04 - Jornal Paraná Abril 2026
Jornal Mensal da Alcopar
Jornal Mensal da Alcopar
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
OPINIÃO
Biocombustíveis viram proteção
contra alta do petróleo
Governo acelera testes para ampliar mistura, mas cronograma divide indústria e mercado
Por Pedro Cortês
OBrasil tenta reposicionar
sua política de
combustíveis em meio
a um cenário global de
volatilidade elevada. Com o diesel
pressionado por riscos logísticos
e geopolíticos, e a gasolina sujeita
à dinâmica de importação, o
governo passou a tratar etanol e
biodiesel não apenas como instrumentos
de descarbonização,
mas como um verdadeiro hedge
doméstico contra choques externos
de energia.
A sinalização mais recente veio
do vice-presidente Geraldo Alckmin,
ao afirmar que os testes
para elevar a mistura de biodiesel
no diesel - hoje em 15%, o chamado
B15 - podem ser concluídos
“em questão de dias”. Na
prática, isso abre caminho para a
adoção do B17 ainda em 2026,
embora a decisão final dependa
do CNPE (Conselho Nacional de
Política Energética).
O ponto central é que a conclusão
dos testes não equivale à implementação
automática: o colegiado
ainda terá de avaliar oferta,
impactos de preço e segurança
do abastecimento.
Esse detalhe técnico é onde a
narrativa se fragmenta - e onde
está o núcleo da pauta. Enquanto
o governo sinaliza velocidade, representantes
da indústria indicam
um cronograma mais longo.
Entidades do setor apontam que,
nas condições atuais, a validação
completa poderia levar meses,
não dias, a menos que haja expansão
da infraestrutura de testes,
como contratação adicional
de laboratórios.
A divergência não é trivial: ela define
se o aumento da mistura
pode funcionar como instrumento
anticíclico ainda em 2026
ou apenas como ajuste estrutural
de médio prazo.
Em paralelo, o governo também
avalia elevar a proporção de etanol
anidro na gasolina de 30%
para 32% ainda neste semestre.
A proposta, tecnicamente mais
madura, tem implicações quantitativas
relevantes.
Cada ponto percentual adicional
representa centenas de milhões
de litros de demanda
anual por etanol, deslocando o
equilíbrio entre açúcar e combustível
no setor sucroenergético
e ampliando a capacidade
de substituição da gasolina importada.
O redesenho da política de combustíveis
ocorre em um momento
particularmente sensível. O
diesel - base do transporte rodoviário
brasileiro - permanece exposto
ao mercado internacional,
seja via importações diretas, seja
pelo efeito de paridade.
Ao elevar a mistura de biodiesel,
o governo reduz, na margem,
essa exposição. Trata-se de um
amortecedor imperfeito, mas relevante
em um ambiente onde o
preço do petróleo deixou de refletir
apenas fundamentos físicos e
passou a incorporar prêmios de
risco associados à segurança de
rotas e à integridade da infraestrutura
energética.
No caso da gasolina, o raciocínio
é semelhante, mas com uma vantagem
estrutural: o Brasil já possui
uma cadeia consolidada de etanol,
com elevada capacidade de
resposta. O aumento da mistura
amplia essa vantagem competitiva
e reforça o papel do país
como uma das poucas economias
capazes de internalizar parte
do choque externo de energia.
Há, no entanto, limites técnicos e
econômicos. Misturas mais elevadas
exigem validação rigorosa
quanto a desempenho, consumo
e durabilidade de motores, especialmente
no diesel. No caso do
etanol, embora a tecnologia flex
seja madura, mudanças no teor
anidro afetam a eficiência energética
e dinâmica de preços relativos
nas bombas.
Se o cronograma técnico acompanhar a urgência política,
etanol e biodiesel podem atuar como amortecedores já no
curto prazo. Caso contrário, permanecerão como promessa
estrutural em um mercado que reage em tempo real.
O que emerge desse conjunto de
movimentos é menos uma política
setorial e mais uma estratégia
macroenergética. Ao acelerar
a incorporação de biocombustíveis,
o Brasil tenta transformar
uma vantagem histórica - sua
base agroenergética - em instrumento
de estabilidade econômica.
A questão, agora, é de timing. Se
o cronograma técnico acompanhar
a urgência política, etanol e
biodiesel podem atuar como
amortecedores já no curto prazo.
Caso contrário, permanecerão
como promessa estrutural em
um mercado que reage em tempo
real.
Pedro Cortês é professor titular
da Universidade de São Paulo
(USP) e um dos mais renomados
especialistas em Clima e
Meio Ambiente do País
2
Jornal Paraná
CANA-DE-AÇÚCAR
Safra 2025/26 foi
9,5% maior no Paraná
A produção acumulada de açúcar atingiu 2.726.885 toneladas, 3,9% maior
que na safra 2024/25, e a de etanol foi de 1.185.603 m³, aumento de 12,7%
Desde o dia 1 de abril
teve início a nova safra
de cana-de-açúcar
2026/27. A maior parte
das unidades industriais do
Paraná já está em operação. A
expectativa de produção de
cana-de-açúcar, etanol, açúcar
e energia ainda está sendo levantada
pela Alcopar, mas, segundo
o presidente da associação,
Miguel Tranin, os números
devem ser próximos
aos da safra finalizada em
março.
