer

estação do ano, preferencialmente iniciar antes das pulgas emergirem. Também pode ser

utilizada durante todo ano.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O spinosad está disponível em cinco tamanhos de comprimidos mastigáveis contendo 140,

270, 560, 810 ou 1.620 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar nas cartelas e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 30 mg/kg, por via oral, administrado 1 vez por mês.

Gatos

• Não foram relatadas doses para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período

de carência do uso extrabula, contate FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).


Stanozolol

Nome comercial e outros nomes

Winstrol-V ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio, agente anabolizante

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Esteroide anabolizante. O stanozolol é um derivado da testosterona. Os agentes

anabolizantes são designados para maximizar os efeitos anabólicos enquanto minimizam a

ação androgênica. Outros agentes anabolizantes incluem: Boldenona ® , Nandrolona ® ,

Oximetolona ® e Metiltestoterona ® .

Indicações e Usos Clínicos

Agentes anabolizantes, como o stanozolol, são utilizados para reverter condições catabólicas,

aumentar o ganho de peso, aumentar a massa muscular em animais e estimular a

eritropoiese. É usado em cavalos durante o treinamento. O stanozolol é usado em animais

com insuficiência renal crônica e há algumas evidências do aumento do equilíbrio de

nitrogênio em cães com doença renal tratados com stanozolol. O uso em gatos está

associado à intoxicação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes podem ser atribuídos a ação

farmacológica desses esteroides. O aumento dos efeitos masculinizantes é comum. Foi

relatado o aumento de algumas neoplasias em seres humanos. Alguns esteroides

anabolizantes 17-alfa metilados de uso oral (Oximetolona ® , Estanazolol ®

Oxandrolona ® ) estão associados à toxicidade hepática. A administração do stanozolol em

gatos com doença renal mostrou aumento significativo das enzimas hepáticas e

e


hepatoxicidade.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a gatos nefropatas. Usar com cautela em cães com outras doenças

preexistentes como a insuficiência hepática, por exemplo. Não administrar a fêmeas

prenhes. O stanozolol, como outros esteroides anababolizantes apresenta um alto

potencial de uso abusivo em seres humanos. Esse medicamento é usado de forma

inadequada por seres humanos para melhorar a performance atlética (fisioculturismo).

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Embora possua muitas indicações, o uso em animais (e doses) é baseado na experiência em

seres humanos ou na experiência empírica em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as enzimas hepáticas para sinais de injúria hepática (coléstase) durante o

tratamento.

Formulações

O stanozolol está disponível em solução injetável de 50 mg/mL como solução estéril e em

comprimidos de 2 mg. Entretanto, há uma disponibilidade limitada das formulações

injetáveis veterinárias. As formulações comerciais foram retiradas do mercado, mas algumas

composições ainda persistem.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2 mg/cão (ou taxa de 1-4 mg/cão) a cada 12 horas por via oral.

• 25-50 mg/cão/semana por via intramuscular.

Gatos


• 1 mg/gato a cada 12 horas, por via oral.

• 25 mg/gato/semana por via intramuscular (usar com cautela em gatos).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,55 mg/kg por via intramuscular 1 vez/semana durante 4 semanas.

Informações sobre Restrição Legal

O stanozolol é um medicamento controlado classeIII e não deve ser administrado a animais

de produção.

No Brasil o uso de anabolizantes para animais de produção é proibido.

No Brasil, o stanozolol está listado como substância anabolizante (lista C5) sujeito a

receita de controle especial em duas vias.

Classificação RCI: 4

Subsalicilato de Bismuto

Nome comercial e outros nomes

Pepto-Bismol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antidiarreico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antidiarreico e protetor gástrico. Seu mecanismo de ação preciso é desconhecido,

mas a ação antiprostaglandina do salicilato pode ser benéfica para o tratamento de enterites.

O bismuto é eficaz para o tratamento de infecções causadas por espiroquetas (gastrite por

Helicobacter pylori). O subsalicilato de bismuto presente no Pepto-Bismol contém cinco fontes

de salicilato, que são absorvidas sistemicamente após a administração oral. O subsalicilato de

bismuto também pode ser encontrado em outras preparações antidiarreicas, como as de


caolin-pectina (p.ex., Kaopectate).

Indicações e Usos Clínicos

O subsalicilato de bismuto é usado para o tratamento sintomático da diarreia em pequenos e

grandes animais. Nas espécies domésticas, sua eficácia não foi estabelecida. No entanto, em

seres humanos, é comprovadamente eficaz para o tratamento ou prevenção da diarreia

provocada por Escherichia coli enterotoxigênica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais são incomuns. Os proprietários devem ser alertados de que o bismuto

faz com que as fezes fiquem enegrecidas.

Contraindicações e Precauções

O salicilato é sistemicamente absorvido, e seu uso excessivo deve ser evitado em animais

que não toleram salicilatos (como gatos e animais alérgicos ao ácido acetilsalicílico).

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, há a possibilidade

de exacerbação dos efeitos de outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)

administrados. O bismuto pode impedir a absorção oral de alguns medicamentos.

Instruções de Uso

O subsalicilato de bismuto é um produto de venda livre. As doses são empíricas ou derivadas

da extrapolação daquelas utilizadas em seres humanos. Não existem estudos de eficácia

bem-controlados nas espécies domésticas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Nenhum monitoramento específico é necessário.

Formulações

O subsalicilato de bismuto é comercializado como suspensão oral, contendo 262 mg/15 mL

ou 525 mg/mL na formulação extraforte, e em comprimidos de 262 mg. Duas colheres das

de sopa (30 mL) contêm 270 mg de salicilato.

Estabilidade e Armazenamento


Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-3 mL/kg/dia (em doses divididas) por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Bezerros

• 30 mL a cada 30 minutos, em 8 administrações por via oral.

Equinos

• 1-2 mL/kg a cada 6-8horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos períodos de carência da terapia para animais de produção (uso

extrabula).

Uma vez que o salicilato pode ser sistemicamente absorvido, os períodos de carência

devem ser similares aos destemedicamento (e também aos do ácido acetilsalicílico).

Succimer

Nome comercial e outros nomes

Chemet ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Succimer (h)

Classificação funcional

Antídoto

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Agente quelante. O succímero quela o chumbo e outros metais pesados como o mercúrio e o

arsênio, aumentando sua eliminação pelo organismo. O succimer é análogo ao British Anti-

Lewisite (BAL).

Indicações e Usos Clínicos

O succimer é utilizado para o tratamento da intoxicação por metais, principalmente a

intoxicação causada pelo chumbo. Outros quelantes que são utilizados para intoxicação por

chumbo incluem: cálcio EDTA, BAL e penicilamina. O cálcio EDTA é sempre o medicamento

de preferência para o tratamento inicial. As vantagens do succimer sobre os outros quelantes

é que este é mais bem tolerado, com poucos efeitos gástricos colaterais e não está associado à

nefrotoxicidade. Ele também não quela outros minerais como o cobre, o zinco, o cálcio e o

ferro.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não foram relatados efeitos colaterais em cães. Entretanto, a injúria renal é associada ao

tratamento com succimer em gatos.

Contraindicações e Precauções

Não foram relatadas contraindicações específicas para animais.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses citadas são baseadas em estudos em cães. Em gatos, o succimer é usado na dose de

10 mg/kg a cada 8 horas por via oral, durante 2 semanas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os níveis de chumbo sanguíneo durante o tratamento. Monitorar a função renal

durante o tratamento, pois a falência renal é associada com o uso do succimer em gatos.

Formulações

O succimer está disponível em cápsulas de 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral durante 5 dias, posteriormente 10 mg/kg a cada

12 horas por via oral durante mais 2 semanas. Também pode ser administrado por via

retal em cães que apresentam vômitos.

Gatos

• 10 mg/kg a cada 8 horas por vi oral durante 2 semanas.

Posologia para Grandes Animais

Não foram relatadas doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período

de carência do uso extrabula, contate FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-

2723).

Sucralfato

Nomes comerciais e outros nomes

Carafate ® e Sulcrate ® (no Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Sulcrafim (h)

Classificação funcional

Agente antiulcerogênico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Protetor da mucosa gástrica. Agente antiulcerogênico. O sucralfato dissocia-se no estômago


em sacarose octasulfato e hidróxido de alumínio. A sacarose octasulfato se polimeriza em

uma substância viscosa e espessa que cria um filme protetor ligando-se à mucosa ulcerada.

Apresenta afinidade pelas cargas negativas no tecido lesado. Protege a mucosa pela

prevenção da difusão dos íons de hidrogênio e inativação da pepsina e adsorção do ácido

biliar. Existem algumas evidências que o sucralfato age como citoprotetor (através do

aumento da síntese de prostaglandinas), mas não se sabe com certeza se isso é relevante

para os efeitos clínicos em cães e gatos.

Indicações e Usos Clínicos

O sucralfato é utilizado para prevenir e tratar as úlceras gástricas. Entretanto, no uso clínico,

existem poucas evidências da prevenção de úlceras induzidas por anti-inflamatórios não

esteroidais (AINEs), embora evidências experimentais estejam disponíveis em equinos.

O sucralfato é administrado por via oral e protege o tecido ulcerado, promovendo sua

cicatrização. Os esquemas de dose para o sucralfato são extrapolados daqueles para os seres

humanos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Devido a não absorção do sucralfato, ele é livre de efeitos colaterais. O efeito colateral

mais comum associado ao seu uso em seres humanos é a constipação intestinal.

Contraindicações e Precauções

Não há contraindicações listadas para animais.

Interações Medicamentosas

O sucralfato pode diminuir a absorção oral de outros medicamentos administrados por

via oral por quelar-se com o alumínio (como as fluoroquinolonas e tetraciclinas).

Administrar esses outros medicamentos, no mínimo, 30 minutos antes do sucralfato. Se

misturado com outros medicamentos (antimicrobianos), pode ocorrer a inativação.

Instruções de Uso

As doses recomendadas são amplamente baseadas no empirismo. Não há estudos clínicos

que demonstrem a eficácia do sucralfato em animais. O sucralfato pode ser administrado

simultaneamente com inibidores de histamina tipo 2 (Bloqueadores H 2 ) (p. ex. cimetidina)

sem provocarem interações.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

O sucralfato está disponível em comprimidos de 1 g e suspensão oral de 200 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O

sucralfato é insolúvel em água, a menos que exposto a fortes condições ácidas ou alcalinas.

Os comprimidos podem ser esmagados e suspendidos em água na concentração de

200 mg/mL e armazenados no refrigerador por 14 dias. Misturar essa solução antes do uso.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 0,5-1 g a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• 0,25 g (um quarto do comprimido) a cada 8-12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Cabras

• 1 g a cada 8 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de

carência.

Sulfaclorpiridazina

Nomes comerciais e outros nomes

Vetisulid ®

Medicamentos comercializados no Brasil


Trimeclor (v) , Cosumix (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

A sulfaclorpiridazina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento

ou a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas

incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos

moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum. O uso da

sulfaclorpiridazina não é relatado para pequenos animais. É usado principalmente para

suínos e bovinos. Entretanto, outros medicamentos são igualmente eficazes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados a sulfonamidas (principalmente em cães) incluem:

reações alérgicas, hipersensibilidades tipos II e III, hepatotoxicidade, hipotireoidismo (em

terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas.

Interações Medicamentosas

Existem graves interações relatadas para a administração de sulfonamidas a pequenos

animais. Entretanto, estas interações não são relevantes para o seu uso em bovinos e

suínos.

Instruções de Uso


O uso mais comum da sulfaclorpiridazina é para o tratamento de enterite em suínos e

bovinos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6

semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis

é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas

pode ser usado apenas em bactérias urinárias isoladas.

Formulações

A sulfaclorpiridazina está disponível em bolus de 2 g e solução injetável de 200 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Não há doses relatadas para cães e gatos.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 33-50 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou intravenosa.

Suínos

• 22-39 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 44-77 mg/kg/dia por via oral na água de

beber.

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.

Período de carência para bovinos (carne): 7 dias.

Período de carência para suínos (carne): 4 dias.


Sulfadiazina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas e associadas com trimetoprima, como o Tribrissen ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Supronal (associação) (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizada isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

A sulfadiazina é ocasionalmente usada isoladamente, entretanto sua eficácia não é

estabelecida para a maioria das infecções. Na maioria das vezes, é utilizada com a

trimetoprima para o tratamento de uma variedade de infecções, incluindo infecções do

trato urinário e infecções cutâneas. (Ver o verbete Sulfonamida-trimetoprima para descrição

mais completa.)

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade

de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem

persistir.

Contraindicações e Precauções


Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans

Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações adversas das

sulfonamidas. Usar com cautela nessa raça.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode se complexar

com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que

estão recebendo detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é

listada somente para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.

Instruções de Uso

Geralmente as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma

proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e

equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais

eficaz do que outra sulfonamida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6

semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis

é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com o CLSI, o teste de suscetibilidade para

sulfonamidas pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.

Formulações

A sulfadiazina está disponível em comprimidos de 500 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 100 mg/kg por vias intravenosa ou oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada

12 horas por vias intravenosa ou oral (ver também o verbete Trimetoprima).

Posologia para Grandes Animais

Para equinos, ver a dose para associações de trimetoprima.

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.

Não há períodos de carência estabelecidos. Contudo, para estimar períodos de carência

do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Sulfadimetoxina

Nomes comerciais e outros nomes

Albon ® , Bactrovet ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Averol (v) , Dimetropin (v) , Sulfatec (v) , Tridiazin (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizada isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

A sulfadimetoxina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou

a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas

incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos

moles e infecções do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum, a


menos que associada com ormetoprima.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade

de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem

persistir.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans

Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações adversas das

sulfonamidas. Usar com cautela nessa raça.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransfomada em formaldeído que pode se complexar

com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que

estão recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é

somente listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.

Instruções de Uso

Usualmente, as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma

proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e

equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais

eficaz do que outra sulfonamida. A sulfadimetoxina é associada com ormetoprima no

Primor ® .

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As sulfonamidas reconhecidamente reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães

após 6 semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis


é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas

pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.

Formulações

A sulfadimetoxina está disponível em comprimidos de 125, 250 e 500 mg; solução injetável

de 400 mg/mL e suspensão de 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 55 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 27,5 mg/kg a cada 12 horas por via

oral. (Para doses associadas com ormetoprima, ver Primor ® ).

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Tratamento da pneumonia e outras infecções: dose inicial de 55 mg/kg, seguido de

27 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 5 dias.

• Bolus de liberação lenta (Albon-SR ® ): 137,5 mg/kg por via oral, em dose única.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para bovinos (carne): 7 dias.

Período de carência para bovinos (leite): 60 horas.

Período de carência para bolus de liberação é de 21 dias.

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses

de idade. Atualmente, a sulfadimetoxina é a única sulfonamida com indicações aprovadas

para bovinos de leite.

Sulfametazina


Nome comercial e outros nomes

Sulmet ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Há no Brasil várias formulações de uso veterinário de associações com a sulfametazina

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergismo com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

A sulfametazina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou a

prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas

incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos

moles e infecções do trato urinário. Entretanto, a resistência é comum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade

de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem

persistir.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans

Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações das sulfonamidas. Usar

com cautela nessa raça.


Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às

sulfonamidas e precipitar-se. A administração de sulfonamidas em equinos que estão

recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é somente

listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.

Instruções de Uso

Geralmente as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma

proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e

equinos que apresentam doenças preexistentes como, por exemplo, insuficiência hepática.

Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais eficaz do

que outra sulfonamida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6

semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis

é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas

pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.

Formulações

A sulfametazina está disponível em bolus de 30 g.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 100 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada 12 horas por via

oral.


Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Tratamento da pneumonia e outras infecções: dose inicial de 220 mg/kg, seguido de

110 mg/kg a cada 24 horas por via oral.

• Uso de pó solúvel na água de beber: dose inicial de 237 mg/kg, seguido de 119 mg/kg a

cada 24 horas por via oral.

• Bolus de liberação lenta: 350-400 mg/kg por via oral em dose única.

Suínos

• Uso de pó solúvel na água de beber: dose inicial de 237 mg/kg, seguido de 119 mg/kg a

cada 24 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.

Período de carência para bovinos (carne): 10 ou 11 dias.

Período de carência para o pó solúvel em bovinos (carne): 10 dias.

Período de carência para o pó solúvel em suínos (carne): 15 dias.

Período de carência para bovinos (carne, bolus de liberação lenta): 8-18 dias,

dependendo do produto.

Sulfametoxazol

Nome comercial e outros nomes

Gantanol ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Sulfaprim (v) , Sultrim (v) , Tridoxin (v) , Bactrim (h) , Sulfametoxazol + trimetoprima (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

O sulfametoxazol é utilizado como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou a

prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas

incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos

moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum, a menos que

associado a trimetoprima.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade

de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem

persistir.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans

Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações das sulfonamidas. Usar

com cautela nessa raça.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se

com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que

estão recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é

somente listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.

Instruções de Uso


Geralmente, as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma

proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e

equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais

eficaz do que outra sulfonamida.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6

semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis

é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas

pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.

Formulações

As formulações humanas da sulfametoxazol foram retiradas do mercado.

Usualmente é associada com a trimetoprima. Algumas formulações antigas da

sulfametoxazol podem estar disponíveis em farmácias. O sulfametoxazol é associado com

trimetoprima como Bactrim ® , Septra ® e marcas genéricas (ver Trimetoprima).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 100 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada 12 horas por via

oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.


Não há períodos de carência estabelecidos. Contudo, para estimar período de carência

para o uso, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Sulfaquinoxalina

Nome comercial e outros nomes

Sulfa-Nox ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Há no Brasil várias formulações de uso veterinário de associações com a sulfaquinoxalina

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico

(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a

trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de

atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.

Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.

Indicações e Usos Clínicos

A sulfaquinoxalina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou

a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas

incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos

moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais associados a sulfonamidas incluem: reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os

cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade

de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem

persistir.


Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Evitar o contato com a pele

ou membranas mucosas ao misturar com água.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às

sulfonamidas e precipitar-se. A administração de sulfonamidas em equinos que estão

recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é somente

listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.

Instruções de Uso

Misturar na água de beber. Fazer soluções frescas diariamente. O uso mais comum da

sulfaquinoxalina é para o tratamento da enterite causada por coccídeos em bovinos, ovinos e

aves.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6

semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory

Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis

é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade

para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas

pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.

Formulações

A sulfaquinoxalina está disponível em soluções de 34,4, 128,5, 192, 200, 286,2 e

340 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais


Não há doses relatadas para cães e gatos.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• 13,2 mg/kg/dia por via oral (geralmente administrada na água de beber em solução a

0,015% por 5 dias).

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.

Período de carência para bovinos: 10 dias.

Período de carência para ovinos: 10 dias.

Período de carência para aves: 10 dias.

Período de carência para coelhos: 10 dias.

Sulfasalazina

Nomes comerciais e outros nomes

Azulfidine ® e Salazopirin ® (no Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Azulfin (h) , Salazoprim (h)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Sulfonamida associada com anti-inflamatório. A sulfasalazina possui pouco efeito, e o ácido

salicílico (mesalamina) possui efeitos anti-inflamatórios. (Ver verbete Mesalamina para mais

detalhes de uso). Quando utilizada em associação com o ácido salicílico e a sulfonamida, a

sulfapiridina, o ácido salicílico é liberado pelas bactérias do cólon produzindo efeitos antiinflamatórios.

Acredita-se que os efeitos anti-inflamatórios ocorram também por meio da

ação antiprostaglandinas, atividade antileucotrienos, ou ambas.

Indicações e Usos Clínicos


A sulfasalazina é utilizada em pequenos animais para o tratamento da colite idiopática e

outras doenças inflamatórias intestinais. Frequentemente é o primeiro medicamento de

escolha para o tratamento quando a terapia dietética apresenta insucesso. Embora a

sulfasalazina seja comumente usada em pequenos animais, o uso em animais é

principalmente derivado do uso empírico. Não existem estudos clínicos bem controlados ou

de eficácia para documentar o sucesso clínico. A seção da mesalamina apresenta

informações adicionais do uso clínico.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos ao componente sulfonamida. Os efeitos colaterais

associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas, hipersensibilidade tipos II e III,

hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. A

ceratoconjuntivite seca é relatada em cães que recebem a sulfasalazina para o

tratamento crônico. A quantidade de salicilato absorvida parece ser pequena em gatos,

sendo os efeitos colaterais do salicilato em gatos incomuns.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. É possível a ocorrência de

interações medicamentosas, mas estas não são relatadas em animais, provavelmente

devido aos baixos níveis sistêmicos do medicamento. A mesalamina pode potencialmente

interferir com a tiopurina metiltransferase, e consequentemente, aumentar o risco de

intoxicação por azatioprina.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a

metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais

causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o

metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações

plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às

sulfonamidas e precipitar-se.

