Manual Saunders de - Terapia Ve - Mark G
Bulário veterinário
Bulário veterinário
- Nenhuma tag encontrada…
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
Manual Saunders de – Terapia Veterinária
Pequenos e Grandes Animais
3ª Edição
Mark G. Papich, DVM, MS, DACVCP
Professor of Clinical Pharmacology, College
of Veterinary Medicine, North Carolina State
University, Raleigh, North Carolina
Saunders Elsevier
Table of Contents
Cover image
Title page
Copyright
Revisão Científica e Tradução
Dedicatória
Agradecimentos
Isenção de Responsabilidade
Prefácio à Edição Brasileira
Apresentação
Listagem de Medicamentos de Acordo com sua Classificação Funcional e
Terapêutica
Lista de Nomes Comerciais e de Marcas em Referência Cruzada com os Nomes dos
Medicamentos
Informações sobre Conversão
Fármacos em Ordem Alfabética
A
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
B
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
C
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais (use Borogluconato de Cálcio)
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Regulação Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações Sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento de Pacientes e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
D
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Indicações de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
E
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
F
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Grandes Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
G
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais (Cães e Gatos)
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
H
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoração do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
I
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismos de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
L
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
M
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
N
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Animais Pequenos
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
O
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Vacas
Éguas
Pequenos Ruminantes e Porcas
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informação sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
P
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
R
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
S
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
T
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Prosologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações Disponíveis
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Ovinos e Caprinos
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
U
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
V
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações Adicionais
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
X
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Informações sobre Restrição Legal
Z
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Indicações e Usos Clínicos
Instruções de Uso
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Formulações
Estabilidade e Armazenamento
Posologia para Pequenos Animais
Posologia para Grandes Animais
Informações sobre Restrição Legal
Apêndice A: Cálculo das Doses de Medicamentos
Apêndice B: Tabela de Substâncias Controladas: EUA e Canadá
Apêndice C: Medicamentos para Infecções Vistas Comumente em Pequenos
Animais
Apêndice D: Seleção de Antibióticos para Patógenos Bacterianos de Equinos
Apêndice E: Medicamentos que Podem Induzir as Enzimas do Sistema Citocromo P-
450
Apêndice F: Medicamentos que Podem Inibir as Enzimas do Sistema Citocromo P-
450
Apêndice G: Medicamentos que Podem Inibir o Transportador de Membrana P-
Glicoproteína Codificado por ABCB1 (também Conhecido como Gene MDR1)
Apêndice H: Medicamentos que Servem como Substrato do Transportador de
Membrana P-Glicoproteína Codificado por ABCB1 (também Conhecido como Gene
MDR1)
Anexo I: Soluções para Uso Intravenoso
Apêndice J: Formulações Associadas: o que Procurar para Detectar
Incompatibilidade ou Instabilidade
Apêndice K: Referência para a Prescrição Escrita: o que Fazer e o que Não Fazer
Apêndice L: Como Reportar uma Reação Adversa
Apêndice M: Medicamentos Proibidos para Animais de Produção
Apêndice N: Regulamento e Restrições de Medicamentos de Desempenho em
Cavalos Atletas. Association of Racing Commissioners International, Inc., Diretrizes
para Normatização de Substâncias Estrangeiras (Revisado em Janeiro de 2010)
Apêndice O: Sites Importantes para Obter Informações sobre Medicamentos
Apêndice P: Onde Obter Informações Importantes sobre Medicamentos
Veterinários (Estados Unidos)
Apêndice Q: Tabela de Compatibilidade para Soluções
Índice Remissivo
Copyright
© 2012 Elsevier Editora Ltda.
Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders – um selo
editorial Elsevier Inc.
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser
reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos,
fotográficos, gravação ou quaisquer outros.
ISBN: 978-85-352-469-64
Copyright © 2011, 2007, 2002 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc.
This edition of Saunders Handbook of Veterinary Drugs – Small and Large Animal, 3 th
edition by March G. Papich, is published by arrangement with Elsevier Inc.
ISBN: 978-1-4377-0152-4
Capa
Interface – Sergio Liuzzi
Editoração Eletrônica
Thomson digital
Elsevier Editora Ltda.
Conhecimento sem Fronteiras
Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar
20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Rua Quintana, n° 753 – 8° andar
04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP
Serviço de Atendimento ao Cliente
0800 026 53 40
sac@elsevier.com.br
Consulte também nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços
exclusivos no site www.elsevier.com.br
Nota
Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver
necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do
tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em
sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações,
métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer
informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a
segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade
profissional.
Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se
o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos
descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a
certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da
administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua
experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o
melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de
segurança apropriadas.
Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem
tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por
qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo
responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego
de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui
publicado.
O Editor
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
P234m
Papich, Mark G.
Manual Saunders de terapia veterinária: pequenos e grandes animais / Mark G. Papich ;
[tradução Sílvia Mariangela Spada … et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2012.
858p. : 22 cm
Tradução de: Saunders handbook of veterinary drugs, 3 th ed.
Inclui índice
Apêndice
ISBN 978-85-352-469-64
1. Medicamentos veterinários - Manuais, guias, etc. I. Título.
12-1881. CDD: 636.08951
CDU: 636.09:615.1
26.03.12 04.04.12 034256
Revisão Científica e Tradução
Revisão Científica
Profa. Dra. Isis M. Hueza
Médica Veterinária
Professsora de Farmacologia e Toxicologia
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Diadema
Tradução
Idilia Vanzellotti
Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF –
Niterói/RJ)
Marie Odile Monier Chelini
Graduação em Medicina Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP)
Mestrado em Reprodução Animal pela FMVZ-USP
Doutorado em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP
Renata Scavone de Oliveira
Médica Veterinária formada pela FMVZ-USP
Doutora em Imunologia pelo ICB-USP
Silvia M. Spada
Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo (USP)
Cursos Extracurriculares de Tradução pela USP
Thaís Rosalen Fernandes
Médica Veterinária Patologista
Graduada pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM), SP
Residência no Serviço de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMVZ-UNESP),
Campus de Botucatu, SP
Mestranda pelo Serviço de Patologia Veterinária (FMVZ-UNESP), Campus de Botucatu,
SP
Dedicatória
Esta obra é dedicada aos profissionais em atividade que estão na linha de frente do
exercício da Medicina Veterinária, administrando medicações todos os dias aos seus
pacientes. Os proprietários confiam aos veterinários os cuidados de seus animais, e tenho
esperança de que este livro facilite o uso seguro e eficaz dos medicamentos aos seus
pacientes.
Mark G. Papich
Agradecimentos
Agradeço à minha editora, da Elsevier, Penny Rudolph; a seu editor Associado de
Desenvolvimento e às equipes de produção editorial, produção do livro e de multimídia da
Elsevier pelo árduo trabalho que possibilitou esta edição. Seu incentivo, apoio e paciência
foram muito apreciados durante a preparação deste livro. Espero que esta edição seja útil aos
veterinários dedicados a prover terapia de sucesso aos animais.
Mark G. Papich
Raleigh, North Carolina
Isenção de Responsabilidade
As doses listadas nesta obra são espécie-específicas, salvo quando de outras formas
listadas. Não há qualquer garantia quanto à segurança e à eficácia de medicamentos em
espécies de animais não listadas. Muitas destas doses listadas são decorrentes do uso
extrabula ou empírico. Nos EUA, as leis federais permitem o uso de medicamentos
veterinários extrabula e de medicamentos de uso humano em animais não produtores de
alimentos (animais de companhia) quando há uma relação válida entre veterinárioproprietário-paciente.
Entretanto, há restrições ao uso desses medicamentos em animais de
produção segundo a Lei: Animal Medicinal Drug Use Clarification Act (AMDUCA) de 1994.
O uso de algunsmedicamentos é proibido em animais de produção a não ser quer certos
requisitos sejam atendidos, os quais incluem determinação de períodos de carência, seja
para animais produtores de carne ou de leite. Estes requisitos podem ser encontrados em
www.avma.org/reference/amduca/amduca1.asp.
As doses listadas fundamentam-se na melhor evidência disponível no momento das
preparações do livro sobre medicamentos; entretanto, o autor não pode assegurar a eficácia
dos fármacos usados de acordo com as recomendações deste livro. Outros fatores
relacionados ao paciente ou ações desconhecidas do medicamento até o momento da
preparação desta obra podem afetar a eficácia. É possível que haja efeitos adversos que o
autor desconhecia no momento da preparação deste manual.
Os veterinários que usam este manual são incentivados a verificar a literatura atual, o
rótulo do produto (bula), as informações dadas pelo fabricante no que se refere à eficácia,
nos EUA ao Freedon of Information (FOI) e a quaisquer efeitos adversos ou
contraindicações não identificados quando da preparação deste manual.
Mark G. Papich
Prefácio à Edição Brasileira
A 3 a edição deste manual, mais uma vez, traz uma grande contribuição, não só para o
estudante de Medicina Veterinária, como também para o profissional já em plena atividade,
seja ele dedicado aos cuidados com os pequenos animais, profissionais que lidam com os
animais de produção e também aqueles exóticos ou silvestres.
No entanto, quando fui convidada a realizar a revisão científica desta obra, deparei-me
com uma situação que desde a minha graduação me acompanha quando da aquisição de
uma obra originalmente de língua estrangeira, situação esta não só relacionada às
diferenças dos nomes dos princípios ativos farmacológicos, mas principalmente em relação às
especialidades farmacêuticas, as quais muitas vezes não são encontradas no Brasil. Assim,
propus adicionar a este Manual as especialidades farmacêuticas existentes no país, tanto
aquelas de uso exclusivo veterinário, sobrescritas com um “(v)”, como também os
medicamentos de uso humano, aqueles de referência e quando da disponibilidade, também
os genéricos, sobrescritos com “(h)” e “(g)”, respectivamente.
Desta forma, para os medicamentos de uso veterinário, utilizei como base de dados o
Compêndio de Produtos Veterinários, disponibilizado pelo Sindicato Nacional da Indústria
de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), com apoio da Coordenação de Fiscalização de
Produtos Veterinários (CPV), Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP) e
da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA).
Vale ainda ressaltar que muitos fármacos listados nesta obra não são encontrados no
Brasil ou são de uso exclusivo hospitalar e consequentemente de comercialização restrita.
Desta forma, o leitor poderá encontrar no item “Medicamentos Comercializados no Brasil” a
frase: não consta, cabendo ao mesmo buscar outras fontes que deem respaldo quanto à
indisponibilidade do produto no país ou restrições de sua comercialização.
Ainda, muitos dos medicamentos aqui listados são destinados aos animais de produção
ou são de venda controlada, assim adicionei no item: “Informações sobre Restrição Legal”,
dados referentes à realidade brasileira quanto aos períodos de carência, evitando assim a
presença de resíduos nos produtos de origem animal – o que não exime o profissional da
necessidade de consultar a bula do produto para maior exatidão da terapia –; e também as
restrições e necessidades específicas relacionadas aos medicamentos de prescrição e venda
controlada, conforme regulamentado pelo Ministério da Saúde por meio da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em sua resolução: RDC n° 21 de 17 de junho de
2010 que dispõe sobre a atualização do Anexo I, Listas de Substâncias Entorpecentes,
Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial, da Portaria SVS/MS n° 344, de 12
de maio de 1998 e dá outras providências, documento este de consulta quase que
obrigatória pelos médicos veterinários.
Enfim, a consulta deste Manual e a forma como ele abrange a terapêutica só traz
benefício ao médico veterinário, pois além daquelas terapias tradicionais da rotina, soma
ainda tratamento para afecções cujas terapias ainda são incipientes nas clínicas veterinárias
brasileiras, trazendo assim melhor forma de condução de tratamento e melhor qualidade de
vida aos animais, seres estes que nós, veterinários, juramos doar conhecimentos em prol de
sua salvação e bem-estar.
Isis M. Hueza
Apresentação
A 3 a edição deste manual foi desenvolvida no mesmo estilo, plano e formato da 2 a
edição. Acréscimos, alterações em monografias de certos fármacos e expansão de algumas
seções com novas informações e sugestões úteis de veterinários e estudantes foram
adicionadas. Foram acrescentados novos medicamentos aprovados pela U.S. Food and Drug
Administration (FDA), ou para os quais há novas informações sobre seu uso na literatura. Os
fármacos listados representam as medicações mais importantes usadas em animais de
estimação e de criação em fazendas. Praticamente todos os medicamentos foram
atualizados e mais de 35 novas substâncias foram acrescentadas. Nesta edição, assim como
fora na anterior, inclui-se as mais recentes medicações para animais, além daquelas de uso
humano, para as quais foram identificados usos veterinários. As informações foram
atualizadas quanto aos usos clínicos e requisitos regulamentares. As informações sobre
estabilidade, armazenamento e composição do medicamento foram expandidas. Um esforço
maior foi exercido no sentido de incluir informações com base em evidência sobre a eficácia
e uso clínico do medicamento nas seções de “Indicações e Usos Clínicos” e “Instruções de
Uso”. Para facilitar a localização de informações importantes para cada medicação, as seções
são divididas em categorias de interações medicamentosas, precauções, farmacologia e uso
clínico. As tabelas para referência rápida podem ser encontradas nos Apêndices. Estas
tabelas do Apêndice incluem antibióticos de escolha, interações medicamentosas,
informações regulamentares, números de telefones e endereços eletrônicos da internet para
informações sobre o medicamento, bem como uma seção sobre cálculos de doses.
O livro destina-se aos profissionais e aos estudantes que precisam usar seu tempo com
eficiência e localizar com rapidez informações precisase confiáveis sobre um medicamento.
O formato escolhido é consistente de medicamento a medicamento, o que torna a consulta
e a familiarização aos esquemas de monografia de cada medicamento adequados aos
veterinários e a sua equipe para localizar rapidamente informações concisas e acuradas sobre
cada um destes fármacos.
Na preparação deste manual, minhas prioridades foram precisão e confiabilidade. Como
em cada uma das duas edições anteriores, as indicações para uso e as informações sobre
posologia foram preparadas a partir de revisões apresentadas por especialistas clínicos. Em
alguns casos, as doses originaram-se de estudos clínicos; em outros, elas representam um
consenso da experiência clínica. As recomendações do fabricante são consideradas em
posologia, mas outras sugestões (indicações e usos extrabula) também podem ser listadas
quando o uso e a dosagem vão além daqueles listados na bula do medicamento. Quando as
recomendações de posologia variaram entre as fontes, apliquei meu julgamento clínico e
mais de 25 anos de experiência em farmacologia clínica veterinária para derivar uma dose
cientificamente válida. Em alguns casos, pode ter sido necessário derivar uma dose
extrapolando-a do uso humano, mas isto se limitou a medicamentos para os quais o índice
terapêutico é elevado. Para derivar períodos de carência para animais destinados a alimento,
maior prioridade foi dada aos períodos de carência aprovados pelo FDA. Quando não havia
um período de carência aprovado por esta agência, foram usadas as sugestões feitas pela
Food Animal Residue Avoidance Databank (FARAD; www.farad.org). Quando nenhum
destes estava disponível, listei uma estimativa conservadora para um período sugerido de
carência com base na farmacocinética de um fármaco e na probabilidade de que ele gere
resíduos prejudiciais.
Cada medicamento é listado principalmente por seu nome oficial (USAN) que é
reconhecido pela United States Pharmacopeia (USP; www.usp.org). Após o nome de cada
medicamento, encontra-se seu nome comercial e os sinônimos pelos quais também é
conhecido. Nem todos os nomes genéricos foram necessariamente listados. Os
medicamentos são listados em ordem alfabética de acordo com o seu nome oficial. As
tabelas são apresentadas na seção frontal do livro em que é feita a referência cruzada de
outros nomes pelos quais o fármaco é conhecido com cada medicamento da USAN. A tabela
de referência cruzada lista os fármacos de acordo com sua classificação funcional e uso.
Pode-se não ter incluído todos os usos conhecidos de uma substância, mas apresenta-se seu
uso clínico mais comum.
À medida que se expande o nosso conhecimento da farmacologia desses
medicamentos, novas informações são disponibilizadas para as medicações listadas neste
livro. Eu acolho o feedback relativo aos efeitos adversos observados, experiência clínica e
omissões ou erros identificados. Para estas e outras informações e sugestões, posso ser
contatado em mark_papich@ncsu.edu.
Listagem de Medicamentos de Acordo com sua Classificação Funcional e
Terapêutica
Classificação do Medicamento
Agente acidificante
Nome do Medicamento
Cloreto de amônio
Racemetionina
Suppressor da adrenal
Agonista adrenérgico
Trilostano
Cloridrato de efedrina
Epinefrina ou adrenalina
Mesilato de fenoldopam
Cloridrato de fenilpropanolamina
Cloridrato de pseudoefedrina
Agente adrenolítico
Agente alcalinizante
Mitotano
Citrato de potássio
Bicarbonato de sódio
Antagonista alfa-2
Cloridrato de atipamezol
Ioimbina
Analgésico
Paracetamol
Amantadina
Gabapentina
Pregabalina
Tramadol
Analgésico, anti-inflamatório não
esteroidal
Aspirina
Carprofeno
Deracoxibe
Etodolaco
Firocoxib
Flunixina meglumina
Ibuprofeno
Indometacina
Cetoprofeno
Cetorolaco de trometamina
Meclofenamato sódico; Ácido meclofenâmico
Meloxicam
Naproxeno
Fenilbutazona
Piroxicam
Tepoxalina
Analgésico, opioide
Paracetamol + codeína
Cloridrato de buprenorfina
Tartarato de butorfanol
Citrato de fentanil
Fentanil transdérmico
Hidrocodona
Hidromorfona
Cloridrato de loperamida
Meperidina
Cloridrato de metadona
Sulfato de morfina
Cloridrato de oximorfona
Pentazocina
Remifentanilo
Citrato de sufentanil
Analgésico, opioide, antitussígeno
Butorfanol
Codeína
Hidrocodona
Anestésico
Alfaxolona
Cloridrato de cetamina
Propofol
Tiletamina + zolazepam
Anestésico, Agonista alfa-2
Cloridrato de detomidina
Dexmedetomidina
Cloridrato de medetomidina
Cloridrato de romifidina
Cloridrato de xilazina
Anestésico, barbitúrico
Metoexital sódico
Pentobarbital sódico
Tiopental sódico
Anestésico inalatório
Enflurano
Halotano
Isoflurano
Metoxiflurano
Sevoflurano
Antiácido
Antiarrítimico
Hidróxido de alumínio e carbonato de alumínio
Amiodarona
Carvedilol
Disopiramida
Lidocaína
Mexiletina
Cloridrato de procainamida
Quinidina
Gluconato de quinidina
Poligalacturonato de quinidina
Sulfato de quinidina
Cloridrato de tocainida
Antiarrítmico, bloqueador de
canal de cálcio
Cloridrato de diltiazem
Cloridrato de verapamil
Agente antiartrítico
Sulfato de condroitina
Glucosamina + sulfato de condroitina
Glicosaminoglicano polissulfatado
Antibacteriano
Cloranfenicol
Clofazimina
Dapsona
Florfenicol
Fosfomicina
Isoniazida
Linezolida
Metenamina
Nitrofurantoína
Polimixina B
Pirimetamina
Rifampina
Antibacteriano aminoglicosídico
Amicacina
Sulfato de gentamicina
Sulfato de canamicina
Neomicina
Sulfato de tobramicina
Antibacteriano, antidiarreico
Antibacteriano, antiparasitário
Sulfasalazina
Metronidazol
Ronidazol
Antibacteriano, beta-lactâmico
Amoxicilina
Amoxicilina + clavulanato de potássio
Ampicilina
Ampicilina + sulbactam
Carbenicilina
Cefaclor
Cefadroxila
Cefazolina sódica
Cefdinir
Cefepima
Cefixima
Cefotaxima sódica
Cefotetan dissódico
Cefovecina
Cefoxitina sódica
Cefpodoxima proxetil
Sulfato de cefquinoma
Ceftazidima
Ácido livre cristalino de ceftiofur
Cloridrato de ceftiofur
Ceftiofur sódico
Cefalexina
Cloxacilina sódica
Dicloxacilina sódica
Doripeném
Ertapeném
Imipeném + cilastatina
Meropeném
Oxacilina sódica
Penicilina G
Piperacilina sódica
Ticarcilina + clavulanato de potássio
Ticarcilina dissódica
Antibacteriano da fluoroquinolona
Cloridrato de ciprofloxacino
Mesilato de danofloxacino
Cloridrato de difloxacino
Enrofloxacino
Marbofloxacino
Moxifloxacino
Norfloxacino
Orbifloxacino
Pradofloxacino
Antibacteriano glicopeptídico
Antibacteriano lincosamídico
Vancomicina
Cloridrato de clindamicina
Palmitato de clindamicina
Fosfato de clindamicina
Cloridrato de lincomicina
Cloridrato de monoidratado de lincomicina
Antibacteriano macrolídeo
Azitromicina
Claritromicina
Eritromicina
Fosfato de tilmicosina
Tulatromicina
Tilosina
Antibacteriano, sulfonamida
potencializado
Ormetoprima + sulfadimetoxina
Trimetoprima + sulfadiazine
Trimetoprima + sulfametoxazol
Antibacteriano, sulfonamida
Sulfacloropiridazina
Sulfadiazina
Sulfadimetoxina
Sulfametazina
Sulfametoxazol
Sulfaquinoxalina
Antibacteriano tetraciclínico
Clortetraciclina
Doxiciclina
Cloridrato de minociclina
Oxitetraciclina
Tetraciclina
Antibiótico aminociclitol
Agente antineoplásico
Espectinomicina
Asparaginase (L-asparaginase)
Sulfato de bleomicina
Bussulfano
Carboplatina
Clorambucil
Cisplatina
Ciclofosfamida
Citarabina
Dacarbazina
Cloridrato de doxorrubicina
Fluorouracila
Hidroxiureia
Lomustina
Melfalan
Mercaptopurina
Metotrexato
Cloridrato de mitoxantrona
Plicamicina
Estreptozocina
Tioguanina
Tiotepa
Toceranib
Sulfato de vimblastina
Sulfato de vincristina
Anticolinérgico
Aminopentamida
Sulfato de atropina
Glicopirrolato
Hiosciamina
Cloridrato de oxibutinina
Agente anticolinesterásico
Neostigmina
Fisostigmina
Piridostigmina
Anticoagulante
Dalteparina
Dipiridamol
Enoxaparina
Heparina sódica
Varfarina sódica
Anticonvulsante
Brometo
Clonazepam
Clorazepato dipotássico
Felbamato
Levetiracetam
Lorazepam
Cloridrato de midazolam
Oxazepam
Fenobarbital
Fenobarbital sódico
Fenitoína
Fenitoína sódica
Primidona
Valproato de sódio
Ácido valproico
Zonisamida
Anticonvulsante, analgésico
Gabapentina
Pregabalina
Anticonvulsante, tranquilizante
Antidiarreico
Diazepam
Subsalicilato de bismuto
Difenoxilato
Caolim + pectina
Mesalamina
Olsalazina sódica
Elixir paregórico
Brometo de propantelina
Antídoto
Carvão ativado
Mesilato de deferoxamina
Dimercaprol
Edetato dissódico de cálcio
Flumazenil
Fomepizol
Leucovorina cálcica
Azul de metileno a 0,1%
Penicilamina
Pralidoxima
Succimer
Cloridrato de trientina
Antiemético
Aprepitanto
Mesilato de dolasetrona
Dronabinol
Cloridrato de granisetrona
Maropitant
Meclizina (Cloridrato)
Mirtazapina
Cloridrato de ondansetrona
Trimetobenzamida
Antiemético, antidiarreico
Edisilato de proclorperazina
Maleato de procloroperazina +
Iodeto de isopropamida
Antiemético fenotiazínico
Clorpromazina
Edisilato de proclorperazina
Maleato de proclorperazina
Cloridrato de trifluoperazina
Cloridrato de triflupromazina
Tartarato de trimeprazina
Antiemético, fenotiazínico, antihistamínico
Cloridrato de prometazina
Cloridrato de propiopromazina
Antiemético, agente procinético
Antiestrogênico
Antifúngico
Cloridrato de metoclopramida
Citrato de tamoxifeno
Anfotericina B
Enilconazol
Fluconazol
Flucitosina
Griseofulvina
Itraconazol
Cetoconazol
Posaconazol
Cloridrato de terbinafina
Voriconazol
Antifúngico, expectorante
Anti-histamínico
Iodeto de potássio
Cloridrato de cetirizina
Maleato de clorfeniramina
Fumarato de clemastina
Cloridrato de ciproeptadina
Dimenidrinato
Cloridrato de difenidramina
Hidroxizina
Tiludronato dissódico
Citrato de tripelenamina
Agente anti-hipercalcêmico
Alendronato
Etidronato dissódico
Pamidronato dissódico
Zoledronato
Agente anti-hiperglicêmico
Gemfibrozil
Glipizida
Gliburida
Metformina
Anti-inflamatório
Alopurinol
Colchicina
Dimetilssulfóxido (DMSO)
Niacinamida
Pentoxifilina
Anti-inflamatório, corticosteroide
Betametasona
Budesonida
Pivalato de desoxicorticosterona
Dexametasona
Fosfato sódico de dexametasona
Flumetasona
Hidrocortisona
Acetato de isoflupredona
Metilprednisolona
Prednisolona
Acetato de prednisolona
Succinato sódico de prednisolona
Prednisona
Acetonido de triancinolona
Diacetato de triancinolona
Hexacetonido de triancinolona
Antimiastênico
Antiobesidade
Cloreto de edrofônio
Dirlotapide
Mitratapide
Antiparasitário
Albendazol
Amitraz
Amprólio
Cloridrato de bunamidina
Diclorvós
Citrato de dietilcarbamazina
Iodeto de ditiazanina
Doramectina
Epsiprantel
Febantel
Fenbendazole
Furazolidona
Ivermectina
Ivermectina + praziquantel
Cloridrato de levamisol
Lufenuron
Lufenuron + milbemicina oxima
Mebendazol
Melarsomina
Metaflumizona
Milbemicina oxima
Moxidectina
Nitenpiram
Oxfendazol
Oxibendazol
Sulfato de paromomicina
Piperazina
Praziquantel
Pamoato de pirantel
Tartarato de pirantel
Cloridrato de quinacrina
Selamectina
Spinosad
Closilato de tênio
Tiabendazol
Tiacetarsamida sódica
Agente antiplaquetário
Antiprotozoário
Clopidogrel
Atovaquona
Diclazuril
Cloridrato de imidocarb
Metronidazol
Nitazoxanida
Ponazuril
Pirimetamina + sulfadiazina
Ronidazol
Tinidazol
Toltrazurila
Antiespasmódico
Agente antitireoidiano
Brometo de N-butilescopolamônio
(brometo de butilescopolamina)
Carbimazol
Ácido iopanoico
Ipodato
Metimazol
Propiltiouracil
Antitussígeno, analgésico
Butorfanol
Dextrometorfano
Bitartrato de hidrocodona
Agente antiúlcera
Misoprostol
Sucralfato
Agente antiúlcera, antagonista H2
Cloridrato de cimetidina
Famotidina
Nizatidina
Cloridrato de ranitidina
Agente antiúlcera, inibidor de
bomba de prótons
Omeprazol
Pantoprazol
Antiviral
Aciclovir
Famciclovir
Lisina (L-lisina)
Zidovudina
Analgésico antiviral
Modificador de comportamento
Amantadina
Cloridrato de buspirona
Trazodona
Modificador de comportamento,
ISRS
Cloridrato de fluoxetina
Paroxetina
Modificador de comportamento,
tricíclico
Cloridrato de amitriptilina
Cloridrato de clomipramina
Doxepina
Cloridrato de imipramina
Beta-agonista
Betabloqueador
Cloridrato de isoproterenol
Atenolol
Bisoprolol
Cloridrato de esmolol
Tartarato de metoprolol
Cloridrato de propranolol
Cloridrato de sotalol
Broncodilador
Aminofilina
Oxtrifilina
Teofilina
Broncodilatador, beta-agonista
Sulfato de albuterol ou Sabutamol
Clenbuterol
Sulfato de metaproterenol
Sulfato de terbutalina
Zilpaterol
Suplemento de cálcio
Calcitriol
Carbonato de cálcio
Cloreto de cálcio
Citrato de cálcio
Gluconato de cálcio e Borogluconato de cálcio
Lactato de cálcio
Agente cardíaco inotrópico
Digitoxina
Digoxina
Cloridrato de dobutamina
Pimobendan
Colinérgico
Cloreto de betanecol
Hormônio corticosteroide
Agente dermatológico
Diurético
Acetato de fludrocortisona
Isotretinoína
Acetazolamida
Clorotiazida
Diclorfenamida
Furosemida
Hidroclorotiazida
Manitol
Metazolamida
Espironolactona
Triantereno
Diurético, laxante
Agonista dopaminérgico
Glicerina
Mesilato de bromocriptina
Levodopa
Pergolida
Mesilato de pergolida
Cloridrato de selegilina
Emético
Cloridrato de apomorfina
Ipeca
Expectorante; relaxante muscular
Guaifenesina
Fluidoterapia
Dextrano
Solução de glicose
Hetamido (Hetastarch)
Solução de ringer lactato
Pentamido (Pentastarch)
Solução de ringer
Cloreto de sódio a 0,9%
Protetor hepático
S-adenosilmetionina (SAMe)
Silimarina
Hormônio
Altrenogest
Fatores estimuladores de colônia
Corticotropina
Cosintropina
Danazol
Acetato de desmopressina
Dietilestilbestrol
Epoetina alfa (eritropoietina)
Cipionato de estradiol
Estriol
Cloridrato de gonadorelina; diacetato tetrahidrato
de gonadorelina
Gonadotropina coriônica
Hormônio do crescimento
Insulina
Levotiroxina sódica
Liotironina sódica
Acetato de medroxiprogesterona
Acetato de megestrol
Mibolerona
Testosterona
Urofolitrofina
Vasopressina
Hormônio, agente anabólico
Undecilato de boldenona
Metiltestosterona
Decanoato de nandrolona
Oximetolona
Estanozolol
Hormônio, antagonista
Hormônio, indução de parto
Hormônio tireoidiano
Finasterida
Ocitocina
Hormônio liberador de tireotropina
Tireotropina
Imunoestimulante
Interferon
Carbonato de lítio
Agente imunossupressor
Auranofina
Aurotioglucose
Azatioprina
Ciclofosfamida
Ciclosporina
Tiomalato sódico de ouro
Micofenolato
Tacrolimo
Suplemento de iodo
Iodeto
Iodeto de potássio
Iodeto de sódio (20%)
Laxante
Bisacodil
Cáscara sagrada
Óleo de rícino
Docusato
Lactulose
Citrato de magnésio
Hidróxido de magnésio
Óleo mineral
Polietilenoglicol
Psilio
Sene
Ácido ursodesoxicólico
Ursodiol
Laxante, antiarrítmico
Anestésico local
Sulfato de magnésio
Cloridrato de bupivacaína
Mepivacaína
Anestésico local, antiarrítmico
Mucolítico, antídoto
Relaxante muscular
Cloridrato de lidocaína
Acetilcisteína
Besilato de atracúrio
Dantroleno sódico
Metocarbamol
Brometo de pancurônio
Suplemento nutricional
Sulfato ferroso
Ferro dextrano
Óleo MCT
Taurina
Zinco
Antagonista opioide
Cloridrato de naloxona
Naltrexona
Enzima pancreática
Suplemento de fosfato,
acidificante da urina
Suplemento de potássio
Pancrelipase
Fosfato de potássio
Cloreto de potássio
Gluconato de potássio
Agente procinético
Cisaprida
Domperidona
Metilnaltrexona
Metronidazol
Tegaserode
Prostaglandina
Cloprostenol
Dinoprost trometamina
Prostaglandina F2-alfa
Estimulante respiratório
Tranquilizante benzodiazepínico
Tranquilizante fenotiazínico
Vasodilatador
Cloridrato de doxapram
Alprazolam
Acepromazina (maleato)
Cloridrato de hidralazina
Irbesartan
Dinitrato de isossorbida
Mononitrato de isossorbida
Isoxsuprina
Nitroglicerina
Nitroprusseto (Nitroprusseto de sódio)
Cloridrato de fenoxibenzamina
Mesilato de fentolamina
Prazosina
Sildenafila
Vasodilatador, inibidor da ECA
Cloridrato de benazepril
Captopril
Maleato de enalapril
Lisinopril
Ramipril
Trandolapril
Vasodilatador, bloqueador do
canal de cálcio
Besilato de anlodipino
Losartan
Nifedipina
Vasoconstrictor
Arginina vasopressina
Metoxamina
Cloridrato de fenilefrina
Vitamina
Ácido ascórbico
Cianocobalamina
Diidrotaquisterol
Ergocalciferol
Fitonadiona
Riboflavina
Cloridrato de tiamina
Vitamina A
Vitamina E
Vitamina K
Lista de Nomes Comerciais e de Marcas em Referência Cruzada com os Nomes dos
Medicamentos
Nomes Comerciais e Outros
2-PAM
4-Metilpirazol
5-Fluorouracilo
A180
Abbocillin
ABCD
ABELCET
Accutane
ACE
Aceproject
Aceprotabs
Acetadote
Acetilpromazina
Ácido acetilsalicílico
Acromicina V
ActaChar
ACTH
Nome do Medicamento Conforme Listado
Neste Manual
Cloreto de pralidoxima
Fomepizol
Fluorouracilo
Mesilato de danofloxacina
Penicilina G
Anfotericina B
Anfotericina B
Isotretinoína
Maleato de acepromazina
Maleato de acepromazina
Maleato de acepromazina
Acetilcisteína
Maleato de acepromazina
Aspirina
Tetraciclina
Carvão ativado
Cosintropina
Acthar
Corticotropina
Actigall
Actigall
Carvão ativado
Adalat
Adenosilmetionina (SAMe)
Adequan Canine
Adequan IA
Adequan IM
Adrenalina
Adriamicina
Adrucil
Adspec
Advil
Aggrenex
Albon
Aldactone
Aleve
Alfaxan
Alimemazine
Alinia
Ácido ursodesoxicólico
Ursodiol
Carvão ativado
Nifedipina
S-adenosilmetionina (SAMe)
Glicosaminoglicano polissulfatado
Glicosaminoglicano polissulfatado
Glicosaminoglicano polissulfatado
Epinefrina
Cloridrato de doxorrubicina
Fluorouracilo
Clenbuterol
Ibuprofeno
Dipiridamol
Sulfadimetoxina
Espironolactona
Naproxeno
Alfaxalona
Trimeprazina (Temaril-P)
Nitazoxanida
Alkeran
Melfalan
Allopur
Alpha-tocopherol
Alupent
AmBisome
Amiglyde-V
Amikin
Solução de aminoácido
Aminofilina
Ácido aminossalicílico
Cloreto de amônio
Tri-hidrato de amoxicilina
Amoxi-Drops
Amixo-Inject
Amoxil
Amoxi-Tabs
Amp-Equine
Amphogel
Amphotec
Amprol
Alopurinol
Vitamina E
Sulfato de metaproterenol
Anfotericina B
Amicacina
Amicacina
Travasol
Teofilina
Mesalamina
Cloreto de amônio
Amoxicilina
Amoxicilina
Amoxicilina
Amoxicilina
Amoxicilina
Ampicilina
Hidróxido de alumínio
Anfotericina B
Amprólio
Amtech– Ferro dextrano
AmVet
Ferro dextrano
Borogluconato de cálcio
AmVet
Gluconato de cálcio
Anadrol
Anafen
Anafranil
Bloqueio de anaplasmose
Ancef
Ancobon
Andro-Cyp
Android
Andronate
Anipryl
Anthelcide EQ
Hormônio (Antidiurético, ADH)
Antilirium
Antirobe
Antisedan
Antivert
Antizole
Oximetolona
Ketoprofeno
Cloridrato de clomipramina
Clortetraciclina
Cefazolina sódica
Flucitosina
Testosterona
Metiltestosterona
Testosterona
Cloridrato de selegilina
Oxibendazol
Vasopressina; arginina vasopressina
Fisostigmina
Palmitato de clindamicina
Cloridrato de atipamezol
Meclizina
Fomepizol
Antizol-Vet
Anzemet
APL
Apomorphine
Apresoline
Aquacillin
AquaMEPHYTON
AquaMEPHYTON
Aquasol E
Aquasol-A
Ara-C
Aredia
Arginina Vasopressina
Aristocort
Arm & Hammer – bicarbonato de
sódio puro
Arquel
ASA
Asacol
Ascriptin
Atabrine
Fomepizol
Mesilato de dolasetron
Gonadotropina coriônica
Cloridrato de apomorfina
Cloridrato de hidralazina
Penicilina G
Fitonadiona
Vitamina K
Vitamina E
Vitamina A
Citarabina
Pamidronato dissódico
Vasopressina
Triancinolona
Bicarbonato de sódio
Ácido meclofenâmico
Aspirina
Mesalamina
Aspirina
Cloridrato de quinacrina
Atarax
Atgard
Ativan
Hidroxizine
Diclorvós
Lorazepam
Atopica
Atravet
Atropina
Augmentin
Aureomycin – comprimidos
solúveis para novilhos
Aureomycin – pó solúvel
Aureomycin – comprimidos
Avapro
Avelox
AVP
Axid
Azium
Azulfidine
Bactrim
Bactrovet
Bicarbonato de sódio
BAL em óleo
Ciclosporina
Maleato de acepromazina
Sulfato de atropina
Amoxicilina + clavulanato de potássio
Clortetraciclina
Clortetraciclina
Clortetraciclina
Irbesartan
Moxifloxacina
Arginina vasopressina; vasopressina
Nizatidina
Dexametasona
Sulfassalazina
Trimetoprima + sulfametoxazol
Sulfadimetoxina
Bicarbonato de sódio
Dimercaprol
Banamine
Basalgel
Baycox
Baytril
Benadryl
Benylin
Benza-Pen
Benzelmin
Betapace
Bewon
Biaxin
Biomox
Biomycin
Biosol
Blenoxane
Bonine
Brethine
Brevibloc
Brevital
Bricanyl
British anti-lewisite
Flunixina meglumina
Carbonato de alumínio
Toltrazuril
Enrofloxacina
Cloridrato de difenidramina
Dextrometorfano
Penicilina G
Oxfendazol
Cloridrato de sotalol
Cloridrato de tiamina
Claritromicina
Amoxicilina
Oxitetraciclina
Neomicina
Sulfato de bleomicina
Meclizina
Sulfato de terbutalina
Cloridrato de esmolol
Metoexital sódico
Sulfato de terbutalina
Dimercaprol
Bufferin
Buprenex
Buscopan
BuSpar
Aspirina
Cloridrato de buprenorfina
Brometo de butilscopolamina
Cloridrato de buspirona
Butazolidin
Bute
Brometo de butilescopolamina
Fenilbutazona
Fenilbutazona
Brometo de N-butilescopolamônio
Calan
Calciferol
Calcijex
Calci-mix
Cálcio
Etilenodiaminotetra-acetato de
cálcio dissódico
Versenato de cálcio dissódico
Ipodato de cálcio
Bolus para disenteria em novilhos
Cal-Nate
Canopar
Caparsolate
Capoten
Cloridrato de verapamil
Ergocalciferol
Calcitriol
Carbonato de cálcio
Cloreto de cálcio; lactato de cálcio
Edetato de cálcio dissódico
Edetato de cálcio dissódico
Ipodato
Clortetraciclina
Borogluconato de cálcio; gluconato de cálcio
Closilato de tenio
Tiacetarsamida sódica
Captopril
CapstarCarafate
Carbocaine-V
Cardioquin
Cardizem
NitenpiramSucralfate
Mepivacaína
Quinidina
Cloridrato de diltiazem
Cardoxin
Caricide
Carmilax
Castor
CCNU
Ceclor
CeeNU
Cefa-Drops
Cefa-Tabs
Cefotan
Celestone
CellCept
Centrine
Cephaguard
Ceptaz
Cerenia
Cestex
Digoxina
Citrato de dietilcarbamazina
Hidróxido de magnésio
Óleo de rícino
Lomustina
Cefaclor
Lomustina
Cefadroxila
Cefadroxila
Cefotetan dissódico
Betametasona
Micofenolato
Aminopentamida
Cefquinoma
Ceftazidima
Maropitant
Epsiprantel
Charcodote
Chemet
Cheque – gotas
Chloromycetin
Carvão ativado
Succímero
Mibolerona
Cloranfenicol
Chlor-Trimeton
Choledyl-SA
Condroitina sulfato
Chronulac
Maleato de clorfeniramina
Oxtrifilina
Glucosamina + condroitina sulfato
Lactulose
Ciclosporin
Cin-Quin
Cipro
Citracal
Citrocarbonate
Citroma
Citro-Mag
Citro Nesia
Claforan
Clavamox
Cleocin
ClinaFarm-EC
Ciclosporina
Quinidina
Cloridrato de ciprofloxacina
Citrato de cálcio
Bicarbonato de sódio
Citrato de magnésio
Citrato de magnésio
Citrato de magnésio
Cefotaxima sódica
Amoxicilina + clavulanato de potássio
Palmitato de clindamicina
Enilconazol
Clincox
Clindrops
Clinsol
Clintabs
Clomicalm
Cloxapen
Cobactan
Colace
Co-Lav
ColBENEMID
Colyte
Comfortis
Compazine
Contac
Convenia
Cordarone
Coreg
Corid
Corlopam
Corrective mixture
Cortef
Diclazuril
Palmitato de clindamicina
Palmitato de clindamicina
Palmitato de clindamicina
Cloridrato de clomipramina
Cloxacilina sódica
Cefquinoma
Docusato
Solução eletrolítica de polietilenoglicol
Colchicina
Solução eletrolítica de polietilenoglicol
Spinosad
Edisilato de proclorperazina
Fumarato de clemastina
Cefovecina
Amiodarona
Carvedilol
Amprólio
Mesilato de fenoldopam
Elixir paregórico
Hidrocortisona
Cortrosyn
Cosequin
Cosequin
Cotazym
Coumadin
Cosintropina
Glucosamina + condroitina sulfato
Condroitina sulfato
Pancrelipasa
Warfarina sódica
Cozaar
Creon
Crysticillin
Crystodigin
CSA
Losartan potássico
Pancrelipasa
Penicilina G
Digitoxina
Ciclosporina
CTX
Cuprimine
Cianocobalamina
Ciclosporina A
Cycrin
Cydectin
Cystorelin
Cytomel
Cytosar
Citosina arabinosida
Ciclofosfamida
Penicilamina
Cobalamina
Ciclosporina
Acetato de medroxiprogesterona
Moxidectina
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Liotironina sódica
Citarabina
Citarabina
Cytotec
Cytoxan
D5W
Danocrine
Dantrium
Daranide
Daraprim
Darbazine
Darbazine
DDAVP
DDVP
Decadron
Deca-Durabolin
Dectomax
Delta-Cortef
Deltasone
Demerol
Denosyl
Depakene
Depakote
Depen
Misoprostol
Ciclofosfamida
Solução de dextrose
Danazol
Dantroleno sódico
Diclorfenamida
Pirimetamina
Edisilato de proclorperazina
Maleato de proclorperazina
Acetato de desmopressina
Diclorvós
Dexametasona
Decanoato de nandrolona
Doramectina
Prednisolona
Prednisona
Meperidina
S-adenosilmetionina (SAMe)
Valproato de sódio
Valproato de sódio
Penicilamina
Depo-Estradiol
Depo-Medrol
Depo-Provera
Depo-Testosterone
Deprenyl
Deramaxx
Cipionato de estradiol
Acetato de metilprednisolona
Acetato de medroxiprogesterona
Testosterona
Cloridrato de selegilina
Deracoxib
DES
Desferal
Desyrel
Dexaject
Dexaject SP
Dexasone
Dietilestilbestrol
Mesilato de deferoxamina
Trazodona
Dexametasona
Dexametasona
Dexametasona
Dexatrim
Dexavet
Dex-A-Vet
Dexdomitor
Dextran 70
DHT
Diabeta
Diaminodifenilsulfona
Cloridrato de fenilpropanolamina
Dexametasona
Dexametasona
Dexmedetomidina
Dextran
Di-idrotaquisterol
Gliburida
Dapsona
Diamox
Dibenzyline
Diclorvós
Dicural
Didronel
Diflucan
Dilacor
Dilantin
Dilaudid
Dinoprost
Dinoprost
Dipentum
Diprivan
Di-Trim
Ditropan
Diuril
Divalproex
Dizan
DMSO
Dobutrex
DOCA pivalate
Acetazolamida
Cloridrato de fenoxibenzamina
Diclorvós
Cloridrato de difloxacina
Etidronato dissódico
Fluconazol
Cloridrato de diltiazem
Fenitoína
Hidromorfona
Dinoprost trometamina
Prostaglandina alfa-F2
Olsalazina sódica
Propofol
Trimetoprima + sulfadiazina
Cloreto de oxibutinina
Clorotiazida
Valproato sódico
Iodeto de ditiazanina
Dimetilsulfóxido (DMSO)
Cloridrato de dobutamina
Pivalato de desoxicorticosterona
DOCP
Dolophine
Domitor
Domoso
Dopram
Doribax
Dormosedan
Pivalato de desoxicorticosterona
Cloridrato de metadona
Cloridrato de medetomidina
Dimetilsulfóxido (DMSO)
Cloridrato de doxapram
Doripenem
Cloridrato de detomidina
Doxan
Doxidan
Doxy Caps
Dramamine
Draxxin
Drisdol
Droncit
Docusato
Docusato
Doxiciclina
Dimenidrinato
Tulathomicina
Ergocalciferol
Praziquantel
Drontal
Droxia
DSS
DTIC
Dulcolax
Duracillin
Praziquantel
Hidroxiureia
Docusato
Dacarbazina
Bisacodil
Penicilina G
Duragesic
Duramycin
Duraquin
Duricef
Dynapen
Dyrenium
ECP
EDDI
EDTA
Elavil
Eldepryl
Elspar
Emend
Enacard
Enisyl-F
Enterocort
Efedrina
Epival
EPO
Epogen
Epsom sais
Fentanil transdérmico
Tetraciclina
Quinidina
Cefadroxila
Dicloxacilina sódica
Triametereno
Cipionato de estradiol
Iodeto; iodeto de potássio
Edetato de cálcio dissódico
Cloridrato de amitriptiline
Cloridrato de selegilina
Asparaginase
Aprepitanto
Maleato de enalapril
Lisina (L-Lisina)
Budesonida
Cloridrato de efedrina
Valproato de sódio
Epoetina alfa (eritropoietina)
Epoetina alfa (eritropoietina)
Sulfato de magnésio
Equidone
Equigard
Equimax
Equimectrin
Equipoise
Equisyn-T4 (pó equino)
Equizole
Eqvalan líquido
Domperidona
Diclorvós
Ivermectina + praziquantel
Ivermectina
Undecilenato de boldenona
Levotiroxina sódica
Tiabendazol
Ivermectina
Ergamisol
Erythro-100
Erythropoietin
Eskacillin
Estrumate
EstroPlan
Ethrane
EtoGesic
Cloridrato de levamisol
Eritromicina
Epoetina alfa (eritropoietina)
Penicilina G
Cloprostenol
Cloprostenol
Enflurano
Etodolaco
Excede
Excenel
Factrel
Famvir
Ácio livre cristalino de ceftiofur
Cloridrato de ceftiofur
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Famciclovir
Felbatol
Feldene
Felimazole
Fenesin
Fermycin
Ferospace
Ferrodex
Fertagyl
Fertelin
Fertinex
Filaribits
Filgrastim
FK506
Flagyl
Flavor Tabs
Florinef
Flovent
Flucort
Fluopromazina
Fluothane
Folex
Felbamato
Piroxicam
Metimazol
Guaifenesina
Clortetraciclina
Sulfato ferroso
Ferro dextrano
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Urofolitropina
Citrato de dietilcarbamazina
Fator estimulador de colônia
Tacrolimus
Metronidazol
Lufenuron + milbemicina oxima
Acetato de fludrocortisona
Propionatode fluticasona
Flumetasona
Cloridrato de triflupromazina
Halotano
Metotrexato
Fortaz
Fortekor
Fosamax
Fragmin
FSH
Fulvicin P/G
Fulvicin U/F
Fungizone
Furadantin
Ceftazidima
Cloridrato de benazepril
Alendronato
Dalteparina
Urofolitropina
Griseofulvina
Griseofulvina
Anfotericina B
Nitrofurantoína
Furalan
Furatoin
Furoxone
Gabapetina
Gallimycin
Gantanol
Garacin
Garasol
GastroGard
Nitrofurantoína
Nitrofurantoína
Furazolidona
Gabapentina
Eritromicina
Sulfametoxazol
Gentamicina
Gentamicina
Omeprazol
Gengraf
Gentocin
Ciclosporina
Sulfato de gentamicina
Gentran-70
Geocillin
Geocolate
Geopen
Glibenclamide
Glucophage
Glucotrol
Glycerol
Glycoflex
Glycotuss
Guaiacolato de gliceril
Glynase
Glytuss
GnRh
Golytely
Gonadorelin
Gravol
Grifulvin
Grisactin
GrisPEG
Guailaxin
Dextran
Carbenicilina indanil sódica
Guaifenesina
Carbenicilina
Gliburida
Metformina
Glipizida
Glicerina
Glucosamina + condroitina sulfato
Guaifenesina
Guaifenesina
Gliburida
Guairenesina
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Solução eletrolítica de polietilenoglicol
Cloridrato de gonadorelina
Dimenidrinato
Griseofulvina
Griseofulvina
Griseofulvina
Guaifenesina
Guaiphenesin
Gyrocaps
Heartguard
HemaJect
Hepalean
HES
Hespan
Hetastarch
Hiprex
Guaifenesina
Teofilina
Ivermectina
Ferro dextrano
Heparina sódica
Hetamido
Hetamido
Hetamido
Metenamina
HSS Cloreto de sódio a 7,2%
Humabid LA
Humatin
Humatrope
Humulin (human insulin)
Hycodan
Hydrea
HydroDiuril
Hydrostat
Hioscina
Guaifenesina
Sulfato de paromomicina
Hormônio do crescimento
Insulina
Bitartrato de hidrocodona
Hidroxiureia
Hidroclorotiazida
Hidromorfona
Brometo de N-butilescopolamônio (brometo de
butilescopolamina)
Solução salina hipertônica Cloreto de sódio a 7,2%
Hytakerol
Hytuss
Imaverol
Imizol
Immiticide
Imodium
Imuran
Inderal
Indocin
Interceptor
Intropin
Invanz
Iodeto
Di-idrotaquisterol
Guaifenesina
Enilconazol
Cloridrato de imidocarb
Melarsomina
Cloridrato de loperamida
Azatioprina
Cloridrato de propranolol
Indometacina
Milbemicina oxima
Cloridrato de dopamina
Ertapenem
Iodeto de potássio; EDDI
Iodopen Iodeto de sódio (20%)
Ipodate
Ácido Isocotínico hidrazida
Cloridrato de isoprenalina
Isoptin
Isorbid
Isordil
Isuprel
Ácido iopanoico
Isoniazida
Cloridrato de isoproterenol
Cloridrato de verapamil
Dinitrato de isosorbide
Dinitrato de isosorbide
Cloridrato de isoproterenol
Itrafungol
Ivercare
Ivercide
IverEase
Ivermax
Ivomec
Kalcinate
Kantrim
Kaon
KaoPectate
Keflex
Kefzol
Keppra
Ketalar
Ketavet
Ketofen
Klonopin
K-Phos
Kytril
Lamisil
Lamprene
Itraconazol
Ivermectina
Ivermectina
Ivermectina
Ivermectina
Ivermectina
Borogluconato de cálcio; gluconato de cálcio
Sulfato devanamicina
Gluconato de potássio
Caolin + pectina
Cefalexina
Cefazolina sódica
Levetiracetam
Cloridrato de ketamina
Cloridrato de ketamina
Ketoprofeno
Clonazepam
Fosfato de potássio
Cloridrato de granisetron
Cloridrato de terbinafina
Clofazimina
Lanoxin
Lanvis
Largactil
Larodopa
Lasix
L-asparaginase
L-deprenyl
L-dopa
Lente insulina
Leukeran
Leukine
Digoxina
Tioguanina
Clorpromazina
Levodopa
Furosemida
Asparaginase
Cloridrato de selegilina
Levodopa
Insulina
Clorambucil
Fatores estimuladores de colônia
Levasole
Levo-Powder
Levsin
LHRH
Lincocin
Lincomix
Lincomycin
Lincomycin
Liquaemin
Liquamycin-LA 200
Cloridrato de levamisol
Levotiroxina sódica
Hiosciamina
Diacetato tetra-hidrato de gonadorelina
Cloridrato de monoidratado de lincomicina
Cloridrato de monoidratado de lincomicina
Cloridrato de lincomicina
Cloridrato delincomicina
Heparina sódica
Oxitetraciclina
Liqui-cal
Carbonato de cálcio
Liqui-Char
Lithotabs
LMWH
Lodine
Lomotil
Lopid
Lopressor
Lopurin
Losec
Lotensin
Lovenox
LRS
Luminal
Lutalyse
Carvão ativado
Carbonato de lítio
Dalteparina; enoxaparina
Etodolaco
Difenoxilato
Gemfibrozilo
Tartrato de metoprolol
Alopurinol
Omeprazol
Cloridrato de benazepril
Enoxaparina
Solução de Ringer lactato
Fenobarbital
Dinoprost trometamina
Lutalyse Prostaglandina alfa F-2
Lyrica
Lysodren
Maalox
Macrodantin
Magnalax
Pregabalina
Mitotane
Carbonato de cálcio
Nitrofurantoína
Hidróxido de magnésio
Malogen
Mandelamine
Marbocyl
Marcaine
Marin
Marinol
Marquis
Matrix
Mavik
Maxipime
Maxolon
Propionato de testosterona éster
Mandelato de metenamina
Marbofloxacina
Cloridrato de bupivacaína
Silimarina
Dronabinol
Ponazuril
Altrenogest
Trandolapril
Cefepima
Cloridrato de metoclopramida
Meclofen
Meclofenamato de sódio
Ácido meclofenâmico
Meclozine
Triglicérides de cadeia média
Medrol
Mefoxin
Megace
Mephyton
Mepron
Ácido meclofenâmico
Ácido meclofenâmico
Meclofenamato sódico
Meclizine
Óleo de MCT
Metilprednisolona
Cefoxitina sódica
Acetato de megestrol
Fitonadiona; vitamina K
Atovaquona
Merrem
Mesalazine
Meropenem
Mesalamina
Mesasal
Mestinon
Metacam
Metamucil
Metaprel
Hipuratode metenamina
Methio-Form
Methodose
Metilpyrazol
Meticorten
Metofane
Metrodin
Benzoato de metronidazol
Cloridrato de metronidazol
Mexate
Mexitil
Micotil
Micronase
Milk of magnesia
Mesalamina
Brometo de piriridostigmina
Meloxicam
Psilio
Sulfato de metaproterenol
Metenamina
Racemetionina
Cloridrato de metadona
Fomepizol
Prednisona
Metoxiflurano
Urofolitropina
Metronidazol
Metronidazol
Metotrexato
Mexiletina
Fosfato de tilmicosina
Gliburida
Hidróxido de magnésio
Milk thistle
Mineral oil
Minipress
Minocin
Mitaban
Mithracin
Mitramicina
Mobic
Modrenal
Monodox
Monoket
Silimarina
Óleo mineral
Prazosin
Cloridrato de minociclina
Amitraz
Plicamicina
Plicamicina
Meloxicam
Trilostano
Doxiciclina
Mononitrato de isosorbide
Monurol
Motilium
Motrin
MS Contin
MTX
Mucinex
Mucomyst
Mylepsin
Myleran
Myochrysine
Fosfomicina
Domperidona
Ibuprofeno
Sulfato de morfina
Metotrexato
Guaifenesina
Acetilcisteína
Primidona
Bussulfan
Tiomalato sódico de ouro
Mysoline
Naprosyn
Narcan
Primidona
Naproxeno
Cloridrato de naloxona
Nature’s Remedy
Navigator
Naxcel
Naxen
Brometo de N-butilescopolamônio
Nebcin
Nemacide
Nembutal
Nemex
Neomercazole
Neoral
Neosar
Brometo de neostigmina
Metilssulfato de neostigmina
Neo-synephrine
Neptazane
Neupogen
Neurontin
Cáscara sagrada
Nitazoxanida
Ceftiofur sódico
Naproxeno
Brometo de butilescopolamina
Sulfato de tobramicina
Citrato de dietilecarbamazina
Pentobarbital sódico
Pirantel
Carbimazol
Ciclosporina
Ciclofosfamida
Neostigmina
Neostigmina
Cloridrato de fenilefrina
Metazolamida
Fatores estimuladores de colônia
Gabapentina
Neurosyn
Neutra-Phos-K
New Methylene Blue
Nicotinamida
Niravam
Nitro-bid
Nitrol
Nitropress
Nitrostat
Nizoral
Nolvadex
Primidona
Fosfato de potássio
Azul de metileno
Niacinamida
Alprazolam
Nitroglicerina
Nitroglicerina
Nitroprussida (nitroprussida sódica)
Nitroglicerina
Cetoconazol
Citrato de tamoxifeno
Solução salina normal Cloreto de sódio a 0,9%
Noroxin
Norpace
Norvasc
Novantrone
Noxafil
NPH insulin
Nufluor
Numorphan
Nuprin
Norfloxacina
Disopiramida
Besilato de anlodipino
Cloridrato de mitoxantrona
Posaconazol
Insulina
Florfenicol
Cloridrato de oximorfona
Ibuprofen
Nutropin
Omega
Omnicef
Hormônio do crescimento
Interferon
Cefdinir
Omnipen
Omnizole
Oncovin
op-DDD
Optimmune
Oramorph SR
Oragrafin
Orbax
Orbenin
Sulfato de orciprenalina
Orudis-KT
Osmitrol
Ovaban
OvaCyst
Oxpentifylline
Oxy 500, or Oxy 1000
Oxybiotic
Oxyglobin
Ampicilina
Tiabendazol
Sulfato de vincristina
Mitotano
Ciclosporina
Sulfato de morfina
Ipodato
Orbifloxacina
Cloxacillina sódica
Sulfato de metaproterenol
Ketoprofeno
Manitol
Acetato de megestrol
Diacetato tetra-hidratado de gonadorelina
Pentoxifilina
Oxitetraciclina
Oxitetraciclina
Hemoglobina glicosada
Oxy-Tet
Palladia
PAM
Panacur
Pancoate
Pancrease
Pancrezyme
Panectyl
Panmycin
Paraplatin
Parencillin
Parlodel
Pavulon
Paxil
PBZ
Pedameth
PEG
Pelamine
Pentahydrate
Pentasa
Pentaspan
Oxitetraciclina
Toceranib
Cloridrato de pralidoxima
Fenbendazol
Pancrelipasa
Pancrelipasa
Pancrelipasa
Tartrato de trimeprazina
Tetraciclina
Carboplatina
Penicilina G
Mesilato de bromocriptina
Brometo de pancurônio
Paroxetina
Fenilbutazona
Racemetionina
Solução eletrolítica de polietilenoglicol
Citrato de tripelenamina
Espectinomicina
Mesalamina
Pentamido
Pentothal
Pen-Vee
Pepcid
Pepto Bismol
Tiopental sódico
Penicilina V
Famotidina
Subsalicilato de bismuto
Percorten-V
Mesilato de pergolida
Periactin
Permax
Persantine
Pfi zerpen
PGF alfa-2
Phenergan
Phenetron
Fenobarbital sódico
Phenobarbitone
Fenitoína sódica
Filoquinona
Fitomenadiona
Pipa-Tabs
Pipracil
Pitocin
Pivalato de desoxicorticosterona
Pergolida
Cloridrato de ciproeptadina
Pergolida
Dipiridamol
Penicilina G
Prostaglandina alfa F-2; dinoprost trometamina
Cloridrato de prometazina
Maleato de clorfeniramina
Fenobarbital
Fenobarbital
Fenitoína
Pitonadiona; vitamina K
Fitonadiona; vitamina K
Piperazina
Piperacilina sódica
Oxitocina
Pitressin
Platinol
Plavix
Polycillin
Vasopressina
Cisplatina
Clopidogrel
Ampicilina
PolyFlex (tri-hidrato de ampicilina)
Polymox
Potássio
Brometo de potássio
PPA
Predef 2X
Acetato de prednisolona
PrednisTab
Pregnyl
Prepulside
Previcox
Priex
Prilosec
Primaxin
Primor
Principen
Prinivil
Ampicilina
Amoxicilina
Cloreto de potássio
Brometo
Cloridrato de fenilpropanolamina
Acetato de isoflupredona
Prednisolona
Prednisolona
Gonadotropina coriônica
Cisaprida
Firocoxib
Pirantel
Omeprazol
Imipeném + cilastatina
Ormetoprima + sulfadimetoxina
Ampicilina
Lisinopril
Privermectin
Pro-Banthine
Procardia
Maleato de proclorperazina
Ivermectina
Brometo de propantelina
Nifedipina
Edisilato de proclorperazina
Profasi
Program
ProHeart
Proin-ppa
ProMACE
ProMeris
Pronestyl
Propagest
Propalin
Propoflo
Propulsid
Propyl-Thyracil
Proscar
Prospec
Prostaglandina alfa F-2
ProstaMate
Pro-staphlin
Gonadotropina coriônica
Lufenuron
Moxidectina
Cloridrato de fenilpropanolamina
Maleato de acepromazina
Metaflumizona
Cloridrato de procainamida
Cloridrato de fenilpropanolamina
Cloridrato de fenilpropanolamina
Propofol
Cisaprida
Propiltiouracil
Finasterida
Clenbuterol
Dinoprost trometamina
Dinoprost trometamina
Oxacilina sódica
Prostigmin
Prostin F-2 alpha
Insulina protamina zíncica
Protonix
Cloreto de protopam
Protopic
Protropin
Proventil
Provera
Prozac
PTU
Neostigmina
Dinoprost trometamina
Insulina
Pantoprazol
Cloreto de pralidoxima
Tacrolimus
Hormônio do crescimento
Sulfato de albuterol
Acetato de medroxiprogesterona
Cloridrato de fluoxetina
Propiltiouracil
Pulmotil tilmicosina pré-mix
Purinethol
Pyopen
Pyran
Pyr-A-Pam
PZI
PZI Vet
Quadrinal
Quest
Quinaglute
Fosfato de tilmicosina
Mercaptopurina
Carbenicilina
Pirantel
Pirantel
Insulina
Insulina
Iodeto de potássio
Moxidectina
Quinidina
Quinora
Rapinovet
ReBalance
Reconcile
Regitine
Quinidina
Propofol
Pirimetamina + sulfadiazina
Fluoxetina
Mesilato de fentolamina
Reglan
Regonol
Regu-Mate
Relistor
Remeron
Resipram
Cloridrato de metoclopramida
Brometo de piridostigmina
Altrenogest
Metilnaltrexona
Mirtazapina
Dopram
Retinol
Retrovir
Revolution
Rheumatrex
r-HuEPO
Rythmodan
Ridaura
Rifadin
Rifampicina
Rimadyl
Vitamina A
Zidovudina
Selamectina
Metotrexato
Epoetina alfa (eritropoietina)
Disopiramida
Auranofina
Rifampina
Rifampina
Carprofeno
Ringer’s
Rintal
Ripercol
Robamox-V
Robaxin-V
Robinul-V
Robitussin
Rocaltrol
Rogitine
Romazicon
Rompun
Solução de ringer
Febantel
Cloridrato de levamisol
Amoxicilina
Metocarbamol
Glicopirrolato
Dextrometorfano
Calcitriol
Mesilato de fentolamina
Flumazenil
Cloridrato de xilazina
SafeGuard
SafeHeart
Salazopyrin
Salbutamol
Fenbendazol
Milbemicina oxima
Sulfassalazina
Sulfato de albuterol
Saline solution Cloreto de sódio a 0,9%
SAMe
Sandimmune
Sargramostim
Scolaban
Sedivet
S-adenosilmetionina (SAMe)
Ciclosporina
Fator estimulador de colônia
Cloridrato de bunamidina
Cloridrato de romifidina
Senokot
Sentinel
Sentinel tablets
Septra
Serax
Silybin
Sene
Milbemicina oxima
Lufenuron + milbemicina oxima
Trimetoprima + sulfametoxazol
Oxazepam
Silimarina
Simplicef
Sinequan
Skelid
Slentrol
Slo-bid
Cefpodoxima proxetil
Doxepin
Tiludronato dissódico
Dirlotapida
Teofilina
Soda Mint
Ascorbato de sódio
Brometo de sódio
Solganal
Soloxine
Solu-Cortef
Solu-Delta-Cortef
Solu-Medrol
Somatrem
Somatropina
Bicarbonato de sódio
Ácido ascórbico
Brometo
Aurotioglucose
Levotiroxina sódica
Hidrocortisona (succinato sódico)
Prednisolona (succinato sódico)
Metilprednisolona(succinato sódico)
Hormônio do crescimento
(succinato sódico)
Sorbitrate
Spectam
Spectogard
Sporanox
Stelazine
Stiglyn
Estreptozotocina
Strongid
Sublimaze
Sudafed
Sufenta
Mononitrato de isosorbide
Clenbuterol
Clenbuterol
Itraconazol
Cloridrato de trifluoperazina
Neostigmina
Estreptozocina
Pirantel
Citrato de fentanilo
Cloridrato de pseudoefedrina
Citrato de sufentanil
Sulcrate
Sulfa-Nox
Sulmet
Suprax
Surfak
Symmetrel
Synanthic
Synthroid
Syntocinon
Syprine
Sucralfato
Sulfaquinoxalina
Sulfametazina
Cefixima
Docusato
Amantadina
Oxfendazol
Levotiroxina sódica
Oxitocina
Cloridrato de trientina
Syrup of Ipecac
T4
Tagamet
Talwin-V
Tapazole
Task
Tavist
Ipecac
Levotiroxina sódica
Cloridrato de cimetidina
Pentazocina
Metimazol
Diclorvós
Fumarato de clemastina
Tazicef
Tazidime
TBZ
Tegopen
Ceftazidima
Ceftazidima
Tiabendazol
Cloxacilina sódica
Telezol
Telmin
Telmintic
Temaril
Temaril-P (com prednisolona)
Tenormin
Tensilon
Terramicina
Testex
Testosterona cipionate éster
Tiletamina + zolazepam
Mebendazol
Mebendazol
Tartrato de trimeprazina
Tartratode trimeprazina
Atenolol
Cloreto de edrofônio
Oxitetraciclina
Propionato de testosterona éster
Testosterona
Tetracosactide
Tetracosactrin
Theo-Dur
Theophylline
Thiamazole
Thibenzole
Thioplex
Thorazine
Thyrel
Thyrogen
Thyroid hormone (T3 )
Cosintropina
Cosintropina
Teofilina
Aminofilina
Metimazol
Tiabendazol
Tiotepa
Clorpromazina
Hormônio liberador de tireotropina
Tirerotropina
Liotironina sódica
Hormônio tireóideo (T4 )
Thyrolar
Thyro-L
ThyroMed
Thyro-Tabs
Thytropar
Ticar
Ticillin
Tigan
Tildren
Levotiroxina; L-tiroxina
Levotiroxina + Liotironina
Levotiroxina sódica
Levotiroxina sódica
Levotiroxina sódica
Tireotropina
Ticarcilina dissódica
Ticarcilina + clavulanato de potássio
Trimetobenzamida
Tiludronato dissódico
Timentin
Tindamax
Titralac
Tocoferol
Tofranil
Tonocard
Toradol
Torbugesic
Ticarcilina + clavulanato de potássio
Tinidazol
Carbonato de cálcio
Vitamina E
Cloridrato de imipramina
Cloridrato de tocainida
Ketorolac trometamina
Tartrato de butorfanol
Torbutrol
Torpex – inalador equino
Totacillin
Tartrato de butorfanol
Sulfato de albuterol
Ampicilina
Toxiban
Tracurium
Tramisol
Tranvet
Tranxene
Travasol
Trental
Trexan
Trexonil
TRH
Carvão ativado
Besilato de atracúrio
Cloridrato de levamisol
Cloridrato de propiopromazina
Clorazepato dipotássico
Solução de aminoácido
Pentoxifilina
Naltrexona
Cloridrato de naloxona
Hormônio liberador de tireotropina
Triamtabs
Tribrissen
Trimox
TSH
Tucoprim
Tumil-K
Tums
Tylan
Tylenol
Tylenol with codeine
Tylocine
Triancinolona
Trimetoprima + sulfadiazina
Amoxicilina
Tireotropina
Trimetoprima + sulfadiazina
Gluconato de potássio
Carbonato de cálcio
Tilosina
Acetaminofeno
Acetaminofeno + codeína
Tilosina
UlcerGard
Ultiva
Ultralente insulina
Ultram
Ultramectin
Ultrase
Unasyn
Uniprim
Uracid
Urecholine
Omeprazol
Remifentanilo
Insulina
Tramadol
Ivermectina
Pancrelipase
Ampicilina + sulbactam
Trimetoprima + sulfadiazina
Racemetionina
Cloreto de betanecol
Urex
UriCon
Urocit-K
Uroeze
Ácido ursodesoxicólico
Valbazen
Valium
Valproato sódico
Vancocin
Metenamina
Cloridrato de fenilpropanolamina
Citrato de potássio
Racemetionina
Ursodiol
Albendazol
Diazepam
Ácido valproico
Vancomicina
Vancoled
Vantin
Vancomicina
Cefpodoxima proxetil
Vasodilan
Vasotec
Vasotop
Vasoxyl
Veda-K1
Velban
Vetipulmin
Ventolin
Veraflox
Vercom
Isoxsuprina
Maleato de enalapril
Ramipril
Metoxamina
Vitamina K
Sulfato de vinblastina
Clenbuterol
Sulfato de albuterol
Pradofloxacina
Febantel
Verdisol
Vermox
Versed
Vesprin
Veta-K1
Vetalar
Vetalog
Vetergesic
Vetisulid
Vetmedin
Vetoryl
Diclorvós
Mebendazol
Cloridrato de midazolam
Cloridrato de triflupromazina
Fitonadiona; vitamina K
Cloridrato de ketamina
Triancinolona
Cloridrato de buprenorfina
Sulfaclorpiridazina
Pimobendano
Trilostano
Vetsulin (insulin zíncica suína)
Vfend
Viagra
Vibramycin
Vincasar
Viokase
Virbagen
Vitamin B 1
Vitamin B2
Vitamin B3
Insulina
Voriconazol
Sildenafil
Doxiciclina
Sulfato de vincristina
Pancrelipasa
Interferon
Cloridrato de tiamina
Riboflavina
Niacinamida
Vitamin B12
Vitamin C
Vitamin K1
Wellcovorin
Winstrol-V
Wycillin
Wymox
Xanax
Xilocaína
Yarvitan
Yobine
Zanosar
Zantac
Zebeta
Zegerid
Zelnorm
Zeniquin
Zestril
Zilmax
Zimecterin
Zinecarp
Cianocobalamina; cobalamina
Ácido ascórbico
Fitonadiona
Leucovorina cálcica
Estanozolol
Penicilina G
Amoxicilina
Alprazolam
Cloridrato de lidocaína
Mitratipida
Ioimbina
Estreptozocina
Cloridrato de ranitidina
Bisoprostol
Omeprazol
Tegaserode
Marbofloxacina
Lisinopril
Zilpaterol
Ivermectina
Carprofeno
Zithromax
Zofran
Zolazepam
Zoletil
Zometa
Zonegran
Zovirax
Zosyn
Zubrin
Zyloprim
Azitromicina
Cloridrato de ondansetron
Tiletamina + zolazepam
Tiletamina + zolazepam
Zoledronato
Zonisamida
Aciclovir
Piperacilina sódica
Tepoxalina
Alopurinol
Zyrtec
Cloridrato de cetirizina
Zyvox
Linezolida
Informações sobre Conversão
Pesos e Medidas
Prefixos para Frações
deci = 10 −1
centi = 10 −2
mili = 10 −3
micro = 10 −6
nano = 10 −9
pico = 10 −12
Medidas de Temperatura
°C = 5/9 × (°F – 32)
°F = 9/5 × (°C) + 32
Equivalentes de Porcentagem
A solução a 0,1% contém: 1 mg por mL
A solução a 1% contém: 10 mg por mL
A solução a 10% contém: 100 mg por mL
Conversões de Miliequivalentes:
1 mEq Na = 23 mg Na = 58,5 mg NaCl
1 g Na = 2,54 g NaCl = 43 mEq Na
1 g NaCl = 0,39 g Na = 17 mEq Na
1 mEq K = 39 mg K = 74,5 mg KCl
1 g K = 1,91 g KCl = 26 mEq K
1 g KCl = 0,52 g K = 13 mEq K
1 mEq Ca = 20 mg Ca
1 g Ca = 50 mEq Ca
1 mEq Mg = 0,12 g MgSO 4 • 7H 2 O
1 g Mg = 10,2 g MgSO 4 • 7H 2 O = 82 mEq Mg
10 mmol P i = 0,31 g P i = 0,95 g PO 4
1 g Pi = 3,06 g PO4 = 32 mmol Pi
Conversões Métricas
Medidas de Volume:
Colher de chá = 5 mL
Colher de sopa = 15 mL
Onça* líquida = 30 mL
Pint* = 473 mL
Quarto * = 946 mL
Medidas Lineares:
1 mm = 0,04 polegada
1 polegada = 25,4 mm = 2,54 cm
1 m = 39,4 polegada
1 polegada = 0,025 m
Medidas de Peso:
1 mg = 0,017 grão*
1 grão* = 65 mg
1 g = 0,035 oz*
1 oz* = 28,3 g
1 kg = 2,2 libras*
1 libra = 0,45 kg
Pesos e Equivalentes:
Sistema Métrico
Peso:
quilograma = kg = 1.000 gramas
grama = g = 1 grama
miligrama = mg = 0,001 grama
micrograma = μg = 0,001 miligrama
Volume:
litro = L = 1 L
mililitro = mL = 0,001 L
Peso Avoirdupois*:
1 onça (oz) = 437,5 grãos
1 libra(lb) = 16 onças = 7.000 grãos
Equivalentes Métricos e Medidas de Apotecário *
Equivalentes Exatos de Peso:
Medidas de Peso Apotecário
1 mg 1/64,8 grão
64,8 mg 1 grão
324 mg 5 grãos
1 g 15.432 grãos
31,103 g 1 onça (480 grãos)
Equivalentes Exatos de Volume:
Medidas de Apotecário
1,00 mL 16,23 mínimos
3,69 mL 1 onça líquida (60 mínimos)
29,57 mL 1 onça líquida (480 mínimos)
473,16 mL 1 pint (7.680 mínimos)
946,33 mL 1 quarto (15.360 mínimos)
Conversão de Peso Corporal
Quilogramas para Libras e para Área de Superfície Corporal em Metros Quadrados
Peso Corporal em
Quilogramas
Peso Corporal
em Libras
Área de Superfície Corporal em Metros
Quadrados
1 2,20 0,10
2 4,41 0,16
3 6,61 0,21
4 8,82 0,26
5 11,02 0,30
6 13,23 0,33
7 15,43 0,37
8 17,64 0,41
9 19,84 0,44
10 22,05 0,47
11 24,25 0,50
12 26,46 0,53
13 28,66 0,56
14 30,86 0,59
15 33,07 0,62
16 35,27 0,64
17 37,48 0,67
18 39,68 0,70
19 41,89 0,72
20 44,09 0,75
21 46,30 0,77
22 48,50 0,80
23 50,71 0,82
24 52,91 0,84
25 55,12 0,87
26 57,32 0,89
27 59,52 0,91
28 61,73 0,93
29 63,93 0,96
30 66,14 0,98
31 68,34 1,00
32 70,55 1,02
33 72,75 1,04
34 74,96 1,06
35 77,16 1,08
36 79,37 1,11
37 81,57 1,13
38 83,77 1,15
39 85,98 1,17
40 88,18 1,19
41 90,39 1,21
42 92,59 1,22
43 94,8 1,24
44 97,0 1,26
45 99,21 1,28
46 101,41 1,30
47 103,62 1,32
48 105,82 1,34
49 108,03 1,36
50 110,23 1,38
51 112,43 1,39
52 114,64 1,41
53 116,84 1,43
54 119,05 1,45
55 121,25 1,47
56 123,46 1,48
57 125,66 1,50
58 127,87 1,52
59 130,07 1,54
60 132,28 1,55
61 134,48 1,57
62 136,69 1,59
63 138,89 1,61
64 141,09 1,62
65 143,3 1,64
66 145,5 1,66
67 147,71 1,67
68 149,91 1,69
69 152,12 1,71
70 154,32 1,72
* Nota da Revisão Científica: medidas empregadas nos EUA.
* Nota da Revisão Científica: nomenclatura antiga utilizada na farmácia de manipulação.
Fármacos em Ordem Alfabética
A
Acepromazina (Maleato)
Nomes comerciais e outros nomes
ACE, Aceproject, Aceprotabs, Atravet e Promace; é ocasionalmente denominado
acetilpromazina.
Medicamentos comercializados no Brasil
Acepran a 0,2 e 1% (v) , Aceprovets (v)
Classificação funcional
Tranquilizante, tranquilizante fenotiazínico.
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Sedativo, tranquilizante fenotiazínicos. A acepromazina inibe os receptores dopaminérgicos
centrais, produzindo sedação e tranquilização. A acepromazina também apresenta ação
antimuscarínica e bloqueia a noradrenalina em receptores adrenérgicos (p. ex., receptores
alfa). Devido ao bloqueio de receptores alfa na musculatura lisa, a acepromazina também
provoca vasodilatação.
Indicações e Usos Clínicos
A acepromazina é usada como sedativo, tranquilizante, pré-anestésico e adjuvante
anestésico. Em pequenos animais, a acepromazina produz efeitos antieméticos. Em algumas
indicações, a administração também produz vasodilatação. Em equinos, no tratamento da
laminite, a administração de acepromazina, em dose de 0,02-0,04 mg/kg aumentou o
fluxo sanguíneo arterial digital.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sedação e ataxia são efeitos colaterais comuns. Efeitos extrapiramidais (movimentos
musculares involuntários), tremores, distonia ou efeitos parkinsonianos são raros, mas
podem ser observados após a administração de acepromazina em animais. Os
fenotiazínicos podem, em alguns animais, produzir tônus vagal excessivo, isto é observado
principalmente em animais de raças braquicefálicas. A administração de atropina pode
ser usada para o tratamento dos sinais de alto tônus vagal. Dado o antagonismo alfaadrenérgico,
há possibilidade de hipotensão. Em equinos, o prolapso peniano persistente
foi relatado; este efeito é imprevisível e, aparentemente, não relacionado à dose
administrada.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais suscetíveis a convulsões. O risco de convulsões em animais
submetidos ao tratamento com acepromazina, porém, pode não ser tão importante
quanto se acreditava. Em estudos retrospectivos, as convulsões não foram relatadas como
problemas clínicos.
Não administre a animais que apresentam distonia ou apresentaram efeitos
extrapiramidais associados ao uso de fenotiazínicos.
Os fenotiazínicos podem causar hipotensão (através do bloqueio de receptores alfa);
use com cautela, portanto, em associação a outros medicamentos hipotensivos ou quando
a hipotensão puder ser exacerbada.
Em vacas no final da gestação, a administração de acepromazina produziu pequena
redução do fluxo sanguíneo e da oxigenação do feto.
Interações Medicamentosas
A acepromazina pode potencializar outros medicamentos que provocam vasodilatação. A
acepromazina pode aumentar o risco de convulsões quando administrada
concomitantemente a outros fármacos que reduzem o limiar convulsivo, mas este risco
não é tão significativo quanto se acreditava. A acepromazina é usada na sedação de cães
para realização de teste de tolerância à glicose, em dose de 0,1 mg/kg, sem prejuízo dos
resultados obtidos.
Instruções de Uso
A acepromazina pode ser administrada por vias oral, intravenosa ou intramuscular. Quando
associada a anestésicos gerais, principalmente barbitúricos e agentes inalatórios, a dose
destas medicações pode ser reduzida. Os sinais clínicos da administração de acepromazina
são mais proeminentes após as primeiras 3 a 4 horas, mas podem persistir por 7 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão arterial em pacientes suscetíveis à hipotensão. Em cães, a acepromazina
não altera os testes de função adrenal.
Formulações
A acepromazina é comercializada em comprimidos de 5, 10 e 25 mg e em solução a
10 mg/mL. No Canadá, é vendida também como grânulos e pó para administração oral.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,025-0,1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea, em dose única
(a dose mais comum é 0,025 mg/kg). Não exceder a dose total de 3 mg.
• Sedação: 0,5-2,2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.
Gatos
• 0,025-0,1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea, em dose única.
• Sedação: 1,1-2,2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,04-0,1 mg/kg por via intramuscular, a cada 6-12 horas. No entanto, a administração
frequente não é recomendada e as doses devem ser dadas a intervalos de 36-48 horas.
No período pré-operatório, 0,01-0,05 mg/kg por vias intramuscular, subcutânea ou
intravenosa.
Bovinos
• 0,13-0,26 mg/kg por via oral, 0,03-0,1 mg/kg por via intramuscular ou 0,01-
0,02 mg/kg por via intravenosa.
Suínos
• Adultos: 0,03-0,2 mg/kg por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Tempos de carência da terapia: Nos EUA, tais tempos não foram estabelecidos. Estima-se
que, no uso extrabula, o período de carência seja de no mínimo 7 dias para a carne e
48 horas para o leite.
Canadá: 7 dias para a carne; 48 horas para o leite.
No Brasil, a acepromazina (maleato) está listada como substância de controle especial
(lista C1) sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 3
Acetato de Desmopressina
Nomes comerciais e outros nomes
DDAVP ®
Medicamentos comercializados no Brasil
DDAVP (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Peptídeo sintético similar ao hormônio antidiurético (ADH). Produz efeitos similares ao ADH
natural e é utilizado para o tratamento de diabetes insípido (DI) em animais. Essa ação está
relacionada à estimulação da permeabilidade à água para aumentar a reabsorção da mesma
no túbulo renal distal. A diferença entre o DDAVP ® e o ADH natural é que o DDAVP ®
apresenta um período maior de ação e produz poucos efeitos vasoconstritores. Além dos
efeitos hormonais, a administração de DDAVP ® em seres humanos gera um aumento
plasmático de duas a cinco vezes do fator de von Willebrand. Essa medicação pode
aumentar em 50% o fator de von Willebrand em alguns animais, mas não de forma tão
consistente como quando administrada em seres humanos.
Indicações e Usos Clínicos
A desmopressina é usada na terapia de reposição em pacientes com DI e também vem sendo
utilizada para o tratamento de pacientes com doença de von Willebrand branda
a moderada antes de cirurgia ou em procedimentos que possam gerar sangramento.
Entretanto, a resposta em cães com deficiência de fator de von Willebrand não é tão
expressiva ou consistente como aquela observada em seres humanos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não são descritos efeitos colaterais. Em seres humanos raramente provoca eventos
trombóticos.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas.
Interações Medicamentosas
A administração de uréia e fludrocortisona irá aumentar o efeito antidiurético.
Instruções de Uso
A desmopressina é usada apenas para o tratamento do DI central. A duração do efeito é
variável (8-20 horas), mas tipicamente possui uma duração de 8-12 horas. É ineficaz no
tratamento do DI nefrogênico ou da poliúria por outras causas. O produto intranasal está
sendo administrado como colírio em cães. O início de sua ação ocorre em 1 hora.
Comprimidos orais estão disponíveis para seres humanos, mas não foram relatados seus
efeitos em cães.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a ingestão de água e a urinálise para avaliar a terapia. A desmopressina pode ser
utilizada como teste para o DI em animais. Para a realização deste teste, administre
2 μg/kg, por via subcutânea ou via intravenosa ou 20 μg por via intranasal ou via oftálmica.
Isto deve ser seguido à monitoração da concentração urinária e do peso corpóreo do animal.
O aumento da capacidade de concentração urinária pode indicar o diagnóstico de DI.
Formulações
A desmopressina está disponível para administração injetável de 4 μg/mL, solução em
aerossol de acetato nasal de 100 μg/mL (0,01%), e em comprimidos de 0,1 e 0,2 mg
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• DI: 2-4 gotas (2 μg) a cada 12-24 horas, por vias intranasal ou oftálmica.
Alternativamente, 0,5-2,0 mg/cão a cada 12-24 horas, por vias intravenosa ou
subcutânea.
• 0,05-0,1 mg a cada 12 horas, por via oral ou quando necessário. A dose por via oral pode
ser aumentada para 0,1-0,2 mg/kg, conforme necessário.
• Tratamento da doença de von Willebrand: 1 μg/kg (0,01 mL/kg), administrado por via
subcutânea, ou diluído em 20 mL de solução salina e administrado em 10 minutos, por
via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência para animais de produção não foi estabelecido. Entretanto,
o medicamento apresenta rápida eliminação com baixo risco de resíduos, portanto,
um período de carência curto é sugerido para animais de produção.
Acetato de Fludrocortisona
Nome comercial e outros nomes
Florinef
Medicamentos comercializados no Brasil
Florinefe (h)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Terapia de reposição de mineralocorticoide. A fludrocortisona tem alta potência
de atividade mineralocorticoide comparada à atividade glicocorticoide. A fludrocortisona
atua mimetizando a ação da aldosterona no corpo, especificamente para aumentar
a reabsorção de sódio nos túbulos renais.
Indicações e Usos Clínicos
A fludrocortisona é usada como terapia de reposição em animais com insuficiência
adrenocortical (doença de Addison). Em razão de sua atividade glicocorticosteroide, alguns
animais podem não precisar de suplementação adicional de glicocorticoides quando se está
administrando a fludrocortisona. O pivalato de desoxicorticosterona (DOCP) é usado como
uma alternativa em cães quando se deseja uma dose injetável intermitente em vez de doses
diárias orais de fludrocortisona.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas são principalmente relacionadas aos efeitos dos glicocorticoides em
altas doses. Pode ocorrer poliúria/polidipsia em alguns animais. O tratamento a longo
prazo para o hipoadrenocorticismo pode resultar em efeitos colaterais do glicocorticoide.
A administração de fludrocortisona causa significativa redução da aldosterona urinária.
Contraindicações e Precauções
Embora seja usada como mineralocorticoide, pode produzir efeitos colaterais de
glicocorticoide. Use com cautela em animais que possam estar em risco para efeitos
colaterais por corticosteroide.
Interações Medicamentosas
Não há relato de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A dose deverá ser ajustada pelo monitoramento da resposta do paciente (i. e.,
monitoramento das concentrações eletrolíticas). Em alguns pacientes, é administrada com
um glicocorticoide e suplementação de sódio (p. ex., prednisolona/prednisona em dose
de 0,2-0,3 mg/kg/dia).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os eletrólitos do paciente (especialmente sódio e potássio). O ajuste da dose deverá
basear-se no monitoramento dos eletrólitos para que estes se mantenham dentro de uma
variação desejada.
Formulações
Fludrocortisona está disponível em comprimidos de 100 μg (0,1 mg).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
é hidrossolúvel. Quando os comprimidos são triturados para o preparo de várias suspensões,
eles ficam estáveis por 14 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15-30 μg/kg/dia (0,015-0,03 mg/kg), por via oral.
Gatos
• 0,1-0,2mg/gato, a cada 24 horas, por via oral. Para teste de aldosterona primária,
administre 0,05 mg/kg a cada 12 horas durante 4 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência do uso extrabula não estão estabelecidos. Como o medicamento
apresenta pouco risco de produzir resíduos, são sugeridos períodos de carência de 24 horas.
Classificação RCI: 4
Acetato de Isoflupredona (Isoflupredona)
Nome comercial e outros nomes
Predef 2X
Medicamentos comercializados no Brasil
Predef (v)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores são aproximadamente 17
vezes mais potentes que os do cortisol e 4 vezes mais potentes que os da prednisolona. Os
efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem principalmente por inibição de células
inflamatórias e supressão da expressão de mediadores inflamatórios. O uso é para o
tratamento de doenças inflamatórias e imunomediadas.
Indicações e Usos Clínicos
O acetato de isoflupredona, ou simplesmente isoflupredona, é usado para tratamento
de várias doenças musculoesqueléticas, alérgicas e inflamatórias sistêmicas. O uso
em animais de grande porte inclui distúrbios inflamatórios, especialmente inflamação
musculoesquelética e doença recorrente das vias aéreas (RAO) (anteriormente denominada
doença pulmonar obstrutiva crônica [DPOC]) em equinos. Em bovinos, a isoflupredona, tal
como outros corticosteroides, é usada para tratamento da cetose. Em animais de grande
porte é também usada para tratamento de choque séptico. Entretanto, a eficácia do uso de
corticosteroide no tratamento de choque séptico não é sustentada por evidências.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos adversos incluem
ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio
tireóideo, diminuição da síntese de proteína, retardo na cicatrização de feridas e
imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias decorrentes da imunossupressão,
que incluem: demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário. Em
equinos, outro efeito adverso é o risco de laminite, embora não tenha sido estabelecida
uma nítida associação entre laminite e corticosteroides.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes propensos a infecções ou úlceras gástricas.
A administração da isoflupredona pode induzir hepatopatia, diabetes melito
ou hiperlipidemia. Use com cautela em fêmeas prenhes ou em animais jovens em fase
de crescimento. O uso de corticosteroides pode prejudicar a cicatrização.
Interações Medicamentosas
Os corticosteroides aumentarão o risco de ulceração gástrica quando administrados com
anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
Instruções de Uso
Quando administrado para tratar a cetose primária em bovinos, é recomendável administrar
glicose intravenosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore enzimas hepáticas, glicose sanguínea e a função renal durante a terapia. Monitore
os pacientes para sinais de infecções secundárias. Faça teste de estimulação de hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH) para monitorar a função adrenal.
Formulações
A isoflupredona está disponível em forma injetável de 2 mg em ampolas de 10 mL e
100 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Não estão listadas doses da isoflupredona, pois geralmente não é administrada a
pequenos animais. Entretanto, com base na potência anti-inflamatória, doses de 0,125-
0,25 mg/kg/dia, por via intramuscular, podem ser consideradas.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Dose total de 10-20 mg por animal, a cada 12-24 horas, por via intramuscular.
• Cetose: 10-20 mg, como dose única total por animal, a cada 12-24 horas, por via
intramuscular.
Equinos
• Dose total de 5-20 mg por animal, a cada 12-24 horas, por via intramuscular.
• Doença pulmonar: 0,02-0,03 mg/kg, a cada 24 horas.
• Intra-articular: 5-20 mg por articulação.
Suínos
• 0,036 mg/kg/dia, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos e suínos (carne): 7 dias.
Nenhum período de carência está listado para rotulagem nos EUA. No Canadá,
os períodos de carência são listados como 5 dias para carne e 72 horas para leite.
Para estimativas de intervalos de retirada extrabula, contate o FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723), número nos EUA.
Acetato de Medroxiprogesterona
Nomes comerciais e outros nomes
Depo-Provera (injeção), Provera (comprimidos) e Cycrin (comprimidos)
Medicamentos comercializados no Brasil
Depo-Provera (h) , Provera (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Hormônio progestágeno. A medroxiprogesterona é derivada da acetoxiprogesterona.
O acetato de medroxiprogesterona substitui a progesterona no organismo e mimetiza seus
efeitos. Uma única injeção de Depro-Provera pode produzir efeitos de longa duração.
Indicações e Usos Clínicos
O acetato de medroxiprogesterona é usado para substituir a progesterona em animais. Com
maior frequência, é usado no controle do ciclo estral. É também empregado para
o tratamento de algumas doenças comportamentais e dermatológicas (como a marcação
de território por urina em gatos e a alopecia). No entanto, seu uso na terapia
comportamental é desencorajado, em decorrência das altas taxas de recidiva e a incidência
de efeitos colaterais relacionados ao hormônio. Em equinos, é usado para inibir o estro.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem polifagia, polidipsia, supressão adrenal (em gatos), maior
risco de desenvolvimento de diabetes melito, piometra, diarreia e maior predisposição ao
desenvolvimento de neoplasias. Em gatos, uma única injeção de acetato
de medroxiprogesterona provocou hiperplasia fibroepitelial mamária.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes. Em seres
humanos, aumenta o risco de alterações tromboembólicas. Não use em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, a eliminação
da medroxiprogesterona é aumentada por medicamentos sabidamente indutores
de enzimas hepáticas do P450 (ver Apêndices).
Instruções de Uso
Os intervalos de administração variam conforme a indicação clínica. Os intervalos podem
variar de uma vez por semana a uma vez por mês.
Estudos clínicos em animais focaram, principalmente, em seu uso reprodutivo e seus
efeitos em distúrbios comportamentais. O acetato de medroxiprogesterona pode provocar
menos efeitos colaterais do que o acetato de megestrol.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A medroxiprogesterona pode aumentar a concentração sérica de colesterol e de algumas
enzimas hepáticas.
Formulações
A medroxiprogesterona é comercializada em solução injetável a 150 e 400 mg/mL e
comprimidos de 2,5, 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1,1-2,2 mg/kg a cada 7 dias por via intramuscular.
• Problemas comportamentais: 10-20 mg/kg por via subcutânea.
• Doença prostática (cães): 3-5 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Prevenção do estro: 250-500 mg/animal por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Não há estimativas de intervalos de carência do tratamento, já que este medicamento não
deve ser administrado a animais de produção.
Acetato de Megestrol
Nomes comerciais e outros nomes
Ovaban e Megace
Medicamentos comercializados no Brasil
Megestat (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Hormônio progestágeno. O megestrol mimetiza dos efeitos da progesterona em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O acetato de megestrol é usado no controle do ciclo estral. É também empregado para
o tratamento de algumas doenças comportamentais e dermatológicas (como a marcação
de território por urina em gatos e a alopecia). No entanto, seu uso na terapia
comportamental é desencorajado, em decorrência de altas taxas de recidiva e a incidência
de efeitos colaterais relacionados ao hormônio.
Em equinos, é usado para inibir o estro, mas, nesta indicação, doses de 10-
20 mg/dia/animal não são eficazes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem polifagia, polidipsia, supressão adrenal (em gatos), maior
risco de desenvolvimento de diabetes melito, piometra, diarreia e maior predisposição ao
desenvolvimento de neoplasias.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais diabéticos ou suscetíveis ao desenvolvimento de diabetes. Não
use em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, a eliminação do megestrol
é aumentada por medicamentos conhecidos por induzir enzimas hepáticas do P450
(ver Apêndices).
Instruções de Uso
Estudos clínicos em animais focaram, principalmente, no uso reprodutivo e seus efeitos em
distúrbios comportamentais. O acetato de medroxiprogesterona pode provocar menos efeitos
colaterais do que o acetato de megestrol.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Diante do risco de desenvolvimento de diabetes melito, monitore periodicamente a glicemia
durante o tratamento.
Formulações
O acetato de megestrol é comercializado em comprimidos de 5 mg (preparação veterinária)
e comprimidos de 20 e 40 mg (preparação humana).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Proestro: 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 8 dias.
• Anestro: 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 30 dias.
• Tratamento de problemas comportamentais: 2-4 mg/kg a cada 24 horas durante 8 dias
(para manutenção reduza a dose).
Gatos
• Terapia dermatológica ou controle da marcação territorial: 2,5-5 mg/gato a cada
24 horas durante 1 semana, passando a 5 mg/gato, 1 ou 2 vezes/semana por via oral.
• Supressão do estro: 5 mg/gato/dia durante 3 dias, passando a 2,5-5 mg 1 vez/semana
durante 10 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Supressão do estro: 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há estimativas de intervalos de carência do tratamento, já que este medicamento não
deve ser administrado a animais de produção.
Acetazolamida
Nome comercial e outros nomes
Diamox
Medicamentos comercializados no Brasil
Diamox (h)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da anidrase carbônica. A acetazolamida, assim como outros inibidores da anidrase
carbônica, provoca diurese por meio da inibição da reabsorção de bicarbonato nos túbulos
contornados proximais renais. Esta ação leva a perda de bicarbonato na urina e diurese.
Consequentemente, os inibidores da anidrase carbônica provocam excreção aumentada
de bicarbonato, alcalinização da urina e perda de água.
Indicações e Usos Clínicos
Atualmente, a acetazolamida é pouco usada como diurético. Existem medicamentos
diuréticos mais potentes e eficazes, como os diuréticos de alça (furosemida).
A acetazolamida, como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada principalmente
para a redução da pressão intraocular em animais com glaucoma. Com essa finalidade,
a metazolamida é usada com maior frequência do que a acetazolamida, e outros esquemas
terapêuticos são hoje mais empregados do que os inibidores da anidrase carbônica.
A semelhança de outros inibidores da anidrase carbônica, a acetazolamida
é ocasionalmente usada para alcalinização da urina durante o tratamento de alguns
cálculos urinários.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em alguns pacientes, a acetazolamida pode provocar hipocalemia. A perda significativa
de bicarbonato pode ser observada após administrações repetidas. Em cães foi observada a
ocorrência de reação respiratória a qual foi atribuída à acidose respiratória.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com acidemia. Use com cautela em animais sensíveis
a sulfonamidas.
Interações Medicamentosas
A acetazolamida alcaliniza a urina, o que pode afetar a eliminação de alguns
medicamentos. Essa alcalinização pode potencializar os efeitos de alguns fármacos
antibacterianos (p. ex., macrolídeos e quinolonas).
Instruções de Uso
A acetazolamida, associada a outros agentes, é geralmente empregada para reduzir a pressão
intraocular durante o tratamento do glaucoma. A acetazolamida é utilizada para alcalinizar
a urina e impedir a formação de alguns cálculos urinários. No entanto, a não ser que haja
suplementação com bicarbonato, a alcalinização da urina não será sustentada pela
administração repetida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão intraocular do paciente quando a acetazolamida for usada
no tratamento do glaucoma.
Formulações
A acetazolamida é comercializada em comprimidos de 125 e 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Estável, se armazenada em frasco bem fechado. Soluções compostas são estáveis por, pelo
menos, 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Glaucoma: 5-10 mg/kg a cada 8-12horas, por via oral.
• Outros usos diuréticos: 4-8 mg/kg a cada 8-12horas, por via oral.
Gatos
• 7 mg/kg, a cada 8horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Acetilcisteína
Nomes comerciais e outros
Mucomyst e Acetadote. Também chamada N-aceticisteína.
Medicamentos comercializados no Brasil
Fluimucil (h) , Acetilcisteína (g)
Classificação funcional
Mucolítico, antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A acetilcisteína reduz a viscosidade das secreções e é usada como agente mucolítico em
soluções para uso ocular e nebulização brônquica. A acetilcisteína é um composto sulfidrila e
age aumentando a síntese de glutationa no fígado. A glutationa atua como antioxidante e
facilita a conjugação de metabólitos tóxicos, principalmente aqueles derivados
do acetaminofeno. Os efeitos antioxidantes desse medicamento foram também usados
para o tratamento de doenças associadas ao estresse oxidativo.
Indicações e Usos Clínicos
Como doador do grupo sulfidrila, a acetilcisteína é usada como antídoto em algumas
intoxicações (p. ex., por paracetamol em gatos). No tratamento de intoxicações, é importante
que a acetilcisteína seja administrada o mais rápido possível, o que maximiza sua eficácia. A
acetilcisteína é também usada na prevenção da nefropatia induzida pela administração de
contraste. É empregada no tratamento do estresse oxidativo, por atuar na remoção de
radicais hidroxila e ácido hipocloroso. A acetilcisteína também reduz o edema cerebral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Nenhuma reação adversa foi relatada em animais. Reações alérgicas foram relatadas em
seres humanos, semelhantes às reações anafiláticas, quando da administração
intravenosa. Tais reações se manifestam como lesões cutâneas, broncoespasmos,
taquicardia e hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Com o uso tópico prolongado, a acetilcisteína pode provocar sensibilização.
Em equipamentos de nebulização, pode reagir com determinados materiais.
Interações Medicamentosas
A acetilcisteína atua como doador de grupos sulfidrila e pode facilitar a conjugação
de medicamentos e outros xenobióticos.
Instruções de Uso
A acetilcisteína é comercializada como agente para a redução da viscosidade de secreções
respiratórias, mas é mais comumente utilizada no tratamento de intoxicações. Em gatos,
a acetilcisteína é empregada no tratamento da intoxicação por paracetamol. As doses aqui
listadas são usadas no tratamento dessa intoxicação, mas consulte orientações específicas
em um centro de controle de intoxicações. No tratamento do estresse oxidativo, as taxas em
infusão constante foram usadas, com diluição 1:4 da solução a 50 mg/kg em soro fisiológico
e administração intravenosa por um período de 1 hora.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Quando a acetilcisteína é usada no tratamento da intoxicação por paracetamol, monitore o
hemograma e as concentrações de enzimas hepáticas.
Formulações
A acetilcisteína é comercializada em solução a 20% (200 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
A acetilcisteína é instável quando exposta ao ar e é facilmente oxidada. Deve ser protegida
da luz. Frascos abertos devem ser descartados após 96 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Antídotos: 140 mg/kg (dose inicial), então 70 mg/kg a cada 4h, por vias intravenosa
ou oral, por 5 doses.
• Solução de uso oftálmico: solução a 2%, de uso tópico a cada 2h.
• Prevenção de nefropatia induzida por contraste: 17 mg/kg em bolus intravenoso,
seguidos por 17 mg/kg a cada 12h por 48 horas.
• Infusões em taxa constante têm sido usadas no tratamento do estresse oxidativo
(50 mg/kg diluídos em soro fisiológico, administrados durante 1 hora).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações de regulação disponíveis. No entanto, por ser de curta ação e usada
principalmente no tratamento de intoxicações, não há sugestão de intervalos
de interrupção. Nos EUA, para maiores informações, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Acetonido de Triancinolona, Hexacetonido de Triancinolona, Diacetato de
Triancinolona
Nomes comerciais e outros nomes
Vetalog, Triamtabs, Aristocort e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Há medicamentos da linha veterinária, como: Catrimol (v) , Dermotic (v) e Panalog (v) , que
associam este glicocorticoide a antimicrobianos
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-inflamatório esteroide. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem
principalmente por inibição das células inflamatórias e supressão da expressão
de mediadores inflamatórios. Há discordância sobre a potência da triancinolona. A maioria
das referências em seres humanos indica que a triancinolona tem potência
aproximadamente equivalente à da metilprednisolona (cerca de cinco vezes a do cortisol e
1,25 vez a da prednisolona). Porém, muitos dermatologistas veterinários sugerem que a
potência é maior — 6 a 10 vezes mais que a da prednisolona ou aproximadamente igual à
da dexametasona. O acetonido de triancinolona é usado com frequência para tratamento
local ou para promoção de uma concentração sustentada. Trata-se de uma suspensão
injetável, lentamente absorvida do local de injeção intramuscular ou intralesional.
Indicações e Usos Clínicos
A triancinolona, assim como outros corticosteroides, é empregada no tratamento de doenças
inflamatórias e imunomediadas em animais. É usada para fins semelhantes aos da
prednisolona. A formulação injetável de ação prolongada (acetonido de triancinolona) é
usada para terapia intralesional em tumores e fins semelhantes aos do acetato de
metilprednisolona. Os empregos em grandes animais incluem o tratamento de condições
inflamatórias de obstrução recorrente das vias aéreas (RAO), anteriormente denominada
doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em equinos. O acetonido de triancinolona
também é administrado por via intra-articular em equinos para o tratamento de artrite.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais de corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos adversos incluem
ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio
tireóideo, diminuição da síntese proteica, comprometimento da cicatrização de feridas e
imunossupressão. Quando o acetonido de triancinolona é usado para injeções oculares,
há certa preocupação de que no local da injeção haja a formação de granulomas. Em
equinos, os efeitos adversos incluem risco aumentado de laminite, embora seja
controversa a evidência deste efeito.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais a
cicatrização de feridas seja necessária. Use com cautela em animais com diabetes ou
insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Use com cautela se usar anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pois pode
potencializar a toxicidade gástrica.
Instruções de Uso
A triancinolona, assim como outros corticosteroides, como a prednisolona, é administrada
em uma variedade de doses, dependendo da gravidade da condição terapêutica. Note que
em gatos podem ser necessárias doses mais altas do que em cães (às vezes, duas vezes mais
altas).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.
Monitore os pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Faça teste de estimulação
do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) para monitorar a função adrenal.
Formulações
Vetalog (preparação veterinária) está disponível em comprimidos de 0,5 e 1,5 mg.
A preparação humana de triancinolona está disponível em comprimidos de 1, 2, 4, 8 e
16 mg e em solução injetável de 10 mg/mL.
O acetonido de triancinolona está disponível em suspensão injetável de 2 e 6 mg/mL.
Hexacetonido de triancinolona está disponível em suspensão de 20 mg/mL.
O diacetato de triancinolona está disponível em suspensão de 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A estabilidade
das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg, a cada 12-24 horas, por via oral, depois diminua
gradualmente a dose até 0,5-1 mg/kg, a cada 48 horas, por via oral. (Porém, o
fabricante recomenda doses de 0,11 a 0,22 mg/kg/dia.)
• Dermatologistas usaram comprimidos de triancinolona em doses de 0,2-0,6 mg/kg/dia
para tratamento de doenças imunomediadas com doses de manutenção de 0,1-
0,2 mg/kg, a cada 48 horas, por via oral.
• Acetonido de triancinolona: 0,1-0,2 mg/kg, por via intramuscular ou subcutânea; repita
em 7-10 dias.
• Intralesional: 1,2-1,8 mg ou 1 mg para cada centímetro do diâmetro tumoral, a cada
2 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,5-1 mg/kg, a cada 12-24 horas, por via oral.
• Suspensão de acetonido de triancinolona: 0,022-0,044 mg/kg, em dose única, por via
intramuscular.
• RAO: 0,09 mg/kg, por via intramuscular, em dose única.
• Intra-articular: 6-18 mg, como dose total (geralmente 9-12 mg). Repita em 4-13 dias,
se necessário.
Bovinos
• Indução de parto: 0,016 mg/kg, por via intramuscular, 1 semana antes da indução
do parto com dexametasona.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalo
de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
No Brasil, como os produtos veterinários possuem antimicrobianos associados, verifique
o rótulo para estabelecimento do período de carência em animais de produção.
Aciclovir
Nomes comerciais e outros nomes:
Zovirax e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Zovirax (h) , Aciclovir (g)
Classificação funcional
Antiviral
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiviral. O aciclovir é um análogo sintético da purina (análogo
ao nucleosídeo acíclico). Apresenta atividade antiviral contra o herpesvírus. Sua ação está
relacionada a afinidade pela enzima timidina quinase (TK). No entanto, algumas formas
virais podem ser resistentes, devido a alterações na TK ou na DNA polimerase. É usado no
tratamento de diversas formas de infecção por herpesvírus em seres humanos, sendo
também empregado no tratamento de infecções virais em animais. No entanto, o
herpesvírus felino 1 (FHV1) é resistente ao aciclovir e ao valciclovir, e não há estudos
relativos à suscetibilidade de outros herpesvírus. Sua meia-vida é de 9,6 horas em equinos,
2,3 horas em cães e 2,6 horas em gatos. Em seres humanos, a meia-vida do aciclovir é
de 2,5 horas. Infelizmente, o medicamento não é absorvido por equinos quando
administrado oralmente (menos de 3%), e poucos dados confirmam a absorção oral
em outras espécies. Em seres humanos, a absorção oral é de apenas 10%. Outras formas (p.
ex., pró-drogas e compostos semelhantes) são mais bem absorvidas por seres humanos, mas
seu custo é alto demais para uso em animais. Informações sobre tais medicamentos
(penciclovir, valaciclovir e famciclovir) podem ser consultadas em outros verbetes.
Indicações e Usos Clínicos
O aciclovir é um medicamento antiviral. Seu uso em medicina veterinária é limitado, já que
a atividade contra alguns vírus (p. ex., FHV1) é limitada ou desconhecida. Em gatos,
o aciclovir é mal absorvido e tóxico. O aciclovir é capaz de inibir a replicação do herpesvírus
equino (EHV1) in vitro. No entanto, nesta espécie, a absorção oral do aciclovir é pequena e
inconsistente, e a administração intravenosa é necessária ao tratamento da infecção
por EHV1.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em seres humanos, a reação adversa mais grave é a insuficiência renal, que pode ser
prevenida por meio da administração intravenosa lenta e da hidratação adequada. Nos
poucos estudos realizados em equinos, não foram observadas reações adversas. Em gatos,
efeitos adversos graves foram observados, incluindo mielossupressão, hepatotoxicidade e
nefrotoxicidade.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com comprometimento da função renal.
Interações Medicamentosas
Não associe a soluções biológicas (p. ex., produtos sanguíneos). Não associe a fluidos que
contenham preservantes bacteriostáticos. Não administre concomitantemente a outras
substâncias nefrotóxicas.
Instruções de Uso
Para preparação da formulação injetável, dilua cada frasco em 10 a 20 mL de água
destilada, para obtenção de uma solução a 50 mg/mL. Não utilize água destilada
bacteriostática contendo benzil álcool ou parabenos. Dilua novamente a solução a um
volume final de pelo menos 100 mL, com concentração igual ou inferior a 7 mg/mL.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de ureia e creatinina durante o tratamento. Em equinos, a dose
deve ser administrada de modo a manter as concentrações plasmáticas acima de
0,3 μg/mL.
Formulações
O aciclovir é comercializado em comprimidos de 400 e 800 mg, cápsulas de 200 mg,
frascos com 1 g e 500 mg para injeção (50 mg/mL) e suspensão oral a 40 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Após a reconstituição da solução a 50 mg/mL, a estabilidade do aciclovir é de 12 horas
em temperatura ambiente. Soluções mais diluídas são estáveis por 24 horas. Quando
mantido sob refrigeração, há formação de um precipitado que deve ser novamente
solubilizado em temperatura ambiente antes da administração. Comprimidos e cápsulas
devem ser armazenados em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura
ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Doses para administração sistêmica não foram determinadas, tendo sido extrapoladas
do uso em seres humanos: 3 mg/kg, por via oral, 5 vezes ao dia, diariamente, por 10
dias, até 10 mg/kg, por via oral, 5 vezes ao dia, diariamente, por 10 dias.
Alternativamente, 10-20 mg/kg, por via intravenosa, a cada 8 horas (infusão lenta por
1 hora).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa, infundidos por 1 hora. Mesmo após
a administração de 20 mg/kg, o aciclovir administrado oralmente não é absorvido
o suficiente para tratamento sistêmico.
Informações sobre Restrição Legal
Dado o risco de mutagenicidade, o aciclovir não deve ser administrado a animais
de produção destinados ao consumo humano.
Ácido Ascórbico
Nomes comerciais e outros nomes
Vitamina C e ascorbato sódico. Existem diversos nomes comerciais.
Medicamentos comercializados no Brasil
Vitamina C (g) , Acqua Medivita-C (piscicultura) (v) , Marcovit-C (v) , Medivita-C (v) ,
Monovin-C (v) , Vitamina C (v)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O ácido ascórbico é a vitamina C. É um importante cofator em diversas funções metabólicas.
Indicações e Usos Clínicos
O ácido ascórbico é usado para tratamento de deficiência de vitamina C e, ocasionalmente,
como acidificante da urina. Os cães são capazes de sintetizar a vitamina C, mas esta
também é usada como suplemento alimentar para melhorar a saúde e o desempenho. Não
há dados suficientes que mostrem se o ácido ascórbico é eficaz na prevenção do câncer,
no tratamento de doenças infecciosas ou na prevenção de doenças cardiovasculares.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em animais. Altas doses podem aumentar o risco
de formação de urólitos de oxalato.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não é necessário como suplemento em animais alimentados com dietas balanceadas.
No entanto, altas doses têm sido usadas como tratamento adjunto em algumas doenças.
As evidências mostram que, em cães, doses de 15 e 50 mg/kg não promovem aumento
linear da absorção. Portanto, doses mais altas não necessariamente resultam em níveis
sanguíneos mais elevados, comparadas a doses menores. Estudos comparativos entre a
administração de ácido ascórbico cristalino e um produto derivado da vitamina C,
denominado Ester-C, resultaram em níveis plasmáticos similares da vitamina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O ácido ascórbico é comercializado em comprimidos de diversos tamanhos e soluções
injetáveis. De modo geral, a forma injetável apresenta 250 mg de ascorbato sódico/mL. A
formulação Ester-C parece ser absorvida de modo similar ao da forma cristalina da vitamina
C.
Estabilidade e Armazenamento
Sensível à luz. Sofre oxidação, escurece e decompõe-se quando exposto ao ar e à luz. Frascos
de solução injetável podem sofrer aumento de pressão quando armazenados; tal evento
pode ser reduzido pelo armazenamento sob refrigeração. À exceção disso, armazene em
temperatura ambiente e protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Suplementação dietética: 100-500 mg/animal/dia, via oral.
• Acidificação da urina: 100 mg/animal a cada 8 horas, via oral. Para administração via
intravenosa ou via intramuscular, as doses variam de 1 a 10 mL (250 mg/mL),
dependendo do tamanho do animal.
• Para tratamento do estresse oxidativo: cães — 500-1.000 mg por cão a cada 24 horas,
via oral; gatos — 125 mg por gato, por via oral, a cada 12 horas.
Cobaias (Porquinhos-da-Índia)
• 16 mg/kg duas vezes por semana, por via intramuscular, para tratamento de deficiência
vitamínica.
Posologia para Grandes Animais
• Suplementação de vitamina C: 1-10 mL, por via intravenosa ou por via intramuscular.
Repita diariamente, conforme seja necessário.
• 1-2 g a cada 24h, via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há necessidade de se estabelecerem períodos de carência para animais de produção.
Ácido Valproico, Valproato de Sódio
Nomes comerciais e outros nomes
Depakene ® (Ácido Valproico), Depakote ® (Divalproex) e Epival ® (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Depakene (divalproato de sódio) (h) , Divalproato de Sódio (g) e Valproato de Sódio (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. Sua ação exata é desconhecida mas, o valproato parece aumentar
as concentrações de GABA no sistema nervoso central (SNC). Tanto o ácido valproico
quanto o valproato de sódio são utilizados. O divalproex é composto por ambos, pelo ácido
valproico e pelo valproato de sódio. Doses orais equivalentes do divalproex sódico e do ácido
valproico distribuem quantidades equivalentes de íons valproato.
Indicações e Usos Clínicos
O valproato é utilizado geralmente em associação com o fenobarbital para o tratamento
da epilepsia refratária em animais. Seu maior uso se dá na espécie canina, mas poucos
estudos de eficácia são relatados. O uso do valproato em animais diminuiu devido
a identificação de outros anticonvulsivantes para o tratamento da epilepsia refratária,
como a gabapentina, a pregabalina, a zonisamida e o levetiracetam.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos não foram relatados em animais, mas em seres humanos,
a insuficiência hepática foi relatada. Em alguns animais pode ser observada sedação.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em fêmeas prenhes. Foram relatadas malformações fetais em seres humanos.
Interações Medicamentosas
O valproato pode causar sangramento caso seja utilizado com medicamentos que inibem
as plaquetas.
Instruções de Uso
Esse medicamento é utilizado em associação com o fenobarbital. Formulações de liberação
controlada produzidas para seres humanos não demonstram o mesmo perfil de absorção oral
em cães.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O monitoramento terapêutico deve ser realizado, contudo as concentrações terapêuticas
não foram estabelecidas para cães e gatos, e as doses citadas para seres humanos, 50-
100 μg/mL (concentração desejada), devem ser utilizadas. As concentrações superiores a
100 μg/mL são associadas a efeitos adversos.
Formulações
As formulações de liberação imediata do ácido valproico estão disponíveis em cápsulas
de 250 mg e xaropes de 50 mg/mL. As formulações de liberação lenta do ácido valproico e
do divalproex estão disponíveis em comprimidos ou cápsulas de 125, 250 e 500 mg.
O divalproex também está disponível em cápsulas de 125 mg e comprimidos de liberação
prolongada de 250 e 500 mg. O valproato de sódio (Depacon ® ) está disponível em solução
injetável de 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O ácido
valproico é levemente solúvel em água, mas o valproato de sódio é solúvel em água.
Emulsões extemporâneas são preparadas e apresentam absorção comparável ao xarope.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50-250 mg por cão (dependendo do tamanho) a cada 8 horas, por via oral.
• Formulações de liberação lenta: iniciar com 250 mg por cão a cada 12 horas, por via
oral, e aumentar para 500 mg por cão a cada 12 horas, caso necessário.
Altas doses devem ser utilizadas se o cão estiver recebendo também fenobarbital.
Gatos
Não há doses estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimar período de carência
do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o ácido valproico, valproato de sódio está listado como substância de controle
especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Aglepristone
Nome comercial e outros nomes
Alizine
Classificação funcional
Hormônio, antiprogestágeno
Medicamentos comercializados no Brasil
Alizin (v)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O aglepristone (RU 46534) é um esteroide antiprogestágeno sintético similar
ao mifepristone (RU 38486). Apresenta afinidade por receptores de progesterona três vezes
superior à da própria progesterona, sem produzir os mesmos efeitos deste hormônio. Quando
administrado, o aglepristone liga-se a receptores de progesterona, produzindo efeito
antiprogestágeno e interrompendo a gestação.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais, o aglepristone tem sido usado para interrupção da gestação, no tratamento de
hiperplasia mamária em gatas, na indução do parto em cadelas e gatas e no tratamento de
piometria.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Após a interrupção da gestação em cadelas, pode ser observado um corrimento mucoide.
Outros efeitos colaterais incluem leve depressão, anorexia transiente e congestão da
glândula mamária. Afora isso, não há relatos de efeitos colaterais significativos em
animais.
Contraindicações e Precauções
O aglepristone interrompe a gestação. Gestantes devem manipulá-lo com cuidado.
Os proprietários devem ser advertidos quanto aos riscos durante a gestação.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
No tratamento de piometria, o aglepristone deve ser administrado no 1, 2, 7 e 14 dias, via
subcutânea.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
No momento, o aglepristone não é comercializado nos EUA. Em alguns países europeus,
é comercializado em solução injetável a 30 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Interrupção da gestação: duas doses de 10 mg/kg (0,33 mL/kg) uma vez ao dia,
durante 2 dias.
Gatos
• Tratamento de piometria: 10 mg/kg, por via subcutânea, no 1, 2, 7 e 14 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Albendazol
Nome comercial e outros nomes
Valbazen
Classificação funcional
Antiparasitário
Medicamentos comercializados no Brasil:
Zentel (h) , Albendazol (g) , Albemax (v) , Albendathor (v) , Albendazol (v) , Bovalben (v) ,
Calbendazole (v) , Endostac (v) , Ibazole (v) , Magzole (v) , Ricobendazole (v)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário benzimidazol. O albendazol liga-se à betatubulina intracelular presente
em parasitas, impedindo a formação de microtúbulos necessária para a divisão celular.
Indicações e Usos Clínicos
O albendazol é usado no tratamento de diversas parasitoses intestinais provocadas por
helmintos. Tem sido usado para tratamento de parasitoses do trato respiratório, inclusive
aquelas causadas por Capillaria aerophilia, Paragonimus kellicotti, Aelurostrongylus abstrusus,
Filaroides spp. e Oslerus osleri. Em pequenos animais, é também eficaz no tratamento das
infecções provocadas por Giardia. No entanto, uma vez que o albendazol foi associado à
supressão da medula óssea em cães e gatos, outros medicamentos devem ser empregados
para o tratamento da giardíase.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Leucopenia e trombocitopenia podem ser observadas em cães e gatos. O albendazol
apresenta afinidade por células de divisão rápida, podendo ser tóxico para a medula óssea
e o epitélio intestinal. Altas doses de albendazol foram associadas a efeitos tóxicos sobre a
medula óssea (J Am Vet Med Assoc, 213: 44-46, 1998) em cães e gatos, e este
medicamento deve ser usado com cautela em pequenos animais. Em outras espécies,
em doses aprovadas, a margem de segurança é ampla. Entre os efeitos adversos incluemse
anorexia, letargia e toxicidade sobre a medula óssea.
Contraindicações e Precauções
A ocorrência de efeitos adversos é mais provável quando o albendazol é administrado
durante mais de 5 dias. Evite a administração de altas doses. Não use nos primeiros 45
dias de gestação.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Usado principalmente como anti-helmíntico, mas é também eficaz no tratamento de
giardíase.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma em animais que apresentam sinais com suspeita de efeitos adversos.
Caso altas doses sejam acidentalmente administradas a pequenos animais, o hemograma
deve ser analisado quanto a evidências de supressão.
Formulações
O albendazol é comercializado em suspensão de 113,6 mg/mL e pasta a 300 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• Dose anti-helmíntica: 25-50 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 3 dias.
• Tratamento de parasitoses respiratórias: 50 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, durante
10-14 dias.
• Tratamento de giardíase: 25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 2 dias.
Aves
• 50-100 mg/kg, uma vez ao dia, durante 2-9 dias.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Antiparasitário: dose única de 10 mg/kg, em pasta ou suspensão, por via oral.
Equinos
• Dictyocaulus arnfieldi: 25 mg/kg a cada 12 horas, durante 5 dias.
• Strongylus vulgaris: 50 mg/kg a cada 12 horas, durante 2 dias.
Ovinos e Caprinos
• Dose única de 7,5 mg/kg, suspensão oral.
Informações sobre Restrição Legal
Tempo de carência em bovinos: 27 dias (carne). Não administrar a gado de leite
em lactação. Tempo de carência em ovinos: 7 dias (carne).
Alendronato de Sódio
Nome comercial e outros nomes
Fosamax
Medicamentos comercializados no Brasil
Fosamax (h) , Osteoform (h) etc., e alendronato de sódio (g)
Classificação funcional
Anti-hipercalcêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bifosfonato. Os medicamentos desta classe são o pamidronato, o risedronato, o zolendronato
e o etidronato. Este grupo de moléculas caracteriza-se por uma ponte bifosfonada. Estes
fármacos reduzem a formação e a dissolução de cristais de hidroxiapatita. Seu uso clínico
deve-se à sua capacidade de inibição da reabsorção óssea. Estes medicamentos reduzem a
renovação (turnover) óssea ao inibir a atividade osteoclástica, retardando a reabsorção óssea e
diminuindo a taxa de desenvolvimento de osteoporose. O alendronato é de 100-1.000
vezes mais potente que os medicamentos mais antigos, como o etidronato. Infelizmente, o
alendronato é mal absorvido quando administrado por via oral (3%-7%), e o uso de
formulações orais em animais pode não ser eficaz. Em cães, a meia-vida plasmática é curta
(1-2 horas), mas, nos ossos, a meia-vida pode chegar a 300 dias.
Indicações e Usos Clínicos
O alendronato, assim como outros bifosfonatos, é usado em seres humanos no tratamento
de osteoporose e hipercalcemia tumoral.
Em animais, o alendronato é empregado para redução do cálcio em processos
que provocam hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. Pode ser útil no
manejo de complicações neoplásicas associadas à reabsorção óssea patológica. O alendronato
também tem o potencial de aliviar a dor em pacientes acometidos por patologias ósseas. Em
cães, a maioria dos estudos foi realizada com o pamidronato, não com o alendronato.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram identificados efeitos adversos graves; no entanto, o uso em animais é
incomum. Em seres humanos, lesão e erosão esofágicas são problemas importantes.
Ao administrar a animais, certifique-se de que o medicamento seja deglutido inteiro
e seguido por água.
Contraindicações e Precauções
Não administre concomitantemente a alimentos ou medicamentos que contenham
cálcio. Alimentos diminuem a absorção do alendronato.
Interações Medicamentosas
Não associe a soluções que contenham cálcio (p. ex., solução de Ringer com lactato). Não
administre concomitantemente a alimentos que contenham cálcio.
Instruções de Uso
Ao administrar a medicação por via oral, certifique-se de que o medicamento não ficou
retido no esôfago. Os alimentos reduzem de maneira significativa a absorção oral
do alendronato. Espere pelo menos 30 minutos antes de oferecer alimentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações séricas de cálcio e fósforo.
Formulações
O alendronato é comercializado em comprimidos de 5, 10, 35, 40 e 70 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5-1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalo de interrupção
do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Alfa-epoetina (Eritropoetina)
Nomes comerciais e outros nomes
Epogen ® , Epoetina alfa ® , “EPO” (r-HuEPO) ® e Eritropoetina ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Alfapoetina (h) , Eritromax (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Eritropoetina recombinante humana. É um fator hematopoiético que estimula a
eritropoiese.
Indicações e Usos Clínicos
A alfaepoetina é usada para o tratamento da anemia não regenerativa. É usada
no tratamento da mielossupressão causada por doenças ou pela quimioterapia. É também
usada para o tratamento da anemia associada à doença renal crônica. O valor
da alfaepoetina na melhora da anemia em gatos com insuficiência renal crônica tem sido
estabelecido e relatado em vários estudos. Em alguns animais, a anemia também é causada
pela deficiência de ferro e pode ser associada com sulfato ferroso na dose de 50-100 mg por
gato diariamente.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Por ser um produto recombinante humano, esta medicação pode causar reações alérgicas
locais e sistêmicas em animais. Em seres humanos, é relatada a ocorrência de dor no local
da aplicação e dores de cabeça. Também podem ocorrer convulsões. Pode ocorrer anemia
tardiamente por reação cruzada entre anticorpos contra eritropoetina animal (reversível
com a interrupção da medicação). Os anticorpos antieritropoetina podem aumentar com
o uso prolongado, este pode ocorrer em 30% dos gatos tratados, levando à falha no
tratamento.
Contraindicações e Precauções
Interromper o uso da epoetina caso ocorra dor nas articulações, febre, anorexia
ou reações cutâneas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas.
Instruções de Uso
O uso da alfaepoetina é principalmente limitado a cães e gatos. A única formulação
disponível atualmente é o produto recombinante humano. É utilizada em animais quando o
hematócrito está abaixo de 25%. E gatos, a administração de 100 unidades/kg por via
subcutânea três vezes é usada até um hematócrito de 30%-40% ser atingido. Então, são
administradas injeções duas vezes por semana. Geralmente a dose de manutenção varia
entre 75-100 unidades/kg, por via subcutânea, uma ou duas vezes por semana.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hematócrito. A dose deve ser ajustada para manter o hematócrito entre
30%-34%.
Formulações
A alfaepoetina está disponível em solução injetável a 2.000 unidades/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 35 ou 50 unidades/kg, três vezes por semana, até 400 unidades/kg/semana, por via
subcutânea (ajustar a dose para manter um hematócrito de 30%-34%).
Gatos
• Iniciar com 100 unidades/kg, por via subcutânea, três vezes por semana; reduzir para
duas vezes por semana e uma vez por semana, quando o hematócrito atingir valores
entre 30%-40%. Para a maioria dos gatos, a dose de manutenção é de 75-
100 unidades/kg por via subcutânea, duas vezes por semana.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Nenhuma forma
de eritropoetina deve ser fornecida para cavalos de corridas antes das provas.
Classificação RCI: 2
Alfaxalona
Nome comercial e outros nomes
Alfaxan ® (anteriormente chamado alfaxalona)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A alfaxalona é, quimicamente, a alfaxalona-2-hidroxipropil-beta-ciclodextrina (HPCD).
Trata-se de um esteroide neuroativo sintético que interage com receptores GABA no sistema
nervoso central e provoca anestesia e relaxamento muscular. O Alfaxan ® é similar a uma
formulação mais antiga (Saffan), que começou a ser utilizada em 1971 e continha
alfaxalona, alfadolona e neuroesteroides. Tal formulação continha óleo de rícino, que
induzia a desgranulação de mastócitos e a liberação de histamina, com desenvolvimento de
edema de membros, reações anafiláticas e outros sinais relacionados com a liberação
de histamina. A nova formulação (Alfaxan ® ) é superior por empregar um veículo
solubilizante de ciclodextrina. Em animais, a meia-vida da alfaxalona é curta (menos
de 1 hora), mas sua farmacocinética não é linear, e em altas doses a eliminação do
medicamento pode ser mais lenta.
Indicações e Usos Clínicos
A alfaxalona é usada como anestésico geral. Pode ser diretamente injetada na veia cefálica
ou administrada em infusão a taxa constante. Injetada diretamente, a alfaxolona deve ser
administrada durante 60 segundos, possibilitando desta forma a passagem pela barreira
hematoencefálica. A alfaxolona pode ser associada com segurança a outros anestésicos
(p. ex., propofol) e pré-medicações (p. ex., opioides, atropina, fenotiazínicos,
benzodiazepínicos e AINEs).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como anestésico geral, depressão do sistema nervoso central (SNC), depressão respiratória
e discreta redução da pressão arterial são esperadas após sua administração. Doses
superiores a 0,1 mg/kg/min, em infusão a taxa constante, provocam hipotensão e
hipoventilação consideráveis.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe
a outros medicamentos na mesma seringa, a não ser que existam informações específicas
sobre a compatibilidade.
Instruções de Uso
Para indução de anestesia, com equipamento de monitoramento e suporte ventilatório
adequados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a qualidade e a profundidade da anestesia durante o uso. Monitore a pressão
arterial e a frequência respiratória durante as infusões.
Formulações
No momento, a alfaxalona não é comercializada nos EUA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em temperatura ambiente, protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Indução: 1-1,2 mg/kg (até 2 mg/kg) para cada 10 minutos de anestesia. A dose deve
ser administrada durante 60 segundos.
• Infusão a taxa constante: 6-7 mg/kg/hora (outros agentes anestésicos podem ser
associados).
Gatos
• Indução: 1-1,3 mg/kg, por via intravenosa (até 5 mg/kg), durante 60 segundos,
seguido de doses de 2 mg/kg, conforme a necessidade.
• Infusão a taxa constante: 7-8 mg/kg/hora.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Alopurinol
Nomes comerciais e outros nomes
Lopurin, Zyloprim e Allopur (Europa)
Medicamentos comercializados no Brasil
Alopurinol (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Análogo da purina. O alopurinol reduz a produção de ácido úrico ao inibir as enzimas
responsáveis por sua síntese. Este medicamento é também utilizado para o tratamento
da leishmaniose. Em parasitas, o alopurinol é biotransformado em medicamentos que
interrompem a síntese de RNA, interferindo assim na síntese proteica. O alopurinol não
elimina a Leishmania nem cura a doença, mas pode promover melhora das lesões cutâneas e
induzir a remissão.
Indicações e Usos Clínicos
O alopurinol é indicado para redução da formação de urólitos de ácido úrico em animais
suscetíveis. Este medicamento é também usado no tratamento dos sinais clínicos associados
à leishmaniose. Neste caso, é associado a antimônios pentavalentes, como o antimoniato
de meglumina (Glutamine) ou o estibogluconato sódico (Pentosan). Com o tratamento
crônico, o alopurinol produz remissão progressiva e melhora dos sinais clínicos associados
à leishmaniose, inclusive redução dos danos renais mediados pela bactéria, diminuindo
assim a proteinúria e impedindo a deterioração da taxa de filtração glomerular.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O alopurinol pode provocar reações cutâneas (hipersensibilidade). Em cães submetidos a
tratamento de leishmaniose durante vários meses, não foram relatadas reações adversas.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
O alopurinol pode inibir o metabolismo de certos medicamentos. Não associe
à azatioprina, dada a interferência na xantina oxidase, uma importante enzima
envolvida na biotransformação deste medicamento, que aumenta seus efeitos tóxicos.
Instruções de Uso
Em seres humanos, o alopurinol é usado principalmente para tratamento da “gota”.
Em animais, é usado para redução da formação de urólitos de ácido úrico e para
tratamento dos sinais clínicos associados à leishmaniose. Nenhum medicamento
ou esquema terapêutico é completamente eficaz para o tratamento da leishmaniose, mas
a administração de alopurinol causa melhora das lesões cutâneas. O alopurinol geralmente é
administrado em associação com outros medicamentos para tratamento da leishmaniose.
Foi associado, por exemplo, à anfotericina B ou a compostos antimoniais pentavalentes, como
o antimoniato de meglumina (Glutamine) ou o estibogluconato sódico (Pentosan).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
No tratamento da leishmaniose, o ajuste das doses baseia-se no monitoramento dos sinais
clínicos. O alopurinol não cura a doença subjacente, mas reduz alguns dos sinais clínicos.
Formulações
O alopurinol é comercializado em comprimidos de 100 e 300 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O alopurinol é estável por pelo
menos 60 dias em formulações compostas. Sua estabilidade é máxima em soluções de pH 3-
3,4.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Prevenção da formação de urólitos de ácido úrico: 10 mg/kg a cada 8h, por via oral,
reduzindo-se para 10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
• Leishmaniose: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante pelo menos 4 meses e até
6 meses. Alguns clínicos usam a dose de 15 mg/kg a cada 12 horas, passando, em caso
de resposta, a 7-10 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 mg/kg, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Alprazolam
Nomes comerciais e outros nomes
Xanax e Niravam
Medicamentos comercializados no Brasil
Frontal (h) , Alprazolam (g)
Classificação funcional
Tranquilizante, depressor do sistema nervoso central (SNC)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. Depressor de ação central sobre o SNC. O mecanismo de ação deste
medicamento parece estar relacionado com potencialização de efeitos mediados por
receptores do tipo GABA no SNC. Um medicamento que exerce efeitos similares é o
diazepam.
Indicações e Usos Clínicos
O alprazolam é usado no tratamento de problemas comportamentais em cães e gatos,
principalmente daqueles associados a ansiedade. Em cães, o alprazolam é usado para
tratamento transitório de estados ansiosos, como fobia a ruídos e fobia a trovões. Nesta
última, pode ser mais eficaz se for associado a tratamento prolongado com clomipramina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum, mas o alprazolam pode também provocar
excitação paradoxal em cães. Causa também polifagia. Em gatos, casos fatais de necrose
hepática idiopática foram associados ao diazepam, mas não ao alprazolam, provavelmente
devido a diferenças no metabolismo entre estes benzodiazepínicos. O alprazolam não é
tão extensamente biotransformado quanto o diazepam. Em qualquer espécie, a
administração crônica pode causar dependência e síndrome de abstinência quando o
tratamento é interrompido.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações graves. Em raros indivíduos, os benzodiazepínicos provocam
excitação paradoxal.
Interações Medicamentosas
Alguns medicamentos podem reduzir a biotranformação hepática (p. ex., cetoconazol,
cloranfenicol e itraconazol).
Instruções de Uso
O uso em animais é principalmente empírico. Não há estudos clínicos ou de eficácia bem
controlados que documentem sua ação clínica. Em muitos cães, a duração do efeito
é de apenas 2-3h. Portanto, se houver necessidade, a administração pode ser mais
frequente.
No tratamento de fobia a trovões, alguns cães podem ser beneficiados pela
administração de 0,02 mg/kg de clomipramina, 1 hora antes da tempestade, além do
alprazolam.
Os comprimidos de Niravam ® (ver Formulações) se dissolvem rapidamente e podem ser
mais fáceis de administrar a animais não cooperativos. Os comprimidos são facilmente
dissolvidos na língua, sem necessidade de adição de água, e podem ser partidos, o que
permite a obtenção de doses precisas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Em qualquer animal submetido a tratamento prolongado, monitore as enzimas hepáticas.
Formulações
O alprazolam é comercializado em comprimidos de 0,25, 0,5, 1 e 2 mg e em comprimidos
sulcados de 1 e 2 mg.
Comprimidos de dissolução rápida (Niravam ® ) são comercializados em doses de 0,25,
0,5, 1 e 2 mg e podem ser partidos, o que permite a administração de doses precisas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Em algumas formulações compostas, o medicamento é estável por até 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,025-0,1 mg/kg a cada 8h, por via oral. Em alguns pacientes, a administração é mais
frequente (a cada 4-6h).
Gatos
• 0,125 mg por gato a cada 12h, por via oral (1/2 do comprimido de 0,25 mg) ou
0,0125-0,025 mg/kg a cada 12h, por via oral, com administração até a cada 8h.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 2
No Brasil, o alprazolam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito
a notificação de Receita “B”.
Altrenogest
Nomes comerciais e outros nomes
Regu-Mate, Matrix
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O altrenogest é um hormônio progestágeno sintético ativo. Como agonista de receptores da
progesterona, é usado principalmente na supressão do estro em animais. Tal supressão
permite a ocorrência previsível do estro após a interrupção do tratamento. Portanto,
o altrenogest é empregado para indução do ciclo estral normal, facilitando a reprodução
programada. Quando o tratamento é iniciado, 95% das éguas apresentarão supressão
do ciclo estral em 3 dias.
Indicações e Usos Clínicos
O altrenogest é indicado para supressão do estro, facilitando a indução de um novo ciclo. É
usado em éguas para facilitar a reprodução programada. Este hormônio sintético é também
empregado para supressão do estro em éguas atletas. Quando o tratamento é interrompido,
as éguas de ciclo regular retornam ao estro dentro de 4 a 5 dias, continuando normalmente
a atividade reprodutiva.
Em suínos, o altrenogest é usado para sincronização do estro em marrãs sexualmente
maduras que tenham apresentado pelo menos um ciclo estral. Não administre a marrãs com
história prévia de inflamação uterina ou com tal inflamação presente (ou seja, endometrite
aguda, subaguda ou crônica).
Informações sobre Precaução
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais prenhes. Os profissionais que manipulem o altrenogest,
principalmente as mulheres, devem usar luvas e evitar contato com o medicamento,
pois o altrenogest pode ser absorvido pela pele intacta. O altrenogest não deve ser usado
em éguas ou marrãs com história prévia de problemas uterinos (metrite).
Instruções de Uso
Administre uma dose de altrenogest por dia, durante 15 dias, por via oral, misturado
à ração, ou diretamente na língua da égua. Em marrãs, administre misturado à ração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais de atividade estral. Em casos de superdosagem, monitore o hemograma.
Formulações
O altrenogest é comercializado em solução oleosa a 0,22% (2,2 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relatos de dose para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,044 mg/kg (ou 1 mL para cada 50 kg), por via oral, uma vez ao dia, durante 15 dias.
Suínos
Administre 6,8 mL (15 mg de altrenogest) pela manhã uma vez ao dia, durante 14 dias
consecutivos, colocando o medicamento sobre a porção diária de ração.
Informações sobre Restrição Legal
Não se deve administrar a éguas destinadas ao consumo humano. As marrãs não devem ser
abatidas para consumo humano por 21 dias após o último tratamento. Não administre
a outros animais destinados ao consumo humano.
Alumínio, Hidróxido de e Carbonato de Alumínio
Nomes comerciais e outros nomes
Gel de hidróxido de alumínio (Amphogel) e gel de carbonato de alumínio (Basalgel)
Medicamentos comercializados no Brasil
Há vários medicamentos contendo estes princípios ativos associados a outros com a
mesma propriedade antiácida (h) .
Classificação funcional
Antiácido
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O alumínio é um antiácido e se liga ao fosfato presente no intestino. É usado
em formulações como hidróxido de alumínio e carbonato de alumínio.
Indicações e Usos Clínicos
Um uso comum do hidróxido de alumínio se deve às suas propriedades antiácidas para
o tratamento ou controle de úlceras gastrointestinais. Além disso, é empregado como ligante
de fosfato. É indicado para animais com hiperfosfatemia associada a insuficiência renal
crônica, frequentemente combinado a dietas livres de fósforo. Em virtude da baixa
disponibilidade de medicamentos contendo alumínio, outras substâncias são usadas para
a redução da hiperfosfatemia, como o carbonato de cálcio e o citrato de cálcio.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Estes compostos contendo alumínio geralmente são seguros. No entanto, é possível que
estas substâncias possam aumentar os níveis sistêmicos de alumínio, o que pode provocar
algumas formas de intoxicação pelo metal. Em medicina veterinária, não há evidências
deste fenômeno como empecilho clínico.
Contraindicações e Precauções
O alumínio diminui a absorção oral de alguns medicamentos (p. ex., fluoroquinolonas,
tetraciclinas). Em caso de uso concomitante de fluoroquinolonas, deve-se aventar
a possibilidade de separação das doses orais.
Interações Medicamentosas
O alumínio se liga a alguns medicamentos, quelando-os e impedindo sua absorção
gastrointestinal. Entre estes, incluem-se as tetraciclinas e as quinolonas.
Instruções de Uso
Doses antiácidas são administradas para neutralizar a acidez estomacal, mas a duração
da supressão ácida é curta. Embora o hidróxido de alumínio seja comumente usado para
a prevenção da hiperfosfatemia, pode não ser comercializado por algumas farmácias. Nesta
indicação, o hidróxido de alumínio pode ser substituído por citrato de cálcio ou carbonato
de cálcio.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Os níveis plasmáticos de fosfato devem ser monitorados para determinar o sucesso
do tratamento.
Formulações
O gel de hidróxido de alumínio é comercializado em suspensão oral a 64 mg/mL e
comprimidos de 600 mg. O gel de carbonato de alumínio é comercializado em cápsulas
(equivalentes a 500 mg de hidróxido de alumínio). Nota: Os medicamentos à base de
alumínio podem não ser mais comercializados por várias empresas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Gel de hidróxido de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as
refeições)
• Gel de carbonato de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as
refeições)
Gatos
• Gel de hidróxido de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as
refeições)
• Gel de carbonato de alumínio: 10-30 mg/kg a cada 8 horas por via oral (com as
refeições)
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Antiácido: 60 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações de regulamentação disponíveis. Em animais de produção, os resíduos
derivados da administração geralmente não são preocupantes. No entanto, nos EUA, para
uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,
no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Amantadina
Nome comercial e outros nomes
Symmetrel e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Mantidan (h)
Classificação funcional
Antiviral
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A amantadina é um medicamento com atividade antiviral. Sua ação contra vírus não é
completamente conhecida. Em humanos, tem sido empregada para tratamento de outras
doenças (p. ex., mal de Parkinson), e seus efeitos são atribuídos ao aumento
da concentração de dopamina no sistema nervoso central (SNC). No entanto, é também um
antagonista do receptor de N-metil-D-aspartato (NMDA). Como antagonista do NMDA,
reduz a tolerância a outros analgésicos (p. ex., opiáceos), mas é provável que a amantadina
não apresente muitas propriedades analgésicas quando administrada de modo isolado. Em
medicina veterinária, a farmacocinética não foi investigada, mas a amantadina é
completamente absorvida quando administrada por via oral em humanos e atravessa
a barreira hematoencefálica.
Indicações e Usos Clínicos
A amantadina é uma substância antiviral usada para tratamento das infecções por
influenza em seres humanos. Em nossa espécie, é também usada para tratamento do mal
de Parkinson e de manifestações extrapiramidais, principalmente daquelas induzidas por
medicamentos. A amantadina também tem sido empregada no controle da fraqueza
muscular em indivíduos com esclerose múltipla. No entanto, em medicina veterinária
é usada principalmente para tratamento da dor em cães e gatos. A amantadina
é administrada para controle da dor quando outros medicamentos tiverem sido ineficazes
ou ainda como parte de protocolos analgésicos multimodais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Intoxicações não foram observadas em cães e gatos até a administração de doses pelo
menos duas vezes superiores às recomendadas. Em raras ocasiões, efeitos colaterais como
estados de ansiedade e secura na boca foram observados. Em seres humanos, foram
relatados tontura, confusão e outros distúrbios do sistema nervoso central (SNC).
Contraindicações e Precauções
Em animais de laboratório, a amantadina é embriotóxica e teratogênica em altas doses.
Evite seu uso em gestantes.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros medicamentos que elevem a concentração de dopamina (p. ex.,
selegilina). O uso concomitante a outros estimulantes do SNC pode exacerbar os efeitos
dessas substâncias.
Instruções de Uso
No tratamento da dor, a amantadina pode não ser eficaz quando usada isoladamente.
Para melhores resultados, associe a outro agente analgésico (p. ex., AINEs). Os efeitos
antivirais não foram adequadamente explorados em animais. Em seres humanos, a dose
antiviral é de 1,5-3 mg/kg uma ou duas vezes ao dia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A amantadina é comercializada em cápsulas de 100 mg, comprimidos de 100 mg e xarope
de 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3 mg/kg a cada 24 horas, via oral, para tratamento da dor, podendo-se chegar a
5 mg/kg em alguns casos. Em pacientes cirúrgicos, a amantadina foi usada durante 21
dias após o procedimento.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não se deve administrar a animais de produção destinados ao consumo humano. Não há
informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas
de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, a amantadina está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Amicacina
Nomes comerciais e outros nomes
Amiglyde-V (v) , Amikin (h)
Medicamentos comercializados no Brasil
Sulfato de amicacina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico aminoglicosídeo. Inibe a síntese proteica bacteriana por meio da ligação
à subunidade ribossomal 30S. A amicacina é bactericida e apresenta amplo espectro de ação,
exceto contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A amicacina pode ser ativa contra
muitas bactérias, principalmente bacilos Gram-negativos, os quais são resistentes a outros
fármacos. A amicacina parece ter mais atividade do que a gentamicina contra muitas
bactérias Gram-negativas, principalmente as espécies entéricas. Na maioria dos animais, a
meia-vida da amicacina é curta (1-2 horas) e seu volume de distribuição reflete o volume
da água corpórea extracelular (p. ex., 200-250 mL/kg). A amicacina não é absorvida
quando administrada por via oral.
Indicações e Usos Clínicos
A amicacina é indicada para tratamento de infecções bacterianas, principalmente
de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas. Nos casos em que seja provável a
resistência à gentamicina, a amicacina pode substituí-la. Em equinos, a amicacina também é
administrada in loco, como lavagem intrauterina, para o tratamento de metrite e outras
infecções genitais provocadas por bactérias Gram-negativas. Além disso, a amicacina
é também empregada na perfusão regional de membros.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A nefrotoxicidade é o principal fator dose-limitante da amicacina. Certifique-se de que os
pacientes apresentam equilíbrio hidroeletrolítico adequado durante a terapia.
Ototoxicidade e vestibulotoxicidade podem também ser observadas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais que apresentem insuficiência renal ou desidratação.
Interações Medicamentosas
Não misture, na mesma seringa ou frasco, a outros antibióticos. A amicacina
é incompatível com outros medicamentos e compostos quando misturada na mesma
seringa ou no mesmo frasco. Este fato é particularmente importante durante
a administração associada de antibióticos. Associada a anestésicos, a amicacina pode
provocar bloqueio neuromuscular.
Instruções de Uso
A administração de uma dose por dia maximiza o pico da concentração inibitória mínima
(MIC). Avente a possibilidade de monitoramento terapêutico, com o objetivo de reduzir o
risco de danos renais. A atividade contra algumas bactérias (p. ex., Pseudomonas) é maior
quando a amicacina é associada a antibióticos beta-lactâmicos. A nefrotoxicidade é maior
quando os níveis orgânicos mínimos são persistentemente elevados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: a MIC, segundo a CLSI (The Clinical and Laboratory Standards
Institute), é ≤ 16 μg/mL. Monitore as concentrações séricas de ureia e creatinina e a urina
quanto à presença de evidências de nefrotoxicidade. As concentrações plasmáticas
ou séricas do medicamento podem ser monitoradas para detecção de problemas
relacionados à depuração sistêmica (clearance). Em pacientes submetidos à administração
uma vez ao dia, os níveis sistêmicos mínimos devem ficar abaixo do limite de detecção.
Como alternativa, podem-se mensurar a meia-vida e a depuração do medicamento
em amostras obtidas 1 hora e 2 a 4 horas após a administração. Na maioria dos animais,
a depuração deve ficar acima de 1,0 mL/kg/min e a meia-vida deve ser inferior a 2 horas.
Formulações
A amicacina é comercializada em soluções injetáveis de 50 ou 250 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A amicacina
é instável quando associada a outros medicamentos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15-30 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• 10-14 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Adultos: 4,4-6,6 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou intramuscular,
ou 10 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
• Potros: 20-25 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa ou intramuscular, ou
6,6 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
• Uso intrauterino: administre 2 g (8 mL) diluídos em 200 mL de solução salina estéril
no útero, uma vez ao dia, durante 3 dias.
• Perfusão regional de membro: as doses variam de 125 a 500 mg por membro, diluídas
em 60 mL de soro fisiológico.
Bovinos
• Adultos: 10 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
• Bezerros (< 2 semanas de vida): 20 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa
ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de interrupção da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos para uso extrabula. É de se esperar persistência prolongada do antibiótico em
tecidos (principalmente renais) após a administração. A amicacina, assim como outros
antibióticos aminoglicosídeos, não deve ser administrada a animais produtores de alimentos,
dado o risco de resíduos. Caso doses extrabula tenham sido administradas, o tempo de
interrupção do tratamento para carne pode ser longo, de até 18 meses. Nos EUA, contate o
FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723) para obter informações
específicas sobre os tempos de interrupção da terapia.
Aminofilina
Nome comercial e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Aminofilina Sandoz (h) , Minoton (h) , Aminifilina (g)
Classificação funcional
Broncodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Broncodilatador. A aminofilina é um sal derivado da teofilina, formulada de modo
a aumentar a absorção oral sem efeitos colaterais gástricos. É convertida em teofilina após
a ingestão. Seu mecanismo de ação e outras propriedades são similares aos da teofilina. Ver
Teofilina. A ação da teofilina se dá por meio de inibição da fosfodiesterase e aumento do
AMP cíclico. Outros mecanismos anti-inflamatórios podem também ser responsáveis pelos
efeitos clínicos da aminofilina.
Indicações e Usos Clínicos
A aminofilina é indicada para controle de constrição reversível das vias aéreas, na prevenção
de broncoconstrição e como adjuvante no tratamento de outras doenças respiratórias. Seus
usos são similares às indicações da teofilina, da qual é derivada. Em gatos, cães e equinos, a
aminofilina é empregada para tratamento de doença inflamatória das vias aéreas (asma
felina). Em cães, é também usada no tratamento de colapso de traqueia, bronquite e outras
doenças das vias aéreas. Não é eficaz em doenças respiratórias de bovinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A aminofilina provoca excitação e possíveis efeitos colaterais cardíacos quando usada em
altas concentrações. Entre os efeitos colaterais cardíacos incluem-se taquicardia e
arritmias. Reações adversas gastrointestinais incluem náuseas, vômitos e diarreia, e no
sistema nervoso central a aminofilina pode provocar excitação, tremores e convulsões.
Contraindicações e Precauções
Embora os efeitos adversos pareçam ocorrer com maior frequência em humanos do que
em pequenos animais, use com cautela em indivíduos com arritmias cardíacas
ou suscetíveis a convulsões. Em equinos, a administração intravenosa pode provocar
excitação.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em associação com outros inibidores da fosfodiesterase, como
o sildenafil (Viagra) e o pimobendam. Muitos medicamentos inibem o metabolismo da
teofilina e podem aumentar suas concentrações (p. ex., cimetidina, eritromicina,
fluoroquinolonas e propranolol). Alguns medicamentos reduzem as concentrações
de aminofilina, por aumentarem sua biotransformação (p. ex., fenobarbital e rifampina).
Instruções de Uso
O monitoramento terapêutico da teofilina é recomendado para administração de doses
precisas durante o tratamento crônico. Ao administrar sais ou outras formulações
de teofilina, ajuste a dose de acordo com a dose do composto original.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações plasmáticas de teofilina devem ser monitoradas em pacientes submetidos
ao tratamento com aminofilina. As concentrações plasmáticas ideais variam de 10 a
20 μg/mL, mas os efeitos clínicos podem ser observados com a administração de doses
baixas, como 5 μg/mL.
Formulações
A aminofilina é comercializada em comprimidos de 100 e 200 mg e solução injetável
a 25 mg/mL. Uma dose de 25 mg/mL de aminofilina anidra equivale a 19,7 mg de teofilina
anidra por mililitro.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
As formulações orais compostas são estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, intramuscular ou intravenosa.
Gatos
• 6,6 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento de obstrução recorrente das vias aéreas: dose inicial de 12 mg/kg, seguida
de 5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Embora a aminofilina tenha sido
administrada por via intravenosa a equinos, esta via foi associada a excitação e
inquietação. A administração intravenosa deve ser feita de maneira lenta.
Bovinos
• 10 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa, ou 23 mg/kg, por via oral, em dose única.
Informações sobre Restrição Legal
Bovinos: o período de carência para interrupção da terapia em animais destinados
ao consumo humano não foi estabelecido.
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula
com estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número
1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Aminopentamida
Nome comercial e outros nomes
Centrine
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticolinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antidiarreico. Anticolinérgico (bloqueia a acetilcolina em sinapses
parassimpáticas). Tal como outros medicamentos anticolinérgicos desta classe,
a aminopentamina bloqueia receptores muscarínicos. Devido a esse bloqueio, os efeitos
da acetilcolina são interrompidos, inibindo as secreções gastrointestinais (GI) e a motilidade
da musculatura lisa. As funções glandulares e respiratórias, além de outras funções
fisiológicas, podem também ser afetadas. A aminopentamina é um medicamento antigo, que
hoje é pouco empregado no tratamento de diarreias ou doenças gastrointestinais.
Indicações e Usos Clínicos
A aminopentamina tem sido usada para redução da motilidade gastrointestinal das
secreções gástricas em animais. É também empregada para tratamento de diarreias, mas seu
uso prolongado com este propósito não é recomendado.
Instruções de Uso
As orientações de dose são baseadas nas recomendações dos fabricantes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a ocorrência de problemas causados pela estase intestinal provocada pelo efeito
anticolinérgico.
Formulações
A aminopentamina é comercializada em comprimidos de 0,2 mg e solução injetável
a 0,5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,01-0,03 mg/kg a cada 8-12 horas, por via intramuscular, subcutânea ou oral.
Gatos
• 0,1 mg/kg a cada 8-12 horas, por via intramuscular, subcutânea ou oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Amitraz
Nome comercial e outros nomes
Mitaban
Medicamentos comercializados no Brasil
Acarmic (v) , Amiphos (v) , Amipur (v) , Amitraz (v) , Bovitraz (v) , Charmdog (v) , Carvet (v) ,
Ectop (v) , Ectraz (v) , Nokalt (v) , Tacplus (v) , Triatox (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Ectoparasiticida. O amitraz inibe a enzima monoamina oxidase (MAO) de ácaros.
Os mamíferos são resistentes a tal inibição. No entanto, o amitraz pode interagir com outros
inibidores da MAO (iMAOs).
Indicações e Usos Clínicos
O amitraz é indicado para tratamento tópico de infestações por ácaros, inclusive Demodex. É
aplicado por via tópica, em banhos de imersão ou com o auxílio de esponjas. Não deve ser
administrado sistemicamente. A dose recomendada é eficaz na maioria dos animais;
no entanto, em casos mais resistentes de sarna demodécica, foram empregadas dosagens
mais elevadas. O aumento da dose eleva a possibilidade de ocorrência de efeitos adversos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O amitraz provoca sedação em cães devido a atividade agonista em receptores alfa2-
adrenérgicos; esse efeito pode ser revertido por meio da administração de ioimbina ou
atipamezol. Com o uso de altas doses, foram relatados outros efeitos colaterais, inclusive
prurido, poliúria/polidipsia, bradicardia, hipotensão, bloqueio cardíaco, hipotermia,
hiperglicemia e (raramente) convulsões.
Contraindicações e Precauções
Efeitos adversos são mais comumente observados quando são administradas doses
elevadas.
Interações Medicamentosas
Não se deve associar a outros iMAOs, como a selegilina (Deprenyl, Anipryl), ou a outros
alfa2-agonistas.
Instruções de Uso
De início, deve-se empregar a dose estabelecida pelo fabricante, mas, em casos refratários,
pode-se exceder a essa dose, para aumentar a eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Realize raspados cutâneos periódicos para detecção de ácaros.
Formulações
O amitraz é comercializado em solução concentrada de 10,6 mL (19,9%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10,6 mL/7,5 mL de água (solução a 0,025%). Faça 3-6 aplicações tópicas, a intervalos
de 14 dias. Em casos refratários, excedeu-se a esta dose, para aumentar a eficácia.
Entre as dosagens utilizadas estão as de concentração de 0,025%, 0,05% e 0,1%,
aplicadas uma ou duas vezes por semana. Em casos refratários ao tratamento, foi usada
a dose de 0,125% de concentração, aplicada em metade do corpo do cão em um dia e,
no dia seguinte, sobre a outra metade. Esse esquema alternado foi repetido todos os
dias durante 4 semanas ou até 5 meses para obtenção da cura, mas sua realização só
deve ser aventada em casos extremos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Não há necessidade de instituição de tempo de carência em animais destinados
ao consumo humano.
No entanto, o FARAD (1-888-873-2723) recomenda a interrupção do tratamento
21 dias antes do abate.
Os tempos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos (uso extrabula).
Amoxicilina
Nomes comerciais e outros nomes
Amoxicilina: Amoxi-Tabs, Amoxi-Drops, Amoxi-Inject, Robamox-V, Biomox e outras
marcas. Amoxil, Trimox, Wymox, Polymox (preparação humana), Amoxicilina trihidratada,
marcas genéricas.
Medicamentos comercializados no Brasil
Amoxcil (h) , Velamos (h) , Amoxicilina (g) , Amoxan (v) , Bactrosina (v) , Biomox (v) , B-
Lacmox (v) , Clamoxyl (v) , Farmaxilin (v) , Suramox (v) , Trimoxil (v) , Vetrimoxin (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. A amoxicilina inibe a síntese da parede celular bacteriana.
De modo geral, seu espectro de ação é estreito, e inclui estreptococos e estafilococos não
produtores de beta-lactamase, além de outros cocos e bacilos Gram-positivos. Muitas cepas
de Staphylococcus são resistentes por produzirem a enzima beta-lactamase. A maioria
dos bacilos entéricos Gram-negativos de Enterobacteriaceae é resistente. Entre as bactérias
Gram-negativas suscetíveis incluem-se algumas espécies de Proteus, Pasteurella multocida e
Histophilus. A resistência entre bactérias Gram-negativas é comum.
Em cães, o pico de concentração, a meia-vida, o volume de distribuição e a depuração
(clearance) são 11 μg/mL; 1,3 hora; 0,72 L/kg; e 6,5 mL/kg/min, respectivamente. Em
gatos, esses valores são 12 μg/mL; 1,4 hora; 1,05 L/kg; e 7,8 mL/kg/min, respectivamente.
Em pequenos animais, a absorção oral da amoxicilina é maior do que a de ampicilina (em
alguns animais, duas vezes maior). A absorção oral da amoxicilina em cavalos adultos é
inferior a 10%; sendo assim, a administração deste antibiótico por esta via não é
recomendada.
Indicações e Usos Clínicos
A amoxicilina é usada em todas as espécies para tratamento de diversas infecções, inclusive
infecções do trato urinário inferior, infecções em tecidos moles e pneumonias. Geralmente é
mais eficaz nas infecções causadas por bactérias Gram-positivas. Uma vez que sua meia-vida
é curta, a administração deve ser frequente no tratamento de infecções provocadas por
microrganismos Gram-negativos. Além disso, o ponto de perda de suscetibilidade é maior em
bactérias Gram-negativas do que em Gram-positivas. Em equinos, sua absorção oral é
inferior a 10%; assim sendo, a amoxicilina não é adequada para tratamento de animais
adultos. Em potros, no entanto, a absorção oral é de 36%-43%. Em pequenos animais, esta
absorção é de 50%-60%.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A amoxicilina geralmente é bem tolerada. É possível a ocorrência de reações alérgicas.
Diarreia e vômitos são comumente observados durante o tratamento oral.
A administração oral a equinos ou bovinos pode provocar diarreia e/ou enterite.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a fármacos similares à penicilina.
Interações Medicamentosas
Não associe a medicamentos em formulações compostas.
Instruções de Uso
As recomendações de dose variam, dependendo da suscetibilidade da bactéria e do local
da infecção. De modo geral, administração mais frequente ou doses mais altas são
necessárias para o tratamento de infecções causadas por microrganismos Gram-negativos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: o CLSI (The Clinical and Laboratory Standards Institute)
recomenda o uso de ampicilina no teste de suscetibilidade à amoxicilina. O ponto de perda
de suscetibilidade de microrganismos sensíveis é, segundo o CLSI, ≤ 0,25 μg/mL para
estafilococos, estreptococos e bacilos Gram-negativos. Para patógenos do trato urinário em
cães, o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL e, para microrganismos que infectam
bovinos, ≤ 0,25 μg/mL. Para os patógenos do trato respiratório de equinos (estreptococos), o
ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 0,25 μg/mL.
Formulações
A amoxicilina é comercializada em comprimidos de 50, 100, 150, 200 e 400 mg e
em cápsulas de 250 e 500 mg (preparações para uso humano).
A amoxicilina triidratada é comercializada em comprimidos de 50, 100, 200 e 400 mg,
suspensão oral a 50 mg/mL e solução injetável a 250 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. As suspensões líquidas para
administração oral são estáveis por 14 dias. Outras formulações devem ser protegidas
da umidade. A estabilidade é ótima a pH de 5,8-6,5. Acima desse pH, há hidrólise.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 6,6-20 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros
• Não ruminantes: 10-22 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.
Bovinos e Equinos
• 6,6-22 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral (suspensão). Observação: em animais de
grande porte, a amoxicilina não é bem absorvida quando administrada por via oral
(exceto em potros); de modo geral, esta via não é utilizada.
Informações sobre Restrição Legal
Intervalo de carência do tratamento: (apenas para bovinos) 25 dias para carne, 96 horas
para leite. Infusão intramamária de amoxicilina: intervalo de carência do tratamento
de 12 dias para carne e 60 horas para leite.
Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
Nomes comerciais e outros nomes
Clavamox (preparação para uso humano) e Augmentin (preparação para uso veterinário)
Medicamentos comercializados no Brasil
Amoxicilina + Clavulanato de Potássio (g) , Synulox (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico beta-lactâmico + inibidor da beta-lactamase (clavulanato de potássio).
A atividade e o espectro de ação da amoxicilina foram anteriormente descritos.
O clavulanato, isoladamente, não tem efeitos antibacterianos, mas é um potente inibidor da
enzima beta-lactamase responsável pela resistência de bactérias Gram-negativas e Grampositivas.
A adição de clavulanato à amoxicilina aumenta o espectro de ação do antibiótico,
incluindo cepas de Staphylococcus produtoras de beta-lactamase (não resistentes à
meticilina) e muitas cepas de bacilos Gram-negativos.
Indicações e Usos Clínicos
A associação de amoxicilina + clavulanato é um antibacteriano de amplo espectro usado
no tratamento de infecções cutâneas e de tecidos moles, do trato urinário inferior e das
vias respiratórias. Este medicamento é indicado para tratamento de infecções bacterianas
(Gram-positivas e Gram-negativas) que podem ser resistentes à amoxicilina devido
à produção de beta-lactamase.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A associação de amoxicilina + clavulanato é geralmente bem-tolerada. A ocorrência
de reações alérgicas é possível. É comum a observação de diarreia durante o tratamento
por via oral, e foram observados vômitos em alguns animais. O aumento da dose de
clavulanato devido a sua maior proporção em algumas formulações eleva a probabilidade
de ocorrência de vômitos.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em animais alérgicos a antibióticos similares à penicilina. Em equinos e
ruminantes, a administração oral pode causar diarreia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As recomendações de dose variam, dependendo da suscetibilidade da bactéria e
da localização da infecção. De modo geral, são necessárias administração mais frequentes
ou doses mais altas para o tratamento de infecções causadas por microrganismos Gramnegativos.
Muitos veterinários administram o dobro da dose recomendada pelo fabricante
para tratamento de infecções cutâneas (ou seja, 25 mg/kg a cada 12 horas). As formulações
para uso humano, para administração oral, são ocasionalmente substituídas por
medicamentos de uso veterinário. Observe que os antibióticos de uso veterinário contêm
amoxicilina e clavulanato na relação de 4:1. Nas formulações para humanos (Augmentin),
essas proporções variam de 2:1 a 7:1.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and
Laboratory Standards Institute (CLSI) é ≤ 0,25/0,12 μg/mL para estafilococos,
estreptococos, E. coli e Pasteurella multocida (“/” distingue as concentrações de amoxicilina e
clavulanato).
Formulações
A associação de amoxicilina + clavulanato é comercializada em formulações para uso
veterinário: comprimidos de 62,5, 125, 250 e 375 mg e suspensão a 62,5 mg/mL, com
relação entre os compostos de 4:1. Em formulações para seres humanos, esta associação
é comercializada em comprimidos de 250/125; 500/125; e 875/125 mg. Em
comprimidos mastigáveis, é comercializada a 125/31,25; 200/28,5; 250/62,5 e
400/57 mg e em suspensões orais de 125/31,25; 200/28,5; 250/62,5; e 400/57 mg em
5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e abaixo de 24 °C. Evite exposição
à umidade. Medicamentos reconstituídos para administração oral são estáveis por 10 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 12,5-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. (A dose é baseada na associação
de amoxicilina e clavulanato.)
Gatos
• 62,5 mg/gato a cada 12 horas, por via oral. Avente a possibilidade de administração de
três doses a cada 8 horas para tratamento de infecções provocadas por bactérias Gramnegativas.
Posologia para Grandes Animais
A associação de amoxicilina + clavulanato é comercializada apenas em formulações para
administração oral. Uma vez que estes componentes não são absorvidos por animais
de produção quando administrados por via oral, seu uso não é recomendado.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Acredita-se, porém, que os períodos
de carência para a interrupção do tratamento sejam similares aos da amoxicilina.
Ampicilina + Sulbactam
Nome comercial e outros nomes
Unasyn
Medicamentos comercializados no Brasil
Unasyn (h) , Ampicilina Sódica + Sulbactam Sódica (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O componente ampicilina apresenta o mesmo espectro e o mesmo mecanismo de ação
descrito para este antibiótico isolado. Esta formulação contém ampicilina e um inibidor
da enzima bacteriana betalactamase (sulbactam). O sulbactam apresenta atividade similar
à do clavulanato (associado à amoxicilina), mas não é tão ativo quanto este contra algumas
enzimas Gram-negativas (p. ex., expressas por genes TEM). Devido à adição de sulbactam,
seu espectro de ação é mais amplo do que o da ampicilina não associada, e inclui cepas
de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos produtores de betalactamase.
Indicações e Usos Clínicos
Esta combinação é indicada para tratamento de infecções bacterianas. Tem sido usada
no tratamento de infecções agudas, como pneumonia e sepse, e como profilático em
pacientes neutropênicos. Devido à adição de sulbactam, o espectro de ação é mais amplo do
que o da ampicilina isolada. Portanto, a associação é usada para o tratamento de infecções
em que pode haver resistência à ampicilina. A associação de ampicilina + sulbactam só pode
ser administrada em forma injetável. Para administração oral, a amoxicilina + clavulanato
(p. ex., Clavamox ® e Augmentin ® ) pode ser usada como alternativa.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos das penicilinas são mais comumente associados a alergias
a medicamentos. Tais reações podem variar de anafilaxia aguda após administração
intravenosa a outros sinais de reações alérgicas quando outras vias são utilizadas.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas.
Interações Medicamentosas
Não misture em frascos de outros medicamentos.
Instruções de Uso
As doses recomendadas variam, dependendo da suscetibilidade bacteriana e da localização
da infecção. De modo geral, no tratamento de infecções provocadas por Gram-negativos
pode ser necessária a administração de doses maiores e com maior frequência. Quando se
preparam as soluções injetáveis, a estabilidade depende da concentração. Soluções
concentradas (250 mg/mL) devem ser injetadas no intervalo de 1 hora após
a reconstituição, por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa lenta (ao longo
de 3 minutos). As soluções para administração intramuscular podem ser preparadas
com cloridrato de lidocaína, para reduzir a dor da injeção. Soluções menos concentradas
preparadas com líquidos de uso intravenoso (p. ex., 45 mg/mL) são estáveis por períodos
mais longos. Ver Estabilidade e Armazenamento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and
Laboratory Standards Institute (CLSI) é ≤ 8/4 μg/mL para estafilococos e bacilos Gramnegativos
(“/” distingue as concentrações de ampicilina e sulbactam). No entanto, o CLSI
recentemente reduziu o ponto de perda de suscetibilidade da amoxicilina + clavulanato, e
também é provável que o ponto da ampicilina + sulbactam seja menor.
Formulações
A associação de ampicilina + sulbactam é comercializada na relação de 2:1 para injeção e
frascos de 1,5 e 3 g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O conteúdo do frasco pode ser
reconstituído com água estéril para uso imediato e apresenta concentração de ampicilina
de 250 mg/mL. Esta solução deve ser usada no intervalo de 1 hora após a reconstituição. Ao
ser diluída em concentrações de 45 mg/mL com água estéril ou soro fisiológico a 0,9%, a
estabilidade se mantém por 8 horas à temperatura ambiente ou 48 horas sob refrigeração.
Em caso de preparo com solução de Ringer com lactato, a estabilidade se mantém por 8
horas à temperatura ambiente ou 24 horas sob refrigeração. A estabilidade ótima se dá com
pH de 5,8. Acima deste valor, ocorre hidrólise.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• As doses são similares às de ampicilina (quando baseadas neste componente), 10-
20 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Ruminantes
(As doses usadas devem ser as mesmas do componente ampicilina.)
• 6,6 mg/kg até 10-20 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência de tratamento foram determinados para a ampicilina, mas não para
o sulbactam. Uma vez que o sulbactam apresenta meia-vida similar à da ampicilina e é
pouco associado a efeitos tóxicos, sugere-se o uso dos intervalos listados para a ampicilina.
Período de carência para bovinos: 6 dias (carne); 48 horas (leite; em dose de 6 mg/kg).
Período de carência para suínos: no Canadá, 6 dias.
Ampicilina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Omnipen, Principen, Totacillin e Polycillin (preparações humanas), Omnipen-N,
Polycillin-N e Totacillin-N (preparações injetáveis) e Amp-Equine e Ampicilina triidratada
(Polyflex) (preparações veterinárias)
Medicamentos comercializados no Brasil
Agroplus (associação) (v),
(associação) (v) , Cloxambiotic (v) , Forticilina S (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Ampicilina Calbos (v) , Ampicilina Veterinária (v) , Bovigam
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. A ampicilina inibe a síntese da parede bacteriana. Seu espectro de
ação é pequeno e similar ao da amoxicilina. A ampicilina geralmente apresenta espectro de
ação que inclui estreptococos, estafilococos não produtores de betalactamase e muitos
outros cocos e bacilos Gram-positivos. Muitos estafilococos são resistentes devido à produção
de betalactamase. A maioria dos bacilos entéricos Gram-negativos pertencente a família
Enterobacteriaceae é resistente. Entre as bactérias Gram-negativas suscetíveis estão
algumas espécies de Proteus, Pasteurella multocida e Histophilus. Entre bactérias Gramnegativas,
a resistência é comum. O espectro de ação da ampicilina inclui bactérias Grampositivas
e Gram-negativas. No entanto, a ocorrência de resistência é comum,
principalmente entre bacilos e estafilococos entéricos Gram-negativos.
A farmacocinética da ampicilina indica que sua meia-vida é de aproximadamente 1-
1,5 hora na maioria dos animais. Em equinos, a meia-vida é de 0,6-1,5 hora após
a administração intravenosa, mas é maior após a administração intramuscular. Em bovinos,
quando a formulação triidratada é administrada por via intramuscular, produz menor pico
de concentração, mas maior meia-vida que é de 6,7 horas. Na maioria das espécies, o
volume de distribuição é de, aproximadamente, 0,2 L/kg. A depuração sistêmica (clearance)
é de cerca de 3-5 mL/kg/min. A absorção oral é inferior a 50% em cães e gatos e menor que
4% em equinos.
Indicações e Usos Clínicos
A ampicilina é indicada a pacientes com infecções causadas por bactérias suscetíveis, como
infecções cutâneas e de tecidos moles, do trato urinário inferior e pneumonias. Bactérias
Gram-positivas (à exceção de cepas de Staphylococcus produtoras de betalactamase) tendem
a ser suscetíveis à ampicilina. No entanto, infecções provocadas pela maioria das bactérias
Gram-negativas (à exceção de Pasteurella) geralmente são resistentes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos das penicilinas são mais comumente associados a alergias
medicamentosas. Tais reações podem variar da anafilaxia aguda após a administração
intravenosa a outros sinais de reações alérgicas, quando outras vias são utilizadas.
Quando usada como profilático em cirurgias, a ampicilina pode ser administrada por via
intravenosa a pacientes anestesiados sem afetar os parâmetros cardiovasculares. A
ampicilina administrada por via oral, principalmente em altas doses, pode provocar
diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas. A ampicilina contém 3 mEq de sódio
por grama.
Interações Medicamentosas
Não misturar em frascos de outros medicamentos.
Instruções de Uso
Os requerimentos de dose variam dependendo da suscetibilidade bacteriana. A ampicilina é
absorvida cerca de 50% menos do que a amoxicilina quando administrada por via oral. A
administração de doses maiores e com frequência maior pode ser necessária, para
o tratamento de infecções provocadas por bacilos e enterococos Gram-negativos.
Ao preparar as soluções injetáveis, a estabilidade é dependente da concentração.
Soluções concentradas (250 mg/mL) devem ser injetadas durante uma hora após
a reconstituição por vias intramuscular, subcutânea ou intravenosa lenta (3 minutos).
Soluções menos concentradas, preparadas com fluidos de uso intravenoso (p. ex.,
30 mg/mL) são estáveis por períodos mais longos. Ver Estabilidade e Armazenamento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade de microrganismos sensíveis é
≤ 0,25 μg/mL para estafilococos, estreptococos e bacilos Gram-negativos. Para patógenos
do trato urinário de cães, o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL e
para microrganismos que infectam bovinos, é ≤ 0,25 μg/mL. Para os patógenos do trato
respiratório de equinos (estreptococos), o ponto de perda de suscetibilidade é ≤
0,25 μg/mL.
Formulações
A ampicilina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg e em frascos de ampicilina
sódica contendo 125, 250 e 500 mg. O Amp-Equine é comercializado em frascos de 1 e 3 g
para injeção (no entanto, essa formulação não é mais produzida por alguns laboratórios).
A ampicilina triidratada (Polyflex) é comercializada em frascos com 10 e 25 mg para
injeção.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, em temperatura ambiente. A estabilidade da ampicilina
sódica reconstituída é dependente da concentração. Após a reconstituição com água estéril,
em concentração de 250 mg/mL, a solução é estável por 1 hora à temperatura ambiente. Ao
ser diluída em concentrações de até 30 mg/mL com soro fisiológico a 0,9% ou Ringer com
lactato (p. ex., em fluidos de administração intravenosa), a estabilidade é mantida por 8
horas à temperatura ambiente ou 72 horas sob refrigeração. Em caso de preparo com
solução de dextrose a 5% em água, a estabilidade é mantida por somente 1 hora. As
suspensões orais são estáveis por 14 dias se refrigeradas. A ampicilina triidratada para injeção
é estável por 12 meses sob refrigeração e por 3 meses à temperatura ambiente. Outras
formulações devem ser protegidas da umidade. A estabilidade ótima se dá em pH 5,8.
Acima deste valor ocorre hidrólise.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10-20 mg/kg a cada 6-8h por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea ou 20-
40 mg/kg a cada 8h por via oral. Doses elevadas, de 100 mg/kg, foram usadas
em algumas infecções resistentes, como aquelas provocadas por enterococos.
Ampicilina Triidratada
Cães
• 10-50 mg/kg a cada 12-24 horas, por vias intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• 10-20 mg/kg a cada 12-24 horas, por vias intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 6,6 mg/kg, até 10-20 mg/kg, a cada 6-8 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.
• Infecção refratária: até 25-40 mg/kg acada 6-8 horas.
Bovinos (Adultos e Bezerros)
Ampicilina Triidratada
• 4,4 a 11 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos: 6 dias (carne); 48 horas (leite; em dose de 6 mg/kg).
Intervalos de interrupção do tratamento em suínos: No Canadá, 6 dias.
Amprólio
Nomes comerciais e outros nomes
Amprol e Corid
Medicamentos comercializados no Brasil
Amprocox (v) , Amprolbase (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiprotozoário. Este medicamento é um análogo estrutural da vitamina B1,
a tiamina. O amprólio antagoniza a tiamina nos parasitas, sendo usado para tratamento
das coccidioses.
Indicações e Usos Clínicos
O amprólio é usado no controle e tratamento de coccidioses em bovinos, ovinos, caprinos,
cães filhotes e aves. É administrado por via oral, geralmente misturado ao alimento.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Intoxicações são observadas apenas quando são administradas altas doses. Os sinais
associados ao sistema nervoso central são provocados por deficiência de tiamina, que
pode ser revertida pela adição desta vitamina ao alimento.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais debilitados.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O amprólio é geralmente administrado ao gado como suplemento alimentar. Em cães,
30 mL de amprólio a 9,6% foram adicionados a 3,8 L de água de bebida para controle de
coccidioses.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O amprólio é comercializado em solução oral a 9,6% (9,6 g/100 mL) e em pó solúvel,
em embalagem de 22,6 g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A estabilidade
de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Tratamento de coccidiose: adicione 1,25 g de amprólio a 20% em pó à ração
diariamente, ou 30 mL de solução de amprólio a 9,6% a 3,8 L de água de bebida
durante 7 dias (água medicada não utilizada no prazo de 24 horas deve ser
descartada).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Prevenção de coccidiose: 5 mg/kg a cada 24 horas, durante 21 dias.
• Tratamento de coccidiose: 10 mg/kg a cada 24 horas, durante 5 dias, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Intervalos de interrupção do tratamento em bovinos (carne): 24 horas antes do abate.
No Brasil, o período de carência estipulado é de 3 a 5 dias para animais destinados
ao consumo humano, dependendo da formulação empregada.
Em bovinos pré-ruminantes, não foi estabelecido intervalo de interrupção do
tratamento com amprólio. Não administre a bezerros a serem processados como vitela.
Anfotericina B
Nomes comerciais e outros nomes
Fungizone (formulação tradicional) e formas lipossomais: Amphotec, ABLC, ABCD,
Abelcet e AmBisome.
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de Tetraciclina + Anfotericina B (associação) (g)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico. A anfotericina B é um agente antifúngico usado no tratamento
de micoses sistêmicas. O fármaco liga-se ao ergosterol da membrana celular do fungo,
levando a perda de sua integridade, extravasamento do conteúdo celular e morte
do patógeno. A anfotericina B é ativa contra a maioria dos fungos e alguns protozoários.
Existe uma formulação convencional de anfotericina B desoxicolato, usada com maior
frequência em medicina veterinária. É mais barata, mas muito tóxica. Atualmente, existem
formulações lipossomais de anfotericina B. Esses medicamentos são amplamente utilizados
em seres humanos, mas pouco empregados em medicina veterinária devido a seu alto custo.
Tais formulações lipossomais são menos tóxicas do que as convencionais, e são baseadas em
complexos lipídicos ou de colesteril, o que permite a administração de doses maiores com
menor nefrotoxicidade. A anfotericina B em complexo lipídico (Abelcet ® , ABLC ® ) é uma
suspensão do fármaco complexado a dois fosfolipídeos, em concentração de 100 mg/20 mL.
Esta formulação é segura e eficaz no tratamento da blastomicose em cães, em dose
cumulativa de 8-12 mg/kg, com administração de 1 mg/kg em dias alternados.
A anfotericina B em complexo com colesteril sulfato (Amphotec ® , ABCD ® ) é uma dispersão
coloidal do fármaco. É eficaz em estudos em que foi administrada em doses maiores do que
as formulações convencionais de anfotericina B. A anfotericina B em complexo lipossomal
(AmBisome ® ) é uma formulação lipossomal unilaminar. Quando reconstituída, produz
pequenas vesículas de anfotericina B encapsulada. Esta formulação foi usada de maneira
segura e eficaz em alguns cães com blastomicose.
Indicações e Usos Clínicos
A anfotericina B é indicada para tratamento de diversas micoses sistêmicas. É usada
no tratamento de blastomicose, coccidioidomicose e histoplasmose. Em cães, é também
usada no tratamento de leishmaniose. Pode ser administrada para tratamento
de aspergilose, mas seu uso em medicina veterinária é incomum e algumas espécies
de Aspergillus são resistentes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A anfotericina B produz nefrotoxicidade dependente da dose. Também provoca febre,
flebite e tremores. A nefrotoxicidade depende da dose e é cumulativa. Sua ocorrência é
mais provável durante o uso de doses cumulativas ou superiores a 6 mg/kg. Com o uso
repetido, a anfotericina B pode levar à perda de potássio, dada sua ação no ducto coletor.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes nefropatas ou em quem a depuração renal não seja
conhecida. Não use em pacientes desidratados ou com desequilíbrios eletrolíticos.
Interações Medicamentosas
Ao preparar soluções intravenosas, não misture a anfotericina B a soluções eletrolíticas;
em vez disso, utilize água com dextrose a 5%. A nefrotoxicidade é maior quando
a anfotericina B é administrada com aminoglicosídeos.
Instruções de Uso
Administre por via intravenosa diluída em água com dextrose a 5% e monitore
cuidadosamente a função renal. Antes do tratamento, administre solução de cloreto de
sódio por via intravenosa, reduzindo o risco de nefrotoxicidade. Em um estudo,
a anfotericina B foi administrada por via subcutânea (Aust Vet J, 73: 124, 1996). A solução
de anfotericina B foi reconstituída (um frasco de 50 mg em 40 mL de água estéril), com
adição de 10 mL de Intralipid a 10% (óleo de soja). Esta solução foi administrada, em dose
de 1-2 mg/kg, para o tratamento de leishmaniose sistêmica. Em outras indicações, esta
solução foi administrada em dose de 1-2,5 mg/kg, duas vezes por semana, por 8-10
tratamentos. Este complexo lipossomal de anfotericina B foi usado em um estudo
no tratamento de infecção por Leishmania infantum em cães, em dose de 3-3,3 mg/kg.
Embora a melhora clínica tenha sido rápida, os cães continuaram positivos para a doença.
Durante a administração de formulações de anfotericina B lipossomal, siga cuidadosamente
as instruções do rótulo. Para a administração de Abelcet ® , a diluição em dextrose a 5%
a 1 mg/mL foi infundida ao longo de 1-2 horas.
Para uso intratecal, administre apenas a formulação convencional. Comece com
0,05 mg (dose total) a cada 48 horas, e aumente para 0,1 e 0,2 mg (dose total) caso o
medicamento seja bem tolerado pelo animal. Prepare a solução intratecal a partir da solução
a 5 mg/mL em água estéril, diluindo-a ainda mais a 0,25 mg/mL pela adição de 1 mL
(5 mg) da solução a outros 19 mL de dextrose a 5%. Injete-a diretamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Durante o tratamento, monitore cuidadosamente a função renal. Após a terapia, alguns
animais apresentam aumento da concentração de creatinina e ureia. A azotemia persistente
pode ser motivo para interrupção do tratamento e substituição da anfotericina B por outro
antifúngico. Podem ser observadas hipocalemia e hipomagnesemia, devidas a acidose
tubular renal.
Formulações
A forma convencional da anfotericina B é comercializada em frascos de 50 mg
para administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
A anfotericina B é estável quando armazenada no frasco original. A solução para
administração intravenosa é fotossensível, devendo ser protegida durante a infusão.
Armazene as soluções reconstituídas sob refrigeração. No entanto, soluções não refrigeradas
podem ser estáveis por até 1 semana. O pH ideal é de 6-7.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Formulação convencional: 0,5 mg/kg a cada 48 horas, por via intravenosa (infusão lenta),
até uma dose cumulativa de 4-8 mg/kg. As formulações lipossomais são administradas em
dose de 3 mg/kg/dia, à taxa de mais de 60-120 minutos por 9-12 tratamentos. Esta dose
pode ser administrada três vezes por semana, em vez de dias alternados. Para estas
formulações, a dose cumulativa total deve ser de 24-27 mg/kg.
Uso intratecal: veja as instruções anteriormente fornecidas. Comece com 0,5 mg
(dose total) a cada 48 horas, aumentando para 0,1 a 0,2 mg (dose total).
Gatos
• Os gatos vêm sendo submetidos a esquemas terapêuticos similares aos usados em cães
(p. ex., 0,25 mg/kg da formulação convencional). Muitos clínicos, porém, começam
o tratamento com doses menores. Durante o uso de formulações lipossomais, use
1 mg/kg, por via intravenosa, três vezes por semana, por até 12 tratamentos.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,3 mg/kg por via intravenosa no 1 dia, seguido de três dias consecutivos e repetição
após um intervalo sem tratamento de 24-48 horas. O alto custo impede o uso rotineiro
de anfotericina B em equinos.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de período de carência para o tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Aprepitanto
Nome comercial e outros nomes
Emend
Medicamentos comercializados no Brasil
Emend (h)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O aprepitanto é um antiemético de ação central. É um antagonista do receptor
de substância P/neurocinina 1 (NK 1 ), similar ao citrato de maropitant (Cerenia). Seu uso é
principalmente associado a medicamentos com alto potencial emético, como a cisplatina. O
aprepitanto é eficaz, pois os quimioterápicos e outros estimulantes do vômito liberam NK1,
que é altamente emético. O uso de aprepitanto em pequenos animais é um tanto limitado,
por causa de seu alto custo e da existência de poucas formulações destinadas a estas
espécies. Em cães, o aprepitanto é extensamente biotransformado após a administração.
Indicações e Usos Clínicos
O aprepitanto é um antiemético eficaz em humanos, principalmente quando usado
para tratamento do vômito associado à quimioterapia para tratamento de câncer. Pode
ser associado a corticosteroides (dexametasona) e antagonistas da serotonina (5HT3).
No entanto, apesar de seus amplos efeitos na redução de vômitos em humanos, não há
relatos de uso eficaz em cães ou gatos. Um medicamento de ação similar, denominado
maropitant (Cerenia), é administrado a cães e gatos e tem efeitos antieméticos semelhantes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em animais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
A ocorrência de interações medicamentosas é possível, já que o aprepitanto é indutor e
inibidor de enzimas do citocromo P450. Inibidores potentes dessas enzimas (veja
o Apêndice F) podem afetar a depuração (clearance) do aprepitanto.
Instruções de Uso
Use em pacientes refratários a outros medicamentos antieméticos. Pode ser associado
a outros antieméticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O aprepitanto é comercializado em cápsulas de 80 e 125 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Não esmague as cápsulas nem misture o aprepitanto a outros medicamentos. Armazene
em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Inicie com 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, e aumente para 2 mg/kg em pacientes
refratários.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de períodos de carência para o tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Asparaginase (L-Asparaginase)
Nomes comerciais e outros nomes
Elspar, Asparaginase
Medicamentos comercializados no Brasil
Elspar (h)
Classificação funcional
Agente anticancerígeno
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticancerígeno. As células neoplásicas são deficientes de asparagina sintase e
precisam de asparagina extracelular para a síntese de DNA e RNA. A L-asparaginase destrói a
asparagina. Células normais são capazes de sintetizar sua própria asparagina, mas certas
células tumorais, principalmente linfócitos malignos, não. A asparagina, portanto, é um
aminoácido essencial à sobrevida da célula tumoral, principalmente linfócitos malignos.
Uma vez que as células tumorais de pacientes submetidos ao tratamento com L-
asparaginase sofrem depleção de asparagina, sua síntese de DNA, RNA e proteína é
prejudicada, especificamente na fase G1 do ciclo celular. Em cães, a meia-vida da L-
asparaginase é longa, de 1-2 dias.
Indicações e Usos Clínicos
A asparaginase tem sido usada em alguns protocolos para tratamento de linfomas e é eficaz
contra melanomas e mastocitomas. É administrada por via intravenosa, intramuscular
ou subcutânea, mas os resultados obtidos em um estudo favoreceram a administração
intramuscular em relação à subcutânea. Em gatos, a asparaginase tem sido usada
em protocolos antineoplásicos combinados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos mais comuns são reações de hipersensibilidade (alérgicas).
A asparaginase é um produto bacteriano e pode causar reações alérgicas.
O desenvolvimento de hipersensibilidade à asparaginase foi observado após diversas
administrações. Reações hepatotóxicas, pancreatite e hiperglicemia também foram
observadas.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com sensibilidade conhecida (reação alérgica).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. A asparaginase tem sido
associada a outros medicamentos anticancerígenos.
Instruções de Uso
A asparaginase é geralmente usada em associação com outros medicamentos em protocolos
quimioterápicos (p. ex., doxorrubicina). Estudos mostraram que a administração
intramuscular é mais eficaz do que a subcutânea em cães com linfoma (J Am Vet Med
Assoc, 214: 353-356, 1999). A asparaginase exerce poucos efeitos sobre a medula óssea,
podendo, assim, ser associada a outras substâncias mielossupressoras. Embora seja usada em
protocolos quimioterápicos, não há evidências de benefício de sua associação com protocolos
CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, prednisona e vincristina) durante o tratamento de
linfomas. As células tumorais podem desenvolver resistência à asparaginase, passando a ser
capazes de sintetizar asparagina. Em gatos, esta enzima é usada em protocolos combinados
contendo doxorrubicina em dose de 400 unidades por quilograma administrados por via
subcutânea no primeiro dia de tratamento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Recomenda-se o monitoramento do hemograma durante a quimioterapia.
Formulações
A asparaginase é comercializada em frascos contendo 10.000 unidades para injeção
(a distribuição do medicamento a veterinários pelo fabricante pode ser limitada).
Estabilidade e Armazenamento
Estável se for armazenada no frasco original.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 400 unidades/kg, por via intramuscular ou subcutânea, semanalmente.
• 10.000 unidades/m 2 semanalmente, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3
semanas.
Gatos
• 400 unidades/kg, por via intramuscular ou subcutânea, semanalmente.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há tempos de interrupção determinados para animais destinados ao consumo humano.
Por se tratar de agente antineoplásico, a asparaginase não deve ser administrada a animais
destinados ao consumo humano.
Aspirina
Nomes comerciais e outros nomes
AAS, ácido acetilsalicílico, Bufferin, Ascriptin e muitas marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Aspirina (h) , Ácido Acetilsalicílico (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Sua ação anti-inflamatória é resultado da inibição
da síntese de prostaglandinas. A aspirina liga-se irreversivelmente à enzima cicloxigenase
(COX) presente nos tecidos, inibindo a síntese de prostaglandinas. Em baixas doses, pode ser
mais específica para COX-1 do que para COX-2. Os efeitos anti-inflamatórios são atribuídos à
inibição de COX, mas outros mecanismos atribuídos aos salicilatos podem estar presentes,
como a inibição de NF-kappa B. Em animais, a farmacocinética é variável, com meia-vida de
1 hora em equinos, 6 horas em suínos, 8,5 horas em cães e 38 horas em gatos.
Indicações e Usos Clínicos
A aspirina é usada como analgésico, anti-inflamatório e antiplaquetário. Em doses baixas,
é um inibidor mais seletivo de COX-1 e de ação antiplaquetária mais potente do que a dos
demais AINEs. Assim, baixas doses têm sido usadas em animais na prevenção da formação
de êmbolos trombóticos. Baixas doses de aspirina são rotineiramente empregadas como
terapia antiplaquetária, embora o fármaco não iniba completamente a estimulação
plaquetária. A associação com outros medicamentos antiplaquetários, como o clopidrogrel
(Plavix), provê uma inibição mais eficaz. Embora a aspirina seja comercializada há muitos
anos, seu uso em muitas espécies não é registrado no FDA. Não existem estudos controlados
publicados atestando sua eficácia. A administração de aspirina a animais é baseada,
principalmente, em dados empíricos, não em publicações.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Baixo índice terapêutico. Altas doses frequentemente provocam vômitos. Outros efeitos
no TGI podem incluir ulceração e sangramento. A aspirina inibe as plaquetas,
aumentando o risco de hemorragias.
Contraindicações e Precauções
Os gatos são suscetíveis à intoxicação por salicilato, dada sua lenta eliminação. Administre
com cuidado a pacientes com coagulopatias, dada a inibição plaquetária (p. ex., doença
de von Willebrand). Não administre a pacientes suscetíveis ao desenvolvimento de
úlceras do trato gastrointestinal (TGI).
Interações Medicamentosas
Não associe a outros medicamentos ulcerogênicos, como corticosteroides, nem a outros
medicamentos que possam provocar coagulopatias e aumentar o risco de sangramentos.
Instruções de Uso
Doses analgésicas e anti-inflamatórias são derivadas, principalmente, de dados empíricos. As
doses antiplaquetárias são menores, dado o efeito mais prolongado da aspirina sobre as
plaquetas. A aspirina é comercializada apenas para administração oral. Por ser um ácido
fraco, é geralmente mais bem absorvida no ambiente ácido do TGI superior, mas o intestino
também é um local de absorção considerável. Em cães, a aspirina de cobertura entérica
é associada a menor irritação gástrica, mas a absorção desta forma é errática e
frequentemente incompleta. O tamponamento do fármaco não interfere na sua absorção,
mas protege o estômago de lesões durante o tratamento com altas doses. Este
tamponamento é menos benéfico quando se administram doses baixas, e aparentemente
não protege o estômago de efeitos mais graves, como ulceração, sangramento e perfurações
gástricas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes quanto ao desenvolvimento de sinais gástricos, úlceras
gastroduodenais e sangramentos. Concentrações plasmáticas eficazes: 20-50 μg/mL
para febre e dor e 150-200 μg/mL para inflamação. A aspirina reduz as concentrações
de hormônios tireoidianos (T4, T3 e fT4) em cães após 2-4 semanas de tratamento,
mas esses níveis retornam ao normal em 14 dias.
Formulações
A aspirina é comercializada em comprimidos de 81 mg (formulação pediátrica) e 325 mg.
Para grandes animais, a aspirina é comercializada em bôlus de 14.400 mg e
comprimidos de 3,9; 15,6; e 31,2 g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após
exposição à umidade, decompõe-se em ácido acético e ácido salicílico. Caso seja armazenada
em pH 7 e a 25 °C, sua meia-vida é de 52 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Analgesia branda
Cães
• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
• 10 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.
Anti-inflamatório
Cães
• 20-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
• 10-20 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.
Antiplaquetário
Cães
• No mínimo 1 mg/kg e geralmente 5-10 mg/kg a cada 24-48 horas, por via oral.
Gatos
• 80 mg/kg a cada 48 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Ruminantes
• 100 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Já foram administradas doses de até
333 mg/kg.
Suínos
• 10 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.
Equinos
• 25-50 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (até 100 mg/kg ao dia, por via oral).
Informações sobre Restrição Legal
Uso extrabula: embora seja considerada medicamento extrabula em animais destinados
ao consumo humano, o período de carência deve ser de pelo menos 1 dia para carne e 24
horas para leite.
Classificação RCI: 4
Atenolol
Nome comercial e outros nomes
Tenormin
Medicamentos comercializados no Brasil
Angipress (h) , Atenolol (h) , Atenolol (g)
Classificação funcional
Beta-antagonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador beta-adrenérgico. Relativamente seletivo para o receptor beta1. O atenolol é um
betabloqueador hidrossolúvel eliminado pelos rins (medicamentos como o propranolol e
o metoprolol são mais lipofílicos e de depuração hepática). Em cães e gatos, a absorção oral é
de 90%. Em gatos, a meia-vida do atenolol é de 3,7 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O atenolol é um dos principais betabloqueadores usados em cães e gatos. É primariamente
utilizado como antiarrítmico e para o tratamento de outras doenças cardiovasculares
em que seja necessária a redução do ritmo sinusal. Em gatos, este medicamento é
comumente usado para tratamento de cardiopatias derivadas de cardiomiopatias e
hipertireoidismo, mas não deve ser empregado como monoterapia nas hipertensões
primárias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Bradicardia e bloqueio cardíaco (bloqueio atrioventricular) podem ser observados.
O atenolol pode provocar broncospasmo em pacientes sensíveis.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com doenças das vias aéreas, insuficiência miocárdica,
distúrbios da condução cardíaca e baixa reserva cardíaca.
Interações Medicamentosas
Use com cautela quando em associação com outros medicamentos que possam reduzir a
contratibilidade cardíaca ou a frequência cardíaca.
Instruções de Uso
Há relatos de que o atenolol é menos afetado por alterações no metabolismo hepático do que
outros betabloqueadores. Embora seu uso em cães e gatos não seja aprovado pela FDA, as
orientações de posologia são baseadas em relatos publicados e na experiência de especialistas.
Em gatos, a amlodipina (bloqueador de canais de cálcio) pode ser associada ao atenolol no
controle da hipertensão. Nesta espécie, quando administrado como gel transdérmico,
produz concentrações plasmáticas inconsistentes e inferiores às conseguidas com a
administração oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente.
Formulações
O atenolol é comercializado em comprimidos de 25, 50 e 100 mg (que podem ser
fracionados para administração a pequenos animais).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. Existem estudos
de estabilidade que indicam que suspensões orais previamente preparadas são estáveis por
14 dias, e algumas formulações compostas para administração oral são estáveis por 60 dias.
Consulte o farmacêutico sobre a data de validade de preparações manipuladas. O atenolol
é hidrossolúvel.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 6,25-12,5 mg/kg a cada 12-24 horas (ou 0,25-1,0 mg/kg a cada 12-24 horas), por via
oral. Nesta espécie, a dose foi aumentada para 3 mg/kg a cada 12-24 horas, por via
oral, para tratamento de determinadas doenças.
Gatos
• 1-2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. No entanto, dado o tamanho do comprimido,
uma dose comumente utilizada é a de 6,25-12,5 mg/gato a cada 12-24 horas, por via
oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Atovaquone
Nome comercial e outros nomes
Mepron
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano, antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O atovaquone é um agente antimicrobiano, análogo da ubiquinona, que inibe o transporte
mitocondrial de elétrons em protozoários ao ter como alvo o complexo do citocromo bc 1 .
Também inibe a síntese de ácido nucleico e ATP em células sensíveis. O atovaquone é ativo
contra protozoários como Pneumocystis, sendo por isso usado em seres humanos. Em gatos, é
empregado no tratamento de infecções por Cytauxzoon felis e, embora possa não erradicar
este patógeno, o atovaquone reduz a carga parasitária. Em cães, é usado no tratamento de
infecções por Babesia gibsoni. Em ambas as espécies, o atovaquone parece exercer um efeito
aditivo ou sinérgico quando combinado à azitromicina no tratamento dessas infecções. O
atovaquone é altamente lipofílico. Sua absorção oral é de quase 50%, mas é aumentada pela
administração com alimentos. Em humanos, sua meia-vida é bastante longa (67-77 horas),
mas em animais esse valor é desconhecido.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, o atovaquone é um antiprotozoário usado principalmente em indivíduos
que não toleram as sulfonamidas. Em animais, tem sido usado frequentemente em
associação com azitromicina, no tratamento de doenças refratárias provocadas por
protozoários e hemoparasitas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Uma formulação (Malarone) também contém proguanil HCl. Em cães, o risco de diarreia
pode ser maior quando o atovaquone é associado ao proguanil. Afora isso, não há relatos
de interações medicamentosas em animais. Em seres humanos, as reações adversas
consistem em irritações cutâneas, tosse e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso na gestação.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Em seres humanos,
a administração conjunta com rifampina reduz as concentrações eficazes.
Instruções de Uso
Existem poucos relatos acerca do uso de atovaquone para o tratamento de infecções
em animais. Alguns ensaios clínicos mostraram a eficácia do medicamento quando
associado à azitromicina no tratamento de infecções causadas por protozoários.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O atovaquone é comercializado em suspensão oral a 750 mg em 5 mL (150 mg/mL).
Os comprimidos de 250 mg não são mais comercializados.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 15 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, associado a azitromicina (10 mg/kg a cada 24
horas)
Cães
• 13,3 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, durante 10 dias, geralmente associado
a azitromicina (10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos.
Auranofina
Nome comercial e outros nomes
Ridaura
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Usada na terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação
é desconhecido, mas pode estar relacionado com efeitos imunossupressores em linfócitos.
Indicações e Usos Clínicos
A auranofina é usada principalmente em doenças imunomediadas. Tem sido empregada
com algum sucesso no controle de doenças cutâneas imunomediadas, como o pênfigo, e da
artrite imunomediada, mas em pequenos animais não há evidências de eficácia. Foi
sugerido que este produto, de administração oral, não é tão eficaz quanto medicamentos
injetáveis, tais como a aurotioglicose.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com supressão da medula óssea ou que já estejam sendo
submetidos a tratamento com agentes mielossupressores.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso deste fármaco em medicina veterinária não foi avaliado. Não existem estudos clínicos
controlados que determinem sua eficácia em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma periodicamente, já que os sais de ouro podem provocar discrasias
sanguíneas.
Formulações
A auranofina é comercializada em cápsulas de 3 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Aurotioglicose
Nome comercial e outros nomes
Solganal
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Usada na terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação
é desconhecido, mas pode estar relacionado com efeitos imunossupressores em linfócitos.
Indicações e Usos Clínicos
A aurotioglicose é usada principalmente em doenças imunomediadas. Tem sido empregada
com algum sucesso no controle de doenças cutâneas imunomediadas, como o pênfigo, e
da artrite imunomediada. No entanto, dada a inexistência de ensaios controlados que
demonstrem sua eficácia e os efeitos adversos observados, seu uso em medicina veterinária
é incomum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com supressão da medula óssea ou que já estejam sendo
submetidos a tratamento com agentes mielossupressores.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso deste fármaco em medicina veterinária não foi avaliado. Não existem estudos clínicos
controlados que determinem sua eficácia em animais. A aurotioglicose é frequentemente
associada a outros medicamentos imunossupressores, tais como os corticosteroides.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma periodicamente, já que os sais de ouro podem provocar discrasias
sanguíneas.
Formulações
A fabricação de aurotioglicose foi interrompida e o medicamento não é mais comercializado.
Algumas farmácias de manipulação, porém, ainda a preparam, em solução injetável a
50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Cães < 10 kg: 1 mg, por via intramuscular, na primeira semana, 2 mg na segunda
semana e 1 mg/kg/semana para manutenção. Cães > 10 kg: 5 mg, por via
intramuscular, na primeira semana, 10 mg na segunda semana e 1 mg/kg/semana
para manutenção.
Gatos
• 0,5-1 mg/gato a cada 7 dias, por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg por semana, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Azatioprina
Nome comercial e outros nomes
Imuran e genéricos
Medicamentos comercializados no Brasil
Imuran (h)
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Trata-se de uma tiopurina imunossupressora. Inibe a função de linfócitos T. Este fármaco
é biotransformado em 6-mercaptopurina (6-MP), que pode ser responsável por seus efeitos
imunossupressores, por interferir no metabolismo da purina em linfócitos. Outras células
podem empregar outras vias para síntese de purina, mas não os linfócitos estimulados.
Indicações e Usos Clínicos
A azatioprina é usada para tratamento de diversas doenças imunossupressoras em animais,
inclusive anemia hemolítica imunomediada, pênfigo e doença intestinal inflamatória. É
frequentemente associada a prednisona ou prednisolona. Em alguns pacientes,
o aparecimento de sua ação pode ser retardado em 4-6 semanas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A mielossupressão é a principal preocupação. Em cães, outros efeitos colaterais incluem
diarreia, maior suscetibilidade a infecções secundárias e vômitos. Há relatos
de hepatotoxicidade após a administração de azatioprina. Um dos metabólitos gerados
pode ter atividade hepatotóxica. Há certa associação com o desenvolvimento
de pancreatite quando a azatioprina é associada a corticosteroides. A sensibilidade
aos efeitos adversos pode ser provocada por deficiência de enzimas envolvidas
no metabolismo, como a tiopurina metiltransferase (TMPT) em alguns indivíduos. Cerca
de 10% dos seres humanos apresentam tal deficiência. Alguns cães e muitos gatos
também são deficientes; no entanto, em cães a intoxicação ainda não foi correlacionada
aos níveis de TMPT. Os gatos são particularmente sensíveis a intoxicação e há relatos
de que nesses animais os níveis de TMPT são baixos. Os indivíduos mais sensíveis aos
efeitos mielossupressores devem ser submetidos a tratamento com menores doses
de azatioprina.
Contraindicações e Precauções
Tenha muito cuidado ao administrar azatioprina a gatos. Monitore esses pacientes com
rigor.
Interações Medicamentosas
Tenha cuidado ao associar a azatioprina a outros medicamentos que podem provocar
supressão da medula óssea (p. ex., ciclofosfamida e antineoplásicos). Algumas evidências
indicam que a administração concomitante de azatioprina e corticosteroides pode
aumentar o risco de pancreatite. Não associe ao aloprurinol, já que o antagonismo
da xantina oxidase pode interferir no metabolismo.
Instruções de Uso
A azatioprina é geralmente associada a outros medicamentos imunossupressores (p. ex.,
corticosteroides) para o tratamento de doenças imunomediadas. Os gatos são muito
sensíveis aos efeitos mielossupressores da azatioprina. Nesta espécie, doses de 2,2 mg/kg
foram tóxicas, e muitos especialistas recomendam iniciar o tratamento com a administração
de 0,3 mg/kg/dia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma periodicamente, já que alguns animais são sensíveis aos efeitos da
azatioprina e de seu metabólito 6-MP. Após 2 semanas de tratamento, a realização do
hemograma é essencial. Dado o risco de hepatotoxicidade, monitore regularmente
as enzimas de função hepática e a bilirrubina.
Formulações
A azatioprina é comercializada em comprimidos de 25, 50, 75 e 100 mg e em solução
injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Formulações
compostas são estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, passando a 0,5-1 mg/kg a cada 48 horas. Em
cães, doses de até 1,5 mg/kg a cada 48 horas, por via oral, foram associadas
à prednisolona.
Gatos (use com cautela)
• Os gatos são sensíveis aos efeitos mielossupressores, e muitos clínicos evitam
completamente a administração de azatioprina a esses animais. No entanto, caso se
decida pela instituição do tratamento, deve-se começar pela administração de
0,3 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, e ajustar a dose a cada 48 horas, após
cuidadoso monitoramento. A dose necessária pode estar contida em 1/30 até 1/50 de
um comprimido, o que exige rigor ao se manipular a dose a ser administrada.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Azitromicina
Nome comercial e outros nomes
Zithromax
Medicamentos comercializados no Brasil
Azi (h) , Zitromax (h) , Azitromicina (g) , Aziplus (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico azalídeo. Seu mecanismo de ação é similar ao dos macrolídeos (p. ex.,
eritromicina), o que contribui para inibir a síntese proteica bacteriana por meio da inibição
de ribossomos. Seu espectro de ação é principalmente composto por cocos Gram-positivos,
incluindo estreptococos e estafilococos. Também apresenta boa atividade contra
Mycoplasma, Chlamydia e alguns patógenos intracelulares. Sua atividade contra Toxoplasma
tem sido questionada. Os dados sobre a farmacocinética mostram meias-vidas plasmáticas,
teciduais e leucocitárias extremamente elevadas em cães, gatos e equinos. A meia-vida
plasmática é de 18 horas em equinos, 35 horas em gatos e 30 horas em cães. O volume de
distribuição também é extenso, com valores excedendo a 10 L/kg.
Indicações e Usos Clínicos
A azitromicina é indicada para tratamento de infecções bacterianas. Seu espectro
antimicrobiano é principalmente Gram-positivo. O uso deste antibiótico não é recomendado
para infecções Gram-negativas graves. A azitromicina pode ser usada para tratamento de
infecções causadas por Mycoplasma e outros microrganismos atípicos. Tem sido empregada
no tratamento de infecções provocadas por microrganismos intracelulares, dada sua
capacidade de concentração em leucócitos. É usada para tratamento de infecções por
Rhodococcus equi em potros. No entanto, em um estudo comparativo, a claritromicina
associada à rifampina foi mais eficaz em potros do que a azitromicina associada à rifampina.
Nesses animais, a azitromicina, administrada em dose de 10 mg/kg a cada 48 horas, por via
oral, durante as duas primeiras semanas após o nascimento, tem sido usada como profilaxia
para redução de infecções por Rhodococcus em fazendas com maior risco endêmico. Em
equinos, a azitromicina é também empregada no tratamento de enterite proliferativa
causada por Lawsonia intracellularis. A azitromicina é usada no tratamento de infecções do
trato respiratório superior em gatos. Não há ensaios controlados que documentem o sucesso
desse tratamento, embora este seja comumente prescrito. Em gatos infectados por
Chlamydophilia felis (anteriormente chamada Chlamydia psittaci), o tratamento com 10-
15 mg/kg de azitromicina, uma vez ao dia durante 3 dias e depois duas vezes por semana,
não foi eficaz para erradicação do patógeno, mas reduziu os sinais clínicos. No entanto, a
azitromicina não foi eficaz em gatos infectados com Mycoplasma hemofelis
(hemobartonelose). Quando administrada a cães com piodermite, em dose de 10 mg/kg no
1 dia, seguido de 5 mg/kg entre o 2 e o 5 dias ou 5 mg/kg administrados 2 dias por semana,
durante 3 semanas, a resposta obtida foi estatisticamente igual àquela obtida com o
tratamento com cefalexina, em dose de 22 mg/kg, duas vezes ao dia. Em gado leiteiro, a
administração de azitromicina suprimiu de modo significativo a eliminação de
Cryptosporidium parvum e melhorou os sinais clínicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há publicação sobre efeitos adversos da azitromicina. No entanto, é provável
a ocorrência de vômitos em cães. Alguns pacientes podem apresentar diarreia. Equinos
submetidos ao tratamento com as doses recomendadas apresentaram diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes com histórico de vômito. A administração de azitromicina
a equinos adultos foi associada a diarreia. Não administre a solução para uso intravenoso
como bolus nem por via intramuscular.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Esta classe de medicamentos
pode inibir algumas enzimas do citocromo P450 envolvidas na biotransformação
de fármacos, mas a probabilidade de interferência nessas moléculas pela azitromicina
é inferior à da eritromicina ou da claritromicina.
Instruções de Uso
A azitromicina pode ser mais bem tolerada do que a eritromicina. Uma diferença importante
entre a azitromicina e os demais antibióticos está na maior concentração intracelular obtida
e na maior meia-vida, que permite a administração intermitente. Embora a azitromicina seja
comumente usada no tratamento de infecções em cães e gatos, há poucas evidências
clínicas acerca de sua administração em diversas situações. Para preparar a solução de uso
intravenoso, adicione 4,8 mL de água estéril a cada frasco de 500 mg e agite. Dilua essa
solução em 500 ou 250 mL, obtendo concentrações de 1 ou 2 mg/mL. A solução a
1 mg/mL deve ser administrada por via intravenosa durante um período de 3 horas, e a
solução a 2 mg/mL, durante 1 hora.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),
o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 2 μg/mL.
Formulações
A azitromicina é comercializada em cápsulas de 250 mg, comprimidos de 250 e 600 mg,
suspensão oral a 100 e 200 mg/5 mL e frascos contendo 500 mg de solução injetável.
Há também pacotes de 1 g para dissolução em água.
Estabilidade e Armazenamento
A azitromicina é estável se for mantida na formulação original do fabricante. A estabilidade
de formulações compostas não foi avaliada. A solução para administração intravenosa
é estável à temperatura ambiente durante 48 horas após a reconstituição.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Diversas doses foram utilizadas, começando com 10 mg/kg a cada 24 horas, por via
oral, durante 5-7 dias, passando-se, em seguida, a dias alternados. Alguns veterinários
administram 5 mg/kg por dia, uma vez ao dia ou em dias alternados.
Gatos
• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, durante 7 dias, passando-se à administração a
cada 48 horas; ou 10-15 mg/kg por dia, durante 3 dias, passando-se à administração
duas vezes por semana, por via oral.
• Infecção do trato respiratório superior: 15 mg/kg a cada 72 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento de infecção por Rhodococcus equi: 10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral,
passando-se à administração a cada 48 horas após a observação de resposta.
• Potros: 10 mg/kg a cada 48 horas, por via oral. O conteúdo do pacote de 1 g pode
ser dissolvido em água, formando-se uma suspensão para administração oral.
Bovinos
• 10 mg/kg, por via intramuscular.
Bezerros
• Tratamento de criptosporidiose: 33 mg/kg a cada 24 horas durante 7 dias, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais destinados ao consumo
humano, mas a persistência da azitromicina no leite bovino é de aproximadamente 160
horas, sendo maior no leite mastítico do que no normal.
Azul de Metileno a 0,1%
Nome comercial e outros nomes
New Methylene Blue e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O azul de metileno atua como agente redutor, reduzindo a meta-hemoglobina
à hemoglobina. A ação do azul de metileno é particularmente importante na conversão
da meta-hemoglobina à hemoglobina em eritrócitos. É reduzido pelo azul de leucometileno
no organismo, por meio da combinação com a nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfatase
(NADPH) reduzida na presença de NAPDH redutase. O azul de leucometileno, então,
transfere um elétron para a redução da meta-hemoglobina à hemoglobina. A metahemoglobina
ocorre como resultado do dano oxidativo à hemoglobina, e o azul de metileno
é usado como antídoto em intoxicações. Em animais, as fontes de intoxicação que provocam
meta-hemoglobinemia incluem exposição a nitrato, nitrito ou clorato em ruminantes;
exposição ao paracetamol (acetaminofeno) e naftalina em gatos (e, ocasionalmente, em
cães); e uso de anestésicos locais, como a benzocaína, em gatos. No tratamento da
intoxicação por paracetamol (acetaminofeno) em gatos, a acetilcisteína pode provocar
resposta melhor.
Indicações e Usos Clínicos
O azul de metileno é usado para o tratamento da meta-hemoglobinemia causada pela
intoxicação por clorato e nitrato. É também empregado no tratamento da intoxicação por
cianeto.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães e gatos, a administração de azul de metileno para o tratamento da metahemoglobinemia
pode causar dano oxidativo nos eritrócitos, incluindo formação de
corpúsculos de Heinz, limitando a dose usada terapeuticamente. Nas doses aqui listadas,
é seguro. Um maior número de corpúsculos de Heinz pode ser observado em gatos sem o
desenvolvimento de anemia.
Contraindicações e Precauções
A dose listada pode produzir algum dano oxidativo em eritrócitos (com formação de
corpúsculos de Heinz e outras alterações morfológicas) que, de modo geral, é subclínica,
mas o risco desta ocorrência, com subsequente desenvolvimento de anemia, é maior com
a repetição da administração ou utilização de dosagens mais elevadas. Em gatos, o azul
de metileno deve ser usado com cautela.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
No tratamento da intoxicação por paracetamol em gatos, a acetilcisteína gera respostas
melhores, mas o azul de metileno também é utilizado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma de pacientes submetidos ao tratamento com azul de metileno.
Monitore a coloração das membranas mucosas (a meta-hemoglobina faz com que o sangue e
as mucosas apresentem coloração amarronzada).
Formulações
Não existem produtos veterinários comerciais à base de azul de metileno para uso sistêmico.
O produto administrado em seres humanos (solução a 1%, 10 mg/mL) pode ser usado em
algumas espécies, mas, em animais de grande porte, pode ser necessário pedir sua
formulação em farmácias de manipulação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1,5 mg/kg por via intravenosa em dose única e infusão lenta.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos, Caprinos e Ovinos
• 4-10 mg/kg por via intravenosa, conforme necessário. A ação desta dose de azul
de metileno geralmente é rápida, em 15 minutos. Dentro desta faixa, as doses menores
podem ter que ser repetidas e tituladas conforme a resposta clínica. As doses maiores
podem ser repetidas a cada 6-8 horas, se necessário. Dosagens ainda mais elevadas (15-
20 mg/kg) são usadas em intoxicações graves.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência do tratamento em bovinos (carne): 14 dias.
Período de carência do tratamento em bovinos (leite): 4 dias.
B
Besilato de Anlodipino
Nome comercial e outros nomes
Norvasc
Medicamentos comercializados no Brasil
Norvasc (h) , Cordarex (h) , Roxflan (h) , besilato de anlopino (g)
Classificação funcional
Bloqueador dos canais de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador de canais de cálcio. O anlodipino é um bloqueador de canais de cálcio da classe
da di-hidropiridina. Reduz o influxo de cálcio na musculatura lisa cardíaca e vascular. Seu
maior efeito ocorre na musculatura lisa vascular, na qual atua como vasodilatador. Em
gatos, a hipertensão foi definida como: pressão sistólica > 190 mmHg e pressão
diastólica > 120 mmHg.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães e gatos, o anlodipino é usado para o tratamento da hipertensão sistêmica (aumento
da pressão arterial). O anlodipino é considerado, por muitos clínicos, medicamento de
escolha para tratamento da hipertensão em gatos. Nesta espécie, os inibidores da enzima
conversora de angiotensina (ECA) são menos eficazes. O anlodipino pode aumentar a
sobrevida de gatos com nefropatia hipertensa. Nesses animais, a adição de um
betabloqueador, para redução da frequência cardíaca, também pode ser benéfica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos podem incluir hipotensão e bradicardia. Em cães, foi observada
hiperplasia gengival, mas seu mecanismo é desconhecido.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com baixa reserva cardíaca e suscetíveis a hipotensão. Não
administre a animais desidratados.
Interações Medicamentosas
Associe a outros vasodilatadores com cautela. Interações medicamentosas com
fenilpropanolamina, teofilina e beta-agonistas podem ser observadas.
Instruções de Uso
Em gatos, o anlodipino é eficaz em dose de 0,625 mg/gato, 1 vez ao dia. Caso o gato
seja grande (> 4,5 kg) ou refratário ao tratamento, aumente a dose para 1,25 mg/gato
a cada 24 horas, por via oral (J Vet Intern Med, 12: 157-162, 1998). Em alguns gatos,
pode ser indicada a adição de um betabloqueador, para redução da frequência cardíaca.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Se possível, monitore a pressão arterial do paciente. Gatos que apresentem pressão sistólica
de 160-190 mmHg e diastólica de 100-120 mmHg devem ser considerados suscetíveis
aos efeitos clínicos da hipertensão.
Formulações
O anlodipino é comercializado em comprimidos de 2,5, 5 e 10 mg. (Os comprimidos são de
difícil divisão para administração a pequenos animais.)
Estabilidade e Armazenamento
O anlodipino é um medicamento instável e suas potência e estabilidade não são garantidas
caso a formulação original seja alterada ou manipulada. Armazene em frasco bem fechado e
protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,5 mg/cão ou 0,1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
• 0,625 mg/gato, inicialmente a cada 24 horas, por via oral; se necessário, a dose pode ser
elevada para 1,25 mg/gato. Nesta espécie, para tratamento da hipertensão, a dose
média recomendada é de 0,18 mg/kg, uma vez ao dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Besilato de Atracúrio
Nome comercial e outros nomes
Tracurium
Medicamentos comercializados no Brasil
Tracrium (h) , besilato de atracúrio (g)
Classificação funcional
Relaxante muscular
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador neuromuscular (não despolarizante). O atracúrio compete com a acetilcolina na
placa neuromuscular terminal. É usado principalmente durante anestesias ou outras
condições em que é necessário inibir as contrações musculares. Sua ação é mais curta
do que a do pancurônio.
Indicações e Usos Clínicos
O atracúrio é um agente usado para paralisação da musculatura esquelética
durante cirurgias e ventilação mecânica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O atracúrio provoca depressão e paralisia respiratória. Bloqueadores neuromusculares não
afetam a analgesia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a não ser que seja possível fornecer suporte ventilatório. A ação dos
bloqueadores neuromusculares pode ser antagonizada por inibidores
da acetilcolinesterase.
Interações Medicamentosas
A gentamicina (e, talvez, outros aminoglicosídeos) potencializa o bloqueio neuromuscular
(a gentamicina atua no sítio pré-sináptico, reduzindo a liberação de acetilcolina). Não há
relatos de outras interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Só administre em situações em que seja possível cuidadoso controle da respiração. Pode ser
necessário individualizar as doses para obtenção de efeito máximo. Não associe a soluções
alcalinas nem ao Ringer com lactato.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O monitoramento dos índices respiratórios e cardiovasculares é extremamente importante.
Se possível, monitore a oxigenação do paciente.
Formulações
O atracúrio é comercializado em solução injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,2 mg/kg, por via intravenosa, em seguida 0,15 mg/kg a cada 30 minutos.
• Infusão a taxa constante: 0,3-0,5 mg/kg, por via intravenosa, como dose inicial,
passando-se a 4-9 μg/kg/min.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,05-0,07 mg/kg, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Betametasona
Nomes comerciais e outros nomes
Celestone, acetato de betametasona e benzoato de betametasona
Medicamentos comercializados no Brasil
Celestone (h) , Betametasona (g) e várias especialidades veterinárias da forma valerato em
associação com antimicrobianos
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Corticosteroide potente, de longa duração. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores
são aproximadamente 30 vezes maiores que os do cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios são
complexos, mas ocorrem principalmente por meio da inibição de células inflamatórias e
supressão da expressão de seus mediadores pró-inflamatórios.
Indicações e Usos Clínicos
A betametasona é usada para tratar a inflamação e as doenças imunomediadas. É utilizada
para as mesmas indicações da prednisolona e da dexametasona.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem a polifagia,
a polidipsia/poliúria e a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) ou
hipotálamo-pituitária-adrenal. As reações adversas incluem: ulceração gastrointestinal,
hepatopatia, maior risco do desenvolvimento do diabetes, hiperlipidemia, hipotireoidismo,
redução da síntese proteica, retardo na cicatrização de feridas e imunossupressão.
Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da imunossupressão e incluem
demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário inferior. Em equinos,
entre os efeitos colaterais adicionais pode incluir-se o risco de laminite.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais
é necessária a cicatrização de feridas. Utilize com cautela em animais diabéticos, com
insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A betametasona é usada para indicações semelhantes como dexametasona em função
da potência semelhante e da duração do efeito. Formulações tópicas da betametasona
também estão disponíveis.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma e o cortisol plasmático.
Formulações
A betametasona está disponível em comprimidos de 600 μg (0,6 mg) e na formulação
injetável de 3 mg/mL de fosfato de sódio.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Efeitos anti-inflamatórios: 0,1-0,2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• Efeitos imunossupressores: 0,2-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
• 0,05-0,1 mg/kg a cada 24 horas, pelas vias intramuscular ou oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para os animais de produção (uso
extrabula).
Classificação RCI: 4
Bicarbonato de Sódio
Nomes comerciais e outros nomes
Baking soda ® , Soda mint ® , Citrocarbonate ® e Arm & Hammer pure banking soda ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Bicarbonato de sódio (g)
Classificação funcional
Agente alcalinizante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente alcalinizante. Antiácido. Aumenta as concentrações plasmáticas e urinárias
de bicarbonato. Um grama de bicarbonato de sódio é igual a 12 mEq de sódio e íons de
bicarbonato; 3,65g de bicarbonato de sódio são iguais a 1g de sódio.
Indicações e Usos Clínicos
O bicarbonato de sódio é uma solução tipicamente alcalinizante. É a solução alcalinizante
mais frequentemente empregada na terapia intravenosa de acidose e para o tratamento
da hipercalemia grave. Quando adicionada à fluidoterapia, o objetivo é manter a PaCO2
entre 37-43 mmHg. Também é administrada para a alcalinização urinária.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos à atividade alcalinizante. Pode ocorrer a hipocalemia
com a administração excessiva. Podem ocorrer hiperosmolaridade, hipernatremia,
acidose paradoxal do sistema nervoso central (SNC) e acidose intracelular.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com hipocalcemia (pode exacerbar a tetania). Não administrar
a animais com perda excessiva de cloretos devido a vômitos. Não administrar a animais
com alcalose. A administração de bicarbonato de sódio pode aumentar o risco de
hipernatremia, acidose paradoxal do SNC e hiperosmolaridade.