Com 12 unidades industriais
em operação até o final do ciclo
anterior, a moagem na segunda
quinzena de março/26 atingiu
1.301.538 toneladas de canade-açúcar,
volume que supera
em 90,9% a produção realizada
no mesmo período de 2025,
onde apenas 10 unidades estavam
em operação.
Considerando toda produção
acumulada na safra 2025/26, a
moagem de cana-de-açúcar realizada
pelas usinas e destilarias
do Paraná totalizou
35.800.201 toneladas, superando
o prcessamento da safra
anterior em 9,7% que foi de
(32.638.021 t). Cabe também
ressaltar que a moagem registrada
nesta safra supera ainda a
produção da safra 2023/24 em
2,8%, que foi de 34.838.671 t
(considerando a produção das
unidades associadas à Alcopar).
A produção acumulada de açúcar
atingiu 2.726.885 toneladas,
superando também em
3,9% o volume industrializado
na safra 2024/25 (2.624.644 t).
O total de etanol produzido foi
de 1.185.603 m³, aumento de
12,7% em relação a produção
da safra anterior. Já a industrialização
do etanol anidro caiu 5%
no acumulado (510.418 m³),
porém a do etanol hidratado no
acumulado (675.185 m³), supera
em 31,2% a produção da
safra anterior.
O ATR (Açúcar Total Recuperável)
por tonelada de cana apresenta
uma retração de 2,2%
totalizando 136,68 Kg, quando
comparado com a safra passada,
de 139,79 Kg.
Jornal Paraná 3
SAFRA 2025/26
Usina Jacarezinho supera projeções
Mesmo sob forte impacto climático, unidade do Grupo Maringá moe 2,88 milhões
de toneladas de cana e registra crescimento expressivo nos indicadores agrícolas
Em uma safra marcada
por geadas, incêndios e
um longo período de estiagem,
a Usina Jacarezinho,
do Grupo Maringá, superou
as projeções iniciais e
encer rou a Safra 2025/26 com
uma moagem de 2,88 milhões
de toneladas de cana-de-açúcar,
um crescimento de cerca de
35% em relação à Safra 2024/
25, que registrou moagem de
2,14 milhões de toneladas.
Além desse recorde, também foi
registrado avanço nos principais
indicadores de produtividade
agrícola, que alcançaram 94,11
toneladas colhidas por hectare
(TCH) e 12,58 toneladas de
Açúcar Total Recuperável por
hectare (TAH), reforçando a trajetória
de evolução produtiva da
unidade. Na comparação com o
ciclo anterior, os ganhos são
significativos.
O desempenho de 25/26 evidencia
um incremento de produtividade,
resultado da consolidação
de práticas de manejo,
investimentos em tecnologia e
aprimoramento operacional ao
longo das últimas safras.
Produção no detalhe
Na Safra 25/26, o mix produtivo
ficou em 60 % destinados à produção
de açúcar - sendo 41%
de açúcar branco e 59% de açúcar
bruto - e 40% à produção de
etanol, com predominância do
hidratado (70%) sobre o anidro
(30%).
Para a próxima safra, a expectativa
é de maior equilíbrio entre
açúcar e etanol, ampliando a flexibilidade
industrial. A produção
de leveduras - inativa, autolisada
e parede celular - também avançou.
A Usina encerrou a safra
com 3,48 mil toneladas, volume
24% acima do projetado. Para a
Safra 26/27, a meta é alcançar
3,57 mil toneladas, consolidando
a levedura como um produto
adicional que ganha relevância
no portfólio.
Outro destaque do ciclo foi a geração
de energia elétrica a partir
do bagaço da cana-de-açúcar.
A Maringá Energia deverá encerrar
a Safra 25/26 com 120,3 mil
MWh gerados, acima da previsão
inicial.
Para a Safra 26/27, com a ampliação
do projeto Maringá Energia
II, a expectativa é mais que
dobrar a produção, alcançando
206,5 mil MWh, elevando a relevância
da bioenergia no conjunto
das operações do Grupo.
“Os resultados refletem um trabalho
contínuo de melhoria do
manejo agrícola, com foco em
correção e preparo profundo do
solo, controle de tráfego, planejamento
varietal e uso crescente
de insumos biológicos e orgânicos,
o que contribuiu para maior
resiliência dos canaviais mesmo
em condições adversas”, afirma
o diretor de Operações Sucroenergéticas
da Usina Jacarezinho,
Ricardo Zanata.
A Safra 25/26 também marcou
a consolidação da Biofábrica,
que produziu mais de 67 mil litros
de bionematicidas, biofungicidas,
biopromotores de
crescimento e biossolubilizadores.
