edição de 4 de maio de 2026
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propmark.com.br ANO 61 - Nº 3.089 - 4 de maio de 2026 R$ 20,00
Marketing de influência evolui e
encara mais pressão por resultados
O marketing de influência entrou em uma nova fase no Brasil e no mundo. Deixou de ser tendência e tornou-se uma engrenagem estratégica da publicidade
contemporânea, conectando marcas, criadores de conteúdo e consumidores de forma cada vez mais direta. O avanço da creator economy, a profissionalização
do setor e a pressão crescente por resultados concretos mostram que o mercado amadureceu. Ao mesmo tempo, desafios como mensuração, excesso
de oferta e necessidade de alinhamento estratégico exigem decisões mais precisas. Nesse cenário, o país se destaca como um dos principais polos globais.
Relatório da HypeAuditor mostra que o segmento deve faturar globalmente US$ 31,2 bilhões até 2027. Confira especial nesta edição. pág. 19
ChatGPT
Mynd endossa avanço
do mercado de creators
À frente da agência,
Fatima Pissarra avalia
o estágio atual da
creator economy, a
influência da IA e os
desafios de crescer em
um mercado competitivo,
que pode englobar
qualquer pessoa que
tenha um smartphone
à mão e um nicho para
atuar. pág. 14
Emoção é estratégia das
marcas no Dia das Mães
Filme ‘Despedida’, da AlmapBBDO para O Boticário (foto),
alcançou mais de 40 milhões de visualizações orgânicas
em cinco dias. A campanha fala sobre “ninho vazio”. Brasil
celebra a data no próximo domingo (10). pág. 32
Omoda & Jaecoo busca
alcançar ‘DNA brasileiro’
Divulgação Reprodução Divulgação
Montadora do Grupo
Chery acelera expansão
no Brasil e investe em
posicionamento para
se diferenciar da concorrência.
“Uma marca
que quer ser reconhecida
precisa trazer o borogodó
do brasileiro”,
diz Alessandra Souza,
diretora-executiva de
marketing. pág. 36
somos
a
CRÉDITOS @LECANOVO
A gente não faz campanha.
A gente faz marca virar
conversa com influência.
@MFIELD
MFIELD.COM.BR
editorial
Armando Ferrentini
Para o bem e para o mal
Goste ou não, os influenciadores digitais - que rejeitam esse termo, preferem
ser chamados de criadores de conteúdo ou creators - vieram para ficar. Eles
surgiram com a popularização da internet, consolidando-se na década de
2010 com o auge das redes sociais, e mudaram completamente o mercado de
comunicação, mexendo profundamente com a publicidade.
Se antes só as celebridades e artistas estrelavam campanhas publicitárias, nesses
últimos cerca de 15 anos, dez em cada dez marcas passaram a considerar os
influencers em suas estratégias de comunicação.
O marketing de influência ganha cada vez mais musculatura. Em 2024, movimentou
US$ 19,8 bilhões globalmente e tem projeção de chegar a US$ 31,2 bilhões até
2027, de acordo com relatório da HypeAuditor.
Claro que eles também vivem períodos de crise, inclusive com baixas em contratos
publicitários devido a polêmicas envolvendo suas personas. Aliás, o calcanhar
de Aquiles do mercado de influência é a reputação. Afinal, são milhões de criadores
de conteúdo no país - 4,4 milhões só no Instagram, segundo a HypeAuditor.
Difícil para um segmento tão pulverizado, com tantos agentes, ser regulado. A recente
Lei 15.325/2026, sancionada em 6 de janeiro de 2026, parece que vai colocar
um pouco de ‘ordem’ na casa. A legislação reconhece e regulamenta a profissão
de multimídia no Brasil.
Mas como controlar o que um nanoinfluenciador (muitos sem preparo) ou a mais
famosa personalidade digital do Brasil hoje, Virginia Fonseca, fala ou faz de negócios?
A atual namorada do jogador de futebol Vini Júnior tem uma legião de fãs
na internet, com 55 milhões de seguidores no Instagram e 44 milhões no TikTok.
A influencer, que é do ramo da beleza, vive se envolvendo em polêmica. Já foi
ouvida até na CPI das Bets, quando sua fama só aumentou.
O seu carisma é inegável e tudo o que Virginia posta, faz ou deixa de fazer é
comentado não só na internet, mas também na chamada mídia profissional. Ou
seja, seu poder de alcance - e de influência - é enorme. Ela conseguiu furar a bolha.
Indo ao outro extremo da cadeia, os nanoinfluenciadores, que possuem em média
entre mil e dez mil seguidores nas redes sociais, têm também peso importante
sobre sua base. Engana-se quem pensa que volume é tudo na internet.
Hoje, o mercado de comunicação é cada vez mais nichado, com comunidades para
tudo e todos, abrindo oportunidades para marcas e agências se conectarem com
diversos públicos e perfis de consumidores por meio de estratégias publicitárias
mais assertivas e não depender só do ‘tiro de canhão’ da mídia de massa.
Não é à toa que, cada vez mais, surgem no mercado empresas de marketing de
influência e unidades especializadas dentro das agências. Dados do Sebrae de
2025 apontam que 73% dos consumidores brasileiros afirmam já ter adquirido
algum produto ou serviço por indicação.
O especial Marketing de Influência desta edição mostra como o setor deixou de
ser uma tendência e virou componente crítico da indústria global de publicidade.
Os influencers se inserem na creator economy, que está em plena ascensão. Segundo
estimativas da WPP Media citadas em relatório da Warc, as receitas desse
setor devem mais do que dobrar até 2030, alcançando US$ 376,6 bilhões.
Porém, nem tudo são flores. A Warc aponta desperdício relevante de investimento
por fa lta de definições sobre creator marketing, desalinhamento estratégico
com as marcas e métricas frágeis de mensuração. Confira as análises do especial.
Frase: “Se influência fosse bom, não se dava, se venderia” (dito popular sobre conselhos
atualizado para a era digital).
as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br
1ª
2ª
Quais são as 32 marcas com maior
engajamento nas redes sociais em 2025?
Estudo da Winnin aponta marcas que mais capturaram a atenção nas
redes sociais em 2025, com análise baseada em visualizações, engajamento
e relevância cultural digital.
3ª
Isa Scherer estrela campanha
de Dias das Mães da Schutz
Marca aposta em narrativa sobre autenticidade e múltiplos papéis
femininos para apresentar coleção inspirada na rotina contemporânea
e na expressão individual.
Camila Queiroz, Dira Paes e
Débora Nascimento estrelam
campanha de Dia das Mães de C&A
Criada pela LePub São Paulo, a campanha da C&A para a data aborda
maternidade, identidade e autocuidado a partir de relatos das atrizes.
Estratégia combina filme, digital e OOH para discutir os múltiplos papéis
femininos no cotidiano.
4ª
Estudo realizado pelo Sistema Nacional das Agências de Propaganda, com
dados da Celerh, aponta desafios ligados à retenção, benefícios e gestão em
pequenas e médias operações.
5ª
Média salarial nas agências
é de R$ 4,3 mil, divulga Fenapro
Criatividade é o combustível que leva
a propaganda para além da commodity
Executivos defendem criatividade como diferencial estratégico em um
cenário de excesso de informação, disputa por atenção e necessidade de
relevância cultural.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 3
índice
propmark
propmark.com.br
Mercado de influência
amadurece e se torna
mais competitivo
HypeAuditor mostra que
o marketing de influência
global deve chegar a US$
31,2 bilhões até 2027. Brasil
reúne 4,4 milhões de creators
no Instagram e responde por
10,2% do total, atrás apenas
dos Estados Unidos.
19
geralt/Pixabay
Jor na lis ta res pon sá vel
Ar man do Fer ren ti ni
Publisher
Tiago Ferrentini
Editora-chefe
Kelly Dores
Editores
Janaina Langsdorff
Paulo Macedo
Editora-assistente
Bruna Magatti
Repórteres
Bruna Nunes
Vitor Kadooka
Editor de fotografia
Alê Oliveira
Editor de arte
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Revisão
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O Melhor Comercial do Brasil de 2025
é da AlmapBBDO e de O Boticário
Criado pela AlmapBBDO para O Boticário no Natal do
ano passado, o filme ‘Álbum de família’ foi eleito pelo
júri do prêmio do SBT como O Melhor Comercial do
Brasil de 2025. A Almap também venceu a premiação
em 2013, 2015, 2016, 2022, 2023 e 2024. pág. 18
Led expande possibilidades criativas
para a propaganda em out of home
Fabricante de painéis de led com presença direta
no Brasil, a Leyard Planar foi fundada em 1995 na
China. O CEO Odair Tremante fala sobre como o led
se tornou um canal aderente à audiência das ruas e
embarca tecnologias como a geolocalização. pág. 40
Redação
Rua François Coty, 228
01524-030 - São Paulo – SP
tel. (11) 2065 0772 / 0766
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@propmark
propmark
propmark
As ma té rias as si na das não re pre sen tam
ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,
po den do até mes mo ser con trá rias a ela.
Freepik
Editorial .............................................................................3
Conexões ...........................................................................6
Curtas .................................................................................8
Quem Fez ...........................................................................10
Negócios & Sustentabilidade ...........................................12
Entrevista ..........................................................................14
Prêmios..............................................................................18
Especial Marketing de Influência ....................................19
Mercado .............................................................................31
Marcas ...............................................................................36
Agências ............................................................................38
Mída ...................................................................................40
Out of Home ......................................................................42
ESG no MKT ........................................................................44
Inspiração ..........................................................................46
Click do Alê ........................................................................48
Última Página ....................................................................50
Publicidade digital no
país cresce acima de
12% e alcança R$ 42,7 bi
Os investimentos em publicidade
digital no Brasil somaram R$ 42,7
bilhões em 2025, alta de 12,7% em
relação ao ano anterior. Os dados
fazem parte do Digital Adspend
2026 (ano-base 2025), estudo
divulgado pelo IAB Brasil, em
parceria com o Ibope. pág. 31
4 4 de maio de 2026 - jornal propmark
conexões
última hora
MOBILIDADE AÉREA
Os executivos Fábio Meneghati (foto),
fundador e CEO da Greenz - Aceleradora
de Negócios, com o sócio Gabriel Bernardi,
participaram na semana passada do
Beijing Auto Show, na China, o maior salão
de automóveis do mundo, com mais de
1 milhão de pessoas visitando os stands
das montadoras. Entre as quais a GAC,
cliente da agência, que apresentou no
evento o AirCab. “O Uber dos céus; um air
taxi”, resume Meneghati.
FÉRIAS
Desenvolvida pelo time criativo interno
do Airbnb, em parceria com a AKQA, com
imagens produzidas pela MyMama e
trilha e áudio da Hefty, a plataforma
Airbnb está no ar com a campanha
‘Feriado liberado’. “A iniciativa busca
inspirar pausas em família ou entre
amigos e reforça o papel do Airbnb como
facilitador da acomodação ideal para
desestressar e se desconectar da rotina”,
esclarece o comunicado.
Post: Expertise no agronegócio é a
receita de crescimento da Be Nice
to People
Obrigada, propmark, por trazer esse
olhar tão cuidadoso sobre um mercado
que a gente respeita.
Fernanda Kubiack
Post: Prefeitura e Governo de São
Paulo formalizam projeto do Boulevard
São João
Moro no centro, o que a gente precisa
é gestão pública eficiente, zeladoria,
limpeza, segurança, manejo correto do
meio ambiente e trabalho com moradores
em situação de rua.
Ivson Miranda
Isso não é urbanismo. É terrorismo!
Otto Rocha
Duailibi Essencial
Lei Cidade Limpa está vigente, vão simplesmente
passar por cima para criar
essa cafonice?
Cláudia Sammartino Domingo
Post: Salário médio em agências de
publicidade no Brasil é de R$ 4.318
Esse dado evidencia a falta de valorização
e reconhecimento financeiro!
Eric Messa
Absurdo: a precarização do trabalho do
publicitário aumentou muito!
José Lima
“A má informação é mais desesperadora que a falta de informação”.
(Charles Caleb Colton)
dorinho
HEALTH
A agência Triunfo Sudler, especializada em health e bem-estar, está lançando a divisão GET
(GLP-1 Experts Team), unidade dedicada a estratégia e à criação para marcas que querem
atuar nesse novo contexto, conectando saúde, consumo e comunicação. O avanço dos
medicamentos à base de GLP-1 não está apenas transformando a indústria farmacêutica
global, mas já começa a redesenhar categorias inteiras, de alimentos e bebidas até beleza,
bem-estar e lifestyle. Na foto, da esquerda para a direita, os executivos da agência Michel
Motta, Tiago Moraes, Kelly Frenham e Vinicius Guieleu.
RENOVAÇÃO
Charles Faria (foto à esquerda,
centro, com Felipe Funari
e Rafael Pompeo) é o novo
sócio e CEO da Trendspace,
empresa do W7M Investments
Group. Em 2026, a empresa
deixa de operar como uma
produtora de serviços para se
consolidar como o primeiro
content venture hub do
Brasil. A holding faturou R$ 72
milhões em 2024.
VAREJO
A 40ª edição do Apas Show será realizada entre os dias 18 e 21 de maio no Expo Center Norte,
em São Paulo, sob o tema ‘Coração supermercadista – Paixão que transforma o varejo’. O
evento gerou R$ 16,5 bilhões em 2025.
6 4 de maio de 2026 - jornal propmark
curtas
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Freepik
Winnin lista 32 marcas líderes em atenção
Sede em São Paulo do Nubank, vencedor em share of attention na área de serviços financeiros
Nestlé, Salon Line, Vigor, Chevrolet e Nubank estão na lista de 32 marcas que mais conquistaram
a atenção dos consumidores nas redes sociais no ano passado. O ranking foi
organizado pela plataforma Winnin, de inteligência cultural movida por IA, com métrica
proprietária. O share of attention estabelece padrão para identificar relevância cultural.
“Os vencedores foram definidos com base em dados reais de comportamento nas redes
sociais, sem jurados ou comitês”, esclarece Gian Martinez, CEO da Winnin. Baseada em
dados de consumo de vídeo, a ferramenta combina visualizações, engajamento e volume
de conteúdo para indicar o potencial de atenção da marca. O cálculo é ponderado por
variáveis como plataforma, contexto, categoria e país.
Brasileiro perde autonomia
diante da imposição dos algoritmos
Idiossincrasias estão sendo apagadas por algoritmos. Eles ditam preferências sobrepostas à identidade das
pessoas, que perdem gradativamente o senso de suas predileções. A incapacidade de diferenciar gosto
próprio de sugestões que inundam a internet é reconhecida por 42,9% das pessoas entrevistadas na pesquisa
‘Reset da mesmice’, da Heineken e Box1824. Segundo o estudo, 48,9% pretendem reduzir a dependência de
recomendações automáticas; 25,7% dizem que o maior custo dos algoritmos é o cansaço mental; e 38,7%
almejam resgatar pendores. Embora fonte de descobertas, algoritmos não conseguem reproduzir vivências de
shows. Esse paradoxo é apontado por 46,5% e 28,4% mencionam a surpresa como principal recompensa fora
das imposições digitais. As pessoas (27,6%) deixaram conversas de lado. Previsibilidade e precisão abrem espaço
“para experiências que não estão totalmente resolvidas de antemão”, orienta Igor de Castro Oliveira, diretor
de marketing do Grupo Heineken no Brasil. A empresa propõe vida real com a campanha ‘Algoritmos’. Os
dados chancelam o posicionamento da marca. Conexões mais profundas (46,9%), vivências distantes de telas
(46,1%) e relacionamentos ao vivo (73,9%) são indícios da fadiga digital. Bares e festas passam a ser escolhidos
por indicação de amigos e não por redes sociais (33,1%). “Vemos um movimento de retomada da autonomia”,
observa Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador de comportamento da Box1824.
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esPm leva Projeto de aceleração ao rj
Campus da Glória Villa Aymoré, no Rio de Janeiro: cidade
experimenta avanço no empreendedorismo e na área de inovação
O Circuito Gastronômico
da Glória, o roteiro
de viagem Bora Ai e a
produtora Arte Urbana
Contemporânea Brasileira,
a Artehria, são
alguns projetos encampados
pela nova
Base Rio, incubadora
da ESPM que “atuará
na pré-aceleração,
para projetos ainda
em fase inicial; e aceleração,
para startups
com MVP ou em estágio
mais avançado”,
comenta Rodrigo Carvalho, coordenador do programa. MVP significa Minimum Viable
Product, ou Produto Mínimo Viável. “O Rio vive um momento de expansão no setor
de inovação”, justifica Carvalho. O plano é cocriar ideias capazes de se transformar
em soluções reais. Mentorias, oficinas práticas e acompanhamento contínuo devem
ajudar a perseguir resultados de negócios em consonância com parâmetros socioambientais.
O campus da Glória Villa Aymoré, no Rio de Janeiro, se junta à incubadora já
em operação em São Paulo.
isla contrata luiza neves anonymous cria área de branded content ProPeg traz sabrina mesquita
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Divulgação
Executiva assume o cargo de head of business da agência
A nova head of business da Isla é Luiza Neves. A
agência investe em estrutura e atuação consultiva.
“Existe um olhar muito consistente para o negócio
do cliente e uma postura de consultoria que
valoriza a proximidade e a construção conjunta
de soluções. Quero contribuir para fortalecer essa
cultura”, declara Luiza, que tem mais de 17 anos de
experiência e passou por JWT, Crispin, Droga5 e AKQA.
Ambev (Corona e Stella Artois), Diageo (Johnnie
Walker), Uber, Airbnb e TIM estão entre as marcas já
atendidas. “A Luiza tem uma trajetória sólida. Sua
chegada reforça o nosso compromisso em atuar
cada vez mais próximos dos parceiros, entendendo
desafios de negócio e entregando soluções criativas
com impacto real”, valida o CEO Ricardo John.
Barbara Teixeira, Eduardo Nóbrega e Renata Dumont
A produtora Anonymous Content, dos sócios Bárbara
Teixeira, Renata Dumont e Vellas, acaba de criar área de
branded content no Brasil. Vendas, relevância cultural
e qualidade de entretenimento embasam a proposta
de gerar “convergência real entre estratégia comercial
e narrativa audiovisual”, diz Eduardo Nóbrega, que comandará
a operação. A expectativa é “unir as frentes de
publicidade e entretenimento em uma só”, ressalta a CEO
Bárbara Teixeira, que conduz a área de entretenimento.
Já estão em curso ativações para Heineken, Volkswagen,
BTG, Embratur e H&M no formato Tiny Desk, realizado
pela produtora no Brasil. “Acreditamos muito no branded
content como mais uma forma de contar boas histórias”,
certifica a managing director Renata Dumont, responsável
pela área de publicidade.
Sabrina Mesquita: privilégio de projetar o Nordeste
Sabrina Mesquita é a nova diretora de criação da Propeg, fundada
em Salvador (BA) em 1965, e hoje presente também em
São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Pernambuco.