Interações Medicamentosas
O bicarbonato de sódio não deve ser misturado com medicamentos que necessitem de
meio ácido para estabilidade e solubilidade. Tais medicamentos incluem soluções
contendo sais derivados de cloridratos (HCl). Quando misturado com soluções
intravenosas, não misturar o bicarbonato com soluções que contenham cálcio (pode
resultar em quelação). Quando administrado por via oral pode ocorrer interação e
diminuição da absorção de outros medicamentos (a lista parcial inclui medicamentos
anticolinérgicos, cetoconazol, fluoroquinolonas e tetraciclinas).
Instruções de Uso
Quando usado para acidose sistêmica, as doses devem ser ajustadas com base na gasometria
ou na avaliação da acidose. A equação a seguir pode ser utilizada para estimar o
requerimento.
Inicialmente, administrar 25-50% desta dose por via intravenosa durante 20-30 minutos.
Em bezerros e neonatos, utilizar o fator 0,5 em vez de 0,3. Doze mEq de bicarbonato = 1 g
de bicarbonato de sódio. Observação: solução a 1,4% = 0,17 mEq/mL fornece 13 g de
bicarbonato por litro. Solução a 8,5% = 1 mEq/mL de NaHCO3. Uma colher de chá de soda
possui aproximadamente 2 g de NaHCO3. Quando utilizado durante a ressuscitação
cardíaca, deve-se ter cautela devido ao risco de hiperosmolaridade, hipernatremia e acidose
paradoxal em SNC.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o equilíbrio ácido-base.
Formulações
O bicarbonato de sódio está disponível em comprimidos de 325, 520 e 650 mg. Cada colher
de chá de citrocarbonato (3,9 g) contém 780 mg de bicarbonato de sódio e 1,82 g de
citrato de sódio. Também está disponível em soluções injetáveis em diversas concentrações:
4,2%, que equivale a 0,5 mEq/mL (11,5 mg/mL de sódio) e 8,4% equivalem a 1 mEq/mL
(23 mg/mL de sódio).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. Solução alcalina com pH
entre 7-8,5. Não misturar com soluções ácidas. O bicarbonato de sódio é solúvel em água. Se
exposto ao ar, pode transformar-se em carbonato de sódio, que é mais alcalino.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Acidose metabólica: 0,5-1 mEq/kg por via intravenosa.
• Insuficiência renal: 10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
• Alcalinização da urina: 50 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
• Antiácido: 2-5 g misturado com água por via oral.
• Ressuscitação cardiopulmonar (RCP): 1 mEq/g com doses adicionais de 0,5 mEq/kg
a cada 10 minutos de intervalo.
Posologia para Grandes Animais
• Acidose metabólica: 0,5-1 mEq/kg por via intravenosa, de forma lenta. Outras doses
devem ser calculadas com base no déficit de bases. As doses por via oral variam. Dez
a 12 g de bicarbonato de sódio podem ser administrados por via oral em animais adultos
(equinos e bovinos) e 2-5 g para bezerros, potros e suínos.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período
de carência.
Bisacodil
Nome comercial e outros nomes
Dulcolax
Medicamentos comercializados no Brasil
Dulcolax (h) , Lacto-Purga (h)
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Laxante/catártico. O bisacodil estimula, localmente, a motilidade gastrointestinal,
provavelmente por irritação do intestino.
Indicações e Usos Clínicos
O bisacodil é usado como laxante ou em procedimentos em que a evacuação intestinal é
necessária. Pode ser associado à solução de polietilenoglicol com eletrólitos (p. ex., Golytely)
para limpeza do intestino antes de endoscopias ou procedimentos cirúrgicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Desconforto abdominal. Perda de fluido e eletrólitos. Evite o uso crônico.
Contraindicações e Precauções
Evite a administração em pacientes com doença renal. Evite o uso excessivo.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O bisacodil é comercializado em comprimidos de venda livre. As doses são derivadas da
extrapolação daquelas usadas em seres humanos ou empíricas. Não há estudos bemcontrolados
de eficácia nas espécies domésticas. Sua ação se inicia aproximadamente 1 hora
após a administração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os eletrólitos em caso de uso crônico.
Formulações
O bisacodil é comercializado em comprimidos de 5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 5 mg/animal a cada 8-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Bitartarato de Hidrocodona
Nome comercial e outros nomes
Hycodan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antitussígeno, analgésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide, analgésico. Assim como outros opioides, a hidrocodona é um agonista dos
receptores opiáceos neuronais mu (μ) e kappa (κ) e inibe a liberação dos neurotransmissores
envolvidos na transmissão de estímulos dolorosos (como a substância P). Tem propriedades
semelhantes às da morfina, mas a potência pode variar. É um sedativo central e promove
efeitos eufóricos relacionados àqueles do receptor mu no cérebro. Outros opiáceos usados em
animais são: hidromorfona, codeína, oximorfona, meperidina e fentanil. O Hycodan ®
contém homatropina, que é adicionada para diminuir o uso abusivo por seres humanos
como droga. As formulações de hidrocodona usadas para ação antitussígena também podem
conter guaifenesina ou paracetamol. A hidrocodona pode ser biotransformada em
hidromorfona, e em alguns animais (p. ex., cães) os efeitos farmacológicos podem ser
atribuídos à hidromorfona.
Indicações e Usos Clínicos
A hidrocodona é um agonista opiáceo que tem propriedades analgésicas e sedativas.
Entretanto, seu uso como sedativo ou analgésico em pequenos animais é incomum.
A absorção oral, o metabolismo e a eficácia não foram estudados o suficiente para que
se possa predizer ou avaliar o uso clínico em medicina veterinária. Contudo, a hidrocodona é
usada como antitussígeno em animais para tratamento sintomático de doenças das vias
aéreas, e muitos clínicos acreditam (empiricamente) que seja um antitussígeno eficaz. Não
existem preparações comercializadas para uso nos EUA que não contenham atropina (as
preparações comercializadas no Canadá podem conter somente hidrocodona). Também
podem conter outros ingredientes para tratamento da tosse.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Tal como em todos os opiáceos, os efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos
colaterais incluem sedação, constipação intestinal e bradicardia. Com altas doses, ocorre
depressão respiratória. Pode ocorrer excitação paradoxal em alguns animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes que possam ser sensíveis aos efeitos dos opiáceos ou tenham
disforia. Como as preparações para uso oral contêm atropina, não use em animais para os
quais a atropina seja contraindicada.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.
Instruções de Uso
A hidrocodona é associada à atropina no produto Hycodan ® . A atropina diminui
as secreções respiratórias, mas provavelmente não exerce efeitos clínicos significativos
nas doses dessa preparação (1,5 mg de homatropina por comprimido de 5 mg).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A hidrocodona está disponível em comprimidos de 5 mg e em xarope de 1 mg/mL.
Conteúdo de homatropina: 1,5 mg em comprimidos e 0,3 mg/mL em xarope.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente rigorosamente selado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose antitussígena: 0,5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.
• Dose analgésica: 0,5 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral.
Gatos
• Não há relatos de doses.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
A hidrocodona é um medicamento de Classe III controlado pela DEA.
Não há informações regulamentadoras disponíveis. Para estimativas de período de
carência no uso extrabula, contate o FARAD pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Medicamento controlado de Classe II.
Classificação RCI: 1
No Brasil, o bitartarato de hidrocodona está listado como substância entorpecente (lista
A1) sujeito a notificação de Receita “A”. Não administre a animais de produção
destinados ao consumo humano.
Brometo
Nomes comerciais e outros nomes
Brometo de potássio e brometo de sódio.
Medicamentos comercializados no Brasil
Medicamento para manipulação
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. O exato mecanismo de ação ainda é incerto. A ação anticonvulsante
ocorre ao estabilizar as membranas da célula neuronal. Pela alteração da condutância
do cloreto nas membranas neuronais, ele pode estabilizar os focos epilépticos no cérebro.
Em cães, a absorção oral é de 46%. Ele não é biotransformado, e grande parte é eliminada
pelos rins. A meia-vida é longa – 11 dias em gatos, e varia de 25 a 46 dias em cães. O
brometo está disponível em duas formas: brometo de sódio (78% brometo) e brometo de
potássio (67% brometo).
Indicações e Usos Clínicos
Normalmente, o brometo é usado em pacientes com transtornos convulsivos refratários
ao fenobarbital. Em geral, os pacientes são tratados com fenobarbital e brometo. Contudo,
alguns pacientes são tratados com o brometo como única terapia para a epilepsia. Se
o brometo for adicionado à terapia com fenobarbital, isso permitirá a redução da dose
do fenobarbital (reduzir 25% a cada 6 semanas). O brometo não é tão ativo para tratar gatos
com convulsões como é nos cães. Os gatos têm mais efeitos colaterais e suas desordens
neuronais não são tão bem controladas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem poliúria/polidipsia, polifagia, ataxia, sedação e mal-estar
gástrico.
Os efeitos colaterais mais graves relacionam-se a altos níveis de brometo (bromismo)
e são mais específicos para o SNC. Sinais da toxicose incluem depressão do SNC, delírio,
hiperexcitabilidade, fraqueza e ataxia. A rigidez dos membros pélvicos e a marcha
anormal também podem ser um sinal de toxicose por brometo.
Náuseas e pancreatite são relatadas em cães, e há evidência de que a associação de
brometo e fenobarbital em cães aumente o risco de pancreatite.
Alguns cães mostram excitação paradoxal ao serem tratados com brometo.
Em muitos gatos, bronquite, semelhante à doença alérgica das vias aéreas, foi observada.
Em gatos, esta alteração pode ser manifestada por tosse.
Contraindicações e Precauções
Considere o uso de brometo de sódio em vez do brometo de potássio no caso de
hipoadrenocorticismo ou em quaisquer pacientes nos quais a homeostase nos níveis de
potássio seja um problema. Da mesma forma, considere o conteúdo de sódio a ser
administrado em animais com insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão. Dietas
com alto teor de cloreto podem diminuir a meia-vida do composto e sendo necessária
uma dose mais alta. Monitore as concentrações plasmáticas e ajuste a dose sempre que
for necessário, uma vez que o cloreto aumentado na dieta tornará a meia-vida mais curta
e vice-versa. Se a dieta tiver um alto teor de cloreto (rações Hill’s h/d, s/d, I/d e outras),
podem ser necessárias doses de ataque mais altas. A administração de brometo interferirá
em algumas análises químicas sanguíneas (p. ex., falsa elevação de cloreto).
Interações Medicamentosas
Dietas com alto teor de cloreto diminuirão a meia-vida sendo necessária uma dose mais
alta. A administração de brometo interferirá em algumas análises químicas sanguíneas (p.
ex., falsa elevação do cloreto).
Instruções de Uso
Normalmente, o brometo é administrado em associação com o fenobarbital. O brometo de
sódio pode ser substituído por brometo de potássio. Ao considerar as doses de brometo de
sódio, avalie pequenos ajustes nestas. O brometo de potássio contém 67% de brometo
enquanto o brometo de sódio contém 78% de brometo. A dose de brometo de sódio deve ser
aproximadamente 15% menor (p. ex. 30 mg/kg de brometo de potássio são equivalentes a
25 mg/kg de brometo de sódio).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações séricas de brometo para ajustar a dose. As concentrações
plasmáticas efetivas devem ser de 1-2 mg/mL (100 a 200 mg/dL), mas se for usado
sozinho (sem o fenobarbital) podem ser necessárias concentrações mais altas, de
2 a 2,5 mg/mL (200 a 250 mg/dL) e dose tão altas quanto 4 mg/mL podem ser necessárias.
A maioria dos laboratórios veterinários pode realizar um teste para brometo sérico ou
plasmático.
Formulações
Normalmente o brometo é preparado como uma solução oral. Embora não existam formas
comerciais aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA), as farmácias de
manipulação podem preparar esta solução. Para preparar a solução oral, misture 25 g de
brometo de potássio com 60 mL de água purificada, em seguida adicione quantidade
suficiente de xarope de milho para perfazer 100 mL. Essa formulação resultará em uma
concentração de 151 a 185 mg/mL. Essa solução é estável por 180 dias. Para uma solução
oral de brometo de sódio, misture 21,6 g deste com 60 mL de água purificada, então
adicione quantidade suficiente de xarope de milho para perfazer 100 mL. Essa formulação
resultará em uma concentração de aproximadamente 151 a 185 mg/mL. Esta solução é
estável por 180 dias. O farmacêutico de manipulação deverá preparar a solução intravenosa
em água estéril e filtrá-la para remover impurezas. Para preparar a solução injetável,
adicione 3,0 g de brometo de sódio a uma quantidade suficiente de água estéril
para perfazer 100 mL. Esta formulação resultará em uma concentração de
aproximadamente 21 a 25,6 mg/mL. É estável por 180 dias e deverá ser armazenada em
geladeira para diminuir o risco de crescimento microbiano.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado. As formulações compostas em soluções aquosas são
estáveis por, pelo menos, 180 dias. Refrigere a solução injetável para prevenir crescimento
bacteriano. Não misture com palatabilizantes ou soluções que contenham sal.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 30 mg/kg por via oral a cada 24 horas.
Cães
• 30 a 40 mg/kg por via oral a cada 24 horas. Se for administrado sem fenobarbital, doses
mais altas, de até 40 a 50 mg/kg, podem ser necessárias. Se os animais estiverem em
dietas com alto teor de cloreto, podem ser necessárias doses maiores. Ajuste as doses
monitorando as concentrações plasmáticas.
• Dose de ataque oral: 600 mg/kg por via oral dividida durante 3 a 5 dias.
Alternativamente, 60 mg/kg/dia são administradas por 15 dias para alcançar uma
concentração plasmática de 100 mg/dL e 200 mg/dL por 60 dias.
• Dose de ataque por via intravenosa para o brometo de sódio: 800 a 1.200 mg/kg
infundidas durante 8 horas (é imprescindível usar brometo de sódio em vez de
brometo de potássio no caso do uso intravenoso).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Dose de ataque de 100 mg/kg por via oral, seguida por 25 mg/kg a cada 24 horas.
Não há relatos de dose para outros animais de porte.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Brometo de Metilnaltrexona
Nome comercial e outros nomes
Relistor
Medicamentos comercializados no Brasil
Relistor (h)
Classificação funcional
Agente pró-cinético, estimulante intestinal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metilnaltrexona é uma forma quaternária modificada da naltrexona que apresenta
propriedades de antagonismo opiáceo. Por ser uma forma modificada e carregada
da naltrexona, não atravessa a barreira hematoencefálica e não provoca a inibição central de
opiáceos, mas antagoniza os receptores mi intestinais, restaurando a motilidade após o íleo
pós-operatório. Os receptores opioides mi do intestino geralmente inibem a motilidade
quando estimulados por dor ou pela administração de opioides. Outro medicamento similar
à metilnaltrexona e usado com a mesma finalidade é o alvimopam (Entereg).
Indicações e Usos Clínicos
A metilnaltrexona é aprovada para uso em humanos para restauro da motilidade intestinal
após cirurgias ou administração de opioides, ou ainda nos casos em que distúrbios (p. ex., dor
intensa) estimulam receptores opioides mi no intestino. Sua administração a animais é
limitada e principalmente derivada de dados empíricos. Não existem estudos clínicos nem
ensaios de eficácia bem controlados que documentem sua ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos adversos foram relatados apenas em humanos e incluem dor abdominal e
diarreia. Embora seja um antagonista opioide, não provoca dor intensa.
Contraindicações e Precauções
Não use em casos de obstrução intestinal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso em animais é principalmente experimental, e na prática clínica é limitado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A metilnaltrexona é comercializada apenas em forma injetável, em ampolas de 12 mg
(0,6 mL), em concentração equivalente a 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,15 mg/kg, por via subcutânea, a cada 24 ou 48 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,15 mg/kg, por via subcutânea, a cada 24 ou 48 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. No Brasil, o brometo de metilnaltrexona está listado como substância de
controle especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Brometo de Propantelina
Nome comercial e outros nomes
Pro-Banthine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticolinérgico (antimuscarínico). A propantelina bloqueia o receptor de acetilcolina,
exercendo efeitos parassimpatolíticos (similares aos da atropina), que incluem redução
das secreções gástricas e da motilidade.
Indicações e Usos Clínicos
A propantelina é usada para diminuir a contração da musculatura lisa e a secreção do trato
gastrointestinal. Por seus efeitos anticolinérgicos, também tem sido usada para tratar efeitos
cardiovasculares mediados pela estimulação vagal, como bradicardia e bloqueio cardíaco.
Seu uso em animais deriva principalmente da utilização empírica e da experiência em seres
humanos. Não há estudos clínicos controlados ou ensaios sobre a eficácia que documentem
a efetividade clínica em animais. Como acarreta uma diminuição profunda na motilidade
do trato gastrointestinal, seu uso deve ser cuidadosamente contrabalançado com o
potencial de efeitos colaterais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos ao excesso de efeitos anticolinérgicos
(antimuscarínicos) e incluem íleo, retenção urinária, taquicardia, xerostomia (boca seca)
e alterações comportamentais. Tratar as sobredoses com fisostigmina.
Contraindicações e Precauções
Não usar em animais com a motilidade gastrointestinal diminuída. Usar com cautela em
animais cardiopatas, pois pode aumentar a frequência cardíaca. Não usar em animais
com glaucoma.
Interações Medicamentosas
A propantelina interfere na ação de medicamentos colinérgicos ou de fármacos que
promovem a motilidade (p. ex., metoclopramida). A concentração de brometo
na formulação deve ser considerada em animais que também estejam recebendo este
composto (p. ex., brometo de potássio) para tratamento da epilepsia.
Instruções de Uso
A propantelina não foi avaliada em ensaios clínicos em animais, porém costuma ser o
fármaco de escolha para terapia oral nos casos em que se deseja um efeito anticolinérgico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A propantelina está disponível em comprimidos de 7,5 e 15 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,25-0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relato de doses para grandes animais. O uso é desestimulado devido ao efeito
colateral sobre a motilidade gastrointestinal.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de período de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 4
Budesonida
Nome comercial e outros nomes
Enterocort
Medicamentos comercializados no Brasil
Busonid (h) , Budecort-aqua (h) , Pulmicort (h)
Classificação funcional
Anti-inflamatório, corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo o Ação
A budesonida é um corticosteroide de ação local, porém com 1.000 vezes mais atividade
corticosteroide que a prednisolona. É aprovada para uso em seres humanos, mas seu uso em
pequenos animais tem sido limitado. Grânulos de budesonida estão contidos em uma matriz
de etilcelulose que é recoberta com polímero de ácido metacrílico. Este revestimento não
libera o princípio ativo até que o pH seja > 5,5. Portanto, normalmente o medicamento não
é liberado até que ela alcance o trato gástrico distal. Se houver alguma absorção, de 80 a
90% serão inativados pelos efeitos de primeira passagem metabólica. Portanto, os efeitos dos
glicocorticoides sistêmicos são minimizados. Em seres humanos é tão eficaz quanto outros
medicamentos para o tratamento da doença de Crohn.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais é usada para tratar doença intestinal inflamatória. O uso mais comum é para
tratar colite em cães ou doença intestinal inflamatória em gatos. Há somente uma limitada
experiência com a budesonida em cães e gatos, e os relatos de tratamento bem-sucedido são
principalmente empíricos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Há alguma absorção sistêmica, conforme evidenciado por diminuição da resposta
ao ACTH e diminuição em 3 mg/m 2 do cortisol após um tratamento de 30 dias para
cães, mas outros efeitos colaterais não foram observados e outras variáveis (hemograma
completo, enzimas hepáticas) não foram afetadas.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas. Entretanto, alguns medicamentos podem ser
absorvidos sistemicamente; assim, cautela para animais que não devem receber
corticosteroides.
Interações Medicamentosas
Não administre com medicamentos que aumentam o pH estomacal (antiácidos, fármacos
antissecretórios). Como a budesonida é biotransformada por enzimas do citocromo P450,
outros fármacos que inibem essas enzimas (ver Apêndice F) podem inibir seu
metabolismo.
Instruções de Uso
O uso em animais limita-se ao empirismo. As cápsulas não devem ser esmagadas ou
compostas para animais, a não ser que seja desejada a ação na porção proximal do intestino.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os efeitos do corticosteroide e, de preferência, conduza um teste de estimulação
com ACTH para determinar o grau de supressão adrenal com o uso crônico.
Formulações
A budesonida está disponibilizada em cápsulas de 3 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
triture ou esmague as cápsulas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,125 mg/kg por via oral a cada 8 a 12 horas. O intervalo de dose pode ser aumentado
para cada 24 horas quando a condição melhorar.
• Em cães, cápsulas intactas de 3 mg 1 vez/dia, são administradas, mas em gatos, doses
de 0,5 a 0,75 mg por gato ao dia são administradas por meio de reformulação das
cápsulas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido a mínima absorção sistêmica
esperada, não se sugere um período de carência do produto.
Classificação RCI: 4
Bussulfano
Nome comercial e outros nomes
Myleran ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Myleran (h)
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. O bussulfano é um agente alquilante bifuncional e atua destruindo o
DNA de células tumorais.
Indicações e Usos Clínicos
O bussulfano é utilizado principalmente em neoplasia linforreticular.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A leucopenia é o principal efeito colateral.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com mielossupressão.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
O bussulfano é normalmente utilizado em associação com outros agentes antineoplásicos.
Consultar protocolos quimioterápicos específicos para detalhes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma dos animais durante tratamento.
Formulações
O bussulfano está disponível em comprimidos de 2 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3-4 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há dose estabelecida para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Este medicamento
não deve ser utilizado em animais destinados a alimentação humana, por se tratar de um
agente antineoplásico.
Butilbrometo de Escopolamina (Brometo de N-Butilescopolamônio, Brometo de
N-Butilescopolamina, anteriormente denominado N-Butilbrometo de Hioscina)
Nome comercial e outros nomes
Buscopan
Medicamentos comercializados no Brasil
Buscopan (h) , Butilbrometo de escopolamina (g)
Classificação funcional
Antiespasmódico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento com atividade antiespasmódica, antimuscarínica e anticolinérgica. Trata-se
de um composto de amônio quaternário derivado do alcaloide beladona. O butilbrometo de
escopolamina, assim como outros medicamentos antimuscarínicos, bloqueia os receptores
colinérgicos e produz um efeito parassimpatolítico. Afeta os receptores em todo o corpo, mas
é usado com mais frequência por causa de seus efeitos sobre o trato grastrointestinal (TGI).
Inibe efetivamente secreções e a motilidade do TGI ao bloquear os receptores
parassimpáticos. Tem meia-vida curta (15-25 minutos) e curta duração de ação.
Indicações e Usos Clínicos
O butilbrometo de escopolamina é indicado para tratamento da dor associada a cólica
espasmódica, cólica flatulenta e impactações intestinais em equinos. Também é usado para
relaxar o reto e reduzir a tensão intestinal, a fim de facilitar a palpação retal diagnóstica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas decorrentes de fármacos anticolinérgicos estão relacionadas com
bloqueio dos receptores de acetilcolina e com a produção de uma resposta
parassimpatolítica sistêmica. Conforme se espera para esta classe de medicamentos, os
animais terão elevação da frequência cardíaca, diminuição das secreções, secura das
mucosas, diminuição da motilidade do TGI e pupilas dilatadas. Em estudos de segurança
realizados em animais-alvo, nos quais foram administradas a equinos doses equivalentes a
1; 3 e 5 vezes a dose aprovada e a até 10 vezes a dose recomendada, foram observados os
sinais clínicos descritos anteriormente. Entretanto, em altas doses não houve
anormalidades bioquímicas nem na CSC (contagem sanguínea de células), nem lesões
identificadas à necropsia.
Contraindicações e Precauções
O brometo de N-butilescopolamônio diminuirá a motilidade intestinal. Use com cautela
em condições em que a diminuição da motilidade seja uma preocupação.
Interações Medicamentosas
O butilbrometo de escopolamina é um medicamento anticolinérgico e, portanto,
antagonizará quaisquer outras medicações destinadas a provocar uma resposta
colinérgica (p. ex., metoclopramida).
Instruções de Uso
A experiência é limitada em tratamento de cólica espasmódica, cólica flatulenta e
impactações intestinais em equinos. Não há experiência com outros animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a motilidade intestinal do equino (sons intestinais e eliminação fecal)
durante o tratamento. Monitore a frequência cardíaca em animais sob tratamento.
Formulações
O butilbrometo de escopolamina está disponível em solução de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relato de doses para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,3 mg/kg, lentamente por via intravenosa, em dose única (1,5 mL por 100 kg).
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados a alimentação humana.
Butorfanol (Tartarato)
Nomes comerciais e outros nomes
Torbutrol ® e Torbugesic ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Torbugesic (v)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico opioide. Opioide que atua como agonista do receptor kappa e antagonista fraco
do receptor mu (alguns autores classificam este efeito antagonista como um efeito “agonista
parcial”). Como agonista kappa, o butorfanol produz sedação e analgesia em animais. É
considerado um analgésico fraco quando comparado com opioides agonistas puros de
receptor mu. Geralmente é utilizado em associação com outros anestésicos. Possui meia-vida
curta em animais (1-2 horas) e duração curta de analgesia (1-2 horas).
Indicações e Usos Clínicos
O butorfanol é utilizado para analgesia perioperatória, para dor crônica e como agente
antitussígeno. O butorfanol é considerado um analgésico fraco quando comparado a outros
medicamentos agonistas puros de receptores mu e alguns dos efeitos observados podem ser
provocados pela sedação, em vez de analgesia. Em cães, em doses de 0,4 mg/kg, o
butorfanol produz analgesia para uma duração de uma hora ou menos. Como um
antitussígeno, é mais potente do que a morfina (quatro vezes) e a codeína (cem vezes).
A duração do efeito antitussígeno é de aproximadamente 90 minutos, mas o efeito pode
persistir por até 4 horas. Em gatos, o butorfanol na dose de 0,4 mg/kg pode ter uma duração
analgésica de efeito por até 3 horas. Em equinos, pode ser administrado por vias intravenosa,
intramuscular e por infusão de taxa contínua (ITC). A ITC tem se mostrado efetiva em
estudos controlados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são similares a outros medicamentos analgésicos opioides. A sedação
é comum em doses analgésicas. Pode ocorrer depressão respiratória com altas doses. A
dose letal em cães (LD 50 ) é de 20 mg/kg. Embora a bradicardia raramente necessite ser
tratada quando é causada por um opioide, se necessário pode ser administrada a
atropina. Se ocorrer grave depressão respiratória, o opioide pode ser revertido com
naloxona. Disforia pode ser observada com agentes agonistas/antagonistas; e este efeito
pode ser observado em gatos. A diminuição do peristaltismo intestinal e constipação
podem ocorrer em alguns animais. A diminuição da motilidade intestinal pode ser uma
preocupação particular para alguns equinos.
Contraindicações e Precauções
Substância de uso controlado classe IV. O uso de butorfanol em pássaros requer doses
muito mais altas do que em mamíferos, devido a meia-vida curta e a depuração rápida (p.
ex., 2-4 mg/kg a cada 2-4 horas).
Interações Medicamentosas
O butorfanol é compatível com muitos outros analgésicos e é usado em associação de
tratamento para analgesia. Como o butorfanol é um agonista/antagonista, pode
antagonizar alguns efeitos de medicamentos que são agonistas puros (p. ex., o fentanil, a
morfina e a oximorfina). Contudo, o significado clínico deste antagonismo ainda tem sido
discutido pelos especialistas. Não misturar com barbitúricos sódicos.
Instruções de Uso
O butorfanol é sempre utilizado em associação com agentes anestésicos ou em conjunto
com outros medicamentos analgésicos. Para a maioria das indicações, a dose de 0,4 mg/kg é
considerada ótima, e não há razão para a aumentar a dose acima de 0,8 mg/kg,
considerada a dose limite. O butorfanol apresenta duração curta do efeito de menos de 2
horas e normalmente de 1 hora. Em equinos, a xilazina pode ser administrada antes da
buprenorfina, pois o butorfanol pode causar aumento da atividade locomotora e excitação.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiratória do paciente.
Formulações
O butorfanol está disponível em comprimidos de 1, 5 e 10 mg e em solução injetável de 0,5
e 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Antitussígeno: 0,055 mg/kg a cada 6-12 horas por via subcutânea; 0,011 mg/kg por via
intramuscular ou 0,5-1 mg/kg a cada 6-12 horas por via oral.
• Pré-anestésico: 0,2-0,4 mg/kg (com acepromazina) por via intravenosa, intramuscular
ou subcutânea.
• Analgésico: 0,2-0,4 mg/kg a cada 2-4 horas por via intravenosa, intramuscular ou
subcutânea ou 1-4 mg/kg a cada 6 horas por via oral.
• ITC: Dose de ataque de 0,2-0,4 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,1-
0,2 mg/kg/hora.
Gatos
• Analgésico: 0,2-0,8 mg/kg a cada 2-6 horas por via intravenosa ou subcutânea ou
1,5 mg/kg a cada 4-8 horas por via oral.
• ITC: Dose de ataque de 0,2-0,4 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,1-
0,2 mg/kg/hora.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Dor: 0,2-0,4 mg/kg a cada 3-4 horas por via intravenosa. Em alguns casos, doses baixas
de 0,02-0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,04-0,2 mg/kg por via intramuscular têm
sido utilizadas. Baixas doses de 0,1 mg/kg por via intravenosa têm sido utilizadas para
minimizar a diminuição da motilidade intestinal.
• Sedação: 0,01-0,06 mg/kg por via intravenosa.
• ITC: 13-24 μg/kg/hora por via intravenosa.
Ruminantes
• 0,05-0,2 mg/kg por via intravenosa.
Bovinos
• Em associação com xilazina: 0,01-0,02 mg/kg por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado pelo DEA, Classe IV.
Não administrar a animais de produção.
No Brasil, o butorfanol está listado como substância entorpecente (lista A1) sujeito
a notificação de Receita “A”.
Classificação RCI: 2
C
Cálcio, Carbonato de
Nomes comerciais e outros nomes Titralac, Calci-mix, Tums e marcas genéricas
Titralac, Calci-mix, Tums e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
O carbonato de cálcio é comercializado no país em associação com outros suplementos
minerais e vitamínicos, OS-CAL500 + D (h) , Nutrical D (h)
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas
orgânicos. O carbonato de cálcio é equivalente a 400 mg de íon cálcio por grama.
O carbonato de cálcio neutraliza o ácido estomacal, atuando no tratamento e na prevenção
de úlceras gástricas.
Indicações e Usos Clínicos
O carbonato de cálcio é usado como suplemento de cálcio para administração oral no
tratamento da hipocalcemia, sendo ocasionalmente associado à vitamina D e ao calcitriol.
É usado como antiácido, no tratamento de hiperacidez gástrica e de úlceras no TGI, e como
ligante intestinal de fosfato, no tratamento de hiperfosfatemia associada a insuficiência
renal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
São poucos os efeitos colaterais. Altas concentrações de cálcio podem ser observadas.
Durante o tratamento com qualquer suplemento de cálcio, podem ocorrer constipação
intestinal e timpanismo.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes predispostos à formação de cálculos renais ou vesicais
contendo cálcio. Quando o carbonato de cálcio ou o citrato de cálcio são usados como
ligantes de fosfato para prevenção de hiperfosfatemia, deve-se ter o cuidado de evitar
o desenvolvimento de hipercalcemia em pacientes com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
A administração oral de suplementos de cálcio pode interferir na absorção de outros
medicamentos, como fluoroquinolonas (p. ex., enrofloxacina, orbifloxacina,
marbofloxacina), bifosfonatos, zinco, ferro e tetraciclinas. Use com cautela em associação
com diuréticos da classe das tiazidas, já que a concentração de cálcio pode estar muito
elevada.
Instruções de Uso
O carbonato de cálcio equivale a 400 mg de íon cálcio por grama. As doses são derivadas,
principalmente, da extrapolação de doses para seres humanos. Quando for usado como
suplemento de cálcio, as doses devem ser ajustadas de acordo com as concentrações séricas
do elemento. Alguns comprimidos também contêm vitamina D. As doses são baseadas na
concentração de carbonato de cálcio, não do íon (p. ex., um comprimido de 650 mg contém
260 mg do íon cálcio).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio, principalmente em pacientes com insuficiência renal.
Formulações
O carbonato de cálcio é comercializado em comprimidos ou suspensão oral, e a maioria das
formulações é de venda livre. Um grama de carbonato de cálcio equivale a 400 mg de íon
cálcio. O Calci-mix é comercializado em cápsulas de 1,25 g. Comprimidos de venda livre
contêm 500 e 600 mg e 1; 1,25 e 1,5 g. A suspensão oral (Titralac) contém 1,25 g por
5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não associe a outros compostos
que podem ser quelados pelo cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Suplementação de cálcio: 70-185 mg/kg/dia, por via oral, misturado ao alimento.
• Ligante de fosfato: 60-100 mg/kg/dia, em doses fracionadas, geralmente por via oral,
misturado ao alimento.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais. De modo geral, outros sais de cálcio são
usados para suplementação no gado.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento dietético
normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de interrupção do uso em
animais destinados ao consumo humano.
Cálcio, Citrato de
Nome comercial e outros nomes
Citracal (de venda livre)
Medicamentos comercializados no Brasil
Miocalven D (h)
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas
orgânicos. O citrato de cálcio é administrado por via oral, para suplementação do cálcio na
dieta.
Indicações e Usos Clínicos
O citrato de cálcio é usado para tratamento de hipocalcemia, como aquela associada ao
hipoparatireoidismo. É também utilizado como ligante intestinal de fosfato, no tratamento
da hiperfosfatemia associada a insuficiência renal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia. Durante o tratamento com
qualquer suplemento de cálcio, podem ser observados constipação intestinal e
timpanismo.
Contraindicações e Precauções
Quando o carbonato de cálcio ou o citrato de cálcio são usados como ligantes de fosfato
para prevenção de hiperfosfatemia, deve-se ter cuidado para evitar o desenvolvimento de
hipercalcemia em pacientes com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
A administração oral de suplementos de cálcio pode interferir na absorção de outros
medicamentos, como as fluoroquinolonas (p. ex., enrofloxacino, orbifloxacino,
marbofloxacino), bifosfonatos, zinco, ferro e tetraciclinas.
Instruções de Uso
As doses devem ser ajustadas de acordo com as concentrações séricas de cálcio.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio, principalmente em pacientes com insuficiência renal.
Formulações
O citrato de cálcio é comercializado em comprimidos de 950 mg (contendo 200 mg de íon
cálcio).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a compostos
que reconhecidamente quelam o cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 10-30 mg/kg a cada 8 horas (com as refeições), por via oral.
Cães
• 20 mg/kg/dia (com as refeições), por via oral.
Cães e Gatos
• Como ligante de fosfato (na prevenção de hiperfosfatemia): 10-20 mg/kg por dia em
doses fracionadas, com as refeições, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento dietético
normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de carência em animais
destinados ao consumo humano.
Cálcio, Cloreto de
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução de cloreto de cálcio (g)
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial para a integridade funcional de diversos sistemas
orgânicos. A solução injetável contém 27,2 mg de íon cálcio (1,36 mEq) por mililitro (mL). O
cloreto de cálcio aumenta mais o nível de cálcio ionizado no sangue do que os demais sais
de cálcio.
Indicações e Usos Clínicos
O cloreto de cálcio é usado em situações agudas, para reposição eletrolítica ou como
cardiotônico. É administrado a vacas com hipocalcemia (febre do leite).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A superdosagem de cálcio é possível. Não administre a solução para uso intravenoso por
via subcutânea ou intramuscular, dado o risco de necrose tecidual.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intravenosa a taxa elevada. Em vacas, a administração
intravenosa rápida pode provocar arritmias cardíacas e até mesmo a morte.
Interações Medicamentosas
O cloreto de cálcio é precipitado pelo bicarbonato de sódio. Não misture a compostos que
reconhecidamente quelam o cálcio.
Instruções de Uso
A forma injetável contém 27,2 mg de íon cálcio (1,36 mEq) por mililitro. O cloreto de cálcio
geralmente é usado em situações de emergência. Administrações intracardíacas são
relatadas, mas evite injeções miocárdicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio. Durante a administração, monitore a frequência
cardíaca.
Formulações
O cloreto de cálcio é comercializado em solução a 10% (100 mg/mL). Isto equivale a 1,36
mEq de íon cálcio por mililitro. As preparações para administração a grandes animais
geralmente contêm 8,5-11,5 g de cálcio por 500 mL. Muitas formulações também contêm
magnésio.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a outros compostos que
possam quelar o cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,1-0,3 mL/kg por via intravenosa (lenta).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 2 g/100 kg de peso corpóreo, por via intravenosa, à taxa de 1 g/min.
Equinos
• 1-2 g para cavalo adulto, por via intravenosa lenta.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento
dietético normal, com pouco risco de resíduos, não foram sugeridos tempos de carência em
animais destinados ao consumo humano.
Cálcio, Gluconato e Borogluconato de
Nomes comerciais e outros nomes
Kalcinate, AmVet, Cal-Nate e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Os suplementos de cálcio no Brasil possuem o gluconato de cálcio associado a outros
minerais e/ou vitaminas. Calciotrat SM oral (v) , Calfon (v) , Gluconato de Cálcio Reforçado
Vigor (v)
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial à integridade funcional de diversos sistemas
orgânicos. O gluconato e o borogluconato de cálcio são administrados por via oral
para suplementação dietética e por via injetável no tratamento de condições agudas, em
que o rápido aumento da concentração sérica do íon é necessário.
Indicações e Usos Clínicos
O gluconato e o borogluconato de cálcio são usados para o tratamento da hipocalcemia,
como aquela associada ao hipoparatireoidismo, e das deficiências eletrolíticas. Os
suplementos de cálcio são administrados a vacas para tratamento da hipocalcemia (febre do
leite).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia. Durante o tratamento com
qualquer suplemento de cálcio, constipação intestinal e timpanismo podem ser
observados. Administrações intramusculares ou subcutâneas podem provocar lesão e
necrose tecidual no local da injeção.
Contraindicações e Precauções
Evite a rápida administração intravenosa. Não administre a pacientes predispostos à
formação de cálculos renais ou vesicais contendo cálcio. Evite a administração da solução
de uso intravenoso por via subcutânea ou intramuscular, pois existe o risco de necrose
tecidual.
Interações Medicamentosas
Não misture a bicarbonatos (bicarbonato de sódio), fosfatos, sulfatos e tartaratos, pois
podeocorrer precipitação. Entre os medicamentos que podem precipitar o gluconato de
cálcio, incluem-se a oxitetraciclina, a prometazina, a sulfametazina, a tetraciclina, a
cefalotina e a anfotericina B. Suplementos de cálcio podem interferir na absorção oral de
ferro, tetraciclinas e fluoroquinolonas.
Instruções de Uso
Os comprimidos de 500 mg contêm 45 mg de íon cálcio. A solução injetável a 10% contém
97 mg [9,3 mg de íon cálcio (0,47 mEq)] por mL.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio. Monitore a frequência cardíaca durante a
administração intravenosa.
Formulações
O gluconato de cálcio é comercializado como solução injetável a 10% (100 mg/mL).
A solução a 10% contém 9,3 mg de íon cálcio por mL, ou 0,465 mEq por mL. É também
comercializado em comprimidos de 325 mg, 500 mg, 650 mg, 975 mg e 1 g. Cada grama
contém 90 mg de íon cálcio. Os comprimidos mastigáveis de uso humano têm 650 mg e
1 g.
O borogluconato de cálcio é comercializado em solução a 230 mg/mL (AmVet
Gluconato de Cálcio a 23% e Cal Nate).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As
soluções devem ser translúcidas. Em caso de presença de cristais, esquente o frasco a 30-
40 °C para dissolvê-los. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não
misture a compostos que podem quelar o cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 75-500 mg, por via intravenosa, lentamente.
Posologia para Grandes Animais (use Borogluconato de Cálcio)
Bovinos e Equinos
• 5-12 g, diluídos em 500 mL, infundidos por via intravenosa, lentamente.
Suínos e Ovinos
• 5-1,5 g, por via intravenosa, lentamente.
Vacas Leiteiras
• 2 g/100 kg de peso corporal, lentamente, em taxa de 1g/min.
Equinos
• 50-70 g, diluídos em dextrose a 5%, infundidos por via intravenosa, lentamente.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento
dietético normal, com pouco risco de resíduos, os tempos de carência em animais destinados
ao consumo humano não foram sugeridos.
Cálcio, Lactato de
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de cálcio. O cálcio é essencial à integridade funcional de diversos sistemas
orgânicos. Este suplemento oral é usado no tratamento e na prevenção de deficiências.
Indicações e Usos Clínicos
O lactato de cálcio é usado para o tratamento da hipocalemia, como aquela associada ao
hipoparatireoidismo, e em deficiências eletrolíticas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A suplementação excessiva pode provocar hipercalcemia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes predispostos à formação de cálculos renais ou vesicais
contendo cálcio.
Interações Medicamentosas
Suplementos de cálcio podem interferir na absorção oral de ferro, tetraciclinas e
fluoroquinolonas.
Instruções de Uso
O lactato de cálcio contém 130 mg de íon cálcio por grama.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio.
Formulações
O lactato de cálcio é comercializado em comprimidos de 325 mg (42,25 mg de íon cálcio) e
650 mg (84,5 mg de íon cálcio), de venda livre.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Não misture a compostos que
possam quelar o cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 g/dia (em doses divididas) por via oral.
Gatos
• 0,2-0,5 g/dia (em doses divididas) por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Regulação Legal
Os tempos de interrupção da terapia não foram determinados. Por ser um suplemento
dietético normal, com pouco risco de resíduos, tempos de carência em animais destinados
ao consumo humano não foram sugeridos.
Calcitriol
Nomes comerciais e outros nomes
Rocaltrol e Calcijex
Medicamentos comercializados no Brasil
Rocaltrol (h) , Sigmatriol (h)
Classificação funcional
Suplemento de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Análogo da vitamina D, também chamado 1,25-di-hidroxicolecalciferol. O calcitriol é
normalmente formado nos rins, a partir do 25-hidroxicolecalciferol. A ação do calcitriol é
aumentar a absorção de cálcio do intestino e facilitar a ação do paratormônio (PTH) sobre
os ossos. Em animais, baixos níveis de calcitriol reduzem a absorção intestinal de cálcio.
Animais com insuficiência renal crônica e hiperparatireoidismo geralmente apresentam
baixos níveis de calcitriol. O calcitriol pode também inibir a síntese e o armazenamento de
PTH.
Indicações e Usos Clínicos
O calcitriol é usado no tratamento da deficiência de cálcio e em doenças como
hipocalcemia associada a hiperparatireoidismo. É também administrado para aumentar as
concentrações de cálcio em gatos submetidos a remoção das paratireoides. Neste caso, é
oferecido com suplemento de cálcio na dieta. Em cães e gatos, o calcitriol é usado para
manejo do equilíbrio de cálcio e fósforo na nefropatia crônica. Embora seja utilizado por
veterinários para redução das concentrações renais secundárias de PTH em nefropatas
crônicos, este benefício é controverso e não sustentado por fortes evidências. O calcitriol não
deve ser usado como suplemento de vitamina D.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A superdosagem pode provocar hipercalcemia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de hipercalcemia. As cápsulas
de uso humano podem conter doses muito altas para cães e gatos, e devem ser
reformuladas.
Interações Medicamentosas
O calcitriol pode provocar hipercalcemia caso seja usado com diuréticos da classe das
tiazidas.
Instruções de Uso
As doses devem ser ajustadas para cada paciente, de acordo com a resposta e
o monitoramento das concentrações plasmáticas de cálcio. As doses necessárias podem
variar, dependendo do ajuste dos níveis de cálcio. Quando usado no tratamento de cães
nefropatas crônicos, por exemplo, a dose seria de 2,5 ng/kg/dia, mas variou de 0,75 a
5 ng/kg/dia com base nos ajustes devidos à mensuração dos níveis de cálcio.
Na insuficiência renal crônica, o calcitriol é geralmente associado a inibidores da absorção
intestinal de fosfato (p. ex., hidróxido de alumínio) e a restrição dietética de fósforo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a concentração plasmática de cálcio ionizado. Ajuste as doses conforme seja
necessário para manter as concentrações normais de cálcio, de fósforo e do PTH. Monitore
as concentrações séricas de PTH (muitos laboratórios fazem este teste). Monitore a
creatinina sérica durante o tratamento de nefropatia crônica.
Formulações
O calcitriol é comercializado em forma injetável (Calcijex ® ), a 1 e 2 μg/mL, cápsulas de
0,25 e 0,5 μg e solução oral a 1 μg/mL (Rocaltrol ® ).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Hiperparatireoidismo renal secundário na insuficiência renal crônica: 2,5 ng/kg, por via
oral, uma vez ao dia. Ajuste a dose segundo as concentrações de cálcio e PTH. Caso
Gatos
os níveis de PTH permaneçam elevados, mas os de cálcio não, aumente a dose para
3,5 ng/kg, uma vez ao dia, e aumentando-a gradualmente até 5 ng/kg/dia.
• Hipocalcemia (após remoção das paratireoides): 0,25 μg/gato a cada 48 horas, por via
oral, ou 0,01-0,04 μg/kg/dia, por via oral (10-40 ng/kg/dia).
• Hiperparatireoidismo renal secundário na insuficiência renal crônica: 2,5 ng/kg, por via
oral, uma vez ao dia. Ajuste a dose segundo as concentrações de cálcio e PTH. Caso
os níveis de PTH permaneçam elevados, mas os de cálcio não, aumente a dose para
3,5 ng/kg, uma vez ao dia, e aumente-a gradualmente até 5 ng/kg/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Caolim + Pectina
Nomes comerciais e outros nomes
Somente marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Kaomagna (h)
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Formulação antidiarreica. O caolim é uma forma de silicato de alumínio e a pectina é um
carboidrato extraído a partir de cascas de frutas cítricas. Este produto age como demulcente
e adsorvente no tratamento da diarreia. Acredita-se que a ação do caolim +pectina esteja
relacionada a ligação das toxinas bacterianas (endotoxinas e enterotoxinas) no trato
gastrointestinal. Contudo, estudos experimentais demonstraram que o caolim + pectina é
ineficaz na ligação com a enterotoxina da E.coli e estudos clínicos falharam em demonstrar
um benefício na administração desse produto. Esse produto pode mudar a consistência das
fezes, mas não diminui a perda de fluidos ou eletrolítica, nem irá encurtar a duração da
doença. As formulações de KaoPectate ® contêm salicilato como um de seus ingredientes
ativos.
Indicações e Usos Clínicos
As associações de caolim + pectina são utilizadas para o tratamento sintomático da diarreia
aguda. Apesar da falta de evidências clínicas da eficácia, alguns veterinários administram
esse medicamento para tratamentos de curta duração. As formas comerciais que contêm
salicilato (8,68 mg/mL) podem apresentar efeitos anti-inflamatórios, diminuindo a diarreia
secretória causada por bactérias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são incomuns. Há 8,7 mg/mL de salicilato na formulação regular e
16 mg/mL na formulação extraforte. Alguns animais podem ser sensíveis ao salicilato,
assim, esse ingrediente na formulação deve ser considerado antes da administração
nesses animais.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. Entretanto, o componente caolim pode
diminuir a absorção de outros medicamentos. Assim, administre outros medicamentos
por via oral 30 minutos antes do tratamento com caolim + pectina para evitar interações
medicamentosas.
Instruções de Uso
O caolim + pectina pode não alterar o curso da diarreia, mas pode mudar o aspecto das
fezes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O caolim + pectina não está mais disponível na forma do produto KaoPectate ®
(previamente disponível em suspensão oral de 340g). Todas as formulações de KaoPectate ®
contêm subsalicilato de bismuto. O salicilato (8,68 mg/mL) está presente em KaoPectate ® .
As formulações veterinárias de caolim + pectina estão disponíveis em diversas marcas
genéricas em recipientes de aproximadamente 1 e 3,8 L, contendo 5,8 g de caolim e
0,139 g de pectina em 30 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado e protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-2 mL/kg a cada 2-6 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 180-300 mL a cada 2-3 horas por via oral.
Bezerros e Potros
• 90-120 mL a cada 2-3 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Existe um pequeno risco de resíduos em animais destinados ao consumo humano. Não é
necessário estabelecer período de carência.
Captopril
Nome comercial e outros nomes
Capoten
Medicamentos comercializados no Brasil
Capoten (h) , Captotec (h) , Captopril (g)
Classificação funcional
Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da ECA. O captopril inibe a conversão da angiotensina I em angiotensina II,
provocando vasodilatação. A angiotensina II é um potente vasoconstritor que promove
estimulação simpática, hipertensão renal e síntese de aldosterona. Os inibidores da ECA
limitam a ação congestiva da aldosterona ao limitar a retenção de sódio e água provocada
pela mesma. O captopril, assim como outros inibidores da ECA, provoca vasodilatação, mas
esses medicamentos também o fazem ao aumentar a concentração de algumas cininas e
prostaglandinas vasodilatadoras.
Indicações e Usos Clínicos
O captopril, assim como outros inibidores da ECA, é usado para tratamento de hipertensão e
de insuficiência cardíaca congestiva. É prescrito principalmente para cães, mas seu uso tem
diminuído. O captopril foi o primeiro inibidor da ECA para uso clínico, mas foi substituído por
outros fármacos, como o enalapril, o benazepril e o lisinopril. Diferentemente do enalapril e
do benazepril, seu uso clínico em cães e gatos não foi estudado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em doses excessivas, pode provocar hipotensão. O captopril pode causar azotemia em
alguns pacientes, principalmente quando associado a diuréticos potentes (p. ex.,
furosemida). Efeitos colaterais sobre o TGI, principalmente anorexia, são observados em
cães.
Contraindicações e Precauções
Interrompa a administração de inibidores da ECA em gestantes; esses fármacos
atravessam a barreira placentária e podem causar malformações e morte fetais.
Interações Medicamentosas
Use com cuidado em associação com diuréticos e suplementos de potássio. Antiinflamatórios
não esteroides (AINEs) podem reduzir o efeito anti-hipertensivo.
Instruções de Uso
Na clínica de pequenos animais, o captopril foi substituído pelo enalapril e pelo benazepril,
conforme recomendação de muitos especialistas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o paciente cuidadosamente, evitando o desenvolvimento de hipotensão. Durante
o tratamento com qualquer inibidor da ECA, monitore a concentração de eletrólitos e a
função renal por 3-7 dias após a instituição da terapia e, daí por diante, periodicamente.
Formulações
O captopril é comercializado em comprimidos de 12,5; 25; 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, à temperatura ambiente. O captopril é mais estável em
pH ácido. As soluções compostas são estáveis por 30 dias quando refrigeradas. No entanto,
não se deve usar água de torneira; deve-se utilizar água purificada para garantir a
estabilidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5-2 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.
Gatos
• 3,12-6,25 mg/gato a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 3
Carbenicilina
Nomes comerciais e outros nomes
Geopen e Pyopen Carbenicilina indanil sódica (Geocilin)
Medicamentos comercializados no Brasil
Carbenicilina Pfizer (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. A carbenicilina exerce ação similar à da ampicilina, que inibe a
síntese da parede bacteriana. Seu espectro de ação é amplo, abrangendo bactérias Grampositivas
e Gram-negativas. No entanto, pode haver resistência, principalmente entre cepas
betalactamase-positivas. A diferença entre a carbenicilina e a ampicilina é a atividade da
primeira contra Pseudomonas aeruginosa e outras bactérias Gram-negativas resistentes à
ampicilina e à amoxicilina. Em animais, sua meia-vida é curta, e a depuração (clearance),
rápida; portanto, a administração deve ser frequente.
Indicações e Usos Clínicos
A carbenicilina é usada no tratamento de infecções Gram-negativas em animais, inclusive
aquelas provocadas por Pseudomonas aeruginosa. O uso da carbenicilina é incomum em
medicina veterinária, por ter sido este fármaco substituído pela ticarcilina e pelas
cefalosporinas. A carbenicilina indanil sódica (Geocillin) é pouco absorvida quando
administrada por via oral e não deve ser usada para tratamento de infecções sistêmicas. No
entanto, esta forma pode provocar concentrações urinárias suficientes para o tratamento de
algumas infecções do trato urinário inferior.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A carbenicilina, assim como outras penicilinas, pode provocar reações alérgicas. Em alguns
animais, a carbenicilina pode causar problemas hemorrágicos, por interferir na função
plaquetária.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes sensíveis (p. ex., alérgicos) a penicilinas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Não misture em frascos de
outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
A carbenicilina tem meia-vida curta e deve ser administrada com frequência para que seu
efeito bactericida seja ótimo. No tratamento de infecções causadas por Pseudomonas, a
carbenicilina injetável é geralmente associada a um aminoglicosídeo. Não misture a
carbenicilina a aminoglicosídeos antes da administração, dado o risco de inativação. A
carbenicilina indanil sódica é a formulação oral do antibiótico, mas mantém concentrações
suficientes apenas para o tratamento de infecções do trato urinário inferior. Não use em
infecções sistêmicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Recomenda-se a realização de cultura e antibiograma, para orientar a terapia. Segundo
o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de perda de sensibilidade
são ≤ 128 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16 μg/mL para os demais microrganismos Gramnegativos.
Formulações
A carbenicilina não é mais comercializada, por ter sido substituída por outros antibióticos. No
entanto, formulações antigas eram compostas por frascos com 1; 2; 5; 10 e 30 g de solução
injetável e comprimidos de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É estável
com pH de 6,5, mas a taxa de degradação é maior com pH mais alto ou mais baixo.
Administre rapidamente após reconstituição da solução.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Carbenicilina: 40-50 mg/kg e até 100 mg/kg a cada 6-8 horas, por vias intravenosa,
intramuscular ou subcutânea.
• Carbenicilina indanil sódica: 10 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Carbimazol
Nomes comerciais e outros nomes:
Neomercazole, Vidalta
Medicamentos comercializados no Brasil:
Não constam
Classificação funcional
Antitireoidiano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antitireoidiano similar ao metimazol. Trata-se de um profármaco convertido em metimazol
após a administração. Tal como o metimazol, serve como substrato para a peroxidase
tireoidiana (TPO), inibindo-a e reduzindo a incorporação de iodo nas moléculas de tirosina.
Também inibe o acoplamento de resíduos mono- e di-iodados para formação de T4 e T3.
Para alguns pacientes, o carbimazol é preferido ao metimazol, por provocar menos efeitos
colaterais, tais como problemas no TGI. Em gatos, a absorção oral do carbimazol (com base
nas concentrações de metimazol) é de 88%.
Indicações e Usos Clínicos
O carbimazol é usado para tratamento de hipertireoidismo, principalmente em gatos. É mais
encontrado na Europa, onde a experiência clínica é maior do que nos Estados Unidos. A
indisponibilidade limita a experiência norte-americana. Na Europa, há uma formulação de
liberação contínua (Vidalta) para humanos, administrada em dose de 15 mg uma vez ao
dia, passando-se a 10-25 mg por dia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em gatos, podem ser observadas reações similares às do lúpus, como vasculite e alterações
medulares. Em seres humanos, foram observadas agranulocitose e leucopenia. Acreditase
que outros efeitos sistêmicos relatados do metimazol possam ser observados durante o
tratamento com carbimazol (p. ex., alterações medulares).
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatos que apresentem mielossupressão ou trombocitopenia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O carbimazol é usado na Europa, e, nos EUA, a experiência clínica com este medicamento é
limitada. As indicações clínicas e o modo de administração são similares aos do metimazol.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de hormônios tireoidianos para ajustar a dose de carbimazol.
Monitore periodicamente o hemograma, à procura de evidências de mielossupressão.
Formulações
Este medicamento não foi aprovado nos EUA, e pode ser obtido na Europa.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 5 mg/gato a cada 8 horas (indução), seguidos de 5 mg/gato a cada 12 horas, por via
Cães
oral. O Vidalta ® (uma nova formulação de liberação contínua existente na Europa) é
administrado em dose de indução de 15 mg 1 vez ao dia e em doses de manutenção
de 10 a 15 mg, 1 vez ao dia.
Não há dose estabelecida para cães.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Carbonato de Lítio
Nomes comerciais e outros nomes
Lithotabs ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Carbolitium (h) , Carbonato de Lítio (g)
Classificação funcional
Imunoestimulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O lítio estimula a granulopoiese e aumenta o pool de neutrófilos em animais. Também afeta
o sistema nervoso central (SNC), pois interfere no equilíbrio dos neurotransmissores.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, o lítio é usado para o tratamento da depressão. Não tem sido utilizado
com este propósito em animais. Também tem sido utilizado experimentalmente para
aumentar a contagem de neutrófilos após a terapia em pacientes com câncer e para prevenir
a citotoxicidade causada pelos medicamentos anticancerígenos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos incluem diabetes insípido nefrogênica, ptialismo, letargia e
convulsões. Em seres humanos, alguns dos efeitos adversos são alterações
cardiovasculares, sonolência e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não é recomendado para gatos.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas.
Instruções de Uso
O uso em animais é incomum e estão disponíveis poucas informações sobre doses.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a contagem de neutrófilos.
Formulações
O lítio está disponível em cápsulas de 150, 300 e 600 mg e xarope de 300 mg/5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
Não é recomendado.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais destinados ao consumo humano.
Para estimar períodos de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-
USFARAD (1-888.873-2723).
Carboplatina
Nome comercial e outros nomes
Paraplatin
Medicamentos comercializados no Brasil
Paraplatin (h) , Platamine CS (h) e Carboplantina (g)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antineoplásico. A carboplatina é um composto de segunda geração à base de platina, similar
à cisplatina. Sua ação é similar à da cisplatina. É um agente alquilante bifuncional, que
interrompe a replicação de DNA em células cancerígenas. Induz a lise da célula neoplásica
independentemente da fase do ciclo celular. Sua principal via de eliminação é renal.
Substituiu a cisplatina em alguns protocolos antineoplásicos, por ser menos tóxica.
Indicações e Usos Clínicos
A carboplatina é usada no tratamento de carcinomas (inclusive os espinocelulares),
melanomas, osteossarcomas e outros sarcomas. Em cães, mielossupressão é o principal fator
limitante da dose. Comparada à cisplatina, a carboplatina é mais bem tolerada por gatos,
sendo preferida para esta espécie. No entanto, a mielossupressão limita a dosagem.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Comparada à cisplatina, a carboplatina é menos emetogênica e menos nefrotóxica. Em
cães, os outros efeitos adversos mais comumente observados estão relacionados com o
trato gastrointestinal (TGI) (gastroenterite, vômito, anorexia e diarreia). O efeito
limitante da dose são mielossupressão, anemia, leucopenia ou trombocitopenia. Em cães,
o ponto mais baixo da imunossupressão ocorre aos 14 dias, mas há recuperação aos 21-28
dias. Em gatos, o ponto mais baixo é aos 21 dias, e a recuperação, aos 28 dias. A
carboplatina provoca menos vômito do que a cisplatina, mas os efeitos tóxicos sobre o TGI
ainda são importantes, principalmente em cães de pequeno porte. Por ser excretada pelos
rins, animais com redução da função renal podem apresentar maior taxa de efeitos
colaterais sobre o TGI.
Contraindicações e Precauções
Em um estudo, cães de pequeno porte foram mais suscetíveis aos efeitos adversos do que
cães de grande porte.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros medicamentos nefrotóxicos.
Instruções de Uso
A carboplatina deve ser reconstituída e administrada por via intravenosa. É estável por 1
mês quando reconstituída com dextrose a 5%. Pode ser congelada a -4 °C para
prolongamento da estabilidade do material reconstituído. Não use equipos de administração
que contenham alumínio, devido à incompatibilidade. A carboplatina é geralmente usada
em protocolos antineoplásicos específicos; consulte os esquemas oncológicos. Em cães, é
administrada na dossagem de 1 mg /m2. Esta dosagem provocou mais efeitos colaterais em
cães de pequeno porte do que naqueles de grande porte; nos animais menores, porém, a
probabilidade de resposta foi maior. A carboplatina é excretada pelos rins; a dose
administrada, portanto, deve ser reduzida em proporção às menores taxas de filtração
glomerular e depuração (clearance) de creatinina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Recomenda-se monitoramento do hemograma e da contagem de plaquetas durante
o tratamento.
Formulações
A carboplatina é comercializada em frascos contendo 50 e 150 mg de solução injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
carboplatina é estável por um mês se for reconstituída com dextrose a 5%. É estável caso
seja congelad, a -4 °C.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 300 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 3-4 semanas. É também administrada em dose
Gatos
de 300 mg/m 2 em cães com menos de 15 kg e 350 mg/m 2 em cães com mais de
15 kg.
• 200-227 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 4 semanas, totalizando quatro
tratamentos; para um gato de 4 kg, esta dose é equivalente a 14,7 mg/kg.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente neoplásico, este medicamento não deve ser usado em
animais destinados ao consumo humano.
Carprofeno
Nomes comerciais e outros nomes
Rimadyl, Vetprofen, Zinecarp (Europa) e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Rimadyl (v) , Carboflan (v)
Classificação funcional
AINE
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O carprofeno é um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE). Tal como outros
AINEs desta classe, o carprofeno exerce efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibir a
síntese de prostaglandinas. A enzima inibida por um AINE é a ciclo-oxigenase (COX). A
enzima COX existe em duas formas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é primariamente responsável
pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do TGI, da função
renal, da função plaquetária e de outras funções importantes. A COX-2 é induzida e
responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes mediadores da dor, da
inflamação e da febre (em algumas situações, as funções de COX-1 e COX-2 podem
sobrepor-se). Em comparação com os AINEs mais antigos, o carprofeno atua relativamente
pouco sobre a COX-1, mas não se sabe se a especificidade a uma ou outra isoforma da
enzima está relacionada com a segurança ou com a eficácia. Em equinos, o carprofeno não é
tão seletivo para a COX-2 quanto o é para cães. Como analgésico, seu mecanismo de ação
pode envolver outras ações além da inibição da síntese de prostaglandinas.
Indicações e Usos Clínicos
O carprofeno é usado principalmente no tratamento da dor musculoesquelética e da dor
aguda associada a cirurgias ou traumas. Este medicamento é empregado principalmente
para o tratamento de cães. O uso prolongado e seguro para gatos não foi estabelecido. No
entanto, o carprofeno é aprovado na Europa para administração única injetável em gatos,
em dose de 4 mg/kg. Embora seu uso em grandes animais seja incomum, o carprofeno, em
dose de 0,7 mg/kg, por via intravenosa, reduziu a inflamação associada à mastite provocada
por Escherichia coli em vacas. O carprofeno é usado em equinos, embora, nesta espécie, a
inibição de COX-2 não seja tão seletiva quanto aquela observada em cães. Na Europa, o
carprofeno é registrado para tratamento da febre associada a mastite em vacas e para
redução da inflamação decorrente da doença respiratória bovina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães, a segurança do carprofeno foi determinada por seu fabricante em estudos préclínicos.
Nesta espécie, os efeitos adversos mais comumente observados estão
relacionados com o trato gastrointestinal (TGI) (vômitos, anorexia e diarreia). Úlceras,
perfurações e sangramentos do TGI são incomuns em cães. Em raros casos, o carprofeno
provocou intoxicação hepática idiossincrática aguda. Os sinais de intoxicação geralmente
aparecem 2-3 semanas após o tratamento. Em cães anestesiados, o carprofeno não
provocou efeitos renais adversos. O carprofeno pode reduzir as concentrações totais de
hormônios tireoidianos (T4) em cães, mas não os níveis de T4 livre. Quando
administrado nas mesmas doses usadas em cães, o carprofeno foi tóxico para gatos.
Contraindicações e Precauções
Não use em gatos nas doses destinadas a cães. Não administre a animais suscetíveis ao
desenvolvimento de úlceras no TGI. Não associe a medicamentos ulcerogênicos, tais
como corticosteroides. Caso o paciente já tenha apresentado efeitos adversos durante
o tratamento com AINEs, o carprofeno deve ser usado com cautela.
Interações Medicamentosas
Tenha cuidado ao associar AINEs a outros fármacos que sabidamente provoquem lesões
no TGI (p. ex., corticosteroides). A eficácia de inibidores da enzima conversora da
angiotensina (ECA) e diuréticos (p. ex., furosemida) pode ser reduzida durante a
administração concomitante de AINEs.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em investigações clínicas realizadas em cães com artrite e no
tratamento da dor associada a cirurgias. Em cães, a administração de carprofeno 1 ou 2
vezes ao dia tem a mesma eficácia. Em gatos, a única dose aprovada é a de 4 mg/kg,
administrada uma vez, para tratamento da dor cirúrgica. No entanto, para uso prolongado
extrapolações farmacocinéticas sugerem a dose de 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
A segurança em longo prazo desta dose não foi estabelecida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Aproximadamente 7-14 dias após a instituição do tratamento, as enzimas hepáticas devem
ser monitoradas quanto ao desenvolvimento de intoxicação induzida pelo AINE. Caso
estejam elevadas, deve-se interromper a terapia e entrar em contato com o fabricante do
medicamento.
Formulações
O carprofeno é comercializado em cápsulas de 25, 75 e 100 mg; comprimidos mastigáveis
de 25, 75 e 100 mg; e solução injetável a 50 mg/mL.
(O Zinecarp injetável é comercializado na Europa.)
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Pode-se
preparar o carprofeno misturando-se os comprimidos com gel de metilcelulose (1%), xarope
simples e veículo flavorizante para suspensão, formando-se suspensões a 1,25; 2,5 ; e
5 mg/mL. Esta formulação é estável se for mantida sob refrigeração ou em temperatura
ambiente por 28 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, ou 4,4 mg a cada 24 horas, por via oral.
• 2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via subcutânea, ou 4,4 mg a cada 24 horas, por via
subcutânea.
Gatos
• 4 mg/kg em dose única, injetável, ou 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, no
tratamento prolongado (a segurança do uso prolongado não foi estabelecida).
Posologia para Grandes Animais
O carprofeno não é aprovado para uso em grandes animais; estudos sobre segurança e
eficácia não foram publicados.
Equinos
• 0,7 mg/kg a cada 24 horas, por via intravenosa (na Europa, o carprofeno é também
comercializado como grânulos para administração oral: 0,7 mg/kg).
Bovinos
• 1,4 mg/kg, por via intravenosa ou subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Nos EUA, os tempos de carência não foram estabelecidos. Sugere-se (com base na rotulagem
vigente na Europa) que o período de carência seja de 21 dias para a carne, mas de 0 dia
para o leite. Recomenda-se cautela durante o tratamento com carprofeno em bovinos, pois o
medicamento apresenta meia-vida mais longa nesta espécie animal do que em outros
animais (30-40 horas).
Classificação RCI: 4
Carvão Vegetal Ativado
Nomes comerciais e outros nomes
ActaChar, Charcadote, Liqui-Char, ToxiBan e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Captor (v) , Enterex (v)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Adsorvente. Liga-se a outras substâncias e impede a absorção delas no intestino. Pode
reduzir a absorção de um toxicante em até 75%.
Indicações e Usos Clínicos
Usado principalmente na adsorção de medicamentos e toxinas no intestino, impedindo sua
absorção. De modo geral, uma única dose é administrada, mas várias doses aumentarão a
eliminação de medicamentos que sofrem circulação entero-hepática.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não é absorvido sistemicamente. Seguro para administração oral, exceto pela possibilidade
de ocorrência de constipação intestinal. No entanto, algumas formulações que contêm
sorbitol podem induzir diarreias.
Contraindicações e Precauções
Usado principalmente para o tratamento de intoxicações.
Interações Medicamentosas
O carvão ativado adsorve quase todas as substâncias administradas por via oral,
impedindo assim sua absorção.
Instruções de Uso
O carvão ativado é usado em relação 10/1 (carvão/toxina) para o tratamento de
intoxicações. Porém, evidências mais recentes indicam que uma relação de > 40/1 é mais
adequada, requerendo doses maiores do que as anteriormente utilizadas. O carvão ativado é
eficaz para o tratamento de intoxicações caso seja administrado em até 4 horas após a
exposição; após este período, seus efeitos são menores. O carvão ativado é comercializado sob
diversas formas e, geralmente, empregado no tratamento de envenenamentos e
intoxicações. Muitas preparações comerciais contêm sorbitol, que age como flavorizante e
promove a catarse intestinal.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Durante o tratamento de intoxicações, o monitoramento cuidadoso dos efeitos da toxina é
necessário, já que o carvão ativado não adsorve todo o veneno/toxicante.
Formulações
O carvão ativado é comercializado em suspensão oral e grânulos. As concentrações variam
de 15 g/72 mL a 50/240 mL. Muitas formulações contêm sorbitol, que é adoçante e pode
atuar como catártico intestinal.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture a outros compostos, pois o carvão ativado adsorve outras substâncias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-4 g/kg, por via oral (grânulos) ou 6-12 mL/kg (suspensão). Administre uma única
dose logo após a intoxicação.
Posologia para Grandes Animais
O uso em grandes animais não é relatado, mas pode ser realizado para o tratamento de
intoxicações em dose de 1 g/kg (grânulos) ou 6-10 mL/kg (suspensão), por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há preocupações com resíduos. Período de carência do tratamento: 0 dia.
Carvedilol
Nome comercial e outros nomes
Coreg
Medicamentos comercializados no Brasil
Coreg (h) , Ictus (h) , Carvedilol (g)
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiarrítmico. Bloqueador não seletivo de receptores beta. O carvedilol é um bloqueador
adrenérgico de terceira geração, que atua sobre receptores do tipo beta 1 e beta 2 do coração
e dos demais tecidos. O carvedilol é único por também apresentar propriedades de
bloqueador alfa, provocando vasodilatação. Relata-se também que o carvedilol tem
propriedades antioxidantes.
Em cães, a meia-vida do f;ármaco é curta (1,2 hora). A absorção oral é baixa e variável,
dados a alta depuração sistêmica e os efeitos de primeira passagem. Em um estudo, a
absorção oral média do carvedilol foi de apenas 14% e altamente variável; em outro, porém,
foi de apenas 1,6% (variando de 0,4% a 54%); isso faz com que o uso oral deste
medicamento para cães seja imprevisível. Em humanos, demonstrou-se que o tratamento
com carvedilol prolongou a sobrevida de pacientes com insuficiência cardíaca, mas esse
efeito não foi demonstrado em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O carvedilol é usado para tratamento de arritmias em animais. É também empregado para
tratamento de hipertensão sistêmica e para bloquear beta-receptores cardíacos em animais
com taquicardia. A eficácia do medicamento é baseada em relatos, extrapolações de
observações realizadas em humanos e alguns estudos conduzidos em cães saudáveis. Nesses
animais, a administração de 0,2 mg/kg, por via oral, reduziu a frequência cardíaca, e a
administração de 0,4 mg/kg por via oral diminuiu a frequência cardíaca e a pressão arterial.
Nesta última dosagem, os efeitos persistiram por 36 horas. Em outros estudos, doses de
0,3 mg/kg não foram eficazes. Em animais enfermos, a dose ideal não é conhecida, e não
foram estabelecidos benefícios a longo prazo. Uma vez que, em cães, a absorção oral é
inconsistente (como foi discutido anteriormente), a resposta pode ser variável. Nessa
espécie, após a administração oral, a eliminação do fármaco é rápida, mas os efeitos
farmacodinâmicos clínicos podem persistir por até 12 horas, talvez pela ação de metabólitos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Devido ao bloqueio de receptores beta, pode-se observar bradicardia. O carvedilol
aumenta o risco de depressão miocárdica e reduz o débito cardíaco. Em outros tecidos,
efeitos adversos do bloqueio não seletivo de receptores beta podem ser observados.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em pacientes com reserva cardíaca limitada. Não administre a animais
desidratados ou hipotensos. Use com cautela em pacientes portadores de doenças
respiratórias, já que o bloqueio de receptores beta pode piorar a broncoconstrição.
Interações Medicamentosas
A administração concomitante de outros betabloqueadores exacerba os efeitos do
carvedilol. Não associe a outros medicamentos que provoquem hipotensão.
Instruções de Uso
As doses recomendadas para cães foram estabelecidas por meio da experiência clínica e
alguns ensaios. Em um estudo de titulação de dose conduzido nessa espécie, foram eficazes
as doses de 0,2 a 0,4 mg/kg, administradas a cada 24 horas, por via oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore cuidadosamente a frequência e o ritmo cardíacos do paciente durante o
tratamento. Na fase inicial da terapia, monitore os pacientes quanto a piora da insuficiência
cardíaca.
Formulações
O carvedilol é comercializado em comprimidos de 3,125; 6,25; 12,5 e 25 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
carvedilol não é solúvel em água. Uma suspensão do medicamento para administração oral
pode ser preparada pela adição de comprimidos de 25 mg a água, formando uma pasta, que
depois é misturada a xarope simples, obtendo-se concentração final de 2 ou 10 mg/mL. Essa
suspensão é estável por 90 dias à temperatura ambiente, protegida da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• As primeiras recomendações publicadas eram de 0,2 mg/kg a cada 24 horas, por via
oral, com gradual aumento da frequência de administração a cada 12 horas e elevação
da dose, chegando-se a 0,4 mg/kg a cada 12 horas. Evidências mais recentes sugerem
que a dose de 1,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, é mais eficaz, mas mesmo esta
não gera respostas clínicas em alguns animais.
Gatos
Dose não estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Cáscara-sagrada (Rhamus purshiana)
Nome comercial e outros nomes
Nature’s Remedy e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cáscara-sagrada
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Estimulante catártico. Acredita-se que estimule localmente a motilidade intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
Laxante usado no tratamento de constipação ou para evacuação intestinal para realização
de procedimentos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso excessivo pode provocar perda de eletrólitos.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais que possam apresentar obstrução intestinal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Disponível em diversos suplementos dietéticos. No Brasil, é comercializada em feiras-livres
em forma de chá e de fitoterápicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os eletrólitos quando usada por períodos prolongados.
Formulações
A cáscara-sagrada é comercializada em diversas dosagens, inclusive comprimidos, cápsulas e
soluções para administração oral.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,5 mg/kg/dia, por via oral.
Gatos
• 1-2 mg/gato/dia, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Cefaclor mono-hidratado
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Ceclor (h) , Ceclor AF (h) , Cefaclor (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos betalactâmicos,
que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefaclor, assim como
outras cefalosporinas de terceira geração, é mais ativo contra bactérias Gram-negativas e
tem sido usado para o tratamento de infecções provocadas por resistentes aos antibióticos de
primeira geração.
Indicações e Usos Clínicos
O cefaclor não é comumente usado em medicina veterinária, devido ao uso mais
disseminado de outras cefalosporinas. No entanto, pode ser indicado para tratamento de
infecções provocadas por microrganismos resistentes às cefalosporinas de primeira geração.
Embora o cefaclor seja administrado por via oral, a extensão de sua absorção e sua eficácia
em cães e gatos são desconhecidas. Os esquemas terapêuticos e suas indicações são
derivados, principalmente, de extrapolações da dosagem e informações empíricas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e
diarreia em pequenos animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros antibióticos betalactâmicos, principalmente a
outras cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas
e cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com varfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e seu uso não é
recomendado, a não ser que estejam disponíveis informações derivadas de estudos
farmacocinéticos ou de eficácia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a
outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
O cefaclor é usado principalmente como tratamento alternativo, nos casos de resistência a
cefalosporinas de primeira geração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),
o ponto de perda de suscetibilidade é ≤ 8 μg/mL.
Formulações
O cefaclor é comercializado em cápsulas de 250 e 500 mg e em suspensão oral a
25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15-20 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.
Gatos
• 15-20 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os intervalos de carência não foram estabelecidos.
No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos
é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência,
contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cefadroxila
Nomes comerciais e outros nomes
Cefa-Tabs e Cefa-Drops (preparações veterinárias), Duricef e genérico (preparações para
uso humano)
Medicamentos comercializados no Brasil
Cefa-Cure (v) , Cefa-drops (v) Cefamox (h) , cefadroxila (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos betalactâmicos,
inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do microorrganismo.
As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta geração, dependendo do seu espectro de ação. A cefadroxila é uma
cefalosporina de primeira gerações, com atividade e uso clínico similares aos da cefalexina.
Tal como outras cefalosporinas de primeira geração, é ativa contra espécies de Streptococcus e
Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella
pneumoniae. No entanto, é comum a resistência entre bactérias Gram-negativas. Não é ativa
contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus (MRS) que são resistentes à oxacilina também
apresentam resistência às cefalosporinas de primeira geração.
Indicações e Usos Clínicos
Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, a cefadroxila é indicada para
tratamento de infecções comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e
tecidos moles, piodermite e outras infecções dérmicas, e pneumonia. Sua eficácia no
tratamento de infecções provocadas por bactérias anaeróbicas é imprevisível. A absorção
adequada após a administração oral foi demonstrada em potros, mas não em equinos
adultos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, a cefadroxila é conhecida por provocar
vômitos após a administração oral. Estima-se que isto ocorra em até 10% dos cães
tratados. Cavalos adultos submetidos ao tratamento por via oral podem apresentar
diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros antibióticos betalactâmicos, principalmente a
outras cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas
e cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas
não devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou
estejam sob tratamento anticoagulante com varfarina. Essas cefalosporinas são aquelas
que contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o
cefamandol e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a
outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
O espectro da cefadroxila é similar ao de outras cefalosporinas de primeira geração. A
aprovação do Food and Drug Adminitration (FDA) é adequada à faixa de dosagens. Para
antibiograma, use a cefalotina como “droga-teste”.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismo. A cefalotina é usada
como marcador da suscetibilidade à cefalexina, à cefadroxila e à cefradina.
Formulações
A cefadroxila é comercializada em suspensão oral a 50 mg/mL e em comprimidos de 50,
100, 200 e 1.000 mg para uso veterinário. No entanto, a disponibilidade de comprimidos
de uso veterinário é inconstante. A cefadroxila é também comercializada em cápsulas de
500 mg e suspensão oral a 25, 50 e 100 mg/mL para uso humano.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Evite exposição à umidade, para
prevenir a ocorrência de hidrólise.
A cefadroxila em suspensão é estável por 14 dias em refrigeração e por 10 dias em
temperatura ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 22 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, até 30 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
• 22 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Potros
• 30 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. A absorção após a administração oral é adequada
apenas em potros, e não em adultos ou ruminantes.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram
estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença
de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de
carência, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil,
não há produto veterinário comercializado para administração a animais de grande porte.
Cefalexina Mono-hidratada
Nomes comerciais e outros nomes
Keflex e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cefalexina Champion (v) , Celesporin (v) , Rilexine (v) , Keflex (h) , Cefalexina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefalexina é uma
cefalosporina de primeira geração. Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, é
ativa contra espécies de Streptococcus e Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como
Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. No entanto, é comum a resistência entre
bactérias Gram-negativas. Não é ativa contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus spp.
resistentes à meticilina e à oxacilina são também resistentes às cefalosporinas de primeira
geração.
Indicações e Usos Clínicos
Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, a cefalexina é indicada para o
tratamento de infecções comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e
tecidos moles, piodermites e outras infecções dérmicas e pneumonias. Embora não seja
aprovada nos EUA para uso em animais, a cefalexina é registrada em outros países, e há
relatos de sua eficácia. No tratamento de infecções provocadas por bactérias anaeróbicas,
sua eficácia é imprevisível. Em equinos, a meia-vida do medicamento é curta, de apenas 1,6
hora, e sua absorção, após a administração oral, é de somente 5%. Em cães, a absorção após a
administração oral variou de 57%-90%, dependendo do estudo. Nesses animais, a meiavida,
a depuração (clearance), o volume de distribuição (V/F) e a concentração máxima
(CMÁX.) após a administração oral são, respectivamente, de 2,74 horas, 3,14 mL/kg/min,
0,92 L/kg e 19,5 μg/mL.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral de cefalosporinas pode
provocar vômitos e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Embora não seja aprovada para uso veterinário, a cefalexina foi eficaz no tratamento de
piodermite em cães. No antibiograma, use a cefalotina como “fármaco de teste”.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos. A cefalotina é usada
como marcador da suscetibilidade à cefalexina, à cefadroxila e à cefradina. A cefalexina
pode gerar um resultado falso positivo na detecção de glicose na urina quando são utilizadas
fitas que empreguem redução de cobre ou reações enzimáticas.
Formulações
A cefalexina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg; comprimidos de 250 e
500 mg; suspensão oral a 100 mg/mL; e suspensões orais a 125 e 250 mg/5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As
suspensões devem ser guardadas em refrigerador e descartadas após 14 dias. A cefalexina é
compatível com produtos de uso entérico caso seja usada imediatamente após o preparo.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-30 mg/kg a cada 6-12 horas, por via oral; para tratamento de piodermite: 22-
35 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
• 15-20 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 30 mg/kg a cada 8 horas, por via oral, para tratamento de infecções provocadas
por bactérias Gram-positivas (concentração inibitória mínima ≤ 0,5 μg/mL).
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram
estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença
de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de
carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
No Brasil, a cefalexina está associada a outros antimicrobianos, sendo recomendado não
administrá-la a vacas leiteiras quando em período de lactação.
Cefazolina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Ancef, Kefzol e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Kefazol (h) , Ceftrat (h) , Cefazolina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefazolina é uma
cefalosporina de primeira geração. Assim como outras cefalosporinas de primeira geração, é
ativa contra espécies de Streptococcus e Staphylococcus e alguns bacilos Gram-negativos, como
Pasteurella, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. A diferença entre a cefazolina e outras
cefalosporinas de primeira geração está na sua atividade ligeiramente maior contra
Enterobacteriaceae Gram-negativas e seu espectro, similar ao dos antibióticos de segunda
geração. Ainda assim, é comum a resistência entre bactérias Gram-negativas. Não é ativa
contra Pseudomonas aeruginosa. Staphylococcus aureus resistentes à meticilina e outros
estafilococos resistentes à oxacilina são também resistentes às cefalosporinas de primeira
geração. Em cães, a meia-vida, a depuração (clearance) e o volume de distribuição (V) da
cefazolina são de 1,04 hora, 2,9 mL/kg/min e 0,27 L/kg, respectivamente. Em equinos,
estes valores são de 0,62 hora, 5,07 mL/kg/min e 0,27 L/kg, respectivamente.
Indicações e Usos Clínicos
A cefazolina, por ser injetável, é o antibiótico mais comumente usado como profilático antes
de cirurgias. É uma das cefalosporinas injetáveis mais utilizadas em pequenos animais. Assim
como outras cefalosporinas de primeira geração, é indicada para o tratamento de infecções
comuns, inclusive aquelas do trato urinário inferior, de pele e tecidos moles, piodermites e
outras infecções dérmicas e pneumonias. Sua eficácia no tratamento de infecções
provocadas por bactérias anaeróbicas é imprevisível.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas, mas tais alterações não foram observadas
durante o tratamento com cefazolina. Algumas cefalosporinas provocaram convulsões,
mas este é um problema raro. Em cães, quando administrada durante cirurgias, a
cefazolina não afetou negativamente a função cardiovascular.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
A cefazolina é uma cefalosporina de primeira geração comumente usada em sua forma
injetável como profilático antes de cirurgias e no tratamento agudo de infecções graves. No
antibiograma, use a cefalotina como “fármaco de teste”, embora a cefazolina seja
ligeiramente mais ativa contra alguns bacilos Gram-negativos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratoy
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para estafilococos coagulase-positivos, Pasteurella
multocida, estreptococos beta-hemolíticos e Escherichia coli.
Formulações
A cefazolina é comercializada em solução injetável a 50 e 100 mg/50 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Em caso de
ocorrência de descoloração levemente amarelada, a solução ainda é estável. Após a
reconstituição, a solução é estável por 24 horas em temperatura ambiente e 14 dias sob
refrigeração. Se for congelada, é estável por 3 meses.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 20-35 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
• Infusão a taxa constante (ITC): 1,3 mg/kg (dose inicial), seguida de 1,2 mg/kg/hora.
• Uso pericirúrgico: 22 mg/kg por via intravenosa a cada 2 horas durante a cirurgia.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 25 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os intervalos de carência do tratamento não foram
estabelecidos. No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença
de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de
carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Cefdinir
Nome comercial e outros nomes
Omnicef
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefdinir é uma
cefalosporina de terceira geração de administração oral, ativa contra estafilococos e muitos
bacilos Gram-negativos.
Indicações e Usos Clínicos
O cefdinir é uma cefalosporina de terceira geração usada em humanos. Embora tenha sido
empregada para tratamento por via oral, a extensão de sua absorção após a administração e
sua eficácia em cães e gatos não são conhecidas. Os esquemas terapêuticos e suas indicações
são derivados, principalmente, de extrapolações e informações empíricas. É potente contra
infecções de pele, tecidos moles e do trato urinário; no entanto, na maioria dos casos
o cefdinir pode ser substituído por outras cefalosporinas, como a cefpodoxima proxetil.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e
diarreia em pequenos animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e o cefdinir não é
recomendado a não ser que informações derivadas de estudos farmacocinéticos ou de
eficácia sejam disponibilizadas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não associe a
outros medicamentos em formulações compostas, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Seu uso em medicina veterinária não foi relatado. As indicações e doses são extrapoladas das
preparações para seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos.
Formulações
O cefdinir é comercializado em cápsulas de 300 mg e suspensão oral a 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
A dose não foi estabelecida. Em humanos, a dose é de 7 mg/kg a cada 12 horas, por via oral,
e doses similares de 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, foram usadas em animais.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada a sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cefixima
Nome comercial e outros nomes
Suprax
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefixima é uma
cefalosporina de terceira geração de administração oral, mas não exibe o mesmo grau de
atividade contra bacilos Gram-negativos das cefalosporinas injetáveis de terceira geração,
como a cefotaxima. A cefixima é menos ativa contra Staphylococcus do que a cefpodoxima de
uso oral.
Indicações e Usos Clínicos
A cefixima é uma das poucas cefalosporinas de terceira geração de administração oral. É
usada para o tratamento de infecções de pele, tecidos moles e trato urinário. Não é tão ativa
contra Staphylococcus quanto a cefpodoxima e, devido à disponibilidade da cefpodoxima para
uso em animais, é pouco usada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e
diarreia em pequenos animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros beta-lactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona. A absorção oral não foi avaliada em grandes animais, e a cefixima não é
recomendada, a não ser que estejam disponíves informações derivadas de estudos
farmacocinéticos ou de eficácia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Embora não seja aprovada para uso veterinário, as doses recomendadas são baseadas em
estudos farmacocinéticos realizados em cães. Note que o ponto de perda de suscetibilidade
é inferior ao das demais cefalosporinas, o que mostra que os microrganismos considerados
suscetíveis a esses outros antibióticos podem ser resistentes à cefixima.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 1 μg/mL para todos os microrganismos.
Formulações
A cefixima é comercializada em suspensão oral a 20 e 40 mg/mL e em comprimidos
de 400 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
• Infecções do trato urinário: 5 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos (uso extrabula). No entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente
curta, a presença de resíduos é improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de
intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Cefotaxima Sódica
Nome comercial e outros nomes
Claforan
Medicamentos comercializados no Brasil
Ceforan (h) , Claforan (h) , Cefotaxima sódica (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte celular do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefotaxima é uma
cefalosporina de terceira geração. Tal como outras cefalosporinas de terceira geração, é
bastante ativa contra bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae, que podem
ser resistentes às cefalosporinas de primeira ou segunda geração, derivados de ampicilina e
outros antibióticos. A cefotaxima é ativa contra Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae,
Enterobacteriaceae, espécies de Pasteurella e Salmonella, entre outros microrganismos. De modo
geral, não é ativa contra Pseudomonas aeruginosa. É ativa contra estreptococos, mas espécies
de Staphylococcus são menos suscetíveis. Todas as cepas de estafilococos resistentes à
meticilina são resistentes. A atividade da cefotaxima contra bactérias anaeróbicas é
imprevisível.
Indicações e Usos Clínicos
A cefotaxima é usada em casos de resistência a outros antibióticos ou em infecções do SNC.
Por ser injetável, de preço elevado e exigir administração frequente, não é usada em
infecções rotineiras que respondem a outras medicações. Embora seu uso em animais não
seja aprovado pela FDA, a cefotaxima é uma das cefalosporinas de terceira geração mais
comumente administradas a pequenos animais. Sua utilização em animais de grande porte
é incomum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e
diarreia em pequenos animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros fármacos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
A cefalosporina de terceira geração é usada em casos de resistência às cefalosporinas de
primeira e segunda gerações.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.
Formulações
A cefotaxima é comercializada em frascos de 500 mg; e de 1 g e 2 e 10 g para
administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade máxima ocorre com pH de 5-7. Não misture a soluções alcalinas. Coloração
amarela ou âmbar não indica instabilidade. Após a reconstituição, a cefotaxima é estável por
12 horas à temperatura ambiente; é estável por 5 dias quando armazenada em seringas ou
frascos plásticos sob refrigeração. Caso seja congelada, é estável por 13 semanas. Soluções
para administração intravenosa a 1.000 mL são estáveis por 24 horas à temperatura
ambiente ou 5 dias sob refrigeração. Não recongele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50 mg/kg a cada 12 horas, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
• Infusão a taxa constante (ITC): 3,2 mg/kg (dose inicial), seguida de 5 mg/kg/hora.
Gatos
• 20-80 mg/kg a cada 6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Potros
• 40 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa.
Equinos
• 25 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cefotetan Dissódico
Nome comercial e outros nomes
Marca genérica
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. O cefotetano é listado
entre as cefalosporinas de segunda geração, mas sua classificação mais adequada é no grupo
da cefamicina, que é mais estável às betalactamases de bactérias anaeróbicas, tais como
Bacteroides. O cefotetano é ligeiramente mais ativo (menor concentração inibitória mínima
[MIC]) do que a cefoxitina contra muitas bactérias.
Indicações e Usos Clínicos
O cefotetano, uma cefalosporina de segunda geração do grupo da cefamicina, é mais ativo
contra bactérias anaeróbicas e bacilos Gram-negativos do que outras cefalosporinas, sendo
também eficaz contra bacilos Gram-negativos aeróbicos e anaeróbicos facultativos. É,
portanto, usado para tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por bacilos
entéricos Gram-negativos ou anaeróbicos, inclusive infecções abdominais, feridas em
tecidos moles e antes de cirurgias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral pode provocar vômitos e
diarreia em pequenos animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Cefalosporina de segunda geração similar à cefoxitina, cuja meia-vida pode ser mais longa
em cães.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para microrganismos Gram-positivos e Gramnegativos.
Formulações
O cefotetano é comercializado em frascos com 1, 2 e 10 g para administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Observe as
recomendações do fabricante quanto à estabilidade após a reconstituição do produto.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 30 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cefovecina Sódica
Nome comercial e outros nomes
Convenia
Medicamentos comercializados no Brasil
Convênia (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar a de outros antibióticos
betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte da bactéria.
As cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda, terceira e quarta
gerações, dependendo de seu espectro de ação. A cefovecina é considerada uma
cefalosporina de terceira geração, mas pode não ter a mesma atividade que outros
medicamentos desta classe de uso injetável, como a cefotaxima. A cefovecina apresenta boa
atividade contra estreptococos, espécies de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos. Os
valores de MIC da cefovecina são menores do que aqueles das cefalosporinas de primeira
geração. Algumas Enterobacteriaceae podem desenvolver resistência. A cefovecina não é ativa
contra Pseudomonas aeruginosa. Estafilococos resistentes à meticilina são considerados
resistentes à cefovecina. Sua atividade contra bactérias anaeróbicas é imprevisível. A
cefovecina possui ligação de 99% e 98% à proteínas em gatos e cães, respectivamente; esta
ligação é parcialmente responsável por sua longa duração. A meia-vida terminal da
cefovecina é de 7 dias em gatos e de 5 dias em cães, e concentrações eficazes podem ser
mantidas nos fluidos tissulares destas espécies por 14 dias.
Indicações e Usos Clínicos
O uso da cefovecina em cães e gatos está aprovado. Nos EUA, a cefovecina é aprovada para o
tratamento de infecções de pele e de tecidos moles, mas também tem sido empregada em
infecções do trato urinário nos países em que tal uso é permitido. A eficácia da cefovecina
para o tratamento de infecções em outros sítios, como o trato respiratório, os ossos e o
sistema nervoso central, não foi estabelecida. A experiência é limitada à administração em
cães e gatos; o uso em outras espécies, como equinos, animais de grande porte, pássaros e
répteis, não é indicado até que recomendações específicas de dose sejam publicadas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em estudos conduzidos em animais, foram observadas poucas reações adversas graves.
Em cães e gatos, vômitos e diarreia foram observados de modo dependente da dose. Nas
doses aprovadas, um leve desconforto gástrico pode ser observado por 2-3 dias. Irritação
no local da injeção e edema transiente foram observados com mais frequência de
maneira dependente da dose e com a repetição da administração. Sua longa meia-vida
indica que o medicamento persiste em animais por pelo menos 60 dias após a
administração injetável, mas, até o momento, a maior permanência da cefovecina nos
tecidos não foi associada a reações adversas.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros fármacos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
A bula aprovada nos EUA indica que, em cães, as concentrações terapêuticas são mantidas
por um intervalo de 7 dias. No entanto, estudos farmacocinéticos mostram que, em algumas
indicações, as concentrações do princípio ativo persistem por 14 dias. No Canadá e na
Europa, a dose aprovada é de 8 mg/kg por via subcutânea, 1 vez a cada 14 dias, tendo sido
demonstrada a eficácia do antimicrobiano neste intervalo de tempo. A administração pode
ser repetida para o tratamento de infecções que requerem mais do que 14 dias para cura (p.
ex., piodermite canina).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: não há ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo CLSI (Clinical
and Laboratory Standards Institute), mas sugere-se o valor ≤ 2 μg/mL para bactérias Grampositivas
e Gram-negativas.
Formulações
A cefovecina é comercializada em frascos com 800 mg de preparado para reconstituição
em 10 mL, formando uma solução a 80 mg/mL para administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene no frasco original, sob refrigeração, protegido da luz. Não congele. Após a
reconstituição, o produto deve ser usado em 28 dias. A solução reconstituída pode
apresentar coloração ligeiramente amarelada, o que não afeta sua eficácia.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 8 mg/kg a cada 8 horas, por via subcutânea, a cada 14 dias. Em algumas indicações,
a administração pode ser repetida a cada 7 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos;
a cefovecina não deve ser administrada a estes animais.
Cefoxitina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Mefoxitin, Mefoxin, Cefoxil
Medicamentos comercializados no Brasil
Cefoxitina Sódica (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefoxitina é listada entre
as cefalosporinas de segunda geração, mas sua classificação mais adequada é no grupo da
cefamicina, que é mais estável às betalactamases de bactérias anaeróbicas, tais como
Bacteroides. Em gatos, a meia-vida é de 1,6 hora, o volume de distribuição, 0,3 L/kg, e a
depuração (clearance), 2,3 mL/kg/min. Em equinos, estes valores são de 0,82 hora,
0,12 L/kg e 4,3 mL/kg/min, respectivamente. Em cães, esses valores são de 1,3 hora,
0,16 L/kg e 3,2 mL/kg/min, respectivamente.
Indicações e Usos Clínicos
A cefoxitina, uma cefalosporina do grupo da cefamicina, é mais ativa contra bactérias
anaeróbicas e bacilos Gram-negativos do que as demais cefalosporinas. É, portanto, usada
para o tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por bacilos entéricos Gram-
negativos ou anaeróbicos, inclusive infecções abdominais e feridas em tecidos moles. A
cefoxitina é também empregada em profilaxia cirúrgica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, quando administrada durante
cirurgias, a cefoxitina não afetou negativamente a função cardiovascular.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Cefalosporina de segunda geração geralmente usada nos casos em que se pretende a
atividade contra bactérias anaeróbicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos. A cefoxitina não
deve ser usada no antibiograma de cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina.
Formulações
A cefoxitina é comercializada em frascos com 1 e 2 g de preparado para reconstituição e
administração injetável (20 ou 40 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, em freezer a -25 °C a -10 °C, a não ser que o fabricante
oriente de outra maneira. Descongele à temperatura ambiente ou em refrigerador, para
dissolução dos cristais antes da administração. Não aqueça nem coloque em forno de microondas.
Após o descongelamento, a solução é eficaz por 24 horas à temperatura ambiente ou
por 21 dias sob refrigeração. Proteja da luz. Após o descongelamento, não recongele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 30 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular; 22 mg/kg por via
intravenosa em uso pré-cirúrgico.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros e Equinos
• 20 mg/kg a cada 4-6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cefpodoxima Proxetil
Nomes comerciais e outros nomes
Simplicef (preparação para uso veterinário), Vantin (preparação para uso humano) e
genérico
Medicamentos comercializados no Brasil
Orelox(h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte
do microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira,
segunda, terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A cefpodoxima é
uma cefalosporina de terceira geração, mais ativa contra bacilos Gram-negativos do que
aquelas de primeira geração. No entanto, a cefpodoxima não é tão ativa contra muitos
bacilos Gram-negativos quanto cefalosporinas de terceira geração de administração
injetável, como a cefotaxima ou a ceftazidima. A cefpodoxima é mais ativa contra
Staphylococcus do que outras cefalosporinas de terceira geração de uso oral. Não é eficaz
contra Enterococcus spp., Staphylococcus spp. resistentes à meticilina ou Pseudomonas
aeruginosa. Sua atividade contra bactérias anaeróbicas é imprevisível. A cefpodoxima é uma
das três cefalosporinas de terceira geração de administração oral comercializada
atualmente. É associada ao proxetil para produzir um éster a fim de aumentar sua absorção
oral. A presença do éster torna-a, portanto, profármaco que precisa ser convertido em
cefpodoxima ativa. Em cães, a absorção oral da medicação é de 35%. Sua meia-vida é de
7,2 horas em equinos e 5,7 horas em cães. A ligação proteica em cães é de 83%.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães, a cefpodoxima é indicada para tratamento de infecções de pele e tecidos moles
causadas por microrganismos suscetíveis. A eficácia no tratamento de infecções de pele e
tecidos moles foi estabelecida nesta espécie. A cefpodoxima é mais ativa contra bacilos
Gram-negativos do que as cefalosporinas de primeira geração, podendo ser, portanto, eficaz
no tratamento de algumas infecções provocadas por microrganismos Gram-negativos.
Embora não seja atualmente registrada para tratamento de infecções do trato urinário
inferior, aproximadamente 50% da dose administrada são excretados na urina; acredita-se,
assim, que a cefpodoxima possa ser eficaz nessas infecções quando causadas por patógenos
comuns. A cefpodoxima não é registrada nem foi testada em gatos, mas não há relatos de
efeitos adversos associados a seu uso ocasional. Nesta espécie, porém, a absorção deste
antibiótico após a administração oral não foi examinada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. A administração oral de cefalosporinas pode
provocar vômitos e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas importantes em animais, mas, em
humanos, a absorção da cefpodoxima após administração oral é inibida por bloqueadores
de receptores H2 (p. ex., ranitidina e cimetidina) e reduzida em 30% por antiácidos. As
cefalosporinas podem ser associadas a outros antibióticos, para aumentar seu espectro de
ação e produzir um efeito sinérgico. No entanto, não associe a outros medicamentos em
formulações compostas, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Aprovada pela FDA para uso em cães para o tratamento de infecções de pele e tecidos moles.
A cefpodoxima é também empregada para tratamento de infecções urinárias e, com base em
seu espectro de ação e distribuição tecidual, de outras infecções. É ocasionalmente
administrada a gatos (uso extrabula).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 2 μg/mL para todos os microrganismos. Cepas de Escherichia
coli e Klebsiella com betalactamase de espectro estendido podem ser clinicamente
resistentes.
Formulações
A cefpodoxima é comercializada em comprimidos de 100 e 200 mg; e em suspensão oral a
10 ou 20 mg/mL (preparação para uso em seres humanos).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Evite exposição à umidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
O fabricante não estabeleceu uma dose para administração a gatos. Alguns veterinários têm
extrapolado a dose usada em cães.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg a cada 6-12 horas, por via oral. O intervalo de 12 horas é adequado para o
tratamento de infecções causadas por Klebsiella, Pasteurella e estreptococos.
Microrganismos mais resistentes podem requerer a administração a intervalos mais
frequentes.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Ceftazidima
Nomes comerciais e outros nomes
Fortaz, Ceptaz, Tazicef e Tazidime
Medicamentos comercializados no Brasil
Fortaz (h) , Cetaz IM/IV (h) , Ceftazidima (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar à de outros antibióticos
betalactâmicos, que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a morte do
microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A ceftazidima é uma
cefalosporina de terceira geração. Nem todas as cefalosporinas de terceira geração
apresentam a mesma atividade. A ceftazidima é ativa contra muitos bacilos Gram-negativos
e mais eficaz contra Pseudomonas aeruginosa do que outras cefalosporinas de terceira
geração. No entanto, pode não ser tão ativa contra Enterobacteriaceae quanto a cefotaxima.
Indicações e Usos Clínicos
A ceftazidima é uma cefalosporina de terceira geração ativa contra muitas bactérias Gramnegativas
resistentes a outros antibióticos. Embora seu uso em animais não seja aprovado
pela FDA, é frequentemente administrada a espécies de zoológico, exóticas, silvestres e de
companhia, por ser eficaz contra muitos microrganismos resistentes a outros antibióticos.
Sua atividade contra Pseudomonas aeruginosa a diferencia das demais cefalosporinas. A
ceftazidima é, portanto, usada para tratamento de cães e gatos sob suspeita de infecção por
bacilos entéricos Gram-negativos ou P. aeruginosa, inclusive infecções abdominais e feridas
em tecidos moles. A ceftazidima é também empregada em profilaxia cirúrgica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais alérgicos a outros betalactâmicos, principalmente a outras
cefalosporinas. No entanto, a incidência de sensibilidade cruzada entre penicilinas e
cefalosporinas é pequena (inferior a 10% em seres humanos). Algumas cefalosporinas não
devem ser administradas a animais que apresentem doenças hemorrágicas ou estejam
sob tratamento anticoagulante com warfarina. Essas cefalosporinas são aquelas que
contêm uma cadeia lateral N-metiltiotetrazol (NMTT), como o cefotetano, o cefamandol
e a cefoperazona.
Interações Medicamentosas
Não misture em frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de
inativação. Em especial, pode haver mútua inativação quando a ceftazidima é associada
a aminoglicosídeos. Quando associada à vancomicina, pode-se observar precipitação.
Instruções de Uso
A ceftazidima para administração intramuscular pode ser reconstituída em lidocaína a 1%,
reduzindo a dor provocada pela injeção. A ceftazidima contém L-arginina. Durante a
reconstituição com carbonato de sódio, há formação de gás carbônico, que deve ser liberado
do frasco. As doses listadas para cães e gatos são suficientes para o tratamento de infecções
causadas por P. aeruginosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos. A resistência à
ceftazidima tem sido usada no teste de cepas de Escherichia coli e Klebsiella produtoras de
betalactamase de espectro estendido.
Formulações
A ceftazidima é comercializada em frascos com 0,5; 1; 2 e 6 g de preparado reconstituído a
280 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Uma
ligeira descoloração amarela ou âmbar não indica perda de eficácia. Não misture em frascos
de outros medicamentos, mas é possível diluir o antibiótico em soluções para administração
intravenosa. Após a reconstituição, as soluções são estáveis por pelo menos 18 horas à
temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração. As soluções podem ser congeladas a -20 °C
para manutenção da eficácia por 3 meses. Após o descongelamento, não recongele. As
soluções descongeladas são estáveis por 8 horas à temperatura ambiente ou 4 horas sob
refrigeração.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 30 mg/kg a cada 6 horas, por vias intravenosa ou intramuscular (em algumas
indicações, até a cada 8 horas).
• Cães: 30 mg/kg a cada 4-6 horas, por via subcutânea.
• Infusão a taxa constante: dose inicial de 1,2 mg/kg, seguida de 1,56 mg/kg/h por via
intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 20 mg/kg a cada 8 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Ceftiofur Sódico
Nome comercial e outros nomes
Naxcel
Medicamentos comercializados no Brasil
Accent (v) , Cefthal (v) , Excenel (v) , Topcef (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico
apresentam atividade e espectro de ação similares. O ceftiofur tem ação semelhante à de
outros antibióticos betalactâmicos que inibem a síntese da parede bacteriana e provocam a
morte do microrganismo. As cefalosporinas são classificadas como antibióticos de primeira,
segunda, terceira e quarta gerações, dependendo do seu espectro de ação. A atividade do
ceftiofur é similar à de cefalosporinas de terceira geração. Apresenta boa atividade contra a
maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae. É potente contra
patógenos respiratórios de bovinos e suínos, como Mannheimia, Actinobacillus pleuropneumoniae,
Pasteurella multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus e Streptococcus. O ceftiofur é ativo
contra alguns cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra
Staphylococcus é inferior à das demais cefalosporinas. O ceftiofur é rapidamente
biotransformado após a administração, formando metabólitos como o desfuroilceftiofur, que
é ativo contra bactérias mas menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas
e o próprio antibiótico original.
Indicações e Usos Clínicos
O ceftiofur sódico é usado em bovinos e suínos para tratamento e controle de infecções
provocadas por patógenos suscetíveis. Em muitos países, é registrado para tratamento de
doença respiratória e de necrobacilose interdigital (podridão dos cascos) em vacas leiteiras.
Em bovinos, o ceftiofur sódico é usado para tratamento da salmonelose. Em dose de
5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, diminuiu a diarreia e a febre, mas não
erradicou o microrganismo. O ceftiofur sódico tem sido administrado por via intramamária
para o tratamento de mastite por coliforme, mas este uso é extrabula. A medicação é usada
em equinos, para o tratamento de infecções respiratórias estreptocóccicas (tratamento
registrado) e, extrabula, é empregada para tratamento de outras infecções, como aquelas
provocadas por bacilos Gram-negativos, inclusive Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e
salmonelas. Em equinos infectados por bactérias não estreptocócicas, devem ser
administradas doses maiores. Em cães, a administração de uma injeção subcutânea diária
de ceftiofur sódico é registrada para tratamento de infecções do trato urinário inferior, mas
o uso do antibiótico em outras doenças não foi avaliado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, doses superiores às recomendadas
provocaram mielossupressão. Nesta espécie, foram observadas trombocitopenia e anemia
após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de ceftiofur. Em equinos, altas doses
provocaram diarreia, mas, nas dosagens recomendadas, o ceftiofur sódico é seguro na
maioria desses animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais que podem ser sensíveis a beta-lactâmicos. Não administre em
altas doses.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Embora não haja informações de dose para outras espécies, o ceftiofur sódico tem sido
usado com segurança em cães, ovinos, suínos, equinos e bovinos, e acredita-se que seja
seguro para outros animais. O ceftiofur sódico é bioequivalente quando administrado por via
subcutânea ou intramuscular. Em cães e gatos, não foi avaliado para o tratamento de outras
infecções que não as do trato urinário canino. Nesses animais, podem ser necessárias
concentrações sistêmicas mais elevadas para o tratamento de outras infecções.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma caso sejam administradas doses elevadas por longos períodos.
Antibiograma: as orientações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) indicam
que, para bactérias suscetíveis causadoras de infecções respiratórias em bovinos e suínos, os
valores de concentração mínima inibitória (MIC) são ≤ 2 μg/mL. O ponto de perda de
suscetibilidade para Streptococcus em equinos é ≤ 0,25 μg/mL (note que, para algumas
cefalosporinas usadas em seres humanos, esses valores podem ser ≤ 8,0 μg/mL).
Formulações
O ceftiofur sódico é comercializado em solução injetável a 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Após a
reconstituição, as soluções são eficazes por 7 dias caso sejam refrigeradas e 12 horas à
temperatura ambiente. Se congeladas, são estáveis por 8 semanas. Não recongele. Pode haver
ligeira descoloração, sem perda de potência.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Infecções do trato urinário: 2,2 a 4,4 mg/kg a cada 24 horas, por via subcutânea.
Gatos
Dose não estabelecida, porém extrapolada daquela utilizada em cães.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2,2-4,4 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, ou 2,2 mg/kg a cada 12 horas,
por via intramuscular, por até 10 dias. O tratamento de algumas infecções Gramnegativas
pode requerer doses mais altas, e até 11 mg/kg/dia, por via intramuscular, já
Potros
foram administrados a cavalos.
• 5 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa.
Bovinos
• Doença respiratória bovina: 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular,
durante 3 dias. Se necessário, mais doses podem ser administradas no 4° e no 5° dias,
se necessário. Em bovinos, estas doses também podem ser administradas por via
subcutânea, o que é bioequivalente.
Suínos
• Infecções respiratórias: 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, durante 3
dias.
Ovinos e Caprinos
• 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3 dias.
Mais doses podem ser administradas no 4° e 5° dias, se necessário.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos: 0 dia para leite, 4 dias para carne.
Período de carência em ovinos e caprinos: 0 dia para carne.
Período de carência em suínos: 4 dias.
No Brasil, quando utilizado nas doses recomendadas, não há necessidade de período
de carência antes do abate ou da ordenha.
Ceftiofur, Ácido Livre Cristalino de
Nomes comerciais e outros nomes
Excede, Naxcel XT
Medicamentos comercializados no Brasil
Excede (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico
apresentam atividade e espectro de ação similares. O ácido livre cristalino de ceftiofur tem
ação semelhante à de outros antibióticos betalactâmicos, inibindo a síntese da parede
bacteriana e provocando a morte da célula. Dependendo de seu espectro de ação, as
cefalosporinas podem ser classificadas como antibióticos de primeira, segunda, terceira e
quarta gerações. A atividade do ácido livre cristalino de ceftiofur é similar à das
cefalosporinas de terceira geração. Apresenta boa atividade contra a maioria dos bacilos
Gram-negativos, principalmente as Enterobacteriaceae. É potente contra patógenos
respiratórios de bovinos e suínos, como Mannheimia, Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella
multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus e Streptococcus. O ceftiofur é ativo contra
alguns cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra Staphylococcus
é inferior à das demais cefalosporinas. Após a administração, o ceftiofur é rapidamente
biotransformado em seu metabólito, o desfuroilceftiofur, o qual tem atividade
antibacteriana mas é menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas e o
próprio ceftiofour original.
Indicações e Usos Clínicos
O ácido livre cristalino de ceftiofur é indicado para tratamento da doença respiratória suína
(DRS) causada por A. pleuropneumoniae, P. multocida, Salmonella choleraesuis, Haemophilus
parasuis e Streptococcus suis. Em bovinos, é usado para tratamento da doença respiratória
bovina (DRB) causada por Mannheimia haemolytica, P. multocida e Histophilus somni
(anteriormente chamado Haemophilus somnus). O ceftiofur pode também ser administrado
para controle de doenças respiratórias em bovinos suscetíveis à DRB (metafilaxia) associada
a M. haemolytica, P. multocida e H. somnus. Esta formulação também é aprovada para
tratamento da podridão dos cascos (necrobacilose interdigital) em bovinos, causada por
Fusobacterium necrophorum, Porphyromonas levii e Bacteroides melaninogenicus. É também
aprovada para uso em cavalos para tratamento de infecções do trato respiratório provocadas
por cepas suscetíveis de Streptococcus equi (S. zooepidemicus) após a administração de duas
injeções. O cloridrato de ceftiofur e o ácido livre cristalino de ceftiofur foram também
usados, de forma extrabula, no tratamento intramamário de vacas leiteiras. No entanto,
existem produtos específicos para uso intramamário (Spectramast).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos
suscetíveis podem apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são
reconhecidamente associadas a raros episódios hemorrágicos. Em cães, doses superiores
às recomendadas provocaram supressão da medula óssea. Também em cães, foram
observadas trombocitopenia e anemia após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de
ceftiofur livre. Em equinos, altas doses podem provocar diarreia. Em pequenos animais, a
administração injetável de formulações do ácido livre cristalino de ceftiofur provocou
lesões locais e, de modo geral, não é recomendada.
Contraindicações e Precauções
Não administre a formulação (suspensão) por via intravenosa. Não administre a animais
que podem ser sensíveis a antibióticos betalactâmicos. Não administre em altas doses. O
ácido livre cristalino de ceftiofur não deve ser alternado com o ceftiofur sódico nem com
o cloridrato de ceftiofur sem consulta prévia à bula acerca de diferenças de dosagem e
tempos de interrupção do tratamento.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
As informações de dosagem referem-se apenas a suínos e bovinos. O ceftiofur sódico tem
sido usado em equinos e cães, mas não há informações acerca da administração do ácido
livre cristalino de ceftiofur nessas espécies.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma caso sejam administradas doses elevadas por longos períodos.
Antibiograma: o guia do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) evidencia que,
para bactérias suscetíveis, os valores de concentração mínima inibitória (MIC)
são ≤ 2 μg/mL (note que, para algumas cefalosporinas usadas em seres humanos, esses
valores podem ser ≤ 8 μg/mL).
Formulações
O ácido livre cristalino de ceftiofur é comercializado em suspensão para administração
injetável para bovinos a 200 mg/mL equivalentes de ceftiofur (CE).
O ácido livre cristalino de ceftiofur é comercializado em suspensão para administração
injetável para suínos a 100 mg/mL de CE.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em temperatura ambiente. Agite bem antes da administração. Evite
o congelamento. O produto deve ser usado em 12 semanas após a retirada da primeira dose.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Dose não estabelecida para este produto. Veja as dosagens recomendadas do ceftiofur
sódico para cães e gatos.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 6,6 mg/kg, em dose única subcutânea no terço médio do aspecto posterior do pavilhão
auricular.
Equinos
• 6,6 mg/kg, por via intramuscular, no pescoço (15 mL para cada 455 kg). Administre
uma segunda dose após 4 dias. Não injete mais de 20 mL em um único local.
Suínos
• 5,0 mg/kg, por via intramuscular, na região pós-auricular do pescoço.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em suínos: 14 dias.
Período de carência em bovinos (abate): 13 dias. Não há intervalo estabelecido para
bezerros pré-ruminantes. Não administre o ceftiofur a bezerros destinados ao
processamento como vitelos. Não é necessário período de carência para vacas leiteiras.
Ceftiofur, Cloridrato de
Nome comercial e outros nomes
Excenel
Medicamentos comercializados no Brasil
Bioxell (v) , Ceftiomax (v) , Excenel RTU (v) , Spectramast LC (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. O cloridrato de ceftiofur e o ceftiofur sódico
apresentam atividade e espectro de ação similares. O ceftiofur tem ação semelhante à de
outros antibióticos betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a
morte da célula. As cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda,
terceira e quarta gerações, dependendo de seu espectro de ação. A atividade do ceftiofur
é similar à de cefalosporinas de terceira geração. O ceftiofur apresenta boa atividade contra
a maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente Enterobacteriaceae. É potente contra
patógenos respiratórios de bovinos, como Pasteurella multocida, Mannheimia haemolytica e
Histophilus somni (anteriormente denominado Haemophilus somnus). É ativo contra alguns
cocos Gram-positivos, como os estreptococos, mas sua atividade contra Staphylococcus é
inferior à das demais cefalosporinas. O ceftiofur é rapidamente biotransformado após a
administração, formando moléculas como o desfuroilceftiofur, que é ativo contra bactérias
mas menos eficaz contra Staphylococcus do que outras cefalosporinas e o próprio
medicamento de origem.
Indicações e Usos Clínicos
O cloridrato de ceftiofur é usado em bovinos e suínos para tratamento e controle de
infecções provocadas por patógenos suscetíveis. É registrado para tratamento da doença
respiratória bovina causada por Mannheimia, P. multocida e H. somni (anteriormente chamado
H. somnus). O ceftiofur é também usado para tratamento de necrobacilose interdigital
(podridão dos cascos) em bovinos, causada por Fusobacterium necrophorum ou Bacteroides
melaninogenicus. O cloridrato de ceftiofur é eficaz para tratamento de metrite pós-parto
aguda em vacas quando administrado em dose de 2,2 mg/kg e de retenção de membranas
fetais quando instilado no útero (1 g). O cloridrato de ceftiofur é usado para tratamento da
doença respiratória suína (DRS) provocada por Actinobacillus, P. multocida, Salmonella
choleraesuis e Streptococcus suis. O cloridrato de ceftiofur e o ácido livre cristalino de ceftiofur
foram também usados para tratamento intramamário de vacas leiteiras. Para esse uso,
porém, recomenda-se uma formulação específica (Spectramast LC). Embora o ceftiofur
sódico tenha sido usado para tratamento de infecções em equinos e cães, há pouca
experiência quanto ao uso do cloridrato de ceftiofur nestas espécies.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). Algumas cefalosporinas são reconhecidamente
associadas a raras doenças hemorrágicas. Em cães, doses superiores às recomendadas
provocaram mielossupressão. Nesta espécie, foram observadas trombocitopenia e anemia
após a administração de 6,6 mg/kg e 11 mg/kg de ceftiofur. Em equinos, altas doses
provocaram diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais que possam ser sensíveis a betalactâmicos. Não administre em
altas doses. O cloridrato de ceftiofur é uma suspensão estéril e não deve ser usado de
modo intercambiável com o ceftiofur sódico, que é uma solução.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
As informações de dosagem referem-se apenas a suínos e bovinos. Em bovinos, a
administração pode ser, se necessário, estendida por mais de 3 dias. Alternativamente,
o cloridrato de ceftiofur foi usado no tratamento da doença respiratória bovina (DRB) em
dose de 2,2 mg/kg a intervalos de 48 horas. O ceftiofur sódico tem sido usado em equinos e
cães, mas não há informações acerca da administração do cloridrato de ceftiofur nestas
espécies.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma caso doses elevadas sejam administradas por longos períodos.
Antibiograma: as orientações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) indicam
que, para bactérias suscetíveis, os valores de concentração mínima inibitória (MIC)
são ≤ 2 μg/mL (note que, para algumas cefalosporinas usadas em seres humanos, esses
valores podem ser ≤ 8 μg/mL).
Formulações
O cloridrato de ceftiofur é comercializado em suspensão estéril a 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene à temperatura ambiente. Agite bem antes da administração. Evite congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Dose não estabelecida. Veja a posologia de ceftiofur sódico para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 1,1-2,2 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular ou subcutânea, durante 3 dias.
• Administração intrauterina (retenção de membranas fetais): 1 g de ceftiofur diluído em
20 mL de água estéril e infundido no útero uma vez, 14-20 dias após o parto.
Bovinos de Leite
• Tratamento de metrite pós-parto: 2,2 mg/kg 1 vez ao dia, durante 5 dias, por via
intramuscular ou subcutânea.
Suínos
• 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, durante 3 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos: 0 dia para leite, 3 dias para carne.
Período de carência em suínos: 4 dias.
No Brasil, em caso de tratamento intramamário: não se deve utilizar o leite para consumo
humano durante o tratamento e por 72 horas após o último tratamento; para abate, o
período de carência é de 2 dias após o último tratamento. Uso parenteral: quando
respeitadas as doses recomendadas, o tempo de carência para leite e carne é zero (0).
Cetoconazol
Nomes comerciais e outros nomes
Nizoral ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Cetoconazol (v) , Cetoconazol (g)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico azólico (imidazol). O cetoconazol apresenta mecanismo de ação
similar a outros agentes antifúngicos azólicos (itraconazol e fluconazol). Ele inibe a enzima
P-450 do fungo e inibe a síntese de ergosterol na membrana celular do fungo. Fungistático.
Apresenta atividade antifúngica contra dermatófitos e uma variedade de fungos sistêmicos,
como Histoplasma, Blastomyces e Coccidioides e por fim Malassezia. Outros medicamentos
antifúngicos azólicos incluem o voriconazol, o itraconazol e o fluconazol.
Indicações e Usos Clínicos
O cetoconazol é usado em cães, gatos e em alguns animais exóticos para o tratamento da
dermatofitose e de fungo sistêmico, como Blastomyces, Histoplasma e Coccidioides. Também
demonstrou eficácia para o tratamento da dermatite por Malassezia. Não apresenta boa
atividade contra Aspergillus. O cetoconazol não deve ser utilizado em equinos, pois apresenta
baixa absorção oral, exceto quando administrado com veículo com caráter ácido. Em cães,
apresenta profundo efeito sobre a enzima do P-450, podendo inibir dessa forma o
metabolismo de vários medicamentos. Esta propriedade tem sido utilizada para redução das
doses de ciclosporina (cetoconazol na dose de 5-10 mg/kg). Também devido a inibição da
biossíntese do esteroide P-450, o cetoconazol tem sido usado para o tratamento do
hiperadrenocorticismo canino (síndrome de Cushing canina).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais em animais incluem vômitos dependentes da dose, diarreia, lesão
hepática e trombocitopenia rara em cães. É comum a elevação das enzimas hepáticas. O
cetoconazol inibe a síntese hormonal e pode diminuir as concentrações de cortisol,
testosterona e outros hormônios em animais. O cetoconazol pode produzir discreta
descoloração dos pelos em alguns animais. O cetoconazol tem sido associado com
o desenvolvimento da catarata em cães.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais prenhes. Altas doses em animais de laboratório provocaram
embriotoxicidade e anormalidades fetais. Alguns desses efeitos na gravidez podem ser
devido à inibição da síntese de estrogênio pelo cetoconazol.
Interações Medicamentosas
O cetoconazol é um potente inibidor das enzimas do citocromo P-450 no fígado e
intestino e irá inibir o metabolismo de outros medicamentos (anticonvulsivantes,
ciclosporina, warfarina e cisaprida).
Instruções de Uso
A absorção oral depende da acidez estomacal. Não administrar com medicamentos
antissecretores ou antiácidos. Devido a seus efeitos endócrinos, o cetoconazol é usado para
o tratamento de hiperadrenocorticismo de curta duração. Contudo, muitos especialistas
acreditam que o cetoconazol não é efetivo no tratamento a longo prazo da síndrome de
Cushing.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as enzimas hepáticas (ALT e AST) para evidências de toxicidade. O cetoconazol
irá diminuir os níveis séricos de cortisol.
Formulações
O cetoconazol está disponível em comprimidos de 200 mg e suspensão oral de 100 mg/mL
(Canadá).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
cetoconazol é praticamente insolúvel na água, mas solúvel em etanol. Quando o
cetoconazol é manipulado em comprimidos ou xaropes em associação com aromatizantes,
permanece estável por 60 dias. Entretanto, o cetoconazol requer acidez para sua
solubilidade e pode não ser absorvido a partir dessas formulações. Se manipulado em
condições alcalinas pode precipitar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-15 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
• Infecção por Malassezia: 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 3 semanas.
• Hiperadrenocorticismo: Iniciar com 5 mg/kg a cada 12 horas, aumentar após 7 dias
Gatos
para 12-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• 5-10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Pouco absorvido. O fluconazol, o itraconazol e o voriconazol são mais completamente
absorvidos.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativa de
período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-
888.873-2723).
Cetoprofeno
Nomes comerciais e outros nomes
Orudis-KT ® (uso humano, comprimidos sem necessidade de prescrição), Ketofen ® (uso
veterinário, solução injetável) e Anafen ® (fora dos EUA.)
Medicamentos comercializados no Brasil:
Ketofen (v) , Bi-profenid (h) ,Cetoprofeno (g)
Classificação funcional
Medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O cetoprofeno, como outros AINEs, produz efeitos analgésico e anti-inflamatório pela
inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a enzima cicloxigenase
(COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é
principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas importantes na manutenção da
saúde do trato gástrico, da função renal, da função plaquetária e de outras funções
normais. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese das prostaglandinas que são
importantes mediadores da dor, inflamação e febre.
Contudo, sabe-se que em algumas situações, ocorre a interação entre os efeitos de COX-
1 e COX-2, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O
cetoprofeno é um inibidor não seletivo da COX-1 e COX-2. Existe uma fraca evidência da
sua habilidade em inibir a lipoxigenase.
Indicações e Usos Clínicos
O cetoprofeno é um AINE utilizado para o tratamento da dor moderada e inflamação.
Apresenta uma meia-vida, na maioria dos animais, menor que 2 horas, mas tem um tempo
de ação maior que 24 horas. Esse fármaco não é registrado nos EUA, para uso em pequenos
animais, mas tem sido fabricado para tratamento de cães e gatos em outros países. Pode ser
administrado por meio de solução injetável para o tratamento agudo e em comprimidos por
uso prolongado. Em cães e gatos, mostrou-se efetivo para o tratamento da pirexia. Em
equinos, o cetoprofeno é usado para inflamação musculoesquelética e para a dor, dor
abdominal e outras condições inflamatórias. O cetoprofeno também é usado em bovinos,
caprinos, ovinos e suínos. Em bovinos é efetivo para febre, dor e inflamação associada a
mastite. É registrado para uso em bovinos no Canadá, mas não nos EUA.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todos os AINEs apresentam efeitos colaterais similares quanto à toxicidade gástrica. O
efeito colateral mais comum são os vômitos. É possível a ocorrência de ulceração gástrica
em alguns animais. O cetoprofeno vem sendo administrado por 5 dias consecutivos em
cães sem reações adversas graves, mas deve-se evitar tratamentos prolongados. Os cães
que receberam o cetoprofeno por 30 dias consecutivos (0,25 mg/kg/dia) apresentaram
lesões pilóricas e sangue oculto nas fezes. Em um estudo realizado em equinos,
o cetoprofeno foi menos ulcerogênico do que a fenilbutazona ou a flunixina meglumina.
Problemas hemorrágicos podem ocorrer se o cetoprofeno for administrado antes ou após a
cirurgia.
Contraindicações e Precauções
Não administrar em animais com tendência a úlceras gástricas. Não administrar com
outros medicamentos ulcerogênicos como corticosteroides. Não utilizar formulações de
liberação sustentada do cetoprofeno.
Interações Medicamentosas
Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides
demonstraram exacerbar os efeitos colaterais. Alguns AINEs podem interferir na ação de
medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Apesar de não aprovado nos EUA, o cetoprofeno é aprovado para pequenos animais em
outros países. As doses listadas são baseadas no uso aprovado nesses países. Está disponível
como medicamento sem necessidade de prescrição médica para seres humanos nos EUA,
onde, se utilizado em pequenos animais, são usadas formulações injetáveis para grandes
animais ou comprimidos orais. sem necessidade de prescrição médica para seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o paciente para sinais de intoxicação gástrica (vômitos e diarreia). Monitorar a
função renal durante o tratamento crônico.
Formulações
O cetoprofeno está disponível em comprimidos de 12,5 mg (sem necessidade de prescrição),
25, 50 e 75 mg (preparação humana) e solução injetável de 100 mg/mL para equinos. Está
disponível em 10 mg/mL fora dos EUA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
cetoprofeno é insolúvel em água, mas solúvel em etanol. A estabilidade das formulações
manipuladas orais não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante mais de 5 dias. A dose inicial pode ser
administrada por solução injetável de 2 mg/kg por vias subcutânea, intramuscular ou
intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2,2-3,3 mg/kg/dia por vias intravenosa ou intramuscular.
Suínos
• 3 mg/kg/dia por vias oral, intravenosa ou intramuscular.
Bovinos e pequenos ruminantes
• 3 mg/kg/dia por vias intravenosa ou intramuscular por mais de 3 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Uso extrabula nos EUA: Período de carência de no mínimo 7 dias para carne e de 24 horas
para leite na dose de 3,3 mg/kg a cada 24 horas por vias intramuscular ou intravenosa.
No Canadá registrado para suínos e bovinos com período de carência para carne de 1
dia.
Período de carência: Não estabelecido, mas é recomendado no mínimo 7 dias para
carne e 48 horas para leite.
Classificação RCI: 4
Cetorolaco de Trometamina
Nomes comerciais e outros nomes
Toradol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Acular (h) , Cetorolaco de Trometamina (g)
Classificação funcional
Medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O cetorolaco, assim como outros AINEs, produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela
inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a enzima
cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é
principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas, importantes na manutenção da
saúde do trato gástrico, das funções renal, plaquetária e de outras funções do organismo. A
COX-2 é induzida e responsável pela síntese das prostaglandinas, que são importantes
mediadores da dor, inflamação e febre.
Contudo, sabe-se que em algumas situações, ocorre a interação entre os efeitos de COX-
1 e COX-2, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O cetorolaco
é um inibidor não seletivo da COX.
Indicações e Usos Clínicos
O uso do cetorolaco não é comum em medicina veterinária. Existem apenas estudos
limitados de segurança e eficácia para o uso veterinário. Ocasionalmente, é usado
para o tratamento da dor e da inflamação em cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros AINEs, pode causar ulceração gástrica e isquemia renal. O cetorolaco pode
causar lesões gástricas se administrado repetidamente mais do que a cada 8 horas.
Contraindicações e Precauções
Não administrar mais do que duas doses. Não administrar a animais com tendência a
úlceras gástricas. Não administrar com outros medicamentos ulcerogênicos como os
corticosteroides.
Interações Medicamentosas
Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides
demonstraram exacerbar as reações adversas gástricas. Alguns AINEs podem interferir na
ação de medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Estudos clínicos limitados têm sido conduzidos em cães. Contudo, pode ser efetivo em
alguns pacientes para uso a curto prazo. Não é aconselhada a administração por longos
períodos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar para sinais de ulceração gástrica.
Formulações
O cetorolaco está disponível em comprimidos de 10 mg e em solução injetável de 15 mg e
30 mg/mL em álcool a 10%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e da umidade e em temperatura
ambiente. O cetorolaco de trometamina é solúvel em água e ligeiramente solúvel em etanol.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.
Gatos
Não foram estabelecidas doses seguras.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativa
de período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-
888.873-2723).
Cianocobalamina (Vitamina B12)
Nomes comerciais e outros nomes
Cobalamina, Vitamina B12
Medicamentos comercializados no Brasil
Bedoze (v) , Hipovita B12 (v) , Marcovit B12 (v)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de vitamina B 12 .
Indicações e Usos Clínicos
A vitamina B12 é usada para tratamento de algumas formas de anemia. Também é
empregada no tratamento de deficiências de vitamina B associadas a deficiências de
cobalto, ingestão inadequada ou má absorção intestinal. Em pacientes com insuficiência
pancreática exócrina ou doença intestinal inflamatória, principalmente gatos, a deficiência
de cobalamina é comum, o que torna necessária a suplementação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são raros, exceto em altas doses, já que as vitaminas hidrossolúveis são
facilmente excretadas pela urina.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há necessidade de suplementação de animais alimentados com dieta bem balanceada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações de cobalamina podem ser avaliadas pela maioria dos laboratórios. As
concentrações plasmáticas/séricas recomendadas são as seguintes: cães, 252-908 ng/L ;
gatos, 290-1.500 ng/L. Valores inferiores a 160 ng/mL em gatos indicam nítida
deficiência. Monitore o hemograma durante o uso para tratamento de anemias.
Formulações
A cianocobalamina é comercializada em comprimidos de 25 a 1.000 μg. Formulações
injetáveis apresentam concentrações de 1.000 a 5.000 μg/mL. Soluções de complexo B
podem conter 10-100 μg/mL de vitamina B12.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 100-200 μg/dia, por via oral, ou 250-500 μg/dia, por via intramuscular ou
subcutânea.
Gatos
• 50-100 μg/dia, por via oral, ou 250 μg por via intramuscular ou subcutânea,
semanalmente. Caso os níveis sejam mantidos com injeções semanais por 6 semanas,
podem ser realizadas tentativas de aumento gradual dos intervalos para 2, 4 e 6
semanas.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros e Potros
• 500 μg em dose única por potro ou bezerro, 2 vezes por semana, por via intramuscular
ou subcutânea.
Bovinos e Equinos
• 1.000-2.000 μg por equino ou bovino, 1 ou 2 vezes por semana, por via
intramuscular ou subcutânea.
Ovinos e Suínos
• 500 μg em dose única por ovino ou suíno, 2 vezes por semana, por via intramuscular ou
subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco de
resíduos, não há períodos de carência sugeridos para animais destinados ao consumo
humano.
Ciclofosfamida
Nomes comerciais e outros nomes
Cytoxan, Neosar e CTX
Medicamentos comercializados no Brasil
Cycram (h) , Genuxal (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente citotóxico e antineoplásico. A ciclofosfamida pertence ao grupo das mostardas
nitrogenadas, que são alquilantes bifuncionais ativos sobre diversas macromoléculas, mas
que atuam preferencialmente sobre o N-7 da base guanina do DNA. Tais medicamentos são
citotóxicos para células tumorais e tóxicas para as células em rápida divisão da medula óssea.
A ciclofosfamida pode ser biotransformada em subprodutos ativos para exercer seu efeito
farmacológico, o que requer a ativação da enzima P-450. Tais metabólitos, a
hidroxifosfamida e a aldofosfamida, são citotóxicos. A aldofosfamida é convertida, no sítio
tissular, em mostarda fosforamida e acroleína. A mostarda fosforamida é responsável pelo
efeito antineoplásico, e a acroleína, pela ação citotóxica que provoca efeitos colaterais (p. ex.,
cistite hemorrágica). Em cães, a meia-vida da ciclofosfamida é de 4-6,5 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A ciclofosfamida é usada, principalmente, como adjunto na quimioterapia antineoplásica e
como agente imunossupressor. É provável que seja a mais potente das mostardas
nitrogenadas. A ciclofosfamida é empregada em diversos protocolos quimioterápicos de
diferentes tipos de tumores, carcinomas, sarcomas, doenças linfoproliferativas felinas,
mastocitomas, carcinomas mamários e, principalmente, neoplasias linfoproliferativas
(linfomas). Está presente em protocolos como o COP (ciclofosfamida, Oncovin e prednisona)
e CHOP (ciclofosfamida, hidroxidaunomicina, Oncovin e prednisona). A ciclofosfamida
também é um importante imunossupressor. Embora este medicamento seja utilizado em
diversas doenças imunomediadas em animais (anemia hemolítica imunomediada, pênfigo,
lúpus eritematoso sistêmico [LES]), sua eficácia não foi relatada em estudos controlados
destas enfermidades. Em um ensaio, demonstrou-se que a ciclofosfamida, em dose de
50 mg/m 2 , não foi mais eficaz do que a prednisolona para tratamento de anemia
hemolítica imunomediada (J Vet Inter Med, 17: 206-212, 2003).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A ciclofosfamida é mielotóxica de forma dependente da dose. Após uma única dose alta,
em bolus, o nadir da toxicidade ocorre em 7-10 dias, mas o efeito é reversível, já que as
células-tronco geralmente não são afetadas. A recuperação geralmente é observada em
21-28 dias. Alguns pacientes podem apresentar vômito e diarreia. A cistite hemorrágica
estéril é uma complicação grave que limita a terapia e é causada pelos efeitos tóxicos dos
metabólitos sobre o epitélio vesical (principalmente a alocreína), que são concentrados e
excretados pela urina. Várias abordagens são adotadas na tentativa de reduzir a
ocorrência de lesões vesicais. Corticosteroides são associados à ciclofosfamida para
indução de poliúria e redução da inflamação vesical. O fármaco mesna (Mesnex,
mercaptoeptano sulfonato) fornece grupos tiol livres e ativos, que se ligam aos metabólitos
da ciclofosfamida na urina. A administração de furosemida (2,2 mg/kg) concomitante à
de ciclofosfamida pode diminuir o risco de cistite hemorrágica estéril. Os gatos são menos
suscetíveis ao desenvolvimento de cistite do que os cães. A ciclofosfamida pode causar
perda de pelos quando usada em alguns protocolos quimioterápicos. Os cães mais
suscetíveis a este efeito são os que apresentam pelame em constante crescimento (p. ex.,
os das raças Poodle e Old English Sheepdog). Entre os gatos não há tendência a perder
pelos durante o tratamento com ciclofosfamida.
Contraindicações e Precauções
Supressor da medula óssea e do sistema imunológico. Use com cautela em animais
suscetíveis a infecções. Teratogênico e embriotóxico. Não administre a fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em associação com outros medicamentos que possam provocar
mielossupressão. Embora este medicamento seja altamente biotransformado em
subprodutos ativos, não se sabe o efeito de outros medicamentos sobre a atividade
enzimática.
Instruções de Uso
A ciclofosfamida é geralmente associada a outros medicamentos (antineoplásicos em
protocolos quimioterápicos ou corticosteroides em terapias imunossupressoras). Consulte os
protocolos antineoplásicos quanto aos esquemas utilizados. No protocolo COAP (associação
de ciclofosfamida, vincristina, prednisolona e citosina arabinosídeo), por exemplo, são
administrados 50 mg/m 2 por via oral a cada 48 horas, durante 8 semanas, mas, em um
protocolo CHOP, 100-150 mg/m 2 são dados por via intravenosa no primeiro dia de
tratamento, seguidos de outros medicamentos, como a doxorrubicina, a vincristina e a
prednisona. Em cães, a dose máxima tolerada é de 500 mg/m 2 , por via intravenosa (com
suporte medular autólogo).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma durante o tratamento. Em cães, faça também a urinálise.
Formulações
A ciclofosfamida é comercializada em solução injetável a 25 mg/mL e comprimidos de 25 e
50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Os
comprimidos são recobertos, e não devem ser fracionados, o que pode provocar perda
de estabilidade. Não exponha a temperaturas superiores a 30 °C. A ciclofosfamida é sujeita
a hidrólise em soluções aquosas. As soluções reconstituídas devem ser utilizadas em 24
horas quando mantidas à temperatura ambiente e em 6 dias caso tenham sido refrigeradas,
embora algumas tenham permanecido estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose antineoplásica: 50 mg/m 2 (aproximadamente 2,2 mg/kg) a cada 48 horas, ou 1
vez ao dia durante 4 dias/semana, por via oral. Alternativamente, alguns protocolos
empregam 150-300 mg/m 2 , por via intravenosa, com repetição em 21 dias.
• Dose metronômica (administração contínua para supressão de linfócitos T): 10 mg/m 2 ,
a cada 24 horas, por via oral (aproximadamente 0,3 mg/kg).
• Terapia imunossupressora: 50 mg/m 2 a cada 48 horas, por via oral, ou 2,2 mg/kg 1 vez
ao dia durante 4 dias/semana.
• Pulsoterapia: 200-250 mg/m 2 (10 mg/kg), 1 vez a cada 3 semanas.
Gatos
• 6,25-12,5 mg/gato 1 vez ao dia durante 4 dias/semana.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este fármaco não deve ser usado em
animais destinados ao consumo humano.
Ciclosporina, Ciclosporina A
Nomes comerciais e outros nomes
Atopica (preparação para uso veterinário), Neoral (preparação para uso em seres
humanos), Sandimmune, Optimune (preparação oftálmica), Gengraf e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Optimmune (preparação oftálmica) (v) , Gengraf (h) , Ciclospororina (g)
Classificação funcional
Medicamento imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento imunossupressor. A ciclosporina liga-se a receptores celulares específicos da
calcineurina e inibe a via de transdução de sinal do receptor ativado de linfócitos T. Seus
efeitos na supressão da liberação de interleucina 2 (IL-2) e outras citocinas e no bloqueio da
proliferação de linfócitos T ativados são bastante importantes. A ação da ciclosporina é mais
específica para linfócitos T do que para linfócitos B. A ciclosporina também inibe os poros de
transição de permeabilidade mitocondrial, o que pode atenuar a ocorrência de lesões
miocárdicas durante reperfusões. A meia-vida da ciclosporina é de 8-9 horas (média) em
cães e 8-10 horas (média) em gatos. No entanto, observa-se grande variabilidade nas duas
espécies. A absorção oral é baixa (20-30%) e pode ser afetada pela ingestão de alimentos e
por interações medicamentosas.
Indicações e Usos Clínicos
O uso da ciclosporina no tratamento de ceratoconjuntivite seca (CCS) é limitado à
administração tópica. Os usos sistêmicos (geralmente por via oral) da ciclosporina incluem o
tratamento de anemia hemolítica imunomediada, atopia canina e fístulas perianais. Outras
doenças são tratadas por meio da administração de ciclosporina, como a adenite sebácea, a
paniculite nodular estéril idiopática, a anemia hemolítica imunomediada (AHIM), a doença
intestinal inflamatória (DII), a poliartrite imunomediada, a miastenia grave e a anemia
aplástica. A ciclosporina é também usada para tratamento de meningoencefalite
granulomatosa (em dose de 3-6 mg/kg a cada 12 horas). Em cães, há evidências de que sua
eficácia é similar à da prednisolona no tratamento de dermatite atópica. No entanto, sua
ação sobre o pênfigo imunomediado é mínima. Nesses animais, alguns dermatologistas
relataram maior eficácia quando a ciclosporina é associada à azatioprina para o tratamento
de doenças imunomediadas (p. ex., pênfigo foliáceo). Em gatos, a ciclosporina é eficaz para
tratamento do complexo granuloma eosinofílico, de doença intestinal inflamatória,
dermatite atópica (em 60% dos casos), estomatite e doença das vias aéreas (asma felina).
Em equinos, é eficaz para o tratamento local de uveíte anterior.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães, os efeitos adversos mais comuns são os problemas gástricos (vômitos, diarreia e
anorexia). A administração em altas doses foi relacionada a neurotoxicidade em cães, que
pode ser evidenciada pela ocorrência de tremores. No entanto, a neurotoxicidade é
incomum quando a ciclosporina é administrada nas doses recomendadas. Embora haja
relatos de lesão renal associada ao tratamento com formulações mais antigas, tal efeito
não é mais observado com o uso das formulações atuais. Altas doses (o triplo da dose
clínica) provocam lesões cutâneas e proliferação gengival, além de vômitos, diarreia,
perda de peso, gengivite e periodontite dependentes da dose e que são revertidos após a
interrupção do tratamento. A ciclosporina pode inibir as células beta do pâncreas, mas
não há relatos de desenvolvimento de diabetes em pequenos animais associado ao uso
clínico deste medicamento. Hiperplasia gengival e papilomas foram observados em cães
submetidos a tratamento crônico. Em gatos, foram relatadas infecções secundárias,
neoplasias e toxoplasmose. Diferentemente de outros medicamentos imunossupressores,
não provoca mielossupressão. A ciclosporina pode induzir novo crescimento de pelos em
cães.
Efeitos sobre a vacinação: em cães, a administração do triplo da dose clínica não
afetou a resposta à vacina contra raiva produzida com vírus morto, mas impediu a
elevação dos títulos de anticorpos após a administração de vacina contra parvovirose
produzida com vírus vivo.
Contraindicações e Precauções
Não administre durante a gestação nem na lactação. Alerte os proprietários a manterem o
medicamento fora do alcance de crianças. Consulte a seção sobre Interações
Medicamentosas antes de associar a ciclosporina a outros fármacos, dada a possibilidade
de interferência.
Interações Medicamentosas
Cimetidina, eritromicina, fluconazol ou cetoconazol podem aumentar as concentrações
de ciclosporina quando administrados concomitantemente. Em cães, doses de
cetoconazol de 2,5 a 10 mg/kg/dia reduziram de modo substancial a eliminação de
ciclosporina, diminuindo em 50% ou menos a dose requerida. O suco de toranja
(grapefruit) também inibe a eliminação e leva a redução da dose requerida, embora sejam
necessárias grandes quantidade. A ingestão de alimentos diminui a absorção oral em
15% a 22% dos casos
Instruções de Uso
Atopica (preparação de uso veterinário) e Neoral (preparação para uso humano) são
formulações idênticas, exceto pela variação do tamanho das cápsulas. Após a administração
de doses iniciais de 5 mg/kg por dia e a estabilização dos animais, as doses podem ser
ajustadas, aumentando-se o intervalo de tratamento para dias alternados ou a cada 2 dias,
em vez de se reduzir a dose diária. As doses podem ser monitoradas segundo as
concentrações sanguíneas, mas o monitoramento não é necessário durante o uso de rotina.
As formulações de administração oral de Atopica e Neoral são absorvidas de modo mais
previsível do que o Sandimmune. Estes dois produtos podem produzir concentrações
sanguíneas 50% maiores em alguns pacientes ou ainda diminuir a variabilidade de absorção
associada ao Sandimmune. A alimentação pode reduzir a absorção oral da ciclosporina em
cães, mas não a eficácia do medicamento. Existem formulações genéricas para humanos,
mas não foram avaliadas em cães quanto à sua bioequivalência em relação ao Atopica. A
solução oral pode ser mais diluída, a fim de aumentar a palatabilidade. Para redução da
dose, alguns veterinários fazem a administração concomitante de cetoconazol ou outros
compostos inibidores de enzimas. Quando usada no tratamento de animais a serem
submetidos a transplantes de órgãos, as doses são geralmente mais altas e as concentrações
sanguíneas são mantidas em níveis mais elevados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Embora o monitoramento de rotina da concentração sanguínea não seja necessário, pode
ajudar na identificação de interações medicamentosas, má absorção ou baixa adesão ao
tratamento. Para o monitoramento, faça a coleta de sangue em tubo contendo ácido
etilenodiaminotetracético (EDTA; tampa roxa) para envio da amostra ao laboratório. A
concentração sanguínea sugerida (sangue total) varia de 300 a 400 ng/mL, mas, em alguns
estudos, valores de 200 ng/mL foram eficazes. Caso a mensuração seja realizada por meio
de imunoensaio com polarização de fluorescência (FPIA) comercial (geralmente
denominado método TDx), o valor obtido deve ser multiplicado por 0,5 e 0,65 para se
chegar à concentração correta de fármaco em gatos e cães, respectivamente. A ciclosporina
não interfere nos resultados de testes intradérmicos.
Formulações
A ciclosporina é comercializada em cápsulas de 10, 25, 50 e 100 mg (Atopica); cápsulas de
microemulsão contendo 25 e 100 mg; solução oral a 100 mg/mL (Neoral); solução oral a
100 mg/mL; cápsulas de 25 e 100 mg (Sandimmune); e pomadas oftálmicas a 0,2%
(Optimmune). Existem também cápsulas genéricas de uso humano (p. ex., Gengraf). As
formulações genéricas são terapeuticamente equivalentes em seres humanos, mas não
foram comparadas ao Atopica no tratamento de cães e gatos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Não
refrigere, mas armazene a temperatura abaixo de 30 °C. Os produtos oftálmicos compostos
são estáveis à temperatura ambiente por 60 dias, mas não devem ser refrigerados.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3-7 mg/kg/dia, por via oral. A dose inicial geralmente é de 5 mg/kg/dia, por via oral.
Após o período de indução, alguns casos de dermatite atópica são controlados pela
administração de doses baixas, de 5 mg/kg em dias alternados ou a cada 2 dias.
• No tratamento de fístulas perianais e doenças imunomediadas (p. ex., AHIM), são
usadas doses maiores administradas a intervalos menores (a cada 12 horas).
• Na imunossupressão associada ao transplante de órgãos, as doses devem ser maiores (p.
ex., 3-7 mg/kg a cada 12 horas, por via oral).
Gatos
• 3-5 mg/kg/dia, por via oral. Doses maiores, de 5-10 mg/kg/dia, por via oral, são
administradas a muitos animais em dias alternados.
• Na imunossupressão associada ao transplante de órgãos, as doses devem ser maiores (p.
ex., 3-5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral).
Posologia para Grandes Animais
Apenas a administração local (ocular) é relatada em equinos. Não há relatos de outras doses
para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há estimativas de intervalos de carência em animais destinados ao consumo humano.
Este medicamento não deve ser administrado a tais animais, por apresentar potencial
mutagênico.
Cipionato de Estradiol
Nomes comerciais e outros nomes
ECP ® , Depo-Estradiol ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
ECP (v)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O estradiol é usado na terapia de reposição de estrógeno em animais. Também é usado para
indução do aborto em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O estradiol é um composto de estrógeno sintético. Seus efeitos mimetizam os do estrogênio
em animais. A utilização mais comum em pequenos animais está na interrupção da
gestação.
O benzoato de estradiol também é usado para interromper a gestação (5-10 mg/kg
divididos em 2 ou 3 injeções subcutâneas). A formulação de cipionato de estradiol possui
grande eficácia (95%), mas também apresenta efeitos adversos graves e não é
recomendado. O cipionato de estradiol possui uma ação mais duradoura e mais potente que
outras formulações de estrógeno.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O estradiol apresenta alto risco de promover o desenvolvimento de hiperplasia
endometrial e piometra. O risco de desenvolvimento de toxicidade medular em animais é
dependente da dose, principalmente em cães. As injeções de cipionato de estradiol
produzem trombocitopenia e anemia aplástica fatal. As células-tronco podem ser
afetadas, podendo ser a mielotoxicidade irreversível.
Contraindicações e Precauções
O estradiol é contraindicado na gestação, a menos que se queira interrompê-la. Não
administrar em ferrets.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Não deve ser usado
concomitantemente a outras medicações que suprimam a medula óssea. Em seres
humanos, é recomendado que os compostos estrogênicos não sejam utilizados com outros
medicamentos hepatotóxicos. O estradiol pode aumentar as concentrações de
ciclosporina.
Instruções de Uso
Para interromper a gestação, administrar 22 μg/kg por via intramuscular diariamente, por
3-5 dias do estro ou 3 dias após o acasalamento. Porém, em um estudo realizado, a dose de
44 μg/kg demonstrou ser mais eficaz que a dose de 22 μg/kg quando administrada
durante o estro ou diestro.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemgrama para verificar mielossupressão.
Formulações
O estradiol está disponível em solução injetável a 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 22-44 μg/kg por via intramuscular (a dose total não deve exceder 1 mg).
Gatos
• 250 μg/gato por via intramuscular, entre 40 horas e 5 dias após o acasalamento.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações Sobre Restrição Legal
Não utilizar em animais de produção.
Cisaprida
Nomes comerciais e outros nomes
Propulsid (Prepulsid no Canadá), não comercializado
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente pró-cinético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente pró-cinético. Acredita-se que a cisaprida seja um agonista do receptor de 5-
hidroxitriptamina (5-HT4) em neurônios mioentéricos (a 5-HT4 fisiologicamente estimula a
transmissão colinérgica em neurônios mioentéricos). É também antagonista de receptores
de 5-HT3. A cisaprida pode aumentar a liberação de acetilcolina no plexo mioentérico.
Também aumenta a motilidade do estômago, do intestino delgado e do cólon. Acelera o
trânsito intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
A cisaprida é usada para estimular a motilidade, no tratamento de refluxo gástrico,
gastroparesia, íleo e constipação intestinal. Os usos mais comuns em animais são para
prevenção de regurgitação estomacal, redução do íleo pós-operatório e para tratamento
de constipação e megacólon em gatos. Não é eficaz na estimulação da motilidade em cães
com megaesôfago. A cisaprida não é mais utilizada em humanos, tendo sido retirada do
mercado. As farmácias de manipulação disponibilizam a cisaprida aos veterinários em
formulações compostas (ver Formulações). No entanto, essas formulações não são aprovadas
nem regulamentadas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos adversos cardíacos foram relatados em humanos e levaram à interrupção da
comercialização deste fármaco. Esses efeitos cardíacos não foram relatados em animais.
Em cães, altas doses (18 mg/kg) provocaram dor abdominal, agressividade, ataxia, febre e
vômitos. Após a administração de doses ainda maiores, foram observadas diarreia, ataxia e
reações do SNC.
Contraindicações e Precauções
A cisaprida é contraindicada para pacientes portadores de obstrução gástrica.
Interações Medicamentosas
Medicamentos anticolinérgicos, tais como a atropina, reduzem a ação da cisaprida. A
medicação não deve ser usada concomitantemente a fármacos que reduzam
o metabolismo (inibidores do citocromo P450) ou que inibam a glicoproteína P, dado o
risco de intoxicação (ver a lista de medicamentos no Apêndice).
Instruções de Uso
Atualmente, a cisaprida não é comercializada. Este medicamento deixou de ser fabricado
em julho de 2000. No entanto, algumas farmácias de manipulação veterinárias podem
atender a pedidos ou preparar formulações compostas para animais. Consulte a
disponibilidade de cisaprida na farmácia de manipulação local. As doses são baseadas na
extrapolação de doses para seres humanos, estudos experimentais e evidências empíricas.
Estudos de eficácia em cães e gatos não foram realizados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Em seres humanos, houve relatos de efeitos cardíacos (arritmias). Monitore o ECG de
pacientes suscetíveis.
Formulações
A cisaprida era comercializada em comprimidos de 10 mg, mas não é mais produzida. As
formulações usadas são preparadas a partir de fontes puras. Para preparar uma solução
injetável a 1 mg/mL (seguindo os padrões de esterilidade USP <797 > ), misture 0,104 g
de cisaprida monoidratada a 20 mL de ácido tartárico a 6%. Adicione água estéril até um
volume total de 100 mL. Mantenha a solução sob refrigeração, em frasco estéril, protegido
da luz e identificado com data de validade de 14 dias após a composição. Uma suspensão
oral a 10 mg/mL (seguindo-se os padrões USP <795 > ) é preparada por meio da adição de
300 mg (0,3 g) de cisaprida monoidratada a 15 mL de Ora Plus e quantidade suficiente de
Ora Sweet para um volume final de 30 mL (Ora Plus e Ora Sweet são agentes de suspensão de
formulações orais e veículos comumente empregados em farmácias comerciais).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Algumas
formulações compostas são estáveis por 60 dias com pH neutro. A solução injetável deve ser
usada em até 14 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,5 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral (até 0,5-1,0 mg/kg).
Gatos
• 2,5-5 mg/gato a cada 8-12 horas, por via oral (até 1 mg/kg a cada 8 horas).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,1 mg/kg, por via intravenosa (esta formulação não é comercializada, mas pode-se
preparar uma solução de uso intravenoso pela associação de 40 mg com 1,0 mL de
ácido tartárico e diluição a um volume total de 10 mL).
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Este medicamento não deve ser usado em animais destinados ao consumo
humano por trazerem riscos à saúde.
No Brasil, a cisaprida está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a
receita de controle especial em duas vias.
Cisplatina
Nome comercial e outros nomes
Platinol
Medicamentos comercializados no Brasil
Platiran (h) , Platistine (h) , Cisplatina (g)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A cisplatina atua como alquilante bifuncional do DNA, mas forma
um íon carbono reativo, e há ligação cruzada com o íon platina, em vez de um grupo alquila.
A cisplatina liga-se preferencialmente ao N-7 das bases guanina e adenina. Como resultado
desta reação, há ligação cruzada do DNA, inter- e intrafita, inibindo a síntese da molécula.
Um medicamento similar é a carboplatina, um composto de platina de segunda geração
usado em pacientes que podem não tolerar o tratamento com cisplatina.
Indicações e Usos Clínicos
A cisplatina é usada para tratamento de diversos cânceres sólidos, inclusive carcinoma
broncogênico, osteossarcoma, carcinoma de células de transição e mastocitomas. É eficaz
em aumentara sobrevida de cães submetidos a amputações em razão de osteossarcomas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A nefrotoxicidade é o principal fator limitante à terapia com cisplatina. Em gatos, provoca
toxicose pulmonar primária, dependente da dose e específica da espécie. Em cães, é
comum a ocorrência de vômitos. Nesta espécie, pode haver desenvolvimento
de trombocitopenia transitória. A cisplatina pode provocar perda de potássio e depleção
de magnésio.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatos.
Interações Medicamentosas
A cisplatina pode ser associada a outros agentes quimioterápicos. Não use
concomitantemente a outros medicamentos nefrotóxicos.
Instruções de Uso
Para evitar intoxicações, administre soro fisiológico antes da administração de cisplatina.
Agentes antieméticos são comumente administrados antes da terapia, reduzindo a
ocorrência de vômitos. No tratamento de carcinomas de células de transição e carcinomas
espinocelulares, as doses usadas são de 40 a 50 mg/m 2 a cada 21 a 28 dias. No tratamento
de osteossarcomas, a dose usada é de 70 mg/m 2 a cada 21 dias, em quatro ciclos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a função renal dos animais submetidos ao tratamento. Entre as administrações,
monitore o hemograma.
Formulações
A cisplatina é comercializada em solução injetável a 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 60-70 mg/m 2 a cada 3-4 semanas, por via intravenosa (administre líquidos, para
estimular a diurese durante a terapia).
Gatos
Não use em gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, esta medicação não deve ser usada em
animais destinados ao consumo humano.
Citarabina
Nomes comerciais e outros nomes:
Cytosar, Ara-C e Citosina arabinosídeo
Medicamentos comercializados no Brasil:
Aracytin (h)
Classificação funcional:
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A citarabina (Cytosar) é um composto isolado de esponjas-do-mar. É
também denominada citosina arabinosídeo e Ara-C. A citarabina é biotransformada em um
fármaco ativo que inibe a síntese de DNA. Acreditava-se que sua ação se desse através da
inibição da enzima DNA polimerase, mas seu exato mecanismo de ação ainda é
desconhecido. A meia-vida da citarabina em cães é de aproximadamente 70 minutos.
Indicações e Usos Clínicos
A citarabina vem sendo utilizada em protocolos para tratamento de linfoma e leucemia. O
uso mais comum da citarabina é para tratamento de linfoma e leucemia mielógena. A
citarabina é geralmente administrada por via intramuscular ou subcutânea, por apresentar
meia-vida curta (de aproximadamente 20 minutos) quando administrada por via
intravenosa. Em cães, é também empregada para tratamento de meningoencefalomielite
granulomatosa como alternativa ao uso de corticosteroides.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A citarabina suprime a medula óssea e pode provocar granulocitopenia, principalmente
quando administrada em infusão a taxa constante. Além disso, pode causar náuseas e
vômitos.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais submetidos ao tratamento com outros medicamentos
imunossupressores.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A citarabina é administrada a cães segundo diversos protocolos (ver Posologia), dependendo
do estudo publicado e da preferência do clínico. Não há fortes evidências acerca da
superioridade de um protocolo em relação a outros. No tratamento
de meningoencefalomielite granulomatosa, administram-se doses totais de 200-
400 mg/m 2 (por via intravenosa ou subcutânea), distribuídas em 2 dias; por via
subcutânea, a citarabina é aplicada 2 vezes ao dia durante 2 dias e, por via intravenosa, a
dose total é administrada durante um período de 8 horas.
Consulte os esquemas terapêuticos exatos nos protocolos antineoplásicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma, para avaliar a presença de efeitos tóxicos do medicamento.
Formulações
A citarabina é comercializada em solução injetável contendo 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães (protocolos antineoplásicos, de administração semanal)
• 100-150 mg/m 2 1 vez ao dia ou 50 mg/m 2 duas vezes ao dia, durante 4 dias, por via
intravenosa ou subcutânea.
• 600 mg/m 2 , por via intravenosa ou subcutânea, em dose única.
• 300 mg/m 2 por dia ou como infusão intravenosa contínua, ao longo de 48 horas (dose
total de 600 mg/m 2 ).
Cães (meningoencefalomielite granulomatosa)
• 50 mg/m 2 2 vezes ao dia durante 2 dias, com repetição a cada 3 semanas, por via
subcutânea.
• 200 mg/m 2 em infusão intravenosa por 16-24 horas. Em alguns pacientes, esta dose é
repetida no segundo dia.
Gatos
• 100 mg/m 2 1 vez ao dia durante 2 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado
em animais destinados ao consumo humano.
Citrato de Dietilcarbamazina
Nomes comerciais e outros nomes
Caricide ® , Flaribits ® e Nemacide ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Preventivo de dirofilariose e anti-helmíntico. Provoca bloqueio neuromuscular no parasita
por meio da inibição de neurotransmissores que o paralisam.
Indicações e Usos Clínicos
Os comprimidos de Caricide ® e algumas outras marcas usadas para prevenção
de dirofilariose foram voluntariamente retirados do mercado. Devido à disponibilidade de
outros preventivos de dirofilariose, o uso de dietilcarbamazina tem diminuído
significativamente. A dietilcarbamazina tem sido usada para prevenir a infecção causada
pela dirofilariose em cães. É administrada regularmente durante o período de maior
ocorrência em áreas nas quais a dirofilariose é endêmica. Outros usos da dietilcarbamazina
incluem o controle de infecções por ascarídeos (Toxocara canis e Toxocara leonina) e como
adjuvante no tratamento de infecções por ascarídeos, em altas doses (55-110 mg/kg).
Em gatos, a dietilcarbamazina pode ser usada para o tratamento de infestações por vermes
ascarídeos (55-110 mg/kg).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A superdose causa vômitos. Se for administrado a um animal positivo para microfilária, é
possível a ocorrência de algumas reações, inclusive pulmonares. Este medicamento é um
derivado da piperazina, que é uma classe de medicamentos antiparasitários geralmente
seguros para os animais.
Contraindicações e Precauções
Cães que apresentem Dirofilaria immits já instalada no coração não devem receber a
dietilcarbamazina enquanto forem estiverem recebendo tratamento com um adulticida
que eliminará as formas adultas do parasita, seguido de tratamento apropriado para as
microfilárias. Podem ocorrer reações em animais com microfilária. Contudo, não há
sensibilidade entre as raças de cães ou outras contraindicações específicas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas.
Instruções de Uso
Protocolos específicos para a administração na dirofilariose devem ser elaborados de acordo
com a região do país em questão (estação do ano), já que a prevenção de dirofilariose
depende da atividade dos mosquitos ao longo do ano. Embora a dietilcarbamazina seja
efetiva na prevenção de dirofilariose, quase sempre é necessário tratamento contínuo diário
para a eficácia do mesmo. Não se deve deixar de tratar, mesmo que por meio de 2 ou 3
doses. Ocasionalmente, alguns animais vomitam logo após a administração. A administração
com alimentos geralmente diminui essa reação. A Sociedade Americana de Dirofilariose
recomenda a troca da quimioprofilaxia para lactonas macrocíclicas (ivermectina e outros
medicamentos relatados), caso o tratamento com dietilcarbamazina seja interrompido.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a presença de dirofilariose no paciente. É importante verificar a presença das
microfilárias nos animais antes da prescrição. Os fabricantes recomendam que animais
tratados com dietilcarbamazina sejam tratados para microfilária a cada 6 meses. Podem
ocorrer reações em animais positivos para microfilária.
Formulações
Apesar de algumas marcas terem sido retradas do mercado pelo fabricante, a disponibilidade
de outros comprimidos de dietilcarbamazina pode variar de acordo com o fabricante e o
nome da marca. Nem todos os nomes comerciais estão disponíveis em todas as
concentrações listadas. Estão disponíveis tanto comprimidos simples como os mastigáveis. As
concentrações dos comprimidos incluem 30, 45, 50, 60, 100, 120, 150, 180, 200, 300 e
400 mg. O xarope está disponível na concentração de 60 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Profilaxia de dirofilariose: 6,6 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
• Tratamento de ascarídeos: 55-110 mg/kg, por via oral, como único tratamento
(110 mg/kg; a dose deve ser fracionada em duas vezes ao dia).
Gatos
• Tratamento de ascarídeos: 55-110 mg/kg, por via oral. No tratamento de ascarídeos,
considere a repetição do tratamento em 10-20 dias para remoção das formas imaturas
do parasita.
Posologia para Grandes Animais
Não há dose relatada para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis.
Para estimativa de períodos de carência para uso extrabula, contate nos EUA o FARAD,
pelo número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Citrato de Fentanila
Nomes comerciais e outros nomes
Sublimaze e marcas genéricas; Fentora comprimidos (transmucosa oral).
Medicamentos comercializados no Brasil
Fentanest (h) , Citrato de fentanila (g)
Classificação funcional
Analgésico, Opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico opioide sintético. A fentanilo é aproximadamente 80-100 vezes mais potente
que a morfina. A fentanila é um agonista dos receptores mu de opiáceos nos neurônios e
inibe a liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão dos estímulos dolorosos
(como a Substância P). Os efeitos sedativos centrais e eufóricos são relacionados aos efeitos
em receptores mu cerebrais. A fentanila tem um amplo perfil de segurança com doses que
chegam a 300 vezes a dose recomendada, não sendo letais em cães que respiram
espontaneamente. É altamente lipofílico – aproximadamente 1.000 vezes mais lipofílico que
a morfina, o que induz uma rápida difusão sobre o sistema nervoso central (SNC). Em cães,
a meia-vida é de aproximadamente 3-6 horas, e em gatos é de aproximadamente 2,5 horas.
A depuração (clearance) é alta em cães e a absorção oral é muito baixa. A fentanila pode ser
absorvida pela pele ou pela membrana mucosa oral, mas não possui boa biodisponilidade se
for engolida.
Indicações e Usos Clínicos
O citrato de fentanila é usado como bolus intravenoso ou infusão de taxa constante em
animais para alívio da dor, adjuvante para anestesia ou como sedativo em associação com
outros sedativos do SNC. A fentanila administrada por via intravenosa produzirá efeitos
antinociceptivos por aproximadamente 2 horas. A maioria das doses baseia-se no empirismo
e em estudos experimentais. Comprimidos bucais são usados em seres humanos para
tratamento de dor incidental, mas há somente experiência empírica com este uso em
animais. Ver Fentanila Transdérmica para informações sobre a forma transdérmica. O uso
clínico é principalmente em cães e gatos. Em equinos, em doses necessárias para produzir
analgesia, ele está associado a alto grau de inquietação, taquicardia, maior atividade
locomotora e excitação (ver Reações Adversas e Efeitos Colaterais). Em equinos, a eficácia é
precária em doses mais baixas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A fentanila tem efeitos adversos semelhantes aos da morfina. Como todos os opiáceos, os
efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos colaterais incluem sedação,
constipação intestinal e bradicardia. Ocorre depressão respiratória com as altas doses.
Como outros opiáceos, espera-se leve diminuição da frequência cardíaca. Na maioria dos
casos, esta diminuição não precisa ser tratada com medicamentos anticolinérgicos (p. ex.,
atropina), mas deve ser monitorada. Em equinos, comportamentos indesejáveis e até
perigosos podem seguir-se à rápida administração intravenosa. Os equinos devem receber
um pré-anestésico, como a acepromazina ou um alfa 2 -agonista.
Contraindicações e Precauções
O citrato de fentanila é uma substância controlada de Classe II (classificação norteamericana).
Tolerância e dependência ocorrem com a administração repetida. Gatos e
equinos são propensos à excitação após a administração, especialmente por via
intravenosa.
Interações Medicamentosas
Não existem interações medicamentosas específicas, mas a fentanila diminuirá os
requisitos de outros anestésicos. A fentanila potencializará outros opiáceos e depressores
do SNC.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos. Além da forma injetável da fentanila, está disponível a
fentanila transdérmica. As formas transmucosa oral (bucal) e em películas mucoadesivas
solúveis estão disponíveis para administração em seres humanos, mas não foram
adequadamente testadas em animais. Para administração subcutânea, o citrato de
fentanila pode ser misturado com solução de bicarbonato (ver Estabilidade e
Armazenamento) para diminuir a dor da injeção.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a resposta analgésica. Monitore a frequência cardíaca e a respiração. Embora a
bradicardia raramente precise ser tratada quando é causada por um opioide, pode-se
administrar atropina se necessário. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser
revertido com naloxona.
Formulações
O citrato de fentanila está disponível na forma injetável de 250 μg/5 mL (50 μg/ mL).
Comprimidos bucais de Fentora têm 100, 200, 400, 600 e 800 μg. A fentanila em película
bucal solúvel (Onsolis) tem 200, 400, 600, 800 e 1.200 μg por película.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz, e em temperatura ambiente. É
solúvel em água e levemente solúvel em etanol. É fármaco de Classe II, assim armazene em
compartimento fechado. O pH do citrato de fentanila é 5,2. Se for adicionada solução de
bicarbonato (diluição 1:10 ou 1:20) o pH aumenta para 8,0, o que pode diminuir a dor da
injeção, se administrada imediatamente após misturar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Usos anestésicos: 0,02-0,04 mg/kg, a cada 2 horas, por vias intravenosa, subcutânea ou
intramuscular, ou se administrado com acepromazina ou diazepam, use 0,01 mg/kg,
por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
• Agente analgésico, 0,005-0,01 mg/kg a cada 2 horas, por vias intravenosa,
intramuscular ou subcutânea.
• Infusão de taxa constante: dose de ataque de 0,003 mg/kg, por via intravenosa
(3 μg/kg), seguida de 0,005 mg/kg/h (5 μg/kg/h) em cães ou 0,002 mg/kg/h
(2 μg/kg/h) em gatos.
• Fentanila em película bucal: Não foi estabelecida uma dose para animais. Em seres
humanos, a dose inicial é 200 μg, e depois é aumentada, conforme o necessário.
Posologia para Grandes Animais
Pequenos Ruminantes
5-10 μg/kg (0,005-0,010 mg/kg por via intravenosa).
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado de Classe II pela DEA (Drug Enforcement
Administration).
Classificação da RCI: 1
No Brasil, o citrate de fentanila está listado como substância entorpecente (lista A1)
sujeito a notificação de Receita “A”.
Citrato de Maropitant
Nome comercial e outros nomes
Cerenia
Medicamentos comercializados no Brasil
Cerenia (v)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O maropitant é um antiemético do mesmo grupo daquele de uso em seres humanos,
o aprepitanto (Emend). Estas substâncias atuam como antieméticos bloqueando o receptor
de neurocinina 1 (NK1; também conhecida como Substância P) e apresentam menor
afinidade por outros receptores de neurocinina (NK2 e NK3). Embora os receptores de NK1
estejam envolvidos em outras respostas fisiológicas e comportamentais, nas doses usadas no
controle da êmese, não provocam efeitos colaterais relacionados ao bloqueio de outros
receptores. A neurocinina 1 é um neurotransmissor que estimula o centro emético. O
maropitant pode inibir os vômitos induzidos por estímulos centrais e periféricos mediados
por outros neurotransmissores, como a acetilcolina, a histamina, a dopamina e a serotonina.
Em cães, sua meia-vida é de 4 a 8 horas, dependendo da dose. A farmacocinética
dependente da dose ocorre com redução da depuração e aumento da meia-vida em doses
superiores a 2 mg/kg. Devido à sua farmacocinética não linear, é possível haver acúmulo
do princípio ativo durante a administração repetida. Após a administração oral, a absorção
é de 24% em dose de 2 mg/kg e de 37% em dose de 8 mg/kg em cães. A farmacocinética
não é afetada pela ingestão de alimentos. Em gatos, a depuração é muito menor do que em
cães, e a meia-vida do medicamento é maior, de 13-17 horas. Nos felinos, a absorção
subcutânea é praticamente completa e a absorção oral é de 50%.
Indicações e Usos Clínicos
O maropitant é aprovado para uso como antiemético em cães, inibindo os vômitos
provocados por estímulos centrais e periféricos. É eficaz na inibição dos vômitos associados à
quimioterapia, à doença gastrointestinal, a toxinas, a nefropatias, ao estímulo vestibular
(cinetose) e a estímulos circulantes, através da zona deflagradora dos quimiorreceptores.
Após a administração subcutânea, sua ação é rápida, perdurando por 24 horas. Embora seu
uso em gatos não seja aprovado, o maropitant é usado de modo seguro e eficaz nestes
animais para o tratamento de vômitos de diferentes etiologias, como a cinetose e a
estimulação por agentes emetogênicos, com duração de ação de 24 horas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O maropitant pode provocar dor discreta ou irritação no sítio de administração
subcutânea. A dor pode ser causada por alteração da formulação, que pode ser observada
quando a forma injetável é armazenada em temperatura ambiente. O maropitant em
complexo de ciclodextrina é preservado a temperaturas baixas, sendo mais estável
quando refrigerado. Assim, a reação adversa associada à injeção dolorosa, pode ser
reduzida pelo armazenamento do maropitant em refrigerador antes do uso. Estudos préclínicos
e clínicos acerca da segurança do maropitant foram conduzidos. Em cães, o
medicamento foi considerado seguro quando administrado em doses 3 e 5 vezes
superiores àquelas descritas em bula. Entre os efeitos colaterais observados nestes ensaios,
incluíram-se salivação excessiva e tremores musculares. Em gatos, o maropitant é bem
tolerado em doses elevadas (10 vezes superiores) e foi considerado seguro quando
administrado em dosagem de 5 mg/kg por 15 dias consecutivos.
Contraindicações e Precauções
A administração repetida provoca acúmulo do medicamento, e doses elevadas são
associadas à menor depuração. Devido ao acúmulo, o maropitant não deve ser
administrado por mais de 5 dias consecutivos. Deve-se dar um intervalo de 2 dias, para
eliminação, antes da instituição de outro período de tratamento. Identifique qualquer
doença subjacente sempre que possível, em vez de depender do maropitant para
o controle da sintomatologia. Os efeitos e a farmacocinética do maropitant não são
afetados por nefropatias.
Interações Medicamentosas
Doses únicas foram administradas por cateter intravenoso, mas pode ocorrer precipitação
ao misturar o maropitant com soluções alcalinizantes. O maropitant é inibidor de NK 1 .
Outros receptores de neurocininas podem ser afetados em grau menor. Dado seu
mecanismo de ação único, interações medicamentosas não foram identificadas. O
maropitant é usado com segurança em associação a outros medicamentos, incluindo
anestésicos e antitumorais. O fármaco apresenta alta afinidade por se ligar a proteínas,
mas não se sabe se existem interações com outros medicamentos por meio deste
mecanismo.
Instruções de Uso
Ensaios clínicos conduzidos em cães determinaram os protocolos adequados de
administração do maropitant. Este medicamento é eficaz no controle de vômitos de
diversas etiologias na espécie canina. Em gatos, embora não aprovado, o maropitant é eficaz
em diversos tipos de vômitos, incluindo aqueles relacionados à cinetose e à estimulação por
emetogênicos. Nestes animais, a dose indicada é de 1 mg/kg, independentemente da
etiologia da êmese.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais clínicos e a doença que pode ser a causa dos vômitos. Outros
monitoramentos específicos e exames não são necessários ao uso seguro do maropitant.
Formulações
O maropitant é comercializado em comprimidos de 16, 24, 60 ou 160 mg e em solução
injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz. A formulação injetável pode ser
armazenada em temperatura ambiente e sob refrigeração, mas, como anteriormente
discutido, a dor provocada pela administração pode ser reduzida pela manutenção do
medicamento em geladeira. O frasco deve ser descartado 28 dias após a primeira utilização.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1 mg/kg por via subcutânea, ou 2 mg/kg por via oral 1 vez/dia por não mais do que 5
dias consecutivos.
• Cinetose: 8 mg/kg por via oral 1 vez/dia por até 2 dias consecutivos
Gatos
• 1 mg/kg 1 vez/dia por vias oral, intravenosa ou subcutânea (mesma dose em todas as
causas de vômitos, incluindo cinetose).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação para animais de produção. Períodos de carência
do tratamento não foram estabelecidos, e a administração de maropitant a animais
destinados ao consumo humano não é recomendada.
Citrato de Sildenafila
Nomes comerciais e outros nomes
Viagra ® , Revatio ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Viagra (h) , Citrato de Sildenafila (g)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador. A sildenafila é um vasodilatador, específico para fosfodiesterase V. A
sildenafila e os medicamentos similares agem aumentando o GMP cíclico pela inibição da
sua degradação pela fosfodiesterase –V (PDE-V). Existem duas importantes localizações da
fosfodiesterase V: (1) musculatura lisa dos vasos pulmonares, e (2) no corpo cavernoso. O
segundo efeito produz o desejado efeito clínico que levou este medicamento à popularidade
na medicina humana. O efeito sobre a musculatura lisa dos vasos pulmonares provoca
vasodilatação no leito vascular pulmonar em pacientes com hipertensão pulmonar. Outro
medicamento usado para este efeito é o tadalafil (Cialis ® ) na dose de 1-2 mg/kg a cada 12
horas por via oral, em cães.
Indicações e Usos Clínicos
A sildenafila e os medicamentos relacionados são utilizados em seres humanos para
o tratamento da disfunção erétil através do efeito sobre o corpo cavernoso. Este efeito não
foi explorado em medicina veterinária. O uso em medicina veterinária é limitado ao
tratamento da hipertensão arterial pulmonar. Em cães, a sildenafila ocasiona melhora em
pacientes com hipertensão pulmonar.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Vermelhidão cutânea da região inguinal foi observada em cães. Por outro lado, não foram
relatados efeitos colaterais com o uso clínico em cães. Os efeitos potenciais são atribuídos
à ação vasodilatadora. Se altas doses ou outros vasodilatadores são administrados –
especialmente os que aumentam os níveis do GMP cíclico – pode ocorrer hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em conjunto com outros medicamentos vasodilatadores.
Interações Medicamentosas
Não são relatadas reações medicamentosas para animais, mas em seres humanos existem
precauções sobre o uso com outros vasodilatadores como os bloqueadores alfa e nitratos.
Instruções de Uso
O uso na medicina veterinária é baseado em estudos em cães com hipertensão pulmonar.
Dosagens, posologia e usos clínicos são baseados nestes estudos limitados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico, mas deve-se monitorar a função cardiovascular
(pressão arterial e frequência cardíaca) em animais com risco para complicações
cardiovasculares.
Formulações
A sildenafila está disponível em comprimidos de 20, 25, 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e umidade e em temperatura
ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/kg a cada 12 horas por via oral. O intervalo das doses pode ser entre 8-24 horas e
Gatos
em alguns cães são administradas doses maiores de 3 mg/kg.
• 1 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há período de carência estabelecido para animais de produção. Para estimar período de
carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Citrato de Sufentanil
Nomes comerciais e outros nomes
Sufenta ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Sufenta (h) , Fastfen (h)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide. A ação deste derivado do fentanil é através do receptor opioide do tipo mu.
O sufentanil é 5-7 vezes mais potente do que o fentanil, e em alguns estudos é 10 vezes
mais potente que o fentanil. Doses de 13-20 μg de sufentanil produzem analgesia
equivalente a 10 mg de morfina.
Indicações e Usos Clínicos
O sufentanil, como outros derivados opioides, é utilizado para sedação, anestesia geral e
analgesia. Pode ser usado como parte do protocolo para anestesia geral balanceada. Pode ser
utilizado com outros agentes ou como agente primário em pacientes intubados e sob
ventilação. O sufentanil apresenta um rápido efeito e rápida recuperação. Não se acumula
nos tecidos; logo a recuperação após o procedimento anestésico é rápida. Pode ser
administrado por via epidural. O uso do sufentanil comparado a outros opioides é limitado
em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas são similares àquelas da morfina. Como todos os opioides, os efeitos
colaterais são previsíveis e inevitáveis. Os efeitos colaterais incluem: sedação, constipação
intestinal e bradicardia. A depressão respiratória ocorre com altas doses.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais com pneumopatias. Devido a sua alta potência comparado
à morfina e outros opioides, calcular a dose cuidadosamente.
Interações Medicamentosas
Como outros opioides, o sufentanil pode potencializar o efeito de outros sedativos e
anestésicos.
Instruções de Uso
Quando utilizado para anestesia, os animais devem sempre ser pré-medicados com
acepromazina ou benzodiazepínico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia
raramente necessite ser tratada quando utilizado um opioide, se necessário, pode-se
administrar atropina. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser revertido
com naloxona.
Formulações
O sufentanil está disponível em solução injetável de 50 μg/mL em ampolas de 1, 2 e 5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada. O sufentanil é um
medicamento controlado classe II e deve ser armazenado em um local protegido.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e gatos
• 2 μg/kg por via intravenosa (0,002 mg/kg) até a dose máxima de 5 μg/kg
(0,005 mg/kg).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado classe II.
Evitar o uso em animais de produção. O período de carência não foi estabelecido.
Contudo, para estimar período de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número
1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
No Brasil, o citrato de sufentanila está listado como substância entorpecente (Lista A1)
sujeito a notificação de Receita “A”.
Classificação RCI: 1
Citrato de Tripelenamina e Cloridrato de Tripelenamina
Nomes comerciais e outros nomes
Pelamine, Histanin e PBZ
Medicamentos comercializados no Brasil
Não consta como único princípio ativo.
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador H1). De modo semelhante aos outros anti-histamínicos, a
tripelenamina atua bloqueando o receptor Tipo 1 da histamina (H 1 ) e suprime as reações
inflamatórias causadas pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados para controlar
prurido e inflamação da pele em cães e gatos; contudo, as taxas de sucesso em cães não são
altas. Os anti-histamínicos de uso mais frequente são clemastina, clorfeniramina,
difenidramina, cetirizina e hidroxizina.
Indicações e Usos Clínicos
A tripelenamina é usada para prevenir reações alérgicas e na terapia para prurido em cães e
gatos. Em grandes animais, o cloridrato de tripelenamina é usado para tratamento de
laminite, alergia, picadas de insetos, edema pulmonar e urticária em equinos. Em bovinos, é
usada para tratar urticária e reações alérgicas. O uso em animais baseia-se principalmente no
emprego empírico e na experiência em seres humanos. As taxas de sucesso no tratamento de
prurido são baixas. Além do efeito anti-histamínico para tratar alergias, estes medicamentos
bloqueiam o efeito da histamina no centro de vômito, no centro vestibular e em outros
centros que controlam o vômito em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sedação é o efeito colateral mais comum. Efeitos antimuscarínicos (efeitos do tipo
atropina) também são comuns. Os membros desta classe de agentes (etanolaminas) têm
maiores efeitos antimuscarínicos do que os outros anti-histamínicos. Podem ocorrer
efeitos adversos gástricos, como íleo paralítico e diminuição do esvaziamento estomacal.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Não há relatos clínicos do uso em medicina veterinária e nem evidência de que seja mais
eficaz do que as outras substâncias desta classe.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A tripelenamina está disponível em comprimidos de 25 e 50 mg; em soluções injetáveis de
20 mg/mL (genéricas); e em elixir líquido oral de 5 mg/mL. O cloridrato de tripelenamina
(Histanin) está disponível em solução injetável de 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• A dose não está claramente estabelecida. É listada como 1 mg/kg, a cada 12 horas, por
via oral. Em seres humanos, a dose é de 1,25 mg/kg, a cada 4-6 horas, por via oral.
Cloridrato de tripelenamina injetável: 0,25 mL por 5 kg de peso corporal.
Posologia para Grandes Animais
Suínos, Bovinos, Equinos
• 1 mg/kg, por via intramuscular. Equivalente a 10 mL por 250 kg, ou 1 mL por 25 kg de
peso corporal.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência: suínos e bovinos: 48 horas (carne); 48 horas (leite).
Classificação RCI: 3
Citrato de Tamoxifeno
Nome comercial e outros nomes
Nolvadex
Medicamentos comercializados no Brasil
Nolvadex(h), Tamoxifeno(g)
Classificação funcional
Antiestrogênico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador não esteroide do receptor de estrógeno. O tamoxifeno também tem fracos
efeitos estrogênicos. Também pode aumentar a liberação do hormônio liberador de
gonadotrofina (GnRH).
Indicações e Usos Clínicos
O tamoxifeno é usado como adjuvante no tratamento de certos tumores, especialmente
aqueles responsivos ao estrógeno. O uso mais comum em animais é como adjuvante no
tratamento de neoplasia mamária. Em mulheres, é usado para induzir a ovulação por
estimulação da liberação de GnRH hipotalâmica
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos adversos não foram completamente registrados em animais. Entretanto, em
humanos, relata-se que o tamoxifeno causa aumento da dor tumoral.
Contraindicações e Precauções
Não use em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
O tamoxifeno é um potente inibidor da enzima citocromo P450.
Instruções de Uso
O tamoxifeno às vezes é usado com outros protocolos de antineoplásicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O tamoxifeno está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem selado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
A dose veterinária não foi estabelecida, mas foi extrapolada da dose humana. A dose
humana é de 10 mg a cada 12 horas, por via oral (aproximadamente 0,14 mg/kg a cada 12
horas).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Claritromicina
Nomes comerciais e outros nomes
Biaxin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Klaricid (h) , Claritromicina (g)
Classificação funcional
Antibiótico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico macrolídeo com atividade bacteriostática. É um macrolídeo com substituição no
carbono 14. A claritromicina foi lançada em 1990 como um substituto da eritromicina.
Comparada à eritromicina, a claritromicina apresenta maior absorção, meia-vida mais longa
e maior penetração intracelular. Seu sítio de ação é similar ao de outros antibióticos
macrolídeos, na subunidade ribossômica 50S de bactérias suscetíveis. Seu espectro de ação
inclui, principalmente, bactérias Gram-positivas. A maioria das bactérias Gram-negativas é
resistente à claritromicina. A claritromicina pode ser mais ativa (apresentando menores
valores de MIC) do que a eritromicina e a azitromicina. Assim como outros macrolídeos, a
claritromicina pode apresentar propriedades anti-inflamatórias que independem de seus
efeitos microbiológicos (p. ex., inibição de reações inflamatórias mediadas por neutrófilos e
eosinófilos). Os metabólitos da claritromicina podem ser ativos, mas não são bem
caracterizados em animais. A claritromicina é amplamente distribuída em sítios
intracelulares e tissulares; na maioria dos tecidos, inclusive no trato respiratório, suas
concentrações excedem às concentrações plasmáticas. Em potros, a meia-vida do antibiótico
é de 4,8-5,4 horas, com volume de distribuição de 10,5 L/kg e depuração (clearance) de
1,27 L/kg/h. Nesses animais, a absorção oral do medicamento é de 57%, com concentração
máxima (Cmáx.) de 0,5-0,9 μg/mL.
Indicações e Usos Clínicos
Em humanos, a claritromicina é mais comumente utilizada no tratamento de infecções
causadas por Helicobacter gastritis e de infecções respiratórias, já que é ativa contra a
maioria de seus agentes etiológicos (p. ex., Streptococcus, micoplasmas, clamídias). Em
pequenos animais, a claritromicina tem sido usada para tratamento de infecções cutâneas e
respiratórias. Em potros, é empregada para tratamento de infecções causadas por
Rhodococcus equi (associada à rifampicina) e seu sucesso clínico é superior ao da azitromicina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos mais comumente observados durante o tratamento com
claritromicina e medicações associadas são diarreia e náuseas. Muitos animais podem
apresentar fezes amolecidas ou diarreia branda. Em estudos conduzidos com potros
saudáveis, a diarreia era incomum e autolimitante durante o tratamento por via oral. No
entanto, caso se torne grave, a administração do antibiótico deve ser interrompida.
Contraindicações e Precauções
Administre com cautela a equinos adultos, ruminantes, roedores e coelhos, dada a
possibilidade de desenvolvimento de diarreia e enterite. Use com cautela em gestantes.
Interações Medicamentosas
Muitos antibióticos macrolídeos são inibidores do citocromo P450 e podem reduzir a
biotransformação de outros medicamentos. Em humanos, por exemplo, a claritromicina
aumenta as concentrações de digoxina. No entanto, interações medicamentosas
específicas desta natureza não foram documentadas em animais.
Instruções de Uso
A claritromicina deve ser administrada 2 vezes ao dia, dadas a sua curta meia-vida e a
necessidade de maior tempo acima da concentração inibitória mínima (MIC).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Na ausência de valores específicos para a claritromicina, a administração deste
medicamento deve ser guiada pelo antibiograma para a eritromicina. Embora, segundo
o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o ponto de perda de suscetibilidade
seja de 1 μg/mL para bactérias sensíveis, observa-se cura de infecções respiratórias com
valores de MIC de até 8 μg/mL, o que é atribuído às altas concentrações atingidas nesses
sítios. Para R. equi, os valores de MIC são de 0,12 μg/mL. Os microrganismos resistentes à
eritromicina e à azitromicina tendem a ser resistentes também à claritromicina.
Formulações
A claritromicina é comercializada em comprimidos de 250 e 500 mg e em suspensão oral a
25 e 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Os comprimidos de 250 mg são dissolvidos em 50 mL de água e imediatamente
administrados, por via oral, a potros. No entanto, a estabilidade por longo tempo
de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 7,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Potros
• 7,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (geralmente associada à rifampicina, em dose de
10 mg/kg a cada 12 horas).
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Clenbuterol
Nome comercial e outros nomes
Ventipulmin
Medicamentos comercializados no Brasil
Pulmo Plus (v) , Pulmonil (v)
Classificação funcional
Broncodilatador, beta-agonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista beta2-adrenérgico (relação beta2/beta1 = 4,0). Broncodilatador. Estimula
o relaxamento da musculatura lisa brônquica por meio de sua ação sobre os receptores
beta 2 . Pode também inibir a liberação de mediadores inflamatórios, principalmente de
mastócitos. Comparado à terbutalina, é menos eficaz, dada sua menor atividade intrínseca e
por ser somente um agonista parcial. O clembuterol difere de outros beta-agonistas por
resistir à conjugação ao O-sulfato éster, o que aumenta sua meia-vida. Em equinos, é
também mais bem absorvido por via oral (83%) do que outros beta-agonistas. Nesta espécie,
sua meia-vida plasmática é de 13 horas, mas, na urina, o clembuterol pode ser detectado
por 12 dias. Além de seus efeitos sobre a musculatura lisa do trato respiratório, o clembuterol
pode também produzir efeitos de repartição, o que indica a estimulação do desenvolvimento
de mais músculo e menos tecido adiposo. Por isso, o medicamento é usado de forma abusiva
por seres humanos, e ilegalmente empregada em animais produtores de alimentos.
Indicações e Usos Clínicos
O clenbuterol é indicado para o tratamento de animais com broncoconstrição reversível,
como obstrução recorrente das vias aéreas, anteriormente denominada doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC). Estudos demonstraram seus efeitos em equinos, mas não há
relatos de seu uso em outras espécies animais. Em equinos, o clembuterol pode ter efeitos de
repartição (produzindo menos tecido adiposo), mas também reduz a capacidade de
realização de exercícios e aumenta a taxa de fadiga. Não deve ser usado em animais de
produção.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O clembuterol pode produzir estimulação beta-adrenérgica excessiva quando
administrado em altas doses (taquicardia e tremores). A administração de altas doses foi
relacionada à taquicardia. O uso crônico pode ter efeitos colaterais sobre a função
cardíaca de cavalos saudáveis.
Contraindicações e Precauções
O clembuterol não deve ser usado em animais destinados ao consumo humano (animais
de produção). Os veterinários devem saber que o medicamento é usado de forma abusiva
por seres humanos, para aumento da massa muscular e perda de peso.
Subsequentemente, a administração de altas doses em seres humanos pode provocar
efeitos cardíacos, como arritmias.
Interações Medicamentosas
Uma vez que o clenbuterol é um beta-agonista, outros medicamentos adrenérgicos
potencializam sua ação. Além disso, fármacos betabloqueadores reduzem sua ação. Use
com cautela em associação a qualquer medicamento que possa estimular o coração.
Instruções de Uso
Em equinos, é administrado por via oral. O clenbuterol não é utilizado em pequenos animais.
Seu uso em animais de produção é proibido.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca dos animais durante o tratamento. O clembuterol pode ser
detectado na urina por 12 dias. Concentrações plasmáticas eficazes são de 500 pg/mL.
Formulações
O clembuterol é comercializado em frascos de 100 e 33 mL contendo xarope a 72,5 μg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não há relatos de doses em pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Obstrução recorrente das vias aéreas: 0,8 μg/kg (0,008 mg/kg) 2 vezes/dia por via oral.
Caso a dose inicial não seja eficaz, aumente-a 2, 3 ou 4 vezes, até 3,2 μg/kg. A duração
do efeito é de aproximadamente 6-8 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não há período de carência estabelecido, pois o clembuterol não deve ser administrado a
animais de produção. Em equinos, o fármaco pode ser detectado na urina por 12 dias.
Embora não aprovado para uso em seres humanos, é usado de forma abusiva para perda
de peso e aumento da massa muscular.
Classificação RCI: 3
Clofazimina
Nome comercial e outros nomes
Lamprene
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano usado para o tratamento da lepra felina. Produz lento efeito bactericida
sobre Mycobacterium leprae.
Indicações e Usos Clínicos
A clofazimina tem uso limitado em medicina veterinária, sendo empregada para
o tratamento de infecções provocadas por Mycobacterium, como a lepra felina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em gatos. Em seres humanos, os efeitos colaterais mais
graves são de origem gastrointestinal.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses são empíricas ou extrapoladas de estudos conduzidos em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A clofazimina é comercializada em cápsulas de 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 1 mg/kg até um máximo de 4 mg/kg/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Clonazepam
Nome comercial e outros nomes
Klonopin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Rivotril (h) , Clonazepan (g)
Classificação funcional
Anticonvulsionante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. Aumenta os efeitos inibidores do GABA no sistema nervoso central. Por
seus efeitos gabaérgicos, possui atividade anticonvulsionante, apresenta propriedades
sedativas e age sobre alguns distúrbios comportamentais.
Indicações e Usos Clínicos
O clonazepam é usado como anticonvulsionante em cães e gatos. Como benzodiazepínico,
também é empregado para o tratamento de problemas comportamentais em cães e gatos,
principalmente naqueles associados à ansiedade. Com a administração prolongada, pode
haver tolerância aos efeitos anticonvulsionantes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem sedação e polifagia. Alguns animais podem apresentar
excitação paradoxal.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, o clonazepam
potencializa os efeitos de outros sedativos e depressores do sistema nervoso central.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em relatos da medicina humana, em dados empíricos e estudos
experimentais. Estudos clínicos sobre a eficácia do clonazepam em cães e gatos não foram
realizados. Doses baixas, de 0,1-0,2 mg/kg, foram usadas em animais suscetíveis às doses
maiores listadas a seguir.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Amostras de plasma ou soro podem ser analisadas quanto às concentrações de
benzodiazepínicos. No entanto, muitos laboratórios veterinários não realizam este exame e
os laboratórios que analisam amostras humanas podem ser inespecíficos para os
benzodiazepínicos.
Formulações
O clonazepam é comercializado em comprimidos de 0,5, 1 e 2 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
clonazepam, como outros benzodiazepínicos, exibem adsorção a plásticos, principalmente
plásticos moles (cloreto de polivinil). Formulações compostas para administração oral são
estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Medicamento controlado em Esquema IV.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o clonazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito a
notificação de Receita “B”
Clopidogrel (Bissulfato)
Nome comercial e outros nomes
Plavix
Medicamentos comercializados no Brasil
Plavix (h) , Bissulfato de Clopidogrel (g)
Classificação funcional
Medicamento antiplaquetário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O clopidogrel é um inibidor de plaquetas. É uma tienopiridina e inibe a atividade plaquetária
mediada pelo receptor de adenosina difosfato (ADP). Um medicamento similar é a
ticlopidina. Por seu mecanismo ser diferente do efeito inibidor da aspirina sobre as
plaquetas, o clopidogrel é mais eficaz do que este fármaco usado isoladamente e, assim, os
dois fármacos são associados. O clopidogrel é biotransformado a uma substância ativa que
exerce a atividade antiplaquetária. Em gatos, o clopidogrel produziu efeitos antiplaquetários
que persistiram por 3 semanas após a interrupção do tratamento. A administração de
clopidogrel também reduziu a liberação de serotonina por plaquetas em gatos, o que pode ser
importante, já que pode contribuir para os sinais clínicos do tromboembolismo observados
nesta espécie. Em cães e cavalos, a administração oral de clopidogrel produziu efeitos
inibitórios significativos sobre as plaquetas, superiores aos da aspirina.
Indicações e Usos Clínicos
O clopidogrel é usado na inibição plaquetária em pacientes suscetíveis à formação de
coágulos sanguíneos. Em pacientes com alto risco de desenvolvimento de trombos e
êmbolos, o clopidogrel inibe mecanismos que não são afetados pela aspirina. Uma substância
similar é a ticlopidina (Ticlid), que não deve ser usada em gatos por produzir reações
adversas. Em gatos, o clopidogrel é recomendado na prevenção do tromboembolismo arterial
cardiogênico associado a cardiopatias. Em cães, foi usado na prevenção do tromboembolismo
causado pela dirofilariose e outras doenças. Nestes animais, em dose de 0,5 ou 1,0 mg/kg, a
redução da agregação plaquetária induzida por ADP ocorre 3 dias após a interrupção do
tratamento em alguns indivíduos e em 7 dias em outros. Em dose de 2 mg/kg a cada 24
horas, por via oral, o clopidogrel suprimiu de forma significativa a atividade plaquetária em
equinos, que persistiu por 6 dias após a última administração.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sangramento em pacientes suscetíveis. Efeitos colaterais não foram identificados em
gatos, mas, em seres humanos foram observados prurido e erupção cutânea.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com alto risco de sangramento.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em associação a outros medicamentos que podem inibir a coagulação
sanguínea.
Instruções de Uso
Administre associado ou não à aspirina em pacientes propensos ao desenvolvimento de
trombos e êmbolos. Em gatos, a dose de 19 mg corresponde a aproximadamente um quarto
do comprimido de formulação humana. É provável que doses menores sejam eficazes, mas
não foram avaliadas dada a impraticabilidade do fracionamento do comprimido de 75 mg
em mais do que quatro partes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o tempo de sangramento.
Formulações
O clopidogrel é comercializado em comprimidos de 75 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 19 mg por gato (1/4 comprimido) a cada 24 horas por via oral.
(Doses menores podem ser eficazes, mas não foram avaliadas em gatos.)
Cães
• 0,5 ou 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Uma dose maior, de 2-4 mg/kg, pode ser administrada, por via oral, seguida por 1 mg/kg
a cada 24 horas por via oral (em alguns casos, uma dose inicial maior, de 10 mg/kg,
pode ser usada).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Cloprostenol Sódico
Nomes comerciais e outros nomes
Estrumate, EstroPLAN
Medicamentos comercializados no Brasil
Ciosin (v) , Croniben (v) , Eurosin (v) , Sincrocio (v) , Sincrosin (v) , Veteglan (v)
Classificação funcional
Prostaglandina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O cloprostenol é uma prostaglandina sintética, estruturalmente relacionada ao PGF 2 -alfa,
que produz efeitos similares aos desta molécula. As prostaglandinas sintéticas são muito mais
potentes do que as naturais, e não devem ser usadas nas mesmas doses que estas. Análogos
da prostaglandina F 2 apresentam ação luteolítica direta sobre o corpo lúteo. Após a
administração, o cloprostenol provoca regressão funcional do corpo lúteo (luteólise). Em
vacas não gestantes em ciclo, este efeito resulta em estro 2-5 dias após a administração. Em
animais prenhes, interrompe a gestação. Em fêmeas com atividade lútea prolongada que
apresentam piometra, fetos mumificados ou cistos lúteos, a luteólise geralmente leva à
resolução do problema e ao retorno ao ciclo normal.
Indicações e Usos Clínicos
O cloprostenol tem sido usado em vacas para indução da luteólise (gado de corte e de leite),
para manipulação do ciclo estral, permitindo o uso de técnicas de reprodução assistida. Pode
também ser empregado na interrupção de gestações resultantes de cruzamentos
indesejados e para o tratamento de doenças associadas à função lútea prolongada (p. ex.,
piometra, cistos lúteos). A maioria dos relatos de interrupção de gestação se refere a vacas,
éguas e cadelas. Nas cadelas, o cloprostenol é associado a outros medicamentos [p. ex.,
cabergolina (Dostinex) e bromocriptina (Parlodel)] para interrupção da gestação. Quando
usado como abortivo, é quase 100% eficaz. Em equinos, o cloprostenol é empregado na
indução do parto prematuro nas últimas 2-4 semanas de gestação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Induz aborto em fêmeas prenhes. Em bovinos, a administração de altas doses (50-100
vezes) provocou desconforto, lactorreia e sialorreia (espumosa). O cloprostenol não
provoca efeitos prolongados sobre a fertilidade. Após o tratamento da piometra, alguns
animais podem apresentar endometrite. Quando usado para o tratamento da piometra
em cadelas, palpitações, vômitos, náuseas e diarreia podem ser observados 15-45 minutos
após a administração. Em cadelas, na interrupção da gestação, os efeitos colaterais são
brandos, mas podem incluir vômitos, náuseas e palpitação, começando logo após a
administração e perdurando por aproximadamente 15-20 minutos. Para evitar os
vômitos, recomenda-se iniciar o tratamento 8 horas após a alimentação. O aborto pode
ser seguido, por aproximadamente 1 semana, de corrimento vulvar mucoso. Algumas
cadelas podem apresentar aumento de volume das mamas e discreta produção de leite.
Contraindicações e Precauções
As prostaglandinas sintéticas são muito mais potentes do que as naturais, de modo que a
administração deve ser cuidadosa, evitando sobredose. Manipule com cuidado. O
cloprostenol pode ser absorvido pela pele intacta, de modo que a exposição humana deve
ser evitada. Recomenda-se que todas as mulheres evitem a manipulação do cloprostenol.
Seres humanos com problemas respiratórios devem evitar o contato com o cloprostenol,
pois há possibilidade de indução de reação asmática.
Instruções de Uso
A administração a bovinos deve ser feita por via intramuscular. Em vacas, o retorno ao estro
geralmente ocorre em 3-5 dias, quando a inseminação pode ser realizada. Em alguns casos,
uma segunda injeção pode ser dada 11 dias após a primeira (plano com duas
administrações), com o estro sendo observado depois de 2-5 dias. Quando usado na
interrupção da gestação em vacas, o cloprostenol pode ser administrado a qualquer
momento entre o 7° dia e o 5° mês após a monta, e o feto geralmente é expelido após 4-5
dias. Em cadelas, é empregado na interrupção da gestação aproximadamente 30-40 dias
após o cruzamento. Nestes animais, pode ser associado a outros medicamentos
(bromocriptina ou cabergolina), permitindo a administração de uma dose menor, de
1 μg/kg, que provoca menos efeitos colaterais. Administre o cloprostenol pelo menos 8 horas
após a alimentação, evitando, assim, a ocorrência de vômitos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a ocorrência de corrimento vulvar contínuo após o tratamento. A avaliação da
progesterona sérica pode ser usada no monitoramento da terapia, principalmente quando a
interrupção da prenhez é prolongada.
Formulações
O cloprostenol é comercializado em solução aquosa injetável a 250 μg/mL. A diluição em
soro fisiológico é recomendada para administração de doses precisas em cadelas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada, mas, antes da administração
a pequenos animais, a solução pode ser diluída em soro fisiológico.
Posologia para Pequenos Animais
Cadelas (interrupção da gestação):
• 1-2,5 μg/kg 1 vez/dia por via subcutânea durante 4-5 dias, começando no 25° dia
após a monta (os efeitos colaterais são menores quando a dose de 1 μg/kg é
administrada).
• Começando 35-45 dias após a reprodução, administre 1 μg/kg por via subcutânea (após
a diluição 1:10 em soro fisiológico), nos dias 1 e 3. Pode ser associado à cabergolina
(Galastop), 5 μg/kg por via oral, a cada 24 horas, entre os dias 1 e 7 do tratamento.
• 1 μg/kg a cada 48 horas, por via subcutânea, associada à bromocriptina (ver mais
informações em Bromocriptina).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos: 2 mL (500 μg) por via intramuscular, em dose única, ou com repetição 11 dias
após a primeira injeção.
Equinos: (Interrupção da gestação) 2 mL (500 μg) por égua, por via intramuscular.
Em algumas condições, a administração é repetida (p. ex., a cada 12 horas). Na indução do
parto prematuro nas últimas 2-4 semanas de gestação, administre 2 doses, com intervalo de
30 minutos (a ocitocina também é usada para esta indicação). No tratamento
da endometrite, administre 250 μg (1 mL) por via intramuscular, 2 vezes, com intervalo
de 12 horas, geralmente associado à ocitocina.
Informações sobre Restrição Legal
Seu uso é restrito a veterinários autorizados. Não há períodos de carência do tratamento em
animais destinados ao consumo humano.
No Brasil, os produtos comercializados apresentam períodos de carência para o abate de
24 horas após a última aplicação, não sendo necessário descartar o leite de animais
tratados.
Clorambucil
Nome comercial e outros nomes
Leukeran
Medicamentos comercializados no Brasil
Leukeran (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente citotóxico. O clorambucil é uma mostarda nitrogenada e é ocasionalmente usada
como substituto da ciclofosfamida. Sua ação é similar a deste medicamento, mas é a que
possui ação mais lenta da classe das mostardas nitrogenadas.
Indicações e Usos Clínicos
O clorambucil é empregado para o tratamento de diversos tumores e na terapia
imunossupressora. Embora pouco tenha sido publicado acerca do uso clínico do clorambucil,
pode ser eficaz em cães e gatos para o tratamento de doenças imunomediadas. No entanto,
comparações diretas com outras substâncias imunossupressoras não foram relatadas. Uma
das utilizações mais frequentes do clorambucil é para o tratamento de dermatopatiasi
imunomediadas em gatos, como o pênfigo e o complexo do granuloma eosinofílico (CGE).
Nesta espécie, é também usado no tratamento da doença inflamatória intestinal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora a maioria dos gatos tolere bem o clorambucil, a ocorrência de mielossupressão é
possível. Não há desenvolvimento de cistite como observado durante o tratamento com
ciclofosfamida. Alguns pacientes podem apresentar diarreia e anorexia.
Contraindicações e Precauções
Agente citotóxico, possivelmente imunossupressor. Não administre a animais com
mielossupressão.
Interações Medicamentosas
O clorambucil potencializa as ações de outros medicamentos imunossupressores.
Instruções de Uso
O clorambucil pode ser associado à prednisolona para o tratamento de doenças
imunomediadas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma durante o tratamento.
Formulações
O clorambucil é comercializado em comprimidos de 2 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
clorambucil sofre rápida hidrólise (em 10 minutos) na presença de água. A hidrólise é ainda
mais rápida em pH > 2. O medicamento pode, portanto, rapidamente se decompor em
formulações aquosas, como aquelas que contêm xaropes simples e outros excipientes. A
hidrólise é mais lenta quando em soluções alcóolicas. Caso diluído em álcool e armazenado
em freezer, o clorambucil é estável por 31 dias. A exposição à luz reduz a estabilidade do
fármaco.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-6 mg/m 2 a cada 24 horas, passando a cada 48 horas por via oral (a dose equivalente
é 0,1-0,2 mg/kg).
Gatos
• Doença imunomediada: 0,1-0,2 mg/kg (aproximadamente 1/2 comprimido) a cada 24
horas, passando a cada 48 horas, por via oral.
• Doença Inflamatória Intestinal: 2 mg por gato, a cada 48-72 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se
tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais
destinados ao consumo humano
Cloranfenicol
Nomes comerciais e outros nomes
Palmitato de cloranfenicol, Chloromycetin, Cloranfenicol succinato sódico e marcas
genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Nos medicamentos de uso veterinário, o cloranfenicol é geralmente associado com outros
antibacterianos.
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano. O mecanismo de ação está na inibição da síntese proteica, por meio da
ligação a ribossomos. Seu espectro de ação é amplo, e inclui cocos Gram-positivos, bacilos
Gram-negativos (inclusive Enterobacteriaceae) e Rickettsia. O cloranfenicol é geralmente
considerado um antibiótico bacteriostático e é importante manter suas concentrações acima
do MIC pelo maior tempo possível durante os intervalos entre as administrações. O
cloranfenicol é bem absorvido quando administrado por via oral, exceto em ruminantes. Sua
meia-vida é de aproximadamente 4 horas em cães e 5 horas em gatos, e de menos de 1 hora
em equinos. Em potros, porém, após administração oral a meia-vida do fármaco é de 2,5
horas. Na maioria dos animais, o volume de distribuição é de aproximadamente 1-2 L/kg. O
cloranfenicol succinato sódico compõe uma solução injetável e é convertido em
cloranfenicol pelo metabolismo hepático.
Indicações e Usos Clínicos
Agente antibacteriano usado para tratamento de infecções provocadas por um amplo
espectro de microrganismos, que abrange cocos Gram-positivos, bacilos Gram-negativos
(inclusive Enterobacteriaceae), bactérias anaeróbicas e Rickettsia. O cloranfenicol tem sido
usado para tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes a outros
antibacterianos comuns (p. ex., espécies de Staphylococcus resistentes à meticilina). O
florfenicol apresenta mecanismo de ação semelhante e tem substituído o cloranfenicol em
alguns animais (ver Florfenicol). O cloranfenicol é também conhecido por sua capacidade
de penetração de membranas lipídicas, como a barreira hematoencefálica. No entanto, sua
eficácia para o tratamento de infecções do SNC é pequena.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode-se observar mielossupressão após tratamento prolongado ou com altas doses de
cloranfenicol. Este efeito é verificado em todas as espécies animais, mas os felinos são
particularmente suscetíveis, e apresentam alterações medulares após 14 dias de
tratamento.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais gestantes ou neonatos. Evite o uso prolongado em gatos. Alerte o
proprietário de que a exposição de seres humanos a pequenas doses de cloranfenicol foi
associada ao desenvolvimento de anemia aplástica.
Interações Medicamentosas
O cloranfenicol é um potente inibidor de enzimas microssomiais (citocromo P450). Esta
inibição aumenta a concentração de outros medicamentos (p. ex., barbitúricos) e
aumenta o risco de intoxicação. Use com cautela em associação com qualquer outra
medicação que requeira biotransformação hepática.
Instruções de Uso
O uso do cloranfenicol é baseado em dados de suscetibilidade. Embora raramente esteja
disponível comercialmente, o palmitato de cloranfenicol requer enzimas ativas e não deve
ser administrado a animais em jejum ou anoréxicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),
o ponto de perda de suscetibilidade é de ≤ 4 μg/mL para estreptococos e de ≤ 8 μg/mL
para os demais microrganismos.
Formulações
O palmitato de cloranfenicol é comercializado em suspensão oral a 30 mg/mL. O
cloranfenicol é comercializado em cápsulas de 250 mg e comprimidos de 100, 250 e
500 mg. A solução injetável de cloranfenicol succinato sódico, embora raramente esteja
disponível comercialmente, apresenta concentração de 100 mg/mL. Algumas formas de
cloranfenicol não são mais comercializadas nos EUA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O palmitato
de cloranfenicol é insolúvel em água. O cloranfenicol é estável a pH de 2-7. O cloranfenicol
succinato sódico é estável por 30 dias à temperatura ambiente e por 6 meses caso seja
congelado.
Posologia para Pequenos Animais
Cloranfenicol e Palmitato de Cloranfenicol
Cães
• 40-50 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.
Gatos
• 12,5-20 mg/kg a cada 12 horas, por via oral (ou 50 mg/gato).
Cloranfenicol Succinato Sódico
Cães
• 40-50 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
Gatos
• 12,5-20 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 35-50 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
É ilegal administrar cloranfenicol a animais destinados ao consumo humano; os períodos
de carência do tratamento, portanto, não foram estabelecidos.
Clorazepato Dipotássico
Nomes comerciais e outros nomes
Tranxene e genéricos
Medicamentos comercializados no Brasil
Tranxilene (h)
Classificação funcional
Anticonvulsivo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. O clorazepato é um dos metabólitos ativos do diazepam, e produz efeitos
similares, mas de duração maior. Após a absorção oral, é rapidamente convertido no fármaco
ativo, denominado nordiazepam ou desmetildiazepam. Assim como o diazepam e outros
benzodiazepínicos, aumenta os efeitos inibidores do GABA no SNC.
Indicações e Usos Clínicos
O clorazepato é usado em virtude de sua ação anticonvulsiva e sedativa, e para tratamento
de algumas doenças comportamentais. É administrado a cães e gatos quando outros
medicamentos não são eficazes. O clorazepato é usado para o tratamento de epilepsias
refratárias, mas após terapia prolongada pode haver desenvolvimento de tolerância a seus
efeitos anticonvulsionantes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem sedação e polifagia. Alguns animais podem apresentar
excitação paradoxal. A administração crônica pode provocar dependência e síndrome de
abstinência quando interrompida.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações graves. Em raros indivíduos, os benzodiazepínicos causaram
excitação paradoxal. Podem causar anomalias fetais no início da gestação, mas não há
relatos deste fenômeno em medicina veterinária.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, potencializa os
efeitos de outros sedativos e depressores do SNC.
Instruções de Uso
As doses são baseadas principalmente em relatos empíricos, da medicina humana e de
estudos experimentais. Doses maiores podem ser usadas para tratamento de curta duração
de fobia a ruídos. No entanto, para a maioria das indicações, não foram realizados estudos
clínicos em cães e gatos. Os comprimidos de clorazepato são rapidamente degradados na
presença de luz, calor ou umidade.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Amostras de soro ou plasma podem ser analisadas quanto às concentrações de
benzodiazepínicos. Em seres humanos, concentrações plasmáticas de 100-250 ng/mL são
citadas como faixa terapêutica. Segundo outras referências, essa faixa varia de 150-
300 ng/mL. No entanto, muitos laboratórios veterinários não realizam esses exames.
Laboratórios que analisam amostras humanas podem realizar análises inespecíficas para
benzodiazepínicos. Nesses ensaios, podem ocorrer reações cruzadas entre metabólitos.
Formulações
O clorazepato é comercializado em comprimidos de 3,75; 7,5; 11,25; e 15 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Mantenha na embalagem original ou armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e
em temperatura ambiente. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5-2 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral, podendo ser administrado até de 4 em 4
horas.
Gatos
• 0,2-0,4 mg/kg a cada 12-24 horas, até 0,5-2,2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o clorazepato dipotássico está listado como substância psicotrópica (lista B1)
sujeito a notificação de Receita “B”.
Cloreto de Amônio
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Produtos de farmácia de manipulação
Classificação funcional
Acidificante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Acidificante urinário. Após a administração oral, o cloreto de amônio acidifica a urina.
Indicações e Usos Clínicos
Compostos que contenham amônio são administrados com o objetivo de acidificar a urina,
principalmente para tratamento de cálculos vesicais ou infecções crônicas do trato urinário
inferior.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O cloreto de amônio tem sabor amargo quando adicionado ao alimento. Em alguns
pacientes, caso seja administrado em altas doses, pode provocar acidose.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com acidose sistêmica. Use com cautela em pacientes
nefropatas. Pode não ser palatável quando adicionado a algumas rações.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses são calculadas para maximizar o efeito de acidificação da urina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o equilíbrio acidobásico do paciente.
Formulações
O amônio é comercializado em forma de cristais.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 100 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Gatos
• 800 mg/gato (aproximadamente 1/3 a 1/4 de colher de sopa) misturados à ração,
diariamente.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Acidificante: 100-250 mg/kg a cada 12-24 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Acredita-se que não haja risco
residual e não se recomenda intervalo de interrupção do tratamento em animais destinados
ao consumo humano.
Cloreto de Betanecol
Nome comercial e outros nomes
Urecholine
Medicamentos comercializados no Brasil
Liberan (h)
Classificação funcional
Colinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista colinérgico muscarínico. Parasimpatomimético. O betanecol estimula as
motilidades intestinal e gástrica. É também um estimulante da contração da bexiga urinária
pela ativação do receptor muscarínico. O betanecol, como outros ésteres carbamoil, resiste à
hidrólise pela acetilcolinesterase para produzir uma resposta mais sustentável. O início da
ação, em geral, ocorre 10 minutos após a injeção e 30-60 minutos após a administração oral.
O efeito de duração é de 4-6 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O betanecol é usado em pequenos animais para aumentar a contração da bexiga urinária.
Em animais de grande porte, pode aumentar a motilidade gastrointestinal, mas sua eficácia
para tratar a estase gastrointestinal é questionável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses de agonistas colinérgicos elevarão a motilidade do trato gastrointestinal,
causando desconforto abdominal e diarreia. O betanecol pode causar depressão
circulatória em animais propensos a esse distúrbio.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes com suspeita de obstrução urinária ou gastrointestinal.
Interações Medicamentosas
Os medicamentos anticolinérgicos (atropina, escopolamina etc.) antagonizarão os efeitos
do betanecol.
Instruções de Uso
Administre a forma injetável somente por via subcutânea. As doses são derivadas de
extrapolações das doses utilizadas em seres humanos ou da experiência empírica. Não
existem estudos disponíveis bem controlados sobre sua eficácia para animais.
O betanecol não está mais disponível comercialmente, mas alguns farmacêuticos de
formulações veterinárias podem fornecê-lo aos veterinários.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a função gastrointestinal.
Formulações
O betanecol está disponível em comprimidos de 5, 10, 25 e 50 mg e na forma injetável de
5 mg/mL. (As preparações comerciais não estão mais disponíveis, mas podem ser obtidas
através de algumas farmácias de manipulação.)
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente. Suspensões de compostos
orais preparadas de comprimidos não estão disponíveis.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-15 mg/cão a cada 8 horas por via oral (2,5 mg/cão para cães pequenos)
Gatos
• 1,25-5 mg/gato a cada 8 horas por via oral
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,025 mg/kg por via subcutânea.
Bovinos
• 0,07 mg/kg por via subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão disponíveis para animais de produção (uso extrabula).
Contudo, o FARAD (1-888-873-2723) recomenda um tempo de abstinência de 21 dias
para o abate.
Classificação RCI: 4
Cloreto de Edrofônio
Nomes comerciais e outros nomes
Tensilon ® e marcas genéricas
Produtos comercializados no Brasil
Tensilon (h)
Classificação Funcional
Antimiastênico, anticolinesterásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da colinesterase. O edrofônio causa efeitos colinérgicos pela inibição do
metabolismo da acetilcolina. Seus efeitos não são duradouros e é usado apenas por períodos
curtos.
Indicações e Usos Clínicos
Devido a curta duração do edrofônio, sua utilização é basicamente para uso diagnóstico (p.
ex., miastenia gravis). É também utilizado para reverter o bloqueio neuromuscular causado
por agentes não desporalizantes (pancurônio).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O edrofônio possui um curto efeito e seus efeitos colaterais são mínimos. Altas doses em
animais sem miastenia pode causar a salivação, refluxo, vômito e diarréia. Caso observado
administre 0,02-0,04 mg/kg de atropina. Podem ocorrer efeitos
colinérgicos/muscarínicos excessivos em altas doses, estes também podem ser revertidos
com a atropina.
Contraindicações e Precauções
O edrofônio potencializa o efeito de outros medicamentos colinérgicos. Os gatos são
especialmente sensíveis ao edrofônio (ver Posologia para Pequenos Animais).
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros medicamentos colinérgicos.
Instruções de Uso
O edrofônio é usado somente para determinação do diagnóstico da miastenia gravis. Um
medicamento alternativo para este propósito é o metilsulfato de neostigmina (Prostigmim ® )
na dose de 40 μg/kg, por via intramuscular ou 20 μg/kg, por via intravenosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O edrofônio está disponível em solução injetável de 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado protegido da luz. A estabilidade das formulações
manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,11-0,22 mg/kg, por via intravenosa (dose máxima de 5 mg por cão).
Gatos
• 0,25-0,5 mg/gato, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido à curta meia-vida, não há
risco de resíduos para animais de produção.
Classificação RCI: 3
Cloreto de Sódio a 0,9% (Soro Fisiológico)
Nomes comerciais e outros nomes
Solução fisiológica ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloreto de sódio 0,9% (g)
Classificação funcional
Fluido de reposição
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O cloreto de sódio é utilizado para reposição de fluidos por via intravenosa. Não é uma boa
solução de manutenção. O cloreto de sódio (0,9%) contém 154 mEq/L de sódio e
154 mEq/mL de cloreto. Ver Apêndice para comparação com outras soluções.
Indicações e Usos Clínicos
O cloreto de sódio é utilizado para suplementação de fluidos por via intravenosa.
Entretanto, não é uma solução de eletrólitos balanceada e não deve ser utilizado para
manutenção. Também é frequentemente utilizado como veículo de medicações realizadas
por infusões contínuas (IC).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não é uma solução eletrolítica balanceada. A infusão por longos períodos pode causar
desequilíbrio eletrolítico. A solução salina não é balanceada e pode causar acidemia por
aumentar a excreção renal de bicarbonato. O uso prolongado pode causar hipocalemia.
Contraindicações e Precauções
Não exceder a dose máxima de 80 mL/kg/hora. Esta solução não contém balanço
eletrolítico para manutenção.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Quando administrado por via intravenosa, monitorar cuidadosamente a taxa de infusão e a
concentração de eletrólitos.
As taxas de administração de fluidos estão a seguir:
Fluido de reposição: cálculo de volume necessário em litros = % de desidratação x peso
corpóreo (kg) ou mL necessários = % de desidratação x peso corpóreo (kg) x 1.000.
Adicionar o bicarbonato ao fluido, caso necessário, baseando-se no déficit de bases.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o estado de hidratação e os níveis de eletrólitos séricos, particularmente o de
potássio.
Formulações
O cloreto de sódio a 0,9% está disponível em bolsas de infusão de 500 e 1.000 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Administração para manutenção (sem déficits): 1,5-2,5 mL/kg/hora (cuidado, não é
uma solução de manutenção balanceada).
• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.
• Desidratação grave : 50 mL/kg/hora por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
• Administração para manutenção: 40-50 mL/kg/dia por vias intravenosa, intraperitoneal
ou subcutânea.
• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.
• Desidratação grave : 50 mL/kg/hora por via intravenosa.
Bezerros
• Desidratação moderada: 45 mL/kg administrado em uma taxa de 30-40 mL/kg/hora.
• Desidratação grave : 80-90 mL/kg administrado em uma taxa de 30-40 mL/kg/hora
ou mais rápido, caso necessário em 80 mL/kg/hora.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de
carência.
Cloreto de Sódio a 7,2%
Nomes comerciais e outros nomes
Solução salina hipertônica ® e SSH ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução salina hipertônica (g)
Classificação funcional
Fluido de reposição
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O cloreto de sódio concentrado é utilizado para o tratamento da hipovolemia aguda. A
solução salina hipertônica provoca rápida expansão do volume plasmático e melhora o fluxo
sanguíneo microvascular. A solução salina hipertônica contém 2.566 mOsm/L,
1.232 mEq/L de sódio e 1.232 mEq/L de cloreto.
Indicações e Usos Clínicos
A solução salina hipertônica é utilizada para o tratamento de choque hipovolêmico em
animais. A duração de seu beneficio é de curta duração. Pode ser benéfico quando
associada com coloides, como o Dextran 70 ® . Em cães, é usada na dose de 4 mL/kg, por via
intravenosa, durante 5 minutos de infusão para ser efetiva no tratamento do choque
séptico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não é uma solução eletrolítica balanceada. Infusões por longos períodos podem causar
desequilíbrio eletrolítico.
Contraindicações e Precauções
Não administrar em animais com hipernatremia. Não administrar soluções com altos
níveis de sódio em animais com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A solução salina hipertônica é usada na infusão a curto prazo para rápida expansão do
volume vascular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hematócrito e a pressão sanguínea nos animais tratados.
Formulações
Cloreto de sódio a 7,2% está disponível para infusão.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3-8 mL/kg de solução a 7,2% por via intravenosa. (A taxa de administração não deve
exceder 1 mL/kg/minuto.)
Posologia para Grandes Animais
• 4-8 mL/kg de solução a 7,2% por via intravenosa em uma taxa de 1 mL/kg/minuto.
Informações sobre Restrição Legal
Devido o baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de
carência.
Cloridrato de Amiodarona
Nome comercial e outros nomes
Cordarone
Medicamentos comercializados no Brasil
Atlansil (h) , Ancoron (h) , Angiodarona (h) , Cloridrato de Amiodarona (g)
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiarrítmico, de Classe III. Os efeitos antiarrítmicos são causados,
principalmente, por bloqueio do canal de potássio nos tecidos cardíacos. A amiodarona
prolonga o potencial de ação e retarda a repolarização miocárdica e o período refratário em
tecidos cardíacos. Tem algumas propriedades em receptores alfa-adrenérgicos, betaadrenérgicos
e bloqueadores de canais de cálcio. Sua meia-vida é de alguns dias e, em certos
animais, pode ser de até 100 dias durante tratamento crônico. Em equinos, a meia-vida
terminal da amiodarona é de 38-84 horas. A formulação de amiodarona para uso
intravenoso emprega o Polissorbato 80 para aumentar a solubilidade, e esta molécula pode
ser responsável por algumas das reações adversas. Há um novo derivado não iodado da
amiodarona, denominado dronedarona (Multaq), que é menos lipofílico, apresenta meiavida
menor e pode ser mais seguro, mas o uso deste medicamento em animais ainda não foi
relatado.