Os produtos vêm sendo
integrados a outras práticas de
manejo, contribuindo para a
“Para a Safra 26/27, a Usina
projeta moagem de cerca de 2,9
milhões de toneladas. Para tanto
deve investir mais de R$ 10 milhões
no aprimoramento e reforço
da colheita e da estrutura
Tecnologia, biológicos
e fertilizantes
proteção das raízes, o aumento
do vigor das plantas e maior
tolerância a estresses climáticos.
industrial, além da inauguração
da Maringá Energia, fase II, projeto
de ampliação da cogeração
de energia” - declara Eduardo
Lambiasi - CFO do Grupo Maringá.
Já a fábrica de fertilizantes líquidos,
inaugurada no último
ciclo, operou de forma plena
nesta safra, garantindo a produção
interna de todo o fertilizante
utilizado na aplicação de
vinhaça localizada. O projeto
recebeu investimento de R$
3,3 milhões e permitiu o desenvolvimento
de novas formulações,
ampliando a eficiência
operacional e a qualidade
agronômica.
Investimentos e próximos passos
Ao longo da Safra 25/26, a
Usina Jacarezinho realizou investimentos
de R$ 34,2 milhões,
somando aportes nas
áreas agrícola e industrial, que
reforçaram a base produtiva e a
eficiência operacional da unidade.
Já para a Safra 26/27, a companhia
prevê investimentos de
R$ 10,5 milhões, destinados ao
robustecimento da capacidade
de colheita e da estrutura industrial
e à ampliação da geração de
energia, incluindo a conclusão
do projeto Maringá Energia II.
Além disso, a Usina avança em
estudos e projetos para a implantação
de sistemas de monitoramento
de incêndios com uso
de inteligência artificial e reforço
da estrutura de resposta rápida,
ampliando a preparação para
eventos climáticos extremos.
4 Jornal Paraná
QUALIDADE
Jacarezinho conquista 2º lugar
em programa da Copersucar
Reconhecimento no CQEP reforça evolução consistente da unidade e
compromisso com padrões de excelência no setor sucroenergético
AUsina Jacarezinho, do
Grupo Maringá, conquistou
o 2º lugar no
ranking Açúcar Cristal
Branco do Programa de Certificação
de Qualidade, Estoques
e Processos (CQEP), iniciativa
da Copersucar que avalia o
desempenho das usinas ao
longo da safra com base em
critérios rigorosos de qualidade
e gestão.
A Copersucar atua como um
ecossistema que reúne usinas
associadas responsáveis pela
produção de açúcar e etanol,
como a Jacarezinho e conduz
avaliações periódicas para garantir
padrões de qualidade alinhados
às exigências do mercado
nacional e internacional.
A premiação foi realizada em
março, na Usina Santa Lúcia,
em Araras (SP) e reuniu representantes
das unidades que integram
o ecossistema Copersucar.
Ao todo, 11 usinas foram
avaliadas no portifólio de açúcar
branco, que considera aspectos
como boas práticas de
laboratório (BPL), aderência às
políticas e gestão de processos.
A conquista marca a evolução
da Usina Jacarezinho no programa,
do qual participa desde
2018. Em 2023, a unidade
havia alcançado a quarta colocação,
avançando agora para
o segundo lugar.
A supervisora de Sistema de
Gestão Integrada da Usina Jacarezinho,
Carolina Pauliv, destaca
que o resultado reflete o
trabalho contínuo das equipes.
“Esse reconhecimento reforça
o compromisso da empresa
com a excelência dos processos
e é reflexo do esforço coletivo
dos nossos colaboradores”,
afirma. “A melhoria contínua
é um dos pilares da
nossa atuação, com foco no
aprimoramento dos processos
e na elevação dos padrões de
qualidade e segurança de alimentos.”
Além do reconhecimento no
CQEP, a usina vem apresentando
evolução consistente em
seus indicadores operacionais.
Na Safra 2025/2026, 60% da
produção foi destinada ao açúcar,
sendo 41% de açúcar
branco, reforçando a relevância
do produto na estratégia
operacional da unidade.
O CQEP é uma das principais
iniciativas da Copersucar para
assegurar padrões elevados de
qualidade e atendimento às demandas
do mercado nacional
e internacional. A companhia
atua como um ecossistema
que conecta usinas, parceiros
estratégicos e clientes, fornecendo
energia renovável e alimentos
para diferentes mercados,
além de contribuir para a
transição energética e a segurança
alimentar global.
Jornal Paraná 5
ENCONTRO
Uma manhã de conexão e
valorização na Cooperval
Foi um momento de encontro, troca de experiências e reconhecimento das
mulheres que contribuem diariamente para o crescimento da cooperativa
No dia 14 de março, a
Cooperval - Cooperativa
Agroindustrial
Vale do Ivaí Ltda.,
com sede no município de
Jandaia do Sul, começou o dia
com um café da manhã preparado
especialmente para as lideranças
femininas da cooperativa.
