Industrial_283 OPS
26,28,20,22,24,26,28,30,36,38,40,42,46,47,48,49,52,54,57,58,60,64,68,70,74
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ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país
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MODERNIDADE NA
EXAUSTÃO DA
MADEIRA
SISTEMAS DE ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM QUE
UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E
SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE
DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA
INDÚSTRIA MOVELEIRA
MODERNITY IN WOOD
EXHAUST SYSTEMS
ASPIRATION AND FILTRATION SYSTEMS THAT
COMBINE EFFICIENCY, ENGINEERING, AND SAFETY
CONTRIBUTE TO THE CONTROL OF PARTICULATE
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Toras de Ø100mm até Ø350mm de diâmetro;
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INDUSTRIAL
2026
44
50
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66
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Forma real da tora em 360° com ultra precisão
Imagens coloridas em alta resolução para detecção superior
de defeitos visuais, impulsionada pela
MADEIRA
Detecção por raio-X avançada, baseada em treinamento da
MiCROTEC Ai com dados reais de tomografias (CT scans)
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
ABB Wood Brazil 27
Aimex 59
Arte Diamante 76
Bruno 11
Contraco 25
DRV Ferramentas 15
EHW do Brasil 17
Engecass 39
ForMóbile 37
Gaidzinski 53
Impacto Máquinas 75
Incomac 63
Indumec 33
J de Souza 71
Lignum Latin America 2026 73
Máquinas Águia 31
Mendes Máquinas 02
Microtec 07
Minimax 19
Mion & Mosole 43
MSM Química 23
Omil 21
Pika Retech 13
Pika Retech 35
Plantag do Brasil 69
Pole Cola 61
Reval Serras 29
Rotteng 04
SVJD Robotics 41
Timbermaq 09
Top Solid 65
Woodflow 55
SUMÁRIO
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
30 Aplicação
32 Frases
34 Entrevista
44 Principal Ar limpo, proteção segura
50 Marcenaria
56 Balanço
62 Representatividade
66 Artigo
72 Agenda
74 Espaço Aberto
Precisão excepcional na medição sobre e sob a casca
Compensação de movimento para medições mais precisas,
apoiada por estereoscopia
Mais informações
06
referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
microtec.com
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EDITORIAL
INDÚSTRIA
DESENVOLVIDA
A
aplicação de sistemas modernos e eficientes
para aspiração industrial é o tema
central da matéria de capa desta edição
da Revista REFERÊNCIA MADEIRA IN-
DUSTRIAL. A empresa Mion&Mosole, de
origem italiana, é referência em soluções de alta tecnologia
para esta área, atendendo em especial a indústria
moveleira, contribuindo para uma produção segura e
com ar limpo no ambiente. O empresário Luciano Zatti
é o destaque na editoria Entrevista, onde lembra a trajetória
da família com a Madezatti, até a inauguração
da Mademape, hoje líder nacional em mix de eucalipto.
Outras reportagens especiais trazem um balanço da
indústria gaúcha de móveis, a eleição da nova diretoria
da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira
Processada Mecanicamente), o aumento de registro
de marceneiros e carpinteiros no Estado de São Paulo,
entre outros assuntos de interesse do setor!
NA CAPA
OS SISTEMAS DE
ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM
DA MION&MOSOLE SÃO O
DESTAQUE DA CAPA DESTA
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 283 - ABRIL 2026
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº283 • Abril 2026
ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país
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MODERNITY IN WOOD
EXHAUST SYSTEMS
ASPIRATION AND FILTRATION SYSTEMS THAT
COMBINE EFFICIENCY, ENGINEERING, AND SAFETY
CONTRIBUTE TO THE CONTROL OF PARTICULATE
EMISSIONS IN THE FURNITURE INDUSTRY
EDIÇÃO.
MODERNIDADE NA
EXAUSTÃO DA
MADEIRA
SISTEMAS DE ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM QUE
UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E
SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE
DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA
INDÚSTRIA MOVELEIRA
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.
bartoski@revistareferencia.com.br
08
DEVELOPED INDUSTRY
T
his issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial
features a cover story on the use of
modern and efficient industrial dust extraction
systems. Mion&Mosole, an Italian
company, is a leader in high-tech solutions
for this area. They serve the furniture industry in particular,
contributing to safe production and clean air in
the workplace. In the Interview Section, Luciano Zatti
recounts his family’s history with Madezatti, which led to
the founding of Mademape, now the national leader in
eucalyptus wood products. Other special stories provide
an overview of the furniture industry in Rio Grande
do Sul, the election of the new Board of Directors of
the Brazilian Association of the Mechanically Processed
Wood Industry (Abimci), and the increase in the number
of registered cabinetmakers and carpenters in São
Paulo. These stories also cover other topics of interest
to the Sector!
referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
Redação / Writing
Gisele Rossi
jornalismo@revistareferencia.com.br
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski / Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Tradução / Translation - John Wood Moore
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br - 0800 600 2038
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Assinaturas Eventos / Subscription Events
José A. Ferreira - (41) 99203-2091
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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de
responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco
de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-
FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,
exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and
consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,
governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based
segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,
articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The
use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs
and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without
the written authorization of the holders of the authorial rights.
ENTREVISTA: Felipe Antoniolli, presidente do Sindusmad (MT), destaca a importância do manejo florestal
CARTAS
CARTAS
ENTREVISTA
Por Amauri Carvalhosa –
Registro (SP)
Parabéns pela entrevista
com Felipe Antoniolli.
É muito interessante o
trabalho com manejo
sustentável no Mato
Grosso.
CAPA DA EDIÇÃO 282 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MARÇO DE 2026
PRINCIPAL
Por Cláudia Pires –
Canoinhas (SC)
INOVAÇÕES E
TENDÊNCIAS
Contando os dias para ver tudo de perto na
ForMóbile. A feira nunca decepciona.
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº282 • Março 2026
FEIRA SE CONSOLIDA COMO VITRINE DAS
PRINCIPAIS NOVIDADES PARA INDÚSTRIA DE
MÓVEIS E MADEIRA, E COM ESPAÇO
DIFERENCIADO PARA MADEIRA MACIÇA
INNOVATIONS AND TRENDS
THE FAIR IS ESTABLISHING ITSELF AS A SHOWCASE FOR THE
MAIN INNOVATIONS IN THE FURNITURE AND WOOD
INDUSTRY, WITH A DEDICATED SPACE FOR SOLID WOOD
O FUTURO NÃO SE ESPERA,
O FUTURO SE PROCESSA
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: divulgação
BALANÇO
Por Igor Bertoldi –
Rio do Sul (SC)
Importante o destaque
para indústria madeireira
em Santa Catarina,
presente em praticamente
todo Estado.
LEVANTAMENTO
Por Rubem Figueiredo –
Campo Grande (MS)
Interessante o levantamento feito pelo
Imaflora, valoriza o trabalho com madeira
legalizado na região.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
10 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
jornalismo@revistareferencia.com.br
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RODRIGO DA SILVA, EM CURITIBA (PR).
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ALTA
CONSTRUÇÃO COM
MADEIRA ENGENHEIRADA
O governo do Paraná iniciou
a construção do Planetário do
Parque da Ciência Newton
Freire Maia, em Pinhais (PR), na
Região Metropolitana de Curitiba
(PR). O projeto prevê uma
edificação com uso de madeira
engenheirada, técnica construtiva
que utiliza camadas de madeira
coladas sob alta pressão
para formar peças de grande resistência
e estabilidade. O método
permite maior eficiência
estrutural e redução na geração
de resíduos, em comparação
a sistemas tradicionais. Serão
mais de 4,5 mil m 2 (metros quadrados)
de área construída.
BAIXA
IMPORTANTE MERCADO
EM RETRAÇÃO
O Panorama Econômico da
Indústria, publicação trimestral
do Departamento de Economia
da Fiesp (Federação das
Indústrias de São Paulo), revela
que o segmento industrial paulista
iniciou 2026 em retração.
Segundo os dados agregados
do primeiro trimestre do ano,
todos os componentes pesquisados:
produção, vendas,
custos, investimentos em equipamentos,
P&D, Indústria 4.0 e
capacidade instalada apresentaram
piora se comparados ao
trimestre anterior. A pesquisa
aponta que os empresários
enfrentam um ambiente de restrição
produtiva.
Pikaretech.com
12 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças
ilustres e de grande valor para o segmento florestal
em março de 2026. No primeiro episódio do mês
estavam presentes Wander Hoeger e Alexandre Vian,
diretor e gerente geral da Lignum Biomassa, respectivamente.
O segundo episódio teve a presença da
sócia da Bonardi Painéis de Madeira, Lisiane Tissot,
e da executiva de atendimento da ForMóbile, Valéria
Brizola.
Wander Hoeger comentou sobre como conheceu
a engenharia florestal e se aproximou da área.“Tinha
um tio que era engenheiro florestal, que era bem-
-sucedido na época. Em 2000 foi oferecido o curso
de Engenharia Florestal, com professores de Cuiabá
(MT). Não que tenha sido uma falta de opção, mas
era o que tinha disponível para a gente. Quando
formado, abri um escritório e comecei a prestar consultoria
até uns 5 anos atrás”, explicou Hoeger.
Já Alexandre Vian abordou como a família e o
cunhado Wander Hoeger foram decisivos na aproximação
dele com a Lignum. “Vou ser muito sincero. Vi
a oportunidade de ficar mais perto das minhas filhas
durante a semana. Mas tudo tem um propósito maior
e quando pedimos orientação a Deus, ele dá essa
orientação”, complementou Vian.
No outro programa, Valéria Brizola contou como
o início profissional está diretamente ligado a ForMóbile:
“Com 22 anos comecei a trabalhar na ForMóbile
e das 11 edições da feira, participei de nove. Para
se ter uma ideia, foi a minha segunda experiência
profissional e até hoje estou na empresa. Comecei
na parte operacional, atendendo os clientes e fui
crescendo dentro da feira e hoje trabalho na coordenação
da parte comercial”, relembrou Valéria.
Por fim, Lisiane Tissot contou com a Bonardi
Painéis de Madeira iniciou a parceria com a ForMóbile
e como a empresa tem avaliado as participações
ao longo dos anos: “Estamos na ForMóbile praticamente
desde a primeira edição. Em 2024, fizemos
o lançamento da nossa Linha Bonbord em 2024 e
neste ano vamos apresentar uma novidade, que é o
acabamento em verniz dessa linha. Estamos cheios
de energia para a ForMóbile 2026”, finalizou Lisiane.
