REVISTA PÓS-VENDA 128
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N.º128
Maio 2026 - 2€
PERIODICIDADE MENSAL
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PEDRO
ROSADO
Apostar todas as fichas
no desenvolvimento de
uma rede de manutenção
e reparação de veículos
eletrificados, foi a
estratégia da EVA
Network
TUDO PARA MECATRÓNICA AUTOMÓVEL
WWW.SCCENTRALINAS.COM
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C
M
Y
CM
MY
CY
A qualidade está no nosso adn
CMY
K
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ATUALIDADE
Lucia Bonilla dá uma
entrevista sobre a
inteligência artificial
associada ao negócio
oficinal e o seu potencial
de transformação do
setor
SALÃO
Trazemos-lhe toda a
antevisão de mais uma
edição da Expomecânica,
que será a 10ª, num ano
em que a organização
espera o recorde de
visitantes
DOSSIER
Fomos fazer um
levantamento do negócio
de peças para veículos
elétricos e conhecer a
oferta disponível que é
cada vez maior e mais
consistente
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BAG-IN-BOX
– A SOLUÇÃO DE EMBALAGEM
SUSTENTÁVEL E INTELIGENTE
Chegou a nova embalagem bag-in-box de 20 l para a oficina: compacta,
prática e limpa. Uma solução inteligente, perfeitamente compatível com
o nosso armário de óleo, que otimiza o espaço de trabalho e reduz custos.
BAG-IN-BOX, O QUE É EXATAMENTE?
Trata-se de um sistema de embalagem especial para
lubrificantes. O exterior da embalagem bag-in-box consiste
numa caixa de cartão resistente e revestida. No interior,
encontra-se uma bolsa plástica totalmente reciclável,
com bocal integrado.
Menor volume de
transporte
BENEFÍCIO 1
A produção de CO₂ é menor logo desde a entrega das embalagens vazias na
produção. O volume das caixas de cartão planas e dos sacos de plástico é
significativamente inferior ao das embalagens de plástico tradicionais.
+ 50 %
36 em vez de
24 x 20 litros
-90%
Uso de
plástico
BENEFÍCIO 3
Os resíduos resultantes não só
ocupam muito menos espaço,
como são também mais fáceis
de reciclar e com menos
custos.
BENEFÍCIO 2
Após a produção dos produtos, estes podem ser
empilhados de forma mais eficiente e em maior
altura, uma vez que o volume é melhor aproveitado. As
dimensões das caixas de cartão estão otimizadas para
paletes, o que permite poupar espaço no armazém, no
camião e no contentor.
ARMÁRIO DE ÓLEO LIQUI MOLY
8x 20 l e 2x 60 l ou 12x 20 l
BENEFÍCIO 4
A eliminação e a reciclagem são
tão simples como no caso de
todos os recipientes de plástico.
Compartimentos integrados
para documentos
Desenvolvimento
interno da LIQUI MOLY
BENEFÍCIO 5
As nossas caixas bag-in-box
encaixam perfeitamente no
nosso armário de óleo.
Portas com fechadura
Garante limpeza e organização
Tabuleiro de recolha
de óleo exigido por lei
Especialmente para
óleos especiais
de alta qualidade
PROPRIETÁRIA E EDITORA
ORMP Pós-Venda Media, Lda
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
Nº Contribuinte: 513 634 398
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Homem
Anabela Machado
CAPITAL SOCIAL DA ORMP
Bettencourt & Mendes, Lda - 50%
Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%
CONTACTOS
Telefone: +351 218 068 949
Telemóvel: +351 939 995 128
E.mail: geral@posvenda.pt
www.posvenda.pt
f /revistaposvenda
i /company/revista-pós-venda
DIRETOR
Paulo Homem
paulo.homem@posvenda.pt
REDAÇÃO
Nádia Conceição
nadia.conceicao@posvenda.pt
DIRETORA COMERCIAL
Anabela Machado
anabela.machado@posvenda.pt
GESTOR COMERCIAL
João Abreu
joao.abreu@posvenda.pt
ADMINISTRATIVA
Anabela Rodrigues
anabela.rodrigues@posvenda.pt
FOTOGRAFIA
Micaela Neto
PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
SEDE DE REDAÇÃO
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
TIRAGEM
10.000 Exemplares
ISSN
2183-6647
Nº REGISTO ERC
126724
DEPÓSITO LEGAL
399246/15
PERIODICIDADE
Mensal
IMPRESSÃO
DPS – Digital Printing Solutions MLP,
Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511
Agualva Cacém – Tel: 214337000
ESTATUTO EDITORIAL
Disponível em www.posvenda.pt
N.º128
Maio 2026
www.posvenda.pt
f revistaposvenda i company/revista-pos-venda
Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt
Sumário
Editorial ...........................................................................................P.03
Tome Nota .....................................................................................P.04
Notícias ..............................................................................................P.08
Viver Elétrico
Manutenção nos elétricos: simplicidade com desafios ...P.24
Atualidade
Perspetivas para o futuro do aftermarket .............................P.26
Motormind.io: Inteligência Artificial nas oficinas ...............P.40
MechSummit ..........................................................................................P.48
Quasar ........................................................................................................P.50
Convenção Anual Diagtec ...............................................................P.54
Novas instalações Davidcoatings ...............................................P.58
Salão
Antevisão Expomecânica .................................................................P.60
Mercado
Napa Auto Parts .................................................................................P.80
Eletrificação na Bosch Car Service ..........................................P.84
Car Garantie – Custos da reparação ........................................P.90
SVP Auto / Autocirc .........................................................................P.94
M7 – Powertools ................................................................................P.98
OLX Peças ..............................................................................................P.100
BASF ..........................................................................................................P.104
Safetykleen / Kleen35 .....................................................................P.108
Oficina do mês
Block28 ......................................................................................................P.114
Personalidade do mês
Pedro Rosado – EVA Network .......................................................P.118
Dossier
Peças para veículos elétricos ........................................................P.124
Técnica
AS-PL .........................................................................................................P.146
Formação
Tech Tips - Diagnóstico de sistemas Common rail diesel .P.148
Gestão ActionCoach ...........................................................................P.150
Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica ............................P.152
Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ................................P.154
EDITORIAL
É artificial, mas é a sério
Sobre esta extensa edição que lhe chega
agora às mãos ou que está a ler online,
poderia destacar muitos dos conteúdos
relevantes que lhe trazemos. Trata-se
de uma edição muito diversificada e
que de alguma forma representa o
momento que estamos a atravessar
ao nível do pós-venda, em que
temas como a inteligência artificial
se podem cruzar com peças usadas,
juntamente com rede oficinais para
veículos eletrificados, ou mesmo
soluções ecológicas e sustentáveis de
lavagem de peças.
Os temas são muito diversos e
interessantes e refletem toda esta
transição que se está a assistir no
pós-venda e que felizmente na
PÓS-VENDA nos podemos gabar
de acompanhar e de sermos uma
referência e fonte de inspiração para
diversos eventos (conferências, etc).
Queria, contudo, destacar um artigo
que tem a ver com a inteligência
artificial e as oficinas, através de
uma entrevista a quem já leva
vantagem na aplicação prática desta
tecnologia em ambiente oficinal.
Percebe-se claramente que podemos
entrar (alguns já lá estão) num novo
patamar da reparação e manutenção
automóvel, em que a inteligência
artificial vem dar resposta a temas
como a falta de técnicos e de recursos
humanos (em determinados funções),
à racionalização das operações e a uma
maior rentabilidade das mesmas, por
via, por exemplo, da simplificação
de processos. O melhor mesmo
é não perder, nem este, nem
todos os outros conteúdos
desta edição.
Paulo Homem
DIRETOR
paulo.homem@posvenda.pt
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Pav. 5 - Stands 5 B 09 e 5 C 06
29 a 31 de Maio - EXPONOR
O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
4 TOME NOTA
MAIS PARCEIROS, MAIS PONTOS,
MAIS PRÉMIOS
A Niterra acaba de divulgar que a AHEAD
Automotive alargou o seu programa de fidelização
proPoints com a integração de duas
novas empresas de componentes automóveis:
ElringKlinger e Nissens Automotive.
Estas duas novas integrações vão alargar
significativamente o alcance do programa
proPoints. Além de elevarem para oito
o número de fornecedores do programa,
acrescentam quatro novas marcas: Elring,
Nissens, AVA e Highway. A estas juntam-se
a VARTA, HELLA, NGK, NTK, ZF, Lemförder,
Sachs, TRW, MANN-FILTER e Prestone.
Mais informações no site propoints.com.
WOW PARTS ABRE NOVA LOJA
EM LAGOS
No final do mês de março, a WOW Parts
celebrou a inauguração da sua nova loja na
Zona Industrial da Torre, Loja 2, em Lagos.
A abertura do novo espaço foi marcada por
um ambiente dinâmico e de proximidade, refletindo
a identidade jovem e ambiciosa da
WOW Parts. O evento contou com a presença
de diversos fornecedores e marcas
de referência no setor automóvel, entre as
quais se destacam a Liqui Moly e a Usag,
reforçando a credibilidade e a confiança que
a empresa tem vindo a construir no mercado.
DESTAQUES DO 19.º ENCONTRO NACIONAL DA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL
A ANECRA realizou em Vila Nova de Gaia, o seu19º Encontro Nacional da Reparação Automóvel,
sob o tema “Rumo a um futuro mais inteligente”.
Aqui ficam alguns dos principais destaques do evento:
⇨ Tiago Ribeiro, managing director da Solera
Portugal, sublinhou o impacto da inovação e
dos dados na transformação do setor. O responsável
apontou exemplos como a orçamentação
automática com recurso a imagem e inteligência
artificial e a avaliação de danos em
poucos minutos. Defendeu que o futuro do setor
passa pela colaboração entre tecnologia e fator
humano, com foco no cliente e na sustentabilidade.
⇨ Os participantes destacaram o atual contexto
de incerteza, marcado por instabilidade
geopolítica, problemas nas cadeias de abastecimento
e aumento generalizado dos custos. Esta
situação está a dificultar a gestão de stocks e a
pressionar toda a cadeia de valor.
⇨ Os oradores alertaram que o custo de uma
peça não se resume ao preço, incluindo também
fatores como erros, devoluções, atrasos e
impacto na satisfação do cliente.
⇨ A logística foi igualmente apontada como um
desafio, com o atual modelo de múltiplas entregas
diárias a tornar-se cada vez menos sustentável.
A necessidade de otimizar processos
e planear melhor as reparações deverá ganhar
peso nos próximos anos.
⇨ A eletrificação foi também abordada. Apesar
de ainda ter um peso reduzido no parque automóvel,
já está a influenciar o tipo de peças,
a formação técnica e os processos de diagnóstico.
A economia circular foi identificada como
uma tendência crescente, com a reutilização
e remanufatura de componentes a ganhar relevância.
⇨ A falta de mão de obra qualificada foi apontada
como uma das principais preocupações.
Os participantes referiram dificuldades tanto
na contratação como na retenção de técnicos.
⇨ Os custos operacionais nas oficinas continuam
a aumentar, nomeadamente com energia,
equipamentos e software, enquanto o
mercado nem sempre acompanha esta subida.
⇨ O impacto da crescente complexidade tecnológica
dos veículos, que exige mais tempo
de reparação e maior qualificação.
⇨ Necessidade de os proprietários de oficinas
assumirem um papel mais estratégico na
gestão dos seus negócios, deixando de estar
exclusivamente focados na componente operacional.
⇨ O problema geracional voltou a ser referido,
com dificuldades na atração de jovens
para o setor, historicamente desvalorizado.
Os participantes defenderam uma maior
valorização da profissão e um reforço da
ligação entre empresas e sistema de ensino.
Tome
Nota
ATENÇÃO AOS DANOS NOS USADOS
Um estudo realizado pela carVertical em
Portugal e noutros países europeus concluiu
que metade dos carros usados mais procurados
pelos compradores em 2025 apresentavam
registos de danos, evidenciando
a prevalência deste problema no mercado
automóvel.
Em Portugal, os dados indicam que mais de
dois em cada cinco veículos verificados apresentavam
danos, correspondendo a 42,4% do
total analisado. Cada sinistro foi avaliado,
em média, em 3.500 €, refletindo o impacto
financeiro associado a este tipo de ocorrências.
Entre as marcas, a Tesla destacou-se como a
mais frequentemente danificada no país, com
79,2% dos modelos verificados a apresentarem
pelo menos um registo de dano. No extremo
oposto, as marcas com menor incidência de
danos foram a Kia, com 28,4%, a Mazda, com
29,6%, e a Smart, com 30,1%.
No que diz respeito ao valor médio dos danos,
a Porsche registou o montante mais elevado
em Portugal, com uma média de 8.200 € por
ocorrência.
REUTILIZAÇÃO EM CRESCIMENTO NA SUSTAINERA
Em 2025, o negócio de reutilização de peças
usadas da Stellantis, através da sua divisão
SUSTAINera, registou um crescimento de
51%, impulsionado pelo desempenho da plataforma
B-Parts na Europa e na América do
Norte, pelo reforço do inventário para mais
de 15 milhões de peças e pela expansão de
canais digitais, incluindo novas lojas online
e parcerias internacionais.
Na gestão de veículos em fim de vida, a empresa
registou em 2025 taxas de reciclagem
e recuperação de 89,9% e 97,7%, respetivamente,
superando os padrões europeus.
No segmento das baterias de alta tensão,
a reutilização em aplicações fora do setor
automóvel ganhou relevância, com o volume
de energia proveniente de baterias de veículos
elétricos a crescer mais de quatro vezes,
atingindo 123.000 kWh.
A SUSTAINera continua também a avançar
nos restantes pilares da estratégia 4R, com
crescimento nas áreas de reconstrução e
reparação, expansão de serviços para baterias
de alta tensão e lançamento de novos
produtos reciclados, como baterias de 12 V.
Estes desenvolvimentos consolidam a estratégia
da Stellantis para reforçar a eficiência
de recursos e reduzir a dependência de matérias-primas
virgens ao longo do ciclo de vida
dos veículos.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 5
by
30
DIA
MAIO
O DESAFIO DO MELHOR DESMANTELADOR
PELA 1ª VEZ, UM CARRO VAI
SER DESMANTELADO AO VIVO
NA EXPOMECÂNICA.
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Parceiros oficiais do evento
PUBLIREPORTAGEM
6
Nova marca, nova ambição
Moeve na liderança do futuro dos lubrificantes
A marca quer liderar a transição para uma mobilidade mais
eficiente e sustentável e tem uma nova imagem para o provar.
O mercado de lubrificantes está em transformação acelerada: Eletrificação, normas ambientais mais
exigentes e motores cada vez mais sofisticados. É neste contexto que a Moeve dá um passo decisivo:
apresenta uma imagem renovada para a sua gama de lubrificantes, refletindo um posicionamento
mais moderno, tecnológico e alinhado com os desafios da descarbonização.
A nova identidade visual foi revelada na recente Convenção de Distribuidores, em Ílhavo, e marca a
consolidação da transição de Cepsa para Moeve. Mas a mudança é mais do que estética.
“A nova imagem é reflexo de uma marca focada em oferecer aos seus clientes soluções alinhadas com
os seus objetivos de descarbonização”, afirma João Madeira, Business Manager dos Lubrificantes
Moeve. “Reafirmamos o nosso compromisso com a inovação, a qualidade e a sustentabilidade.”
Produção 100% sustentável
Um dos pilares da Moeve é a sustentabilidade.
A marca está alinhada com os
desafios da transição energética e da
evolução da mobilidade, incorporando
princípios de sustentabilidade desde a
sua génese, nomeadamente através da
utilização de energia 100% sustentável
nos seus processos. Este é um sinal claro
de que a eficiência não se mede apenas
no desempenho do motor, mas também
na pegada que deixa no planeta.
Gamas premium para ligeiros e pesados
A oferta centra-se em duas linhas de topo: MOEVE XTAR (veículos
ligeiros) e MOEVE TRACTION (pesados), ambas com aprovações
dos principais fabricantes. As formulações garantem melhor proteção
térmica, menor atrito e maior economia de combustível, respondendo
às exigências dos motores ICE de última geração, híbridos e soluções
de baixas emissões.
"Os lubrificantes Moeve são desenvolvidos para quem procura
desempenho real e responsabilidade ambiental", sublinha João Madeira.
A Moeve estará presente no salão Expomecânica 2026, onde
apresentará as novidades e reforçará a proximidade com distribuidores
e profissionais do aftermarket.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 7
Texaco reforça proximidade ao mercado
com aposta na Expomecânica 2026
A Moeve, representante oficial da marca na Península Ibérica, aposta numa estratégia
de crescimento assente na inovação, no apoio à rede de distribuidores, no setor do
aftermarket e na criação de valor para clientes e parceiros.
A Moeve está a consolidar o posicionamento da Texaco no mercado ibérico dos lubrificantes com uma
abordagem cada vez mais próxima da rede de distribuidores e dos profissionais do setor. Enquanto
representante oficial da marca na Península Ibérica, a empresa tem vindo a reforçar uma estratégia que
cruza proximidade, consistência comercial e capacidade técnica, num contexto em que o aftermarket
automóvel se torna progressivamente mais exigente e especializado.
HAVOLINE e DELO:
Tecnologia e Confiança
A oferta da Texaco em Portugal e Espanha
cobre soluções para veículos
ligeiros, pesados e aplicações industriais,
com destaque para as gamas premium
HAVOLINE e DELO. Estas linhas incorporam
tecnologias como PRO-DS
e ISOSYN ® , desenvolvidas para garantir
proteção superior, maior limpeza do motor,
estabilidade do lubrificante e fiabilidade
em condições severas de utilização.
Mais do que responder às necessidades
atuais, a marca procura afirmar-se como
uma referência de confiança num setor
onde a diferenciação é cada vez mais determinante.
Proximidade e soluções ajustadas ao cliente
A relação com distribuidores, oficinas e outros
profissionais é uma prioridade para a Texaco. A marca
está presente no terreno, empenhada em compreender
os desafios do mercado e em responder
com soluções ajustadas às exigências reais da operação
diária. Essa proximidade tem sido um dos pilares
da sua estratégia, com a Moeve a assumir um
papel ativo no reforço do ecossistema comercial em
torno da marca.
A presença na Expomecânica 2026 será, por isso,
um momento-chave. O maior palco do aftermarket
em Portugal é uma oportunidade de reforçar a visibilidade
da marca, apresentar novidades e aprofundar
o contacto com clientes, distribuidores e restantes
profissionais do setor.
8
NOTíCIAS
LIQUI MOLY APRESENTA BAG-IN-BOX
Embalagem Inteligente
e sustentável
A LIQUI MOLY acaba de apresentar, já estando disponível em Portugal nas principais referências, a Bag-in-Box,
uma nova embalagem que poupa 90% de plástico em comparação com a embalagem clássica de 20 litros.
Os lubrificantes da LIQUI MOLY
ajudam a poupar combustível,
contribuindo assim para a redução
de CO2. O que os envolve
fica agora também mais ecológico. O sistema
de embalagem Bag-in-Box já está
disponível em Portugal. O melhor deste
sistema é o facto de se produzirem significativamente
menos resíduos de plástico em
comparação com os bidões de plástico convencionais
de 20 litros. Outra vantagem é
que estas novas embalagens cabem no armário
de óleos da LIQUI MOLY.
O exterior da nova embalagem Bag-in-
-Box consiste numa caixa de cartão revestida
e resistente à água. Nela encontra-se
uma bolsa de plástico totalmente
reciclável, que requer 90% menos plástico
para ser produzido do que um bidão
clássico de 20 litros. Torna-se visível
para as oficinas que o volume de resíduos
gerados é significativamente menor. Embora
a Bag-in-Box seja composta por
diferentes materiais, é possível, tal como
no caso dos recipientes de plástico convencionais,
a sua eliminação através das
empresas de reciclagem de recipientes.
Relativamente ao armazenamento na
oficina durante a fase de desenvolvimento,
um requisito essencial era que a Bag-in-Box
coubesse no armário de óleos
da LIQUI MOLY. "Afinal de contas,
milhares de oficinas em todo o mundo
recorrem a este comprovado sistema de
arrumação e organização e não devem
ser obrigadas a adquirir outro sistema ou
um sistema alternativo", afirma o diretor
da LIQUI MOLY, Günter Hiermaier.
Graças ao tabuleiro de recolha de óleos
integrado em chapa de aço galvanizada,
o armário de óleos cumpre os requisitos
das autoridades alemãs para o manuseamento
de substâncias perigosas para a
água. Além disso, pode ser trancado, e
protege o lubrificante no seu interior.
A LIQUI MOLY reforça a sustentabilidade
mesmo antes das novas embalagens
chegarem à linha de enchimento.
"Enquanto o transporte de bidões de
plástico vazios para a nossa unidade
de produção de óleo desperdiça muito
espaço de carga, o mesmo número de
embalagens Bag-in-Box dobradas ocupa
uma fração do espaço. Isto torna a
logística mais eficiente", afirma Günter
Hiermaier. Mesmo quando está cheio
de óleo, o novo recipiente destaca-se do
puro bidão de plástico no que diz respeito
à necessidade de espaço numa palete.
Refira-se que a nova embalagem Bag-
-in-Box já está disponível em Portugal
para as principais referências de óleo da
LIQUI MOLY.
TORNE-SE UMA
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 9
OFICINA
EUROREPAR CAR SERVICE!
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10
NOTÍCIAS
Eurorepar Car Service chega
às 200 oficinas em Portugal
Slem lança novo sistema
de repintura Aero Line
A
rede multimarca Eurorepar Car Service
chegou às 200 oficinas em Portugal,
um número que confirma, segundo
a empresa, o crescimento sustentado
da rede e reforça a sua presença no mercado
nacional de pós-venda automóvel.
Atingir as 200 oficinas representa um momento
importante na consolidação da Eurorepar
Car Service como uma das principais
redes multimarca no setor da reparação automóvel
em Portugal. Este número reflete um
percurso de expansão consistente, construído
com base na proximidade aos reparadores
parceiros, na qualidade do serviço prestado e
numa proposta competitiva para os clientes.
A rede apresenta hoje uma forte implantação
em todo o território, com especial concentração
nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal,
Faro e Aveiro, mantendo igualmente uma
presença sólida no Centro e Norte do país,
em distritos como Braga, Coimbra, Leiria,
Santarém e Viseu.
A presença da Eurorepar Car Service estende-se
também às Regiões Autónomas
da Madeira e dos Açores, reforçando uma
cobertura nacional que continua a crescer
com a integração de novas oficinas em todo
o território.
Comma apresenta ECO-RFE 0W-20
para motores Renault e Mazda
A Slem anunciou o lançamento do sistema Aero
Line para o processo de repintura, que visa aumentar
a eficiência, reduzir tempos de trabalho e melhorar
a sustentabilidade das oficinas.
O sistema introduz uma tecnologia de secagem ao
ar que permite diminuir significativamente os tempos
de reparação e reduzir o consumo energético,
ao mesmo tempo que favorece um fluxo de trabalho
contínuo sem interrupções entre aplicações.
De acordo com a informação disponibilizada, o Aero
Line possibilita uma redução dos tempos de reparação
até 75% face aos processos convencionais.
Paralelamente, a diminuição do consumo energético
pode ultrapassar os 65%, contribuindo para
uma operação mais eficiente e com menor impacto
ambiental. A redução da necessidade de utilização
intensiva da cabina traduz-se também numa maior
rotação de veículos e numa otimização dos recursos
disponíveis nas oficinas.
O sistema integra produtos de alto desempenho,
incluindo o verniz K95, que permite processos de
secagem a partir de apenas 10 minutos a 40 °C. Esta
característica contribui para minimizar a ocupação
da cabina e acelerar o fluxo de trabalho.
Nexus 2026 reconhece
bilstein group
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CY
CMY
K
A
Comma já tem disponível para as
oficinas o ECO-RFE 0W-20, um
óleo de motor sintético de baixa
viscosidade desenvolvido para responder
às exigências dos motores mais recentes da
Renault e da Mazda, incluindo versões híbridas,
a gasolina e diesel.
Projetado a pensar nos profissionais da mecânica
e nas necessidades da manutenção
automóvel moderna, o ECO-RFE 0W-20
oferece melhor eficiência energética e elevada
proteção do motor, contribuindo para
um desempenho consistente e duradouro.
Graças à sua formulação avançada, este
óleo garante excelente estabilidade à oxidação,
ajudando a proteger os componentes
internos do motor e a manter o desempenho
ao longo do tempo. A sua baixa viscosidade
também contribui para melhorar
a economia de combustível, tornando-o
numa solução eficiente para veículos que
exigem lubrificantes de alto desempenho.
O ECO-RFE 0W-20 cumpre os requisitos
das especificações ACEA C5, API SN e
Renault RN17 FE, assegurando compatibilidade
com motores que requerem estas
normas e oferecendo confiança adicional a
oficinas e utilizadores finais.
Com este lançamento, a Comma reforça o
seu compromisso em disponibilizar soluções
de lubrificação inovadoras, alinhadas
com as evoluções tecnológicas da indústria
automóvel e com as necessidades dos profissionais
do setor.
O bilstein group foi distinguido com o prémio de
Campeão da Experiência ao Cliente no Business
Forum da Nexus 2026, que decorreu em Lausanne,
reconhecendo a atividade da empresa enquanto
fornecedor da comunidade Nexus e a sua capacidade
de proporcionar experiências de cliente diferenciadoras
no setor.
A distinção destaca o papel do bilstein group
na criação de padrões através de uma gama de
produtos em expansão, soluções flexíveis e uma
abordagem centrada no cliente. “Este prémio destaca
a colaboração próxima e de confiança no seio
da rede Nexus”, afirmou Nicole Puschmann, Divisional
Director of Global Business Excellence do
bilstein group. “É simultaneamente um reconhecimento
da dedicação das nossas equipas e um incentivo
para continuarmos a avançar em conjunto
com os nossos parceiros.”
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 11
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12
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NEX TYRES com nova imagem
PRODUTOS DO MÊS
Klima Refresh (Ref. 20000)
PROBLEMA
A substituição do filtro de habitáculo não é suficiente
para garantir que as condutas, tubagens e habitáculo
estão higienizados e sem bactérias e fungos.
SOLUÇÃO
Em cada substituição do filtro de habitáculo, é
recomendada a higienização do sistema de ar
condicionado para eliminar maus odores, fungos e
bactérias. O Klima Refresh (Ref. 20000) elimina
de forma rápida e eficaz os odores desagradáveis
provenientes do sistema de ar condicionado, das
condutas de ventilação e do habitáculo dos veículos,
causados por bactérias, fungos e mofo. Tudo isto sem
necessidade de desmontar o filtro de habitáculo,
poupando tempo e simplificando o processo de
higienização. O produto limpa eficazmente o sistema
e o interior do veículo em apenas 10 minutos. A
embalagem facilita a aplicação no interior do veículo.