Instruções de Uso

Normalmente é utilizada para o tratamento de colite idiopática, sempre em associação com

a terapia dietética. Para animais sensíveis às sulfonamidas, considerar outras formas de

mesalamina (ver o verbete Mesalamina para mais detalhes).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Monitorar a produção de lágrimas em cães que recebem terapia crônica.

Formulações

A sulfasalazina está disponível em comprimidos de 500 mg, e é formulada como suspensão

oral para pequenos animais.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.

Posologia para Pequenos Animais

• 10-30 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.

Gatos

• 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de

idade.

Classificação RCI: 4

Sulfato de Albuterol ou Salbutamol

Nomes comerciais e outros nomes

Proventil ® , Ventolin ® e Torpex ® inalante para equinos. Fora dos EUA, é também

conhecido como Salbutamol.

Medicamentos comercializados no Brasil

Aerolin (h) , Aerojet (h) Salbutamol (g)

Classificação funcional


Broncodilatador, beta-agonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista beta2-adrenérgico. O sulfato de albuterol estimula receptores beta2, relaxando a

musculatura lisa dos brônquios. Pode também inibir a liberação de mediadores

inflamatórios, principalmente de mastócitos. Esse mecanismo de ação relaxa a musculatura

lisa dos brônquios, aliviando o broncoespasmo e a broncoconstrição.

Indicações e Usos Clínicos

O sulfato de albuterol é indicado em diversas doenças das vias aéreas, para broncodilatação.

À exceção do uso em equinos, todas as doses são derivadas, principalmente, das empregadas

em seres humanos. Em pequenos animais, não há estudos de eficácia. A ação se inicia em

15-30 minutos, e pode perdurar por até 8 horas.

O sulfato de albuterol é usado como inalante (Torpex ® ) em equinos, para o tratamento

de doenças respiratórias. Nesta espécie, alivia imediatamente o broncoespasmo e a

broncoconstrição.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em altas doses, a estimulação beta-adrenérgica excessiva provoca taquicardia e tremores

musculares. Nessas dosagens, podem ser observadas arritmias. Todos os beta2-agonistas

inibem contrações uterinas ao final da gestação. Altas doses de beta2-agonistas podem

causar hipocalemia, por estimulação da Na + -K + -ATPase e aumento da concentração

intracelular de K + , ao mesmo tempo em que reduzem os níveis séricos desse íon e

provocam hiperglicemia. O tratamento consiste na suplementação de KCl, em taxa de

0,5 mEq/kg/h.

Contraindicações e Precauções

Evite o uso em gestantes. As injeções intramusculares ou subcutâneas podem ser

dolorosas.

Interações Medicamentosas

Todos os beta2-agonistas interagem com outros medicamentos que atuam sobre


receptores beta-adrenérgicos, potencializando sua ação.

Instruções de Uso

Em equinos, a administração de sulfato de albuterol requer o uso de um adaptador, para

facilitar a mensuração da dose inalada. Nesses animais, cada acionamento da válvula do

dispositivo libera 120 microgramas de sulfato de salbutamol. Uma dose é composta por três

acionamentos da válvula, totalizando 360 microgramas. Para injeção, dilua a solução a

0,01 mg/mL (10 μg/mL) e dilua-a novamente, 50/50, em soro fisiológico ou dextrose a

5%. Quando usado no tratamento da broncoconstrição, auxilia o tratamento das

exacerbações ao ser administrado de forma intermitente, sendo associado a outros fármacos

(p. ex., corticosteroides) na terapia de manutenção.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em animais cardiopatas. Monitore as

concentrações de potássio quanto a evidências de hipocalemia, caso altas doses sejam

administradas. Monitore a glicemia para detecção de hiperglicemia.

Formulações

O salbutamol é comercializado em comprimidos de 2, 4 e 5 mg e xarope a 2 mg/5 mL. As

soluções para inalação apresentam concentração de 0,83 mg/mL e 5 mg/mL. A formulação

equina contém 6,7 gramas de sulfato de salbutamol em frasco pressurizado de alumínio.

Nesta apresentação, 120 microgramas do fármaco são liberados e uma dose é administrada

por três acionamentos da válvula, totalizando 360 microgramas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frascos bem fechados e proteja da luz. As soluções aquosas são estáveis

quando mantidas em pH ácido (2,2-5).

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 20-50 μg/kg a cada 6-8horas, até um máximo de 100 μg/kg a cada 6horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• 120 μg de salbutamol por acionamento. Acione a válvula 3 vezes, no máximo 6, a cada

administração 4 vezes/dia.

• Potros: 0,01-0,02 mg/kg a cada 8-12horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais destinados ao consumo humano.

Em cavalos atletas que podem ser testados, espere 48 horas ou mais para a eliminação

urinária.

Classificação RCI: 3

Sulfato de Atropina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Atropina 1% (v) , Atrovene (v) , Landic (v) entre outros

Classificação funcional

Anticolinérgico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito da acetilcolina em receptores muscarínicos),

parassimpatolítico.

Como agente antimuscarínico, bloqueia a estimulação colinérgica e reduz a motilidade

e a secreção gástrica, diminui as secreções respiratórias, aumenta a frequência cardíaca

(efeito antivagal) e produz midríase.

Indicações e Usos Clínicos

A atropina é usada principalmente como adjuvante anestésico, ou em outros procedimentos,

para elevar a frequência cardíaca e reduzir secreções respiratórias e gástricas. A atropina é o

medicamento de escolha na resolução da estimulação vagal excessiva associada a algumas

doenças. A atropina é também usada como tratamento em intoxicações por

organofosforados.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem xerostomia, íleo, constipação intestinal, taquicardia e

retenção urinária.

Contraindicações e Precauções

Não administre a pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.

Administre doses elevadas (p. ex., 0,04 mg/kg) com cautela, dado o aumento da

demanda de oxigênio.

Interações Medicamentosas

Não misture em soluções alcalinas. A atropina antagoniza os efeitos de qualquer

medicamento colinérgico (p. ex., metoclopramida).

Instruções de Uso

A atropina é comumente usada como adjuvante anestésico ou em outros procedimentos.

Em cães, a dose de 0,06 mg/kg foi mais eficaz do que a de 0,02 mg/kg (Am J Vet Res, 60:

1000-1003, 1999). A atropina pode ser usada durante a ressuscitação cardíaca; no

entanto, altas doses provocam taquicardia prolongada e aumentam a demanda por oxigênio.

Durante a ressuscitação cardíaca, doses de 0,04 mg/kg, por via intravenosa, podem ser

empregadas; porém, para o tratamento da bradicardia sinusal, avente a administração de

doses menores de 0,01 mg/kg.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente.

Formulações

A atropina é comercializada como solução injetável a 400, 500 e 540 μg/mL e 15 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 0,02-0,04 mg/kg a cada 6-8horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea (a

faixa completa varia de 0,01 mg/kg a 0,06 mg/kg, dependendo da indicação).

• Bradicardia sinusal: 0,005-0,01 mg/kg, mas, durante a ressuscitação cardiopulmonar,

administre até 0,04 mg/kg.

Gatos

• 0,02-0,04 mg/kg a cada 6-8horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Cães

• Para intoxicação por organofosforados ou carbamatos: 0,2-0,5 mg/kg conforme

necessário por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Gatos

• Para intoxicação por organofosforados ou carbamatos: 0,2-0,5 mg/kg, conforme

necessário, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Posologia para Grandes Animais

Note que, em grandes animais, a atropina é um potente inibidor da motilidade gástrica.

Equinos

• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase: 0,02-

0, 04 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetindo quando necessário.

• Obstrução recorrente das vias aéreas (ORVA, anteriormente denominada DPOC):

0,022 mg/kg, dose única, por via intravenosa.

Suínos

• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase:

0,1 mg/kg por via intravenosa, seguido por 0,4 mg/kg por via intramuscular.

• Adjunto anestésico: 0,02 mg/kg por via intravenosa ou 0,04 mg/kg por via

intramuscular.

Ruminantes

• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase:

0,1 mg/kg por via intravenosa, seguido por 0,4 mg/kg por via intramuscular e repetindo

conforme necessário.


• Adjunto anestésico para prevenir a salivação: 0,02 mg/kg, por via intravenosa ou

0,04 mg/kg por via intramuscular.

Informações sobre Restrição Legal

Nos EUA, não há intervalo de carência do tratamento estabelecido. O fabricante de

medicamentos para grandes animais indica 0 dia para leite e carne; no Reino Unido, porém,

esse tempo é de 14 dias.

Classificação RCI: 3

Sulfato de Bleomicina

Nome comercial e outros nomes

Blenoxane ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Blenoxane (h)

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico antineoplásico. O mecanismo de ação exato da bleomicina é desconhecido,

embora esse fármaco seja capaz de se ligar ao DNA e impedir sua síntese.

Indicações e Usos Clínicos

A bleomicina é usada para o tratamento de diversos sarcomas e carcinomas.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A bleomicina provoca reação local no sítio de injeção, intoxicação pulmonar, febre e

calafrios em seres humanos. Os efeitos colaterais não são bem-documentados nas

espécies domésticas.

Contraindicações e Precauções


Não administre a animais com mielossupressão.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Solução injetável geralmente associada a outros agentes antineoplásicos.

Consulte maiores detalhes de utilização em protocolos antineoplásicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma durante o tratamento.

Formulações

A bleomicina é comercializada em frascos com 15 unidades de administração injetável.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Refrigere

os frascos após a sua abertura. A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 unidades/m 2 por via intravenosa ou subcutânea por 3 dias, então 10 unidades/m 2

por semana (dose máxima acumulativa igual a 200 unidades/m 2 ).

Gatos

• Não há dose estabelecida para gatos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses em grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Por ser um agente


antineoplásico, não administre a animais destinados ao consumo humano.

Sulfato de Canamicina

Nome comercial e outros nomes

Kantrim ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico aminoglicosídeo. Bactericida. Como outros aminoglicosídeos, a canamicina atua

inibindo a síntese de proteína da bactéria ao associar-se à unidade 30S ribossomal. A

canamicina possui amplo espectro de ação que inclui Staphylococcus spp. e bacilos Gramnegativos.

Apresenta fraca atividade contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A

canamicina não é tão ativa contra a maioria das bactérias quanto a gentamicina ou a

amicacina.

Indicações e Usos Clínicos

A canamicina é um antibiótico de amplo espectro usado para o tratamento de infecções por

bactérias Gram-negativas. Apresenta menor eficácia que a gentamicina, a amicacina e a

tobramicina. Assim, existem poucas vantagens no uso da canamicina sobre outros

medicamentos dessa classe.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A nefrotoxicidade é o fator limitante mais importante para a toxicidade. Deve-se garantir

o adequado equilíbrio hidroeletrolítico do paciente durante a terapia. Também é possível

ocorrer ototoxicidade e vestibulotoxicidade.

Contraindicações e Precauções

Não utilizar em animais com doença renal. Não utilizar em animais desidratados.


Interações Medicamentosas

Quando utilizado em altas doses em associação com agentes anestésicos, pode ocorrer

bloqueio neuromuscular. Não misturar em frascos ou seringas com outros antibióticos.

A ototoxicidade e a nefrotoxicidade são potencializadas por diuréticos de alça, como

a furosemida.

Instruções de Uso

A canamicina não é tão eficaz quanto os outros aminoglicosídeos. Em infecções graves,

considerar o uso da gentamicina ou da amicacina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Teste de suscetibilidade: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute(CLSI), o

valor limite da concentração inibitória mínima (MIC) para o ponto de perda de sensibilidade

é ≤16 μg/mL. Monitorar os níveis séricos de ureia e creatinina e exame de urina para

evidências de toxicidade renal.

Formulações

A canamicina está disponível em solução injetável a 200 e 500 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É

solúvel em água, mas instável em formulações manipuladas. Não misturar com outros

medicamentos. Não congelar.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 10 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa ou intramuscular.

• 20 mg/kg a cada 24 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

• 10 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Evitar o uso em animais de produção. Em bovinos, pode ser necessário um período de


carência mais longo (mais de 18 meses). Para estimativa de período de carência do uso

extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).

Sulfato de Cefquinoma

Nomes comerciais e outros nomes

Cobactan ® e Cephaguard ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Cobactan (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar a de outros antibióticos

betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte da célula. As

cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda, terceira e quarta gerações,

dependendo de seu espectro de ação. A cefquinoma é hoje a única cefalosporina de quarta

geração aprovada em todos os países para uso em animais destinados ao consumo humano

(animais de produção). Diferentemente das demais cefalosporinas, a cefquinoma não é

afetada pelas cefalosporinases mediadas por cromossomos do tipo Amp-C ou pela

betalactamase mediada por plasmídeos de alguns bacilos Gram-negativos. As bactérias que

produzem betalactamases de espectro estendido (ESBL) e espécies de Staphylococcus

resistentes à meticilina são resistentes à cefquinoma.

Atualmente, a cefquinoma é aprovada na Europa, mas não nos EUA. A cefquinoma

apresenta boa atividade contra a maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente

Enterobacteriaceae. Demonstrou ser ativa contra patógenos respiratórios bovinos, incluindo

Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni. É também ativa contra

patógenos que causam mastite em vacas, incluindo Escherichia coli, Staphylococcus aureus,

Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus agalactiae e Streptococcus uberis. A atividade da

cefquinoma contra patógenos equinos inclui bactérias Gram-positivas e Gram-negativas,

como Escherichia coli, Streptococcus equi subespécie zooepidemicus, Klebsiella pneumoniae,

Enterobacter spp., Staphylococcus aureus subespécie equi, Clostridium perfringens e Actinobacillus

equuli.

Em bovinos, a cefquinoma apresenta meia-vida de 2,5 horas e menos de 5% do

medicamento se encontra ligado a proteínas. A cefquinoma não é absorvida após a

administração oral. Em suínos adultos ou não, a meia-vida do medicamento é de


aproximadamente 9 horas. Dada a pequena ligação à proteínas, a cefquinoma penetra o

líquor e o fluido sinovial desses animais. Em equinos, a cefquinoma apresenta meia-vida de

2 horas em adultos e de 1,4 hora em potros, com ligação proteica inferior a 5%. A absorção

após a administração intramuscular é de quase 100% em equinos adultos e de 87% em

potros.

Indicações e Usos Clínicos

A cefquinoma é usada em bovinos, suínos e equinos, para o tratamento de infecções

provocadas por patógenos suscetíveis. Em muitos países europeus, é registrada para o

tratamento de doenças respiratórias, sepse por E. coli em bovinos e necrobacilose interdigital

(podridão dos cascos). A pomada de cefquinoma tem sido administrada por via

intramamária para tratamento da mastite por E. coli em vacas leiteiras. Na Europa, é também

registrada para tratamento da doença respiratória, artrite, meningite e dermatite suínas

causadas por Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis, Actinobacillus pleuropneumoniae,

Streptococcus suis e Staphylococcus hyicus, além de outros microrganismos sensíveis à

cefquinoma e na síndrome mastite-metrite-agalactia (MMA) provocada por E. coli,

Staphylococcus spp., Streptococcus spp. e outros agentes sensíveis à cefquinoma. Em equinos, é

registrada para o tratamento de infecções respiratórias causadas por Streptococcus equi

subespécie zooepidemicus e infecções bacterianas sistêmicas (sepse) por E. coli. Não há relatos

do uso de cefquinoma em pequenos animais.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem

apresentar sensibilidade (alergia). A administração subcutânea de cefquinoma pode

provocar reações locais.

Em equinos, a administração de altas doses pode provocar diarreia, mas, nas

dosagens recomendadas a seguir, a cefquinoma é segura na maioria desses animais.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais que podem ser sensíveis aos betalactâmicos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em

frascos ou seringas com outros medicamentos, pois há risco de inativação.

Instruções de Uso


A cefquinoma é registrada na Europa para tratamento de infecções em bovinos, suínos e

equinos. Nos EUA, sem a aprovação da FDA, seu uso constitui uma violação. Em bovinos, a

cefquinoma pode ser administrada por vias subcutânea ou intramuscular, dependendo da

formulação. Em suínos, a administração é intramuscular. Em equinos, a administração pode

ser inicialmente feita por via intravenosa, passando a intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hemograma, caso doses elevadas sejam administradas por longos períodos.

Antibiograma: não há recomendações do Clinical and Laboratory Standards Institute(CLSI)

para bactérias suscetíveis.

Formulações

Nos países em que a cefquinoma é comercializada, há suspensões injetáveis a 7,5%

(75 mg/mL) e 2,5%(25 mg/mL), pó para reconstituição para administração intravenosa em

cavalos e potros (4,5% ou 45 mg/mL em frasco de 30 mL ou 100 mL) e pomada

intramamária (75 mg em seringa de 8 g).

Estabilidade e Armazenamento

Após a abertura do frasco, a validade é de 28 dias. Para a solução de administração

intravenosa a 4,5%, a validade após a reconstituição é de 10 dias quando armazenada sob

refrigeração (2 °C-8 °C).

Posologia para Pequenos Animais

Dose não estabelecida.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Doença respiratória bovina (DRB): 2,5 mg/kg, por via intramuscular, a cada 48 horas

(1 mL da suspensão a 7,5% a cada 30 kg).

• Doença respiratória e podridão dos cascos: 1 mg/kg (2 mL a cada 50 kg da suspensão a

2,5%) por via intramuscular, uma vez ao dia, por 3-5 dias.

• Mastite (E.coli) com acometimento sistêmico: 1 mg/kg (2 mL a cada 50 kg da suspensão

a 2,5%), por via intramuscular, uma vez ao dia, por 2 dias.

• Septicemia em bezerros (E. coli): 2 mg/kg (4 mL a cada 50 kg da suspensão a 2,5%), por

via intramuscular, uma vez ao dia, por 3-5 dias.


Suínos

• Infecções respiratórias: 2 mg/kg (2 mL da suspensão a 2,5%), por via intramuscular,

uma vez ao dia, por 2 dias.

• Meningite, artrite ou dermatite em leitões: 2 mg/kg (2 mL da suspensão a 2,5%), por via

intramuscular, uma vez ao dia, por 5 dias.

Equinos

• Infecções respiratórias causadas por Streptococcus equi: 1 mg/kg (1 mL da solução a cada

45 kg) por vias intravenosa ou intramuscular, a cada 24 horas, por 5-10 dias.

• Infecções sistêmicas (principalmente septicemia em potros) provocadas por E. coli:

1 mg/kg (1 mL da solução a cada 45 kg) por vias intravenosa ou intramuscular, a cada

12 horas, por 6-14 dias.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a suspensão de cefquinoma em vacas leiteiras produzindo leite para

consumo humano (durante a lactação ou no período seco). Não administre nos dois meses

anteriores à primeira cria em novilhas destinadas à produção leiteira para consumo humano.

Na Europa, o intervalo de carência para carne é de 13 dias após a administração de

2,5 mg/kg por via subcutânea, 5 dias após a administração de 1 mg/kg por via

intramuscular e 3 dias em suínos. O período de carência para o leite, após a administração

sistêmica, é de 24 horas. Após a administração intramamária, esse intervalo é de 4 dias para

a carne e 5 dias para o leite.

Sulfato de Condroitina

Nomes comerciais e outros nomes

Cosequin e Glycoflex

Medicamentos comercializados no Brasil

Artroglycan (v) , Condroitin (v) , Fertflex (v) , Condroflex (h) , Artrolive (h)

Classificação funcional

Suplemento nutricional

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Suplemento nutricional para pacientes com osteoartrite. De acordo com o fabricante e

algumas evidências experimentais, o sulfato de condroitina fornece precursores que

estimulam a síntese de cartilagem articular, inibem sua degradação e melhoram sua

cicatrização.

Estudos farmacocinéticos produziram resultados conflitantes dependendo da

formulação, da espécie analisada e da técnica utilizada. Embora alguns estudos indiquem

que a absorção oral do sulfato de condroitina é adequada, a absorção da molécula (que é

extensa) intacta pode ser limitada. Em cães, a absorção oral é baixa, de 5%, mas, em

equinos, valores de até 22% ou 32% foram relatados.

O sulfato de condroitina é geralmente administrado associado à glicosamina. Ver mais

detalhes em Glicosamina.

Indicações e Usos Clínicos

O sulfato de condroitina é usado principalmente para o tratamento da doença articular

degenerativa e encontrado em formulações associado à glicosamina (ver mais detalhes em

Glicosamina). A análise de estudos clínicos publicados conduzidos em cães concluiu que

existem evidências moderadas acerca da eficácia da administração de sulfato de

condroitina para o tratamento da osteoartrite, mas os resultados de diferentes pesquisas

podem ser inconsistentes. Em equinos com claudicação, os benefícios do tratamento com

suplementos à base de sulfato de condroitina e glicosamina administrados por via oral foram

também relatados.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Reações adversas não foram relatadas, embora a ocorrência de hipersensibilidade seja

possível. A condroitina é frequentemente administrada com glicosamina. Consulte o

verbete Glicosamina quanto aos possíveis efeitos adversos.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

As doses são baseadas em dados empíricos e nas recomendações do fabricante. Existem

poucos ensaios de eficácia ou titulações de doses publicados para determinação da posologia


ideal. As doses listadas são recomendações gerais e podem variar em diferentes

medicamentos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não há necessidade de monitoramento específico.