Wander Hoeger, diretor da
Lignum Biomassa
Alexandre Vian, gerente geral
da Lignum Biomassa
Os episódios completos
o Leitor pode conferir no
canal do youtube da Revista
REFERÊNCIA:
Lisiane Tissot, sócia da Bonardi
Painéis de Madeira
Valéria Brizola, executiva de
atendimento da ForMóbile
Foto: REFERÊNCIA
14 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
NOTAS
O PAPEL DOS CONSELHOS
NAS EMPRESAS
O consultor na área de economia e política florestal, conselheiro de sustentabilidade da Cenibra,
José Sawinski Júnior, é um dos autores do livro: Ecossistema de Conselhos – Acelere
o crescimento da sua empresa, de pequeno, médio ou grande porte, com a orientação de
conselheiros experientes. A obra lançada pela editora BOC, reúne artigos de 33 autores, e
teve coordenação de Reny Okuhara e Roberta Chaves. O livro se apresenta como um guia
prático com relatos reais, insights e conhecimento de conselheiros experientes que mostram
como extrair valor de conselhos de administração, consultivos, familiares ou institucionais.
Oferece informações para expandir seu negócio, ampliar o aprendizado e acelerar resultados,
para quem busca crescimento sustentável e inovação. José Sawinski é o autor do artigo:
Governança com propósito - estratégias de conselho para impacto econômico, setorial e social
-; em que ele fala de sua experiência como consultor, destaca os principais aspectos dos
conselhos estratégicos, seja em uma startup, em sociedades, ou mesmo nas entidades associativas.
“Conselhos bem estruturados atuam como agentes de governança, promovendo a
integração entre visão estratégica, rigor técnico e execução pragmática. O papel do conselheiro
ultrapassa o aconselhamento tradicional e se transforma em uma função estratégica
de facilitação, mobilização e inovação, contribuindo decisivamente para o fortalecimento das
organizações e dos ecossistemas em que estão inseridas”, destaca José Sawinski Júnior.
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NOTAS
PRESIDENTE DA MADERALIA
DESTACA CRESCIMENTO DA
CARPINTARIA INDUSTRIAL
A próxima edição da Fimma + Maderalia (10 a 13 de novembro de 2026), tradicional feira do setor madeireiro
que acontece a cada dois anos em Valencia, na Espanha, promete ser uma das maiores já realizadas.
O presidente do Comitê Organizador da Maderalia, Alejandro Bernejo, também presidente da
Asemad (Associação de Carpintaria e Afins da Comunidade Valenciana), e da Fevama (Federação Valenciana
da Madeira) afirma que a feira vem se consolidando no setor. “A Maderalia está se consolidando
como o evento internacional de referência para as indústrias de madeira e mobiliário. Estamos diante da
edição mais forte da última década, impulsionada por um volume de inscrições e um nível de interesse
que não víamos há muito tempo”, acentua. Alejandro avalia que o mercado de madeira e derivados na
Espanha está forte, com novo direcionamento. “Enquanto a construção de novos imóveis avança lentamente,
o segmento de reformas e revitalizações tornou-se o principal suporte para a carpintaria industrializada.
Em um momento de incerteza na construção de novos imóveis, especializar-se em soluções
de reforma, onde a madeira agrega valor em termos de estética e eficiência, é a maneira de assegurar
margens operacionais e proteger a participação de mercado”, avalia. Na mesma linha, Alejandro pontua
que o momento é positivo do mercado espanhol. “Posso garantir que a carpintaria industrial deixou de
ser uma atividade estática e tradicional para se tornar um motor de design e inovação”, pontuou.
Alejandro Bernejo
Foto: divulgação
Fotos: divulgação Maderalia
MXOne
Turbina Extintora de Alto Desempenho
Informações técnicas sobre a
turbina extintora de alto
desempenho MXOne:
Conexão de energia:
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-15° a +55°C
Ângulo de inclinação: -19° a +43°
Ângulo de rotação: 360°
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(DN 125)
Pressão de operação: 4 a 16 bar
Potência da hélice: 12,5 kW
a 2.910 rpm
Para saber mais sobre a
feira, acesse o QR Code
ao lado:
18 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
NOTAS
NOVO PROJETO DA BRASPINE
CONTA COM LINHA COMPLETA DA MICROTEC
A fabricante brasileira de esquadrias e molduras de pinus está expandindo sua presença no Uruguai com
um novo projeto de serraria com o nome de Oceano. Quando estiver em plena operação, a serraria deverá
se tornar uma das maiores da América do Sul, com uma capacidade de produção projetada de 35 mil m 3
(metros cúbicos) de madeira serrada por mês. Como parte do projeto desenvolvido em cooperação com a
Linares, a MiCROTEC está fornecendo todos os scanners para o pátio de toras, a linha de serragem, a serraria
verde e a serraria seca, incluindo quatro scanners Logeye, dois Truespin e dois Goldeneye Transverse.
As linhas mecânicas para a serraria são fornecidas pela Holtec, Linck e Springer. Com este investimento, a
BrasPine fortalece significativamente sua capacidade produtiva na América do Sul e estabelece um novo
padrão para operações modernas de serrarias de alta capacidade na região. “Nosso objetivo era selecionar
um fornecedor com quem construímos um relacionamento de longa data. Este não é o momento certo para
correr riscos desnecessários, e trabalhar com um fornecedor consolidado e com experiência comprovada em
nossa região é uma consideração fundamental para nós. Estamos ansiosos para fazer deste um projeto um
sucesso juntos”, garante Pedro Pinilla, diretor industrial da BrasPine. “Após fornecermos scanners para diversos
projetos da BrasPine no passado, temos orgulho de que eles tenham escolhido novamente a MiCROTEC
para este projeto. Esta decisão fortalece uma parceria de longa data e reflete a confiança mútua em soluções
comprovadas e expertise técnica”, salienta Ronald Klotz, Gerente de Contas de Vendas para a América do
Sul da MiCROTEC.
Logeye
Foto: divulgação Fotos: Microtec
Goldeneye Transverse
Truespin
20 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
NOTAS
EXPORTAÇÕES DE MADEIRA
DO PARÁ EM ALTA
As exportações de madeira do Pará começaram 2026 em alta. De acordo com levantamento da Aimex (Associação
das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará), com base em dados do Comex Stat, do
MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço), o Estado exportou, em janeiro, US$ 23,6 milhões
em produtos da posição 44 da NCM/SH, que engloba madeira e seus subprodutos. O resultado representa
crescimento de 106,25% em relação a janeiro de 2025, quando o volume exportado somou US$ 11,4 milhões.
Em peso, o avanço foi de 3,98%, passando de 22,8 milhões para 23,7 milhões de quilos. O preço médio por
tonelada também apresentou recuperação, saindo de US$ 502,39 em janeiro de 2025 para US$ 1.003,48 em
janeiro de 2026. Entre os principais produtos exportados, destaque para a madeira perfilada (pisos, deck,
tacos e frisos), que saltou de US$ 4,4 milhões para US$ 16,4 milhões, um crescimento de 271,15%. A madeira
serrada também registrou aumento expressivo de 60,2% em valor, alcançando US$ 5 milhões. Por outro lado,
a madeira em bruto apresentou retração de 41,05% em valor e 35,89% em peso, enquanto painéis de fibras e
compensados também tiveram queda nas exportações. Os Estados Unidos se consolidaram como principal
destino da madeira paraense, com crescimento de 327,42% nas compras em janeiro de 2026, totalizando US$
9,2 milhões. O país respondeu por 38,94% de toda a pauta exportadora do Estado no período.
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
• Indicadores: EC 257-842-9 /
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
Foto: divulgação
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
22 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
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www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br
Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)
NOTAS
PROPOSTA OBRIGA TER MADEIRA
CERTIFICADA
EM OBRAS COM RECURSOS PÚBLICOS
O Projeto de Lei número 6190/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, obriga o uso exclusivo
de madeira de origem legal e certificada em todas as obras e serviços de engenharia financiados com
recursos públicos federais. O texto abrange reformas, ampliações e construções de natureza habitacional,
comercial, industrial, rural ou de infraestrutura. A exigência se aplica a empreendimentos financiados
pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e por bancos oficiais federais como a Caixa Econômica
Federal, o Banco do Brasil e o BNDES, além de bancos regionais. A regra vale ainda para recursos
do FGTS, dos fundos constitucionais (FNO, FNE e FCO) e outros aportes do Orçamento da União.
A comprovação da origem legal deverá ocorrer em todas as etapas da obra, desde a aprovação do
projeto, até a prestação de contas final. A obrigatoriedade inclui tanto a madeira incorporada ao imóvel
(estruturas, pisos e forros) quanto a utilizada temporariamente, como em fôrmas e escoramentos
para concreto. De acordo com o autor da proposta, deputado Lucas Abrahao (Rede-AP), o objetivo é
combater o desmatamento ilegal utilizando o crédito público como indutor de sustentabilidade. “Se
os financiamentos públicos só pagam obras que comprovem madeira legal, a demanda por madeira
ilegal colapsa”, justifica o parlamentar.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Lucas Abrahao
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No inverno, isso custa caro.
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NOTAS
LANÇADO O ESTUDO SETORIAL
2026 DA ABIMCI
A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) - uma das entidades
mais importantes do pais do setor madeireiro -, lançou a nova edição do estudo setorial,
publicação de referência para o setor. O Estudo Setorial 2026 reúne dados, análises e indicadores atualizados
sobre o setor madeireiro e de base florestal, no cenário nacional e internacional. O documento
consolida informações sobre produção, comércio exterior e desempenho dos segmentos representados
pela associação, além de tendências e perspectivas econômicas, constituindo uma ferramenta de
informação estratégica para as empresas. A publicação está estruturada em seis capítulos incluindo
também pautas institucionais, agendas e atividades desenvolvidas. Além de ser distribuído ao mercado,
também é enviado a órgãos dos governos federal e estadual, aos poderes Executivo e Legislativo,
instituições bancárias e financeiras, bem como a entidades representativas ligadas à cadeia industrial
da madeira, incluindo setores da construção civil, moveleiro e embalagens. As informações contidas
na publicação contribuem para a formulação e estruturação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento
da competitividade, à sustentabilidade e ao desempenho econômico do setor. Durante o ano, a
Revista REFERENCIA MADEIRA INDUSTRIAL estará explorando e trazendo os números constantes no
documento oficial da entidade por meio de reportagens especiais.
