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REVISTA PÓS-VENDA 128

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N.º128

Maio 2026 - 2€

PERIODICIDADE MENSAL

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PEDRO

ROSADO

Apostar todas as fichas

no desenvolvimento de

uma rede de manutenção

e reparação de veículos

eletrificados, foi a

estratégia da EVA

Network

TUDO PARA MECATRÓNICA AUTOMÓVEL

WWW.SCCENTRALINAS.COM

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C

M

Y

CM

MY

CY

A qualidade está no nosso adn

CMY

K

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ATUALIDADE

Lucia Bonilla dá uma

entrevista sobre a

inteligência artificial

associada ao negócio

oficinal e o seu potencial

de transformação do

setor

SALÃO

Trazemos-lhe toda a

antevisão de mais uma

edição da Expomecânica,

que será a 10ª, num ano

em que a organização

espera o recorde de

visitantes

DOSSIER

Fomos fazer um

levantamento do negócio

de peças para veículos

elétricos e conhecer a

oferta disponível que é

cada vez maior e mais

consistente

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BAG-IN-BOX

– A SOLUÇÃO DE EMBALAGEM

SUSTENTÁVEL E INTELIGENTE

Chegou a nova embalagem bag-in-box de 20 l para a oficina: compacta,

prática e limpa. Uma solução inteligente, perfeitamente compatível com

o nosso armário de óleo, que otimiza o espaço de trabalho e reduz custos.


BAG-IN-BOX, O QUE É EXATAMENTE?

Trata-se de um sistema de embalagem especial para

lubrificantes. O exterior da embalagem bag-in-box consiste

numa caixa de cartão resistente e revestida. No interior,

encontra-se uma bolsa plástica totalmente reciclável,

com bocal integrado.

Menor volume de

transporte

BENEFÍCIO 1

A produção de CO₂ é menor logo desde a entrega das embalagens vazias na

produção. O volume das caixas de cartão planas e dos sacos de plástico é

significativamente inferior ao das embalagens de plástico tradicionais.

+ 50 %

36 em vez de

24 x 20 litros

-90%

Uso de

plástico

BENEFÍCIO 3

Os resíduos resultantes não só

ocupam muito menos espaço,

como são também mais fáceis

de reciclar e com menos

custos.

BENEFÍCIO 2

Após a produção dos produtos, estes podem ser

empilhados de forma mais eficiente e em maior

altura, uma vez que o volume é melhor aproveitado. As

dimensões das caixas de cartão estão otimizadas para

paletes, o que permite poupar espaço no armazém, no

camião e no contentor.

ARMÁRIO DE ÓLEO LIQUI MOLY

8x 20 l e 2x 60 l ou 12x 20 l

BENEFÍCIO 4

A eliminação e a reciclagem são

tão simples como no caso de

todos os recipientes de plástico.

Compartimentos integrados

para documentos

Desenvolvimento

interno da LIQUI MOLY

BENEFÍCIO 5

As nossas caixas bag-in-box

encaixam perfeitamente no

nosso armário de óleo.

Portas com fechadura

Garante limpeza e organização

Tabuleiro de recolha

de óleo exigido por lei

Especialmente para

óleos especiais

de alta qualidade



PROPRIETÁRIA E EDITORA

ORMP Pós-Venda Media, Lda

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

Nº Contribuinte: 513 634 398

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%

CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

Telemóvel: +351 939 995 128

E.mail: geral@posvenda.pt

www.posvenda.pt

f /revistaposvenda

i /company/revista-pós-venda

DIRETOR

Paulo Homem

paulo.homem@posvenda.pt

REDAÇÃO

Nádia Conceição

nadia.conceicao@posvenda.pt

DIRETORA COMERCIAL

Anabela Machado

anabela.machado@posvenda.pt

GESTOR COMERCIAL

João Abreu

joao.abreu@posvenda.pt

ADMINISTRATIVA

Anabela Rodrigues

anabela.rodrigues@posvenda.pt

FOTOGRAFIA

Micaela Neto

PAGINAÇÃO

Marta Moita

paginacao@posvenda.pt

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

10.000 Exemplares

ISSN

2183-6647

Nº REGISTO ERC

126724

DEPÓSITO LEGAL

399246/15

PERIODICIDADE

Mensal

IMPRESSÃO

DPS – Digital Printing Solutions MLP,

Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511

Agualva Cacém – Tel: 214337000

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

N.º128

Maio 2026

www.posvenda.pt

f revistaposvenda i company/revista-pos-venda

Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt

Sumário

Editorial ...........................................................................................P.03

Tome Nota .....................................................................................P.04

Notícias ..............................................................................................P.08

Viver Elétrico

Manutenção nos elétricos: simplicidade com desafios ...P.24

Atualidade

Perspetivas para o futuro do aftermarket .............................P.26

Motormind.io: Inteligência Artificial nas oficinas ...............P.40

MechSummit ..........................................................................................P.48

Quasar ........................................................................................................P.50

Convenção Anual Diagtec ...............................................................P.54

Novas instalações Davidcoatings ...............................................P.58

Salão

Antevisão Expomecânica .................................................................P.60

Mercado

Napa Auto Parts .................................................................................P.80

Eletrificação na Bosch Car Service ..........................................P.84

Car Garantie – Custos da reparação ........................................P.90

SVP Auto / Autocirc .........................................................................P.94

M7 – Powertools ................................................................................P.98

OLX Peças ..............................................................................................P.100

BASF ..........................................................................................................P.104

Safetykleen / Kleen35 .....................................................................P.108

Oficina do mês

Block28 ......................................................................................................P.114

Personalidade do mês

Pedro Rosado – EVA Network .......................................................P.118

Dossier

Peças para veículos elétricos ........................................................P.124

Técnica

AS-PL .........................................................................................................P.146

Formação

Tech Tips - Diagnóstico de sistemas Common rail diesel .P.148

Gestão ActionCoach ...........................................................................P.150

Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica ............................P.152

Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ................................P.154

EDITORIAL

É artificial, mas é a sério

Sobre esta extensa edição que lhe chega

agora às mãos ou que está a ler online,

poderia destacar muitos dos conteúdos

relevantes que lhe trazemos. Trata-se

de uma edição muito diversificada e

que de alguma forma representa o

momento que estamos a atravessar

ao nível do pós-venda, em que

temas como a inteligência artificial

se podem cruzar com peças usadas,

juntamente com rede oficinais para

veículos eletrificados, ou mesmo

soluções ecológicas e sustentáveis de

lavagem de peças.

Os temas são muito diversos e

interessantes e refletem toda esta

transição que se está a assistir no

pós-venda e que felizmente na

PÓS-VENDA nos podemos gabar

de acompanhar e de sermos uma

referência e fonte de inspiração para

diversos eventos (conferências, etc).

Queria, contudo, destacar um artigo

que tem a ver com a inteligência

artificial e as oficinas, através de

uma entrevista a quem já leva

vantagem na aplicação prática desta

tecnologia em ambiente oficinal.

Percebe-se claramente que podemos

entrar (alguns já lá estão) num novo

patamar da reparação e manutenção

automóvel, em que a inteligência

artificial vem dar resposta a temas

como a falta de técnicos e de recursos

humanos (em determinados funções),

à racionalização das operações e a uma

maior rentabilidade das mesmas, por

via, por exemplo, da simplificação

de processos. O melhor mesmo

é não perder, nem este, nem

todos os outros conteúdos

desta edição.

Paulo Homem

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt

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Pav. 5 - Stands 5 B 09 e 5 C 06

29 a 31 de Maio - EXPONOR

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR


4 TOME NOTA

MAIS PARCEIROS, MAIS PONTOS,

MAIS PRÉMIOS

A Niterra acaba de divulgar que a AHEAD

Automotive alargou o seu programa de fidelização

proPoints com a integração de duas

novas empresas de componentes automóveis:

ElringKlinger e Nissens Automotive.

Estas duas novas integrações vão alargar

significativamente o alcance do programa

proPoints. Além de elevarem para oito

o número de fornecedores do programa,

acrescentam quatro novas marcas: Elring,

Nissens, AVA e Highway. A estas juntam-se

a VARTA, HELLA, NGK, NTK, ZF, Lemförder,

Sachs, TRW, MANN-FILTER e Prestone.

Mais informações no site propoints.com.

WOW PARTS ABRE NOVA LOJA

EM LAGOS

No final do mês de março, a WOW Parts

celebrou a inauguração da sua nova loja na

Zona Industrial da Torre, Loja 2, em Lagos.

A abertura do novo espaço foi marcada por

um ambiente dinâmico e de proximidade, refletindo

a identidade jovem e ambiciosa da

WOW Parts. O evento contou com a presença

de diversos fornecedores e marcas

de referência no setor automóvel, entre as

quais se destacam a Liqui Moly e a Usag,

reforçando a credibilidade e a confiança que

a empresa tem vindo a construir no mercado.

DESTAQUES DO 19.º ENCONTRO NACIONAL DA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL

A ANECRA realizou em Vila Nova de Gaia, o seu19º Encontro Nacional da Reparação Automóvel,

sob o tema “Rumo a um futuro mais inteligente”.

Aqui ficam alguns dos principais destaques do evento:

⇨ Tiago Ribeiro, managing director da Solera

Portugal, sublinhou o impacto da inovação e

dos dados na transformação do setor. O responsável

apontou exemplos como a orçamentação

automática com recurso a imagem e inteligência

artificial e a avaliação de danos em

poucos minutos. Defendeu que o futuro do setor

passa pela colaboração entre tecnologia e fator

humano, com foco no cliente e na sustentabilidade.

⇨ Os participantes destacaram o atual contexto

de incerteza, marcado por instabilidade

geopolítica, problemas nas cadeias de abastecimento

e aumento generalizado dos custos. Esta

situação está a dificultar a gestão de stocks e a

pressionar toda a cadeia de valor.

⇨ Os oradores alertaram que o custo de uma

peça não se resume ao preço, incluindo também

fatores como erros, devoluções, atrasos e

impacto na satisfação do cliente.

⇨ A logística foi igualmente apontada como um

desafio, com o atual modelo de múltiplas entregas

diárias a tornar-se cada vez menos sustentável.

A necessidade de otimizar processos

e planear melhor as reparações deverá ganhar

peso nos próximos anos.

⇨ A eletrificação foi também abordada. Apesar

de ainda ter um peso reduzido no parque automóvel,

já está a influenciar o tipo de peças,

a formação técnica e os processos de diagnóstico.

A economia circular foi identificada como

uma tendência crescente, com a reutilização

e remanufatura de componentes a ganhar relevância.

⇨ A falta de mão de obra qualificada foi apontada

como uma das principais preocupações.

Os participantes referiram dificuldades tanto

na contratação como na retenção de técnicos.

⇨ Os custos operacionais nas oficinas continuam

a aumentar, nomeadamente com energia,

equipamentos e software, enquanto o

mercado nem sempre acompanha esta subida.

⇨ O impacto da crescente complexidade tecnológica

dos veículos, que exige mais tempo

de reparação e maior qualificação.

⇨ Necessidade de os proprietários de oficinas

assumirem um papel mais estratégico na

gestão dos seus negócios, deixando de estar

exclusivamente focados na componente operacional.

⇨ O problema geracional voltou a ser referido,

com dificuldades na atração de jovens

para o setor, historicamente desvalorizado.

Os participantes defenderam uma maior

valorização da profissão e um reforço da

ligação entre empresas e sistema de ensino.

Tome

Nota

ATENÇÃO AOS DANOS NOS USADOS

Um estudo realizado pela carVertical em

Portugal e noutros países europeus concluiu

que metade dos carros usados mais procurados

pelos compradores em 2025 apresentavam

registos de danos, evidenciando

a prevalência deste problema no mercado

automóvel.

Em Portugal, os dados indicam que mais de

dois em cada cinco veículos verificados apresentavam

danos, correspondendo a 42,4% do

total analisado. Cada sinistro foi avaliado,

em média, em 3.500 €, refletindo o impacto

financeiro associado a este tipo de ocorrências.

Entre as marcas, a Tesla destacou-se como a

mais frequentemente danificada no país, com

79,2% dos modelos verificados a apresentarem

pelo menos um registo de dano. No extremo

oposto, as marcas com menor incidência de

danos foram a Kia, com 28,4%, a Mazda, com

29,6%, e a Smart, com 30,1%.

No que diz respeito ao valor médio dos danos,

a Porsche registou o montante mais elevado

em Portugal, com uma média de 8.200 € por

ocorrência.

REUTILIZAÇÃO EM CRESCIMENTO NA SUSTAINERA

Em 2025, o negócio de reutilização de peças

usadas da Stellantis, através da sua divisão

SUSTAINera, registou um crescimento de

51%, impulsionado pelo desempenho da plataforma

B-Parts na Europa e na América do

Norte, pelo reforço do inventário para mais

de 15 milhões de peças e pela expansão de

canais digitais, incluindo novas lojas online

e parcerias internacionais.

Na gestão de veículos em fim de vida, a empresa

registou em 2025 taxas de reciclagem

e recuperação de 89,9% e 97,7%, respetivamente,

superando os padrões europeus.

No segmento das baterias de alta tensão,

a reutilização em aplicações fora do setor

automóvel ganhou relevância, com o volume

de energia proveniente de baterias de veículos

elétricos a crescer mais de quatro vezes,

atingindo 123.000 kWh.

A SUSTAINera continua também a avançar

nos restantes pilares da estratégia 4R, com

crescimento nas áreas de reconstrução e

reparação, expansão de serviços para baterias

de alta tensão e lançamento de novos

produtos reciclados, como baterias de 12 V.

Estes desenvolvimentos consolidam a estratégia

da Stellantis para reforçar a eficiência

de recursos e reduzir a dependência de matérias-primas

virgens ao longo do ciclo de vida

dos veículos.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 5

by

30

DIA

MAIO

O DESAFIO DO MELHOR DESMANTELADOR

PELA 1ª VEZ, UM CARRO VAI

SER DESMANTELADO AO VIVO

NA EXPOMECÂNICA.

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Parceiros oficiais do evento


PUBLIREPORTAGEM

6

Nova marca, nova ambição

Moeve na liderança do futuro dos lubrificantes

A marca quer liderar a transição para uma mobilidade mais

eficiente e sustentável e tem uma nova imagem para o provar.

O mercado de lubrificantes está em transformação acelerada: Eletrificação, normas ambientais mais

exigentes e motores cada vez mais sofisticados. É neste contexto que a Moeve dá um passo decisivo:

apresenta uma imagem renovada para a sua gama de lubrificantes, refletindo um posicionamento

mais moderno, tecnológico e alinhado com os desafios da descarbonização.

A nova identidade visual foi revelada na recente Convenção de Distribuidores, em Ílhavo, e marca a

consolidação da transição de Cepsa para Moeve. Mas a mudança é mais do que estética.

“A nova imagem é reflexo de uma marca focada em oferecer aos seus clientes soluções alinhadas com

os seus objetivos de descarbonização”, afirma João Madeira, Business Manager dos Lubrificantes

Moeve. “Reafirmamos o nosso compromisso com a inovação, a qualidade e a sustentabilidade.”

Produção 100% sustentável

Um dos pilares da Moeve é a sustentabilidade.

A marca está alinhada com os

desafios da transição energética e da

evolução da mobilidade, incorporando

princípios de sustentabilidade desde a

sua génese, nomeadamente através da

utilização de energia 100% sustentável

nos seus processos. Este é um sinal claro

de que a eficiência não se mede apenas

no desempenho do motor, mas também

na pegada que deixa no planeta.

Gamas premium para ligeiros e pesados

A oferta centra-se em duas linhas de topo: MOEVE XTAR (veículos

ligeiros) e MOEVE TRACTION (pesados), ambas com aprovações

dos principais fabricantes. As formulações garantem melhor proteção

térmica, menor atrito e maior economia de combustível, respondendo

às exigências dos motores ICE de última geração, híbridos e soluções

de baixas emissões.

"Os lubrificantes Moeve são desenvolvidos para quem procura

desempenho real e responsabilidade ambiental", sublinha João Madeira.

A Moeve estará presente no salão Expomecânica 2026, onde

apresentará as novidades e reforçará a proximidade com distribuidores

e profissionais do aftermarket.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 7

Texaco reforça proximidade ao mercado

com aposta na Expomecânica 2026

A Moeve, representante oficial da marca na Península Ibérica, aposta numa estratégia

de crescimento assente na inovação, no apoio à rede de distribuidores, no setor do

aftermarket e na criação de valor para clientes e parceiros.

A Moeve está a consolidar o posicionamento da Texaco no mercado ibérico dos lubrificantes com uma

abordagem cada vez mais próxima da rede de distribuidores e dos profissionais do setor. Enquanto

representante oficial da marca na Península Ibérica, a empresa tem vindo a reforçar uma estratégia que

cruza proximidade, consistência comercial e capacidade técnica, num contexto em que o aftermarket

automóvel se torna progressivamente mais exigente e especializado.

HAVOLINE e DELO:

Tecnologia e Confiança

A oferta da Texaco em Portugal e Espanha

cobre soluções para veículos

ligeiros, pesados e aplicações industriais,

com destaque para as gamas premium

HAVOLINE e DELO. Estas linhas incorporam

tecnologias como PRO-DS

e ISOSYN ® , desenvolvidas para garantir

proteção superior, maior limpeza do motor,

estabilidade do lubrificante e fiabilidade

em condições severas de utilização.

Mais do que responder às necessidades

atuais, a marca procura afirmar-se como

uma referência de confiança num setor

onde a diferenciação é cada vez mais determinante.

Proximidade e soluções ajustadas ao cliente

A relação com distribuidores, oficinas e outros

profissionais é uma prioridade para a Texaco. A marca

está presente no terreno, empenhada em compreender

os desafios do mercado e em responder

com soluções ajustadas às exigências reais da operação

diária. Essa proximidade tem sido um dos pilares

da sua estratégia, com a Moeve a assumir um

papel ativo no reforço do ecossistema comercial em

torno da marca.

A presença na Expomecânica 2026 será, por isso,

um momento-chave. O maior palco do aftermarket

em Portugal é uma oportunidade de reforçar a visibilidade

da marca, apresentar novidades e aprofundar

o contacto com clientes, distribuidores e restantes

profissionais do setor.


8

NOTíCIAS

LIQUI MOLY APRESENTA BAG-IN-BOX

Embalagem Inteligente

e sustentável

A LIQUI MOLY acaba de apresentar, já estando disponível em Portugal nas principais referências, a Bag-in-Box,

uma nova embalagem que poupa 90% de plástico em comparação com a embalagem clássica de 20 litros.

Os lubrificantes da LIQUI MOLY

ajudam a poupar combustível,

contribuindo assim para a redução

de CO2. O que os envolve

fica agora também mais ecológico. O sistema

de embalagem Bag-in-Box já está

disponível em Portugal. O melhor deste

sistema é o facto de se produzirem significativamente

menos resíduos de plástico em

comparação com os bidões de plástico convencionais

de 20 litros. Outra vantagem é

que estas novas embalagens cabem no armário

de óleos da LIQUI MOLY.

O exterior da nova embalagem Bag-in-

-Box consiste numa caixa de cartão revestida

e resistente à água. Nela encontra-se

uma bolsa de plástico totalmente

reciclável, que requer 90% menos plástico

para ser produzido do que um bidão

clássico de 20 litros. Torna-se visível

para as oficinas que o volume de resíduos

gerados é significativamente menor. Embora

a Bag-in-Box seja composta por

diferentes materiais, é possível, tal como

no caso dos recipientes de plástico convencionais,

a sua eliminação através das

empresas de reciclagem de recipientes.

Relativamente ao armazenamento na

oficina durante a fase de desenvolvimento,

um requisito essencial era que a Bag-in-Box

coubesse no armário de óleos

da LIQUI MOLY. "Afinal de contas,

milhares de oficinas em todo o mundo

recorrem a este comprovado sistema de

arrumação e organização e não devem

ser obrigadas a adquirir outro sistema ou

um sistema alternativo", afirma o diretor

da LIQUI MOLY, Günter Hiermaier.

Graças ao tabuleiro de recolha de óleos

integrado em chapa de aço galvanizada,

o armário de óleos cumpre os requisitos

das autoridades alemãs para o manuseamento

de substâncias perigosas para a

água. Além disso, pode ser trancado, e

protege o lubrificante no seu interior.

A LIQUI MOLY reforça a sustentabilidade

mesmo antes das novas embalagens

chegarem à linha de enchimento.

"Enquanto o transporte de bidões de

plástico vazios para a nossa unidade

de produção de óleo desperdiça muito

espaço de carga, o mesmo número de

embalagens Bag-in-Box dobradas ocupa

uma fração do espaço. Isto torna a

logística mais eficiente", afirma Günter

Hiermaier. Mesmo quando está cheio

de óleo, o novo recipiente destaca-se do

puro bidão de plástico no que diz respeito

à necessidade de espaço numa palete.

Refira-se que a nova embalagem Bag-

-in-Box já está disponível em Portugal

para as principais referências de óleo da

LIQUI MOLY.


TORNE-SE UMA

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 9

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EUROREPAR CAR SERVICE!

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10

NOTÍCIAS

Eurorepar Car Service chega

às 200 oficinas em Portugal

Slem lança novo sistema

de repintura Aero Line

A

rede multimarca Eurorepar Car Service

chegou às 200 oficinas em Portugal,

um número que confirma, segundo

a empresa, o crescimento sustentado

da rede e reforça a sua presença no mercado

nacional de pós-venda automóvel.

Atingir as 200 oficinas representa um momento

importante na consolidação da Eurorepar

Car Service como uma das principais

redes multimarca no setor da reparação automóvel

em Portugal. Este número reflete um

percurso de expansão consistente, construído

com base na proximidade aos reparadores

parceiros, na qualidade do serviço prestado e

numa proposta competitiva para os clientes.

A rede apresenta hoje uma forte implantação

em todo o território, com especial concentração

nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal,

Faro e Aveiro, mantendo igualmente uma

presença sólida no Centro e Norte do país,

em distritos como Braga, Coimbra, Leiria,

Santarém e Viseu.

A presença da Eurorepar Car Service estende-se

também às Regiões Autónomas

da Madeira e dos Açores, reforçando uma

cobertura nacional que continua a crescer

com a integração de novas oficinas em todo

o território.

Comma apresenta ECO-RFE 0W-20

para motores Renault e Mazda

A Slem anunciou o lançamento do sistema Aero

Line para o processo de repintura, que visa aumentar

a eficiência, reduzir tempos de trabalho e melhorar

a sustentabilidade das oficinas.

O sistema introduz uma tecnologia de secagem ao

ar que permite diminuir significativamente os tempos

de reparação e reduzir o consumo energético,

ao mesmo tempo que favorece um fluxo de trabalho

contínuo sem interrupções entre aplicações.

De acordo com a informação disponibilizada, o Aero

Line possibilita uma redução dos tempos de reparação

até 75% face aos processos convencionais.

Paralelamente, a diminuição do consumo energético

pode ultrapassar os 65%, contribuindo para

uma operação mais eficiente e com menor impacto

ambiental. A redução da necessidade de utilização

intensiva da cabina traduz-se também numa maior

rotação de veículos e numa otimização dos recursos

disponíveis nas oficinas.

O sistema integra produtos de alto desempenho,

incluindo o verniz K95, que permite processos de

secagem a partir de apenas 10 minutos a 40 °C. Esta

característica contribui para minimizar a ocupação

da cabina e acelerar o fluxo de trabalho.

Nexus 2026 reconhece

bilstein group

C

M

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CM

MY

CY

CMY

K

A

Comma já tem disponível para as

oficinas o ECO-RFE 0W-20, um

óleo de motor sintético de baixa

viscosidade desenvolvido para responder

às exigências dos motores mais recentes da

Renault e da Mazda, incluindo versões híbridas,

a gasolina e diesel.

Projetado a pensar nos profissionais da mecânica

e nas necessidades da manutenção

automóvel moderna, o ECO-RFE 0W-20

oferece melhor eficiência energética e elevada

proteção do motor, contribuindo para

um desempenho consistente e duradouro.

Graças à sua formulação avançada, este

óleo garante excelente estabilidade à oxidação,

ajudando a proteger os componentes

internos do motor e a manter o desempenho

ao longo do tempo. A sua baixa viscosidade

também contribui para melhorar

a economia de combustível, tornando-o

numa solução eficiente para veículos que

exigem lubrificantes de alto desempenho.

O ECO-RFE 0W-20 cumpre os requisitos

das especificações ACEA C5, API SN e

Renault RN17 FE, assegurando compatibilidade

com motores que requerem estas

normas e oferecendo confiança adicional a

oficinas e utilizadores finais.

Com este lançamento, a Comma reforça o

seu compromisso em disponibilizar soluções

de lubrificação inovadoras, alinhadas

com as evoluções tecnológicas da indústria

automóvel e com as necessidades dos profissionais

do setor.

O bilstein group foi distinguido com o prémio de

Campeão da Experiência ao Cliente no Business

Forum da Nexus 2026, que decorreu em Lausanne,

reconhecendo a atividade da empresa enquanto

fornecedor da comunidade Nexus e a sua capacidade

de proporcionar experiências de cliente diferenciadoras

no setor.

A distinção destaca o papel do bilstein group

na criação de padrões através de uma gama de

produtos em expansão, soluções flexíveis e uma

abordagem centrada no cliente. “Este prémio destaca

a colaboração próxima e de confiança no seio

da rede Nexus”, afirmou Nicole Puschmann, Divisional

Director of Global Business Excellence do

bilstein group. “É simultaneamente um reconhecimento

da dedicação das nossas equipas e um incentivo

para continuarmos a avançar em conjunto

com os nossos parceiros.”


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 11

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DESEMPENHO

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EFICIÊNCIA

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COMBUSTIVEL

RESISTÊNCIA

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12

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NEX TYRES com nova imagem

PRODUTOS DO MÊS

Klima Refresh (Ref. 20000)

PROBLEMA

A substituição do filtro de habitáculo não é suficiente

para garantir que as condutas, tubagens e habitáculo

estão higienizados e sem bactérias e fungos.

SOLUÇÃO

Em cada substituição do filtro de habitáculo, é

recomendada a higienização do sistema de ar

condicionado para eliminar maus odores, fungos e

bactérias. O Klima Refresh (Ref. 20000) elimina

de forma rápida e eficaz os odores desagradáveis

provenientes do sistema de ar condicionado, das

condutas de ventilação e do habitáculo dos veículos,

causados por bactérias, fungos e mofo. Tudo isto sem

necessidade de desmontar o filtro de habitáculo,

poupando tempo e simplificando o processo de

higienização. O produto limpa eficazmente o sistema

e o interior do veículo em apenas 10 minutos. A

embalagem facilita a aplicação no interior do veículo.

Após a ventilação final, o processo fica concluído,

deixando um agradável aroma a limão.

Vantagens

• Aumenta o conforto de condução

• Garante ar fresco e limpo

• Liberta o ar condicionado de cheiros causados por

fungos e bactérias

• Fácil aplicação

Óleo de Motor em destaque

O Special Tec V 0W20 (Ref. 20632) está em

destaque. Trata-se de um óleo com aprovação ACEA

C5, especialmente desenvolvido para as exigências

de veículos de diferentes modelos da marca Volvo.

Cumpre a norma Volvo VCC RBS0-2AE e é um óleo

anti-fricção baseado em tecnologia sintética,

proporcionando a potência máxima do motor e um

consumo reduzido de combustível.

FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM

www.liqui-moly.com

A

NEX TYRES mostrou a sua nova identidade

corporativa, numa mudança que

reflete a evolução da empresa e o seu

crescimento sustentado nos últimos anos dentro

do setor dos pneus.

A renovação do logótipo e do universo visual

da marca responde à transformação que a empresa

tem vivido, consolidando a sua posição

no mercado e ampliando a sua estrutura com

recentes incorporações estratégicas, como a

aquisição das empresas Palacios e Don Tyre.

Um dos elementos mais destacados desta nova

identidade é a evolução da sua paleta de cores.

A NEX TYRES abandona o característico verde

fluorescente que definiu a sua imagem durante

anos para adotar tons azuis mais equilibrados e

Drive360 revela nova

proposta de formação oficinal

A

Drive360 Parts & Solutions apresentou

uma nova estrutura de formação

especializada para o setor automóvel,

introduzindo um modelo organizado por

níveis progressivos de competência técnica,

dirigido a técnicos e gestores de oficina.

A iniciativa visa tornar o acesso ao conhecimento

mais claro e adaptado às exigências

atuais do mercado. Integrada no grupo Create

Business, a Drive360 reforça assim a aposta

na formação, após incorporar o serviço anteriormente

desenvolvido pela sua estrutura de

origem. Esta integração permitiu redefinir a

oferta formativa, alinhando-a com as necessidades

identificadas junto das oficinas.

O setor enfrenta atualmente dificuldades sig-

Num minuto...

A Stellantis anunciou a expansão da sua

unidade SUSTAINera com o lançamento de

novas lojas de comércio eletrónico na plataforma

eBay, dedicadas à venda de peças

automóveis usadas originais.

visualmente confortáveis, alinhados com uma

marca mais madura, sólida e profissional.

Além disso, o redesenho introduz uma mudança

significativa no símbolo da empresa: o «X»

da NEX. Até agora orientado para a direita

como representação de avanço, a nova versão

aponta para cima, simbolizando o crescimento

da empresa e a sua ambição de continuar a expandir-se

no mercado.

Segundo a empresa, esta mudança de identidade

não é apenas estética, mas representa o

momento atual da empresa: uma organização

em plena evolução, que continua a reforçar a

sua presença no setor e a ampliar a sua proposta

de valor para clientes e colaboradores a nível

internacional.

nificativas na disponibilidade de mão de obra

qualificada, sobretudo nas áreas da eletrónica

automóvel e dos sistemas de mobilidade elétrica

e híbrida. A falta de técnicos com competências

atualizadas é apontada como um

dos principais entraves ao crescimento das

oficinas em Portugal.

O plano formativo inclui sete percursos distintos,

designadamente Essencial, Aprofundado,

Avançado, Essencial Elétrico, VExpert,

Ar Condicionado e Gestão. Estes percursos

abrangem desde os fundamentos da eletricidade

automóvel até à qualificação para

intervenções em sistemas de alta tensão em

veículos elétricos e híbridos. Os módulos têm

a duração de 8 ou 16 horas, são ministrados

em formato presencial e incluem componentes

práticas com simulação de avarias em viaturas

reais.

Em 2026, foi ainda introduzido o nível 4 do

percurso VExpert, focado em intervenções

em componentes de alta tensão com recurso

a equipamento especializado para teste e

reparação de baterias, acompanhando o crescimento

do número de veículos elétricos em

circulação no país.

A Wolf Oil Corporation assinalou dez anos de

parceria com a Nexus Automotive International,

destacando uma década marcada pela colaboração,

conectividade global e crescimento

internacional sustentado.

INFORMAÇÕES

info.iberia@liqui-moly.com


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 13

AAG adquire 100%

da Recambios Ochoa

A Alliance Automotive Group (AAG), assinou

um acordo definitivo para a aquisição de 100%

do capital da Recambios Ochoa, S.L. (OCHOA),

reforçando assim assim a sua posição estratégica

no mercado ibérico.

Esta aquisição reforça a presença estratégica

da Alliance Automotive Iberia no mercado de

pós-venda automóvel, onde já estava representada

pelas empresas Lausan, Gaudí e Colón

(em Espanha) e Soulima (em Portugal), consolidando

assim a sua posição como líder claro

no mercado ibérico.

Fundada em 1978 por Eusebio Ochoa, a OCHOA

registou um crescimento excecional nos últimos

cinco anos, com uma taxa média anual próxima

dos 20%. Atualmente, a empresa ultrapassa os

24 milhões de euros de faturação.

“Estamos particularmente impressionados com

o percurso da OCHOA, o seu dinamismo e a

qualidade das suas equipas. O seu crescimento

sustentado e a forte implantação territorial refletem

uma organização altamente eficiente e

orientada para o cliente”, afirmou Nacho Pernas,

Diretor-Geral da Alliance Automotive Iberia.

CONSELHOS OFICINAIS

BY GTAVA

A Organização oficinal

Ordem de Reparação (VIII)

Fatura

A faturação está sujeita à legislação vigente

e, por isso, pouco a esclarecer quanto a isso,

sendo a mesma emitida, na sua grande maioria

através de software específico para esse efeito.

Ainda assim, aconselhamos que as faturas sejam

claras e simples, de leitura e compreensão

fácil, pois não nos podemos esquecer que estamos

a comunicar com pessoas, na sua maioria,

com desconhecimento destes assuntos.

O cliente tem o direito e o dever de conferir o

que está a pagar e confirmar se o que está descrito

na fatura corresponde ao trabalho(s) que

foi solicitado e se os tempos faturados correspondem

ou são coerentes com esses mesmos

trabalhos solicitados.

Quer isto dizer que não podem ser faturadas

intervenções para as quais não houve uma

solicitação do cliente na abertura da Ordem

de Reparação ou uma autorização prévia, por

escrito, por parte do proprietário para uma reparação

complementar.

A apresentação do conteúdo da fatura deve

conter os códigos e tempos de mão de obra

para cada linha de trabalho (cada incidente

descrito) e logo de seguida as peças aplicadas

para cada uma dessas mesmas linhas. Assim

consegue-se relacionar a mão de obra e as

peças aplicadas. Na impossibilidade ou inexistência

de código de mão de obra, deve constar

o tempo passado que deve coincidir com

o registo do tempo do operário que realizou a

intervenção.

Devem estar em separado todos os itens legais

a faturar como no caso dos óleos, pneumáticos,

etc.. No caso de existirem faturações extras,

especificas a cada oficina, devem ser discriminadas

à parte e bem identificadas.

Os documentos que dão origem a cada fatura

(Ordens de reparação, vales de peças, intervenções

exteriores, etc..) serão considerados pelo

D.L. 28/2019 documentos fiscalmente relevantes

(Artigo 2º b) e deverão ser conservados

durante um período de 10 anos (Artigo 19º 1) de

forma a validarem o conteúdo de cada fatura.

Paulo Quaresma

GTAVA.PT

PUB

Desempenho

redefinido.

www.pagid.com

Pagid é uma marca registada da TMD Friction


14

NOTÍCIAS

LKQ Europe adquire a ACtronics

De modo a reforçar as reforçar as suas

capacidades de reparação e remanufacturação

de componentes eletrónicos,

a LKQ Europe anunciou muito

recentemente a aquisição da ACtronics,

conhecida em Portugal como Racotronicos.

Fundada em 2005 e sediada em Almelo,

nos Países Baixos, a ACtronics é reconhecida

como pioneira na reparação de sistemas

eletrónicos complexos de veículos, incluindo

unidades ABS/ESP, painéis de instrumentos

e ecrãs, unidades de controlo da

transmissão (TCU), unidades de controlo

do motor (ECU) e unidades de controlo da

carroçaria (BCU), bem como componentes

especializados para veículos elétricos. A empresa

opera exclusivamente no mercado de

pós-venda B2B, servindo oficinas, concessionários

e distribuidores em toda a Europa.

A LKQ Europe já opera várias empresas ligadas

à economia circular na região, incluin-

do a LKQ SYNETIQ, a principal empresa

do Reino Unido no setor da recuperação,

desmantelamento e reciclagem de veículos;

a LKQ Electriq, focada em soluções de reparação

de baterias para veículos elétricos;

a LKQ Atracco, um dos principais recicladores

de veículos nórdicos; e o canal de

Remanufacturing da LKQ, líder em componentes

remanufacturados para grupos

motopropulsores de motores de combustão

interna, comercializados sob as marcas Vege

e MRT como parte do portefólio Emotive.

A aquisição reforça as capacidades de “remanufacturing”

da LKQ Europe ao acrescentar

conhecimento técnico especializado em

eletrónica ao seu portefólio atual, aumentando

a sua capacidade para disponibilizar

alternativas economicamente vantajosas e

sustentáveis às peças novas de substituição

— particularmente na área em crescimento

dos componentes eletrónicos.

Kroftools lança novo elevador portátil

VDO amplia gama EGR

A VDO, marca do grupo AUMOVIO, continua a expandir

a sua oferta de válvulas EGR para o mercado

de reposição, alcançando já mais de 50% de cobertura

do parque automóvel europeu e com mais de

100 novas referências previstas ao longo de 2026.

Com a expansão contínua da sua gama EGR, a VDO

reforça o seu compromisso com o aftermarket, oferecendo

uma cobertura cada vez mais abrangente

do parque automóvel europeu, mais soluções otimizadas

para distribuidores e oficinas e antecipando

as necessidades decorrentes de regulamentações

de emissões cada vez mais exigentes.

Graças à sua experiência como fornecedor de

equipamento original, a VDO transpõe para o aftermarket

soluções desenvolvidas para responder

às exigências dos motores atuais, caracterizadas

por controlo preciso e fiável do fluxo de gases

de escape, integração otimizada com os sistemas

eletrónicos do veículo, compatibilidade com uma

vasta gama de aplicações e design robusto para

um funcionamento duradouro em condições reais

de utilização.

Novo catálogo dos

50 anos da Fasano Tools

A

Kroftools ampliou a sua gama de

equipamentos, com o lançamento

de um novo elevador portátil de 2,5

toneladas, desenvolvido para a elevação de

veículos ligeiros, e de um kit de elevação

destinado a motociclos.

O elevador portátil, modelo 9813, apresenta

uma capacidade de elevação de 2500

kg, posicionando-se como uma solução

adequada para operações de manutenção

em carros. A altura rebaixada da estrutura

é de 88 mm, podendo atingir 101 mm com

blocos de borracha de 50 mm e 121 mm

com blocos de 70 mm. Em elevação máxima,

a estrutura alcança 460 mm, podendo

chegar aos 473 mm ou 493 mm com os

respetivos blocos. A estrutura de elevação

Num minuto...

A Arnott anunciou o lançamento de

dois novos componentes, no âmbito da

expansão do seu portefólio de suspensão

automóvel, desta vez com produtos para

BMW e Tesla.

tem 1746 mm de comprimento e 215 mm

de largura. Cada unidade estrutural pesa

40 kg, enquanto a unidade de potência

tem um peso de 22 kg.

O equipamento permite uma elevação total

em cerca de 35 segundos e uma descida

em aproximadamente 48 segundos. A

configuração PRV da unidade de potência

varia entre 6 e 20 MPa, com uma pressão

máxima de operação de 18 MPa. O nível

de ruído durante a elevação é inferior a 60

dB e o tanque de óleo tem uma capacidade

de 4 litros.

Como complemento, a Kroftools disponibiliza

o kit de elevação para motociclos,

modelo 9814, concebido para utilização

com o elevador 9813.

A Pirelli desenvolveu um novo pneu P

Zero R especificamente para o Porsche 911

Turbo S, que incorpora ADN tecnológico

partilhado com soluções de competição da

marca italiana, com o objetivo de proporcionar

uma resposta dinâmica adaptada a

veículos de elevado desempenho.

A Memoderiva anunciou o lançamento do novo

Catálogo Geral 2026 da Fasano Tools em Portugal,

numa iniciativa que assinala os 50 anos de

atividade da marca italiana.

Reconhecida internacionalmente pela qualidade,

inovação e fiabilidade das suas soluções, a Fasano

Tools celebra meio século de história com

uma edição especial do seu catálogo, que reúne

uma oferta alargada de ferramentas profissionais

direcionadas para oficinas mecânicas e indústria.

O novo catálogo apresenta uma gama completa

e atualizada de produtos, concebidos para responder

às exigências dos profissionais mais rigorosos,

com foco na eficiência, durabilidade e

desempenho. Esta edição reforça o compromisso

da marca em acompanhar a evolução tecnológica

do setor e em disponibilizar soluções que elevam

os padrões de trabalho.

Em paralelo, foi também lançado o Catálogo Promoday

2026, uma edição complementar que reúne

uma seleção de equipamentos e ferramentas

da Fasano Tools com condições especiais.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 15

POSVENTA IBERIA:

o congresso de referência da

pós-venda em Espanha e Portugal.

Um fórum estratégico para quem toma decisões

14 e 15

setembro

Ávila, Espanha

Quer participar no evento

mais exclusivo da

pós-venda ibérica?


16

NOTÍCIAS

Dica Ambiental by

Eco -Partner

GASES FLUORADOS

As pessoas singulares ou coletivas que exploram

estabelecimentos onde são efetuadas manutenções

e assistências técnicas a sistemas de ar

condicionado, que contenham gases fluorados

com efeito de estufa, têm de dar cumprimento

à legislação neste tipo de intervenção.

Todas as empresas prestadoras de serviços de

instalação, manutenção/assistência técnica ou

reparação de equipamentos que contenham

gases fluorados, têm de registar a venda do gás

aplicado no âmbito da respetiva prestação de

serviços, ainda que esse gás resulte de serviços

prestados a terceiros.

Na prática, as oficinas que realizam este tipo

de intervenções, devem:

1. Garantir que a manutenção dos equipamentos

abrangidos é realizada por técnicos certificados;

2. Efetuar o preenchimento das folhas de compra

e venda de gases e proceder à respetiva

Eurol introduz ATF e fluido

de travões para elétricos

comunicação à Agência Portuguesa do Ambiente

(APA) até ao dia 30 de junho de cada ano:

a) Efetuar o registo em formulário próprio, de

todas as garrafas de gás compradas, independentemente

do tipo de gás, incluindo a data de

aquisição, número de fatura, nº de contribuinte

do fornecedor, quantidade de gás adquirido,

entre outras informações.

b) Efetuar o registo em formulário próprio, de

todas as intervenções realizadas, independentemente

do tipo de serviço realizado (carregamento,

reparação, garantia, etc.) com indicação

do técnico que a realizou e qual a quantidade

de gás consumido na intervenção, entre outras

informações.

c) Submeter para verificação e controle da

Agência Portuguesa do Ambiente (APA), até

30 de junho, os mapas relativos às compras

e carregamentos executados no ano transato.

Embora os gases fluorados sejam muito utilizados

atualmente, devido às suas propriedades

físico-químicas, não deixam de ser perigosos para

o meio ambiente, conduzindo ao agravamento

do efeito de estufa.

Seja consciente e cumpra sempre as regras

específicas de manuseamento dos gases.

Eco-Partner SA,

o seu parceiro no Ambiente…

Mov Soluções disponibiliza

novas toalhas

limpadoras de mãos

A Mov Soluções reforça a sua oferta para oficinas

automóveis com as toalhas limpadoras de mãos,

um produto de limpeza prática e eficaz, pensado

para o dia a dia dos profissionais.

Combinando uma fórmula avançada de limpeza

com uma toalha de elevada resistência e textura

dupla, as toalhas limpadoras de mãos foram

desenvolvidas para remover eficazmente sujidade,

tanto das mãos, bem como de superfícies. A solução

perfumada com fragrância de citrinos atua na

dissolução de óleos e resíduos, ao mesmo tempo

que ajuda a evitar a secura e irritação da pele.

Outro dos destaques vai para a tecnologia Rough

Touch, aplicada na toalha azul, que retém a sujidade

e impede a sua transferência de novo para

as mãos, garantindo uma limpeza mais eficaz. O

resultado são mãos limpas, sem resíduos pegajosos

e sem necessidade de enxaguamento, tornando

este produto uma opção prática para utilização

em qualquer momento e local.

Exclusivo da Mov Soluções, este produto surge

como uma resposta às exigências de eficiência e

sustentabilidade das oficinas modernas.

Bosch lança novas

referências de

sensores de pressão

A

Eurol apresentou dois novos produtos:

Eurol Electric EV ATF e Eurol

Electric EV Brake Fluid. Ambos foram

especificamente desenvolvidos para a

tecnologia dos veículos elétricos e híbridos

modernos.

O Eurol Electric EV ATF é um fluido totalmente

sintético para transmissão e sistema

de propulsão, destinado a veículos elétricos

e híbridos com unidades e-drive integradas.

Nestes sistemas, engrenagens, rolamentos e

componentes do motor elétrico estão combinados.

O fluido mantém-se estável sob

cargas e temperaturas elevadas e é adequado

para utilização em conjunto com componentes

elétricos.

O ATF é aplicável em vários modelos, incluindo

Tesla Model 3, Model S, Model X e Model

Y, Porsche Taycan, Ford Mustang Mach-E,

Volkswagen e-Golf e Volvo XC40 Recharge.

O Eurol Electric EV Brake Fluid é um fluido

de travões sintético DOT 5.1 para sistemas

hidráulicos de travagem e embraiagem

em veículos elétricos e híbridos. O fluido de

travões é adequado para uma vasta gama de

veículos elétricos e híbridos de marcas como

Tesla, BMW, Mercedes-Benz, Hyundai, Kia

e Renault.

A Bosch anunciou a expansão do seu portefólio

de componentes para sistemas de ar condicionado

no mercado de pós-venda, com a introdução

de sensores de pressão destinados ao circuito de

climatização automóvel.

Com esta ampliação, a Bosch passa a disponibilizar

uma gama mais abrangente de componentes

para ar condicionado a oficinas e distribuidores,

assegurando a sua disponibilidade através da

rede global de distribuição da empresa e dos canais

de venda nacionais habituais.