Após a ventilação final, o processo fica concluído,
deixando um agradável aroma a limão.
Vantagens
• Aumenta o conforto de condução
• Garante ar fresco e limpo
• Liberta o ar condicionado de cheiros causados por
fungos e bactérias
• Fácil aplicação
Óleo de Motor em destaque
O Special Tec V 0W20 (Ref. 20632) está em
destaque. Trata-se de um óleo com aprovação ACEA
C5, especialmente desenvolvido para as exigências
de veículos de diferentes modelos da marca Volvo.
Cumpre a norma Volvo VCC RBS0-2AE e é um óleo
anti-fricção baseado em tecnologia sintética,
proporcionando a potência máxima do motor e um
consumo reduzido de combustível.
FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM
www.liqui-moly.com
A
NEX TYRES mostrou a sua nova identidade
corporativa, numa mudança que
reflete a evolução da empresa e o seu
crescimento sustentado nos últimos anos dentro
do setor dos pneus.
A renovação do logótipo e do universo visual
da marca responde à transformação que a empresa
tem vivido, consolidando a sua posição
no mercado e ampliando a sua estrutura com
recentes incorporações estratégicas, como a
aquisição das empresas Palacios e Don Tyre.
Um dos elementos mais destacados desta nova
identidade é a evolução da sua paleta de cores.
A NEX TYRES abandona o característico verde
fluorescente que definiu a sua imagem durante
anos para adotar tons azuis mais equilibrados e
Drive360 revela nova
proposta de formação oficinal
A
Drive360 Parts & Solutions apresentou
uma nova estrutura de formação
especializada para o setor automóvel,
introduzindo um modelo organizado por
níveis progressivos de competência técnica,
dirigido a técnicos e gestores de oficina.
A iniciativa visa tornar o acesso ao conhecimento
mais claro e adaptado às exigências
atuais do mercado. Integrada no grupo Create
Business, a Drive360 reforça assim a aposta
na formação, após incorporar o serviço anteriormente
desenvolvido pela sua estrutura de
origem. Esta integração permitiu redefinir a
oferta formativa, alinhando-a com as necessidades
identificadas junto das oficinas.
O setor enfrenta atualmente dificuldades sig-
Num minuto...
A Stellantis anunciou a expansão da sua
unidade SUSTAINera com o lançamento de
novas lojas de comércio eletrónico na plataforma
eBay, dedicadas à venda de peças
automóveis usadas originais.
visualmente confortáveis, alinhados com uma
marca mais madura, sólida e profissional.
Além disso, o redesenho introduz uma mudança
significativa no símbolo da empresa: o «X»
da NEX. Até agora orientado para a direita
como representação de avanço, a nova versão
aponta para cima, simbolizando o crescimento
da empresa e a sua ambição de continuar a expandir-se
no mercado.
Segundo a empresa, esta mudança de identidade
não é apenas estética, mas representa o
momento atual da empresa: uma organização
em plena evolução, que continua a reforçar a
sua presença no setor e a ampliar a sua proposta
de valor para clientes e colaboradores a nível
internacional.
nificativas na disponibilidade de mão de obra
qualificada, sobretudo nas áreas da eletrónica
automóvel e dos sistemas de mobilidade elétrica
e híbrida. A falta de técnicos com competências
atualizadas é apontada como um
dos principais entraves ao crescimento das
oficinas em Portugal.
O plano formativo inclui sete percursos distintos,
designadamente Essencial, Aprofundado,
Avançado, Essencial Elétrico, VExpert,
Ar Condicionado e Gestão. Estes percursos
abrangem desde os fundamentos da eletricidade
automóvel até à qualificação para
intervenções em sistemas de alta tensão em
veículos elétricos e híbridos. Os módulos têm
a duração de 8 ou 16 horas, são ministrados
em formato presencial e incluem componentes
práticas com simulação de avarias em viaturas
reais.
Em 2026, foi ainda introduzido o nível 4 do
percurso VExpert, focado em intervenções
em componentes de alta tensão com recurso
a equipamento especializado para teste e
reparação de baterias, acompanhando o crescimento
do número de veículos elétricos em
circulação no país.
A Wolf Oil Corporation assinalou dez anos de
parceria com a Nexus Automotive International,
destacando uma década marcada pela colaboração,
conectividade global e crescimento
internacional sustentado.
INFORMAÇÕES
info.iberia@liqui-moly.com
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 13
AAG adquire 100%
da Recambios Ochoa
A Alliance Automotive Group (AAG), assinou
um acordo definitivo para a aquisição de 100%
do capital da Recambios Ochoa, S.L. (OCHOA),
reforçando assim assim a sua posição estratégica
no mercado ibérico.
Esta aquisição reforça a presença estratégica
da Alliance Automotive Iberia no mercado de
pós-venda automóvel, onde já estava representada
pelas empresas Lausan, Gaudí e Colón
(em Espanha) e Soulima (em Portugal), consolidando
assim a sua posição como líder claro
no mercado ibérico.
Fundada em 1978 por Eusebio Ochoa, a OCHOA
registou um crescimento excecional nos últimos
cinco anos, com uma taxa média anual próxima
dos 20%. Atualmente, a empresa ultrapassa os
24 milhões de euros de faturação.
“Estamos particularmente impressionados com
o percurso da OCHOA, o seu dinamismo e a
qualidade das suas equipas. O seu crescimento
sustentado e a forte implantação territorial refletem
uma organização altamente eficiente e
orientada para o cliente”, afirmou Nacho Pernas,
Diretor-Geral da Alliance Automotive Iberia.
CONSELHOS OFICINAIS
BY GTAVA
A Organização oficinal
Ordem de Reparação (VIII)
Fatura
A faturação está sujeita à legislação vigente
e, por isso, pouco a esclarecer quanto a isso,
sendo a mesma emitida, na sua grande maioria
através de software específico para esse efeito.
Ainda assim, aconselhamos que as faturas sejam
claras e simples, de leitura e compreensão
fácil, pois não nos podemos esquecer que estamos
a comunicar com pessoas, na sua maioria,
com desconhecimento destes assuntos.
O cliente tem o direito e o dever de conferir o
que está a pagar e confirmar se o que está descrito
na fatura corresponde ao trabalho(s) que
foi solicitado e se os tempos faturados correspondem
ou são coerentes com esses mesmos
trabalhos solicitados.
Quer isto dizer que não podem ser faturadas
intervenções para as quais não houve uma
solicitação do cliente na abertura da Ordem
de Reparação ou uma autorização prévia, por
escrito, por parte do proprietário para uma reparação
complementar.
A apresentação do conteúdo da fatura deve
conter os códigos e tempos de mão de obra
para cada linha de trabalho (cada incidente
descrito) e logo de seguida as peças aplicadas
para cada uma dessas mesmas linhas. Assim
consegue-se relacionar a mão de obra e as
peças aplicadas. Na impossibilidade ou inexistência
de código de mão de obra, deve constar
o tempo passado que deve coincidir com
o registo do tempo do operário que realizou a
intervenção.
Devem estar em separado todos os itens legais
a faturar como no caso dos óleos, pneumáticos,
etc.. No caso de existirem faturações extras,
especificas a cada oficina, devem ser discriminadas
à parte e bem identificadas.
Os documentos que dão origem a cada fatura
(Ordens de reparação, vales de peças, intervenções
exteriores, etc..) serão considerados pelo
D.L. 28/2019 documentos fiscalmente relevantes
(Artigo 2º b) e deverão ser conservados
durante um período de 10 anos (Artigo 19º 1) de
forma a validarem o conteúdo de cada fatura.
Paulo Quaresma
GTAVA.PT
PUB
Desempenho
redefinido.
www.pagid.com
Pagid é uma marca registada da TMD Friction
14
NOTÍCIAS
LKQ Europe adquire a ACtronics
De modo a reforçar as reforçar as suas
capacidades de reparação e remanufacturação
de componentes eletrónicos,
a LKQ Europe anunciou muito
recentemente a aquisição da ACtronics,
conhecida em Portugal como Racotronicos.
Fundada em 2005 e sediada em Almelo,
nos Países Baixos, a ACtronics é reconhecida
como pioneira na reparação de sistemas
eletrónicos complexos de veículos, incluindo
unidades ABS/ESP, painéis de instrumentos
e ecrãs, unidades de controlo da
transmissão (TCU), unidades de controlo
do motor (ECU) e unidades de controlo da
carroçaria (BCU), bem como componentes
especializados para veículos elétricos. A empresa
opera exclusivamente no mercado de
pós-venda B2B, servindo oficinas, concessionários
e distribuidores em toda a Europa.
A LKQ Europe já opera várias empresas ligadas
à economia circular na região, incluin-
do a LKQ SYNETIQ, a principal empresa
do Reino Unido no setor da recuperação,
desmantelamento e reciclagem de veículos;
a LKQ Electriq, focada em soluções de reparação
de baterias para veículos elétricos;
a LKQ Atracco, um dos principais recicladores
de veículos nórdicos; e o canal de
Remanufacturing da LKQ, líder em componentes
remanufacturados para grupos
motopropulsores de motores de combustão
interna, comercializados sob as marcas Vege
e MRT como parte do portefólio Emotive.
A aquisição reforça as capacidades de “remanufacturing”
da LKQ Europe ao acrescentar
conhecimento técnico especializado em
eletrónica ao seu portefólio atual, aumentando
a sua capacidade para disponibilizar
alternativas economicamente vantajosas e
sustentáveis às peças novas de substituição
— particularmente na área em crescimento
dos componentes eletrónicos.
Kroftools lança novo elevador portátil
VDO amplia gama EGR
A VDO, marca do grupo AUMOVIO, continua a expandir
a sua oferta de válvulas EGR para o mercado
de reposição, alcançando já mais de 50% de cobertura
do parque automóvel europeu e com mais de
100 novas referências previstas ao longo de 2026.
Com a expansão contínua da sua gama EGR, a VDO
reforça o seu compromisso com o aftermarket, oferecendo
uma cobertura cada vez mais abrangente
do parque automóvel europeu, mais soluções otimizadas
para distribuidores e oficinas e antecipando
as necessidades decorrentes de regulamentações
de emissões cada vez mais exigentes.
Graças à sua experiência como fornecedor de
equipamento original, a VDO transpõe para o aftermarket
soluções desenvolvidas para responder
às exigências dos motores atuais, caracterizadas
por controlo preciso e fiável do fluxo de gases
de escape, integração otimizada com os sistemas
eletrónicos do veículo, compatibilidade com uma
vasta gama de aplicações e design robusto para
um funcionamento duradouro em condições reais
de utilização.
Novo catálogo dos
50 anos da Fasano Tools
A
Kroftools ampliou a sua gama de
equipamentos, com o lançamento
de um novo elevador portátil de 2,5
toneladas, desenvolvido para a elevação de
veículos ligeiros, e de um kit de elevação
destinado a motociclos.
O elevador portátil, modelo 9813, apresenta
uma capacidade de elevação de 2500
kg, posicionando-se como uma solução
adequada para operações de manutenção
em carros. A altura rebaixada da estrutura
é de 88 mm, podendo atingir 101 mm com
blocos de borracha de 50 mm e 121 mm
com blocos de 70 mm. Em elevação máxima,
a estrutura alcança 460 mm, podendo
chegar aos 473 mm ou 493 mm com os
respetivos blocos. A estrutura de elevação
Num minuto...
A Arnott anunciou o lançamento de
dois novos componentes, no âmbito da
expansão do seu portefólio de suspensão
automóvel, desta vez com produtos para
BMW e Tesla.
tem 1746 mm de comprimento e 215 mm
de largura. Cada unidade estrutural pesa
40 kg, enquanto a unidade de potência
tem um peso de 22 kg.
O equipamento permite uma elevação total
em cerca de 35 segundos e uma descida
em aproximadamente 48 segundos. A
configuração PRV da unidade de potência
varia entre 6 e 20 MPa, com uma pressão
máxima de operação de 18 MPa. O nível
de ruído durante a elevação é inferior a 60
dB e o tanque de óleo tem uma capacidade
de 4 litros.
Como complemento, a Kroftools disponibiliza
o kit de elevação para motociclos,
modelo 9814, concebido para utilização
com o elevador 9813.
A Pirelli desenvolveu um novo pneu P
Zero R especificamente para o Porsche 911
Turbo S, que incorpora ADN tecnológico
partilhado com soluções de competição da
marca italiana, com o objetivo de proporcionar
uma resposta dinâmica adaptada a
veículos de elevado desempenho.
A Memoderiva anunciou o lançamento do novo
Catálogo Geral 2026 da Fasano Tools em Portugal,
numa iniciativa que assinala os 50 anos de
atividade da marca italiana.
Reconhecida internacionalmente pela qualidade,
inovação e fiabilidade das suas soluções, a Fasano
Tools celebra meio século de história com
uma edição especial do seu catálogo, que reúne
uma oferta alargada de ferramentas profissionais
direcionadas para oficinas mecânicas e indústria.
O novo catálogo apresenta uma gama completa
e atualizada de produtos, concebidos para responder
às exigências dos profissionais mais rigorosos,
com foco na eficiência, durabilidade e
desempenho. Esta edição reforça o compromisso
da marca em acompanhar a evolução tecnológica
do setor e em disponibilizar soluções que elevam
os padrões de trabalho.
Em paralelo, foi também lançado o Catálogo Promoday
2026, uma edição complementar que reúne
uma seleção de equipamentos e ferramentas
da Fasano Tools com condições especiais.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 15
POSVENTA IBERIA:
o congresso de referência da
pós-venda em Espanha e Portugal.
Um fórum estratégico para quem toma decisões
14 e 15
setembro
Ávila, Espanha
Quer participar no evento
mais exclusivo da
pós-venda ibérica?
16
NOTÍCIAS
Dica Ambiental by
Eco -Partner
GASES FLUORADOS
As pessoas singulares ou coletivas que exploram
estabelecimentos onde são efetuadas manutenções
e assistências técnicas a sistemas de ar
condicionado, que contenham gases fluorados
com efeito de estufa, têm de dar cumprimento
à legislação neste tipo de intervenção.
Todas as empresas prestadoras de serviços de
instalação, manutenção/assistência técnica ou
reparação de equipamentos que contenham
gases fluorados, têm de registar a venda do gás
aplicado no âmbito da respetiva prestação de
serviços, ainda que esse gás resulte de serviços
prestados a terceiros.
Na prática, as oficinas que realizam este tipo
de intervenções, devem:
1. Garantir que a manutenção dos equipamentos
abrangidos é realizada por técnicos certificados;
2. Efetuar o preenchimento das folhas de compra
e venda de gases e proceder à respetiva
Eurol introduz ATF e fluido
de travões para elétricos
comunicação à Agência Portuguesa do Ambiente
(APA) até ao dia 30 de junho de cada ano:
a) Efetuar o registo em formulário próprio, de
todas as garrafas de gás compradas, independentemente
do tipo de gás, incluindo a data de
aquisição, número de fatura, nº de contribuinte
do fornecedor, quantidade de gás adquirido,
entre outras informações.
b) Efetuar o registo em formulário próprio, de
todas as intervenções realizadas, independentemente
do tipo de serviço realizado (carregamento,
reparação, garantia, etc.) com indicação
do técnico que a realizou e qual a quantidade
de gás consumido na intervenção, entre outras
informações.
c) Submeter para verificação e controle da
Agência Portuguesa do Ambiente (APA), até
30 de junho, os mapas relativos às compras
e carregamentos executados no ano transato.
Embora os gases fluorados sejam muito utilizados
atualmente, devido às suas propriedades
físico-químicas, não deixam de ser perigosos para
o meio ambiente, conduzindo ao agravamento
do efeito de estufa.
Seja consciente e cumpra sempre as regras
específicas de manuseamento dos gases.
Eco-Partner SA,
o seu parceiro no Ambiente…
Mov Soluções disponibiliza
novas toalhas
limpadoras de mãos
A Mov Soluções reforça a sua oferta para oficinas
automóveis com as toalhas limpadoras de mãos,
um produto de limpeza prática e eficaz, pensado
para o dia a dia dos profissionais.
Combinando uma fórmula avançada de limpeza
com uma toalha de elevada resistência e textura
dupla, as toalhas limpadoras de mãos foram
desenvolvidas para remover eficazmente sujidade,
tanto das mãos, bem como de superfícies. A solução
perfumada com fragrância de citrinos atua na
dissolução de óleos e resíduos, ao mesmo tempo
que ajuda a evitar a secura e irritação da pele.
Outro dos destaques vai para a tecnologia Rough
Touch, aplicada na toalha azul, que retém a sujidade
e impede a sua transferência de novo para
as mãos, garantindo uma limpeza mais eficaz. O
resultado são mãos limpas, sem resíduos pegajosos
e sem necessidade de enxaguamento, tornando
este produto uma opção prática para utilização
em qualquer momento e local.
Exclusivo da Mov Soluções, este produto surge
como uma resposta às exigências de eficiência e
sustentabilidade das oficinas modernas.
Bosch lança novas
referências de
sensores de pressão
A
Eurol apresentou dois novos produtos:
Eurol Electric EV ATF e Eurol
Electric EV Brake Fluid. Ambos foram
especificamente desenvolvidos para a
tecnologia dos veículos elétricos e híbridos
modernos.
O Eurol Electric EV ATF é um fluido totalmente
sintético para transmissão e sistema
de propulsão, destinado a veículos elétricos
e híbridos com unidades e-drive integradas.
Nestes sistemas, engrenagens, rolamentos e
componentes do motor elétrico estão combinados.
O fluido mantém-se estável sob
cargas e temperaturas elevadas e é adequado
para utilização em conjunto com componentes
elétricos.
O ATF é aplicável em vários modelos, incluindo
Tesla Model 3, Model S, Model X e Model
Y, Porsche Taycan, Ford Mustang Mach-E,
Volkswagen e-Golf e Volvo XC40 Recharge.
O Eurol Electric EV Brake Fluid é um fluido
de travões sintético DOT 5.1 para sistemas
hidráulicos de travagem e embraiagem
em veículos elétricos e híbridos. O fluido de
travões é adequado para uma vasta gama de
veículos elétricos e híbridos de marcas como
Tesla, BMW, Mercedes-Benz, Hyundai, Kia
e Renault.
A Bosch anunciou a expansão do seu portefólio
de componentes para sistemas de ar condicionado
no mercado de pós-venda, com a introdução
de sensores de pressão destinados ao circuito de
climatização automóvel.
Com esta ampliação, a Bosch passa a disponibilizar
uma gama mais abrangente de componentes
para ar condicionado a oficinas e distribuidores,
assegurando a sua disponibilidade através da
rede global de distribuição da empresa e dos canais
de venda nacionais habituais.
A nova gama caracteriza-se por uma cobertura
alargada do mercado, com 60 referências capazes
de abranger a maioria do parque automóvel
europeu. A Bosch indica que os sensores foram
desenvolvidos para responder às exigências de
veículos com motor de combustão, bem como
de modelos elétricos e híbridos. Estão disponíveis
em diferentes versões, incluindo opções
mecânicas e eletrónicas, algumas com medição
de temperatura integrada. Antes de integrarem o
portefólio, os sensores são submetidos a testes
rigorosos de pressão e de fugas, garantindo elevados
padrões de qualidade, durabilidade e fiabilidade
após a instalação.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 17
Norauto dinamiza
programas de estágios
Fuchs introduz serviços digitais de lubrificação
A Norauto Portugal anunciou o lançamento dos
Programas de Estágios Curriculares e Reforços
de Verão 2026, mantendo a sua aposta na empregabilidade
e no desenvolvimento de talentos.
A iniciativa surge com a aproximação do período
de verão e pretende proporcionar oportunidades
de integração no mercado de trabalho e crescimento
profissional dentro da empresa.
Os estágios curriculares destinam-se a estudantes
de áreas como Mecatrónica, Mecânica e
Engenharia Mecânica, Gestão Oficinal, Vendas,
Atendimento ao Cliente, Logística, Recursos Humanos
e Contabilidade.
A Norauto indica também que o programa inclui
acompanhamento por um tutor dedicado, participação
em tarefas reais desde o início, integração
num ambiente colaborativo e a possibilidade
de futura contratação sem termo ou integração
como reforço sazonal. “Apostamos no desenvolvimento
dos talentos de amanhã, acreditando
que a experiência prática e a responsabilidade
são essenciais para preparar os profissionais do
futuro”, refere a empresa.
A
Fuchs anunciou a chegada a Portugal
dos Smart Services, uma solução
de gestão de lubrificação que passa
a estar disponível para todas as empresas,
independentemente de utilizarem ou não
produtos da marca.
A novidade introduz um conceito que integra
equipamentos, serviços e tecnologias digitais,
com soluções personalizadas de acordo com
as necessidades específicas de cada cliente.
Os Smart Services organizam-se em três
áreas principais. A componente de equipamentos
inclui dispositivos e ferramentas
digitais para aplicação, análise e gestão de
lubrificantes. Na vertente de serviços, estão
disponíveis programas de otimização
ai177080567417_AFr SANTOGAL Pecas 200x135.pdf 1 11/02/2026 10:27
de processos e redução de custos, como o
Fuchs Care, além de consultoria, auditoria,
formação e engenharia de aplicação. Já na
dimensão digital, a solução integra software
e dispositivos destinados à monitorização
de condições, apoio logístico, automatização
e melhoria da sustentabilidade.
Entre as ferramentas destacadas encontra-se
o Fuchs Connect, um software de gestão de
manutenção que utiliza códigos QR em cada
ponto de lubrificação. A solução contempla
ainda a organização e identificação dos pontos
de armazenamento de lubrificantes, com
rotulagem personalizada por cores e símbolos,
contribuindo para maior segurança e eficiência
operacional.
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para todos os carros, entregas para todo o lado.
Chevrolet
Chrysler
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OUTRAS MARCAS:
Ford
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(Armazém Santogal Peças)
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18
NOTÍCIAS
ATE lança suporte remoto às
oficinas com realidade aumentada
A
ATE, marca integrada no grupo Aumovio,
lançou um novo serviço destinado
a oficinas, baseado em suporte
remoto com recurso a realidade aumentada,
que permite assistência técnica em tempo
real diretamente no local onde o veículo
está a ser intervencionado.
A solução, designada Remote Support, funciona
através de smartphones ou tablets e
possibilita a comunicação por vídeo entre
técnicos especializados e profissionais em
oficina.
O sistema integra funcionalidades de realidade
aumentada que permitem identificar
Midas Portugal distinguida
como franchising emergente
Num minuto...
A empresa Falken Tyre Europe passou a
operar sob a nova denominação Dunlop
Tyre Europe, após a alteração ter sido
oficialmente registada na Alemanha.
e assinalar componentes no veículo através
de elementos virtuais, como setas, linhas ou
textos sobrepostos à imagem captada pela
câmara. Estas marcações mantêm-se fixas
mesmo quando a perspetiva da câmara se
altera, facilitando a análise de áreas específicas
como discos ou pastilhas de travão. O
serviço é disponibilizado gratuitamente mediante
convite enviado por correio eletrónico
pela linha técnica da empresa, podendo
vários colaboradores da oficina participar
simultaneamente na sessão.
Durante as sessões, os participantes podem
interagir em tempo real, deixando comentários
diretamente no ecrã partilhado. A
tecnologia permite também a integração
de elementos tridimensionais e a medição
de distâncias em centímetros, contribuindo
para uma identificação mais precisa de
problemas. As imagens geradas podem ser
exportadas para utilização posterior e existe
ainda uma funcionalidade de chat com
tradução integrada em mais de 20 línguas,
permitindo a troca de informações e documentos
durante e após a sessão.
A
Midas Portugal foi distinguida com
o Prémio de Franchising Emergente
nos Prémios APF 2026, atribuídos
pela Associação Portuguesa de Franchising,
no âmbito do Norte Franchise, que decorreu
nos dias 9 e 10 de abril.
A distinção foi atribuída por um júri composto
por entidades do panorama empresarial
e do empreendedorismo. O Norte
Franchise é um dos principais eventos
dedicados ao franchising em Portugal, reunindo
diversas marcas e promovendo o
networking, a partilha de conhecimento
e o reconhecimento de boas práticas. Os
Prémios APF, entregues durante o evento,
destacam empresas pelo dinamismo, crescimento
e compromisso com elevados padrões
de qualidade no franchising nacional.
O Prémio de Franchising Emergente distingue
marcas que se evidenciam pelo crescimento,
inovação e capacidade de adaptação
ao mercado. “Receber o Prémio de
Franchising Emergente no Norte Franchise
é um reconhecimento muito especial. Reflete
o esforço de toda a equipa e, sobretudo,
o empenho dos nossos franqueados,
que são os verdadeiros embaixadores da
marca Midas em Portugal. Estamos focados
no crescimento da rede a todo o território
nacional e reforçar a imagem de confiança
do setor do pós-venda automóvel”, afirmou
Pedro Soares, responsável de expansão na
Midas Portugal.
A marca Laufenn apresentou o novo pneu
de verão S Fit 2, um modelo desportivo
desenvolvido para combinar desempenho,
eficiência e durabilidade.
Hella realiza campanha
“Temporada Clima 2026”
A Hella lançou a campanha “Temporada Clima
2026”, uma iniciativa dirigida ao mercado de pós-
-venda automóvel, que decorre entre 1 de março e
30 de setembro de 2026.
Sob o conceito “Volta o especialista em Termocontrolo”,
a iniciativa pretende promover a oferta da
marca nas áreas de climatização e refrigeração, ao
mesmo tempo que procura reforçar a rentabilidade
dos distribuidores e a eficiência das oficinas. A
estratégia baseia-se também no posicionamento
técnico da Hella em gestão térmica, transferindo
para o mercado de pós-venda a experiência previamente
consolidada neste domínio.
Entre os produtos disponibilizados para a campanha
encontram-se compressores, condensadores
e ventiladores de habitáculo, aos quais se juntam
válvulas de expansão, filtros secadores, resistências
e reguladores de ventiladores interiores, bem
como permutadores de calor interiores. Na área da
refrigeração incluem-se ainda radiadores, intercoolers
e ventiladores de radiador, entre outros componentes.
No total, a oferta já ultrapassa as 2.400
referências disponíveis para o mercado ibérico.
Gonçalteam apresenta
nova chave de impacto
sem fios Paoli
A Gonçalteam anunciou o lançamento da chave
de impacto Paoli Typhoon 1/2” destinada ao setor
oficinal, uma solução equipada com baterias de
última geração.
O equipamento apresenta uma unidade quadrada
de 1/2” e um peso de 3,79 kg com bateria incluída.