Foi um momento de encontro,
troca de experiências e
reconhecimento das mulheres
que contribuem diariamente
para o crescimento da Cooperval.
Além da sessão de fotos, que
registrou esse encontro tão
significativo, teve também
uma palestra com Paula Tissot,
que trouxe reflexões importantes
sobre liderança,
propósito e o papel das mulheres
no ambiente profissional.
Momentos como esse fortalecem
conexões, valorizam
trajetórias e reforçam a
importância da presença feminina
na construção da
história da Cooperval, segundo
a diretoria da cooperativa.
6 Jornal Paraná
CAMPANHA
Indique um Amigo 2026
na Santa Terezinha
O funcionário que indicar um amigo receberá R$ 1.000,00 (sem limite de indicações),
se o indicado for admitido em um dos cargos elegíveis e cumprir o regulamento da campanha
Na Safra 2026/27 a
Campanha Indique
um Amigo está de
volta. O funcionário
que indicar um amigo receberá
R$ 1.000,00 (sem limite de indicações),
se o indicado for
admitido em um dos cargos
elegíveis e cumprir o regulamento
da campanha. Consulte
o regulamento para a lista
completa de cargos elegíveis.
O período para indicações vai
até 30/06/2026.
Se o candidato for indicado e
contratado em um dos cargos
elegíveis, o funcionário que indicou
recebe R$ 200,00 da
campanha (valor pago na folha
de pagamento no mês posterior
a admissão do indicado
contratado). A segunda parcela,
no valor de R$ 800,00,
será paga após a apuração da
campanha, se os indicados
cumprirem os critérios do regulamento.
Serão consideradas indicações
dos funcionários: aquelas lançadas
no aplicativo MeuGestoRH,
preenchendo todos os
dados corretamente, enviando
a foto do currículo e validando
o termo de aceite. O funcionário
receberá uma mensagem
no app MeuGestoRH, confirmando
a validação do cadastro.
Fique atento. Certifique-se de
anexar corretamente a foto do
currículo; verifique atentamente
os dados preenchidos,
incluindo o número do CPF do
indicado, que é essencial para
vincular à premiação; e antes
de enviar, confirme se o anexo
está correto.
Critérios de
permanência na
campanha
• Não serão aceitas duplicidade
de indicações;
• Os indicados contratados e
os funcionários que fizeram indicação
devem estar com vínculo
empregatício (ativos ou
afastados) até a data do pagamento
da segunda parcela da
campanha.
Critérios da
premiação
• A premiação é exclusiva para
funcionários elegíveis nesta
campanha, que realizaram as
indicações;
• A premiação é de R$
1.000,00 por indicado, sem limites
de indicações;
• A primeira parcela da premiação
no valor de R$ 200,00
será efetuada na folha de pagamento
no mês posterior a
admissão do indicado contratado,
independente do indicado
estar ativo ou não no quadro
de funcionários;
• A segunda parcela da premiação
no valor de R$ 800,00
será efetuada na folha de pagamento
após a apuração da
campanha;
• Durante o período da premiação,
os participantes deverão
permanecer com vínculo
empregatício (ativos ou afastados)
no quadro de funcionários
da empresa.
• Desligados por qualquer natureza
não terão direito ao recebimento
da segunda parcela
da premiação.
Acesse o Regulamento completo
do Indique um Amigo
2026.
8 Jornal Paraná
COPERSUCAR
Campanha Fogo Zero
nos Canaviais 2026
Usinas associadas de todo Centro-Sul do Brasil, como a
Jacarezinho e a Melhoramentos, no Paraná, se mobilizam
Começou a Campanha
Fogo Zero nos Canaviais
2026, uma mobilização
do ecossistema
Copersucar voltada à prevenção
de incêndios em canaviais
e áreas de entorno, além
da conscientização sobre os
riscos das queimadas. A iniciativa
reúne as 42 usinas associadas,
presentes em cinco estados:
Paraná, representada pela
Jacarezinho e a Melhoramentos,
Mato Grosso do Sul, Goiás,
São Paulo e Minas Gerais.
Em sua quinta edição, a campanha
amplia o chamado à
ação conjunta entre empresas,
comunidades e o poder público
local, reforçando que a prevenção
começa com atitudes simples
e cotidianas e que a atuação
de cada pessoa é essencial
na proteção da vida, do meio
ambiente e da produção agrícola.
Com o mote “Fogo Zero nos
Canaviais | Prevenir é proteger
vidas”, a campanha é veiculada
nas redes sociais e canais proprietários
da Copersucar, como
Instagram e LinkedIn, e das usinas
associadas, além de incluir
treinamentos e iniciativas educativas
e de conscientização
voltadas para as comunidades
locais. A parceria contínua com
o corpo de bombeiros em cada
localidade também faz parte
desse esforço conjunto para
prevenir incêndios.