A expectativa é “desenvolver uma entrega cada vez mais
relevante, consistente e competitiva”, comenta o CCO Hermes
Zambini, que lidera a transformação criativa da agência,
estruturada há cerca de um ano em parceria com o diretor de
criação executivo João Caetano Brasil e a consultoria FF>>, de
Fábio Fernandes. Sabrina reconhece o “desafio de colaborar
com o amadurecimento desse projeto, além do privilégio de
estar no Nordeste e projetá-lo nacionalmente”. Com dez anos
de experiência, atendeu Bradesco, Natura e Samsung, entre
outras marcas, em passagens por Publicis, Artplan, FCB, Suno
Creators e Africa Creative. Já conquistou prêmios no Cannes
Lions, Clube de Criação, Profissionais do Ano e Colunistas.
8 4 de maio de 2026 - jornal propmark
@BRMEDIAGROUP
quem fez
Paulo Macedo
paulo@propmark.com.br
WE
BYD
Fotos Divulgação
Título: ‘Milionários’
CCO: armando araújo
ECDs: Carla Cancellara e Kleyton mourão
Diretores de criação: leandro marchiori e marcos Hosken
Diretor de arte: adriano tozin
Aprovação: alexandre Baldy, Pablo toledo, Giu montoya e renan Beca
A partir de situações caricatas que exploram os excessos do estilo de vida
milionário, o filme cria um contraste direto com o cotidiano do brasileiro e
sugere: “Se você não é um deles, melhor ter um desses: BYD Dolphin Mini”.
O comercial integra a campanha ‘Custa pouco rodar muito’ e reforça a
vantagem econômica do modelo.
AlmApbbdo
o BotICÁrIo
Título: ‘Floratta Rose Sucrée’
CCO: Pernil
Perfumistas: louise turner e natalie Cetto
Criação: Saiko Izawa
Aprovação: Carolina Carrasco
Comercial explora o rigor técnico e a inspiração nas pétalas
de rosa cristalizadas (pâtisserie francesa), conectando
a fragrância a uma sobremesa inédita (Gateau
Rose Sucrée).
AfricA crEAtivE
ComeDY Central
Título: ‘Quem ri por último’
CCO: Sergio Gordilho
Co-CCO: nicholas Bergantin
ECD: rafael Freire
Produtora: Crème Company
Aprovação: Patrícia ramella
Campanha é ambientada em um funeral solene e sofisticado.
A quebra do protocolo ocorre quando os presentes
começam a dar risadas excêntricas e bizarras, que
variam de sons de animais a ruídos mecânicos. O roteiro
culmina na revelação de que o sepultamento simbólico
é do próprio Comedy Central na televisão, seguido pela
mensagem de que a marca permanece ativa.
10 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Uma indicação
sem margem de erro.
Bem-vinda, Melissa Vogel,
a nova presidente do Cenp.
Nova Diretoria 2026-2028:
Presidente: Melissa Vogel · Vice-Presidente: Roberto Tourinho
Diretoria: Adriana Cardinali, Daniel Abravanel, Denise Porto Hruby e Fabia Juliasz
negócios & sustentabilidade
Alê Oliveira
Tecnologia como
cuidado urbano
Ricardo Esturaro
Em meio ao caos do trânsito e das rotinas sufocantes
das grandes cidades, a pergunta é: onde
está a tecnologia para nos ajudar a redesenhar
a vida urbana?
Durante décadas, falar de inovação urbana foi
quase sinônimo de promessas futuristas: sensores
por toda parte, carros autônomos, prédios inteligentes
e uma infinidade de telas. Mas o verdadeiro
avanço está em aplicar essas ferramentas para priorizar
o bem-estar humano.
Se no passado cuidar das cidades significava
manter ruas, parques, iluminação e serviços em
funcionamento, hoje os desafios exigem uma abordagem
mais integrada: transformar as cidades em
sistemas vivos de informação e ação. Isso implica
usar dados, tecnologia e participação da comunidade
para monitorar, compreender e cuidar continuamente
do ambiente urbano e natural.
Hoje, mais da metade da população mundial vive
em áreas urbanas, e esse número segue crescendo.
Com ele, crescem também os efeitos de um modelo
de urbanização que priorizou concreto e asfalto, e
colheu enchentes mais frequentes, ilhas de calor,
mobilidade precária, desigualdade e poluição. Dois
anos após a tragédia no Rio Grande do Sul, o peso
desse modelo custa vidas e cobra soluções.
Enquanto os desafios avançam, a gestão pública
muitas vezes ainda opera com informações fragmentadas
e diagnósticos tardios. A tecnologia pode
ajudar a mudar esse quadro ao tratar a cidade como
um sistema vivo que monitora, aprende e responde.
Com dados em tempo real e colaboração ativa entre
governo, empresas e cidadãos, torna-se possível
agir antes que os problemas se agravem.
Algumas cidades já mostram esse caminho. Em
Singapura, sensores urbanos e plataformas digitais
monitoram tráfego, qualidade ambiental e uso de
recursos, permitindo uma gestão mais eficiente de
energia, água e infraestrutura. Em Tóquio, sensores
sísmicos reduzem drasticamente o tempo de resposta
a desastres.
Já em Wuhan, na China, o conceito de “cidade-esponja”
usa pavimentos permeáveis, telhados verdes
e infraestrutura natural para absorver a água da
chuva. A lógica é simples e potente: trazer a natureza
de volta como parte da solução urbana.
Outras cidades avançam na mesma direção. Paris
discute como adaptar seu desenho urbano para
enfrentar ondas de calor mais intensas. Rotterdam,
em grande parte abaixo do nível do mar, já incorpora
a gestão da água como elemento central do planejamento.
O impacto dessas transformações vai
além da eficiência tecnológica. Ele redefine como
as cidades enfrentam desafios ambientais e sociais
complexos.
Quando dados urbanos se tornam abertos e acessíveis,
as cidades deixam de ser apenas estruturas
administrativas e passam a funcionar como plataformas
de inovação aberta. Startups, universidades,
organizações sociais e cidadãos ganham espaço
para criar soluções reais para problemas locais.
Isso também muda a lógica entre público e privado.
Empresas capazes de gerar impacto concreto
encontram nas cidades um campo fértil de oportunidades.
Mas, talvez, o maior valor não esteja apenas
nos mercados que se abrem e sim na forma como as
decisões passam a ser tomadas. Nesse contexto, a
tecnologia deixa de ser infraestrutura e passa a ser
instrumento de cuidado coletivo.
O próximo passo não é tecnológico, é cultural.
Exige governança, continuidade e capacidade de
executar bem o básico com inteligência. Cidades
melhores não nascem de projetos isolados, mas de
decisões consistentes ao longo do tempo, orientadas
por dados e compromisso público. No fim, a cidade
inteligente não é a que tem mais sensores ou
aplicativos. É a que transforma informação em ação
e ação em qualidade de vida.
Ricardo Esturaro
é escritor, administrador de empresas
e especialista em marketing, estratégia
e sustentabilidade
ricardo@esturaro.com
“Hoje, mais da
metade da população
mundial vive em
áreas urbanas
e esse número
segue crescendo”
12 4 de maio de 2026 - jornal propmark
entrevista
Fatima Pissarra
CEO da Mynd
‘Profissionalizar a influência é
parar de tratá-la como improviso’
Em um mercado que deixou de ser
experimental para se tornar altamente
competitivo, a Mynd chega a um momento
de maturidade apoiada em repertório
e visão estratégica. Nascida antes do
boom da creator economy, a empresa
acompanhou — e ajudou a moldar —
a transformação da influência em um
negócio estruturado. Hoje, atua além das
campanhas, integrando cultura, dados,
entretenimento e gestão de talentos
para construir valor contínuo. Em um
cenário mais criterioso e pulverizado,
reforça seu papel como agente ativo na
profissionalização do setor e na conexão
entre creators, marcas e audiência. Nesta
entrevista, Fatima analisa a maturidade da
creator economy, o avanço da inteligência
artificial e os próximos movimentos da
agência em um mercado cada vez mais
competitivo.
Bruna Magatti
A Mynd nasceu antes do boom da creator economy e hoje é um
dos principais players do setor. Como você define o atual momento
da empresa dentro desse cenário mais maduro — e mais
competitivo?
A Mynd nasceu quando muita gente ainda enxergava influência como algo pontual,
quase experimental. Desde o começo, eu entendi que aquilo não era uma
tendência passageira, mas uma mudança estrutural na forma como as pessoas
se conectam, consomem conteúdo e se relacionam com as marcas e entre si.
Hoje, eu vejo a empresa em um momento de maturidade muito importante. O
mercado cresceu, se sofisticou e ficou mais competitivo,. Isso é um ótimo sinal.
Mercados maduros exigem mais consistência, mais inteligência e mais capacidade
de entrega. Chegamos nesse momento com algo que faz muita diferença:
repertório. Ajudamos a construir esse mercado no Brasil desde antes de ser chamado
de creator economy. Acompanhamos essa transformação desde o começo
e evoluímos juntos. Isso nos dá uma visão histórica e estratégica que hoje se
traduz em vantagem competitiva. Mais do que acompanhar a creator economy,
a Mynd participa ativamente da forma como ela se organiza, se profissionaliza e
se conecta com cultura, entretenimento e resultado de negócio.
Divulgação
O mercado fala muito sobre “profissionalização da influência”.
O que isso significa, na prática, dentro da Mynd hoje?
Profissionalizar a influência é parar de tratá-la como improviso e começar a tratá-la
como negócio. E isso vale para todo o ecossistema, seja creators, marcas,
plataformas ou agências. Na prática, significa entender que o creator não é apenas
alguém que produz conteúdo. Ele é uma marca, um ativo de comunicação e,
muitas vezes, uma plataforma de mídia com impacto real em comportamento e
consumo. Dentro da Mynd, isso se traduz em gestão de carreira, planejamento de
longo prazo, contratos mais estruturados, acompanhamento de dados, gestão
de reputação e construção de valor contínuo. Não olhamos apenas para a próxima
campanha, mas para consistência, coerência e longevidade. Influência pode
até nascer no espontâneo. Mas carreira só se sustenta com estratégia.
A creator economy virou um negócio bilionário, mas também
mais saturado. Estamos vivendo um pico ou ainda há espaço
para crescimento? Como a Mynd enxerga o papel dos micro e
nano creators dentro dessa nova dinâmica mais pulverizada do
mercado?
A pulverização hoje representa a mudança do algoritmo em exibir para as pessoas
o conteúdo que elas estão buscando, e isso favorece o microinfluenciador
14 4 de maio de 2026 - jornal propmark
“Chegamos nesse momento
com algo que faz muita
diferença: repertório”
pelo volume de conteúdo sobre assuntos supernichados. Com isso, vem o seu
crescimento, pois ele começa a ser reverberado. Não acredito que estamos vivendo
um pico, mas sim uma fase mais madura do mercado. O que acabou foi a
fase mais ingênua, em que qualquer número parecia suficiente. Hoje, o mercado
está mais criterioso, mais orientado por contexto, afinidade e resultado. E isso
abre ainda mais espaço para micro e nano creators. Sempre acreditei na força
do creator nichado, porque influência não é apenas sobre alcance, mas também
sobre conexão, confiança e comunidade. E agora as plataformas deram espaço
e visibilidade para eles, oriundos, é claro, da própria demanda dos usuários. Muitas
vezes, um creator menor, mas com uma audiência extremamente engajada e
uma relação genuína com aquele público, entrega mais valor para uma marca do
que um perfil gigante sem aderência. O mercado está mais pulverizado, mas isso
não enfraquece a creator economy. Pelo contrário, torna o setor mais inteligente,
mais segmentado e mais eficiente.
A Mynd evoluiu de agência para um ecossistema que envolve
entretenimento, música, conteúdo e mídia. Esse movimento é
estratégico para sobreviver à fragmentação da atenção?
Sem dúvida. Hoje, atenção é um dos ativos mais disputados do mercado. Ela está
fragmentada entre plataformas, formatos e comunidades, e isso exige uma visão
mais integrada de influência. Sempre entendemos que a creator economy
não existe separada de cultura. Ela conversa com música, entretenimento, comportamento
e conversa social. Por isso, a construção de um ecossistema foi um
movimento estratégico e não apenas uma diversificação. A presença da Billboard
Brasil, por exemplo, nos conecta diretamente aos grandes movimentos da
indústria musical e à agenda cultural em tempo real. A Pop Creator reforça nosso
olhar para creators nichados, que hoje têm um papel cada vez mais relevante na
construção de comunidades e tendências. Quando você conecta creator, artista,
conteúdo, branded content, mídia e narrativa cultural, deixa de vender apenas
entregas e passa a construir presença. E, hoje, a presença vale muito mais do
que uma interrupção. Esse ecossistema não é sobre diversificar por diversificar.
É sobre estar, de forma relevante, onde a cultura está acontecendo.
Você costuma dizer que influência sem gestão não se sustenta.
Como isso muda a relação entre marcas e creators?
Muda completamente, porque tira essa relação do improviso e leva para o campo
da parceria estratégica. Quando existe gestão, a marca entende melhor o que
está contratando, o creator entende melhor o que está entregando e a campanha
deixa de ser apenas uma publi para se tornar uma construção de valor de
marca. Isso melhora o briefing, reduz risco reputacional, aumenta a coerência de
linguagem e abre espaço para cocriação de verdade. É nessa troca que nascem
campanhas mais autênticas, relevantes e com muito mais potência de conexão.
O creator não pode ser tratado apenas como um veículo que replica mensagem
pronta. Ele é linguagem, repertório, comunidade e leitura de cultura. O creator
não é mídia avulsa, ele é ativo de marca, parceiro criativo e agente de construção
de narrativa.
Hoje, mais do que vender, as marcas precisam “pertencer”.
Como isso se traduz na prática?
Hoje, mais do que aparecer, a marca precisa fazer sentido. Pertencer é ser culturalmente
legítima. Não basta entrar na conversa, a marca precisa ter o direito
de estar ali. E isso só acontece quando existe entendimento real de comunidade,
contexto, linguagem e de valor compartilhado. Na prática, isso significa construir
presença de forma contínua, com creators que já fazem parte daquela comunidade,
e não apenas entrar com campanhas pontuais em momentos de oportunidade.
O público percebe quando existe conexão real e quando existe apenas oportunismo.
Hoje, a relevância não vem apenas de presença, vem de pertencimento.
Como a Mynd orienta talentos a construírem relevância sem
ficarem reféns de mudanças de algoritmo?
Eu sempre digo que o algoritmo muda. Conexão não. Creators que constroem
carreira apenas em cima de tendência ficam muito vulneráveis. Mas quem constrói
comunidade, identidade, repertório e consistência consegue atravessar mudanças
de plataforma e formato com mais solidez. Na Mynd, orientamos nossos
talentos a pensarem em posicionamento, pilares de conteúdo e na relação com
a audiência. O creator precisa ser reconhecível para além da plataforma. Ele precisa
ter linguagem e visão próprias e ter em mente a construção de um modelo
de negócios contínuo. O algoritmo pode acelerar o alcance. Mas a relevância de
verdade vem do que é construído ao longo do tempo.
A inteligência artificial está democratizando a produção de conteúdo
— mas também aumentando o volume e a concorrência.
Isso eleva ou dilui o valor da criatividade? Como a Mynd está
incorporando IA nas suas estratégias — seja para dados, criação
ou gestão de reputação?
A inteligência artificial está transformando o nosso dia a dia, e na creator economy
isso não seria diferente. Ela traz eficiência, melhora a leitura de dados,
ajuda a identificar tendências e já faz parte dos processos de análise. Mas existe
uma camada que a IA não alcança: repertório, sensibilidade cultural, vivência e
conexão real com as pessoas. Enxergamos a IA como uma aliada estratégica,
nunca como substituta da criatividade humana. A tecnologia potencializa processos,
mas não substitui aquilo que faz um creator ser relevante ou uma marca
ser memorável.
O que você acredita que vai definir o marketing e a publicidade
nos próximos anos?
A publicidade está deixando de ser uma indústria de campanhas para se tornar
uma indústria de comunidades. As marcas que vão se destacar não são as que
falam mais, mas as que conseguem construir relações contínuas, relevantes e
confiáveis com as pessoas. Vejo três pilares principais para os próximos anos:
relevância cultural, confiança e inteligência de dados. O público está mais crítico,
mais atento e mais rápido para reagir. Isso exige coerência, responsabilidade e
escolhas mais conscientes. Dados continuam sendo fundamentais, mas dados
sem leitura humana não geram estratégia. As marcas mais fortes serão aquelas
que conseguirem unir performance com sensibilidade cultural. E com certeza
trazendo a inteligência artificial para agregar, agilizar e prever. Dentro desse contexto,
o mercado de afiliação vem ganhando protagonismo ao ampliar o acesso
à monetização e tornar as vendas mais distribuídas. Hoje, com um celular e um
tema nichado, qualquer pessoa pode transformar conteúdo em influência e influência
em negócio. Independentemente do tamanho da audiência e do local em
que esteja, e ainda mais poderoso se aproveitando da inteligência artificial para
facilitar e agilizar as tarefas manuais do dia a dia, podendo colocar o creator com
foco no que ele quer e sabe fazer.
E, olhando para a Mynd, qual é o próximo grande movimento
da empresa?
A Mynd nasceu e cresceu junto com a evolução da creator economy, e nosso próximo
movimento acompanha essa mesma lógica: aprofundar a integração entre
influência, entretenimento, mídia e inteligência de dados para entregar soluções
cada vez mais completas e estratégicas para marcas e talentos. Nos últimos
anos, construímos um ecossistema que nos permite atuar não só na execução
de campanhas, mas também na leitura de cultura, na formação de audiência e na
amplificação de narrativas. O passo agora é escalar essa estrutura com mais tecnologia,
inteligência e produtos proprietários, tornando nossas entregas ainda
mais mensuráveis e consistentes. Mais do que crescer em tamanho, nosso foco
é crescer em relevância e impacto. Queremos continuar transformando audiência
em negócio, creator em marca e presença em resultado, acompanhando as
mudanças do mercado, mas sem perder o que sempre esteve no centro da Mynd:
visão estratégica e conexão real com as pessoas.
“Hoje, qualquer pessoa
pode transformar conteúdo
em influência”
jornal propmark - 4 de maio de 2026 15
prêmios
SBT elege ‘Álbum de família’ como
O Melhor Comercial do Brasil em 2025
Filme lançado pela AlmapBBDO para O Boticário no Natal do ano
passado levou prêmio exibido durante a 56ª edição do Troféu Imprensa
de família’ é O Melhor
Comercial do Brasil no ano de
‘Álbum
2025. O prêmio do SBT foi concedido
ao filme criado pela Almap-
BBDO para O Boticário no Natal do
ano passado. O anúncio ocorreu durante
a 56ª edição do Troféu Imprensa,
apresentado pelo SBT e Disney+
no dia 26 de abril.
Os rivais de O Boticário na premiação
foram ‘Defesa’, da Almap-
BBDO para Amstel, e ‘Casa conectada’,
da Galeria para Vivo. Halph Silva,
gerente de marketing da Vivo,
e Ágata Bresil, branding manager
de O Boticário, prestigiaram a premiação.
“O Boticário apresentou um filme
marcante e simbólico. Estendemos
os nossos cumprimentos aos demais
finalistas, que engrandeceram
ainda mais esta edição do prêmio”,
comenta em nota Daniel Abravanel,
diretor estratégico de negócios e
rede do SBT.
A AlmapBBDO venceu O Melhor Comercial
do Brasil nos anos de 2012,
2013, 2015, 2016, 2022, 2023 e 2024.
