09.04.2026 Visualizações

Industrial_283 OPS

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ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país

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MODERNIDADE NA

EXAUSTÃO DA

MADEIRA

SISTEMAS DE ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM QUE

UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E

SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE

DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA

INDÚSTRIA MOVELEIRA

MODERNITY IN WOOD

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SUMÁRIO

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2026

44

50

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real e qualidade para toras

66

56

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Imagens coloridas em alta resolução para detecção superior

de defeitos visuais, impulsionada pela

MADEIRA

Detecção por raio-X avançada, baseada em treinamento da

MiCROTEC Ai com dados reais de tomografias (CT scans)

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

ABB Wood Brazil 27

Aimex 59

Arte Diamante 76

Bruno 11

Contraco 25

DRV Ferramentas 15

EHW do Brasil 17

Engecass 39

ForMóbile 37

Gaidzinski 53

Impacto Máquinas 75

Incomac 63

Indumec 33

J de Souza 71

Lignum Latin America 2026 73

Máquinas Águia 31

Mendes Máquinas 02

Microtec 07

Minimax 19

Mion & Mosole 43

MSM Química 23

Omil 21

Pika Retech 13

Pika Retech 35

Plantag do Brasil 69

Pole Cola 61

Reval Serras 29

Rotteng 04

SVJD Robotics 41

Timbermaq 09

Top Solid 65

Woodflow 55

SUMÁRIO

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Notas

30 Aplicação

32 Frases

34 Entrevista

44 Principal Ar limpo, proteção segura

50 Marcenaria

56 Balanço

62 Representatividade

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

Precisão excepcional na medição sobre e sob a casca

Compensação de movimento para medições mais precisas,

apoiada por estereoscopia

Mais informações

06

referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

microtec.com

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EDITORIAL

INDÚSTRIA

DESENVOLVIDA

A

aplicação de sistemas modernos e eficientes

para aspiração industrial é o tema

central da matéria de capa desta edição

da Revista REFERÊNCIA MADEIRA IN-

DUSTRIAL. A empresa Mion&Mosole, de

origem italiana, é referência em soluções de alta tecnologia

para esta área, atendendo em especial a indústria

moveleira, contribuindo para uma produção segura e

com ar limpo no ambiente. O empresário Luciano Zatti

é o destaque na editoria Entrevista, onde lembra a trajetória

da família com a Madezatti, até a inauguração

da Mademape, hoje líder nacional em mix de eucalipto.

Outras reportagens especiais trazem um balanço da

indústria gaúcha de móveis, a eleição da nova diretoria

da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), o aumento de registro

de marceneiros e carpinteiros no Estado de São Paulo,

entre outros assuntos de interesse do setor!

NA CAPA

OS SISTEMAS DE

ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM

DA MION&MOSOLE SÃO O

DESTAQUE DA CAPA DESTA

EXPEDIENTE

ANO XXVIII - EDIÇÃO 283 - ABRIL 2026

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº283 • Abril 2026

ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país

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MODERNITY IN WOOD

EXHAUST SYSTEMS

ASPIRATION AND FILTRATION SYSTEMS THAT

COMBINE EFFICIENCY, ENGINEERING, AND SAFETY

CONTRIBUTE TO THE CONTROL OF PARTICULATE

EMISSIONS IN THE FURNITURE INDUSTRY

EDIÇÃO.

MODERNIDADE NA

EXAUSTÃO DA

MADEIRA

SISTEMAS DE ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM QUE

UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E

SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE

DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA

INDÚSTRIA MOVELEIRA

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

08

DEVELOPED INDUSTRY

T

his issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial

features a cover story on the use of

modern and efficient industrial dust extraction

systems. Mion&Mosole, an Italian

company, is a leader in high-tech solutions

for this area. They serve the furniture industry in particular,

contributing to safe production and clean air in

the workplace. In the Interview Section, Luciano Zatti

recounts his family’s history with Madezatti, which led to

the founding of Mademape, now the national leader in

eucalyptus wood products. Other special stories provide

an overview of the furniture industry in Rio Grande

do Sul, the election of the new Board of Directors of

the Brazilian Association of the Mechanically Processed

Wood Industry (Abimci), and the increase in the number

of registered cabinetmakers and carpenters in São

Paulo. These stories also cover other topics of interest

to the Sector!

referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

Redação / Writing

Gisele Rossi

jornalismo@revistareferencia.com.br

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br - 0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Assinaturas Eventos / Subscription Events

José A. Ferreira - (41) 99203-2091

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.



ENTREVISTA: Felipe Antoniolli, presidente do Sindusmad (MT), destaca a importância do manejo florestal

CARTAS

CARTAS

ENTREVISTA

Por Amauri Carvalhosa –

Registro (SP)

Parabéns pela entrevista

com Felipe Antoniolli.

É muito interessante o

trabalho com manejo

sustentável no Mato

Grosso.

CAPA DA EDIÇÃO 282 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MARÇO DE 2026

PRINCIPAL

Por Cláudia Pires –

Canoinhas (SC)

INOVAÇÕES E

TENDÊNCIAS

Contando os dias para ver tudo de perto na

ForMóbile. A feira nunca decepciona.

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº282 • Março 2026

FEIRA SE CONSOLIDA COMO VITRINE DAS

PRINCIPAIS NOVIDADES PARA INDÚSTRIA DE

MÓVEIS E MADEIRA, E COM ESPAÇO

DIFERENCIADO PARA MADEIRA MACIÇA

INNOVATIONS AND TRENDS

THE FAIR IS ESTABLISHING ITSELF AS A SHOWCASE FOR THE

MAIN INNOVATIONS IN THE FURNITURE AND WOOD

INDUSTRY, WITH A DEDICATED SPACE FOR SOLID WOOD

O FUTURO NÃO SE ESPERA,

O FUTURO SE PROCESSA

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

BALANÇO

Por Igor Bertoldi –

Rio do Sul (SC)

Importante o destaque

para indústria madeireira

em Santa Catarina,

presente em praticamente

todo Estado.

LEVANTAMENTO

Por Rubem Figueiredo –

Campo Grande (MS)

Interessante o levantamento feito pelo

Imaflora, valoriza o trabalho com madeira

legalizado na região.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

10 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA

INDUSTRIAL ESTEVE VISITANDO A NOVA SEDE

DA EMPRESA ROTTA MADEIRAS, DO DIRETOR

RODRIGO DA SILVA, EM CURITIBA (PR).

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CONSTRUÇÃO COM

MADEIRA ENGENHEIRADA

O governo do Paraná iniciou

a construção do Planetário do

Parque da Ciência Newton

Freire Maia, em Pinhais (PR), na

Região Metropolitana de Curitiba

(PR). O projeto prevê uma

edificação com uso de madeira

engenheirada, técnica construtiva

que utiliza camadas de madeira

coladas sob alta pressão

para formar peças de grande resistência

e estabilidade. O método

permite maior eficiência

estrutural e redução na geração

de resíduos, em comparação

a sistemas tradicionais. Serão

mais de 4,5 mil m 2 (metros quadrados)

de área construída.

BAIXA

IMPORTANTE MERCADO

EM RETRAÇÃO

O Panorama Econômico da

Indústria, publicação trimestral

do Departamento de Economia

da Fiesp (Federação das

Indústrias de São Paulo), revela

que o segmento industrial paulista

iniciou 2026 em retração.

Segundo os dados agregados

do primeiro trimestre do ano,

todos os componentes pesquisados:

produção, vendas,

custos, investimentos em equipamentos,

P&D, Indústria 4.0 e

capacidade instalada apresentaram

piora se comparados ao

trimestre anterior. A pesquisa

aponta que os empresários

enfrentam um ambiente de restrição

produtiva.

Pikaretech.com

12 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças

ilustres e de grande valor para o segmento florestal

em março de 2026. No primeiro episódio do mês

estavam presentes Wander Hoeger e Alexandre Vian,

diretor e gerente geral da Lignum Biomassa, respectivamente.

O segundo episódio teve a presença da

sócia da Bonardi Painéis de Madeira, Lisiane Tissot,

e da executiva de atendimento da ForMóbile, Valéria

Brizola.

Wander Hoeger comentou sobre como conheceu

a engenharia florestal e se aproximou da área.“Tinha

um tio que era engenheiro florestal, que era bem-

-sucedido na época. Em 2000 foi oferecido o curso

de Engenharia Florestal, com professores de Cuiabá

(MT). Não que tenha sido uma falta de opção, mas

era o que tinha disponível para a gente. Quando

formado, abri um escritório e comecei a prestar consultoria

até uns 5 anos atrás”, explicou Hoeger.

Já Alexandre Vian abordou como a família e o

cunhado Wander Hoeger foram decisivos na aproximação

dele com a Lignum. “Vou ser muito sincero. Vi

a oportunidade de ficar mais perto das minhas filhas

durante a semana. Mas tudo tem um propósito maior

e quando pedimos orientação a Deus, ele dá essa

orientação”, complementou Vian.

No outro programa, Valéria Brizola contou como

o início profissional está diretamente ligado a ForMóbile:

“Com 22 anos comecei a trabalhar na ForMóbile

e das 11 edições da feira, participei de nove. Para

se ter uma ideia, foi a minha segunda experiência

profissional e até hoje estou na empresa. Comecei

na parte operacional, atendendo os clientes e fui

crescendo dentro da feira e hoje trabalho na coordenação

da parte comercial”, relembrou Valéria.

Por fim, Lisiane Tissot contou com a Bonardi

Painéis de Madeira iniciou a parceria com a ForMóbile

e como a empresa tem avaliado as participações

ao longo dos anos: “Estamos na ForMóbile praticamente

desde a primeira edição. Em 2024, fizemos

o lançamento da nossa Linha Bonbord em 2024 e

neste ano vamos apresentar uma novidade, que é o

acabamento em verniz dessa linha. Estamos cheios

de energia para a ForMóbile 2026”, finalizou Lisiane.

Wander Hoeger, diretor da

Lignum Biomassa

Alexandre Vian, gerente geral

da Lignum Biomassa

Os episódios completos

o Leitor pode conferir no

canal do youtube da Revista

REFERÊNCIA:

Lisiane Tissot, sócia da Bonardi

Painéis de Madeira

Valéria Brizola, executiva de

atendimento da ForMóbile

Foto: REFERÊNCIA

14 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



NOTAS

O PAPEL DOS CONSELHOS

NAS EMPRESAS

O consultor na área de economia e política florestal, conselheiro de sustentabilidade da Cenibra,

José Sawinski Júnior, é um dos autores do livro: Ecossistema de Conselhos – Acelere

o crescimento da sua empresa, de pequeno, médio ou grande porte, com a orientação de

conselheiros experientes. A obra lançada pela editora BOC, reúne artigos de 33 autores, e

teve coordenação de Reny Okuhara e Roberta Chaves. O livro se apresenta como um guia

prático com relatos reais, insights e conhecimento de conselheiros experientes que mostram

como extrair valor de conselhos de administração, consultivos, familiares ou institucionais.