“A prevenção aos incêndios é
uma responsabilidade de todos,
e unimos todo o Ecossistema
Copersucar buscando engajar
as comunidades locais e ampliar
a conscientização sobre
atitudes que ajudam a proteger
vidas, o meio ambiente e a garantir
a continuidade e a sustentabilidade
da produção nos canaviais”,
afirma Priscilla Cortezze,
Diretora de Comunicação e
Sustentabilidade da Copersucar.
Vale lembrar que atualmente as
usinas de cana-de-açúcar adotam
a colheita mecanizada, sem
queima, em linha com as boas
práticas do setor e a legislação
ambiental vigente. Desta forma,
qualquer sinal de incêndio deve
ser imediatamente comunicado
para as autoridades. Essa e outras
orientações são reforçadas na
campanha que começa hoje -
abaixo, exemplos de dicas importantes
que serão comunicadas ao
longo dos próximos meses:
No campo:
• Não jogue pontas de cigarro
em áreas de vegetação.
• Evite acender fogueiras, especialmente
em períodos de
seca.
• Mantenha aceiros (faixas de
terra sem vegetação) ao redor
de áreas de plantio e residências.
• Armazene materiais inflamáveis,
como palha e madeira, em
locais seguros e afastados.
• Realize a manutenção periódica
de máquinas e equipamentos
para evitar faíscas.
Na comunidade:
• Denuncie queimadas ilegais
aos órgãos responsáveis, como
o Corpo de Bombeiros, pelo
telefone 193.
• Incentive a coleta seletiva e o
descarte correto de resíduos.
• Colabore com mutirões para
limpeza de áreas verdes e terrenos
baldios.
Em casa, prédios
e condomínios:
• Não queime lixo ou folhas
secas.
• Armazene produtos inflamáveis
longe de fontes de calor.
• Oriente crianças sobre os riscos
do fogo.
• Mantenha extintores de incêndio
em bom estado de funcionamento.
Jornal Paraná 9
CENTRO-SUL
Produção de cana revela
concentração regional
E polos municipais com produção elevada. Um em cada
quatro municípios da região são produtores da cultura
Quando falamos sobre
o uso e o potencial
das áreas agrícolas
nos principais estados
produtores vemos que em
São Paulo, por exemplo, dos
14,1 milhões de hectares com
aptidão agrícola, 36% estão
ocupados com cana-de-açúcar.
Já em estados como
Goiás, Minas Gerais e Mato
Grosso do Sul, que somam
entre 13,6 milhões e 20 milhões
de hectares aptos, a ocupação
com a cultura varia entre
5% e 6%.
"O cenário indica que, embora
o Brasil seja o maior produtor e
exportador mundial de canade-açúcar
e um dos líderes em
biocombustíveis, ainda existe
espaço relevante para a expansão
da cultura, especialmente
com o aproveitamento de áreas
com aptidão agrícola. Com os
biocombustíveis voltando ao
centro da agenda energética,
historicamente impulsionados
pela cana, a cultura volta a desempenhar
um papel central,
agora ao lado do avanço de lavouras
como soja e milho",
afirma o gerente executivo de
soluções agro da Serasa Experian,
Dyego Santos.
Na safra 2025/26, quatro estados
concentram 91% da área
de cana-de-açúcar mapeada
no Centro-Sul. O destaque foi
para São Paulo, que liderou
com ampla vantagem, respondendo
por 57,5% da área cultivada,
o equivalente a mais de
5,1 milhões de hectares. O protagonismo
do estado também
se refletiu na expansão da cultura
ao longo das últimas décadas:
em 2003, a área disponível
para colheita era de 3,35
milhões de hectares, número
que chegou a mais de 5 milhões
em 2025 - um crescimento
de 52,8% no período.
Na sequência, aparecem Goiás
(12,3%), Minas Gerais (12,2%)
e Mato Grosso do Sul (8,9%),
que, juntos, consolidam o
avanço da produção fora do
eixo paulista. Apesar da relevância
crescente, esses estados
ainda apresentam menor
ocupação das áreas com aptidão
agrícola pela cana – entre
5% e 6%, frente a 36% em
São Paulo -, o que indica potencial
de expansão da cultura,
especialmente em regiões do
Centro-Oeste e no Triângulo Mineiro.
No recorte municipal, a concentração
também se repete
em áreas polo de produção.
Apenas 12 municípios, de um
total de 842 produtores mapeados
na região, concentram
cerca de 10,4% da área de
cana-de-açúcar disponível para
colheita. Entre os principais
polos estão cidades como
Uberaba (MG), Quirinópolis
(GO), Nova Alvorada do Sul e
Rio Brilhante (MS), além de
municípios paulistas como
Morro Agudo, Barretos e Guaíra,
que se destacam pela alta
escala de produção.