O filme
Uma jovem prestes a se juntar
à família na noite de Natal hesita
após se lembrar de comentários
feitos por uma tia. “Vou fazer uma
trança senão seu rosto fica muito
redondo”. Ou ainda “Come pouquinho,
igual a titia”. E “Comprei um
pouco mais justinho, um incentivo
pra você se cuidar”.
Envolta em recordações de festas
passadas, a garota rasga uma
foto. “Eu não aguento mais. Todo
ano você fala alguma coisa da minha
roupa, do meu corpo, do meu
peso”, desabafa. A tia entra no quarto
e reconhece a mágoa que causou.
“Eu sei que a culpa é minha. Eu
não percebi. Achei que estava te
ajudando. Mas hoje eu entendi que
eu estava te machucando. Desculpa”,
diz. Elas sentam à mesa, trocam
olhares e terminam de mãos dadas.
Jovem aparece de mãos dadas com a tia no filme ‘Álbum de família’, vencedor do prêmio O Melhor Comercial do Brasil em 2025
Filmes vencedores de OMCDB
ano agência cliente título
2024 almapBBDo O Boticário Tormenta
2023 almapBBDo Volkswagem Gerações
2022 almapBBDo O Boticário Discurso
2021 africa Itaú Alice e Fernanda
2020 africa Itaú Esperança
2019 DPZ&t Renault Caverna do Dragão
2018 DPZ&t Itaú Robô
2017 Y&R Vivo Visões
2016 almapBBDo Volkswagen Pé na Porta
2015 almapBBDo Volkswagen Desejos
2014 nBS Bom Negócio.com Compadre
2013 almapBBDo Volkswagen Brasil 70
2012 almapBBDo Pepsi Tradutor
2011
lew’lara\
tBWa
Nissan
Pôneis Malditos
Reprodução
“Palavras deixam marcas. Que sejam
apenas de amor”, encerra a narração
do filme embalado pela canção
‘Beautiful’, de Christina Aguilera.
Júri
A escolha do filme de O Boticário
partiu de júri especializado com 12
profissionais, entre publicitários, executivos
de criação e negócios. Benjamin
Yung, CEO da DPZ; Douglas Silveira,
CMO da GUT; Fernando Duarte, VP
de criação da AlmapBBDO; Paulo Ilha,
CMO da Galeria; e Renata Bokel, CEO
da WMcCann participaram da votação
final, realizada durante o programa.
A seleção prévia tinha 30 comerciais
exibidos nacionalmente na emissora
(praça NET) em 2025. “Aproveitamos
para reconhecer a participação dos jurados
convidados em todas as etapas
de votação”, agradece Abravanel.
Dois profissionais de criação e
um do anunciante ganharam viagem
para a 73ª edição do Festival
Internacional de Criatividade Cannes
Lions, que será realizada entre
os dias 22 e 26 de junho de 2026,
na França.
18 4 de maio de 2026 - jornal propmark
especial marketing de influência
Brasil ganha importância global
no crescimento da creator economy
Avanço do setor consolida os influenciadores como ativos estratégicos
das marcas, ao mesmo tempo em que o país aumenta espaço mundial
Bruna Magatti
Setenta e três por cento dos consumidores
brasileiros afirmam já
ter adquirido algum produto ou
serviço por indicação, de acordo com
dados do Sebrae, divulgados no fim de
2025. Isso nos dá um panorama atual
interessante: o marketing de influência
certamente não é uma tendência
com um pico, mas sim um componente
crítico da indústria global de publicidade.
Hoje, influenciadores digitais
participam diretamente das estratégias
de comunicação de empresas,
fortalecendo a conexão entre marcas
e audiência.
O relatório da HypeAuditor publicado
em 2025 mostra que o marketing
de influência global saiu de US$ 19,8
bilhões em 2024 para uma projeção
de US$ 31,2 bilhões até 2027. Esse crescimento
rápido está sendo impulsionado
por vários fatores importantes:
a crescente integração da IA, a expansão
do comércio social e a mudança
contínua das marcas para campanhas
de influenciadores mensuráveis e baseadas
em desempenho.
A economia de criadores é um destaque
à parte. Como um todo, está em
ascensão. O Goldman Sachs estima
que, até 2027, este mercado alcance
US$ 500 bilhões globalmente. Um relatório
da Warc, divulgado no início do
ano, aborda a maturação da economia
dos criadores. Segundo estimativas
da WPP Media citadas no estudo da
Warc, as receitas desse mercado devem
mais do que dobrar até 2030, alcançando
US$ 376,6 bilhões.
Apesar do crescimento, a Warc
aponta desperdício relevante de
investimento, causado por falta de
definições claras sobre creator marketing,
desalinhamento estratégico
com as marcas e métricas frágeis
de mensuração. Para melhorar o
retorno sobre investimento, o estudo
recomenda que as marcas priorizem
criadores alinhados a seus valores,
estabeleçam objetivos mensuráveis
61% dos profissionais de marketing planejam aumentar investimentos em creators em 2026, mesmo com desafios na mensuração
e adotem métricas capazes de demonstrar
impacto real nos negócios.
A qualidade criativa, a escolha adequada
dos ativos de marca e uma
agenda estruturada de aprendizado
contínuo — com testes, avaliações
e ajustes — são apontadas como fatores
decisivos para a consolidação
dessa frente.
Apesar disso, o estudo Media Reactions,
da consultoria global Kantar,
mostra que o marketing de influência
segue em forte trajetória de crescimento,
com 61% dos profissionais
de marketing planejando aumentar
investimentos em creators em 2026,
mesmo diante de desafios na mensuração
de resultados e integração
de campanhas.
Brasil como huB gloBal
Em 2025, o Brasil se manteve
entre os três maiores mercados de
marketing de influência do mundo,
movimentando mais de R$ 20 bilhões,
segundo o relatório Influencer Marketing
Hub. De acordo com levantamento
da Influency.me, o país alcançou 2,1
O Brasil reúne
4,4 milhões de
influenciadores
no Instagram
milhões de influenciadores digitais
em 2025, com a entrada de cerca de
100 mil novos criadores de conteúdo
apenas no último ano. Um destaque é
o Instagram.
Já de acordo com os dados inéditos
do State of Influencer Marketing
2026, da HypeAuditor, o Brasil reúne
4,4 milhões de influenciadores no Instagram
e responde por 10,2% de todos
os creators da plataforma no mundo.
O volume coloca o país na segunda
posição global, atrás apenas dos Estados
Unidos, que lideram com 5,2
milhões de influenciadores e participação
de 11,9%.
O Brasil também ocupa o segundo
lugar em número de publicações feitas
por influenciadores, concentrando
12,6% de todos os posts monitorados. Os
Freepik
Estados Unidos aparecem na primeira
colocação, com 26,2% das publicações, o
equivalente a 5,9 milhões de conteúdos.
Embora o crescimento continue,
o ritmo atual revela um cenário diferente:
o mercado de influenciadores
digitais no Brasil está mais competitivo,
mais profissional e cada vez mais
orientado por dados, performance e
resultados para as marcas. Portanto, é
essencial que as marcas analisem seus
mercados, definam a alocação do orçamento
de mídia para 2026 e avaliem o
desempenho das ações realizadas.
Esses novos desafios só aumentam
à medida que o mercado amadurece.
75% das empresas já adotam a
prática, mas, apesar do avanço, 82%
dos líderes de marketing relatam dificuldade
para mensurar o impacto das
campanhas, de acordo com a pesquisa
Data-Marketing Leaders de 2025.
Outro destaque é a mudança de
foco: 69% dos executivos priorizam
resultados de negócios como principal
motivação para usar influenciadores,
superando a imagem de marca,
que caiu para 41%.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 19
especial marketing de influência
Da intermediação à estratégia: a
maturidade da influência no Brasil
Com estratégias orientadas por dados, cultura e resultados, agências
se tornam protagonistas na conexão entre marcas, creators e negócios
Bruna Magatti
Em vez de simplesmente contratar nomes, as agências passaram a ser cobradas por estratégia, contexto e resultado
O
marketing de influência no Brasil vive hoje uma
fase clara de amadurecimento, ainda que em
velocidades diferentes entre setores e marcas.
Se antes o mercado era marcado por ações pontuais,
decisões baseadas em percepção e foco quase exclusivo
em alcance, agora a influência passa a ocupar
um espaço mais estratégico dentro do planejamento
de comunicação. Dados, performance, construção de
marca e afinidade real com comunidades ganharam
protagonismo, em um cenário em que o Brasil já figura
entre os maiores mercados globais de creators.
A principal transformação aconteceu no papel
das agências. Hoje, é preciso expertise para assumir
uma função mais ampla e sofisticada: curadoria de
talentos, inteligência de dados, gestão de reputação,
leitura cultural e integração entre conteúdo,
mídia e negócio. Em vez de simplesmente contratar
nomes, as agências passaram a ser cobradas por estratégia,
contexto e resultado.
Para Fatima Pisarra, CEO da Mynd, a agência que
não evoluiu para essa visão 360º, que não estrutura
estratégia e não conecta creators, marcas e contexto
de forma inteligente, já ficou para trás: “Saímos da era
do improviso para uma fase de inteligência estratégica,
em que a influência deixou de ser um adendo e se
tornou o coração da construção de marca, reputação e,
principalmente, de resultados tangíveis. Nos últimos
dois anos, o papel das agências foi catapultado para
um novo patamar. Não somos mais meros intermediadores.
Hoje, somos arquitetos de narrativas, curadores
de talentos, analistas de dados e gestores de risco,
com um olhar apurado para a cultura e a capacidade
de transformar engajamento em negócio real”, afirma.
Flávio Santos, CEO da MField, vai além ao contextualizar
que, no Brasil, a abordagem não é mais tática
e com campanhas pontuais, mas sim baseada em um
consumo dinâmico de conteúdo: “A influência deixou
de ser apenas um formato de campanha e passou a
operar dentro de um fluxo contínuo de atenção. Um
exemplo claro são grandes acontecimentos globais,
como transmissões ao vivo de missões da Nasa, que
deixam de ser conteúdos centralizados e passam a
ser distribuídos e reinterpretados em tempo real por
toda a internet”, diz.
“Nesse contexto, creators deixam de ser apenas
canais e passam a atuar como distribuidores, intérpretes
e amplificadores desses momentos. Eles
contextualizam o conteúdo, geram conversa e prolongam
sua relevância nas diferentes plataformas”,
exemplifica Santos, ao afirmar que o jogo atual envolve
um mix de comunicação que integra dados, mídia
e uma cobrança consistente por resultados.
Rafael Coca, co-CEO da Spark, destaca o avanço da
tecnologia e a mensuração dos dados no processo:
“Percebi uma evolução ainda mais intensa nos últimos
três anos, especialmente no que diz respeito a
um trabalho mais pautado em dados e métricas. A
disciplina é parte central da estratégia das marcas e,
como consequência, as agências especializadas têm
lugar de parceiro estratégico junto aos anunciantes”.
Para alguns, o mercado amadureceu de forma
acelerada, porém, desigual. Bruna Sinhorini, CEO
Gemini
da Publination, opina que já existem marcas que
operam com inteligência de dados, planejamento
de funil e estratégia de longo prazo com creators,
mas algumas ainda contratam influenciadores
como se fossem um espaço publicitário avulso.
“Essa bifurcação é o retrato do momento. O papel
da agência mudou muito. Hoje, quem só conecta
marca e creator não entrega valor suficiente. O
que as marcas precisam é de alguém que entenda
do comportamento da audiência, que construa
estratégia real de conteúdo, que saiba ler dados e
transformar isso em decisão.”
20 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Divulgação
“As agências são
cobradas por estratégia,
contexto e resultado”
lentos até a gestão reputacional.
Em relação à maior fonte de receita, Bispo opina
que a primeira mudança é o avanço de social commerce
e modelos de atribuição, em que cada vez
mais os creators estão participando diretamente
da conversão via afiliados, lives de venda, conteúdos
shoppáveis. A segunda, seria a de comunidades
como ativo de monetização, entendendo que audiência
não tem mais a ver somente com alcance,
mas sim com a ideia de grupo, como memberships,
acesso exclusivo, experiências e programas contínuos.
A terceira é o creator como empresário, lançando
produtos, marcas próprias, entrando em sociedade
com empresas ou até virando canais de distribuição.
“No fim, o que mudou é que a influência deixou
de ser só uma linha de investimento de marketing e
passou a ser uma plataforma de geração de receita.
Quem ainda está pensando em creator só como mídia
está limitado a um pedaço pequeno do valor. O jogo
hoje é construir ecossistemas em que conteúdo, comunidade
e comércio estão integrados”, afirma Bispo.
Fatima acrescenta que a afiliação de vendas é um
exemplo brilhante: “O mercado amadureceu e percebeu
que a audiência do creator se traduz em vendas,
com projetos cada vez mais orientados à performance
e recorrência. Os grupos de achadinhos também
explodiram, mostrando a força da influência nichada
e da confiança dentro de comunidades com alta intenção
de compra. O TikTok Shop acelerou essa revolução,
encurtando o caminho entre conteúdo, desejo
e transação, consolidando o social commerce como
uma potência na creator economy.”
Bruna Sinhorini: o mercado está desigual, com algumas marcas usando influencers em espaço publicitário avulso
Evolução no modElo dE nEgócio
Quando a influência passa a impactar a construção
de marca e o resultado de negócio, não faz
mais sentido operar só como intermediação. Para as
agências, ser o parceiro estratégico das marcas e
creators tornou-se uma exigência. “A gente participa
da definição de como a marca se posiciona dentro da
cultura, de como ela acessa comunidades, de como
estrutura um ecossistema de creators que fazem
sentido para o negócio e não só para uma campanha.
Isso envolve desde inteligência e dados, passando
por estratégia de conteúdo, até a construção de
modelos contínuos de relacionamento com creators.
Na prática, a gente ajuda as marcas a transformar
influência em um ativo estruturado, não episódico”,
explica Thiago Bispo, presidente da BR Media.
A ideia atual é integrar inteligência, planejamento,
dados, conteúdo e distribuição, em um contexto
no qual a influência virou um pilar de negócio, não
apenas um formato de mídia. Além disso, esse ecossistema
envolve capacitar marcas a se posicionarem
culturalmente, a construírem pertencimento, a
ativarem comunidades e a transformarem atenção
em valor de negócio, em um sistema que pode oferecer
desde inteligência de dados e curadoria de ta-
gEração Z: o fator fundamEntal
Para os especialistas do segmento, um grande fator
que mudou o cenário do marketing de influência
no Brasil e no mundo foi o padrão de comportamento
da geração Z no consumo atual. Para eles, a geração Z
não apenas mudou o jogo. Ela revolucionou, acelerando
uma transformação que já estava em curso. Para este
grupo que cresceu com a tecnologia e aponta qual será
o futuro da sociedade, está consolidado que a atenção
é um recurso fragmentado, o repertório é híbrido, a linguagem
evolui em velocidade vertiginosa e a autoridade
não reside mais em grandes veículos ou celebridades
tradicionais. Ela está pulverizada em comunidades,
nichos e creators com uma legitimidade inabalável.
“A geração Z é incrivelmente sensível à coerência.
Ela detecta instantaneamente quando uma marca
tenta surfar uma tendência e valoriza, acima de
tudo, a identificação, a transparência e a relevância
cultural. Eles impulsionaram o domínio do vídeo curto,
o consumo multiplataforma, o social commerce e
a ascensão de creators menores, mas profundamente
conectados com suas audiências. A geração Z não
aniquilou a influência tradicional, ela a obrigou a se
reinventar e a se tornar mais inteligente, autêntica e
estratégica”, opina Fatima.
Bruna vai além ao citar que, “esta geração não
segue a lógica de broadcast, ou seja, não consome
conteúdo de marca como consumia banner, não curte
publicidade não solicitada e identifica tentativas de
manipulação antes de terminar os primeiros três segundos
do vídeo. E aponta algo fundamental: eles valorizam
a autenticidade, consistência e pertencimento.
Não querem ser impactados, querem se identificar”.
“Isso muda completamente a forma de planejar
influência. O recorte não é mais demográfico, é por
afinidade, por comunidade, por território de conteúdo.
Um creator de nicho com 80 mil seguidores engajados
dentro de uma comunidade específica pode ser
mais eficiente do que um megainfluenciador com audiência
fragmentada. E o planejamento precisa responder
a isso. Não existe mais uma plataforma que
resolve tudo. O trabalho é construir presença consistente
nos ambientes onde a audiência do produto
realmente vive, com a linguagem nativa de cada um.
Isso exige mais inteligência de planejamento, mais
dados e mais parceria estratégica. É exatamente
onde a Publination opera”, afirma Bruna.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 21
especial marketing de influência
Como equilibrar branding e performance
dentro de uma estratégia de influência?
Agências discutem novos desafios em ambiente que precisa diferenciar
mídia tradicional de publis saturadas e conteúdo criado com IA
Bruna Magatti
Para as agências, a dicotomia entre branding
e performance é uma visão ultrapassada no
marketing de influência. Nesse sentido, nem
toda ação de um creator precisa performar no
curto prazo, mas toda ação precisa gerar valor. O
mais desafiador ainda é mensurar o impacto de
longo prazo, especialmente em quesitos como
construção de marca, afinidade e influência real
na decisão de compra. Esse exemplo se dá, na prática,
quando se percebe que a jornada não é linear,
como quando alguém vê um reel no Instagram,
não compra na hora, mas volta à busca duas ou
três semanas depois, comprando por um link diferente.
A influência acontece, mas o modelo de
atribuição não captura isso. Algumas agências já
trabalham com pesquisa de brand lift, enquete de
origem de cliente e análise de comportamento de
busca para tentar fechar esse gap.
Thiago Bispo, presidente da BR Media, fala
sobre como o cuidado maior é não cair nesta armadilha
de medir influência com a mesma lógica
que se mede mídia tradicional: “Quando você
tenta avaliar influência só por métricas diretas
de performance, você acaba capturando só o final
da jornada e perde justamente o que mais gera
valor, que é a construção de percepção, desejo e
confiança ao longo do tempo. O creator entra com
capital social, ativa comunidades e constrói uma
relação que não é imediata nem linear”, afirma.
“Então o equilíbrio entre branding e performance
não está em separar os dois, mas em entender como
eles se complementam dentro da jornada. Precisamos
mensurar exatamente essa camada mais profunda:
o quanto uma estratégia de influência desloca
a percepção de marca, gera pertencimento e influencia
decisão de compra. E esse é o ponto em que o mercado
ainda está evoluindo, que é sair de uma leitura
tática de campanha e ir para uma leitura mais completa
de construção de valor”, comenta Bispo.
O Creator 360, lançado pela agência, de acordo
com Bispo, não transforma creators em mídia, mas
transforma a mídia em um vetor de expansão do capital
social. “Em vez de tratar o criador apenas como
inventário, preservamos sua autenticidade e potencializamos
seu impacto por meio de uma arquitetura
de distribuição crossmedia, unindo o social, o digital
e a mídia proprietária. A novidade introduz um
modelo de operação no qual a influência é a origem
e a mídia é o acelerador. Isso permite que as marcas
superem a incerteza do alcance orgânico e passem
Thiago Bispo: a armadilha é medir influência com a mesma lógica que se mede mídia tradicional
A dicotomia entre branding e performance é uma
visão ultrapassada no marketing de influência
Divulgação
22 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Rafael Coca: “Há um esforço das plataformas em dar menos exposição a conteúdos artificiais gerados por IA”
a operar com entrega garantida, otimização contínua
e mensuração precisa, sem abrir mão da potência
cultural que só o creator consegue gerar.”