Oferece informações para expandir seu negócio, ampliar o aprendizado e acelerar resultados,

para quem busca crescimento sustentável e inovação. José Sawinski é o autor do artigo:

Governança com propósito - estratégias de conselho para impacto econômico, setorial e social

-; em que ele fala de sua experiência como consultor, destaca os principais aspectos dos

conselhos estratégicos, seja em uma startup, em sociedades, ou mesmo nas entidades associativas.

“Conselhos bem estruturados atuam como agentes de governança, promovendo a

integração entre visão estratégica, rigor técnico e execução pragmática. O papel do conselheiro

ultrapassa o aconselhamento tradicional e se transforma em uma função estratégica

de facilitação, mobilização e inovação, contribuindo decisivamente para o fortalecimento das

organizações e dos ecossistemas em que estão inseridas”, destaca José Sawinski Júnior.

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NOTAS

PRESIDENTE DA MADERALIA

DESTACA CRESCIMENTO DA

CARPINTARIA INDUSTRIAL

A próxima edição da Fimma + Maderalia (10 a 13 de novembro de 2026), tradicional feira do setor madeireiro

que acontece a cada dois anos em Valencia, na Espanha, promete ser uma das maiores já realizadas.

O presidente do Comitê Organizador da Maderalia, Alejandro Bernejo, também presidente da

Asemad (Associação de Carpintaria e Afins da Comunidade Valenciana), e da Fevama (Federação Valenciana

da Madeira) afirma que a feira vem se consolidando no setor. “A Maderalia está se consolidando

como o evento internacional de referência para as indústrias de madeira e mobiliário. Estamos diante da

edição mais forte da última década, impulsionada por um volume de inscrições e um nível de interesse

que não víamos há muito tempo”, acentua. Alejandro avalia que o mercado de madeira e derivados na

Espanha está forte, com novo direcionamento. “Enquanto a construção de novos imóveis avança lentamente,

o segmento de reformas e revitalizações tornou-se o principal suporte para a carpintaria industrializada.

Em um momento de incerteza na construção de novos imóveis, especializar-se em soluções

de reforma, onde a madeira agrega valor em termos de estética e eficiência, é a maneira de assegurar

margens operacionais e proteger a participação de mercado”, avalia. Na mesma linha, Alejandro pontua

que o momento é positivo do mercado espanhol. “Posso garantir que a carpintaria industrial deixou de

ser uma atividade estática e tradicional para se tornar um motor de design e inovação”, pontuou.

Alejandro Bernejo

Foto: divulgação

Fotos: divulgação Maderalia

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Potência da hélice: 12,5 kW

a 2.910 rpm

Para saber mais sobre a

feira, acesse o QR Code

ao lado:

18 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



NOTAS

NOVO PROJETO DA BRASPINE

CONTA COM LINHA COMPLETA DA MICROTEC

A fabricante brasileira de esquadrias e molduras de pinus está expandindo sua presença no Uruguai com

um novo projeto de serraria com o nome de Oceano. Quando estiver em plena operação, a serraria deverá

se tornar uma das maiores da América do Sul, com uma capacidade de produção projetada de 35 mil m 3

(metros cúbicos) de madeira serrada por mês. Como parte do projeto desenvolvido em cooperação com a

Linares, a MiCROTEC está fornecendo todos os scanners para o pátio de toras, a linha de serragem, a serraria

verde e a serraria seca, incluindo quatro scanners Logeye, dois Truespin e dois Goldeneye Transverse.

As linhas mecânicas para a serraria são fornecidas pela Holtec, Linck e Springer. Com este investimento, a

BrasPine fortalece significativamente sua capacidade produtiva na América do Sul e estabelece um novo

padrão para operações modernas de serrarias de alta capacidade na região. “Nosso objetivo era selecionar

um fornecedor com quem construímos um relacionamento de longa data. Este não é o momento certo para

correr riscos desnecessários, e trabalhar com um fornecedor consolidado e com experiência comprovada em

nossa região é uma consideração fundamental para nós. Estamos ansiosos para fazer deste um projeto um

sucesso juntos”, garante Pedro Pinilla, diretor industrial da BrasPine. “Após fornecermos scanners para diversos

projetos da BrasPine no passado, temos orgulho de que eles tenham escolhido novamente a MiCROTEC

para este projeto. Esta decisão fortalece uma parceria de longa data e reflete a confiança mútua em soluções

comprovadas e expertise técnica”, salienta Ronald Klotz, Gerente de Contas de Vendas para a América do

Sul da MiCROTEC.

Logeye

Foto: divulgação Fotos: Microtec

Goldeneye Transverse

Truespin

20 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



NOTAS

EXPORTAÇÕES DE MADEIRA

DO PARÁ EM ALTA

As exportações de madeira do Pará começaram 2026 em alta. De acordo com levantamento da Aimex (Associação

das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará), com base em dados do Comex Stat, do

MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço), o Estado exportou, em janeiro, US$ 23,6 milhões

em produtos da posição 44 da NCM/SH, que engloba madeira e seus subprodutos. O resultado representa

crescimento de 106,25% em relação a janeiro de 2025, quando o volume exportado somou US$ 11,4 milhões.

Em peso, o avanço foi de 3,98%, passando de 22,8 milhões para 23,7 milhões de quilos. O preço médio por

tonelada também apresentou recuperação, saindo de US$ 502,39 em janeiro de 2025 para US$ 1.003,48 em

janeiro de 2026. Entre os principais produtos exportados, destaque para a madeira perfilada (pisos, deck,

tacos e frisos), que saltou de US$ 4,4 milhões para US$ 16,4 milhões, um crescimento de 271,15%. A madeira

serrada também registrou aumento expressivo de 60,2% em valor, alcançando US$ 5 milhões. Por outro lado,

a madeira em bruto apresentou retração de 41,05% em valor e 35,89% em peso, enquanto painéis de fibras e

compensados também tiveram queda nas exportações. Os Estados Unidos se consolidaram como principal

destino da madeira paraense, com crescimento de 327,42% nas compras em janeiro de 2026, totalizando US$

9,2 milhões. O país respondeu por 38,94% de toda a pauta exportadora do Estado no período.

AVALIAÇÃO 10

CUPIM SUBTERRÂNEO

NORMA ASTM D:3345-74 (1999)

• Líder no tratamento inseticida de painéis de

madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e

outros) por adição à cola e tratamento

superficial;

• Indicadores: EC 257-842-9 /

CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;

• Compatível com resinas de última geração;

• Formulado líquido de emulsão concentrada a

base d’água, não contendo Hidrocarbonetos

aromáticos;

• Fácil diluição em água, para tratamentos por

imersão de madeiras serradas.

Foto: divulgação

CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e

tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de

CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method

for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to

Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o

ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de

Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).

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NOTAS

PROPOSTA OBRIGA TER MADEIRA

CERTIFICADA

EM OBRAS COM RECURSOS PÚBLICOS

O Projeto de Lei número 6190/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, obriga o uso exclusivo

de madeira de origem legal e certificada em todas as obras e serviços de engenharia financiados com

recursos públicos federais. O texto abrange reformas, ampliações e construções de natureza habitacional,

comercial, industrial, rural ou de infraestrutura. A exigência se aplica a empreendimentos financiados

pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e por bancos oficiais federais como a Caixa Econômica

Federal, o Banco do Brasil e o BNDES, além de bancos regionais. A regra vale ainda para recursos

do FGTS, dos fundos constitucionais (FNO, FNE e FCO) e outros aportes do Orçamento da União.

A comprovação da origem legal deverá ocorrer em todas as etapas da obra, desde a aprovação do

projeto, até a prestação de contas final. A obrigatoriedade inclui tanto a madeira incorporada ao imóvel

(estruturas, pisos e forros) quanto a utilizada temporariamente, como em fôrmas e escoramentos

para concreto. De acordo com o autor da proposta, deputado Lucas Abrahao (Rede-AP), o objetivo é

combater o desmatamento ilegal utilizando o crédito público como indutor de sustentabilidade. “Se

os financiamentos públicos só pagam obras que comprovem madeira legal, a demanda por madeira

ilegal colapsa”, justifica o parlamentar.

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Lucas Abrahao

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é dinheiro parado.

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NOTAS

LANÇADO O ESTUDO SETORIAL

2026 DA ABIMCI

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) - uma das entidades

mais importantes do pais do setor madeireiro -, lançou a nova edição do estudo setorial,

publicação de referência para o setor. O Estudo Setorial 2026 reúne dados, análises e indicadores atualizados

sobre o setor madeireiro e de base florestal, no cenário nacional e internacional. O documento

consolida informações sobre produção, comércio exterior e desempenho dos segmentos representados

pela associação, além de tendências e perspectivas econômicas, constituindo uma ferramenta de

informação estratégica para as empresas. A publicação está estruturada em seis capítulos incluindo

também pautas institucionais, agendas e atividades desenvolvidas. Além de ser distribuído ao mercado,

também é enviado a órgãos dos governos federal e estadual, aos poderes Executivo e Legislativo,

instituições bancárias e financeiras, bem como a entidades representativas ligadas à cadeia industrial

da madeira, incluindo setores da construção civil, moveleiro e embalagens. As informações contidas

na publicação contribuem para a formulação e estruturação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento

da competitividade, à sustentabilidade e ao desempenho econômico do setor. Durante o ano, a

Revista REFERENCIA MADEIRA INDUSTRIAL estará explorando e trazendo os números constantes no

documento oficial da entidade por meio de reportagens especiais.

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Produção personalizada: Peças conforme suas especificações

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28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano

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scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto

Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC

Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento

máximo da matéria-prima para paletes

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NOTAS

Foto: divulgação Eucatex

EMPRESA

COMPLETA 75 ANOS

Fundada em 1951, a Eucatex comemora 75 anos em 2026 presente em mais de 40 países e

com um portfólio que inclui mais de 100 famílias de produtos, distribuídas pelos segmentos

da construção civil, indústria moveleira e revenda madeireira. A empresa brasileira conta com

quase 3.500 funcionários e seis unidades, instaladas nos municípios de Salto e Botucatu (SP)

e uma em Cabo de Santo Agostinho (PE). Em mais de sete décadas a companhia se firmou

no mercado com um portfólio completo de soluções em revestimentos decorativos internos

e para paredes, que inclui painéis MDF e MDP, painéis decorativos/ripados, pisos laminados,

pisos vinílicos/LVT, rodapés, portas, divisórias e tintas imobiliárias, além de ser uma das maiores

fabricantes de chapas de fibras de madeira do mundo e de ripados da América Latina.