Entre as principais características, a Gonçalteam
indica que o Typhoon 1/2” oferece um torque máximo
de 1000 Nm, equivalente a 738 ft-lbs, posicionando-se
como uma ferramenta de elevado
desempenho.
O conjunto inclui duas baterias, carregador e
mala de transporte, reforçando a sua componente
prática para utilização profissional.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 19
PUBLIREPORTAGEM
DFC Turbo e ETS Educação:
uma parceria internacional que eleva o padrão da turboalimentação.
Num mercado automotivo cada vez mais exigente e tecnológico, a formação técnica deixou de ser um diferencial para se
tornar uma necessidade estratégica. É neste contexto que nasce uma parceria de elevado valor entre a DFC Turbo, sediada
em Lisboa, e no Brasil a ETS – Escola de Turboalimentação Superior, — duas referências que unem experiência prática,
conhecimento técnico e visão de futuro.
A DFC Turbo, consolidada no mercado europeu pela sua
atuação na reparação, diagnóstico e fornecimento de
soluções em turboalimentação, traz para esta parceria
uma forte componente operacional e know-how aplicado
em ambiente real de oficina. Já a ETS Educação, união
de profissionais e das empresas Expert Turbo
Brasil e Turbo Sul, posiciona-se como uma iniciativa
educacional focada em elevar o nível técnico do setor no
Brasil, integrando formação estruturada com experiência
prática de bancada, gestão de serviço, vivência na
indústria e consultorias no mercado de turbos.
Esta união não é apenas institucional — é estratégica.
De um lado, a realidade técnica europeia, com padrões
rigorosos e elevada exigência em diagnóstico e qualidade;
do outro, um mercado em plena expansão, onde mais
de 50% dos veículos novos já utilizam motores turbo
e a necessidade de qualificação que cresce de forma
acelerada.
O objetivo é claro: formar profissionais mais preparados,
capazes de atuar com precisão num setor que exige cada
vez mais conhecimento especializado. A metodologia
combina teoria aplicada, prática intensiva e visão de
mercado, refletindo um princípio essencial defendido
pela ETS: autoridade técnica não se constrói apenas com
teoria, mas sim com experiência real no dia a dia.
Além da formação, a parceria abre portas para um ecossistema
mais robusto dentro do aftermarket automotivo. Fabricantes,
distribuidores e empresas do setor passam a ter uma ligação
direta com profissionais qualificados, influenciadores
técnicos e decisores de compra — criando um ciclo virtuoso
entre conhecimento, aplicação e mercado.
Outro ponto relevante é o impacto direto na profissionalização
do setor. Ao conectar oficinas, técnicos, turbineiros e
empresários a conteúdos de alto nível, a DFC Turbo e a ETS
contribuem para elevar o padrão de diagnóstico, reduzir erros
operacionais e aumentar a eficiência das intervenções em
sistemas de turboalimentação.
Mais do que uma colaboração
entre duas entidades, esta parceria
representa um movimento de
evolução do setor. Um alinhamento
entre Europa e América Latina com
um propósito comum: transformar
conhecimento em performance.
Porque, no final, não se trata
apenas de formar profissionais —
trata-se de preparar o mercado
para o futuro da mobilidade.
20
NOTÍCIAS
Domingos & Morgado
apresenta novidades John Bean
Rede Center’s Auto
ultrapassa 160 oficinas
região ibérica
A
Domingos & Morgado apresentou
um conjunto de novidades para
2026 em parceria com a marca John
Bean, com três equipamentos que integram
novas tecnologias orientadas para a
eficiência, precisão e automatização dos
processos nas oficinas.
Entre os lançamentos está o John Bean
V2280, um sistema que incorpora funcionalidades
de auto tracking e calibragem automática,
permitindo medições com elevada
rapidez através de câmaras de vídeo a 60bps.
O equipamento possibilita ainda a realização
de medidas cruzadas de chassis e a avaliação
da distância entre rodas, incluindo a deteção
de problemas estruturais na viatura.
Outro dos destaques é o John Bean B
800P, que aposta na rapidez e precisão
A
Klarna estabeleceu uma parceria
com a B-Parts, dando a possibilidade
aos clientes da plataforma de
peças automóveis aceder a novas opções de
pagamento flexível, incluindo o modelo
“Pay in 3”, sem juros ou taxas adicionais.
Com esta integração, os consumidores
passam a poder dividir os pagamentos das
suas compras em prestações. A solução incom
recurso a bloqueio electromagnético.
O equipamento inclui comandos em
touchscreen e leituras por sistema de laser
de varrimento. A função Stop-in-Position
permite ao operador posicionar a jante
automaticamente na posição correta para
colocação do peso, simplificando o processo
e reduzindo o tempo de intervenção.
A empresa apresentou também o John
Bean T 5545B 2S Plus, que integra tecnologia
Pro-Speed e um sistema Tubless
para enchimento rápido. A Domingos
& Morgado indica que o equipamento
é certificado pela WDK para pneus de
perfil ultra-baixo e RFT, para garantir
compatibilidade com exigências técnicas
específicas e aumentar a segurança nas
operações.
A Center’s Auto reforçou a sua presença na Península
Ibérica, ao ultrapassar as 160 oficinas, após
a integração de seis novas unidades em Espanha
e Portugal. A expansão, sustentada pela Tiresur,
surge no seguimento da estratégia de crescimento
da rede no setor da manutenção automóvel.
Este crescimento coincide com a celebração dos
15 anos da Center’s Auto e reflete a adesão contínua
de profissionais do setor à proposta da Tiresur.
Com as novas integrações, a rede reforça a sua
presença em regiões consideradas estratégicas na
Península Ibérica.
A empresa destaca que o desempenho registado
neste início de ano resulta da articulação entre a
rede de oficinas e a capacidade logística da Tiresur.
Entre os principais fatores apontados estão o acesso
imediato a um amplo stock multimarcas, que
inclui insígnias exclusivas como a Giti, a rapidez
nas entregas, que permite otimizar o funcionamento
das oficinas, e a disponibilização de ferramentas
de gestão orientadas para a rentabilidade.
Continental comercializa
BestDrive Summer 2
B-Parts adota soluções de
pagamento com tecnologia Klarna
clui ainda funcionalidades como proteção
ao comprador, cashback e acesso a ofertas
exclusivas.
Manuel Araújo Monteiro, fundador e administrador
da empresa, destacou o impacto
da nova funcionalidade na experiência
do utilizador. “Procuramos constantemente
melhorar a experiência de compra dos
nossos clientes, oferecendo soluções que
tornem o acesso a peças automóveis mais
simples e conveniente. A integração da
Klarna veio acrescentar uma opção de pagamento
flexível que tem sido muito bem
recebida pelos utilizadores”, afirmou.
“É excelente termos a B-Parts enquanto
marca parceira, o que demonstra ainda o
quão amplamente as nossas soluções estão
a ser adotadas”, afirmou Inês Fiúza Marques,
Country Manager da Klarna em
Portugal.
A Continental apresentou o novo BestDrive Summer
2, a mais recente geração do pneu de verão da marca
BestDrive, direcionado aos segmentos Turismo e SUV.
Posicionado como evolução direta do BestDrive
Summer, de acordo com a Continental, o Summer 2
distingue-se por uma resistência ao rolamento otimizada,
permitindo reduzir o consumo de combustível
ou energia elétrica e contribuindo para uma condução
mais eficiente.
De acordo com o rótulo europeu, as diferentes dimensões
do BestDrive Summer 2 apresentam eficiência
energética entre B e C, aderência em pavimento molhado
de classe B e níveis de ruído classificados como
B, entre 70 e 73 dB. Face à geração anterior, o modelo
evidencia melhorias na resistência ao rolamento,
quilometragem e ruído, mantendo o desempenho em
piso seco e molhado.
O portefólio será alargado até ao final de 2026, com
um total de 65 referências, abrangendo jantes entre 14
e 20 polegadas e índices de velocidade T, H, V, W e Y.
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22
NOTÍCIAS
Dunlop apresenta novo
pneu Blue Response TG
ExpressGlass inaugura quatro
novas lojas em Portugal
A ExpressGlass voltou a aumentar a sua presença
em território nacional, com a abertura de
quatro novas lojas, localizadas em Rio Maior,
Ponte de Sor, Cascais e numa nova localização
em Viana do Castelo.
Com estas inaugurações, a rede da marca passa
a contar com um total de 110 lojas. A expansão
insere-se na estratégia de crescimento da empresa,
com o objetivo de aumentar a proximidade
a clientes e parceiros, bem como assegurar uma
maior cobertura territorial. Este reforço permite
também melhorar a capacidade de resposta da
ExpressGlass nas regiões abrangidas.
As novas unidades já se encontram em funcionamento
e disponibilizam serviços especializados
de substituição, reparação e calibração de vidro
automóvel, incluindo também alguns serviços
complementares.
A
Dunlop anunciou o lançamento do
novo pneu Blue Response TG, assinalando
o início de uma nova fase da
marca na Europa após a sua aquisição pela
Sumitomo Rubber Industries em 2025.
O produto é o primeiro desenvolvido sob
a gestão da nova proprietária e destina-se
a veículos ligeiros de passageiros e SUV,
incluindo modelos com motor de combustão,
híbridos e elétricos.
O novo pneu estará disponível na primavera
de 2026 em 99 dimensões, com tamanhos
entre 15 e 21 polegadas e séries de 40
a 65, abrangendo códigos de velocidade H,
V e W. A apresentação oficial decorreu recentemente
em Sevilha, perante imprensa e
clientes europeus.
De acordo com a marca, o Blue Response
TG foi concebido para oferecer uma condução
suave, conforto acústico e desempenho
fiável em travagem em piso molhado,
procurando garantir um equilíbrio de prestações
adequado à utilização quotidiana.
A Dunlop destaca ainda a combinação entre
conforto, controlo e desempenho como
elementos centrais deste novo produto.
Vulco prossegue
rebranding da rede
Sociedade Comercial C. Santos
digitaliza receção oficinal
A
Sociedade Comercial C. Santos tornou-se
a primeira oficina Mercedes-
-Benz da Península Ibérica a instalar
um scanner digital automatizado para
a receção de viaturas no pós-venda.
O sistema, designado XENTRY Vehicle
Detector, foi desenvolvido pela TwoTronic
em parceria com a Mercedes-Benz e
já está em funcionamento nas instalações
da empresa na Maia, junto ao aeroporto
do Porto. A solução consiste num pórtico
de digitalização fixo pelo qual o veículo
passa à chegada à oficina, sendo realizado
em poucos segundos um check-up externo
completo que substitui inspeções manuais
mais demoradas.
Equipado com câmaras de alta resolução e
sensores de última geração, o sistema permite
detetar automaticamente danos na
carroçaria, como riscos ou mossas, analisar
o estado dos pneus com medição precisa
da profundidade do sulco, verificar a
necessidade de alinhamento de direção e
captar imagens da parte inferior da viatura
para identificar eventuais fugas ou danos.
A introdução desta tecnologia traduz-se
numa poupança média de cerca de oito
minutos por cada entrada de veículo. Os
dados recolhidos são integrados no sistema
XENTRY e disponibilizados em tablets,
permitindo ao consultor de serviço apresentar
ao cliente uma avaliação visual e detalhada
do estado da viatura, facilitando a
aprovação de intervenções e reforçando a
confiança no serviço.
Apresentada em 2022, como parte de um processo
de rebranding integral, a rede de oficinas
Vulco continua a avançar na implementação da
sua nova imagem corporativa.
A implementação da rede Vulco desenvolveu-se
de forma progressiva, alcançando já 60% da rede
em Portugal e Espanha, onde a Vulco aumentou
a sua presença até às 290 oficinas.
Refira-se que este crescimento foi reforçado
através da incorporação de 25 novos pontos de
serviço em 2025, e de outros 10 nos primeiros
meses de 2026, consolidando a expansão sustentada
da marca na Península Ibérica.
Luis Mendivil, responsável da Vulco, afirma: “A
implementação da nova imagem corporativa da
Vulco corresponde a uma visão estratégica clara:
reforçar a nossa identidade de marca, e elevar a
perceção de qualidade em toda a rede. Esta evolução
permite-nos oferecer uma experiência mais
homogénea, moderna, e alinhada com as expectativas
do cliente. O progresso na implementação
confirma o compromisso das nossas oficinas com
o futuro da Vulco”.
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Manutenção nos elétricos:
simplicidade com desafios
Os veículos elétricos têm uma manutenção mais simples e económica. Ainda assim, existem componentes com maior
desgaste, como pneus e bateria de 12V, que exigem atenção e já estão a motivar evolução tecnológica na indústria.
TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO
5/12 SÉRIE 3
A
manutenção dos veículos
elétricos (BEV) é, sem margem
para dúvida, mais simples
do que a dos veículos
com motor de combustão
interna. Com menos componentes móveis
e sem sistemas como embraiagem,
escape ou lubrificação do motor, as operações
de manutenção são reduzidas e
mais previsíveis.
Na prática, a manutenção de um elétrico
centra-se sobretudo em elementos como
filtros, fluidos, travões e pneus. Este cenário
traduz-se, na maioria dos casos,
em custos mais baixos e menor frequência
de intervenções.
No entanto, esta simplicidade não significa
ausência de pontos críticos. Existem
componentes que, pelas características
específicas dos BEV, estão sujeitos a
maior desgaste e exigem uma atenção
particular por parte das oficinas.
Um dos exemplos mais evidentes são os
pneus. Os veículos elétricos são, regra
geral, mais pesados devido à bateria de
tração e disponibilizam binário máximo
de forma imediata. Esta combinação
aumenta significativamente o esforço
transmitido ao pneu, sobretudo no eixo
motriz, acelerando o seu desgaste.
Além disso, a ausência de ruído mecânico
torna mais evidente o ruído de rolamento,
o que obrigou os fabricantes a desenvolver
pneus específicos. Estes pneus são
desenhados para suportar maior peso,
garantir boa tração, reduzir o ruído e,
simultaneamente, apresentar baixa resistência
ao rolamento, contribuindo para
a eficiência energética. Em suma, é-lhes
exigido um pouco de tudo.
Outro componente crítico é a bateria de
12 volts. Apesar de menos visível, continua
a ser essencial para o funcionamento
do veículo, alimentando sistemas como
iluminação, infotainment e controlo eletrónico.
Mais importante ainda, é esta
bateria que permite “ativar” o veículo.
Nos elétricos, a bateria de 12V tende a
ter uma vida útil inferior à dos veículos
a combustão. Isto deve-se ao tipo de
funcionamento: enquanto num motor
térmico existem ciclos de descarga e recarga
mais intensos (como no arranque),
nos elétricos o funcionamento é mais estável,
o que pode acelerar a degradação,
devido à acumulação de detritos entre as
placas de chumbo.
Para responder a este desafio, alguns
fabricantes já começaram a substituir
as tradicionais baterias de chumbo por
baterias de ião de lítio de 12V, mais duráveis
e eficientes.
Em suma, os veículos elétricos confirmam
a sua vantagem em termos de
manutenção, mas introduzem novas
realidades. Pneus e bateria de 12V assumem
um papel mais relevante e exigem
conhecimento específico.
No sentido contrário, a utilização da
regeneração, com níveis cada vez mais
elevados, leva a níveis de desgaste dos
travões muito inferiores, havendo registo
de veículos que percorrem mais de
250.000 km com os mesmos jogos de
pastilhas e discos.
A evolução tecnológica nestes componentes
mostra que a indústria está atenta.
À medida que os BEV se consolidam
no mercado, espera-se uma redução
progressiva destes impactos, reforçando
ainda mais a eficiência e fiabilidade da
mobilidade.
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26
ATUALIDADE
BALANÇO 2025/PERSPETIVAS 2026
Entre a maturidade forçada
e a aceleração da mudança
A combinação entre pressão sobre custos, digitalização acelerada e transformação do parque automóvel colocou
o aftermarket num ponto de inflexão em 2025. Para 2026, os responsáveis do setor antecipam um cenário mais
exigente, marcado por consolidação, especialização técnica e uma crescente orientação para valor.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
O
aftermarket automóvel entrou,
em 2025, numa fase
mais estrutural e menos reativa.
A combinação entre o
envelhecimento do parque
circulante, a progressiva eletrificação,
o aumento dos custos operacionais e a
necessidade de maior profissionalização
obrigou empresas e oficinas a rever
prioridades e modelos de atuação. A logística
ganhou centralidade, a digitalização
deixou de ser opcional e passou a ser
crítica, e temas como o acesso a dados, a
formação técnica e a eficiência operacional
assumiram um papel estratégico. Para
compreender de forma mais concreta estas
dinâmicas e a evolução do setor, fomos
consultar diretamente o mercado. Reunimos,
neste artigo, os contributos de vários
intervenientes da cadeia de valor do
aftermarket automóvel, desde fabricantes
e distribuidores a fornecedores de tecnologia
e entidades de formação. As conclusões
apresentadas resultam diretamente
destes contributos, refletindo a leitura
dos responsáveis do setor sobre o balanço
de 2025 e as perspetivas para 2026.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 27
MAIOR EXIGÊNCIA
Os responsáveis avançam que o setor começou
a evidenciar sinais de maturidade: maior
concentração, maior exigência por parte dos
clientes e uma crescente valorização de soluções
integradas em detrimento de abordagens
isoladas. Já não se trata apenas de ter
produto ou preço competitivo, mas de garantir
disponibilidade, conhecimento técnico,
rapidez e consistência. Indicam que esta
mudança traduz-se também numa maior
exigência ao nível da consistência operacional
e da qualidade do serviço, num contexto
em que a diferenciação passa cada vez mais
pela capacidade de entregar valor de forma
sustentada e previsível. Olhando para 2026,
afirmam que o cenário se torna ainda mais
desafiante. As tendências intensificam-se:
mais tecnologia, mais especialização, maior
pressão sobre margens e uma transformação
contínua do mercado. Para perceber o que
realmente mudou e o que está a caminho,
alguns dos principais players do aftermarket
apontam para um setor mais concentrado,
digital, técnico e orientado para a eficiência,
onde a rápida adaptação deixa de ser vantagem
competitiva e passa a ser uma condição
de sobrevivência do negócio.
A tendência de
consolidação e
concentração
continuará a
transformar o setor
em 2026, provocando
alterações nos
maiores operadores,
sejam eles nacionais
ou internacionais
Flávio Menino, Autozitânia
2025
ANO DA CONSOLIDAÇÃO E PRESSÃO
De acordo com os responsáveis ouvidos,
mais do que confirmar tendências, 2025
funcionou como um acelerador, tornando
mais visíveis fragilidades estruturais e obrigando
os diferentes operadores a ajustar rapidamente
a sua forma de atuar.
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ATUALIDADE
TRANSFORMAÇÃO
De forma transversal, os responsáveis ouvidos
apontam 2025 como um ano de transformação,
marcado por várias tendências, que ganharam
maior intensidade e impacto ao longo
dos últimos meses. Entre os fatores mais
relevantes, destacou-se o envelhecimento do
parque automóvel, que continua a sustentar
a procura por serviços de manutenção e reparação,
bem como por peças de substituição.
Como sublinha Luís Oliveira, da Hispanor,
“em Portugal, o envelhecimento do parque
automóvel e consequente tratamento do
mesmo será o acontecimento a ter mais em
conta”, reforçando o peso estrutural deste fenómeno
na atividade do setor. Na prática, esta
realidade traduziu-se num aumento das intervenções
preventivas e corretivas, prolongando
o ciclo de vida dos veículos e reforçando a
importância do aftermarket enquanto garante
da mobilidade. Como refere André Cruz,
da Autopeças Cab, este contexto tem impacto
direto na procura de peças e serviços, contribuindo
para a dinâmica comercial ao longo de
toda a cadeia de valor. A par desta tendência,
a crescente complexidade tecnológica dos veículos
trouxe novos desafios às oficinas, exigindo
maior especialização técnica, investimento
em equipamentos e acesso a informação fiável.
Pedro Luis Sánchez, da DRiV, destaca que
“a maior complexidade do parque automóvel
levou a uma procura acrescida por soluções de
qualidade OE, fiáveis e de instalação simplificada”,
enquanto Marc Siemssen, da Meyle,
aponta para sistemas cada vez mais exigentes
e para a necessidade de suporte técnico qualificado.
Também Nuno Durão, da Pro4matic,
sublinha que a eliminação de algumas barreiras
de software veio dar maior autonomia
às oficinas, aumentando simultaneamente a
responsabilidade na execução das reparações.
DIGITALIZAÇÃO E DADOS
Os players que participaram neste artigo
concluíram que a digitalização foi outro
eixo fundamental em 2025, redefinindo
processos, relações comerciais e modelos
de negócio. Alejandro Vicario, do Grupo
CGA, refere que “a digitalização do canal
B2B e a evolução das expectativas do cliente
profissional tiveram um impacto significativo
na forma de operar”, obrigando os operadores
a repensar processos e a forma de gerar
valor. Neste contexto, o software deixou de
ser apenas uma ferramenta administrativa
para assumir um papel central na gestão e
na tomada de decisão, como destaca Arlindo
Gonçalves, da Guisoft, impulsionado pela
crescente adoção de soluções em cloud e inteligência
artificial. Esta evolução traduz-se
também numa maior integração entre sistemas
e numa crescente dependência de dados
fiáveis e atualizados, que passam a ser determinantes
para a eficiência e competitividade
das operações.
As margens irão
ajustar-se, cenário
que poderá acelerar
processos de
concentração e
racionalização do
mercado
Hugo Tavares, Soulima
A pressão sobre os
custos, a volatilidade
na cadeia de
abastecimento e a
necessidade de maior
eficiência logística
obrigam as empresas
a tomar decisões mais
rápidas e estratégicas
José Vicente, Linextras
CONCENTRAÇÃO E NOVOS PLAYERS
Também ao nível da estrutura do mercado se
registaram mudanças relevantes. A crescente
concentração e a entrada de novos players,
incluindo operadores internacionais, estão a
alterar o equilíbrio competitivo. João Madeira,
da Moeve, observa que “assistiu-se a uma
maior concentração do mercado e ao reforço
do protagonismo dos grandes grupos de
compras e distribuição”, enquanto Frederico
Abecasis Martins, da Hella Portugal, destaca
o impacto da entrada de empresas espanholas
na redefinição das estratégias locais.
Neste contexto, como refere José González,
da Mahle Aftermarket, o processo de consolidação
deverá continuar, com novas aquisições
e ajustamentos estratégicos já no horizonte.
PRESSÃO SOBRE CUSTOS
Na leitura do mercado, 2025 ficou igualmente
marcado por uma forte pressão sobre custos
e por uma maior sensibilidade ao preço por
parte do mercado. Tiago Domingos, da Ale-
CarPeças, Auto Delta e Fimag, refere a conjugação
entre o aumento dos custos de matérias-primas,
logística e energia e a necessidade
de maior eficiência, enquanto João Costa, da
Mikfil, destaca o impacto direto dessa pressão
no comportamento dos clientes, que passaram,
em muitos casos, a adiar manutenções
ou a optar por soluções mais económicas.
Neste enquadramento, os profissionais do aftermarket
indicam que a eficiência logística
assumiu um papel central. A capacidade de
garantir disponibilidade imediata, rapidez na
entrega e flexibilidade na resposta tornou-se
um fator crítico de competitividade. André
Cruz, da Autopeças Cab sublinha que o aftermarket
é hoje “um negócio principalmente
logístico”, onde a rapidez de resposta pode ser
determinante para fidelizar clientes. Também
Loredana Proietti, da Olipes, destaca a importância
da correta especificação das peças,
da disponibilidade imediata e do apoio técnico,
num contexto de maior exigência.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 29
30
ATUALIDADE
A sustentabilidade
das empresas será
o principal desígnio
dos gestores
Carlos Silva, Krautli Portugal
PERFIL DO CLIENTE
Simultaneamente, assistiu-se a uma evolução
clara no perfil do cliente profissional, mais informado,
mais exigente e mais orientado para
resultados. Rui Mesquita, da RMOIL, refere
que oficinas e frotas passaram a procurar soluções
integradas, com impacto direto na eficiência
operacional, na rentabilidade e na conformidade
ambiental. Esta mudança reflete
uma maturidade crescente do mercado, onde
o valor acrescentado supera progressivamente
a lógica puramente transacional.
GESTÃO OFICINAL
Também ao nível da gestão das oficinas, tornou-se
evidente uma maior profissionalização.
Álvaro Magalhães, da Centrocor, destaca a
crescente necessidade de reter talento e gerir
o aumento dos custos operacionais, enquanto
Tiago Domingos, da Ale CarPeças, Auto Delta
e Fimag aponta para uma maior aposta na
formação, na digitalização de processos e na
colaboração entre distribuidores, fabricantes
e oficinas. Esta evolução confirma um setor
mais estruturado, mais consciente dos seus
desafios e mais preparado para responder às
exigências futuras.
A especialização
técnica ganhará ainda
mais peso, sobretudo
em áreas como
veículos eletrificados
e sistemas ADAS”.
Alejandro Vicario, Grupo CGA
ESCASSEZ DE TALENTO
Ainda assim, os profissionais consultados
lembram que persistem desafios estruturais
relevantes, nomeadamente ao nível dos recursos
humanos. José Pedro, da Car Academy,
não deixa dúvidas ao afirmar que “o
maior desafio em 2025 foi a falta de mão de
obra qualificada”, uma limitação que continua
a condicionar a capacidade de crescimento
e a qualidade do serviço prestado.
ACESSO AOS DADOS
Por outro lado, fatores externos, como a regulamentação
e o acesso à informação, ganharam
maior relevância. Paulo Pimentel Torres,
da Vieira & Freitas, destaca a democratização
do acesso aos dados do veículo e a crescente
importância da cibersegurança, enquanto Filipe
Bandeira, da AB Tyres, aponta o impacto
de temas regulatórios como o anti-dumping e
o EUDR no contexto competitivo.