De acordo com o gerente executivo
de soluções agro da
datatech, "apesar da concentração
em alguns polos de
grande escala, 90% da área
cultivada de cana-de-acúcar a
ser colhida está espalhada por
mais de 800 municípios, muitos
com participação individual
menor, mas que, juntos,
garantem a capilaridade da
cultura no território". Os dados
mostram que a produção de
cana no Centro-Sul se estrutura
a partir de grandes polos
produtivos, mas mantém presença
disseminada em centenas
de municípios da região.
"O uso de geotecnologia e
imagens de satélite permite
um nível de precisão muito
superior às estimativas tradicionais,
ao mapear efetivamente
o que está sendo
plantado no campo. Esse tipo
de monitoramento, que ganha
ainda mais relevância com o
avanço das exigências regulatórias
no setor e mitigação de
riscos na cadeia agroindustrial,
amplia a capacidade de
análise e tomada de decisão
no agronegócio", afirma Dyego
Santos, gerente executivo
de soluções agro da Serasa
Experian.
O levantamento foi realizado
pela Serasa Experian a partir
de dados proprietários obtidos
por meio de mapeamento via
satélite, com uso de geotecnologia
para identificação e
mensuração das áreas de
cana-de-açúcar no Brasil. A
análise considera a área disponível
para colheita e em reforma
na safra 2025/26 na
região Centro-Sul, contemplando
sete estados produtores.
Os dados de aptidão para
concessão de crédito rural
foram baseados em informações
do Manual de Crédito
Rural (MCR). Os municípios
analisados correspondem
àqueles com área identificada
de cultivo de cana na região
mapeada.
10
Jornal Paraná
CLIMA
StoneX aponta transição
climática nos próximos meses
E alerta para riscos ao agro com possível El Niño no 2º semestre, com aquecimento
dos oceanos, a irregularidade das chuvas e a necessidade de atenção redobrada
As previsões climáticas
para os próximos meses
indicam um período
de transição do El
Niño–Oscilação Sul (ENOS),
com maior probabilidade de
neutralidade ao longo do outono
e do início do inverno e risco
crescente de fortalecimento do
El Niño no segundo semestre
de 2026. O cenário, analisado
na 35ª edição do Relatório Trimestral
de Perspectivas para
Commodities da StoneX reforça
a necessidade de cautela do
agronegócio diante de chuvas
mais irregulares, temperaturas
acima da média em diversas regiões
e impactos regionais desiguais
sobre a produção. O
relatório pode ser baixado gratuitamente.
Segundo os principais centros
internacionais de monitoramento
climático, a chance de
neutralidade do ENOS é de cerca
de 60% entre março e maio
e de 70% entre abril e junho,
com projeções semelhantes se
estendendo até julho. A partir
do segundo semestre, os modelos
passam a indicar aquecimento
do Pacífico Equatorial,
com aumento da probabilidade
de formação de um El Niño.
“Os próximos meses de transição
devem ser marcados por
um cenário climático instável,
em que o sinal do oceano
aponta para neutralidade, enquanto
o aquecimento global de
fundo segue pressionando as
temperaturas e aumentando a
volatilidade regional”, afirma
Carolina Giraldo, analista de Inteligência
de Inteligência de
Mercado da StoneX. “Isso exige
decisões mais cautelosas no
campo, porque os padrões
clássicos do ENOS já não explicam,
sozinhos, o comportamento
do clima.”
As análises mais recentes da
temperatura da superfície do
mar indicam anomalias positivas
em escala global para o trimestre
abril-maio-junho, incluindo
sinais de aquecimento
no Pacífico Equatorial e no
Atlântico Sul. Este último pode
favorecer episódios pontuais de
maior aporte de umidade para
o Sul do Brasil, especialmente
Segundo semestre
no radar
Para o segundo semestre, o relatório
da StoneX alerta para o
risco adicional da sinergia entre
um possível El Niño e o Dipolo
Positivo do Índico (+IOD). Caso
ambos se consolidem a partir
de julho, o risco de seca severa
tende a aumentar em regiões da
Oceania e também no Norte e
Nordeste do Brasil, o que pode
afetar cadeias agrícolas estratégicas
e elevar a volatilidade dos
mercados.
“Mesmo com a neutralidade no
curto prazo, o segundo semestre
merece acompanhamento
constante. O clima está em transição,
e as decisões tomadas
agora precisam levar em conta
esse grau elevado de incerteza”,
conclui Carolina Giraldo.
quando combinado à atuação
de sistemas atmosféricos regionais.
Em termos de precipitação,
abril apresenta sinais de chuvas
abaixo da média em regiões
do Sudeste Asiático,
Indonésia e sul da Austrália,
enquanto partes do Equador,
da Colômbia e do norte da Argentina
tendem a registrar volumes
acima da média. Em
maio, a tendência de chuvas
mais elevadas pode alcançar
áreas do noroeste do Brasil, ao
passo que América Central e
norte da América do Sul entram
em um período mais seco.
Para junho, os modelos
indicam neutralidade pluviométrica
em grande parte da África
e chuvas acima da média em
áreas do Brasil e do extremo
oeste da Colômbia.