Fim da ‘publi’ tradicional?
Na opinião de quem faz a publicidade acontecer,
o modelo tradicional está desgastado, mas
não está morto. A questão é que, no momento
atual, o público decifra o formato em segundos e
tem pouquíssima tolerância para mensagens sem
naturalidade. Por isso, a melhor publicidade hoje
é aquela que se disfarça de conteúdo, que nasce
da linguagem autêntica do creator, que respeita
a comunidade e entrega relevância genuína. É a
arte de ser comercial sem parecer comercial.
“Eficiência hoje está em contexto, narrativa e
integração. A publi tradicional, no formato mais
engessado, está saturada, sim. O público reconhece
facilmente quando um conteúdo é forçado e artificial.
Hoje, funciona melhor quando o conteúdo
é nativo, relevante e faz sentido dentro da linguagem
do creator”, diz Flavio Santos, CEO da MField.
A publi tradicional,
no formato mais
engessado, está
saturada, sim”
Divulgação
creators Feitos de ia?
Creators virtuais e conteúdos gerados por inteligência
artificial deixaram de ser tendência para
se tornar parte concreta do marketing de influência.
Avatares digitais, personagens criados por IA
e campanhas automatizadas já ocupam espaço
nas estratégias de marcas que buscam escala,
inovação e maior controle criativo. Ao mesmo
tempo, esse avanço levanta uma discussão central
para o mercado: até que ponto a tecnologia
potencializa resultados sem comprometer a autenticidade,
atributo historicamente decisivo na
conexão entre creators e audiência.
Na prática, o uso de IA amplia a eficiência
operacional, reduz custos de produção, acelera
entregas e permite campanhas altamente personalizadas,
adaptadas em tempo real a diferentes
públicos e plataformas. Além disso, a análise
preditiva torna mais precisa a leitura de comportamento,
engajamento e conversão, oferecendo
projeções mais consistentes sobre performance.
Mas até onde isso funciona?
A opinião é unânime: é crucial diferenciar eficiência
de influência real. Creators virtuais e conteúdos
gerados por IA podem ser extremamente
eficazes em nichos específicos, como entretenimento,
experimentação e branding em formatos
controlados. Mas, quando se fala em construir confiança,
identificação e comunidade, o fator humano
permanece insubstituível.
A IA é uma ferramenta poderosa, que potencializa
processos, mas a autenticidade continua sendo
um ativo profundamente humano e o coração da
influência genuína. “IA e creators virtuais trazem
eficiência e escala, mas ainda existe uma questão
forte relacionada à autenticidade. No fim, influência
é sobre conexão humana. A tecnologia deve
potencializar, não substituir isso. O impacto vai
depender de como esses recursos serão usados
dentro da estratégia”, afirma Santos.
A percepção do público sobre a questão é citada
por Rafael Coca, co-CEO da Spark: “A previsão fica
mais complexa por mudanças na aceitação do público.
Há um esforço contínuo das plataformas em
dar menos exposição a conteúdos artificiais gerados
por IA”.
Bruna Sinhorini, CEO da Publination, lembra que o
tema foi destaque no SXSW 2026, ao mostrar que pessoas
ainda escolhem pessoas e que a consistência
acumula credibilidade, a credibilidade vira confiança
e a confiança vira influência. Isso não é replicável com
um personagem digital, pelo menos não ainda. “A IA
deve ser usada mais como ferramenta de inteligência
do que como substituta do criador. Usamos para
análise de audiência, previsão de performance, identificação
de tendências de conteúdo e agora para o
GEO, que é o posicionamento de marca nas respostas
de IA. Creators virtuais têm espaço em contextos muito
específicos, principalmente em que a marca quer
controle total da mensagem e não pode assumir o risco
de um comportamento humano imprevisível. Mas
para construir conexão emocional com uma audiência
real, o creator humano ainda não tem substituto.”
jornal propmark - 4 de maio de 2026 23
especial marketing de influência
Autenticidade é central para marcas,
mas deve gerar resultados mensuráveis
Marcas ainda cobram conversão, mas trocam volume por relevância
e passam a medir influência por relação, confiança e impacto real
Bruna Magatti
O
comportamento das marcas traduz
uma evolução clara na forma
como elas estão entendendo o
papel do creator dentro da estratégia
de negócio. Elas buscam uma originalidade
que vai além do alcance, chegando
à aderência cultural, algo que
passe verdade para o público. Isso fez
com que elas buscassem não apenas
creators com audiência, mas que sejam
vozes autênticas dentro de suas
comunidades, com pautas e linguagens
que realmente conversem com
o público. Além disso, que tenham
a capacidade de entregar formatos
integrados, com conteúdo, entretenimento,
branded content e qualidade
nas conversas. A inteligência que supera
o volume.
Para Thiago Bispo, presidente da
BR Media, as marcas mais avançadas
já não estão olhando para influência
como uma camada de comunicação,
mas como acesso a capital social e,
principalmente, a comunidades reais.
E quando você passa a operar via
comunidade, o centro deixa de ser alcance
e passa a ser relação, confiança,
recorrência e troca.
“Nesse contexto, o crescimento
dos micro e nanoinfluenciadores é
uma consequência natural. Eles têm
um nível de proximidade e engajamento
que constrói vínculo de verdade.
São creators que não só falam
com a audiência, mas conversam com
comunidades que se reconhecem. E
que, quando seu capital social é bem
ativado dentro dessas comunidades,
isso não só aumenta o engajamento,
mas constrói pertencimento e impacto
real de negócio.”
“É exatamente por isso que a gente
vem investindo em modelos como
o MIS, que organizam e escalam essa
lógica de micro e nano creators, conectando
marcas a milhares de comunidades
de forma estruturada, contínua
e com capacidade real de gerar
resultado”, cita Bispo.
Uma das principais mudanças
é a velocidade com que as marcas
passaram a exigir resultado direto
de negócio. De acordo com Flavio
Santos, CEO da MField, antes, o
marketing de influência era muito
associado a awareness e construção
de imagem. Hoje é cobrado por
performance, conversão e impacto
mensurável, muitas vezes com métricas
próximas às de mídia de performance.
“Esse avanço mostra um amadurecimento
importante, mas também
traz um desafio: o equilíbrio
entre curto e longo prazo. Muitas
marcas ainda estão aprendendo
a equilibrar essa cobrança por resultado
de curto prazo com a construção
de valor de longo prazo. A
influência não opera apenas como
mídia de conversão. Seu principal
ativo continua sendo a confiança e
a relação construída entre creator e
audiência, o que exige consistência
e tempo”, afirma Santos.
“O que temos visto é uma evolução
no entendimento de que os
Divulgação
Flávio Santos: quando gera equilíbrio entre valor e resultado, a real influência acontece
melhores resultados vêm de estratégias
integradas, que combinam
presença contínua, construção de
narrativa e momentos táticos de
conversão. Quando esse equilíbrio
acontece, a influência deixa de ser
experimental e passa a ser um motor
real de crescimento”.
Para ambos, o desalinhamento
entre expectativa de marca e entrega
de creators ainda existe, mas
mudou. Ele aparece quando a marca
trata o creator como mídia tradicional,
tenta controlar demais o conteúdo
e não respeita a natividade do
creator ou quando ainda opera com
lógica de campanha num jogo que já
é de construção contínua.
Fatima Pissarra, CEO da Mynd, vai
além ao afirmar que o desalinhamento
se manifesta mais na expectativa
de resultado do que na entrega do
creator. “Muitas vezes, a marca foca
em um KPI específico, como a venda
imediata, e a influência atua em camadas
mais profundas do funil: busca,
consideração, desejo, lembrança
ou percepção de marca. Isso não é
uma falha da campanha. É a natureza
não linear da influência.”
“Um creator pode não ser o clique
final, mas é decisivo para gerar
intenção, confiança e contexto de
compra. Quando a marca compreende
que o creator é linguagem,
repertório, comunidade e construtor
de valor, ela passa a medir a influência
com mais inteligência e menos
ansiedade, reconhecendo que todo
impacto é um resultado”, explica
Fatima.
É nesse contexto que Bruna Sinhorini,
CEO da Publination, revela
o maior desafio das agências deste
segmento: o equilíbrio entre o resultado
mensurável e a autenticidade
que as marcas esperam. “Resultado
mensurável pede controle. Autenticidade
pede liberdade. A agência
existe para encontrar esse ponto de
equilíbrio. O desalinhamento ainda
existe e vem de um lugar específico:
a marca quer que o creator fale exatamente
o que ela fala nos seus canais
próprios, com o tom que ela usa,
e o resultado inevitavelmente parece
publicidade de catálogo”, afirma.
“O creator tem audiência porque
tem voz própria. O briefing precisa
ser uma direção, não um roteiro.
Quando trabalhamos com cocriação
de verdade, os resultados são incomparáveis”,
contextualiza Bruna, que
traz alguns exemplos sobre como o
marketing de influência pode ser
mal aproveitado pelas marcas.
Segundo ela, “um exemplo ocorre
quando é tratado como mídia out
of home, ou seja, em uma lógica de
‘comprar espaço’ ou quando se ativa
o influenciador sem um briefing
estratégico e alinhamento de tom,
onde normalmente a responsabilidade
cai injustamente para o creator,
além da ideia clássica de usar
um creator grande para uma marca
que não tem nenhuma afinidade
com o universo dele só pelo número
de seguidores, movimento que a audiência
já percebe atualmente”.
24 4 de maio de 2026 - jornal propmark
especial marketing de influência
Cimed e creators: quando a influência
vira ativo real de negócios no dia a dia
Em cases como as ‘Besties’, marca ampliou alcance orgânico
ao conectar produtos com cultura digital e público jovem
Bruna Magatti
Divulgação
Leca Novo/Cimed
Em um cenário em que a influência
virou ativo estratégico
de negócios, marcas já não procuram
creators apenas por alcance
ou números de seguidores. O movimento
atual passa por inteligência
de dados, leitura cultural e alinhamento
de valores para identificar
vozes capazes de gerar conexão real
com diferentes públicos. Mais do que
campanhas pontuais, empresas buscam
insights, tendências e narrativas
que fortaleçam posicionamento, reputação
e relevância no mercado.
Nesse processo, agências, plataformas
e equipes internas assumem
papel central ao mapear
perfis, interpretar comunidades e
transformar creators em parceiros
estratégicos. O resultado é um mercado
cada vez mais sofisticado, com
a influência como peça-chave na
construção de marca.
Em um mercado no qual a influência
deixou de ser tendência para
se tornar estratégia central de negócios,
um dos grandes exemplos
dos últimos anos é a Cimed, que
consolidou-se entre 2025 e 2026
como um dos cases mais robustos
do Brasil ao transformar creators
em parte ativa de sua comunicação.
A farmacêutica ampliou a relevância
digital ao unir campanhas,
collabs e lançamentos com nomes
de forte conexão com o público jovem
e comunidades altamente engajadas.
Entre os exemplos está a parceria
com Toguro, nome de grande
alcance nas redes sociais e referência
no universo fitness, em ações
conectadas a performance, lifestyle
e consumo, além das ‘Besties’, grupo
que reúne criadoras de conteúdo
com forte apelo entre a geração Z e
grande capacidade de viralização.
Ao se conectar com comunidades
femininas, jovens e altamente ativas
no ambiente digital, a empresa
Karla Felmanas, VP da Cimed e head de Carmed
reforçou sua presença em conversas
culturais e ampliou o alcance
orgânico de seus produtos.
Para Karla Felmanas, VP da Cimed
e head de Carmed, o ‘Daily das bests’,
que já alcança 4,7 milhões de contas
e soma 11,2 milhões de visualizações
mesmo em um perfil orgânico, é
considerado um case de sucesso por
materializar o que empresa acredita
e aposta com o produto Carmed:
trazer as pessoas para o centro da
conversa.
“Quando nossas funcionárias
mostram o dia a dia, os bastidores,
contam novidades em primeira mão
e traduzem o mercado de um jeito
leve e bem-humorado, a gente cria
uma conexão real, sem filtro. Ali
construímos ainda mais nossa comunidade,
transformando a rotina
em entretenimento e produto em
cultura, e isso faz com que a marca
esteja dentro da conversa das pessoas
de forma orgânica”, diz Karla.
A empresa
ampliou
conversas
culturais e o
alcance orgânico
A relação faz com que a empresa
receba diversas mensagens por dia,
com uma troca constante com uma
comunidade que enxerga Carmed
quase como item de coleção, o que
dá para a Cimed uma leitura muito
mais rápida e real do comportamento
do consumidor e do próprio
mercado, permitindo validar ideias
com muito mais velocidade, ajustar
produtos, antecipar tendências e co-
Com as ‘Besties’, a empresa conversa e viraliza com a geração Z
criar lançamentos junto com quem
realmente consome a marca.
A executiva afirma que o marketing
de influência da Cimed vai além
de campanhas pontuais, e, sim,
estruturado como uma estratégia
contínua de construção orgânica de
comunidade e marca, que hoje já representa
uma parcela relevante da
exposição até mesmo dos próprios
executivos nas redes sociais.
“Isso é resultado de uma relação
próxima com os creators, mas também
de um movimento intencional
de transformar colaboradores e
consumidores em verdadeiros embaixadores
da marca. Não se trata
de apostar apenas em grandes nomes,
e sim de construir um ecossistema
de influência vivo, conectado à
cultura e ao que acontece nas redes
em tempo real. No fim, influência
de verdade não é só sobre alcance,
é sobre consistência, relevância e
conexão contínua com as pessoas.”
jornal propmark - 4 de maio de 2026 25
especial marketing de influência
Creators, fandom e cultura pop: a
engrenagem de marketing da Netflix
Campanha final de ‘Stranger things’ com premières, ativações imersivas e
conteúdos cocriados reforça a empresa como referência global em creators
Bruna Magatti
A Parada Estranha (Stranger Parade), desfile temático gratuito da Netflix em São Paulo, comemorou a última temporada da série
Jana Borges, diretora sênior de marketing da Netflix Brasil: lançamento dividido
Em um cenário no qual a atenção se
torna um dos ativos mais disputados
do mercado, a Netflix também
se destaca no uso do marketing
de influência para impulsionar lançamentos,
ampliar conversas culturais
e manter relevância constante nas redes
sociais. A plataforma transformou
creators em extensões estratégicas
de suas campanhas, aproximando séries,
filmes e experiências do público
por meio de linguagens nativas da internet
e comunidades já formadas.
Entre os movimentos mais recorrentes
estão ativações com influenciadores
de entretenimento, humor,
lifestyle e fandom, convidados para
premières, experiências imersivas,
conteúdos antecipados e campanhas
cocriadas em torno de títulos de grande
apelo. Franquias como Stranger
Things, Round 6 e Bridgerton mostraram
como a empresa usa creators para
traduzir tendências, estimular memes,
desafios e conversas espontâneas que
extrapolam a publicidade tradicional.
A Netflix opera influência como
ferramenta de construção de marca.
Ao conectar catálogo, cultura pop e
creators com alta capacidade de engajamento,
a companhia fortalece reputação,
amplia desejo em torno de seus
conteúdos e transforma cada lançamento
em evento social. O resultado é
uma estratégia que faz da marca uma
das principais referências globais de
comunicação orientada por creators.
Jana Borges, diretora sênior de marketing
da Netflix Brasil, traz para a conversa
a campanha da temporada final
de ‘Stranger things’, que partiu de um
desafio simples de explicar, mas complexo
de executar: como manter a conversa
viva por meses, em um lançamento
dividido em três momentos?
Ela conta que a missão era tratar
o lançamento como uma conversa
contínua e não como um pico único
de campanha, e para isso, foi preciso
construir um ecossistema que envolvesse
imprensa, influenciadores/creators
e fandoms de forma coordenada,
com ativações globais, momentos
locais e experiências que incentivassem
as pessoas a não só assistir, mas
principalmente participar da comemoração
desta última temporada.
Desta forma, a campanha conseguiu
sustentar relevância cultural ao longo
do tempo, priorizando os fãs, os verdadeiros
responsáveis pelo engajamento.
Ela afirma que o Brasil teve prioridade
no lançamento, destacando
alguns momentos. “O primeiro foi a
première global, realizada entre Los
Angeles e Londres. Nosso objetivo era
inserir a história no debate internacional,
mas sempre com um olhar voltado
ao público brasileiro”, afirma.
“A parceria com o Omelete foi fundamental,
não apenas pela cobertura
jornalística, mas por transformar o
acesso ao elenco em conteúdo relevante
e em tempo real para a audiência
no Brasil. Também levamos Mônica
Martelli, Ingrid Guimarães e suas filhas,
superfãs da série, o que trouxe novas
camadas de identificação e ampliou
Julia Mataruna/Netflix
Breno da Matta/Netflix
a conversa para além do fandom tradicional.
Essa iniciativa resultou em
mais de um milhão de interações.”
“O segundo grande momento foi a
Parada Estranha, em São Paulo, que representou
a série ocupando as ruas e
as redes sociais. Mais do que um evento,
foi uma experiência cultural ao vivo,
com a participação de Jamie Campbell
Bower, intérprete de Vecna, e um show
surpresa de Xuxa, que cantou parabéns
em celebração ao aniversário do ator”.
“Reunimos mais de 15 mil fãs presencialmente,
ativamos organicamente
163 influenciadores e alcançamos cinco
milhões de interações. A transmissão
ao vivo pelo Omelete somou 138 mil visualizações
no YouTube, prolongando o
impacto da ação”, conta Jana.
Ela cita também a participação de
marcas parceiras no desfile, como o
McDonald’s, que lançou combos com
embalagens exclusivas e experiências
temáticas em restaurantes;
a Stellantis, que apresentou o Fiat
Pulse Stranger Things, desenvolvido
com consultoria criativa dos irmãos
Duffer, e a Nestlé, que entrou na campanha
com quatro produtos da ação
‘O Melhor dos Dois Mundos’.
26 4 de maio de 2026 - jornal propmark
especial marketing de influência
TIM converte creators em parceiros
de longo prazo e avança no mercado
Com a TIM House, a empresa conecta novos talentos ao marketing
e amplia relevância cultural, se destacando no mercado de influência
Bruna Magatti
Outra marca que também usa o mar -
keting de influência para fortalecer
posicionamento, ampliar alcance
e aproximar seus serviços do cotidiano
do consumidor é a TIM. A operadora
transformou creators em peças estratégicas
de comunicação, utilizando influenciadores
para traduzir temas como
tecnologia, entretenimento, música,
mobilidade e inovação em linguagem
acessível e altamente compartilhável.
A estratégia passa por campanhas
com grandes nomes da cultura
pop e creators digitais de diferentes
nichos, combinando celebridades de
massa com influenciadores regionais
e comunidades de alta afinidade. Em
lançamentos de produtos, benefícios
e experiências, a TIM passou a apostar
em conteúdos nativos para redes
sociais, ativações em festivais, cobertura
em tempo real e narrativas
cocriadas com talentos digitais, reforçando
atributos como velocidade,
conexão e proximidade.