A nova gama caracteriza-se por uma cobertura

alargada do mercado, com 60 referências capazes

de abranger a maioria do parque automóvel

europeu. A Bosch indica que os sensores foram

desenvolvidos para responder às exigências de

veículos com motor de combustão, bem como

de modelos elétricos e híbridos. Estão disponíveis

em diferentes versões, incluindo opções

mecânicas e eletrónicas, algumas com medição

de temperatura integrada. Antes de integrarem o

portefólio, os sensores são submetidos a testes

rigorosos de pressão e de fugas, garantindo elevados

padrões de qualidade, durabilidade e fiabilidade

após a instalação.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 17

Norauto dinamiza

programas de estágios

Fuchs introduz serviços digitais de lubrificação

A Norauto Portugal anunciou o lançamento dos

Programas de Estágios Curriculares e Reforços

de Verão 2026, mantendo a sua aposta na empregabilidade

e no desenvolvimento de talentos.

A iniciativa surge com a aproximação do período

de verão e pretende proporcionar oportunidades

de integração no mercado de trabalho e crescimento

profissional dentro da empresa.

Os estágios curriculares destinam-se a estudantes

de áreas como Mecatrónica, Mecânica e

Engenharia Mecânica, Gestão Oficinal, Vendas,

Atendimento ao Cliente, Logística, Recursos Humanos

e Contabilidade.

A Norauto indica também que o programa inclui

acompanhamento por um tutor dedicado, participação

em tarefas reais desde o início, integração

num ambiente colaborativo e a possibilidade

de futura contratação sem termo ou integração

como reforço sazonal. “Apostamos no desenvolvimento

dos talentos de amanhã, acreditando

que a experiência prática e a responsabilidade

são essenciais para preparar os profissionais do

futuro”, refere a empresa.

A

Fuchs anunciou a chegada a Portugal

dos Smart Services, uma solução

de gestão de lubrificação que passa

a estar disponível para todas as empresas,

independentemente de utilizarem ou não

produtos da marca.

A novidade introduz um conceito que integra

equipamentos, serviços e tecnologias digitais,

com soluções personalizadas de acordo com

as necessidades específicas de cada cliente.

Os Smart Services organizam-se em três

áreas principais. A componente de equipamentos

inclui dispositivos e ferramentas

digitais para aplicação, análise e gestão de

lubrificantes. Na vertente de serviços, estão

disponíveis programas de otimização

ai177080567417_AFr SANTOGAL Pecas 200x135.pdf 1 11/02/2026 10:27

de processos e redução de custos, como o

Fuchs Care, além de consultoria, auditoria,

formação e engenharia de aplicação. Já na

dimensão digital, a solução integra software

e dispositivos destinados à monitorização

de condições, apoio logístico, automatização

e melhoria da sustentabilidade.

Entre as ferramentas destacadas encontra-se

o Fuchs Connect, um software de gestão de

manutenção que utiliza códigos QR em cada

ponto de lubrificação. A solução contempla

ainda a organização e identificação dos pontos

de armazenamento de lubrificantes, com

rotulagem personalizada por cores e símbolos,

contribuindo para maior segurança e eficiência

operacional.

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para todos os carros, entregas para todo o lado.

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18

NOTÍCIAS

ATE lança suporte remoto às

oficinas com realidade aumentada

A

ATE, marca integrada no grupo Aumovio,

lançou um novo serviço destinado

a oficinas, baseado em suporte

remoto com recurso a realidade aumentada,

que permite assistência técnica em tempo

real diretamente no local onde o veículo

está a ser intervencionado.

A solução, designada Remote Support, funciona

através de smartphones ou tablets e

possibilita a comunicação por vídeo entre

técnicos especializados e profissionais em

oficina.

O sistema integra funcionalidades de realidade

aumentada que permitem identificar

Midas Portugal distinguida

como franchising emergente

Num minuto...

A empresa Falken Tyre Europe passou a

operar sob a nova denominação Dunlop

Tyre Europe, após a alteração ter sido

oficialmente registada na Alemanha.

e assinalar componentes no veículo através

de elementos virtuais, como setas, linhas ou

textos sobrepostos à imagem captada pela

câmara. Estas marcações mantêm-se fixas

mesmo quando a perspetiva da câmara se

altera, facilitando a análise de áreas específicas

como discos ou pastilhas de travão. O

serviço é disponibilizado gratuitamente mediante

convite enviado por correio eletrónico

pela linha técnica da empresa, podendo

vários colaboradores da oficina participar

simultaneamente na sessão.

Durante as sessões, os participantes podem

interagir em tempo real, deixando comentários

diretamente no ecrã partilhado. A

tecnologia permite também a integração

de elementos tridimensionais e a medição

de distâncias em centímetros, contribuindo

para uma identificação mais precisa de

problemas. As imagens geradas podem ser

exportadas para utilização posterior e existe

ainda uma funcionalidade de chat com

tradução integrada em mais de 20 línguas,

permitindo a troca de informações e documentos

durante e após a sessão.

A

Midas Portugal foi distinguida com

o Prémio de Franchising Emergente

nos Prémios APF 2026, atribuídos

pela Associação Portuguesa de Franchising,

no âmbito do Norte Franchise, que decorreu

nos dias 9 e 10 de abril.

A distinção foi atribuída por um júri composto

por entidades do panorama empresarial

e do empreendedorismo. O Norte

Franchise é um dos principais eventos

dedicados ao franchising em Portugal, reunindo

diversas marcas e promovendo o

networking, a partilha de conhecimento

e o reconhecimento de boas práticas. Os

Prémios APF, entregues durante o evento,

destacam empresas pelo dinamismo, crescimento

e compromisso com elevados padrões

de qualidade no franchising nacional.

O Prémio de Franchising Emergente distingue

marcas que se evidenciam pelo crescimento,

inovação e capacidade de adaptação

ao mercado. “Receber o Prémio de

Franchising Emergente no Norte Franchise

é um reconhecimento muito especial. Reflete

o esforço de toda a equipa e, sobretudo,

o empenho dos nossos franqueados,

que são os verdadeiros embaixadores da

marca Midas em Portugal. Estamos focados

no crescimento da rede a todo o território

nacional e reforçar a imagem de confiança

do setor do pós-venda automóvel”, afirmou

Pedro Soares, responsável de expansão na

Midas Portugal.

A marca Laufenn apresentou o novo pneu

de verão S Fit 2, um modelo desportivo

desenvolvido para combinar desempenho,

eficiência e durabilidade.

Hella realiza campanha

“Temporada Clima 2026”

A Hella lançou a campanha “Temporada Clima

2026”, uma iniciativa dirigida ao mercado de pós-

-venda automóvel, que decorre entre 1 de março e

30 de setembro de 2026.

Sob o conceito “Volta o especialista em Termocontrolo”,

a iniciativa pretende promover a oferta da

marca nas áreas de climatização e refrigeração, ao

mesmo tempo que procura reforçar a rentabilidade

dos distribuidores e a eficiência das oficinas. A

estratégia baseia-se também no posicionamento

técnico da Hella em gestão térmica, transferindo

para o mercado de pós-venda a experiência previamente

consolidada neste domínio.

Entre os produtos disponibilizados para a campanha

encontram-se compressores, condensadores

e ventiladores de habitáculo, aos quais se juntam

válvulas de expansão, filtros secadores, resistências

e reguladores de ventiladores interiores, bem

como permutadores de calor interiores. Na área da

refrigeração incluem-se ainda radiadores, intercoolers

e ventiladores de radiador, entre outros componentes.

No total, a oferta já ultrapassa as 2.400

referências disponíveis para o mercado ibérico.

Gonçalteam apresenta

nova chave de impacto

sem fios Paoli

A Gonçalteam anunciou o lançamento da chave

de impacto Paoli Typhoon 1/2” destinada ao setor

oficinal, uma solução equipada com baterias de

última geração.

O equipamento apresenta uma unidade quadrada

de 1/2” e um peso de 3,79 kg com bateria incluída.

Entre as principais características, a Gonçalteam

indica que o Typhoon 1/2” oferece um torque máximo

de 1000 Nm, equivalente a 738 ft-lbs, posicionando-se

como uma ferramenta de elevado

desempenho.

O conjunto inclui duas baterias, carregador e

mala de transporte, reforçando a sua componente

prática para utilização profissional.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 19

PUBLIREPORTAGEM

DFC Turbo e ETS Educação:

uma parceria internacional que eleva o padrão da turboalimentação.

Num mercado automotivo cada vez mais exigente e tecnológico, a formação técnica deixou de ser um diferencial para se

tornar uma necessidade estratégica. É neste contexto que nasce uma parceria de elevado valor entre a DFC Turbo, sediada

em Lisboa, e no Brasil a ETS – Escola de Turboalimentação Superior, — duas referências que unem experiência prática,

conhecimento técnico e visão de futuro.

A DFC Turbo, consolidada no mercado europeu pela sua

atuação na reparação, diagnóstico e fornecimento de

soluções em turboalimentação, traz para esta parceria

uma forte componente operacional e know-how aplicado

em ambiente real de oficina. Já a ETS Educação, união

de profissionais e das empresas Expert Turbo

Brasil e Turbo Sul, posiciona-se como uma iniciativa

educacional focada em elevar o nível técnico do setor no

Brasil, integrando formação estruturada com experiência

prática de bancada, gestão de serviço, vivência na

indústria e consultorias no mercado de turbos.

Esta união não é apenas institucional — é estratégica.

De um lado, a realidade técnica europeia, com padrões

rigorosos e elevada exigência em diagnóstico e qualidade;

do outro, um mercado em plena expansão, onde mais

de 50% dos veículos novos já utilizam motores turbo

e a necessidade de qualificação que cresce de forma

acelerada.

O objetivo é claro: formar profissionais mais preparados,

capazes de atuar com precisão num setor que exige cada

vez mais conhecimento especializado. A metodologia

combina teoria aplicada, prática intensiva e visão de

mercado, refletindo um princípio essencial defendido

pela ETS: autoridade técnica não se constrói apenas com

teoria, mas sim com experiência real no dia a dia.

Além da formação, a parceria abre portas para um ecossistema

mais robusto dentro do aftermarket automotivo. Fabricantes,

distribuidores e empresas do setor passam a ter uma ligação

direta com profissionais qualificados, influenciadores

técnicos e decisores de compra — criando um ciclo virtuoso

entre conhecimento, aplicação e mercado.

Outro ponto relevante é o impacto direto na profissionalização

do setor. Ao conectar oficinas, técnicos, turbineiros e

empresários a conteúdos de alto nível, a DFC Turbo e a ETS

contribuem para elevar o padrão de diagnóstico, reduzir erros

operacionais e aumentar a eficiência das intervenções em

sistemas de turboalimentação.

Mais do que uma colaboração

entre duas entidades, esta parceria

representa um movimento de

evolução do setor. Um alinhamento

entre Europa e América Latina com

um propósito comum: transformar

conhecimento em performance.

Porque, no final, não se trata

apenas de formar profissionais —

trata-se de preparar o mercado

para o futuro da mobilidade.


20

NOTÍCIAS

Domingos & Morgado

apresenta novidades John Bean

Rede Center’s Auto

ultrapassa 160 oficinas

região ibérica

A

Domingos & Morgado apresentou

um conjunto de novidades para

2026 em parceria com a marca John

Bean, com três equipamentos que integram

novas tecnologias orientadas para a

eficiência, precisão e automatização dos

processos nas oficinas.

Entre os lançamentos está o John Bean

V2280, um sistema que incorpora funcionalidades

de auto tracking e calibragem automática,

permitindo medições com elevada

rapidez através de câmaras de vídeo a 60bps.

O equipamento possibilita ainda a realização

de medidas cruzadas de chassis e a avaliação

da distância entre rodas, incluindo a deteção

de problemas estruturais na viatura.

Outro dos destaques é o John Bean B

800P, que aposta na rapidez e precisão

A

Klarna estabeleceu uma parceria

com a B-Parts, dando a possibilidade

aos clientes da plataforma de

peças automóveis aceder a novas opções de

pagamento flexível, incluindo o modelo

“Pay in 3”, sem juros ou taxas adicionais.

Com esta integração, os consumidores

passam a poder dividir os pagamentos das

suas compras em prestações. A solução incom

recurso a bloqueio electromagnético.

O equipamento inclui comandos em

touchscreen e leituras por sistema de laser

de varrimento. A função Stop-in-Position

permite ao operador posicionar a jante

automaticamente na posição correta para

colocação do peso, simplificando o processo

e reduzindo o tempo de intervenção.

A empresa apresentou também o John

Bean T 5545B 2S Plus, que integra tecnologia

Pro-Speed e um sistema Tubless

para enchimento rápido. A Domingos

& Morgado indica que o equipamento

é certificado pela WDK para pneus de

perfil ultra-baixo e RFT, para garantir

compatibilidade com exigências técnicas

específicas e aumentar a segurança nas

operações.

A Center’s Auto reforçou a sua presença na Península

Ibérica, ao ultrapassar as 160 oficinas, após

a integração de seis novas unidades em Espanha

e Portugal. A expansão, sustentada pela Tiresur,

surge no seguimento da estratégia de crescimento

da rede no setor da manutenção automóvel.

Este crescimento coincide com a celebração dos

15 anos da Center’s Auto e reflete a adesão contínua

de profissionais do setor à proposta da Tiresur.

Com as novas integrações, a rede reforça a sua

presença em regiões consideradas estratégicas na

Península Ibérica.

A empresa destaca que o desempenho registado

neste início de ano resulta da articulação entre a

rede de oficinas e a capacidade logística da Tiresur.

Entre os principais fatores apontados estão o acesso

imediato a um amplo stock multimarcas, que

inclui insígnias exclusivas como a Giti, a rapidez

nas entregas, que permite otimizar o funcionamento

das oficinas, e a disponibilização de ferramentas

de gestão orientadas para a rentabilidade.

Continental comercializa

BestDrive Summer 2

B-Parts adota soluções de

pagamento com tecnologia Klarna

clui ainda funcionalidades como proteção

ao comprador, cashback e acesso a ofertas

exclusivas.

Manuel Araújo Monteiro, fundador e administrador

da empresa, destacou o impacto

da nova funcionalidade na experiência

do utilizador. “Procuramos constantemente

melhorar a experiência de compra dos

nossos clientes, oferecendo soluções que

tornem o acesso a peças automóveis mais

simples e conveniente. A integração da

Klarna veio acrescentar uma opção de pagamento

flexível que tem sido muito bem

recebida pelos utilizadores”, afirmou.

“É excelente termos a B-Parts enquanto

marca parceira, o que demonstra ainda o

quão amplamente as nossas soluções estão

a ser adotadas”, afirmou Inês Fiúza Marques,

Country Manager da Klarna em

Portugal.

A Continental apresentou o novo BestDrive Summer

2, a mais recente geração do pneu de verão da marca

BestDrive, direcionado aos segmentos Turismo e SUV.

Posicionado como evolução direta do BestDrive

Summer, de acordo com a Continental, o Summer 2

distingue-se por uma resistência ao rolamento otimizada,

permitindo reduzir o consumo de combustível

ou energia elétrica e contribuindo para uma condução

mais eficiente.

De acordo com o rótulo europeu, as diferentes dimensões

do BestDrive Summer 2 apresentam eficiência

energética entre B e C, aderência em pavimento molhado

de classe B e níveis de ruído classificados como

B, entre 70 e 73 dB. Face à geração anterior, o modelo

evidencia melhorias na resistência ao rolamento,

quilometragem e ruído, mantendo o desempenho em

piso seco e molhado.

O portefólio será alargado até ao final de 2026, com

um total de 65 referências, abrangendo jantes entre 14

e 20 polegadas e índices de velocidade T, H, V, W e Y.


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22

NOTÍCIAS

Dunlop apresenta novo

pneu Blue Response TG

ExpressGlass inaugura quatro

novas lojas em Portugal

A ExpressGlass voltou a aumentar a sua presença

em território nacional, com a abertura de

quatro novas lojas, localizadas em Rio Maior,

Ponte de Sor, Cascais e numa nova localização

em Viana do Castelo.

Com estas inaugurações, a rede da marca passa

a contar com um total de 110 lojas. A expansão

insere-se na estratégia de crescimento da empresa,

com o objetivo de aumentar a proximidade

a clientes e parceiros, bem como assegurar uma

maior cobertura territorial. Este reforço permite

também melhorar a capacidade de resposta da

ExpressGlass nas regiões abrangidas.

As novas unidades já se encontram em funcionamento

e disponibilizam serviços especializados

de substituição, reparação e calibração de vidro

automóvel, incluindo também alguns serviços

complementares.

A

Dunlop anunciou o lançamento do

novo pneu Blue Response TG, assinalando

o início de uma nova fase da

marca na Europa após a sua aquisição pela

Sumitomo Rubber Industries em 2025.

O produto é o primeiro desenvolvido sob

a gestão da nova proprietária e destina-se

a veículos ligeiros de passageiros e SUV,

incluindo modelos com motor de combustão,

híbridos e elétricos.

O novo pneu estará disponível na primavera

de 2026 em 99 dimensões, com tamanhos

entre 15 e 21 polegadas e séries de 40

a 65, abrangendo códigos de velocidade H,

V e W. A apresentação oficial decorreu recentemente

em Sevilha, perante imprensa e

clientes europeus.

De acordo com a marca, o Blue Response

TG foi concebido para oferecer uma condução

suave, conforto acústico e desempenho

fiável em travagem em piso molhado,

procurando garantir um equilíbrio de prestações

adequado à utilização quotidiana.

A Dunlop destaca ainda a combinação entre

conforto, controlo e desempenho como

elementos centrais deste novo produto.

Vulco prossegue

rebranding da rede

Sociedade Comercial C. Santos

digitaliza receção oficinal

A

Sociedade Comercial C. Santos tornou-se

a primeira oficina Mercedes-

-Benz da Península Ibérica a instalar

um scanner digital automatizado para

a receção de viaturas no pós-venda.

O sistema, designado XENTRY Vehicle

Detector, foi desenvolvido pela TwoTronic

em parceria com a Mercedes-Benz e

já está em funcionamento nas instalações

da empresa na Maia, junto ao aeroporto

do Porto. A solução consiste num pórtico

de digitalização fixo pelo qual o veículo

passa à chegada à oficina, sendo realizado

em poucos segundos um check-up externo

completo que substitui inspeções manuais

mais demoradas.

Equipado com câmaras de alta resolução e

sensores de última geração, o sistema permite

detetar automaticamente danos na

carroçaria, como riscos ou mossas, analisar

o estado dos pneus com medição precisa

da profundidade do sulco, verificar a

necessidade de alinhamento de direção e

captar imagens da parte inferior da viatura

para identificar eventuais fugas ou danos.

A introdução desta tecnologia traduz-se

numa poupança média de cerca de oito

minutos por cada entrada de veículo. Os

dados recolhidos são integrados no sistema

XENTRY e disponibilizados em tablets,

permitindo ao consultor de serviço apresentar

ao cliente uma avaliação visual e detalhada

do estado da viatura, facilitando a

aprovação de intervenções e reforçando a

confiança no serviço.

Apresentada em 2022, como parte de um processo

de rebranding integral, a rede de oficinas

Vulco continua a avançar na implementação da

sua nova imagem corporativa.

A implementação da rede Vulco desenvolveu-se

de forma progressiva, alcançando já 60% da rede

em Portugal e Espanha, onde a Vulco aumentou

a sua presença até às 290 oficinas.

Refira-se que este crescimento foi reforçado

através da incorporação de 25 novos pontos de

serviço em 2025, e de outros 10 nos primeiros

meses de 2026, consolidando a expansão sustentada

da marca na Península Ibérica.

Luis Mendivil, responsável da Vulco, afirma: “A

implementação da nova imagem corporativa da

Vulco corresponde a uma visão estratégica clara:

reforçar a nossa identidade de marca, e elevar a

perceção de qualidade em toda a rede. Esta evolução

permite-nos oferecer uma experiência mais

homogénea, moderna, e alinhada com as expectativas

do cliente. O progresso na implementação

confirma o compromisso das nossas oficinas com

o futuro da Vulco”.


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Manutenção nos elétricos:

simplicidade com desafios

Os veículos elétricos têm uma manutenção mais simples e económica. Ainda assim, existem componentes com maior

desgaste, como pneus e bateria de 12V, que exigem atenção e já estão a motivar evolução tecnológica na indústria.

TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO

5/12 SÉRIE 3

A

manutenção dos veículos

elétricos (BEV) é, sem margem

para dúvida, mais simples

do que a dos veículos

com motor de combustão

interna. Com menos componentes móveis

e sem sistemas como embraiagem,

escape ou lubrificação do motor, as operações

de manutenção são reduzidas e

mais previsíveis.

Na prática, a manutenção de um elétrico

centra-se sobretudo em elementos como

filtros, fluidos, travões e pneus. Este cenário

traduz-se, na maioria dos casos,

em custos mais baixos e menor frequência

de intervenções.

No entanto, esta simplicidade não significa

ausência de pontos críticos. Existem

componentes que, pelas características

específicas dos BEV, estão sujeitos a

maior desgaste e exigem uma atenção

particular por parte das oficinas.

Um dos exemplos mais evidentes são os

pneus. Os veículos elétricos são, regra

geral, mais pesados devido à bateria de

tração e disponibilizam binário máximo

de forma imediata. Esta combinação

aumenta significativamente o esforço

transmitido ao pneu, sobretudo no eixo

motriz, acelerando o seu desgaste.

Além disso, a ausência de ruído mecânico

torna mais evidente o ruído de rolamento,

o que obrigou os fabricantes a desenvolver

pneus específicos. Estes pneus são

desenhados para suportar maior peso,

garantir boa tração, reduzir o ruído e,

simultaneamente, apresentar baixa resistência

ao rolamento, contribuindo para

a eficiência energética. Em suma, é-lhes

exigido um pouco de tudo.

Outro componente crítico é a bateria de

12 volts. Apesar de menos visível, continua

a ser essencial para o funcionamento

do veículo, alimentando sistemas como

iluminação, infotainment e controlo eletrónico.

Mais importante ainda, é esta

bateria que permite “ativar” o veículo.

Nos elétricos, a bateria de 12V tende a

ter uma vida útil inferior à dos veículos

a combustão. Isto deve-se ao tipo de

funcionamento: enquanto num motor

térmico existem ciclos de descarga e recarga

mais intensos (como no arranque),

nos elétricos o funcionamento é mais estável,

o que pode acelerar a degradação,

devido à acumulação de detritos entre as

placas de chumbo.

Para responder a este desafio, alguns

fabricantes já começaram a substituir

as tradicionais baterias de chumbo por

baterias de ião de lítio de 12V, mais duráveis

e eficientes.

Em suma, os veículos elétricos confirmam

a sua vantagem em termos de

manutenção, mas introduzem novas

realidades. Pneus e bateria de 12V assumem

um papel mais relevante e exigem

conhecimento específico.

No sentido contrário, a utilização da

regeneração, com níveis cada vez mais

elevados, leva a níveis de desgaste dos

travões muito inferiores, havendo registo

de veículos que percorrem mais de

250.000 km com os mesmos jogos de

pastilhas e discos.

A evolução tecnológica nestes componentes

mostra que a indústria está atenta.

À medida que os BEV se consolidam

no mercado, espera-se uma redução

progressiva destes impactos, reforçando

ainda mais a eficiência e fiabilidade da

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26

ATUALIDADE

BALANÇO 2025/PERSPETIVAS 2026

Entre a maturidade forçada

e a aceleração da mudança

A combinação entre pressão sobre custos, digitalização acelerada e transformação do parque automóvel colocou

o aftermarket num ponto de inflexão em 2025. Para 2026, os responsáveis do setor antecipam um cenário mais

exigente, marcado por consolidação, especialização técnica e uma crescente orientação para valor.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

O

aftermarket automóvel entrou,

em 2025, numa fase

mais estrutural e menos reativa.

A combinação entre o

envelhecimento do parque

circulante, a progressiva eletrificação,

o aumento dos custos operacionais e a

necessidade de maior profissionalização

obrigou empresas e oficinas a rever

prioridades e modelos de atuação. A logística

ganhou centralidade, a digitalização

deixou de ser opcional e passou a ser

crítica, e temas como o acesso a dados, a

formação técnica e a eficiência operacional

assumiram um papel estratégico. Para

compreender de forma mais concreta estas

dinâmicas e a evolução do setor, fomos

consultar diretamente o mercado. Reunimos,

neste artigo, os contributos de vários

intervenientes da cadeia de valor do

aftermarket automóvel, desde fabricantes

e distribuidores a fornecedores de tecnologia

e entidades de formação. As conclusões

apresentadas resultam diretamente

destes contributos, refletindo a leitura

dos responsáveis do setor sobre o balanço

de 2025 e as perspetivas para 2026.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 27

MAIOR EXIGÊNCIA

Os responsáveis avançam que o setor começou

a evidenciar sinais de maturidade: maior

concentração, maior exigência por parte dos

clientes e uma crescente valorização de soluções

integradas em detrimento de abordagens

isoladas. Já não se trata apenas de ter

produto ou preço competitivo, mas de garantir

disponibilidade, conhecimento técnico,

rapidez e consistência. Indicam que esta

mudança traduz-se também numa maior

exigência ao nível da consistência operacional

e da qualidade do serviço, num contexto

em que a diferenciação passa cada vez mais

pela capacidade de entregar valor de forma

sustentada e previsível. Olhando para 2026,

afirmam que o cenário se torna ainda mais

desafiante. As tendências intensificam-se:

mais tecnologia, mais especialização, maior

pressão sobre margens e uma transformação

contínua do mercado. Para perceber o que

realmente mudou e o que está a caminho,

alguns dos principais players do aftermarket

apontam para um setor mais concentrado,

digital, técnico e orientado para a eficiência,

onde a rápida adaptação deixa de ser vantagem

competitiva e passa a ser uma condição

de sobrevivência do negócio.

A tendência de

consolidação e

concentração

continuará a

transformar o setor

em 2026, provocando

alterações nos

maiores operadores,

sejam eles nacionais

ou internacionais

Flávio Menino, Autozitânia

2025

ANO DA CONSOLIDAÇÃO E PRESSÃO

De acordo com os responsáveis ouvidos,

mais do que confirmar tendências, 2025

funcionou como um acelerador, tornando

mais visíveis fragilidades estruturais e obrigando

os diferentes operadores a ajustar rapidamente

a sua forma de atuar.

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28

ATUALIDADE

TRANSFORMAÇÃO

De forma transversal, os responsáveis ouvidos

apontam 2025 como um ano de transformação,

marcado por várias tendências, que ganharam

maior intensidade e impacto ao longo

dos últimos meses. Entre os fatores mais

relevantes, destacou-se o envelhecimento do

parque automóvel, que continua a sustentar

a procura por serviços de manutenção e reparação,

bem como por peças de substituição.

Como sublinha Luís Oliveira, da Hispanor,

“em Portugal, o envelhecimento do parque

automóvel e consequente tratamento do

mesmo será o acontecimento a ter mais em

conta”, reforçando o peso estrutural deste fenómeno

na atividade do setor. Na prática, esta

realidade traduziu-se num aumento das intervenções

preventivas e corretivas, prolongando

o ciclo de vida dos veículos e reforçando a

importância do aftermarket enquanto garante

da mobilidade. Como refere André Cruz,

da Autopeças Cab, este contexto tem impacto

direto na procura de peças e serviços, contribuindo

para a dinâmica comercial ao longo de

toda a cadeia de valor. A par desta tendência,

a crescente complexidade tecnológica dos veículos

trouxe novos desafios às oficinas, exigindo

maior especialização técnica, investimento

em equipamentos e acesso a informação fiável.

Pedro Luis Sánchez, da DRiV, destaca que

“a maior complexidade do parque automóvel

levou a uma procura acrescida por soluções de

qualidade OE, fiáveis e de instalação simplificada”,

enquanto Marc Siemssen, da Meyle,

aponta para sistemas cada vez mais exigentes

e para a necessidade de suporte técnico qualificado.

Também Nuno Durão, da Pro4matic,

sublinha que a eliminação de algumas barreiras

de software veio dar maior autonomia

às oficinas, aumentando simultaneamente a

responsabilidade na execução das reparações.

DIGITALIZAÇÃO E DADOS

Os players que participaram neste artigo

concluíram que a digitalização foi outro

eixo fundamental em 2025, redefinindo

processos, relações comerciais e modelos

de negócio. Alejandro Vicario, do Grupo

CGA, refere que “a digitalização do canal

B2B e a evolução das expectativas do cliente

profissional tiveram um impacto significativo

na forma de operar”, obrigando os operadores

a repensar processos e a forma de gerar

valor. Neste contexto, o software deixou de

ser apenas uma ferramenta administrativa

para assumir um papel central na gestão e

na tomada de decisão, como destaca Arlindo

Gonçalves, da Guisoft, impulsionado pela

crescente adoção de soluções em cloud e inteligência

artificial. Esta evolução traduz-se

também numa maior integração entre sistemas

e numa crescente dependência de dados

fiáveis e atualizados, que passam a ser determinantes

para a eficiência e competitividade

das operações.

As margens irão

ajustar-se, cenário

que poderá acelerar

processos de

concentração e

racionalização do

mercado

Hugo Tavares, Soulima

A pressão sobre os

custos, a volatilidade

na cadeia de

abastecimento e a

necessidade de maior

eficiência logística

obrigam as empresas

a tomar decisões mais

rápidas e estratégicas

José Vicente, Linextras

CONCENTRAÇÃO E NOVOS PLAYERS

Também ao nível da estrutura do mercado se

registaram mudanças relevantes. A crescente

concentração e a entrada de novos players,

incluindo operadores internacionais, estão a

alterar o equilíbrio competitivo. João Madeira,

da Moeve, observa que “assistiu-se a uma

maior concentração do mercado e ao reforço

do protagonismo dos grandes grupos de

compras e distribuição”, enquanto Frederico

Abecasis Martins, da Hella Portugal, destaca

o impacto da entrada de empresas espanholas

na redefinição das estratégias locais.

Neste contexto, como refere José González,

da Mahle Aftermarket, o processo de consolidação

deverá continuar, com novas aquisições

e ajustamentos estratégicos já no horizonte.

PRESSÃO SOBRE CUSTOS

Na leitura do mercado, 2025 ficou igualmente

marcado por uma forte pressão sobre custos

e por uma maior sensibilidade ao preço por

parte do mercado. Tiago Domingos, da Ale-

CarPeças, Auto Delta e Fimag, refere a conjugação

entre o aumento dos custos de matérias-primas,

logística e energia e a necessidade

de maior eficiência, enquanto João Costa, da

Mikfil, destaca o impacto direto dessa pressão

no comportamento dos clientes, que passaram,

em muitos casos, a adiar manutenções

ou a optar por soluções mais económicas.

Neste enquadramento, os profissionais do aftermarket

indicam que a eficiência logística

assumiu um papel central. A capacidade de

garantir disponibilidade imediata, rapidez na

entrega e flexibilidade na resposta tornou-se

um fator crítico de competitividade. André

Cruz, da Autopeças Cab sublinha que o aftermarket

é hoje “um negócio principalmente

logístico”, onde a rapidez de resposta pode ser

determinante para fidelizar clientes. Também

Loredana Proietti, da Olipes, destaca a importância

da correta especificação das peças,

da disponibilidade imediata e do apoio técnico,

num contexto de maior exigência.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 29


30

ATUALIDADE

A sustentabilidade

das empresas será

o principal desígnio

dos gestores

Carlos Silva, Krautli Portugal

PERFIL DO CLIENTE

Simultaneamente, assistiu-se a uma evolução

clara no perfil do cliente profissional, mais informado,

mais exigente e mais orientado para

resultados. Rui Mesquita, da RMOIL, refere

que oficinas e frotas passaram a procurar soluções

integradas, com impacto direto na eficiência

operacional, na rentabilidade e na conformidade

ambiental. Esta mudança reflete

uma maturidade crescente do mercado, onde

o valor acrescentado supera progressivamente

a lógica puramente transacional.

GESTÃO OFICINAL

Também ao nível da gestão das oficinas, tornou-se

evidente uma maior profissionalização.

Álvaro Magalhães, da Centrocor, destaca a

crescente necessidade de reter talento e gerir

o aumento dos custos operacionais, enquanto

Tiago Domingos, da Ale CarPeças, Auto Delta

e Fimag aponta para uma maior aposta na

formação, na digitalização de processos e na

colaboração entre distribuidores, fabricantes

e oficinas. Esta evolução confirma um setor

mais estruturado, mais consciente dos seus

desafios e mais preparado para responder às

exigências futuras.

A especialização

técnica ganhará ainda

mais peso, sobretudo

em áreas como

veículos eletrificados

e sistemas ADAS”.

Alejandro Vicario, Grupo CGA

ESCASSEZ DE TALENTO

Ainda assim, os profissionais consultados

lembram que persistem desafios estruturais

relevantes, nomeadamente ao nível dos recursos

humanos. José Pedro, da Car Academy,

não deixa dúvidas ao afirmar que “o

maior desafio em 2025 foi a falta de mão de

obra qualificada”, uma limitação que continua

a condicionar a capacidade de crescimento

e a qualidade do serviço prestado.

ACESSO AOS DADOS

Por outro lado, fatores externos, como a regulamentação

e o acesso à informação, ganharam

maior relevância. Paulo Pimentel Torres,

da Vieira & Freitas, destaca a democratização

do acesso aos dados do veículo e a crescente

importância da cibersegurança, enquanto Filipe

Bandeira, da AB Tyres, aponta o impacto

de temas regulatórios como o anti-dumping e

o EUDR no contexto competitivo.

EVOLUÇÃO DO PARQUE

Por fim, a evolução tecnológica e energética

continua a marcar o ritmo da transformação

do setor. Filipe Perdiz, da BASF, destaca o

crescimento contínuo dos veículos eletrificados

e o impacto da digitalização e da automação

nos processos, enquanto João Madeira,

da Moeve, sublinha o peso crescente

da mobilidade elétrica no parque circulante

e nas dinâmicas de mercado. Ainda assim,

como refere Manuel Pintado, da Recambiofacil,

o setor continua a gerir uma transição

gradual, em que o parque atual mantém uma

forte relevância no curto e médio prazo. Em

paralelo, o aftermarket evidenciou sinais claros

de maturidade, com maior foco na criação

de valor, na eficiência operacional e na

adaptação estratégica. A crescente valorização

da durabilidade dos componentes, da reparação

em detrimento da substituição e da

sustentabilidade das operações, como refere

Carlos Silva, da Krautli Portugal, reflete uma


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 31

O setor será marcado

por uma digitalização

mais profunda dos

processos, deixando

para trás soluções

isoladas e apostando

em plataformas

integradas

Arlindo Gonçalves, Guisoft

mudança de paradigma que deverá consolidar-se

nos próximos anos. Em suma, 2025

foi um ano de consolidação, mas também

de pressão e transformação acelerada. Entre

a intensificação da concorrência, a exigência

operacional, a evolução tecnológica, a digitalização

e os desafios estruturais, o aftermarket

demonstrou resiliência e capacidade de

adaptação. Mais do que um ano de transição,

2025 afirmou-se como um ponto de

viragem, preparando o setor para um futuro

cada vez mais exigente, competitivo e orientado

para a eficiência e o valor acrescentado.

2026

mínimos para competir num mercado cada

vez mais profissionalizado e orientado por

MAIS EXIGÊNCIA, MAIS TECNOLOGIA,

MENOS MARGEM PARA ERRO

Os responsáveis do setor apontam para um

aftermarket automóvel em aceleração em

2026, mas também mais exigente, seletivo e

estruturalmente mais complexo. As tendências

já identificadas nos últimos anos não

só se mantêm como ganham intensidade,

num contexto em que a digitalização, a eletrificação,

a pressão económica e a transformação

dos modelos de negócio deixam de

ser evoluções graduais para se assumirem

como fatores críticos de sobrevivência. O

setor entra, assim, num novo ciclo, onde a

capacidade de adaptação, a eficiência operacional

e a especialização técnica deixam de

ser diferenciadores e passam a ser requisitos

dados. Neste novo contexto, os responsáveis

ouvidos consideram que a margem para erro

se reduz significativamente, penalizando

modelos menos eficientes e operadores com

menor capacidade de adaptação, num mercado

cada vez mais orientado por desempenho

e resultados.

2026 será o ano da

eficiência extrema na

logística last-mile

Nuno Durão, Pro4matic

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32

ATUALIDADE

DIGITALIZAÇÃO

Para os profissionais deste setor, a digitalização

continuará a liderar a transformação do

aftermarket, mas com um nível de maturidade

claramente superior ao observado até aqui.

Mais do que a adoção de ferramentas isoladas,

o mercado caminha para uma lógica de ecossistemas

digitais integrados, onde sistemas,

plataformas e intervenientes passam a estar

interligados de forma contínua. Filipe Bandeira,

da AB Tyres, antecipa que “o aftermarket

continuará a evoluir de forma acelerada,

assente em três eixos principais”, indicando a

maior digitalização e integração entre intervenientes,

adaptação ao crescimento de veículos

eletrificados com novas exigências técnicas,

e reforço da eficiência logística, com foco

na rapidez, gestão de stocks e fiabilidade das

cadeias de abastecimento”. Na mesma linha,

Arlindo Gonçalves, da Guisoft, defende que

“o setor será marcado por uma digitalização

mais profunda dos processos, deixando para

trás soluções isoladas e apostando em plataformas

integradas”, numa lógica em que oficina,

cliente e fornecedor passam a operar dentro

O principal desafio

nos próximos

anos será a

atração de talento

José González, Mahle Aftermarket

do mesmo ecossistema. Esta transformação

digital traz consigo uma mudança estrutural

na forma como as empresas são geridas. A

análise de dados deixa de ser complementar e

passa a estar no centro da tomada de decisão.

Arlindo Gonçalves sublinha que haverá “uma

maior valorização dos dados e indicadores de

desempenho”, enquanto Álvaro Magalhães,

da Centrocor, antecipa “o ano da profissionalização

da gestão”, num contexto em que as

oficinas terão de controlar com rigor métricas

como produtividade, tempo médio de permanência

das viaturas, margens por intervenção

e níveis de satisfação do cliente. Esta evolução

traduz-se numa mudança cultural profunda,

onde a intuição dá lugar a decisões suportadas

por informação concreta e mensurável.

IA

Paralelamente, a inteligência artificial começa

a assumir um papel cada vez mais tangível

nas operações do dia a dia. Manuel Pintado,

da Recambiofacil, aponta para “um salto na

utilização de inteligência artificial e análise

de dados”, refletindo uma mudança na forma

como as operações são planeadas, executadas

e otimizadas. Também José Pedro, da

Car Academy, reforça esta tendência, ao afirmar

que “a inteligência artificial e a automação

começarão a ter um papel prático, não

como conceito abstrato, mas como apoio

real ao diagnóstico, à gestão e à tomada de

decisão”. Já Alba Gonzalez, da Magneti Marelli,

enquadra esta evolução no aumento da

complexidade técnica dos veículos, referindo

que “a eletrónica continuará a ganhar importância

na reparação e manutenção automóvel”,

o que obrigará as oficinas a investir em

tecnologia e competências para acompanhar

essa realidade.

A inteligência

artificial e a

automação

começarão a ter

um papel prático,

não como conceito

abstrato, mas

como apoio real ao

diagnóstico, à gestão

e à tomada de

decisão

José Pedro, Car Academy


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 33


34

ATUALIDADE

ELETRIFICAÇÃO

A eletrificação continuará a redesenhar o aftermarket,

ainda que num processo progressivo

e marcado pela coexistência de diferentes

tecnologias. Paulo Gaspar, da Proxira,

destaca que “o crescimento sustentado dos

veículos elétricos continuará a transformar

a dinâmica do mercado”, exigindo novas

competências, ferramentas e abordagens

operacionais. Ao mesmo tempo, Luís Oliveira,

da Hispanor, chama a atenção para a

dualidade que caracteriza o setor, ao referir

“o aumento do parque de carros elétricos

e o envelhecimento do parque atual”. Esta

realidade implica que as empresas tenham

de responder simultaneamente a veículos

tecnologicamente avançados e a viaturas

mais antigas, com necessidades distintas em

termos de manutenção e reparação. A crescente

complexidade tecnológica dos veículos

traduz-se também numa maior exigência

ao nível de componentes, procedimentos e

conhecimento técnico. Loredana Proietti,

da Olipes, antecipa “um maior peso de

veículos híbridos/eletrificados” e um foco

acrescido em áreas como fluidos específicos

e transmissões modernas, onde a especificação

correta e o cumprimento rigoroso de

procedimentos são críticos. Tiago Domingos,

da AleCarPeças, Auto Delta e Fimag,

reforça esta ideia ao afirmar que “a evolução

tecnológica do parque automóvel exigirá oficinas

mais preparadas e parceiros capazes de

acompanhar essa evolução”, consolidando a

importância de uma cadeia de valor tecnicamente

competente e alinhada.

A pressão regulatória

e as preferências dos

consumidores estão a

impulsionar soluções

mais ecológicas

Filipe Perdiz, BASF

FORMAÇÃO

Neste contexto, a especialização técnica e

a formação assumem um papel absolutamente

central. Alejandro Vicario, do Grupo

CGA, prevê que “a especialização técnica

ganhará ainda mais peso, sobretudo em

áreas como veículos eletrificados e sistemas

ADAS”. Alexandre Freire, do CEPRA, antecipa

“um reforço do peso da formação certificada”,

enquanto José Pedro, da Car Academy,

acrescenta que “veremos um aumento

da especialização técnica e maior recurso a

apoio externo qualificado”, como consultoria,

suporte técnico e bases de conhecimento

avançadas. Ainda assim, o setor continua a

enfrentar um desafio estrutural na captação

e retenção de talento. José González, da

Mahle Aftermarket, alerta que “o principal

desafio nos próximos anos será a atração de

talento”, enquanto André Cruz, da Autopeças

Cab, reforça que “a escassez de recursos

humanos qualificados continua a agravar”,

obrigando as empresas a encontrar soluções

alternativas, muitas vezes através da digitalização

e automatização de processos.

O crescimento

sustentado dos

veículos elétricos

continuará a

transformar a

dinâmica do mercado

Paulo Gaspar, Proxira


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 35

Tecnologia de Sensores da Astemo

Sensor de massa

de ar (MAF)

Sensor de

posição da

árvore de cames

Sensor de

pressão do óleo

Sensor de pressão

do coletor de

admissão

Interruptor de

pressão do ar

condicionado

Sensor de

temperatura do

líquido de refrigeração

Sensor de

posição da

cambota

Sensor de

velocidade da

roda

Sensor de impulsos

do volante do motor

Sonda

Lambda

Sensor de

temperatura dos

gases de escape

Sensor de pressão

de escape

Os veículos modernos têm hoje um número de sensores exponencialmente superior ao dos

veículos de há algumas décadas. Graças à nossa vasta experiência como fornecedor OE

(equipamento original), o portefólio da Astemo Aftermarket inclui uma gama muito ampla

que abrange diversas famílias de produtos de sensores. Isto permite-nos oferecer aos

nossos clientes uma cobertura abrangente de veículos em vários grupos de produtos-chave.

Atualmente, o nosso portefólio inclui 16 tipos diferentes de sensores. O crescimento contínuo

nesta área importante define o rumo para uma gama de produtos preparada para o futuro.

Astemo Aftermarket Germany GmbH

Eugen-Gerstenmaier-Str. 8 • 32339 Espelkamp • Alemanha

E-Mail: emea.af@astemo.com

Descobre mais em:

www.aftermarket.astemo.com/emea


36

EFICIÊNCIA OPERACIONAL

Entre os responsáveis consultados, há consenso

de que a eficiência será uma das palavras-chave

de 2026. Rafael Peixoto, da

Carsistema, refere que “as oficinas irão

privilegiar soluções que simplifiquem os

processos sem comprometer a qualidade”,

enquanto Miguel Silva, da Midas, destaca

que “a eficiência operacional, a rapidez de

resposta e a capacidade de adaptação tecnológica

serão fatores decisivos” para a competitividade.

Esta necessidade de eficiência

não se limita à oficina, estendendo-se a toda

a cadeia de valor, desde o fornecimento até à

entrega final ao cliente.

O aftermarket

deixará de competir

simplesmente por

preço, passando a

privilegiar propostas

de valor baseadas em

serviços, tecnologia e

capacidade analítica

Rui Mesquita, RMOIL

LOGÍSTICA

A logística, em particular, enfrenta um momento

de redefinição. A exigência de rapidez

e disponibilidade mantém-se elevada, mas a

sustentabilidade económica destes modelos

começa a ser questionada. Vasco Duarte, da

Auto Silva Acessórios, alerta que modelos com

múltiplas entregas diárias “poderão revelar-se

difíceis de sustentar do ponto de vista económico

e operacional”, defendendo uma evolução

para soluções mais equilibradas, onde

a eficiência, a gestão de stock e a qualidade

do serviço ganham protagonismo face à lógica

do preço. Nuno Durão, da Pro4matic, reforça

esta visão ao afirmar que “2026 será o ano da

eficiência extrema na logística last-mile”, com

recurso a tecnologias de roteamento inteligente

e a uma maior descentralização dos stocks.