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
Produção personalizada: Peças conforme suas especificações
Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade
Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até
28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano
Classificação de qualidade automatizada com
scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto
Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC
Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento
máximo da matéria-prima para paletes
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NOTAS
Foto: divulgação Eucatex
EMPRESA
COMPLETA 75 ANOS
Fundada em 1951, a Eucatex comemora 75 anos em 2026 presente em mais de 40 países e
com um portfólio que inclui mais de 100 famílias de produtos, distribuídas pelos segmentos
da construção civil, indústria moveleira e revenda madeireira. A empresa brasileira conta com
quase 3.500 funcionários e seis unidades, instaladas nos municípios de Salto e Botucatu (SP)
e uma em Cabo de Santo Agostinho (PE). Em mais de sete décadas a companhia se firmou
no mercado com um portfólio completo de soluções em revestimentos decorativos internos
e para paredes, que inclui painéis MDF e MDP, painéis decorativos/ripados, pisos laminados,
pisos vinílicos/LVT, rodapés, portas, divisórias e tintas imobiliárias, além de ser uma das maiores
fabricantes de chapas de fibras de madeira do mundo e de ripados da América Latina.
Seus produtos têm a madeira de eucalipto como principal matéria-prima, proveniente de
florestas cultivadas e certificadas. A empresa participou da Expo Revestir comemorando os
75 anos e onde apresentou as novidades. “A Revestir 2026 simboliza um momento muito
especial para a Eucatex. Ao celebrar 75 anos de história, apresentamos um portfólio que traduz
nossa capacidade de evoluir com o mercado, antecipar tendências e entregar soluções
exclusivas ou inéditas que unem design, desempenho técnico e compromisso ambiental,
olhando para as demandas de 2026 e dos próximos anos”, afirmou Paulo Freitas, diretor Comercial
dos segmentos Indústria Moveleira e Revenda Madeireira.
28 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
APLICAÇÃO
NOVOS PADRÕES
EM PAINÉIS
Foto: neila33/ Arauco | Revestir
A Expo Revestir tem tradição em apresentar
lançamentos para decoração e design e a
edição 2026 não foi diferente. A Arauco fez
o lançamento da coleção Realce, com novos
padrões de painéis criados para valorizar a
arquitetura de interiores e o mobiliário contemporâneo.
Com uma paleta que evoca
especiarias, ingredientes naturais e referências
sensoriais profundas, Realce explora
tons terrosos, quentes e sofisticados, além
de texturas que ampliam a percepção tátil e
visual dos painéis. Pensada para atuar como
revestimento e elemento estruturante dos
ambientes, a madeira reafirma seu protagonismo
na composição dos espaços.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS /PR
MADEIRAS NOS ESPAÇOS
CONTEMPORÂNEOS
Os novos padrões se integram a outros revestimentos
e elementos decorativos, ampliando as possibilidades
criativas. O padrão Pimenta Rosa veio na opção Matt
e Dueto com textura e tom terroso do vermelho tradicional.
O padrão Cravo remete ao desenho natural da
madeira. O Ginger, inspirado no gengibre, vem em um
tom champagne claro. E os padrões Anis e Moscada
completam o lançamento. “A coleção Realce materializa
a visão da Arauco sobre o papel transformador
da madeira nos espaços contemporâneos. Renovável,
versátil e atemporal, a madeira é muito mais do que
um material, é uma resposta concreta aos desafios climáticos
e ambientais do nosso tempo”, resume Mário
Neto, vice-presidente do negócio Madeiras da Arauco
no Brasil.
Foto: neila33/ Arauco | Revestir
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FRASES
“ESPERAMOS UM ANO MUITO POSITIVO, MAS É FUNDAMENTAL
QUE AS EMPRESAS INVISTAM EM INOVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE
E QUALIFICAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA MANTER A
COMPETITIVIDADE”
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MAURÍCIO DE SOUZA LIMA – PRESIDENTE SINDIMOV/MG
(SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO MOBILIÁRIO DE MINAS GERAIS)
“O CIPEM
NA ESTRADA
É UMA FORMA
DE ESTARMOS
PRÓXIMOS
DE QUEM VIVE
DIARIAMENTE
OS DESAFIOS DA
PRODUÇÃO. NOSSO
OBJETIVO É OUVIR
OS EMPRESÁRIOS E
TRABALHAR DE FORMA
ARTICULADA PARA
BUSCAR SOLUÇÕES QUE
FORTALEÇAM O SETOR
DE BASE FLORESTAL E O
DESENVOLVIMENTO DOS
MUNICÍPIOS”
EDNEI BLASIUS,
PRESIDENTE DO
CIPEM (CENTRO
DAS INDÚSTRIAS
PRODUTORAS E
EXPORTADORAS
DE MADEIRA DO
ESTADO DE MATO
GROSSO), SOBRE
A TEMPORADA
2026 DO PROJETO
CIPEM NA ESTRADA
– DO MANEJO AO
MERCADO
“O COPOM UTILIZA A POLÍTICA MONETÁRIA
COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO,
PRODUZINDO EFEITOS COLATERAIS QUE FREIAM
O RITMO DA ATIVIDADE ECONÔMICA”
Foto: divulgação
FABIO BENTES, CHEFE DA CNC (CONFEDERAÇÃO
NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS
E TURISMO)
“0,25% JAMAIS PODE SER
COMEMORADO. 9 A 10% SERIAM
JUROS RAZOÁVEIS PARA A
REALIDADE EXATA DA CONDIÇÃO
FISCAL, DA CONDIÇÃO DA
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ENTREVISTA
EUCALIPTO
INDUSTRIALIZADO
INDUSTRIAL
EUCALYPTUS
ENTREVISTA
Luciano Zatti nasceu em uma família com tradição
madeireira no Rio Grande do Sul. O pai veio para
o Paraná iniciar um novo negócio com os filhos,
para mexer com madeira. E assim foi a trajetória
de Luciano que cresceu profissionalmente com a
Mademape, empresa fundada em 2006 sediada em Campina
Grande do Sul (PR), na região metropolitana de Curitiba
(PR). Sócio fundador, diretor comercial da empresa, ele contribuiu
para a mudança do trabalho com pinus para o eucalipto
e mais recentemente tem se dedicado ao projeto de
construção de casas modulares de madeira. Nesta edição
da Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL trazemos
sua trajetória que foi contada no PODCAST REFERÊNCIA.
Luciano Zatti was born into a family with a long tradition
in the timber industry in Rio Grande do Sul. His
father moved to Paraná to start a lumber business
with his sons. Zatti’s career began when he grew
professionally at Mademape, a company founded
in 2006 and headquartered in Campina Grande do Sul, in the
Curitiba Metropolitan Region. As a Founding Partner and Commercial
Director, he shifted the Company’s focus from pine to
eucalyptus. More recently, he has dedicated himself to building
modular wooden homes. This issue of Referência Madeira
Industrial presents his career story as told on the Referência
Podcast.
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MADEMAPE. CRIADOR DO PROJETO CASA SOLIDÁRIA.
FUNCTION: FOUNDING PARTNER AND COMMERCIAL DIRECTOR OF
MADEMAPE. CREATOR OF THE CASA SOLIDÁRIA PROJECT.
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34 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ENTREVISTA
VEM DE UMA FAMÍLIA MADEIREIRA. COMO
SURGIU A MADEMAPE?
A Mademape veio da Madezatti, empresa fundada
por meu avô em Caxias do Sul (RS), que foi
muito tradicional no modelo construtivo de casas de
madeira e muito utilizada em grandes obras. Perdurou
por muitos anos, com construções no Brasil, em
países africanos. Depois diversificou para madeiras
serradas para exportação. Houve uma divergência na
família, entre os filhos sócios, e em 1999 meu pai mudou
para Curitiba (PR). A Madezatti ainda existe, mas
não opera mais com construção de casas. Hoje tem
florestas de pinus. Meu pai, Humberto Zatti, procurou
uma área e instalou a empresa em Campina Grande
do Sul (PR), que na época estava iniciando uma área
industrial nova. A empresa começou serrando pinus
para exportação. Trabalhamos 3 anos com isso e
passamos a criar produto para o mercado interno. Em
2006 abrimos a Mademape 100% focada no mercado
interno, e assumi a parte comercial, meu irmão Piero
a parte financeira, o mais velho tocava a operação e
meu pai gerenciava tudo. Meu irmão mais velho acabou
saindo da operação. Meu pai morreu de covid-19
em 2021.
COMO FOI SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL?
Comecei com 19 anos. O pai sempre deixou os
filhos à vontade para trabalhar, deixava errar. Toda
minha equipe comercial trabalha com esse conceito.
Com 22 anos estava com o departamento pronto. O
primeiro cliente que abri foi por meio das Páginas
Amarelas, em São Paulo (SP). Trabalhava muito. Lembro
até hoje da nossa primeira carga para trabalhar
com eucalipto. Na época a gente só trabalhava com
pinus. Vendemos a carga sem ter os equipamentos
para produzir, fomos ajustando. Essas experiências da
prática, do dia a dia, que o pai deixava fazer, foi nos
moldando.
O QUE A MADEMAPE FAZ ATUALMENTE?
A Mademape trabalha 100% com eucalipto. Tem
pinus só para um cliente em São Paulo. Quando a
gente definiu trabalhar com eucalipto, fomos traba-
YOU COME FROM A FAMILY IN THE LUMBER
BUSINESS. HOW DID MADEMAPE COME ABOUT?
It grew out of Madezatti, a company founded by my
grandfather in Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, which
was well known for its traditional method of building
wooden houses. This technique was widely used in large-scale
construction projects. The Company operated
for many years, building in Brazil and African countries.
Later, it diversified into exporting sawn wood. There
was a disagreement among the children who were partners,
and in 1999, my father moved to Curitiba, Paraná.
Madezatti still exists, but no longer operates in-house
construction. Today, it owns pine forests. My father,
Humberto Zatti, found a location and founded the
Company in Campina Grande do Sul, Paraná, which was
then developing a new industrial zone. The Company
began by sawing pine for export. We worked on that
for three years, then began producing for the domestic
market. In 2006, we started Mademape, which was
100% focused on the domestic market. I took over the
commercial side; my brother Piero handled the financial
side; my oldest brother ran operations; and my father
managed everything. Eventually, my oldest brother left
the business. My father passed away from complications
due to the virus in 2021.
WHAT WAS YOUR PROFESSIONAL JOURNEY
LIKE?
I started when I was 19. My father always gave his
children the freedom to work and learn from our mistakes.
I operate my entire sales team under this philosophy.