Gabriela Vecchia, diretora de mídia
e social da TIM, fala sobre o lançamento
da TIM House, que, mais do que
trazer ações pontuais com creators,
passou a operar como um ecossistema
proprietário de relacionamento
para a marca, conectando pequenos
influenciadores, que estão desenvolvendo
suas carreiras, diretamente à
operação de marketing.
“Ao democratizar o acesso a oportunidades
reais de monetização e
visibilidade, reforçamos ainda atributos
centrais da marca TIM, como inovação,
e nosso propósito de transformar
tecnologia em liberdade, além
de ampliar possibilidades por meio
da conectividade”, afirma.
“O lançamento da plataforma,
com uma premiação robusta – R$ 50
mil, um iPhone 17 e uma collab com a
Pequena Lô para o creator vencedor
–, materializa esse compromisso
na prática. Em suma, acho que a TIM
House é mais do que uma campanha
A TIM aposta em conteúdos para redes sociais, festivais, cobertura em tempo real e narrativas cocriadas com talentos digitais
Gabriela Vecchia, diretora de mídia e social da TIM
bem-sucedida, porque consolida uma
estratégia de longo prazo: investir
no fortalecimento do ecossistema
de creators e criar valor tanto para a
marca quanto para quem cria conteúdo
no país”, afirma Gabriela.
De acordo com a executiva, a iniciativa
evidenciou que influenciadores
não devem ser vistos apenas
como mídia ou distribuição, mas
Fotos: Divulgação
A influenciadora Pequena Lô integra a TIM house com ações
como parte estruturante da construção
de marca, da formação de comunidade
e da relevância cultural, posicionando
a influência como um ativo
perene da marca TIM.
“A TIM House ajudou a organizar
aprendizados acumulados ao longo
dos últimos anos e a aprofundar a forma
como a TIM trabalha com creators,
incorporando de maneira mais estratégica
temas como regionalização de
narrativas, valorização de creators de
nicho e maior diversidade de perfis.
Mas acredito fortemente que estamos
em processo contínuo de evolução. O
mercado de creators é dinâmico e a
TIM House nos permite testar, mantendo
a marca conectada às mudanças do
comportamento, da cultura e da comunicação
digital”, finaliza Gabriela.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 27
especial marketing de influência
Suba e Bicofino lançam operação focada
em marketing esportivo e creator economy
Iniciativa mira o crescimento do marketing esportivo e busca conectar
marcas, atletas e personalidades por meio de campanhas estratégicas
Bruna Magatti
A
Suba e a Bicofino anunciaram o
lançamento de uma nova operação
dedicada à interseção entre
marketing, publicidade e esporte. A
iniciativa mira o crescimento do marketing
esportivo no Brasil e busca conectar
marcas, atletas e personalidades
esportivas por meio de campanhas
estratégicas, criativas e orientadas a
resultados. A parceria une expertises
complementares das duas empresas.
De um lado, a Suba aporta sua
experiência em influência, creator
economy, produção de conteúdo
multiplataforma, inteligência de dados
e mensuração de ROI. Do outro, a
Bicofino contribui com acesso direto
a atletas, clubes e federações, além
de conhecimento aprofundado do
ecossistema esportivo e atuação em
negociações.
A Bicofino integra a Bicofino Group,
holding que reúne frentes como intermediação
de atletas de futebol,
consultoria, gestão de carreira, marketing
e wealth management.
Segundo as empresas, a proposta
vai além da intermediação comercial.
O objetivo é desenvolver projetos
proprietários e campanhas integradas
que unam cultura, influência,
performance e entretenimento, com
potencial de alcance nacional e internacional.
“Acreditamos que existe uma
oportunidade clara de evoluir a forma
como as marcas se conectam com o
esporte. Não se trata apenas de viabilizar
presenças ou campanhas, mas de
construir narrativas relevantes, que
façam sentido tanto para os atletas
quanto para as marcas e suas audiências.
Ao unir nossa expertise criativa e
estratégica com o acesso e conhecimento
da Bicofino, conseguimos atuar
de forma muito mais consistente e potente
nesse território”, afirma Fabiana
Bruno, fundadora e CEO da Suba.
A nova operação será liderada por
Fabio Brancatelli, profissional com 30
Fábio Brancatelli e Fabiana Bruno: unindo expertise criativa e estratégica com o acesso e conhecimento
anos de experiência em marketing
e publicidade, com passagens por
grandes agências e multinacionais. O
executivo também acumula histórico
no relacionamento entre marcas e esporte
desde 2007, quando comandou o
marketing da Semp Toshiba e liderou o
patrocínio da marca ao Santos Futebol
Clube.
Mais recentemente, Brancatelli
participou de negociações envolvendo
atletas da seleção brasileira durante
a Copa do Mundo FIFA 2022, incluindo
acordos do goleiro Alisson Becker, com
a Gillette; e do atacante Richarlison,
com a Clear. Atualmente, ele também
trabalha como agente licenciado da
Fifa na gestão de talentos esportivos
no Brasil e no exterior.
“A publicidade tradicional e o marketing
esportivo têm ritmos diferentes,
quase como línguas diferentes. O
segredo para destravar o enorme potencial
dessa união está em conhecer
os dois lados, na ativação inteligente,
com estratégia e criatividade”, afirma
Brancatelli.
“O esporte é o território da emoção
pura, enquanto as marcas costumam
falar a linguagem do consumo. Essa
aparente desconexão é, na verdade,
um dos maiores potenciais inexplorados
do marketing”, afirma.
O primeiro projeto da parceria segue
em andamento confidencial e, segundo
os porta-vozes, envolve um dos
maiores nomes da história do esporte
internacional.
Divulgação
perfis das torcidas
Enquanto muitas marcas aceleram
campanhas nacionais para ativações
esportivas no segundo semestre,
uma nova pesquisa indica que tratar
o torcedor brasileiro como um público
homogêneo pode comprometer resultados
e desperdiçar investimentos.
O estudo ‘Brasil: O país do torcedor’,
desenvolvido pela Suba, mostra que o
país reúne cinco formas distintas de
torcer, com comportamentos regionais
próprios no ambiente digital.
A análise mapeou 5.745 vídeos publicados
no TikTok entre janeiro e abril
de 2026, produzidos por criadores de
grande audiência nas cinco regiões do
Brasil. Segundo a empresa, trata-se de
um levantamento inédito em escala e
28 4 de maio de 2026 - jornal propmark
profundidade sobre o comportamento
do fã de futebol nas plataformas de
vídeo curto.
Para chegar aos resultados, a Suba
utilizou uma metodologia proprietária
baseada em três frentes: análise
semiótica, NLP (Processamento de Linguagem
Natural) e etnografia digital.
O sistema avaliou variáveis como sentimento,
intensidade emocional, polarização,
uso de gírias regionais, frequência
de comentários táticos e dinâmica
entre rivais. O estudo também identificou
seis arquétipos de criador-torcedor:
o Memeiro, o Analista, o Fanático Raiz, o
Narrador Performático, o Torcedor-Ator
e o Influencer Lifestyle.
Entre os principais recortes regionais,
o Nordeste aparece como região
mais tática, com frequência de análise
esportiva 3,5 vezes acima da média
nacional. Termos como “pressão alta”,
“diagonal” e “posse de bola” são recorrentes.
No Sudeste, o destaque é o
humor: 71% dos conteúdos têm tom irônico,
ante 11% nas demais regiões.
Segundo o levantamento, referências
pop, zoação e metalinguagem são
20260107_APP_Propmark_Anuncio_V03.pdf 1 07/01/2026 14:25:20
A análise mapeou 5.745 vídeos publicados no TikTok entre janeiro e abril de 2026
formas predominantes de expressar
paixão pelo futebol. No Sul, a rivalidade
clubística aparece como principal combustível
de engajamento, com mais de
uma menção ao adversário por vídeo
— maior índice nacional. Além disso,
camisas oficiais aparecem em 28% dos
conteúdos analisados. Já no Norte, o futebol
é ligado ao pertencimento regio-
Divulgação
nal. A região registrou o menor sentimento
positivo da amostra, combinado
com a maior taxa de polarização, indicando
que o esporte também funciona
como expressão de identidade local.
O Centro-Oeste foi classificado
como a região que mais se aproxima
da média nacional, sem extremos comportamentais.
Também apresentou
a maior presença física nos estádios,
com 11,7% dos conteúdos gravados em
arenas esportivas.
“O estudo traz uma clareza importante
para marcas que querem trabalhar
o esporte de forma mais assertiva.
E grande parte dessa clareza vem do
método: cada vídeo foi dissecado em
múltiplas camadas: áudio, OCR, análise
de cena, sentimento e intensidade
emocional. Não assistimos aos vídeos,
nós os destrinchamos. Foram milhares
de vídeos distribuídos pelas cinco regiões
do Brasil. O que emergiu foi um
mapa preciso, regional e comportamental.
Marcas que tratarem o Brasil
como país de um único torcedor vão
desperdiçar verba e oportunidade ao
mesmo tempo”, declara Maílson Dutra,
VP de data & performance da Suba.
“A Copa cria uma janela de unidade
nacional genuína — mas com prazo
de validade. Saber quando o país está
unido e quando ele volta às suas identidades
regionais é o que separa uma
estratégia que dura o torneio inteiro
de uma que dura só a fase de grupos”,
afirma Dutra.
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jornal propmark - 4 de maio de 2026 29
especial marketing de influência
Creator economy na América Latina
é tema do Influent Summit 2026
Com três palcos e quatro salas de workshops voltadas à capacitação técnica
e prática, evento reúne 250 palestrantes e 60 marcas nesta quarta edição
Divulgação
Pela primeira vez, o Influent Summit, um dos principais eventos de creator economy da América Latina, terá uma trilha dedicada à mídia online e offline, negócios e inovação
Bruna Magatti
O
Influent Summit 2026, considerado um dos
principais eventos de creator economy da
América Latina, será realizado nos dias 24 e
25 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Em sua quarta edição, o encontro reunirá criadores
de conteúdo, marcas, agências e lideranças do
mercado para discutir os rumos da influência digital,
inovação e monetização no setor. O evento
consolidou-se nos anos anteriores, trazendo mais
de mil marcas e 500 palestrantes, além de uma
audiência ao vivo na PlayTV de mais de 3,2 milhões
de espectadores. As edições do Influent Summit
registraram mais de 20 mil participantes, além
da formação de um mailing com mais de dez mil
influenciadores.
Desta vez, focando na transformação da creator
economy em uma infraestrutura social e
escalável, o evento terá três palcos com programação
simultânea e mais de 250 palestrantes
ao longo de dois dias. A agenda inclui executivos
de grandes empresas, especialistas da indústria
e representantes do ecossistema digital. A
edição de 2026 contará ainda com quatro salas
de workshops voltadas à capacitação técnica e
prática, além da presença de mais de 60 marcas
Desta vez, o foco é
na transformação da
creator economy na
infraestrutura social
Giulliano Ribeiro, fundador e CEO do Influent Summit
expositoras, entre elas Riachuelo, Gazeta e TikTok.
Pela primeira vez, o summit terá uma trilha
dedicada à mídia online e offline, negócios e inovação.
A proposta é aproximar departamentos
de marketing, agências, empresas e operações
de live commerce dos criadores de conteúdo, em
debates sobre rentabilidade, escala e integração
entre mercado corporativo e economia criativa.
Outra novidade desta edição é a parceria com a
consultoria Mynd para ampliar a inclusão de criadores
negros, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com
deficiência (PcD), mulheres e outros profissionais
no mercado.
O evento também vai abordar como dados
proprietários, tecnologia e gestão de comunidades
estão remodelando a relação entre marcas e
consumidores, criando novas oportunidades para
o varejo e o marketing de influência. “Estamos
vivenciando a transição da ‘era dos likes’ para a
‘era do business estruturado’. O Influent Summit
2026 reflete esse amadurecimento ao reunir as
lideranças que estão desenhando o novo sistema
operacional da publicidade brasileira. Não debatemos
apenas conteúdo, mas como a influência
se integra ao retail media e às novas jornadas de
consumo”, diz Giulliano Ribeiro, fundador e CEO do
Influent Summit.
30 4 de maio de 2026 - jornal propmark
mercado
Publicidade digital cresce 12,7% e
fatura R$ 42,7 bilhões no Brasil em 2025
Digital Adspend 2026 revela segundo maior crescimento do
setor desde 2020, quando o IAB começou a apurar investimentos
A
publicidade digital movimentou R$ 42,7 bilhões
no Brasil em 2025, um crescimento de 12,7%
na comparação com o ano anterior. Esse é o
segundo maior crescimento da série histórica iniciada
pelo Interactive Advertising Bureau, o IAB Brasil,
em 2020. O avanço acumulado atingiu 80%. Os dados
estão no relatório Digital Adspend 2026, realizado
em parceria com o Ibope, e divulgado no dia 19
de abril.
Investimentos em retail media e digital out of
home (DOOH) foram analisados separadamente. O
aporte em publicidade nas plataformas e ambientes
de varejo físico e digital alcançou R$ 4,8 bilhões, expansão
de 37%. Em DOOH, o montante foi de R$ 4,4
bilhões, direcionado para mobiliário urbano, aeroportos
e edifícios. A projeção considera dados compartilhados
por exibidoras parceiras do Ibope.
“O mercado não está só crescendo, está amadurecendo.
A verba se distribui melhor ao longo do
ano, e os anunciantes passam a operar o digital com
mais integração e consistência”, observa Denise
Porto Hruby, CEO do IAB Brasil. O primeiro semestre
de 2025, por exemplo, absorveu 20,8% da verba. A
outra metade do ano responde por 21,9%. Essa é a
menor diferença já registrada.
Freepik
Formatos
O campeão de investimento é o vídeo, com 49%
de participação. O índice comprova o papel do formato
em um ambiente repleto de plataformas, streaming
e consumo mobile. No recorte de canais de
mídia, o líder é o social media (55%), seguido por search
(26%), publishers e verticais de conteúdo (19%).
Comércio (25%), eletrônicos e informática (8%), financeiro
(6%), educação (5%) e mídia (4%) aglutinam
48% do orçamento no meio. O avanço mais acentuado
está na categoria de eletrônicos, com 42%
de alta. A trajetória ascendente deve ganhar força
com a Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos,
México e Canadá entre os dias 11 de junho e 19 de julho
de 2026.
“Não se trata apenas de crescimento, mas de sofisticação.
O digital passa a operar com mais equilíbrio
entre canais, formatos e momentos, o que
exige planejamento mais integrado e decisões baseadas
em dados”, situa Paula Carvalho, diretora de
negócios sell side do Ibope. A metodologia da pesquisa
parte da coleta dos anúncios diretamente nos
meios e canais monitorados pelo Ibope, permitindo
a análise dos investimentos independentemente do
modelo de compra, incluindo campanhas diretas e
aquelas intermediadas por agências. Social media (55%) lidera entre canais de mídia, seguido por search (26%), publishers e verticais de conteúdo (19%)
jornal propmark - 4 de maio de 2026 31
mercado
Marcas travam disputa pelas campanhas
que mais emocionam no Dia das Mães
Afeto, presença e cuidado são os trunfos para convencer as famílias
brasileiras a comprar presentes para a data festejada no dia 10 de maio
Divulgação
Campanha sobre “ninho vazio”, da AlmapBBDO para O Boticário, foi lançada no dia 14 de abril e em apenas cinco dias alcançou mais de 40 milhões de visualizações orgânicas
Janaina Langsdorff
O
Dia das Mães, comemorado neste
domingo (10), leva multidões
ao comércio. Das ruas aos shoppings,
a data tida como o segundo
Natal do varejo mobiliza famílias em
torno do melhor presente. Perfumes,
produtos de beleza, roupas, calçados
e chocolates disputam a atenção e o
bolso dos brasileiros.
Em 2025, a movimentação alcançou
R$ 14,37 bilhões, alta de 1,9% em
relação aos R$ 14,10 bilhões registrados
no ano anterior, de acordo com
dados da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC). A estimativa para 2026 não foi
divulgada até o fechamento desta
edição.
Agências e marcas desferem o seu
poder de convencimento com campanhas
que vão do apelo comercial, com
descontos e promoções, à emoção. O
sentimento de “ninho vazio” foi a escolha
de O Boticário. Tão inesquecível
quanto a primeira vez em que a mãe
chega em casa com o seu bebê é o
momento em que o rebento decide
sair de casa.
O filme ‘Despedidas’, criado pela AlmapBBDO,
lembra que “ser mãe é dominar
a arte de se despedir em cada
etapa do crescimento, do colo que
vira passo, da roupa que não serve
mais, do ninho que se expande para
o mundo”, comenta Carolina Carrasco,
diretora de branding e comunicação
do Boticário e Quem Disse, Berenice?.
Dados captados por meio de social
listening descobriram que a tristeza
de muitas mulheres está ligada a 64%
das interações sobre o assunto. O filme
tranquiliza ao mostrar que sempre
há recomeços. “Despedidas também
são cheias de amor, orgulho e transformação”,
emenda Carolina.
Nomes do entretenimento e da
influência reverberam a mensagem
em ações on e offline. No YouTube,
creators do universo de filmes e séries
analisam a campanha. Com trilha
inspirada na música ‘The blower’s
daughter’, de Damien Rice, a produção
convida “a reconhecer uma realidade
muitas vezes silenciosa, mas profundamente
presente”, complementa
Camilla Massari, chief impact officer
e vice-presidente de atendimento e
negócios da AlmapBBDO.
Com o maior engajamento da história
da marca, a campanha anunciada
no dia 14 de abril alcançou mais de
40 milhões de visualizações orgânicas
em apenas cinco dias, alta de 511%
ante a ação de Dia das Mães de 2025.
Soma ainda um milhão de curtidas e
um milhão de compartilhamentos. “Ao
transformar uma vivência silenciosa
em conversa coletiva, geramos identificação
imediata”, atesta Carolina.
O Boticário terá espaço no Parque
“A maternidade
é feita de
instantes que
parecem eternos
e anos que
passam em um
piscar de olhos”
32 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Ibirapuera entre os dias 7 e 10 de maio,
das 9h às 17h, para que os visitantes
possam conhecer e testar kits. A participação
é gratuita. Quem se inscrever
no programa de fidelidade Beautybox
receberá um brinde com bag
charm e voucher de 5% de desconto
para utilização nas lojas do Boticário
na cidade de São Paulo. Nas flagships
de Pinheiros e Morumbi será possível
personalizar presentes.
Fotos: Divulgação
‘Mãe coruja’ materializa carinho na campanha de Doriana Cremosa, marca da Seara
Cacau Show tem mais de 25 produtos entre opções de presentes para o Dia das Mães
Instantes InesquecíveIs
Para ser escolhida como opção de
presente, a rival Natura trouxe Iza. Ela
reinterpreta a canção ‘I don’t want
to miss a thing’, da banda Aerosmith.
‘Teoria da maternidade’ mergulhou
a cantora em lembranças. “Eu estava
vendo vários vídeos de mães com
seus filhos usando essa música e
aquilo me arrepiou. Porque quando
você vê essa música contando a história
de mães e filhos, ela ganha outro
sentido. Fica ainda mais forte”, diz a
cantora em nota.
Também de cunho afetivo, a proposta
da marca é refletir sobre o carinho,
que mesmo o tempo é incapaz de
apagar. “A maternidade é feita de instantes
que parecem eternos e anos
que passam em um piscar de olhos”,
confere Diego Costa, diretor sênior de
marketing da Natura. Mães e filhos reais
compõem o casting do filme.