Indicações e Usos Clínicos
A amiodarona é usada para tratamento de arritmias ventriculares refratárias. É reservada ao
tratamento de arritmias possivelmente fatais, refratárias a outros tratamentos. A
amiodarona tem sido usada como último recurso para tratamento de taquicardia
ventricular recorrente hemodinamicamente instável.
Em equinos, a administração intravenosa de amiodarona tem sido usada no tratamento
de fibrilação atrial.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães, o efeito adverso mais comumente observado é redução do apetite. O
prolongamento do intervalo Q-T é preocupante. Outros efeitos adversos incluem
bradicardia, insuficiência cardíaca, hipotensão, bloqueio AV, disfunção tireoidiana
(redução de T3 e T4), fibrose pulmonar, neutropenia e anemia. Hepatopatia é uma
grande preocupação, e foi relatada em cães. Os cães da raça Doberman são
particularmente afetados pela amiodarona quando esta é usada no tratamento de
arritmias; nesses animais, foi maior a incidência de efeitos adversos, inclusive anorexia,
letargia, hepatotoxicidade e vômito. Em um estudo, doses de até 12,5 mg/kg,
administradas por via intravenosa, não provocaram reações cardiovasculares agudas; no
entanto, com a administração intravenosa aguda, reações cardíacas graves, hipotensão,
vasodilatação, prurido e edema (inclusive edema de membros) puderam ser observados.
Os efeitos adversos relacionados com o tratamento intravenoso podem ser provocados
pelo veículo utilizado para aumentar a solubilidade, o Polissorbato 80, que é conhecido
por causar reações similares às alérgicas, devidas à liberação de histamina. O tratamento
prévio com anti-histamínicos pode ajudar a reduzir a ocorrência de eventos adversos
relacionados com a administração intravenosa.
Equinos submetidos a uma única administração intravenosa não apresentaram sinais
clínicos adversos, mas, no tratamento da fibrilação atrial, foram relatados sinais discretos
de alteração de peso e fraqueza em membros posteriores.
Contraindicações e Precauções
Reações graves, inclusive hepatopatia e arritmias cardíacas, foram observadas em cães.
Use a amiodarona apenas quando a arritmia for refratária a outros tratamentos ou se
houver risco de morte súbita.
Interações Medicamentosas
Tenha cuidado ao associar a amiodarona a betabloqueadores, bloqueadores de canais de
cálcio e digoxina, dada a possibilidade de redução da velocidade de condução. Não
misture a solução intravenosa a soluções que contenham bicarbonato.
Instruções de Uso
De modo geral, são administradas doses de ataque, seguidas pelo tratamento de
manutenção. Em cães, as doses de uso oral são 10-15 mg/kg a cada 12 horas durante
1 semana, passando-se a 5-7,5 mg/kg a cada 12 horas durante 2 semanas e, em seguida,
7,5 mg/kg a cada 24 horas, como tratamento de manutenção. Em caso de tratamento
intravenoso, a administração da amiodarona deve ser lenta; a taxa de infusão inicial não
deve ser superior a 30 mg por minuto. Antes do tratamento intravenoso, administre antihistamínicos,
para impedir a ocorrência de reações semelhantes a reações alérgicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Em cães, dada a possibilidade de ocorrência de eventos adversos causados pela amiodarona,
a terapia deve ser cuidadosamente monitorada. Durante o tratamento, é altamente
recomendável que o hemograma seja monitorado para detecção de anemia e neutropenia e
que os índices hepáticos sejam avaliados por perfil bioquímico. O ECG também deve ser
monitorado durante o tratamento, já que o intervalo Q-T pode ser prolongado. Acompanhe
a função tireoidiana durante a terapia. O monitoramento terapêutico pode ser realizado por
alguns hospitais. No plasma, a faixa terapêutica da amiodarona é de 1-2,5 μg/mL.
Formulações
A amiodarona é comercializada em comprimidos de 100, 200, 300 e 400 mg e em solução
injetável a 50 mg/mL. Uma nova formulação (PM101) emprega um veículo diferente para
aumentar a solubilidade em substituição ao Polissorbato 80. Esse veículo, a
betaciclodextrina (Captisol), forma um centro hidrofílico e, assim, tem menor potencial de
promover reações alérgicas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Arritmias ventriculares: 10-15 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 1 semana,
passando-se a 5-7,5 mg/kg a cada 12 horas durante 2 semanas e, em seguida,
7,5 mg/kg a cada 24 horas, como tratamento de manutenção.
• Arritmias refratárias: 25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, durante 4 dias, passandose
a 25 mg/kg a cada 24 horas.
• Fibrilação atrial: dose de ataque de 15 mg/kg durante 5 dias, passando-se a 10 mg/kg
por dia, por via oral.
• Das raças Boxer ou Doberman: 200 mg a cada 12 horas durante 1 semana, por via oral,
passando-se a 200 mg 1 vez ao dia. Doses até duas vezes maiores do que estas foram
administradas, mas com maior risco de intoxicação.
Gatos
Não há relatos de doses em gatos.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Tratamento de fibrilação atrial: 5 mg/kg/h durante 1 hora, seguidos de 0,83 mg/kg/h
durante 23 horas, por via intravenosa. A absorção oral era lenta e inconsistente e, assim, a
administração da amiodarona por esta via não é recomendada.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Amitriptilina
Nomes comerciais e outros nomes
Elavil e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil:
Tryptanol (h) , Cloridrato de Amitriptilina (g)
Classificação funcional
Modificador do comportamento, antidepressivo tricíclico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antidepressivo tricíclico. A amitriptilina, como outros antidepressivos tricíclicos, inibe a
recaptação de serotonina e outros transmissores em terminações nervosas pré-sinápticas. Em
gatos, seu mecanismo de ação no tratamento da cistite é desconhecido, mas pode estar
relacionado à redução da ansiedade, à modificação do comportamento ou a efeitos
anticolinérgicos.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros antidepressivos tricíclicos, a amitriptilina é usada em animais para o tratamento
de diversas doenças comportamentais (p. ex., ansiedade). No entanto, poucos estudos
documentam a eficácia deste medicamento em animais. No tratamento de algumas
doenças, como o transtorno obsessivo-compulsivo (1 mg/kg a cada 12 horas, até 2 mg/kg), a
amitriptilina não foi tão eficaz em animais quanto a clomipramina. No tratamento do
comportamento agressivo de cães (2 mg/kg a cada 12 horas), não foram observadas
diferenças entre a administração de amitriptilina e de placebo.
Em gatos, a amitriptilina tem sido usada para o tratamento da cistite idiopática crônica.
No entanto, quando usada no tratamento de curta duração da cistite idiopática (10 mg por
gato, a cada 24 horas), não foi eficaz. Em outro estudo, em dose de 5 mg/gato por dia
durante 7 dias (0,55-1,2 mg/kg), não foram observadas diferenças para o tratamento da
hematúria e da polaquiúria quando da administração de amitriptilina ou placebo, levando à
conclusão de que o tratamento de curta duração não é de grande valia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A amitriptilina tem gosto amargo e sua administração por via oral é difícil. Diversos efeitos
colaterais estão associados aos antidepressivos tricíclicos, como efeitos antimuscarínicos
(boca seca e aumento da frequência cardíaca) e efeitos anti-histamínicos (sedação). Altas
doses podem provocar cardiotoxicidade possivelmente fatal. Em gatos, a redução da
autolimpeza, ganho de peso e sedação podem ser observados.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros medicamentos modificadores do comportamento, como os inibidores
da recaptação da serotonina. Não associe a inibidores da monoamino-oxidase (iMAOs).
Instruções de Uso
As doses são principalmente empíricas. Não existem estudos controlados de eficácia em
animais. Há evidências de sucesso no tratamento da cistite idiopática em gatos (J Am Vet
Med Assoc, 213: 1282-1286, 1998). A amitriptilina não é eficaz para o tratamento do
comportamento agressivo canino (J Am Anim Hosp Assoc, 37: 325-330, 2001). Em gatos, a
amitriptilina aplicada por via transdérmica não é sistemicamente absorvida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os parâmetros cardiovasculares durante o tratamento, tais como a frequência e o
ritmo cardíaco. Como outros antidepressivos tricíclicos, a amitriptilina pode reduzir
as concentrações totais de T4 e T4 livre em cães.
Formulações
A amitriptilina é comercializada em comprimidos de 10, 25, 50, 75, 100 e 150 mg. A forma
injetável não é mais comercializada nos EUA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-2 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Gatos
• 2-4 mg por gato/dia por via oral (0,5-1,0 mg/kg por via oral, por dia). Esta dose pode ser
fracionada e administrada a intervalos de 12 horas.
• Cistite idiopática: 2 mg/kg/dia por via oral, ou de 2,5-7,5 mg/gato/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil, o cloridrato de amitriptilina está listado como
substância de controle especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Apomorfina
Nome comercial e outros nomes
Apokyn e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Uprima (h)
Classificação funcional
Emético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento emético. A apomorfina é um potente agente lipofílico que cruza a barreira
hematoencefálica e estimula receptores dopaminérgicos (D2) no centro do vômito. Em cães,
provoca vômitos imediatamente. Embora seja facilmente absorvida pelas mucosas (p. ex.,
conjuntiva), a apomorfina não é absorvida quando administrada por via oral, devido aos
efeitos de primeira passagem.
Indicações e Usos Clínicos
A apomorfina é indicada para indução de êmese em animais que tenham ingerido agentes
tóxicos. Após administração subcutânea, o efeito é observado em 10 minutos ou menos. É
imediatamente eficaz na indução de vômito em cães, mas não em gatos. A apomorfina é
também absorvida a partir da administração em mucosas, após aplicação na conjuntiva
ocular. Em gatos, a xilazina geralmente é um emético mais confiável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A apomorfina provoca êmese antes que graves efeitos adversos possam ser observados,
mas, em doses elevadas (0,1 mg/kg), pode haver sedação, o que mascara os sinais de
alguns agentes tóxicos. O sal cloridrato desta formulação apresenta pH entre 3-4 e
pode irritar as membranas conjuntivas. Em doses altas (1 mg/kg), pode-se observar
excitação, talvez por estimulação de receptores dopaminérgicos(D 1 e D 2 ).
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em gatos que possam ser sensíveis a opiáceos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, alguns
medicamentos reduzem a ação emética da apomorfina (p. ex., acepromazina, atropina e
outros antieméticos).
Instruções de Uso
Consulte o centro local de controle de envenenamentos e um farmacêutico sobre a
disponibilidade deste medicamento. A apomorfina deve estar disponível na maioria dos
centros de emergência, para tratamento imediato de envenenamentos. Pode ser
administrada por via intramuscular ou subcutânea, ou ainda em mucosas (p. ex., saco
conjuntival do olho). Em cães, o vômito deve ocorrer em 3-10 minutos após a
administração. A apomorfina deve ser administrada somente 1 vez.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico. Caso a apomorfina seja usada para
induzir o vômito para tratamento de um envenenamento, monitore os sinais de intoxicação,
já que a êmese é capaz de eliminar menos de metade do agente ingerido.
Formulações
A apomorfina é comercializada em comprimidos de 6 mg, que podem ser hidrolisados antes
do uso, ou em solução a 10 mg/mL, em ampolas de 2 mL ou seringas pré-preparadas de
3 mL. Pode também ser preparada em farmácias de manipulação.
Estabilidade e Armazenamento
As soluções se decompõem ao serem expostas ao ar e à luz. Essa decomposição é evidenciada
pelo aparecimento de coloração esverdeada. Armazene em frasco bem fechado, à
temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,03-0,05 mg/kg, por via intravenosa ou intramuscular.
• 0,1 mg/kg por via subcutânea.
• Dissolva os comprimidos de 6 mg em 1-2 mL de soro fisiológico e instile na conjuntiva.
Depois que o animal vomitar, pode-se lavar a conjuntiva com uma solução adequada
para remoção de resíduos da solução.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais destinados ao consumo humano. No Brasil, não há tanta
disponibilidade deste produto para uso veterinário.
Classificação RCI: 1
Cloridrato de Atipamezol
Nome comercial e outros nomes
Antisedan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista alfa2. O atipamezol liga-se a receptores alfa2 e antagoniza outras substâncias
que atuam como agonistas, como a dexmedetomidina, a medetomidina e a xilazina. Entre
os demais antagonistas alfa 2 inclui-se a ioiombina, mas o atipamezol é mais específico para o
receptor alfa 2 .
Indicações e Usos Clínicos
O atipamezol é usado na reversão de agonistas alfa 2 , como dexmedetomidina
(Dexdomitor), a medetomidina (Domitor) e a xilazina. O término da sedação deve ocorrer
em 5-10 minutos após a administração. Também se pode utilizar o atipamezol para reversão
da sedação provocada pela intoxicação por amitraz.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O atipamezol pode provocar excitação inicial em alguns animais logo após a reversão.
Pode-se observar uma transiente redução da pressão arterial após a administração.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
O atipamezol é um antagonista alfa2. Como tal, antagoniza outros medicamentos que se
liguem a receptores alfa, impedindo sua ação. Entre esses incluem-se a xilazina, a
medetomidina, a dexmedetomidina, a detomidina e alguns agonistas alfa1.
Instruções de Uso
Quando usado para reversão da dexmedetomidina ou da medetomidina, administre
o mesmo volume de atipamezol que o volume administrado destes medicamentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a condição cardiovascular durante o tratamento com agonistas alfa2.
O fornecimento de oxigênio durante a recuperação pode auxiliar no processo de reversão
da ação de agonistas alfa2.
Formulações
O atipamezol é comercializado em solução injetável a 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• Injete o mesmo volume que foi administrado de dexmedetomidina ou medetomidina.
As doses variam de 0,32 mg/kg para animais de pequeno porte (4 kg) a 0,23 mg/kg
para animais de porte médio (11 kg) e 0,14 mg/kg para animais de grande porte
(45 kg).
Posologia para Grandes Animais
• 30-60 μg/kg (0,03-0,06 mg/kg), por via intravenosa. Em equinos, no entanto, doses de
60-80 μg/kg administradas por via intravenosa foram mais eficazes do que doses
menores.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais destinados ao consumo humano.
Cloridrato de Benazepril
Nomes comerciais e outros nomes
Lotensin (preparação para uso em seres humanos) e Fortekor, Benazecare (preparação
para uso veterinário)
Medicamentos comercializados no Brasil
Lotesin (h) , Fortekor (v)
Classificação funcional
Vasodilator, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da ECA. Inibe a conversão da angiotensina I em angiotensina II. A angiotensina II é
um potente vasoconstritor e também estimulante da via simpática, da hipertensão renal e
da síntese de aldosterona. A inibição da aldosterona reduz a retenção de água e sódio. O
benazepril, semelhante a outros inibidores da ECA, produz vasodilatação e reduz a
congestão induzida por aldosterona. Os inibidores da ECA também contribuem para a
vasodilatação pelo incremento das concentrações de algumas prostaglandinas e cininas
vasodilatadoras. Ao contrário do enalapril, o benazepril tem duplo modo de eliminação,
através dos rins e do fígado. A duração da ação inibidora da ECA é de 16-24 horas, com
meia-vida plasmática curta, devido a sua alta afinidade de ligação à ECA.
Indicações e Usos Clínicos
O benazepril, como outros inibidores da ECA, é usado para tratar a hipertensão e a
insuficiência cardíaca congestiva. Evidências mostraram que pode reduzir
o desenvolvimento de cardiomiopatia em alguns cães, mas outros estudos não
demonstraram esse benefício. Para o tratamento de doença valvar mitral oculta em cães,
não há benefício da sua utilização na terapia. Pode apresentar benefício para o tratamento
de alguns gatos com insuficiência cardíaca ou com hipertensão sistêmica; entretanto,
alguns gatos com hipertensão podem não responder ao tratamento, e os inibidores da ECA
não são considerados um tratamento primário para a hipertensão em gatos. O benazepril
tem efeitos anti-hipertensivos limitados em gatos com doença renal, mas pode ser efetivo no
tratamento da progressão lenta da doença renal. Nos estudos realizados em gatos com
insuficiência renal, o benazepril foi associado à pequena redução da hipertensão sistêmica,
redução da pressão de filtração glomerular, redução da hipertensão glomerular, redução da
perda de proteína na urina e aumento na taxa de filtração glomerular (TFG), mas não há
benefícios de sobrevida para todos os pacientes. Em cães, produz benefícios similares aos
produzidos nos animais com doença renal (redução da proteinúria, aumento da TFG e
redução da pressão sanguínea), mas não há aumento na taxa de sobrevida.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O benazepril é bem-tolerado em cães e gatos com insuficiência renal crônica. Contudo, o
benazepril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitore cuidadosamente os
parâmetros renais após o início do tratamento, em particular, nos pacientes que
receberam altas doses de diuréticos.
Contraindicações e Precauções
Os inibidores da ECA devem ser descontinuados em fêmeas prenhes. Os inibidores da
ECA atravessam a placenta e podem causar malformações e morte fetal.
Interações Medicamentosas
Use com cuidado em associação com outros medicamentos diuréticos e hipotensivos. Os
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem reduzir os efeitos vasodilatadores.
Instruções de Uso
As doses são baseadas no uso em cães aprovado na Europa e no Canadá. Monitore a função
renal e os eletrólitos 3-7 dias após o início da terapia e periodicamente após o uso. Em
estudos com cães, não foi demonstrado benefício no uso de doses superiores a 0,5-
1 mg/kg/dia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como ocorre com o uso de
todos os inibidores da ECA, monitore eletrólitos e função renal 3-7 dias após o início da
terapia e periodicamente após o seu término.
Formulações
O benazepril está disponível em comprimidos de 5, 10, 20 e 40 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral (0,5 mg/kg a cada 24 horas na maioria
dos pacientes).
Gatos
• Para hipertensão sistêmica e doença renal: 0,5-1 mg/kg/dia por via oral.
Dose alternativa para gatos: 2,5 mg/gato/dia para gatos de até 5 kg de peso corporal por
via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não foi relatada doses para animais de grande porte.
Informação sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Bunamidina
Nome comercial e outros nomes
Scolaban
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo o Ação
O cloridrato de bunamidina danifica a integridade do integumento protetor nos parasitas
cestódeos. É eficaz contra várias espécies de tênias em animais.
Indicações e Usos Clínicos
A bunamidina é usada como um agente anticestódeo para tratar infecções por tênia em
cães e gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Vômitos e diarreia ocorreram após o uso.
Contraindicações e Precauções
Evite usar em animais jovens.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não quebre os comprimidos. Administre os comprimidos com o animal em jejum. Não
alimente o animal por 3 horas após a administração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as amostras fecais para evidência de parasitas.
Formulações
A bunamidina está disponível em comprimidos de 400 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 20 a 50 mg/kg, por via oral, uma vez.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalo
de carência extrabula, contate o FARAD em1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Bupivacaína
Nomes comerciais e outros nomes
Marcaína e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Neocaína (h) , Bupivacaína (h)
Classificação funcional
Anestésico local
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Anestésico local. A bupivacaína inibe a condução nervosa via bloqueio do canal de sódio.
Apesar da bupivacaína ter um início de ação lento (20 minutos), este é mais prolongado (6-
8 horas) e mais potente que o da lidocaína ou de outros anestésicos locais. O início epidural
da ação é de aproximadamente 15 a 20 minutos com uma duração do efeito de 2-4 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A bupivacaína é usada para anestésico local e analgesia/anestesia epidural. É administrada
por infiltração local ou injeção epidural.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são raros com a infiltração local. Altas doses absorvidas por via
sistêmica podem causar sinais neurológicos (tremores e convulsões). A dose tóxica em
gatos é de 5 mg/kg. Em gatos, os sinais de toxicidade incluem bradicardia, arritmias,
tremores, torção muscular e convulsões. Após administração epidural, altas doses podem
promover paralisia respiratória.
Contraindicações e Precauções
Ao usar para anestesia epidural, o suporte respiratório deve estar disponível. Algumas
formulações contêm adrenalina (epinefrina) (1:200.000) e não devem ser
administradas a animais que são propensos às reações da adrenalina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
É usado para infiltração local ou infusão no espaço epidural. Para administração epidural, o
volume de injeção é de aproximadamente 0,2 mL/kg, ou não exceder 6 mL no caso de cães
grandes. Normalmente, a dose para bloqueio nervoso em pequenos animais não excede
1 mg/kg. Pode-se misturar 0,1 mEq de bicarbonato de sódio por 10 mL de solução para
aumentar o pH, diminuir a dor da injeção e produzir um início mais rápido de ação. Use
imediatamente após misturar com o bicarbonato devido ao risco de precipitação. O aumento
do pH acelerará o início da ação anestésica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A bupivacaína está disponível em soluções a 0,25%, 0,5% e 0,75% (2,5, 5 e 7,5 mg/mL)
para injeção.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado em temperatura ambiente. Evite misturar com soluções
ácidas ou alcalinas. Se as soluções se alterarem para as cores amarelo, rosa ou mais escuras,
elas não devem ser usadas. Se o pH for ajustado pela mistura de soluções alcalinizantes (p.
ex., misturado com bicarbonato) o anestésico é estável, mas deverá ser usado logo após a
mistura.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Dose epidural: 1 a 1,5 mg/kg; para bloqueio dos sintomas nervosos, geralmente
0,2 mL/kg de solução a 0,5% é usado.
Posologia para Grandes Animais
• Limitada à infiltração local para cirurgia de pequeno porte.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção (uso extrabula).
Quando usado para infiltração local, espera-se que o clearance (depuração) do animal seja
rápido. Nos EUA, para estimativas de período de carência extrabula, contate o FARAD em 1-
888-USFARAD.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Buprenorfina
Nomes comerciais e outros nomes
Buprenex ® (Vetergesic ® no Reino Unido)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico opioide. A buprenorfina é um agonista parcial do receptor mu, e antagonista do
receptor kappa. É 25 a 50 vezes mais potente do que a morfina. A buprenorfina causa
menor depressão respiratória do que outros opioides. A farmacocinética em cães tem sido
variável, dependendo do estudo. A meia-vida em cães varia de 4,5 a 9 horas, com uma
depuração de 5,4 a 24 mL/kg/minuto. Em equinos, a meia-vida é de 7 horas, com uma
depuração de 8 mL/kg/minuto. Em equinos, a absorção na administração por via
intramuscular é altamente variável (41-93%).
Indicações e Usos Clínicos
A buprenorfina é um analgésico opioide utilizado para o controle da dor em cães e gatos.
Apresenta menor eficácia (limite inferior) que os agonistas puros do receptor mu, como a
morfina.
A buprenorfina tem se mostrado efetiva em estudos com animais para o tratamento da
dor pós-operatória. A duração da analgesia em animais baseada nos valores plasmáticos é de
3-4 horas, mas pode ser clinicamente mais longa, devido à dissociação lenta a partir dos
locais de ligação ou à meia-vida mais longa a partir dos tecidos nervosos, e maior afinidade
ao receptor mu. A duração do efeito não foi estabelecida para todas as indicações nos
estudos controlados e tem sido variável. Em gatos, tem sido administrada para absorção
transmucosa (administração bucal), no qual tem sido demonstrada alta absorção sistêmica.
Em cães, a absorção a partir da administração transmucosa (gengiva) é menos completa
(47%), e altas doses devem ser administradas para garantir os efeitos analgésicos. Em cães, a
administração transmucosa (gengiva) de 120 μg/kg é equivalente a 20 μg/kg por via
intravenosa. Nestas doses para cães, o alto volume aumenta o risco de extravasamento do
medicamento pela boca ou pela deglutição. Em equinos, as doses que são analgésicas são
suscetíveis de produzir efeitos colaterais (excitação e atividade locomotora), o que limita o
uso nestes animais. Os efeitos colaterais em equinos persistem mais do que os efeitos
analgésicos.
Em seres humanos, a analgesia da buprenorfina tem sido reforçada com a adição de
pequenas doses de naloxona (0,001-0,1 μg/kg), mas este efeito não foi investigado em
animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são similares aos dos outros agonistas opioides, exceto por haver
menor depressão respiratória. A sedação é comum. A dependência pelo uso crônico da
buprenorfina pode ser menor do que com agonistas puros. A dose letal em cães é de
80 mg/kg.
Em equinos, inquietação, reações excitatórias, agitação de cabeça, pisoteamento,
movimentos de mudança de perna, diminuição da motilidade intestinal e aumento da
atividade locomotora são prováveis e podem persistir por várias horas.
Contraindicações e Precauções
Pacientes que recebem a buprenorfina podem necessitar de altas doses de naloxona para
reversão dos efeitos. A dose por via intravenosa em equinos pode causar alterações
comportamentais (excitação, estimulação).
Interações Medicamentosas
Como um agonista parcial, pode reverter ou antagonizar alguns dos efeitos dos receptores
mu de outros opioides, como a morfina ou o fentanil.
Instruções de Uso
A buprenorfina é utilizada para analgesia, sempre em associação com outros analgésicos ou
adjunto à anestesia geral. Sua ação é mais prolongada do que a morfina e apenas
parcialmente revertida pela naloxona. Quando a administração é transmucosa, é importante
que a dose toda seja aplicada na cavidade oral e não seja deglutida. O medicamento
ingerido não será efetivo (somente 3-6% sofrem absorção oral).
Portanto, quando a dose aumenta, o volume para a cavidade oral também aumenta, e
há maior probabilidade de que parte do medicamento seja extravasado da boca ou deglutido
(p. ex. na dose de 0,03 mg/kg em gatos, o volume necessário para administração é de
0,45 mL por gato em média).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia raramente
precise ser tratada quando é causada por um opioide, se necessário pode ser administrado
atropina. Se ocorrer grave depressão respiratória, o opioide pode ser revertido com naloxona.
Os pacientes que recebem buprenorfina podem necessitar de altas doses de naloxona para
reversão de efeito.
Formulações
A buprenorfina está disponível em solução injetável de 0,3 mg/mL em frascos de 1 mL.
Comprimidos de 2 e 8 mg sublingual (Subutex e Suboxone com naloxona) têm sido
utilizados em seres humanos para o tratamento de usuários que fazem uso abusivo de
drogas. Suboxone (com naloxona) também está disponível em filme
transmucosa/sublingual.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Utilizar
solução fisiológica para infusão. A estabilidade das formulações manipuladas não foi
avaliada. Os medicamentos classe II devem ser armazenados em compartimentos
trancados.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,006-0,02 mg/kg a cada 4-8 horas por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Para analgesia, as doses têm sido aumentadas para tão alto quanto 0,03-0,04 mg/kg
por via subcutânea.
• Epidural: 0,003-0,006 mg/kg (3-6 μg/kg)
Gatos
• 0,005-0,01 mg/kg a cada 4-8 horas por via intravenosa ou intramuscular. Para
analgesia, é mais comum a dose de 0,01 mg/kg por via intramuscular.
• Administração bucal (transmucosa): 0,01-0,02 mg/kg a cada 12 horas e tão alto
quanto 0,03 mg/kg. 0,02 mg/kg (20 μg/kg) é equivalente a 0,066 mL por kg. Isto pode
ser aplicado na gengiva do gato ou na mucosa oral (p. ex. sublingual). Após a resposta
inicial, a dose pode ser gradualmente diminuída para 5-10 μg/kg.
• Epidural: 12,5 μg/kg diluída com salina para um volume de 0,3mL/kg.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,005-0,01 mg/kg (5-10 μg/kg por via intramuscular), é de curta duração em cavalos.
Ovelhas
• 0,01 mg/kg (10 μg/kg) por via intramuscular a cada 6 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Este medicamento é controlado pelo DEA. Não administre a animais de produção.
Medicamento controlado Tabela III
Classificação RCI: 2
No Brasil, a buprenorfina é listada como agente entorpecente (Lista A1) sujeita a
notificação de receita “A”.
Cloridrato de Buspirona
Nome comercial e outros nomes
BuSpar ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Buspar (h)
Classificação funcional
Modificador de comportamento
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente ansiolítico da classe da azapirona. A buspirona age como um agonista direto da
serotonina (5-HT 1A ). Pela atuação nos receptores 5-HT 1A , a buspirona e os medicamentos
relacionados alteram o humor e a ansiedade. A buspirona é utilizada para o tratamento da
ansiedade e outros problemas comportamentais. Outros medicamentos relacionados
incluem a gepirona e ipsapirona.
Indicações e Usos Clínicos
Em medicina veterinária, a buspirona tem sido principalmente utilizada para o tratamento
de felinos que demarcam o território por micção (demarcar pela urina). Em gatos, há
estudos publicados demonstrando sua eficácia. Entretanto, alguns gatos apresentam
recidiva quando o tratamento é descontinuado. A buspirona também tem sido utilizada
como antiemético em gatos (4 mg/kg por via subcutânea). Em cães, ocasionalmente tem
sido utilizada para tratar problemas comportamentais, como desordens de ansiedade.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Poucos efeitos colaterais são observados em gatos em comparação ao uso de outros
medicamentos. Alguns gatos apresentam aumento da agressividade; e outros
demonstram aumento do carinho e da afinidade aos proprietários. Pode produzir leve
sedação.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com sensibilidade a agonistas da serotonina.
Interações Medicamentosas
Não utilizar com outros agonistas da serotonina, inibidores seletivos de recaptação da
serotonina ou inibidores da monoamino oxidase (IMAOs, p. ex. selegilina).
Instruções de Uso
Alguns ensaios clínicos sugerem eficácia no tratamento de demarcação de território por
micção em gatos. Pode haver pouca recidiva em comparação com outros agentes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A buspirona está disponível em comprimidos de 5, 10, 15 e 30 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 2,5-5 mg/gato a cada 12 horas por via oral que, para alguns gatos, pode ser aumentado
para 5-7,5 mg por gato, 2 vezes/dia (0,5-1 mg/kg a cada 12 horas por via oral).
Cães
• 2,5-10 mg/cão a cada 24 horas ou a cada 12 horas por via oral.
• 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 100-250 mg/cavalo a cada 24 horas por via oral (0,5 mg/kg).
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de buspirona está listado como substância de controle especial (lista
C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Cefepima
Nome comercial e outros nomes
Maxipime
Medicamentos comercializados no Brasil
Maxcef (h) , Cloridrato de Cefepima (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação sobre a parede bacteriana é similar à de
outras cefalosporinas. A cefepima é uma cefalosporina de quarta geração. Seu espectro de
ação é mais amplo do que o das cefalosporinas mais antigas, e abrange cocos Gram-positivos
e bacilos Gram-negativos. A cefepima é também ativa contra microrganismos resistentes a
outros beta-lactâmicos, como Escherichia coli e Klebsiella. É ativa contra a maioria de
Pseudomonas aeruginosa. Não é ativa contra estafilococos resistentes à meticilina, Bacteroides
fragilis ou enterococos resistentes à penicilina.
Indicações e Usos Clínicos
A cefepima é uma cefalosporina de quarta geração. Embora seu espectro de ação seja mais
amplo do que o das demais cefalosporinas, seu uso em medicina veterinária é limitado.
Estudos experimentais para o estabelecimento de doses foram conduzidos em potros,
cavalos adultos e cães, mas não há relatos de eficácia deste antibiótico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, os clínicos devem
considerar a possibilidade de ocorrência dos mesmos efeitos colaterais provocados pelas
demais cefalosporinas, inclusive doenças hemorrágicas, alergias, vômitos e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes sensíveis ou alérgicos a cefalosporinas. Em pacientes com
insuficiência renal, reduza a frequência de administração (p. ex., em vez de a cada
12 horas, administre a cada 24 horas).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
Reconstitua com água estéril, cloreto de sódio e dextrose a 5%. A cefepima pode ser
reconstituída em lidocaína a 1% para redução da dor da injeção. As soluções reconstituídas
são estáveis por 24 horas à temperatura ambiente e 7 dias sob refrigeração. Não misture a
outros antibióticos injetáveis. Os frascos para administração injetável também contêm L-
arginina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: o ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical and Laboratory
Standards Institute (CLSI) é ≤ 8 μg/mL para todos os microrganismos.
Formulações
A cefepima é comercializada em frascos contendo 500 mg, 1 g e 2 g de preparado para
reconstituição e administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. Observe as
recomendações do fabricante quanto à estabilidade após a reconstituição.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 40 mg/kg a cada 6 horas, por via intravenosa ou intramuscular.
• Infusão a taxa constante (ITC): 1,4 mg/kg (dose inicial), seguida de 1,1 mg/kg/h.
Posologia para Grandes Animais
Potros
• 11 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Para animais de consumo humano, os períodos de carência não foram estabelecidos. No
entanto, dada sua meia-vida plasmática relativamente curta, a presença de resíduos é
improvável. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Cetamina
Nomes comerciais e outros nomes
Ketalar ® , Ketavet ® e Vetalar ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Ketalar (h)
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anestésico. O mecanismo de ação exato é desconhecido, mas a maioria das
evidências sugere que age como um agente dissociativo. A cetamina produz moderada
analgesia e modula a via da dor ao atuar como antagonista não competitivo nos receptores
N-metil D-aspartato (NMDA). A cetamina apresenta uma concentração igual de dois
isômeros (R-cetamina e S-cetamina). A S-cetamina é mais ativa e eliminada rapidamente. A
cetamina é rapidamente biotransformada na maioria dos animais (com meia-vida de 60-90
minutos nos cães), contudo, metabólitos (norcetamina) podem produzir efeitos antagonistas
sobre NMDA mais prolongados.
Indicações e Usos Clínicos
A cetamina é usada em procedimentos anestésicos de curta duração. A duração da ação é
geralmente de 30 minutos ou menos. A cetamina tem algumas propriedades analgésicas,
devido a seus efeitos sobre receptores NMDA, e tem sido administrada como adjuvante a
outros medicamentos analgésicos, normalmente com opioides, e ocasionalmente em infusão
contínua (IC) lenta. A cetamina também é associada a outros anestésicos e sedativos como
os benzodiazepínicos (diazepam) ou alfa2 agonistas (medetomidina, dexmedetomidina e
xilazina). Essas associações apresentam sinergismo e permitem baixas doses de cada
componente individualmente. Um exemplo de associação é a de morfina (ou fentanil),
lidocaína e cetamina.
Embora comumente contraindicada em pacientes com epilepsia, a cetamina tem sido
utilizada no tratamento de casos de status epilepticus refratários, devido a seus efeitos sobre
receptores NMDA.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A cetamina causa dor quando administrada por via intramuscular (pH da solução é de
3,5).
Foram relatados tremores, epasticidade muscular e convulsões.
Movimentos espontâneos, salivação e aumento da temperatura corporal são mais
comuns em cães quando utilizadas altas doses. A cetamina irá aumentar a frequência
cardíaca e a pressão sanguínea como resultado do aumento do tônus simpático. Produz
maior aumento do débito cardíaco quando comparada a outros agentes anestésicos.
Salivação, midríase e regurgitação podem ocorrer em animais que recebem a cetamina,
efeitos que podem ser reduzidos pela administração prévia de atropina. Alguns animais
podem desenvolver apneia, deve-se providenciar a suplementação de oxigênio.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com lesão craniana, pois pode elevar a pressão do líquido
cefalorraquidiano (LCR). Usar cautelosamente, se houver necessidade, em animais com
glaucoma (aumento da pressão intraocular). Não utilizar em animais com histórico de
convulsões (embora alguns animais com convulsões tenham sido tratados com sucesso
com a cetamina).
Interações Medicamentosas
O cloridrato de cetamina é mantido em pH ácido para a continuidade da estabilidade e
da solubilidade. Se misturado a soluções alcalinizantes, pode resultar em instabilidade e
precipitação.
Instruções de Uso
A cetamina é frequentemente usada em associação com outros anestésicos e adjuvantes
anestésicos como a xilazina, a dexmedetomidina, a medetomidina, a acepromazina,
opiaceos e benzodiazepínicos (p. ex. diazepam). Taxas de infusão contínua (IC) podem ser
usadas para manter o plano de anestesia e analgesia. Para preparar a IC, 0,6 mL (60 mg)
devem ser adicionados a 1 L de fluido e infundidos em uma taxa de 10 mL/kg para
analgesia. Para utilização em gatos, recomenda-se um sedativo como a acepromazina
(0,1 mg/kg) ou benzodiazepínicos antes da administração da cetamina. As doses
intravenosas são geralmente menores que as doses intramusculares. Em gatos, pode-se
aspergir a cetamina na boca (10 mg/kg - spray), produzindo efeitos similares à
administração por via intramuscular. Animais que recebem a cetamina permanecem com os
olhos abertos, assim, lágrimas artificiais devem ser aplicadas para prevenir lesão na córnea.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as frequências cardíaca e a respiratória em pacientes anestesiados com cetamina.
Formulações
A cetamina está disponível em soluções injetáveis de 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
cetamina é solúvel em água e etanol. O cloridrato de cetamina tem sido administrado com
sucesso, quando associado na mesma seringa com medicamentos como alfa 2 agonistas e
acepromazina, antes da aplicação. A cetamina tem sido adicionada a solução salina por via
intravenosa em equinos na concentração de 3 mg/mL (30 mg em uma bolsa de 1 L ) e
infundida por 8 horas ou em fluidos de manutenção.
Posologia para Pequenos Animais
Para todos os animais: As doses baixas listadas são para uso intravenoso, as doses altas
listadas são para uso intramuscular.
Cães
• 5,5-22 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular. (Geralmente, a dose baixa é
administrada por via intravenosa comparado a via intramuscular). Recomenda-se o uso
de sedativos adjuvantes ou tratamento tranquilizante.
• Taxa de infusão contínua (IC) para uso pré-operatório: Dose inicial de 0,3-0,5 mg/kg
por via intravenosa, seguido de 0,3-0,6 mg/kg/hora (5-10 μg/kg/minuto), seguido de
0,12 mg/kg/hora após a cirurgia (18 horas). A taxa durante a cirurgia pode ser
aumentada para 1 mg/kg/hora, caso necessário.
• IC para sedação leve: 1-2 mg/kg/hora, pode ser associado a outros sedativos.
Gatos
• 2-25 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular (Geralmente, a dose baixa é
administrada por via intravenosa comparado a via intramuscular). Recomenda-se o uso
de sedativos adjuvantes ou tratamento tranquilizante. (Em gatos também pode ser
aspergida na boca, produzindo efeitos similares àqueles por via intramuscular
10 mg/kg).
• Procedimentos de curta duração: associação de 5 mg/kg de cetamina + 2,5 μg/kg de
dexmedetomidina (ou 5 μg/kg de medetomidina), e administrado por via
intramuscular.
• IC: Dose inicial de 0,3-0,5 mg/kg por via intravenosa, seguido de 0,3-0,6 mg/kg/hora
(5-10 μg/kg/minuto). Essa taxa pode ser aumentada para 1 mg/kg/hora
(15 μg/kg/minuto), caso necessário, ou diminuída para 2-5 μg/kg/minuto quando
associada a outros medicamentos (p. ex., opioides).
Posologia para Grandes Animais
Equinos, Bovinos, Ovinos e Suínos
• 2 mg/kg por via intravenosa.
• IC: Dose inicial de 0,6 mg/kg por via intravenosa, seguido de IC de 0,4-0,8 mg/kg/hora.
• 10 mg/kg por via intramuscular. Sempre utilizar em associação com outros agentes,
como a xilazina.
• Potros, tratamento de convulsões: IC de 0,02 mg/kg/minuto.
Informações sobre Restrição Legal
Uso extrabula: Período de carência de no mínimo 3 dias para carne e 48 horas para leite.
Medicamento de uso controlado conforme tabela III.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de cetamina está listado como substância de controle especial (lista
C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Cetirizina
Nome comercial e outros nomes
Zyrtec
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). A cetirizina é o metabólito ativo da
hidroxizina. Em cães, a hidroxizina é totalmente convertida a cetirizina. A cetirizina é
similar aos demais anti-histamínicos, bloqueando o receptor de histamina do tipo 1 (H1) e
suprimindo as reações inflamatórias provocadas por esta molécula. Os bloqueadores de
receptores H1 são usados no controle do prurido e da dermatite, da rinorreia e da
inflamação das vias aéreas. A cetirizina é considerada um anti-histamínico de segunda
geração, o que a diferencia de medicamentos mais antigos. A mais importante diferença
entre a cetirizina e os anti-histamínicos de primeira geração é que esta não atravessa a
barreira hematoencefálica com tanta facilidade, provocando menor sedação. Em gatos,
estudos mostraram que a cetirizina é bem absorvida após a administração oral, com meiavida
de 10 horas. Em cães, a meia-vida da cetirizina é de aproximadamente 10-11 horas e,
em equinos, é de 5,8 horas. Um medicamento similar é a levocetirizina (Xyzal), que é o
enantiômero ativo da cetirizina e apresenta atividade duas vezes superior.
Indicações e Usos Clínicos
A cetirizina é usada no tratamento e na prevenção de reações alérgicas em seres humanos.
É preferida em relação a medicamentos mais antigos por provocar menos efeitos colaterais.
Em cães e gatos, é empregada no tratamento do prurido, da doença alérgica das vias aéreas,
da rinite e de outras enfermidades alérgicas. Em gatos, a dose de 1 mg/kg (5 mg/gato)
produziu concentrações plasmáticas consideradas eficazes. No entanto, esta dose não foi
eficaz na redução da resposta inflamatória em gatos com vias aéreas hiperresponsivas (asma
experimentalmente induzida). Em cães, doses de 2 mg/kg suprimem a resposta da
histamina por 8 horas. Porém, não há ensaios clínicos publicados que documentem a
eficácia da cetirizina nestas doenças.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A ocorrência de sedação não é tão provável quanto durante o tratamento com outros
anti-histamínicos. No entanto, altas doses podem provocar sedação. Efeitos
antimuscarínicos (similares ao da atropina) também podem ser observados, mas a
cetirizina produz menos efeitos desta natureza do que os demais anti-histamínicos.
Contraindicações e Precauções
Devido à possibilidade de ocorrência de efeitos antimuscarínicos (similares aos da
atropina), não administre nas condições em que a administração de drogas
anticolinérgicas seria contraindicada, como glaucoma, íleo ou arritmias cardíacas.
Interações Medicamentosas
Não associe a drogas antimuscarínicas.
Instruções de Uso
O uso da cetirizina é, principalmente, empírico. Não há estudos clínicos que documentem
sua eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A cetirizina é comercializada em xarope para administração oral a 1 mg/mL e comprimidos
de 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/kg a cada 12h por via oral.
Gatos
• 1 mg/kg/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,2-0,4 mg/kg a cada 12h por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações de regulação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas
de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Cimetidina
Nome comercial e outros nomes
Tagamet (de venda livre e sob prescrição médica)
Medicamentos comercializados no Brasil
Tagamed (h)
Classificação funcional
Antiulcerativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista da histamina (bloqueador de receptores H2). A estimulação da secreção ácida
no estômago requer a ativação de receptores de histamina do tipo 2, de receptores de
gastrina e de receptores muscarínicos. A cimetidina e demais medicamentos similares H2
inibem a ação da histamina sobre os receptores H 2 das células parietais gástricas, reduzindo
sua secreção ácida. A cimetidina eleva o pH estomacal, ajudando na cicatrização e na
prevenção de úlceras gástricas e duodenais.
Indicações e Usos Clínicos
A cimetidina é usada para tratamento de úlceras gástricas e gastrite. Embora seja
frequentemente empregada em animais com vômitos, não há dados de eficácia sobre este
medicamento. Também não existem dados de eficácia que sustentem seu uso para
prevenção de sangramentos e úlceras induzidas por anti-inflamatórios não esteroides
(AINEs). Em cães, a eficácia clínica da cimetidina é limitada, e outros fármacos (p. ex.,
famotidina, ranitidina e inibidores de bombas de prótons) são preferidos para o tratamento
de úlceras. Em equinos, a cimetidina tem sido empregada para tratamento e prevenção de
úlceras gástricas. No entanto, a eficácia da cimetidina nestas indicações não foi
comprovada. Estudos em equinos, por exemplo, mostraram que a administração de 18 g/kg
a cada 8 horas, por via oral, não levou à cicatrização das úlceras. A baixa eficácia pode ser
decorrente da curta duração do efeito (2-6 horas). Em equinos, outras substâncias (p. ex.,
ranitidina e inibidores de bombas de prótons) são preferidas para o tratamento de úlceras.
Em bezerros, a cimetidina aumenta o pH abomasal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Eefeitos adversos geralmente são observados apenas quando a excreção renal é menor.
Em seres humanos, sinais relacionados com o SNC podem ser observados após
administração de altas doses de cimetidina.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais que dependem do metabolismo hepático para
biotransformação medicamentosa.
Interações Medicamentosas
A cimetidina é sabidamente uma inibidora do citocromo P450. Assim, pode haver
aumento da concentração de outras substâncias quando concomitantemente
administradas (p. ex., teofilina), dada a inibição de enzimas hepáticas. A cimetidina
aumenta o pH estomacal, o que pode prejudicar a absorção oral de alguns medicamentos
(p. ex., itraconazol e cetoconazol). A cimetidina inibe a absorção oral de suplementos à
base de ferro.
Instruções de Uso
A eficácia no tratamento de úlceras em animais não foi estabelecida. Pode ser necessária
administração frequente para supressão da acidez estomacal. As doses são derivadas de
estudos da secreção gástrica em animais de experimento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A cimetidina é comercializada em comprimidos de 100, 150, 200, 300, 400 e 800 mg;
solução oral a 60 mg/mL; e solução injetável a 150 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
armazene a formulação injetável no refrigerador. As soluções são estáveis por pelo menos 14
dias. É estável caso associada a diversos produtos de uso entérico.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 6-8 horas, por via intravenosa, intramuscular ou oral.
• Insuficiência renal: 2,5-5 mg/kg a cada 12 horas, por via intravenosa ou oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 3 mg/kg diluído em líquido e infundido por via intravenosa durante 2 minutos a cada
8 horas.
• 40-60 mg/kg/dia, por via oral. No entanto, a administração oral de cimetidina a
equinos produz resultados inconsistentes.
Bezerros
• Úlceras abomasais em bezerros alimentados com leite: 100 mg/kg a cada 8 horas, por
via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 5
Cloridrato de Ciproeptadina
Nome comercial e outros nomes
Periactin
Medicamentos comercializados no Brasil
É comercializado em associação com outras substâncias [Cobavital (h) ].
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fenotiazínico com propriedades anti-histamínicas e antisserotoninérgicas. Usado como
estimulante do apetite (provavelmente por alteração da atividade da serotonina no centro
da fome).
Indicações e Usos Clínicos
É comumente empregada para estimulação do apetite em animais doentes, principalmente
gatos. No entanto, não existem evidências baseadas em estudos controlados que comprovem
sua eficácia. A ciproeptadina é utilizada em alguns gatos para tratamento de asma felina,
caso se acredite que a serotonina participa da inflamação das vias aéreas. No entanto, em
gatos com vias aéreas hiperresponsivas, a ciproeptadina não reduz a inflamação eosinofílica
(8 mg por gato a cada 12 horas). Nesta espécie, também é usada, em alguns casos, para
controle da marcação territorial com urina. A ciproeptadina é usada para tratamento de
disfunção da pars intermedia hipofisária de equinos (síndrome de Cushing), em dose de 0,6-
1,2 mg/kg, mas os resultados são controversos. A administração de ciproeptadina é
considerada um tratamento da “síndrome serotoninérgica” decorrente do uso de
antidepressivos, mas sua eficácia nesta indicação não foi estabelecida.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Estimula o apetite. Pode causar polifagia e ganho de peso. A ciproeptadina também
apresenta efeitos anti-histamínicos, antisserotoninérgicos e antimuscarínicos. Em alguns
gatos, provoca hiperatividade. Em equinos, é usada em doses altas, sem observação de
efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.
Instruções de Uso
Não foram realizados estudos clínicos acerca da ciproeptadina em medicina veterinária. Sua
utilização é baseada em dados empíricos e na extrapolação de resultados em seres humanos.
A formulação em xarope contém 5% de álcool.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o ganho de peso.
Formulações
A ciproeptadina é comercializada em comprimidos de 4 mg e xarope a 2 mg/5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
congele. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Anti-histamínico: 0,5-1,1 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral, ou 2-4 mg/gato, por
via oral, a cada 12-24 horas.
• Estimulante do apetite: 2 mg/gato, por via oral.
• Asma felina: 1-2 mg/gato, por via oral, a cada 12 horas.
• Marcação territorial por urina (gatos): 2 mg/gato, por via oral, com posterior redução
para 1 mg/gato a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Ciprofloxacino
Nome comercial e outros nomes
Cipro e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cipro (h) , Cloridrato de Ciprofloxacino (g) , Ciprodez (v) , Ciproflox (v) , Cipronil (v) , Ciprovet
Colírio (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. Inibe a DNA girase e a síntese celular de DNA
e RNA. Bactericida. Amplo espectro antimicrobiano. O ciprofloxacino é ativo contra bacilos
Gram-negativos, incluindo Enterobacteriaceae, e alguns cocos Gram-positivos, incluindo
Staphylococcus. O ciprofloxacino é mais ativo contra Pseudomonas aeruginosa do que outras
fluoroquinolonas, mas a resistência é possível. Bactérias multirresistentes, incluindo bacilos
Gram-negativos de Enterobacteriaceae, e cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina
tendem a ser resistentes ao ciprofloxacino e a outras fluoroquinolonas. A absorção oral do
ciprofloxacino foi relatada em poucos estudos. Estimativas derivadas de estudos
independentes realizados em cães indicam que a absorção oral varia de um valor baixo, de
42%, a até 74% ou 97%, dependendo da pesquisa. Em equinos, a absorção oral é inferior a
10% e assim, o medicamento não deve ser administrado a estes animais. Em gatos, a
absorção oral é baixa (22-33%) e o ciprofloxacino não é eficaz no tratamento de infecções
causadas por bactérias Gram-positivas até mesmo em doses de 10 mg/kg; tal dosagem,
administrada a cada 12 horas porém, atingiu os níveis terapêuticos contra bactérias Gramnegativas
suscetíveis. Outras fluoroquinolonas de uso aprovado em animais apresentam
biodisponibilidade quase completa.
Indicações e Usos Clínicos
O ciprofloxacino, embora um medicamento de uso humano, é usado para o tratamento de
diversas infecções em pequenos animais, incluindo infecções cutâneas e de tecidos moles e
pneumonias. O ciprofloxacino não é registrado para uso veterinário. No entanto, pode ser
prescrito, desde que não seja administrado a animais destinados ao consumo humano. A
administração do ciprofloxacino a animais é considerada extrabula e está sujeita a outras
restrições. A absorção variável e possivelmente baixa do ciprofloxacino administrado por via
oral a cães e gatos sugere que suas doses devam ser mais altas do que as do enrofloxacino, do
marbofloxacino ou do orbifloxacino.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem provocar efeitos tóxicos no sistema nervoso central (SNC),
principalmente em animais com insuficiência renal. Ocasionalmente, o ciprofloxacino
provoca vômitos. A solução intravenosa deve ser administrada lentamente, durante
30 minutos. Em altas doses, pode causar náuseas, vômitos e diarreia. Não há relatos de
cegueira em gatos. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens.
Cães são mais suscetíveis à artropatia induzida por quinolonas entre 4 e 28 semanas de
idade. Cães de grande porte e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em equinos,
o ciprofloxacino pode provocar enterite grave e cólicas.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais jovens, dado o risco de lesão cartilaginosa. Use com cautela em
animais suscetíveis a convulsões, como naqueles epilépticos. A administração do
ciprofloxacino a equinos não é recomendada.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando
administradas de modo concomitante. A coadministração com cátions divalentes e
trivalentes, como produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode
reduzir a absorção do ciprofloxacino. Não misture em soluções ou frascos contendo
alumínio, cálcio, ferro ou zinco, dada a possibilidade de quelação.
Instruções de Uso
As doses são baseadas na obtenção de concentrações plasmáticas acima da concentração
inibitória mínima (minimum inhibitory concentration, MIC). Estudos de eficácia não foram
realizados em cães e gatos, e o uso clínico do ciprofloxacino é, principalmente, empírico. Há
uma preparação humana de ciprofloxacino injetável, a 10 mg/mL (em água estéril) ou
2 mg/mL (em dextrose a 5%). Dilua a forma concentrada a 1-2 mg/mL antes da
administração intravenosa, que deve ser feita por um período de 60 minutos. Não
administre concomitantemente a outras medicações, dado o risco de inativação.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: O CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) não determinou o ponto
de perda de suscetibilidade em animais, mas, em seres humanos, este valor é ≤ 1 μg/mL. A
maioria das bactérias Gram-negativas de Enterobacteriacea suscetíveis apresenta valores de
MIC inferiores a 0,1 μg/mL. Quando o ciprofloxacino é usado para o tratamento de
infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa, sua atividade in vitro pode ser superior a de
outras fluoroquinolonas de uso veterinário. Fora isso, a maioria das bactérias suscetíveis ao
ciprofloxacino é também sensível a outras fluoroquinolonas.
Formulações
O ciprofloxacino está disponível em comprimidos de 100, 250, 500 e 750 mg e solução
injetável a 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As
soluções aquosas a 0,5 a 2 mg/mL permanecem ativas por 14 dias. Não misture a produtos
contendo íons (p. ex., ferro, alumínio, magnésio e cálcio).
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20-25 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• 10-15 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.
Gatos
• 20 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• 10 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais. Em equinos, a absorção após administração
oral do ciprofloxacino é baixa (< 10%) e, assim, este medicamento não é recomendado.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia não foram estabelecidos, já que este medicamento não
deve ser administrado a animais de produção.
Cloridrato de Clindamicina
Nomes comerciais e outros nomes
Antirobe, Clindrops, Clindarobe, Clintabs, Clinsol e genéricos (preparações veterinárias) e
Cleocin (preparação para uso humano)
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de Clindamicina (g) , Antirobe (v) , Oralguard (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano das classe da lincosamidas (de ação similar aos macrolídeos). Compartilha
propriedades estruturais, atividade microbiológica e outras características com a
lincomicina. Inibe a síntese proteica bacteriana por inibição ribossomal. A clindamicina é
bacteriostática, com espectro de ação principalmente contra bactérias Gram-positivas e
anaeróbicas. A clindamicina, como outros antibióticos macrolídeos, pode concentrar-se em
leucócitos e muitos tecidos. A ação da clindamicina é principalmente contra bactérias
Gram-positivas, como Staphylococcus, Streptococcus e bacilos Gram-positivos, como
Corynebacterium. A clindamicina é também ativa contra micoplasmas e microrganismos
anaeróbicos, embora nem todas as espécies de Bacteroides sejam suscetíveis. Sua atividade
contra Toxoplasma é controversa. Em cães, seu volume de distribuição (VD) é de 2,5 L/kg,
sua absorção oral, 73%, e sua meia-vida, 4-4,5 horas após a administração de uma dose de
5,5 mg/kg e de 7-10 horas após a administração de uma dose de 11 mg/kg.
Indicações e Usos Clínicos
A clindamicina é usada, principalmente, para o tratamento de infecções provocadas por
bactérias Gram-positivas e anaeróbicas na pele, no trato respiratório e na cavidade oral. A
resistência por Staphylococcus pode ser observada. A clindamicina é eficaz contra algumas
infecções orais e provocadas por anaeróbicos. É também usada para o tratamento de
infecções causadas por Mycoplasma. A eficácia da clindamicina para o tratamento da
toxoplasmose é controversa. Alguns estudos mostraram que a clindamicina melhora os sinais
clínicos da doença, mas não cura a infecção. Outro estudo mostrou que a clindamicina
inibe a morte de Toxoplasma por leucócitos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A administração oral de cloridrato de clindamicina foi associada a lesões esofágicas em
gatos. O produto líquido para administração oral pode não ser palatável para gatos, talvez
pela alta quantidade de álcool (8,6%). Nesta espécie, altas doses provocaram diarreia e
vômitos. A clindamicina pode alterar a população bacteriana intestinal e causar diarreia.
A enterite e a diarreia podem ser particularmente graves em equinos e ruminantes.
Contraindicações e Precauções
Não administre a roedores ou coelhos, pois pode provocar diarreia. Não administre por via
oral a equinos ou ruminantes, pois diarreia, enterite e talvez morte possam ocorrer. A
forma líquida (Antirobe) contém 8,6% de álcool etílico, que pode não ser palatável para
gatos.
Interações Medicamentosas
A solução injetável de clindamicina não deve ser misturada a outros medicamentos na
mesma ampola, seringa ou acesso intravenoso.
Instruções de Uso
A maioria das doses é baseada em dados de aprovação do medicamento obtidos pelo
fabricante e ensaios de eficácia. Embora a administração a cada 12 horas seja
frequentemente recomendada a cães, há estudos que demonstram a eficácia da
clindamicina quando administrada em dose de 11 mg/kg a cada 24 horas para o
tratamento da piodermite. Uma formulação injetável também é comercializada (Cleocin),
produzida com fosfato de clindamicina. Esta formulação pode ser administrada por vias
intravenosa ou intramuscular. Na administração intravenosa de clindamicina, o fármaco
deve ser diluído e lentamente infundido (30-60 minutos). A diluição é geralmente feita a
10:1 em soro fisiológico a 0,9%. Essa formulação contém benzil álcool, e esse veículo
produziu reações tóxicas em animais jovens (e talvez em pequenos animais).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute), o ponto de
perda de suscetibilidade é de ≤ 0,25 μg/mL para estreptococos e de ≤ 0,5 μg/mL para os
demais microrganismos.
Formulações
A clindamicina é comercializada em forma líquida (Aquadrops) a 25 mg/mL, cápsulas a 25,
75, 150 e 300 mg, comprimidos de 25, 75 e 150 mg e solução injetável a 150 mg/mL
(Cleocin).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Evite
o congelamento. As soluções reconstituídas são estáveis por 2 semanas. A estabilidade de
formulações compostas é de, pelo menos, 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Infecções provocadas por Staphylococcus: 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou
22 mg/kg a cada 24 horas por via oral (a dose para cães, indicada em bula, é de 5,5-
33 mg/kg a cada 12 horas por via oral).
• Infecções refratárias: Doses de até 33 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
• Infecções por bactérias anaeróbicas e infecções periodontais: 11-33 mg/kg a cada
12 horas, por via oral.
• 10 mg/kg a cada 12 horas, por vias intravenosa ou intramuscular (na administração
intravenosa, a solução deve ser diluída e lentamente infundida).
Gatos
• 5,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 11 mg/kg a cada 24 horas por via oral (a dose
para gatos, indicada em bula, é de 11-33 mg/kg a cada 24 horas por via oral).
• Infecções refratárias: Doses de até 33 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Infecções por bactérias anaeróbicas e infecções periodontais: 11-33 mg/kg a cada
24 horas por via oral.
• Toxoplasmose: 12,5 mg/kg, até 25 mg/kg, a cada 12 horas, durante 4 semanas por via
oral (ver Indicações e Usos Clínicos).
• 10 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa ou intramuscular (na administração
intravenosa, a solução deve ser diluída e lentamente infundida).
Posologia para Grandes Animais
Não administre a clindamicina por via oral a grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Clomipramina
Nomes comerciais e outros nomes
Clomicalm (preparação veterinária) e Anafranil (preparação para uso humano).
Medicamentos comercializados no Brasil
Anafranil (h) , Cloridrato de Clomipramina (g) ,
Classificação funcional
Modificador do comportamento
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antidepressivo tricíclico. Usado em seres humanos para o tratamento da ansiedade e
da depressão. Inibe a recaptação da serotonina nas terminações nervosas pré-sinápticas.
Seus efeitos benéficos podem ser causados principalmente pelo bloqueio da recaptação
de serotonina e a modulação desta substância em áreas do cérebro que afetam a ansiedade
e o comportamento. A clomipramina apresenta mais efeitos de bloqueio da recaptação de
serotonina do que outros antidepressivos tricíclicos. Seus efeitos colaterais são resultantes da
ação antimuscarínica, causada pelo metabólito ativo, a desmetilclomipramina. No entanto,
este metabólito é produzido em menores concentrações por animais do que por seres
humanos.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros antidepressivos tricíclicos, a clomipramina é usada em animais no tratamento
de diversas doenças comportamentais, incluindo doenças obsessivo-compulsivas (também
denominadas doenças compulsivas caninas) e ansiedade de separação. Em cães, é superior à
amitriptilina para o tratamento de transtornos compulsivos; no entanto, não parece ser
benéfica para o tratamento da agressividade relacionada à dominância. Em gatos, o
tratamento prolongado é eficaz na redução da marcação territorial com urina (J Am Vet Med
Assoc, 226: 378-382, 2005). É tão eficaz quanto a fluoxetina na redução da marcação
territorial com urina por gatos, mas os animais tratados retomam o comportamento após a
interrupção da terapia. Não é eficaz para o tratamento da alopecia psicogênica em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais relatados incluem sedação e redução do apetite. A clomipramina
apresenta sabor amargo. Outros efeitos colaterais associados aos antidepressivos tricíclicos
são de natureza antimuscarínica (boca seca, alta frequência cardíaca e retenção
urinária) e anti-histamínica (sedação). Em gatos, foram observados sedação e ganho de
peso. Os efeitos antimuscarínicos da clomipramina podem ser causados por um
metabólito ativo. A clomipramina pode reduzir a concentração de T4 total e T4 livre em
cães, mas estes níveis podem ainda ser normais. A sobredose pode causar
cardiotoxicidade com risco de morte. Caso ocorra, contate imediatamente o centro de
envenenamento. Em ensaios realizados em gatos, não foram observados efeitos colaterais
significativos.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros medicamentos modificadores do comportamento, como inibidores
da recaptação de serotonina. Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO),
como a selegilina ou o amitraz.
Instruções de Uso
A terapia pode ser iniciada com doses baixas, que são aumentadas gradualmente. A
observação de efeitos benéficos pode ocorrer 2 a 4 semanas após o início do tratamento.
Após a obtenção de resposta favorável, a dose pode ser gradualmente reduzida em alguns
animais. Em gatos, doses de 1,25 a 2,5 mg por indivíduo têm sido administradas, 1 vez/dia,
no tratamento da alopecia psicogênica. Nesses animais, doses de até 5 mg 1 vez/dia são
usadas para o controle da marcação territorial com urina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente a frequência e o ritmo cardíacos do animal durante o tratamento.
Como outros antidepressivos tricíclicos, a clomipramina pode reduzir as concentrações de
T4 total e T4 livre em cães.
Formulações
A clomipramina é comercializada em comprimidos de 20, 40 e 80 mg (preparação
veterinária) e cápsulas de 25, 50 e 75 mg (preparação para uso humano).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Proteja da
umidade. Para gatos, pode ser composta em líquido sabor atum sem perda de eficácia.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-3 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Inicie o tratamento com doses baixas e
aumente-as gradualmente. O aumento das doses deve ser feito a, aproximadamente,
cada 14 dias, até a observação do efeito desejado.
Gatos
• 1-5 mg por gato a cada 12-24 horas por via oral (0,5 mg/kg/dia), com aumento gradual
da dose.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de clomipramina está listado como substância de controle especial
(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Detomidina
Nomes comerciais e outros nomes
Dormosedan ® , Dormosedan Gel ®
Medicamentos comercializados no Brasil
DormiunV (v)
Classificação funcional
Analgésico Alfa 2
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa2 adrenérgico. Os agonistas alfa2 diminuem a liberação de neurotransmissores
pelo neurônio. O mecanismo proposto é que eles diminuem a transmissão através da ligação
pré-sináptica aos receptores alfa 2 (retroalimentação negativa dos receptores). O resultado é
a diminuição da descarga simpática, analgesia, sedação e anestesia. A detomidina gel é
absorvida pela membrana mucosa oral com biodisponibilidade de 22% em equinos. Outros
medicamentos dessa classe incluem a xilazina, dexmedetomidina, medetomidina,
romifidina e clonidina.
Indicações e Usos Clínicos
A detomidina é usada primariamente como sedativo, adjuvante anestésico e analgésico. É
usada em equinos mais do que em outras espécies. Quando utilizado no tratamento da dor
em cavalos com cólica, a duração do efeito é de aproximadamente 3 horas (20 ou
40 μg/kg).
A detomidina também tem sido utilizada para analgesia epidural. Para a dor, a
detomidina parece ser mais potente e com atividade mais duradoura do que a xilazina. A
detomidina sob a forma de gel (Dormosedan Gel ® ) para cavalos é administrada oralmente
para produzir a absorção mucosa. É indicada por produzir menor período de sedação,
facilitando procedimentos pequenos (ferrageamento, corte e recorte) ou para acalmar um
cavalo rebelde. O início de ação é de 40 minutos e a duração é de 90-180 minutos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Nas doses usuais é comum sedação, ataxia, desequilíbrio, sudorese e bradicardia.
Depressão cardíaca, bloqueio AV e hipotensão são possíveis em altas doses. Em alguns
cavalos, pode ocorrer a hiper-responsividade aos estímulos. A diurese ocorre como
consequência da hiperglicemia produzida pelos agonistas alfa 2 como a detomidina. Em
pequenos animais, o atipamezole também pode ser usado para reverter os efeitos da
detomidina.
Contraindicações e Precauções
O uso concomitante de detomidina com as sulfonamidas injetáveis pode gerar arritmias
cardíacas. A xilazina causa alterações em animais prenhes e isto também deve ser
considerado para outros agonistas alfa 2 . Utilizar com cautela em animais prenhes, pois
pode induzir o parto. Essa medicação pode também diminuir a oferta de oxigênio ao feto
na fase final da gestação. Em seres humanos, a detomidina gel pode ser absorvida através
da pele e dos olhos e do contato oral. Se ocorrer exposição acidental, lave com sabão e
água imediatamente. Contate um médico no caso de outras preocupações.
Interações Medicamentosas
Outras medicações cardiodepressoras podem aumentar o risco de arritmias.
Instruções de Uso
É usada principalmente em equinos, e embora não aprovado para pequenos animais, doses
estão listadas a seguir. A atropina (0,01 a 0,02 mg/kg) é usada na prevenção da bradicardia,
mas não é necessário seu uso rotineiramente. Pode ser administrado com outros anestésicos,
analgésicos e sedativos incluindo o butorfanol e benzodiazepínicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e, se possível, o ECG durante o tratamento com esta classe
de medicamentos. Quando disponível, pode ser indicado em alguns pacientes
o monitoramento da pressão arterial.
Formulações
A detomidina está disponível em soluções injetáveis de 10 mg/mL. O gel oral está disponível
em 7,6 mg/mL em seringas de 3 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 μg/kg, por via intravenosa ou 10-20 μg/kg, por via intramuscular.
Gatos
• Oral (transmucosa): 0,5 mg/kg. Administrar na forma de spray associada a cetamina
(10 mg/kg) diretamente na boca do gato.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos (dose de 10-20 μg/kg é equivalente a 5-10 mg por cavalo)
• Sedação: 20-40 μg/kg (0,02-0,04 mg/kg), por vias intravenosa ou intramuscular. Doses
mais baixas de 10-20 μg/kg são eventualmente usadas na prática diária inicialmente, e
repetidas conforme o necessário. Por exemplo, doses de 10 μg/kg (0,01 mg/kg) irão
produzir menos ataxia e sedação. Doses mais baixas como 5 μg/kg são usadas em
cavalos de tração.
• Analgesia: 20 μg/kg (0,02 mg/kg), por vias intramuscular ou intravenosa. A duração da
analgesia pode ser maior quando utilizada a dose de 40 μg/kg.
• Taxa de infusão contínua: 10 μg/kg em bolus intravenoso, seguidos de 0,5 μg/kg por
minuto durante 15 minutos e diminuição progressiva da taxa conforme necessário a
0,1 μg/kg por minuto.
• Mucosa oral: 40 μg/kg (2,5 mL para aproximadamente 454 kg de peso vivo),
administrados na região sublingual.
Bovinos
• 2-10 μg/kg (0,002-0,1 mg/kg), por via intravenosa ou 5-40 μg/kg (0,005-
0,04 mg/kg) por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos (uso extrabula): 3 dias para gado de corte; 72 horas para
gado de leite.
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Dexmedetomidina
Nomes comerciais e outros nomes
Dexdomitor ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Precedex (h) , Dexmedetomidina (g)
Classificação funcional
Analgésico, Agonista alfa 2
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa 2 adrenérgico. Agonistas alfa 2 diminuem a liberação dos neurotransmissores
neuronais. A dexmedetomidina e a medetomidina (Domitor ® ) são muito similares em sua
atividade. A medetomidina é uma mistura racêmica contendo 50% de dexmedetomidina e
50% de levomedetomidina. A dexmedetomidina é o enantiômero ativo da mistura (Disômero);
portanto, a dexmedetomidina (na base de mg/mg) é duas vezes mais potente do
que medetomidina, mas com a mesma atividade farmacológica, analgésica e sedativa. O
mecanismo de ação proposto, pelo qual diminuem a transmissão nervosa, se dá por meio da
ligação a receptores alfa 2 adrenérgicos pré-sinápticos (retroalimentação negativa dos
receptores). O resultado é a diminuição da atividade simpática, analgesia, sedação e
anestesia. Outros fármacos desta classe incluem a medetomidina, a xilazina, a detomidina,
a romifidina e a clonidina. Estudos de ligação ao receptor indicam que a seletividade do
receptor adrenérgico alfa2/alfa1 é 1.000 vezes maior que a da xilazina.
Indicações e Usos Clínicos
A dexmedetomidina, como outros agonistas alfa2, é usada como sedativo, adjuvante
anestésico e analgésico. Sua utilização é aprovada em ambas as espécies, no cão e no gato.
Pode ser administrada para facilitar a manipulação em exames, procedimentos diagnósticos,
tratamentos, limpeza de ouvido ou de dentes e pequenas cirurgias. Tem sido usada para
sedar animais para a realização de testes intradérmicos sem afetar os resultados. Em gatos,
os efeitos máximos são observados em 15-60 minutos, e a recuperação ocorre em 180
minutos. Apresenta efeitos clínicos similares a medetomidina e pode ser usada em
indicações similares. Pode ser usada em associação à cetamina, butorfanol ou agonistas
opioides para a sedação e procedimentos cirúrgicos curtos (ver Instruções de Uso). A
dexmedetomidina é bem absorvida através das membranas e produz efeitos similares em
gatos, após a administração transmucosa oral (bucal) comparado à injeção intramuscular.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em pequenos animais, o vômito é o efeito agudo mais comum. O vômito é mais comum
em gatos do que em cães. Os agonistas alfa 2 diminuem a excitação simpática.
Pode ocorrer depressão cardiovascular. Como a medetomidina, a dexmedetomidina
pode produzir bradicardia inicial e hipertensão. Um aumento inicial da pressão sanguínea
pode ser seguido por uma diminuição da pressão sanguínea causada pela diminuição do
tônus simpático. Reduções da taxa respiratória e da temperatura corporal podem ocorrer
nos animais durante a sedação com dexmedetomidina. Em alguns animais, podem
ocorrer arritmias transientes. A excitação paradoxal pode ocorrer em algumas espécies, e
animais com níveis altos de ansiedades podem não responder como previsto à ação dos
agonistas alfa 2 . Se reações adversas forem observadas, reverta com atipamezole
(Antisedan ® ). A ioimbina também pode reverter a ação da medetomidina.
Contraindicações e Precauções
Use cautelosamente em animais cardiopatas. O uso pode ser contraindicado em animais
idosos com doença cardíaca preexistente. Use com cautela em animais com doenças
respiratória, hepática ou renal. Não utilize em animais com sinais de choque. A xilazina
provoca alterações em animais prenhes, e isto também deve ser considerado para outros
agonistas alfa2. Use com cautela em animais que estão prenhes, pois pode induzir ao
parto. Pode diminuir também a oxigenação fetal no final na gestação. A
dexmedetomidina pode ser absorvida através da pele humana intacta; portanto, deve-se
evitar a exposição humana.
Interações Medicamentosas
Não utilizar outros medicamentos que possam provocar a depressão cardíaca. Não
misturar em frasco ou seringa com outros anestésicos. Reverter com atipamezole na dose
de 25-300 μg/kg por via intramuscular. Associar a analgésicos opioides pode aumentar a
depressão do sistema nervoso central (SNC). Assim, considere doses baixas se
administrado com opioides. Medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina) podem ser
dados em doses moderadas antes da administração dos medicamentos para prevenir a
bradicardia induzida por agonistas alfa2, mas não é rotineiramente necessária e pode
prolongar a hipertensão inicial. De qualquer maneira, a administração simultânea com
agonistas alfa2 não é recomendada.
Instruções de Uso
A dexmedetomidina, a medetomidina e a detomidina são mais específicas para os receptores
alfa 2 quando comparadas à xilazina. Pode ser usada para sedação, analgesia e em pequenos
procedimentos cirúrgicos. É recomendado jejum por várias horas antes da administração
dos agonistas alfa 2 para minimizar a ocorrência de vômito. Baixas doses são sempre
administradas nos casos em que é necessária uma menor sedação ou quando associadas a
outras medicações. A dexmedetomidina pode ser usada com outros anestésicos, como
propofol, tiopental, opioides, benzodiazepínicos e anestésicos inalatórios. Entretanto, baixas
doses (tanto quanto 40%-60%) de outros medicamentos são antecipadas, quando usadas
em associação com o butorfanol ou a cetamina, obtendo-se sedação adequada, sem
significantes efeitos cardiovasculares. Em cães e gatos, reverter com atipamezole na dose de
25-300 μg/kg (igual ao volume usado de dexmedetomidina), por via intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais vitais durante a anestesia. Monitore a frequência e a pressão sanguínea, e
o ECG durante a anestesia. Os agonistas alfa 2 irão aumentar os níveis de glicose sanguínea
em decorrência dos seus efeitos na secreção de insulina.
Formulações
A dexmedetomidina está disponível em frascos injetáveis de 0,5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 125 μg/m 2 por via intramuscular para pré-anestesia, pequenas sedações e analgesia
(intervalo de 9 μg/ kg em cães pequenos a 3 μg/kg em cães grandes).
• 375 mg/m 2 por via intravenosa ou 500 mg/m 2 por via intramuscular para sedação
profunda, analgesia e pequenos procedimentos cirúrgicos (intervalo da dose
intravenosa é de 28 μg/kg para cães pequenos a 9 μg/kg para cães grandes; a variação
da dose por via intramuscular é de 40 μ/kg para cães pequenos a 12 μg/kg para cães
grandes).
• As doses baixas são usadas para sedações de curta duração e analgesia ou quando
associadas com outros analgésicos ou agentes anestésicos.
Gatos
• 40 μg/kg (0,04 mg/kg) por via intramuscular (0,35 mL para 4 kg de gato). A
administração transmucosa oral produz efeitos equivalentes à administração
intramuscular. Para reversão usar atipamezole 0,2 mg/kg por via intramuscular.
• Baixas doses (p. ex., 10 μg/kg) têm sido usadas para sedações curtas e analgesia ou
quando associadas com outros agentes.
Posologia para Grandes Animais
Não foram estabelecidas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. O período de carência
da xilazina para animais de produção é de 4 dias para carne e de 24 horas para leite. Um
mínimo deste período de carência deve ser usado para dexmedetomidina. Para estimativas
de período de carência do uso, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 3
No Brasil, o cloridrato de dexmedetomidina está listado como substância de controle
especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Difenidramina
Nome comercial e outros nomes
Benadryl ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Difenidrin (h)
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador H1). A difenidramina é a fração ativa do dimenidrinato
(Dramamine ® ). De modo similar a outros anti-histamínicos, sua ação bloqueia os receptores
H 1 (H1) e suprime a resposta inflamatória causada pela histamina. Os anti-histamínicos
comumente utilizados incluem a clemastina, a clorfeniramina, a difenidramina e a
hidroxizina.
Indicações e Usos Clínicos
A difenidramina, como outros anti-histamínicos, é usada na prevenção de reações alérgicas
e na terapia do prurido em cães e gatos. Contudo, a taxa de sucesso no tratamento do
prurido não é alta. Além do efeito anti-histamínico para o tratamento de alergias, esta
medicação bloqueia o efeito da histamina no centro do vômito, no centro vestibular, e em
outros centros que controlam o vômito em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum. Ela é o resultado da inibição da histamina N-
metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de outros receptores
no sistema nervoso central (SNC), como os da serotonina, da acetilcolina e dos receptores
tipo alfa. Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) também são comuns,
incluindo boca seca e diminuição de secreções gástricas. A excitação tem sido observada
em gatos e em outros animais com uso de altas doses.
Contraindicações e Precauções
Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) são comuns. Não usar em
condições contraindicadas ao uso de anticolinérgicos, como glaucoma, paresia intestinal
ou arritmias cardíacas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas. Contudo, por causa dos efeitos
anticolinérgicos (similar aos da atropina), pode se contrapor as medicações com efeitos
parassimpatomiméticos (p. ex., medicações usadas para estimular a motilidade intestinal).
Instruções de Uso
Os anti-histamínicos são primariamente usados em doenças alérgicas em animais. Estas
medicações também podem ser usadas para o tratamento e prevenção do vômito em
animais. Os estudos clínicos sobre sua eficácia são limitados. A maioria das doses utilizadas é
empírica e extrapolada do uso em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é sugerido.
Formulações
A difenidramina está disponível na forma de elixir a 2,5 mg/mL, cápsulas e comprimidos de
25 e 50 mg e em soluções injetáveis de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada. Evite o congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,2 mg/kg, a cada 8-12 horas por vias oral, intramuscular ou subcutânea. Para cães de
grande porte isto é equivalente a uma dose oral de 25 ou 50 mg por cão.
Gatos
• 2-4 mg/kg, a cada 6-8 horas, por via oral.
• 1 mg/kg, a cada 8 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
• 0,5-1 mg/kg em dose única, conforme necessário, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Cloridrato de Difloxacino
Nome comercial e outros nomes
Dicural ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dicural (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fluoroquinolona antibacteriana. Age pela inibição da DNA girase na bactéria inibindo a
síntese de DNA e RNA. Bactericida de amplo espectro de ação. A atividade antibacteriana
inclui Escherichia coli, Klebsiella spp., Pasteurella spp., e outros bacilos Gram-negativos. A
atividade contra Pseudomonas aeruginosa é menor do que para outros bacilos Gramnegativos.
A atividade contra cocos Gram-positivos inclui o Staphylococcus. Por outro lado,
Streptococcus e Enterococcus são mais resistentes. Em equinos, apresenta uma meia-vida oral
de 10,8 horas e biodisponibilidade de 68%.
Indicações e Usos Clínicos
O difloxacino, como outras fluoroquinolonas, é usado em uma variedade de infecções
incluindo infecções dermatológicas, feridas infectadas e pneumonia. Diferentemente de
outras fluoroquinolonas, o difloxacino não apresenta alta depuração renal. A concentração
urinária pode não ser suficiente para algumas infecções urinárias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC),
especialmente em animais com insuficiência renal. O difloxacino pode causar náuseas,
vômitos e diarréia em doses altas. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em
animais jovens. Os cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de vida. São mais
susceptíveis os cães de raça grande com crescimento rápido. A segurança em gatos ainda
não foi descrita. Não foi descrito se há ou não potencial para ocasionar alterações de
retina em gatos.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais jovens devido ao risco de lesão na cartilagem. Use com cautela em
animais com tendência a convulsões, como a epilepsia. Evite o uso em gatos a menos que
a segurança seja estabelecida.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações da teofilina se usado
concomitantemente. A coadministração a cátions di ou trivalentes, como produtos que
contenham alumínio (p. ex., sucralfato), ferro ou cálcio podem diminuir a absorção. Não
misture em soluções ou em frascos com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode ocorrer
a quelação.
Instruções de Uso
A variação da dose pode ser ajustada conforme a gravidade da infecção e a suscetibilidade
da bactéria. Bactérias com valores de concentração inibitória mínima (MIC) baixa podem ser
tratadas com baixas doses; bactérias susceptíveis com altos valores de MIC devem ser
tratadas com doses altas. O difloxacino é eliminado principalmente pelas fezes e não pela
urina (a depuração urinária é menor que 5%). O sarafloxacino é metabólito desmetil ativo,
mas é produzido em baixas concentrações. A absorção oral em equinos é baixa, pode ser
efetiva apenas contra bactérias com MIC menor que 0,12 μg/mL.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o
ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,5 μg/mL para patógenos de cães. Outras
fluoroquinolonas podem ser usadas em alguns casos para estimar a susceptibilidade a esta
fluoroquinolona. Contudo, se o ciprofloxacino for usado para testar a sensibilidade a
Pseudomonas aeruginosa, pode ser muitas vezes mais efetivo que as outras fluoroquinolonas.
Formulações
O difloxacino está disponível em comprimidos de 11,4, 45,4 e 136 mg. (Em alguns países,
está disponível em solução injetável a 5%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada, mas tem sido misturada a
xarope simples (100 mg/mL) para equinos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-10 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
• Não há doses relatadas para gatos disponíveis. Não há informações de segurança
disponíveis.
Posologia para Grandes Animais
Equinos: 5 mg/kg, por via oral, a cada 24 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Cloridrato de Diltiazem
Nomes comerciais e outros nomes
Cardizem ® e Dilacor ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Balcor (h) , Cardizem (h) , Angiolong (h) , Cloridrato de Diltiazem (g)
Classificação funcional
Bloqueador de canal de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador de canal de cálcio. O diltiazem bloqueia a entrada de cálcio nas células por meio
do bloqueio dos canais lentos de cálcio dependente de voltagem. Por esta ação, ele produz
vasodilatação, efeito cronotrópico negativo e efeitos inotrópicos negativos. Porém, a ação
sobre o tecido cardíaco (nodo SA e nodo AV) predomina em relação a esses efeitos. A meiavida
é de aproximadamente 3 horas (variação de 2,5-4 horas), e é menor em equinos (1,5
hora).
Indicações e Usos Clínicos
O diltiazem é usado primariamente no controle das arritmias supraventriculares, da
hipertensão sistêmica e da cardiomiopatia hipertrófica. É também usado no flutter atrial, nas
arritmias de reentrada do nodo AV e em outras formas de taquicardia. O diltiazem é mais
efetivo sobre o tecido cardíaco (nodos AV e SA) do que sobre os vasos sanguíneos. Não deve
ser usado como tratamento primário da hipertensão e para produção de vasodilatação; é
preferido às diidropiridinas, medicamento bloqueador dos canais de cálcio (p. ex., a
amlopidina). Em gatos, é considerado um dos medicamentos de escolha para o tratamento
da cardiomiopatia hipertrófica felina (CMH). Em cães, o diltiazem tem sido usado para o
tratamento da insuficiência renal. Ele melhorara a perfusão renal por diminuir a
vasoconstrição renal e melhorar a perfusão renal. Em equinos, o diltiazem pode ser efetivo
na fibrilação atrial. Porém, cavalos tratados com diltiazem apresentam resultados variados e
alguns desenvolvem hipotensão e parada cardíaca. A administração transdérmica do
diltiazem revelou não ser efetiva nos gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A hipotensão, depressão miocárdica, bradicardia e bloqueio AV são os efeitos adversos
mais importantes. Caso ocorra a hipotensão aguda, tratar agressivamente com
fluidoterapia e administração de gluconato de cálcio ou cloridrato de cálcio. Pode causar
anorexia em alguns pacientes. Altas doses em gatos podem causar êmese. Quando
administrados 60 mg de Dilacor XR ® em gatos observou-se letargia, alterações gástricas e
perda de peso em 36% dos gatos.
Contraindicações e Precauções
Não injetar rapidamente quando por via intravenosa. Não administrar em pacientes com
hipotensão.
Interações Medicamentosas
Em seres humanos, os bloqueadores de canais de cálcio estão associados às interações
medicamentosas devido a alterações do metabolismo de medicamentos. Estas interações,
apesar de possíveis, não foram documentadas em pacientes veterinários. Entretanto,
utilize com cautela quando administrado com outras medicações que sejam de
substratos da P-glicoproteína (produzida pelo gene MDR) (ver Apêndice). Não misturar
soluções intravenosas à furosemida.
Instruções de Uso
O diltiazem é preferido ao verapamil em pacientes com insuficiência cardíaca devido a
menor depressão miocárdica. Quando utilizado para o tratamento da fibrilação atrial em
cães, associado com a digoxina, pode produzir alta redução da taxa ventricular do que um
ou outro medicamento isoladamente. Ver instruções detalhadas para gatos na sessão de
doses.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento. Monitore a pressão
sanguínea para o tratamento agudo devido à fibrilação atrial. Quando as concentrações
sanguíneas forem monitoradas, para que haja redução da mesma, são necessários 80-
290 ng/mL em seres humanos e 60-120 ng/mL em cães.
Formulações
O diltiazem está disponível em comprimidos de 30, 60, 90 e 120 mg, em cápsulas de
liberação prolongada de 60, 90, 120, 180, 240 e 300 mg e em solução injetável de
5 mg/mL. O dilacor XR ® possui três ou quatro comprimidos por unidade.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. As
cápsulas de liberação prolongada são difíceis de serem manipuladas pelos proprietários.
Formulações transdérmicas manipuladas não são estáveis. Formulações orais manipuladas,
preparadas com diversos açúcares e flavorizantes, foram estáveis por 50-60 dias. As soluções
injetáveis podem ser misturadas a fluidos intravenosos, mas devem ser descartadas após 24
horas. Não congelar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5-1,5 mg/kg, a cada oito horas, por via oral. Para fibrilação atrial, 5 mg/kg a cada
12 horas, por via oral, e a associação de diltiazem (3 mg/kg a cada 12 horas, por via
oral) mais digoxina (0,005 mg/kg a cada 12 horas, por via oral), são utilizadas.
• Fibrilação atrial: 0,05-0,25 mg/kg, por via intravenosa, administrado a cada 5 minutos
até o efeito.
• Taquicardia supraventricular: 0,25 mg/kg a cada 2 minutos, por via intramuscular
(repetir se necessário). Primeiro, injete 0,25 mg/kg, então espere 20 minutos pela
resposta, antes de repetir a dose.
• Infusão de taxa constante: 0,15-0,25 mg/kg, por via intravenosa, por 2 minutos, então
1-8 μg/kg/minuto.
• Insuficiência renal aguda: 0,2 mg/kg, por via intravenosa(devagar), seguido por 3-
5 μg/kg/minuto em infusão continua.
Gatos
• 1,75-2,4 mg/kg, a cada oito horas, por via oral. A dose mais comum para gatos com
formulações de liberação imediata é de 10 mg por gato, a cada 8 horas com frequência
reduzida a cada 12 horas em alguns gatos.
• Dilacor XR ® ou Cardizem CD ® : 10 mg/kg uma vez ao dia, por via oral. Comprimidos de
liberação prolongada podem ser difíceis de serem utilizados em gatos comparado a
outros comprimidos, mas são usados a 30 ou 60 mg por gato (ver a seguir).
Os comprimidos são difíceis de quebrar para serem usados em gatos. Observar que “XR”,
“SR” e “CD”, referem-se às formulações de liberação lenta. O Dilacor XR-240 mg ®
contém quatro comprimidos de 60 mg. O XR-180 ® contém três comprimidos de
60 mg. Comprimidos de liberação lenta e prolongada não são recomendados para uso
frequente em gatos, pois produzem concentrações plasmáticas inconstantes que podem
resultar em um tratamento ineficaz em alguns e em efeitos adversos em outros gatos.
Baseando-se nas informações disponíveis para gatos, utilizar o Dilacor XR 30 ® ou o
Dilacor XR 60 ® . A dose de 30 mg por gato de Dilacor XR ® (comprimidos de liberação
prolongada) produz menos efeitos adversos que 60 mg por gato.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• 0,125 mg/kg, por via intravenosa, durante pelo menos 2 minutos. Repetir a cada 10
minutos, quando necessário, ou até uma dose total de 1,1 mg/kg. Altas doses de 1-
2 mg/kg são usadas em animais de pesquisa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Dobutamina
Nome comercial e outros nomes
Dobutrex ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dobutorex (h) , Cloridrato de Dobutamina (g)
Classificação funcional
Agente inotrópico cardíaco
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. A dobutamina é uma mistura racêmica (isômeros R e S), que tem
atividade adrenérgica beta1 e beta2. Entretanto, seus efeitos clínicos são causados pela
atividade agonista relativa cardioseletiva sobre receptores beta1. Existem os dois efeitos,
agonista e antagonista nos receptores alfa, os efeitos clínicos destes são incertos. A vantagem
primária da dobutamina é a produção de efeitos inotrópicos positivos sem excessiva
taquicardia. A ausência da taquicardia distingue-a de outros agentes simpatomiméticos. Em
taxas de perfusão adequada, a dobutamina pode aumentar a contratilidade sem aumentar
a frequência cardíaca. A dobutamina apresenta uma meia-vida curta em animais (2-3
minutos). Por isso, deve ser administrada em infusão contínua intravenosa e possui um
curto período de atividade.
Indicações e Usos Clínicos
A dobutamina é usada primariamente para o tratamento da insuficiência cardíaca. Ela
produz um efeito inotrópico sem aumento da frequência cardíaca. Tratamentos por curtos
períodos (p. ex., 48 horas) podem gerar efeitos residuais positivos em alguns animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A dobutamina pode causar taquicardia e arritmias ventriculares em altas doses ou em
indivíduos sensíveis. Caso sejam detectadas a taquicardia ou a arritmia, deve-se parar a
infusão e retomar uma frequência mais baixa.
Contraindicações e Precauções
Não utilize em animais com arritmias ventriculares.
Interações Medicamentosas
Não associe a soluções alcalinas, como as que contêm bicarbonato. Não infundir em
equipos contendo heparina, cefalosporinas ou penicilinas. Por outro lado, é compatível
com a maioria das soluções. Não administre em animais que recebam inibidores da
monoamido oxidase (IMAOs; p. ex., selegilina).
Instruções de Uso
A dobutamina possui uma rápida meia-vida de eliminação (minutos), por isto deve ser
administrada e cuidadosamente monitorada quando administrada em taxa constante de
infusão. As taxas de administração (taxas de infusão) podem ser ajustadas de acordo com a
resposta do paciente. Em cães, baixas doses de 2 μg/kg/minuto melhoraram o débito
cardíaco.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e o ECG durante o tratamento. Podem ocorrer arritmias
cardíacas durante a infusão, principalmente quando em altas doses.
Formulações
A dobutamina está disponível em frascos de 250 mg/20 mL (12,5 mg/mL) para
administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Geralmente diluir em solução de glicose a 5% (p. ex., 250 mg em 1 L de glicose a 5%). Uma
coloração rósea pode surgir sem que ocorra diminuição na potência do fármaco; porém, não
utilizar caso a solução se torne marrom.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-20 μg/kg/minuto em infusão intravenosa. Geralmente iniciar com doses baixas e
titular doses mais altas.
Gatos
• 2 μg/kg/minuto em infusão intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5-10 μg/kg/minuto (0,005-0,01 mg/kg/minuto) em infusão intravenosa. Observe
aumentos na frequência cardíaca e arritmias ventriculares. Ajuste a dose se necessário
baseado na resposta do paciente e na frequência cardíaca.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Dopamina
Nome comercial e outros nomes
Intropin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Revivan (h) , Cloridrato de Dopamina (g)
Classificação funcional
Agente inotrópico cardíaco
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico e dopaminérgico. A dopamina é um neurotransmissor e um precursor
imediato da norepinefrina ou noradrenalina. Em baixas doses, estimula os receptores de
dopamina (DA1), em doses moderadas estimula os receptores adrenérgicos e em doses altas
age como um agonista nos receptores alfa 1 (produzindo vasoconstrição). As doses que
estimulam os receptores DA1 aumentam o AMP cíclico nas células do músculo liso e causam
seu relaxamento e a vasodilatação. É administrado para estimular o coração e ainda
aumentar a diurese (ver adiante explanação dos efeitos renais).
Indicações e Usos Clínicos
A dopamina é usada terapeuticamente para estimular o miocárdio via ação nos receptores
beta1 cardíacos. As infusões de dopamina irão aumentar a pressão sanguínea e o débito
cardíaco. Estes efeitos são causados pela estimulação da contratilidade cardíaca e
frequência cardíaca pela ação nos receptores beta 1 adrenérgicos. A dopamina aumenta
também a liberação da noradrenalina nos nervos terminais (a dopamina é um precursor da
noradrenalina). Produz um ótimo efeito cronotrópico como a dobutamina. Tem-se proposto
que a dopamina dilata as arteríolas renais, aumenta a pressão sanguínea renal e
consequentemente a taxa de filtração glomerular. Acredita-se que o efeito acredita-se
ocorrer via ativação dos receptores de dopamina 1 (DA1) renal. Devido a este efeito, no
passado foi utilizado na insuficiência renal aguda. Entretanto, estudos recentes têm
deixado dúvidas sobre este efeito clínico da dopamina no tratamento da insuficiência renal
aguda. Os gatos não possuem tantos receptores DA1 quanto outros animais, sendo assim,
não é tão eficiente nessa espécie para a produção da diurese. A avaliação em seres humanos
e em outros animais não tem produzido os efeitos desejados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A dopamina pode causar taquicardia e arritmias ventriculares em altas doses ou em
indivíduos sensíveis.
Contraindicações e Precauções
A dopamina é instável em fluidos alcalinos.
Interações Medicamentosas
Não misture a soluções alcalinas. Por outro lado, é compatível com a maioria das soluções.
Instruções de Uso
A dopamina possui rápida meia-vida de eliminação (minutos) e por isto deve ser
administrada em taxa de infusão continua monitorada. Como a ação da dopamina é
dependente da dose, a taxa de administração é ajustada para atingir o efeito clínico
desejado. A dopamina é administrada em doses de 2-10 μg/kg/minuto para o tratamento
da insuficiência cardíaca aguda e do choque cardiogênico. Na preparação de soluções
intravenosas, podem-se adicionar 200-400 mg de dopamina em 250-500 mL de solução. A
dopamina é instável em soluções alcalinas, como aquelas que contêm bicarbonato.
Baixa dose (vasodilatação, receptores D 1 ): 0,5-2,0 μg/kg/minuto; doses intermediárias
(estimulação cardíaca, receptores beta1): 2-10 μg/kg/minuto; altas doses (vasoconstrição,
receptores alfa): > 10 μg/kg/minuto.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e o ritmo durante a administração da dopamina.
Formulações
A dopamina está disponível em soluções injetáveis de 40,80 e 160 mg/mL por via
intravenosa.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Pode
ser adicionada a soluções como a glicose a 5%, salina e solução de Ringer com lactato. É
estável por 24 horas após a diluição. Não administre se a solução estiver marrom ou violeta.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2-10 μg/kg/minuto em infusão intravenosa. A taxa de administração depende do
efeito desejado.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 1-5 μg/kg/minuto em infusão intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Como a meia-vida é curta, é baixo o
risco de formação de resíduos em animais de produção.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Doxapram
Nomes comerciais e outros nomes
Dopram ® e Respiram ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dopram (v) , Viviram-V (v)
Classificação funcional
Estimulante respiratório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A estimulação respiratória do doxapram resulta da estimulação direta do centro respiratório
medular e da ativação dos quimiorreceptores da aorta e do corpo da carótida, aumentando
a sensibilidade ao dióxido de carbono. Esses receptores são sensíveis às mudanças no CO2, o
que estimula o centro respiratório.
O doxapram é usado principalmente em emergências durante a anestesia ou na
diminuição dos efeitos depressores respiratórios de determinados medicamentos (p. ex.,
opioides e barbitúricos). Um uso importante em medicina veterinária é a estimulação da
respiração em cavalos jovens. A meia-vida é curta (2 horas), mas a duração da ação é de 5-
10 minutos após a administração intravenosa.
Indicações e Usos Clínicos
O doxapram pode estimular a respiração em cães, gatos e cavalos durante e após a anestesia
geral. É usado para estimular a respiração em animais recém-nascidos após o parto distópico
ou cesariana. O doxapram aumentará a ventilação (volume corrente e frequência
respiratória) e redução da acidose. Em equinos, o doxapram causará estimulação cardíaca e
estimulação respiratória. Há relatos de que a administração em neonatos aumenta a
atividade da amamentação logo após o nascimento, diminuindo subsequentemente a
incidência de falha da transferência passiva de imunoglobulinas. O principal uso do
doxapram em equinos é no tratamento da acidose respiratória em potros causada pela
encefalopatia por hipoxia isquêmica (asfixia perinatal ou síndrome do mau ajustamento
neonatal) em potros neonatos. A administração em potros leva à ventilação normal,
aumento do pH sanguíneo, da PaO 2 e da frequência respiratória em potros neonatos de
maneira dependente da dose. O doxapram também é usado em cães auxiliando no
diagnóstico de paralisia laringeal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos adversos em animais. A estimulação do sistema nervoso
central (SNC) e a excitação são possíveis com doses altas ou infusões rápidas.
Contraindicações e Precauções
Não usar em animais com parada cardíaca ou respiratória. Não usar com ventilação de
pressão positiva.
Interações Medicamentosas
O uso com teofilina ou aminofilina pode aumentar a excitação do SNC.
Instruções de Uso
O doxapram apresenta um rápido efeito (normalmente ocorre em 20-40 segundos com um
pico de efeito em 1-2 minutos) e uma curta duração da ação. A duração do efeito varia de
5 a 12 minutos. O guia de tratamento foi desenvolvido primariamente para potros. Pode ser
administrado em injeções de dose única, seguido por infusões contínuas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente.
Formulações
O doxapram está disponível em soluções de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O pH da
administração intravenosa é de 3,5 a 5,0, o que pode afetar a compatibilidade com outros
fármacos. A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
• 5-10 mg/kg, por via intravenosa.
• Neonatos: 1-5 mg por vias subcutânea, sublingual ou pela veia umbilical.
Posologia para Grandes Animais
Potros: a dose inicial de 0,5 mg/kg, por via intravenosa, seguida por infusão contínua de
0,03 a 0,08 mg/kg/minuto durante 20 minutos, ou iniciar o tratamento com 0,05-
0,08 mg/kg/minuto em taxa de infusão contínua e continue por 8-12 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Doxorrubicina
Nome comercial e outros nomes
Adriamycin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Adriblastina RD (h) , Cloridrato de Doxorrubicina (g)
Classificação funcional
Agente anticancerígeno
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticancerígeno. A doxorrubicina é derivada de um fungo do solo - Streptomyces
peucetius. A doxorrubicina lesa o DNA pela inibição da enzima topoisomerase II. Esta enzima
é responsável pela função do DNA. Quando a topoisomerase é inibida, os segmentos do DNA
não realizam a transcrição, intercalando entre as bases da molécula de DNA, causando a
morte celular. Secundariamente, este mecanismo causa a morte celular pelo bloqueio da
síntese de RNA e proteínas. A doxorrubicina também forma radicais livres (OH) que podem
atacar o DNA e levar a oxidação do DNA. Em cães, a meia-vida varia de 8,7 horas a 11
horas, com um volume de distribuição de 0,6-0,7 L/kg e depuração de 52-83 L/kg/hora.
Em gatos, a farmacocinética é altamente variável com meia-vida de 11 minutos a 9,5 horas.
Outros antibióticos anticâncer incluem o mitoxantrona, a actinomicina D e a bleomicina.
Indicações e Usos Clínicos
A doxorrubicina é usada para o tratamento de várias neoplasias, incluindo
hemangiossarcoma e linfoma. A doxorrubicina é comumente usada em seres humanos no
tratamento de tumores mamários, vários sarcomas e osteossarcoma. Na medicina veterinária
é usada no linfoma, osteossarcoma e outros carcinomas e sarcoma. É considerada um dos
agentes únicos mais efetivos para o tratamento do linfoma. É usada comumumente em
protocolos de câncer com outros agentes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos limitam-se a frequência e em doses acumulativas que são
administradas. A toxicidade da medula óssea é o maior efeito adverso que limita a
frequência da administração aguda, e a cardiotoxicidade é o maior efeito que limita a
administração crônica. A supressão medular (leucopenia) ocorre com 7 a 10 dias. As
células-tronco são usualmente poupadas e a recuperação ocorre em 21 dias após cada
dose. A cardiotoxicidade é causada por efeito agudo, durante a administração é visto
arritmias e diminuição da função sistólica e o efeito crônico é manifestado como
cardiomiopatia e insuficiência cardíaca congestiva. A cardiotoxicidade é dose relatada. O
risco de efeitos crônicos excede a dose total administrada de 200-240 mg/m 2 . Em
alguns cães, as mudanças cardíacas podem ser observadas brevemente após doses
cumulativas de 120 mg/m 2 . O dexrazoxana (Zinecard) é um potente quelante de ferro,
usado para diminuir os efeitos cardíacos adversos em alguns pacientes. A alopecia é
comum em seres humanos, mas é geralmente observada somente em cães que
apresentam crescimento continuo dos pelos (p. ex., poodles). Os gatos podem perder seus
bigodes. Efeitos gastrintestinais agudos anorexia, vômitos e diarréia – são os efeitos
agudos mais comuns. Reações de hipersensibilidade (alérgicas) não são provavelmente
reações alérgicas verdadeiras, mas são simplesmente o resultado da degranulação de
mastócitos que ocorre independentemente da ligação de IgE. Os sinais dessa reação são
meneios de cabeça (prurido no ouvido), urticária generalizada e eritema. Os gatos são
mais sensíveis aos efeitos adversos do que os cães, assim baixas doses são usadas em gatos.
Os efeitos adversos em gatos incluem anorexia, vômitos e lesão renal. Em equinos, os
efeitos adversos incluem supressão da medula óssea, perda de cabelos, dermatites e
outras reações cutâneas.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com cardiomiopatia. Monitore o hemograma dos pacientes antes
e depois do tratamento. Se estiver presente uma leucopenia significante (particularmente
neutropenia da febre em mais de 1.000 células), segure o tratamento ou use uma baixa
dose de intensidade. Usar com cautela em cães que apresentam mutação deficiente no
transporte da membrana (MDR) (p-glicoproteína) (p. ex., Collie e raças relatadas). Esses
cães são mais susceptíveis a toxicidade.
Interações Medicamentosas
A doxorrubicina é comumente administrada com outros medicamentos anticâncer,
antieméticos e anti-histamínicos sem efeitos adversos. Contudo, a doxorrubicina é um
substrato da p-glicoproteína e não deve ser usado com medicamentos inibidores da p-
glicoproteína (p. ex., ciclosporina ou cetoconazol). (ver Apêndice).
Instruções de Uso
As instruções de administração podem variar nas diversas neoplasias. Para preparar a
solução, a dose total é diluída em solução salina de 25 ou 50 mL e infundida lentamente
durante 20-30 minutos, mas preferivelmente durante 60 minutos. A extensão da duração
da infusão para 2-3 horas pode diminuir alguns efeitos adversos. Para gatos, misture
1 mg/mL em solução salina e administre via intravenosa durante 5-10 minutos com
fluidos. Em gatos, fluidos subcutâneos (22 mL/kg) podem ser administrados com a
doxorrubicina. O medicamento é altamente irritante e um cuidado especial deve ser
realizado para garantir que não ocorreu o extravazamento da veia. No linfoma canino,
alguns oncologistas acreditam que a remissão do câncer é mais bem alcançada quando
realizado cinco tratamentos (objetivo 150-180 mg/m 2 dose acumulativa). Em protocolos
quimioterápicos é algumas vezes administrado junto com a ciclofosfamida. Em alguns
animais pode ser necessário a administração de antiemético e anti-histamínico
(difenidramina) antes da terapia. É geralmente administrado conforme a superfície
corpórea (mg/m 2 ); contudo, a dose conforme o peso corpóreo (mg/kg) pode ser mais segura
em pequenos cães (ver Posologia para pequenos animais). Em gatos, fluidos subcutâneos
adicionais são administrados para prevenir a toxicidade renal.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o ECG durante a terapia. Os ECGs devem ser realizados periodicamente em cães
para verificar presença de toxicidade miocárdica. O hemograma deve ser monitorado
regularmente e antes de cada tratamento devido ao risco de mielotoxicidade.
Formulações
A doxorrubicina está disponível em soluções injetáveis de 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 30 mg/m 2 a cada 21 dias, por via intravenosa.
• Cães com peso corpóreo > 15 kg: 30 mg/m 2 .
• Cães com peso corpóreo < 15 kg: 1 mg/kg.
Gatos
• 20 mg/m 2 (aproximadamente 1,25 mg/kg) a cada três semanas, por via intravenosa.
Em alguns gatos, altas doses de 25 mg/m 2 parecem ser bem toleradas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 70 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada três semanas, durante seis ciclos.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido em animais de produção. Esse medicamento não
deve ser usado em animais destinados ao consumo humano, pois trata-se de um agente
anticancerígeno.
Cloridrato de Efedrina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de pseudoefedrina (g)
Classificação funcional
Agonista adrenérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. Descongestionante. A efedrina atua como um agonista nos receptores
alfa-adrenérgicos e beta 1 -adrenérgicos, mas possui pouco efeito nos receptores beta 2 .
Indicações e Usos Clínicos
A efedrina é usada como vasopressor (p. ex., quando administrada durante a anestesia).
Também é usada como estimulante do sistema nervoso central (SNC). As formulações orais
são usadas para tratar incontinência urinária por atuar na musculatura do esfíncter vesical.
Porém, a maioria das formulações orais não está mais disponível.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais estão relacionados à excessiva atividade adrenérgica (p. ex.
vasoconstrição periférica e taquicardia).
Contraindicações e Precauções
Não é recomendado o uso em animais com doença cardiovascular.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas descritas. Porém, a efedrina irá
potencializar qualquer outro agonista adrenérgico.
Instruções de Uso
O uso mais comum é em situações nas quais é necessário um aumento agudo na pressão
arterial. O uso por via oral para incontinência urinária em cães diminuiu devido a variedade
de formulações disponíveis.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos dos pacientes.
Formulações
A efedrina está disponível em injeções de 25 e 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Incontinência urinária: 4 mg/kg ou 12,5-50 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
• Vasopressor: 0,75 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetir se necessário.
Gatos
• Incontinência urinária: 2-4 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
• Vasopressor: 0,75 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetir se necessário.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência: não há períodos de carência disponíveis. A efedrina é biotransformada
após a administração e é recomendado um curto período de carência.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Esmolol
Nome comercial e outros nomes
Brevibloc ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Brevibloc (h)
Classificação funcional
Betabloqueador, antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Betabloqueador. Seletivo para receptores beta 1 . A diferença entre o esmolol e outros
betabloqueadores está em seu curto período de ação, atribuído ao metabolismo das esterases
eritrocitárias; possui meia-vida de apenas 9-10 minutos.
Indicações e Usos Clínicos
O esmolol é indicado para o controle por curto período da hipertensão sistêmica e das
taquiarritmias. É usado na terapia de emergência ou em tratamentos de curto prazo.
Tratamentos por longos períodos não são passíveis de realização devido à sua curta meiavida.
Geralmente, se um animal revela uma resposta positiva ao esmolol, ele pode ser trocado
por um betabloqueador de longa ação (p. ex., propranolol).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais relatados aos efeitos dos betabloqueadores cardíacos incluem
depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco e a bradicardia.
Contraindicações e Precauções
Quando administrado em pacientes com cardiomiopatia dilatada, considerar o risco de
efeitos cardíacos negativos. Usar com cautela em pacientes com broncoespasmo. O
esmolol é contraindicado em pacientes com bradicardia ou bloqueio AV.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com digoxina, morfina e varfarina.
Instruções de Uso
O esmolol é indicado apenas para a terapia intravenosa por curtos períodos. As doses são
baseadas empiricamente ou extrapoladas de doses usadas em seres humanos. Não são
descritos estudos clínicos em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência cardíaca e o ritmo durante o tratamento.
Formulações
O esmolol está disponível em solução injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não está disponível.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5 mg/kg (500 μg/kg) por via intravenosa, o que pode ser administrado em doses de
0,05-0,1 mg/kg lentamente a cada 5 minutos.
• Infusão de taxa contínua: 0,5 a 1 mg/kg lentamente durante 30 segundos seguido de
infusão de 50-200 μg/kg/minuto.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,2 mg/kg durante 1 minuto por via intravenosa. Após 10 minutos, administrar
0,5 mg/kg durante 1 minuto por via intravenosa.
• Infusão de taxa contínua: 0,5 mg/kg por via intravenosa, seguido de 25 μg/kg/minuto
por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não foi estabelecido período de carência. Contudo, devido a curta duração da ação e
o metabolismo rápido, é sugerido um curto período de carência.
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Fenilefrina
Nome comercial e outros nomes
Neo-synephrine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Comercialmente, várias são as especialidades farmacêuticas de uso humano que possuem
este composto associado.
Classificação funcional
Vasopressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista do receptor adrenérgico alfa1. A fenilefrina estimula os receptores alfa1 e causa
contração da musculatura lisa, principalmente do músculo liso vascular, resultando em
vasoconstrição. Pode ser aplicado topicamente (p. ex., em mucosas) para induzir constrição
de vasos sanguíneos superficiais.
Indicações e Usos Clínicos
A fenilefrina é usada principalmente em pacientes em estado crítico ou durante anestesia,
para aumentar a resistência periférica e a pressão sanguínea. A fenilefrina também é usada
comumente como vasoconstritor tópico (como em descongestionantes nasais ou para uso
oftálmico).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais estão relacionados com a estimulação excessiva do receptor alfa1
(vasoconstrição periférica prolongada). Pode ocorrer bradicardia reflexa. O uso tópico
prolongado pode causar inflamação tecidual.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com comprometimento do estado cardiovascular. Causa
vasoconstrição e pode aumentar a pressão sanguínea.
Interações Medicamentosas
A fenilefrina potencializa outros agonistas alfa1. Use com cautela com agonistas alfa2
como a detomidina, a dexmedetomidina ou a xilazina.
Instruções de Uso
A ação da fenilefrina tem início rápido e é de curta duração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Ao administrar por via intravenosa, monitore a pressão sanguínea e a frequência cardíaca.
Formulações
A fenilefrina está disponível em injeção de 10 mg/mL, solução nasal a 1% e soluções
oftálmicas de 2,5 e 10%.
Estabilidade e Armazenamento
A fenilefrina é hidrossolúvel e pode ser misturada com soluções intravenosas. Também é
solúvel em etanol. Fica sujeita à oxidação e escurece em algumas soluções, especialmente as
alcalinas. Descartar formulações que escureçam. Armazene em frasco bem fechado,
protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 μg/kg (0,01 mg/kg) a cada 15 minutos por via intravenosa, conforme necessário ou
0,1 mg/kg a cada 15 minutos por vias intramuscular ou subcutânea.
• Infusão de taxa constante (ITC): 100 μg/kg (0,01 mg/kg) por via intravenosa, seguidos
por 3 μg/kg/mim por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Fenilpropanolamina
Nomes comerciais e outros nomes
PPA ® , Proin-ppa ® , UriCon ® , Propalin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agonista adrenérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. Simpatomimético. A fenilpropanolamina age de forma agonista não
seletivo sobre receptores adrenérgicos alfa e beta, encontrados em todo o corpo, como em
esfíncteres, vasos sanguíneos, musculatura lisa e coração. Os efeitos mais profundos
observados com a fenilpropanolamina são sobre a musculatura lisa vascular (vasoconstrição)
e a musculatura lisa uretral (aumenta o tônus da uretra). A meia-vida em cães é de 4-7
horas. Entretanto, a duração do efeito pode ser de pelo menos 8-12 horas e até 24 horas em
alguns animais. Um intervalo maior de administração pode evitar alguma regulação
negativa sobre receptores alfa.
Indicações e Usos Clínicos
A fenilpropanolamina (PPA) tem sido usada como descongestionante, broncodilatador leve
e tonificador do esfíncter urinário. A pseudoefedrina e a efedrina são fármacos relacionados
que exercem efeitos similares sobre os receptores alfa e beta. O uso mais comum em animais
é para tratar a incontinência urinária. O mecanismo dessa ação parece ser via estimulação
dos receptores no esfíncter. Também tem sido usada para tratar o priapismo (ereção
persistente) em cães. O potencial de abuso e os efeitos colaterais limitaram seu uso rotineiro
como descongestionante e supressor do apetite na medicina humana. A maioria das
preparações destinadas a seres humanos foi retirada do mercado e as únicas formas
facilmente disponíveis são as comercializadas para uso veterinário.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos à estimulação excessiva dos receptores adrenérgicos
(alfa e beta). Os efeitos colaterais incluem taquicardia, efeitos cardíacos, excitação do
SNC, inquietação e supressão do apetite. Há relatos de efeitos colaterais causados pela
PPA em seres humanos. Em particular, causou problemas com a pressão sanguínea e
aumentou o risco de acidentes vasculares encefálicos. Tais problemas também devem
aplicar-se a animais, porém não existem relatos específicos a respeito deles.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em qualquer animal com doença cardiovascular. A PPA tem sido usada
como droga de uso abusivo por pessoas.
Interações Medicamentosas
A PPA e outros simpatomiméticos podem aumentar a vasoconstrição e alterar a
frequência cardíaca. Usar com cautela com outros vasoconstritores e agonistas alfa-2
como a dexmedetomidina e a xilazina. Usar com cautela com outros fármacos que
podem baixar o limiar convulsivo. O uso de anestésicos inalatórios com PPA pode
aumentar o risco cardiovascular. Não usar com antidepressivos tricíclicos (ATCs) ou
inibidores da monoamino-oxidase (IMAO; p. ex., selegilina ou amitraz).
Instruções de Uso
Embora a frequência de administração seja a cada 8-12 horas na maioria dos casos, há
evidência de que um intervalo a cada 24 horas em cães na dose de 1,5 mg/kg tem a mesma
eficácia. Em alguns animais, a pseudoefedrina substituiu a PPA com muito sucesso.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a pressão sanguínea em animais que estejam sendo
tratados. Aqueles com incontinência urinária devem ser examinados periodicamente
quanto à presença de infecções do trato urinário.
Formulações
A fenilpropanolamina está disponível em comprimidos palatáveis de 25, 50 e 75 mg, líquido
com sabor de baunilha contendo 25 mg e comprimidos registrados de 50 mg (preparações
veterinárias). As formulações para seres humanos de comprimidos de 15, 25, 30 e 50 mg
não se encontram mais à venda, porém as formulações veterinárias tornaram-se disponíveis.
Estabilidade e Armazenamento
Como as preparações para seres humanos foram retiradas do mercado, as únicas
formulações atualmente disponíveis são preparações de compostos não aprovadas e outras
formas também não aprovadas. A estabilidade e a potência dessas preparações não foram
avaliadas pela FDA.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Aumentar a dose para 1,5-2 mg/kg a cada 8 horas
por via oral, se necessário. Em alguns animais, pode ser viável diminuir a frequência
para cada 12 e 24 horas, pela mesma via.
Gatos
• Não foram estabelecidas as doses. Uma dose de 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral
tem sido usada (extrapolada do uso em cães) e ajustada conforme necessário.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Atualmente não são comercializadas nos EUA formulações para uso humano, por causa do
potencial de uso abusivo e dos eventos cardiovasculares adversos. As formulações
veterinárias atualmente disponíveis não estão regulamentadas.
Classificação RCI: 3
No Brasil, a fenilpropanolamina foi suspensa de ser fabricada, manipulada, distribuída e
comercializada conforme resolução RDC n o 96, de 8 de novembro de 2000.
Cloridrato de Fenoxibenzamina
Nome comercial e outros nomes
Dibenzyline ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista adrenérgico alfa 1 . A fenoxibenzamina liga-se ao receptor alfa 1 e o antagoniza
no músculo liso, causando relaxamento. É um antagonista não seletivo do receptor alfa
(alfa-1 e alfa-2). Afeta tanto os receptores alfa-1 quanto alfa-2. É um vasodilatador potente
e de ação prolongada.
Indicações e Usos Clínicos
A fenoxibenzamina é usada principalmente para tratar vasoconstrição periférica. Em alguns
animais, tem sido empregada para relaxar a musculatura lisa uretral, a qual possui receptores
alfa-1adrenérgicos. Tal propriedade vem sendo aproveitada para tratar o espasmo uretral em
gatos após bloqueio da uretra. Experimentalmente, a fenoxibenzamina é utilizada para
relaxar o músculo liso vascular em equinos, para o tratamento da laminite. Entretanto, esse
não é um uso clínico comum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A fenoxibenzamina causa hipotensão prolongada em animais. Os sinais de uma
hipotensão excessiva podem incluir frequência cardíaca rápida, fraqueza e síncope. Em
equinos, a fenoxibenzamina causou diarreia.
Contraindicações e Precauções
Utilizar com cautela em animais com comprometimento cardiovascular. Não use em
animais desidratados. Empregue com cuidado em animais com baixo débito cardíaco.
Interações Medicamentosas
A fenoxibenzamina é um potente antagonista alfa-adrenérgico. Ela compete com outros
fármacos que agem no receptor alfa. Causa vasodilatação e deve ser utilizada com
cautela com outros fármacos que possam causar vasodilatação ou deprimir o coração.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso em animais (e as
doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em limitados estudos
experimentais em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A fenoxibenzamina pode diminuir bastante a pressão sanguínea. Se possível, monitore a
pressão sanguínea e a frequência cardíaca do paciente durante o tratamento.
Formulações
A fenoxibenzamina está disponível em cápsulas de 10 mg. Comprimidos menores para gatos
têm sido preparados por farmácias de manipulação.
Estabilidade e Armazenamento
A fenoxibenzamina é apenas ligeiramente hidrossolúvel, porém solúvel em propilenoglicol e
etanol. Não é estável em soluções aquosas e sofre degradação rápida; portanto, pode não ser
estável em algumas formulações compostas. Armazene em frasco bem fechado, protegido da
luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,25 mg/kg a cada 8-12 horas ou 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• No tratamento pré-cirúrgico do feocromocitoma, 0,6 mg/kg a cada 12 horas (a faixa é
de 1-2 mg/kg/dia), administrados 2 semanas antes da cirurgia, para estabilizar a
pressão sanguínea.
Gatos
• 2,5 mg/gato a cada 8-12 horas ou 0,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral. (Doses altas
como de 0,5 mg/kg por via intravenosa foram usadas para relaxar a musculatura lisa
uretral.)
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa ou 0,7 mg/kg a cada 6 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Fluoxetina
Nomes comerciais e outros nomes
Prozac (formulação humana); Reconcile (formulação veterinária)
Medicamentos comercializados no Brasil
Prozac (h) , Daforin (h) , Cloridrato de Fluoxetina (g)
Classificação funcional
Modificação do comportamento, ISRS (Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina).
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antidepressivo. A fluoxetina, como outros medicamentos desta classe, é
classificada como inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS). Seu mecanismo de
ação parece ser via inibição da recaptação da serotonina e menor expressão de receptores 5-
HT1. Os ISRS são mais seletivos para a inibição da recaptação que os medicamentos
antidepressivos tricíclicos (ATC). A fluoxetina é biotransformada em norfluoxetina, que é
um metabólito ativo. A absorção oral em cães é de 72% com meia-vida de 6-10 horas. O
metabólito norfluoxetina possui meia-vida mais longa de 48-57 horas. Em gatos, a absorção
oral é de 100% com meia-vida de 37-47 horas; o metabólito norfluoxetina possui meia-vida
de 51-55 horas. A absorção em gatos decorrente de administração transdérmica é de
apenas 10%. Outro ISRS usado em animais é a paroxetina (Paxil).
Indicações e Usos Clínicos
A fluoxetina, como outros ISRS, é usada para tratar distúrbios comportamentais, como
ansiedade da separação, comportamentos compulsivos de cães e agressão por dominância.
Em gatos, é efetivo para diminuir marcação de território com a urina (1mg/kg/dia). Em
estudos que comparam a fluoxetina com a clomipramina para o tratamento da marcação de
território em gatos, ambos foram igualmente eficazes para uso a longo prazo. Tanto em cães
quanto em gatos, os ISRS são usados para síndromes de dor, mas não há estudos de eficácia
publicados para esta indicação. Entretanto, a marcação de território retornou após a
descontinuação do tratamento. Em equinos, a fluoxetina é usada para controlar a aerofagia
e outros distúrbios comportamentais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A fluoxetina possui menos efeitos adversos (especialmente efeitos anti-histamínicos e
antimuscarínicos) quando comparada a outros medicamentos antidepressivos. A reação
mais comum em estudos clínicos foi a letargia e a diminuição do apetite. Durante
estudos clínicos, em cães, as reações adversas incluíram vômito, letargia, depressão,
tremor e agitação em alguns deles. Em casos raros, pode causar convulsões. Em cães, em
altas doses de 10-20 mg/kg causaram tremores, anorexia, comportamento agressivo,
nistagmo, êmese e ataxia. Ocasionalmente, alguns desses sinais podem ser vistos com
doses menores. Em gatos, observou-se irritabilidade ou aumento da ansiedade.
Entretanto, em estudos usados para tratar a demarcação de território, alguns efeitos
adversos foram referidos. Em gatos, 5 mg/kg produziram tremores e 3 mg/kg produziram
anorexia e vômitos. Contudo, os gatos toleraram doses de até 50 mg/kg.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais propensos à agressão, pois pode diminuir a inibição. No início
da prenhez, parece ser segura, mas causou hipertensão pulmonar em animais
experimentais no final da gestação.
Interações Medicamentosas
Não use com outros medicamentos modificadores do comportamento, como outros ISRS
ou ATC. Não use com inibidores da monomina oxidase (IMAO). A administração com
selegilina pode induzir reações. Por ser altamente biotransformada pelo fígado, pode estar
sujeita a interações causadas pelos inibidores do citocromo P450.
Instruções de Uso
Use sempre em conjunto com um protocolo abrangente de modificação do comportamento.
A eficácia clínica da fluoxetina para ansiedade da separação em cães é estabelecida por
estudos clínicos. Em vista da meia-vida longa, o acúmulo no plasma, pode levar vários dias a
semanas. Pode haver um retardo de 2 semanas no início da ação.
Em alguns animais, a paroxetina (Paxil) é preferida, estando disponível em comprimidos
e podendo ser usada para animais de menor tamanho. Não use por via transdérmica; a
absorção é baixa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O uso em animais é relativamente seguro e só se deve monitorar as alterações
comportamentais.
Formulações
A fluoxetina está disponível em formulações veterinárias em comprimidos de 8, 16, 32 e
64 mg e, em formulações humanas, em cápsulas de 10, 20 e 40 mg e solução oral de
4 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
É hidrossolúvel em 14 mg/mL e em álcool em 100 mg/mL. A solução de cloridrato de
fluoxetina é misturada com vários sucos e sabores, sendo considerado estável por 8 semanas.
Em um estudo realizado, a fluoxetina foi misturada com água com sabor de atum para gatos
e manteve a eficácia.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-2 mg/kg, uma vez ao dia, por via oral.
Gatos
• 0,5-4 mg/gato, a cada 24 horas, por via oral (0,5-1mg/kg/dia ). Comece com um
quarto de comprimido (2,5 mg) por gato.
• Marcação de território: 1 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral e aumente para
1,5 mg/kg, se a resposta for inadequada.
Posologia para Grandes Animais
• Equinos: 0,25-0,5 mg/kg, por via oral, uma vez ao dia, misturadas com grãos.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de fluoxetina está listado como substância de controle especial
(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Gonadorelina, Diacetato Tetra-hidrato de Gonadorelina
Nomes comerciais e outros nomes
Factrel, Fertagyl, Cystorelin, Fertelin, OvaCyst, GnRh e LHRH
Medicamentos comercializados no Brasil
Fertagyl (v) , Profertil (v)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A gonadorelina estimula a síntese e a liberação de hormônio luteinizante (LH) e, em menor
grau, do hormônio foliculoestimulante (FSH).
Indicações e Usos Clínicos
A gonadorelina é usada para induzir a luteinização e a ovulação em animais. A
gonadotropina é usada para tratar vários distúrbios reprodutivos nos quais é desejada a
estimulação da ovulação. Em vacas leiteiras, é usada para tratar cistos foliculares ovarianos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais não foram relatados em animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes. As pessoas, particularmente mulheres, devem ter
extremo cuidado no manuseio dessa medicação. A exposição humana pode representar
um risco para as mulheres grávidas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Para tratamento de gado leiteiro, com a forma de tetra-hidrato diacetato, administre
100 μg por vaca, em injeção intramuscular simples ou intravenosa para o tratamento de
cistos ovarianos. Para a formulação em cloridrato, administre 100 μg por via intramuscular,
para o tratamento de ovários císticos (cistos foliculares ovarianos) em bovinos para reduzir o
período do primeiro estro.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os bovinos tratados quanto à ovulação.
Formulações
A gonadorelina está disponível em diacetato tetra-hidrato de gonadorelina 50 μg por mL
(equivalente a 43 μg/mL de gonadorelina) ou 50 μg de gonadorelina (como cloridrato) em
solução aquosa.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50-100 μg/cão/dia a cada 24-48 horas por via intramuscular.
Gatos
• 25 μg/gato, uma só vez, por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 100 μg/vaca, uma só vez, por vias intramuscular ou intravenosa. (Equivalente a
aproximadamente 2 mL por vaca para diacetato tetra-hidrato de gonadorelina.)
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Cloridrato de Granisetrona
Nome comercial e outros nomes
Kytril
Medicamentos comercializados no Brasil
Kytril (h) , Cloridrato de Granisetrona (g)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiemético da classe de fármacos chamada antagonistas serotoninérgicos.
Estes medicamentos agem pela inibição dos receptores de serotonina (5-HT, tipo 3).
Durante a quimioterapia pode ocorrer liberação de 5-HT decorrente de lesão ao trato
gástrico, que estimula a nível central os vômitos, o qual é bloqueado por esta classe de
medicamentos. Esses compostos também são usados para tratar os vômitos decorrentes de
outras formas de gastroenterite. Os antagonistas da serotonina usados para terapia
antiemética incluem granisetrona, ondansetrona, dolasetrona, azestron e tropisetrona.
Indicações e Usos Clínicos
A granisetrona, como os outros antagonistas da serotonina, é usada principalmente como
antiemético durante a quimioterapia, para a qual geralmente é de eficácia superior a outras
substâncias. Pode ser administrada antes da quimioterapia para prevenir náuseas e vômitos.
Seu emprego em animais deriva principalmente do uso empírico. Não existem estudos
clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a eficácia clínica em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não são relatados efeitos colaterais em cães e gatos. Estes medicamentos têm pouca
afinidade por outros receptores da serotonina.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. Pode ser usado com agentes
quimioterápicos para câncer.
Instruções de Uso
Só há usos limitados desta classe de medicamentos antieméticos em pacientes veterinários.
A maioria das doses é extrapolada do uso em seres humanos.
Monitoramento de Pacientes e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A granisetrona está disponível em comprimidos de 1 mg e solução injetável de 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Descarte a ampola aberta após 30 dias. Soluções compostas são estáveis em vários fluidos por
24 horas. As formulações compostas orais foram preparadas em sucos, xaropes e com
palatabilizantes e ficaram estáveis por 14 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,01 mg/kg por via intravenosa; doses orais são extrapoladas do uso humano
(1 mg/pessoa, por via oral).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao
baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Cloridrato de Hidralazina
Nome comercial e outros nomes
Apresoline
Medicamentos comercializados no Brasil
Apresolina (h) , Nepresol (h)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador. Anti-hipertensivo. A hidralazina relaxa a musculatura lisa vascular e reduz a
pressão sanguínea. Em leitos vasculares arteriolares, relaxa a musculatura lisa para reduzir a
resistência e melhorar o débito cardíaco. O mecanismo de ação não é totalmente
reconhecido. Pode gerar óxido nítrico ou agir por meio de outras propriedades relaxantes do
músculo liso. O pico de efeito ocorre aproximadamente entre 3-5 horas após a
administração e a duração do efeito sobre os vasos sanguíneos é de aproximadamente
12 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A hidralazina é usada para dilatar arteríolas e diminuir a pós-carga cardíaca. É usada
principalmente para o tratamento de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva), doença
cardíaca valvular e outros distúrbios cardiovasculares caracterizados por alta resistência
vascular periférica. Pode ser usada com outros fármacos cardíacos. O uso em animais deriva
principalmente do uso empírico. Não existem estudos clínicos bem controlados ou de
eficácia para documentar sua eficácia clínica. Entretanto, seu uso não é tão comum quanto
o de outros medicamentos vasodilatadores, como os inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos a exacerbação da vasodilatação e subsequente
hipotensão, o que resulta em taquicardia. A hidralazina pode diminuir perigosamente o
débito cardíaco. Reações alérgicas (síndrome tipo lúpus) foram relatadas em seres
humanos e se referem ao estado acetilador, mas não foram relatadas em animais. O uso
repetido ativará o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SAAR).
Contraindicações e Precauções
Não use em animais hipotensos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentos específicas em animais. Entretanto, use com
cautela com outros medicamentos que possam reduzir a pressão sanguínea.
Instruções de Uso
O uso de hidralazina na ICC pode ser associado a outros medicamentos, como a digoxina, o
pimobendan e diuréticos. A posologia para animais pode ser ajustada pelo monitoramento da
pressão sanguínea.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes quanto à hipotensão. Monitore a pressão sanguínea para ajustar a
dose.
Formulações
A hidralazina está disponível em comprimidos de 10 mg e na forma injetável de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
exposição à luz pode alterar a cor e causar decomposição. A hidralazina é instável. A mistura
com sucos, xaropes e flavorizantes pode causar decomposição em 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg (dose inicial), titule para 0,5-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 2,5 mg/gato a cada 12-24 horas, por via oral
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 0,5 mg/kg por via intravenosa, conforme
necessário, para reduzir a pressão sanguínea.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalos de
carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Hidroxizina
Nomes comerciais e outros nomes
Atarax, Vistaril
Medicamentos comercializados no Brasil
Hixizine (h) , Cloridrato de hidroxizina em xarope (g)
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador H 1 ) da classe piperazínica. Assim como outros antihistamínicos,
a hidroxizina atua por bloquear o receptor H 1 e suprimir as reações
inflamatórias causadas pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados para controlar
o prurido e a inflamação cutânea, a rinorreia e a inflamação das vias aéreas. A hidroxizina
também tem propriedades e outros efeitos calmantes sobre o sistema nervoso central (SNC)
que não estão relacionados com os efeitos anti-histamínicos.
Outro anti-histamínico, a cetirizina, é um metabólito ativo da hidroxizina. Em cães, a
maior parte do efeito anti-histamínico decorrente da administração da hidroxizina é
proveniente da formação da cetirizina, que ocorre imediatamente após a administração
intravenosa ou oral.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais, é usada para tratar prurido. A eficácia em animais para tratamento de prurido é
baixa. Embora se tenha demonstrado que em animais experimentais suprime a resposta
histamínica, não é consistentemente eficaz para aliviar o prurido em cães com dermatite
atópica. Outros usos incluem doença alérgica das vias aéreas e rinite. Entretanto, a eficácia
não está estabelecida para estes usos. Em seres humanos, outros usos incluem o tratamento
da ansiedade e da psiconeurose e como sedativo antes e depois de anestesia geral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sedação é o efeito colateral mais comum. A sedação é o resultado da inibição da enzima
histamina N-metiltransferase. Também se pode atribuir a sedação ao bloqueio de outros
receptores do SNC, como aqueles para a serotonina, acetilcolina e receptores alfaadrenérgicos.
Efeitos antimuscarínicos (efeitos do tipo atropina), tais como secura na
boca e diminuição das secreções gástricas, também são comuns.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.
Instruções de Uso
Estudos clínicos mostraram que a hidroxizina é levemente efetiva para o tratamento de
prurido em cães, mas as taxas de eficácia são baixas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O cloridrato de hidroxizina está disponível em comprimidos de 10, 25, 50 e 100 mg; xarope
de 2 mg; e solução injetável de 25 mg/mL. Está também disponível em forma de sal
pamoato (Vistaril), em cápsulas de 25, 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
hidroxizina é hidrossolúvel. A formulação composta com xaropes ficou estável por 14 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/kg, a cada 8 horas, por via intramuscular ou oral.
Gatos
Doses efetivas não foram estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo
humano. Devido ao baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Imidocarb
Nome comercial e outros nomes
Imizol
Medicamentos comercializados no Brasil
Imicarb (v) , Imizol injetável (v)
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O imidocarb é uma diamidina aromática. Inibe o metabolismo do ácido nucleico em
organismos suscetíveis e produz efeitos anticolinérgicos. A atividade antimicrobiana contra
protozoários é responsável por seu uso clínico.
Indicações e Usos Clínicos
O imidocarb tem sido usado em animais para tratamento de patógenos intracelulares
transmitidos por carrapatos. É usado para tratamento de infecções por Babesia. Além disso, é
usado para tratar hemobartonelose em gatos causada por Mycoplasma haemofelis e
Mycoplasma haemominutum. Também é usado para tratamento de infecções por Cytauxzoon
felis em gatos e erliquiose em cães e gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Experimentalmente, não foram observadas reações tóxicas em gatos. Pode ocorrer dor ou
desconforto transitórios no local da injeção.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações específicas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
O uso do imidocarb é limitado a animais. A maioria dos protocolos é estabelecida a partir de
pequenos estudos clínicos ou extrapolação do uso em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Estão disponíveis formulações compostas de imidocarb em algumas lojas de produtos para
animais de estimação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 5 mg/kg, por via intramuscular, duas vezes ao dia, a cada 14 dias.
Cães
• (Ehrlichia canis): 6,6 mg/kg, por via intramuscular, duas vezes ao dia, a cada 14 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de
carência no uso extrabula, contate nos EUA FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Cloridrato de Imipramina
Nome comercial e outros nomes
Tofranil e marca genérica
Medicamentos comercializados no Brasil
Tofranil (h)
Classificação funcional
Modificador do comportamento
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antidepressivo tricíclico (ATC). A imipramina, como outras substâncias desta
classe, é usada em seres humanos para tratar ansiedade e depressão. A ação é por inibição da
captação de serotonina e noredrenalina nos terminais nervosos pré-sinápticos. Outros
fármacos ATCs usados em animais são a clomipramina e a amitriptilina.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros ATCs, a imipramina é usada em animais para tratar uma variedade de
distúrbios comportamentais, incluindo distúrbios obsessivo-compulsivos, ansiedade da
separação, e micção inapropriada. Existem menos estudos sobre a eficácia da imipramina do
que com clomipramina ou amitriptilina. Geralmente, outros medicamentos modificadores
do comportamento, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina – ISRS (p. ex.,
fluoxetina) ou outras ATCs (clomipramina) são preferidos por especialistas do
comportamento para tratar pequenos animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Múltiplos efeitos colaterais estão associados aos ATCs, tais como efeitos antimuscarínicos
(boca seca e aumento na frequência cardíaca) e efeitos anti-histamínicos (sedação).
Sobredoses podem produzir cardiotoxicidade potencialmente fatal.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Não use com outros medicamentos modificadores do comportamento, como os inibidores
da receptação de serotonina. Não use com inibidores da monoamina oxidase (IMAOs),
como selegilina.
Instruções de Uso
As doses são baseadas principalmente no empirismo. Existem poucos estudos controlados
disponíveis sobre a eficácia para animais para comparar com outras substâncias dessa classe.
Pode haver uma demora de 2 a 4 semanas após o início da terapia até serem identificados
efeitos benéficos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em animais tratados. Como outros ATCs, a
imipramina pode diminuir as concentrações de T4 total e de T4 livre em cães.
Formulações
A imipramina está disponível em comprimidos de 10, 25 e 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Embora a
imipramina seja manipulada para uso veterinário, a potência e a estabilidade destes produtos
compostos não foram avaliadas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 a 4 mg/kg a cada 12 a 24 horas por via oral.
Gatos
• 0,5 a 1 mg/kg a cada 12 a 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
No Brasil, o cloridrato de imipramina está listado como substância de controle especial
(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Isoproterenol (Isoprenalina)
Nomes comerciais e outros nomes
Isuprel e Cloridrato de isoprenalina
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de isoprenalina (g)
Classificação funcional
Beta-agonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. O cloridrato de isoproterenol (ou isoprenalina) estimula tanto os
receptores beta1 quanto beta2-adrenérgicos. Como outros beta-agonistas, estimula a
atividade da adenilciclase. Em tecido cardíaco, o cloridrato de isoproterenol é um dos mais
potentes agonistas e aumentará a frequência, a condução e a contratilidade cardíacas. Os
beta-agonistas também relaxarão as musculaturas lisas bronquial e arterial. Tem um rápido
início de atividade, com rápida depuração (clearance) sistêmica e ação de curta duração.
Indicações e Usos Clínicos
O cloridrato de isoproterenol é administrado quando é necessária uma estimulação imediata
do coração (inotrópica e cronotrópica) ou para aliviar a broncoconstrição aguda. Tem curta
ação e deve ser administrado por vias intravenosa ou inalatória.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O isoproterenol causa efeitos colaterais relacionados à excessiva estimulação adrenérgica,
vista principalmente como taquicardia e taquiarritmias. Altas doses podem causar
acúmulo de cálcio no miocárdio e lesão tecidual. Os agonistas adrenérgicos podem
produzir desequilíbrio de potássio em animais.
Contraindicações e Precauções
Não use se a formulação tornar-se de coloração rósea ou escura.
Interações Medicamentosas
O tratamento potencializará o efeito de outros agonistas adrenérgicos. O tratamento
pode potencializar arritmias cardíacas e deverá ser usado com cautela com outros
medicamentos arritmogênicos.
Instruções de Uso
Devido a meia-vida curta, o cloridrato de isoproterenol deve ser infundido por via
intravenosa, a uma velocidade constante ou repetido caso seja administrado por vias
intramuscular ou subcutânea. É recomendado apenas para uso agudo, pois o tratamento
repetido causará lesão cardíaca.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento. Monitore o potássio sérico
quando do uso repetido.
Formulações
O cloridrato de isoproterenol é disponibilizado em ampolas de 0,2 mg/mL para injeção.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
hidrossolúvel com boa estabilidade aquosa. É suscetível à luz e se for observada a coloração
escura, deverá ser descartado (cor rosada a amarronzada). As soluções acima do pH 6,0
podem se decompor mais rapidamente. Em soluções de glicose a 5% é estável por 24 horas.
É adicionado a nebulizadores ultrassônicos em água destilada para terapia respiratória e
ficou estável em solução por 24 horas. Também é estável se associado a cromolina sódica.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 μg/kg a cada 6 horas por vias intramuscular ou subcutânea.
• Dilua 1 mg em 500 mL de glicose a 5% ou solução de Ringer com lactato e infunda
0,5-1 mL/min por via intravenosa (1-2 μg/min) ou até o efeito desejado ser obtido.
• Infusão intravenosa a velocidade constante: Administre até o efeito a 0,01-
0,1 μg/kg/min.
Posologia para Grandes Animais
• 1 μg/kg, a cada 15 min, por via intravenosa, até a resposta desejada.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo
humano. Devido ao baixo risco de resíduos não são sugeridos períodos de carência.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Levamisol
Nomes comerciais e outros nomes
Levasole ® , Ripercol ® , Tramisol ® e Ergamisol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Ascaridil (h) ,LevamisolCalbos (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O levamisol é um medicamento antiparasitário da classe dos imidazotiazóis. Elimina uma
variedade de parasitas por meio da toxicidade neuromuscular. O levamisol possui um efeito
sobre o sistema imune nos animais, mas o mecanismo de ação sobre este sistema é
desconhecido. Pode ativar e estimular a proliferação das células T, ativar monócitos e
estimular macrófagos, promovendo a fagocitose e a quimiotaxia. Pode aumentar a
mobilidade de neutrófilos. Entretanto, não é citotóxico para neutrófilos ou células imunes.
Indicações e Usos Clínicos
Em bovinos e ovinos é usado para o tratamento de uma variedade de nematódeos,
incluindo vermes estomacais (Haemonchus, Trichostrongylus e espécies de Ostertagia), vermes
intestinais (Trichostrongylus, Cooperia, Nematodirus, Bunostomum, Oesophagostomum e espécies
de Chabertia) e vermes pulmonares (espécies de Dictyocaulus). Em suínos, é utilizado para
tratar nematódeos como grandes vermes redondos (Ascaris suum), vermes nodulares
(espécies de Oesophagostomum), vermes intestinais (Strongyloidesransomi) e vermes
pulmonares (espécies de Metastrongylus). O levamisol tem sido utilizado para o tratamento
de endoparasitas em cães e como microfilaricida. As lactonasmacrocíclicas (p. ex.,
milbemicinaoxima ou ivermectina) são consideradas preferenciais para a dirofilariose. Em
seres humanos, o levamisol é utilizado como imunoestimulante a fim de auxiliar no
tratamento do carcinoma do colo retal e do melanoma maligno. Em animais, o levamisol
também é usado como imunoestimulante, mas são escassos os relatos de sua eficácia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O levamisol pode provocar toxicidade colinérgica. Em alguns cães produz vômito. A
formulação injetável pode causar edema no local da aplicação. Em seres humanos,
quando utilizado como imunoestimulante, causa estomatite, agranulocitose e
trombocitopenia.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais com infestações significativas por microfilárias. Podem
ocorrer reações secundárias à morte exacerbada de microfilárias. Não há efeitos adversos
sobre a fertilidade e sobre a prenhez. Em ratos e coelhos, não há evidências de
teratogenicidade ou embriotoxicidade na dose de 180 mg/kg. O levamisol é utilizado
como droga de abuso por seres humanos e frequentemente misturado à cocaína para
potencializar os efeitos produzidos sobre a estimulação do sistema nervoso central (SNC)
ou é adicionado como um composto marcador. Quando utilizado desta forma, em alguns
indivíduos provoca a agranulocitose. O levamisol pode potencialmente ser convertido
para Aminorex ® , um estimulante do SNC em equinos, com propriedades anfetamínicas,
que pode afetar o desempenho.
Interações Medicamentosas
Não administrar com pirantel, pois eles partilham o mesmo mecanismo de toxicidade.
Instruções de Uso
Em cães positivos para dirofilariose, o levamisol pode levar a esterilização das fêmeas adultas
do parasita. O levamisol também tem sido utilizado como imunoestimulante, contudo, não
estão disponíveis relatos clínicos da sua eficácia. Devido à possibilidade de contaminação no
local da aplicação, utilizar agulhas descartáveis e assepsia no local da aplicação.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as microfilarias antes do tratamento devido ao risco de reação com a alta
eliminação destes vermes.
Formulações
O levamisol está disponível em bolus de 0,184 g e 2,19 g, em pacotes de 9, 11,7 e 18,15 g,
solução injetável de 136,5 mg/mL e 182 mg/mL (fosfato de levamisol) e comprimidos de
50 mg (Ergamisol ® )
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Endoparasitas: 5-8 mg/kg, uma vez, por via oral (até 10 mg/kg por via oral por 2 dias).
• Ancilóstomos: 10 mg/kg/dia, por 2 dias.
• Microfilaricida: 10 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral, por 6-10 dias (recomenda-se
o uso de lactonas macrocíclicas).
• Imunoestimulante: 0,5-2 mg/kg, três vezes/semana, por via oral. (Em seres humanos a
dose imunoestimulante é administrada a cada 8 horas, por 3dias).
Gatos
• Endoparasitas: 4,4 mg/kg, uma vez, por via oral.
• Vermes pulmonares: 20-40 mg/kg, a cada 48 horas, por 5 tratamentos, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Ovinos
• 8 mg/kg uma vez, por via oral, ou aproximadamente 2,19 g em bolus para cada 200-
340 kg.
• Solução injetável (para bovinos): 8 mg/kg, por via subcutânea, na região cervical média,
uma vez, ou aproximadamente 2 mL para cada 45 kg.
Suínos
• 8 mg/kg adicionados à água de beber.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos (carne): 2 dias (por via oral) e 7 dias (solução injetável por
via subcutânea). No Brasil preconiza-se ainda período de carência de 48 horas da última
aplicação em vacas leiteiras.
Período de carência para ovelhas (carne): 3 dias.
Período de carência para suíno (carne): 3 dias.
Equinos: Há alguns relatos de que o levamisol pode ser convertido em Aminorex ® em
cavalos, que é um estimulante do sistema nervoso central (SNC) e uma substância que não
pode ser utilizada em cavalos de corrida.
Cloridrato de Lidocaína
Nomes comerciais e outros nomes
Xylocaine ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Xylocaína (h) , Cloridrato de Lidocaína (g)
Classificação funcional
Anestésico local, antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico local. A lidocaína inibe a condução nervosa via bloqueio dos canais de sódio.
Antiarrítmico classe 1. Diminui a fase zero da despolarização sem afetar a condução. Após a
administração sistêmica, a lidocaína é biotransformada em monoetilglicinaxilidida (MEGX),
que também apresenta propriedades antiarrítmicas. A lidocaína também tem propriedades
analgésicas após a administração sistêmica. Durante a infusão intravenosa, pode diminuir a
resposta à dor. Em equinos, as infusões de lidocaína diminuem o íleo no pós-operatório por
meio de um efeito direto, via supressão do estimulo doloroso ou através de efeitos antiinflamatórios
sobre neutrófilos.
A farmacocinética em cães e gatos é semelhante, contudo, gatos apresentam maior
sensibilidade aos efeitos cardíacos. Em equinos, a meia-vida varia de 40 a 80 minutos com
uma alta, mas a taxa de depuração é variável.
Indicações e Usos Clínicos
A lidocaína é comumente usada como anestésico local e para o tratamento agudo de
arritmias ventriculares. A lidocaína deve ser utilizada com cautela para o tratamento de
arritmias supraventriculares porque pode aumentar a condução cardíaca. A lidocaína
também é usada para o controle da dor. Tem sido administrada em infusão contínua (IC)
em animais, especialmente em pacientes pós-cirúrgicos. A lidocaína tem sido associada com
outros analgésicos, e devido ao sinergismo permite a administração de baixas doses de cada
componente. Um exemplo de associação é a MLC, que é morfina (ou fentanil), lidocaína e
cetamina. A lidocaína tem sido usada, com embasamento limitado, para o tratamento de
convulsões que são refratárias a outros medicamentos. Em equinos, foi relatado que a IC de
lidocaína ajuda a restaurar a motilidade intestinal e é utilizada para o tratamento do íleo
paralítico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses causam efeitos no sistema nervoso central (SNC) (tremores, espasmos e
convulsões) e vômitos, mas é baixo o risco de a lidocaína induzir convulsões. A lidocaína
pode provocar arritmias cardíacas, mas é maior o efeito sobre o tecido cardíaco anormal
do que no tecido normal. Em gatos, as doses de lidocaína intravenosa podem resultar em
óbito. Em gatos anestesiados, a administração de lidocaína provoca diminuição do débito
cardíaco, depressão cardiovascular e hipóxia tecidual. Em gatos, a lidocaína também
produz metemoglobinemia e hemólise. Em equinos, a administração intravenosa e IC têm
causado fasciculação muscular, piscar dos olhos rápido, ansiedade, ataxia, fraqueza e
convulsões.
Contraindicações e Precauções
Gatos são mais suscetíveis aos efeitos colaterais da lidocaína e baixas doses devem ser
usadas nesta espécie. A absorção da lidocaína na forma de “adesivos” em gatos é de
apenas 6,3% e não apresenta problema. Em animais com diminuição do fluxo sanguíneo
hepático (p. ex., animais anestesiados), a depuração pode ser diminuída. A IC em gatos é
inferior a utilizada em cães.
Interações Medicamentosas
O cloridrato de lidocaína é mantido em solução ácida para garantir a solubilidade.
Embora a mistura com soluções alcalinas por curto período de tempo não interfira em sua
estabilidade (i.e. imediatamente antes da administração), armazenar em soluções
alcalinas pode provocar a precipitação. Se misturado a soluções alcalinizantes, deve ser
administrado prontamente.
Instruções de Uso
Muitas formulações contêm epinefrina com a finalidade de prolongar a atividade no local
da aplicação, quando utilizadas em anestesia local infiltrativa. Evitar o uso de formulações
que contenham epinefrina em pacientes com arritmias cardíacas. Note que as preparações
para uso humano podem conter epinefrina, mas as formulações veterinárias não. Para
aumentar o pH, acelerar a velocidade de ação e diminuir a dor no local da aplicação, podese
adicionar 1 mEq de bicarbonato de sódio em 10 mL de lidocaína (usar imediatamente
após misturar). Para preparar soluções para infusão em equinos, misturar 10 g de lidocaína a
2% em 3 L de solução de Ringer com lactato (solução a 0,33%)
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar para sinais de neurotoxicidade (p. ex. depressão, espasmos musculares e
convulsões). Monitor o ECG durante o tratamento para a frequência e o ritmo cardíacos nos
animais tratados.
Formulações
A lidocaína está disponível em solução injetável de 5, 10, 15 e 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
As preparações tópicas têm sido elaboradas e parecem ser estáveis por várias semanas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Antiarrítmico: 2-4 mg/kg por via intravenosa (a dose máxima de 8 mg/kg em um
período de 10 minutos).
• Antiarrítmico: 25-75 μg/kg/minuto por via intravenosa em IC.
• Antiarrítmico: 6 mg/kg a cada 1,5 hora por via intramuscular.
• Epidural: 4,4 mg/kg de solução a 2%.
Gatos
• Antiarrítmico: Iniciar com 0,1 a 0,4 mg/kg, e aumentar para 0,25-0,75 mg/kg por via
intravenosa lenta se não houver resposta.
• Antiarrítmico: Dose baixa de 0,5-1 mg/kg por via intravenosa, seguido de 10-
20 μg/kg/minuto (0,6-1,2 mg/kg/hora) por via intravenosa em IC.
• Epidural: 4,4 mg/kg de solução a 2%.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Antiarrítmico: 0,25-0,5 mg/kg a cada 5-15 minutos por via intravenosa, para um total
de 1,5 mg/kg, então em IC de 0,05 mg/kg/minuto (50 μg/kg/minuto).
• Íleo pós-operatório: 1,3 mg/kg por via intravenosa em bolus administrado durante 15
minutos, seguido de IC de 0,05 mg/kg/minuto (50 μg/kg/minuto).
• Analgesia: 2 mg/kg por via intravenosa, seguido de 50 μg/kg/minuto em IC.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência extrabula: um dia para carne e 24 horas para leite.
Equinos: depuração prévia à corrida, aproximadamente 2,5 dias.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Lincomicina, Cloridrato Mono-hidratado de Lincomicina
Nomes comerciais e outros nomes
Lincocin ® e Lincomix ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Frademicina (h) , Cloridrato de Lincomicina (g) , Lincomix (v) , Lincosan 11% (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico do grupo das lincosamidas. A lincomicina possui mecanismo similar ao da
clindamicina. O mecanismo de ação é também semelhante ao dos macrolídeos, como a
eritromicina, e pode ocorrer resistente cruzada entre os fármacos deste grupo. Como os
outros medicamentos relatados, o local de ação está na subunidade 50S ribossomal. A
inibição do ribossomo resulta em diminuição da síntese proteica. Sobre a maioria das
bactérias Possui ação bacteriostática sobre a maioria das bactérias. O espectro inclui
principalmente as bactérias Gram-positivas e bactérias atípicas como o Mycoplasma.
Indicações e Usos Clínicos
A lincomicina apresenta ação contra as bactérias Gram-positivas e apresenta uso limitado
para outras infecções. Em pequenos animais, é utilizada para tratar pioderma e outras
infecções de tecidos moles causadas por bactérias Gram-positivas susceptíveis. Também
é ativa contra Mycoplasma, Erysipelothrix e espécies de Leptospira. Em suínos e pássaros é
usada principalmente para o tratamento de infecções causadas por Mycoplasma. Embora
tenha sido utilizada por via intramuscular em bovinos e ovinos para o tratamento de artrite
séptica, abscesso na laringe e mastite, este tratamento não é recomendado. Comparado à
clindamicina, a lincomicina apresenta melhor atividade contra bactérias anaeróbicas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos são incomuns. A lincomicina causa vômitos e diarréia em animais, a
administração oral em ruminantes pode causar enterite grave e até mesmo o óbito.
Contraindicações e Precauções
Não administrar por via oral em roedores, equinos, ruminantes ou coelhos. A
administração oral em ruminantes e equinos pode causar enterite grave.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
A ação da lincomicina e da clindamicina é tão semelhante que a clindamicina pode ser
substituída pela lincomicina sem prejuízo terapêutico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),
o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,25 μg/mL para estreptococos e de ≤ a 0,5 μg/mL
para outros organismos.
Formulações
A lincomicina está disponível em comprimidos de 100, 200 e 500 mg; pó de 400 mg/g; pó
solúvel de 16 g/40g; premix de 10, 20 e 50 g/0,45kg; xarope de 50 mg/mL e solução
injetável de 25, 100 e 300 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 15-25 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
• Pioderma: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• Disenteria suína: 250 mg por 3,8 L de água de beber, que é aproximadamente
8,4 mg/kg/dia se fornecido como única fonte de água por 5-10 dias.
• Infecção por Mycoplasma: solução injetável de 11 mg/kg, a cada 24 horas ou 11 mg/kg
a cada 12 horas, por via intramuscular.
Bovinos
• Artrite séptica, mastite e abscessos: 5 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular, por
5-7 dias.
• Infecção refratária: 10 mg/kg a cada 12 horas, por via intramuscular.
Ovinos
• Artrite séptica: 5 mg/kg a cada 24 horas por 3-5 dias, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para suínos: 0, 1, 2 ou 6 dias, dependendo do produto e da via de
administração. (Para a maioria dos produtos, permite-se 6 dias para administração oral e 2
dias para administração intramuscular.) Para uso extrabula em bovinos, o FARAD
recomenda 7 dias para carne e 96 horas para leite, na dose de 5 mg/kg.
Cloridrato de Loperamida
Nome comercial e outros nomes
Imodium ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Imosec (h) , Cloridrato de Loperamida (g)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide. Como outros opioides, a loperamida age sobre os receptores opioides do tipo
mu do trato gastrointestinal. Diminui as contrações propulsivas intestinais e aumenta a
segmentação (resultando, geralmente, em constipação intestinal). Também aumenta
o tônus do esfíncter gástrico. Adicionalmente aos efeitos sobre a motilidade, os opioides
apresentam um efeito antissecretório e estimulam a absorção de fluidos, eletrólitos e glicose.
Seus efeitos sobre a diarreia secretória são provavelmente relacionados à inibição do influxo
de cálcio e diminuição da atividade da calmodulina. A ação da loperamida se restringe ao
intestino. Os efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC) não ocorrem, pois este
medicamento não atravessa a barreira hematoencefálica.
Indicações e Usos Clínicos
A loperamida é usada para o tratamento sintomático da diarreia aguda inespecífica. É
administrada por via oral em cães e gatos. Não é recomendado o uso por longos períodos
devido à constipação intestinal. Tem sido administrada a grandes animais, mas não é
recomendado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A loperamida pode causar constipação intestinal grave com seu uso repetido. Em alguns
cães que apresentam mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos (gene MDR), e
consequentemente ausência da p-glicoproteica na barreira hematoencefálica, a
loperamida pode atravessar a barreira hematoencefálica, provocando sedação profunda.
Estes casos podem ser revertidos com naloxona. Os cães mais suscetíveis incluem os das
raças Collie, Pastor Australiano, Old English Sheepdogs, Longhaired Whippets e Shetland
Sheepdogs.
Contraindicações e Precauções
Cães pequenos e do tipo Collie apresentam altos riscos de efeitos colaterais.
Interações Medicamentosas
Não administrar com medicamentos que inibem os receptores de membrana MDR1 (pglicoproteína)
como cetoconazol. (Outros inibidores estão listados no Apêndice). Esses
inibidores podem aumentar a penetração na barreira hematoencefálica e causar
depressão.
Instruções de Uso
As doses são baseadas principalmente no empirismo ou na extrapolação das doses humanas.
Estudos clínicos não foram realizados em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A loperamida está disponível em comprimidos de 2 mg, cápsula de 2 mg e solução oral de 1
e 0,2 mg/mL (sem necessidade de prescrição).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
loperamida é ligeiramente solúvel em água, mas somente em pH baixo. A estabilidade das
formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• 0,08-0,16 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais. Se administrado a equinos e ruminantes, pode
induzir alterações associadas à diminuição da motilidade intestinal.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 4
No Brasil, o cloridrato de loperamida está listado como substância de controle especial
(lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Medetomidina
Nomes comerciais e outros nomes
Domitor
Medicamentos comercializados no Brasil
Medetor (v)
Classificação funcional
Analgésico, agonista alfa2
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2-adrenérgicos diminuem a liberação de
neurotransmissores pelos neurônios. A medetomidina é uma mistura racêmica, contendo
50% de dexmedetomidina e 50% de levomedetomidina. A dexmedetomidina é o
enantiômero ativo (isômero D); portanto, com base na quantidade do anestésico em
miligramas (mg/mg), apresenta potência duas vezes maior do que a medetomidina, mas a
mesma atividade farmacológica e efeitos analgésicos e sedativos equivalentes. O mecanismo
proposto pelo qual estes agonistas reduzem a liberação de neurotransmissores é por meio de
sua ligação a receptores alfa2 pré-sinápticos (receptores de feedback negativo). Assim, há
diminuição do tônus simpático, analgesia, sedação e anestesia. Os demais anestésicos desta
classe são a xilazina, a detomidina e a clonidina. Estudos acerca da ligação do fármaco aos
receptores indicam que a seletividade da medetomidina por receptores alfa 2 /alfa 1 -
adrenérgicos é 1.000 vezes maior do que a da xilazina.
Indicações e Usos Clínicos
Dada sua potência e disponibilidade, a dexmedetomidina substituiu a medetomidina na
maioria das indicações para pequenos animais. A medetomidina, como outros alfa 2 -
agonistas, é usada como sedativo, adjuvante anestésico e analgésico. É usada na sedação de
animais para realização de testes intradérmicos, sem afetar os resultados obtidos. A duração
do efeito é de 0,5 a 1,5 hora em baixas doses e de até 3 horas após a administração de doses
mais altas. Comparada à xilazina, a medetomidina produz melhor sedação e analgesia em
cães. Muitos anestesistas recomendam associações de medetomidina e cetamina,
medetomidina e butorfanol ou medetomidina e hidromorfona para sedação de cães e
realização de pequenos procedimentos. A associação de medetomidina a um opiáceo
(butorfanol ou hidromorfona) produz sedação mais prolongada e de grau mais desejável do
que o uso isolado do anestésico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em pequenos animais, o vômito é o efeito colateral agudo mais comumente observado. Os
agonistas alfa2-adrenérgicos reduzem o tônus simpático. Pode haver depressão
cardiovascular. A infusão em taxa constante (ITC) de 1,5 mcg/kg/h reduz a frequência
cardíaca e provoca arritmia sinusal em cães. Doses baixas, de 1 mcg/kg por via
intravenosa, podem reduzir o débito cardíaco a menos de 40% do valor em repouso. A
medetomidina provoca bradicardia e hipertensão, mas a bradicardia geralmente não
requer intervenção por administração de medicamentos anticolinérgicos (p. ex.,
atropina). Em caso de desenvolvimento de reações adversas, reverta-os por meio da
administração de atipamezol ou, na ausência deste, ioimbina.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em animais cardiopatas. A administração de medetomidina a animais
idosos com doenças cardíacas preexistentes pode ser contraindicada. A xilazina provoca
alterações em gestantes, e é possível que outros agonistas alfa2-adrenérgicos também
exerçam ações semelhantes. Use com cautela em fêmeas prenhes, dado o risco de
indução do parto. Além disso, no final da gestação, a medetomidina pode reduzir a oferta
de oxigênio aos fetos.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros fármacos que possam provocar depressão cardíaca. Não misture em
frascos ou seringas com outros anestésicos, a não ser como listado na seção sobre
posologia. Reverta sua ação com atipamezol em dose de 25-300 μg/kg, por via
intramuscular. A associação a analgésicos opioides aumenta, de modo significativo, a
depressão do sistema nervoso central; considere, então, a redução da dose de
medetomidina quando sua administração for concomitante à de opioides.
Instruções de Uso
A medetomidina, a dexmedetomidina e a detomidina são mais específicas para receptores
alfa 2 do que a xilazina. A dexmedetomidina é duas vezes mais potente do que a
medetomidina. Estes medicamentos, portanto, não devem ser intercambiados sem
consultar as recomendações de dosagens. Os agonistas alfa2 podem ser usados para
sedação, analgesia e realização de pequenos procedimentos cirúrgicos. Muitos veterinários
utilizam doses muito menores do que aquelas indicadas na bula. Doses menores, por
exemplo, são ocasionalmente empregadas para sedação e para analgesia de curta duração,
principalmente quando a medetomidina é associada a outras medicações, como opiáceos.
Reverta sua ação com atipamezol em dose de 25-300 mcg/kg (igual ao volume de
medetomidina administrado) por via intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais vitais durante a anestesia, incluindo, se possível, a frequência cardíaca,
a pressão arterial e o ECG.
Formulações
A medetomidina está disponível em solução injetável a 1,0 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 750 mcg/m 2 por via intravenosa ou 1.000 mcg/m 2 por via intramuscular. A dose
intravenosa equivale a 18-71 mcg/kg.
• Doses menores, de 5-15 mcg/kg (0,005-0,015 mg/kg) são frequentemente usadas
para a sedação e a analgesia de curta duração por via intravenosa, intramuscular ou
subcutânea. Estas doses podem ser aumentadas a até 60 mcg/kg em caso de dor
intensa. A dose de 20 mcg/kg é usada quando associada ao butorfanol (0,2 mg/kg), à
hidromorfona (0,1 mg/kg) ou à cetamina para realização de procedimentos curtos.
• Infusão de taxa constante (ITC): Dose inicial de 1 mcg/kg, seguida por
0,0015 mg/kg/hora (1,5 mcg/kg/hora). A ITC pode produzir efeitos cardiovasculares
Gatos
colaterais e deve ser cuidadosamente monitorada.
• 750 mcg/m 2 por via intravenosa ou 1.000 mcg/m 2 por via intramuscular. A dose
intravenosa equivale a 18-71 mcg/kg. Doses menores são frequentemente usadas para
a sedação e a analgesia de curta duração (p. ex., 10-20 mcg/kg), mas doses maiores
(até 80 mcg/kg) são usadas em caso de dor intensa. A metedomidina pode ser
administrada por via intramuscular ou intravenosa.
• Associação com cetamina: 5 mg/kg de cetamina + 5 mcg/kg de medetomidina, em
uma única seringa e administrados por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Ovinos
• 30 mcg/kg (0,03 mg/kg) por via intravenosa.
Equinos
• 10 mcg/kg por via intramuscular, como sedativo antes da indução da anestesia. Alguns
cavalos podem necessitar de uma dose adicional de 4 mcg/kg por via intravenosa.
Nestes animais, a guaifenesina (solução a 5%) e a cetamina (2,2 mg/kg) podem ser
associadas à medetomidina.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação estabelecidas para animais de produção. Nos
Estados Unidos, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do
tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Meperidina (Petidina)
Nomes comerciais e outros nomes
Demerol, Pethidine (nome europeu)
Medicamentos comercializados no Brasil
Dolantina (h)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A meperidina é um agonista opioide sintético com atividade principalmente sobre os
receptores opiodes do tipo mu. É denominada petidina na Europa. Sua ação é similar à da
morfina, exceto por apresentar aproximadamente um sétimo de sua potência. Uma injeção
intramuscular de 75 mg ou a administração oral de 300 mg de meperidina tem potência
similar a 10 mg de morfina. Em pequenos animais, a meperidina é rapidamente depurada, e
a duração do efeito é pequena.
Indicações e Usos Clínicos
A meperidina é usada por seus efeitos sedativos curtos, sendo frequentemente associada a
outros sedativos e/ou a anestésicos. Como analgésico, sua ação é curta, geralmente de 2
horas e, com frequência, períodos ainda menores. Assim, sua utilização para o tratamento da
dor não é popular, e a meperidina é preterida em relação a outros opiáceos. A meperidina
pode provocar menos problemas associados à motilidade gastrointestinal quando comparada
a outros opioides. Em medicina humana, a meperidina é pouco empregada, devido aos
efeitos tóxicos causados pelo acúmulo de seus metabólitos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, alguns efeitos colaterais são previsíveis e inevitáveis, incluindo
sedação, retenção urinária, constipação e bradicardia. Altas doses provocam depressão
respiratória. A administração crônica leva à tolerância e à dependência. Em seres
humanos, a administração repetida pode causar efeitos tóxicos por acúmulo de
metabólitos. Um destes metabólitos, a normeperidina, se acumula após a administração
repetida, pois sua meia-vida é muito maior do que a da meperidina. O acúmulo do
metabólito provoca efeitos excitatórios, que podem ser relacionados às suas propriedades
serotoninérgicas. Reações similares não foram relatadas após o uso clínico em animais
(consulte outras precauções no item Interações Medicamentosas).
Contraindicações e Precauções
A meperidina é uma substância controlada de Esquema II. Gatos são mais sensíveis à
excitação do que as demais espécies, embora sua tolerância ao medicamento seja
relativamente boa. Evite a administração de doses repetidas, já que o acúmulo de
metabólitos pode ser tóxico.
Interações Medicamentosas
A meperidina não deve ser associada a inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), como a
selegilina. A meperidina e seus metabólitos podem inibir a recaptação de serotonina,
provocando efeitos serotoninérgicos, principalmente se associada a outras medicações de
ação similar, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (p. ex., fluoxetina),
antidepressivos tricíclicos (p. ex., clomipramina) ou outros analgésicos, como o tramadol.
Instruções de Uso
Embora estudos clínicos comparativos não tenham sido conduzidos em animais, a
meperidina pode ser eficaz para o tratamento da dor por curtos períodos, mas não foi usado
em prazos maiores.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia
raramente precise ser tratada quando provocada por um opioide, a atropina pode ser
administrada caso necessário. Em caso de grave depressão respiratória, a ação do opioide
pode ser revertida com a naloxona.
Formulações
A meperidina é comercializada em comprimidos de 50 e 100 mg, xarope a 10 mg/mL e
injeção a 25, 50, 75 e 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel
em água. Pode ser misturada a soro fisiológico a 0,9% ou solução de glicose a 5%, sendo
estável por 28 dias, sem perda de potência. É estável em xarope. Evite o congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-10 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular, a cada 2 ou 3 horas (ou conforme
necessário).
Gatos
• 3-5 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular, a cada 2 ou 4 horas (ou conforme
necessário).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado em Esquema 2.
Não administrar a animais de produção.
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula
com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI:
No Brasil, a meperidina está listada com substância entorpecentes pertencente à Lista A1,
sujeita a notificação de receita do tipo A. 1
Cloridrato de Metadona
Nomes comerciais e outros nomes
Dolophine, Methadose e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Mytedom (h)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide, analgésico. A metadona se liga a receptores opiáceos mu e kappa nos nervos,
inibindo a liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão de estímulos dolorosos
(como a Substância P). A metadona também antagoniza receptores NMDA (N-metil-Daspartato),
o que pode contribuir para seu efeito analgésico, reduzir a ocorrência de efeitos
colaterais no SNC e inibir a tolerância. Existem duas formas de metadona: levometadona e
dextrometadona. A levometadona apresenta grande afinidade por receptores opiáceos e é
comercializada em solução a 2,5 mg/mL, contendo 0,125 mg/mL de fenpipramida (um
agente anticolinérgico). Outros opiáceos usados em animais incluem a morfina, a
hidromorfona, a codeína, a oximorfona, a meperidina e o fentanil.
Indicações e Usos Clínicos
Embora não existam estudos veterinários controlados que documentem a eficácia e a
segurança da metadona, seu uso é baseado em dados empíricos e alguns estudos
farmacocinéticos. A metadona é indicada para analgesia de curta duração, na sedação e
como adjuvante anestésico. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada
como parte de abordagens multimodais analgésicas ou anestésicas. A administração de
metadona pode reduzir a dose necessária dos demais analgésicos e anestésicos utilizados.
Em cães, a administração oral não leva à absorção sistêmica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da metadona são previsíveis e inevitáveis. No
entanto, alguns destes efeitos, como a excitação e a euforia relacionadas ao uso de outros
opiáceos, são menos comumente observadas após a administração de metadona a cães e
gatos. Entre os efeitos colaterais associados à metadona, incluem-se sedação, vômitos,
constipação intestinal, retenção urinária e bradicardia. Em cães, pode-se observar
taquipneia, por alteração da termorregulação. Efeitos como excitação e euforia são menos
comumente associados à metadona do que à administração de opiáceos mais antigos.
Contraindicações e Precauções
A metadona é uma substância controlada em Esquema II. Gatos podem ser mais sensíveis
à excitação do que as demais espécies animais, mas, em relação à metadona, este
fenômeno não foi estudado.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas em animais.
Instruções de Uso
Em cães, a administração oral não leva à absorção do medicamento. Esta via não foi
estudada nas demais espécies.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia
raramente precise ser tratada quando provocada por opioides, pode ser revertida, caso
necessário, por meio da administração de atropina. Em caso de grave depressão respiratória,
o opioide pode ser revertido com naloxona.
Formulações
A metadona está disponível em solução oral a 1 e 2 mg/mL, comprimidos de 5, 10 e 40 mg
e solução injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel
em água e etanol. Pode formar precipitados em pH superior a 6. É associada a sucos ou
xaropes para administração oral e estável por pelo menos 14 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,5 mg/kg por via intravenosa ou 0,5-2,2 mg/kg a cada 3-4 horas por via
intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• 0,05-0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,2-0,5 mg/kg a cada 3-4 horas por via
intramuscular ou subcutânea. Gatos podem tolerar doses de até 0,6 mg/kg por via
intramuscular, com duração da ação de 4 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Não há relatos de doses.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
A metadona é um medicamento controlado em Esquema II.
Classificação RCI: 1
No Brasil, a metadona está listada na Lista A1 para substâncias entorpecentes, sendo
sujeito receituário de notificação “A”.
Cloridrato de Metoclopramida
Nomes comerciais e outros nomes
Reglan e Maxolon
Medicamentos comercializados no Brasil
Plasil (h) , Cloridrato de Metoclopramida (g) , Plasivet (v) , Plavet (v) , Vetol (v)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento pró-cinético. Antiemético. A metoclopramida estimula a motilidade do trato
gástrico superior e é um antiemético de ação central. Seu mecanismo de ação não é
totalmente compreendido. Entre os mecanismos propostos, estão a estimulação de
receptores de 5-HT4 (serotonina) ou o aumento da liberação de acetilcolina no trato
gástrico, possivelmente por um mecanismo pré-juncional. Também apresenta ação
antidopaminérgica (D2). Inibe o relaxamento gástrico induzido pela dopamina,
aumentando as respostas colinérgicas da musculatura lisa gástrica, estimulando assim a
motilidade. Também aumenta o tônus do esfíncter esofágico. A metoclopramida age
centralmente, inibindo a dopamina na zona deflagradora de quimiorreceptores, responsável
por seus efeitos antieméticos. Sua meia-vida em cães varia de menos de 1 hora a 2 horas; os
efeitos sobre o esfíncter esofágico perduram por apenas 30-60 minutos.
Indicações e Usos Clínicos
A metoclopramida é usada principalmente em casos de gastroparesia e no tratamento de
vômitos. Não é eficaz em cães com dilatação gástrica. Uma vez que esta substância
aumenta, transitoriamente, a secreção de prolactina, há interesse em usá-la para
o tratamento da agalactia em animais, mas sua eficácia não foi determinada. Em equinos,
é usada para o tratamento do íleo intestinal pós-operatório, mas seus efeitos colaterais
limitam a administração. Em humanos, a metoclopramida é também empregada para
o tratamento de soluços e da deficiência de lactação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são primariamente relacionados ao bloqueio de receptores
dopaminérgicos centrais. Estes são similares aos provocados por fenotiazínicos (p. ex.,
acepromazina), e podem também incluir alterações comportamentais. Em equinos,
efeitos colaterais indesejáveis são comuns e limitam a administração deste fármaco.
Nestes animais, as reações adversas incluem alterações comportamentais, excitação e
desconforto abdominal. A excitação provocada por infusões intravenosas pode ser grave.
Em bovinos, em doses superiores a 0,1 mg/kg, provoca efeitos neurológicos.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes epilépticos ou acometidos por doenças causadas por obstrução
gástrica. Use com cautela em equinos, já que alterações comportamentais perigosas
podem ser observadas. Em seres humanos, a metoclopramida é considerada segura no
primeiro trimestre de gestação.
Interações Medicamentosas
Há redução da eficácia quando administrada concomitantemente a medicamentos
parassimpatolíticos (p. ex., atropina e similares).
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais. Em medicina veterinária, a
administração da metoclopramida, assim como as doses recomendadas, é baseada em dados
empíricos ou na experiência com seres humanos. A metoclopramida é usada principalmente
com fins antieméticos, mas doses elevadas, de até 2 mg/kg, foram administradas na
prevenção da ocorrência de vômitos durante a quimioterapia. Em equinos, as doses
recomendadas provocam um aumento parcial da motilidade intestinal, mas poucos efeitos
sobre o intestino grosso foram observados. Em bezerros, a metoclopramida é pouco ativa
sobre a motilidade ruminal.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a motilidade gástrica durante o tratamento.
Formulações
A metoclopramida é comercializada em comprimidos de 5 e 10 mg, solução oral a 1 mg/mL
e solução injetável a 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada. Em solução, é incompatível com
outros fármacos. Se não protegida da luz, é estável por menos de 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,2-0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral, intravenosa ou intramuscular.
• Infusão em taxa constante (ITC): Administre uma dose inicial de 0,4 mg/kg e, a seguir,
0,3 mg/kg/hora. Em casos refratários, a dose em ITC pode ser aumentada para até
1,0 mg/kg/hora. No tratamento antiemético durante a quimioterapia, a dose usada é
de até 2 mg/kg a cada 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Infusão de metoclopramida (0,125-0,25 mg/kg/hora) em fluidos de administração
intravenosa para redução do íleo pós-operatório.
Bovinos e Bezerros
Não é recomendado o uso.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso
extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Midazolam
Nomes comerciais e outros nomes
Versed
Medicamentos comercializados no Brasil
Dormire (h) , Dormonid (maleato) (h)
Classificação funcional
Anticonvulsionante, sedativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. Depressor do sistema nervoso central (SNC) de ação central. O
midazolam, como outros benzodiazepínicos, se liga a sítios específicos do GABA,
modificando-os e aumentando a ação da molécula sobre as células nervosas. Os efeitos
sedativos do midazolam podem ser atribuídos à potencialização de vias gabaérgicas que
regulam a liberação de neurotransmissores monoaminas no SNC. Os benzodiazepínicos
podem atuar como relaxantes musculares ao inibir certas vias espinhais ou por depressão
direta de nervos motores e da função muscular.
Indicações e Usos Clínicos
O midazolam é usado como adjuvante anestésico. É empregado nas mesmas indicações que
o diazepam, mas, por ser hidrossolúvel, pode ser administrado em veículos aquosos, pela via
intramuscular (medicamentos como o diazepam são insolúveis).
Tem sido utilizado como anticonvulsivante, relaxante muscular, sedativo e adjuvante
anestésico. Em potros, tem sido empregado para o tratamento de convulsões do neonato
(veja a posologia).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O midazolam administrado por via intravenosa pode provocar grave depressão
cardiorrespiratória. Alguns animais podem apresentar excitação paradoxal. A
administração crônica pode provocar dependência e síndrome de abstinência quando
o tratamento é interrompido. Em caso de ocorrência de graves reações adversas,
considere a administração de antagonistas (flumazenil, Romazicon).
Contraindicações e Precauções
Use com cautela por via intravenosa, especialmente em associação a opiáceos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Comparado ao diazepam, é
hidrossolúvel e mais compatível com soluções fluidas. É administrado com segurança em
associação a diversos anestésicos, sedativos, pré-anestésicos e anticonvulsionantes.
Instruções de Uso
Ensaios clínicos não foram relatados, embora o midazolam seja empregado em alguns
protocolos anestésicos para animais. Diferentemente de outros benzodiazepínicos, pode ser
administrado por via intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Amostras de soro ou plasma podem ser submetidas à análise das concentrações de
benzodiazepínicos. Em humanos, concentrações plasmáticas entre 100 e 250 ng/mL são
citadas como faixa terapêutica. Outras referências consideram que esta faixa é entre 150 e
300 ng/mL. No entanto, não há grande disponibilidade de testes de monitoramento em
laboratórios veterinários. Laboratórios que analisam amostras humanas podem realizar testes
inespecíficos para dosagem de benzodiazepínicos, em que pode haver reatividade cruzada
entre os metabólitos destes fármacos.
Formulações
O midazolam é comercializado em solução injetável contendo 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
solubilidade do midazolam em água é dependente de pH. Em pH baixos (< 4), o fármaco é
mais solúvel.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,25 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular.
• 0,1-0,3 mg/kg/hora em infusão intravenosa.
• Status epilepticus: 0,1-0,2 mg/kg em bolus intravenoso.
Gatos
• Sedação: 0,05 mg/kg por via intravenosa.
• Indução de anestesia: 0,3-0,6 mg/kg por via intravenosa, associados a 3 mg/kg de
cetamina (outras doses de cetamina, de 1-2 mg/kg, podem ser administradas
conforme necessário).
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• Até 0,5 mg/kg por via intramuscular, geralmente em associação à cetamina.
Equinos
• Convulsões do neonato: 2-5 mg/kg por via intravenosa durante 15-20 minutos ou
intramuscular, seguida pela administração de 1-3 mg/kg/hora por via intravenosa (2-
6 mL/hora) em infusão em taxa constante (ITC) para controle das convulsões. A dose
para infusão é preparada pela adição de 10 mL (5 mg/mL) a 100 mL de soro fisiológico,
produzindo uma solução a 0,5 mg/mL.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso
extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Medicamento controlado em Esquema II.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de midazolam está listado como substância psicotrópica (lista B1)
sujeito a notificação de Receita “B”.
Cloridrato de Minociclina
Nomes comerciais e outros nomes
Minocin, Solodyn
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de Minociclina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das tetraciclinas. Como outras tetraciclinas, se liga à subunidade 30S
ribossomal, inibindo a síntese proteica. Geralmente é bacteriostático. Apresenta amplo
espectro de ação, incluindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, alguns protozoários,
Rickettsiae e Ehrlichiae. Resistência entre espécies de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos é
comum. A minociclina também pode apresentar algumas propriedades anti-inflamatórias,
que podem ser importantes para o tratamento de doenças articulares. O perfil
farmacocinético da minociclina é similar ao da doxiciclina, mas sua afinidade à ligação
proteica é menor. Em equinos, a administração oral de minociclina, em dose de 4 mg/kg a
cada 12 horas, produz concentração máxima de 0,6 mcg/mL, com meia-vida de
aproximadamente 13 horas; após a administração intravenosa de 2,2 mg/kg, a meia-vida é
de 7,7 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A minociclina é usada quando tetraciclinas são indicadas ao tratamento de infecções
bacterianas. Pode ser eficaz contra Rickettsiae e Ehrlichiae. A outra tetraciclina de
administração oral frequentemente utilizada em animais é a doxiciclina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais. A minociclina tem sido usada com segurança em
experimentos conduzidos em animais, sem provocar reações adversas. No entanto, como
qualquer tetraciclina de administração oral, as alterações da microflora intestinal podem
aumentar o risco de diarreia em alguns indivíduos.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de precauções específicas necessárias em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. A absorção oral do
antimicrobiano não é afetada por produtos à base de cálcio, como observado com as
demais tetraciclinas.
Instruções de Uso
Na América do Norte, a minociclina recebeu pouca atenção dos veterinários clínicos. Seu
uso clínico não foi relatado, mas suas propriedades são similares às da doxiciclina, que é mais
comumente utilizada como tetraciclina de escolha em pequenos animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratoty Standards Institute), o ponto de
perda de suscetibilidade por microrganismos sensíveis é ≤ 2,0 mcg/mL para estreptococos e
≤ 4,0 para os demais patógenos. A tetraciclina é usada como marcador no teste de
suscetibilidade a outros antibióticos desta classe, como a minociclina, a doxiciclina e a
oxitetraciclina.
Formulações
A minociclina é comercializada em comprimidos e cápsulas de 50, 75 e 100 mg e suspensão
oral com palatabilizantes a 10 mg/mL. As ampolas para injeção devem ser reconstituídas em
5 mL e então diluídas em 500-1.000 mL para infusão intravenosa. A solução pode ser
armazenada em temperatura ambiente por 24 horas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture a outros medicamentos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 5-12,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 4 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 2,2 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso
extrabula com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Mitoxantrona
Nome comercial e outros nomes
Novantrone
Medicamentos comercializados no Brasil
Mitoxantrona (g)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antineoplásico. A mitoxantrona é um agente antineoplásico de ação similar à da
doxorrubicina. Tal como esta, intercala-se entre as bases do DNA, impedindo a síntese de
DNA e RNA nas células cancerígenas. A mitoxantrona pode também afetar a membrana de
células neoplásicas.
Indicações e Usos Clínicos
A mitoxantrona é usada em protocolos antineoplásicos para o tratamento de leucemia,
linfoma e carcinomas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Tal como todos os agentes antineoplásicos, a mitoxantrona provoca certos efeitos
colaterais que são previsíveis, inevitáveis e relacionados com sua ação. A mitoxantrona
causa mielossupressão, vômitos, anorexia e desconforto gástrico, mas é menos
cardiotóxica do que a doxorrubicina.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com mielossupressão.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso adequado da mitoxantrona geralmente segue protocolos antineoplásicos específicos.
As doses listadas são baseadas em informações fornecidas por oncologistas renomados, mas é
necessário consultar os protocolos específicos, já que podem diferir dessas recomendações.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma em busca de evidências de danos à medula óssea.
Formulações
A mitoxantrona é comercializada em solução injetável a 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-5,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 21 dias, chegando a 6 mg/m 2 caso o animal
tolere bem o tratamento.
Gatos
• 6-6,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 21 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência para animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, esta medicação não deve ser usada em
animais destinados ao consumo humano.
Cloridrato de Naloxona
Nomes comerciais e outros nomes
Narcan e Trexonil
Medicamentos comercializados no Brasil
Narcan (h)
Classificação funcional
Antagonista opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista opiáceo. A naloxona compete por receptores opiáceos e desloca medicamentos
opioides desses receptores, revertendo assim os seus efeitos. A naloxona é capaz de
antagonizar todos os receptores opioides.
Indicações e Usos Clínicos
A naloxona é usada para reverter os efeitos agonistas dos opioides nos receptores. Deve ser
usada para reverter superdose ou toxicidade. A naloxona reverte os efeitos da morfina, da
oximorfona, do butorfanol, da hidromorfona e de outros opioides. É menos eficaz para
reverter os efeitos da buprenorfina e pode ser titulada gradualmente até se alcançar a
quantidade ótima de reversão. Em doses muito baixas (um quinto da dose necessária para
reverter completamente os opiáceos), é usada para minimizar os efeitos colaterais induzidos
por opioides, como vômito, náuseas e disforia. Há uma formulação para uso em animais
selvagens (Trexonil) que é mais concentrada e usada para reverter a tranquilização
induzida nesses animais. A naloxona pode ter algum benefício temporário para modificação
de comportamento (p. ex., para suprimir distúrbios compulsivos), mas os efeitos têm curta
duração. Em equinos, por exemplo, pode diminuir temporariamente a compulsão por roer
portas e comedouros da baia, mas a duração desse efeito é curta.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em humanos, há relatos de taquicardia e hipertensão. Em animais, a reversão do efeito
opioide pode desencadear uma grave reação que inclui elevação da pressão sanguínea,
excitação, dor, taquicardia e arritmias cardíacas.
Contraindicações e Precauções
A administração a um animal que está sentindo dor irá desencadear reações extremas
devido ao bloqueio de opioides endógenos.
Interações Medicamentosas
A naloxona reverte a ação de outros medicamentos opioides.
Instruções de Uso
Pode ser necessário individualizar o tratamento com base na resposta de cada paciente. A
duração de ação da naloxona é curta em animais (60 minutos) e pode ser necessário repetir
a administração. Comece a administração com o menor valor da taxa de dosagem e
aumente a dose até obter o efeito. Doses mais altas podem ser necessárias para reverter o
efeito de opioides que têm ação mista agonista/antagonista, tais como o butorfanol ou a
buprenorfina, comparadas às doses necessárias para reversão da ação de opioides que são
agonistas puros. Podem ser usadas doses baixas para diminuir a disforia induzida por opioide
em animais. Para este uso, comece com solução de 0,04 mg/mL e incremente a dose com
1 mL a cada 30 segundos até cessarem a vocalização ou os sinais de disforia. Uma dose de
0,01 mg/kg, por via intravenosa, é administrada com esse objetivo sem perda dos efeitos
analgésicos.
Uma dose de 1 mL (0,4 mg) reverterá o efeito de 1,5 mg de oximorfona, 15 mg de
morfina, 100 mg de meperidina e 0,4 mg de fentanila.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A naloxona é usada para reverter a ação de opioides analgésicos. Quando a ação dos opioides
é revertida em alguns animais, podem ocorrer reações sérias. Em alguns pacientes, podem
resultar em alterações na pressão sanguínea, taquicardia e desconforto.
Formulações
A naloxona está disponível com conservantes, em ampolas injetáveis contendo 0,4 ou
1 mg/mL, e sem conservantes, nas doses de 0,02 mg (20 μg), 0,4 mg ou 1 mg por mL, e
como Trexonil a 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Quando usada por via intravenosa, pode ser diluída em outros líquidos. Para infusão
intravenosa, pode ser adicionada a cloreto de sódio ou a glicose a 5%. Após a diluição deve
ser usada no período de 24 horas. Não associe a outros medicamentos ou soluções de
caráter alcalino. Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura
ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,01-0,04 mg/kg, por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea, conforme seja
necessário para reverter o efeito opioide.
• Baixa dose para reverter em parte a reação disfórica: administre 1 mL a cada 30
segundos (solução 0,04 mg/mL), conforme a necessidade.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,02-0,04 mg/kg, por via intravenosa (a duração do efeito é de apenas 20 minutos).
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos os períodos de carência. Prevê-se que a naloxona seja depurada
rapidamente após a administração. Devido ao baixo risco de resíduos, são sugeridos períodos
curtos de retirada (24-48 horas).
Classificação RCI: 3
No Brasil, o cloridrato de naloxona está listado como substância de controle especial (lista
C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Ondansetrona
Nome comercial e outros nomes
Zofran ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Vonau (h) , Zofron (h) , Cloridrato de Ondansetrona (g)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiemético da classe de fármacos denominados antagonistas da serotonina. Como outros
fármacos dessa classe, a ondansetrona age inibindo os receptores da serotonina (5-HT 3 ) do
tipo 3. É usada principalmente como antiemético durante a quimioterapia, em que tem sido
efetiva ao bloquear os estímulos eméticos deflagrados pela serotonina. Durante a
quimioterapia, ou após lesão gástrica, pode haver liberação de 5-HT do trato gástrico que
estimula o vômito centralmente. Tal estímulo é bloqueado por essa classe de fármacos, que
também têm sido usados para tratar os vômitos de outras formas de gastroenterite,
pancreatite e doença intestinal inflamatória. Os antagonistas da serotonina usados na
terapia antiemética incluem a granisetrona, a ondansetrona, a dolasetrona, a azasetrona e
o tropisetron.
Indicações e Usos Clínicos
A ondansetrona, como outros antagonistas da serotonina, é usada para prevenir vômitos.
Embora possa ser efetiva para tratar náuseas e vômitos de outras origens, o uso mais comum
é para prevenir vômitos decorrentes da quimioterapia. Dispõe-se de informação apenas
limitada sobre a eficácia da ondansetrona em animais. Oncologistas descobriram que ela é
efetiva para tratar os vômitos induzidos pela quimioterapia em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais da ondansetrona em animais. Esses fármacos têm
pouca afinidade por outros receptores de 5-HT. Como podem ocorrer alguns efeitos
colaterais graves dos fármacos antineoplásicos administrados concomitantemente, pode
ser difícil distingui-los dos efeitos da ondansetrona.
Contraindicações e Precauções
Não foram identificadas contraindicações importantes em animais.
Interações Medicamentosas
Se infundido por cateter, por via intravenosa, pode precipitar caso seja misturado a outros
fármacos (p. ex., metoclopramida). Não foram relatadas outras interações
medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A ondansetroma tem sido usada em cães e gatos. A granisetrona é um fármaco que o tem
substituído com objetivos similares.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais gástricos em paciente que esteja vomitando.
Formulações
A ondansetrona está disponível em comprimidos de 4 e 8 mg, xarope palatável de
4 mg/5 mL e injeção de 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
ondansetrona é hidrossolúvel. As soluções são estáveis, mas o pH deve ser <6 para prevenir
precipitação. As preparações orais são misturadas com xaropes, sucos e outros veículos orais
(p. ex., OraSweet ® ). É estável por 42 dias, desde que o pH tenha permanecido baixo.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5 a 1 mg/kg, 30 minutos antes da administração por via intravenosa ou por via oral
dos antineoplásicos. Vômitos de outras causas: 0,1-0,2 mg/kg em injeção por via
intravenosa, lenta e repetida a cada 6-12 horas. Se essa dose inicial não for efetiva,
pode ser aumentada para 0,5 mg/kg. Tais doses podem ser administradas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não se dispõe de informação a respeito.
Informações sobre Restrição Legal
Informações sobre regulamentação não estão disponíveis. Devido ao baixo risco da presença
de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Cloridrato de Oxibutinina
Nome comercial e outros nomes
Ditropan ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Retemic UD (h) , Frenurin (h) , Oxibutinina (g)
Classificação funcional
Anticolinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticolinérgico. A oxibutinina exerce um efeito anticolinérgico por meio do bloqueio
de receptores muscarínicos. Tem um efeito anticolinérgico generalizado, mas o efeito
predominante é sobre a bexiga. Inibe os espasmos da musculatura lisa ao bloquear a ação da
acetilcolina. Não bloqueia o músculo esquelético, gânglios autônomos ou receptores nos
vasos sanguíneos. Um medicamento relacionado usado em seres humanos é a tolterodina
(Detrol ® ).
Indicações e Usos Clínicos
O cloreto de oxibutinina tem sido usado primariamente para aumentar a capacidade da
bexiga e diminuir os espasmos do trato urinário. Em seres humanos, é usado para tratar a
incontinência urinária, mas o uso em animais não é comum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais estão relacionados com os efeitos anticolinérgicos (similares aos da
atropina), mas são menos frequentes, quando comparados com os de outros
anticolinérgicos. Constipação intestinal, boca seca e mucosas ressecadas podem ocorrer
em decorrência do uso rotineiro. Se ocorrer sobredose, administrar fisostigmina como
forma de tratamento.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais cardiopatas ou com redução na motilidade intestinal.
Cuidado ao utilizar em animais portadores de glaucoma.
Interações Medicamentosas
A oxibutinina pode potencializar os efeitos de outros compostos antimuscarínicos.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso (e as dosagens) em
animais baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em experimentos não empíricos
em animais. Embora aumente a retenção urinária, pode não ser efetivo para tratar a
incontinência em animais com tônus diminuído do esfíncter.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A oxibutinina está disponível em comprimidos de 5 mg e xarope oral contendo 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A oxibutinina é solúvel em água e etanol.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,2 mg/kg a cada 12 horas por via oral; em cães de grande porte, usar 5 mg/cão a cada
6-8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informação sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos intervalos de carência para o uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888873-2723).
Cloridrato de Oximorfona
Nome comercial e outros nomes
Numorphan ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide e analgésico. A ação é similar à da morfina, exceto pelo fato de que a
oximorfona é mais lipofílica que a morfina e 10 a 15 vezes mais potente que esta. A ação
consiste em ligar-se aos receptores mu e kappa de opiáceos nos nervos e inibir a liberação de
neurotransmissores envolvidos com a transmissão de estímulos dolorosos (como a
Substância P). Os efeitos sedativos centrais e de euforia estão relacionados com os efeitos
sobre o receptor mu no cérebro. Outros opiáceos usados em animais incluem a hidromorfona,
a codeína, a morfina, a meperidina e o fentanil. Em cães, a meia-vida é de 0,8 hora (por via
intravenosa) e 1 hora (por via subcutânea), com altas taxas de depuração
(>50 mL/kg/min). As concentrações efetivas não foram estabelecidas para animais, mas
em seres humanos elas variam de 2,5 a 4,5 ng/mL.
Indicações e Usos Clínicos
A oximorfona está indicada para analgesia a curto prazo, sedação e como adjuvante para
anestesia. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada como parte de uma
abordagem multimodal para analgesia e anestesia. Embora a oximorfona esteja registrada
para cães, outros opiáceos são usados mais comumente, como a hidromorfona e a morfina. A
administração de oximorfona pode exigir redução da dose de outros anestésicos e
analgésicos utilizados. A duração da ação em cães é curta (2-4 horas). A absorção de
formulações orais é de apenas 10% em humanos, mas não se deve alicerçar neste dado ao
tratar a dor grave em cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros opiáceos, os efeitos colaterais da oximorfona são previsíveis e inevitáveis. Os
efeitos colaterais da administração de opiáceos incluem sedação, vômitos, constipação,
retenção urinária e bradicardia. Cães podem ficar ofegantes como resultado de alterações
na termorregulação. A liberação de histamina, sabidamente relatada quando da
administração de morfina, pode ser menos provável com a oximorfona. Pode ocorrer
excitação em alguns animais, porém é mais comum em gatos e equinos. Ocorre depressão
respiratória com altas doses. Conforme acontece com outros opiáceos, é esperada uma
leve diminuição na frequência cardíaca. Na maioria dos casos, essa queda não precisa ser
tratada com anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada. Ocorrem
tolerância e dependência com a administração crônica. Em equinos, comportamento
indesejável e até mesmo perigoso pode seguir-se à administração intravenosa rápida de
opioides. Equinos devem receber um pré-anestésico à base de acepromazina ou um
agonista alfa2.
Contraindicações e Precauções
A oximorfona é uma substância controlada do Esquema II. Gatos e equinos podem ser
mais sensíveis aos opiáceos.
Interações Medicamentosas
Como outros opiáceos, irá potencializar outros fármacos que causam depressão do SNC.
Instruções de Uso
Há alguma evidência de que a oximorfona pode ter menos efeitos cardiovasculares em
comparação com a morfina. Como a oximorfona é mais lipofílica que a morfina, é
prontamente absorvida a partir de injeção epidural. A oximorfona pode ser usada com a
acepromazina e outros sedativos; juntas, têm efeitos sinérgicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente
precise ser tratada quando causada por um opioide, pode-se administrar atropina se
necessário. Caso ocorra depressão respiratória séria, o efeito opioide pode ser revertido com
naloxona.
Formulações
A oximorfona está disponível em injeção de 1,5 e 1 mg/mL. Dispõe-se de comprimidos de 5
e 10 mg, mas sua absorção em animais não foi demonstrada.
Estabilidade e Armazenamento
O pH da solução é de 2,7-4,5.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Analgesia: 0,1-0,2 mg/kg por via intravenosa, subcutânea ou intramuscular (conforme
necessário); repetir a dose com 0,05-0,1 mg/kg a cada 1-2 horas.
• Pré-anestésico: 0,025-0,05 mg/kg por via intramuscular ou subcutânea.
• Sedação: 0,05-0,2 mg/kg (com ou sem acepromazina) por via intramuscular ou
subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Fármaco controlado do Esquema II.
Classificação RCI: 1
No Brasil, o cloridrato de oximorfona está listado como substância entorpecente (lista A1)
sujeito a notificação de Receita “A”.
Cloridrato de Procainamida
Nome comercial e outros nomes
Pronestil ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Procamide (h)
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiarrítmico da Classe I. Como outros antiarrítmicos da Classe I (similares à quinidina), a
procainamida inibe o influxo de sódio para a célula cardíaca via bloqueio dos canais de sódio.
Suprime a automaticidade cardíaca e arritmias reentrantes, principalmente no ventrículo. A
procainamida é biotransformada, em seres humanos, em N-acetilprocainamida (NAPA), que
produz outras ações antiarrítmicas (fármaco da Classe III: efeitos resultantes do bloqueio
dos canais de potássio). Contudo, cães não formam esse metabólito pela incapacidade de
acetilar alguns fármacos.
Indicações e Usos Clínicos
A procainamida é usada em pequenos animais para suprimir batimentos ectópicos
ventriculares e tratar arritmias ventriculares. Estudos em cães de experimentação com
arritmias induzidas tiveram eficácia documentada, mas o uso clínico baseia-se
primariamente em experiência sem comprovação. É usada primordialmente durante
o tratamento agudo e pode ser administrada na forma injetável ou de comprimidos.
Raramente é usada em tratamentos prolongados. Às vezes é utilizada em equinos para
suprimir arritmias ventriculares.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem arritmias cardíacas, depressão cardíaca, taquicardia e
hipotensão. Em seres humanos, acarreta efeitos de hipersensibilidade (reações
semelhantes ao lúpus), mas isso não foi relatado em animais.
Contraindicações e Precauções
A procainamida pode suprimir o coração e ter efeitos pró-arrítmicos. Usar com cautela em
animais que estejam recebendo digoxina, pois pode potencializar as arritmias.
Interações Medicamentosas
Fármacos que inibem as enzimas do citocromo P450 (p. ex., cimetidina) têm o potencial
de aumentar as concentrações de procainamida.
Instruções de Uso
Como os cães não produzem o metabólito ativo N-acetilprocainamida (NAPA), a dose pode
ser maior, em comparação com a posologia para seres humanos para controlar algumas
arritmias. Em animais, não há evidência de que formulações orais de liberação lenta
resultem em concentrações sanguíneas mais duradouras.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações plasmáticas durante a terapia. As concentrações plasmáticas
efetivas em cães de experimentação são de 20 μg/mL. Entretanto, em algumas referências,
concentrações tão baixas como de 8-10 μg/mL são citadas como efetivas. O metabólito,
NAPA, é monitorado em seres humanos, mas cães não o produzem. O ECG deve ser
monitorado nos animais tratados.
Formulações
A procainamida está disponível em comprimidos ou cápsulas de 250, 375 e 500 mg e na
forma injetável de 100 e 500 mg/mL. Todavia, devido ao uso diminuído em medicina
humana – em favor de outras alternativas –, muitas das formulações humanas não estão
mais disponíveis.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
procainamida é hidrossolúvel. Quando armazenada, as soluções podem ficar amareladas
sem perder a potência. Uma cor mais escura indica oxidação. O pH dos produtos compostos
orais deve ser de 4-6 para manter a estabilidade máxima. Tais produtos na forma de xaropes
e com palatabilizantes podem ser estáveis por 60 dias ou mais, porém devem ser mantidos
no refrigerador.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-30 mg/kg a cada 6 horas por via oral, até uma dose máxima de 40 mg/kg.
• 8-20 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular.
• Infusão taxa de constante (ITC): dose de ataque inicial de 10 mg/kg, seguida por
20 μg/kg/min por via intravenosa; a ITC pode ser aumentada para 25-50 μg/kg/min,
se necessário para arritmias refratárias.
Gatos
• 3-8 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou oral.
• ITC: 1-2 mg/kg por via intravenosa lentamente, em seguida 10-20 μg/kg/min por via
intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 25-35 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• Até 20 μg/kg por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Cloridrato de Prometazina
Nome comercial e outros nomes
Phenergan ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Fenergan (h) , Pamergan (h) Prometazina (g)
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fenotiazínico com fortes efeitos anti-histamínicos. A prometazina é usada principalmente
por seus efeitos antieméticos, pelos quais age via receptores anti-histamínicos ou bloqueando
os receptores de dopamina associados ao vômito.
Indicações e Usos Clínicos
A prometazina é usada para o tratamento de alergias (efeito anti-histamínico) e como
antiemético (cinetose). A eficácia no tratamento de alergias em animais não foi
estabelecida. Outros usos em animais derivaram do emprego empírico e da experiência em
seres humanos. Não há estudos bem controlados ou ensaios sobre a eficácia que
documentem a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A prometazina tem o risco de exercer efeitos fenotiazínicos como sedação e outros efeitos
colaterais atribuídos a outras fenotiazinas. Também pode haver efeitos anticolinérgicos
decorrentes das propriedades antimuscarínicas em alguns indivíduos.
Contraindicações e Precauções
A prometazina pode ter efeitos colaterais antimuscarínicos, mas que não foram relatados
com o uso clínico em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. Portanto, o uso em
animais (e as doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou sem comprovação em
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A prometazina está disponível como xarope contendo 6,25 e 25 mg/5mL; comprimidos de
12,5 25 e 50 mg, e injeção com 25 e 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
O cloridrato de prometazina é hidrossolúvel. Se oxidada, fica azulada e deve ser descartada.
É sensível à luz e deve ser protegida dela.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,2-0,4 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa, intramuscular ou oral, até uma
dose máxima de 1 mg/kg.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Propiopromazina
Nome comercial e outros nomes
Tranvet ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A propiopromazina é uma fenotiazina com efeitos anti-histamínicos. Tem ações similares às
de outras fenotiazinas sistêmicas, sendo utilizada principalmente por seus efeitos
antieméticos e sedativos, pelos quais age via receptores anti-histamínicos ou pelo bloqueio
dos receptores de dopamina. Foi registrada para uso humano, mas as únicas formulações
atualmente disponíveis são formas veterinárias. Um fármaco relacionado é a propiomazina.
Indicações e Usos Clínicos
A propiopromazina tem sido usada por seus efeitos antieméticos e sedativos, pelos quais age
via os receptores anti-histamínicos ou pelo bloqueio dos receptores de dopamina. Também
tem efeitos sedativos e tranquilizantes e vem sendo usada em cães e gatos para facilitar a
contenção daqueles de difícil manipulação, excitados ou incontroláveis. Também é usada
como pré-anestésico. O uso aprovado em bula indica que é “destinado à administração em
cães como tranquilizante. É usada para ajudar com cães de difícil manipulação, excitados e
incontroláveis, bem como para controlar o excesso de latidos em canis, cinetose em carros e
a dermatite grave. Também está indicada para pequenas cirurgias e antes de exames de
rotina, procedimentos laboratoriais e diagnósticos. Apesar dessas recomendações do
fabricante, algumas indicações estão desatualizadas e há melhores tratamentos para essas
condições.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As fenotiazinas podem causar sedação como um efeito colateral comum. A
propiopromazina pode promover efeitos colaterais extrapiramidais em alguns indivíduos.
Contraindicações e Precauções
Pode causar hipotensão via bloqueio alfa-adrenérgico.
Interações Medicamentosas
Não usar com outras fenotiazinas, organofosforados ou procaína.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados, apesar das indicações na
bula. O uso em animais (e as doses) baseia-se em experiência não comprovada em animais e
nas indicações da bula do produto.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A propiopromazina está disponível em comprimidos mastigáveis de 20 mg e injeção de 5 ou
10 mg/mL. Fármacos similares para uso humano não se encontram mais disponíveis.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1,1-4,4 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• 0,1-1,1 mg/kg por via intravenosa ou intramuscular (as doses injetáveis dependem do
nível de sedação necessário).
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
No Brasil, o cloridrato de propiopromazina está listado como substância de controle
especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Propranolol
Nome comercial e outros nomes
Inderal ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Ayerst Propranolol (h) , Cloridrato de Propranolol (g)
Classificação funcional
Betabloqueador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador beta-adrenérgico. Não seletivo para os receptores adrenérgicos beta 1 e beta 2 .
Antiarrítmico da Classe II. O propranolol é um betabloqueador lipofílico que sofre depuração
hepática. Tais bloqueadores sofrem alta depuração de primeira passagem, o que reduz a
biodisponibilidade oral e causa alta variabilidade tanto nas concentrações plasmáticas entre
pacientes quanto em seus efeitos. As concentrações do fármaco podem ser mais altas
quando há comprometimento do fluxo sanguíneo hepático.
Indicações e Usos Clínicos
O propranolol é usado principalmente para diminuir a frequência e a condução cardíaca,
controlar taquiarritmias e diminuir a pressão sanguínea. O propranolol é efetivo no controle
da resposta à estimulação adrenérgica. Os betabloqueadores, como o propranolol, estão entre
os fármacos mais efetivos para lentificar a frequência cardíaca.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais estão relacionados com os efeitos bloqueadores sobre receptores
beta1 sobre o coração. O propranolol causa depressão cardíaca e diminui o débito
cardíaco. Os efeitos bloqueadores beta2 podem causar broncoconstrição e diminuir a
secreção de insulina. Os betabloqueadores podem causar fraqueza e fadiga, o que pode
indicar a necessidade de reduzir a dose.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com baixa reserva cardíaca, bradicardia ou comprometimento
da função sistólica. Use com cautela em animais com problemas respiratórios; pode
ocorrer broncoconstrição a partir dos efeitos beta2. Gatos com hipertireoidismo podem ter
a depuração reduzida e correr maior risco de toxicidade.
Interações Medicamentosas
Os betabloqueadores lipofílicos, como o propranolol, sofrem depuração hepática. Tais
fármacos estão sujeitos a interações com aqueles que afetam o fluxo sanguíneo hepático e
interagem com enzimas hepáticas. O fluxo sanguíneo diminuído reduz a depuração do
propranolol.
Instruções de Uso
Em geral, a dose é titulada de acordo com a resposta do paciente. Começar com dose baixa e
aumentar gradualmente até obter o efeito desejado. A depuração depende do fluxo
sanguíneo hepático; use com cautela em animais com a perfusão hepática prejudicada.
Gatos com hipertireoidismo podem ter a depuração diminuída ou apresentar maior absorção
oral, em comparação com outros gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca durante o tratamento. Monitore a função respiratória em
pacientes propensos a ter broncoconstrição.
Formulações
O propranolol está disponível em comprimidos de 10, 20, 40, 60, 80 e 90 mg, injeção de
1 mg/mL e solução oral de 4 e 8 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
propranolol é solúvel em água e etanol. Suspensões preparadas em vários xaropes e
palatabilizantes foram estáveis por 4 meses, mas pode ocorrer algum precipitado (agitar bem
antes da administração). O pH das formulações deve ser mantido entre 2,8-4 para máxima
estabilidade. Sofre decomposição em soluções alcalinas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20-60 μg/kg durante 5-10 minutos por via intravenosa (titular a dose até surgir
o efeito).
• 0,2-1 mg/kg a cada 8 horas, por via oral (titular a dose até surgir o efeito).
Gatos
• 0,4-1,2 mg/kg (2,5-5 mg/gata) a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,1 mg/kg por via intravenosa, lentamente. Repetir em 6-8 horas, se necessário. Caso
uma dose baixa não seja efetiva, administrar 0,5 mg/kg e aumentar para 2 mg/kg por
via intravenosa, gradualmente até obter a resposta desejada.
• 0,4-0,8 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de período de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Pseudoefedrina
Nome comercial e outros nomes
Sudafed ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Allegra D (h) , Trifedrin (h)
Classificação funcional
Agonista adrenérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. A pseudoefedrina é um simpatomimético. Age de forma não seletiva
como agonista para os receptores andrenérgicos alfa e beta, encontrados em todo o corpo,
como nos esfíncteres, vasos sanguíneos, musculatura lisa e coração. A pseudoefedrina tem
um efeito similar ao da efedrina e da fenilpropanolamina, porém, em comparação com a
efedrina, pode ter menos efeitos sobre o SNC.
Indicações e Usos Clínicos
A pseudoefedrina tem sido usada como descongestionante, broncodilatador leve e para
aumentar o tônus do esfíncter urinário. Como a fenilpropanolamina e a efedrina, tem
efeitos similares sobre os receptores alfa e beta. O uso mais comum em animais é para o
tratamento da incontinência urinária. O mecanismo dessa ação parece ser via estimulação
dos receptores no esfíncter. Em seres humanos, tem sido usada como descongestionante.
No entanto, como é facilmente desviada para a produção de metanfetamina, a
disponibilidade em medicina humana diminuiu, a menos que esteja disponível mediante
prescrição. A maioria das formas vendidas sem prescrição e produtos associados para
humanos foi retirada do comércio. Em animais, exerce efeitos semelhantes e pode ser
substituída.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos àqueles adrenérgicos e incluem excitação, frequência
cardíaca rápida, hipertensão e arritmias.
Contraindicações e Precauções
A pseudoefedrina pode causar alguns efeitos semelhantes aos da fenilpropanolamina. Use
com cautela em pacientes com doença cardiovascular. Use com cautela, ou não use com
inibidores da monoamino oxidase (iMAOs; p. ex., a selegilina). Beta-agonistas como a
pseudoefedrina podem elevar a glicemia. A pseudoefedrina foi usada em laboratórios
clandestinos para manufatura ilegal de metanfetamina. Portanto, a disponibilidade da
pseudoefedrina ficou limitada na maioria dos estados americanos.
Interações Medicamentosas
Como outros agentes simpatomiméticos, espera-se que a pseudoefedrina potencialize
outros agonistas dos receptores alfa e beta. Ela pode causar maior vasoconstrição e
alterações na frequência cardíaca. Use com cautela com outros agentes vasoativos. Use
com cautela com outros fármacos que diminuam o limiar convulsivo. O uso de
anestésicos inalatórios com fenilpropanolamina pode aumentar o risco cardiovascular.
Não usar com antidepressivos tricíclicos (ATCs) ou iMAOs (p. ex., selegilina ou amitraz).
Instruções de Uso
Embora não tenham sido realizados ensaios clínicos para comparação, acredita-se que a ação
e a eficácia da pseudoefedrina sejam semelhantes às da efedrina e da fenilpropanolamina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca nos pacientes. Se possível, monitore a pressão sanguínea e
o ECG em pacientes que possam ser suscetíveis a problemas cardiovasculares.
Formulações
A pseudoefedrina está disponível em comprimidos de 30 e 60 mg, cápsulas de 120 mg e
xarope contendo 6 mg/mL. (Algumas formulações associadas têm outros ingredientes, como
antitussígenos ou anti-histamínicos.)
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
pseudoefedrina é solúvel em água e etanol. Manter as formulações compostas em pH baixo
para estabilidade máxima. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,2-04 mg/kg (ou 15-60 mg/cão) a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
No Brasil, a pseudoefedrina é listada como substância precursora de entorpecentes e/ou
psicotrópicos sujeita à receita médica sem Retenção.
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Quinacrina
Nome comercial e outros nomes
Atabrine ® (não está mais disponível nos EUA)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antimalárico. A quinacrina é um antimalárico obsoleto. Inibe a síntese de ácido nucleico nos
parasitos.
Indicações e Usos Clínicos
A quinacrina é usada ocasionalmente para o tratamento contra protozoários (Giardia), mas
outros fármacos têm sido utilizados com mais frequência (p. ex., metronidazol e tinidazol).
Embora não esteja mais disponível no comércio (EUA), veterinários a obtêm em farmácias de
manipulação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são comuns. Ocorrem vômitos após administração oral.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses citadas são para o tratamento da giardíase. Não há relatos de efeitos sobre outros
organismos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A quinacrina está disponível em comprimidos de 100 mg. Não pode mais ser comercializada
nos EUA, mas ainda é encontrada em algumas farmácias de manipulação, em formulações
compostas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 6,6 mg/kg a cada 12 horas por via oral por 5 dias.
Gatos
• 11 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 5 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Cloridrato de Ranitidina
Nome comercial e outros nomes
Zantac
Medicamentos comercializados no Brasil
Antak (h) , Label (h) , Cloridrato de Ranitidina (g)
Classificação funcional
Agente antiulcerogênico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista da histamina 2 (bloqueador H 2 ). O cloridrato de ranitidina, como outros
bloqueadores H2, suprime a estimulação histamínica da célula parietal gástrica para
diminuir a secreção do ácido gástrico (HCl). O cloridrato de ranitidina aumentará o pH
estomacal. Tem ação mais longa e é 4 a 10 vezes mais potente que a cimetidina. Sua meiavida
é mais longa que a da cimetidina, o que resulta em diminuição da frequência de sua
administração. Ao ajustar as doses, o cloridrato de ranitidina é 89% de ranitidina.
Indicações e Usos Clínicos
É usado para tratar úlceras e gastrite. Não produz e sustenta o aumento do pH estomacal
como outros inibidores da bomba de próton (omeprazol). Enquanto a ranitidina (6,6 mg, por
via oral) em potros, suprimiu a acidez por 6 horas, o omeprazol o fez por 22 horas, na dose
de 4 mg/kg. É usado para prevenir úlceras induzidas por anti-inflamatórios não esteroides
(AINEs) em animais, embora não tenha sido demonstrada a eficácia para este efeito. Em
equinos, não melhorou a cicatrização de úlceras induzidas por AINEs, e não foi tão eficaz
quanto o omeprazol para tratar úlceras. Pode estimular o esvaziamento estomacal e a
motilidade do cólon via ação anticolinesterásica. Em equinos o efeito do esvaziamento
gástrico é mínimo.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais, em geral, são vistos apenas com a diminuição da depuração
(clearance) renal. Em seres humanos, altas doses podem promover sintomatologia nervosa
(SNC). O cloridrato de ranitidina pode ter menos efeitos sobre a função endócrina e
menor interação medicamentosa quando comparado à cimetidina.
Contraindicações e Precauções
Poucas são as interações medicamentosas com o cloridrato de ranitidina, quando
comparado à cimetidina, já que não inibe as enzimas do citocromo P450.
Interações Medicamentosas
O cloridrato de ranitidina e outros bloqueadores do receptor H2 bloqueiam a secreção do
ácido estomacal. Portanto, interferirão na absorção oral de medicamentos dependentes
de acidez, como o cetoconazol, o itraconazol e os suplementos de ferro. Ao contrário da
cimetidina, o cloridrato de ranitidina não é conhecido por inibir enzimas P450
microssomais.
Instruções de Uso
Dados farmacocinéticos em cães sugerem que o cloridrato de ranitidina pode ser
administrado com menor frequência que a cimetidina para se conseguir supressão contínua
de ácido estomacal. O uso em equinos e potros baseia-se em estudos experimentais e dados
farmacocinéticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A ranitidina está disponível em comprimidos de 75, 150 e 300 mg; cápsulas de 50 e
300 mg e na forma injetável de 25 mg/mL. Algumas formulações estão disponíveis para
comercialização livre.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
cloridrato de ranitidina é hidrossolúvel. Os comprimidos que foram esmagados e misturados
com água e xarope ficaram estáveis por 7 dias. Evite o congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/kg a cada 8 horas por vias intravenosa ou oral.
Gatos
• 2,5 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa, ou 3,5 mg/kg a cada 12 horas por via
oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2,2-6,6 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral. A dose mais alta (6,6 mg/kg) é mais eficaz
na supressão da acidez estomacal.
• 2 mg/kg a cada 6-8 horas por via intravenosa.
Bezerros
• 50 mg/kg a cada 8 horas por via oral, em bezerros alimentados com leite.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais destinados ao consumo
humano. Para estimativas de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 5
Cloridrato de Remifentanila
Nome comercial e outros nomes
Ultiva
Medicamentos comercializados no Brasil
Ultiva (h)
Classificação funcional
Anestésico, analgésico e opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A remifentanila é um potente opioide semelhante à fentanila em potência e atividade. Tal
como a fentanila, a remifentanila tem atividade sobre o receptor opioide mu. A diferença
entre a remifentanila e outros opioides está na sua ação ultracurta. O início rápido, o pico de
efeito e a curta duração de ação são atribuídos à sua disposição única. A remifentanila é
rapidamente biotransformada por hidrólise do éster metílico-ácido propanoico por esterases
sanguíneas e teciduais. Portanto, é rapidamente biotransformado ainda no sangue, não
dependendo do metabolismo hepático, e pode ser usado com segurança em pacientes com
doença hepática ou renal. Também é liberado rapidamente para tecidos com um coeficiente
de partição de octanol: água de 17,9 a um pH de 7,3. Entretanto, não se acumula em
tecidos nem mesmo no sangue após infusões intravenosas prolongadas. Devido à rápida
biotransformação e ao equilíbrio entre plasma e tecidos, a remifentanila tem início rápido de
atividade após injeção intravenosa. A meia-vida em cães é de aproximadamente 3-6
minutos e não se altera com doses crescentes. Ocorre rápida recuperação (em 5 a 10
minutos), e, quando se usam infusões a velocidade constante, podem ser alcançadas novas
concentrações em estado de equilíbrio 5 a 10 minutos após alterações na taxa de infusão.
Devido ao rápido equilíbrio com tecidos, pode ser facilmente titulado até a profundidade
desejada de anestesia/analgesia por alteração da taxa de infusão contínua ou administração
de uma injeção em bolus intravenosa.
Indicações e Usos Clínicos
A remifentanila é usada como agente anestésico, muitas vezes em associação com outros
agentes. Devido a sua rápida biotransformação e meia-vida curta, deve ser administrada via
infusão a velocidade constante (IVC) para se manter um efeito anestésico equilibrado. É
usada para indução e manutenção de anestesia. Pode ser administrada com outros
medicamentos, inclusive anestésicos inalatórios, agonistas alfa2, sedativos e tranquilizantes.
Por não exigir metabolismo hepático nem eliminação renal, pode ser administrado com
segurança a pacientes com doença hepática ou renal. O uso de remifentanila em cães
limita-se a alguns estudos e relatos de casos. As doses em animais têm sido extrapoladas de
seres humanos (a dose inicial em humanos é de 0,1 μg/kg/min IVC). A remifentanila é
usada com segurança em gatos, e em uma ampla gama de doses (0,06-16 μg/kg/min), por
via intravenosa, não afetou a CAM do isoflurano.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Assim como outros opioides e opiáceos, a remifentanila tem efeitos adversos e que são
atribuídos à sua ligação a receptores de opioides. Esses efeitos incluem redução da
frequência cardíaca e sedação. Em seres humanos, a taxas de infusão superiores a
0,2 μg/kg/min ocorre depressão respiratória. Em gatos, a remifentanila induziu disforia a
altas taxas de infusão (> 8 μg/kg/min). Os efeitos adversos dissipam-se rapidamente
quando a infusão é interrompida devido à rápida biotransformação do fármaco no plasma
e nos tecidos. A atividade opioide da remifentanila é antagonizada por antagonistas
opioides, como a naloxona.
Contraindicações e Precauções
A remifentanila potencializa os efeitos de outros anestésicos. Use com cautela em animais
sensíveis a opiáceos.
Interações Medicamentosas
Outros anestésicos serão potencializados quando usados com a remifentanila. Doses
menores de outros agentes anestésicos podem ser usadas quando associadas à
remifentanila.
Instruções de Uso
Administre por via intravenosa em infusão a velocidade constante (IVC).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes durante o protocolo anestésico. Monitore o ECG, a frequência
cardíaca, e a frequência e profundidade respiratórias.
Formulações
A remifentanila está disponível em solução 1 mg/mL e em ampolas de 1; 2; ou 5 mg de base
de remifentanila. Adicione 1 mL de diluente por miligrama de remifentanila para obter uma
solução de 1 mg/mL. Essa solução pode ser mais diluída para uso intravenoso das
concentrações de 20, 25, 50 ou 250 μg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
remifentanila HCl tem pKa de 7,07, mas o pH das soluções reconstituídas varia de 2,5 a 3,5.
Deve-se levar em conta o pH das soluções ao se associar com outros medicamentos ou
soluções líquidas. A remifentanila é compatível com água estéril, solução de Ringer lactato,
glicose a 5%, cloreto de sódio a 0,9% e cloreto de sódio a 0,45%. Depois de misturada em
uma solução, é estável por 4 horas à temperatura ambiente. Pode ser misturada em solução
com propofol. Devido à presença de esterases plasmáticas, não deve ser misturada a
produtos sanguíneos. Portanto, não se recomenda a administração com transfusão de
produtos sanguíneos por via intravenosa.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• IVC: 0,20 μg/kg/min, até 1 μg/kg/min. A taxa de infusão pode ser ajustada para se
conseguir o efeito desejado, mas a dosagem de 0,30 μg/kg/min foi ótima para se
alcançarem os efeitos desejados em cães anestesiados, e a taxas mais altas não trouxe
um benefício maior.
Gatos
• Foram usadas taxas de infusão semelhantes àquelas usadas em cães, mas doses ótimas
não foram determinadas para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
A remifentanila é uma substância controlada de Classe II. Os períodos de carência não
foram estabelecidos para animais destinados ao consumo humano. Para estimativas de
intervalo de retirada com uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723). No Brasil, o cloridrato de remifentalina está listado como
substância entorpecente (lista A1) sujeito a notificação de Receita “A”.
Cloridrato de Romifidina
Nome comercial e outros nomes
Sedivet
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, agonista alfa2
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2-adrenérgicos diminuem a liberação de
neurotransmissores do neurônio. Propôs-se que o mecanismo pelo qual eles diminuem a
transmissão nervosa está na sua ligação a receptores alfa2 pré-sinápticos (receptores com
feedback negativo). O resultado são diminuição da descarga simpática, analgesia, sedação e
anestesia. A romifidina é estruturalmente semelhante à clonidina. Outros medicamentos
desta classe são a xilazina, a detomidina, a dexmedetomidina e a medetomidina. A
medetomidina, a dexmedetomidina, a romifidina e a detomidina são mais específicas para o
receptor alfa2 do que a xilazina. A romifidina tem um início de efeito de 2 minutos e uma
duração de 1-1,5 hora.
Indicações e Usos Clínicos
A romifidina, assim como outros alfa 2 -agonistas, é usada como sedativo, adjuvante
anestésico e para analgesia. A romifidina produz duração mais longa de efeitos sedativos,
seguida pela detomidina, medetomidina e xilazina. Seu uso limita-se principalmente a
cavalos, como sedativo e analgésico para facilitar o manuseio dos animais para exames
clínicos, procedimentos clínicos, e procedimentos clínicos menores, e como pré-anestésico,
antes da indução da anestesia geral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A romifidina, assim como outros alfa2-agonistas, diminui o débito simpático. Bradicardia
é comum, e pode ocorrer depressão cardiovascular. Os efeitos cardíacos podem incluir
bloqueio sinoatrial, bloqueio AV de primeiro e segundo graus, bradicardia e arritmia
sinusal. Em equinos, causa efeitos semelhantes aos dos outros alfa 2 -agonistas, inclusive
ataxia, queda da cabeça, sudorese e bradicardia. É comum a ocorrência de edema facial,
especialmente com altas doses. Experimentos em equinos revelaram que mesmo em altas
doses (até 600 μg/kg) não ocorreram mortes.
Contraindicações e Precauções
A romifidina, tal como outros alfa2-agonistas, deve ser usada com cautela em animais
com doença cardíaca. O uso pode ser contraindicado em animais idosos com doença
cardíaca preexistente. A xilazina causa problemas em fêmeas prenhes, e isso também
deve ser considerado para outros agonistas alfa2. Use com cautela em fêmeas prenhes,
pois pode induzir o parto. Além disso, pode diminuir a oxigenação fetal durante a
gestação. Em caso de superdose, reverta com atipamezol ou ioimbina.
Interações Medicamentosas
Não use com outros medicamentos que possam causar depressão cardíaca. Pode ser
usada em equinos junto com diazepam ou cetamina. Não misture em ampola ou seringa
com outros anestésicos. O uso com analgésicos opioides aumentará muito a depressão do
SNC. Considere a redução das doses, se for administrada com opioides.