A entrada de players

espanhóis continuará

a trazer desafios

adicionais

Frederico Abecasis Martins, Hella Portugal

CUSTOS

Apesar da necessidade de eficiência, o contexto

económico continua a pressionar fortemente

o setor. Inês Abrantes, da Spinerg,

sublinha que “não se tem visto o reflexo do

aumento dos custos operacionais no custo

da hora, dificultando a recuperação de margens

por parte das oficinas”. Hugo Tavares,

da Soulima, antecipa que “as margens irão

ajustar-se, cenário que poderá acelerar processos

de concentração e racionalização do

mercado”. José Vicente, da Linextras, acrescenta

que “a pressão sobre os custos, a volatilidade

na cadeia de abastecimento e a necessidade

de maior eficiência logística obrigam

as empresas a tomar decisões mais rápidas e

estratégicas”.

CONSOLIDAÇÃO

Perante este cenário, a consolidação do setor

surge como uma tendência inevitável. Flávio

Menino, da Autozitânia, considera que

“a tendência de consolidação e concentração

continuará a transformar o setor em 2026,

provocando alterações nos maiores operadores,

sejam eles nacionais ou internacionais”,

enquanto Paulo Pimentel Torres, da Vieira

& Freitas, aponta para a continuidade de fusões

e aquisições como forma de ganhar escala

e capacidade de investimento. Frederico

Abecasis Martins, da Hella Portugal, acrescenta

que “a entrada de players espanhóis

continuará a trazer desafios adicionais”,

contribuindo para um aumento da pressão

competitiva no mercado ibérico.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 37


38

ATUALIDADE

Não se tem

visto o reflexo

do aumento dos

custos operacionais

no custo da hora,

dificultando a

recuperação de

margens por parte

das oficinas

Inês Abrantes, Spinerg

SUSTENTABILIDADE

Para os responsáveis consultados, a sustentabilidade

assume também um papel

cada vez mais central, deixando de ser um

complemento para se tornar um eixo estratégico

das organizações. Tiago Domingos,

AleCarPeças, Auto Delta e Fimag, defende

que deixará de ser um tema acessório para

passar a integrar o núcleo das decisões empresariais,

enquanto Carlos Silva, da Krautli

Portugal, afirma que “a sustentabilidade das

empresas será o principal desígnio dos gestores”.

Filipe Perdiz, da BASF, reforça esta tendência

ao destacar que “a pressão regulatória

e as preferências dos consumidores estão a

impulsionar soluções mais ecológicas”, tanto

ao nível dos produtos como dos processos,

incluindo gestão de resíduos e utilização

de tecnologias mais eficientes.

AUTOMAÇÃO

No plano tecnológico, a automação e a robótica

começam a ganhar expressão concreta

nas operações. Filipe Perdiz, da BASF,

antecipa que “sistemas de estimativa de danos,

dosagem automática e aplicação robotizada”

irão transformar processos, sobretudo

em áreas como a pintura, aumentando a

produtividade, a consistência e a qualidade

dos resultados.

USADOS

Paralelamente, o envelhecimento do parque

automóvel e o dinamismo do mercado

de usados continuam a garantir volume de

atividade para o setor. Manuel Pintado, da

Recambiofacil, destaca que “o forte mercado

de usados continuará a alimentar a atividade

das oficinas”, enquanto João Costa, da

Mikfil, prevê “um reforço da procura, com

maior foco na manutenção preventiva e na

utilização de componentes de qualidade”,

refletindo uma maior consciencialização por

parte dos consumidores.

COMPETITIVIDADE

Por fim, a crescente importância dos dados

e das relações entre os diferentes intervenientes

deverá redefinir profundamente o

posicionamento do aftermarket. Rui Mesquita,

da RMOIL, considera que “o aftermarket

deixará de competir simplesmente

por preço, passando a privilegiar propostas

de valor baseadas em serviços, tecnologia e

capacidade analítica”. Nesta lógica, o setor

tenderá a tornar-se mais colaborativo, com

alianças entre fornecedores de componentes,

plataformas digitais, operadores logísticos

e serviços de gestão de frotas. Também

Marc Siemssen, da Meyle, alerta para a

A evolução tecnológica

do parque automóvel

exigirá oficinas

mais preparadas e

parceiros capazes

de acompanhar essa

evolução

Tiago Domingos, AleCarPeças, Auto Delta e Fimag

importância das discussões regulamentares

sobre o acesso aos dados dos veículos, que

indica serem fundamentais para garantir

concorrência justa e inovação no aftermarket

independente.

SETOR MAIS EXIGENTE

Em síntese, os contributos recolhidos

apontam para 2026 como uma nova fase

de maturidade do aftermarket automóvel,

caracterizada por maior exigência, maior

complexidade e menor margem para erro.

Entre digitalização profunda, especialização

técnica, pressão económica, sustentabilidade

e inovação tecnológica, o setor prepara-

-se para um cenário altamente competitivo

e em rápida evolução. A diferença entre

os operadores será cada vez mais definida

pela capacidade de execução e pela rapidez

de resposta às mudanças do mercado. Os

responsáveis consultados acreditam que as

empresas que conseguirem conjugar eficiência,

escala, capacidade analítica e adaptação

contínua estarão melhor posicionadas para

criar valor sustentável num mercado onde

já não basta acompanhar a mudança, sendo

necessário antecipá-la.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 39

Produtos Líderes

e Soluções de Serviço

Inteligentes

delphiautoparts.com


40

40 ATUALIDADE

LUCÍA BONILLA MARTÍNEZ, FUNDADORA E PRESIDENTE, MOTORMIND.IO - CEO, BONILLA MOTOR

“A IA está aqui para libertar

as pessoas, não para as

substituir”

A inteligência artificial já chegou às oficinas. É uma realidade já com aplicação prática e com resultados palpáveis. Um dos

melhores exemplos é o da Motormind, que nasceu em contexto real de oficina. Lucía Bonilla Martínez explica tudo nesta

excelente entrevista.

TEXTO PAULO HOMEM

A

inteligência artificial pode ajudar

a resolver alguns dos maiores problemas

atuais do pós-venda automóvel:

a falta de técnicos qualificados

e a dificuldade em gerir tanto

conhecimento técnico numa oficina. Quem

o diz é Lucía Bonilla Martínez, fundadora e

presidente da Motormind (motormind.io),

entidade que desenvolveu uma plataforma de

assistência técnica com inteligência artificial

para o pós-venda, isto é, para as oficinas.

Com décadas de experiência no setor e proveniente

de uma empresa familiar ligada ao retalho

automóvel, Lucía Bonilla Martínez, deu

à revista PÓS-VENDA uma grande entrevista

falando não só da Motormind, mas do enorme

impacto que a inteligência artificial está a ter e

vai ter no pós-venda automóvel.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 41

ORIGEM E PROPÓSITO

O que é a Motormind e quando nasceu?

A Motormind é a plataforma de assistência

técnica com IA para o pós-venda de fabricantes

de automóveis. Nasceu de uma frustração

muito concreta que vivi na minha própria oficina,

a Bonilla Motor, que opera há mais de

40 anos em Castilla-La Mancha. Estávamos a

perder horas faturáveis porque nos faltava pessoal

qualificado. Tinhamos os carros, tinhamos

os clientes... mas não tinhamos as mãos.

Levei esse problema a várias empresas tecnológicas.

Explicava-lhes o que tinha na cabeça

e era como se falasse noutra língua. Foi

quando me encontrei com o Max Cartucho,

o meu sócio, que decidimos que tínhamos de

ser nós a construir a solução. Desde que identifiquei

o problema até ter a primeira versão a

funcionar num contexto real de oficina, passou

pouco mais de um ano. Não foi rápido,

mas foi construído de dentro para fora: com

técnicos reais, com problemas reais.

Hoje a Motormind trabalha diretamente com

OEMs para melhorar a forma como se dá suporte

técnico a toda a sua rede de concessionários

e oficinas.

Que problemas concretos das oficinas foram

o ponto de partida para o desenvolvimento

da plataforma Motormind?

O problema mais visível era a falta de técnicos

qualificados. Mas, trabalhando com

oficinas, descobrimos que por trás desse sintoma

havia algo mais profundo: o sistema de

suporte técnico não estava desenhado para os

carros atuais.

Vejo um pós-venda

onde o conhecimento

técnico é acessível

ao instante, onde o

suporte é proativo

em vez de reativo, e

onde cada reparação

alimenta um sistema

de aprendizagem que

beneficia toda a rede

Um técnico hoje tem à sua frente um veículo

complexíssimo, abre um ticket de suporte à

marca e espera. Às vezes horas, às vezes dias.

Quando a resposta chega, pode já não ser

relevante porque o contexto mudou. A documentação

técnica existe, mas está dispersa

em milhares de páginas de PDFs que ninguém

consegue navegar de forma eficiente

em tempo real. E as equipas de suporte dos

fabricantes estão sobrecarregadas a responder

às mesmas consultas vezes sem conta.

É um sistema que foi desenhado para outra

época. Os carros mudaram radicalmente, a

complexidade multiplicou-se, mas a forma

como se dá suporte técnico é essencialmente

a mesma de há vinte anos. Isso gera um fosso

que a cada ano se torna maior. E se não

trabalharmos pela raiz, só podemos remendar

sintomas.

A plataforma foi desenvolvida “de baixo

para cima”, a partir das necessidades

reais das oficinas. Como foi esse processo

de desenvolvimento e de envolvimento

com os profissionais do setor?

Foi completamente orgânico. Começámos

a pilotar na minha própria oficina e depois

passámos a oficinas reais, acompanhando

técnicos no seu dia a dia, vendo exatamente

onde ficavam bloqueados. Não partimos de

uma teoria sobre como a tecnologia devia

funcionar, partimos da dor concreta que

cada pessoa vivia em cada posto.

Isso deu-nos algo que não se pode comprar:

a confiança do setor. O técnico que experimentou

algo que realmente lhe poupa tempo

não precisa de ser convencido. E essa credibilidade,

essa origem na oficina, é o que diferencia

a Motormind de qualquer empresa

tecnológica que entre no setor de fora.

O diagnóstico foi a nossa porta de entrada.

Mas, trabalhando lado a lado com as oficinas,

descobrimos que o diagnóstico era apenas

uma parte do problema. As fricções reais

vinham de mais acima: de como flui o conhecimento

técnico entre o fabricante e a sua

rede. Por isso hoje trabalhamos com OEMs:

não porque tenhamos abandonado o técnico,

mas porque é a única forma de fazer com

que todo o sistema trabalhe a seu favor.


42

ATUALIDADE

FUNCIONAMENTO DA PLATAFORMA

Um dos elementos-chave do sistema é o

pré-diagnóstico antes da entrada do veículo

na oficina. Como funciona este processo

na prática e que vantagens traz para

a gestão do serviço?

O pré-diagnóstico permite que, antes de o

veículo entrar fisicamente na oficina, o técnico

ou o consultor de serviço já tenha informação

relevante: que sintomas reporta o

cliente, que documentação técnica do fabricante

é aplicável, que historial tem esse modelo

em avarias semelhantes.

Na prática, isso muda completamente a dinâmica

da receção. Em vez de começar do

zero quando o carro chega, o técnico entra

na intervenção com contexto. Sabe que ferramentas

vai precisar, se há peças que deve ter

preparadas, se é uma avaria conhecida com

um procedimento específico. Isso elimina

tempos mortos, reduz o diagnóstico em oficina

e melhora o planeamento da carga de

trabalho.

Para o cliente é também uma melhoria direta:

menos tempo de espera, mais precisão

nos orçamentos e menos surpresas durante

a reparação.

Um dos desafios das oficinas é gerir a enorme

quantidade de documentação técnica

dos fabricantes. Como é que a plataforma

transforma essa informação em instruções

úteis e simples para o mecânico?

Este foi, sem dúvida, o nó mais difícil de

desatar. A documentação técnica existe: os

fabricantes têm milhares de páginas por

modelo, manuais, boletins técnicos, históricos

de avarias, etc. O problema não é a

quantidade de informação, é a sua acessibilidade

operacional.

A Motormind faz com que esse conhecimento

oficial seja instantaneamente consultável.

O técnico faz uma pergunta em

linguagem natural, no seu idioma, descrevendo

o sintoma do veículo que tem à sua

frente. A plataforma acede à documentação

oficial do fabricante, identifica o que é relevante

para aquele veículo e aquela avaria

concreta e devolve-lhe uma resposta contextualizada.

Não um PDF de 2.000 páginas.

A resposta que precisa, agora.

Cada fabricante tem a sua estrutura, o seu

histórico, as suas particularidades. Uma

parte importante do nosso trabalho é precisamente

essa: fazer com que esse conhecimento,

que já existe, seja operativo para o

técnico no momento em que precisa dele.

Na prática, que impacto pode ter esta simplificação

da informação na produtividade

e na qualidade das reparações?

O impacto é direto em duas dimensões que

andam sempre juntas: velocidade e qualidade.

Em velocidade: quando o técnico tem a resposta

correta em segundos em vez de esperar

horas ou dias, o tempo de diagnóstico reduz-

-se significativamente. Isso traduz-se em mais

intervenções por dia, menos estrangulamentos

na receção e melhor planeamento da oficina.

Em qualidade: quando a resposta vem da documentação

oficial do fabricante, bem contextualizada,

os erros de diagnóstico reduzem-

-se. Não há interpretações em segunda mão,

não há informação desatualizada a circular de

técnico para técnico. O técnico trabalha com

o conhecimento correto desde o primeiro momento.

Menos retrabalhos, menos peças substituídas

por engano, melhor experiência para

o cliente final.

E há um terceiro efeito que me parece muito

importante: o técnico júnior tem hoje acesso

ao mesmo conhecimento que um técnico sénior

levou anos a acumular. Isso tem um impacto

enorme no desenvolvimento da equipa.

Até que ponto pode a inteligência artificial

ajudar a reduzir erros de diagnóstico e evitar

substituições de peças desnecessárias?

É um dos impactos mais diretos e mais mensuráveis.

Muitos erros de diagnóstico não vêm

de falta de capacidade técnica: vêm de falta

de informação no momento certo. O técnico

não tem acesso rápido ao boletim técnico que

descreve exatamente aquele sintoma, ou não

sabe que aquele modelo tem um histórico de

avarias conhecidas naquele componente.

Quando o sistema lhe dá essa informação

contextualizada antes de começar a desmontar,

as substituições preventivas desnecessárias

reduzem-se. O técnico pode confirmar ou

descartar hipóteses com dados antes de encomendar

peças. Isso poupa custos tanto à

oficina como ao cliente, e melhora a relação

de confiança.

Não é magia: é fazer com que o conhecimento

que já existe no sistema do fabricante seja

operativo para quem precisa dele, no momento

em que precisa.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 43

QUALIDADE ORIGINAL

EM CADA PEÇA.

As vibrações, ruídos e desgaste prematuro da correia têm muitas vezes uma origem

negligenciada: a polia da cambota. Um componente chave para a transmissão eficiente

de potência e para o controlo das vibrações, com impacto direto no conforto, na

fiabilidade e na longevidade do veículo.

Com as polias Corteco, a oficina aposta em qualidade OE, facilidade de montagem e um

desempenho duradouro que faz a diferença na estrada – e na satisfação do cliente.


44

ATUALIDADE

Que impacto pode ter esta tecnologia na

rentabilidade das oficinas e na otimização

dos tempos de reparação?

A rentabilidade da oficina depende de converter

capacidade em horas produtivas. As

três fugas de eficiência mais dispendiosas são:

os tempos mortos por esperas, a má preparação

da intervenção e os retrabalhos. A Motormind

ataca diretamente as três.

Quando o diagnóstico é mais rápido, quando

a documentação é acessível no instante e

quando o suporte não bloqueia a operação,

as horas faturáveis aumentam de forma natural.

Não por pressão, mas por redução de

fricção. O técnico pode concentrar-se no que

realmente acrescenta valor em vez de perder

tempo a procurar informação ou a esperar

respostas.

Para os clientes enterprise com quem trabalhamos,

a poupança equivale ao trabalho

que teriam demorado mais de dois anos a

construir internamente se tivessem tentado

desenvolver um sistema de suporte próprio.

Isso é tempo e recursos que podem ser investidos

em fazer crescer o negócio.

Pode dar-nos alguns dados / números /

percentagens que demonstrem claramente

o impacto que a vossa plataforma Motormind

tem nas operações de uma oficina?

O dado mais significativo é este: resolvemos

cerca de 80% das consultas técnicas antes de

se converterem num ticket de suporte. Isso

significa que o técnico obtém a resposta que

precisa diretamente a partir da plataforma,

O principal obstáculo

não é tecnológico,

é de confiança.

O técnico já viu

muita tecnologia

que promete muito

e entrega pouco.

Essa desconfiança

é completamente

legítima e há que

respeitá-la

sem necessidade de escalar para a equipa de

suporte da marca. A equipa de suporte fica liberta

para se focar nos 20% de casos que realmente

requerem intervenção especializada.

Para os fabricantes com quem trabalhamos,

a poupança equivale a mais de dois anos de

trabalho em construção de sistemas internos.

É o equivalente a não ter de montar de raiz

toda uma infraestrutura de suporte técnico.

Prefiro não dar números sem o suporte de

cada caso concreto, porque cada rede e cada

fabricante tem as suas particularidades. O

que posso dizer é que os resultados são visíveis

desde a primeira utilização. Não vendemos

futuro, vendemos resultados imediatos.

MERCADO E EXPANSÃO

Para além das oficinas (independentes e

concessionários), a que outros atores do setor

pretende chegar esta solução (seguradoras,

empresas de renting, etc.)?

Hoje o nosso foco principal está nos OEMs e

nas suas redes de concessionários e oficinas oficiais.

É onde temos maior impacto sistémico:

quando trabalhas com um fabricante, não melhoras

uma oficina, melhoras toda uma rede.

Mas a lógica do que fazemos — tornar o conhecimento

técnico oficial operativo e instantaneamente

acessível — é aplicável a qualquer

ator que gira frotas de veículos complexos ou

que precise de dar suporte técnico em escala.

As seguradoras, as empresas de renting ou as

plataformas de gestão de frotas têm desafios

semelhantes: muitos veículos, documentação

técnica complexa e a necessidade de tomar decisões

rápidas e bem informadas.

É um horizonte natural de expansão. Por agora

estamos a construir a base sólida com os

OEMs, que é onde o impacto é mais profundo

e mais duradouro.

A empresa está também a desenvolver um

módulo de peritagem com inteligência

artificial. Como funcionará este sistema e

que papel poderá desempenhar na gestão

de sinistros e reparações de colisão?

A peritagem é uma área onde a IA tem um

potencial enorme, e é algo que conhecemos


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 45

muito bem através da Bonilla Motor, onde

gerimos sinistros de seguro com as companhias

seguradoras.

O processo atual de gestão de um sinistro

implica muitos passos manuais: documentação

de danos, comunicação com a seguradora,

validação de orçamentos, gestão de

ampliações por danos ocultos. Cada um

desses passos tem fricções que geram atrasos

e erros. A IA pode ajudar a estruturar e agilizar

todo esse fluxo: desde a documentação

visual dos danos até à verificação de que o

orçamento está alinhado com os parâmetros

do setor.

É uma área em desenvolvimento ativo. Posso

dizer que a lógica é a mesma que aplicamos

na assistência técnica: tornar o conhecimento

e os processos que já existem mais

acessíveis, mais rápidos e mais precisos para

quem tem de trabalhar com eles.

IA, FORMAÇÃO E TALENTO

Na sua opinião, em que áreas da operação

de uma oficina pode a inteligência artificial

ter maior impacto nos próximos anos?

Vejo três áreas com impacto transformador.

A primeira é o diagnóstico e a assistência técnica,

que é onde estamos a trabalhar hoje.

A complexidade dos veículos elétricos e híbridos

faz com que o conhecimento técnico

necessário se tenha multiplicado, e a IA é a

única forma de tornar esse conhecimento

acessível para todos os técnicos, não apenas

para os mais experientes.

A segunda é o planeamento e otimização da

operação: desde a gestão da carga de trabalho

até à antecipação de peças necessárias.

Quando o sistema compreende o contexto

do veículo antes de ele chegar à oficina, pode

prever o que vai ser necessário.

E a terceira, que creio estar subestimada, é a

formação contínua implícita. Cada interação

com uma plataforma de conhecimento bem

construída é uma oportunidade de aprendizagem.

O técnico que hoje resolve um problema

com ajuda da IA está, ao mesmo tempo,

a adquirir conhecimento que da próxima

vez poderá aplicar de forma autónoma.

Num setor onde a tecnologia do automóvel

evolui rapidamente, a formação contínua

dos técnicos é essencial. Pode a inteligência

artificial funcionar também como

ferramenta de aprendizagem ou formação?

Absolutamente, e é algo em que acredito

profundamente. Há duas dimensões de formação

que a IA habilita de forma natural.

A primeira é a formação no momento.

Quando um técnico consulta como diagnosticar

uma avaria e o sistema lhe dá a resposta

a partir da documentação oficial, está

a aprender. Não é formação programada, é

aprendizagem contextual no momento em

que mais se fixa: quando estás diante do problema

real.

A segunda é a democratização do conhecimento.

Um técnico júnior tem hoje acesso

Muitos erros de

diagnóstico não

vêm de falta de

capacidade técnica:

vêm de falta de

informação no

momento certo

ao mesmo conhecimento que um técnico

sénior levou anos a acumular. Esse conhecimento

institucional do fabricante, que antes

só chegava a quem tinha anos de experiência

ou acesso a formações específicas, está agora

disponível para toda a rede. Isso tem um efeito

formativo enorme em escala.

O sistema também aprende com cada interação:

cada caso resolvido alimenta uma base

de conhecimento que beneficia todos os técnicos

da rede. É uma formação coletiva contínua,

que melhora sozinha com a utilização.

A falta de técnicos qualificados é hoje um

dos maiores desafios do setor. De que forma

pode a inteligência artificial ajudar a

compensar esta escassez de técnicos?

PUB

Este é o problema estrutural do setor, e é

exatamente o que deu origem à Motormind.

Não há uma solução mágica para a falta de

talento técnico, mas a IA pode amortecer o

seu impacto de duas formas.

A primeira é tornar cada técnico mais produtivo.

Se o tempo de diagnóstico se reduz

porque o técnico tem acesso imediato ao conhecimento

correto, a mesma equipa pode

atender mais veículos. Não estamos a substituir

pessoas, estamos a eliminar as fricções

que as impedem de fazer mais.

A segunda é reduzir a barreira de entrada

para técnicos menos experientes. Quando o

conhecimento está acessível na plataforma,

um técnico com menos anos de experiência

pode resolver problemas que antes exigiam

alguém com muito mais percurso. Isso amplia

efetivamente o conjunto de pessoas que

podem trabalhar de forma produtiva na oficina.

A IA está aqui para libertar as pessoas, não

para as substituir. Num setor com escassez

de talento, potenciar cada pessoa é a única

forma sustentável de crescer.

ADOÇÃO E FUTURO

Quais podem ser os maiores obstáculos à

adoção da inteligência artificial no pós-

-venda automóvel?

O principal obstáculo não é tecnológico, é

de confiança. O técnico já viu muita tecnologia

que promete muito e entrega pouco.


46

ATUALIDADE

Essa desconfiança é completamente legítima

e há que respeitá-la.

A nossa forma de ganhar essa confiança é simples:

que funcione. Que a primeira vez que

o técnico pergunta algo, a resposta seja boa.

Que lhe poupe tempo real, mensurável, nesse

mesmo dia. Não vendemos futuro, vendemos

resultados desde a primeira utilização.

Há também barreiras organizacionais: a integração

com os sistemas existentes, a gestão da

mudança nas equipas, a coordenação entre o

fabricante e a sua rede de concessionários.

São desafios reais, mas são desafios de implementação,

não de tecnologia.

E há um terceiro obstáculo que me parece

importante nomear: o medo de que a IA

substitua postos de trabalho. Creio que a resposta

a isso está nos factos: as oficinas que

trabalham com a Motormind não despedem

técnicos, têm-nos mais ocupados porque

conseguem fazer mais.

Olhando para o futuro, como imagina o

papel da inteligência artificial no pós-venda

automóvel nos próximos anos?

Vejo um pós-venda onde o conhecimento

técnico é acessível ao instante, onde o suporte

é proativo em vez de reativo, e onde cada

reparação alimenta um sistema de aprendizagem

que beneficia toda a rede.

Os carros serão mais complexos, especialmente

com a eletrificação a acelerar. Mas o

suporte será mais inteligente. O técnico que

hoje perde horas a procurar informação terá

um assistente que lhe dá a resposta correta ao

instante, contextualizada ao seu veículo e à

sua avaria.

Para os fabricantes, a IA permitirá escalar o

pós-venda europeu sem crescer proporcionalmente

em estrutura. Poder dar suporte em

múltiplos idiomas, com documentação técnica

de milhares de páginas por modelo, a equipas

distribuídas por vários países, sem necessidade

de multiplicar as equipas de suporte.

E para o setor em geral, creio que a IA acelerará

a transformação do pós-venda de ser um centro

de custo para ser um gerador real de valor

e diferenciação. A marca que responde rápido,

que resolve, que apoia a sua rede... isso traduz-

-se em fidelização e em reputação.

Pela sua experiência, estão as oficinas independentes

preparadas para esta transformação

tecnológica?

Mais do que se costuma assumir, e menos do

que precisam de estar.

As oficinas independentes têm algo muito

valioso: agilidade. Não têm os processos rígidos

nem as hierarquias dos concessionários

de grande rede. Quando veem que algo funciona,

adotam-no rapidamente. Essa capacidade

de adaptação é uma vantagem enorme.

O que lhes falta é acesso. Acesso a formação

técnica atualizada, acesso a documentação

oficial que as marcas nem sempre disponibilizam

à rede independente, e acesso a tecnologia

que até agora estava desenhada para

grandes redes com grandes orçamentos.

É exatamente aí que a IA pode democratizar

o setor. A plataforma que acede à documentação

técnica oficial e assiste o técnico em

tempo real não exige um investimento enorme

nem uma equipa de TI. Exige vontade de

mudar e um sistema que realmente funcione.

A oficina independente que dê esse passo vai

ter uma vantagem competitiva muito real sobre

as que não o fizerem.

Se tivesse de dar um conselho a uma oficina

que quer começar a utilizar inteligência

artificial, qual seria o primeiro passo?

O primeiro passo é identificar o estrangulamento

mais caro. Não o mais chamativo, o

mais caro. Onde se perdem mais horas? No

diagnóstico? Na espera de resposta do fabricante?

A procurar informação em documentação

que ninguém sabe navegar? Esse ponto

de dor concreto é onde deve começar qualquer

solução de IA.

O segundo passo é exigir resultados desde o

primeiro dia. Não projetos-piloto de seis meses,

não promessas de futuro. Se a ferramenta

não poupa tempo real na primeira semana de

uso, não é a ferramenta certa.

E o terceiro conselho, que me parece o mais

importante: não procures tecnologia, procura

soluções para problemas concretos. A IA

não é um fim em si mesma. É um meio para

que as pessoas da tua oficina façam melhor

o seu trabalho. Se o técnico não nota no seu

dia a dia, não está a servir de nada.

A melhor assistência técnica é a que evita

que a oficina tenha de pedir ajuda. Esse

deveria ser o critério para avaliar qualquer

ferramenta.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 47

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48 ATUALIDADE

CAR ACADEMY ORGANIZA MECHSUMMIT - CONFERÊNCIA PARA PROFISSIONAIS DA REPARAÇÃO

Debater a realidade

do setor oficinal

A Car Academy, empresa de formação especializada no setor das oficinas, vai organizar no dia 26 de setembro,

em Oeiras, o MechSummit, a maior conferência para técnicos e donos de oficinas em Portugal. Um dia de

networking, aprendizagem e inovação.

Conhecendo em profundidade o

setor das oficinas de automóveis

independentes, a Car Academy vai

levar a efeito o MechSummit, uma

conferência onde pretende abordar

temas diretamente ligados à realidade

do setor em Portugal, incluindo tendências

do mercado automóvel, gestão de equipas,

rentabilidade e desafios técnicos enfrentados

pelas oficinas.

O evento vai reunir proprietários, gestores e

técnicos de oficinas de reparação automóvel

para um dia de palestras, partilha de conhecimento

e aprendizagem prática. Ao longo

do dia, vários convidados irão intervir com

conteúdos orientados para a melhoria do desempenho

dos negócios das oficinas e para

a adaptação a um mercado cada vez mais

exigente. Entre os nomes confirmados estão

Ana Sofia Cardoso, jornalista, que assumirá

o papel de apresentadora, José Pedro, COO

do Grupo J23M, e David Carreto, CEO do

Grupo Carretos, estando ainda previstos outros

oradores a anunciar brevemente.

Um dos momentos centrais do programa

será uma apresentação especial da equipa de

suporte técnico, dedicada à análise de casos

reais de avarias. Serão partilhadas situações

concretas, com sintomas complexos e diagnósticos

exigentes, demonstrando as soluções

encontradas através de consultoria técnica.

Esta componente prática pretende oferecer

aos participantes aprendizagens aplicáveis no

dia a dia profissional.

O evento terá formato exclusivamente presencial,

promovendo também o networking

entre participantes e a troca de experiências

no setor. A organização destaca que haverá

espaço para interação direta com os oradores

e outros profissionais da área.

O MechSummit 2026 irá decorrer no Centro

de Conferências do Hotel Lagoas Park, em

Oeiras, entre as 9h e as 18h. As inscrições e

outros detalhes do evento poderão ser consultados

através do site www.mechsummit.pt.

Mais informações em:

www.mechsummit.pt/


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 49


50

50 ATUALIDADE

QUASAR

Especialização que deu frutos

Consolidada a sua operação em Espanha e Portugal, a Quasar continua a investir fortemente na sua especialização em

alternadores e motores de arranque para todo o tipo de veículos. Os desafios técnicos atuais incrementam e reforçam ainda

mais a sua especialização.

TEXTO PAULO HOMEM

Com 36 anos de atividade (novembro

de 1990) e mais de uma década

de presença física em Portugal, a

Quasar construiu uma relação sólida

com o mercado nacional muito

antes de se instalar formalmente no país.

A operação física no nosso país arrancou em

2015, em Leiria, mas o trabalho com clientes

portugueses remonta praticamente à origem

da empresa.

“Para nós, Portugal sempre foi um mercado

muito importante. Estando nós na Galiza fica

mais perto Portugal do que o mercado de Madrid”,

explica Carlos Eguia, Diretor Geral da

Quasar, explicando que “a afinidade linguística

e a facilidade de comunicação foram também

determinantes. Entendemo-nos muito

bem. Há uma proximidade natural que facilitou

muito o desenvolvimento do negócio”.

Os primeiros passos foram dados no norte do

país, através de contactos pessoais que acabaram

por marcar o percurso da empresa. Entre

eles, José Soares e Fernando Moreno, que

Carlos Eguia recorda como figuras-chave na

entrada no mercado português. “Nunca me

vou esquecer da primeira vez que entrei numa

loja em Braga. Foi tudo muito direto, muito

aberto. As pessoas explicavam como compravam,

como vendiam. Era um mercado muito

transparente”.

Esse ambiente facilitou a expansão para outras

zonas, como o Porto, onde a empresa começou

a consolidar a sua presença junto de operadores

especializados em material elétrico.

“Encontrámos empresas muito profissionais,

mas acima de tudo pessoas de grande qualidade

humana, como o Óscar Rocha, que se

tornou um amigo para sempre. Tudo isso

marcou-nos muito e ditou a nossa evolução”,

explica Carlos Eguia.

Com o crescimento da atividade e o aumento

da procura, surgiu a oportunidade de dar um

passo adicional: criar uma estrutura física no

país, neste caso em Leiria e um ano mais tarde

no Porto. A decisão foi também influenciada

pela evolução do próprio mercado, cada vez

mais orientado para a proximidade e rapidez

de resposta.

FORTE ESPECIALIZAÇÃO

Um dos momentos mais marcantes no percurso

da Quasar foi a decisão de apostar na

especialização em alternadores e motores de

arranque, há cerca de 25 anos. Uma escolha

que teve origem, em parte, em conselhos recebidos

no mercado português. “Recordo uma

conversa em Lisboa, com o Joaquim Candeias,

em que me disse: ou trabalhas uma marca ou

trabalhas um produto, mas tens que te especializar.

Não podes fazer tudo”, conta Carlos

Eguia. Essa ideia acabou por influenciar decisivamente

a estratégia da empresa. “Percebemos

que fazia sentido concentrarmo-nos num tipo

de produto e tornarmo-nos especialistas. Foi

uma aposta ganha”, diz o mesmo responsável.

Esta especialização permitiu à Quasar desenvolver

conhecimento técnico profundo

e diferenciar-se num mercado onde muitos

operadores optam por gamas de produto

muito alargadas. “Há espaço para todos, mas

acreditamos que o nosso valor está exatamente

na profundidade da gama, não na largura da

oferta”, refere.


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Num mundo cada vez mais digital, a presença online de uma oficina pode ser a chave para

atrair mais clientes e aumentar a visibilidade do negócio. Mas como garantir que a sua oficina

se destaca num mercado tão competitivo? A VARTA, líder em soluções de baterias automotivas,

oferece 6 conselhos essenciais para melhorar a sua presença online:

diretamente com os clientes.

NOTÍCIAS

Crie conteúdo de qualidade. Criar conteúdo relevante para o seu público também é

fundamental. Quando se trata de oficinas, o conteúdo deve ser educativo, informativo e

diretamente relacionado às necessidades dos clientes. Por exemplo, criar artigos sobre como

identificar sinais de desgaste na bateria ou vídeos demonstrando a manutenção adequada de

veículos.

Faça colaborações com marcas e influencers. Associar-se a marcas reconhecidas aumenta

a confiança dos clientes e a visibilidade online da sua oficina. Além disso, colaborar com

influencers e empresas do setor amplia o alcance e cria oportunidades de promoções conjuntas,

que podem ser muito atrativas para os clientes.

Aposte em avaliações online para construir confiança. As avaliações online são essenciais

para aumentar a confiança dos clientes na sua oficina. Incentive os clientes satisfeitos

a deixar feedback no Google, Facebook ou outras plataformas relevantes. Responder a estas

avaliações, tanto as positivas como as negativas, contribui para a boa reputação online.

Envie comunicações segmentadas para fidelizar clientes. Utilize newsletters ou mensagens

segmentadas para oferecer recordatórios de verificações, como check-ups de bateria ou

mudanças de óleo, e promoções exclusivas. Estas comunicações ajudam a manter a sua oficina na

mente dos clientes.

Torne-se parceiro da VARTA e apareça no portal. O VARTA Partner Portal oferece uma série

de serviços úteis para as oficinas, incluindo a oportunidade de aparecer no Pesquisador de

parceiros, onde clientes de todo o país procuram locais de confiança que utilizem baterias VARTA

e realizem testes de baterias. Inscreva-se gratuitamente no Portal e aproveite todas as vantagens.

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Ao longo dos anos, essa especialização foi

sendo alargada a muitas outras competências

por via também da evolução técnica do próprio

produto. “Um alternador já não é apenas

uma peça que carrega a bateria. É uma unidade

eletrónica, uma centralina, que comunica

com outros sistemas do veículo”, explica

Carlos Eguia, dizendo que “se o alternador

não fornece os parâmetros corretos (tensão,

e amperagem) a bateria pode simplesmente

não aceitar a carga.”

Esta evolução obriga a um esforço constante

de adaptação e de procura constante

por parte da Quasar para acompanhar as

tendências tecnológicas e dar resposta ao

mercado. Atualmente, coexistem diferentes

arquiteturas elétricas, incluindo sistemas de

12, 24, 36 e 48 volts, cada uma com requisitos

específicos. “Já estamos a trabalhar com

48 volts de forma regular. É uma realidade

crescente na nossa operação”, diz o Diretor

Geral da Quasar.

Esta evolução exige investimento constante

em equipamentos, formação e capacidade de

diagnóstico. “Temos que aprender continuamente.

O produto muda todos os anos, mesmo

que mantenha o mesmo nome”, assegura

o mesmo responsável.

PLATAFORMA B2B MAIS TÉCNICA

A plataforma B2B da Quasar é hoje central

na operação da empresa, concentrando uma

parte significativa das vendas. Ainda assim, há

margem de evolução. “Queremos que seja mais

do que uma ferramenta comercial. Queremos

integrar informação técnica, ajudar no diagnóstico

e apostar outras funcionalidades”, diz Carlos

Eguia, assumindo que o desafio agora “passa

por transformar a plataforma num verdadeiro

suporte ao cliente, acompanhando a crescente

complexidade dos produtos”.

O mercado dos alternadores e motores de arranque

está cheio de adaptações, aplicações não convencionais

e montagens fora de catálogo, o que exige

frequentemente conhecimento especializado. Por isso,

a empresa defende uma combinação entre digitalização

e acompanhamento técnico próximo.

Defende Carlos Eguia que o objetivo é “partilhar conhecimento

com clientes e parceiros” entendendo que

essa transparência beneficia o mercado e reforça

a credibilidade da empresa. “A nós agrada-nos

partilhar a informação”, afirma, acrescentando

que não vê vantagem em guardar conhecimento

como se fosse um património inacessível. Na sua

visão, a informação técnica tem valor precisamente

quando ajuda a resolver problemas concretos e

cria confiança duradoura com os clientes.

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52

ATUALIDADE

PÓS-VENDA TÉCNICO

Tendo em conta o incremento da complexidade

técnica dos alternadores, o pós-venda

assume assim um papel central. A Quasar

tem apostado fortemente neste acompanhamento,

muitas vezes trabalhando diretamente

com os clientes para resolver problemas.

“Recebemos muitas reclamações que, na

realidade, não são defeitos do produto. São

questões de diagnóstico ou de montagem.

Um alternador pode não funcionar porque

a bateria está em más condições, por exemplo”,

explica Carlos Eguia. Para responder a

isso, a empresa fornece informação técnica

detalhada e, sempre que necessário, apoia o

cliente na identificação da origem do problema.

Essa abordagem tem também impacto

na melhoria contínua do produto. “Quando

identificamos um problema recorrente, incorporamos

essa informação, seja na documentação,

seja no próprio produto”, assegura

o responsável da empresa espanhola.

Carlos Eguia destaca ainda que sempre que

surge uma nova referência, a peça é desmontada

por completo e analisada internamente.

O objetivo é perceber a qualidade real dos

materiais e identificar potenciais pontos de

falha antes da comercialização. Essa forma

de estar, admite, nem sempre permite competir

pelo preço mais baixo. Ainda assim, a

empresa prefere manter um padrão mínimo

de qualidade a entrar numa lógica puramente

comercial. “Não vamos por preço. Temos

mínimos que cumprimos, e esses mínimos

passam por um nível de qualidade muito

claro”, afirma.

TRÊS NÍVEIS DE PRODUTO

A oferta da Quasar mantém-se estruturada

em três níveis: produto original (premium),

marca própria e recondicionado. A marca

própria continua a ser dominante (com mais

de metade das vendas), com a aposta a recair

sempre no controlo constante da qualidade do

produto. “Não é uma simples marca branca.

Carlos Eguia, Diretor Geral da Quasar, antecipa

mudanças importantes ao nível do produto,

sobretudo na área dos alternadores. Enquanto

os motores de arranque continuam a apresentar

uma lógica técnica relativamente estável,

os alternadores estão a evoluir rapidamente e

deverão trazer novos desafios ao setor.

Essa transformação está ligada, em parte, à

Testamos tudo, desmontamos e analisamos

componentes. Se necessário, substituímos

peças críticas por equivalentes originais para

garantir o desempenho daquilo que entregamos

ao cliente. Todos os produtos são sujeitos

a testes e análises rigorosas antes de entrarem

na oferta comercial”, revela Carlos Eguia.

Além da marca própria, como foi dito, a

Quasar comercializa também material original

de vários fabricantes reconhecidos,

respondendo à procura de clientes que privilegiam

esse segmento.

Porém, o recondicionado ganhou relevância

nos últimos anos, sobretudo pela dificuldade

de acesso a determinadas referências e pela

crescente preocupação ambiental. “Há peças

que simplesmente não existem no aftermarket.

Nesses casos, a reconstrução é a única

solução. Para nós o essencial é dar sempre

a solução ao cliente”, afirma o mesmo responsável,

que diz que há uma consciência

crescente da importância da reutilização e,

por isso, “recuperar componentes é também

uma forma de reduzir impacto ambiental. É

uma tendência que veio para ficar”.

Outro dos principais problemas apontados

por Carlos Eguia é a crescente dificuldade

em obter peças novas, mesmo para veículos

relativamente recentes. O fenómeno, diz,

já não se limita a modelos raros ou muito

antigos. “Também aqui procuramos internamente

a solução, estudando, analisando e

pesquisando. Para nós o foco estará sempre

na solução”, explica Carlos Eguia.

Se há área que ganhou protagonismo em

todo o negócio de peças, é a logística. A capacidade

de ter produto disponível e entregá-lo

rapidamente tornou-se determinante

para todos os operadores e para a Quasar

NOVO DESAFIOS

entrada de novas marcas no mercado europeu,

especialmente fabricantes chineses que começaram

por apostar em veículos elétricos, mas

que estão agora também a avançar com modelos

híbridos. Para a Quasar, esta evolução obrigará a

acompanhar novas referências, novas tecnologias

e novas exigências de reparação e substituição.

Outro dos sinais mais evidentes dessa transformação

técnica é, segundo Carlos Eguia, o

crescimento dos alternadores de 48 volts. Recorda

que, há apenas cinco ou seis anos, este era ainda

um pedido raro e quase estranho, associado a

projetos muito específicos. Hoje, porém, tornou-se

um produto cada vez mais presente no dia a dia

da empresa. Atualmente, diz, já não é incomum

vender vários alternadores de 48 volts por dia,

e a expectativa é que esse volume continue a

aumentar rapidamente. Em contrapartida, admite

que, no futuro, os tradicionais alternadores de 12

volts poderão tornar-se residuais à medida que os

veículos integrem mais tecnologia, mais sistemas

eletrónicos e maiores exigências energéticas.

não é exceção. No entanto, essa eficiência

implica planeamento rigoroso, tanto mais

que parte das compras são feitas em mercados

do oriente. “Fazer encomendas com meses

de antecedência obriga a prever o mercado.

E isso, num setor tão dinâmico, não

é simples”, diz Carlos Eguia, mas reconhece

que “hoje, para os nossos clientes, conseguimos

entregar peças em prazos tão curtos que

há poucos anos seriam impensáveis”.

PRESENTE COM FUTURO

Com 36 anos de experiência no setor, Carlos

Eguia acredita que a Quasar entra agora

num período particularmente favorável. Na

sua perspetiva, os próximos cinco a dez anos

deverão representar uma fase de consolidação

do trabalho desenvolvido ao longo das últimas

décadas, num momento em que a evolução

tecnológica do automóvel começa a abrir

novas oportunidades para empresas altamente

especializadas. “Agora vai ser um desfrute

contínuo”, resume, numa imagem que compara

o negócio a uma semente já lançada à

terra, regada durante anos e prestes finalmente

a dar fruto. Para o responsável, a empresa já

ultrapassou a fase de construção da base e está

agora em posição de colher os resultados do

investimento feito em conhecimento, produto

e adaptação tecnológica. Nesse plano já são

os filhos Miguel, Carlos e Sónia Eguia, atuais

diretores da Quasar em Espanha, que irão dar

andamento ao futuro da empresa.

Para terminar, Carlos Eguia, não deixa de olhar

para todos aqueles que construíram os 36 anos

da empresa, dizendo que “é muito importante

referir que tudo isto só foi possível com a excelente

equipa humana que tem estado presente

em todo este percurso da Quasar”.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 53

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54

54 ATUALIDADE

3.ª CONVENÇÃO DIAGTEC PLUS

Aposta na eletrificação,

especialização e gestão

A 3.ª Convenção da Diagtec Plus demonstrou que o aftermarket automóvel está a entrar numa nova fase, onde a

especialização e a gestão eficiente do negócio serão fundamentais.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

Diagtec Plus realizou no passado

mês de abril, a sua 3.ª Convenção,

na qual reuniu parceiros

e oficinas da rede para um dia

de partilha de conhecimento e

apresentação de novas soluções que a rede

está a implementar, orientadas para o futuro

do aftermarket. A convenção reuniu dezenas

de oficinas da rede e parceiros estratégicos

no Hotel Golf Mar, em Porto Novo,

onde, ao longo do dia, os oradores demonstraram

de que forma o futuro das oficinas

passa, no presente e no futuro, pela especialização,

pela correta gestão do negócio e pela

capacidade de adaptação às novas realidades

do setor automóvel, nomeadamente a eletrificação,

a digitalização e a crescente complexidade

técnica dos veículos.