Seus produtos têm a madeira de eucalipto como principal matéria-prima, proveniente de

florestas cultivadas e certificadas. A empresa participou da Expo Revestir comemorando os

75 anos e onde apresentou as novidades. “A Revestir 2026 simboliza um momento muito

especial para a Eucatex. Ao celebrar 75 anos de história, apresentamos um portfólio que traduz

nossa capacidade de evoluir com o mercado, antecipar tendências e entregar soluções

exclusivas ou inéditas que unem design, desempenho técnico e compromisso ambiental,

olhando para as demandas de 2026 e dos próximos anos”, afirmou Paulo Freitas, diretor Comercial

dos segmentos Indústria Moveleira e Revenda Madeireira.

28 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



APLICAÇÃO

NOVOS PADRÕES

EM PAINÉIS

Foto: neila33/ Arauco | Revestir

A Expo Revestir tem tradição em apresentar

lançamentos para decoração e design e a

edição 2026 não foi diferente. A Arauco fez

o lançamento da coleção Realce, com novos

padrões de painéis criados para valorizar a

arquitetura de interiores e o mobiliário contemporâneo.

Com uma paleta que evoca

especiarias, ingredientes naturais e referências

sensoriais profundas, Realce explora

tons terrosos, quentes e sofisticados, além

de texturas que ampliam a percepção tátil e

visual dos painéis. Pensada para atuar como

revestimento e elemento estruturante dos

ambientes, a madeira reafirma seu protagonismo

na composição dos espaços.

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS /PR

MADEIRAS NOS ESPAÇOS

CONTEMPORÂNEOS

Os novos padrões se integram a outros revestimentos

e elementos decorativos, ampliando as possibilidades

criativas. O padrão Pimenta Rosa veio na opção Matt

e Dueto com textura e tom terroso do vermelho tradicional.

O padrão Cravo remete ao desenho natural da

madeira. O Ginger, inspirado no gengibre, vem em um

tom champagne claro. E os padrões Anis e Moscada

completam o lançamento. “A coleção Realce materializa

a visão da Arauco sobre o papel transformador

da madeira nos espaços contemporâneos. Renovável,

versátil e atemporal, a madeira é muito mais do que

um material, é uma resposta concreta aos desafios climáticos

e ambientais do nosso tempo”, resume Mário

Neto, vice-presidente do negócio Madeiras da Arauco

no Brasil.

Foto: neila33/ Arauco | Revestir

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FRASES

“ESPERAMOS UM ANO MUITO POSITIVO, MAS É FUNDAMENTAL

QUE AS EMPRESAS INVISTAM EM INOVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE

E QUALIFICAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA MANTER A

COMPETITIVIDADE”

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MAURÍCIO DE SOUZA LIMA – PRESIDENTE SINDIMOV/MG

(SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO MOBILIÁRIO DE MINAS GERAIS)

“O CIPEM

NA ESTRADA

É UMA FORMA

DE ESTARMOS

PRÓXIMOS

DE QUEM VIVE

DIARIAMENTE

OS DESAFIOS DA

PRODUÇÃO. NOSSO

OBJETIVO É OUVIR

OS EMPRESÁRIOS E

TRABALHAR DE FORMA

ARTICULADA PARA

BUSCAR SOLUÇÕES QUE

FORTALEÇAM O SETOR

DE BASE FLORESTAL E O

DESENVOLVIMENTO DOS

MUNICÍPIOS”

EDNEI BLASIUS,

PRESIDENTE DO

CIPEM (CENTRO

DAS INDÚSTRIAS

PRODUTORAS E

EXPORTADORAS

DE MADEIRA DO

ESTADO DE MATO

GROSSO), SOBRE

A TEMPORADA

2026 DO PROJETO

CIPEM NA ESTRADA

– DO MANEJO AO

MERCADO

“O COPOM UTILIZA A POLÍTICA MONETÁRIA

COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO,

PRODUZINDO EFEITOS COLATERAIS QUE FREIAM

O RITMO DA ATIVIDADE ECONÔMICA”

Foto: divulgação

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NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS

E TURISMO)

“0,25% JAMAIS PODE SER

COMEMORADO. 9 A 10% SERIAM

JUROS RAZOÁVEIS PARA A

REALIDADE EXATA DA CONDIÇÃO

FISCAL, DA CONDIÇÃO DA

INFLAÇÃO DO BRASIL”

RICARDO ALBAN, PRESIDENTE DA

CNI (CONFEDERAÇÃO NACIONAL

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ENTREVISTA

EUCALIPTO

INDUSTRIALIZADO

INDUSTRIAL

EUCALYPTUS

ENTREVISTA

Luciano Zatti nasceu em uma família com tradição

madeireira no Rio Grande do Sul. O pai veio para

o Paraná iniciar um novo negócio com os filhos,

para mexer com madeira. E assim foi a trajetória

de Luciano que cresceu profissionalmente com a

Mademape, empresa fundada em 2006 sediada em Campina

Grande do Sul (PR), na região metropolitana de Curitiba

(PR). Sócio fundador, diretor comercial da empresa, ele contribuiu

para a mudança do trabalho com pinus para o eucalipto

e mais recentemente tem se dedicado ao projeto de

construção de casas modulares de madeira. Nesta edição

da Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL trazemos

sua trajetória que foi contada no PODCAST REFERÊNCIA.

Luciano Zatti was born into a family with a long tradition

in the timber industry in Rio Grande do Sul. His

father moved to Paraná to start a lumber business

with his sons. Zatti’s career began when he grew

professionally at Mademape, a company founded

in 2006 and headquartered in Campina Grande do Sul, in the

Curitiba Metropolitan Region. As a Founding Partner and Commercial

Director, he shifted the Company’s focus from pine to

eucalyptus. More recently, he has dedicated himself to building

modular wooden homes. This issue of Referência Madeira

Industrial presents his career story as told on the Referência

Podcast.

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MADEMAPE. CRIADOR DO PROJETO CASA SOLIDÁRIA.

FUNCTION: FOUNDING PARTNER AND COMMERCIAL DIRECTOR OF

MADEMAPE. CREATOR OF THE CASA SOLIDÁRIA PROJECT.

Foto: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



ENTREVISTA

VEM DE UMA FAMÍLIA MADEIREIRA. COMO

SURGIU A MADEMAPE?

A Mademape veio da Madezatti, empresa fundada

por meu avô em Caxias do Sul (RS), que foi

muito tradicional no modelo construtivo de casas de

madeira e muito utilizada em grandes obras. Perdurou

por muitos anos, com construções no Brasil, em

países africanos. Depois diversificou para madeiras

serradas para exportação. Houve uma divergência na

família, entre os filhos sócios, e em 1999 meu pai mudou

para Curitiba (PR). A Madezatti ainda existe, mas

não opera mais com construção de casas. Hoje tem

florestas de pinus. Meu pai, Humberto Zatti, procurou

uma área e instalou a empresa em Campina Grande

do Sul (PR), que na época estava iniciando uma área

industrial nova. A empresa começou serrando pinus

para exportação. Trabalhamos 3 anos com isso e

passamos a criar produto para o mercado interno. Em

2006 abrimos a Mademape 100% focada no mercado

interno, e assumi a parte comercial, meu irmão Piero

a parte financeira, o mais velho tocava a operação e

meu pai gerenciava tudo. Meu irmão mais velho acabou

saindo da operação. Meu pai morreu de covid-19

em 2021.

COMO FOI SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL?

Comecei com 19 anos. O pai sempre deixou os

filhos à vontade para trabalhar, deixava errar. Toda

minha equipe comercial trabalha com esse conceito.

Com 22 anos estava com o departamento pronto. O

primeiro cliente que abri foi por meio das Páginas

Amarelas, em São Paulo (SP). Trabalhava muito. Lembro

até hoje da nossa primeira carga para trabalhar

com eucalipto. Na época a gente só trabalhava com

pinus. Vendemos a carga sem ter os equipamentos

para produzir, fomos ajustando. Essas experiências da

prática, do dia a dia, que o pai deixava fazer, foi nos

moldando.

O QUE A MADEMAPE FAZ ATUALMENTE?

A Mademape trabalha 100% com eucalipto. Tem

pinus só para um cliente em São Paulo. Quando a

gente definiu trabalhar com eucalipto, fomos traba-

YOU COME FROM A FAMILY IN THE LUMBER

BUSINESS. HOW DID MADEMAPE COME ABOUT?

It grew out of Madezatti, a company founded by my

grandfather in Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, which

was well known for its traditional method of building

wooden houses. This technique was widely used in large-scale

construction projects. The Company operated

for many years, building in Brazil and African countries.

Later, it diversified into exporting sawn wood. There

was a disagreement among the children who were partners,

and in 1999, my father moved to Curitiba, Paraná.

Madezatti still exists, but no longer operates in-house

construction. Today, it owns pine forests. My father,

Humberto Zatti, found a location and founded the

Company in Campina Grande do Sul, Paraná, which was

then developing a new industrial zone. The Company

began by sawing pine for export. We worked on that

for three years, then began producing for the domestic

market. In 2006, we started Mademape, which was

100% focused on the domestic market. I took over the

commercial side; my brother Piero handled the financial

side; my oldest brother ran operations; and my father

managed everything. Eventually, my oldest brother left

the business. My father passed away from complications

due to the virus in 2021.

WHAT WAS YOUR PROFESSIONAL JOURNEY

LIKE?

I started when I was 19. My father always gave his

children the freedom to work and learn from our mistakes.

I operate my entire sales team under this philosophy.

By the time I was 22, the department was up and

running. The first client I signed came from the Yellow

Pages in São Paulo. I worked very hard. I still remember

our first shipment of eucalyptus. At the time, we only

worked with pine. We sold the shipment without having

the necessary equipment; we figured it out as we went

along. The hands-on, day-to-day experiences my father

allowed us to have shaped us.

WHAT IS MADEMAPE DOING THESE DAYS?

Mademape almost exclusively works with eucalyptus.

We only use pine for one client in São Paulo. When

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A MADEMAPE É 100% EUCALIPTO. NOSSA MISSÃO ERA SUBSTITUIR

MADEIRA TROPICAL POR UMA REFLORESTADA. HÁ 18 ANOS ATRÁS

NINGUÉM QUERIA EUCALIPTO. FIZEMOS UM TRABALHO FORTE COM CLIENTES

DO BRASIL TODO

36 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



ENTREVISTA

lhar com paletes, mas percebemos que a margem era

baixa, tinha que fazer muito volume, e percebemos

que se levasse um produto parecido com pinus, mas

com mais resistência, poderíamos ganhar mercado.