Instruções de Uso
A romifidina, assim como outros agonistas alfa2, pode ser administrada com cetamina ou
benzodiazepínicos. Pode ser revertida com antagonistas alfa2, como o atipamezol ou a
ioimbina. Uma variedade de doses de romifidina foi usada em equinos; para comparação,
foram administradas doses de 40 e 120 μg/kg, por via intravenosa, as quais mostraram que
a sedação, os efeitos cardíacos e a analgesia são efeitos que dependem da dose. Ocorre
sedação mais profunda com doses mais altas. Cada dose produziu efeitos que duraram pelo
menos 60 minutos, e alguns foram observados por 180 minutos. A duração de 180 minutos
é mais provável com doses mais altas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais vitais durante a anestesia. Monitore a frequência cardíaca, a pressão
sanguínea e o ECG, se possível durante a anestesia.
Formulações
A romifidina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não foram estabelecidas doses para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Sedação e analgesia: 40 a 120 μg/kg, por via intravenosa.
• Pré-anestésico: 100 μg/kg, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais destinados ao consumo humano.
Cloridrato de Selegilina
Nomes comerciais e outros nomes
Anipryl ® (também conhecido como Deprenyl ® e L-deprenyl ® ), Eldepryl ® (preparação
humana) e Emsam adesivo transdérmico ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Jumexil (h) , Elepril (h) , Niar (h) , Cloridrato de Selegilina (g)
Classificação funcional
Agonista dopaminérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista dopaminérgico. A selegilina é conhecida por muitos nomes. O cloridrato de
selegilina é o nome oficial do medicamento pela farmacopeia americana, mas a maioria dos
clínicos a conhecem pelo seu antigo nome, L-deprenyl. (L-deprenyl é utilizado para
distingui-lo de seu isômero D-deprenil). Um medicamento relatado é a rasagilina.
A selegilina é usada em humanos para o tratamento da doença de Parkinson e
ocasionalmente para a doença de Alzheimer com o nome comercial de Eldepryl ® .
(A eficácia para a doença de Alzheimer não foi estabelecida).
As formulações veterinárias são aprovadas para uso em cães para o tratamento da
síndrome de Cushing em cães e para a disfunção cognitiva. A ação da selegilina está em
inibir os receptores monoamino-oxidase MAO tipo B (e outros receptores MAO em doses
altas). O mecanismo de ação proposto é a inibição do metabolismo da dopamina no SNC.
A ação sobre o hiperadrenocorticismo hipófise-dependente pode ocorrer devido ao aumento
dos níveis cerebrais de dopamina, o que diminui a liberação de ACTH, resultando em baixos
níveis de cortisol. Os efeitos secundários estão relacionados à inibição do metabolismo da
feniletilamina. (A feniletilamina em animais de laboratório produz efeitos semelhantes à
anfetamina e à metanfetamina). Existem dois metabólitos ativos, são a 1-anfetamina e 1-
metanfetamina, mas não se sabe quais as suas contribuições aos efeitos farmacológicos.
Em equinos, a biotransformação em metabólitos semelhantes à anfetamina é baixa.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães, a selegilina é aprovada para o controle dos sinais clínicos do hiperadrenocorticismo
hipófise-dependente (HHD; síndrome de Cushing) e para o tratamento de disfunção
cognitiva em cães idosos. Contudo, a eficácia na síndrome de Cushing pode não ser tão alta
como a de outros medicamentos, como o mitotano ou trilostano. Os efeitos da selegilina
podem ser limitados em HHD causados por lesões na pars intermedia e pode não ser efetivo
para outras formas de HHD (a maioria dos casos de HHD apresenta lesões na pars distalis).
Pode melhorar algumas manifestações clínicas sem diminuir os níveis de cortisol em cães
com HHD na dose de 1,0 mg/kg 1 vez/dia. Para a disfunção cognitiva canina (demência)
em cães idosos, o tratamento com a selegilina inibe a MAO tipo B e aumenta as
concentrações de dopamina no cérebro, o que restaura o balanço deste neurotransmissor e
pode melhorar a habilidade cognitiva. É administrada em alguns gatos idosos com problemas
comportamentais relacionados à idade, no entanto, não foram relatados resultados clínicos
após o uso. Aparentemente, não produz efeitos clínicos em equinos após a administração por
via oral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são raros em cães, contudo incluem vômitos, diarreia, hiperatividade
e inquietação. Efeitos semelhantes aos da anfetamina podem ser produzidos em animais
experimentais. Em cães, altas doses promoveram hiperatividade (doses > 3 mg/kg) que
incluem salivação ofegante com movimentos respiratórios repetitivos, diminuição do peso
e mudança nos níveis de atividade. Em doses de 30 mg por cavalo, por via intravenosa ou
oral, não há efeitos comportamentais.
Os dois metabólitos ativos são a 1-anfetamina e a 1-metanfetamina. Embora haja
aumento nas concentrações de anfetamina em cães, estes não são suficientemente altos
para produzir reações adversas. Contudo, altas doses (> 3 mg/kg) podem produzir
alterações comportamentais. Os 1-isômeros não são tão ativos quanto os d-isômeros; os
estudos não confirmam o potencial de gerar efeitos semelhantes ao de abuso das
anfetaminas ou dependência da selegilina comparado com outros medicamentos com
efeitos semelhantes ao das anfetaminas.
Contraindicações e Precauções
Não é indicada para tumores das adrenais. Usar com cautela com outros medicamentos.
(Ver Interações Medicamentosas.)
Interações Medicamentosas
Não utilizar com outros inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs). Não utilizar com
antidepressivos tricíclicos (ATCs), como a clomipramina e amitriptilina ou com inibidores
seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), como a fluoxetina. Não administrar com
meperidina, dobutamina ou amitraz. Utilizar com cautela com aminas simpatomiméticas,
como a fenilpropanolamina, a linezolida e o tramadol.
Instruções de Uso
Titular a dose até o efeito desejado. Iniciar com a menor dose e aumentar gradualmente até
o efeito desejado ser observado. O adesivo transdérmico para humanos não foi avaliado para
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. A dosagem de cortisol sérico não é válida na
verificação da eficácia.
Formulações
A selegilina está disponível em comprimidos para animais de 2, 5, 10, 15 e 30 mg;
comprimidos ou cápsulas para humanos de 5 mg; e adesivos transdérmicos para humanos
de 40 cm 2 (EmSam ® )
Estabilidade e Armazenamento
É estável se armazenada na formulação original do fabricante.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Iniciar com 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Se não houver resposta em 2 meses,
aumentar para a dose máxima de 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais. Em estudos preliminares em que a
selegilina foi administrada na dose de 30 mg/cavalo por via oral ou intravenosa, não foram
observados efeitos no comportamento ou na atividade locomotora destes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o cloridrato de selegina está listado como substância de controle especial (lista
C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Sotalol
Nomes comerciais e outros nomes
Betapace ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Sotacor (h) , Cloridrato de Sotalol (g)
Classificação funcional
Betabloqueador, Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Betabloqueador adrenérgico não específico (beta 1 e beta 2 ) (Antiarrítmico Classe II). Sua
ação é similar ao do propranolol (um terço da potência), contudo, seus efeitos benéficos são
maiores do que os de outros antiarrítmicos. Ainda, por ser um medicamento classe II, o
sotalol pode ter alguma atividade classe III (bloqueador dos canais de potássio). A atividade
da classe III prolonga o período refratário por diminuir a corrente de potássio retificadora
tardia. O sotalol é um betabloqueador solúvel em água e possui menor depuração hepática
que os outros betabloqueadores. Os níveis plasmáticos e as diferenças interindividuais de
depuração são menos esperados do que com outros betabloqueadores.
Indicações e Usos Clínicos
O sotalol é indicado para o controle das arritmias ventriculares refratárias. Também é
utilizado para fibrilação atrial refratária. Embora o sotalol seja comumente administrado em
pequenos animais, principalmente cães, o uso e as doses são derivados principalmente da
experiência anecdotal e clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais não foram relatados para animais, mas espera-se que sejam similares
aos do propranolol. Como muitos antiarrítmicos, o sotalol pode apresentar alguma
atividade pró-arrítmica. Os efeitos inotrópicos negativos podem causar alterações
importantes em animais com baixa contratilidade cardíaca.
Contraindicações e Precauções
Administrar cuidadosamente em animais com insuficiência cardíaca ou bloqueio
atrioventricular. Usar com cautela em paciente com baixa reserva cardíaca.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com outros medicamentos que diminuam a contratilidade cardíaca ou
diminuíam a frequência cardíaca.
Instruções de Uso
Os efeitos betabloqueadores ocorrem em baixas doses; os efeitos antiarrítmicos classe III
ocorrem em altas doses. Em humanos, é mais efetivo como agente de manutenção no
controle de arritmias do que outros medicamentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência cardíaca durante o tratamento.
Formulações
O sotalol está disponível em comprimidos de 80, 120, 160 e 240 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sotalol
é solúvel em água e etanol. Pode ser misturado a xaropes e flavorizantes, sendo estável por
12 semanas, mas deve ser armazenado no refrigerador.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral. (Para cães médios ou grandes, iniciar com
40 mg/cão a cada 12 horas, então aumentar para 80 mg, caso não haja resposta).
Gatos
• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período
de carência do uso extrabula, contate FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Terbinafina
Nome comercial e outros nomes
Lamisil
Medicamentos comercializados no Brasil
Lamisil (h) , Terbinafina (Cloridrato) (g)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico. A terbinafina pertence ao grupo alilamínico de substâncias
antifúngicas. Atua sobre a biossíntese do ergosterol, tendo por alvo a esqualeno epoxidase
(EE) fúngica. A EE é uma enzima ligada à membrana e está envolvida na conversão de
esqualeno em esqualeno 2,3-epóxido, que é subsequentemente convertido em lanosterol e
ergosterol. A terbinafina é seletiva para EE fúngica. É ativa contra dermatófitos. Após a
administração, as concentrações persistem no pelo por muito mais tempo do que no plasma
ou em outros líquidos corporais. Por exemplo, as concentrações mantiveram-se no pelo do
gato por mais de 5 semanas após o tratamento.
Indicações e Usos Clínicos
A terbinafina é indicada para o tratamento de infecções por dermatófitos em cães, gatos,
pássaros e alguns animais exóticos. Para dermatófitos em animais, as doses necessárias para
eficácia são muito maiores do que aquelas usadas em humanos. Embora haja experiência
com o uso de terbinafina em animais – principalmente para dermatófitos –, não há
evidência de que este medicamento seja mais efetivo do que outros agentes antifúngicos
orais. Em cães, é usada para infecções pela levedura Malassezia. O tratamento de infecções
com terbinafina em equinos não teve sucesso, provavelmente devido a má absorção.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Vômito é o efeito adverso mais comum. Também é possível a ocorrência de náuseas e
anorexia. As enzimas hepáticas podem estar elevadas em alguns animais.
Hepatotoxicidade é possível, mas não tem sido relatada em decorrência do uso em
animais. Foi observado prurido facial em alguns gatos tratados. Em seres humanos, um
distúrbio persistente do paladar, problemas gastrointestinais e cefaleia foram relatados.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O tratamento de cães e gatos requer doses muito maiores, comparadas às doses usadas em
seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A terbinafina está disponível em comprimidos de 250 mg, e em solução tópica e creme
tópico, ambos a 1%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
terbinafina é ligeiramente solúvel em água e álcool. Quando foram preparadas suspensões
com comprimidos esmagados em um veículo (Ora-Sweet), permaneceu estável por 42 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 30-40 mg/kg, a cada 24 horas (com alimento), por via oral, durante 2-3 semanas.
Gatos
• 30-40 mg/kg/dia, por via oral, durante pelo menos 2 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses efetivas para grandes animais. Não é efetivo para equinos.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais que servem de alimento. Para
estimativas dos intervalos de carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Cloridrato de Tetraciclina
Nomes comerciais e outros nomes
Panmycin, Duramycin em pó e Achromycin V
Medicamentos comercializados no Brasil
Ginovet (v) , Solutetra (v) ,Tetrabion (v) , Tetraciclina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico tetraciclínico. O mecanismo de ação das tetraciclinas é ligar-se à subunidade
ribossomal 30S e inibir a síntese da proteína bacteriana. A ação é dependente de tempo e
contra algumas bactérias tem efeito bacteriostático. A tetraciclina, assim como outros
tetraciclínicos, tem amplo espectro de atividade sobre bactérias, incluindo também alguns
protozoários, Rickettsiae e Ehrlichiae. A resistência é comum. A tigeciclina é uma nova
tetraciclina que possui uma atividade melhor contra bactérias resistentes a outros
antibióticos. Entretanto, não há relatos de seu uso em animais.
Indicações e Usos Clínicos
As tetraciclinas são usadas para tratar uma variedade de infecções, entre as quais infecções
dos tecidos moles, pneumonia e infecções no trato urinário inferior. Outros antibióticos
deste grupo, que são usados com mais frequência em animais são: a oxitetraciclina, a
minociclina e a doxiciclina. Consulte as seções que contêm esses antibióticos para uma lista
mais completa do uso clínico e indicações.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As tetraciclinas em geral podem causar necrose tubular em altas doses. Podem afetar a
formação óssea e dentária em animais jovens. As tetraciclinas estão implicadas na febre
medicamentosa em gatos. Pode ocorrer hepatotoxicidade em altas doses em indivíduos
suscetíveis.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais jovens, pois afeta a formação óssea e dentária.
Interações Medicamentosas
As tetraciclinas se ligam a compostos contendo cálcio, o que diminui a absorção oral. Não
misture com soluções contendo ferro, cálcio, alumínio ou magnésio.
Instruções de Uso
Foram realizados estudos farmacocinéticos e experimentais em pequenos animais, mas não
estudos clínicos. O uso das tetraciclinas em pequenos animais tem sido substituído
principalmente por doxiciclina. A tetraciclina oral mais comum para equinos é a doxiciclina
ou a minociclina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os
pontos de perda de sensibilidade são ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤ 4 μg/mL para
outros microrganismos. Entretanto, com base nas concentrações plasmáticas obtidas,
1 μg/mL ou menos deve ser usada para animais. A tetraciclina é utilizada como marcador
para testar a suscetibilidade a outros antibióticos desta classe, como a odoxiciclina, a
minociclina e a oxitetraciclina. Ao usar tetraciclina para testar a suscetibilidade à
oxitetraciclina em patógenos de bovinos, use um ponto de perda de
suscetibilidade ≤ 2 μg/mL para bactérias suscetíveis. Ao usar a tetraciclina para testar a
suscetibilidade a patógenos de suínos, use um ponto de perda de suscetibilidade de
0,5 μg/mL para bactérias suscetíveis.
Formulações
A tetraciclina é disponibilizada em cápsulas de 250 e 500 mg. Em bolus de 500 mg para
bezerros, em suspensão oral de 100 mg/mL e, em pó, 25 e 324 g do princípio ativo para
cada 0,45 kg do pó.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
tetraciclina tem baixa solubilidade em água. Mas o cloridrato de tetraciclina é mais solúvel
(100 mg/mL). O pH da solução do cloridrato de tetraciclina é aproximadamente 2,0. Será
decomposto se mantido a um pH alcalino. O cloridrato de tetraciclina é instável, e as
preparações compostas são melhor preparadas com a base de tetraciclina como suspensão. A
tetraciclina escurece com a exposição à luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 15-20 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• 4,4-11mg/kg a cada 8 horas por vias intramuscular ou intravenosa.
• Infecção por Rickettsia (cães): 22 mg/kg a cada 8 horas durante 14 dias, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros e Suínos
Para o tratamento de enterite e pneumonia: 11 mg/kg a cada 12 horas, administrada em
água ou em bolus. Quando administrada na água, a dose pode de fato variar entre os
animais, dependendo de sua ingestão hídrica.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência para bovinos e suínos: 5 dias (carne) para o pó oral; 18 dias, 72 horas
(leite), quando usada em bolus intrauterino e de 12, 14 e 24 dias, quando são usados
comprimidos orais, dependendo do produto (verificar rótulo). Formulações no Brasil
recomendam que vacas leiteiras tratadas tenham o leite descartado por 72 horas e período
de carência para o abate de 30 dias.
Cloridrato de Tiamina
Nomes comerciais e outros nomes
Vitamina B 1 , Bewon e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloridrato de tiamina (g)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A vitamina B 1 é usada para o tratamento da deficiência de vitamina. Os complexos
vitamínicos B, com frequência, contêm tiamina (B1), riboflavina, niacinamida e
cianocobalamina B12.
Indicações e Usos Clínicos
A tiamina é usada para prover suplementação de vitamina B1 ou tratar sua deficiência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são raros, pois vitaminas hidrossolúveis são facilmente excretadas.
Contraindicações e Precauções
Administre as soluções de vitamina B1 muito lentamente por via intravenosa, caso use
esta via. A administração intravenosa rápida tem causado reações anafiláticas.
Interações Medicamentosas
O cloridrato de tiamina pode tornar-se incompatível quando misturado com soluções
alcalinizantes.
Instruções de Uso
Os suplementos de vitamina B são administrados geralmente em associação com outras
vitaminas B, como a solução do complexo vitamínico B.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A tiamina está disponível em elixir de 250 μg/5 mL, comprimidos de 5 a 500 mg e em
injeções de 100 e 500 mg/mL.
As soluções aquosas de complexo vitamínico B para injeções geralmente contêm
12,5 mg mg/mL de vitamina B1.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Quando
misturado a outras soluções (p. ex., soluções fluidas), pode resultar em incompatibilidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-100 mg/cão/dia por via oral.
• 12,5-50 mg/cão/dia por vias intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• 5-30 mg/gato/dia por via oral, até uma dose máxima de 50 mg/gato/dia.
• 12,5-25 mg/gato/dia por vias intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Todas as doses estão listadas por animal (dose/animal).
Cordeiros
• 12,5-25 mg/dia por via intramuscular.
Ovinos e Suínos
• 65-125 mg/dia, por via intramuscular.
Bezerros e Potros
• 37,5-65 mg/dia por via intramuscular.
Bovinos e Equinos
• 125-250 mg /dia por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para animais destinados a alimento: 0
Cloridrato de Tocainida
Nome comercial e outros nomes
Tonocard
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiarrítmico. A tocainida é um antiarrítmico de Classe Ib. Assim como outros
medicamentos de Classe I, como a lidocaína, bloqueia os canais de cálcio nos tecidos
cardíacos e inibe a Fase 0 da despolarização para suprimir a despolarização espontânea.
Indicações e Usos Clínicos
A tocainida é um substituto oral para o tratamento e controle de arritmias ventriculares. O
uso em medicina veterinária é incomum. O uso em animais é baseado principalmente na
utilização empírica e na experiência em seres humanos. Não existem estudos clínicos bem
controlados ou sobre eficácia que documentem o sucesso clínico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães, há relatos de anorexia e toxicidade gástrica. Arritmias, vômito e ataxia também
são possíveis. (Em um estudo, 35% dos cães mostraram efeitos gástricos.)
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais que também estejam recebendo betabloqueadores. Não use
em pacientes com bloqueio cardíaco.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
É limitada a experiência com tocainida em animais. Entretanto, estudos clínicos
demonstram eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações terapêuticas são de 6-10 μg/mL.
Formulações
A tocainida está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15-20 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.
Gatos
Não foi estabelecida a dose.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de
carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Tramadol
Nome comercial e outros nomes
Ultram e marcas genéricas. Fora dos EUA, Tramadon e Altadol
Medicamentos comercializados no Brasil
Tramal (h) , Sensitram (h) , Sylador (h) , Cloridrato de Tramadol (g)
Classificação funcional
Analgésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico. O tramadol é uma mistura racêmica (R & S) cujo mecanismo de ação é
complexo, mas este efeito é 10 vezes menor do que o da codeína e 6.000 vezes inferior ao
da morfina. O tramadol também inibe a recaptação da noradrenalina (NA) e da serotonina
(5-HT), e produz efeitos secundários sobre os receptores alfa2-adrenérgicos nas vias da dor.
Um isômero tem maior efeito sobre a recaptação de 5-HT e maior afinidade com receptores
mu de opiáceos. O outro isômero é mais potente para recaptação de NA e menos ativo para
inibição da recaptação de 5-HT. Em conjunto, os efeitos do tramadol podem ser explicados
pela inibição da recaptação de 5-HT, ação sobre os receptores alfa2 e leve atividade sobre os
receptores mu. O tramadol tem até 11 metabólitos. Um metabólito (O-desmetil tramadol,
também chamado de M1) pode ter efeitos opiáceos maiores do que o do composto principal
(p. ex., efeito opiáceo 200-300 vezes maior que o do tramadol), mas ainda menores que o
da morfina. Em animais que produzem este metabólito em quantidades suficientes, alguma
ação analgésica pode ser atribuída aos efeitos mediados por opiáceos decorrentes do
metabólito ativo. Não se demonstrou que os outros metabólitos tenham uma atividade
analgésica ativa. A farmacocinética e os metabólitos do tramadol foram extensamente
estudados em cães, equinos e gatos. A farmacocinética é incompatível com a variação de
eliminação, absorção oral e biotransformação do metabólito ativo, variando entre os estudos
em uma mesma espécie e em espécies diferentes. Alguns estudos mostraram que o
metabólito ativo (M1) em cães é um metabólito menor (10-16% das concentrações de
tramadol), mas em outros estudos os níveis deste metabólito eram muito baixos para serem
quantificados ou inexistentes, e podem não contribuir de maneira significativa para os
efeitos analgésicos. O tramadol tem meia-vida em cães de aproximadamente 1,0-2,7 horas
com absorção oral variável, mas a absorção oral pode chegar a 65%. Em gatos, a meia-vida é
de 3-4 horas e eles produzem concentrações mais altas e mais sustentadas do metabólito
ativo (M1) do que outros animais – presumivelmente devido às diferenças na atividade
enzimática. A concentração do metabólito ativo em gatos está em paralelo com as
concentrações de tramadol. Os equinos produzem apenas baixos níveis ou níveis
indetectáveis do metabólito ativo. Em equinos, a absorção oral é extremamente variável,
indo de 3 a 64%, mas na maioria dos estudos é baixa. Na maioria dos estudos, a meia-vida
em equinos é de aproximadamente 1,5-2,5 horas. Um medicamento com estrutura e
atividade semelhantes às do tramadol é o tapentadol (Nucynta). O tapentadol é usado para
dor moderada em humanos (50-200 mg, a cada 4-6 horas), mas seu uso não foi relatado
em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O tramadol é usado como analgésico em seres humanos, cães, gatos, equinos e espécies
menores (p. ex., coelhos, caprinos). É uma alternativa aos analgésicos opiáceos puros e aos
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em pacientes que necessitam de tratamento para
dor leve a moderada. Em seres humanos, é considerado um analgésico leve, mas neles a
farmacocinética do tramadol é diferente, comparada à dos animais. Os efeitos clínicos em
seres humanos não podem necessariamente ser extrapolados para animais. Em estudos –
clínicos e experimentais – com animais, os resultados foram inconsistentes para demonstrar
sua eficácia como analgésico. Entretanto, os estudos avaliados variaram quanto à dose, à via
e ao estímulo de dor. Há certa evidência de analgesia após a administração para tratamento
da dor associada a cirurgia eletiva, mas faltam evidências quando são usados modelos
experimentais de dor. Alguns estudos que demonstraram eficácia usaram formulações
injetáveis (2-4 mg/kg), em vez das formas orais. Pode ser mais eficaz quando usado com
AINE ou outros analgésicos, como a cetamina ou agonistas alfa2. O tramadol é administrado
por via epidural (diluído em solução salina) em equinos, cães e gatos (1-2 mg/kg). Embora
alguns analgésicos sejam documentados nesses estudos, os efeitos e a farmacocinética
foram semelhantes aos de outras vias de administração, e supõe-se que o tramadol tenha
rápida distribuição após administração epidural.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em gatos, podem ser observados vômitos, alterações comportamentais, excitação e
midríase, os quais são relacionados com a dose. Tanto euforia como disforia são
observados em gatos. Em equinos, pode haver agitação em pouco tempo
(aproximadamente 20-40 minutos), cabeceio, diminuição da frequência de sons
intestinais, tremores, fasciculações musculares, taquicardia, sudorese e ataxia. Os efeitos
em equinos são mais proeminentes após administração intravenosa rápida, e
minimizados, se a injeção for administrada lentamente durante 10 minutos. Em cães,
efeitos adversos são raros. Observa-se certa sedação, a qual é relacionada com a dose. Os
problemas cardiovasculares ou gastrointestinais em cães são mínimos. Em cães, doses
muito altas podem promover convulsões. Se ocorrerem efeitos adversos, pode-se
antagonizá-los apenas em parte por naloxona.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela com outros medicamentos que tenham efeitos depressores do SNC,
como opiáceos, agonistas alfa2 ou inibidores da recaptação de serotonina (p. ex.,
antidepressivos e medicamentos modificadores de comportamento). O tramadol pode
potencializar suas ações. Os metabólitos podem ser eliminados pela urina. Use com
cautela em animais com doença renal ou distúrbios convulsivos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Contudo, devido aos múltiplos
efeitos do tramadol (inibidores da recaptação da serotonina, efeitos adrenérgicos e efeitos
opiáceos), é possível a interação com outras substâncias que atuam por meio de
mecanismos semelhantes. A síndrome da serotonina é teoricamente possível quando é
usado com outros inibidores da recaptação da serotonina, mas tais interações não foram
relatadas em animais. É usado com segurança com AINEs. Foi administrado com
anestésicos inalantes sem quaisquer sinais de interação medicamentosa adversa.
Instruções de Uso
As informações de dosagem baseiam-se em estudos experimentais realizados em cães, gatos
e equinos e em alguns estudos clínicos. Na maioria dos animais, são administrados
comprimidos orais de liberação imediata, ou inteiros ou esmagados e misturados com um
veículo. Em alguns países, é disponibilizada uma solução injetável por vias intravenosa,
intramuscular, subcutânea e epidural. Os comprimidos de tramadol de liberação prolongada
são usados em humanos, mas em cães estes comprimidos mostram retardo na absorção e
níveis plasmáticos cinco vezes menores do que em humanos em doses equivalentes (mg/kg).
Portanto, comprimidos de liberação prolongada para humanos podem não ter sucesso em
cães e gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. O tramadol não é mensurado rotineiramente,
mas concentrações efetivas são relatadas na variação de 200-400 ng/mL para o tramadol e
de 20-40 ng/mL para seu metabólito ativo (M1).
Formulações
Os comprimidos de tramadol de liberação imediata estão disponíveis em 50 mg; o tramadol
de liberação prolongada estão disponíveis em comprimidos de 100, 200 ou 300 mg. Nos
EUA, não estão disponíveis as formulações injetáveis. Contudo, na Europa e em outros
países, é disponibilizada uma formulação injetável de 50 mg/mL que pode ser diluída ainda
em solução salina a 0,9% para administração intravenosa. As formulações compostas de
tramadol são preparadas em água estéril a uma concentração de 10 mg/mL. Esta solução é
estável por até 1 ano se for armazenada no refrigerador e protegida da luz.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O tramadol
é hidrossolúvel. Quando foi misturado em veículos aquosos, manteve a potência e
permaneceu estável por semanas. Contudo, a estabilidade das formulações compostas que
podem conter flavorizantes e outros excipientes não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg, a cada 6-8 horas, por via oral. Se estiver disponível em forma injetável,
4 mg/kg, por via intravenosa, a cada 6-8 horas.
Gatos
• Iniciar com 2 mg/kg e aumentar até 4 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral. Quando
as formas injetáveis estiverem disponíveis, também são administradas em doses de
2 mg/kg, por via intravenosa, e de 2-4 mg/kg, por via subcutânea, a cada 8 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2 mg/kg, por via intravenosa (lentamente), e 4-5 mg/kg, por via oral. Em equinos,
o intervalo ótimo de dosagem não é conhecido, mas, devido à curta meia-vida, pode ser
apropriado a cada 6 horas. Não exceder a 2 mg/kg, por via intravenosa, ou 5 mg/kg, por
via oral em equinos.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. A meia-vida em animais é curta, e
podem não ser necessários extensos períodos de carência em animais de produção. Para
estimativas de intervalo de carência em uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo
número1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o cloridrato de tramadol está inserido na lista A2 de substâncias entorpecentes
de uso permitido somente em concentrações especiais, sujeito a notificação de receita
“A”.
Classificação RCI: 2
Cloridrato de Trazodona
Nome comercial e outros nomes
Desyrel e genérico
Medicamentos comercializados no Brasil
Donaren (h)
Classificação funcional
Agente ansiolítico, modificador do comportamento
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A trazodona é um agente ansiolítico. Trata-se de um derivado AMD triazolopiridínico que
pertence ao grupo fenilperazínico de fármacos com ação central. Atua como antagonista do
receptor 2A da serotonina (5-HT 2A ) e como inibidor seletivo da recaptação da serotonina
(ISRS), com pouco efeito sobre a dopamina. Também tem propriedades sedativas
inespecíficas, sendo usada como sedativo e hipnótico. Tem um metabólito ativo que também
pode causar efeitos sobre o receptor de serotonina-1. A ação como antidepressivo e agente
ansiolítico parece ser distinta daquela dos antidepressivos tricíclicos e dos ISRSs. É altamente
biotransformado em seres humanos, mas a biotransformação e a farmacocinética não são
bem compreendidas em animais. A meia-vida é de 6 a 9 horas em seres humanos, mas não
foi estabelecida para cães.
Indicações e Usos Clínicos
A trazodona é usada em cães para eventos que causam ansiedade, como visitas ao
veterinário, trovões, fobias a ruídos, andar de carro, bem como outras fobias e eventos
generalizados de ansiedade. Embora seja útil para aliviar a ansiedade nessas situações, a
trazodona tem um início de atividade retardado, e pode ser imprevisível. Para otimizar os
efeitos, deve ser administrada aproximadamente 1 hora antes do evento indutor de
ansiedade.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora tenha uso limitado, a trazodona é empregada em cães sem relatos de efeitos
adversos graves. Pode ter menos efeitos anticolinérgicos do que antidepressivos tricíclicos.
Não produziu efeitos adversos cardíacos nem atividade convulsiva.
Contraindicações e Precauções
Em vista do efeito da trazodona sobre o metabolismo, a recaptação e os receptores da
serotonina, deve ser usada com cautela com outros medicamentos que afetam a
serotonina. Efeitos de síndrome da serotonina não foram observados em cães, mas deve
ser usada com cautela com medicamentos, como os ISRSs (fluoxetina, paroxetina),
antidepressivos tricíclicos (clomipramina), tramadol e inibidores da monoamina oxidase
(segelina).
Interações Medicamentosas
A trazodona é altamente biotransformada pelas enzimas do citocromo P450. Tais
enzimas podem ser inibidas ou induzidas por administração em conjunto com outras
substâncias. Embora não haja relatos de interações medicamentosas específicas para cães,
deve-se ter cautela ao administrar a animais que estejam recebendo outras medicações
que sabidamente afetam as enzimas do citocromo P450.
Instruções de Uso
Inicie com baixa dose (aproximadamente 2 mg/kg) e aumente gradualmente até as doses
maiores, conforme o necessário. Comparada a outros medicamentos modificadores do
comportamento, como os ISRSs, e aos antidepressivos tricíclicos, a trazodona tem efeito mais
rápido. Pode ser administrada 1 hora antes de um conhecido evento deflagrador de
ansiedade em um animal, como trovões, ruídos altos, andar de carro ou a visita ao
veterinário. Pode ser administrada com benzodiazepínicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Está disponível em comprimidos de 50, 100, 150 e 300 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-5 mg/kg, por via oral, conforme seja necessário, mas geralmente a cada 8 a 24 horas;
ou administre em dose única 1 hora antes do evento que possa deflagrar a ansiedade.
Posologia para Grandes Animais
Não há dose estabelecida para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
intervalo de carência com uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o cloridrato de trazodona está inserido na Lista C1 de substâncias sujeitas a
controle especial, sendo necessário o uso de receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Trientina
Nome comercial e outros nomes
Syprine
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente quelante. A trientina quela o cobre para aumentar sua eliminação na urina. É mais
potente que a penicilamina.
Indicações e Usos Clínicos
A trientina é usada para quelar o cobre quando o paciente não tolera a penicilamina. O uso
em animais surgiu principalmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos.
Em comparação com a penicilamina, pode provocar menos problemas gastrointestinais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes; pode ser teratogênica.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A trientina é usada apenas em pacientes que não podem tolerar a penicilamina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis de cobre nos pacientes tratados.
Formulações
A trientina está disponível em cápsulas de 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-15 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, 1-2 horas antes da alimentação.
Posologia para Grandes Animais
Não há relato de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de
carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Cloridrato de Trifluoperazina
Nome comercial e outros nomes
Stelazine
Medicamentos comercializados no Brasil
Stelazine (h)
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fenotiazínico. Tal como outros fenotiazínicos, é um antagonista de ação central da
dopamina (D2) e suprime a atividade da dopamina sobre o SNC para provocar sedação e
prevenir o vômito. Outros fenotiazínicos incluem acepromazina, clorpromazina,
perfenazina, proclorperazina, promazina, propiopromazina e triflupromazina.
Indicações e Usos Clínicos
A trifluoperazina é usada para tratamento da ansiedade, para provocar sedação e também
como antiemético. Trata-se de um sedativo mais fraco que alguns outros fenotiazínicos. Em
humanos, é empregada para tratar transtornos psiquiátricos. O uso em animais derivou
principalmente do emprego empírico e da experiência em humanos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em animais, mas espera-se que sejam semelhantes aos
dos outros fenotiazínicos. Os fenotiazínicos podem diminuir o limiar da convulsão em
animais suscetíveis, embora isto seja controverso no caso da acepromazina. Também
podem causar sedação como um efeito colateral comum e ainda efeitos colaterais
extrapiramidais (movimentos musculares involuntários) em alguns indivíduos.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes hipotensos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Porém, estes fármacos podem
ser sujeitos a interações medicamentosas com o citocromo P450.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais ainda não foram relatados. O uso em animais
(e a posologia) baseia-se na experiência em seres humanos ou na experiência empírica com
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A trifluoperazina está disponível em solução oral de 10 mg/mL; comprimidos de 1, 2, 5 e
10 mg; e em solução injetável a 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. A
trifluoperazina é hidrossolúvel e ligeiramente solúvel em etanol. Oxida-se rapidamente, se
for exposta ao ar ou à luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,03 mg/kg, a cada 12 horas, por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo de
carência no uso extrabula, contate nos EUA o FARAD, pelo número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723.)
No Brasil, o cloridrato de trifluoroperazina está listado como substância de controle
especial (lista C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Cloridrato de Verapamil
Nomes comerciais e outros nomes
Calan ® e Isoptin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dilacoron (h) , Cloridrato de Verapamil (g)
Classificação funcional
Antagonista de canais de cálcio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento bloqueador dos canais de cálcio do grupo dos não di-hidropiridínicos. O
verapamil bloqueia a entrada do cálcio nas células através do bloqueio dos canais lentos
dependentes de voltagem. O verapamil provoca vasodilatação, cronotropismo negativo e
efeitos inotrópicos negativos.
Indicações e Usos Clínicos
O verapamil é utilizado para controle de arritmias supraventriculares. O uso do verapamil
diminuiu devido a seus efeitos adversos, que praticamente o tornaram um medicamento
em desuso. Desta classe, o medicamento de preferência para uso em animais geralmente é o
diltiazém.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos incluem hipotensão, depressão cardíaca, bradicardia e bloqueio AV.
Em alguns pacientes, pode causar anorexia. O verapamil pode causar parada cardíaca
súbita após administração intravenosa em alguns pacientes.
Contraindicações e Precauções
Não utilize em pacientes que apresentem insuficiência cardíaca congestiva
descompensada ou bloqueio cardíaco avançado. Não é bem tolerado em gatos.
Interações Medicamentosas
O verapamil, assim como outros medicamentos bloqueadores dos canais de cálcio, está
sujeito à interação com outros medicamentos que interferem nas bombas de membranas
(p-glicoproteína) ligadas à resistência a múltiplos fármacos (MDR, na sigla em inglês) e
enzimas do citocromo P450 (ver no Apêndice listas de medicamentos que provocam
interferências).
Instruções de Uso
O diltiazém é preferido ao verapamil em pacientes com insuficiência cardíaca devida a
menor depressão miocárdica. A formulação oral não é suficientemente absorvida (do
estereoisômero ativo) para efeitos adequados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento.
Formulações
O verapamil está disponível em comprimidos de 40, 80 e 120 mg e em solução injetável de
2,5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente. O verapamil
é solúvel em água. As soluções aquosas são estáveis por 3 meses. A estabilidade máxima
ocorre com pH de 3,6. Pode ser misturado a soluções de infusão, pois é compatível. As
suspensões preparadas para administração oral são, aparentemente, estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,05 mg/kg a cada 10-30 minutos, por via intravenosa (a dose máxima calculada é de
0,15 mg/kg). Não foi estabelecida dose oral.
Gatos
Não se recomenda o uso nesta espécie.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 4
Cloridrato de Xilazina
Nomes comerciais e outros nomes
Rompun ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Anasedan (v) , Dorcipec (v) , Rompun (v) , Sedazine (v) , Virbaxyl 2% (v)
Classificação funcional
Agonista alfa2-adrenérgico, analgésico, sedativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa2-adrenérgico. Os agonistas alfa2 diminuem a liberação de neurotransmissores
neuronais. Eles diminuem a transmissão por se ligarem aos receptores alfa2 pré-sinápticos
(receptores de feedback negativo). O resultado são diminuição do fluxo simpático, analgesia,
sedação e anestesia. Essa classe de medicamentos também inclui a medetomidina, a
dexmedetomidina, a romifidina, a detomidina e a clonidina. A xilazina não é tão específica
quanto outros medicamentos desse grupo. Os estudos de ligação em receptores indicam que
a seletividade alfa2/alfa1 em receptores adrenérgicos é de 1.620 para a medetomidina e
160 para a xilazina.
Indicações e Usos Clínicos
A xilazina é utilizada para sedação de curta duração, anestesia e analgesia em equinos, cães,
gatos, bovinos e animais exóticos. Assim como outros agonistas alfa2, é utilizada como
adjunto anestésico e como analgésico. A duração do efeito é de aproximadamente 30
minutos. Comparadas à xilazina, a dexmedetomidina e a medetomidina produzem melhor
sedação e analgesia em cães. A romifidina produz efeitos sedativos mais longos, seguida pela
detomidina, pela medetomidina e pela xilazina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em pequenos animais, vômito é o efeito adverso agudo mais comum, o qual é mais
proeminente em gatos. A xilazina produz sedação e ataxia. Assim como outros agonistas
alfa 2 , a xilazina diminui a condução simpática. Pode ocorrer depressão cardiovascular.
Os efeitos cardíacos incluem bloqueio sinoatrial, bloqueio atrioventricular de primeiro e
segundo graus, bradicardia e arritmia sinusal. Em ruminantes, o uso de xilazina diminui
a motilidade gástrica e causa timpanismo, salivação e regurgitação. Note que os bovinos,
ovinos e caprinos são muito mais sensíveis à xilazina do que outros animais, o que exige
diminuição da dose. Tal como outros agonistas alfa 2 , a xilazina provoca hiperglicemia
transitória que pode aumentar o fluxo urinário.
Contraindicações e Precauções
Os ruminantes são muito mais sensíveis à xilazina do que outras espécies, e necessitam de
doses baixas, em comparação com outros animais. Use com cautela em fêmeas prenhes. A
xilazina prejudica o fluxo sanguíneo uterino durante a gestação em vacas e pode
diminuir o aporte de oxigênio para o feto, especialmente no final da gestação. Também
pode induzir o parto. Use com cautela, se necessário, em pacientes com doença cardíaca.
Devido ao risco de depressão cardíaca, não deve ser utilizada normalmente com
tranquilizantes, como fenotiazínicos. Os efeitos da xilazina podem ser revertidos com
antagonista alfa2 (p. ex., ioimbina ou atipamezol), no caso de existirem efeitos adversos
perigosos.
Interações Medicamentosas
O uso concomitante com analgésicos opioides aumenta bastante a depressão do SNC.
Considere a redução da dose caso se decida administrar junto com opioides. Não
administre junto com outros medicamentos que provoquem depressão cardíaca
significativa.
Instruções de Uso
A xilazina é sempre utilizada em associação com outros medicamentos (p. ex., cetamina ou
butorfanol). Não é necessário medicar previamente os animais com atropina. Para grandes
animais, se a sedação for necessária sem o uso de decúbito, utilize a menor dose do intervalo
de doses.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos durante a anestesia com xilazina. Este
medicamento pode causar aumento da glicose plasmática em alguns animais.
Formulações
A xilazina está disponível em solução injetável de 20 e 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,1 mg/kg, por via intravenosa.
• 2,2 mg/kg, por via intramuscular.
• Tratamento da dor por curto período: 0,1-0,5 mg/kg, por via intramuscular, intravenosa
ou subcutânea.
Gatos
• 1,1 mg/kg, por via intramuscular.
• Dose emética: 0,4-0,5 mg/kg, por via intravenosa.
• Tratamento da dor por curto período: 0,1-0,5 mg/kg, por via intramuscular, intravenosa
ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1-2 mg/kg, por via intramuscular.
• 0,5-1,1 mg/kg, por via intravenosa.
• Para dor causada por cólica: 0,3-0,5 mg/kg, por via intravenosa (150-250 mg, por via
intravenosa, para equinos de tamanho médio).
Suínos
• 0,5-3 mg/kg, por via intramuscular. (Nessa espécie, use em associação com outros
medicamentos, como, por exemplo, 2 mg/kg de xilazina + 10 mg/kg de cetamina,
administrados por via intramuscular.) Não é confiável seu uso isolado.
Bovinos
• 0,1-0,2 mg/kg, por via intramuscular.
• 0,03-0,1 mg/kg, por via intravenosa.
Ovinos
• 0,1-0,3 mg/kg, por via intramuscular.
• 0,05-0,1 mg/kg, por via intravenosa.
Caprinos
• 0,05-0,5 mg/kg, por via intramuscular.
• 0,01-0,5 mg/kg, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos: na dose de 0,016-0,1 mg/kg, 5 dias para carne e
72 horas para leite. Nas doses de 0,05-0,3 mg/kg, 10 dias para carne e 120 horas para leite.
No Canadá, recomendam-se 3 dias para carne e 48 horas para leite, enquanto no Reino
Unido a recomendação é de 14 dias para carne e 48 horas para leite. (Caso a ioimbina seja
utilizada para reversão do efeito, respeite um período de carência de 7 dias para carne e 72
horas para leite.)
Classificação RCI: 3
Cloridrato de Zilpaterol
Nome comercial e outros nomes
Zilmax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agonista β-adrenérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O zilpaterol é um agonista adrenérgico dos receptores beta (β) sintético. Assemelha-se a
outros agonistas β em algumas atuações por produzir efeitos similares aos da noradrenalina.
O zilpaterol é administrado na alimentação para bovinos, como promotor de crescimento e
para melhorar a conversão alimentar. Tal como outros agonistas β-adrenérgicos, o zilpaterol
estimula os receptores β 2- adrenérgicos na musculatura e promove ganho muscular com
menor síntese de gordura. Assim, quando administrado ao gado em níveis aprovados, o
zilpaterol aumenta a eficiência alimentar e melhora o ganho de peso muscular. Em estudos
clínicos, aumentou consideravelmente a massa do músculo esquelético e a área transversal
dos músculos individuais.
Indicações e Usos Clínicos
O zilpaterol é utilizado na alimentação de bovinos (medicação alimentar Tipo A - EUA) para
melhorar o ganho de peso e a massa muscular. Foi aprovado em outros países durante
muitos anos e recentemente foi aprovado para uso nos EUA.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Tal como outros agonistas β-adrenérgicos, o zilpaterol, em altas doses, pode causar
problemas cardiovasculares associados a aumento da estimulação dos receptores.
Contraindicações e Precauções
Efeitos adversos graves como taquicardia, tremores e fasciculações musculares são
observados em equinos. O zilpaterol não deve ser administrado a equinos, e devem ser
tomadas precauções a fim de garantir que esses animais não sejam acidentalmente
expostos ao tratamento com zilpaterol na alimentação de bovinos.
Uma vez que os agonistas β-adrenérgicos, tais como o clembuterol, são usados de
forma inadequada por seres humanos com o intuito de promover ganho muscular e
perda de gordura, existem evidências de que o mesmo uso abusivo possa ocorrer com o
zilpaterol.
A bula deve trazer, entre outras, as seguintes informações: (a) Não permitir o acesso
de cavalos e outros equinos à alimentação que contenha zilpaterol. (b) Não utilizar em
animais destinados à reprodução. (b) Não utilizar em novilhos.
Interações Medicamentosas
Use com cautela quando administrado a animais que estejam recebendo outros
medicamentos adrenérgicos.
Instruções de Uso
O zilpaterol é utilizado para aumentar a taxa de ganho de peso, aumentar a eficiência da
alimentação e aumentar a carne magra da carcaça em bovinos alimentados em
confinamento para abate durante os últimos 20 a 40 dias de criação. A alimentação
acrescida do medicamento deve ser contínua e única nos últimos 20 a 40 dias de
confinamento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Os artigos de medicação Tipo A contêm 21,77 g de cloridrato de zilpaterol por 0,45 kg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e à temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Não foram estabelecidas doses para pequenos animais. Não há uso estabelecido para
pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Não administre a equinos.
Dose para bovinos: 6,8 g/tonelada na alimentação para fornecer 60 a 90 mg de
cloridrato de zilpaterol por cabeça de gado por dia.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos destinados ao abate: 3 dias.
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fenotiazínico. Tal como outros fenotiazínicos, é um antagonista de ação central da
dopamina (D2) e suprime a atividade da dopamina sobre o SNC para provocar sedação e
prevenir o vômito. Outros fenotiazínicos incluem acepromazina, clorpromazina,
perfenazina, proclorperazina, promazina, propiopromazina e triflupromazina.
Indicações e Usos Clínicos
A trifluoperazina é usada para tratamento da ansiedade, para provocar sedação e como
antiemético. Trata-se de um sedativo mais fraco que alguns outros fenotiazínicos. Em
humanos, é empregada para tratar transtornos psiquiátricos. O uso em animais derivou
principalmente do emprego empírico e da experiência em humanos.
Clorotiazida
Nome comercial e outros nomes
Diuril
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam, há diversas formas farmacêuticas da hicroclorotiazida de uso humano
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Diurético da classe das tiazidas. Estes fármacos são pouco utilizados em medicina
veterinária. Entre eles, incluem-se a hidroclorotiazida e a clorotiazida. Estes medicamentos
são análogos das sulfonamidas e compartilham propriedades clínicas similares, mas sua
farmacocinética não foi bem descrita em animais. As tiazidas inibem o cotransporte de
Na/Cl no lado luminal do túbulo distal renal. Ao inibir este cotransportador, a reabsorção de
Na + e Cl - é bloqueada, levando à diurese de sódio e água. Por sua ação no túbulo distal,
estes fármacos são menos diuréticos (menos eficazes) do que os diuréticos de alça.
Indicações e Usos Clínicos
O uso da clorotiazida em animais é incomum. Em humanos, a clorotiazida é empregada
principalmente para o tratamento da hipertensão. Em animais, é utilizada para o tratamento
da hipercalciúria (aumento da concentração urinária de cálcio que pode levar à formação
de cálculos).
A clorotiazida inibe a reabsorção de sódio nos túbulos renais distais, fazendo com que a
urina fique mais diluída.
Por reduzir a excreção renal de cálcio, é também usada na prevenção de urólitos
contendo cálcio. Os esquemas terapêuticos usados são empíricos ou derivados da
extrapolação de doses em humanos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A clorotiazida pode provocar desequilíbrio eletrolítico, como hipocalemia.
Contraindicações e Precauções
Estes medicamentos aumentam a absorção de cálcio por reduzir a concentração
intracelular de sódio, elevar a troca de Na + /Ca ++ e diminuir a excreção de Ca ++ na
urina. Nunca devem ser usados em indivíduos com hipercalcemia.
Interações Medicamentosas
Evite a administração de cálcio e suplementos de vitamina D.
Instruções de Uso
A clorotiazida não é tão eficaz quanto os diuréticos de alça (p. ex., furosemida).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A concentração de eletrólitos deve ser monitorada durante a terapia crônica.
Formulações
A clorotiazida é comercializada em comprimidos de 250 e 500 mg, suspensão oral a
50 mg/mL e solução injetável contendo 500 mg (com manitol).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. As
soluções reconstituídas são estáveis por 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 20-40 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso
extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Clorpromazina
Nomes comerciais e outros nomes
Thorazine e Largactil
Medicamentos comercializados no Brasil
Amplictil (h)
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Tranquilizante/antiemético fenotiazínicos. A clorpromazina é um antagonista da dopamina
de ação central. Inibe a ação da dopamina como neurotransmissor, o que produz alguns
efeitos centrais similares aos da acepromazina e certa ação antiemética.
Indicações e Usos Clínicos
O uso em animais é, principalmente, empírico. Não existem estudos clínicos ou ensaios de
eficácia bem-controlados para documentar sua ação. A clorpromazina é mais
frequentemente utilizada como antiemético de ação central para o tratamento de doenças
que provocam vômitos por este mecanismo. É também usada na sedação e na pré-anestesia,
embora a acepromazina seja empregada em frequência muito maior.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Provoca sedação. Como a acepromazina, pode causar bloqueio alfa-adrenérgico e
vasodilatação, mas este efeito não é bem documentado quanto o provocado pela
acepromazina. Em alguns animais, pode ter ação anticolinérgica. Embora existam relatos
de que as fenotiazinas reduzem o limiar convulsivo em alguns animais, tal fenômeno não
foi demonstrado em estudos retrospectivos realizados com acepromazina em animais
nem especificamente relacionado à clorpromazina. Como outros fenotiazínicos, pode
provocar efeitos colaterais extrapiramidais (movimentos musculares involuntários) em
alguns indivíduos. Em equinos, causa reações adversas indesejáveis, incluindo
agressividade.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais portadores de doenças convulsivas e suscetíveis à
hipertensão. Evite o uso em equinos.
Interações Medicamentosas
A clorpromazina potencializa a ação de outros sedativos.
Instruções de Uso
A clorpromazina é usada no tratamento dos vômitos provocados por toxinas, medicamentos
ou doenças gástricas. Doses superiores às listadas a seguir foram empregadas na
quimioterapia (2 mg/kg a cada 3 horas por via subcutânea).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A clorpromazina é comercializada em solução injetável a 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
descoloração discreta não afeta a estabilidade do medicamento. Há certa perda quando a
clorpromazina é armazenada em frascos de polivinil cloreto (plástico mole).
Posologia para Pequenos Animais
Todas as doses listadas são administradas em uma única injeção
Cães
• 0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• 0,2-0,4 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular ou subcutânea, chegando a
0,5 mg/kg a cada 8 horas por via intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos: evite o uso
Bovinos
• 0,22 mg/kg por via intravenosa ou 1,1 mg/kg por via intramuscular, em dose única.
Ovinos e Caprinos
• 0,55 mg/kg por via intravenosa ou 2,2 mg/kg por via intramuscular, em dose única.
Suínos
• 0,5 mg/kg, por via intramuscular, em dose única.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos Estados Unidos, para uso
extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no
número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, a clorpromazina está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 2
Clortetraciclina
Nomes comerciais e outros nomes
Anaplasmosis block, Aureomicina pó solúvel, Aureomicina comprimidos, Aureomicina
comprimidos solúveis para bezerros, Calf Scour Bolus, Fermycin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Corciclen (h) , Clortetraciclina 20 Premix (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano da classe das tetraciclinas. Inibe a síntese proteica bacteriana por interfir no
alongamento de peptídeos nos ribossomos. A clortetraciclina é um agente bacteriostático
com amplo espectro de ação, incluindo bactérias Gram-positivas e micoplasmas. A maioria
dos bacilos Gram-negativos, principalmente bactérias entéricas (p. ex., E. coli) de
Enterobacteriaceae é resistente.
Indicações e Usos Clínicos
Amplo espectro de ação. É usada para o tratamento de infecções de rotina e aquelas
provocadas por patógenos intracelulares. No entanto, a clortetraciclina é mal absorvida
quando administrada por via oral, e outras tetraciclinas são preferidas para o tratamento
sistêmico de infecções. O uso mais comum da clortetraciclina é como aditivo alimentar para
controle de infecções respiratórias e entéricas em gado. Seu uso clínico em pequenos
animais e equinos é raro.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A clortetraciclina pode se ligar a ossos e dentes de animais jovens. Altas doses provocam
lesão renal. Em equinos, a administração oral do medicamento pode provocar diarreia.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais jovens, exceto quando permitido pela bula em suínos e bovinos
jovens.
Interações Medicamentosas
A clortetraciclina, como outras tetraciclinas, se liga a cátions quando administrada por via
oral, o que impede sua absorção. A absorção oral do medicamento é reduzida pela
administração concomitante de cálcio, zinco, alumínio, magnésio e ferro.
Instruções de Uso
A clortetraciclina não é usada para o tratamento sistêmico de pequenos animais, e, assim
como a maioria das demais tetraciclinas, foi substituída pela doxiciclina. A clortetraciclina é
utilizada principalmente na forma de pó, adicionada ao alimento e à água de bebida do
gado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute), o ponto de
perda de suscetibilidade é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e de ≤ 4 μg/mL para os demais
microrganismos. A tetraciclina é usada como marcador no teste de suscetibilidade a outros
antibacterianos, como a doxiciclina, a minociclina e a oxitetraciclina.
Formulações
A clortetraciclina é comercializada como aditivo alimentar em pó em concentração de
56 g/kg e 142 g/kg. É também comercializada, como Anaplasmosis block, a 5,6 g/kg e em
comprimidos de 25 e 500 mg (os premixes apresentam diversas concentrações de
clortetraciclina).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture a íons que podem quelar tetraciclinas (cálcio, magnésio, ferro, alumínio etc.).
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 25 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Profilaxia da anaplasmose: 0,36-0,7 mg/kg/dia (aproximadamente um bloco para cada
10 animais).
• Comprimidos: 11 mg/kg a cada 12 horas por 3-5 dias por via oral.
• Aditivo alimentar em pó: 22 mg/kg/dia, adicionados à água. A dose real será afetada
pelo consumo de alimento e água de cada animal.
Suínos
• Aditivo alimentar em pó: 22 mg/kg/dia, adicionados à água. A dose real será afetada
pelo consumo de alimento e água de cada animal.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência do tratamento em bovinos de corte: Variam conforme o produto, de 1,
2, 5 e 10 dias. A maioria dos produtos recomenda o intervalo de 1 dia.
Período de carência do tratamento em suínos (carne): 1-5 dias.
Note que os intervalos de interrupção da terapia com clortetraciclina podem variar
consideravelmente de um produto a outro. Consulte a bula do produto para determinar
o intervalo exato.
Closilato de Tênio
Nome comercial e outros nomes
Canopar
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. O tênio é um medicamento antiparasitário com ação
específica contra ancilóstomos.
Indicações e Usos Clínicos
O closilato de tênio é usado para tratar as formas adultas da espécie Ancylostoma caninum e
Uncinaria stenocephala (ancilóstomos).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O tênio pode ocasionalmente causar vômitos após a administração oral.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O comprimido é amargo, caso se rompa o revestimento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as amostras fecais para evidência de parasitas.
Formulações
O closilato de tênio é disponibilizado em comprimidos de 500 mg (preparação veterinária).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Cães com peso > 4,5kg: 500 mg por via oral 1 vez e repetir em 2-3 semanas.
• Cães com peso de 2,5-4,5 kg (meio comprimido), 2 vezes/dia por via oral durante 1 dia;
repetir em 2-3 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Cloxacilina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Cloxapen, Orbenin e Tegopen
Medicamentos comercializados no Brasil
Cloxambiotic (associação) (v) , Intramast (associação) (v) , Mastyclox-L (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano betalactâmico. Inibe a síntese de parede bacteriana por associação a
proteínas ligantes de penicilinas. A cloxacilina apresenta espectro e atividade similar à
amoxicilina, exceto por ser resistente à enzima betalactamase produzida por Staphylococcus.
Seu espectro é limitado a bactérias Gram-positivas, principalmente estafilococos. Espécies de
Staphylococcus resistentes à meticilina também são resistentes à cloxacilina.
Indicações e Usos Clínicos
O espectro da cloxacilina inclui bacilos Gram-positivos, incluindo cepas de Staphylococcus
produtoras de betalactamase. É, portanto, usada para o tratamento de infecções
estafilocócicas em animais, incluindo piodermites. Dada a disponibilidade de outros
betalactâmicos para tratamento de infecções por Gram-positivos, como aquelas provocadas
por Staphylococcus, a cloxacilina é pouco utilizada em pequenos animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais das penicilinas são, mais comumente, causados por alergia ao
medicamento, que pode ir da anafilaxia aguda a outros sinais de reações alérgicas
quando administradas por outras vias. Quando administradas por via oral, principalmente
em altas doses, pode-se observar diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a penicilinas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture a
outros medicamentos, dado o risco de inativação.
Instruções de Uso
As doses são empíricas ou extrapoladas de estudos conduzidos em humanos. Não há estudos
de eficácia em cães e gatos. A absorção após a administração oral é baixa; se possível,
o medicamento deve ser tomado em jejum.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Cultura e antibiograma: Use a oxacilina como guia para o antibiograma.
Formulações
A cloxacilina é comercializada em cápsulas de 250 e 500 mg e solução oral a 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 20-40 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência do tratamento em vacas leiteiras (uso intramamário) para leite: 30 dias
no tratamento de vacas secas.
Períodos de carência do tratamento para carne: 10 dias para carne e 48 horas para leite
no tratamento de vacas em lactação.
No Brasil, consulte a bula para estabelecimento dos períodos de carência, uma vez que
existe a comercialização da cloxacilina com outros antibióticos.
Codeína
Nomes comerciais e outros nomes
Genéricos, fosfato de codeína e sulfato de codeína
Medicamentos comercializados no Brasil
Codein (h)
Classificação funcional
Analgésico, opioide, antitussígeno
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide, analgésico. Seu mecanismo de ação é similar ao da morfina, exceto por
apresentar 1/10 de sua potência. A codeína é extensamente biotransformada. Em cães, sua
absorção oral é baixa (< 5%), mas é rapidamente convertida a outros metabólitos que
podem ter ação analgésica, como as formas glicuronizadas da codeína. O fármaco e talvez
alguns de seus metabólitos, se liga a receptores opioides um e kappa nos nervos, inibindo a
liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão do estímulo doloroso (como a
Substância P). Pode também inibir a liberação de alguns mediadores inflamatórios. Os
efeitos sedativos centrais e eufóricos estão relacionados à ação sobre receptores mu cerebrais.
Indicações e Usos Clínicos
A codeína, associada ou não ao paracetamol (acetaminofeno), é indicada ao tratamento da
dor moderada. É também usada como antitussígeno. Apesar do amplo uso da codeína em
humanos, sua eficácia em animais como analgésico e antitussígeno não foi estabelecida. Em
cães, sua absorção após a administração oral é baixa. Uma vez que uma pequena parcela da
codeína é convertida à morfina (apenas 10% em humanos) e a duração dos efeitos deste
medicamento em cães é pequena, a eficácia clínica da codeína nestes animais pode ser
questionável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da codeína são previsíveis e inevitáveis,
incluindo sedação, constipação e bradicardia. Em altas doses, observa-se depressão
respiratória.
Contraindicações e Precauções
Substância controlada em Esquema II. O uso crônico está relacionado à tolerância e
dependência. Em cães, altas doses (comprimido de 60 mg com paracetamol) podem
provocar sedação. Gatos são mais suscetíveis à excitação do que as demais espécies.
Algumas formulações podem conter outros ingredientes (p. ex., paracetamol) que não
devem ser administradas a gatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, potencializa os
efeitos de outros sedativos e depressores do sistema nervoso central.
Instruções de Uso
A codeína é comercializada como comprimidos de sulfato de codeína e fosfato de codeína.
As doses listadas para analgesia são consideradas iniciais; alguns pacientes podem precisar de
doses maiores, dependendo do grau de tolerância ou limiar doloroso. Quando associada ao
paracetamol, o comprimido de dosagem elevada (contendo 60 mg de codeína) tende a
provocar sedação em cães (peso corpóreo de 20-30 kg) e, assim, a administração de dose
menor (contendo 30 mg) é recomendada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente
precise ser tratada quando provocada por um opioide, se necessário, a atropina pode ser
administrada. Em caso de grave depressão respiratória, a ação do opioide pode ser revertida
por meio da administração de naloxona.
Formulações
A codeína é comercializada em comprimidos de 15, 30 e 60 mg, xarope a 5 mg/mL e
solução oral a 3 mg/mL. Há também formulações com paracetamol.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Analgesia: 0,5-1 mg/kg a cada 4-6 horas por via oral.
• Antitussígeno: 0,1-0,3 mg/kg a cada 4-6 horas por via oral.
Gatos
• Analgesia: 0,5 mg/kg a cada 6 horas por via oral. Aumente a dose conforme necessário,
para controle da dor.
• Antitussígeno: 0,1 mg/kg a cada 6 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado, nos Estados Unidos, pelo DEA. Esquema II; algumas formulações
antitussígenas são controladas em Esquema IV.
No Brasil, a codeína está listada como substância entorpecente de uso permitido
somente em concentrações especiais (lista A2) sujeita a notificação de Receita “A”.
Classificação RCI: 1
Colchicina
Nomes comerciais e outros nomes
Colcrys e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Colchis (h)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anti-inflamatório. Inibe a fibrose e a formação de colágeno.
Indicações e Usos Clínicos
Em humanos, a colchicina é usada para o tratamento da gota. Em animais, é usada como
agente antifibrótico, para redução de fibrose e do desenvolvimento de insuficiência
hepática (possivelmente pela inibição da formação do colágeno). Seus efeitos antiinflamatórios
podem ser provocados pela inibição da migração de neutrófilos e células
mononucleares. Os efeitos antifibróticos são causados pelo bloqueio da movimentação
transcelular de proteínas mediada por microtúbulos e pela inibição da secreção de moléculas
pró-colágeno na matriz. Em medicina veterinária, é também usada no controle da
amiloidose. Em cães da raça Shar Pei, a colchicina é usada para o tratamento da síndrome
febril, possivelmente devido a sua ação no tratamento de seres humanos com Febre do
Mediterrâneo.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, dor abdominal e diarreia. A colchicina
pode causar dermatite em humanos, mas isto não foi observado em cães e gatos.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gestantes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses são empíricas. Não há estudos bem-controlados de eficácia nas espécies
veterinárias.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A colchicina é comercializada em comprimidos de 600 μg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,01-0,03 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Corticotropina
Nomes comerciais e outros nomes
Acthar
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Corticotropina (ACTH). A corticotropina é um hormônio peptídico natural, composto por 39
aminoácidos. A formulação é preparada em gel para injeção. Estimula a síntese normal de
cortisol e outros hormônios do córtex adrenal.
Indicações e Usos Clínicos
O ACTH é usado com fins diagnósticos para avaliação da função adrenal. Outro produto
sintético similar, a cosintropina, é utilizado com a mesma finalidade. A disponibilidade do
Acthar gel é limitada, e a cosintropina frequentemente o substitui. Formulações compostas
podem não ser equivalentes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A ocorrência de efeitos colaterais é improvável quando administrada em injeção única
para fins diagnósticos.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intravenosa.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.
Instruções de Uso
As doses são estabelecidas pela medida da resposta adrenal normal em animais.
Veja também Cosintropina, que é ocasionalmente preferida para o uso clínico. No entanto, a
disponibilidade e o custo da cosintropina e do ACTH são fatores que geralmente
determinam qual das duas substâncias será administrada a pequenos animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de cortisol. A resposta do cortisol após a administração de ACTH
deve ser a seguinte:
Cães: 5,5-20,0 μg/dL; resultados > 20,0 μg/dL são consistentes com
o hiperadrenocorticismo.
Gatos: 4,5-15,0 μg/dL; resultados > 15,0 μg/dL são consistentes com
o hiperadrenocorticismo.
Após o tratamento do hiperadrenocorticismo (p. ex., com mitotano), a resposta deve ser
de 1-5 μg/dL.
Formulações
O ACTH é comercializado em gel a 80 unidades internacionais (UI)/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Teste de resposta ao ACTH: Colete a amostra pré-administração de ACTH e injete
2,2 UI/kg por via intramuscular. Colete a amostra pós-ACTH depois de 2 horas.
Gatos
• Teste de resposta ao ACTH: Colete a amostra pré-administração de ACTH e injete
2,2 UI/kg por via intramuscular. Colete a amostra pós-ACTH depois de 1,5 e 2 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco de
resíduos, não há intervalos de carência do tratamento sugeridos para animais de produção.
Cosintropina
Nomes comerciais e outros nomes
Cortrosyn, Corticotropina sintética, Tetracosactrin e Tetracosactide
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A cosintropina é uma forma sintética do hormônio peptídico corticotropina (ACTH). Em
bulários internacionais, é também conhecida como Tetracosactrin e Tetracosactide. A
cosintropina é uma solução aquosa, enquanto o ACTH é um gel. Assim, a cosintropina, mas
não o ACTH, pode ser administrada por via intravenosa. A administração de cosintropina
estimula a secreção de cortisol pelas adrenais e também de hormônios sexuais originários
destas glândulas.
Indicações e Usos Clínicos
A cosintropina é usada com fins diagnósticos para avaliação da função adrenal. A secreção
máxima de cortisol ocorre em 60-90 minutos. É administrada com a mesma finalidade do
que o ACTH, mas, em seres humanos, é preferida em relação ao gel de ACTH, por ser menos
alergênica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A ocorrência de efeitos colaterais é improvável quando administrada em injeção única
para fins diagnósticos. Em seres humanos, a cosintropina é preferida em relação ao gel de
ACTH, por ser menos alergênica.
Contraindicações e Precauções
Em cães, a dose máxima de cosintropina é de 250 μg.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Uso apenas para fins diagnósticos; a cosintropina não deve ser empregada para o tratamento
do hipoadrenocorticismo. A cosintropina é preferida ao gel de ACTH por ser comercializada
em uma formulação que é mais fácil de usar em cães e gatos. Em cães, a cosintropina é
administrada em dose de 5 μg/kg por via intravenosa ou intramuscular e 250 μg/cão por
via intramuscular. Todos os três protocolos produzem resultados similares e injeções
intramusculares são tão eficazes quanto intravenosas. Formulações compostas de ACTH
podem provocar resultados similares 60 minutos após a administração, mas são capazes de
reduzir as concentrações de cortisol aos 90 e 120 minutos em relação ao produto comercial.
O Cortrosyn reconstituído pode ser dividido em alíquotas de 50 μg (frasco de 250 μg em
5 alíquotas) ou 25 μg (frasco de 250 μg em 10 alíquotas) e congelado em seringas plásticas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de cortisol. A resposta do cortisol após a administração de ACTH
deve ser a seguinte:
Cães: 5,5-20,0 μg/dL; resultados > 20,0 μg/dL são consistentes com o
hiperadrenocorticismo. Mais especificamente, valores de 5,5-17 μg/dL, normais, 17-
25 μg/dL, limítrofes, 25-30 μg/dL, sugestivos e > 30 μg/dL indicam alta probabilidade de
hiperadrenocorticismo.
Em caso de monitoramento de hormônios sexuais de origem adrenal, uma amostra
deve ser coletada para análise 60 minutos após a administração.
Gatos: 4,5-15,0 μg/dL; resultados > 15,0 μg/dL são consistentes com
o hiperadrenocorticismo.
Após o tratamento do hiperadrenocorticismo (p. ex., com mitotano), a resposta deve ser
de 1-5 μg/dL.
Formulações
A cosintropina é comercializada em frascos de 250 μg.
Estabilidade e Armazenamento
Após preparada, esta formulação pode ser mantida em refrigerador por 4 meses. A
cosintropina congelada pode ser armazenada em alíquotas, como, por exemplo, em seringas
pequenas, a −20 °C, por até 6 meses. Algumas formulações compostas são estáveis e
produziram resultados estáveis em amostras de 60 minutos, mas podem gerar dados
menores em amostras de 120 minutos do que o produto comercial.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Teste de resposta: Colete a amostra pré-cosintropina e injete 5 μg/kg por via intravenosa
ou intramuscular e faça nova coleta de amostras aos 30 e 60 minutos ou apenas aos
60 minutos. Em cães, a dose máxima deve ser de 250 μg. As seguintes orientações
podem ser usadas: menos de 5 kg, 25 μg; 5-10 kg, 50 μg; 10-15 kg, 75 μg; 15-20 kg,
100 μg; 20-25 kg, 125 μg; 25-30 kg, 150 μg; 30-40 kg, 200 μg; 40-50 kg, 225 μg; e
mais do que 50 kg, 250 μg (1 frasco).
Gatos
• Teste de resposta: Colete a amostra pré-cosintropina e injete 125 μg (0,125 mg) por
gato por via intravenosa ou intramuscular e faça nova coleta de amostras aos 60 e
90 minutos após a administração intravenosa ou aos 30 e 60 minutos após a
administração intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Não recomendado como teste confiável em equinos.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação. Dada sua rápida eliminação e o baixo risco
de resíduos, não há intervalos de carência do tratamento sugeridos para animais de
produção.
D
Dacarbazina
Nome comercial e outros nomes
DTIC ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dacarb (h) , DTI (h)
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A dacarbazina é um agente alquilante monofuncional; assim,
bloqueia de forma eficaz a síntese de RNA. Sua ação é inespecífica sobre o ciclo celular.
Indicações e Usos Clínicos
A dacarbazina é principalmente utilizada para tratar o melanoma maligno e a neoplasia
linforeticular.
Informações sobre Precauções
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns são leucopenia, náuseas, vômitos e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em gatos.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em pequenos animais.
Instruções de Uso
Consulte protocolos quimioterápicos para regimes específicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma durante o tratamento.
Formulações
A dacarbazina está disponível em ampolas de solução injetável de 200 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 200 mg/m 2 por 5 dias a cada 3 semanas, por via intravenosa ou 800-1000 mg/m 2 a
cada 3 semanas, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há período de carência estabelecido para animais de produção. Este medicamento não
deve ser utilizado em animais destinados à alimentação, pois trata-se de um agente
antineoplásico.
Dalteparina
Nomes comerciais e outros nomes
Fragmin ® e HBPM
Medicamentos comercializados no Brasil
Fragmin (h)
Classificação funcional
Anticoagulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Heparina de baixo peso molecular (HBPM), também conhecida como heparina
fragmentada. As HBPM são caracterizadas por um peso molecular de aproximadamente
5.000, comparado à heparina convencional (não fracionada), com um peso molecular de
aproximadamente 15.000. Subsequentemente, a absorção, a eliminação e atividade das
HBPMs diferem das não fracionadas. As HBPMs geram seus efeitos pela ligação com a
antitrombina (AT) e pelo aumento da antitrombina III mediando a inibição da síntese e a
atividade do fator de coagulação Xa. Entretanto, a HBPM, ao contrário da heparina
convencional, produz menor inibição da trombina (fator IIa). A atividade das HBPMs
é descrita pela proporção Antifator Xa/Antifator IIa. Para a dalteparina, a proporção é
de 2,7:1 (na heparina convencional a proporção é de 1:1). Em seres humanos, as HBPMs
apresentam várias vantagens quando comparadas às não fracionadas, que incluem alta
atividade anti Xa/IIa, absorção mais completa e previsível a partir da administração
injetável, maior duração, administrações menos frequente, redução do risco de
sangramento e resposta anticoagulante mais previsível. Contudo, em cães e gatos, a meiavida
da HBPM é muito menor do que nos seres humanos, reduzindo algumas destas
vantagens. Nos cães, a meia-vida da dalteparina é aproximadamente de 2 horas, em gatos é
estimada em de 1,5 hora, o que requer administrações mais frequentes em ambas as
espécies para manter a atividade anti-Xa comparada à de seres humanos. As HBPMs
utilizadas na medicina veterinária incluem a tinzaparina (Innohep ® ), a enoxaparina
(Lovenox ® ) e a dalteparina (Fragmin ® ).
Indicações e Usos Clínicos
A dalteparina, assim como outras HBPMs, é utilizada para tratar desordens de
hipercoagulação e prevenir desordens de coagulação como tromboembolismo, trombose
venosa, coagulação intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. As
indicações clínicas derivam de usos da heparina convencional ou extrapoladas da medicina
humana. Existem alguns estudos clínicos para avaliar a eficácia da HBPM nos animais.
Publicações prévias de doses extrapoladas dos seres humanos (100 unidades/kg a cada 12
horas por via subcutânea) têm demonstrado não produzir adequadas e consistentes
atividades Anti-Xa em cães e gatos e as doses listadas neste sentido são necessárias para a
terapia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Apesar de mais bem tolerada que a heparina comum, a hemorragia é um risco. As HBPMs
estão associadas a uma baixa incidência de trombocitopenia induzida pela heparina em
seres humanos, mas a trombocitopenia induzida pela heparina, com qualquer forma de
heparina, não tem sido um problema nos animais. Se ocorrer anticoagulação excessiva e
hemorragia como resultado de uma sobredose, deve ser administrado sulfato de
protamina para reverter a terapia com heparina. A dose de protamina é 1,0 mg de
protamina para cada 100 U de dalteparina administrada por infusão intravenosa lenta. A
protamina se complexa com a heparina em um componente estável e inativo.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intramuscular para prevenir hematoma; administre somente por
via subcutânea. A HBPM é excretada por depuração (clearence) renal nos animais,
portanto, nefropatias preexistentes podem promover uma eliminação mais prolongada. A
hiper-coagulabilidade de rebote pode ocorrer após a descontinuação do tratamento com
heparina, portanto, recomenda-se a redução gradativa das doses ao descontinuar
o tratamento.
Interações Medicamentosas
Não misturar a outras medicações injetáveis. Utilizar com cautela em animais que já
recebam fármacos que possam interferir na coagulação, como aspirina e varfarina. Apesar
de não ser descrita uma interação específica, usar com cautela em animais que utilizem
compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para o tratamento de artrite.
Alguns antibióticos, como as cefalosporinas podem inibir a coagulação.
Instruções de Uso
As doses recomendadas extrapoladas da medicina humana não são apropriadas para os
animais. Os proprietários dos animais devem ser avisados que as HBPMs são caras quando
comparadas à heparina convencional. Ao prescrever, não extrapolar a dose ao se basear nas
unidades indicadas para outras heparinas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os pacientes para sinais clínicos de problemas hemorrágicos. Quando
administrada HBPM, os tempos de coagulação de TTPA e TP não são indicadores reais da
terapia, entretanto um TTPA prolongado é um sinal de sobredose. A atividade Anti-Xa é
considerada a medida laboratorial preferida da atividade da HBPM. O pico da atividade
Anti-Xa ocorre 2 horas após a dose e o ponto de escala para atividade Anti-Xa deve ser de
0,5 -1,0 U/mL para gatos e 0,4-0,8 U/mL para cães.
Formulações
A dalteparina está disponível em 2.500 unidades de antifator Xa (16 mg de dalteparina
sódica) em 0,2 mL em uma seringa de dose única; em 5.000 unidades de antifator Xa
(32 mg de dalteparina sódica) em 0,2 mL em uma seringa de dose única; e em 10.000
unidades de antifator Xa (64 mg de dalteparina sódica) por mL em um frasco para várias
aplicações de 9,5 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Usar o frasco para múltiplas doses em até duas semanas após sua abertura. Armazenar
em um frasco bem fechado e protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 150 U/kg a cada 8 horas por via subcutânea (Ver Monitoramento do Paciente e Exames
Laboratoriais para o ajuste da dose).
Gatos
• 150 U/kg a cada 4 horas por via subcutânea até 180 U/kg a cada 6 horas por via
subcutânea. (Ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais para o ajuste
da dose).
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• 50 unidades/kg/dia por via subcutânea. Pacientes de alto risco devem receber
100 unidades/kg/dia.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não está estabelecido. Entretanto, é sugerido um período de carência
de 24 horas, pois esta medicação apresenta baixo risco quanto a resíduos.
Danazol
Nome comercial e outros nomes
Danocrine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Ladogal (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
É um inibidor de gonadotropina. O danazol suprime o hormônio luteinizante (LH) e o
hormônio folículo estimulante (FSH) e a síntese de estrógeno. O danazol tem sido utilizado
como tratamento adjuvante nas desordens sanguíneas imunomediadas. Seu mecanismo de
ação para o tratamento de doenças imunomediadas não é compreendido, mas pode
interferir na produção de anticorpos ou na ligação do complemento ou anticorpo a plaqueta
ou a hemácea. Também pode reduzir os receptores presentes em monócitos para anticorpos
ligados a plaquetas ou hemácias.
Indicações e Usos Clínicos
O danazol possui efeitos hormonais (antiestrógeno) que são utilizados para o tratamento
da endometriose nas mulheres. O danazol (Danocrine ® ) também tem sido usado para
o tratamento de pacientes refratários portadores de trombocitopenia imunomediada e
anemia hemolítica imunomediada. Entretanto, as evidências disponíveis não demonstram
benefícios quando utilizado para o tratamento da anemia hemolítica imunomediada em
cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos androgênicos do danazol devem ser considerados para o tratamento
dos animais. Entretanto, reações adversas não foram relatadas em animais.
Contraindicações e Precauções
É totalmente contraindicada durante a prenhez.
Interações Medicamentosas
Tem sido utilizado com outros medicamentos no tratamento de doenças
imunomediadas sem interações relatadas.
Instruções de Uso
Quando utilizado para o tratamento de doença autoimune, é geralmente utilizado
juntamente com outras medicações (p. ex., corticosteroides).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma se utilizado para o tratamento de doenças imunomediadas.
Formulações
O danazol está disponível em cápsulas de 50, 100, 200 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e gatos
• 5-10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais
Informações sobre Restrição Legal
O danazol é um agente anabólico e não deve ser administrado a animais de produção.
Classificação RCI: 4
Dantroleno Sódico
Nome comercial e outros nomes
Dantrium ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dantrolen IV (h)
Classificação funcional
Relaxante muscular
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Relaxante muscular. O dantroleno inibe o extravasamento de cálcio do retículo
endoplasmático. Com a inibição da presença e participação do cálcio na contração muscular,
o músculo relaxa.
Indicações e Usos Clínicos
O dantroleno é utilizado como relaxante muscular. Porém, além do relaxamento muscular,
ele é utilizado para o tratamento da hipertermia maligna e também para o relaxamento
da musculatura uretral em gatos.
Em cavalos, essa medicação diminui as manifestações clínicas associadas à rabdomiólise
por exercício (azoturia).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os relaxantes musculares podem causar fraqueza em alguns animais. O uso
de dantroleno em seres humanos causou hepatite em alguns casos.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com doença hepática. Usar com cautela em animais fracos
ou debilitados.
Interações Medicamentosas
Não misturar ou reconstituir as soluções intravenosas com soluções ácidas, pois essas são
incompatíveis.
Instruções de Uso
Dar a medicação por via oral com o estômago vazio. As doses foram primariamente
extrapoladas de estudos experimentais ou de estudos em seres humanos. Não há estudos
clínicos realizados em medicina veterinária. Para o relaxamento da uretra em gatos, a dose
mais efetiva é de 1 mg/kg por via intravenosa. Quando administrado dantroleno para o
tratamento da hipertermia maligna em grandes animais, podem ser necessários vários
frascos devido à diluição da solução.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Quando utilizado para o tratamento da hipertermia maligna, monitorar a temperatura
corpórea, o equilíbrio ácido-base e os eletrólitos. Em seres humanos, o dantroleno pode
causar hepatite e são monitorados os exames de injúria e/ou função hepática (p. ex.,
enzimas hepáticas).
Formulações
O dantroleno está disponível em cápsulas de 100 mg e frascos de 20 mg para injeção, que,
após a reconstituição, é igual a injeções de 0,33 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Quando a solução intravenosa é preparada, esta é estável por um curto tempo (6 horas).
Pode ser misturado em soluções como glicose a 5% e cloreto de sódio a 0,9%. Não utilizar as
soluções intravenosas caso o frasco apresente turbidez ou precipitações. As suspensões orais
manipuladas são estáveis por 150 dias se misturadas em soluções ácidas (p. ex., ácido
cítrico). Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura
ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Prevenção da hipertermia maligna: 2-3 mg/kg por via intravenosa.
• Crise de hipertermia maligna: doses de 2,5-3 mg/kg por via intravenosa em bolus rápido.
• Relaxamento muscular: 1-5 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• Relaxamento uretral: 1-5 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 0,5-1,0 mg/kg por via
intravenosa.
Gatos
• Relaxamento muscular: 0,5-2,0 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Relaxamento da uretra: 1-2 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• 4 mg/kg por via oral.
Suínos
• Hipertermia maligna: 1-3 mg/kg, por via intravenosa, em dose única.
• Profilaxia: 5 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para períodos de carência para o uso
extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723). Classificação
RCI: 4
Dapsona
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antimicrobiano utilizado para o tratamento de micobactérias. Pode também apresentar
propriedades imunossupressoras ou inibir a função das células inflamatórias.
Indicações e Usos Clínicos
Apesar de ser originalmente utilizado como uma medicação antibacteriana, em medicina
veterinária é usada principalmente em cães com doenças dermatológicas, especialmente
na dermatose pustular subcorneal e na dermatite herpetiforme. É também empregada
para o pênfigo canino.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Podem ocorrer hepatite e discrasias sanguíneas. Por partilhar propriedades similares às da
sulfonamida, as mesmas reações observadas com o uso das sulfonamidas podem ser vistas
com o uso da dapsona e incluem anemia, neutropenia, trombocitopenia, hepatotoxicose e
erupções cutâneas medicamentosas. É tóxica para gato, causando neurotoxicidade e
anemia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatos. Não administre a animais sensíveis à sulfonamida.
Interações Medicamentosas
Recomenda-se cautela ao administrar a dapsona com associações de
trimetoprima/sulfonamidas. A trimetroprima pode aumentar as concentrações séricas de
dapsona, pois inibe sua excreção, potencializando assim seus efeitos colaterais.
Instruções de Uso
As doses são derivadas da extrapolação de doses humanas ou do uso empírico. Não foram
realizados estudos clínicos bem controlados em medicina veterinária.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais de reações hepáticas. Monitore ocasionalmente o hemograma devido
à ocorrência de mielotoxicidade em alguns animais.
Formulações
A dapsona está disponível em comprimidos de 25-100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A dapsona pode perder sua coloração sem implicação na diminuição de sua eficácia.
As suspensões manipuladas mantiveram-se estáveis por 21 dias quando misturadas ao ácido
cítrico.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,1 mg/kg, a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
Contraindicada.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para uso extrabula, contate o FARAD
no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Decanoato de Nandrolona
Nome comercial e outros nomes
Deca-Durabolin
Medicamentos comercializados no Brasil
Deca-Durabolin (h)
Classificação funcional
Hormônio, agente anabólico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Esteroide anabólico. A nandrolona é um derivado da testosterona usado como agente
anabólico. Estes agentes destinam-se a maximizar os efeitos anabólicos, minimizando
ao mesmo tempo a ação androgênica.
Indicações e Usos Clínicos
Os agentes anabólicos são usados para reverter condições catabólicas, promovendo ganho de
peso, aumentando a musculatura e estimulando a eritropoiese. Não há diferenças na
eficácia entre esteroides anabólicos relatados em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos esteroides anabólicos podem ser atribuídos à ação farmacológica
desses esteroides. É comum o efeito masculinizante exacerbado. Tem havido maior
incidência de alguns tumores em seres humanos. Alguns esteroides anabólicos orais, que
são 17 alfa metilados (oximetolona, estanozolol e oxandrolona), estão associados à
toxicidade hepática.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes com doença hepática. Não use em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso de nandrolona em
animais (e doses) baseia-se na experiência, em seres humanos, ou na experiência empírica,
em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas em pacientes tratados.
Formulações
O decanoato de nandrolona está disponível, em injeções de 50, 100 e 200 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-1,5 mg/kg/semana por via intramuscular.
Gatos
• 1 mg/kg/semana por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg a cada 4 semanas por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Nandrolona é um medicamento controlado de Classe II.
Não administre a animais de produção. Classificação RCI: 4
No Brasil, o uso de anabolizantes em animais de produção é proibido.
No Brasil, o decanoato de nandrolona está listado como substância anabolizante
(lista C5) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Deracoxibe
Nome comercial e outros nomes
Deramax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O deracoxibe é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros fármacos dessa
classe, o deracoxibe produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios ao promover a inibição da
síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a enzima cicloxigenase
(COX). A COX existe em duas isoformas, denominadas COX-1 e COX-2. A COX-1 é
constitutivamente responsável pela síntese de prostaglandinas fundamentais para
a manutenção saudável do trato gastrointestinal, da função renal, função plaquetária e para
outras funções normais. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas,
importantes na mediação da dor, da inflamação e da febre. Entretanto, sabe-se que pode
haver alguma reação cruzada entre os efeitos da COX-1 e da COX-2 em algumas situações e
a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos.
O deracoxibe, em testes in vitro, é menos ativo sobre a COX-1 quando comparado
a AINEs mais antigos, sendo um inibidor seletivo de COX-2. A proporção COX-1/COX-2 é
alta quando comparada a outros medicamentos registrados para uso em cães. É também um
inibidor seletivo de COX-2 em gatos. Não foi ainda estabelecido se a especificidade para
COX-1 ou COX-2 está relacionada à eficácia e segurança do tratamento. O deracoxibe
possui meia-vida de 3 horas em cães quando utilizado 2-3 mg/kg, e de 19 horas quando
utilizado 20 mg/kg, Tem alta afinidade às proteínas. A absorção oral em cães é de 90%. A
alimentação concomitante retarda a absorção, mas não diminui a quantidade total
absorvida do medicamento. Em gatos, a meia-vida é de aproximadamente 8 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O deracoxibe é usado para diminuição da dor, da inflamação e da febre. É também utilizado
para o tratamento da dor aguda e crônica e da inflamação em cães. Uma das indicações
mais comuns é para o tratamento da osteoartrite, mas também tem sido utilizado para o
tratamento da dor associada à cirurgia. Tem sido limitado seu uso apenas em equinos, e não
foi relatada a administração em outros animais de grande porte.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Alterações gástricas são os efeitos colaterais mais comuns associados aos AINEs e podem
incluir vômitos, diarreia, náuseas, úlceras e erosão do trato gástrico. Ulcerações gástricas e
duodenais foram descritas com o uso de deracoxibe em cães. Em estudos experimentais,
o vômito foi o efeito colateral mais frequentemente relatado. A toxicidade renal foi
relacionada a alguns AINEs, especialmente em animais desidratados ou animais com
doença renal preexistente. Em estudos realizados com cães, altas doses (cinco vezes a
dose recomendada) causaram azotemia em cães normais.
Contraindicações e Precauções
Cães e gatos com alterações gástricas ou renais preexistentes podem apresentar maior
risco em desenvolver os efeitos colaterais dos AINEs. Sua segurança durante a gestação é
desconhecida, mas efeitos colaterais não foram descritos. Não estão disponíveis estudos
de segurança para cães com idade < 4 meses, animais prenhes ou animais lactantes. Em
gatos, utilize somente uma dose única.
Interações Medicamentosas
Não administre concomitantemente a outros AINEs ou corticosteroides. Os
corticosteroides demonstraram exacerbar os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs
podem interferir com a ação de medicações diuréticas e dos inibidores da enzima
conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Comprimidos mastigáveis podem ser administrados com ou sem alimento. Estudos a longo
prazo não foram completados em gatos, foram realizados apenas estudos de administração
única.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore alterações gástricas que evidenciem diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.
Devido ao risco de lesão renal, monitore periodicamente os parâmetros renais (consumo de
água, ureia, creatinina e densidade urinária) durante o tratamento. O deracoxibe,
aparentemente, não afeta os testes de avaliação tireoidiana em cães.
Formulações
O deracoxibe está disponível em comprimidos mastigáveis de 25, 75 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O
deracoxibe tem sido suspenso em água. Entretanto, a estabilidade das formulações
manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Na analgesia pós-operatória: 3-4 mg/kg 1 vez/dia conforme necessário por até 7 dias.
• Uso crônico: 1-2 mg/kg 1 vez/dia por via oral.
Gatos
• 1 mg/kg em dose única por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não fornecer a animais de produção. Por ser um medicamento da classe dos coxibes, pode
estar listado como substância sujeita a controle especial, sendo prescrita com receita de
Controle Especial em duas vias. Classificação RCI: 4
Dexametasona
Nomes comerciais e outros nomes
Solução de Azium em polietilennoglicol ® , Dexaject ® , Dex-A-Vet ® , Decadron ® ,
Dexasone ® , Voren suspensão ® e marcas genéricas.
Medicamentos comercializados no Brasil
Azium (v) , Dexacort (v) , Dexamax (v) , Decadron (h) , Dexametasona (g)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores da dexametasona são
aproximadamente 30 vezes mais potentes do que os do cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios
são complexos, mas ocorrem primariamente pela inibição das células inflamatórias e pela
supressão da expressão de mediadores inflamatórios. Seu uso é indicado para o tratamento
da inflamação e de doenças imunomediadas. A solução de dexametasona difere da solução
de fosfato sódico de dexametasona, na qual a forma de fosfato sódico é solúvel em água e
apropriada para administração intravenosa. A solução de dexametasona contém veículo de
polietilenoglicol e não deve ser administrada rapidamente por via intravenosa. A
dexametasona 21-isonicotinato é uma suspensão registrada para uso intramuscular.
Indicações e Usos Clínicos
A dexametasona é indicada para o tratamento da inflamação e doenças imunomediadas. O
uso da dexametasona em altas doses para o tratamento do choque é controverso. A maioria
das evidências recentes não dá suporte para a administração da dexametasona nestes casos.
A dexametasona também é usada no teste diagnóstico da função adrenal. O uso em
grandes animais inclui a indução do parto (bovinos) e tratamento de condições
inflamatórias. Em bovinos, os corticosteroides também têm sido usados para o tratamento da
cetose. Em equinos, a dexametasona vem sendo utilizada para o tratamento da obstrução
recorrente das vias aéreas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotalâmico-pituitária-adrenal (HPA). Reações adversas incluem
ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição dos níveis de
hormônio tireoidiano, diminuição da síntese proteica, atraso na cicatrização e
imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da
imunossupressão e incluem infecções por Demodex, toxoplasmose, infecções fúngicas e
infecções no trato urinário inferior. Altas doses de glicorticoides em animais com doença
neurológica pode levar à morte celular por excitotoxicidade e injúria oxidativa via
aumento dos aminoácidos excitatórios. Em equinos, entre os efeitos colaterais da
dexametasona, está o risco de laminite, contudo este efeito é controverso e não é
sustentado por fortes evidências.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em pacientes com tendência a ulcerações ou infecções ou em animais
que necessitam da cicatrização de feridas. Usar com cautela em animais com diabetes ou
insuficiência renal e em animais prenhes. A injeção intravenosa deve ser feita
lentamente, pois soluções contendo polietilenoglicol podem causar reações adversas após
a administração rápida (hemólise, hipotensão e colapso). Não administre o isonicotinato-
21 dexametasona por via intravenosa (somente uso intramuscular).
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) irá
aumentar o risco de lesão gástrica. O pH é de 7-8,5. Não misture com soluções
acidificantes. No entanto, é compatível com a maioria das soluções intravenosas.
Instruções de Uso
A frequência de administração está baseada no efeito desejado. Os efeitos anti-inflamatórios
ocorrem com doses de 0,1-0,2 mg/kg, e os efeitos imunossupressores ocorrem com 0,2-
0,5 mg/kg. A dexametasona é usada para o teste de hiperadrenocorticismo. Para o teste
de supressão com dexametasona em baixa dose em cães, emprega-se 0,01 mg/kg
(ou 0,015 mg/kg em algumas referências) por via intravenosa e para gatos, 0,1 mg/kg pela
mesma via; coletar amostras em 0, 4 e 8 horas. Para o teste de supressão com dexametasona
em alta dose em cães, emprega-se 0,1 mg/kg (ou 1 mg/kg em algumas referências) e em
gatos, 1,0 mg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Para os testes de supressão com dexametasona em baixa dose e em alta dose, administre
0,01 ou 0,1 mg/kg e colete as amostras de cortisol em 0, 4 e 8 horas após a administração. A
concentração normal de cortisol após o teste de supressão deve ser < 30-40 nmol/L (1,1-
1,3 mcg/dL). Para o teste de supressão com dexametasona em equinos: administrar
0,04 mg/kg por via intramuscular e coletar a amostra pós-cortisol após 24 horas. A supressão
normal em equinos é < 1 mcg/dL.
Formulações
A dexametasona está disponível em soluções de 2 mg/mL, que contém 500 mg de
polietilenoglicol; comprimidos de 0,25, 0,5, 0,75, 1, 1,5, 2, 4 e 6 mg. Solução oral
de 1 mg/mL; e 10 mg por 15 g de pó. A suspensão de dexametasona 21-isonicotinato possui
1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A formulação de dexametasona em várias soluções orais (para aumentar a palatabilidade) é
estável por 26 semanas em temperatura ambiente ou refrigerada. O fosfato sódico de
dexametasona é totalmente solúvel em água, mas a solução de dexametasona (em
polietilenoglicol) é praticamente insolúvel em água.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Anti-inflamatório: 0,07-0,15 mg/kg a cada 12-24 horas pelas vias intravenosa,
muscular ou oral.
• Dose em pulso: 0,5 mg/kg por via oral por 4 dias consecutivos, posteriormente repetir
a cada 28 dias.
• Teste de supressão com dexametasona em baixa dose; 0,01 mg/kg por via intravenosa
(cão) e 0,1 mg/kg por via intravenosa (gato).
• Teste de supressão com dexametasona em alta dose; 0,1 mg/kg por via intravenosa
(cão) e 1,0 mg/kg por via intravenosa (gato).
• Dexametasona 21-isonicotinato: 0,03-0,05 mg/kg IM.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Equinos
• 0,04-0,15 mg/kg/dia por vias intravenosa e intramuscular. Alguns medicamentos
recomendam a dose total de 5-20 mg/animal, o que corresponde a 0,01 a
0,04 mg/kg/dia. Porém, em algumas condições, podem ser necessárias doses maiores.
• Equinos, tratamento da obstrução recorrente das vias aéreas: 0,05-0,1 mg/kg por vias
intravenosa ou intramuscular a cada 24 horas ou 0,165 mg/kg por via oral a cada 24
horas, geralmente por 2-3 dias, mas deve-se continuar com o tratamento oral por 7
dias, e posteriormente, reduzir a dose à metade por mais 7 dias.
• Indução de parto (bovinos): 0,05 mg/kg (25 mg/animal) em dose única
durante a última semana ou nas duas últimas semanas de gestação. Uma dose de
prostaglandina PGF 2 alfa pode ser administrada concomitantemente (0,5 mg/animal).
• Dexametasona 21-isonicotinato: 0,01-0,04 mg/kg por via intramuscular.
Ovinos
• Indução de parto: 0,15 mg/kg/dia por via intramuscular por 1-5 dias durante a última
semana de gestação.
Informações sobre Restrição Legal
A dexametasona é aprovada para o uso em bovinos, mas o período de carência não foi
estabelecido. Apesar de o período de carência não estar estabelecido, recomenda-se pelo
menos 96 horas de carência para leite e 4-8 dias para carne. Permitir pelo menos 3 semanas
para eliminação de resíduos do rim e fígado e 6 semanas para a remoção da medicação
do local de aplicação intramuscular. Classificação RCI: 4
Dextrano
Nomes comerciais e outros nomes
Dextran 70 ® e Gentran-70 ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dextran40 (h) e Dextran70 (h)
Classificação funcional
Fluido de reposição
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Coloide sintético usado para expansão de volume. Dextranos são polímeros de glicose e estão
disponíveis em baixo peso molecular (Dextran 40 ® ) e em alto peso molecular (Dextran
70 ® ). O Dextran 70 ® é mais comumente usado. Os coloides, como os dextranos, são
moléculas de alto peso molecular que permanecem nos vasos devido ao seu tamanho. Assim,
aumentam a pressão osmótica coloidal dentro dos vasos para prevenir a perda intravascular
de fluido e inibir o edema tecidual. Outros coloides usados são o hetamino e o pentamino.
Indicações e Usos Clínicos
O dextrano é um composto de alto peso molecular administrado por via intravenosa para
manutenção do volume intravascular. É usado para o tratamento agudo da hipovolemia e
do choque. A duração do seu efeito é de aproximadamente 24 horas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Possui uso limitado em medicina veterinária e efeitos colaterais não foram relatados. Em
seres humanos, as coagulopatias podem ocorrer possivelmente pela diminuição da função
plaquetária e de efeitos antitrombóticos. A falência renal aguda foi reportada, bem como
o choque anafilático em seres humanos.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com tendência a hemorragias. Os dextranos podem interferir nos
testes de compatibilidade sanguínea para transfusões. Os gatos são mais suscetíveis
à sobrecarga de fluidos do que os cães; assim, baixas doses devem ser usadas nesta
espécie.
Interações Medicamentosas
É compatível com a maioria dos fluidos intravenosos, incluindo as soluções salina a 0,9%
e glicose a 5%.
Instruções de Uso
Usar principalmente em situações graves. Administrar lentamente em infusão contínua
(60-90 minutos). Para uso emergencial, administrar doses em bolus de 20 mL/kg de forma
rápida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore cuidadosamente a condição cardiopulmonar do paciente durante
a administração. Os dextranos podem interferir nos testes de compatibilidade sanguínea.
Formulações
O dextrano está disponível em soluções injetáveis de 250, 500 e 1.000 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-20 mL/kg/dia por via intravenosa, para o efeito, geralmente administrados
durante 30-60 minutos.
Gatos
• 5-10 mL/kg/dia por via intravenosa, administrados durante 30-60 minutos.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos e Bovinos
• 10 mL/kg/dia por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. No entanto, pelo fato
de esta medicação apresentar baixo risco de formação de resíduos, é sugerido um período
curto de carência para animais destinados ao consumo.
Dextrometorfano
Nome comercial e outros nomes
Benylin ® e outros
Medicamentos comercializados no Brasil
Silencium (h) , Trimedal (h)
Classificação funcional
Antitussígeno
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antitussígeno de ação central. O dextrometorfano compartilha uma estrutura
química semelhante à dos opiodes, mas não afeta os mesmos receptores e aparentemente
atua diretamente no receptor da tosse. O dextrometorfano é um d-isômero do levorfan
(o 1-isômero, o levorfan, é um opioide com propriedades que podem levar à dependência,
mas o d-isômero não). O dextrometorfano produz analgesia branda e modula à dor pela sua
habilidade em atuar como um antagonista do receptor N-metil D-aspartato (NMDA), mas
isto não está relacionado à atividade antitussígena.
Indicações e Usos Clínicos
O dextrometorfano vem sendo utilizado para a supressão da tosse improdutiva. Contudo,
sua eficácia na redução da tosse é questionada devido a falta de evidências.
O dextrometorfano também é usado como adjuvante para o tratamento da dor devido ao
antagonismo sobre o NMDA. Estudos farmacocinéticos em cães indicaram que
as concentrações do dextrometorfano após administração oral não se mantêm. Mesmo após
a administração intravenosa, as concentrações da medicação por via parenteral e seu
metabólito ativo persistente por apenas um curto período de tempo após a administração.
Por isso, o uso rotineiro em cães não é recomendado enquanto não houver dados disponíveis
que estabeleçam uma dose eficaz e segura. Não há estudos disponíveis sobre sua
farmacocinética em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos colaterais relatados em medicina veterinária. Altas doses (sobredose)
podem provocar sedação. Após a administração em cães, o dextrometorfano provocou
efeitos colaterais como vômitos após a administração oral e reações neurológicas após a
administração intravenosa. Algumas preparações contêm álcool, o que pode não ser
palatável para pequenos animais, especialmente gatos.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações identificadas para animais. Entretanto, os proprietários devem
ser alertados de que várias preparações que podem ser adquiridas sem prescrição médica
contêm outras medicações que podem produzir significantes efeitos colaterais. Por
exemplo, algumas associações também contêm paracetamol (acetaminofeno), que pode
ser tóxico para gatos. Algumas formulações também podem conter um
descongestionante, como a pseudoefedrina, que pode causar excitação e outros efeitos
colaterais.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas identificadas para cães. Contudo, podem ocorrer
interações quando usada com outros fármacos que interferiram no metabolismo
do citocromo P-450.
Instruções de Uso
Muitas formulações que podem ser adquiridas sem prescrição médica podem conter outros
ingredientes (p. ex., anti-histamínicos, descongestionantes, ibuprofeno e paracetamol).
Podem ocorrer nos animais, efeitos colaterais resultantes de cada um desses componentes;
como reações tóxicas causadas por paracetamol, excitação do sistema nervoso central (SNC)
causada pelo descongestionante e toxicidade gástrica causada pelo ibuprofeno.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhuma monitoração específica se faz necessária.
Formulações
O dextrometorfano esta disponível em xarope, cápsulas e comprimidos em vários
medicamentos que podem ser adquiridos sem prescrição médica. Existem várias
formulações disponíveis sem prescrição em formulações líquidas e comprimidos. Essas
formulações podem possuir concentrações variadas, mas geralmente contêm 2, 5, 10 ou
15 mg/mL e em comprimidos de 15-20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5-2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (entretanto, o uso não é recomendado, pois
sua eficácia não foi confirmada nessas doses).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas. Apresenta pouca contribuição no tratamento de grandes
animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido. Para estimativa de períodos de carência para
o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 4
Diazepam
Nomes comerciais e outros nomes
Valium ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Valium (h) , Diazepam (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. Atua deprimindo o sistema nervoso central (SNC). O mecanismo de ação
do diazepam parece ser via potencialização dos efeitos mediados pelos receptores
GABAérgicos no SNC ao ligar-se ao sítio de ação do GABA. O diazepam é biotransformado
em desmetildiazepam (nordiazepam ® ) e em oxazepam. Esses metabólitos também
apresentam efeitos benzodiazepínicos de ação central. Em cães, a meia-vida intravenosa do
diazepam é curta (< 1 hora), mas são produzidos metabólitos ativos. Em gatos, a meia-vida
intravenosa é de aproximadamente 5 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O diazepam é usado para sedação, como adjuvante anestésico, anticonvulsivante e
nas desordens comportamentais. Apesar de ser utilizado como relaxante muscular, sua
eficácia para tal uso não foi estabelecida. Em gatos, o diazepam tem sido administrado por
via intravenosa para uma rápida estimulação do apetite. Em gatos, a administração oral tem
sido efetiva para promover diminuição da demarcação urinária, mas são comuns recidivas
com a descontinuidade da medicação. O diazepam é comumente administrado por vias oral
ou intravenosa. Contudo, tem demonstrado absorção adequada em cães na administração
retal e na administração intranasal (41% de absorção através do spray nasal em cães).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum. Em cães, podem ser observados, a ataxia e o
aumento do apetite. O diazepam pode causar excitação paradoxal e agitação em cães. Em
gatos, tem sido relatada a necrose hepática idiopática fatal. A administração crônica pode
provocar a dependência e a síndrome de abstinência, se o diazepam for descontinuado. A
administração intramuscular ou subcutânea pode ser dolorosa e irritante. A
administração intravenosa pode causar flebite.
Contraindicações e Precauções
O diazepam é altamente dependente do fluxo sanguíneo hepático para seu metabolismo.
Não administrar a pacientes com função hepática alterada. O uso contínuo em gatos
deve ser evitado devido ao risco de toxicidade hepática. Sua utilização para tratamento
de neurotoxicidade secundária à ivermectina é controversa.
Interações Medicamentosas
O diazepam é altamente lipofílico e irá ligar-se (ser adsorvido) ao plástico de recipientes,
material de infusão e bolsas de fluido. Não é recomendado o armazenamento de
diazepam em tais recipientes. O diazepam é insolúvel em soluções aquosas. Associá-lo
a soluções aquosas ou fluidas pode causar precipitação.
Indicações de Uso
A depuração em cães é muito mais rápida quando comparada à de seres humanos (a meiavida
em cães é menor que 1 hora), o que requer administrações frequentes. Para o
tratamento do status epilepticus, o diazepam pode ser administrado por via intravenosa,
intranasal ou retal. Evite a administração intramuscular devido à dor da injeção e ao grau
de absorção imprevisível.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
São citadas como sendo terapêuticas em seres humanos, as concentrações plasmáticas
variando de 100-250 ng/mL. Outras referências citam uma variação entre 150 e
300 ng/mL. Apesar de a concentração de benzodiazepínicos poder ser avaliada no plasma
ou no soro, não há testes disponíveis na maioria dos laboratórios veterinários. Os laboratórios
humanos podem oferecer testes inespecíficos para a avaliação dos benzodiazepínicos. Com
esses testes, podem ocorrer reações cruzadas entre diazepam e os metabólitos
desmetildiazepam e oxazepam.
Formulações
O diazepam está disponível em comprimidos de 2, 5, 10 mg e em solução injetável a
5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Não armazenar em recipientes plásticos (PVC) ou em bolsas para fluidos. Pode ocorrer uma
significativa adsorção em plásticos maleáveis. Contudo, é compatível aos plásticos
consistentes, como seringas. Não expor à luz. As formulações manipuladas, especialmente
aquelas preparadas para aplicação transdérmica, podem não ser estáveis. O diazepam é
praticamente insolúvel em água, mas é solúvel em álcool e em propilenoglicol. O diazepam
pode sofrer hidrólise em água. O diazepam quando preparado em suspensão oral (1 mg/mL)
em diferentes veículos (pH 4,2) é estável por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Pré-anestésico: 0,5 mg/kg por via intravenosa.
• Status epilepticus: 0,5 mg/kg, por via intravenosa, 0,5-1,0 mg/kg em spray intranasal ou
1 mg/kg por via retal; repetir se necessário.
• Taxa de infusão contínua: 15 mcg/kg/minuto (1 mg/kg/hora), a qual pode ser
reduzida em 50%, se alguns animais apresentarem efeitos colaterais excessivos.
• Estimulante de apetite (gatos): 0,2 mg/kg por via intravenosa.
• Tratamento comportamental (gatos): 1-4 mg/gato a cada 12-24 horas, por via oral.
• Tratamento comportamental (cães): 0,5-2 mg/kg a cada 4-6 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos, Ovinos e Caprinos
• 0,02-0,08 mg/kg por via intravenosa até 0,5 mg/kg por via intravenosa, de forma lenta.
Dosar de acordo com o efeito desejado. Vacas podem permanecer deitadas após
0,5 mg/kg. Não administre por via intramuscular.
Equinos
• Convulsões: 0,1-0,4 mg/kg por via intravenosa (iniciar com 50-100 mg por cavalo).
Taxa de infusão contínua para potros: 1-3 mg/hora.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimar períodos de carência do
uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Cronograma de medicamentos IV controlados. Classificação RCI: 2
No Brasil, o diazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito
a notificação de Receita “B”.
Diclazuril
Nome comercial e outros nomes
Clinacox ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Clinacox (v) , Coccimax Pig Doser (v)
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Coccidiostático. O diclazuril é um antiprotozoário triazinona efetivo para o tratamento das
infestações causadas por Isospora spp, Toxoplasma gondii, Eimeria spp., e vem sendo utilizado
para o tratamento da coccidiose. Também é usado para o tratamento de equinos com
mieloencefalite protozoária (MEP) causada por Sarcocytis neurona. O toltrazuril sulfona
(ponazuril) é um metabólito ativo encontrado no soro e no líquido cefalorraquidiano (LCR)
de equinos tratados. Pela disponibilidade da formulação comercial, o ponazuril (Marquis) é
preferido por muitos veterinários para o tratamento dos equinos acometidos.
Indicações e Usos Clínicos
As doses disponíveis de diclazuril foram baseadas em estudos experimentais,
farmacocinéticos e em uma limitada experiência clínica. O diclazuril foi substituído pelo
ponazuril para o tratamento da maioria dos casos de MEP em equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Nenhum efeito colateral específico foi relatado.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações descritas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas.
Instruções de uso
Administrar por via oral em equinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O diclazuril está disponível como aditivo alimentar para frangos em outros países (incluindo
o Brasil na forma de Premix), mas tem sido importado dos EUA com a permissão da FDA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Não há doses estabelecidas para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento da MEP: 2,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante no mínimo 21
dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a equinos destinados ao consumo humano.
Para outros animais, não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para
estimativas de período de carência para o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-
888-USFARAD (1-888.873-2723).
Diclorfenamida
Nome comercial e outros nomes
Daranide ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da anidrase carbônica. Diurético. A diclorfenamida, como outros inibidores de
anidrase carbônica, produz diurese pela inibição da reabsorção de bicarbonato nos túbulos
renais proximais via inibição enzimática. Esta ação resulta na perda de bicarbonato na urina
e na diurese. A ação dos inibidores da anidrase carbônica resulta em perda significativa de
bicarbonato, urina alcalina e perda de água.
Indicações e Usos Clínicos
A diclorfenamida é raramente usada como diurético. Existem outros medicamentos
diuréticos mais potentes e efetivos disponíveis como os diuréticos de alça (furosemida).
A diclorfenamida como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada primariamente
na redução da pressão intraocular em animais com glaucoma. A metazolamina é usada mais
frequentemente que a diclorfenamida ou a acetazolamida para este fim, e outros
medicamentos são usados com mais frequência do que os inibidores da anidrase carbônica.
A diclorfenamida, assim como outros inibidores da anidrase carbônica, é usada para
produzir uma urina mais alcalina no tratamento de alguns cálculos urinários.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso prolongado esgotará o bicarbonato, se não for reposto. É um derivado da
sulfonamida. Assim, animais sensíveis às sulfonamidas, podem ser sensíveis
a diclorfenamida. A hipocalemia pode ocorrer em alguns pacientes. A acidose metabólica
grave é rara.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais sensíveis a sulfonamidas.
Interações Medicamentosas
A diclorfenamida irá produzir urina alcalina, o que pode afetar a farmacocinética de
alguns medicamentos. A alcalinização urinária pode potencializar os efeitos de alguns
medicamentos antibacterianos (p. ex., macrolídeos e quinolonas).
Instruções de Uso
A diclorfenamida não é usada como diurético, mas é mais comumente usada para o
tratamento de glaucoma ou na produção de urina alcalina. Tem sido associada com outros
agentes antiglaucomas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão ocular quando do tratamento do glaucoma. Monitore os valores séricos
de potássio e o equilíbrio ácido-base durante o tratamento.
Formulações
A diclorfenamida não está mais disponível comercialmente. Entretanto, formas mais antigas
estão disponíveis em comprimidos de 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3-5 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativa de períodos de
carência no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Classificação RCI: 4
Dicloridrato de Melarsomina
Nome comercial e outros nomes
Immiticide
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Composto organoarsenical. Os arsenicais alteram a captação da glicose e o metabolismo para
eliminar os vermes cardíacos. A melarsomina substituiu os antigos arsenicais,
como a tiacetarsamida (Caparsolate).
Indicações e Usos Clínicos
A melarsomina é usada para terapia adulticida do verme cardíaco. Para a adequada
administração, ver o item Instruções de Uso. A melarsomina é altamente eficaz para
eliminar os vermes cardíacos em cães. A eficácia em gatos é de apenas 36%. Geralmente os
gatos não são tratados, pois a doença nesta espécie é autolimitante, sendo realizado apenas
tratamento de suporte (corticosteroides, broncodilatadores e antieméticos).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A melarsomina pode causar tromboembolismo pulmonar 7 a 20 dias após a terapia,
anorexia (incidência de 13%), reação no local da injeção (incidência de miosite de
32%), ou letargia ou depressão (incidência de 15%). Causa elevação das enzimas
hepáticas. Altas doses (3 vezes a dose) podem causar inflamação pulmonar e morte. Se
forem administradas altas doses, o dimercaprol (3 mg/kg, por via intramuscular) pode ser
usado como antídoto. Para prevenir reações adversas da terapia adulticida, muitos
veterinários administram prednisolona ou prednisona na dose de 0,5 mg/kg a cada 12
horas durante a primeira semana e 0,5 mg/kg a cada 24 horas durante 1 semana,
seguido por 0,5 mg/kg em dias alternados por 1 a 2 semanas. Também há evidência de
que a doxiciclina (10 ou 20 mg/kg/dia por via oral) pode diminuir as reações pulmonares
à terapia com melarsomina.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com alta carga do parasita cardíaco. Especificamente,
a melarsomina é contraindicada em cães com doença por verme cardíaco Classe 4 (muito
grave).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. A administração de prednisolona não
afeta a eficácia da melarsomina.
Instruções de Uso
A posologia baseia-se na gravidade da infestação. Siga cuidadosamente as instruções da bula
do produto sobre a adequada administração. Avalie também o paciente para determinar a
classificação da dilofilariose (Classes 1 a 4) antes de iniciar o tratamento. As classes 1 e 2 são
menos graves. A classe 3 é grave e a classe 4 é mais grave e não deve ser tratada com
adulticida antes da cirurgia. Em animais com graves cargas parasitárias e até nos pacientes
de classes 1 e 2, alguns cardiologistas recomendam o uso de um protocolo de três doses. O
protocolo de três doses inclui uma única administração por via intramuscular de 2,5 mg/kg
para diminuir a carga inicial do parasita, seguida, em 2 ou 3 meses, de duas doses
adicionais, com intervalo de 24 horas. Alternativamente, pode haver benefícios
na administração de uma dose preventiva de uma lactona macrocíclica, como a doxiciclina,
por 30 dias, seguida pela primeira injeção de melarsomina em 60 dias, e mais duas injeções
de melarsomina em 90 dias. Evite a exposição humana fazendo a higienização das mãos
após o manuseio ou utilizando luvas. Deve haver estrita restrição ao exercício durante
o tratamento adulticida. Mais detalhes sobre o protocolo para a administração podem ser
encontrados no site: American Heartworm Society (http://www.heartwormsociety.org/).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Faça o monitoramento da carga parasitária e das microfilárias após o tratamento. Monitore
os pacientes tratados cuidadosamente para sinais de tromboembolismo.
Formulações
A melarsomina está disponível em injeção de 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Após a reconstituição, a solução retém a potência por 24 horas. Não congele as soluções
depois de preparadas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Administre por via intramuscular profunda.
• Classes 1 e 2: 2,5 mg/kg/dia por 2 dias consecutivos. Ver o item Instruções de Uso para
mais protocolos alternativos para esses pacientes.
• Classe 3: 2,5 mg/kg uma vez, depois em 1 mês duas doses adicionais com intervalo de
24 horas.
Gatos
• Não é recomendado.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos já que este medicamento não deve ser
administrado a animais de produção.
Diclorvos
Nomes comerciais e outros nomes
Task ® , Diclorvos ® , Atgard ® , DDVP ® , Verdisol ® e Equigard ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Alatox (v) , Bio-Ciper Plus (v) , Ectofós (v) , Lepecid (v) etc.
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicação antiparasitária. Elimina os parasitas pela ação anticolinesterásica.
Indicações e Usos Clínicos
O diclorvos é usado principalmente para eliminar parasitas intestinais. Os parasitas que
podem ser combatidos incluem o Toxocara canis e Toxocaris leonina (nematódeos),
Ancylostoma caninum, Uncinaria stenocephala (ancilostomídeos) e o Trichuris vulpis (cestódeos).
Contudo, a eficácia contra o T. vulpis pode ser errática. Em equinos, pode ser usado na
remoção e no controle de ambos (Gastrophilus intestinalis, G. nasalis), grandes estrôngilos
(Strongylus vulgaris, S. equinus, S. edentatus), pequenos estrôngilos (dos gêneros Cyathostomum,
Cylicocercus, Cylicodontophorus, Triodontophorus, Poteriostomum), oxiúros (Oxyuris equi) e
grandes nematódeos (Parascaris equorum). Em suínos, é usado para tratar e controlar as
larvas maduras, imaturas e/ou em estágio quatro do cestódeo (Trichuris suis), nematelmintos
gástricos (Oesophagostomum sp.), ascarídeos (Ascaris suum) e o estrôngilo gástrico (Ascarops
strongylinea).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sobredose pode causar intoxicação por organofosforado (tratar com cloridrato de
pralidoxima e atropina). Os sinais de toxicidade incluem salivação, diarreia, dificuldade
respiratória e mioclonias.
Contraindicações e Precauções
Não utilize em pacientes com dirofilariose. Não administre em sequência ao uso de
compostos anticolinesterásicos administrados até 2 dias antes. Fracionar a dose total em
doses menores para o tratamento de animais: idosos, com alta carga parasitária, anêmicos
ou debilitados. Não utilize em potros jovens, gatinhos e filhotes. Seu uso pode exacerbar
as manifestações clínicas em animais com doença respiratória, como bronquites e doença
pulmonar obstrutiva. Não permita o acesso de pássaros aos alimentos que contenham esta
medicação ou às fezes dos animais tratados.
Interações Medicamentosas
Não utilize com outros medicamentos anticolinesterásicos. Não utilize com outros
agentes antifilaricidas, relaxantes musculares, depressores do sistema nervoso central
(SNC) ou tranquilizantes.
Instruções de Uso
Administrar em um terço da ração em lata comercial para cães ou em carne moída. Os cães
podem ser tratados com qualquer associação de cápsulas e/ou pellets visando à
administração de uma única dose. A metade da dose única recomendada deve ser
administrada e a outra metade deve ser dada após 8 a 24 horas. Para equinos, administrar
na porção de grãos da ração. A metade da dose recomendada pode ser administrada
como dose única e repetida após 8 a 12 horas para o tratamento de animais idosos,
emaciados ou debilitados ou aqueles relutantes para consumir o medicamento junto
ao alimento. Divida a dose caso haja preocupação quanto à obstrução intestinal mecânica
causada pelo intenso parasitismo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as parasitoses como parte do controle parasitário regular.
Formulações
O diclorvos está disponível em comprimidos de 10 e 25 mg. Formulações manipuladas
para equinos foram descontinuadas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 26,4-33 mg/kg em dose única por via oral.
Gatos
• 11 mg/kg em dose única por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• 11,2-21,6 mg/kg em dose única por via oral. Para fêmeas prenhes, misture à ração
de gestação até alcançar o valor de 1.000 mg/porca diariamente, durante os últimos
30 dias de gestação, misturando a taxa de 334-500 g/tonelada de ração. Para outros
suínos, misturar 334 g por tonelada de ração e ofertar aos animais como ração única
por 2 dias consecutivos (3,8 kg de ração por animal até a ração com o medicamento ser
totalmente consumida).
Equinos
• 31-41 mg/kg em dose única por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a equinos destinados ao consumo humano.
Para outros animais, não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para
estimativas de período de carência com o uso extrabula, contate o FARAD no número 1-
888-USFARAD (1-888.873-2723).
Dicloxacilina Sódica
Nome comercial e outros nomes
Dynapen ® e genéricos
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A dicloxacilina é um antibiótico betalactâmico – um semissintético derivado da penicilina.
A atividade esperada é similar à da ampicilina, e apresenta grande estabilidade contra
estafilococos betalactamase. Como outros antibióticos desta classe, ela inibe a síntese
da parede celular bacteriana ao ligar-se a proteínas desta estrutura, enfraquecendo, assim, a
parede celular. Seu espectro de ação limita-se a bactérias Gram-positivas, especialmente
estafilococos.
Indicações e Usos Clínicos
A dicloxacilina possui um espectro de ação relativamente estreito. Como a cloxacilina e
a oxacilina, o espectro da dicloxacilina inclui bacilos Gram-positivos, incluindo as linhagens
de Staphylococcus produtoras de betalactamase. Assim, a mesma vem sendo usada para tratar
infecções estafilocócicas em animais, incluindo a pioderma. Não é ativa contra
Staphylococcus resistentes à meticilina. Devido à disponibilidade de outros antimicrobianos
usados para o tratamento deste espectro bacteriano em pequenos animais, a dicloxacilina
não é comumente usada. Por ser uma medicação oral com absorção limitada em grandes
animais, seu uso é limitado à administração oral em pequenos animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais das penicilinas são mais comumente causados por alergia
medicamentosa. Isso pode variar entre uma reação anafilática aguda quando
administrada a outras manifestações alérgicas quando outras vias de administração são
utilizadas. Quando administrada por via oral (especialmente com doses altas), é possível
ocorrer diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a medicamentos similares à penicilina.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas. A dicloxacilina é mais bem absorvida em
jejum pelos cães.
Instruções de Uso
Não existem estudos de eficácia disponíveis para cães e gatos. Em cães, a absorção oral
é baixa e pode não ser adequada para a terapia. Se possível administrar em jejum.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Usar oxacilina como padrão para o teste de suscetibilidade. Aplicar para a dicloxacilina
os pontos de perda de suscetibilidade usados para a oxacilina.
Formulações
A dicloxacilina está disponível em cápsulas de 125, 250 e 500 mg e em suspensão oral
de 12,5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Não
associar a outros medicamentos. A suspensão oral reconstituída permanece estável por 14
dias sob refrigeração. As formulações manipuladas, especialmente as formulações aquosas,
podem não ser estáveis.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 11-55 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há dose relatada para grandes animais. A absorção oral é baixa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Devido à absorção oral esperada ser
mínima, quando usado sistemicamente em animais de produção, aplicar o período de
carência similar ao da ampicilina. Alternativamente, contate o FARAD no número 1-888-
USFARAD (1-888.873-2723).
Dietilestilbestrol
Nome comercial e outros nomes
DES ® e genéricos
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O dietilestilbestrol, conhecido como DES ® , é um medicamento sintético com efeitos
estrogênicos. Difere de compostos esteroides, pois não apresenta um anel esteroide. É
utilizado na reposição de estrogênio nos animais. Quando usado para o tratamento
da incontinência urinária, acredita-se que a ação do DES ® , esteja relacionada ao aumento
da sensibilidade dos receptores estrogênicos do tipo alfa no esfíncter urinário, restaurando a
continência.
Indicações e Usos Clínicos
O DES ® é o mais comumente utilizado para o tratamento da incontinência responsiva ao
estrogênio em cães. A fenilpropanolamina (FPA) é usada em cães quando a terapia com
DES ®
se torna ineficaz. Estrogênios conjugados (p. ex., Premarim 20 mcg/kg
2 vezes/semana) são usados em alguns cães quando o DES ® não está disponível. O estriol
também tem sido usado em alguns cães para o tratamento da incontinência. O DES ®
também é usado para indução de abortos em cães. Não existem mais formulações
disponíveis de DES ® , mas pode ser adquirido em algumas farmácias de manipulação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais podem ocorrer decorrentes do excesso de estrogênio. A terapia com
estrogenio pode aumentar o risco de piometra e de neoplasias sensíveis ao estrógeno.
Apesar da mielossupressão (particularmente anemia) ter sido relatada após o uso de
estrógenos em cães e ser citada como um potencial de risco, esta é uma complicação rara
após o uso de DES ® .
Contraindicações e Precauções
O DES tem sido associado ao desenvolvimento de câncer, e a exposição humana deve ser
minimizada tanto quanto possível (o uso é proibido em animais destinados ao consumo
humano). Apesar de não terem sido relatados problemas clínicos significativos com
DES ® , a anemia pode ocorrer após a administração de altas doses de estrógeno em
animais.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Contudo, em seres humanos,
a administração de estrógenos aumenta a ligação da globulina na tireoide e assim
diminui a forma ativa do hormônio tireoidiano (T4) em pacientes que recebem
suplementação deste hormônio.
Instruções de Uso
As doses listadas são para o tratamento da incontinência urinária e variam de acordo com a
resposta. Deve-se titular a dose para obter a resposta do paciente. Apesar de utilizada na
indução do aborto, esta foi ineficaz em um estudo quando administrada na dose de
75 mcg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma para detectar sinais de mielotoxicidade. Monitore os níveis de T4
caso o paciente seja portador de hipotireoidismo e receba suplementação.
Formulações
O DES ® está disponível em comprimidos de 1 e 5 mg e em solução injetável de 50 mg/mL.
O DES ® não está mais disponível comercialmente nos EUA e também no Brasil, mas pode
ser adquirido em farmácias de manipulação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada. Contudo, comprimidos
manipulados estão disponíveis em farmácias de manipulação, e acredita-se que sejam
eficazes.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-1,0 mg/cão a cada 24 horas por via oral. A dose é proporcional ao tamanho do cão.
Continuar a administração diariamente por 5 dias e reduzir a frequência
de administração para duas ou três vezes na semana.
Gatos
• 0,05-0,1 mg/gato a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais. O uso é proibido em animais de produção.
Informações sobre Restrição Legal
É proibida a administração de DES ® em animais de produção.
Difenoxilato
Nome comercial e outros nomes
Lomotil ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Lomotil (h)
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide. Liga-se aos receptores opioides do tipo mu no intestino e estimula
a segmentação da musculatura lisa intestinal, diminuindo o peristaltismo e aumentando
a absorção de líquidos e eletrólitos.
Indicações e Usos Clínicos
O difenoxilato é usado para o tratamento da diarreia aguda inespecífica. Apresenta efeito
primário local. A loperamida (Imodium ® ) apresenta ação similar e se tornou mais popular
para esta indicação. Um emprego adicional, muitas vezes não utilizado na medicina
veterinária, é como antitussígeno.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos colaterais descritos em medicina veterinária. O difenoxilato possui baixa
absorção sistêmica e provoca poucos efeitos colaterais. O uso excessivo pode causar
constipação intestinal.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes com diarreia devido a causas infecciosas. Os opiáceos não devem
ser utilizados para o tratamento da diarreia crônica.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas descritas. Contudo, use com cautela com
outros opioides e outros medicamentos que possam causar constipação intestinal (p. ex.,
medicamentos antimuscarínicos).
Instruções de Uso
As doses são baseadas primariamente no empirismo ou extrapoladas da dose para uso
humano. Não foram realizados estudos clínicos em animais. O difenoxilato contém atropina,
mas a dose não é suficientemente alta para ocasionar efeitos sistêmicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é necessário.
Formulações
O difenoxilato está disponível em comprimidos de 2,5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,2 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral. As doses antitussígenas são mais altas
até 0,5 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.
Gatos
• 0,05-0,1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não utilizado em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723). Classificação RCI: 4
No Brasil, o difenoxilato está classificado como substância entorpecente (lista A1) sujeito
a notificação de Receita “A”.
Digitoxina
Nome comercial e outros nomes
Digimerck ® (denominação europeia)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente inotrópico cardíaco
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente inotrópico cardíaco. A digitoxina aumenta a contratilidade cardíaca e diminui sua
frequência. O mecanismo é por meio da inativação da bomba ATPase sódio-potássio no
músculo cardíaco e aumento do acúmulo de cálcio intracelular, ativação e liberação de
cálcio do retículo sarcoplasmático. Outro efeito neuroendócrino é a sensibilização de
baroceptores, o que diminui a frequência cardíaca. Os benefícios na insuficiência cardíaca
devem ser decorrentes destes efeitos neuroendócrinos.
Indicações e Usos Clínicos
A digitoxina é indicada para pacientes com insuficiência miocárdica e para o controle da
frequência das taquicardias supraventriculares. A disponibilidade de formulações
de digitoxina para o tratamento dos pacientes é limitada. A digitoxina não pode mais ser
obtida nos EUA. Subsequentemente, a digitoxina vem sendo substituída pela digoxina.
A digoxina é um metabólito ativo da digitoxina e pode ser usada no lugar da digitoxina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os glicosídeos digitálicos possuem um estreito índice terapêutico. A digitoxina pode
causar uma variedade de arritmias nos paciente (p. ex., bloqueio AV e taquicardia
ventricular). Ela frequentemente causa vômitos, anorexia e diarreia. Os efeitos colaterais
da digitoxina são exacerbados pela hipocalemia e diminuídos pela hipercalemia.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com bloqueio AV ou com risco de desenvolvimento de
arritmias graves. Não administrar a animais com desequilíbrio eletrolítico de potássio.
Interações Medicamentosas
Altas doses de potássio irão diminuir seu efeito clínico; baixas doses de potássio irão
aumentar seus efeitos e a toxicidade. A quinidina pode aumentar suas concentrações
plasmáticas. Bloqueadores de canais de cálcio e betabloqueadores podem potencializar
a ação na condução do nodo AV.
Instruções de Uso
O uso da digitoxina diminuiu nos últimos anos devido ao uso da digoxina. Se disponível,
pode ser utilizada com outras medicações cardíacas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a concentração sérica da digoxina nos pacientes para então determinar uma
terapia eficiente. Durante a monitoração, coletar amostras de sangue entre 2-6 horas após
a administração. A concentração terapêutica varia de 10-30 ng/mL.
Formulações
A digitoxina está disponível em comprimidos de 0,05 e 0,1 mg (não mais disponível
em alguns distribuidores, deve ser obtida de fontes europeias).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,02-0,03 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovino
• 50-60 mcg/kg a cada 6 horas por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a bovinos destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 4
Digoxina
Nomes comerciais e outros nomes
Lanoxin ® e Cardoxin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Digoxina (h) , Barrenne Digoxina (h) , Digoxina
Classificação funcional
Agente inotrópico cardíaco
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente inotrópico cardíaco. A digoxina aumenta a contratilidade cardíaca e diminui a
frequência cardíaca. O mecanismo ocorre por meio da inativação da bomba ATPase sódiopotássio
no músculo cardíaco e aumento do acúmulo de cálcio intracelular, ativação e
liberação do cálcio do retículo sarcoplasmático. Ainda, inclui como os efeitos
neuroendócrinos, a sensibilização de baroceptores, o que diminui a frequência cardíaca pelo
aumento do tônus vagal. Os benefícios na insuficiência cardíaca podem ser causados pela
diminuição da frequência cardíaca e supressão do nó AV, impedindo a reentrada
de arritmias cardíacas por efeitos neuroendócrinos.
Indicações e Usos Clínicos
A digoxina é indicada na insuficiência cardíaca devido ao efeito inotrópico e à diminuição
da frequência cardíaca em cães e gatos, e ocasionalmente em outros animais. É usada em
arritmias supraventriculares para diminuição da resposta ventricular à estimulação atrial via
supressão do nodo AV. A digoxina pode ser usada com outros medicamentos para
insuficiência cardíaca como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA)
(p. ex., enalapril), diuréticos (furosemida) e vasodilatadores.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os glicosídeos digitálicos, como a digoxina, possuem um estreito índice terapêutico. A
digoxina pode causar uma variedade de arritmias nos pacientes (p. ex., bloqueio AV e
taquicardia ventricular) e podem produzir atraso após a despolarização induzida pela
arritmia. A digoxina frequentemente causa vômitos, anorexia e diarreia. Os efeitos
colaterais da digoxina são exacerbados pela hipocalemia e diminuídos pela hipercalemia.
Contraindicações e Precauções
Algumas raças de cães (Doberman, Pinscher) e gatos são mais sensíveis aos efeitos
colaterais.
Interações Medicamentosas
Altas doses de potássio diminuem seu efeito clínico; baixas doses de potássio irão
aumentar seus efeitos e a toxicidade. A digoxina é um substrato para a p-glicoproteína e
muitos medicamentos são capazes de aumentar as concentrações da digoxina, incluindo
a quinidina, a aspirina, a claritromicina (e outros macrolídeos) e o cloranfenicol (ver
Apêndice para a lista de inibidores da p-glicoproteína). A administração crônica de
fenobarbital pode diminuir a concentração da digoxina pelo aumento de sua depuração.
Os bloqueadores de canais de cálcio e betabloqueadores irão potencializar ação
na condução do nodo AV, aumentando o risco de bloqueio AV. A digoxina é melhor
absorvida em estômago com caráter ácido e os inibidores da bomba de próton ou
bloqueadores H2 podem reduzir a sua absorção.
Instruções de Uso
Quanto à posologia, calcule a dose baseando-se no peso corpóreo. As doses devem ser 10%
menores quando administradas na forma de elixir, pois têm maior absorção. Quando usada
para tratar fibrilação atrial em cães, associar com o diltiazem, isto irá produzir uma grande
redução na frequência ventricular do que cada medicamento isoladamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o paciente cuidadosamente. Monitore a concentração sérica da digoxina em
pacientes para determinar a eficácia da terapia. A concentração terapêutica varia de 0,8-
1,5 ng/mL entre 8-10 horas após a administração. Alguns cardiologistas recomendam
concentrações de 0,9-1,0 ng/mL e abaixo para o tratamento da insuficiência cardíaca e
para reduzir a frequência cardíaca a 140-160 bpm. Os efeitos colaterais são comuns em
concentrações acima de 3,5 ng/mL, mas em alguns pacientes sensíveis, isto pode ocorrer
com doses de 2,5 ng/mL. Os pacientes podem ser monitorados com ECG para detectar
arritmias induzidas pela digoxina.
Formulações
A digoxina está disponível em comprimidos de 0,0625, 0,125 e 0,25 mg e elixir de
0,15 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Esta
medicação não é estável se misturada a soluções de pH baixo (pH < 3). Não manipular
comprimidos orais com outras medicações.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,0025-0,005 mg/kg, a cada 12 horas por via oral (dose usada pela maioria
dos cardiologistas).
• Alternativamente, as doses variam de acordo com o peso corpóreo do cão: cães < 20 kg:
0,005-0,01 mg/kg, a cada 12 horas e se > 20 kg: 0,22 mg/m 2 a cada 12 horas por via
oral (diminuir em 10% para elixir).
• Digitalização rápida: 0,0055-0,011 mg/kg a cada hora por via intravenosa até o efeito.
• Fibrilação atrial: 0,005 mg/kg a cada 12 horas por via oral (pode ser associada
ao diltiazem a 3 mg/kg, a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 0,008-0,01 mg/kg a cada 48 horas por via oral (Aproximadamente ¼ de 0,125 mg
comprimido/gato).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 22 mcg/kg (0,022 mg/kg) por via intravenosa, dose de indução, seguido de
0,86 mcg/kg/hora por via intravenosa ou múltiplas doses de 3,4 mcg/kg a cada 4
horas. As concentrações plasmáticas são semelhantes à de outros animais.
Equinos
• 2 mcg/kg (0,002 mg/kg) por via intravenosa a cada 12 horas.
• 15 mcg/kg (0,015 mg/kg), a cada 12 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Classificação RCI: 4
Diidrotaquisterol
Nomes comerciais e outros nomes
Não constam
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Análogo da vitamina D. A vitamina D promove absorção e a utilização de cálcio.
Indicações e Usos Clínicos
A diidrotaquisterol é usada para o tratamento da hipocalcemia, especialmente
hipoparatireoidismo associado a tireoidectomia. O uso mais comum é para o tratamento
de reposição no hipertireoidismo em gatos que realizaram a tireoidectomia.
O calcitriol é outro medicamento usado para regular as concentrações de cálcio
em animais (ver Calcitriol).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sobredose pode causar hipercalcemia.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais prenhes, pois pode causar anormalidades fetais.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas em animais. Entretanto, use com cautela
com outras medicações que contenham altas doses de cálcio. Use com cautela quando
associado aos diuréticos tiazídicos.
Instruções de Uso
As doses individuais devem ser ajustadas de acordo com o monitoramento
das concentrações de cálcio sérico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a concentração sérica de cálcio.
Formulações
Não há formulações disponíveis nos EUA. Só pode ser obtida através de algumas farmácias
de manipulação. Formulações antigas consistiam de cápsulas de 0,125 mg; suspensão oral
de 0,5 mg/mL (20% de álcool); e comprimidos e de 125, 200 e 400 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,01 mg/kg/dia por via oral.
• Tratamento agudo: 0,02 mg/kg inicialmente, posteriomente 0,01-0,02 mg/kg a cada
24-48 horas por via oral. A dose deve ser ajustada de acordo com as mensurações
de cálcio. As doses efetivas variam de 0,1 a 0,3 mg/kg.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Dimenidrinato
Nomes comerciais e outros nomes
Dramamine ® (no Canadá Gravol ® )
Medicamentos comercializados no Brasil
Dramin (h) , Dramavit (h) , Nausicalm (h) etc.
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador H1). A difenidramina é a fração ativa do dimenidrinato.
Similar a outros anti-histamínicos, sua ação bloqueia os receptores H1 e suprime
a resposta inflamatória causada pela histamina. Os bloqueadores H1 são usados no controle
do prurido e da inflamação cutânea em cães e gatos, contudo, a taxa de sucesso em cães
não é alta. Os anti-histamínicos comumente utilizados incluem a clemastina, a
clorfeniramina, a difenidramina e a hidroxizina. O dimenidrinato é convertido em
difenidramina ativa. O dimenidrinato também atua como um antiemético de ação central,
possivelmente pela ação no centro do vômito ou via ativação da zona deflagradora de
quimioceptores.
Indicações e Usos Clínicos
O dimenidrinato é usado na prevenção de reações alérgicas e para o tratamento do prurido
em cães e gatos. Porém, a taxa de sucesso do tratamento do prurido não é alta. Além do
efeito anti-histamínico para o tratamento de alergias, o dimenidrinato, assim como outros
anti- histamínicos, atua como um antiemético pela ação no centro que controla o vômito
nos animais. Os anti-histamínicos usados como antieméticos são administrados para
cinetose, vômitos induzidos por quimioterapia e doenças gástricas que estimulam os vômitos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum. A sedação é o resultado da inibição da
histamina N-metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de
outros receptores no sistema nervoso central (SNC), como os da serotonina, da
acetilcolina e dos receptores tipo alfa. Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da
atropina) também são comuns, incluindo a boca seca e a diminuição de secreções
gástricas.
Contraindicações e Precauções
Os efeitos antimuscarínicos (semelhantes aos da atropina) são comuns. Não usar em
condições contraindicadas ao uso de anticolinérgicos, como glaucoma, paresia intestinal
ou arritmias cardíacas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas. Porém, o uso concomitante a outros
sedativos e tranquilizantes pode potencializar a sedação.
Instruções de Uso
Como outros anti-histamínicos, não foram realizados estudos clínicos sobre o uso
do dimenidrinato. Ele é usado empiricamente para o tratamento dos vômitos e para prevenir
reações alérgicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é sugerido.
Formulações
O dimenidrinato está disponível em comprimidos de 50 mg e injeção de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 4-8 mg/kg a cada 8 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.
Gatos
• 12,5 mg/gato a cada 8 horas por vias oral, intramuscular ou intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 3
Dimercaprol
Nome comercial e outros nomes
British anti-lewsite (BAL) ® em óleo
Medicamentos comercializados no Brasil
Dimercaprol (g)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente quelante. O dimercaprol é também conhecido como BAL. É um agente quelante
ditiol que se liga a metais pesados. Ele se liga ao arsênio, ao chumbo e ao mercúrio para
o tratamento de toxicoses.
Indicações e Usos Clínicos
Usado para o tratamento da intoxicação por chumbo, ouro, mercúrio e arsênio. Existem
duas formulações disponíveis: o ácido dimercaptopropano-1 sulfônico (DMPS) e o ácido
meso 2,3-dimercaptosuccínico. Por não ser facilmente disponível, sua manipulação deve ser
solicitada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram descritos efeitos colaterais em medicina veterinária. Em seres humanos, foi
relatada a ocorrência de abscessos estéreis nos locais de aplicação. Altas doses causaram
convulsões, sonolência e vômitos.
Contraindicações e Precauções
O dimercaprol é usado somente para o tratamento de intoxicações.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas.
Instruções de Uso
Administre o mais prontamente possível após a exposição ao agente tóxico. A alcalinização
urinária pode aumentar a eliminação do toxicante. Use o dimercaprol concomitantemente
ao edetato dissódico de cálcio nas intoxicações por chumbo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações dos metais pesados podem ser mensuradas para avaliar o tratamento.
Formulações
O dimercaprol está disponível em soluções injetáveis que devem ser manipuladas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• 4 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
• 4 mg/kg a cada 4 horas, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência: 5 dias para leite e carne (uso extrabula)
Dimetilsulfóxido (DMSO)
Nomes comerciais e outros nomes
DMSO ® e Domoso ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dimesol (v)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O DMSO é um solvente obtido no processo de fabricação do papel. É altamente higroscópico
(absorvente de água). Ele desloca a água rapidamente e penetra facilmente na membrana
celular, na pele e nas mucosas. Possui propriedades anti-inflamatória, antifúngica e
antibacteriana. A ação anti-inflamatória clínica do DMSO é incerta. Ele pode produzir
efeitos anti-inflamatórios ou protetores nas membranas celulares pela habilidade em
remover radicais livres derivados do oxigênio. Em equinos, em doses de 1g/kg, a meia-vida é
de 8,6 horas. Cerca de 26% da dose administrada são excretados pela urina. Em cães, a
meia-vida é de 36 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O DMSO é administrado por via tópica ou sistêmica (intravenosa) para o tratamento de
diversas condições inflamatórias. É muito usado em equinos para o tratamento de laminite,
artrite, pneumonia, cólica, sinovite e lesões no sistema nervoso. Apesar de ser amplamente
usado, não há estudos publicados sobre sua eficácia clínica e provas que apoiem o uso como
agente anti-inflamatório para o tratamento de doenças, esta é essencialmente empírica. Não
há evidências de que suportem o seu uso para proteger a lesão de reperfusão isquêmica, para
tratar a laminite ou para melhorar as doenças neurológicas. O medicamento não atravessa a
barreira hematoencefálica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O DMSO é irritante para a pele e as membranas. É higroscópico e também induz a
liberação de histamina na pele. O uso por longos períodos produziu alterações oftálmicas
em animais de laboratório. Grandes concentrações de DMSO, quando administrado por
via intravenosa, causam hemólise significativa. O uso intravenoso também está associado
a hemoglobinemia, cólica aguda, diarreia, miosite, tremores musculares e colapso. Estas
reações são mais comuns em doses de 2 g/kg ou maiores. O DMSO produz um odor forte
quando aplicado.
Contraindicações e Precauções
O DMSO não está registrado para uso sistêmico, apesar disso muitos veterinários utilizamno
dessa forma. Ele pode aumentar a absorção de toxicantes e contaminantes pela pele.
Não administre por via intravenosa em concentrações > 10% ou em doses > 1g/kg. Não
administre soluções concentradas sistemicamente.
Interações Medicamentosas
O DMSO é um forte solvente. Ele irá dissolver outros componentes e pode agir
aumentando a permeação e a penetração transmembrana de outros componentes.
Instruções de Uso
Diluir as soluções para obter concentrações a 10% para infusão intravenosa. As doses
variam muito entre os profissionais veterinários. A dose de 1g/kg é comumente descrita,
mas na literatura citada ela varia de 0,2 a 4,0 g/kg para uso em equinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma enquanto utilizado.
Formulações
O DMSO ® está disponível em solução.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Não
associar a outros componentes, a menos que seja feito imediatamente
antes da administração.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1 g/kg lento. Não administrar soluções acima de 10%.
Posologia para Grandes Animais
• 1 g/kg por via intravenosa lenta. Diluir antes de usar. Não administre
concentrações > 10%. Para a maioria das condições, administrar a cada 12 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não é aprovado o uso em animais de produção. O período de carência não foi estabelecido.
Classificação RCI: 5
Dinitrato de Isossorbida, Mononitrato de Isossorbida
Nomes comerciais e outros nomes
Dinitrato de isossorbida: Isordil, Isorbid e Sorbitrate e Mononitrato de Isossorbida:
Monoket
Medicamentos comercializados no Brasil
Isordil (dinitrato) (h) , Monocordil (mononitrato) (h) , Dinitrato de Isossorbida (g)
Mononitrato de Isossorbida (g)
e
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador de nitrato. Como outros nitrovasodilatadores, ele produz vasodilatação através
da geração de óxido nítrico. Relaxa a musculatura lisa vascular, especialmente a venosa. O
mononitrato de isossorbida é o dinitrato de isossorbida biologicamente ativo. Comparado ao
dinitrato de isossorbida, não sofre efeito de primeira passagem e é completamente absorvido
por via oral.
Indicações e Usos Clínicos
O dinitrato de isossorbida é usado para reduzir a pré-carga em pacientes com insuficiência
cardíaca congestiva. Em seres humanos, é usado principalmente para tratar angina. O uso
em animais não está estabelecido e a nitroglicerina é usada com mais frequência
(topicamente) ou em situações de cuidados críticos, em infusões intravenosas de
nitroprussiato. O uso em animais deriva principalmente da utilização empírica. Não existem
estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são principalmente relacionados a sobredoses que produzem
excessiva vasodilatação e hipotensão. Pode-se desenvolver tolerância com doses
repetidas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com hipovolemia. Use com cautela em animais com baixa
reserva cardíaca.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Geralmente, as doses são tituladas para os indivíduos, dependendo da resposta. O
mononitrato de isossorbida é melhor absorvido que o dinitrato de isossorbida e pode ser
preferido em situações clínicas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o estado cardiovascular do paciente durante o tratamento.
Formulações
O dinitrato de isossorbida está disponível em comprimidos de 2,5, 5, 10, 20, 30 e 40 mg e
cápsulas de 20 mg.
O mono-hidrato de isossorbida está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Dinitrato de isossorbida: 2,5-5 mg/animal a cada 12 horas por via oral ou 0,22-
1,1 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.
• Mononitrato de isossorbida: 5 mg/cão; administre duas doses ao dia com 7 horas de
intervalo por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativas de intervalo
de carência extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
O risco da presença de resíduos é baixo.
Classificação RCI: 4
Dinoprost Trometamina
Nomes comerciais e outros nomes
Lutalyse ® , Dinoprost ® , Prostin F2 alfa ® , ProstaMate ® , Prostaglandina F2 alfa ® e PGF2
alfa ® .
Medicamentos comercializados no Brasil
Lutalyse (v)
Classificação funcional
Prostaglandina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O dinoprost é uma prostaglandina (PGF 2 alfa) que induz a luteólise. A prostaglandina F 2 e
seus análogos apresentam uma ação luteolítica direta sobre o corpo lúteo. Após a injeção, ela
produz uma regressão funcional do corpo lúteo (Luteólise). Em bovinos não gestantes, este
efeito irá resultar no início do estro após 2 a 5 dias da aplicação. Em animais prenhes, irá
interromper a gestação. Em animais com atividade lútea prolongada que apresentam
piometra, fetos mumificados ou cistos luteais, a luteólise geralmente resulta na resolução
da alteração e retorno ao ciclo normal.
Indicações e Usos Clínicos
O dinoprost é usado na sincronização do ciclo estral em bovinos e em equinos devido
a luteólise. Em equinos e bovinos é usado para controlar o tempo de estro no ciclo estral das
fêmeas e em fêmeas clinicamente em anestro com corpo lúteo. Em suínos, o dinoprost é
usado na indução do parto, quando administrado em 3 dias do mesmo. Em cães,
o dinoprost é usado para o tratamento da piometra. Em bovinos, o dinoprost é usado para
o tratamento da endometrite crônica.
Em grandes animais, o dinoprost é usado para indução do aborto nos primeiros 100 dias
de gestação, mas seu uso na indução do aborto em pequenos animais vem sendo
questionado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A prostaglandina F2 alfa provoca o aumento do tônus da musculatura lisa, resultando em
diarreia, desconforto abdominal, broncoconstrição e aumento da pressão arterial.
Em pequenos animais, outros efeitos colaterais incluem os vômitos. A indução do aborto
pode causar a retenção da placenta.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intravenosa. O dinoprost induz o aborto em animais prenhes.
Veterinários, proprietários e técnicos de apoio devem realizar a manipulação cautelosa
desta medicação. Não permitir o manuseio desta medicação por mulheres grávidas. Pode
ocorrer a absorção pela pele humana intacta. Pessoas com alterações respiratórias também
devem evitar o manuseio de dinoprost.
Interações Medicamentosas
De acordo com as informações técnicas, o dinoprost não deve ser usado com antiinflamatórios
não esteroidais (AINEs), pois esta medicação inibe a síntese
de prostaglandina. Porém, os AINEs não devem afetar a concentração de PGF2 alfa
administrada por este produto. Recomenda-se cautela na utilização concomitante com
ocitocina, pois há risco de ruptura uterina.
Instruções de Uso
O uso para o tratamento da piometra deve ser monitorado cuidadosamente. Se a piometra
não for aberta, pode resultar em sérias consequências. Quando usado em bovinos, após uma
injeção única, o animal deve ser coberto no horário usual relativo ao estro. Quando aplicadas
duas injeções, a vaca pode ser coberta após a segunda injeção no horário usual de detecção
do estro ou em 80 horas após a segunda injeção. O estro é esperado entre 1 e 5 dias após a
injeção, isso se houver corpo lúteo presente. Os bovinos que não forem fecundados devem
voltar ao cio em 18 a 24 dias. Quando usado em bovinos para indução do aborto, deve ser
usado somente durante os 100 primeiros dias de gestação. As vacas abortam 35 dias após a
aplicação.
Em suínos, administrar em até 3 dias do parto, quando planejado, a fim de induzi-lo.
O parto deve ocorrer em aproximadamente 30 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Quando utilizado para sincronização do estro, monitore os sinais do estro. Os animais devem
ser cobertos no horário habitual do estro.
Formulações
O dinoprost está disponível em soluções de 5 mg/mL para via intramuscular.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Piometra: 0,1-0,2 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.
• Aborto: 0,025-0,05 mg (25-50 μg) /kg a cada 12 horas por via intramuscular.
Gatos
• Piometra: 0,1-0,25 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.
• Aborto: 0,5-1,0 mg/kg por via intramuscular, em duas aplicações.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Aborto: 25 mg dose total, administrada uma vez por via intramuscular.
• Sincronização do estro: 25 mg (5 mL) por via intramuscular, uma ou duas vezes
em intervalos de 10-12 dias.
• Piometra: 25 mg administrados uma vez por via intramuscular.
Equinos
• Sincronização do estro1 mg/45 kg ou 1-2 mL administrados uma única vez por via
intramuscular. As éguas devem voltar ao cio em 2-4 dias e ovular em 8-12 dias após
o tratamento.
Suínos
• Indução do parto: 10 mg (2 mL) administrados uma vez por via intramuscular. O parto
ocorrerá em 30 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não fornecer a cavalos destinados ao consumo. Utilizar apenas em bovinos destinados
à produção de carne e em vacas não lactantes.
Dipiridamol
Nome comercial e outros nomes
Persantine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Persantin (h)
Classificação funcional
Anticoagulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor plaquetário. O mecanismo de ação é atribuído ao aumento de AMP cíclico
plaquetário, o que diminui sua ativação.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, o dipiridamol é usado para a prevenção do tromboembolismo e estados
de hipercoagulabilidade. Entretanto, o uso de dipiridamol em animais é infrequente. Pode
ser indicado em condições clínicas nas quais a inibição plaquetária é desejada. É indicado
principalmente para evitar o tromboembolismo. É mais comum a administração de outros
inibidores plaquetários como o clopidogrel, com ou sem aspirina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Porém, sangramentos são esperados
em animais com tendência a coagulopatia ou que recebam outros anticoagulantes.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com alterações de sangramento.
Interações Medicamentosas
A aspirina pode potencializar seus efeitos.
Instruções de Uso
O dipiridamol é usado primariamente em seres humanos na prevenção
do tromboembolismo. O uso em animais não foi descrito. Em seres humanos é associado com
outros agentes antitrombóticos (p. ex., a varfarina).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Pode ser necessário o monitoramento dos tempos de coagulação em alguns animais.
Formulações
O dipiridamol está disponível em comprimidos de 25, 50 e 75 mg e em soluções injetáveis
de 5 mg/mL. Ele também está disponível associado à aspirina, em uma concentração de
200 mg de dipiridamol e 25 mg de aspirina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 4-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não é utilizado em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 3
Dirlotapide
Nome comercial e outros nomes
Slentrol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Medicamento para a obesidade
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O dirlotapide é usado para perda de peso em cães. Ele está relacionado a outra medicação
usada para obesidade em cães, o mitratapide (Yarvitan ® ), que é aprovado na Europa. O
dirlotapide é um inibidor da proteína de transferência de triglicerídeos microssomal (MTP).
A inibição é seletiva e a forma de MTP no fígado não é afetada em cães. A inibição desta
enzima reduz a habilidade dos enterócitos intestinais de processar os triglicerídeos,
impedindo a absorção de lipídeos em quilomicrons. Como resultado, tem-se a diminuição da
absorção de gordura e aumento da gordura fecal. O acúmulo dos triglicerídeos nas células
intestinais envia um sinal (mensagem de saciedade) ao SNC para supressão do apetite. Em
cães o efeito nas células intestinais reduz a absorção de lipídeos da dieta, em associação com
a diminuição dos triglicerídeos pós-prandial, fosfolipídeos e do colesterol sérico. A perda de
peso é atribuída à redução do apetite ao invés de deficiência no processamento de lipídeos
da dieta. Não produz um efeito central direto. A biodisponibilidade do dirlotapide oral é
variável, na faixa de 20%-40%, com um volume de distribuição (VD) de 1,3 L/kg. Tem alta
afinidade às proteínas. A administração com alimentos aumenta a sua absorção. A meia-vida
no plasma é variável (1,2-11 horas). Os efeitos nas células intestinais e no apetite parecem
locais (intestino) e não atribuídos aos seus níveis plasmáticos, uma vez que efeitos similares
na redução de peso não são observados quando o dirlotapide é administrado por via
parenteral.
Indicações e Usos Clínicos
O dirlotapide é usado no controle da obesidade em cães. Durante o protocolo de
tratamento, existe uma constante perda de peso (aproximadamente 3% por mês) que é
primariamente tecido gorduroso, e não tecido magro. Assim, durante o período total
do tratamento pode ser observado em uma perda de peso de 18-22% de peso corpóreo, mas
a resposta pode variar individualmente entre os cães. O dirlotapide não deve ser utilizado
sem a instituição de um protocolo adequado, conforme descrito pelo fabricante. Ele deve ser
usado em um programa de perda de peso, o que inclui mudanças apropriadas da dieta.
Antes da utilização para o tratamento do excesso de peso ou da obesidade, deve-se
descartar outras doenças como hipotireoidismo ou hiperadrenocorticismo.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são proporcionais a dose. A diminuição do apetite ocorre como um
modo de ação do medicamento. Os vômitos podem ocorrer como um efeito comum
relatado ao mecanismo de ação do medicamento. Também podem ocorrer náuseas e
diarreia. Nenhum desses sinais é necessariamente causa para se parar a medicação e
pode se resolver com o tempo. Contudo, se os vômitos e as náuseas persistirem, será
necessário a avaliação e o ajuste da dose. Mudanças nas enzimas hepáticas também são
esperadas. Pode ocorrer aumento nas enzimas hepáticas ALT e AST associadas ao
tratamento. Contudo, se houver um grande aumento na ALT, ou elevação marcada em
outros valores (AST, GGT, FA ou bilirrubina total), o tratamento deve ser suspenso e o
paciente reavaliado. Pode ocorrer diminuição da absorção de vitaminas A e E solúveis na
gordura. A redução na absorção destas vitaminas pode não ser clinicamente significante.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a gatos. Não usar em cães com insuficiência hepática concomitante ou
em cães que realizaram terapia com corticosteroide por tempo prolongado. Seres
humanos não devem tomar este medicamento. A segurança na prenhez não foi
estabelecida.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas. Foi seguramente administrado com
AINEs e inibidores da ECA.
Instruções de Uso
Ao usar esta medicação, usar uma alimentação completa. Existe um protocolo especifico (ver
Posologia) que deve ser seguido para o uso adequado deste medicamento. O protocolo segue
uma fase de perda de peso inicial, geralmente 4 semanas, uma fase de adaptação
de duração variável, seguido por uma fase de controle do peso de 12 semanas. O protocolo
inteiro compreende 26 semanas. Se a redução na dieta não for mantida e a dieta não for
restrita, os animais podem recuperar o peso após o término do tratamento. Para evitar o
ganho de peso, continue a quantidade da dieta de manutenção utilizada durante a fase
pós-tratamento. O dirlotapide deve ser administrado diretamente na boca ou com
alimentos. A supressão do apetite é menor em cães que são alimentados com uma dieta com
baixo teor de gordura.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a perda de peso do paciente. Monitore a bioquímica sérica para mudanças
das enzimas hepáticas e redução da albumina e eletrólitos.
Formulações
O dirlotapide está disponível em soluções de 5 mg/mL em óleo MCT (mistura
de triglicerídeos de cadeia média de fácil digestão).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Uma
vez aberto apresenta vida útil de três meses. Não refrigerar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose inicial de 0,05 mg/kg (0,01 mL/kg), posteriormente aumente para 0,1 mg/kg
(0,02 mL/kg) por 14 dias. Posteriormente, a dose é ajustada mensalmente com base na
perda de peso de cada cão individualmente. A dose máxima é de 1,0 mg/kg
(0,2 mL/kg).
Gatos
Não utilizar em gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Este medicamento
não deve ser administrado a animais destinados ao consumo.
Disopiramida
Nome comercial e outros nomes
Norpace ® (Rhythmodan ® no Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Dicorantil (h)
Classificação funcional
Agente antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antiarrítmico de classe I. A disopiramida impede a entrada de sódio ao bloquear seus
canais e diminui a taxa de condutividade eletrofisiológica do miocárdio.
Indicações e Usos Clínicos
A disopiramida é usada no controle das arritmias ventriculares. Não é comumente usada em
medicina veterinária como outros fármacos o são. Não foram descritos estudos clínicos sobre
sua eficácia em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Altas doses podem causar arritmia
cardíaca.
Contraindicações e Precauções
Pode induzir arritmias em alguns pacientes quando em altas doses.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas em animais. Utilize com cautela quando
administrado junto a outros medicamentos que interfiram no ritmo cardíaco.
Instruções de Uso
A disopiramida não é comumente utilizada em medicina veterinária devido à sua curta
meia-vida em cães. Outros antiarrítmicos são preferidos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o ECG em animais tratados. Esta medicação pode ser pró-arritmogênica.
Formulações
A disopiramida está disponível em cápsulas de 100 e 150 mg e em solução injetável
de 10 mg/mL (apenas no Canadá).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações orais manipuladas é de 30 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 6-15 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Gatos
Não há doses estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 4
No Brasil, a disopiramida está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Docusato
Nomes comerciais e outros nomes
Docusato de cálcio: Surfak ® e Doxidan ® ; Docusato de sódio: DSS ® , Colace ® e Doxan ®
e marcas genéricas.
Medicamentos comercializados no Brasil
Humectol D (h)
Classificação funcional
Laxativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O docusato de sódio e o docusato de cálcio são laxantes. Atuam como surfactantes, ajudam
a aumentar a penetração da água nas fezes. Agem diminuindo a tensão superficial,
permitindo o acúmulo de água nas fezes.
Indicações e Usos Clínicos
O docusato é indicado em condições médicas que requerem o amolecimento das fezes, tais
como após cirurgias intestinais ou anais, facilitando assim a passagem de fezes ressecadas, e
quando administrado medicações que diminuem o trânsito intestinal (p. ex., opioides).
O docusato é indicado para o tratamento da constipação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram descritos efeitos colaterais em animais. Em seres humanos altas doses
ocasionam desconforto abdominal.
Contraindicações e Precauções
Algumas formulações do docusato de cálcio e do docusato de sódio possuem
o estimulante catártico: fenolftaleína, o qual deve ser utilizado com cautela em gatos.
Observar o rótulo dos medicamentos para certificar a ausência de fenolftaleína.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas descritas em animais
Instruções de Uso
As doses são baseadas na extrapolação de doses em seres humanos ou são empíricas. Não há
estudos clínicos descritos em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é necessário.
Formulações
O docusato de cálcio está disponível em comprimidos de 60 mg e em cápsulas de 240 mg.
O docusato de sódio está disponível em cápsulas de 50 e 100 mg e em solução de
10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Docusato de cálcio: 50-100 mg/cão a cada 12-24 horas por via oral.
• Docusato de sódio: 50-200 mg/cão a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• Docusato de cálcio: 50 mg /gato a cada 12 - 24 horas por via oral.
• Docusato de sódio: 50 mg/gato a cada 12-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
• Docusato de sódio: 10 mg/kg/dia por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais destinados ao consumo.
Como a ação do docusato é primariamente intestinal, há um risco mínimo de promover
a formação de resíduos em animais de produção.
Domperidona
Nomes comerciais e outros nomes
Motilium ® e Equidone ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Motilium (h) , Domperidona( g )
Classificação funcional
Agente pró-cinético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A domperidona é um modificador de motilidade com ações semelhantes à da
metoclopramida, apesar de não estarem relacionadas quimicamente. A diferença entre a
metoclopramida e a domperidona é que esta não atravessa a barreira hematoencefálica. Por
isto, efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central (SNC) não são um problema com
a domperidona. A domperidona estimula a motilidade do trato gastrointestinal superior,
provavelmente por meio de efeitos dopaminérgicos ou pelo aumento dos efeitos
da acetilcolina. A ação da domperidona é a de inibir os receptores de dopamina e aumentar
a ação da acetilcolina no trato gastrointestinal.
Indicações e Usos Clínicos
A domperidona é usada para o tratamento das gastroenteropatias e dos vômitos.
Em equinos, a domperidona é utilizada para o tratamento da intoxicação por endófitos
do volumoso e em agalactia periparturiente. A intoxicação por endófitos é causada por
um fungo que produz uma toxina, esta leva a problemas reprodutivos em cavalos. A ação da
domperidona é aumentar a lactação, esta é causada pelo estímulo da prolactina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais observados com a metoclopramida não são tão comuns como com o
uso da domperidona, pois esta não atravessa a barreira hematoencefálica. Ela causa um
aumento transitório de aldosterona e de prolactina. Ela também causa um aumento
transitório de ACTH no plasma, o que pode exacerbar a síndrome de Cushing equina.
Contraindicações e Precauções
Não utilize em pacientes com obstrução gástrica.
Interações Medicamentosas
A acidez é necessária para a administração por via oral. Não utilize antiácidos estomacais
como o omeprazol, a cimetidina ou outros antiácidos.
Instruções de Uso
A domperidona apresenta uma eficácia questionável como agente pró-cinético (para
o tratamento de paresia intestinal) em animais. A formulação está disponível nos EUA para
fins de investigação de seu uso no tratamento da agalactia e da intoxicação por endófitos
presentes no volumoso em equinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico, mas é importante o monitoramento
da motilidade gástrica.
Formulações
A domperidona não está disponível nos EUA atualmente para uso em pequenos animais. No
Canadá, está disponível em comprimidos de 10 mg. A formulação usada em equinos é em
forma de gel a 11% (110 mg/mL), sendo esta não aprovada pelo FDA, mas está disponível
através de algumas fontes.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• As doses para pequenos animais não foram estabelecidas, mas 2-5 mg/cão ou gato a
cada 8-12 horas por via oral, têm sido usadas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Usar em cavalos na intoxicação por endófitos do volumoso e na agalactia.
• Equidone gel oral (11%): 1,1 mg/kg/dia por via oral, 10 dias antes do parto, iniciando
10 dias antes da data prevista do parto (dose equivalente a 5 mL/500 kg ou
5 mL/cavalo adulto diariamente por via oral do gel oral a 11%). Continuar até o parto.
Caso não haja produção adequada de leite após o parto, administrar por mais cinco dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Doramectina
Nome comercial e outros nomes
Dectomax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Dectomax (v) , Treo Ace (v) , Dorax (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos semelhantes à ivermectina)
e milbemicinas (milbemicina, doramectina e moxidectina) são lactonas macrocílicas que
compartilham semelhanças, incluindo o mecanismo de ação. Esses medicamentos são
neurotóxicos aos parasitas pela potencialização dos canais de íons glutamato-cloreto nos
parasitas. A paralisia e a morte do parasita são causadas pelo aumento da permeabilidade aos
íons cloretos e hiperpolarização das células nervosas. Esses medicamentos também
potencializam outros canais de cloreto, incluindo os canais do GABA. Os mamíferos, na
maioria das vezes, não são afetados, pois não possuem os canais glutamato-cloreto, e a
doramectina apresenta baixa afinidade por outros canais de cloreto dos mamíferos. Estes
medicamentos não penetram a barreira hematoencefálica, devido a isso os canais de GABA
do SNC dos mamíferos não são afetados. Assim, produz concentrações plasmáticas mais altas
e por maior tempo. São eficientes contra nematódeos e artrópodes, mas é ineficaz contra
trematódeos e platelmintos.
Indicações e Usos Clínicos
A doramectina é usada para o tratamento e na prevenção de infecções por parasitas
gastrointestinais (nematódeos) no gado, infestação por piolhos, vermes pulmonares e
no tratamento da escabiose. Existem relatos de uma única aplicação (200-300 mcg/kg)
em gatos para o tratamento de sarna notoédrica (infecção pelo ácaro Notoedris cati).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A intoxicação pode ocorrer em altas doses e em raças nas quais as medicações
semelhantes à ivermectina atravessam a barreira hematoencefálica. As raças sensíveis
incluem Collies, Pastores Australianos, Pastores de Shetland e Sheepdogs Ingleses. A
toxicidade é neurológica e as manifestações incluem depressão, ataxia, alterações visuais,
coma e morte. A sensibilidade às medicações semelhantes à ivermectina pode ocorrer
devido a uma mutação na barreira hematoencefálica (deficiência de p-glicoproteína).
O tratamento para bernes em bovinos pode incitar reações teciduais pelas larvas mortas.
Estas medicações são seguras para animais prenhes. Não foram observados efeitos
colaterais em gatos tratados com doses de até 345 mcg/kg.
Contraindicações e Precauções
A doramectina é aprovada somente para bovinos. Algumas raças caninas (pastores
de Shetland e raças semelhantes ao Collie) são mais sensíveis aos efeitos colaterais
que outras raças.
Interações Medicamentosas
Utilizar com cautela quando administrar concomitantemente a medicamentos que
inibam a p-glicoproteína na barreira hematoencefálica (ver Apêndice).
Instruções de Uso
As doses variam de acordo com o uso. Em bovinos, para o tratamento do berne,
a administração deve ser iniciada e finalizada na estação da mosca. A administração
subcutânea em bovinos deve ser realizada com agulhas de 16 ou 18 gauges. A
administração intramuscular deve ser realizada com uma agulha de 3,5 cm na tábua
do pescoço. Para administração tópica, remover lama e sujidades no local da aplicação. Caso
chova em até duas horas após a aplicação pode ocorrer diminuição da eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a microfilaremia antes da administração em pequenos animais.
Formulações
A doramectina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL) e em solução
transdérmica tópica de 5 mg/mL (0,5%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Tratamento da demodicose: 600 mcg/kg/semana por 5-23 semanas por via
subcutânea.
Gatos
• Infecção por ácaros: 200-270 mcg/kg em dose única por via subcutânea.
• 0,1 mL da solução a 1% em dose única, por via subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 200 mcg/kg (0,2 mg/kg) ou 1 mL/50 kg em dose única, por vias intramuscular ou
subcutânea.
• Solução transdérmica: administrar 500 mcg (0,5 mg) /kg ou 1 mL/10 kg, em dose
única ao longo do dorso do animal pela linha média.
Suínos
• 300 mcg/kg (0,3 mg/kg) ou 1 mL/34 kg, em dose única por via intramuscular
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos (carne): 35 dias.
Período de carência para suínos (carne): 24 dias.
Não administre a gato leiteiro em produção.
Não administre a fêmeas de gado leiteiro com mais de 20 meses de idade.
Período de carência para solução transdérmica em bovinos (carne): 45 dias. Não
administre a gado leiteiro em produção; não administre por 2 meses antes do parto.
Doripenem
Nome comercial e outros nomes
Doribax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico da classe dos carbapenems com um largo espectro de atividade.
Age na parede da célula similar a outros betalactâmicos, na qual ela se liga às proteínas
ligadas à penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular.
Na Escherichia coli e na Pseudomonas aeruginosa, o doripenem se liga a PBP 2, que está
envolvida na manutenção do formato da célula, e as PBP 3 e 4. Os carbapenems
apresentam um amplo espectro de atividade e estão entre os antibióticos mais ativos
de todos.
O doripenem apresenta atividade similar ao imipenem e ao meropenem e envolve
bacilos Gram-negativos, incluindo Enterobacteriaceae e Pseudomonas aeruginosa. É ligeiramente
mais ativo contra Pseudomonas aeruginosa. Também é ativo contra a maioria das bactérias
Gram-positivas, exceto cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina. Não é ativa contra
Enterococcus.
Indicações e Usos Clínicos
O doripenem é indicado primariamente em infecções resistentes causadas por bactérias
resistentes a outros medicamentos. É especialmente valioso para o tratamento de infecções
resistentes causadas por Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Kleibsiella pneumoniae. O
doripenem não é comumente usado em medicina veterinária como meropenem ou
imipenem.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os carbapenems apresentam riscos similares aos dos antibióticos betalactâmicos,
mas efeitos colaterais são raros. O doripenem não causa convulsões tão frequentes quanto
o imipenem.
Contraindicações e Precauções
Alguma ligeira descoloração amarela pode ocorrer após a reconstituição. Essa ligeira
descoloração não afeta a potência. Contudo, uma descoloração âmbar-escura ou marrom
pode indicar oxidação e perda da potência.
Interações Medicamentosas
Não misture em frascos ou seringas com outros antibióticos ou com soluções contendo
outros medicamentos.
Instruções de Uso
As doses nos animais são baseadas em estudos farmacocinéticos assim como os ensaios de
eficácia. Para preparar soluções intravenosas misture 500 mg do frasco em 10 mL de água
estéril para injeção ou cloreto de sódio a 0,9%, homogeneizando gentilmente o frasco para
formar uma suspensão (concentração de 50 mg/mL). Retirar a suspensão e adicionar à bolsa
de infusão contendo 100 mL de solução salina ou em glicose a 5%, homogeneizando
gentilmente até clarear (concentração de 4,5 mg/mL). Para preparar uma dose de 250 mg,
misture com 10 mL de água estéril de injeção ou cloreto de sódio a 0,9%, homogeneizando
gentilmente até formar uma suspensão (concentração de 50 mg/mL). Retirar a suspensão e
adicionar a bolsa de infusão contendo 100 mL de solução salina ou em glicose a 5%,
homogeneizando gentilmente até clarear (concentração de 4,5 mg/mL). Remover 55 mL
desta solução da bolsa e descartar. Infundir a solução remanescente (concentração
de 4,5 mg/mL).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: use a suscetibilidade do imipenem para testar o doripenem.
As bactérias entéricas Gram-negativas usualmente apresentam valores de MIC menores que
0,5 μg/mL. Pseudomonas aeruginosa usualmente apresenta valores de MIC menores que
2,0 μg/mL.
Formulações
O doripenem está disponível em frascos para administração injetável de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos a 15 °C a 30 °C. A suspensão constituída em frascos pode ser
armazenada durante 1 hora após a diluição na bolsa de infusão. A solução de infusão
preparada em salina pode ser armazenada em temperatura ambiente durante 8 horas
(incluindo o tempo de infusão) ou sob refrigeração durante 24 horas (incluindo o tempo de
infusão). A solução de infusão preparada em glicose a 5% pode ser armazenada em
temperatura ambiente por 4 horas (incluindo o tempo de infusão) ou sob refrigeração
durante 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 8 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa. Infusão de 30 minutos a 1 hora.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais. Contudo, doses similares àquelas usadas
em pequenos animais são sugeridas para potros.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para
o estabelecimento de período de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-
USFARAD (1-888.873-2723).
Doxepina
Nome comercial e outros nomes
Sinequan ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Modificador de comportamento, tricíclico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antidepressivo tricíclico (ATC). Acredita-se que esta classe de medicamentos age
no tratamento da depressão pelo aumento das concentrações sinápticas de noradrenalina e
se serotonina (5-HT) no sistema nervoso central (SNC). A doxepina é considerada um
inibidor de potência de moderada a fraca destes neurotransmissores. A doxepina também
possui efeitos anti-histamínicos (H 1 ).
Indicações e Usos Clínicos
A doxepina é usada para o tratamento de distúrbios de ansiedade e de condições
dermatológicas em cães e gatos. O uso na dermatite está relacionado aos efeitos antihistamínicos
da medicação. Apesar de ser usada para o tratamento do prurido e
da dermatite em pequenos animais, ela não tem sido eficiente no tratamento da dermatite
atópica em cães. A doxepina é usada no tratamento da dermatite acral por lambedura
em cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os antidepressivos tricíclicos apresentam alguns efeitos antimuscarínicos que podem
aumentar a frequência cardíaca, causar xerostomia e afetar o trato gástrico. Alguma
sedação é possível com a doxepina.
Contraindicações e Precauções
Como outros antidepressivos tricíclicos, não administre com outros medicamentos
antidepressivos. Use com cautela em pacientes com glaucoma. Use com cautela em
pacientes com desordens epilépticas.
Interações Medicamentosas
Esta medicação irá aumentar os efeitos sedativos dos anti-histamínicos. Não administre
com inibidores da monoamina-oxidase (IMAOs).
Instruções de Uso
A doxepina é principalmente administrada para o tratamento do prurido em cães. Sua
eficácia para tal uso tem sido desapontadora.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é necessário.
Formulações
A doxepina está disponível em cápsulas de 10, 25, 50, 75, 100 e 150 mg. Tanto
a formulação genérica quanto o Sinequan ® estão disponíveis em solução oral de 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
As formulações orais podem ser misturadas a diversos flavorizantes, sucos e alimentos sem
diminuição da estabilidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral. Iniciar com a dose mínima (p. ex. 0,5 a
1 mg/kg) e aumentar gradativamente.
• Granuloma acral: 0,5-1 mg/kg a cada 12 horas por via oral (a título de comparação, a
dose em seres humanos é de 10 a 25 mg/pessoa de 1-3 vezes/dia, podendo ser
aumentada se necessário).
Gatos
• 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas. Iniciar com a dose mínima e aumentar
gradativamente.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 2
No Brasil, a doxepina está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a
receita de controle especial em duas vias.
Dronabinol
Nome comercial e outros nomes
Marinol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiemético da classe dos canabinoides. O sítio de ação é desconhecido, mas existe alguma
evidência de atividade que afeta os receptores opioides ou que pode afetar outros receptores
no centro do vômito. A absorção oral é boa para o dronabinol, mas sua biodisponibilidade é
baixa devido aos efeitos de primeira passagem. O volume de distribuição é alto.
Indicações e Usos Clínicos
Os canabioides são utilizados em seres humanos que não respondem a outros medicamentos
antieméticos (p. ex., pacientes que estão recebendo quimioterapia). Eles também ganharam
popularidade recentemente por aumentar o apetite em pacientes com doenças terminais,
como câncer e AIDS. Seu uso não é descrito em pacientes veterinários, mas foram utilizados
por alguns clínicos para aumentar o apetite em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os canabioides são relativamente bem tolerados por seres humanos, mas os efeitos
colaterais incluem sonolência, vertigem, ataxia e desorientação. Manifestações de
abstinência podem ocorrer caso seja abruptamente descontinuado depois de repetidas
administrações.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
O dronabinol é produzido de uma marijuana sintética (THC) e está disponível como uma
prescrição antiemética. A maioria dos usos clínicos em animais é baseada em suposições após
a utilização empírica. É administrado para diminuir os vômitos e melhorar o apetite
associado à quimioterapia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O dronabinol está disponível em cápsulas de 2,5, 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 5 mg/m 2 por via oral até 15 mg/m 2 para administração antiemética
antes da quimioterapia.
• Estimulante de apetite: iniciar em 2,5 mg antes das refeições.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
No Brasil, o dronabinol está listado como substância psicotrópica (lista A3) sujeito
a notificação de Receita “A”.
E
Edetato Dissódico de Cálcio
Nomes comerciais e outros nomes
Versenato dissódico de cálcio ® e ácido etilenodiaminotetra acético (EDTA) ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Ácido etilenodiaminotetracético (g)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente quelante. Liga-se rapidamente ao chumbo, zinco, cádmio, cobre, ferro e manganês.
Indicações e Usos Clínicos
O edetato dissódico de cálcio é indicado para o tratamento da intoxicação aguda e crônica
por chumbo. É usado algumas vezes em associação com o dimercaprol.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos adversos relatados em animais. Em seres humanos, reações alérgicas
(liberação de histamina) podem ocorrer após a administração intravenosa.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar o edetato dissódico para substituir o edetato dissódico de cálcio, pois
ele quelará o cálcio no paciente.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas. Contudo, possui potencial para se ligar
a outras medicações quando misturado.
Instruções de Uso
O edetato dissódico de cálcio pode ser utilizado com o dimercaprol. É igualmente eficaz
quando administrado por vias intravenosa ou intramuscular, mas a injeção intramuscular
pode ser dolorosa. Certificar-se de uma produção urinária adequada antes de administrar
a medicação.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de chumbo para certificar-se do tratamento.
Formulações
O edetato dissódico de cálcio está disponível em solução injetável de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado e protegido da luz. A estabilidade das formulações
manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• 25 mg/kg, a cada 6 horas, por 2-5 dias por vias subcutânea, intramuscular
ou intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
• 25 mg/kg, a cada 6 horas, por 2-5 dias por vias subcutânea, intramuscular
ou intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência: 2 dias para carne; 2 dias para leite (extrabula).
Elixir Paregórico
Nome comercial e outros nomes
Mistura corretiva
Medicamentos comercializados no Brasil
Elixir Paregórico (h)
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O elixir paregórico (tintura de ópio) é um produto antigo para tratar diarreia. Contém 2 mg
de morfina em cada 5 mL. A ação é via estimulação dos receptores opioides intestinais do
tipo mu, causando diminuição do peristaltismo intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
Diminui os sinais de diarreia devido aos efeitos do opiáceo, mas seu uso está ultrapassado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, os efeitos são previsíveis e inevitáveis. Efeitos colaterais podem
incluir sedação, constipação intestinal e bradicardia. Ocorre depressão respiratória com
altas doses. Tolerância e dependência ocorrem com a administração crônica.
Contraindicações e Precauções
Contém ópio e pode ser utilizado como substância de uso abusivo por parte de seres
humanos. Usar com cautela em equinos e ruminantes, pois pode diminuir a motilidade
intestinal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso de elixir paregórico foi substituído por medicamentos mais específicos,
como a loperamida ou o difenoxilato.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Para cada 5 mL do elixir paregórico, há 2 mg de morfina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,05-0,06 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Enflurano
Nome comercial e outros nomes
Ethrane ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Etrane (h) , Enflurano (g)
Classificação funcional
Anestésico inalatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico inalatório. Como outros anestésicos inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. O
enflurano promove depressão do sistema nervoso central (SNC), de forma generalizada e
reversível. A solubilidade sanguínea dos anestésicos inalatórios varia, assim como sua
potência, sua taxa de indução e de recuperação. Aqueles com baixo coeficiente de partição
sangue/gás estão associados a taxas de indução e recuperação mais rápidas. O enflurano
possui uma taxa de pressão de vapor de 175 mmHg (a 20° C), um coeficiente de partição
sangue/gás de 1,8 e um coeficiente gordura/sangue de 36.
Indicações e Usos Clínicos
O enflurano, como outros anestésicos inalatórios, é usado na anestesia geral em animais,
possui uma concentração alveolar mínima (CAM) de 2,37%, 2,06% e 2,12% em gatos, cães
e cavalos, respectivamente.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros anestésicos inalatórios, o enflurano produz vasodilatação e aumento do
fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos cerebrais. Isto pode aumentar a pressão
intracraniana. Como outros anestésicos inalatórios, ele produz uma depressão miocárdica
dependente da dose acompanhada de uma diminuição do débito cardíaco. Ele também
deprime a frequência respiratória e a ventilação alveolar. Como outros anestésicos
inalatórios, há o risco de arritmias ventriculares, especialmente em resposta às
catecolaminas.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas descritas para animais.
Interações Medicamentosas
Outros sedativos e anestésicos (p. ex., opioides, benzodiazepínicos, fenotiazínicos e alfa 2
agonistas) irão diminuir a necessidade de anestesia inalatória.
Instruções de Uso
Mensure a dose individualmente durante o monitoramento anestésico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os parâmetros anestésicos. Durante a anestesia, monitore a frequência e o ritmo
cardíacos e também a frequência respiratória.
Formulações
O enflurano está disponível em solução para inalação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Indução: 2%-3%
• Manutenção: 1,5%-3%
Posologia para Grandes Animais
• Valor da CAM: 1,66%.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. A depuração é rápida
e é sugerido um período de carência curto. Para o estabelecimento do período de carência
do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
No Brasil, o enflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a
receita de controle especial em duas vias.
Enilconazol
Nomes comerciais e outros nomes
Imaverol ® e ClinaFarm-EC ®
Medicamentos comercializados no Brasil
ClinaFarm (v)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antifúngico azólico apenas para uso tópico. Assim como outros azóis, o enilconazol
inibe a síntese da membrana (ergosterol) no fungo e fragiliza a parede celular. É altamente
eficaz contra dermatófitos.
Indicações e Usos Clínicos
O enilconazol é usado apenas topicamente. É usado como agente tópico na pele para
tratamento de dermatófitos e sob a forma de aerossol para o tratamento do ambiente.
Pode ser aplicado em cobertores, baias e gaiolas. Adicionalmente ao uso dermatológico,
o enilconazol é instilado no seio nasal de cães para o tratamento de aspergilose nasal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos adversos descritos. Contudo, há relatos de que quando usado em gatos,
deve-se evitar que o animal lamba o pelo após a aplicação até a medicação estar seca.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas descritas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas. Contudo, assim como azóis, o tratamento
sistêmico pode resultar na inibição da enzima citocromo P-450.
Instruções de Uso
É usado somente por via tópica. O imaverol ® está disponível somente no Canadá em
emulsão a 10%. Nos EUA, o Cinafarm EC ® está disponível para uso em aves em solução a
13,8%. Diluir a solução em, no mínimo, 50:1 e então aplicar a cada 3-4 dias por 2-3
semanas. O enilconazol também é instilado em uma diluição 1:1 no seio nasal para o
tratamento de aspergilose. O enilconazol também é utilizado – em forma diluída – como
spray para eliminação de fungos de roupas de cama, em baias equinas e gaiolas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O enilconazol está disponível em emulsão a 10% ou 13,8%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida. Quando a emulsão
é misturada, deve ser usada imediatamente e não armazenada.
Posologia para Pequenos Animais
• Aspergilose nasal: 10 mg/kg a cada 12 horas, instilar no seio nasal por 14 dias (solução
a 10% diluída 50/50 em água).
• Dermatofitose: diluir a solução a 10% em 0,2% e lavar a lesão com a solução 4 vezes em
intervalos de 3-4 dias. A solução pode ser aplicada diretamente no animal. Permitir
a secagem espontânea da solução.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Diluir a solução a 10% em 0,2% e lavar as lesões com a solução 4 vezes em intervalos
de 3-4 dias.
• Tratamento da rinite por Aspergillus rhinitis: infundir a solução a 2% com cateter nasal
a cada 12 horas (25-100 mL).
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Enoxaparina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Lovenox ® e heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Clexane (h) , Versa (h)
Classificação funcional
Anticoagulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ® também são conhecidas como heparinas
fragmentadas. As HBPM são caracterizadas por um peso molecular composto
de aproximadamente 5.000, comparado à heparina convencional (não fracionada) com um
peso molecular de aproximadamente 15.000. Subsequentemente, a absorção, eliminação e
atividade das HBPM diferem das heparinas não fracionadas. As HBPMs geram seus efeitos
pela ligação com a antitrombina (AT) e pelo aumento da antitrombina III mediando
à inibição da síntese e da atividade do fator de coagulação Xa. Entretanto, a HBPM, ao
contrário da heparina convencional, produz menor inibição da trombina (fator IIa). A
atividade das HBPMs está descrita pela proporção Antifator Xa/ Antifator IIa. A enoxaparina
apresenta proporção de 3,8:1 (na heparina convencional a proporção é de 1:1). Em seres
humanos, as HBPMs apresentam várias vantagens quando comparadas às não fracionadas,
que incluem alta atividade anti Xa/IIa, absorção mais completa e previsível a partir da
injeção, maior duração, administrações menos frequentes, redução do risco de sangramento
e resposta anticoagulante mais previsível. Contudo, em cães e gatos, a meia vida da HBPM é
muito menor do que em seres humanos, reduzindo algumas dessas vantagens. Em cães, a
meia vida da enoxaparina é de aproximadamente 5 horas; em gatos, estima-se ser de 1,9
hora, o que requer administrações mais frequentes em ambas as espécies para manter a
atividade anti Xa comparada com a dos seres humanos. As HBPMs utilizadas em medicina
veterinária incluem a tinzaparina (Innohep ® ), a enoxaparina (Lovenox ® ) e a dalteparina
(Fragmin ® ).
Indicações e Usos Clínicos
A enoxaparina, assim como outras HBPMs, é utilizada para tratar desordens
de hipercoagulação e prevenir desordens de coagulação como tromboembolismo, trombose
venosa, coagulação intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. As
indicações clínicas derivam do uso da heparina convencional ou foram extrapoladas da
medicina humana. Existem alguns estudos clínicos para avaliar a eficácia da HBPM nos
animais. Publicações prévias de doses extrapoladas de seres humanos têm demonstrado não
produzir atividades Anti Xa adequadas e consistentes em cães e gatos e as doses listadas
neste sentido são necessárias para a terapia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Apesar de mais bem tolerada que a heparina comum, a hemorragia é um risco. Contudo,
as HBPMs produzem menos problemas de sangramento do que a administração
convencional da heparina. As HBPMs estão associadas com uma baixa incidência de
trombocitopenia induzida pela heparina em seres humanos, mas a trombocitopenia
induzida pela heparina de qualquer forma de heparina não tem sido um problema clínico
nos animais. Se ocorrer anticoagulação excessiva e hemorragia como resultado de uma
sobredose, deve ser administrado sulfato de protamina para reverter a terapia com
heparina. A dose de protamina é 1,0 mg de protamina para cada 1,0 mg de enoxaparina
administrada por infusão lenta por via intravenosa. A protamina se complexa com a
heparina em um componente estável e inativo.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intramuscular para prevenir hematoma; administre somente por
via subcutânea. A HBPM é excretada pela depuração renal nos animais, portanto, se
estiver presente doença renal, a eliminação será prolongada. Hipercoagulabilidade
de rebote pode ocorrer após a descontinuação do tratamento com heparina, portanto,
recomenda-se a redução gradativa das doses ao descontinuar o tratamento.
Interações Medicamentosas
Não misturar a outras medicações injetáveis. Utilizar com cautela em animais que
já recebam fármacos que possam interferir na coagulação, como aspirina e varfarina.
Apesar de não ser descrita uma interação específica, usar com cautela em animais que
utilizem compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para o tratamento de
artrite. Alguns antibióticos como as cefalosporinas podem inibir a coagulação.
Instruções de Uso
As doses recomendadas extrapoladas da medicina humana não são apropriadas para
os animais. Os proprietários dos animais devem ser avisados que as HBPMs são caras quando
comparadas a heparina convencional. Ao prescrever, não extrapolar a dose ao se basear
nas unidades indicadas para outras heparinas ou para outras heparinas de baixo peso
molecular, pois elas diferem no processo de fabricação, distribuição de peso molecular,
atividades anti Xa e anti IIa, unidades e posologia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes para sinais clínicos de problemas hemorrágicos. Quando administrado
HBPM, os tempos de coagulação de TTPa e TP não são indicadores reais da terapia,
entretanto um TTPa prolongado é um sinal de sobredose. A atividade Anti Xa é considerada
a medida laboratorial preferida da atividade da HBPM em seres humanos, mas o uso deste
parâmetro em animais é controverso. O pico da atividade Anti Xa ocorre 3-4 horas após a
dose e o ponto de escala para atividade Anti Xa deve ser de 0,5-1,0 U/mL para gatos e 0,5-
2,0 U/mL para cães.
Formulações
A enoxaparina está disponível em solução injetável de 30 mg em 0,3 mL, 40 mg em 0,4 mL,
60 mg em 0,6 mL, 80 mg em 0,8 mL, 100 mg em 1 mL, 100 mg/mL injetável, 120 mg por
0,8 mL, 150 mg/mL injetável e 300 mg por 3 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado e protegido da luz. O pH da formulação injetável é de
5,5 a 7,5.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,8 mg/kg por via subcutânea a cada 6 horas (ver Monitoramento do Paciente e
Exames Laboratoriais para ajuste da dose).
Gatos
• 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas, subir para 1,25 mg/kg, por via
subcutânea, a cada 6 horas (ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
para ajuste da dose).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Profilaxia: 0,5 mg/kg a cada 24 horas, por via subcutânea e 1 mg/kg a cada 24 horas,
também por via subcutânea para pacientes de alto risco.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não está estabelecido. Entretanto, é sugerido um período de carência
de 24 horas, pois esta medicação apresenta baixo risco quanto a resíduos.
Enrofloxacino
Nome comercial e outros nomes
Baytril ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Baytril (v) , Biofloxacin (v) , Enropet (v) , Flotril (v) etc.
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fluoroquinolona antibacteriana. O enrofloxacino age pela inibição da DNA girase na bactéria
inibindo a síntese de DNA e RNA. O enrofloxacino é um bactericida de amplo espectro
de atividade. Na maioria dos animais, o enrofloxacino é biotransformado em ciprofloxacino.
O ciprofloxacino é um metabólito desmetil ativo do enrofloxacino e pode contribuir
de maneira ativa para os efeitos antibacterianos. No pico da concentração, o ciprofloxacino
deve contabilizar em aproximadamente 10% e 20% da concentração total em gatos e cães,
respectivamente. As bactérias susceptíveis incluem Staphylococcus, Escherichia coli, Proteus,
Klebsiella e Pasteurella. A Pseudomonas aeruginosa é moderadamente sensível, mas requer altas
concentrações. O enrofloxacino tem baixa atividade contra Streptococcus e bactérias
anaeróbicas.
Indicações e Usos Clínicos
O enrofloxacino, como outras fluoroquinolonas, é usado para o tratamento de bactérias
susceptíveis em uma variedade de espécies. O tratamento inclui infecções de pele e tecidos
moles, infecções do trato urinário inferior em cães e gatos, infecções por Chlamydophila felis
em gatos e colite ulcerativa causada por Escherichia coli em cães. Em equinos é usada em
uma variedade de infecções de tecidos moles e infecções respiratórias, contudo este uso é
baseado em experiências de campo. O enrofloxacino é aprovado para o tratamento
e controle da doença respiratória em suínos (DRS) associada à Actinobacillus
pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis e Streptococcus suis. Também é
aprovado para o tratamento de doença respiratória dos bovinos (DRB) associada à
Mannheimia haemolytica, P. multocida e Haemophilus somni (previamente Haemophilus somnus).
O enrofloxacino tem se mostrado efetivo para o tratamento de infecções por Rickettsia em
cães. Contudo, não é efetiva para o tratamento da Ehrlichia (ver Doxiciclina). O
enrofloxacino também é usado em espécies de animais exóticos, devido à sua segurança e
atividade contra uma grande variedade de patógenos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC),
principalmente em animais com insuficiência renal. Pode causar êmese esporádica e, em
altas doses, pode causar náusea e diarreia. Todas as fluoroquinolonas podem causar
artropatia em animais jovens. Os cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de vida.
Raças de cães de grande porte e crescimento rápido são mais susceptíveis. Os gatos são
relativamente mais resistentes ao dano em cartilagens, mas potros são susceptíveis. A
cegueira é relatada em gatos, sendo causada pela degeneração da retina. Os gatos
afetados sofrem de cegueira permanente. Tal alteração pode ser dependente da dose.
Gatos que receberam doses de 20 mg/kg desenvolveram a degeneração da retina,
mas não os que receberam doses de 5 mg/kg. Por este motivo foram empregadas
restrições nas doses utilizadas em gatos. A administração oral da solução concentrada
(100 mg/mL) para equinos causou lesões na mucosa. Quando injetada, esta solução (pH
10,5) pode causar irritação em alguns tecidos.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em cães jovens devido ao risco de lesão em cartilagens. Não administrar em
potros jovens; lesões em cartilagem articular foram descritas. Usar com cautela
em animais com tendência a convulsões, como os epilépticos. Não administrar em gatos
em doses > 5 mg/kg/dia.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando utilizadas
concomitantemente. A administração conjunta a cátions di ou trivalentes,
como medicamentos que contenham alumínio (p. ex., sucralfato), ferro ou cálcio pode
diminuir a absorção.
Não misturar a soluções ou frascos que contenham alumínio, cálcio, ferro ou zinco,
pois pode ocorrer quelação. O enrofloxacino pode precipitar pela via intravenosa
se injetado diretamente com outros fluidos pela mesma via.
Instruções de Uso
Doses baixas de 5 mg/kg/dia são usadas para organismos sensíveis com um valor
de concentração inibitória mínima (MIC) de 0,12 μg/mL ou menor ou em infecções
do trato urinário. Doses de 5-10 mg/kg/dia são usadas para organismos com MIC de 0,12-
0,5 μg/mL (p. ex., bactérias Gram-positivas). Doses de 10-20 mg/kg/dia são usadas para
organismos com MIC de 0,5-1 μg/mL (p. ex., Pseudomonas aeruginosa). A solução não é
aprovada para uso intravenoso, mas tem sido utilizada por esta via com segurança, se
administrada lentamente. O enrofloxacino não foi absorvido em gatos após a aplicação
transdérmica em veículo de gel plurônico. A solução concentrada de enrofloxacino
(formulação para bovinos a 100 mg/mL) é básica (pH 10,5), por isto pode ser irritante a
alguns animais quando administrada por via intramuscular. Não injetar mais do que 20 mL
em cada local. Ainda, esta formulação pode precipitar caso o pH diminuir devido a
administração concomitante com outras soluções.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o
ponto de perda de sensibilidade em pequenos animais é ≤ 0,5 μg/mL. Valores de MIC ≥ 4
são considerados resistentes. Se os valores de MIC estiverem entre 1 ou 2 μg/mL, justifica-se
o uso de doses mais altas. Em bovinos, o ponto de perda de sensibilidade para organismos
sensíveis é ≤ 0,25 μg/mL. Outras fluoroquinolonas podem ser utilizadas em alguns casos
para estimar a susceptibilidade a esta fluoroquinolona, mas recomenda-se o teste específico.
O ponto de perda de sensibilidade ao ciprofloxacino é ≤ 1,0 μg/mL. Porém, se o
ciprofloxacino for usado para o tratamento da Pseudomonas pode ser muitas vezes mais ativo
do que outras fluoroquinolonas. O enrofloxacino pode causar resultados falso-positivos de
glicosúria quando usado em teste de redução do cobre (p. ex., Clintest).
Formulações
O enrofloxacino está disponível em comprimidos de 22,7 e 68 mg; em comprimidos
palatáveis de 22,7; 68 e 136 mg. Também está disponível em solução injetável de
22,7 mg/mL e na preparação para bovinos de 100 mg/mL (Baytril-100).
Estabilidade e Armazenamento
Armazener em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas foi avaliada e demonstraram-se estáveis
em várias misturas. Porém, não misture com soluções que contenham íons que possam
se ligar ao enrofloxacino (ferro, magnésio, alumínio e cálcio). A solução de 100 mg/mL é
alcalina e contém álcool benzila e L-arginina como base. Se o pH desta solução for
diminuído, ela pode precipitar. A formulação de 22,7 mg/mL tem um pH de 11,5 e pode
não ser compatível com algumas soluções.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-20 mg/kg/dia por vias intramuscular, oral ou intravenosa.
Gatos
• 5 mg/kg/dia, por vias oral ou intramuscular. (Evitar o uso intravenoso em gatos.)
Animais exóticos
• Normalmente 5 mg/kg/dia ou em répteis, em dias alternados.
Pássaros
• 15 mg/kg a cada 12 horas por vias intramuscular ou oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.
• 7,5-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• 5 mg/kg da solução de 100 mg/mL por via intramuscular (Baytril-100).
Bovino (DRB)
• Única dose: 7,5-12,5 mg/kg uma vez por via subcutânea (3,4 a 5,7 mL para 45 kg).
• Dose múltipla: 2,5 a 5,0 mg/kg por via subcutânea (1,1 a 2,3 mL por 45 kg) uma vez
ao dia, por 3 a 5 dias.
Suínos (DRS)
• 7,5 mg/kg por via subcutânea atrás da orelha.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos: 28 dias para carne. Não deve ser utilizado para gado
leiteiro ou vacas a serem usadas como reprodutoras. Não usar em fêmeas com 20 meses
de idade ou idosas. O período de carência para suínos é de cinco dias.
O uso sem receita médica de fluoroquinolonas em animais destinados ao consumo
humano é ilegal.
Epinefrina ou Adrenalina
Nomes comerciais e outros nomes
Adrenaline ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Epinefrina (g)
Classificação funcional
Agonista adrenérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista adrenérgico. A epinefrina estimula de forma não seletiva os receptores alfaadrenérgicos
e beta-adrenérgicos. A epinefrina é um potente agonista adrenérgico de ação
imediata e curta.
Indicações e Usos Clínicos
A epinefrina é usada principalmente em situações emergenciais para o tratamento da
parada cardiorrespiratória e do choque anafilático. Ela é administrada por vias intravenosa,
intramuscular ou endotraqueal em uso agudo. A vasopressina (vasopressina arginina)
substituiu a epinefrina em alguns protocolos de ressuscitação cardiopulmonar. A epinefrina
é usada em equinos no teste de anidrose, mas o sulfato de terbutalina é usado com mais
frequência neste teste.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sobredose pode causar vasoconstrição excessiva e hipertensão. Altas doses causam
arritmias ventriculares. Quando altas doses são usadas na parada cardiorrespiratória,
deve-se ter um desfibrilador à disposição.
Contraindicações e Precauções
Evitar o uso de doses repetidas em pacientes.
Interações Medicamentosas
A efedrina irá interagir com outras medicações usadas para potencializar ou antagonizar
os receptores alfa-adrenérgicos ou beta-adrenérgicos. É incompatível com soluções
alcalinas (p. ex., bicarbonato), cloro, bromo e sais de metais ou soluções oxidantes. Não
associar a bicarbonatos, nitratos, citratos e outros sais.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em estudos experimentais, principalmente em cães. Não estão
disponíveis estudos clínicos. As doses intravenosas são rotineiramente usadas,
mas a administração endotraqueal pode ser realizada quando o acesso venoso não estiver
disponível. A via intraóssea também pode ser utilizada e as doses são equivalentes
às intravenosas. Quando a via intratraqueal é utilizada, as doses são mais altas e o efeito
possui maior duração quando comparado ao da administração intravenosa. Quando a dose
for administrada por via endotraqueal, pode-se diluí-la em 2-10 mL de solução salina.
Parece não haver vantagens na administração intracardíaca quando comparada
à administração intravenosa. As soluções estão disponíveis nas concentrações de 1:1.000 e
1:10.000 (1 mg/mL ou 0,1 mg/mL). Geralmente, apenas a solução 1:10.000
é administrada por via intravenosa. As soluções 1:1.000 são destinadas aos usos por vias
subcutânea e intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em pacientes.
Formulações
A epinefrina está disponível em soluções injetáveis de 1 mg/mL (1:1.000) e 0,1 mg/mL
(1:10.000). A solução 1:10.000 é geralmente administrada por via intravenosa, e a solução
1:1.000 é destinada aos usos por vias intramuscular ou subcutânea. As ampolas destinadas
ao uso em seres humanos estão na dose de 1 mg/pessoa (aproximadamente 14 μg/kg).
Estabilidade e Armazenamento
É compatível com seringas descartáveis. Quando a solução começa a oxidar, se torna
marrom. Não utilizar se ocorrer mudança da coloração. É mais estável em pH 3-4. Se o pH
da solução for > 5,5, se torna instável.
Posologia para Pequenos Animais
Parada cardíaca: 10-20 μg/kg por via intravenosa. Cem-200 μg/kg (0,1-0,2 mg/kg) por via
endotraqueal (podem ser diluídos em solução salina para a administração).
Choque anafilático: 2,5-5 μg/kg por via intravenosa ou 50 μg/kg por via endotraqueal
(pode ser diluída em solução salina).
Terapia vasopressora: 100-200 μg/kg (0,1-0,2) mg/kg por via intravenosa (altas doses)
ou 10-20 μg/kg (0,01-0,02 mg/kg) por via intravenosa (baixa dose). Administrar
primeiramente a dose baixa, caso não haja resposta usar a dose maior.
Posologia para Grandes Animais
Solução de 1 mg/mL (1:1.000).
Choque anafilático (bovinos, suínos, equinos e ovinos): 20 μg/kg (0,02 mg/kg) por via
intramuscular ou 1 mL/45 kg. Cinco-10 μg/kg (0,005-0,01 mg/kg) por via intravenosa ou
0,25 a 0,5 mL/45 kg.
Informações sobre Restrição Legal
Não há período de carência estabelecido. A epinefrina é rapidamente biotransformada após
a administração, e é recomendado 0 dia como período de carência.
Classificação RCI: 2
Epsiprantel
Nome comercial e outros nomes
Cestex ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticestódeo semelhante ao praziquantel. A ação do epsiprantel nos parasitas está
relacionada à toxicidade neuromuscular e paralisia pela alteração da permeabilidade
ao cálcio. Os parasitas susceptíveis incluem: cestódeos de cães Dipylidium caninum e Taenia
pisiformis e os cestódeos de gatos D. caninum e T. taeniaeformis.
Indicações e Usos Clínicos
Como o praziquantel, o epsiprantel é usado principalmente para o tratamento de infestações
causadas por platelmintos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode ocorrer êmese com altas doses da medicação. A diarreia e a anorexia transitórias
também foram descritas. O epsiprantel é seguro para uso em animais prenhes.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com menos de 7 semanas. Todas as doses são doses únicas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas.
Instruções de Uso
Administrar para o tratamento de infestações por platelmintos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O epsiprantel está disponível em comprimidos de 12,5; 25; 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5,5 mg/kg por via oral.
Gatos
• 2,75 mg/kg por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Ergocalciferol
Nomes comerciais e outros nomes
Calciferol ® e Drisdol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Calcigenol (h) , Triocálcio (h)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Análogo da vitamina D. A vitamina D promove a absorção e a utilização de cálcio.
Indicações e Usos Clínicos
O ergocalciferol é utilizado na deficiência de vitamina D e como tratamento
da hipocalcemia associada ao hipoparatireoidismo.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sobredose pode causar hipercalcemia
Contraindicações e Precauções
Evitar o uso em animais prenhes, pois pode causar anormalidades fetais. Utilizar altas
doses com cautela quando em associação com preparações que contenham cálcio.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas.
Instruções de Uso
O ergocalciferol não deve ser usado para o tratamento de hipoparatireoidismo secundário à
nefropatia devido a inabilidade de conversão do metabólito ativo. As doses devem ser
ajustadas individualmente pelo monitoramento da concentração de cálcio sérico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a concentração sérica de cálcio.
Formulações
O ergocalciferol está disponível em comprimidos de 400 unidades (medicações que não
necessitam de prescrição), em comprimidos com 50.000 unidades (1,25 mg) e em solução
injetável de 500.000 unidades/mL (12,5 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
• 500-2.000 unidades/kg/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para o estabelecimento do período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Eritromicina
Nomes comerciais e outros nomes
Gallimycin-100 ® , Gallimycin-200 ® , Erythro-100 ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Eriprim (v) - (suínos e frangos), Eritromicina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico macrolídeo. Assim como outros macrolídeos, a inibição bacteriana ocorre pela
ligação ao ribossomo 50S e pela inibição da síntese proteica. O espectro de atividade da
eritromicina é limitado primeiramente a bactérias aeróbias Gram-positivas. Possui pouco ou
nenhum efeito em bactérias Gram-negativas. O espectro de ação também inclui os
micoplasmas. Em bovinos, é também eficaz contra patógenos respiratórios como Pasteurella
multocida, Mannheimia haemolytica e Histophilus somni (antes denominado Haemophilus
somnus). Os efeitos da eritromicina na motilidade gastrointestinal são via estimulação dos
receptores de motilina para aumentar a atividade do músculo liso. Em cães, a meia-vida é
de 1,3 hora por via intravenosa e 2,9 horas por via oral, com somente 11% de
biodisponibilidade. Em gatos, a meia-vida é menor que 1 hora.
Indicações e Usos Clínicos
A eritromicina é usada em uma grande variedade de espécies para o tratamento de
infecções causadas por bactérias susceptíveis. As infecções tratadas incluem: infecções
respiratórias (pneumonia), infecções de tecidos moles causadas por bactérias Gram-positivas
e infecções cutâneas e respiratórias. Em potros, é usada para o tratamento da pneumonia
por Rhodococcus equi, sempre em associação com a rifampicina. Em algumas espécies,
inclusive cavalos, é usada em baixas doses para estimular a motilidade intestinal, mas a
demonstração desta atividade é limitada em alguns pacientes. Em equinos, a dose de
eritromicina para estimular a motilidade intestinal é mais baixa que a dose antibacteriana
(1 mg/kg), mas os efeitos clínicos para este uso não foram relatados. Em um experimento
com bezerros, a dose de 8,8 mg/kg, por via intramuscular, aumentou significantemente a
motilidade ruminal. Na dose de 10 mg/kg por via intramuscular em vacas que irão realizar
cirurgia para deslocamento abomasal, ocorre o aumento das contrações ruminais.
O uso da eritromicina tem diminuido devido a indisponibilidade de algumas
formulações (estolato de eritromicina), dos efeitos adversos em pequenos animais (êmese),
da curta meia-vida que requer administrações frequentes e ocorrência de diarreia em
equinos. Outros macrolídeos (p. ex., azitromicina e claritromicina em pequenos animais e
equinos, e tilmicosina e tulatromicina em bovinos) são usados com mais frequência que a
eritromicina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A diarreia em grandes animais é o efeito adverso mais comum. Acredita-se que seja
causada por uma alteração na composição da flora bacteriana intestinal normal. Isto
é causado normalmente pela administração oral. Éguas paridas desenvolveram diarreia
por meio da exposição de potros tratados. A hipertermia (síndrome febril) foi observada
em potros associada ao tratamento com eritromicina.
Em pequenos animais o efeito colateral mais comum é o vômito (provavelmente
causado pelo efeito colinérgico ou pela motilidade induzida pela motilina). Em pequenos
animais também causa diarreia. Em roedores e coelhos, a diarreia causada pela
eritromicina pode ser grave e mesmo fatal.
Contraindicações e Precauções
Não administrar por via oral em roedores ou coelhos. Não administrar a solução de
eritromicina destinada ao uso intramuscular por via intravenosa. Somente os sais
de gluceptato e de lactobionato devem ser usados por via intravenosa (o gluceptato
está raramente disponível).
Interações Medicamentosas
A eritromicina, assim como outros macrolídeos, é conhecida por inibir as enzimas
do citocromo P450 e pode diminuir o metabolismo de outras medicações administradas.
Ver Apêndice.
Instruções de Uso
Existem várias formulações de eritromicinas, incluindo o etilsuccinato, os ésteres de estolato
e o sal de estearato para administração oral. Contudo, o estolato está disponível somente em
suspensão. Não há dados convincentes que sugiram uma absorção melhor conforme a forma
de apresentação e as doses são iguais para todas elas. Somente o gluceptato e o lactato de
eritromicina são administrados por via intravenosa (o gluceptato está raramente disponível).
Efeitos semelhantes à motilina que estimulam a motilidade gástrica ocorrem em baixas
doses e são estudados principalmente em cavalos de experimentação. A eritromicina pode
ser administrada em bovinos em conjunto com a cirurgia para estimular a motilidade
ruminal pós-cirúrgica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o
ponto de perda de sensibilidade é ≤ 0,25 mcg/mL para estreptococos e ≤ 0,5 para outros
organismos. A susceptibilidade a eritromicina tende a susceptibilidade a outros antibióticos
macrolídeos.
Formulações
A eritromicina está disponível em várias formulações contendo 250 ou 500 mg de base de
eritromicina. As formulações orais incluem a suspensão de estolato de eritromicina com 25 e
50 mg/mL, a suspensão de etilsuccinato de eritromicina com 40 mg/mL, comprimidos de
etilsuccinato a 400 mg e comprimidos de estearato de eritromicina com 250 e 500 mg.
As formulações intravenosas incluem o lactobionato de eritromicina e o gluceptato
de eritromicina, mas o gluceptato está raramente disponível. O fosfato de eritromicina,
um aditivo alimentar disponível sob a forma de pó, é administrado em equinos e demonstra
adequada absorção. O fosfato de eritromicina contém 260 mg/g o que é equivalente
a 231 mg de base de eritromicina por grama. Está disponível como um aditivo alimentar
sem necessidade de prescrição médica para frangos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Proteger do congelamento. A base de eritromicina é mais estável em um pH entre 7 a 7,5.
Pode-se decompor em soluções ácidas. As formulações de etilsuccinato são estáveis por 14
dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas, por via oral.
• Efeitos pró-cinéticos (gástrico): 0,5-1 mg/kg a cada 8-12 horas, por vias oral
ou intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• Rhodococcus equi: fosfato de eritromicina ou estolato de eritromicina 37,5 mg/kg a cada
12 horas, por via oral ou 25 mg/kg a cada 8 horas, pela mesma via. Observar que, em
cavalos, a base da eritromicina (comprimidos simples) é pouco absorvida e outras formas
devem ser utilizadas (Ver Instruções de Uso).
• Injeção de lactiobionato de eritromicina: 5 mg/kg a cada 4-6 horas, por via intravenosa.
Para estimular a motilidade gástrica: 1 mg/kg.
Bovinos
• Abscessos, pododermatites: 2,2-8,8 mg/kg a cada 24 horas, por via intramuscular.
• Pneumonia: 2,2-8,8 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou 15 mg/kg a cada
12 horas por via intramuscular.
• Estimular a motilidade gástrica: bezerros 8,8 mg/kg por via intramuscular; vacas
10 mg/kg por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos: 6 dias para carne (em doses de 8,8 mg/kg). Não utilizar
em vacas lactantes com mais de 20 meses de idade. Não abater animais tratados durante
6 dias após o último tratamento. Para evitar o excesso do composto, não abater
durante 21 dias após a última administração.
No Canadá, o período de carência para carne é de 14 dias para carne e de 72 horas
para leite.
Ertapenem
Nome comercial e outros nomes
Invanz ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Invanz (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O ertapenem é um antibiótico betalactâmico da classe carbapenem (penem) com um amplo
espectro de atividade. Sua ação na parede celular é semelhante à de outros betalactâmicos
que se ligam às proteínas de ligação da penicilina (PLP), enfraquecendo ou interferindo
na formação da parede celular. Na Escherichia coli, tem uma forte afinidade contra PLPs 1a,
1b, 2, 3, 4 e 5 com preferência pela PLP 2 e 3. O ertapenem é estável contra a hidrólise por
uma variedade de betalactamases, incluindo as penicilinases, cefalosporinases e
betalactamases. Dentro do espectro de ação incluem-se bacilos Gram-negativos, como
as Enterobacteriaceae. O espectro do ertapenem não é efetivo contra Pseudomonas aeruginosas,
assim como outros carbapenems. Também é ativa contra a maioria das bactérias Gramnegativas,
exceto as linhagens de Staphylococcus e Enterococcus resistentes à meticilina. Em
seres humanos, a meia-vida é mais longa do que outros carbapenems (4 horas) devido a alta
ligação às proteínas (95%), o que permite doses menos frequentes. Contudo, em cães não
existem vantagens. A ligação das proteínas nos cães é de 46%, o volume de distribuição é de
0,28 L/kg, e a meia-vida é de apenas 1,3 hora.
Indicações e Usos Clínicos
O ertapenem é indicado principalmente para infecções resistentes causadas por bactérias
resistentes a outras medicações. Ele pode ser importante para o tratamento de infecções
resistentes causadas pela Escherichia coli e pela Klebsiella pneumoniae. O uso de ertapenem não
é tão comum quanto o uso do meropenem ou do imipenem. A alta ligação às proteínas e a
longa meia-vida em seres humanos permitiram uma administração menos frequente
quando comparada à de outros carbapenems. Porém, os protocolos de dosificação não foram
descritos em cães e gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os carbapenems possuem riscos similares aos de outros betalactâmicos, mas os efeitos
adversos são raros. Há risco de toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC)
(convulsões e tremores) quando em altas doses.
Contraindicações e Precauções
Após a reconstituição da medicação pode ocorrer uma leve coloração amarelada.
Uma leve alteração da cor não afetará a potência, porém, uma coloração amarelo-âmbar
ou marrom pode indicar oxidação e perda de potência.
Interações Medicamentosas
Não misturar em frascos ou seringas contendo outros antibióticos.
Instruções de Uso
As doses estabelecidas para animais são baseadas em extrapolações de estudos em seres
humanos e não em estudos de eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de susceptibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o
ponto de perda de sensibilidade é ≤ 4 μg/mL para todos os agentes. A sensibilidade
ao imipenem pode ser usada como marcador para o ertapenem.
Formulações
O ertapenem está disponível em solução injetável a 1g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 30 mg/kg a cada 8 horas, por vias intravenosa ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência para animais destinados ao consumo não foi estabelecido.
Para o estabelecimento do período de carência do uso extrabula, contate o FARAD
no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Espectinomicina, Di-hidrocloridrato Pentaidrato de Espectinomicina
Nomes comerciais e outros nomes
Spectam ® , Spectogard ® , Prospec ® e Adspec ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Lispec (v) , Spectolin (v) , Linco-Spectin (sulfato) (v)
Classificação funcional
Antibiótico aminociclitol
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A espectinomicina é um antibiótico aminociclitol que apresenta propriedades similares à dos
aminoglicosídeos. Entretanto, difere-se por não conter açúcares amino ou ligações
glicosídicas. Apresenta um amplo espectro de atividade. É altamente solúvel em água e
facilmente misturado a soluções aquosas. A espectinomicina, como os aminoglicosídeos,
inibe a síntese proteica ao interagir com a subunidade 30S ribossomal. É um medicamento
de amplo espectro com atividade contra bactérias Gram-positivas e algumas bactérias Gramnegativas
e micoplasma, mas com baixa atividade anaeróbica. Não é absorvida por via oral,
mas é administrada juntamente à água de bebida para o tratamento de enterite ou via
parenteral para outras infecções. Após a aplicação injetável, a meia-vida em animais é de 1-2
horas.
Indicações e Usos Clínicos
A espectinomicina apresenta atividade in vitro contra algumas bactérias Gram-negativas e é
também administrada por via oral para o tratamento de enterite bacteriana causada por E.
coli e em via parenteral para o tratamento de infecções respiratórias causadas por Pasteurella,
Mannheimia e Histophilus somni (antigo Haemophilus somnus). Também possui atividade contra
Mycoplasma. É usado em cães, mas não é comum. A espectinomicina foi retirada pelo
fabricante do medicamento original e não está comercialmente disponível.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em bovinos, podem ocorrer lesões no local da administração.
Contraindicações e Precauções
A solução destinada ao uso em água de beber não deve ser formulada com água ou salina
para solução injetável intravenosa. Esta solução provoca edema pulmonar grave e morte.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
As injeções em bovinos devem ser administradas na musculatura do pescoço.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A espectinomicina está disponível em solução oral, pó para água de beber e solução injetável
para bovinos. A espectinomicina injetável deixou de ser produzida pelo fabricante
responsável e pode não estar disponível. Anteriormente era disponível em solução
de 100 mg de sulfato de espectinomicina/mL (Adspec ® ). A associação de lincomicina –
espectinomicina contém 50 mg de lincomicina com 100 mg de espectinomicina (“Linco-
Spectam ® ”) por mililitro. As formulações para aves incluem 500 mg por grama de pó solúvel
em água.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em temperatura ambiente. Protegido do congelamento. A estabilidade
das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 22 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante 4 dias.
• 5,5-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular durante 4 dias.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• 6,6-22 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou 50-100 mg/suíno por via
oral.
Bovinos
• 10-15 mg/kg a cada 24 horas por via subcutânea (no pescoço) durante 3-5 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovino (carne): 11 dias. (A descoloração da carne no local
da aplicação pode persistir por 15 dias).
Período de carência para suíno (carne): 21 dias. Em doses de 20 mg/kg, o período
de carência deve ser de 30 dias.
Não administrar em bezerros destinados à produção de vitela. O tempo de eliminação
no leite não foi estabelecido. Não administrar em gado leiteiro com 20 meses de idade
ou mais velhos.
Espironolactona
Nomes comerciais e outros nomes
Aldactone ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Aldactone (h) , Espironolactona (g)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Diurético poupador de potássio. A ação da espironolactona é interferir na reabsorção
de sódio no túbulo contornado distal renal por competição inibitória com a aldosterona.
Liga-se diretamente ao receptor de aldosterona, e em doses normais não bloqueia a ação de
outros receptores esteroides. É mais adequadamente denominada antagonista da aldosterona
do que de diurético. Não produz uma ação diurética significante. Há menores efeitos
antiandrogênicos produzidos, mas em animais este não é clinicamente relevante. Um
medicamento relacionado, a eplerenona (Inspra ® ) é utilizada em humanos, pois produz
menores efeitos antiandrogênicos quando comparado a aldosterona.
Indicações e Usos Clínicos
A espironolactona é utilizada para o tratamento da pressão arterial elevada e da congestão
causada pela insuficiência cardíaca. É aprovada na Europa (Prilactone ® ) para cães, para ser
usada como terapia-padrão para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva causada
por doença valvar. A espironolactona pode ser usada com inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA) para alcançar um efeito sinérgico eficaz no tratamento da
insuficiência cardíaca em animais. O benefício proposto é por antagonismo da aldosterona e
pode ser utilizado para inibir a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA),
que ocorre pela administração de diurético (p. ex., furosemida) ou com algumas doenças
que produzem congestão. A espironolactona também é usada no controle da cirrose
hepática, pois inibe a formação de ascite causada pelo excesso de aldosterona. Não é
benéfica para o tratamento de gatos com cardiomiopatia hipertrófica (ver também a seção
de Reações Adversas e Efeitos Colaterais).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A espironolactona pode produzir hipercalemia em alguns pacientes. Altas doses e o uso
prolongado podem produzir efeitos similares a esteroides. Existem preocupações sobre os
efeitos colaterais da espironolactona que são relatados em gatos. A dermatite facial foi
relatada na administração a gatos. O mecanismo destas reações é desconhecido.
Em humanos, o tratamento com espironolactona é associado a efeitos antiandrogênicos
como ginecomastia, hirsutismo e impotência. Os efeitos antiandrogênicos não foram
relatados no uso em animais, exceto atrofia prostática observada em alguns cães machos.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em pacientes desidratados. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
podem interferir na sua ação. Evitar o uso concomitante com suplementações com altos
níveis de potássio. Não administrar a pacientes com úlceras gástricas ou que tenham
tendência a doenças gástricas como gastrite ou diarreia.
Interações Medicamentosas
A espironolactona é frequentemente utilizada com inibidores da ECA, como o enalapril.
Possui ação sinérgica com estes medicamentos. O risco da hipercalemia pode aumentar
quando utilizada com inibidores da ECA, mas isso não é um problema clínico em cães.
Usar com cautela com outros medicamentos que aumentam as concentrações de
potássio como o trimetoprim e AINEs.
Instruções de Uso
A espironolactona normalmente é administrada com outros medicamentos (p. ex., inibidores
ECA, agentes inotrópicos, vasodilatadores) para o tratamento da insuficiência cardíaca
congestiva.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a concentração sérica de potássio quando administrada com inibidores da ECA (p.
ex., maleato de enalapril). A administração da espironolactona pode causar um ligeiro
resultado falso-positivo nas análises de digoxina.
Formulações
A espironolactona está disponível em comprimidos de 25, 50 e 100 mg. Os comprimidos
podem facilmente ser partidos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A espironolactona é insolúvel em água, sendo ligeiramente mais solúvel em etanol. Pode ser
misturada a xaropes para suspensão oral (primeiramente é necessário misturar com etanol),
sendo estável por 90-160 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-4 mg/kg/dia (ou 1-2 mg/kg a cada 12 horas) por via oral. Em cães, iniciar com
2 mg/kg/dia e aumentar gradativamente, não exceder 4 mg/kg/dia. Na Europa, a dose
aprovada é de 2 mg/kg/dia.
Gatos
• O uso em gatos é controverso, pois pode ocasionar dermatite e por sua eficácia ser
questionável. Entretanto, em algumas situações têm sido administradas doses na faixa
de 2-4 mg/kg/dia (ou 1-2 mg/kg a cada 12 horas) por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período
de carência do uso extrabula, contate FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 4
Estreptozocina
Nomes comerciais e outros nomes
Estreptozotocin ® e Zanosat ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente anti-hiperglicêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A estreptozocina (também conhecida como estreptozotocina) é um agente com efeitos
específicos sobre as células beta do pâncreas. É um agente alquilante nitrosoureia com efeito
citotóxico específico nas células pancreáticas. Apresenta uma ligação seletiva com as células
pancreáticas do tipo beta. Pode produzir diabetes melito em animais normais, mas é usada
principalmente para o tratamento da neoplasia insulinoma em animais. Ocasionalmente, é
utilizada como agente citotóxico para o tratamento de outros tumores humanos (p. ex.,
linfoma, sarcomas), mas estes usos não são relatados para animais. A estreptozocina possui
meia-vida rápida em animais, mas os metabólitos podem ser ativos. Os metabólitos cruzam
rapidamente a barreira hematoencefálica.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais, a estreptozocina é usada principalmente para o tratamento da neoplasia
secretora de insulina (insulinoma). É utilizada experimentalmente em animais para criação
de modelos de diabetes melito.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O diabetes melito é antecipado em animais tratados. Em humanos, o maior efeito
colateral é a lesão renal causada pela necrose tubular. A lesão renal é relatada em cães
com doses > 700 mg/m 2 . Outros efeitos colaterais incluem: vômitos, náuseas e diarreia.
É relatado aumento das enzimas hepáticas e lesões hepáticas em cães; contudo, a
hepatotoxicidade parece ser reversível. A mielossupressão é rara em animais. A flebite
local pode ocorrer na administração intravenosa.
Contraindicações e Precauções
A estreptozocina pode produzir diabetes melito em animais tratados. Ainda, pode ocorrer
a liberação súbita de insulina após a administração intravenosa, e deve estar disponível a
glicose intravenosa para o tratamento da hipoglicemia aguda. Monitorar os animais para
evidências de lesões renal e hepática. Não administrar em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas para animais, entretanto, o uso com
outros medicamentos nefrotóxicos, hepatotóxicos ou mielotóxicos irá exacerbar a
toxicidade.
Instruções de Uso
O risco de toxicidade renal causada pela estreptozocina pode diminuir com a administração
de fluidos para a diurese. A diurese deve ser realizada com a administração de fluidos (p.
ex., salina a 0,9%) por via intravenosa, antes da administração do medicamento.
Antieméticos devem ser administrados a cada aplicação, pois os vômitos são comuns. O
tratamento é contínuo a cada 3 semanas até ocorrerem sinais de remissão do tumor ou até
o limite da toxicidade para a manutenção do tratamento. Reconstitua a solução
adicionando 9,5 mL de glicose a 5% ou salina a 0,9%. A solução resultante tem
100 mg/mL. Após, dilua essa solução em glicose a 5% ou salina a 0,9% para administração
intravenosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a glicose sérica nos animais tratados. Monitorar a creatinina sérica, a ureia e as
enzimas hepáticas para evidências de hepatotoxicidade e lesão renal. Embora
a mielotoxicidade seja incomum, monitorar o hemograma antes de cada tratamento.
Formulações
A estreptozocina está disponível em frascos de solução injetável a 1 g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar o frasco em temperaturas entre 2 °C e 8 °C. Utilizar o frasco até 12 horas após a
reconstituição em temperatura ambiente. Nas formulações também está contido o ácido
cítrico. Não usar se a coloração mudar de amarelo-claro para amarronzado, pois isto indica
degradação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 500 mg/m 2 por via intravenosa infundido a cada 2 horas, a cada 3 semanas.
Gatos
Não foi relatada uma dose segura para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais destinados a produção.