EVOLUÇÃO DO PARQUE
Por fim, a evolução tecnológica e energética
continua a marcar o ritmo da transformação
do setor. Filipe Perdiz, da BASF, destaca o
crescimento contínuo dos veículos eletrificados
e o impacto da digitalização e da automação
nos processos, enquanto João Madeira,
da Moeve, sublinha o peso crescente
da mobilidade elétrica no parque circulante
e nas dinâmicas de mercado. Ainda assim,
como refere Manuel Pintado, da Recambiofacil,
o setor continua a gerir uma transição
gradual, em que o parque atual mantém uma
forte relevância no curto e médio prazo. Em
paralelo, o aftermarket evidenciou sinais claros
de maturidade, com maior foco na criação
de valor, na eficiência operacional e na
adaptação estratégica. A crescente valorização
da durabilidade dos componentes, da reparação
em detrimento da substituição e da
sustentabilidade das operações, como refere
Carlos Silva, da Krautli Portugal, reflete uma
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 31
O setor será marcado
por uma digitalização
mais profunda dos
processos, deixando
para trás soluções
isoladas e apostando
em plataformas
integradas
Arlindo Gonçalves, Guisoft
mudança de paradigma que deverá consolidar-se
nos próximos anos. Em suma, 2025
foi um ano de consolidação, mas também
de pressão e transformação acelerada. Entre
a intensificação da concorrência, a exigência
operacional, a evolução tecnológica, a digitalização
e os desafios estruturais, o aftermarket
demonstrou resiliência e capacidade de
adaptação. Mais do que um ano de transição,
2025 afirmou-se como um ponto de
viragem, preparando o setor para um futuro
cada vez mais exigente, competitivo e orientado
para a eficiência e o valor acrescentado.
2026
mínimos para competir num mercado cada
vez mais profissionalizado e orientado por
MAIS EXIGÊNCIA, MAIS TECNOLOGIA,
MENOS MARGEM PARA ERRO
Os responsáveis do setor apontam para um
aftermarket automóvel em aceleração em
2026, mas também mais exigente, seletivo e
estruturalmente mais complexo. As tendências
já identificadas nos últimos anos não
só se mantêm como ganham intensidade,
num contexto em que a digitalização, a eletrificação,
a pressão económica e a transformação
dos modelos de negócio deixam de
ser evoluções graduais para se assumirem
como fatores críticos de sobrevivência. O
setor entra, assim, num novo ciclo, onde a
capacidade de adaptação, a eficiência operacional
e a especialização técnica deixam de
ser diferenciadores e passam a ser requisitos
dados. Neste novo contexto, os responsáveis
ouvidos consideram que a margem para erro
se reduz significativamente, penalizando
modelos menos eficientes e operadores com
menor capacidade de adaptação, num mercado
cada vez mais orientado por desempenho
e resultados.
2026 será o ano da
eficiência extrema na
logística last-mile
Nuno Durão, Pro4matic
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ATUALIDADE
DIGITALIZAÇÃO
Para os profissionais deste setor, a digitalização
continuará a liderar a transformação do
aftermarket, mas com um nível de maturidade
claramente superior ao observado até aqui.
Mais do que a adoção de ferramentas isoladas,
o mercado caminha para uma lógica de ecossistemas
digitais integrados, onde sistemas,
plataformas e intervenientes passam a estar
interligados de forma contínua. Filipe Bandeira,
da AB Tyres, antecipa que “o aftermarket
continuará a evoluir de forma acelerada,
assente em três eixos principais”, indicando a
maior digitalização e integração entre intervenientes,
adaptação ao crescimento de veículos
eletrificados com novas exigências técnicas,
e reforço da eficiência logística, com foco
na rapidez, gestão de stocks e fiabilidade das
cadeias de abastecimento”. Na mesma linha,
Arlindo Gonçalves, da Guisoft, defende que
“o setor será marcado por uma digitalização
mais profunda dos processos, deixando para
trás soluções isoladas e apostando em plataformas
integradas”, numa lógica em que oficina,
cliente e fornecedor passam a operar dentro
O principal desafio
nos próximos
anos será a
atração de talento
José González, Mahle Aftermarket
do mesmo ecossistema. Esta transformação
digital traz consigo uma mudança estrutural
na forma como as empresas são geridas. A
análise de dados deixa de ser complementar e
passa a estar no centro da tomada de decisão.
Arlindo Gonçalves sublinha que haverá “uma
maior valorização dos dados e indicadores de
desempenho”, enquanto Álvaro Magalhães,
da Centrocor, antecipa “o ano da profissionalização
da gestão”, num contexto em que as
oficinas terão de controlar com rigor métricas
como produtividade, tempo médio de permanência
das viaturas, margens por intervenção
e níveis de satisfação do cliente. Esta evolução
traduz-se numa mudança cultural profunda,
onde a intuição dá lugar a decisões suportadas
por informação concreta e mensurável.
IA
Paralelamente, a inteligência artificial começa
a assumir um papel cada vez mais tangível
nas operações do dia a dia. Manuel Pintado,
da Recambiofacil, aponta para “um salto na
utilização de inteligência artificial e análise
de dados”, refletindo uma mudança na forma
como as operações são planeadas, executadas
e otimizadas. Também José Pedro, da
Car Academy, reforça esta tendência, ao afirmar
que “a inteligência artificial e a automação
começarão a ter um papel prático, não
como conceito abstrato, mas como apoio
real ao diagnóstico, à gestão e à tomada de
decisão”. Já Alba Gonzalez, da Magneti Marelli,
enquadra esta evolução no aumento da
complexidade técnica dos veículos, referindo
que “a eletrónica continuará a ganhar importância
na reparação e manutenção automóvel”,
o que obrigará as oficinas a investir em
tecnologia e competências para acompanhar
essa realidade.
A inteligência
artificial e a
automação
começarão a ter
um papel prático,
não como conceito
abstrato, mas
como apoio real ao
diagnóstico, à gestão
e à tomada de
decisão
José Pedro, Car Academy
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 33
34
ATUALIDADE
ELETRIFICAÇÃO
A eletrificação continuará a redesenhar o aftermarket,
ainda que num processo progressivo
e marcado pela coexistência de diferentes
tecnologias. Paulo Gaspar, da Proxira,
destaca que “o crescimento sustentado dos
veículos elétricos continuará a transformar
a dinâmica do mercado”, exigindo novas
competências, ferramentas e abordagens
operacionais. Ao mesmo tempo, Luís Oliveira,
da Hispanor, chama a atenção para a
dualidade que caracteriza o setor, ao referir
“o aumento do parque de carros elétricos
e o envelhecimento do parque atual”. Esta
realidade implica que as empresas tenham
de responder simultaneamente a veículos
tecnologicamente avançados e a viaturas
mais antigas, com necessidades distintas em
termos de manutenção e reparação. A crescente
complexidade tecnológica dos veículos
traduz-se também numa maior exigência
ao nível de componentes, procedimentos e
conhecimento técnico. Loredana Proietti,
da Olipes, antecipa “um maior peso de
veículos híbridos/eletrificados” e um foco
acrescido em áreas como fluidos específicos
e transmissões modernas, onde a especificação
correta e o cumprimento rigoroso de
procedimentos são críticos. Tiago Domingos,
da AleCarPeças, Auto Delta e Fimag,
reforça esta ideia ao afirmar que “a evolução
tecnológica do parque automóvel exigirá oficinas
mais preparadas e parceiros capazes de
acompanhar essa evolução”, consolidando a
importância de uma cadeia de valor tecnicamente
competente e alinhada.
A pressão regulatória
e as preferências dos
consumidores estão a
impulsionar soluções
mais ecológicas
Filipe Perdiz, BASF
FORMAÇÃO
Neste contexto, a especialização técnica e
a formação assumem um papel absolutamente
central. Alejandro Vicario, do Grupo
CGA, prevê que “a especialização técnica
ganhará ainda mais peso, sobretudo em
áreas como veículos eletrificados e sistemas
ADAS”. Alexandre Freire, do CEPRA, antecipa
“um reforço do peso da formação certificada”,
enquanto José Pedro, da Car Academy,
acrescenta que “veremos um aumento
da especialização técnica e maior recurso a
apoio externo qualificado”, como consultoria,
suporte técnico e bases de conhecimento
avançadas. Ainda assim, o setor continua a
enfrentar um desafio estrutural na captação
e retenção de talento. José González, da
Mahle Aftermarket, alerta que “o principal
desafio nos próximos anos será a atração de
talento”, enquanto André Cruz, da Autopeças
Cab, reforça que “a escassez de recursos
humanos qualificados continua a agravar”,
obrigando as empresas a encontrar soluções
alternativas, muitas vezes através da digitalização
e automatização de processos.
O crescimento
sustentado dos
veículos elétricos
continuará a
transformar a
dinâmica do mercado
Paulo Gaspar, Proxira
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 35
Tecnologia de Sensores da Astemo
Sensor de massa
de ar (MAF)
Sensor de
posição da
árvore de cames
Sensor de
pressão do óleo
Sensor de pressão
do coletor de
admissão
Interruptor de
pressão do ar
condicionado
Sensor de
temperatura do
líquido de refrigeração
Sensor de
posição da
cambota
Sensor de
velocidade da
roda
Sensor de impulsos
do volante do motor
Sonda
Lambda
Sensor de
temperatura dos
gases de escape
Sensor de pressão
de escape
Os veículos modernos têm hoje um número de sensores exponencialmente superior ao dos
veículos de há algumas décadas. Graças à nossa vasta experiência como fornecedor OE
(equipamento original), o portefólio da Astemo Aftermarket inclui uma gama muito ampla
que abrange diversas famílias de produtos de sensores. Isto permite-nos oferecer aos
nossos clientes uma cobertura abrangente de veículos em vários grupos de produtos-chave.
Atualmente, o nosso portefólio inclui 16 tipos diferentes de sensores. O crescimento contínuo
nesta área importante define o rumo para uma gama de produtos preparada para o futuro.
Astemo Aftermarket Germany GmbH
Eugen-Gerstenmaier-Str. 8 • 32339 Espelkamp • Alemanha
E-Mail: emea.af@astemo.com
Descobre mais em:
www.aftermarket.astemo.com/emea
36
EFICIÊNCIA OPERACIONAL
Entre os responsáveis consultados, há consenso
de que a eficiência será uma das palavras-chave
de 2026. Rafael Peixoto, da
Carsistema, refere que “as oficinas irão
privilegiar soluções que simplifiquem os
processos sem comprometer a qualidade”,
enquanto Miguel Silva, da Midas, destaca
que “a eficiência operacional, a rapidez de
resposta e a capacidade de adaptação tecnológica
serão fatores decisivos” para a competitividade.
Esta necessidade de eficiência
não se limita à oficina, estendendo-se a toda
a cadeia de valor, desde o fornecimento até à
entrega final ao cliente.
O aftermarket
deixará de competir
simplesmente por
preço, passando a
privilegiar propostas
de valor baseadas em
serviços, tecnologia e
capacidade analítica
Rui Mesquita, RMOIL
LOGÍSTICA
A logística, em particular, enfrenta um momento
de redefinição. A exigência de rapidez
e disponibilidade mantém-se elevada, mas a
sustentabilidade económica destes modelos
começa a ser questionada. Vasco Duarte, da
Auto Silva Acessórios, alerta que modelos com
múltiplas entregas diárias “poderão revelar-se
difíceis de sustentar do ponto de vista económico
e operacional”, defendendo uma evolução
para soluções mais equilibradas, onde
a eficiência, a gestão de stock e a qualidade
do serviço ganham protagonismo face à lógica
do preço. Nuno Durão, da Pro4matic, reforça
esta visão ao afirmar que “2026 será o ano da
eficiência extrema na logística last-mile”, com
recurso a tecnologias de roteamento inteligente
e a uma maior descentralização dos stocks.
A entrada de players
espanhóis continuará
a trazer desafios
adicionais
Frederico Abecasis Martins, Hella Portugal
CUSTOS
Apesar da necessidade de eficiência, o contexto
económico continua a pressionar fortemente
o setor. Inês Abrantes, da Spinerg,
sublinha que “não se tem visto o reflexo do
aumento dos custos operacionais no custo
da hora, dificultando a recuperação de margens
por parte das oficinas”. Hugo Tavares,
da Soulima, antecipa que “as margens irão
ajustar-se, cenário que poderá acelerar processos
de concentração e racionalização do
mercado”. José Vicente, da Linextras, acrescenta
que “a pressão sobre os custos, a volatilidade
na cadeia de abastecimento e a necessidade
de maior eficiência logística obrigam
as empresas a tomar decisões mais rápidas e
estratégicas”.
CONSOLIDAÇÃO
Perante este cenário, a consolidação do setor
surge como uma tendência inevitável. Flávio
Menino, da Autozitânia, considera que
“a tendência de consolidação e concentração
continuará a transformar o setor em 2026,
provocando alterações nos maiores operadores,
sejam eles nacionais ou internacionais”,
enquanto Paulo Pimentel Torres, da Vieira
& Freitas, aponta para a continuidade de fusões
e aquisições como forma de ganhar escala
e capacidade de investimento. Frederico
Abecasis Martins, da Hella Portugal, acrescenta
que “a entrada de players espanhóis
continuará a trazer desafios adicionais”,
contribuindo para um aumento da pressão
competitiva no mercado ibérico.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 37
38
ATUALIDADE
Não se tem
visto o reflexo
do aumento dos
custos operacionais
no custo da hora,
dificultando a
recuperação de
margens por parte
das oficinas
Inês Abrantes, Spinerg
SUSTENTABILIDADE
Para os responsáveis consultados, a sustentabilidade
assume também um papel
cada vez mais central, deixando de ser um
complemento para se tornar um eixo estratégico
das organizações. Tiago Domingos,
AleCarPeças, Auto Delta e Fimag, defende
que deixará de ser um tema acessório para
passar a integrar o núcleo das decisões empresariais,
enquanto Carlos Silva, da Krautli
Portugal, afirma que “a sustentabilidade das
empresas será o principal desígnio dos gestores”.
Filipe Perdiz, da BASF, reforça esta tendência
ao destacar que “a pressão regulatória
e as preferências dos consumidores estão a
impulsionar soluções mais ecológicas”, tanto
ao nível dos produtos como dos processos,
incluindo gestão de resíduos e utilização
de tecnologias mais eficientes.
AUTOMAÇÃO
No plano tecnológico, a automação e a robótica
começam a ganhar expressão concreta
nas operações. Filipe Perdiz, da BASF,
antecipa que “sistemas de estimativa de danos,
dosagem automática e aplicação robotizada”
irão transformar processos, sobretudo
em áreas como a pintura, aumentando a
produtividade, a consistência e a qualidade
dos resultados.
USADOS
Paralelamente, o envelhecimento do parque
automóvel e o dinamismo do mercado
de usados continuam a garantir volume de
atividade para o setor. Manuel Pintado, da
Recambiofacil, destaca que “o forte mercado
de usados continuará a alimentar a atividade
das oficinas”, enquanto João Costa, da
Mikfil, prevê “um reforço da procura, com
maior foco na manutenção preventiva e na
utilização de componentes de qualidade”,
refletindo uma maior consciencialização por
parte dos consumidores.
COMPETITIVIDADE
Por fim, a crescente importância dos dados
e das relações entre os diferentes intervenientes
deverá redefinir profundamente o
posicionamento do aftermarket. Rui Mesquita,
da RMOIL, considera que “o aftermarket
deixará de competir simplesmente
por preço, passando a privilegiar propostas
de valor baseadas em serviços, tecnologia e
capacidade analítica”. Nesta lógica, o setor
tenderá a tornar-se mais colaborativo, com
alianças entre fornecedores de componentes,
plataformas digitais, operadores logísticos
e serviços de gestão de frotas. Também
Marc Siemssen, da Meyle, alerta para a
A evolução tecnológica
do parque automóvel
exigirá oficinas
mais preparadas e
parceiros capazes
de acompanhar essa
evolução
Tiago Domingos, AleCarPeças, Auto Delta e Fimag
importância das discussões regulamentares
sobre o acesso aos dados dos veículos, que
indica serem fundamentais para garantir
concorrência justa e inovação no aftermarket
independente.
SETOR MAIS EXIGENTE
Em síntese, os contributos recolhidos
apontam para 2026 como uma nova fase
de maturidade do aftermarket automóvel,
caracterizada por maior exigência, maior
complexidade e menor margem para erro.
Entre digitalização profunda, especialização
técnica, pressão económica, sustentabilidade
e inovação tecnológica, o setor prepara-
-se para um cenário altamente competitivo
e em rápida evolução. A diferença entre
os operadores será cada vez mais definida
pela capacidade de execução e pela rapidez
de resposta às mudanças do mercado. Os
responsáveis consultados acreditam que as
empresas que conseguirem conjugar eficiência,
escala, capacidade analítica e adaptação
contínua estarão melhor posicionadas para
criar valor sustentável num mercado onde
já não basta acompanhar a mudança, sendo
necessário antecipá-la.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 39
Produtos Líderes
e Soluções de Serviço
Inteligentes
delphiautoparts.com
40
40 ATUALIDADE
LUCÍA BONILLA MARTÍNEZ, FUNDADORA E PRESIDENTE, MOTORMIND.IO - CEO, BONILLA MOTOR
“A IA está aqui para libertar
as pessoas, não para as
substituir”
A inteligência artificial já chegou às oficinas. É uma realidade já com aplicação prática e com resultados palpáveis. Um dos
melhores exemplos é o da Motormind, que nasceu em contexto real de oficina. Lucía Bonilla Martínez explica tudo nesta
excelente entrevista.
TEXTO PAULO HOMEM
A
inteligência artificial pode ajudar
a resolver alguns dos maiores problemas
atuais do pós-venda automóvel:
a falta de técnicos qualificados
e a dificuldade em gerir tanto
conhecimento técnico numa oficina. Quem
o diz é Lucía Bonilla Martínez, fundadora e
presidente da Motormind (motormind.io),
entidade que desenvolveu uma plataforma de
assistência técnica com inteligência artificial
para o pós-venda, isto é, para as oficinas.
Com décadas de experiência no setor e proveniente
de uma empresa familiar ligada ao retalho
automóvel, Lucía Bonilla Martínez, deu
à revista PÓS-VENDA uma grande entrevista
falando não só da Motormind, mas do enorme
impacto que a inteligência artificial está a ter e
vai ter no pós-venda automóvel.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 41
ORIGEM E PROPÓSITO
O que é a Motormind e quando nasceu?
A Motormind é a plataforma de assistência
técnica com IA para o pós-venda de fabricantes
de automóveis. Nasceu de uma frustração
muito concreta que vivi na minha própria oficina,
a Bonilla Motor, que opera há mais de
40 anos em Castilla-La Mancha. Estávamos a
perder horas faturáveis porque nos faltava pessoal
qualificado. Tinhamos os carros, tinhamos
os clientes... mas não tinhamos as mãos.
Levei esse problema a várias empresas tecnológicas.
Explicava-lhes o que tinha na cabeça
e era como se falasse noutra língua. Foi
quando me encontrei com o Max Cartucho,
o meu sócio, que decidimos que tínhamos de
ser nós a construir a solução. Desde que identifiquei
o problema até ter a primeira versão a
funcionar num contexto real de oficina, passou
pouco mais de um ano. Não foi rápido,
mas foi construído de dentro para fora: com
técnicos reais, com problemas reais.
Hoje a Motormind trabalha diretamente com
OEMs para melhorar a forma como se dá suporte
técnico a toda a sua rede de concessionários
e oficinas.
Que problemas concretos das oficinas foram
o ponto de partida para o desenvolvimento
da plataforma Motormind?
O problema mais visível era a falta de técnicos
qualificados. Mas, trabalhando com
oficinas, descobrimos que por trás desse sintoma
havia algo mais profundo: o sistema de
suporte técnico não estava desenhado para os
carros atuais.
Vejo um pós-venda
onde o conhecimento
técnico é acessível
ao instante, onde o
suporte é proativo
em vez de reativo, e
onde cada reparação
alimenta um sistema
de aprendizagem que
beneficia toda a rede
Um técnico hoje tem à sua frente um veículo
complexíssimo, abre um ticket de suporte à
marca e espera. Às vezes horas, às vezes dias.
Quando a resposta chega, pode já não ser
relevante porque o contexto mudou. A documentação
técnica existe, mas está dispersa
em milhares de páginas de PDFs que ninguém
consegue navegar de forma eficiente
em tempo real. E as equipas de suporte dos
fabricantes estão sobrecarregadas a responder
às mesmas consultas vezes sem conta.
É um sistema que foi desenhado para outra
época. Os carros mudaram radicalmente, a
complexidade multiplicou-se, mas a forma
como se dá suporte técnico é essencialmente
a mesma de há vinte anos. Isso gera um fosso
que a cada ano se torna maior. E se não
trabalharmos pela raiz, só podemos remendar
sintomas.
A plataforma foi desenvolvida “de baixo
para cima”, a partir das necessidades
reais das oficinas. Como foi esse processo
de desenvolvimento e de envolvimento
com os profissionais do setor?
Foi completamente orgânico. Começámos
a pilotar na minha própria oficina e depois
passámos a oficinas reais, acompanhando
técnicos no seu dia a dia, vendo exatamente
onde ficavam bloqueados. Não partimos de
uma teoria sobre como a tecnologia devia
funcionar, partimos da dor concreta que
cada pessoa vivia em cada posto.
Isso deu-nos algo que não se pode comprar:
a confiança do setor. O técnico que experimentou
algo que realmente lhe poupa tempo
não precisa de ser convencido. E essa credibilidade,
essa origem na oficina, é o que diferencia
a Motormind de qualquer empresa
tecnológica que entre no setor de fora.
O diagnóstico foi a nossa porta de entrada.
Mas, trabalhando lado a lado com as oficinas,
descobrimos que o diagnóstico era apenas
uma parte do problema. As fricções reais
vinham de mais acima: de como flui o conhecimento
técnico entre o fabricante e a sua
rede. Por isso hoje trabalhamos com OEMs:
não porque tenhamos abandonado o técnico,
mas porque é a única forma de fazer com
que todo o sistema trabalhe a seu favor.
42
ATUALIDADE
FUNCIONAMENTO DA PLATAFORMA
Um dos elementos-chave do sistema é o
pré-diagnóstico antes da entrada do veículo
na oficina. Como funciona este processo
na prática e que vantagens traz para
a gestão do serviço?
O pré-diagnóstico permite que, antes de o
veículo entrar fisicamente na oficina, o técnico
ou o consultor de serviço já tenha informação
relevante: que sintomas reporta o
cliente, que documentação técnica do fabricante
é aplicável, que historial tem esse modelo
em avarias semelhantes.
Na prática, isso muda completamente a dinâmica
da receção. Em vez de começar do
zero quando o carro chega, o técnico entra
na intervenção com contexto. Sabe que ferramentas
vai precisar, se há peças que deve ter
preparadas, se é uma avaria conhecida com
um procedimento específico. Isso elimina
tempos mortos, reduz o diagnóstico em oficina
e melhora o planeamento da carga de
trabalho.
Para o cliente é também uma melhoria direta:
menos tempo de espera, mais precisão
nos orçamentos e menos surpresas durante
a reparação.
Um dos desafios das oficinas é gerir a enorme
quantidade de documentação técnica
dos fabricantes. Como é que a plataforma
transforma essa informação em instruções
úteis e simples para o mecânico?
Este foi, sem dúvida, o nó mais difícil de
desatar. A documentação técnica existe: os
fabricantes têm milhares de páginas por
modelo, manuais, boletins técnicos, históricos
de avarias, etc. O problema não é a
quantidade de informação, é a sua acessibilidade
operacional.
A Motormind faz com que esse conhecimento
oficial seja instantaneamente consultável.
O técnico faz uma pergunta em
linguagem natural, no seu idioma, descrevendo
o sintoma do veículo que tem à sua
frente. A plataforma acede à documentação
oficial do fabricante, identifica o que é relevante
para aquele veículo e aquela avaria
concreta e devolve-lhe uma resposta contextualizada.
Não um PDF de 2.000 páginas.
A resposta que precisa, agora.
Cada fabricante tem a sua estrutura, o seu
histórico, as suas particularidades. Uma
parte importante do nosso trabalho é precisamente
essa: fazer com que esse conhecimento,
que já existe, seja operativo para o
técnico no momento em que precisa dele.
Na prática, que impacto pode ter esta simplificação
da informação na produtividade
e na qualidade das reparações?
O impacto é direto em duas dimensões que
andam sempre juntas: velocidade e qualidade.
Em velocidade: quando o técnico tem a resposta
correta em segundos em vez de esperar
horas ou dias, o tempo de diagnóstico reduz-
-se significativamente. Isso traduz-se em mais
intervenções por dia, menos estrangulamentos
na receção e melhor planeamento da oficina.
Em qualidade: quando a resposta vem da documentação
oficial do fabricante, bem contextualizada,
os erros de diagnóstico reduzem-
-se. Não há interpretações em segunda mão,
não há informação desatualizada a circular de
técnico para técnico. O técnico trabalha com
o conhecimento correto desde o primeiro momento.
Menos retrabalhos, menos peças substituídas
por engano, melhor experiência para
o cliente final.
E há um terceiro efeito que me parece muito
importante: o técnico júnior tem hoje acesso
ao mesmo conhecimento que um técnico sénior
levou anos a acumular. Isso tem um impacto
enorme no desenvolvimento da equipa.
Até que ponto pode a inteligência artificial
ajudar a reduzir erros de diagnóstico e evitar
substituições de peças desnecessárias?
É um dos impactos mais diretos e mais mensuráveis.
Muitos erros de diagnóstico não vêm
de falta de capacidade técnica: vêm de falta
de informação no momento certo. O técnico
não tem acesso rápido ao boletim técnico que
descreve exatamente aquele sintoma, ou não
sabe que aquele modelo tem um histórico de
avarias conhecidas naquele componente.
Quando o sistema lhe dá essa informação
contextualizada antes de começar a desmontar,
as substituições preventivas desnecessárias
reduzem-se. O técnico pode confirmar ou
descartar hipóteses com dados antes de encomendar
peças. Isso poupa custos tanto à
oficina como ao cliente, e melhora a relação
de confiança.
Não é magia: é fazer com que o conhecimento
que já existe no sistema do fabricante seja
operativo para quem precisa dele, no momento
em que precisa.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 43
QUALIDADE ORIGINAL
EM CADA PEÇA.
As vibrações, ruídos e desgaste prematuro da correia têm muitas vezes uma origem
negligenciada: a polia da cambota. Um componente chave para a transmissão eficiente
de potência e para o controlo das vibrações, com impacto direto no conforto, na
fiabilidade e na longevidade do veículo.
Com as polias Corteco, a oficina aposta em qualidade OE, facilidade de montagem e um
desempenho duradouro que faz a diferença na estrada – e na satisfação do cliente.
44
ATUALIDADE
Que impacto pode ter esta tecnologia na
rentabilidade das oficinas e na otimização
dos tempos de reparação?
A rentabilidade da oficina depende de converter
capacidade em horas produtivas. As
três fugas de eficiência mais dispendiosas são:
os tempos mortos por esperas, a má preparação
da intervenção e os retrabalhos. A Motormind
ataca diretamente as três.
Quando o diagnóstico é mais rápido, quando
a documentação é acessível no instante e
quando o suporte não bloqueia a operação,
as horas faturáveis aumentam de forma natural.