Formulações

Dada à disponibilidade de diversas formulações de sulfato de condroitina, os veterinários

devem examinar cuidadosamente a bula dos medicamentos para verificação da potência

adequada. Suplementos dietéticos de uso veterinário podem apresentar qualidade

altamente variável. Um desses medicamentos, o Cosequin, é comercializado em cápsulas de

potência normal (RS) ou dupla (DS). As cápsulas RS contêm 250 mg de glicosamina,

200 mg de sulfato de condroitina, 5 mg de manganês e 33 mg de ascorbato de manganês.

As cápsulas DS apresentam o dobro de cada uma destas quantidades.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Use Cosequin RS e DS como Guia Geral

Cães

• 1-2 cápsulas RS por dia

• 2-4 cápsulas RS por dia

Gatos

• 1 cápsula RS por dia

Posologia para Grandes Animais

Equinos: 12 mg/kg de glicosamina, 3,8 mg/kg de sulfato de condroitina duas vezes ao dia,

por via oral, por 4 semanas, depois 4 mg/kg de glicosamina e 1,3 mg/kg de sulfato de

condroitina.

É comum iniciar o tratamento em equinos com uma dose maior, de 22 mg/kg de

glicosamina e 8,8 mg/kg de sulfato de condroitina, diariamente, por via oral.


Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência determinados para animais de produção. O sulfato de

condroitina e a glicosamina são encontrados facilmente e períodos de carência podem não

ser necessários caso esses suplementos sejam administrados a animais de produção. Nos

EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o

FARAD, em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Sulfato de Gentamicina

Nomes comerciais e outros nomes

Gentocin, Garasol, Garacin e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Várias são as especialidades veterinárias existentes no Brasil, tanto do princípio isolado

quanto em associação com outros fármacos.

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico aminoglicosídico. Sua ação é inibir a síntese de proteína em bactérias por meio de

sua ligação à subunidade 30S ribossomal. Bactericida. A gentamicina tem amplo espectro de

atividade que inclui a maioria dos isolados bacterianos em animais, incluindo estafilococos e

bacilos Gram-negativos das Enterobacteriaceae. Não é muito ativa contra estreptococos e

bactérias anaeróbicas. A farmacocinética tem sido estudada em muitas espécies de animais

domésticos e exóticos. A meia-vida é tipicamente de 1-2 horas em mamíferos, e o volume de

distribuição é de aproximadamente 0,2-0,3 L/kg. A depuração (clearance) é por meio da

filtração glomerular.

Indicações e Usos Clínicos

A gentamicina tem ação bactericida rápida e é indicada para infecções agudas graves, como

aquelas causadas por bacilos Gram-negativos. A gentamicina é administrada por vias

intramuscular, subcutânea e intravenosa. Não é absorvida após administração oral, e esse

uso é restrito àquele rotulado para suínos. A gentamicina, assim como outros

aminoglicosídeos, pode ser associada a antibióticos betalactâmicos por ampliar o espectro,

quando usada com medicamentos como a penicilina, a ampicilina ou as cefalosporinas.

Embora a gentamicina seja geralmente ativa contra a maioria dos bacilos Gram-negativos, a


amicacina possui atividade mais efetiva contra as cepas resistentes. O único uso aprovado

em animais de produção é aquele para o tratamento da disenteria suína por via oral.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A nefrotoxicidade é a maior toxicidade limitada à dose. Assegure que os pacientes

tenham adequado equilíbrio hidroeletrolítico durante a terapia. A depleção de eletrólitos

aumentará o risco de nefrotoxicidade. Altos níveis de cálcio e proteína na dieta

aumentarão o risco de nefrotoxicidade. A ototoxicidade e vestibulotoxicidade também

são possíveis, mas não foram referidas em animais. Com altas doses, é possível ocorrer

toxicidade neuromuscular, mas é raro.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com função renal comprometida, insuficiência ou falência

renais. Deve haver adequada depuração (clearance) renal para a eliminação de

gentamicina. O uso em animais jovens é aceito, exceto em doses mais altas.

Interações Medicamentosas

Quando usado com agentes anestésicos, é possível ocorrer bloqueio neuromuscular. Não

misture na ampola ou seringa com outros antibióticos. A ototoxicidade e a

nefrotoxicidade são potencializadas por diuréticos de alça, como a furosemida.

Instruções de Uso

Os esquemas de dosagem baseiam-se na sensibilidade dos organismos. Alguns estudos

sugeriram que a terapia uma vez ao dia (combinando múltiplas doses em uma dose única

diária) é tão eficaz quanto os múltiplos tratamentos. A atividade contra algumas bactérias

(p. ex., Pseudomonas aeruginosa) é aumentada quando associada com antibiótico

betalactâmico, como a ceftazidima. A nefrotoxicidade aumenta com concentrações

mínimas elevadas utilizadas por longos períodos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: o ponto de perda da suscetibilidade da concentração inibitória

mínima (MIC) recomendado pela CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) é ≤

2 μg/mL. Monitore ureia, creatinina e urina para evidência de toxicidade renal. Os níveis

sanguíneos podem ser monitorados para avaliar problemas com a depuração (clearance)

sistêmica. Quando monitorar os níveis mínimos em doses únicas diárias ao paciente, estes

devem estar abaixo do limite de detecção. Alternativamente, avalie a meia-vida de amostras


obtidas em 1 e 2 a 4 horas após a administração. A depuração (clearance) deve ser

aproximadamente igual à taxa de filtração glomerular (TFG) (> 1,0 mL/kg/min) e a meiavida

deve ser inferior a 2 horas.

Formulações

A gentamicina está disponível em solução injetável de 50 e 100 mg/mL e solução oral de

50 mg/mL para suínos.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

gentamicina é hidrossolúvel. Não misture com outros medicamentos, especialmente em

ampola, seringa ou kit de infusão. Pode ocorrer inativação. Evite o armazenamento a longo

prazo em recipiente plástico.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2-4 mg/kg a cada 8 horas ou 9-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea,

intramuscular ou intravenosa.

Gatos

A administração uma vez ao dia é geralmente o intervalo preferido.

5-8 mg/kg a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.

A administração uma vez ao dia em geral é o intervalo preferido.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Adulto: 4-6,6 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.

• Potros com menos de 2 semanas: 12-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular

ou intravenosa.

Suínos

• 15 mg/kg para suínos jovens e 10 mg/kg para suínos idosos, uma vez ao dia, por vias

subcutânea ou intramuscular.


• Colibacilose, disenteria suína: 1,1-2,2 mg/kg por 3 dias em água de bebida.

Bezerros

• Com menos de 2 semanas: 12-15 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intravenosa ou

intramuscular.

• Bovino adulto: 5-6 mg a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Com exceção de medicamentos licenciados para suínos, os aminoglicosídeos não devem ser

administrados a animais de produção devido a possibilidade de resíduos.

Período de carência para suínos: 3 dias carne a 1,1 mg/kg por via oral e 40 dias carne a

5 mg/kg por via intramuscular; 14 dias a 5 mg/kg, por via oral.

Se a gentamicina for administrada por via sistêmica a bovinos, um período de carência

extenso é necessário em decorrência da persistência de resíduos no rim. O FARAD

recomenda 18 meses. Após a administração sistêmica de 5 mg/kg, o período de carência

para o leite deve ser de 5 dias. Se a gentamicina for administrada por via intramamária

(500 mg por quarto), o período de carência para o leite é de, pelo menos, 10 dias e o da

carne deve ser de 180 dias.

Contactar o FARAD para informações adicionais no número 1-888-USFARAD (1-888-

873-2723).

Sulfato de Metaproterenol

Nomes comerciais e outros nomes

Alupent, Metaprel e sulfato de Orciprenaline

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Broncodilatador, beta-agonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista beta2-adrenérgico. Broncodilatador. Como outros agonistas beta2-adrenérgicos,

estimula os receptores beta 2 , ativa a adenilciclase e relaxa a musculatura lisa brônquica.

Pode também inibir a liberação de mediadores inflamatórios, principalmente de mastócitos.


Sua farmacocinética não foi bem estudada em espécies de animais domésticos. Em seres

humanos, é bem absorvido após a administração oral, mas as informações acerca desse

fenômeno são incompletas.

Indicações e Usos Clínicos

Em animais, o metaproterenol é usado para o relaxamento da musculatura lisa brônquica,

para o tratamento de bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica, obstrução das vias

aéreas por inflamação e outras alterações das vias aéreas. Seu uso é indicado em animais

com broncoconstrição reversível, como gatos acometidos pela asma brônquica. Em medicina

veterinária, a utilização do metaproterenol é derivada, principalmente, de dados empíricos.

Não há estudos clínicos bem controlados ou ensaios de eficácia que comprovem sua ação

clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em altas doses, o metaproterenol provoca estimulação beta-adrenérgica (taquicardia e

tremores). Arritmias são observadas após a administração de altas doses ou em indivíduos

sensíveis. Em fêmeas em trabalho de parto, o metaproterenol inibe as contrações uterinas.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais cardiopatas.

Interações Medicamentosas

Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO). Use com cautela com outros

medicamentos que podem causar arritmias cardíacas em animais. Pode ser misturado à

cromolina sódica para nebulização, se usado dentro de 60-90 minutos. O metaproterenol

é também associado à dexametasona sem perda de estabilidade.

Instruções de Uso

Resultados de estudos clínicos não foram relatados. O uso em medicina veterinária, assim

como as doses recomendadas, é baseado na experiência em seres humanos e animais. Em

mulheres, os agonistas beta 2 são usados no retardo do parto (por inibição das contrações

uterinas).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a frequência respiratória dos animais durante o


tratamento.

Formulações

O metaproterenol é comercializado em comprimidos de10 e 20 mg, xarope a 5 mg/mL e

inaladores.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Evite a

exposição ao ar e umidade. Não congele. Não use caso a formulação apresente coloração

escura.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,325-0,65 mg/kg, a cada 4-6 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais, nem evidências de absorção do medicamento

após administração oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administrar a animais de produção. Nestes animais, o uso de outros beta-agonistas,

como o clembuterol, foi banido.

Classificação RCI: 3

Sulfato de Morfina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas, MS Contin comprimidos de liberação prolongada, Oramorph SR

comprimidos de liberação prolongada e comprimidos de liberação prolongada de marcas

genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Dimorf (h)


Classificação funcional

Analgésico, opioide

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista opioide, analgésico. Protótipo dos demais agonistas opioides. A morfina se liga aos

receptores mu e kappa nos nervos, inibindo a liberação de neurotransmissores envolvidos na

transmissão de estímulos dolorosos (como a Substância P). A morfina também pode inibir a

liberação de alguns mediadores inflamatórios. Seus efeitos no sistema nervoso central e

propriedades eufóricas são relacionados à ligação aos receptores mu no cérebro. Outros

opiáceos e opioides usados em animais incluem a hidromorfona, a codeína, a oximorfona, a

meperidina e o fentanil. Formulações de morfina para administração oral apresentam baixa

biodisponibilidade em cães e podem não ser eficazes.

Indicações e Usos Clínicos

A morfina é indicada na analgesia de curta duração, na sedação e como adjuvante

anestésico. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada como parte de

abordagens analgésicas/anestésicas multimodais. A administração de morfina pode reduzir

a dose dos demais analgésicos e anestésicos empregados. A ação da morfina em cães é curta

(2-4 horas). A morfina também é usada em animais para o tratamento do edema pulmonar.

Presume-se que, nesse caso, provoque vasodilatação e redução da pré-carga. Embora a

administração oral de morfina (em formulações comuns ou de liberação prolongada) seja

realizada em cães, sua absorção é baixa e inconsistente. As formulações orais não devem ser

utilizadas para o tratamento da dor intensa em cães. A administração oral de morfina a

gatos não foi investigada. Nesses animais, formas injetáveis podem ser utilizadas, mas em

doses geralmente inferiores às usadas em cães, para prevenção da excitação. Em equinos, a

morfina é raramente usada de forma isolada ou não associada a outros sedativos, por alterar

negativamente o comportamento e provocar efeitos cardiovasculares quando administrada

em doses analgésicas. Tais reações reduziram a utilização da morfina em equinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da morfina são previsíveis e inevitáveis. Entre

eles, incluem-se sedação, vômitos, constipação intestinal, retenção urinária e bradicardia.

Cães podem apresentar hiperventilação por alteração da termorregulação. A

administração de morfina provoca a liberação de histamina, mas é menos provável que

outros opiáceos provoquem o mesmo efeito. Alguns animais podem apresentar excitação,

mas isto é mais comumente observado em gatos e equinos. Altas doses provocam


depressão respiratória. Como outros opiáceos, a morfina provoca uma leve redução da

frequência cardíaca. Na maioria dos casos, tal redução não requer tratamento com

medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada. A

administração crônica pode levar à tolerância e à dependência. Em equinos, foram

observados íleo, constipação intestinal e estimulação do sistema nervoso central (SNC)

(pisoteamento e ambulação) após a administração de 0,5 mg/kg. Nesses animais,

comportamentos indesejáveis e até mesmo perigosos podem ser observados após a rápida

administração intravenosa de opioides. Os equinos devem ser submetidos à pré-anestesia

com acepromazina ou alfa 2 -agonista antes da administração de morfina.

Contraindicações e Precauções

A morfina é um medicamento controlado em Esquema II. Gatos e equinos podem ser

mais sensíveis à excitação do que as demais espécies.

Interações Medicamentosas

Como outros opiáceos, a morfina potencializa a ação de outras substâncias que provocam

depressão do SNC.

Instruções de Uso

Os efeitos da administração de morfina são dependentes da dose. Doses baixas (0,1-0,

25 mg/kg) produzem analgesia branda. Doses maiores (até 1 mg/kg) promovem maior

efeito analgésico e sedação. De modo geral, a morfina é administrada pelas vias

intramuscular, intravenosa ou subcutânea. Infusões em taxa constante (ITC) também são

usadas, e demonstrou-se que as doses citadas produzem concentrações de morfina dentro

da faixa terapêutica. A morfina para administração oral é comercializada em formas de

liberação prolongada, mas as dosagens obtidas podem ser altamente variáveis e

inconsistentes. A administração epidural pode ser utilizada em procedimentos cirúrgicos.

Entre os protocolos associados, incluem-se o MMC, composto por morfina (0,2 mg/kg),

medetomidina (ou dexmetedomidina, 60 μg/kg) e cetamina (5 mg/kg), misturadas em

uma única seringa, com administração intramuscular para produção de analgesia e

anestesia de curta duração (aproximadamente 120 minutos).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente

precise ser tratada quando provocada por opioides, caso necessário, pode-se realizar a

administração de atropina. Em caso de desenvolvimento de grave depressão respiratória, a

ação do opioide pode ser revertida com naloxona.

Formulações


A morfina é comercializada em solução injetável a 1, 2, 4, 5, 8, 10, 15, 25 e 50 mg/mL

(sendo a mais comum a de 15 mg/mL), em comprimidos de 15 e 30 mg e comprimidos de

liberação controlada de 15, 30, 60, 100 e 200 mg (MS Contin, Oramorph SR ou marcas

genéricas). A morfina pentaidratada (Avinza) é comercializada em cápsulas de 60 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sulfato

de morfina é ligeiramente hidrossolúvel e também solúvel em etanol. É mais estável em

pH < 4. Se misturada a veículos de alto pH, sofre oxidação, o que pode escurecer a

formulação (que adquire coloração amarela amarronzada). As soluções podem ser

armazenadas em seringas plásticas, sendo estáveis por 70 dias. Caso diluída em soro

fisiológico a 0,9% para administração epidural, é estável por 14 semanas. Evite o

congelamento.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Analgesia: 0,5 mg/kg a cada 2 horas por vias intravenosas ou intramuscular. No

entanto, doses entre 0,1-1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea a

cada 4 horas têm sido utilizadas (aumente a dose conforme necessário).

• ITC: Dose inicial de 0,2 mg/kg por via intravenosa, seguida por 0,1 mg/kg/hora. A dose

inicial pode ser elevada para 0,3 mg/kg e seguida pela administração de

0,17 mg/kg/hora em casos de dor mais intensa. Doses iniciais elevadas, de até

0,6 mg/kg, seguidas pela administração de 0,34 mg/kg por via intravenosa, foram

usadas em experimentos conduzidos em cães.

• Administração oral: os comprimidos comuns não devem ser utilizados. Comprimidos de

liberação prolongada têm sido usados em dose de 15 ou 30 mg por cão, a cada 8-12

horas por via oral, mas estudos mostraram que sua absorção é inconsistente e baixa.

• Epidural: 0,1 mg/kg.

Gatos

• Analgesia: 0,1 mg/kg a cada 3-6 horas (ou conforme necessário) por vias intramuscular

ou subcutânea.

• Epidural: 0,1 mg/kg, diluído em solução salina a 0,3 mL/kg

Posologia para Grandes Animais

Equinos


• Para contensão química branda, use 0,3-0,5 mg/kg por via intravenosa. No tratamento

da dor mais intensa, administre 0,5-1 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular. A

administração intravenosa deve ser feita lentamente. A morfina pode causar excitação

em equinos, e aconselha-se primeiro sedá-los com um agonista alfa2.

• Administração intra-articular (use soluções sem preservantes): 0,05 mg/kg; comece

utilizando uma solução a 20 mg/mL e dilua-a em soro fisiológico a 5 mg/mL, e

administre a taxa de 1 mL por articulação por 100 kg de peso corporal

Bovinos

• Os benefícios da administração de morfina a ruminantes são controversos. No entanto,

doses de 0,05-0,1 mg/kg, chegando a 0,4 mg/kg por via intravenosa são usadas no

tratamento da dor e em procedimentos perioperatórios.

Informações sobre Restrição Legal

A morfina é uma substância controlada em Esquema II.

Evite sua administração a animais destinados ao consumo humano.

No Brasil, o sulfato de morfina está listado como substância entorpecente (lista A1),

sujeito a notificação de Receita “A”.

Classificação RCI: 1

Sulfato de Paromomicina

Nome comercial e outros nomes

Humatina ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico da classe dos aminoglicosídeos. O mecanismo de ação da paromomicina é similar


ao de outros aminoglicosídeos: inibição da subunidade 30S ribossômica, com inibição

subsequente da síntese proteica bacteriana.O espectro de atividade é similar ao de outros

aminoglicosídeos. Entretanto, como a paromomicina é administrada por via oral e em geral

não é absorvida sistemicamente, sua atividade limita-se aos patógenos intestinais.

Indicações e Usos Clínicos

O uso da paromomicina restringe-se a infecções intestinais. Ela não é absorvida

sistemicamente e não deve ser usada para infecções “extraintestinais”. Tem sido usada para

tratar infecções intestinais, como a criptosporidiose. O uso baseia-se em considerações

limitadas em animais e extrapolação do seu emprego em seres humanos. A eficácia em

animais não foi testada em estudos controlados.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A paromomicina foi associada à insuficiência renal e cegueira quando usada em gatos.

Embora a absorção sistêmica não seja esperada, gatos tratados com altas doses para

combater organismos intestinais desenvolveram problemas.

Contraindicações e Precauções

Recomenda-se extrema cautela ao administrar esse fármaco a animais que possam ter

algum comprometimento intestinal resultante de doença intestinal, pois neste caso pode

ocorrer maior absorção sistêmica.

Interações Medicamentosas

Não há relato de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Em gatos, doses de 125 a 165 mg/kg a cada 12 horas têm sido administradas durante 5-7

dias por via oral. Todavia, há relatos na literatura veterinária de que tais doses acarretaram

toxicidade nessa espécie animal, inclusive lesão renal. Sugere-se o uso de doses menores

para evitar toxicidade e monitorar os parâmetros renais do paciente com cuidado. Na

vigência de comprometimento da mucosa intestinal, como pode ocorrer nos casos de

diarreia, o uso de paromomicina não é recomendável.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a função renal do paciente, como a densidade urinária, a creatinina e a ureia


sérica durante o tratamento.

Formulações

A paromomicina está disponível em cápsulas de 250 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Gatos

• Doses de 125-165 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante 7 dias têm sido

recomendadas. No entanto, recomenda-se cautela ao usar essas doses altas. Doses mais

baixas devem ser consideradas (ver doses para cães) em animais que possam correr risco

de toxicidade.

Cães

• A dose para cães foi extrapolada da medicina humana, sendo de 10 mg/kg a cada 8

horas por via oral durante 5-10 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há registro de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Embora não

ocorra absorção sistêmica significativa, espera-se que as concentrações possam persistir nos

rins, resultando em períodos de carência mais longos para abate.