“O ponto-chave não é apenas
quanto vai chover, mas quando
e onde. A irregularidade espacial
e temporal das precipitações
permanece como o principal
desafio para o agro no
curto prazo”, destaca Carolina.
Impactos esperados para o agronegócio
Na América do Sul, o cenário
de transição climática amplia
as incertezas. A possível intensificação
da corrente de
jato sub- tropical pode dificultar
o avanço regular de frentes
frias pelo interior do continente,
reduzindo a umidade no
Sudeste e no Centro-Oeste e
antecipando o fim das chuvas
em estados como São Paulo,
Mato Grosso do Sul e Paraná.
Esse movimento pode afetar a
formação de biomassa e a
produtividade em fases críticas
do ciclo agrícola.
Apesar disso, a umidade observada
em parte do Brasil nos
meses anteriores é compatível
com indícios de supersafra de
grãos em 2025/2026 e favorece
a recuperação parcial de culturas
como café e cana-de-açúcar,
especialmente em regiões
com melhor recomposição hídrica.
Em contrapartida, episódios
recentes de excesso de
chuva em estados como Mato
Grosso, Goiás e Minas Gerais
mostraram que volumes elevados
também podem impor restrições
operacionais, atrasar
colheitas e comprometer janelas
ideais de plantio.
“O agro está lidando com um
clima mais errático. O mesmo
sistema que traz benefício para
uma região pode gerar perdas
em outra. Por isso, o planejamento
precisa considerar margem
de segurança e gestão
ativa de risco climático”, avalia
a analista.
Jornal Paraná
11
DOIS
PONTOS
Exportação
O volume de petróleo exportado
do Brasil para a China mais do
que dobrou no primeiro trimestre
de 2026, período marcado
pelo início da guerra no Irã.
Como o país asiático recebe
quase 40% do petróleo que
passa pelo estreito de Hormuz,
o conflito o obriga a encontrar
novas rotas de fornecimento.
De acordo com dados do governo
federal, as exportações
brasileiras de petróleo bruto
para a China atingiram a máxima
histórica de US$ 7,2 bilhões,
quase o dobro dos US$
3,7 bilhões exportados no primeiro
trimestre de 2025. Em relação
ao volume exportado, o
aumento foi de 122%, saindo
de 7.400 toneladas para 16,5
mil toneladas, respondendo por
30% das exportações do Brasil
para a China.
Fertilizantes
Mesmo com a guerra no
Oriente Médio, as importações
de fertilizantes somaram
13,1 milhões de toneladas no
primeiro trimestre deste ano,
2% a mais do que em igual
período do ano passado. Esse
volume, no entanto, veio por
caminhos diferentes. Até
agora, o Brasil conseguiu importar
fertilizantes acima do
volume de 2025, ano em que
o atingiu recorde de compras.
Os preços, no entanto, já não
são os mesmos. Os gastos
nacionais com a compra externa
de adubo subiram para
US$ 3,1 bilhões, 25% a mais
do que em igual período do
ano passado, conforme dados
da Secex (Secretaria de
Comércio Exterior).
Inadimplência
O BTG Pactual avalia que a inadimplência no agronegócio do Banco do Brasil ainda
pode aumentar no curto prazo. Segundo o banco, cerca de 94% a 95% da carteira
agro segue adimplente, o que implica uma taxa de inadimplência entre 5% e 6% - patamar
bem acima dos níveis observados nos últimos anos, mas ainda inferior ao de
pares como a Caixa Econômica Federal, que reportou 14,1%. Apesar disso, a equipe
do BTG pondera que a deterioração da qualidade de crédito ainda não chegou ao fim.
A instituição destaca que fatores como: aumento dos custos de diesel e fertilizantes,
em meio às tensões no Oriente Médio e desvalorização do real deve continuar pressionando
as margens dos produtores, especialmente na próxima safra.
O Brasil pode chegar a uma
dívida equivalente a 100% do
PIB já no primeiro ano do próximo
governo, segundo o Monitor
Fiscal do FMI - um ponto
de partida que eleva significativamente
o grau de dificuldade
do ajuste das contas
públicas. O retrato mais recente
das contas globais
mostra uma piora relevante do
quadro fiscal do globo. Segundo
o FMI, a dívida pública
mundial deve atingir 100% do
PIB até 2029, impulsionada
especialmente pelas trajetórias
fiscais dos Estados Unidos
e da China. Conflitos
geopolíticos, como a guerra
no Oriente Médio, intensificam
Dívida
essas pressões ao desestabilizar
os preços de energia e
elevar os custos de financiamento.
No caso brasileiro, o
cenário é mais adverso e
ganha peso adicional por sua
contribuição para o aumento
da dívida pública global.