ELETRIFICAÇÃO

A sessão arrancou com a intervenção de

Tiago Resende, CMO da Diagtec Plus, que

apresentou uma análise detalhada do mercado

automóvel nacional e das principais

tendências. O responsável demonstrou que

os dados apresentados confirmam uma mudança

estrutural no mercado, com a eletrificação

a ganhar peso nas novas matrículas e


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 55

NOVA APP MÓVEL PARA OFICINAS

RETRATO DO MERCADO

AUTOMÓVEL EM PORTUGAL

Joel Pinhel afirmou que a digitalização surge

como um dos eixos estratégicos da Diagtec

Plus, e um dos objetivos para 2026 é o lançamento

de uma aplicação própria da rede. “A

app permitirá ao cliente final localizar oficinas,

marcar serviços, comunicar diretamente com a

oficina e acompanhar o estado das reparações.

O objetivo é facilitar o acesso do cliente final

a alterar progressivamente o perfil do parque

circulante. “O parque automóvel está a modernizar-se

com a eletrificação, e isso muda

completamente o tipo de intervenção necessária

nas oficinas. Mesmo quando não falamos

de veículos 100% elétricos, estamos a

falar de sistemas de alta voltagem, que exigem

outro nível de preparação técnica. Os dados

apresentados mostram que cerca de 66% dos

às oficinas e aproximar a relação. O cliente

pode marcar diretamente, falar com a oficina e

acompanhar todo o processo. A aplicação será

gratuita e deverá ser disponibilizada em breve”,

adiantou. “Esta ferramenta surge como resposta à

crescente digitalização da relação com o cliente,

permitindo às oficinas melhorar a experiência

do utilizador e reforçar a fidelização”.

veículos novos vendidos em Portugal já são

eletrificados, com os híbridos a representarem

uma fatia significativa do mercado”. Tiago

Resende sublinhou ainda o impacto direto

desta evolução no aftermarket independente:

“Uma grande parte destes veículos vai sair das

marcas e entrar no mercado independente.

Isso representa uma oportunidade enorme,

mas apenas para quem estiver preparado.”

Tiago Resende apresentou uma análise

do mercado automóvel nacional e das

principais tendências:

⇨ 66% dos veículos novos vendidos são

eletrificados;

⇨ Híbridos representam cerca de 31% do

mercado;

⇨ Elétricos (BEV) continuam a crescer de

forma consistente;

⇨ Gasolina e diesel registam tendência

de queda;

⇨ Aumento do custo dos combustíveis

acelera a transição;

⇨ Custos de utilização mais baixos favorecem

eletrificados;

⇨ Crescente procura por reparadores especializados.

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56

ATUALIDADE

FORMAÇÃO

Tiago Resende mostrou também aos convidados

que a Diagtec Plus terminou 2025

com uma rede consolidada, composta por 19

unidades, mantendo uma trajetória de crescimento

em 2026. “Foi um ano desafiante para

todos, mas conseguimos superar as dificuldades

e terminar com uma rede equilibrada e

em crescimento”, afirmou, lembrando que a

formação continua a assumir um papel central

na estratégia da empresa, com forte adesão por

parte das oficinas, “mesmo quando implica

deslocações significativas. Sabemos o esforço

que é, sobretudo para quem vem de longe,

mas a formação é essencial para acompanhar

a evolução do setor”. Além disso, foram destacadas

iniciativas locais de dinamização de

negócio, com impacto direto na captação de

clientes: “São ações simples, de baixo custo,

mas que fazem a diferença. Conseguem gerar

novos clientes e dar visibilidade aos serviços

das oficinas”, acrescentou Tiago Resende.

ESPECIALIZAÇÃO

Em seguida, Joel Pinhel, consultor da Diagtec

Plus, reforçou a importância da especialização

técnica e do posicionamento estratégico da

rede. “O mundo da eletrónica, da mecatrónica

e do software automóvel é cada vez mais

complexo, mas é aquilo que nos traz negócio.

Temos de procurar constantemente soluções

que permitam às oficinas trabalhar com maior

eficiência e diferenciação.” O responsável destacou

ainda a lógica de funcionamento da

Outra das novidades apresentadas para este ano

foi a parceria com a Nors, apresentada por Hugo,

representante do grupo. Tiago Resende indicou

que esta colaboração reforça a componente

comercial da rede, permitindo às oficinas aceder

a um ecossistema mais completo de peças e

serviços. “Estamos sempre à procura de parceiros

de excelência e acreditamos que a Diagtec é o

parceiro certo, sobretudo pela sua competência

na área da eletrónica e programação”. Através

desta parceria, as oficinas passam a dispor de

um portal digital com várias funcionalidades:

PARCERIA GRUPO NORS

Joel Pinhel adiantou que outro dos eixos estratégicos

da rede para 2026 passa pela eletrificação,

em particular na área da reparação

de baterias e sistemas de alta voltagem. “Mais

cedo ou mais tarde, estes veículos vão sair

das marcas e vão precisar de manutenção no

aftermarket. Quem estiver preparado vai ter

uma vantagem enorme. A Diagtec Plus tem

vindo a preparar esta transição há vários anos.

Já estamos a trabalhar esta área há quatro

anos. Sabíamos que este momento ia chegar

e preparámo-nos para isso”, indicando que a

abordagem passa por uma solução integrada,

incluindo equipamentos especializados, como

tecnologia Thinkcar com EV Box, formação

técnica e certificação. Esta solução permite

realizar diagnóstico e intervenção em sistemas

de alta voltagem, o que posiciona as oficinas

num segmento técnico mais avançado e de

maior valor acrescentado. “Esta aposta visa

não só responder à evolução do parque automóvel,

mas também criar novas fontes de

receita para as oficinas da rede. Neste âmbito,

rede: “Temos critério, sabemos com quem

queremos trabalhar e queremos acrescentar

valor. A rede Diagtec Plus funciona como um

núcleo duro, onde existe entreajuda e compromisso.”

pesquisa de peças por matrícula, identificação

gráfica de componentes, tracking de encomendas

em tempo real e acesso a faturas, notas

de crédito e devoluções. “A Nors disponibiliza

ainda um portefólio abrangente de peças, incluindo

componentes de primeiro equipamento

e material de colisão, suportado por uma rede

logística nacional com entregas frequentes”,

indicou Hugo Pinto. Esta integração permite

ganhos de eficiência operacional, redução do

tempo na identificação de peças e maior controlo

sobre todo o processo de encomenda.

CENTROS HEV

oferecemos um pacote chave na mão, que

permite às oficinas entrar nesta área com

segurança e capacidade técnica.” Joel Pinhel

adiantou que a rede conta atualmente com seis

centros preparados para intervenção em veículos

eletrificados, com objetivo de expansão

no curto prazo. “Quando chegarmos à décima

unidade, iremos fazer um forte investimento

na divulgação para trazer rentabilidade às

oficinas. Esse investimento será assumido pela

própria estrutura da rede e terá como foco a

geração de procura. O custo será suportado

por nós”, adiantando que, neste tema, o papel

das oficinas será garantir a capacidade

técnica. “A estratégia inclui uma campanha

nacional multicanal, com presença em meios

especializados como a imprensa do setor, rádio

e comunicação dirigida ao consumidor final,

com o objetivo de gerar procura e direcionar

clientes para as oficinas da rede. Aquilo que

os membros Diagtec Plus têm de assegurar é

a certificação, a formação e as ferramentas.

Esse será o motor para aumentar a faturação”.

PLANEAMENTO E GESTÃO OFICINAL

Sob o mote: Plano de negócios: o motor da

oficina moderna”, Alexandre Barbosa, da AB

Consultoria, abordou a importância do planeamento

estratégico na gestão das oficinas. Parceiro

da rede desde o início, o consultor trouxe

uma visão prática e orientada para resultados,

destacando a necessidade de uma gestão estruturada.

“Gerir uma oficina sem plano é como

correr uma maratona sem preparação. Não é

no fim que se ganha, é no início, quando se

define para onde se quer ir”. Este responsável

alertou para um erro comum no setor: “muitas

oficinas trabalham muito, têm a casa cheia, mas

no final não têm dinheiro. Trabalhar muito não

significa ter rentabilidade”, e defendeu a transição

para um modelo mais profissionalizado.

“Temos de deixar de ser oficinas reativas, que

esperam pelo problema, e passar a ser oficinas

proativas, com controlo sobre custos, tempos e

rentabilidade”. A importância do controlo financeiro

foi outro dos pontos-chave, com Alexandre

Barbosa a indicar que, “se a oficina não

sabe quanto custa cada hora ou cada intervenção,

não consegue definir preços corretamente.

E sem isso, não há margem”. O consultor destacou

ainda a necessidade de definir objetivos

concretos e monitorizáveis: “Os objetivos têm

de ser específicos, mensuráveis e acompanhados

ao longo do tempo. Só assim conseguimos

corrigir desvios e atingir resultados.”

2026

Em seguida, Tiago Resende e Joel Pinhel apresentaram

o que está previsto para a rede em

2026, nomeadamente os centros HEV, o reforço

da parceria com o Grupo Nors e a nova

APP móvel.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 57


58

58 ATUALIDADE

DAVICOATINGS ABRE NOVAS INSTALAÇÕES

Nova dimensão de serviço

A DaviCoatings está a aumentar a sua presença no mercado da repintura com um salto para novas instalações, focada na

otimização logística, no apoio técnico especializado e na formação aos seus clientes.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Embora as origens da DaviCoatings

remontem a 1997, com a experiência

de Francisco Marta, foi em 2017

que este retalhista da área da repintura

assumiu a sua configuração

atual, sob a gestão de David Lopes. Depois

de vários anos a operar num espaço de menos

de 200m², a empresa inaugurou recentemente

novas instalações, que contam com armazém

e balcão, numa área total de 850 m² . O

novo espaço da DaviCoatings, também localizado

na zona do Montijo, foi pensado para

melhorar a eficiência do serviço ao cliente,

mantendo-se fiel à estratégia de agilidade

na entrega, proximidade com as oficinas da

região e oferta de marcas de referência, tanto

em tintas como em produtos no-paint,

como Spies Hecker, Norton, Farécla, Car

Sistema, 3M, Rupes, Sata, entre outras. “O

novo armazém permite-nos centralizar operações

que antes estavam dispersas por vários

locais pequenos e desorganizados”, explicou

à PÓS-VENDA David Lopes, que destacou

também que “esta mudança permite-nos trabalhar

com menos stock total, mas muito

melhor organizado, o que elimina, por exemplo,

erros de inventário”. O responsável refere

que o processo de renovação foi profundo,

e as instalações contam agora com áreas bem

definidas para loja, armazém, laboratórios fechados

com extração de ar, escritórios e uma

sala de formação.

LOGÍSTICA

O novo armazém vem também ajudar a dinâmica

de entregas, que tem sido refinada nos

últimos anos pela DaviCoatings. “As rotas de

entrega estendem-se atualmente até Setúbal,

além das zonas habituais como Seixal, Alcochete,

Barreiro, Moita, Palmela e Almada”.

Apesar da eficiência nas entregas, o número

de clientes na loja levou a DaviCoatings a

manter o serviço de balcão. “O balcão continua

a representar uma grande parte do negócio.

A diferença é que, hoje, o cliente chega

com referências pesquisadas online, muitas

vezes após ver vários vídeos na Internet, especialmente

no caso de equipamentos técnicos,

como máquinas. Para responder a esta


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 59

procura, o nosso balcão de vendas continua

a ser um pilar de rentabilidade diária, pois

conseguimos oferecer um aconselhamento

personalizado, algo que o digital ainda não

substitui”, indicou David Lopes.

APOIO TÉCNICO

Neste sentido, o responsável acrescentou que

a DaviCoatings continua a apostar na diferenciação

pelo acompanhamento e apoio

técnico ao cliente. “Nos últimos anos, a

nossa equipa cresceu para 10 colaboradores,

incluindo um técnico dedicado, que visita as

oficinas durante a semana. O nosso foco não

é vender o produto mais barato, mas sim a

solução que garante maior rentabilidade, de

acordo com o perfil de cada cliente. Através

das parcerias com marcas premium, como

a Farécla ou a 3M, procuramos oferecer

sistemas completos e com garantia técnica,

evitando produtos isolados que não tragam

rentabilidade ao profissional”, explicou

o responsável, acrescentando que marcas

como a Spies Hecker ou a Syrox permitem

diferentes abordagens de custo-benefício, e

por esse motivo a empresa oferece várias gamas

de produto, para uma oferta abrangente

e adequada a cada caso. De acordo com o

gerente da DaviCoatings, “este apoio técnico

é vital num cenário de escassez de mão

de obra qualificada. O processo de formar

um técnico para afinação de cores exige um

investimento elevado e a retenção de jovens

profissionais é um desafio constante”, adiantando

que a empresa irá integrar mais um

técnico na sua equipa, em breve.

FORMAÇÃO E

DEMONSTRAÇÕES TÉCNICAS

A sala de formação teórica das novas instalações

da DaviCoatings está preparada para

receber 15 pessoas. “O objetivo é capacitar

os clientes em áreas críticas como a orçamentação,

dotando-os de ferramentas para

negociar, por exemplo, com as companhias

de seguros”, adianta o responsável. Para a

componente prática, indica que a maioria

das demonstrações feitas pela DaviCoatings

ocorrem na oficina do cliente, “pois o produto

deve ser testado nas condições reais

de iluminação e limpeza onde será aplicado

diariamente, e não num ambiente de laboratório

perfeito. Ainda assim, o novo espaço

permite-nos realizar demonstrações pontuais

de polimento e lixagem com iluminação específica”.

FUTURO

A curto prazo, o caminho da DaviCoatings

passa pela expansão para produtos relacionados

com o detalhe automóvel. “Este é um

segmento em crescimento para o qual contratámos

um comercial dedicado, recentemente.

Estão também nos planos reforçar a gama

para a indústria e construção civil, bem como

reativar o projeto da loja online B2C, para

servir como catálogo digital de apoio aos nossos

clientes. Mas, para este ano, a palavra de

ordem é consolidação. Após um ano de obras

e mudanças, o nosso foco é estabilizar a operação

na nova casa, otimizar processos internos

e continuar a ser a referência de agilidade na

margem sul”, conclui David Lopes.

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60

SALÃO

EXPOMECÂNICA 2026

AFTERMARKET

EM DOSE REFORÇADA

Durante três intensos dias, os

icónicos pavilhões da Exponor

voltam a receber mais

uma edição da Expomecânica,

que este ano será uma

edição comemorativa.

Trata-se da 10ª edição do único salão

realizado em Portugal dedicada sobretudo

ao pós-venda independente, que

novamente reúne alguns dos principais

players deste setor presentes não só em

Portugal, mas também em Espanha

e noutros países, que têm assim uma

oportunidade de ver olhos nos olhos

alguns dos seus clientes, mas também

potenciar a relação comercial com novos

clientes, maioritariamente responsáveis

oficinais que são o público emergente

deste evento.

Se tem uma oficina ou algum tipo de negócio

que interaja com as oficinas, então

a sua presença neste evento é indispensável.

É uma feira tipicamente B2B, muito

focada nessa relação entre empresas que

têm como foco comum o pós-venda automóvel,

onde é possível, num só espaço

(neste caso em 5 pavilhões) ficar a conhecer

as propostas dos expositores em

matéria de peças, pneus, lubrificantes,

equipamentos, ferramentas, software,

acessórios, serviços, etc.

As páginas seguintes servem para ficar a

conhecer com detalhe a localização dos

expositores da Expomecânica e também

as diversas iniciativas que vão ser levadas

a efeito no decorrer do evento (formações,

workshops, etc.) , que o ajudarão a

preparar melhor a sua visita.

Não se esqueça também que a PÓS-

-VENDA também lá marcará presença,

não como expositor, mas sim através da

já tradicional “onda amarela”, brindando

muitos dos presentes com um saco PÓS-

-VENDA carregado de brindes e ofertas

de muitos dos expositores deste evento.

Para além disso, obviamente que teremos

a nossa equipa a trabalhar junto de

todas as empresas, para lhes trazermos os

melhores conteúdos, na próxima edição

da revista, sobre a Expomecânica.

Poderá também obter nesta antevisão o

seu convite, de forma gratuita, para entrar

nos pavilhões da Exponor, sem ter

que esperar em filas, e assim potenciar

ao máximo a sua visita a este evento.

Portanto, só nos resta desejar uma boa

visita à Expomecânica 2026.


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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 61

SABIAS QUE O CALOR DO

VERÃO É O VERDADEIRO

INIMIGO SILENCIOSO DAS

BATERIAS?

Muitos condutores acreditam que

o frio prejudica a bateria, mas é o

calor que provoca a maior parte das

falhas. A temperatura ideal para

uma bateria é cerca de 20 °C, mas

no verão facilmente ultrapassa os

30 °C. O calor acelera a reatividade

química, aumentando a autodescarga

e o envelhecimento da

bateria. A cada 10 °C adicionais,

a reatividade química praticamente

duplica, provocando fatores de

desgaste que comprometem a

condução de corrente e a estrutura

mecânica da bateria.

FICHA TÉCNICA

EXPOMECÂNICA 2026

10.º Salão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto

Organização: Kikai Eventos

Data: 29 a 31 de Maio 2026

Local: EXPONOR – Feira Internacional do Porto (Pavilhões 1, 2, 3, 4 e 5)

HORÁRIO

Sexta-feira: 10 às 20 horas

Sábado: 10 às 20 horas

Domingo: 10 às 17 horas

EM EXPOSIÇÃO

Peças & Sistemas;

Tecnologias de Informação & Gestão;

Estações de Serviço & Lavagem;

Reparação & Manutenção;

Acessórios & Customização;

Perfil do visitante

A Expomecânica é um salão profissional. O acesso faz-se mediante convite e os profissionais do

pós-venda devem credenciar-se antes da sua visita. É interdita a entrada a menores de 14 anos.

A gama VARTA foi desenvolvida para

enfrentar estes desafios, oferecendo

baterias de elevada durabilidade e

fiabilidade. Preparadas para suportar

climas extremos, garantem potência

constante, desempenho superior

e segurança em todas as

condições. Com VARTA, conduzes

tranquilo, mesmo nos dias mais quentes,

sabendo que a tua bateria está pronta

para qualquer desafio.

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Descobre a VARTA ideal para

o teu veículo com o nosso

Pesquisador de Baterias:

Vai visitar a Expomecânica 2026? No código QR

ou através do link (https://app.beamian.com/

expomecanica-26/new-visitor), pode fazer a

sua credenciação para a Expomecânica e, dessa

forma, não terá que esperar tempo para entrar

nos pavilhões da Exponor. Caso partilhe a sua

visita com mais profissionais deste setor, terá

que lhes pedir para fazerem também a sua

credenciação, pois cada credencial é válida

apenas para um profissional.


62

SALÃO

NÚMERO DE EXPOSITORES

NÚMERO DE VISITANTES

PAVILHÃO 3

Área AD: cerca de 2.200m 2

Zonas do Pavilhão AD:

⇨ Serviços AD

⇨ Oficinas AD e Expert Service Car

⇨ Exposição de Equipamentos e

Ferramentas Oficinais

⇨ Business Lounge AD

⇨ Dinner Lounge AD

Ações:

⇨ Desafio a Mecânicos: ação surpresa

⇨ Demonstrações de equipamentos e

ferramentas oficinais

⇨ Workshops:

Espaços Demotec e Expotalks

⇨ Eventos Privados para Oficinas AD

LEGENDA PLANTA PAVILHÕES


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 63


64

SALÃO

1ª EDIÇÃO 2014

10 EDIÇÕES DA

EXPOMECÂNICA

Data: 3 a 5 de outubro

Visitantes: 11.194

Expositores: 103

Área de exposição: 7.800 m 2

Nº de Pavilhões: 1

4ª EDIÇÃO 2017 6ª EDIÇÃO 2019

2ª EDIÇÃO 2015

Data: 5 a 7 de junho

Visitantes: 10.456

Expositores: 141 (45 pela 1ª vez)

Área de exposição: 9.200 m2

Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)

Data: 7 a 9 de abril

Visitantes: 11.540

Expositores: 164

Área de exposição: 11.000 m2

Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)

Data: 3 a 5 de maio

Visitantes: 16.035

Expositores: 254

Área de exposição: 16.000 m2

Nº de Pavilhões: 3

PÓS-VENDA 20 PÓS-VENDA 45

3ª EDIÇÃO 2016 5ª EDIÇÃO 2018 7ª EDIÇÃO 2021

Data: 15 a 17 de abril

Visitantes: 12.729

Expositores: 168 (mais 17% do que em 2015)

Área de exposição: 11.000 m2

Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)

Data: 20 a 22 de abril

Visitantes: 17.109

Expositores: 225

Área de exposição: 14.000 m2

Nº de Pavilhões: 2

Data: 15 a 16 de outubro

Visitantes: 15.195

Expositores: 214

Área de exposição: 16.000 m2

Nº de Pavilhões: 3

PÓS-VENDA 08 PÓS-VENDA 32 PÓS-VENDA 74


C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

pos 205x290 mm.pdf 1 15/03/24 11:07

www.sccentralinas.com

ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

Ibérica

.com

Radio

Vigo

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

pos 20x28,5 cm.pdf 1 19/01/26 14:17

Posventa de Automoción

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 65

8ª EDIÇÃO 2023 9ª EDIÇÃO 2024 10ª EDIÇÃO 2026

Data: 14 a 16 de abril

Visitantes: 19.887

Expositores: 283

Área de Exposição: 24.000 m2

Nº de Pavilhões: 4

Data: 8 a 10 de Novembro

Visitantes: 18.825

Expositores: 269

Área de Exposição: 24.000 m2

Nº de Pavilhões: 4

Data: 20 a 31 de Maio

Visitantes: ?

Expositores: 289

Área de Exposição: 25.000 m2

Nº de Pavilhões: 5

PÓS-VENDA 92 PÓS-VENDA 111 PÓS-VENDA 128

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EMULADORES

EMULADORES

ESTEIRA

ESTEIRA

DIREÇÃO

DIREÇÃO

IMMO IMMO

DE

EQUIPAMENTOS DE

EQUIPAMENTOS DIAGNÓSTICO

DIAGNÓSTICO

PARA

SOFTWARE PARA

SOFTWARE CENTRALINAS

CENTRALINAS

DE

EQUIPAMENTOS DE

EQUIPAMENTOS REPROGRAMAÇÃO

REPROGRAMAÇÃO

ESTABILIZADORES

ESTABILIZADORES

DE BATERIAS

DE BATERIAS

TUDO PARA

MECATRÓNICA AUTOMÓVEL


66

SALÃO

“Este ano o sucesso

foi avassalador!”

PAVILHÃO 1

José Costa

KIKAI Eventos

Com uma pequena equipa muito

coesa e determinada, a Kikai, liderada

por José Costa, não podia

estar mais satisfeita no ano em que

comemora 10 edições.

“Este ano o sucesso foi avassalador!”, diz

José Costa. Segundo a Kikai, a adesão superou

todas as expectativas, esgotando por

completo os pavilhões 2, 3, 4 e 5. Face à

enorme procura e à extensa lista de espera,

a organização reagiu com determinação:

abriu de forma excecional novas zonas de

exposição no Pavilhão 1.

Com 282 expositores confirmados, dos

quais 98 são internacionais e provenientes

de 12 países, a “Expomecânica 2026 afirma-se

como uma verdadeira plataforma global”,

afirma o mesmo responsável. Espanha

destaca-se com força: 51 empresas espanholas

vão participar, registando o seu melhor

resultado de sempre e reforçando os laços

entre os mercados ibéricos.

“Nesta edição histórica, o foco incide sobre

os vetores que estão a redefinir as oficinas: a

eletrificação, a sustentabilidade e a digitalização

célere dos negócios”, explica José Costa.

Por isso, o mesmo responsável adianta

que “na Expomecânica o futuro não apenas

se vê, ele experiencia-se e concretiza-se em

espaços e eventos como o Expotalks, Demotec

e Arena Prime, entre outros”.

Face ao aumento da área de exposição e do

número de expositores, José Costa diz ainda

que “a organização já trabalha a pleno vapor

numa campanha massiva para igualar

ou superar os 18.000 visitantes das últimas

edições”.

EXPOSITOR: DRIVE 360 (HALL 1)

Área Driv360: 1.400 m 2

O espaço da Drive360 vai ter uma série de

eventos, com um foco muito grande nas sessões

técnicas e na demonstração de equipamentos.

A sessões técnicas serão realizadas num

mini auditório, construído para o efeito, onde

as oficinas poderão assistir a uma conjunto

selecionado de formações, dentro do extenso

plano de formação em que a Drive360 tem

vindo a investir.

Nos 1.400 m2 existirá também espaço para

demonstrações de equipamentos ao vivo.

Designado por Eco-Sistema Oficinal Drive360,

serão também focados os diversos conceitos

oficinais promovidos pela empresa.

Todo o espaço terá como lema Parts&Solutions 360.

PAVILHÃO

EMPRESA

1A01

GLOBAL NET

1A02

ATOW

1A03

MEWA

1A04

KEEP ON FLOORING

1A05

EQUIPOS VFU , S.L.

1A06

CIAO YI

1A07

UDN TAIWAN

1B01

GT MOTIVE

1B02

BRANDS DISTRIBUITON

1 DRIVE360


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 67


68

SALÃO

PAVILHÃO 2

PAVILHÃO

2A01

2A02

2A03

2A04

2A05

2A06

2A07

2A08/09/10

2A11

2A12

2A13

2A14/C19

2B01

2B02

2B03

2B04

2B05

2B06

2B07

2B08

2B09

2B10

2B11

2B12

2B13

2B14

2C01A

2C01B

2C01C

2C02

EMPRESA

CERMOTOR

MANDAMO XA SL

TURBODISCOVER LDA

BASF

VIATOOLS

AUTO PLANET

GALICIA INVENTA

FORMULA EP3

CAMPOS & CADILHE

RESTAGRAF / SAMIPARTS

BIOLIGHT / FAIRSTRORY

MELHOR MECATRÓNICO

GARSER

EUROREPAR CAR SERVICE

WASHTEC

WASHNET FACTORY S.L.

LEIRILIS

MOTORBUS

SPARKES & SPARKES

MOEVE

LUSORACKS

TIPS4Y

OXYHTECH GLOBAL S.L.

RAVIOL

RECALPRES

VIAPESADOS

ELKOSO

CARBOB

ATS

EUNINOS


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 69

PAVILHÃO

EMPRESA

PAVILHÃO

EMPRESA

2C03

2C04

2C05

2C05

2C06

2C07

2C08

2C09

2C10/C11

2C12

2C13

2C14

2C15

2C16

2C16

2C16

2C17

2C18

2C19

2D01A

2D01B

2D01C

2D01D

2D01E

2D01F

2D02

2D03

2D04

2D05

2D06

MITSUBOSHI BELTING EUROPE GMBH

RABOTTI SRL

QUIMIRÉGUA

RUPES

TAVOLA

REATEK

ISTOBAL

OLIPES

BOMBÓLEO

COMTT, COMÉRCIO DE ACESSÓRIOS TT

VISOPARTS

IMPOR AM

MSG EQUIPMENT

AUTOFLEX

INDASA

KENSAY

ANECRA

MUNDO GUANTE

JO

YEEU CHANG

FORGE MASTER

CROSS OCEAN

YUHOLI

HENG FU

MOTOREX

EDIXE- COMERCIO E DISTRIBUIÇÃO DE BATERIAS LDA

MOL LUBRICANTS (MOL IBERIA) = MOTOR OIL

VTBATTERIES SL

RECTIFICADORA DE GUIMARÃES

NELSON TRIPA

2D07

PPT PEÇAS AUTO DE BRAGA

2D08

GOSHOP / ROMAFE

2D09

TOP RECAMBIOS

2D10

FLOWEY

2D11

SCHAEFFLER

2D12

ESEN SKV

2D13

BEEFIXTECH

2D14

PNEUS CRUZEIRO

2D15

CEPRA

2E01A

GUANGDONG YIDA

2E01B

JR EXPO CHINA

2E01C

CHANGZHOU GUCHI

2E01D

DONGGUAN KING ABRASIVES

2E01F

NINGBO YIDA AUTO PARTS

2E02 DRIVE 360

2E03/F03 HBC

2E04

EQUIWASH

2E05

DIESEL PARTS

2E06

ACTIVEX

2E07

CAR ACADEMY

2E08 DOMINGOS & MORGADO 2

2E09

KEYMASTER

2E10

DEMOTEC

2F01

ZHONGSHAN YONGLONG

2F04

CONIEX

2F05

IMPLEMENTOS

2F06

ROBERLO

2F07

AQUAPULSE

2F07

TEKCLEAN

2F08

WR PEÇAS

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A PDacademia reforça aposta na

formação automóvel

O Grupo PDauto continua a apostar na qualificação dos profissionais do setor através da PDacademia.

No último ano, com foco na partilha de conhecimento, inovação e atualização técnica promoveu diversas

ações de formação capacitando profisisonais. Estas formações reforçam não só a preparação dos

participantes, como também a qualidade e eficiência dos serviços prestados nas oficinas. Em 2026, damos

continuidade a este projeto, acompanhando a evolução do setor.

A PDacademia afirma-se como um pilar na ligação entre formação e mercado de trabalho, preparando

profissionais para os desafios da mobilidade.

Invista no seu futuro com o Grupo PDauto!

Entre em contacto

através do QR Code


70

SALÃO

HORÁRIO

10h00 - 11h00

11h00 - 12h00

EMPRESA

CATFLEX

29 DE MAIO

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

16h00 - 17h00

17h00 - 18h00

CEPRA

AD PORTUGAL

18h00 - 19h00

19h00 - 20h00

HORÁRIO

10h00 - 11h00

11h00 - 12h00

EMPRESA

AD PORTUGAL

CATFLEX

30 DE MAIO

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

16h00 - 17h00

17h00 - 18h00

CEPRA

AD PORTUGAL

CATFLEX

CEPRA

AD PORTUGAL

18h00 - 19h00

19h00 - 20h00

AD PORTUGAL

HORÁRIO

10h00 - 11h00

EMPRESA

31 DE MAIO

11h00 - 12h00

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

AD PORTUGAL

CEPRA

CATFLEX

CEPRA

16h00 - 17h00

AD PORTUGAL


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RRSS


72

SALÃO

PAVILHÃO 4

PAVILHÃO

4A01

4A02

4A03

4A04

4A05

4A06

4A07

4A08

4A09

4A10/B14

4A11

4B01

4B02

4B03

4B04

4B05

4B06

4B07

4B08

4B09

4B10

4B11

4B12

4B13

4C01A

4C01B

4C01C

4C02

4C03

4C04

4C05

4C06

4C07

4C08

4C09

4C10

4C11

4C12

4C13

4C14

4C15

4C16

4C17

4C18

4C19

4C19

EMPRESA

GESTGLASS

MECAPOR

DEPROS

MORAIS & CÂMARA

BARBOSA & MOREIRA

MAXOLIT

LUZDEAIRBAG - AUTEL PORTUGAL

SC CENTRALINAS LDA

TRODMAN

DELTACRAFT

EXPOTALKS

MOOVELUB

AREKSON GROUP

GOMSIPARTS

LYNXPORT

DUXX DETAIL

AVEIMASTER

IBERISA

PROXIRA

CAETANO PARTS

INTERMACO

LUSILECTRA

EIGAS AUTOMÓCIÓN

TACOFROTA

EACLIMA

C.R.P.B.

SVP AUTO

CEMA BATERIAS

RTRANSMISSION

BESA - SINNEK

E.D.I. 99 RECAMBIOS Y ACESSORIOS S.L.

CONTROLAUTO SERVIÇOS

MOTRIO / IXELL

CETRUS

HISPANOR

NEOCOM

AUTO RECTO

MCOUTINHO / RINO/AZ AUTO

SAINT GOBAIN

QUASAR

TIRESUR

MOV SOLUÇÕES

TMY EUROPE

LEMANIA ENERGY

ACAP

VALOR CAR


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 73

PAVILHÃO

EMPRESA

PAVILHÃO

EMPRESA

4C19

VALOR PNEU

4D01

GENSPOW

4D02

VENDEIRO

4D03A NEW AIR

4D03B DR. MOTOR AUTOMOTIVE

4D04

GT AUTO

4D05

POLIBATERIAS

4D06

AUPAME

4D07

COMPEC

4D08/09 RODRISYSTEM

4D10

POOL LINE

4D11

GRUPO MARTINS / CASTROL / BP

4D12

PRO4MATIC

4D13

ENGANCHES ARAGÓN - TOWCAR

4D14

RECAMBIOFACIL

4D15

MGES

4D16

TRAD BY BUSINESS

4D17

SAVENAUTO

4D18

KEY CODE

4D19

RJA

4D20

DOWNFORCE

4D21

MCNUR / PMPARTS

4D22

EMILTEC SRL

4E01

MOTORCHE AUTO PARTS

4E02

ALTERNADORES Y ARRANQUES LEVANTE SL

4E03A

TECSOLDA

4E03B

IPR

4E04

SODISE

4E05

ERKE

4E06

FILLBLUE

4E07

4E08

4E09

4E10

4E11

4E12

4E13

4E14

4E15

4E16

4E17

4E18

4F01

4F01A

4F02

4F03

4F04

4F05

4F06

4F07

4F08

4F09

4F10

4F11

4F12

4F13

4F14

4F15

4F16

4F17

HP TURBO

ENDAL

PINTO DA COSTA & COSTA

VIEIRA & FREITAS

GLOBAUTO

DRACO

AUTOTUNER ( FR-TEAM)

NIPOCAR

SUMAX EUROPE

FUCHS

MAGIC IBERICA S.L. / MAGIC MOTORSPORT

TOWORKFOR

M3D BRINDES PROMOCIONAIS

PBS

DIESEL LEÓN

ALIDATA

TURBOCLINIC

AUTOPEÇAS CAB

INFORAP

INTERESCAPE

LOCAL ÚNICO

CARDINAIS

ALDIFRIO

LEASEWAY

HART

BLUE CHEM SA

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74

SALÃO

HORÁRIO

EMPRESA

TEMA

ORADOR

10h00 - 11h00

11h00 - 12h00

29 DE MAIO

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

16h00 - 17h00

CATFLEX

AD PORTUGAL

ACAP

Certificação Sermi

Adriana Moura

17h00 - 18h00

18h00 - 19h00

AD PORTUGAL

19h00 - 20h00

HORÁRIO

EMPRESA

TEMA

ORADOR

10h00 - 11h00

11h00 - 12h00

CAR ACADEMY

30 DE MAIO

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

16h00 - 17h00

TOTAL CENTRALINAS

KEY CODE

LUZDEAIRBAG

VENDEIRO

VENDEIRO

CAS3 Morto: Como recuperar

sem trocar o módulo

Tales Condesa

17h00 - 18h00

FUCHS

18h00 - 19h00

AD PORTUGAL

19h00 - 20h00

HORÁRIO

EMPRESA

TEMA

ORADOR

10h00 - 11h00

GT AUTO

31 DE MAIO

11h00 - 12h00

12h00 - 13h00

13h00 - 14h00

14h00 - 15h00

15h00 - 16h00

CAR ACADEMY

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LUZDEAIRBAG

AD PORTUGAL

16h00 - 17h00


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76

SALÃO

PAVILHÃO 5

PAVILHÃO

5A01

5A02

5A03

5A04

5A05

5A06

5A07

5A08

5A09

5A10

5A11

5A12

EMPRESA

ARAN

DIEDERICHS KAROSSERIETEILE GMBH

SOJET

GQP

ERP EDIT

TPC OTOMOTIV

AUTOMOCION ORYX PARTS S.L.

MTRONIK PERFORMANCE

CATFLEX

FABIO DIAS - PNEUS E EQUIP., UNIP LDA

RECIFE

CUSTO JUSTO

No dia 30 de maio, a Expomecânica

será o palco da primeira edição

do Arena Prime. Esta competição,

criada pela Atena, vai colocar três

centros de abate certificados (LMeJ,

Recife, Servcarros) frente a frente num desafio

técnico ao vivo, pensado para mostrar ao público

a realidade de um setor (o das peças usadas)

cada vez mais organizado, tecnológico e ambientalmente

responsável.

Mais do que uma competição, o Arena Prime

nasce com um propósito claro: desmistificar o

mercado das peças usadas e reforçar a confiança

dos consumidores num ramo que trabalha

diariamente com elevados padrões de qualidade

e sustentabilidade, assumindo um papel

cada vez mais relevante na economia circular

do setor auto.

Durante aproximadamente três horas, as equipas

participantes serão desafiadas a desmantelar

peças de um automóvel e catalogá-las corretamente,

colocando à prova a sua rapidez,

técnica e capacidade de organização.

Em pleno recinto da Exponor, o público poderá

acompanhar de perto o trabalho desenvolvido

diariamente nos centros de abate certificados,

percebendo o nível de especialização, cuidado,

conhecimento técnico e eficiência que existe

por detrás de cada peça reutilizada.

Os centros concorrentes irão operar sob rigorosos

critérios ambientais. O evento contará, inclusive,

com um espaço de demonstração dedicado

ao processo de despoluição, onde estarão

identificados e expostos os diferentes líquidos e

resíduos retirados da viatura em prova.

Como incentivo adicional, todas as peças desmanteladas

e catalogadas corretamente durante

o desafio serão entregues aos próprios centros

participantes, valorizando o seu desempenho

prático.

Pode acompanhar o evento nas redes sociais da

Atena (@atena_software) ou saber mais informações

em arenaprime.pt.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 77

PAVILHÃO

EMPRESA

PAVILHÃO

EMPRESA

5B01

MOURAUTO

5B02

TOOLSYSTEM

5B03

CAR PARTS TR OTOMOTIV

5B04A CHECK-UP / CARROS & MOTORES

5B05

ERMET MAKINA

5B06

MEGANOR

5B07

NERTOR

5B08

ANDEL

5B09/C07 ALECARPEÇAS

5B09/C07 AUTODELTA

5B09/C07 FIMAG

5B10

MERPEÇAS

5B11

SQUIOTECHNOLOGIES

5B12

CENTROLUB / LUBRISTAR

5B13

EINPARTS

5C01

CARF

5C02

LINEXTRAS

5C03

INFOPRO DIGITAL AUTOMOTIVE

5C04

JF

5C05

BAHCO

5C06

SEFAC

5C08

KRAUTLI PORTUGAL

5C09

DIAGTEC PLUS, LDA

5C10 FERROL 2

5D01

TELEPEÇAS

5D02

MGM- MANUEL GUEDES MARTINS

5D03

WURTH

5D04

GUISOFT / OFFICEGEST

5D05

GONÇALTEAM

5D06

RACTRONICOS

5D07

RSF

5D08

VIRTUALIMIT REFINISHING SISTEMS

5D09

REDE INNOV

5D10

CENTRALAUTO

5D11

M.F.PINTO

5D12/E12

EUROMAIS

5D13

EVOPARTS / RAF PORTUGAL

5D14

EFAM.EAATA.PORTUGAL

5E01

HELLA GUTMANN ( ESCALAVERSÃO LDA)

5E02

TOTAL CENTRALINAS

5E03

A. VIEIRA

5E04/05 HÉLDER MÁQUINAS & FERRAMENTAS,LDA

5E06

JAPOPEÇAS

5E07

EUROCOFEMA

5E08

ESCAPE FORTE

5E09

AUTO SILVA

5E10

FILOURÉM

5E11/F06

CENTROCOR

5F01

SOUSA DOS RADIADORES

5F02

IMPORFASE

5F03

BOLAS

5F04

COMETIL

5F05

SERNESA

5F07

SERCA

5F08

ATENA SOFTWARE

5G01

GT TRONIC

5G02

EUROTRANSMISSÃO

5G03

AAT CONSULTAV

5G04

LEONET SERVIS

5G05

ANCAV

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novo distribuidor

A MF Pinto integra oficialmente a DELPHI / PHINIA no seu portfólio de marcas.

Uma parceria que reforça a nossa oferta em componentes de injeção e soluções

tecnologicamente avançadas para o aftermarket profissional.

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78

PÓS-VENDA VOLTA A

REUNIR-SE NA EXPONOR

NO DIA 29 DE MAIO, NO ÂMBITO DA EXPOMECÂNICA, A ACAP, ATRAVÉS DA DPAI, VAI LEVAR A EFEITO O SEU FÓRUM,

ESTE ANO SUBORDINADO AO TEMA “PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”.

Este importante evento do aftermarket,

que é a primeira vez que será

realizado no norte, tem como alvo

os profissionais do setor do pós-

-venda, nomeadamente oficinas,

retalhistas, distribuidores, fabricantes de

peças e pneus, bem como parceiros estratégicos

e órgãos de comunicação social.

A ACAP indica que este Fórum pretende assumir-se,

não apenas como um espaço de reflexão,

mas também como um momento de inovação,

orientado para a apresentação e análise

de práticas com impacto real no negócio e na

competitividade das empresas do aftermarket.

O programa centra-se em dois temas fundamentais

para a competitividade do aftermarket:

1. O novo pós-venda: oportunidades, tecnologia

e rentabilidade. Um debate sobre a

transformação do sector, as novas dinâmicas

de negócio e as estratégias que estão a criar

valor e eficiência nas empresas.

2. Liderar o futuro: talento, competências e

novas gerações. Uma reflexão sobre um dos

maiores desafios actuais: atrair, qualificar e

reter talento num sector em mudança.

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80

MERCADO

NAPA AUTO PARTS EM CRESCIMENTO NA REGIÃO IBÉRICA

NAPA como o centro da

estratégia de transformação

A Alliance Automotive Group Iberia organizou uma conferência de imprensa, em Madrid, para dar a conhecer o

próximo passo da atual estratégia de implementação da NAPA na região ibérica, através dos NAPA Auto Parts.

TEXTO PAULO HOMEM

Chamando-lhe como um projeto

de transformação, os

responsáveis da Alliance Automotive

Group Iberia, reuniram

a imprensa especializada

ibérica, para lhes falar sobre os NAPA

Auto Parts, mas também sobre os projetos

presentes e futuros que existem para

Portugal e Espanha, como também para

passarem a mensagem de que o “Plano

555”, definido até 2028, é para cumprir,

altura em que a empresa quer faturar 500

milhões de euros na Península Ibérica.

Foi também o momento de explicar os

méritos das constantes integrações, para

se atingir os objetivos a que a Alliance

Automotive Group Iberia se propõe. Vamos

então perceber como é que em 2026

se chega aos NAPA Auto Parts.

POR VIA DA INTEGRAÇÃO

A atual Alliance Automotive Group Iberia

resulta da integração de várias empresas

com décadas de história (como é o

caso da Soulima em Portugal). Dizem os

responsáveis do grupo que hoje, a Alliance

Automotive Group Iberia, é o resultado

dessa convergência de vários grupos e

identidades e que a criação da estrutura

ibérica e da entrada num grande grupo

internacional, marcaram um ponto de

viragem. A partir daí, foram tomadas

decisões estratégicas determinantes.

Entre elas, destaca-se o lançamento de

uma marca própria (NAPA) e a aposta

na sua promoção através de plataformas

diferenciadoras - como o desporto motorizado

- em vez dos canais tradicionais.

Em paralelo, a empresa continuou a

crescer por via de aquisições, integrando

rapidamente mais algumas importantes

organizações do setor.

Um dos momentos-chave deste processo

foi o desenvolvimento de uma gigantesca

plataforma logística central (em

Madrid), pensada para suportar o crescimento

e a integração do grupo. Este

centro logístico entrou em funcionamento

em 2024 e permitiu concentrar

o abastecimento, melhorar a eficiência

e uniformizar o serviço prestado aos

diferentes pontos da rede na região ibérica.

A partir daí, a distribuição passou

a ser centralizada, reforçando substancialmente

a capacidade operacional da

empresa.

“O processo de transformação prossegue,

com novas integrações e decisões


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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 81

estratégicas a reforçarem a posição do grupo

no mercado”, refere Nacho Pernas, diretor

geral da AAG Iberia, argumentando que

“apesar de algumas interpretações externas, a

integração de empresas provenientes de diferentes

grupos faz parte de uma lógica natural

de consolidação num setor em evolução. O

objetivo mantém-se claro: construir uma organização

mais forte, integrada e preparada

para os desafios futuros, em que cada empresa

integrada passa a fazer parte de um único

todo”.

Ao longo de 2025 toda esta estratégia, continuou

a ganhar forma. O portefólio de produtos

foi alargado, integrando novas marcas até

então inexistentes na oferta, ao mesmo tempo

que se reforçou a identidade própria com o

desenvolvimento contínuo da gama NAPA.

“Ao longo deste processo, surgiu um elemento

comum que acabou por ganhar um significado

mais profundo dentro da organização,

que foi a marca própria NAPA”, explicou

Nacho Pernas, reforçando que “mais do que

uma gama de produtos ou uma ferramenta

comercial, esta tornou-se um verdadeiro eixo

de união interna, um símbolo de identidade

partilhada entre equipas, operações e geografias”.