Sulfato de Polimixina B

Nome comercial e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Sulfato de Polimixina B (g)


Classificação funcional

Agente antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antibiótico, antibacteriano. A polimixina B pertence a um grupo de antibióticos

polipeptídicos. As polimixinas são detergentes catiônicos básicos de superfície ativa que

interagem com o fosfolipídio da membrana celular. São capazes de penetrar a membrana

celular de bactérias e romper sua estrutura. Tal ação, subsequentemente, induz alterações

na permeabilidade celular, que resultam em morte celular, conferindo às polimixinas

propriedades bactericidas. As polimixinas contêm sete aminoácidos em uma configuração

cíclica e têm peso molecular de mais de 1.000. Outras polimixinas foram denominadas A, B,

C, D, E e M, mas apenas a B e a E nas suas formas de sal de sulfato são usadas clinicamente.

O sulfato de polimixina B é uma mistura de polimixina B1 e polimixina B2. A polimixina E é

mais conhecida como colistina, também usada de forma sistêmica em algumas infecções. A

polimixina B tem um pKa que varia de 8 a 9, derivado do organismo Bacillus polymyxa. Está

disponível em muitas formulações típicas, em geral consideradas “antibióticos triplos”. A

formulação injetável do sulfato de polimixina B é um sal de sulfato de duas formas:

polimixinas B1 e B2. Está disponível em formulações de não menos de 6.000 unidades de

polimixina B por miligrama (como a base anidro). As polimixinas não são absorvidas do trato

gastrointestinal quando administradas por via oral, mas o são rapidamente quando por via

parenteral e têm 70-90% de ligação com proteínas plasmáticas.

Indicações e Usos Clínicos

A polimixina B injetável vem na forma de pó para preparação de soluções estéreis para

administração intramuscular, gotejamento intravenoso, uso intratecal ou oftálmico. A

polimixina B é mais frequentemente administrada como uma pomada tópica para tratar

infecções. É um dos componentes das pomadas “antibióticas triplas” para uso tópico. Usa-se

a polimixina B por via sistêmica para tratar infecções resistentes a outros fármacos. Bactérias

como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter podem desenvolver resistência a outros

fármacos e as infecções que causam só podem ser tratadas com fármacos como colistina e

polimixina. Em seres humanos, a polimixina B é usada para tratar infecções do trato

urinário, meningite e septicemia. Não há estudos clínicos bem controlados ou ensaios sobre

eficácia que documentem a efetividade clínica em animais para o tratamento de infecções

bacterianas. Em medicina veterinária — em particular em equinos —, a polimixina tem sido

empregada por sua propriedade de ligar-se à endotoxina bacteriana no sangue e prevenir os

sinais de septicemia bacteriana. Infusões de 1.000 a 10.000 unidades por quilograma (uma

dose comum é de 6.000 unidades/kg, equivalentes a 1 mg/kg) administradas a cada 8

horas mostraram-se seguras e efetivas para tratar a endotoxemia em equinos. A ação é

atribuída à ligação da parte catiônica da polimixina B à parte A aniônica lipídica dessa


endotoxina. Isso efetivamente torna a endotoxina inativa, impedindo assim a maioria dos

efeitos colaterais que a endotoxina Gram-negativa tem sobre o organismo dos mamíferos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Injeções por via intramuscular causam dor. Por sua capacidade de ligar-se às membranas

fosfolipídicas e causar lesão, a reação adversa mais grave é causada por lesão renal. Na

dose usada para tratar a endotoxemia bacteriana em equinos, não se observou lesão renal.

Contudo, em doses maiores (18.000-36.000 unidades/kg) ou com protocolos de

tratamento mais prolongados, o risco de lesão renal aumenta. Reações alérgicas também

são possíveis.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela, caso tenha de usar o fármaco, em pacientes com doença renal. Animais

que recebem polimixina B devem receber suporte hídrico adequado para manter a

hidratação e a perfusão renal.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros agentes potencialmente nefrotóxicos, como os

aminoglicosídeos. Não administre com relaxante muscular curariforme e outros fármacos

nefrotóxicos, por causa do risco de depressão respiratória. A atividade antibacteriana da

polimixina diminui na presença de exsudato purulento (pus), em tecidos que contêm

fosfolipídios ácidos, e na presença de detergentes aniônicos.

Instruções de Uso

O uso em medicina veterinária restringia-se à administração tópica e em equinos para tratar

endotoxemia. As doses e esquemas de administração derivaram de estudos experimentais.

As vias de administração são tópica, intramuscular, infusão por via intravenosa, intratecal ou

instilação oftálmica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a hidratação e os níveis de eletrólitos dos pacientes. Monitore os parâmetros renais

(p. ex., creatinina e ureia) para detectar evidência de doença renal.

Formulações

A polimixina B está disponível em frascos contendo 500.000 unidades do fármaco. Em


alguns protocolos de dosagem, a dose é mencionada em miligramas, em vez de unidades.

Um miligrama de polimixina B equivale a 10.000 unidades de polimixina B, e cada

micrograma da base pura polimixina B equivale a 10 unidades de polimixina B.

Estabilidade e Armazenamento

Armazeneem temperatura ambiente entre 20 o C a 25 o C, protegida da luz. A polimixina B é

hidrossolúvel em solução a 0,5% com pH entre 5-7,5. Soluções aquosas de sulfato de

polimixina B ficam armazenadas por até 12 meses sem perda significativa da potência se

refrigeradas. Não misturar com soluções de ácidos fortes ou alcalinas. Não é compatível com

sais de cálcio ou magnésio.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Antibacteriana: 15.000-25.000 unidades/kg a cada 12 horas por via intravenosa. Para

preparar a solução, misturar 500.000 unidades de polimixina B com 300-500 mL de

glicose a 5% para infusão de taxa constante.

• Antibacteriana: 30.000 unidades/kg/dia,por via intramuscular. Para preparar a solução,

misturar 500.000 unidades de polimixina B em 2 mL de água estéril para injeção ou

injeção de cloreto de sódio ou cloridrato de procaína a 1%.

• Intratecal (para tratar meningite): misturar 500.000 unidades de polimixina B em

10 mL de cloreto de sódio (50.000 unidades por mL). Administrar 20.000 unidades

1 vez/dia por via intratecal, e em seguida continuar com 25.000 unidades uma vez

em dias alternados.

Posologia para Grandes Animais

Equinos (endotoxemia): 1.000 a 10.000 unidades/kg (em geral 6.000 unidades/kg,

equivalentes a 1 mg/kg) administradas a cada 8 horas. A infusão pode ser misturada em 1 L

de solução fisiológica e administrada durante 15 minutos a cada 8 horas por 5 tratamentos.

Informações sobre Restrição Legal

Bovinos: o período de carência após administração intramamária é de 7 dias para vacas

leiteiras e de 2 dias para as de corte. Não foram estabelecidos outros períodos de carência

para animais de produção. Para estimativas desses períodos em uso extrabula, contatar o

FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).

Sulfato de Quinidina


Nomes comerciais e outros nomes

Gluconato de quinidina: Quiniglue ® , Duraquin ® ; Poligalacturonato de quinidina:

Cardioquin ® ; Sulfato de quinidina: Cin-Quin ® e Quinora ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Quinicardine (h)

Classificação funcional

Antiarrítmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiarrítmico da Classe I. Como outros antiarrítmicos dessa classe, sua ação consiste em

inibir o influxo de sódio via bloqueio dos canais de sódio. Portanto, suprime o potencial de

ação cardíaco da fase 0 e diminui focos arrítmicos ectópicos.

Indicações e Usos Clínicos

A quinidina é usada para o tratamento de arritmias ventriculares e ocasionalmente para

converter a fibrilação atrial em ritmo sinusal. Em pequenos animais, é usada raramente pois

há fármacos alternativos mais efetivos e seguros. Em equinos e bovinos, a quinidina tem sido

o fármaco de escolha para tratar a fibrilação atrial. Entretanto, outras alternativas são

consideradas, devido à frequência de efeitos colaterais e da menor disponibilidade de

formas comerciais de quinidina. As alternativas incluem o diltiazem e a cardioversão

elétrica.

Informações sobre Precauções

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Efeitos colaterais da quinidina são mais comuns que os da procainamida e incluem

náuseas e vômitos. As reações adversas incluem hipotensão e taquicardia (por causa do

efeito vagolítico). Após administração intravenosa, são comuns efeitos colaterais como

hipotensão e taquiarritmias em bovinos. Em equinos, são comuns efeitos colaterais, que

incluem hipotensão, problemas gastrointestinais e taquicardia supraventricular. Morte

cardíaca súbita é possível, mas incomum em equinos.

Contraindicações e Precauções

A quinidina pode aumentar a frequência cardíaca. Use com cautela em animais


cardiopatas.

Interações Medicamentosas

A quinidina é um inibidor bem conhecido da bomba da membrana (p-glicoproteína)

resistente a múltiplos fármacos (MDR1). Ela interfere nos canais da membrana e

aumenta as concentrações de alguns fármacos administrados simultaneamente.

Aadministração concomitante de digoxina pode aumentar as concentrações da última.

Ver no Apêndice a lista de potenciais substratos de p-glicoproteína.

Instruções de Uso

A quinidina sofre depuração rápida em bovinos (meia-vida de 2,25 horas), o que resulta na

necessidade de administração frequente. As doses para equinos em geral são administradas

por via oral, por meio de sonda nasogástrica. Devido à menor disponibilidade das formas

comerciais e à frequência de efeitos colaterais, a quinidina não é usada tão comumente

como outros antiarrítmicos da classe I. Ao administrar quinidina, calcular a dose de acordo

com a quantidade da base quinidina em cada formulação: 324 mg de gluconato de

quinidina contêm 202 mg da base quinidina; 275 mg de poligalacturonato de quinidina

contêm 167 mg da base quinidina; 300 mg de sulfato de quinidina contêm 250 mg da

base quinidina.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A quinidina pode ser hipotensiva e vagolítica. Monitorar o ECG do paciente por causa de

arritmias e também a pressão sanguínea.

Formulações

Em alguns países, a quinidina está sendo retirada do comércio e pode ser difícil obtê-la. As

formulações antigas incluem comprimidos de 324 mg de gluconato de quinidina e injeção

com 80 mg/mL; comprimidos de poligalacturonato de quinidina com 275 mg; e sulfato de

quinidina em comprimidos de 100, 200 e 300 mg, cápsulas de 200 e 300 mg e injeção

com 200 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

quinidina é ligeiramente hidrossolúvel. Os sais de quinidina podem tornar-se de cor escura

quando expostos à luz e não devem ser usados. A quinidina tem sido composta para uso em

xaropes (p. ex., Ora-Sweet ® ) e é estável por 60 dias.


Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Gluconato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6 horas por via intramuscular ou 6-

20 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (de base).

• Poligalacturonato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6 horas por via oral (de base).

• Sulfato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (de base) ou 5-

10 mg/kg a cada 6 horas por via intravenosa.

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Tratamento da fibrilação atrial: a quinidina é pouco absorvida por via oral em bovinos e

precisa ser administrada por via intravenosa. Uma dose de ataque de 49 mg/kg

(administrada durante 4 horas) é seguida por uma dose de manutenção de 42 mg/kg

por via intravenosa. Ou administrar 40 mg/kg diluídos em 4 L de solução lentamente a

uma velocidade de 1 L/h até a fibrilação ser convertida.

Equinos

• Tratamento da fibrilação atrial: 5 gramas por 450 kg de peso corporal no primeiro

tratamento; em seguida, 10 gramas por 450 kg a cada 2 horas até ser alcançada a

frequência sinusal. A dose por via intravenosa é de 1-1,5 mg/kg a cada 10-15 minutos,

até uma dose total de 10 mg/kg ou até a conversão para ritmo sinusal.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Devido à rápida

eliminação, podem ser usados intervalos curtos de carência. Para estimativas desses períodos

do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4

Sulfato de Terbutalina

Nomes comerciais e outros nomes

Brethine ® e Bricanyl ®

Medicamentos comercializados no Brasil


Bricanyl (h) , Terbutil (h) , Sulfato de Terbutalina (g)

Classificação funcional

Broncodilatador, beta-agonista

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agonista beta 2 -adrenérgico. Broncodilatador. Estimula os receptores beta 2 para relaxar a

musculatura lisa brônquica. A terbutalina é mais específica para receptores beta2 do que

medicamentos como o isoproterenol. Outras medicações específicas para beta2 são o

albuterol e o metaproterenol. Além dos efeitos sobre beta 2 para relaxar a musculatura lisa

brônquica também pode inibir a liberação de mediadores inflamatórios, especialmente dos

mastócitos.

Indicações e Usos Clínicos

A terbutalina, assim como outros beta2-agonistas, é indicada para animais com

broncoconstrição reversível, como em gatos com asma brônquica. Também é usada em cães

para aliviar a broncoconstrição e em animais com bronquite e outras doenças das vias aéreas.

O uso em animais derivou principalmente do emprego empírico e da experiência em seres

humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar

sua eficácia clínica. A injeção de albuterol pode ser usada como alternativa à injeção de

terbutalina (4 μg/kg em bolus até 8 μg/kg, conforme necessário). A terbutalina não é

absorvida por via oral em equinos; portanto, não é efetiva para estes animais por

administração oral. O Clembuterol normalmente é o medicamento de escolha para equinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A excessiva estimulação beta-adrenérgica decorrente da terbutalina em altas doses pode

resultar em taquicardia e tremores musculares. As arritmias são possíveis com altas doses.

Todos os beta 2 -agonistas inibem as contrações uterinas no final da gestação em fêmeas

prenhes. Altas doses de beta2-agonistas podem levar à hipocalemia devido a estimulação

da Na + -K + -ATPase e aumento K + intracelular, diminuindo ao mesmo tempo o K +

sérico e produzindo hiperglicemia. O tratamento consiste em suplemento de KCl a uma

taxa de 0,5 mEq/kg/hora.


Contraindicações e Precauções

Administre com cautela a animais com doença cardíaca, particularmente aqueles que

podem ser suscetíveis a taquiarritmias. Não use no final da gestação, a não ser que o

efeito pretendido seja retardar as contrações uterinas.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros medicamentos que possam estimular o coração e causar

taquicardia.

Instruções de Uso

Pode ser administrado por via oral, intramuscular ou via subcutânea. A terbutalina (e outros

beta 2 -agonistas) também é usada em seres humanos para retardar o parto (a dose para seres

humanos é de 2,5 mg, a cada 6 horas, por via oral). Outros beta2-agonistas usados em

animais para aliviar a broncoconstrição incluem o albuterol e o salmeterol. Os animais com

broncoconstrição aguda também podem se beneficiar com o tratamento com corticosteroide

e oxigenioterapia.Deve-se ter cautela ao administrar doses subcutâneas repetidas. A dose

subcutânea máxima em seres humanos é de 500 μg/pessoa (0,5 mg) em um período de 4

horas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore a frequência cardíaca em animais durante o tratamento e também a

concentração de potássio, se forem administradas altas doses.

Formulações

A terbutalina está disponível em comprimidos de 2,5 e 5 mg e em injeções de 1mg/mL

(equivalente a 0,82 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sulfato

de terbutalina é hidrossolúvel. As soluções podem se degradar. Observe quanto à alteração

de cor e descarte se a cor da solução se tornar escurecida. As suspensões foram preparadas

com comprimidos em xarope e ficaram estáveis por 55 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 1,25-5 mg /cão a cada 8 horas por via oral.

• 3-5 μg/kg (0,003-0,005) por via subcutânea, normalmente em dose única em uma

emergência. Se necessário, repetir em 4-6 horas.

Gatos

• 0,1 mg/kg a cada 8 horas por via oral.

• 0,625 kg/gato (1/4 de um comprimido de 2,5 mg) a cada 12 horas por via oral.

• 5-10 μg/kg (0,005-0,01 mg/kg) a cada 4 horas por via subcutânea ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• Não é absorvido por via oral. Use por via intravenosa para tratamento de obstrução

crônica recorrente das vias aéreas: 2,5 μg/kg a cada 6-8 horas, ou conforme necessário.

Informações sobre Restrição Legal

A terbutalina tem propriedades semelhantes às do Clembuterol e não deve ser administrada

a animais de produção.

Classificação RCI: 3

Sulfato de Tobramicina

Nome comercial e outros nomes

Nebcin

Medicamentos comercializados no Brasil

Tobradex (h) , Tobracin (h) , Tobraminina (g)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antibacteriano aminoglicosídico. Como outros aminoglicosídeos, a tobramicina

é bactericida. Liga-se à subunidade ribossomal 30S das bactérias para inibir a síntese de

proteína e levar à morte celular. Sua ação antibacteriana é dependente da concentração.


Tem espectro semelhante ao da amicacina e da gentamicina, embora seja mais ativo do que

a gentamicina contra bactérias Gram-negativas. Geralmente, se microrganismos é sensível à

tobramicina também o será à amicacina. A farmacocinética da tobramicina em animais

indica que ela tem depuração (clearance) e distribuição semelhantes aos de outros

aminoglicosídeos.

Indicações e Usos Clínicos

A tobramicina, como outros aminoglicosídeos, é usada para tratar infecções sistêmicas

graves, causadas por bactérias Gram-negativas. Com frequência, é administrada

simultaneamente aos antibióticos betalactâmicos para produzir efeito sinérgico. As infecções

tratadas incluem pneumonia, infecções dos tecidos moles e sepse. Como outros antibióticos

de uso extrabula em animais, seu emprego nesses derivou principalmente do uso empírico e

de informações sobre sua farmacocinética e farmacodinâmica. A tobramicina também é

usada topicamente. A tobramicina é usada em soluções nebulizantes para infecções

respiratórias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A nefrotoxicidade é a toxicidade que mais limita a dose. Assegure-se de que os pacientes

tenham adequado equilíbrio hidroeletrolítico durante a terapia. A ototoxicidade e a

vestibulotoxicidade também são possíveis.

Contraindicações e Precauções

Quando usado com agentes anestésicos, é possível o bloqueio neuromuscular. Não

misture em ampola ou seringa com outros antibióticos.

Interações Medicamentosas

Evite misturar em ampolas com outros medicamentos. É incompatível com outros

antibióticos e a inativação ocorre rapidamente.

Instruções de Uso

Administre por vias intravenosa ou intramuscular. Efeitos sinérgicos com antibióticos

betalactâmicos foram demonstrados in vitro, mas não se sabe se isso se traduz em efeito

clínico. Para o tratamento com nebulizador para infecções respiratórias, administre 160 mg

de tobramicina (dose total), duas vezes ao dia, por 28 dias. A solução usada para

nebulização (em pacotes individuais sem conservantes) é chamada de TOBI, mas é mais

cara do que as formulações injetáveis. A tobramicina injetável é usada em seu lugar, mas


contém conservantes que podem induzir broncoespasmo. Use tobramicina diluída em 3 mL

de solução salina e administre albuterol antes da nebulização para diminur a ocorrência de

broncoespasmo.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade pelo CLSI (Clinical and

Laboratory Standards Institute) do valor da concentração inibitória mínima (MIC)

é ≤ 4 μg/mL. Monitore ureia, creatinina e urina para evidência de toxicidade renal. Os

níveis sanguíneos podem ser monitorados para detectar problemas como depuração

(clearance) sistêmica. Ao monitorar a diminuição dos níveis em paciente com dose de uma

vez ao dia, esses níveis devem estar abaixo do limite de detecção. Uma alternativa é medir a

meia-vida das amostras coletadas em 1 hora e em 2 a 4 horas pós-dosagem. A depuração

(clearance) deve estar acima de 1,0 mL/kg/min e a meia-vida deve ser inferior a 2 horas.

Formulações

A tobramicina é disponibilizada na forma injetável de 40 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Armazene

o pó à temperatura ambiente. As soluções reconstituídas são estáveis por 24 horas à

temperatura ambiente e, por 6 horas, se refrigeradas. Não use soluções cuja cor sofreu

alteração. O sulfato de tobramicina diluído em líquidos pode ser congelado e ficará estável

por 30 dias.

As soluções oftálmicas têm sido compostas e se mostraram estáveis por 90 dias. Não

misture em ampola ou seringa com outros antibióticos, sobretudo os agentes betalactâmicos

(penicilinas e cefalosporinas), pois pode ocorrer inativação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 9-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.

Gatos

• 5-8 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.

A terapia com nebulização algumas vezes é usada em pequenos animais. (Ver

Instruções de Uso para detalhes sobre a terapia com nebulizantes.)


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 6,6 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Outros medicamentos dessa classe necessitam de períodos de carência extrabula de 18

meses.

Sulfato de Vimblastina

Nome comercial e outros nomes

Velban ®

Medicamentos comercializados no Brasil

Velban (h)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A vimblastina, como a vincristina, pertence ao grupo dos alcaloides

quimioterápicos da vinca. São chamados de “spindle poisons”, devido à afinidade pela

tubulina das células. A tubulina é a proteína que forma os microtúbulos responsáveis pela

migração cromossômica durante a mitose. Os alcaloides da vinca bloqueiam a polimerização

dos microtúbulos celular, mantendo, portanto, a mitose na metáfase (especificamente na

fase M).