Parte dos negócios da Natura, a
Avon recomenda a nova linha ‘Iconic
collection’, que reúne clássicos da perfumaria.
O convite é para que mães e
filhos revivam histórias marcadas por
fragrâncias.
A campanha da Natura com Iza é
assinada pela Galeria, que criou ação
também para Doriana Cremosa, marca
hoje alocada no escopo da Seara,
da JBS. Com ‘Mãe coruja’, a margarina
“materializa cuidado e afeto”, valida
Tannia Fukuda Bruno, diretora de
marketing de Doriana, enquanto Silvio
Amorim, diretor-executivo de criação
da Galeria, lembra que esse é “um jeito
pop, divertido e emocional de romper
a linguagem da categoria”.
Outra que quer arrancar lágrimas
é a L’Occitane. Ao lado de suas mães,
João Guilherme, Duquesa e Soso Careca
mostram a evolução “Do carinho
de sempre para um novo jeito de presentear”.
A campanha idealizada pela
BETC Havas resgata cartões desenhados
na infância, uma das mais autênticas
manifestações de ternura.
“Escolhemos traduzir essa verdade
com um caminho divertido, que
mostra o ponto de vista dos filhos
que estão amadurecendo e deixam de
presentear de forma manual”, explica
André Abramo, head de estratégia de
marca e comunicação de marketing
da L’Occitane au Brésil. Alegria, espontaneidade
e surpresa são os atributos
referendados na ação planejada para
o ambiente digital. O mote ‘Perfeito
para ser presente’ endossa as linhas
Romã, Caju e Acerola.
Já o Grupo L’Oréal chega com portfólio
de produtos nas frentes de
dermatologia, com destaque para o
hidratante CeraVe, agora na versão
85 g e, pela primeira vez, com selo de
“Ser mãe é
dominar a arte
de se despedir
em cada etapa do
crescimento”
uso pediátrico; de luxo, com o perfume
‘La Vie Est Belle Vanille Nude’, de
Lancôme, lançado em campanha com
as chefs Ju Ferraz, Michele Crispim e
Isa Scherer; e de itens voltados para o
grande público, que têm coleção especial
de Colorama em homenagem ao
filme ‘O Diabo Veste Prada 2’, lançado
nos cinemas no dia 30 de abril, entre
outros produtos.
chocolate
Que tal unir beleza e chocolate? A
Cacau Show se aventura no segmento
de cuidados pessoais com o lançamento
de hidratante labial em parceria
com a Beta, marca da FreeBrands.
Anunciado em abril, o produto está
em mais de dez mil pontos de venda
de todo o país, em lojas selecionadas
da Cacau Show, nas principais redes
de farmácias e perfumarias, além do
ecommerce da FreeBrands e no TikTok
Shop, Shopee, Mercado Livre e Amazon,
entre outros marketplaces. O produto
propõe cuidado e carinho.
Acostumada a adoçar o paladar
das mães, a Cacau Show embala neste
ano mais de 25 produtos com a emoção
intrínseca ao ato de presentear.
“Traduzimos esse gesto de carinho em
um portfólio que une sabor, beleza e
diferentes possibilidades de escolha”,
esclarece Lilian Rodrigues, diretora-
-executiva de marketing e produtos
da Cacau Show.
LaCreme, Biscoiteria e Angel são
algumas das linhas sugeridas na campanha
realizada entre os dias 20 de
abril e 10 de maio, com novas embalagens,
lançamentos e promoções direcionadas
à base de mais de 32 milhões
de consumidores cadastrados no programa
de fidelidade Cacau Lovers.
Com preços de R$ 3,49 a R$ 119,99, as
opções estão disponíveis nas 4,7 mil
lojas da Cacau Show em todo o Brasil e
nos canais digitais da marca durante
o período promocional.
Com o mote ‘Em cada mãe, uma
história. Em cada presente, Kopenhagen’,
a campanha da marca da Nestlé
explora as pluralidades femininas.
“Existe uma demanda por narrativas
que reconheçam a mulher em sua totalidade”,
aponta Pedro Velardo, head
de marketing da Kopenhagen.
armárIo
Astrid Fontenelle e as embaixadoras
da Renner, Taís Araújo e Sabrina
Sato, abriram o ‘Guarda-roupa de
mãe’, no Auditório do Masp, em São
jornal propmark - 4 de maio de 2026 33
Reprodução
Natura traz reinterpretação da música “I don’t want to miss a thing”, da banda Aerosmith, para mostrar ‘Teoria da maternidade’, onde nem o tempo apaga momentos inesquecíveis
Paulo, dia 14 de abril. A série de quatro
episódios, que aborda maternidade e
moda, inicia o ‘Papo de provador’, primeiro
videocast da varejista de moda
no YouTube.
“Celebramos um estilo que passa
de geração em geração e transforma
o presente de Dia das Mães em um
gesto de reconhecimento, carinho e
legado afetivo”, destaca Renata Altenfelder,
CMO da Lojas Renner, que
ainda tem o filme ‘Entrelaços’, protagonizado
por Taís Araújo e sua mãe
Mercedes, e Sabrina Sato e sua mãe
Kika. A campanha é da Paim United
Creators, de Porto Alegre (RS).
Na Pernambucanas, a sugestão
é priorizar peças versáteis e confortáveis,
esportivas e de tricô. Há
ainda coleção cápsula de camisetas
com as frases ‘Em casa a gente conversa’,
‘Na volta a gente compra’ e
‘Não esquece o casaquinho’. “A moda
deixou de seguir padrões rígidos e
passou a responder à rotina real da
mulher”, observa Mari Carla Dorneles,
gerente-executiva de estilo da
Pernambucanas.
Não dá para mudar um sentimento
como se troca de roupa. Releitura
de música da dupla Rick & Renner, ‘Ela
é demais’ resume o apelo da Marisa
para “gerar uma imagem com a qual
a mulher se inspire”, frisa Rita Coelho,
head de marketing da marca. A mensagem
leva o endosso de Thaís Fersoza,
que enaltece a maternidade.
“Trazer essa vivência real fez com
que eu me identificasse muito com a
minha verdadeira essência”, testemunha
a atriz. A veiculação ocorre nas
lojas, redes sociais, rádio, mídia OOH
e TV aberta. Tem ainda seis ações de
merchandising nos programas ‘Mais
você’, ‘Encontro’ e ‘Domingo legal’.
De olho na data, a rede de varejo
óptico Óticas Diniz também associa
o ato de presentear a carinho e conexão
com a campanha ‘De coração
Diniz’, que alerta também para o cuidado
da visão.
Pirraça
Filme criado pela Pullse, do grupo
Dreamers, mostra mães fazendo birra
para comprar produtos da Casas Bahia.
“Celebramos
um estilo que
passa de geração
em geração”
Os filhos é que tentam controlar a pirraça.
Divertida, a campanha retribui “tudo
o que as mães representam”, ressalta
Amanda Assis, gerente-executiva de
marketing da Casas Bahia, que tem sua
proposta chancelada por Beatriz Reis,
participante do ‘Big Brother Brasil’ 2024.
Mais uma gigante do varejo, a
Americanas chega com ‘Tudo que toda
mãe ama’, mote criado pela Suno Creators.
Inspirado em trend das redes
sociais, o filme ‘Isso ou aquilo’ convidou
mães que trabalham na rede a
escolher entre diferentes produtos,
remetendo ao sortimento variado das
lojas. Ao término, ratifica que ser mãe
é o melhor presente.
“Queremos valorizar o nosso time
Reprodução
Filha tenta controlar pirraça feita pela mãe por presentes da Casas Bahia em filme idealizado pela Pullse, agência do grupo Dreamers
34 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Presença supera consumo nos encontros
organizados pelas famílias brasileiras
Presença e consumo competem
pela atenção das famílias brasileiras.
Estar com a mãe é mais importante
para 57% dos 1.479 brasileiros
entrevistados pela Hibou Pesquisas e
Insights e Score Agency no mês de abril.
A fatia de quem comprará itens conforme
o orçamento disponível é de 36%.
De acordo com o estudo ‘Pulso Dia das
Mães’, o almoço em casa (41%) supera a
compra de presentes (15%).
“A data precisa se encaixar na rotina
financeira do brasileiro, que já
aprendeu a celebrar com menos riscos
e mais presença”, analisa Ligia
Mello, CSO da Hibou. Do total da amostra,
41% dizem que vão gastar menos
e 18% manterão hábitos de compra
guiados por qualidade (58%) e preços
(45%). Vestuário (66%), calçados
(49%), perfumes (47%) e bem-estar
(16%) encabeçam as listas de compras.
O desejo das mães aponta para
descanso e autocuidado.
Mas ganha mesmo quem emocionar
mais. “Há espaço claro para marcas
que consigam sair do presente gené-
Mães têm interesse em viajar, mas lista dos filhos inclui perfumes, roupas e calçados
rico e atuar na lógica de recompensa
emocional e cuidado pessoal. A comunicação
das marcas também passa a
exigir maior sensibilidade”, orienta Albano
Neto, CSO e CCO da Score Agency.
Abordagens incômodas foram citadas
por 19% dos participantes. Esse grupo
ainda menciona campanhas com situações
forçadas (58%) e impacto negativo
devido a um momento de vulnerabilidade
(21%). Para 12% dos brasileiros,
especialmente na faixa de 55 anos, a
Divulgação
Ex-jogadora Milene Domingues e o filho Ronald em ‘Mães que movem’, da Centauro
e evidenciar a conexão histórica e
afetiva da marca com as famílias
brasileiras”, certifica Aline de Oliveira,
head de marketing da Americanas.
Spotify, Google, Facebook, rádio
e TV aportam plano que ainda traz
dez creators, seis lives e retail media
com ativações de marcas parceiras
desenvolvidas pela MegaMídia
Group.
Já a Centauro retrata ‘Mães que
movem’ com a ex-jogadora Milene
Domingues, embaixadora da marca,
e seu filho Ronald. Eles aparecem
batendo bola no filme, que lembra as
mães de inserir atividade física em
sua rotina dividida entre profissão,
família, casa e autocuidado. A campanha
está nas lojas físicas, meio digital
e redes sociais da marca.
No dia 2 de maio, a Centauro organizou
ativações nas lojas do Salvador
Shopping, em Salvador (BA); e Park
Shopping Barigui, em Curitiba (PR). A
unidade localizada na Avenida Paulista,
em São Paulo, também participou
do calendário de atividades, com
treinos e aulas gratuitas. Ademais,
apresentou talk com Milene, que falou
sobre esporte e maternidade e
chamou o público para um desafio
de embaixadinhas.
Mães e filhos
De joias a calçados, celebridades
chancelam mensagens de zelo. A atriz
data representa saudade.
Pesquisa da Globo e PiniOn confirma
que o encontro com a mãe é a
forma preferida de celebração (23%).
Mas 75% querem presenteá-la, ante o
índice de 63% verificado em 2025. Os
brasileiros devem gastar entre R$ 51
e R$ 200 com perfumes e cosméticos
(37%), roupas (26%), chocolates e
doces (20%) e calçados (13%). Muitas
mães, porém, manifestam interesse
em viajar (22%). Mas essa alternativa
Prostooleh/Freepik
Marina Ruy Barbosa está em ‘Ela presente
a cada momento’, da Vivara; a
embaixadora da Tiffany, Rosie Huntington-Whiteley,
promove ‘Celebrating
mothers since 1837’; e a atriz Cris
Vianna protagoniza campanha para a
sua marca de joias Raiz Dourada, com
a sua mãe Darci Vianna, e a designer
Léia Sgro, com os filhos Alessandro e
Daniele.
Aos pés das mães, está a Arezzo,
na campanha ‘Mãe sempre presente’,
com Silvia Braz e suas irmãs Isabela e
Maria Bussade; Piccadilly, que propaga
‘Amor para sentir’ com a apresentadora,
escritora e atriz Rita Batista
e a influenciadora e comunicadora de
bem-estar Juliana Goes, e suas mães,
Joana e Nadja; Anacapri, com a atriz
Mônica Martelli e sua filha Júlia, que
falam de ‘Geração para geração’; e
Schutz, com a chef Isa Scherer, que divulga
‘Nascida para se destacar. Como
mãe e além’. Tem ainda a Riachuelo,
com Camila Pitanga e a filha Antonia,
e a comunicadora Silvia Braz e sua
filha Bebela, em ‘Ria com ela’; e C&A,
com Camila Queiroz, Dira Paes e Débora
Nascimento, em ação da LePub SP.
é apontada por apenas 2% dos filhos.
A predominância é para o comportamento
multicanal. Promoções
(42%), recomendações de amigos e
familiares (22%), shoppings e centros
comerciais (19%), anúncios em sites e
redes sociais (15%), publicidade (13%),
conteúdo (13%), comerciais exibidos
na TV (11%), anúncios feitos por apresentadores
de TV (8%), influenciadores
(6%) e produtos utilizados por
personagens em novelas (4%) são os
principais motivadores.
A publicidade influencia sete em
cada dez escolhas. As campanhas de
Dia das Mães atraem 64% da atenção,
instigadas principalmente por ofertas
(45%) e conteúdo emocional (31%), daí
a importância de preservar mensagens
autênticas sobre maternidade,
com empatia diante da sobrecarga de
papéis, que falem sobre autocuidado,
combatam estigmas ligados à perfeição
doméstica e valorizem a autonomia
das mães. A data será comemorada por
83% das mil pessoas entrevistadas pelo
estudo em fevereiro de 2026. JL
jornal propmark - 4 de maio de 2026 35
marcas
O borogodó e o molho da Omoda & Jaecoo
Fundada pelo Grupo Chery
exclusivamente para exportação,
a Omoda & Jaecoo avança no
Brasil com um plano ambicioso de
expansão. Presente em 64 países
e com mais de 70 concessionárias
em operação no Brasil, a montadora
projeta ultrapassar a marca de cem
lojas até o fim de 2026. Em meio
a esse movimento, a companhia
anunciou em março Alessandra
Souza como nova diretora-executiva
de marketing da operação brasileira.
“Hoje, as marcas chinesas são
vistas como marcas de inovação e
qualidade. Isso abriu uma porta muito
grande, mas o risco é virar tudo uma
mesma chinesa”, reflete a executiva
(ex-Stellantis) que, com mais de
duas décadas de experiência no
setor automotivo, fala ao propmark
sobre liderança, cultura, branding
e a missão de passar o borogodó
brasileiro para uma empresa chinesa.
Bruna Nunes
INÍCIO
Eu falo que nasci e fui criada na
indústria automotiva. Arranjei uma
vaga de estagiária na Peugeot em
1999, e aí mantive contato com essa
indústria, que me deu muitas oportunidades.
Comecei numa empresa
que estava iniciando no país, que ia
começar a sua fábrica no Brasil. Isso
tem até um paralelo curioso com a
Omoda, porque é exatamente o mesmo
momento, de estar começando, de
ter pouca gente, de precisar um pouco
de tudo.
CARREIRA
A minha carreira foi sendo construída
de uma forma muito multifacetada.
Eu sou uma CMO, mas
passei por muitas áreas de negócio.
Trabalhei em treinamento, qualidade,
fiz implementação de ISO 9000,
fui para fazer qualidade na rede,
implementar padrão de qualidade
e entender todo o sistema de uma
concessionária. Não só de vendas,
mas de pós-venda, garantia e estoque.
Entender o mercado de autos
do ponto de vista de vendas, segmentação
e estoque do mercado,
conhecer onde a gente pode puxar
informações para o negócio e todos
os seus perrengues me trouxeram
muito aprendizado. Eu tenho uma
história profissional de CMO, mas eu
sou uma CMO de negócio.
Alessandra Souza é a nova diretora-executiva de marketing da Omoda & Jaecoo
CHINA
Vir para a Omoda & Jaecoo, implementar
essa minha visão de negócio
mais perto do business, mais perto de
todas as pontas de decisão e aprender
uma outra cultura, são coisas que me
empolgaram em trabalhar com outro
país. Quando eu olhava para o futuro
da minha posição, eu não estava entendendo
o que o grande polo do mundo
estava fazendo. Eu estava ficando
distante desse ponto de contato, seja
do ponto de vista de negócio, pensamento
de empresa, organização de
business, quanto do ponto de vista de
marketing e estratégia de marketing.
Esse ponto é a China.
OpORtuNIDADE
Eu me olhava na minha cadeira e
falava que estava um pouco estagnada.
Não porque não tinha projetos
legais para fazer, mas porque, de alguma
forma, eles não me traziam um
desafio intelectual de business. Então,
pensei: ou eu aprendo como essa
indústria do futuro está funcionando
Divulgação
“Omoda &
Jaecoo precisa
ser uma marca
verdadeiramente
brasileira”
e realmente entendo como essa cultura
pensa ou eu fico para trás.
OMODA & JAECOO
Surgiu a oportunidade da Omoda &
Jaecoo e eu me senti muito afinizada
com a proposta da marca. Tem um
pensamento estratégico muito forte
aqui. A Omoda & Jaecoo é uma marca
do Grupo Chery criada somente para
exportação. Não existe Omoda & Jaecoo
na China, por exemplo. Quando
eu fui dirigir os carros antes da entrevista,
fiquei apaixonada pela tecnologia
embarcada, pela dirigibilidade,
pela câmera de ré. O nível de competitividade
do negócio é tão extremo
36 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Divulgação
No fim de 2025, a atriz brasileira Bruna Marquezine foi anunciada como embaixadora oficial da Omoda & Jaecoo no país e estrelou campanhas para a marca
que eu falei: “não tem como isso não
dar certo”.
LIDERANÇA BRASILEIRA
Eu tive dois grandes ensinamentos
no caminho. O primeiro é que o melhor
do Brasil é o brasileiro, e a gente
deveria mudar a nossa forma de se
posicionar no mundo. Somos um povo
muito batalhador, muito criativo. Essa
coisa do jeitinho brasileiro coloca a
gente num lugar de menos destaque
e submissão, e isso não é verdade. A
segunda coisa que eu descobri é que
liderança é sempre sobre pessoas,
não importa a cultura. Se você ajuda
as pessoas a enxergar propósito e trabalha
com elas para que tenham propósito
e visibilidade, as coisas acontecem.
Eu fui chegando devagarzinho,
com muita humildade e respeito.
BoRogoDó
Eu acho que a Omoda & Jaecoo precisa
ser uma marca verdadeiramente
brasileira. Ela precisa trazer o seu borogodó.
Quando eu falo borogodó, eu
falo sobre o que o brasileiro é. É um
povo batalhador, elegante, sofisticado,
que tem a própria aura. O nosso
molho. Uma marca que quer ser reconhecida
no Brasil de verdade precisa
trazer esse molho, esse suco do Brasil.
Não é sobre dizer “eu sou do Brasil”,
mas realmente demonstrar e dar valor
às nossas brasilidades.
CoNCoRRêNCIA
Hoje, as marcas chinesas são vistas
como marcas de inovação e qualidade.
Isso abriu uma porta muito grande.
Mas o risco é virar tudo uma mesma
chinesa. Então, a alma da marca ainda
é muito relevante. As pessoas se conectam
com valores também. O próximo
passo para a Omoda & Jaecoo é
construir esse DNA de marca para ser
a escolha na cabeça do consumidor.