Estriol
Nomes comerciais e outros nomes
Theelol ® (previamente chamado Oestriol ® ), Incurin ® (Europa)
Medicamentos comercializados no Brasil
Ovestriol (h) , Estriol (g)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O estriol é um hormônio estrogênico. Difere do dietiletibestrol ou outros estrógenos, pois
ocorre naturalmente e ocupa os receptores por um curto período de tempo quando
comparado às formulações sintéticas. Quando usado para o tratamento da incontinência
urinária, acredita-se que seus efeitos sejam provocados pelo aumento da sensibilidade
dos receptores alfa-adrenérgicos no músculo liso vesical.
Indicações e Usos Clínicos
O estriol é usado na terapia de reposição de estrógeno. Em pequenos animais, é mais usado
para o tratamento da incontinência urinária associada a deficiência de estrógeno. A taxa
de sucesso pode ser limitada. O estriol aumenta o tônus do esfíncter na uretra de cadelas,
mas apresenta eficácia limitada quando usado no tratamento clínico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O estriol não está associado à piometra ou à mielossupressão quando comparado
ao estradiol.
Contraindicações e Precauções
O estriol é contraindicado em animais prenhes. Não administrar em ferrets.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Não deve ser usado
concomitantemente a outras medicações que suprimam a medula óssea. Em seres
humanos, recomenda-se que os compostos estrogênicos não sejam utilizados com outros
medicamentos que possam causar hepatotoxicidade.
Instruções de Uso
Para tratamento da incontinência urinária é usado em associação com a fenilpropanolamina
(FPA), entretanto, o tratamento adicional de FPA pode não demonstrar eficácia quando
comparado a outros medicamentos estrogênicos usados isoladamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma para verificar a supressão medular.
Formulações
O estriol não está disponível comercialmente, mas pode ser manipulado para animais.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg por cão, por via oral, a cada 24 horas (pode ser associado com FPA). Após iniciar
com 2 mg/cão/dia, após uma semana reduzir a dose para 1,5 mg/cão/dia por uma
semana, então 1 mg/cão/dia durante uma semana e gradativamente aumentar
o esquema e o intervalo (a cada 1dia, a cada 3 dias etc.) até atingir uma dose de
0,5 mg/cão/semana.
Gatos
Não há doses estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não utilizar em animais de produção.
Etidronato Dissódico
Nome comercial e outros nomes
Didronel ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente anti-hipercalcêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento bifosfonato. Este grupo de medicamento caracteriza-se por realizar a ligação
germinal do bifosfonato. Ele diminui a formação e a dissolução de cristais de hidroxiapatita.
Sua utilização clínica se dá por inibição da reabsorção óssea. Esta medicação diminui a
mobilização óssea pela inibição da atividade osteoclástica, pelo retardo na reabsorção óssea e
diminuição na taxa de osteoporose.
Indicações e Usos Clínicos
As medicações do grupo dos bifosfonatos, que inclui o etidronato, são usadas principalmente
em seres humanos para o tratamento da osteoporose e da hipercalcemia maligna. Em
animais, elas são usadas para diminuir os níveis de cálcio em condições que causam
hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. Estudos em seres humanos
revelaram que os bifosfonatos podem apresentar uma ação mais significativa no câncer ósseo
que o efeito sob a osteólise e a reabsorção óssea, podendo também diminuir o avanço do
tumor. As medicações desta classe incluem o pamidronato, o etidronato e o pirofosfato. Em
cães, foram realizados mais estudos experimentais com o pamidronato que com as outras
medicações do grupo. Alguns bifosfonatos foram usados para o tratamento da doença
navicular em equinos, mas tal estudo foi apenas preliminar e usado sob a forma injetável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos adversos descritos em animais. Em seres humanos, as alterações gástricas
são comuns. Ocorreram lesões esofágicas devido ao contato com a mucosa. Quando
usado em animais, certificar-se de que os comprimidos foram totalmente deglutidos.
Contraindicações e Precauções
Não foram identificadas contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais. Caso seja misturado a outras
soluções ou medicações, evitar aquelas que contenham cálcio.
Instruções de Uso
Em altas doses, o etidronato pode inibir a mineralização óssea. Em seres humanos,
o alendronato substitui o etidronato devido aos seus efeitos colaterais. Não há estudos
clínicos realizados em animais que demonstrem a eficácia do etidronato, o seu uso
é extrapolado da medicina humana e da experiência empírica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o cálcio e o fósforo sérico. Monitorar a ureia e a creatinina sérica, a densidade
urinária e a ingestão de alimentos nos animais tratados.
Formulações
O etidronato está disponível em comprimidos de 200 e 400 mg e em solução injetável
de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas ainda não está disponível.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg/dia, por via oral.
Gatos
• 10 mg/kg/dia, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido; sugere-se um período de carência de 24 horas
devido ao baixo risco de formação residual.
Etodolac
Nomes comerciais e outros nomes
EtoGesic ® (veterinário) e Lodine ® (humano)
Medicamentos comercializados no Brasil
Flancox (h)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINEs)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Como outros AINEs, o etodolac possui efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por promover a
inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a cicloxigenase (COX).
A enzima COX existe em duas isoformas, denominadas COX-1 e COX-2. A COX-1 é
primariamente responsável pela síntese de prostaglandinas fundamentais para
uma manutenção saudável do trato gástrico, para a função renal, para a função plaquetária
e para outras funções normais do organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese
de prostaglandinas importantes na mediação da dor, da inflamação e da febre. Contudo,
sabe-se que pode haver alguma reação cruzada entre os efeitos da COX-1 e da COX-2 em
cães, o etodolac possui uma meia-vida de 7,6 a 14 horas, dependendo do estudo e do
manejo alimentar. Em cães, apresenta pouca predileção entre COX-2 e COX-1 (não seletivo)
ou uma discreta seletividade para COX-2 in vitro. Não se sabe se a seletividade COX-2 afeta
a eficácia ou o risco de efeitos adversos. Em equinos, o etodolac é relativamente seletivo para
COX-2 e é mais potente do que para cães. A meia-vida em equinos é de apenas 3 horas, mas
um efeito de aproximadamente 24 horas foi observado em cavalos com claudicação.
Indicações e Usos Clínicos
O etodolac é usado para o tratamento da osteoartrite em cães. É também utilizado
como analgésico e pode ser indicado em outras condições dolorosas. Assim, como outros
AINEs, o etodolac age na diminuição da febre. Sua utilização em gatos não foi estabelecida.
O etodolac foi usado em alguns cavalos para diminuir a dor associada à cirurgia abdominal e
para tratar a claudicação (p. ex., causada por doença navicular). A administração difere
entre cavalos e outros animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os AINEs podem causar ulcerações gástricas. Outros efeitos adversos causados pelos
AINEs incluem diminuição da função plaquetária e lesão renal. Em estudos clínicos com
o etodolac nas doses recomendadas, alguns cães perderam peso, tiveram fezes
amolecidas ou diarreia. Em altas doses (acima das recomendadas), o etodolac causa
ulceração gástrica em cães. O etodolac está associado à ceratoconjuntivite seca (CCS) em
cães, em alguns casos grave. A resolução da CCS ocorre apenas em 10%-15% dos casos
após a descontinuação da medicação. A melhora da CCS foi ótima quando o tratamento
foi de curta duração. Em equinos, a toxicidade gástrica foi observada quando usado em
altas doses.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com tendência a úlceras gástricas. Não administrar com outras
medicações ulcerogênicas como os corticosteroides. Não administrar a cães com
tendência ao desenvolvimento de CCS. Não administrar em animais nefropatas.
Interações Medicamentosas
Usar os AINEs com cautela concomitantemente a outras medicações que causam lesão
gástrica (p. ex., corticosteroides). A eficácia dos inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA) e de diuréticos (furosemida) pode diminuir quando usados em
conjunto com os AINEs. O etodolac pode causar reações cruzadas com as sulfonamidas
em pacientes sensíveis.
Instruções de Uso
Administrar conforme prescrito e evitar o uso concomitante de outras medicações que
podem aumentar a toxicidade gástrica. Grande parte do uso em cães está relacionada
ao tratamento da osteoartrite. Em equinos, demonstrou melhorar a claudicação associada à
doença navicular experimental. Quando usado em equinos para este fim, a administração
foi realizada em doses de 23 mg/kg por via oral uma ou duas vezes por dia durante 3 dias.
Cavalos tratados apresentaram melhora com duas dosagens e não manifestaram efeitos
adversos. Cavalos experimentalmente tratados com 20 ou 23 mg/kg não demonstraram
efeitos adversos, mas a segurança por longos períodos não foi descrita.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar manifestações gástricas que evidenciem úlceras e sangramento. Monitorar
a produção de lágrimas em cães tratados com o etodolac e observar manifestações de CCS.
Monitorar as enzimas hepáticas periodicamente para detectar sinais de intoxicação hepática
em cães tratados com AINEs. Monitorar a ureia e a creatinina em animais tratados para
evidenciar lesões renais. O etodolac possui efeitos variáveis nas concentrações de T4, T4
livre e TSH em cães. Um estudo não demonstrou efeito algum, outro, porém, revelou
diminuição de T4 e de T4 livre em cães tratados após 2 semanas.
Formulações
O etodolac está disponível em comprimidos de 150 e 300 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
O etodolac é insolúvel, mas é solúvel em álcool e proprilenoglicol.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-15 mg/kg uma vez ao dia, por via oral.
Gatos
A dose não foi estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• 23 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. A segurança por longos períodos não foi
determinada. (Ver Instruções de Uso.)
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido. Para o estabelecimento do período de carência
do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Classificação RCI: 4
F
Famciclovir
Nome comercial e outros nomes
Famvir ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Famvir (h)
Classificação Funcional
Antiviral
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiviral. O famciclovir é um análogo sintético da purina (análogo
nucleosídico acíclico). É convertido no medicamento antiviral penciclovir e apresenta
atividade antiviral contra o herpes-vírus tipos 1 e 2. A ação relatada é decorrente da
afinidade com a enzima timidina quinase, que converte o penciclovir em trifosfato de
penciclovir, que inibe a DNA polimerase viral, prevenindo, assim, o alongamento da cadeia
de DNA - logo, impede o alongamento da cadeia de DNA viral. É usado no tratamento de
várias formas de infecção por herpes-vírus em seres humanos e também no tratamento viral
de infecções em animais. Contudo, o herpes-vírus felino 1 (HVF1) é resistente ao aciclovir e
ao valciclovir, e estudos quanto à suscetibilidade de outros herpes-vírus são escassos. Outros
medicamentos antivirais utilizados em animais são o aciclovir, o penciclovir e o valaciclovir
Indicações e Usos Clínicos
Embora estudos in vitro não demonstrem uma alta atividade antiviral, o famciclovir tem sido
empregado para o tratamento do herpes-vírus felino (FHV1) associado à conjuntivite,
rinosinusite, ceratite e FHV1 associado à dermatite. Em gatos tratados há melhora da
conjuntivite, diminuição da inflamação conjuntival, do desconforto ocular e do
lacrimejamento.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Nos estudos limitados realizados, não foram identificados efeitos adversos em gatos.
Contraindicações e Precauções
Reduzir a dose em animais com comprometimento da função renal.
Interações Medicamentosas
Não foram identificadas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
A dose listada para gatos é baseada em estudos limitados, nos quais foram estudadas doses
de 62,5 mg por gato; porém, evidências posteriores sugeriram que uma dose mais alta, de
125 mg por gato, é mais efetiva.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a ureia e a creatinina durante o uso.
Formulações
O famciclovir está disponível em comprimidos de 125, 250 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• Tratamento de herpes-vírus felino: 62,5 mg por gato por via oral a cada 8 horas durante
3 semanas. Contudo, uma dose maior, de 125 mg por gato a cada 8 horas, pode ser
mais efetiva.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Por promover mutagenicidade, não deve ser administrado a animais de produção.
Famotidina
Nome comercial e outros nomes
Pepcid
Medicamentos comercializados no Brasil
Famox (h)
Classificação funcional
Agente antiúlcera
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista da histamina 2 (bloqueador H 2 ). A estimulação da secreção ácida no estômago
requer a ativação de receptores histamínicos do tipo 2 (receptor H2), receptores de gastrina
e receptores muscarínicos. A famotidina e os bloqueadores H2 relacionados inibem a ação da
histamina sobre o receptor histamínico H 2 das células parietais, além de inibir a secreção do
ácido gástrico da célula parietal gástrica. Ela aumenta o pH estomacal para prevenir e
auxiliar na cura das úlceras gástricas e duodenais.
Indicações e Usos Clínicos
A famotidina, assim como outros bloqueadores do receptor H 2 , é usada para tratar úlceras e
gastrite em vários animais. Embora muitas vezes seja usada para animais que apresentam
vômitos, não existem dados para indicar sua eficácia. Não existem dados sobre eficácia para
apoiar seu uso na prevenção de sangramento induzido por anti-inflamatórios não esteroidais
(AINEs) e úlceras. A famotidina é usada por veterinários como o bloqueador H 2 preferido,
mas não há evidência para demonstrar sua superioridade sobre outros fármacos desta classe.
Alguns estudos demonstraram eficácia em cães na dose de 1 mg/kg, enquanto outros
estudos não demonstraram diferenças com relação ao placebo em cães para aumentar o pH
estomacal.
Informações de Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas normalmente são vistas somente com a diminuição da depuração
(clearance) renal. Em seres humanos, podem ocorrer sinais do SNC com altas doses. A
solução intravenosa contém álcool benzílico, ácido aspártico e manitol. Em gatos,
administre por via intravenosa de forma lenta (durante 5 minutos), pois injeções
intravenosas rápidas podem causar hemólise.
Contraindicações e Precauções
Soluções intravenosas contêm álcool benzílico. As soluções por via intravenosa em
pequenos animais, especialmente gatos, devem ser aplicadas lentamente.
Interações Medicamentosas
A famotidina e outros antagonistas do receptor H2 bloqueiam a secreção do ácido
estomacal. Portanto, vão interferir na absorção oral de medicamentos que dependem de
meio ácido, como cetoconazol, itraconazol e suplementos de ferro. Ao contrário da
cimetina, a famotidina não está associada à inibição de enzimas microssomais do sistema
P450.
Instruções de Uso
Administre com alimento para uma melhor absorção. Não foram realizados estudos clínicos
para a famotidina; portanto não se conhecem doses ótimas para prevenção e cura da úlcera.
As recomendações de dose são extrapoladas do uso em seres humanos ou da experiência
empírica. Estudos experimentais em cães mostraram que as doses de 0,1-0,2 mg/kg inibem
a secreção ácida, mas outros estudos clínicos mostraram que doses de 1,0 mg/kg suprimem
o ácido estomacal por 24 horas. Para uso intravenoso, diluir com soluções por via
intravenosa (p. ex., solução salina a 0,9%) até um volume total de 5-10 mL.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário um monitoramento específico.
Formulações
A famotidina está disponível em comprimidos de 10 mg, em suspensão oral de 8 mg/mL e
em solução injetável a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
famotidina é hidrossolúvel. As formulações compostas em xarope de cereja são estáveis por
14 dias. As soluções intravenosas diluídas em solução salina são estáveis por 48 horas em
temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,2 mg/kg a cada 12 horas por vias oral, intravenosa, subcutânea ou intramuscular.
Doses altas como 0,5-1 mg/kg são administradas, mas não há evidência de que doses
mais altas aumentem a eficácia.
Gatos
• 0,2 mg/kg a cada 12 horas até 0,25 mg/kg a cada 12 horas por vias intramuscular,
subcutânea, oral ou intravenosa (lentamente durante 5 minutos).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1-2 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há restrições sobre seu uso em animais de produção.
Classificação RCI: 5
Fatores Estimulantes de Colônias: Sargramostima e Filgrastima
Nomes comerciais e outros nomes
Leukine e Neupogen
Medicamentos comercializados no Brasil
Filgrastim (h) , Granomax (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Estimula o desenvolvimento de granulócitos na medula óssea. Duas das substâncias desta
classe são a filgrastima (rG-CSF) e a sargramostina (rGM-CSF).
Indicações e Usos Clínicos
Fatores estimuladores de colônias são usados principalmente para a regeneração de células
sanguíneas, para recuperação da quimioterapia ou outro tratamento que cause
mielossupressão. Sua administração a animais é incomum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Dor no local da injeção. Em seres humanos, há relatos de edema.
Contraindicações e Precauções
Não foram identificadas contraindicações em pequenos animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em pequenos animais.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em poucas informações experimentais e extrapolações da experiência
em seres humanos. Para preparar a sargramostina, adicione 1 mL de modo a fazer uma
solução a 250 μg/mL ou 500 μg/mL. Dilua ainda mais com soro fisiológico a 0,9%, a uma
concentração inferior a 10 μg/mL para injeção. Não agite o frasco, evitando a formação de
espuma; ao invés disso, inverta-o delicadamente para misturar os reagentes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma para avaliar o tratamento. A administração pode ser interrompida
após a recuperação da contagem de neutrófilos.
Formulações
Os fatores estimuladores de colônias são comercializados em soluções a 300 μg/mL
(Neupogen) e 250 e 500 μg/mL (Leukine).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Sargramostina: 250 μg/m 2 (0,25 mg/m 2 ) por infusão intravenosa por 2 horas ou injeção
subcutânea.
Filgrastim: 5 μg/m 2 (0,005 mg/m 2 ) 1 vez/dia por via subcutânea durante 2 semanas,
ou 10 μg/kg/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Febantel
Nomes comerciais e outros nomes
Rintal e Vercom. Drontal Plus contém dois outros fármacos.
Medicamentos comercializados no Brasil
Canex (v) , Drontal (v) , Endogard (v) , Vermivet (v) etc.
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O febantel é um antiparasitário que interfere no metabolismo do carboidrato em vermes
parasitas. Ele suprime as reações mitocondriais via inibição da fumarato redutase e interfere
no transporte de glicose. É biotransformado em composto benzimidazol que se liga à
proteína estrutural tubulina e previne a polimerização de microtúbulos, o que resulta em
digestão e absorção incompleta de nutrientes pelo parasita.
Uma formulação de febantel, pirantel e praziquantel (Drontal Plus) é usada em gatos
para o tratamento de Giardia, nematódeos, ancilóstomos e tricuros.
Indicações e Usos Clínicos
Febantel é indicado para o controle e tratamento de larvas e estágios adultos dos
nematódeos intestinais. Em equinos, é usado para remoção de grandes estrôngilos
(Strongylus vulgaris, S. edentatus, S. equinus), ascarídeos (Parascaris equorum, sexualmente
maduros e imaturos), oxiúros (Oxyuris equi, adultos e larvas em estágio quatro) e vários
pequenos estrôngilos.
Em cães e gatos é usado para o tratamento de ancilóstomos (Ancylostoma caninum e
Uncinaria stenocephala), ascarídeos (Toxocara canis e Toxascaris leonina) e um tricuro (Trichuris
vulpis). Em cães, é usado em associação com o praziquantel para o tratamento de
ancilóstomos (A. caninum e U. stenocephala), tricuros (T. vulpis), ascarídeos (T. canis e T.
leonina) e tênias (Dipylidium caninum e Taenia pisiformis).
Em gatos é usado em associação com o praziquantel para remoção de ancilóstomos (A.
tubaeforme), ascarídeos (Toxocara cati) e tênias (D. caninum e Taenia taeniaeformis).
O febantel é usado em associação com o pirantel (Drontal Plus) para o tratamento de
Giardia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Vômitos e diarreia podem ocorrer após tratamento.
Contraindicações e Precauções
Não usar em fêmeas prenhes nem em animais com disfunção hepática ou renal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Em equinos, a formulação em pasta pode ser administrada na base da língua ou adicionada
a uma porção de grãos da ração normal. Para resultados mais eficazes, tratar novamente em
6-8 semanas. O febantel em suspensão pode ser usado em associação com o triclorfon
líquido oral, na proporção de uma parte de suspensão de febantel por cinco partes de
triclorfon líquido.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Febantel está disponível em pasta equina: febantel a 45,5% (455 mg/mL), suspensão: 9,3%
(2,75 g por 30 g) de febantel e em comprimidos de 27,2 e 163,3 mg.
O febantel está disponível em associações; cada grama de pasta contém 34 mg de
febantel e 3,4 mg de praziquantel.
Febantel, pirantel e praziquantel estão disponíveis para pequenos animais.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Febantel 10 mg/kg apenas ou em associação com praziquantel 1 mg/kg, por via oral,
com alimento uma vez ao dia, durante 3 dias.
• Filhotes: 15 mg/kg de febantel apenas ou em associação com 1,5 mg/kg de
praziquantel, por via oral, com alimento uma vez ao dia, durante 3 dias.
• Para tratamento de Giardia é associado com pirantel (febantel 27-35 mg/kg + pirantel
27-35 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 3 dias.
Gatos
• Febantel 10 mg/kg apenas ou em associação com praziquantel 1 mg/kg por via oral, no
alimento, uma vez ao dia durante 3 dias.
• Gatinhos: 15 mg/kg de febantel apenas ou em associação com praziquantel 1,5 mg/kg.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 7,5 mL/100 kg de peso corporal por via oral.
Ovinos e Caprinos
• 1 mL/20 kg de peso corporal ou 5 mL/25 kg por via oral.
Equinos
• 6 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não usar em equinos destinados à alimentação. Não há restrições regulatórias listadas.
Felbamato
Nome comercial e outros nomes
Felbatol
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. A ação para tratar convulsões em animais pode ser por antagonismo ao
receptor de N-metil-D-aspartato (NMDA) e bloqueia os efeitos de aminoácidos excitatórios.
A meia-vida em cães é de 5-6 horas, o que pode requerer administração frequente.
Indicações e Usos Clínicos
Felbamato é usado para tratar epilepsia em cães quando estes são refratários a outros
anticonvulsivantes. É usado em conjunto com outros anticonvulsivantes. Contudo, o uso
em animais diminuiu, devido a disponibilidade de outros fármacos para tratar convulsões
refratárias, como o levetiracetam, a zonisamida, a gabapentina e a pregabalina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso em cães não foi documentado. Em seres humanos, as reações mais graves são
hepatotoxicidade e anemia aplástica.
Contraindicações e Precauções
Pode aumentar as concentrações de fenobarbital.
Interações Medicamentosas
Existem possíveis interações com fármacos que, ou se alteram ou são substratos do
citocromo P450 hepático. Ver Apêndice. Pode aumentar as concentrações de
fenobarbital, se usado concomitantemente.
Instruções de Uso
A posologia é empírica em cães. Não há estudos controlados para documentar a eficácia,
mas, em geral, é administrado quando os animais são refratários a outros fármacos, como o
fenobarbital ou o brometo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O monitoramento das concentrações plasmáticas é útil para avaliar o tratamento.
Os ensaios podem estar disponíveis em alguns laboratórios comerciais. Concentrações
plasmáticas ideais não foram estabelecidas para animais. Contudo, concentrações em seres
humanos de 24-137 μg/mL no plasma são efetivas (média de 78 μg/mL).
Formulações
O felbamato está disponível em solução oral, 12 mg/mL, e em comprimidos de 400 e
600 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Comece com 15-20 mg/kg a cada 8 horas por via oral. A dose máxima é de
aproximadamente 70 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• Cães pequenos: 200 mg/cão a cada 8 horas por via oral, e aumentar até a dose máxima
de 600 mg/cão a cada 8 horas.
• Cães grandes: 400 mg/cão a cada 8 horas. Aumentar a dose gradualmente em
incrementos de 200 mg (15 mg/kg) até o controle da convulsão. A dose máxima para
cães grandes é de 1.200 mg/cão a cada 8 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência. Para estimativas de intervalo de carência de
uso extrabula, contate nos EUA o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Fenbendazole
Nomes comerciais e outros nomes
Panacur e SafeGuard
Medicamentos comercializados no Brasil
Equifen (v) , Fencare (v) , Panacur (v) , Vetmax (v) etc.
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário benzimidazólico. Como outros benzimidazólicos, o
fenbendazole produz degeneração do microtúbulo do parasita e bloqueia irreversivelmente
sua captação de glicose. A inibição da captação de glicose causa depleção dos
armazenamentos de energia no parasita, resultando eventualmente em morte. Contudo,
não há efeito sobre o metabolismo da glicose em mamíferos.
Indicações e Usos Clínicos
O fenbendazole é eficaz para o tratamento de inúmeros parasitas de animais, incluindo
Toxocara, Toxascaris, Ancylostoma e Trichuris. Em cães é eficaz para a maioria dos parasitas
helmínticos intestinais e também contra nematódeos. O fenbendazole é efetivo para o
tratamento de Giardia, mas doses mais altas são necessárias e o insucesso pode chegar a
50%. É eficaz em gatos para o tratamento de vermes pulmonares, fascíolas e uma variedade
de parasitas helmínticos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Possui uma boa margem de segurança, mas há relatos de vômitos e diarreia. Quando
avaliado em doses de 3-5 vezes a dose recomendada e em duração de tratamento de 3
vezes a recomendada, o fenbendazole foi bem tolerado e sem relatos de efeitos adversos.
É seguro para uso durante a prenhez. Há relatos raros de pancitopenia associada à
administração de fenbendazole.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas. Pode ser usado em animais de todas as idades.
Interações Medicamentosas
Não são conhecidas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
As recomendações de dose baseiam-se em estudos clínicos dos fabricantes. Os grânulos
podem ser misturados ao alimento. A pasta pode ser dada a equinos e bovinos. A presença de
alimento não afeta a absorção oral. Em estudos para o tratamento de Giardia, o
fenbendazole foi mais seguro que outros tratamentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O monitoramento fecal pode ser realizado para determinar a eficácia do tratamento para
parasitas intestinais.
Formulações
O fenbendazole está disponível em Panacur grânulos 22,2% (222 mg/g), 10% (92 g/30 g)
e suspensão oral 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
O armazenamento é em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura
ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50 mg/kg/dia durante 3 dias por via oral. A duração pode ser estendida para 5 dias para
as infestações parasitárias graves.
Gatos
• 50 mg/kg/dia durante 3 dias por via oral. A duração pode ser estendida por 5 dias para
as infestações parasitárias graves.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Parasitas intestinais, como estrôngilos, oxiúros e ascarídeos: Panacur grânulos ou pasta
administrado em dose de 5,1 mg/kg (2,3 mg/0,45kg) por via oral. Dois pacotes de 1,15 g
cada vão tratar um cavalo de 450 kg. O retratamento em 6-8 semanas pode ser necessário.
Para tratamento de ascarídeos (Parascaris equorum), em equinos, recomenda-se dose mais
alta de 10 mg/kg.
Ovinos e Caprinos
• 5 mg/kg por via oral.
Bovinos
• 5 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência de bovinos (carne): 8 dias. Não há um período de carência para o leite.
Período de carência para caprinos: 6 dias (carne); 0 dia (leite).
No Brasil, nas formulações a 5%, é sugerido período de carência de 14 dias para o abate e
não consumir o leite decorridos 3 dias da última aplicação.
Fenilbutazona
Nomes comerciais e outros nomes
Butazolidin ® , PBZ ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Butafenil (v) , Equipalazole (v) , Fenilbutazona OF (v) , Fenilvet (v)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A fenilbutazona e outros AINEs exercem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios ao inibirem
a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). A
enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é responsável
principalmente pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção de um trato
gástrico sadio, da função renal, plaquetária e outras funções normais. A COX-2 é induzida e
responsável pela síntese de prostaglandinas, que são mediadores importantes da dor, da
inflamação e da febre. No entanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos da COX-1
com os da COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é importante para alguns
efeitos biológicos. A fenilbutazona tem meia-vida de 36-65 dias em bovinos, 5 horas em
equinos e 4-6 horas em cães.
Indicações e Usos Clínicos
O principal uso da fenilbutazona é na espécie equina, para dor musculoesquelética e
inflamação, artrite, lesão de tecidos moles e aquelas decorrentes de corrida. Seu uso está
aprovado em cães e equinos. A duração da ação em equinos após uma única administração é
de aproximadamente 24 horas. A fenilbutazona está aprovada para uso em cães (e gatos na
Europa), porém seu uso em pequenos animais não é comum graças à disponibilidade de
outros fármacos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em equinos, foram documentadas úlceras gástricas. A ocorrência de úlcera é mais
provável à medida que a dose é aumentada e em animais submetidos a treinamento
excessivo. Em geral, a fenilbutazona é bem tolerada em cães, mas não há dados sobre sua
ação em gatos. Nesses animais, os efeitos colaterais possíveis são toxicidade gástrica, como
gastrite e úlceras gástricas. A fenilbutazona também está associada a lesão renal. Em
equinos desidratados ou com comprometimento renal, a fenilbutazona pode causar
isquemia e necrose papilar renal. Raramente a fenilbutazona é utilizada em seres
humanos, pois tem causado mielossupressão, efeito também observado em cães. Em
animais de laboratório (equinos), a fenilbutazona (4,4 mg/kg a cada 12 horas durante
14 dias) diminuiu a síntese de proteoglicano na cartilagem articular.
Contraindicações e Precauções
Não administre a formulação injetável por via intramuscular. Não administre a animais
propensos a ter úlceras gástricas ou com comprometimento da função renal. Não
administre com outros fármacos ulcerogênicos, como corticosteroides.
Interações Medicamentosas
O uso de outros AINEs ou com corticosteroides deve ser feito com cautela, devido ao
risco de lesão gástrica. Demonstrou-se que os corticosteroides exacerbam os efeitos
gástricos colaterais. A fenilbutazona tem sido empregada em alguns equinos associada
com a flunixina meglumina (AINE “agrupado”), mas essa associação pode aumentar o
risco de hipoalbuminemia e diminuir a proteína sérica total. Em equinos, a fenilbutazona
interfere na ação da furosemida. Alguns AINEs interferem na ação dos inibidores da
enzima de conversão da angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
As doses baseiam-se principalmente nas recomendações do fabricante e na experiência
clínica. Embora uma faixa de 4,4-8, mg/kg/dia seja administrada a equinos, os estudos não
mostraram uma vantagem da dose maior, e ainda, a dose de 8,8 mg/kg/dia é mais propensa
a causar lesão gástrica, hipoalbuminemia e neutropenia. A associação de outros AINEs, como
a flunixina, pode melhorar a resposta ao tratamento da claudicação e de outros problemas
musculoesqueléticos, em comparação com a fenilbutazona sozinha. Entretanto, tal prática
deve ser contrabalançada com o maior risco de lesão gástrica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma completo em busca de sinais de toxicidade do uso crônico.
Formulações
A fenilbutazona está disponível em comprimidos de 100, 200 e 400 mg e 1 g (bolus), pasta
oral para equinos e solução injetável de 200 mg/mL (20%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
fenilbutazona não é hidrossolúvel, não devendo ser composta em veículos aquosos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15-22 mg/kg a cada 8-12 horas (44 mg/kg/dia; máximo de 800 mg/cão) por via oral
ou intravenosa.
Gatos
• 6-8 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa ou via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 4,4-8,8 mg/kg/dia (em geral 2-4 g por equino) por via oral. Não é recomendável usar a
dose maior por mais de 48-96 horas.
• Forma injetável: 2,2-4,4 mg/kg/dia por 48-96 horas. Dar injeções por via intravenosa
apenas, pois injeções intramusculares causam irritação tecidual.
Bovinos
• 17-25 mg/kg como dose de ataque, em seguida 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas ou 10-
14 mg/kg a cada 48 horas por via oral ou via intravenosa. (Ver restrições
regulamentadoras em bovinos.)
Suínos
• 4 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
O uso de fenilbutazona está proibido em vacas leiteiras com menos de 20 meses de idade.
Outros períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No entanto,
os períodos de carência recomendados são de 15 dias no caso de suínos, 40-50 dias para
abate de bovinos (oral ou por via intravenosa) e até 55 em bovinos se a administração for por
via intramuscular.
Classificação RCI: não foi classificada
Fenitoína, Fenitoína Sódica
Nome comercial e outros nomes
Dilantin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Hidantal (h) , Fenitoína (g) , Fenitoína Sódica (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante, antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. Deprime a condução nervosa via bloqueio dos canais de sódio. A
fenitoína também é classificada como um antiarrítmico da Classe I. No tecido cardíaco,
aumenta o limiar de disparo de arritmias ventriculares. Também diminui a velocidade de
condução e, diferente da lidocaína, não encurta tanto o período refratário.
Indicações e Usos Clínicos
A fenitoína é usada comumente como anticonvulsivante em seres humanos, mas não é
efetiva em cães e não é usada em gatos. Em cães, a eliminação é tão rápida que a dosagem é
impraticável. A fenitoína é utilizada em equinos para tratar arritmias ventriculares, controlar
a miotonia, a rabdomiólise, a paresia periódica hipercalêmica e a claudicação do trem
posterior.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem sedação, hiperplasia gengival, reações cutâneas e toxicidade
do SNC. Em equinos, foram observados decúbito e excitação com doses altas. A sedação
em equinos pode ser um sinal inicial de altas concentrações plasmáticas. O
monitoramento das concentrações plasmáticas em equinos pode prevenir a ocorrência de
efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
A fenitoína interage com fármacos que sofrem biotransfomração hepática, sendo um
potente indutor da enzima do citocromo P450. Quando usada com inibidores do
citocromo P450, podem ocorrer níveis elevados de fenitoína.
Instruções de Uso
Devido à meia-vida curta e à baixa eficácia em cães, bem como à segurança questionável em
gatos, são utilizados outros anticonvulsivantes como primeira escolha antes da fenitoína.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É possível fazer a monitoramento terapêutico do fármaco, mas as concentrações
terapêuticas não foram estabelecidas para cães e gatos. Em equinos, as concentrações
plasmáticas efetivas são de 5-20 μg/mL (média de 8,8 μg/mL). A terapia deve visar as
concentrações acima de 5 μg/mL em equinos.
Formulações
A fenitoína está disponível em suspensão oral de 25 mg/mL, cápsulas de 30 e 100 mg (sal
sódico), injeção de 50 mg/mL (sal sódico) e comprimidos mastigáveis de 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
fenitoína sódica absorve dióxido de carbono e precisa ser mantida em um frasco bem
fechado. É praticamente insolúvel em água, mas a fenitoína sódica tem uma solubilidade de
15 mg/mL. É solúvel em etanol e propilenoglicol. O pH da fenitoína é de 10-12 e pode não
ser compatível com soluções ácidas. Pode precipitar da solução se misturada com soluções
de pH baixo. Proteger do congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Anticonvulsivante: 20-35 mg/kg a cada 8 horas.
• Antiarrítmico: 30 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 10 mg/kg por via intravenosa
durante 5 minutos.
Gatos
• Não usar.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Bolus inicial de 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral, 4 doses, seguidas por 10-
15 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Pode-se administrar uma única dose por via
intravenosa em equinos de 7,5-8,8 mg/kg, seguida por doses orais de manutenção.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
No Brasil, a fenitoína está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a
receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 4
Fenobarbital, Fenobarbital Sódico
Nomes comerciais e outros nomes
Luminal ® , Phenobarbitona ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Gardenal (h) , Fenobarbital (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Barbitúrico de ação prolongada. O fenobarbital tem ações sobre o SNC similares às de outros
barbitúricos. No entanto, o fenobarbital exerce seus efeitos anticonvulsivantes sem outros
efeitos barbitúricos significativos. Como anticonvulsivante, estabiliza os neurônios ao
aumentar a condutância do cloro via canais mediados pelo GABA. A farmacocinética foi
estudada em várias espécies animais. A absorção oral é alta na maioria. A meia-vida após
administração varia de 37-75 horas em cães, porém é maior em alguns estudos. Em
equinos, a meia-vida é de aproximadamente 20 horas, e em gatos varia de 35-56 horas. Em
todas as espécies, a meia-vida pode ser mais curta após administração múltipla, pela
autoindução do metabolismo hepático.
Indicações e Usos Clínicos
O fenobarbital é amplamente usado como fármaco de escolha para tratar distúrbios
convulsivos, como a epilepsia idiopática, em cães, gatos, equinos e animais exóticos.
O fenobarbital também é utilizado como sedativo e tem sido efetivo no tratamento da
sialodenose em cães, causada por aumento da glândula salivar submandibular.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A maioria dos efeitos colaterais está relacionada com a dose. O fenobarbital causa
polifagia, sedação, ataxia e letargia. Desenvolve-se alguma tolerância aos efeitos colaterais
após o início da terapia. Elevações das enzimas hepáticas, em particular da fosfatase
alcalina, são comuns, porém nem sempre podem estar associadas a hepatopatia.
Entretanto, também foi relatada hepatotoxicidade em alguns cães e é mais provável com
doses altas. Neutropenia, anemia e trombocitopenia foram associadas à terapia com
fenobarbital em cães. É provável que tais reações sejam idiossincrásicas e a recuperação
ocorra se a administração de fenobarbital for suspensa. Associações de fenobarbital e
brometo de potássio aumentam o risco de pancreatite em cães, nos quais a dermatite
necrolítica foi associada à administração de fenobarbital sem hepatopatia concomitante.
Os cães acometidos podem ter altas concentrações séricas de fenobarbital.
Contraindicações e Precauções
Administre com cautela a animais com doença hepática. O fenobarbital pode induzir seu
próprio metabolismo, o que encurta sua meia-vida. Portanto, a administração crônica
pode diminuir as concentrações plasmáticas, resultando em frequência de convulsões,
casos em que pode ser necessário aumentar a dose.
Interações Medicamentosas
O fenobarbital é um dos fármacos mais potentes para induzir as enzimas microssômicas
do metabolismo hepático. Portanto, muitos fármacos administrados concomitantemente
terão suas concentrações diminuídas (e talvez subterapêuticas) por causa da depuração
mais rápida. Os fármacos afetados incluem a teofilina, a digoxina, os corticosteroides,
anestésicos e muitos outros (ver nos Apêndices a lista dos fármacos que afetam as
enzimas do citocromo P450). O fenobarbital encurta a meia-vida do levetiracetam
(Keppra ® ) em cães, o que pode requerer doses mais altas ou a administração mais
frequente de levetiracetam. A administração de fenobarbital pode diminuir as
concentrações totais do T4 tireóideo, mas as do hormônio estimulante da tireoide (TSH)
e de T3 não são afetadas. As soluções são alcalinas (pH de 9-11); portanto, evite misturar
com soluções ácidas ou fármacos que se tornem instáveis em pH alcalino.
Instruções de Uso
Ajustar a dose com base nos níveis sanguíneos de fenobarbital. Caso seja usado brometo (de
sódio ou potássio) simultaneamente, podem ser empregadas doses mais baixas de
fenobarbital.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As doses de fenobarbital devem ser ajustadas com cuidado, via monitoramento das
concentrações séricas/plasmáticas. O momento de coletar uma amostra durante o intervalo
entre doses não tem importância. Evite o uso de dispositivos para separar o plasma se tiver de
guardar o tubo (esses dispositivos causam uma queda falsa das concentrações). A faixa
terapêutica em cães é considerada de 15-40 μg/mL (65-180 mmol/L). Se os cães também
estiverem recebendo brometo, concentrações de fenobarbital na faixa de 10-36 μg/mL são
consideradas terapêuticas. Para converter mmol/L para μg/mL, usar um fator de
multiplicação de 0,232. Para converter μg/mL para mmol/L, multiplicar por 4,3. Em gatos,
a faixa ideal de efeito terapêutico é de 23-38 μg/mL (99-120 mmol/L). Em equinos, a faixa
ideal de efeito terapêutico é de 15-20 μg/mL (65-86 mmol/L). Monitore as enzimas
hepáticas periodicamente em animais que estejam recebendo fenobarbital, por causa do
risco de hepatopatia. Entretanto, podem ocorrer elevações de algumas enzimas hepáticas —
em especial a fosfatase alcalina — sem hepatopatias presentes. Podem ser necessários outros
exames hepáticos para excluir hepatotoxicidade. Em geral, as enzimas hepáticas retornam
aos níveis basais 1-5 semanas após a interrupção do tratamento. O fenobarbital pode
aumentar os triglicerídios séricos por causa da depuração demorada de quilomícrons do
sangue e da menor atividade da LPL. Monitore periodicamente o hemograma completo em
animais tratados com fenobarbital, devido ao risco de neutropenia, anemia e
trombocitopenia. A administração de fenobarbital diminui a concentração de outros
fármacos. O fenobarbital não interfere no teste de estimulação com ACTH ou no de
supressão com dose baixa de dexametasona em cães. Ele diminui a concentração do T4,
mas não do T3 nem do TSH em cães.
Formulações
O fenobarbital está disponível em comprimidos de 15, 30, 60 e 100 mg; injeção de 30, 60,
65 e 130 mg/mL e elixir de solução oral de 4 mg/mL. Devido ao gosto amargo e ao teor de
álcool do elixir (base alcoólica), a formulação oral líquida é composta em outros veículos para
os pacientes. Para preparar essa formulação, triturar 10 comprimidos de 60 mg (total de
600 mg) e misturar com 10 mL de OraPlus ® e OraSweet ® na proporção 1:1 para obter
uma concentração final de 10 mg/mL. Tal formulação é estável por 115 dias quando
armazenada em frascos de plástico de cor âmbar em temperatura ambiente.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
fenobarbital é ligeiramente hidrossolúvel (10 mg/mL), mas o fenobarbital sódico é mais
solúvel (1 g/mL). Soluções preparadas em água têm um pH alcalino (9-11). Pode ocorrer
precipitação em pH baixo (evite misturar com xaropes ácidos ou palatabilizantes). Fica sujeito
à hidrólise em soluções aquosas. No entanto, se preparado em propilenoglicol, é estável por
56 semanas. A estabilidade da formulação composta é descrita na seção sobre Formulações.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-8 mg/kg a cada 12 horas por via oral
• Estado epiléptico: administrar em incrementos de 10-20 mg/kg por via intravenosa (até
obter efeito).
Gatos
• 2-4 mg/kg a cada 12 horas por via oral
• Estado epiléptico: administrar em incrementos de 10-20 mg/kg por via intravenosa (até
obter efeito).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 12 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Notar que, em alguns equinos, após a terapia
inicial, podem ser necessárias doses maiores do que 12 mg/kg a cada 12 horas.
• 5-20 mg/kg por via intravenosa durante 30 minutos (pode ser diluído em cloreto de
sódio).
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Fármaco controlado do Esquema IV.
No Brasil, o fenobatital está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito a
notificação de Receita “B”.
Classificação RCI: 2
Fentanila Transdérmica
Nome comercial e outros nomes
Duragesic
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, Opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico opiáceo sintético. A fentanila é aproximadamente 80 a 100 vezes mais potente
que a morfina. A fentanila é um agonista dos receptores mu de opiáceos nos neurônios e
inibe a liberação dos neurotransmissores envolvidos na transmissão dos estímulos dolorosos
(como a Substância P). A sedação central e os efeitos eufóricos são relacionados aos efeitos
do receptor mu no cérebro. O sistema transdérmico da fentanila libera esta substância
através da pele a uma velocidade constante para produzir efeitos sistêmicos. A absorção é
determinada pela área de superfície para absorção.
Estão disponíveis adesivos que liberam 25, 50, 75 e 100 μg/h. A absorção pode ser
variável em animais (p. ex., a velocidade de liberação da fentanila a uma velocidade média
de aproximadamente um terço da velocidade de liberação teórica, mas o adesivo manterá
concentrações plasmáticas consistentes de fentanila por, pelo menos, 118 horas. Os adesivos
transdérmicos de fentanila (2 ou 3 adesivos de 100 μg/h) foram aplicados à pele de
equinos para alívio da dor. Em equinos, a duração do adesivo é menor que em cães ou gatos,
podendo ser reaplicado a cada 48 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A absorção transdérmica e as concentrações plasmáticas efetivas foram demonstradas em
gatos, cães, equinos e caprinos. A fentanila transdérmica possui as mesmas propriedades do
citrato de fentanila administrado por via intravenosa, com exceção de esta formulação ser
administrada por via transdérmica para aliviar a dor e como adjuvante de outros fármacos
em pacientes no perioperatório e naqueles com dor crônica. Os adesivos transdérmicos de
fentanila (50 μg/h) são apropriados para a maioria dos cães de tamanho médio. A fentanila
transdérmica demonstrou ser eficaz para alívio da dor pós-operatória em cães. A fentanila
transdérmica é bem tolerada em gatos. Os adesivos de fentanila (25 μg/h) foram eficazes e
seguros para alívio da dor decorrente de cirurgia de oniquectomia (extração das unhas) em
gatos. Os gatos que receberam adesivos de fentanila melhoraram o temperamento, a atitude
e o apetite. A fentanila transdérmica é usada sozinha ou associada com anti-inflamatórios
não esteroidais (AINEs) para tratar dor intensa em equinos e assim proporcionar um alívio
maior da dor do que o produzido pelo AINE isoladamente.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos graves. O adesivo pode causar leve irritação da pele no
local da aplicação. Se for alta a liberação de fentanila do adesivo, podem ocorrer alguns
sinais de sobredose (p. ex., excitação em gatos ou sedação em cães); contudo, estas
reações são raras. Não há relatos de efeitos adversos decorrentes de seu uso em equinos.
Se forem observados efeitos adversos em animais (p. ex., depressão respiratória, sedação
excessiva ou excitação em gatos), remova o adesivo e, se necessário, administre naloxona.
Contraindicações e Precauções
A fentanila transdérmica é uma substância controlada de Classe II. Use com cautela em
animais de pouco peso corporal (p. ex., cães classificados como toy e gatos jovens ou
debilitados). Os proprietários dos animais devem ser informados sobre os riscos para os
seres humanos, caso os adesivos transdérmicos sejam aplicados nos mesmos. A fentanila é
absorvida através da pele humana intacta.
Interações Medicamentosas
Não existem interações medicamentosas específicas, mas a fentanila transdérmica
diminuirá a necessidade de outros anestésicos. A fentanila transdérmica potencializará
outros opiáceos e depressores do SNC.
Instruções de Uso
Os adesivos transdérmicos incorporam fentanila aplicada à pele de cães e gatos. Estudos
determinaram que os adesivos liberam níveis sustentados de fentanila por 72-108 horas em
cães e gatos. Um adesivo de 100 μg/h é equivalente a 10 mg/kg de morfina por via
intramuscular a cada 4 horas. Estudos também evidenciaram que adesivos de 25 μg/h são
apropriados para gatos. Se a velocidade de liberação for muito alta em gatos, e houver
suspeita de reações adversas, cobrir metade da área de contato do adesivo reduzirá a
velocidade de liberação. Um adesivo de 50 μg/h é apropriado para cães com peso de 10-
20 kg. Em equinos, dois ou três adesivos de 100 μg/h atingiram rápidas concentrações
plasmáticas dentro das variações eficazes em adultos, mas foram altamente variáveis. A
duração do efeito em equinos é inferior àquela obtida em cães ou gatos de apenas 48 horas.
Siga cuidadosamente as instruções do fabricante ao aplicar os adesivos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora raramente a
bradicardia causada por um opioide necessite de tratamento, pode-se administrar atropina,
se necessário. Se ocorrer depressão respiratória grave, o efeito do opioide pode ser revertido
com naloxona. Monitore quanto a sinais de excitação em gatos.
Formulações
A fentanila transdérmica está disponível em adesivos de 25, 50, 75 e 100 μg/h. Em maio
de 2009, a formulação foi alterada para um veículo matriz em vez de um sistema de
reservatório. Isto se mostrou bioequivalente às formulações anteriores em seres humanos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
abra a membrana do adesivo de fentanila.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-20 kg: adesivo de 50 μg/h a cada 72 horas.
Gatos
• Adesivos de 25 μg a cada 120 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Adultos: Dois ou três adesivos transdérmicos de 100 μg/h cada (10 mg de fentanila,
equivalente a 35-110 μg/kg liberados por via transdérmica).
Potros: Um adesivo transdérmico de 100 μg/h.
Ovinos e Caprinos
• Adesivo de 100 μg/h. (A absorção é inconsistente.)
Informações sobre Restrição Legal
Medicamento controlado de Classe II da DEA.
A fentanila não deve ser administrada a animais de produção. Os períodos de carência
não foram estabelecidos.
No Brasil, a fentanila transdérmica será listada como substância entorpecente (lista A1)
sujeita a notificação de Receita “A”.
Ferro Dextrano
Nomes comerciais e outros nomes
AmTech Iron Dextran, Ferrodex e HemaJect
Medicamentos comercializados no Brasil
Várias formulações veterinárias
Classificação funcional
Suplemento mineral
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de ferro. O ferro dextrano é injetado em animais (mais comumente em suínos)
para prevenção de anemia por deficiência de ferro. A injeção de ferro dextrano contém
100 mg de ferro elementar por mL ou 200 mg/mL. O hidróxido férrico é complexado com
dextrano de baixo peso molecular nessa formulação.
Indicações e Usos Clínicos
Use em animais, principalmente suínos, para o tratamento e prevenção de anemia por
deficiência de ferro. As injeções são normalmente via intramuscular com 1-4 dias de idade.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As injeções podem produzir miosite transitória e fraqueza muscular.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Em suínos, injete na porção média da musculatura do trem posterior.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de ferro em animais tratados e o hemograma completo para
monitorar a eficácia.
Formulações
Ferro dextrano é um ferro elementar 100 ou 200 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture com outras soluções.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relatos de dose para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• 100 mg (1 mL), por via intramuscular, para leitões de 2-4 dias de idade e repita em 10
dias.
• 200 mg (1 mL de concentração mais alta), intramuscular, para leitões de 1-3 dias de
idade.
Informações sobre Restrição Legal
Não é necessário período de carência.
Finasterida
Nome comercial e outros nomes
Proscar
Medicamentos comercializados no Brasil
Proscar (h) , Propecia (h) , Finasterida (g)
Classificação funcional
Antagonista hormonal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A finasterida é um esteroide sintético tipo II inibidor da 5-alfa-redutase. Inibe a conversão
de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT).
Indicações e Usos Clínicos
Como a DHT estimula o crescimento da próstata, a finasterida é usada para tratar a
hipertrofia benigna da próstata (HBP). Em cães com HBP, a finasterida mostrou reduzir o
tamanho prostático sem afetar de maneira adversa a produção ou a qualidade do sêmen.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em cães.
Contraindicações e Precauções
A finasterida é contraindicada em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses baseiam-se em estudos clínicos em cães e não há relatos com informações de outros
animais. Um estudo em cães evidenciou efeitos significativos com 0,1 mg/kg a cada 24
horas. Outro estudo usou uma variação de dose de 0,1-0,5 mg/kg a cada 24 horas, que
resultou em redução no tamanho da próstata.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A finasterida está disponível em comprimidos de 5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações composta não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
• 0,1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Cães de 10-50 kg: comprimido de 5 mg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não estão estabelecidos períodos de carência. Não use em animais de produção.
Firocoxib
Nomes comerciais e outros nomes
Previcox e Equioxx
Medicamentos comercializados no Brasil
Previcox (v)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O firocoxib é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outras medicações desta
classe, o firocoxib produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela inibição da síntese de
prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). A enzima COX existe
em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente responsável pela síntese de
prostaglandinas que são importantes para a manutenção de um trato gástrico saudável, para
as funções renais, plaquetárias e normalidades de outras funções. Já a COX-2, dita
induzível, é responsável por sintetizar prostaglandinas que são importantes mediadoras de
dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos de COX-
1 e COX-2 em algumas situações, e que a atividade da COX-2 é importante por alguns
efeitos biológicos. O firocoxib, usado em ensaios in vitro, é menos atuante sobre a COX-1,
comparado aos antigos AINEs, e é um inibidor seletivo de COX-2. A relação COX-1/COX-2 é
maior do que para outros fármacos, indicando que o firocoxib é um inibidor seletivo da COX-
2 em cães, equinos e gatos. Não está estabelecido se a especificidade para COX-1 e COX-2
relaciona-se à eficácia ou à segurança. O firocoxib tem meia-vida de 7-8 horas em cães, 9-
12 horas em gatos e de 30-40 horas em equinos. É altamente ligado às proteínas (96-98%).
A absorção oral é de 38% em cães, 79% em equinos e de 54-70% em gatos. A presença de
alimentos retarda a absorção, mas não diminui a absorção geral. Em equinos, a absorção oral
é de 79% com pasta oral na dose de 0,1 mg/kg.
Indicações e Usos Clínicos
O firocoxib é usado para diminuir a dor, a inflamação e a febre. É usado para os tratamentos
agudo e crônico da dor e da inflamação em cães. Um dos usos mais comuns é na
osteoartrite e também para dor associada à cirurgia. Em equinos, é usado para osteoartrite.
Em gatos, o firocoxib demonstrou ser eficaz na atenuação das respostas febris agudas. O uso
em gatos é limitado a curto ou longo prazos em baixas doses.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Problemas gástricos são os eventos adversos mais comuns associados aos AINEs e podem
incluir vômitos, diarreia, náuseas e erosões do trato gástrico. A segurança a curto e longo
prazos, bem como a eficácia, foram estabelecidas em cães. Em estudos de campo, os
vômitos foram o efeito adverso relatado com maior frequência. Em estudos realizados em
cães, doses mais altas (cinco vezes a dose comum) causaram problemas gástricos. Em
equinos, a recuperação da mucosa após isquemia intestinal foi menor que com AINEs não
seletivos. Em estudos em cães jovens, a administração de firocoxib foi associada a
alterações lipídicas hepáticas periportais em alguns animais. A toxicidade renal,
especialmente em animais desidratados ou animais com doença renal preexistente, foi
observada com alguns AINEs. Mudanças de comportamento ocorreram em cães e
equinos, mas são raras.
Em equinos, problemas gastrointestinais (diarreia, fezes amolecidas) foram relatados
em estudos de campo, mas são raros em doses aprovadas. Em doses que excederam a
recomendada ou a duração proposta em equinos, foram observados úlceras, azotemia,
lesão renal, erosões na pele e mucosa oral e ainda tempos de sangramento prolongados.
Contraindicações e Precauções
Cães e gatos com problemas gástricos preexistentes ou problemas renais podem estar em
risco maior de efeitos adversos decorrentes do uso de AINEs. Não há informações sobre a
segurança do firocoxib para o tratamento de animais em período perinatal ou lactantes,
mas efeitos adversos não foram relatados em animais em fase de reprodução.
Em equinos, não exceder a duração recomendada para o tratamento. Durante
estudos de segurança animal em equinos, a toxicidade ocorreu quando as doses
recomendadas excederam 30 dias aquela preconizada.
Interações Medicamentosas
Não administre com outro AINE ou com corticosteroides. Corticosteroides mostraram
exacerbar os efeitos adversos gástricos. Alguns AINEs podem interferir na ação de
medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Use de acordo com as orientações do fabricante. Comprimidos mastigáveis podem ser
administrados com ou sem alimento. Estudos de longo prazo não foram concluídos em
gatos, e apenas estudos de dose única são relatados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais gástricos para evidência de diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.
Devido ao risco de lesão renal, monitore parâmetros renais (consumo de água, ureia,
creatinina e densidade específica da urina) periodicamente durante o tratamento.
Formulações
O firocoxib está disponível em comprimidos de 57 e 227 mg.
Pasta oral equina está disponível em formulação de 8,2 mg (0,82% p/p).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg, uma vez ao dia, por via oral.
Gatos
• 1,5 mg/kg, uma vez ao dia. A segurança a longo prazo em gatos não foi determinada.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,1 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante até 14 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção. Não administre a equinos que serão usados para
consumo humano.
Em cavalos de corrida, não é permitido seu uso no período de 12 horas antes da
competição.
Fisostigmina
Nome comercial e outros nomes
Antilirium ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação Funcional
Anticolinesterásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da colinesterase. Anticolinesterásico. Este fármaco inibe a enzima que metaboliza a
acetilcolina. Portanto, prolonga a ação deste neurotransmissor na sinapse. A principal
diferença entre a fisostigmina e a neostigmina ou a piridostigmina é que a última cruza a
barreira hematoencefálica e as outras não o fazem.
Indicações e Usos Clínicos
A fisostigmina é usada como antídoto para intoxicação anticolinérgica e como tratamento
(antídoto) para o bloqueio neuromuscular. Também foi usada para o tratamento do íleo e da
retenção urinária (como a do pós-operatória), por aumentar o tônus do músculo liso da
bexiga.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais causados pela ação colinérgica resultam da inibição da colinesterase.
Sobre o trato gastrointestinal podem ser observados diarreia e aumento das secreções.
Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção ou fraqueza muscular e
constrição dos brônquios e ureteres. Os efeitos colaterais podem ser tratados com
fármacos anticolinérgicos como a atropina.
Contraindicações e Precauções
Não administrar com ésteres de colina como o betanecol.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A fisostigmina está indicada principalmente para o tratamento de intoxicações. Se for
necessário o uso prolongado ou sistêmico rotineiro de um anticolinesterásico, a neostigmina
ou a piridostigmina são preferíveis, pois têm menos efeitos colaterais. Quando usadas, podese
aumentar a frequência da dose de acordo com a observação dos efeitos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos e os sinais gastrointestinais.
Formulações
A fisostigmina está disponível na forma injetável, contendo 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,02 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 3
Fitomenadiona
Nomes comerciais e outros nomes
AquaMEPHYTON ® , Mephyton ® , Veta-K1 ® , Vitamina K1, Phylloquinone ® ,
Phytomenadione ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Kanakion (h)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vitamina K suplementar. A fitomenadiona e a fitonadiona são formas lipossolúveis sintéticas
da vitamina K 1 . (Fitomenadiona é a forma britânica de fitonadiona.) Menadiol é a vitamina
K4, um derivado hidrossolúvel convertido no corpo em vitamina K3 (menadiona).
A vitamina K1 é uma vitamina lipossolúvel usada para tratar coagulopatias causadas por
intoxicações por anticoagulantes (varfarina ou outros rodenticidas). Esses anticoagulantes
esgotam as reservas de vitamina K no organismo, essencial para a síntese dos fatores da
coagulação. A administração de vitamina K, em suas várias formulações, pode ser usada para
reverter o efeito da toxicidade por anticoagulante.
Indicações e Usos Clínicos
A fitomenadiona é usada para tratar coagulopatias causadas por intoxicações por
anticoagulantes (varfarina ou outros rodenticidas). Em grandes animais, é usada para tratar
intoxicações pela ingestão do trevo-doce.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em seres humanos, observou-se uma reação rara semelhante a hipersensibilidade após
injeção intravenosa rápida. Os sinais lembram choque anafilático. Esses sinais também são
observados em animais. Para evitar reações anafiláticas, não administrar por via
intravenosa.
Contraindicações e Precauções
Recomenda-se um diagnóstico acurado para excluir outras causas de sangramento.
Outras formas de vitamina K podem não agir tão rapidamente como a vitamina K1;
portanto, considere o uso de uma preparação específica. Para evitar reações anafiláticas,
não administrar por via intravenosa.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Consulte o centro de controle de intoxicações quanto ao protocolo específico caso o
rodenticida seja identificado. Use vitamina K1 na terapia aguda da toxicidade por sua maior
biodisponibilidade. Administre com alimento para facilitar a absorção oral. Caso seja usada
injetável, pode ser diluída em glicose a 5% ou solução fisiológica a 0,9%, mas não em outras
soluções salinas. A via injetável preferida é a subcutânea, mas também pode-se usar por via
intramuscular. Embora as bulas da vitamina K1 para uso veterinário, mencionem a via de
administração por via intravenosa, esta não foi aprovada pelo FDA. Portanto, evite a
administração intravenosa de vitamina K 1 .
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O monitoramento dos tempos de sangramento é essencial para a dosagem acurada das
preparações de vitamina K1. Ao tratar intoxicações por rodenticidas de ação prolongada,
sugere-se o monitoramento periódico dos tempos de sangramento.
Formulações
A fitomenadiona está disponível em comprimidos de 5 mg (Mephyton ® ), cápsulas de 25 mg
(Veta-K1 ® ) e injeção com 2 ou 10 mg/mL (AquaMEPHYTON ® ).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
fitomenadiona é sensível à luz e deve ficar protegida contra luminosidade. É praticamente
insolúvel em água. Entretanto, é solúvel em óleos e ligeiramente solúvel em etanol. Não
misture com soluções aquosas. Se misturada como uma suspensão para uso oral, administrar
logo após a preparação. Não congelar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Tratamento para intoxicações por rodenticidas de curta ação: 1 mg/kg/dia por 10-14
dias por vias intravenosa, subcutânea ou oral.
• Tratamento para intoxicações por rodenticidas de ação prolongada: 2,5-5 mg/kg/dia
durante 3-4 semanas por vias intramuscular, subcutânea ou oral.
Aves
• 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos, Bezerros, Equinos, Ovinos e Caprinos
• 0,5-2,5 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Prevê-se que os
intervalos de carência para animais leiteiros e de corte sejam curtos. Para estimativas dos
períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Florfenicol
Nome comercial e outros nomes
Nuflor, Nuflor Gold, Resflor (flunixina e florfenicol), Aquaflor (formulação para peixes)
Medicamentos comercializados no Brasil
Amphenor (v) , Farmaflor (v) , Florcol (v) , Nuflor (v) , Aquaflor (peixes) (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O florfenicol é um derivado do tianfenicol com o mesmo mecanismo de ação do
cloranfenicol (inibição da síntese de proteína). Entretanto, é mais ativo que o cloranfenicol
ou o tianfenicol.
O florfenicol possui amplo espectro de atividade antibacteriana, que inclui todos os
organismos sensíveis ao cloranfenicol, bacilos Gram-negativos, cocos Gram-positivos e outras
bactérias atípicas, como o micoplasma. O florfenicol é altamente lipolifílico, o que fornece
concentrações altas o suficiente para tratar patógenos intracelulares e cruzar algumas
barreiras anatômicas (a penetração através da barreira hematoencefálica em bovinos é de
46%). A meia-vida do florfenicol é de 2-3 horas em bovinos após administração intravenosa,
mas é prolongada (18 horas) após injeção por via intramuscular. Em cães, a meia-vida é mais
curta, com valores de 1,1 e 1,2 após administrações intravenosa e oral, respectivamente. A
meia-vida em gatos é de aproximadamente 4 horas e 7-8 horas após administrações
intravenosa e oral, respectivamente.
Indicações e Usos Clínicos
Como o florfenicol é um derivado do cloranfenicol, é usado em situações em que o
cloranfenicol não está disponível ou é de uso proibido. (O uso de cloranfenicol é ilegal em
animais de produção nos EUA e também no Brasil.) Florfenicol mostrou-se eficaz para o
tratamento da doença respiratória bovina (DRB) em bovinos associada à Mannheimia
haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni (anteriormente Haemophilus somnus). A
administração de florfenicol (40 mg/kg por via subcutânea, dose única) no momento da
chegada aos criatórios diminuiu a incidência de DRB. É usado também para o tratamento
de flegmão interdigital (apodrecimento dos cascos, necrobacilose interdigital e
pododermatite infecciosa) associada a Fusobacterium necrophorum e Bacteroides melaninogenicus
e para o tratamento da ceratoconjuntivite bovina infecciosa causada por Moraxella bovis.
Resflor Gold contém tanto florfenicol quanto flunixina. É usado para os mesmos patógenos
da DRB e fornece atividade anti-inflamatória com a adição de flunixina megluimina,
incluindo pirexia associada à DRB tanto em gado de corte quanto leiteiro não lactante.
Em suínos é usado para o tratamento da doença respiratória suína (DRS) causada por
Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Salmonella choleraesuis e Streptococcus suis.
Em gatos, podem ser alcançadas concentrações efetivas com administração 2 vezes ao dia.
Em cães, a meia-vida é curta e a administração frequente é necessária para produzir
concentrações efetivas. O florfenicol também é administrado a peixes. Há uma formulação
que se adiciona a alimentos também aprovada para peixe-gato (10 mg/kg).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso em cães e gatos é limitado; portanto, não há relatos de efeitos colaterais.
O cloranfenicol está relacionado à mielossupressão dependente da dose e reações
semelhantes são possíveis com o florfenicol. Contudo, parece não haver tanto risco da
ocorrência da anemia aplástica quanto com o cloranfenicol. Em altas doses o flofenical
pode ocasionar degeneração testicular. Em equinos, doses de 20 mg/kg a cada 48 horas,
por via intramuscular, alteraram a flora bacteriana e aumentaram o risco de diarreia.
Contraindicações e Precauções
O uso prolongado em animais pode causar supressão da medula óssea. A administração
em equinos causa diarreia, colite e aumento nos níveis de bilirrubina. A administração em
equinos não é recomendada. Não administrar mais de 10 mL em um mesmo local.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais. Entretanto, sabidamente, o
cloranfenicol inibe as enzimas do citocromo P450 e diminui a biotransformação de
outros fármacos (ver Apêndice). Portanto, é possível, mas não está documentado, que o
florfenicol pode causar interações medicamentosas.
Instruções de Uso
A forma da dose é aprovada somente para uso em bovinos e suínos, e as doses listadas não
foram completamente avaliadas em pequenos animais. As doses listadas são derivadas de
estudos farmacocinéticos. O efeito sustentado em bovinos decorrente das administrações
intramuscular e subcutânea parece não durar muito em cães. A formulação injetável para
bovinos é administrada, se necessário, por via oral em pequenos animais, mas o sabor é mais
amargo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma para evidência de mielossupressão. Testes de suscetibilidade: os
laboratórios usam cloranfenicol para testar a suscetibilidade ao florfenicol. O ponto de perda
de suscetibilidade recomendado pelo CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute)
para organismos sensíveis é ≤ 4 μg/mL para estreptococos e ≤ 8 μg/mL para outros
microrganismos.
Formulações
O florfenicol está disponível em solução injetável 300 mg/mL (bovinos) ou solução
23 mg/mL para ser adicionada à água de beber para suínos (400 mg por 4L). A formulação
em ração medicada contém 500 g/kg a serem adicionadas à ração para peixes. A flunixina é
associada ao florfenicol no Resflor Gold, que tem 300 mg de florfenicol e 16,5 mg de
flunixina por mL com veículos de 2-pirrolidona, 35 mg de ácido málico e triacetina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A coloração amarelo-claro ou cor de palha não afeta a potência. A estabilidade das
formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20 mg/kg a cada 6 horas por vias intramuscular ou oral.
Gatos
• 22 mg/kg a cada 8 horas por vias intramuscular ou oral.
Posologia para Grandes Animais
Gado, Doença respiratória bovina (DRB)
• 20 mg/kg a cada 48 horas por vias subcutânea ou intramuscular (tábua do pescoço).
• 40 mg/kg por via subcutânea em injeção única (Nuflor Gold) ou a cada 72 horas por via
subcutânea na região do pescoço (também associado com fluxinina meglumina a
2,2 mg/kg e Nuflor Gold a 40 mg/kg).
Equinos
Embora o florfenicol seja administrado, algumas referências citam reações adversas após a
administração. Até estarem disponíveis mais dados de segurança, sugere-se evitar o uso de
florfenicol em equinos.
Suínos
• 15 mg/kg por via intramuscular no pescoço a cada 48 horas.
• Administre na água de beber a 400 mg por 4L (100 partes por milhão) durante 5 dias
consecutivos.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos (carne): 28 dias, se administrado por via intramuscular; 38
dias, se administrado por via subcutânea. O período de carência do Nuflor Gold (40 mg/kg
por via subcutânea) é de 44 dias.
Um período de carência não foi estabelecido para bezerros pré-ruminantes.
Não usar em novilhos a serem processados para carne; não utilizar em gado leiteiro aos
20 meses de idade ou mais ou em novilho para abate com menos de 1 ano.
O período de carência em suínos: 16 dias após o último tratamento, quando
administrado em água; 13 dias após o último tratamento, quando administrado com a
ração.
No Brasil, dependendo da formulação, é determinado um período de carência para
suínos (abate) de até 9 dias após o último tratamento.
Flucitosina
Nome comercial e outros nomes
Ancobon
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico. Sua ação está em penetrar nas células fúngicas, onde é
convertido em fluorouracil, que age como um antimetabólito.
Indicações e Usos Clínicos
A flucitosina é um antifúngico de uso limitado em medicina veterinária para tratar
meningite criptocócica. Deve ser usada em associação com anfotericina B (mas não com
medicamentos antifúngicos azólicos) para tratamento de criptococose, para melhorar a
eficácia e diminuir a ocorrência de resistência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Anemia e trombocitopenia são os efeitos colaterais mais comuns.
Contraindicações e Precauções
Não foram identificadas contraindicações específicas para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
A flucitosina é usada principalmente para tratar a criptococose em animais. A eficácia
baseia-se na sua capacidade de atingir altas concentrações no líquido cefalorraquidiano
(LCR). A flucitosina pode ser sinérgica à anfotericina B.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a contagem sanguínea completa durante o tratamento.
Formulações
A flucitosina está disponível em cápsulas de 250 e 500 mg e suspensão oral de 75 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Suspensões orais compostas são estáveis por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 25-50 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral, até uma dose máxima de 100 mg/kg a cada
12 horas pela mesma via.
• Meningite criptocócica: 20-40 mg/kg a cada 6 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção (uso extrabula).
Fluconazol
Nome comercial e outros nomes
Diflucan e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Zoltec (h) , Fluconazol (g)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico azólico. Fungistático. O fluconazol inibe a síntese do ergosterol na
membrana celular fúngica e tem atividade contra dermatófitos, fungos sistêmicos e
leveduras, incluindo Candida, Coccidioides e Cryptococcus spp. Entretanto, possui fraca
atividade contra mofos, como Aspergillus ou Zygomycetes. Comparado a outros antifúngicos
azólicos orais, o fluconazol é absorvido de forma mais previsível e completa até de estômago
vazio. A meia-vida em cães, gatos e equinos é de aproximadamente 14-15, 13-25 e 38
horas, respectivamente.
Indicações e Usos Clínicos
O fluconazol é eficaz contra dermatófitos, leveduras e uma variedade de fungos sistêmicos.
Em cães, equinos e animais exóticos, é usado para tratar infecções fúngicas sistêmicas,
infecções por leveduras e dermatófitos, incluindo a dermatite por Malassezia. Em gatos é
usado para tratar Cryptococcus. Em cães, não é ativo contra coccidioidomicose como os
outros medicamentos antifúngicos azólicos, mas é eficaz em alguns pacientes. Doses mais
altas podem ser necessárias (p. ex., 10 mg/kg a cada 12 horas) para coccidioidomicose. Por
ser hidrossolúvel é usado para tratar cistite fúngica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Reações adversas não foram relatadas com a administração de fluconazol. Comparado ao
cetoconazol, possui menos efeito sobre a função endócrina. Contudo, é possível ocorrer
elevação nas concentrações das enzimas hepáticas e hepatopatia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em fêmeas prenhes. Em doses altas em animais de laboratório tem
causado anormalidades fetais.
Interações Medicamentosas
O fluconazol pode ser um inibidor das enzimas do citocromo P450, que podem
aumentar as concentrações de outros medicamentos. Ele causará aumento nas
concentrações de ciclosporina em cães. Também pode causar outras reações em
consequência da inibição das enzimas de biotransformação.
Instruções de Uso
As doses de fluconazol baseiam-se principalmente em estudos realizados em gatos para o
tratamento de criptococose. Não há relatos de eficácia para outras infecções. A principal
diferença entre fluconazol e outros azólicos é que ele atinge concentrações mais altas no
SNC. A absorção oral do fluconazol é mais previsível do que a do itraconazol e do
cetoconazol e menos afetada pelo jejum.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente a função hepática nos animais tratados. Teste de suscetibilidade é
possível, mas as variações são estabelecidas apenas para Candida.
Formulações
O fluconazol está disponível em comprimidos de 50, 100, 150 e 200 mg, em suspensão oral
de 10 e 40 mg/mL e em injeção intravenosa de 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
O fluconazol é estável por 14 dias após reconstituição em suspensão oral. Por ser
hidrossolúvel a uma concentração de 8-10 mg/mL, também pode ser composto em
formulações para administração a pequenos animais. Entretanto, a estabilidade a longo
prazo, além de 15 dias, das formulações compostas não foi determinada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Em casos refratários, aumente a dose para
10 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.
• Tratamento de Malassezia: 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 50 mg/gato uma vez ao dia, por via oral, ou em casos refratários aumentar para 50 mg
por gato a cada 12 horas por via oral. Na maioria dos casos é administrado apenas uma
vez ao dia.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não estão estabelecidos períodos de carência para animais de produção (uso extrabula).
Flumazenil
Nome comercial e outros nomes
Romazicon
Medicamentos comercializados no Brasil
Lanexat (h) , Flumazenil (g)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista do receptor benzodiazepínico. O flumazenil bloqueia a ação dos
benzodiazepínicos, como o diazepam, decorrente de sua ação sobre o receptor do GABA.
Indicações e Usos Clínicos
O flumazenil não tem benefícios terapêuticos por si só, mas é usado como agente de
reversão após a administração de benzodiazepínicos em seres humanos (não é usado com
frequência em medicina veterinária). Por seus efeitos de primeira passagem, não pode ser
administrado por via oral; deve ser injetado.
Informações de Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de reações adversas em animais.
Contraindicações e Precauções
O flumazenil pode precipitar a convulsão se usado com antidepressivos tricíclicos (ATC)
ou outros medicamentos que podem reduzir o limiar da convulsão.
Interações Medicamentosas
O flumazenil pode aumentar o risco de convulsões quando usado com outros
medicamentos que sabidamente inibem o neurotransmissor inibitório GABA.
Instruções de Uso
O flumazenil é usado principalmente para bloquear os efeitos dos benzodiazepínicos. É
usado para reverter sobredoses de benzodiazepínicos (p. ex., diazepam). Embora seja usado
experimentalmente para tratar encefalopatia hepática, sua eficácia para esta condição não
está estabelecida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Flumazenil está disponível em injeção de 100 μg/mL (0,1 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Grandes Animais
Cães e Gatos
• 0,02 mg/kg (20 μg/kg) por via intravenosa.
• Para reverter benzodiazepínicos: 0,2 mg (dose total), se necessário, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos, Bovinos, Suínos e Ovinos
Para reverter benzodiazepínicos: 20 μg/kg por via intravenosa (0,02 mg/kg).
Informações sobre Restrição Legal
Não use em animais destinados à alimentação.
No Brasil, o flumazenil está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito
a receita de controle especial em duas vias.
Flumetasona (Pivalato)
Nome comercial e outros nomes
Flucort
Medicamentos comercializados no Brasil
Locorten (h) , Algitan (v) , Flucortan (v) , Flumast (v) , Newmast (v)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Potente medicamento anti-inflamatório glicocorticoide. A potência listada na literatura é de
aproximadamente 15 vezes a do cortisol e, em referências veterinárias, de 30 vezes a do
cortisol e 6-7 vezes a potência da prednisolona. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos,
mas principalmente ocorrem por meio da inibição das células inflamatórias e supressão da
expressão de mediadores inflamatórios. O uso é para o tratamento de doença inflamatória e
imunomediada.
Indicações e Usos Clínicos
A flumetasona, como outros corticosteroides, é usada para tratar uma variedade de doenças
inflamatórias e imunomediadas. A seção sobre posologia contém a variação de doses para
terapias de reposição, anti-inflamatória e imunossupressora. A flumetasona é usada com
mais frequência em grandes animais. O uso em grandes animais inclui o tratamento das
condições inflamatórias, especialmente distúrbios musculoesqueléticos. Em equinos, a
flumetasona é usada para o tratamento da obstrução recorrente das vias aéreas
(anteriormente chamada de doença pulmonar obstrutiva crônica). Em bovinos, os
corticosteroides são usados para o tratamento da cetose.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos, podendo incluir polifagia,
polidipsia/poliúria e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). As reações
adversas incluem ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição
dos níveis de hormônios tireoidianos, diminuição da síntese de proteína, retardo na
cicatrização e imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias resultantes da
imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e infecção do
trato urinário inferior. Em equinos, entre as reações adversas adicionais inclui-se o risco
de laminite.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção e em animais nos quais é
necessária cicatrização de feridas. Use com cautela em animais com insuficiência renal
ou diabetes e em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
aumentará o risco de lesão gástrica.
Instruções de Uso
As doses baseiam-se na gravidade da doença subjacente. Por exemplo, condições anti-
inflamatórias requerem doses mais baixas do que as condições imunomediadas. Para todas
as condições, os gatos, com frequência, necessitam de doses mais altas do que cães. Observe
que a dose aprovada na bula para bovinos e equinos está na variação de 1,25-5 mg por
animal ou aproximadamente 0,003-0,006 mg/kg (3-6 μg/kg) para um animal adulto.
Considerando que a potência da flumetasona pode ser semelhante a da dexametasona,
muitos especialistas percebem que a dose deve ser mais alta, na variação de 0,04-
0,15 mg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, glicose sanguínea e função renal durante a terapia.
Monitore os pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação
de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal.
Formulações
A flumetasona está disponível em solução injetável de 0,5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Uso anti-inflamatório: 0,15-0,3 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa,
intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1,25-2,5 mg por animal em dose única por vias intramuscular ou intravenosa
(aproximadamente 0,003-0,006 mg/kg). Esta é a dose listada com frequência na bula
dos produtos. Contudo, muitos especialistas preferem doses de 0,04-0,15 mg/kg em
dose única por vias intravenosa ou intramuscular.
Bovinos
• 1,25-5 mg/animal em dose única por vias intravenosa ou intramuscular. Esta é a dose
listada com frequência na bula dos medicamentos. Contudo, muitos especialistas
preferem doses de 0,04-0,15 mg/kg em dose única por vias intravenosa ou
intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos nos EUA.
No Canadá, período de retirada em bovinos (carne): 4 dias.
No Brasil é recomendado não utilizar em animais de produção, sendo o período de
carência de 5 dias (carne e leite).
Classificação RCI: 5
Fluorouracila
Nomes comerciais e outros nomes
5-fluorouracil, Adrucil
Medicamentos comercializados no Brasil
Fluorouracila (g)
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. Antimetabólito. A ação ocorre por inibição da síntese de ácido
nucleico. A fluorouracila é usada em protocolos antineoplásicos.
Indicações e Usos Clínicos
A fluorouracila é usada em protocolos antineoplásicos aplicados a cães. Tem sido usada como
componente em associações medicamentosas de esquema antineoplásico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A fluorouracila causa leucopenia leve, trombocitopenia e toxicidade no SNC.
Contraindicações e Precauções
Não use em gatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interação medicamentosa em animais.
Instruções de Uso
Consulte um protocolo de tratamento antineoplásico para a dosagem e o esquema preciso.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma para evidência de toxicidade da medula óssea.
Formulações
A fluorouracila está disponível em ampola de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 150 mg/m 2 uma vez por semana por via intravenosa.
Gatos
Não use.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este
medicamento, por ser um agente antineoplásico, não deve ser usado em animais destinados
ao consumo humano.
Flunixina Meglumina
Nome Comercial e Outros
Banamine e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Aplonal (v) , Banamine (v) , Desflan (v) , Flanaliv (v) , Flumedin (v) , Flumegan (v) ,
Flunixina (v) , Niglumine (v)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A flunixina é um AINE. A flunixina e outros AINEs produzem efeitos analgésicos e antiinflamatórios
pela inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a
enzima cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A
COX-1 é principalmente responsável pela síntese das prostaglandinas, importante para a
manutenção de um trato gástrico saudável, funções renal, plaquetária e outras normais do
organismo. A COX-2 é induzida e responsável por sintetizar prostaglandinas, que são
importantes mediadores da dor, inflamação e febre. Contudo, sabe-se que há alguma
sobreposição de efeitos de COX-1 e COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é
importante para alguns efeitos biológicos. A flunixina não é seletiva para COX-1 ou COX-2.
Outros efeitos anti-inflamatórios podem ocorrer (p. ex., efeitos sobre os leucócitos), mas não
são bem caracterizados. Em equinos, a meia-vida é de 2 horas, a absorção oral da forma em
pasta é de 77% e a absorção de grânulos é de 85%. Entretanto, o acesso ao feno retardará
as concentrações de pico e a absorção oral de grânulos e pasta misturados com ração poderá
ser mais irregular. Em bovinos, a meia-vida é de 3-4 horas por via intravenosa, mas é mais
demorada quando administrada por via intramuscular. A absorção oral em bovinos é de
60%.
Indicações e Usos Clínicos
A flunixina é usada principalmente para tratamento a curto prazo da dor moderada e da
inflamação. É usada para tratar cólica e diminuir os sinais de sepse em equinos, e reduzir os
sinais clínicos associados a mastite coliforme em bovinos. Em equinos, como adjuvante no
tratamento da sepse, a dose usada é baixa, de 0,25 mg/kg. Tem sido ainda utilizada como
adjuvante, associada a antibióticos, para o tratamento da doença respiratória bovina (DRB).
A flunixina é associada com antibióticos para o tratamento de DRB (por ex., florfenicol em
Resflor), pois reduz as reações pulmonares inflamatórias. A flunixina é usada em dose única
para o tratamento da diarreia em vacas leiteiras. A flunixina a 2,2 mg/kg, por via
intravenosa, em vacas com mastite por endotoxina não afetou a produção leiteira, mas
diminuiu a febre e melhorou a motilidade ruminal. O Resflor Gold contém tanto o
florfenicol quanto a flunixina. É usada para os mesmos patógenos da DRB e produz ainda a
atividade anti-inflamatória com a adição de flunixina meglumina, incluindo a pirexia
associada à DRB em gados de corte e leiteiro não lactante.
Em suínos é usada para tratar a pirexia associada a doença respiratória.
Em cães e gatos é usada ocasionalmente, mas em geral limita-se a um ou dois
tratamentos devido ao risco de toxicidade gastrointestinal (úlceras e perfuração gástricas).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais graves estão relacionados ao sistema gástrico. A flunixina causa
gastrite e ulceração estomacal em altas doses ou com o uso prolongado. Em equinos, a
administração de flunixina pode afetar a recuperação após lesão isquêmica intestinal. A
redução na perfusão renal também está documentada. A terapia em cães deve limitar-se
a 4 dias consecutivos. Em equinos, se administrada por via intramuscular, poderá resultar
em miosite e abscesso no local da injeção.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em fêmeas prenhes próximo ao termo. Não use em bezerros a serem
processados para carne de vitelo. Não use em touros destinados à procriação, pois os
efeitos sobre a reprodução nesta classe de bovinos não foram estudados. A flunixina é
aprovada para tratamento por via intravenosa em alguns animais de produção, mas se a
dose for administrada por vias intramuscular ou subcutânea, há maior risco da presença
de resíduos na carne.
Interações Medicamentosas
Os efeitos ulcerogênicos são potencializados quando administrada com corticosteroides.
A coadministração com a fenilbutazona aumentará o risco de hipoproteinemia e
úlceras gástricas em equinos. A flunixina, assim como outros AINEs, pode interferir na
ação de diuréticos, como a furosemida, e inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA).
A coadministração com enrofloxacino em cães aumentou as concentrações
plasmáticas de flunixina devido à redução de sua eliminação.
Instruções de Uso
A flunixina não é aprovada para pequenos animais, mas demonstrou ser um efetivo inibidor
da síntese de prostaglandinas nestes animais. Na Europa, é aprovada para uso em pequenos
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore para sinais de sangramento gástrico e úlceras durante o tratamento.
Formulações
A flunixina está disponível em envelopes de grânulos de 250 mg, em envelopes de 10 g e na
forma injetável de 10 e 50 mL. Também está disponível em pasta, e cada seringa de 30 g
contém flunixina meglumina equivalente a 1.500 miligramas de flunixina. A flunixina é
associada ao florfenicol no Resflor Gold, que possui 300 mg de florfenicol e 16,5 mg de
flunixina por mL com veículos de 2-pirrolidona, 35 mg de ácido málico e triacetina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1,1 mg/kg, em dose única, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
• 1,1 mg/kg/dia, 3 dias/semana, por via oral.
• Oftálmica: 0,5 mg/kg, dose única, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1,1 mg/kg, a cada 24 horas, por até 5 dias, por vias intravenosa ou intramuscular. Nota:
Em potros demonstrou-se que doses de apenas 0,25 mg/kg inibem a síntese de
prostaglandina durante a sepse. Equinos com cólicas são tratados com frequência com
baixas doses de 0,25 mg/kg, por via intravenosa, a cada 8 horas.
• Pasta: 1,1 mg/kg, a cada 24 horas, por via oral.
• Grânulos: 1,1 mg/kg/dia, por via oral (um pacote por 230 kg).
Bovinos
• 1,1-2,2 mg/kg (lentamente) uma vez ao dia, por até 3 dias, por via intravenosa.
• Em associação com florfenicol (Resflor Gold): 40 mg/kg de florfenicol e 2,2 mg/kg de
flunixina administrada por via subcutânea.
Suínos
• 2,2 mg/kg, dose única, por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos: 4 dias para a carne e 36 horas para o leite. O risco de
resíduos é maior, se a dose for administrada por vias intramuscular ou subcutânea e o
período de carência deverá se estender por até 30 dias, ao menos, para o gado de corte, e 72
horas para o gado leiteiro, se esta via for usada. Se administrada por via oral em bovinos, o
período de carência para corte deverá ser de, pelo menos, 8 dias, enquanto que para o gado
leiteiro deverá ser de 48 horas.
No Brasil, na dependência da dose e da via de administração, o período de carência para
o abate de bovinos pode variar de 4-7 dias, enquanto que para o leite, a variação do
período de carência está entre 12-72 horas.
Período de retirada em suínos: 12 dias.
Classificação RCI: 4
Fomepizol
Nomes comerciais e outros nomes
4-metilpirazol, Antizol-Vet e Antizole (preparação humana)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O fomepizol é um antídoto para intoxicação por etilenoglicol (anticongelante automotivo) e
metanol. Inibe a enzima desidrogenase que converte o etilenoglicol em metabólitos tóxicos.
Indicações e Usos Clínicos
O fomepizol é usado para o tratamento da toxicose aguda por etilenoglicol em cães e gatos.
Em seres humanos, é usado para essa finalidade, mas também é registrado para
envenenamento por metanol. Deve ser usado logo de início para o sucesso ótimo. Em
estudos clínicos, fomepizol mostrou-se seguro e eficaz, quando usado no período de 8 horas
do envenenamento. Em gatos, é eficaz se administrado em altas doses no período de 3
horas da ingestão de etilenoglicol.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de reações adversas.
Contraindicações e Precauções
O tratamento deve ser iniciado logo de início para um efeito ótimo. Em gatos, o
tratamento deve ser iniciado no período 3 horas, usando dose mais alta que a de cães.
Interações Medicamentosas
O fomepizol inibirá o metabolismo de outros medicamentos e compostos que
compartilhem vias semelhantes, como o álcool. Use com cautela com quaisquer outros
medicamentos coadministrados.
Instruções de Uso
O único uso documentado é para o tratamento de emergência da intoxicação por
etilenoglicol. Estudos experimentais demonstraram eficácia em cães e gatos (altas doses em
gatos). Em gatos, a administração de etanol em infusão também é eficaz. Administre cloreto
de sódio a 9% antes da administração de fomepizol. Se usado para tratar intoxicação por
metanol, inclua a administração de ácido folínico (Leukovorin) em dose de 1 mg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a função renal durante o tratamento. Monitore a eliminação de urina.
Formulações
O fomepizol está disponível em solução a 5% em ampola de 1,5 mL (Antizol-Vet), e solução
de 1 g/mL (Antizol), uma preparação para seres humanos. Pode-se adicionar 1,5 g a 30 mL
de solução salina para injeção (50 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20 mg inicialmente por via intravenosa, depois 15 mg/kg a intervalos de 12 e 24 horas,
então 5 mg em 36 horas.
Gatos
• 125 mg/kg inicialmente, seguidas de 31,3 mg/kg em 12, 24 e 36 horas após a
detecção. Continue com as doses a cada 12 horas até que o etilenoglicol não seja mais
detectado. Se a análise do etilenoglicol não estiver disponível, trate com 31 mg/kg a
cada 12 horas durante 60 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Há pouco risco da
presença de resíduos em animais destinados ao consumo humano.
Fosfato de Tilmicosina
Nomes comerciais e outros nomes
Micotil e Pulmotin com tilmicosina pré-mix
Medicamentos comercializados no Brasil
Micotil (v) , Pulmotil (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico macrolídeo. Inibe as bactérias pela ligação à subunidade 50S do ribossomo e
inibição da síntese proteica. O espectro de atividade limita-se principalmente às bactérias
aeróbicas Gram-positivas; Mycoplasma e aos patógenos respiratórios, como Pasteurella
multocida, Mannheimia haemolytica e Histophilus somni (anteriormente Haemophilus somnus). A
tilmicosina administrada a bezerros (15 mg/kg, por via subcutânea) reduziu a expressão da
prostaglandina (PGE2) estimulada pelas bactérias. Também pode ter alguns efeitos antiinflamatórios,
como redução na liberação de mediadores inflamatórios por leucócitos
pulmonares associada ao tratamento com tilmicosina. Em macrófagos alveolares, a
administração de tilmicosina pode promover a redução na síntese de prostaglandina.
Indicações e Usos Clínicos
A atividade da tilmicosina contra patógenos respiratórios é eficaz para tratar a doença
respiratória bovina (DRB). Em bovinos, uma injeção tem duração de pelo menos 72 horas,
com base nas altas concentrações pulmonares alcançadas. A tilmicosina também é usada
como profilático para bezerros que chegam às fazendas de criação. O uso de tilmicosina no
momento da chegada à fazenda reduziu a incidência de doença respiratória em bovinos. A
tilmicosina (Pulmotil Premix) é usada em ração medicada para suínos para controle da
doença respiratória suína (DRS).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A tilmicosina pode ser cardiotóxica em alguns animais. As injeções para suínos são fatais
devido à cardiotoxicidade. Os efeitos cardiotóxicos são: aumento da frequência cardíaca
e diminuição da contratilidade. Entretanto, a administração de prémix de tilmicosina na
ração de suínos é segura. Em cães, injeções de tilmicosina causaram toxicose cardíaca e
podem estar relacionadas ao bloqueio dos canais de cálcio; este efeito foi revertido com a
administração de cálcio. Em caprinos e equinos, as injeções > 10 mg/kg, por via
intramuscular ou por via subcutânea, podem causar toxicidade. Não administre por via
intravenosa a nenhuma espécie. O tratamento da injeção acidental em seres humanos
deve ser imediato para evitar reações fatais. O tratamento é com agonistas betaadrenérgicos
(p. ex., dobutamina) e cuidados de suporte.
Contraindicações e Precauções
A tilmicosina alcança altas concentrações no leite por até 42 dias. Não administre a gado
leiteiro em lactação. Não administre a caprinos. Não administre por via intravenosa a
nenhum animal ou pode resultar em morte. O manuseio da tilmicosina por seres
humanos deve ser cauteloso para prevenir a injeção acidental. Há relatos de reações
cardíacas fatais causadas por injeções em seres humanos. A injeção acidental em seres
humanos requer tratamento imediato.
Interações Medicamentosas
Os efeitos colaterais cardíacos são exacerbados pela administração de betabloqueadores,
como propranolol. A administração de dobutamina e de cálcio pode compensar os efeitos
cardíacos.
Instruções de Uso
Administre por via subcutânea. Se uma pessoa, ao manusear o medicamento,
acidentalmente injetá-lo, a intervenção médica deve ser imediata. Grave toxicidade
cardíaca ocorreu em algumas espécies de animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Informações de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute, o
ponto de quebra de suscetibilidade para microrganismos suscetíveis é ≤ 8 μg/mL para
patógenos respiratórios bovinos. O uso deste ponto para outros macrolídeos pode identificar
microrganismos sensíveis ou resistentes à tilmicosina.
Formulações
A tilmicosina é comercializada em solução injetável de 300 mg/mL (Micotil) e em prémix de
200 g/kg (Pulmotil).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não é recomendado para grandes animais.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 10 mg/kg por via subcutânea, dose única. Evite a administração intravenosa ou
intramuscular.
Ovinos
• 10 mg/kg por via subcutânea, dose única.
Caprinos
Não use.
Equinos
Não use. A segurança não foi estabelecida.
Suínos
• Pneumonia: 181-383 g/ton de ração. Alimente somente com esta ração por 21 dias,
começando no momento do surto da doença.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência em bovinos (carne): 28 dias. Não foi estabelecido período de carência
para leite; se injetado por via intramamária em vacas lactantes, descarte o leite por no
mínimo 82 dias.
Período de carência em suínos (carne): 7 dias.
Período de carência em ovinos (carne): 28 dias.
Fosfato de Toceranib
Nome comercial e outros nomes
Palladia
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. Para tratamento de mastocitomas cutâneos de grau II ou de grau III
em cães. O toceranib (Palladia) é um inibidor do receptor da tirosina cinase (RTK) que mata
as células neoplásicas e diminui o suprimento sanguíneo para a massa tumoral. As
propriedades antiangiogênicas ocorrem pela inibição da atividade RTK (também conhecido
como fator de crescimento endotelial [VEGF]). O efeito do toceranib é produzir
propriedades antiangiogênicas que limitam o crescimento do tumor. Após a administração, o
toceranib é amplamente distribuído (VD > 20 L/kg) e tem meia-vida de aproximadamente
16-17 horas. Tem boa absorção oral (77%) e alta ligação proteica (91-93%). A alimentação
não afeta a absorção oral. As altas concentrações aparecem na bile, no fígado e nas fezes, e
indicam que é eliminado principalmente pelo metabolismo e há pouco fármaco excretado na
urina (a depuração (clearance) renal é de aproximadamente 7%). Um medicamento
semelhante, usado para a mesma indicação em cães na Europa, é o mastinib (Masivet) em
dose de 12,5 mg/kg, 1 vez/dia por via oral.
Indicações e Usos Clínicos
O toceranib é um agente antineoplásico aprovado para cães. O uso foi estabelecido em
estudos clínicos para tumores cutâneos de mastócitos de graus II ou III. Muitos cães
também são tratados com corticosteroides (prednisolona). Embora ele seja aprovado para os
mastocitomas em cães, alguns clínicos o usaram para tratar adenocarcinoma, melanoma e
carcinoma; contudo, a eficácia para estas indicações ainda não foi estabelecida. Não há
relatos disponíveis para documentar a eficácia ou a segurança em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Cães com mastocitomas muitas vezes têm problemas gastrointestinais associados ao
tumor e ao tratamento. Portanto, muitos destes animais são tratados simultaneamente
com anti-histamínicos e medicamentos para suprimir o ácido gástrico (p. e.x,
bloqueadores de H2 ou inibidores da bomba de prótons). Os efeitos colaterais mais
comuns são diarreia, perda de apetite, claudicação, perda de peso e sangue nas fezes.
Não deve ser administrado durante a prenhez.
Contraindicações e Precauções
A dosagem diária não deve ser administrada devido à frequência de eventos adversos.
Tratadores que manuseiam o medicamento, especialmente mulheres grávidas, devem
receber instruções adequadas sobre os efeitos colaterais do fármaco.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais. A biotransformação é
principalmente via flavina mono-oxigenase (FMO), que tipicamente não está envolvida
nas interações fármaco-fármaco. Não se sabe se o toceranib também pode ser responsável
por estas interações que envolvem o sistema do citocromo P450.
Instruções de Uso
O toceranib é aprovado para tratar mastocitomas em cães. Há uso clínico para outras
neoplasias, mas a eficácia ainda não foi estabelecida para outras utilizações.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. Se houver ensaios específicos disponíveis, a
concentração plasmática alvo do fármaco é de 40 ng/mL por 48 horas.
Formulações
O toceranib está disponível em comprimidos de 10, 15 e 50 mg, os quais são revestidos com
película e não devem ser divididos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
toceranib é solúvel somente em baixos valores de pH (pH < 3). Se misturado em soluções
com valores mais altos de pH, poderá sofrer precipatação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3,25 mg/kg por via oral em dias alternados. Alguns clínicos reduzem a dose para
2,5 mg/kg em programa de 3 dias por semana (segunda, quarta, sexta). A dose mínima
efetiva é 2,2 mg/kg em dias alternados. Se ocorrerem reações adversas, descontinue o
medicamento (por até 2 semanas) e reinstitua o tratamento em dose mais baixa.
Gatos
Não foi estabelecida a dose.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Fosfato Sódico de Dexametasona
Nomes comerciais e outros nomes
Fosfato Sódico: Dexajet SP ® , Dexavet ® e Dexasone ® . Decadron ® e comprimidos
genéricos.
Medicamentos comercializados no Brasil
Cortiflan (v) , Dexaflan (v) , Mogivet (v) etc.
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Corticosteroide. Os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores são aproximadamente 30
vezes mais potentes que o cortisol. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, mas ocorrem
principalmente pela inibição das células inflamatórias e pela supressão da expressão de
mediadores inflamatórios. A diferença entre as formulações é que o fosfato sódico de
dexametasona é uma solução solúvel em água que pode ser injetada por via intravenosa. A
solução de dexametasona é veiculada em polietilenoglicol, que não deve ser administrado
rapidamente por via intravenosa. A meia-vida plasmática da dexametasona varia de 3-6
horas, mas a duração da ação é de 36 - 48 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A dexametasona é indicada para o tratamento da inflamação e das doenças
imunomediadas. O uso da dexametasona em altas doses para o tratamento do choque é
controverso. A maioria das evidências recentes não dá suporte para a administração da
dexametasona nestes casos. A dexametasona também é usada para o teste diagnóstico da
função adrenal. O uso em grandes animais inclui a indução do parto (bovinos) e tratamento
das condições inflamatórias. Em bovinos, os corticosteroides também têm sido usados para o
tratamento da cetose.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Reações adversas incluem
ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição dos níveis de
hormônio tireoidiano, diminuição da síntese proteica, atraso na cicatrização e
imunossupressão. Podem ocorrer infecções secundárias como resultado da
imunossupressão, tais como infecções por Demodex, toxoplasmose, infecções fúngicas e
infecções do trato urinário inferior. Em equinos, adicionalmente aos efeitos adversos,
inclui-se o risco de laminite.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em pacientes com tendência a ulcerações ou infecções ou em animais
que necessitam de cicatrização de feridas. Usar com cautela, ou não utilizar, em animais
que recebam anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pois a administração
concomitante aumenta o risco de ulcerações gástricas. Usar com cautela em animais com
diabetes ou insuficiência renal e em animais prenhes.
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) irá
aumentar o risco de lesão gástrica.
Instruções de Uso
A frequência da administração é baseada no efeito desejado. Os efeitos anti-inflamatórios
ocorrem com doses de 0,1-0,2 mg/kg, e os efeitos imunossupressores ocorrem com 0,2-
0,5 mg/kg. A dexametasona é usada para o teste de hiperadrenocorticismo. O teste de
supressão com dexametasona em baixa dose: para cães use 0,01 mg/kg (ou 0,015 mg/kg
em algumas referências) por via intravenosa e 0,1 mg/kg pela mesma via em gatos. Para o
teste de supressão com dexametasona em alta dose em cães use 0,1 mg/kg (ou 1 mg/kg em
algumas referências) e em gatos use 1,0 mg/kg. Para este teste em equinos, administre
40 μg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente o hemograma durante o tratamento para detectar os efeitos. Para
o monitoramento do teste de supressão com dexametasona em baixa dose, colete amostras
em 4-8 horas após a administração da dexametasona. A concentração normal de cortisol
após o teste de supressão deve ser < 30-40 nmol/L (1,1-1,4 μg/dL). Para avaliar o teste de
supressão com dexametasona em equinos, colete amostras pós-cortisol em 17 e 19 horas.
Cavalos saudáveis devem apresentar cortisol < 1 μg/dL.
Formulações
A solução de fosfato sódico está disponível na concentração de 4 mg/mL, equivalente a
3 mg/mL de base de dexametasona.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. O
fosfato sódico de dexametasona em outras soluções aquosas permanece estável por 28 dias.
O fosfato sódico de dexametasona é muito solúvel em água, mas a solução de dexametasona
(polietilenoglicol) é praticamente insolúvel em água. Se o fosfato sódico de dexametasona
for misturado a solução de glicose a 5% ou solução salina, é estável por 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Anti-inflamatório: 0,07-0,15 mg/kg a cada 12-24 horas por vias intravenosa ou
intramuscular.
• Choque, lesão medular (eficácia questionável): 2,2-4,4 mg/kg por via intravenosa.
• Teste de supressão com dexamentasona em baixa dose: 0,01 mg/kg ou 0,015 mg/kg,
por via intravenosa para cães e 0,1 mg/kg por via intravenosa para gatos, e colete
amostras com 0, 4 e 8 horas.
• Teste de supressão com dexametasona em alta dose: 0,1 mg/kg ou 1,0 mg/kg por via
intravenosa para cães e 1,0 mg/kg por via intravenosa para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Equinos
• Tratamento da inflamação: 0,04-0,15 mg/kg/dia por vias intravenosa ou
intramuscular.
• Cetose (bovinos): 0,01-0,04 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular.
• Indução de parto (bovinos): 0,05 mg/kg (25 mg por animal) em dose única na última
semana ou nas 2 semanas de prenhez. Uma dose de prostaglandina PGF2 alfa pode ser
administrada concomitantemente (0,5 mg/animal).
• Teste de supressão com dexametasona em cavalos: 40 μg/kg e colete amostras em 17 e
19 horas.
Ovinos
• Indução de parto: 0,15 mg/kg/dia por via intramuscular, por 1-5 dias durante a última
semana de gestação.
Informações sobre Restrição Legal
Apesar de o período de carência não ter sido estabelecido, recomenda-se no mínimo 96
horas de carência para leite e 4-8 dias para carne. Entretanto, requerem-se pelo menos 3
semanas para eliminação de resíduos do rim e fígado e 6 semanas para a remoção da
medicação do local de aplicação intramuscular.
Fosfomicina Trometamol
Nome comercial e outros nomes
Monurol
Medicamentos comercializados no Brasil
Monuril (h)
Classificação funcional
Antibacteriano (vias urinárias)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A fosfomicina é um antimicrobiano urinário. Inibe a síntese de paredes celulares de
bactérias suscetíveis e pode diminuir a virulência pela inibição da aderência destas bactérias
à mucosa da bexiga. Produz concentrações adequadas na urina para tratar as infecções do
trato urinário (ITU). Em seres humanos é usada em dose única para tratar infecções agudas
do trato urinário. Em cães, a meia-vida é curta (1,3 hora por via intravenosa e 2,2 horas por
via oral) e a absorção oral é de 30%.
Indicações e Usos Clínicos
A fosfomicina é usada como tratamento ou como adjuvante para as infecções do trato
urinário. O uso em animais deriva principalmente da experiência empírica. Não existem
estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar sua eficácia clínica em
animais. Em mulheres, é usada em dose única para tratamento de infecções agudas do
trato urinário.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais. É segura e bem tolerada em cães até 120-200
mg/kg.
Contraindicações e Precauções
Não administre na forma seca; misture com água. Não existem outras contraindicações
conhecidas. A fosfomicina não deve ser substituída por antibióticos com eficácia
estabelecida.
Interações Medicamentosas
Não são conhecidas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
A fosfomicina é usada para tratar infecções do trato urinário em animais, principalmente
quando outros medicamentos falharam ou foram inativos em decorrência da resistência
bacteriana. Alternativamente, a fosfomicina é usada de forma intermitente (terapia de
pulso) para prevenir recorrências de infecções do trato urinário. A eficácia de quaisquer
destas indicações não está estabelecida em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a infecção do trato urinário por meio de culturas e urinálise.
Formulações
A fosfomicina está disponível em envelopes de 3 g. O envelope também contém sacarina e
sacarose como palatabilizantes. Este pacote pode ser misturado com água e administrado de
imediato por via oral.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene na embalagem original, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Doses precisas não estão estabelecidas para pequenos animais. Doses de 40-80 mg/kg, a
cada 8 horas, por via oral, são recomendadas. As doses adicionais citadas usadas são
empíricas e incluem a recomendação de um pacote de 3 g divididos em três doses diárias
iguais (1 g diluído em 30 mL) e administradas diariamente a cães.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção.
Fumarato Ácido de Clemastina
Nomes comerciais e outros nomes
Tavist e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Agasten (h)
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). Como os demais anti-histamínicos,
bloqueia o receptor H1 e suprime as reações inflamatórias provocadas pela histamina. Os
bloqueadores de receptores H1 são usados no controle do prurido e da inflamação cutânea
em cães e gatos; os índices de sucesso da terapia em cães, porém, não são altos. Antihistamínicos
comumente usados são a clemastina, a clorfeniramina, a difenidramina e a
hidroxizina.
Indicações e Usos Clínicos
A clemastina é usada principalmente para o tratamento de alergias. Alguns relatos sugerem
que a clemastina é eficaz no tratamento do prurido em cães. Nesta espécie, porém, a meiavida
da substância é curta (3,8 horas) e sua depuração é rápida. Após a administração oral, a
absorção é de apenas 30% (20-70% em seres humanos). Em dose alta, de 0,5 mg/kg por via
oral, não suprimiu reações intradérmicas. Isso sugere que a administração oral da clemastina
pode não ser tão eficaz quanto se supunha. Estudos indicam que a clemastina não é
absorvida após a administração oral em equinos (biodisponibilidade de somente 3%).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comumente observado, sendo resultante da inibição
da histamina N-metiltransferase. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio de
outros receptores do SNC, como os de serotonina, acetilcolina e alfa-receptores. Efeitos
antimuscarínicos (similares ao da atropina) são também comuns, como boca seca e
redução de secreções gástricas.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A clemastina é usada para o tratamento de curta duração do prurido em cães. Pode ser mais
eficaz quando associada a outros anti-inflamatórios. O xarope Tavist contém 5,5% de álcool.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A clemastina é comercializada em comprimidos de 1,34 mg (venda livre), 2,64 mg (sob
prescrição médica) e xarope a 0,1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,05-0,1 mg/kg a cada 12 horas por via oral até 0,5-1,5 mg/kg a cada 12 horas pela
mesma via.
• Cães < 10 kg de peso: 1/2 comprimido (dose baseada em tratamento a cada 12 horas e
comprimido de 1,34 mg).
• Cães de 10-25 kg de peso: 1 comprimido (dose baseada em tratamento a cada 12 horas
e comprimido de 1,34 mg).
• Cães > 25 kg de peso: 1,5 comprimidos (dose baseada em tratamento a cada 12 horas e
comprimido de 1,34 mg).
• 0,1 mg/kg, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 50 μg/kg (0,05 mg/kg) a cada 8 horas por via intravenosa. Nos equinos, a clemastina
não é absorvida por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 3
Fumarato de Bisoprolol
Nome comercial e outros nomes
Zebeta
Medicamentos comercializados no Brasil
Concor (h) , Fumarato de Bisoprolol (g)
Classificação funcional
Antiarrítmico, betabloqueador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O bisoprolol é um bloqueador seletivo sintético do receptor beta-adrenérgico beta 1 com
baixa afinidade por receptores beta 2 na musculatura lisa dos brônquios, dos vasos
sanguíneos e das células adiposas e sem atividade simpatomimética intrínseca. Seus
principais efeitos cardiosseletivos são a redução da frequência cardíaca e do débito cardíaco,
além da inibição da liberação de renina pelos rins. Em altas doses, o bisoprolol perde sua
seletividade beta 1 e também inibe alguns receptores beta 2, afetando a musculatura lisa
brônquica e vascular. Em cães, sua depuração é equilibrada (com 60% de biotransformação
no fígado e os 40% restantes de excreção inalterada), o que o diferencia de outros
betabloqueadores lipofílicos, como o carvedilol e o metoprolol, e hidrofílicos, como o atenolol.
Em cães, a absorção oral do bisoprolol é elevada e consistente (91%), com meia-vida de 4
horas. Embora o bisoprolol prolongue a sobrevida de seres humanos acometidos por
insuficiência cardíaca, estudos similares não foram conduzidos em cães ou gatos.
Indicações e Usos Clínicos
O bisoprolol é um bloqueador beta 1 cardiosseletivo, sendo, portanto, indicado para o
tratamento de doenças em que a redução da frequência, condutividade ou contratibilidade
cardíaca é necessária. Entre tais doenças incluem-se as taquiarritmias e a fibrilação atrial.
Em seres humanos, o bisoprolol é empregado para o tratamento da hipertensão, mas este uso
não foi explorado em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O bloqueio de receptor beta provoca efeitos colaterais atribuíveis ao menor tônus
adrenérgico cardíaco. Há possibilidade de desenvolvimento de bradicardia e bloqueio
cardíaco. Em doses elevadas ou sensíveis, o bisoprolol pode produzir broncoespasmo. O
tratamento da bradicardia é realizado com altas doses de atropina.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em animais com doenças das vias aéreas, insuficiência miocárdica e
distúrbios da condução cardíaca. Use com cuidado em animais com baixa reserva
cardíaca.
Interações Medicamentosas
Use com cuidado com outros medicamentos que possam reduzir a contração ou a
frequência cardíaca.
O uso concomitante de rifampicina pode aumentar a depuração metabólica do
bisoprolol.
Instruções de Uso
As precauções de dosagem são similares às de outros betabloqueadores. -
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos. Monitore a pressão arterial em pacientes
suscetíveis à hipotensão.
Formulações
O bisoprolol é comercializado em comprimidos de 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,1-0,2 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• Não foram estabelecidas doses para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses paragrandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula,
consulte o FARAD para os períodos de carência do tratamento, no telefone 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Furazolidona
Nome comercial e outros nomes
Furoxone
Medicamentos comercializados no Brasil
Giarlam (h)
Classificação funcional
Antiparasitária
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A furazolidona é um antiprotozoário oral com atividade contra a Giardia, e pode ter alguma
atividade contra bactérias intestinais. É usada somente para tratamento local de parasitas
intestinais; não é usada para terapia sistêmica.
Indicações e Usos Clínicos
A furazolidona é usada para tratar protozoários intestinais. Entretanto, devido a outros
antiprotozoáros com eficácia e segurança melhor estabelecidas, a furozolidona é usada com
menos frequência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em seres humanos, há relatos de anemia
leve, hipersensibilidade e distúrbio da flora intestinal.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não use com inibidores da monoamina oxidase (IMAO).
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos para animais. As doses e recomendações baseiam-se na
extrapolação de seres humanos. Outros medicamentos, como o fenbendazole, podem ser
preferidos para tratar Giardia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A furazolidona foi descontinuada nos EUA. Pode estar disponível em farmácias de
manipulação. O comprimido anteriormente disponível era de 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
• 4 mg/kg, a cada 12 horas, por 7-10 dias, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
No Brasil, é ilegal administrar furazolidona a animais destinados ao consumo humano; os
períodos de carência do tratamento, portanto, não foram estabelecidos.
Furosemida
Nome comercial e outros nomes
Lasix e marcas genéticas
Medicamentos comercializados no Brasil
Lasix (h) , Furosemida (g) , Urolab (v) , Zalix (v)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A furosemida é um diurético de alça que inibe o cotransportador Na + /K + /2Cl na alça
ascendente de Henle em sua porção espessa. Com frequência é chamada de diurético de
“teto alto” por ser mais eficaz que os outros diuréticos. A furosemida diminui a absorção de
sódio, cloreto e potássio do túbulo. Subsequentemente, esses íons são retidos no túbulo renal
chegando ao néfron distal. A urina diluída é produzida, pois a água é retida no túbulo
quando alcança o túbulo distal devido a presença destes íons. Além disso, há perda urinária
de Mg ++ e Ca ++ . Um mecanismo de ação adicional é por meio da síntese de
prostaglandina. A furosemida aumenta a produção intrarrenal de prostaglandina (p. ex.,
PGI2), que aumenta o fluxo sanguíneo renal. A síntese de prostaglandinas também pode
causar vasodilatação em outros tecidos. A meia-vida plasmática em animais é curta (1,5-3
horas); portanto, este é um medicamento de curta ação. A absorção oral pode ser altamente
variável, mas em equinos a absorção oral é tão baixa que este não é um método de
administração viável.
Indicações e Usos Clínicos
Em pequenos animais, a furosemida é o medicamento de escolha para tratar condições que
causam edema: edema pulmonar, doenças hepática, cardíaca e vascular. Ela aumenta a
produção de urina e pode ser usada para tratar insuficiência renal aguda. Além disso, a
furosemida aumentará a excreção de K + e Ca ++ , sendo usada para tratar hipercalemia e
hipercalcemia. Em equinos, a furosemida é usada para tratar edema e síndromes associadas
a congestão. O uso mais comum em equinos é no pré-tratamento antes de uma corrida (no
Brasil o uso de furosemida para cavalos de corrida antes da prova pode ser considerado
doping). Embora pareça produzir tempos mais rápidos de corrida, seu mecanismo de ação
não é claro. Ela pode diminuir o peso corporal via perda de água, podendo diminuir a
hemorragia pulmonar induzida por exercício (HPIE). Entretanto, a eficácia para reduzir a
HPIE é controversa em equinos. Em bovinos, a furosemida também é usada para tratar
condições de edema (p. ex., edema de úbere) e para o tratamento da insuficiência cardíaca
e hipertensão pulmonar.
Em animais, a duração do efeito é curta, de aproximadamente 2-4 horas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são principalmente relacionados ao efeito diurético (perda de fluido
e eletrólitos). Em cães, a hiponatremia é mais comum que a hipocalemia. Ocorrem
tolerância e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), em que o efeito
diurético é atenuado.
Contraindicações e Precauções
Administre de maneira conservadora em animais que estão recebendo inibidores da
enzima conversora de angiotensina (ECA) para diminuir o risco de azotemia. A
administração repetida pode aumentar os níveis de aldosterona via ativação do SRAA.
Interações Medicamentosas
O uso concomitante de antibióticos aminoglicosídicos ou anfotericina B pode aumentar o
risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade. A administração de anti-inflamatórios não
esteroidais (AINEs) com furosemida pode diminuir seu efeito. O pH da solução é 8-9,8. A
furosemida é estável com medicamentos alcalinos, mas não misture com soluções de
medicamentos de caráter ácido com pH < 5,5.
Instruções de Uso
As recomendações baseiam-se no extenso uso clínico de furosemida em animais. O início do
efeito após uma injeção é geralmente de 5 minutos, com um pico em 30 minutos e uma
duração de aproximadamente 2 horas. Infusões de taxa constante em cães e equinos
podem ser mais efetivas que o bolus intermitente. A administração repetida a longo prazo
pode atenuar os efeitos em função da tolerância e ativação do SRAA.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de eletrólitos (particularmente potássio) e o estado de hidratação
dos pacientes durante o tratamento.
Formulações
A furosemida está disponível em comprimidos de 12,5, 20, 40, 50 e 80 mg (preparação para
uso humano); solução oral de 10 mg/mL (xarope) e injeção de 50 mg/mL. Os comprimidos,
em geral, podem ser fracionadoscom facilidade.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture com soluções ácidas. É compatível em seringas plásticas e kits de infusão. A
furosemida é pouco solúvel em água, mas pode ser misturada com glicose a 5%, solução
salina a 0,9% ou solução de Ringer com lactato em uma concentração de 10 mg/mL. Estas
soluções são estáveis por 8 horas. É mais solúvel se o pH for > 8, mas precipita-se
prontamente quando o pH é < 5,5. As formulações orais compostas em xaropes e outros
palatabilizantes são estáveis, se mantidas em pH alcalino ou em álcool. Contudo, o pH mais
baixo resultará em instabilidade da formulação. Se ocorrer descoloração, descarte a
formulação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-6 mg/kg, a cada 8-12 horas (ou conforme necessário), por vias intravenosa,
intramuscular, subcutânea ou oral. Uma dose inicial comum ao tratar pacientes com
insuficiência cardíaca é de 2 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, depois reduzir para
1-2 mg/kg a cada 12 horas, por via oral.
• Em casos agudos, quando é necessário o tratamento, administre 2 mg/kg, por via
intravenosa, seguidos por 2 mg/kg, a cada 30 minutos, até ser observada melhora.
• Em infusão de taxa constante: dose em bolus de 0,66 mg/kg, por via intravenosa,
seguida por 0,66 mg/kg/hora por 8 horas.
Gatos
• Comece com 1 mg/kg, depois aumente conforme necessário, dentro de uma variação
de 1-4 mg/kg, a cada 8-24 horas, por vias intravenosa, intramuscular, subcutânea ou
oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg, a cada 8 horas, ou 250 a 500 mg/cavalo a intervalos de 6-8 horas, por vias
intramuscular ou intravenosa.
• por via intravenosa C: 0,12 mg/kg, por via intravenosa, seguida por 0,12 mg/kg/h, por
via intravenosa.
Bovinos
• 500 mg/animal, uma vez ao dia, ou 250 mg/animal, duas vezes ao dia, por vias
intramuscular ou intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de retirada para bovinos: 2 dias (carne) e 48 horas (leite).
Cavalos: A maioria dos regulamentos de corrida especifica que uma dose de
250 mg/cavalo pode ser administrada por uma única injeção intravenosa até 4 horas antes
da corrida. Na maioria dos cavalos não produzirá violação acima do limiar de urina de
100 ng/mL em 4 horas. Antes de fazer tal uso, consulte a regulamentação vigente no Brasil.
G
Gabapentina
Nomes comerciais e outros nomes
Gabapentin, Neurontin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Neurontin (h) , Gabapentina (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante, analgésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante e analgésico. A gabapentina é um análogo do neurotransmissor inibitório
GABA; contudo, não é um agonista ou antagonista do receptor GABA. O mecanismo da ação
anticonvulsivante e os efeitos analgésicos não são claros, mas há evidências de que o
mecanismo de ação pareça ser via bloqueio dos canais dependentes de cálcio. A gabapentina
inibe a subunidade alfa-2-delta (α2δ) do canal de cálcio dependente de voltagem tipo N
nos neurônios. Com a inibição, ela reduz o influxo de cálcio que é necessário para a liberação
de neurotransmissores – especialmente os aminoácidos excitatórios – provenientes dos
neurônios sinápticos. O bloqueio dos canais tem pouco efeito sobre os neurônios normais,
mas a gabapentina pode suprimir neurônios simulados envolvidos na atividade convulsiva. A
meia-vida em cães e gatos é de apenas 3-4 horas, o que pode requerer administração
frequente. Em equinos, a meia-vida é de 8 horas (variação 6,7-12 horas), mas a absorção
oral é de apenas 16%. Outro medicamento relatado é a pregabalina (Lyrica), que é usada
em seres humanos para dor neuropática e também tem sido usada em cães. Em seres
humanos, a gabapentina é eliminada inalterada principalmente por via renal, no entanto,
em cães ocorre biotransformação hepática de 30-40%. Portanto, algumas interações são
possíveis com medicamentos que afetam a depuração (clearance) hepática, ou com
hepatopatias que podem comprometer a função hepática.
Indicações e Usos Clínicos
A gabapentina é usada como anticonvulsivante e para tratar síndromes da dor, incluindo a
dor neuropática. É usada para tratar a dor neuropática que não responde aos antiinflamatórios
não esteroidais (AINEs) ou aos opiáceos. Entretanto, atualmente faltam
estudos demonstrando a eficácia para o tratamento da dor em cães e gatos. Quando usada
para tratar epilepsia, ela (ou a pregabalina), em geral, é considerada alternativa quando as
convulsões se tornam refratárias a outros medicamentos. Estudos sobre a eficácia clínica em
medicina veterinária estão faltando para ambos os usos, e os esquemasde tratamento em sua
maioria derivaram de evidência empírica ou extrapolação da medicina humana.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sedação e ataxia são os efeitos adversos relatados. À medida que a dose aumenta, em
cães (ver Posologia), a sedação é mais provável. Em seres humanos, descreveu-se a
síndrome da abstinência decorrente da descontinuação abrupta, mas o mesmo não é
referido em animais. A solução oral contendo xilitol, que é um adoçante artificial que
pode ser tóxico a cães e produzir hipoglicemia e lesão hepática em altas doses, em
dosagens superiores a 0,1 g/kg. Com as doses-padrão de gabapentina em solução oral, o
nível tóxico de xilitol provavelmente não será excedido, mas deve-se ter cautela sobre a
adição de outros medicamentos que também contenham xilitol.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Os antiácidos diminuem a absorção oral.
Instruções de Uso
A gabapentina é usada em alguns animais como anticonvulsivante quando eles são
refratários a outros medicamentos. Pode ser usada com outros medicamentos, como o
fenobarbital e o brometo. Também é usada para tratar síndromes de dor neuropática
também com AINEs e opioides. A eficácia em cada destas indicações é empírica; não foram
publicados estudos controlados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A gabapentina está disponível em cápsulas de 100, 300 e 400 mg; em comprimidos
graduados de 100, 300, 400, 600 e 800 mg e em soluções orais de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Se armazenada em altas temperaturas e alta umidade, pode haver degradação no período
de 9 semanas. Os comprimidos divididos e intactos são estáveis após armazenamento em
temperatura ambiente por 9 semanas. A estabilidade das formulações compostas não foi
avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose como anticonvulsivante: 2,5-10 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral.
• Dor neuropática: Comece com 5-15 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, e aumente a
dose gradualmente até atingir 40 mg/kg, a cada 8-12 horas, por via oral, se necessário.
Gatos
• Dose anticonvulsivante: 5-10 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.
• Dor neuropática: 5-10 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Dor neuropática: 2,5 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de períodos de
carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
No Brasil, a gabapentina está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 4
Genfibrozila
Nome comercial e outros nomes
Lopid
Medicamentos comercializados no Brasil
Lopid (h) , Genfibrozila (g)
Classificação funcional
Agente anti-hiperlipidêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A genfibrozila é um agente que reduz o colesterol, os triglicerídeos e as lipoproteínas de
muito baixa densidade (VLDL) no plasma e aumenta as lipoproteínas de alta densidade
(HDL). O mecanismo resulta da inibição de lipólise periférica e da extração hepática
reduzida de ácidos graxos livres.
Indicações e Usos Clínicos
É usada para tratamento de hiperlipidemia. É usada em cães para tratamento de algumas
síndromes hiperlipidêmicas, mas a eficácia não foi relatada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Usada principalmente em seres humanos para tratar hiperlipidemia, mas ocasionalmente é
usada em animais. Não foram realizados estudos clínicos em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de colesterol.
Formulações
A genfibrozila está disponível em comprimidos de 600 mg e em cápsulas de 300 mg
(somente no Canadá).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 7,5 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de períodos de
carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Glibenclamida (Gliburida)
Nomes comerciais e outros nomes
Diabeta, Micronase, Glynase e Glibenclamide (nome utilizado no Reino Unido)
Medicamentos comercializados no Brasil
Daonil (h) , Glucovance (h) , Lisaglucon (h) , Glibenclamida (g)
Classificação funcional
Agente antidiabético, agente hipoglicêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A gliburida é um agente hipoglicêmico sulfonilureia oral; é também conhecido como
glibenclamida. Este medicamento age para aumentar a secreção de insulina do pâncreas,
provavelmente pela interação com os receptores de sulfonilureia nas células beta, ou
interferindo nos canais de potássio sensíveis à adenosina trifosfato (ATP) nas células beta
pancreáticas, que aumentam a secreção de insulina. Estes medicamentos também podem
aumentar a sensibilidade dos receptores insulínicos existentes. É usada como tratamento
oral no controle do diabetes melito, particularmente em gatos. A taxa de resposta é de
aproximadamente 40%. As sulfonilureias incluem glipizida (Glucotrol) e gliburida (DiaBeta,
Micronase). A metformina é da classe biguanida de fármacos orais para tratamento do
diabetes.
Indicações e Usos Clínicos
Agentes hipoglicêmicos orais têm sucesso no tratamento de seres humanos somente no caso
de diabetes não dependente de insulina. Em animais seu uso é limitado. A gliburida não é
eficaz em cães, mas é usada em alguns gatos. Alguns gatos podem responder inicialmente
aos agentes hipoglicêmicos orais, mas eventualmente precisam de tratamento com insulina.
Medicamentos semelhantes incluem acetohexamida, clorpropamida, glipizida, gliclazida e
tolazamida. Há mais experiência com a glipizida do que com outros fármacos, e ela deve ser
usada como medicamento de primeira escolha (ver mais detalhes no verbete Glipizida.)
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode causar vômitos relacionados à dose, anorexia, aumento da bilirrubina e elevação das
enzimas hepáticas em alguns gatos. A gliburida causa hipoglicemia, porém bem menos
que a insulina. Em seres humanos, é possível o aumento da mortalidade por causas
cardíacas.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas em animais.
Interações Medicamentosas
Não são referidas interações medicamentosas em animais. Muitas interações
medicamentosas são relatadas em seres humanos. Não se sabe se o mesmo ocorre em
animais, já que seu uso clínico é raro. Use com cautela com betabloqueadores,
antifúngicos, anticoagulantes, fluoroquinolonas e sulfonamidas.
Instruções de Uso
Como a resposta aos agentes hipoglicêmicos orais em gatos é imprevísivel, recomenda-se o
uso experimental primeiro por, pelo menos, 4 semanas. Se o gato responder, a terapia poderá
ser continuada. Por outro lado, a insulina poderá ser indicada. Alimente gatos com dieta
com alto teor de fibras usando agentes hipoglicêmicos orais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis de glicose para determinar se o medicamento é eficaz. Monitore as
enzimas hepáticas.
Formulações
A gliburida está disponível em comprimidos de 1,25, 2,5 e 5 mg (Diabeta e Micronase). A
glinase está disponível em comprimidos micronizados de 1,5; 3 e 6 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Não há relatos de doses efetivas.
Gatos
• 0,2 mg/kg/dia por via oral. Alternativamente, comece com 0,625 mg (meio
comprimido), por gato, 1 vez/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação e sobre períodos de carência disponíveis.
Glicerina
Nome comercial de outros nomes
Generic
Medicamentos comercializados no Brasil
Glicerina (g)
Classificação funcional
Diurético, laxativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A glicerina é administrada para reduzir a pressão ocular no tratamento do glaucoma agudo.
Entretanto, o manitol intravenoso é usado com mais frequência para esta finalidade. A
glicerina é mais usada como laxativo; ela lubrifica as fezes e adiciona água aos conteúdos
intestinais.
Indicações e Usos Clínicos
A glicerina é um agente osmótico que desvia a água para o lúmen do intestino ou do túbulo
renal. Administrada por via sistêmica, ela age como agente osmótico diurético, impedindo a
reabsorção da água dos túbulos renais. Administrada por via oral, não é absorvida, mas age
como laxativo osmótico, “puxando” a água para dentro do intestino.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A glicerina pode causar desidratação com o uso frequente ou em altas doses.
Contraindicações e Precauções
Não administre em animais desidratados.
Interações Medicamentosas
Não são referidas interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Embora a glicerina possa reduzir a pressão ocular, outros medicamentos são usados para
tratar o glaucoma agudo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as pressões oculares. Monitore os eletrólitos em animais tratados.
Formulações
A glicerina está disponível em solução oral ou emulsão a 40 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais (Cães e Gatos)
• 1-2 mL/kg, a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Pelo baixo risco de resíduos, não são
sugeridos períodos de carência.
Glicopirrolato
Nome comercial e outros nomes
Robinul-V
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticolinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito acetilcolínico no receptor muscarínico),
parassimpatolítico. O glicopirrolato produz efeitos semelhantes aos da atropina por via
sistêmica. Entretanto, pode ter menos efeito sobre o sistema nervoso central (SNC)
comparado à atropina devido à menor penetração no SNC. Pode produzir uma duração de
ação mais prolongada que a atropina.
Indicações e Usos Clínicos
O glicopirrolato é usado para inibir os efeitos vagais e aumentar a frequência cardíaca em
animais. Também diminui as secreções brônquicas, salivares e gástricas. Pode ser usado
como adjuvante na anestesia, quando é necessário cancelar o estímulo vagal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos atribuídos aos efeitos antimuscarínicos (anticolinérgicos). Os efeitos
colaterais da terapia incluem xerostomia, íleo paralítico, constipação intestinal,
taquicardia e retenção urinária.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais. Entretanto,
espera-se que o glicopirrolato, assim como outros medicamentos anticolinérgicos,
antagonize fármacos que estimulam as secreções brônquica e gástrica bem como a
motilidade do trato gastrointestinal.
Instruções de Uso
O glicopirrolato é usado com frequência em associação com outros agentes, particularmente
agentes anestésicos. Embora alguns anestésicos, como os alfa-2-agonistas e os opioides
estejam associados à bradicardia, raramente é necessário administrar agentes
anticolinérgicos para reduzir a bradicardia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca durante o tratamento.
Formulações
O glicopirrolato está disponível em solução injetável de 0,2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,005-0,01 mg/kg, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Equinos
• Use durante anestesia: 0,005-0,01 mg/kg, por vias intramuscular ou subcutânea, ou
0,0025-0,005 mg/kg, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de intervalo de
carência do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Classificação RCI: 4
Glicosamina + Sulfato de Condroitina
Nomes comerciais e outros nomes
Cosequin, Glycoflex e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Condroflex (h) , Artrolive (h) , Condroton (v) , Condroplex(v)
Classificação funcional
Suplemento nutricional
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A glicosamina é um aminoaçúcar sintetizado a partir de glicose e glutamina. É fonte de
glicosamina-6-fosfato e n-acetilglicosamina. É um composto intermediário, convertido em
éster que está incorporado a cartilagem articular. Portanto, é um precursor direto na
formação de glicosaminoglicanos na cartilagem. A glicosamina normalmente é administrada
em associação à glicosamina HCl e ao sulfato de condroitina. Outras formas incluem sulfato
sódico de glicosamina e sulfato potássico de glicosamina. A glicosamina é promovida para
estimular a síntese do líquido sinovial, inibir a degradação e melhorar a cura da cartilagem
articular. Outras informações estão disponíveis na seção do sulfato de condroitina. Estudos
sobre biodisponibilidade produziram resultados variáveis dependendo da formulação,
técnica de ensaio e espécie. A absorção oral de glicosamina varia, indo desde 12% em cães a
apenas 2,5% (125 mg/kg) ou 6% (20 mg/kg) em equinos. Embora estudos in vitro
demonstrassem benefícios para a cartilagem articular, alguns estudos questionaram se a
glicosamina oral é absorvida por via sistêmica de uma forma intacta em uma extensão alta o
suficiente para produzir esses benefícios. A absorção oral pode ser afetada pela forma
administrada, pois o sulfato de glicosamina pode ser melhor absorvido que o cloridrato de
glicosamina.
Indicações e Usos Clínicos
A glicosamina é principalmente usada para o tratamento da doença articular degenerativa,
sendo normalmente encontrada em formulações em associação com o sulfato de
condroitina. (Ver verbete Sulfato de Condroitina.) As análises dos estudos publicados em
cães não concluíram que haja um nível moderado de evidência indicando algum benefício
na osteoartrite, mas os resultados podem ser inconsistentes entre os estudos. Os benefícios
do tratamento em equinos com claudicação também são relatados a partir da administração
oral de suplementos de condroitina-glicosamina. Não há evidências que corroborem a
eficácia da administração sistêmica para redução de infecções do trato urinário em animais
(via efeito benéfico sobre a mucosa da bexiga). Estes compostos são registrados como
suplementos dietéticos que modificam a doença e não como medicamentos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em alguns animais, há relatos de fezes moles e gases intestinais. Em experimentos com
roedores, injeções de glicosamina podem causar hiperglicemia, resistência à insulina e
diminuição na ação metabólica da insulina por meio de resistência ao trajeto da
hexosamina. Entretanto, a relevância clínica desses achados não foi demonstrada.
Estudos clínicos em cães mostraram que a administração a curto prazo (21 dias) da
glicosamina não afeta o controle glicêmico ou causa diabetes melito em cães. Por outro
lado, efeitos adversos não foram referidos, embora a hipersensibilidade seja possível.
Contraindicações e Precauções
A segurança da glicosamina não foi estabelecida em animais diabéticos ou obesos que
possam ser propensos ao desenvolvimento de diabetes. Por outro lado, não existem
informações sobre precauções conhecidas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. Os medicamentos contendoglicosamina e
condroitina podem ser usados com segurança com anti-inflamatórios não esteroidais
(AINEs).
Instruções de Uso
As doses são baseadas principalmente no empirismo e nas recomendações do fabricante. Há
poucos estudos publicados sobre eficácia ou titulação de doses disponíveis para determinar a
dose ótima. As doses listadas são recomendações gerais e podem variar entre os
medicamentos. O cloridrato de glicosamina é mais biodisponível que o sulfato de
glicosamina. Os medicamentos podem variar quanto à estabilidade, pureza e potência. Use
medicamentos de um fornecedor conceituado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento rotineiro do paciente. Não há evidência de que a
administração de glicosamina aumente a glicose sérica. A glicosamina é produzida por
glicose no corpo, mas esta é uma reação irreversível.
Formulações
Várias formulações encontram-se disponíveis. Os veterinários são incentivados a examinar
cuidadosamente o rótulo do produto para assegurar a adequada potência do produto. Um
medicamento (Cosequin, nos EUA) está disponível em cápsulas de potência regular (PR) e
dupla potência (DP). A potência regular contém 250 mg de glicosamina; 200 mg de sulfato
de condroitina e glicosaminoglicanos misturados, 5 mg de manganês e 33 mg de ascorbato
de manganês. Os comprimidos DP contêm o dobro de cada uma destas quantidades. Os
medicamentos para equinos contêm 3,3 g por pá dosadora equivalentes a 1.800 mg de
glicosamina e 570 mg de condroitina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Os
medicamentos podem variar quanto à estabilidade e potência.
Posologia para Pequenos Animais
• Requisitos para dosagem geral de glicosamina: 22mg/kg/dia, por via oral, e aumentada
para 44 mg/kg/dia por via oral, em pacientes que inicialmente não respondem.
Alternativamente, a melhor resposta deve ser antecipada ao se iniciar com a dose mais
alta.
Muitas preparações são administradas em associação com a condroitina. Para a
dosagem geral, use Cosequin RP e DP como guia geral.
Cães
• 1-2 cápsulas ao dia e 2-4 cápsulas para cães grandes.
Gatos
• 1 cápsula ao dia.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 12 mg/kg de glicosamina + 3,8 mg/kg de sulfato de condroitina, 2 vezes ao dia, por via
oral, por 4 semanas, depois 4 mg/kg glucosamina + 1,3 mg/kg de sulfato de
condroitina. É comum se iniciar o tratamento em equinos com a dose mais alta de
22 mg/kg de glicosamina + 8,8 mg/kg de sulfato de condroitina, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Devido ao baixo risco de resíduos,
não são sugeridos períodos de carência.
Glicosaminoglicano Polissulfatado
Nomes comerciais e outros nomes
Adequan Canine ® , Adequan IA ® e Adequan IM ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente antiartrítico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O glicosaminoglicano polissulfatado (GAGPS) fornece compostos grandes de alto peso
molecular, similares aos constituintes normais de articulações sadias. É condroprotetor e
inibe enzimas que podem degradar a cartilagem articular, como a metaloproteinase. Ajuda
na homeostasia da síntese de glicosaminoglicano e colágeno, bem como diminui mediadores
inflamatórios (p. ex., PGE 2 ).
Indicações e Usos Clínicos
O GAGPS é injetado em cães e equinos para tratar ou prevenir doença articular
degenerativa. Injeções intra-articulares têm sido efetivas, mas as doses intramusculares
podem ser muito baixas para ter efetividade em alguns animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são raros. Reações alérgicas são possíveis. O GAGPS tem efeitos
semelhantes aos da heparina e pode desencadear problemas hemorrágicos em alguns
animais, embora isso não tenha sido observado na prática clínica.
Contraindicações e Precauções
As injeções intra-articulares devem ser aplicadas com técnica asséptica. Use com cautela
em animais que estejam recebendo heparina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses são derivadas de evidência empírica, estudos experimentais e clínicos. Embora
efetivo na artrite aguda, pode não ser tão efetivo na artropatia crônica. Em equinos, às
vezes, é associado com amicacina (125 mg) para uso intra-articular, para prevenir infecção.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Observar se surgem sinais de infecção nas articulações injetadas após tratamento.
Formulações
O glicosaminoglicano polissulfatado está disponível em frasco para injeção de 100 mg/mL
contendo 5 mL, 100 mg/mL para administração intramuscular e 250 mg/mL para uso
intra-articular em equinos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 4,4 mg/kg por via intramuscular 2 vezes/semana durante até 4 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 500 mg a cada 4 dias por via intramuscular durante 28 dias ou 250 mg por articulação
1 vez/semana durante 5 semanas por via intra-articular.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Glipizida
Nome comercial e outros nomes
Glucotrol
Medicamentos comercializados no Brasil
Minidiab (h)
Classificação funcional
Agente antidiabético, agente hipoglicêmico.
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente hipoglicêmico oral da sulfonilureia. Este fármaco age para aumentar a secreção de
insulina das células beta do pâncreas, provavelmente em decorrência da interação com
receptores de sulfonilureia presentes nas células beta, levando à inibição dos canais de
potássio sensíveis à adenosina trifosfato (ATP) destas células pancreáticas, o que aumenta a
secreção de insulina. Estes medicamentos também podem aumentar a sensibilidade dos
receptores insulínicos existentes. Estudos em gatos mostraram que a glipizida possui uma
meia-vida de 17 horas e concentração plasmática efetiva para eficácia de 50% (EC 50 ) de
70 μg/mL.
Indicações e Usos Clínicos
A glipizida é usada como o tratamento oral no controle do diabetes melito, particularmente
em gatos. O índice de resposta nesses animais é de aproximadamente 44-65% (alguns
relatos são de 30% ou menos). O mesmo índice para cães é precário. É mais comum
administrar medicamentos da classe das sulfonilureia em animais do que outros fármacos
hipoglicêmicos orais por terem maior eficácia. A glipizida é a mais comum desta classe.
Outros medicamentos hipoglicêmicos orais incluem aceto-hexamida, clorpropamida,
glibenclamida (gliburida) (DiaBeta, Micronase), gliclazida e tolasamida. A meftformina é da
classe biguanida de medicamentos orais para diabetes e não teve eficácia tão alta quanto a
glipizida em gatos.
A absorção da glipizida transdérmica de um gel cutâneo plurônico (o veículo organogel
plurônico [PLO] é precária em gatos (< 20%) e inconsistente. Não se recomenda esta via.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode causar vômito relacionado com a dose, anorexia, aumento de bilirrubina e elevação
das enzimas hepáticas em alguns gatos (15%). Nesses animais, pode exacerbar os
depósitos de amiloide pancreática e aumentar a perda de células beta. A glipizida pode
causar hipoglicemia, mas menos do que a insulina. Em seres humanos, o aumento da
mortalidade cardíaca é possível, mas isto não foi relatado em gatos.
Contraindicações e Precauções
Muitos gatos não respondem ao tratamento e necessitarão de terapia com insulina. Não
trate gatos com a glipizida quando estes não estão estáveis ou estejam desidratados ou
debilitados.
Interações Medicamentosas
Muitas interações medicamentosas foram relatadas em seres humanos. Não se sabe se
estas interações ocorrem em animais. Use com cautela com betabloqueadores,
medicamentos antifúngicos, anticoagulantes, fluoroquinolonas, sulfonamidas e outras.
Instruções de Uso
Os agentes hipoglicêmicos orais têm sucesso em seres humanos somente no diabetes não
dependente de insulina. O uso é limitado em animais. Como a resposta aos agentes
hipoglicêmicos orais em gatos é imprevisível, recomenda-se primeiro o uso experimental de
pelo menos 4 semanas. Se o gato responder, a substância poderá ser continuada; caso
contrário, a insulina deve ser indicada. Alimente os gatos com dieta de alto teor de fibras
quando usar agentes hipoglicêmicos. A glipizida transdérmica (dose de 5 mg) em gel PLO foi
avaliada em gatos. Embora a formulação transdérmica tenha produzido uma modesta
alteração nas concentrações de glicose, a absorção sistêmica foi de apenas 20%.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis de glicose sanguínea para determinar se o medicamento é efetivo.
Monitore as enzimas hepáticas. Ela pode aumentar os níveis da alanina transaminase (ALT)
e da fosfatase alcalina.
Formulações
A glipizida está disponível em comprimidos de 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene a glipizida em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura
ambiente. A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Não há dose efetiva disponível.
Gatos
• 2,5-7,5 mg/gato, a cada 12 horas, por via oral. A dose usual é de 2,5 mg/gato
inicialmente, depois aumente para 5 mg/gato, a cada 12 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para as estimativas de intervalo de
carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARADD (1-888-873-2723).
Gonadotrofina Coriônica
Nomes comerciais e outros nomes
Profasi, Pregnyl, A.P.L. e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Chorulon (v) , Duogestal (v) , Novormon (v) , PG-600 (v) , Procioclin Suíno (v) , Sincro ECG (v) ,
Vetecor (v)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A gonadotropina também é referida como gonadotropina coriônica humana (hCG). A ação
da hCG é idêntica à do hormônio luteinizante (LH).
Indicações e Usos Clínicos
A gonadotropina é usada para induzir a luteinização em animais. A gonadotropina é usada
para tratar vários distúrbios reprodutivos, quando é desejada a estimulação da ovulação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos adversos em animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes. As pessoas, particularmente mulheres, devem ter
extremo cuidado no manuseio dessa medicação. A exposição humana pode representar
um risco para as mulheres grávidas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas.
Instruções de Uso
Quando usado em éguas, a maioria ovula em 32-40 horas após o tratamento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes tratados para sinais luteinizantes e estro.
Formulações
O hCG está disponível em injeções de 5.000, 10.000 e 20.000 unidades.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 22 unidades/kg, a cada 24-48 horas, por via intramuscular, ou 44 unidades, por via
intramuscular, dose única.
Gatos
• 250 unidades/gato, dose única, por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Indução ovulatória: 2.500 a 5.000 unidades por fêmea, por vias intramuscular ou
intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para os animais de produção. Devido
ao baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Griseofulvina
Nomes comerciais e outros nomes
Microsize: Fulvicin U/F, Grisactin e Grifulvin e Ultramicrosize: Fulvicin P/G e GrisPEG
Medicamentos comercializados no Brasil
Sporostatin (h) , Crema 6A (v) , Griseoderm (v)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico. Após administração sistêmica, a griseofulvina deposita-se nas
células precursoras de queratina da pele e dos pelos. É rapidamente captada dentro destes
tecidos em 4-8 horas ou 48-72 horas (dependendo do estudo) após a administração. Depois
de incorporada a estas células, a mitose das células fúngicas é inibida pelos efeitos do fuso
mitótico (fungiostático), e, eventualmente, as células fúngicas são exterminadas.
Indicações e Usos Clínicos
A griseofulvina é um dos medicamentos de escolha quando é necessário o tratamento
sistêmico para infecções dermatofíticas causadas por Microsporum spp. e Trichophyton spp. em
cães e gatos. Algumas vezes é usada em associação com terapia tópica. A griseofulvina não é
eficaz para o tratamento de leveduras ou bactérias. No mínimo 4 semanas e algumas vezes
3 meses ou mais são necessários para o sucesso da terapia. Seu uso tem sido substituído por
medicamentos antifúngicos azólicos em muitos casos (itraconazol, fluconazol, etc.).
Também é eficaz para tratar algumas dermatoses inflamatórias não infecciosas que não a
dermatofitose.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos em animais incluem teratogenicidade em gatos, anemia e leucopenia
em gatos, anorexia, depressão, vômito e diarreia. Em gatos, a infecção pelo vírus da
leucemia felina (VLF) pode aumentar o risco de mielotoxicidade. Não se sabe se
problemas da medula óssea são causados por altas doses ou por uma reação idiossincrática
(não relacionada com a dose). Estes efeitos se resolvem em gatos quando o tratamento é
interrompido, mas há relatos de pancitopenia idiossincrática irreversível.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatas prenhes. Deve-se ter cautela ao administrar griseofulvina a gatos
com infecções virais (VLF), pois pode exacerbar os efeitos sobre a medula óssea.
Interações Medicamentosas
A grioseofulvina é um indutor enzimático do citocromo P450. Portanto, outros
medicamentos administrados em paralelo podem ser biotransformados mais rápido e,
consequentemente, sofrer uma rápida depuração (clearance).
Instruções de Uso
Uma ampla gama de doses é relatada. As doses listadas aqui representam o consenso atual. A
absorção oral é favorecida na presença de gordura, e a administração da substância com
refeição de alto teor gorduroso pode aumentar tremendamente a extensão da absorção.
Duas formulações estão disponíveis: tamanho micro e ultra. A administração de uma
formulação constituída por partículas finas também aumentará a absorção. As formulações
veterinárias geralmente são compostas por preparações micronizadas e isto se reflete nos
regimes de dosagem. Se preparações ultramicronizadas forem usadas, a dose poderá ser
diminuída pela metade. Agite bem a suspensão oral antes de usar. Considere 25 mg/kg, a
cada 12 horas, inicialmente, e depois aumente para 50-60 mg/kg, a cada 12 horas, para os
casos problemáticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma completo para evidência de toxicidade da medula óssea.
Formulações
A griseofulvina está disponível em comprimidos 125, 250 e 500 mg; suspensão oral
25 mg/L; xarope oral 125 mg/mL e comprimidos ultramicronizados de 100, 125, 165, 250
e 330 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
griseofulvina não é hidrossolúvel, mas é solúvel em álcool.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Micronizada: 50 mg/kg por dia, por via oral, até a dose máxima de 110-132 mg/kg ao
dia em tratamentos divididos. Comece com 25 mg/kg, a cada 12 horas, por via oral, e
depois aumente para 50-60 mg/kg, a cada 12 horas, pela mesma via, para os casos
refratários.
• Ultramicronizada: 30 mg/kg/dia em tratamentos divididos por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Dermatofitose: 5,6 mg/kg do pó micronizado oral, a cada 24 horas. O tratamento deve
ser continuado por no mínimo de 10 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao
potencial teratogênico, não administre a animais de produção.
Guaifenesina
Nomes comerciais e outros nomes
Glyceryl guaiacolate, Guaiphenesin, Geocolate, Guailaxin, Glycotus, Hytuss, Fenesin,
Humabid LA e Mucinex.
Medicamentos comercializados no Brasil
Bricanyl Composto (h) , Broncofenil (h) , Guaifenesina (g)
Classificação funcional
Expectorante; relaxante muscular
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A guaifenesina, que também é conhecida como guaiacolato de glicerila, é um composto que
combinaas terapias antiga e tradicional para tratar a tosse em seres humanos, embora sua
eficácia seja questionada para este efeito. Para doença respiratória, é administrada por via
oral para produzir efeito expectorante. Este efeito é presumivelmente por estimulação vagal
para produzir mais secreções brônquicas viscosas.
Como adjuvante anestésico é usado como pré-anestésico com barbitúricos e outros
medicamentos. É um relaxante muscular esquelético de ação central e causa sedação e
relaxamento por inibir a transmissão nervosa. As informações farmacocinéticas são limitadas,
mas a meia-vida em potrosé de 60-84 minutos. A duração da ação em equinos é de
aproximadamente 30 minutos.
Indicações e Usos Clínicos
A guaifenesina é administrada por via intravenosa (particularmente em grandes animais)
como adjuvante à anestesia, e por via oral em animais como expectorante. Historicamente,
também é usada como analgésico e antipirético. Com mais frequência é usada antes para a
indução de anestesia geral em equinos, mas também é usada em outras espécies. Faltam
dados de apoio sobre o efeito expectorante. Ela pode aumentar o volume e reduzir a
viscosidade das secreções na traqueia e nos brônquios. Também pode facilitar a remoção das
secreções.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pequenos extravasamentos da veia decorrentes da injeção intravenosa não causam lesão
tecidual. Entretanto, pode ocorrer tromboflebite. l Em altas doses, a hipotensão pode
estar presente. Casos de hemólise têm sido observados quando da infusão intravenosa,
mas esta não é significativa a uma concentração inferior a 15%. Pode ocorrer um efeito
vagal (i. e., estimulação das secreções), quando o medicamento é usado como
expectorante.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intravenosa se um precipitado visível for observado.
Formulações orais para seres humanos (tosse e remédios para resfriados) podem
conter ingredientes, como dextrometorfano ou descongestionantes (p. ex., fenilefrina ou
pseudoefedrina). Não use estas associações em animais sensíveis a estes compostos e, se
possível, use somente formulações que contenham guaifenesina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas significativas. É usada com segurança com
acepromazina, xilazina, detomidina, cetamina, tiopental e pentobarbial.
Instruções de Uso
Para fins anestésicos, guaifenesina a 5% é formulado em pó (50 g/L) dissolvido em água
estéril. Ela se dissolve mais prontamente se a água estiver aquecida (morna). A infusão de
110 mg/kg pode produzir sonolência transitória, mas normalmente é administrada com
outros agentes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Sugere-se o monitoramento de animais durante anestesia (frequências cardíaca e
respiratória e ritmo). É possível que ocorra hipotensão; portanto, a pressão sanguínea deve ser
monitorada.
Formulações
A guaifenesina está disponível em soluções intravenosas que são preparadas antes da infusão
com pó e em solução a 5%. Também está disponível em comprimido de 100 e 200 mg;
comprimidos de liberação extensa de 600 mg e solução oral de 20 mg/mL e 40 mg/mL.
Formulações de venda livre podem conter outros ingredientes, como dextrometorfano e
descongestionantes.
Estabilidade e Armazenamento
A guaifenesina é solúvel em água e em álcool. É mais solúvel em água aquecida (morna). Ela
se precipitará se a temperatura for de 22° ou mais fria. Deve ser administrada por via oral
logo após a preparação, pois a estabilidade é curta. Entretanto, soluções a 10% ficam estáveis
por até 7 dias. Para uso intravenoso, ela é misturada com xilazina e cetamina, sem aparente
perda da estabilidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Expectorante: 3-5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.
• Adjuvante anestésico: 2,2 mL/kg/hora de uma solução a 5% por via intravenosa. É
administrada com alfa2 agonistas e cetamina.
Gatos
• Expectorante: 3-5 mg/kg, a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2,2 mL/kg de solução a 5% (110 mg/kg) infundida por via intravenosa, em equinos,
antes de outros agentes anestésicos, como a cetamina. A solução de guaifenesina pode
ser administrada rapidamente.
• Infusão a velocidade constante (IVC): 2,2 mg/kg/h, por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência (extrabula): 3 dias (carne) e 48 horas (leite).
Classificação RCI: 4
H
Halotano
Nome comercial e outros nomes
Fluothane
Medicamentos comercializados no Brasil
Halotano Hoechst (h)
Classificação funcional
Anestésico inalatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico inalatório. O halotano é um etano multi-halogenado. Caracteriza-se pela rápida
indução e recuperação, alta potência e poucos efeitos colaterais. Como outros anestésicos
inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. Eles produzem depressão generalizada e
reversível do sistema nervoso central (SNC). Os anestésicos inalatórios variam em sua
solubilidade no sangue, potência e taxa de indução e recuperação. Aqueles com baixos
coeficientes de partição sangue/gás estão associados a taxas mais rápidas de indução e
recuperação. O halotano tem uma pressão de vapor de 243 mmHg (a 20 °C), um
coeficiente de partição sangue/gás de 2,3 e um coeficiente de óleo/sangue de 51. Devido a
alta lipossolubilidade, sua eliminação é mais lenta do que a de outros agentes.
Indicações e Usos Clínicos
O halotano, como outros anestésicos inalatórios, é usado para anestesia geral em animais.
Possui um valor de concentração alveolar mínima (CAM) de 1,04%, 0,87% e 0,88% em
gatos, cães e equinos, respectivamente. Entretanto, tem sido substituído por anestésicos
inalatórios mais novos (p. ex., isoflurano) em muitas práticas veterinárias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros anestésicos inalatórios, o halotano produz vasodilatação e aumento do fluxo
sanguíneo para os vasos sanguíneos cerebrais. Isso pode aumentar a pressão
intracraniana. Ainda à semelhança de outros anestésicos inalatórios, ele produz
depressão miocárdica dependente da dose, com diminuição associada do débito
cardíaco. Também deprime a frequência respiratória e a ventilação alveolar. Como outros
anestésicos inalatórios, aumenta o risco de arritmias ventriculares, especialmente em
resposta às catecolaminas. A hepatotoxicidade é referida em seres humanos.
Contraindicações e Precauções
Administre com cautela a pacientes com problemas cardiovasculares.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas. O uso de outros anestésicos em
associação ao halotano reduzirá a necessidade da dose deste.
Instruções de Uso
O uso de anestésico inalatório requer cuidadoso monitoramento. A dose é determinada pela
intensidade da anestesia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca do paciente, bem como o ritmo e a respiração
durante a anestesia.
Formulações
O halotano está disponível em frasco de 250 mL.
Estabilidade e Armazenamento
O halotano é altamente volátil e deve ser armazenado em recipiente hermeticamente
selado.
Posologia para Pequenos Animais
• Indução: 3%.
• Manutenção: 0,5-1,5%.
Posologia para Grandes Animais
• Valor de CAM: 1%.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. A eliminação é
rápida e são sugeridos períodos curtos de carência. Para estimativas dos intervalos
de carência extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o halotano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito
a receita de controle especial em duas vias.
Hemoglobina Glutamer (Oxiglobina)
Nome comercial e outros nomes
Oxiglobina
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Suplemento de ferro, substituto da hemoglobina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A hemoglobina glutamer (bovina) é usada em cães com várias causas de anemia,
como fluido carreador de oxigênio. A oxiglobina é uma hemoglobina bovina polimerizada
ultrapurificada. O peso molecular é 64.000-500.000 (média 200.000). A osmolalidade é
300 mOsm/mL. A pressão osmótica é maior que a de outros coloides, com uma pressão
osmótica coloidal de 43,3. A meia-vida em cães é de aproximadamente 24 horas (variação
18-43 horas). É destruída por macrófagos e 95% da dose é eliminada em 5-9 dias.
Indicações e Usos Clínicos
A hemoglobina glutamer é usada para tratar a anemia causada por perda sanguínea,
hemólise ou diminuição da produção de hemácias. Embora seja aprovada para cães, também
é usada em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sobrecarga circulatória é possível, especialmente em altas doses e administração rápida.
Os pacientes em maior risco de sobrecarga circulatória são aqueles com doença cardíaca,
doença respiratória, risco de hipertensão, edema cerebral, oligúria/anúria causada por
insuficiência renal e os gatos. Foram observadas hipertensão pulmonar decorrente de
depleção de óxido nítrico (NO) e sobrecarga de volume. Por serem mais sensíveis aos
efeitos colaterais que os cães, devem ser usadas taxas mais baixas de doses em gatos.
Outros efeitos colaterais são descoloração da pele e da membrana mucosa, vômitos,
diarreia e anorexia. A descoloração da pele e das membranas mucosas pode persistir por
3-5 dias.
Contraindicações e Precauções
A hemoglobina glutamer não deve ser usada em cães com doença cardíaca avançada.
Administre com cautela em gatos devido ao risco aumentado de hipertensão pulmonar.
Interações Medicamentosas
Não administre com outros medicamentos pelo mesmo kit de infusão. Não misture com
outros medicamentos.
Instruções de Uso
Administre usando técnica asséptica. Em 5-7 dias, 90% da dose é eliminada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Os pacientes que recebem hemoglobina glutamer devem ser monitorados cuidadosamente.
O uso de Oxiglobina não requer prova cruzada. O monitoramento do hematócrito (Ht) ou
hemograma não é útil para avaliar a resposta da terapia com Oxiglobina. A Oxiglobina
interferirá em outros testes de monitoramento, como análise bioquímica (ensaios
colorimétricos). Doses de 30 mL/kg são listadas pelo fabricante, mas muitos veterinários
usam 10-15 mL/kg.
Formulações
A hemoglobina glutamer está disponível em 13 g/dL de hemoglobina polimerizada de
origem bovina em sacos de dose única de 125 mL. A disponibilidade do fabricante pode ser
limitada.
Estabilidade e Armazenamento
À temperatura ambiente, a hemoglobina glutamer tem uma vida útil de 3 anos. Depois de
aberto, o saco de 125 mL deverá ser usado em 24 horas devido à oxidação da hemoglobina
em metemoglobina. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose única de 10-30 mL por via intravenosa, ou até uma taxa de 5-10 mL/kg/h.
Gatos
• Dose única de 3-5 mL/kg por via intravenosa, lentamente. A taxa máxima é de
5 mg/kg/h e não deve exceder 13-20 mL/kg em 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses. Não use em cavalos de corrida.
Informações sobre Restrição Legal
Não estão disponíveis informações sobre regulamentação. Devido ao baixo risco dos resíduos,
não são sugeridos períodos de carência. Entretanto, a hemoglobina glutamer (Oxiglobina) é
proibida em instalações de cavalos de corrida.
Classificação RCI: 2
Heparina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Liquaemin e Hepalean (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Heparin (h) , Liquemine (h) e Heparina Sódica (g)
Classificação funcional
Anticoagulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticoagulante. A heparina produz sua ação aumentando a inibição da síntese e atividade
do fator Xa mediada pela antitrombina III. A heparina difere da heparina de baixo peso
molecular (HBPM) pela proporção equivalente de um fator Xa/antifator IIa. A heparina tem
uma proporção de 1:1, mas as heparinas HBPM têm proporções de 2:1 ou maiores. Em seres
humanos, há uma vantagem da HBPM sobre a heparina convencional, pois as HBPMs têm
meias-vidas mais longas, e as administrações necessárias são menos frequentes. Entretanto,
isto pode não ser uma vantagem para cães e gatos. Veja a descrição de HBPM para mais
informações (enoxaparina [Lovenox] e dalteparina [Fragmin]).
Indicações e Usos Clínicos
A heparina é administrada para prevenir e tratar distúrbios de hipercoagulabilidade e
distúrbios de coagulação, como tromboembolismo, trombose venosa, coagulopatia
intravascular disseminada (CID) e tromboembolismo pulmonar. O uso em situações
específicas é principalmente empírico ou derivado da experiência clínica em seres humanos.
Não há estudos publicados com base em resultados científicos para avaliar a eficácia em
apoio às orientações específicas para a terapia. O uso para prevenção de trombos em cães
com anemia hemolítica imunomediada não é efetivo (300 unidades/kg a cada 6 horas).
Em equinos, é usado para prevenir trombose em pacientes em risco.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais causados por excessiva inibição de coagulação resultam em
sangramento. A trombocitopenia induzida por heparina, um problema em seres humanos,
não é citada como tal em animais. Se ocorrer excessiva anticoagulação e sangramento
resultantes de sobredose, deve-se administrar sulfato de protamina para reverter a
terapia com heparina. A protamina deverá ser administrada por infusão venosa lenta.
Complexos protamínicos com heparina formam um composto estável e inativo.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais, a menos que seja capaz de monitorar o sangramento, pois este pode
ser potencialmente fatal. Não injete por via intramuscular, pois pode gerar um
hematoma.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em animais que já estão recebendo outros fármacos que podem
interferir na coagulação, tais como aspirina e varfarina. Embora não tenha sido
identificada uma interação específica, o uso deve ser cauteloso em animais que já estão
recebendo certos compostos condroprotetores, como os glicosaminoglicanos para
tratamento da artrite.
Instruções de Uso
Os ajustes de dose devem ser realizados pelo monitoramento dos tempos de coagulação. Por
exemplo, a dose é ajustada para manter o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)
1,5-2 vezes o normal. Para informações sobre outras formas de heparina, como as HBPMs,
veja dalteparina ou enoxaparina. A duração do efeito anticoagulante pode variar entre os
pacientes, mas em geral, o efeito de uma dose de 200 unidades/kg em cães tem duração de
aproximadamente 6 horas.
Em pacientes de alto risco, as doses usadas incluem 500 unidades/kg, por vias
subcutânea ou intramuscular, seguida por doses reduzidas, como aquelas listadas na seção
de posologia a cada 8-12 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o efeito usando TTPA ou atividade anti-Xa. A dose é ajustada para manter o TTPA
1,5-2 o normal. A variação-alvo para a atividade anti-Xa é de 0,35-0,70 unidades/mL. Se a
atividade anti-Xa for maior que 70 Unidades/mL, reduza a dose em 25%.
Formulações
A heparina sódica está disponível em injeções de 1.000-10.000 unidades/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos (profilaxia em baixa dose)
• 70 unidades/kg, a cada 8-12 horas, por via subcutânea.
Cães
• Dose de ataque: 100-200 unidades/kg por via intravenosa, em seguida 100-
300 unidades/kg a cada 6-8 horas por via subcutânea. Ajuste a dose via
monitoriamento e aumente para 500-600 unidades/kg, se necessário. Em casos mais
graves, comece com 500 unidades/kg por via subcutânea, como dose inicial, depois
administre 500 unidades/kg a cada 12 horas.
Gatos
• 300 unidades/kg por via subcutânea a cada 8 horas, e aumente para até
500 unidades/kg, se necessário.
Posologia para Grandes Animais
• 125 unidades/kg por via subcutânea ou intramuscular a cada 8-12 horas. (Doses mais
baixas de 80 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas, também são usadas em
equinos.)
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao
baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Hetamido (Hetastarch)
Nomes comerciais e outros nomes
HES, Hidroxietilamido, Hetastarch e Hespan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Fluidoterapia
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O hetamido é um coloide sintético expansor de volume usado para manter o volume
vascular em animais em choque circulatório. É um polímero de glicose de cadeia ramificada
modificado preparado com hidroetilamido e é derivado de amilopectina. Existem duas
preparações de hidroxietilamido: hetamido e pentamido. O hetamido (6%) tem peso
molecular médio de 450.000 e pressão osmótica coloide de 32,7. O pentamido tem peso
molecular médio de 280.000 e pressão osmótica coloide de 40. Como o hetamido é um
composto de peso molecular maior que o do pentamido, tende a permanecer na vasculatura
e a prevenir a perda de volume intravascular e o edema tecidual. Outros coloides são as
dextranas (Dextran 40 e Dextran 70).
Indicações e Usos Clínicos
O hetamido é usado principalmente para tratar hipovolemia aguda e choque. É
administrado por via intravenosa em situações agudas. O hetamido tem uma duração
de expansão efetiva de volume de 12-48 horas. Uma das desvantagens de seu uso é o alto
custo.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
É de uso limitado em medicina veterinária; portanto, não há relatos de efeitos colaterais.
Contudo, pode causar reações alérgicas e disfunção renal hiperosmótica. As suspensões
de hetamido podem afetar a função plaquetária, em doses clinicamente relevantes, por
até 24 horas. Não use em pacientes com problemas hemorrágicos ou coagulopatias
preexistentes.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com problemas hemorrágicos (coagulopatias) ou hemorragia ativa.
Interações Medicamentosas
O hetamido disponível é compatível com a maioria das soluções líquidas.
Instruções de Uso
Suspenso em solução salina (a 0,9%) ou glicose a 5% para uso. Administre em incrementos
de 5 mL/kg a pequenos animais, em seguida reavalie a dose nas taxas listadas na seção de
posologia. O hetamido é usado em situações de cuidados críticos, e administrado por infusão
com velocidade constante. O hetamido parece ser mais eficaz e produz menos efeitos
colaterais que o Dextran. Administre lentamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitor o estado de hidratação do paciente e a pressão sanguínea durante a administração.
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos e observe os pacientes para evidência de
sangramento A administração de hetamido pode aumentar a amilase do paciente por 2-
3 dias.
Formulações
O hetamido está disponível em solução injetável a 6%.
Estabilidade e Armazenamento
O hetamido é estável em sua embalagem original e compatível com a maioria dos kits de
administração de fluidos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Infusão com velocidade constante: 10-20 mL/kg/dia por via intravenosa (0,4-
0,8 mL/kg/h).
Gatos
• Infusão com velocidade constante: 5-10 mL/kg/dia por via intravenosa (0,2-04,
mL/kg/h).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 8-10 mL/kg/ dose em bolus ou 10 mL/kg/h ou em infusão com velocidade constante
de 0,5-1 mL/kg/h. Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao
baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Hiclato de Doxiciclina, Doxiciclina Mono-hidratada
Nomes comerciais e outros nomes
Vibramicin ® , Monodox ® , Doxy Caps ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Vibramicina (h) , Doxiciclina Vetnil (v) , Dofinin (v) , Dociciclina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico tetracíclico. O mecanismo de ação das tetraciclinas é pela ligação à subunidade
30S do ribossomo bacteriano, inibindo a síntese proteica. A ação das tetraciclinas é
geralmente bacteriostática. Possui um amplo espectro de ação, incluindo bactérias, alguns
protozoários, Rickettsia e Ehrlichia.
Indicações e Usos Clínicos
A doxiciclina é geralmente a medicação de escolha para o tratamento de doenças
transmitidas pelo carrapato em animais. A sua eficácia foi demonstrada em pesquisas e
em alguns estudos clínicos. É usada para o tratamento de infecções causadas por bactérias e
alguns protozoários, Rickettsia e Ehrlichia. A doxiciclina é administrada em gatos
com infecções causadas por Mycoplasma ou Chlamydophilia felis (Chlamydia psittaci) em doses
de 10-15 mg/kg 1 vez ao dia por via oral ou 5 mg/kg a cada 12 horas, por via oral, tem sido
efetiva na eliminação do microrganismo e melhorado as manifestações clínicas. A
doxiciclina é sempre adicionada ao tratamento da dirofilária, devido a sua atividade contra
o microrganismo Wolbachia. Esta associação, embora controversa, pode melhorar o efeito
microfilaricida quando associada à ivermectina; melhora ainda a resposta ao tratamento
adulticida com melarsomina e diminui a lesão aos vasos pulmonares. Em equinos, é usada
para o tratamento da Erliquiose, mas também é usada no tratamento de outras doenças (p.
ex., infecções respiratórias) quando o tratamento oral é indicado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As tetraciclinas podem causar necrose tubular aguda em altas doses e podem afetar
a formação óssea e dos dentes em animais jovens. Contudo, a doxiciclina não foi relatada
causando estes problemas em animais. A doxiciclina administrada por via oral nos gatos
causa irritação esofágica, lesão tecidual e estenose esofágica. Isto pode ser causado por
formulações sólidas presas ao esôfago (primariamente hiclato de doxiciclina mais do que
doxiciclina mono-hidratada) aderindo-se ao mesmo. Dar água ao gato ou comida após a
administração para a chegada ao estômago é recomendado para prevenção deste efeito.
Quando administrada por via intravenosa em equinos, a doxiciclina pode ser fatal, porém,
é administrada com segurança por via oral, contudo é possível a ocorrência de diarreia.
Em dois estudos com equinos, não houve efeitos colaterais relatados com a administração
oral. Em outro estudo, um dos cavalos submetido ao estudo farmacocinético desenvolveu
manifestações de enterite e cólica.
Contraindicações e Precauções
Não administrar em animais jovens devido ao risco de afetar as formações óssea e
dentária. Porém, em crianças, tem sido melhor tolerada que outras tetraciclinas. Caso
formulações sólidas sejam administradas para gatos, deve-se lubrificar o
comprimido/cápsula ou administrar alimentos ou água em seguida para assegurar a
passagem para o estômago. Não administre rapidamente por via intravenosa. Não
administre a solução por vias intramuscular ou subcutânea. Não administre por via
intravenosa em equinos em qualquer circunstância, a morte aguda foi descrita após este
uso.
Interações Medicamentosas
As tetraciclinas ligam-se aos componentes que contêm cálcio, o que diminui sua absorção
oral. Porém, este problema é menos observado com o uso da doxiciclina que de outras
tetraciclinas. A doxiciclina tem sido misturada ao leite antes da administração a crianças
sem diminuição da eficácia.
Instruções de Uso
Vários estudos farmacocinéticos e experimentais foram conduzidos em pequenos animais. A
doxiciclina é geralmente considerada a medicação de escolha para o tratamento de
infecções por Rickettsia e Ehrlichia. A doxiciclina é mais efetiva do que a enrofloxacina para
Ehrlichia. Quando usada com a ivermectina (6 μg/kg semanalmente) no tratamento do
verme do coração, a doxiciclina é administrada na dose de
10 mg/kg/dia intermitentemente durante vários meses (p. ex., 20 meses até 36 meses).
Para preparar a infusão intravenosa de doxiciclina, adicione 10 mL a frascos de 100 mg ou
20 mL a frascos de 200 mg, posteriormente, dilua para uso intravenoso em 100 a 1.000 mL
de solução de Ringer lactato ou glicose a 5%. Infusão por 1 a 2 horas (ver Seção de
Estabilidade e Armazenamento).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os
pontos de perda de sensibilidade são é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤ 4 μg/mL
para outros microrganismos. A tetraciclina é usada como um marcador para testar a
suscetibilidade a outras medicações dessa classe, como a doxiciclina, a minociclina e
a oxitetraciclina.
Formulações
A doxiciclina está disponível em suspensão oral a 10 mg/mL, comprimidos de 50 ou 100 mg
e cápsulas de 50 e 100 mg (hiclato de doxiciclina). O doxiciclina mono-hidratada está
disponível em comprimidos e cápsulas de 50 ou 100 mg. Uma formulação controlada
(Oracea ® ) contém 10 mg de liberação lenta e 30 mg de liberação imediata em uma
cápsula.
A solução injetável de hiclato de doxiciclina está disponível em frascos injetáveis de
100 e 200 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Evitar
misturar com cátions como o ferro, o cálcio, o alumínio e o zinco. Porém, os comprimidos de
doxiciclina têm sido misturados ao leite e imediatamente administrados a crianças sem
diminuição da sua potência. O hiclato de doxiciclina para injeção mantém sua potência por
12 horas em temperatura ambiente ou por 72 horas quando refrigerado após
a reconstituição em concentrações de até 1 mg/mL. As soluções intravenosas são estáveis
em soluções de Ringer lactato ou em glicose a 5% por 6 horas em temperatura ambiente.
Proteger as soluções intravenosas da luz. Quando congelada após a reconstituição com água
estéril, as soluções de 10 mg/mL são potentes por 8 semanas. Se a doxiciclina for
manipulada pode tornar-se instável. O hiclato de doxiciclina formulado pela Ora Plus e Ora
Sweet como suspensão mantém a potência por apenas 14 dias. Outras suspensões
preparadas para animais também podem ser instáveis. Observe a mudança de coloração para
enegrecido (marrom-escuro) como evidência de perda da potência.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou intravenosa. Dez mg/kg a cada 24 horas por
via oral.
• Rickettsia (cães): 5 mg/kg a cada 12 horas.
• Ehrlichia (cães): 5 mg/kg a cada 12 horas por pelo menos 14 dias.
• Tratamento da dirofilariose: 10 mg/kg/dia, por via oral, administrada
intermitentemente (4-6 semanas de intervalo) associado com ivermectina (6 g/kg
semanalmente) ou ivermectina mais melarsomina.
Pássaros
• Misturar cápsulas de 100 mg de hiclato de doxiciclina com 1 L de água (400 mg/L).
Homogeneizar para formar a solução e fornecer como única fonte de água a pássaros
para eliminar a bactéria. Alternativamente, 25 mg/kg por via oral a cada 12 horas
3 vezes/semana.
Posologia para Grandes Animais
• Dose: 10-20 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Lawsonia intracellularis: 20 mg/kg por
via oral a cada 24 horas durante 3 semanas.
• Cavalos: Não administrar por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Hidroclorotiazida
Nome comercial e outros nomes
HydroDiuril e genérico
Medicamentos comercializados no Brasil
Drenol (h) , Clorana (h) , Hidroclorotiazida (g)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Diurético tiazídico. Como outros diuréticos tiazídicos, inibe a reabsorção do sódio
nos túbulos renais distais e causa diurese urinária. Como os diuréticos tiazídicos agem nos
túbulos distais (no ponto em que a maior parte da água já foi reabsorvida), seus efeitos
diuréticos não são tão grandes, em comparação com os diuréticos de alça,
como a furosemida.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros diuréticos tiazídicos, a hidroclorotiazida é usada para aumentar a excreção de
sódio, potássio e água. Também é usada como anti-hipertensivo. Como os diuréticos
tiazídicos diminuem a excreção renal de cálcio, também são usados para tratar casos de
urólitos contendo cálcio (urólitos de oxalato de cálcio). O uso em animais deriva
principalmente da experiência empírica. Não há estudos clínicos bem controlados ou
de eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A hidroclorotiazida pode causar desequilíbrio eletrolítico, como a hipocalemia.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes com cálcio sérico elevado. Os diuréticos tiazídicos impedirão
a excreção de cálcio.
Interações Medicamentosas
Use cuidadosamente com outros diuréticos. Pode aumentar os efeitos de outros
diuréticos e agentes anti-hipertensivos.
Instruções de Uso
Hidroclorotiazida não é tão potente quanto os diuréticos de alça (p. ex., furosemida).
A eficácia clínica não foi estabelecida em animais domésticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o estado de hidratação, eletrólitos e função renal.
Formulações
A hidroclorotiazida está disponível em solução oral de 10 e 100 mg/mL e em comprimidos
de 25, 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2-4 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• Para diminuir a excreção urinária de cálcio: 1 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de intervalos de
carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-873-2723).
Classificação RCI: 4
Hidrocortisona
Nomes comerciais e outros nomes
Hidrocortisona, Cortef e marcas genéricas, Succinato sódico de hidrocortisona, Solu-
Cortef
Medicamentos comercializados no Brasil
Cortisonal Hidrocortisona (h) , Hidrocortisona (g) , e os medicamentos veterinários que
contêm a hidrocortisona geralmente estão associados a outros fármacos, como os
antibióticos neomicina e tetraciclinas
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Glicocorticoide anti-inflamatório. A hidrocortisona tem menos efeitos anti-inflamatórios e
mais efeitos mineralocorticoides quando comparada à prednisolona ou à dexametasona.
Possui propriedades que se assemelham mais ao cortisol endógeno. Tem cerca de 1/5da
potência da prednisolona e 1/25 da potência da dexametasona. Os efeitos antiinflamatórios
são complexos, mas são principalmente via inibição de células inflamatórias e
supressão da expressão dos mediadores inflamatórios.
Indicações e Usos Clínicos
A hidrocortisona é usada para efeitos anti-inflamatórios e para terapia de reposição de
glicocorticoide. Não é usada com tanta frequência quanto os outros corticosteroides, como a
prednisolona ou a dexametasona, exceto quando a reposição de hormônio que simule
os efeitos do cortisol é necessária. O succinato sódico de hidrocortisona é um produto
injetável de ação rápida que pode ser usado quando é necessária uma resposta imediata.
Informações sobre Precauções
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). Os efeitos colaterais incluem
ulceração gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio
tireóideo, diminuição da síntese proteica, retardo na cicatrização de feridas e
imunossupressão. Infecções secundárias podem ocorrer como resultado de
imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e dotrato
urinário inferior. Em equinos, os efeitos colaterais adicionais incluem o risco de laminite.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes propensos a úlceras ou infecção ou em animais nos quais é
necessária a cicatrização de feridas. Use com cautela em animais diabéticos, animais com
insuficiência renal ou em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Os glicorticoides com frequência possuem ação sinérgica com outros anti-inflamatórios e
imunossupressores. A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não
esteroidais (AINEs) aumentará o risco de lesão gástrica.
Instruções de Uso
Os requisitos de doses estão relacionados a gravidade da doença. Tipicamente, para a terapia
de reposição (como em animais com hipoadrenocorticismo), as doses se iniciam com
1 mg/kg/dia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os eletrólitos (sódio e potássio) em animais tratados para hipoadrenocorticismo.
Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.
Monitore os pacientes para sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação
com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal.
Formulações
A hidrocortisona está disponível em comprimidos de 5 mg, 10 mg e 20 mg e o succinato
sódico de hidrocortisona está disponível em ampolas de vários tamanhos para administração
injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A hidrocortisona é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em álcool. Ocorre degradação em pH
acima de 7-9. Suspensões compostas são estáveis por 30 dias. A maioria das pomadas e
loções tópicas compostas é estável por 30 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Hidrocortisona
• Terapia de reposição: 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Anti-inflamatório: 2,5-5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Succinato Sódico de Hidrocortisona
• Choque: 50-150 mg/kg por via intravenosa, para 2 doses, a intervalos de 8 horas.
• Anti-inflamatório: 5 mg/kg, a cada 12 horas por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Succinato sódico de hidrocortisona: 5 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas dos intervalos de
carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Hidromorfona
Nomes comerciais e outros nomes
Dilaudid, Hydrostat e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, opiáceo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opiáceo, analgésico. Com outros opiáceos, ele se liga aos receptores opioides mu e
kappa neuronais e inibe a liberação dos neurotransmissores envolvidos na transmissão de
estímulos dolorosos (como a substância P). Os opiáceos também podem inibir a liberação de
alguns mediadores inflamatórios. Os efeitos sedativos centrais e eufóricos são relacionados
aos efeitos sobre os receptores mu no cérebro. A hidromorfona tem propriedades qualitativas
semelhantes às da morfina, mas é seis ou sete vezes mais potente que essa. Em cães, a meiavida
após administração intravenosa foi de 70-80 minutos. Outros opiáceos usados em
animais incluem morfina, codeína, oximorfona, meperidina e fentanil.
Indicações e Usos Clínicos
A hidromorfona é usada em animais para analgesia e sedação e como adjuvante anestésico.
Em cães e gatos é usada como agente único ou em associação com outros agentes.
A hidromorfona é um agonista opiáceo com efeitos semelhantes aos da morfina. Entretanto,
é mais potente que a morfina e deve ser usada em doses mais baixas. Como a hidromorfona
é mais barata que outros opiáceos (p. ex., oximorfona), algumas vezes é usada ao invés de
outros medicamentos sem evidência de eficácia superior. A hidromorfona tem
aproximadamente metade da potência da oximorfona e cinco a sete vezes a potência da
morfina, devendo as doses ser ajustadas em cada caso. Estudos em cães indicam que a
hidromorfona em doses equivalentes é igual à oximorfona na produção de sedação em cães.
Em gatos, a duração do efeito (0,1 mg/kg) é de 6-7,5 horas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da hidromorfona são previsíveis e inevitáveis.
Os efeitos colaterais da administração incluem sedação, ofego, constipação intestinal,
retenção urinária e bradicardia. Em gatos, os efeitos colaterais mais comuns são disforia,
hipersalivação e vômitos. A hipertermia também é observada em gatos, mas o mecanismo
não é conhecido. Em cães, a hidromorfona produz menos liberação de histamina do que
a administração de morfina e, portanto, pode produzir menos efeitos colaterais
relacionados à histamina.
Ocorre depressão respiratória com altas doses. Como os outros opiáceos, espera-se leve
diminuição da frequência cardíaca. Na maioria dos casos, essa diminuição não deve ser
tratada com medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada.
Ocorrem tolerância e dependência com a administração crônica. Em equinos, ações
comportamentais indesejáveis e até perigosas podem seguir-se à rápida administração.
Estes animais devem receber um pré-anestésico de acepromazina ou um agonista alfa 2 .
Contraindicações e Precauções
Gatos e equinos são mais sensíveis à excitação do que outras espécies. A hidromorfona
pode causar bradicardia e bloqueio AV em alguns pacientes.
Interações Medicamentosas
Não há interações significativas. A hidromorfona pode ser usada com outros anestésicos.
Se for usado butorfanol, ele pode diminuir os efeitos da hidromorfona por antagonismo
sobre os receptores opiáceos mu.
Instruções de Uso
A hidromorfona pode ser usada de maneira intercambiável com a morfina, contanto que as
doses sejam ajustadas às diferenças de potência. A administração em gatos é mais eficaz
quando injetada por via intravenosa, em vez das vias intramuscular ou subcutânea, e
resultou em início mais rápido com menos efeitos adversos. Os comprimidos e a solução orais
estão disponíveis para uso humano, mas não há relato do uso em animais.
Monitoração do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente
precise ser tratada quando causada por um opioide, se necessário, pode-se administrar
atropina ou glicopirrolato. Se ocorrer depressão respiratória grave, o opioide pode ser
revertido com naloxona. Monitore a temperatura corporal em gatos. A hipertermia é
observada em pacientes no pós-anestésico.
Formulações
A hidromorfona está disponível em solução oral de 1 mg/mL; comprimidos de 1, 2 mg,
3 mg, 4 mg, 8 mg e em soluções injetáveis de 1 mg/mL, 2 mg/mL, 4 mg/mL e 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A hidromorfona é hidrossolúvel. Soluções compostas em fluidos são estáveis por 30 dias. Por
ser um medicamento Classe II controlado pelo DEA (US Drug Enforcement Administration,
EUA), deve ser armazenado em compartimento trancado.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,22 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea. Repita a cada 4-6 horas ou
conforme necessário para o tratamento da dor.
• 0,1-0,2 mg/kg por via intravenosa, repetida a cada 2 horas ou conforme necessário.
Uma dose de 0,1 mg/kg pode ser usada com acepromazina.
Gatos
• 0,1-0,2 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular, ou 0,05-0,1 mg/kg por via
intravenosa a cada 2-6 horas (conforme necessário).
• Dose epidural: 0,05 mg/kg diluída em solução salina a 0,2 mL/kg (1 mL por gato).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Epidural: 0,04 mg/kg diluída em solução salina a 0,9% em 20 mL. Não há relatos de
doses sistêmicas.
Informações sobre Restrição Legal
A hidromorfona é um medicamento de Classe II controlado pela DEA. Os períodos
de carência não foram estabelecidos para animais de produção, mas a taxa de eliminação é
rápida, sendo sugerido um breve período de carência. Para estimativas dos intervalos
de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, a hidromorfona está classificada como substância entorpecente (lista A1)
sujeita a notificação de Receita “A”.
Classificação RCI: 1
Hidroxiureia
Nomes comerciais e outros nomes
Droxia e Hydrea (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Hydrea (h) , Hydrine (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A hidroxiureia é um agente dependente do ciclo celular, agindo
principalmente na fase S da mitose. O mecanismo exato de ação é incerto, mas pode
interferir na síntese do DNA em células cancerígenas. Os efeitos específicos nas hemácias
ocorrem em decorrência daatividade sobre a hemoglobina.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, a hidroxiureia é usada para tratamento da anemia falciforme e
ocasionalmente de outros carcinomas. Em animais, é usada em associação com outras
modalidades para tratamento de certos cânceres. Em animais, um dos usos é para
o tratamento de policitemia vera.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Devido ao uso apenas limitado em medicina veterinária, não há relatos de efeitos
colaterais. Em seres humanos, a hidroxiureia pode causar leucopenia, anemia e
trombocitopenia.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais.
Instruções de Uso
A hidroxiureia é usada em medicina veterinária com base limitada de dados. A maior parte
do uso é empírica ou extrapolada da medicina humana.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a contagem de células sanguíneas nos animais tratados.
Formulações
A hidroxiureia está disponível em cápsulas de 200 mg, 300 mg, 400 mg e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50 mg/kg por via oral 1 vez/dia 3 dias/semana.
Gatos
• 25 mg/kg por via oral 1 vez/dia 3 dias/semana.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este
medicamento não deve ser usado em animais de produção por ser um agente
antineoplásico.
Hiosciamina
Nome comercial e outros nomes
Levsin
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticolinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito da acetilcolina no receptor muscarínico),
parassimpatolítico.
Indicações e Usos Clínicos
A hiosciamina é um medicamento anticolinérgico com ações semelhantes às da atropina e
substâncias relacionadas. Ela produz efeito antiemético para diminuir os vômitos associados
a cinetose e algumas doenças gástricas. É indicada para animais em que seja necessário
bloquear as resposta parassimpáticas. É usada para diminuir a motilidade gástrica e
as secreções, reduzir a salivação e aumentar a frequência cardíaca (para tratar bradicardia).
Informações sobre Prevenção
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem xerostomia, íleo paralítico, constipação intestinal,
taquicardia e retenção urinária.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.
Interações Medicamentosas
Não misture com soluções alcalinas. A hiosciamina antagonizará os efeitos de quaisquer
medicamentos anticolinérgicos administrados (p. ex., metoclopramida).
Instruções de Uso
A hiosciamina é usada principalmente em cães para tratar doenças cardiovasculares e
gastrointestinais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a motilidade intestinal durante o tratamento.
Formulações
A hiosciamina está disponível em comprimidos de 0,125 mg, comprimidos de liberação
prolongada de 0,375 mg e solução de 0,025 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,003-0,006 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Gatos
Não foram estabelecidas doses para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não use em animais de produção.
Período de carência: Nenhum período foi estabelecido nos EUA (fabricante de
medicamentos para grandes animais lista 0 dias para leite e carne), mas, no Reino Unido,
listam-se 14 dias para carne e 3 dias para leite.
Hormônio do Crescimento
Nomes comerciais e outros nomes
Somatrem, Protropin, Humatrope e Nutropin
Medicamentos comercializados no Brasil
Nortitropin (h) , Somatrop (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Hormônio do crescimento, também conhecido como hormônio do crescimento humano
(hCG). É administrado para corrigir a deficiência do hormônio do crescimento em animais.
O Somatrem é uma somatropina biossintética.
Indicações e Usos Clínicos
O hormônio do crescimento é usado para tratar as deficiências do hormônio do
crescimento. O uso é raro em medicina veterinária.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O hormônio do crescimento é um diabetogênico em todos os animais. O excesso de
hormônio do crescimento causa acromegalia.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A experiência clínica em animais é limitada. A formulação da dose deve ser reconstituída
com diluente estéril antes do uso.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a glicose periodicamente durante o tratamento.
Formulações
O hormônio do crescimento está disponível em ampola de 5 e 10 mg (1 mg equivale a 3
unidades).
Estabilidade e Armazenamento
A solução preparada é estável por 14 dias se for refrigerada. Caso contrário, será estável por
apenas 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,1 unidade/kg 3 vezes por semana por 4-6 semanas, por vias oral ou intramuscular. (A
dose humana pediátrica usual é de 0,18-0,3 mg/kg/semana por vias subcutânea ou
intramuscular.)
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
No Brasil, o hormônio do crescimento está listado como substância anabolizante (lista C5)
sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Hormônio Liberador de Tireotrofina
Nomes comerciais e outros nomes
TRH, Protirelin, Thyrel
Medicamentos comercializados no Brasil
TRH (g)
Classificação funcional
Hormônio tireóideo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O hormônio liberador da tireotrofina (TRH) é usado para detectar o hipertireoidismo,
quando o nível de T4 não está elevado, ainda que se suspeite de hipertireoidismo. É um
tripeptídeo sintético que se acredita ser estruturalmente idêntico ao hormônio liberador de
tireotrofina de ocorrência natural produzido pelo hipotálamo.
Indicações e Usos Clínicos
O TRH é usado para testes diagnósticos. Ver tireotrofina (TSH) para testes diagnósticos para
hipotireoidismo. Não existem usos terapêuticos específicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais. As reações alérgicas são possíveis.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
É usado para fins diagnósticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações tireóideas. Colete amostras para avaliação de T4 após a dose de
teste de TRH.
Formulações
O TRH Thyrel (Protirelin) é comercializado em ampolas de 1 mL. Cada ampola contém
500 μg de protirelina, mas atualmente sua obtenção é difícil.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Colete T4 basal após administração de 0,1 mg/kg, por via intravenosa. Colete amostra de
T4 pós-TRH em 4 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco da presença de resíduos em animais de produção, não são sugeridos
períodos de carência
I
Ibuprofeno
Nomes comerciais e outros nomes
Motrin, Advil e Nuprin
Medicamentos comercializados no Brasil
Advil (h) , Alivium (h) e Ibuprofeno (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Como outros AINEs desta classe, o ibuprofeno produz efeitos analgésicos e anti-inflamatórios
por inibir a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX).
A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente
responsável pela síntese de prostaglandinas importante para a manutenção de trato
gastrointestinal saudável, função renal, função plaquetária e outras funções normais do
organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas que são
importantes mediadores de dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há
interferências entre os efeitos de COX-1 e COX-2 em algumas situações e a atividade da
COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. O ibuprofeno não é seletivo para COX-1
ou COX-2. O ibuprofeno é registrado para uso humano, e a experiência com este
medicamento em medicina veterinária é limitada.
A farmacocinética do ibuprofeno é estudada em uma variedade de animais. Em
equinos, a meia-vida é de aproximadamente 60-90 minutos. A absorção oral é alta em
equinos (80-90%) independentemente da forma de dose usada, incluindo a pasta
composta. O ibuprofeno foi absorvido em 90-100% quando administrado por via oral a
caprinos leiteiros.
Indicações e Usos Clínicos
O uso do ibuprofeno não é registrado para animais em medicina veterinária. Em relação à
atividade sobre o trato gástrico, há medicamentos mais preferíveis e seguros para pequenos
animais. O uso de ibuprofeno em cães é desencorajado devido ao alto risco de ulceração
gástrica. É usado para inflamação musculoesquelética em equinos e ruminantes. A
administração de 25 mg/kg por via intravenosa a vacas reduziu algumas variáveis sistêmicas
na mastite induzida por endotoxina.
Em equinos, doses de 10-25 mg/kg são usadas, mas não há relatos de estudos clínicos
de eficácia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Vômitos, ulceração gastrointestinal grave e hemorragia foram relatados em cães. Como
outros AINEs, a lesão renal causada por diminuição da perfusão renal ocorreu com
ibuprofeno. O ibuprofeno pode inibir plaquetas em animais.
Contraindicações e Precauções
Doses seguras não foram estabelecidas para cães e gatos. Não administre a animais
propensos a úlceras gástricas. Não administre com outras substâncias ulcerogênicas, tais
como corticosteroides.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas. Entretanto, assim como outros
AINEs, os efeitos são potencializados quando administrado com corticosteroides. O
ibuprofeno, como outros AINEs, interfere na ação dos diuréticos, como a furosemida e os
inibidores da enzima conversora da angiotensiona (ECA).
Instruções de Uso
Evite o uso em cães. Doses seguras para outras espécies não foram estabelecidas, embora
haja algum uso extrabula em ruminantes e equinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore quanto a sinais de úlceras gástrica. Monitore a função renal durante a terapia.
Formulações
O ibuprofeno está disponível em comprimidos de 200 mg, 400 mg, 600 mg e 800 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
formulado em álcool (etanol) e soluções de propilenoglicol sem perda de estabilidade. É
pouco hidrossolúvel. É formulado como pasta oral para equinos sem comprometer a absorção
oral.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não foi estabelecida dose segura.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 25 mg/kg a cada 8 horas por via oral, até 6 dias.
Ruminantes
• 14-25 mg/kg/dia.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
períodos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Classificação RCI: 4
Imipeném + Cilastatina
Nome comercial e outros nomes
Primaxin
Medicamentos comercializados no Brasil
Tienam (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A associação Imipeném + Cilastatina é um antibiótico betalactâmico da classe dos
carbapenéns com um amplo espectro de atividade. A ação sobre a parede celular bacteriana
é semelhante à de outros betalactâmicos, a qual é unir as proteínas de ligação da penicilina
(PBP) que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular. Os carbapenéns são
capazes de se ligar a PBP específica (PBP-1), o que resulta em lise mais rápida em
comparação com outros betalactâmicos. Em consequência, sua atividade bactericida é maior
e de efeito terapêutico mais longo. Os carbapenéns têm amplo espectro de atividade e estão
entre os mais ativos de todos os antibióticos. O espectro inclui bacilos Gram-negativos, como
Enterobacteriaceae e Pseudomonas aeruginosa. A associação também é ativa contra a maioria
das bactérias Gram-positivas, com exceção das cepas Staphylococcus e Enterococcus resistentes
à meticilina. A associação quando comparada ao imipeném, meropeném e doripeném é
ligeiramente mais ativa. A cilastatina não tem atividade bacteriana, mas é um inibidor
específico da dipeptidase renal, desidropeptidase (DHP-1). Portanto, a cilastatina bloqueia o
metabolismo tubular renal do imipeném e melhora a recuperação urinária deste.
Indicações e Usos Clínicos
O imipeném é usado principalmente para infecções causadas por bactérias resistentes a
outros antibióticos. É especialmente valioso para tratar infecções resistentes causadas por
Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. Embora ativa contra bactérias
Gram-positivas, como estafilococos (mas não as cepas resistentes à meticilina), outros
antibióticos mais baratos devem ser usados para as infecções por Gram-positivos. O
meropeném e doripeném são substâncias mais novas na classe dos carbapenéns e têm
algumas vantagens em relação à atividade e conveniência da administração.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Podem ocorrer reações alérgicas com os antibióticos betalactâmicos. Pode ocorrer
neurotoxicidade com a infusão rápida ou em pacientes com insuficiência renal. A
neurotoxicidade em animais inclui tremores, nistagmo e convulsões. A nefrotoxicidade é
possível, mas o imipeném é associado com cilastatina para diminuir o metabolismo renal.
Vômitos e náuseas são possíveis. A administração intramuscular pode causar reações
dolorosas.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes propensos a convulsões. As convulsões são mais prováveis
em pacientes com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
Não são conhecidas interações medicamentosas. Não misture com outros medicamentos
na ampola.
Instruções de Uso
Estudos de doses e eficácia não foram determinados em animais. As recomendações são
baseadas em extrapolação de estudos realizados em seres humanos. Reserve o uso desta
associação para infecções resistentes e refratárias. Observe cuidadosamente as instruções do
fabricante para a administração apropriada. Quando a ampola é inicialmente reconstituída,
não deverá ser administrada por via intravenosa. Deve primeiro ser diluída em adequada
solução de fluido intravenoso (pelo menos 100 mL). Para a administração intravenosa,
adicione fluidos intravenosos. Após reconstituição na ampola, 250 mg ou 500 mg devem ser
adicionados a, no mínimo, 100 mL de fluidos e administrados por via intravenosa por 30-60
minutos. As soluções de fluido intravenoso são estáveis por 48 horas, se refrigeradas, ou por
8 horas à temperatura ambiente. Para a administração intramuscular, adicione 2 mL de
lidocaína (1%). A suspensão é estável por apenas 1 hora. Em alguns hospitais, a solução
intravenosa é diluída em fluidos e administrada por via subcutânea sem qualquer sinal de
reações no local da injeção (geralmente 8-14 mL por injeção em cães).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade determinado pelo Clinical
and Laboratory Standards Institute (CLSI) para microrganismos sensíveis é ≤ 1 μg/mL. A
maioria dos patógenos veterinários tem concentração inibitória mínima (MIC) inferior a
1,0 μg/mL.
Formulações
A associação imipeném + cilastatina está disponível em ampolas para administração de
250 mg e 500 mg. A suspensão para administração intramuscular está disponível em
ampolas de 500 mg e 750 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após a
reconstituição é estável por 4 horas em temperatura ambiente e por 24 horas quando
refrigerado.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3-10 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular. Geralmente,
5 mg/kg, a cada 6-8h vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10-20 mg/kg a cada 6 horas em infusão intravenosa lenta.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888.873-2723).
Indometacina
Nome comercial e outros nomes
Indocin
Medicamentos comercializados no Brasil
Indocid (h)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
AINE e analgésico. Como outros AINEs, a indometacina produz potentes efeitos analgésicos
e anti-inflamatórios inibindo a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelo AINE é a
cicloxigenase (COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é
principalmente responsável pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção
de um trato gastrointestinal saudável, das funções renal e plaquetária e de outras funções
normais do organismo. A COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas
que são importantes mediadores de dor, inflamação e febre. Entretanto, sabe-se que há
interferência sobre a ação tanto da COX-1 quanto da COX-2 em algumas situações, e a
atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos biológicos. A indometacina é
considerada um protótipo AINE não seletivo por inibir igualmente tanto a COX-1 quanto a
COX-2. A indometacina é registrada para uso humano e a experiência com este
medicamento em medicina veterinária é limitada. A indometacina age para inibir a COX
que sintetiza prostaglandinas. Outros efeitos anti-inflamatórios podem ocorrer (como efeitos
sobre os leucócitos), mas não foram bem caracterizados. É usada principalmente para o
tratamento a curto prazo de dor e inflamação moderadas.
Indicações e Usos Clínicos
A indometacina, como outros AINEs, é usada para tratar a dor e a inflamação em seres
humanos. Entretanto, a indometacina não é usada com frequência em medicina
veterinária por haver outros medicamentos registrados mais seguros disponíveis. Para uso
em pesquisas, a indometacina é utilizada como protótipo de bloqueador não seletivo de
COX-1 e COX-2. Em cães, o alto risco de ulceração gástrica proíbe seu uso na rotina clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A indometacina produziu ulceração grave e hemorragia em cães. A indometacina,como
outros AINEs, pode causar lesão renal via inibição de prostaglandinas renais.
Contraindicações e Precauções
Não use em cães ou gatos.
Interações Medicamentosas
Como outros AINEs, há várias interações medicamentosas possíveis. Os AINEs têm
potencial para interferir na ação dos diuréticos, como o enalapril. Corticosteroides,
quando usados com AINEs, aumentarão o risco de ulceração.
Instruções de Uso
Caso seja empregada, use com cautela, pois não foram determinadas doses seguras para uso
clínico em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais de toxicidade gástrica (hemorragia, úlceras e perfuração).
Formulações
A indometacina está disponível em cápsulas de 25 mg/mL e 50 mg/mL e em suspensão oral
na concentração de 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
indometacina praticamente não é hidrossolúvel, mas é solúvel em etanol. Decompõe-se em
condições alcalinas e sua estabilidade máxima é em pH 3,75.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não foi estabelecida a dose segura.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de intervalos de carência extrabula, contate FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Classificação RCI: 4
Insulina
Nomes comerciais e outros nomes
ProZinc, Insulina Lente, Insulina Ultralente, Insulina Regular, Insulina Glargina,
Insulina NPH, Caninsulin, Insulina Protamina ZAinco (PZI), Humulin (insulina humana;
descontinuada), Vetsulin é suspensão de insulina suína zinco (veterinária) e PZI Vet
(insulina protamina zinco veterinária)
Medicamentos comercializados no Brasil
Caninsulin 40UI/mL (v)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A insulina tem múltiplos efeitos associados à utilização de glicose. A insulina canina é
idêntica à suína, e a insulina felina é semelhante à bovina com uma única diferença de
aminoácido. A maioria das combinações de insulina bovina-suína para seres humanos foi
descontinuada e normalmente elas não estão disponíveis para uso veterinário. Insulinas
recombinantes humanas podem ser usadas em cães e gatos com os mesmos efeitos da
insulina natural. A insulina está disponível em várias preparações:
1. Insulina regular: Curta ação. O pico ocorre em 1-5 horas e a duração é de 4-10
horas.
2. Protamina Neutra Hagedorn (isófana, também chamada de NPH e Humulin ou
Novolin): Uma insulina recombinante de suspensão cristalina com protamina zinco de
ação intermediária. O pico ocorre em 2-10 horas em cães e de 2-8 horas em gatos com
uma duração de ação de 4-24 horas em cães e de 4-12 horas em gatos (mas
normalmente é de 2-3 horas em gatos).
3. Insulina Lente: O pico ocorre em 2-10 horas em cães e de 2-8 horas em gatos com
uma duração de ação de 4-24 horas em cães e de 4-12 horas em gatos. A adição de
protamina ou zinco à insulina produzirá insulina cristalizada em suspensão cuja taxa de
absorção é mais prolongada que a da insulina dissolvida. As formas “Lente” de insulina
controlam sua duração pelo tamanho do cristal. Por exemplo, a Semilente é
praticamente amorfa, enquanto a Ultralente possui cristais grandes e a Lente é uma
combinação de Ultralente e Semilente.
4. Insulina Ultralente: O pico ocorre em 4-16 horas em cães e em 2-14 horas em
gatos, e tem uma duração de 8-28 horas em cães e de 12-24 horas em gatos. É mal
absorvida em gatos e normalmente não é recomendada.
5. Vetsulin: Também conhecida como Caninsulin. Vetsulin é uma insulina suína U-40,
idêntica à canina em conteúdo de aminoácidos, sendo uma insulina Lente de
suspensão aquosa de zinco de insulinas cristalina e não cristalina. Produz picos de
atividade e de duração mais curtos (4 horas) que a insulina PZI. Este produto foi
temporariamente suspenso por algumas fontes.
6. Insulina Protamina Zinco (PZI): Desenvolvida a partir de insulina humana
recombinante e de longa ação. A forma veterinária é chamada ProZinc na forma de
40 unidades/mL para gatos. As formas usadas em animais são idênticas às
comercializadas para seres humanos. O pico ocorre em 4-14 horas em cães e de 5-7
horas em gatos, com duração de 6-28 horas em cães e gatos. A insulina PZI de origem
animal (90% bovina e 10% suína) não está disponível.
7. Insulina Glargina: Um análogo da insulina humana feita a partir de tecnologia
recombinante. Tem início de ação lento de 4-18 horas e duração de 24 horas ou mais.
Este análogo é produzido pela substituição de asparagina por glicina e adição de duas
moléculas de arginina. Essas alterações modificam o ponto isoelétrico para neutro, o que
reduz a solubilidade no pH de tecido subcutâneo e faz com que seja liberada
lentamente do local de administração sem um pico. Produz concentrações consistentes
sem grande flutuação no pico e no ponto de depressão. Há quatro diferenças nos
aminoácidos em relação à insulina felina. As propriedades de reduzir os níveis de glicose
são mais curtas em gatos do que em seres humanos, com o pico ocorrendo em 16 horas
com duração de 24 horas. Entretanto, produz maior controle glicêmico em gatos do
que as outras insulinas. As taxas de remissão são mais altas com insulina Glargina em
gatos. Apesar do efeito de longa duração, o controle ótimo é alcançado com doses de 2
vezes ao dia de insulina Glargina.
8. Insulina Detemir (Levemir): Insulina de longa ação. A insulina Detemir tem uma
cadeia de ácido graxo de 14 carbonos, que diminui sua absorção e está altamente
ligada à albumina. A duração do efeito é de 6-24 horas em seres humanos, com um
pico de 6-8 horas, mas seu uso não foi estabelecido para animais.
9. Insulina Glulisina (Apidra), Insulina Lispro (Humalog) e Insulina Aspart
(NovoLog): Insulinas de ação rápida usadas em seres humanos. Elas são utilizadas em
função de seu rápido início e curta duração de ação. Em seres humanos, são
tipicamente usadas durante uma refeição e associadas com uma forma de longa ação.
Estes análogos de insulina de ação rápida não foram avaliados para animais.
Indicações e Usos Clínicos
A insulina, nas várias formas, é usada para tratar diabetes melito em cães e gatos. É
empregada para repor a insulina deficiente. Em alguns gatos (aproximadamente 50%)
alguns medicamentos orais são usados para reduzir o uso de insulina. Entretanto, cães
diabéticos são mais dependentes de insulina. A insulina regular é de curta ação e mais útil
para emergências, como na cetoacidose diabética ou nas síndromes não cetóticas agudas.
As preparações de insulina intermediária ou de longa duração são usadas para
manutenção e estão disponíveis em várias formas. A maioria das fontes animais de insulina
(bovina e suína) foi descontinuada e as formulações de insulina humana recombinante
foram substituídas sem diferenças na eficácia. Em gatos, a insulina Glargina demonstrou
melhor eficácia do que outras formas e foi associada a melhor taxa de remissão. Além do
diabetes melito, a insulina ocasionalmente é usada para tratar casos graves de hipercalemia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos relacionam-se principalmente às sobredoses que resultam em
hipoglicemia. A Insulina Glargina possui baixo pH (4) e pode ser aplicada sob a forma de
injeção. Outras insulinas são mais neutras.
Contraindicações e Precauções
Não use caso não tenha meios de monitorar a glicemia em animais devido ao risco de
hipoglicemia. A mistura de insulina regular com insulinas contendo zinco na mesma
seringa prolongará a absorção da insulina regular. Não misture insulina isófana ou
insulina tamponada com fosfato com as insulinas com zinco (Lente, Ultralente,
Semilente).
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides (prednisolona, dexametasona etc.) interferirá na
ação da insulina.
Instruções de Uso
O controle dietético é essencial para o controle ótimo da glicose. Alimente gatos com dieta
de alto teor de proteína e baixo teor de carboidratos. Alimente cães com dieta de alto teor de
fibras e baixo teor de gorduras. As doses devem ser cuidadosamente ajustadas a cada
paciente, dependendo da resposta.
Para gatos com cetoacidose, o esquema de posologia alternativo usa 0,2 unidade/kg por
via intramuscular inicialmente, depois 0,1 unidade/kg por via intramuscular, a cada hora,
até que o nível de glicose seja inferior a 300, depois 0,25-0,4 unidade/kg a cada 6 horas por
via subcutânea. Na maioria das formas de insulina (incluindo a insulina protamina zinco e
insulina Glargina), em gatos, normalmente é necessária posologia de 2 vezes ao dia.
Contudo, considere a posologia de uma só vez ao dia em gatos, caso se desenvolva um nadir
de glicose sanguínea em 10 horas ou mais após a administração. Proprietários de animais de
estimação são instruídos a usar tipos apropriados de seringas para administração (p. ex., U-
40 versus U-100). Muitos gatos, se controlados de maneira apropriada, podem ter remissão e
não precisarão de tratamento vitalício com insulina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações sanguíneas de glicose, hemoglobina glicosilada e/ou
frutosamina. Ao tratar o diabetes, é desejável manter as concentrações de glicose entre 100
e 300 mg/dL, sendo o nadir (o ponto mais baixo) 80-150 mg/dL. As concentrações séricas
de frutosamina também podem ser monitoradas com a seguinte orientação: bom
controle ≤ 450 μmol/L; controle moderado 450-500 μmol/L; controle
precário > 500 μmol/L.
Formulações
A insulina normalmente está disponível em soluções injetáveis de 100 unidades/mL (U-40,
p. ex., ProZinc ou Vetsulin). A insulina protamina zinco bovina-suína (PZI VET) também
pode estar disponível em soluções injetáveis de 40 unidades/mL (U-40). Alguns
medicamentos de insulina anteriormente disponíveis foram descontinuados, como Iletin II
Insulina Suína (regular e formulações NPH), Humulin U Ultralente e Humulin L Lente
(Humulin U e Humulin L).
Estabilidade e Armazenamento
O armazenamento correto é crítico para uma adequada ação da insulina: Mantenha-a
refrigerada. Aqueça levemente e role a ampola antes da administração para assegurar a
mistura adequada dos conteúdos. Não congele ampolas de insulina. Não deixe ampolas de
insulina expostas ao calor. Não misture tipos de insulina na mesma ampola ou seringa.
Veterinários não devem usar formulações de insulina compostas em condições não
confiáveis. A diluição de insulina só deve ser efetuada por um farmacêutico porque
diluentes específicos devem ser usados.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Cetoacidose para cães < 3 kg: 1 unidade/animal inicialmente, depois
1 unidade/animal a cada 1 hora; para cães de 3-10 kg: 2 unidades/animal
inicialmente, depois 1 unidade/animal a cada 1 hora e para cães > 10 kg:
0,25 unidade/kg inicialmente, depois 0,1 unidade/kg, a cada 1 hora por via
intramuscular.
• NPH para cães < 15 kg: 1 unidade/kg, a cada 12-24 horas por via subcutânea (ajuste a
dose com monitoramento); cães < 25 kg: 0,5 unidade/kg a cada 12-24 horas por via
subcutânea (ajuste a dose com monitoramento).
• Vetsulin: Dose inicial 0,5 U/kg, 1 ou 2 vezes ao dia, por via subcutânea. Ajuste a dose
(aumento ou diminuição de 25% da dose) por monitoramento.
Gatos
• Cetoacidose: 0,2 unidade/kg inicialmente por via intramuscular depois 0,1 unidade/kg
por via intramuscular a cada hora, até que o nível de glicose seja inferior a 300 mg/dL,
e depois continue com 0,25-0,4 unidade/kg por via subcutânea a cada 6 horas.
• NPH não é recomendada para gatos.
• Insulina Ultralente e PZI: Dose inicial é de 0,5 unidade/kg por via subcutânea, e depois
1 ou 2 vezes ao dia (normalmente são necessárias 2 vezes) com doses subsequentes
ajustadas para produzir os níveis desejáveis de glicose, normalmente até 3 unidades por
gato. A dose final ajustada para a maioria dos gatos é de 0,9 (± 0,4) unidade/kg.
• Insulina Glargina: Comece com 0,5 U/kg a cada 12 horas por via subcutânea. Alguns
gatos podem ser tratados com doses de 1 vez ao dia. Ajuste a dose via monitoramento.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação para animais de produção. Devido ao
baixo risco de resíduos, não são sugeridos períodos de carência.
Interferon
Nome comercial e outros
Virbagen ômega
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Imunoestimulante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O Interferon ômega recombinante contido no Virbagen ômega é produzido por bichos-daseda
previamente inoculados com baculovírus interferon recombinante. Isso permite a
produção de interferon puro. O interferon ômega de origem felina, produzido por
engenharia genética é um interferon de tipo 1 estreitamente relacionado ao interferon alfa.
O mecanismo exato de ação do interferon ômega não é compreendido, mas pode aumentar
as defesas não específicas em cães e gatos. O interferon não age direta e especificamente
sobre o vírus patogênico, mas exerce seu efeito pela inibição dos mecanismos de síntese
interna das células infectadas. Após administração possui meia-vida de 1,4 hora em cães e
1,7 hora em gatos. É ligado a receptores em células infectadas por vírus.
Existem múltiplos interferons disponíveis para uso humano (p. ex., tratamento de
doenças relacionadas ao HIV e doenças associadas ao câncer). Estes interferons podem ser
alfa-2a, alfa-2b e n-3. Estes tipos de interferons não são intercambiáveis.
Indicações e Usos Clínicos
O interferon é usado para estimular o sistema imune dos pacientes. Também é usado para
estimular células imunes em cães com parvovírus e em gatos com retrovírus felino (vírus da
leucemia felina [FeLV] e vírus da imunodeficiência felina [FIV]. Não é efetivo para FIP em
gatos. O interferon alfa humano, por via oral, melhorou os sinais clínicos em gatos com FIV.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode induzir vômitos e náuseas. Em alguns animais pode induzir hipertermia 3-6 horas
após a administração. Em gatos, pode produzir fezes moles a diarreia branda. Leve
diminuição em leucócitos, plaquetas e hemácias e aumento na concentração de alanina
aminotransferase podem ser observados. Esses parâmetros, em geral, voltam ao normal na
semana seguinte à última administração. Em gatos, pode induzir fadiga transitória
durante o tratamento.
Em pessoas, administrações de interferon alfa estão associadas aos sintomas do tipo
influenza. Outros efeitos, como mielossupressão, também são relatados em seres humanos.
Contraindicações e Precauções
Não vacine cães ou gatos em tratamento com interferon.
Interações Medicamentosas
Não misture com nenhuma outra vacina/produto imunológico, exceto o solvente suprido
para uso com o produto.
Instruções de Uso
Doses e indicações para animais são principalmente baseadas na extrapolação de
recomendações humanas, estudos experimentais ou estudos específicos em gatos com
infecções virais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma durante o tratamento.
Formulações
O interferon está disponível em ampola de 5 e 10 milhões de unidades/ampola. A fração
liofilizada deve ser reconstituída com 1 mL do diluente específico para obter, dependendo
da apresentação, uma solução contendo 5 milhões de unidades ou 10 milhões de unidades
de interferon recombinante.
Estabilidade e Armazenamento
O interferon tem vida de prateleira de 2 anos. O produto deve ser usado imediatamente
após a reconstituição e ser armazenado em sua caixa original. Armazene e transporte a
4 °C ± 2 °C. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,5 milhões de unidades/kg por via intravenosa 1 vez ao dia, durante 3 dias
consecutivos.
Gatos
• 1 milhão de unidades/kg por via intravenosa 1 vez ao dia durante 5 dias consecutivos.
Três tratamentos com intervalos de 5 dias devem ser realizados nos dias 0, 14 e 60.
• 10 unidades/kg de interferon alfa humano em um programa de semanas alternadas,
oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Iodeto
Nomes comerciais e outros nomes
Iodeto de potássio, EDDI, di-hidroiodeto de etilenodiamina
Medicamentos comercializados no Brail
Iodeto de potássio (g)
Classificação funcional
Suplemento de iodo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O iodeto é administrado como suplemento. Embora sua ação para tratar a doença não esteja
bem estabelecida, é administrado como adjuvante para zigomicose, conidiobolomicose e
granuloma fúngico. O mecanismo de ação contra microrganismos fúngicos não é
conhecido. O iodeto também é importante para a função da glândula tireoide e é usado
para tratar distúrbios tireoidianos.
Indicações e Usos Clínicos
O di-hidroiodeto de etilenodiamina é usado como fonte nutricional de iodo em gado. O
iodeto é usado para tratar doença granulomatosa fúngica e infecções associadas a
zigomicetos. O tratamento antifúngico tem sido questionado para animais, pois a eficácia
não foi estabelecida. Como ele pode aumentar as secreções respiratórias, é usado como
expectorante, mas a eficácia não foi estabelecida. O iodeto de potássio também é usado para
proteger a glândula tireoide de lesão da radiação, no caso de uma emergência de radiação
(exposição acidental à radiação) ou após administração de iodeto radioativo. No gado, além
de suplemento alimentar, o EDDI é usado como expectorante e para ajudar no tratamento
de infertilidade bovina. O EDDI, às vezes, é adicionado à ração do gado para diminuir
infecções de apodrecimento do casco, tumorações mandibulares (Actinomyces bovis), “língua
de pau” (Actinobacillus lignieresi) e bronquite. Faltam publicações com evidências de efeito
benéfico. Em equinos, o iodeto é usado para tratar esporotricose e, ocasionalmente, outras
infecções fúngicas, como basidiobolomicose e conidiobolomicose (zigomicose). Para equinos,
o tratamento é iniciado com as doses listadas na seção de posologia a seguir e, para prevenir
recidiva, o tratamento é continuado por 4 semanas após a resolução dos sinais clínicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas do iodeto (iodismo) incluem excesso de lacrimejamento, edema
palpebral, tosse não produtiva, aumento das secreções respiratórias e dermatite. Seu uso
pode causar aborto em equinos ou deformidades de membros em potros.
Contraindicações e Precauções
Não use em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais.
Instruções de Uso
O iodeto é administrado em solução de iodo de potássio (SSKI) de 1 g/mL ou em solução de
65 mg/mL. Também é administrado em solução de iodeto de potássio a 10%-5%
administrada por via oral junto com o alimento.
Em bovinos, o EDDI é administrado na ração, ou misturado nesta, com sal ou em
mistura de minerais ou na água de beber.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações séricas da função tireoidiana no uso prolongado.
Formulações
Disponíveis para adição em alimentos para animais como EDDI: equivalente a EDDI a 4,6%
ou 46 mg/g de EDDI. Também disponível em solução de 1 g/mL de iodeto de potássio
(SSKI) ou solução oral 65 mg/mL ou em solução de iodeto de potássio a 10%/5%. O iodeto
de potássio inorgânico é usado em equinos por via oral, mas deve ser obtido como o grau
químico e composto para equinos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
congele as soluções. O iodeto de potássio inorgânico é instável à luz, ao calor e excesso de
umidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Infecções fúngicas: Comece com 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral, e aumente
gradualmente para 25 mg/kg, a cada 8 horas via oral.
• Tratamento de emergência após exposição à radiação: 2 mg/kg/dia por via oral.
• Expectorante: 5mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovino
• Suplemento alimentar: 50-217 mg EDDI por cabeça ao dia (misture com a ração).
• Expectorante e outras indicações: 650-1.300 mg EDDI por cabeça duas vezes ao dia,
por via oral durante 7 dias.
Equinos (tratamento de granuloma fúngico)
• 20-40 mg/kg ao dia, por via intravenosa durante 7-10 dias (usando iodeto de sódio a
20%).
• 10-40 mg/kg ao dia, por via oral (usando iodeto de potássio inorgânico).
• 0,86-1,72 mg/kg de EDDI ou use 20-40 mg/kg ao dia da base de glicose de iodo
orgânica a 4,6% de EDDI por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência em animais de produção.
Iodeto de Ditiazanina
Nome comercial e outros nomes
Dizan ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicação microfilaricida utilizada em cães. Também é ativa contra nematódeos, e
platelmintos.
Indicações e Usos Clínicos
A ditiazanina é usada na eliminação de microfilárias do coração em cães. Também é
utilizada para o tratamento de alguns parasitas intestinais. A atividade filaricida das
lactonas macrocíclicas (ivermectina e medicamentos relacionados) tem substituído
medicamentos como a ditiazanina. Em vez de usar a ditiazanina no tratamento
microfilaricida, a American Heartworm Society (Sociedade Americana do Verme do
Coração) recomenda o uso de lactonas macrocíclicas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
São raros os efeitos colaterais. Os vômitos são relatados em alguns cães. A ditiazanina
causa a descoloração das fezes.
Contraindicações e Precauções
Não utilize em animais com redução da função renal. Não administre a animais positivos
para verme do coração até 6 semanas após a terapia com adulticida ter sido realizada.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas descritas.
Instruções de Uso
Administre com alimentos. Se utilizado na forma em pó, misture-o sobre o alimento. Antes
de outros medicamentos estarem disponíveis, este era o único agente microfilaricida para
cães. Contudo, com o aumento da disponibilidade e eficácia de outros medicamentos como
as lactonas macrocíclicas, o seu uso diminuiu significantemente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a presença da dirofilariose após o uso terapêutico para detectar microfilárias.
Formulações
A ditiazanina raramente está disponível em comprimidos no comércio atualmente.
Formulações antigas incluem comprimidos de 10 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg e pó de
200 mg/ por colher de sopa.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dirofilariose: 6,6-11 mg/kg a cada 24 horas durante 7-10 dias por via oral.
• Nematódeos: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 3-5 dias por via oral.
• Ancilóstomo: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 7 dias por via oral.
• Platelmintos: 22 mg/kg 1 vez ao dia, por 10-12 dias por via oral.
Gatos
Não há doses estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para o estabelecimento de período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Iodeto de Sódio (20%)
Nomes comerciais e outros nomes
Iodopen ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Iodopec (v) , Bociodo (v)
Classificação funcional
Repositor de iodo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O iodeto de sódio é usado para o tratamento da deficiência de iodo.
Indicações e Usos Clínicos
O iodeto de sódio é utilizado para o tratamento de infecções fúngicas e é preferido ao iodeto
de potássio. É usado para infecções bacterianas, infecções por actinomicetos e infecções
fúngicas, principalmente em equinos e bovinos. Em bovinos é usado para actinomicose
(abcesso mandibular) e actinobacilose (“língua de pau” e estomatite necrótica). Em
pequenos animais é utilizado para o tratamento da esporotricose. Não foram estabelecidas
evidências de eficácia para essas indicações. Ver seção de Iodeto para informações
adicionais sobre uso e formulações disponíveis.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem produzir sinais de iodismo, que incluem: lacrimejamento, irritação das
mucosas, inchaço das pálpebras, tosse, pelame seco e desalinhado e perda de pelos. O
iodeto de potássio possui um gosto amargo, podendo causar náuseas e salivação.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em fêmeas prenhes, pode provocar o aborto.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Para o tratamento em bovinos, administrar lentamente por via intravenosa. Cuidado para
não administrar de modo extravascular, pois pode ocorrer necrose tecidual. O uso clínico em
animais é principalmente empírico. As doses e indicações listadas não foram testadas em
ensaios clínicos. Outros medicamentos mais comprovados para estas indicações devem ser
considerados como alternativas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O iodeto de sódio está disponível em solução injetável de 20 g/100 mL e em 100 μg de iodo
elementar (118 μg de iodeto de sódio) por mL da solução.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Consultar a dose oral para iodeto de potássio.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 125 mL da solução a 20% por via intravenosa diariamente por 3 dias, a seguir
30 g/cavalo da solução injetável diariamente por 30 dias.
Bovinos
• 67 mg/kg por via intravenosa (15 mL por 100 libras de peso), lentamente. Repetir
semanalmente.
Informações sobre Restrição Legal
Devido o baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de
carência.
Ioimbina
Nome comercial e outros nomes
Yobine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Yomax (h)
Classificação funcional
Antagonista do receptor alfa2
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista alfa2-adrenérgico. Antagoniza a ação de outros medicamentos que estimulam
os receptores alfa2.
Indicações e Usos Clínicos
A ioimbina é utilizada principalmente para reverter as ações da xilazina ou da detomidina. O
atipamezol é outro antagonista alfa2, é mais específico e de uso preferido em pequenos
animais para reversão da dexmedetomidina ou medetomidina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem causar tremores e convulsões.
Contraindicações e Precauções
Quando administrado para reverter um agonista alfa2, monitorar cuidadosamente a
frequência e o ritmo cardíacos, durante o tratamento.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas, exceto o antagonismo aos agonistas alfa2.
Instruções de Uso
Revertem as manifestações de sedação e anestesia causadas pelos agonistas alfa 2 .
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência e o ritmo cardíaco durante o uso da ioinbina.
Formulações
A ioinbina está disponível em solução injetável de 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,11 mg/kg por via intravenosa.
• 0,25-0,5 mg/kg por vias subcutânea ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e ovinos
• Para reverter os efeitos da xilazina ou da medetomidina: 0,125-0,2 mg/kg por via
intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para animais de produção: no mínimo 7 dias para carne e 72 horas para
leite.
Classificação RCI: 2
Ipodato, Ácido Iopanoico
Nomes comerciais e outros nomes
Orografin, Ipodato de cálcio, Ácido Iopanoico
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antitireoidiano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente colecistográfico. Este medicamento é um corante de radiocontraste biliar iodado. O
ipodato inibe as deiododinases responsáveis pela conversão do hormônio tireoidiano T4 em
T3. Ele também bloqueia os receptores para T3. Reduz o nível de T3, mas não os níveis de
T4.
Indicações e Usos Clínicos
O ipodato é usado como tratamento do hipertireoidismo em gatos. A redução dos níveis de
T3 deve ocorrer em 1 semana. O uso não é tão comum quanto o de outros tratamentos, mas
é administrado como alternativa ao metimazol, à radioterapia ou cirurgia. A taxa de resposta
pode ser tão alta quanto 66%. As formulações de ipodato podem não estar disponíveis para
veterinários e o ácido ipanoico é usado como um substituto. Se o ácido ipanoico (Telepaque)
for usado, ele pode não ser tão eficaz.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O ipodato pode causar hipotireoidismo. Não há relatos de reações adversas em gatos, mas
os compostos contendo iodeto causaram reações de hipersensibilidade em seres
humanos. Em seres humanos, altas doses crônicas de compostos contendo iodeto podem
causar ulceração na boca, edema tecidual e reações cutâneas ou ainda mal-estar
gástrico.
Contraindicações e Precauções
Monitore quanto à redução dos níveis tireoidianos em animais ou aos sinais clínicos.
Recidivas ocorreram em gatos após 10 semanas a 6 meses de tratamento.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais.
Instruções de Uso
O uso de ipodato é experimental, e doses precisas não foram avaliadas. Em um estudo, 66%
dos gatos tratados responderam ao tratamento. É necessário mais experiência para
determinar se a resposta ao tratamento é transitória.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações séricas de T3 tireoidiano. O ipodato reduz o nível de T3, mas os
níveis de T4 podem ficar inalterados ou aumentar em decorrência da conversão diminuída
de T4 para T3.
Formulações
O ipodato está disponível como cálcio ou ipodato de sódio. Cápsulas de Oragrafina 500 mg
foram formuladas em cápsulas de 50 mg por farmacêuticos. (Estas podem ter sido
especificamente formuladas para gatos.) A disponibilidade de Oragrafina se tornou um
problema para veterinários e o ácido iopanoico (Telepaque) é usado como substituto. É
formulado em cápsulas para gatos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• Ipodato: 15 mg/kg a cada 12 horas por via oral. As doses mais comuns são 50 mg/gato
duas vezes ao dia. A dose é equivalente independentemente de se usar ipodato de
sódio ou de cálcio.