Indicações e Usos Clínicos

A vimblastina é utilizada em protocolos quimioterápicos para diversos tumores. Um dos usos

mais comuns é para mastocitomas caninos (MCT, mast cell tumor). Embora sua estrutura seja

similar a da vincristina, é ativa contra outros tipos de tumores e parece não haver resistência

cruzada entre a vincristina e a vimblastina. A vimblastina é usada para neoplasias

linforeticulares. Não utilizar a vimblastina para aumentar o número de plaquetas, como


ocasionalmente é feito com a vincristina. (A vimblastina pode causar trombocitopenia).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O maior efeito autolimitante de seu uso é a mielosupressão com o nadir de neutropenia

ocorrendo uma semana após a administração, e a recuperação ocorrendo em duas

semanas. A toxicidade gástrica é o segundo efeito mais importante, mas é mais suave. A

vimblastina não produz neuropatia como a vincristina. Causa necrose tecidual se injetada

fora da veia.

Contraindicações e Precauções

Se ocorrer aplicação perivascular, recomenda-se irrigar a área imediatamente com

fluidos.

Interações Medicamentosas

Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A vimblastina pode ser utilizada com outros agentes quimioterápicos ou associada com a

prednisona para os mastocitomas. A dose mais comum é 2 mg/m 2 a cada 7 a 14 dias por

infusão intravenosa lenta ou em bolus por via intravenosa. Mas para aumentar a taxa de

resposta para mastocitomas, as evidências sugerem que a intensidade da dose deve ser

aumentada para 3,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 2 semanas. Esta dose produz maior

toxicidade, porém mais eficácia.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitor o hemograma durante o tratamento.

Formulações

A vimblastina está disponível em solução injetável a 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 2 mg/m 2 , por via intravenosa (infusão lenta) uma vez por semana. (Ver Instruções de

Uso para doses maiores).

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Esse medicamento

não deve ser utilizado em animais destinados à produção de alimentos, pois trata-se de um

agente quimioterápico.

Sulfato de Vincristina

Nomes comerciais e outros nomes

Oncovin ® , Vincasar ® e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Oncovin (h) , Tecnocris (h) , Vincristina (g)

Classificação funcional

Antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. A vincristina, como a vimblastina, pertence ao grupo dos alcaloides

quimioterápicos da vinca. São chamados de “spindle poisons” devido à afinidade pela

tubulina das células. A tubulina é a proteína que forma os microtúbulos responsáveis pela

migração cromossômica durante a mitose. Os alcaloides da vinca bloqueiam a polimerização

dos microtúbulos celular, mantendo, portanto, a mitose na metáfase (especificamente na

fase M). A vincristina tem afinidade pela tubulina plaquetária. Para uso na trombocitopenia,

a vincristina aumenta a trombopoiese, aumenta a fragmentação dos megacariócitos e

diminuindo a destruição das plaquetas. Também diminui a destruição das plaquetas pelos


macrófagos.

Indicações e Usos Clínicos

A vincristina é utilizada em associação com protocolos quimioterápicos. É incluída em

diversos protocolos quimioterápicos, normalmente com corticosteroides, agentes alquilantes

e outros medicamentos. É utilizada em medicina veterinária para neoplasias linforeticulares,

tumor venéreo transmissível (TVT), neoplasia mamária em gatos e outras neoplasias sólidas.

É um componente de diversos protocolos associados e pode ser útil como agente único para

algumas neoplasias.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A vincristina é geralmente bem tolerada. É menos mielosupressora do que outros

medicamentos quimioterápicos. Há relatos de neuropatia periférica, mas essa ocorrência é

rara. Pode ocorrer constipação intestinal. A vincristina é irritante aos tecidos, evitar o

extravasamento vascular durante a administração. Se ocorrer aplicação acidental fora da

veia, é necessária intervenção imediata para evitar injúria tecidual grave.

Contraindicações e Precauções

Se ocorrer aplicação perivascular, recomenda-se irrigar a área imediatamente com fluidos

para diminuir a lesão tecidual. Ao manusear a vincristina, a farmácia e a equipe hospitalar

devem tomar os cuidados apropriados para prevenir a exposição. Cães com mutação do

gene ABCB-1(deficientes em p-licoproteína) apresentam mais risco de toxicidade.

Interações Medicamentosas

Não há interações medicamentosas significativas.

Instruções de Uso

A vincristina é utilizada em protocolos quimioterápicos para diversas neoplasias. Por exemplo,

no protocolo COPA (que é um acrônimo para ciclofosfamida, Oncovin ® , asparaginase e

prednisolona), o componente Oncovin ® é a vincristina. A vincristina também aumenta o

número de plaquetas funcionais circulantes e é usada para a trombocitopenia. Quando

utilizada para o tratamento da trombocitopenia imunomediada, pode ser administrada com

um corticosteroide (p. ex., prednisona a 2 mg/kg) para produzir um rápido aumento das

plaquetas funcionais. Este esquema (comparado ao uso da prednisona apenas) tem menor

duração de hospitalização para cães com trombocitopenia imunomediada.


Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as plaquetas durante a terapia, caso seja utilizado para o seu aumento.

Formulações

A vincristina está disponível em solução injetável de 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Manter no frasco injetável. Não misturar no frasco com outros medicamentos.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Quimioterapia: 0,5-0,75 mg/m 2 por via intravenosa (ou 0,025-0,05 mg/kg) uma vez

por semana.

• Trombocitopenia: 0,02 mg/kg por via intravenosa uma vez por semana (com

prednisolona).

Posologia para Grandes Animais

Não há doses relatadas para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Esse medicamento

não deve ser utilizado em animais destinados a produção de alimentos, pois trata-se de um

agente quimioterápico.

Sulfato Ferroso

Nomes comerciais e outros nomes

Ferospacee marcas genéricas (venda livre)

Medicamentos comercializados no Brasil

Luper (h) ,Sulfato ferroso (g)

Classificação funcional


Suplementomineral, suplemento de ferro

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Suplemento de ferro. Repõe o ferro em animais que são deficientes ou têm anemia por

deficiência de ferro.

Indicações e Usos Clínicos

Suplementos de ferro são indicados em pacientes com doenças causadas por deficiência de

ferro.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Altas doses podem causar ulceração estomacal. As fezes se tornam escuras com a

administração oral.

Contraindicações e Precauções

Não use em animais propensos a úlceras gástricas. Altas doses ou a ingestão acidental

podem causar úlceras graves e perfuração estomacal, devendo ser tratadas como

urgência.

Interações Medicamentosas

Suplementos de ferro interferem na absorção oral de outras substâncias, como

fluoroquinolonas, tetraciclinas e outras medicações que podem quelar o ferro. A

cimetidina e outros antiácidos diminuem sua absorção oral, pois a absorção do ferro é

favorecida em um ambiente ácido.

Instruções de Uso

As recomendações baseiam-se na dose necessária para aumentar o hematócrito. Em alguns

animais, é usado ferro-dextrano injetável em vez de terapia oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitore o hematócrito, os níveis séricos de ferro e a capacidade de ligação total do ferro.

Formulações


As formulações orais estão disponíveis sem prescrição médica; 250 mg de sulfato ferroso

contém 50 mg de ferro elementar. As formas injetáveis em geral são ferro dextrano. (Ver

Ferro Dextrano.)

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não

misture com outros fármacos, pois pode ocorrer quelação. O sulfato ferroso é hidrossolúvel.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 100-300 mg/cão, a cada 24 horas, por via oral.

Gatos

• 50-100 mg/gato, a cada 24 horas, por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Períodos de carência extrabula não foram estabelecidos. Entretanto, são sugeridos períodos

de carência de 24 horas, pois este composto tem pouco risco de deixar resíduos.


T

Tacrolimo

Nome comercial e outros nomes

Protopic, FK506

Medicamentos comercializados no Brasil

Protopic (h) , Prograf (h)

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O tacrolimo é um metabólito microbiano isolado do microrganismo Streptomyces tsukubaensis.

O tacrolimo liga-se a um receptor intracelular e subsequentemente à calcineurina, inibindo

assim esta via, a qual estimula um fator nuclear, o NFAT. A ação do tacrolimo assemelha-se

àquela da ciclosporina (ambos são classificados como inibidores da calcineurina). A ação

inibitória sobre a ativação do NFAT, resulta em diminuição da síntese de citocinas

inflamatórias. Em particular, a síntese da IL-2 é inibida, resultando em diminuição da

ativação dos linfócitos T. É 10-100 vezes mais potente que a ciclosporina. O tacrolimo inibe

a liberação e expressão de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos.

Indicações e Usos Clínicos

O tacrolimo é usado como medicamento imunossupressor para tratar doenças autoimunes,

prevenir a rejeição de transplante de órgão e para tratar dermatite atópica. O uso principal

em animais é com uma formulação tópica. Sua aplicação é tópica (pomada) em áreas

localizadas de dermatite atópica. Em alguns casos, após a resolução das lesões com

o tratamento sistêmico com ciclosporina, o tratamento de lesões cutâneas isoladas é

feito topicamente com a pomada de tacrolimo. Seu uso é limitado na prevenção da rejeição

de transplante renal em gatos por ter farmacocinética altamente variável. Um fármaco

relacionado, pimecrolimo, também é usado por via tópica.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Pode haver ligeira sensação de queimação ou prurido após a aplicação tópica inicial. Estas

reações são leves e diminuem à medida que a pele cicatriza. Com a administração

sistêmica, os cães podem mostrar sinais gástricos, que incluem diarreia, desconforto,

intussuscepção e lesões intestinais. O tacrolimo tem mínima absorção sistêmica

decorrente da aplicação tópica.

Contraindicações e Precauções

O tacrolimo é um potente imunossupressor. Use com cautela em animais propensos à

infecção. Os proprietários de animais de estimação devem ser advertidos sobre o contato

com a pele ao manusear a medicação para seus animais.

Interações Medicamentosas

Não foram identificadas interações medicamentosas decorrentes da administração

tópica.

Instruções de Uso

Não há relatos sobre o uso seguro de doses sistêmicas em cães. O principal uso é tópico. Pode

ser usado topicamente para lesões cutâneas imunomediadas, nas quais possa ser feito o

tratamento local (p. ex., na ponte nasal). Também é aplicado topicamente para fístula

perianal em adição à prednisolona sistêmica.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico com o uso tópico.

Formulações

O tacrolimo está disponível em pomada tópica a 0,1% e 0,3% em tubos de 30, 60 e 100 g.

Estabilidade e Armazenamento

A pomada é estável, se armazenada na formulação original do fabricante. As formulações

compostas de tacrolimo são disponibilizadas em farmácias de manipulação, mas sua

estabilidade e potência não foram avaliadas. É praticamente insolúvel em água. Quando foi

preparada em suspensão, ficou estável por várias semanas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


Aplique a pomada tópica (0,1%) em lesões localizadas nas áreas afetadas da pele. É usada

em cães 2 vezes/dia. Para fístula perianal é aplicada 2 vezes/dia.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Tartarato de Metoprolol

Nome comercial e outros nomes

Lopressor

Medicamentos comercializados no Brasil

Lopressor (h) , Seloken (h)

Classificação funcional

Betabloqueador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Bloqueador beta1-adrenérgico. O metoprolol apresenta propriedades semelhantes

às do propranolol, mas é específico para receptores beta1 e menos ativo sobre receptores

beta2. O metoprolol é um betabloqueador lipofílico e é depurado pelo fígado. Os

betabloqueadores lipofílicos, como o metoprolol, sofrem grande depuração de primeira

passagem, o que reduz sua biodisponibilidade após a administração oral e provoca grande

variabilidade das concentrações plasmáticas e dos efeitos entre os pacientes tratados. Entre

os demais bloqueadores beta 1 utilizados em animais, inclui-se o atenolol.

Indicações e Usos Clínicos

O metoprolol é usado para o controle de taquiarritmias e da resposta à estimulação

adrenérgica. Os betabloqueadores diminuem de modo eficaz a frequência cardíaca.

O metoprolol é usado em animais em que é importante controlar a taxa ventricular, reduzir

a condução pelos nós AV e SA e melhor a função diastólica. Em animais, é empregado para


o tratamento de taquiarritmias, cardiomiopatia hipertrófica, fibrilação atrial e outras

cardiopatias. Em medicina veterinária, sua utilização é derivada, principalmente, de dados

empíricos, e não há ensaios clínicos ou de eficácia bem controlados que documentem sua

ação.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são principalmente relacionados com a excessiva depressão

cardiovascular (redução de efeitos inotrópicos). O metoprolol pode provocar bloqueio AV.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em animais suscetíveis à broncoconstrição.

Interações Medicamentosas

Os betabloqueadores lipofílicos, como o metoprolol, são sujeitos ao metabolismo hepático e

podem ser suscetíveis a interações medicamentosas que afetam as enzimas hepáticas de

metabolização. Caso associado à digoxina, pode potencializar o bloqueio da condução do

nó AV.

Instruções de Uso

Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais domésticos. Em medicina

veterinária, sua administração, assim como as doses recomendadas, é baseada na

experiência em seres humanos ou em relatos de utilização em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento.

Formulações

O metoprolol é comercializado em comprimidos de 50 e 100 mg e solução injetável

a 1 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

O tartarato de metoprolol é solúvel em água e etanol. Proteja os comprimidos da umidade e

do congelamento. Suspensões podem ser preparadas em xarope ou outros flavorizantes sem


perda de estabilidade por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 5-50 mg/cão (0,5-1 mg/kg) a cada 8 horas por via oral.

Gatos

• 2-15 mg/gato a cada 8 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com

estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-

USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Tartarato de Trimeprazina e Trimeprazina-Prednisolona

Nomes comerciais e outros nomes

Temaril, Panectyl (no Canadá) e Temaril-P (com prednisolona)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiemético, fenotiazínico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

É uma fenotiazina com atividade anti-histamínica. Tem ações semelhantes às de outros

anti-histamínicos e também produz sedação semelhante à de outros fenotiazínicos.

Indicações e Usos Clínicos


A trimeprazina é usada isoladamente ou em associação com corticosteroides para problemas

inflamatórios e alérgicos. O uso mais comum é para prurido em cães em associação com a

prednisolona (Temaril-P). Também é usado para tratar cinetose e é aprovado em associação

com a prednisolona como antitussígeno em cães. A associação de Temaril-P com

prednisolona também é aprovada para tratar prurido em animais. O efeito terapêutico é

atribuído ao efeito combinado de anti-histamínico e sedativo da trimeprazina e ao efeito

anti-inflamatório da prednisolona. Essa associação pode ser mais eficaz para o prurido do

que a prednisolona somente.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são atribuídos aos efeitos anti-histamínicos e fenotiazínicos. O mais

comum é a sedação, mas também podem ocorrer ataxia e alterações comportamentais.

Contraindicações e Precauções

Os fenotiazínicos têm potencial em diminuir o limiar de convulsões em animais sensíveis,

porém este efeito não tem sido demonstrado para a acepromazina em animais e não há

relatos do mesmo para a trimeprazina.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas para animais.

Instruções de Uso

Há evidência de que a trimeprazina seja mais efetiva quando associada à prednisolona para

o tratamento de prurido. O produto em associação é o Temaril-P, que contém trimeprazina

e prednisolona.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A trimeprazina está disponível em xarope a 2,5 mg/5 mL e comprimidos de 2,5 mg.

O Temaril-P é disponibilizado em comprimidos que contêm 5 mg de

trimeprazina + 2 mg de prednisolona. São disponibilizadas cápsulas com 3,75 de

trimeprazina + 1 mg de prednisolona e 7,5 mg de trimeprazina + 2 mg de prednisolona.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Prednisolona-trimeprazina: comece com 0,5 mg/kg de prednisolona + 1,25 mg/kg de

trimeprazina ao dia. Diminua gradualmente a dose para 0,3 mg/kg de

prednisolona + 0,75 mg/kg de trimeprazina, 1 vez/dia ou 1 vez/dia em dias

alternados por via oral.

• Equivalentes de comprimido: meio comprimido para cães < 4,5 kg; um comprimido

para cães com 5-9 kg; dois comprimidos para cães com 10-18 kg e três comprimidos

para cães > 20 kg. Todas as doses são iniciadas em 2 vezes/dia e algumas vezes são

diminuídas gradualmente até 1 vez/dia e 1 vez/dia em dias alternados.

Prosologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações regulatórias disponíveis. Para estimativas de intervalo de carência

no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Taurina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Clarvisol Oculum (h)

Classificação funcional

Suplemento nutricional

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Suplemento nutricional. A taurina é um aminoácido de ocorrência natural considerado

essencial para gatos. As deficiências em animais podem levar à cegueira e à doença cardíaca.

A taurina pode ter alguns efeitos inotrópicos cardíacos.

Indicações e Usos Clínicos

A taurina é usada na prevenção e tratamento de doenças ocular e cardíaca (cardiomiopatia

dilatada) causadas por deficiência de taurina. Embora as dietas comerciais atuais tenham

quantidades adequadas de taurina, ela é suplementada em cães e gatos com doença

cardíaca.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A suplementação rotineira com taurina pode não ser necessária em animais que estão

recebendo dieta balanceada. Entretanto, pode ser necessária a suplementação em animais

com doenças associadas à sua deficiência.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As concentrações de taurina podem ser mensuradas por alguns laboratórios para detectar

suas deficiências. Os níveis plasmáticos normais são 60-120 nmol/mL em cães e gatos

ou 200-350 nmol/mL no sangue total. Os níveis plasmáticos abaixo de 40 nmol/mL e

de 150 nmol/mL no sangue total são considerados deficientes.

Formulações

A taurina está disponível em pó ou suplementada em algumas dietas. Consulte uma

farmácia de manipulação quanto à disponibilidade.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 500 mg/cão a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 250 mg/gato cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não é sugerido

um período de carência.

Teofilina

Nomes comerciais e outros nomes

Muitas marcas genéricas e teofilina e liberação sustentada.

Medicamentos comercializados no Brasil

Teolong (h) , Talofilina (h)

Classificação funcional

Broncodilatador

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Broncodilatador metilxantínico. Inibidor não seletivo da fosfodiesterase (PDE).

A fosfodiesterase é a enzima que converte o monofosfato de adenosina cíclico (AMP cíclico)

em formas inativas. Os efeitos terapêuticos podem ser causados por AMP cíclico ou por

antagonismo da adenosina. Parece haver uma ação anti-inflamatória e uma ação

broncodilatadora. As preparações de liberação sustentada são usadas para diminuir


a frequência da administração. A teofilina oral é bem absorvida em cães, gatos e equinos,

com uma biodisponibilidade que excede 90%. Após a absorção, a teofilina tem meia-vida em

cães, gatos e equinos de 5-6 horas, de 14-18 horas e 12-15 horas, respectivamente.

Algumas formulações orais contêm aminofilina e a teofilina é o componente ativo

da aminofilina.

Indicações e Usos Clínicos

A teofilina é administrada para doença inflamatória das vias aéreas em gatos, cães e equinos.

O uso em animais deriva principalmente do emprego empírico, de alguns modelos

experimentais e da experiência em seres humanos. Não há estudos clínicos bem controlados

ou sobre a eficácia para documentar a eficácia clínica. É usada para controlar sinais clínicos

de constrição reversível das vias aéreas, como aquela observada na asma felina. Em cães, é

empregada para colapso da traqueia, bronquite e outras doenças das vias aéreas. Em

equinos, alivia sinais de obstrução recorrente da vias aéreas (asma equina), mas a dose

intravenosa pode causar efeitos em equinos. Outras medicações (p. ex., clembuterol,

albuterol) são usadas com frequência para esta condição em equinos. Não é eficaz para

doenças respiratórias em bovinos. Em cães e gatos, os comprimidos e as cápsulas de liberação

prolongada, formulados para seres humanos, podem ser usados 2 vezes/dia em cães e

1 vez/dia em gatos para alcançar concentrações sanguíneas eficazes.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Entre os efeitos colaterais estão náuseas, vômitos e diarreia. Em altas doses, é possível

ocorrer taquicardia, excitação, tremores e convulsões. Efeitos colaterais cardiovasculares

e do sistema nervoso central (SNC) parecem ser menos frequentes em cães do que em

seres humanos. As sobredoses podem causar hipocalemia.

Contraindicações e Precauções

Administrar com cautela a pacientes com doença cardiovascular ou naqueles com

distúrbios convulsivos.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros inibidores da fosfodiesterase, como a pentoxifilina,

o sildenafil (Viagra) e o pimobendano. Muitos fármacos inibem o metabolismo da teofilina

e aumentam potencialmente as concentrações. Os medicamentos responsáveis por tal

efeito são a cimetidina, a eritromicina, as fluoroquinolonas e o propranolol. Alguns

medicamentos diminuem as concentrações da teofilina devido ao aumento de seu

metabolismo. São eles, o fenobarbital e a rifampina.


Instruções de Uso

Ajuste a dose para manter níveis sanguíneos terapêuticos. Antigas formulações de liberação

lenta e prolongada não são mais disponibilizadas. Estudos farmacocinéticos estabeleceram

doses para comprimidos e cápsulas, formulados para seres humanos, em cães e gatos. Estas

formulações produziram concentrações plasmáticas mais consistentes com a dosagem oral.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

As concentrações plasmáticas de teofilina devem ser monitoradas em pacientes que

recebem terapia crônica para manter as concentrações plasmáticas entre 10 e 20 μg/mL.