“Eu preciso de
uma agência que
consiga criar uma
estratégia de
diferenciação”
CAMPANHAS
A campanha com Bruna Marquezine
vai muito nesse lugar da brasilidade.
Ela tem o molho dela. Assim
como o Wagner Moura tem o dele, a
Fernanda Torres tem o dela. A Omoda
é uma marca para jovens, nesse lugar
fashion, de moda, passarela, estilo,
beleza e design conectado. Os valores
da Bruna coincidem muito com os valores
da Omoda. Acho que foi uma boa
obra do acaso ela estar disponível e
os valores se combinarem. Tem muita
coisa para construir junto com ela
nesse lugar de criar essa brasilidade e
esse borogodó do jeito Omoda.
CoRRIDA PoR AgêNCIA
Ainda não temos uma agência
definida e abrimos um processo de
concorrência. A agência precisa ter
a ambição tão grande quanto a marca.
Essa coisa de parceiro de negócio
nunca foi tão forte aqui dentro. Se a
gente precisar mudar o plano no meio
do mês porque vendeu dois mil carros
e agora quer vender cinco mil, vamos
juntos. Outro ponto é: como traduzir
o borogodó sem deixar a marca no
mesmo lugar das outras chinesas?
Todo mundo fala do futuro, “o futuro é
agora”. Eu preciso de uma agência que
consiga criar uma estratégia de diferenciação
para a Omoda de um jeito
brilhante. Eu falo que, se não for uma
ideia louca, não me apresenta.
APELo
Esse é o grande desafio das marcas
que querem ocupar um lugar de luxo,
mas não um luxo exclusivo. A gente
não é uma Hermès, mas também quer
se manter num lugar aspiracional.
Tem duas coisas que ajudam nisso. A
primeira é o line-up de produto, mantendo
uma exclusividade para determinados
públicos. A segunda são as
collabs e parcerias estratégicas, que
consolidam esse lugar de desejo e
diferença. Não é sobre baratear o que
você tem, mas sobre encarecer essa
imagem de marca através de parceiros
e produtos que se tornam ícones.
EXPANSÃo
Temos mais de 70 concessionárias
no Brasil e pretendemos dobrar isso
o quanto antes, idealmente até o fim
do ano. Estamos entre os top 10 veículos
híbridos vendidos, com o Omoda 5
e o Jaecoo 7. A nossa ambição é estar
entre as top 10 marcas do mercado de
veículos.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 37
agências
Receita do grupo britânico WPP recua
6,7% no primeiro trimestre de 2026
Resultado acompanha projeções inicialmente traçadas pela holding,
que investe em plano de crescimento, o chamado Elevate28
A
receita líquida menos os custos
de repasse do grupo britânico
WPP recuou 6,7%, para £ 2,26 bilhões,
no primeiro trimestre de 2026.
Relatório divulgado no dia 28 de abril
mostra que a receita total registrou
queda de 4%, para £ 3 bilhões.
Projeções inicialmente traçadas
confirmam resultados impactados
por perda de clientes, pressão sobre
investimentos e incertezas geopolíticas
no Oriente Médio. Retrações
foram verificadas na América do Norte
(7,8%), Reino Unido (6,6%) e China
(12,2%), enquanto a Índia cresceu 1%.
É esperado um declínio no primeiro
semestre com melhora na segunda
metade do ano. A margem operacional
deve ficar entre 12% e 13% no ano.
“Construir uma WPP mais integrada e
potencializada pela WPP Open está re-
Divulgação
Relatório do Grupo WPP divulgou receita total de £ 3 bilhões, queda de 4% no período
percutindo entre os clientes”, garante
em nota Cindy Rose, CEO do WPP.
Desempenhos negativos foram observados
ainda nas agências globais
integradas, com queda de 7,4%. WPP Media
caiu 8,5%; relações públicas, 2,6%; e
agências especializadas, 2,3%. Entre os
segmentos de clientes, bens de consumo
embalados (CPG) registraram queda
de 12,4%; telecomunicações, mídia e
entretenimento, 12,8%; serviços financeiros,
12,8%; e healthcare e pharma, 1%.
Entre os novos negócios conquistados
no trimestre, estão Estée Lauder,
Wendy’s, SC Johnson, Norwegian
Cruise Lines e Jaguar Land Rover. A
empresa também anunciou a ampliação
da parceria com Adobe e integração
do Google Earth AI ao WPP
Open. O grupo implementa o plano de
crescimento Elevate28.
Eagle integra logística de viagens
corporativas e experiências com FlyHigh
Operação, que será liderada pela sócia-diretora de negócios Camila
Inoue, promete entrega única para diminuir fragmentação do serviço
A
agência de live marketing Eagle
lança a FlyHigh, estrutura que
integra viagens de incentivo,
convenções, ativações e deslocamentos
executivos, conectando estratégia,
operação e experiência em um
único modelo de entrega.
Liderada pela sócia-diretora de
negócios Camila Inoue, a operação começa
com projetos para Americanas
e Porto Serviços, envolvendo viagens
de incentivo, convenções e ações que
conectam deslocamento, experiência
e operação em campo.
“O que vemos é uma necessidade
crescente de um atendimento integrado,
com mais controle, previsibilidade e
eficiência. A FlyHigh nasce para estruturar
essa jornada de ponta a ponta, sem
Brenda Maia e Camila Inoue: controle, previsibilidade e eficiência para reduzir riscos
fricção e aumentando a capacidade de
execução e entrega”, comenta Brenda
Maia, CEO e co-founder da Eagle.
Divulgação
Emissão e gestão de passagens,
hospedagem, transfers, fretamentos,
controle de equipes em deslo-
camento, suporte operacional em
eventos e acompanhamento em
tempo real estão entre as demandas
atendidas pela FlyHigh, que promete
reduzir a fragmentação desse tipo
de operação, ainda comum em um
mercado com fornecedores atuando
de forma desconexa.
“Hoje, o cliente corporativo precisa
de uma estrutura capaz de conectar
planejamento, operação e experiência.
Quando isso está integrado, a tomada de
decisão melhora, o risco diminui e a execução
ganha eficiência”, explica Camila,
que já atuou em estruturas dedicadas
à gestão de mobilidade empresarial na
BB Turismo, na época agência de turismo
do Banco do Brasil, além da área de
marketing e eventos da Cielo.
38 4 de maio de 2026 - jornal propmark
mídia
Led amplia a criatividade das agências
Um fator decisivo no OOH foi a
digitalização dos inventários das
operadoras do segmento. A partir
daí, como é notório na icônica
Times Square, em Nova York, e na
aplicação da iluminação urbana
em Shenzhen, na China, os painéis
de led se tornaram o canal mais
aderente à audiência das ruas e
trouxeram para a publicidade a
possibilidade de expansão criativa
e de ferramentas de alcance como
a geolocalização e a compra
programática. A Leyard Planar,
fundada em 1995 na China, está
no Brasil desde 2014, onde se
concentra nos painéis de led,
como explica Odair Tremante,
CEO no Brasil e América Latina.
O executivo Odair Tremante é CEO da Leyard Planar no Brasil e América Latina
Divulgação
Paulo Macedo
OperadOras
Atuamos em parceria com muitas
operadoras de OOH não só do país,
mas globalmente. Nacionalmente,
estamos presentes desde os players
que possuem concessões em vias de
mobilidade urbana, como Eletromidia,
JCDecaux, Kallas e NEOOH, até os de iniciativas
locais que envolvem digitalização
e experiências imersivas para
publicidade exterior.
COre
A Leyard é a única fabricante de
painéis de led com presença direta
no Brasil, que atua de forma agnóstica
e complementar às empresas de
mídia. Isso nos coloca em posição
neutra e confortável, com a missão
de apoiar, orientar e capacitar nossos
parceiros, oferecendo suporte ao longo
de todo o ciclo de vida dos painéis —
que, aliás, é bastante longo. Estamos
presentes em projetos de OOH digital
em diferentes escalas, especialmente
em aplicações urbanas que transformam
fachadas, empenas e estruturas
arquitetônicas em plataformas de comunicação
e experiência visual.
exemplO
O projeto de iluminação urbana
em Shenzhen, na China, é conhecido
mundialmente pelo seu show de luzes
em larga escala. Trata-se de uma das
maiores aplicações coordenadas de
led em ambiente urbano, onde dezenas
de edifícios passam a funcionar
como uma única superfície digital integrada.
Nesse projeto, a tecnologia é
utilizada para criar conteúdos sincronizados
que percorrem fachadas inteiras
e formam narrativas visuais em
escala urbana. Além do impacto visual,
oferece um novo modelo de uso do
espaço público, em que a arquitetura
se transforma em mídia e experiência
ao mesmo tempo.
Brasil
Um dos destaques no Brasil é a
empena instalada na fachada de
“Só no Brasil, já
instalamos mais
de 27 mil metros
quadrados de
painéis”
um edifício na Avenida das Américas,
no Rio, a maior em 3D do país,
projetada para campanhas de alto
impacto e experiências visuais imersivas
que ampliam as possibilidades
criativas do DOOH no ambiente urbano.
Além das empenas 3D e das telas
de grande formato distribuídas pelo
país, contamos com capilaridade
em shopping centers e aeroportos.
Nesses espaços, embora cada tela
individual tenha dimensões menores
— algo em torno de dois metros
quadrados —, a presença de milhares
de unidades espalhadas pelo Brasil
gera um impacto expressivo em
escala.
inventáriO
Globalmente, a companhia detém
quase 20% de market share entre
todos os fabricantes de painéis. No
Brasil, estamos presentes em projetos
que compõem o inventário digital
das principais operadoras. Só no país,
já instalamos mais de 27 mil metros
quadrados de painéis.
40 4 de maio de 2026 - jornal propmark
transformação
O digital transformou o OOH
no Brasil porque mudou completamente
a lógica do meio. Antes,
estávamos falando de um canal essencialmente
estático, com pouca
flexibilidade e baixa
capacidade de
adaptação. Com
a digitalização, o
OOH passa a ser
dinâmico, conectado
e orientado
por dados. Hoje,
é possível atualizar
campanhas
em tempo real,
segmentar mensagens
por localização,
horário ou contexto, e integrar
o meio com outras estratégias
digitais. Isso elevou o OOH a um novo
patamar, o que hoje chamamos de
DOOH, que é a evolução da mídia exterior
tradicional para um ambiente
digital, mais dinâmico, inteligente e
conectado.
moDELo
O meio deixa de ser apenas um
ponto de exibição e passa a atuar
como uma plataforma estratégica
de comunicação, mais relevante para
marcas que buscam impacto aliado à
inteligência de dados.
ImUtaBILIDaDE
É uma característica natural do
OOH tradicional, que sempre cumpriu
muito bem o papel de presença,
mas, com o digital, o meio ganha
uma nova camada de inteligência,
flexibilidade e maior rentabilidade do
inventário. O que o digital traz não é
uma substituição, mas uma evolução
desse modelo.
pEsqUIsa
O DOOH tem se destacado por investir
em pesquisa, estudo e desenvolvimento,
antecipando movimentos
que posteriormente se fortalecem
em todo o mercado.
tECnoLoGIa
Traz mais agilidade para o meio e
amplia o espaço criativo das agências.
A possibilidade de publicar conteúdos
em minutos — ou até segundos
— muda a dinâmica do mercado
e abre novas possibilidades para a
criatividade na construção de campanhas.
A chance de criar um conteúdo,
“O DOOH tem
se destacado
por investir
em pesquisa,
estudo e
desenvolvimento”
analisar o impacto gerado, ajustá-lo e
repetir esse processo quantas vezes
forem necessárias para torná-lo mais
eficiente e comunicativo traz uma dinâmica
única ao meio. Esse ciclo contínuo
de otimização é um diferencial
importante do OOH
digital. Hoje, o OOH
ocupa uma posição
relevante no mercado
publicitário,
figurando entre as
três maiores mídias,
justamente
por sua capacidade
de dialogar com o
público em movimento
nas ruas.
GEoLoCaLIZação
Permite uma leitura qualificada
de variáveis como fluxo, dwell time e
perfil de audiência por microrregião,
o que possibilita uma construção de
mídia baseada em lógica espacial e
comportamental, e não apenas em cobertura.
Isso abre espaço para modelos
de segmentação mais refinados,
em que a entrega da mensagem pode
ser ajustada de acordo com dinâmicas
específicas de cada local, combinando
dados de mobilidade, padrões de
consumo e contexto urbano. Além
disso, a geolocalização é um dos fundamentos
para a evolução do DOOH
dentro de uma lógica programática,
que permite a ativação de campanhas
com maior precisão territorial e integração
com outras camadas digitais,
como mobile e dados de audiência.
proGramátICa
Permite que o inventário digital
seja conectado a plataformas de
compra automatizada e operado sob
uma lógica orientada por dados. Com
isso, o meio passa a suportar modelos
de ativação baseados em regras,
segmentações e triggers dinâmicos,
que trazem mais granularidade na
entrega e maior controle sobre a execução
das campanhas. A digitalização
dos ativos permite uma gestão mais
eficiente do inventário, com possibilidade
de otimização contínua, ajustes
em tempo real e melhor balanceamento
entre demanda e ocupação
dos espaços.
DIspLay
É determinante na qualidade da
entrega, na confiabilidade operacional
e na consistência necessária para
que o DOOH funcione dentro de uma
lógica programática. É nesse ponto
que a Leyard atua, fornecendo a base
tecnológica que sustenta esse nível
de operação em larga escala.
IntEGração
Esse setor aproxima o DOOH de
uma lógica mais próxima do universo
de mídia digital, que viabiliza integrações
com plataformas programáticas,
sincronização com outras frentes e
uma operação mais escalável, precisa
e mensurável.
ECossIstEma
Adotamos uma arquitetura eletrônica
agnóstica e totalmente
aberta às principais ferramentas de
compra programática do mercado, o
que aumenta a integração com esse
ecossistema. Para que esse modelo
funcione com alta confiabilidade, é
essencial que os painéis estejam disponíveis
em operação contínua. Esse
conjunto oferece aos players do mercado
maior segurança e previsibilidade
na operação.
EXpErtIsE
Está diretamente ligada ao seu papel
no avanço tecnológico da indústria
de led. Desde a sua fundação, em 1995,
na China, a companhia tem se destacado
por investir de forma consistente
em pesquisa, estudo e desenvolvimento,
antecipando movimentos que
posteriormente
se fortalecem em
todo o mercado.
InoVação
Muitos dos marcos
e das inovações
que impulsionaram
a evolução da tecnologia
de painéis
de led ao longo dos
anos estão diretamente
ligados a
iniciativas de pesquisa
e desenvolvimento
conduzidas
pela Leyard, que refletem a participação
ativa da companhia na construção
e na maturidade desse setor em escala
global. Esse posicionamento nos permite
atuar na fronteira da inovação e
ampliar continuamente as possibilidades
de aplicação dos painéis de led, seja
em qualidade de imagem, eficiência,
formatos ou integração com diferentes
contextos arquitetônicos e urbanos.
“O OOH atinge
89% da
população,
segundo a Kantar.
O investimento
no setor cresceu
40,7%”
traDUção
Temos a capacidade de transformar
pesquisa em aplicação real,
viabilizar projetos de alta complexidade
e contribuir para elevar o nível
técnico e criativo do mercado como
um todo. No exemplo de Shenzhen,
em que dezenas de edifícios compõem
um espetáculo com painéis
de led, a Leyard aplica diferentes
tecnologias totalmente adaptadas
a fachadas, edifícios e estruturas
urbanas de grandes cidades.
apLICação
Reforça a capacidade da companhia
de analisar cada contexto e desenvolver
soluções específicas para
cada aplicação, e não o contrário.
Entre essas soluções, destaca-se
o led transparente, que funciona
como uma espécie de “cortina” aplicada
às fachadas, preservando a
integridade visual das edificações e
permitindo a entrada de luz natural
e a visibilidade do interior do edifício.
Quando ativados, esses painéis
possibilitam a criação de imagens e
vídeos de alto impacto, integrados à
arquitetura urbana.
ConsUmIDor
Ele mudou. A forma como ele anda
pela cidade, como desvia o olhar dos
cartazes, como reage (ou não) a
uma peça publicitária fixa, tudo isso
se transformou nos últimos anos. O
que não acompanhou
esse ritmo
é o bolso de quem
anuncia. Muitas
empresas ainda
destinam verba
para outdoors estáticos
sem calcular
o que perdem
em flexibilidade,
em atualização e,
sobretudo, em relevância.
pEnEtração
O OOH atinge
89% da população, segundo a Kantar
Ibope Media. O investimento no setor
cresceu 40,7% em 2024, com movimentação
próxima de R$ 3 bilhões.
Dados da BE180 indicam que 29%
dos displays de OOH atuais são digitais.
Dados do fim de 2025 indicam
um ponto de equilíbrio no setor: 50%
das estruturas digitalizadas e 50%
ainda estáticas.
jornal propmark - 4 de maio de 2026 41
Out of Home
A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL
Onzevinteum usa o canal OOH para
celebrar seus 21 anos de atividade
Campanha, com base no conceito da simplicidade criativa,
está em exibição no mobiliário do Aeroporto de Congonhas
Paulo Macedo
Mais do que um posicionamento
estratégico, a simplicidade
criativa faz parte da cultura
publicitária, cujos orçamentos mais
apertados não permitem o desenvolvimento
de ações com base em
produções com verbas milionárias.
A agência Onzevinteum, criada há 21
anos no Rio de Janeiro pelo publicitário
Gustavo Bastos, que vinha de
longa carreira em marcas como DPZ
e J. Walter Thompson, mergulhou na
ideia de produzir comunicação de
marketing com base nas ideias simples,
direto ao ponto.
E faz uso da simplicidade criativa
até mesmo para comunicar esse
feature da agência com o plano de
estimular visibilidade e atrair novos
clientes para o seu portfólio, que inclui
marcas como Buona Pesca, Cerveja
Rio Carioca, Ovos Mantiqueira,
Coockielab, Disque Denúncia e Med-
Levenshon, por exemplo. A campanha
‘Conhece a simplicidade criativa? Pois
devia’, está em exibição em vários
formatos no Aeroporto de Congonhas,
em São Paulo, entre os quais um painel
no desembarque e painéis de led
nas pilastras.
“Além desses, mais cinco formatos
estão espalhados pelo aeroporto, todos
da NEOOH. A ideia é chamar o público
para conhecer o site simplicidadecriativa.com
e colocar a marca e o
nosso trabalho criativo em evidência.
Estamos vivendo nova revolução criativa,
e a simplicidade criativa é parte
dela, lembrando que ela faz parte de
uma lista das principais filosofias de
agências do mundo, publicada em matéria
na revista Vice, de Amsterdam.
Estamos entre as agências premiadas
O mobiliário do Aeroporto de Congonhas está com campanha...
no último Colunistas São Paulo, junto
com Africa, AlmapBBDO, BETC Havas e
DM9”, destaca Bastos.
A escolha da mídia out of home foi
estratégica para promover a agência
e celebrar os seus 21 anos. Bastos
acredita que esse canal não combina
com mensagens que exigem mais
tempo para reflexão. Por quê? Ele explica
o motivo.