By the time I was 22, the department was up and
running. The first client I signed came from the Yellow
Pages in São Paulo. I worked very hard. I still remember
our first shipment of eucalyptus. At the time, we only
worked with pine. We sold the shipment without having
the necessary equipment; we figured it out as we went
along. The hands-on, day-to-day experiences my father
allowed us to have shaped us.
WHAT IS MADEMAPE DOING THESE DAYS?
Mademape almost exclusively works with eucalyptus.
We only use pine for one client in São Paulo. When
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A MADEMAPE É 100% EUCALIPTO. NOSSA MISSÃO ERA SUBSTITUIR
MADEIRA TROPICAL POR UMA REFLORESTADA. HÁ 18 ANOS ATRÁS
NINGUÉM QUERIA EUCALIPTO. FIZEMOS UM TRABALHO FORTE COM CLIENTES
DO BRASIL TODO
36 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ENTREVISTA
lhar com paletes, mas percebemos que a margem era
baixa, tinha que fazer muito volume, e percebemos
que se levasse um produto parecido com pinus, mas
com mais resistência, poderíamos ganhar mercado.
Assim começamos a fazer esse trabalho. Chegamos a
ser o segundo comprador classe 2 da Klabin, em tora.
Nossa missão na época era substituir madeira tropical
por uma reflorestada. Vigas, caibros, tábuas, há 18
anos atrás ninguém queria eucalipto. Fizemos um
trabalho forte com clientes do Brasil todo. Ajustamos
máquinas, produtos, e a construção (civil) começou a
aceitar o eucalipto. Os lojistas começaram a vender, o
engenheiro de obra gostou e hoje somos referência
em madeira de eucalipto. O vigamento de madeira
é nosso principal produto, com vigas de 2m até 6m
(metros), de várias larguras e polegadas, que o mercado
consome. Também tem os sarrafos, madeira
bruta, tem a linha beneficiada para forro, deck. O
maior mix de eucalipto no mercado é nosso.
E HÁ FORNECEDORES PARA ATENDER A DE-
MANDA?
Temos fornecedores no Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul. São madeiras de florestas de 15 a
20 anos, para ter madeira estrutural mais resistente.
Pelo volume que fazemos as empresas já conhecem,
os fornecedores e produtores de florestas também
nos procuram. E temos uma estrutura interna para
conhecer a floresta.
COMO ESTÁ ESTRUTURADA A EMPRESA?
A Mademape está instalada em uma área de 30
mil m 2 (metros quadrados) e produz 2 mil m 3 (metros
cúbicos) mês de madeira serrada, 100% para o mercado
interno. Se fosse para atender o mercado externo
teríamos uma estrutura menor. Temos estoque grande
para não deixar de atender. Se um Estado compra
menos esse mês, lojista de outro Estado compra
mais. Temos 85 funcionários, e fazemos o transporte
também do produto. A Transmape atende basicamente
12 Estados. Avaliamos que para o cliente é
importante ter essa confiança também para entrega
do produto.
we first started working with eucalyptus, we began with
pallets. However, we realized that the profit margin was
low because we had to produce high volumes. Then,
we realized that if we offered a product similar to pine,
but stronger, we could gain market share. That is how
we started. We even became Klabin’s second-largest
Class 2 buyer of logs. At the time, our mission was to
replace tropical wood with wood from reforested areas.
Eighteen years ago, nobody wanted eucalyptus beams,
rafters, or planks. We worked hard with customers all
over Brazil. We adapted our machinery and products,
and builders began to accept eucalyptus. Retailers started
selling it, and construction engineers began to like
it. Today, we’re a leader in eucalyptus lumber. Our main
product is timber beams ranging from 2 to 6 meters
in length, with various widths and thicknesses to meet
market demand. We also offer slats, rough-cut lumber,
and processed products for ceiling panels and decking.
We have the widest range of eucalyptus products on
the market.
DO YOU HAVE SUPPLIERS TO MEET THE DE-
MAND?
We have suppliers in the States of Paraná, Santa Catarina,
and Rio Grande do Sul. The timber comes from
15- to 20-year-old forests, ensuring durable structural
wood. Given the volume we handle, companies already
know us, and suppliers and forest producers seek us out
as well. We also have an internal structure to monitor
the forest.
WHAT IS THE COMPANY’S STRUCTURE?
Mademape occupies a 30,000-square-meter facility
and produces 2,000 cubic meters of sawn wood per
month, all of which is destined for the domestic market.
If we were to supply the foreign market, our operation
would be smaller. We maintain a large inventory to ensure
we can always meet demand. For example, if one
state buys less this month, a retailer in another state will
buy more. We have 85 employees, and we handle product
transportation as well. Transmape primarily serves
12 states. We believe it’s important for customers to
have reliable product delivery.
O VIGAMENTO DE MADEIRA É NOSSO PRINCIPAL PRODUTO, COM
VIGAS DE 2M ATÉ 6M, TAMBÉM TEM OS SARRAFOS, MADEIRA BRUTA,
LINHA BENEFICIADA PARA FORRO, DECK. O MAIOR MIX DE EUCALIPTO NO
MERCADO É NOSSO HOJE
38 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ENTREVISTA
QUAIS AS VANTAGENS DO EUCALIPTO EM
RELAÇÃO AO PINUS?
O eucalipto é três vezes mais resistente que o
pinus, em força. Para madeira estrutural é mais resistente,
com crescimento mais rápido que pinus. É mais
difícil de produzir. É mais custoso, as máquinas têm
que ser mais robustas, tem que saber tirar pressão
da madeira, dar maior desgaste de madeira, mas nos
preparamos para isso. Para o tratamento temos parceiros.
Não fazemos o tratamento. No nosso serrado
conseguimos tirar bem a tensão da madeira. Mas
tudo começa na colheita. Nunca tivemos problema
de cupim em qualquer obra ou lojista. O eucalipto
vem ganhando mercado pela resistência da madeira.
Não pega bolor, e isso tem ajudado o lojista ter esse
mix na loja com custo baixo.
ALGO ESPECIAL LEVOU A MADEMAPE EN-
TRAR NO MERCADO DE CASAS DE MADEIRA?
A casa modular com madeira é uma tradição da
família. Meu pai trabalhou muito com isso no passado.
Era para ele tocar esse projeto, mas assumimos e
queremos democratizar a casa própria no Brasil. Não
tem como fazer isso se não for com madeira. Montamos
a unidade focada nos módulos, e tem vários
modelos que criamos. São mais de 18 modelos de
45 m² a 90 m², para atender o nicho de casa popular,
democratizar o acesso. Existe um déficit habitacional
estimado em 6 milhões de unidades no Brasil. E a
casa modular fica mais em conta do que no sistema
wood frame. Em 2025 levamos a casa para a Feicon
(Feira Internacional da Construção), foi o nosso estande,
primeira vez que participamos e vendemos a
casa lá. Foram três dias para montar. Uma casa de 54
m² leva 25 dias para montar. Na fábrica é feita toda
panelização, tesouras, as aberturas de porta, de janela,
cada casa tem um modelo construtivo e os montadores
fazem a montagem com elétrica, hidráulica.
Neste formato conseguimos ter agilidade e mão de
obra mais em conta. Temos uma equipe com profissionais
que já trabalharam com meu pai. Mandamos
a equipe treinada para montar a casa em qualquer
região do Brasil. Temos o projeto de ter um centro de
treinamento dentro da fábrica para treinar as equipes
para atuar nos Estados. A casa é mista, tem alvenaria
WHAT ARE THE ADVANTAGES OF EUCALYPTUS
OVER PINE?
Eucalyptus is three times stronger than pine. It is
also more durable and grows faster than pine for structural
lumber. However, it is more difficult to process.
The machinery must be more robust, and we must know
how to relieve stress in the wood, which causes greater
wear and tear. However, we are prepared for that. We
have partners who handle the treatment process. At
our sawmill, we effectively relieve tension in the wood.
However, the process begins with harvesting. We have
never had termite problems at any construction site or
retailer. Eucalyptus is gaining market share due to its
strength. It does not get moldy, helping retailers to offer
it at a low cost.
WHAT LED MADEMAPE TO ENTER THE WOO-
DEN HOME MARKET?
Modular wooden homes are a family tradition. My
father worked extensively in this field in the past. He was
supposed to lead this project, but we took it over. We
want to make homeownership more accessible in Brazil.
There is no way to achieve that without using wood. We
set up a unit focused on modules and have created several
models. More than 18 models, ranging from 45 to
90 square meters, are designed to serve the affordable
housing niche. Brazil has an estimated housing deficit of
6 million units. Modular homes are also more affordable
than wood-frame homes. In 2025, we brought a house
to the International Construction Fair (Feicon), where it
served as our booth. It was the first time we participated
in the fair and sold a house. Assembly takes three days.
A 54 m² house takes 25 days to assemble. All paneling,
trusses, and door and window openings are manufactured
in the factory. Each house has a specific construction
model, and assemblers handle the electrical and
plumbing work. This approach allows us to work efficiently
and keep labor costs down. We have a team of
professionals who previously worked with my father. We
send this trained team to assemble houses in any region
of Brazil. Furthermore, we plan to establish a training
center at the factory to prepare teams to work in other
states. The house is a mixed-construction design with
a masonry bathroom. The cost must be comparable to
rental costs; otherwise, it cannot meet market demand.
A CASA MODULAR COM MADEIRA É UMA TRADIÇÃO DA FAMÍLIA. MEU
PAI TRABALHOU MUITO COM ISSO NO PASSADO. RETOMAMOS ESSE
PROJETO PORQUE QUEREMOS DEMOCRATIZAR A CASA PRÓPRIA NO BRASIL E
NÃO TEM COMO FAZER ISSO SE NÃO FOR COM MADEIRA
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ENTREVISTA
no banheiro. O custo tem que ser como aluguel, senão
não atende o mercado.
E COMO FOI A CAMPANHA CASAS SOLIDÁ-
RIAS, NO RIO GRANDE DO SUL?
Com aquela enchente de 2024 no Rio Grande do
Sul criamos o projeto Casas Solidárias. Criamos um
módulo construtivo para prefeituras, para tirar o pessoal
das áreas de risco. Era um projeto que existia e
estava arquivado. Com a enchente, um dia cheguei
em casa e disse preciso criar alguma coisa para ajudar
na reconstrução do Rio Grande do Sul. Tenho amigos
lá e passei o projeto para eles, para fazer com preço
de custo, o grupo achou fantástico, eles fizeram a
captação de áreas com as prefeituras. Montei a fábrica
lá em 10 dias, montamos o primeiro show room e 27
dias após a enchente fizemos as primeiras 10 casas.