Monitorar regularmente as concentrações plasmáticas em pacientes que recebem

tratamento crônico. As mensurações de pico-queda das concentrações são encorajadas a

serem realizadas de rotina.

Formulações

A teofilina é disponibilizada em comprimidos de 100, 125, 200, 250 e 300 mg; solução oral

ou elixir de 27 mg/5 mL (5,3 mg/mL) e em injeções de glicose a 5%. A teofilina de liberação

prolongada está disponível em comprimidos de 100, 200 e 300 mg (Theochron). Porém, a

disponibilização de vários tamanhos de formulações de liberação prolongada pode variar. Os

fabricantes descontinuaram as formulações de liberação prolongada, como Slo-Bid e Theo-

Dur.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A

teofilina é ligeiramente hidrossolúvel (8 mg/mL). É misturada a alguns líquidos orais,

verificando-se que é estável, se administrada logo após ser misturada. Ao usar comprimidos

ou cápsulas de liberação lenta em cães e gatos, não rompa o revestimento na formulação.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• Teofilina: 9 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (formulações de liberação imediata).

• Teofilina de liberação sustentada: 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 4 mg/kg a cada 8-12 hora por via oral (formulações de liberação imediata).

• Teofilina de liberação sustentada: 20 mg/kg em comprimidos (100 mg por gato), a cada


24 horas por via oral, ou 25 mg/kg em liberação prolongada (125 mg por gato), a cada

24 horas por via oral. Com o uso a longo prazo em gatos, este intervalo pode ser

aumentado para a cada 48 horas.

Posologia para Grandes Animais

• Equino, para o tratamento de obstrução recorrente das vias aéreas (RAO), 5 mg/kg

a cada 12 horas por via oral.

• Embora a teofilina seja administrada a equinos, por via intravenosa, esta administração

tem causado excitação transitória e agitação. Administre por esta via, sempre

lentamente.

• O uso em bovinos como broncodilatador: 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Ao tratar doenças secundárias a infecções virais, diminua a frequência para a cada 24

horas.

Informações sobre Restrição Legal

Não foram estabelecidos os períodos de carência. Entretanto, para estimativas de intervalos

de carência no uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 3

Tepoxalina

Nome comercial e outros nomes

Zubrin

Medicamentos comercializados no Brasil

Zubrin (v)

Classificação funcional

Anti-inflamatório

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A tepoxalina é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros medicamentos

desta classe, a tepoxalina produz os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela inibição

da síntese de prostaglandinas. Entretanto, em cães, ela também inibe a ação da lipoxigenase

(LOX) para diminuir a síntese de leucotrienos inflamatórios, isso produz uma “ação dupla”

decorrente da inibição de prostaglandinas e leucotrienos. A tepoxalina, em ensaios in vitro, é


mais seletiva para a cicloxigenase-1 (COX-1) do que para a COX-2. Não está estabelecido se

a especificidade para COX-1 ou COX-2 relaciona-se com a eficácia ou segurança. A

tepoxalina forma um metabólito ativo após a administração para cães, gatos e equinos. Em

cães, a tepoxalina tem meia-vida de 2 horas e o metabólito ácido tem meia-vida de 13

horas. Possui alta afinidade às proteínas plasmáticas. A alimentação aumenta a absorção oral

em cães.

Indicações e Usos Clínicos

A tepoxalina é usada para diminuir dor e inflamação. É usada para o tratamento agudo e

crônico de dor e inflamação em cães. Um dos empregos mais comuns é na osteoartrite, mas

também é administrada para dor associada à cirurgia. Há evidência de que foi mais efetiva

do que o carprofeno ou meloxicam para reduzir inflamação intra-articular em cães e para

controlar a síntese de PgE2 intra-articular. Devido à dupla ação da tepoxalina, ela tem sido

investigada para tratar outras condições inflamatórias em cães e gatos. Os resultados dos

estudos disponíveis até agora para investigar o efeito benéfico da dupla inibição

pela tepoxalina para outras doenças inflamatórias (p. ex., inflamação ocular, doença

respiratória ou dermatite) foram variáveis. A tepoxalina é mais eficaz do que outros

medicamentos para inflamação ocular, mas é só parcialmente eficaz para dermatite e não

tem eficácia para doença respiratória. O uso em grandes animais não foi relatado.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os problemas gástricos são os efeitos colaterais mais frequentes associados à tepoxalina e

podem incluir vômitos, diarreia, náuseas, úlceras e erosões do trato gástrico. Tanto

a segurança quanto a eficácia a curto e a longo prazos foram estabelecidas para cães. Em

estudos de campo, o vômito foi o efeito colateral relatado com mais frequência.

Em estudos realizados em cães, estes toleraram 10 a 30 vezes a dose do rótulo. Os efeitos

renais e estudos sobre hemorragias foram realizados em cães saudáveis. A tepoxalina,

nesses estudos, não demonstrou afetar de maneira adversa os tempos de sangramento ou

a função renal. Todavia, foi demonstrada toxicidade renal para alguns AINEs,

especialmente em animais desidratados ou naqueles com doença renal preexistente.

Estudos sobre toxicidade não foram realizados em gatos, mas doses únicas de 10 mg/kg

para um pequeno grupo de gatos não produziram efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Cães e gatos com problemas gástricos ou renais preexistentes podem estar em risco

aumentado de efeitos colaterais por AINEs. A segurança na prenhez não é conhecida,

mas não há relatos de efeitos colaterais.


Interações Medicamentosas

Não administre junto com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides

mostraram exacerbar os efeitos colaterais gástricos. Algumas AINEs podem interferir na

ação de medicamentos diuréticos e sobre os inibidores da enzima conversora

de angiotensina (ECA). Entretanto, em estudos experimentais em cães, a tepoxalina,

associada a um inibidor da ECA, não produziu efeitos renais colaterais.

Instruções de Uso

Comprimidos de rápida dissolução podem ser administrados com ou sem alimento.

Para alguns animais, é útil umedecer o comprimido antes de colocar na língua dos mesmos.

Estudos de longo prazo não foram completados em gatos; só há relatos de estudos com dose

única, nos quais a dose de 10 mg/kg não produziu efeitos colaterais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os sinais gástricos para evidências de diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.

Em vista do risco de lesão renal, monitorar os parâmetros renais (consumo de água, ureia,

creatinina plasmática e densidade específica da urina) periodicamente

durante o tratamento.

Formulações

A tepoxalina está disponível em comprimidos de 30, 50, 100 e 200 mg (de rápida

dissolução).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A vida

de prateleira é de 2 anos, se mantida na embalagem original do fabricante.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral. É seguro começar com 20 mg/kg, inicialmente, e

empregar doses entre 10-20 mg/kg devido à sua ampla margem de segurança.

Gatos

• Os gatos toleraram 10 mg/kg em dose única, mas a segurança a longo prazo não

foi avaliada.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Testosterona

Nomes comerciais e outros nomes

Cipionato de testosterona: Andro-Cyp, Andronate, Depo-Testosterone e marcas genéricas

e o éster propionato de testosterona: Testex e Malogen (Canadá)

Medicamentos comercializados no Brasil

Androgenol Hertape (v) , Durateston (h) , Estrandon P (h)

Classificação funcional

Hormônio

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O éster de testosterona para injeção está disponível em duas formas: o cipionato

de testosterona e o propionato de testosterona. É usado para suplementar testosterona em

animais deficientes. Também produzirá efeitos anabólicos. Os ésteres de testosterona são

administrados por via intramuscular para evitar os efeitos de primeira passagem que ocorrem

com a administração oral. Os ésteres em óleo são absorvidos de maneira mais lenta por

injeções intramusculares. Os ésteres são então hidrolisados para liberar testosterona. Outros

agentes com atividade anabólica mais específica incluem boldenona, oximetolona,

nadrolona, estanozolol e metiltestosterona.

Indicações e Usos Clínicos

Os agentes anabólicos são usados para reverter condições catabólicas, aumentando o ganho

de peso, a formação de músculos e para estimular a eritropoese. Também há uso abusivo de

testosterona e outros agentes anabólicos em seres humanos com intuito de melhorar

a performance atlética.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são causados pela excessiva ação androgênica da testosterona.

A hiperplasia prostática é mais comum com as formulações de testosterona metilada orais

do que com as formulações injetáveis.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela em pacientes com doença hepática. Não administre a fêmeas prenhes.

Este medicamento tem potencial uso como anabolizante em seres humanos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

O uso dos androgênios da testosterona não foi avaliado em estudos clínicos em medicina

veterinária. O emprego baseia-se principalmente em evidência experimental ou na

experiência em pessoas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar periodicamente as enzimas hepáticas nos pacientes tratados.

Formulações

O éster cipionato de testosterona é disponibilizado em injeções de 100 e 200 mg/mL.

O éster propionato de testosterona é disponibilizado em injeções de 100 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

A testosterona é insolúvel em água, mas solúvel em óleos e em etanol. Proteger da luz,

do calor e do congelamento. Quando misturada com óleo, permanece estável por 60 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Cipionato de testosterona (éster): 1-2 mg/kg a cada 2-4 semanas por via intramuscular.

• Propionato de testosterona (éster) 0,5-1 mg/kg 2-3 vezes/semana por via

intramuscular.

Posologia para Grandes Animais


Não há formulações disponíveis para grandes animais, com exceção de implantes para

bezerros. Não administre a animais de produção.

Informações sobre Restrição Legal

Nos EUA, a testosterona é um medicamento controlado da classe III. No Brasil, o uso

de anabolizantes para ganho de peso em animais de produção é proibido.

No Brasil, a testosterona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita

à receita de controle especial em duas vias.

Tiabendazol

Nomes comerciais e outros nomes

Omnizole, Equizole, TBZ e Thibenzole

Medicamentos comercializados no Brasil

Antifunghi (v) , Dermotic (v) , Otodem Plus (v)

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento antiparasitário benzimidazoico. Como outros benzimidazóis, produz

degeneração do microtúbulo parasitário e bloqueia irreversivelmente a captação de glicose

nos parasitas. A inibição da captação de glicose causa depleção das reservas de energia

do parasita, resultando eventualmente em morte. Contudo, não há efeito sobre

o metabolismo da glicose em mamíferos.

Indicações e Usos Clínicos

A disponibilização das formas comerciais do tiabendazol é limitada. Em equinos, ele é usado

para controle de grandes e pequenos estrôngilos; Strongyloides e oxiúros dos gêneros

Strongylus,Ciathostomum, Cylicobrachytus e dos gêneros relacionados Craterostomum,

Oesophagodontus, Poteriostomum e Oxyuris. Em ruminantes, é empregado para infestações

gástricas por nematelmintos em ovinos e caprinos (Trichostrongylus spp., Haemonchus spp.,

Ostertagia spp., Cooperia spp., Nematodirus spp., Bunostomum spp., Strongyloides spp., Chabertia

spp., Oesophagostomum spp., Trichostrongylus colubriformis e T. axei e Ostertagia spp.).


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

São incomuns os efeitos colaterais.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

O tiabendazol é administrado comumente a equinos e bovinos. A experiência com pequenos

animais é limitada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as amostras fecais para evidência de parasitas intestinais.

Formulações Disponíveis

O tiabendazol é disponibilizado em pasta, granulados e em solução para administração oral e

premix para rações. Algumas formulações não estão mais disponibilizadas comercialmente.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 50 mg/kg, a cada 24 horas por 3 dias; repetir em 1 mês.

• Tratamento de parasitas respiratórios: 30-70 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• Strongyloides spp.: 125 mg/kg a cada 24 horas durante 3 dias.


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 44 mg/kg por via oral (dose única).

Ovinos e Caprinos

• 44 mg/kg por via oral (dose única); até 67 mg/kg por via oral, para algumas infestações.

Bovinos

• 67 mg/kg por via oral (dose única); até 111 mg/kg por via oral, para infestações mais

graves.

Suínos (leitões)

• 67-90 mg/kg por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para leite: 96 horas.

Períodos de carência para ovinos e caprinos (carne): 30 dias.

Período de carência para bovinos (carne): 3 dias.

Período de carência para suínos (carne): 30 dias.

Tiacetarsamida Sódica

Nome comercial e outros nomes

Caparsolate

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Antiparasitário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Arsenical orgânico que produz toxicidade em parasitas, como as dirofilárias.


Indicações e Usos Clínicos

A tiacetarsamida é usada para o tratamento de infecções por dirofilárias adultas.

O caparsolate não é mais recomendado como o tratamento de dirofilária adulta

pela American Heartworm Society. O caparsolate é menos eficaz em gatos do que em cães, com

maior incidência de efeitos colaterais. Em cães, a melarsomina é considerada mais segura e

tem substituído a tiacetarsamida no tratamento de rotina.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

São comuns os efeitos colaterais, especialmente anorexia, vômitos e lesão hepática.

Pode ocorrer tromboembolismo pulmonar em consequência da morte das dirofilárias.

Contraindicações e Precauções

Seu uso não é recomendado em gatos, a não ser que possam ser monitorados

cuidadosamente. Os gatos são menos suscetíveis à toxicidade arsenical do que os cães,

mas são mais propensos ao tromboembolismo pulmonar. Se os gatos forem tratados,

deverão ser confinados sob cuidadosa observação por 3-4 semanas.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A tiacetarsamida é administrada por meio de quatro injeções durante 2 dias; mas, se forem

observados efeitos colaterais graves, descontinue o regime. O extravasamento pode resultar

em crostas cutâneas. Recomenda-se sua substituição por melarsomina, se possível, para

tratar a doença causada por dirofilária.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as funções renal e hepática.

Formulações

A tiacetarsamida é disponibilizada em injeções de 10 mg. Não existem mais suprimentos

comerciais de tiacetarsamida e sua disponibilidade é incerta.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 2,2 mg/kg por via intravenosa 2 vezes/dia durante 2 dias.

Gatos

• Não recomendado, a não ser que o gato seja supervisionado cuidadosamente. A dose

é de 2,2 mg/kg 2 vezes/dia por via intravenosa, por 2 dias consecutivos.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção.

Ticarcilina + Clavulanato de Potássio

Nomes comerciais e outros nomes

Timentin

Medicamentos comercializados no Brasil

Timentin (h) , Tioxin (h) — associações

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A ação e o espectro são os mesmos da ticarcilina, com exceção do ácido clavulânico, que

é adicionado para inibir a betalactamase antibacteriana e aumentar o espectro de atividade.

Entretanto, o clavulanato não aumenta a atividade contra Pseudomonas, comparado

à ticarcilina somente.

Indicações e Usos Clínicos


A combinação ticarcilina + clavulanato é usada em animais para o tratamento de várias

infecções, incluindo pneumonia, infecções dos tecidos moles e ósseas. A ticarcilina tem

atividade semelhante a da ampicilina, mas se estende para incluir muitos microrganismos

que, por outro lado, são resistentes à ampicilina, como Pseudomonas aeruginosa e outros

bacilos Gram-negativos. Quando associada ao clavulanato, melhora sua atividade contra

algumas cepas de bactérias Gram-negativas e Staphylococcus. Contudo, os estafilococos

resistentes à meticilina são resistentes à ticarcilina. Sua atividade contra Pseudomonas

aeruginosa pode aumentar quando administrada com um aminoglicosídeo. O uso

em animais deriva principalmente da utilização empírica e de informação farmacocinética-

–farmacodinâmica. É administrada por via intravenosa na maioria dos animais; a

administração intramuscular pode ser dolorosa.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são incomuns. Entretanto, são possíveis as reações alérgicas. As altas

doses podem produzir convulsões e diminuição da função plaquetária.

Contraindicações e Precauções

Administre com cuidado, se o fizer, a animais alérgicos a penicilina.

Interações Medicamentosas

Não associe na mesma seringa ou em ampola com aminoglicosídeos.

Instruções de Uso

A ticarcilina pode sofrer efeito sinérgico e, muitas vezes, é associada a aminoglicosídeos (p.

ex., amicacina e gentamicina) para tal efeito. A lidocaína (a 1%) pode ser usada para

a reconstituição a fim de diminuir a dor da injeção intramuscular.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os

pontos de perda de sensibilidade são ≤ 64/2 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16/2 μg/mL

para bacilos Gram-negativos. (A barra distingue a ticarcilina das concentrações

de clavulanato.)

Formulações

A combinação ticarcilina + clavulanato é disponibilizada em injeções de 3 g/ampola. Cada


ampola de 3 g contém ticarcilina (como dissódio) e ácido clavulânico 0,1 g (como potássio).

Também contém 4,75 mEq de sódio e 0,15 mEq de potássio por grama.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco original em temperatura ambiente. A solução reconstituída é estável

por até 6 horas em temperatura ambiente ou por 72 horas, se refrigerada. A solução diluída

intravenosa (10 a 100 mg/mL) preparada com Ringer com lactato ou cloreto de sódio fica

estável por até 24 horas em temperatura ambiente por até 4 dias, se refrigerada, ou por 30

dias, se congelada. A solução intravenosa diluída em 10 a 100 mg/mL de glicose a 5% pode

ser armazenada por até 24 horas em temperatura ambiente, por até 3 dias, se refrigerada,

ou por 7 dias, se congelada. Ao usar soluções congeladas, descongelar em temperatura

ambiente ou em congelador, mas não acelerar o descongelamento usando imersão em

banhos de água ou em micro-ondas. A solução descongelada e estável por 24 horas em

temperatura ambiente ou por 7 dias, se refrigerada. Não recongelar soluções descongeladas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• Dose de acordo com as taxas de ticarcilina: 33-50 mg/kg a cada 4-6 horas por vias

intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 44 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular (do componente

de ticarcilina).

• A combinação ticarcilina + clavulanato também é usada em infusão intrauterina

em equinos na dose de 12,4 mg/kg de ticarcilina e 0,4 mg/kg de clavulanato diluída

em 60-100 mL de solução salina.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos. Entretanto, a excreção é semelhante à de

outros antibióticos betalactâmicos, como a ampicilina. Siga as orientações sobre os períodos

de carência da ampicilina.

Ticarcilina Dissódica


Nomes comerciais e outros nomes

Ticar e Ticillin

Medicamentos comercializados no Brasil

Timentin (h) , Tioxin (h) – associações

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico betalactâmico. Como os outros betalactâmicos, a ticarcilina liga-se às proteínas

ligantes de penicilina (PBP) que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular.

Após ligar-se às PBP, a parede celular enfraquece ou sofre lise. Como outros betalactâmicos,

a ação desse antibiótico é dependente do tempo, indicando que é mais eficaz quando suas

concentrações são mantidas acima dos valores da concentração inibitória mínima (MIC),

durante o intervalo das doses. A ticarcilina tem ação semelhante à da

ampicilina/amoxicilina e espectro similar ao da carbenicilina. A ticarcilina é usada

principalmente para infecções por Gram-negativos, especialmente as causadas por espécies

de Pseudomonas.

Indicações e Usos Clínicos

A ticarcilina é usada para o tratamento de várias infecções em animais, incluindo

pneumonia, infecções dos tecidos moles e ósseas. Possui atividade semelhante

à da ampicilina, mas esta se estende para incluir muitos microrganismos que, por outro lado,

são resistentes à ampicilina, tais como Pseudomonas aeruginosa e outros bacilos Gramnegativos.

Sua atividade aumenta quando administrada em associação a

um aminoglicosídeo. O uso em animais deriva principalmente da experiência

empírica de informação farmacocinética-farmacodinâmica. É administrada por via

intravenosa na maioria dos animais; a administração intramuscular pode ser dolorosa.

A ticarcilina também é infundida in utero para tratar metrite.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são incomuns. Contudo, é possível que ocorram reações alérgicas.

Altas doses podem produzir convulsões e diminuição da função plaquetária.


Contraindicações e Precauções

Administre com cautela, se o fizer, aos animais alérgicos a penicilina.

Interações Medicamentosas

Não associe na mesma seringa ou ampola com aminoglicosídeos.

Instruções de Uso

A ticarcilina pode ser associada ao ácido clavulânico (ver mais detalhes em

Ticarcilina + clavulanato de potássio). A ticarcilina por sofrer sinergia, muitas vezes

é associada aos aminoglicosídeos (p. ex., amicacina e gentamicina). A lidocaína (a 1%) pode

ser usada para reconstituição a fim de diminuir a dor da injeção intramuscular

(ver Formulações adiante).

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Testes de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),

os pontos de perda de sensibilidade são ≤ 64 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16 μg/mL

para microrganismos entéricos Gram-negativos.