• Ácido iopanoico: 50 mg por gato a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Irbesartan
Nome comercial e outros nomes
Avapro
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador. Bloqueador do receptor de angiotensina (BRA). Demonstrou-se que o
irbesartan bloqueia os receptores de angiotensina II e previne os efeitos associados a esta. É
usado em pessoas que não toleram os inibidores da enzima conversora de angiotensina
(ECA). O metabolismo em cães e gatos é incerto e não se sabe se as doses extrapoladas do uso
humano têm atividade equivalente em cães e gatos. O losartan, outro BRA, é usado como
alternativa em seres humanos, mas afirma-se que não é efetivo em cães por não produzir o
metabólito ativo.
Indicações e Usos Clínicos
Os bloqueadores de angiotensina II, como irbesartan, são usados em seres humanos como
alternativa aos inibidores da ECA. Entretanto, raramente eles são usados em animais porque
estes, em sua maioria, toleram bem os inibidores da ECA. Não existem estudos clínicos bem
controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. A hipotensão é um problema em potencial
decorrente de sobredose.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais hipotensos ou desidratados. Não há relatos de outras
contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para pequenos animais. Use com cautela
com outros vasodilatadores.
Instruções de Uso
Em cães, o irbesartan é preferido ao losartan porque este não se converte em medicamentos
ativos em cães.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão sanguínea e a frequência cardíaca dos animais tratados. Monitore os
eletrólitos se for administrado a longo prazo.
Formulações
O irbesartan está disponível em comprimidos de 75 mg, 150 mg e 300 mg. Um produto
(Avalide) contém irbesartan em associação com a hidroclorotiazida.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 30-60 mg/kg a cada 12 horas por via oral. Comece com 30 mg/kg para evitar azotemia
pré-renal e hipotensão.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimativas de
período de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD.
Classificação RCI: 3
Isoflurano
Nome comercial e outros nomes
Aerrane
Medicamentos comercializados no Brasil
Forane (h)
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico inalatório. Como outros anestésicos, o mecanismo de ação é incerto. O isoflurano
produz depressão generalizada e reversível do SNC. Anestésicos inalatórios variam em
solubilidade no sangue, potência e taxa de indução e recuperação. Aqueles com baixos
coeficientes de partição sangue/gás são associados a taxas mais rápidas de indução e
recuperação. O isoflurano tem uma pressão de vapor de 250 mmHg (a 20 °C), um
coeficiente de partição sangue/gás de 1,4 e um coeficiente de óleo/sangue de 45.
Indicações e Usos Clínicos
O isoflurano, como outros anestésicos inalatórios, é usado para anestesia geral em animais.
Está associado à rápida indução de anestesia e taxas de recuperação rápidas. É
biotransformado em apenas uma pequena porcentagem (< 1%) e tem efeitos mínimos
sobre outros órgãos. Possui valor de concentração alveolar mínima (CAM) de 1,63%, 1,3% e
1,31% em gatos, cães e equinos, respectivamente.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados aos efeitos anestésicos (p. ex., depressões
cardiovascular e respiratória).
Contraindicações e Precauções
Não administre, a não ser que seja possível controlar a ventilação e a frequência e o ritmo
cardíacos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. Entretanto, como outros anestésicos
inalatórios, outros agentes anestésicos agem de maneira sinérgica e reduzirão as
necessidades de dose.
Instruções de Uso
O uso de anestésicos inalatórios requer monitoramento cuidadoso. A dose é determinada
pela profundidade da anestesia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências respiratória e cardíaca e o ritmo durante a administração.
Formulações
O isoflurano está disponível em frasco de 100 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Indução: 5%, manutenção: 1,5-2,5%.
Posologia para Grandes Animais
• Valor de CAM: 1,5-2%.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. A eliminação é
rápida, sendo sugeridos curtos períodos de carência.
Para estimativas de intervalo de retirada extrarrótulo, contate o FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o isoflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a
receita de controle especial em duas vias.
Isoniazida
Nomes comerciais e outros nomes
INH, Hidrazida do ácido isonicotínico
Medicamentos comercializados no Brasil
Todos são associações - Bio Pen (v) , Pulmodrazin (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismos de Ação
Agente antibacteriano. O mecanismo de ação é por interferência na biossíntese lipídica e de
ácido nucleico em bacilos da tuberculose em crescimento ativo.
Indicações e Usos Clínicos
A isoniazida é usada em seres humanos para tratar a tuberculose. Em animais é usada para
tratar infecções bacterianas atípicas, como aquelas causadas por Mycobacterium.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso é incomum em animais e os efeitos colaterais não estão bem documentados.
A toxicidade hepática é a preocupação mais séria quando se usa a isoniazida em seres
humanos. Outros relatos de efeitos colaterais são erupção cutânea e neuropatia
periférica.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações específicas para animais. Entretanto, não deve ser
usada em animais com evidência de doença hepática.
Interações Medicamentosas
O metabolismo da isoniazida pode ser diminuído por itraconazol e aumentado por
rifampicina.
Instruções de Uso
A administração de isoniazida a animais é limitada a indicações em que outros
medicamentos não são efetivos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas. Monitore os pacientes para sinais de toxicidade neurológica.
Formulações
A isoniazida está disponível em comprimidos de 100, 300 e 500 mg; xarope de 10 mg/mL
ou injeção de 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• 5 mg/kg/dia (até 10-15 mg/kg/dia) por vias oral, intramuscular, ou intravenosa.
Também é administrada em 15 mg/kg, 2 a 3 vezes por semana.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foi estabelecido um período de carência para grandes animais. Nos EUA, para
estimativas de intervalo de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Isotretinoína
Nome comercial e outros nomes
Accutane
Medicamentos comercializados no Brasil
Isotrex (h) , Roacutan (h) , Isotretinoina (g)
Classificação funcional
Agente dermatológico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A isotretinoína é um agente estabilizador da queratinização. A isotretinoína reduz o
tamanho da glândula sebácea, inibe a atividade desta, diminuindo assim a secreção
sebácea. A utilização em animais deriva principalmente do uso empírico. Não existem
estudos clínicos bem controlados ou de eficácia para documentar a efetividade clínica.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, é usado principalmente para tratar a acne. Em animais é usado para
tratar adenite sebácea.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais para animais, embora estudos experimentais
demonstrarem que pode causar calcificação focal (como no miocárdio e nos vasos)
Contraindicações e Precauções
A isotretinoína é absolutamente contraindicada em fêmeas prenhes devido a
anormalidades fetais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
O uso em medicina veterinária está restrito a experiência clínica limitada e extrapolação de
relatos em seres humanos. O alto custo desta medicação limita o uso veterinário.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento para uso em animais.
Formulações
A isotretinoína está disponível em cápsulas de 10, 20 e 40 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-3 mg/kg/dia (até uma dose máxima recomendada de 3-4 mg/kg/dia por via oral).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não use em animais de produção.
Isoxsuprina
Nome comercial e outros nomes
Vasodilan e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Inibina (h)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador. O mecanismo de ação da isoxsuprina não foi identificado. Sugere-se que ela
atue como beta2-agonista (para a qual a evidência experimental não dá suporte) ou
aumentando a concentração de óxido nítrico. Também pode inibir mecanismos que são
dependentes de cálcio. Em equinos, relaxa os vasos digitais.
Indicações e Usos Clínicos
A isoxsuprina é usada em equinos para tratar a doença navicular e outras doenças do casco,
como a laminite. A eficácia não foi estabelecida para essas indicações, ainda que o uso tenha
persistido por muitos anos. Não há relatos de seu uso em outros animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A hipotensão é o principal efeito colateral. Ela reduz a pressão arterial. Em equinos, os
efeitos colaterais também podem incluir friccionar o focinho em objetos,
hiperexcitabilidade, sudorese, taquicardia e agitação.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais hipotensos ou desidratados.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Quando usada em equinos, com frequência é empregada com outros vasodilatadores e
medicamentos anti-inflamatórios. Não se sabe se ela age de maneira sinérgica com essas
outras medicações.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca em animais tratados.
Formulações
A isoxsuprina está disponível em comprimidos de 10 e 20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Embora a isoxsuprina seja composta para uso em equinos, a estabilidade das formulações
compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relatos de doses para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Doença navicular e laminite: 0,6 mg/kg, a cada 12 horas por via oral durante 6-14
semanas. Em alguns protocolos de dosagens, se 0,6 mg/kg a cada 12 horas não
melhorar a condição do equino em 3 semanas, a dose deverá ser dobrada.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para estimativas de
intervalos de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Itraconazol
Nomes comerciais e outros nomes
Sporanox e Itrafungol (disponível na Europa para gatos)
Medicamentos comercializados no Brasil
Sporanox (h) , Itraconazol (g) , ITL 25, 50 e 100 (v)
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antifúngico azólico (triazol). O itraconazol inibe a síntese de ergosterol na
membrana celular fúngica. Fungistático. É ativo contra dermatófitos e fungos sistêmicos,
como Blastomyces, Histoplasma e Coccidioides. É mais potente contra estes fungos do que o
cetoconazol. O itraconazol pode ser incorporado ao sebo e ao estrato córneo, podendo ser
detectado na pele por 3-4 semanas após o tratamento.
A experiência em cães e gatos mostrou que é absorvido por via oral e foram estabelecidas
as doses para tratar infecções fúngicas sistêmicas e dermatófitos. Em equinos, a solução oral
é melhor absorvida do que as cápsulas (65% versus 12%). A meia-vida para a solução é de
11 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O itraconazol é usado para tratar dermatófitos e fungos sistêmicos, como o Blastomyces,
Histoplasma e Coccidioides. Também se mostrou efetivo para o tratamento de dermatite por
Malassezia, mas as doses são mais baixas do que para outras infecções (ver Posologia).
Embora seja usado para tratar infecções causadas por Aspergillus, a eficácia não é tão boa
quanto outros medicamentos antifúngicos, como o voriconazol ou a anfotericina B. O
itraconazol é considerado com frequência a primeira escolha para infecções por
dermatófitos em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O itraconazol é melhor tolerado do que o cetoconazol. O cetoconazol inibe a síntese
hormonal e pode reduzir as concentrações de cortisol, testosterona e outros hormônios
em animais. Entretanto, o itraconazol tem pouco efeito sobre essas enzimas e não
produzirá efeito endócrino. Contudo, vômitos e hepatotoxicidade são possíveis,
especialmente em altas doses. Em um estudo, a hepatotoxicidade foi mais provável em
altas doses. Cerca de 10-15% dos cães apresentarão altos níveis de enzimas hepáticas. O
itraconazol produziu lesões cutâneas em cães, condizentes com vasculite, lesões
cutâneas supurativas estéreis e lesões cutâneas ulcerativas. Altas doses em gatos
causaram vômitos e anorexia.
Contraindicações e Precauções
Administre com alimentos para a melhor absorção. Formulações compostas podem não ser
bioequivalentes às fórmulas de marca. Use com cautela em qualquer animal com sinais
de doenças hepáticas e seja cauteloso em animais prenhes. A altas doses em cobais de
laboratório, tem causado anomalias em fetos.
Interações Medicamentosas
Antiácidos (inibidores da bomba de próton ou bloqueadores do receptor H 2 ) diminuirão a
absorção oral. O itraconazol é um inibidor enzimático do citocromo P450; Pode causar
interações medicamentosas devido à inibição das enzimas do P450. A extensão da
inibição do citocromo P450 não é tão alta como o cetoconazol, mas pode ser importante
para alguns medicamentos de baixo índice terapêutico (ver Apêndices).
Instruções de Uso
Administre com alimento para melhor absorção, a não ser que seja usada a solução oral. As
doses baseiam-se em estudos em animais, nos quais o itraconazol foi usado para tratar
blastomicose em cães. Doses mais baixas podem ser usadas em gatos e cães para o
tratamento de dermatófitos e em cães para tratar dermatite por Malassezia. As doses em
equinos baseiam-se em estudos farmacocinéticos específicos. Outros usos baseiam-se em
empirismo ou na extrapolação da literatura sobre a utilização em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de enzimas hepáticas.
Formulações
O itraconazol está disponível em cápsulas de 100 mg e solução oral de 10 mg/mL. O
Itrafungos para gatos está disponível em solução oral de 10mg/mL (Europa).
Estabilidade e Armazenamento
O itraconazol é praticamente insolúvel em água, mas solúvel em etanol. É instável e pode
perder potência se não for mantido na formulação original do fabricante (cápsulas e
solução). As formulações compostas são altamente instáveis e insolúveis. A absorção oral das
soluções de itraconazol extemporaneamente compostas e das cápsulas é precária e não é
recomendada. A formulação oral comercial (em ciclodextrano) tem um pH de
aproximadamente 2,0 e o pH deverá ser mantido para assegurar a absorção ótima. Não
congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,5 mg/kg a cada 12 horas, ou 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Dermatófitos: 3 mg/kg/dia durante 15 dias.
• Dermatite por Malassezia: 5 mg/kg a cada 24 horas via oral durante 2 dias, repetidas a
cada semana por 3 semanas.
Gatos
• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral (25-50 mg por gato).
• Dermatófitos: 1,5-3 mg/kg (até 5 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 15 dias
(embora alguns gatos necessitem um curso adicional de 15 dias de terapia).
• 5-10 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 7 dias, e depois em semanas
alternadas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 mg/kg/dia (2,5 mg/kg, a cada 12 horas), por via oral. Em equinos, as cápsulas são
absorvidas de maneira precária e inconsistente. Use solução oral (Sporanox) para uma
ótima absorção oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para estimativas de
intervalo de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Ivermectina
Nomes comerciais e outros nomes
Heartguard, Ivomec, Eqvalan líquido, Equimectrin, IverEase, Zimecterin, Privermectin,
Ultramectin, Ivercide, Ivercare e Ivermax, Acarexx é uma forma tópica para gatos.
Medicamentos comercializados no Brasil
Altec (v) , Avenger (v) , Baymec (v) , Bovectin (v) , Bullmec (v) , Ectoendo Premix (v) ,
Equithal (v) , Hipramectin (v) , Horsenox (v) , Iver (v) , Ivergen (v) , Ivermectina (v) , Ivomec (v) ,
Ivotan (v) , Megamectin (v) etc
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. Avermectinas (medicamentos semelhantes à ivermectina) e
as milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham
semelhanças, incluindo o mecanismo de ação. Estas substâncias são neurotóxicas para os
parasitas, pois potencializam os efeitos sobre os canais iônicos de cloro controlados por
glutamato nos parasitas. A paralisia e a morte do parasita são causadas por aumento da
permeabilidade aos íons cloreto e hiperpolarização das células nervosas. Estes medicamentos
também potencializam outros canais de cloro, incluindo aqueles controlados pelo GABA
(ácido gama-aminobutírico). Os mamíferos normalmente não são afetados por este
antiparasitário, pois não possuem tais canais iônicos de cloro controlados pelo glutamato e há
mais baixa afinidade para outros canais de cloro em mamíferos. Como esses medicamentos
normalmente não penetram na barreira hematoencefálica, os receptores de GABA no
sistema nervoso central (SNC) de mamíferos não são afetados. A ivermectina é ativa contra
parasitas intestinais, ácaros, bernes, dilofilária e larvas em desenvolvimento. A ivermectina
também possui efeito adulticida sobre a dilofilária quando administrada a longo prazo. A
ivermectina não tem efeito sobre trematódeos ou parasitas cestódeos.
Indicações e Usos Clínicos
A ivermectina é usada em equinos para o tratamento e controle de grandes estrôngilos
(adultos) (Strongylus vulgaris, Strongylus edentatus e espécies de Triodontophorus), pequenos
estrôngilos (adultos e em quarto estágio larval) (espécies de Cyathostomum, espécies de
Cylicocyclus, espécies de Cylicostephanus), oxiúros (adultos e em quarto estágio larval) (Oxyuris
equi), Parascaris equorum adultos, Trichostrongylus axei adultos, Habronema muscae forma
adulta, Onchocerca spp (microfilária Gastrophilus spp (estágios oral e gástrico). Em bovinos é
usada para tratamento e controle de nematódeos intestinais (adultos e em quarto estágio
larval) (Haemonchus placei, Ostertagia ostertagi) (incluindo larvas encistadas), O. lyrata,
Trichostrongylus axei, T. colubriformis, Cooperia oncophora, C. punctata, C. pectinata,
Oesophagostomum radiatum, Nematodirus helvetianus (somente adultos), N. spathiger (somente
adultos), Bunostomum phlebotomum; vermes pulmonares (adultos e em quarto estágio larval)
(Dictyocaulus viviparus); bernes (estágios parasitários) (Hypoderma bovis, H. lineatum); piolhos
hematófagos (Linognathus vituli, Haematopinus eurysternus, Solenopotes capillatus) e ácaros
(sarna) [Psoroptes ovis (sin. P. communis var. bovis)], Sarcoptes scabiei var. bovis.
Em suínos é usada para tratamento e controle de nematelmintos gástricos (adultos e
em quarto estágio larval) (grandes nematelmintos, Ascaris suum; verme vermelho estomacal,
Hyostrongylus rubidus; verme nodular, espécies de Oesophagostomum; vermes filiformes,
Strongyloides ransomi (adultos somente); larvas de vermes cilíndricos somáticos [nematódeo,
Strongyloides ransomi (larvas somáticas)]; vermes pulmonares [espécies de Metastrongylus
(somente adultos)]; piolhos (Haematopinus suis) e ácaros (Sarcoptes scabiei var. suis).
Em pequenos animais (cães e gatos) é usada na prevençãode dirofilariose (baixa dose)
ou para tratar parasitas externos (ácaros) e, em doses mais altas, para tratar parasitas
intestinais. O benefício na profilaxia de dirofilariose em animais está na capacidade de
matar larvas jovens, larvas “velhas” e adultos imaturos ou jovens bem como filárias adultas.
A ivermectina é um microfilaricida eficaz após a terapia adulticida. É recomendada pela
American Heartworm Society para tratar cães positivos para verme cardíaco por 2-3 meses
antes da terapia adulticida. Isto permite que os vermes imaturos alcancem a maturidade
total, sendo mais suscetíveis então à melarsomina, assim como prevenindo nova infecção. A
ivermectina também pode reduzir o número dos vermes cardíacos adultos, quando
administrada a longo prazo em doses preventivas. Para um efeito adulticida ótimo sobre a
dirofilária, muitas vezes é administrada com doxiciclina oral (10 mg/kg/dia) por vários
meses. O tratamento de infecções por Demodex é eficaz, mas requer doses mais altas do que
para qualquer outra indicação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode ocorrer toxicidade em altas doses em raças nas quais a ivermectina cruza a barreira
hematoencefálica. As raças sensíveis incluem Collies, pastores australianos, Old English
Sheepdogs, Longhaired Whippets e Shetland Sheepdogs. A toxicidade é caracterizada
pela neurotóxica e os sinais incluem hipersalivação, depressão, ataxia, dificuldade de
visão, coma e morte. A sensibilidade à ivermectina ocorre em certas raças devido à
mutação no gene da resistência a múltiplos medicamentos (MDR1) que codifica a bomba
de P-glicoproteína da membrana (p-gp). Esta mutação afeta a bomba de efluxo na
barreira hematoencefálica. Portanto, a ivermectina pode se acumular no cérebro de
animais suscetíveis. Altas doses em animais normais também podem produzir toxicose
semelhante. A maioria dos cães não suscetíveis pode tolerar doses de 100-400 μg/kg.
Mas as raças sensíveis (cães com mutação no MDR1) podem mostrar toxicidade em doses
de 150-340 μg/kg. A ivermectina em doses de 400 μg/kg produziu toxicose neurológica
em filhotes de siameses e doses tão baixas quanto 300 μg/kg são letais para gatinhos. A
retinopatia também é observada em cães aos quais foram administradas altas doses. Em
animais acometidos, podem ocorrer início súbito de cegueira e/ou midríase, mas cães se
recuperam se o tratamento for descontinuado. Em equinos, as reações adversas podem
incluir prurido devido aos efeitos sobre as microfilárias.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com menos de 6 meses de idade. Animais altamente infestados
com microfilárias podem ter reações adversas com altas doses. Se os cães forem sensíveis à
ivermectina, eles podem ser sensíveis a outros medicamentos desta classe (avermectinas).
A ivermectina em doses clínicas aprovadas para tratamento de endoparasitas ou
prevenção da dilofilariose é segura para fêmeas prenhes. Em doses altas usadas para
tratar demodicose, não se conhece a segurança, mas não há relatos de efeitos
teratogênicos. No mais sensível animal de laboratório (camundongo) a dose teratogênica
mais baixa é 400 μg/kg. Cães com mutação no gene MDR também podem ser sensíveis a
outros medicamentos, como a loperamida, a milbemicina, a moxidectina e medicamentos
antineoplásicos. A ivermectina é excretada no leite.
Interações Medicamentosas
Não administre ivermectina com medicamentos com potencial de aumentar a sua
penetração pela barreira hematoencefálica. Tais medicamentos incluem o cetoconazol, o
itraconazol, a ciclosporina e os bloqueadores do canal de cálcio.
Instruções de Uso
A ivermectina é usada em uma ampla variedade de parasitas internos e externos. A posologia
varia, dependendo da espécie e do parasita. A prevenção da dilofilariose é feita com a dose
mais baixa; outros parasitas requerem doses mais altas. O Heartguard e uma forma tópica são
os únicos aprovados para pequenos animais; para outras indicações, os medicamentos
injetáveis para grandes animais com frequência são administrados pelas vias oral,
intramuscular ou subcutânea para pequenos animais. Não administre por via intravenosa.
Injeções em suínos devem ser feitas apenas no pescoço. Como alguns cães podem ser
sensíveis à ivermectina, se um cão não recebeu ivermectina anteriormente e forem
necessárias altas doses (p. ex., para tratar Demodex), comece com uma dose baixa (50-
100 μg/kg/dia em doses subsequentes a cada dia). Durante este aumento, o cão deve ser
observado para sinais de toxicidade do sistema nervoso central (SNC) (ataxia, tremores,
sedação). Depois que a dose de manutenção for alcançada, deverá ser administrada 1 vez
ao dia até 4 semanas depois do segundo raspado de pele mensal consecutivo negativo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore para microfilarenemia antes da administração a pequenos animais. Para outras
infecções parasitárias, confirme o sucesso do tratamento com exames fecais ou raspados de
pele.
Formulações
A ivermectina está disponível em solução injetável a 1% (10 mg/mL) e a 0,27%
(2,7 mg/mL); solução oral 10 mg/mL; soluções nutritivas orais para ovinos 0,8 mg/mL; pasta
oral 18,7 mg/mL; comprimidos de 68, 136 e 272 μg e comprimidos de 55 e 165 mg para
gatos. A forma tópica hidrossolúvel tem 0,01% (0,1 mg/mL), estando disponível em ampolas
laminadas para tratar ácaros de ouvido em gatos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Preventivo para verme cardíaco: 6 μg/kg a cada 30 dias por via oral.
• Antes do tratamento adulticida: Administre dose preventiva por até 3 meses antes do
tratamento adulticida.
• Microfilaricida: 50 μg/kg por via oral 2 semanas após a terapia adulticida.
• Adulticida para verme cardíaco: Ivermectina administrada em doses preventivas,
associada com doxiciclina a 10 mg/kg por via oral ao dia, periodicamente (4 semanas
de uma vez) por vários meses.
• Terapia para ectoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg) por vias intramuscular,
subcutânea ou oral.
• Endoparasitas: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg), semanalmente por vias subcutânea ou
oral.
• Terapia para demodicose: Comece com 100 μg/kg/dia (0,1 mg/kg) e aumente a dose
de 100 μg/kg/dia até 600 μg/kg/dia (0,6 mg/kg) por 60-120 dias por via oral (o
sucesso do tratamento é confirmado com raspados de pele negativos).
• Sarna sarcóptica e terapia para queiletielose: 200-400 μg/kg, a cada 7 dias por via oral
ou a cada 14 dias por via subcutânea durante 4-6 semanas.
Gatos
• Preventivo para verme cardíaco: 24 μg/kg a cada 30 dias por via oral.
• Terapia para ectoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg) por vias intramuscular,
subcutânea ou oral.
• Terapia para endoparasita: 200-400 μg/kg (0,2-0,4 mg/kg), semanalmente, por vias
subcutânea ou oral.
• Tópica: 0,5 mL por orelha (0,1 mg/mL) para tratar ácaros de ouvido.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 200 μg/kg (0,2 mg/kg) por via intramuscular, pasta oral ou solução oral.
Bezerros
• Bolus de liberação lenta: 5,7-13,8 mg/kg, em dose única, o qual tem duração de 135
dias.
Bovinos e Caprinos
• Solução injetável: 200 μg (0,2 mg) por kg em dose única por via subcutânea.
Suínos
• 300 μg (0,3 mg) por kg por via subcutânea em dose única.
Ovinos
• Solução injetável: 200 μg (0,2 mg) por kg em dose única por via subcutânea.
• 200 μg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para suínos (carne): 18 dias para injeção por via subcutânea.
Período de carência para bovinos e bezerros (carne): 35 dias, bovinos, para injeção via
subcutânea ou 180 dias para bolus de liberação lenta, 48 dias para formulação tópica (pouron).
Como o período de carência para o leite não foi estabelecido, não use em fêmeas de
gado leiteiro em idade reprodutiva.
Período de carência para ovinos (carne): 11 dias.
Período de carência para caprinos: 11-14 dias (carne) e 6-9 horas (leite). Ao
administrar por via subcutânea em caprinos use um período de 35 horas para carne e de 40
horas para leite.
No Brasil, devido ao grande número de especialidades e formulações, recomenda-se que
seja consultada a bula para checar os períodos de carência para cada espécie tratada.
Ivermectina + Praziquantel
Nome comercial e outros nomes
Equimax
Medicamentos comercializados no Brasil
Equimax (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. Ivermectina + praziquantel é indicado para uso em equinos
no tratamento e controle de tênias, grandes estrôngilos (incluindo Strongylus vulgaris, S.
edentatus, S. equines) e pequenos estrôngilos, oxiúros, ascarídeos, nematódeos (Trichostrongylus
axei), vermes intestinais, bernes, Habronema spp. e outros parasitas.
Indicações e Usos Clínicos
A ivermectina tem as propriedades descritas no verbete Ivermectina. O praziquantel é
adicionado a esta formulação para aumentar o espectro de ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode ocorrer toxicidade em altas doses. A ivermectina parece ser segura para fêmeas
prenhes.
Contraindicações e Precauções
A ivermectina pode ser administrada a animais de procriação, prenhes e lactantes sem
efeitos colaterais.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros medicamentos que possam afetar a permeabilidade da
barreira hematoencefálica.
Instruções de Uso
O uso deste medicamento é semelhante ao dos princípios ativos individuais, a ivermectina e
o praziquantel.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Amostras fecais devem ser examinadas para parasitas para monitorar a eficácia.
Formulações
Ivermectina + praziquantel está disponível em pasta composta de 1,87% de ivermectina e
14,03% de praziquantel.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não há dosagem disponível para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 200 μg/kg de ivermectina e 1 mg/kg de praziquantel por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência para animais de produção não estão estabelecidos (uso extrabula).
L
Lactulose
Nomes comerciais e outros nomes
Chronulac ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Lactulona (h) , Farlac (h) , Pentalac (h)
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Laxante. A lactulose é um dissacarídeo que contém uma molécula de frutose e uma de
galactose. A lactulose produz um efeito laxante pelo efeito osmótico no cólon. Por ser um
açúcar não absorvível, retêm água no intestino após a administração oral por meio de efeito
osmótico. A lactulose também irá diminuir o pH do lúmen intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
A lactulose é administrada por via oral, para o tratamento da hiperamonemia (encefalopatia
hepática), pois diminui as concentrações séricas de amônia devido à redução do pH
no cólon, impedindo, assim, a rápida absorção da amônia nesta porção do trato
gastrointestinal. A lactulose também é administrada por via oral para produzir efeitos
laxantes para o tratamento da constipação instestinal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso excessivo pode causar perda de fluido e perda eletrolítica.
Contraindicações e Precauções
Usar a lactulose com cuidado em animais com diabetes, pois contém lactose e galactose.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
Em medicina veterinária, não há estudos clínicos para estabelecer a eficácia. Ainda, as doses
citadas têm sido usadas em gatos, na forma de enemas de retenção a 20-30 mL/kg de
solução a 30%
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Quando usada para o tratamento da encefalopatia hepática, monitorar o estado hepático
do paciente.
Formulações
A lactulose está disponível em solução líquida de 10 g/15 mL (3,3 g por 5 mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz, e em temperatura ambiente. É solúvel
em água. O escurecimento da solução pode ocorrer sem afetar a estabilidade. Não congelar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Constipação: 1 mL/4,5 kg a cada 8 horas (até o efeito) por via oral.
• Encefalopatia hepática: 0,5 mL/kg a cada 8 horas por via oral.
Gatos
• Constipação: 1 mL/4,5 kg a cada 8 horas (até o efeito) por via oral.
• Encefalopatia hepática: 2,5-5 mL/gato a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 0,25-0,5 mL/kg/dia por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Existe um pequeno risco de resíduos em animais de produção. Não é necessário estabelecer
período de carência.
Leflunomida
Nomes comerciais e outros nomes
Arava ® e genéricos
Medicamentos comercializados no Brasil
Arava (h)
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A leflunomida é um medicamento imunossupressivo orisoxazol. A leflunomida não é ativa
como fármaco, mas é convertida em um metabólito ativo A77 1726 (também conhecido
como M1 e Teriflunomida), que inibe a proliferação das células T e B e é responsável por
efeitos imunossupressores. Inibe a síntese da pirimidina por meio da inibição da enzima dihidrorotato
desidrogenase. Esta enzima é importante para a síntese “de novo”
da pirimidina, que é importante na função de ativação e estimulação dos linfócitos.
Também pode produzir efeitos anti-inflamatórios pela inibição das citocinas próinflamatórias.
Após a absorção oral, os níveis séricos de leflunomida são baixos ou indetectáveis. Os
efeitos terapêuticos são produzidos pelo metabólito A77 1726 (M1) para a ação
imunossupressora. Caso o monitoramento seja realizado, a mensuração deve ser focada
nas concentrações do metabólito. Em humanos, o metabólito M1 apresenta uma meia-vida
longa de aproximadamente 2 semanas. Mas, em limitados estudos realizados em cães, a
meia-vida é de apenas 21 horas, e o pico de concentração é muito menor do que em
humanos. Em humanos, para a obtenção de uma longa meia-vida, são requeridos vários dias
para acumular níveis estáveis e o declínio do nível de pico. Em humanos, são sempre
administradas baixas doses. Contudo, em cães, devido à curta meia-vida, não são
necessárias baixas doses e as concentrações estáveis serão obtidas em 5dias.
Indicações e Usos Clínicos
Este medicamento é usado em humanos principalmente para a artrite reumatoide. Em cães,
é utilizado para uma variedade de doenças imunomediadas, como substituto de outros
medicamentos como a azatioprina ou o micofenolato. Estas doenças incluem a miastenia
gravis, a síndrome de Evan, a anemia hemolítica e a trombocitopenia imunomediada e
a polimiosite/poliartrite. A eficácia não foi estudada em estudos clínicos controlados, mas há
relatos empíricos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O efeito colateral mais comum em cães é a diminuição do apetite e diarreia. Também
foram observadas anemia discreta e letargia. Embora raro, pode ocorrer leucopenia e é
recomendado monitoramento periódico do hemograma dos pacientes.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais prenhes. Este medicamento pode ser tóxico para
o desenvolvimento fetal.
Interações Medicamentosas
Não há interações relatadas.
Instruções de Uso
A leflunomida é usada, principalmente, em cães, para o tratamento imunossupresso quando
outros medicamentos falharam ou quando o paciente se tornou refratário aos mesmos,
sendo um substituto considerável. Os protocolos de doses utilizados atualmente são
derivados da extrapolação e alguns relatos empíricos. A maioria dos veterinários inicia o
tratamento com 4 mg/kg/dia, e, conforme a resposta, a dose é diminuída. Estudos
farmacocinéticos em cães sugerem que a dose de 4 mg/kg/dia pode não produzir níveis do
medicamento considerados terapêuticos. Assim, naqueles pacientes não responsivos, devemse
considerar doses mais altas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma e a contagem de plaquetas em animais tratados. A anemia tem sido
relatada em consequência do tratamento. Se realizado o monitoramento sanguíneo, devem
ser coletadas amostras de plasma para mensuração de A77 1726 (o metabólito ativo). Este
metabólito é ativo no soro por mais de cinco meses sob refrigeração. As concentrações do
medicamento em 12 horas (nadir) são consideradas efetivas se maiores que 20 μg/mL.
Formulações
Disponível em comprimidos de 5, 10 e 20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 4 mg/kg/dia, normalmente dividido em doses de 2 mg/kg a cada 12 horas, reduzida
para 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral. Após o período de indução, a dose deve ser
diminuída para incrementos de 25% até o paciente estar estabilizado ou até a
resolução da doença. Alguns pacientes podem necessitar de um início com altas doses.
Gatos
• Não há doses relatadas para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não estão disponíveis doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
No Brasil, a leflunomida está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Leucovorina Cálcica
Nomes comerciais e outros nomes
Wellcovorin ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Levorin (h) , Tecnovorin (h)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A leucovorina é uma forma reduzida do ácido fólico, a qual é convertida em derivados
de ácido fólico ativo para a síntese de purina e timidina.
Indicações e Usos Clínicos
O uso da leucovorina é incomum em animais. Pode ser utilizada como antídoto para
antagonistas do ácido fólico. Em humanos, seu uso é indicado principalmente em casos
de sobredose de antagonistas do ácido fólico (metotrexato) e para o tratamento de reações
adversas do metotrexato, mas também pode ser considerada em reações causadas por
pirimetamina e trimetoprim.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há reações adversas relatadas para animais, mas em humanos foram relatadas
reações alérgicas.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas para animais.
Interações Medicamentosas
A leucovorina irá interferir na ação do trimetoprim e da pirimetamina.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos na medicina veterinária. Embora a leucovorina possa
prevenir a intoxicação por trimetoprim, não é capaz de evitar as reações adversas
desencadeadas pelas sulfonamidas nos animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma se este medicamento for utilizado para o tratamento da sobredose
por antagonistas do ácido fólico.
Formulações
A leucovorina está disponível em comprimidos de 5, 10, 15 e 25 mg e em solução injetável
de 3 e 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel
em água e insolúvel no etanol. As soluções reconstituídas são estáveis por 7 dias
em temperatura ambiente ou refrigeradas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Administração com metotrexato: 3 mg/m 2 , por vias intravenosa, intramuscular ou oral.
• Como antídoto para intoxicação por pirimetamina: 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais. Contudo, na suspeita de intoxicação por
pirimetamina em equinos, pode-se considerar as doses listadas para pequenos animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Levetiracetam
Nome comercial e outros nomes
Keppra ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. O mecanismo de ação é incerto, mas sabe-se que este não envolve
neurotransmissores inibitórios. Este medicamento é capaz de inibir a ativação dos neurônios
sem alterar os mecanismos da excitação neuronal normal. Não é biotransformado pelo
fígado, mas é biotransformado por mecanismos que não incluem as enzimas do citocromo
P450. A eliminação ocorre através da depuração renal.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães, o levetiracetam é usado para o tratamento de convulsões, especialmente aquelas
refratárias a outros anticonvulsivantes. Em cães, é considerado um medicamento de
escolha em associação, quando pacientes são refratários ao fenobarbital e a terapia com
brometo. Geralmente é utilizado em associação com outros anticonvulsivantes. O
levetiracetam tem sido utilizado em felinos para o tratamento de convulsões na dose de
20 mg/kg a cada 8 horas, mostrando-se eficaz em alguns casos. Em cães, a absorção oral é
de 100%, a meia-vida é de 3-4 horas e o volume de distribuição é de 0,4-0,5 L/kg. Em
gatos a absorção oral também é de 100%, com meia-vida de 3 horas e volume de
distribuição similar aos dos cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em humanos, são relatadas fraqueza, letargia e vertigem. Os efeitos colaterais são raros
em animais, exceto letargia ocasional e diminuição do apetite.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Geralmente não há interações diretas com medicamentos que inibem ou induzem
as enzimas do citocromo P450. Contudo, estudos em cães e humanos confirmaram que
o fenobarbital pode aumentar a depuração do levetiracetam. Por exemplo, a meia-vida é
curta e a depuração é mais rápida quando administrado fenobarbital simultaneamente,
em cães. O mecanismo desta interação é desconhecido. Não foram relatadas interações
com o uso de anticonvulsivantes concomitantemente.
Instruções de Uso
É completa e rapidamente absorvido, não sendo afetado pela alimentação. Uma formulação
injetável está disponível, mas não é usada em medicina veterinária. Contudo, a solução
injetável tem sido administrada na dose de 20 mg/kg, por via intravenosa em bolus
até no máximo 60 mg/kg em situações emergenciais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência das convulsões. Ainda não existem testes para monitoramento dos
níveis séricos deste fármaco. Contudo, alguns laboratórios têm esta capacidade.
Em humanos, as concentrações terapêuticas no plasma/soro estão na faixa de 5-45 μg/mL.
Formulações
O levetiracetam está disponível em comprimidos de 250, 500 e 750 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz, protegido da umidade e em
temperatura ambiente. A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida. É
solúvel em água e é aceitável misturar com a alimentação, xaropes ou aromatizantes
imediatamente antes da administração oral.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Pode ser necessário administrações mais
frequentes ou doses maiores com uso concomitante do fenobarbital.
• Uso intravenoso (situações emergenciais): 20 mg/kg em bolus por via intravenosa,
repetir caso necessário até 60 mg/kg.
Gatos
• 20 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimar períodos de carência do
uso extrabula, contatar o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Levodopa
Nomes comerciais e outros nomes
Larodopa ® e L-dopa ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Cronomet (h) , Sinemet (h) , Carbidopa + Levodopa (g)
Classificação funcional
Agonista dopaminérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A dopamina, quando administrada sistemicamente não ultrapassa a barreira
hematoencefálica. Contudo, a levodopa atravessa mais facilmente, devido a um processo
mediado por carregadores, sendo convertida em dopamina após cruzar esta barreira. A
dopamina é usada em desordens neurodegenerativas para estimular os receptores
dopaminérgicos do SNC.
Indicações e Usos Clínicos
Em humanos, a levodopa é usada para o tratamento da doença de Parkinson e é utilizada
em associação com a carbidopa (um inibidor periférico da decarboxilase) e a entacapona
(um inibidor do o-metiltransferase) para potencializar a terapia. Em animais, é usada para
o tratamento da encefalopatia hepática.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em humanos, alguns dos efeitos
colaterais relatados são: vertigem, alterações mentais, dificuldade para urinar e
hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas para o uso em animais.
Interações Medicamentosas
Os medicamentos antidopaminérgicos irão interferir com sua ação. Tais medicamentos
incluem: a metoclopramida, os fenotiazínicos (p. ex., acepromazina) e a risperidona.
Instruções de Uso
Estudos clínicos não foram relatados em medicina veterinária. Calcular a dose necessária
para cada paciente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A levodopa está disponível em comprimidos ou cápsulas de 100, 250 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
levodopa é ligeiramente solúvel em água, mas mais solúvel em soluções ácidas. É
rapidamente oxidada quando exposta ao ar, o que irá resultar em escurecimento
da formulação. As soluções injetáveis têm sido preparadas extemporaneamente e se mantêm
estáveis por 96 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Encefalopatia hepática: 6,8 mg/kg inicialmente por via oral, reduzindo para 1,4 mg/kg
a cada 6 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido
o baixo risco de resíduos, não é sugerido período de carência.
Levotiroxina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
T4 ® , L-thyroxine ® , Soloxine ® ,Thyro-Tabs ® , Synthroid ® , ThyroMed ® , Leventa ® e
formulações em pó para equinos incluem Equisyn-T4 ® , Levo-Powder ® ,
ThyroidPowder ® e Thyro-L ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Puran T-4 (h) , Levotiroxina Sódica (g)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Hormônio tireoidiano. A levotiroxina é usada na terapia de reposição em pacientes com
hipotireoidismo. A levotiroxina é T4, convertida na maioria dos pacientes em T3 ativo. A
resposta clínica e farmacocinética varia entre os animais e as doses são ajustadas conforme o
monitoramento da função tireoidiana. A levotiroxina apresenta meia-vida de
aproximadamente 20 horas em cães.
Indicações e Usos Clínicos
A levotiroxina é usada como terapia de reposição em animais com deficiência do hormônio
tireoidiano (hipotireoidismo). Tem sido utilizada em muitas espécies, incluindo cães, gatos e
cavalos. Embora esteja indicada para o tratamento de cães com a doença de Von
Willebrand, estudos clínicos demonstraram poucos efeitos do tratamento com a levotiroxina
(0,04 mg/kg) sobre os fatores de coagulação, tempo de sangramento ou fator de Von
willebrand́s (vWf).
A levotiroxina sódica administrada por via intravenosa pode ser utilizada em cães
no tratamento do hipotireoidismo agudo e animais com coma mixedematoso (4-5 μg/kg,
por via intravenosa).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora incomum, altas doses podem produzir tireotoxicose. Os principais efeitos
colaterais da administração intravenosa incluem arritmias e pneumonia.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações específicas relatadas em pequenos animais. Quando houver
troca de uma marca para outra, recomenda-se fazer o acompanhamento laboratorial para
garantir se as marcas são equivalentes terapeuticamente.
Interações Medicamentosas
Pacientes recebendo corticosteroides podem diminuir a habilidade de conversão de T4
em T3 ativo. Os seguintes fármacos podem reduzir os níveis séricos dos hormônios
tireoidianos, quanto utilizados concomitantemente em animais saudáveis: antiinflamatórios
não esteroidais (AINES), sulfonamidas e fenobarbital, embora os resultados
em alguns cães não sejam clinicamente significantes. Embora não relatado em animais,
em seres humanos a administração de estrógenos aumenta a globulina ligada a tireoxina
e pode diminuir a forma ativa do hormônio tireoidiano (T4) em pacientes que recebem
suplementação tireoidiana. Monitorar os níveis de T4 nestes pacientes e se necessário
aumentar a dose da tiroxina. A alimentação pode diminuir a absorção oral.
Instruções de Uso
A suplementação tireoidiana deve ser direcionada com base na confirmação do diagnóstico
e no monitoramento realizado durante o tratamento, a fim de ajustar a dose
adequadamente. As marcas Soloxine ® e Synthroid ® apresentam eficácia equivalente de
acordo com estudos em cães, mas a solução líquida oral (Leventa ® ) é absorvida mais de
150-200% do que os comprimidos orais e os ajustes da dose devem ser considerados
quando houver troca dos comprimidos orais para a solução líquida oral. Para os comprimidos,
a biodisponibilidade é de apenas 37% (média). Quando utilizado a formulação líquida
(Leventa ® ), usar seringas especiais para as doses. A dose inicial listada na seção de posologia
para comprimidos em cães (22 μg/kg a cada 12 horas) pode não ser alta o suficiente para
alguns cães e o monitoramento é recomendado para adequar a dose apropriadamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as concentrações séricas de T4 para direcionar a terapia. Os níveis normais de
tiroxina (T4) variam de 20-55 nmol/L (1,5 a 4,3 μg/dL). A administração do hormônio
liberador de tireotropina (TRH) deve aumentar cerca de 1,5 vez o valor normal de T4.
Monitorar a adequação da terapia após a medicação; acredita-se que a melhor amostra é
aquela coletada imediatamente antes da dose seguinte (nível mínimo). Alternativamente,
alguns clínicos conseguem o pico da concentração, coletando amostras de sangue 4-6 horas
após a administração do medicamento, e o T4 deve se manter entre 30 e 60 nmol/L (2,3-
4,6 μg/dL). Se administrada a solução líquida oral, o pico de concentração ocorre em 2-2,5
horas. Em equinos, o pico pós-medicamento ocorre em 1-2 horas.
Formulações
A levotiroxina está disponível em vários tamanhos de comprimidos 0,025 a 0,8 mg (com
incrementos de 0,1 mg), comprimidos palatáveis de 0,1 a 0,8 mg, solução oral de
1,0 mg/mL para cães e formulação em pó para equinos de 1 g para 453,6 g do pó (1 grama
por libra).
Estabilidade e Armazenamento
A levotiroxina é inerentemente instável e pode ser sensivelmente afetada pelo calor, luz e
umidade. Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A tiroxina é ligeiramente solúvel em água ou etanol. É mais solúvel em pH < 2 ou > 8. É
instável em algumas formulações manipuladas. Contudo, pode ser adicionada a produtos
alimentares se administrado imediatamente. Em pó, para os equinos, pode ser misturada
com água e adicionada ao grão todos os dias. Quando misturado com etanol seguido de
mistura com um xarope, é estável por 15 dias na temperatura ambiente e 47 dias sob
refrigeração. Entretanto, outras preparações manipuladas são estáveis apenas por 15
(refrigeradas) ou 11 dias (temperatura ambiente). Assim, o uso de formulações manipuladas
deve ser limitado a um período de armazenagem de 10-15 dias.
A solução oral (Leventa ® ) apresenta 18 meses de vida útil quando refrigerada,
mas uma vez aberto pode ser armazenado por 2 meses em temperatura ambiente, protegido
da luz e por 6 meses sob refrigeração.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 18-22 μg/kg (0,018-0,022 mg/kg) a cada 12 horas por via oral (ajustar a dose
conforme o monitoramento); uma dose alternativa é 0,5 mg por metro quadrado
(0,5 mg/m 2 ).
• Líquido (1 mg/mL): 20 μg/kg por via oral a cada 24 horas, mas as doses podem variar de
12-42 μg/kg a cada 24 horas após ajuste. A dose máxima é de 30 μg/kg.
• Terapia por via intravenosa para tratamento agudo: 4-5 μg/kg por via intravenosa.
Gatos
• 10-20 μg/kg/dia (0,01-0,02 mg/kg) por via oral (ajustar a dose através
do monitoramento).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10-60 μg/kg (0,01- 0,06 mg/kg) a cada 24 horas ou 5-30 μg/kg (0,005-0,03 mg/kg)
cada 12 horas por via oral. Quando utilizado a formulação em pó para cavalos, 1 colher
de chá contém 12 mg de levotiroxina (T4) e uma colher das de sopa contém 36 mg
de levotiroxina (T4). Este pó pode ser misturado com a ração diária de grãos (p. ex., 4
colheres de chá misturadas a 30 mL de água e adicionado à aveia diariamente).
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Devido ao
baixo risco de resíduos, não é sugerido período de carência.
Linezolida
Nomes comerciais e outros nomes
Zyvox ® e Zyvoxam ® (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Zyvox (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A linezolida é um antibiótico da classe das oxazolidinonas (medicamentos sintéticos).
É bacteriostático com um único mecanismo de ação. Inibe a síntese proteica pela ligação
a um sítio da subunidade 23S do RNA bacteriano da subunidade 50S ribossomal,
prevenindo assim a formação da unidade 70S do ribossomo, portanto, inibindo a síntese
proteica. A linezolida apresenta boa penetração celular e no fluido extracelular. As
concentrações urinárias são altas o suficiente para inibirem os patógenos do trato urinário.
Em cães, a farmacocinética é similar a dos humanos. A absorção oral é de quase 100% e a
meia-vida é ligeiramente mais rápida do que em humanos. A linezolida não é
biotransformada pela via do citocromo P450 hepático, e um terço de sua depuração total
ocorre nos rins.
Indicações e Usos Clínicos
A linezolida é ativa contra estreptococos e estafilococos, e é indicada para o tratamento de
infecções resistentes a outros medicamentos, particularmente quando há resistência
a antibióticos betalactâmicos (penicilinas, derivados da ampicilina e cefalosporinas). Não é
indicado em infecções Gram-negativas. A linezolida é indicada para o tratamento de cepas
de Staphylococcus resistentes a meticilina e oxacilina (p. ex., S. aureus e S. pseudointermedius) e
Enterococcus spp resistentes. Devido ao alto custo da linezolida, não é utilizada em infecções
de rotina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem diarreia e náuseas. Raramente, foram observadas em
humanos, anemia e leucopenia. Devido ao uso limitado em animais, não foram relatados
efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas.
Interações Medicamentosas
A linezolida é um inibidor monoamina oxidase Tipo A (IMAO). Possíveis interações
ocorrem com os inibidores de recaptação da serotonina como a fluoxetina e selegilina,
podendo resultar em síndrome da serotonina. Interações também são possíveis se
administrada com medicamentos adrenérgicos como a fenilpropanolamina. Contudo,
este efeito não foi relatado em animais. A interferência no metabolismo de outros
medicamentos pela linezolina não é esperada. A formulação intravenosa é fisicamente
incompatível com outros medicamentos por via intravenosa com a mesma seringa ou
equipo. Se administrada por via intravenosa com outros medicamentos, “lavar” a primeira
administração antes.
Instruções de Uso
A linezolida é reservada para infecções por microrganismos resistentes a outros
medicamentos como infecções por Enterococcus, Streptococcus ou Staphylococcus.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A escolha do medicamento deve ser baseada no teste de suscetibilidade. Segundo o Clinical
and Laboratory Standards Institute (CLSI), o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 4,0 μg/mL
para Staphylococcus e ≤ 2,0 μg/mL para Enterococcus.
Formulações
A linezolida está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg, pó para suspensão oral
de 20 mg/mL e solução injetável de 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misturar a outros medicamentos. A suspensão oral é estável por 21 dias após a reconstituição
em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral ou intravenosa. (Utilize a cada 8 horas em
infecções graves e a cada 12 horas em infecções que não apresentam risco de vida.)
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar o período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Liotironina Sódica
Nome comercial e outros nomes
Cytomel ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento tireoidiano. A liotironina é equivalente ao T3. O T3 é mais ativo do que o T4,
mas normalmente o T4 é convertido em animais para a forma ativa do T3.
Indicações e Usos Clínicos
A liotironina é usada para indicações similares às da levotiroxina (T4), exceto que neste caso,
é administrado o hormônio T3 ativo. Pode ser indicado em casos em que ocorre a falha na
conversão do T4 no hormônio T3 ativo. Na maioria dos casos, prefere-se administrar a
levotiroxina ao invés da liotironina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos colaterais relatados.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
As doses da liotironina devem ser ajustadas com base no monitoramento das concentrações
de T3 nos animais. Raramente é necessário administrar somente o T3 para o tratamento
do hipotireoidismo. Na maioria dos pacientes devem ser utilizados medicamentos que
contem T4 (p. ex., levotiroxina). A liotironina tem sido usada como teste diagnóstico para
gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as concentrações séricas de T3. Utilizado no teste de supressão com T3 em gatos.
Formulações
A liotironina está disponível em comprimidos de 5, 25, 50 e 60 μg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 4,4 μg/kg a cada 8 horas por via oral.
• Teste de supressão de T3 em gatos: coletar as amostras prévias para T4 e T3, administrar
25 μg a cada 8 horas, completando 7 doses e coletar as amostras após a administração
da última dose para T3 e T4.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar intervalo
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
No Brasil, a Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da Relação Nacional de
Medicamentos Essenciais — Comare — recomendou a exclusão da liotironina sódica de
comercialização, Ministério da Saúde, 2006.
Lisina (L-Lisina)
Nome comercial e outros nomes
Enisyl-F ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Organnact Cat Lysin SF (v)
Classificação funcional
Antiviral
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A lisina é um suplemento à base de aminoácido utilizado para o tratamento do Herpesvírus
Felino Tipo 1 (FIV-1). Age pelo antagonismo do efeito promotor do crescimento da arginina,
que é um aminoácido essencial ao FIV-1.
Indicações e Usos Clínicos
A lisina é um suplemento para o tratamento de FIV-1 em gatos. Reduz a carga viral em gatos
infectados e pode melhorar alguns sinais clínicos associados à FIV. Contudo, apresenta
eficácia questionável para o tratamento de infecções do trato respiratório superior nessa
espécie. A dieta de lisina não controlou infecções do trato respiratório superior ou infecções
oculares em gatos avaliados em um abrigo, na verdade, aumentou a gravidade de algumas
infecções. Por esta razão, o uso de rotina para infecções virais deve ser reavaliado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais em gatos.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
A L-Lisina monoidratada pode ser encontrada na forma de pó e misturada com uma
pequena quantidade de alimento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma dos pacientes durante o tratamento.
Formulações
Pasta (Enisyl-F ® ) é distribuída em seringas, em que cada marca da seringa representa 1 mL
(250 mg/mL). Também está disponível para gatos como bombas de dose calibradas para
adicionar a alimentação, 100 gramas de pó (para misturar com o alimento), gel oral 140 g
(Viralys ® ), pasta oral de 600 mL e “petiscos” palatáveis.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 400 mg/gato/dia por via oral, diariamente suplementado à alimentação do gato.
• Formulação em pasta: 1-2 mL para gatos adultos e 1 mL para filhotes.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco de resíduos,
nenhum período de carência é sugerido.
Lisinopril
Nomes comerciais e outros nomes
Prinivil ® e Zestril ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Zestril (h) , Lisinopril (g)
Classificação funcional
Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Como outros inibidores da ECA, o lisinopril inibe a conversão da angiotensina I em
angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e também promove
estimulação simpática, hipertensão renal e a síntese de aldosterona. A habilidade
da aldosterona em causar retenção de sódio e água contribui para a congestão. O lisinopril,
como outros inibidores da ECA, irá causar vasodilatação e diminuição da congestão
induzida pela aldosterona. O lisinopril também contribui para a vasodilatação através do
aumento das concentrações de algumas cininas vasodilatadoras e prostaglandinas. Como
outros inibidores da ECA, o lisinopril pode reduzir a hipertensão renal e melhorar a perfusão
renal, diminuindo a pressão glomerular e provocando melhora em alguns pacientes
nefropatas.
Indicações e Usos Clínicos
O lisinopril, como outros inibidores da ECA, é utilizado para o tratamento da hipertensão e
insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O enalapril tem sido mais usado em animais. Outros
usos podem incluir a hipertensão primária. O lisinopril também pode ser utilizado para o
tratamento de algumas formas de nefropatias em animais. Quando a pressão da filtração
glomerular está alta, o uso de lisinopril pode ser benéfico em alguns pacientes com doença
renal, mas os efeitos para sobrevida não foram estabelecidos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros inibidores da ECA, pode causar azotemia em alguns pacientes. Monitorar
cuidadosamente os pacientes que recebem altas doses de diuréticos.
Contraindicações e Precauções
Descontinuar o uso de inibidores da ECA em animais prenhes, este atravessa a placenta e
causa malformações e morte fetal.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com outros medicamentos hipotensivos e diuréticos. Os antiinflamatórios
não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos vasodilatadores.
Instruções de Uso
Não foram relatados estudos clínicos utilizando o lisinopril em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os pacientes cuidadosamente para evitar a hipertensão. Em todos os inibidores da
ECA, monitorar os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após o início da terapia e
periodicamente após este período.
Formulações
O lisinopril está disponível em comprimidos de 2,5, 5, 10, 20 e 40 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
O lisinopril tem sido misturado com xarope para administração oral e parece estável por 30
dias, seja em temperatura ambiente ou refrigerado.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Gatos
Não há dose estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Lomustina
Nomes comerciais e outros nomes
CeeNu ® e CCNU ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Citostal (h)
Classificação funcional
Agente anticancerígeno
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticancerígeno. É uma das duas nitrossureias utilizadas: lomustina (1-[2-
cloroetil]-3-cicloexil-1-cloroetilnitrossureia), conhecida pela abreviação de CCNU ® ; e
carmustina (1,3-bis-2cloroetil-1-nitrossureia), conhecido pela abreviação BCNU. Estes
medicamentos além de serem lipossolúveis, são agentes alquilantes. Ambas as nitrossureias
são espontaneamente metabolizadas para compostos alquilantes e carbamoilantes. A ligação
ocorre preferencialmente junto ao oxigênio 6 da guanina. As ligações cruzadas bifuncionais
intercadeias são responsáveis pela citotoxicidade das nitrossureias. A absorção oral e a alta
penetração na membrana são atribuídas a sua elevada lipossolubilidade. Devido à alta
absorção oral, a lomustina pode ser administrada efetivamente na forma de comprimido.
Após a absorção, a lomustina é transformada em metabólitos anticancerígenos. Ambos,
o medicamento e os metabólitos, são lipossolúveis. A penetração da lomustina no SNC pode
ser determinada com base na relação plasma/líquido cerebroespinhal, a qual equivale a 1:3.
Indicações e Usos Clínicos
A lomustina (CCNU) é usada para o tratamento das neoplasias do SNC, mastocitomas e
linfomas em cães e gatos. Ocasionalmente é utilizada para o tratamento de outros tipos de
neoplasias. A lomustina tem sido usada mais frequentemente que a carmustina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos sobre a medula óssea são os mais graves. Em seres humanos, a lomustina
apresenta um nadir de mielotoxicidade tardia, equivalente a 4-6 semanas com
recuperação lenta, mas em cães, este efeito sobre a medula óssea, geralmente é
visualizado com 6-7 dias após a dose. A dose máxima tolerada em cães é de 90 mg/m 2 . É
relatado mielossupressão em altas doses (100 mg/m 2 ). A trombocitopenia também é
relatada como efeito cumulativo pela administração da lomustina.
Em gatos, a neutropenia é o efeito dose-limitante do tratamento. Os gatos
assemelham-se aos seres humanos, o nadir da mielotoxicidade ocorre em 3-4 semanas.
As nitrossureias podem ainda ser tóxicas às células de rápida divisão da mucosa.
Em humanos, as nitrosureias também causam fibrose pulmonar e hepatotoxicidade.
A hepatotoxicidade pode ser uma reação a longo prazo. O dano hepático, quando
observado em cães, tem sido irreversível. Em humanos, a carmustina (BCNU) tem sido
associada a maior taxa de injúria hepática quando comparada a lomustina.
Contraindicações e Precauções
Considerar os riscos à medula óssea quando utilizada em pequenos animais.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com outro medicamento que possa causar mielossupressão.
Instruções de Uso
As nitrossureias são usadas para o tratamento de neoplasias do SNC e outros tipos de
neoplasias. Os protocolos utilizados em pequenos animais são diferentes daqueles utilizados
em seres humanos, que são 150-200 mg/m 2 . Se possível, o tratamento oral deve ser
administrado em jejum.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma e as enzimas hepáticas em animais tratados.
Formulações
A lomustina está disponível em cápsulas de 10, 40 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 70-90 mg/m 2 a cada 4 semanas por via oral.
• Linfoma: 60 mg/m 2 a cada 4 semanas, até completar quatro tratamentos.
• Tumores cerebrais: 60-80 mg/m 2 a cada 6-8 semanas por via oral.
Gatos
• 50-60 mg/m 2 a cada 3-6 semanas por via oral. Alternativamente, administrar 10-
20 mg/gato a cada 3-6 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses disponíveis para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Lorazepam
Nomes comerciais e outros nomes
Ativan ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Lorax (h) , Lorazepam (g)
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Benzodiazepínico. Age como depressor do SNC, com ação similar ao diazepam. O mecanismo
de ação parece estar relacionado à potencialização dos efeitos gabaérgicos (receptores do
GABA) no SNC. Em animais, o lorazepam não é extensamente biotransformado ao nível
hepático, mas é glucuronizado previamente à sua excreção. Em cães, o lorazepam apresenta
meia-vida de 0,9 hora com depuração sistêmica menor do que a metade do diazepam. A
absorção oral é de 60%. Portanto, em alguns casos, as formulações orais podem ser
empregadas em cães.
Indicações e Usos Clínicos
O lorazepam, como um benzodiazepínico, pode ser considerado para tratamento de
distúrbios de ansiedade em animais, mas não é comumente usado, diferentemente de
outros medicamentos como o diazepam. O lorazepam também é efetivo para o tratamento
de convulsões, mas não é utilizado com frequência como os outros anticonvulsivantes.
Em estudos controlados realizados em cães, mostrou-se tão efetivo quanto o diazepam.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum. O lorazepam causa polifagia. Alguns animais
podem apresentar excitação paradoxal. A administração crônica pode levar
à dependência e à síndrome da abstinência quando descontinuado.
Contraindicações e Precauções
A administração oral de outros benzodiazepínicos, como o diazepam, provoca injúria
hepática idiossincrática em felinos, mas isso dificilmente ocorre com lorazepam.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com outros medicamentos que causam a sedação. Não misturar com
buprenorfina.
Instruções de Uso
As doses são baseadas no empirismo. Não foram realizados estudos clínicos em medicina
veterinária, embora estime-se que este produza efeitos similares aos outros benzodiazepínicos.
Para uso intravenoso, diluir 50/50 em solução salina a 0,9% ou glicose a 5%
previamente ao uso.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O lorazepam está disponível em comprimidos de 0,5, 1 e 2 mg e solução injetável de 2 e
4 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
O lorazepam é praticamente insolúvel em água. É ligeiramente solúvel em algumas soluções
de infusão (p. ex., 0,054 mg/mL em glicose a 5%). As soluções devem ser descartadas no
caso de tornarem-se escurecidas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,05 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Convulsões: 0,2 mg/kg, por via intravenosa. Repetir a cada 3-4 horas para controle
da convulsão, caso necessário.
Gatos
• 0,05 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Medicamento de uso controlado: Tabela por via intravenosa.
Classificação RCI: 2
No Brasil, o lorazepam está listado como substância psicotrópica (lista B1) sujeito
a notificação de Receita “B”.
Losartana Potássica
Nome comercial e outros nomes
Cozaar ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Cozaar(h), Corus(h), Losartana Potássica
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador, bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA). Apresenta uma alta
afinidade e seletividade pelo receptor AT1. A ação é similar aos inibidores da ECA, exceto
que ele bloqueia diretamente o receptor, inibindo a síntese de angiotensina II. Os BRAs
apresentam a vantagem de produzir uma menor hipercalemia e são mais bem tolerados nos
seres humanos. O losartan e outros BRAs têm sido utilizados em humanos que não toleram
os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Em humanos é biotransformado
em um metabólito ácido carboxílico ativo, que é 10-40 vezes mais potente do que o próprio
medicamento e acredita-se ser responsável pela maioria dos efeitos clínicos. O metabólito
não é produzido em níveis efetivos em cães.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães, relata-se que o losartan não é convertido no metabólito ativo, assim apresenta uma
baixa atividade nessa espécie. Entretanto, outro medicamento semelhante, o irbesartan
(30 mg/kg a cada 12 horas), tem se mostrado efetivo no bloqueio dos receptores
da angiotensina II.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatadas reações adversas em animais. Em seres humanos, pode ocorrer
hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações específicas para animais. Não utilizar em animais
prenhes.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Em cães, o losartan não é convertido no metabólito ativo. Assim, apresenta uma baixa
biodisponibilidade (J. PharmacolExpTher, 268:1199-1205, 1999). Sugere-se que, em vez do
losartan, considerar o irbesartan na dose de 30 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a pressão sanguínea nos animais tratados.
Formulações
O losartan está disponível em comprimidos de 25 e 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Não é recomendado.
Gatos
Não é estabelecido.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Classificação RCI: 3
Lufenuron
Nome comercial e outros nomes
Program ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Program (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. O lufenuron é um inseticida benzoilureia. Esta classe de inseticida foi
previamente utilizada em frutas para diminuir o dano causado pelos insetos. O lufenuron
(Program ® ) tem sido utilizado na prevenção de infecções por pulgas em cães e gatos, pois
inibe a síntese da quitina. Para esta finalidade, recomenda-se, para cães, a dose de
10 mg/kg a cada 30 dias e para gatos, a dose de 30 mg/kg a cada 30 dias. Pode também
inibir a síntese da parede celular de fungos que contém quitina e outros polissacarídeos
complexos na sua constituição. Devido a esta propriedade na membrana celular dos fungos,
o lufenuron tem sido utilizado no tratamento da dermatofitose em pequenos animais.
Contudo, sua eficácia é controversa.
Indicações e Usos Clínicos
O lufenuron é usado para o controle de infestações por pulgas, prevenindo a eclosão de seus
ovos. Tem sido utilizado como parte do controle de pulgas, sempre com outros
medicamentos responsáveis por promover a morte dos parasitas adultos. O lufenuron pode
ser associado à milbemicina em formulações para pequenos animais, detalhes adicionais
podem ser encontrados em Milbemicina. Não há estudos clínicos do uso do lufenuron no
tratamento de infecções dermatofíticas em pequenos animais — particularmente gatos —
em altas doses de 80-100 mg/kg por via oral. Contudo, o endosso deste uso tem diminuído
e os dermatologistas têm contestado a eficácia e têm observado alta incidência da
recorrência. Em equinos, o lufenuron não é absorvido por via oral e não é efetivo no
tratamento de infecções fúngicas. Não apresenta efeito in vitro sobre Aspergillus fumigatus ou
Coccidioides immitis.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Para detalhes ler a seção do lufenuron ou milbemicina.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas em animais. Alguns animais podem ser sensíveis
a Milbemicina.
Interações Medicamentosas
Não há interações relatadas em animais, exceto aqueles pertencentes à milbemicina.
Instruções de Uso
O lufenuron é um medicamento altamente lipofílico, sendo mais bem absorvido com
alimentos. No caso de gatos que possuem acesso livre a refeição, recomenda-se suspender
a alimentação por certo período, para que a refeição seja totalmente ingerida previamente
à administração do medicamento. O lufenuron pode controlar o desenvolvimento
das pulgas se administrado aos animais a cada 30 dias.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O lufenuron está disponível em comprimidos de 45, 90, 135, 204,9 e 409,8 mg e
suspensão de 135 e 270 mg por embalagem.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Controle de pulgas: 10 mg/kg a cada 30 dias por via oral.
• Dermatofitose: 80 mg/kg (eficácia questionável).
Gatos
• Controle de pulgas: 30 mg/kg a cada 30 dias por via oral ou solução injetável de
10 mg/kg, por via subcutânea a cada 6 meses.
• Dermatofitose: 80 mg/kg; 100 mg/kg por via oral, é a dose mínima para o tratamento
de gatos que vivem em gatis. Estas doses devem ser repetidas inicialmente após as 2
primeiras semanas e possivelmente a cada mês, caso estes animais sejam novamente
expostos ao fungo (eficácia questionável).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Não é efetivo.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Lufenuron + Milbemicina Oxima
Nomes comerciais e outros nomes
Sentinel ® comprimidos e comprimidos palatáveis
Medicamentos comercializados no Brasil
Program Plus (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Associação de dois medicamentos antiparasitários. Para mais detalhes, consulte Lufenuron
ou Milbemicina.
Indicações e Usos Clínicos
O lufenuron + milbemicina é usado para prevenção contra pulgas, dirofilariose,
nematelmintos, ancilóstomos e nematoides.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Há uma grande margem de segurança nas doses utilizadas para o controle ou tratamento
de dermatófitos. Efeitos colaterais não foram relatados. O lufenuron parece ser
relativamente seguro em fêmeas prenhes e animais jovens.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas para animais.
Interações Medicamentosas
Não há interações relatadas para animais.
Instruções de Uso
Para detalhes consultar Lufenuron ou Milbemicina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar para dirofilariose em cães antes do início do tratamento com a milbemicina.
Formulações
A milbemicina/lufenuron está disponível em comprimidos de 2,3/46 mg e comprimidos
palatáveis de 5,75/115, 11,5/230 e 23/460 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Administrar um comprimido a cada 30 dias baseado no tamanho do comprimido e peso
listados na bula do produto.
Gatos
• Não há doses relatadas. Cada comprimido é formulado conforme o tamanho do animal.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
M
Magnésio, Citrato de
Nomes comerciais e outros nomes
Citroma, CitroNesia e Citro-Mag (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não consta como único princípio ativo da fórmula.
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Sal catártico. Atrai água para o intestino delgado por efeito osmótico. O acúmulo de líquido
provoca distensão, promovendo a evacuação intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
O citrato de magnésio é administrado por via oral em casos de constipação e para evacuação
intestinal antes da realização de determinados procedimentos. Pode também ser usado para
promover a eliminação intestinal de uma toxina ingerida. Sua ação catártica é imediata.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. No entanto, o uso excessivo pode
provocar perda de líquidos e eletrólitos.
Contraindicações e Precauções
O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.
Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacino e outras
fluoroquinolonas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, o citrato
de magnésio pode aumentar a eliminação de alguns medicamentos administrados por via
oral.
Instruções de Uso
O citrato de magnésio é comumente usado para provocar evacuação intestinal antes
da realização de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos. As doses usadas são empíricas e
baseadas na extrapolação das dosagens empregadas em outras espécies. O início da ação
é rápido.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico. No entanto, as concentrações de
magnésio devem ser monitoradas em caso de repetições do tratamento ou administração
de doses elevadas.
Formulações
O citrato de magnésio é comercializado em suspensão oral a 6%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2-4 mL/kg/dia, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 2-4 mL/kg, em dose única, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não
há sugestão de intervalos de carência do tratamento.
Magnésio, Hidróxido de
Nomes comerciais e outros nomes
Leite de Magnésia, Carmilax e Magnalax
Medicamentos comercializados no Brasil
Leite de Magnésia Phillips (h)
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Sal catártico. Atrai água para o intestino delgado, por efeito osmótico. O acúmulo de fluido
provoca distensão, promovendo a evacuação intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
O hidróxido de magnésio é administrado por via oral em casos de constipação intestinal e
para evacuação intestinal antes da realização de determinados procedimentos.
É comumente usado na evacuação intestinal antes da realização de procedimentos
cirúrgicos e diagnósticos. Sua ação é rápida. O hidróxido de magnésio é também utilizado
como antiácido de administração oral para neutralizar a acidez estomacal. Em grandes
animais, é usado como antiácido e catártico leve. Em bovinos, aproximadamente 1 g/kg,
em dose única, aumenta significativamente o pH do rúmen e a atividade microbiana
ruminal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos adversos em animais. No entanto, o uso excessivo pode provocar
perda de fluidos e eletrólitos.
Contraindicações e Precauções
O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacina e outras
fluoroquinolonas.
Instruções de Uso
Administre apenas em pacientes adequadamente hidratados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Em caso de uso crônico, monitore as concentrações de eletrólitos.
Formulações
O hidróxido de magnésio é comercializado em suspensão oral a 400 mg/5 mL (Leite de
Magnésia), sendo um produto de venda livre. O Leite de Magnésia contém
aproximadamente 400 mg de hidróxido de magnésio por colher de sopa. Esta substância é
também comercializada em bolus de 27 g para bovinos e ovinos e pó a aproximadamente
745 g/kg. Em pó, 450 g equivalem a cerca de 3,8 litros de Leite de Magnésia, e três bolus de
27 g equivalem a aproximadamente 1 L de Leite de Magnésia.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Antiácido: 5-10 mL/cão a cada 4-6 horas por via oral.
• Catártico: 15-50 mL/cão a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• Antiácido: 5-10 mL/gato a cada 4-6 horas por via oral.
• Catártico: 2-6 mL/gato a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Ovinos
• 1 g/kg ou 1 bolus a cada 27 kg por via oral, em dose única (3-4 bolus em bovinos
adultos).
• Para administração do pó, misture 450 g a 3,8 Lde água e dê 500 mL/45 kg.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência em animais de produção: 12-24 horas (leite), dependendo
do produto.
Magnésio, Sulfato de
Nome comercial e outros nomes
Epsom salts
Medicamentos comercializados no Brasil
Marcas genéricas
Classificação funcional
Laxante, antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Sal catártico e antiarrítmico. Ao ser administrado por via oral, o sulfato de magnésio atrai
água para o intestino delgado por efeito osmótico. O acúmulo de fluido provoca distensão,
promovendo a evacuação intestinal. É usado na reposição de magnésio em pacientes com
deficiência nutricional deste elemento. Quando usado como antiarrítmico, é fonte
de magnésio no tratamento de arritmias refratárias, já que, em animais com
hipomagnesemia, atua como cofator para a bomba de Na/K ATPase. Pode também bloquear
os canais de cálcio.
Indicações e Usos Clínicos
O sulfato de magnésio é usado em casos de constipação intestinal e para evacuação
intestinal antes da realização de determinados procedimentos. Como solução injetável, é
utilizado para o tratamento de arritmias refratárias em pacientes em estado crítico.
Em equinos, o sulfato de magnésio é usado para o tratamento da taquicardia ventricular
não responsiva a outras medicações e, em bovinos, é empregado para o tratamento
da hipomagnesemia, principalmente em vacas leiteiras.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em altas doses, o sulfato de magnésio pode provocar fraqueza muscular e paralisia
respiratória. O uso crônico pode levar à perda de fluidos e eletrólitos. No tratamento
de arritmias, é empregado, com segurança, em doses de 0,1-0,2 mEq/kg.
Contraindicações e Precauções
O acúmulo de magnésio pode ser observado em pacientes com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
Catárticos contendo magnésio reduzem a absorção oral de ciprofloxacino e outras
fluoroquinolonas. O sulfato de magnésio é incompatível com soluções alcalinas. Alguns
íons metálicos (p. ex., cálcio) podem formar sulfatos insolúveis.
Instruções de Uso
O sulfato de magnésio é usado como laxante por sua ação imediata na evacuação
do intestino antes da realização de procedimentos cirúrgicos e diagnósticos. Sua ação
é rápida. Em bovinos com hipomagnesemia, pode ser primeiramente administrado por via
intravenosa e, a seguir, por via subcutânea, para que o efeito seja prolongado. Monitore
a ocorrência de hipocalcemia, que pode ser observada simultaneamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de cálcio e magnésio. Em animais, os níveis normais de magnésio
são de 1,32-2,46 mEq/L. Muitos bovinos também apresentam hipocalcemia.
Formulações
O sulfato de magnésio é comercializado em cristais sólidos e preparações genéricas.
A solução injetável tem concentração de 12,5 mEq/mL. As soluções de administração
intravenosa e subcutânea em bovinos geralmente apresentam 1,5-4 g/L.
Estabilidade e Armazenamento
Os cristais são estáveis se armazenados em frasco protegidos da umidade. Armazene
soluções injetáveis em temperatura ambiente, em frasco bem fechado e ao abrigo da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1-2 mEq/kg/dia por via oral (ou 8-25 g/cão, a cada 24 horas por via oral).
Gatos
• 2-5 g/gato a cada 24 horas por via oral.
Cães e Gatos
• Infusão em taxa constante (ITC) no tratamento de arritmias: 0,15-0,3 mEq/kg
lentamente durante 5-15 minutos e, a seguir, 0,75-1,0 mEq/kg/dia.
• Durante a fluidoterapia: Suplemente as soluções fluidas com 0,75-1,0 mEq/kg/dia.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 2-3 g por animal por via intravenosa durante 10 minutos. A seguir, pode-se fazer
a administração subcutânea de 200-400 mL de sulfato de magnésio a 25% por animal,
para fornecimento de 50-100 g.
Equinos
• 1 g/animal a cada 12-24 horas, por via oral, ou 2-4 mg/kg por via intravenosa. No
tratamento da taquicardia ventricular, a infusão de 1 g/min, até um máximo de 25 g,
pode ser realizada por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não
há sugestão de intervalos de carência do tratamento.
Maleato de Clorfeniramina
Nomes comerciais e outros nomes
Chlortrimeton e Phenetron
Medicamentos comercializados no Brasil
Resfedryl (h) , Resfenol (h) - associações
Classificação funcional
Anti-histamínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-histamínico (bloqueador de receptores H1). Como os demais anti-histamínicos,
bloqueia o receptor H 1 e suprime as reações inflamatórias provocadas pela histamina.
Os bloqueadores de receptores H1 são usados para o controle do prurido e da inflamação
cutânea em cães e gatos. Outros anti-histamínicos comumente usados são a clemastina,
a dexclorfeniramina, a difenidramina, a cetirizina e a hidroxizina.
Indicações e Usos Clínicos
A clorfeniramina é usada na prevenção de reações alérgicas e para o tratamento do prurido
em cães e gatos. No entanto, as taxas de sucesso no tratamento do prurido não são altas.
Além do efeito anti-histamínico no tratamento das alergias, estas substâncias bloqueiam
a ação da histamina no centro do vômito, no centro vestibular e em outros centros que
controlam a êmese em animais. O uso da clorfeniramina em animais é, principalmente,
empírico. Não há estudos clínicos ou ensaios de eficácia bem-controlados que documentem
sua ação clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comumente observado, sendo resultante da inibição
da N-metiltransferase da histamina. A sedação também pode ser atribuída ao bloqueio
de outros receptores do SNC, como os receptores de serotonina, acetilcolina e alfareceptores.
Efeitos antimuscarínicos (similares ao da atropina) também são comuns, tais
como boca seca e redução das secreções gástricas.
Contraindicações e Precauções
Efeitos antimuscarínicos (similares aos da atropina) são comuns. Não administre nas
condições em que a administração de medicamentos anticolinérgicos seria
contraindicada, como em casos de glaucoma, íleo ou arritmias cardíacas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A clorfeniramina está incluída em muitos medicamentos de venda livre para tratamento
de tosse, resfriados e alergias.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A clorfeniramina é comercializada em comprimidos de 4 e 8 mg, comprimidos mastigáveis
de 2 mg, xarope a 2 mg/5 mL e ampolas para injeção a 10 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Evite o congelamento. A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 4-8 mg/cão a cada 12 horas por via oral até uma dose máxima de 0,5 mg/kg a cada
12 horas.
Gatos
• 2 mg/gato a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Nos EUA,
para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o
FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Maleato de Enalapril
Nomes comerciais e outros nomes
Enacard ® (veterinário) e Vasotec ® (humano)
Medicamentos comercializados no Brasil
Eupressin (h) , Maleato de Enalapril (g)
Classificação funcional
Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da ECA. Como outros inibidores da ECA, este medicamento inibe a conversão de
angiotensina I em angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e também
estimulante simpático, hipertensor renal e promotor da síntese de aldosterona. A capacidade
da aldosterona em reter sódio e água contribui para a congestão.
O enalapril, como outros inibidores da ECA, irá causar a vasodilatação e diminuir
a congestão induzida pela aldosterona, mas os inibidores da ECA também contribuem com a
vasodilatação pelo aumento da concentração de algumas cininas vasodilatadoras e das
prostaglandinas.
Indicações e Usos Clínicos
O enalapril, como outros medicamentos inibidores da ECA, é usado para o tratamento
da hipertensão e da insuficiência cardíaca congestiva (ICC).
A eficácia para a ICC é boa e pode ser usada em associação a outros medicamentos
como o pimobendan, a furosemida, a digoxina e a espironolactona. É principalmente usada
em cães. Ainda, além do uso para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva, o
enalapril é usado para retardar a ICC em cães com insuficiência mitral. O benefício
do enalapril e outros inibidores da ECA para doenças cardíacas ocultas são controversos,
alguns estudos mostram benefícios, outros não. O enalapril é usado em alguns gatos com
insuficiência cardíaca ou com hipertensão sistêmica. Infelizmente, aproximadamente 50%
dos gatos com hipertensão não respondem ao enalapril e aos inibidores da ECA, assim não
são considerados para um tratamento primário da hipertensão em gatos.
Os inibidores da ECA também são usados no controle de determinados distúrbios renais
(nefropatia) e na hipertensão renal pelos seus benefícios. Os benefícios renais resultam na
limitação da hipertensão sistêmica e glomerular, do efeito antiproteinúria com diminuição
da taxa creatinina-proteína urinária e no retardo do desenvolvimento da esclerose
glomerular e de lesões tubulointersticiais. Os inibidores da ECA diminuíram a proteinúria em
pacientes, mas benefícios a longo prazo em relação à sobrevivência dos animais não foram
estabelecidos. Os benefícios dos inibidores da ECA para o tratamento de gatos com doença
renal crônica são limitados e apresentam pouco efeito no tempo de sobrevida ou melhora do
prognóstico.
O uso em grandes animais não foi estabelecido, mas em equinos o metabólito
enalaprilato em uma dose de 0,5 mg/kg, por via intravenosa, inibe completamente
a atividade da ECA, mas não altera a pressão sanguínea ou outras variáveis hemodinâmicas
na resposta ao exercício.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O enalapril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitore cuidadosamente pacientes
que recebem altas doses de diuréticos.
Contraindicações e Precauções
Descontinuar o uso em animais prenhes; esta medicação atravessa a placenta, causando
malformações e mortes fetais.
Interações Medicamentosas
Utilize com cautela junto a outros medicamentos hipotensivos e diuréticos.
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos
vasodilatadores.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em estudos clínicos realizados em cães. Em cães, inicie administrando
1 vez ao dia e aumente para cada 12 horas, se necessário. Outros medicamentos usados
para o tratamento da insuficiência cardíaca podem ser usados concomitantemente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar a hipotensão. Como todos os inibidores da
ECA, monitore os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após o início da terapia e depois
periodicamente.
Formulações
O enalapril está disponível como Vasotec ® (para uso humano) em comprimidos de 2,5, 5,
10 e 20 mg e como Enacard ® (para uso veterinário) em comprimidos de 1, 2,5, 5, 10 e
20 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
As suspensões orais manipuladas e flavorizantes de enalapril são estáveis por 60 dias. Em pH
superior a 5, a degradação ocorre mais rapidamente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral. Em alguns animais pode ser necessário
aumentar a dose para 1 mg/kg dia, administrando 0,5 mg/kg a cada 12 horas.
Gatos
• 0,25-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• 1-1,25 mg/gato/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há estudos clínicos disponíveis para estabelecer doses para equinos.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativa de período de
carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Classificação RCI: 3
Maleato de Tegaserode
Nome comercial e outros nomes
Zelnorm
Medicamentos comercializados no Brasil
Zelmac (h)
Classificação funcional
Estimulante gastrointestinal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O maleato de tegaserode é um estimulante intestinal que produz uma ação procinética para
estimular sua motilidade. Age ao ligar-se a receptores da serotonina tipo 4 (5-HT4) e dispara
a liberação de neurotransmissores que estimulam a motilidade da musculatura lisa gástrica.
A ativação dos receptores 5-HT 4 no trato gastrointestinal estimula o reflexo peristáltico e a
secreção intestinal. Em equinos, aumenta a motilidade na flexura pélvica e acelera o
trânsito gástrico Em equinos, tem uma taxa de absorção oral de 55% e uma meia-vida de
aproximadamente 2,7 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O tegaserode foi retirado do mercado para uso humano devido aos efeitos colaterais,
mas ainda está disponível a partir de algumas fontes. Em seres humanos, foi associado a
risco mais elevado de eventos cardiovasculares adversos, incluindo ataque cardíaco, dor
torácica e acidente vascular encefálico. É usado em seres humanos com a síndrome do
cólon irritável, cujo principal sintoma é a constipação intestinal. O único uso relatado em
animais é em equinos para estimular a motilidade intestinal. Aumentou o trânsito
gastrointestinal em equinos e estimulou a motilidade do cólon maior. O uso em pequenos
animais é, sobretudo, empírico e o uso clínico não está estabelecido.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Reações cardiovasculares adversas foram responsáveis por sua retirada
de comercialização em seres humanos. Entretanto, efeitos colaterais não são
relatados em animais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com obstrução intestinal. Em equinos, o tegaserode não é absorvido
por via retal.
Interações Medicamentosas
Não foram identificadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso em animais baseia-se principalmente em relatos da utilização em equinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O maleato de tegaserode está disponível em comprimidos de 2 e 6 mg. Entretanto, após sua
descontinuação, sua disponibilidade é mais difícil. É praticamente insolúvel em água, mas os
comprimidos triturados podem ser usados em suspensão para administração oral a equinos.
Também é dissolvido em ácido acético, sendo mais diluído para a administração por via
intravenosa.
Estabilidade e Armazenamento
Os comprimidos triturados em água são estáveis, se administrados logo após a mistura
para equinos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não há relatos de doses para pequenos animais. (As doses foram extrapoladas das utilizadas
em seres humanos.)
Posologia para Grandes Animais
• 0,27 mg/kg por via oral a cada 12 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
No Brasil, o Zelmac ainda é comercializado para uso em seres humanos para o tratamento
da síndrome do cólon irritável.
Manitol
Nome comercial e outros nomes
Osmitrol
Medicamentos comercializados no Brasil
Manitol a 20% (g)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Diurético hiperosmótico. O manitol está naturalmente presente como açúcar em frutas e
vegetais. Como diurético osmótico, o manitol é livremente filtrado pelos glomérulos, mas não
é reabsorvido pelos túbulos renais. Portanto, aumenta a osmolalidade da urina. O efeito
osmótico inibe a reabsorção de fluidos nos túbulos renais, e isto produz uma ação
natriurética e intensa diurese. A reabsorção de cloreto de sódio e solutos também é inibida.
O manitol, em comparação a outros diuréticos, é mais potente, podendo provocar excessiva
perda de fluido. Após a administração intravenosa, o manitol aumenta a osmolalidade
plasmática, que trazendo os fluidos dos tecidos para o plasma, o que auxilia o tratamento de
edemas tissulares (p. ex., edema cerebral). O manitol também reduz a pressão intracraniana.
É também empregado no tratamento de glaucomas, por diminuir a pressão intraocular
quando administrado por via intravenosa.
Indicações e Usos Clínicos
O manitol é administrado por via intravenosa para tratamento do edema cerebral,
do glaucoma agudo e de doenças associadas a edemas tissulares. Este medicamento
também tem sido usado na promoção da excreção urinária de certas toxinas e
no tratamento da insuficiência renal anúrica ou oligúrica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O manitol provoca profunda diurese e pode causar perda significativa de fluidos e
desequilíbrio eletrolítico. A taxa de administração é muito rápida para expandir
excessivamente o volume extracelular.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes desidratados. Use com cautela em caso de suspeita
de hemorragia intracraniana, já que pode causar sangramento (este efeito é controverso
no tratamento destas hemorragias).
Interações Medicamentosas
Não administre simultaneamente a transfusões de sangue. Em caso de transfusão e
administração concomitante do manitol, adicione 20 mEq/L de cloreto de sódio
para cada litro de manitol. Este medicamento pode aumentar a depuração renal
de outros fármacos.
Instruções de Uso
Use apenas em animais que possam ser submetidos ao monitoramento de fluidos e equilíbrio
eletrolítico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a hidratação e o equilíbrio eletrolítico de animais tratados. Monitore a pressão
intraocular durante o tratamento do glaucoma agudo.
Formulações
O manitol é comercializado em solução injetável a 5%, 10%, 15%, 20% e 25%. A solução
a 25% é equivalente a 1 g em frascos de 4 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Após o preparo das soluções, descarte porções não usadas. Em caso de resfriamento
das soluções, pode haver formação de cristais.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Diurético: 1 g/kg da solução a 5 -25% por via intravenosa, para manutenção do fluxo
urinário.
• Expansão fluida: 0,5-2 g/kg por via intravenosa (ou 0,1 g/kg/hora)
• Glaucoma ou edema do SNC: 0,25-2 g/kg da solução a 15 -25% por via intravenosa,
por 30-60 minutos (repita, se necessário, em 6 horas)
Gatos
• Expansão fluida: 0,5-0,8 g/kg, por via intravenosa durante 5 minutos, seguida pela
administração por infusão em taxa constante de 1 mg/kg/min.
Posologia para Grandes Animais
• 0,25-1 g/kg (solução a 20%), por via intravenosa durante 1 hora.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado ao baixo risco de resíduos, não
há sugestão de intervalos de carência do tratamento.
Marbofloxacino
Nomes comerciais e outros nomes
Zeniquin e Marbocyl (na Europa)
Medicamentos comercializados no Brasil
Marbopet (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antimicrobiano da classe das fluoroquinolonas. A marbofloxacino inibe a DNA girase das
bactérias, impedindo a síntese de DNA e RNA. A marbofloxacino é bactericida e apresenta
amplo espectro de atividade. Entre as bactérias sensíveis, incluem-se Staphylococcus,
Escherichia coli, Proteus, Klebsiella e Pasteurella. A Pseudomonas aeruginosa é moderadamente
sensível ao antimicrobiano, mas o tratamento requer a administração de doses mais
elevadas. Alguns Staphylococcus resistentes à meticilina podem também ser resistentes às
fluoroquinolonas. A marbofloxacino não apresenta boa atividade contra estreptococos e
bactérias anaeróbicas.
Indicações e Usos Clínicos
A marbofloxacino, como as demais fluoroquinolonas, é usada para o tratamento de infecções
causadas por bactérias suscetíveis em diversas espécies animais. O uso da marbofloxacino é
aprovado em cães e gatos. Entre as infecções tratadas com este medicamento, incluem-se as
de pele e tecido mole, ósseas, do trato urinário inferior, as pneumonias e as doenças
provocadas por microrganismos intracelulares. A marbofloxacino é eficaz no tratamento de
infecções hematógenas, como as provocadas por Mycoplasma haemofelis em gatos, em dose
de 2,75 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 14 dias. A marbofloxacino é também
usada em equinos, no tratamento de infecções causadas por bactérias suscetíveis. Em cães,
a meia-vida da marbofloxacino é de 7–9 horas, mas, em alguns estudos, pode ser maior. Em
equinos, a meia-vida variou de 4,7-7,6 horas, dependendo do estudo. Nestas espécies, o
volume de distribuição da marbofloxacino é de 1,2 - 2 L/kg. Sua absorção após a
administração oral é de 100% em pequenos animais e de 60% em equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem ser tóxicas para o sistema nervoso central (SNC). Como outras
fluoroquinolonas, podendo provocar vômitos e diarreia quando administrada em altas
doses. Quando dada por via intravenosa em pacientes anestesiados, não altera os
parâmetros cardiovasculares. Todas as fluoroquinolonas podem provocar artropatia em
animais jovens. Cães são mais sensíveis entre 4 e 28 semanas de idade, e os animais de
raças grandes e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em dose duas vezes superior
ao limite, a marbofloxacino provocou dano articular em cães de 4-5 meses de idade. Em
gatos de 8 meses de idade, em doses de 17 e 28 mg/kg por 42 dias, por via articular, a
marbofloxacino foi associada a dano cartilaginoso. Em gatos, há relatos de cegueira
relacionada ao tratamento com algumas quinolonas, como a enrofloxacina e o ácido
nalidíxico. Não há relatos clínicos de ocorrência dessas reações em animais submetidos ao
tratamento com marbofloxacino, e estudos de toxicidade realizados pelo fabricante
mostram ausência de lesões oculares ou problemas de visão em gatos. Em dose de
17 mg/kg e 28 mg/kg (3 e 5 vezes acima do limite superior), não provocou alterações
oculares. A marbofloxacino foi administrada a equinos, por via oral, sem produzir efeitos
colaterais no trato gastrointestinal.
Contraindicações e Precauções
Evite a administração em animais jovens, devido ao risco de dano cartilaginoso. Use com
cautela em animais suscetíveis a convulsões.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando usadas
concomitantemente. A coadministração de cátions bivalentes ou trivalentes, como
produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio pode reduzir a absorção de
marbofloxacino. Não misture em soluções ou frascos contendo alumínio, cálcio ou ferro,
dada a ocorrência de quelação. A marbofloxacino pode ser administrada com outros
antibióticos e agentes anestésicos, sem evidências de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Na faixa inferior da dose aprovada descrita na bula, a marbofloxacino é ativa contra
a maioria das bactérias suscetíveis. Dentro da faixa terapêutica aprovada, doses maiores são
necessárias ao tratamento de infecções causadas por microrganismos em que
a concentração inibitória mínima (MIC) é mais elevada. As doses empregadas na Europa são
menores do que as usadas nos EUA, mas não há evidências de que isto tenha afetado a
eficácia. O tratamento eficaz da piodermite na Europa, por exemplo, é conseguido com
doses de 2,0 mg/kg 1 vez/dia, mas, nos EUA, a menor dose empregada é a de 2,75 mg/kg
1 vez/dia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o Clinical and Laboratory Standartds Institute (CLSI), o ponto de
perda de suscetibilidade em cães e gatos é de ≤ 1,0 μg/mL. Em caso de uso de
fluoroquinolonas no antibiograma, os resultados são similares. No entanto, a marbofloxacino
é ligeiramente mais ativa do que outras quinolonas de uso veterinário contra Pseudomonas
aeruginosa, e a ciprofloxacina humana é mais eficaz.
Formulações
A marbofloxacino é comercializada em comprimidos de 25, 50, 100 e 200 mg. A
marbofloxacino injetável (Marbocyl) é aprovada em outros países, mas não nos EUA.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Não associe a ingredientes que possam quelar a quinolona, como ferro ou cálcio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,75-5,5 mg/kg 1 vez/dia por via oral.
Gatos
• 2,75-5,5 mg/kg 1 vez/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2 mg/kg 1 vez/dia por vias oral ou intravenosa, para o tratamento de infecções
provocadas por bactérias Gram-negativas suscetíveis (a formulação intravenosa não é
comercializada nos EUA). Uma dose oral de 2 mg/kg pode não ser suficiente
ao tratamento de outras infecções bacterianas em equinos, incluindo cocos Grampositivos.
No entanto, doses mais elevadas não foram testadas.
Informações sobre Restrição Legal
O uso da marbofloxacino em animais de produção é proibido; assim, não há períodos
de carência da terapia sugeridos para tais animais.
Mebendazol
Nomes comerciais e outros nomes
Telmintic, Telmin, Vermox (preparações humanas) e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Pantelmin (h) , Necamin (h) , Mebendazol (g) , Byboszole (v) , Equimag (v) , Mataverm (v) ,
Menedasil (v) , Mebendazol (v) , Platelmin (v) , Verminase (v) , Vermitrat (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário benzimidazólico. Como outros benzimidazois, o mebendazol degenera os
microtúbulos parasitários e bloqueia, de forma irreversível, a absorção de glicose pelos
parasitas. A inibição da absorção de glicose depleta a energia armazenada pelo parasita,
resultando em sua morte. No entanto, o mebendazol não atua sobre o metabolismo
da glicose em mamíferos.
Indicações e Usos Clínicos
O mebendazol é usado em equinos para o tratamento de infestações por grandes
nematódeos (Parascaris equorum), grandes estrôngilos (Strongylus edentatus, S. equinus e S.
vulgaris), pequenos estrôngilos e oxíuros maduros e imaturos [(quarto estágio larval (Oxyuris
equi]. Em cães, é usado para o tratamento de nematódeos (Toxocara canis, Ancylostoma
caninum, Uncinaria stenocephala e Trichuris vulpis) e cestódeos (Taenia pisiformis).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são raros. O mebendazol ocasionalmente provoca vômitos e diarreia
em cães. Alguns relatos sugerem a ocorrência de reações hepáticas idiossincráticas nestes
animais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O pó para administração a equinos pode ser diretamente espalhado sobre o concentrado
ou dissolvido em 1 L de água e dado por sonda nasoestomacal. Em cães, pode ser misturado
ao alimento diretamente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O mebendazol é comercializado na formulação em pó com 40 ou 166,7 mg/g, em pasta
para equinos a 200 mg/g, solução a 33,3 mg/mL e comprimidos mastigáveis de 100 mg
(preparação para uso humano).
Algumas formulações para equinos contêm 83,3 mg de mebendazol e 375 mg
de triclorfon por grama de pó.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 22 mg/kg (misturados ao alimento) a cada 24 horas por 3 dias. O tratamento pode
ser repetido em 3 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 8,8 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais destinados ao consumo humano.
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula
com estimativas de períodos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Meclizina
Nomes comerciais e outros nomes
Antivert, Bonine, Meclozine (no Reino Unido) e marcas genéricas.
Medicamentos comercializados no Brasil
Meclin (h)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiemético. Anti-histamínico. Como outros anti-histamínicos, bloqueia o efeito
da histamina sobre os receptores H1. No entanto, também exerce ações anticolinérgicas
centrais, que podem ser responsáveis por seu efeito antiemético.
Indicações e Usos Clínicos
A meclizina é usada para o tratamento de vômitos. Suprime a zona deflagradora
de quimiorreceptores. É também empregada para o tratamento da cinetose. Seu uso
em animais é derivado, principalmente, de observações empíricas. Não existem estudos
clínicos bem controlados ou ensaios sobre eficácia para documentação de sua atividade.
Outros medicamentos de eficácia comprovada (p. ex., maropitant) são frequentemente
usados ao invés da meclizina para o tratamento de vômitos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. A ação anticolinérgica (similar
à da atropina) pode provocar reações adversas.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com obstrução gástrica ou glaucoma.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. Em medicina veterinária, o uso
de meclizina é baseado na experiência em seres humanos ou em dados empíricos obtidos de
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A meclizina é comercializada em comprimidos de 12,5, 25 e 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 25 mg por cão a cada 24 horas por via oral (na prevenção da cinetose, administre 1 hora
antes da viagem).
Gatos
• 12,5 mg por cão a cada 24 horas por via oral (na prevenção da cinetose, administre
1 hora antes da viagem).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis para animais de produção. Nos EUA,
para uso extrabula com estimativas de período de carência do tratamento, contate o FARAD,
no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Meclofenamato Sódico, Ácido Meclofenâmico
Nomes comerciais e outros nomes
Arquel e Meclofen
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O meclofenamato é também denominado ácido meclofenâmico e é similar ao ácido
tolfenâmico, cujo uso em animais é aprovado em alguns países. O meclofenamato e outros
AINEs produzem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibirem a síntese de
prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). Existem duas
isoformas da enzima COX: a COX-1 e a COX-2. A COX-1 é primariamente responsável pela
síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do trato gástrico, da
função renal, da função plaquetária e de outras funções normais do organismo. A COX-2 é
induzida e é responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes mediadores de
dor, inflamação e febre. O ácido meclofenâmico é um inibidor com atividades equivalentes
sobre a COX-1 e a COX-2.
Indicações e Usos Clínicos
O meclofenamato é usado para o tratamento da dor e da inflamação. É mais comumente
administrado para o tratamento de inflamações musculoesqueléticas. Seu uso em animais
foi reduzido por sua menor disponibilidade e maior popularidade de outros antiinflamatórios.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais, mas a ocorrência de reações adversas
associadas aos demais AINEs é possível. Estas reações geralmente são de natureza gástrica
(p. ex., gastrite, úlceras gástricas).
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais suscetíveis ao desenvolvimento de úlceras gástricas. Não
associe a outras substâncias ulcerogênicas, como os corticosteroides. A bula sugere limitar
a administração do medicamento por 5-7 dias.
Interações Medicamentosas
Como outros AINEs, os efeitos ulcerogênicos são potencializados pela administração
de corticosteroides. O ácido meclofenâmico, como outros AINEs, pode interferir na ação
de diuréticos, como a furosemida e os inibidores da enzima conversora de angiotensina
(ECA).
Instruções de Uso
A maior experiência com o uso do meclofenamato é em equinos. Formulações comerciais
para animais não são mais produzidas. Administre com alimentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a ocorrência de sinais de ulceração gástrica durante o tratamento.
Formulações
O meclofenamato é comercializado em comprimidos de 50 e 100 mg (mas raramente
encontrados), comprimidos de 10 e 20 mg (formulação para cães) e grânulos para equinos
(ácido meclofenâmico a 5%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,1 mg/kg/dia durante até 5 dias por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2,2 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Intervalos de carência para animais de produção não foram estabelecidos. Nos EUA, para
uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,
no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Melfalan
Nomes comerciais e outros nomes
Alkeran
Medicamentos comercializados no Brasil
Alkeran (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antineoplásico. O melfalan é um agente alquilante, de ação similar à ciclofosfamida. Alquila
pares de base do DNA, produzindo efeitos citotóxicos.
Indicações e Usos Clínicos
O melfalan não é usado como antineoplásico com tanta frequência quanto outros agentes
alquilantes. Em animais, é empregado para o tratamento do mieloma múltiplo e de alguns
carcinomas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados à sua ação como agente antineoplásico. O melfalan
provoca imunossupressão.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com mielossupressão.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. O melfalan tem sido usado em outros
protocolos antineoplásicos.
Instruções de Uso
Consulte protocolos específicos para mais informações sobre as doses de melfalan.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma em busca de evidências de danos à medula óssea.
Formulações
O melfalan é comercializado em comprimidos de 2 mg e em solução injetável contendo
50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É insolúvel
em água, mas solúvel em etanol. Após a reconstituição, a decomposição é rápida, e pode
haver precipitação. Use em 1 hora após a reconstituição. Quando preparado em formulação
composta para administração oral, é instável e decompõe-se rapidamente (perda de 80% em
24 horas).
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,5 mg/m 2 (ou 0,1-0,2 mg/kg) a cada 24 horas por via oral durante 7-10 dias (repita
a cada 3 semanas).
• As formulações injetáveis não foram utilizadas em animais, mas, em seres humanos,
a administração de 16 mg/m 2 por via intravenosa por 15-20 minutos tem sido usada a
intervalos de 2 semanas para o tratamento do mieloma múltiplo.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia em animais destinados ao consumo humano não foram
estabelecidos. Por se tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado
em animais de produção.
Meloxicam
Nomes comerciais e outros nomes
Metcam (preparação para uso veterinário), Mobic (preparação humana), Metacam
suspensão (preparação europeia para equinos) e Mobicox (formulação para uso humano
canadense).
Medicamentos comercializados no Brasil
Maxican (v) , Movatec (h) , Meloxican (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O meloxicam é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros medicamentos
desta classe, o meloxicam apresenta efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por inibir a
síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase (COX). Existem
duas isoformas da enzima COX: a COX-1 e a COX-2. A COX-1 é primariamente responsável
pela síntese de prostaglandinas importantes para a manutenção da saúde do trato
gastrointestinal, da função renal, da função plaquetária e de outras funções normais. A
COX-2 é induzida e responsável pela síntese de prostaglandinas que são importantes
mediadores de dor, inflamação e febre. No entanto, sabe-se que há, em algumas situações,
certa reatividade cruzada entre COX-1 e COX-2, e que a atividade de COX-2 é importante
em determinadas funções biológicas. O meloxicam é relativamente pouco ativo sobre COX-1
do que AINEs mais antigos, mas não se sabe se a especificidade para uma ou outra enzima é
relacionada à eficácia ou à segurança. A meia-vida do meloxicam é de 23-24 horas em cães,
15 horas em gatos e de 8,5 horas (variando de 5-14,5 horas) em equinos. O meloxicam
apresenta alta afinidade de ligação a proteínas. Sua absorção oral é quase completa em cães,
quando ingerido com alimentos. A absorção é de 85-98% em equinos e não é
significativamente afetada pela alimentação. Em bezerros ruminantes, a absorção é de
100%, com meia-vida de 20-43 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O meloxicam é usado na redução da dor, da inflamação e da febre. É empregado para
o tratamento agudo e crônico da dor e da inflamação em cães e gatos. Uma de suas
indicações mais comuns é a osteoartrite, mas também é utilizado no alívio da dor
relacionada a cirurgias. Em cães, a eficácia e a segurança, a curto e longo prazos,
do meloxicam foram estabelecidas. Em estudos realizados nesta espécie, doses elevadas (de
até 0,5 mg/kg) foram mais eficazes do que doses menores, mas também associadas a uma
maior incidência de reações gástricas adversas. Em gatos, o uso do meloxicam é limitado
a curto prazo; doses baixas podem ser usadas por períodos maiores. Nestes animais,
o meloxicam apresenta eficácia comparável, até mesmo superior, à do butorfanol para
o tratamento da dor provocada por procedimentos cirúrgicos. A resposta aguda
ao tratamento da febre em gatos também foi demonstrada. Em suínos, o meloxicam é eficaz
para o tratamento da síndrome de mastite-metrite-agalactia (MMA). Em equinos, é eficaz
para o tratamento da dor e da inflamação associadas a cirurgias. Em países europeus,
o meloxicam é aprovado para uso em equinos, suínos e bovinos. Nestes países, o
medicamento é empregado como terapia adjuvante em doenças respiratórias agudas,
diarreias e mastites agudas. O meloxicam é também eficaz na redução do desconforto
associado aos procedimentos de descorna em bovinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os principais efeitos colaterais são gastrointestinais, incluindo vômitos, diarreia e
ulceração. Uma vez que o meloxicam parece ser relativamente pouco ativo sobre COX-1,
espera-se que os efeitos colaterais sejam mais brandos do que os provocados pelos AINEs
não seletivos, mas isso não foi demonstrado em ensaios clínicos controlados. Toxicidade
renal, principalmente em animais desidratados ou já nefropatas, foi associada ao uso de
alguns AINEs. Lesões renais em cães foram relacionadas à administração de doses de 0,3-
0,5 mg/kg e maiores. Nestes animais, a ulceração gástrica foi observada após a
administração de doses ligeiramente superiores às registradas. Em gatos, doses elevadas
(cinco vezes superiores às recomendadas) provocaram vômitos e outros problemas
gástricos. Nesta espécie, a administração repetida de meloxicam (por 9 dias), em dose de
0,3 mg/kg/dia, foi associada à inflamação da mucosa gástrica e ulcerações.
Contraindicações e Precauções
Cães e gatos apresentando alterações gástricas ou renais preexistentes podem ser mais
suscetíveis ao desenvolvimento de efeitos adversos provocados por AINEs. No entanto,
em dose de 0,02 mg/kg/dia, a administração prolongada de meloxicam a gatos não levou
à progressão da doença renal em indivíduos já nefropatas. Em gestantes, a segurança do
meloxicam não é conhecida, mas efeitos colaterais não foram relatados. O fabricante não
recomenda a administração de uma segunda dose injetável em gatos. A solução oral de
meloxicam contém xilitol. O xilitol é um adoçante artificial que pode ser tóxico para cães
e provocar hipoglicemia e hepatopatia em altas doses, superiores a 0,1 g/kg. É pouco
provável que a administração de doses aprovadas da solução oral de meloxicam exceda o
nível tóxico de xilitol, mas deve-se ter cautela durante o uso concomitante com outros
medicamentos que também contenham esta substância.
Interações Medicamentosas
Não associe a outros AINEs ou corticosteroides. Sabe-se que os corticosteroides exacerbam
os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs podem interferir com a ação
de medicamentos diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
A medicação líquida pode ser adicionada a alimentos. Ao usar a formulação líquida
veterinária, o frasco conta-gotas é projetado para liberar 0,05 mg a cada 2 gotas por
quilograma de peso corpóreo. Siga as instruções do fabricante ao usar a seringa fornecida
com o produto.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais gástricos para observação de evidências de diarreia, sangramento ou úlceras.
Dado o risco de lesão renal, monitore os parâmetros pertinentes (consumo de água,
concentração sérica de ureia e creatinina e densidade urinária) periodicamente durante o
tratamento.
Formulações
O meloxicam é comercializado em suspensão oral a 0,5 mg/mL (0,02 mg por gota),
1,5 mg/mL (0,05 mg por gota), injeção a 0,5% (5 mg/mL) e comprimidos de 7,5 e 15 mg
(preparação para uso humano).
Na Europa, também é comercializada uma suspensão oral para equinos,
em concentração de 15 mg/mL.
No Brasil, as preparações veterinárias do meloxican podem estar associadas
à azitromicina, e isoladamente na forma de comprimidos mastigáveis, em solução
injetável e ainda na forma de gel oral (equinos).
Estabilidade e Armazenamento
O meloxicam pode ser preparado em água, gel de metilcelulose a 1% e xarope simples ou
veículo de suspensão e flavorizante em relação 1:1, em concentrações de 0,25, 0,5 e
1,0 mg/mL. Estas formulações são estáveis por 28 dias em temperatura ambiente ou sob
refrigeração.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,2 mg/kg (dose inicial) via oral, intravenosa ou subcutânea, passando a 0,1 mg/kg
a cada 24 horas por vias oral, intravenosa ou subcutânea.
Gatos
• 0,05 mg/kg a cada 24 horas por via oral, com redução da dose caso o tratamento seja
prolongado. A terapia a longo prazo pode ser realizada com 0,05 mg/kg a cada 48 ou
72 horas.
• Doses únicas de 0,15 mg/kg por via subcutânea, com doses aprovadas de até 0,3 mg/kg
por via subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• 0,4 mg/kg por via intramuscular, que pode ser repetida após 24 horas.
Bovinos
• 0,5 mg/kg a cada 24 horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Equinos
• 0,6 mg/kg a cada 24 horas por vias oral ou intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Em cavalos de corrida, os intervalos de interrupção do tratamento são de 3 dias para
realização de exame de urina. Os intervalos de carência do tratamento em bovinos são
de 15 dias para o abate e 5 dias para leite. Para suínos, 8 dias para o abate.
Mepivacaína
Nome comercial e outros nomes
Carbocaine-V
Medicamentos comercializados no Brasil
Mepivalen 3% (h)
Classificação funcional
Anestésico local
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A mepivacaína é um anestésico local da classe das amidas. Inibe a condução nervosa através
do bloqueio dos canais de sódio. Apresenta potência média e duração de ação comparável
à da bupivacaína. Comparada à lidocaína, sua ação é mais longa, mas a potência é similar.
Indicações e Usos Clínicos
A mepivacaína é usada como anestésico local na analgesia/anestesia epidural por infiltração
local.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Após a infiltração local, a ocorrência de efeitos colaterais é rara. Altas doses absorvidas
sistemicamente podem provocar sinais relacionados ao sistema nervoso central (tremores
e convulsões). Administração epidural de altas doses pode causar paralisia respiratória. A
mepivacaína é menos irritante para os tecidos do que a lidocaína.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Na administração epidural, não exceda a dose total de 8 mg/kg. A duração da analgesia
epidural é de 2,5-3 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A mepivacaína é comercializada em solução injetável a 2% (20 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• A dose para infiltração local varia conforme o sítio de administração. De modo geral,
são usados 0,5-3 mL da solução a 2%.
• Epidural: 0,5 mL da solução a 2% a cada 30 segundos até a ausência de reflexos.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
Intra-articular: injeção de 150 mg (7,5 mL) na articulação. Outras doses são usadas em
caso de infiltração local, dependendo da necessidade.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Equinos: O intervalo até a participação em corridas é de aproximadamente 2 dias.
Classificação RCI: 2
Mercaptopurina
Nome comercial e outros nomes
Purinethol
Medicamentos comercializados no Brasil
Purinethol (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antineplásico. Agente antimetabólico que inibe a síntese de purinas em células cancerosas. É
específica à fase do ciclo celular, atuando na fase S da mitose.
Indicações e Usos Clínicos
A mercaptopurina é usada para o tratamento de diversas formas de câncer, incluindo
leucemia e linfoma. É similar à azatioprina, que é biotransformada a 6-mercaptopurina
e, então, a produtos citotóxicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Muitos efeitos colaterais comuns à terapia antineoplásica podem ser observados (sendo
que diversos são inevitáveis), incluindo supressão da medula óssea e anemia.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com conhecida sensibilidade à azatioprina. Não administre a gatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. A mercaptopurina tem sido usada
em outros protocolos antineoplásicos.
Instruções de Uso
Consulte protocolos antineoplásicos específicos para mais informações sobre as doses
de mercaptopurina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma em busca de evidências de mielossupressão.
Formulações
A mercaptopurina é comercializada em comprimidos de 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
suscetível à oxidação caso seja misturada a soluções alcalinas. O pH das soluções deve ser
inferior a 8. Caso associada a veículos orais, como xaropes, pode manter-se estável por 14
dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• Contraindicada.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se
tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais
destinados ao consumo humano
Meropenem
Nome comercial e outros nomes
Merrem
Medicamentos comercializados no Brasil
Meronem IM e IV (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibióticos betalactâmicos da classe dos carbapenens (também conhecidos como penens),
com amplo espectro de atividade em relação ao imipenen. Na parede celular, sua ação
é similar a de outros betalactâmicos, - unindo-se a proteínas ligantes de penicilina (PBP),
enfraquecendo esta estrutura ou interferindo em sua formação. Os carbapenens se ligam a
uma PBP específica (PBP-1), resultando em lise mais rápida do que os demais
betalactâmicos. Isso aumenta a atividade bactericida e prolonga os efeitos terapêuticos. Os
carbapenens apresentam amplo espectro de atividade e estão entre os antibióticos mais
potentes. Seu espectro de ação inclui bacilos Gram-negativos, incluindo Enterobacteriacea e
Pseudomonas aeruginosa. É também ativo contra a maioria das bactérias Gram-positivas,
à exceção de cepas de Staphylococcus resistentes à meticilina. Não é ativo contra Enterococcus.
O meropenem é o mais ativo entre os betalactâmicos, e eficaz contra bactérias anaeróbicas e
aeróbicas Gram-positivas e Gram-negativos. Outros carbapenens são o doripenem,
o imipenem e o ertapenem.
Indicações e Usos Clínicos
O meropenem é indicado principalmente no tratamento de infecções resistentes provocadas
por bactérias não sensíveis a outros antibióticos. É especialmente valioso no tratamento
de infecções resistentes causadas por Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Klebsiella
pneumoniae. O meropenem é ligeiramente mais ativo contra algumas bactérias do que
o imipenem.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os carbapenens impõem riscos similares aos demais betalactâmicos, mas a ocorrência
de efeitos colaterais é rara. O meropenem não provoca convulsões com a mesma
frequência que o imipenem. A administração subcutânea pode causar discreta alopecia
no local da injeção.
Contraindicações e Precauções
Uma discreta descoloração amarelada pode ser observada após a reconstituição, mas não
afeta a potência do medicamento. No entanto, o desenvolvimento de coloração âmbar
escura ou marrom pode indicar oxidação e perda de potência.
Interações Medicamentosas
Não misture em frascos ou seringas contendo outros antibióticos.
Instruções de Uso
As doses empregadas em animais são baseadas em estudos de farmacocinética, e não
de eficácia. O meropenem é mais solúvel do que o imipenem e pode ser administrado
em bolus ao invés de soluções fluidas. Em cães, o medicamento pode ser administrado por
via subcutânea sem ocorrência de reações tissulares.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o Clinical Laboratory and Standards Institute (CLSI), o ponto
de perda de suscetibilidade dos microrganismos sensíveis é ≤ 1,0 μg/mL. A sensibilidade ao
imipenem pode ser usada como marcador da suscetibilidade ao meropenem.
Formulações
O meropenem é comercializado em frascos de 500 mg e 1 g; após a reconstituição, ambas as
formulações apresentam concentração de 50 mg/mL para injeção. A reconstituição deve ser
feita em solução de cloreto de sódio, Ringer e Ringer lactato.
Estabilidade e Armazenamento
É estável se mantido no frasco original. Quando exposto ao calor ou a condições alcalinas, o
meropenem pode ser hidrolisado a ácido meropenêmico. Em temperatura ambiente, as
soluções para administração intravenosa são estáveis por 12 horas. No entanto, após
a reconstituição, estudos de estabilidade mostraram que o medicamento pode ser mantido
por até 25 dias se refrigerado em concentração de 50 mg/mL. Uma discreta descoloração
amarela pode ser observada, sem perda de potência. Descarte em caso de aparecimento
de particulados.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 8,5 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas ou 24 mg/kg por via intravenosa a cada
12 horas.
• Infecções do trato urinário inferior: 8 mg/kg por via subcutânea.
• Nas infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa ou outros microrganismos que
podem apresentar MIC maior (p. ex., de 1,0 μg/mL), administre 12 mg/kg a cada 8
horas por via subcutânea ou 25 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais. No entanto, em potros, sugere-se
a administração de doses similares às usadas em pequenos animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações de regulamentação para animais de produção. Nos EUA, para uso
extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD,
no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Mesalazina
Nomes comerciais e outros nomes
Ácido 5-aminosalicílico, Asacol, Mesasal, Pentasa e Mesalazine
Medicamentos comercializados no Brasil
Asalit (h) , Pentasa (h) ,
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A mesalazina é também conhecida como ácido 5-aminosalicílico. É o componente ativo da
sulfasalazina, que é comumente administrada no tratamento da colite (veja mais
informações nas seções sobre sulfasalazina e olsalazina). A ação da mesalazina não é bem
conhecida, mas parece estar relacionada à supressão do metabolismo do ácido araquidônico
no intestino. A mesalazina inibe a inflamação mucosa mediada pela cicloxigenase e pela
lipoxigenase. Sua absorção sistêmica é baixa; acredita-se que a maior parte de sua ação seja
local. Quatro formulações de mesalazina são utilizadas:
1. Asacol. O Asacol é um comprimido revestido com resina de base acrílica. A resina
se dissolve em pH 7,0 e a liberação do ácido 5-aminosalicílico ocorre no cólon.
2. Mesasal. O Mesasal é um comprimido revestido com resina de base acrílica que
se dissolve em pH > 6,0. A liberação do ácido 5-aminosalicílico ocorre no íleo e no
cólon. Aproximadamente 35% do salicilato são absorvidos sistemicamente. Em seres
humanos, a dose é de 1-1,5 g/dia.
3. Olsalazina sódica (Dipentum). A olsalazina é um dímero, com duas moléculas
de ácido 5-aminosalicílico unidas por uma ponte azo, que é liberada pela digestão
bacteriana no cólon. É utilizada em seres humanos que não toleram a sulfasalazina. O
efeito colateral mais comumente observado após o uso desta preparação é a diarreia
aquosa.
4. Pentasa. Contém microgrânulos de melasazina revestidos por etil celulose, que libera
o ácido 5-aminosalicílico de modo gradual, nos intestinos delgado e grosso,
independentemente do pH local.
Indicações e Usos Clínicos
A melasazina é usada para o tratamento da doença inflamatória intestinal crônica,
incluindo a colite, em animais. Com maior frequência, a melasazina é utilizada, no entanto,
em alguns animais, principalmente naqueles sensíveis a sulfonamidas, a melasazina pode ser
indicada. Sua utilização em animais é derivada, principalmente, de dados empíricos. Não
existem estudos clínicos bem controlados ou ensaios de eficácia que documentem sua ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A melasazina, isoladamente, não foi associada à ocorrência de efeitos colaterais
em animais. As reações adversas associadas à sulfasalazina são provocadas pelo
componente sulfonamida (maisinformações na seção sobre Sulfasalazina).
Contraindicações e Precauções
Interações medicamentosas são possíveis, mas não foram relatadas em animais,
provavelmente devido aos baixos níveis sistêmicos atingidos. Caso absorvida
em quantidade suficiente, a melasazina pode interferir na tiopurina metiltransferase e,
assim, aumentar o risco de intoxicação por azatioprina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O omeprazol pode aumentar a
absorção do medicamento, por este elevar o pH intestinal.
Instruções de Uso
A melasazina geralmente é utilizada como substituto da sulfasalazina em indivíduos
que não podem tolerar sulfonamidas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A melasazina é comercializada em comprimidos de 400 mg e cápsulas de 250 mg.
Os comprimidos de liberação lenta são de 400 mg (Asacol) e 1,2 g (Lialda revestido com
filme). As cápsulas de liberação controlada contêm 250 e 500 mg (Pentasa recoberto com
etilcelulose).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A melasazina é ligeiramente solúvel em água e etanol. Deve ser protegida do ar e da
umidade. A exposição do ar pode escurecer o medicamento. Não esmague comprimidos
revestidos.
Posologia para Pequenos Animais
A dose para uso veterinário não foi estabelecida. A dose para seres humanos é, comumente,
de 400-500 mg a cada 6-8 horas, por via oral, é tem sido extrapolada para animais (p. ex.,
5-10 mg/kg a cada 8 horas por via oral).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Dado o baixo risco de resíduos, não
há sugestão de intervalos de carência do tratamento.
Classificação RCI: 5
Mesilato de Bromocriptina
Nome comercial e outros nomes
Parlodel
Medicamentos comercializados no Brasil
Parlodel (h)
Classificação funcional
Agonista da dopamina
Farmacologia e Mecanismo o Ação
Agonista dopaminérgico. Agente antiprolactina. Bromocriptina é um inibidor da lactação.
Ela reduz a concentração sérica de prolactina pela inibição de sua liberação da hipófise
anterior por ligação aos receptores de dopamina (D2) no sistema nervoso central. A ligação
dos receptores D2 restaura a função hormonal na hipófise. Pela sua ação sobre os receptores
dopamínicos na hipófise, a bromocriptina pode diminuir a liberação de corticotrofina
(ACTH) e é usada em animais (especialmente equinos) para tratar hiperadrenocorticismo
hipófise-dependente (HHD). Não é eficaz para tratar o HHD do cão (síndrome de Cushing).
Também estimula os receptores pós-sinápticos da dopamina e é usada para tratar doenças
neurovegetativas decorrentes da deficiência de dopamina.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, a bromocriptina é usada por seu efeito antiparkinsoniano e para inibir
a lactação associada ao excesso de prolactina. Também é usada para tratar acromegalia.
A bromocriptina é usada para tratar os distúrbios associados à deficiência de dopamina
em animais. Em cães, a bromocriptina é usada para interromper a prenhez, quando
associada com a prostaglandina (dinoprost ou cloprostenol). Nesta associação, foi 100%
efetiva para interromper a gestação em cães. Em equinos, a bromocriptina pode diminuir a
liberação de ACTH e é usada para tratar disfunção da pars intermedia (síndrome de Cushing),
mas geralmente, o uso da pergolida é o tratamento preferido.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Piometra pode ocorrer em cães após o uso da bromocriptina para induzir o aborto. A
bromocriptina pode causar aumento de volume das glândulas
mamárias. Para interrupção da prenhez, a bromocriptina é usada em associação com
prostaglandina F2 alfa. Efeitos colaterais (vômitos, náuseas e ânsia de vômitos) podem
ocorrer como resultado do uso da prostaglandina. A bromocriptina inibirá a lactação.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais prenhes, a não ser em caso de interrupção da prenhez.
Não use em animais em amamentação. Mulheres que manuseiam a bromocriptina
devem ter cuidado para evitar a exposição.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Contudo, a bromocriptina
exacerbará os efeitos da selegilina. Não administre com inibidores da monoamina-oxidase
(IMAOs).
Instruções de Uso
O uso de bromocriptina limita-se ao tratamento de alguns distúrbios endócrinos. Os estudos
sobre eficácia são limitados. A bromocriptina é usada para interromper a prenhez em cães
em associação com a prostaglandina F2 alfa. Para este uso, administre 15 μg/kg por via oral
a cada 12 horas, no primeiro dia, 20 μg/kg por via oral a cada 12 horas, no segundo e
no terceiro dias, e 30 μg/kg por via oral a cada 12 horas, em seguida por 4 a 5 dias
em média. Dez dias podem ser necessários em alguns cães. Uma prostaglandina
(cloprostenol sódico) deve ser usada em dose única de 1 μg/kg, a cada 48 horas, por via
subcutânea durante esse regime.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore cuidadosamente os animais prenhes, em especial se a bromocriptina for usada para
interromper a prenhez.
Formulações
A bromocriptina está disponível em cápsulas de 5 mg e em comprimidos de 2,5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Interrupção da prenhez: 15 μg/kg por via oral a cada 12 horas no primeiro dia,
20 μg/kg por via oral a cada 12 horas no segundo e no terceiro dias, e 30 μg/kg por via
oral a cada 12 horas em seguida por 4 a 5 dias em média. Para o sucesso do
tratamento, deverá ser administrado em associação com prostaglandina F2 alfa.
• Outras condições: 0,02 a 0,04 mg/kg por via oral, a cada 12 h.
Gatos
• 0,02 a 0,04 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Mesilato de Danofloxacino
Nome comercial e outros nomes
A180 ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Advocin 180 (v) , Advocin solução injetável a 2,5% (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O danofloxacino, assim como outras fluoroquinolonas, possui atividade contra um amplo
espectro de bactérias, incluindo bacilos Gram-negativos, especialmente Enterobacteriaceae
(Escherichia coli, Klebsiella, Salmonella) e alguns cocos Gram-positivos, como o Staphylococcus.
Em particular, apresenta boa atividade contra patógenos em bovinos, como a Pasteurella
multocida, a Mannheimia haemolytica e o Histophilus somni (antigo Haemophilus somnus).
Em bovinos, a absorção subcutânea é alta. A meia-vida é de 3-6 horas.
Quando utilizado para o tratamento da doença respiratória bovina no gado com uma
dose de 6 mg/kg, o danofloxacino tem meia-vida de 4,2 horas, um pico de concentração de
1,7 μg/mL e produz proporção de área sob a curva (AUC): concentração inibitória mínima
(MIC) > 125.
Indicações e Usos Clínicos
O danofloxacino é indicado para o tratamento da doença respiratória bovina causada pela P.
multocida, M. haemolytica e H. somni (antigo H. somnus). Por ser uma fluoroquinolona de
amplo espectro, outros microrganismos também são suscetíveis. Entretanto, sua utilização
para o tratamento de outras afecções é proibida nos animais destinados ao consumo
humano. Não há descrições sobre o uso de danofloxacino em outros animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as fluoroquinolonas utilizadas em altas concentrações podem causar toxicidade ao
sistema nervoso central (SNC). Em estudos de segurança realizados em bovinos, o
danofloxacino provocou claudicação, lesões na cartilagem articular e alterações no SNC
(tremores, nistagmo etc.), quando administrado em altas doses. A administração
subcutânea pode causar irritação tecidual. Todas as fluoroquinolonas apresentam
potencial para provocar artropatias em animais jovens. Em estudos a campo,
o danofloxacino foi associado à claudicação em alguns bezerros. As fluoroquinolonas
provocam cegueira em gatos, fato que não foi relatado em nenhuma outra espécie.
Contraindicações e Precauções
Não injetar mais de 15 mL em um local de aplicação. Não usar sem prescrição. Não
utilizar em outras espécies nas quais não há informações sobre a segurança do produto.
Não administrar em animais com tendência a convulsão.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina quando utilizadas
concomitantemente. Não misturar em soluções ou frascos de alumínio, cálcio, ferro
ou zinco, pois pode ocorrer a quelação.
Instruções de Uso
Injetar por via subcutânea na tábua do pescoço em bovinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico. Teste de suscetibilidade: segundo
o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de perda de sensibilidade
são ≤ 0,25 μg/mL para bovinos com patógenos respiratórios. A maioria dos microrganismos
possui valores de concentração inibitória mínima (MIC) ≤ 0,06 μg/mL.
Formulações
O danofloxacino está disponível em soluções injetáveis de 180 mg/mL (com 2-pirrolidona e
álcool polivinil).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em temperatura abaixo de 30 °C, protegido da luz e protegido do congelamento.
Uma fraca coloração amarelada ou âmbar é aceitável.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Não há doses relatadas para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 6 mg/kg 1 vez a cada 48 horas por via subcutânea.
Equinos e Suínos
Não há doses relatadas.
Informações sobre Restrição Legal
Não utilizar em bezerros destinados à produção de vitelo.
Período de carência bovino (para carne): 4 dias. Não estabelecido para leite, pois não
pode ser utilizado em bovinos lactantes. Uso proibido sem prescrição. No Brasil,
os medicamentos veterinários sugerem período de carência de pelo menos 41 horas após o
us o para vacas leiteiras.
Mesilato de Deferoxamina
Nome comercial e outros nomes
Desferal ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Desferal (h)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente quelante com grande afinidade por cátions trivalentes. Devido a sua habilidade
de se ligar e quelar cátions, é usado para o tratamento da intoxicação aguda por ferro.
Indicações e Usos Clínicos
A deferoxamina é indicada em casos de intoxicação grave, especialmente na toxicose por
ferro. A deferoxamina também é utilizada para quelar o alumínio e favorecer a sua
eliminação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais em animais. Reações alérgicas e alterações
auditivas ocorreram em seres humanos.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações descritas para animais.
Interações Medicamentosas
A deferoxamina se liga aos cátions, dessa forma, evite misturar a cátions
antes da administração.
Instruções de Uso
Cem mg de deferoxamina quelam 8,5 mg de ferro férrico. Contate o centro local
de toxicologia para obtenção de protocolos para superdosagem.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a concentração sérica de ferro para determinar a gravidade da intoxicação e
o sucesso da terapia. A eficácia terapêutica é indicada pelo monitoramento da coloração
urinária (uma urina de coloração róseo-alaranjada indica a eliminação de ferro quelado).
Formulações
A deferoxamina está disponível em frascos para administração injetável de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
A deferoxamina é solúvel em água. É estável quando armazenada em solução durante 14
dias. Armazenar em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente.
Não refrigerar ou associar a outras medicações.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 12 horas em duas doses por vias intramuscular ou intravenosa,
então administre 10 mg/kg a cada 8 horas durante 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Não há problemas antecipados
em relação aos níveis de resíduos em animais de produção. Entretanto, para uso extrabula,
contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Mesilato de Dolasetrona
Nome comercial e outros nomes
Anzemet ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Anzemet (h)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicação antiemética da classe dos antagonistas da serotonina. Este medicamento age
inibindo os receptores de serotonina (5-HT, tipo 3). Durante a quimioterapia, pode ocorrer a
liberação de 5-HT pela lesão no trato gastrintestinal que estimula a êmese ao nível central. A
resposta emética induzida pela serotonina é inibida por medicamentos dessa classe. Em
seres humanos, a dolasetrona é completamente biotransformada em hidrodolasetrona
(ativa), o que presumivelmente é o mesmo metabólito ativo para cães e gatos. Os
antagonistas da serotonina usados na terapia antiemética incluem granisetrona,
ondansetrona, dolasetrona e tropisetrona.
Indicações e Usos Clínicos
Assim como outros antagonistas da serotonina, a dolasetrona é usada principalmente pelo
seu efeito antiemético durante a quimioterapia, na qual ela geralmente possui um efeito
superior ao das outras medicações. Este fármaco também pode ser utilizado no controle dos
vômitos pós-cirúrgicos (náuseas pós-operatórias e vômitos).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais da dolasetrona não foram descritos em animais. Estas medicações
possuem pouca afinidade por outros receptores 5-HT. Alguns efeitos podem ser
indistinguíveis de outras medicações quimioterápicas.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações importantes identificadas em animais.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas descritas. Porém, a dolasetrona pode sofrer efeitos de
indutores e inibidores do citocromo p-450 (ver Apêndice).
Instruções de Uso
A dolasetrona é pouco usada em medicina veterinária, devido a seu alto custo. As doses são
empíricas e extrapoladas de estudos em humanos e não há estudos clínicos relatados em
animais. Esta medicação é mais eficiente se utilizada na prevenção dos vômitos
(administrada antes do agente quimioterápico) quando usada para o tratamento do vômito.
Esta classe de medicações pode ser associada aos corticosteroides (p. ex., a dexametasona)
para aumentar sua ação antiemética.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore alterações gástricas em pacientes com vômitos.
Formulações
A dolasetrona está disponível em comprimidos de 50 e 100 mg e na forma injetável
de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. Pode
ser adicionada as soluções fluidas (compatível coma maioria dos fluidos intravenosos),
mas não associe a outros medicamentos intravenosos. Não use a injeção após 24 horas,
quando adicionada a fluidos. As formulações orais podem ser misturadas a sucos de frutas
por até 2 horas em temperatura ambiente sem perda da estabilidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Prevenção de náuseas e dos vômitos: 0,6 mg/kg a cada 12-24 horas pelas vias oral,
subcutânea ou intravenosa.
• Tratamento dos vômitos e das náuseas: 1 mg/kg 1 vez/dia por via oral ou intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas.
Informações sobre Restrição Legal
O uso em animais destinados ao consumo não é recomendado. Não há informações sobre
regulamentação disponíveis.
Mesilato de Fenoldopam
Nome comercial e outros nomes
Corlopam
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O fenoldopam é um agonista dopaminérgico. É específico para os receptores dopaminérgicos
D1 e, portanto, é usado para produzir relaxamento da musculatura lisa e vasodilatação nos
leitos vasculares que possuem estes receptores. Não tem atividade sobre os receptores D 2 e
somente um pequeno efeito sobre os receptores alfa-adrenérgicos. Por esta atividade, o
fenoldopam tem especificidade maior que a dopamina, usada para indicações semelhantes.
O uso do fenoldopam geralmente se limita a aumento da perfusão renal para tratar
insuficiência renal aguda. A meia-vida em animais é muito curta (1-7 minutos em cães),
assim, geralmente é administrado por infusão a velocidade constante.
Indicações e Usos Clínicos
O uso de fenoldopam em medicina veterinária limita-se a alguns estudos de pesquisa
(principalmente em gatos) e a alguma evidência empírica de eficácia no tratamento
de insuficiência renal aguda. O uso em seres humanos é para tratar hipertensão grave,
prevenir isquemia renal, aumentar a perfusão gastrointestinal e tratar a insuficiência renal
aguda. O uso limita-se a hospitais, a curto prazo, quando é necessário o tratamento rápido
da hipertensão.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O efeito colateral mais comum é a hipotensão. A meia-vida do fenoldopam é curta;
portanto, se for observada hipotensão, diminuir a velocidade da infusão. Não foram
descritos outros efeitos colaterais em pequenos animais. Em seres humanos, os efeitos
colaterais podem incluir aumento da pressão intraocular (risco de glaucoma), baixos
níveis de potássio e taquicardia.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros vasodilatadores; pode ocorrer hipotensão excessiva. Não use
com betabloqueadores.
Instruções de Uso
Administre por infusão de taxa constante (por via intravenosa). Não administre doses em
bolus. O início dos efeitos deve ocorrer em 15 minutos do início da administração. As
recomendações de dose baseiam-se em alguns estudos de pesquisa limitados e
na experiência clínica empírica dos veterinários. Não existem estudos bem controlados sobre
a eficácia em animais e o uso é, em grande parte, extrapolado das recomendações para
humanos. Recomenda-se que a solução seja adicionada a fluidos para formar uma solução
de 40 μg/mL para a infusão. Por exemplo, adicione 1 mL (10 mg) a 250 mL.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a pressão sanguínea durante o tratamento.
Formulações
O fenoldopam está disponível solução injetável de 10 mg/mL. A variação do pH é 2,8 a 3,8.
Estabilidade e Armazenamento
A solução de fenoldopam pode ser misturada com solução de cloreto de sódio (0,9%)
ou solução de glicose a 5% para infusão. Depois de misturado em fluidos, é estável sob luz
ambiental e condições de temperatura normais por, pelo menos, 24 horas. Após 24 horas,
descarte a solução.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,8 μg/kg/min, em taxa de infusão constante.
Gatos
• 0,5 μg/kg/min, em taxa de infusão constante.
Posologia para Grandes Animais
Potros
• 0,04 μg/kg/min.
Informações sobre Restrição Legal
Não existem períodos de carência estabelecidos para os animais de produção.
Como o fenoldopam tem meia-vida muito curta, espera-se que os resíduos
em animais de produção não sejam problema.
Mesilato de Fentolamina
Nomes comerciais e outros nomes
Regitine ® e Rogitine ® (no Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Vigamed (h)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador alfa-adrenérgico nãoseletivo. Vasodilatador. A fentolamina bloqueia tanto
os receptores alfa1 quanto os receptores alfa2 da musculatura lisa.
Indicações e Usos Clínicos
A fentolamina é um vasodilatador potente, sendo usada principalmente para tratar
a hipertensão aguda.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em doses altas ou em animais que estejam desidratados, a fentolamina pode causar
hipotensão excessiva, além de taquicardia.
Contraindicações e Precauções
Use com cuidado em animais com comprometimento cardiovascular. Não utilize
em animais desidratados. Use com cautela em animais com baixo débito cardíaco.
Interações Medicamentosas
A fentolamina é um agonista alfa-adrenérgico. Ela compete com outros fármacos que
agem no receptor alfa. Causa vasodilatação e deve ser usada com cautela com fármacos
que causem o mesmo efeito ou que deprimam o coração.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses) baseia(m)-se
na experiência em seres humanos ou na experiência não comprovada em animais. Titular
a dose para cada paciente, de modo a obter a vasodilatação desejada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A fentolamina pode promover hipotensão significativa. Monitore, se possível, a pressão
sanguínea e a frequência cardíaca do paciente durante o tratamento.
Formulações
A fentolamina está disponível em frascos de 5 mg para injeção.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,02-0,1 mg/kg por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os intervalos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para
estimativas de períodos de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888873-2723).
Classificação RCI: 3
Mesilato de Pergolida
Nome comercial e outros nomes
Permax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agonista dopaminérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista dopaminérgico. A pergolida é um agonista dopaminérgico potente que estimula os
receptores dopamínicos (receptores D1 e D2). É usada para estimular esses receptores em
condições em que há deficiência de dopamina, independentemente do estado dos estoques
de dopamina. Outros fármacos que podem compartilhar efeitos similares são a selegilina,
a apomorfina e a lisurida. Em equinos, a meia-vida é de 5,9 horas e é rapidamente absorvida
após administração oral.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, é usada para a doença neurodegenerativa em que haja deficiência
de dopamina, como a doença de Parkinson, em que é utilizada com levodopa ou carbidopa.
Entretanto, a pergolida não está disponível no comércio para uso humano e seu emprego
diminuiu por causa dos relatos de dano a valvas cardíacas associados a ela. Em animais,
também é usada nos estados de deficiência de dopamina. Acredita-se que equinos e alguns
cães desenvolvem hiperadrenocorticismo (doença de Cushing) — hiperadrenocorticismo
hipófise-dependente (HHD) — pela perda do antagonismo dopamínico à liberação do
hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). Em equinos, é usada com sucesso para tratar a
disfunção da pars intermedia da hipófise (síndrome de Cushing equina) e tem controlado a
doença em equinos por mais de 2 anos. A maioria dos equinos com doença de Cushing tem
hiperplasia ou adenoma da pars intermedia hipofisára. Esse adenoma é deficiente em
dopamina e produz excesso de ACTH. A administração de agentes da dopamina age
suprimindo a liberação de ACTH pela hipófise e, subsequentemente, restaura os níveis de
cortisol ao estado normal. Os benefícios da administração de pergolida não foram
estabelecidos para cães. Por causa dos efeitos colaterais que provoca, a pergolida não é
empregada para tratar a HHD em cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A pergolida foi retirada do mercado para seres humanos devido à evidência de que os
fármacos que ativam o receptor 2b de serotonina (5-HT2b) estão associados a uma forma
distinta de valvopatia fibrótica. Tais efeitos não foram observados em animais. A pergolida
inibe a secreção de prolactina e aumenta os níveis do hormônio do crescimento. Ela pode
inibir a lactação. Os efeitos sobre o SNC podem incluir ataxia e discinesia (movimentos
involuntários anormais). Em equinos, os efeitos colaterais incluem anorexia, diarreia e
cólica. O agravamento da laminite em decorrência da administração de pergolida (que
teoricamente é um vasoconstritor) não foi comprovado. Em cães, nas doses de
100 μg/kg, causou reações significativas, que incluíram vômitos, tremores, anorexia,
inquietação e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Ao contrário da bromocriptina, a pergolida pode ser usada em animais prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. Pode interagir com
o droperidol e as fenotiazinas (p. ex., acepromazina), bem como exacerbar os efeitos
da selegilina. Não administrar com inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs).
Instruções de Uso
O uso em equinos em geral abrange compor a preparação e administrá-la diariamente.
Começe com a menor dose mencionada por 4-6 semanas e aumentar gradualmente até
obter os resultados desejados. É possível conseguir maior eficácia quando se usa a pergolida
simultaneamente com a cipro-heptadina. Ao tratar equinos, considere a suplementação
dietética com magnésio e cromo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis de ACTH em animais para verificar a função hipofisária. Em equinos,
concentrações endógenas de ACTH que excedam 27-50 pcg/mL são consideradas
anormais. Testes de supressão da dexametasona também podem ser realizados para
monitorar o tratamento em equinos. Consultar a monografia sobre dexametasona quanto ao
procedimento para realizar esse teste.
Formulações
Antigamente, dispunha-se de comprimidos de pergolida de 50 μg (0,05 mg), 250 μg
(0,25 mg) e 1 mg (todos como bases fortes ). No entanto, após o fim das formulações orais
para seres humanos, a única fonte veterinária passou a ser a formulação composta.
A formulação composta de mesilato de pergolida é feita da maneira descrita a seguir.
Misturam-se 20 mg do pó de mesilato de pergolida com 10 mL do veículo para
suspensão oral (Ora-Plus ® ) e 10 mL do veículo para solução oral (Ora-Sweet ® ), que podem
ser misturadas em uma seringa de 35 mL. Duas seringas podem ser conectadas e múltiplos
bombeamentos em cada seringa podem ser usados até que se obtenha uma suspensão
uniformemente de 1 mg/mL. Essa formulação deve ser usada até 14 dias, e posteriormente
ocorre degradação, a qual é acelerada pela luz e por temperaturas quentes. Uma alteração
na cor da formulação é indício de que ocorreu degradação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas é descrita na seção sobre Formulações.
Posologia para Pequenos Animais
• As doses para pequenos animais não foram estabelecidas, mas têm sido extrapoladas
das humanas, que consistem em iniciar com 1 μg/kg (0,001 mg/kg) diariamente por
via oral e aumentar gradualmente para 2 μg/kg até observar os efeitos desejados.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Dose baixa: 0,002 mg/kg (2 μg/kg) a cada 24 horas por via oral (1 mg/dia para
um equino com 500 kg).
• Dose alta: 0,006-0,01 mg/kg (6-10 μg/kg) a cada 24 horas por via oral (3-5 mg/dia
para um equino com 500 kg).
Iniciar com a menor dose e aumentar gradualmente se necessário.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
No Brasil, o mesilato de pergolida está listado como substância de controle especial (lista
C1) sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Metaflumizona
Nome comercial e outros nomes
ProMeris
Medicamentos comercializados no Brasil
ProMeris (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metaflumizona é um inseticida usado para o controle de pulgas e carrapatos. Bloqueia o
influxo de sódio, inibindo a função axonal neuronal em parasitas suscetíveis. A inibição dos
impulsos neuronais provoca paralisia e morte das pulgas. Uma pequena quantidade
da substância é absorvida sistemicamente. O medicamento se distribui pela pele após a
aplicação e há persistência de níveis residuais nos pelos. É associada ao amitraz em cães e
usada de forma isolada em gatos. Consulte mais informações sobre o amitraz na seção
específica.
Indicações e Usos Clínicos
A metaflumizona é usada para o controle de pulgas e carrapatos. O controle de pulgas
persiste por 8 semanas e o de carrapatos, por 4 semanas. Recomenda-se a aplicação mensal
do produto. A formulação felina não contém amitraz.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em ensaios de segurança conduzidos pelo fabricante, a metaflumizona não provocou
efeitos colaterais em doses 3 e 5 vezes superiores àquelas recomendadas.
A metaflumizona foi associada à dermatite em cães, similar ao pênfigo, após a aplicação
das doses aprovadas. As lesões cutâneas foram observadas na face, nos pavilhões
auriculares e na porção dorsal do tronco, mas seu mecanismo não foi identificado.
Quando associada ao amitraz, a ocorrência de outros efeitos colaterais é possível.
Consulte maiores informações na seção sobre o Amitraz.
Contraindicações e Precauções
Verifique se houve exposição prévia ao amitraz antes da administração deste produto
(p. ex., coleira para cães contendo amitraz).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, cuidados
específicos são aplicáveis ao amitraz. Consulte maiores informações na seção sobre o
Amitraz.
Instruções de Uso
A metaflumizona é usada de modo isolado ou associado ao amitraz no controle de parasitas.
Recomenda-se a aplicação mensal. É à prova d’água e pode ser utilizada em animais que
habitam ou não a residência.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A metaflumizona é comercializada em diversas apresentações para uso tópico
(extrapequena, pequena, média, grande e extragrande), dependendo do tamanho do cão.
A formulação felina não contém amitraz.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Consulte a embalagem quanto à dose adequada, (extrapequena, pequena, média,
grande e extragrande), dependendo do tamanho do cão ou gato.
• Tratamento de sarna demodécica: 20 mg/kg 1 vez a cada 14 dias, por 90-180 dias
(duração confirmada pela presença de ácaros ao exame).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Não foram estabelecidas estimativas
de intervalos de carência do tratamento em animais de produção. Dada a longa duração da
ação em pequenos animais, seu uso em espécies destinadas ao consumo humano não
é recomendada.
Metazolamida
Nome comercial e outros nomes
Neptazane
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metazolamida é um inibidor da anidrase carbônica. Como outros destes fármacos, a
metazolamida provoca diurese por inibição da captação de bicarbonato nos túbulos
proximais renais. Isto resulta na perda urinária de bicarbonato e diurese. A ação
dos inibidores da anidrase carbônica leva à perda de bicarbonato e água na urina, que
se torna alcalina. Como os demais medicamentos desta classe, também reduz a formação de
liquor pelo plexo coroide e de fluido ocular por redução da secreção de bicarbonato pelo
corpo ciliar. Este efeito sobre a formação de humor aquoso diminui a pressão ocular.
Indicações e Usos Clínicos
Atualmente, a metazolamida é pouco utilizada. Existem diuréticos mais potentes e eficazes,
como os diuréticos de alça (furosemida). A metazolamida, como outros inibidores
da anidrase carbônica, é usada principalmente para redução da pressão intraocular
no tratamento do glaucoma. Em cães, sua ação é relativamente curta, e a administração
frequente pode ser necessária para manutenção da baixa pressão ocular. Com essa
finalidade, a metazolamida é mais usada do que a acetazolamida, por ser mais eficaz e mais
facilmente encontrada. No entanto, outros esquemas são comumente empregados
no tratamento do glaucoma. Como outras substâncias de sua classe, a metazolamida
é ocasionalmente usada para alcalinização da urina, no tratamento de alguns cálculos
urinários.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A metazolamida pode provocar hipocalemia em alguns pacientes. Como outros inibidores
da anidrase carbônica, pode causar perda significativa de bicarbonato e, em caso de
administração repetida, os pacientes devem ser submetidos à suplementação deste
composto.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com acidemia. Use com cautela em qualquer indivíduo sensível
às sulfonamidas. Não use em pacientes com encefalopatia hepática.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em associação a outros tratamentos que podem provocar acidose
metabólica.
Instruções de Uso
A metazolamida pode ser associada a outros agentes para o tratamento do glaucoma, como
medicamentos tópicos para redução da pressão intraocular, e pode ser utilizada na
alcalinização da urina, para prevenção da formação de alguns cálculos urinários.
No entanto, seu uso em animais é derivado, primariamente, de dados empíricos. Não
existem estudos clínicos ou de eficácia bem controlados que comprovem sua ação clínica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão ocular dos pacientes tratados. Monitore o pH urinário caso
a metazolamida seja usada na alcalinização da urina. Em caso de administração repetida,
monitore os eletrólitos e o equilíbrio acidobásico.
Formulações
A metazolamida é comercializada em comprimidos de 25 e 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2-3 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral. O aumento da dose ao máximo de 4-6 mg/kg
não parece aumentar a ação, mas a administração mais frequente (a cada 8 horas)
pode ser benéfica.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. NosEUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Metenamina
Nomes comerciais e outros nomes
Hipurato de metenamina: Hiprex e Urex; Mandelato de metenamina, Mandelamine e
marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metenamina é um antisséptico urinário. No ambiente ácido da urina, a metenamina
é hidrolisada a formaldeído e amônia, produzindo efeitos antibacterianos e antissépticos.
Um pH urinário baixo, de pelo menos 5,5, é necessário ao efeito ideal. Neste caso,
a metenamina é ativa contra uma ampla variedade de bactérias, sem desenvolvimento
de resistência. É menos ativa contra espécies de Proteus que produzem pH urinário alcalino.
Uma vez que não há absorção sistêmica, não é eficaz em infecções disseminadas. A absorção
é rápida e o efeito máximo é obtido em 0,5-15 horas. Sua meia-vida é de 3-6 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A metenamina é usada como antisséptico urinário. Não há ensaios clínicos bem controlados
que mostrem sua eficácia. No entanto, é usada em animais no tratamento de infecções
do trato urinário inferior. É provável que seja menos eficaz no tratamento de infecções
contínuas. É extremamente importante que o pH urinário esteja baixo para conversão
ao formaldeído.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora a formação de formaldeído na urina possa ser irritante em seres humanos, altas
doses são necessárias (mais de8 g/dia). Em animais, não há relatos de reações adversas.
Contraindicações e Precauções
Altas doses podem irritar a mucosa vesical. Não useem associação com sulfonamidas, pois
pode ocorrer a formação de complexos sulfonamida-formaldeído.
Interações Medicamentosas
Não associe a medicamentos que alcalinizam a urina. Uma vez que acidificantes
urinários são adicionados à metenamina, há redução da atividade de fluoroquinolonas e
aminoglicosídeos. Os comprimidos devem ser revestidos, de modo a impedir a hidrólise
pela acidez estomacal, e ser administrados em jejum.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos conduzidos em animais. A administração
de metenamina em animais é baseada na experiência em seres humanos e em relatos de sua
realização em animais. A urina deve ser acidificada para que a metenamina seja convertida
a formaldeído (monitore o pH periodicamente). O pH ideal é abaixo de 5,5. Para abaixar o
pH, suplemente o paciente com ácido ascórbico ou cloreto de amônio.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico. Realize a urinálise ou a cultura de urina
para orientação do tratamento de infecções do trato urinário inferior.
Formulações
O hipurato de metenamina é comercializado em comprimidos de 0,6 e 1 g. O mandelato de
metenamina não é mais comercializado (as formulações anteriores eram comprimidos de
1 g, grânulos para solução oral e suspensão oral a 50 e 100 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A metenamina é solúvel em água e etanol. Em ambiente ácido, é hidrolisada, formando
formaldeído e amônia. É fisicamente incompatível ao ser misturada a alguns alimentos e
suspensões.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Hipurato de metenamina: 500 mg/cão a cada 12 horas por via oral.
• Mandelato de metenamina: 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• Hipurato de metenamina: 250 mg/gato a cada 12 horas por via oral.
• Mandelato de metenamina: 10-20 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais. É pouco provável que a metenamina seja
eficaz nestes animais, já que a urina deles é mais alcalina.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Diante do baixo risco de resíduos,
não há estimativas de intervalos de carência do tratamento.
Metformina
Nome comercial e outros nomes
Glucophage
Medicamentos comercializados no Brasil
Glifage (h) , Metformina (g)
Classificação funcional
Anti-hiperglicêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metformina é um agente anti-hiperglicêmico usado para o tratamento do diabetes não
dependente de insulina (em seres humanos, diabetes do tipo 2). A metformina é empregada
para reduzir a produção hepática de glicose, diminuir sua absorção intestinal e aumentar a
sensibilidade da insulina, por elevar a captação e a utilização periférica da glicose. Pertence
à classe medicamentosa das biguanidas orais usadas no tratamento do diabetes. A
metformina não atua diretamente sobre as células beta do pâncreas, mas reduz a glicemia
por diminuir a produção hepática de glicose e aumentar sua utilização periférica (p. ex., em
músculos). Isto reduz os requerimentos de insulina sem causar nenhum efeito direto sobre
a secreção de insulina. Tal fenômeno pode aumentar o número de receptores de insulina
nos tecidos. Em doses terapêuticas, a metformina não provoca hipoglicemia. Em gatos, sua
meia-vida é de 2,75 horas.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, a metformina é empregada para o tratamento do diabetes do tipo 2. Em
gatos, é usada para o tratamento do diabetes. No entanto, em gatos tratados com 50 mg de
metformina por animal a cada 12 horas por via oral, provocou efeitos colaterais significativos
e foi eficaz em apenas um quinto dos animais. Nestes animais, é mais comum a
administração de medicamentos da classe das sulfonilureias, como a glipizida (Glucotrol) e
a gliburida (DiaBeta, Micronase). Cães diabéticos raramente respondem ao tratamento com
hipoglicemiantes de administração oral. Em equinos, a taxa de eliminação da metformina é
10 vezes superior à observada em seres humanos e, dada a baixa biodisponibilidade do
medicamento, seu uso não é recomendado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A metformina pode provocar letargia, anorexia, vômitos e perda de peso em gatos. Seu uso
não é comum o suficiente para que outros efeitos sejam documentados. No entanto, em
seres humanos, provoca acidose láctica grave em alguns pacientes. A metformina
também foi associada ao desenvolvimento de anemia megaloblástica, por afetar a
absorção de vitamina B 12 .
Contraindicações e Precauções
A metformina é eliminada pelos rins; assim, em pacientes com insuficiência renal, a dose
deve ser ajustada.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em associação a outros medicamentos que possam afetar a glicemia,
como os glicocorticosteroides.
Instruções de Uso
As doses publicadas para gatos são baseadas em estudos farmacocinéticos que
demonstraram que a absorção do medicamento após a administração oral, nesta espécie,
é de 35 a 70%. A meia-vida do fármaco é de 11,5 horas, sendo a base para a recomendação
de administração a cada 12 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A glicemia deve ser cuidadosamente monitorada. As doses devem ser ajustadas de acordo
com a glicemia. Em alguns animais, a administração de insulina é necessária ao controle
da hiperglicemia.
Formulações
A metformina é comercializada em comprimidos de 500 e 850 mg.
Estabilidade e Armazenamento
A metformina é estável se mantida na embalagem original.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 25 ou 50 mg/gato a cada 12 horas por via oral (5-10 mg/kg a cada 12 horas; a eficácia
é limitada).
Posologia para Grandes Animais
Dada a alta taxa de eliminação e a baixa biodisponibilidade observada em equinos (4%-7%),
seu uso nesta espécie não é recomendado.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar em animais de produção.
Metilprednisolona
Nomes comerciais e outros nomes
Metilprednisolona: Medrol; acetato de metilprednisolona: Depo-Medrol;
metilprednisolona succinato sódico: Solu-Medrol.
Medicamentos comercializados no Brasil
Solu Medrol (Succinato sódico de metilprednisolona) (h)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A metilprednisolona é um glicocorticoide anti-inflamatório. Seus efeitos anti-inflamatórios
são complexos, mas ocorrem principalmente por inibição de células inflamatórias e supressão
da expressão de mediadores inflamatórios. Comparada à predinosolona, a metilprednisolona
é 1,25 vezes mais potente.
Indicações e Usos Clínicos
O acetato de metilprednisolona é uma formulação de ação longa da metilprednisolona. É
lentamente absorvido após a administração intramuscular, produzindo efeitos
glicocorticoides por 3-4 semanas em alguns animais. É empregado na terapia intralesional e
intra-articular e em condições inflamatórias. O succinato sódico de metilprednisolona é
uma formulação hidrossolúvel destinada à terapia aguda, quando doses elevadas são
necessárias ao efeito rápido. É usada para o tratamento do choque e de traumastismos do
SNC. Os comprimidos de administração oral de metilprednisolona são usados para
o tratamento de doenças que requerem terapias curta ou longa com corticosteroide de ação
intermediária. Entre elas, incluem-se as dermatites, as doenças imunomediadas, as doenças
intestinais e as doenças neurológicas e musculoesqueléticas. Embora altas doses tenham
sido usadas para o tratamento de traumatismos medulares, seu benefício é questionável. Em
animais de grande porte, o acetato de metilprednisolona é usado para o tratamento
de doenças inflamatórias do sistema musculoesquelético (administração intra-articular).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são vários, incluindo polifagia, polidipsia/poliúria
e supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). No entanto, o fabricante sugere
que a metilprednisolona provoca menos polidipsia/poliúria do que a prednisolona. Entre
os efeitos colaterais, incluem-se úlcera gástrica, hepatopatia, diabetes, hiperlipidemia,
supressão de hormônio tireoidiano, redução da síntese proteica, retardo da cicatrização e
imunossupressão. Os cães tratados com altas doses de succinato de metilprednisolona
(p. ex., 30 mg/kg) são mais suscetíveis a hemorragias gástricas. Infecções secundárias
podem ser observadas devido a imunossupressão, incluindo demodicose, toxoplasmose,
infecções fúngicas e infecções do trato urinário inferior. Em gatos, a administração
injetável de acetato de metilprednisolona provocou alopecia no local da injeção.
Em equinos, outros efeitos colaterais podem incluir maior suscetibilidade ao
desenvolvimento de laminite (embora uma relação direta com a indução de laminite seja
controversa). Em gatos, a administração de acetato de metilprednisolona provoca
expansão volumétrica, dado o desvio fluido secundário à hiperglicemia. Este efeito parece
aumentar o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva em gatos após
a administração de acetato de metilprednisolona.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes suscetíveis ao desenvolvimento de úlceras e infecções ou
em casos em que a cicatrização de feridas é necessária. Use com cautela em animais
diabéticos, com insuficiência renal ou prenhez. Use com cautela em gatos, devido à
expansão volumétrica, principalmente naqueles suscetíveis ao desenvolvimento
de insuficiência cardíaca congestiva.
Interações Medicamentosas
Como outros corticosteroides, em caso de administração concomitante de antiinflamatórios
não esteroidais (AINEs), há maior risco de ulceração gástrica.
Instruções de Uso
O uso da metilprednisolona é similar ao de outros corticosteroides. Os ajustes de dose devem
ser feitos considerando as diferenças de potência. A administração do acetato
de metilprednisolona deve ser cuidadosamente avaliada, já que uma única injeção provoca
efeitos glicocorticoides que persistem por vários dias a semanas. Resultados de estudos
clínicos conduzidos em animais tratados com succinato sódico de metilprednisolona não
foram relatados.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore o
aparecimento de sinais de infecções secundárias. Realize um teste de estimulação com
hormônio adrenocorticotrópico para monitorar a função adrenal. Gatos devem ser
monitorados quanto ao desenvolvimento de diabetes e cardiopatia durante o tratamento
com acetato de metilprednisolona.
Formulações
A metilprednisolona é comercializada em comprimidos de 1, 2, 4, 8, 18 e 32 mg.
O acetato de metilprednisolona é comercializado em suspensão injetável a 20 e
40 mg/mL.
O succinato sódico de metilprednisolona é comercializado em ampolas com solução
injetável contendo 1 e 2 g e 125 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A metilprednisolona é insolúvel em água e ligeiramente solúvel em etanol. O acetato
de metilprednisolona é ligeiramente solúvel em água. O succinato sódico
de metilprednisolona é altamente solúvel em água. Após a reconstituição, o succinato sódico
de metilprednisolona deve ser usado em até 48 horas e mantido em temperatura ambiente.
O armazenamento por períodos prolongados pode provocar decomposição. Pode ser
armazenada a -20 °C por 4 semanas sem perda de potência.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Metilprednisolona: 0,22-0,44 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• Acetato de metilprednisolona: 1 mg/kg (ou 20-40 mg/cão) por via intramuscular a
cada 1-3 semanas.
• Succinato sódico de metilprednisolona (uso emergencial): 30 mg/kg por via intravenosa,
com repetição após 2-6 horas de 15 mg/kg, também por via intravenosa. Terapia
de reposição ou anti-inflamatória: 0,25-0,5 mg/kg/dia.
Gatos
• Metilprednisolona: 0,22-0,44 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• Acetato de metilprednisolona: 10-20 mg/gato por via intramuscular a cada 1-3
semanas.
• Succinato sódico de metilprednisolona (uso emergencial): 30 mg/kg por via intravenosa,
com repetição após 2-6h de 15 mg/kg, também por via intravenosa. Terapia
de reposição ou anti-inflamatória: 0,25-0,5 mg/kg/dia.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 200 mg, como dose única, por via intramuscular.
• Dose intra-articular: dose total de 40 a 240 mg, com dose média de 120 mg, no espaço
articular, utilizando técnica estéril.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Metiltestosterona
Nomes comerciais e outros nomes
Android e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio, agente anabolizante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anabolizante andrógeno. A administração injetável de metiltestosterona mimetiza
a ação da testosterona.
Indicações e Usos Clínicos
A metiltestosterona é usada por suas ações anabólicas ou na reposição de testosterona
(deficiência andrógena). A testosterona é usada na estimulação da eritropoiese. Outros
agentes similares incluem o cipionato de testosterona e o propionato de testosterona.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são causados pela ação androgênica excessiva da testosterona. Em
cães, machos podem apresentar hiperplasia prostática e fêmeas, masculinização. A
hepatopatia é mais comumente associada à administração de formulações orais
de testosterona metilada.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Em medicina veterinária, o uso de andrógenos não foi avaliado em estudos clínicos. Seu uso
clínico é baseado principalmente em dados empíricos ou na experiência com seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações de enzimas hepáticas e o aparecimento de sintomas de colestase
e hepatopatia durante o tratamento.
Formulações
A metiltestosterona é comercializada em comprimidos de 10 e 25 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-25 mg/cão a cada 24-48 horas por via oral.
Gatos
• 2,5-5 mg/gato a cada 24-48 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção. O uso de anabolizantes em animais de produção
é proibido no Brasil.
No Brasil, a metiltestosterona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita
a receita de controle especial em duas vias.
A metiltestosterona é um medicamento controlado em Esquema III.
Classificação RCI: 4
Metimazol
Nomes comerciais e outros nomes
Tapazole, Felimazole, Thiamazole e genéricos.
Medicamentos comercializados no Brasil
Tapazol (h)
Classificação funcional
Antitireoidiano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antitireoidiano. É substrato para a tireoide peroxidase (TPO), inibindo-a e
reduzindo a incorporação de iodo em moléculas de tirosina para formação de tiroxina (T4) e
triiodotironina (T3). O metimazol inibe o acoplamento de resíduos monoiodados e diiodados
para formação de T3 e T4. O metimazol não inibe a liberação do hormônio tireoidiano préformado,
nem afeta os hormônios tireoidianos já circulantes ou armazenados na tireoide ou
a conversão periférica de T4 em T3. De modo geral, são necessárias 2-4 semanas para que os
níveis séricos de T4 atinjam os níveis normais em gatos hipertireoidianos tratados com o
medicamento. O carbimazol é um fármaco semelhante usado na Europa, que é convertido a
metimazol em animais. O metimazol também apresenta efeitos imunossupressores. O
tratamento pode reduzir os títulos de anticorpos antirreceptor de tirotropina. O metimazol
apresenta meia-vida de 2,3 horas em gatos com hipertireoidismo e de 4,7 horas em gatos
normais.
Indicações e Usos Clínicos
O metimazol é empregado para o tratamento do hipertireoidismo, principalmente em gatos.
Há boas evidências de sua eficácia quando administrado a gatos nas doses recomendadas.
Nestes animais, o metimazol é preferido à propiltiouracila (PTU) por provocar menos efeitos
colaterais. As evidências mostram que a administração do medicamento 2 vezes ao dia é
mais eficaz do que a realizada 1 vez ao dia. Para uso em gatos, o metimazol é formulado
como gel transdérmico para absorção cutânea (p. ex., associado a organogel plurônico
[PLO]). Estas formulações são preparadas por farmácias de manipulação. Dados publicados
indicam que o metimazol transdérmico não é tão eficaz nem tem ação tão rápida quanto a
administração oral, mas esta formulação é usada com sucesso na redução das
concentrações de T4 em muitos gatos. Como medicação alternativa, utiliza-se o carbimazol,
que é convertido à sua forma ativa, o metimazol. Produz efeitos gastrointestinais com
menor frequência. No entanto, a experiência com o carbimazol nos EUA é limitada (ver
maisdetalhes na seção sobre esta substância).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em gatos, os problemas gastrointestinais são os mais comuns e podem incluir anorexia e
vômitos. A maioria dos efeitos colaterais provocados pelo metimazol é dependente da
dose e pode ser reduzida pela diminuição da dosagem. Nestes animais, poliartrite,
alopecia e descamação e formação de crostas na cabeça e na face foram observadas, e
podem surgir manifestações de reação alérgica. Reações similares ao lúpus também
podem ser verificadas, como vasculite e alterações da medula óssea. Ainda em gatos,
anomalias da contagem de plaquetas e leucopenia podem ser observadas após 1 - 3 meses
de tratamento. Anomalias sanguíneas podem ser relacionadas à trombocitopenia, embora
testes realizados em gatos não demonstrem prolongamento dos tempos de coagulação
(de protrombina e tromboplastina parcial ativada). A administração de metimazol como
gel transdérmico foi associada a uma menor incidência de efeitos colaterais do que a de
comprimidos por via oral. O tratamento com metimazol pode mascarar o
desenvolvimento de hipotireoidismo e insuficiência renal em alguns gatos. Durante o
tratamento prolongado, a função renal deve ser monitorada.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com trombocitopenia ou alterações hemorrágicas. Outros
medicamentos, como betabloqueadores, podem ser associados ao metimazol. Alerte aos
proprietários que o gel transdérmico de metimazol pode ser absorvido pela pele humana.
Caso o animal apresente uma reação adversa à PTU, é possível que também haja alguma
reatividade cruzada com o metimazol. O medicamento provoca alterações fetais e não
deve ser administrado aanimais prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso em gatos é baseado em estudos clínicos conduzidos em animais com hipertireoidismo
e informações dadas pelo fabricante do medicamento para felinos. O metimazol substituiu,
em grande parte, a PTU. Ajuste a dose de manutenção monitorando as concentrações
plasmáticas de T4. Por não inibir a liberação de hormônio pré-formado, seu efeito máximo
pode levar 2-4 semanas para ser observado. Ao avaliar a frequência de administração do
metimazol, o tratamento com 2,5 mg a cada 12 horas, por via oral, foi mais eficaz do que o
realizado com 5 mg a cada 24 horas pela mesma via. Se preparado como gel transdérmico,
recomenda-se a formulação em PLO, composto por 0,15 g de metimazol, 100 g de lecitina
de soja, 100 g de palmitato de isopropil, 0,66 g de ácido sórbico em pó e 20% de gel
plurônico F127. A concentração final deve ser de 5 mg/0,1 mL de gel transdérmico,
aplicado na porção interna do pavilhão auricular. O gel transdérmico pode ser menos eficaz
do que os comprimidos para administração oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de T4. Verifique-os novamente após o primeiro mês
de tratamento. Depois da estabilização do tratamento, os níveis de T3 e T4 são suprimidos
24 horas após a administração de cada dose do medicamento. Portanto, o momento
da coleta de sangue após a administração oral de metimazol em gatos não parece ser um
fator significativo na avaliação da resposta terapêutica. As concentrações de TSH também
podem ser usadas na análise da eficácia da terapia (o TSH felino apresenta 96% de
homologia ao TSH canino). Monitore o hemograma e a contagem de plaquetas a cada 14
dias durante o primeiro mês de tratamento. Monitore a função renal, dada a maior
possibilidade de desenvolvimento de nefropatias observada em alguns gatos. O metimazol
pode afetar os testes de cintigrafia tireoidiana. Após o tratamento, um estímulo do TSH
tecidual pode elevar a captação de 99mTcO4 pela tireoide.
Formulações
O metimazol é comercializado em comprimidos revestidos de 2,5 e 5 mg (forma veterinária)
e 5 e 10 mg (forma humana).
Estabilidade e Armazenamento
O metimazol é estável se mantido em sua embalagem original. No entanto, em formulações
compostas para gatos, sua potência e estabilidade podem ser menores. No gel transdérmico
composto, sua potência é assegurada por duas semanas.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 2,5 mg/gato a cada 12 horas por via oral durante 7-14 dias, passando a 5-10 mg/gato
a cada 12 horas pela mesma via, com monitoramento das concentrações de T4.
• Em alguns gatos, após a normalização dos níveis de T4, a dose pode ser reduzida a 10-
15 mg/gato vez/dia.
• Administração transdérmica: 2,5 mg/gato 2 vezes/dia. Alterne os pavilhões auriculares
a cada administração.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência em animais de produção não foram estabelecidos (uso extrabula).
Este medicamento não deve ser administrado a animais de produção.
Metocarbamol
Nome comercial e outros nomes
Robaxin-V
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Relaxante muscular
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Relaxante da musculatura esquelética. O metocarbamol deprime os reflexos polissinápticos,
provocando o relaxamento muscular.
Indicações e Usos Clínicos
O metocarbamol é usado para o tratamento de espasmos da musculatura esquelética e
no aumento do tônus muscular. É também empregado para o tratamento da dor associada
a espasmos musculares e miosite. Doses maiores que as listadas a seguir são recomendadas
para o tratamento do tétano. No entanto, não há evidências acerca de sua eficácia em
animais. Em algumas indicações (p. ex., espasmos musculares), o metocarbamol foi
substituído por outros relaxantes musculares, como a orfenadrina (Norflex). Em equinos, a
meia-vida do metocarbamol é de apenas 60-90 minutos, e a administração frequente pode
ser necessária.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O metocarbamol pode provocar sedação e depressão do SNC. Salivação excessiva, êmese,
fraqueza e ataxia foram observadas. Os efeitos colaterais geralmente são de curta
duração.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela com outros medicamentos que deprimem o SNC.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos realizados em animais. Em medicina veterinária,
a administração desta substância (assim como as doses recomendadas) é baseada em dados
empíricos ou na experiência em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O metocarbamol é comercializado em comprimidos de 500 e 750 mg e solução injetável
a 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 44 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou intravenosa no primeiro dia, passando a 22-
44 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Até 130 mg/kg em casos graves.
Posologia para Grandes Animais
• 11-22 mg/kg a cada 8 horas por via intravenosa ou, caso necessário, em maior
frequência. Em equinos, doses maiores, de 30 mg/kg por via intravenosa e 50-
100 mg/kg por via oral foram administradas, mas tendem a provocar depressão branda
a moderada.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Metoexital Sódico
Nome comercial e outros nomes
Brevital
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico, barbiturato
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico barbitúrico. A anestesia é provocada por depressão do SNC, sem analgesia, com
cessação de efeitos decorrente da redistribuição no organismo. O metoexital é cerca de 2-3
vezes mais potente do que o pentotal, mas sua ação é mais curta.
Indicações e Usos Clínicos
O metoexital é usado como anestésico intravenoso em animais, sendo administrado
em bolus ou infusão em taxa constante (ITC). Outros anestésicos adjuvantes,
como tranquilizantes, são frequentemente administrados antes do metoexital.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados à ação anestésica do medicamento. Graves efeitos
colaterais são causados pelas depressões respiratória e cardiovascular.
Contraindicações e Precauções
Sobredosagens podem ocorrer com a administração rápida ou repetida. Evite
o extravasamento vascular.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O índice terapêutico é baixo. Somente utilize caso seja possível monitorar as funções
cardiovascular e respiratória. O metoexital é frequentemente associado a adjuvantes
anestésicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração de pacientes anestesiados com barbitúricos.
Formulações
O metoexital é comercializado em frascos contendo 0,5, 2,5 e 5 mg em solução injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 3-6 mg/kg (administrados de forma lenta) por via intravenosa. Doses de até 15 mg/kg
por via intravenosa foram administradas a cães por 30 segundos.
• ITC: 0,25 mg/kg/min por 30 minutos e, a seguir, 0,125 mg/kg/min.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Medicamento controlado em Esquema III.
Classificação RCI: 2
Metotrexato
Nomes comerciais e outros nomes
MTX, Mexate, Folex, Rheumatrex e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Miantrex (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antineoplásico. Ação antimetabólica. A estrutura do metotrexato é similar à do ácido fólico,
e o princípio ativo se liga à enzima diidrofolato redutase (DHFR), inibindo-a. A DHFR é uma
enzima redutora necessária à síntese de purina. A forma reduzida do ácido fólico
(tetraidrofolato, FH4) é uma importante coenzima para reações bioquímicas, principalmente
para as sínteses de DNA, RNA e proteínas.
Indicações e Usos Clínicos
O metotrexato é usado no tratamento de diversos carcinomas, leucemias e linfomas. Em
seres humanos, o metotrexato é também comumente empregado no tratamento de doenças
autoimunes, como a artrite reumatoide. Em animais, seu uso é principalmente empírico.
Não existem estudos clínicos ou ensaios de eficácia bem-controlados que documentem sua
ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em animais, os principais efeitos colaterais observados são anorexia, náuseas,
mielossupressão e vômitos. Os antineoplásicos provocam efeitos colaterais previsíveis (e
ocasionalmente inevitáveis), incluindo supressão da medula óssea, leucopenia e
imunossupressão. A hepatotoxicidade foi relatada em seres humanos, mas não
em medicina veterinária. Em seres humanos, doses mais altas do que as usadas
em medicina veterinária são frequentemente administradas; nestes pacientes, o risco
de intoxicação é elevado e a terapia de salvamento com leucovorin (ácido tetraidrofólico)
é comumente instituída. O leucovorin é empregado por ser um antagonista da ação do
metotrexato sobre a enzima DHFR.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes. O metotrexato tem sido usado na indução do aborto.
Interações Medicamentosas
O uso concomitante de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode provocar grave
intoxicação por metotrexato. Não associe à pirimetamina, trimetoprima, sulfonamidas ou
a outros medicamentos que possam afetar a síntese de ácido fólico.
Instruções de Uso
O uso do metotrexato em animais é baseado em estudos experimentais. Existem poucas
informações clínicas. Consulte dosagens e esquemas terapêuticos específicos em protocolos
antineoplásicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma em busca de evidências de mielossupressão.
Formulações
O metotrexato é comercializado em comprimidos de 2,5 mg e solução injetável a 2,5 e
25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2,5-5 mg/m 2 cada 48 horas por via oral (a dose depende do protocolo antineoplásico
utilizado).
• 0,3-0,5 mg/kg, 1 vez/semana por via intravenosa.
Gatos
• 0,8 mg/kg por via intravenosa a cada 2-3 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Por se
tratar de agente antineoplásico, este medicamento não deve ser usado em animais
destinados ao consumo humano.
Classificação RCI: 4
Metoxamina
Nome comercial e outros nomes
Vasoxyl
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Vasoconstrictor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista alfa1-adrenérgico. A metoxamina estimula receptores alfa1 na musculatura lisa
vascular, provocando constrição dos leitos vasculares.
Indicações e Usos Clínicos
A metoxamina é usada principalmente em pacientes que necessitam de cuidados críticos
ou durante a anestesia, para aumentar a resistência periférica e a pressão arterial.
Em medicina veterinária, há pouca experiência de administração da metoxamina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados à estimulação excessiva de receptores alfa1
(vasoconstrição periférica prolongada). Bradicardia reflexa pode ser observada.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO), como a selegilina.
Instruções de Uso
A metoxamina tem ação rápida e de curta duração.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a pressão arterial do paciente.
Formulações
A metoxamina não é mais comercializada nos EUA. A solução pode ser preparada em
farmácias de manipulação. Era comercializada em solução injetável contendo 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 200-250 μg/kg (0,2-0,25 mg/kg) por via intramuscular ou 40-80 μg/kg por via
intravenosa; repita a administração conforme necessário.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Equinos
• 100-200 μg/kg (0,1-0,2 mg/kg) por via intramuscular, em dose única ou repetida
conforme necessário.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, intervalos
de carência do tratamento não são sugeridos.
Metoxiflurano
Nome comercial e outros nomes
Metofane
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico inalatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico inalatório. Assim como os demais anestésicos desta classe, o mecanismo de ação
do metoxifluorano é desconhecido. Estes anestésicos provocam depressão generalizada e
reversível do SNC e apresentam solubilidade sanguínea, potência, taxa de indução e
recuperação variáveis. Os anestésicos inalatórios com baixos coeficientes de partição
gás/sangue são associados a taxas de indução e recuperação mais rápida.
Indicações e Usos Clínicos
O metoxifluorano não é usado como anestésico inalatório com frequência. Nos últimos
10 anos, passou a ser menos utilizado e foi substituído por outros agentes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados à sua ação anestésica (p. ex., depressões
cardiovascular e respiratória). Há relatos de desenvolvimento de lesão hepática em
animais anestesiados com metoxifluorano.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Em alguns países, a bula relata que animais anestesiados com metoxifluorano não devem
ser tratados com flunixina.
Instruções de Uso
O uso de anestésicos inalatórios requer monitoramento cuidadoso. A dose é determinada
pela profundidade da anestesia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração em animais anestesiados com estas
substâncias. Monitore as concentrações de enzimas hepáticas.
Formulações
Atualmente, o metoxiflurano não é mais comercializado. Anteriormente, era vendido
em frascos contendo 120 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• Indução: 3%; manutenção: 0,5-1,5%.
Posologia para Grandes Animais
• Concentração alveolar mínima (CAM): 0,2-0,3%.
Informações sobre Restrição Legal
Intervalos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. A eliminação é
rápida e intervalos curtos foram sugeridos. Nos EUA, para uso extrabula com estimativas de
intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
No Brasil, o metoxiflurano está listado como substância de controle especial (lista C1)
sujeito a receita de controle especial em duas vias.
Metronidazol, Benzoato de Metronidazol
Nome comercial e outros nomes
Flagyl e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Flagyl (h) , Stormogyl (v) , Metronidazol (g)
Classificação funcional
Antibacteriano, antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano e antiprotozoário. É um nitroimidazólico de segunda geração cuja atividade
envolve a geração de radicais livres nitrogenados através do metabolismo bacteriano
ou protozoótico. O metronizadol destrói o DNA dos patógenos através de reações com
metabólitos intracelulares. Sua ação é específica à bactérias anaeróbicas e protozoários.
A resistência é rara. É ativo contra alguns protozoários, incluindo Trichomonas, Giardia e
protozoários intestinais. Também apresenta atividade in vitro contra bactérias anaeróbicas e
Helicobacter. A absorção oral do metronizadol é quase completa em animais (75-85% em
equinos e 60-100% em cães). Em equinos, sua absorção oral é de 30%. Sua meia-vida é
de 3-4 horas em equinos e de 4-5 horas em cães. O benzoato de metronidazol é formulado
para gatos para melhorar a palatabilidade. Nesta forma, sua absorção oral (12,4 mg/kg
de base) é de 64%, com meia-vida de 5 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O metronizadol é indicado para o tratamento da diarreia e outros problemas intestinais
causados por protozoários, como Giardia, Trichomonas e Entamoeba. Pode ser usado
em pequenos animais e equinos no tratamento de diversas infecções provocadas por
anaeróbicos. O metronizadol apresenta alguma atividade imunomoduladora no intestino de
animais e é usado no tratamento de doenças inflamatórias intestinais. O benzoato de
metronizadol é empregado em gatos por ser mais palatável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O efeito colateral mais grave é causado por intoxicação do SNC. Altas doses provocaram
letargia, depressão do SNC, ataxia, tremores, convulsões, vômitos e fraqueza. Em animais,
a intoxicação do SNC é observada após a administração de altas doses (> 60 mg/kg/dia).
Os sinais do SNC estão relacionados à inibição da ação do GABA e são responsivos à
administração de benzodiazepínicos (diazepam, 0,4 mg/kg a cada 8 horas durante 3
dias). Como outros nitroimidazólicos, pode provocar alterações mutagênicas celulares,
mas o significado clínico deste efeito é incerto. Como outros medicamentos desta classe,
apresenta gosto amargo e pode provocar vômitos e anorexia. O benzoato de metronizadol
foi usado em gatos de forma segura, em dose de 25 mg/kg a cada 12 horas durante 7
dias. No entanto, o efeito de sais de benzoato em gatos é preocupante, por serem
derivados do ácido benzoico. O ácido benzoico pode ser tóxico a gatos e provocar ataxia,
cegueira, problemas respiratórios e outras alterações do SNC. Apesar desta preocupação,
estima-se que 500 mg/kg/dia de benzoato de metronidazol teriam que ser
administrados para que a dose de ácido benzoico fosse tóxica para gatos. Ainda assim, a
terapia com benzoato de metronidazol deve ser imediatamente interrompida em
qualquer gato que apresente sinais relacionados ao SNC ou sugestivos de intoxicação.
Contraindicações e Precauções
Anomalias fetais não foram observadas em animais submetidos ao tratamento nas doses
recomendadas, mas, ainda assim, recomenda-se cautela durante a administração
de metronidazol em animais prenhes.
Interações Medicamentosas
Como outros nitroimidazólicos, o metronidazol pode potencializar a ação da varfarina e a
ciclosporina por inibição do metabolismo do fármaco.
Instruções de Uso
O metronidazol é uma das substâncias mais comumente utilizadas no tratamento
de infecções anaeróbicas. Embora eficaz contra a giardíase, outros medicamentos usados
para o tratamento desta doença são o albendazol, o fembendazol e a quinacrina. Efeitos
tóxicos no SNC são possíveis, mas dependentes da dose. A dose máxima a ser administrada é
de 50-65 mg/kg/dia em qualquer espécie. O metronidazol não é palatável e pode
apresentar gosto metálico. Em gatos, a palatabilidade de comprimidos esmagados ou partidos
é um problema. O benzoato de metronidazol é mais palatável e melhor tolerado. Esta
formulação não é comercializada nos EUA. No entanto, pode ser encontrada em farmácias
de manipulação. A solução de benzoato de metronidazol a 25 mg/mL contém 40 mg de
benzoato. Dada a diferença de peso entre o benzoato de metronidazol e o cloridrato de
metronidazol, um fator de correção de 1,6 vezes é usado para converter a dose da forma
em cloridrato à benzoato. O benzoato de metronidazol contém 62% de metronidazol;
portanto, a administração de 20 mg/kg de benzoato de metroniazol equivale à de
12,4 mg/kg de metronidazol.
Devido a sua acidez, o metronidazol não deve ser injetado diretamente. Ver a seção
de Estabilidade e Armazenamento para instruções quando misturado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a ocorrência de efeitos colaterais neurológicos.
Formulações
O metronidazol é comercializado em comprimidos de 250 e 500 mg, cápsulas de 375 mg,
suspensão a 50 mg/mL e solução injetável a 5 mg/mL.
O benzoato de metronidazol não é comercializado nos EUA, mas pode ser produzido
em farmácias de manipulação para uso veterinário. O benzoato de metronidazol contém
62% de metronidazol. É formulado em Oral-Plus ou Oral-Sweet (excipientes)
em concentração de 16 mg/mL e estável em temperatura ambiente por 90 dias.
Estabilidade e Armazenamento
A base é ligeiramente solúvel em água. A forma benzoato é praticamente insolúvel, e a forma
cloridrato é hidrossolúvel. O metronidazol pode ser esmagado e misturado a algum
flavorizante, para mascarar o sabor. Quando misturado a xaropes ou água, com as exceções
aqui listadas, é decomposto em 28 dias. O benzoato de metronidazol preparado em veículos
como Oral-Plus e Oral-Sweet é estável por 90 dias. A base metronidazol (dos comprimidos)
também foi misturada a estes veículos, com estabilidade de 90 dias. As formas injetáveis
reconstituídas são estáveis por 96 horas, mas, se diluídas, devem ser descartadas após 24
horas.
O hidrocloreto de metronidazol, quando reconstituído, é muito ácido (pH 0,5-2,0) para
injeção direta. A injeção de 5 mg/mL deve ser ainda diluída em 100 mL (em soro fisiológico
a 0,9%, glicose a 5% ou Ringer com lactato) e neutralizada com 5 mEq de bicarbonato
de sódio para cada 500 mg, para que o pH chegue a 6-7. As formas injetáveis reconstituídas
são estáveis por 96 horas, mas, se diluídas, devem ser descartadas após 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Anaeróbios: 15 mg/kg a cada 12 horas ou 12 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• Giardia: 12-15 mg/kg a cada 12 horas, por 8 dias por via oral.
Gatos
• Anaeróbios: 10-25 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Giardia: 17 mg/kg (um terço de comprimido por gato) a cada 24 horas, por 8 dias por
via oral.
• Benzoato de metronidazol (para tratamento de giardíase): 25 mg/kg a cada 12 horas
por via oral durante 7 dias. O benzoato de metronidazol contém 62% de metronidazol;
portanto, 20 mg/kg de benzoato de metronidazol equivalem a 12,4 mg/kg de
metronidazol.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento de infecções provocadas por anaeróbicos e protozoários: 10 mg/kg a cada
12 horas por via oral. Nota: alguns clínicos utilizaram doses maiores, mas, nestes casos,
a ocorrência de efeitos colaterais é mais provável.
Bovinos
• Tratamento de tricomoníase (touros): 75 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa,
com administração de três doses.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção. A administração de metronidazol a estes animais
é proibida. O gado tratado não deve ser abatido para consumo.
Mexiletina
Nome comercial e outros nomes
Mexitil
Medicamentos comercializados no Brasil
Mexitil (h)
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiarrítmico. A mexiletina é um agente antiarrítmico de classe IB. Bloqueia o
canal rápido de sódio e deprime a fase 0 da despolarização.
Indicações e Usos Clínicos
A mexiletina é usada para o tratamento de arritmias. No entanto, seu uso em medicina
veterinária não é comum. A primeira escolha para o tratamento agudo das arritmias
ventriculares geralmente é a lidocaína.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem provocar excitação e tremores. A mexiletina pode ser
antiarritmogênica em alguns animais. Em seres humanos, medicamentos similares
(flecainida e encainida) podem ser pró-arritmogênicos e associados à mortalidade alta.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais hepatopatas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais. Em medicina veterinária,
a administração de mexiletina, assim como as doses recomendadas, é baseada na
experiência com seres humanos e nos dados empíricos obtidos de animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o ECG durante o tratamento.
Formulações
A mexiletina é comercializada em cápsulas de 150, 200 e 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É solúvel
em água e etanol.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-8 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral (use com cautela).
Gatos
• Doses seguras não foram estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4.
Mibolerona
Nome comercial e outros nomes
Cheque-drops
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Esteroide andrógeno. A mibolerona mimetiza os andrógenos do organismo.
Indicações e Usos Clínicos
A mibolerona é usada na supressão do estro.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Muitas cadelas apresentam aumento de volume do clitóris ou corrimento relacionado ao
tratamento.
Contraindicações e Precauções
Não administre a cães da raça Bedlington Terriers. Não administre a gestantes. Não use
em pacientes com adenoma ou carcinoma perianal. Não use em gatos. A mibolerona é
usada de modo abusivo por seres humanos, para aumento de massa muscular. Portanto,
tenha muito cuidado ao prescrevê-la.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O tratamento é geralmente instituído 30 dias antes do início do estro. Seu uso por mais de 2
anos não é recomendado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente a concentração de enzimas hepáticas caso a mibolerona seja
usada de forma crônica.
Formulações
A mibolerona não é mais comercializada. No entanto, pode ser encontrada em outras fontes.
Originalmente, era vendida em solução oral a 100 μg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,6-5 mg/kg/dia por via oral.
• Cadelas com peso entre 0,45-11,3 kg: 30 μg/dia por via oral.
• Cadelas com peso entre 11,8-22,7 kg: 60 μg/dia por via oral.
• Cadelas com peso entre 23-45,3 kg: 120 μg/dia por via oral.
• Cadelas com peso superior a 45,8 kg: 180 μg/dia por via oral.
Gatos
Doses seguras não foram estabelecidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
No Brasil, a mibolerona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita
a receita de controle especial em duas vias.
Micofenolato de Mofetila
Nome comercial e outros nomes
CellCept
Medicamentos comercializados no Brasil
CellCept (h) , Micofenolato de Mofetila (g)
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O micofenolato é uma pró-droga biotransformada em ácido micofenólico (MPA). É usado
para a supressão da imunidade para realização de transplantes e para o tratamento
de doenças imunomediadas. Quando biotransformado a MPA, o micofenolato inibe
a inosina monofosfato desidrogenase (IMDPH), uma importante enzima para a síntese de
novo de purinas nas células imunes, principalmente linfócitos T e B ativados, que são
bastante dependentes da síntese de nucleotídios. Assim, o micofenolato é eficaz
na supressão da proliferação linfocitária e reduz a síntese de anticorpos. Em seres humanos,
é usado como substituto da azatioprina, principalmente na imunossupressão de pacientes a
serem submetidos a transplantes de fígado ou rim, mas outras utilizações estão sendo
exploradas. O micofenolato é geralmente associado a glicocorticoides e/ou à ciclosporina.
Sua meia-vida em cães é de apenas 45 minutos, mas seu metabólito persiste por mais tempo
(8 horas).
Indicações e Usos Clínicos
O micofenolato é usado para o tratamento de doenças imunomediadas em animais.
Em cães, o micofenolato é empregado de forma limitada para o tratamento de algumas
doenças imunomediadas. De acordo com estudos farmacocinéticos conduzidos em cães,
a taxa de eliminação do micofenolato é rápida (meia-vida inferior a 1 hora), o que pode
requerer a administração de diversas doses para que a terapia seja eficaz. Para o tratamento
do pênfigo foliáceo, o micofenolato foi administrado em dose de 22-39 mg/kg/dia, dividido
em três tratamentos. Foi bem tolerado, mas apenas três dos oito cães participantes do ensaio
o completaram e apresentaram melhora. A azatioprina é mais comumente usada como
agente imunossupressor.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em cães, alterações gástricas (diarreia e vômitos) são os efeitos colaterais mais
comumente observados. A administração de micofenolato em medicina veterinária,
porém, é rara.
Contraindicações e Precauções
O micofenolato é um potente medicamento imunossupressor e pode aumentar
a suscetibilidade a infecções.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. É frequentemente associado a
corticosteroides.
Instruções de Uso
O micofenolato é usado em alguns pacientes que não podem tolerar outras substâncias
imunossupressoras, como a azatioprina ou a ciclosporina. É associado a corticosteroides e à
ciclosporina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais de infecções.
Formulações
O micofenolato é comercializado em cápsulas de 250 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
É ligeiramente solúvel em água. É mais estável em pH baixo (< 4). O micofenolato pode ser
preparado em xarope, para melhor palatabilidade, sendo estável por 121 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 mg/kg a cada 8 horas ou 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Intervalos de carência do tratamento não foram estabelecidos, já que este medicamento
não deve ser administrado a animais de produção.
Milbemicina Oxima
Nomes comerciais e outros nomes
Interceptor, Interceptor Flavor Tabs e SafeHeart. A milbemicina é também um dos
componentes do Sentinel.
Medicamentos comercializados no Brasil
Program Plus (v) , Milbemax C (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos similares à ivermectina) e as
milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham
algumas propriedades e o mecanismo de ação. Estes medicamentos são tóxicos para parasitas
por atuarem em canais de cloreto controlados por glutamato. A paralisia e morte dos
parasitas são causadas pelo aumento da permeabilidade dos canais de cloreto, incluindo os
controlados por GABA. Os mamíferos geralmente não são afetados pelo medicamento, por
não possuírem canais de cloreto controlados por glutamato; além disso, a milbemicina
apresenta baixa afinidade pelos demais canais de cloreto destes animais. Uma vez que estas
substâncias não atravessam a barreira hematoencefálica, os canais controlados por GABA no
SNC do mamífero não são afetados. A milbemicina é ativa contra parasitas intestinais,
ácaros, bernes, microfilárias e larvas em desenvolvimento, mas não é eficaz contra
trematódeos ou cestódeos.
Indicações e Usos Clínicos
A milbemicina é usada na prevenção da dirofilariose, como acaricida e como microfilaricida.
É também empregada para o tratamento de infecções por ancilóstomos, nematelmintos e
nematoides. É associada a substâncias utilizadas para controle de pulgas (ver Sentinel e
Program Plus, que contêm milbemicina oxima e lufenuron). Em altas doses, é usada para o
tratamento da demodicose em cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Na dose de 5 mg/kg, é bem tolerada pela maioria dos cães (10 vezes a dose necessária no
tratamento da dirofilariose). Em doses de 10 mg/kg (20 vezes a dose necessária para o
tratamento da dirofilariose), a milbexima provocou depressão, ataxia e salivação em
alguns cães. Intoxicações podem ser observadas em doses maiores e, em raças em que a
milbexima atravessa a barreira hematoencefálica, em dosagens baixas, de 1,5 mg/kg/dia.
Entre as raças sensíveis, incluem-se Collies, Pastores Australianos, Old English Sheepdogs,
Whippets de pelo longo e Pastores de Shetland. A milbemicina é neurotóxica e provoca
depressão, ataxia, perda de visão, coma e morte. A sensibilidade à milbexima observada
em algumas raças se deve a uma mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos
(MDR1, também chamado gene ABCB1), que codifica uma bomba membrânica de p-
glicoproteína. Esta mutação afeta a bomba de efluxo da barreira hematoencefálica. A
milbexima, portanto, se acumula no cérebro de animais suscetíveis. Em animais normais,
altas doses podem produzir efeitos similares. No entanto, nas doses usadas na prevenção
da dirofilariose, a ocorrência de intoxicação é improvável. Alguns cães podem apresentar
diarreia após a administração das altas doses necessárias para o tratamento da
demodicose.
Contraindicações e Precauções
Não use em cães sensíveis à ivermectina ou a outras substâncias desta classe. O
tratamento com três doses diárias da reprodução até uma semana antes do desmame,
não provocou quaisquer efeitos colaterais em cadelas prenhes, fetos ou filhotes. A
administração única de dose, três vezes superiores à taxa mensal antes ou logo após o
parto, não provocou efeitos colaterais nos filhotes. A milbexima é excretada no leite.
Filhotes de cães submetidos ao tratamento com milbexima em dose 19 vezes superior à
recomendada apresentaram efeitos colaterais, mas os sinais foram transientes,
perdurando por apenas 24-48 horas.
Interações Medicamentosas
Não associe a medicamentos que podem aumentar a permeabilidade da barreira
hematoencefálica, como inibidores da p-glicoproteína (cetoconazol, ciclosporina,
quinidina) e alguns antibióticos macrolídios (ver lista de inibidores de p-glicoproteína no
Apêndice).
Instruções de Uso
As doses utilizadas dependem do agente etiológico da doença. O tratamento da demodicose
requer doses maiores do que as usadas na prevenção da dirofilariose e administração diária.
O emprego de protocolo de administração de 1 mg/kg/dia até a cura clínica e de
3 mg/kg/semana até a cura parasitológica requer 4 meses para cura clínica e 8 meses para
cura parasitológica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Verifique a situação da dirofilariose antes da instituição do tratamento com milbexima
em cães.
Formulações
A milbexima é comercializada em comprimidos de 2,3, 5,75, 11,5 e 23 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Prevenção de dirofilariose e controle de endoparasitas: 0,5 mg/kg a cada 30 dias por via
oral.
• Demodicose: 2 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 60-120 dias ou
1 mg/kg/dia até a cura clínica, passando a 3 mg/kg 1 vez/semana até a cura
parasitológica (raspado negativo).
• Sarna sarcóptica: 2 mg/kg a cada 7 dias durante 3-5 dias por via oral.
• Queiletielose: 2 mg/kg/semana por via oral.
Gatos
• Prevenção de dirofilariose e controle de endoparasitas: 2 mg/kg a cada 30 dias por via
oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Nos
EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o
FARAD, no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Mirtazapina
Nome comercial e outros nomes
Remeron
Medicamentos comercializados no Brasil
Remeron (h) , Mirtazapina (g)
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A mirtazapina é usada como antiemético em animais, mas, em seres humanos, também
apresenta atividade antidepressiva e ansiolítica. A ação antiemética se dá por bloqueio
de receptores de serotonina (5HT3, 5HT2 e 5HT1) e antagonismo de receptores alfa2. Por
ser ativa nos três receptores de serotonina, não é tão seletiva quanto o ondansetron e
medicamentos similares que afetam os receptores 5HT3. O antagonismo alfa2 pré-sináptico
aumenta a transmissão noradrenérgica e serotoninérgica. O bloqueio de receptores 5HT3 e
5HT2 é pós-sináptico. Em gatos, a meia-vida é de 15 horas após a administração de dose
elevada (3,75 mg por animal) e de 10 horas após a administração de dose baixa (1,9 mg por
gato).
Indicações e Usos Clínicos
A mirtazapina é usada como antiemético e estimulante do apetite, principalmente em gatos.
Em cães, embora tenha sido utilizada, sua administração é empírica. Após a introdução de
outros antieméticos para animais (p. ex., maropitant), o uso da mirtazapina foi reduzido. Em
medicina veterinária, sua administração é principalmente derivada de dados empíricos. Não
existem ensaios clínicos ou de eficácia bem controlados que documentem sua ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais não são relatados com frequência, devido à sua pouca utilização. No
entanto, em gatos, algumas reações adversas foram observadas, como contrações
musculares e alterações comportamentais. Em seres humanos, há relatos de sedação e
ganho de peso. Alguns efeitos anti-histamínicos foram relatados. A sedação é mais
observada em seres humanos do que em animais.
Contraindicações e Precauções
Não existem contraindicações conhecidas em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, evite sua
associação a inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores
da monoamino oxidase (MAO), como a selegilina.
Instruções de Uso
As doses e recomendações são baseadas em relatos empíricos e no limitado uso na rotina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
A mirtazapina é comercializada em comprimidos de 15 e 30 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3,75-7,5 mg por cão diariamente por via oral.
Gatos
• 1,9 mg por gato por via oral. As doses variam de 3,75 a 7,5 mg por gato, por dia, por via
oral (um quarto a metade de comprimido de 15 mg). Os intervalos de administração
podem ser aumentados, dependendo da resposta e do uso, para 48 e 72 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos.
No Brasil, a mirtazapina está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Misoprostol
Nome comercial e outros nomes
Cytotec
Medicamentos comercializados no Brasil
Cytotec (h) (ver Informações sobre Restrição Legal)
Classificação funcional
Agente antiúlcera
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O misoprostol é uma prostaglandina sintética. É um análogo sintético da PGE1, e exerce
efeitos citoprotetores na mucosa gástrica. Em cães e seres humanos, foi demonstrado que
reduz lesões na mucosa gástrica causadas por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs),
como a aspirina. Estudos realizados em cães mostraram que o misoprostol não é eficaz
na redução dos efeitos colaterais provocados por corticosteroides. O misoprostol também
apresenta efeitos anti-inflamatórios e foi usado para o tratamento do prurido em cães.
Indicações e Usos Clínicos
O misoprostol é usado para redução do risco de desenvolvimento de úlceras gástricas
quando administrado concomitantemente com AINEs. Nesta indicação, sua eficácia foi
estabelecida durante o tratamento concomitante com aspirina, mas não com outros AINEs.
Não há evidências de que o misoprostol reduza o sangramento gástrico associado a outras
substâncias (p. ex., corticosteroides). Outros ensaios clínicos demonstraram que
o misoprostol é eficaz no tratamento do prurido em pacientes com dermatite atópica,
embora seja menos eficaz do que outros fármacos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são provocados pela ação das prostaglandinas. Entre eles, os mais
comuns são desconforto gástrico, vômitos e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não administre a fêmeas prenhes, pois pode provocar aborto. Mulheres devem manipular
este medicamento com cuidado, dado o risco de indução de aborto.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses e recomendações são baseadas em ensaios clínicos em que o misoprostol foi
administrado para prevenir lesões da mucosa gástrica causadas pela aspirina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O misoprostol é comercializado em comprimidos de 0,1 (100 μg) e 0,2 mg (200 μg).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,5 μg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Tratamento de dermatite atópica: 5 μg/kg a cada 8 horas por via oral.
Gatos
• Dose não estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 μg/kg a cada 8 horas por via oral. No entanto, grandes animais podem apresentar
efeitos colaterais gástricos inaceitáveis durante o tratamento com misoprostol.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Classificação RCI: 4
No Brasil, as vendas de medicamentos à base da substância Misoprostol constante da lista
“C1” (outras substâncias sujeitas a controle especial) ficarão restritas a estabelecimentos
hospitalares devidamente cadastrados e credenciados junto à autoridade sanitária
competente.
Mitotano
Nomes comerciais e outros nomes
Lysodren e op-DDD
Medicamentos comercializados no Brasil
Lisodren (h)
Classificação funcional
Agente adrenolítico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O mitotano é um agente citotóxico. O fármaco se liga a proteínas adrenais e é, então,
convertido a um metabólito reativo, que destrói células das zonas fasciculada e reticulada
do córtex da adrenal. A destruição de células adrenais é relativamente específica e pode ser
completa ou parcial, dependendo da dose utilizada. Em caso de ocorrência de destruição
somente parcial das células corticais adrenais, a administração repetida ou de doses de
manutenção é necessária à supressão da hipercortisolemia.
O mitotano é uma substância altamente lipofílica. É mal absorvido quando ingerido
em jejum, mas a absorção oral é aumentada quando administrada com alimentos ou óleo.
Indicações e Usos Clínicos
O mitotano é usado principalmente para o tratamento do hiperadrenocorticismo hipófisedependente
(HHD; doença de Cushing). É também empregado para o tratamento de
tumores adrenais. A terapia é iniciada com uma dose alta, seguida por doses de manutenção
semanais. Entre as demais medicações usadas na supressão do cortisol em cães, estão o
cetoconazol, a selegilina e o trilostano. O mitotano foi comparado ao trilostano e, embora
cada fármaco atue por mecanismos diferentes, produzem sobrevidas similares em cães com
HHD.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas, principalmente durante o período de indução, incluem letargia,
fraqueza, anorexia, ataxia, depressão e vômitos. Interrompa o tratamento em caso de
desenvolvimento de hepatopatia. Efeitos colaterais podem ser observados em 25-30%
dos cães. A suplementação com corticosteroides (p. ex., hidrocortisona ou prednisolona)
pode ser realizada para minimizaros efeitos colaterais (dose de prednisona:
0,25 mg/kg/dia). Em alguns cães, sinais neurológicos adversos podem ser observados,
como ataxia, pressionamento da cabeça em superfícies e cegueira. Os efeitos sobre o SNC
são resultantes do aumento de volume da hipófise em resposta à supressão do córtex
adrenal e à ausência de feedback do cortisol. A ausência de feedback estimula a secreção
de corticotropina e hormônio adrenocorticotrópico (ACTH).
Contraindicações e Precauções
Não administre em animais a não ser que seja possível monitorar a resposta por meio
da mensuração das concentrações séricas de cortisol, preferencialmente após
a estimulação com ACTH.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A dose e a frequência de administração são baseadas na resposta do paciente. De modo
geral, o período de indução dura 5-14 dias em cães. Nesta fase, monitore o consumo
de água, o apetite e o comportamento. Durante este período, a ocorrência de efeitos
colaterais é comum. A administração com alimentos aumenta a absorção oral. A dose de
manutenção deve ser ajustada de acordo com o monitoramento periódico
das concentrações de cortisol e os resultados de testes de estimulação com ACTH.
A administração de prednisolona em dose de 0,25 mg/kg é ocasionalmente realizada, para
reposição de corticosteroides em pacientes com HHD, durante o tratamento de indução. O
trilostano, um medicamento de uso aprovado em cães, foi também empregado
em substituição ao mitotano nessa espécie, e sua administração deve ser considerada em
animais que não respondem ao mitotano ou não o toleram. Gatos geralmente não
respondem ao tratamento com mitotano.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o consumo de água e de alimentos durante a fase de indução do tratamento.
Monitore as respostas ao teste de estimulação com ACTH para ajustar a dose de mitotano.
Monitore periodicamente a concentração de eletrólitos, para detecção da hipercalemia que
pode ser provocada pela destruição adrenal (hipoadrenocorticismo iatrogênico).
Formulações
O mitotano é comercializado em comprimidos de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
mitotano não é estável em soluções aquosas e pode perder potência em algumas formulações
compostas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• HHD: 50 mg/kg/dia (em doses fracionadas) por via oral durante 5-14 dias, passando
a 50-70 mg/kg/semana por via oral.
• Tumor adrenal: 50-75 mg/kg/dia durante 10 dias, passando a 75-100 mg/kg/semana
por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Mitratapide
Nome comercial e outros nomes
Yarvitan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Medicamento para perda de peso
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O mitratapide é usado para promover a perda de peso em cães. É similar a outro
medicamento usado em cães obesos, o dirlotapide (Slentrol). O mitratapide é um inibidor da
proteína microssomal de transferência de trigliceridio (MTP). A inibição desta enzima reduz
a capacidade de processamento de trigliceridios pelos enterócitos. Este acúmulo de
trigliceridios nas células intestinais resulta em uma sinalização ao SNC para supressão do
apetite. Em cães, isto reduz a ingestão de lipídeos na dieta e reduz as concentrações séricas
de trigliceridios, fosfolipídeos e colesterol no período pós-prandial. O acúmulo
de trigliceridios nos enterócitos pode ser observado macroscopicamente e histologicamente.
A perda de peso é atribuída à redução do apetite, e não a alterações no processamento dos
lipídeos presentes na dieta. O mitratapide não exerce ação central direta. A
biodisponibilidade do medicamento por via oral é de 16-21%, com grande volume de
distribuição, de 5 L/kg. Tem alta afinidade a proteínas (99%). A meia-vida plasmática do
mitratapide é de 6,3 horas; e seus diversos metabólitos, dos quais alguns são ativos, possuem
meia-vida maior (9,8, 11,7 e 44,7 horas).
Indicações e Usos Clínicos
O mitratapide é usado no controle da obesidade em cães. Durante o tratamento, há perda
de peso relativamente moderada (6 -7% do peso antes do tratamento). Este medicamento
não deve ser empregado sem o protocolo adequado, como determinado pelo fabricante.
O mitratapide deve ser usado dentro de um programa integral de emagrecimento, que
também inclui alterações dietéticas. Antes de instituir o tratamento com mitratapide,
descarte outras causas de obesidade ou sobrepeso, como hipotireoidismo
ou hiperadrenocorticismo. Atualmente, o mitratapide é aprovado na Europa, mas não nos
EUA. Não deve ser administrado a gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A diminuição do apetite é o modo de ação do medicamento. Vômitos também podem ser
observados como efeito comum relacionado ao mecanismo de ação do mitratapide.
Náuseas e diarreia também podem ocorrer. Nenhum destes sinais é motivo suficiente
para a interrupção do tratamento, e podem desaparecer com o passar do tempo.
No entanto, em caso de persistência dos vômitos e das náuseas, a avaliação e o ajuste
da dose podem ser necessários. A administração concomitante a alimentos pode reduzir a
ocorrência de vômitos. Alterações nas concentrações de enzimas hepáticas são esperadas.
Pode haver redução dos níveis séricos de albumina, globulinas, proteína total, cálcio e
fosfatase alcalina e elevação de ALT relacionados ao tratamento. A hipercalemia também
pode ser observada. A gravidade destas alterações é proporcional à dose administrada.
Estas alterações tendem a se resolver com a continuação da terapia. Pode haver redução
da absorção das vitaminas lipossolúveis A e E, mas tal fenômeno não foi considerado
clinicamente significativo.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatos. Não use em cães hepatopatas. Não administre a cadelas prenhes
ou lactantes ou a cães jovens, com menos de 18 meses de idade. Seres humanos não
devem ingerir este medicamento.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O mitratapide foi usado com
segurança em associação a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e inibidores
da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Há um protocolo específico (ver Posologia) que deve ser seguido. Caso as reduções dietéticas
não sejam mantidas e a ingestão de alimentos não seja restrita, os animais voltam a ganhar
peso após a interrupção da terapia. Para evitar este ganho de peso de rebote, é importante
instituir um regime de manutenção após o término do tratamento. O mitratapide deve ser
administrado com alimentos. A supressão do apetite é menor em cães submetidos a uma
dieta pobre em lipídeos do que naqueles que recebem alimentos ricos em lipídeos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o peso do paciente e o perfil bioquímico, para detecção de elevação
da concentração de enzimas hepáticas e redução dos níveis de albumina e eletrólitos.
Formulações
O mitratapide é comercializado em solução oral a 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Após aberto, sua validade é de 3 meses. Não refrigere.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,63 mg/kg 1 vez/dia (1 mL do produto a cada 8 kg). Esta dose é administrada por dois
períodos de 21 dias, com intervalo de 14 dias sem tratamento. A pesagem do animal
durante a terapia é importante. Pese o cão no dia 1 e no dia 35 (ou seja, ao início
de cada período terapêutico). Durante os primeiros 21 dias de tratamento,
a quantidade de alimento não deve ser alterada. A seguir, ajuste a quantidade de
alimento de acordo com os requerimentos energéticos para manutenção com ração
comum ou de baixa caloria. A menor quantidade pode continuar a ser oferecida após o
término do tratamento.
Gatos
Não administre a gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os tempos de carência da terapia em animais de produção não foram estabelecidos. Este
medicamento não deve ser administrado a animais de produção.
Moxidectina
Nomes comerciais e outros nomes
ProHeart (formulação para cães), Quest (formulação para equinos) e Cydectin
(formulação para bovinos e ovinos)
Medicamentos comercializados no Brasil
Advocate (v) , Biodectin (v) , Cydectin (v) , Equest (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário. As avermectinas (medicamentos similares à ivermectina) e as
milbemicinas (milbemicina e moxidectina) são lactonas macrocíclicas e compartilham
algumas propriedades e o mecanismo de ação. Comparada à ivermectina, a moxidectina
é 100 vezes mais lipofílica. Estes medicamentos são neurotóxicos para parasitas por atuarem
em canais de cloreto controlados por glutamato. A paralisia e morte dos parasitas são
causadas pelo aumento da permeabilidade dos íons cloreto e hiperpolarização das células
nervosas. Estas substâncias também potencializam outros canais de cloreto, incluindo
aqueles controlados por GABA, mas mecanismos mediados por esta molécula podem não ser
importantes para os parasitas. Os mamíferos geralmente não são afetados pela moxidectina
por não possuírem canais de cloreto controlados por glutamato. Uma vez que estes
medicamentos não atravessam a barreira hematoencefálica, os canais controlados por GABA
no SNC mamífero não são afetados. A moxidectina é ativa contra parasitas intestinais,
ácaros, bernes, microfilárias e larvas em desenvolvimento, mas não é eficaz contra
trematódeos ou cestódeos. Uma das formulações para equinos também contém praziquantel
para controle de outras infestações.
Indicações e Usos Clínicos
A moxidectina é usada em cães na prevenção da dirofilariose (provocada por Dirofilaria
immitis). Nestes animais, também é empregada para o tratamento de infecções provocadas
por ancilóstomos (Uncinaria stenocephala) em fase larval e adulta. Em equinos, a moxidectina
é usada para o tratamento de diversas parasitoses, incluindo aquelas causadas por grandes
estrôngilos [Strongylus vulgaris (adultos e estágios larvais L4/L5 arterial), S. edentatus (estágios
adultos e tissulares), Triodontophorus brevicauda (adultos) e T. serratus (adultos) e pequenos
estrôngilos [adultos) espécies de Cyathostomum, espécies de Cylicocyclus, espécies de
Cyliocostephanus, espécies de Coronocyclus e Gyalocephalus capitatus]. É também usada para o
tratamento de doenças provocadas por pequenos estrôngilos, incluindo larvas. É empregada
para o tratamento de ascaríases, incluindo Parascaris equorum (adultos e estágios larvais L4),
oxiúros [Oxyuris equi (adultos e estágios larvais L4)], tricostrôngilos [Trichostrongylus axei
(adultos)], Habronema muscae (adultos) e larvas estomacais de equinos [Gasterophilus
intestinalis (de 2º e 3º estágio) e G. nasalis (de 3º estágio)]. A administração de uma dose
suprime a produção de ovos por estrôngilos por 84 dias. Algumas formulações para equinos
contêm praziquantel. Isto aumenta o espectro de ação do antiparasitário, incluindo outros
parasitas intestinais, como tênias.
Em bovinos, a moxidectina injetável é usada para o tratamento de infecções por
nematelmintos gástricos [Ostertagia ostertagi (adultos e larvas de 4º estágio inibidas),
Haemonchus placei (adultos), Trichostrongylus axei (adultos), T. colubriformis (larvas de 4º
estágio), Cooperia oncophora (adultos), C. punctata (adultos e larvas de 4º estágio), C.
surnabada (adultos e larvas em 4º estágio), Oesophagostomum radiatum (adultos e larvas de 4º
estágio), Trichuris spp. (adultos), vermes pulmonares [Dictyocaulus viviparus (adultos e larvas
de 4º estágio)], bernes (Hypoderma bovis e H. lineatum), ácaros [Psoroptes ovis (P. communis
var. bovis)] e piolhos (Linognathus vituli e Solenoptes capillarus). A administração injetável de
uma dose protege o gado da reinfestação por D. viviparus e O. radiatum por 42 dias, H. placei
por 35 dias e O. ostertagi e T. axei por 14 dias após o tratamento. Em ovinos, a administração
oral é usada para o tratamento e controle de adultos e larvas de 4º estágio de Haemonchus
contortus, Teladorsagia circumcincta, T. trifurcata, Trichostrongylus axei, T. colubriformis, T.
vitrinus, Cooperia curticei, C. oncophora, Oesophagostomum columbianum, O. venulosum,
Nematodirus battus, N. filicollis e N. spathiger.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos tóxicos da moxidectina são resultantes da potencialização de canais de cálcio
controlados por glutamato e canais de GABA, levando à hiperpolarização de membranas.
Podem ser associados à administração de altas doses e observados nas raças de cães em
que a moxidectina atravessa a barreira hematoencefálica. Entre as raças sensíveis,
incluem-se Collies, Pastores Australianos, Old English Sheepdogs, Whippets de pelo longo
e Pastores de Shetland. O fármaco é neurotóxico e provoca depressão, ataxia, perda de
visão, coma e morte. A sensibilidade à moxidectina observada nestes animais se deve a
uma mutação no gene de resistência a múltiplos fármacos (MDR1, também chamado
gene ABCB1), que codifica uma bomba membrânica de p-glicoproteína. Esta mutação
afeta a bomba de efluxo da barreira hematoencefálica. Os efeitos colaterais podem ser
observados em cães submetidos ao tratamento de demodicose com altas doses de
moxidectina, incluindo letargia, diminuição do apetite, vômitos e lesões no sitio de
inoculação subcutânea. Nos cães, a ocorrência de reações adversas é mais provável
quando doses elevadas são administradas. A administração de dose cinco vezes superior à
recomendada (15 μg/kg) 1 vez/mês foi considerada segura para Collies sensíveis à
ivermectina. No entanto, a administração de uma única dose de 90 μg/kg (30 vezes
superior à recomendada) a Collies sensíveis provocou ataxia, letargia e sedação em 16%
dos animais tratados. A administração de doses de 30, 60 e 90 μg/kg (10, 20 e 30 vezes
superiores às recomendadas) a Collies sensíveis à ivermectina não provocou efeitos
colaterais. Ainda assim, recomenda-se cautela ao administrar a moxidectina às raças
sensíveis anteriormente listadas. Dada a preocupação sobre a ocorrência de reações
adversas e mortes em cães tratados com a formulação injetável de 6 meses (Pro-Heart 6),
a comercialização deste produto foi temporariamente suspensa. As preocupações de
segurança levaram à reformulação do produto, que agora é comercializado. Em equinos,
a moxidectina é segura quando administrada em dose três vezes superior à
recomendada. No entanto, efeitos colaterais (ataxia, depressão e letargia) foram relatados
em cavalos jovens (com menos de 6 meses de idade) ou debilitados. Outros efeitos
colaterais relatados em equinos incluem sedação, fraqueza, bradicardia, dispneia, coma e
convulsões.
Em animais, as convulsões resultantes da intoxicação podem ser tratadas com
diazepam, barbitúricos e propofol.
Contraindicações e Precauções
Não administre a cães com menos de 2 meses de idade. O produto para cães de ação
longa, ProHeart 6, foi temporariamente suspenso, mas voltou a ser comercializado após
reformulação. Apesar da margem de segurança listada na seção Reações Adversas e
Efeitos Colaterais, recomenda-se cautela na administração de altas doses de moxidectina
a cães sensíveis à ivermectina. Entre as raças sensíveis, incluem-se Collies, Pastores
Australianos, Old English Sheepdogs, Whippets de pelo longo e Pastores de Shetland.
Estes animais podem também ser sensíveis a outros medicamentos, como a loperamida,
medicamentos cardiovasculares e quimioterápicos. A administração a potros com menos
de 6 meses de idade não é recomendada. Não aplique a formulação pour-on em pequenos
animais. A moxidectina foi usada com segurança em cadelas e gatas gestantes e
lactantes.
Interações Medicamentosas
Não associe a medicamentos que podem aumentar a permeabilidade da barreira
hematoencefálica, como inibidores da p-glicoproteína (cetoconazol, ciclosporina,
quinidina) e alguns antibióticos macrolídeos (ver a lista de inibidores de p-glicoproteína
no Apêndice).
Instruções de Uso
Recomenda-se cautela durante o uso das formulações bovinas ou equinas em pequenos
animais. A ocorrência de sobredoses tóxicas é provável, já que tais formulações são altamente
concentradas. O uso da moxidectina em cães é aprovado na prevenção da dirofilariose
causada por Dirofilaria immitis e para o tratamento de infecções por ancilóstomos em cães.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A dirofilariose precisa ser avaliada antes da instituição do tratamento.
Formulações
A moxidectina é comercializada em comprimidos de 30, 68 e 136 μg para cães; gel para
administração oral a equinos a 20 mg/mL; pour-on para bovinos a 5 mg/mL; solução oral
para ovinos a 1 mg/mL; solução injetável a 10 mg/mL para bovinos; e gel Quest a 2% para
equinos (20 mg/mL). O gel Quest Plus para equinos contém 20 mg/mL (2%) de
moxidectina e 125 mg (12,5%) de praziquantel. A formulação injetável com ação de 6
meses (Pro-Heart 6) é composta por duas ampolas separadas: uma contém 10%
de microsferas de moxidectina, e a outra um veículo para reconstituição das microesferas
de moxidectina. Cada mililitro da suspensão reconstituída de liberação prolongada contém
3,4 mg do fármaco.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Prevenção da dirofilariose: 3 μg/kg a cada 30 dias por via oral.
• Prevenção da dirofilariose (injetável, de ação longa): 0,17 mg/kg (170 μg/kg) por via
subcutânea em dose única.
• Controle de endoparasitoses: 25-300 μg/kg.
• Sarna sarcóptica: 200-250 μg/kg (0,2-0,25 mg/kg) por via oral ou subcutânea
1 vez/semana durante 3-6 semanas.
• Demodicose: 200 μg/kg, semanalmente ou em semanas alternadas, por 1-4 doses;
alternativamente400 μg/kg/dia por via oral. Doses maiores são usadas para
o tratamento da demodicose refratária: 500 μg/kg (0,5 mg/kg)/dia por via oral
durante 21-23 semanas ou 0,5-1,0 mg/kg por via subcutânea a cada 72 horas
durante 21-22 semanas. O tratamento deve ser mantido até a obtenção de dois
raspados cutâneos negativos para Demodex.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Parasitas gastrointestinais: 0,4 mg/kg por via oral. Evite a administração a cavalos
jovens, pôneis de pequeno porte ou animais debilitados.
Bovinos
• 0,2 mg/kg por via subcutânea em dose única
• Parasitas intestinais, parasitas pulmonares, ácaros, bernes e piolhos: Tratamento tópico
(pour-on): 0,5 mg/kg. Aplique topicamente pela linha média, da cernelha ao início
da cauda. Evite a exposição à pele humana e a outros animais.
Ovinos
• 1 mL para cada 5 kg por via oral da solução a 1 mg/mL.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a equinos destinados ao consumo humano.
Intervalo de carência em bovinos (carne): 21 dias. Para alguns medicamentos
comercializados no Brasil o período de carência para o abate de bovinos é de 28 dias após o
último tratamento.
Intervalo de carência em ovinos (carne): 7 dias. Para alguns medicamentos
comercializados no Brasil o período de carência para o abate de ovinos é de 28 dias após
o último tratamento.
Intervalo de carência em caprinos (carne): 14 dias.
Não foram estabelecidos intervalos de carência para produção de leite. Não administre
a vacas leiteiras em idade reprodutiva. Não use em cabras produtoras de leite para consumo
humano. Não administre a novilhos.
Moxifloxacino
Nome comercial e outros nomes:
Avelox
Medicamentos comercializados no Brasil
Avalox (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das fluoroquinolonas. O moxifloxacino, como outras quinolonas, inibe a
DNA girase e impede a síntese bacteriana de DNA e RNA. O moxifloxacino é bactericida e
apresenta grande espectro antimicrobiano. Sua estrutura química é ligeiramente diferente
daquela observada em outras fluoroquinolonas de uso veterinário (substituição de 8
metoxi). Devido a esta modificação, esta nova geração de medicamentos, a qual pertence a
moxifloxacina, apresenta maior atividade contra bactérias Gram-positivas e anaeróbicas do
que as fluoroquinolonas de uso veterinário (enrofloxacino, orbifloxacino, danofloxacino e
marbofloxacino).
Indicações e Usos Clínicos
O moxifloxacino, embora seja um antibiótico de uso humano, é empregado em pequenos
animais para o tratamento de infecções refratárias a outros antibióticos, incluindo infecções
cutâneas, pneumonias e infecções dos tecidos moles. Seu espectro de ação inclui cocos
Gram-positivos e bactérias anaeróbicas que podem ser resistentes a outras quinolonas. Uma
vez que outras quinolonas de uso veterinário são preferidas para o tratamento inicial
(enrofloxacino, orbifloxacino, danofloxacino e marbofloxacino), a administração
de moxifloxacino não é comum. Os resultados de sua utilização em pequenos animais são
esparsos e os esquemas terapêuticos derivam, principalmente, da administração em seres
humanos. Em equinos, é administrado em dose de 5,8 mg/kg/dia durante 3 dias. Nestes
animais, embora a farmacocinética da substância seja favorável, pode provocar diarreia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem provocar lesões no SNC, principalmente em animais com
insuficiência renal. O moxifloxacino ocasionalmente provoca vômitos. Todas
as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Os cães são mais
sensíveis ao desenvolvimento de artropatias entre as 4 e as 28 semanas de idade. Cães de
grande porte e crescimento rápido são os mais suscetíveis. Em equinos, a administração
de altas doses de moxifloxacino provocou diarreia, e o medicamento não é recomendado
para uso rotineiro. Em dosagens elevadas, o moxifloxacino causa prolongamento
dependente da dose do intervalo Q-T. As consequências clínicas deste fenômeno em
animais não são conhecidas.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em animais jovens, dado o risco de lesões em cartilagens. Use com cautela em
animais suscetíveis a convulsões. Evite a administração de moxifloxacino a equinos,
roedores e coelhos, devido ao risco de diarreia.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina caso administradas
de forma concomitante. A coadministração com cátions divalentes e trivalentes,
como medicamentos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode reduzir a
absorção de moxifloxacino. Não misture a soluções ou frascos contendo alumínio, cálcio,
ferro ou zinco, dada a possibilidade de ocorrência de quelação.
Instruções de Uso
As doses são baseadas nas concentrações plasmáticas, que devem ficar acima
das concentrações inibitórias mínimas (CIM). Estudos de eficácia não foram realizados
em cães e gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Antibiograma: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os pontos de
perda de suscetibilidade de microrganismos suscetíveis são ≤ 1,0 μg/kg. Entre as bactérias
Gram-negativas Enterobacteriaceae, as mais sensíveis apresentam MIC ≤ 1,0 μg/kg. No
tratamento de infecções provocadas por Pseudomonas, o ciprofloxacino é várias vezes mais
ativo do que qualquer outra fluoroquinolona. À exceção deste caso, deve-se assumir que
todo microrganismo suscetível ao ciprofloxacino provavelmente também é sensível às demais
fluoroquinolonas.
Formulações
O moxifloxacino é comercializado em comprimidos de 400 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Não misture a produtos contendo íons (ferro, alumínio, magnésio e cálcio).
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5,8 mg/kg a cada 24 horas durante 3 dias. Nestes animais, porém, o moxifloxacino
provoca diarreia. Portanto, o uso prolongado do medicamento está associado a riscos.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação estabelecidas, já que este medicamento não deve
ser administrado a animais de produção.
N
Naltrexona
Nomes comerciais e outros nomes
Trexan, Vivitrol
Medicamentos comercializados no Brasil
Revia(h)
Classificação funcional
Antagonista opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antagonista opioide. A naltrexona compete por receptores opiáceos e desloca medicamentos
opioides a partir desses receptores, revertendo assim os seus efeitos. É capaz de antagonizar
todos os receptores opioides. Sua ação é semelhante à da naloxona, exceto que tem ação
mais prolongada e é administrada por via oral. Um medicamento relacionado que não tem
efeitos de ação central é a metilnaltrexona (usada para tratar íleo intestinal). Em seres
humanos, há uma formulação injetável de longa ação composta por microesferas que
persistem por 1 mês após uma única aplicação. A forma de longa ação não é usada em
animais.