Assim começamos a fazer esse trabalho. Chegamos a

ser o segundo comprador classe 2 da Klabin, em tora.

Nossa missão na época era substituir madeira tropical

por uma reflorestada. Vigas, caibros, tábuas, há 18

anos atrás ninguém queria eucalipto. Fizemos um

trabalho forte com clientes do Brasil todo. Ajustamos

máquinas, produtos, e a construção (civil) começou a

aceitar o eucalipto. Os lojistas começaram a vender, o

engenheiro de obra gostou e hoje somos referência

em madeira de eucalipto. O vigamento de madeira

é nosso principal produto, com vigas de 2m até 6m

(metros), de várias larguras e polegadas, que o mercado

consome. Também tem os sarrafos, madeira

bruta, tem a linha beneficiada para forro, deck. O

maior mix de eucalipto no mercado é nosso.

E HÁ FORNECEDORES PARA ATENDER A DE-

MANDA?

Temos fornecedores no Paraná, Santa Catarina e

Rio Grande do Sul. São madeiras de florestas de 15 a

20 anos, para ter madeira estrutural mais resistente.

Pelo volume que fazemos as empresas já conhecem,

os fornecedores e produtores de florestas também

nos procuram. E temos uma estrutura interna para

conhecer a floresta.

COMO ESTÁ ESTRUTURADA A EMPRESA?

A Mademape está instalada em uma área de 30

mil m 2 (metros quadrados) e produz 2 mil m 3 (metros

cúbicos) mês de madeira serrada, 100% para o mercado

interno. Se fosse para atender o mercado externo

teríamos uma estrutura menor. Temos estoque grande

para não deixar de atender. Se um Estado compra

menos esse mês, lojista de outro Estado compra

mais. Temos 85 funcionários, e fazemos o transporte

também do produto. A Transmape atende basicamente

12 Estados. Avaliamos que para o cliente é

importante ter essa confiança também para entrega

do produto.

we first started working with eucalyptus, we began with

pallets. However, we realized that the profit margin was

low because we had to produce high volumes. Then,

we realized that if we offered a product similar to pine,

but stronger, we could gain market share. That is how

we started. We even became Klabin’s second-largest

Class 2 buyer of logs. At the time, our mission was to

replace tropical wood with wood from reforested areas.

Eighteen years ago, nobody wanted eucalyptus beams,

rafters, or planks. We worked hard with customers all

over Brazil. We adapted our machinery and products,

and builders began to accept eucalyptus. Retailers started

selling it, and construction engineers began to like

it. Today, we’re a leader in eucalyptus lumber. Our main

product is timber beams ranging from 2 to 6 meters

in length, with various widths and thicknesses to meet

market demand. We also offer slats, rough-cut lumber,

and processed products for ceiling panels and decking.

We have the widest range of eucalyptus products on

the market.

DO YOU HAVE SUPPLIERS TO MEET THE DE-

MAND?

We have suppliers in the States of Paraná, Santa Catarina,

and Rio Grande do Sul. The timber comes from

15- to 20-year-old forests, ensuring durable structural

wood. Given the volume we handle, companies already

know us, and suppliers and forest producers seek us out

as well. We also have an internal structure to monitor

the forest.

WHAT IS THE COMPANY’S STRUCTURE?

Mademape occupies a 30,000-square-meter facility

and produces 2,000 cubic meters of sawn wood per

month, all of which is destined for the domestic market.

If we were to supply the foreign market, our operation

would be smaller. We maintain a large inventory to ensure

we can always meet demand. For example, if one

state buys less this month, a retailer in another state will

buy more. We have 85 employees, and we handle product

transportation as well. Transmape primarily serves

12 states. We believe it’s important for customers to

have reliable product delivery.

O VIGAMENTO DE MADEIRA É NOSSO PRINCIPAL PRODUTO, COM

VIGAS DE 2M ATÉ 6M, TAMBÉM TEM OS SARRAFOS, MADEIRA BRUTA,

LINHA BENEFICIADA PARA FORRO, DECK. O MAIOR MIX DE EUCALIPTO NO

MERCADO É NOSSO HOJE

38 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



ENTREVISTA

QUAIS AS VANTAGENS DO EUCALIPTO EM

RELAÇÃO AO PINUS?

O eucalipto é três vezes mais resistente que o

pinus, em força. Para madeira estrutural é mais resistente,

com crescimento mais rápido que pinus. É mais

difícil de produzir. É mais custoso, as máquinas têm

que ser mais robustas, tem que saber tirar pressão

da madeira, dar maior desgaste de madeira, mas nos

preparamos para isso. Para o tratamento temos parceiros.

Não fazemos o tratamento. No nosso serrado

conseguimos tirar bem a tensão da madeira. Mas

tudo começa na colheita. Nunca tivemos problema

de cupim em qualquer obra ou lojista. O eucalipto

vem ganhando mercado pela resistência da madeira.

Não pega bolor, e isso tem ajudado o lojista ter esse

mix na loja com custo baixo.

ALGO ESPECIAL LEVOU A MADEMAPE EN-

TRAR NO MERCADO DE CASAS DE MADEIRA?

A casa modular com madeira é uma tradição da

família. Meu pai trabalhou muito com isso no passado.

Era para ele tocar esse projeto, mas assumimos e

queremos democratizar a casa própria no Brasil. Não

tem como fazer isso se não for com madeira. Montamos

a unidade focada nos módulos, e tem vários

modelos que criamos. São mais de 18 modelos de

45 m² a 90 m², para atender o nicho de casa popular,

democratizar o acesso. Existe um déficit habitacional

estimado em 6 milhões de unidades no Brasil. E a

casa modular fica mais em conta do que no sistema

wood frame. Em 2025 levamos a casa para a Feicon

(Feira Internacional da Construção), foi o nosso estande,

primeira vez que participamos e vendemos a

casa lá. Foram três dias para montar. Uma casa de 54

m² leva 25 dias para montar. Na fábrica é feita toda

panelização, tesouras, as aberturas de porta, de janela,

cada casa tem um modelo construtivo e os montadores

fazem a montagem com elétrica, hidráulica.

Neste formato conseguimos ter agilidade e mão de

obra mais em conta. Temos uma equipe com profissionais

que já trabalharam com meu pai. Mandamos

a equipe treinada para montar a casa em qualquer

região do Brasil. Temos o projeto de ter um centro de

treinamento dentro da fábrica para treinar as equipes

para atuar nos Estados. A casa é mista, tem alvenaria

WHAT ARE THE ADVANTAGES OF EUCALYPTUS

OVER PINE?

Eucalyptus is three times stronger than pine. It is

also more durable and grows faster than pine for structural

lumber. However, it is more difficult to process.

The machinery must be more robust, and we must know

how to relieve stress in the wood, which causes greater

wear and tear. However, we are prepared for that. We

have partners who handle the treatment process. At

our sawmill, we effectively relieve tension in the wood.

However, the process begins with harvesting. We have

never had termite problems at any construction site or

retailer. Eucalyptus is gaining market share due to its

strength. It does not get moldy, helping retailers to offer

it at a low cost.

WHAT LED MADEMAPE TO ENTER THE WOO-

DEN HOME MARKET?

Modular wooden homes are a family tradition. My

father worked extensively in this field in the past. He was

supposed to lead this project, but we took it over. We

want to make homeownership more accessible in Brazil.

There is no way to achieve that without using wood. We

set up a unit focused on modules and have created several

models. More than 18 models, ranging from 45 to

90 square meters, are designed to serve the affordable

housing niche. Brazil has an estimated housing deficit of

6 million units. Modular homes are also more affordable

than wood-frame homes. In 2025, we brought a house

to the International Construction Fair (Feicon), where it

served as our booth. It was the first time we participated

in the fair and sold a house. Assembly takes three days.

A 54 m² house takes 25 days to assemble. All paneling,

trusses, and door and window openings are manufactured

in the factory. Each house has a specific construction

model, and assemblers handle the electrical and

plumbing work. This approach allows us to work efficiently

and keep labor costs down. We have a team of

professionals who previously worked with my father. We

send this trained team to assemble houses in any region

of Brazil. Furthermore, we plan to establish a training

center at the factory to prepare teams to work in other

states. The house is a mixed-construction design with

a masonry bathroom. The cost must be comparable to

rental costs; otherwise, it cannot meet market demand.

A CASA MODULAR COM MADEIRA É UMA TRADIÇÃO DA FAMÍLIA. MEU

PAI TRABALHOU MUITO COM ISSO NO PASSADO. RETOMAMOS ESSE

PROJETO PORQUE QUEREMOS DEMOCRATIZAR A CASA PRÓPRIA NO BRASIL E

NÃO TEM COMO FAZER ISSO SE NÃO FOR COM MADEIRA

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ENTREVISTA

no banheiro. O custo tem que ser como aluguel, senão

não atende o mercado.

E COMO FOI A CAMPANHA CASAS SOLIDÁ-

RIAS, NO RIO GRANDE DO SUL?

Com aquela enchente de 2024 no Rio Grande do

Sul criamos o projeto Casas Solidárias. Criamos um

módulo construtivo para prefeituras, para tirar o pessoal

das áreas de risco. Era um projeto que existia e

estava arquivado. Com a enchente, um dia cheguei

em casa e disse preciso criar alguma coisa para ajudar

na reconstrução do Rio Grande do Sul. Tenho amigos

lá e passei o projeto para eles, para fazer com preço

de custo, o grupo achou fantástico, eles fizeram a

captação de áreas com as prefeituras. Montei a fábrica

lá em 10 dias, montamos o primeiro show room e 27

dias após a enchente fizemos as primeiras 10 casas.

Entregamos mais de 70, fizemos por preço de custo.

Senão fosse o sistema construtivo modular, com o custo

que fizemos quem ia fazer? A madeira vem ser um

diferencial para casa popular. Foi uma semente que

plantamos mostrando que a casa de madeira é sustentável,

é térmica, é rápida para montar. É um projeto

que continua.

COMO É SER MADEIREIRO?

Ser madeireiro no Brasil é desafiador, tem que ter

resiliência, entender muito o que está fazendo. Tem

muito custo, tem que entender dos processos e ter

coragem. Madeireiro é conservador e tradicional. Uma

madeireira tem muito trabalho, tem que ter muita

dedicação, pois tem caminhão na estrada, tem floresta

sendo coletada, além das máquinas funcionando.

Temos que ter muito estoque para não comprometer

o fluxo de caixa. Acontece uma ventania, aumenta a

demanda, se tem pouco estoque, não atende quando

precisa com a madeira para construção civil. Tem que

gostar do setor e ter plano a longo prazo, porque é

trabalhoso.