NAPA

Tornando-se um verdadeiro símbolo de

identidade transversal a toda a organização,

a NAPA é mais do que um produto ou uma

estratégia comercial para a Alliance Automotive

Group. Segundo Nacho Pernas “é um

ponto de encontro entre diferentes culturas,

um elemento agregador dentro de uma organização

em crescimento e um dos pilares que

sustentam o futuro do grupo”.

No entender do responsável da Alliance Automotive

Group Iberia, a principal força da

NAPA reside no facto de ser “praticamente

impossível de replicar. Não se trata apenas

de investimento ou marketing, mas sim de

um legado construído ao longo de 100 anos,

com consistência, presença global e reconhecimento

consolidado”.

Num mercado tradicionalmente orientado

para o preço e disponibilidade, a empresa

posiciona-se de forma distinta com a NAPA,

através da criação de valor, do serviço, da

identidade e da experiência. Para Nacho Per-

NACHO PERNAS

Diretor geral da AAG Iberia

“Mais do que números ou estruturas, o crescimento

do grupo tem sido impulsionado por

um fator essencial: as pessoas. É com elas

- e entre elas - que a organização se vê a

trabalhar, a crescer e a construir o futuro”.

“Há um princípio que se mantém inalterado:

cada empresa integrada passa a fazer parte

de um todo único”.

“Não existem estruturas paralelas nem identidades

isoladas. A lógica é clara - todos

pertencem à mesma organização”.

“Ao longo deste processo, surgiu um elemento

comum que acabou por ganhar um significado

mais profundo dentro da organização, que foi

a marca própria NAPA”.

“A capacidade financeira do grupo é hoje um

dos pilares que sustenta a sua estratégia de

expansão. Essa solidez permite integrar novas

empresas e gerar sinergias de forma mais

rápida e eficaz, acelerando o crescimento e

reforçando a posição no mercado”.

“Com a entrada numa estrutura multinacional,

a organização passou a beneficiar de ganhos

significativos em várias áreas críticas: maior

eficiência nas compras, acesso a conhecimento

acumulado, reforço da rede de fornecedores

e integração de novas marcas”.


82

MERCADO

nas, esta abordagem permite “proteger margens

e rentabilidade, evitar comparações

diretas com a concorrência, reforçar a fidelização

dos clientes e aumentar a eficiência

das ações de marketing”.

Ao operar sob uma estratégia global comum,

presente em vários mercados internacionais,

a empresa ganha consistência e escala com a

marca NAPA, ao mesmo tempo que mantém

proximidade com os clientes.

NAPA E NAPA AUTO PARTS

NAPA AUTO PARTS

Com este ativo chamado NAPA, o passo

seguinte acabou por ser lógico e natural,

até porque o mesmo já tinha sido dado nos

Estados Unidos há muitos anos e, mais recentemente,

em Inglaterra, com a criação

da NAPA Auto Parts. A NAPA Auto Parts

assume hoje um papel central na estratégia

do grupo - não apenas como identidade comercial,

mas como verdadeiro “chapéu” sob

o qual toda a operação passa a ser reconhecida,

neste caso na região ibérica.

Assim, após tantas integrações, as empresas

mantinham as suas marcas históricas nas fachadas

e na comunicação externa. A partir

deste momento, a lógica inverte-se, a marca

NAPA passa a ser o elemento principal

(e único) de comunicação, mantendo-se as

designações locais, mas com um papel secundário.

Este processo de transformação das lojas em

NAPA Auto Parts já arrancou, com um plano

de rebranding que abrange cerca de uma

centena de centros na Península Ibérica, a

um ritmo progressivo ao longo dos próximos

meses. As intervenções incluem renovação

de fachadas, nova sinalética, uniformização

da imagem de marca e adaptação das frotas

de veículos e outros espaços exteriores. “O

“A lógica das integrações vai além da simples

soma de volumes de negócio. A visão interna

é clara: as sinergias não significam que “um

mais um seja dois”, mas sim que o resultado

seja superior, graças à combinação de equipas,

conhecimento, recursos e ferramentas. É

precisamente essa conjugação que permite

potenciar resultados e criar valor adicional”.

“A transição de uma lógica local ou familiar

para um contexto multinacional implica novas

formas de trabalho, maior rigor processual

e exigências acrescidas ao nível financeiro

e de reporte”.

“Apesar da aposta em marca própria, a

relação com os fornecedores tradicionais

continua a ser central. Marcas históricas

do setor mantêm um peso dominante na

atividade e são consideradas essenciais para

o funcionamento do negócio. Na prática, o

crescimento da empresa tem vindo a reforçar

- e não a substituir - estas parcerias”.

“Inicialmente vista como uma marca de

produto, a marca própria acabou por assumir

um papel muito mais amplo - tornando-se um

verdadeiro símbolo de identidade transversal

a toda a organização”.

“A NAPA é um ativo estratégico único, comparável,

em termos de posicionamento, a

referências globais como Coca-Cola, Apple

ou Rolex”.

“O grupo prepara-se para dar um passo decisivo:

tornar a NAPA Auto Parts a principal

identidade visível no mercado”.

A nova estratégia da Alliance Automotive Group Iberia assenta completamente num reforço

da marca NAPA, neste caso em Portugal e Espanha, pois entende a empresa que esta marca,

com 100 anos, tem importantes características, a saber:

1. Diferenciação e salvaguarda da margem: Uma

marca sólida (com mais de 100 anos), com qualidade

comprovada e clientes em todo o mundo;

2. Fidelização e menor sensibilidade ao preço:

O cliente é leal à marca e percebe que o preço

pago é coerente com o que recebe;

3. Eficiência em marketing: As marcas reconhecidas

apresentam taxas de conversão mais

elevadas e menores custos de aquisição de

clientes, uma vez que a reputação antecede

a venda;

4. Facilidade de crescimento e expansão: Uma

marca forte permite estender o nome a novos

produtos ou categorias com maior credibilidade;

5. Barreira à entrada: Funciona como um escudo

natural, tornando mais difícil para a concorrência

captar clientes.

“Com a NAPA, temos um recurso valioso, único

e inemitável”, refere Clemente Lobato, diretor

comercial e de marketing da AAG Iberia, explicando

que a NAPA Auto Parts “é uma parte

fundamental de toda a estratégia”.

Ao todo são mais de 6.100 lojas NAPA Auto Parts

nos Estados Unidos e Canáda e cerca de 290 lojas

no Reino Unido (entre muitas outras em diversos

países da Europa). Mas agora é vez da Península

Ibérica se “vestir” de NAPA Auto Parts. Assim,

os 96 centros que a Alliance Automotive Group

Iberia tem na Península Ibérica vão passar a ter a

imagem NAPA Auto Parts. “O que se passa é que

serão centros NAPA Auto Parts, onde os clientes

podem encontram peças NAPA, mas também

todas as outras marcas premium que vendemos”,

explica Clemente Lobato, referindo que se trata

de um projeto que irá ter um enorme impacto

internamente, mas também junto dos fornecedores

(marcas premium) e das oficinas.

A Alliance Automotive Group Iberia esclarece que a

implementação da NAPA Auto Parts não representa

uma rutura com o modelo atual, mantendo-se a

distribuição de marcas premium e a diversidade de

gama. No entanto, a NAPA Auto Parts passa a assumir

maior visibilidade e a suportar uma estrutura

comum de operação, com o objetivo de harmonizar

o nível de serviço em toda a Península Ibérica.

“Outro fator decisivo tem sido a transformação

logística. A criação de uma plataforma centralizada

permitiu aumentar significativamente

a disponibilidade de produto - incluindo referências

de baixa rotação que anteriormente

dependiam de encomendas externas”.

“Quanto mais vendemos NAPA mais vendemos

as marcas premium”.

objetivo é claro: criar uma identidade visual

consistente, reconhecível e alinhada com os

padrões globais da marca”, refere o diretor

geral da AAG Iberia, que realça que apesar

da forte aposta na marca “a proposta comercial

mantém-se inalterada na sua essência”.

Quer isto dizer que a empresa continua a

posicionar-se como um distribuidor multimarca,

oferecendo aos clientes liberdade

de escolha entre diferentes fabricantes. “A

marca NAPA não substitui essa oferta, complementa-a”,

refere o mesmo responsável,

dizendo que “na prática, funciona como um

selo de garantia. Os NAPA Auto Parts são

um espaço onde o cliente encontra o que

precisa, quando precisa, independentemente

da marca escolhida”.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 83

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PAVILHÃO 4 - STAND C14


84

84 MERCADO

ELETRIFICAÇÃO NA BOSCH CAR SERVICE

“O cliente pode mudar

para uma viatura eletrificada,

mas não precisa de

mudar de oficina”

A Bosch Car Service responde à eletrificação do parque automóvel com um conceito estruturado de manutenção e

reparação destes veículos, com forte aposta na formação, certificação e apoio técnico às oficinas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Raquel Marinho, Responsável

pelo Desenvolvimento do Conceito

Bosch Car Service em Espanha

e Portugal, explicou à

REVISTA PÓS-VENDA como

a rede se tem preparado para a crescente

presença de veículos híbridos e elétricos

nas estradas e de que forma a certificação

das oficinas assegura competência técnica,

segurança e confiança para clientes particulares

e frotas.

Nas Reuniões Regionais 2025 da Bosch,

a manutenção de veículos híbridos e

elétricos foi um dos temas em destaque.

Porque é que este assunto é hoje prioritário

para a Bosch Car Service?

Há mais de dois anos que temos vindo a

preparar a nossa rede para o crescimento

progressivo de viaturas eletrificadas nas

estradas. No caso de Portugal em 2025 a

venda de veículos com energias alternativas

representou 70%, sendo que os 100% elétricos

já representaram 22,3% uma percentagem

que está a um passo de destronar a

venda de veículos a gasolina, com 24,5%.

Na Bosch, já disponibilizamos formação

técnica de viaturas eletrificadas às oficinas

da rede Bosch Car Service desde 2011e hoje

em dia dispomos de um conceito de manutenção

e reparação de viaturas hibridas e

elétricas completo. Este conceito permite às

oficinas prestarem assistência a estas viaturas

com qualidade e segurança.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 85

Bosch Car Service Auto Rina

Como enquadra a Bosch Car Service a

manutenção de veículos elétricos e híbridos

dentro da sua estratégia global de

pós-venda em Portugal?

A nossa estratégia sempre foi centrada em

servir o cliente, assegurando-lhe “mobilidade”.

Os clientes contam com as oficinas Bosch

Car Service para manter as suas viaturas

nas melhores condições de funcionamento

com fiabilidade, comodidade e conveniência.

A nossa mensagem é clara, o cliente pode

mudar de uma viatura de combustão para

uma viatura eletrificada, mas não precisa de

mudar de oficina, facto conseguido pela evolução

da formação e equipamentos disponibilizados

pela Bosch à sua rede de oficinas

BCS. Seja qual for a marca, modelo, idade

ou tecnologia da viatura, a oficina Bosch Car

Service estará sempre apta a dar uma resposta

adequada com a qualidade e garantia esperadas.

Seja um cliente particular com um único

automóvel, ou uma grande frota, servir bem

o cliente está no foco da nossa estratégia e

para tal temos de acompanhar a evolução e

estar preparados para qualquer tipo de necessidade,

determinados a continuar a assegurar

a mobilidade a esses clientes com necessidade

e expetativas próprias.

Que papel tem o conceito de Manutenção

e Reparação de Veículos Híbridos e

Elétricos na estratégia da rede e porque

é que a Bosch optou por um modelo de

certificação das oficinas?

Em Portugal não existe uma legislação específica

que determine quais são os requisitos

que uma oficina deve cumprir para

fazer intervenções em veículos eletrificados.

No entanto, há legislação geral que deve ser

considerada. Relativamente a este assunto,

Não basta dar

formação às oficinas,

há um conjunto

mais alargado de

critérios que têm

de ser considerados

para que os clientes

sejam servidos por

técnicos devidamente

especializados

e com recurso

a equipamentos

e ferramentas

específicos

PUB


86

MERCADO

sabemos que há muitas oficinas com dúvidas

e incertezas sobre como preparar-se, e é aí

onde a Bosch faz a diferença, com o lançamento

deste conceito em forma de certificação.

Preparámos o nosso conceito com base

na legislação alemã e portuguesa, com base

nas diretivas europeias e na informação disponibilizada

pelas organizações de engenharia

europeias e locais, relevantes nesta matéria.

O nosso objetivo é que, através da Bosch,

as oficinas acedam a toda a informação de

que necessitam, de forma imediata, prática e

assertiva. Desta forma, não têm de recorrer a

diversas fontes de informação, que podem até

não ser fidedignas ou estar baseadas em interesses

comerciais próprios. Também é importante

remarcar que a informação que a Bosch

disponibiliza às oficinas será mantida atualizada

a todo o momento. Assim sendo, as

oficinas mantêm-se sempre atualizadas através

de um canal de comunicação online que

lhes dedicamos, em exclusivo. Efetivamente,

intervir em viaturas eletrificadas em segurança

requer o cumprimento prévio de determinados

requisitos. Não basta dar formação às

oficinas, há um conjunto mais alargado de

critérios que têm de ser considerados para

que os clientes sejam servidos por técnicos

devidamente especializados e com recurso a

equipamentos e ferramentas específicos. Para

a Bosch foi importante definir e reunir esses

critérios de forma a auxiliar as oficinas na sua

adoção prática. Depois de implementados

todos os critérios definidos pela Bosch, a oficina

é sujeita a uma auditoria que visa avaliar

e comprovar que tudo está em conformidade

com o padrão de qualidade da nossa marca.

Esta certificação é também uma garantia de

confiança para o cliente que ao mudar para

uma viatura eletrificada continua a contar

com a sua oficina Bosch Car Service de sempre.

Para nós, é mais uma evolução tecnológica

do automóvel, que requer cuidados adicionais

a serem cumpridos. Trata-se de uma área

de intervenção nova para todas as oficinas e

que acarreta riscos assinaláveis para a vida humana,

daí a necessidade de uma certificação.

Bosch Car Service Domuscar Lisboa

Em Portugal não

existe uma legislação

específica que

determine quais são

os requisitos que

uma oficina deve

cumprir para fazer

intervenções em

veículos eletrificados

Somos uma rede com mais de 100 anos de

história a acompanhar a evolução automóvel.

A mudança não nos assusta, entusiasma-nos.

Que tipo de serviços de manutenção e reparação

podem os clientes esperar, na prática,

de uma oficina Bosch Car Service certificada

para veículos elétricos e híbridos?

As oficinas Bosch Car Service estão aptas a

intervir em viaturas híbridas e elétricas, desde

a manutenção preventiva ao diagnóstico e

reparação. No sistema elétrico de alta tensão

estão aptas a realizar diagnóstico completo,

incluindo a bateria, e efetuam as atualizações

de software, se necessárias. Em relação a

componentes mecânicos, os travões têm menos

desgaste devido à travagem regenerativa,

mas pneus, suspensão e transmissão sofrem

maior desgaste pelo incremento de peso. As

operações tradicionais nestes sistemas são

mantidas. Para a climatização e arrefecimento

são realizadas manutenções aos circuitos de

ar condicionado e líquidos de arrefecimento,

que no caso de viaturas de alta tensão é necessário

equipamento específico. Ao nível do

diagnóstico e eletrónica, efetuam leitura de

erros e calibração de sistemas ADAS. Os serviços

mais frequentes incluem pneus, travões,

filtros de habitáculo, diagnósticos eletrónicos

e verificações de bateria. Em breve, a formação

de Nível 4 permitirá às oficinas intervir

profundamente na reparação das baterias,

bem como na substituição de módulos, serviços

que exigem equipamento, condições e

normas específicas.

Que requisitos técnicos, de equipamento e

de certificação são exigidos a uma oficina

Bosch Car Service para poder intervir em

veículos elétricos?

Antes de mais, este conceito é exclusivo a

oficinas Bosch Car Service e não se apre-

Bosch Car Service Mourauto


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 87

Bosch Car Service FLS Motor

senta de forma autónoma no mercado. Por

isso, primeiro é preciso ser uma oficina Bosch

Car Service para ter acesso ao conceito.

O processo de certificação Bosch requer o

cumprimento de cinco tipos de categorias

diferentes: pré-requisitos gerais, aptidão e

qualificação técnica, equipamentos técnicos,

ferramentas e equipamentos de segurança

e por fim, elementos de identificação

e imagem. Para além da aptidão e qualificação

técnica que é por onde normalmente as

oficinas começam, avaliamos as instalações

a fim de definir qual o melhor local para

instalar a área de intervenção. Depois de definido

o local, o mesmo deve ser preparado

adequadamente ao nível de equipamentos,

ferramentas e elementos de segurança. Para

finalizar, há elementos de identificação e

imagem que também devem ser cumpridos

para concluir a certificação com êxito.

Como é assegurada a formação inicial e

contínua dos técnicos, tendo em conta a

rápida evolução tecnológica dos veículos

elétricos?

O programa de formação é atualizado todos

os anos em função das necessidades, além

do mais, está preconizado que os técnicos

certificados tenham obrigatoriamente de

renovar a sua formação no máximo a cada

cinco anos. Para além disso, as oficinas são

alvo de auditorias regulares que permitem

aferir o contínuo cumprimento de padrões

qualitativos.

São investimentos acessíveis para uma

oficina independente ou continuam a ser

uma barreira para muitas empresas?

O investimento contínuo faz parte de qualquer

negócio que quer fazer face à evolução

dos tempos e manter-se competitivo. Consideramos

que os investimentos neste âmbito

são muito viáveis e fundamentais para assegurar

que a oficina acompanha a evolução

do mercado e as necessidades dos clientes.

A área de intervenção em viaturas híbridas e

elétricas não necessita de ser exclusiva, já que

esta costuma ser uma questão comum que

preocupa as oficinas. Sem investimento não

há clientes com estas viaturas e sem clientes

o futuro fica comprometido. Claro que os

efeitos destes investimentos num momento

em que o parque de viaturas eletrificadas representa

menos de 10% do parque circulante

são, na generalidade dos casos, ainda limitados,

mas temos de olhar para a forma como

o parque tem vindo a evoluir e aquela que é

a expectativa futura, e nesse sentido, disponibilizar

este serviço ao cliente é crucial.

Que tipo de apoio a Bosch presta às oficinas

da rede no processo de investimento,

adaptação técnica e operacional?

O apoio que a Bosch presta é uma orientação

360º à oficina, para que possa aceder à

formação técnica necessária e avançar com

a implementação prática do conceito com

base em informação sólida, fidedigna e atra-

PUB


88

MERCADO

vés de uma só fonte, poupando-lhe tempo

e esforços no sentido de perceber por onde

seguir este caminho da eletromobilidade.

Oferecemos uma consultoria personalizada e

in loco a cada oficina, pois sabemos que cada

uma tem as suas particularidades ao nível das

instalações, por exemplo. Esta proximidade

permite-nos conhecer melhor as necessidades

das oficinas e responder às mesmas de

forma mais eficiente. A Bosch oferece um

conceito completo que não se limita a preparar

a oficina, mas também a prover o negócio

da mesma.

Quais têm sido as principais dificuldades

sentidas pelas oficinas na adaptação à manutenção

de veículos elétricos?

Se tiverem o apoio da Bosch vão sentir seguramente

muito menos dificuldades, por

isso, aqui fica a sugestão. Geralmente, o mais

desafiante é saber quais os aspetos a considerar

antes de avançar com medidas concretas.

Muitas vezes as oficinas ouvem uma

coisa aqui outra ali e acabam por ficar com

dúvidas. Outra das dificuldades é conseguir

identificar qual é o melhor local na oficina

para implementar a zona de intervenção em

veículos eletrificados. É um aspeto que deve

ser muito bem ponderado de modo a evitar

avanços, recuos e correções sucessivas por

falta da orientação certa numa fase inicial.

Também há dúvidas sobre legislação, obrigações

legais e receios acerca da segurança.

Nota-se que há dificuldade em identificar

quais são as normas que as ferramentas e

equipamentos de segurança devem cumprir

para garantir a proteção dos colaboradores e

também em encontrar fornecedores que tenham

uma oferta de produtos que realmente

cumpra as normas.

Bosch Car Service NA Auto

Já disponibilizamos

formação técnica de

viaturas eletrificadas

às oficinas da rede

Bosch Car Service

desde 2011

A procura por serviços de manutenção de

veículos elétricos e híbridos já é significativa

nas oficinas?

Na generalidade, já é regular a entrada de

viaturas eletrificadas nas oficinas Bosch Car

Service e este número tem vindo a crescer de

ano para ano, como expectável. Contudo, ainda

não atingiu os 10% do volume global de

entradas. No mercado em geral, nesta fase as

oficinas ainda estão muito focadas nas viaturas

de combustão que ainda dominam fortemente

o parque circulante. A mudança não se vai

dar de um dia para o outro, está a acontecer de

forma gradual e as viaturas eletrificadas cada

vez vão ter mais peso nas oficinas. Outro aspeto

relevante é o facto das empresas de renting

e com frotas serem aquelas que estão a fazer

a transição energetica de forma mais rápida

e esse tipo de clientes precisa que as oficinas

independentes estejam preparadas para assistir

essas viaturas eletrificadas no imediato.

Que peso prevê que a manutenção de veículos

elétricos e híbridos venha a ter no volume

de negócio das oficinas nos próximos

anos?

O crescimento progressivo que já se iniciou

vai continuar a verificar-se. A grande questão

é a que ritmo essa mudança vai acontecer.

Sabemos que há diversos fatores que vão influenciar

a velocidade da mudança energética,

entre os quais: fatores económicos, tecnológicos,

políticos e regulamentares, ambientais e

sociais. É variadíssimo o número de aspetos

que entram neste cocktail e o resultado poderá

divergir em função de como se mova cada um

destes elementos.

O que diferencia uma oficina Bosch Car

Service na manutenção de veículos elétricos

face a outras oficinas?

As oficinas Bosch Car Service certificadas expressam

um claro compromisso com o cliente,

pois encaram esta nova realidade com rigor e

seriedade, o que inevitavelmente, aos olhos do

cliente se traduz em confiança e fidelização.

Acreditamos francamente que esse é um fator

diferenciador de mercado. Tal como se costuma

sabiamente dizer: “Quem semeia, colhe”.

Que mensagem deixaria às oficinas que

ainda estão reticentes em investir na eletrificação

e na preparação para este tipo de

viaturas?

Se ainda não deram início a esta viagem da

eletromobilidade não se distraiam porque a

mudança já está a acontecer e o impacto para

as oficinas vai ser crescente. Na Bosch, estamos

disponíveis para ajudar as oficinas, com

um suporte integral e profissional.

Bosch Car Service LD Auto Ortigosa


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 89

DISTRIBUIDOR

OFICIAL


90

90 MERCADO

CARGARANTIE

Mais eletrónica, mais custos

no pós-venda

Os dados mais recentes da CarGarantie mostram que os custos de reparação continuam a subir e que a crescente

complexidade tecnológica está a transformar o setor do pós-venda automóvel.

O

aftermarket automóvel atravessa

um momento de transformação

sem precedentes, onde a inflação

económica e a revolução tecnológica

colidem. Assim o revela o

mais recente estudo da CG CarGarantie VersicherungsAG,

seguradora especializada em

programas de garantia e seguros de custos de

reparação para veículos novos e usados, que

analisou cerca de um milhão de contratos de

garantia para veículos novos e de ocasião. De

acordo com esta entidade, o mercado atingiu

um novo teto financeiro: o custo médio de

reparação em 2025 fixou-se nos 764 euros.

Este valor representa um aumento substancial

face aos 718 euros registados no ano anterior,

prolongando uma trajetória ascendente

que a empresa classifica como um “novo

recorde histórico”. A empresa indica que esta

escalada de custos não é episódica, mas sim

o prolongamento de uma tendência contínua

ao longo dos últimos anos, num contexto

marcado por incertezas geopolíticas e flutuações

económicas.

ECONOMIA E TECNOLOGIA

De acordo com a CarGarantie, este agravamento

de custos não é um fenómeno isolado,

mas sim o resultado de forças combinadas. A

CarGarantie cita dados da Associação Alemã

de Seguradoras que identificam subidas significativas

tanto nos preços das peças de reposição

como nas tarifas horárias de mão de obra. No

entanto, o fator “X” desta equação é a tecnologia.

“A crescente complexidade tecnológica dos

veículos modernos aumenta adicionalmente a

pressão”, referem as fontes. Sistemas elétricos,

unidades de controlo eletrónicas e compo-

Marcus Söldner

CEO da CarGarantie

nentes sensíveis tornaram-se mais vulneráveis

a avarias, exigindo intervenções que são “cada

vez mais complexas e exigentes”. Esta maior

exigência técnica traduz-se também em intervenções

mais demoradas, com impacto direto

na capacidade produtiva das oficinas.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 91

FIDELIZAÇÃO EM RISCO

A CarGarantie acredita que o dado mais

preocupante para os concessionários e oficinas

vem do DAT Report 2026. Segundo

este relatório, quase 60% dos proprietários

admitem recorrer às oficinas com menor

frequência devido aos preços elevados. Isto

cria um efeito dominó negativo:

⇨ Perda direta de receitas para os concessionários;

⇨ Menor taxa de ocupação das oficinas;

⇨ Redução da satisfação e da fidelização

dos clientes.

O relatório indica que este comportamento

revela uma crescente sensibilidade ao preço,

com impacto direto na relação entre cliente

e oficina.

O relatório da CarGarantie detalha com precisão

quando é que os problemas surgem em

veículos de ocasião. Nos primeiros 5.000 km,

ocorrem 27,5% das avarias. Por outro lado, 20%

dos sinistros só se manifestam após os 25.000

km. No que toca ao fator tempo, o momento da

ocorrência permanece estável, mas com um dado

relevante para a gestão de garantias: 26,7% dos

sinistros em viaturas usadas ocorrem depois dos

360 dias de posse. A empresa explica que este

dado reforça a importância das extensões de

garantia e das soluções de proteção pós-venda,

PERCENTAGEM DE AVARIAS DE ACORDO

COM A QUILOMETRAGEM

Até 5 mil km

Até 10 mil km

Até 15 mil km

Até 20 mil km

Até 25 mil km

Acima de 25 mil km

TIMING E QUILOMETRAGEM

27,5

20,1

14,9

10,4

7,0

20,0

sobretudo fora do período inicial de cobertura.

A elevada incidência de avarias nos primeiros

quilómetros pode indicar falhas precoces ou

problemas latentes, enquanto os casos registados

em fases mais avançadas refletem o impacto do

desgaste progressivo dos componentes.

DISTRIBUIÇÃO DAS AVARIAS POR DATA DE

OCORRÊNCIA (DIAS) EM VEÍCULOS DE OCASIÃO

Até 30 dias

Até 60 dias

Até 90 dias

Até 120 dias

Até 150 dias

Até 180 dias

Até 210 dias

Até 240 dias

Até 270 dias

Até 300 dias

Até 330 dias

Até 360 dias

Acima de 360 dias

6,2

7,5

6,9

6,5

6,0

5,9

5,8

5,4

5,4

5,4

5,5

6,6

26,7

PUB


92

MERCADO

FREQUÊNCIA DE AVARIAS

DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS

Se olharmos para a frequência com que os

veículos entram na oficina, a eletrónica domina

de forma absoluta:

⇨ Nas viaturas novas, o sistema elétrico

representa 28,8% das ocorrências, um salto

significativo face aos 26,1% do ano anterior;

⇨ Nos usados, a tendência é idêntica, com a

proporção a subir de 21,5% para 23,2%.

A CarGarantie indica que esta tendência confirma

que a eletrónica não só lidera em custo,

como domina claramente em incidência, consolidando-se

como o principal desafio técnico

para as oficinas.

Ranking de Frequência por Módulos

(Veículos Novos):

• Sistema elétrico: 28,8%;

• Eletrónica de conforto: 15,2%;

• Sistema de alimentação: 10,8%;

• Motor: 8,4%;

• Carroçaria/interior: 8,1%.

Nos usados o segundo lugar da frequência cabe

ao sistema de alimentação (17,6%) e o terceiro

ao motor (12,4%).

FREQUÊNCIA DE AVARIAS POR MÓDULOS

EM AUTOMÓVEIS NOVOS

Sistema elétrico

Sistema elétrico de conforto

Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)

Motor

Carroçaria/interior

Chassis

Sistema de arrefecimento

Semieixos de transmissão

Sistema de ar condicionado

Engrenagem

Sistema de travagem

Sistemas de segurança

Direção

Sistema de escape

Diferencial

FREQUÊNCIA DE AVARIAS POR MÓDULOS

EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO

Sistema elétrico

Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)

Motor

Sistema elétrico de conforto

Sistema de arrefecimento

Sistema de ar condicionado

Engrenagem

Carroçaria/interior

Sistema de escape

Semieixos de transmissão

Sistema de travagem

Chassis

Direção

Sistemas de segurança

Acionamento Elétrico

Diferencial

Sistema híbrido

Dinâmica do veículo

Acionamento elétrico

Dinâmica do veículo

Sistema híbrido

23,2

17,6

12,4

7,9

7,0

5,7

5,2

4,1

3,3

3,0

2,7

2,3

2,1

1,9

0,6

0,5

0,2

0,1

28,8

15,2

10,8

8,4

8,1

4,6

4,6

3,9

3,4

2,6

2,2

2,2

1,8

1,2

0,9

0,8

0,3

0,3

Pela primeira vez na história deste relatório, a

CarGarantie mostra que o paradigma dos custos

nos veículos novos mudou. O sistema elétrico

tornou-se o componente mais dispendioso, atingindo

uma quota de 19,3% do montante total das

indemnizações. Este dado é crucial para o setor

oficinal, pois o sistema elétrico ultrapassou o

motor, que caiu para segundo lugar com 16,9%

(contra 18,4% no ano anterior). Outros sistemas

começam também a ganhar expressão nos custos

de reparação, como os sistemas de segurança

(6,0%), o acionamento elétrico (4,5%) e a direção

(4,4%), refletindo a crescente sofisticação

tecnológica dos veículos modernos.

Distribuição do Montante das Avarias

Veículos Novos:

1. Sistema elétrico: 19,3%;

Motor

DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS

EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO

Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)

Sistema elétrico

Engrenagem

Sistema de ar condicionado

Sistema de arrefecimento

Sistema elétrico de conforto

Sistema de escape

Carroçaria/interior

Direção

Chassis

Semieixos de transmissão

Sistema de travagem

Diferencial

Acionamento elétrico

Sistemas de segurança

Sistema híbrido

Dinâmica do veículo

24,2

17,2

13,6

10,4

MAIS COMPLEXIDADE, MAIS AVARIAS

Para além de mais dispendiosa, esta complexidade

torna também os sistemas mais

vulneráveis, contribuindo simultaneamente

para o aumento da frequência de avarias,

sobretudo nos componentes elétricos e eletrónicos.

“O facto de agora ultrapassarmos

o valor médio de 760 euros por reparação

sublinha o impacto significativo que estes

fatores sobrepostos exercem sobre o setor automóvel.

Atualmente, não se perspetiva um

alívio da situação”, indica Marcus Söldner,

Presidente do Conselho de Administração da

CarGarantie, que reforça que, perante este

cenário, oferecer seguros de reparação e garantias

robustas é a única via para proteger

tanto o concessionário como o consumidor

final, permitindo “atenuar o aumento dos

custos e contribuir simultaneamente para

uma satisfação do cliente a longo prazo”. A

empresa revela que os dados são claros, pois

o setor deixou de ser predominantemente

mecânico, para passar a ser maioritariamente

5,7

5,4

4,2

3,0

2,9

2,6

2,4

2,3

1,6

1,4

1,3

1,2

0,6

0,1

2. Motor: 16,9%;

3. Sistema de alimentação

(incluindo turbos): 13,4%;

4. Transmissão: 7,7%;

5. Sistema elétrico de conforto: 6,6%.

Nos veículos de ocasião, o motor ainda mantém

a “liderança” financeira com 24,2% do

total de custos, embora tenha registado uma

ligeira descida face aos 26% anteriores. O

sistema de alimentação segue com 17,2%

e o elétrico sobe para 13,6%. A distribuição

dos custos evidencia ainda o peso de

componentes como a transmissão (10,4%),

o sistema de travagem (5,4%) e o chassis

(3,0%), demonstrando uma maior dispersão

das avarias em veículos com mais quilómetros

e desgaste acumulado.

DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS

EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO

Sistema elétrico

Motor

Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)

Sistema elétrico de conforto

Engrenagem

Carroçaria/interior

Chassis

Sistema de arrefecimento

Sistema de ar condicionado

Semieixos de transmissão

Direção

Diferencial

Sistemas de segurança

Sistema de escape

Sistema de travagem

Acionamento elétrico

Sistema híbrido

Dinâmica do veículo

19,3

16,9

13,4

eletrónico. As oficinas precisam de se adaptar

rapidamente a uma realidade onde o sistema

elétrico é o que mais falha e, no caso dos

carros novos, o que mais custa a reparar. A

análise evidencia ainda um desalinhamento

crescente entre frequência e custo, pois enquanto

os sistemas elétricos concentram o

maior número de ocorrências, componentes

como o motor continuam a representar uma

fatia significativa dos encargos, sobretudo

nos veículos de ocasião. Numa era de preços

recorde e de clientes cada vez mais reticentes

em gastar, a transparência e a oferta de soluções

de proteção financeira, como as garantias,

tornam-se ferramentas de sobrevivência

essenciais para qualquer negócio de pós-venda

em 2026. Perante este cenário, a crescente

complexidade tecnológica e o aumento

contínuo dos custos reforçam a necessidade

de soluções de proteção como garantias e seguros

de reparação, capazes de mitigar o impacto

financeiro tanto para os consumidores

como para os profissionais do setor.

7,7

6,6

6,0

4,5

4,4

4,3

3,5

2,8

2,3

2,0

2,0

1,6

1,6

0,8

0,3


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 93


94

94 MERCADO

SVP AUTO

Integração europeia num

negócio cada vez global

Empresa com forte tradição no setor das peças usadas em Portugal, a SVP Auto atravessa atualmente um processo de

profunda modernização, até por via da recente integração no grupo sueco Autocirc, que possui uma forte presença europeia

no negócio das peças usadas.

TEXTO PAULO HOMEM

Os últimos anos da SVP Auto são

marcados por diversas alterações.

Entre elas está a transição

da antiga gestão para a atual,

protagonizada agora por Ricardo

Geraldo, responsável pela operação da

empresa com sede em Coimbra. Entrou na

empresa em abril de 2021, unicamente para

gerir a unidade de Coimbra, mas todo o

contexto evoluiu com a intenção da anterior

gerência de sair da operação, o que abriu caminho

à entrada do grupo sueco Autocirc,

processo que se concretizou a 1 de julho de

2024. “Percebemos rapidamente que a integração

num grupo com esta dimensão e

estrutura seria uma mais-valia”, diz Ricardo

Geraldo.

A SVP Auto manteve a sua identidade, a sua

operação e os valores que sempre a distinguiram,

mas passou a integrar um grupo económico

internacional com forte especialização na

economia circular aplicada ao automóvel. E é

precisamente aqui que reside um dos aspetos

mais relevantes desta integração.

O grupo Autocirc não se limita à atividade

de desmantelamento automóvel. Atua em

diferentes fases do ciclo de vida dos veículos:

no tratamento de viaturas em fim de vida, na

recuperação e reutilização de componentes

e peças, na gestão e valorização de resíduos,

na reconstrução de peças, no tratamento de

pneus, nos transportes especializados e até na

atividade oficinal de pós-venda. Ao reunir estas

valências num mesmo ecossistema, o grupo

materializa, de forma muito concreta, um modelo

de economia circular completo, funcional

e escalável, com presença em diversos países.

A reutilização de peças assume também, por

isso, um papel central. É esse o coração da atividade

da SVP Auto, apesar da venda de peças

novas também existir, mas numa lógica claramente

complementar. “Serve para responder

a situações em que não existe stock usado

disponível ou quando determinados clientes,

apesar de valorizarem a reutilização, exigem

peças novas em componentes específicos”, diz

Ricardo Geraldo, assegurando que “esta capacidade

de dar resposta em diferentes frentes

permite reforçar a relação com o cliente sem

desvirtuar o posicionamento principal da empresa,

que são as peças usadas”.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 95

ESCALA

Com a entrada no grupo Autocirc, a SVP

Auto ganhou escala, acesso a conhecimento

especializado e maior robustez operacional.

Um dos impactos mais relevantes tem sido o

reforço da qualidade e da rapidez com que a

empresa consegue aceder a viaturas, desmontá-las

e colocar componentes reutilizáveis

no mercado. Esse ganho resulta, em parte,

da capacidade de articulação com parceiros

estratégicos, nomeadamente companhias de

seguros, cuja relação com o grupo tem vindo

a consolidar-se em vários mercados europeus.

“Este tipo de parceria revela-se particularmente

importante porque garante um acesso

mais regular a veículos sinistrados mais recentes.

Essa circunstância tem consequências

diretas na qualidade das peças usadas disponíveis,

uma vez que permite retirar desses

veículos componentes com menor desgaste,

maior atualidade tecnológica e mais valor comercial”,

garante o responsável da SVP Auto,

mas que explica também que o benefício está

também do lado das seguradoras que “beneficiam

de uma solução que conjuga redução

de custos com maior rapidez na reparação

dos veículos, através do acesso a peças usadas

recentes e fiáveis”.

Essa capacidade de estruturar relações estratégicas

é um dos pontos fortes do grupo.

Outro é a sua organização interna. A Autocirc

apresenta uma estrutura fortemente

segmentada, com equipas dedicadas a áreas

A SVP Auto foi uma das primeiras empresas a

receber a certificação “Peça Verde”, no âmbito

da ANCAV, que veio acrescentar à certificação,

rastreabilidade e exigência processual na

comercialização de peças usadas. “O cliente

ganha segurança, o setor ganha credibilidade

e a SVP Auto consolida o seu posicionamento

como operador responsável e profissionalizado

dentro do negócio das peças usadas”, diz o

mesmo responsável.

Essa confiança já permite à empresa de Coimbra

transacionar online componentes de maior

complexidade, como motores ou caixas de

específicas e foco claro em temas de relevância

crescente para o setor. Um dos melhores

exemplos é a aposta nos veículos elétricos.

A gestão de componentes de alta voltagem,

o tratamento e a reutilização de baterias e

CERTIFICAÇÃO PEÇA VERDE

velocidade, algo que até há relativamente pouco

tempo exigia quase sempre contacto presencial

ou validação extensiva. Ainda assim, a SVP

Auto mantém uma postura de proximidade

e verificação ativa. Sempre que necessário,

a equipa confirma dados como a matrícula

do veículo para assegurar compatibilidades e

prevenir erros. “Em alguns casos, esse cuidado

leva mesmo ao cancelamento de vendas, mas

evita insatisfação futura e protege a credibilidade

construída ao longo dos anos” assegura

Ricardo Geraldo.

A transparência estende-se também à descrição

do estado das peças. Nem todos os componentes

reutilizáveis apresentam o mesmo

nível de qualidade estética ou funcional, e essa

informação é comunicada com clareza. “Num

mercado em que a confiança é determinante,

esse detalhe faz toda a diferença. O cliente

profissional valoriza a precisão da informação

tanto quanto o preço ou a rapidez de entrega”,

assume o mesmo responsável.

a criação de processos adequados para estas

novas tipologias de viatura exigem competências

técnicas diferenciadas, e o grupo tem

vindo a preparar-se de forma consistente

para esse desafio.

PUB


96

MERCADO

DIGITALIZAÇÃO

Desde 2021, uma das grandes apostas da

SVP Auto, mesmo antes da integração na

Autocirc, passou pela modernização interna.

Apostou-se desde essa altura na digitalização

integral do stock, uma limitação relevante

num mercado cada vez mais dependente de

resposta rápida, visibilidade online e até de

maior precisão na informação sobre as peças

usadas. O caminho feito desde então foi profundo.

Ao longo de quatro a cinco anos, e

considerando o volume significativo de material

existente, a empresa aproxima-se (em

2026) dos 100% do stock digitalizado, com

conclusão prevista (de todo o stock) ainda

durante este ano.

“Trata-se de um investimento estruturante,

com impacto direto na operação e na experiência

do cliente. A digitalização permitiu

tornar visível uma parte substancial do stock,

melhorar a capacidade de pesquisa, acelerar

respostas comerciais e alcançar novos públicos

através dos canais digitais”, garante Ricardo

Geraldo, explicando que “se antes o setor

funcionava muito em torno do que estava

fisicamente em parque ou em prateleira, hoje

a competitividade depende da capacidade de

saber, quase em tempo real, que a peça existe,

em que estado se encontra, onde está localizada

e com que rapidez pode ser expedida”.

Este novo modelo exige, no entender de Ricardo

Geraldo, mais organização, maior capacidade

de catalogação e equipas mais preparadas,

tanto na fase de desmantelamento

como no tratamento posterior da informação.

“Quanto mais rapidamente uma peça é

identificada, fotografada, validada e publicada,

mais cedo pode gerar valor”.

No plano comercial, a digitalização já se reflete

de forma concreta. “As vendas online representam

atualmente cerca de 20% do total

da atividade da SVP Auto, num crescimento

gradual mas consistente”, afirma o gerente da

empresa, acrescentando que “essa evolução

está diretamente ligada ao número de peças

corretamente catalogadas e disponibilizadas

em ambiente digital”.

Hoje, a empresa conta com um stock na

ordem das 60 a 70 mil peças, embora nem

todas estejam ainda publicadas online. Apenas

os componentes que completam todo o

processo de validação (identificação, referências,

imagens, avaliação do estado e definição

de preço) são considerados aptos para venda

digital. “Este rigor é essencial para gerar confiança”,

assegura Ricardo Geraldo.

A Autocirc é uma multinacional sueca, líder

industrial europeia no mercado de peças para

automóveis, através do fornecimento de peças

automóveis originais reutilizadas (usadas).

Com 70 empresas em sete países da Europa

(incluindo a SVP Auto), a Autocirc continua a

construir um ecossistema de referência para

o desmantelamento de veículos e reutilização

de peças, assim como para a remanufatura de

O QUE É A AUTOCIRC

componentes e ainda a reciclagem de materiais.

O modelo de negócio da Autocirc maximiza a

eficiência na utilização de recursos, reduz as

emissões de carbono e diminui o desperdício, ao

mesmo tempo que dinamiza um fluxo circular

no qual as peças automóveis originais passam

de usadas a úteis. Este ecossistema permite

controlar toda a cadeia de valor, desde a recolha

da viatura até à comercialização das peças

usadas, assegurando eficiência, rastreabilidade

e qualidade.

autocirc.com

PRESENTE E FUTURO

A evolução tecnológica dos próprios veículos

está a alterar o perfil da procura. Há

uma procura crescente por componentes

eletrónicos, sensores, módulos de controlo

e outros sistemas associados à crescente

sofisticação automóvel. Esta realidade, diz

Ricardo Geraldo, exige novas competências

de identificação, novas ferramentas de gestão

e software mais avançado, capaz de cruzar

referências, verificar compatibilidades e

aceder a bases de dados técnicas com maior

eficiência.

Também aqui o grupo Autocirc está a investir,

nomeadamente em sistemas de análise

de dados e inteligência artificial orientados

para a previsão de procura e otimização de

stock. “Trata-se de um passo natural num

setor em rápida transformação, em que a informação

se torna tão importante quanto a

operação física. A capacidade de antecipar

tendências, identificar padrões de consumo

e otimizar fluxos poderá ser, nos próximos

anos, um dos principais fatores de competitividade”,

afirma o gerente da SVP Auto.

Em paralelo, está em desenvolvimento uma

plataforma interna do grupo destinada a

interligar as várias empresas e a dar visibilidade

cruzada ao stock existente entre unidades.

Este projeto, de enorme escala, permitirá

criar uma rede integrada de consulta

e intercâmbio de peças, reforçando sinergias

e aumentando a capacidade de resposta à

escala europeia. Algumas empresas já se encontram

integradas nessa solução, e o objetivo

será progressivamente alargar essa ligação

a todo o universo do grupo, incluindo a própria

SVP Auto.


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MAIO 2026 97

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98

98 MERCADO

FERRAMENTAS M7

Testar e avaliar

para comprovar

Apesar de já estar no mercado há muitos anos, através de representantes, as ferramentas M7 têm agora representação

oficial em Portugal e uma nova dinâmica comercial para o nosso mercado. O objetivo da M7 é estar entre as melhores.

TEXTO PAULO HOMEM

Com muita experiência no setor das

ferramentas, Pedro Costa assume

hoje um papel central no desenvolvimento

da marca M7 em Portugal.

Mesmo não sendo uma marca desconhecida,

a M7 encontra-se numa nova fase

no mercado português, ainda de consolidação,

mas já estruturalmente pensada de modo

a se perceber bem o rumo pretendido.

O atual projeto M7 corresponde a uma nova

etapa da marca no mercado nacional, sobretudo

pela sua presença na área das ferramentas

pneumáticas, mas o contexto mudou. A

evolução tecnológica, o comportamento da

procura e a própria reorganização comercial

da marca criaram as condições para uma abordagem

mais direta, mais ambiciosa e mais alinhada

com a realidade atual das oficinas em

geral.