“OOH é rua, é movimento, é a vida
acontecendo e a propaganda se misturando
nela, ali na frente de todo
mundo, junto com todo mundo. É a mídia
com a maior capacidade de gerar
comentários, abrir conversas e virar
cultura popular. Afinal, nada mais popular
do que a rua, o ponto de ônibus,
“OOH dá vida à
comunicação,
que pega as
pessoas enquanto
estão vivendo
intensamente”
Fotos: Divulgação
... criada por Gustavo Bastos para os 21 anos da Onzevinteum
a esquina, o aeroporto, o trem, a rodoviária!
OOH é mídia quente, divertida,
rápida e digital, como os dias de hoje
pedem. Quando a campanha aparece
ali, cheia de cores e de vida, com uma
ideia retumbante, ela se torna entretenimento,
diverte e cria curiosidade.”
“Estamos vivendo a era da fragmentação
das mídias, e, sem uma boa
ideia, não acontece nada. Por isso a
criatividade é fundamental na mídia
OOH, muitas vezes fazendo um trabalho
junto com o digital, porque é o OOH
que dá vida à comunicação, que pega
as pessoas enquanto estão vivendo
intensamente, colocando as marcas
dentro desses momentos”, finaliza
Bastos.
patrocínio
42 4 de maio de 2026 - jornal propmark
LePub propõe convivência entre marcas
com a iniciativa ‘Socializing Billboards’
iFood e Misci foram convidadas pela Heineken para dividirem painel
de mídia exterior com a ideia de valorização do espaço urbano
Fotos: Divulgação
Felipe Cirino é diretor-executivo de criação da LePub
Uma marca pode potencializar a outra nessa ação que une Heineken, Misci e iFood em espaços de mídia OOH
Se a Heineken trouxe para sua publicidade
a proposta de ser a rede
social mais antiga do mundo,
desde 1873, devido à sinergia de uma
cervejinha gelada na happy hour com
a integração de amigos, por que não
estender a ideia para colocar na mesma
ação marcas diferentes e atendidas
por agências diferentes?
Não é utopia, não! A campanha
‘Socializing Billboards’ trouxe para
a mídia OOH a cervejaria holandesa,
que se socializa às marcas iFood e
Misci. A campanha tem a assinatura
da agência LePub, que propõe o out
of home como um espaço de convivência
entre marcas.
“A partir de uma mesma foto, o
layout é dividido em dois anúncios:
de um lado, a Heineken; do outro, a
marca convidada. Assim, o encontro
acontece no espaço urbano, diante
de quem passa”, diz o comunicado
encaminhado pela LePub, que também
traz depoimento da executiva
Williane Vieira, gerente de marketing
da Heineken.
“A campanha traduz esse posicionamento
de forma criativa e res-
ponsável, mostrando que é possível
inovar na mídia OOH. Transformamos
a rua em um ponto de encontro e
reforçamos o nosso posicionamento
como uma marca que está presente
onde a socialização acontece”, afirma
Williane.
Os painéis duplos espalhados em
São Paulo, além de uma empena no
Rio de Janeiro, trazem a ideia de que
uma marca pode potencializar a outra.
“Com ‘Socializing Billboards’, Heineken
e LePub reforçam que criatividade é
criar impacto cultural, conectando
marcas, pessoas e cidades de forma
relevante”, esclarece o comunicado.
Felipe Cirino, diretor-executivo de
criação da LePub São Paulo, explica
o desenvolvimento do projeto, sua
aplicação e a motivação para usar o
meio OOH:
“O outdoor continua sendo um
dos meios mais efetivos que temos.
Com mensagem curta e clara, no
contexto real e diário das pessoas.
É sempre um desafio, mas dos bons,
porque nos força sempre a pensar
em algo novo e diferente para não
virar paisagem. A dinâmica do OOH
“A mídia OOH
consegue receber
a percepção
direta das ruas”
digital acelerou os processos e trouxe
inovações. Já participei de campanhas
em que uma reação instantânea
de um consumidor virava OOH
na hora. E foi o digital que trouxe
isso: a possibilidade de extrapolar
ideias e fazer coisas que antes eram
impossíveis. Ao ocupar o espaço público,
a mídia OOH consegue receber
a percepção direta das ruas e chamar
a atenção de forma imediata.
Ou não. É aí que entra a criatividade”,
explica o criativo da LePub.
“A ideia nasce de uma provocação
simples: em vez de disputar a atenção,
por que não colocar a Heineken
ao lado de marcas parceiras? É uma
solução que vira um convite à socialização,
inclusive entre marcas. Com
‘Socializing Billboards’, Heineken e
LePub reforçam que criatividade é
criar impacto cultural, conectando
marcas, pessoas e cidades de forma
relevante”, afirma Cirino.
Pelo iFood, marcou presença a diretora
de marketing Renata Lamarco; e
pela Misci, houve a participação do diretor
criativo Airon Martin e da equipe
de marketing e estilo da marca. PM
jornal propmark - 4 de maio de 2026 43
esg no mkt
Alê Oliveira
Estamos no
negócio de empatia
“Campanhas que tocam genuinamente as pessoas
não nascem de planilhas nem de briefings frios”
Alexis Thuller Pagliarini
Há muitos profissionais – eu inclusive – que
fazem carreira em comunicação e marketing
sem a formação específica nessas áreas. No
mundo volátil em que vivemos, nem sempre a escolha
inicial de formação se solidifica como definitiva.
Eu cursei engenharia, mas “descobri” o mundo de
comunicação e marketing e me encantei.
Aí virei rato de cursos de especialização e acabei
trilhando uma carreira da qual me orgulho numa
área que não foi minha primeira escolha. Não subestimo
a formação específica, mas acredito que a
construção de uma carreira sólida nessas áreas depende
muito de soft skills que não se aprendem em
bancos escolares convencionais. Acredito fortemente
que sensibilidade, intuição, curiosidade e, principalmente,
empatia, sejam competências cruciais
para o negócio da comunicação. Colocaria empatia
em primeiro lugar.
Conseguir abstrair-se do seu mundo particular
e vivenciar o universo de outros é ponto-chave
para se estabelecer uma comunicação assertiva e
persuasiva e, em última instância, é disso que depende
o marketing para sua eficácia. Mas o que é,
afinal, empatia? Mais do que uma habilidade interpessoal,
empatia é a capacidade de sair da própria
pele e habitar, por um tempo, a realidade do outro.
É enxergar o mundo pelos olhos de quem você quer
alcançar, compreender suas dores antes de oferecer
qualquer solução. No marketing, isso não é
poesia – é estratégia.
Campanhas que tocam genuinamente as pessoas
não nascem de planilhas nem de briefings
frios. Nascem de uma escuta atenta, de uma observação
cuidadosa, de um desejo real de entender
quem está do outro lado. Conexões genuínas
só se constroem quando há empatia na raiz do
processo criativo e estratégico. As marcas que
entenderam isso deixaram de vender produtos e
passaram a vender significados. Deixaram de interromper
para começar a dialogar.
Essa transição não é técnica – é humana. Extrapola
a onipresente IA. A empatia no marketing se
manifesta em detalhes que parecem pequenos, mas
são decisivos. No texto de um anúncio. No tom de
uma resposta nas redes sociais. Na forma como um
produto é embalado. Nas campanhas respeitosas
com todos. No atendimento aos clientes. Mas vale
um alerta: empatia não se finge. O consumidor atual
– conectado, exigente – tem um radar calibrado para
detectar quando uma marca está sendo autêntica
ou apenas performática.
Quantas campanhas já vimos que tentaram
“surfar” em causas sociais sem nenhuma coerência
com os valores reais da empresa? O resultado
é o contrário do pretendido. Por isso, mais do que
uma técnica a ser aprendida, a empatia precisa
ser cultivada como postura. Como forma de estar
no mundo e na profissão. Implica na adoção de
princípios ESG.
E implica humildade, porque empatia exige reconhecer
que nossa perspectiva é apenas uma entre
muitas. Essa reflexão, claro, ultrapassa o universo
do marketing. Se cada pessoa – na vida pessoal, nas
relações de trabalho, na política, nas comunidades
– exercitasse a empatia com mais frequência, os resultados
seriam transformadores. Conflitos seriam
resolvidos antes de escalar.
Decisões seriam tomadas com mais responsabilidade
sobre seus impactos nos outros. Desigualdades
seriam sentidas com mais urgência por quem
tem o poder de reduzi-las. A empatia é, em última
análise, o antídoto para o individualismo que adoece
nossas sociedades. Quando digo que estamos no
negócio de empatia, não estou sendo poético. Estou
sendo preciso. Comunicação sem empatia é ruído.
Marketing sem empatia é interrupção. Mas comunicação
com empatia é conversa. E marketing com
empatia é relevância.
No fim, é isso que todos queremos construir –
para nossas marcas, para nossas carreiras e, por que
não, para o mundo que habitamos juntos.
Alexis Thuller Pagliarini
é sócio-fundador da ESG4
alexis@criativista.com.br
44 4 de maio de 2026 - jornal propmark
inspiração
Conexões que viram negócios
Fotos: Arquivo Pessoal
Em um mercado movido por tecnologia, inovação e velocidade,
são as conexões humanas que sustentam negócios duradouros
Renato Rocha
Especial para o propmark
Em 2026, a Monster Films passa a ter presença física nos Estados Unidos. Um
acontecimento que está longe de ser um ponto de chegada isolado ou um
movimento puramente estratégico. Essa expansão é consequência direta
de algo muito mais valioso do que qualquer plano de expansão: os relacionamentos
que construí ao longo do caminho. Foram as conexões genuínas, a confiança
cultivada ao longo do tempo e com entrega real, que incentivaram esse crescimento
e tornaram o próximo passo inevitável.
Sempre acreditei que negócios sólidos não se sustentam apenas em talento ou
técnica. Eles se sustentam em pessoas. Relações verdadeiras criam pontes, abrem
conversas, atravessam oceanos. A ida para os EUA nasce exatamente daí. De trabalhos
consistentes com clientes norte-americanos, de trocas honestas, de reputação
construída projeto a projeto. Antes de existir um endereço, existiu vínculo.
Mas essa história começa bem antes. A semente da Monster Films foi plantada
ainda na faculdade, em uma conversa em sala de aula com o publicitário e professor
Paulo Manetta. Ali, percebi que ideias boas precisavam de palco, e que havia
um espaço pouco explorado para tratar concorrências e festivais com a seriedade
estratégica que eles exigem. Desde cedo, eu sabia que meu lugar era no audiovisual.
E me joguei nisso com curiosidade genuína e uma dedicação quase obsessiva,
estudando ferramentas e linguagens nos fins de semana, feriados e férias.
Quando entrei no mercado, trabalhei em agências, produtoras e até em um
estúdio de pós-produção em Barcelona. Cada experiência refinou minha visão de
negócio e minha habilidade técnica. Mas foi na antiga JWT, durante uma concorrência
global, que tive o insight definitivo: e se existisse uma produtora especializada
não apenas em produzir, mas em atuar como parceira estratégica para festivais e
concorrências publicitárias? Esses trabalhos, tão vitais para o negócio das agências,
eram muitas vezes tratados como secundários. Ali estava a oportunidade.
A Monster Films nasceu em 2011. Na semana em que decidi empreender, recebi
três propostas de trabalho de ex-colegas, pessoas que confiaram em mim porque
sempre fui transparente sobre meus planos e meus valores. Essa honestidade fortaleceu
laços e pavimentou o início da jornada.
Hoje, com quase 15 anos de história, somos catalisadores do sucesso de nossos
clientes: desenvolvemos vídeo cases sob critérios rigorosos de festivais globais,
ajudando-os a aumentar suas chances de vitória.
Já contribuímos para mais de 400 prêmios, incluindo mais de 50 Effies e 23 Leões
em Cannes, com direito a um Grand Prix em Entretenimento para a Meta nos EUA.
Recentemente, tive a honra de integrar a International Academy of Digital Arts and
Sciences, a instituição por trás do Webby Awards, o “Oscar da internet”, do qual sou
convidado a ser jurado em sua 30ª edição. Um reconhecimento pessoal que simboliza
o alcance global do nosso trabalho.
Ainda assim, o que mais me orgulha não são os troféus. É saber que a moeda
mais valiosa da Monster Films sempre foi o relacionamento. Em um mercado movido
por tecnologia, inovação e velocidade, são as conexões humanas que sustentam negócios
duradouros. Um projeto por vez. Um degrau a cada passo. E assim atravessamos
fronteiras.
Renato Rocha, fundador da Monster Films e membro da IADAS
46 4 de maio de 2026 - jornal propmark
click do alê
Alê Oliveira
aleoliveira@propmark.com.br
Fotos: Alê Oliveira
O presidente eleito Leandro Formigone entre o ex-presidente Márcio Renê
e o vice-presidente Toninho Gimenez
Sepex-SP e Icone elegem nova diretoria para o biênio 2026-2028
As eleições ocorridas no dia 29 de abril estabeleceram as novas diretorias do Sepex-SP (Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo) e
do Icone OOH (Instituto de Coordenação e Estudos da Publicidade Exterior), ambos liderados por Leandro Formigone, CEO da Amplilume OOH. A cerimônia de posse foi
acompanhada de um almoço de celebração no restaurante Pé de Manga, em São Paulo, com a presença de presidentes e líderes da ABOOH (Associação Brasileira de
Out Of Home) e da Central de Outdoor, ex-presidentes, conselheiros e convidados.
Leandro Formigone entre os presidentes Felipe Viante, da ABOOH, e Halisson
Pontarola, da Central de Outdoor
Leandro com o irmão Nelson Formigone Filho e o pai Nelson Formigone
Wilson Nogueira (Sepex-SP), Fabi Soriano (Central de Outdoor), Leando Formigone
(Sepex-SP) e Andreia Weiss (ABOOH)
O ex-presidente Márcio Renê recebe placa de homenagem de Wilson Nogueira,
Graciete Barreto, Leandro Formigone e Toninho Gimenez (Sepex-SP)
48 4 de maio de 2026 - jornal propmark
Fotos: Alê Oliveira
Halisson Pontarola (Central de Outdoor), Leandro Formigone (Sepex-SP), Valério Junkes
e Felipe Davis (Central de Outdoor)
Leandro e Nelson Formigone, com Giselle Silva (Amplilume)
Sergio Rizo (RS Projetos), Leandro Formigone (Sepex-SP), Rafael Picone (Frontdoor)
e Cassio Albuquerque (L’Mídia)
Raul Nogueira (Grandes Nomes), Graciete Barreto e Wilson Nogueira (Sepex-SP)
Luiz Fernando Rodovalho (Sepex-SP), Renato Figueiredo (Maxi Vision), João Silva (J.Silva
Painéis) e Rodolfo De Miccolis (CME OOH)
Maria Olivia Trindade (Euromidia), Wilson Nogueira (Sepex-SP) e Andreia Weiss (ABOOH)
Sergio Rizo (RS Projetos), Jerusa Silva (J.Silva Painéis) e Jota Cruz (Alldoor-Avaré)
Felipe Davis (Central de Outdoor), Guilherme Meyer (Vex), Fabi Soriano
(Central de Outdoor) e Felipe Viante (ABOOH)
jornal propmark - 4 de maio de 2026 49
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Divulgação
T&S em NY
Flavio Waiteman
Semana passada tive a honra de fazer parte do
júri do The Indies do One Show. O One Show é um
clube de criação global. Uma instituição sem
fins lucrativos, mais preocupada com a qualidade do
que é premiado e menos com a quantidade.
Tanto assim que criou um espaço especial para as
agências independentes. Quem me colocou lá foi, em
grande parte, o trabalho que fazemos todos os dias
aqui na agência Tech&Soul há exatos nove anos. O
que significa muito para quem fundou uma agência
do zero. Afinal, fazer parte de uma cultura vencedora
em uma agência com tradição criativa é difícil. Fazer
isso começando do zero é praticamente impossível,
mas acaba acontecendo aqui e ali.
Na categoria The Indies, a maior parte do júri era
composta de fundadores de agências independentes
e o entusiasmo da turma era perceptível com o
panorama futuro em que o gigantismo toma conta.
Ser independente hoje é estar no zag. É fazer parte
do bonde de David e surpreender os Golias de vez
em quando. Entre nossos trabalhos inscritos, seis
chegaram ao round 2 do One Show. Uma conquista. A
maior parte deles foi premiada em outros festivais,
como Clube de Criação, Fiap, Cannes e Lusófonos.
Destaque para o projeto Art Hits, ação da B3 (Bolsa
de Valores do Brasil) com Pinacoteca, Kondzilla e
Spotify para aproximar a arte erudita da popular.
Detox Bet, para a Genial Investimentos e B3, que
criou um jogo para combater o vício de jogar e de sobra
oferecer educação financeira. Além de uma campanha
para a revista Unquiet e Onçafari que enviava
para superformadores de opinião uma revista queimada,
para que elas sentissem também o cheiro de
queimado que as onças sentiam, incentivando a doação.
Entre as conversas que tivemos fora da sala de
julgamento, um dos jurados me perguntou sobre o
porquê de tantos trabalhos da agência para o setor
financeiro. E daí precisei explicar para ele como esse
segmento também se destaca no Brasil. Herança da
época da dificuldade do sistema com a inflação gigantesca
que tínhamos. Fizemos a transição do país
do overnight para o país do Pix em pouco tempo e
com algumas crises pelo caminho. E essas dificuldades
permitiram que a indústria financeira brasileira
também fosse criativa e inovadora.
Isso me fez refletir sobre a quantidade de talentos
que temos no Brasil. Do futebol, passando pela
publicidade e sistema financeiro. O primeiro cliente
da agência foi o banco BTG, para o qual criamos o ‘Dê
um BTG nos seus investimentos’. Criamos o slogan
e, de quebra, um anunciante que passou a acreditar
em publicidade e não parou mais de crescer. Logo
depois, passamos a atender C6 Bank e já vão sete
anos de colaboração.
Daí veio a própria B3, uma empresa com mais de
130 anos, com trabalhos superpremiados e onde já
tivemos a honra de ganhar o prêmio do ano do Tinder,
para a melhor campanha veiculada por lá. Youse
Seguros também segue com a gente como a seguradora
líder no segmento digital. Não sei, mas se fizerem
as contas o segmento financeiro deve ser um
importante player no investimento em marketing. É
o país do futebol e da maquininha.
A vida precisa do oxigênio (O2) e outros elementos
fundamentais, como carbono (C6), para existir.
Fica a dica. E a vida, para ser vivida também precisa
do setor bancário para ser desfrutada. Do cafezinho
ao ônibus que a gente pega precisa de cartão. Real
ou virtual. O Brasil dá um olé em criatividade na publicidade.
Em relação ao setor financeiro também
tem sido superdisruptivo. Desde inovações fundamentais
e que beneficiam 100% da população, com
a democratização da segurança e acessibilidade,
até mesmo a forma de investimentos onde o ESG
deixou de ser uma promessa odara e passou a valer
realmente como negócio. A experiência em julgar
o festival foi ótima e trago esse aprendizado para
nosso time e os times de nossos clientes. Difícil
mesmo foi explicar para o gringo que no Pix não tem
nenhuma taxa e quem ganha é o país mesmo. E terminei
com a pergunta básica: Você prefere débito,
crédito ou vai de Pix?
Flavio Waiteman
é sócio e CCO da Tech&Soul
flavio.waiteman@techandsoul.com.br
“O Brasil dá um olé
em criatividade na
publicidade. Em
relação ao setor
financeiro
também tem sido
superdisruptivo”
50 4 de maio de 2026 - jornal propmark