HOW DID THE CASAS SOLIDÁRIAS CAMPAIGN

GO IN THE STATE OF RIO GRANDE DO SUL?

We launched the project following the 2024 floods

in the State. We developed a construction module to

help local governments relocate people from high-risk

areas. The project had already been created but had

been shelved. After the flood, I came home one day

and decided to create something to help rebuild the

State. I have friends there, so I passed the project on to

them to build at cost. The group thought it was fantastic

and worked with city governments to identify suitable

sites. I set up the factory in ten days, opened the first

showroom, and, 27 days after the flood, we had built

the first ten houses. We delivered over 70 houses, all at

cost. Without the modular construction system and the

low cost, who would have done it? Wood has become

a key differentiator for affordable housing. We planted

the seed that wooden houses are sustainable, thermally

efficient, and quick to assemble. It is an ongoing project.

WHAT IS IT LIKE TO BE A WOODWORKER?

Being a woodworker in Brazil is challenging. You

have to be resilient and really understand what you

are doing. It is costly, and you have to understand the

processes and have courage. Woodworkers tend to be

conservative and traditional. The woodworking business

requires great dedication, with trucks on the road,

forests being harvested, and machinery running. We

need to maintain a large inventory to avoid compromising

cash flow. When a storm hits, demand for lumber

in the construction industry increases. If you have low

inventory, you cannot meet that demand. You have to

love the industry and have a long-term plan because it

is hard work.

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42 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



PRINCIPAL

AR LIMPO,

PROTEÇÃO

SEGURA

POR QUE A INDÚSTRIA MOVELEIRA BRASILEIRA VIVE UM NOVO

MOMENTO NO CONTROLE DE EMISSÕES?

Fotos: divulgação Mion&Mosole

CLEAN AIR, SAFE PRODUCTION

THE BRAZILIAN FURNITURE INDUSTRY IS ENTERING A

NEW ERA OF EMISSIONS CONTROL

D

urante muitos anos, os sistemas de aspiração

industrial foram tratados por parte da indústria

moveleira quase como um elemento de

apoio à produção: importantes para manter

a limpeza, retirar pó e cavacos das linhas e

melhorar o ambiente de trabalho, mas raramente colocados

no centro da estratégia industrial.

Esse cenário, porém, mudou. Em um contexto de

maior cobrança por desempenho ambiental, segurança

operacional e eficiência produtiva, o controle das emissões

atmosféricas passou a ocupar um espaço muito

mais relevante dentro das decisões de investimento da

indústria brasileira.

F

or many years, the furniture industry treated

industrial extraction systems as a

supporting element of production. They

were important for maintaining cleanliness,

removing dust and wood chips from production

lines, and improving the work environment.

However, they were rarely placed at the center of industrial

strategy. However, this scenario has changed.

In a context of increased demands for environmental

performance, operational safety, and production efficiency,

controlling atmospheric emissions has become

a much more prominent factor in investment decisions

in Brazilian industry.

44 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 45



PRINCIPAL

REGULAMENTAÇÃO AMBIENTAL

O Brasil já possui, há décadas, uma base legal para o

tema. A Lei número 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional

do Meio Ambiente, estabeleceu os fundamentos da

atuação pública na prevenção e no controle da poluição.

Depois, a Resolução Conama número 5/1989, que criou

o Pronar (Programa Nacional de Controle da Qualidade

do Ar), consolidou a lógica de organização nacional do

controle da poluição atmosférica, prevendo instrumentos,

metas e responsabilidades. Entre essas responsabilidades,

a própria norma deixa claro que cabe aos Estados estabelecer

e implementar seus programas estaduais de controle

da poluição do ar, em conformidade com o Pronar. Ou

seja, o sistema brasileiro não se esgota na esfera federal:

ele é complementado por regras estaduais, exigências

de licenciamento e critérios regionais que podem tornar

o controle ainda mais rigoroso, conforme a realidade

ambiental de cada unidade da federação.

Esse ponto é especialmente importante para a indústria

de móveis. O processo produtivo do setor envolve geração

constante de material particulado, seja no corte, lixamento,

usinagem, transporte pneumático ou em outras etapas da

movimentação de madeira e derivados. Por isso, o sistema

de aspiração não deve ser visto apenas como um conjunto

de dutos, ventiladores e filtros. Ele é parte essencial da

engenharia de processo. Um sistema eficiente influencia

diretamente a segurança da planta, reduz o acúmulo de

material particulado em áreas produtivas, melhora as

condições de trabalho, contribui para a estabilidade do

processo e ajuda a manter a conformidade ambiental do

empreendimento. Além disso, no setor moveleiro, o pó

em suspensão não deve ser tratado apenas como resíduo

operacional: quando acumulado ou disperso no ar

em determinadas concentrações, ele pode se tornar um

importante fator de risco para princípios de incêndio e até

explosões, o que torna a eficiência da captação, filtragem

e manejo do particulado ainda mais crítica para a segurança

industrial. Quando defasado, mal dimensionado ou

ampliado sem revisão técnica adequada, o sistema pode

comprometer o desempenho da fábrica e ampliar riscos.

ENVIRONMENTAL REGULATIONS

Brazil has had environmental regulations in place

for decades. Law No. 6,938/1981, which established

the National Environmental Policy, laid the groundwork

for Government action in pollution prevention

and control. Subsequently, Conama Resolution

No. 5/1989 created the National Air Quality Control

Program (Pronar) and consolidated the national framework

for air pollution control by establishing instruments,

targets, and responsibilities. The regulation

clearly states that it is up to the States to establish

and implement their own state air pollution control

programs in accordance with Pronar. In other words,

the Brazilian system is not limited to the federal level;

it is complemented by state regulations, licensing requirements,

and regional criteria that can strengthen

control depending on each State’s environmental conditions.

This point is especially important for the furniture

industry. The production process in this Sector involves

the constant generation of particulate matter during

harvesting, sanding, machining, pneumatic conveying,

and other stages of handling wood and wood-based

products. For this reason, the dust collection system

should not be viewed merely as a set of ducts, fans,

and filters. It is an integral component of process

engineering. An efficient system directly influences

plant safety, reduces particulate matter accumulation

in production areas, improves working conditions,

contributes to process stability, and helps maintain

environmental compliance. In the furniture industry,

airborne dust should not be treated merely as operational

waste. When accumulated or dispersed in the

air at certain concentrations, it can pose a significant

fire hazard or even explosion risk, making efficient

particulate capture, filtration, and management critical

for industrial safety. When outdated, improperly sized,

or expanded without an adequate technical review,

the system can compromise plant performance and

increase risks.

Entre os principais marcos normativos para fontes

fixas estão a Resolução Conama número 382/2006, que

estabeleceu limites máximos de emissão de poluentes

atmosféricos para fontes fixas, e a Resolução Conama

número 436/2011, complementou esse sistema para fontes

instaladas ou licenciadas em período anterior, detalhando

limites e critérios aplicáveis a diferentes situações industriais.

Essas normas não tratam apenas de um conceito

abstrato de sustentabilidade: elas traduzem, na prática, a

necessidade de controle técnico das emissões, de monitoramento

e de compatibilização da operação industrial

com parâmetros ambientais.

Nos últimos anos, esse movimento regulatório ganhou

ainda mais força. Em 2024, o país instituiu a Política

Nacional de Qualidade do Ar por meio da Lei número

14.850/2024, criando um marco mais moderno para a

gestão da qualidade do ar no Brasil. A atualização reforçou

a importância de instrumentos de planejamento,

monitoramento e gestão, conectando o tema da emissão

atmosférica não apenas ao ponto de descarga industrial,

mas à qualidade do ar como um todo. Em paralelo, o

Conama avançou na atualização de padrões e diretrizes,

reforçando a tendência de maior atenção a particulados e

ao desempenho ambiental dos empreendimentos.

O SISTEMA DE

ASPIRAÇÃO NÃO DEVE

SER VISTO APENAS COMO

UM CONJUNTO DE

DUTOS, VENTILADORES E

FILTROS. ELE É PARTE

ESSENCIAL DA

ENGENHARIA DE

PROCESSO

The main regulatory frameworks for stationary

sources include Conama Resolution No. 382/2006,

which established maximum emission limits for air

pollutants from stationary sources, and Conama Resolution

No. 436/2011, which supplements the previous

resolution by detailing limits and criteria applicable to

different industrial situations for sources installed or licensed

prior to its enactment. These standards do not

merely address the abstract concept of sustainability;

they reflect the need for the technical control of emissions

and monitoring to ensure that industrial operations

comply with environmental parameters.

In recent years, this regulatory movement has gained

even more momentum. In 2024, Brazil enacted

Law No. 14,850, establishing the National Air Quality

Policy and creating a more modern framework for air

quality management. This update emphasized the

importance of planning, monitoring, and management

tools, linking atmospheric emissions not only to industrial

discharge points but also to overall air quality.

Meanwhile, Conama updated its standards and guidelines,

furthering the trend toward paying closer attention

to particulate matter and to the environmental

performance of projects.

46 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 47



PRINCIPAL

SOLUÇÃO EFICIENTE

Para a indústria moveleira, isso significa uma mudança

clara de mentalidade: o momento já não recomenda apenas

adaptações pontuais em sistemas antigos. Em muitos

casos, a escolha mais coerente passa a ser a substituição

por sistemas realmente eficientes, concebidos para o volume

de produção atual, para as características do material

particulado gerado e para um ambiente regulatório mais

exigente. Um sistema moderno não melhora apenas a

captação; ele aumenta previsibilidade operacional, reduz

perdas, ajuda a racionalizar consumo energético e oferece

mais estabilidade ao processo. Em um mercado cada vez

mais competitivo, isso se converte em produtividade e

proteção do investimento industrial. Essa é justamente a

direção seguida por fabricantes especializados em soluções

de alta engenharia, como a Mion&Mosole, que há

anos atua no desenvolvimento de sistemas de aspiração

e filtragem com foco em desempenho, confiabilidade e

evolução tecnológica.

Outro ponto muitas vezes pouco compreendido é

que a empresa não responde apenas à legislação federal.

Na prática, o controle ambiental no Brasil é fortemente

influenciado pelos órgãos estaduais e pelos processos de

licenciamento locais. Cada Estado pode complementar a

legislação nacional com regras específicas, condicionantes

ambientais, exigências técnicas, critérios de monitoramento

e parâmetros definidos pelos órgãos ambientais regionais.

Isso faz com que o atendimento à legislação dependa

não apenas do conhecimento das normas federais, mas

também da análise cuidadosa da regulamentação aplicável

em cada localidade onde a planta industrial está instalada.