A M7 integra o grupo King Tony e tem origem

em Taiwan. Essa ligação é relevante pela

forma como permite enquadrar o posicionamento

da marca M7. Não se trata de uma

operação isolada nem de um projeto circunstancial:

trata-se de um movimento inserido

numa estrutura internacional com visão de

longo prazo, com presença europeia e com

uma lógica operacional já testada noutros

mercados, nomeadamente no espaço ibérico.

A proposta da M7 procura equilibrar desempenho

profissional, robustez e investimento

racional, posicionando-se como uma alternativa

tecnicamente sólida num mercado muito

competitivo. É também essa articulação com

a estrutura ibérica que tem permitido à operação

portuguesa avançar com apoio comercial,

logístico e técnico, mesmo numa fase em que

o mercado ainda não justifica uma autonomia

total em todas essas áreas.

POWER TOOLS

O ponto central deste novo ciclo da M7 passa

por apostar fortemente nas power tools

(ferramenta elétrica), acompanhando uma

mudança estrutural no setor. A M7 interpretou

cedo esta evolução e decidiu investir de

forma consistente no desenvolvimento da sua

gama a bateria. A evolução da tecnologia de

bateria e a maior conveniência operacional

transformaram profundamente as preferências

dos profissionais. A rapidez de utilização,

a mobilidade e a redução da dependência de

infraestruturas como mangueiras, extensões e

compressores passaram a ter um peso decisivo.

As ferramentas pneumáticas continuam a

fazer parte da identidade da M7 e a marca

mantém esse know-how, essa oferta e essa

reputação. Porém o crescimento está a deslocar-se

para a ferramenta elétrica a bateria,

e ignorar esse facto seria comprometer

o futuro. “O mercado obrigou as marcas a

adaptarem-se. As oficinas procuram soluções

mais ágeis, os técnicos valorizam ergonomia

e rapidez, e a lógica da produtividade diária

favorece cada vez mais equipamentos versáteis,

prontos a usar e tecnologicamente mais

modernos”, refere Pedro Costa.

Essa transição, no entender do responsável

da M7, faz-se em contacto com os profissionais,

com demonstrações e testes.

CARRINHA DE DEMONSTRAÇÃO

O investimento numa carrinha de demonstração,

destinada a visitar distribuidores e

utilizadores finais, é essencial para angariar

cliente a cliente. “Num setor tão técnico e

tão dependente da experiência prática, mostrar

o produto em catálogo é insuficiente. O

profissional quer pegar na feramenta, sentir

o peso, testar o equilíbrio, avaliar o binário,

perceber a ergonomia e confirmar se a ferra-


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 99

menta corresponde ao que promete”, explica

o responsável da M7, argumentando que

“as ferramentas profissionais não se vendem

apenas por argumento comercial, vendem-se

também por confiança. E a confiança, constrói-se

quando a máquina responde bem ao

trabalho do dia a dia”. Por isso, a aposta da

M7 em Portugal está assente numa abordagem

de proximidade que procura encurtar

a distância entre marca, distribuidor e utilizador,

precisamente através da carrinha de

demonstração. O objetivo da M7 é implementar-se

progressivamente, com parceiros

(distribuidores) certos, em geografias certas,

e com uma proposta que se sustente pela experiência

concreta de quem trabalha com o

produto.

DISTRIBUIDORES

A M7 não faz venda direta ao cliente final

(oficina) em Portugal. Todo o modelo comercial

assenta numa rede de distribuição,

o que significa que a construção da marca

depende fortemente da capacidade de atrair

parceiros especializados, com conhecimento

do setor e credibilidade junto do mercado.

“Num mercado onde a recomendação técnica,

o aconselhamento comercial e o serviço

pós-venda pesam tanto quanto a máquina

em si, a escolha do distribuidor torna-se parte

integrante da estratégia de marca”, refere

Pedro Costa. Com esta estrutura, a M7 pretende

crescer de forma sustentada em Portugal,

construída sobre a proximidade ao cliente,

a confiança técnica do produto e parcerias

sólidas no terreno. A operação já conta com

uma base inicial de distribuidores, sobretudo

nas regiões Norte e Centro, e o objetivo

é alargar essa presença a outras zonas do

país, o que poderá acontecer com o futuro

crescimento da equipa M7 em Portugal. A

preferência vai para distribuidores especializados

em ferramentas, com forte ligação ao

universo automóvel e, em certa medida, à

indústria. “A M7 tem uma proposta especialmente

vocacionada para esses segmentos, e

o seu crescimento dependerá da capacidade

de se tornar relevante precisamente onde a

ferramenta profissional é avaliada por critérios

exigentes de desempenho, durabilidade

e assistência”, explica o mesmo responsável.

Segundo Pedro Costa, o mercado está saturado,

a concorrência é intensa e há marcas

muito fortes em Portugal, com presença

consolidada e uma notoriedade que lhes dá

vantagem à partida. Por isso, a estratégia de

afirmação tem que estar sustentada na diferenciação

técnica e no serviço. Em vez de

tentar competir pela simples multiplicação

de referências, a M7 privilegia uma lógica de

seleção: menos modelos, mas com uma oferta

capaz de responder a necessidades objetivas

dos clientes. Um dos exemplos é o desenvolvimento

de uma solução com tecnologia

de amortecimento nas ferramentas mais potentes,

com o objetivo de reduzir vibrações

e prolongar a durabilidade dos encaixes e

da ligação às baterias. “Os detalhes contam

muito. São eles que fazem a diferença entre

uma máquina que dura e uma máquina que

rapidamente começa a evidenciar folgas, desconforto

no profissional ou perda de fiabilidade”,

refere Pedro Costa.

Outro fator relevante é o pós-venda, frequentemente

decisivo neste segmento. “A

M7 ainda não dispõe de um centro de assistência

instalado em Portugal, mas beneficia

de uma estrutura ibérica com capacidade de

resposta”, explica.

Importa sublinhar ainda que a M7 não se

apresenta apenas como fabricante de máquinas

de impacto ou ferramentas a bateria.

A sua oferta inclui também boosters,

chaves dinamométricas, consumíveis, entre

outros produtos. Essa diversificação ajuda

a compor uma proposta mais abrangente e

aumenta a capacidade de gerar valor junto

dos distribuidores, que tendem a valorizar

marcas com oferta complementar e consistência

de portefólio. Diga-se que alguns destes

produtos são de fabrico europeu, o que

contribui para reforçar o discurso de qualidade

e fiabilidade.

Também merece destaque a componente

digital da operação, com uma plataforma

online (através do site da king Tony) que

permite aos distribuidores consultar stocks,

preços, fichas técnicas, manuais e peças para

as suas ferramentas M7.

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100

100 MERCADO

MARCO AFONSO, SALES MANAGER NA OLX PORTUGAL

“Notamos um crescimento

acentuado no número de

clientes profissionais que

compram peças na plataforma”

Mais do que uma plataforma de classificados, o OLX segue uma estratégia para se tornar parceiro dos players dedicados

às peças aftermarket, com investimentos em tecnologia e especialização no segmento profissional.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Sendo hoje uma das plataformas

mais reconhecidas nos classificados

B2C, B2B e C2C, o OLX

tem tido um papel ativo na digitalização

do setor, nomeadamente

nas peças auto, acompanhando a evolução

das necessidades dos profissionais e dos seus

clientes. A estratégia, a evolução e as perspetivas

futuras do OLX Portugal na categoria

de peças e acessórios auto, foram reveladas

por Marco Afonso, Sales Manager na OLX

Portugal, em entrevista à PÓS-VENDA.

O que mudou estruturalmente em 2024

com a chamada “verticalização” da categoria

de peças na plataforma OLX?

Entrei no grupo há 10 anos como o primeiro

account manager em Portugal, numa

altura em que ainda éramos uma start-up


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 101

e a plataforma era ainda vista como uma

estrutura pouco profissionalizada, o que

contrasta com a atual organização altamente

segmentada e orientada para resultados.

Naquela fase, geria todas as categorias de

forma transversal. Contudo, percebi logo

que as peças tinham um potencial gigante.

Alguns dos nossos maiores clientes de hoje,

como centros de abate, começaram com

planos de apenas 40 anúncios e o OLX foi

um parceiro vital no seu processo inicial de

digitalização. Após um período entre 2017 e

2024 em que as peças estiveram sob a égide

do Standvirtual com o objetivo de migrar

grandes clientes, o grupo decidiu verticalizar

as categorias em 2024. Hoje, o OLX

funciona como se tivéssemos mini-empresas

para cada setor. A categoria de peças tornou-se

uma prioridade global, posicionada

logo a seguir ao imobiliário e ao setor de

compra e venda de veículos. Esta estrutura

é internacional, abrangendo Portugal, Polónia,

Roménia, Bulgária, Ucrânia e África

do Sul, permitindo-nos ter equipas de desenvolvimento

de produto com mais de 50

pessoas por equipa de produto, dedicadas

exclusivamente às necessidades deste setor.

Esta evolução reflete também uma mudança

de mentalidade dentro do próprio grupo,

que reconhece que, sem uma adaptação

contínua às necessidades específicas de cada

setor, as plataformas generalistas correm o

risco de perder relevância.

De que forma é gerido o equilíbrio entre

o utilizador particular e o foco crescente

no mercado profissional?

A génese do OLX será sempre “de pessoas

para pessoas”, mas atualmente estamos claramente

mais focados no B2B. Para proteger

os profissionais que têm custos de estrutura

e responsabilidades ambientais e fiscais,

reduzimos o número de anúncios gratuitos.

Hoje, para anunciar na categoria de peças,

é necessário pagar, o que ajuda a afastar o

mercado informal e as chamadas oficinas

de vão de escada, e a proteger a imagem da

A inteligência artificial

será um dos pilares

da evolução do OLX,

nomeadamente

na automatização

de descrições e

na melhoria da

experiência de

pesquisa.

marca OLX. Notamos também um crescimento

muito acentuado no número de

clientes profissionais que compram peças

na plataforma. Apesar desta aposta clara no

segmento profissional, o OLX continua a

registar uma forte presença de utilizadores

particulares, tanto na compra como na venda,

mantendo o equilíbrio que sempre caracterizou

a plataforma. Paralelamente, têm

sido desenvolvidas ações para atrair novas

gerações de utilizadores, incluindo campanhas

em rádio e redes sociais.

No que toca à competitividade com plataformas

especializadas, que ferramentas o

OLX oferece?

O nosso grande diferencial é o Redirect

Link. É um produto opcional para clientes

de grandes dimensões, que permite que

o comprador, ao visualizar o anúncio no

OLX, clique num link e seja redirecionado

diretamente para o site do cliente para

concluir a compra. Isto é possível graças à

nossa parceria com o Atena, que gere o stock

e os contactos de muitos destes profissionais

em Portugal. Esta ferramenta qualifica os

leads e rentabiliza o investimento do cliente

ao máximo. Esta solução permite não só

melhorar a experiência do utilizador, mas

também aumentar significativamente a qualidade

dos leads, respondendo a um mercado

onde a rapidez e a eficiência são fatores

críticos.

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102

MERCADO

Existem planos concretos para a OLX estar

presente no mercado de peças novas?

Sim, temos claramente planos para o segmento

de peças novas. Já recrutámos especialistas

que vieram de plataformas como a AutoDoc

para nos dar esse know-how. A nossa estratégia

passa por ter duas categorias distintas,

novas e usadas, para evitar a poluição visual

e garantir que o comprador sabe exatamente

o que está a adquirir, sem criar concorrência

direta confusa entre os dois estados. Esta

aposta surge também como resposta à evolução

do mercado aftermarket, cada vez mais

digital e competitivo, onde a distinção clara

entre produto novo e usado se torna essencial

para a confiança do utilizador.

Que melhorias tecnológicas estão a ser

feitas na pesquisa e experiência do utilizador

profissional?

Estamos a trabalhar arduamente na melhoria

da pesquisa e compatibilidade, para

que o utilizador encontre o que procura de

forma simples e precisa. É um caminho contínuo

de evolução tecnológica. Além disso,

desenvolvemos o Business Site, que é uma

página profissional, com o logótipo, banner

e localizações do cliente, onde aparecem

apenas os seus anúncios. Queremos que os

clientes usem o OLX quase como um CRM

ou base de dados, servindo de barómetro

para o seu negócio. A evolução tecnológica é

contínua. A pesquisa, por exemplo, tem sido

alvo de melhorias constantes, com foco na

compatibilidade e precisão dos resultados,

um aspeto crítico num universo com milhões

de peças disponíveis. Paralelamente, o

OLX tem vindo a desenvolver ferramentas

de análise cada vez mais detalhadas, permitindo

aos clientes acompanhar métricas

como leads, visualizações e desempenho

dos anúncios, demonstrando a componente

orientada a resultados.

Queremos que os

clientes usem o

OLX quase como

um CRM ou base

de dados, servindo

de barómetro para

o seu negócio.

Que tipo de acompanhamento o OLX dá

aos clientes para melhorar resultados na

plataforma?

Mais do que vender planos, o objetivo do

OLX passa por atuar como um parceiro dos

clientes, ajudando-os a obter resultados concretos.

Esse acompanhamento é muitas vezes

feito através da análise do desempenho dos

anúncios, identificando o que pode estar a

falhar. Por vezes, trata-se de questões simples,

mas com impacto direto. Já tivemos casos em

que um cliente não estava a gerar leads porque

o nome da marca estava mal escrito no título,

o que impedia o anúncio de aparecer nas pesquisas.

A equipa orienta os clientes na otimização

dos anúncios, desde a criação de títulos

mais claros e objetivos até à importância de

descrições completas e imagens de qualidade.

Que papel terá a inteligência artificial na

evolução da plataforma?

A inteligência artificial será um dos pilares da

evolução do OLX, nomeadamente na automatização

de descrições e na melhoria da experiência

de pesquisa. Temos vindo a introduzir

soluções baseadas em inteligência artificial,

nomeadamente para a criação automática de

descrições, com o objetivo de simplificar o

processo de publicação e melhorar a eficácia

dos anúncios. Embora ainda em desenvolvimento,

estas ferramentas visam simplificar

o processo de criação de anúncios e tornar a

procura mais eficiente. O OLX mantém-se

como um dos sites mais visitados em Portugal,

o que mostra o seu peso no ecossistema

digital nacional.

Que boas práticas recomenda aos profissionais

para melhorarem o desempenho dos

anúncios na plataforma?

Os elementos essenciais passam por títulos

simples e claros, descrições completas com

referências técnicas e, sobretudo, fotografias

de qualidade. Num universo com milhares

de anúncios, um anúncio sem imagem, por

exemplo, dificilmente será considerado pelo

utilizador. A simplicidade e clareza são cada

vez mais valorizadas, tanto pelos algoritmos

como pelos próprios compradores.

De que forma o OLX tem investido na proximidade

com o setor automóvel fora do

digital?

O investimento em marketing tem sido reforçado,

com campanhas em rádio e uma

presença crescente em plataformas digitais

como TikTok e Instagram, com o objetivo

de alcançar novos públicos. Investimos em

marketing multicanal, com campanhas na rádio

e redes sociais. Mas o contacto humano

é vital. No último ano, organizámos eventos

como o que decorreu no Estádio do Dragão,

onde reunimos mais de 50 clientes profissionais.

Estes momentos permitem-nos receber

feedback pessoal e construir relações humanas

sólidas. É gratificante ver colegas do suporte

telefónico conhecerem finalmente em pessoa

os clientes com quem falam há anos. Planeamos

realizar mais dois ou três eventos desta

dimensão durante este ano.


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104

104 MERCADO

FILIPE PERDIZ, BASF PORTUGAL, E JOSÉ ORTEGA, RESPONSÁVEL BASF COATINGS IBERIA

A repintura na era digital

A BASF é um dos maiores grupos químicos do mundo e tem na repintura automóvel uma área estratégica do seu negócio,

apostando em Portugal nas marcas Glasurit e R-M, que combinam tecnologia, digitalização e serviços de apoio às oficinas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Num mercado marcado pela procura

de maior eficiência, sustentabilidade

e apoio técnico

especializado, a estratégia atual

da BASF passa pelo desenvolvimento

de soluções de pintura de elevado

desempenho, pela aposta em ferramentas

digitais de gestão e colorimetria e por serviços

de consultoria que ajudam as oficinas

a melhorar processos e rentabilidade. Para

explicar o posicionamento da empresa e

os principais eixos de desenvolvimento no

mercado ibérico, conversámos com Filipe

Perdiz, responsável da BASF em Portugal, e

José Ortega, responsável da BASF Coatings

para a Península Ibérica.

Filipe Perdiz

Responsável BASF Portugal

José Ortega

Resposável BASF COATINS Iberia


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 105

Como apresentaria hoje ao mercado a BASF?

Filipe Perdiz: A BASF é uma empresa reconhecida

em termos de notoriedade, muito ligada

à indústria química, e que foi desenvolvendo

algumas áreas de negócio, neste caso, as

tintas para a pintura automóvel. Neste caso, a

Glasurit e a R-M são as duas grandes marcas

premium da BASF. A Glasurit, mais na Europa,

tem uma origem alemã, enquanto a R-M tem

um pouco mais de ligação a França. As duas

marcas premium têm processos de fabrico muito

semelhantes, embora em fábricas diferentes,

mantendo o mesmo posicionamento de marca.

São duas marcas premium que não rivalizam

entre si, mas, por uma questão histórica ou por

uma questão de posicionamento, em alguns

mercados, há mercados onde uma marca é

mais forte do que a outra e, por isso, mantemos

as duas. O desenvolvimento que é feito, em

termos de empresa, é sempre focado nas duas

marcas, com referências diferentes, mas todas as

novidades são direcionadas para as duas marcas.

Isto aplica-se no primeiro equipamento, mas

também na repintura automóvel.

José Ortega: A BASF, através das suas marcas

premium, combina uma abordagem baseada

na inovação de produto, digitalização e consultoria

para oficinas. A empresa impulsiona as

tecnologias de repintura mais eficientes do mercado

com sistemas à base de água, como a Série

100 e AGILIS, produtos de alto teor de sólidos

e soluções baseadas na tecnologia de biomassa

Biomass Balance, como as gamas EcoBalance

e eSense, capazes de reduzir o uso de matérias-

-primas fósseis e as emissões de CO₂ sem comprometer

a qualidade do acabamento.

De que forma as marcas Glasurit e R-M

se diferenciam perante outras marcas

premium?

Filipe Perdiz: Sabemos que em qualquer área

comercial o relacionamento é muito importante,

e Portugal não é exceção. Criar um rapport

com quem o nosso interlocutor é um ponto

essencial. Por isso treinamos as nossas equipas

para que, mais do que apresentar um produto

e demonstrar que o produto é bom, é mostrar

o serviço e o conceito de inovação, além do

produto em si. Sempre que tentamos ganhar

um novo cliente, o nosso foco é o de mudar o

conceito na forma de negociação, nos modelos

de faturação. Temos vários modelos diferenciadores

no mercado que permitem que o cliente

perceba que nós estamos a ser um parceiro, a

trazer benefício para a empresa e não apenas a

fazer um desconto sobre o produto. Algo que

tento sempre transmitir à equipa é que temos

de ser cada vez mais consultores. Ouvir e perceber

as necessidades do cliente, para montar

uma estratégia comercial e técnica para fazer

face a essa necessidade. E, dessa forma, construir

uma solução adequada. A tipologia de

reparação da oficina dita muito aquilo que nós

vamos apresentar. A localização, o tipo de veículo,

se são reparações pontuais, seguradoras,

se são recondicionados, tudo isso vai trazer um

modelo diferente da reparação. E temos que

construir uma oferta com base nessa diferenciação.

Os produtos não são todos adequados

para todas as tipologias de reparação. Temos

que ir adaptando, caso a caso.

Em termos de apoio técnico e formação, é

semelhante para as duas marcas?

Filipe Perdiz: Sim. Estamos sempre com o

foco nas duas marcas e nos nossos clientes,

quer sejam de uma ou de outra. Então, o apoio

técnico, de consultoria e formação, é sempre

ao nível de ambas as marcas. O apoio técnico

é muito importante, para que as oficinas tirem

todo o potencial dos produtos. Sendo uma

marca premium, temos um portfólio bastante

alargado de serviços, quer de consultoria, quer

de formação, digitalização. Não queremos ser

apenas um fornecedor de tintas. Queremos ser

um parceiro, uma empresa de fornecimento de

serviços. E todo este apoio prestado aos clientes

faz parte do conceito. Não nos interessa

apenas vender um produto, é preciso que o

cliente saiba como o deve rentabilizar, de que

forma pode trazer benefícios à oficina. Por isso,

a área da formação, da consultoria e do apoio

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106

MERCADO

técnico têm o objetivo de trazer a rentabilidade

do produto. Queremos gerar benefícios para

os nossos clientes, não somente pela utilização

do produto, mas em todo o conceito geral da

oficina, seja na utilização da mão de obra ou

das infraestruturas que estão montadas, como

as cabines e áreas de preparação. Fazemos,

sempre que possível, um estudo prévio junto

da oficina. É feito um layout, assim como

auditorias, que incluem relatórios completos

da natureza da empresa e quais as áreas onde

podemos reduzir custos e aumentar a eficiência.

De outra forma, o resultado nunca será o

melhor que se pretende.

José Ortega: Exatamente. As ferramentas digitais

e serviços de consultoria permitem às oficinas

medir a sua pegada ambiental, otimizar o

consumo de energia e de materiais e melhorar

a rentabilidade. Com esta estratégia, a empresa

procura posicionar a Glasurit e a R-M como

parceiros tecnológicos para a transição sustentável

das oficinas de repintura em Espanha e

Portugal, ajudando-as a cumprir as crescentes

exigências regulatórias dos fabricantes automóveis

e dos clientes em matéria de sustentabilidade.

Em Portugal, como tem evoluído a procura

por esse tipo de apoio técnico e formação?

Filipe Perdiz: As oficinas estão cada vez mais

abertas a esta realidade. Procuram formação e

apoio técnico, no sentido de perceberem de

que forma podem melhorar os processos e serem

mais rentáveis. Isto acontece, não tanto no

aplicador final, mas por parte de quem está a

gerir a empresa, que vê como uma vantagem a

nossa posição em termos de formação. Quando

estamos numa formação onde os técnicos

demonstram como podemos trazer rentabilidade

com os nossos produtos e outros acessórios,

há um efeito bastante positivo junto dos

profissionais.

Esta melhoria em termos tecnológicos e de

processos, também tem como objetivo combater

a falta de mão de obra no setor?

Filipe Perdiz: Sim. A mão de obra tem sido,

de facto, um problema neste setor, não só na

parte da pintura, como na parte da chapa, e

também já existe na parte da mecânica. Os

nossos processos e produtos tendem a ser mais

sustentáveis, mais ecológicos, mas também

tentando sempre ao máximo reduzir os tempos

de aplicação, para que haja rentabilidade

da mão de obra.

Os sistemas de apoio à condução não irão

diminuir o volume de serviço nas oficinas?

Filipe Perdiz: Não creio. Obviamente que poder

reduzir ao máximo a sinistralidade é um

caminho, mas os toques existem sempre. E,

com o crescimento do parque circulante, acreditamos

que, durante muitos anos, a necessidade

de intervenção na pintura vai ser sempre

uma área beneficiada. Além disso, em Portugal

há um grande cuidado com o automóvel, o

utilizador do veículo é muito exigente com o

aspeto do seu veículo, comparativamente a outros

mercados. Sabemos que as nossas marcas

trazem qualidade, reconhecimento e uma boa

visibilidade em termos de acabamento final

para os nossos clientes.

José Ortega: Sim, o mercado português é um

mercado sólido, bem-sucedido e com players

muito profissionais e exigentes. O nível de exigência

dos condutores eleva o nível de todos

nós e orgulha-nos, enquanto Glasurit e R-M,

trabalhar num mercado que, como poucos,

nos permite demonstrar a nossa força em termos

de fiabilidade de produtos, de cor e de

sistemas.

Relativamente à posição das marcas Glasurit

e R-M no mercado português, ainda

existe espaço para ganharem quota de mercado?

Filipe Perdiz: Sim, seguramente. Podemos

crescer, pois em Portugal ainda não temos

uma posição dominante, mas estamos a trabalhar

para reforçar essa presença. Estamos a

investir na construção da estratégia comercial,

na estruturação das equipas, dos investimentos

junto dos parceiros importantes em termos de

grupos e junto das marcas também, nas parcerias

com as OEMs, o que nos vai permitir

chegar a um ponto de crescimento. É um

mercado dinâmico, muito agressivo e muito

virado para o preço, mas queremos desmontar

esse conceito e trazer ao cliente a questão da

qualidade e da sustentabilidade.

José Ortega: O nosso objetivo em Portugal é

consolidarmo-nos como parceiro dos nossos

clientes, com um portefólio completo de produto,

serviço, consultoria, formação e digitalização.

No último ano, consolidámos um novo

armazém, ao serviço de Portugal e Espanha,

bem como um sistema digital de entrada de

pedidos, a Order APP, que já cobre 80% das

encomendas dos clientes.

Quais os mais recentes ou futuros lançamentos

por parte da BASF?

Filipe Perdiz: Os produtos já estão num ponto,

não direi perfeito, mas perto disso. São cada

vez são mais simples para quem está a aplicar.

Tentamos que sejam com menos passos possíveis,

ou seja, muito mais fácil de perceção e

de entendimento porque está a ser utilizado

determinado passo para não criar uma complicação.

E quanto menos produtos na reformulação

que temos feito dos nossos produtos, os

nossos catalisadores e diluentes são transversais

às diferentes gamas. Também apoiados com

todo tipo de consumíveis, como as lixas, as

fitas, para tornar o processo de reparação homogéneo.

Lançámos na Europa as duas novas

linhas de pintura à base de água, a série SAI e a

série Agilis, e este ano será o de implementação

destas linhas. Trazem qualidade, sustentabilidade,

colorimetria, e vamos, junto da nossa

distribuição, continuar a difundir estas linhas.

A digitalização tem sido também uma área

forte de desenvolvimento, não só das nossas

marcas, como toda a concorrência, e creio que,

aliado a este lançamento de produtos ecológicos,

mais rápidos de aplicação e mais amigos

do ambiente, temos de olhar para a digitalização

como um passo fundamental e no qual

temos evoluído bastante. A digitalização maior

do setor da pintura pode ser um novo passo,

com a utilização de sistemas inteligentes de

mistura, tal como já temos a parte da leitura

das cores, que será cada vez mais digital, assim

como os nossos ecossistemas digitais de gestão

da oficina.

José Ortega: Para este ano, o Refinity é o nosso

grande projeto. Trata-se de um ecossistema digital

na nuvem que oferece grandes vantagens,

informação recente sobre cor e acesso remoto,

que facilita a gestão de oficinas de grupos.

Além disso, o Refinity possui interfaces com

os principais sistemas dos nossos clientes, o

que constitui uma vantagem competitiva. Por

outro lado, as nossas linhas de produto ecossustentáveis

Agilis e S100 estabelecem um

novo padrão de qualidade, sustentabilidade e

precisão colorimétrica à primeira. Os nossos

clientes estão muito satisfeitos.

Em termos da rede de distribuição, está estabilizada

ou existe interesse em aumentar a

cobertura nacional?

Filipe Perdiz: A rede está estabilizada, mas o

nosso interesse é aumentar. Há muitas áreas

onde não estamos presentes, e claramente que

o aumento da distribuição vai trazer esse aumento

de cota do mercado. Estamos a investir

bastante nos nossos parceiros, a trazer capacidade

para que possam crescer também, não só

em zonas, mas também em volumes de negócio

e, por isso, há todo um investimento para

que os nossos parceiros distribuidores tenham

essa capacidade de crescimento, de decisão, de

investimento. E esse é um foco muito intenso

em 2026, claramente. Como marca, temos a

venda direta muito ligada aos grandes grupos,

mais presente nas zonas litorais, Porto, Lisboa,

Coimbra, mas toda a parte do centro e interior

depende muito da presença dos nossos distribuidores.

Os distribuidores são a nossa cara, a

nossa presença nessas regiões, e vemo-los como

parte da nossa organização. Não são exteriores,

não são só revendedores, mas têm um grande

impacto na nossa estratégia.


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108 MERCADO

PEDRO PINNHEIRO, DIRETOR GERAL DA SAFETYKLEEN

“O Kleen35 é a aposta

da Safetykleen na

sustentabilidade ambiental”

C

M

A Safetykleen lançou recentemente o Kleen35, um produto (solução química) que permite a lavagem de peças a uma

temperatura muito mais reduzida e com evidentes ganhos ao nível da sustentabilidade ambiental nas oficinas.

Y

CM

TEXTO PAULO HOMEM

MY

CY

CMY

Não existe como fugir ao tema da

sustentabilidade ambiental nas

oficinas. Aliás, no plano ambiental,

a Safetykleen é uma das

entidades com maior experiência

e conhecimento quando se fala de soluções

que ajudem as oficinas a mitigar a sua pegada

ecológica. O seu modelo de negócio de

grande proximidade oficinal, ao longo dos

muitos anos, permite-lhe estar sempre na

vanguarda técnica, quer ao nível dos equipamentos,

quer das soluções ambientais que

tem para propor aos seus clientes.

Desta vez a novidade chama-se Kleen35,

uma solução química que permite a lavagem

de peças a uma temperatura muito mais reduzida,

descendo a média de 65 graus para

35 graus, quando usada com os equipamentos

Automáticos, Jetkleen e Manuais da Safetykleen.

Basicamente, com o uso do Kleen35 nas

oficinas vão trazer uma poupança energética

considerável pois o aquecimento dessa

solução química é dos principais consumos

energéticos na utilização dos equipamentos

de lavagem de peças.

Entrevista à PÓS-VENDA, Pedro Pinheiro,

Diretor Geral da Safeykleen em Portugal, fala

do Kleen35, das suas vantagens e do impacto

que o mesmo poderá ter para as oficinas.

K


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 109

O que é exatamente o Kleen35 e o que o

diferencia das soluções tradicionais?

Mais que tudo o Kleen35 é a aposta da Safetykleen

na sustentabilidade ambiental, e

difere das soluções tradicionais na medida

em que, consegue obter o mesmo resultado

de limpeza de peças face às soluções tradicionais,

a uma temperatura reduzida, 35ºC,

versus a tradicional limpeza a 65ºC, poupando

energia.

Acreditamos que

produtos de base

aquosa como

Kleen35, são o

substituto natural

dos produtos de base

petrolífera

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ferramenta.pdf 1 06/04/2026 12:21:46

Como conseguem garantir o mesmo nível

de eficácia na limpeza de peças reduzindo

a temperatura de 65°C para 35°C?

O nosso laboratório internacional conseguiu

desenvolver uma nova formulação química

inovadora, que consegue a uma temperatura

mais amena “quebrar” as partículas

de sujidade.

Esta solução é compatível com equipamentos

já existentes ou exige novos investimentos?

Esta solução é compatível com equipamentos

existentes, não sendo necessária a troca

dos equipamentos atuais nos nossos clientes,

nem desenvolvimento de nenhuma tecnologia

adicional.

A redução da temperatura tem impacto

também na durabilidade dos equipamentos

ou resíduos gerados?

Não existe qualquer impacto nos resíduos

gerados, nem na durabilidade dos equipamentos.

Garante isso sim poupanças significativas

de energia para os nossos clientes.

Que impacto real pode ter o Kleen35 na

redução de emissões de CO₂ numa oficina?

O Kleen35 irá reduzir substancialmente a

pegada de carbono das oficinas, pois permite

aos utilizadores dos equipamentos utilizar

a máquina de forma mais célere, poupando

cerca de 30% de tempo e energia, dependendo

do equipamento e tempo de utilização

do mesmo.

Estes números de poupança (energia,

CO₂, custos) são facilmente replicáveis

mesmo em oficinas de menor dimensão?

Sempre que baixamos temperatura poupamos

energia e isso é obviamente proporcional

ao nível de utilização, número de equipamentos

etc. Mas a poupança esta sempre lá!

Até que ponto soluções como esta podem

ajudar as empresas a cumprir metas ambientais

e/ou regulamentares?

Dependendo da área de atuação, que divergem

nas metas concretas, acreditamos que a

maioria das empresas industriais, dos mais

variados sectores tem nos seus objetivos a


110

MERCADO

KLEEN35: O PODER DE POUPANÇA NA LIMPEZA DE PEÇAS

De acordo com a Safetykleen a química na

limpeza de peças, através do Kleen 35, é uma

vitória para a sustentabilidade.

Muitos processos convencionais de limpeza de

peças nas oficinas de automóveis dependem de

altas temperaturas, resultando num elevado

consumo de energia e num aumento das emissões

de dióxido de carbono (CO2).

Poucas empresas medem o efeito cumulativo

destes métodos de manutenção nos seus balanços

operacionais. Esta falta de medição não só

representa um potencial risco de incumprimento

das normas regulamentares, como também, e

sobretudo, uma oportunidade perdida de alcançar

poupanças de custos sustentáveis. Reduzir a

pegada de carbono é hoje um imperativo tanto

ético como financeiro.

A lavagem de peças a alta temperatura é eficaz,

mas pode consumir energia desnecessariamente.

Quando utilizado regularmente, este processo

gera uma quantidade significativa de resíduos.

Quanto mais energia os sistemas de lavagem

consumirem, maiores serão as emissões de CO2.

Por este motivo, a Safetykleen desenvolveu o

Kleen35, a solução de limpeza de peças que

Quando a

confirmação que o

produto “funciona” é

validada pelo cliente,

então rapidamente

passa a ser uma

prioridade pois a

poupança é evidente

permite às oficinas reduzir a temperatura de

lavagem dos habituais 65 °C para apenas 35 °C,

mantendo o mesmo desempenho de limpeza.

De acordo com a SafetyKleen esta tecnologia

de baixa temperatura na limpeza de peças

oferece diversas vantagens em termos de sustentabilidade:

⇨ Poupança anual de custos: até 1.470€ por

máquina;

⇨ Redução de energia: poupança anual de 4.675

kWh por máquina (equivalente a 54 lâmpadas

LED acesas durante um ano);

⇨ Redução das emissões de carbono: 367 kg

de CO2 poupados por máquina, o equivalente

a 50 árvores por ano.

Através do código QR (em baixo) poderá ver

um vídeo sobre o Kleen35.

video

curto prazo tornar-se mais sustentáveis e

amigas do ambiente. As oficinas de automóveis

não são exceção.

Para uma oficina qual é o retorno do investimento

ao adotar o Kleen 35?

Uma poupança de até 35% na fatura energética

no que diz respeito ao consumo do

equipamento.

A poupança energética é hoje um argumento

comercial?

Em tempos de crise energética mundial,

qualquer parceiro que consiga oferecer aos

seus clientes uma vantagem desta dimensão

é obviamente valorizado aos olhos do consumidor

final.

O Kleen35 irá reduzir

substancialmente a

pegada de carbono

das oficinas

Como reage o mercado a este tipo de soluções:

ainda há resistência ou já é uma

prioridade?

Está a reagir bem, sendo que a inovação no

nosso sector é pouco usual, mas quando a há

é valorizada. A resistência é humana, e é importante

desmistificar as razões da mesma,

porém quando a confirmação que o produto

“funciona” é validada pelo cliente, então rapidamente

passa a ser uma prioridade pois a

poupança é evidente.

Há impacto na produtividade dos técnicos?

Sim sem dúvida! Os técnicos conseguem

agora começar a utilizar os equipamentos

mais rapidamente pois o mesmo demora

menos tempo a atingir a temperatura correta

para a utilização. Outro feedback bastante

positivo que temos recebido, mais

relacionado com segurança, mas também

com produtividade, é que as peças já não se

encontram a uma temperatura tão elevada

e podem ser retiradas e manuseadas logo a

após o término do ciclo de lavagem.

Acredita que a limpeza a baixas temperaturas

será o novo standard na área oficinal?

Sim, acreditamos que produtos de base

aquosa como Kleen35, são o substituto natural

dos produtos de base petrolífera, instáveis

ao preço e menos amigos do ambiente.

Com o passar dos anos será o “novo normal”

pois o impacto na produtividade, poupança

energética e pegada de carbono é demasiado

para ser simplesmente “ignorado”.

Se tivesse de resumir o Kleen35 numa frase

para um gestor de oficina, qual seria?

Um passo obrigatório, para um futuro mais

sustentável, com poupança energética e redução

de pegada de carbono, pois não existe

planeta B.


PELA PRIMEIRA VEZ NA EXPOMECÂNICA

WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 111

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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 113

_


114

114 OFICINA DO MÊS

BLOCK28

Transparência total na

manutenção automóvel

A Block28 assume-se como uma alternativa premium e de confiança aos concessionários oficiais, onde a equipa combina

conhecimento técnico, equipamentos de última geração e uma filosofia de transparência com o cliente.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

Block28 surgiu há cerca de

seis meses na Estrada de Paço

de Arcos, fruto da experiência

pessoal do seu fundador, que,

ao mudar-se para Portugal, não

encontrou um serviço de manutenção que

lhe transmitisse total segurança para os seus

veículos BMW. “Este projeto foi construído

do zero, unindo a visão do proprietário à

vasta experiência técnica da equipa, onde o

responsável técnico tem mais de vinte anos

de percurso em oficinas portuguesas”, explicou

à PÓS-VENDA Joana Lunga. “O foco

da Block28 é, principalmente, oferecer aos

clientes uma alternativa às oficinas de concessionários

oficiais BMW. Fazemos serviço

multimarca, mas somos especialistas autorizados”.


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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 115

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FICHA DA OFICINA

NOME: Block28

MORADA: Estrada de Paço de Arcos

N.º DE FUNCIONÁRIOS: 4

SITE: block28.pt

SERVIÇOS: mecânica geral, pneus, diagnóstico,

manutenção e reparação, incluindo direção e

suspensão, bem como verificações pré-compra,

preparação para IPO e track days.

LEMA: Tratar cada carro como se fosse seu

TRANSPARÊNCIA

E TECNOLOGIA

A oficina destaca-se

imediatamente pela sua

imagem moderna, cuidada,

e pela política de “portas abertas”,

incentivando a transparência

no serviço prestado. O espaço conta

com estacionamento coberto e vigiado,

estando ainda prevista a conclusão

de uma ampla zona dedicada aos clientes

no segundo andar, onde poderão aguardar,

com visibilidade direta para a zona de trabalho.

“Como temos equipamentos de última

geração, como o da Hunter, uma ferramenta

de última geração raramente disponível

fora dos concessionários oficiais, que faz o

alinhamento e o balanceamento, os clientes

têm interesse em ver como o serviço é feito.

Como queremos que seja tudo transparente,

para gerar confiança no cliente, esta zona faz

todo o sentido”.


116

SERVIÇOS

Para além da mecânica geral e pneus, a

Block28 disponibiliza serviços de diagnóstico

eletrónico, manutenção e reparação

mecânica (incluindo direção, suspensão e

intervenções na parte inferior do veículo),

alinhamento, montagem e equilibragem de

pneus, verificações pré-compra, preparação

para IPO e pacotes específicos para track

days. Entre os serviços mais requisitados pelos

clientes destaca-se a limpeza do sistema

de admissão com casca de noz, uma técnica

especializada para motores BMW, Mercedes,

Audi e Volkswagen que tem como objetivo

melhorar significativamente o rendimento

do motor. Joana Lunga indica que a filosofia

da oficina assenta na manutenção preventiva

como forma de garantir a longevidade

dos automóveis, utilizando exclusivamente

fluidos originais e peças que respeitam as

homologações dos fabricantes. “Acreditamos

que um carro que faça manutenção sempre

a tempo não causa problemas no futuro. O

nosso foco é dar qualidade de serviço e gerar

confiança. Não trabalhamos focados na rapidez,

mas sim na qualidade. Não procuramos

ter um grande volume de serviços rápidos,

mas um serviço de qualidade e atenção a cada

veículo”. Apesar da sua versatilidade, a oficina

opta por não intervir em veículos 100%

elétricos. “Em veículos elétricos e híbridos,

fazemos apenas serviços simples, pois não são

algo em que tenhamos interesse em apostar”,

explica a responsável. A oficina mantém um

acompanhamento próximo a cada cliente,

através do envio de relatórios fotográficos,

vídeos e atualizações constantes, durante as

reparações. “Em alguns casos, como em intervenções

prolongadas, a Block28 disponibiliza

uma viatura de cortesia aos clientes.

EQUIPA

Joana Lunga indica que, atualmente, a

Block28 conta com uma equipa de cinco

pessoas. Apesar do negócio estar em crescimento,

a oficina enfrenta o desafio, comum

ao setor, de encontrar novos profissionais

qualificados, para expandir a operação.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 117

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118

PERSONALIDADE

A questão já

não é se os

elétricos vão

criar pós-venda.

É quem vai estar

preparado para

esse pós-venda

PEDRO ROSADO, CEO EVA NETWORK

A reparação e manutenção de veículos eletrificados continua a ser uma área

vista por muitas oficinas como um território complexo, caro e reservado a

poucos. Para Pedro Rosado, CEO da EVA Network, essa leitura está errada e

a rentabilidade até surge muito rapidamente.

Criada em 2019, a EVA (Electric

Vehicle Assistance) tem vindo

a afirmar-se como um conceito

diferenciador no pós-venda

automóvel, combinando rede

oficinal especializada em veículos eletrificados,

formação certificada, reparação

avançada de baterias, soluções para colisão

em elétricos, equipamentos e até

TEXTO PAULO HOMEM

áreas como carregamento e extensões de

garantia.

Em entrevista à Revista Pós-Venda, Pedro

Rosado fala da evolução da rede, do negócio

da reparação de elétricos, da consultoria

e formação e deixa um aviso às oficinas

que continuam a olhar para esta área

como algo distante: “mais cedo ou mais

tarde, todas vão ter de lidar com isto”.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 119


120

Quem é Pedro Rosado e como surge o seu

percurso no pós-venda automóvel?

O meu percurso profissional começou em

meados de 2004 e sempre teve uma ligação

forte entre tecnologia, gestão e setor automóvel.

Tenho formação em informática de

gestão, mas também uma base técnica ligada

à mecânica e à óleo-hidráulica, o que me deu

desde cedo uma visão muito abrangente do

setor. Sempre fui apaixonado pelo aftermarket

automóvel e, ao longo dos anos, especializei-me

sobretudo na criação e desenvolvimento

de modelos corporativos e redes de

negócio, muito assentes em tecnologia, inovação

e criação de valor para os operadores

independentes.

Diria que a minha carreira foi muito construída

em torno dessa lógica de antecipar tendências.

Mais do que acompanhar o mercado,

sempre tentei perceber para onde ele vai e

chegar um pouco antes. Esse posicionamento

foi, aliás, determinante para o aparecimento

da EVA. Acreditámos cedo que a eletrificação

iria transformar profundamente o pós-venda e

que haveria necessidade de criar um conceito

especializado, estruturado e tecnicamente sólido

para responder a essa evolução. Foi dessa

visão que nasceu a EVA Network.

No fundo, o meu percurso acaba por resultar

da combinação entre paixão pelo setor,

experiência na gestão de redes e essa vontade

constante de desenvolver modelos de negócio

diferenciadores, assentes em inovação e em

antecipação do mercado.

Um dos projetos mais visíveis da empresa

é precisamente a EVA Network. Em que

consiste esta rede?

A EVA Network é, no essencial, uma rede especializada

exclusivamente em veículos eletrificados,

mas é mais do que isso: é um conceito

completo, estruturado como um modelo

“chave-na-mão”, pensado para permitir que

uma oficina entre neste negócio de forma profissional,

segura e tecnicamente preparada.

Costumo dizer que há duas formas de entrar

na reparação de elétricos: de forma improvisada

ou de forma estruturada. Nós optámos

claramente pela segunda. Estamos a falar de

uma atividade com risco associado, que exige

procedimentos, equipamentos, conhecimento

e elevada especialização. Não é uma área

para curiosos. A rede foi desenhada precisamente

para dar resposta a essa exigência.

Quem adere tem acesso a um pacote completo

que vai muito além da formação. Inclui

competências técnicas, equipamentos específicos,

ferramentas de segurança, consumíveis,

apoio técnico, soluções para reparação

de baterias, componentes eletrónicos, processos

e até a própria organização do espaço

oficinal dedicada aos eletrificados. No fundo,

cobrimos todo o ecossistema necessário para

operar nesta área de A a Z.

A EVA Network é,

no essencial, uma

rede especializada

exclusivamente em

veículos eletrificados,

mas é mais do que

isso: é um conceito

completo, estruturado

como um modelo

“chave-na-mão”

Porque entende que é um conceito diferenciador?

Porque dá às oficinas a capacidade de atuar

em reparações altamente especializadas, incluindo

áreas onde, em muitos casos, nem

os próprios concessionários têm solução. Um

exemplo claro é a reparação de baterias, onde

dispomos de soluções para intervenção ao

nível de células, módulos e componentes eletrónicos,

evitando muitas vezes substituições

integrais extremamente dispendiosas.