Entregamos mais de 70, fizemos por preço de custo.
Senão fosse o sistema construtivo modular, com o custo
que fizemos quem ia fazer? A madeira vem ser um
diferencial para casa popular. Foi uma semente que
plantamos mostrando que a casa de madeira é sustentável,
é térmica, é rápida para montar. É um projeto
que continua.
COMO É SER MADEIREIRO?
Ser madeireiro no Brasil é desafiador, tem que ter
resiliência, entender muito o que está fazendo. Tem
muito custo, tem que entender dos processos e ter
coragem. Madeireiro é conservador e tradicional. Uma
madeireira tem muito trabalho, tem que ter muita
dedicação, pois tem caminhão na estrada, tem floresta
sendo coletada, além das máquinas funcionando.
Temos que ter muito estoque para não comprometer
o fluxo de caixa. Acontece uma ventania, aumenta a
demanda, se tem pouco estoque, não atende quando
precisa com a madeira para construção civil. Tem que
gostar do setor e ter plano a longo prazo, porque é
trabalhoso.
HOW DID THE CASAS SOLIDÁRIAS CAMPAIGN
GO IN THE STATE OF RIO GRANDE DO SUL?
We launched the project following the 2024 floods
in the State. We developed a construction module to
help local governments relocate people from high-risk
areas. The project had already been created but had
been shelved. After the flood, I came home one day
and decided to create something to help rebuild the
State. I have friends there, so I passed the project on to
them to build at cost. The group thought it was fantastic
and worked with city governments to identify suitable
sites. I set up the factory in ten days, opened the first
showroom, and, 27 days after the flood, we had built
the first ten houses. We delivered over 70 houses, all at
cost. Without the modular construction system and the
low cost, who would have done it? Wood has become
a key differentiator for affordable housing. We planted
the seed that wooden houses are sustainable, thermally
efficient, and quick to assemble. It is an ongoing project.
WHAT IS IT LIKE TO BE A WOODWORKER?
Being a woodworker in Brazil is challenging. You
have to be resilient and really understand what you
are doing. It is costly, and you have to understand the
processes and have courage. Woodworkers tend to be
conservative and traditional. The woodworking business
requires great dedication, with trucks on the road,
forests being harvested, and machinery running. We
need to maintain a large inventory to avoid compromising
cash flow. When a storm hits, demand for lumber
in the construction industry increases. If you have low
inventory, you cannot meet that demand. You have to
love the industry and have a long-term plan because it
is hard work.
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para transformar controle ambiental em eficiência, segurança e
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A MADEIRA VEM SER UM DIFERENCIAL PARA CASA POPULAR. O CASA
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42 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
PRINCIPAL
AR LIMPO,
PROTEÇÃO
SEGURA
POR QUE A INDÚSTRIA MOVELEIRA BRASILEIRA VIVE UM NOVO
MOMENTO NO CONTROLE DE EMISSÕES?
Fotos: divulgação Mion&Mosole
CLEAN AIR, SAFE PRODUCTION
THE BRAZILIAN FURNITURE INDUSTRY IS ENTERING A
NEW ERA OF EMISSIONS CONTROL
D
urante muitos anos, os sistemas de aspiração
industrial foram tratados por parte da indústria
moveleira quase como um elemento de
apoio à produção: importantes para manter
a limpeza, retirar pó e cavacos das linhas e
melhorar o ambiente de trabalho, mas raramente colocados
no centro da estratégia industrial.
Esse cenário, porém, mudou. Em um contexto de
maior cobrança por desempenho ambiental, segurança
operacional e eficiência produtiva, o controle das emissões
atmosféricas passou a ocupar um espaço muito
mais relevante dentro das decisões de investimento da
indústria brasileira.
F
or many years, the furniture industry treated
industrial extraction systems as a
supporting element of production. They
were important for maintaining cleanliness,
removing dust and wood chips from production
lines, and improving the work environment.
However, they were rarely placed at the center of industrial
strategy. However, this scenario has changed.
In a context of increased demands for environmental
performance, operational safety, and production efficiency,
controlling atmospheric emissions has become
a much more prominent factor in investment decisions
in Brazilian industry.
44 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 45
PRINCIPAL
REGULAMENTAÇÃO AMBIENTAL
O Brasil já possui, há décadas, uma base legal para o
tema. A Lei número 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional
do Meio Ambiente, estabeleceu os fundamentos da
atuação pública na prevenção e no controle da poluição.
Depois, a Resolução Conama número 5/1989, que criou
o Pronar (Programa Nacional de Controle da Qualidade
do Ar), consolidou a lógica de organização nacional do
controle da poluição atmosférica, prevendo instrumentos,
metas e responsabilidades. Entre essas responsabilidades,
a própria norma deixa claro que cabe aos Estados estabelecer
e implementar seus programas estaduais de controle
da poluição do ar, em conformidade com o Pronar. Ou
seja, o sistema brasileiro não se esgota na esfera federal:
ele é complementado por regras estaduais, exigências
de licenciamento e critérios regionais que podem tornar
o controle ainda mais rigoroso, conforme a realidade
ambiental de cada unidade da federação.
Esse ponto é especialmente importante para a indústria
de móveis. O processo produtivo do setor envolve geração
constante de material particulado, seja no corte, lixamento,
usinagem, transporte pneumático ou em outras etapas da
movimentação de madeira e derivados. Por isso, o sistema
de aspiração não deve ser visto apenas como um conjunto
de dutos, ventiladores e filtros. Ele é parte essencial da
engenharia de processo. Um sistema eficiente influencia
diretamente a segurança da planta, reduz o acúmulo de
material particulado em áreas produtivas, melhora as
condições de trabalho, contribui para a estabilidade do
processo e ajuda a manter a conformidade ambiental do
empreendimento. Além disso, no setor moveleiro, o pó
em suspensão não deve ser tratado apenas como resíduo
operacional: quando acumulado ou disperso no ar
em determinadas concentrações, ele pode se tornar um
importante fator de risco para princípios de incêndio e até
explosões, o que torna a eficiência da captação, filtragem
e manejo do particulado ainda mais crítica para a segurança
industrial. Quando defasado, mal dimensionado ou
ampliado sem revisão técnica adequada, o sistema pode
comprometer o desempenho da fábrica e ampliar riscos.
ENVIRONMENTAL REGULATIONS
Brazil has had environmental regulations in place
for decades. Law No. 6,938/1981, which established
the National Environmental Policy, laid the groundwork
for Government action in pollution prevention
and control. Subsequently, Conama Resolution
No. 5/1989 created the National Air Quality Control
Program (Pronar) and consolidated the national framework
for air pollution control by establishing instruments,
targets, and responsibilities. The regulation
clearly states that it is up to the States to establish
and implement their own state air pollution control
programs in accordance with Pronar. In other words,
the Brazilian system is not limited to the federal level;
it is complemented by state regulations, licensing requirements,
and regional criteria that can strengthen
control depending on each State’s environmental conditions.
This point is especially important for the furniture
industry. The production process in this Sector involves
the constant generation of particulate matter during
harvesting, sanding, machining, pneumatic conveying,
and other stages of handling wood and wood-based
products. For this reason, the dust collection system
should not be viewed merely as a set of ducts, fans,
and filters. It is an integral component of process
engineering. An efficient system directly influences
plant safety, reduces particulate matter accumulation
in production areas, improves working conditions,
contributes to process stability, and helps maintain
environmental compliance. In the furniture industry,
airborne dust should not be treated merely as operational
waste. When accumulated or dispersed in the
air at certain concentrations, it can pose a significant
fire hazard or even explosion risk, making efficient
particulate capture, filtration, and management critical
for industrial safety. When outdated, improperly sized,
or expanded without an adequate technical review,
the system can compromise plant performance and
increase risks.
Entre os principais marcos normativos para fontes
fixas estão a Resolução Conama número 382/2006, que
estabeleceu limites máximos de emissão de poluentes
atmosféricos para fontes fixas, e a Resolução Conama
número 436/2011, complementou esse sistema para fontes
instaladas ou licenciadas em período anterior, detalhando
limites e critérios aplicáveis a diferentes situações industriais.
Essas normas não tratam apenas de um conceito
abstrato de sustentabilidade: elas traduzem, na prática, a
necessidade de controle técnico das emissões, de monitoramento
e de compatibilização da operação industrial
com parâmetros ambientais.
Nos últimos anos, esse movimento regulatório ganhou
ainda mais força. Em 2024, o país instituiu a Política
Nacional de Qualidade do Ar por meio da Lei número
14.850/2024, criando um marco mais moderno para a
gestão da qualidade do ar no Brasil. A atualização reforçou
a importância de instrumentos de planejamento,
monitoramento e gestão, conectando o tema da emissão
atmosférica não apenas ao ponto de descarga industrial,
mas à qualidade do ar como um todo. Em paralelo, o
Conama avançou na atualização de padrões e diretrizes,
reforçando a tendência de maior atenção a particulados e
ao desempenho ambiental dos empreendimentos.
O SISTEMA DE
ASPIRAÇÃO NÃO DEVE
SER VISTO APENAS COMO
UM CONJUNTO DE
DUTOS, VENTILADORES E
FILTROS. ELE É PARTE
ESSENCIAL DA
ENGENHARIA DE
PROCESSO
The main regulatory frameworks for stationary
sources include Conama Resolution No. 382/2006,
which established maximum emission limits for air
pollutants from stationary sources, and Conama Resolution
No. 436/2011, which supplements the previous
resolution by detailing limits and criteria applicable to
different industrial situations for sources installed or licensed
prior to its enactment. These standards do not
merely address the abstract concept of sustainability;
they reflect the need for the technical control of emissions
and monitoring to ensure that industrial operations
comply with environmental parameters.
In recent years, this regulatory movement has gained
even more momentum. In 2024, Brazil enacted
Law No. 14,850, establishing the National Air Quality
Policy and creating a more modern framework for air
quality management. This update emphasized the
importance of planning, monitoring, and management
tools, linking atmospheric emissions not only to industrial
discharge points but also to overall air quality.
Meanwhile, Conama updated its standards and guidelines,
furthering the trend toward paying closer attention
to particulate matter and to the environmental
performance of projects.