UM SISTEMA

MODERNO NÃO

MELHORA APENAS A

CAPTAÇÃO; ELE AUMENTA

PREVISIBILIDADE

OPERACIONAL, REDUZ

PERDAS, AJUDA A

RACIONALIZAR CONSUMO

ENERGÉTICO E OFERECE

MAIS ESTABILIDADE AO

PROCESSO

EFFICIENT SOLUTION

For the furniture industry, this signifies a clear shift

in mindset. The current situation no longer calls for ad

hoc adjustments to outdated systems. In many cases,

replacing them with efficient systems designed for current

production volumes, particulate matter characteristics,

and a more demanding regulatory environment

is the most logical choice. A modern system improves

capture, increases operational predictability, reduces

losses, helps rationalize energy consumption, and

offers greater process stability. In an increasingly competitive

market, this translates to greater productivity

and protection of industrial investment. Manufacturers

specializing in high-engineering solutions, such as

Mion&Mosole, have been developing extraction and

filtration systems for years with a focus on performance,

reliability, and technological advancement, precisely

in this direction.

Another commonly misunderstood point is that a

company is not solely subject to federal legislation. In

practice, environmental regulation in Brazil is heavily

influenced by state agencies and local permitting

processes. Each State may supplement national legislation

with its own rules, environmental conditions,

technical requirements, monitoring criteria, and parameters

defined by regional environmental agencies.

Therefore, compliance with legislation depends not

only on knowledge of federal standards but also on a

careful analysis of the applicable regulations in each

location where an industrial plant is situated.

For example, a furniture factory should not

Isso significa que uma fábrica de móveis não deve

avaliar seu sistema de aspiração apenas pela capacidade

de puxar pó. Atualmente é preciso considerar eficiência

de captação, comportamento do particulado na planta,

segurança contra incêndio, conformidade ambiental, consumo

energético, manutenção, confiabilidade e aderência

ao cenário regulatório nacional e estadual. Sistemas antigos,

que no passado atendiam a uma realidade produtiva

menor, podem já não responder bem às exigências atuais.

E insistir em soluções provisórias pode sair mais caro do

que investir corretamente.

No fim das contas, a discussão sobre emissões atmosféricas

na indústria moveleira brasileira deixou de ser

periférica. Ela passou a reunir engenharia, meio ambiente,

segurança e competitividade no mesmo debate. O setor

que compreender isso antes tende a sair na frente. Porque,

no cenário atual, controlar o ar da fábrica não é apenas

cumprir norma: é proteger pessoas, preservar ativos,

sustentar a produtividade e preparar a empresa para um

novo padrão industrial. E é justamente nesse ponto que

sistemas de alta performance, como os desenvolvidos por

empresas especializadas e tecnologicamente consolidadas

no mercado internacional como a Mion&Mosole, passam

a fazer diferença real.

A FÁBRICA DE

MÓVEIS DEVE

CONSIDERAR EFICIÊNCIA

DE CAPTAÇÃO,

COMPORTAMENTO DO

PARTICULADO NA PLANTA,

SEGURANÇA CONTRA

INCÊNDIO,

CONFORMIDADE

AMBIENTAL, CONSUMO

ENERGÉTICO,

MANUTENÇÃO,

CONFIABILIDADE E

ADERÊNCIA AO CENÁRIO

REGULATÓRIO

evaluate its dust collection system based solely on

its dust-extraction capacity. Today, capture efficiency,

particulate matter behavior within the plant, fire safety,

environmental compliance, energy consumption,

maintenance, reliability, and adherence to national

and state regulatory frameworks must be considered.

Older systems that served smaller-scale production in

the past may no longer adequately meet current requirements.

Insisting on temporary solutions can end

up costing more than making the right investment.

Ultimately, the discussion about air emissions in

the Brazilian furniture industry is no longer peripheral.

It has brought engineering, the environment, safety,

and competitiveness together in the same debate.

The sector that understands this first tends to take the

lead. In the current landscape, controlling factory air

is about more than just complying with standards; it is

about protecting people, preserving assets, sustaining

productivity, and preparing the company for a new

industrial standard. High-performance systems, such

as those developed by specialized, technologically

advanced companies in the international market like

Mion&Mosole, begin to make a real difference at this

point.

48 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 49



MARCENARIA

NÚMERO DE MARCENEIROS

FORMALIZADOS

CRESCE EM SÃO PAULO

LEVANTAMENTO DO SEBRAE APONTA AUMENTO DE REGISTRO DE MEIS

DE MARCENEIROS E CARPINTEIROS NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

Fotos: divulgação

50 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 51



MARCENARIA

E

m celebração ao dia do marceneiro e do

carpinteiro, comemorado em 19 de março,

o Sebrae (SP) divulgou um levantamento

que aponta crescimento no número de

Vem

MEIs (Microempreendedores Individuais)

do setor no estado de São Paulo. O levantamento de

dados dos últimos 5 anos feito pela entidade, com

dados da Receita Federal, mostrou que o número de

marceneiros cresceu 8,7% no período e o de carpinteiros

formalizados como MEI teve uma alta de 32,2%.

Em 2021, o estado de São Paulo contabilizava

22.856 marceneiros e em 2025 o número chegou a

24.836. A capital lidera o ranking, com 7.409 optantes,

seguido por Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Bernardo

do Campo (SP) e Santo André (SP).

Já o número de carpinteiros teve um aumento

maior, passando de 3.398 formalizados como MEI em

2021 para 4.492 em dezembro de 2025, uma alta de

32,2%.

No Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte

a marcenaria teve um aumento de 1.035 optantes em

2021 para 1.128 em 2026, alta de 8,99%. Já na carpintaria

o aumento foi de 329 optantes em 2021 para 393

em 2026, alta de 19,50%.

MAIS DO QUE PEÇAS DE

MADEIRA OU ADORNOS,

ESSES PROFISSIONAIS ENTREGAM

CONFORTO, DIGNIDADE E A

ALEGRIA DE VIVER EM UM

ESPAÇO QUE É O REFLEXO EXATO

DE QUEM O HABITA

PAULO BEVILACQUA,

CONSULTOR DE NEGÓCIOS

DO SEBRAE (SP)

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30/06 03/07

52 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



MARCENARIA

SOLUÇÕES PERSONALIZADAS

“O crescimento no número de MEIs que atuam

como carpinteiros e marceneiros no Vale do Paraíba,

Vale Histórico e Litoral Norte reflete a valorização de

um trabalho artesanal que faz parte da história e do

desenvolvimento da região. Celebrado em 19 de março,

o Dia do Marceneiro e do Carpinteiro também é

uma oportunidade de reconhecer profissionais que

transformam madeira em soluções inteligentes para

o dia a dia das pessoas. Esses profissionais atendem

demandas muito específicas dos clientes, que buscam

móveis e projetos alinhados ao estilo de vida e às características

de cada imóvel. Mais do que peças de madeira

ou adornos, eles entregam conforto, dignidade e

a alegria de viver em um espaço que é o reflexo exato

de quem o habita”, explica o consultor de negócios do

Sebrae (SP), Paulo Bevilacqua.

Para a consultora de negócios do Sebrae (SP), Sandra

Fiorentini, o avanço no número de MEIs nesses setores

está relacionado a mudanças no comportamento

do consumidor e à busca por soluções personalizadas.

Segundo ela, a redução dos espaços residenciais também

contribui para a demanda por móveis planejados

e sob medida. “Diferente dos móveis planejados, que

utilizam módulos pré-fabricados com medidas padrão,

o trabalho desses profissionais permite a criação de

peças 100% sob medida. Isso é fundamental para otimizar

cada centímetro desses espaços reduzidos, garantindo

funcionalidade e aproveitamento estratégico

que as estruturas industriais não conseguem oferecer”,

compara Sandra.

Para quem deseja iniciar na área, a consultora do

Sebrae (SP) orienta a busca por capacitação em gestão

e finanças para manter a sustentabilidade do negócio.

Além disso, é importante a criação de um portfólio

para divulgação dos serviços e a definição de um nicho

de atuação.

“Quando se torna especialista, o mercado para

de te comparar pelo preço e passa a te procurar pela

exclusividade, permitindo que o profissional cobre

um valor justo pelo seu talento único”, orienta Sandra

Fiorentini.

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54 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



BALANÇO

INDÚSTRIA MOVELEIRA GAÚCHA

DESACELERA

APESAR DA RETRAÇÃO NAS EXPORTAÇÕES E

NA GERAÇÃO DE EMPREGO, SETOR REGISTROU

AVANÇO NO FATURAMENTO EM 2025

Fotos: divulgação

O

setor moveleiro gaúcho encerrou o ano

de 2025 com avanço de faturamento,

mas retração nas exportações e na geração

de empregos. A análise foi feita

pela Movergs (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul a partir

de fontes oficiais do governo.

Dados da Secretaria da Fazenda do Rio Grande

do Sul mostram que as mais de 2.600 empresas moveleiras

do Estado registraram faturamento de R$

14,5 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025. O

montante representa crescimento nominal de 6,48%

frente ao mesmo período de 2024. Utilizando como

parâmetro o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Amplo), que em 2025 ficou em 4,26%, o crescimento

real do segmento foi em torno de 2,22%.

EM 2025 TIVEMOS

DESAFIOS QUE

IMPACTARAM VÁRIOS SETORES. EM

UM CENÁRIO MAIS FAVORÁVEL,

POSSIVELMENTE TERÍAMOS UM

DESEMPENHO MELHOR

VITOR AGOSTINI,

PRESIDENTE DA MOVERGS

56 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 57



BALANÇO

PARÁ AVANÇA

Agência EKO

E CONSOLIDA

FORÇA NO MERCADO

INTERNACIONAL

DE MADEIRA

106%

Para o presidente da Movergs, Vitor Agostini, o

desempenho poderia ser melhor. “Em 2025 tivemos

desafios que impactaram vários setores. Baixo crescimento

da economia e desajuste fiscal do governo,

por exemplo, impactam na taxa de juros e dificultam

o consumo interno de bens duráveis, que é o caso

dos móveis. Já as exportações foram impactadas

pelas oscilações do mercado internacional, principalmente

com a alta tributação aplicada pelos EUA (Estados

Unidos da América), que era o principal destino

dos móveis gaúchos. Em um cenário mais favorável,

possivelmente teríamos um desempenho melhor no

ano passado”, analisa.

NOVOS MERCADOS

Segundo informações do portal Comex Stat (sistema

oficial de dados do comércio exterior brasileiro

do governo federal), as exportações de mobiliário

produzido no Rio Grande do Sul movimentaram US$

256,5 milhões em 2025 (queda de 3,3% comparado a

2024). Apesar da retração de 32,5% nas vendas para

os EUA, cresceram as compras feitas por países como

Uruguai (+13,2%), Argentina (+127,1%) e México

(+14,8%).