Não por pressão, mas por redução de
fricção. O técnico pode concentrar-se no que
realmente acrescenta valor em vez de perder
tempo a procurar informação ou a esperar
respostas.
Para os clientes enterprise com quem trabalhamos,
a poupança equivale ao trabalho
que teriam demorado mais de dois anos a
construir internamente se tivessem tentado
desenvolver um sistema de suporte próprio.
Isso é tempo e recursos que podem ser investidos
em fazer crescer o negócio.
Pode dar-nos alguns dados / números /
percentagens que demonstrem claramente
o impacto que a vossa plataforma Motormind
tem nas operações de uma oficina?
O dado mais significativo é este: resolvemos
cerca de 80% das consultas técnicas antes de
se converterem num ticket de suporte. Isso
significa que o técnico obtém a resposta que
precisa diretamente a partir da plataforma,
O principal obstáculo
não é tecnológico,
é de confiança.
O técnico já viu
muita tecnologia
que promete muito
e entrega pouco.
Essa desconfiança
é completamente
legítima e há que
respeitá-la
sem necessidade de escalar para a equipa de
suporte da marca. A equipa de suporte fica liberta
para se focar nos 20% de casos que realmente
requerem intervenção especializada.
Para os fabricantes com quem trabalhamos,
a poupança equivale a mais de dois anos de
trabalho em construção de sistemas internos.
É o equivalente a não ter de montar de raiz
toda uma infraestrutura de suporte técnico.
Prefiro não dar números sem o suporte de
cada caso concreto, porque cada rede e cada
fabricante tem as suas particularidades. O
que posso dizer é que os resultados são visíveis
desde a primeira utilização. Não vendemos
futuro, vendemos resultados imediatos.
MERCADO E EXPANSÃO
Para além das oficinas (independentes e
concessionários), a que outros atores do setor
pretende chegar esta solução (seguradoras,
empresas de renting, etc.)?
Hoje o nosso foco principal está nos OEMs e
nas suas redes de concessionários e oficinas oficiais.
É onde temos maior impacto sistémico:
quando trabalhas com um fabricante, não melhoras
uma oficina, melhoras toda uma rede.
Mas a lógica do que fazemos — tornar o conhecimento
técnico oficial operativo e instantaneamente
acessível — é aplicável a qualquer
ator que gira frotas de veículos complexos ou
que precise de dar suporte técnico em escala.
As seguradoras, as empresas de renting ou as
plataformas de gestão de frotas têm desafios
semelhantes: muitos veículos, documentação
técnica complexa e a necessidade de tomar decisões
rápidas e bem informadas.
É um horizonte natural de expansão. Por agora
estamos a construir a base sólida com os
OEMs, que é onde o impacto é mais profundo
e mais duradouro.
A empresa está também a desenvolver um
módulo de peritagem com inteligência
artificial. Como funcionará este sistema e
que papel poderá desempenhar na gestão
de sinistros e reparações de colisão?
A peritagem é uma área onde a IA tem um
potencial enorme, e é algo que conhecemos
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 45
muito bem através da Bonilla Motor, onde
gerimos sinistros de seguro com as companhias
seguradoras.
O processo atual de gestão de um sinistro
implica muitos passos manuais: documentação
de danos, comunicação com a seguradora,
validação de orçamentos, gestão de
ampliações por danos ocultos. Cada um
desses passos tem fricções que geram atrasos
e erros. A IA pode ajudar a estruturar e agilizar
todo esse fluxo: desde a documentação
visual dos danos até à verificação de que o
orçamento está alinhado com os parâmetros
do setor.
É uma área em desenvolvimento ativo. Posso
dizer que a lógica é a mesma que aplicamos
na assistência técnica: tornar o conhecimento
e os processos que já existem mais
acessíveis, mais rápidos e mais precisos para
quem tem de trabalhar com eles.
IA, FORMAÇÃO E TALENTO
Na sua opinião, em que áreas da operação
de uma oficina pode a inteligência artificial
ter maior impacto nos próximos anos?
Vejo três áreas com impacto transformador.
A primeira é o diagnóstico e a assistência técnica,
que é onde estamos a trabalhar hoje.
A complexidade dos veículos elétricos e híbridos
faz com que o conhecimento técnico
necessário se tenha multiplicado, e a IA é a
única forma de tornar esse conhecimento
acessível para todos os técnicos, não apenas
para os mais experientes.
A segunda é o planeamento e otimização da
operação: desde a gestão da carga de trabalho
até à antecipação de peças necessárias.
Quando o sistema compreende o contexto
do veículo antes de ele chegar à oficina, pode
prever o que vai ser necessário.
E a terceira, que creio estar subestimada, é a
formação contínua implícita. Cada interação
com uma plataforma de conhecimento bem
construída é uma oportunidade de aprendizagem.
O técnico que hoje resolve um problema
com ajuda da IA está, ao mesmo tempo,
a adquirir conhecimento que da próxima
vez poderá aplicar de forma autónoma.
Num setor onde a tecnologia do automóvel
evolui rapidamente, a formação contínua
dos técnicos é essencial. Pode a inteligência
artificial funcionar também como
ferramenta de aprendizagem ou formação?
Absolutamente, e é algo em que acredito
profundamente. Há duas dimensões de formação
que a IA habilita de forma natural.
A primeira é a formação no momento.
Quando um técnico consulta como diagnosticar
uma avaria e o sistema lhe dá a resposta
a partir da documentação oficial, está
a aprender. Não é formação programada, é
aprendizagem contextual no momento em
que mais se fixa: quando estás diante do problema
real.
A segunda é a democratização do conhecimento.
Um técnico júnior tem hoje acesso
Muitos erros de
diagnóstico não
vêm de falta de
capacidade técnica:
vêm de falta de
informação no
momento certo
ao mesmo conhecimento que um técnico
sénior levou anos a acumular. Esse conhecimento
institucional do fabricante, que antes
só chegava a quem tinha anos de experiência
ou acesso a formações específicas, está agora
disponível para toda a rede. Isso tem um efeito
formativo enorme em escala.
O sistema também aprende com cada interação:
cada caso resolvido alimenta uma base
de conhecimento que beneficia todos os técnicos
da rede. É uma formação coletiva contínua,
que melhora sozinha com a utilização.
A falta de técnicos qualificados é hoje um
dos maiores desafios do setor. De que forma
pode a inteligência artificial ajudar a
compensar esta escassez de técnicos?
PUB
Este é o problema estrutural do setor, e é
exatamente o que deu origem à Motormind.
Não há uma solução mágica para a falta de
talento técnico, mas a IA pode amortecer o
seu impacto de duas formas.
A primeira é tornar cada técnico mais produtivo.
Se o tempo de diagnóstico se reduz
porque o técnico tem acesso imediato ao conhecimento
correto, a mesma equipa pode
atender mais veículos. Não estamos a substituir
pessoas, estamos a eliminar as fricções
que as impedem de fazer mais.
A segunda é reduzir a barreira de entrada
para técnicos menos experientes. Quando o
conhecimento está acessível na plataforma,
um técnico com menos anos de experiência
pode resolver problemas que antes exigiam
alguém com muito mais percurso. Isso amplia
efetivamente o conjunto de pessoas que
podem trabalhar de forma produtiva na oficina.
A IA está aqui para libertar as pessoas, não
para as substituir. Num setor com escassez
de talento, potenciar cada pessoa é a única
forma sustentável de crescer.
ADOÇÃO E FUTURO
Quais podem ser os maiores obstáculos à
adoção da inteligência artificial no pós-
-venda automóvel?
O principal obstáculo não é tecnológico, é
de confiança. O técnico já viu muita tecnologia
que promete muito e entrega pouco.
46
ATUALIDADE
Essa desconfiança é completamente legítima
e há que respeitá-la.
A nossa forma de ganhar essa confiança é simples:
que funcione. Que a primeira vez que
o técnico pergunta algo, a resposta seja boa.
Que lhe poupe tempo real, mensurável, nesse
mesmo dia. Não vendemos futuro, vendemos
resultados desde a primeira utilização.
Há também barreiras organizacionais: a integração
com os sistemas existentes, a gestão da
mudança nas equipas, a coordenação entre o
fabricante e a sua rede de concessionários.
São desafios reais, mas são desafios de implementação,
não de tecnologia.
E há um terceiro obstáculo que me parece
importante nomear: o medo de que a IA
substitua postos de trabalho. Creio que a resposta
a isso está nos factos: as oficinas que
trabalham com a Motormind não despedem
técnicos, têm-nos mais ocupados porque
conseguem fazer mais.
Olhando para o futuro, como imagina o
papel da inteligência artificial no pós-venda
automóvel nos próximos anos?
Vejo um pós-venda onde o conhecimento
técnico é acessível ao instante, onde o suporte
é proativo em vez de reativo, e onde cada
reparação alimenta um sistema de aprendizagem
que beneficia toda a rede.
Os carros serão mais complexos, especialmente
com a eletrificação a acelerar. Mas o
suporte será mais inteligente. O técnico que
hoje perde horas a procurar informação terá
um assistente que lhe dá a resposta correta ao
instante, contextualizada ao seu veículo e à
sua avaria.
Para os fabricantes, a IA permitirá escalar o
pós-venda europeu sem crescer proporcionalmente
em estrutura. Poder dar suporte em
múltiplos idiomas, com documentação técnica
de milhares de páginas por modelo, a equipas
distribuídas por vários países, sem necessidade
de multiplicar as equipas de suporte.
E para o setor em geral, creio que a IA acelerará
a transformação do pós-venda de ser um centro
de custo para ser um gerador real de valor
e diferenciação. A marca que responde rápido,
que resolve, que apoia a sua rede... isso traduz-
-se em fidelização e em reputação.
Pela sua experiência, estão as oficinas independentes
preparadas para esta transformação
tecnológica?
Mais do que se costuma assumir, e menos do
que precisam de estar.
As oficinas independentes têm algo muito
valioso: agilidade. Não têm os processos rígidos
nem as hierarquias dos concessionários
de grande rede. Quando veem que algo funciona,
adotam-no rapidamente. Essa capacidade
de adaptação é uma vantagem enorme.
O que lhes falta é acesso. Acesso a formação
técnica atualizada, acesso a documentação
oficial que as marcas nem sempre disponibilizam
à rede independente, e acesso a tecnologia
que até agora estava desenhada para
grandes redes com grandes orçamentos.
É exatamente aí que a IA pode democratizar
o setor. A plataforma que acede à documentação
técnica oficial e assiste o técnico em
tempo real não exige um investimento enorme
nem uma equipa de TI. Exige vontade de
mudar e um sistema que realmente funcione.
A oficina independente que dê esse passo vai
ter uma vantagem competitiva muito real sobre
as que não o fizerem.
Se tivesse de dar um conselho a uma oficina
que quer começar a utilizar inteligência
artificial, qual seria o primeiro passo?
O primeiro passo é identificar o estrangulamento
mais caro. Não o mais chamativo, o
mais caro. Onde se perdem mais horas? No
diagnóstico? Na espera de resposta do fabricante?
A procurar informação em documentação
que ninguém sabe navegar? Esse ponto
de dor concreto é onde deve começar qualquer
solução de IA.
O segundo passo é exigir resultados desde o
primeiro dia. Não projetos-piloto de seis meses,
não promessas de futuro. Se a ferramenta
não poupa tempo real na primeira semana de
uso, não é a ferramenta certa.
E o terceiro conselho, que me parece o mais
importante: não procures tecnologia, procura
soluções para problemas concretos. A IA
não é um fim em si mesma. É um meio para
que as pessoas da tua oficina façam melhor
o seu trabalho. Se o técnico não nota no seu
dia a dia, não está a servir de nada.
A melhor assistência técnica é a que evita
que a oficina tenha de pedir ajuda. Esse
deveria ser o critério para avaliar qualquer
ferramenta.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 47
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QUALIDADE • PREÇO • PERFORMANCE
3
48 ATUALIDADE
CAR ACADEMY ORGANIZA MECHSUMMIT - CONFERÊNCIA PARA PROFISSIONAIS DA REPARAÇÃO
Debater a realidade
do setor oficinal
A Car Academy, empresa de formação especializada no setor das oficinas, vai organizar no dia 26 de setembro,
em Oeiras, o MechSummit, a maior conferência para técnicos e donos de oficinas em Portugal. Um dia de
networking, aprendizagem e inovação.
Conhecendo em profundidade o
setor das oficinas de automóveis
independentes, a Car Academy vai
levar a efeito o MechSummit, uma
conferência onde pretende abordar
temas diretamente ligados à realidade
do setor em Portugal, incluindo tendências
do mercado automóvel, gestão de equipas,
rentabilidade e desafios técnicos enfrentados
pelas oficinas.
O evento vai reunir proprietários, gestores e
técnicos de oficinas de reparação automóvel
para um dia de palestras, partilha de conhecimento
e aprendizagem prática. Ao longo
do dia, vários convidados irão intervir com
conteúdos orientados para a melhoria do desempenho
dos negócios das oficinas e para
a adaptação a um mercado cada vez mais
exigente. Entre os nomes confirmados estão
Ana Sofia Cardoso, jornalista, que assumirá
o papel de apresentadora, José Pedro, COO
do Grupo J23M, e David Carreto, CEO do
Grupo Carretos, estando ainda previstos outros
oradores a anunciar brevemente.
Um dos momentos centrais do programa
será uma apresentação especial da equipa de
suporte técnico, dedicada à análise de casos
reais de avarias. Serão partilhadas situações
concretas, com sintomas complexos e diagnósticos
exigentes, demonstrando as soluções
encontradas através de consultoria técnica.
Esta componente prática pretende oferecer
aos participantes aprendizagens aplicáveis no
dia a dia profissional.
O evento terá formato exclusivamente presencial,
promovendo também o networking
entre participantes e a troca de experiências
no setor. A organização destaca que haverá
espaço para interação direta com os oradores
e outros profissionais da área.
O MechSummit 2026 irá decorrer no Centro
de Conferências do Hotel Lagoas Park, em
Oeiras, entre as 9h e as 18h. As inscrições e
outros detalhes do evento poderão ser consultados
através do site www.mechsummit.pt.
Mais informações em:
www.mechsummit.pt/
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 49
50
50 ATUALIDADE
QUASAR
Especialização que deu frutos
Consolidada a sua operação em Espanha e Portugal, a Quasar continua a investir fortemente na sua especialização em
alternadores e motores de arranque para todo o tipo de veículos. Os desafios técnicos atuais incrementam e reforçam ainda
mais a sua especialização.
TEXTO PAULO HOMEM
Com 36 anos de atividade (novembro
de 1990) e mais de uma década
de presença física em Portugal, a
Quasar construiu uma relação sólida
com o mercado nacional muito
antes de se instalar formalmente no país.
A operação física no nosso país arrancou em
2015, em Leiria, mas o trabalho com clientes
portugueses remonta praticamente à origem
da empresa.
“Para nós, Portugal sempre foi um mercado
muito importante. Estando nós na Galiza fica
mais perto Portugal do que o mercado de Madrid”,
explica Carlos Eguia, Diretor Geral da
Quasar, explicando que “a afinidade linguística
e a facilidade de comunicação foram também
determinantes. Entendemo-nos muito
bem. Há uma proximidade natural que facilitou
muito o desenvolvimento do negócio”.
Os primeiros passos foram dados no norte do
país, através de contactos pessoais que acabaram
por marcar o percurso da empresa. Entre
eles, José Soares e Fernando Moreno, que
Carlos Eguia recorda como figuras-chave na
entrada no mercado português. “Nunca me
vou esquecer da primeira vez que entrei numa
loja em Braga. Foi tudo muito direto, muito
aberto. As pessoas explicavam como compravam,
como vendiam. Era um mercado muito
transparente”.
Esse ambiente facilitou a expansão para outras
zonas, como o Porto, onde a empresa começou
a consolidar a sua presença junto de operadores
especializados em material elétrico.
“Encontrámos empresas muito profissionais,
mas acima de tudo pessoas de grande qualidade
humana, como o Óscar Rocha, que se
tornou um amigo para sempre. Tudo isso
marcou-nos muito e ditou a nossa evolução”,
explica Carlos Eguia.
Com o crescimento da atividade e o aumento
da procura, surgiu a oportunidade de dar um
passo adicional: criar uma estrutura física no
país, neste caso em Leiria e um ano mais tarde
no Porto. A decisão foi também influenciada
pela evolução do próprio mercado, cada vez
mais orientado para a proximidade e rapidez
de resposta.
FORTE ESPECIALIZAÇÃO
Um dos momentos mais marcantes no percurso
da Quasar foi a decisão de apostar na
especialização em alternadores e motores de
arranque, há cerca de 25 anos. Uma escolha
que teve origem, em parte, em conselhos recebidos
no mercado português. “Recordo uma
conversa em Lisboa, com o Joaquim Candeias,
em que me disse: ou trabalhas uma marca ou
trabalhas um produto, mas tens que te especializar.
Não podes fazer tudo”, conta Carlos
Eguia. Essa ideia acabou por influenciar decisivamente
a estratégia da empresa. “Percebemos
que fazia sentido concentrarmo-nos num tipo
de produto e tornarmo-nos especialistas. Foi
uma aposta ganha”, diz o mesmo responsável.
Esta especialização permitiu à Quasar desenvolver
conhecimento técnico profundo
e diferenciar-se num mercado onde muitos
operadores optam por gamas de produto
muito alargadas. “Há espaço para todos, mas
acreditamos que o nosso valor está exatamente
na profundidade da gama, não na largura da
oferta”, refere.
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Num mundo cada vez mais digital, a presença online de uma oficina pode ser a chave para
atrair mais clientes e aumentar a visibilidade do negócio. Mas como garantir que a sua oficina
se destaca num mercado tão competitivo? A VARTA, líder em soluções de baterias automotivas,
oferece 6 conselhos essenciais para melhorar a sua presença online:
diretamente com os clientes.
NOTÍCIAS
Crie conteúdo de qualidade. Criar conteúdo relevante para o seu público também é
fundamental. Quando se trata de oficinas, o conteúdo deve ser educativo, informativo e
diretamente relacionado às necessidades dos clientes. Por exemplo, criar artigos sobre como
identificar sinais de desgaste na bateria ou vídeos demonstrando a manutenção adequada de
veículos.
Faça colaborações com marcas e influencers. Associar-se a marcas reconhecidas aumenta
a confiança dos clientes e a visibilidade online da sua oficina. Além disso, colaborar com
influencers e empresas do setor amplia o alcance e cria oportunidades de promoções conjuntas,
que podem ser muito atrativas para os clientes.
Aposte em avaliações online para construir confiança. As avaliações online são essenciais
para aumentar a confiança dos clientes na sua oficina. Incentive os clientes satisfeitos
a deixar feedback no Google, Facebook ou outras plataformas relevantes. Responder a estas
avaliações, tanto as positivas como as negativas, contribui para a boa reputação online.
Envie comunicações segmentadas para fidelizar clientes. Utilize newsletters ou mensagens
segmentadas para oferecer recordatórios de verificações, como check-ups de bateria ou
mudanças de óleo, e promoções exclusivas. Estas comunicações ajudam a manter a sua oficina na
mente dos clientes.
Torne-se parceiro da VARTA e apareça no portal. O VARTA Partner Portal oferece uma série
de serviços úteis para as oficinas, incluindo a oportunidade de aparecer no Pesquisador de
parceiros, onde clientes de todo o país procuram locais de confiança que utilizem baterias VARTA
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Ao longo dos anos, essa especialização foi
sendo alargada a muitas outras competências
por via também da evolução técnica do próprio
produto. “Um alternador já não é apenas
uma peça que carrega a bateria. É uma unidade
eletrónica, uma centralina, que comunica
com outros sistemas do veículo”, explica
Carlos Eguia, dizendo que “se o alternador
não fornece os parâmetros corretos (tensão,
e amperagem) a bateria pode simplesmente
não aceitar a carga.”
Esta evolução obriga a um esforço constante
de adaptação e de procura constante
por parte da Quasar para acompanhar as
tendências tecnológicas e dar resposta ao
mercado. Atualmente, coexistem diferentes
arquiteturas elétricas, incluindo sistemas de
12, 24, 36 e 48 volts, cada uma com requisitos
específicos. “Já estamos a trabalhar com
48 volts de forma regular. É uma realidade
crescente na nossa operação”, diz o Diretor
Geral da Quasar.
Esta evolução exige investimento constante
em equipamentos, formação e capacidade de
diagnóstico. “Temos que aprender continuamente.
O produto muda todos os anos, mesmo
que mantenha o mesmo nome”, assegura
o mesmo responsável.
PLATAFORMA B2B MAIS TÉCNICA
A plataforma B2B da Quasar é hoje central
na operação da empresa, concentrando uma
parte significativa das vendas. Ainda assim, há
margem de evolução. “Queremos que seja mais
do que uma ferramenta comercial. Queremos
integrar informação técnica, ajudar no diagnóstico
e apostar outras funcionalidades”, diz Carlos
Eguia, assumindo que o desafio agora “passa
por transformar a plataforma num verdadeiro
suporte ao cliente, acompanhando a crescente
complexidade dos produtos”.
O mercado dos alternadores e motores de arranque
está cheio de adaptações, aplicações não convencionais
e montagens fora de catálogo, o que exige
frequentemente conhecimento especializado. Por isso,
a empresa defende uma combinação entre digitalização
e acompanhamento técnico próximo.
Defende Carlos Eguia que o objetivo é “partilhar conhecimento
com clientes e parceiros” entendendo que
essa transparência beneficia o mercado e reforça
a credibilidade da empresa. “A nós agrada-nos
partilhar a informação”, afirma, acrescentando
que não vê vantagem em guardar conhecimento
como se fosse um património inacessível. Na sua
visão, a informação técnica tem valor precisamente
quando ajuda a resolver problemas concretos e
cria confiança duradoura com os clientes.
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52
ATUALIDADE
PÓS-VENDA TÉCNICO
Tendo em conta o incremento da complexidade
técnica dos alternadores, o pós-venda
assume assim um papel central. A Quasar
tem apostado fortemente neste acompanhamento,
muitas vezes trabalhando diretamente
com os clientes para resolver problemas.
“Recebemos muitas reclamações que, na
realidade, não são defeitos do produto. São
questões de diagnóstico ou de montagem.
Um alternador pode não funcionar porque
a bateria está em más condições, por exemplo”,
explica Carlos Eguia. Para responder a
isso, a empresa fornece informação técnica
detalhada e, sempre que necessário, apoia o
cliente na identificação da origem do problema.
Essa abordagem tem também impacto
na melhoria contínua do produto. “Quando
identificamos um problema recorrente, incorporamos
essa informação, seja na documentação,
seja no próprio produto”, assegura
o responsável da empresa espanhola.
Carlos Eguia destaca ainda que sempre que
surge uma nova referência, a peça é desmontada
por completo e analisada internamente.
O objetivo é perceber a qualidade real dos
materiais e identificar potenciais pontos de
falha antes da comercialização. Essa forma
de estar, admite, nem sempre permite competir
pelo preço mais baixo. Ainda assim, a
empresa prefere manter um padrão mínimo
de qualidade a entrar numa lógica puramente
comercial. “Não vamos por preço. Temos
mínimos que cumprimos, e esses mínimos
passam por um nível de qualidade muito
claro”, afirma.
TRÊS NÍVEIS DE PRODUTO
A oferta da Quasar mantém-se estruturada
em três níveis: produto original (premium),
marca própria e recondicionado. A marca
própria continua a ser dominante (com mais
de metade das vendas), com a aposta a recair
sempre no controlo constante da qualidade do
produto. “Não é uma simples marca branca.
Carlos Eguia, Diretor Geral da Quasar, antecipa
mudanças importantes ao nível do produto,
sobretudo na área dos alternadores. Enquanto
os motores de arranque continuam a apresentar
uma lógica técnica relativamente estável,
os alternadores estão a evoluir rapidamente e
deverão trazer novos desafios ao setor.
Essa transformação está ligada, em parte, à
Testamos tudo, desmontamos e analisamos
componentes. Se necessário, substituímos
peças críticas por equivalentes originais para
garantir o desempenho daquilo que entregamos
ao cliente. Todos os produtos são sujeitos
a testes e análises rigorosas antes de entrarem
na oferta comercial”, revela Carlos Eguia.
Além da marca própria, como foi dito, a
Quasar comercializa também material original
de vários fabricantes reconhecidos,
respondendo à procura de clientes que privilegiam
esse segmento.
Porém, o recondicionado ganhou relevância
nos últimos anos, sobretudo pela dificuldade
de acesso a determinadas referências e pela
crescente preocupação ambiental. “Há peças
que simplesmente não existem no aftermarket.
Nesses casos, a reconstrução é a única
solução. Para nós o essencial é dar sempre
a solução ao cliente”, afirma o mesmo responsável,
que diz que há uma consciência
crescente da importância da reutilização e,
por isso, “recuperar componentes é também
uma forma de reduzir impacto ambiental. É
uma tendência que veio para ficar”.
Outro dos principais problemas apontados
por Carlos Eguia é a crescente dificuldade
em obter peças novas, mesmo para veículos
relativamente recentes. O fenómeno, diz,
já não se limita a modelos raros ou muito
antigos. “Também aqui procuramos internamente
a solução, estudando, analisando e
pesquisando. Para nós o foco estará sempre
na solução”, explica Carlos Eguia.
Se há área que ganhou protagonismo em
todo o negócio de peças, é a logística. A capacidade
de ter produto disponível e entregá-lo
rapidamente tornou-se determinante
para todos os operadores e para a Quasar
NOVO DESAFIOS
entrada de novas marcas no mercado europeu,
especialmente fabricantes chineses que começaram
por apostar em veículos elétricos, mas
que estão agora também a avançar com modelos
híbridos. Para a Quasar, esta evolução obrigará a
acompanhar novas referências, novas tecnologias
e novas exigências de reparação e substituição.
Outro dos sinais mais evidentes dessa transformação
técnica é, segundo Carlos Eguia, o
crescimento dos alternadores de 48 volts. Recorda
que, há apenas cinco ou seis anos, este era ainda
um pedido raro e quase estranho, associado a
projetos muito específicos. Hoje, porém, tornou-se
um produto cada vez mais presente no dia a dia
da empresa. Atualmente, diz, já não é incomum
vender vários alternadores de 48 volts por dia,
e a expectativa é que esse volume continue a
aumentar rapidamente. Em contrapartida, admite
que, no futuro, os tradicionais alternadores de 12
volts poderão tornar-se residuais à medida que os
veículos integrem mais tecnologia, mais sistemas
eletrónicos e maiores exigências energéticas.
não é exceção. No entanto, essa eficiência
implica planeamento rigoroso, tanto mais
que parte das compras são feitas em mercados
do oriente. “Fazer encomendas com meses
de antecedência obriga a prever o mercado.