A demanda brasileira por fertilizantes
em 2026 deve cair
para 47,2 milhões de toneladas,
o que representa uma redução
de 2 milhões de toneladas
em relação ao volume
observado em 2025, estima o
RaboResearch, área de pesquisa
do Rabobank. O banco
Demanda
Petrobras
cita como fatores para esse
desempenho os impactos do
conflito no Oriente Médio e a
situação financeira dos agricultores
brasileiros. Em 2025, as
entregas de fertilizantes no
Brasil superaram as previsões,
atingindo 49,1 milhões de toneladas.
A Petrobras anunciou a retomada
das obras da Unidade
de Fertilizantes Nitrogenados
(UFN-III), em Três Lagoas, em
Mato Grosso do Sul, um projeto
que estava paralisado
desde 2015. O investimento
estimado para a conclusão da
unidade é de cerca de US$ 1
bilhão, com previsão de início
das operações em 2029. A
UFN-III faz parte da estratégia
da companhia de voltar ao
mercado de fertilizantes, retomada
em 2023, com o objetivo
de ampliar o uso do gás
natural e reduzir a dependência
brasileira de importações
no setor. Quando concluída, a
unidade terá capacidade para
produzir cerca de 3,6 mil toneladas
diárias de ureia e 2,2
mil toneladas de amônia. A
produção será direcionada
principalmente para Estados
do Centro-Oeste e do Sudeste,
regiões de forte demanda
do agronegócio.
12
Jornal Paraná
Novas projeções climáticas
indicam o aumento da possibilidade
de formação de
um super El Niño ainda este
ano - um cenário que pode
levar o planeta a registrar
novos recordes de temperatura
até 2027. Projeções do
Centro Europeu de Previsão
Meteorológica apontam o fenômeno
como potencialmente
tão intenso que pode
se tornar o mais forte em
140 anos. O El Niño se caracteriza
por um aumento de
El Niño
Efeitos
pelo menos 0,5ºC nas águas
do Oceano Pacífico. Diferentemente
de um El Niño convencional,
o chamado super
El Niño está associado a um
aquecimento superior a 2ºC,
o que é suficiente para alterar
os padrões climáticos de
todo o globo e o regime de
chuvas. O novo fenômeno
pode quebrar o recorde do El
Niño de 2015, quando a
temperatura do Pacífico alcançou
2,8ºC acima da
média.
A indústria de etanol do Brasil
projeta uma produção recorde
do biocombustível em
2026/2027, com aumento de
quase 4 bilhões de litros ante
o ciclo anterior, de acordo
com nota assinada por entidades
como União da Indústria
de Cana-de-Açúcar e Bioenergia
(Unica) e a União Nacional
do Etanol de Milho (Unem). O
crescimento ocorre em momento
em que o mercado espera
uma safra de cana mais
“alcooleira”, com maior destinação
da matéria-prima para
UE-Mercosul
O acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) vai entrar em
vigor em 1º de maio. A vigência ocorre após as notificações entre as partes. Com isso,
a partir de 1 de maio, os exportadores brasileiros poderão usufruir das novas possibilidades
de acesso ao mercado europeu, com redução de tarifas e eliminação de barreiras
ao comércio bilateral. Entre os setores produtivos do agronegócio mais beneficiados
pelo acordo entre Mercosul e União Europeia estão a carne, o açúcar e o etanol, frutas,
pescados e suco de laranja.
Produção
Etanol
a produção de etanol, enquanto
a fabricação do combustível
de milho também seguirá
crescente.
Se o cenário se confirmar, os
efeitos poderão ser sentidos
em escala global. Entre os
impactos previstos estão
secas severas em partes da
América Central, da África
Central, da Austrália, da Indonésia
e das Filipinas, além
de chuvas torrenciais com
risco de enchentes em países
como Peru e Equador e
em outras áreas próximas à
Linha do Equador. No Brasil,
o El Niño é marcado por
eventos de seca no Nordeste
e chuvas intensas no Sul - a
exemplo do que aconteceu
em 2024.
O ministro de Minas e Energia,
Alexandre Silveira, afirmou
que a mistura de etanol
na gasolina subirá para
32% ainda no primeiro semestre,
para reduzir a dependência
externa do combustível.
O país buscará
também a autossuficiência
na produção de diesel. A
mistura atual de etanol na
gasolina é de 30%. Mistura
do etanol em 32% reduziria
importação de gasolina em
1,2 bi de litros.
Aumentos
Os preços da gasolina e do
diesel aumentaram mais na
maioria dos países do
mundo do que no Brasil, que
fica perto da rabeira desse
ranking. No caso da gasolina,
ficamos em 90º lugar
entre 128 países - em 25
deles, a variação foi menor
do que 1%, nada, ou negativa.
Quanto ao diesel, ficamos
em 71º lugar - em 21
países, a variação foi menor
do que 1%. O aumento
médio de preços nos 89 países
em que a gasolina ficou
mais cara do que por aqui foi
de 23,5% - no Brasil, pelos
dados do ranking, 7,6%. No
caso do diesel, a média do
reajuste dos 70 países com
aumento maior do que o brasileiro
foi de 50,8% (no Brasil,
de 23,5%).
Jornal Paraná
13