Formulações

A ticarcilina está disponível em frascos de 3 g. Misture o frasco de 3 g em 6 mL de água

estéril, cloreto de sódio ou solução de cloridrato de lidocaína a 1% (sem epinefrina) para

produzir a concentração final de 384,6 mg/mL. A combinação ticarcilina + clavulanato

de potássio também está disponível (ver Ticarcilina + clavulanato de potássio).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar o pó para injeção no frasco original, protegido da luz e em temperatura

ambiente. Usar imediatamente a solução reconstituída; se for diluída para administração

intravenosa com cloreto de sódio ou em glicose a 5%, pode permanecer estável por

até 72 horas em temperatura ambiente ou por 14 dias, se refrigerada. A solução intravenosa

preparada em solução de Ringer com lactato permanece estável por até 48 horas em

temperatura ambiente e, por 14 dias, se refrigerada. Se as soluções diluídas intravenosas

forem congeladas, elas ficam estáveis por até 30 dias, mas devem ser usadas em 24 horas

depois de descongeladas. Não recongelar as soluções descongeladas.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos


• 33-50 mg/kg a cada 4-6 horas por vias intravenosa ou intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

• 44 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular.

• A ticarcilina também é usada em equinos em infusão intrauterina na dose de

12,4 mg/kg diluída em 60-100 mL de solução salina.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos. Contudo, a excreção é semelhante à dos

outros antibióticos, como a ampicilina. Siga as orientações sobre a ampicilina para os períodos

de carência.

Tiletamina + Zolazepam

Nomes comerciais e outros nomes

Telezol e Zoletil

Medicamentos comercializados no Brasil

Telazol (v) , Zoletil (v)

Classificação funcional

Anestésico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Anestésico. É uma associação de tiletamina (agente anestésico dissociativo de ação

semelhante à da cetamina) e o zolazepam (benzodiazepínico de ação semelhante

à do diazepam). A combinação tiletamina + zolazepam produz anestesia de curta duração

(30 minutos). Em gatos, o efeito do zolazepam será mais longo que o da tiletamina. Em cães,

a tiletamina terá duração mais longa do que a do zolazepam. Portanto, a anestesia parece

ser mais suave em gatos do que em cães.

Indicações e Usos Clínicos

A combinação tiletamina + zolazepam é usada para anestesia de curta duração em animais.

Para procedimentos mais longos, outras substâncias devem ser usadas.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A combinação tiletamina + zolazepam tem ampla margem de segurança, que é maior em

gatos do que em cães. Os efeitos colaterais incluem salivação excessiva (pode ser

antagonizada com atropina), recuperação irregular e torção muscular. Pode ocorrer

secura da córnea, a não ser que se aplique pomada oftálmica nos olhos. Foram observadas

reações adversas quando administrada a furões.

Contraindicações e Precauções

Baixas doses não proporcionam anestesia suficiente para cirurgia.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Administrar por injeção intramuscular profunda.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar a frequência e o ritmo cardíacos durante a anestesia. Monitorar a temperatura

corporal devido ao risco de hipotermia.

Formulações

A combinação tiletamina + zolazepam está disponível em formulação de 50 mg de cada

componente por mililitro (total de 100 mg).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• A dose intramuscular inicial é de 6,6-10 mg/kg para procedimentos menores.

• Anestesia de curta duração: 10-13 mg/kg por via intramuscular.


Gatos

• 10-12 mg/kg por via intramuscular, para procedimentos menores, e em doses mais

altas, de 14-16 mg/kg, por via intramuscular, para cirurgia.

As doses baseiam-se nas miligramas associadas de cada componente.

Posologia para Grandes Animais

Não há relato de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações regulatórias disponíveis. Para estimativas de intervalo de carência

do uso extrabula, contate o FARAD no número USFARAD (1-888-873-2723).

Droga controlada de Classe III.

Tilosina

Nomes comerciais e outros nomes

Tylocine, Tylan e Tylosin tartrate

Medicamentos comercializados no Brasil

Afilosina (v) ,Fortlozin (v) , Tilosin (v) , Tylan (premix) (v) , Tylex (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antibiótico macrolídeo formulado como tartarato de tilosina ou fosfato de tilosina. Como

outros antibióticos macrolídeos, a tilosina inibe as bactérias por sua ligação à subunidade 50S

ribossomal e pela inibição da síntese proteica bacteriana. O espectro de atividade limita-se

principalmente a bactérias aeróbicas Gram-positivas. Clostridium e Campylobacter são

normalmente sensíveis. Escherichia coli e Salmonella são resistentes. Em suínos, Lawsonia

intracellularis é sensível.

Indicações e Usos Clínicos

Em bovinos, a tilosina é usada para o tratamento da doença respiratória bovina (DRB)


causada por Mannheimia, Pasteurella multocida e Histophilus somni (anteriormente

denominado Haemophilus somnus). É usada para necrobacilose interdigital (podridão do

casco) em bovinos causada por Fusobacterium necrophorum ou Bacteroides melaninogenicus. Em

suínos, é usada para o tratamento de artrite suína causada por Mycoplasma hyosynoviae,

pneumonia suína causada por Pasteurella spp., erisipelas suínas causadas por Erysipelothrix

rhusiopathiae, disenteria suína associada a Serpulina (Treponema) hyodysenteriae e enteropatia

proliferativa causada por Lawsonia intracellularis. Para o tratamento de suínos, adiciona-se

também à ração (artigo de ração medicada tipo A) ou na água de bebida. Em pequenos

animais, é usada para infecções por microrganismos Gram-positivos de tecidos moles e

infecções cutâneas. Contudo, o uso mais comum em cães é para o tratamento de diarreia,

referida como “diarreia responsiva a antibiótico” que não respondeu a outros antibióticos. A

etiologia da diarreia não é conhecida, mas pode ser causada por Clostridium ou

Campylobacter. Para este uso, a formulação em pó (formulação suína) é com mais frequência

adicionada ao alimento diariamente para manutenção.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A tilosina pode causar diarreia em alguns animais. Porém, para o tratamento oral de colite

em cães é administrada por vários meses com segurança. Reações cutâneas foram

observadas em suínos. A administração a equinos é fatal.

Contraindicações e Precauções

Não administre por via oral a roedores ou coelhos. Não administre a equinos. Evite

a administração intravenosa. Não injete mais de 10 mL por via intramuscular no mesmo

local.

Interações Medicamentosas

Embora outros macrolídeos estejam associados à inibição das enzimas do citocromo

P450, não há relatos de interações medicamentosas.

Instruções de Uso

A tilosina é empregada em suínos para o tratamento de infecções do trato respiratório.

Raramente é usada em pequenos animais para outros usos além da doença intestinal.

A formulação em pó (tartarato de tilosina) é administrada no alimento para controlar

sinais de colite em cães. Os comprimidos são aprovados para tratamento da colite

no Canadá.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais


Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A tilosina está disponível em pó solúvel 100 g por 0,45 kg do pó ou aproximadamente 3 g por

colher de chá (premix medicado com Tylosin-100 Tipo A). O tartarato de tilosina é

equivalente a 800 μg por grama de base de tilosina. Também é disponibilizado em injeção

de 50 e 200 mg/mL (com propilenoglicol).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 7-15 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• 8-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular.

• Colite: 12-20 mg/kg a cada 8 horas com alimento, então, se houver resposta, aumente o

intervalo para a cada 12 horas e, eventualmente, a cada 24 horas (20 mg/kg

é aproximadamente 1/8 de uma colher de chá de fosfato de tilosina ou Tylan para um

cão de 20 kg).

Gatos

• 7-15 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.

• 8-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular.

Posologia para Grandes Animais

Suínos

• Tratamento de artrite, erisipelas e disenteria suína: 8,8 mg/kg a cada 12 horas por via

intramuscular.

Bovinos

• Pododermatite e pneumonia: 17,6 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular.

• Suínos: dose da ração é administrada em posologia de 22-220 g/kg (do premix), sendo

a dose dependente do produto específico. Consulte as informações da embalagem.


Informações sobre Restrição Legal

Período de carência para suínos (carne): 14 dias.

Período de carência para bovinos (carne): 21 dias.

Não deve ser usado em vacas lactantes.

Tiludronato Dissódico

Nomes comerciais e outros nomes

Tildren (formulação de uso veterinário), Skelid (formulação de uso em ser humano)

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anti-hipercalcêmico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Medicamento bifosfonato. Os medicamentos dessa classe também incluem o pamidronato, o

etidronato e o pirofosfato. Essas substâncias caracterizam-se por uma ligação germinal ao

bifosfonato. Seu uso clínico está em sua capacidade de inibir a reabsorção óssea. Esses

medicamentos diminuem a remodelação óssea pela inibição da atividade osteoclástica,

induzindo apoptose dos osteoclastos, retardando assim a reabsorção óssea e,

consequentemente, diminuindo a osteoporose. A inibição da reabsorção óssea se dá por meio

da inibição da via do mevalonato. Os bifosfonatos classificam-se entre aqueles que contêm

nitrogênio e os sem nitrogênio, com base na sua estrutura, sendo mais potentes os

medicamentos nitrogenados. O tiludronato é um composto não nitrogenado. O tiludronato

também pode ter algumas propriedades anti-inflamatórias. Possui meia-vida plasmática em

equinos de 3-7 horas, mas os níveis ósseos podem ser mantidos por meses.

Indicações e Usos Clínicos

O tiludronato está licenciado para países da Europa, mas não para os EUA. Outros

medicamentos do bifosfonato são usados em seres humanos para tratar a osteoporose e

a hipercalcemia maligna. Em equinos, o tiludronato é usado para tratar dor podal palmar

causada por doença navicular. Também é usado para tratar osteoartrite tarsal distal

(esparavão ósseo). Assim como os outros medicamentos desta classe, é útil para controlar

complicações associadas à reabsorção óssea patológica. Também pode aliviar a dor em

pacientes com osteopatias.


Estudos sobre eficácia conduzidos em equinos demonstraram que uma dose de

0,1 mg/kg durante 10 dias (dose total de 1,0 mg) foi eficaz para o tratamento de doença

navicular e osteoartrite tarsal distal. Os efeitos benéficos para tratar claudicação crônica

nessa espécie são menores.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

A reação ao tiludronato só foi relatada em equinos. Após infusão intravenosa, um

aumento da frequência cardíaca e da hipocalcemia transitória foi observado. Nenhum

efeito foi considerado significativo. Em seres humanos, há alguma preocupação de que

resulte em excessiva mineralização e endurecimento do osso, o que pode acarretar maior

risco de fraturas. Entretanto, este efeito não foi relatado para animais. Não há relatos de

efeitos colaterais sobre a densidade mineral óssea. Em seres humanos, os problemas

gastrointestinais são uma preocupação com a utilização dos bifosfonatos; portanto, a

cólica é uma preocupação no tratamento de equinos, mas não foi relatada como um

problema significativo.

Contraindicações e Precauções

Não foi identificada contraindicação em animais.

Interações Medicamentosas

Não misturar soluções contendo cálcio (p. ex., solução de Ringer com lactato). Se

antiácidos forem usados concomitantemente, hidróxido de magnésio e carbonato de

cálcio, eles poderão reduzir a eficácia do medicamento.

Instruções de Uso

Para infusão intravenosa, dilua em solvente e infunda por via intravenosa.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o cálcio e o fósforo séricos. Monitorar o nitrogênio ureico, a creatinina,

a densidade específica da urina e a ingestão de alimentos nos animais tratados.

Formulações

O tiludronato está disponível em ampolas de 50 mg para injeções a serem reconstituídas

com 10 mL de solvente.

Estabilidade e Armazenamento


Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Não foram estabelecidas doses para cães ou gatos.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 1 mg/kg administrado em 0,1 mg/kg/dia durante 10 dias por via intravenosa.

Na Europa, é administrado em infusão única de 1 mg/kg/dose.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas

do intervalo de carência no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD

(1-888-873-2723).

Tinidazol

Nome comercial e outros nomes

Tindamax

Medicamentos comercializados no Brasil

Pletil (h) , Facyl (h) , Tinidazol (g)

Classificação funcional

Antiprotozoariano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiprotozoariano com ação semelhante à do metronidazol. É um nitroimidazólico

de segunda geração, cuja atividade envolve a geração de nitrorradicais livres, via

metabolismo, que ocorre dentro dos protozoários. Tem ação contra Trichomonas, Giardia e

parasitas intestinais protozoarianos. Também tem atividade in vitro contra bactérias

anaeróbicas, como Helicobacter. A meia-vida é de aproximadamente 5,5 horas em equinos,

de 8,5 horas em gatos e de 4,5 horas em cães. A absorção oral em cães, gatos e equinos é de

cerca de 100%.


Indicações e Usos Clínicos

O tinidazol é indicado para tratar diarreia e outros problemas intestinais causados por

protozoários intestinais, como Giardia, Trichomonas e Entamoeba. O tinidazol também é ativo

contra bactérias anaeróbicas e pode ser usado como substituto do metronidazol em

pequenos animais e equinos para o tratamento de uma variedade de infecções anaeróbicas.

Informações obre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O tinidazol tem ação semelhante à do metronidazol. Em altas doses pode causar

problemas neurológicos, incluindo ataxia, tremores, nistagmo e convulsões. Os sinais sobre

o sistema nervoso central (SNC) são relacionados com a inibição da ação do GABA e são

responsivos aos benzodiazepínicos (diazepam). Como os outros nitroimidazólicos, tem

potencial mutagênico sobre as células, mas isso não foi demonstrado in vivo. Assim como

os outros nitroimidazólicos, tem sabor amargo e pode causar vômitos e anorexia. Contudo,

o sabor amargo não é tão ruim quanto o do metronidazol.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a animais que possam ser propensos a convulsões nem a animais que

sabidamente são sensíveis ao metronidazol.

Interações Medicamentosas

Como outros nitroimidazólicos, pode potencializar os efeitos da varfarina e da ciclosporina

pela inibição do metabolismo do medicamento.

Instruções de Uso

Administrar a dose via oral com alimento para minimizar o sabor desagradável e diminuir

a ocorrência de náuseas.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico. A maioria das bactérias anaeróbicas tem valores

de concentração inibitória mínima (MIC) abaixo de 2 μg/mL.

Formulações

O tinidazol está disponível em comprimidos de 250 e 500 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Os comprimidos são esmagados e misturados com flavorizantes para melhorar

a palatabilidade. Essas suspensões permanecem estáveis por 7 dias.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Gatos

• 15 mg/kg a cada 24 horas por via oral. A duração da terapia dependerá do tratamento:

infecções por Giardia (5 dias) ou outras infecções anaeróbicas (mais de 5 dias).

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Informações sobre Restrição Legal

Não administre a animais de produção. A administração de nitroimidazólicos a animais

de produção é proibida.

Tioguanina

Nomes comerciais e outros nomes

Marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Lanvis (h)

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação


Agente antineoplásico. Antimetabólito do tipo análogo à purina. A tioguanina inibe a síntese

de DNA nas células cancerígenas.

Indicações e Usos Clínicos

A tioguanina é usada em alguns protocolos antineoplásicos. Não é usada com frequência em

animais. Este uso derivou principalmente do emprego empírico e da experiência com seres

humanos. Não existem estudos bem controlados ou sobre eficácia para documentar sua

eficácia clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais, como qualquer medicamento antineoplásico, são esperados. Estes

podem ser semelhantes aos observados com a mercaptopurina. A imunossupressão e

a leucopenia são comuns.

Contraindicações e Precauções

Não administrar a pacientes com mielossupressão.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

A tioguanina pode ser associada a outros agentes para tratamento do câncer.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma para tiragem de evidência de toxicidade da medula óssea.

Formulações

A tioguanina está disponível em comprimidos de 40 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 40 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.

Gatos

• 25 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral durante 1-5 dias, depois repita a cada 30 dias.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este

medicamento não deve ser usado em animais destinados [a alimentação ou ao consumo?]

por ser um agente antineoplásico.

Tiomalato Sódico de Ouro (Aurotiomalato de Sódio)

Nome comercial e outros nomes

Myochrysine

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Imunossupressor

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Usado para terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação

é desconhecido, mas parece relacionar-se com o efeito imunossupressor sobre os linfócitos

ou com a supressão dos sistemas sulfidrila.

Indicações e Usos Clínicos

A terapia com ouro é usada principalmente para doenças imunomediadas (p. ex., as doenças

dermatológicas) em animais. Em seres humanos, é usado para artrite reumatoide. Em


animais, há falta de estudos clínicos controlados para documentar sua eficácia. Outros

medicamentos imunossupressores são usados com mais frequência.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em animais com mielossupressão ou doença renal.

Interações Medicamentosas

O uso com penicilamina aumentará o risco de efeitos colaterais hematológicos.

Instruções de Uso

Estudos clínicos não foram realizados em animais. A aurotioglicose geralmente é usada com

mais frequência do que o aurotiomalato de sódio.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

A contagem sanguínea completa deve ser monitorada periodicamente

durante o tratamento.

Formulações

O aurotiomalato de sódio está disponível em injeções de 10, 25 e 50 mg/mL.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1,5 mg por animal, por via intramuscular, na primeira semana, depois 2-10 mg, por via

intramuscular, na segunda semana e, em seguida, 1 mg/kg 1 vez/semana, por via

intramuscular, para manutenção.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativa de períodos

de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Tiopental Sódico

Nome comercial e outros nomes

Pentotal

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Anestésico, barbitúrico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Barbitúrico de ação ultracurta. A anestesia é produzida por depressão do sistema nervoso

central (SNC) sem analgesia. O efeito anestésico cessa devido à redistribuição no corpo.

Indicações e Usos Clínicos

O tiopental é usado principalmente para indução de anestesia ou para anestesia de curta

duração (procedimentos de 10-15 minutos). Ele promove uma indução rápida, suave e,

geralmente, livre de excitação. Pode ser administrado por via intravenosa, com prémedicação

ou outros adjuvantes anestésicos, como tranquilizantes e sedativos (p. ex., alfa2-

agonistas, fenotiazínicos e opiáceos).

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos mais comuns são a apneia transitória e a depressão respiratória. Outros efeitos

colaterais são relacionados com os efeitos anestésicos do medicamento. O tiopental pode

causar depressão cardiovascular com leve diminuição do volume de ejeção e alguma


alteração no débito cardíaco ou na pressão sanguínea. A pré-medicação reduzirá o risco

de eventos cardiovasculares. A suplementação com oxigênio durante a indução também

diminuirá os eventos cardiovasculares. As sobredoses são causadas por injeções rápidas ou

repetidas. Evite o extravasamento vascular.

Contraindicações e Precauções

Usar com cautela em pacientes com doença respiratória ou cardíaca. Só usar se houver

possibilidade de monitorar e manter a respiração do paciente.

Interações Medicamentosas

O tiopental é compatível com outros anestésicos. Entretanto, o uso de outros sedativos e

anestésicos diminuirá a dose de tiopental. O tiopental tem sido associado ao propofol em

mistura 1:1 sem perda de eficácia. Esta mistura de tiopental e propofol 1:1 a 2,5%

é usada para induzir a anestesia em cães.

Instruções de Uso

O índice terapêutico é baixo. Usar somente nos pacientes em que é possível monitorar

as funções cardiovascular e respiratória. O tiopental é administrado com frequência junto

com outros adjuvantes anestésicos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as funções cardiovascular e respiratória durante a anestesia com tiopental.

Formulações

O tiopental está disponível em ampolas de 250 mg a 10 g (misture na concentração

desejada).

Estabilidade e Armazenamento

Quando preparado de maneira adequada, o tiopental é quimicamente estável e resiste

ao crescimento de bactérias por até 4 semanas quando refrigerado. O tiopental tem pH

entre 10-11 e não deve ser misturado com soluções acidificantes. Se misturado com outros

medicamentos, a alcalinidade pode afetar sua estabilidade. O propofol é misturado ao

tiopental sódico em mistura 1:1 e a mistura é física e quimicamente compatível, se usada de

imediato.

Posologia para Pequenos Animais

Cães


• 10-25 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).

Gatos

• 5-10 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).

Posologia para Grandes Animais

Bovinos

• Indução: 6-12 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).

Suínos

• 10-20 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).

Informações sobre Restrição Legal

Uso extrabula: estabeleça um período de carência de pelo menos 1 dia para a carne e de 24

horas para o leite.

O período de carência para suínos (carne): Não há

No Brasil, o tiopental sódico está classificado como substância psicotrópica (lista B1)

sujeita a notificação de receita do tipo “B”.

Medicamento controlado de Classe II.

Classificação RCI: 2

Tiotepa

Nomes comerciais e outros nomes

Thioplex e marcas genéricas

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Agente antineoplásico

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Agente antineoplásico. O tiotepa é um agente alquilante do tipo mostarda nitrogenada


(semelhante à ciclofosfamida).

Indicações e Usos Clínicos

O tiotepa é usado para vários cânceres especialmente efusões malignas. O modo mais

comum de administração é na lesão ou localmente (p. ex., na bexiga). Para câncer

de bexiga, 30 mg são diluídas em 30 mL de água destilada e instilado diretamente na

bexiga uma vez por semana.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outros agentes antineoplásicos e alquilantes

(muitos dos quais são inevitáveis). A mielossupressão é o efeito mais comum.