E isso, num setor tão dinâmico, não
é simples”, diz Carlos Eguia, mas reconhece
que “hoje, para os nossos clientes, conseguimos
entregar peças em prazos tão curtos que
há poucos anos seriam impensáveis”.
PRESENTE COM FUTURO
Com 36 anos de experiência no setor, Carlos
Eguia acredita que a Quasar entra agora
num período particularmente favorável. Na
sua perspetiva, os próximos cinco a dez anos
deverão representar uma fase de consolidação
do trabalho desenvolvido ao longo das últimas
décadas, num momento em que a evolução
tecnológica do automóvel começa a abrir
novas oportunidades para empresas altamente
especializadas. “Agora vai ser um desfrute
contínuo”, resume, numa imagem que compara
o negócio a uma semente já lançada à
terra, regada durante anos e prestes finalmente
a dar fruto. Para o responsável, a empresa já
ultrapassou a fase de construção da base e está
agora em posição de colher os resultados do
investimento feito em conhecimento, produto
e adaptação tecnológica. Nesse plano já são
os filhos Miguel, Carlos e Sónia Eguia, atuais
diretores da Quasar em Espanha, que irão dar
andamento ao futuro da empresa.
Para terminar, Carlos Eguia, não deixa de olhar
para todos aqueles que construíram os 36 anos
da empresa, dizendo que “é muito importante
referir que tudo isto só foi possível com a excelente
equipa humana que tem estado presente
em todo este percurso da Quasar”.
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54 ATUALIDADE
3.ª CONVENÇÃO DIAGTEC PLUS
Aposta na eletrificação,
especialização e gestão
A 3.ª Convenção da Diagtec Plus demonstrou que o aftermarket automóvel está a entrar numa nova fase, onde a
especialização e a gestão eficiente do negócio serão fundamentais.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
Diagtec Plus realizou no passado
mês de abril, a sua 3.ª Convenção,
na qual reuniu parceiros
e oficinas da rede para um dia
de partilha de conhecimento e
apresentação de novas soluções que a rede
está a implementar, orientadas para o futuro
do aftermarket. A convenção reuniu dezenas
de oficinas da rede e parceiros estratégicos
no Hotel Golf Mar, em Porto Novo,
onde, ao longo do dia, os oradores demonstraram
de que forma o futuro das oficinas
passa, no presente e no futuro, pela especialização,
pela correta gestão do negócio e pela
capacidade de adaptação às novas realidades
do setor automóvel, nomeadamente a eletrificação,
a digitalização e a crescente complexidade
técnica dos veículos.
ELETRIFICAÇÃO
A sessão arrancou com a intervenção de
Tiago Resende, CMO da Diagtec Plus, que
apresentou uma análise detalhada do mercado
automóvel nacional e das principais
tendências. O responsável demonstrou que
os dados apresentados confirmam uma mudança
estrutural no mercado, com a eletrificação
a ganhar peso nas novas matrículas e
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 55
NOVA APP MÓVEL PARA OFICINAS
RETRATO DO MERCADO
AUTOMÓVEL EM PORTUGAL
Joel Pinhel afirmou que a digitalização surge
como um dos eixos estratégicos da Diagtec
Plus, e um dos objetivos para 2026 é o lançamento
de uma aplicação própria da rede. “A
app permitirá ao cliente final localizar oficinas,
marcar serviços, comunicar diretamente com a
oficina e acompanhar o estado das reparações.
O objetivo é facilitar o acesso do cliente final
a alterar progressivamente o perfil do parque
circulante. “O parque automóvel está a modernizar-se
com a eletrificação, e isso muda
completamente o tipo de intervenção necessária
nas oficinas. Mesmo quando não falamos
de veículos 100% elétricos, estamos a
falar de sistemas de alta voltagem, que exigem
outro nível de preparação técnica. Os dados
apresentados mostram que cerca de 66% dos
às oficinas e aproximar a relação. O cliente
pode marcar diretamente, falar com a oficina e
acompanhar todo o processo. A aplicação será
gratuita e deverá ser disponibilizada em breve”,
adiantou. “Esta ferramenta surge como resposta à
crescente digitalização da relação com o cliente,
permitindo às oficinas melhorar a experiência
do utilizador e reforçar a fidelização”.
veículos novos vendidos em Portugal já são
eletrificados, com os híbridos a representarem
uma fatia significativa do mercado”. Tiago
Resende sublinhou ainda o impacto direto
desta evolução no aftermarket independente:
“Uma grande parte destes veículos vai sair das
marcas e entrar no mercado independente.
Isso representa uma oportunidade enorme,
mas apenas para quem estiver preparado.”
Tiago Resende apresentou uma análise
do mercado automóvel nacional e das
principais tendências:
⇨ 66% dos veículos novos vendidos são
eletrificados;
⇨ Híbridos representam cerca de 31% do
mercado;
⇨ Elétricos (BEV) continuam a crescer de
forma consistente;
⇨ Gasolina e diesel registam tendência
de queda;
⇨ Aumento do custo dos combustíveis
acelera a transição;
⇨ Custos de utilização mais baixos favorecem
eletrificados;
⇨ Crescente procura por reparadores especializados.
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56
ATUALIDADE
FORMAÇÃO
Tiago Resende mostrou também aos convidados
que a Diagtec Plus terminou 2025
com uma rede consolidada, composta por 19
unidades, mantendo uma trajetória de crescimento
em 2026. “Foi um ano desafiante para
todos, mas conseguimos superar as dificuldades
e terminar com uma rede equilibrada e
em crescimento”, afirmou, lembrando que a
formação continua a assumir um papel central
na estratégia da empresa, com forte adesão por
parte das oficinas, “mesmo quando implica
deslocações significativas. Sabemos o esforço
que é, sobretudo para quem vem de longe,
mas a formação é essencial para acompanhar
a evolução do setor”. Além disso, foram destacadas
iniciativas locais de dinamização de
negócio, com impacto direto na captação de
clientes: “São ações simples, de baixo custo,
mas que fazem a diferença. Conseguem gerar
novos clientes e dar visibilidade aos serviços
das oficinas”, acrescentou Tiago Resende.
ESPECIALIZAÇÃO
Em seguida, Joel Pinhel, consultor da Diagtec
Plus, reforçou a importância da especialização
técnica e do posicionamento estratégico da
rede. “O mundo da eletrónica, da mecatrónica
e do software automóvel é cada vez mais
complexo, mas é aquilo que nos traz negócio.
Temos de procurar constantemente soluções
que permitam às oficinas trabalhar com maior
eficiência e diferenciação.” O responsável destacou
ainda a lógica de funcionamento da
Outra das novidades apresentadas para este ano
foi a parceria com a Nors, apresentada por Hugo,
representante do grupo. Tiago Resende indicou
que esta colaboração reforça a componente
comercial da rede, permitindo às oficinas aceder
a um ecossistema mais completo de peças e
serviços. “Estamos sempre à procura de parceiros
de excelência e acreditamos que a Diagtec é o
parceiro certo, sobretudo pela sua competência
na área da eletrónica e programação”. Através
desta parceria, as oficinas passam a dispor de
um portal digital com várias funcionalidades:
PARCERIA GRUPO NORS
Joel Pinhel adiantou que outro dos eixos estratégicos
da rede para 2026 passa pela eletrificação,
em particular na área da reparação
de baterias e sistemas de alta voltagem. “Mais
cedo ou mais tarde, estes veículos vão sair
das marcas e vão precisar de manutenção no
aftermarket. Quem estiver preparado vai ter
uma vantagem enorme. A Diagtec Plus tem
vindo a preparar esta transição há vários anos.
Já estamos a trabalhar esta área há quatro
anos. Sabíamos que este momento ia chegar
e preparámo-nos para isso”, indicando que a
abordagem passa por uma solução integrada,
incluindo equipamentos especializados, como
tecnologia Thinkcar com EV Box, formação
técnica e certificação. Esta solução permite
realizar diagnóstico e intervenção em sistemas
de alta voltagem, o que posiciona as oficinas
num segmento técnico mais avançado e de
maior valor acrescentado. “Esta aposta visa
não só responder à evolução do parque automóvel,
mas também criar novas fontes de
receita para as oficinas da rede. Neste âmbito,
rede: “Temos critério, sabemos com quem
queremos trabalhar e queremos acrescentar
valor. A rede Diagtec Plus funciona como um
núcleo duro, onde existe entreajuda e compromisso.”
pesquisa de peças por matrícula, identificação
gráfica de componentes, tracking de encomendas
em tempo real e acesso a faturas, notas
de crédito e devoluções. “A Nors disponibiliza
ainda um portefólio abrangente de peças, incluindo
componentes de primeiro equipamento
e material de colisão, suportado por uma rede
logística nacional com entregas frequentes”,
indicou Hugo Pinto. Esta integração permite
ganhos de eficiência operacional, redução do
tempo na identificação de peças e maior controlo
sobre todo o processo de encomenda.
CENTROS HEV
oferecemos um pacote chave na mão, que
permite às oficinas entrar nesta área com
segurança e capacidade técnica.” Joel Pinhel
adiantou que a rede conta atualmente com seis
centros preparados para intervenção em veículos
eletrificados, com objetivo de expansão
no curto prazo. “Quando chegarmos à décima
unidade, iremos fazer um forte investimento
na divulgação para trazer rentabilidade às
oficinas. Esse investimento será assumido pela
própria estrutura da rede e terá como foco a
geração de procura. O custo será suportado
por nós”, adiantando que, neste tema, o papel
das oficinas será garantir a capacidade
técnica. “A estratégia inclui uma campanha
nacional multicanal, com presença em meios
especializados como a imprensa do setor, rádio
e comunicação dirigida ao consumidor final,
com o objetivo de gerar procura e direcionar
clientes para as oficinas da rede. Aquilo que
os membros Diagtec Plus têm de assegurar é
a certificação, a formação e as ferramentas.
Esse será o motor para aumentar a faturação”.
PLANEAMENTO E GESTÃO OFICINAL
Sob o mote: Plano de negócios: o motor da
oficina moderna”, Alexandre Barbosa, da AB
Consultoria, abordou a importância do planeamento
estratégico na gestão das oficinas. Parceiro
da rede desde o início, o consultor trouxe
uma visão prática e orientada para resultados,
destacando a necessidade de uma gestão estruturada.
“Gerir uma oficina sem plano é como
correr uma maratona sem preparação. Não é
no fim que se ganha, é no início, quando se
define para onde se quer ir”. Este responsável
alertou para um erro comum no setor: “muitas
oficinas trabalham muito, têm a casa cheia, mas
no final não têm dinheiro. Trabalhar muito não
significa ter rentabilidade”, e defendeu a transição
para um modelo mais profissionalizado.
“Temos de deixar de ser oficinas reativas, que
esperam pelo problema, e passar a ser oficinas
proativas, com controlo sobre custos, tempos e
rentabilidade”. A importância do controlo financeiro
foi outro dos pontos-chave, com Alexandre
Barbosa a indicar que, “se a oficina não
sabe quanto custa cada hora ou cada intervenção,
não consegue definir preços corretamente.
E sem isso, não há margem”. O consultor destacou
ainda a necessidade de definir objetivos
concretos e monitorizáveis: “Os objetivos têm
de ser específicos, mensuráveis e acompanhados
ao longo do tempo. Só assim conseguimos
corrigir desvios e atingir resultados.”
2026
Em seguida, Tiago Resende e Joel Pinhel apresentaram
o que está previsto para a rede em
2026, nomeadamente os centros HEV, o reforço
da parceria com o Grupo Nors e a nova
APP móvel.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 57
58
58 ATUALIDADE
DAVICOATINGS ABRE NOVAS INSTALAÇÕES
Nova dimensão de serviço
A DaviCoatings está a aumentar a sua presença no mercado da repintura com um salto para novas instalações, focada na
otimização logística, no apoio técnico especializado e na formação aos seus clientes.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Embora as origens da DaviCoatings
remontem a 1997, com a experiência
de Francisco Marta, foi em 2017
que este retalhista da área da repintura
assumiu a sua configuração
atual, sob a gestão de David Lopes. Depois
de vários anos a operar num espaço de menos
de 200m², a empresa inaugurou recentemente
novas instalações, que contam com armazém
e balcão, numa área total de 850 m² . O
novo espaço da DaviCoatings, também localizado
na zona do Montijo, foi pensado para
melhorar a eficiência do serviço ao cliente,
mantendo-se fiel à estratégia de agilidade
na entrega, proximidade com as oficinas da
região e oferta de marcas de referência, tanto
em tintas como em produtos no-paint,
como Spies Hecker, Norton, Farécla, Car
Sistema, 3M, Rupes, Sata, entre outras. “O
novo armazém permite-nos centralizar operações
que antes estavam dispersas por vários
locais pequenos e desorganizados”, explicou
à PÓS-VENDA David Lopes, que destacou
também que “esta mudança permite-nos trabalhar
com menos stock total, mas muito
melhor organizado, o que elimina, por exemplo,
erros de inventário”. O responsável refere
que o processo de renovação foi profundo,
e as instalações contam agora com áreas bem
definidas para loja, armazém, laboratórios fechados
com extração de ar, escritórios e uma
sala de formação.
LOGÍSTICA
O novo armazém vem também ajudar a dinâmica
de entregas, que tem sido refinada nos
últimos anos pela DaviCoatings. “As rotas de
entrega estendem-se atualmente até Setúbal,
além das zonas habituais como Seixal, Alcochete,
Barreiro, Moita, Palmela e Almada”.
Apesar da eficiência nas entregas, o número
de clientes na loja levou a DaviCoatings a
manter o serviço de balcão. “O balcão continua
a representar uma grande parte do negócio.
A diferença é que, hoje, o cliente chega
com referências pesquisadas online, muitas
vezes após ver vários vídeos na Internet, especialmente
no caso de equipamentos técnicos,
como máquinas. Para responder a esta
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 59
procura, o nosso balcão de vendas continua
a ser um pilar de rentabilidade diária, pois
conseguimos oferecer um aconselhamento
personalizado, algo que o digital ainda não
substitui”, indicou David Lopes.
APOIO TÉCNICO
Neste sentido, o responsável acrescentou que
a DaviCoatings continua a apostar na diferenciação
pelo acompanhamento e apoio
técnico ao cliente. “Nos últimos anos, a
nossa equipa cresceu para 10 colaboradores,
incluindo um técnico dedicado, que visita as
oficinas durante a semana. O nosso foco não
é vender o produto mais barato, mas sim a
solução que garante maior rentabilidade, de
acordo com o perfil de cada cliente. Através
das parcerias com marcas premium, como
a Farécla ou a 3M, procuramos oferecer
sistemas completos e com garantia técnica,
evitando produtos isolados que não tragam
rentabilidade ao profissional”, explicou
o responsável, acrescentando que marcas
como a Spies Hecker ou a Syrox permitem
diferentes abordagens de custo-benefício, e
por esse motivo a empresa oferece várias gamas
de produto, para uma oferta abrangente
e adequada a cada caso. De acordo com o
gerente da DaviCoatings, “este apoio técnico
é vital num cenário de escassez de mão
de obra qualificada. O processo de formar
um técnico para afinação de cores exige um
investimento elevado e a retenção de jovens
profissionais é um desafio constante”, adiantando
que a empresa irá integrar mais um
técnico na sua equipa, em breve.
FORMAÇÃO E
DEMONSTRAÇÕES TÉCNICAS
A sala de formação teórica das novas instalações
da DaviCoatings está preparada para
receber 15 pessoas. “O objetivo é capacitar
os clientes em áreas críticas como a orçamentação,
dotando-os de ferramentas para
negociar, por exemplo, com as companhias
de seguros”, adianta o responsável. Para a
componente prática, indica que a maioria
das demonstrações feitas pela DaviCoatings
ocorrem na oficina do cliente, “pois o produto
deve ser testado nas condições reais
de iluminação e limpeza onde será aplicado
diariamente, e não num ambiente de laboratório
perfeito. Ainda assim, o novo espaço
permite-nos realizar demonstrações pontuais
de polimento e lixagem com iluminação específica”.
FUTURO
A curto prazo, o caminho da DaviCoatings
passa pela expansão para produtos relacionados
com o detalhe automóvel. “Este é um
segmento em crescimento para o qual contratámos
um comercial dedicado, recentemente.
Estão também nos planos reforçar a gama
para a indústria e construção civil, bem como
reativar o projeto da loja online B2C, para
servir como catálogo digital de apoio aos nossos
clientes. Mas, para este ano, a palavra de
ordem é consolidação. Após um ano de obras
e mudanças, o nosso foco é estabilizar a operação
na nova casa, otimizar processos internos
e continuar a ser a referência de agilidade na
margem sul”, conclui David Lopes.
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60
SALÃO
EXPOMECÂNICA 2026
AFTERMARKET
EM DOSE REFORÇADA
Durante três intensos dias, os
icónicos pavilhões da Exponor
voltam a receber mais
uma edição da Expomecânica,
que este ano será uma
edição comemorativa.
Trata-se da 10ª edição do único salão
realizado em Portugal dedicada sobretudo
ao pós-venda independente, que
novamente reúne alguns dos principais
players deste setor presentes não só em
Portugal, mas também em Espanha
e noutros países, que têm assim uma
oportunidade de ver olhos nos olhos
alguns dos seus clientes, mas também
potenciar a relação comercial com novos
clientes, maioritariamente responsáveis
oficinais que são o público emergente
deste evento.
Se tem uma oficina ou algum tipo de negócio
que interaja com as oficinas, então
a sua presença neste evento é indispensável.
É uma feira tipicamente B2B, muito
focada nessa relação entre empresas que
têm como foco comum o pós-venda automóvel,
onde é possível, num só espaço
(neste caso em 5 pavilhões) ficar a conhecer
as propostas dos expositores em
matéria de peças, pneus, lubrificantes,
equipamentos, ferramentas, software,
acessórios, serviços, etc.
As páginas seguintes servem para ficar a
conhecer com detalhe a localização dos
expositores da Expomecânica e também
as diversas iniciativas que vão ser levadas
a efeito no decorrer do evento (formações,
workshops, etc.) , que o ajudarão a
preparar melhor a sua visita.
Não se esqueça também que a PÓS-
-VENDA também lá marcará presença,
não como expositor, mas sim através da
já tradicional “onda amarela”, brindando
muitos dos presentes com um saco PÓS-
-VENDA carregado de brindes e ofertas
de muitos dos expositores deste evento.
Para além disso, obviamente que teremos
a nossa equipa a trabalhar junto de
todas as empresas, para lhes trazermos os
melhores conteúdos, na próxima edição
da revista, sobre a Expomecânica.
Poderá também obter nesta antevisão o
seu convite, de forma gratuita, para entrar
nos pavilhões da Exponor, sem ter
que esperar em filas, e assim potenciar
ao máximo a sua visita a este evento.
Portanto, só nos resta desejar uma boa
visita à Expomecânica 2026.
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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 61
SABIAS QUE O CALOR DO
VERÃO É O VERDADEIRO
INIMIGO SILENCIOSO DAS
BATERIAS?
Muitos condutores acreditam que
o frio prejudica a bateria, mas é o
calor que provoca a maior parte das
falhas. A temperatura ideal para
uma bateria é cerca de 20 °C, mas
no verão facilmente ultrapassa os
30 °C. O calor acelera a reatividade
química, aumentando a autodescarga
e o envelhecimento da
bateria. A cada 10 °C adicionais,
a reatividade química praticamente
duplica, provocando fatores de
desgaste que comprometem a
condução de corrente e a estrutura
mecânica da bateria.
FICHA TÉCNICA
EXPOMECÂNICA 2026
10.º Salão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto
Organização: Kikai Eventos
Data: 29 a 31 de Maio 2026
Local: EXPONOR – Feira Internacional do Porto (Pavilhões 1, 2, 3, 4 e 5)
HORÁRIO
Sexta-feira: 10 às 20 horas
Sábado: 10 às 20 horas
Domingo: 10 às 17 horas
EM EXPOSIÇÃO
Peças & Sistemas;
Tecnologias de Informação & Gestão;
Estações de Serviço & Lavagem;
Reparação & Manutenção;
Acessórios & Customização;
Perfil do visitante
A Expomecânica é um salão profissional. O acesso faz-se mediante convite e os profissionais do
pós-venda devem credenciar-se antes da sua visita. É interdita a entrada a menores de 14 anos.
A gama VARTA foi desenvolvida para
enfrentar estes desafios, oferecendo
baterias de elevada durabilidade e
fiabilidade. Preparadas para suportar
climas extremos, garantem potência
constante, desempenho superior
e segurança em todas as
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tranquilo, mesmo nos dias mais quentes,
sabendo que a tua bateria está pronta
para qualquer desafio.
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Vai visitar a Expomecânica 2026? No código QR
ou através do link (https://app.beamian.com/
expomecanica-26/new-visitor), pode fazer a
sua credenciação para a Expomecânica e, dessa
forma, não terá que esperar tempo para entrar
nos pavilhões da Exponor. Caso partilhe a sua
visita com mais profissionais deste setor, terá
que lhes pedir para fazerem também a sua
credenciação, pois cada credencial é válida
apenas para um profissional.
62
SALÃO
NÚMERO DE EXPOSITORES
NÚMERO DE VISITANTES
PAVILHÃO 3
Área AD: cerca de 2.200m 2
Zonas do Pavilhão AD:
⇨ Serviços AD
⇨ Oficinas AD e Expert Service Car
⇨ Exposição de Equipamentos e
Ferramentas Oficinais
⇨ Business Lounge AD
⇨ Dinner Lounge AD
Ações:
⇨ Desafio a Mecânicos: ação surpresa
⇨ Demonstrações de equipamentos e
ferramentas oficinais
⇨ Workshops:
Espaços Demotec e Expotalks
⇨ Eventos Privados para Oficinas AD
LEGENDA PLANTA PAVILHÕES
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 63
64
SALÃO
1ª EDIÇÃO 2014
10 EDIÇÕES DA
EXPOMECÂNICA
Data: 3 a 5 de outubro
Visitantes: 11.194
Expositores: 103
Área de exposição: 7.800 m 2
Nº de Pavilhões: 1
4ª EDIÇÃO 2017 6ª EDIÇÃO 2019
2ª EDIÇÃO 2015
Data: 5 a 7 de junho
Visitantes: 10.456
Expositores: 141 (45 pela 1ª vez)
Área de exposição: 9.200 m2
Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)
Data: 7 a 9 de abril
Visitantes: 11.540
Expositores: 164
Área de exposição: 11.000 m2
Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)
Data: 3 a 5 de maio
Visitantes: 16.035
Expositores: 254
Área de exposição: 16.000 m2
Nº de Pavilhões: 3
PÓS-VENDA 20 PÓS-VENDA 45
3ª EDIÇÃO 2016 5ª EDIÇÃO 2018 7ª EDIÇÃO 2021
Data: 15 a 17 de abril
Visitantes: 12.729
Expositores: 168 (mais 17% do que em 2015)
Área de exposição: 11.000 m2
Nº de Pavilhões: 1 (mais as galerias)
Data: 20 a 22 de abril
Visitantes: 17.109
Expositores: 225
Área de exposição: 14.000 m2
Nº de Pavilhões: 2
Data: 15 a 16 de outubro
Visitantes: 15.195
Expositores: 214
Área de exposição: 16.000 m2
Nº de Pavilhões: 3
PÓS-VENDA 08 PÓS-VENDA 32 PÓS-VENDA 74
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
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ASSOCIAÇÃO
NACIONAL
DO RAMO
AUTOMÓVEL
ASSOCIAÇÃO
NACIONAL
DO RAMO
AUTOMÓVEL
Ibérica
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Radio
Vigo
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
pos 20x28,5 cm.pdf 1 19/01/26 14:17
Posventa de Automoción
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 65
8ª EDIÇÃO 2023 9ª EDIÇÃO 2024 10ª EDIÇÃO 2026
Data: 14 a 16 de abril
Visitantes: 19.887
Expositores: 283
Área de Exposição: 24.000 m2
Nº de Pavilhões: 4
Data: 8 a 10 de Novembro
Visitantes: 18.825
Expositores: 269
Área de Exposição: 24.000 m2
Nº de Pavilhões: 4
Data: 20 a 31 de Maio
Visitantes: ?
Expositores: 289
Área de Exposição: 25.000 m2
Nº de Pavilhões: 5
PÓS-VENDA 92 PÓS-VENDA 111 PÓS-VENDA 128
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EMULADORES
EMULADORES
ESTEIRA
ESTEIRA
DIREÇÃO
DIREÇÃO
IMMO IMMO
DE
EQUIPAMENTOS DE
EQUIPAMENTOS DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
PARA
SOFTWARE PARA
SOFTWARE CENTRALINAS
CENTRALINAS
DE
EQUIPAMENTOS DE
EQUIPAMENTOS REPROGRAMAÇÃO
REPROGRAMAÇÃO
ESTABILIZADORES
ESTABILIZADORES
DE BATERIAS
DE BATERIAS
TUDO PARA
MECATRÓNICA AUTOMÓVEL
66
SALÃO
“Este ano o sucesso
foi avassalador!”
PAVILHÃO 1
José Costa
KIKAI Eventos
Com uma pequena equipa muito
coesa e determinada, a Kikai, liderada
por José Costa, não podia
estar mais satisfeita no ano em que
comemora 10 edições.
“Este ano o sucesso foi avassalador!”, diz
José Costa. Segundo a Kikai, a adesão superou
todas as expectativas, esgotando por
completo os pavilhões 2, 3, 4 e 5. Face à
enorme procura e à extensa lista de espera,
a organização reagiu com determinação:
abriu de forma excecional novas zonas de
exposição no Pavilhão 1.
Com 282 expositores confirmados, dos
quais 98 são internacionais e provenientes
de 12 países, a “Expomecânica 2026 afirma-se
como uma verdadeira plataforma global”,
afirma o mesmo responsável. Espanha
destaca-se com força: 51 empresas espanholas
vão participar, registando o seu melhor
resultado de sempre e reforçando os laços
entre os mercados ibéricos.
“Nesta edição histórica, o foco incide sobre
os vetores que estão a redefinir as oficinas: a
eletrificação, a sustentabilidade e a digitalização
célere dos negócios”, explica José Costa.
Por isso, o mesmo responsável adianta
que “na Expomecânica o futuro não apenas
se vê, ele experiencia-se e concretiza-se em
espaços e eventos como o Expotalks, Demotec
e Arena Prime, entre outros”.
Face ao aumento da área de exposição e do
número de expositores, José Costa diz ainda
que “a organização já trabalha a pleno vapor
numa campanha massiva para igualar
ou superar os 18.000 visitantes das últimas
edições”.