No caso de algumas marcas, como a Tesla,

temos inclusive competências para operações

que normalmente não existem fora de contextos

muito especializados, como substituição

de células individuais em vez da troca de

módulos completos - o que pode representar

uma diferença muito significativa em custo e

viabilidade económica da reparação.

Essa lógica estende-se também à eletrónica,

onde muitas vezes é possível reparar componentes

em vez de substituir conjuntos completos,

algo especialmente relevante em veículos

elétricos, onde determinados módulos

têm custos muito elevados.

A EVA posiciona-se precisamente nesse espaço,

uma rede especializada que procura cobrir

praticamente todo o universo dos veículos

eletrificados, da manutenção à reparação

avançada.

Trata-se de um conceito multimarca?

Temos soluções e material de reposição para

um conjunto muito alargado de marcas, desde

BMW, Mercedes-Benz, Audi e Hyundai,

até fabricantes mais recentes, incluindo marcas

chinesas e novas tecnologias de baterias

como as Blade.

A ambição sempre foi essa: não ser apenas

uma rede oficinal para elétricos, mas uma plataforma

técnica especializada preparada para

responder à quase totalidade das necessidades

que o mercado eletrificado exige e vai exigir.

O EVA Box, dentro da oficina, acaba por

ser o espaço oficinal dedicado aos eletrificados?

Sim, a materialização do conceito acontece

também através da EVA Box. Mais do que

um espaço identificado, trata-se de uma baía

de serviço dedicada aos eletrificados. Quando

equipada com capacidade laboratorial, evolui

para laboratório completo. Esta lógica de zonas

dedicadas traduz bem a filosofia da rede,

que passa precisamente por criar ambientes

preparados para trabalhar estas tecnologias

com critérios próprios.

Para as oficinas que já tenham um espaço

para os eletrificados, onde pode entrar o

vosso conceito?

Outra evolução do nosso conceito é a URB

(Unidade de Reparação de Baterias). Foi pensada

para oficinas que já dispõem de parte da

infraestrutura, nomeadamente concessionários

ou estruturas independentes com forte

base técnica, sendo uma solução que se con-


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 121

centra em equipamentos e formação para

reparação de baterias. Evita que as oficinas

dupliquem o investimento e acaba por ser

uma proposta particularmente interessante

para um mercado onde a reparação de baterias

tende a ganhar peso estratégico nos

próximos anos.

Um dos pilares do projeto é a formação

certificada...

Sem dúvida. A formação é um dos grandes

pilares diferenciadores do projeto e, mais do

que isso, é uma das razões pelas quais procurámos

construir uma distância técnica relevante

face ao mercado. O objetivo nunca foi

apenas acompanhar o que existe, mas antecipar

o que vem a seguir.

Nesse sentido criámos a EVA Academy, uma

academia própria de formação, integrada no

conceito da rede e pensada para suportar diferentes

níveis de especialização. Atualmente trabalhamos

seis níveis de formação, algo pouco

comum no mercado.

Os aderentes da rede têm acesso até ao nível

4, que cobre desde os requisitos legais e operacionais

até diagnóstico avançado. O nível

3, por exemplo, é já obrigatório por lei para

determinadas intervenções e é também nesse

âmbito que emitimos certificação profissional.

O nível 4 entra numa componente muito forte

de diagnóstico e localização de avarias, algo

absolutamente crítico nesta área.

Depois existem os níveis 5 e 6, que já entram

num patamar muito mais avançado. O nível 5

é focado em eletrónica e reparação de componentes,

enquanto o nível 6 entra em engenharia

inversa, um domínio altamente especializado,

com investimentos que podem facilmente

situar-se entre os 200 mil e os 400 mil euros

em laboratório e equipamentos. Esses níveis

mais avançados não são pensados para a generalidade

das oficinas, mas demonstram até

onde pode ir a especialização neste setor.

Oficinas independentes fora da rede podem

aceder a esse conhecimento?

Durante os primeiros seis anos fomos totalmente

exclusivos para os aderentes da rede

EVA. O foco era consolidar o projeto, proteger

o know-how e criar massa crítica dentro

da rede. Mais recentemente começámos a abrir

algumas valências a operadores externos que

estão a dar os primeiros passos nesta área e precisam

de equipamentos, formação ou acesso a

determinadas soluções técnicas.

Porém, o verdadeiro ecossistema completo está

dentro da rede. Quem está fora pode aceder a

algumas ferramentas, equipamentos ou suporte,

mas os centros EVA têm sempre um nível

superior de acesso e capacidade.

Uma pequena

intervenção pode

pagar a mensalidade

de integrar a rede

EVA. O “break-even” é

muito baixo, e há mais

procura do que oferta

A empresa também comercializa equipamentos

especializados para esta área. Isso é

outra vertente importante do projeto?

Não faria sentido falar de especialização sem

falar de equipamentos. Representamos algumas

das marcas mais avançadas em instrumentação

e tecnologia para reparação de baterias

e eletrónica, o que nos permite colocar no

mercado soluções que muitas oficinas dificilmente

conseguiriam estruturar sozinhas. Para

os aderentes da rede isso surge integrado em

pacotes completos. Para operadores externos

pode haver acesso a soluções mais avulsas,

numa lógica de entrada gradual, para mais

tarde integrarem a rede.

Aliás, achamos que não faz muito sentido vender

apenas o equipamento, pois o nosso objetivo

é integrar esses equipamentos num conceito

técnico, com formação, processos, suporte laboratorial

e acesso a componentes específicos.

Aliás, em determinadas áreas, como reparação

de baterias de modelos como o BMW i3, dispomos

de soluções e componentes que não

disponibilizamos fora da rede, precisamente

para garantir essa diferenciação competitiva.

No fundo, o posicionamento da EVA é esse

e passa por não vender apenas máquinas ou

formação, mas criar um verdadeiro ecossistema

técnico especializado para o pós-venda dos

eletrificados.

A rede tem seis anos de atividade. Que balanço

faz desta evolução e em que ponto está

hoje o projeto?

Começámos em 2019 e, olhando para o percurso

feito, a principal conclusão é que havia

espaço para um conceito especializado como

este e que esse espaço continua praticamente

sem concorrência direta estruturada.

Hoje podemos dizer que a EVA Network

ocupa uma posição muito diferenciada, não

só em Portugal, mas também num contexto

europeu onde existem poucos conceitos verdadeiramente

especializados nesta área.

Há operadores que começaram a olhar para

os eletrificados, há grupos que começam a

criar propostas nesse sentido, mas redes construídas

exclusivamente para este segmento,

com este nível de profundidade técnica, são

ainda muito raras.

Como se tem desenvolvido a rede?

Hoje estamos acima das 30 oficinas e a crescer.

Mas o mais interessante é perceber de onde

está a vir a procura por este tipo de serviços.

Hoje somos contactados não apenas por oficinas,

mas por seguradoras, gestores de frota

e até marcas, incluindo fabricantes chineses

que entram no mercado e procuram capacidade

técnica em elétricos no pós-venda. E

isso é muito relevante, porque mostra que o

mercado está a reconhecer valor numa rede

especializada.

Essas marcas novas que chegam ao mercado

sentem essa necessidade?

Sim, sobretudo porque muitas chegam com

produto, mas sem estrutura de assistência. E aí

a rede independente especializada pode ter um

papel muito relevante. No nosso caso, a rede

opera com processos normalizados e enquadramento

dentro do regulamento MVBER, o

que permite garantir consistência e conformidade

na operação. Ou seja, não é apenas ter

oficinas espalhadas pelo país, mas sim ter oficinas

a trabalhar segundo o mesmo padrão. Isso

para frotas e fabricantes é muito importante.

A procura por parte de frotas está a crescer?

É uma área com enorme potencial. As frotas

estão a eletrificar-se rapidamente e precisam de

parceiros que consigam assegurar manutenção

e reparação especializada. E procuram duas

coisas: competência e previsibilidade. É preci-


122

PERSONALIDADE

samente aí que uma rede especializada ganha

força. Temos vindo a ser envolvidos em projetos

e concursos muito relevantes precisamente

por essa capacidade de oferecer cobertura nacional,

serviço normalizado e rastreabilidade

técnica. Esse é hoje um dos grandes motores

de crescimento do projeto.

No fundo a rede está também a captar negócio

para as oficinas...

Esse é um dos grandes objetivos. Uma rede

não deve limitar-se a recrutar aderentes, tem

de gerar negócio para eles, e esse é um dos

pontos em que acreditamos ter criado valor.

Quando atraímos frotas, seguradoras ou oportunidades

com fabricantes, esse trabalho é canalizado

para a rede.

A questão do acesso à informação técnica

e formação dos fabricantes continua a ser

uma barreira no pós-venda independente

ao nível dos veículos eletrificados?

Continua a ser uma das grandes questões do

setor, mas também uma área onde o aftermarket

independente tem vindo a conquistar espaço.

Um dos princípios que defendemos desde

o início é que o acesso à informação, à formação

e às peças é essencial para que a reparação

independente possa evoluir neste segmento.

E, em muitos casos, esse acesso não é apenas

desejável, é enquadrado pela própria regulamentação

europeia (MVBER). Foi muito nessa

lógica que conseguimos trabalhar soluções e

competências em marcas particularmente exigentes,

como a Tesla. Hoje dispomos de acesso

a ferramentas, informação técnica e formação

específica da marca, algo que foi conquistado

e desenvolvido ao longo do tempo e que reforça

uma convicção que temos: o pós-venda

independente pode e deve ter capacidade para

intervir em veículos eletrificados de elevada

complexidade.

Começaram também a desenvolver o conceito

EVA Collision Center. Em que consiste?

A reparação de colisão em elétricos não é

simplesmente chapa e pintura aplicada a um

veículo diferente. Há procedimentos específicos

de segurança, há protocolos e há normas

a cumprir. Por exemplo, antes de um veículo

sinistrado entrar na oficina, pode ter de passar

por procedimentos de verificação que confirmem

que a bateria e o veículo podem ser

acondicionados e trabalhados em segurança.

Se não cumprirem determinados critérios, o

risco é sério. E muita gente ainda não tem

consciência disso. Criámos o conceito EVA

Collision Center precisamente para responder

a essa necessidade.

Esse conceito de rede associada à colisão,

especializada em elétricos, pode ser importante

para a seguradoras...

Cada vez mais importante, porque percebem

o risco e querem trabalhar com operadores

que consigam garantir processos e segurança.

Aliás, esse é um dos fatores que está a acelerar

procura por este tipo de certificação. Há

seguradoras que já privilegiam centros preparados

para trabalhar colisão em elétricos

precisamente por isso, pois sabem que o risco

operacional diminui.

Por outro lado, isso cria oportunidades muito

relevantes para oficinas que invistam nessa

área.

Além da assistência, desenvolveram áreas

complementares como carregamento...

No conceito EVA integramos o carregamento.

Vendemos os equipamentos e somos operadores

certificados. A oficina pode inclusive,

através da EVA, explorar postos de carregamento

para veículos eletrificados e aparecer

nos principais mapas de carregadores públicos.

Há também projetos ligados a extensões

de garantia para baterias usadas?

Sim, estamos a desenvolver isso e pode ser

muito disruptivo, porque elimina o receio

na compra de veículos elétricos usados, para

além de gerar negócio para a rede.

Um dos princípios

que defendemos

desde o início é que o

acesso à informação,

à formação e às

peças é essencial

para que a reparação

independente

possa evoluir neste

segmento

As oficinas portuguesas estão preparadas

para a transição para a manutenção / reparação

de veículos eletrificados?

Na generalidade, não. Diria que uma pequena

percentagem estará realmente preparada, mas

faltam competências, faltam condições e muitas

vezes o maior problema e que falta de mentalidade.

É preciso mudar a forma de pensar da

oficina ao nível dos processos, segurança, especialização,

imagem e organização. Há oficinas

muito boas que vão adaptar-se muito bem, mas

muitas não farão esse caminho.

A questão já não é se os elétricos vão criar pós-

-venda. É quem vai estar preparado para esse

pós-venda. E isso decide-se agora.

Que conselhos dá a quem quer investir neste

área da manutenção / reparação de veículos

eletrificados?

O primeiro é simples: começar cedo. Quem

entra primeiro ganha tempo, e o tempo aqui

é uma vantagem competitiva. Costumo dizer

que “o pássaro madrugador apanha a minhoca

gorda”.

Segundo conselho: entrar com método. Não

improvisar, pois isto não é uma área para

curiosos.

A manutenção e reparação de veículos eletrificados

é hoje um negócio rentável?

Claramente, apesar de ainda ser um negócio de

nicho. Uma pequena intervenção pode pagar a

mensalidade de integrar a rede EVA. O “break-

-even” é muito baixo, e há mais procura do que

oferta, o que ajuda muito a quem já investiu

neste negócio. Além disso, são serviços com valorização

técnica elevada e, como tal, são muito

mais bem pagos.

Dos anos que leva com este projeto que conclusões

tira?

Que havia um vazio no mercado e que o negócio

da “bateria” vai ter um enorme mercado no

pós-venda. Por outro lado, a economia circular

vai ter um papel gigantesco aqui, porque reparar

baterias, prolongar vida útil e recondicionar

não são tendências, são uma necessidade. Aliás,

nós somos embaixadores para Portugal do movimento

mundial “Repair Don´t Waste”.


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124

DOSSIER

PEÇAS AFTERMARKET PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

Pós-venda na era

dos elétricos

A crescente presença de veículos elétricos está a impulsionar o desenvolvimento de gamas específicas de peças,

exigindo maior especialização e adaptação por parte do aftermarket.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

À

medida que os veículos elétricos

ganham expressão

no parque europeu, o setor

do pós-venda enfrenta uma

transformação progressiva,

exigindo uma adaptação rápida das suas

estruturas e gamas de produto. A eletrificação

traz diferentes necessidades de

manutenção, nomeadamente ao nível da

gestão de energia, eletrónica de potência

e sistemas de carregamento, bem como

uma maior complexidade ao nível eletrónico

e dos sistemas de alta voltagem,

obrigando as marcas a reverem as suas

gamas e a apostarem no desenvolvimento

de soluções específicas para estas plataformas.

Num mercado ainda em transição,

as gamas apresentam frequentemente

aplicações transversais, com uma especialização

crescente para veículos 100%

elétricos. Neste novo contexto, sistemas

como travagem, suspensão, componentes

elétricos, gestão térmica e sistemas de

alta voltagem associados à bateria assumem

um papel ainda mais importante,

não só pelo impacto direto no desempenho

e na segurança dos veículos, mas

também pelas maiores exigências em

termos de eficiência e durabilidade. Ao

mesmo tempo, a evolução tecnológica e

o crescimento gradual do parque automóvel

estão a colocar desafios adicionais

ao nível da cobertura, disponibilidade e

formação técnica. Para perceber de que

forma o aftermarket está a responder a

esta mudança, consultámos algumas

das principais marcas do setor, procurando

perceber que produtos já disponibilizam,

de que forma estão a adaptar as

suas gamas e quais as estratégias adotadas

para acompanharem a evolução do

mercado.


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126

DOSSIER

NRF

Juan Rueda

www.nrf.eu

De acordo com Juan Rueda, a NRF tem

um dos portfólios de aftermarket mais

abrangentes dedicados a veículos eletrificados.

“A nossa principal especialização reside

nos sistemas de gestão térmica, que são

críticos para o desempenho e a fiabilidade

dos veículos elétricos. Isto inclui sistemas

de ar condicionado e sistemas de arrefecimento

do motor e da bateria. Atualmente,

a nossa gama de e-mobility já ultrapassa

as 2400 referências, cobrindo uma ampla

variedade de aplicações no parque automóvel

europeu”. Acrescenta também que

foi introduzida a Innovation Range, “um

portfólio orientado para o futuro que vai

além da gestão térmica tradicional. Esta

gama inclui componentes como peças de

carroçaria e exteriores, direção e suspensão,

componentes de travagem, filtros e outros

sistemas-chave do veículo. Isto faz da NRF

um parceiro de aftermarket completo para

componentes de veículos elétricos, não

apenas na área do arrefecimento, mas em

múltiplos sistemas do veículo. Com mais

de 2.400 referências, a NRF oferece um

dos portfólios de e-mobility mais extensos

no aftermarket independente. A nossa cobertura

foca-se nas plataformas de veículos

elétricos e híbridos com crescimento mais

rápido na Europa, garantindo elevada relevância

para distribuidores e oficinas. Graças

à nossa estratégia contínua de expansão

de gama, não estamos apenas a responder à

procura atual, mas também a antecipar ativamente

o desenvolvimento futuro do parque

automóvel, o que nos permite manter

uma posição de liderança tanto em profundidade

como em amplitude de cobertura”.

Que desafios técnicos e logísticos

enfrentam no desenvolvimento e

disponibilização destas linhas de produto?

JAPANPARTS, Sara Finetto

Os desafios técnicos estão sobretudo ligados

à rápida evolução das tecnologias e à

necessidade de desenvolver componentes

cada vez mais específicos e fiáveis. Em

termos logísticos, o maior desafio passa

por garantir disponibilidade imediata, tendo

em conta uma procura crescente, mas nem

sempre previsível.

NAPA, Hugo Tavares

Mais do que a disponibilidade destas linhas

de produto, talvez o desafio esteja nas

oficinas, pois são elas que necessitam de

uma formação e de uma adaptação mais

disruptiva. Os distribuidores, no final de

contas, são gestores logísticos de referências,

e o facto de a mesma peça se destinar

a um veículo clássico ou elétrico não altera

significativamente a nossa operação, para

além de um aumento das necessidades

financeiras, uma vez que durante algum

tempo ambos os tipos de motorização irão

coexistir.

Um dos principais desafios técnicos é adaptar

os sistemas de suspensão às características

específicas dos veículos elétricos, como o

maior peso e a distribuição de massas.

KYB, Javier González Moriche

MEYLE

Lars Peters

www.meyle.com/pt/produtos/solucoes-

-para-a-electromobilidade

Lars Peters indica que a Meyle oferece atualmente

mais de 4.500 produtos para veículos

elétricos e híbridos. “O portefólio representa

uma amostra transversal da nossa gama

global, abrangendo componentes essenciais

para o trabalho diário em oficina. Inclui

sensores, filtros de habitáculo, pastilhas de

travão, amortecedores e braços de suspensão.

Com esta abordagem, garantimos que

as oficinas têm acesso a uma vasta gama de

peças relevantes para veículos eletrificados

a partir de um único fornecedor. O nível

de cobertura varia consoante a linha de

produtos específica. A nossa abordagem

geral passa por focarmo-nos em fornecer

às oficinas as peças de que realmente necessitam

nos respetivos mercados, em vez

de disponibilizar todo o portefólio global

em todas as regiões. Isto permite-nos manter

flexibilidade e um forte alinhamento

com o parque automóvel local e a procura

de reparação. Ao privilegiar a relevância e

a disponibilidade, garantimos que as oficinas

têm acesso fiável às peças certas para

reparações eficientes e profissionais”.

KYB, Javier González Moriche

Um dos principais desafios técnicos é adaptar

os sistemas de suspensão às características

específicas dos veículos elétricos,

como o maior peso e a distribuição de massas.

Para além disso, o posicionamento das

baterias, normalmente numa zona inferior

do veículo, altera o centro de gravidade e

o comportamento dinâmico, influenciando

fatores como a rolagem da carroçaria, a

estabilidade em curva e a resposta da direção.

Estes fatores influenciam diretamente

o comportamento dinâmico do veículo e

exigem soluções de engenharia específicas.

Do ponto de vista logístico, o desafio passa

por antecipar a procura de um parque em

crescimento, mas ainda em desenvolvimento,

o que exige um planeamento muito

rigoroso para garantir disponibilidade sem

comprometer a eficiência. Adicionalmente,

verifica-se uma crescente evolução para

sistemas de suspensão mais avançados,

como as suspensões ativas, que permitem

ajustar em tempo real as forças de amortecimento

em função das condições da estrada,

da condução e da carga do veículo,

representando um avanço significativo face

aos sistemas passivos tradicionais. Além

disso, a diversidade de plataformas elétricas

e a rápida evolução tecnológica do

setor obrigam a uma atualização constante

das gamas e dos processos de desenvolvimento.

Esta evolução tecnológica crescente

aumenta também a complexidade da

gestão de gama e da cadeia de abastecimento,

exigindo uma atualização contínua

das soluções e uma elevada capacidade de

adaptação por parte dos fabricantes.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 127


128

DOSSIER

ONTILITY

TERREPOWER

Albert Fernandez

www.terrepower.com

“Na Ontility, especializamo-nos na

reparação e remanufactura de baterias

de alta tensão para veículos elétricos

e híbridos plug-in. A nossa proposta

centra-se em oferecer uma alternativa

técnica, sustentável e economicamente

eficiente face à substituição completa

da bateria por uma nova. Recuperamos

baterias através de dois programas

distintos, adaptados às necessidades

do veículo e do cliente”, indica Albert

Fernandez, que adianta ainda que o

programa Same Performance permite

restaurar a bateria ao mesmo nível de

desempenho que tinha antes da avaria,

UNIGOM

Luciano Palmitessa

www.unigom.it

garantindo o seu funcionamento original

e prolongando a sua vida útil. Por

sua vez, o programa Upgraded Performance

vai mais além, oferecendo uma

melhoria de desempenho em relação

ao estado anterior à avaria, otimizando

determinadas prestações da bateria

quando a aplicação o permite. As soluções

da Ontility baseiam-se em packs

de bateria “drop-in”, concebidos para

uma instalação rápida e sem modificações,

o que reduz significativamente

os tempos de imobilização do veículo.

Além disso, estes processos de reparação

são mais económicos do que as

substituições OEM, incluem opções de

garantia escalonadas e permitem concluir

a reparação num prazo aproximado

de 72 horas. “O nosso programa de

reparação de baterias abrange todas as

marcas e uma vasta variedade de aplicações,

desde veículos ligeiros e SUV

até veículos comerciais e de transporte

pesado, incluindo furgões de distribuição,

pick-ups e camiões das classes 4 a

6, bem como autocarros. Desta forma,

a Ontility contribui ativamente para

uma mobilidade elétrica mais sustentável,

reduzindo custos, resíduos e o

impacto ambiental associado à substituição

integral de baterias”, acrescenta.

A presença da Unigom concentra-se

principalmente em gamas de produtos

relacionadas com fixação e amortecimento

de vibrações, chassis, sistema de suspensão,

direção, semi-eixos e travagem.

“Entre os exemplos incluem-se apoios de

motor e antivibração, apoios de amortecedor,

sinoblocos, batentes, rolamentos de

coluna, braços de suspensão, bieletas da

barra estabilizadora, casquilhos, suportes

e barras estabilizadoras, bem como

mangueiras de travão. Atualmente, a

cobertura da gama dedicada ou aplicável

a veículos elétricos ainda é limitada,

refletindo diretamente a estrutura atual

do mercado. Do nosso ponto de vista, o

parque circulante ainda é relativamente

reduzido e bastante fragmentado, com

forte presença de modelos recentes,

muitas vezes de origem não europeia,

para os quais a disponibilidade de peças

fora dos canais oficiais continua limitada.

Isto dificulta o desenvolvimento de

uma gama aftermarket alargada”, indica

Luciano Palmitessa, que acrescenta que,

em muitos casos, os volumes ainda não

são suficientes para justificar investimento

industrial, sobretudo em componentes

que exigem ferramentas específicas.

Por essa razão, o desenvolvimento

da gama segue uma abordagem gradual

e seletiva, baseada na real disseminação

dos veículos e na sustentabilidade dos

volumes a longo prazo.

ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket

A crescente complexidade das tecnologias

associadas aos veículos elétricos e híbridos,

em particular no que diz respeito aos sistemas

de alta tensão, representa um dos principais

desafios para o mercado de pós-venda

automóvel. Para acompanhar esta evolução e

maximizar o tempo de atividade dos veículos

neste contexto, é essencial que as oficinas

independentes estejam devidamente equipadas

com componentes adequados, processos

apropriados e conhecimento técnico especializado.

Só assim poderão integrar com confiança

as reparações de veículos eletrificados nas

suas operações diárias e manterem-se preparadas

para o futuro.

NRF, Juan Rueda

A transição para a e-mobilidade traz tanto

complexidade técnica como exigências logísticas.

Do ponto de vista técnico, os sistemas

dos veículos elétricos exigem elevada precisão,

validação avançada e um profundo conhecimento

dos sistemas, especialmente na

gestão térmica, onde a eficiência impacta diretamente

o desempenho do veículo e a vida útil

da bateria. Para responder a isto, a NRF investe

continuamente em testes e validação internos,

capacidades dedicadas de investigação

e desenvolvimento, competências técnicas

especializadas. Do lado logístico, a disponibilidade

e a rapidez são críticas no aftermarket. A

NRF opera com uma forte presença europeia

com múltiplos armazéns estrategicamente

localizados, uma capacidade total superior a

100.000 m². Esta infraestrutura garante que os

nossos produtos estão prontamente disponíveis

em toda a Europa, permitindo-nos apoiar

os clientes com entregas rápidas e elevados

níveis de serviço.

KAVO PARTS, Julian Slijkhuis

A frota de veículos elétricos ainda é relativamente

jovem, o que resulta numa baixa

procura. Além disso, existe uma oferta limitada

no aftermarket e poucos dados históricos

disponíveis. Para as marcas chinesas, o

acesso à informação é ainda mais reduzido.

Isto dificulta a rápida expansão das gamas e

a previsão precisa da evolução da procura. A

Kavo Parts responde a estes desafios trabalhando

em estreita colaboração com fornecedores

existentes e novos, entre outras medidas.

Adicionalmente, adota uma abordagem

pragmática face à procura do mercado e ao

desenvolvimento dos veículos, expandindo a

gama de forma gradual com base nos dados

disponíveis, na experiência prática e nas necessidades

dos clientes.

TERREPOWER, Albert Fernandez

Um dos principais desafios técnicos e logísticos

no desenvolvimento e na disponibilização

das nossas soluções de reparação de baterias

para veículos elétricos é a logística associada

ao transporte de baterias de alta tensão. Trata-se

de componentes complexos, pesados e

sujeitos a regulamentação, cuja manipulação

e transporte exigem protocolos de segurança

rigorosos, embalagens específicas e cumprimento

normativo, o que aumenta os custos e

a complexidade operacional. Neste contexto,


Entregue a sua bateria

auto usada num centro da

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KAVO PARTS

Julian Slijkhuis

kavoparts.com

As linhas de produtos que atualmente a

Kavo Parts oferece para veículos elétricos

incluem: cabos de carregamento, componentes

de direção e suspensão, amortecedores,

discos e pastilhas de travão, filtros

de habitáculo, escovas limpa-para-brisas,

apoios de motor e rolamentos de roda. “A

nossa cobertura de gama é abrangente e

inclui uma grande parte do parque atual

de veículos elétricos. Com uma elevada

taxa de cobertura por grupo de produtos,

disponibilizamos peças para modelos europeus,

japoneses e americanos, incluindo

marcas como Tesla, Hyundai, Kia

e, mais recentemente, também os mais

recentes modelos chineses”, refere Julian

Slijkhuis.

NAPA

Hugo Tavares

www.napaautoparts.es/pt

“Temos disponíveis todas as referências,

em todos os produtos, que

os nossos principais fornecedores

nos indicam que já estão a ser consumidas

no mercado de pós-venda

ou que o estarão em breve”, explica

Hugo Tavares. “A nossa logística de

produtos baseia-se no princípio de ter

disponível todas as referências que

tenham registado pelo menos três

unidades vendidas nos últimos 12

meses. Dependendo de esse consumo

ser maior ou menor, dispomos da

referência nos armazéns locais ou no

nosso armazém central da Península

Ibérica, em Torrejón de Ardoz, em

Madrid”.

a proximidade aos clientes torna-se um fator-

-chave. Reduzir as distâncias de transporte

não só melhora os prazos de reparação e a

disponibilidade do serviço, como também minimiza

riscos, custos logísticos e a pegada ambiental

associada. Por isso, na Ontility apostamos

num modelo baseado na proximidade

e numa rede operacional capaz de dar uma

resposta rápida e eficiente. Do ponto de vista

técnico, outro desafio relevante é a grande diversidade

de arquiteturas, químicas e sistemas

de gestão de baterias existentes no mercado,

que variam significativamente consoante o

fabricante e o tipo de veículo. Isto exige um

elevado nível de especialização, processos

de diagnóstico avançados e uma atualização

constante de conhecimentos e equipamentos

para garantir reparações seguras, fiáveis e

consistentes. Superar estes desafios implica

combinar capacidade técnica, estandardização

de processos e uma logística otimizada — elementos

fundamentais para assegurar que as

nossas soluções de reparação sejam viáveis,

escaláveis e acessíveis a diferentes tipos de

clientes e aplicações.

OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann

A logística pode ser um desafio. Essa é uma

das razões pelas quais preferimos concentrar-nos

num número reduzido de parceiros

cuidadosamente selecionados. Trabalhamos

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130

DOSSIER

ZF

Dep. de comunicação da ZF Aftermarket

aftermarket.zf.com/pt

Um dos principais desafios técnicos

e logísticos no desenvolvimento e na

disponibilização das soluções de reparação

de baterias para veículos elétricos é

a logística associada ao transporte de

baterias de alta tensão.

TERREPOWER, Albert Fernandez

HELLA

Marta Ruiz Casero

www.hella.com

“A Hella disponibiliza um portefólio técnico

abrangente para veículos elétricos e híbridos,

com forte base em tecnologia OE”, explica

Marta Ruiz Casero. A responsável explica

ainda que as principais linhas incluem: eletrónica

e sensores, sensores de temperatura,

NTC/PTC, para gestão térmica de baterias

e sistemas, sensores de posição, como pedais

e atuadores, sensores de pressão e gases,

em aplicações híbridas, gestão térmica,

compressores elétricos de ar condicionado,

alta eficiência e baixo consumo, ventiladores

eletrónicos, radiadores e intercoolers adaptados

a sistemas eletrificados, módulos de

controlo térmico para baterias e habitáculo,

A ZF Aftermarket disponibiliza um portefólio

abrangente para veículos elétricos e

híbridos através das suas marcas de referência

Lemförder, Sachs, TRW e ZF. A

oferta inclui componentes de travagem,

direção e suspensão, amortecedores,

fluidos específicos para veículos elétricos

e híbridos e, mais recentemente,

soluções de reparação desenvolvidas

especificamente para eixos elétricos de

tração. A ZF Aftermarket expande continuamente

a sua cobertura para veículos

elétricos e híbridos. O portefólio já

abrange uma vasta gama de modelos

de diferentes fabricantes e é atualizado

regularmente, por forma a garantir a

disponibilidade de peças com qualidade

OE à medida que os veículos eletrificados

entram no mercado independente

de pós venda automóvel.

eletrónica de potência e atuadores, atuadores

eletrónicos, como válvulas, sistemas

de controlo de ar, unidades de controlo e

componentes eletrónicos para eficiência

energética, iluminação avançada, sistemas

LED e Matrix LED com baixo consumo

energético, eletrónica associada, como drivers

e unidades de controlo, sistemas de

travagem, componentes otimizados para

integração com travagem regenerativa,

diagnóstico e ADAS, da Hella Gutmann,

equipamentos compatíveis com arquiteturas

eletrónicas modernas, como DoIP e

CAN FD. A cobertura da Hella é orientada

por dados de parque circulante e evolução

tecnológica, com foco em: cobertura

elevada em sensores e eletrónica, comuns

a plataformas térmicas, híbridas e elétricas,

expansão contínua em gestão térmica,

crítica nos BEV, controlo da temperatura

da bateria tipicamente entre ~20–40 °C

para desempenho ótimo, forte presença

em marcas europeias e asiáticas, incluindo

plataformas recentes; em termos quantitativos:

portefólio global com milhares de

referências, incluindo mais de 2.400 componentes

de gestão térmica, cobertura crescente

para plataformas elétricas dedicadas,

como MEB e e-GMP”, acrescenta.

em estreita colaboração com eles para garantir

que mantêm os produtos certos em

stock, disponíveis no momento adequado.

A maioria dos nossos clientes opta por envios

regulares de stock por camião e por um

número reduzido de envios em encomendas

para artigos com menor rotatividade, que

não justificam armazenamento próprio. O

nosso armazém em Sinsheim, na Alemanha,

mantém permanentemente mais de um milhão

de componentes de travagem, discos e

pastilhas, prontos para expedição imediata,

assegurando a melhor disponibilidade possível

de produto para os nossos parceiros. Ao

nível do desenvolvimento técnico, estamos

conscientes da importância da norma Euro 7

e encaramo-la como uma grande oportunidade

de inovação. Por isso, já estamos a desenvolver

soluções próprias para discos de

travão em combinação com pastilhas especialmente

concebidas. Dispomos de bancos

de ensaio internos para garantir a conformidade

com os futuros limites. Estes foram

recentemente reforçados com um banco de

ensaio de partículas, desenvolvido especificamente

para este fim.

UNIGOM, Luciano Palmitessa

Os principais desafios técnicos prendem-se

com a evolução contínua das plataformas

dos veículos. Atualmente, desenvolver estas

gamas implica conceber componentes

capazes de funcionar em arquiteturas muito

distintas, cada uma com requisitos específicos

ao nível da redução de vibrações, gestão

de cargas dinâmicas mais elevadas, precisão

de montagem e durabilidade a longo prazo.

Nos veículos elétricos em particular, o maior

peso e os níveis de ruído mais reduzidos tornam

as vibrações e até pequenas imperfeições

mais percetíveis, aumentando o nível

de exigência destes componentes. Em peças

como apoios, componentes de suspensão e

elementos antivibração, o nível de consistência

de fabrico tem de ser extremamente

elevado, uma vez que pequenas diferenças

afetam diretamente o conforto, a estabilidade

e a fiabilidade do veículo. Do ponto de

vista logístico, o principal desafio é garantir

a continuidade de disponibilidade numa gama

muito ampla de produtos e num parque automóvel

extremamente fragmentado. Isto

exige uma gestão de stocks rigorosa, forte

capacidade de previsão da procura e uma

organização capaz de assegurar tempos de

resposta rápidos sem comprometer a precisão,

a rastreabilidade e a qualidade do serviço.

No aftermarket, não basta desenvolver

o componente certo — é essencial que esteja

disponível quando a distribuição e as oficinas

dele necessitam.

SIDEM, Steven Meeremans

Tal como nas peças para veículos ICE, concebemos

e produzimos os nossos próprios produtos,

com base na versão de Equipamento

Original. Sempre que necessário, e com base

no feedback dos clientes e nos nossos mais

de 90 anos de experiência, introduzimos melhorias

ao design OE para aumentar a durabilidade,

a segurança ou facilitar a instalação.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 131

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PARAGENS SÃO

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E trocar de ferramenta… não pode ser

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132

DOSSIER

JAPANPARTS

Sara Finetto

japanparts.it

Atualmente, a Japanparts disponibiliza

várias linhas de produtos dedicadas aos

veículos elétricos, incluindo componentes

para sistemas de travagem, suspensões e filtros

de habitáculo, bem como uma gama

de soluções para sistemas elétricos e de

gestão térmica. “Oferecemos também um

carregador prático e versátil, que pode ser

instalado na garagem ou utilizado como

solução portátil, ideal para carregamentos

em viagem”, indica Sara Finetto. “A nossa

gama encontra-se em constante expansão e

já abrange um vasto número de referências

para os principais modelos de veículos elétricos

e híbridos presentes no mercado europeu,

com especial foco nos modelos mais

populares. Dedicamos particular atenção à

Tesla e à BYD, para as quais disponibilizamos

também, sob encomenda, componentes

de carroçaria com um prazo de entrega

de aproximadamente 90 dias. Para a Tesla,

em particular, dispomos de catálogos completos

que incluem tanto componentes mecânicos

como de carroçaria”.

MEYLE, Lars Peters

O desenvolvimento de linhas de produtos

para veículos elétricos traz desafios específicos,

sobretudo devido às alterações nos perfis

de carga e nas características dos veículos.

Embora muitos componentes fundamentais,

como suspensão, direção e amortecimento,

mantenham a mesma função base, estão

sujeitos a diferentes condições de funcionamento.

O maior peso dos veículos, devido aos

sistemas de bateria, e a entrega imediata de

binário originam cargas superiores, exigindo

frequentemente maior durabilidade e um design

mais robusto. Além disso, a ausência de

ruído do motor torna as características NVH,

ruído, vibração e aspereza, mais evidentes,

aumentando as exigências ao nível da precisão

e qualidade dos componentes. Do ponto

de vista logístico, o rápido crescimento e a

elevada dinâmica do mercado de veículos

elétricos criam desafios em termos de cobertura

de produto e tempo de colocação no

mercado. A crescente diversidade de plataformas,

combinada com a maior complexidade

de referências e a volatilidade contínua da

cadeia de abastecimento no setor automóvel,

exige processos de desenvolvimento flexíveis

e estruturas de produção globais robustas

para garantir uma disponibilidade fiável.

HELLA, Marta Ruiz Casero

Desafios técnicos: Gestão térmica complexa,

necessidade de controlo preciso da temperatura

da bateria, impacto direto na autonomia

e durabilidade, integração de múltiplos

circuitos térmicos: bateria, eletrónica de

potência, habitáculo, arquiteturas eletrónicas

avançadas, comunicação via CAN FD,

Automotive Ethernet, DoIP, integração com

software e atualizações OTA, alta tensão

HV, componentes que operam em sistemas

de 400V e 800V, requisitos rigorosos de segurança

e isolamento, integração funcional,

sistemas altamente interdependentes, como

HVAC, ligado à gestão térmica da bateria.

Desafios logísticos: crescimento rápido da

complexidade do portefólio, necessidade de

redução do time-to-market, gestão de referências

com volumes ainda variáveis fase

de adoção dos veículos elétricos, garantia

de disponibilidade global com cadeias de

fornecimento resilientes

FERDINAND BILSTEIN

Filipa Pereira

bilsteingroup.com

Através das marcas de produto febi, SWAG

& Blue Print, o bilstein group comercializa

mais de 3600 artigos disponíveis para veículos

elétricos, nomeadamente nas gamas

de travagem, direção & suspensão, NVH,

elétricos e gestão térmica do motor, entre

outros. “Quando consideramos veículos

híbridos, a gama total ultrapassa os 11000

artigos. Através do nosso departamento

de Vehicle & Application Research, apostamos

numa análise e pesquisa proativas

e antecipadas de todos os novos modelos

elétricos, assegurando a rápida integração

de novas referências na gama. Através desta

abordagem Fast to Market, conseguimos

neste momento abranger mais de 700

modelos de veículos híbridos e elétricos”,

indica Filipa Pereira.

NISSENS, Anna Kesy

Os desafios técnicos e logísticos não diferem

significativamente dos das peças para motores

de combustão interna.

SALERI, Stefano Monteleon

O desenvolvimento de componentes para

veículos elétricos apresenta vários desafios.

Do ponto de vista técnico, as bombas elétricas

e eletromecânicas têm de se integrar em

sistemas eletrónicos cada vez mais sofisticados,

garantindo simultaneamente eficiência,

fiabilidade e segurança. Do ponto de vista logístico,

a gestão de um catálogo extenso exige

um planeamento cuidadoso da cadeia de

abastecimento e dos armazéns, de forma a

assegurar entregas rápidas e fiáveis às oficinas

e distribuidores, sem comprometer a disponibilidade

dos componentes convencionais.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 133


134

DOSSIER

OTTO ZIMMERMANN

Carola Altmann

www.otto-zimmermann.de

A Otto Zimmermann oferece uma gama

de pastilhas e discos de travão compatíveis

com veículos elétricos. “Os nossos

discos e pastilhas adaptam-se a diferentes

tipos de veículos. Um aspeto muito

importante para nós é a correta correspondência

entre discos e pastilhas de

travão, de forma a garantir um processo

de travagem seguro e confortável”, refere

Carola Altmann. A empresa indica ainda

que está constantemente a expandir a sua

gama de discos e pastilhas de travão.

SALERI

Stefano Monteleon

www.saleriaftermarket.com

A ausência de ruído

do motor torna

as características

NVH, ruído,

vibração e aspereza,

mais evidentes,

aumentando as

exigências ao

nível da precisão

e qualidade dos

componentes

MEYLE, Lars Peters

Stefano Monteleon indica que a Saleri Aftermarket,

reconhecida pela sua especialização

em sistemas de arrefecimento na indústria

automóvel, “tem estado na linha da frente

na introdução de soluções elétricas e eletromecânicas

no seu catálogo; isto inclui:

bombas elétricas e bombas eletromecânicas

para a gestão térmica de baterias e circuitos

elétricos, componentes essenciais para veículos

híbridos e totalmente elétricos. Estes

produtos baseiam-se na experiência OEM

do Grupo Saleri, que transferiu o seu know-how

de longa data em sistemas de arrefecimento

para as exigências da mobilidade

eletrificada. O catálogo de aftermarket inclui

mais de 8.000 referências, abrangendo

uma vasta gama de veículos na Europa e

além. A gama dedicada a veículos elétricos

foca-se nos modelos mais comuns e nos

componentes mais críticos para a gestão

térmica. À medida que a procura por veículos

elétricos continua a crescer, a Saleri

Aftermarket pretende responder às necessidades

do setor IAM”.

FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira

No que toca a desafios logísticos, enfrentamos

exatamente os mesmos, independentemente

do tipo de produto, uma vez que a

prioridade continua a ser a rápida disponibilidade

e entrega aos nossos clientes. Quanto

aos desafios técnicos, podemos mencionar

o acesso à informação, a velocidade de

lançamento de novos modelos de veículos,

as alterações introduzidas pela revolução

elétrica, entre outros. Tentamos olhar para

todos estes desafios como oportunidades

de crescimento, tentando incutir às nossas

equipas a necessidade de uma capacidade

de adaptação cada vez mais profunda.

CORTECO, José Boavida

A transição para a mobilidade elétrica introduz

novas exigências técnicas, nomeadamente

ao nível da proteção de sistemas

sensíveis, durabilidade dos materiais e integração

de componentes. Do ponto de vista

logístico, a diversidade de plataformas e o

ritmo de evolução tecnológica representam

desafios adicionais, que requerem uma

gestão cuidada do portefólio e dos processos

de desenvolvimento.

VIEROL, Xavier Torres Romero

A complexidade dos componentes para

sistemas de refrigeração e gestão térmica

aumenta devido ao controlo eletrónico de

cada componente e às possíveis calibrações

ou protocolos específicos dos fabricantes.

O mesmo se verifica nas linhas de

produtos que incluem sensores e unidades

de controlo. A crescente interligação entre

hardware e software, juntamente com requisitos

de segurança mais exigentes, coloca

desafios ao nível do desenvolvimento,

sendo que as oficinas também enfrentam

uma maior carga de trabalho nas reparações.

A substituição de unidades de controlo

ou sensores exige frequentemente

reprogramação ou reaprendizagem do sistema

para garantir a segurança funcional.

A substituição de componentes (como módulos

de bateria ou eletrónica de potência)

implica ajustes de software extensivos. Os

nossos técnicos e gestores de produto, com

vasta experiência, mantêm uma comunicação

contínua com as nossas unidades de

produção e acompanham de perto o desenvolvimento

destes sistemas e componentes

altamente complexos, assegurando

o cumprimento dos padrões de qualidade

estabelecidos.

A transição para a mobilidade elétrica

introduz novas exigências técnicas,

nomeadamente ao nível da proteção

de sistemas sensíveis, durabilidade dos

materiais e integração de componentes.

CORTECO, José Boavida

BOSCH, Hélder Sarinha

Sobretudo, a crescente variedade na procura

de produtos com diferentes características

técnicas, consequência do aumento do número

de fabricantes de veículos. Ao nível

logístico, dependendo da origem do produto,

somos afetados pelos impactos dos acontecimentos

geopolíticos. No entanto, e graças

à nossa vasta experiência também na área

logística, estes desafios são superados com

maior ou menor dificuldade.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 135

SISTEMAS GLOBAIS DE ARMAZENAGEM

Sistemas Globais de Armazenagem

LISBOA

Trav. Sanguinho das Sebes, nº 8 - Bairro das Sesmarias

2710-094 SINTRA

Tel.: 219 150 189 / 219 156 710 - Fax: 219 150 101

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PORTO

Tel.: 229 756 047

Email: porto@endal.pt

www.endal.pt


136

DOSSIER

CORTECO

José Boavida

www.corteco.com

A Corteco acompanha a evolução da mobilidade

elétrica através de um portefólio

de produtos cuja aplicação se estende

também a veículos híbridos e elétricos.

Entre as principais áreas, destacam se

soluções de vedantes, componentes anti

vibração e filtros de habitáculo, desenvolvidas

com base na experiência tecnológica

do Grupo Freudenberg no fornecimento

para fabricantes de veículos. “A

oferta da Corteco para veículos elétricos

encontra se num processo contínuo de

desenvolvimento, acompanhando de

forma progressiva a evolução do parque

automóvel. A abordagem passa por

identificar as aplicações com maior relevância

para o aftermarket e introduzir

soluções de forma faseada, alinhadas

com a maturidade do mercado”, refere

José Boavida.