Indicações e Usos Clínicos
A naltrexona é usada em seres humanos para o tratamento da dependência aos opiáceos e
ao álcooli. Em animais, acredita-se que alguns distúrbios compulsivos obsessivos sejam
mediados por opioides endógenos.
Tem sucesso para o tratamento de alguns distúrbios comportamentais obsessivocompulsivos,
como, em cães, perseguir a própria cauda e a dermatite acral por lambedura
(granuloma por lambedura); em equinos, morder a manjedoura. O efeito para cada um
desses distúrbios tem vida curta.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos adversos em animais. Em seres humanos, pode precipitar
sinais de abstinência ao opioide.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com dor, pois pode desencadear reação dolorosa grave.
Interações Medicamentosas
A naltrexona reverterá a ação de outros medicamentos opioides.
Instruções de Uso
Para o tratamento agudo de toxicidade por opiaceo, use naxolona, pois pode ser injetada
com início mais rápido dos efeitos. É relatado o seu uso para o tratamento dedistúrbios
obsessivo-compulsivos (distúrbio compulsivo canino) em animais. As taxas de recidiva podem
ser altas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca em animais tratados.
Formulações
A naltrexona está disponível em comprimidos de 50 mg. Vivitrol para seres humanos é uma
microesfera encapsulada que pode ser injetada para produzir um efeito de longa duração
(uma injeção por mês) para tratar dependência de substância. Uma ampola contém 380 mg
de microesferas em 4 mL para uso injetável, por via intramuscular.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Naltrexona é hidrossolúvel. É misturada com sucos e xaropes para mascarar o sabor amargo e
fica estável por 60-90 dias.
Posologia para Animais Pequenos
Cães
• Para problemas de comportamento: 2,2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Mordedura da manjedoura: 0,04 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.
(Como não estão disponíveis formulações injetáveis, deve ser composta para essa
indicação.) A duração do efeito é de 1-7 horas.
• Para reversão de opiáceos: 100 mg/animal por vias intravenosa ou subcutânea. (Como
não estão disponíveis formulações injetáveis, deve ser composta para essa indicação.)
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Em animais
selvagens, que são capturados com opiáceos e a naltrexona é administrada para reversão,
sugere-se um período de carência de 45 dias. Para estimativas de intervalo de carência para
uso extrabula adicional, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, a naltrexona está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita
a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 3
Naproxeno
Nomes comerciais e outros nomes
Naprosyn, Naxen e Aleve (naproxeno sódico)
Medicamentos comercializados no Brasil
Naprosyn (h) , Naproxyn (h) , Naproxeno (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O naproxeno e outros AINEs produzem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios por meio da
inibição da síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a cicloxigenase
(COX). A enzima COX existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é principalmente
responsável pela síntese de prostaglandinas, importante para a manutenção do trato
gastrointestinal saudável, funções renal, plaquetária e outras normais. A COX-2 é induzida e
responsável por sintetizar prostaglandinas que são importantes mediadores de dor,
inflamação e febre. Entretanto, existem funções sobrepostas dos mediadores derivadas
dessas isoformas. O naproxeno é um inibidor não seletivo de COX-1 e COX-2.
Indicações e Usos Clínicos
O naproxeno é aprovado para uso em seres humanos, sendo popular para tratar
a osteoartrite. É usado para o tratamento de problemas musculoesqueléticos, como miosite e
osteoartrite, em cães e equinos. Não existem formulações veterinárias disponíveis
no comércio. Seu uso diminuiu por haver medicamentos registrados aprovados para essas
indicações para equinos e cães.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O naproxeno é um potente AINE. Os efeitos colaterais atribuídos à toxicidade gástrica são
comuns a todos os AINEs. O naproxeno produziu graves ulcerações em cães, pois nestes a
eliminação é muitas vezes mais lenta que em seres humanos ou em equinos. A lesão renal
causada por isquemia renal também é possível com doses repetidas.
Contraindicações e Precauções
Aconselha-se cautela ao usar formulações de venda livre destinadas a seres humanos,
pois a dimensão do comprimido é muito maior que a dose segura para cães. Portanto,
previna os proprietários de animais de estimação sobre a administração deste AINE a cães
sem consulta prévia ao veterinário. A posologia para seres humanos não é apropriada para
cães. Não administre a animais propensos a úlceras gástricas. Não administre com outros
medicamentos ulcerogênicos, como os corticosteroides.
Interações Medicamentosas
Não administre com outros AINEs ou com corticosteroides. Demonstrou-se que os
corticosteroides exacerbam os efeitos colaterais gástricos. Alguns AINEs podem interferir
na ação de medicamentos antidiuréticos e inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso (e doses) em animais
baseia-se em estudos farmacocinéticos em animaisde laboratório.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais clínicos de ulceração gástrica.
Formulações
O naproxeno está disponível em comprimidos de 220 mg (venda livre sem prescrição). (Uma
dose de 220 mg de naproxeno sódico é equivalente a 200 mg de naproxeno.) Está também
disponível em suspensão oral de 25 mg/mL e em comprimidos de 250, 375 e 500 mg
(prescrição).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
O naproxeno é praticamente insolúvel em água com pH baixo, mas aumenta em pH alto. É
solúvel em etanol.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg inicialmente, depois 2 mg/kg a cada 48 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos intervalos de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Neomicina
Nome comercial e outros nomes
Biosol
Medicamentos comercializados no Brasil
Vários são os medicamentos de uso veterinário que podem ser encontrados no mercado, e
geralmente a neomicina está associada a outros compostos, como antimicrobianos e
glicocorticoides.
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico aminoglicosídico. A ação da neomicina é inibir a síntese da proteína bacteriana
por meio da sua ligação ao ribossomo 30S. É bactericida com amplo espectro de atividade
exceto contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A neomicina difere de outros
aminoglicosídeos por ser administrada somente por via tópica ou oral. A absorção sistêmica é
mínima a partir da absorção oral.
Indicações e Usos Clínicos
A neomicina está disponível apenas em formulações tópicas. Com frequência é associada
a outros antibióticos (antibióticos triplos) em pomadas para tratamento tópico de infecções
superficiais. Também é usada localmente (local oral) para tratamento de infecções
intestinais (colibacilose). É administrada por via oral e, por não ser absorvida por via
sistêmica, produz efeito local.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora a absorção oral seja tão pequena que os efeitos colaterais são improváveis, alguma
absorção oral é demonstrada em animais jovens (bezerros). Alterações na flora bacteriana
intestinal decorrentes da terapia podem causar diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais nefropatas. Se ocorrer absorção oral em decorrência
do comprometimento da mucosa, pode ocorrer absorção oral. Não use por mais de 14
dias. A neomicina é misturada com água e injetada, mas esta prática é fortemente
desencorajada.
Interações Medicamentosas
A neomicina não deve ser misturada com outros medicamentos antes da administração.
Outros medicamentos podem ligar-se e torná-la inativada.
Instruções de Uso
A eficácia para o tratamento da diarreia, especialmente diarreia não específica, é
questionável.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais de diarreia. É suficientemente absorvida por via sistêmica, pode causar lesão
renal, portanto, no uso crônico monitore a ureia e a creatinina.
Formulações
A neomicina está disponível em bolus de 500 mg, líquido oral de 50 mg/mL (equivalente à
base de neomicina de 35 mg/mL) e 200 mg/mL (equivalente a 140 mg/mL de base de
neomicina) e pó solúvel de 325 mg [equivalente a 20,3 g por onça (30 g) de base de
neomicina].
Estabilidade e Armazenamento
Pode ser adicionada à água de beber ou ao leite. Não adicione a outros suplementos líquidos.
Prepare uma solução nova diariamente. É francamente hidrossolúvel e ligeiramente solúvel
em etanol. Soluções aquosas são estáveis dentro de uma ampla variação de pH com ótima
estabilidade em pH 7. Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em
temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10-20 mg/kg a cada 6-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros, Ovinos e Caprinos
• 22 mg/kg/dia por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de retirada para abate: bovinos 1 dia; caprinos e ovinos 2 dias; suínos e caprinos 3
dias. A administração oral pode proporcionar a presença de resíduos em animais de
produção; portanto, não administre a novilhos. No Brasil, devido às diferentes formulações
comercializadas, inclusive aquelas para uso intramamário em vacas leiteiras, verifique
na bula, os períodos de carência determinados para cada produto.
Neostigmina
Nomes comerciais e outros nomes
Prostigmin, Stiglyn, Brometo de neostigmina e Metilsufato de neostigmina
Medicamentos comercializados no Brasil
Prostigmine (h)
Classificação funcional
Anticolinesterásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da colinesterase. Medicamento anticolinesterásico e antimiastênico. Este
medicamento inibe a enzima que degrada a acetilcolina em medicamentos inativos.
Portanto, ela prolonga a ação da acetilcolina na sinapse. A principal diferença entre a
fisostigmina e a neostigmina ou piridostigmina é que a fisostigmina cruza a barreira
hematoencefálica e os outros medicamentos não.
Indicações e Usos Clínicos
A neostigmina é usada como tratamento para a intoxicação por anticolinérgico. Também
é usada para o tratamento da miastenia gravis, tratamento (antídoto) para bloqueio
muscular e tratamento de íleo. Também é usada para o tratamento de retenção urinária —
como a retenção observada em pacientes no pós-operatório — aumentando o tônus
da musculatura lisa vesical. Em ruminantes, é usada para estimular o rúmen e a motilidade
intestinal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são causados pela ação colinérgica resultante da inibição
da colinesterase. Esses efeitos podem ser vistos no trato gastrointestinal como diarreia e
aumento das secreções. Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção
muscular por fraqueza e constrição dos brônquios e ureteres. Os efeitos colaterais podem
ser tratados com medicamentos anticolinérgicos, como atropina. A piridostigmina pode
ser associada a menos efeitos colaterais que a neostigmina.
Contraindicações e Precauções
Não use em casos de obstrução urinária, obstrução intestinal, asma ou broncoconstrição,
pneumonia e arritmias cardíacas. Não use em pacientes sensíveis ao brometo. Considere a
quantidade de brometo na dose em qualquer paciente que também receba brometo (KBr)
para tratamento de convulsões.
Interações Medicamentosas
Não use com outros medicamentos colinérgicos. Os medicamentos anticolinérgicos
(atropina e glicopirrolato) bloquearão os efeitos.
Instruções de Uso
A neostigmina é indicada principalmente para o tratamento da intoxicação. Para uso
sistêmico de rotina, a piridostigmina pode ter menos efeitos colaterais. Quando usada,
a frequência da dose pode ser aumentada com base na observação dos efeitos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais gástricos, frequência e ritmo cardíacos.
Formulações
O brometo de neostigmina está disponível em comprimidos de 15 mg e o metilsulfato de
neostigmina está disponível em injeções de 0,25, 0,5 e 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2 mg/kg ao dia por via oral em doses fracionadas.
• Tratamento antimiastênico: 10 μg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, conforme
necessário.
• Antídoto para bloqueio muscular: 40 μg/kg por vias intramuscular ou subcutânea.
• Auxílio diagnóstico para miastenia: 40 μg/kg por via intramuscular ou 20 μg/kg, por via
intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Quando usada para o tratamento de agentes bloqueadores neuromusculares (inibidor
da colinesterase), a frequência de administração é determinada pela resposta clínica.
Bovinos e Equinos
• 22 μg/kg (0,022 mg/kg) por via subcutânea.
Ovinos
• 22-33 μg/kg (0,022-0,033 mg/kg) por via subcutânea.
Suínos
• 44-66 μg/kg (0,044-0,066 mg/kg) por via intramuscular.
Ruminantes
• Estimula a motilidade do rúmen: 0,02 mg/kg por via subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos os períodos de carência para animais de produção. Quando
usada para estimular a motilidade do rúmen, não há nenhum período de retirada. Para
estimativas de intervalo de carência do uso extrabula, o contate FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Niacinamida
Nomes comerciais e outros nomes
Nicotinamida e Vitamina B3
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Imunossupressor. O uso é principalmente para tratar doenças de pele, como lúpus discoide,
lúpus eritematoso e pênfigo eritematoso em cães. O mecanismo de ação não é totalmente
conhecido. A niacinamida pode ter alguma ação anti-inflamatória, como a supressão de
células inflamatórias. Niacina e niacinamida são usadas para tratar deficiência de vitamina
B3. Não confunda a niacina com a niacinamida. A niacina é convertida na forma ativa por
bactérias intestinais.
Indicações e Usos Clínicos
Niacinamida é usada para tratar doenças de pele imunomediadas em pequenos animais.
Para distúrbios cutâneos, geralmente é administrada com tetraciclina. Também é usada
para tratar deficiência de vitamina B3. O uso em animais deriva principalmente de alguns
poucos relatos clínicos e do uso empírico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais não são comuns, mas incluem vômitos, anorexia, letargia e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Para o tratamento de doenças de pele e do pênfigo é normalmente administrada com
tetraciclina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma periodicamente durante o tratamento.
Formulações
A niacinamida está disponível em comprimidos de 50, 100, 125, 250 e 500 mg (venda sem
prescrição) e na forma injetável de 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Niacinamida 500 mg, a cada 8 horas por via oral, mais tetraciclina 500 mg. Esta dose é
aproximada com base em um cão de 10 kg. Eventualmente, diminua a dose aos poucos
a cada 12 horas, depois a cada 24 horas. Para cães com menos de 10 kg, comece com
250 mg de cada medicamento.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco de resíduos,
não são sugeridos períodos de carência.
Nifedipino
Nomes comerciais e outros nomes
Adalat e Procardia
Medicamentos comercializados no Brasil
Adalat (h) , Cardalin Retard (h) , Nifepidino (g)
Classificação funcional
Bloqueador do canal de cálcio, vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento bloqueador do canal de cálcio da classe di-hidropiridínica. Vasodilatador. A
ação do nifedipino é semelhante a de outros fármacos bloqueadores do canal de cálcio,
como o anlodipino. Elas bloqueiam a entrada do cálcio dependente de voltagem dentro das
células da musculatura lisa. Os medicamentos da classe di-hidropiridínica são mais
específicos para a musculatura lisa vascular do que para o tecido cardíaco. Portanto, têm
menos efeito sobre a condução cardíaca que o diltiazem.
Indicações e Usos Clínicos
O nifedipino é usado para relaxamento da musculatura lisa e para indução da vasodilatação.
É indicado para o tratamento da hipertensão sistêmica. O uso em animais é raro, pois há
mais experiência com o anlodipino. O uso da nifedipino em animais deriva principalmente
da utilização empírica. Não existem estudos clínicos bem controlados ou estudos sobre
eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em medicina veterinária. O efeito colateral mais
comum é a hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Não administre a paciente com hipotensão. O nifedipino pode ser teratogênico e/ou
embriotóxico em fêmeas de laboratório prenhes. Evite o uso em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
Não administre com substâncias que sabidamente inibem enzimas relacionadas à
biotransformação de medicamentos (p. ex., cetoconazol). O nifedipino pode submeter-se
a interações medicamentosas que inibem a bomba (glicoproteína p) de resistência a
múltiplas drogas (MDR1) de membrana, o que pode levar à toxicidade. Veja nos
Apêndices os medicamentos que podem afetar a glicoproteína p.
Instruções de Uso
O uso do nifedipino é limitado em medicina veterinária. Outros bloqueadores do canal de
cálcio, como o diltiazem, são usados para controlar o ritmo cardíaco. O anlodipino é usado
com mais frequência para o controle da hipertensão sistêmica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão sanguínea durante o tratamento.
Formulações
O nifedipino está disponível em cápsulas de 10 e 20 mg e em cápsulas de liberação
prolongada de 30, 60 e 90 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
decomposto mais rapidamente se exposto à luz. Em soluções extemporâneas, o nifedipino é
instável. Se misturado a soluções, deverá ser usado imediatamente.
Posologia para Pequenos Animais
A dose para animais não está estabelecida. Em seres humanos, a dose é e 10 mg/ pessoa, 3
vezes por dia, sendo aumentada em incrementos de 10 mg até o efeito desejado.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
intervalos de carência para o uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 4
Nitazoxanida
Nome comercial e outros nomes
Navigator (v) e Alinia (h)
Medicamentos comercializados no Brasil
Annita (h)
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiprotozoário. A nitazoxanida (NTZ) é um derivado nitrotiazólico-salicilamida. Sua ação
contra protozoários é desconhecida, mas pode estar relacionada à inibição da reação de
transferência de elétrons dependentes da enzima oxidorredutase piruvato-ferredoxina
(PFOR) essencial ao metabolismo de energia anaeróbica protozoariana. Sua atividade é
demonstrada contra uma variedade de protozoários, incluindo Cryptosporidium parvum,
Giardia, Isospora e Entamoeba. Tem também atividade contra helmintos intestinais,
como Ascaris, Ancylostoma, Trichuris e Taenia. Também pode ser ativa contra algumas
bactérias anaeróbias, incluindo Helicobacter. Um dos metabólitos ativos é a tizoxanida.
Indicações e Usos Clínicos
A NTZ é usada para tratar a microencefalite protozoariana equina (MPE). Só teve um uso
limitado em outras espécies veterinárias, mas há uma forma aprovada para uso em seres
humanos para o tratamento de infecções protozoarianas, como C. parvum e Giardia. Só há
um uso limitado em cães e gatos para infecções protozoarianas intestinais, mas não há
relatos documentando eficácia e segurança.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como pode destruir a flora intestinal normal, a administração a alguns animais tem
produzido diarreia.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas conhecidas.
Instruções de Uso
A NTZ é administrada para equinos e para tratar MPE. O uso em pequenos animais é
extrapolado do uso em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Ao tratar diarreia dos pacientes, monitore eletrólitos e amostras fecais.
Formulações
A NTZ está disponível em pasta oral de 0,32 mg/mL. A formulação para uso humano é um
pó para dosagem oral; misturam-se 100 mg de pó com 48 mL de água.
Estabilidade e Armazenamento
É estável, se armazenada na formulação original do fabricante. A solução oral para seres
humanos pode ser misturada e se mantém estável por 7 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Não existem instruções disponíveis sobre posologia para pequenos animais. Entretanto, uma
dose usada é 100 mg por animal a cada 12 horas por via oral durante 3 dias.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 25 mg/kg a cada 24 horas por via oral do primeiro ao quinto dia, em seguida 50 mg/kg
a cada 24 horas por via oral do sexto ao 28 o dia.
Informações sobre Restrição Legal
Não use em animais de produção.
Nitenpiram
Nome comercial e outros nomes
Capstar
Medicamentos comercializados no Brasil
Capstar (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário usado para o tratamento de pulgas. Ele matará rapidamente as pulgas
adultas. É da classe dos inseticidas sintéticos conhecidos como neonicotinoides. Está
relacionado à imidacloprida e possui o mesmo mecanismo de ação, que é inibir os receptores
de acetilcolina pós-sinápticos, o que produz influxo dos íons sódio. O nitempiram é
completamente absorvido (100%) a partir da administração oral e possui meia-vida em cães
e gatos de 2,8 e 7,7 horas, respectivamente. Após a absorção oral, produz extermínio das
pulgas adultas com uma rapidez observada de 30 minutos após a administração do
medicamento, e tem eficácia de 98,6% em cães e de 98,4% em gatos.
Indicações e Usos Clínicos
O nitempiram é usado para matar pulgas em cães e gatos. Produz o rápido extermínio.
As pulgas morrem em 1 hora após a administração. É usado com frequência com outras
substâncias que agem para prevenir infestações de pulga como parte de um programa
abrangente de controle de pulgas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de reações adversas. Foi seguro em estudos com cães e com gatos, nos
quais foi administrada uma dose de até 10 vezes a preconizada. Foi tolerado até em
animais com 8 semanas de idade. Pode ocorrer prurido transitório logo após
a administração, o que coincide com o extermínio inicial das pulgas.
Contraindicações e Precauções
Não use em cães ou gatos com menos de 1 kg de peso. Não use em gatos ou cães com
menos de 4 semanas de idade.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. É seguro para uso com lufenuron e
milbemicina.
Instruções de Uso
O nitempiram é usado com frequência com lufenuron para matar pulgas adultas e prevenir
a eclosão de seus ovos. Administre com ou sem alimento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
Nitempiram está disponível em comprimidos de 11,4 ou 57 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
• 1 mg/kg ao dia por via oral conforme necessário para matar pulgas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Para estimavas
dos intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Nitrofurantoína
Nomes comerciais e outros nomes
Macrodantin, Furalan, Furatoin, Furadantin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Macrodantina (h) , Hantina (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano. Antisséptico urinário. As concentrações terapêuticas são alcançadas
somente na urina. Na urina, é reduzida pelas flavoproteínas bacterianas, e os metabólitos
reativos inibem as macromoléculas bacterianas (DNA e RNA). A resistência entre bactérias é
incomum, embora Proteus e Pseudomonas aeruginosa sejam inerentemente resistentes. A
forma macrocristalina é lentamente absorvida e tem menos probabilidade de causar malestar
gástrico. A forma microcristalina é absorvida rapidamente no intestino.
Indicações e Usos Clínicos
A nitrofurantoína é administrada por via oral para o tratamento e a prevenção de infecções
urinárias. Não atinge concentrações altas o suficiente para infecções sistêmicas ou renais.
Embora usada em animais para tratar infecções urinárias, o uso em animais deriva
principalmente do emprego empírico ou da experiência em seres humanos. Não existem
estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos e diarreia. Ela torna a cor da urina
amarelo-ferrugem amarronzada. Em seres humanos, problemas respiratórios
(pneumonite) e neuropatia periférica foram relatados. Estes efeitos não foram relatados
em animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre durante a gravidez, especialmente a termo, pois pode causar anemia
hemolítica do recém-nascido. Não administre a recém-nascidos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Existem duas formas de dosagens. A microcristalina é absorvida de maneira rápida e
completa. A macrocristalina (Macrodantin) é absorvida mais lentamente e causa menos
irritação gástrica. A urina deve ter pH ácido para o efeito máximo. Administre com alimento
para aumentar a absorção.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore culturas de urina e/ou exame de urina. Um teste de suscetibilidade
microbiológica pode superestimar a verdadeira atividade contra algumas bactérias.
Formulações
Macrodantin e marcas genéricas estão disponíveis em cápsulas de 25, 50 e 100 mg
(macrocristalina) e Furalan, Furatoin e marcas genéricas estão disponíveis em comprimidos
de 50 e 100 mg (microcristalina). Furantin está disponível em suspensão oral de 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente totalmente selado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
ligeiramente solúvel a uma concentração inferior a 1 mg/mL em água e etanol. Decompõese
se exposta a metais em vez de aço inoxidável ou alumínio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg/dia fracionada em quatro tratamentos diários. Depois, 1 mg/kg à noite por
via oral.
• Formulação microcristalina: 2-3 mg/kg a cada 8 horas por via oral, seguida por 1-2 mg,
mg/kg 1 vez/noite.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 2 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Seu uso é proibido em animais de produção.
Nitroglicerina
Nomes comerciais e outros nomes
Nitrol, Nitro-bid e Nitrostat
Medicamentos comercializados no Brasil
Nitroderm (h)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Nitrato. Nitrovasodilatador. Como outros vasodilatadores, relaxa a musculatura lisa
(especialmente a venosa) ao induzir a síntese de óxido nítrico. O óxido nítrico estimula
a guanilatociclase para produzir guanosina monofosfato (GMP) na musculatura lisa vascular
e relaxar a musculatura lisa. Os compostos geradores de óxido nítrico podem também ajudar
a diminuir os efeitos colaterais gástricos associados aos anti-inflamatórias não esteroidais
(AINEs).
Indicações e Usos Clínicos
A nitroglicerina, assim como outros vasodilatadores, é usada principalmente na insuficiência
cardíaca ou no edema pulmonar para reduzir a pré-carga ou diminuir a hipertensão
pulmonar. O uso em animais deriva principalmente do emprego em e da experiência com
seres humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para
documentar a efetividade clínica. Em seres humanos é usada para tratar angina pectoris. Em
equinos, a nitroglicerina é usada para melhorar o fluxo sanguíneo para pesar patas
no tratamento da laminite. Entretanto, em experimentos, esse tratamento não foi eficaz
em equinos e não aumentou o fluxo sanguíneo para as patas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O efeito colateral mais significativo é a hipotensão. Pode ocorrer a formação da metahemoglobina
com o acúmulo de nitritos, mas é um problema raro. Pode se desenvolver
tolerância com o uso repetido. Devido à tolerância, é recomendável usar o medicamento
de forma intermitente.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com hipotensão. Avise os proprietários de animais de
estimação para que não apliquem a pomada sem usar luvas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Pode se desenvolver tolerância com o uso repetido, crônico. O uso deve ser intermitente
para um efeito ótimo. A nitroglicerina possui alto metabolismo pré-sistêmico, e a
disponibilidade oral é precária. Ao usar a pomada, 2,5 cm desta equivale a aproximadamente
15 mg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o sangue do paciente durante o tratamento.
Formulações
A nitroglicerina está disponível em injeções de 0,5; 0,8; 1; 5 e 10 mg/mL; pomada a 2% e
sistemas transdérmicos (0,2 mg/adesivo por hora).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 4-12 mg (até 15 mg) topicamente a cada 12 horas. Ou aplique 1,25 a 2,5 cm de
pomada a 2% na pele, a cada 8 horas.
Gatos
• 2-4 mg, tópica, a cada 12 horas (ou aproximadamente 0,5 cm de pomada por gato).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento da laminite: aplique pomada a 2% na pele abaixo do casco (eficácia
questionável).
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Classificação RCI: 3
Nitroprusseto (Nitroprusseto de Sódio)
Nome comercial e outros nomes
Nitropress
Medicamentos comercializados no Brasil
Nitroplus (h)
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Vasodilatador nitrato. Como outros nitrovasodilatadores, relaxa a musculatura lisa vascular
(especialmente a venosa) via geração de óxido nítrico. O óxido nítrico estimula a
guanilatociclase a produzir guanosina monofosfato (GMP) cíclica na musculatura lisa, com
o efeito predominante de relaxar a musculatura lisa vascular. O nitroprusseto é usado
apenas em infusão intravenosa e os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente
durante a administração. O nitroprusseto tem início rápido de ação (quase imediatamente)
e uma duração de apenas alguns minutos após a descontinuação da administração
intravenosa.
Indicações e Usos Clínicos
O nitroprusseto é usado para o tratamento do edema pulmonar agudo e de outras condições
hipertensivas. É administrado somente por infusão intravenosa e a dose é cuidadosamente
titulada por meio de monitoramento da pressão sanguínea sistêmica. Titule até manter a
pressão arterial em 70 mmHg. O uso em animais deriva principalmente do uso empírico e da
experiência em seres humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre
eficácia para documentar a efetividade clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
É possível ocorrer hipotensão grave durante o tratamento. Pode ocorrer taquicardia
reflexa durante o tratamento. O cianeto é gerado na metabolização durante
o tratamento com nitroprusseto, especialmente a altas taxas de infusão (>
5 μg/kg/min). Com altas taxas de infusão (> 10 μg/mg/kg) podem ocorrer convulsões,
que são sinais de toxicidade por cianeto. O tiossulfato de sódio é usado em seres humanos
para prevenir a toxicidade pelo cianeto. A metemoglobinemia é possível e, se necessário,
tratada com azul de metileno.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com hipotensão ou desidratados.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O nitroprusseto é administrado via infusão intravenosa. A solução intravenosa deve ser
liberada em solução de glicose a 5%. Por exemplo, adicione 20-50 mg a 250 mL de glicose a
5% para uma concentração de 50 a 200 μg/mL. Proteja da luz com envoltório opaco.
Descarte as soluções, caso observe alteração na cor. Titule a dose cuidadosamente em cada
paciente.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão sanguínea cuidadosamente durante a administração. Não deixe que
a pressão sanguínea caia abaixo de 70 mmHg durante o tratamento. Monitore a frequência
cardíaca, pode ocorrer taquicardia reflexa durante a infusão.
Formulações
Nitroprusseto está disponível em ampola de 50 mg para injeção de 10 e 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Não é compatível em alguns fluidos. Para administração intravenosa, dilua com glicose
a 5%. Proteja da luz e cubra a solução da infusão durante a administração. O nitroprusseto
se decompõe rapidamente em soluções alcalinas ou com a exposição à luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-5 μg/kg/min por via intravenosa até um máximo de 10 μg/kg/min. Geralmente,
comece com 2 μg/kg/min e aumente gradualmente em 1 μg/kg/min até ser atingida
a pressão sanguínea desejada.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Nizatidina
Nome comercial e outros nomes
Axid
Medicamentos comercializados no Brasil
Axid (h)
Classificação funcional
Agente antiúlcera
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento bloqueador de receptor H2 histamínico. A nizatidina bloqueia a estimulação
da histamina da célula parietal gástrica para diminuir a secreção gástrica ácida. É 4 a 10
vezes mais potente que a cimetidina. Demonstrou-se que a nizatidina e a ranitidina
também estimulam o esvaziamento gástrico e a motilidade do cólon via atividade
anticolinesterásica. Também é usada para tratar úlceras gástricas e gastrite.
Indicações e Usos Clínicos
A nizatidina, como outros bloqueadores do receptor H 2 , é usada para tratar úlceras e
gastrite. Essas substâncias inibem a secreção ácida do estômago e também são usadas para
prevenir úlceras causadas por medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs),
mas não foi demonstrada a eficácia para essa utilização. O uso em animais deriva
principalmente da utilização empírica e experiência em seres humanos. Não existem estudos
clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar a efetividade clínica. Em
animais, a famotidina ou ranitidina é usada com mais frequência como bloqueador de H2,
ou emprega-se o omeprazol como inibidor da bomba de próton (IPP).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais decorrentes da nizatidina em animais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e doses)
baseia-se na experiência com seres humanos ou na experiência empírica com animais. O uso
da nizatidina em animais não é tão comum quanto o de outras substâncias relacionadas,
como a ranitidina ou a famotidina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A nizatidina está disponível em cápsulas de 150 e 300 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A nizatidina é ligeiramente hidrossolúvel. A nizatidina é misturada com sucos e xaropes para
administração oral e permanece estável por 48 horas. Evite misturar com Maalox líquido.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,5-5 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas de
intervalos de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (91-888-
873-2723).
Classificação RCI: 5
Norfloxacino
Nome comercial e outros nomes
Noroxin
Medicamentos comercializados o Brasil
Floxacin (h) , Norfloxacino (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. O norfloxacino age ao inibir a DNA girase
bacteriana interferindo na síntese de DNA e RNA. É um bactericida com amplo espectro de
ação. Entre as bactérias sensíveis estão Staphylococcus, Escherichia coli, Proteus, Klebsiella e
Pasteurella. Pseudomonas aeruginosa é moderadamente sensível. Entretanto, o norfloxacino
não é tão ativo quanto outras substâncias do grupo das fluoroquinolonas.
Indicações e Usos Clínicos
O norfloxacino tem sido substituído por outras fluoroquinolonas veterinárias porque tem
farmacocinética mais favorável e melhor espectro de atividade. Entretanto, é usado para
tratar uma variedade de infecções, incluindo a respiratória, a do trato urinário, de pele e
tecidos moles.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem causar toxicidade sobre o SNC, especialmente em animais
com insuficiência renal. O norfloxacina pode causar náuseas, vômitos e diarreia em altas
doses. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Os cães
com 4 a 28 semanas de idade são mais sensíveis. Cães grandes, de crescimento rápido,
também são os mais suscetíveis.
Contraindicações e Precauções
Evite usar em animais jovens devido ao risco de lesão na cartilagem. Use com cautela em
animais que possam ser propensos a convulsões. O norfloxacino pode aumentar
as concentrações de teofilina, caso usado concomitantemente. A coadministração com
cátions di e trivalentes, como produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), pode
diminuir sua absorção.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais. Entretanto, como outras
quinolonas, a coadministração com cátions di e trivalente, como medicamentos
contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode diminuir sua absorção. Não
misture em soluções ou em ampolas com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode
ocorrer quelação.
Instruções de Uso
O uso em animais (e doses) baseia-se em estudos farmacocinéticos em animais de
laboratório, experiência em seres humanos ou uso empírico em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade recomendado pelo CLSI
(Clinical and Laboratory Standards Institute) para microrganismos sensíveis são inferiores ou
equivalentes a 4 μg/mL.
Formulações
O norfloxacino está disponível em comprimidos de 400 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 22 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
É proibido o uso em animais de produção.
No Brasil, o norfloxacino empregado em animais de produção é o norfloxacino base e
como nicotinato.
O
Ocitocina
Nomes comerciais e outros nomes
Pitocin, ® Syntocinon ® (solução nasal) e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Ocitocina Forte U.C.B (v) , Ocitocina Vetnil (v) , Ocitocina Vitalfarma (v) , Ocitovet (v) etc.
Classificação funcional
Indutor do trabalho de parto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A ocitocina estimula a contração muscular uterina via ação sobre os receptores específicos
de ocitocina. Quando administrada na época da luteólise, estimula a secreção de PGF2-alfa
e interrompe a luteólise. Quando administrada antes da luteólise, não induz a PGF2-alfa,
interrompe a luteólise e prolonga a função do corpo lúteo (CL).
Indicações e Usos Clínicos
A ocitocina é usada para induzir ou manter o trabalho de parto normal e induzir o próprio
parto em animais prenhes. Em cirurgia, pode ser utilizada no pós-operatório, após cesariana,
para facilitar a involução uterina e a resistência ao grande influxo de sangue. Em grandes
animais, a ocitocina é empregada para aumentar as contrações uterinas e estimular a
lactação. Ela induz a contração das células do músculo liso da glândula mamária, necessária
para a descida do leite, caso o úbere esteja em estado fisiológico apropriado. Também é
administrada para expulsão da placenta após o parto. Entretanto, sua eficácia para retenção
placentária é questionável, e alguns especialistas acreditam que também se deve administrar
o estrogênio, além da ocitocina. A ocitocina não aumenta a produção de leite, mas estimula
a contração, levando à ejeção láctea. Administrada antes da luteólise (até 10 dias após a
ovulação em éguas), a ocitocina prolonga a função do CL e suprime o comportamento de
estro em éguas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são incomuns se usada com cuidado. Contudo, é necessário
monitoramento cuidadoso do parto durante seu uso.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais prenhes, a menos que para indução do trabalho de parto. Não
administrar a menos que a cérvix esteja completamente relaxada. Não usar se o feto
estiver em posicionamento anormal.
Interações Medicamentosas
Agonistas beta-adrenérgicos inibem a indução do parto.
Instruções de Uso
A ocitocina é usada para indução do parto. Em seres humanos, é administrada na forma
injetável, por infusão intravenosa constante ou em solução intranasal.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Estresse fetal e progressão do trabalho de parto normal devem ser monitorados de perto.
Formulações
A ocitocina está disponível na forma injetável de 10 e 20 unidades/mL e em solução nasal
contendo 40 unidades/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cadelas
• 5-20 unidades por cadela, por vias intramuscular ou subcutânea (repetir a cada
30 minutos nos casos de inércia uterina primária). Nota: na bula constam doses mais
altas, de 5-30 unidades por cadela.
Gatas
• 2,5-3 unidades por gata por vias intramuscular ou intravenosa. Repetir até três vezes a
cada 30-60 minutos. (A dose máxima é de 3 unidades/gata.)
Posologia para Grandes Animais
Todas as doses seguintes são por animal, não por quilograma de peso.
Vacas
• Para estimular as contrações uterinas: 30 unidades por via intramuscular e repetir em
30 minutos, se necessário. (O fabricante menciona 100 unidades por vaca.)
• Para retenção de placenta: 20 unidades por via intramuscular imediatamente após
o nascimento do bezerro e repetir em 2-4 horas.
• Para a descida do leite: 10-20 unidades por vaca, por vias intravenosa ou
intramuscular.
Éguas
• Para estimular as contrações uterinas: 20 unidades por via intramuscular. (O fabricante
menciona 100 unidades por égua.)
• Para retenção de placenta: 30-40 unidades por via intramuscular a intervalos de 60-90
minutos ou acrescentar 80-100 unidades a 500 mL de solução fisiológica e
administrar por via intravenosa.
• Para suprimir o comportamento de estro em éguas: 60 unidades por égua, por via
intramuscular, 1 ou 2 vezes/dia, do 7° ao 14 o dia após a ovulação.
Pequenos Ruminantes e Porcas
• 5-10 unidades por via intramuscular. (O fabricante menciona 30-50 unidades por
animal.)
Informação sobre Restrição Legal
Não há registro sobre períodos de carência. Devido ao baixo risco de resíduos e à rápida
eliminação após administração, sugere-se um período de carência de 24 horas.
Óleo de Rícino
Nome comercial e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Óleo de Rícino (g)
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Estimulante catártico. Acredita-se que estimule localmente a motilidade intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
Laxante usado para o tratamento de constipações intestinais ou na evacuação intestinal
para realização de procedimentos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso excessivo pode provocar perda de eletrólitos. Em gestantes, o óleo de rícino é
conhecido por induzir o parto prematuro.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gestantes. Pode induzir o parto. O óleo de rícino é conhecido
por induzir a liberação de histamina. Monitore os pacientes quanto a sinais de reações
provocadas pela histamina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Em animais, o uso do óleo de rícino é estritamente empírico. É comercializado sem receita
médica. A administração repetida pelos proprietários deve ser desencorajada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O óleo de rícino é comercializado em solução para administração oral (100%).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 8-30 mL/dia por via oral.
Gatos
• 4-10 mL/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação.
Óleo MCT (Triglicerídeo de Cadeia Média)
Nome comercial e outros nomes
Óleo de triglicerídeos de cadeia média (MCT)
Medicamentos comercializados no Brasil
Várias marcas genéricas
Classificação funcional
Suplemento nutricional
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O óleo MCT faz a suplementação de triglicerídeos em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O óleo MCT é usado para o tratamento da linfangiectasia e é componente de fórmulas para
nutrição enteral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de reações adversas em medicina veterinária. Pode provocar diarreia em
alguns pacientes.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos sobre o uso do óleo MCT em ensaios clínicos. Muitas formulações para
alimentação enteral contêm este óleo (em diversas formulações poliméricas).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O MCT é comercializado em líquido para administração oral.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente e local
fresco. Não armazene em frascos plásticos. Pode ser misturado a sucos de frutas ou produtos
alimentícios antes da administração.
Posologia para Pequenos Animais
• 1-2 mL/kg diariamente, misturado ao alimento.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, não
há sugestão de intervalos de carência do tratamento.
Óleo Mineral
Nome comercial e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Marcol (v)
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Laxante lubrificante. O óleo mineral aumenta a quantidade de água nas fezes e age como
lubrificante do conteúdo intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
O óleo mineral é administrado por via oral (por meio de tubo gástrico em equinos)
para aumentar a passagem das fezes durante o tratamento de impactações e constipações
intestinais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais. O uso crônico pode diminuir a absorção
de vitaminas lipossolúveis.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela durante a administração por tubo gástrico. A administração acidental
pelos pulmões produz reações fatais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. O uso crônico pode diminuir a
absorção de vitaminas lipossolúveis.
Instruções de Uso
O uso é empírico. Não há relatos de resultados clínicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
O óleo mineral é comercializado em forma líquida para administração oral.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-50 mL/cão a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 10-25 mL/gato a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 500-1.000 mL por animal, por via oral, conforme necessário. Até 2-4 L por animal
adulto por via oral (geralmente administrados por tubo nasogástrico).
Ovinos e Suínos
• 500-1.000 mL por via oral, conforme necessário.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação. Dado o baixo risco de resíduos, intervalos
de interrupção do tratamento não foram sugeridos.
Olsalazina Sódica
Nome comercial e outros nomes
Dipentum ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antidiarreico (anti-inflamatório)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-inflamatório composto por duas moléculas de ácido aminossalicílico unidas por uma
ligação azo. Cada componente é liberado no cólon por enzimas bacterianas. O fármaco
liberado também é conhecido como mesalamina (ver verbete Mesalamina). A mesalamina
também é o componente ativo da sulfassalazina, comumente administrada para o
tratamento da colite. A ação da mesalamina não é conhecida com exatidão, mas parece que
suprime o metabolismo do ácido araquidônico no intestino. Ela inibe a inflamação das
mucosas mediada tanto pela cicloxigenase quanto pela lipoxigenase. A absorção sistêmica é
pequena; acredita-se que a maior parte de sua ação seja local. A olsalazina tem um efeito
similar ao da sulfassalazina, mas sem o componente sulfonamida. Outras formulações da
mesalamina incluem Asacol ® , Mesasal ® e Pentasa ® . As outras são comprimidos revestidos,
destinados a liberar o componente ativo no intestino.
Indicações e Usos Clínicos
Como outras formas de mesalamina, a olsalazina é usada para o tratamento da doença
intestinal inflamatória, incluindo a colite em animais. Em pequenos animais, usa-se mais a
sulfassalazina, mas em alguns animais a olsalazina pode estar indicada. O uso em animais
derivou primordialmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos. Não há
estudos clínicos bem controlados ou ensaios que comprovem a eficácia clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a pacientes sensíveis aos compostos à base de salicilatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Usa-se a olsalazina em pacientes que não toleram a sulfassalazina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A olsalazina está disponível em comprimidos de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não foi estabelecida, mas usam-se 5-10 mg/kg a cada 8 horas. (A dose habitual para seres
humanos é de 500 mg 2 vezes/dia.)
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informação sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimativas dos
intervalos de carência extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-
2723).
Classificação RCI: 4.
Omeprazol
Nomes comerciais e outros nomes
Prilosec ® (antes denominado Losec ® ; preparação para uso humano), GastroGard ® e
UlcerGard ® (preparações para equinos)
Medicamentos comercializados no Brasil
Equiprazol (v) , Gastrogard (v) , Gastrozol (v) , Petprazol (v) , Omeprazol (g)
Classificação funcional
Agente antiulceração
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da bomba de prótons (IBP). O omeprazol inibe a secreção do ácido gástrico ao inibir
a bomba de K + /H + (bomba de potássio). O omeprazol é mais potente e tem ação mais
duradoura que a maioria dos fármacos antissecretores disponíveis. Outros inibidores da
bomba de prótons incluem o pantoprazol (Protonix ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o
rabeprazol (Aciphex ® ). Todos agem via mecanismo similar e são igualmente efetivos. Os
IBPs também exercem algum efeito inibindo organismos do gênero Helicobacter no estômago,
quando administrados com antibióticos. O omeprazol é decomposto no ambiente ácido do
estômago. A absorção oral diminui quando administrado com alimento. As formulações
visam à proteção contra o ácido para melhorar a administração oral (p. ex., algumas cápsulas
contêm bicarbonato) e não devem ser modificadas (i.e., as cápsulas não devem ser
esmagadas), ou a estabilidade ficará comprometida.
Indicações e Usos Clínicos
O omeprazol, como outros IBPs, é usado para o tratamento e prevenção de úlceras gástricas.
Tem sido usado em cães, gatos e espécies exóticas, porém os principais dados sobre a eficácia
em animais foram obtidos em equinos, nos quais se demonstrou que o omeprazol é efetivo
para o tratamento e a prevenção de úlceras gástricas. Em potros, 4 mg/kg a cada 24 horas
suprimiram a secreção de ácido por 22 horas (em comparação, a ranitidina suprimiu o ácido
por até 8 horas na dose de 6,6 mg/kg). Em cães, 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral, é tão
efetivo quanto o pantoprazol (1 mg/kg) e a famotidina (0,5 mg/kg a cada 12 horas) para
manter o pH gástrico > 3-4. Podem ser necessárias doses repetidas (2-5 doses) para a
inibição completa da secreção de ácido. Por causa da longa duração do efeito, os IBPs
podem ser mais efetivos que outros medicamentos (p. ex., bloqueadores de recptores H 2 da
histamina). Em estudos feitos em equinos, o omeprazol foi mais efetivo que a ranitidina para
tratar úlceras gástricas. Os efeitos foram observados em 14 dias, mas houve recorrência após
o tratamento ser interrompido. Como outros IBPs, o omeprazol pode ser efetivo para prevenir
úlceras induzidas pelos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Também tem sido usado
em associação com outros fármacos (antibióticos) para tratar infecções por Helicobacter em
animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O único efeito colateral relatado em cães tem sido a diarreia, em alguns casos. Em outros
animais não há relato de efeitos colaterais. No entanto, em seres humanos pode ocorrer
hipergastrinemia com o uso crônico. Equinos têm tolerado 20 mg/kg a cada 24 horas por
91 dias, e 40 mg/kg a cada 24 horas por 21 dias, por via oral. Cães e gatos também têm
tolerado os esquemas mencionados no item Posologia. A proliferação de bactérias do
gênero Clostridium tem sido uma preocupação com o uso crônico, por causa da supressão
crônica do ácido gástrico, mas a importância clínica disso em animais ainda não foi
estabelecida.
Contraindicações e Precauções
Uma das formulações para uso humano (Zegerid ® ) deve ser misturada com água para
administração oral e contém xilitol, que pode ser tóxico para cães, se administrado em
altas doses ou com outras medicações que contenham xilitol. Não há relatos de
contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Embora o omeprazol não tenha sido associado a interações medicamentosas em animais,
os IBPs podem inibir algumas enzimas que biotransformam fármacos (enzimas CYP-
450). Em seres humanos, o metabolismo do clopidogrel em seu metabólito ativo tem sido
uma preocupação. O omeprazol também pode inibir o metabolismo de outros
medicamentos. Devido à supressão de ácido no estômago, não administrar com fármacos
que dependam da acidez gástrica para serem absorvidos (p. ex., cetoconazol e
itraconazol).
Instruções de Uso
O omeprazol é o medicamento mais comum dessa classe usado em animais. Outros IBPs
incluem o pantoprazol (Protonix ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (Aciphex ® ),
todos considerados igualmente eficazes. O pantoprazol e o rabeprazol têm a vantagem de
estar disponíveis em comprimidos que podem ser esmagados, e o pantoprazol é mais barato
que outros fármacos dessa classe. A administração retal foi estudada em equinos, mas
resultou em resposta baixa e inconsistente. Como não há formulações disponíveis para
pequenos animais, as formas para seres humanos têm sido administradas a cães e gatos, e a
formulação para equinos é diluída em óleo na quantidade de 40 mg/mL para administração
a pequenos animais. Estudos preliminares mostraram que a formulação para equinos
administrada por via oral a cães pode ser eficaz.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O omeprazol e os IBPs em geral são considerados seguros. Nenhum teste de rotina para
monitoramento de efeitos adversos foi recomendado.
Formulações
O omeprazol está disponível em cápsulas de 20 mg (preparação para uso humano) e em uma
pasta para equinos, GastroGard ® . A pasta sem receituário para equinos é UlcerGard ® e
contém 370 mg/g de pasta. Dispõe-se de uma formulação oral para uso humano
(Zegerid ® ) em cápsulas de 40 mg ou 20 mg com 1.100 mg de bicarbonato de sódio. O
Zegerid ® também está disponível em envelopes com dose única de 40 mg ou 20 mg em pó
para suspensão oral com 1.680 mg de bicarbonato de sódio.
Estabilidade e Armazenamento
O omeprazol deve ser mantido na formulação original do fabricante (cápsulas ou pasta) para
manter a estabilidade e efetividade ótimas. Ele é estável em pH 11, mas se decompõe
rapidamente em pH < 7,8. Não há formulações disponíveis para pequenos animais, aos
quais se administra a formulação para uso humano ou aquela para equinos. Essa última pode
ser diluída (p. ex., em óleo) para uso em pequenos animais, pois é muito concentrada. Ela
tem sido diluída na quantidade de 40 mg/mL em suspensão da formulação oral em pasta
aprovada para equinos em óleo de gergelim, numa proporção de 1:9, e armazenada em baixa
temperatura (7 o C) e protegida da luz. No entanto, a estabilidade de misturas preparadas de
forma extemporânea não foi avaliada. Formulações intravenosas de omeprazol foram criadas
em água estéril e administradas experimentalmente em equinos, porém tais formulações
estão disponíveis para venda no comércio. Estudos conduzidos com as formulações orais
para equinos mostraram que elas têm baixa potência.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20 mg/cão a cada 24 horas, por via oral, ou 1-2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
• 1 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• GastroGard ® para tratar úlceras: 4 mg/kg uma vez ao dia por 4 semanas, por via oral.
• GastroGard ® para prevenir úlceras: 1-2 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. (1 mg/kg
foi efetivo para a prevenção em estudos realizados com equinos.)
• Uso intravenoso (se houver uma formulação disponível): dose de ataque de 1 mg/kg,
seguida por 0,5 mg/kg por dia, durante 14-28 dias.
Ruminantes
A absorção oral pode não ser alta o bastante para que a terapia seja efetiva.
Informação sobre Restrição Legal
Não deve ser administrado em animais de produção. A absorção oral em ruminantes não
está estabelecida. Os intervalos de carência não foram estabelecidos para animais
de produção. Para estimativas dos intervalos de carência extrabula, contatar o FARAD
no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Classificação RCI: 5
Orbifloxacino
Nome comercial e outros nomes
Orbax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antimicrobiano fluoroquinolona. O orbifloxacino age por meio da inibição da girase do DNA
bacteriano, para inibir a síntese do DNA e do RNA. É um bactericida com amplo espectro de
ação, que inclui estafilococos, bacilos Gram-negativos e algumas espécies de Pseudomonas.
Em cães, a meia-vida é de 5,6 horas; em gatos, de 5,5 horas. Em ambas as espécies a
absorção oral é de quase 100%. Contudo, a absorção da suspensão oral não é tão alta como a
dos comprimidos (ver Instruções de Uso adiante). Em equinos, tem meia-vida de 5 horas e
absorção oral de 68%.
Indicações e Usos Clínicos
O orbifloxacino está registrado para uso em cães e gatos. Como outras fluoroquinolonas, é
usado para tratar infecções com bactérias suscetíveis em uma variedade de espécies.
O tratamento de infecções tem incluído as de pele, tecidos moles e do trato urinário inferior
em cães e gatos, bem como de tecidos moles em equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas concentrações podem causar toxicidade no sistema nervoso central (SNC),
especialmente em animais com insuficiência renal. Pode causar náuseas, vômitos e
diarreia em altas doses. Todas as fluoroquinolonas podem causar artropatia em animais
jovens. Os cães de quatro a 28 semanas de vida são mais sensíveis. Cães de grande porte
em crescimento rápido são os mais suscetíveis. Foi relatada cegueira em gatos em
decorrência da administração de algumas quinolonas (ácido nalidíxico e enrofloxacino),
mas em doses até 15 mg/kg (maior do que a aprovada na bula) o orbifloxacino não
produziu esse efeito.
Contraindicações e Precauções
Evitar usar em animais jovens devido ao risco de lesão nas cartilagens. Usar com cautela
em animais propensos a convulsões.
Interações Medicamentosas
As fluoroquinolonas podem aumentar as concentrações de teofilina se usadas
concomitantemente. A coadministração com cátions divalentes e trivalentes, como
produtos contendo alumínio (p. ex., sucralfato), ferro e cálcio, pode diminuir a absorção.
Não misturar em soluções ou em frascos com alumínio, cálcio, ferro ou zinco, pois pode
ocorrer quelação.
Instruções de Uso
Na dose que consta da bula, o orbifloxacino é ativo contra a maioria das bactérias suscetíveis.
Dentro da faixa de doses aprovadas, são necessárias doses maiores para combater organismos
com valores maiores de concentração inibitória mínima (MIC). Em gatos, a suspensão oral e
os comprimidos de orbifloxacino não são bioequivalentes. Com base em mg/kg, a suspensão
oral de orbifloxacino proporciona níveis plasmáticos mais baixos e variáveis que os
comprimidos. A dose da suspensão oral para gatos é de 7,5 mg/kg de peso corporal,
administrada uma vez ao dia, mas a dose em comprimidos pode ser mais baixa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o CLSI (Clinical and
Laboratory Standards Institute) para organismos sensíveis é ≤ 1 μg/mL. Em alguns casos,
podem ser usadas outras fluoroquinolonas para estimar-se a suscetibilidade a essa
fluoroquinolona. Entretanto, outros antibióticos podem ter valores de MIC mais baixos para
Pseudomonas aeruginosa, contra o qual o ciprofloxacino tem maior atividade in vitro.
Formulações
O orbifloxacino está disponível em comprimidos de 5,7, 22,7 e 68 mg. A suspensão oral
contém 30 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
O orbifloxacino é ligeiramente hidrossolúvel e tem sido misturado com vários xaropes,
flavorizantes e veículos, tendo permanecido estável à temperatura ambiente por sete dias.
Não misturar com veículos que contenham alumínio, cálcio ou ferro, pois pode diminuir a
absorção oral decorrente da formação de quelatos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Comprimidos: 2,5-7,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
• Suspensão: 7,5 mg/kg (1 mL por kg), a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não usar fluoroquinolona sem receita em animais de produção. O orbifloxacino está proibido
em tais animais.
Ormetoprima + Sulfadimetoxina
Nome comercial e outros
Primor ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriana
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antibacteriano. A ormetoprima com a sulfadimetoxina é uma associação
sinérgica similar a da trimetoprima com o sulfametoxazol. A ormetoprima inibe a diidrofolato
redutase bacteriana, e a sulfonamida compete com o ácido para-aminobenzoico (PABA) pela
síntese dos ácidos nucleicos. É bactericida e bacteriostática. Tem espectro antibacteriano
amplo, que inclui bactérias comuns Gram-positivas e Gram-negativas. Também é ativa
contra alguns coccídios.
Indicações e Usos Clínicos
A associação ormetoprima + sulfadimetoxina é usada em pequenos animais para tratar uma
variedade de infecções bacterianas causadas por organismos suscetíveis, incluindo
pneumonia, infecções cutâneas, infecções de tecidos moles e do trato urinário em cães e
gatos. Em equinos, pode ser administrada por via oral para infecções causadas por bactérias
Gram-positivas suscetíveis (Actinomyces, Streptococcus spp. e Staphylococcus spp.), mas podem
ser necessárias doses maiores para infecções por Gram-negativos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem reações alérgicas,
hipersensibilidade dos tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (com terapia prolongada), ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outros animais já que não têm a
capacidade de acetilá-las nos metabólitos. Outros metabólitos mais tóxicos podem
persistir. A ormetoprima foi associada a alguns efeitos sobre o sistema nervoso central
(SNC) de cães, que incluem alterações de comportamento, ansiedade, tremores
musculares e convulsões. Em equinos, quando foram administradas doses por via
intravenosa em animais de laboratório (formulação intravenosa não disponível
comercialmente), foram observadas reações sobre o sistema nervoso, como tremores e
fasciculações musculares.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais sensíveis às sulfonamidas.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, inclusive com a warfarina, a
metenamima e o etodolac. Podem potencializar os efeitos adversos causados pelo
metotrexato e pela pirimetamina.
Instruções de Uso
As doses listadas baseiam-se nas recomendações do fabricante. Ensaios controlados
demonstraram eficácia no tratamento do pioderma em um esquema de uma dose diária.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a produção de lágrimas com o uso prolongado. Para o teste de suscetibilidade, não
foram determinados os parâmetros de ponto de quebra de suscetibilidade para
ormetoprima + sulfadimetoxina. Fazer um teste com trimetoprima-sulfonamida como guia
de suscetibilidade à acssociação ormetoprima + sulfadimetoxina. O ponto de quebra de
suscetibilidade para organismos suscetíveis é ≤ 2/38 μg/mL (trimetoprima-sulfonamida),
segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI).
Formulações
A associação ormetoprima + sulfadimetoxina está disponível em comprimidos de 120, 240,
600 e 1.200 mg, numa proporção de 5:1 de sulfadimetoxina:ormetoprima.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 55 mg/kg no primeiro dia, seguidos por 27,5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral. As
doses podem ser divididas para tratamento de duas vezes ao dia. (Todas as doses
baseiam-se na quantidade associada em miligramas de ormetoprima e
sulfadimetoxina.)
Gatos
Embora o fabricante não mencione as doses, têm sido administradas doses semelhantes às
usadas para cães.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Dose de ataque de 55 mg/kg (dos antibióticos associados), seguida por 27,5 mg/kg (dos
antibióticos associados) a cada 24 horas, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos os períodos de carência para animais de produção. A absorção oral
aos ruminantes não foi estabelecida. Para estimativas dos intervalos de carência para uso
extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Oxacilina Sódica
Nome comercial e outros nomes
Pro-staphlin ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Staficilin-N (h) , Oxacilina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. A oxacilina, como outros antibióticos betalactâmicos, liga-se às
proteínas de ligação da penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem na formação da
parede celular. Após ligação à PBP, a célula enfraquece ou sofre lise. Como
outrosbetalactâmicos, age de maneira dependente do tempo (i.e., é mais efetiva quando as
concentrações do medicamento são mantidas acima das concentrações inibitórias mínimas
[CIM] durante o intervalo entre as doses). A oxacilina tem um espectro de ação limitado,
que inclui primariamente bactérias Gram-positivas. A resistência é comum, em especial
entre bacilos entéricos Gram-negativos. Os estafilococos são suscetíveis, pois a oxacilina é
resistente à betalactamase bacteriana produzida por Staphylococcus spp. Os dados disponíveis
sobre a farmacocinética da oxacilina em animais são limitados. Em função da meia-vida
curta e da baixa absorção oral, há limitações ao seu uso em animais.
A oxacilina não tem valor terapêutico, mas é usada como marcador para testar a
resistência da PBP2a mediada por mec-A em Staphylococcus. Staphylococcus resistentes à
meticilina (p. ex., MRSA – S. aureus resistentes à meticilina ou MRSP – S. pseudintermedius
resistentes à meticilina), em geral, são identificados usando-se os pontos de perda de
suscetibilidade da oxacilina (ver Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais).
Indicações e Usos Clínicos
A oxacilina tem sido usada em pequenos animais para tratar infecções dos tecidos moles
causadas por bactérias Gram-positivas. O uso mais comum tem sido para tratar pioderma em
cães. Seu uso tem diminuído por causa de informações limitadas sobre sua farmacocinética
para orientar a posologia oral e em decorrência da maiordisponibilidade de outros
medicamentos, como as cefalosporinas orais e amoxicilina-clavulanato.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos de antibióticos similares à penicilina são causados mais comumente
por alergia ao fármaco, que pode variar de anafilaxia aguda quando administrado ou
outros sinais de reação alérgica quando são empregadas outras vias. Quando
administrado por via oral, é possível ocorrer diarreia, em especial com altas doses.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais alérgicos a medicamentos similares a penicilina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. O alimento pode inibir a absorção oral.
Instruções de Uso
As doses baseiam-se no empirismo ou na extrapolação a partir de estudos em seres humanos.
Não se dispõe de estudos clínicos sobre a eficácia em cães ou gatos. Administrar, se possível,
em jejum.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Cultura e teste de sensibilidade: O ponto de perda de suscetibilidade do Clinical and
Laboratory Standards Institute (CLSI) para definir resistência mediada por mec-A no
Staphylococcus aureus está em uma CIM ≥ 4 μg/mL, e o tamanho da zona é ≤ 10 mm.
Todas as demais espécies de Staphylococcus com resistência mediada por mec-A, incluindo S.
pseudintermedius (p. ex., MRSP), são ≤ 17 mm na difusão em disco e têm CIM ≥ 0,5 μg/mL.
Se os estafilococos forem resistentes à oxacilina, devem ser interpretados como sendo
resistentes a todas as cefalosporinas e penicilinas, independentemente do resultado do teste
de sensibilidade. A resistência à oxacilina, em geral, é interpretada como equivalente a da
meticilina; portanto, estafilococos resistentes à oxacilina também são considerados como
Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) ou Staphylococcus pseudointermedius
resistente à meticilina (MRSP).
Formulações
A oxacilina está disponível em cápsulas de 250 e 500 mg e em solução oral contendo
50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
oxacilina é solúvel em água e álcool. A solução oral reconstituída é estável por 3 dias em
temperatura ambiente e por 14 dias no refrigerador.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 22-40 mg/kg a cada 8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose. A absorção oral para grandes animais não foi estabelecida.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. A absorção oral em
ruminantes não foi estabelecida. Para estimativas dos intervalos de carência para uso
extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Oxazepam
Nome comercial e outros nomes
Serax ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento benzodiazepínico. O oxazepam é um depressor do sistema nervoso central
(SNC) de ação central, com ação semelhante a do diazepam. Seu mecanismo de ação parece
ser por meio da potencialização dos efeitos mediados pelo receptor do GABA no SNC. O
oxazepam é um dos produtos ativos do metabolismo do diazepam. Em contraste com o
diazepam, o oxazepam não sofre biotransformação hepática extensa em animais, porém é
glicuronado antes de sua excreção. Em cães, o oxazepam tem uma meia-vida de 5 a 6
horas, mas esses valores foram derivados da administração do fármaco original diazepam. O
oxazepam é eliminado por conjugação direta com o ácido glicurônico, sem a produção de
outros metabólitos intermediários, enquanto o diazepam e outros benzodiazepínicos podem
produzir outros metabólitos intermediários ativos.
Indicações e Usos Clínicos
O oxazepam é usado para sedação e como estimulante do apetite. Tem sido utilizado por
seus efeitos estimulantes do apetite, particularmente em gatos que possam ter o apetite
diminuído por outras doenças primárias. Como um benzodiazepínico, também pode ser
prescrito para problemas comportamentais e distúrbios de ansiedade em animais, porém não
tem sido usado com tal finalidade tão comumente como outros benzodiazepínicos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A sedação é o efeito colateral mais comum. Também pode acarretar polifagia. Alguns
animais podem apresentar uma excitação paradoxal. A administração crônica pode
ocasionar dependência e ocorrer uma síndrome de abstinência se a administração for
suspensa.
Contraindicações e Precauções
A administração oral de outro benzodiazepínico — o diazepam — tem causado lesão
hepática idiossincrásica grave em gatos. Não se sabe se o mesmo conceito aplica-se ao
oxazepam, que é um metabólito do diazepam, embora nenhum caso de lesão hepática
causada pelo oxazepam tenha sido relatado.
Interações Medicamentosas
Usar com cautela com outros medicamentos que possam causar sedação.
Instruções de Uso
As doses baseiam-se no empirismo. Não há ensaios clínicos em medicina veterinária, embora
se acredite que aumente o apetite de gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Amostras de plasma ou soro podem ser analisadas quanto às concentrações de
benzodiazepínicos. Concentrações plasmáticas na faixa de 100-250 ng/mL têm sido citadas
como a faixa terapêutica para seres humanos. Outras referências têm citado essa faixa como
sendo de 150-300 ng/mL. No entanto, não há testes prontamente disponíveis para
monitoramento em muitos laboratórios veterinários. Os laboratórios que analisam amostras
humanas podem ter testes inespecíficos para benzodiazepínicos. Com esses ensaios, pode
haver reatividade cruzada entre metabólitos dos benzodiazepínicos.
Formulações
O oxazepam está disponível em cápsulas de 10, 15 e 30 mg e comprimidos de 30 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Estável se armazenado na formulação original do fabricante. Embora o oxazepam tenha sido
composto para uso veterinário, sua potência e estabilidade não foram avaliadas nos produtos
compostos.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• Para distúrbios do comportamento: 0,2-0,5 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral ou 1-
2 mg/gato a cada 12 horas por via oral.
• Como estimulante do apetite: 2,5 mg/gato por via oral.
Cães
• Para distúrbios do comportamento ou sedação: 0,2-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via
oral. Para algumas indicações, tem sido administrado a cada 6 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informação sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção. No Brasil, o oxazepam está listado como
substância psicotrópica (lista B1) sujeito a notificação de Receita “B”.
Medicamento controlado do Esquema IV.
Classificação RCI: 2
Oxfendazol
Nomes comerciais e outros nomes
Benzelmin ® e Synanthic ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Oxfaden (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. O oxfendazol pertence à classe dos benzimidazóis de fármacos
antiparasitários. Como outros benzimidazóis, produz a degeneração dos microtúbulos do
parasito e bloqueia de forma irreversível a captação de glicose pelos parasitos. A inibição da
captação de glicose causa depleção das reservas de energia nos parasitos, o que acaba
resultando na morte deles. Entretanto, não há efeito sobre o metabolismo da glicose em
mamíferos. É usado para tratar parasitoses intestinais em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O oxfendazol é usado em equinos, para o tratamento contra grandes nematódeos
(Parascaris equorum), oxiúros maduros e imaturos (Oxyuris equi), grandes estrôngilos
(Strongylus edentatus, Strongylus vulgaris e Strongylus equinus) e pequenos estrôngilos. Em
bovinos, o fendazol é usado para o tratamento contra vermes pulmonares (Dictyocaulus
viviparus), gástricos (Haemonchus contortus e H. placei, adulto), pequenos vermes do estômago
(Trichostrongylus axei, adulto), vermes castanhos do estômago (Ostertagia ostertagi), vermes
intestinais, vermes nodulares (Oesophagostomum radiatum, adulto), ancilóstomos
(Bunostomum phlebotomum, adulto), pequenos vermes intestinais (Cooperia punctata, C.
oncophora e C. momasteri) e cestódeos (Moniezia benedeni, adulto).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
São raras as reações adversas.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a equinos doentes ou debilitados. Não administrar a vacas leiteiras em
idade reprodutiva.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Para equinos, administrar por via oral, preparando-se uma suspensão (p. ex., via sonda
gástrica) ou misturando pellets no alimento. Administrar a bovinos por via oral com uma
seringa dosadora ou por via intrarruminal com injetor para rúmen. O tratamento pode ser
repetido em 6-8 semanas em equinos e em 4-6 semanas em bovinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O oxfendazol está disponível em uma suspensão contendo 90,6 ou 225 mg/mL (para
bovinos), em pasta contendo 185 mg/g de pasta (para bovinos), pasta contendo 0,375 g/g
de pasta (para equinos), suspensão contendo 90,6 mg/mL (para equinos) e pellets contendo
6,49% (para equinos).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Após
misturar para administração oral, descartar a parte não utilizada após 24 horas. Misturar
bem antes de usar, não congelar as suspensões e evitar excesso de calor.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
A dose não foi estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg por via oral.
Bovinos
• 4,5 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não usar em vacas leiteiras.
Período de carência para bovinos antes do abate: 7 dias para formulação em suspensão;
11 dias para formulação em pasta.
Oxibendazol
Nome comercial e outros nomes
Anthelcide EQ ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Equitac (v) , Gelverm (v) , Oxyverm (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. O oxibendazol pertence à classe dos benzimidazóis de fármacos
antiparasitários. Como outros benzimidazóis, produz uma degeneração dos microtúbulos do
parasito e bloqueia de forma irreversível a captação de glicose pelos parasitos. A inibição da
captação de glicose causa depleção das reservas de energia nos parasitos, o que acaba
resultando na morte deles. Entretanto, não há efeito sobre o metabolismo da glicose em
mamíferos. É usado para tratar parasitoses intestinais em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O oxibendazol é usado em equinos, para o tratamento contra grandes estrôngilos (Strongylus
edentatus, S. equinus e S. vulgaris), pequenos estrôngilos (espécies dos gêneros Cylicostephanus,
Cylicocyclus, Cyathostomum, Triodontophorus, Cylicodontophorus e Gyalocephalus), grandes
nematódeos (Parascaris equorum), oxiúros (Oxyuris equi), incluindo vários estágios de larva, e
vermes filiformes (Strongyloides westeri).
As formulações para cães podem conter citrato de dietilcarbamazina e oxibendazol,
para prevenção contra a Dirofilaria immitis (o verme do coração) e o Ancylostoma caninum
(ancilostomose) e para o tratamento contra a infecção por Trichuris vulpis e intestinal
por Toxocara canis (ascaridíase).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Reações adversas são raras. Podem ocorrer náuseas e vômitos ocasionais em cães.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a cães que possam ter dirofilariose.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Administrar a suspensão em equinos misturando o medicamento com 1-2 L de água e por
via oral (p. ex., por meio de sonda gástrica). Uma alternativa é misturar o pó com ração
granulada ou usar a pasta. Equinos devem ser tratados novamente em 6-8 semanas se
voltarem a ser expostos. Para cães, a medicação pode ser misturada com a ração diária.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O oxibendazol está disponível em suspensão a 10%, em pasta a 22,7% e comprimidos de 60,
120 e 180 mg de citrato de dietilcarbamazina + 45, 91 e 136 mg de oxibendazol.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Misturar
bem antes de usar, não congelar a suspensão e evitar excesso de calor.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg de oxibendazol (associado com 6,6 mg/kg de dietilcarbamazina) a cada 24
horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg por via oral.
• Contra vermes filiformes: 15 mg/kg por via oral em dose única. Tratar novamente em 6-
8 semanas depois, se necessário.
Informação sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos.
Os intervalos para retirada não foram estabelecidos para animais de produção. Para
estimativas dos intervalos de carência para o uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-
USFARAD (1-888873-2723). No Brasil, o período de carência para animais de produção é
de 7 dias antes do abate.
Oximetolona
Nome comercial e outros nomes
Anadrol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Hemogenin (h)
Classificação funcional
Hormônio, agente anabólico (anabolizante)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Esteroide anabolizante. A oximetolona é um derivado da testosterona. Os agentes
anabolizantes destinam-se a maximizar os efeitos anabólicos enquanto minimizam a ação
androgênica. Os anabolizantes têm sido usados para reverter condições catabólicas,
aumentar o ganho de peso e a musculatura nos animais e ainda estimular a eritropoiese.
Outros agentes anabolizantes incluem a boldenona, a nandrolona, o estanozolol e a
metiltestosterona.
Indicações e Usos Clínicos
Os anabolizantes têm sido usados para reverter condições catabólicas, aumentar o ganho de
peso e a musculatura nos animais e estimular a eritropoiese. Embora outros agentes
anabolizantes sejam utilizados em animais (metiltestosterona e stanozolol), não foram
demonstradas diferenças em termos de eficácia entre os esteroides anabolizantes em
animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes podem ser atribuídos à sua ação
farmacológica. O aumento dos efeitos masculinizantes é comum. Maior incidência de
tumores foi relatada em seres humanos. Os esteroides anabolizantes orais 17α-metilados
(oximetolona, stanozolol e oxandrolona) foram associados à toxicidade hepática.
Contraindicações e Precauções
Não usar em animais prenhes.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Os resultados de estudos clínicos em animais não foram relatados. O uso em animais (e as
doses) baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas para detectar evidência de colestase e hepatotoxicidade.
Formulações
A oximetolona está disponível em comprimidos de 50 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-5 mg/kg/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro das doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
A oximetolona é um fármaco controlado do Esquema III.
Não administrar a animais destinados à produção de alimento.
No Brasil, o uso de anabolizantes em animais de produção é proibido.
No Brasil, a oximetolona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita a
receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 4
Oxitetraciclina
Nomes comerciais e outros nomes
Terramycin ® , Terramycin Soluble Powder ® , Terramycin Scours Tablets ® , Biomycin ® ,
Oxy-Tet ® e OxybioticOxy 500 ® e Oxy 1000 ® . Formulações de ação prolongada
incluem Liquamycin-LA 200 ® e Biomycin 200 ® .
Medicamentos comercializados no Brasil
Kuramicina (v) , Ourotetra (v) , Oxigard (v) , Oxiplus (v) , Oxitetraciclina (v) , Teldrin (v) ,
Tetradur (v) , Terralon 20% (v) , Terramicina (v) etc
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das tetraciclinas. O mecanismo de ação das tetraciclinas consiste em
ligar-se à subunidade 30S ribossômica e inibir a síntese proteica. Em geral, a oxitetraciclina é
bacteriostática. Seu amplo espectro de atividade inclui bactérias Gram-positivas e Gramnegativas,
alguns protozoários, Rickettsiae e Ehrlichiae. O espectro também inclui Chlamydia,
espiroquetas, Mycoplasma, formas bacterianas L e alguns protozoários (Plasmodium e
Entamoeba). A resistência é comum entre bactérias Gram-negativas da família
Enterobacteriaceae (p. ex., Escherichia coli). A oxitetraciclina está disponível em uma
variedade de formulações para controlar a taxa de liberação de uma injeção. Os veículos
incluem polietilenoglicol, propilenoglicol, povidona ou pirrolidona. Embora estejam
disponíveis preparações orais, a absorção oral é limitada. Por exemplo, a absorção oral de
44 mg/kg em cães foi variável e muito baixa para produzir efeitos terapêuticos. Em suínos, a
absorção oral foi de apenas 4% (em comparação com a clortetracilcina, que é de 13%). A
maioria dos estudos farmacocinéticos foi realizada com oxitetraciclina injetável. Em bovinos,
após injeção intramuscular, a meia-vida foi de aproximadamente 21 horas, com uma
concentração máxima (CMÁX) de 5,6 μg/mL. Em equinos, a meia-vida (via intravenosa) foi
de aproximadamente 10-13 horas. Em suínos, a meia-vida (via intravenosa) foi de
aproximadamente 4-6 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A oxitetraciclina é usada para tratar infecções do trato respiratório (pneumonia), do trato
urinário, de tecidos moles e da pele. É usada para infecções causadas por um amplo espectro
de bactérias, exceto quando a resistência é comum entre bacilos Gram-negativos de origem
entérica e estafilococos. Um dos usos mais comuns é em bovinos, para o tratamento de
doença respiratória bovina (DRB) causada por Pasteurella multocida, Mannheimia haemolytica e
Histophilus somni (antigamente Haemophilus somnus). Em suínos, as tetraciclinas têm sido
usadas para tratar a rinite atrófica, a pasteurelose pneumônica e as infecções por
Mycoplasma. Em pequenos animais, usa-se mais a doxiciclina do que a oxitetraciclina para o
tratamento contra infecções por Rickettsiae e Ehrlichiae. Em potros recém-nascidos, a
oxitetraciclina tem sido administrada em altas doses para corrigir deformidades angulares
dos membros. As doses são tão altas quanto de 50-70 mg/kg, por via intravenosa, a cada 48
horas. O mecanismo pelo qual a oxitetraciclina promove seu efeito sobre os tendões ou
ligamentos em equinos é desconhecido.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em altas doses, as tetraciclinas podem causar necrose tubular renal, mas isso é raro com
as doses recomendadas. As tetraciclinas podem afetar a formação de ossos e dentes em
animais jovens, e têm sido implicadas na febre medicamentosa em gatos. Em indivíduos
suscetíveis, pode ocorrer hepatotoxicidade em altas doses. A administração de
oxitetraciclina em equinos foi associada a cólica e diarreia.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais jovens, pois é possível causar alteração na coloração dos
dentes. Evite a injeção intramuscular de volumes acima de 10 mL por local em bovinos e
acima de 5 mL em suínos.
Interações Medicamentosas
As tetraciclinas ligam-se a compostos que contêm cálcio. Assim, não misture também com
soluções que contenham ferro, alumínio ou magnésio, pois pode diminuir a absorção oral.
Instruções de Uso
As formulações orais destinam-se ao uso em grandes animais. O uso de formulações
injetáveis de ação prolongada não foi estudado em pequenos animais. O uso de tetraciclinas
em pequenos animais restringia-se à doxiciclina. Para grandes animais, existe tanto uma
formulação convencional quanto uma de ação prolongada. Esta última contém um
excipiente viscoso, usado para prolongar a absorção a partir do local da injeção. Tal
excipiente é a 2-pirrolidona. Com o uso de formulações de ação prolongada, as propriedades
dessa ação só se aplicam à administração intramuscular, não à intravenosa. Quando se
comparam os produtos de ação prolongada com os injetáveis convencionais, os de ação
prolongada em geral permitem intervalos maiores entre as doses. No entanto, em suínos, não
houve diferenças na duração das concentrações plasmáticas quando foram administradas
doses equivalentes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: o ponto de perda de sensibilidade determinado pelo Clinical and
Laboratory Standards Institute (CLSI) para patógenos respiratórios sensíveis de bovinos é ≤
2 μg/mL e, para patógenos respiratórios de suínos, ≤ 0,5 μg/mL. No caso de outros
organismos, o ponto de perda de sensibilidade é ≤ 2 μg/mL para estreptococos e ≤
4 μg/mL para outros organismos. A tetraciclina é usada como um marcador para testar a
suscetibilidade a outros fármacos da mesma classe, como a doxiciclina e a minociclina.
Formulações
A oxitetraciclina está disponível em comprimidos de 250 mg, bolus de 500 mg, injeção de
100 e 200 mg/mL e pó de 25, 166 e 450 g/453,59 g. As formulações de ação prolongada
estão disponíveis em injeção de 200 mg/mL. O cloridrato de oxitetraciclina em pó solúvel
está disponível para ser acrescentado à água de beber de aves de granja, bovinos e suínos.
A oxitetraciclina está disponível na forma de alimento indicado para bovinos, aves de granja,
peixes e suínos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Se as
soluções forem diluídas antes de se administrar a injeção, devem ser descartadas caso não
sejam usadas imediatamente. A solução pode escurecer ligeiramente, sem perder a potência.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 7,5-10 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa ou 20 mg/kg a cada 12 horas por
via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento da erliquiose: 10 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou
intravenosa (lentamente).
Potros
• Tratamento de deformidades flexurais dos membros: 44 mg/kg, até 70 mg/kg (2-3 g
por potro), duas doses com um intervalo de 24 horas.
Bezerros
• 11 mg/kg/dia por via oral
• Tratamento da pneumonia: 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Bovinos
• Forma injetável para o tratamento da anaplasmose, enterites, pneumonia e outras
infecções: 11 mg/kg a cada 12 horas por via intravenosa.
• Formulações de longa duração: 20 mg/kg por via intramuscular em dose única.
Suínos
• 6,6-11 mg/kg até 10-20 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular ou 20 mg/kg a
cada 48 horas por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência para bovinos (de corte): 7 dias (comprimidos orais). No caso do pó
solúvel oral, os períodos de carência variam muito de um produto para outro, tanto para
bovinos quanto para suínos. Em geral, são de pelo menos 5 dias no caso dos animais de corte,
mas deve-se consultar a bula do produto quanto aos períodos de carência.
Períodos de carência para injeção em bovinos: 18-22 dias, dependendo do produto.
Períodos de carência para formulações de ação prolongada em bovinos: 28 dias.
Períodos de carência para bovinos (leiteiros): 96 horas no caso de uma dose de 20 mg/kg.
Períodos de carência para bovinos (administração intrauterina): 7 dias (gado leiteiro) e 28
dias (gado de corte). Períodos de carência para bovinos (administração intramamária):
6 dias (gado leiteiro) e 28 dias (gado de corte).
Períodos de carência para suínos: 28 dias e até 42 dias, dependendo do produto.
Oxtrifilina
Nomes comerciais e outros nomes
Choledyl-SA ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Broncodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Teofilinato de colina. Broncodilatador da classe das metilxantinas. A teofilina livre é liberada
após absorção. O mecanismo de ação é desconhecido, porém pode estar relacionado com
aumento dos níveis de adenosina monofosfato cíclico (AMPc) ou antagonismo à adenosina.
Parece ter ação anti-inflamatória e broncodilatadora.
Indicações e Usos Clínicos
A oxtrifilina é usada para condições respiratórias similares àquelas em que se usa a teofilina.
Está indicada para pacientes com broncoconstrição reversível, como cães com doença das
vias respiratórias. O uso de oxtrifilina diminuiu consideravelmente, sendo mais conveniente
e preferível administrar teofilina na maioria dos casos. Não há relatos de uso em grandes
animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos e diarreia. Com altas doses, é possível
ocorrer taquicardia, excitação, tremores e convulsões. Efeitos colaterais cardiovasculares
e sobre o SNC parecem ser menos frequentes em cães que em seres humanos.
Contraindicações e Precauções
Alguns pacientes podem correr alto risco de apresentar efeitos colaterais. Tais pacientes
podem incluir animais com cardiopatia, aqueles propensos a arritmias e os que
apresentam risco de convulsões.
Interações Medicamentosas
Fármacos que inibem as enzimas do citocromo P450 podem aumentar as concentrações
do fármaco e causar toxicidade. Ver no Apêndice a lista dos fármacos que podem ser
inibidores do P450.
Instruções de Uso
Algumas formulações (Theocon ® ) contêm oxtrifilina e guaifenesina. Quando se administra
um comprimido de liberação lenta, não se deve triturá-lo. A teofilina, que pode estar
disponível com mais facilidade, pode substituir a oxtrifilina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É recomendável o monitoramento dos níveis terapêuticos do fármaco no tratamento
crônico. A interpretação das concentrações de teofilina deve ser usada para orientar a
terapia. Em geral, 10-20 μg/mL são considerados terapêuticos.
Formulações
A oxtrifilina está disponível em comprimidos de 400 e 600 mg (no Canadá dispõe-se
de soluções orais e xarope, mas não nos EUA.)
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 47 mg/kg (equivalentes a 30 mg/kg de teofilina) a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais. A absorção oral não foi estabelecida
em ruminantes.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-
888873-2723).
P
Pamidronato Dissódico
Nome comercial e outros nomes
Aredia ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Pamidronato Dissódico (g)
Classificação funcional
Anti-hipercalcêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fármaco da classe dos bifosfonatos, que inclui o pamidronato, o etidronato, o tiludronato e o
pirofosfato. Tais fármacos constituem um grupo que se caracteriza por uma ligação
bifosfonato germinativa. Eles tornam mais lentas a formação e a dissolução dos cristais de
hidroxiapatita. Seu uso clínico justifica-se por sua capacidade de inibir a reabsorção óssea.
Esses fármacos diminuem a renovação (turnover) óssea, inibindo a atividade osteoclástica,
induzindo a apoptose de osteoclastos, retardando a reabsorção óssea e diminuindo assim a
velocidade do desenvolvimento da osteoporose. A inibição da reabsorção óssea se dá
mediante a inibição da via do mevalonato. O pamidronato, como outros bifosfonatos, não é
biotransformado pelo fígado. Em animais, é eliminado principalmente pelos rins, havendo
maior predisposição em permanecer no osso por períodos prolongados.
Indicações e Usos Clínicos
O pamidronato, como outros bifosfonatos, é utilizado em seres humanos para tratar a
osteoporose e para o tratamento da hipercalcemia da malignidade. Em animais, o
pamidronato é utilizado para diminuir os níveis de cálcio em condições que causam
hipercalcemia, como o câncer e a intoxicação por vitamina D. É útil para tratar as
complicações neoplásicas e a dor associada à reabsorção óssea patológica. Também pode
proporcionar alívio da dor em pacientes com osteopatias e reduzir a osteoporose induzida por
glicocorticoide. Trabalho experimental realizado em cães mostrou que é efetivo para tratar a
intoxicação por colecalciferol, mas não previne quedas na função renal. Após tratar a
hipercalcemia em cães, a duração do efeito foi de 11 dias a 9 semanas (mediana de 8,5
semanas). Alguns bifosfonatos, como o pamidronato, foram usados para tratar a doença
navicular em equinos, mas esse trabalho é apenas preliminar.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Foram observadas febre, dor articular e mialgias, porém nenhum efeito colateral mais
sério foi identificado. No entanto, o uso em animais não é comum o suficiente para
identificar uma ampla variedade de efeitos colaterais. Um estudo em cães revelou queda
ligeira no consumo alimentar. Em seres humanos, há relato de necrose renal aguda após
administração intravenosa. Como o pamidronato é eliminado pelos rins em cães, a
ocorrência de nefropatia dependente da dose é possível e o risco de lesão renal é mais
provável com doses acima de 3 mg/kg por via intravenosa. Em seres humanos, existe
certa preocupação de que o uso de bifosfonatos provoque mineralização e endurecimento
excessivos dos ossos, o que pode resultar em maior risco de fraturas. Todavia, tal efeito
não foi relatado em animais.
Contraindicações e Precauções
Embora a administração por via subcutânea seja mencionada nos protocolos de dosagem,
a via intravenosa é preferível. Não foram identificadas contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não misturar com soluções que contenham cálcio (p. ex., o Ringer com lactato).
Instruções de Uso
Para infusão intravenosa, diluir em solução (solução fisiológica a 0,9%) e administrar
durante 2 horas. (Diluir 30 mg de pamidronato em 250 mL de líquidos.) A infusão pode ser
repetida a cada 7 dias. Embora a via subcutânea seja mencionada para algumas aplicações
em veterinária, ela não é recomendada e a infusão intravenosa é a preferida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os níveis séricos de cálcio e fósforo. O tratamento da intoxicação por vitamina D
com pamidronato pode resultar em diminuição da função renal. Monitore a ureia, a
creatinina, a densidade urinária e o consumo de alimento dos animais tratados.
Formulações
O pamidronato está disponível em frascos de 30, 60 e 90 mg para injeção e em frascos de
uso único contendo 1 mg/mL, também para para via injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
conteúdo dos frascos pode ser diluído em solução de líquido (p. ex., 250 mL de solução de
cloreto de sódio a 0,9%) e infundido durante 2 horas ou até por 24 horas. As soluções
diluídas são estáveis por 24 horas em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Tratamento de hipercalcemia: 1-2 mg/kg por via intravenosa ou subcutânea.
• Tratamento de doença osteolítica maligna: 1-2 mg/kg por via intravenosa (durante 15-
30 segundos) a cada 28 dias ou em infusão intravenosa durante 2 horas.
• Tratamento da intoxicação por colecalciferol: 1,3-2 mg/kg por via intravenosa ou via
subcutânea em dois tratamentos após exposição ao colecalciferol.
Gatos
• Tratamento de hipercalcemia: 1-1,5 mg/kg, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888873-2723).
Pancrelipase
Nomes comerciais e outros nomes
Viocase ® , Pancrezyme ® , Cotazim ® , Creon ® , Pancoate ® , Pancrease ® e Ultrase ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Enzima pancreática
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Enzima pancreática. A pancrelipase fornece lipase, amilase e protease, sendo essa mistura de
enzimas obtida do pâncreas de suínos. Tais enzimas facilitam a digestão de gorduras,
proteínas e amidos na parte superior do duodeno e no jejuno. Elas são mais ativas em
ambiente alcalino. Há comprimidos revestidos e não revestidos. A biodisponibilidade dos
comprimidos não revestidos é menor, pois pode ocorrer biodegradação devido ao ácido
estomacal. Cada miligrama contém 24 unidades de atividade de lipase, 100 unidades de
atividade de amilase e 100 unidades de atividade de protease.
Indicações e Usos Clínicos
A pancrelipase é usada para tratar insuficiência pancreática exócrina. Ela fornece as
enzimas digestivas ausentes. Deve ser administrada antes das refeições. É inativada no
ácido gástrico e deve ser administrada com um fármaco que suprima a acidez estomacal (p.
ex., bloqueador do receptor H2 ou inibidor da bomba de prótons) para melhorar a atividade.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Foi relatado sangramento oral em decorrência da administração de comprimidos. Os
comprimidos contêm enzimas potentes e o contato com as mucosas pode causar lesões e
ulcerações. Assegurar que os comprimidos não fiquem retidos no esôfago, ou podem
ocorrer erosões da mucosa. Advertir os proprietários para que, se manipularem os
comprimidos, evitem contato da mão com mucosas (p. ex., contato com os olhos).
Contraindicações e Precauções
Comprimidos entéricos revestidos podem não ser tão efetivos como o pó misturado com
alimento.
Interações Medicamentosas
Se forem usados antiácidos simultaneamente, o hidróxido de magnésio e o carbonato de
cálcio podem reduzir sua efetividade.
Instruções de Uso
Misture a pancrelipase com alimento ao administrar aproximadamente 20 minutos antes da
refeição. Após a obtenção de bons resultados, a dose pode ser reduzida gradualmente para
se identificar a dose efetiva mínima. As enzimas pancreáticas são mais efetivas se
administradas com fármacos supressores de acidez (bloqueadores H 2 , inibidores da bomba
de prótons, bicarbonato ou alguns antiácidos). Caso sejam usadas cápsulas de liberação lenta
(grânulos), não devem ser trituradas. Marcas diferentes têm atividade variável. Ao substituir
uma marca por outra, lembrar que nem todos os medicamentos terão os mesmos resultados
terapêuticos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A pacrelipase está disponível em composições de 16.800 unidades de lipase, de 70.000
unidades de protease e de 70.000 unidades de amilase por 0,7 g. Também está disponível
em cápsulas e comprimidos. Várias formulações contêm uma variedade de atividades. Por
exemplo, o pó de Viokase ® contém 16.000 unidades/70 unidades/70.000 unidades
(lipase/protease/amilase) por 0,7 g do pó. Os comprimidos variam de
8.000/30.000/30.000 unidades (lipase/protease/amilase) a
11.000/30.000/30.000 (lipase/protease/amilase) por comprimido.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
inativada em ambiente ácido.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Misture 2 colheres das de chá com alimento por 20 kg de peso corporal ou 1-3 colheres
das de chá por 0,45 kg de alimento 20 minutos antes da refeição. As formulações com
grânulos em cápsulas podem ser abertas e seu conteúdo espalhado no alimento
(aproximadamente 1 cápsula com as refeições para um cão).
Gatos
• Misturar meia colher das de chá por gato com o alimento.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco da presença de resíduos e a uma rápida depuração após.
Pancurônio
Nome comercial e outros nomes
Pavulon ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Brometo de Pancurônio (g)
Classificação funcional
Relaxante muscular
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente bloqueador neuromuscular (não despolarizante). Como outros fármacos da mesma
classe, o pancurônio compete com a acetilcolina na junção neuromuscular causando
paralisia. Os nervos sensoriais ficam intactos.
Indicações e Usos Clínicos
O pancurônio é um agente paralisante usado durante anestesia ou para ventilação
mecânica. É empregado principalmente durante anestesia ou outras condições em que é
necessário inibir as contrações musculares. Às vezes, é utilizado como uma alternativa ao
atracúrio, por causa de sua ação mais duradoura.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O pancurônio acarreta depressão respiratória e paralisia. Os bloqueadores
neuromusculares não têm efeito em termos de analgesia.
Contraindicações e Precauções
Não usar em pacientes, a menos que possa ser providenciado suporte ventilatório
mecânico.
Interações Medicamentosas
Alguns fármacos podem potencializar sua ação (p. ex., aminoglicosídeos) e, portanto, não
devem ser utilizados ao mesmo tempo.
Instruções de Uso
Administre apenas nas situações em que é possível manter controle cuidadoso da respiração.
Pode ser preciso individualizar as doses para obter o efeito ótimo. Não misture com soluções
alcalinizantes ou a solução Ringer lactato.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência respiratória do paciente, bem como a frequência e o ritmo cardíacos
durante o uso. Se possível, monitore a oxigenação durante anestesia.
Formulações
O pancurônio está disponível em injeção de 1 e 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,1 mg/kg por via intravenosa, ou iniciar com 0,01 mg/kg e incrementar doses de
0,01 mg/kg a cada 30 minutos.
• Infusão de taxa constante (ITC): 0,1 mg/kg por via intravenosa, seguindo-se de infusão
de 2 μg/kg/min.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Classificação RCI: 2
Pantoprazol
Nome comercial e outros nomes
Protonix ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Pantazol (h) , Pantoprazol (g)
Classificação funcional
Agente antiúlcera
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da bomba de prótons (IBP). O pantoprazol inibe a secreção de ácido gástrico, ao
inibir a bomba de prótons K + /H + . Como outros IBPs, o pantoprazol tem efeitos potentes e
ação prolongada. A supressão da secreção ácida pode durar mais de 24 horas em animais.
Outros IBPs administrados por via oral (p. ex., o omeprazol) também são usados em animais.
O pantoprazol é o primeiro IBP que pode ser administrado por via intravenosa. Após uma
dose, inibe a secreção ácida por mais de 24 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O pantoprazol é usado para o tratamento e prevenção de úlceras gástricas. Outros IBPs
incluem o omeprazol, o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (AcipHex ® ). Todos os IBPs
agem mediante um mecanismo similar e são igualmente efetivos. No entanto, há mais
experiência com o omeprazol em animais que com os outros fármacos desse grupo. Em cães,
o pantoprazol (1 mg/kg) manteve o pH do estômago >3-4, quando administrado por via
intravenosa. Sendo o único em uma formulação intravenosa, o pantoprazol em geral é
utilizado quando se prefere a via intravenosa para o tratamento.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais em animais. Contudo, em seres humanos existe a
preocupação com a hipergastrinemia com o uso crônico. A proliferação de bactérias do
gênero Clostridium era uma preocupação com o uso crônico, por causa da supressão
crônica de ácido gástrico, mas a importância clínica dessa questão em animais não foi
estabelecida.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas.
Interações Medicamentosas
Não misturar a solução intravenosa com outros fármacos. Não administrar com fármacos
que dependem do ácido gástrico para serem absorvidos (p. ex., cetoconazol, itraconazol,
suplementos de ferro). Os IBPs podem inibir algumas enzimas que biotransformam
fármacos (enzimas CYP 450), embora em seres humanos haja baixo risco de interações
medicamentosas causadas pela inibição enzimática.
Instruções de Uso
Para tratar úlceras gástricas, administrar 1 vez/dia durante 7-10 dias. Para tumores
secretores de gastrina, usar uma dose maior (1 mg/kg) 2 vezes/dia. Outros IBPs incluem o
omeprazol (Prilosec ® ), o lansoprazol (Prevacid ® ) e o rabeprazol (AcipHex ® ). Todos agem
por um mecanismo semelhante e são igualmente efetivos. A diferença primária com o
pantoprazol é sua disponibilidade em uma formulação para administração intravenosa e
poder ser misturado com soluções fluidas. Para uso intravenoso, misturar um frasco de
40 mg com 10 mL de solução fisiológica, solução de Ringer lactato ou glicose a 5% a
0,4 mg/mL para infusão intravenosa. Administrar a infusão intravenosa durante pelo menos
15 minutos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. Ao tratar úlceras, monitore o hematócrito ou o
hemograma completo para detectar sangramento. Monitore sinais de vômitos e diarreia.
Formulações
O pantoprazol está disponível em frascos de 40 mg para uso intravenoso (diluído na
proporção de 4 mg/mL) e em comprimidos de liberação prolongada de 20 e 40 mg. Também
há grânulos para suspensão oral (40 mg), que são misturados com suco de maçã ou purê de
maçã para administração em seres humanos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
congelar soluções reconstituídas. Uma vez diluído para uso intravenoso, é estável por 12
horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5-0,6 mg/kg 1 vez/dia por via oral.
• Administração intravenosa (24 horas): infusão de 0,5-1 mg/kg por via intravenosa por
24 horas, dose que pode ser liberada em 2 ou 15 minutos.
• Administração intravenosa (2 ou 15 minutos): primeiro, irrigar o acesso venoso.
Administrar pantoprazol via infusão com glicose a 5%, cloreto de sódio a 0,9% ou
Ringer lactato. Para infusão por 2 minutos, misturar 40 mg do pó com injeção de
10 mL de cloreto de sódio a 0,9% até uma concentração final de 4 mg/mL. Infundir
uma dose de 1 mg/kg durante 2 minutos. Para infusão por 15 minutos, misturar um
frasco de 40 mg com injeção de 10 mL de cloreto de sódio a 0,9%. Em seguida,
misturar essa solução com injeção de glicose a 5%, injeção de cloreto de sódio a 0,9%
ou injeção de Ringer lactato até um volume total de 110 mL, produzindo uma solução
com concentração final de aproximadamente 0,4 mg/mL. Administrar a dose final
(1 mg/kg) durante 15 minutos.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais. As doses foram extrapoladas do uso humano
(0,5 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa) e têm sido usados os protocolos de infusão
citados previamente para pequenos animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Classificação RCI: 5
Paracetamol
Nome comercial e outros nomes
Tylenol e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Sonridor (h) , Tylenol (h) , Paracetamol (g)
Classificação funcional
Analgésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento analgésico. O mecanismo de ação exato não é conhecido; no entanto, é
provável que o paracetamol iniba a transmissão da dor mediada ao nível central. A analgesia
centralmente mediada ocorre por inibição da COX-3, uma variante da COX-1 encontrada
no sistema nervoso central. Outras evidências indicam que o paracetamol pode inibir as
prostaglandinas em algumas células e tecidos que apresentam baixas concentrações de
ácido araquidônico. O sítio de ação do paracetamol pode ser a enzima peroxidase que
compõe a prostaglandina H2 sintase. A inibição da COX, portanto, pode ocorrer em tecidos
específicos, poupando a mucosa gastrointestinal, as plaquetas e os rins, mas agindo
centralmente. Outras evidências sugerem que o paracetamol pode estimular as vias
inibidoras da dor mediadas pela serotonina (5-HT3), indicando que o medicamento pode
ativar diretamente os receptores desse neurotransmissor.
Estudos em cães revelaram que o paracetamol não tem ação anti-inflamatória, mas é
eficaz como agente analgésico.
Indicações e Usos Clínicos
O paracetamol é usado como analgésico e para o controle da dor em cães. Não deve ser
administrado em gatos. É considerado um analgésico relativamente fraco e seu uso é
geralmente associado a um opiáceo (p. ex., codeína).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O paracetamol é bem tolerado em cães nas doses listadas; doses elevadas, no entanto,
estão associadas a hepatopatias. Provoca intoxicação grave em gatos, devido a sua
incapacidade de excretar os metabólitos desse medicamento. Os sinais clínicos da
intoxicação incluem meta-hemoglobinemia, hepatotoxicidade aguda, edema de
membros e anemia com corpúsculos de Heinz.
Contraindicações e Precauções
Não administrar em gatos. Em seres humanos, a ocorrência de episódios de intoxicação é
mais provável quando o paracetamol é associado a medicamentos que alteram a atividade
das enzimas hepáticas. Tal reação é também possível em animais.
Em gatos, o tratamento da intoxicação requer a administração imediata de
acetilcisteína (ver o verbete sobre esse medicamento) e monitoramento.
Interações Medicamentosas
Em seres humanos, outros xenobióticos (principalmente o álcool) podem aumentar o risco
de hepatotoxicidade. Não se sabe se, em animais, a administração de outras substâncias
aumenta esse risco.
Instruções de Uso
Existem muitas formulações de venda livre. O paracetamol associado à codeína pode ter
maior efeito analgésico em alguns animais. Consulte outras formulações contendo codeína
nos demais verbetes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente os níveis de enzimas hepáticas em busca de evidências de
hepatotoxicidade. Em gatos que receberam paracetamol, há alto risco de intoxicação, e o
monitoramento cuidadoso das enzimas hepáticas e do hemograma é necessário. Muitos
hospitais de seres humanos e alguns laboratórios de diagnóstico mensuram a concentração
de paracetamol no plasma. Em seres humanos, o tratamento é iniciado quando as
concentrações de paracetamol no plasma/soro são superiores a 200 μg/mL, 4 horas após a
ingestão.
Formulações
O paracetamol é comercializado em comprimidos de 120, 160, 325 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
O paracetamol é estável em soluções aquosas. A estabilidade máxima é observada em pH 5-
7.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Gatos
• Contraindicado.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros
• 50 mg/kg por via oral, seguido por 30 mg/kg por via oral a cada 6 horas.
Não há outros relatos de doses para animais de grande porte.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre restrições disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de interrupção do tratamento, contate o FARAD, no número 1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Paracetamol + Codeína
Nome comercial e outros nomes
Tylenol com codeína e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Paracetamol + codeína (g)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente analgésico. O mecanismo de ação exato do paracetamol + codeína não é conhecido;
no entanto, como já foi discutido, é provável que a ação ao nível central, seja por inibição da
síntese de prostaglandinas no sistema nervoso central (SNC) ou por efeitos nas vias
serotoninérgicas de inibição da dor. Nesta formulação, o opiáceo codeína é associado para
aumentar a analgesia. Os efeitos da codeína em animais não foram estabelecidos. Em cães, a
absorção sistêmica da codeína após a administração oral é pequena, e esse medicamento
pode exercer apenas uma pequena ação analgésica.
Indicações e Usos Clínicos
A associação Paracetamol + Codeína é usada na analgesia de cães (p. ex., no período pósoperatório).
A codeína, associada ou não ao paracetamol + codeína, é indicada no
tratamento da dor moderada.
Formulações contendo codeína são também usadas como antitussígeno. Apesar da
ampla utilização da codeína em seres humanos, sua eficácia em animais, como
antitussígeno ou analgésico, não foi estabelecida.
Em cães, a absorção oral da codeína é lenta. Uma vez que o medicamento tem de ser
convertido em morfina (10% da dose) para ser ativo e a ação da morfina é de curta duração
nesta espécie, a eficácia clínica da codeína em cães pode ser questionável.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A associação Paracetamol + Codeína é, nas doses listadas, bem tolerada em cães. Doses
elevadas, porém, são hepatotóxicas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a gatos, pois a toxicidade do paracetamol nessa espécie é conhecida. A
codeína é uma substância controlada em Esquema II.
Interações Medicamentosas
Em seres humanos, outros xenobióticos (principalmente o álcool) aumentam o risco de
hepatotoxicidade. Não se sabe se outras substâncias elevam este risco também em
animais, mas leve isso em consideração ao administrar fármacos que podem afetar o
metabolismo hepático (ver Apêndices).
Instruções de Uso
Existem muitas preparações genéricas. Em algumas, outros ingredientes podem ser
encontrados (p. ex., ibuprofeno ou cafeína).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As enzimas hepáticas devem ser periodicamente monitoradas, dada a hepatotoxicidade
provocada pelo paracetamol.
Formulações
A associação Paracetamol + Codeína é comercializada em solução para administração oral e
em comprimidos. Existem diversas formulações (p. ex., 300 mg de paracetamol mais 15, 30
ou 60 mg de codeína).
Estabilidade e Armazenamento
O paracetamol é estável em soluções aquosas. Sua estabilidade máxima é observada em pH
5-7.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Siga as recomendações de dose relacionadas com a codeína. Administre de modo a obter
doses de codeína equivalentes a 0,5-1,0 mg/kg a cada 4-6 horas, por via oral.
Gatos
• Contraindicado
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Nos EUA, a associação Paracetamol + Codeína é um medicamento controlado pelo DEA.
No Brasil, a codeína é listada (lista A2) como entorpecente de uso permitido somente em
concentrações especiais, sendo necessário receituário específico para esta classe de
substâncias (Notificação de receita “A”).Não administre a animais de produção
destinados ao consumo humano.
Paroxetina
Nome comercial e outros nomes
Paxil ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Aropax (h) , Cebrilin (h) , Paxil (h) , Pondera (h) Cloridrato de Paroxetina (g)
Classificação funcional
Modificador do comportamento
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antidepressivo. A paroxetina, como outros fármacos da mesma classe, é classificada como
um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Sua ação lembra a da fluoxetina
(Reconcile ® , Prozac ® ). Seu mecanismo de ação parece ser via inibição seletiva da
recaptação de serotonina e menor expressão de receptores de 5-HT1. Os fármacos ISRSs são
mais seletivos na inibição da recaptação de serotonina que os antidepressivos tricíclicos
(ATCs).
Indicações e Usos Clínicos
Como outros ISRSs, a paroxetina é usada para tratar distúrbios do comportamento como
aqueles compulsivos (distúrbio compulsivo canino), ansiedade e dominância por agressão.
Em gatos, tem sido efetiva para diminuir o a marcação de território com urina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Alguns efeitos similares aos da fluoxetina, mas em alguns animais a paroxetina é mais
bem tolerada. Os efeitos colaterais observados em cães e gatos incluem constipação e
diminuição do apetite.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em pacientes com cardiopatia. Não usar em animais prenhes. Há risco
de malformações fetais se usada na prenhez.
Interações Medicamentosas
Não usar com inibidores da monoamino oxidase (IMAOs), como a selegilina. Não usar
com outros fármacos modificadores do comportamento, como outros ISRSs ou ATCs.
Instruções de Uso
As recomendações quanto às doses são empíricas. A paroxetina tem sido usada para
condições similares àquelas tratadas com fluoxetina (Prozac ® ,Reconcile ® ). Em gatos, o
pequeno tamanho do comprimido facilita a administração de doses convenientes, em
comparação com os comprimidos mastigáveis ou outros fármacos disponíveis em cápsulas. A
paroxetina tem causado constipação em alguns animais, dessa forma, o veterinário clínico
pode entrar com um laxante a felinos na primeira semana de terapia, para evitar problemas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O uso em animais é relativamente seguro, só devendo-se monitorar alterações do
comportamento.
Formulações
A paroxetina está disponível em comprimidos de 10, 20, 30 e 40 mg, e suspensão oral
contendo 2 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Estável se armazenada na formulação original. Embora a paroxetina tenha sido composta
para uso veterinário, sua potência e sua estabilidade não foram avaliadas nos medicamentos
compostos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mg/kg/dia por via oral. Para alguns distúrbios compulsivos, aumentar a dose para
1 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• um oitavo a um quarto de um comprimido de 10 mg/kg por gato diariamente por via
oral (aproximadamente 0,5 mg/kg a cada 24 horas.)
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
No Brasil, a paroxetina está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita
a receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 2
Penicilamina
Nomes comerciais e outros nomes
Cuprimine ® e Depen ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Cuprimine (h)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A penicilamina também é conhecida como 3-mercaptovalina. É um agente quelante de
chumbo, cobre, ferro e mercúrio. Quando usada para tratar e intoxicação pelo cobre, ajuda a
solubilizá-lo nas células, permitindo sua excreção urinária mais rápida. Nos animais tratados,
deve aumentar a excreção urinária de cobre. Outros fármacos que têm sido usados como
agentes quelantes incluem o tetratiomolibdato, a trientina e o zinco. A penicilamina
também tem propriedades anti-inflamatórias. Ela inibe a ligação cruzada do colágeno,
tornando-o mais suscetível à degradação enzimática. Essa propriedade antifibrótica pode
contribuir para seu efeito positivo no tratamento de animais com hepatite.
Indicações e Usos Clínicos
A penicilamina tem sido usada em seres humanos para tratar a artrite reumatoide. Em
animais, é utilizada principalmente para o tratamento da intoxicação pelo cobre e na
hepatite associada ao acúmulo de cobre. A duração do tratamento em animais com
hepatopatias decorrentes do armazenamento de cobre pode ser de 2-4 meses. Também tem
sido usada para tratar cálculos de cistina (renal). Embora possa inibir o colágeno e reduzir a
fibrose em pacientes com doença hepática, esse efeito não tem obtido relevância em
pacientes clínicos. Não há demonstração clara de que seja eficaz para essa indicação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O efeito mais comum é anorexia e vômitos. Em seres humanos, foram relatadas reações
alérgicas, cutâneas, agranulocitose e anemia. Também causou proteinúria e hematúria e,
em gatos, neutropenia. Em cães tratados por causa de doença hepática, observou-se uma
hepatopatia semelhante àquela causada por corticosteroide. Portanto, pode exercer
efeitos similares aos dos esteroides no fígado.
Contraindicações e Precauções
Não usar em animais prenhes. Parece haver pouca reação cruzada entre a penicilina e a
penicilamina em animais alérgicos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Administrar em jejum (2 horas antes das refeições).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a bioquímica hepática durante o tratamento. Monitore as concentrações de metal
se usada para tratar intoxicação.
Formulações
A penicilamina está disponível em cápsulas de 125 e 250 mg e comprimidos de 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
penicilamina é hidrossolúvel. As preparações de penicilamina em suspensão para uso oral
têm sido associadas com xaropes e palatabilizantes, sendo estáveis por 5 semanas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Dobermans Pinschers: usar 2.500 mg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos: 21 dias para gado de corte e 3 dias para gado de leite.
Penicilina G
Nomes comerciais e outros nomes
Penicilina G potássica ou sódica, Penicilina G benzatina (Benza-Pen ® ), Penicilina G,
Procaína, Penicilina V (Pen-Vee ® )
Medicamentos comercializados no Brasil
Penicilina G Benzatina (g) , Penicilina G Potássica (g) , Penicilina G Procaína (g) , Penicilina
G Procaína + Penicilina G Potássica (g) , Agrodel (v) , Agrosil (v) , Pentacilin (v) e outras
associações veterinárias.
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. A penicilina G também é denominada benzilpenicilina. Sua ação
é similar à das outras penicilinas. Ela liga-se às proteínas ligantes de penicilina (PBP ou PLP)
para enfraquecer ou causar lise de parede celular. A penicilina G é bactericida e sua ação
depende do tempo. Observa-se aumento do efeito bactericida quando as concentrações do
fármaco são mantidas acima dos valores da concentração inibitória mínima (MIC). O
espectro da penicilina G limita-se às bactérias Gram-positivas, bactérias anaeróbicas e
algumas bactérias Gram-negativas altamente suscetíveis (p. ex., Pasteurella spp.).
Praticamente todas as bactérias da família Enterobacteriaceae e Staphylococcus spp.
produtoras de betalactamase são resistentes. A penicilina sódica ou a penicilina potássica,
quando injetadas por via intravenosa, tem meia-vida de 1 hora ou menos na maioria dos
animais. Entretanto, a mesma dose de penicilina procaína administrada por via
intramuscular pode resultar em concentrações mais prolongadas e ter uma meia-vida de
20-24 horas, graças à absorção lenta a partir do local da injeção.
As formulações de penicilina G são destinadas ao controle da absorção a partir do local
da injeção. As formulações incluem:
• Penicilina G sódica ou potássica (penicilina cristalina), hidrossolúvel, pode ser
administrada por via intravenosa ou intramuscular. Também pode ser misturada com
líquidos para administração por via intravenosa.
• Penicilina G benzatina, insolúvel e disponível como uma suspensão. É lentamente
absorvida a partir do local da injeção, proporcionando concentrações baixas, porém
duradouras (por vários dias) de penicilina. Todas as formas de penicilina G benzatina
são associadas à penicilina G procaína na formulação comercial (proporção de 1:1).
• A penicilina G procaína é uma solução pouco solúvel para administração intramuscular
ou subcutânea. É absorvida lentamente, proporcionando concentrações por 12-24
horas após as injeções.
• A penicilina V, penicilina oral, não é muito absorvida e tem espectro estreito, em
comparação com os outros derivados da penicilina.
Indicações e Usos Clínicos
A penicilina G é administrada por injeção via intravenosa (penicilina potássica ou sódica) ou
via intramuscular (penicilina G procaína ou penicilina G procaína/benzatina). A penicilina G
está indicada para o tratamento contra cocos Gram-positivos que causam infecções
respiratórias, abscessos e infecções do trato urinário. Muitos estafilococos são resistentes por
causa da síntese de betalactamase. Os estreptococos em geral são suscetíveis. Outros
organismos suscetíveis incluem bacilos Gram-positivos e bactérias anaeróbicas. A maioria dos
bacilos Gram-negativos, especialmente aqueles de origem entérica, é resistente. Alguns
patógenos respiratórios Gram-negativos, como Pasteurella multocida e Mannheimiahaemolytica,
são suscetíveis.
As concentrações de penicilina na urina são pelo menos 100 vezes maiores do que as
plasmáticas nos animais tratados; portanto, alguns patógenos urinários podem ser mais
suscetíveis.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A penicilina G em geral é bem tolerada. Reações alérgicas são possíveis. Diarreia é comum
com doses orais. Podem ocorrer dor e reações teciduais com injeções intramusculares ou
por via subcutânea. As formulações de penicilina G procaína contêm quantidades
variáveis de procaína livre (dependendo da formulação). Em alguns equinos, a procaína
livre na formulação pode desencadear uma reação sobre o SNC após injeção. Doses
elevadas de penicilina sódica por via intravenosa podem diminuir as concentrações de
potássio.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais alérgicos a fármacos similares à penicilina. Evite a injeção de
volumes maiores do que 30 mL por local. A administração da forma benzatina de ação
prolongada da penicilina G aumenta o risco da presença de resíduos em animais de
produção.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A dose aprovada mencionada na bula dos medicamentos injetáveis está obsoleta e não
reflete o uso clínico atual da penicilina. A penicilina G benzatina não é recomendada para a
maioria das infecções, pois as concentrações são muito baixas para proporcionarem
concentrações terapêuticas do fármaco. Uma exceção possível é para o tratamento de
infecções estreptocócicas. Evite a administração por via subcutânea de penicilina G
benzatina, por causa da lesão tecidual e dos problemas com resíduos nos animais de
produção. A penicilina V deve ser administrada com o animal de estômago vazio, para que
haja absorção máxima.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os
pontos de perda de sensibilidade para organismos sensíveis são ≤ 8 μg/mL para enterococos
e ≤ 0,12 μg/mL para estafilococos e estreptococos.
Formulações
A penicilina G potássica está disponível em frascos com 5-20 milhões de unidades. A
penicilina G benzatina está disponível em 150.000 unidades/mL e em geral é associada
com 150.000 unidades/mL de penicilina G procaína em suspensão. Os medicamentos à
base de penicilina benzatina não são recomendados. A penicilina G procaína está disponível
em suspensão com 300.000 unidades/mL. A penicilina é um dos poucos antibióticos que
ainda é medido em termos de unidades, não em peso em miligramas ou microgramas. Uma
unidade de penicilina representa a atividade específica de 0,6 μg de penicilina sódica.
Assim, 1 mg de penicilina sódica representa 1.667 unidades de penicilina. Em algumas
referências, usa-se uma conversão aproximada de 1.000 unidades/mg.
A penicilina V está disponível em comprimidos de 250 e 500 mg (250 mg equivalem a
400.000 unidades).
Estabilidade e Armazenamento
As formas sódica e potássica de penicilina G retêm sua potência por 72 horas em
temperatura ambiente, mas a refrigeração é recomendável. Ela é estável por 7 dias se
refrigerada e reteve 90% da potência por 14 dias. A penicilina potássica ou a sódica é
hidrossolúvel. Um grama de penicilina dissolve-se em 250 mL de água (4 mg/mL). A
degradação e a inativação das soluções de penicilina são aceleradas em pH alto (>8), ácidos
fortes ou oxidantes.
Posologia para Pequenos Animais
• Penicilina G potássica ou sódica: 20.000-40.000 unidades/kg a cada 6-8 horas por via
intravenosa ou intramuscular.
• Penicilina G procaína: 20.000-40.000 unidades/kg a cada 12-24 horas por via
intramuscular.
• Penicilina V: 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Ovinos
• Penicilina G procaína: 24.000-66.000 unidades/kg a cada 24 horas por via
intramuscular.
• Penicilina G potássica ou sódica: 20.000 unidades/kg por via intramuscular ou via
intravenosa a cada 6 horas.
Suínos
• Penicilina G procaína: 15.000-25.000 unidades/kg a cada 24 horas por via
intramuscular.
Equinos
• Penicilina G sódica ou potássica: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 6-8 horas por via
intravenosa.
• Penicilina G procaína: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 24 horas por via
intramuscular.
• Penicilina G potássica: 20.000-24.000 unidades/kg a cada 12 horas por via
intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Equinos: as injeções de penicilina procaína podem causar um teste positivo para procaína
antes de corridas.
Equinos podem ter um teste urinário positivo para procaína até 30 dias após uma
injeção.
Períodos de carência da penicilina benzatina na dose da bula de 6.000-
7.000 unidades/kg em bovinos: 30 dias para os de corte (14 dias no Canadá).
Períodos de carência da penicilina procaína na dose da bula de 6.000-
7.000 unidades/kg em bovinos: 10 dias para os de corte, 4 dias para os de leite; ovinos, 9
dias; suínos, 7 dias.
Períodos de carência da penicilina G procaína na dose de 15.000 unidades/kg em
suínos: 8 dias.
Períodos de carência da penicilina G procaína na dose de 21.000 unidades/kg em
bovinos: 10 dias para os de corte, 96 horas para os de leite.
Penicilina G procaína na dose de 60.000 unidades/kg: bovinos, 21 dias; suínos, 15
dias.
No Brasil, devido às diferentes associações comercializadas, recomenda-se consultar a
bula para determinar os períodos de carência efetivos para as diferentes espécies tratadas.
ClassificaçãoRCI: a penicilina não é classificada; a procaína tem a classificação 3
Pentamido (Pentastarch)
Nome comercial e outros nomes
Pentaspan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Reposição de fluido
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Pentamido é um expansor coloide sintético de volume que é usado para manter o volume
vascular em animais em choque circulatório. É preparado a partir do hidroxietilamido e é
derivado da amilopectina. Há duas preparações de hidroxietilamido, o hetamido e o
pentamido. O hetamido (6%) tem um peso molecular médio de 450.000 e pressão osmótica
coloide de 32,7. O pentamido(10%) tem peso molecular médio de 280.000 e pressão
osmótica coloide de 40. Como o hetamido é um composto de peso molecular mais alto que o
do pentamido, tende a permanecer na vasculatura e impedir a perda de volume
intravascular e edema tecidual. Após a administração, o pentamido será retido na
vasculatura e prevenirá a perda volume intravascular e edema tecidual. Outros coloides
usados são os dextranos (Dextran 40 eDextran 70). O hetamido e osdextranos são
discutidos em outras seções.
Indicações e Usos Clínicos
O pentamido é usado principalmente para tratar hipovolemia aguda e choque. É
administrado por via intravenosa em situações agudas. O pentamido tem duração de
expansão de volume efetivo de 12 a 48 horas. O pentamido é usado em situações
semelhantes daquelas do hetamido, mas é usado com menos frequência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Há somente um uso limitado em medicina veterinária; portanto não há relatos de efeitos
colaterais. Contudo, ele pode causar reações alérgicas e disfunção renal hiperosmótica.
Coagulopatias são possíveis, mas são raras e menos prováveis do que com o hetamido.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações relatadas para animais.
Interações Medicamentosas
O pentamido é compatível com a maioria das soluções fluidas.
Instruções de Uso
O pentamido é usado em situações de cuidados críticos e é administrado por infusão de
taxa constante (ITC). O pentamido pode ser mais eficaz e produzir menos efeitos colaterais
do que o Dextrano. Devido ao peso molecular mais baixo, pode ser administrado de forma
mais rápida do que o hetamido.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o estado de hidratação do paciente e a pressão sanguínea durante a
administração.
Formulações
O pentamido é disponível em solução injetável a 10%.
Estabilidade e Armazenamento
O pentamido é estável na embalagem original. É compatível com a maioria dos conjuntos de
administração de fluido.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• ITC: 10 a 25 mL/kg/dia por via intravenosa.
Gatos
• ITC: 5 a 10 mL/kg/dia por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 8 a 15 mL/kg ou administrado como ITC 0,5 a 1 mL/kg/hora por via intravenosa.
Não há relatos de doses para outros grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há necessidade de regulamentação.
Pentazocina
Nome comercial e outros nomes
Talwin-V ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico opiáceo sintético. A ação da pentazocina resulta de seu efeito como agonista
parcial do receptor mu de opiáceo e agonista do receptor kappa. Acredita-se que a maioria
dos efeitos sedativos e analgésicos seja causada pelos efeitos sobre o receptor kappa. A
pentazocina pode reverter parcialmente alguns efeitos agonistas no receptor mu. Acredita-se
que seus efeitos sejam similares aos da buprenorfina ou do butorfanol, mas a eficácia é
menor.
Indicações e Usos Clínicos
A pentazocina era usada para sedação e analgesia, principalmente em equinos, porém, ante
a disponibilidade de outros opioides com melhor eficácia, seu uso diminuiu.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outros analgésicos opioides e incluem
constipação, íleo, vômitos e bradicardia. Sedação é comum nas doses analgésicas. Pode
ocorrer depressão respiratória com doses altas. Efeitos disfóricos são possíveis em alguns
indivíduos sensíveis e em algumas espécies (p. ex., equinos).
Contraindicações e Precauções
A pentazocina é um fármaco controlado do Esquema IV.
Interações Medicamentosas
A pentazocina pode potencializar o efeito de outros sedativos, como os agonistas alfa2, e
interferir nos efeitos opiáceos mu de outros fármacos, como a morfina ou o fentanil.
Instruções de Uso
A pentazocina é um agonista/antagonista misto. Sua eficácia no controle da dor é
relativamente modesta a fraca, devendo-se considerar outros opioides para melhor controle
da dor.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as frequências cardíaca e respiratória do paciente. Embora a bradicardia
raramente necessite de tratamento quando causada por um opioide, pode-se administrar
atropina se necessário. Caso ocorra depressão respiratória grave, o efeito opioide pode ser
revertido com naloxona.
Formulações
A pentazocina está disponível em injeção de 30 mg/mL (a disponibilidade tem sido
limitada).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,65-3,3 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular, ou conforme necessário.
Gatos
• 2,2-3,3 mg/kg a cada 4 horas por via intramuscular, intravenosa ou subcutânea, ou
conforme necessário.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 200-400 mg por equino por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
A pentazocina é um fármaco controlado do Esquema IV. Os períodos de carência não foram
estabelecidos para animais de produção. Para estimativas dos períodos de carência do uso
extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
No Brasil, a pentazocina está listada como substância psicotrópica (lista B1) sujeita a
notificação de Receita “B”.
Classificação RCI: 3
Pentobarbital Sódico
Nome comercial e outros nomes
Nembutal ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico, barbitúrico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico barbitúrico de ação curta. A ação do pentobarbital é via depressão não seletiva do
SNC. A duração da ação pode ser de 3-4 horas.
Indicações e Usos Clínicos
Em geral, o pentobarbital é usado como anestésico intravenoso. Também é usado para
controlar convulsões graves em animais no tratamento durante o estado epiléptico. Em
algumas circunstâncias, o pentobarbital é incluído em associações usadas para induzir a
eutanásia em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais estão relacionados com a ação anestésica. Depressão cardíaca e
depressão respiratória são comuns.
Contraindicações e Precauções
Doses intravenosas rápidas podem ser letais. Monitore com cuidado a frequência
respiratória após injeção, pois pode ocorrer depressão respiratória.
Interações Medicamentosas
O pentobarbital potencializa os efeitos sedativos e depressores cardiorrespiratórios de
outros anestésicos. Está sujeito aos efeitos de outros fármacos que possam induzir ou
inibir as enzimas do citocromo P450 (ver Apêndice).
Instruções de Uso
O pentobarbital tem um índice terapêutico estreito. Ao administrá-lo por via intravenosa,
injetar inicialmente a primeira metade da dose, em seguida o restante da dose
gradualmente calculada, até alcançar o efeito anestésico.
A maioria das soluções para eutanásia contém pentobarbital como seu ingrediente ativo.
Em geral, outros ingredientes para facilitar a eutanásia são incluídos, como relaxantes
musculares e fármacos com efeitos cardíacos letais (p. ex., edetato dissódico a 0,05%). A
concentração de pentobarbital na maioria das soluções para eutanásia é de 390 mg/mL,
com uma dose letal de 1 mL por 4,5 kg, que é equivalente 87 mg/kg por via intravenosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os sinais vitais, especialmente a frequência e o ritmo cardíacos e a respiração
durante a anestesia.
Formulações
O pentobarbital está disponível em solução injetável de 50 e 65 mg/mL (contendo
propilenoglicol).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O pH da
solução é de 9-10,5 e pode afetar a estabilidade de outros fármacos administrados. Ele
precipita se associado com a maioria dos fármacos baseados em cloridrato ou fármacos com
pH baixo. Se for usado para a eutanásia de animais, o pentobarbital permanece estável
mesmo em condições desfavoráveis para o descarte da carcaça.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Anestesia geral: 25-30 mg/kg por via intravenosa, até obtenção do efeito.
• Infusão de taxa de constante (ITC): 2-15 mg/kg por via intravenosa até obtenção do
efeito, seguidos por 0,2-1 mg/kg/hora.
• Estado epiléptico: 2-6 mg/kg por via intravenosa (podem ser necessários 15-20 minutos
para que ocorra o efeito completo).
• Eutanásia: ver Instruções de Uso.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Sedação em estação: 1-2 mg/kg por via intravenosa.
Bovinos, Ovinos e Caprinos
• Anestesia geral: 20-30 mg/kg por via intravenosa até obtenção do efeito.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888873-2723).
Fármaco controlado do Esquema II.
No Brasil, o pentobarbital sódico está listado como substância psicotrópica (lista B1)
sujeito a notificação de Receita “B”.
Classificação RCI: 2
Pentoxifilina
Nomes comerciais e outros nomes
Trental ® , Oxpentifylline ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Trental (h) , Pentoxifilina (g)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Metilxantina. A pentoxifilina é usada principalmente como agente reológico em seres
humanos (aumenta o fluxo sanguíneo em vasos estreitos). Também demonstrou um efeito
reológico melhor em hemácias de equinos, mas não nos neutrófilos. Como um inibidor da
fosfodiesterase (inibidor PDE 4), tem efeitos anti-inflamatórios. Pode ter ação antiinflamatória
via inibição da síntese de citocina. A pentoxifilina suprime a síntese de citocinas
anti-inflamatórias, como a interleucina 1 (IL-1), a IL-6 e o fator de necrose tumoral (TNF)
alfa, podendo inibir ainda a ativação de linfócitos.
Em equinos, a meia-vida é de 28 minutos apenas e a absorção oral de 45%, mas é
variável e inconsistente. A pentoxifilina sofre extensa biotransformação hepática em cães, e
a disponibilidade sistêmica após administração oral é de 50%, porém pode ser altamente
variável e inconsistente. Em outros estudos, a absorção oral é de apenas 20-30%, com meiavida
de eliminação curta (menos de 1 hora). São produzidos sete metabólitos em animais,
alguns biologicamente ativos.
Indicações e Usos Clínicos
Em sua maior parte, o emprego da pentoxifilina em animais (inclusive a dosagem) baseia-se
em experiência sem comprovação. A pentoxifilina é usada em cães para algumas dermatoses,
na vasculite, na alergia por contato, na atopia, na dermatomiosite canina familiar, para
aumentar a sobrevivência de retalhos cutâneos, facilitar a cicatrização de lesões causadas
pela radiação e no eritema multiforme. Em equinos, a pentoxifilina é utilizada para uma
variedade de condições em que se deseja a supressão de citocinas inflamatórias ou o
aumento da perfusão sanguínea. Tais condições incluem isquemia intestinal, cólica, sepse,
laminite e doença navicular. No entanto, não demonstrou eficácia no tratamento dessas
doenças. Pode ter mais eficácia na sepse se associada a um anti-inflamatório não esteroidal
(AINE, p. ex., flunixina).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A pentoxifilina pode causar efeitos semelhantes aos de outras metilxantinas, como
náuseas, vômitos e diarreia. Há relatos de náuseas, vômitos, tonturas e cefaleia em seres
humanos. Foram relatados vômitos em cães. Comprimidos quebrados têm sabor
desagradável quando administrados a gatos. Se triturados, a concentração plasmática
aumenta mais rapidamente que quando intactos, ocasionando cefaleias, náuseas e
possivelmente vômitos. Em equinos, doses intravenosas causaram fasciculações, aumento
da frequência cardíaca e sudorese.
Contraindicações e Precauções
Nenhuma relatada. Os comprimidos triturados ficam com sabor desagradável para gatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, como uma
metilxantina, reações adversas são possíveis com a administração simultânea de algum
inibidor do citocromo P450 (ver Apêndice).
Instruções de Uso
Embora existam relatos de estudos farmacocinéticos em cães e equinos, os resultados de
estudos clínicos em animais são limitados. Com base nos estudos farmacocinéticos que
mostraram meia-vida curta em cães, têm sido defendidas doses maiores do que as
mencionadas na seção sobre posologia. Por exemplo, a dose mais efetiva pode chegar a
30 mg/kg a cada 8-12 horas em cães. Nas indicações para dermatologia, tem se utilizado
um esquema a cada 12 horas, mas pode-se considerar uma frequência a cada 8 horas para
obter resposta ótima em alguns pacientes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A pentoxifilina está disponível em comprimidos de 400 mg e solução por via intravenosa de
50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
solubilidade aquosa é de apenas 77 mg/mL. As suspensões orais podem ser estáveis até por
90 dias, mas precipitam, tendo de ser ressuspensas (agitadas) antes da administração oral.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Uso dermatológico: 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral, e até 15 mg/kg a cada 8
horas pela mesma via.
• Dermatomiosite canina familiar: 25 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Outros usos: 10-15 mg/kg a cada 8 horas por via oral ou 400 mg/cão para a maioria dos
animais
Gatos
• ¼ de um comprimido de 400 mg (100 mg) a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 8,5 mg/kg a cada 8 horas, por via intravenosa, ou 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral
(a absorção oral é imprevisível).
• Doença respiratória (obstrução de via respiratória): 36 mg/kg a cada 12 horas por via
oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para obter
estimativas dos períodos de carência, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-
888873-2723).
Classificação RCI: 4
Pimobendan
Nome comercial e outros nomes
Vetmedin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente inotrópico cardíaco
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O pimobendan é um inotrópico positivo e vasodilatador. Os efeitos vasodilatadores ocorrem
via inibição da fosfodiesterase III, a enzima que degrada a adenosina monofosfato cíclico
(AMPc). Portanto, a ação do pimobendan consiste em aumentar as concentrações
intracelulares de AMPc. Pode haver alguma inibição da fosfodiesterase V na circulação
pulmonar. Os efeitos inotrópicos do pimobendan são atribuídos mais à sua ação como
sensibilizador do cálcio que à inibição da fosfodiesterase. Ao agir como sensibilizador do
cálcio, ele aumenta a interação da troponina C com as proteínas contráteis e age como um
agente inotrópico. Os benefícios na insuficiência cardíaca são causados tanto pelos efeitos
inotrópicos positivos quanto pelas propriedades vasodilatadoras. Pode haver outros efeitos
benéficos, que incluem atividade anti-inflamatória, aumento da sensibilidade dos
barorreceptores, aumento do efeito lusitrópico (taxa de relaxamento) e menos agregação
plaquetária. Os efeitos cardiovasculares ocorrem após 1 hora e persistem por 8-12 horas após
a administração. O pimobendan é mais bem absorvido em ambiente ácido. Condições de pH
flutuante no estômago e a administração com alimento podem tornar a absorção oral
inconsistente.
Indicações e Usos Clínicos
O pimobendan está indicado para uso em cães, no tratamento da ICC (insuficiência
cardíaca congestiva). Tem sido usado em cães com insuficiência valvar ou cardiomiopatia. É
considerado por muitos cardiologistas um tratamento inicial essencial para a cardiomiopatia
dilatada em cães. Quando usado em cães, melhora os sinais de insuficiência cardíaca e
aumenta a sobrevida, podendo ser administrado com diuréticos e inibidores da enzima
conversora de angiotensina (ECA). Em ensaios realizados nos EUA, o pimobendan mostrou
melhora significativa, em comparação com placebo, em cães tratados com um inibidor da
ECA e um diurético. Foi usado com furosemida, inibidores da ECA e espironolactona. Tem
sido associado a melhora nos sinais clínicos em gatos com insuficiência cardíaca como parte
de um esquema terapêutico que pode incluir outros fármacos (p. ex., furosemida). Quando
administrado na dose de 1,25 mg/gato a cada 12 horas, é bem tolerado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O pimobendan é potencialmente arritmogênico, mas seu efeito (p. ex., fibrilação atrial ou
arritmias ventriculares) é raro e visto principalmente em animais com cardiopatia
subjacente grave. Em doses de 0,25-0,5 mg/kg em cães, não ativa o sistema reninaangiotensina-aldosterona
(SRAA), mas, se for acrescentada furosemida ao tratamento,
pode ocorrer alguma ativação desse sistema.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais propensos a arritmias cardíacas. As formulações compostas
não alcançam o mesmo perfil de absorção em cães que a formulação comercial. Há um
pH crítico em que a absorção oral é facilitada, e algumas formulações compostas podem
não ter excipientes que retenham esse efeito.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros inibidores da fosfodiesterase como a teofilina, a pentoxifilina
e o sildenafil (Viagra ® ) e fármacos relacionados. O sildenafil é um inibidor da
fosfodiesterase V; a teofilina é um inibidor da fosfodiesterase IV. O pimobendan é
insolúvel, exceto em ambiente ácido, e é difícil misturá-lo em uma solução.
Instruções de Uso
Siga as instruções da bula ao usar. Avaliar o estágio de insuficiência cardíaca nos animais
antes de usar. Considerar o acréscimo de outros fármacos, como os inibidores da enzima
conversora de angiotensina (inibidores da ECA), a espironolactona, a furosemida e a
digoxina em animais à medida que a cardiopatia se agrava. Se usar furosemida
simultaneamente com pimobendan, considerar o acréscimo de um inibidor da ECA (p. ex.,
enalapril, benazepril) ou antagonista da aldosterona (p. ex., espironolactona) para inibir a
ativação do SRAA.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente durante o uso.
Formulações
O pimobendan está disponível em comprimidos mastigáveis de 1,25, 2,5 e 5 mg. Na Europa,
está disponível em cápsulas de 2,5 e 5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Condições
de pH ácido são importantes para a estabilidade da formulação e para assegurar sua
dissolução.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,25-0,3 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 1,25 mg/gato a cada 12 horas por via oral (0,1-0,3 mg/kg).
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Piperacilina Sódica
Nomes comerciais e outros nomes
Pipracil ® e Zosyn ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Tazocin (associação) (h) , Piperacilina Sódica + Tazobactam sódico (g)
Classificação funcional
Antibacteriano, betalactâmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico da classe da acil-ureidopenicilina. Como outros betalactâmicos, a
piperacilina liga-se a proteínas ligantes de penicilina (PBP), que enfraquecem ou interferem
na formação da parede celular. Após ligação às PBPs, a parede celular enfraquece ou sofre
lise. Como outros betalactâmicos, esse fármaco age de maneira dependente do tempo (i. e., é
mais efetivo quando as concentrações do fármaco são mantidas acima dos valores da
concentração inibitória mínima [MIC] durante o intervalo entre as doses). Comparada com
outros betalactâmicos, a piperacilina tem boa atividade contra Pseudomonas aeruginosa.
Também tem boa atividade contra estreptococos, mas não é ativo contra estafilococos
resistentes à meticilina. A piperacilina tem meia-vida curta em animais e precisa ser
administrada na forma injetável (em geral, por via intravenosa), o que limita sua utilidade.
Algumas formulações de piperacilina também contêm tazobactam (Zosyn ® ), que é um
inibidor da betalactamase e aumenta seu espectro por incluir cepas de bactérias Gramnegativas
e Gram-positivas que produzem betalactamase.
Indicações e Usos Clínicos
A piperacilina tem atividade similar à da ampicilina, mas tem ação mais ampla por incluir
muitos organismos que, de outra forma, são resistentes à ampicilina, como Pseudomonas
aeruginosa e outros bacilos Gram-negativos. A atividade in vitro contra algumas bactérias
Gram-negativas é acentuada quando administrada com um aminoglicosídeo (p. ex.,
gentamicina ou amicacina).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Alergia à penicilina é o efeito colateral mais comum. Altas doses podem inibir a função
plaquetária.
Contraindicações e Precauções
Não usar em pacientes alérgicos a fármacos à base de penicilina. Doses altas contribuem
para a carga de sódio no paciente.
Interações Medicamentosas
Não misturar em frascos ou seringas com outros fármacos.
Instruções de Uso
A piperacilina é associada ao tazobactam (inibidor da betalactamase) no Zosyn ® , que
aumenta o espectro de atividade ao incluir cepas produtoras de betalactamase de
estafilococos e bactérias Gram-negativas. A ticarcilina tem um espectro de atividade
semelhante e pode ser usada como um substituto da piperacilina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de sensibilidade determinado pelo Clinical and
Laboratory Standards Institute(CLSI) para organismos sensíveis são ≤ 64 μg/mL para
Pseudomonas aeruginosa e ≤ 16 μg/mL para todos os organismos Gram-negativos.
Formulações
A piperacilina está disponível em ampolas injetáveis de 2, 3, 4 e 40 g.
Estabilidade e Armazenamento
A solução reconstituída deve ser usada em 24 horas ou 7 dias, se refrigerada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 40 mg/kg a cada 6 horas por vias intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais. (Em geral, usa-se ticarcilina para as mesmas
indicações em equinos.)
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No entanto,
devido à rápida depuração, espera-se que os períodos de carência sejam semelhantes aos de
outros betalactâmicos, como a ampicilina.
Para estimativa dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no
número1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Piperazina
Nomes comerciais e outros nomes
Pipa-Tabs ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Piperazina Prado (v) , Proverme (v) , Vermiaves (v) , Vermical (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Composto antiparasitário. A piperazina induz bloqueio neuromuscular no parasito mediante
antagonismo seletivo dos receptores do GABA, resultando em abertura dos canais de cloro,
hiperpolarização da membrana do parasito e paralisia dos vermes. A eficácia é limitada
principalmente a nematódeos. Em equinos, é ativa contra pequenos estrôngilos e
nematódeos.
Indicações e Usos Clínicos
A piperazina é um antiparasitário comum amplamente disponível, mesmo sem prescrição
médica. É usada principalmente para o tratamento de infecções por ascarídeos em animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A piperazina é notavelmente segura em todas as espécies, mas pode causar ataxia,
tremores musculares e alterações no comportamento.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações em animais. Pode ser usada em todas as idades.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A piperazina é um antiparasitário amplamente usado, com boa margem de segurança. Pode
ser usada em associação com outros antiparasitários.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A piperazina está disponível em pó de 860 mg, cápsulas de 140 mg, comprimidos de 50 e
250 mg, e solução oral de 128, 160, 170, 340, 510 e 800 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 44-66 mg/kg administrados uma vez por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Suínos
• 110 mg/kg por via oral na água de beber como única fonte de água.
• Solução oral (equinos): 30 mL de solução de piperazina a 17%, administrados por via
oral, para cada 45 kg de peso corporal.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888873-2723).
Pirantel, Pamoato e Tartarato de
Nomes comerciais e outros nomes
Nemex ® , Strongid ® , Priex ® , Pyran ® e Pyr-A-Pam ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Antec (v) , Canex (v) , Drontal (v) , Duo-Pet (v) , Farmaverm (v) , MagDog (v) , Pet-Tel (v) ,
Petzil (v) , Strondal (v) , Strongycid (v) , Vermex (v) , Vermivet (v) e outras associações
veterinárias.
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. O pirantel é um antiparasitário da classe das tetraidropirimidinas. Outro da
mesma classe é o morantel. O pirantel age interferindo na neurotransmissão ganglionar via
bloqueio dos receptores de acetilcolina e outros locais. Isso causa paralisia dos parasitos. Os
vermes paralisados são expelidos do lúmen intestinal por peristalse. O pirantel é pouco
hidrossolúvel e não é absorvido sistemicamente em ruminantes, embora ocorra alguma
absorção em animais monogástricos. Sua atividade limita-se principalmente ao lúmen
intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
O pirantel está indicado para o tratamento contra nematódeos intestinais. Em equinos, é
usado para o tratamento e a prevenção da infecção por nematódeos, inclusive Oxyuris equi,
Parascaris equorum, grandes estrôngilos (Strongylus edentatus, S. equinus e S. vulgaris) e
pequenos estrôngilos. Quando acrescentado ao alimento, é usado no controle de
nematódeos, inclusive O. equi, P. equorum, grandes estrôngilos (S. edentatus, S. vulgaris e
espécies de Triodontophorus) e pequenos estrôngilos. Em suínos, é usado na prevenção contra
Ascaris suum e o verme nodular da espécie Oesophagostomum. Em cães e gatos, é usado para o
tratamento da infecção por ancilóstomos (gênero Ancylostoma) e outros nematódeos
(Toxocaracati, T. canis e Toxascaris leonina). Há alguma evidência de que é efetivo no controle
de alguns cestódeos, mas em geral devem ser usados outros fármacos para tais espécies.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações para animais. Pode ser usado em todas as idades, bem como na
lactação e em animais prenhes.
Interações Medicamentosas
Toxicidade sobre o sistema nervoso central (SNC) pode ser mais provável quando
administrado concomitantemente com levamisol, mas não há relatos disso com o uso
clínico em animais.
Instruções de Uso
Agitar a suspensão antes de usar. As doses mencionadas são para administração única, mas
podem ser repetidas como parte de um programa de controle parasitário. Doses menores
podem ser acrescentadas diariamente ao alimento para a prevenção de parasitoses.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore amostras fecais em busca da presença de parasitos.
Formulações
O pirantel está disponível em pasta (base) de 171, 180 e 226 mg/mL, comprimidos (base)
de 22,7 e 113,5 mg, bem como suspensão (base) de 2,27, 4,54 e 50 mg/mL. A pasta para
equinos contém 19,31%. Também está disponível em pellets de 10,6, 12,6 e 21,2 g/kg de
pellet para adicionar ao alimento.
O pamoato de pirantel é um sal e contém 34,7% da base pirantel. As doses baseiam-se
na quantidade da base pirantel. O tartarato de pirantel contém 57,9% da base pirantel.
Muitas das formulações contêm outros antiparasitários (p. ex., praziquantel).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Proteger
do congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5 mg/kg, dose única, por via oral, repetir 7-10 dias depois.
Gatos
• 20 mg/kg por via oral, dose única.
As doses podem ser misturadas com o alimento.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Nematódeos: 6,6 mg/kg por via oral.
• Cestódeos: 13,2 mg/kg.
• Adicionado ao alimento: 12,5 mg/kg em dose única ou 2,6 mg/kg/dia para prevenção.
Suínos
• 22 mg/kg administrado no alimento, como tratamento único.
Informações sobre Restrição Legal
Suínos: período de carência de 1 dia (EUA); 7 dias (Canadá).
No Brasil, consultar bula do produto, uma vez que várias formulações possuem
componentes com requerimento de períodos de carência próprios.
Não foram estabelecidos períodos de carência para outras espécies. Para estimativas dos
períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-
888-873-2723).
Piridostigmina, Brometo de
Nomes comerciais e outros nomes
Mestinon ® e Regonol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Mestinon (h)
Classificação funcional
Anticolinesterásico, antimiastênico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Inibidor da colinesterase e antimiastênico. O fármaco inibe a enzima que desdobra a
acetilcolina. Portanto, prolonga a ação da acetilcolina na sinapse. A principal diferença entre
a fisostigmina e a neostigmina ou a piridostigmina é que a primeira cruza a barreira
hematoencefálica e as outras não o fazem. Em comparação com a neostigmina, a
piridostigmina tem ação mais duradoura.
Indicações e Usos Clínicos
A piridostigmina é usada como um antídoto para a intoxicação anticolinérgica e tratamento
(antídoto) para bloqueio neuromuscular. Também é usada como tratamento para miastenia
grave, íleo e retenção urinária (como no pós-operatório), aumentando o tônus do músculo
liso da bexiga. Mais frequentemente, a piridostigmina é o primeiro fármaco de escolha para a
miastenia grave e preferida à neostigmina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são causados pela ação colinérgica resultante da inibição da
colinesterase. Esses efeitos podem ser vistos no trato gastrointestinal, como diarreia e
aumento das secreções. Outros efeitos colaterais podem incluir miose, bradicardia, torção
ou fraqueza muscular e constrição dos brônquios e ureteres. A piridostigmina pode ser
associada a menos efeitos colaterais que a neostigmina, mas os efeitos da piridostigmina
podem persistir por mais tempo. Se forem observados efeitos colaterais, tratar com
anticolinérgicos como 0,125 mg de sulfato de hiosciamina. Também se pode usar
atropina.
Contraindicações e Precauções
Não use nas seguintes condições: obstrução urinária, obstrução intestinal, asma ou
broncoconstrição, pneumonia e arritmias cardíacas. Não usar em pacientes sensíveis ao
brometo. Considerar a quantidade de brometo na dose para qualquer paciente que esteja
recebendo brometo de potássio (KBr) para tratamento de convulsões.
Interações Medicamentosas
Deve-se considerar a concentração de brometo na formulação, no caso de animais que
também estejam recebendo brometo (p. ex., brometo de potássio) para tratamento de
epilepsia. (Pode-se usar brometo de sódio como alternativa.)
Instruções de Uso
Usa-se a piridostigmina para o tratamento da miastenia grave. A neostigmina e a
piridostigmina têm menos efeitos colaterais que a fisostigmina. Quando usada, pode-se
aumentar a frequência da dose com base na observação dos efeitos. Após a administração, os
benefícios da piridostigmina devem ser observados por aproximadamente 15-30 minutos. A
duração da ação pode ser de 3-4 horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os efeitos gastrointestinais, bem como a frequência e o ritmo cardíacos.
Formulações
A piridostigmina está disponível em xarope oral com 12 mg/mL, comprimidos de 60 mg
(graduados) e injeção com 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
piridostigmina é hidrossolúvel. Guardar em soluções ácidas; pode decompor-se em veículos
alcalinos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Antimiastênico: 0,02-0,04 mg/kg a cada 2 horas por via intravenosa ou 0,5-3 mg/kg a
cada 8-12 horas por via oral.
• Antídoto para bloqueio muscular: 0,15-0,3 mg/kg por vias intramuscular ou
intravenosa, conforme necessário.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Pirimetamina
Nome comercial e outros nomes
Daraprim ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Daraprim (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano e antiparasitário. A pirimetamina bloqueia a enzima diidrofolato redutase,
que inibe a síntese de folato e ácidos nucleicos. A atividade da pirimetamina é mais
específica contra protozoários do que contra bactérias. Em geral, a pirimetamina é associada
a uma sulfonamida para produzir um efeito sinérgico.
Indicações e Usos Clínicos
A pirimetamina é usada para tratar infecções causadas por protozoários em animais. É mais
frequentemente associada a uma sulfonamida, separadamente ou na mesma formulação.
Ver informação adicional no verbete Pirimetamina + Sulfadiazina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Há risco de anemia por deficiência de ácido fólico quando são administradas associações
de pirimetamina e sulfonamida. Isso foi observado em 12% dos equinos tratados em um
ensaio de campo. Faz-se a suplementação com ácido fólico ou folínico (de preferência o
último) para prevenir a anemia, mas o benefício desse tratamento é incerto. A
mielossupressão em geral se resolve após a interrupção do tratamento. Pode ocorrer
diarreia após administração oral. Foram documentados múltiplos efeitos colaterais da
administração de sulfonamidas, que incluem reações alérgicas, hipersensibilidade dos
tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia, hipotireoidismo (com
terapia prolongada), ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Cães podem ser mais
sensíveis às sulfonamidas que outros animais, pois não têm a capacidade de acetilar as
sulfonamidas em seus metabólitos.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais sensíveis às sulfonamidas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém uma associação de
pirimetamina com trimetoprima/sulfonamidas acentua a mielotoxicidade.
Instruções de Uso
Usa-se a pirimetamina sozinha ou associada a sulfonamidas. (Ver mais detalhes no verbete
Pirimetamina + Sulfadiazina).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente o hemograma completo em animais que estejam sendo tratados.
Formulações
A pirimetamina está disponível em comprimidos de 25 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
pirimetamina é pouco solúvel em água, porém mais solúvel em etanol. Os comprimidos
costumam ser triturados para fazer suspensões extemporâneas em xaropes e outros
palatabilizantes. Tais formulações são estáveis por 7 até 90 dias, dependendo da
formulação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 14-21 dias (5 dias no caso de Neospora
caninum).
Gatos
• 0,5-1 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 14-28 dias
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Mieloencefalite protozoária equina causada por Sarcocystis neurona: 1 mg/kg a cada 24
horas por via oral em associação com uma sulfonamida (ver detalhes em
Pirimetamina + Sulfadiazina).
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Pirimetamina + Sulfadiazina
Nome comercial e outros nomes
Re-Balance ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Associação de um antibacteriano com um antiprotozoário. A pirimetamina bloqueia a
enzima diidrofolato redutase, que inibe a síntese folato e ácidos nucleicos. A atividade de
pirimetamina é mais específica contra protozoários do que contra bactérias. A sulfadiazina
fornece um falso substrato PABA (ácido para-aminobenzoico) para a síntese de ácido
diidrofólico por bactérias e protozoários. A associação é sinérgica contra protozoários.
Indicações e Usos Clínicos
A pirimetamina + sulfadiazina é usada para tratar equinos com mieloencefalite protozoária
equina (MPE). Embora não registrada para uso em outros animais, a formulação equina tem
sido administrada a pequenos animais para tratar infecções causadas pelos protozoários dos
gêneros Toxoplasma, Neospora e Sarcocystis.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Observou-se anemia quando administradas associações de trimetoprima e sulfonamidas.
Faz-se a suplementação com ácido fólico ou folínico (de preferência o último) para
prevenir anemia, mas o benefício desse tratamento é incerto.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais que possam ser propensos a anemia ou cujo hemograma não
possa ser monitorado.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém uma associação de
pirimetamina com trimetoprima/sulfonamidas acentua a mielotoxicidade.
Instruções de Uso
O principal uso de pirimetamina + sulfadiazina tem sido para o tratamento de infecções por
protozoários em equinos. Contudo, há evidência sem comprovação de que tal associação
pode ser indicada para o tratamento de algumas infecções por protozoários (p. ex.,
Toxoplasma, Neospora ou Sarcocystis) em pequenos animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore periodicamente o hemograma completo em animais que estejam sendo tratados.
Deve-se solicitar um hemograma completo dos animais tratados pelo menos mensalmente.
Formulações
A pirimetamina + sulfadiazina está disponível em suspensão oral contendo 250 mg de
sulfadiazina e 12,5 mg de pirimetamina por mililitro.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1 mg/kg de pirimetamina e 20 mg/kg de sulfadiazina 1 vez/dia, por via oral.
(Equivalentes a um terço de mililitro da formulação equina – 0,33 mL – por 4 kg de
peso corporal.)
Posologia para Grandes Animais
• MPE causada por S. neurona: 1 mg/kg de pirimetamina e 20 mg/kg de sulfadiazina a
cada 24 horas por via oral (4 mL por 50 kg). A duração do tratamento varia de 90-270
dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção.
Piroxicam
Nome comercial e outros nomes
Feldene ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Feldene (h) , Floxican (h) , Piroxicam (g) , Piroxifarma (v) , e outras associações veterinárias
Classificação funcional
Anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O piroxicam é um AINE da classe oxicam. Seus efeitos clínicos são similares aos de outros
AINEs (ver Meloxicam). Esses medicamentos parecem ter efeitos analgésicos e antiinflamatórios
por inibir a síntese de prostaglandinas. A enzima inibida pelos AINEs é a
cicloxigenase (COX), que existe em duas isoformas: COX-1 e COX-2. A COX-1 é responsável,
principalmente, pela síntese de prostaglandinas importantes na manutenção de um trato
gástrico sadio, da função renal e de outras funções normais. A COX-2 é induzida e
responsável pela síntese de prostaglandinas que são mediadores importantes da dor, da
inflamação e da febre. No entanto, sabe-se que há algum cruzamento dos efeitos da COX-1
e da COX-2 em algumas situações, e a atividade da COX-2 é importante para alguns efeitos
biológicos. O piroxicam, usado em ensaios in vitro, é um pouco mais seletivo para a COX-1
que para a COX-2. Em animais, não é certo se a especificidade pela COX-1 ou pela COX-2
tem relação com a eficácia ou a segurança. O piroxicam também tem alguns efeitos
antineoplásicos ou preventivos da neoplasia e é usado em alguns protocolos antineoplásicos.
O piroxicam tem meia-vida mais longa que outros AINEs em cães, de 35-40 horas e quase
100% de absorção oral. Em outras espécies, a meia-vida é mais curta, sendo de 13 horas em
gatos e a absorção oral média de 89%; em equinos, a meia-vida é de 3-4 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O piroxicam é usado principalmente para tratar a dor e a inflamação associadas a artrite e
outras condições musculoesqueléticas. Não é tão usado nessas condições como outros AINEs
aprovados para animais. Outro uso em cães e gatos tem sido como adjuvante no tratamento
do câncer. Tal uso baseia-se em relatos de sua atividade para tratar ou suprimir algumas
neoplasias, incluindo o carcinoma de células de transição da bexiga, o carcinoma
espinocelular e o adenocarcinoma mamário. O piroxicam foi usado em associação com a
cisplatina para tratar o melanoma oral maligno e o carcinoma espinocelular oral em cães
(0,3 mg/kg).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A eliminação do piroxicam é lenta. Na dose de 0,3 mg/kg a cada 24 horas, por via oral,
foram observadas reações adversas em cães, devendo-se considerar um intervalo de
administração a cada 48 horas. Os efeitos colaterais são principalmente toxicidade
gástrica (p. ex., úlceras gástricas). A toxicidade renal também é um risco, especialmente
em animais propensos à desidratação ou com a função renal comprometida. Foi relatada
necrólise epidérmica tóxica em alguns cães. O piroxicam foi administrado a cães e gatos
como um tratamento para o câncer com poucos efeitos colaterais, mas erosões e úlceras
gástricas são possíveis.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em cães, pois a meia-vida longa pode aumentar o risco de úlceras
gástricas se administrado uma vez ao dia. A formulação para seres humanos contém uma
dose muito grande para a maioria dos cães e deve ser reformulada para evitar sobredose.
Alertar os proprietários de animais de estimação sobre sobredoses que poderiam ocasionar
ulceração gástrica. Não administrar a animais prenhes. Usar com cautela em qualquer
animal com doença renal ou se administrado com outros medicamentos que possam lesar
os rins, como a cisplatina.
Interações Medicamentosas
Não administrar com outros AINEs ou com corticosteroides. Mostrou-se que os
corticosteroides exacerbam as reações gastrointestinais adversas. Alguns AINEs podem
interferir na ação de diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Instruções de Uso
A maior parte da experiência com dosagem foi acumulada a partir de estudos em que cães
foram tratados com piroxicam para carcinoma de células de transição da bexiga. Alguns
desses cães toleraram melhor o piroxicam, com relação à toxicidade gástrica, quando o
fármaco era administrado com misoprostol. O piroxicam foi usado em cães no tratamento do
carcinoma espinocelular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O piroxicam tem o potencial de induzir ulceração gástrica. Monitore sinais de vômitos,
sangramento e letargia. Ante a suspeita de sangramento, monitore o hematócrito ou o
hemograma completo do animal. Monitore a função renal nos animais tratados.
Formulações
O piroxicam está disponível em cápsulas de 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
A exposição à luz resulta em fotodegradação. O piroxicam é apenas ligeiramente
hidrossolúvel. É solúvel em soluções básicas e em alguns solventes orgânicos. Formulações
compostas feitas para pequenos animais podem ser estáveis por apenas 48 horas. Embora
uma formulação por via intravenosa não esteja disponível comercialmente, uma solução de
2 mg/mL foi preparada misturando-se o pó puro com NAOH 0,1 N e verificou-se que era
estável se armazenada em um frasco de vidro, refrigerada e protegida da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,3 mg/kg a cada 48 horas por via oral.
• Tratamento do câncer: cães toleraram 0,3 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• 0,3 mg/kg a cada 24 horas por via oral, ou como alternativa 1 mg/gato a cada 24 horas
por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Há evidência insuficiente para recomendar doses para grandes animais. Foram
administradas doses únicas de 0,2 mg/kg por via oral a equinos, sem quaisquer efeitos
colaterais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888873-2723).
Classificação RCI: 4
Pivalato de Desoxicorticosterona
Nomes comerciais e outros nomes
Percoten-V ® , DOCP ® e DOCA pivalato ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Mineralocorticoide sem atividade glicocorticoide. A desoxicorticosterona mimetiza os efeitos
da aldosterona ao reter o sódio. A formulação na forma pivalato é absorvida lentamente e
produz um efeito de duração mais longo a partir de uma única administração.
Indicações e Usos Clínicos
A desoxicorticosterona é usada para o tratamento da insuficiência adrenocortical
(hipoadrenocorticismo). Alguns cães requerem a administração concomitante de
glicocorticoides quando utilizados para o tratamento da insuficiência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas poses podem promover excessivo efeito mineralocorticoide. Sinais de
hiperadrenocorticismo iatrogênico não são esperados com o uso desse medicamento.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais prenhes. Deve ser utilizado com cautela em paciente com
insuficiência cardíaca congestiva ou doença renal.
Interações Medicamentosas
Os antagonistas da aldosterona (espironolactona) neutralizarão os efeitos.
Instruções de Uso
A dose inicial é baseada na média das respostas dos pacientes clínicos, mas doses individuais
podem ser baseadas pelo monitoramento de eletrólitos nos pacientes. O intervalo entre as
administrações pode variar de 14 a 35 dias.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis de sódio e de potássio séricos.
Formulações
A desoxicorticosterona está disponível sob a forma de solução injetável de 25 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas ainda não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,5-2,2 mg/kg a cada 25 dias por via intramuscular. Ajustar a dose conforme o
monitoramento dos eletrólitos.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses estabelecidas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência não foram estabelecidos. Entretanto, devido ao baixo risco de resíduos,
nenhum período de carência é sugerido.
Classificação RCI: 4
Plicamicina
Nomes comerciais e outros nomes
Mithracin ® e Mithramycin ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A ação da plicamicina consiste em formar um complexo com o DNA
na presença de cátions divalentes e inibir a síntese de DNA e RNA. Ela diminui os níveis
séricos de cálcio e pode ter ação direta sobre os osteoclastos para diminuir o cálcio sérico.
Indicações e Usos Clínicos
A plicamicina é usada nos protocolos de câncer para carcinomas e para o tratamento da
hipercalcemia. O uso em animais foi derivado principalmente de uso empírico. Não há
estudos clínicos bem controlados ou ensaios sobre eficácia que comprovem a efetividade
clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Em seres humanos foram relatadas
hipocalcemia e toxicidade gástrica. A plicamicina pode causar problemas de sangramento.
Contraindicações e Precauções
Não usar com medicamentos que possam aumentar o risco de sangramento (p. ex., antiinflamatórios
não esteroidais [AINEs], heparina ou anticoagulantes).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses)
baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou em experiência não comprovada em
animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as concentrações séricas de cálcio.
Formulações
A plicamicina está disponível em frasco para injeção de 2,5 mg e 0,5 mg/mL quando
diluída.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Anti-hipercalêmico: 25 μg/kg/dia por via intravenosa (infusão lenta) durante 4 horas.
• Antineoplásico (cães): 20-30 μg/kg/dia por via intravenosa (infusão lenta) por 8-10
dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Esse fármaco
não deve ser usado em animais destinados a consumo, por ser um agente antineoplásico.
Polietilenoglicol
Nome comercial e outros nomes
Pipa-Tabs ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Marcas genéricas e de manipulação
Classificação funcional
Laxativo
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Catártico salino. A solução eletrolítica de polietilenoglicol é um composto não absorvível que
aumenta a secreção de água no intestino via efeito osmótico. Esses líquidos isosmóticos
passam pelo intestino sem que sejam absorvidos. A administração oral resulta em um efeito
catártico profundo.
Indicações e Usos Clínicos
A solução eletrolítica de polietilenoglicol é um catártico usado principalmente para evacuar o
intestino e limpá-lo antes de endoscopia e procedimentos cirúrgicos. É administrado por via
oral e induz efeito osmótico catártico rápido. É efetivo para a limpeza do intestino, mas
requer altos volumes para ser efetivo. Em alguns pacientes humanos, podem ser usados
volumes menores se for associado com outro laxante, como o bisacodil.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Perda de água e eletrólitos com altas doses ou uso prolongado é comum. Os grandes
volumes necessários podem causar náuseas.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais desidratados, pois pode causar perda de líquido e eletrólitos.
Não está indicado para uso crônico.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas específicas.
Instruções de Uso
Usado para evacuação intestinal antes de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos. São
necessários grandes volumes. Em seres humanos pode-se administrar apenas metade do
volume, se for acrescentado o bisacodil (1-4 comprimidos) 2 horas antes do procedimento.
Essa associação é denominada HalfLytely ® .
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore eletrólitos se tiver de repetir a administração.
Formulações
O polietilenoglicol é uma solução oral. As preparações contêm polietilenoglicol (PEG) 3350,
cloreto de sódio, cloreto de potássio, bicarbonato de sódio e sulfato de sódio.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 25 mL/kg, repetir em 2-4 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos e Bovinos
• Via sonda nasogástrica: 500 mL a 4 L 1 vez por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há necessidade de períodos de carência.
Ponazuril
Nome comercial e outros nomes
Marquis ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fármaco antiprotozoário. Coccidiostático. O ponazuril (também conhecido como toltrazuril
sulfona) é um metabólito do antiprotozoário toltrazuril em aves de granja. O ponazuril é um
fármaco de base triazina, que age inibindo os sistemas enzimáticos nos protozoários e/ou
diminuindo a síntese de pirimidina. É específico para organismos apicomplexos
(esporozoários), pois ataca a organela apicoplasto nos protozoários. É específico em sua ação
como agente antiprotozoário sem afetar outros organismos. Tem alta absorção oral em
equinos e meia-vida de 4,5 dias.
Indicações e Usos Clínicos
O toltrazuril, o fármaco original, tem sido usado para protozoários como Isospora, Coccidia
spp., Toxoplasma gondii e Eimeria spp. O ponazuril tem meia-vida longa em equinos (> 4
dias) e as concentrações no líquido cefalorraquidiano (LCR) são de 3,5-4% das
concentrações séricas, mas altas o bastante para inibir os protozoários. O ponazuril está
aprovado especificamente para uso como tratamento da mieloencefalite protozoária equina
(MPE), causada por Sarcocystis neurona. Em estudos clínicos feitos em equinos com MPE,
62% de 101 desses animais foram tratados com sucesso com doses de 5 ou 10 mg/kg por
28 dias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O ponazuril é altamente específico e relativamente seguro nas doses aprovadas. A
administração de 50 mg/kg em equinos (10 vezes a dose recomendada) teve efeitos
colaterais mínimos. Houve alterações mínimas na análise sérica. Fezes moles podem
ocorrer com altas doses.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em éguas prenhes ou durante a reprodução, até que se tenha mais
informação sobre sua segurança.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
O uso em equinos baseia-se em estudos clínicos, ensaios de campo conduzidos pelo
fabricante do fármaco, e estudos farmacocinéticos em equinos. Em um ensaio com 5 ou
10 mg/kg/dia em equinos, 62% melhoraram aos 28 dias. Embora haja relatos de
tratamento bem-sucedido após 28 dias, pode ser necessário um tratamento mais prolongado
em alguns animais, para resolver a infecção e prevenir recidiva. Não há relatos do uso clínico
de ponazuril em outros animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Em equinos tratados para MPE, monitore o estado neurológico durante o tratamento. O
quociente de IgG e albumina tem sido medido no LCR de equinos tratados para monitorar o
tratamento, mas isso pode não indicar cura clínica.
Formulações
A ponazuril está disponível em pasta oral a 15% (150 mg/mL) para equinos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relatos de doses para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Tratamento da MPE: 5 mg/kg a cada 24 horas por via oral por 28 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não se dispõe dessa informação. Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula,
contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Posaconazol
Nome comercial e outros nomes
Noxafil ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antifúngico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antifúngico. O posaconazol é um antifúngico relativamente novo do grupo azólico, similar
ao itraconazol em termos de estrutura e atividade. A ação contra os fungos é similar à de
outros azóis, e consiste em inibir a síntese de ergosterol na membrana da célula fúngica e
produzir atividade fungistática. É ativo contra os mesmos organismos fúngicos que o
itraconazol, mas a atividade in vitro é duas vezes maior. A diferença mais importante em
termos de atividade é que o posaconazol tem melhor atividade contra Mucor e Zygomycetes,
em comparação com outros azólicos. Em cães, há um efeito alimentar sobre a absorção, com
disponibilidade sistêmica de 11% e 27% em cães em jejum e alimentados, respectivamente.
Tem alta afinidade às proteínas, com mais de 97% de ligação em cães.
Indicações e Usos Clínicos
O uso do posaconazol tem se limitado a poucos relatos de casos e experiência sem
comprovação. Em gatos, tem sido usado para tratar infecções fúngicas refratárias a outros
fármacos, como a aspergilose e as infecções por Mucor spp. Em seres humanos, é usado para
infecções fúngicas invasivas, inclusive aquelas causadas por Aspergillus e Candida. Também é
ativo contra dermatófitos, Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis
e Cryptococcus neoformans. Sua vantagem com relação a outros azólicos é a atividade contra
Zygomycetes e Mucor.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O uso tem sido relativamente infrequente, e a informação a respeito de toda a variedade
de efeitos colaterais possíveis a partir do uso clínico não se encontra disponível. Em seres
humanos, foram observados efeitos colaterais semelhantes aos de outros antifúngicos
azólicos: cefaleia, diarreia, náuseas e aumento das enzimas hepáticas. Em estudos sobre a
toxicidade, cães toleraram 30 mg/kg/dia por 1 ano sem quaisquer sinais clínicos. No
entanto, observou-se alguma vacuolização neuronal ao exame histopatológico com essa
dose. Não deve ser usado durante a gestação, por causa da inibição da esteroidogênese.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações e precauções em animais.
Interações Medicamentosas
Fármacos que diminuem o ácido gástrico (inibidores da bomba de prótons, bloqueadores
H 2 ) reduzem a absorção oral do posaconazol. Como outros antifúngicos azólicos, o
posaconazol é um forte inibidor das enzimas do citocromo P450 (CYP3A4) e pode
aumentar as concentrações de outros fármacos biotransformados por essas enzimas.
Instruções de Uso
O uso em animais baseia-se primordialmente em alguns relatos isolados de caso
(principalmente em gatos) e extrapolação do uso em seres humanos. Não há relatos de
estudos clínicos em animais. O esquema de tratamento em seres humanos é de
aproximadamente 2,5-3 mg/kg 3 vezes/dia por via oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas nos animais tratados.
Formulações
O posaconazol está disponível em suspensão oral de 40 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-10 mg/kg por via oral a cada 12-24 horas.
Gatos
• 5 mg/kg por via oral a cada 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas dos períodos de
carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Potássio, Citrato de
Nomes comerciais e outros nomes
Genéricos e Urocit-K ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente alcalinizante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O citrato de potássio (K3C6H5O7) alcaliniza a urina e pode aumentar o ácido cítrico
urinário. Um aumento na excreção urinária de citrato e urina alcalina pode diminuir a
cristalização do oxalato de cálcio urinário. A excreção urinária de cálcio também diminui.
Outros suplementos de potássio incluem o gluconato de potássio, acetato de potássio,
bicarbonato de potássio e cloreto de potássio.
Indicações e Usos Clínicos
O citrato de potássio é usado para a prevenção da urolitíase por oxalato de cálcio. Também é
usado para a acidose tubular renal. Em cães, após a administração de 150 mg/kg (de citrato
de potássio) a cada 12 horas por via oral, o pH urinário não apresentou aumento
significativo, mas a concentração urinária de oxalato de cálcio diminuiu.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode
ocasionar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os
suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com doença renal. Não use com penicilina potássica ou
brometo de potássio.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Um grama de citrato de potássio fornece 9,26 mEq de potássio. Administrar com as
refeições.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de potássio. Os níveis normais de potássio estão entre 4-5,5 mEq/L
(cães) e 4,3-6 mEq/L (gatos). Monitore o ECG em pacientes que possam ser propensos a
arritmias.
Formulações
O citrato de potássio está disponível em comprimidos de 5 e 10 mEq. Algumas formulações
são associadas com cloreto de potássio. Também se dispõem de comprimidos de citrato de
potássio de liberação tardia.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2,2 mEq/100 kCal de energia/dia por via oral ou 0,5 mEq/kg/dia por via oral. Doses
maiores têm sido usadas com segurança em alguns animais. (1.000 mg de citrato de
potássio = 9,26 mEq se potássio.)
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Potássio, Cloreto de
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução de cloreto de potássio a 10% (g) , Solução de cloreto de potássio a 19,1% (g)
Classificação funcional
Suplemento de potássio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de potássio. O potássio é usado para o tratamento da hipocalemia. Uma dose de
1,9 g de cloreto de potássio equivale a 1 g de potássio. Um grama de cloreto de potássio é
igual a 14 mEq de potássio. Outros suplementos de potássio incluem o gluconato de potássio,
acetato de potássio, bicarbonato de potássio e citrato de potássio.
Indicações e Usos Clínicos
Os suplementos de potássio são indicados para tratar a hipocalemia. Pode ocorrer
hipocalemia em algumas doenças, como aquela decorrente do uso de diurético. Também
pode ocorrer hipocalemia como consequência da sobredose do agonista beta-2 adrenérgico.
Na maioria dos pacientes, o cloreto de potássio é o suplemento de escolha para a
hipocalemia. É mais bem absorvido que outros suplementos, e o íon cloreto pode ser útil, pois
também pode ocorrer em paralelo à hipocloremia em alguns pacientes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode
acarretar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os
suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.
Contraindicações e Precauções
Não exceder uma taxa de 0,5 mEq/kg/hora para infusão intravenosa. Usar com cautela
em animais com insuficiência renal. Não usar cloreto de potássio na vigência de acidose
metabólica e hipercloremia. Em tais casos, usar outro suplemento de potássio. O uso
intravenoso deve ser feito com cuidado devido ao risco de hipercalemia. Usar potássio
com cautela em pacientes tratados com digitálicos. Não usar com penicilina potássica ou
brometo de potássio (usar sais de sódio no lugar desses medicamentos).
Interações Medicamentosas
Podem ocorrer interações entre os suplementos de potássio e os seguintes medicamentos:
digoxina, diuréticos tiazídicos, espironolactona, anfotericina B, corticosteroides,
penicilinas, inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e laxantes.
Instruções de Uso
Um grama de cloreto de potássio fornece 13,41 mEq de potássio. Em geral é acrescentado a
soluções. Quando o potássio é suplementado na fluidoterapia, não administrar a uma
velocidade maior que 0,5 mEq/kg/hora.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de potássio. Monitore o ECG em pacientes que possam ser
propensos a arritmias. Os níveis normais de potássio estão entre 4-5,5 mEq/L em cães e 4,3-
6 mEq/L em gatos.
Formulações
O cloreto de potássio está disponível em várias concentrações para injeção (em geral,
2 mEq/mL). Está disponível também em suspensão oral e solução oral com 10-20 mEq de
potássio por pacote. Um grama de cloreto de potássio contém 14 mEq do íon potássio.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O cloreto
de potássio é altamente solúvel em água.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Suplemento: 0,5 mEq de potássio/kg/dia ou acrescentar 10-40 mEq/500 mL de
solução dependendo dos níveis de potássio sérico.
• Tratamento agudo da hipocalemia: 0,5 mEq de potássio/kg/hora.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos e Equinos
• Suplemento em fluidos intravenosos, 20-40 mEq de potássio por litro de solução. Não
exceder a velocidade de 0,5 mEq/kg/hora por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Potássio, Fosfato de
Nomes comerciais e outros nomes
K-Phos ® Neutra-Phos-K ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Fosfato de Potássio (g)
Classificação funcional
Suplemento de fosfato
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de fósforo. O fosfato de potássio é usado na hipofosfatemia grave associada à
cetoacidose diabética. Também pode ser utilizado para acidificar a urina.
Indicações e Usos Clínicos
O fosfato de potássio é usado para reduzir a secreção renal de cálcio em pacientes propensos
a ter cálculos urinários e promover a formação de uma urina mais ácida. Esse medicamento
não deve ser usado como suplemento de potássio. Na maioria dos pacientes, o cloreto de
potássio é o suplemento de escolha para a hipocalemia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A administração intravenosa pode causar hipocalcemia.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais com doença renal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O principal uso de fosfato de potássio em animais é para acidificar a urina ou para o
tratamento da hipofosfatemia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de cálcio, potássio e fósforo nos animais tratados.
Formulações
O fosfato de potássio atualmente não está disponível em comprimidos [antes, havia
formulação de 500 mg, contendo 114 mg (3,7 mmol) de fósforo]. Soluções orais podem ser
feitas a partir do pó concentrado misturado com água para administração oral.
Também está disponível na forma injetável, contendo 224 mg de fosfato de potássio
monobásico e 236 mg de fosfato de potássio dibásico [3 mmol (93 mg])de fósforo] por
mililitro.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,03-0,12 mmol/kg/hora por via intravenosa para tratamento agudo.
• 0,1 mmol/kg/dia por via intravenosa para suplementação diária.
• 4 mg/kg de fósforo (aproximadamente 0,1 mmol/kg) por via oral, até 4 vezes/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Potássio, Gluconato de
Nomes comerciais e outros nomes
Kaon ® , Tumil-K ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Marcas genéricas
Classificação funcional
Suplemento de potássio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de potássio. Usado para o tratamento da hipocalemia. O gluconato de potássio
existe em uma forma anidro e uma forma monoidratada. Seis gramas de gluconato de
potássio anidro são equivalentes a 1 g de potássio; 6,45 g de potássio monoidratado são
equivalentes a 1 g de potássio. Um grama de gluconato de potássio é igual a 4,27 mEq de
potássio. Outros suplementos de potássio incluem cloreto de potássio, acetato de potássio,
bicarbonato de potássio e citrato de potássio.
Indicações e Usos Clínicos
O gluconato de potássio é usado para o tratamento da hipocalemia e da acidose tubular
renal. Os suplementos de potássio são indicados para tratar a hipocalemia. Pode ocorrer
hipocalemia em algumas doenças ou como consequência do uso de diuréticos. Na maioria
dos pacientes, o cloreto de potássio é o suplemento de escolha para a hipocalemia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A toxicidade de altas concentrações de potássio pode ser perigosa. A hipercalemia pode
acarretar toxicidade cardiovascular (bradicardia e colapso) e fraqueza muscular. Os
suplementos orais de potássio podem causar náuseas e irritação estomacal.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com insuficiência renal.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Um grama de gluconato de potássio fornece 4,27 mEq de potássio.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os níveis séricos de potássio. O nível normal de potássio está entre 4-5,5 mEq/L em
cães e 4,3-6 mEq/L em gatos. Monitore o ECG em pacientes que possam ser propensos a
arritmias.
Formulações
O gluconato de potássio está disponível em comprimidos de 2 mEq (equivalente a 500 mg
de gluconato de potássio).
Kaon ® elixir tem 20 mEq/mL de potássio (contendo 4,68 gramas de gluconato de
potássio).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
gluconato de potássio é hidrossolúvel.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5 mEq/kg a cada 12-24 horas por via oral.
Gatos
• 2-8 mEq/dia, fracionados em 2 vezes/dia por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência.
Potássio, Iodeto de
Nome comercial e outros nomes
Quadrinal ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Fungol (h) ,Iodeto de Potássio (g)
Classificação funcional
Antifúngico, expectorante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O iodeto de potássio é um suplemento de iodo. Também tem algumas propriedades
antimicrobianas, embora seu mecanismo de ação exato seja incerto. A atividade
antimicrobiana tem sido usada para o tratamento adjuvante da zigomicose, na
conidiobolomicose e no granuloma fúngico. O iodeto também é importante para a função
normal da tireoide e tem sido empregado para o tratamento de alguns distúrbios dessa
glândula. O iodeto de potássio pode ainda irritar o trato respiratório e é usado como
expectorante.
Indicações e Usos Clínicos
O iodeto de potássio tem sido usado para tratar a doença fúngica granulomatosa e infecções
associadas aos zigomicetos. Em pequenos animais, é utilizado na esporotricose. O tratamento
antifúngico tem sido questionado em animais, pois a eficácia não está estabelecida. Como
pode aumentar as secreções respiratórias, é utilizado como expectorante, mas tal eficácia
também não foi estabelecida. Em seres humanos, usa-se o iodeto para tratar o
hipertireoidismo, mas não foi estabelecido se é efetivo nesse contexto. O iodeto de potássio
também é usado para proteger a tireoide contra lesão radioativa no evento de uma
emergência de radiação (exposição acidental à radiação) ou após a administração de iodeto
radioativo.
O etilenodiamino di-hidroiodeto (EDDI) é outra fonte de iodeto utilizada como fonte
nutricional de iodo em bovinos. Ver mais informações no verbetes Iodeto de Sódio e Iodeto.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem desencadear sinais de iodismo, que incluem lacrimejamento, irritação
das mucosas, edemaciamento das pálpebras, tosse, pelagem ressecada com aspecto ruim e
perda de pelos. O iodeto de potássio tem sabor amargo e pode causar náuseas e salivação.
A administração de iodeto de potássio tem sido associada à cardiomiopatia em gatos. Seu
uso pode causar aborto em equinos e deformidades nos membros de potros.
Contraindicações e Precauções
Não administre a potros, fêmeas prenhes (é possível ocorrer aborto) e tampouco por via
intravenosa.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas conhecidas.
Instruções de Uso
O uso clínico em animais é principalmente empírico. As doses e indicações mencionadas não
foram testadas em ensaios clínicos. Outros fármacos com efeitos certificados devem ser
considerados como alternativas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O iodeto é administrado como uma solução saturada de iodeto de potássio de 1 g/mL ou de
65 mg/mL. Também tem sido administrado como uma solução de iodeto de potássio a
10%/solução de iodo a 5% por via oral com alimento. A solução saturada (1 g/mL) libera
38 mg por gota. Uma solução de iodeto de potássio a 10% libera 6,3 mg de iodeto por gota.
Também está disponível em comprimidos de 145 mg de iodo.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
congelar as soluções. O iodeto de potássio inorgânico é instável quando exposto à luz, ao
calor e a excesso de umidade.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Infecções fúngicas: começar com 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral, e aumentar
gradualmente para 25 mg/kg a cada 8 horas, pela mesma via.
• Tratamento de emergência após exposição à radiação: 2 mg/kg/dia por via oral.
• Expectorante: 5 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 10-15 g/dia (bovinos adultos) por via oral durante 30-60 dias.
• 5-10 g/dia (bezerros) por via oral durante 30-60 dias.
Como suplemento alimentar e outras indicações: ver as doses de EDDI no verbete
Iodeto e outras doses em Iodeto de Sódio).
Equinos
• 10-40 mg/kg/dia (ao usar iodeto de potássio inorgânico).
• 10-15 g/dia (equinos adultos) por via oral durante 30-60 dias.
• 5-10 g/dia (pôneis) por via oral durante 30-60 dias.
Ver as doses de EDDI em Iodeto e outras doses em Iodeto de Sódio.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Devido ao baixo risco da presença de
resíduos, não há períodos de carência sugeridos.
Pradofloxacino
Nome comercial e outros nomes
Veraflox ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano da classe das fluoroquinolonas. O pradofloxacino é um antibacteriano da
nova geração das fluoroquinolonas. Essa nova geração de fluoroquinolonas, com
substituições na posição C-8 (p. ex., C-8 metóxi), tem como vantagem agir sobre um espectro
mais amplo, que inclui bactérias anaeróbicas e cocos Gram-positivos. A diferença no espectro
de atividade é causada em grande parte pela maior atividade sobre a DNA-girase das
bactérias Gram-positivas, mais que a atividade sobre a topoisomerase IV, o alvo das antigas
quinolonas (p. ex., enrofloxacino, marbofloxacino, orbifloxacino, difloxacino) nas bactérias
Gram-positivas. As fluoroquinolonas mais modernas (mencionadas por alguns autores como
as de terceira geração) incluem o gatifloxacino, o gemifloxacino e o moxifloxacino. Dados
sobre suscetibilidade indicam que o pradofloxacino é mais ativo que outras fluoroquinolonas
contra isolados bacterianos de cães e gatos, incluindo Escherichia coli, estafilococos e
anaeróbios. Durante a elaboração deste livro (2010), o pradofloxacino estava aprovado para
uso em pequenos animais na Europa, mas não nos EUA. Outro fármaco com espectro de
atividade semelhante é o moxifloxacino para uso humano, usado em situações clínicas nas
quais o pradofloxacino (Brasil: Avalox) seria uma escolha racional.
Indicações e Usos Clínicos
O pradofloxacino foi avaliado em cães e gatos, com estudos sobre a eficácia publicados em
resumos de pesquisa e relatos clínicos nos quais foi usado para tratar infecções cutâneas e de
tecidos moles em cães e gatos, infecções respiratórias em gatos e do trato urinário. Na dose
de 3 mg/kg, por via oral, foi efetivo para o tratamento de infecções do trato urinário em cães
e na dose de 3 ou 5 mg/kg foi efetivo sobre a pioderma canina. Na dose de 5 mg/kg em
uma suspensão oral a 2,5%, foi efetivo em infecções do trato urinário em gatos. Foi usado
para tratar efetivamente infecções causadas por Chlamydophila felis ou Mycoplasma em gatos
(5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, por 28 dias), embora não tenha sido mais efetivo que
a doxiciclina. Foi utilizado para tratar a rinite felina causada por Mycoplasma, Bordetella,
estreptococos ou estafilococos na dose de 5 mg/kg 1 vez/dia por 7 doses.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não se dispõe de uma variedade completa de reações adversas por causa do uso clínico
limitado. Espera-se que alguns dos efeitos colaterais observados com outras
fluoroquinolonas também sejam possíveis com o pradofloxacino. No entanto, em
comparação com o enrofloxacino, o pradofloxacino mostrou-se seguro em gatos quando
usado para lesões oftálmicas.
Contraindicações e Precauções
Não são conhecidas contraindicações ou precauções específicas. Por ser similar a outras
fluoroquinolonas, recomenda-se usar com cautela em cães jovens que possam ser
suscetíveis à lesão da cartilagem articular.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Os usos baseiam-se nos relatos clínicos atualmente disponíveis sobre seu emprego em cães e
gatos. No momento da venda, o fabricante pode liberar mais dados para orientar a posologia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não foram ainda estabelecidos pontos de perda de sensibilidade para o pradofloxacino pelo
Clinical and Laboratory Standards Institute. Nesse meio tempo, usar outras fluoroquinolonas
(p. ex., moxifloxacino) como guia para a suscetibilidade ao pradofloxacino.
Formulações
As formulações contêm pradofloxacino em uma suspensão oral a 2,5%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3-5 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
• 5-10 mg/kg a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Não usar em
animais produtores de alimentos. O uso de fluoroquinolonas sem prescrição nesses animais é
proibido.
Pralidoxima
Nomes comerciais e outros nomes
2-PAM e Protopam chloride ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A pralidoxima é uma oxima usada como adjunto da atropina para o tratamento de
intoxicações. A intoxicação por organofosforados resulta em inativação das enzimas
colinesterásicas e acúmulo excessivo de acetilcolina. A pralidoxima (também conhecida
como 2-PAM) é usada para reativar a acetilcolinesterase, promovendo a desfosforilação. A
pralidoxima é bem absorvida a partir da administração intramuscular, mas não atravessa a
barreira hematoencefálica. Após absorção, a meia-vida é curta, sendo necessário repetir a
administração várias vezes.
Indicações e Usos Clínicos
Usa-se a pralidoxima para o tratamento da toxicose por organofosforados. Administrar logo
após identificar a intoxicação. Também tem sido usada para tratar sobredoses de outros
anticolinesterásicos, como a neostigmina, a piridostigmina e o edrofônio.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A administração intramuscular causa dor. Injeções intravenosas rápidas podem culminar
em ligação do composto ao cálcio e causar espasmos musculares. Injeções rápidas também
podem causar problemas cardíacos e respiratórios. O uso durante a prenhez pode
ocasionar efeitos teratogênicos.
Contraindicações e Precauções
A intoxicação por carbamato não deve ser tratada com a pralidoxima. Não administrar
rapidamente por via intravenosa ou pode causar depressão respiratória e outros
problemas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas. No entanto, o uso de outros fármacos
deve ser evitado ao tratar intoxicações por organofosforados. Tais fármacos incluem
aminoglicosídeos, barbitúricos, tranquilizantes fenotiazínicos (acepromazina) e
bloqueadores neuromusculares.
Instruções de Uso
Diluir a formulação em solução de glicose antes da administração intravenosa. Dar
lentamente, por via intravenosa. Administrar atropina (0,1 mg/kg) ao usar a pralidoxima. A
recuperação do quadro de toxicose por organofosforados pode levar 48 horas. Ao tratar a
intoxicação, consultar um centro de controle de intoxicações para obter orientações mais
precisas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais de intoxicação por organofosforados para determinar se é necessário repetir
as doses. Monitore a frequência e o ritmo cardíacos, bem como a frequência respiratória. É
possível monitorar a atividade de colinesterases séricas para confirmar a intoxicação por
organofosforados.
Formulações
A pralidoxima está disponível em frascos de 1 g para ser reconstituído em 20 mL de água
(injeção de 50 mg/mL). O pH da solução é de 3,5-4,5.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em temperatura ambiente e protegido da luz. A solução reconstituída deve ser
armazenada a uma temperatura abaixo de 25 o C e protegida da luz. Descartar a solução
reconstituída após 3 horas.
Posologia para Pequenos Animais
• 20 mg/kg, até 50 mg/kg a cada 8-12 horas por via intramuscular ou intravenosa (dose
inicial lenta). Diluir em solução de glicose e infundir lentamente por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos, Ovinos e Suínos
• 20-50 mg/kg a cada 8 horas (administrados como solução a 10%), por via
intramuscular ou infusão intravenosa lenta, ou conforme necessário. A frequência pode
ser avaliada monitorando-se os sinais clínicos.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência em bovinos e suínos (não constam em bula): 6 dias para gado leiteiro e
28 dias para o de corte.
Praziquantel
Nomes comercais e outros nomes
Droncit ® e Drontal ® (combinação com febantel)
Medicamentos comercializados no Brasil
Cestox (h) , Cisticid (h) , Cestodan (v) , Vermpet (v) e várias outras associações veterinárias
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. Sua ação sobre parasitos está relacionada com toxicidade neuromuscular e
paralisia decorrente da alteração da permeabilidade ao cálcio no parasito.
Indicações e Usos Clínicos
O praziquantel é amplamente usado para tratar infecções intestinais causadas por cestódeos
(Dipylidium caninum, Taenia pisiformis e Echinococcus granulosus) e para remoção e controle do
cestódeo canino Echinococcus multilocularis. Em gatos, é usado para a remoção dos cestódeos
Dipylidium caninum e Taenia taeniaeformis. Em equinos, é usado contra cestódeos
(Anoplocephala perfoliata).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Ocorrem vômitos com altas doses. Anorexia e diarreia transitória foram relatadas. É
seguro em animais prenhes e lactantes.
Contraindicações e Precauções
Evite usar em gatos com menos de 6 semanas de idade e cães com menos de 4 semanas.
O praziquantel tem sido seguro na prenhez.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O praziquantel é um dos antiparasitários de uso mais comum para o tratamento contra
cestódeos. Tem ampla margem de segurança. A maioria das formulações está disponível em
associação (p. ex., associação de praziquantel com o febantel, a ivermectina, a moxidectina).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O praziquantel está disponível em comprimidos de 23 e 34 mg e injeção de 56,8 mg/mL.
Também está disponível na forma de pastas e géis, inclusive em associação com outros
fármacos para equinos (p. ex., ivermectina, moxidectina, febantel).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Cães < 6,8 kg: 7,5 mg/kg, dose única, por via oral.
• Cães > 6,8 kg: 5 mg/kg, dose única, por via oral.
• Cães < 2,3 kg: 7,5 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.
• Cães com 2,7-4,5 kg: 6,3 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.
• Cães > 5 kg: 5 mg/kg, dose única, por via intramuscular ou subcutânea.
Gatos (todas em doses únicas)
• < 1,8 kg: 11,4 mg/gato por via oral.
• 2,2 kg: 11,4 mg/gato por via subcutânea ou intramuscular.
• 2,3 a 4,5 kg: 22,7 mg/gato por via subcutânea ou intramuscular.
• 2,3 a 5 kg: 23 mg/gato, por via oral.
• > 5 kg: 34,5 mg/gato por via oral, ou 34,1 mg/gato por vias subcutânea ou
intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1,5-2,5 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Prazosina
Nome comercial e outros nomes
Minipress ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Minipress
Classificação funcional
Vasodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador alfa 1 -adrenérgico. A prazosina é um vasodilatador antagonista seletivo para o
receptor alfa1-adrenérgico, mas não é seletivo para alfa-1a ou alfa-1b. Sua ação é similar à
da fenoxibenzamina, mas produz menos taquicardia que os antagonistas não seletivos para
receptores tipo alfa. A prazosina diminui a tensão no músculo liso vascular arterial e venoso.
Relaxa a musculatura lisa, em especial dos vasos, sendo usado como vasodilatador relaxante
da musculatura lisa (ocasionalmente a musculatura uretral). Os adrenorreceptores alfa-1b
regulam o tônus vascular e os adrenorreceptores alfa-1a regulam o tônus da musculatura
lisa uretral. Para o relaxamento específico da musculatura urinária, os fármacos tansulosina
(Flomax ® ) e silodosina (Rapaflo ® ) são mais específicos para o receptor alfa-1a.
Indicações e Usos Clínicos
A prazosina tem sido usada em seres humanos para vasodilatação e para o tratamento da
hipertensão que não responde a outros medicamentos. Em medicina veterinária, tem sido
pouco usada para proporcionar vasodilatação equilibrada. Não há estudos controlados que
estabeleçam a eficácia e a posologia, e as indicações são derivadas do uso empírico e da
extrapolação do uso na medicina humana. Também tem sido usada experimentalmente em
equinos para melhorar a perfusão digital no tratamento da laminite. A administração a longo
prazo não é comum, pois pode desenvolver-se tolerância com o uso crônico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses causam vasodilatação e hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais com comprometimento da função cardíaca. Pode ocorrer
diminuição da pressão sanguínea e do débito cardíaco.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais, porém associado com outros
vasodilatadores pode causar queda grave da pressão sanguínea.
Instruções de Uso
Titular a dose de acordo com a necessidade individual do paciente. Os resultados de
estudos clínicos em animais não foram relatados; portanto, o uso em animais (e as doses)
baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou empíricamente em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a hipotensão e taquicardia reflexa.
Formulações
A prazosina está disponível em cápsulas de 1, 2 e 5 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5-2 mg/animal (0,07 mg/kg, ou aproximadamente 1 mg por 15 kg) a cada 8-12
horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 3
Prednisolona, Acetato de
Nomes comerciais e outros nomes
Delta-Cortef ® , Prednis-Tabs ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Várias associações veterinárias
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-inflamatório glicocorticoide. Os efeitos anti-inflamatórios são complexos, porém, ao
ligar-se a receptores celulares de glicocorticoides, a prednisolona age inibindo células
inflamatórias e suprimindo a expressão de mediadores inflamatórios. A prednisolona é
aproximadamente quatro vezes mais potente que o cortisol e tem apenas um sétimo da
potência da dexametasona. A prednisolona está disponível na forma de base (em geral na
forma de comprimido) ou na de acetato injetável, que pode ser administrado por vias
intramuscular ou intra-articular.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros corticosteroides, a prednisolona é usada para tratar uma variedade de doenças
inflamatórias e imunomediadas. A seção sobre posologia relaciona uma variedade de doses
para terapia de reposição, terapia anti-inflamatória e imunossupressora. Os usos em grandes
animais incluem o tratamento de condições inflamatórias, especialmente distúrbios
musculoesqueléticos. Em equinos, a prednisolona tem sido usada para o tratamento da
obstrução recorrente da via respiratória (ORVR), antigamente conhecida como doença
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Em bovinos, os corticosteroides são utilizados para o
tratamento da cetose. A prednisolona e a formulação trimeprazina (Temaril-P ® ) foi efetiva
para o tratamento do prurido em cães. Ver mais detalhes em Trimeprazina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia,
polidipsia/poliúria, alterações do comportamento e supressão do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal
(HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica, hepatopatia esteroidal,
diabetes, hiperlipidemia, diminuição do hormônio da tireoide e da síntese de proteína,
demora na cicatrização de feridas, maior risco de diabetes e imunossupressão. Podem
ocorrer infecções secundárias como resultado da imunossupressão e incluem
demodicose, toxoplasmose, infecções fúngicas e do trato urinário.Em equinos, além dos
efeitos colaterais mencionados, pode haver maior risco de laminite, embora a
documentação desse efeito seja controvertida.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção
ou em animais em crescimento ou com feridas em processo cicatricial. Usar com cautela
também em pacientes com doença renal, pois a prednisolona pode causar azotemia. Use
ainda com cautela em animais prenhes, pois há relatos laboratoriais de anormalidades
fetais em roedores. Não administrar o acetato de prednisolona por via intravenosa. Em
algumas espécies – em particular equinos e gatos –, a prednisolona (a forma ativa) é
preferida para o tratamento oral (em vez da prednisona).
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
aumenta o risco de lesão gástrica. Os corticosteroides podem inibir a conversão do
hormônio T4 na forma ativa T3.
Instruções de Uso
As doses de prednisolona variam muito e baseiam-se na gravidade da condição subjacente.
Para tratamento a longo prazo, as doses podem ser diminuídas para 0,5 mg/kg a cada 48
horas por via oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os
pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Fazer um teste de estimulação com
hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os
corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – em especial a fosfatase alcalina –
sem induzir hepatopatia. A prednisona pode causar leucocitose e linfopenia. Também pode
aumentar a albumina, a glicose, os triglicerídios e o colesterol. A administração de
corticosteroide pode diminuir a conversão dos hormônios da tireoide em sua forma ativa. A
prednisolona e a prednisona em altas doses por várias semanas podem causar proteinúria
significativa e alterações glomerulares em alguns cães.
Formulações
A prednisolona está disponível em comprimidos de 5 e 20 mg, xarope com 3 mg/mL e
suspensão injetável do acetato com 25 mg/mL (10 e 50 mg/mL no Canadá). A prednisolona
também está disponível em associação com trimeprazina (Temaril-P ® ). Ver mais informação
no verbete Trimeprazina.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
prednisolona é ligeiramente hidrossolúvel, porém é mais solúvel em etanol. Se diluída
primeiro em etanol, pode ser composta em formulações líquidas orais com boa estabilidade
por 90 dias. O acetato de prednisolona é insolúvel em água. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou por via oral
inicialmente, em seguida a cada 48 horas.
• Imunossupressor: 2,2-6,6 mg/kg/dia, por via intramuscular ou via oral inicialmente, em
seguida diminuir para 2-3 mg/kg a cada 48 horas.
• Doença neurológica (que responda a esteroide): iniciar com 2 mg/kg a cada 12 horas,
po via oral por 2 dias; em seguida, diminuição gradual para 1 mg/kg, depois 0,5 mg/kg
e por fim 0,5 mg/kg em dias alternados.
• Terapia de reposição: 0,2-0,3 mg/kg/dia por via oral.
• Terapia do câncer (p. ex., protocolo COAP, para linfomas): 40 mg/m 2 a cada 24 horas
Gatos
por 7 dias, em seguida 20 mg/m 2 em dias alternados por via oral.
O mesmo para cães, exceto em condições que podem requerer o dobro da dose para cães.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Suspensão de acetato de prednisolona: dose total de 100-200 mg por via intramuscular.
• Comprimidos de prednisolona: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral. Diminuir
gradualmente até a dose mais baixa no caso de tratamento a longo prazo.
Bovinos
• Tratamento da cetose: dose total de 100-200 mg por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência do acetato de prednisolona em bovinos: 5 dias para animais de corte e
72 horas para os de leite (no Canadá).
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção.
Classificação RCI: 4
No Brasil, devido às diferentes formulações veterinárias disponíveis, consulte a bula para
as estimativas de períodos de carência. Nos estados Unidos, para estimativas dos períodos
de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-
2723).
Prednisolona, Succinato Sódico de
Nome comercial e outros nomes
Solu-Delta-Cortef ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O succinato sódico de prednisolona é o mesmo que a prednisolona, exceto por ser uma
formulação hidrossolúvel destinada à terapia aguda quando são necessárias altas doses
intravenosas para efeito rápido.
Indicações e Usos Clínicos
O succinato sódico de prednisolona tem usos similares aos da prednisolona em outras
formas, exceto por ser usado quando é necessária resposta imediata a uma injeção,
especialmente em altas doses. O succinato sódico de metilprednisolona (Solu-Medrol ® )
também tem sido usado para indicações semelhantes. Entre os usos, inclui-se o tratamento
de doenças imunomediadas (p. ex., pênfigo, anemia hemolítica), traumatismo da medula
espinhal e insuficiência adrenocortical. O uso em grandes animais inclui o tratamento de
condições inflamatórias e da obstrução recorrente da via respiratória (ORVR) em equinos.
Em bovinos, os corticosteroides têm sido usados para o tratamento da cetose. O uso de
prednisolona para tratar choque, mordidas de cobra e traumatismo craniano é
desestimulado, pois sua eficácia não está comprovada ou pelo alto risco de efeitos colaterais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não se espera que haja efeitos colaterais com uma única administração. Entretanto, com
o uso repetido, outros efeitos colaterais são possíveis. Os efeitos colaterais dos
corticosteroides são muitos e incluem polifagia, polidipsia/poliúria e supressão do eixo
hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica,
diarreia, hepatopatia esteroidal, diabetes melito, hiperlipidemia, diminuição de hormônio
tireoidiano e da síntese de proteína, comprometimento da cicatrização de feridas e
imunossupressão. Em gatos, a poliúria é menos comum que em cães e não há aumento da
excreção de cálcio ou cálculos contendo cálcio. Com altas doses de succinato sódico de
prednisolona, há risco de sangramento gástrico. Em equinos, além dos efeitos colaterais já
mencionados, pode ocorrer risco mais elevado de laminite, embora a documentação
desse efeito seja controvertida.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção
ou em animais cujo crescimento ou cicatrização sejam necessários. Usar com cautela
também sódico em pacientes com doença renal, pois pode causar azotemia. Use com
cautela em animais prenhes já que há relatos laboratoriais de anormalidades fetais em
roedores.
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
aumenta o risco de lesão gástrica. Não misture succinato sódico de prednisolona com
soluções que contenham cálcio.
Instruções de Uso
As doses de prednisolona baseiam-se na gravidade da causa subjacente. O uso de succinato
sódico de prednisolona em geral é feito em altas doses para o tratamento agudo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os
pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize o teste de estimulação com
hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os
corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – especialmente a fosfatase alcalina
– sem induzir hepatopatia. A prednisolona pode causar leucocitose e linfopenia. Pode
aumentar também a albumina sérica, a glicose, os triglicerídios e o colesterol. A
administração de corticosteroide pode diminuir a conversão dos hormônios da tireoide em
sua forma ativa. A prednisolona e a prednisona em altas doses por várias semanas podem
causar proteinúria significativa e alterações glomerulares em alguns cães.
Formulações
O succinato sódico de prednisolona está disponível em frascos de 100 e 500 mg para
injeção (10, 20 e 50 mg/mL). Para algumas indicações, o succinato sódico de
metilprednisolona (Solu-Medrol ® ) foi substituído.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
succinato sódico de prednisolona deve ser usado imediatamente após a reconstituição. Não
congele. Se a solução ficar turva, não administrar por via intravenosa.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Choque: (a efetividade desse uso é controversa) 15-30 mg/kg por via intravenosa
(repetir em 4-6 horas).
• Traumatismo do SNC: 15-30 mg/kg por via intravenosa, diminuir até 1-2 mg/kg a cada
12 horas.
• Anti-inflamatória: 1 mg/kg/dia por via intravenosa.
• Terapia de reposição: 0,25-0,5 mg/kg/dia por via intravenosa.
• Tratamento intermitente (terapia de pulso) do pênfigo foliáceo: 10 mg/kg por via
intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por via intramuscular ou intravenosa. A dose
intravenosa deve ser dada lentamente durante 30-60 segundos.
• Tratamento do choque: embora a eficácia para tratar o choque não esteja estabelecida,
as doses recomendadas são de 15-30 mg/kg por via intravenosa; repetir a dose em 4-6
horas.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 4
Prednisona
Nomes comerciais e outros nomes
Deltasone ® , Meticorten ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Meticorten (h) , Prednisona (g)
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anti-inflamatório glicocorticoide. O efeito da prednisona é atribuído à prednisolona. Após
administração, a prednisona é convertida em prednisolona. Os efeitos anti-inflamatórios são
complexos, porém, ocorrem por meio da ligação com receptores celulares de glicocorticoides,
inibindo assim células inflamatórias e suprimindo a expressão de mediadores inflamatórios.
A prednisolona é aproximadamente quatro vezes mais potente que o cortisol, mas tem
apenas um sétimo da potência da dexametasona. A prednisona parece ser mais bem
absorvida e convertida no fármaco ativo em cães. No entanto, em equinos e gatos, a
administração de prednisona resulta em baixos níveis sistêmicos do fármaco ativo
prednisolona, por causa da má absorção da prednisona ou de uma deficiência na conversão
desta em prednisolona.
Indicações e Usos Clínicos
Como outros corticosteroides, a prednisona é usada para tratar uma variedade de doenças
inflamatórias e imunomediadas. Em gatos, a prednisona pode promover falhas terapêuticas,
e a prednisolona (fármaco ativo) é preferida. As doses para grandes animais variam (como no
caso da prednisolona), porém, por causa da baixa atividade em equinos, seu uso não é
estimulado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos corticosteroides são muitos e incluem polifagia,
polidipsia/poliúria, alterações do comportamento e supressão do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal
(HHA). As reações adversas incluem ulceração gástrica, diarreia, hepatopatia,
diabetes, hiperlipidemia, diminuição de hormônio da tireoide e da síntese de proteína,
demora na cicatrização de feridas e imunossupressão. Podem ocorrer infecções
secundárias como resultado da imunossupressão e incluem demodicose, toxoplasmose,
infecções fúngicas e do trato urinário.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes sob risco de úlceras gástricas e sangramento ou infecção
ou em animais em crescimento ou com feridas que precisam cicatrizar. Use com cautela
também em pacientes com doença renal, pois pode causar azotemia. Use com cautela
ainda em animais prenhes, pois há relatos laboratoriais de anormalidades fetais em
roedores.
Interações Medicamentosas
A administração de corticosteroides com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
aumenta o risco de lesão gástrica. Os corticosteroides podem inibir a conversão do
hormônio da tireoide T4 na forma ativa T3.
Instruções de Uso
Como no caso da prednisolona, as doses variam muito e baseiam-se na gravidade da
condição subjacente. Para tratamento a longo prazo, as doses podem ser diminuídas para
0,5 mg/kg a cada 48 horas por via oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicemia e a função renal durante a terapia. Monitore os
pacientes quanto a sinais de infecções secundárias. Realize um teste de estimulação com
hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. Os
corticosteroides podem aumentar as enzimas hepáticas – em especial a fosfatase alcalina –
sem induzir hepatopatia. A administração de corticosteroide pode diminuir a conversão dos
hormônios da tireoide em sua forma ativa.
Formulações
A prednisolona está disponível em comprimidos de 1, 2,5, 5, 10, 20, 25 e 50 mg, xarope
com 1 mg/mL (Liquid Pred ® em álcool a 5%), solução oral de 1 mg/mL (em álcool a 5%) e
suspensão injetável de prednisona com 10 e 40 mg/mL (Meticorten ® ; a disponibilidade é
limitada).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
prednisona é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol. É preparada primeiro
dissolvendo-se em etanol e, em seguida, misturando com xaropes e palatabilizantes. Não
ocorre perda, mas a cristalização é comum em veículos aquosos. Os comprimidos de
prednisona têm sido triturados e misturados com xaropes e outros palatabilizantes, e quando
armazenados por 60 dias, descobriu-se que produzem igual biodisponibilidade que os
comprimidos para seres humanos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Anti-inflamatório: 0,5-1 mg/kg a cada 12-24 horas por vias intravenosa, intramuscular
ou via oral inicialmente, em seguida a cada 48 horas.
• Imunossupressor: 2,2-6,6 mg/kg/dia, por vias intravenosa, intramuscular ou oral
inicialmente, em seguida diminuir para 2-3 mg/kg a cada 48 horas.
• Terapia de reposição: 0,2-0,3 mg/kg/dia por via oral.
• Doença neurológica (que responda a esteroide): iniciar com 2 mg/kg a cada 12 horas
por via oral por 2 dias; em seguida, diminuição gradual para 1 mg/kg, depois 0,5 mg/kg
e por fim 0,5 mg/kg em dias alternados.
• Terapia do câncer (p. ex., protocolo COAP, para linfomas): 40 mg/m 2 a cada 24 horas
Gatos
por 7 dias, em seguida 20 mg/m 2 em dias alternados por via oral.
Não recomendada para gatos, por causa da impossibilidade de formar o metabólito ativo. No
entanto, caso utilizada, serão necessárias doses mais altas que as empregadas em cães.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Suspensão de prednisona (Meticorten ® ) (dose recomendada em bula): 100-400 mg
por equino (0,22-0,88 mg/kg) em dose única, por via intramuscular, a ser repetida a
cada 3-4 dias. Não foram mencionadas doses orais para equinos, por causa da
impossibilidade do tratamento oral em proporcionar concentrações ativas de
prednisolona.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 4
Pregabalina
Nome comercial e outros nomes
Lyrica ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Lyrica (h)
Classificação funcional
Analgésico, anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Analgésico e anticonvulsivante. A pregabalina tem ação similar à da gabapentina, que é
análoga ao neurotransmissor inibitório GABA. No entanto, como a gabapentina, não é um
agonista ou antagonista do receptor do GABA. O efeito anticonvulsivante ocorre via inibição
dos canais de cálcio nos neurônios. A pregabalina inibe a subunidade alfa-2-delta (α2δ) do
canal de cálcio dependente de voltagem do tipo N dos neurônios. Assim, reduz o influxo de
cálcio necessário para a liberação de neurotransmissores – especificamente aminoácidos
excitatórios – a partir de neurônios pré-sinápticos. O bloqueio dos canais tem pouco efeito
sobre os neurônios normais, porém pode suprimir neurônios envolvidos na atividade
convulsiva e em algumas formas de dor. Em humanos, a pregabalina tem melhor absorção
oral e meia-vida mais longa que a gabapentina. A meia-vida da pregabalina em cães é de
aproximadamente 7 horas, em comparação com as 3-4 horas da gabapentina, e permanece
acima dos níveis efetivos estimados por 11 horas após a administração. Em gatos, após uma
dose oral de 4 mg/kg, as concentrações plasmáticas ficaram acima dos níveis estimados
como efetivos por mais de 12 horas, com meia-vida de 10 horas. A pregabalina sofre
excreção renal, provavelmente em maior quantidade do que a gabapentina.
Indicações e Usos Clínicos
Em seres humanos, a progabalina é popular para o tratamento das síndromes de dor
neuropática associadas ao diabetes, à neuralgia pós-herpética e à fibromialgia. Também é
utilizada como anticonvulsivante. Como analgésico em animais, tem sido usada para tratar a
dor neuropática que não responde aos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ou
opiáceos. Pode ser associada com outros agentes. Quando usada para tratar a epilepsia,
reduz a frequência das convulsões em pacientes refratários se associada ao fenobarbital e ao
brometo de potássio. Portanto, é medicamento a ser considerado em conjunto com outros
anticonvulsivantes quando as convulsões tornam-se refratárias a outros fármacos. Para
tratar a dor, os esquemas são derivados principalmente de evidência não comprovada ou
extrapolação da medicina humana.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Sedação e ataxia são efeitos colaterais relatados que podem ocorrer com doses altas como
de 3-4 mg/kg. À medida que a dose aumenta em cães, a sedação é mais provável. Em
seres humanos, foi descrita uma síndrome de abstinência após interrupção abrupta da
administração, mas não há relatos a respeito disso em animais.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações conhecidas. Como a gabapentina, a pregabalina é excretada na
urina, e não se espera que hepatopatias ou interações metabólicas do fármaco afetem sua
farmacocinética. A ligação com proteína é baixa. Em seres humanos, foi empregada com
outros anticonvulsivantes e anestésicos sem ocorrer interação farmacocinética.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas que afetem a farmacocinética da
pregabalina.
Instruções de Uso
A pregabalina pode ser administrada com ou sem alimento. Tem sido usada em alguns
animais com outros fármacos, como o fenobarbital e o brometo de potássio. Também tem
sido utilizada para tratar síndromes de dor neuropática que pode ser utilizada com AINEs e
opioides.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. A estimativa rotineira das concentrações
plasmáticas não está disponível em ampla escala, mas as concentrações em seres humanos
(2,8-8,2 mcg/mL) têm sido usadas como uma orientação. Em alguns cães, podem ser
observados aumentos discretos nas enzimas hepáticas durante o tratamento.
Formulações
A pregabalina está disponível em cápsulas de 25, 50, 75, 100, 150, 200, 225 e 300 mg e
solução oral de 20 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Dose anticonvulsivante: 2 mg/kg a cada 8 horas por via oral. Iniciar com uma dose baixa
e aumentar gradualmente para a dose máxima tolerada de 3-4 mg/kg por via oral.
• Dor neuropática: começar com 4 mg/kg a cada 12 horas via oral, e aumentar a dose
gradualmente, se necessário.
Gatos
• Dose anticonvulsivante ou dor neuropática: começar com 2 mg/kg a cada 12 horaspor
via oral, e aumentar para 4 mg/kg a cada 12 horas pela mesma via.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
A pregabalina é uma substância controlada do Esquema V. Os períodos de carência não
foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, a pregabalina está listada como
substância sujeita a controle especial (lista C1) sujeita a receita especial em duas vias. Para
estimativas dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Primidona
Nomes comerciais e outros nomes
Mylepsin ® , Neurosyn ® e Mysoline ® (no Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Primid (h)
Classificação funcional
Anticonvulsivante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anticonvulsivante. A primidona é convertida em feniletilmalonamida e fenobarbital, ambos
com atividade anticonvulsivante, mas é provável que a maior parte da atividade (85%) se
deva ao fenobarbital, que age potencializando os efeitos inibitórios dos canais de cloreto
mediados pelo GABA.
Indicações e Usos Clínicos
A primidona é usada para tratar distúrbios convulsivos em animais, inclusive a epilepsia. Os
efeitos da primidona são produzidos principalmente pela formação do metabólito ativo, o
fenobarbital. Embora seja possível que alguns pacientes com epilepsia refratários ao
fenobarbital isoladamente respondam melhor à primidona, o número de tais casos é baixo. A
primidona está aprovada para uso em cães, mas seu uso diminuiu em favor da
administração de fenobarbital, brometo ou outros anticonvulsivantes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como a primidona é convertida em fenobarbital, os efeitos colaterais são os mesmos do
fenobarbital. A primidona foi associada a hepatotoxicidade idiossincrásica em cães.
Embora algumas bulas alertem quanto ao seu uso em gatos, um estudo com esses animais
de experimentação determinou que é segura se utilizada nas doses recomendadas.
Contraindicações e Precauções
Pode haver maior risco de toxicidade hepática com a primidona, em comparação com
outros anticonvulsivantes. A primidona deve ser evitada em animais com hepatopatias.
Interações Medicamentosas
A primidona é convertida em fenobarbital, um dos fármacos mais potentes em promover
induzição enzimática microssomal hepática. Portanto, muitos fármacos administrados
simultaneamente terão suas concentrações mais baixas (e talvez subterapêuticas) por
causa da biotransformação mais rápida. Os fármacos afetados podem incluir teofilina,
digoxina, corticosteroides, anestésicos e muitos outros (ver no Apêndice a lista de
fármacos que afetam as enzimas do citocromo P450).
Instruções de Uso
As recomendações são similares às do fenobarbital. Ao monitorar a terapia com primidona, as
concentrações plasmáticas de fenobarbital devem ser medidas para se estimar o efeito
anticonvulsivante. Ao mudar o tratamento de um paciente com primidona para
fenobarbital, a conversão é a seguinte: 60 mg de fenobarbital correspondem a
aproximadamente 250 mg de primidona.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As doses devem ser cuidadosamente ajustadas de acordo com o monitoramento das
concentrações séricas/plasmáticas de fenobarbital. Coleta-se uma amostra a qualquer
momento no intervalo da administração, pois é quando ela não é crítica. Evite o uso de
dispositivos de separação do plasma se for preciso guardar o tubo. A faixa terapêutica em
cães é considerada de 15-40 mcg/mL (65-180 mmol/L). A faixa ideal em gatos para efeito
terapêutico é de 23-28 mcg/mL. Monitore a função hepática com determinações dos
ácidos biliares.
Formulações
A primidona está disponível em comprimidos de 50 e 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 8-10 mg/kg a cada 8-12 horas como dose inicial via oral, em seguida ajustar de acordo
com o monitoramento para 10-15 mg/kg a cada 8 horas.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, a
primidona está listada como substância de controle especial (lista C1) sujeita a receita de
controle especial em duas vias. Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula,
contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Proclorperazina, Edisilato + Iodeto de Isopropamida, Maleato de
Proclorperazina + Iodeto de Isopropamida
Nome comercial e outros nomes
Darbazine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético, antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Associação contendo edisilato de proclorperazina (forma injetável) ou maleato de
proclorperazina (forma oral) com isopropamida (iodeto de isopropamida). A clorpromazina é
um antagonista da dopamina de ação central (antiemético); a isopropamida é um
anticolinérgico (tem efeitos semelhantes aos da atropina).
Indicações e Usos Clínicos
A proclorperazina é uma fenotiazina usada para controlar vômitos; a isopropamida é um
anticolinérgico usado para diminuir a motilidade e as secreções do trato gastrointestinal.
Seu uso não é comum por causa da baixa disponibilidade das formulações e da falta de
eficácia comprovada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos a cada componente. A proclorperazina tem efeitos
semelhantes aos das fenotiazinas, descritas em maiores detalhes na monografia sobre a
proclorperazina. A isopropamida pode ter efeitos atribuídos à estimulação anticolinérgica
excessiva (antimuscarínica) e inclui íleo, retenção urinária, taquicardia, xerostomia (boca
seca) e alterações do comportamento. Tratar sobredoses com fisostigmina.
Contraindicações e Precauções
O uso de antimuscarínicos está contraindicado em animais com gastroparesia e deve ser
feito com cautela naqueles com diarreia.
Interações Medicamentosas
A isopropamida interfere na ação dos colinérgicos ou de fármacos que promovam a
motilidade (p. ex., metoclopramida). A proclorperazina potencializa outros sedativos.
Instruções de Uso
Essa associação deve ser usada com cautela, especialmente ao considerar-se repetição das
doses, em animais com doença intestinal. Pode acarretar íleo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O edisilato de proclorperazina + iodeto de isopropamida está disponível em cápsulas de
3,33 mg de proclorperazina e 1,67 mg de isopropamida, e o maleato de
proclorperazina + iodeto de isopropamida está disponível em solução injetável contendo
4 mg de proclorperazina e 0,28 mg de isopropamida por mililitro.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade de formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 0,14-0,2 mL/kg a cada 12 horas, por via subcutânea.
Cães
• 0,14-0,2 mL/kg a cada 12 horas, por via subcutânea.
• 2-7 kg de peso corporal: 1 cápsula a cada 12 horas, por via oral.
• 7-13 kg de peso corporal: 1-2 cápsulas a cada 12 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais. O uso é desestimulado pois a isopropamida
pode diminuir a motilidade gástrica (timpanismo).
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Classificação RCI: 2
No Brasil, a proclorperazina, edisilato + iodeto de isopropamida, maleato de
proclorperazina + iodeto de isopropamida está listada como substância de controle
especial (lista C1) sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Proclorperazina, Edisilato e Maleato de
Nome comercial e outros nomes
Compazine ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Fenotiazina. Antagonista da dopamina (D2) de ação central. A proclorperazina está
relacionada com outros antieméticos fenotiazínicos como a clorpromazina. A
proclorperazina suprime a atividade da dopamina no SNC, ocasionando sedação e
prevenindo a ocorrência de vômitos. A ação antiemética também pode estar relacionada
com efeitos bloqueadores sobre receptores alfa 2 e muscarínicos. Há duas formulações do sal
de proclorperazina: o edisilato de proclorperazina e o maleato de proclorperazina. Elas são
terapeuticamente equivalentes. Outras fenotiazinas incluem a clorpromazina, a
perfenazina, a promazina, a trifluoperazina e a triflupromazina.
Indicações e Usos Clínicos
A proclorperazina é usada para sedação, tranquilização e como antiemético. Em seres
humanos, também é usada para tratar a esquizofrenia e a ansiedade não psicótica. O uso em
animais deriva principalmente do emprego empírico e da experiência em seres humanos.
Não há estudos bem controlados ou ensaios sobre a eficácia que documentem a efetividade
clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A proclorperazina causa sedação e outros efeitos colaterais atribuídos a outras
fenotiazinas. Também tem efeitos colaterais extrapiramidais (movimentos musculares
involuntários) em alguns indivíduos. Graças às propriedades bloqueadoras do receptor
alfa, pode acarretar vasodilatação e hipotensão.
Contraindicações e Precauções
Como outras fenotiazinas, é contraindicada em alguns distúrbios do SNC. Pode baixar o
limiar convulsivo em animais suscetíveis.
Interações Medicamentosas
A proclorperazina pode potencializar outros sedativos.
Instruções de Uso
A proclorperazina é usada principalmente como antiemético em animais. Não se dispõe de
ensaios clínicos; as doses baseiam-se primordialmente na extrapolação e na experiência não
comprovada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A proclorperazina está disponível em comprimidos de 5, 10 e 25 mg (maleato de
proclorperazina), solução oral de 1 mg/mL e injeção de 5 mg/mL (edisilato de
proclorperazina).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
proclorperazina é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol. No entanto, a forma
maleato é mais insolúvel em água. O edisilato de proclorperazina pode ser misturado com
líquidos como água destilada para injeção. Uma coloração um tanto amarelada pode não
afetar sua potência, mas, se houver precipitados branco-leitosos no frasco, não use.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,1-0,5 mg/kg a cada 6-8 horas por via intramuscular, intravenosa ou por via
subcutânea.
• 0,15-0,35 mg/kg a cada 6-8 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
No Brasil, a proclorperazina está listada como substância de controle especial (lista C1)
sujeita a receita de controle especial em duas vias.
Propiltiouracil
Nomes comerciais e outros nomes
Propyl-Thyracil ® , PTU e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Propil (h)
Classificação funcional
Antireoidiano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antireoidiano. O propiltiouracil inibe a síntese dos hormônios da tireoide; especificamente,
interfere na conversão de T4 em T3.
Indicações e Usos Clínicos
O propiltiouracil tem sido usado para o tratamento do hipertireoidismo felino. Devido aos
efeitos colaterais, seu uso na maioria dos gatos foi substituído pelo do metimazol ou do
carbimazol. A única indicação restante para o propiltiouracil em animais é para o tratamento
de uma “crise tireoidiana” aguda, pois inibe rapidamente a conversão de T4 em T3, o que o
metimazol não faz.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais em gatos incluem hepatopatia, anemia hemolítica, trombocitopenia e
outros sinais de doença imunomediada. Caso esses sinais sejam observados, deve-se
trocar a medicação por outro agente antitireoidiano.
Contraindicações e Precauções
Não usar em gatos com contagens plaquetárias baixas ou problemas de sangramento.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Evite o uso do propiltiouracil devido à frequência de efeitos colaterais. Podem ser usados
outros fármacos substitutos, como o metimazol ou o carbimazol.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma completo em busca de evidência de anormalidades hematológicas.
Monitore os níveis de T4 para avaliar a terapia.
Formulações
O propiltiouracil está disponível em comprimidos de 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
propiltiouracil é ligeiramente hidrossolúvel e solúvel em etanol.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• 11 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD,1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Propionato de Fluticasona
Nome comercial e outros nomes
Flovent
Medicamentos comercializados no Brasil
Flixonase (h) , Flixotide (h) , Fluticaps (h) , entre outros
Classificação funcional
Corticosteroide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Potente glicocorticoide anti-inflamatório, com potência 18 vezes maior que a da
dexametasona. Em pacientes com doenças inflamatórias das vias aéreas, os glicocorticoides
exercem efeitos potentes sobre a mucosa brônquica. Os glicocorticoides ligam-se aos
receptores específicos nas células e inibem a transcrição de genes para a síntese de
mediadores (citocinas, quimiocinas, moléculas de adesão) envolvidos na inflamação das vias
aéreas. A diminuição na síntese dos mediadores inflamatórios, tais como as prostaglandinas,
leucotrienos e fator de ativação plaquetária, causada pelos glicocorticoides, também pode ser
importante. Os glicocorticoides também exercem um papel no aumento da ação dos
agonistas adrenérgicos sobre os receptores beta2 da musculatura lisa brônquica, pela
modificação do receptor ou pelo maior relaxamento muscular depois de ligado a ele. Os
corticosteroides também podem prevenir a regulação negativa dos receptores beta2. Os
corticosteroides tópicos (inalados), como fluticasona ou budesonida, são usados para evitar
efeitos sistêmicos. Eles têm tipicamente altos efeitos de primeira passagem e baixa exposição
sistêmica se engolidos. Devido aos baixos efeitos sistêmicos, a fluticasona produz menos
efeitos esteroidais que a prednisolona, tais como efeitos sobre o consumo de água, o apetite e
a imunidade sistêmica.
Indicações e Usos Clínicos
A fluticasona é usada como corticosteroide inalado (tópico) para o tratamento de doenças
das vias aéreas. Seu uso é estabelecido, sobretudo para gatos, mas também pode ser usada
para cães, equinos ou outros animais nos quais um adaptador especial possa ser usado para
liberar o medicamento via inalador com dosímetro. Em cães e gatos, o uso mais comum é
para doenças inflamatórias das vias aéreas, como asma, bronquite ou broncoespasmo. Por
exemplo, se em gatos forem realizadas duas aspersões ao dia de um potente corticosteroide
inalatório (p. ex., budesonida, fluticasona), e 5-7 aspirações forem efetuadas (10 segundos)
em um inalador com espaçador, pode-se reduzir a necessidade de prednisolona oral em
gatos com asma felina. Quando as doses foram comparadas experimentalmente em gatos, a
baixa dose de 44 μg 2 vezes ao dia foi tão eficaz quanto 110 ou 220 μg, 2 vezes ao dia.
Em equinos, o uso mais comum é na obstrução recorrente das vias aéreas,
anteriormente chamada de doença obstrutiva pulmonar crônica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Embora a absorção sistêmica da fluticasona seja lenta, sempre ocorrerá alguma exposição
aos animais. Efeitos colaterais podem ocorrer, mas não se espera que sejam tão graves
como os dos corticosteroides sistêmicos. Espera-se que ocorra supressão adrenal depois de
descontinuado o tratamento (supressão da resposta do ACTH), mas pode ser recuperada
após suspensão do tratamento.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes com infecções do trato oral ou respiratório visto que pode
ocorrer imunossupressão.
Interações Medicamentosas
Alguns efeitos sistêmicos são possíveis, mas mínimos. A administração de corticosteroides
com alguns medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) aumentará o risco
de lesão gástrica.
Instruções de Uso
O uso baseia-se na administração de fluticasona para o tratamento de doenças das vias
aéreas. É liberada por inalador com dosímetro. Estes inaladores podem ser usados em
animais, se forem feitas adaptações especiais, como o dispositivo espaçador, disponível para
uso em pediatria ou para gatos e equinos. Ao tratar cães e gatos, as doses listadas na seção de
posologia podem ser empregadas inicialmente e depois ajustadas dependendo da resposta.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore as enzimas hepáticas, a glicose sanguínea e a função renal durante a terapia.
Monitore os pacientes para sinais de infecções secundárias. Realize teste de estimulação
com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para monitorar a função adrenal. A fluticasona,
ainda que tenha mínima absorção sistêmica, pode suprimir a resposta do ACTH.
Formulações
Inalador com dosímetro em 44, 110 ou 220 μg por inalação.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente original (inalador com dosímetro). Não fure o recipiente ou tente
remover o medicamento do recipiente pressurizado. A estabilidade das formulações
compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
Comece com 220 μg por dose, a cada 12 horas.
Gatos
Comece com 44 μg por dose (uma aspiração por inalador de 44 μg) 2 vezes ao dia. Aumente
a dose, se necessário, para 110 μg, então para 220 μg.
Equinos
1.300-2.600 μg por cavalo (6-12 inalações de um inalador de 220 μg) 2 vezes ao dia.
Informações sobre Restrição Legal
Não há, nos EUA, períodos de carência estabelecidos.