EXPOSITOR: DRIVE 360 (HALL 1)
Área Driv360: 1.400 m 2
O espaço da Drive360 vai ter uma série de
eventos, com um foco muito grande nas sessões
técnicas e na demonstração de equipamentos.
A sessões técnicas serão realizadas num
mini auditório, construído para o efeito, onde
as oficinas poderão assistir a uma conjunto
selecionado de formações, dentro do extenso
plano de formação em que a Drive360 tem
vindo a investir.
Nos 1.400 m2 existirá também espaço para
demonstrações de equipamentos ao vivo.
Designado por Eco-Sistema Oficinal Drive360,
serão também focados os diversos conceitos
oficinais promovidos pela empresa.
Todo o espaço terá como lema Parts&Solutions 360.
PAVILHÃO
EMPRESA
1A01
GLOBAL NET
1A02
ATOW
1A03
MEWA
1A04
KEEP ON FLOORING
1A05
EQUIPOS VFU , S.L.
1A06
CIAO YI
1A07
UDN TAIWAN
1B01
GT MOTIVE
1B02
BRANDS DISTRIBUITON
1 DRIVE360
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 67
68
SALÃO
PAVILHÃO 2
PAVILHÃO
2A01
2A02
2A03
2A04
2A05
2A06
2A07
2A08/09/10
2A11
2A12
2A13
2A14/C19
2B01
2B02
2B03
2B04
2B05
2B06
2B07
2B08
2B09
2B10
2B11
2B12
2B13
2B14
2C01A
2C01B
2C01C
2C02
EMPRESA
CERMOTOR
MANDAMO XA SL
TURBODISCOVER LDA
BASF
VIATOOLS
AUTO PLANET
GALICIA INVENTA
FORMULA EP3
CAMPOS & CADILHE
RESTAGRAF / SAMIPARTS
BIOLIGHT / FAIRSTRORY
MELHOR MECATRÓNICO
GARSER
EUROREPAR CAR SERVICE
WASHTEC
WASHNET FACTORY S.L.
LEIRILIS
MOTORBUS
SPARKES & SPARKES
MOEVE
LUSORACKS
TIPS4Y
OXYHTECH GLOBAL S.L.
RAVIOL
RECALPRES
VIAPESADOS
ELKOSO
CARBOB
ATS
EUNINOS
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 69
PAVILHÃO
EMPRESA
PAVILHÃO
EMPRESA
2C03
2C04
2C05
2C05
2C06
2C07
2C08
2C09
2C10/C11
2C12
2C13
2C14
2C15
2C16
2C16
2C16
2C17
2C18
2C19
2D01A
2D01B
2D01C
2D01D
2D01E
2D01F
2D02
2D03
2D04
2D05
2D06
MITSUBOSHI BELTING EUROPE GMBH
RABOTTI SRL
QUIMIRÉGUA
RUPES
TAVOLA
REATEK
ISTOBAL
OLIPES
BOMBÓLEO
COMTT, COMÉRCIO DE ACESSÓRIOS TT
VISOPARTS
IMPOR AM
MSG EQUIPMENT
AUTOFLEX
INDASA
KENSAY
ANECRA
MUNDO GUANTE
JO
YEEU CHANG
FORGE MASTER
CROSS OCEAN
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HENG FU
MOTOREX
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MOL LUBRICANTS (MOL IBERIA) = MOTOR OIL
VTBATTERIES SL
RECTIFICADORA DE GUIMARÃES
NELSON TRIPA
2D07
PPT PEÇAS AUTO DE BRAGA
2D08
GOSHOP / ROMAFE
2D09
TOP RECAMBIOS
2D10
FLOWEY
2D11
SCHAEFFLER
2D12
ESEN SKV
2D13
BEEFIXTECH
2D14
PNEUS CRUZEIRO
2D15
CEPRA
2E01A
GUANGDONG YIDA
2E01B
JR EXPO CHINA
2E01C
CHANGZHOU GUCHI
2E01D
DONGGUAN KING ABRASIVES
2E01F
NINGBO YIDA AUTO PARTS
2E02 DRIVE 360
2E03/F03 HBC
2E04
EQUIWASH
2E05
DIESEL PARTS
2E06
ACTIVEX
2E07
CAR ACADEMY
2E08 DOMINGOS & MORGADO 2
2E09
KEYMASTER
2E10
DEMOTEC
2F01
ZHONGSHAN YONGLONG
2F04
CONIEX
2F05
IMPLEMENTOS
2F06
ROBERLO
2F07
AQUAPULSE
2F07
TEKCLEAN
2F08
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A PDacademia reforça aposta na
formação automóvel
O Grupo PDauto continua a apostar na qualificação dos profissionais do setor através da PDacademia.
No último ano, com foco na partilha de conhecimento, inovação e atualização técnica promoveu diversas
ações de formação capacitando profisisonais. Estas formações reforçam não só a preparação dos
participantes, como também a qualidade e eficiência dos serviços prestados nas oficinas. Em 2026, damos
continuidade a este projeto, acompanhando a evolução do setor.
A PDacademia afirma-se como um pilar na ligação entre formação e mercado de trabalho, preparando
profissionais para os desafios da mobilidade.
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70
SALÃO
HORÁRIO
10h00 - 11h00
11h00 - 12h00
EMPRESA
CATFLEX
29 DE MAIO
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
16h00 - 17h00
17h00 - 18h00
CEPRA
AD PORTUGAL
18h00 - 19h00
19h00 - 20h00
HORÁRIO
10h00 - 11h00
11h00 - 12h00
EMPRESA
AD PORTUGAL
CATFLEX
30 DE MAIO
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
16h00 - 17h00
17h00 - 18h00
CEPRA
AD PORTUGAL
CATFLEX
CEPRA
AD PORTUGAL
18h00 - 19h00
19h00 - 20h00
AD PORTUGAL
HORÁRIO
10h00 - 11h00
EMPRESA
31 DE MAIO
11h00 - 12h00
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
AD PORTUGAL
CEPRA
CATFLEX
CEPRA
16h00 - 17h00
AD PORTUGAL
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RRSS
72
SALÃO
PAVILHÃO 4
PAVILHÃO
4A01
4A02
4A03
4A04
4A05
4A06
4A07
4A08
4A09
4A10/B14
4A11
4B01
4B02
4B03
4B04
4B05
4B06
4B07
4B08
4B09
4B10
4B11
4B12
4B13
4C01A
4C01B
4C01C
4C02
4C03
4C04
4C05
4C06
4C07
4C08
4C09
4C10
4C11
4C12
4C13
4C14
4C15
4C16
4C17
4C18
4C19
4C19
EMPRESA
GESTGLASS
MECAPOR
DEPROS
MORAIS & CÂMARA
BARBOSA & MOREIRA
MAXOLIT
LUZDEAIRBAG - AUTEL PORTUGAL
SC CENTRALINAS LDA
TRODMAN
DELTACRAFT
EXPOTALKS
MOOVELUB
AREKSON GROUP
GOMSIPARTS
LYNXPORT
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INTERMACO
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VALOR CAR
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 73
PAVILHÃO
EMPRESA
PAVILHÃO
EMPRESA
4C19
VALOR PNEU
4D01
GENSPOW
4D02
VENDEIRO
4D03A NEW AIR
4D03B DR. MOTOR AUTOMOTIVE
4D04
GT AUTO
4D05
POLIBATERIAS
4D06
AUPAME
4D07
COMPEC
4D08/09 RODRISYSTEM
4D10
POOL LINE
4D11
GRUPO MARTINS / CASTROL / BP
4D12
PRO4MATIC
4D13
ENGANCHES ARAGÓN - TOWCAR
4D14
RECAMBIOFACIL
4D15
MGES
4D16
TRAD BY BUSINESS
4D17
SAVENAUTO
4D18
KEY CODE
4D19
RJA
4D20
DOWNFORCE
4D21
MCNUR / PMPARTS
4D22
EMILTEC SRL
4E01
MOTORCHE AUTO PARTS
4E02
ALTERNADORES Y ARRANQUES LEVANTE SL
4E03A
TECSOLDA
4E03B
IPR
4E04
SODISE
4E05
ERKE
4E06
FILLBLUE
4E07
4E08
4E09
4E10
4E11
4E12
4E13
4E14
4E15
4E16
4E17
4E18
4F01
4F01A
4F02
4F03
4F04
4F05
4F06
4F07
4F08
4F09
4F10
4F11
4F12
4F13
4F14
4F15
4F16
4F17
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PINTO DA COSTA & COSTA
VIEIRA & FREITAS
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NIPOCAR
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SALÃO
HORÁRIO
EMPRESA
TEMA
ORADOR
10h00 - 11h00
11h00 - 12h00
29 DE MAIO
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
16h00 - 17h00
CATFLEX
AD PORTUGAL
ACAP
Certificação Sermi
Adriana Moura
17h00 - 18h00
18h00 - 19h00
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19h00 - 20h00
HORÁRIO
EMPRESA
TEMA
ORADOR
10h00 - 11h00
11h00 - 12h00
CAR ACADEMY
30 DE MAIO
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
16h00 - 17h00
TOTAL CENTRALINAS
KEY CODE
LUZDEAIRBAG
VENDEIRO
VENDEIRO
CAS3 Morto: Como recuperar
sem trocar o módulo
Tales Condesa
17h00 - 18h00
FUCHS
18h00 - 19h00
AD PORTUGAL
19h00 - 20h00
HORÁRIO
EMPRESA
TEMA
ORADOR
10h00 - 11h00
GT AUTO
31 DE MAIO
11h00 - 12h00
12h00 - 13h00
13h00 - 14h00
14h00 - 15h00
15h00 - 16h00
CAR ACADEMY
CATFLEX
LUZDEAIRBAG
AD PORTUGAL
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76
SALÃO
PAVILHÃO 5
PAVILHÃO
5A01
5A02
5A03
5A04
5A05
5A06
5A07
5A08
5A09
5A10
5A11
5A12
EMPRESA
ARAN
DIEDERICHS KAROSSERIETEILE GMBH
SOJET
GQP
ERP EDIT
TPC OTOMOTIV
AUTOMOCION ORYX PARTS S.L.
MTRONIK PERFORMANCE
CATFLEX
FABIO DIAS - PNEUS E EQUIP., UNIP LDA
RECIFE
CUSTO JUSTO
No dia 30 de maio, a Expomecânica
será o palco da primeira edição
do Arena Prime. Esta competição,
criada pela Atena, vai colocar três
centros de abate certificados (LMeJ,
Recife, Servcarros) frente a frente num desafio
técnico ao vivo, pensado para mostrar ao público
a realidade de um setor (o das peças usadas)
cada vez mais organizado, tecnológico e ambientalmente
responsável.
Mais do que uma competição, o Arena Prime
nasce com um propósito claro: desmistificar o
mercado das peças usadas e reforçar a confiança
dos consumidores num ramo que trabalha
diariamente com elevados padrões de qualidade
e sustentabilidade, assumindo um papel
cada vez mais relevante na economia circular
do setor auto.
Durante aproximadamente três horas, as equipas
participantes serão desafiadas a desmantelar
peças de um automóvel e catalogá-las corretamente,
colocando à prova a sua rapidez,
técnica e capacidade de organização.
Em pleno recinto da Exponor, o público poderá
acompanhar de perto o trabalho desenvolvido
diariamente nos centros de abate certificados,
percebendo o nível de especialização, cuidado,
conhecimento técnico e eficiência que existe
por detrás de cada peça reutilizada.
Os centros concorrentes irão operar sob rigorosos
critérios ambientais. O evento contará, inclusive,
com um espaço de demonstração dedicado
ao processo de despoluição, onde estarão
identificados e expostos os diferentes líquidos e
resíduos retirados da viatura em prova.
Como incentivo adicional, todas as peças desmanteladas
e catalogadas corretamente durante
o desafio serão entregues aos próprios centros
participantes, valorizando o seu desempenho
prático.
Pode acompanhar o evento nas redes sociais da
Atena (@atena_software) ou saber mais informações
em arenaprime.pt.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 77
PAVILHÃO
EMPRESA
PAVILHÃO
EMPRESA
5B01
MOURAUTO
5B02
TOOLSYSTEM
5B03
CAR PARTS TR OTOMOTIV
5B04A CHECK-UP / CARROS & MOTORES
5B05
ERMET MAKINA
5B06
MEGANOR
5B07
NERTOR
5B08
ANDEL
5B09/C07 ALECARPEÇAS
5B09/C07 AUTODELTA
5B09/C07 FIMAG
5B10
MERPEÇAS
5B11
SQUIOTECHNOLOGIES
5B12
CENTROLUB / LUBRISTAR
5B13
EINPARTS
5C01
CARF
5C02
LINEXTRAS
5C03
INFOPRO DIGITAL AUTOMOTIVE
5C04
JF
5C05
BAHCO
5C06
SEFAC
5C08
KRAUTLI PORTUGAL
5C09
DIAGTEC PLUS, LDA
5C10 FERROL 2
5D01
TELEPEÇAS
5D02
MGM- MANUEL GUEDES MARTINS
5D03
WURTH
5D04
GUISOFT / OFFICEGEST
5D05
GONÇALTEAM
5D06
RACTRONICOS
5D07
RSF
5D08
VIRTUALIMIT REFINISHING SISTEMS
5D09
REDE INNOV
5D10
CENTRALAUTO
5D11
M.F.PINTO
5D12/E12
EUROMAIS
5D13
EVOPARTS / RAF PORTUGAL
5D14
EFAM.EAATA.PORTUGAL
5E01
HELLA GUTMANN ( ESCALAVERSÃO LDA)
5E02
TOTAL CENTRALINAS
5E03
A. VIEIRA
5E04/05 HÉLDER MÁQUINAS & FERRAMENTAS,LDA
5E06
JAPOPEÇAS
5E07
EUROCOFEMA
5E08
ESCAPE FORTE
5E09
AUTO SILVA
5E10
FILOURÉM
5E11/F06
CENTROCOR
5F01
SOUSA DOS RADIADORES
5F02
IMPORFASE
5F03
BOLAS
5F04
COMETIL
5F05
SERNESA
5F07
SERCA
5F08
ATENA SOFTWARE
5G01
GT TRONIC
5G02
EUROTRANSMISSÃO
5G03
AAT CONSULTAV
5G04
LEONET SERVIS
5G05
ANCAV
jc=mfkql|jbf^=_^fulKéÇÑ===N===NVLMNLOMOS===NNWOMWRN
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novo distribuidor
A MF Pinto integra oficialmente a DELPHI / PHINIA no seu portfólio de marcas.
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PÓS-VENDA VOLTA A
REUNIR-SE NA EXPONOR
NO DIA 29 DE MAIO, NO ÂMBITO DA EXPOMECÂNICA, A ACAP, ATRAVÉS DA DPAI, VAI LEVAR A EFEITO O SEU FÓRUM,
ESTE ANO SUBORDINADO AO TEMA “PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”.
Este importante evento do aftermarket,
que é a primeira vez que será
realizado no norte, tem como alvo
os profissionais do setor do pós-
-venda, nomeadamente oficinas,
retalhistas, distribuidores, fabricantes de
peças e pneus, bem como parceiros estratégicos
e órgãos de comunicação social.
A ACAP indica que este Fórum pretende assumir-se,
não apenas como um espaço de reflexão,
mas também como um momento de inovação,
orientado para a apresentação e análise
de práticas com impacto real no negócio e na
competitividade das empresas do aftermarket.
O programa centra-se em dois temas fundamentais
para a competitividade do aftermarket:
1. O novo pós-venda: oportunidades, tecnologia
e rentabilidade. Um debate sobre a
transformação do sector, as novas dinâmicas
de negócio e as estratégias que estão a criar
valor e eficiência nas empresas.
2. Liderar o futuro: talento, competências e
novas gerações. Uma reflexão sobre um dos
maiores desafios actuais: atrair, qualificar e
reter talento num sector em mudança.
INSCRIÇÕES
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O seu parceiro aftermarket de confiança.
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80
MERCADO
NAPA AUTO PARTS EM CRESCIMENTO NA REGIÃO IBÉRICA
NAPA como o centro da
estratégia de transformação
A Alliance Automotive Group Iberia organizou uma conferência de imprensa, em Madrid, para dar a conhecer o
próximo passo da atual estratégia de implementação da NAPA na região ibérica, através dos NAPA Auto Parts.
TEXTO PAULO HOMEM
Chamando-lhe como um projeto
de transformação, os
responsáveis da Alliance Automotive
Group Iberia, reuniram
a imprensa especializada
ibérica, para lhes falar sobre os NAPA
Auto Parts, mas também sobre os projetos
presentes e futuros que existem para
Portugal e Espanha, como também para
passarem a mensagem de que o “Plano
555”, definido até 2028, é para cumprir,
altura em que a empresa quer faturar 500
milhões de euros na Península Ibérica.
Foi também o momento de explicar os
méritos das constantes integrações, para
se atingir os objetivos a que a Alliance
Automotive Group Iberia se propõe. Vamos
então perceber como é que em 2026
se chega aos NAPA Auto Parts.
POR VIA DA INTEGRAÇÃO
A atual Alliance Automotive Group Iberia
resulta da integração de várias empresas
com décadas de história (como é o
caso da Soulima em Portugal). Dizem os
responsáveis do grupo que hoje, a Alliance
Automotive Group Iberia, é o resultado
dessa convergência de vários grupos e
identidades e que a criação da estrutura
ibérica e da entrada num grande grupo
internacional, marcaram um ponto de
viragem. A partir daí, foram tomadas
decisões estratégicas determinantes.
Entre elas, destaca-se o lançamento de
uma marca própria (NAPA) e a aposta
na sua promoção através de plataformas
diferenciadoras - como o desporto motorizado
- em vez dos canais tradicionais.
Em paralelo, a empresa continuou a
crescer por via de aquisições, integrando
rapidamente mais algumas importantes
organizações do setor.
Um dos momentos-chave deste processo
foi o desenvolvimento de uma gigantesca
plataforma logística central (em
Madrid), pensada para suportar o crescimento
e a integração do grupo. Este
centro logístico entrou em funcionamento
em 2024 e permitiu concentrar
o abastecimento, melhorar a eficiência
e uniformizar o serviço prestado aos
diferentes pontos da rede na região ibérica.
A partir daí, a distribuição passou
a ser centralizada, reforçando substancialmente
a capacidade operacional da
empresa.
“O processo de transformação prossegue,
com novas integrações e decisões
PUB
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 81
estratégicas a reforçarem a posição do grupo
no mercado”, refere Nacho Pernas, diretor
geral da AAG Iberia, argumentando que
“apesar de algumas interpretações externas, a
integração de empresas provenientes de diferentes
grupos faz parte de uma lógica natural
de consolidação num setor em evolução. O
objetivo mantém-se claro: construir uma organização
mais forte, integrada e preparada
para os desafios futuros, em que cada empresa
integrada passa a fazer parte de um único
todo”.
Ao longo de 2025 toda esta estratégia, continuou
a ganhar forma. O portefólio de produtos
foi alargado, integrando novas marcas até
então inexistentes na oferta, ao mesmo tempo
que se reforçou a identidade própria com o
desenvolvimento contínuo da gama NAPA.
“Ao longo deste processo, surgiu um elemento
comum que acabou por ganhar um significado
mais profundo dentro da organização,
que foi a marca própria NAPA”, explicou
Nacho Pernas, reforçando que “mais do que
uma gama de produtos ou uma ferramenta
comercial, esta tornou-se um verdadeiro eixo
de união interna, um símbolo de identidade
partilhada entre equipas, operações e geografias”.
NAPA
Tornando-se um verdadeiro símbolo de
identidade transversal a toda a organização,
a NAPA é mais do que um produto ou uma
estratégia comercial para a Alliance Automotive
Group. Segundo Nacho Pernas “é um
ponto de encontro entre diferentes culturas,
um elemento agregador dentro de uma organização
em crescimento e um dos pilares que
sustentam o futuro do grupo”.
No entender do responsável da Alliance Automotive
Group Iberia, a principal força da
NAPA reside no facto de ser “praticamente
impossível de replicar. Não se trata apenas
de investimento ou marketing, mas sim de
um legado construído ao longo de 100 anos,
com consistência, presença global e reconhecimento
consolidado”.
Num mercado tradicionalmente orientado
para o preço e disponibilidade, a empresa
posiciona-se de forma distinta com a NAPA,
através da criação de valor, do serviço, da
identidade e da experiência. Para Nacho Per-
NACHO PERNAS
Diretor geral da AAG Iberia
“Mais do que números ou estruturas, o crescimento
do grupo tem sido impulsionado por
um fator essencial: as pessoas. É com elas
- e entre elas - que a organização se vê a
trabalhar, a crescer e a construir o futuro”.
“Há um princípio que se mantém inalterado:
cada empresa integrada passa a fazer parte
de um todo único”.
“Não existem estruturas paralelas nem identidades
isoladas. A lógica é clara - todos
pertencem à mesma organização”.
“Ao longo deste processo, surgiu um elemento
comum que acabou por ganhar um significado
mais profundo dentro da organização, que foi
a marca própria NAPA”.
“A capacidade financeira do grupo é hoje um
dos pilares que sustenta a sua estratégia de
expansão. Essa solidez permite integrar novas
empresas e gerar sinergias de forma mais
rápida e eficaz, acelerando o crescimento e
reforçando a posição no mercado”.
“Com a entrada numa estrutura multinacional,
a organização passou a beneficiar de ganhos
significativos em várias áreas críticas: maior
eficiência nas compras, acesso a conhecimento
acumulado, reforço da rede de fornecedores
e integração de novas marcas”.
82
MERCADO
nas, esta abordagem permite “proteger margens
e rentabilidade, evitar comparações
diretas com a concorrência, reforçar a fidelização
dos clientes e aumentar a eficiência
das ações de marketing”.
Ao operar sob uma estratégia global comum,
presente em vários mercados internacionais,
a empresa ganha consistência e escala com a
marca NAPA, ao mesmo tempo que mantém
proximidade com os clientes.
NAPA E NAPA AUTO PARTS
NAPA AUTO PARTS
Com este ativo chamado NAPA, o passo
seguinte acabou por ser lógico e natural,
até porque o mesmo já tinha sido dado nos
Estados Unidos há muitos anos e, mais recentemente,
em Inglaterra, com a criação
da NAPA Auto Parts. A NAPA Auto Parts
assume hoje um papel central na estratégia
do grupo - não apenas como identidade comercial,
mas como verdadeiro “chapéu” sob
o qual toda a operação passa a ser reconhecida,
neste caso na região ibérica.
Assim, após tantas integrações, as empresas
mantinham as suas marcas históricas nas fachadas
e na comunicação externa. A partir
deste momento, a lógica inverte-se, a marca
NAPA passa a ser o elemento principal
(e único) de comunicação, mantendo-se as
designações locais, mas com um papel secundário.
Este processo de transformação das lojas em
NAPA Auto Parts já arrancou, com um plano
de rebranding que abrange cerca de uma
centena de centros na Península Ibérica, a
um ritmo progressivo ao longo dos próximos
meses. As intervenções incluem renovação
de fachadas, nova sinalética, uniformização
da imagem de marca e adaptação das frotas
de veículos e outros espaços exteriores. “O
“A lógica das integrações vai além da simples
soma de volumes de negócio. A visão interna
é clara: as sinergias não significam que “um
mais um seja dois”, mas sim que o resultado
seja superior, graças à combinação de equipas,
conhecimento, recursos e ferramentas. É
precisamente essa conjugação que permite
potenciar resultados e criar valor adicional”.
“A transição de uma lógica local ou familiar
para um contexto multinacional implica novas
formas de trabalho, maior rigor processual
e exigências acrescidas ao nível financeiro
e de reporte”.
“Apesar da aposta em marca própria, a
relação com os fornecedores tradicionais
continua a ser central. Marcas históricas
do setor mantêm um peso dominante na
atividade e são consideradas essenciais para
o funcionamento do negócio. Na prática, o
crescimento da empresa tem vindo a reforçar
- e não a substituir - estas parcerias”.
“Inicialmente vista como uma marca de
produto, a marca própria acabou por assumir
um papel muito mais amplo - tornando-se um
verdadeiro símbolo de identidade transversal
a toda a organização”.
“A NAPA é um ativo estratégico único, comparável,
em termos de posicionamento, a
referências globais como Coca-Cola, Apple
ou Rolex”.
“O grupo prepara-se para dar um passo decisivo:
tornar a NAPA Auto Parts a principal
identidade visível no mercado”.
A nova estratégia da Alliance Automotive Group Iberia assenta completamente num reforço
da marca NAPA, neste caso em Portugal e Espanha, pois entende a empresa que esta marca,
com 100 anos, tem importantes características, a saber:
1. Diferenciação e salvaguarda da margem: Uma
marca sólida (com mais de 100 anos), com qualidade
comprovada e clientes em todo o mundo;
2. Fidelização e menor sensibilidade ao preço:
O cliente é leal à marca e percebe que o preço
pago é coerente com o que recebe;
3. Eficiência em marketing: As marcas reconhecidas
apresentam taxas de conversão mais
elevadas e menores custos de aquisição de
clientes, uma vez que a reputação antecede
a venda;
4. Facilidade de crescimento e expansão: Uma
marca forte permite estender o nome a novos
produtos ou categorias com maior credibilidade;
5. Barreira à entrada: Funciona como um escudo
natural, tornando mais difícil para a concorrência
captar clientes.
“Com a NAPA, temos um recurso valioso, único
e inemitável”, refere Clemente Lobato, diretor
comercial e de marketing da AAG Iberia, explicando
que a NAPA Auto Parts “é uma parte
fundamental de toda a estratégia”.
Ao todo são mais de 6.100 lojas NAPA Auto Parts
nos Estados Unidos e Canáda e cerca de 290 lojas
no Reino Unido (entre muitas outras em diversos
países da Europa). Mas agora é vez da Península
Ibérica se “vestir” de NAPA Auto Parts. Assim,
os 96 centros que a Alliance Automotive Group
Iberia tem na Península Ibérica vão passar a ter a
imagem NAPA Auto Parts. “O que se passa é que
serão centros NAPA Auto Parts, onde os clientes
podem encontram peças NAPA, mas também
todas as outras marcas premium que vendemos”,
explica Clemente Lobato, referindo que se trata
de um projeto que irá ter um enorme impacto
internamente, mas também junto dos fornecedores
(marcas premium) e das oficinas.
A Alliance Automotive Group Iberia esclarece que a
implementação da NAPA Auto Parts não representa
uma rutura com o modelo atual, mantendo-se a
distribuição de marcas premium e a diversidade de
gama. No entanto, a NAPA Auto Parts passa a assumir
maior visibilidade e a suportar uma estrutura
comum de operação, com o objetivo de harmonizar
o nível de serviço em toda a Península Ibérica.