46 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 47
PRINCIPAL
SOLUÇÃO EFICIENTE
Para a indústria moveleira, isso significa uma mudança
clara de mentalidade: o momento já não recomenda apenas
adaptações pontuais em sistemas antigos. Em muitos
casos, a escolha mais coerente passa a ser a substituição
por sistemas realmente eficientes, concebidos para o volume
de produção atual, para as características do material
particulado gerado e para um ambiente regulatório mais
exigente. Um sistema moderno não melhora apenas a
captação; ele aumenta previsibilidade operacional, reduz
perdas, ajuda a racionalizar consumo energético e oferece
mais estabilidade ao processo. Em um mercado cada vez
mais competitivo, isso se converte em produtividade e
proteção do investimento industrial. Essa é justamente a
direção seguida por fabricantes especializados em soluções
de alta engenharia, como a Mion&Mosole, que há
anos atua no desenvolvimento de sistemas de aspiração
e filtragem com foco em desempenho, confiabilidade e
evolução tecnológica.
Outro ponto muitas vezes pouco compreendido é
que a empresa não responde apenas à legislação federal.
Na prática, o controle ambiental no Brasil é fortemente
influenciado pelos órgãos estaduais e pelos processos de
licenciamento locais. Cada Estado pode complementar a
legislação nacional com regras específicas, condicionantes
ambientais, exigências técnicas, critérios de monitoramento
e parâmetros definidos pelos órgãos ambientais regionais.
Isso faz com que o atendimento à legislação dependa
não apenas do conhecimento das normas federais, mas
também da análise cuidadosa da regulamentação aplicável
em cada localidade onde a planta industrial está instalada.
UM SISTEMA
MODERNO NÃO
MELHORA APENAS A
CAPTAÇÃO; ELE AUMENTA
PREVISIBILIDADE
OPERACIONAL, REDUZ
PERDAS, AJUDA A
RACIONALIZAR CONSUMO
ENERGÉTICO E OFERECE
MAIS ESTABILIDADE AO
PROCESSO
EFFICIENT SOLUTION
For the furniture industry, this signifies a clear shift
in mindset. The current situation no longer calls for ad
hoc adjustments to outdated systems. In many cases,
replacing them with efficient systems designed for current
production volumes, particulate matter characteristics,
and a more demanding regulatory environment
is the most logical choice. A modern system improves
capture, increases operational predictability, reduces
losses, helps rationalize energy consumption, and
offers greater process stability. In an increasingly competitive
market, this translates to greater productivity
and protection of industrial investment. Manufacturers
specializing in high-engineering solutions, such as
Mion&Mosole, have been developing extraction and
filtration systems for years with a focus on performance,
reliability, and technological advancement, precisely
in this direction.
Another commonly misunderstood point is that a
company is not solely subject to federal legislation. In
practice, environmental regulation in Brazil is heavily
influenced by state agencies and local permitting
processes. Each State may supplement national legislation
with its own rules, environmental conditions,
technical requirements, monitoring criteria, and parameters
defined by regional environmental agencies.
Therefore, compliance with legislation depends not
only on knowledge of federal standards but also on a
careful analysis of the applicable regulations in each
location where an industrial plant is situated.
For example, a furniture factory should not
Isso significa que uma fábrica de móveis não deve
avaliar seu sistema de aspiração apenas pela capacidade
de puxar pó. Atualmente é preciso considerar eficiência
de captação, comportamento do particulado na planta,
segurança contra incêndio, conformidade ambiental, consumo
energético, manutenção, confiabilidade e aderência
ao cenário regulatório nacional e estadual. Sistemas antigos,
que no passado atendiam a uma realidade produtiva
menor, podem já não responder bem às exigências atuais.
E insistir em soluções provisórias pode sair mais caro do
que investir corretamente.
No fim das contas, a discussão sobre emissões atmosféricas
na indústria moveleira brasileira deixou de ser
periférica. Ela passou a reunir engenharia, meio ambiente,
segurança e competitividade no mesmo debate. O setor
que compreender isso antes tende a sair na frente. Porque,
no cenário atual, controlar o ar da fábrica não é apenas
cumprir norma: é proteger pessoas, preservar ativos,
sustentar a produtividade e preparar a empresa para um
novo padrão industrial. E é justamente nesse ponto que
sistemas de alta performance, como os desenvolvidos por
empresas especializadas e tecnologicamente consolidadas
no mercado internacional como a Mion&Mosole, passam
a fazer diferença real.
A FÁBRICA DE
MÓVEIS DEVE
CONSIDERAR EFICIÊNCIA
DE CAPTAÇÃO,
COMPORTAMENTO DO
PARTICULADO NA PLANTA,
SEGURANÇA CONTRA
INCÊNDIO,
CONFORMIDADE
AMBIENTAL, CONSUMO
ENERGÉTICO,
MANUTENÇÃO,
CONFIABILIDADE E
ADERÊNCIA AO CENÁRIO
REGULATÓRIO
evaluate its dust collection system based solely on
its dust-extraction capacity. Today, capture efficiency,
particulate matter behavior within the plant, fire safety,
environmental compliance, energy consumption,
maintenance, reliability, and adherence to national
and state regulatory frameworks must be considered.
Older systems that served smaller-scale production in
the past may no longer adequately meet current requirements.
Insisting on temporary solutions can end
up costing more than making the right investment.
Ultimately, the discussion about air emissions in
the Brazilian furniture industry is no longer peripheral.
It has brought engineering, the environment, safety,
and competitiveness together in the same debate.
The sector that understands this first tends to take the
lead. In the current landscape, controlling factory air
is about more than just complying with standards; it is
about protecting people, preserving assets, sustaining
productivity, and preparing the company for a new
industrial standard. High-performance systems, such
as those developed by specialized, technologically
advanced companies in the international market like
Mion&Mosole, begin to make a real difference at this
point.
48 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 49
MARCENARIA
NÚMERO DE MARCENEIROS
FORMALIZADOS
CRESCE EM SÃO PAULO
LEVANTAMENTO DO SEBRAE APONTA AUMENTO DE REGISTRO DE MEIS
DE MARCENEIROS E CARPINTEIROS NOS ÚLTIMOS 5 ANOS
Fotos: divulgação
50 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 51
MARCENARIA
E
m celebração ao dia do marceneiro e do
carpinteiro, comemorado em 19 de março,
o Sebrae (SP) divulgou um levantamento
que aponta crescimento no número de
Vem
MEIs (Microempreendedores Individuais)
do setor no estado de São Paulo. O levantamento de
dados dos últimos 5 anos feito pela entidade, com
dados da Receita Federal, mostrou que o número de
marceneiros cresceu 8,7% no período e o de carpinteiros
formalizados como MEI teve uma alta de 32,2%.
Em 2021, o estado de São Paulo contabilizava
22.856 marceneiros e em 2025 o número chegou a
24.836. A capital lidera o ranking, com 7.409 optantes,
seguido por Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Bernardo
do Campo (SP) e Santo André (SP).
Já o número de carpinteiros teve um aumento
maior, passando de 3.398 formalizados como MEI em
2021 para 4.492 em dezembro de 2025, uma alta de
32,2%.
No Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte
a marcenaria teve um aumento de 1.035 optantes em
2021 para 1.128 em 2026, alta de 8,99%. Já na carpintaria
o aumento foi de 329 optantes em 2021 para 393
em 2026, alta de 19,50%.
MAIS DO QUE PEÇAS DE
MADEIRA OU ADORNOS,
ESSES PROFISSIONAIS ENTREGAM
CONFORTO, DIGNIDADE E A
ALEGRIA DE VIVER EM UM
ESPAÇO QUE É O REFLEXO EXATO
DE QUEM O HABITA
PAULO BEVILACQUA,
CONSULTOR DE NEGÓCIOS
DO SEBRAE (SP)
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30/06 03/07
52 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
MARCENARIA
SOLUÇÕES PERSONALIZADAS
“O crescimento no número de MEIs que atuam
como carpinteiros e marceneiros no Vale do Paraíba,
Vale Histórico e Litoral Norte reflete a valorização de
um trabalho artesanal que faz parte da história e do
desenvolvimento da região. Celebrado em 19 de março,
o Dia do Marceneiro e do Carpinteiro também é
uma oportunidade de reconhecer profissionais que
transformam madeira em soluções inteligentes para
o dia a dia das pessoas. Esses profissionais atendem
demandas muito específicas dos clientes, que buscam
móveis e projetos alinhados ao estilo de vida e às características
de cada imóvel. Mais do que peças de madeira
ou adornos, eles entregam conforto, dignidade e
a alegria de viver em um espaço que é o reflexo exato
de quem o habita”, explica o consultor de negócios do
Sebrae (SP), Paulo Bevilacqua.
Para a consultora de negócios do Sebrae (SP), Sandra
Fiorentini, o avanço no número de MEIs nesses setores
está relacionado a mudanças no comportamento
do consumidor e à busca por soluções personalizadas.
Segundo ela, a redução dos espaços residenciais também
contribui para a demanda por móveis planejados
e sob medida. “Diferente dos móveis planejados, que
utilizam módulos pré-fabricados com medidas padrão,
o trabalho desses profissionais permite a criação de
peças 100% sob medida. Isso é fundamental para otimizar
cada centímetro desses espaços reduzidos, garantindo
funcionalidade e aproveitamento estratégico
que as estruturas industriais não conseguem oferecer”,
compara Sandra.
Para quem deseja iniciar na área, a consultora do
Sebrae (SP) orienta a busca por capacitação em gestão
e finanças para manter a sustentabilidade do negócio.
Além disso, é importante a criação de um portfólio
para divulgação dos serviços e a definição de um nicho
de atuação.
“Quando se torna especialista, o mercado para
de te comparar pelo preço e passa a te procurar pela
exclusividade, permitindo que o profissional cobre
um valor justo pelo seu talento único”, orienta Sandra
Fiorentini.
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54 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
BALANÇO
INDÚSTRIA MOVELEIRA GAÚCHA
DESACELERA
APESAR DA RETRAÇÃO NAS EXPORTAÇÕES E
NA GERAÇÃO DE EMPREGO, SETOR REGISTROU
AVANÇO NO FATURAMENTO EM 2025
Fotos: divulgação
O
setor moveleiro gaúcho encerrou o ano
de 2025 com avanço de faturamento,
mas retração nas exportações e na geração
de empregos. A análise foi feita
pela Movergs (Associação das Indústrias
de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul a partir
de fontes oficiais do governo.
Dados da Secretaria da Fazenda do Rio Grande
do Sul mostram que as mais de 2.600 empresas moveleiras
do Estado registraram faturamento de R$
14,5 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025. O
montante representa crescimento nominal de 6,48%
frente ao mesmo período de 2024. Utilizando como
parâmetro o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo), que em 2025 ficou em 4,26%, o crescimento
real do segmento foi em torno de 2,22%.