Classificação RCI: não estabelecida
Propofol
Nome comerciais e outros nomes
Rapinovet ® , Propoflo ® (preparações para uso veterinário) e Diprivan ® (preparação para
uso humano)
Medicamento comercializado no Brasil
Diprivan (h)
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico. O mecanismo de ação não está bem definido, mas pode ser semelhante ao dos
barbitúricos. O propofol produz anestesia de curta ação (10 minutos), seguida por uma
recuperação rápida e suave. A formulação original continha propofol em óleo de rícino e
outras formulações continham óleo de soja, glicerol e fosfatídeo de ovo purificado. A
formulação mais nova contém 1% de propofol em uma emulsão que mistura triglicerídios de
cadeias média e longa, os quais acarretam encapsulação e menor concentração de propofol
livre.
Indicações e Usos Clínicos
O propofol é usado como anestésico injetável de curta ação. Pode ser usado como agente de
indução, seguido de inalantes como o halotano ou o isofluorano. A vantagem do propofol
sobre outros agentes é a recuperação rápida e suave. Pode ser usado com acepromazina,
diazepam, agonistas alfa-2 (p. ex., dexmedetomidina), butorfanol e anestésicos inalatórios.
Um uso adicional de propofol é para o tratamento do estado epiléptico. Foi usado com
segurança e efetividade para indução e procedimentos cirúrgicos de curta duração.
Também é apropriado para procedimentos que requerem episódios anestésicos repetidos em
cães e gatos, sem ocasionar efeitos adversos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Apneia e depressão respiratória são os efeitos colaterais mais comuns, que são mais
prováveis quando a dose é aumentada. O propofol pode induzir uma depressão
cardiovascular dependente de dose, mas a gravidade de eventos cardíacos adversos em
geral é baixa. Entretanto, o propofol pode induzir vasodilatação, que pode ser minimizada
pela suplementação com líquidos intravenosos. O propofol pode causar movimentos
musculares espontâneos (bater de patas, tremores, rigidez muscular), respiração
ofegante, nistagmo, salivação e retração da língua em alguns animais (incidência de 3-
7%). Reações adversas menos frequentes incluem vômitos durante a recuperação e dor.
A dor após injeção ocorre em pessoas, porém é menos comum em cães. A dor decorrente
da injeção é causada pelo propofol livre na formulação e menor nas formulações mais
novas. Fármacos fenólicos como o propofol têm o potencial de causar dano oxidativo à
hemoglobina em gatos, devido à alta concentração de grupos sulfidrila oxidáveis nos
eritrócitos dessa espécie (levando à formação de corpúsculos de Heinz e metahemoglobinemia).
Contudo, isso não foi um problema consistente com o uso clínico de
rotina, tendo havido episódios anestésicos repetidos com segurança em gatos.
Contraindicações e Precauções
O propofol pode induzir apneia, hipoxia e cianose após a indução. Deve-se dispor de
oxigênio suplementar para evitar efeitos colaterais. Não administrar a animais com
hipotensão. Quando o propofol é usado para sedar animais para teste cutâneo
intradérmico, pode acarretar várias reações positivas.
Interações Medicamentosas
O propofol pode ser usado com vários outros anestésicos e adjuvantes com toda a
segurança. Já foi associado ao tiopental sódico (a 2,5%) em uma proporção de 1:1, sem
perda da efetividade. Entretanto, não deve ser misturado com outros anestésicos na
mesma seringa, a menos que a compatibilidade seja conhecida.
Instruções de Uso
Agite bem antes de usar. Empregue técnica asséptica para a administração. O propofol pode
ser diluído em glicose a 5%, solução de Ringer lactato e solução fisiológica a 0,9%, mas não
em uma concentração menor do que de 2 mg/mL. O tempo de ação central é de
aproximadamente 3 minutos; portanto, o efeito sobre o sistema nervoso central (SNC)
demora durante a injeção. Ao ser usado com outros fármacos (acepromazina, barbitúricos,
opiáceos etc.), devem ser administradas doses baixas. Pode-se usar uma mistura 1:1 de
tiopental (a 2,5%) e propofol em cães, para indução leve.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e as características respiratórias durante a anestesia com propofol.
Formulações
O propofol está disponível em ampolas de 20 mL a 1% (10 mg/mL) para injeção.
Estabilidade e Armazenamento
Agite bem antes de usar. Descartar a ampola aberta até 6 horas depois. Usar técnica
cuidadosa para evitar contaminação microbiana do frasco. O propofol foi misturado com
tiopental sódico na proporção de 1:1, pois são compatíveis física e quimicamente, não
misturar com outros fármacos, a menos que a compatibilidade seja conhecida. O pH do
propofol é de 7-8,5. Proteger da luz. Guardar em temperatura de 4-22 o C. Não congele.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 6,6 mg/kg por via intravenosa lentamente durante 60 segundos. Se necessário, pode-se
administrar uma dose adicional de 0,5-1 mg/kg para intubação. Embora a faixa típica
necessária para indução seja de 5-7 mg/kg por via intravenosa, a maioria das induções
pode ser feita com 3,7 (±1,5) mg/kg. Se tiver sido feita pré-medicação com agonistas
alfa-2 (p. ex., dexmedetomidina), pode-se usar uma dose mais baixa de 3 mg/kg.
• Infusão taxa de constante (ITC): 5 mg/kg lentamente por via intravenosa, seguidos por
100-400 mcg/kg/min (ou 6-24 mg/kg/hora).
• Estado epiléptico: 1-6 mg/kg por via intravenosa (até obter efeito), seguidos por ITC de
0,1-0,6 mg/kg/min.
Gatos
• Indução anestésica: 7 mg/kg por via intravenosa lentamente. (Se administrado com o
midazolam, a necessidade de propofol citada pode ser reduzida até 25%.)
• ITC: 6 mg/kg por via intravenosa lentamente, seguidos por 200-300 mcg/kg/min (0,2-
0,3 mg/kg) por via intravenosa. Para procedimentos rápidos, a dose total é de 15 mg/kg
por protocolo de 30 minutos.
• ITC com cetamina em gatos: 0,025 mg/min/kg + 23-46 mcg/kg/min de cetamina.
• Para cirurgia de curta duração: 10 mg/kg por via intravenosa, liberados durante 1
minuto (duração da anestesia de 10-20 minutos).
Posologia para Grandes Animais
Pequenos Ruminantes
• 4 mg/kg por via intravenosa.
Suínos
• 2,5 mg/kg por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. No Brasil, o
propofol está listado como substância sujeita a controle especial em receita de duas vias
(Lista C1). Para estimativas dos períodos de carência do uso extrabula, contatar o FARAD,1-
888-USFARAD (1-888-873-2723).
No Brasil, o propofol está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito a
receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 2
Prostaglandina F2 Alfa
Nomes comerciais e outros nomes
Lutalyse ® , Dinoprost ® e PGF2 alfa
Medicamentos comercializados no Brasil
Lutalyse(Dinoprost) (v) , Prostaglandina (D-Cloprostenol) (v)
Classificação funcional
Prostaglandina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A prostaglandina F 2 (PGF 2 ) alfa estimula a ação da PGF 2 endógena em animais. Induz
luteólise e interrompe a prenhez. Também é conhecida como Dinoprost.
Indicações e Usos Clínicos
A PGF2 alfa tem sido empregada para tratar piometra aberta em animais. Em bovinos, o
Dinoprost tem sido usado para o tratamento da endometrite crônica. O uso para induzir
aborto em pequenos animais tem sido questionado e, em geral, são empregados outros
fármacos. Entretanto, em grandes animais, o Dinoprost é utilizado para induzir aborto nos
primeiros 100 dias de gestação, bem como para sincronização do estro em vacas e éguas, por
causar luteólise. Em suínos, usa-se o Dinoprost para induzir o parto quando administrado
três dias antes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A PGF 2 alfa causa aumento do tônus da musculatura lisa, resultando em diarreia,
desconforto abdominal, broncoconstrição e aumento da pressão sanguínea. Em pequenos
animais, outros efeitos colaterais incluem vômitos. A indução de aborto pode causar
retenção da placenta.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via intravenosa. A PGF2 alfa induz aborto em animais prenhes. Ter
cautela ao manipular o fármaco. Não deve ser manipulado por mulheres grávidas. A
absorção através da pele íntegra é possível. Pessoas com problemas respiratórios também
não devem manusear o Dinoprost, pois a absorção através da pele pode causar
broncoconstrição.
Interações Medicamentosas
De acordo com o rótulo, o Dinoprost não deve ser usado com anti-inflamatórios não
esteroidais (AINEs) pois esses fármacos inibem a síntese de prostaglandinas. Entretanto,
os AINEs não devem afetar as concentrações de PGF2 alfa após a administração desse
produto. Ao usar simultaneamente ocitocina, ter cuidado, pois há risco de ruptura
uterina.
Instruções de Uso
Para o tratamento da piometra, o uso deve ser monitorado com cuidado.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore sinais de estro após o tratamento.
Formulações
A PGF2 alfa está disponível em solução injetável de 5 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Deve ser
guardada de forma a evitar contato com a pele humana.
Posologia para Pequenos Animais
Cadelas
• Piometra: 0,1-0,2 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.
• Interrupção da prenhez: 0,025-0,05 mg (25-50 mcg)/kg a cada 12 horas por via
intramuscular.
Gatas
• Piometra: 0,1-0,25 mg/kg 1 vez/dia durante 5 dias por via subcutânea.
• Interrupção da prenhez: 0,5-1 mg/kg por via intramuscular, duas injeções.
Posologia para Grandes Animais
Vacas
• Interrupçãoo da prenhez: dose total de 25 mg, administrada 1 vez por via
intramuscular.
• Sincronização do estro: 25 mg dose única por via intramuscular ou 2 vezes a intervalos
de 10-12 dias.
• Piometra: 25 mg por via intramuscular, administrados 1 vez.
Éguas
• Sincronização do estro: 1 mg/45 kg por via intramuscular ou 1-2 mL administrados,
dose única, por via intramuscular. As éguas devem retornar ao estro em 2-4 dias e
ovular 8-12 dias após o tratamento.
Porcas
• Indução do parto: 10 mg administrados dose única, por via intramuscular. O parto
ocorre em 30 horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não são necessários períodos de carência tanto no caso de animais produtores de leite
quanto de corte.
Psílio
Nome comercial e outros nomes
Metamucil ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Laxante formador de volume. A ação do psílio é absorver água e expandir para aumentar o
volume e a umidade do conteúdo fecal, o que estimula o peristaltismo normal e a
motilidade intestinal. O psílio também pode ter efeitos antilipidêmicos.
Indicações e Usos Clínicos
O psílio é administrado por via oral para o tratamento da constipação e para a evacuação
intestinal. Em equinos, tem sido usado para tratar a cólica causada pela ingestão de areia,
mas a efetividade nessa indicação não foi demonstrada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais. Pode ocorrer impactação intestinal com o
uso excessivo ou em pacientes cujo consumo hídrico seja inadequado. Em equinos, pode
ser difícil administrar via sonda nasogástrica, pois tende a formar um gel quando
misturado com água.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações em animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de resultados de estudos clínicos em animais. O uso em animais (e as doses)
baseia(m)-se na experiência em seres humanos ou sem comprovação em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
O psílio pode diminuir o colesterol sérico.
Formulações
O psílio está disponível em pó, geralmente 3,4 g/colher das de chá.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1 colher das de chá/5-10 kg (adicionada a cada refeição).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Até 1.000 mg/kg/dia por via oral, via sonda nasogástrica ou acrescentados ao alimento.
Informações sobre Restrição Legal
Não há necessidade de períodos de carência.
R
Racemetionina
Nomes comerciais e outros nomes
Uroeze, Methio-Form e marcas genéricas e Pedameth, Uracid e marcas genéricas
(preparações para seres humanos)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Acidificante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Acidificante urinário. A metionina diminui o pH urinário. A racemetionina também é usada
para proteger contra sobredose de parecetamol (acetaminofeno) em seres humanos pela
restauração das concentrações hepáticas de glutationa.
Indicações e Usos Clínicos
É usada como acidificante urinário. Em seres humanos também é usada para tratar
dermatite causada por incontinência urinária (reduz a amônia urinária).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais com acidose metabólica. Não use em gatos jovens. Não use em
animais hepatopatas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O uso para toxicidade por paracetamol (acetaminofeno) tem sido substituído por
acetilcisteína.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma e as enzimas hepáticas, caso seja empregada para tratar toxicidade.
Formulações
A racemetionina está disponível em comprimidos de 500 mg, solução oral pediátrica de
75 mg/5 mL, cápsulas de 200 mg e em pó para adicionar ao alimento do animal.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 150-300 mg/kg/dia por via oral.
Gatos
• 1-1,5 g por gato por via oral (adicionado ao alimento a cada dia).
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Ramipril
Nome comercial e outros nomes
Vasotop
Medicamentos comercializados no Brasil
Delix (h) , Triatec (h) , Ramipril (g)
Classificação funcional
Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Como outros inibidores da ECA, o ramipril inibe a conversão de angiotensina I em
angiotensina II.A angiotensina II é um potente vasoconstritor e promoverá a estimulação
simpática, hipertensão renal e síntese de aldosterona. A capacidade da aldosterona para
causar retenção de sódio e água contribui para a congestão. O ramipril, como outros
inibidores da ECA, causará vasodilatação e diminuirá a congestão induzida pela aldosterona.
Os inibidores da ECA também contribuem para a vasodilatação, aumentando as
concentrações de algumas quininas vasodilatadoras e prostaglandinas. Há evidência de um
efeito cardioprotetor quando usado para tratar cães com doença cardíaca causada por
cardiomiopatia ou doença valvular.
Indicações e Usos Clínicos
O ramipril é usado para tratar hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Não
tem sido estudado tanto quanto outros inibidores da ECA em animais (p. ex., o analapril ou o
benazepril), mas se espera que tenha efeitos farmacodinâmicos semelhantes. É usado com
segurança principalmente em gatos para controlar a hipertensão, mas não é eficaz para
tratar cardiomiopatia hipertrófica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não é usado com tanta frequência como as outras substâncias dessa classe; portanto, não
há relatos de uma ampla variedade de efeitos colaterais potenciais. O ramipril foi bem
tolerado em estudos clínicos em cães.
Contraindicações e Precauções
Estudos realizados em cães de laboratório indicaram que ajustes de dose não são
necessários quando se administra o ramipril a cães com função renal comprometida.
Descontinue o uso de inibidores de ECA em fêmeas prenhes; eles cruzam a placenta e
causam malformações fetais e morte fetal.
Interações Medicamentosas
Use com cautela em combinação com outros medicamentos hipotensivos e
diuréticos.Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem diminuir seus efeitos
vasodilatadores.
Instruções de Uso
A eficácia clínica tem sido demonstrada em cães com cardiomiopatia dilatada.Outras
substâncias usadas para o tratamento da insuficiência podem ser usadas
concomitantemente. Cães também podem receber pimobendano, digoxina e/ou furosemida
em associação com o ramipril.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como todos os inibidores da
ECA, monitore os eletrólitos e a função renal 3-7 dias após iniciar a terapia e, em seguida,
periodicamente.
Formulações
O ramipril está disponível em cápsulas de 1,25; 2,5; 5 e 10 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,125-0,25 mg/kg/diapor via oral.
Gatos
• 0,125 mg/kga cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
de intervalo de carência para uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Riboflavina (Vitamina B)
Nome comercial e outros nomes
Vitamina B 2
Medicamentos comercializados no Brasil
Vitamina B 2
(g) , Riboflavina
(g)
Classificação funcional
Vitamina
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de vitamina B2. Geralmente, a tiamina é incluída como ingrediente nas
soluções aquosas do complexo B para administração injetável. Nessas formulações, ela está
disponível como riboflavina 5’ fosfatosódica. O complexo de vitamina B, com frequência,
contém tiamina (B1), riboflavina, niacinamida e cianocobalamina B12.
Indicações e Usos Clínicos
A riboflavina é usada como suplemento de vitamina B 2 . Geralmente é administrada para
manutenção em pacientes deficientes com deficiência de vitamina B2.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são raros já que as vitaminas hidrossolúveis são facilmente excretadas. A
riboflavina pode descolorir a urina.
Contraindicações e Precauções
Caso a solução injetável contenha tiamina (vitamina B 12 ), não administre por via
intravenosa de forma rápida, pois pode causar reação anafilática.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não é necessário fazer a suplementação em animais com dietas bem balanceadas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A riboflavina está disponível em comprimidos de vários tamanhos em incrementos de 10
a 250 mg. É formulada com mais frequência com outras vitaminas em uma solução aquosa
de “complexo de vitamina B” para injeção (2 e 5 mg/mL de riboflavina).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-20 mg/dia por via oral.
• 1-4 mg/cão a cada 24 horas por via subcutânea.
Gatos
• 5-10 mg/dia por via oral.
• 1-2 mg/gato a cada 24 horas por via subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Carneiros
• 2-4 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.
Bezerros e Potros
• 6-10 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.
Bovinos e Equinos
• 20-40 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.
Ovinos e Suínos
• 10-20 mg a cada 24 horas por vias intramuscular ou subcutânea.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não é necessário
estabelecer período de carência.
Rifampicina
Nomes comerciais e outros nomes
Rifaldin, Rimactane e Rifampicina
Medicamentos comercializados no Brasil
Rifaldin (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano. A ação da rifampicina é inibir a síntese de RNA bacteriano. A rifampicina é
um antibiótico semissintético derivado da rifamicina B para produzir a rifampicina (nos EUA
e Canadá utiliza-se a nomenclatura rifampina), nomenclatura adotada na Europa e em
outros países, inclusive o Brasil. A rifampicina possui alta atividade contra bactérias Grampositivas
(Staphylococcus spp.), Mycobacterium spp., Haemophilus spp., Neisseria spp. e Chlamydia
spp., porém é mais limitada contra bactérias Gram-negativas, pois penetra na parede celular
do organismo Gram-positivo com mais facilidade do que na parede celular de organismo
Gram-negativo. A rifampicina é altamente lipossolúvel e possui a característica de entrar nas
células para se concentrar nos leucócitos e assim inibir a ação das bactérias intracelulares.
Esta é uma vantagem terapêutica para tratar organismos intracelulares (Brucella,
Mycobacterium, Rhodococcus, Chlamydia) e doenças granulomatosas crônicas. A rifampicina
entra na célula microbiana e forma complexos estáveis com a subunidade beta da RNA
polimerase dependente de DNA dos microrganismos. Esta ligação resulta em inativação
enzimática e inibição da síntese de RNA por impedir o início da polimerização da cadeia. A
resistência ocorre por meio de mutação única da sequência de aminoácidos da subunidade
beta da enzima RNA polimerase dependente de DNA. A rifampicina é rapidamente
absorvida do trato gástrico após administração oral em seres humanos, cães, bezerros,
equinos e potros. A farmacocinética em equinos adultos mostra rápida absorção oral da
rifampicina e meia-vida de aproximadamente 5-7 horas, com um volume de distribuição de
0,7 L/kg, mas a meia-vida é mais longa em potros (de aproximadamente 18 horas). A meiavida
em cães é de aproximadamente 8 horas.
Indicações e Usos Clínicos
A rifampicina é usada em seres humanos principalmente para o tratamento de tuberculose.
Em medicina veterinária, é usada para combater bactérias Gram-positivas e intracelulares
suscetíveis, incluindo espécies de Staphylococcus (incluindo cepas resistentes à meticilina);
Streptococcus spp.; Rhodococcus equi; Corynebacterium pseudotuberculosis e a maioria das cepas de
Bacteroides spp.; Clostridium spp.; Neisseria spp. e Listeria spp. Organismos Gram-negativos não
são afetados em doses de rotina. Em pequenos animais, é usada ocasionalmente para tratar
infecções estafilocócicas, particularmente as cepas resistentes à meticilina. Relata-se que a
resistência entre bactérias (p.ex., Staphylococcus spp.) desenvolve-se rapidamente, mas isso
não está bem documentado entre os isolados veterinários.Contudo, para prevenir a
ocorrência da resistência, muitos clínicos aconselham o uso de rifampicina em associação
com outro antibiótico para diminuir a emergência de cepas resistentes. Um dos usos mais
comuns da rifampicina é para tratar infecções causadas por Rhodococcus equi em equinos.
Para esse tratamento, é geralmente associada à eritromicina, azitromicina ou claritromicina.
A rifampicina também pode ter atividade contra bactérias em biofilmes. Entretanto, há
relatos insuficientes para confirmar a eficácia clínica para o tratamento de bactérias em
biofilmes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em seres humanos, a hipersensibilidade e os sintomas do tipo gripe foram referidos. A
hepatotoxicidade é vista com mais frequência em cães, quando altas doses são
administradas (10 mg/kg e acima). Elevações séricas de enzimas hepáticas podem ser
observadas. A urina terá coloração laranja a laranja-avermelhada nos pacientes tratados.
A rifampicina também pode promover tonalização da saliva, das lágrimas, fezes, esclera e
membranas mucosas para uma coloração laranja-avermelhada. A rifampicina não é
palatável e pode ser difícil de administrar a alguns animais. A pancreatite tem sido
associada à sua administração.
Contraindicações e Precauções
Quando administrada com outros medicamentos, deve ser considerada uma eliminação
mais rápida dessas. Use com cautela em animais que estão sob risco de desenvolver
pancreatite. Devido ao risco de hepatite, use com cautela com qualquer outra substância
que possa ser potencialmente hepatotóxica (p. ex., sulfonamidas, anticonvulsivantes,
paracetamol). Evite o uso em fêmeas prenhes.
Interações Medicamentosas
São possíveis múltiplas interações medicamentosas. A rifampicina é um potente indutor
das enzimas do sistema citocromo P450 hepáticas.Os medicamentos que podem ter suas
concentrações diminuídas quando administradas com a rifampicina incluem os
barbitúricos, o cloranfenicol, as progestinas, os digitálicos, a varfarina, os corticosteroides e
potencialmente muitas outras substâncias administradas concomitantemente com a
rifampicina. A rifampicina também é um indutor da bomba de efluxo da membrana
(glicoproteína p), que pode ter como consequência a diminuição da absorção oral de
outros fármacos.
Instruções de Uso
A maior parte da experiência clínica documentada tem sido com equinos, em que a
rifampicina foi associada a um antibiótico macrolídeo para uso em potros. Ao selecionar
a dose, de 10 mg/kg por via oral mostrou-se adequada para infecções de microrganismos
Gram-positivos suscetíveis no equino adulto. O uso em pequenos animais (e em pequenas
doses) baseia-se na experiência em seres humanos ou na experiência empírica com animais.
Com frequência, é administrada em associação com outros antibióticos para diminuir
a ocorrência de resistência. Administre em jejum sempre que possível.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o Clinical and
Laboratory Standards Institute (CLSI) para microrganismos sensíveis é ≤ 1,0 μg/mL. As
concentrações inibitórias mínimas (MICs) para organismos Gram-positivos ocorrem
geralmente em 0,1 μg/mL, enquanto para os Gram-negativos os valores de MICs vão de 8 a
32 μg/mL.
Formulações
A rifampicina está disponível em cápsulas de 150 mg e 300 mg e em solução injetável,
Rifaldin para via intravenosa de 600 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A rifampicina é ligeiramente solúvel em água e etanol. É mais solúvel em pH ácido.
As soluções devem ser acidificadas (p. ex., ácido ascórbico) para prevenir oxidação e
melhorar a solubilidade. A rifampicina é misturada com xaropes e flavorizantes para
administração oral e ficou estável por 4-6 semanas. A solução injetável é preparada para se
adicionar 10 mL de solução salina a uma ampola de 600 mg e misturada (60 mg/mL). Pode
ser infundida com solução salina a 0,9% ou glicose a 5%. A solução injetável reconstituída é
estável por 24 horas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, ou 10 mg/kg, a cada 24 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Para tratamento de R. equi em potros: 5 mg/kg a cada 12 horas por via oral, associada
a eritromicina (25 mg/kg a cada 8 horas por via oral).
Bovinos
• 20 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Os períodos de carência não foram
estabelecidos para animais de produção. Para estimativas de intervalo de carência para uso
extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD 91-888-873-2723).
Ringer Lactato
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução de Ringer Lactato (g)
Classificação funcional
Reposição de fluidos
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Solução intravenosa para reposição de fluido. A solução de Ringer Lactato contém
147 mEq/L de sódio, 4 mEq/L de potássio, 155 mEq/L de cloreto e 4 mEq/L de cálcio.
Indicações e Usos Clínicos
A solução de Ringer Lactato é usada como reposição e manutenção de fluido. Tem uma
concentração eletrolítica balanceada, mas não contém quaisquer bases (ver Solução de
Ringer Lactato para soluções que contêm bases).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A solução de Ringer Lactato é considerada acidificante, pois com a administração
prolongada, o cloreto aumentará a excreção renal de bicarbonato. Com altas taxas de
infusão pode ocorrer sobrecarga de fluido.
Contraindicações e Precauções
Não exceda a velocidade de infusão de 80 mL/kg/h. Considere a suplementação com
potássio, pois esse fluido não atende às necessidades de manutenção de potássio.
Interações Medicamentosas
A solução de Ringer Lactato contém cálcio; não misture com medicamentos que possam
se ligar ao cálcio.
Instruções de Uso
Ao administrar a solução fluida intravenosa, monitore a velocidade e as concentrações
eletrolíticas com cuidado. Adicione bicarbonato aos fluidos, se necessário, com base
no cálculo do déficit de base.
As taxas de infusão são: taxas de manutenção normal: 40-65 mL/kg/24 horas
(aproximadamente 2-2,5 mL/kg/h). Para reposição de fluido, use o seguinte cálculo:
Litros necessários = % desidratação × peso corporal (kg)
ou
mL necessário = % desidratação × peso corporal (kg) × 1.000
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a pressão pulmonar ao infundir altas doses. Monitore o equilíbrio eletrolítico,
especialmente do potássio, durante a fluidoterapia.
Formulações
A solução de Ringer Lactato está disponível em sacos de 250, 500 e 1.000 mL para infusão.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente selado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 55-65 mL/kg/dia (2,5 mL/kg/h) por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal
(IP) para manutenção.
• 15-30 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação moderada.
• 50 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação grave.
Posologia para Grandes Animais
Grandes Animais
• 40-50 mL/kg/dia por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal para
manutenção.
• 15-30 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação moderada.
• 50 mL/kg/h, por via intravenosa, para desidratação grave.
Bezerros
• Desidratação moderada: 45 mL/kg administrados a uma taxa de 30-40 mL/kg/h.
• Desidratação grave: 80-90 mL/kg administrados a uma taxa de 30-40 mL/kg/h ou tão
rápido quanto 80 mL/kg/h, se necessário.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não se sugere um
período de carência.
Ronidazol
Nome comercial e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano, antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antibacteriano e antiprotozoariano. É um nitroimidazólico, do qual a
atividade envolve a geração de três nitrorradicais resultantes da atividade metabólica dos
protozoários e das bactérias. O ronidazol rompe o DNA do microrganismo quando há reação
do metabólito intracelular. Sua ação é específica sobre bactérias anaeróbicas e protozoários.
Como outros nitroimidazólicos, é ativo contra alguns protozoários, incluindo Trichomonas e
Giardia, e parasitas protozoarianos intestinais. Em gatos, após a administração oral, foi
absorvido de maneira rápida e completa. A meia-vida nessa espécie animal é de
aproximadamente 10 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O ronidazol é atualmente um medicamento não registrado, mas é usado em gatos para
tratar protozoários intestinais. Estudos para o tratamento de outros microrganismos não
estão disponíveis. Para o tratamento de infecções intestinais por Tritrichomonas foetus em
felinos, é administrado por via oral na dose de 30 mg/kg 2 vezes/dia durante 2 semanas. Os
dados farmacocinéticos indicam que 30 mg/kg 1 vez/dia, podem ser igualmente efetivos,
mas essa dose não foi testada quanto à eficácia. A eficácia para a remissão a longo prazo não
foi estabelecida, mas a resolução temporária das infecções intestinais por Tritrichomonas
foetus em felinos tem sido observada.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como outros nitroimidazólicos, o efeito colateral mais grave é causado pela toxicidade
sobre o sistema nervoso central (SNC). Altas doses podem causar letargia, depressão
do SNC, ataxia, tremores, hiperestesia, convulsões, vômitos e fraqueza. Os sinais
neurológicos relacionam-se com a inibição da ação do GABA e são responsivos aos
benzodiazepínicos (diazepam). Os efeitos colaterais sobre o SNC estão relacionados com a
dose. Cães mostram neurotoxicidade nas doses de 50-200 mg/kg (convulsões, tremores,
ataxia). Evite doses que excedam 60 mg/kg/dia em gatos. Como outros nitroimidazólicos,
tem potencial para produzir alterações mutagênicas em células, mas isso não foi
demonstrado in vivo. Como outros nitroimidazólicos, tem sabor amargo e pode causar
vômitos e anorexia.
Contraindicações e Precauções
Anormalidades fetais não foram demonstradas em animais com as doses recomendadas,
mas use com cautela durante a prenhez.
Interações Medicamentosas
Como outros nitroimidazólicos, pode potencializar os efeitos da varfarina e da ciclosporina
por inibir o metabolismo do fármaco.
Instruções de Uso
O ronidazol atualmente não é um medicamento comercializado, mas é preparado com pó
a granel em farmácias de manipulação.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore efeitos colaterais neurológicos.
Formulações
Não existem formulações disponíveis; é composto com pó químico a granel. As formulações
intravenosas são preparadas dissolvendo-se o pó puro em glicose a 5% em água (D5W) até
uma concentração de 3,2 mg/mL. Essa formulação tem sido administrada com segurança a
animais de laboratório.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Não há relatos de doses.
Gatos
• 30 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral durante 2 semanas. Estudos clínicos foram
realizados com 30 mg/kg a cada 12 horas, mas a intervalos mais longos, a cada 24
horas, também podem ser efetivos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção. A administração de nitroimidazólicos a animais de
produção é proibida. Bovinos tratados não devem ser abatidos para alimento.
S
S-Adenosilmetionina (SAMe)
Nomes comerciais e outros nomes
Denosyl ® , Denamarin ® e SAMe ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Suplemento nutricional
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento nutricional. O S-Adenosilmetionina, geralmente abreviado como SAMe, é
encontrado naturalmente, sendo formado a partir da metionina e do ATP. Está associado
com a melhora do quadro de hepatotoxicidade induzido pela intoxicação com
acetaminofeno em seres humanos, e há relatos esporádicos de que tem sido benéfico em
medicina veterinária. Serve como um doador de radical metil, catalisado pela
metiltransferase. Também é um substrato para reações de transsulfurização, em que o SAMe
demetilado é biotransformado em glutationa (GSH). A glutationa pode conjugar alguns
metabólitos de medicamentos aumentando a sua excreção. Os cães e gatos apresentam
baixos níveis de GSH, e o SAMe pode auxiliar na sua restauração em animais intoxicados e
talvez naqueles hepatopatas. É um doador de radical metil para o metabolismo dos
neurotransmissores na síntese e turnover das monoaminas biogênicas (neurotransmissores do
SNC como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina). Em cães, a meia-vida após a
administração oral é de aproximadamente 2 horas.
Indicações e Usos Clínicos
O SAMe é utilizado como suplemento dietético no auxílio de pacientes com hepatopatias.
Auxilia na restauração das concentrações hepáticas de GSH em animais com deficência.
Também é utilizado para o tratamento de distúrbio hepático causado por intoxicação por
acetaminofeno e outros medicamentos que produzam a hepatotoxicidade. Outro
suplemento dietético, a silimarina (ver verbete específico), também conhecida como Cardo
Mariano ou Cardo Leitosoe silibina, apresenta propriedades antioxidantes e é associada com
o SAMe para o tratamento de cães e gatos (Denamarin ® ). Devido ao efeito sobre a síntese
dos neurotransmissores, o SAMe é usado para melhorar a função cognitiva em cães. Em cães
com mais de 8 anos, o SAMe (18 mg/kg/dia) melhora os sinais de degeneração mental
decorrente da idade quando comparado ao placebo. É utilizado para o tratamento da artrite
em cães, mas não há estudos que demonstrem sua eficácia.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode produzir distúrbios gástricos transitórios autolimitantes. Não foram relatados outros
efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
São relatadas reações entre o SAMe e os antidepressivos tricíclicos, embora o mecanismo
de ação seja desconhecido. Em animais de laboratório, a administração com
clomipramina provocou síndrome serotoninérgica.
Instruções de Uso
O SAMe é um suplemente dietético amplamente disponível sem necessidade de prescrição
médica. A potência das formulações pode variar. A absorção é diminuída quando
administrado com a alimentação. Administrar 30 minutos a 1 hora antes da alimentação.
Em gatos, para garantir a passagem para o estômago administrar com água. Comprimidos
revestidos (como o Denosyl ® ) protegem o ingrediente ativo da umidade quando do
armazenamento e também a degradação promovida pelo suco gástrico. Não quebrar o
comprimido ou retirar o revestimento.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as enzimas hepáticas em animais tratados para intoxicação.
Formulações
O SAMe é amplamente disponível sem necessidade de prescrição médica em comprimidos e
pó. A marca Denosyl ® está disponível em comprimidos de 90 (cães de pequeno porte), 225
(cães de médio porte) e 425 mg (raças gigantes). As formulações veterinárias (p. ex.
Denamarina ® ) também podem conter silimarina (silibina) e vitamina E.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
retirar o revestimento do comprimido.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 20 mg/kg/dia por via oral ou 90 mg (cães de pequeno porte); 225 mg (cães de médio
porte) e 425 mg (raças gigantes).
Gatos
• 90 mg/gato/dia por via oral para gatos com mais de 5 kg de peso corporal.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de
carência é sugerido.
Selamectina
Nome comercial e outros nomes
Revolution ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Revolution 6 e 12% (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiparasitário. Microfilaricida para a prevenção de dirofilariose em cães e gatos. A
selamectina é uma avermectina semissintética. As avermectinas (fármacos semelhantes à
ivermectina) e as milbemicinas (milbemicina, doramectina e moxidectina) são lactonas
macrocíclicas. As avermectinas e as lactonas macrocíclicas compartilham similaridades,
incluindo o mecanismo de ação. Esses medicamentos são neurotóxicos para os parasitas por
potencializarem os efeitos de íons de cloreto ao atuarem em canais de glutamato nos
parasitas. A paralisia e morte dos parasitas são causadas pelo aumento da permeabilidade dos
íons de cloreto e hiperpolarização das células nervosas. Esses medicamentos também
potencializam outros canais de cloreto, incluindo aqueles canais de GABA. Os mamíferos
normalmente não são afetados, pois eles não possuem os canais de glutamato-cloreto e
apresentam baixa afinidade para outros canais de cloreto em mamíferos. Os canais de GABA
do sistema nervoso central (SNC) dos mamíferos normalmente não são afetados, pois esses
medicamentos em geral não atravessam a barreira hematoencefálica. Após a aplicação
tópica, a selamectina possui alta afinidade pelas glândulas sebáceas e pele. A meia-vida da
selamectina é de 11 dias em cães e 8 dias em gatos.
Indicações e Usos Clínicos
Em cães, a selamectina está aprovada para a prevenção da dirofilariose, controle de pulgas,
carrapatos e piolhos; e em gatos, para a prevenção da dirofilariose, controle de pulgas,
carrapatos, ancilóstomos e nematelmintos em gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Alopecia localizada transitória com ou sem inflamação próxima ao local de aplicação foi
observada em 1% dos gatos tratados. Outros efeitos colaterais incluem: náuseas, letargia,
salivação, taquipneia e tremores musculares.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em cães com menos de 6 semanas de idade. Não utilizar em gatos com
menos de 8 semanas de idade.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas relatadas em animais.
Instruções de Uso
Aplicar conforme indicado na bula do produto na pele de cães e gatos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a dirofilariose em animais.
Formulações
A selamectina está disponível em solução tópica de 60 e 120 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Prevenção da dirofilariose: 6-12 mg/kg tópico a cada 30 dias. (Esta dose também pode
ser aplicada para o tratamento e a prevenção de ácaros de orelha e pulgas).
• Tratamento da sarna sarcóptica: 6-12 mg/kg em duas aplicações com intervalo de 30
dias. (Contudo, muitos dermatologistas aplicam em intervalos de 2-3 semanas).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar pe-ríodo
de carência do uso extrabula, contate o FARAD no 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Sene
Nome comercial e outros nomes
Senokot ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Medicamentos fitoterápicos e in natura para chás
Classificação funcional
Laxante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Laxante. A sene age através da estimulação local ou por contato com a mucosa intestinal.
Indicações e Usos Clínicos
A sene é indicada para o tratamento da constipação intestinal.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há reações adversas relatadas para animais. Contudo, espera-se que doses excessivas
causem perda de fluidos e de eletrólitos.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com obstrução gástrica. Não administrar a animais
desidratados.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses e indicações não são bem estabelecidas na medicina veterinária. O uso é
estritamente baseado em experiências clínicas baseadas em casos individuais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A sene está disponível em grânulos concentrado ou em xarope.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Xarope: 5-10 mL/cão/dia por via oral.
• Grânulos: ½ a 1 colher de chá/cão/dia por via oral.
Gatos
• Xarope: 5 mL/gato a cada 24 horas.
• Grânulos: ½ colher de chá/gato a cada 24 horas (com a alimentação).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de
carência é sugerido.
Sevoflurano
Nome comercial e outros nomes
Aerrane ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Sevorane (h) , Sevoflurano (g)
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico inalatório. Como outros anestésicos inalatórios, o mecanismo de ação é incerto. O
sevoflurano produz depressão generalizada reversível do sistema nervoso cental (SNC). Os
anestésicos inalatórios variam conforme a solubilidade sanguínea, sua potência e a taxa de
indução e recuperação. Aqueles com coeficiente sangue/gás baixo são associados com taxas
mais rápidas de indução e recuperação. O sevoflurano possui pressão de vapor de
160 mmHg (a 20 °C), um coeficiente sangue/gás de 0,65, e coeficiente gordura/sangue de
48. O sevoflurano é similar ao isoflurano em muitos aspectos, exceto em sua baixa
solubilidade, resultando em tempos de indução e recuperação mais rápidos.
Indicações e Usos Clínicos
O sevoflurano é utilizado como anestésico inalatório. Não existe nenhuma vantagem
significativa do seu uso em vez do isoflurano, sendo mais caro do que este. Seu valor de
concentração alveolar mínima (CAM) é de 2,58%, 2,36% e 2,31% em gatos, cães e cavalos,
respectivamente. O sevoflurano, como outros anestésicos inalatórios, pode ser usado com
pré-anestésico, opioides, alfa-2 agonistas e tranquilizantes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são relacionados aos efeitos anestésicos (p. ex., depressões
cardiovascular e respiratória). O sevoflurano pode liberar medicamentos derivados de
íons fluoreto, que podem ser nefrotóxicos.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar a menos que existam instalações adequadas para monitoração dos pacientes.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
O uso de anestésicos inalatórios requer monitoração cuidadosa. A dose é determinada pelo
plano anestésico.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar cuidadosamente o ritmo e a frequência cardíacas, e a frequência respiratória
durante o uso.
Formulações
O sevoflurano está disponível em frascos de 100 mL.
Estabilidade e Armazenamento
O sevoflurano é altamente volátil e deve ser armazenado somente em recipientes aprovados.
Posologia para Pequenos Animais
• Indução: 8%; manutenção: 3-6%.
Posologia para Grandes Animais
Cavalos
• Valores da CAM: 2,31.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. A depuração é rápida
e são sugeridos períodos de carência curtos. Para estimar período de carência do uso
extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
No Brasil, o sevoflurano está listado como substância de controle especial (lista C1) sujeito
a receita de controle especial em duas vias.
Silimarina
Nomes comerciais e outros nomes
Silybin ® , Marin ® , Milk Thistle ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Legalon (h) , Silimalon (h)
Classificação funcional
Protetor hepático
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A silimarina contém como ingrediente mais ativo a silibina. É conhecida como cardo
mariano ou cardo leitoso ou silimarina por derivar da planta de nome Silybum marianum. A
silimarina, uma mistura de flavoligninas anti-hepatotóxicas (derivadas da planta Silybum),
possui três componentes que são considerados flavoligninas: a silidianina, a silcristina e a
silibina (o componente em maior quantidade é também denominado silimarina e silibinina).
A silimarina é utilizada para o tratamento de uma variedade de distúrbios em seres
humanos. O mecanismo de ação da silimarina é conhecido por ser antioxidante e inibir
tanto a peroxidação lipídica quanto a oxidação da glutationa. Dados de estudos
experimentais indicam que as propriedades hepatoprotetoras da silimarina se devem ao
efeito antioxidante de redução dos radicais livres.
Indicações e Usos Clínicos
A silimarina é usada para o tratamento de doenças hepáticas, incluindo reações
hepatotóxicas em seres humanos e animais. Em gatos, pode promover atividade
antioxidante. A silimarina é utilizada como tratamento complementar em doenças
hepáticas de cães e gatos. Entretanto, não há informações científicas sobre a absorção oral,
dose correta ou evidência da eficácia do tratamento com a silimarina. A silimarina pode ser
utilizada com S-Adenosilmetionina (SAMe). Existem preparações que incluem ambos, a
silimarina e o SAMe (Denamarin ® ).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas.
Instruções de Uso
A silimarina é um suplemento dietético e as formas disponíveis podem variar em potência e
estabilidade.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as enzimas hepáticas em animais tratados para intoxicação.
Formulações
Os comprimidos de silimarina estão amplamente disponíveis sem necessidade de prescrição
médica. As formulações veterinárias comerciais (Marin ® ) também contêm zinco e vitamina
E, além de fosfatidilcolina nos comprimidos para cães e gatos. A associação de Denamarin ®
contém ambos, a silimarina e o SAMe.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 5-15 mg/kg por via oral 1 vez/dia. Algumas fontes recomendam uma alta dose de no
mínimo de 30 mg/kg por via oral, por dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido o baixo risco de resíduos tóxicos em animais de produção, nenhum período de
carência é sugerido.
Solução de Aminoácidos
Nome comercial e outros nomes
Travasol
Medicamentos comercializados no Brasil
Travasol (h)
Classificação funcional
Solução de aminoácidos
Farmacologia e Mecanismo de Ação
As soluções de aminoácidos são empregadas na suplementação de aminoácidos a animais
com deficiências específicas ou doenças hepáticas. Essa solução em particular contém
leucina, fenilalanina, lisina, metionina, isoleucina, valina, histidina, treonina, triptofano,
alanina, glicina arginina, prolina, tirosina e serina.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais, as soluções de aminoácidos são infundidas para suplementação,
principalmente, no tratamento de doenças hepáticas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Um estado hiperosmolar pode ser induzido caso a infusão seja muito agressiva. Em caso
de aparecimento de sinais neurológicos, a infusão deve ser interrompida. Em pacientes
hepatopatas ou com insuficiência renal, o desenvolvimento de encefalopatia hepática ou
a elevação da concentração sérica de ureia pode ser observado.
Instruções de Uso
A solução a 10% pode ser diluída em dextrose a 5% para administração em veia periférica.
Caso contrário, a administração deve ser realizada em veia central.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é necessário.
Formulações
Solução a 10%.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em temperatura ambiente, protegido da luz.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 25 mL de uma solução a 10% (adequadamente diluída) infundidos por via intravenosa
em veia central. A infusão deve ser realizada por 6-8 horas e repetida a intervalos de 7-
10. Para o tratamento da síndrome hepatocutânea, soluções sem eletrólitos são
preferidas.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há necessidade de instituição de tempo de carência em animais destinados ao
consumo humano.
Solução de Glicose (Dextrose)
Nome comercial e outros nomes
D5W ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução de glicose a 5%
Classificação funcional
Fluido de reposição
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A glicose (dextrose) é um açúcar adicionado aos fluidos de reposição. É considerada
isotônica. A glicose a 5% contém 50 gramas de glicose por litro de soro fisiológico. O pH
dessa solução é de 3,5-6,5. Alternativamente, a solução de glicose a 50% pode ser
adicionada aos fluidos intravenosos para suplementar a glicose. Por exemplo, 100 mL de
glicose a 50% adicionados a 1.000 mL suplementam 5% de glicose.
Indicações e Usos Clínicos
A glicose a 5% é uma solução de fluido isotônica usada para administração intravenosa. A
glicose é considerada somente para uso por curtos períodos, pois é deficiente em eletrólitos.
Após a metabolização da glicose, a água é rapidamente distribuída para fora do espaço
vascular. Para o tratamento emergencial da hipoglicemia ou para a suplementação de
fluidos é usada uma solução de glicose a 50% (500 mg/mL). A glicose pode ser
administrada em uma solução a 50% para tratar vacas periparturientes com cetoses e
lipidose hepática ou para auxiliar na anorexia ou para vacas em decúbito.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem produzir edema pulmonar.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais com baixas concentrações de eletrólitos. A solução de
glicose a 5% não é adequada como fluido de manutenção, pois não possui eletrólitos. Não
deve ser considerada como solução de reposição ou como fonte de energia; fornece
apenas 170 kcal/L. Quando for utilizado o tratamento agressivo com glicose a 50%, pode
causar rápida diminuição dos níveis séricos de fósforo e de potássio (deslocamento
intracelular).
Interações Medicamentosas
Não há interações. A solução de glicose a 5% é compatível com fluidos e a maioria dos
medicamentos intravenosos.
Instruções de Uso
A glicose é comumente usada como fluido e administrada em infusão contínua. Contudo,
não é uma solução de manutenção. A solução de glicose a 50% também pode ser
adicionada aos fluidos para suplementar a glicose. Por exemplo, 50 mL de glicose a 50% são
adicionadas em 1.000 mL de solução para obter-se uma solução final a 2,5%.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o estado de hidratação do paciente e as evidências de edema pulmonar durante a
infusão. Monitore o equilíbrio acidobásico.
Formulações
A solução de glicose a 5% é usada para administração intravenosa, que contém 5 gramas de
D-glicose em 100 mL (50 gramas/L). A glicose a 50% contém 500 mg/mL (50 g/100 mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Solução de glicose a 5%: 40-50 mL/kg a cada 24 horas, por via intravenosa.
• Emergência na crise de hipoglicemia: 1 mL de solução de glicose a 50%, por via
intravenosa, diluído em solução salina.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros, Bovinos e Equinos
• Solução de glicose a 5%: 45 mL/kg a cada 24 horas, por via intravenosa.
• Vacas: 0,1-0,2 g/kg/hora, por via intravenosa de solução de glicose a 50% por cinco dias
para tratar a lipidose hepática e a cetose.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido. No entanto, pelo fato de esse medicamento
apresentar baixo risco de desenvolvimento de resíduos, não há período de carência sugerido
para animais de produção.
Solução de Ringer
Nome comercial e outros nomes
LRS ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Solução de Ringer (g)
Classificação funcional
Reposição de fluido
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A solução de Solução de Ringer é uma solução fluida para administração intravenosa
utilizada para reposição. A solução de Solução de Ringer contém uma associação balanceada
de eletrólitos e um tampão alcalinizante. Essa solução contém 28 mEq/L de lactato.
Indicações e Usos Clínicos
A solução de Solução de Ringer é indicada como fluido de reposição ou de manutenção.
Também é utilizada como veículo para administração de medicações intravenosas por meio
de infusão contínua (IC). Pode ser administrada por vias subcutânea, intraóssea (na
cavidade medular óssea) e intraperitoneal em animais, quando não é possível o acesso
intravenoso. Apesar de conter lactato (base metabolizável), não é capaz de corrigir a acidose
tão rapidamente quanto o bicarbonato. Animais em acidose grave podem já apresentar níveis
séricos de lactato elevados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há efeitos colaterais significativos.
Contraindicações e Precauções
Administrar fluidos intravenosos somente em pacientes cuidadosamente monitorados.
Interações Medicamentosas
A solução de Solução de Ringer possui pH de 6-7,5. Não adicionar a essa solução
medicamentos que se apresentam instáveis nesse pH. A solução de Solução de Ringer
contém cálcio. Não adicionar medicamentos a essa solução que possam se ligar (quelar)
ao cálcio.
Instruções de Uso
O volume requerido do fluido depende da necessidade do animal (reposição versus
manutenção). Para a terapia do choque, administrar metade da dose calculada durante os
primeiros 30 minutos e incrementos de 10 mL/kg a cada 15 minutos, seguido de IC. Para
acidose grave, considerar fluidos suplementados com bicarbonato ao invés de lactato.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o estado de hidratação do paciente e o balanço eletrolítico. Em altas taxas de
administração, monitorar o paciente para sinais de edema pulmonar.
Formulações
A solução de Solução de Ringer está disponível em frascos de 250, 500 e 1.000 mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado. Não se pode garantir a esterilidade se o conteúdo for
puncionado ou transferido para outro frasco.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.
• Desidratação grave: 50 mL/kg/hora, por via intravenosa.
• Manutenção: 55-65 mL/kg/dia, por vias intravenosa, subcutânea ou intraperitoneal
(2,5 mL/kg/hora).
• Durante a anestesia: 10-15 mL/kg/hora, por via intravenosa.
• Terapia de choque: (para cães) 90 mL/kg, por via intravenosa e (para gatos) 60-
70 mL/kg, por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos, Equinos e Suínos
• Manutenção: 40-50 mL/kg/dia por via intravenosa.
• Desidratação moderada: 15-30 mL/kg/hora por via intravenosa.
• Desidratação grave: 50 mL/kg/hora por via intravenosa.
Bezerros e Potros
• Desidratação moderada: 45 mL/kg, velocidade aproximada de 30-40 mL/kg/hora por
via intravenosa.
• Desidratação grave: 80-90 mL/kg, velocidade aproximada de 30-40 mL/kg/hora por
via intravenosa. Em casos graves pode ser administrada rapidamente a dose de
80 mL/kg/hora.
Informações sobre Restrição Legal
Não há riscos de eliminação de resíduos em animais de produção. Não é necessário período
de carência.
Spinosad
Nome comercial e outros nomes
Comfortis ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Elector (v) ,
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O spinosad é um membro da classe espinosinas dos inseticidas. Lembra as tetraciclinas
macrolídicas, mas não é um antibacteriano. O spinosad é uma associação da espinosina A e
da espinosina D, derivados de bactéria (Saccharopolyspora spinosa). A ação do spinosad sobre
as pulgas ocorre por ativação dos receptores nicotínicos da acetilcolina, mas esse não age em
outros receptores nicotínicos ou receptores GABA. A ação sobre os insetos expostos ao
spinosad são contrações musculares e tremores no neurônio motor, paralisia e morte da
pulga. Não afeta os mamíferos devido às diferenças de suscetibilidade dos receptores
nicotínicos da acetilcolina.
Indicações e Usos Clínicos
O spinosad é usado como tratamento mensal para infestações por pulgas. Após a
administração, ele pode matar as pulgas a partir de 30 minutos e completamente em 4
horas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em estudos de segurança, a administração em altas doses (100 mg/kg 1 vez/dia
durante 10 dias) não produz efeitos colaterais graves, a não ser vômitos e moderada
elevação das enzimas hepáticas. A administração de spinosad (300 mg/kg) a cães da raça
Collie com mutação no gene MDR (deficiente da p-glicoproteína) não causa sinais de
toxicose. Vômitos ocasionais podem ser observados com o uso rotineiro (ver seção
Instruções de uso sobre dose após o vômitos).
Contraindicações e Precauções
Pode ser utilizado com segurança com medicamentos preventivos de dilofilariose,
incluindo ivermectina, mas não deve ser administrado com altas doses de ivermectina
para o tratamento de demodex. Usar com cautela em animais prenhes e em fase de
reprodução. Estudos de segurança com cadelas prenhes evidenciaram efeitos colaterais
nos filhotes. Também foram relatados efeitos colaterais em filhotes lactentes de fêmeas
submetidas à administração de spinosad.
Interações Medicamentosas
O spinosad é usado com muitos outros medicamentos, incluindo medicamentos para
prevenção da dilofilariose com segurança. Não foram relatadas interações
medicamentosas.
Instruções de Uso
O spinosad deve ser administrado junto com a alimentação para absorção máxima. Se
ocorrerem vômitos após uma hora da administração, repetir outra dose completa. Se uma
dose for esquecida, administrar comprimidos mastigáveis Comfortis ® com o alimento e
retomar uma dose mensal. O tratamento com spinosad pode ser iniciado em qualquer
estação do ano, preferencialmente iniciar antes das pulgas emergirem. Também pode ser
utilizada durante todo ano.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O spinosad está disponível em cinco tamanhos de comprimidos mastigáveis contendo 140,
270, 560, 810 ou 1.620 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar nas cartelas e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 30 mg/kg, por via oral, administrado 1 vez por mês.
Gatos
• Não foram relatadas doses para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período
de carência do uso extrabula, contate FARAD, 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Stanozolol
Nome comercial e outros nomes
Winstrol-V ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio, agente anabolizante
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Esteroide anabolizante. O stanozolol é um derivado da testosterona. Os agentes
anabolizantes são designados para maximizar os efeitos anabólicos enquanto minimizam a
ação androgênica. Outros agentes anabolizantes incluem: Boldenona ® , Nandrolona ® ,
Oximetolona ® e Metiltestoterona ® .
Indicações e Usos Clínicos
Agentes anabolizantes, como o stanozolol, são utilizados para reverter condições catabólicas,
aumentar o ganho de peso, aumentar a massa muscular em animais e estimular a
eritropoiese. É usado em cavalos durante o treinamento. O stanozolol é usado em animais
com insuficiência renal crônica e há algumas evidências do aumento do equilíbrio de
nitrogênio em cães com doença renal tratados com stanozolol. O uso em gatos está
associado à intoxicação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes podem ser atribuídos a ação
farmacológica desses esteroides. O aumento dos efeitos masculinizantes é comum. Foi
relatado o aumento de algumas neoplasias em seres humanos. Alguns esteroides
anabolizantes 17-alfa metilados de uso oral (Oximetolona ® , Estanazolol ®
Oxandrolona ® ) estão associados à toxicidade hepática. A administração do stanozolol em
gatos com doença renal mostrou aumento significativo das enzimas hepáticas e
e
hepatoxicidade.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a gatos nefropatas. Usar com cautela em cães com outras doenças
preexistentes como a insuficiência hepática, por exemplo. Não administrar a fêmeas
prenhes. O stanozolol, como outros esteroides anababolizantes apresenta um alto
potencial de uso abusivo em seres humanos. Esse medicamento é usado de forma
inadequada por seres humanos para melhorar a performance atlética (fisioculturismo).
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Embora possua muitas indicações, o uso em animais (e doses) é baseado na experiência em
seres humanos ou na experiência empírica em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as enzimas hepáticas para sinais de injúria hepática (coléstase) durante o
tratamento.
Formulações
O stanozolol está disponível em solução injetável de 50 mg/mL como solução estéril e em
comprimidos de 2 mg. Entretanto, há uma disponibilidade limitada das formulações
injetáveis veterinárias. As formulações comerciais foram retiradas do mercado, mas algumas
composições ainda persistem.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2 mg/cão (ou taxa de 1-4 mg/cão) a cada 12 horas por via oral.
• 25-50 mg/cão/semana por via intramuscular.
Gatos
• 1 mg/gato a cada 12 horas, por via oral.
• 25 mg/gato/semana por via intramuscular (usar com cautela em gatos).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,55 mg/kg por via intramuscular 1 vez/semana durante 4 semanas.
Informações sobre Restrição Legal
O stanozolol é um medicamento controlado classeIII e não deve ser administrado a animais
de produção.
No Brasil o uso de anabolizantes para animais de produção é proibido.
No Brasil, o stanozolol está listado como substância anabolizante (lista C5) sujeito a
receita de controle especial em duas vias.
Classificação RCI: 4
Subsalicilato de Bismuto
Nome comercial e outros nomes
Pepto-Bismol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antidiarreico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antidiarreico e protetor gástrico. Seu mecanismo de ação preciso é desconhecido,
mas a ação antiprostaglandina do salicilato pode ser benéfica para o tratamento de enterites.
O bismuto é eficaz para o tratamento de infecções causadas por espiroquetas (gastrite por
Helicobacter pylori). O subsalicilato de bismuto presente no Pepto-Bismol contém cinco fontes
de salicilato, que são absorvidas sistemicamente após a administração oral. O subsalicilato de
bismuto também pode ser encontrado em outras preparações antidiarreicas, como as de
caolin-pectina (p.ex., Kaopectate).
Indicações e Usos Clínicos
O subsalicilato de bismuto é usado para o tratamento sintomático da diarreia em pequenos e
grandes animais. Nas espécies domésticas, sua eficácia não foi estabelecida. No entanto, em
seres humanos, é comprovadamente eficaz para o tratamento ou prevenção da diarreia
provocada por Escherichia coli enterotoxigênica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais são incomuns. Os proprietários devem ser alertados de que o bismuto
faz com que as fezes fiquem enegrecidas.
Contraindicações e Precauções
O salicilato é sistemicamente absorvido, e seu uso excessivo deve ser evitado em animais
que não toleram salicilatos (como gatos e animais alérgicos ao ácido acetilsalicílico).
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, há a possibilidade
de exacerbação dos efeitos de outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
administrados. O bismuto pode impedir a absorção oral de alguns medicamentos.
Instruções de Uso
O subsalicilato de bismuto é um produto de venda livre. As doses são empíricas ou derivadas
da extrapolação daquelas utilizadas em seres humanos. Não existem estudos de eficácia
bem-controlados nas espécies domésticas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Nenhum monitoramento específico é necessário.
Formulações
O subsalicilato de bismuto é comercializado como suspensão oral, contendo 262 mg/15 mL
ou 525 mg/mL na formulação extraforte, e em comprimidos de 262 mg. Duas colheres das
de sopa (30 mL) contêm 270 mg de salicilato.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-3 mL/kg/dia (em doses divididas) por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Bezerros
• 30 mL a cada 30 minutos, em 8 administrações por via oral.
Equinos
• 1-2 mL/kg a cada 6-8horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos períodos de carência da terapia para animais de produção (uso
extrabula).
Uma vez que o salicilato pode ser sistemicamente absorvido, os períodos de carência
devem ser similares aos destemedicamento (e também aos do ácido acetilsalicílico).
Succimer
Nome comercial e outros nomes
Chemet ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Succimer (h)
Classificação funcional
Antídoto
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente quelante. O succímero quela o chumbo e outros metais pesados como o mercúrio e o
arsênio, aumentando sua eliminação pelo organismo. O succimer é análogo ao British Anti-
Lewisite (BAL).
Indicações e Usos Clínicos
O succimer é utilizado para o tratamento da intoxicação por metais, principalmente a
intoxicação causada pelo chumbo. Outros quelantes que são utilizados para intoxicação por
chumbo incluem: cálcio EDTA, BAL e penicilamina. O cálcio EDTA é sempre o medicamento
de preferência para o tratamento inicial. As vantagens do succimer sobre os outros quelantes
é que este é mais bem tolerado, com poucos efeitos gástricos colaterais e não está associado à
nefrotoxicidade. Ele também não quela outros minerais como o cobre, o zinco, o cálcio e o
ferro.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não foram relatados efeitos colaterais em cães. Entretanto, a injúria renal é associada ao
tratamento com succimer em gatos.
Contraindicações e Precauções
Não foram relatadas contraindicações específicas para animais.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses citadas são baseadas em estudos em cães. Em gatos, o succimer é usado na dose de
10 mg/kg a cada 8 horas por via oral, durante 2 semanas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os níveis de chumbo sanguíneo durante o tratamento. Monitorar a função renal
durante o tratamento, pois a falência renal é associada com o uso do succimer em gatos.
Formulações
O succimer está disponível em cápsulas de 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 mg/kg a cada 8 horas por via oral durante 5 dias, posteriormente 10 mg/kg a cada
12 horas por via oral durante mais 2 semanas. Também pode ser administrado por via
retal em cães que apresentam vômitos.
Gatos
• 10 mg/kg a cada 8 horas por vi oral durante 2 semanas.
Posologia para Grandes Animais
Não foram relatadas doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O período de carência não foi estabelecido para animais de produção. Para estimar período
de carência do uso extrabula, contate FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-
2723).
Sucralfato
Nomes comerciais e outros nomes
Carafate ® e Sulcrate ® (no Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Sulcrafim (h)
Classificação funcional
Agente antiulcerogênico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Protetor da mucosa gástrica. Agente antiulcerogênico. O sucralfato dissocia-se no estômago
em sacarose octasulfato e hidróxido de alumínio. A sacarose octasulfato se polimeriza em
uma substância viscosa e espessa que cria um filme protetor ligando-se à mucosa ulcerada.
Apresenta afinidade pelas cargas negativas no tecido lesado. Protege a mucosa pela
prevenção da difusão dos íons de hidrogênio e inativação da pepsina e adsorção do ácido
biliar. Existem algumas evidências que o sucralfato age como citoprotetor (através do
aumento da síntese de prostaglandinas), mas não se sabe com certeza se isso é relevante
para os efeitos clínicos em cães e gatos.
Indicações e Usos Clínicos
O sucralfato é utilizado para prevenir e tratar as úlceras gástricas. Entretanto, no uso clínico,
existem poucas evidências da prevenção de úlceras induzidas por anti-inflamatórios não
esteroidais (AINEs), embora evidências experimentais estejam disponíveis em equinos.
O sucralfato é administrado por via oral e protege o tecido ulcerado, promovendo sua
cicatrização. Os esquemas de dose para o sucralfato são extrapolados daqueles para os seres
humanos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Devido a não absorção do sucralfato, ele é livre de efeitos colaterais. O efeito colateral
mais comum associado ao seu uso em seres humanos é a constipação intestinal.
Contraindicações e Precauções
Não há contraindicações listadas para animais.
Interações Medicamentosas
O sucralfato pode diminuir a absorção oral de outros medicamentos administrados por
via oral por quelar-se com o alumínio (como as fluoroquinolonas e tetraciclinas).
Administrar esses outros medicamentos, no mínimo, 30 minutos antes do sucralfato. Se
misturado com outros medicamentos (antimicrobianos), pode ocorrer a inativação.
Instruções de Uso
As doses recomendadas são amplamente baseadas no empirismo. Não há estudos clínicos
que demonstrem a eficácia do sucralfato em animais. O sucralfato pode ser administrado
simultaneamente com inibidores de histamina tipo 2 (Bloqueadores H 2 ) (p. ex. cimetidina)
sem provocarem interações.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
O sucralfato está disponível em comprimidos de 1 g e suspensão oral de 200 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O
sucralfato é insolúvel em água, a menos que exposto a fortes condições ácidas ou alcalinas.
Os comprimidos podem ser esmagados e suspendidos em água na concentração de
200 mg/mL e armazenados no refrigerador por 14 dias. Misturar essa solução antes do uso.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,5-1 g a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• 0,25 g (um quarto do comprimido) a cada 8-12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Cabras
• 1 g a cada 8 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos em animais de produção, não é sugerido período de
carência.
Sulfaclorpiridazina
Nomes comerciais e outros nomes
Vetisulid ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Trimeclor (v) , Cosumix (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfaclorpiridazina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento
ou a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas
incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos
moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum. O uso da
sulfaclorpiridazina não é relatado para pequenos animais. É usado principalmente para
suínos e bovinos. Entretanto, outros medicamentos são igualmente eficazes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados a sulfonamidas (principalmente em cães) incluem:
reações alérgicas, hipersensibilidades tipos II e III, hepatotoxicidade, hipotireoidismo (em
terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas.
Interações Medicamentosas
Existem graves interações relatadas para a administração de sulfonamidas a pequenos
animais. Entretanto, estas interações não são relevantes para o seu uso em bovinos e
suínos.
Instruções de Uso
O uso mais comum da sulfaclorpiridazina é para o tratamento de enterite em suínos e
bovinos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6
semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas
pode ser usado apenas em bactérias urinárias isoladas.
Formulações
A sulfaclorpiridazina está disponível em bolus de 2 g e solução injetável de 200 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Não há doses relatadas para cães e gatos.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 33-50 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou intravenosa.
Suínos
• 22-39 mg/kg a cada 12 horas por via oral ou 44-77 mg/kg/dia por via oral na água de
beber.
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Período de carência para bovinos (carne): 7 dias.
Período de carência para suínos (carne): 4 dias.
Sulfadiazina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas e associadas com trimetoprima, como o Tribrissen ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Supronal (associação) (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizada isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfadiazina é ocasionalmente usada isoladamente, entretanto sua eficácia não é
estabelecida para a maioria das infecções. Na maioria das vezes, é utilizada com a
trimetoprima para o tratamento de uma variedade de infecções, incluindo infecções do
trato urinário e infecções cutâneas. (Ver o verbete Sulfonamida-trimetoprima para descrição
mais completa.)
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade
de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem
persistir.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans
Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações adversas das
sulfonamidas. Usar com cautela nessa raça.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode se complexar
com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que
estão recebendo detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é
listada somente para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.
Instruções de Uso
Geralmente as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma
proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e
equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais
eficaz do que outra sulfonamida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6
semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com o CLSI, o teste de suscetibilidade para
sulfonamidas pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.
Formulações
A sulfadiazina está disponível em comprimidos de 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 100 mg/kg por vias intravenosa ou oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada
12 horas por vias intravenosa ou oral (ver também o verbete Trimetoprima).
Posologia para Grandes Animais
Para equinos, ver a dose para associações de trimetoprima.
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Não há períodos de carência estabelecidos. Contudo, para estimar períodos de carência
do uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Sulfadimetoxina
Nomes comerciais e outros nomes
Albon ® , Bactrovet ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Averol (v) , Dimetropin (v) , Sulfatec (v) , Tridiazin (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizada isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfadimetoxina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou
a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas
incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos
moles e infecções do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum, a
menos que associada com ormetoprima.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade
de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem
persistir.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans
Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações adversas das
sulfonamidas. Usar com cautela nessa raça.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransfomada em formaldeído que pode se complexar
com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que
estão recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é
somente listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.
Instruções de Uso
Usualmente, as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma
proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e
equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais
eficaz do que outra sulfonamida. A sulfadimetoxina é associada com ormetoprima no
Primor ® .
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As sulfonamidas reconhecidamente reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães
após 6 semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas
pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.
Formulações
A sulfadimetoxina está disponível em comprimidos de 125, 250 e 500 mg; solução injetável
de 400 mg/mL e suspensão de 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 55 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 27,5 mg/kg a cada 12 horas por via
oral. (Para doses associadas com ormetoprima, ver Primor ® ).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Tratamento da pneumonia e outras infecções: dose inicial de 55 mg/kg, seguido de
27 mg/kg a cada 24 horas por via oral durante 5 dias.
• Bolus de liberação lenta (Albon-SR ® ): 137,5 mg/kg por via oral, em dose única.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para bovinos (carne): 7 dias.
Período de carência para bovinos (leite): 60 horas.
Período de carência para bolus de liberação é de 21 dias.
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses
de idade. Atualmente, a sulfadimetoxina é a única sulfonamida com indicações aprovadas
para bovinos de leite.
Sulfametazina
Nome comercial e outros nomes
Sulmet ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Há no Brasil várias formulações de uso veterinário de associações com a sulfametazina
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergismo com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfametazina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou a
prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas
incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos
moles e infecções do trato urinário. Entretanto, a resistência é comum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade
de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem
persistir.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans
Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações das sulfonamidas. Usar
com cautela nessa raça.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às
sulfonamidas e precipitar-se. A administração de sulfonamidas em equinos que estão
recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é somente
listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.
Instruções de Uso
Geralmente as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma
proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e
equinos que apresentam doenças preexistentes como, por exemplo, insuficiência hepática.
Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais eficaz do
que outra sulfonamida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6
semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas
pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.
Formulações
A sulfametazina está disponível em bolus de 30 g.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 100 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada 12 horas por via
oral.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Tratamento da pneumonia e outras infecções: dose inicial de 220 mg/kg, seguido de
110 mg/kg a cada 24 horas por via oral.
• Uso de pó solúvel na água de beber: dose inicial de 237 mg/kg, seguido de 119 mg/kg a
cada 24 horas por via oral.
• Bolus de liberação lenta: 350-400 mg/kg por via oral em dose única.
Suínos
• Uso de pó solúvel na água de beber: dose inicial de 237 mg/kg, seguido de 119 mg/kg a
cada 24 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Período de carência para bovinos (carne): 10 ou 11 dias.
Período de carência para o pó solúvel em bovinos (carne): 10 dias.
Período de carência para o pó solúvel em suínos (carne): 15 dias.
Período de carência para bovinos (carne, bolus de liberação lenta): 8-18 dias,
dependendo do produto.
Sulfametoxazol
Nome comercial e outros nomes
Gantanol ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Sulfaprim (v) , Sultrim (v) , Tridoxin (v) , Bactrim (h) , Sulfametoxazol + trimetoprima (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
O sulfametoxazol é utilizado como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou a
prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas
incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos
moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum, a menos que
associado a trimetoprima.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade
de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem
persistir.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Cães da raça Dobermans
Pinscher podem ser mais sensíveis do que outras raças às reações das sulfonamidas. Usar
com cautela nessa raça.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se
com as sulfonamidas, precipitando-se. A administração de sulfonamidas em equinos que
estão recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é
somente listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.
Instruções de Uso
Geralmente, as sulfonamidas são associadas com a trimetoprima ou ormetoprima em uma
proporção 5:1 e as sulfonamidas são raramente usadas isoladamente em pequenos animais e
equinos. Não há evidências clínicas que uma sulfonamida é mais ou menos tóxica ou mais
eficaz do que outra sulfonamida.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6
semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas
pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.
Formulações
As formulações humanas da sulfametoxazol foram retiradas do mercado.
Usualmente é associada com a trimetoprima. Algumas formulações antigas da
sulfametoxazol podem estar disponíveis em farmácias. O sulfametoxazol é associado com
trimetoprima como Bactrim ® , Septra ® e marcas genéricas (ver Trimetoprima).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 100 mg/kg por via oral (dose de ataque), seguido de 50 mg/kg a cada 12 horas por via
oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Não há períodos de carência estabelecidos. Contudo, para estimar período de carência
para o uso, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Sulfaquinoxalina
Nome comercial e outros nomes
Sulfa-Nox ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Há no Brasil várias formulações de uso veterinário de associações com a sulfaquinoxalina
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibacteriano sulfonamida. As sulfonamidas competem com o ácido para-aminobenzoico
(PABA) pela enzima que sintetiza o ácido diidrofólico bacteriano. Possui sinergia com a
trimetoprima. Bacteriostático. Como outras sulfonamidas, possui amplo espectro de
atividade, incluindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e alguns protozoários.
Entretanto, quando utilizado isoladamente, a ocorrência de resistência é comum.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfaquinoxalina é utilizada como antimicrobiano de amplo espectro para o tratamento ou
a prevenção de infecções causadas por microrganismos suscetíveis. As infecções tratadas
incluem: pneumonia, infecções intestinais (especialmente coccídeos), infecções de tecidos
moles e do trato urinário. Entretanto, a ocorrência de resistência é comum.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais associados a sulfonamidas incluem: reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. Os
cães podem ser mais sensíveis às sulfonamidas que outras espécies devido à incapacidade
de acetilar as sulfonamidas e seus metabólitos. Ainda, metabólitos mais tóxicos podem
persistir.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Evitar o contato com a pele
ou membranas mucosas ao misturar com água.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às
sulfonamidas e precipitar-se. A administração de sulfonamidas em equinos que estão
recebendo a detomidina pode resultar em arritmias cardíacas. Essa precaução é somente
listada para as formas intravenosas de sulfonamidas-trimetoprima.
Instruções de Uso
Misturar na água de beber. Fazer soluções frescas diariamente. O uso mais comum da
sulfaquinoxalina é para o tratamento da enterite causada por coccídeos em bovinos, ovinos e
aves.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
É sabido que as sulfonamidas reduzem as concentrações de tiroxina (T4) em cães após 6
semanas de tratamento. Teste de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory
Standards Institute(CLSI), o ponto de perda de sensibilidade para organismos sensíveis
é ≤ 256 μg/mL. Uma sulfonamida pode ser utilizada como marcador de suscetibilidade
para outras sulfonamidas. De acordo com CLSI, o teste de suscetibilidade para sulfonamidas
pode ser usado apenas para bactérias urinárias isoladas.
Formulações
A sulfaquinoxalina está disponível em soluções de 34,4, 128,5, 192, 200, 286,2 e
340 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
Não há doses relatadas para cães e gatos.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• 13,2 mg/kg/dia por via oral (geralmente administrada na água de beber em solução a
0,015% por 5 dias).
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Período de carência para bovinos: 10 dias.
Período de carência para ovinos: 10 dias.
Período de carência para aves: 10 dias.
Período de carência para coelhos: 10 dias.
Sulfasalazina
Nomes comerciais e outros nomes
Azulfidine ® e Salazopirin ® (no Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Azulfin (h) , Salazoprim (h)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Sulfonamida associada com anti-inflamatório. A sulfasalazina possui pouco efeito, e o ácido
salicílico (mesalamina) possui efeitos anti-inflamatórios. (Ver verbete Mesalamina para mais
detalhes de uso). Quando utilizada em associação com o ácido salicílico e a sulfonamida, a
sulfapiridina, o ácido salicílico é liberado pelas bactérias do cólon produzindo efeitos antiinflamatórios.
Acredita-se que os efeitos anti-inflamatórios ocorram também por meio da
ação antiprostaglandinas, atividade antileucotrienos, ou ambas.
Indicações e Usos Clínicos
A sulfasalazina é utilizada em pequenos animais para o tratamento da colite idiopática e
outras doenças inflamatórias intestinais. Frequentemente é o primeiro medicamento de
escolha para o tratamento quando a terapia dietética apresenta insucesso. Embora a
sulfasalazina seja comumente usada em pequenos animais, o uso em animais é
principalmente derivado do uso empírico. Não existem estudos clínicos bem controlados ou
de eficácia para documentar o sucesso clínico. A seção da mesalamina apresenta
informações adicionais do uso clínico.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos ao componente sulfonamida. Os efeitos colaterais
associados às sulfonamidas incluem: reações alérgicas, hipersensibilidade tipos II e III,
hipotireoidismo (em terapias prolongadas), ceratoconjutivite seca e reações cutâneas. A
ceratoconjuntivite seca é relatada em cães que recebem a sulfasalazina para o
tratamento crônico. A quantidade de salicilato absorvida parece ser pequena em gatos,
sendo os efeitos colaterais do salicilato em gatos incomuns.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais com sensibilidade às sulfonamidas. É possível a ocorrência de
interações medicamentosas, mas estas não são relatadas em animais, provavelmente
devido aos baixos níveis sistêmicos do medicamento. A mesalamina pode potencialmente
interferir com a tiopurina metiltransferase, e consequentemente, aumentar o risco de
intoxicação por azatioprina.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros medicamentos, incluindo a varfarina, a
metenamina, a dapsona e o etodolaco. Elas podem potencializar os efeitos colaterais
causados pelo metotrexato e pela pirimetamina. As sulfonamidas irão aumentar o
metabolismo da ciclosporina, resultando em diminuição de suas concentrações
plasmáticas. A metenamina é biotransformada em formaldeído que pode complexar-se às
sulfonamidas e precipitar-se.
Instruções de Uso
Normalmente é utilizada para o tratamento de colite idiopática, sempre em associação com
a terapia dietética. Para animais sensíveis às sulfonamidas, considerar outras formas de
mesalamina (ver o verbete Mesalamina para mais detalhes).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a produção de lágrimas em cães que recebem terapia crônica.
Formulações
A sulfasalazina está disponível em comprimidos de 500 mg, e é formulada como suspensão
oral para pequenos animais.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações manipuladas não foi estabelecida.
Posologia para Pequenos Animais
• 10-30 mg/kg a cada 8-12 horas por via oral.
Gatos
• 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
O uso extrabula das sulfonamidas é proibido para vacas lactantes com mais de 20 meses de
idade.
Classificação RCI: 4
Sulfato de Albuterol ou Salbutamol
Nomes comerciais e outros nomes
Proventil ® , Ventolin ® e Torpex ® inalante para equinos. Fora dos EUA, é também
conhecido como Salbutamol.
Medicamentos comercializados no Brasil
Aerolin (h) , Aerojet (h) Salbutamol (g)
Classificação funcional
Broncodilatador, beta-agonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista beta2-adrenérgico. O sulfato de albuterol estimula receptores beta2, relaxando a
musculatura lisa dos brônquios. Pode também inibir a liberação de mediadores
inflamatórios, principalmente de mastócitos. Esse mecanismo de ação relaxa a musculatura
lisa dos brônquios, aliviando o broncoespasmo e a broncoconstrição.
Indicações e Usos Clínicos
O sulfato de albuterol é indicado em diversas doenças das vias aéreas, para broncodilatação.
À exceção do uso em equinos, todas as doses são derivadas, principalmente, das empregadas
em seres humanos. Em pequenos animais, não há estudos de eficácia. A ação se inicia em
15-30 minutos, e pode perdurar por até 8 horas.
O sulfato de albuterol é usado como inalante (Torpex ® ) em equinos, para o tratamento
de doenças respiratórias. Nesta espécie, alivia imediatamente o broncoespasmo e a
broncoconstrição.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em altas doses, a estimulação beta-adrenérgica excessiva provoca taquicardia e tremores
musculares. Nessas dosagens, podem ser observadas arritmias. Todos os beta2-agonistas
inibem contrações uterinas ao final da gestação. Altas doses de beta2-agonistas podem
causar hipocalemia, por estimulação da Na + -K + -ATPase e aumento da concentração
intracelular de K + , ao mesmo tempo em que reduzem os níveis séricos desse íon e
provocam hiperglicemia. O tratamento consiste na suplementação de KCl, em taxa de
0,5 mEq/kg/h.
Contraindicações e Precauções
Evite o uso em gestantes. As injeções intramusculares ou subcutâneas podem ser
dolorosas.
Interações Medicamentosas
Todos os beta2-agonistas interagem com outros medicamentos que atuam sobre
receptores beta-adrenérgicos, potencializando sua ação.
Instruções de Uso
Em equinos, a administração de sulfato de albuterol requer o uso de um adaptador, para
facilitar a mensuração da dose inalada. Nesses animais, cada acionamento da válvula do
dispositivo libera 120 microgramas de sulfato de salbutamol. Uma dose é composta por três
acionamentos da válvula, totalizando 360 microgramas. Para injeção, dilua a solução a
0,01 mg/mL (10 μg/mL) e dilua-a novamente, 50/50, em soro fisiológico ou dextrose a
5%. Quando usado no tratamento da broncoconstrição, auxilia o tratamento das
exacerbações ao ser administrado de forma intermitente, sendo associado a outros fármacos
(p. ex., corticosteroides) na terapia de manutenção.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos em animais cardiopatas. Monitore as
concentrações de potássio quanto a evidências de hipocalemia, caso altas doses sejam
administradas. Monitore a glicemia para detecção de hiperglicemia.
Formulações
O salbutamol é comercializado em comprimidos de 2, 4 e 5 mg e xarope a 2 mg/5 mL. As
soluções para inalação apresentam concentração de 0,83 mg/mL e 5 mg/mL. A formulação
equina contém 6,7 gramas de sulfato de salbutamol em frasco pressurizado de alumínio.
Nesta apresentação, 120 microgramas do fármaco são liberados e uma dose é administrada
por três acionamentos da válvula, totalizando 360 microgramas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frascos bem fechados e proteja da luz. As soluções aquosas são estáveis
quando mantidas em pH ácido (2,2-5).
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 20-50 μg/kg a cada 6-8horas, até um máximo de 100 μg/kg a cada 6horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 120 μg de salbutamol por acionamento. Acione a válvula 3 vezes, no máximo 6, a cada
administração 4 vezes/dia.
• Potros: 0,01-0,02 mg/kg a cada 8-12horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais destinados ao consumo humano.
Em cavalos atletas que podem ser testados, espere 48 horas ou mais para a eliminação
urinária.
Classificação RCI: 3
Sulfato de Atropina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Atropina 1% (v) , Atrovene (v) , Landic (v) entre outros
Classificação funcional
Anticolinérgico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente anticolinérgico (bloqueia o efeito da acetilcolina em receptores muscarínicos),
parassimpatolítico.
Como agente antimuscarínico, bloqueia a estimulação colinérgica e reduz a motilidade
e a secreção gástrica, diminui as secreções respiratórias, aumenta a frequência cardíaca
(efeito antivagal) e produz midríase.
Indicações e Usos Clínicos
A atropina é usada principalmente como adjuvante anestésico, ou em outros procedimentos,
para elevar a frequência cardíaca e reduzir secreções respiratórias e gástricas. A atropina é o
medicamento de escolha na resolução da estimulação vagal excessiva associada a algumas
doenças. A atropina é também usada como tratamento em intoxicações por
organofosforados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem xerostomia, íleo, constipação intestinal, taquicardia e
retenção urinária.
Contraindicações e Precauções
Não administre a pacientes com glaucoma, íleo intestinal, gastroparesia ou taquicardia.
Administre doses elevadas (p. ex., 0,04 mg/kg) com cautela, dado o aumento da
demanda de oxigênio.
Interações Medicamentosas
Não misture em soluções alcalinas. A atropina antagoniza os efeitos de qualquer
medicamento colinérgico (p. ex., metoclopramida).
Instruções de Uso
A atropina é comumente usada como adjuvante anestésico ou em outros procedimentos.
Em cães, a dose de 0,06 mg/kg foi mais eficaz do que a de 0,02 mg/kg (Am J Vet Res, 60:
1000-1003, 1999). A atropina pode ser usada durante a ressuscitação cardíaca; no
entanto, altas doses provocam taquicardia prolongada e aumentam a demanda por oxigênio.
Durante a ressuscitação cardíaca, doses de 0,04 mg/kg, por via intravenosa, podem ser
empregadas; porém, para o tratamento da bradicardia sinusal, avente a administração de
doses menores de 0,01 mg/kg.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência e o ritmo cardíacos do paciente.
Formulações
A atropina é comercializada como solução injetável a 400, 500 e 540 μg/mL e 15 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 0,02-0,04 mg/kg a cada 6-8horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea (a
faixa completa varia de 0,01 mg/kg a 0,06 mg/kg, dependendo da indicação).
• Bradicardia sinusal: 0,005-0,01 mg/kg, mas, durante a ressuscitação cardiopulmonar,
administre até 0,04 mg/kg.
Gatos
• 0,02-0,04 mg/kg a cada 6-8horas por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Cães
• Para intoxicação por organofosforados ou carbamatos: 0,2-0,5 mg/kg conforme
necessário por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Gatos
• Para intoxicação por organofosforados ou carbamatos: 0,2-0,5 mg/kg, conforme
necessário, por vias intravenosa, intramuscular ou subcutânea.
Posologia para Grandes Animais
Note que, em grandes animais, a atropina é um potente inibidor da motilidade gástrica.
Equinos
• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase: 0,02-
0, 04 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea, repetindo quando necessário.
• Obstrução recorrente das vias aéreas (ORVA, anteriormente denominada DPOC):
0,022 mg/kg, dose única, por via intravenosa.
Suínos
• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase:
0,1 mg/kg por via intravenosa, seguido por 0,4 mg/kg por via intramuscular.
• Adjunto anestésico: 0,02 mg/kg por via intravenosa ou 0,04 mg/kg por via
intramuscular.
Ruminantes
• Tratamento da intoxicação com organofosforados ou inibidores de colinesterase:
0,1 mg/kg por via intravenosa, seguido por 0,4 mg/kg por via intramuscular e repetindo
conforme necessário.
• Adjunto anestésico para prevenir a salivação: 0,02 mg/kg, por via intravenosa ou
0,04 mg/kg por via intramuscular.
Informações sobre Restrição Legal
Nos EUA, não há intervalo de carência do tratamento estabelecido. O fabricante de
medicamentos para grandes animais indica 0 dia para leite e carne; no Reino Unido, porém,
esse tempo é de 14 dias.
Classificação RCI: 3
Sulfato de Bleomicina
Nome comercial e outros nomes
Blenoxane ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Blenoxane (h)
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico antineoplásico. O mecanismo de ação exato da bleomicina é desconhecido,
embora esse fármaco seja capaz de se ligar ao DNA e impedir sua síntese.
Indicações e Usos Clínicos
A bleomicina é usada para o tratamento de diversos sarcomas e carcinomas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A bleomicina provoca reação local no sítio de injeção, intoxicação pulmonar, febre e
calafrios em seres humanos. Os efeitos colaterais não são bem-documentados nas
espécies domésticas.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com mielossupressão.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Solução injetável geralmente associada a outros agentes antineoplásicos.
Consulte maiores detalhes de utilização em protocolos antineoplásicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma durante o tratamento.
Formulações
A bleomicina é comercializada em frascos com 15 unidades de administração injetável.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Refrigere
os frascos após a sua abertura. A estabilidade de formulações manipuladas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 unidades/m 2 por via intravenosa ou subcutânea por 3 dias, então 10 unidades/m 2
por semana (dose máxima acumulativa igual a 200 unidades/m 2 ).
Gatos
• Não há dose estabelecida para gatos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses em grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Por ser um agente
antineoplásico, não administre a animais destinados ao consumo humano.
Sulfato de Canamicina
Nome comercial e outros nomes
Kantrim ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico aminoglicosídeo. Bactericida. Como outros aminoglicosídeos, a canamicina atua
inibindo a síntese de proteína da bactéria ao associar-se à unidade 30S ribossomal. A
canamicina possui amplo espectro de ação que inclui Staphylococcus spp. e bacilos Gramnegativos.
Apresenta fraca atividade contra estreptococos e bactérias anaeróbicas. A
canamicina não é tão ativa contra a maioria das bactérias quanto a gentamicina ou a
amicacina.
Indicações e Usos Clínicos
A canamicina é um antibiótico de amplo espectro usado para o tratamento de infecções por
bactérias Gram-negativas. Apresenta menor eficácia que a gentamicina, a amicacina e a
tobramicina. Assim, existem poucas vantagens no uso da canamicina sobre outros
medicamentos dessa classe.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A nefrotoxicidade é o fator limitante mais importante para a toxicidade. Deve-se garantir
o adequado equilíbrio hidroeletrolítico do paciente durante a terapia. Também é possível
ocorrer ototoxicidade e vestibulotoxicidade.
Contraindicações e Precauções
Não utilizar em animais com doença renal. Não utilizar em animais desidratados.
Interações Medicamentosas
Quando utilizado em altas doses em associação com agentes anestésicos, pode ocorrer
bloqueio neuromuscular. Não misturar em frascos ou seringas com outros antibióticos.
A ototoxicidade e a nefrotoxicidade são potencializadas por diuréticos de alça, como
a furosemida.
Instruções de Uso
A canamicina não é tão eficaz quanto os outros aminoglicosídeos. Em infecções graves,
considerar o uso da gentamicina ou da amicacina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Teste de suscetibilidade: Segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute(CLSI), o
valor limite da concentração inibitória mínima (MIC) para o ponto de perda de sensibilidade
é ≤16 μg/mL. Monitorar os níveis séricos de ureia e creatinina e exame de urina para
evidências de toxicidade renal.
Formulações
A canamicina está disponível em solução injetável a 200 e 500 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. É
solúvel em água, mas instável em formulações manipuladas. Não misturar com outros
medicamentos. Não congelar.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 10 mg/kg a cada 12 horas por vias intravenosa ou intramuscular.
• 20 mg/kg a cada 24 horas, por vias intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
• 10 mg/kg a cada 24 horas por via intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Evitar o uso em animais de produção. Em bovinos, pode ser necessário um período de
carência mais longo (mais de 18 meses). Para estimativa de período de carência do uso
extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888.873-2723).
Sulfato de Cefquinoma
Nomes comerciais e outros nomes
Cobactan ® e Cephaguard ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Cobactan (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe das cefalosporinas. Sua ação é similar a de outros antibióticos
betalactâmicos, inibindo a síntese da parede bacteriana e provocando a morte da célula. As
cefalosporinas são divididas em antibióticos de primeira, segunda, terceira e quarta gerações,
dependendo de seu espectro de ação. A cefquinoma é hoje a única cefalosporina de quarta
geração aprovada em todos os países para uso em animais destinados ao consumo humano
(animais de produção). Diferentemente das demais cefalosporinas, a cefquinoma não é
afetada pelas cefalosporinases mediadas por cromossomos do tipo Amp-C ou pela
betalactamase mediada por plasmídeos de alguns bacilos Gram-negativos. As bactérias que
produzem betalactamases de espectro estendido (ESBL) e espécies de Staphylococcus
resistentes à meticilina são resistentes à cefquinoma.
Atualmente, a cefquinoma é aprovada na Europa, mas não nos EUA. A cefquinoma
apresenta boa atividade contra a maioria dos bacilos Gram-negativos, principalmente
Enterobacteriaceae. Demonstrou ser ativa contra patógenos respiratórios bovinos, incluindo
Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni. É também ativa contra
patógenos que causam mastite em vacas, incluindo Escherichia coli, Staphylococcus aureus,
Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus agalactiae e Streptococcus uberis. A atividade da
cefquinoma contra patógenos equinos inclui bactérias Gram-positivas e Gram-negativas,
como Escherichia coli, Streptococcus equi subespécie zooepidemicus, Klebsiella pneumoniae,
Enterobacter spp., Staphylococcus aureus subespécie equi, Clostridium perfringens e Actinobacillus
equuli.
Em bovinos, a cefquinoma apresenta meia-vida de 2,5 horas e menos de 5% do
medicamento se encontra ligado a proteínas. A cefquinoma não é absorvida após a
administração oral. Em suínos adultos ou não, a meia-vida do medicamento é de
aproximadamente 9 horas. Dada a pequena ligação à proteínas, a cefquinoma penetra o
líquor e o fluido sinovial desses animais. Em equinos, a cefquinoma apresenta meia-vida de
2 horas em adultos e de 1,4 hora em potros, com ligação proteica inferior a 5%. A absorção
após a administração intramuscular é de quase 100% em equinos adultos e de 87% em
potros.
Indicações e Usos Clínicos
A cefquinoma é usada em bovinos, suínos e equinos, para o tratamento de infecções
provocadas por patógenos suscetíveis. Em muitos países europeus, é registrada para o
tratamento de doenças respiratórias, sepse por E. coli em bovinos e necrobacilose interdigital
(podridão dos cascos). A pomada de cefquinoma tem sido administrada por via
intramamária para tratamento da mastite por E. coli em vacas leiteiras. Na Europa, é também
registrada para tratamento da doença respiratória, artrite, meningite e dermatite suínas
causadas por Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis, Actinobacillus pleuropneumoniae,
Streptococcus suis e Staphylococcus hyicus, além de outros microrganismos sensíveis à
cefquinoma e na síndrome mastite-metrite-agalactia (MMA) provocada por E. coli,
Staphylococcus spp., Streptococcus spp. e outros agentes sensíveis à cefquinoma. Em equinos, é
registrada para o tratamento de infecções respiratórias causadas por Streptococcus equi
subespécie zooepidemicus e infecções bacterianas sistêmicas (sepse) por E. coli. Não há relatos
do uso de cefquinoma em pequenos animais.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Todas as cefalosporinas são, de modo geral, seguras; no entanto, alguns indivíduos podem
apresentar sensibilidade (alergia). A administração subcutânea de cefquinoma pode
provocar reações locais.
Em equinos, a administração de altas doses pode provocar diarreia, mas, nas
dosagens recomendadas a seguir, a cefquinoma é segura na maioria desses animais.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais que podem ser sensíveis aos betalactâmicos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais. No entanto, não misture em
frascos ou seringas com outros medicamentos, pois há risco de inativação.
Instruções de Uso
A cefquinoma é registrada na Europa para tratamento de infecções em bovinos, suínos e
equinos. Nos EUA, sem a aprovação da FDA, seu uso constitui uma violação. Em bovinos, a
cefquinoma pode ser administrada por vias subcutânea ou intramuscular, dependendo da
formulação. Em suínos, a administração é intramuscular. Em equinos, a administração pode
ser inicialmente feita por via intravenosa, passando a intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hemograma, caso doses elevadas sejam administradas por longos períodos.
Antibiograma: não há recomendações do Clinical and Laboratory Standards Institute(CLSI)
para bactérias suscetíveis.
Formulações
Nos países em que a cefquinoma é comercializada, há suspensões injetáveis a 7,5%
(75 mg/mL) e 2,5%(25 mg/mL), pó para reconstituição para administração intravenosa em
cavalos e potros (4,5% ou 45 mg/mL em frasco de 30 mL ou 100 mL) e pomada
intramamária (75 mg em seringa de 8 g).
Estabilidade e Armazenamento
Após a abertura do frasco, a validade é de 28 dias. Para a solução de administração
intravenosa a 4,5%, a validade após a reconstituição é de 10 dias quando armazenada sob
refrigeração (2 °C-8 °C).
Posologia para Pequenos Animais
Dose não estabelecida.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Doença respiratória bovina (DRB): 2,5 mg/kg, por via intramuscular, a cada 48 horas
(1 mL da suspensão a 7,5% a cada 30 kg).
• Doença respiratória e podridão dos cascos: 1 mg/kg (2 mL a cada 50 kg da suspensão a
2,5%) por via intramuscular, uma vez ao dia, por 3-5 dias.
• Mastite (E.coli) com acometimento sistêmico: 1 mg/kg (2 mL a cada 50 kg da suspensão
a 2,5%), por via intramuscular, uma vez ao dia, por 2 dias.
• Septicemia em bezerros (E. coli): 2 mg/kg (4 mL a cada 50 kg da suspensão a 2,5%), por
via intramuscular, uma vez ao dia, por 3-5 dias.
Suínos
• Infecções respiratórias: 2 mg/kg (2 mL da suspensão a 2,5%), por via intramuscular,
uma vez ao dia, por 2 dias.
• Meningite, artrite ou dermatite em leitões: 2 mg/kg (2 mL da suspensão a 2,5%), por via
intramuscular, uma vez ao dia, por 5 dias.
Equinos
• Infecções respiratórias causadas por Streptococcus equi: 1 mg/kg (1 mL da solução a cada
45 kg) por vias intravenosa ou intramuscular, a cada 24 horas, por 5-10 dias.
• Infecções sistêmicas (principalmente septicemia em potros) provocadas por E. coli:
1 mg/kg (1 mL da solução a cada 45 kg) por vias intravenosa ou intramuscular, a cada
12 horas, por 6-14 dias.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a suspensão de cefquinoma em vacas leiteiras produzindo leite para
consumo humano (durante a lactação ou no período seco). Não administre nos dois meses
anteriores à primeira cria em novilhas destinadas à produção leiteira para consumo humano.
Na Europa, o intervalo de carência para carne é de 13 dias após a administração de
2,5 mg/kg por via subcutânea, 5 dias após a administração de 1 mg/kg por via
intramuscular e 3 dias em suínos. O período de carência para o leite, após a administração
sistêmica, é de 24 horas. Após a administração intramamária, esse intervalo é de 4 dias para
a carne e 5 dias para o leite.
Sulfato de Condroitina
Nomes comerciais e outros nomes
Cosequin e Glycoflex
Medicamentos comercializados no Brasil
Artroglycan (v) , Condroitin (v) , Fertflex (v) , Condroflex (h) , Artrolive (h)
Classificação funcional
Suplemento nutricional
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento nutricional para pacientes com osteoartrite. De acordo com o fabricante e
algumas evidências experimentais, o sulfato de condroitina fornece precursores que
estimulam a síntese de cartilagem articular, inibem sua degradação e melhoram sua
cicatrização.
Estudos farmacocinéticos produziram resultados conflitantes dependendo da
formulação, da espécie analisada e da técnica utilizada. Embora alguns estudos indiquem
que a absorção oral do sulfato de condroitina é adequada, a absorção da molécula (que é
extensa) intacta pode ser limitada. Em cães, a absorção oral é baixa, de 5%, mas, em
equinos, valores de até 22% ou 32% foram relatados.
O sulfato de condroitina é geralmente administrado associado à glicosamina. Ver mais
detalhes em Glicosamina.
Indicações e Usos Clínicos
O sulfato de condroitina é usado principalmente para o tratamento da doença articular
degenerativa e encontrado em formulações associado à glicosamina (ver mais detalhes em
Glicosamina). A análise de estudos clínicos publicados conduzidos em cães concluiu que
existem evidências moderadas acerca da eficácia da administração de sulfato de
condroitina para o tratamento da osteoartrite, mas os resultados de diferentes pesquisas
podem ser inconsistentes. Em equinos com claudicação, os benefícios do tratamento com
suplementos à base de sulfato de condroitina e glicosamina administrados por via oral foram
também relatados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Reações adversas não foram relatadas, embora a ocorrência de hipersensibilidade seja
possível. A condroitina é frequentemente administrada com glicosamina. Consulte o
verbete Glicosamina quanto aos possíveis efeitos adversos.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
As doses são baseadas em dados empíricos e nas recomendações do fabricante. Existem
poucos ensaios de eficácia ou titulações de doses publicados para determinação da posologia
ideal. As doses listadas são recomendações gerais e podem variar em diferentes
medicamentos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não há necessidade de monitoramento específico.
Formulações
Dada à disponibilidade de diversas formulações de sulfato de condroitina, os veterinários
devem examinar cuidadosamente a bula dos medicamentos para verificação da potência
adequada. Suplementos dietéticos de uso veterinário podem apresentar qualidade
altamente variável. Um desses medicamentos, o Cosequin, é comercializado em cápsulas de
potência normal (RS) ou dupla (DS). As cápsulas RS contêm 250 mg de glicosamina,
200 mg de sulfato de condroitina, 5 mg de manganês e 33 mg de ascorbato de manganês.
As cápsulas DS apresentam o dobro de cada uma destas quantidades.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Use Cosequin RS e DS como Guia Geral
Cães
• 1-2 cápsulas RS por dia
• 2-4 cápsulas RS por dia
Gatos
• 1 cápsula RS por dia
Posologia para Grandes Animais
Equinos: 12 mg/kg de glicosamina, 3,8 mg/kg de sulfato de condroitina duas vezes ao dia,
por via oral, por 4 semanas, depois 4 mg/kg de glicosamina e 1,3 mg/kg de sulfato de
condroitina.
É comum iniciar o tratamento em equinos com uma dose maior, de 22 mg/kg de
glicosamina e 8,8 mg/kg de sulfato de condroitina, diariamente, por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência determinados para animais de produção. O sulfato de
condroitina e a glicosamina são encontrados facilmente e períodos de carência podem não
ser necessários caso esses suplementos sejam administrados a animais de produção. Nos
EUA, para uso extrabula com estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o
FARAD, em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Sulfato de Gentamicina
Nomes comerciais e outros nomes
Gentocin, Garasol, Garacin e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Várias são as especialidades veterinárias existentes no Brasil, tanto do princípio isolado
quanto em associação com outros fármacos.
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico aminoglicosídico. Sua ação é inibir a síntese de proteína em bactérias por meio de
sua ligação à subunidade 30S ribossomal. Bactericida. A gentamicina tem amplo espectro de
atividade que inclui a maioria dos isolados bacterianos em animais, incluindo estafilococos e
bacilos Gram-negativos das Enterobacteriaceae. Não é muito ativa contra estreptococos e
bactérias anaeróbicas. A farmacocinética tem sido estudada em muitas espécies de animais
domésticos e exóticos. A meia-vida é tipicamente de 1-2 horas em mamíferos, e o volume de
distribuição é de aproximadamente 0,2-0,3 L/kg. A depuração (clearance) é por meio da
filtração glomerular.
Indicações e Usos Clínicos
A gentamicina tem ação bactericida rápida e é indicada para infecções agudas graves, como
aquelas causadas por bacilos Gram-negativos. A gentamicina é administrada por vias
intramuscular, subcutânea e intravenosa. Não é absorvida após administração oral, e esse
uso é restrito àquele rotulado para suínos. A gentamicina, assim como outros
aminoglicosídeos, pode ser associada a antibióticos betalactâmicos por ampliar o espectro,
quando usada com medicamentos como a penicilina, a ampicilina ou as cefalosporinas.
Embora a gentamicina seja geralmente ativa contra a maioria dos bacilos Gram-negativos, a
amicacina possui atividade mais efetiva contra as cepas resistentes. O único uso aprovado
em animais de produção é aquele para o tratamento da disenteria suína por via oral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A nefrotoxicidade é a maior toxicidade limitada à dose. Assegure que os pacientes
tenham adequado equilíbrio hidroeletrolítico durante a terapia. A depleção de eletrólitos
aumentará o risco de nefrotoxicidade. Altos níveis de cálcio e proteína na dieta
aumentarão o risco de nefrotoxicidade. A ototoxicidade e vestibulotoxicidade também
são possíveis, mas não foram referidas em animais. Com altas doses, é possível ocorrer
toxicidade neuromuscular, mas é raro.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com função renal comprometida, insuficiência ou falência
renais. Deve haver adequada depuração (clearance) renal para a eliminação de
gentamicina. O uso em animais jovens é aceito, exceto em doses mais altas.
Interações Medicamentosas
Quando usado com agentes anestésicos, é possível ocorrer bloqueio neuromuscular. Não
misture na ampola ou seringa com outros antibióticos. A ototoxicidade e a
nefrotoxicidade são potencializadas por diuréticos de alça, como a furosemida.
Instruções de Uso
Os esquemas de dosagem baseiam-se na sensibilidade dos organismos. Alguns estudos
sugeriram que a terapia uma vez ao dia (combinando múltiplas doses em uma dose única
diária) é tão eficaz quanto os múltiplos tratamentos. A atividade contra algumas bactérias
(p. ex., Pseudomonas aeruginosa) é aumentada quando associada com antibiótico
betalactâmico, como a ceftazidima. A nefrotoxicidade aumenta com concentrações
mínimas elevadas utilizadas por longos períodos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: o ponto de perda da suscetibilidade da concentração inibitória
mínima (MIC) recomendado pela CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) é ≤
2 μg/mL. Monitore ureia, creatinina e urina para evidência de toxicidade renal. Os níveis
sanguíneos podem ser monitorados para avaliar problemas com a depuração (clearance)
sistêmica. Quando monitorar os níveis mínimos em doses únicas diárias ao paciente, estes
devem estar abaixo do limite de detecção. Alternativamente, avalie a meia-vida de amostras
obtidas em 1 e 2 a 4 horas após a administração. A depuração (clearance) deve ser
aproximadamente igual à taxa de filtração glomerular (TFG) (> 1,0 mL/kg/min) e a meiavida
deve ser inferior a 2 horas.
Formulações
A gentamicina está disponível em solução injetável de 50 e 100 mg/mL e solução oral de
50 mg/mL para suínos.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
gentamicina é hidrossolúvel. Não misture com outros medicamentos, especialmente em
ampola, seringa ou kit de infusão. Pode ocorrer inativação. Evite o armazenamento a longo
prazo em recipiente plástico.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2-4 mg/kg a cada 8 horas ou 9-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea,
intramuscular ou intravenosa.
Gatos
A administração uma vez ao dia é geralmente o intervalo preferido.
5-8 mg/kg a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.
A administração uma vez ao dia em geral é o intervalo preferido.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Adulto: 4-6,6 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.
• Potros com menos de 2 semanas: 12-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular
ou intravenosa.
Suínos
• 15 mg/kg para suínos jovens e 10 mg/kg para suínos idosos, uma vez ao dia, por vias
subcutânea ou intramuscular.
• Colibacilose, disenteria suína: 1,1-2,2 mg/kg por 3 dias em água de bebida.
Bezerros
• Com menos de 2 semanas: 12-15 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intravenosa ou
intramuscular.
• Bovino adulto: 5-6 mg a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Com exceção de medicamentos licenciados para suínos, os aminoglicosídeos não devem ser
administrados a animais de produção devido a possibilidade de resíduos.
Período de carência para suínos: 3 dias carne a 1,1 mg/kg por via oral e 40 dias carne a
5 mg/kg por via intramuscular; 14 dias a 5 mg/kg, por via oral.
Se a gentamicina for administrada por via sistêmica a bovinos, um período de carência
extenso é necessário em decorrência da persistência de resíduos no rim. O FARAD
recomenda 18 meses. Após a administração sistêmica de 5 mg/kg, o período de carência
para o leite deve ser de 5 dias. Se a gentamicina for administrada por via intramamária
(500 mg por quarto), o período de carência para o leite é de, pelo menos, 10 dias e o da
carne deve ser de 180 dias.
Contactar o FARAD para informações adicionais no número 1-888-USFARAD (1-888-
873-2723).
Sulfato de Metaproterenol
Nomes comerciais e outros nomes
Alupent, Metaprel e sulfato de Orciprenaline
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Broncodilatador, beta-agonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista beta2-adrenérgico. Broncodilatador. Como outros agonistas beta2-adrenérgicos,
estimula os receptores beta 2 , ativa a adenilciclase e relaxa a musculatura lisa brônquica.
Pode também inibir a liberação de mediadores inflamatórios, principalmente de mastócitos.
Sua farmacocinética não foi bem estudada em espécies de animais domésticos. Em seres
humanos, é bem absorvido após a administração oral, mas as informações acerca desse
fenômeno são incompletas.
Indicações e Usos Clínicos
Em animais, o metaproterenol é usado para o relaxamento da musculatura lisa brônquica,
para o tratamento de bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica, obstrução das vias
aéreas por inflamação e outras alterações das vias aéreas. Seu uso é indicado em animais
com broncoconstrição reversível, como gatos acometidos pela asma brônquica. Em medicina
veterinária, a utilização do metaproterenol é derivada, principalmente, de dados empíricos.
Não há estudos clínicos bem controlados ou ensaios de eficácia que comprovem sua ação
clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em altas doses, o metaproterenol provoca estimulação beta-adrenérgica (taquicardia e
tremores). Arritmias são observadas após a administração de altas doses ou em indivíduos
sensíveis. Em fêmeas em trabalho de parto, o metaproterenol inibe as contrações uterinas.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais cardiopatas.
Interações Medicamentosas
Não associe aos inibidores da monoamino oxidase (MAO). Use com cautela com outros
medicamentos que podem causar arritmias cardíacas em animais. Pode ser misturado à
cromolina sódica para nebulização, se usado dentro de 60-90 minutos. O metaproterenol
é também associado à dexametasona sem perda de estabilidade.
Instruções de Uso
Resultados de estudos clínicos não foram relatados. O uso em medicina veterinária, assim
como as doses recomendadas, é baseado na experiência em seres humanos e animais. Em
mulheres, os agonistas beta 2 são usados no retardo do parto (por inibição das contrações
uterinas).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a frequência respiratória dos animais durante o
tratamento.
Formulações
O metaproterenol é comercializado em comprimidos de10 e 20 mg, xarope a 5 mg/mL e
inaladores.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Evite a
exposição ao ar e umidade. Não congele. Não use caso a formulação apresente coloração
escura.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,325-0,65 mg/kg, a cada 4-6 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais, nem evidências de absorção do medicamento
após administração oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administrar a animais de produção. Nestes animais, o uso de outros beta-agonistas,
como o clembuterol, foi banido.
Classificação RCI: 3
Sulfato de Morfina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas, MS Contin comprimidos de liberação prolongada, Oramorph SR
comprimidos de liberação prolongada e comprimidos de liberação prolongada de marcas
genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Dimorf (h)
Classificação funcional
Analgésico, opioide
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista opioide, analgésico. Protótipo dos demais agonistas opioides. A morfina se liga aos
receptores mu e kappa nos nervos, inibindo a liberação de neurotransmissores envolvidos na
transmissão de estímulos dolorosos (como a Substância P). A morfina também pode inibir a
liberação de alguns mediadores inflamatórios. Seus efeitos no sistema nervoso central e
propriedades eufóricas são relacionados à ligação aos receptores mu no cérebro. Outros
opiáceos e opioides usados em animais incluem a hidromorfona, a codeína, a oximorfona, a
meperidina e o fentanil. Formulações de morfina para administração oral apresentam baixa
biodisponibilidade em cães e podem não ser eficazes.
Indicações e Usos Clínicos
A morfina é indicada na analgesia de curta duração, na sedação e como adjuvante
anestésico. É compatível com a maioria dos anestésicos e pode ser usada como parte de
abordagens analgésicas/anestésicas multimodais. A administração de morfina pode reduzir
a dose dos demais analgésicos e anestésicos empregados. A ação da morfina em cães é curta
(2-4 horas). A morfina também é usada em animais para o tratamento do edema pulmonar.
Presume-se que, nesse caso, provoque vasodilatação e redução da pré-carga. Embora a
administração oral de morfina (em formulações comuns ou de liberação prolongada) seja
realizada em cães, sua absorção é baixa e inconsistente. As formulações orais não devem ser
utilizadas para o tratamento da dor intensa em cães. A administração oral de morfina a
gatos não foi investigada. Nesses animais, formas injetáveis podem ser utilizadas, mas em
doses geralmente inferiores às usadas em cães, para prevenção da excitação. Em equinos, a
morfina é raramente usada de forma isolada ou não associada a outros sedativos, por alterar
negativamente o comportamento e provocar efeitos cardiovasculares quando administrada
em doses analgésicas. Tais reações reduziram a utilização da morfina em equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Como todos os opiáceos, os efeitos colaterais da morfina são previsíveis e inevitáveis. Entre
eles, incluem-se sedação, vômitos, constipação intestinal, retenção urinária e bradicardia.
Cães podem apresentar hiperventilação por alteração da termorregulação. A
administração de morfina provoca a liberação de histamina, mas é menos provável que
outros opiáceos provoquem o mesmo efeito. Alguns animais podem apresentar excitação,
mas isto é mais comumente observado em gatos e equinos. Altas doses provocam
depressão respiratória. Como outros opiáceos, a morfina provoca uma leve redução da
frequência cardíaca. Na maioria dos casos, tal redução não requer tratamento com
medicamentos anticolinérgicos (p. ex., atropina), mas deve ser monitorada. A
administração crônica pode levar à tolerância e à dependência. Em equinos, foram
observados íleo, constipação intestinal e estimulação do sistema nervoso central (SNC)
(pisoteamento e ambulação) após a administração de 0,5 mg/kg. Nesses animais,
comportamentos indesejáveis e até mesmo perigosos podem ser observados após a rápida
administração intravenosa de opioides. Os equinos devem ser submetidos à pré-anestesia
com acepromazina ou alfa 2 -agonista antes da administração de morfina.
Contraindicações e Precauções
A morfina é um medicamento controlado em Esquema II. Gatos e equinos podem ser
mais sensíveis à excitação do que as demais espécies.
Interações Medicamentosas
Como outros opiáceos, a morfina potencializa a ação de outras substâncias que provocam
depressão do SNC.
Instruções de Uso
Os efeitos da administração de morfina são dependentes da dose. Doses baixas (0,1-0,
25 mg/kg) produzem analgesia branda. Doses maiores (até 1 mg/kg) promovem maior
efeito analgésico e sedação. De modo geral, a morfina é administrada pelas vias
intramuscular, intravenosa ou subcutânea. Infusões em taxa constante (ITC) também são
usadas, e demonstrou-se que as doses citadas produzem concentrações de morfina dentro
da faixa terapêutica. A morfina para administração oral é comercializada em formas de
liberação prolongada, mas as dosagens obtidas podem ser altamente variáveis e
inconsistentes. A administração epidural pode ser utilizada em procedimentos cirúrgicos.
Entre os protocolos associados, incluem-se o MMC, composto por morfina (0,2 mg/kg),
medetomidina (ou dexmetedomidina, 60 μg/kg) e cetamina (5 mg/kg), misturadas em
uma única seringa, com administração intramuscular para produção de analgesia e
anestesia de curta duração (aproximadamente 120 minutos).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca e a respiração do paciente. Embora a bradicardia raramente
precise ser tratada quando provocada por opioides, caso necessário, pode-se realizar a
administração de atropina. Em caso de desenvolvimento de grave depressão respiratória, a
ação do opioide pode ser revertida com naloxona.
Formulações
A morfina é comercializada em solução injetável a 1, 2, 4, 5, 8, 10, 15, 25 e 50 mg/mL
(sendo a mais comum a de 15 mg/mL), em comprimidos de 15 e 30 mg e comprimidos de
liberação controlada de 15, 30, 60, 100 e 200 mg (MS Contin, Oramorph SR ou marcas
genéricas). A morfina pentaidratada (Avinza) é comercializada em cápsulas de 60 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sulfato
de morfina é ligeiramente hidrossolúvel e também solúvel em etanol. É mais estável em
pH < 4. Se misturada a veículos de alto pH, sofre oxidação, o que pode escurecer a
formulação (que adquire coloração amarela amarronzada). As soluções podem ser
armazenadas em seringas plásticas, sendo estáveis por 70 dias. Caso diluída em soro
fisiológico a 0,9% para administração epidural, é estável por 14 semanas. Evite o
congelamento.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Analgesia: 0,5 mg/kg a cada 2 horas por vias intravenosas ou intramuscular. No
entanto, doses entre 0,1-1 mg/kg por vias intramuscular, intravenosa ou subcutânea a
cada 4 horas têm sido utilizadas (aumente a dose conforme necessário).
• ITC: Dose inicial de 0,2 mg/kg por via intravenosa, seguida por 0,1 mg/kg/hora. A dose
inicial pode ser elevada para 0,3 mg/kg e seguida pela administração de
0,17 mg/kg/hora em casos de dor mais intensa. Doses iniciais elevadas, de até
0,6 mg/kg, seguidas pela administração de 0,34 mg/kg por via intravenosa, foram
usadas em experimentos conduzidos em cães.
• Administração oral: os comprimidos comuns não devem ser utilizados. Comprimidos de
liberação prolongada têm sido usados em dose de 15 ou 30 mg por cão, a cada 8-12
horas por via oral, mas estudos mostraram que sua absorção é inconsistente e baixa.
• Epidural: 0,1 mg/kg.
Gatos
• Analgesia: 0,1 mg/kg a cada 3-6 horas (ou conforme necessário) por vias intramuscular
ou subcutânea.
• Epidural: 0,1 mg/kg, diluído em solução salina a 0,3 mL/kg
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Para contensão química branda, use 0,3-0,5 mg/kg por via intravenosa. No tratamento
da dor mais intensa, administre 0,5-1 mg/kg por vias intravenosa ou intramuscular. A
administração intravenosa deve ser feita lentamente. A morfina pode causar excitação
em equinos, e aconselha-se primeiro sedá-los com um agonista alfa2.
• Administração intra-articular (use soluções sem preservantes): 0,05 mg/kg; comece
utilizando uma solução a 20 mg/mL e dilua-a em soro fisiológico a 5 mg/mL, e
administre a taxa de 1 mL por articulação por 100 kg de peso corporal
Bovinos
• Os benefícios da administração de morfina a ruminantes são controversos. No entanto,
doses de 0,05-0,1 mg/kg, chegando a 0,4 mg/kg por via intravenosa são usadas no
tratamento da dor e em procedimentos perioperatórios.
Informações sobre Restrição Legal
A morfina é uma substância controlada em Esquema II.
Evite sua administração a animais destinados ao consumo humano.
No Brasil, o sulfato de morfina está listado como substância entorpecente (lista A1),
sujeito a notificação de Receita “A”.
Classificação RCI: 1
Sulfato de Paromomicina
Nome comercial e outros nomes
Humatina ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico da classe dos aminoglicosídeos. O mecanismo de ação da paromomicina é similar
ao de outros aminoglicosídeos: inibição da subunidade 30S ribossômica, com inibição
subsequente da síntese proteica bacteriana.O espectro de atividade é similar ao de outros
aminoglicosídeos. Entretanto, como a paromomicina é administrada por via oral e em geral
não é absorvida sistemicamente, sua atividade limita-se aos patógenos intestinais.
Indicações e Usos Clínicos
O uso da paromomicina restringe-se a infecções intestinais. Ela não é absorvida
sistemicamente e não deve ser usada para infecções “extraintestinais”. Tem sido usada para
tratar infecções intestinais, como a criptosporidiose. O uso baseia-se em considerações
limitadas em animais e extrapolação do seu emprego em seres humanos. A eficácia em
animais não foi testada em estudos controlados.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A paromomicina foi associada à insuficiência renal e cegueira quando usada em gatos.
Embora a absorção sistêmica não seja esperada, gatos tratados com altas doses para
combater organismos intestinais desenvolveram problemas.
Contraindicações e Precauções
Recomenda-se extrema cautela ao administrar esse fármaco a animais que possam ter
algum comprometimento intestinal resultante de doença intestinal, pois neste caso pode
ocorrer maior absorção sistêmica.
Interações Medicamentosas
Não há relato de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Em gatos, doses de 125 a 165 mg/kg a cada 12 horas têm sido administradas durante 5-7
dias por via oral. Todavia, há relatos na literatura veterinária de que tais doses acarretaram
toxicidade nessa espécie animal, inclusive lesão renal. Sugere-se o uso de doses menores
para evitar toxicidade e monitorar os parâmetros renais do paciente com cuidado. Na
vigência de comprometimento da mucosa intestinal, como pode ocorrer nos casos de
diarreia, o uso de paromomicina não é recomendável.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a função renal do paciente, como a densidade urinária, a creatinina e a ureia
sérica durante o tratamento.
Formulações
A paromomicina está disponível em cápsulas de 250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Gatos
• Doses de 125-165 mg/kg a cada 12 horas por via oral durante 7 dias têm sido
recomendadas. No entanto, recomenda-se cautela ao usar essas doses altas. Doses mais
baixas devem ser consideradas (ver doses para cães) em animais que possam correr risco
de toxicidade.
Cães
• A dose para cães foi extrapolada da medicina humana, sendo de 10 mg/kg a cada 8
horas por via oral durante 5-10 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há registro de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Embora não
ocorra absorção sistêmica significativa, espera-se que as concentrações possam persistir nos
rins, resultando em períodos de carência mais longos para abate.
Sulfato de Polimixina B
Nome comercial e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Sulfato de Polimixina B (g)
Classificação funcional
Agente antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antibiótico, antibacteriano. A polimixina B pertence a um grupo de antibióticos
polipeptídicos. As polimixinas são detergentes catiônicos básicos de superfície ativa que
interagem com o fosfolipídio da membrana celular. São capazes de penetrar a membrana
celular de bactérias e romper sua estrutura. Tal ação, subsequentemente, induz alterações
na permeabilidade celular, que resultam em morte celular, conferindo às polimixinas
propriedades bactericidas. As polimixinas contêm sete aminoácidos em uma configuração
cíclica e têm peso molecular de mais de 1.000. Outras polimixinas foram denominadas A, B,
C, D, E e M, mas apenas a B e a E nas suas formas de sal de sulfato são usadas clinicamente.
O sulfato de polimixina B é uma mistura de polimixina B1 e polimixina B2. A polimixina E é
mais conhecida como colistina, também usada de forma sistêmica em algumas infecções. A
polimixina B tem um pKa que varia de 8 a 9, derivado do organismo Bacillus polymyxa. Está
disponível em muitas formulações típicas, em geral consideradas “antibióticos triplos”. A
formulação injetável do sulfato de polimixina B é um sal de sulfato de duas formas:
polimixinas B1 e B2. Está disponível em formulações de não menos de 6.000 unidades de
polimixina B por miligrama (como a base anidro). As polimixinas não são absorvidas do trato
gastrointestinal quando administradas por via oral, mas o são rapidamente quando por via
parenteral e têm 70-90% de ligação com proteínas plasmáticas.
Indicações e Usos Clínicos
A polimixina B injetável vem na forma de pó para preparação de soluções estéreis para
administração intramuscular, gotejamento intravenoso, uso intratecal ou oftálmico. A
polimixina B é mais frequentemente administrada como uma pomada tópica para tratar
infecções. É um dos componentes das pomadas “antibióticas triplas” para uso tópico. Usa-se
a polimixina B por via sistêmica para tratar infecções resistentes a outros fármacos. Bactérias
como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter podem desenvolver resistência a outros
fármacos e as infecções que causam só podem ser tratadas com fármacos como colistina e
polimixina. Em seres humanos, a polimixina B é usada para tratar infecções do trato
urinário, meningite e septicemia. Não há estudos clínicos bem controlados ou ensaios sobre
eficácia que documentem a efetividade clínica em animais para o tratamento de infecções
bacterianas. Em medicina veterinária — em particular em equinos —, a polimixina tem sido
empregada por sua propriedade de ligar-se à endotoxina bacteriana no sangue e prevenir os
sinais de septicemia bacteriana. Infusões de 1.000 a 10.000 unidades por quilograma (uma
dose comum é de 6.000 unidades/kg, equivalentes a 1 mg/kg) administradas a cada 8
horas mostraram-se seguras e efetivas para tratar a endotoxemia em equinos. A ação é
atribuída à ligação da parte catiônica da polimixina B à parte A aniônica lipídica dessa
endotoxina. Isso efetivamente torna a endotoxina inativa, impedindo assim a maioria dos
efeitos colaterais que a endotoxina Gram-negativa tem sobre o organismo dos mamíferos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Injeções por via intramuscular causam dor. Por sua capacidade de ligar-se às membranas
fosfolipídicas e causar lesão, a reação adversa mais grave é causada por lesão renal. Na
dose usada para tratar a endotoxemia bacteriana em equinos, não se observou lesão renal.
Contudo, em doses maiores (18.000-36.000 unidades/kg) ou com protocolos de
tratamento mais prolongados, o risco de lesão renal aumenta. Reações alérgicas também
são possíveis.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela, caso tenha de usar o fármaco, em pacientes com doença renal. Animais
que recebem polimixina B devem receber suporte hídrico adequado para manter a
hidratação e a perfusão renal.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros agentes potencialmente nefrotóxicos, como os
aminoglicosídeos. Não administre com relaxante muscular curariforme e outros fármacos
nefrotóxicos, por causa do risco de depressão respiratória. A atividade antibacteriana da
polimixina diminui na presença de exsudato purulento (pus), em tecidos que contêm
fosfolipídios ácidos, e na presença de detergentes aniônicos.
Instruções de Uso
O uso em medicina veterinária restringia-se à administração tópica e em equinos para tratar
endotoxemia. As doses e esquemas de administração derivaram de estudos experimentais.
As vias de administração são tópica, intramuscular, infusão por via intravenosa, intratecal ou
instilação oftálmica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a hidratação e os níveis de eletrólitos dos pacientes. Monitore os parâmetros renais
(p. ex., creatinina e ureia) para detectar evidência de doença renal.
Formulações
A polimixina B está disponível em frascos contendo 500.000 unidades do fármaco. Em
alguns protocolos de dosagem, a dose é mencionada em miligramas, em vez de unidades.
Um miligrama de polimixina B equivale a 10.000 unidades de polimixina B, e cada
micrograma da base pura polimixina B equivale a 10 unidades de polimixina B.
Estabilidade e Armazenamento
Armazeneem temperatura ambiente entre 20 o C a 25 o C, protegida da luz. A polimixina B é
hidrossolúvel em solução a 0,5% com pH entre 5-7,5. Soluções aquosas de sulfato de
polimixina B ficam armazenadas por até 12 meses sem perda significativa da potência se
refrigeradas. Não misturar com soluções de ácidos fortes ou alcalinas. Não é compatível com
sais de cálcio ou magnésio.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Antibacteriana: 15.000-25.000 unidades/kg a cada 12 horas por via intravenosa. Para
preparar a solução, misturar 500.000 unidades de polimixina B com 300-500 mL de
glicose a 5% para infusão de taxa constante.
• Antibacteriana: 30.000 unidades/kg/dia,por via intramuscular. Para preparar a solução,
misturar 500.000 unidades de polimixina B em 2 mL de água estéril para injeção ou
injeção de cloreto de sódio ou cloridrato de procaína a 1%.
• Intratecal (para tratar meningite): misturar 500.000 unidades de polimixina B em
10 mL de cloreto de sódio (50.000 unidades por mL). Administrar 20.000 unidades
1 vez/dia por via intratecal, e em seguida continuar com 25.000 unidades uma vez
em dias alternados.
Posologia para Grandes Animais
Equinos (endotoxemia): 1.000 a 10.000 unidades/kg (em geral 6.000 unidades/kg,
equivalentes a 1 mg/kg) administradas a cada 8 horas. A infusão pode ser misturada em 1 L
de solução fisiológica e administrada durante 15 minutos a cada 8 horas por 5 tratamentos.
Informações sobre Restrição Legal
Bovinos: o período de carência após administração intramamária é de 7 dias para vacas
leiteiras e de 2 dias para as de corte. Não foram estabelecidos outros períodos de carência
para animais de produção. Para estimativas desses períodos em uso extrabula, contatar o
FARAD em 1-888-USFARAD (1-888873-2723).
Sulfato de Quinidina
Nomes comerciais e outros nomes
Gluconato de quinidina: Quiniglue ® , Duraquin ® ; Poligalacturonato de quinidina:
Cardioquin ® ; Sulfato de quinidina: Cin-Quin ® e Quinora ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Quinicardine (h)
Classificação funcional
Antiarrítmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiarrítmico da Classe I. Como outros antiarrítmicos dessa classe, sua ação consiste em
inibir o influxo de sódio via bloqueio dos canais de sódio. Portanto, suprime o potencial de
ação cardíaco da fase 0 e diminui focos arrítmicos ectópicos.
Indicações e Usos Clínicos
A quinidina é usada para o tratamento de arritmias ventriculares e ocasionalmente para
converter a fibrilação atrial em ritmo sinusal. Em pequenos animais, é usada raramente pois
há fármacos alternativos mais efetivos e seguros. Em equinos e bovinos, a quinidina tem sido
o fármaco de escolha para tratar a fibrilação atrial. Entretanto, outras alternativas são
consideradas, devido à frequência de efeitos colaterais e da menor disponibilidade de
formas comerciais de quinidina. As alternativas incluem o diltiazem e a cardioversão
elétrica.
Informações sobre Precauções
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Efeitos colaterais da quinidina são mais comuns que os da procainamida e incluem
náuseas e vômitos. As reações adversas incluem hipotensão e taquicardia (por causa do
efeito vagolítico). Após administração intravenosa, são comuns efeitos colaterais como
hipotensão e taquiarritmias em bovinos. Em equinos, são comuns efeitos colaterais, que
incluem hipotensão, problemas gastrointestinais e taquicardia supraventricular. Morte
cardíaca súbita é possível, mas incomum em equinos.
Contraindicações e Precauções
A quinidina pode aumentar a frequência cardíaca. Use com cautela em animais
cardiopatas.
Interações Medicamentosas
A quinidina é um inibidor bem conhecido da bomba da membrana (p-glicoproteína)
resistente a múltiplos fármacos (MDR1). Ela interfere nos canais da membrana e
aumenta as concentrações de alguns fármacos administrados simultaneamente.
Aadministração concomitante de digoxina pode aumentar as concentrações da última.
Ver no Apêndice a lista de potenciais substratos de p-glicoproteína.
Instruções de Uso
A quinidina sofre depuração rápida em bovinos (meia-vida de 2,25 horas), o que resulta na
necessidade de administração frequente. As doses para equinos em geral são administradas
por via oral, por meio de sonda nasogástrica. Devido à menor disponibilidade das formas
comerciais e à frequência de efeitos colaterais, a quinidina não é usada tão comumente
como outros antiarrítmicos da classe I. Ao administrar quinidina, calcular a dose de acordo
com a quantidade da base quinidina em cada formulação: 324 mg de gluconato de
quinidina contêm 202 mg da base quinidina; 275 mg de poligalacturonato de quinidina
contêm 167 mg da base quinidina; 300 mg de sulfato de quinidina contêm 250 mg da
base quinidina.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A quinidina pode ser hipotensiva e vagolítica. Monitorar o ECG do paciente por causa de
arritmias e também a pressão sanguínea.
Formulações
Em alguns países, a quinidina está sendo retirada do comércio e pode ser difícil obtê-la. As
formulações antigas incluem comprimidos de 324 mg de gluconato de quinidina e injeção
com 80 mg/mL; comprimidos de poligalacturonato de quinidina com 275 mg; e sulfato de
quinidina em comprimidos de 100, 200 e 300 mg, cápsulas de 200 e 300 mg e injeção
com 200 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
quinidina é ligeiramente hidrossolúvel. Os sais de quinidina podem tornar-se de cor escura
quando expostos à luz e não devem ser usados. A quinidina tem sido composta para uso em
xaropes (p. ex., Ora-Sweet ® ) e é estável por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Gluconato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6 horas por via intramuscular ou 6-
20 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (de base).
• Poligalacturonato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6 horas por via oral (de base).
• Sulfato de quinidina: 6-20 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (de base) ou 5-
10 mg/kg a cada 6 horas por via intravenosa.
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Tratamento da fibrilação atrial: a quinidina é pouco absorvida por via oral em bovinos e
precisa ser administrada por via intravenosa. Uma dose de ataque de 49 mg/kg
(administrada durante 4 horas) é seguida por uma dose de manutenção de 42 mg/kg
por via intravenosa. Ou administrar 40 mg/kg diluídos em 4 L de solução lentamente a
uma velocidade de 1 L/h até a fibrilação ser convertida.
Equinos
• Tratamento da fibrilação atrial: 5 gramas por 450 kg de peso corporal no primeiro
tratamento; em seguida, 10 gramas por 450 kg a cada 2 horas até ser alcançada a
frequência sinusal. A dose por via intravenosa é de 1-1,5 mg/kg a cada 10-15 minutos,
até uma dose total de 10 mg/kg ou até a conversão para ritmo sinusal.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Devido à rápida
eliminação, podem ser usados intervalos curtos de carência. Para estimativas desses períodos
do uso extrabula, contatar o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Sulfato de Terbutalina
Nomes comerciais e outros nomes
Brethine ® e Bricanyl ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Bricanyl (h) , Terbutil (h) , Sulfato de Terbutalina (g)
Classificação funcional
Broncodilatador, beta-agonista
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agonista beta 2 -adrenérgico. Broncodilatador. Estimula os receptores beta 2 para relaxar a
musculatura lisa brônquica. A terbutalina é mais específica para receptores beta2 do que
medicamentos como o isoproterenol. Outras medicações específicas para beta2 são o
albuterol e o metaproterenol. Além dos efeitos sobre beta 2 para relaxar a musculatura lisa
brônquica também pode inibir a liberação de mediadores inflamatórios, especialmente dos
mastócitos.
Indicações e Usos Clínicos
A terbutalina, assim como outros beta2-agonistas, é indicada para animais com
broncoconstrição reversível, como em gatos com asma brônquica. Também é usada em cães
para aliviar a broncoconstrição e em animais com bronquite e outras doenças das vias aéreas.
O uso em animais derivou principalmente do emprego empírico e da experiência em seres
humanos. Não existem estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar
sua eficácia clínica. A injeção de albuterol pode ser usada como alternativa à injeção de
terbutalina (4 μg/kg em bolus até 8 μg/kg, conforme necessário). A terbutalina não é
absorvida por via oral em equinos; portanto, não é efetiva para estes animais por
administração oral. O Clembuterol normalmente é o medicamento de escolha para equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A excessiva estimulação beta-adrenérgica decorrente da terbutalina em altas doses pode
resultar em taquicardia e tremores musculares. As arritmias são possíveis com altas doses.
Todos os beta 2 -agonistas inibem as contrações uterinas no final da gestação em fêmeas
prenhes. Altas doses de beta2-agonistas podem levar à hipocalemia devido a estimulação
da Na + -K + -ATPase e aumento K + intracelular, diminuindo ao mesmo tempo o K +
sérico e produzindo hiperglicemia. O tratamento consiste em suplemento de KCl a uma
taxa de 0,5 mEq/kg/hora.
Contraindicações e Precauções
Administre com cautela a animais com doença cardíaca, particularmente aqueles que
podem ser suscetíveis a taquiarritmias. Não use no final da gestação, a não ser que o
efeito pretendido seja retardar as contrações uterinas.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros medicamentos que possam estimular o coração e causar
taquicardia.
Instruções de Uso
Pode ser administrado por via oral, intramuscular ou via subcutânea. A terbutalina (e outros
beta 2 -agonistas) também é usada em seres humanos para retardar o parto (a dose para seres
humanos é de 2,5 mg, a cada 6 horas, por via oral). Outros beta2-agonistas usados em
animais para aliviar a broncoconstrição incluem o albuterol e o salmeterol. Os animais com
broncoconstrição aguda também podem se beneficiar com o tratamento com corticosteroide
e oxigenioterapia.Deve-se ter cautela ao administrar doses subcutâneas repetidas. A dose
subcutânea máxima em seres humanos é de 500 μg/pessoa (0,5 mg) em um período de 4
horas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore a frequência cardíaca em animais durante o tratamento e também a
concentração de potássio, se forem administradas altas doses.
Formulações
A terbutalina está disponível em comprimidos de 2,5 e 5 mg e em injeções de 1mg/mL
(equivalente a 0,82 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. O sulfato
de terbutalina é hidrossolúvel. As soluções podem se degradar. Observe quanto à alteração
de cor e descarte se a cor da solução se tornar escurecida. As suspensões foram preparadas
com comprimidos em xarope e ficaram estáveis por 55 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 1,25-5 mg /cão a cada 8 horas por via oral.
• 3-5 μg/kg (0,003-0,005) por via subcutânea, normalmente em dose única em uma
emergência. Se necessário, repetir em 4-6 horas.
Gatos
• 0,1 mg/kg a cada 8 horas por via oral.
• 0,625 kg/gato (1/4 de um comprimido de 2,5 mg) a cada 12 horas por via oral.
• 5-10 μg/kg (0,005-0,01 mg/kg) a cada 4 horas por via subcutânea ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• Não é absorvido por via oral. Use por via intravenosa para tratamento de obstrução
crônica recorrente das vias aéreas: 2,5 μg/kg a cada 6-8 horas, ou conforme necessário.
Informações sobre Restrição Legal
A terbutalina tem propriedades semelhantes às do Clembuterol e não deve ser administrada
a animais de produção.
Classificação RCI: 3
Sulfato de Tobramicina
Nome comercial e outros nomes
Nebcin
Medicamentos comercializados no Brasil
Tobradex (h) , Tobracin (h) , Tobraminina (g)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antibacteriano aminoglicosídico. Como outros aminoglicosídeos, a tobramicina
é bactericida. Liga-se à subunidade ribossomal 30S das bactérias para inibir a síntese de
proteína e levar à morte celular. Sua ação antibacteriana é dependente da concentração.
Tem espectro semelhante ao da amicacina e da gentamicina, embora seja mais ativo do que
a gentamicina contra bactérias Gram-negativas. Geralmente, se microrganismos é sensível à
tobramicina também o será à amicacina. A farmacocinética da tobramicina em animais
indica que ela tem depuração (clearance) e distribuição semelhantes aos de outros
aminoglicosídeos.
Indicações e Usos Clínicos
A tobramicina, como outros aminoglicosídeos, é usada para tratar infecções sistêmicas
graves, causadas por bactérias Gram-negativas. Com frequência, é administrada
simultaneamente aos antibióticos betalactâmicos para produzir efeito sinérgico. As infecções
tratadas incluem pneumonia, infecções dos tecidos moles e sepse. Como outros antibióticos
de uso extrabula em animais, seu emprego nesses derivou principalmente do uso empírico e
de informações sobre sua farmacocinética e farmacodinâmica. A tobramicina também é
usada topicamente. A tobramicina é usada em soluções nebulizantes para infecções
respiratórias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A nefrotoxicidade é a toxicidade que mais limita a dose. Assegure-se de que os pacientes
tenham adequado equilíbrio hidroeletrolítico durante a terapia. A ototoxicidade e a
vestibulotoxicidade também são possíveis.
Contraindicações e Precauções
Quando usado com agentes anestésicos, é possível o bloqueio neuromuscular. Não
misture em ampola ou seringa com outros antibióticos.
Interações Medicamentosas
Evite misturar em ampolas com outros medicamentos. É incompatível com outros
antibióticos e a inativação ocorre rapidamente.
Instruções de Uso
Administre por vias intravenosa ou intramuscular. Efeitos sinérgicos com antibióticos
betalactâmicos foram demonstrados in vitro, mas não se sabe se isso se traduz em efeito
clínico. Para o tratamento com nebulizador para infecções respiratórias, administre 160 mg
de tobramicina (dose total), duas vezes ao dia, por 28 dias. A solução usada para
nebulização (em pacotes individuais sem conservantes) é chamada de TOBI, mas é mais
cara do que as formulações injetáveis. A tobramicina injetável é usada em seu lugar, mas
contém conservantes que podem induzir broncoespasmo. Use tobramicina diluída em 3 mL
de solução salina e administre albuterol antes da nebulização para diminur a ocorrência de
broncoespasmo.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade pelo CLSI (Clinical and
Laboratory Standards Institute) do valor da concentração inibitória mínima (MIC)
é ≤ 4 μg/mL. Monitore ureia, creatinina e urina para evidência de toxicidade renal. Os
níveis sanguíneos podem ser monitorados para detectar problemas como depuração
(clearance) sistêmica. Ao monitorar a diminuição dos níveis em paciente com dose de uma
vez ao dia, esses níveis devem estar abaixo do limite de detecção. Uma alternativa é medir a
meia-vida das amostras coletadas em 1 hora e em 2 a 4 horas pós-dosagem. A depuração
(clearance) deve estar acima de 1,0 mL/kg/min e a meia-vida deve ser inferior a 2 horas.
Formulações
A tobramicina é disponibilizada na forma injetável de 40 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Armazene
o pó à temperatura ambiente. As soluções reconstituídas são estáveis por 24 horas à
temperatura ambiente e, por 6 horas, se refrigeradas. Não use soluções cuja cor sofreu
alteração. O sulfato de tobramicina diluído em líquidos pode ser congelado e ficará estável
por 30 dias.
As soluções oftálmicas têm sido compostas e se mostraram estáveis por 90 dias. Não
misture em ampola ou seringa com outros antibióticos, sobretudo os agentes betalactâmicos
(penicilinas e cefalosporinas), pois pode ocorrer inativação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 9-14 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.
Gatos
• 5-8 mg/kg, a cada 24 horas, por vias subcutânea, intramuscular ou intravenosa.
A terapia com nebulização algumas vezes é usada em pequenos animais. (Ver
Instruções de Uso para detalhes sobre a terapia com nebulizantes.)
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 6,6 mg/kg, a cada 24 horas, por vias intramuscular ou intravenosa.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Outros medicamentos dessa classe necessitam de períodos de carência extrabula de 18
meses.
Sulfato de Vimblastina
Nome comercial e outros nomes
Velban ®
Medicamentos comercializados no Brasil
Velban (h)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A vimblastina, como a vincristina, pertence ao grupo dos alcaloides
quimioterápicos da vinca. São chamados de “spindle poisons”, devido à afinidade pela
tubulina das células. A tubulina é a proteína que forma os microtúbulos responsáveis pela
migração cromossômica durante a mitose. Os alcaloides da vinca bloqueiam a polimerização
dos microtúbulos celular, mantendo, portanto, a mitose na metáfase (especificamente na
fase M).
Indicações e Usos Clínicos
A vimblastina é utilizada em protocolos quimioterápicos para diversos tumores. Um dos usos
mais comuns é para mastocitomas caninos (MCT, mast cell tumor). Embora sua estrutura seja
similar a da vincristina, é ativa contra outros tipos de tumores e parece não haver resistência
cruzada entre a vincristina e a vimblastina. A vimblastina é usada para neoplasias
linforeticulares. Não utilizar a vimblastina para aumentar o número de plaquetas, como
ocasionalmente é feito com a vincristina. (A vimblastina pode causar trombocitopenia).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O maior efeito autolimitante de seu uso é a mielosupressão com o nadir de neutropenia
ocorrendo uma semana após a administração, e a recuperação ocorrendo em duas
semanas. A toxicidade gástrica é o segundo efeito mais importante, mas é mais suave. A
vimblastina não produz neuropatia como a vincristina. Causa necrose tecidual se injetada
fora da veia.
Contraindicações e Precauções
Se ocorrer aplicação perivascular, recomenda-se irrigar a área imediatamente com
fluidos.
Interações Medicamentosas
Não foram relatadas interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A vimblastina pode ser utilizada com outros agentes quimioterápicos ou associada com a
prednisona para os mastocitomas. A dose mais comum é 2 mg/m 2 a cada 7 a 14 dias por
infusão intravenosa lenta ou em bolus por via intravenosa. Mas para aumentar a taxa de
resposta para mastocitomas, as evidências sugerem que a intensidade da dose deve ser
aumentada para 3,5 mg/m 2 , por via intravenosa, a cada 2 semanas. Esta dose produz maior
toxicidade, porém mais eficácia.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitor o hemograma durante o tratamento.
Formulações
A vimblastina está disponível em solução injetável a 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 2 mg/m 2 , por via intravenosa (infusão lenta) uma vez por semana. (Ver Instruções de
Uso para doses maiores).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Esse medicamento
não deve ser utilizado em animais destinados à produção de alimentos, pois trata-se de um
agente quimioterápico.
Sulfato de Vincristina
Nomes comerciais e outros nomes
Oncovin ® , Vincasar ® e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Oncovin (h) , Tecnocris (h) , Vincristina (g)
Classificação funcional
Antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. A vincristina, como a vimblastina, pertence ao grupo dos alcaloides
quimioterápicos da vinca. São chamados de “spindle poisons” devido à afinidade pela
tubulina das células. A tubulina é a proteína que forma os microtúbulos responsáveis pela
migração cromossômica durante a mitose. Os alcaloides da vinca bloqueiam a polimerização
dos microtúbulos celular, mantendo, portanto, a mitose na metáfase (especificamente na
fase M). A vincristina tem afinidade pela tubulina plaquetária. Para uso na trombocitopenia,
a vincristina aumenta a trombopoiese, aumenta a fragmentação dos megacariócitos e
diminuindo a destruição das plaquetas. Também diminui a destruição das plaquetas pelos
macrófagos.
Indicações e Usos Clínicos
A vincristina é utilizada em associação com protocolos quimioterápicos. É incluída em
diversos protocolos quimioterápicos, normalmente com corticosteroides, agentes alquilantes
e outros medicamentos. É utilizada em medicina veterinária para neoplasias linforeticulares,
tumor venéreo transmissível (TVT), neoplasia mamária em gatos e outras neoplasias sólidas.
É um componente de diversos protocolos associados e pode ser útil como agente único para
algumas neoplasias.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A vincristina é geralmente bem tolerada. É menos mielosupressora do que outros
medicamentos quimioterápicos. Há relatos de neuropatia periférica, mas essa ocorrência é
rara. Pode ocorrer constipação intestinal. A vincristina é irritante aos tecidos, evitar o
extravasamento vascular durante a administração. Se ocorrer aplicação acidental fora da
veia, é necessária intervenção imediata para evitar injúria tecidual grave.
Contraindicações e Precauções
Se ocorrer aplicação perivascular, recomenda-se irrigar a área imediatamente com fluidos
para diminuir a lesão tecidual. Ao manusear a vincristina, a farmácia e a equipe hospitalar
devem tomar os cuidados apropriados para prevenir a exposição. Cães com mutação do
gene ABCB-1(deficientes em p-licoproteína) apresentam mais risco de toxicidade.
Interações Medicamentosas
Não há interações medicamentosas significativas.
Instruções de Uso
A vincristina é utilizada em protocolos quimioterápicos para diversas neoplasias. Por exemplo,
no protocolo COPA (que é um acrônimo para ciclofosfamida, Oncovin ® , asparaginase e
prednisolona), o componente Oncovin ® é a vincristina. A vincristina também aumenta o
número de plaquetas funcionais circulantes e é usada para a trombocitopenia. Quando
utilizada para o tratamento da trombocitopenia imunomediada, pode ser administrada com
um corticosteroide (p. ex., prednisona a 2 mg/kg) para produzir um rápido aumento das
plaquetas funcionais. Este esquema (comparado ao uso da prednisona apenas) tem menor
duração de hospitalização para cães com trombocitopenia imunomediada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as plaquetas durante a terapia, caso seja utilizado para o seu aumento.
Formulações
A vincristina está disponível em solução injetável de 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Manter no frasco injetável. Não misturar no frasco com outros medicamentos.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Quimioterapia: 0,5-0,75 mg/m 2 por via intravenosa (ou 0,025-0,05 mg/kg) uma vez
por semana.
• Trombocitopenia: 0,02 mg/kg por via intravenosa uma vez por semana (com
prednisolona).
Posologia para Grandes Animais
Não há doses relatadas para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há períodos de carência estabelecidos para animais de produção. Esse medicamento
não deve ser utilizado em animais destinados a produção de alimentos, pois trata-se de um
agente quimioterápico.
Sulfato Ferroso
Nomes comerciais e outros nomes
Ferospacee marcas genéricas (venda livre)
Medicamentos comercializados no Brasil
Luper (h) ,Sulfato ferroso (g)
Classificação funcional
Suplementomineral, suplemento de ferro
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento de ferro. Repõe o ferro em animais que são deficientes ou têm anemia por
deficiência de ferro.
Indicações e Usos Clínicos
Suplementos de ferro são indicados em pacientes com doenças causadas por deficiência de
ferro.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Altas doses podem causar ulceração estomacal. As fezes se tornam escuras com a
administração oral.
Contraindicações e Precauções
Não use em animais propensos a úlceras gástricas. Altas doses ou a ingestão acidental
podem causar úlceras graves e perfuração estomacal, devendo ser tratadas como
urgência.
Interações Medicamentosas
Suplementos de ferro interferem na absorção oral de outras substâncias, como
fluoroquinolonas, tetraciclinas e outras medicações que podem quelar o ferro. A
cimetidina e outros antiácidos diminuem sua absorção oral, pois a absorção do ferro é
favorecida em um ambiente ácido.
Instruções de Uso
As recomendações baseiam-se na dose necessária para aumentar o hematócrito. Em alguns
animais, é usado ferro-dextrano injetável em vez de terapia oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitore o hematócrito, os níveis séricos de ferro e a capacidade de ligação total do ferro.
Formulações
As formulações orais estão disponíveis sem prescrição médica; 250 mg de sulfato ferroso
contém 50 mg de ferro elementar. As formas injetáveis em geral são ferro dextrano. (Ver
Ferro Dextrano.)
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Não
misture com outros fármacos, pois pode ocorrer quelação. O sulfato ferroso é hidrossolúvel.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 100-300 mg/cão, a cada 24 horas, por via oral.
Gatos
• 50-100 mg/gato, a cada 24 horas, por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Períodos de carência extrabula não foram estabelecidos. Entretanto, são sugeridos períodos
de carência de 24 horas, pois este composto tem pouco risco de deixar resíduos.
T
Tacrolimo
Nome comercial e outros nomes
Protopic, FK506
Medicamentos comercializados no Brasil
Protopic (h) , Prograf (h)
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O tacrolimo é um metabólito microbiano isolado do microrganismo Streptomyces tsukubaensis.
O tacrolimo liga-se a um receptor intracelular e subsequentemente à calcineurina, inibindo
assim esta via, a qual estimula um fator nuclear, o NFAT. A ação do tacrolimo assemelha-se
àquela da ciclosporina (ambos são classificados como inibidores da calcineurina). A ação
inibitória sobre a ativação do NFAT, resulta em diminuição da síntese de citocinas
inflamatórias. Em particular, a síntese da IL-2 é inibida, resultando em diminuição da
ativação dos linfócitos T. É 10-100 vezes mais potente que a ciclosporina. O tacrolimo inibe
a liberação e expressão de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos.
Indicações e Usos Clínicos
O tacrolimo é usado como medicamento imunossupressor para tratar doenças autoimunes,
prevenir a rejeição de transplante de órgão e para tratar dermatite atópica. O uso principal
em animais é com uma formulação tópica. Sua aplicação é tópica (pomada) em áreas
localizadas de dermatite atópica. Em alguns casos, após a resolução das lesões com
o tratamento sistêmico com ciclosporina, o tratamento de lesões cutâneas isoladas é
feito topicamente com a pomada de tacrolimo. Seu uso é limitado na prevenção da rejeição
de transplante renal em gatos por ter farmacocinética altamente variável. Um fármaco
relacionado, pimecrolimo, também é usado por via tópica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Pode haver ligeira sensação de queimação ou prurido após a aplicação tópica inicial. Estas
reações são leves e diminuem à medida que a pele cicatriza. Com a administração
sistêmica, os cães podem mostrar sinais gástricos, que incluem diarreia, desconforto,
intussuscepção e lesões intestinais. O tacrolimo tem mínima absorção sistêmica
decorrente da aplicação tópica.
Contraindicações e Precauções
O tacrolimo é um potente imunossupressor. Use com cautela em animais propensos à
infecção. Os proprietários de animais de estimação devem ser advertidos sobre o contato
com a pele ao manusear a medicação para seus animais.
Interações Medicamentosas
Não foram identificadas interações medicamentosas decorrentes da administração
tópica.
Instruções de Uso
Não há relatos sobre o uso seguro de doses sistêmicas em cães. O principal uso é tópico. Pode
ser usado topicamente para lesões cutâneas imunomediadas, nas quais possa ser feito o
tratamento local (p. ex., na ponte nasal). Também é aplicado topicamente para fístula
perianal em adição à prednisolona sistêmica.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico com o uso tópico.
Formulações
O tacrolimo está disponível em pomada tópica a 0,1% e 0,3% em tubos de 30, 60 e 100 g.
Estabilidade e Armazenamento
A pomada é estável, se armazenada na formulação original do fabricante. As formulações
compostas de tacrolimo são disponibilizadas em farmácias de manipulação, mas sua
estabilidade e potência não foram avaliadas. É praticamente insolúvel em água. Quando foi
preparada em suspensão, ficou estável por várias semanas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
Aplique a pomada tópica (0,1%) em lesões localizadas nas áreas afetadas da pele. É usada
em cães 2 vezes/dia. Para fístula perianal é aplicada 2 vezes/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Tartarato de Metoprolol
Nome comercial e outros nomes
Lopressor
Medicamentos comercializados no Brasil
Lopressor (h) , Seloken (h)
Classificação funcional
Betabloqueador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Bloqueador beta1-adrenérgico. O metoprolol apresenta propriedades semelhantes
às do propranolol, mas é específico para receptores beta1 e menos ativo sobre receptores
beta2. O metoprolol é um betabloqueador lipofílico e é depurado pelo fígado. Os
betabloqueadores lipofílicos, como o metoprolol, sofrem grande depuração de primeira
passagem, o que reduz sua biodisponibilidade após a administração oral e provoca grande
variabilidade das concentrações plasmáticas e dos efeitos entre os pacientes tratados. Entre
os demais bloqueadores beta 1 utilizados em animais, inclui-se o atenolol.
Indicações e Usos Clínicos
O metoprolol é usado para o controle de taquiarritmias e da resposta à estimulação
adrenérgica. Os betabloqueadores diminuem de modo eficaz a frequência cardíaca.
O metoprolol é usado em animais em que é importante controlar a taxa ventricular, reduzir
a condução pelos nós AV e SA e melhor a função diastólica. Em animais, é empregado para
o tratamento de taquiarritmias, cardiomiopatia hipertrófica, fibrilação atrial e outras
cardiopatias. Em medicina veterinária, sua utilização é derivada, principalmente, de dados
empíricos, e não há ensaios clínicos ou de eficácia bem controlados que documentem sua
ação.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são principalmente relacionados com a excessiva depressão
cardiovascular (redução de efeitos inotrópicos). O metoprolol pode provocar bloqueio AV.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em animais suscetíveis à broncoconstrição.
Interações Medicamentosas
Os betabloqueadores lipofílicos, como o metoprolol, são sujeitos ao metabolismo hepático e
podem ser suscetíveis a interações medicamentosas que afetam as enzimas hepáticas de
metabolização. Caso associado à digoxina, pode potencializar o bloqueio da condução do
nó AV.
Instruções de Uso
Não há relatos de estudos clínicos conduzidos em animais domésticos. Em medicina
veterinária, sua administração, assim como as doses recomendadas, é baseada na
experiência em seres humanos ou em relatos de utilização em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência e o ritmo cardíacos durante o tratamento.
Formulações
O metoprolol é comercializado em comprimidos de 50 e 100 mg e solução injetável
a 1 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
O tartarato de metoprolol é solúvel em água e etanol. Proteja os comprimidos da umidade e
do congelamento. Suspensões podem ser preparadas em xarope ou outros flavorizantes sem
perda de estabilidade por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 5-50 mg/cão (0,5-1 mg/kg) a cada 8 horas por via oral.
Gatos
• 2-15 mg/gato a cada 8 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Nos EUA, para uso extrabula com
estimativas de intervalos de carência do tratamento, contate o FARAD, no número 1-888-
USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Tartarato de Trimeprazina e Trimeprazina-Prednisolona
Nomes comerciais e outros nomes
Temaril, Panectyl (no Canadá) e Temaril-P (com prednisolona)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético, fenotiazínico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
É uma fenotiazina com atividade anti-histamínica. Tem ações semelhantes às de outros
anti-histamínicos e também produz sedação semelhante à de outros fenotiazínicos.
Indicações e Usos Clínicos
A trimeprazina é usada isoladamente ou em associação com corticosteroides para problemas
inflamatórios e alérgicos. O uso mais comum é para prurido em cães em associação com a
prednisolona (Temaril-P). Também é usado para tratar cinetose e é aprovado em associação
com a prednisolona como antitussígeno em cães. A associação de Temaril-P com
prednisolona também é aprovada para tratar prurido em animais. O efeito terapêutico é
atribuído ao efeito combinado de anti-histamínico e sedativo da trimeprazina e ao efeito
anti-inflamatório da prednisolona. Essa associação pode ser mais eficaz para o prurido do
que a prednisolona somente.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são atribuídos aos efeitos anti-histamínicos e fenotiazínicos. O mais
comum é a sedação, mas também podem ocorrer ataxia e alterações comportamentais.
Contraindicações e Precauções
Os fenotiazínicos têm potencial em diminuir o limiar de convulsões em animais sensíveis,
porém este efeito não tem sido demonstrado para a acepromazina em animais e não há
relatos do mesmo para a trimeprazina.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas para animais.
Instruções de Uso
Há evidência de que a trimeprazina seja mais efetiva quando associada à prednisolona para
o tratamento de prurido. O produto em associação é o Temaril-P, que contém trimeprazina
e prednisolona.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A trimeprazina está disponível em xarope a 2,5 mg/5 mL e comprimidos de 2,5 mg.
O Temaril-P é disponibilizado em comprimidos que contêm 5 mg de
trimeprazina + 2 mg de prednisolona. São disponibilizadas cápsulas com 3,75 de
trimeprazina + 1 mg de prednisolona e 7,5 mg de trimeprazina + 2 mg de prednisolona.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,5 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Prednisolona-trimeprazina: comece com 0,5 mg/kg de prednisolona + 1,25 mg/kg de
trimeprazina ao dia. Diminua gradualmente a dose para 0,3 mg/kg de
prednisolona + 0,75 mg/kg de trimeprazina, 1 vez/dia ou 1 vez/dia em dias
alternados por via oral.
• Equivalentes de comprimido: meio comprimido para cães < 4,5 kg; um comprimido
para cães com 5-9 kg; dois comprimidos para cães com 10-18 kg e três comprimidos
para cães > 20 kg. Todas as doses são iniciadas em 2 vezes/dia e algumas vezes são
diminuídas gradualmente até 1 vez/dia e 1 vez/dia em dias alternados.
Prosologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações regulatórias disponíveis. Para estimativas de intervalo de carência
no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Taurina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Clarvisol Oculum (h)
Classificação funcional
Suplemento nutricional
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Suplemento nutricional. A taurina é um aminoácido de ocorrência natural considerado
essencial para gatos. As deficiências em animais podem levar à cegueira e à doença cardíaca.
A taurina pode ter alguns efeitos inotrópicos cardíacos.
Indicações e Usos Clínicos
A taurina é usada na prevenção e tratamento de doenças ocular e cardíaca (cardiomiopatia
dilatada) causadas por deficiência de taurina. Embora as dietas comerciais atuais tenham
quantidades adequadas de taurina, ela é suplementada em cães e gatos com doença
cardíaca.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A suplementação rotineira com taurina pode não ser necessária em animais que estão
recebendo dieta balanceada. Entretanto, pode ser necessária a suplementação em animais
com doenças associadas à sua deficiência.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações de taurina podem ser mensuradas por alguns laboratórios para detectar
suas deficiências. Os níveis plasmáticos normais são 60-120 nmol/mL em cães e gatos
ou 200-350 nmol/mL no sangue total. Os níveis plasmáticos abaixo de 40 nmol/mL e
de 150 nmol/mL no sangue total são considerados deficientes.
Formulações
A taurina está disponível em pó ou suplementada em algumas dietas. Consulte uma
farmácia de manipulação quanto à disponibilidade.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 500 mg/cão a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 250 mg/gato cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco de resíduos prejudiciais em animais de produção, não é sugerido
um período de carência.
Teofilina
Nomes comerciais e outros nomes
Muitas marcas genéricas e teofilina e liberação sustentada.
Medicamentos comercializados no Brasil
Teolong (h) , Talofilina (h)
Classificação funcional
Broncodilatador
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Broncodilatador metilxantínico. Inibidor não seletivo da fosfodiesterase (PDE).
A fosfodiesterase é a enzima que converte o monofosfato de adenosina cíclico (AMP cíclico)
em formas inativas. Os efeitos terapêuticos podem ser causados por AMP cíclico ou por
antagonismo da adenosina. Parece haver uma ação anti-inflamatória e uma ação
broncodilatadora. As preparações de liberação sustentada são usadas para diminuir
a frequência da administração. A teofilina oral é bem absorvida em cães, gatos e equinos,
com uma biodisponibilidade que excede 90%. Após a absorção, a teofilina tem meia-vida em
cães, gatos e equinos de 5-6 horas, de 14-18 horas e 12-15 horas, respectivamente.
Algumas formulações orais contêm aminofilina e a teofilina é o componente ativo
da aminofilina.
Indicações e Usos Clínicos
A teofilina é administrada para doença inflamatória das vias aéreas em gatos, cães e equinos.
O uso em animais deriva principalmente do emprego empírico, de alguns modelos
experimentais e da experiência em seres humanos. Não há estudos clínicos bem controlados
ou sobre a eficácia para documentar a eficácia clínica. É usada para controlar sinais clínicos
de constrição reversível das vias aéreas, como aquela observada na asma felina. Em cães, é
empregada para colapso da traqueia, bronquite e outras doenças das vias aéreas. Em
equinos, alivia sinais de obstrução recorrente da vias aéreas (asma equina), mas a dose
intravenosa pode causar efeitos em equinos. Outras medicações (p. ex., clembuterol,
albuterol) são usadas com frequência para esta condição em equinos. Não é eficaz para
doenças respiratórias em bovinos. Em cães e gatos, os comprimidos e as cápsulas de liberação
prolongada, formulados para seres humanos, podem ser usados 2 vezes/dia em cães e
1 vez/dia em gatos para alcançar concentrações sanguíneas eficazes.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Entre os efeitos colaterais estão náuseas, vômitos e diarreia. Em altas doses, é possível
ocorrer taquicardia, excitação, tremores e convulsões. Efeitos colaterais cardiovasculares
e do sistema nervoso central (SNC) parecem ser menos frequentes em cães do que em
seres humanos. As sobredoses podem causar hipocalemia.
Contraindicações e Precauções
Administrar com cautela a pacientes com doença cardiovascular ou naqueles com
distúrbios convulsivos.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros inibidores da fosfodiesterase, como a pentoxifilina,
o sildenafil (Viagra) e o pimobendano. Muitos fármacos inibem o metabolismo da teofilina
e aumentam potencialmente as concentrações. Os medicamentos responsáveis por tal
efeito são a cimetidina, a eritromicina, as fluoroquinolonas e o propranolol. Alguns
medicamentos diminuem as concentrações da teofilina devido ao aumento de seu
metabolismo. São eles, o fenobarbital e a rifampina.
Instruções de Uso
Ajuste a dose para manter níveis sanguíneos terapêuticos. Antigas formulações de liberação
lenta e prolongada não são mais disponibilizadas. Estudos farmacocinéticos estabeleceram
doses para comprimidos e cápsulas, formulados para seres humanos, em cães e gatos. Estas
formulações produziram concentrações plasmáticas mais consistentes com a dosagem oral.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
As concentrações plasmáticas de teofilina devem ser monitoradas em pacientes que
recebem terapia crônica para manter as concentrações plasmáticas entre 10 e 20 μg/mL.
Monitorar regularmente as concentrações plasmáticas em pacientes que recebem
tratamento crônico. As mensurações de pico-queda das concentrações são encorajadas a
serem realizadas de rotina.
Formulações
A teofilina é disponibilizada em comprimidos de 100, 125, 200, 250 e 300 mg; solução oral
ou elixir de 27 mg/5 mL (5,3 mg/mL) e em injeções de glicose a 5%. A teofilina de liberação
prolongada está disponível em comprimidos de 100, 200 e 300 mg (Theochron). Porém, a
disponibilização de vários tamanhos de formulações de liberação prolongada pode variar. Os
fabricantes descontinuaram as formulações de liberação prolongada, como Slo-Bid e Theo-
Dur.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A
teofilina é ligeiramente hidrossolúvel (8 mg/mL). É misturada a alguns líquidos orais,
verificando-se que é estável, se administrada logo após ser misturada. Ao usar comprimidos
ou cápsulas de liberação lenta em cães e gatos, não rompa o revestimento na formulação.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• Teofilina: 9 mg/kg a cada 6-8 horas por via oral (formulações de liberação imediata).
• Teofilina de liberação sustentada: 10 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 4 mg/kg a cada 8-12 hora por via oral (formulações de liberação imediata).
• Teofilina de liberação sustentada: 20 mg/kg em comprimidos (100 mg por gato), a cada
24 horas por via oral, ou 25 mg/kg em liberação prolongada (125 mg por gato), a cada
24 horas por via oral. Com o uso a longo prazo em gatos, este intervalo pode ser
aumentado para a cada 48 horas.
Posologia para Grandes Animais
• Equino, para o tratamento de obstrução recorrente das vias aéreas (RAO), 5 mg/kg
a cada 12 horas por via oral.
• Embora a teofilina seja administrada a equinos, por via intravenosa, esta administração
tem causado excitação transitória e agitação. Administre por esta via, sempre
lentamente.
• O uso em bovinos como broncodilatador: 20 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Ao tratar doenças secundárias a infecções virais, diminua a frequência para a cada 24
horas.
Informações sobre Restrição Legal
Não foram estabelecidos os períodos de carência. Entretanto, para estimativas de intervalos
de carência no uso extrabula, contate o FARAD, 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 3
Tepoxalina
Nome comercial e outros nomes
Zubrin
Medicamentos comercializados no Brasil
Zubrin (v)
Classificação funcional
Anti-inflamatório
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A tepoxalina é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Como outros medicamentos
desta classe, a tepoxalina produz os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios pela inibição
da síntese de prostaglandinas. Entretanto, em cães, ela também inibe a ação da lipoxigenase
(LOX) para diminuir a síntese de leucotrienos inflamatórios, isso produz uma “ação dupla”
decorrente da inibição de prostaglandinas e leucotrienos. A tepoxalina, em ensaios in vitro, é
mais seletiva para a cicloxigenase-1 (COX-1) do que para a COX-2. Não está estabelecido se
a especificidade para COX-1 ou COX-2 relaciona-se com a eficácia ou segurança. A
tepoxalina forma um metabólito ativo após a administração para cães, gatos e equinos. Em
cães, a tepoxalina tem meia-vida de 2 horas e o metabólito ácido tem meia-vida de 13
horas. Possui alta afinidade às proteínas plasmáticas. A alimentação aumenta a absorção oral
em cães.
Indicações e Usos Clínicos
A tepoxalina é usada para diminuir dor e inflamação. É usada para o tratamento agudo e
crônico de dor e inflamação em cães. Um dos empregos mais comuns é na osteoartrite, mas
também é administrada para dor associada à cirurgia. Há evidência de que foi mais efetiva
do que o carprofeno ou meloxicam para reduzir inflamação intra-articular em cães e para
controlar a síntese de PgE2 intra-articular. Devido à dupla ação da tepoxalina, ela tem sido
investigada para tratar outras condições inflamatórias em cães e gatos. Os resultados dos
estudos disponíveis até agora para investigar o efeito benéfico da dupla inibição
pela tepoxalina para outras doenças inflamatórias (p. ex., inflamação ocular, doença
respiratória ou dermatite) foram variáveis. A tepoxalina é mais eficaz do que outros
medicamentos para inflamação ocular, mas é só parcialmente eficaz para dermatite e não
tem eficácia para doença respiratória. O uso em grandes animais não foi relatado.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os problemas gástricos são os efeitos colaterais mais frequentes associados à tepoxalina e
podem incluir vômitos, diarreia, náuseas, úlceras e erosões do trato gástrico. Tanto
a segurança quanto a eficácia a curto e a longo prazos foram estabelecidas para cães. Em
estudos de campo, o vômito foi o efeito colateral relatado com mais frequência.
Em estudos realizados em cães, estes toleraram 10 a 30 vezes a dose do rótulo. Os efeitos
renais e estudos sobre hemorragias foram realizados em cães saudáveis. A tepoxalina,
nesses estudos, não demonstrou afetar de maneira adversa os tempos de sangramento ou
a função renal. Todavia, foi demonstrada toxicidade renal para alguns AINEs,
especialmente em animais desidratados ou naqueles com doença renal preexistente.
Estudos sobre toxicidade não foram realizados em gatos, mas doses únicas de 10 mg/kg
para um pequeno grupo de gatos não produziram efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Cães e gatos com problemas gástricos ou renais preexistentes podem estar em risco
aumentado de efeitos colaterais por AINEs. A segurança na prenhez não é conhecida,
mas não há relatos de efeitos colaterais.
Interações Medicamentosas
Não administre junto com outros AINEs ou com corticosteroides. Os corticosteroides
mostraram exacerbar os efeitos colaterais gástricos. Algumas AINEs podem interferir na
ação de medicamentos diuréticos e sobre os inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA). Entretanto, em estudos experimentais em cães, a tepoxalina,
associada a um inibidor da ECA, não produziu efeitos renais colaterais.
Instruções de Uso
Comprimidos de rápida dissolução podem ser administrados com ou sem alimento.
Para alguns animais, é útil umedecer o comprimido antes de colocar na língua dos mesmos.
Estudos de longo prazo não foram completados em gatos; só há relatos de estudos com dose
única, nos quais a dose de 10 mg/kg não produziu efeitos colaterais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os sinais gástricos para evidências de diarreia, sangramento gástrico ou úlceras.
Em vista do risco de lesão renal, monitorar os parâmetros renais (consumo de água, ureia,
creatinina plasmática e densidade específica da urina) periodicamente
durante o tratamento.
Formulações
A tepoxalina está disponível em comprimidos de 30, 50, 100 e 200 mg (de rápida
dissolução).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. A vida
de prateleira é de 2 anos, se mantida na embalagem original do fabricante.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10 mg/kg a cada 24 horas por via oral. É seguro começar com 20 mg/kg, inicialmente, e
empregar doses entre 10-20 mg/kg devido à sua ampla margem de segurança.
Gatos
• Os gatos toleraram 10 mg/kg em dose única, mas a segurança a longo prazo não
foi avaliada.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Testosterona
Nomes comerciais e outros nomes
Cipionato de testosterona: Andro-Cyp, Andronate, Depo-Testosterone e marcas genéricas
e o éster propionato de testosterona: Testex e Malogen (Canadá)
Medicamentos comercializados no Brasil
Androgenol Hertape (v) , Durateston (h) , Estrandon P (h)
Classificação funcional
Hormônio
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O éster de testosterona para injeção está disponível em duas formas: o cipionato
de testosterona e o propionato de testosterona. É usado para suplementar testosterona em
animais deficientes. Também produzirá efeitos anabólicos. Os ésteres de testosterona são
administrados por via intramuscular para evitar os efeitos de primeira passagem que ocorrem
com a administração oral. Os ésteres em óleo são absorvidos de maneira mais lenta por
injeções intramusculares. Os ésteres são então hidrolisados para liberar testosterona. Outros
agentes com atividade anabólica mais específica incluem boldenona, oximetolona,
nadrolona, estanozolol e metiltestosterona.
Indicações e Usos Clínicos
Os agentes anabólicos são usados para reverter condições catabólicas, aumentando o ganho
de peso, a formação de músculos e para estimular a eritropoese. Também há uso abusivo de
testosterona e outros agentes anabólicos em seres humanos com intuito de melhorar
a performance atlética.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são causados pela excessiva ação androgênica da testosterona.
A hiperplasia prostática é mais comum com as formulações de testosterona metilada orais
do que com as formulações injetáveis.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela em pacientes com doença hepática. Não administre a fêmeas prenhes.
Este medicamento tem potencial uso como anabolizante em seres humanos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
O uso dos androgênios da testosterona não foi avaliado em estudos clínicos em medicina
veterinária. O emprego baseia-se principalmente em evidência experimental ou na
experiência em pessoas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar periodicamente as enzimas hepáticas nos pacientes tratados.
Formulações
O éster cipionato de testosterona é disponibilizado em injeções de 100 e 200 mg/mL.
O éster propionato de testosterona é disponibilizado em injeções de 100 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
A testosterona é insolúvel em água, mas solúvel em óleos e em etanol. Proteger da luz,
do calor e do congelamento. Quando misturada com óleo, permanece estável por 60 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Cipionato de testosterona (éster): 1-2 mg/kg a cada 2-4 semanas por via intramuscular.
• Propionato de testosterona (éster) 0,5-1 mg/kg 2-3 vezes/semana por via
intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Não há formulações disponíveis para grandes animais, com exceção de implantes para
bezerros. Não administre a animais de produção.
Informações sobre Restrição Legal
Nos EUA, a testosterona é um medicamento controlado da classe III. No Brasil, o uso
de anabolizantes para ganho de peso em animais de produção é proibido.
No Brasil, a testosterona está listada como substância anabolizante (lista C5) sujeita
à receita de controle especial em duas vias.
Tiabendazol
Nomes comerciais e outros nomes
Omnizole, Equizole, TBZ e Thibenzole
Medicamentos comercializados no Brasil
Antifunghi (v) , Dermotic (v) , Otodem Plus (v)
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento antiparasitário benzimidazoico. Como outros benzimidazóis, produz
degeneração do microtúbulo parasitário e bloqueia irreversivelmente a captação de glicose
nos parasitas. A inibição da captação de glicose causa depleção das reservas de energia
do parasita, resultando eventualmente em morte. Contudo, não há efeito sobre
o metabolismo da glicose em mamíferos.
Indicações e Usos Clínicos
A disponibilização das formas comerciais do tiabendazol é limitada. Em equinos, ele é usado
para controle de grandes e pequenos estrôngilos; Strongyloides e oxiúros dos gêneros
Strongylus,Ciathostomum, Cylicobrachytus e dos gêneros relacionados Craterostomum,
Oesophagodontus, Poteriostomum e Oxyuris. Em ruminantes, é empregado para infestações
gástricas por nematelmintos em ovinos e caprinos (Trichostrongylus spp., Haemonchus spp.,
Ostertagia spp., Cooperia spp., Nematodirus spp., Bunostomum spp., Strongyloides spp., Chabertia
spp., Oesophagostomum spp., Trichostrongylus colubriformis e T. axei e Ostertagia spp.).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
São incomuns os efeitos colaterais.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
O tiabendazol é administrado comumente a equinos e bovinos. A experiência com pequenos
animais é limitada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as amostras fecais para evidência de parasitas intestinais.
Formulações Disponíveis
O tiabendazol é disponibilizado em pasta, granulados e em solução para administração oral e
premix para rações. Algumas formulações não estão mais disponibilizadas comercialmente.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50 mg/kg, a cada 24 horas por 3 dias; repetir em 1 mês.
• Tratamento de parasitas respiratórios: 30-70 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• Strongyloides spp.: 125 mg/kg a cada 24 horas durante 3 dias.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 44 mg/kg por via oral (dose única).
Ovinos e Caprinos
• 44 mg/kg por via oral (dose única); até 67 mg/kg por via oral, para algumas infestações.
Bovinos
• 67 mg/kg por via oral (dose única); até 111 mg/kg por via oral, para infestações mais
graves.
Suínos (leitões)
• 67-90 mg/kg por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para leite: 96 horas.
Períodos de carência para ovinos e caprinos (carne): 30 dias.
Período de carência para bovinos (carne): 3 dias.
Período de carência para suínos (carne): 30 dias.
Tiacetarsamida Sódica
Nome comercial e outros nomes
Caparsolate
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiparasitário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Arsenical orgânico que produz toxicidade em parasitas, como as dirofilárias.
Indicações e Usos Clínicos
A tiacetarsamida é usada para o tratamento de infecções por dirofilárias adultas.
O caparsolate não é mais recomendado como o tratamento de dirofilária adulta
pela American Heartworm Society. O caparsolate é menos eficaz em gatos do que em cães, com
maior incidência de efeitos colaterais. Em cães, a melarsomina é considerada mais segura e
tem substituído a tiacetarsamida no tratamento de rotina.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
São comuns os efeitos colaterais, especialmente anorexia, vômitos e lesão hepática.
Pode ocorrer tromboembolismo pulmonar em consequência da morte das dirofilárias.
Contraindicações e Precauções
Seu uso não é recomendado em gatos, a não ser que possam ser monitorados
cuidadosamente. Os gatos são menos suscetíveis à toxicidade arsenical do que os cães,
mas são mais propensos ao tromboembolismo pulmonar. Se os gatos forem tratados,
deverão ser confinados sob cuidadosa observação por 3-4 semanas.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A tiacetarsamida é administrada por meio de quatro injeções durante 2 dias; mas, se forem
observados efeitos colaterais graves, descontinue o regime. O extravasamento pode resultar
em crostas cutâneas. Recomenda-se sua substituição por melarsomina, se possível, para
tratar a doença causada por dirofilária.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as funções renal e hepática.
Formulações
A tiacetarsamida é disponibilizada em injeções de 10 mg. Não existem mais suprimentos
comerciais de tiacetarsamida e sua disponibilidade é incerta.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 2,2 mg/kg por via intravenosa 2 vezes/dia durante 2 dias.
Gatos
• Não recomendado, a não ser que o gato seja supervisionado cuidadosamente. A dose
é de 2,2 mg/kg 2 vezes/dia por via intravenosa, por 2 dias consecutivos.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção.
Ticarcilina + Clavulanato de Potássio
Nomes comerciais e outros nomes
Timentin
Medicamentos comercializados no Brasil
Timentin (h) , Tioxin (h) — associações
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A ação e o espectro são os mesmos da ticarcilina, com exceção do ácido clavulânico, que
é adicionado para inibir a betalactamase antibacteriana e aumentar o espectro de atividade.
Entretanto, o clavulanato não aumenta a atividade contra Pseudomonas, comparado
à ticarcilina somente.
Indicações e Usos Clínicos
A combinação ticarcilina + clavulanato é usada em animais para o tratamento de várias
infecções, incluindo pneumonia, infecções dos tecidos moles e ósseas. A ticarcilina tem
atividade semelhante a da ampicilina, mas se estende para incluir muitos microrganismos
que, por outro lado, são resistentes à ampicilina, como Pseudomonas aeruginosa e outros
bacilos Gram-negativos. Quando associada ao clavulanato, melhora sua atividade contra
algumas cepas de bactérias Gram-negativas e Staphylococcus. Contudo, os estafilococos
resistentes à meticilina são resistentes à ticarcilina. Sua atividade contra Pseudomonas
aeruginosa pode aumentar quando administrada com um aminoglicosídeo. O uso
em animais deriva principalmente da utilização empírica e de informação farmacocinética-
–farmacodinâmica. É administrada por via intravenosa na maioria dos animais; a
administração intramuscular pode ser dolorosa.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são incomuns. Entretanto, são possíveis as reações alérgicas. As altas
doses podem produzir convulsões e diminuição da função plaquetária.
Contraindicações e Precauções
Administre com cuidado, se o fizer, a animais alérgicos a penicilina.
Interações Medicamentosas
Não associe na mesma seringa ou em ampola com aminoglicosídeos.
Instruções de Uso
A ticarcilina pode sofrer efeito sinérgico e, muitas vezes, é associada a aminoglicosídeos (p.
ex., amicacina e gentamicina) para tal efeito. A lidocaína (a 1%) pode ser usada para
a reconstituição a fim de diminuir a dor da injeção intramuscular.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), os
pontos de perda de sensibilidade são ≤ 64/2 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16/2 μg/mL
para bacilos Gram-negativos. (A barra distingue a ticarcilina das concentrações
de clavulanato.)
Formulações
A combinação ticarcilina + clavulanato é disponibilizada em injeções de 3 g/ampola. Cada
ampola de 3 g contém ticarcilina (como dissódio) e ácido clavulânico 0,1 g (como potássio).
Também contém 4,75 mEq de sódio e 0,15 mEq de potássio por grama.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco original em temperatura ambiente. A solução reconstituída é estável
por até 6 horas em temperatura ambiente ou por 72 horas, se refrigerada. A solução diluída
intravenosa (10 a 100 mg/mL) preparada com Ringer com lactato ou cloreto de sódio fica
estável por até 24 horas em temperatura ambiente por até 4 dias, se refrigerada, ou por 30
dias, se congelada. A solução intravenosa diluída em 10 a 100 mg/mL de glicose a 5% pode
ser armazenada por até 24 horas em temperatura ambiente, por até 3 dias, se refrigerada,
ou por 7 dias, se congelada. Ao usar soluções congeladas, descongelar em temperatura
ambiente ou em congelador, mas não acelerar o descongelamento usando imersão em
banhos de água ou em micro-ondas. A solução descongelada e estável por 24 horas em
temperatura ambiente ou por 7 dias, se refrigerada. Não recongelar soluções descongeladas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• Dose de acordo com as taxas de ticarcilina: 33-50 mg/kg a cada 4-6 horas por vias
intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 44 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular (do componente
de ticarcilina).
• A combinação ticarcilina + clavulanato também é usada em infusão intrauterina
em equinos na dose de 12,4 mg/kg de ticarcilina e 0,4 mg/kg de clavulanato diluída
em 60-100 mL de solução salina.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos. Entretanto, a excreção é semelhante à de
outros antibióticos betalactâmicos, como a ampicilina. Siga as orientações sobre os períodos
de carência da ampicilina.
Ticarcilina Dissódica
Nomes comerciais e outros nomes
Ticar e Ticillin
Medicamentos comercializados no Brasil
Timentin (h) , Tioxin (h) – associações
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico betalactâmico. Como os outros betalactâmicos, a ticarcilina liga-se às proteínas
ligantes de penicilina (PBP) que enfraquecem ou interferem na formação da parede celular.
Após ligar-se às PBP, a parede celular enfraquece ou sofre lise. Como outros betalactâmicos,
a ação desse antibiótico é dependente do tempo, indicando que é mais eficaz quando suas
concentrações são mantidas acima dos valores da concentração inibitória mínima (MIC),
durante o intervalo das doses. A ticarcilina tem ação semelhante à da
ampicilina/amoxicilina e espectro similar ao da carbenicilina. A ticarcilina é usada
principalmente para infecções por Gram-negativos, especialmente as causadas por espécies
de Pseudomonas.
Indicações e Usos Clínicos
A ticarcilina é usada para o tratamento de várias infecções em animais, incluindo
pneumonia, infecções dos tecidos moles e ósseas. Possui atividade semelhante
à da ampicilina, mas esta se estende para incluir muitos microrganismos que, por outro lado,
são resistentes à ampicilina, tais como Pseudomonas aeruginosa e outros bacilos Gramnegativos.
Sua atividade aumenta quando administrada em associação a
um aminoglicosídeo. O uso em animais deriva principalmente da experiência
empírica de informação farmacocinética-farmacodinâmica. É administrada por via
intravenosa na maioria dos animais; a administração intramuscular pode ser dolorosa.
A ticarcilina também é infundida in utero para tratar metrite.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são incomuns. Contudo, é possível que ocorram reações alérgicas.
Altas doses podem produzir convulsões e diminuição da função plaquetária.
Contraindicações e Precauções
Administre com cautela, se o fizer, aos animais alérgicos a penicilina.
Interações Medicamentosas
Não associe na mesma seringa ou ampola com aminoglicosídeos.
Instruções de Uso
A ticarcilina pode ser associada ao ácido clavulânico (ver mais detalhes em
Ticarcilina + clavulanato de potássio). A ticarcilina por sofrer sinergia, muitas vezes
é associada aos aminoglicosídeos (p. ex., amicacina e gentamicina). A lidocaína (a 1%) pode
ser usada para reconstituição a fim de diminuir a dor da injeção intramuscular
(ver Formulações adiante).
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Testes de suscetibilidade: segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI),
os pontos de perda de sensibilidade são ≤ 64 μg/mL para Pseudomonas e ≤ 16 μg/mL
para microrganismos entéricos Gram-negativos.
Formulações
A ticarcilina está disponível em frascos de 3 g. Misture o frasco de 3 g em 6 mL de água
estéril, cloreto de sódio ou solução de cloridrato de lidocaína a 1% (sem epinefrina) para
produzir a concentração final de 384,6 mg/mL. A combinação ticarcilina + clavulanato
de potássio também está disponível (ver Ticarcilina + clavulanato de potássio).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar o pó para injeção no frasco original, protegido da luz e em temperatura
ambiente. Usar imediatamente a solução reconstituída; se for diluída para administração
intravenosa com cloreto de sódio ou em glicose a 5%, pode permanecer estável por
até 72 horas em temperatura ambiente ou por 14 dias, se refrigerada. A solução intravenosa
preparada em solução de Ringer com lactato permanece estável por até 48 horas em
temperatura ambiente e, por 14 dias, se refrigerada. Se as soluções diluídas intravenosas
forem congeladas, elas ficam estáveis por até 30 dias, mas devem ser usadas em 24 horas
depois de descongeladas. Não recongelar as soluções descongeladas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 33-50 mg/kg a cada 4-6 horas por vias intravenosa ou intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
• 44 mg/kg a cada 6-8 horas por vias intravenosa ou intramuscular.
• A ticarcilina também é usada em equinos em infusão intrauterina na dose de
12,4 mg/kg diluída em 60-100 mL de solução salina.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos. Contudo, a excreção é semelhante à dos
outros antibióticos, como a ampicilina. Siga as orientações sobre a ampicilina para os períodos
de carência.
Tiletamina + Zolazepam
Nomes comerciais e outros nomes
Telezol e Zoletil
Medicamentos comercializados no Brasil
Telazol (v) , Zoletil (v)
Classificação funcional
Anestésico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Anestésico. É uma associação de tiletamina (agente anestésico dissociativo de ação
semelhante à da cetamina) e o zolazepam (benzodiazepínico de ação semelhante
à do diazepam). A combinação tiletamina + zolazepam produz anestesia de curta duração
(30 minutos). Em gatos, o efeito do zolazepam será mais longo que o da tiletamina. Em cães,
a tiletamina terá duração mais longa do que a do zolazepam. Portanto, a anestesia parece
ser mais suave em gatos do que em cães.
Indicações e Usos Clínicos
A combinação tiletamina + zolazepam é usada para anestesia de curta duração em animais.
Para procedimentos mais longos, outras substâncias devem ser usadas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A combinação tiletamina + zolazepam tem ampla margem de segurança, que é maior em
gatos do que em cães. Os efeitos colaterais incluem salivação excessiva (pode ser
antagonizada com atropina), recuperação irregular e torção muscular. Pode ocorrer
secura da córnea, a não ser que se aplique pomada oftálmica nos olhos. Foram observadas
reações adversas quando administrada a furões.
Contraindicações e Precauções
Baixas doses não proporcionam anestesia suficiente para cirurgia.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Administrar por injeção intramuscular profunda.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar a frequência e o ritmo cardíacos durante a anestesia. Monitorar a temperatura
corporal devido ao risco de hipotermia.
Formulações
A combinação tiletamina + zolazepam está disponível em formulação de 50 mg de cada
componente por mililitro (total de 100 mg).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• A dose intramuscular inicial é de 6,6-10 mg/kg para procedimentos menores.
• Anestesia de curta duração: 10-13 mg/kg por via intramuscular.
Gatos
• 10-12 mg/kg por via intramuscular, para procedimentos menores, e em doses mais
altas, de 14-16 mg/kg, por via intramuscular, para cirurgia.
As doses baseiam-se nas miligramas associadas de cada componente.
Posologia para Grandes Animais
Não há relato de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações regulatórias disponíveis. Para estimativas de intervalo de carência
do uso extrabula, contate o FARAD no número USFARAD (1-888-873-2723).
Droga controlada de Classe III.
Tilosina
Nomes comerciais e outros nomes
Tylocine, Tylan e Tylosin tartrate
Medicamentos comercializados no Brasil
Afilosina (v) ,Fortlozin (v) , Tilosin (v) , Tylan (premix) (v) , Tylex (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antibiótico macrolídeo formulado como tartarato de tilosina ou fosfato de tilosina. Como
outros antibióticos macrolídeos, a tilosina inibe as bactérias por sua ligação à subunidade 50S
ribossomal e pela inibição da síntese proteica bacteriana. O espectro de atividade limita-se
principalmente a bactérias aeróbicas Gram-positivas. Clostridium e Campylobacter são
normalmente sensíveis. Escherichia coli e Salmonella são resistentes. Em suínos, Lawsonia
intracellularis é sensível.
Indicações e Usos Clínicos
Em bovinos, a tilosina é usada para o tratamento da doença respiratória bovina (DRB)
causada por Mannheimia, Pasteurella multocida e Histophilus somni (anteriormente
denominado Haemophilus somnus). É usada para necrobacilose interdigital (podridão do
casco) em bovinos causada por Fusobacterium necrophorum ou Bacteroides melaninogenicus. Em
suínos, é usada para o tratamento de artrite suína causada por Mycoplasma hyosynoviae,
pneumonia suína causada por Pasteurella spp., erisipelas suínas causadas por Erysipelothrix
rhusiopathiae, disenteria suína associada a Serpulina (Treponema) hyodysenteriae e enteropatia
proliferativa causada por Lawsonia intracellularis. Para o tratamento de suínos, adiciona-se
também à ração (artigo de ração medicada tipo A) ou na água de bebida. Em pequenos
animais, é usada para infecções por microrganismos Gram-positivos de tecidos moles e
infecções cutâneas. Contudo, o uso mais comum em cães é para o tratamento de diarreia,
referida como “diarreia responsiva a antibiótico” que não respondeu a outros antibióticos. A
etiologia da diarreia não é conhecida, mas pode ser causada por Clostridium ou
Campylobacter. Para este uso, a formulação em pó (formulação suína) é com mais frequência
adicionada ao alimento diariamente para manutenção.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A tilosina pode causar diarreia em alguns animais. Porém, para o tratamento oral de colite
em cães é administrada por vários meses com segurança. Reações cutâneas foram
observadas em suínos. A administração a equinos é fatal.
Contraindicações e Precauções
Não administre por via oral a roedores ou coelhos. Não administre a equinos. Evite
a administração intravenosa. Não injete mais de 10 mL por via intramuscular no mesmo
local.
Interações Medicamentosas
Embora outros macrolídeos estejam associados à inibição das enzimas do citocromo
P450, não há relatos de interações medicamentosas.
Instruções de Uso
A tilosina é empregada em suínos para o tratamento de infecções do trato respiratório.
Raramente é usada em pequenos animais para outros usos além da doença intestinal.
A formulação em pó (tartarato de tilosina) é administrada no alimento para controlar
sinais de colite em cães. Os comprimidos são aprovados para tratamento da colite
no Canadá.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A tilosina está disponível em pó solúvel 100 g por 0,45 kg do pó ou aproximadamente 3 g por
colher de chá (premix medicado com Tylosin-100 Tipo A). O tartarato de tilosina é
equivalente a 800 μg por grama de base de tilosina. Também é disponibilizado em injeção
de 50 e 200 mg/mL (com propilenoglicol).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 7-15 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• 8-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular.
• Colite: 12-20 mg/kg a cada 8 horas com alimento, então, se houver resposta, aumente o
intervalo para a cada 12 horas e, eventualmente, a cada 24 horas (20 mg/kg
é aproximadamente 1/8 de uma colher de chá de fosfato de tilosina ou Tylan para um
cão de 20 kg).
Gatos
• 7-15 mg/kg a cada 12-24 horas por via oral.
• 8-11 mg/kg a cada 12 horas por via intramuscular.
Posologia para Grandes Animais
Suínos
• Tratamento de artrite, erisipelas e disenteria suína: 8,8 mg/kg a cada 12 horas por via
intramuscular.
Bovinos
• Pododermatite e pneumonia: 17,6 mg/kg a cada 24 horas por via intramuscular.
• Suínos: dose da ração é administrada em posologia de 22-220 g/kg (do premix), sendo
a dose dependente do produto específico. Consulte as informações da embalagem.
Informações sobre Restrição Legal
Período de carência para suínos (carne): 14 dias.
Período de carência para bovinos (carne): 21 dias.
Não deve ser usado em vacas lactantes.
Tiludronato Dissódico
Nomes comerciais e outros nomes
Tildren (formulação de uso veterinário), Skelid (formulação de uso em ser humano)
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anti-hipercalcêmico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Medicamento bifosfonato. Os medicamentos dessa classe também incluem o pamidronato, o
etidronato e o pirofosfato. Essas substâncias caracterizam-se por uma ligação germinal ao
bifosfonato. Seu uso clínico está em sua capacidade de inibir a reabsorção óssea. Esses
medicamentos diminuem a remodelação óssea pela inibição da atividade osteoclástica,
induzindo apoptose dos osteoclastos, retardando assim a reabsorção óssea e,
consequentemente, diminuindo a osteoporose. A inibição da reabsorção óssea se dá por meio
da inibição da via do mevalonato. Os bifosfonatos classificam-se entre aqueles que contêm
nitrogênio e os sem nitrogênio, com base na sua estrutura, sendo mais potentes os
medicamentos nitrogenados. O tiludronato é um composto não nitrogenado. O tiludronato
também pode ter algumas propriedades anti-inflamatórias. Possui meia-vida plasmática em
equinos de 3-7 horas, mas os níveis ósseos podem ser mantidos por meses.
Indicações e Usos Clínicos
O tiludronato está licenciado para países da Europa, mas não para os EUA. Outros
medicamentos do bifosfonato são usados em seres humanos para tratar a osteoporose e
a hipercalcemia maligna. Em equinos, o tiludronato é usado para tratar dor podal palmar
causada por doença navicular. Também é usado para tratar osteoartrite tarsal distal
(esparavão ósseo). Assim como os outros medicamentos desta classe, é útil para controlar
complicações associadas à reabsorção óssea patológica. Também pode aliviar a dor em
pacientes com osteopatias.
Estudos sobre eficácia conduzidos em equinos demonstraram que uma dose de
0,1 mg/kg durante 10 dias (dose total de 1,0 mg) foi eficaz para o tratamento de doença
navicular e osteoartrite tarsal distal. Os efeitos benéficos para tratar claudicação crônica
nessa espécie são menores.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
A reação ao tiludronato só foi relatada em equinos. Após infusão intravenosa, um
aumento da frequência cardíaca e da hipocalcemia transitória foi observado. Nenhum
efeito foi considerado significativo. Em seres humanos, há alguma preocupação de que
resulte em excessiva mineralização e endurecimento do osso, o que pode acarretar maior
risco de fraturas. Entretanto, este efeito não foi relatado para animais. Não há relatos de
efeitos colaterais sobre a densidade mineral óssea. Em seres humanos, os problemas
gastrointestinais são uma preocupação com a utilização dos bifosfonatos; portanto, a
cólica é uma preocupação no tratamento de equinos, mas não foi relatada como um
problema significativo.
Contraindicações e Precauções
Não foi identificada contraindicação em animais.
Interações Medicamentosas
Não misturar soluções contendo cálcio (p. ex., solução de Ringer com lactato). Se
antiácidos forem usados concomitantemente, hidróxido de magnésio e carbonato de
cálcio, eles poderão reduzir a eficácia do medicamento.
Instruções de Uso
Para infusão intravenosa, dilua em solvente e infunda por via intravenosa.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o cálcio e o fósforo séricos. Monitorar o nitrogênio ureico, a creatinina,
a densidade específica da urina e a ingestão de alimentos nos animais tratados.
Formulações
O tiludronato está disponível em ampolas de 50 mg para injeções a serem reconstituídas
com 10 mL de solvente.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Não foram estabelecidas doses para cães ou gatos.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 1 mg/kg administrado em 0,1 mg/kg/dia durante 10 dias por via intravenosa.
Na Europa, é administrado em infusão única de 1 mg/kg/dose.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Para estimativas
do intervalo de carência no uso extrabula, contate o FARAD no número 1-888-USFARAD
(1-888-873-2723).
Tinidazol
Nome comercial e outros nomes
Tindamax
Medicamentos comercializados no Brasil
Pletil (h) , Facyl (h) , Tinidazol (g)
Classificação funcional
Antiprotozoariano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiprotozoariano com ação semelhante à do metronidazol. É um nitroimidazólico
de segunda geração, cuja atividade envolve a geração de nitrorradicais livres, via
metabolismo, que ocorre dentro dos protozoários. Tem ação contra Trichomonas, Giardia e
parasitas intestinais protozoarianos. Também tem atividade in vitro contra bactérias
anaeróbicas, como Helicobacter. A meia-vida é de aproximadamente 5,5 horas em equinos,
de 8,5 horas em gatos e de 4,5 horas em cães. A absorção oral em cães, gatos e equinos é de
cerca de 100%.
Indicações e Usos Clínicos
O tinidazol é indicado para tratar diarreia e outros problemas intestinais causados por
protozoários intestinais, como Giardia, Trichomonas e Entamoeba. O tinidazol também é ativo
contra bactérias anaeróbicas e pode ser usado como substituto do metronidazol em
pequenos animais e equinos para o tratamento de uma variedade de infecções anaeróbicas.
Informações obre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O tinidazol tem ação semelhante à do metronidazol. Em altas doses pode causar
problemas neurológicos, incluindo ataxia, tremores, nistagmo e convulsões. Os sinais sobre
o sistema nervoso central (SNC) são relacionados com a inibição da ação do GABA e são
responsivos aos benzodiazepínicos (diazepam). Como os outros nitroimidazólicos, tem
potencial mutagênico sobre as células, mas isso não foi demonstrado in vivo. Assim como
os outros nitroimidazólicos, tem sabor amargo e pode causar vômitos e anorexia. Contudo,
o sabor amargo não é tão ruim quanto o do metronidazol.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a animais que possam ser propensos a convulsões nem a animais que
sabidamente são sensíveis ao metronidazol.
Interações Medicamentosas
Como outros nitroimidazólicos, pode potencializar os efeitos da varfarina e da ciclosporina
pela inibição do metabolismo do medicamento.
Instruções de Uso
Administrar a dose via oral com alimento para minimizar o sabor desagradável e diminuir
a ocorrência de náuseas.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico. A maioria das bactérias anaeróbicas tem valores
de concentração inibitória mínima (MIC) abaixo de 2 μg/mL.
Formulações
O tinidazol está disponível em comprimidos de 250 e 500 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Os comprimidos são esmagados e misturados com flavorizantes para melhorar
a palatabilidade. Essas suspensões permanecem estáveis por 7 dias.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Gatos
• 15 mg/kg a cada 24 horas por via oral. A duração da terapia dependerá do tratamento:
infecções por Giardia (5 dias) ou outras infecções anaeróbicas (mais de 5 dias).
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 10-15 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Informações sobre Restrição Legal
Não administre a animais de produção. A administração de nitroimidazólicos a animais
de produção é proibida.
Tioguanina
Nomes comerciais e outros nomes
Marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Lanvis (h)
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. Antimetabólito do tipo análogo à purina. A tioguanina inibe a síntese
de DNA nas células cancerígenas.
Indicações e Usos Clínicos
A tioguanina é usada em alguns protocolos antineoplásicos. Não é usada com frequência em
animais. Este uso derivou principalmente do emprego empírico e da experiência com seres
humanos. Não existem estudos bem controlados ou sobre eficácia para documentar sua
eficácia clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais, como qualquer medicamento antineoplásico, são esperados. Estes
podem ser semelhantes aos observados com a mercaptopurina. A imunossupressão e
a leucopenia são comuns.
Contraindicações e Precauções
Não administrar a pacientes com mielossupressão.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
A tioguanina pode ser associada a outros agentes para tratamento do câncer.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma para tiragem de evidência de toxicidade da medula óssea.
Formulações
A tioguanina está disponível em comprimidos de 40 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 40 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral.
Gatos
• 25 mg/m 2 a cada 24 horas por via oral durante 1-5 dias, depois repita a cada 30 dias.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não estão estabelecidos para animais de produção. Este
medicamento não deve ser usado em animais destinados [a alimentação ou ao consumo?]
por ser um agente antineoplásico.
Tiomalato Sódico de Ouro (Aurotiomalato de Sódio)
Nome comercial e outros nomes
Myochrysine
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Imunossupressor
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Usado para terapia com ouro (crisoterapia ou auroterapia). O mecanismo de ação
é desconhecido, mas parece relacionar-se com o efeito imunossupressor sobre os linfócitos
ou com a supressão dos sistemas sulfidrila.
Indicações e Usos Clínicos
A terapia com ouro é usada principalmente para doenças imunomediadas (p. ex., as doenças
dermatológicas) em animais. Em seres humanos, é usado para artrite reumatoide. Em
animais, há falta de estudos clínicos controlados para documentar sua eficácia. Outros
medicamentos imunossupressores são usados com mais frequência.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais incluem dermatite, nefrotoxicidade e discrasias sanguíneas.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em animais com mielossupressão ou doença renal.
Interações Medicamentosas
O uso com penicilamina aumentará o risco de efeitos colaterais hematológicos.
Instruções de Uso
Estudos clínicos não foram realizados em animais. A aurotioglicose geralmente é usada com
mais frequência do que o aurotiomalato de sódio.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
A contagem sanguínea completa deve ser monitorada periodicamente
durante o tratamento.
Formulações
O aurotiomalato de sódio está disponível em injeções de 10, 25 e 50 mg/mL.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1,5 mg por animal, por via intramuscular, na primeira semana, depois 2-10 mg, por via
intramuscular, na segunda semana e, em seguida, 1 mg/kg 1 vez/semana, por via
intramuscular, para manutenção.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações disponíveis sobre regulamentação. Para estimativa de períodos
de carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Tiopental Sódico
Nome comercial e outros nomes
Pentotal
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Anestésico, barbitúrico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Barbitúrico de ação ultracurta. A anestesia é produzida por depressão do sistema nervoso
central (SNC) sem analgesia. O efeito anestésico cessa devido à redistribuição no corpo.
Indicações e Usos Clínicos
O tiopental é usado principalmente para indução de anestesia ou para anestesia de curta
duração (procedimentos de 10-15 minutos). Ele promove uma indução rápida, suave e,
geralmente, livre de excitação. Pode ser administrado por via intravenosa, com prémedicação
ou outros adjuvantes anestésicos, como tranquilizantes e sedativos (p. ex., alfa2-
agonistas, fenotiazínicos e opiáceos).
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos mais comuns são a apneia transitória e a depressão respiratória. Outros efeitos
colaterais são relacionados com os efeitos anestésicos do medicamento. O tiopental pode
causar depressão cardiovascular com leve diminuição do volume de ejeção e alguma
alteração no débito cardíaco ou na pressão sanguínea. A pré-medicação reduzirá o risco
de eventos cardiovasculares. A suplementação com oxigênio durante a indução também
diminuirá os eventos cardiovasculares. As sobredoses são causadas por injeções rápidas ou
repetidas. Evite o extravasamento vascular.
Contraindicações e Precauções
Usar com cautela em pacientes com doença respiratória ou cardíaca. Só usar se houver
possibilidade de monitorar e manter a respiração do paciente.
Interações Medicamentosas
O tiopental é compatível com outros anestésicos. Entretanto, o uso de outros sedativos e
anestésicos diminuirá a dose de tiopental. O tiopental tem sido associado ao propofol em
mistura 1:1 sem perda de eficácia. Esta mistura de tiopental e propofol 1:1 a 2,5%
é usada para induzir a anestesia em cães.
Instruções de Uso
O índice terapêutico é baixo. Usar somente nos pacientes em que é possível monitorar
as funções cardiovascular e respiratória. O tiopental é administrado com frequência junto
com outros adjuvantes anestésicos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as funções cardiovascular e respiratória durante a anestesia com tiopental.
Formulações
O tiopental está disponível em ampolas de 250 mg a 10 g (misture na concentração
desejada).
Estabilidade e Armazenamento
Quando preparado de maneira adequada, o tiopental é quimicamente estável e resiste
ao crescimento de bactérias por até 4 semanas quando refrigerado. O tiopental tem pH
entre 10-11 e não deve ser misturado com soluções acidificantes. Se misturado com outros
medicamentos, a alcalinidade pode afetar sua estabilidade. O propofol é misturado ao
tiopental sódico em mistura 1:1 e a mistura é física e quimicamente compatível, se usada de
imediato.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 10-25 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).
Gatos
• 5-10 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).
Posologia para Grandes Animais
Bovinos
• Indução: 6-12 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).
Suínos
• 10-20 mg/kg por via intravenosa (até o efeito).
Informações sobre Restrição Legal
Uso extrabula: estabeleça um período de carência de pelo menos 1 dia para a carne e de 24
horas para o leite.
O período de carência para suínos (carne): Não há
No Brasil, o tiopental sódico está classificado como substância psicotrópica (lista B1)
sujeita a notificação de receita do tipo “B”.
Medicamento controlado de Classe II.
Classificação RCI: 2
Tiotepa
Nomes comerciais e outros nomes
Thioplex e marcas genéricas
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Agente antineoplásico
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Agente antineoplásico. O tiotepa é um agente alquilante do tipo mostarda nitrogenada
(semelhante à ciclofosfamida).
Indicações e Usos Clínicos
O tiotepa é usado para vários cânceres especialmente efusões malignas. O modo mais
comum de administração é na lesão ou localmente (p. ex., na bexiga). Para câncer
de bexiga, 30 mg são diluídas em 30 mL de água destilada e instilado diretamente na
bexiga uma vez por semana.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outros agentes antineoplásicos e alquilantes
(muitos dos quais são inevitáveis). A mielossupressão é o efeito mais comum.
Contraindicações e Precauções
Evitar seu uso em animais com depressão da medula óssea.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Deve-se consultar o protocolo específico de quimioterapia do câncer para orientação sobre a
administração. O tiotepa em geral é administrado diretamente nas cavidades corporais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o hemograma para evidência de mielossupressão.
Formulações
O tiotepa está disponível em injeções de 15 mg (geralmente em solução de 10 mg/mL).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente. Quando
em solução mista, adicione 1,5 mL de água estéril a cada ampola. Esta solução fica estável
por 5 dias, se refrigerada. As soluções podem ser de claras a ligeiramente opacas,
mas se ocorrer escurecimento ou precipitado, descarte a ampola.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 0,2-0,5 mg/m 2 por semana ou por dia, por vias intramuscular, intracavitária
ou intratumor.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de dose para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Os períodos de carência não foram estabelecidos para animais de produção. Este
medicamento não deve ser usado em animais destinados [à alimentação ou ao consumo?]
por ser um agente antineoplásico.
Tireotropina
Nomes comerciais e outros nomes
Thytropar, Thyrogen e TSH
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Hormônio tireoidiano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O hormônio estimulador da tireoide (TSH) é usado para exames diagnósticos; ele estimula a
secreção normal de hormônio tireoidiano. A formulação disponível inclui Thirogen
(tireotropina alfa para injeção), que é uma forma recombinante purificada de TSH
produzida por tecnologia de DNA recombinante. Uma forma antiga, o Thyropar, é difícil de
ser obtida. A sequência de aminoácido de tireotropina alfa é idêntica àquela hipofisária
estimuladora da tireoide. A atividade do TSH não é da espécie e o produto humano pode ser
usado em animais.
Indicações e Usos Clínicos
O TSH é usado para estimular a secreção do hormônio tireoidiano para testes diagnósticos.
Devido à disponibilidade limitada de TSH para testes e ao alto custo da forma humana, este
teste raramente é realizado em medicina veterinária.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
As reações adversas são raras. Em seres humanos ocorreram reações alérgicas.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Para preparar a solução, adicione 2 mL de cloreto de sódio em uma ampola de 10 unidades.
Consulte o laboratório para orientações específicas para testes da tireoide.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Após injeção por via intravenosa, colete amostra pós-TSH em 4 ou 6 horas. Ver na seção de
Posologia as informações completas sobre testes em cães.
Formulações
O TSH recombinante humano, também conhecido como tireotropina alfa ou Thyrogen, está
disponível em ampola de 1,1 mg contendo tireotropina alfa. Após reconstituição em 1,2 mL
de água estéril, a concentração de tireotropina alfa é de 0,9 mg/mL (ver em Posologia as
instruções específicas para preparar a dose para cães). O pH da solução reconstituída é de
aproximadamente 7,0. Outras formas (Thyropar) são de difícil obtenção. O TSH bovino não
está mais disponível.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
As soluções reconstituídas mantêm a potência por 2 semanas a 2 °C-8 °C, por 4 semanas
a 4 °C e por 8 semanas, se congeladas.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 50-100 μg em injeção por cão.
• Testes diagnósticos para cães: reconstitua 1 ampola (1,1 mg) em 6 mL de água estéril e
divida em 12 alíquotas. Coloque 0,5 mL em seringas plásticas de insulina e armazene
no congelador. Para cada dose, descongele a seringa e administre-a por via intravenosa,
uma seringa por cão (aproximadamente 92 μg por cão). Mensure o hormônio
tireoidiano (T4) em 4 a 6 horas após a injeção. A resposta pós-TSH deverá ser de pelo
menos 1,87 μg/dL acima da linha basal ou > 3,5 μg/mL.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco da presença de resíduos prejudiciais em animais de produção, não são
sugeridos períodos de carência.
Toltrazurila
Nome comercial e outros nomes
Baycox
Medicamentos comercializados no Brasil
Baycox (v) , Isocox (v)
Classificação funcional
Antiprotozoário
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiprotozoário. Coccidiostático. A toltrazurila é uma triazinona eficaz para Isospora e
coccidiose, Toxoplasma gondii e Eimeria spp. A toltrazurila é um derivado de outro fármaco, o
ponazuril, que também é usado para as mesmas condições. A toltrazurila sulfona (ponazuril)
é encontrada no soro e no líquido cefalorraquidiano (LCR) de equinos tratados. Ver mais
detalhes em Ponazuril.
Indicações e Usos Clínicos
A toltrazurila é usada no tratamento da mieloencefalite protozoária equina (MPE) causada
por Sarcocystis neurona. Contudo, recomenda-se usar um medicamento aprovado, o
ponazuril (Marquis), para tratamento de equinos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
De acordo com o fabricante, a administração de 50 mg/kg a equinos (5 e 10 vezes a dose
recomendada) produziu efeitos colaterais menores. Houve alterações mínimas na análise
sérica.
Contraindicações e Precauções
Não há relatos de contraindicações para animais.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Embora a toltrazurila seja usada em equinos, o uso preferencial e aprovado para esta espécie
é o do ponazuril.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A toltrazurila não se encontra disponível atualmente em formulações comerciais nos EUA
para equinos. Ela está disponibilizada em suspensão para aves domésticas e animais de
criação em fazendas, principalmente suínos, em outros países, e é importada para os EUA
com permissão da Food and Drug Administration (FDA).
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Não há relatos de doses para pequenos animais.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• MPE causada por S. neurona: 5-10 mg/kg (7,5 mg/kg para a maioria dos equinos a cada
24 horas por via oral por um mínimo de 30 dias).
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas sobre períodos
de carência no uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Trandolapril
Nome comercial e outros nomes
Mavik
Medicamentos comercializados no Brasil
Gopten (h)
Classificação funcional
Vasodilatador, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA)
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Como outros inibidores da ECA, o trandolapril inibe a conversão da angiotensina I em
angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e produz estimulação
simpática, hipertensão renal e síntese da aldosterona. A capacidade da aldosterona para
causar retenção de sódio e potássio contribui para a congestão. O trandolapril, como outros
inibidores da ECA, causará vasodilatação e diminuirá a congestão induzida pela aldosterona,
mas os inibidores da ECA também contribuem para a vasodilatação aumentando as
concentrações de algumas cininas e prostaglandinas vasodilatadoras. O trandolapril é
convertido em trandolapril ativo após a administração.
Indicações e Usos Clínicos
O trandolapril, como outros inibidores da ECA, é usado para o tratamento da hipertensão e
da insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Comparado a outros inibidores da ECA, como o
enalapril, não é usado com frequência em medicina veterinária e seu emprego derivou de
experiências empíricas.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O trandolapril pode causar azotemia em alguns pacientes; monitorar com cuidado
os pacientes que recebem altas doses de diuréticos.
Contraindicações e Precauções
Use com cautela com outras substâncias hipotensivas e diuréticos. Os anti-inflamatórios
não esteroidais (AINEs) podem diminuir os efeitos vasodilatadores. Descontinue com os
inibidores da ECA em fêmeas prenhes; eles atravessam a placenta e causam
malformações e morte fetais.
Interações Medicamentosas
Use com cautela com outros medicamentos hipotensivos e diuréticos. Os AINEs podem
diminuir os efeitos vasodilatadores.
Instruções de Uso
Seu uso não é extenso em animais domésticos. A maior parte da experiência foi extrapolada
do uso em seres humanos.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar os pacientes cuidadosamente para evitar hipotensão. Como todos os inibidores da
ECA, monitorar os eletrólitos e a função renal 3 a 7 dias após iniciar a terapia e, depois,
periodicamente.
Formulações
O trandolapril está disponível em comprimidos de 1, 2 e 4 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
A dose não foi estabelecida para cães. A dose em seres humanos é de 1 mg/pessoa/dia para
iniciar, depois aumentar para 2-4 mg/dia.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de período de
carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Triantereno
Nome comercial e outros nomes
Dyrenium
Medicamentos comercializados no Brasil
Iguassina (h)
Classificação funcional
Diurético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Diurético poupador de potássio. O triantereno tem ação semelhante à da espirinolactona,
exceto que esta tem um efeito inibidor competitivo sobre a aldosterona e o triantereno não.
Indicações e Usos Clínicos
O triantereno é usado com pouca frequência em medicina veterinária. Para tratar doenças
congestivas, a espironolactona é mais usada. O emprego de triantereno em animais deriva
da utilização empírica e da experiência com seres humanos. Não há estudos clínicos bem
controlados ou sobre eficácia para documentar sua eficácia clínica.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
O triantereno pode produzir hipercalemia em alguns pacientes.
Contraindicações e Precauções
Não use em pacientes desidratados. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem
interferir na ação. Evite suplementos com alto teor de potássio.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas específicas para animais. Contudo, use com
cautela com outros medicamentos que possam conter potássio ou causar sua retenção,
tais como a trimetoprima.
Instruções de Uso
Há pouca experiência clínica disponível com o triantereno. Não há evidência convincente
de que ele seja mais eficaz do que a espironolactona.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar o estado de hidratação, o nível de potássio sérico e a função renal.
Formulações
O triantereno está disponível em cápsulas de 50 e 100 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães e Gatos
• 1-2 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Não há informações sobre regulamentação disponíveis. Para estimativas de período de
carência do uso extrabula, contate o FARAD em 1-888-USFARAD (1-888-873-2723).
Classificação RCI: 4
Trilostano
Nomes comerciais e outros nomes
Modrenal e Vetoryl
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Supressor da adrenal
Farmacologia e Mecanismo de Ação
O trilostano inibe a síntese de cortisol em cães. É um inibidor competitivo da 3-betahidroxisteroide
desidrogenase, que interfere nas etapas que levam à secreção do cortisol do
córtex adrenal. Esta enzima também está envolvida na síntese de aldosterona,
corticosterona e androstenediona. Ela também afeta a conversão de pregnenolona em
progesterona. Portanto, estes hormônios também podem estar diminuídos em decorrência
do tratamento com trilostano. É usado para o hiperadrenocorticismo hipófise-dependente
(HHD) em cães. Comparado ao mitotano, que destrói células adrenocorticais, o trilostano
produz diminuição transitória do cortisol.
Indicações e Usos Clínicos
O trilostano é usado para tratar hipercortisolemia (hiperadrenocorticismo) em cães
(síndrome de Cushing). As concentrações de cortisol diminuem já aos 7 a 10 dias do início
do tratamento com trilostano. Refere-se que melhora a poliúria, a polidipsia e a polifagia em
70% a 80% dos cães com HHD. O tratamento com mitotano tem sido comparado ao com
trilostano e se demonstrou que cada medicamento, embora agindo por mecanismos
diferentes, produz tempos de sobrevida semelhantes em cães com HHd. Outros
medicamentos usados para tratar a síndrome de Cushing canina são o mitotano
(Lysodren ® ), a selegilina (Anipryil ® ) e o cetoconazol – todos são fármacos que atuam por
diferentes mecanismos. O tratamento de alopecia X em cães (Lulus da Pomerânia e
Poodles) tem sido eficaz na maioria dos animais (9-12 mg/kg/diapor via oral). O trilostano
também é efetivo em gatos, sem relatos de efeitos colaterais. Em equinos, é usado para tratar
a disfunção da pars intermedia hipofisária (síndrome de Cushing equina) e há evidência
preliminar de algum benefício decorrente do trilostano em dose de 1 mg/kg/dia por via oral.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em alguns cães, observa-se letargia transitória ou vômito. O trilostano diminui a
aldosterona; portanto, deve-se monitorar as concentrações de eletrólitos. A hiponatremia
e a hipercalemia são possíveis e podem ser observadas em alguns cães sensíveis à inibição
de mineralocorticoide.
Contraindicações e Precauções
O trilostano diminui a síntese de hormônios adrenocorticais. Use com cautela em animais
com baixas concentrações de potássio. Não use com antagonistas da aldosterona, como a
espironolactona.
Instruções de Uso
Ajustar a dose conforme necessário por monitoramento das concentrações de cortisol.
O trilostano é um medicamento de curta ação com duração de 8-10 horas. A maioria
dos cães pode ser controlada com tratamento uma vez ao dia, mas considere
a administração duas vezes ao dia em pacientes que não são controlados de maneira
adequada.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Monitorar as concentrações de cortisol nos animais tratados, começando em
aproximadamente 10 a 14 dias após o início do tratamento, depois aproximadamente
a cada 3 meses. O cortisol sérico basal pode ser usado para monitorar a eficácia da terapia
com trilostano. A variação alvo ideal é 1,27-2,9 μg/dL (35-80 nmol/L). Se for necessária
avaliação adicional, utilizar estimulação com hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Fazer
testes de concentrações de pico do trilostano (4-6 horas após sua administração). As
concentrações de cortisol de 1,45-5,4 μg/dL (40-150 nmol/L) foram consideradas
adequadas após estimulação com ACTH. Se o cortisol permanecer baixo, considerar a
redução da dose; se o cortisol estiver muito alto, considerar o aumento da dose. Monitorar as
concentrações de sódio e potássio nos cães tratados. Se necessário, suplementar com potássio
devido à inibição da aldosterona.
Formulações
As formulações veterinárias aprovadas nos EUA incluem cápsulas de 10, 30 e 60 mg.
Na Europa, cápsulas de 10, 30, 60 e 120 mg estão disponibilizadas.
Estabilidade e Armazenamento
Armazene em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
A estabilidade das formulações compostas não foi avaliada.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3-6 mg/kg por via oral. Ajuste a dose com base nas mensurações do cortisol.
• Cães com 4,5-10 kg: 30 mg, a cada 24 horas por via oral.
• Cães com 10-20 kg: 60 mg, a cada 24 horas por via oral.
• Cães com 20-40 kg: 120 mg, a cada 24 horas por via oral.
• Cães com 40-60 kg: 180 mg, a cada 24 horas por via oral.
• Intervalo de dose: foi considerado o tratamento de duas vezes ao dia em alguns cães
com o uso de dose de 1,5-3 mg/kg a cada 12 horas por via oral.
• Tratamento de alopecia X: 9-12 mg/kg/dia por via oral.
Gatos
• 6 mg/kg, a cada 24 horas por via oral e aumentar gradualmente (se necessário)
para 10 mg/kg, a cada 24 horas.
Posologia para Grandes Animais
Equinos
• 0,4-1 mg/kg/dia por via oral (adicionadas à ração).
Informações sobre Restrição Legal
O trilostano não deve ser empregado em animais de produção.
Trimetobenzamida
Nome comercial e outros nomes
Tigan
Medicamentos comercializados no Brasil
Não constam
Classificação funcional
Antiemético
Farmacologia e Mecanismo de Ação
Antiemético. A trimetobenzamida inibe os vômitos na zona deflagradora de
quimiorreceptores (ZDQ).
Indicações e Usos Clínicos
A trimetobenzamida é usada para o tratamento antiemético, especialmente quando
os vômitos são induzidos centralmente na ZDQ (p. ex., decorrente de quimioterápicos). O
uso em animais derivou principalmente do emprego empírico e da experiência em seres
humanos. Não há estudos clínicos bem controlados ou sobre eficácia para documentar sua
eficácia clínica. Outros antieméticos (p. ex., maropitant) são usados com mais frequência em
cães e gatos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Não há relatos de efeitos colaterais em animais.
Contraindicações e Precauções
Não é recomendado o uso em gatos.
Interações Medicamentosas
Não há relatos de interações medicamentosas em animais.
Instruções de Uso
Não há relatos de sua eficácia como antiemético em animais.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Não é necessário monitoramento específico.
Formulações
A trimetobenzamida está disponível em injeções de 100 mg/mL e em cápsulas de 100 e
250 mg.
Estabilidade e Armazenamento
Armazenar em frasco bem fechado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
Posologia para Pequenos Animais
Cães
• 3 mg/kg, a cada 8h por via intramuscular ou por via oral.
Gatos
Não recomendada.
Posologia para Grandes Animais
Não há relatos de doses para grandes animais.
Informações sobre Restrição Legal
Devido ao baixo risco da presença de resíduos prejudiciais em animais de produção, não são
sugeridos períodos de carência.
Trimetoprima + Sulfadiazina
Nomes comerciais e outros nomes
Tribrissen, Uniprim, Tucoprim e Di-Trim
Medicamentos comercializados no Brasil
Alplucine TS (v) , Diastin (v) , Diatrim (v) , Ibatrim (v) , Sulfamax (v) , Supertrim (v) ,
Supronal (v) , Tridiazin (v)
Classificação funcional
Antibacteriano
Farmacologia e Mecanismo de Ação
A associação trimetoprima-sulfonamidas combina a ação do antibacteriano trimetoprima e a
de uma sulfonamida. A atividade é atribuída ao seu efeito sinérgico em inibir o metabolismo
do ácido fólico em bactérias. As sulfonamidas são inibidores competitivos da síntese do di-
hidrofolato. A trimetoprima inibe a enzima di-hidrofolato redutase. Quando usada em
associação, tem amplo espectro de atividade contra infecções por bactérias suscetíveis
(Gram-negativas e Gram-positivas). A trimetoprima + sulfadiazina estão disponíveis apenas
em preparações veterinárias; trimetoprima + sulfametoxazol é uma preparação humana.
Não há relatos publicados sobre diferenças na eficácia entre trimetoprima + sulfadiazina
versus trimetoprima + sulfametoxazol. A diferença primária entre sulfametoxazol e
sulfadiazina é que o sulfametoxazol é biotrasformado de forma mais extensa e a
sulfadiazina pode atingir concentrações urinárias ativas mais altas em alguns pacientes. A
farmacocinética varia entre as espécies e vias de administração. Na maioria dos animais, a
trimetoprima é eliminada mais depressa do que o componente sulfonamida. A associação é
administrada na relação de 1:5 (tirmetoprima:sulfonamida), mas a relação após a
administração varia consideravelmente para 1:20 ou menor. Uma relação 1:20 foi sugerida
como ótima para efeitos antibacterianos, mas esta relação não foi confirmada por estudos
clínicos em animais.
Indicações e Usos Clínicos
A trimetoprima + sulfadiazina é usada para tratar uma variedade de infecções em cães,
gatos, equinos e em alguns animais exóticos. A associação tem eficácia para infecções
por bactérias suscetíveis (Gram-negativas e Gram-positivas), incluindo infecções
respiratórias, infecções da pele e dos tecidos moles, feridas, abscessos e infecções urogenitais.
Em equinos, a associação tem sido empregada para o tratamento de infecções respiratórias,
articulares, abdominais, de próstata, de tecidos moles e infecções no sistema nervoso central
(SNC). Também tem sido ocasionalmente empregada para infecções causadas por
protozoários (p. ex., infecções por coccídios e Toxoplasma). A associação não teve sucesso
para tratar infecções em abscessos ou infecções causadas por bactérias anaeróbicas,
possivelmente devido a interações com material em tecidos necróticos.
Informações sobre Precaução
Reações Adversas e Efeitos Colaterais
Em equinos, a administração oral de trimetoprima-sulfonamidas pode estar associada à
diarreia. Outros efeitos observados em equinos são as reações neurológicas
idiossincráticas, que consistem em alterações comportamentais, anormalidades da
marcha e hiperestesia. Estes efeitos melhoraram logo após descontinuação da medicação.
Os efeitos colaterais associados às sulfonamidas em cães incluem reações alérgicas,
hipersensibilidade tipos II e III, artropatia, anemia, trombocitopenia, hepatopatia,
ceratoconjuntivite seca e reações cutâneas. Os cães podem ser mais sensíveis às
sulfonamidas do que outros animais, pois não têm capacidade de acetilar as sulfonamidas
para metabólitos; portanto podem se acumular mais metabólitos tóxicos em alguns
animais. Mais descrições de reações adversas das sulfonamidas são listadas para os
antibacterianos individualmente. Trimetoprima-sulfonamidas pode diminuir o hormônio
tireoidiano após o tratamento em cães. Os efeitos sobre a função tireoidiana são mais
aparentes após 2 semanas de tratamento, mas são reversíveis.
Contraindicações e Precauções
Não administre a animais com sensibilidade às sulfonamidas. Doberman pinschers podem
ser mais sensíveis do que outras raças caninas às reações por sulfonamidas. Use com
cautela nesta raça. Caso se desenvolva diarreia em equinos, descontinue o tratamento.
Interações Medicamentosas
As sulfonamidas podem interagir com outros fármacos, incluindo farina, metenamina,
dapsona e etodolac. Eles podem potencializar os efeitos colaterais causados por
metotrexato e pirimetamina. As sulfonamidas aumentam a biotransformação
da ciclosporina, resultando em diminuição das concentrações plasmáticas. A
metenamina é biotransformada para formaldeído, o qual pode formar um complexo e
precipitar-se com as sulfonamidas. As sulfonamidas administradas a equinos que estão
recebendo detomidina podem desenvolver arritmias cardíacas. Esta precaução está
listada apenas para as formas intravenosas de trimetoprima-sulfonamidas.
Instruções de Uso
A dose listada é a dos componentes associados; 30 mg/kg = 5 mg/kg trimetoprima e 25 mg
de sulfonamida. Há evidência de que 30 mg/kg/dia é eficaz para piodermatite; para outras
infecções, 30 mg/kg 2 vezes/dia são recomendadas. A trimetoprima oral não é absorvida em
ruminantes.
Monitoramento do Paciente e Exames Laboratoriais
Fazer cultura e teste de sensibilidade: o ponto de perda de suscetibilidade segundo o
Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) para organismos sensíveis é
≤2/38 μg/mL. Para estreptococos, este ponto de perda de suscetibilidade é ≤2/38 μg/mL.
Os valores listados são as concentrações da relação trimetoprimasulfonamida.Trimetoprima-sulfonamidas
podem afetar o monitoramento dos hormônios
tireoidianos. Em cães, a trimetoprima + sulfadiazina pode causar hipotireoidismo funcional