Nos veículos elétricos, o maior peso e os

níveis de ruído mais reduzidos tornam as

vibrações e até pequenas imperfeições mais

percetíveis, aumentando o nível de exigência

destes componentes.

UNIGOM, Luciano Palmitessa

SIDEM

Steven Meeremans

www.sidem.eu

A Sidem oferece componentes de direção

e suspensão para veículos elétricos

a bateria e híbridos: rótulas, braços de

suspensão, sinoblocos, bieletas da barra

estabilizadora, terminais de direção, rótulas

axiais, foles de cremalheira de direção

e apoios de amortecedor. “No âmbito

desta oferta, a Sidem apresenta a maior

cobertura no Mercado Independente de

Pós-Venda, também para BEV: 91% de

cobertura, 36 marcas automóveis, 180

modelos de veículos, 138 ligeiros de

passageiros, mais 52 comerciais ligeiros,

1187 referências”, adianta Steven Meeremans.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 137

USADOS

BY PÓS-VENDA

BREVEMENTE


138

DOSSIER

Que tipo de suporte técnico, formação e ferramentas disponibilizam às oficinas para trabalhar com estas gamas de produto?

JAPANPARTS, Sara Finetto

Disponibilizamos apoio técnico dedicado através

da nossa equipa interna, complementado por

documentação técnica e materiais informativos.

Destacamos ainda a disponibilização de catálogos

específicos para cada modelo de veículo

elétrico, com especial incidência nos sistemas de

travagem e suspensões.

NAPA, Hugo Tavares

No norte da Europa, onde o parque automóvel

já supera os 50% com veículos de motorização

alternativa, dispomos da nossa própria rede de

oficinas especializada em veículos elétricos:

NEXDRIVE. Assim que o nosso parque começar

a atingir valores relevantes, começaremos

a desenvolver esta rede na Península Ibérica. É

importante ter em conta que, em Portugal, mais

de 30% do parque automóvel já corresponde a

veículos com motorização alternativa.

KYB, Javier González Moriche

Na KYB apostamos fortemente no apoio ao

atelier. Disponibilizamos formação técnica especializada,

tanto presencial como online, focada

nas particularidades dos sistemas de suspensão.

Além disso, colocamos à disposição ferramentas

digitais, catálogos atualizados e documentação

técnica detalhada que facilitam a correta

identificação e montagem dos componentes. O

nosso objetivo é garantir que os profissionais

do aftermarket dispõem do conhecimento e dos

recursos necessários para trabalhar com total

segurança e eficiência neste tipo de veículos.

Esta componente torna-se ainda mais crítica

tendo em conta a crescente complexidade dos

sistemas de suspensão e direção nos veículos

elétricos, onde uma instalação incorreta ou a

utilização de componentes que não cumpram as

especificações de equipamento original podem

comprometer diretamente a segurança e o desempenho

do veículo.

ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket

Para apoiar as oficinas que trabalham com

veículos elétricos e híbridos, a ZF Aftermarket

reforça significativamente o seu portefólio de

produtos e de formação direcionado para estas

tecnologias. Através do conceito de oficina ZF

[pro]Tech, as oficinas têm acesso a informação

de serviço, instruções de montagem, boletins

técnicos e cursos de formação certificados, incluindo

conteúdos gravados, permitindo-lhes

trabalhar de forma segura e confiante com tecnologias

em constante evolução, como os veículos

eletrificados.

NRF, Juan Rueda

Apoiar as oficinas é um pilar fundamental da

nossa estratégia de e-mobilidade. Desenvolvemos

o EV TechClub, a nossa plataforma dedicada

de formação e conhecimento, concebida para

capacitar técnicos que trabalham com sistemas

de veículos elétricos. A nossa oferta de apoio inclui:

programas de formação online e presenciais

em toda a Europa, conteúdos técnicos práticos

passo a passo, mais de 50 módulos de e-learning

em 3 níveis diferentes (básico, especialista,

avançado), materiais de aprendizagem multilingues.

Além disso, disponibilizamos ferramentas

inovadoras como formação baseada em realidade

virtual, permitindo aos técnicos interagir com

componentes complexos como e-compressores

num ambiente realista e prático. Esta combinação

de formação digital e física garante que as

oficinas estão totalmente preparadas para lidar

com a crescente complexidade da tecnologia dos

veículos elétricos.

KAVO PARTS, Julian Slijkhuis

A Kavo Parts apoia as oficinas com informação

clara sobre os produtos, especificações técnicas

e dados de aplicação, garantindo que as peças

possam ser instaladas de forma correta e eficiente.

Além disso, disponibilizamos catálogos e

ferramentas digitais que auxiliam na identificação

e seleção das peças adequadas. Sempre que necessário,

oferecemos apoio adicional através da

nossa equipa comercial e de suporte, ajudando

oficinas e distribuidores com aconselhamento de

produto e questões práticas. Desta forma, asseguramos

que os nossos clientes podem contar

com um suporte fiável e com uma utilização eficiente

das nossas gamas de produtos.

TERREPOWER, Albert Fernandez

Oferecemos às oficinas suporte técnico, formação

e ferramentas específicas para realizar um diagnóstico

remoto da bateria antes do seu envio. Isto

permite-lhes avaliar o estado do sistema, identificar

o tipo de falha e tomar a melhor decisão do

ponto de vista técnico e logístico, reduzindo tempos,

custos e envios desnecessários. Além disso,

disponibilizamos acompanhamento contínuo para

garantir um processo seguro e eficiente.

OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann

Aos nossos distribuidores, disponibilizamos informação

técnica no nosso website. Fornecemos

também argumentos através de folhetos e do

website, como “porque deve comprar produtos

Zimmermann” e “quais são as vantagens dos

nossos produtos”. Naturalmente, disponibilizamos

igualmente formações de produto. Uma primeira

série de webinars online foi recentemente

concluída. Os eventos registaram um número

significativamente elevado de inscrições a nível

global, o que evidencia o forte interesse pelos

temas abordados. O feedback dos participantes

foi extremamente positivo, com um nível particularmente

elevado de envolvimento durante as

sessões de perguntas e respostas em direto. Os

participantes colocaram questões pertinentes e

contribuíram para discussões enriquecedoras, demonstrando

a relevância dos conteúdos e o valor

do formato interativo. Estão já em preparação novos

webinars e temas, que serão agendados para

o outono deste ano.

UNIGOM, Luciano Palmitessa

Disponibilizamos apoio técnico e comercial

contínuo que vai além da simples disponibilização

do produto. Trabalhamos com os nossos

parceiros para prestar assistência na seleção

da referência correta, na verificação da adequação

da aplicação e na compreensão das

características técnicas das diferentes gamas.

Esta abordagem é suportada por uma equipa

dedicada de pós-venda e por uma cooperação

estruturada com os nossos parceiros de distribuição.

Paralelamente, fornecemos formação

personalizada e atualizações constantes sobre

o desenvolvimento dos produtos, sobretudo

nas linhas de motor, chassis e sistema de suspensão.

Do ponto de vista operacional, para

além da implementação do SAP, disponibilizamos

um catálogo atualizado, rotulagem clara,

ferramentas informativas e materiais de apoio

técnico-comercial, com o objetivo de ajudar

distribuidores e oficinas a trabalhar com maior

precisão, rapidez e fiabilidade.

SIDEM, Steven Meeremans

Não existem diferenças significativas na instalação

de peças para BEV em comparação com

as peças para veículos ICE. Ainda assim, disponibilizamos

vídeos de instalação no YouTube

e formação específica sobre peças para BEV

destinada a distribuidores e mecânicos.

MEYLE, Lars Peters

A Meyle apoia as oficinas com uma oferta

abrangente de serviços técnicos adaptados

aos veículos elétricos. Um elemento-chave

é a nossa oferta de formação dedicada a VE,

incluindo o Meyle EV Experience Center. Esta

formação prática proporciona conhecimentos

concretos sobre veículos elétricos e os seus

requisitos específicos de manutenção, ajudando

as oficinas a ganhar confiança neste tipo de

intervenções. Além disso, os produtos são fornecidos

com instruções detalhadas, garantindo

uma instalação correta e segura no dia a dia da

oficina. Este apoio é complementado por uma

vasta gama de conteúdos técnicos, incluindo

vídeos passo a passo e orientações práticas

disponíveis no YouTube. Esta combinação de

formação, documentação e suporte prático

permite às oficinas realizar reparações em veículos

elétricos de forma eficiente e fiável.

HELLA, Marta Ruiz Casero

A Hella oferece um suporte técnico estruturado

e orientado para sistemas eletrificados: Hella

Tech World, conteúdos técnicos detalhados

(diagnóstico, esquemas elétricos, procedimentos),

casos práticos e sintomas específicos de

sistemas elétricos e híbridos; equipamentos de

diagnóstico Hella Gutmann, compatibilidade

com protocolos modernos (DoIP, Secure Gateway,

etc.), acesso a funções avançadas (codificação,

calibração, leitura de dados em tempo

real); calibração ADAS (CSC-Tool SE / PRO),


Entregue a sua bateria

auto usada num centro da

REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 139

contactos em: valorcar.pt

integração com sistemas de diagnóstico, processos

guiados e documentação digital; formação

técnica, treinos sobre eletrificação, sistemas de

alta tensão (HV) e segurança, ADAS, eletrónica

e diagnóstico avançado; suporte técnico internacional,

especialistas com conhecimento em

sistemas eletrónicos complexos, apoio em várias

línguas

NISSENS, Anna Kesy

A Nissens disponibiliza um apoio técnico completo

para a manutenção e assistência de veículos,

bem como para a correta instalação dos

seus produtos. Este apoio inclui formação técnica

presencial, online e em plataforma de autoaprendizagem,

linha de apoio técnico em países selecionados

e recursos online através de nissens.

com/experts.

SALERI, Stefano Monteleon

A Saleri Aftermarket apoia oficinas e distribuidores

através do portal “YourParts”, disponibilizando

fichas técnicas, instruções de montagem

e referências cruzadas com códigos OEM. Além

disso, a empresa oferece assistência técnica direta

para esclarecer dúvidas de instalação e ajudar

a resolver eventuais problemas. Estes recursos

permitem aos profissionais ganhar maior confiança

nas novas tecnologias, estabelecendo uma

base sólida para futuros programas de formação

focados em veículos elétricos e híbridos.

FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira

No catálogo PartsFinder os utilizadores encontram

inúmeros conteúdos como as Pro-

Tips e os BG Infos, documentos com dicas

úteis de instalação e informações relevantes

sobre os nossos artigos. No nosso canal

do YouTube existe um número crescente de

vídeos, traduzidos para português, e que

abordam diversas temáticas relacionadas

com a nossa gama para veículos elétricos.

Por fim, junto dos distribuidores, fazemos

um acompanhamento personalizado e desenvolvemos

nova informação, sempre que

essa necessidade é observada no mercado.

CORTECO, José Boavida

A Corteco apoia o mercado aftermarket

através da disponibilização de informação

técnica, documentação de produto e suporte

à correta identificação e aplicação das

suas soluções. Este acompanhamento reflete

o compromisso da marca com a qualidade

e fiabilidade, acompanhando a evolução

tecnológica dos veículos, incluindo

híbridos e elétricos.

VIEROL, Xavier Torres Romero

Através da VIEROL ACADEMY, oferecemos

já um suporte excecional aos nossos clientes

retalhistas e oficinas, levando a nossa

experiência diretamente ao local de trabalho

através de diversos canais. Isto inclui

instruções de instalação multilingues

fornecidas com os produtos e vídeos de

montagem disponíveis nos nossos canais

de YouTube. Adicionalmente, disponibilizamos

formação técnica personalizada

no local, em vários países, bem como

cursos de formação online especializados

a partir do nosso centro de formação VIE-

ROL ACADEMY, recorrendo a tecnologia

multimédia de última geração. Novas e

inovadoras ferramentas para identificação

rápida de soluções de reparação,

como o nosso exclusivo EXPERT KIT

FINDER, melhorado com inteligência artificial,

contribuem igualmente para este

apoio. Estes serviços de suporte, já comprovados,

aplicam-se a todas as linhas de

produto das nossas marcas de qualidade

VEMO, VAICO e ACKOJA.

BOSCH, Hélder Sarinha

A Bosch dispõe de um amplo programa

de formação. Esta oferta formativa é

ajustada às necessidades do mercado e

acompanha, naturalmente, a evolução

tecnológica do parque automóvel. A nossa

hotline técnica não deixa perguntas

por responder, sendo um apoio fundamental

no diagnóstico e na reparação de

veículos.

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140

DOSSIER

NISSENS

Anna Kesy

www.nissens.com/nev

Os principais componentes do sistema de

gestão térmica da Nissens incluem compressores

de ar condicionado de alta voltagem

e permutadores de calor como radiadores,

condensadores, evaporadores, filtros

secadores, válvulas de expansão, mangueiras

de ar condicionado e refrigeradores

de líquido para a bateria. “Existem ainda

outros componentes para plataformas eletrificadas,

nomeadamente ventiladores

do habitáculo com 175 referências e 579

referências OE, compressores com 103

referências e 729 referências OE e compressores

AC de alta voltagem com 6 referências

e 19 referências OE, condensadores

com 254 referências e 810 referências

OE, evaporadores com 69 referências e

238 referências OE, depósitos de expansão

com 123 referências e 285 referências

OE e válvulas de expansão com 136 referências

e 312 referências OE, ventiladores

com 59 referências e 257 referências OE e

aquecedores com 96 referências e 232 referências

OE, sensores de pressão com 44

referências e 203 referências OE, radiadores

com 309 referências e 889 referências

OE, filtros secadores com 56 referências e

250 referências OE e sensores de temperatura

com 27 referências e 397 referências

OE, bombas de água com 77 referências e

254 referências OE, totalizando 1783 referências

e 6400 referências OE”.

Que evolução antecipam para a vossa oferta

e gamas de produto nos próximos anos, face

ao aumento deste tipo de veículos?

JAPANPARTS, Sara Finetto

Nos próximos anos, prevemos um crescimento

significativo da nossa oferta para

veículos elétricos, com a introdução de

novas linhas de produtos e o reforço da

cobertura existente. Continuaremos a investir

em inovação e desenvolvimento para

acompanhar a evolução de um mercado em

forte expansão. Paralelamente, estamos a

trabalhar ativamente para incluir na nossa

oferta baterias de lítio, tanto novas como

regeneradas.

NAPA, Hugo Tavares

Dependerá do nível de envolvimento dos

governos, o que explica a disparidade no

parque de veículos com motorização alternativa

entre o norte e o sul da Europa.

Em qualquer caso, prevê-se uma mudança

muito significativa nos próximos cinco anos,

sem dúvida.

KYB, Javier González Moriche

A eletrificação do parque automóvel é uma

tendência clara e em crescimento. Na KYB

prevemos uma expansão progressiva da

nossa oferta, tanto em termos de cobertura

como no desenvolvimento de soluções

específicas adaptadas às necessidades dos

veículos elétricos. Paralelamente, prevê-se

uma crescente adoção de sistemas de suspensão

ativa, que tenderão a tornar-se cada

vez mais relevantes, sobretudo com o avanço

das tecnologias de condução autónoma,

onde a estabilidade do veículo é crítica para

o correto funcionamento dos sensores. Nestes

contextos, a capacidade da suspensão

para reduzir vibrações e oscilações assume

um papel fundamental, uma vez que estas

podem afetar diretamente a precisão de

sensores como câmaras, LiDAR ou sistemas

ultrassónicos. Continuaremos a investir em

I&D para otimizar o desempenho dos nossos

produtos neste tipo de aplicações, com

especial atenção a aspetos como a durabilidade,

a eficiência energética e o conforto

de condução. Neste sentido, continuaremos

também a investir na inovação de materiais

e tecnologias que permitam reduzir o peso

dos componentes sem comprometer o desempenho,

contribuindo para a eficiência

global dos veículos elétricos.

ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket

A ZF Aftermarket continuará a evoluir de fornecedor

de peças para parceiro de soluções

centrado no cliente. Ao combinar produtos,

soluções de reparação, formação e serviços

digitais, a empresa apoia os seus clientes na

gestão da complexidade, na maximização do

tempo de atividade e na promoção de uma

mobilidade contínua num mercado de pós

venda automóvel cada vez mais eletrificado.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 141

O DESEMPENHO FIÁVEL DA RODA

COMEÇA COM A MOOG

A DIFERENÇA MOOG EM ROLAMENTOS DE RODA

Os rolamentos de roda MOOG são desenvolvidos com a mesma abordagem orientada para a

resolução de problemas que define todos os produtos MOOG. Fabricados com materiais de

elevada qualidade e engenharia de precisão, garantem a fiabilidade e o desempenho que os

profissionais esperam da MOOG.

Rigorosamente testados e concebidos para responder às necessidades dos técnicos, os

rolamentos de roda MOOG são mais do que componentes — transmitem confiança.

Comprovados pela nossa garantia de 5 anos*, líder no setor, e apoiados pela nossa assistência

técnica dedicada, os rolamentos de roda MOOG garantem fiabilidade e desempenho.

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* Aplicam-se limitações. Consulte MOOGparts.eu para mais informações.


NRF, Juan Rueda

142O crescimento da mobilidade elétrica está a

acelerar e a NRF está totalmente comprometida

em manter-se na linha da frente desta

transformação. Monitorizamos continuamente

os desenvolvimentos do mercado global

através da participação ativa nas principais

feiras internacionais, incluindo eventos-chave

como a Automechanika Shanghai, de forma

a antecipar tendências que irão impactar o

aftermarket europeu. A nossa estratégia assenta

na expansão contínua do nosso portefólio

de e-mobility, numa forte colaboração

com parceiros da indústria e no envolvimento

ativo em organizações como a Carmunication,

onde contribuímos para moldar o futuro dos

serviços de aftermarket orientados por dados.

Adicionalmente, investimos no futuro ao estabelecer

parcerias com estudantes e grupos

de investigação, apoiando a inovação tanto

em tecnologias elétricas como de hidrogénio.

Todas estas iniciativas posicionam a NRF não

apenas como fornecedor, mas como um inovador

de referência e uma força motriz no aftermarket

da mobilidade elétrica.

KAVO PARTS, Julian Slijkhuis

À medida que o número de veículos elétricos

no mercado continua a crescer, esperamos que

a procura por peças de pós-venda para veículos

elétricos aumente. A Kavo Parts continuará,

por isso, a expandir ainda mais a sua gama

de produtos para veículos elétricos.

TERREPOWER, Albert Fernandez

Tendo em vista os próximos anos, e considerando

o crescimento sustentado do parque

de veículos elétricos, na Ontility prevemos

uma evolução da nossa oferta, centrada em

aproximar ainda mais o serviço do cliente.

Neste sentido, planeamos implementar novos

serviços móveis que permitam realizar determinadas

operações de diagnóstico e suporte

diretamente no local, reduzindo os tempos

de imobilização e as necessidades logísticas.

Paralelamente, estamos a trabalhar no desenvolvimento

de centros de reparação estrategicamente

localizados, mais próximos dos

mercados e das oficinas com as quais colaboramos.

Esta abordagem permitirá melhorar

a eficiência operacional, encurtar os prazos de

reparação e enfrentar de forma mais sustentável

o desafio que representa a gestão e o

transporte de baterias de alta tensão.

OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann

Com a introdução da norma Euro 7, as emissões

de partículas provenientes do desgaste

dos travões passam, pela primeira vez, a estar

sujeitas a requisitos regulamentares. A Otto

Zimmermann está a responder a estas novas

exigências com métodos de ensaio modernos e

com o desenvolvimento direcionado de discos

e pastilhas de travão. Para cumprir os limites

mais rigorosos de partículas, a Zimmermann

aposta em tecnologias avançadas de revestimento

e de pares de fricção: discos de travão

com revestimento de carboneto: estes revestimentos

altamente resistentes ao desgaste reduzem

significativamente a abrasão; misturas

de fricção otimizadas: formulações específicas

diminuem a quantidade de partículas finas geradas

durante a travagem; medidas técnicas

adicionais: sistemas de travagem mais fechados,

como os travões de tambor, também são

uma possível solução. A Otto Zimmermann

oferece tambores de travão para o aftermarket

neste segmento há mais de seis décadas.

O sistema relativamente fechado permite uma

melhor retenção do pó fino gerado.

UNIGOM, Luciano Palmitessa

Prevemos uma evolução da nossa oferta focada

nas gamas de produtos mais estratégicas

para os veículos de nova geração, particularmente

componentes em borracha e borracha-metal

para motor, chassis e sistema de

suspensão. A expansão da gama estará estreitamente

ligada ao desenvolvimento real

do parque circulante e à sua estabilização ao

longo do tempo. Só com volumes mais consolidados

será possível desenvolver aplicações

de forma mais abrangente.

SIDEM, Steven Meeremans

A oferta para BEV faz parte do nosso core business:

componentes de direção e suspensão

para marcas europeias e asiáticas. Continuaremos

a introduzir peças para BEV e iremos

incluir mais marcas chinesas, em função dos

dados do parque circulante, incluindo no mercado

português.

MEYLE, Lars Peters

Com o crescimento contínuo dos veículos

elétricos, iremos expandir o nosso portefólio

e especializar ainda mais a oferta para responder

às exigências específicas dos diferentes

modelos. O desenvolvimento orientado por

dados continuará a guiar a nossa abordagem.

Ao analisar o desempenho em condições reais

e os padrões de falha, conseguimos otimizar

os produtos e responder de forma mais precisa

às necessidades do mercado. De um modo

geral, o nosso objetivo é evoluir continuamente

a gama de produtos para acompanhar as

necessidades dos veículos elétricos, mantendo

elevados padrões de qualidade, durabilidade

e facilidade de instalação, essenciais para as

oficinas.

HELLA, Marta Ruiz Casero

A Hella prevê uma evolução significativa impulsionada

pela eletrificação e digitalização:

crescimento acelerado de sensores e eletrónica,

incluindo sensores inteligentes e conectados;

expansão de soluções de gestão térmica

integradas, especialmente para sistemas de

800V; maior foco em software e diagnóstico,

incluindo funções remotas e cloud; integração

de portefólio: combinação de peças + diagnóstico

+ dados técnicos; reforço da cobertura

para plataformas elétricas globais e novos fabricantes.

A médio prazo, o aftermarket evoluirá

para um modelo cada vez mais orientado

por sistemas, onde a HELLA se posiciona

como provedor integral, “one-stop-shop”, não

apenas de componentes, mas de soluções

técnicas integradas.

NISSENS, Anna Kesy

Foco contínuo no aumento da cobertura do

parque automóvel de veículos elétricos nas

nossas linhas existentes e na inclusão das

plataformas relevantes para o mercado, nomeadamente

as novas marcas e modelos fabricados

na China.

SALERI, Stefano Monteleon

Olhando para o futuro, a Saleri Aftermarket

mantém o foco na qualidade e na diversidade

da sua oferta, incluindo soluções para este tipo

de veículos. O objetivo é continuar a disponibilizar

soluções fiáveis que respondam às necessidades

em evolução do setor do aftermarket.

FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira

O bilstein group em Portugal tem vindo a encarar

o negócio de uma forma cada vez mais

dinâmica, assumindo que as necessidades

do mercado são o que nos move. Apesar de

vendermos peças, temos vindo a ambicionar,

cada vez mais, oferecer soluções, algo que

vai muito para além das peças. E isto aplica-

-se ao falarmos de qualquer tipo de veículo.

Orgulhamo-nos de oferecer ao mercado uma

gama cada vez mais abrangente, apostando

numa abordagem Fast to Market onde priorizamos

a pesquisa de veículos novos. Com

o aumento do parque circulante de veículos

com energia alternativa, esse tem sido obviamente

um dos nossos focos e a nossa oferta

irá, naturalmente, aumentar em termos de

stock em Portugal e de acordo com o que

forem as exigências do mercado. Paralelamente,

a idade média do parque automóvel

em Portugal tem vindo a aumentar, pelo que

o nosso foco tem de ser dividido também

com esta realidade. Com mais de 180 anos

de experiência, o bilstein group tem vindo a

desenvolver e a oferecer soluções de mobilidade

– desde o parafuso de mola patenteado

até à atual gama com mais de 3600 artigos

para veículos exclusivamente elétricos, vamos

continuar a estar de mãos dadas com a

evolução e a inovação do aftermarket.

CORTECO, José Boavida

A eletrificação faz parte da evolução natural

do setor automóvel e do posicionamento

estratégico do Grupo Freudenberg. A Corteco

continuará a avaliar e desenvolver a sua

oferta, reforçando gradualmente as gamas

relevantes para veículos elétricos, sempre

de forma alinhada com as necessidades do

mercado aftermarket e com uma abordagem

sustentável e orientada para o longo prazo.

VIEROL, Xavier Torres Romero

A diversidade de marcas e modelos de veículos

e, consequentemente, a amplitude da nossa

gama de produtos, exige uma abordagem

específica dentro da nossa linha de produtos,

com especial enfoque na comprovada experiência

em gestão térmica, sistemas elétricos

e tecnologia de sensores. Estas áreas tecnológicas

sempre foram competências-chave

da nossa marca de qualidade VEMO.

BOSCH, Hélder Sarinha

No âmbito da gama de gestão térmica do motor,

iremos alargar em breve o nosso portefólio

e lançar vários produtos na gama Bosch,

sendo um deles o compressor elétrico, um

elemento-chave na gestão da temperatura

dos veículos elétricos.


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auto usada num centro da

REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 143

contactos em: valorcar.pt

VIEROL

Xavier Torres Romero

www.vierol.de

Xavier Torres Romero lembra que a gestão

térmica e a tecnologia de sensores são componentes

essenciais para uma mobilidade

elétrica eficiente. “Esta oferta constitui uma

área tecnológica chave dentro da nossa gama

de produtos e sempre foi uma competência

fundamental da nossa marca de qualidade

VEMO. Já disponibilizamos ao mercado

de reposição independente mais de 10.000

produtos de elevada qualidade para veículos

elétricos e híbridos. As nossas mais

recentes incorporações incluem permutadores

de calor, bombas de refrigerante,

condensadores, válvulas e sistemas de arrefecimento.

Além disso, os componentes

de travagem e de chassis, especialmente nas

novas tecnologias de propulsão, continuam

sujeitos a elevados níveis de esforço, sendo

por isso disponibilizados com qualidade de

equipamento original. Os kits EXPERT

KITS+ para a manutenção de redutores

e reparação de transmissões elétricas têm

também registado uma forte aceitação nas

oficinas. Com as nossas soluções de reparação

completas, apoiamos um trabalho

profissional, eficiente e rentável em todos

os componentes dos veículos elétricos e híbridos”,

adianta o responsável.

A crescente

complexidade

das tecnologias

associadas aos

veículos elétricos

e híbridos, em

particular no que diz

respeito aos sistemas

de alta tensão,

representa um dos

principais desafios

para o mercado

de pós-venda

automóvel.

ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket

PUB


144

DOSSIER

KYB

Javier González Moriche

www.kyb-europe.com

“Na KYB contamos com uma vasta experiência

em sistemas de suspensão, um componente-chave

tanto em veículos de combustão

como em veículos elétricos”, refere

Javier González Moriche. Neste sentido, as

principais linhas de produto da KYB para

veículos elétricos incluem amortecedores,

molas de suspensão e kits de montagem.

“Importa destacar que, embora os veículos

elétricos apresentem particularidades

específicas, como um maior peso devido

às baterias, os sistemas de suspensão continuam

a desempenhar um papel crítico na

segurança, no conforto e na eficiência. Neste

contexto, importa referir que os veículos

elétricos podem apresentar um peso até

25% superior face aos veículos de combustão,

sobretudo devido às baterias. Este fator

aumenta significativamente a exigência

sobre os componentes de suspensão, que

têm de suportar cargas mais elevadas sem

comprometer o comportamento dinâmico,

a segurança e o conforto. Por isso, as nossas

soluções são desenvolvidas para responder

a estas exigências, mantendo os padrões

de qualidade de equipamento original que

caracterizam a KYB”. O responsável indica

que a KYB trabalha continuamente para

ampliar a cobertura da sua gama, incluindo

as aplicações mais relevantes do parque

circulante de veículos elétricos e híbridos

na Europa. “Atualmente, a nossa cobertura

inclui uma parte significativa dos modelos

mais populares, e continuamos a expandi-la

à medida que cresce o parque deste

tipo de veículos. Este crescimento tem sido

particularmente acelerado, acompanhando

a evolução do mercado, com um aumento

significativo do número de referências disponíveis

para veículos elétricos e híbridos

nos últimos anos, incluindo modelos de

marcas como Tesla, Polestar e outros veículos

elétricos com elevada penetração no

mercado. O nosso objetivo é acompanhar o

mercado aftermarket com a mesma rapidez

com que evolui o parque automóvel, assegurando

disponibilidade para as principais

marcas e modelos”, acrescenta.

Os sistemas dos

veículos elétricos

exigem elevada

precisão, validação

avançada e

um profundo

conhecimento

dos sistemas,

especialmente na

gestão térmica,

onde a eficiência

impacta diretamente

o desempenho do

veículo e a vida útil

da bateria.

NRF, Juan Rueda

BOSCH

Hélder Sarinha

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A Bosch oferece uma série de componentes

essenciais na gestão térmica dos veículos

elétricos: bombas de água elétricas,

válvulas, ventiladores do motor e do habitáculo.

“A nossa gama IAM destes produtos

cobre cerca de 40% do parque automóvel

europeu, sendo que, em alguns

casos, a cobertura que dispomos em OE

é superior”, indica Hélder Sarinha.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 145


146

TÉCNICA

AS-PL

Por que razão o sistema

de carga falha mesmo com

um alternador novo

O veículo retorna à oficina após apenas alguns dias. O alternador foi substituído, mas o problema de carga

continua. Esse cenário não é incomum atualmente e muitas vezes leva a conclusões incorretas, tanto por parte

do mecânico quanto do proprietário do veículo.

A

suposição mais comum é

simples: se não há carga, o alternador

deve ser o culpado.

Na prática, porém, o sistema

de carga é um conjunto de

componentes interligados, e o próprio alternador

é apenas uma parte de um todo.

O PROBLEMA ESTÁ ALÉM

DO ALTERNADOR

Em muitos casos, a causa raiz da falha

está em outro lugar. Uma das fontes

mais frequentes de problemas é o sistema

elétrico — fiação danificada, conectores

corroídos ou interrupções ocultas

no circuito podem comprometer significativamente

o funcionamento de todo o

sistema. As conexões de fixação também

são frequentemente responsáveis. Sua

deterioração leva a quedas de tensão e

a um funcionamento instável dos sistemas

do veículo, o que pode ser facilmente

confundido com falha do alternador.

O papel da bateria também não deve

ser ignorado. Uma bateria desgastada

ou com defeito afeta o funcionamento

de todo o sistema de carga, e seu estado

muitas vezes é interpretado erroneamente

como um problema no componente

recém-instalado.

SISTEMAS MODERNOS:

UM DESAFIO MAIOR

Os veículos modernos dependem cada

vez mais de sistemas inteligentes de gestão

de energia. Isso significa que o alternador

já não opera de forma independente,

sendo controlado pela eletrônica

do veículo. Na prática, a falta de carga

pode não ser causada por uma falha,

mas sim pelo próprio funcionamento do

sistema ou por problemas de comunicação

entre os componentes. Sem considerar

esse contexto, o risco de diagnóstico

incorreto é elevado.

POR QUE O PROBLEMA RETORNA?

Problemas recorrentes são, na maioria

das vezes, resultado de uma abordagem

de “substituir e verificar”. Trocar o alternador

sem verificar todo o sistema pode

trazer apenas uma melhora temporária

— ou nenhuma melhora. A pressão de

tempo na oficina frequentemente leva

a diagnósticos incompletos, aumentando

o risco de retornos e reclamações

dos clientes. Em muitos casos, apenas

a medição da tensão sob carga ou a verificação

de quedas de tensão na fiação

permite identificar a verdadeira origem

do problema.

O QUE DEVE SER VERIFICADO

ANTES DA SUBSTITUIÇÃO?

Para evitar custos desnecessários e decisões

incorretas, vale seguir uma sequência

simples de diagnóstico: estado da bateria,

conexões de fixação, fiação e conectores (incluindo

possíveis interrupções no circuito),

instalação correta do alternador, funcionamento

do sistema de controle.

O SISTEMA,

NÃO APENAS O COMPONENTE

Os casos em que um alternador novo não

resolve o problema destacam um ponto essencial

— uma reparação eficaz começa com

um diagnóstico adequado. O sistema de carga

deve ser tratado como um todo, e não

como um conjunto de componentes independentes.

Cada vez mais, a origem do problema

não está na peça em si, mas na forma

como a falha é diagnosticada. Isso é particularmente

relevante no caso de alternadores

remanufaturados. Em muitos casos, o componente

atende plenamente aos requisitos

técnicos, mas problemas não resolvidos no

veículo levam a falhas recorrentes e a reclamações

desnecessárias de garantia. Para os

distribuidores, isso evidencia a importância

de apoiar um diagnóstico adequado, e não

apenas a substituição de peças.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 147


148 148

FORMAÇÃO

C

M

Y

CM

MY

CY

DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS COMMON RAIL DIESEL

CMY

K

TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)

Para além da leitura de códigos

de erro, os diagnóstico de sistemas

common rail nos motores

diesel envolvem testes de

pressão, fuga e controlo.

O diagnóstico em sistemas common

rail deve seguir uma lógica simples: se

a pressão de rail não acompanha o valor

pedido pela ECU, algo no sistema está

a impedir a sua geração ou retenção. O

objetivo não é medir tudo, mas eliminar

hipóteses até restar a causa.

COMO ABORDAR AVARIAS?

Para erros afetos à pressão de combustível

no rail, o ponto de partida é a análise

de parâmetros (pedido vs. real), tentando

replicar o erro e identificar a sua condição.

Antes de condenar a bomba de

alta pressão, assumindo que não existe

contaminação de limalhas no circuito

(por desintegração da bomba), devemos

verificar que o seu ponto na distribuição

está correto e efetuar os seguintes controlos:

VERIFICAR O CIRCUITO

DE BAIXA PRESSÃO

Atráves da leitura do sensor ou manómetro,

devemos verificar (tipicamente) 2.5 a

5 bar estáveis, sem quedas em carga. Nos

sistemas sem bomba elétrica, podemos

observar uma ligeira depressão controlada

(vácuo excessivo indica restrição, verificar

filtro) e se o duty cycle do regulador de

débito não atinge valores excessivamente

altos. Qualquer falha neste circuito compromete

a alimentação da bomba de alta.

Confirmada a alimentação, analisa-se o

comportamento do sistema através do

comando da válvula reguladora de pressão

(MPROP/DRV). Se a ECU aumenta

o duty cycle e a pressão não sobe, existe

falta de débito ou fuga. Se a pressão sobe

em excesso com um comando baixo, o

problema reside na regulação.

TESTE DO RETORNO DOS INJETORES

O passo seguinte é excluir fugas internas

no circuito de alta pressão. O teste do

retorno dos injetores permite identificar

uma fuga interna: uma discrepância

superior a 25% ajuda a condenar o injetor

defeituoso, enquanto que valores

elevados em todos os injetores apontam

para um desgaste geral (Ralenti 1

min: até ~20 ml por injetor).

TESTE DE LEAK-DOWN DO RAIL

Este teste avalia a estanquicidade do

circuito de alta após desligar o motor.

Uma queda rápida de pressão (<1seg)

aponta para uma fuga na alta pressão

(injetores, regulador ou válvula de

segurança). É esperada uma descida

gradual e este teste confirma se o

sistema consegue manter a pressão,

complementando o teste de retorno.

Se não existirem fugas internas significativas

e a alimentação for correta,

resta o controlo. Leituras incoerentes

do sensor de pressão devem também

ser excluídas (valores implausíveis

com motor parado ou desvios evidentes)

antes de condenar a bomba de

alta pressão.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 149

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150

FORMAÇÃO

SEM SISTEMAS, A SUA OFICINA CRESCE EM ESFORÇO — MAS NÃO EM RESULTADOS.

Trabalhar mais

não está a resolver

Muitos donos de oficinas automóveis acreditam que o crescimento do negócio passa por trabalhar mais horas, resolver

mais problemas e estar presentes em tudo. No curto prazo, até parece resultar. Mas, ao fim de algum tempo, surge o

cansaço, a desorganização e a sensação de que, apesar de todo o esforço, os resultados não acompanham.

O problema não está na falta de trabalho — está na ausência de sistema.

TEXTO LUÍS CHARNECA – luischarneca@actioncoach.com

Há uma realidade difícil de aceitar:

se a sua oficina depende constantemente

de si para funcionar, então

não tem um negócio – tem

um emprego exigente. E quanto

mais cresce, mais exigente se torna.

O erro mais comum é confundir esforço

com eficácia. Trabalhar mais horas não

significa ganhar mais dinheiro. Significa,

muitas vezes, apenas compensar falhas de

organização, processos inexistentes e equipas

pouco autónomas.

Uma oficina bem gerida não depende do

improviso. Depende de sistemas. Sistemas

de receção, de diagnóstico, de execução, de

comunicação com o cliente e de entrega da

viatura. Quando estes processos não estão

definidos, cada colaborador faz à sua maneira

– e o resultado é inconsistência, erros e

perda de tempo.

Outro problema crítico é a centralização

no dono. Quando todas as decisões passam

por uma única pessoa, a oficina bloqueia.

Orçamentos atrasam, clientes esperam, a

equipa perde ritmo. No limite, o próprio

crescimento do negócio torna-se um problema,

porque o dono deixa de conseguir dar

resposta a tudo.

A solução não passa por contratar mais

pessoas de imediato. Passa por estruturar o

que já existe. Definir processos claros, responsabilidades

bem atribuídas e indicadores

simples de acompanhamento. Cada função

deve saber exatamente o que tem de fazer,

como medir o seu desempenho e onde começa

e termina a sua responsabilidade.

Delegar não é abdicar de controlo – é criar

controlo através de sistemas. Sem isso, o

dono continua preso à operação e a equipa

nunca cresce verdadeiramente.

Outro ponto ignorado é a falta de rotinas

de gestão. Reuniões semanais, planeamento

de trabalho, acompanhamento de indicadores

– tudo isto parece “perda de tempo”

para quem está sempre ocupado. Mas é

exatamente isso que transforma esforço em

resultado.

Sem sistema, cada dia começa do zero. Com

sistema, cada dia constrói em cima do anterior.

CONCLUSÃO

Se quer uma oficina mais rentável, mais organizada

e menos dependente de si, a resposta

não está em trabalhar mais. Está em

trabalhar melhor – com método, com processos

e com uma equipa alinhada. Porque

no final, não são as horas que determinam

os resultados. São os sistemas.

Se necessitar de alguma ajuda, discutir algum

ponto deste artigo ou simplesmente

perceber como implementar estes sistemas,

terei todo o gosto em marcar uma sessão estratégica

consigo.

Basta agendar através do seguinte link:

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Até ao próximo artigo.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 151


152 FORMAÇÃO

TESLA E A ELETRIFICAÇÃO

O Battery Management

System (BMS) da Tesla:

Monitorização Precisa e

Inteligência Preditiva

Construído diretamente sobre as células 4680, 2170 ou LFP, o Battery Management System (BMS) da Tesla representa o

cérebro que transforma matéria-prima em desempenho, segurança e longevidade.

Em 2026, a arquitetura master-slave

altamente distribuída continua a

evoluir, permitindo monitorização

individual ou em pequenos grupos

de células, com milhares de medições

por segundo.

No coração do sistema está uma placa central

(master) que comunica via barramento

isolado com múltiplas placas slave distribuídas

pelo pack. Cada slave monitoriza tensão,

corrente e temperatura de dezenas a centenas

de células. Nas packs estruturais com células

4680 (como no Cybertruck com configuração

192S7P e 1344 células, ou nos Model

Y selecionados em 2026), o BMS mantém

diferenças de tensão entre células abaixo de

10 mV — um nível de equilíbrio ativo extremamente

preciso. A baixa resistência interna

das células 4680 (cerca de 5-7 mΩ) facilita

correntes elevadas sem aquecimento excessivo,

permitindo ao BMS gerir descargas até

6C com segurança.

O sistema processa dados de temperatura

com precisão de ±2-3 °C em múltiplos

pontos do pack, integrando-se ao controlo

térmico para manter as células na faixa ideal

de 20-45 °C. Algoritmos preditivos baseados

em machine learning estimam em tempo real

o State of Charge (SoC), o State of Health

(SoH) e o Remaining Useful Life (RUL).

Em 2025/2026, a Tesla aprimorou o “Battery

Health Test”, agora integrado no ecrã do

veículo: com um simples comando, o sistema

realiza um ciclo controlado de calibração

e fornece percentagem exata de retenção de

capacidade. Dados de frota real mostram que

packs 4680 mantêm frequentemente mais de

90 % de SoH após 150.000-200.000 km,

com muitos veículos a ultrapassar os 500.000

km com degradação inferior a 15 %.

A integração com o pack estrutural é crítica:

ao eliminar módulos tradicionais e colar as

células diretamente no “honeycomb” estrutural,

o BMS ganha acesso mais direto aos

sensores, mas exige algoritmos ainda mais robustos

para detetar falhas isoladas. Em caso

de anomalia (sobreaquecimento, desequilíbrio

ou curto-circuito), o sistema isola instantaneamente

secções do pack, priorizando

a segurança sem comprometer a mobilidade.

Além da proteção, o BMS otimiza o carregamento:

pré-condiciona a bateria antes de

chegar a um Supercharger, ajusta a curva de

carga em função da temperatura e do SoH,

e limita a potência para preservar a vida útil.

Em modelos com células LFP (mais estáveis

quimicamente), o BMS permite carregamentos

frequentes a 100 % sem penalização significativa.

Este nível de sofisticação só é possível graças

ao desenvolvimento interno e às atualizações

over-the-air (OTA). O BMS não é um

componente estático: evolui constantemente

com novos algoritmos que aprendem com

milhões de veículos em circulação.

No próximo capítulo analisaremos o On-

-Board Charger (OBC) e como ele dialoga

diretamente com este BMS para transformar

energia da rede em autonomia real.


WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 153


154

FORMAÇÃO

do dia-a-dia

MECÂNICA

by

DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS COMMON RAIL DIESEL

Este mês o nosso relatório relata uma avaria relacionada com o sistema de pré-aquecimento e luz de motor acesa.

EFEITO CLIENTE:

⇨ Luz de advertência do motor acesa;

⇨ Funcionamento irregular do sistema de

pré-aquecimento;

⇨ Sem sintomas evidentes de falha no arranque

em alguns casos.

ABORDAGEM/DIAGNÓSTICO:

O técnico deverá conectar o equipamento

de diagnóstico ao veículo e comunicar com

o módulo do motor. De seguida deve:

⇨ Leitura de códigos de avaria registados:

• P0684 – Unidade de controlo de pré-aquecimento

(J179), sinal implausível;

⇨ Realizar teste de ativação das velas de incandescência;

• Verificasse ausência de tensão nas velas

de incandescência;

⇨ Reinicialização da memória de avarias e

nova verificação:

O código P0684 volta a aparecer;

⇨ Utilização de osciloscópio para análise

dos sinais elétricos:

• Verificação da continuidade, isolamento

e ligações da cablagem-sem anomalias;

• Verificação do sinal de comando da unidade

de controlo do motor (J623) para a

unidade de pré-aquecimento (J179) – sinal

correto;

• Verificação do sinal de retorno/confirmação

da unidade de pré-aquecimento para

a ECU – ausência de sinal;

⇨ Observação no osciloscópio:

• Presença de tensão constante aproximada

de 10 V no circuito de retorno, sem variação

de sinal.

CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:

⇨ A cablagem e os sinais de comando provenientes

da unidade de controlo do motor

encontram-se dentro dos parâmetros normais.

Figura 1 Oscilograma inicial com falha

⇨ No entanto, a ausência de sinal de confirmação

da unidade de pré-aquecimento

indica falha interna da mesma.

⇨ A tensão constante observada confirma a

inexistência de resposta funcional da unidade.

1. Conector; 2. Parafuso;

Figura 2 Localização da unidade de controlo do sistema

de pré-aquecimento (J179)

CAUSA:

⇨ Defeito na unidade de controlo do sistema

de pré-aquecimento (J179);

⇨ Falha interna que impede o envio do sinal

de confirmação para a unidade de controlo

do motor;

⇨ Sistema de velas de incandescência sem

alimentação devido à avaria da unidade.

Figura 3 Oscilograma após resolver falha

RESULTADO APÓS INTERVENÇÃO:

⇨ Substituição da unidade de controlo de

pré-aquecimento;

⇨ Reinicialização da memória de avarias e

nova verificação;

⇨ Verificação do funcionamento do sistema

com osciloscópio;

⇨ Sinal de confirmação restabelecido e dentro

dos parâmetros;

⇨ Funcionamento normal do sistema e ausência

de códigos de avaria.

Figura 4 Unidade de controle de pré-aquecimento (J179)


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