EM 2025 TIVEMOS
DESAFIOS QUE
IMPACTARAM VÁRIOS SETORES. EM
UM CENÁRIO MAIS FAVORÁVEL,
POSSIVELMENTE TERÍAMOS UM
DESEMPENHO MELHOR
VITOR AGOSTINI,
PRESIDENTE DA MOVERGS
56 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 57
BALANÇO
PARÁ AVANÇA
Agência EKO
E CONSOLIDA
FORÇA NO MERCADO
INTERNACIONAL
DE MADEIRA
106%
Para o presidente da Movergs, Vitor Agostini, o
desempenho poderia ser melhor. “Em 2025 tivemos
desafios que impactaram vários setores. Baixo crescimento
da economia e desajuste fiscal do governo,
por exemplo, impactam na taxa de juros e dificultam
o consumo interno de bens duráveis, que é o caso
dos móveis. Já as exportações foram impactadas
pelas oscilações do mercado internacional, principalmente
com a alta tributação aplicada pelos EUA (Estados
Unidos da América), que era o principal destino
dos móveis gaúchos. Em um cenário mais favorável,
possivelmente teríamos um desempenho melhor no
ano passado”, analisa.
NOVOS MERCADOS
Segundo informações do portal Comex Stat (sistema
oficial de dados do comércio exterior brasileiro
do governo federal), as exportações de mobiliário
produzido no Rio Grande do Sul movimentaram US$
256,5 milhões em 2025 (queda de 3,3% comparado a
2024). Apesar da retração de 32,5% nas vendas para
os EUA, cresceram as compras feitas por países como
Uruguai (+13,2%), Argentina (+127,1%) e México
(+14,8%).
“A redução expressiva das exportações para os
EUA comprova que a taxação de 40% determinada
pelo presidente Donald Trump trouxe um impacto
considerável à competitividade dos nossos móveis.
Para os empresários que vendem para fora do Brasil,
fica como aprendizado a importância de diversificar
mercados. Muitas indústrias já vêm fazendo isso,
tanto que tivemos aumento nas vendas para outros
países”, avalia Daniel Segalin, diretor Internacional da
Movergs.
A direção da Movergs vê que os desafios geopolíticos
tendem a permanecer em 2026. “De um lado,
a baixa na alíquota de importação dos EUA para 15%
e o acordo entre Mercosul e União Europeia criam
um cenário mais favorável para as exportações. Mas,
ao mesmo tempo, temos crise política na Argentina,
importante parceira comercial no ano passado, e a
guerra entre Israel e EUA contra o Irã, que já vem deixando
o mercado global receoso, inclusive com oscilações
no preço do petróleo”, explica Daniel Segalin.
de crescimento nas exportações
Qualidade, valor e presença global.
58 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
aimex.com.br @aimex__brasil aimexbrasil
BALANÇO
Outro indicador com retração foi o número de
trabalhadores em atividade. O balanço do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados revela que
o setor moveleiro gaúcho encerrou 2025 com 33.905
empregos diretos, que representa uma queda de
3,01% em relação a 2024. Para o presidente da Movergs,
o resultado é fruto de um conjunto de fatores.
“As demissões são uma realidade nacional. Tivemos
aumento nos postos de trabalho em 2020 e 2021,
período da pandemia com enorme demanda por
móveis. Desde 2022 o setor vem se acomodando em
relação ao volume de produção, às vendas e consequentemente
ao quadro de funcionários. Além disso,
investimentos em automação nas indústrias, terceirização
de processos e possíveis demissões por causa
da taxação dos EUA podem ter gerado desligamentos”,
pontua Vitor Agostini.
A REDUÇÃO
EXPRESSIVA DAS
EXPORTAÇÕES PARA OS EUA
COMPROVA QUE A TAXAÇÃO
DE 40% TROUXE UM
IMPACTO À
COMPETITIVIDADE DOS
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60 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
REPRESENTATIVIDADE
ABIMCI
TEM NOVA GESTÃO
NOVA DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO FOI ELEITA PARA O
TRIÊNIO 2026-2029 BUSCA FORTALECER A ATUAÇÃO EM UM
CENÁRIO DE RETOMADA DA COMPETITIVIDADE
NOSSO FOCO SERÁ
MANTER A DEFESA
ATIVA DOS INTERESSES DO
SETOR E AMPLIAR A
COMPETITIVIDADE DA
INDÚSTRIA BRASILEIRA
RONI JUNIOR MARINI,
PRESIDENTE DA ABIMCI
Fotos: divulgação Abimci
AAbimci (Associação Brasileira da Indústria
de Madeira Processada Mecanicamente),
com mais de 50 anos de
atuação no setor, está com nova diretoria.
O empresário Roni Junior Marini
foi eleito como novo presidente da instituição
durante a AGO (Assembleia Geral Ordinária), que
aconteceu em março. Na ocasião também foram
empossados os novos Conselhos de Administração
e Fiscal da entidade para o triênio 2026-2029.
Roni Marini sucede a Juliano Vieira de Araujo,
que esteve à frente da associação nos últimos 6
anos, período marcado por desafios com as novas
dinâmicas do comércio internacional após a pandemia,
com aumento nas políticas protecionistas
e tarifárias por parte de importantes parceiros
comerciais.
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Roni Junior Marini e Juliano Vieira de Araujo
TRANSIÇÃO NO SETOR
Entre as prioridades da nova gestão estão a
defesa de interesses e a promoção do setor madeireiro
e florestal, o monitoramento dos mercados
nacional e internacional, o reforço em pautas
prioritárias como logística e infraestrutura e a busca
constante pela qualidade e padronização dos
produtos de madeira processada nos segmentos
representados pela Abimci.
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62 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2026
ABRIL 2026 63
REPRESENTATIVIDADE
Na área técnica, a entidade reforçará sua atuação
no desenvolvimento dos programas de certificação
e qualidade, alinhados às exigências dos
mercados internos e externos. A promoção do uso
da madeira em sistemas construtivos também permanece
como uma das frentes prioritárias.
Ao assumir o cargo, o novo presidente destacou
que a gestão se inicia em um momento de
transição para o setor, após a recente redução
das tarifas aplicadas pelos EUA (Estados Unidos
da América) aos produtos brasileiros de madeira
processada. “A redução das tarifas representa um
sinal importante para a reorganização dos fluxos
comerciais, mas o cenário ainda exige cautela e
acompanhamento técnico permanente. Nosso
foco será manter a defesa ativa dos interesses do
setor e ampliar a competitividade da indústria brasileira”,
defendeu Marini.
Ao encerrar sua gestão, Juliano Vieira de Araujo
destacou o fortalecimento institucional da associação
ao longo dos últimos 6 anos, tempo em
que esteve à frente da entidade. “Enfrentamos um
CONHEÇA A DIRETORIA EXECUTIVA E O CONSELHO FISCAL PARA A GESTÃO 2026-2029:
Presidente
Roni Junior Marini
Tesoureiro
José Carlos Januário
Primeiro Vice-Presidente
Amauri Eduardo Kollross
Segundo Vice-Presidente
Daniel Berneck
Conselheiros Vice-Presidentes
Armando José Giacomet
Danilo Comin Salvaro
Ettore Giacomet Basile
Fábio Ayres Marchetti
Guilherme Damiani Ranssolin
Ivan Tomaselli
Luiz Alberto Sudati
Luiz Alfredo Kasectari
Luiz Daniel Woiski Guilherme
Marco Antonio Balvedi
Conselho Fiscal – Titulares
Fabrício Antonio Moreira Neto
Paulo Cavalcanti Neto
ENFRENTAMOS UM DOS
PERÍODOS MAIS
DESAFIADORES DA HISTÓRIA RECENTE
DO SETOR, COM INTENSA
MOBILIZAÇÃO TÉCNICA E
INSTITUCIONAL. AMPLIAMOS NOSSA
CAPACIDADE DE DIÁLOGO,
FORTALECEMOS NOSSA PRESENÇA
JUNTO AOS GOVERNOS E
CONSOLIDAMOS A UNIÃO DO SETOR
EM MOMENTOS CRÍTICOS
JULIANO VIEIRA DE ARAUJO,
EX-PRESIDENTE DA ABIMCI
dos períodos mais desafiadores da história recente
do setor, com intensa mobilização técnica e institucional.
Ampliamos nossa capacidade de diálogo,
fortalecemos nossa presença junto aos governos
e consolidamos a união do setor em momentos
críticos”, reforçou.
Durante o evento, foram lançados o Relatório
de Gestão 2023-2026 e o Estudo Setorial 2026,
que é a principal publicação da entidade. Também
foram nomeados os novos coordenadores dos diversos
comitês que compõem a Abimci.
CONHEÇA OS COORDENADORES DE COMITÊS PARA O TRIÊNIO 2026-2029:
Comitê de Compensado
Plastificado
Juliano Vieira de Araujo
Comitê de Laminados e
Compensado de Pinus e Eucalipto
Rafael Bobato
Comitê de Madeira Serrada
Luiz Daniel Woiski Guilherme
Comitê de Molduras
Gian Carlo Marodin
Comitê de Paletes e Embalagens
Jose Carlos Haas Junior
Comitê de Pellets
Ademir Antônio Gasperini
Comitê de Pisos
Murilo Granemann de Souza
Comitê de Portas
Robson Luiz Marcon
Comitê Florestal
Mario Sant´Anna Jr
Comitê de Construções em Madeira
Patrick Reydams
Diretor Região Norte
Luis Fernando Honório Alves
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ARTIGO
RELAÇÃO
ENTRE PROPRIEDADES ELÁSTICAS
E BIOLÓGICAS EM PAINÉIS
AGLOMERADOS FEITOS COM
RESÍDUOS DE MADEIRA DE
EUCALIPTO
Fotos: divulgação
FABRICIO GOMES GONÇALVES
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
PEDRO GUTEMBERG DE ALCÂNTARA SEGUNDINHO
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MICHELÂNGELO VARGAS FASSARELLA
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
DANIELA MININI
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VINÍCIUS PEIXOTO TINTI
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
YONNY MARTINEZ LOPEZ
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MAYÁRIA JOSIÂNIA KERCÍLIA FIRMES SAMPAIO FELBERG
UFES (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
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ARTIGO
MATERIAIS E MÉTODOS
Foram produzidos trinta e quatro painéis aglomerados
de madeira, em uma prensa (Solab, SL12) de pratos
planos e aquecidos tendo como matéria-prima os
resíduos de madeira de eucalipto provenientes de uma
serraria localizada na região do Caparaó, sul do estado
do Espírito Santo. Foram utilizadas serragem de destopadeira,
peneirados e selecionadas, com dimensões
entre 1,5mm e 2,0mm (milímetros) de comprimento.