“A redução expressiva das exportações para os

EUA comprova que a taxação de 40% determinada

pelo presidente Donald Trump trouxe um impacto

considerável à competitividade dos nossos móveis.

Para os empresários que vendem para fora do Brasil,

fica como aprendizado a importância de diversificar

mercados. Muitas indústrias já vêm fazendo isso,

tanto que tivemos aumento nas vendas para outros

países”, avalia Daniel Segalin, diretor Internacional da

Movergs.

A direção da Movergs vê que os desafios geopolíticos

tendem a permanecer em 2026. “De um lado,

a baixa na alíquota de importação dos EUA para 15%

e o acordo entre Mercosul e União Europeia criam

um cenário mais favorável para as exportações. Mas,

ao mesmo tempo, temos crise política na Argentina,

importante parceira comercial no ano passado, e a

guerra entre Israel e EUA contra o Irã, que já vem deixando

o mercado global receoso, inclusive com oscilações

no preço do petróleo”, explica Daniel Segalin.

de crescimento nas exportações

Qualidade, valor e presença global.

58 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

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BALANÇO

Outro indicador com retração foi o número de

trabalhadores em atividade. O balanço do Cadastro

Geral de Empregados e Desempregados revela que

o setor moveleiro gaúcho encerrou 2025 com 33.905

empregos diretos, que representa uma queda de

3,01% em relação a 2024. Para o presidente da Movergs,

o resultado é fruto de um conjunto de fatores.

“As demissões são uma realidade nacional. Tivemos

aumento nos postos de trabalho em 2020 e 2021,

período da pandemia com enorme demanda por

móveis. Desde 2022 o setor vem se acomodando em

relação ao volume de produção, às vendas e consequentemente

ao quadro de funcionários. Além disso,

investimentos em automação nas indústrias, terceirização

de processos e possíveis demissões por causa

da taxação dos EUA podem ter gerado desligamentos”,

pontua Vitor Agostini.

A REDUÇÃO

EXPRESSIVA DAS

EXPORTAÇÕES PARA OS EUA

COMPROVA QUE A TAXAÇÃO

DE 40% TROUXE UM

IMPACTO À

COMPETITIVIDADE DOS

NOSSOS MÓVEIS. FICA COMO

APRENDIZADO A

IMPORTÂNCIA DE

DIVERSIFICAR MERCADOS

DANIEL SEGALIN,

DIRETOR INTERNACIONAL

DA MOVERGS

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60 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



REPRESENTATIVIDADE

ABIMCI

TEM NOVA GESTÃO

NOVA DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO FOI ELEITA PARA O

TRIÊNIO 2026-2029 BUSCA FORTALECER A ATUAÇÃO EM UM

CENÁRIO DE RETOMADA DA COMPETITIVIDADE

NOSSO FOCO SERÁ

MANTER A DEFESA

ATIVA DOS INTERESSES DO

SETOR E AMPLIAR A

COMPETITIVIDADE DA

INDÚSTRIA BRASILEIRA

RONI JUNIOR MARINI,

PRESIDENTE DA ABIMCI

Fotos: divulgação Abimci

AAbimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente),

com mais de 50 anos de

atuação no setor, está com nova diretoria.

O empresário Roni Junior Marini

foi eleito como novo presidente da instituição

durante a AGO (Assembleia Geral Ordinária), que

aconteceu em março. Na ocasião também foram

empossados os novos Conselhos de Administração

e Fiscal da entidade para o triênio 2026-2029.

Roni Marini sucede a Juliano Vieira de Araujo,

que esteve à frente da associação nos últimos 6

anos, período marcado por desafios com as novas

dinâmicas do comércio internacional após a pandemia,

com aumento nas políticas protecionistas

e tarifárias por parte de importantes parceiros

comerciais.

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Roni Junior Marini e Juliano Vieira de Araujo

TRANSIÇÃO NO SETOR

Entre as prioridades da nova gestão estão a

defesa de interesses e a promoção do setor madeireiro

e florestal, o monitoramento dos mercados

nacional e internacional, o reforço em pautas

prioritárias como logística e infraestrutura e a busca

constante pela qualidade e padronização dos

produtos de madeira processada nos segmentos

representados pela Abimci.

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62 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

ABRIL 2026 63



REPRESENTATIVIDADE

Na área técnica, a entidade reforçará sua atuação

no desenvolvimento dos programas de certificação

e qualidade, alinhados às exigências dos

mercados internos e externos. A promoção do uso

da madeira em sistemas construtivos também permanece

como uma das frentes prioritárias.

Ao assumir o cargo, o novo presidente destacou

que a gestão se inicia em um momento de

transição para o setor, após a recente redução

das tarifas aplicadas pelos EUA (Estados Unidos

da América) aos produtos brasileiros de madeira

processada. “A redução das tarifas representa um

sinal importante para a reorganização dos fluxos

comerciais, mas o cenário ainda exige cautela e

acompanhamento técnico permanente. Nosso

foco será manter a defesa ativa dos interesses do

setor e ampliar a competitividade da indústria brasileira”,

defendeu Marini.

Ao encerrar sua gestão, Juliano Vieira de Araujo

destacou o fortalecimento institucional da associação

ao longo dos últimos 6 anos, tempo em

que esteve à frente da entidade. “Enfrentamos um

CONHEÇA A DIRETORIA EXECUTIVA E O CONSELHO FISCAL PARA A GESTÃO 2026-2029:

Presidente

Roni Junior Marini

Tesoureiro

José Carlos Januário

Primeiro Vice-Presidente

Amauri Eduardo Kollross

Segundo Vice-Presidente

Daniel Berneck

Conselheiros Vice-Presidentes

Armando José Giacomet

Danilo Comin Salvaro

Ettore Giacomet Basile

Fábio Ayres Marchetti

Guilherme Damiani Ranssolin

Ivan Tomaselli

Luiz Alberto Sudati

Luiz Alfredo Kasectari

Luiz Daniel Woiski Guilherme

Marco Antonio Balvedi

Conselho Fiscal – Titulares

Fabrício Antonio Moreira Neto

Paulo Cavalcanti Neto

ENFRENTAMOS UM DOS

PERÍODOS MAIS

DESAFIADORES DA HISTÓRIA RECENTE

DO SETOR, COM INTENSA

MOBILIZAÇÃO TÉCNICA E

INSTITUCIONAL. AMPLIAMOS NOSSA

CAPACIDADE DE DIÁLOGO,

FORTALECEMOS NOSSA PRESENÇA

JUNTO AOS GOVERNOS E

CONSOLIDAMOS A UNIÃO DO SETOR

EM MOMENTOS CRÍTICOS

JULIANO VIEIRA DE ARAUJO,

EX-PRESIDENTE DA ABIMCI

dos períodos mais desafiadores da história recente

do setor, com intensa mobilização técnica e institucional.

Ampliamos nossa capacidade de diálogo,

fortalecemos nossa presença junto aos governos

e consolidamos a união do setor em momentos

críticos”, reforçou.

Durante o evento, foram lançados o Relatório

de Gestão 2023-2026 e o Estudo Setorial 2026,

que é a principal publicação da entidade. Também

foram nomeados os novos coordenadores dos diversos

comitês que compõem a Abimci.

CONHEÇA OS COORDENADORES DE COMITÊS PARA O TRIÊNIO 2026-2029:

Comitê de Compensado

Plastificado

Juliano Vieira de Araujo

Comitê de Laminados e

Compensado de Pinus e Eucalipto

Rafael Bobato

Comitê de Madeira Serrada

Luiz Daniel Woiski Guilherme

Comitê de Molduras

Gian Carlo Marodin

Comitê de Paletes e Embalagens

Jose Carlos Haas Junior

Comitê de Pellets

Ademir Antônio Gasperini

Comitê de Pisos

Murilo Granemann de Souza

Comitê de Portas

Robson Luiz Marcon

Comitê Florestal

Mario Sant´Anna Jr

Comitê de Construções em Madeira

Patrick Reydams

Diretor Região Norte

Luis Fernando Honório Alves

64 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026

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ARTIGO

RELAÇÃO

ENTRE PROPRIEDADES ELÁSTICAS

E BIOLÓGICAS EM PAINÉIS

AGLOMERADOS FEITOS COM

RESÍDUOS DE MADEIRA DE

EUCALIPTO

Fotos: divulgação

FABRICIO GOMES GONÇALVES

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

PEDRO GUTEMBERG DE ALCÂNTARA SEGUNDINHO

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

MICHELÂNGELO VARGAS FASSARELLA

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

DANIELA MININI

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

VINÍCIUS PEIXOTO TINTI

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

YONNY MARTINEZ LOPEZ

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

MAYÁRIA JOSIÂNIA KERCÍLIA FIRMES SAMPAIO FELBERG

UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)

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ARTIGO

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram produzidos trinta e quatro painéis aglomerados

de madeira, em uma prensa (Solab, SL12) de pratos

planos e aquecidos tendo como matéria-prima os

resíduos de madeira de eucalipto provenientes de uma

serraria localizada na região do Caparaó, sul do estado

do Espírito Santo. Foram utilizadas serragem de destopadeira,

peneirados e selecionadas, com dimensões

entre 1,5mm e 2,0mm (milímetros) de comprimento.

Foi utilizado 8% do adesivo ureia-formaldeído (Hexion,

Curitiba-PR), modificado com uma solução de tanino

comercial de acácia negra (Tanac, Montenegro-RS) diluído

a 50% em água destilada. A Tabela 1 (encontrada

no texto original) ilustra a composição dos adesivos

nos respectivos tratamentos, as densidades obtidas e

as razões de compactação dos mesmos.

RESUMO

N

este trabalho obteve-se corpos de prova

provenientes de painéis aglomerados

confeccionados a partir de resíduos de

madeira serrada de eucalipto. Caracterizou-se

o módulo de elasticidade a

partir da frequência flexional e longitudinal e módulo

de cisalhamento por meio de ensaios não destrutivo

e destrutivo. Foram avaliadas a resistência biológica

dos painéis a partir da reação aos fungos Neolentinus

lepideus e Brunneoporus malicola (≈ Gloeopyllum

trabeum) e com térmitas Cryptotermes brevis e Nasutitermes

sp. Nos ensaios determinou-se a perda

de massa após o período de ataque. Observou-se

relação entre o método de vibração flexional do

corpo de prova retangular com o módulo de elasticidade

estático, possibilitando o uso desse método.