Contraindicações e Precauções

Evitar seu uso em animais com depressão da medula óssea.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Deve-se consultar o protocolo específico de quimioterapia do câncer para orientação sobre a

administração. O tiotepa em geral é administrado diretamente nas cavidades corporais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o hemograma para evidência de mielossupressão.

Formulações

O tiotepa está disponível em injeções de 15 mg (geralmente em solução de 10 mg/mL).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Quando

em solução mista, adicione 1,5 mL de água estéril a cada ampola. Esta solução fica estável

por 5 dias, se refrigerada. As soluções podem ser de claras a ligeiramente opacas,

mas se ocorrer escurecimento ou precipitado, descarte a ampola.


Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 0,2-0,5 mg/m 2 por semana ou por dia, por vias intramuscular, intracavitária

ou intratumor.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de dose para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Este

medicamento não deve ser usado em animais destinados [à alimentação ou ao consumo?]

por ser um agente antineoplásico.

Tireotropina

Nomes comerciais e outros nomes

Thytropar, Thyrogen e TSH

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Hormônio tireoidiano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O hormônio estimulador da tireoide (TSH) é usado para exames diagnósticos; ele estimula a

secreção normal de hormônio tireoidiano. A formulação disponível inclui Thirogen

(tireotropina alfa para injeção), que é uma forma recombinante purificada de TSH

produzida por tecnologia de DNA recombinante. Uma forma antiga, o Thyropar, é difícil de

ser obtida. A sequência de aminoácido de tireotropina alfa é idêntica àquela hipofisária

estimuladora da tireoide. A atividade do TSH não é da espécie e o produto humano pode ser

usado em animais.

Indicações e Usos Clínicos


O TSH é usado para estimular a secreção do hormônio tireoidiano para testes diagnósticos.

Devido à disponibilidade limitada de TSH para testes e ao alto custo da forma humana, este

teste raramente é realizado em medicina veterinária.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

As reações adversas são raras. Em seres humanos ocorreram reações alérgicas.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Para preparar a solução, adicione 2 mL de cloreto de sódio em uma ampola de 10 unidades.

Consulte o laboratório para orientações específicas para testes da tireoide.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Após injeção por via intravenosa, colete amostra pós-TSH em 4 ou 6 horas. Ver na seção de

Posologia as informações completas sobre testes em cães.

Formulações

O TSH recombinante humano, também conhecido como tireotropina alfa ou Thyrogen, está

disponível em ampola de 1,1 mg contendo tireotropina alfa. Após reconstituição em 1,2 mL

de água estéril, a concentração de tireotropina alfa é de 0,9 mg/mL (ver em Posologia as

instruções específicas para preparar a dose para cães). O pH da solução reconstituída é de

aproximadamente 7,0. Outras formas (Thyropar) são de difícil obtenção. O TSH bovino não

está mais disponível.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

As soluções reconstituídas mantêm a potência por 2 semanas a 2 °C-8 °C, por 4 semanas

a 4 °C e por 8 semanas, se congeladas.

Posologia para Pequenos Animais


Cães

• 50-100 μg em injeção por cão.

• Testes diagnósticos para cães: reconstitua 1 ampola (1,1 mg) em 6 mL de água estéril e

divida em 12 alíquotas. Coloque 0,5 mL em seringas plásticas de insulina e armazene

no congelador. Para cada dose, descongele a seringa e administre-a por via intravenosa,

uma seringa por cão (aproximadamente 92 μg por cão). Mensure o hormônio

tireoidiano (T4) em 4 a 6 horas após a injeção. A resposta pós-TSH deverá ser de pelo

menos 1,87 μg/dL acima da linha basal ou > 3,5 μg/mL.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco da presença de resíduos prejudiciais em animais de produção, não são

sugeridos períodos de carência.

Toltrazurila

Nome comercial e outros nomes

Baycox

Medicamentos comercializados no Brasil

Baycox (v) , Isocox (v)

Classificação funcional

Antiprotozoário

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiprotozoário. Coccidiostático. A toltrazurila é uma triazinona eficaz para Isospora e

coccidiose, Toxoplasma gondii e Eimeria spp. A toltrazurila é um derivado de outro fármaco, o

ponazuril, que também é usado para as mesmas condições. A toltrazurila sulfona (ponazuril)

é encontrada no soro e no líquido cefalorraquidiano (LCR) de equinos tratados. Ver mais

detalhes em Ponazuril.

Indicações e Usos Clínicos


A toltrazurila é usada no tratamento da mieloencefalite protozoária equina (MPE) causada

por Sarcocystis neurona. Contudo, recomenda-se usar um medicamento aprovado, o

ponazuril (Marquis), para tratamento de equinos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

De acordo com o fabricante, a administração de 50 mg/kg a equinos (5 e 10 vezes a dose

recomendada) produziu efeitos colaterais menores. Houve alterações mínimas na análise

sérica.

Contraindicações e Precauções

Não há relatos de contraindicações para animais.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Embora a toltrazurila seja usada em equinos, o uso preferencial e aprovado para esta espécie

é o do ponazuril.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A toltrazurila não se encontra disponível atualmente em formulações comerciais nos EUA

para equinos. Ela está disponibilizada em suspensão para aves domésticas e animais de

criação em fazendas, principalmente suínos, em outros países, e é importada para os EUA

com permissão da Food and Drug Administration (FDA).

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Não há relatos de doses para pequenos animais.


Posologia para Grandes Animais

Equinos

• MPE causada por S. neurona: 5-10 mg/kg (7,5 mg/kg para a maioria dos equinos a cada

24 horas por via oral por um mínimo de 30 dias).

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas sobre períodos

de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Trandolapril

Nome comercial e outros nomes

Mavik

Medicamentos comercializados no Brasil

Gopten (h)

Classificação funcional

Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Como outros inibidores da ECA, o trandolapril inibe a conversão da angiotensina I em

angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e produz estimulação

simpática, hipertensão renal e síntese da aldosterona. A capacidade da aldosterona para

causar retenção de sódio e potássio contribui para a congestão. O trandolapril, como outros

inibidores da ECA, causará vasodilatação e diminuirá a congestão induzida pela aldosterona,

mas os inibidores da ECA também contribuem para a vasodilatação aumentando as

concentrações de algumas cininas e prostaglandinas vasodilatadoras. O trandolapril é

convertido em trandolapril ativo após a administração.

Indicações e Usos Clínicos

O trandolapril, como outros inibidores da ECA, é usado para o tratamento da hipertensão e

da insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Comparado a outros inibidores da ECA, como o

enalapril, não é usado com frequência em medicina veterinária e seu emprego derivou de

experiências empíricas.


Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O trandolapril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitorar com cuidado

os pacientes que recebem altas doses de diuréticos.

Contraindicações e Precauções

Use com cautela com outras substâncias hipotensivas e diuréticos. Os anti-inflamatórios

não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos vasodilatadores. Descontinue com os

inibidores da ECA em fêmeas prenhes; eles atravessam a placenta e causam

malformações e morte fetais.

Interações Medicamentosas

Use com cautela com outros medicamentos hipotensivos e diuréticos. Os AINEs podem

diminuir os efeitos vasodilatadores.

Instruções de Uso

Seu uso não é extenso em animais domésticos. A maior parte da experiência foi extrapolada

do uso em seres humanos.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como todos os inibidores da

ECA, monitorar os eletrólitos e a função renal 3 a 7 dias após iniciar a terapia e, depois,

periodicamente.

Formulações

O trandolapril está disponível em comprimidos de 1, 2 e 4 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

A dose não foi estabelecida para cães. A dose em seres humanos é de 1 mg/pessoa/dia para

iniciar, depois aumentar para 2-4 mg/dia.


Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de período de

carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Triantereno

Nome comercial e outros nomes

Dyrenium

Medicamentos comercializados no Brasil

Iguassina (h)

Classificação funcional

Diurético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Diurético poupador de potássio. O triantereno tem ação semelhante à da espirinolactona,

exceto que esta tem um efeito inibidor competitivo sobre a aldosterona e o triantereno não.

Indicações e Usos Clínicos

O triantereno é usado com pouca frequência em medicina veterinária. Para tratar doenças

congestivas, a espironolactona é mais usada. O emprego de triantereno em animais deriva

da utilização empírica e da experiência com seres humanos. Não há estudos clínicos bem

controlados ou sobre eficácia para documentar sua eficácia clínica.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

O triantereno pode produzir hipercalemia em alguns pacientes.

Contraindicações e Precauções


Não use em pacientes desidratados. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem

interferir na ação. Evite suplementos com alto teor de potássio.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais. Contudo, use com

cautela com outros medicamentos que possam conter potássio ou causar sua retenção,

tais como a trimetoprima.

Instruções de Uso

Há pouca experiência clínica disponível com o triantereno. Não há evidência convincente

de que ele seja mais eficaz do que a espironolactona.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar o estado de hidratação, o nível de potássio sérico e a função renal.

Formulações

O triantereno está disponível em cápsulas de 50 e 100 mg.

Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães e Gatos

• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de período de

carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).

Classificação RCI: 4


Trilostano

Nomes comerciais e outros nomes

Modrenal e Vetoryl

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional

Supressor da adrenal

Farmacologia e Mecanismo de Ação

O trilostano inibe a síntese de cortisol em cães. É um inibidor competitivo da 3-betahidroxisteroide

desidrogenase, que interfere nas etapas que levam à secreção do cortisol do

córtex adrenal. Esta enzima também está envolvida na síntese de aldosterona,

corticosterona e androstenediona. Ela também afeta a conversão de pregnenolona em

progesterona. Portanto, estes hormônios também podem estar diminuídos em decorrência

do tratamento com trilostano. É usado para o hiperadrenocorticismo hipófise-dependente

(HHD) em cães. Comparado ao mitotano, que destrói células adrenocorticais, o trilostano

produz diminuição transitória do cortisol.

Indicações e Usos Clínicos

O trilostano é usado para tratar hipercortisolemia (hiperadrenocorticismo) em cães

(síndrome de Cushing). As concentrações de cortisol diminuem já aos 7 a 10 dias do início

do tratamento com trilostano. Refere-se que melhora a poliúria, a polidipsia e a polifagia em

70% a 80% dos cães com HHD. O tratamento com mitotano tem sido comparado ao com

trilostano e se demonstrou que cada medicamento, embora agindo por mecanismos

diferentes, produz tempos de sobrevida semelhantes em cães com HHd. Outros

medicamentos usados para tratar a síndrome de Cushing canina são o mitotano

(Lysodren ® ), a selegilina (Anipryil ® ) e o cetoconazol – todos são fármacos que atuam por

diferentes mecanismos. O tratamento de alopecia X em cães (Lulus da Pomerânia e

Poodles) tem sido eficaz na maioria dos animais (9-12 mg/kg/diapor via oral). O trilostano

também é efetivo em gatos, sem relatos de efeitos colaterais. Em equinos, é usado para tratar

a disfunção da pars intermedia hipofisária (síndrome de Cushing equina) e há evidência

preliminar de algum benefício decorrente do trilostano em dose de 1 mg/kg/dia por via oral.

Informações sobre Precaução


Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em alguns cães, observa-se letargia transitória ou vômito. O trilostano diminui a

aldosterona; portanto, deve-se monitorar as concentrações de eletrólitos. A hiponatremia

e a hipercalemia são possíveis e podem ser observadas em alguns cães sensíveis à inibição

de mineralocorticoide.

Contraindicações e Precauções

O trilostano diminui a síntese de hormônios adrenocorticais. Use com cautela em animais

com baixas concentrações de potássio. Não use com antagonistas da aldosterona, como a

espironolactona.

Instruções de Uso

Ajustar a dose conforme necessário por monitoramento das concentrações de cortisol.

O trilostano é um medicamento de curta ação com duração de 8-10 horas. A maioria

dos cães pode ser controlada com tratamento uma vez ao dia, mas considere

a administração duas vezes ao dia em pacientes que não são controlados de maneira

adequada.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Monitorar as concentrações de cortisol nos animais tratados, começando em

aproximadamente 10 a 14 dias após o início do tratamento, depois aproximadamente

a cada 3 meses. O cortisol sérico basal pode ser usado para monitorar a eficácia da terapia

com trilostano. A variação alvo ideal é 1,27-2,9 μg/dL (35-80 nmol/L). Se for necessária

avaliação adicional, utilizar estimulação com hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Fazer

testes de concentrações de pico do trilostano (4-6 horas após sua administração). As

concentrações de cortisol de 1,45-5,4 μg/dL (40-150 nmol/L) foram consideradas

adequadas após estimulação com ACTH. Se o cortisol permanecer baixo, considerar a

redução da dose; se o cortisol estiver muito alto, considerar o aumento da dose. Monitorar as

concentrações de sódio e potássio nos cães tratados. Se necessário, suplementar com potássio

devido à inibição da aldosterona.

Formulações

As formulações veterinárias aprovadas nos EUA incluem cápsulas de 10, 30 e 60 mg.

Na Europa, cápsulas de 10, 30, 60 e 120 mg estão disponibilizadas.

Estabilidade e Armazenamento

Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.


A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3-6 mg/kg por via oral. Ajuste a dose com base nas mensurações do cortisol.

• Cães com 4,5-10 kg: 30 mg, a cada 24 horas por via oral.

• Cães com 10-20 kg: 60 mg, a cada 24 horas por via oral.

• Cães com 20-40 kg: 120 mg, a cada 24 horas por via oral.

• Cães com 40-60 kg: 180 mg, a cada 24 horas por via oral.

• Intervalo de dose: foi considerado o tratamento de duas vezes ao dia em alguns cães

com o uso de dose de 1,5-3 mg/kg a cada 12 horas por via oral.

• Tratamento de alopecia X: 9-12 mg/kg/dia por via oral.

Gatos

• 6 mg/kg, a cada 24 horas por via oral e aumentar gradualmente (se necessário)

para 10 mg/kg, a cada 24 horas.

Posologia para Grandes Animais

Equinos

• 0,4-1 mg/kg/dia por via oral (adicionadas à ração).

Informações sobre Restrição Legal

O trilostano não deve ser empregado em animais de produção.

Trimetobenzamida

Nome comercial e outros nomes

Tigan

Medicamentos comercializados no Brasil

Não constam

Classificação funcional


Antiemético

Farmacologia e Mecanismo de Ação

Antiemético. A trimetobenzamida inibe os vômitos na zona deflagradora de

quimiorreceptores (ZDQ).

Indicações e Usos Clínicos

A trimetobenzamida é usada para o tratamento antiemético, especialmente quando

os vômitos são induzidos centralmente na ZDQ (p. ex., decorrente de quimioterápicos). O

uso em animais derivou principalmente do emprego empírico e da experiência em seres

humanos. Não há estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar sua

eficácia clínica. Outros antieméticos (p. ex., maropitant) são usados com mais frequência em

cães e gatos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Não há relatos de efeitos colaterais em animais.

Contraindicações e Precauções

Não é recomendado o uso em gatos.

Interações Medicamentosas

Não há relatos de interações medicamentosas em animais.

Instruções de Uso

Não há relatos de sua eficácia como antiemético em animais.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Não é necessário monitoramento específico.

Formulações

A trimetobenzamida está disponível em injeções de 100 mg/mL e em cápsulas de 100 e

250 mg.


Estabilidade e Armazenamento

Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.

Posologia para Pequenos Animais

Cães

• 3 mg/kg, a cada 8h por via intramuscular ou por via oral.

Gatos

Não recomendada.

Posologia para Grandes Animais

Não há relatos de doses para grandes animais.

Informações sobre Restrição Legal

Devido ao baixo risco da presença de resíduos prejudiciais em animais de produção, não são

sugeridos períodos de carência.

Trimetoprima + Sulfadiazina

Nomes comerciais e outros nomes

Tribrissen, Uniprim, Tucoprim e Di-Trim

Medicamentos comercializados no Brasil

Alplucine TS (v) , Diastin (v) , Diatrim (v) , Ibatrim (v) , Sulfamax (v) , Supertrim (v) ,

Supronal (v) , Tridiazin (v)

Classificação funcional

Antibacteriano

Farmacologia e Mecanismo de Ação

A associação trimetoprima-sulfonamidas combina a ação do antibacteriano trimetoprima e a

de uma sulfonamida. A atividade é atribuída ao seu efeito sinérgico em inibir o metabolismo

do ácido fólico em bactérias. As sulfonamidas são inibidores competitivos da síntese do di-


hidrofolato. A trimetoprima inibe a enzima di-hidrofolato redutase. Quando usada em

associação, tem amplo espectro de atividade contra infecções por bactérias suscetíveis

(Gram-negativas e Gram-positivas). A trimetoprima + sulfadiazina estão disponíveis apenas

em preparações veterinárias; trimetoprima + sulfametoxazol é uma preparação humana.

Não há relatos publicados sobre diferenças na eficácia entre trimetoprima + sulfadiazina

versus trimetoprima + sulfametoxazol. A diferença primária entre sulfametoxazol e

sulfadiazina é que o sulfametoxazol é biotrasformado de forma mais extensa e a

sulfadiazina pode atingir concentrações urinárias ativas mais altas em alguns pacientes. A

farmacocinética varia entre as espécies e vias de administração. Na maioria dos animais, a

trimetoprima é eliminada mais depressa do que o componente sulfonamida. A associação é

administrada na relação de 1:5 (tirmetoprima:sulfonamida), mas a relação após a

administração varia consideravelmente para 1:20 ou menor. Uma relação 1:20 foi sugerida

como ótima para efeitos antibacterianos, mas esta relação não foi confirmada por estudos

clínicos em animais.

Indicações e Usos Clínicos

A trimetoprima + sulfadiazina é usada para tratar uma variedade de infecções em cães,

gatos, equinos e em alguns animais exóticos. A associação tem eficácia para infecções

por bactérias suscetíveis (Gram-negativas e Gram-positivas), incluindo infecções

respiratórias, infecções da pele e dos tecidos moles, feridas, abscessos e infecções urogenitais.

Em equinos, a associação tem sido empregada para o tratamento de infecções respiratórias,

articulares, abdominais, de próstata, de tecidos moles e infecções no sistema nervoso central

(SNC). Também tem sido ocasionalmente empregada para infecções causadas por

protozoários (p. ex., infecções por coccídios e Toxoplasma). A associação não teve sucesso

para tratar infecções em abscessos ou infecções causadas por bactérias anaeróbicas,

possivelmente devido a interações com material em tecidos necróticos.

Informações sobre Precaução

Reações Adversas e Efeitos Colaterais

Em equinos, a administração oral de trimetoprima-sulfonamidas pode estar associada à

diarreia. Outros efeitos observados em equinos são as reações neurológicas

idiossincráticas, que consistem em alterações comportamentais, anormalidades da

marcha e hiperestesia. Estes efeitos melhoraram logo após descontinuação da medicação.

Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas em cães incluem reações alérgicas,

hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,

ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Os cães podem ser mais sensíveis às

sulfonamidas do que outros animais, pois não têm capacidade de acetilar as sulfonamidas

para metabólitos; portanto podem se acumular mais metabólitos tóxicos em alguns

animais. Mais descrições de reações adversas das sulfonamidas são listadas para os


antibacterianos individualmente. Trimetoprima-sulfonamidas pode diminuir o hormônio

tireoidiano após o tratamento em cães. Os efeitos sobre a função tireoidiana são mais

aparentes após 2 semanas de tratamento, mas são reversíveis.

Contraindicações e Precauções

Não administre a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Doberman pinschers podem

ser mais sensíveis do que outras raças caninas às reações por sulfonamidas. Use com

cautela nesta raça. Caso se desenvolva diarreia em equinos, descontinue o tratamento.

Interações Medicamentosas

As sulfonamidas podem interagir com outros fármacos, incluindo farina, metenamina,

dapsona e etodolac. Eles podem potencializar os efeitos colaterais causados por

metotrexato e pirimetamina. As sulfonamidas aumentam a biotransformação

da ciclosporina, resultando em diminuição das concentrações plasmáticas. A

metenamina é biotransformada para formaldeído, o qual pode formar um complexo e

precipitar-se com as sulfonamidas. As sulfonamidas administradas a equinos que estão

recebendo detomidina podem desenvolver arritmias cardíacas. Esta precaução está

listada apenas para as formas intravenosas de trimetoprima-sulfonamidas.

Instruções de Uso

A dose listada é a dos componentes associados; 30 mg/kg = 5 mg/kg trimetoprima e 25 mg

de sulfonamida. Há evidência de que 30 mg/kg/dia é eficaz para piodermatite; para outras

infecções, 30 mg/kg 2 vezes/dia são recomendadas. A trimetoprima oral não é absorvida em

ruminantes.

Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais

Fazer cultura e teste de sensibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o

Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) para organismos sensíveis é

≤2/38 μg/mL. Para estreptococos, este ponto de perda de suscetibilidade é ≤2/38 μg/mL.

Os valores listados são as concentrações da relação trimetoprimasulfonamida.Trimetoprima-sulfonamidas

podem afetar o monitoramento dos hormônios

tireoidianos. Em cães, a trimetoprima + sulfadiazina pode causar hipotireoidismo funcional