Foi utilizado 8% do adesivo ureia-formaldeído (Hexion,
Curitiba-PR), modificado com uma solução de tanino
comercial de acácia negra (Tanac, Montenegro-RS) diluído
a 50% em água destilada. A Tabela 1 (encontrada
no texto original) ilustra a composição dos adesivos
nos respectivos tratamentos, as densidades obtidas e
as razões de compactação dos mesmos.
RESUMO
N
este trabalho obteve-se corpos de prova
provenientes de painéis aglomerados
confeccionados a partir de resíduos de
madeira serrada de eucalipto. Caracterizou-se
o módulo de elasticidade a
partir da frequência flexional e longitudinal e módulo
de cisalhamento por meio de ensaios não destrutivo
e destrutivo. Foram avaliadas a resistência biológica
dos painéis a partir da reação aos fungos Neolentinus
lepideus e Brunneoporus malicola (≈ Gloeopyllum
trabeum) e com térmitas Cryptotermes brevis e Nasutitermes
sp. Nos ensaios determinou-se a perda
de massa após o período de ataque. Observou-se
relação entre o método de vibração flexional do
corpo de prova retangular com o módulo de elasticidade
estático, possibilitando o uso desse método.
Os painéis com menor teor de tanino (2%) no adesivo
apresentaram desempenhos mecânicos inferiores. As
técnicas utilizadas mostraram ser possível a estimação
das propriedades em painéis aglomerados. Os painéis
apresentaram-se mais resistentes para o fungo Brunneoporus
malicola com as menores perdas de massa
(média geral de 15,73%) em relação ao Neolentinus
lepideus (45,73%). Os painéis confeccionados com 100
% de tanino-formaldeído promoveram maior perda de
massa quando em contato com a térmita Cryptotermes
brevis (12,54%) e para ambos os fungos Brunneoporus
malicola (21,2%) e Neolentinus lepideus (53,8%). Para
as térmitas Nasutitermes sp. os painéis com 100% de
tanino foram menos degradados.
INTRODUÇÃO
A madeira se destaca como matéria-prima na
competitividade industrial sendo base em inúmeras
atividades produtivas. Devido a suas propriedades mecânicas,
estruturais e biodegradáveis, seu uso deve ser
coerente às suas características, visando rendimento e
qualidade no produto final almejado.
A madeira aglomerada, ou painel aglomerado, é
um compósito formado por partículas de espécies madeireiras
ou outro material lignocelulósico, incorporadas
com um adesivo sintético ou natural, e consolidadas
por meio de aplicação de calor e pressão em uma
prensa específica. Esse tipo de produto surgiu com o
objetivo de tentar suprir a escassez da matéria-prima
que ocorreu durante e após a II Guerra Mundial e ganhou
espaço no mercado principalmente pelo baixo
preço.
A produção de painéis de madeira, como mencionado
no relatório da indústria brasileira de árvores,
apresenta grande importância para a economia brasileira,
sendo o ano de 2019 finalizado com uma produção
de 6,9 milhões de m3 (metros cúbicos), variando
apenas -0,7% em relação ao ano de 2019.
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ARTIGO
CONCLUSÕES
A técnica de excitação por impulso para estimar
o módulo de elasticidade mostrou-se eficiente, principalmente
naqueles painéis de maior densidade. A
técnica utilizando Stress Wave Time também atendeu
as expectativas para determinação do módulo de elasticidade.
Os corpos de prova retangulares apresentaram valores
de módulo de elasticidade mais próximos daquele
obtidos no ensaio de flexão estática. Então, consideraria
esse formato de corpo de prova mais promissor
para os ensaios nesses tipos de painéis. O corpo de
prova quadrado apresentou maiores valores absolutos
na utilização das técnicas de estimativa do módulo de
elasticidade.
A presença de tanino nos painéis foi condicionante
para a resistência ao ataque de agentes biodeterioradores,
a exemplo do cupim Nasutitermes sp. e o fungo
Brunneoporus malicola. De uma forma geral, os painéis
foram resistentes ao ataque de Cryptotermes brevis.
FORAM PRODUZIDOS TRINTA E QUATRO PAINÉIS
AGLOMERADOS DE MADEIRA, EM UMA PRENSA DE
PRATOS PLANOS E AQUECIDOS TENDO COMO MATÉRIA-PRIMA OS
RESÍDUOS DE MADEIRA DE EUCALIPTO PROVENIENTES DE
SERRARIA LOCALIZADA NA REGIÃO DO CAPARAÓ (ES), SUL DO
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Essa é uma versão resumida do
artigo, o conteúdo completo
pode ser acessado pelo QR
Code ao lado:
EQUIPAMENTOS QUE
SUPORTAM O RIGOR DA
FLORESTA
RESULTADOS
Neste trabalho, a variação significativa de tanino no
adesivo químico ureia formaldeído, foi detectada pela
análise variância (F < 0,05) para ambos módulos de
elasticidade e de ruptura a flexão estática.
Valores médios dos módulos de elasticidade (A) e
de ruptura (B) na flexão estática na seção transversal
obtidos por ensaio destrutivo. Adesivos: 100% Tuf:
100% ureia-formaldeído; 100% Tuf: 100% tanino-formaldeído;
98:2 Tuf: 98% ureia-formaldeído e 2% tanino-formaldeído;
95:5 Tuf: 95% ureia-formaldeído e 5% tanino-
-formaldeído; 90:10 Tuf: 90% ureia-formaldeído e 10%
tanino-formaldeído; 85:15 Tuf: 85% ureia-formaldeído
e 15% tanino-formaldeído. Barras são o desvio padrão.
Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si
(Tukey ≥ 0,05).
DISCUSSÃO
Os painéis produzidos apresentaram grau de
compactação médio da ordem de 0,61 (razão entre a
densidade média dos painéis pela massa específica da
madeira utilizada).
Valor relativamente baixo, porém esperado considerando
a densidade moderadamente alta da madeira
de eucalipto usado no experimento (700 kg m3), inibindo
a densificação do produto. Outros motivos que
influenciam a qualidade dos corpos de prova podem
ser explicados por pequenas variações que ocorrem
no processo manual de manufatura dos painéis em
laboratório, especialmente nas fases de montagem do
colchão, na adição da resina e aditivos e na própria característica
do painel [30, 31] e ainda na quantidade de
casca presente no resíduo [32].
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E TESTES
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AGENDA
AGENDA
2026
ABRIL 2026
23 A 26
JUNHO 2026
30 DE JUNHO A 03 DE JULHO
AGOSTO 2026
17 A 20
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2 A 4 DE JUNHO DE 2026
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MAIOR EFICIÊNCIA COM
FERRAMENTAS ATUALIZADAS E
PROFISSIONAIS ADEQUADOS, A
MANUTENÇÃO PRECISA SEGUIR UM
PLANEJAMENTO FUNDAMENTADO
POR
LUCAS RUFATTO
EXECUTIVO DE CONTAS
DA FRACTTAL BRASIL
Atualmente, o Brasil lida com um desafio persistente
e preocupante sobre a segurança no
ambiente de trabalho. Desde 2021, o número
de acidentes dessa natureza cresce, em média,
11% ao ano, conforme indicam os dados
do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Para as empresas,
isso significa que ainda é necessário tratar essa questão
estrategicamente, estimulando a adoção de medidas que
garantam o bem-estar dos colaboradores e a integridade
das instalações. Nesse sentido, a manutenção regular e
eficaz tem um impacto direto na segurança operacional, especialmente
nas indústrias essenciais.
Estes estabelecimentos, bem como os maquinários que
exigem manutenção consistente, são conhecidos como
críticos, visto que falhas na estrutura ou em ativos podem
comprometer a segurança das pessoas ou produtividade
dos equipamentos e, em casos mais complexos, resultar em
óbitos. Essa classificação de criticidade é realizada em uma
escala ABC, a partir da análise de critérios como segurança,
confiabilidade, qualidade, frequência da manutenção e
custo.
A manutenção de ativos precisa estar presente em todos
os estabelecimentos para atender às exigências da NR12,
que regulamenta a segurança no trabalho em máquinas
e equipamentos, especialmente em indústrias essenciais.
No setor de saneamento, por exemplo, uma falha pode
interromper o tratamento de esgoto, contaminar o meio
ambiente e colocar em risco a saúde da população. Já no
segmento de energia, uma falha na distribuição pode comprometer
diversos serviços essenciais, inclusive o funcionamento
de hospitais.
Entre os diversos tipos de manutenção, a preventiva
sistemática é a mais comum em ativos críticos, sendo realizada
de maneira periódica com a substituição de peças
e fluidos, inspecionando o ativo e testando suas funções,
a fim de garantir o funcionamento e evitar falhas. Atrelada
à manutenção preventiva temos a preditiva, que monitora
parâmetros de funcionamento do ativo, a fim de identificar
uma anomalia precocemente.
As manutenções preventiva e preditiva, apesar de serem
feitas por meio de mecanismos comuns, têm sido aprimoradas
com o uso de ferramentas digitais. As principais
tecnologias empregadas para cumprir as ações necessárias
são o CMMS/EAM, um sistema de monitoramento baseado
em IoT e IA (inteligência artificial), especialmente quando
integradas na mesma solução.
Para que esse processo seja eficiente, as companhias
precisam de profissionais qualificados para garantir eficiência
e realizar as atividades de acordo com a classe do equipamento
e complexidade das ferramentas. Um colaborador
bem preparado trará maior confiabilidade para a empresa,
transformando a manutenção preventiva em um investimento
estratégico.
Além de garantir uma maior eficiência com ferramentas
atualizadas e profissionais adequados, a manutenção precisa
seguir um planejamento fundamentado. Uma boa gestão
de equipes, mantendo-as capacitadas e atendendo aos prazos
dimensionados, associada ao gerenciamento preciso do
estoque para evitar falta de material, é essencial para garantir
a integridade dos colaboradores e das operações.
Nesse sentido, o futuro da manutenção capaz de salvar
vidas está diretamente voltado para o monitoramento online.
Este controle é capaz de gerar uma base de dados, possibilitando
que as ferramentas de IA desenvolvam análises e
sugestões de boas práticas para cada ativo.
Essas adaptações são a chave para evitar falhas com potencial
catastrófico, ao mesmo tempo que proporcionam às
empresas informações em tempo real e o apoio necessário
não somente para a otimização de processos e custos, mas
também para a evolução dos negócios como um todo.
Foto: divulgação
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