Os painéis com menor teor de tanino (2%) no adesivo

apresentaram desempenhos mecânicos inferiores. As

técnicas utilizadas mostraram ser possível a estimação

das propriedades em painéis aglomerados. Os painéis

apresentaram-se mais resistentes para o fungo Brunneoporus

malicola com as menores perdas de massa

(média geral de 15,73%) em relação ao Neolentinus

lepideus (45,73%). Os painéis confeccionados com 100

% de tanino-formaldeído promoveram maior perda de

massa quando em contato com a térmita Cryptotermes

brevis (12,54%) e para ambos os fungos Brunneoporus

malicola (21,2%) e Neolentinus lepideus (53,8%). Para

as térmitas Nasutitermes sp. os painéis com 100% de

tanino foram menos degradados.

INTRODUÇÃO

A madeira se destaca como matéria-prima na

competitividade industrial sendo base em inúmeras

atividades produtivas. Devido a suas propriedades mecânicas,

estruturais e biodegradáveis, seu uso deve ser

coerente às suas características, visando rendimento e

qualidade no produto final almejado.

A madeira aglomerada, ou painel aglomerado, é

um compósito formado por partículas de espécies madeireiras

ou outro material lignocelulósico, incorporadas

com um adesivo sintético ou natural, e consolidadas

por meio de aplicação de calor e pressão em uma

prensa específica. Esse tipo de produto surgiu com o

objetivo de tentar suprir a escassez da matéria-prima

que ocorreu durante e após a II Guerra Mundial e ganhou

espaço no mercado principalmente pelo baixo

preço.

A produção de painéis de madeira, como mencionado

no relatório da indústria brasileira de árvores,

apresenta grande importância para a economia brasileira,

sendo o ano de 2019 finalizado com uma produção

de 6,9 milhões de m3 (metros cúbicos), variando

apenas -0,7% em relação ao ano de 2019.

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ARTIGO

CONCLUSÕES

A técnica de excitação por impulso para estimar

o módulo de elasticidade mostrou-se eficiente, principalmente

naqueles painéis de maior densidade. A

técnica utilizando Stress Wave Time também atendeu

as expectativas para determinação do módulo de elasticidade.

Os corpos de prova retangulares apresentaram valores

de módulo de elasticidade mais próximos daquele

obtidos no ensaio de flexão estática. Então, consideraria

esse formato de corpo de prova mais promissor

para os ensaios nesses tipos de painéis. O corpo de

prova quadrado apresentou maiores valores absolutos

na utilização das técnicas de estimativa do módulo de

elasticidade.

A presença de tanino nos painéis foi condicionante

para a resistência ao ataque de agentes biodeterioradores,

a exemplo do cupim Nasutitermes sp. e o fungo

Brunneoporus malicola. De uma forma geral, os painéis

foram resistentes ao ataque de Cryptotermes brevis.

FORAM PRODUZIDOS TRINTA E QUATRO PAINÉIS

AGLOMERADOS DE MADEIRA, EM UMA PRENSA DE

PRATOS PLANOS E AQUECIDOS TENDO COMO MATÉRIA-PRIMA OS

RESÍDUOS DE MADEIRA DE EUCALIPTO PROVENIENTES DE

SERRARIA LOCALIZADA NA REGIÃO DO CAPARAÓ (ES), SUL DO

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

Essa é uma versão resumida do

artigo, o conteúdo completo

pode ser acessado pelo QR

Code ao lado:

EQUIPAMENTOS QUE

SUPORTAM O RIGOR DA

FLORESTA

RESULTADOS

Neste trabalho, a variação significativa de tanino no

adesivo químico ureia formaldeído, foi detectada pela

análise variância (F < 0,05) para ambos módulos de

elasticidade e de ruptura a flexão estática.

Valores médios dos módulos de elasticidade (A) e

de ruptura (B) na flexão estática na seção transversal

obtidos por ensaio destrutivo. Adesivos: 100% Tuf:

100% ureia-formaldeído; 100% Tuf: 100% tanino-formaldeído;

98:2 Tuf: 98% ureia-formaldeído e 2% tanino-formaldeído;

95:5 Tuf: 95% ureia-formaldeído e 5% tanino-

-formaldeído; 90:10 Tuf: 90% ureia-formaldeído e 10%

tanino-formaldeído; 85:15 Tuf: 85% ureia-formaldeído

e 15% tanino-formaldeído. Barras são o desvio padrão.

Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si

(Tukey ≥ 0,05).

DISCUSSÃO

Os painéis produzidos apresentaram grau de

compactação médio da ordem de 0,61 (razão entre a

densidade média dos painéis pela massa específica da

madeira utilizada).

Valor relativamente baixo, porém esperado considerando

a densidade moderadamente alta da madeira

de eucalipto usado no experimento (700 kg m3), inibindo

a densificação do produto. Outros motivos que

influenciam a qualidade dos corpos de prova podem

ser explicados por pequenas variações que ocorrem

no processo manual de manufatura dos painéis em

laboratório, especialmente nas fases de montagem do

colchão, na adição da resina e aditivos e na própria característica

do painel [30, 31] e ainda na quantidade de

casca presente no resíduo [32].

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ABRIL 2026 71

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E TESTES

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AGENDA

AGENDA

2026

ABRIL 2026

23 A 26

JUNHO 2026

30 DE JUNHO A 03 DE JULHO

AGOSTO 2026

17 A 20

WOOD TAIWAN

LOCAL: TAIPEI (TAIWAN)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

WOODTAIWAN.COM/EN/INDEX.

HTML

FORMÓBILE

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.

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DU BOIS

2 A 4 DE JUNHO DE 2026

LOCAL: NANTES (FRANÇA)

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PARA ESTA NOVA EDIÇÃO, O EVENTO APRESENTA

UMA NOVA IDENTIDADE VISUAL: NOVO

LOGOTIPO, NOVAS CORES, NOVOS MATERIAIS DE

COMUNICAÇÃO. PARA JEAN PIVETEAU, PRESIDENTE

DA FEIRA, “A MUDANÇA NO PAPEL DA MADEIRA

NA SOCIEDADE É DIRETAMENTE VISÍVEL NOS

ESTANDES DOS EXPOSITORES: NO INÍCIO DA

CARREFOUR INTERNATIONAL DU BOIS, HAVIA

MUITO MENOS PRODUTOS PROCESSADOS ​DO QUE

HOJE. AS EMPRESAS DO SETOR ESTÃO INOVANDO

E PROJETANDO PRODUTOS CADA VEZ MAIS

SOFISTICADOS E DE ALTO VALOR AGREGADO QUE

ATENDEM ÀS NECESSIDADES DO MERCADO.”

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72 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026



ESPAÇO ABERTO

USO DA TECNOLOGIA

ATRELADO À MANUTENÇÃO INDUSTRIAL AMPLIA SEGURANÇA

PARA ALÉM DOS AMBIENTES DE TRABALHO

ALÉM DE GARANTIR UMA

MAIOR EFICIÊNCIA COM

FERRAMENTAS ATUALIZADAS E

PROFISSIONAIS ADEQUADOS, A

MANUTENÇÃO PRECISA SEGUIR UM

PLANEJAMENTO FUNDAMENTADO

POR

LUCAS RUFATTO

EXECUTIVO DE CONTAS

DA FRACTTAL BRASIL

Atualmente, o Brasil lida com um desafio persistente

e preocupante sobre a segurança no

ambiente de trabalho. Desde 2021, o número

de acidentes dessa natureza cresce, em média,

11% ao ano, conforme indicam os dados

do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Para as empresas,

isso significa que ainda é necessário tratar essa questão

estrategicamente, estimulando a adoção de medidas que

garantam o bem-estar dos colaboradores e a integridade

das instalações. Nesse sentido, a manutenção regular e

eficaz tem um impacto direto na segurança operacional, especialmente

nas indústrias essenciais.

Estes estabelecimentos, bem como os maquinários que

exigem manutenção consistente, são conhecidos como

críticos, visto que falhas na estrutura ou em ativos podem

comprometer a segurança das pessoas ou produtividade

dos equipamentos e, em casos mais complexos, resultar em

óbitos. Essa classificação de criticidade é realizada em uma

escala ABC, a partir da análise de critérios como segurança,

confiabilidade, qualidade, frequência da manutenção e

custo.

A manutenção de ativos precisa estar presente em todos

os estabelecimentos para atender às exigências da NR12,

que regulamenta a segurança no trabalho em máquinas

e equipamentos, especialmente em indústrias essenciais.

No setor de saneamento, por exemplo, uma falha pode

interromper o tratamento de esgoto, contaminar o meio

ambiente e colocar em risco a saúde da população. Já no

segmento de energia, uma falha na distribuição pode comprometer

diversos serviços essenciais, inclusive o funcionamento

de hospitais.

Entre os diversos tipos de manutenção, a preventiva

sistemática é a mais comum em ativos críticos, sendo realizada

de maneira periódica com a substituição de peças

e fluidos, inspecionando o ativo e testando suas funções,

a fim de garantir o funcionamento e evitar falhas. Atrelada

à manutenção preventiva temos a preditiva, que monitora

parâmetros de funcionamento do ativo, a fim de identificar

uma anomalia precocemente.

As manutenções preventiva e preditiva, apesar de serem

feitas por meio de mecanismos comuns, têm sido aprimoradas

com o uso de ferramentas digitais. As principais

tecnologias empregadas para cumprir as ações necessárias

são o CMMS/EAM, um sistema de monitoramento baseado

em IoT e IA (inteligência artificial), especialmente quando

integradas na mesma solução.

Para que esse processo seja eficiente, as companhias

precisam de profissionais qualificados para garantir eficiência

e realizar as atividades de acordo com a classe do equipamento

e complexidade das ferramentas. Um colaborador

bem preparado trará maior confiabilidade para a empresa,

transformando a manutenção preventiva em um investimento

estratégico.

Além de garantir uma maior eficiência com ferramentas

atualizadas e profissionais adequados, a manutenção precisa

seguir um planejamento fundamentado. Uma boa gestão

de equipes, mantendo-as capacitadas e atendendo aos prazos

dimensionados, associada ao gerenciamento preciso do

estoque para evitar falta de material, é essencial para garantir

a integridade dos colaboradores e das operações.

Nesse sentido, o futuro da manutenção capaz de salvar

vidas está diretamente voltado para o monitoramento online.

Este controle é capaz de gerar uma base de dados, possibilitando

que as ferramentas de IA desenvolvam análises e

sugestões de boas práticas para cada ativo.

Essas adaptações são a chave para evitar falhas com potencial

catastrófico, ao mesmo tempo que proporcionam às

empresas informações em tempo real e o apoio necessário

não somente para a otimização de processos e custos, mas

também para a evolução dos negócios como um todo.

Foto: divulgação

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