“Outro fator decisivo tem sido a transformação
logística. A criação de uma plataforma centralizada
permitiu aumentar significativamente
a disponibilidade de produto - incluindo referências
de baixa rotação que anteriormente
dependiam de encomendas externas”.
“Quanto mais vendemos NAPA mais vendemos
as marcas premium”.
objetivo é claro: criar uma identidade visual
consistente, reconhecível e alinhada com os
padrões globais da marca”, refere o diretor
geral da AAG Iberia, que realça que apesar
da forte aposta na marca “a proposta comercial
mantém-se inalterada na sua essência”.
Quer isto dizer que a empresa continua a
posicionar-se como um distribuidor multimarca,
oferecendo aos clientes liberdade
de escolha entre diferentes fabricantes. “A
marca NAPA não substitui essa oferta, complementa-a”,
refere o mesmo responsável,
dizendo que “na prática, funciona como um
selo de garantia. Os NAPA Auto Parts são
um espaço onde o cliente encontra o que
precisa, quando precisa, independentemente
da marca escolhida”.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 83
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84
84 MERCADO
ELETRIFICAÇÃO NA BOSCH CAR SERVICE
“O cliente pode mudar
para uma viatura eletrificada,
mas não precisa de
mudar de oficina”
A Bosch Car Service responde à eletrificação do parque automóvel com um conceito estruturado de manutenção e
reparação destes veículos, com forte aposta na formação, certificação e apoio técnico às oficinas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Raquel Marinho, Responsável
pelo Desenvolvimento do Conceito
Bosch Car Service em Espanha
e Portugal, explicou à
REVISTA PÓS-VENDA como
a rede se tem preparado para a crescente
presença de veículos híbridos e elétricos
nas estradas e de que forma a certificação
das oficinas assegura competência técnica,
segurança e confiança para clientes particulares
e frotas.
Nas Reuniões Regionais 2025 da Bosch,
a manutenção de veículos híbridos e
elétricos foi um dos temas em destaque.
Porque é que este assunto é hoje prioritário
para a Bosch Car Service?
Há mais de dois anos que temos vindo a
preparar a nossa rede para o crescimento
progressivo de viaturas eletrificadas nas
estradas. No caso de Portugal em 2025 a
venda de veículos com energias alternativas
representou 70%, sendo que os 100% elétricos
já representaram 22,3% uma percentagem
que está a um passo de destronar a
venda de veículos a gasolina, com 24,5%.
Na Bosch, já disponibilizamos formação
técnica de viaturas eletrificadas às oficinas
da rede Bosch Car Service desde 2011e hoje
em dia dispomos de um conceito de manutenção
e reparação de viaturas hibridas e
elétricas completo. Este conceito permite às
oficinas prestarem assistência a estas viaturas
com qualidade e segurança.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 85
Bosch Car Service Auto Rina
Como enquadra a Bosch Car Service a
manutenção de veículos elétricos e híbridos
dentro da sua estratégia global de
pós-venda em Portugal?
A nossa estratégia sempre foi centrada em
servir o cliente, assegurando-lhe “mobilidade”.
Os clientes contam com as oficinas Bosch
Car Service para manter as suas viaturas
nas melhores condições de funcionamento
com fiabilidade, comodidade e conveniência.
A nossa mensagem é clara, o cliente pode
mudar de uma viatura de combustão para
uma viatura eletrificada, mas não precisa de
mudar de oficina, facto conseguido pela evolução
da formação e equipamentos disponibilizados
pela Bosch à sua rede de oficinas
BCS. Seja qual for a marca, modelo, idade
ou tecnologia da viatura, a oficina Bosch Car
Service estará sempre apta a dar uma resposta
adequada com a qualidade e garantia esperadas.
Seja um cliente particular com um único
automóvel, ou uma grande frota, servir bem
o cliente está no foco da nossa estratégia e
para tal temos de acompanhar a evolução e
estar preparados para qualquer tipo de necessidade,
determinados a continuar a assegurar
a mobilidade a esses clientes com necessidade
e expetativas próprias.
Que papel tem o conceito de Manutenção
e Reparação de Veículos Híbridos e
Elétricos na estratégia da rede e porque
é que a Bosch optou por um modelo de
certificação das oficinas?
Em Portugal não existe uma legislação específica
que determine quais são os requisitos
que uma oficina deve cumprir para
fazer intervenções em veículos eletrificados.
No entanto, há legislação geral que deve ser
considerada. Relativamente a este assunto,
Não basta dar
formação às oficinas,
há um conjunto
mais alargado de
critérios que têm
de ser considerados
para que os clientes
sejam servidos por
técnicos devidamente
especializados
e com recurso
a equipamentos
e ferramentas
específicos
PUB
86
MERCADO
sabemos que há muitas oficinas com dúvidas
e incertezas sobre como preparar-se, e é aí
onde a Bosch faz a diferença, com o lançamento
deste conceito em forma de certificação.
Preparámos o nosso conceito com base
na legislação alemã e portuguesa, com base
nas diretivas europeias e na informação disponibilizada
pelas organizações de engenharia
europeias e locais, relevantes nesta matéria.
O nosso objetivo é que, através da Bosch,
as oficinas acedam a toda a informação de
que necessitam, de forma imediata, prática e
assertiva. Desta forma, não têm de recorrer a
diversas fontes de informação, que podem até
não ser fidedignas ou estar baseadas em interesses
comerciais próprios. Também é importante
remarcar que a informação que a Bosch
disponibiliza às oficinas será mantida atualizada
a todo o momento. Assim sendo, as
oficinas mantêm-se sempre atualizadas através
de um canal de comunicação online que
lhes dedicamos, em exclusivo. Efetivamente,
intervir em viaturas eletrificadas em segurança
requer o cumprimento prévio de determinados
requisitos. Não basta dar formação às
oficinas, há um conjunto mais alargado de
critérios que têm de ser considerados para
que os clientes sejam servidos por técnicos
devidamente especializados e com recurso a
equipamentos e ferramentas específicos. Para
a Bosch foi importante definir e reunir esses
critérios de forma a auxiliar as oficinas na sua
adoção prática. Depois de implementados
todos os critérios definidos pela Bosch, a oficina
é sujeita a uma auditoria que visa avaliar
e comprovar que tudo está em conformidade
com o padrão de qualidade da nossa marca.
Esta certificação é também uma garantia de
confiança para o cliente que ao mudar para
uma viatura eletrificada continua a contar
com a sua oficina Bosch Car Service de sempre.
Para nós, é mais uma evolução tecnológica
do automóvel, que requer cuidados adicionais
a serem cumpridos. Trata-se de uma área
de intervenção nova para todas as oficinas e
que acarreta riscos assinaláveis para a vida humana,
daí a necessidade de uma certificação.
Bosch Car Service Domuscar Lisboa
Em Portugal não
existe uma legislação
específica que
determine quais são
os requisitos que
uma oficina deve
cumprir para fazer
intervenções em
veículos eletrificados
Somos uma rede com mais de 100 anos de
história a acompanhar a evolução automóvel.
A mudança não nos assusta, entusiasma-nos.
Que tipo de serviços de manutenção e reparação
podem os clientes esperar, na prática,
de uma oficina Bosch Car Service certificada
para veículos elétricos e híbridos?
As oficinas Bosch Car Service estão aptas a
intervir em viaturas híbridas e elétricas, desde
a manutenção preventiva ao diagnóstico e
reparação. No sistema elétrico de alta tensão
estão aptas a realizar diagnóstico completo,
incluindo a bateria, e efetuam as atualizações
de software, se necessárias. Em relação a
componentes mecânicos, os travões têm menos
desgaste devido à travagem regenerativa,
mas pneus, suspensão e transmissão sofrem
maior desgaste pelo incremento de peso. As
operações tradicionais nestes sistemas são
mantidas. Para a climatização e arrefecimento
são realizadas manutenções aos circuitos de
ar condicionado e líquidos de arrefecimento,
que no caso de viaturas de alta tensão é necessário
equipamento específico. Ao nível do
diagnóstico e eletrónica, efetuam leitura de
erros e calibração de sistemas ADAS. Os serviços
mais frequentes incluem pneus, travões,
filtros de habitáculo, diagnósticos eletrónicos
e verificações de bateria. Em breve, a formação
de Nível 4 permitirá às oficinas intervir
profundamente na reparação das baterias,
bem como na substituição de módulos, serviços
que exigem equipamento, condições e
normas específicas.
Que requisitos técnicos, de equipamento e
de certificação são exigidos a uma oficina
Bosch Car Service para poder intervir em
veículos elétricos?
Antes de mais, este conceito é exclusivo a
oficinas Bosch Car Service e não se apre-
Bosch Car Service Mourauto
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 87
Bosch Car Service FLS Motor
senta de forma autónoma no mercado. Por
isso, primeiro é preciso ser uma oficina Bosch
Car Service para ter acesso ao conceito.
O processo de certificação Bosch requer o
cumprimento de cinco tipos de categorias
diferentes: pré-requisitos gerais, aptidão e
qualificação técnica, equipamentos técnicos,
ferramentas e equipamentos de segurança
e por fim, elementos de identificação
e imagem. Para além da aptidão e qualificação
técnica que é por onde normalmente as
oficinas começam, avaliamos as instalações
a fim de definir qual o melhor local para
instalar a área de intervenção. Depois de definido
o local, o mesmo deve ser preparado
adequadamente ao nível de equipamentos,
ferramentas e elementos de segurança. Para
finalizar, há elementos de identificação e
imagem que também devem ser cumpridos
para concluir a certificação com êxito.
Como é assegurada a formação inicial e
contínua dos técnicos, tendo em conta a
rápida evolução tecnológica dos veículos
elétricos?
O programa de formação é atualizado todos
os anos em função das necessidades, além
do mais, está preconizado que os técnicos
certificados tenham obrigatoriamente de
renovar a sua formação no máximo a cada
cinco anos. Para além disso, as oficinas são
alvo de auditorias regulares que permitem
aferir o contínuo cumprimento de padrões
qualitativos.
São investimentos acessíveis para uma
oficina independente ou continuam a ser
uma barreira para muitas empresas?
O investimento contínuo faz parte de qualquer
negócio que quer fazer face à evolução
dos tempos e manter-se competitivo. Consideramos
que os investimentos neste âmbito
são muito viáveis e fundamentais para assegurar
que a oficina acompanha a evolução
do mercado e as necessidades dos clientes.
A área de intervenção em viaturas híbridas e
elétricas não necessita de ser exclusiva, já que
esta costuma ser uma questão comum que
preocupa as oficinas. Sem investimento não
há clientes com estas viaturas e sem clientes
o futuro fica comprometido. Claro que os
efeitos destes investimentos num momento
em que o parque de viaturas eletrificadas representa
menos de 10% do parque circulante
são, na generalidade dos casos, ainda limitados,
mas temos de olhar para a forma como
o parque tem vindo a evoluir e aquela que é
a expectativa futura, e nesse sentido, disponibilizar
este serviço ao cliente é crucial.
Que tipo de apoio a Bosch presta às oficinas
da rede no processo de investimento,
adaptação técnica e operacional?
O apoio que a Bosch presta é uma orientação
360º à oficina, para que possa aceder à
formação técnica necessária e avançar com
a implementação prática do conceito com
base em informação sólida, fidedigna e atra-
PUB
88
MERCADO
vés de uma só fonte, poupando-lhe tempo
e esforços no sentido de perceber por onde
seguir este caminho da eletromobilidade.
Oferecemos uma consultoria personalizada e
in loco a cada oficina, pois sabemos que cada
uma tem as suas particularidades ao nível das
instalações, por exemplo. Esta proximidade
permite-nos conhecer melhor as necessidades
das oficinas e responder às mesmas de
forma mais eficiente. A Bosch oferece um
conceito completo que não se limita a preparar
a oficina, mas também a prover o negócio
da mesma.
Quais têm sido as principais dificuldades
sentidas pelas oficinas na adaptação à manutenção
de veículos elétricos?
Se tiverem o apoio da Bosch vão sentir seguramente
muito menos dificuldades, por
isso, aqui fica a sugestão. Geralmente, o mais
desafiante é saber quais os aspetos a considerar
antes de avançar com medidas concretas.
Muitas vezes as oficinas ouvem uma
coisa aqui outra ali e acabam por ficar com
dúvidas. Outra das dificuldades é conseguir
identificar qual é o melhor local na oficina
para implementar a zona de intervenção em
veículos eletrificados. É um aspeto que deve
ser muito bem ponderado de modo a evitar
avanços, recuos e correções sucessivas por
falta da orientação certa numa fase inicial.
Também há dúvidas sobre legislação, obrigações
legais e receios acerca da segurança.
Nota-se que há dificuldade em identificar
quais são as normas que as ferramentas e
equipamentos de segurança devem cumprir
para garantir a proteção dos colaboradores e
também em encontrar fornecedores que tenham
uma oferta de produtos que realmente
cumpra as normas.
Bosch Car Service NA Auto
Já disponibilizamos
formação técnica de
viaturas eletrificadas
às oficinas da rede
Bosch Car Service
desde 2011
A procura por serviços de manutenção de
veículos elétricos e híbridos já é significativa
nas oficinas?
Na generalidade, já é regular a entrada de
viaturas eletrificadas nas oficinas Bosch Car
Service e este número tem vindo a crescer de
ano para ano, como expectável. Contudo, ainda
não atingiu os 10% do volume global de
entradas. No mercado em geral, nesta fase as
oficinas ainda estão muito focadas nas viaturas
de combustão que ainda dominam fortemente
o parque circulante. A mudança não se vai
dar de um dia para o outro, está a acontecer de
forma gradual e as viaturas eletrificadas cada
vez vão ter mais peso nas oficinas. Outro aspeto
relevante é o facto das empresas de renting
e com frotas serem aquelas que estão a fazer
a transição energetica de forma mais rápida
e esse tipo de clientes precisa que as oficinas
independentes estejam preparadas para assistir
essas viaturas eletrificadas no imediato.
Que peso prevê que a manutenção de veículos
elétricos e híbridos venha a ter no volume
de negócio das oficinas nos próximos
anos?
O crescimento progressivo que já se iniciou
vai continuar a verificar-se. A grande questão
é a que ritmo essa mudança vai acontecer.
Sabemos que há diversos fatores que vão influenciar
a velocidade da mudança energética,
entre os quais: fatores económicos, tecnológicos,
políticos e regulamentares, ambientais e
sociais. É variadíssimo o número de aspetos
que entram neste cocktail e o resultado poderá
divergir em função de como se mova cada um
destes elementos.
O que diferencia uma oficina Bosch Car
Service na manutenção de veículos elétricos
face a outras oficinas?
As oficinas Bosch Car Service certificadas expressam
um claro compromisso com o cliente,
pois encaram esta nova realidade com rigor e
seriedade, o que inevitavelmente, aos olhos do
cliente se traduz em confiança e fidelização.
Acreditamos francamente que esse é um fator
diferenciador de mercado. Tal como se costuma
sabiamente dizer: “Quem semeia, colhe”.
Que mensagem deixaria às oficinas que
ainda estão reticentes em investir na eletrificação
e na preparação para este tipo de
viaturas?
Se ainda não deram início a esta viagem da
eletromobilidade não se distraiam porque a
mudança já está a acontecer e o impacto para
as oficinas vai ser crescente. Na Bosch, estamos
disponíveis para ajudar as oficinas, com
um suporte integral e profissional.
Bosch Car Service LD Auto Ortigosa
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 89
DISTRIBUIDOR
OFICIAL
90
90 MERCADO
CARGARANTIE
Mais eletrónica, mais custos
no pós-venda
Os dados mais recentes da CarGarantie mostram que os custos de reparação continuam a subir e que a crescente
complexidade tecnológica está a transformar o setor do pós-venda automóvel.
O
aftermarket automóvel atravessa
um momento de transformação
sem precedentes, onde a inflação
económica e a revolução tecnológica
colidem. Assim o revela o
mais recente estudo da CG CarGarantie VersicherungsAG,
seguradora especializada em
programas de garantia e seguros de custos de
reparação para veículos novos e usados, que
analisou cerca de um milhão de contratos de
garantia para veículos novos e de ocasião. De
acordo com esta entidade, o mercado atingiu
um novo teto financeiro: o custo médio de
reparação em 2025 fixou-se nos 764 euros.
Este valor representa um aumento substancial
face aos 718 euros registados no ano anterior,
prolongando uma trajetória ascendente
que a empresa classifica como um “novo
recorde histórico”. A empresa indica que esta
escalada de custos não é episódica, mas sim
o prolongamento de uma tendência contínua
ao longo dos últimos anos, num contexto
marcado por incertezas geopolíticas e flutuações
económicas.
ECONOMIA E TECNOLOGIA
De acordo com a CarGarantie, este agravamento
de custos não é um fenómeno isolado,
mas sim o resultado de forças combinadas. A
CarGarantie cita dados da Associação Alemã
de Seguradoras que identificam subidas significativas
tanto nos preços das peças de reposição
como nas tarifas horárias de mão de obra. No
entanto, o fator “X” desta equação é a tecnologia.
“A crescente complexidade tecnológica dos
veículos modernos aumenta adicionalmente a
pressão”, referem as fontes. Sistemas elétricos,
unidades de controlo eletrónicas e compo-
Marcus Söldner
CEO da CarGarantie
nentes sensíveis tornaram-se mais vulneráveis
a avarias, exigindo intervenções que são “cada
vez mais complexas e exigentes”. Esta maior
exigência técnica traduz-se também em intervenções
mais demoradas, com impacto direto
na capacidade produtiva das oficinas.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 91
FIDELIZAÇÃO EM RISCO
A CarGarantie acredita que o dado mais
preocupante para os concessionários e oficinas
vem do DAT Report 2026. Segundo
este relatório, quase 60% dos proprietários
admitem recorrer às oficinas com menor
frequência devido aos preços elevados. Isto
cria um efeito dominó negativo:
⇨ Perda direta de receitas para os concessionários;
⇨ Menor taxa de ocupação das oficinas;
⇨ Redução da satisfação e da fidelização
dos clientes.
O relatório indica que este comportamento
revela uma crescente sensibilidade ao preço,
com impacto direto na relação entre cliente
e oficina.
O relatório da CarGarantie detalha com precisão
quando é que os problemas surgem em
veículos de ocasião. Nos primeiros 5.000 km,
ocorrem 27,5% das avarias. Por outro lado, 20%
dos sinistros só se manifestam após os 25.000
km. No que toca ao fator tempo, o momento da
ocorrência permanece estável, mas com um dado
relevante para a gestão de garantias: 26,7% dos
sinistros em viaturas usadas ocorrem depois dos
360 dias de posse. A empresa explica que este
dado reforça a importância das extensões de
garantia e das soluções de proteção pós-venda,
PERCENTAGEM DE AVARIAS DE ACORDO
COM A QUILOMETRAGEM
Até 5 mil km
Até 10 mil km
Até 15 mil km
Até 20 mil km
Até 25 mil km
Acima de 25 mil km
TIMING E QUILOMETRAGEM
27,5
20,1
14,9
10,4
7,0
20,0
sobretudo fora do período inicial de cobertura.
A elevada incidência de avarias nos primeiros
quilómetros pode indicar falhas precoces ou
problemas latentes, enquanto os casos registados
em fases mais avançadas refletem o impacto do
desgaste progressivo dos componentes.
DISTRIBUIÇÃO DAS AVARIAS POR DATA DE
OCORRÊNCIA (DIAS) EM VEÍCULOS DE OCASIÃO
Até 30 dias
Até 60 dias
Até 90 dias
Até 120 dias
Até 150 dias
Até 180 dias
Até 210 dias
Até 240 dias
Até 270 dias
Até 300 dias
Até 330 dias
Até 360 dias
Acima de 360 dias
6,2
7,5
6,9
6,5
6,0
5,9
5,8
5,4
5,4
5,4
5,5
6,6
26,7
PUB
92
MERCADO
FREQUÊNCIA DE AVARIAS
DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS
Se olharmos para a frequência com que os
veículos entram na oficina, a eletrónica domina
de forma absoluta:
⇨ Nas viaturas novas, o sistema elétrico
representa 28,8% das ocorrências, um salto
significativo face aos 26,1% do ano anterior;
⇨ Nos usados, a tendência é idêntica, com a
proporção a subir de 21,5% para 23,2%.
A CarGarantie indica que esta tendência confirma
que a eletrónica não só lidera em custo,
como domina claramente em incidência, consolidando-se
como o principal desafio técnico
para as oficinas.
Ranking de Frequência por Módulos
(Veículos Novos):
• Sistema elétrico: 28,8%;
• Eletrónica de conforto: 15,2%;
• Sistema de alimentação: 10,8%;
• Motor: 8,4%;
• Carroçaria/interior: 8,1%.
Nos usados o segundo lugar da frequência cabe
ao sistema de alimentação (17,6%) e o terceiro
ao motor (12,4%).
FREQUÊNCIA DE AVARIAS POR MÓDULOS
EM AUTOMÓVEIS NOVOS
Sistema elétrico
Sistema elétrico de conforto
Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)
Motor
Carroçaria/interior
Chassis
Sistema de arrefecimento
Semieixos de transmissão
Sistema de ar condicionado
Engrenagem
Sistema de travagem
Sistemas de segurança
Direção
Sistema de escape
Diferencial
FREQUÊNCIA DE AVARIAS POR MÓDULOS
EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO
Sistema elétrico
Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)
Motor
Sistema elétrico de conforto
Sistema de arrefecimento
Sistema de ar condicionado
Engrenagem
Carroçaria/interior
Sistema de escape
Semieixos de transmissão
Sistema de travagem
Chassis
Direção
Sistemas de segurança
Acionamento Elétrico
Diferencial
Sistema híbrido
Dinâmica do veículo
Acionamento elétrico
Dinâmica do veículo
Sistema híbrido
23,2
17,6
12,4
7,9
7,0
5,7
5,2
4,1
3,3
3,0
2,7
2,3
2,1
1,9
0,6
0,5
0,2
0,1
28,8
15,2
10,8
8,4
8,1
4,6
4,6
3,9
3,4
2,6
2,2
2,2
1,8
1,2
0,9
0,8
0,3
0,3
Pela primeira vez na história deste relatório, a
CarGarantie mostra que o paradigma dos custos
nos veículos novos mudou. O sistema elétrico
tornou-se o componente mais dispendioso, atingindo
uma quota de 19,3% do montante total das
indemnizações. Este dado é crucial para o setor
oficinal, pois o sistema elétrico ultrapassou o
motor, que caiu para segundo lugar com 16,9%
(contra 18,4% no ano anterior). Outros sistemas
começam também a ganhar expressão nos custos
de reparação, como os sistemas de segurança
(6,0%), o acionamento elétrico (4,5%) e a direção
(4,4%), refletindo a crescente sofisticação
tecnológica dos veículos modernos.
Distribuição do Montante das Avarias
Veículos Novos:
1. Sistema elétrico: 19,3%;
Motor
DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS
EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO
Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)
Sistema elétrico
Engrenagem
Sistema de ar condicionado
Sistema de arrefecimento
Sistema elétrico de conforto
Sistema de escape
Carroçaria/interior
Direção
Chassis
Semieixos de transmissão
Sistema de travagem
Diferencial
Acionamento elétrico
Sistemas de segurança
Sistema híbrido
Dinâmica do veículo
24,2
17,2
13,6
10,4
MAIS COMPLEXIDADE, MAIS AVARIAS
Para além de mais dispendiosa, esta complexidade
torna também os sistemas mais
vulneráveis, contribuindo simultaneamente
para o aumento da frequência de avarias,
sobretudo nos componentes elétricos e eletrónicos.
“O facto de agora ultrapassarmos
o valor médio de 760 euros por reparação
sublinha o impacto significativo que estes
fatores sobrepostos exercem sobre o setor automóvel.
Atualmente, não se perspetiva um
alívio da situação”, indica Marcus Söldner,
Presidente do Conselho de Administração da
CarGarantie, que reforça que, perante este
cenário, oferecer seguros de reparação e garantias
robustas é a única via para proteger
tanto o concessionário como o consumidor
final, permitindo “atenuar o aumento dos
custos e contribuir simultaneamente para
uma satisfação do cliente a longo prazo”. A
empresa revela que os dados são claros, pois
o setor deixou de ser predominantemente
mecânico, para passar a ser maioritariamente
5,7
5,4
4,2
3,0
2,9
2,6
2,4
2,3
1,6
1,4
1,3
1,2
0,6
0,1
2. Motor: 16,9%;
3. Sistema de alimentação
(incluindo turbos): 13,4%;
4. Transmissão: 7,7%;
5. Sistema elétrico de conforto: 6,6%.
Nos veículos de ocasião, o motor ainda mantém
a “liderança” financeira com 24,2% do
total de custos, embora tenha registado uma
ligeira descida face aos 26% anteriores. O
sistema de alimentação segue com 17,2%
e o elétrico sobe para 13,6%. A distribuição
dos custos evidencia ainda o peso de
componentes como a transmissão (10,4%),
o sistema de travagem (5,4%) e o chassis
(3,0%), demonstrando uma maior dispersão
das avarias em veículos com mais quilómetros
e desgaste acumulado.
DISTRIBUIÇÃO DO MONTANTE DAS AVARIAS
EM AUTOMÓVEIS DE OCASIÃO
Sistema elétrico
Motor
Sistema de alimentação (incl. turbocompressor)
Sistema elétrico de conforto
Engrenagem
Carroçaria/interior
Chassis
Sistema de arrefecimento
Sistema de ar condicionado
Semieixos de transmissão
Direção
Diferencial
Sistemas de segurança
Sistema de escape
Sistema de travagem
Acionamento elétrico
Sistema híbrido
Dinâmica do veículo
19,3
16,9
13,4
eletrónico. As oficinas precisam de se adaptar
rapidamente a uma realidade onde o sistema
elétrico é o que mais falha e, no caso dos
carros novos, o que mais custa a reparar. A
análise evidencia ainda um desalinhamento
crescente entre frequência e custo, pois enquanto
os sistemas elétricos concentram o
maior número de ocorrências, componentes
como o motor continuam a representar uma
fatia significativa dos encargos, sobretudo
nos veículos de ocasião. Numa era de preços
recorde e de clientes cada vez mais reticentes
em gastar, a transparência e a oferta de soluções
de proteção financeira, como as garantias,
tornam-se ferramentas de sobrevivência
essenciais para qualquer negócio de pós-venda
em 2026. Perante este cenário, a crescente
complexidade tecnológica e o aumento
contínuo dos custos reforçam a necessidade
de soluções de proteção como garantias e seguros
de reparação, capazes de mitigar o impacto
financeiro tanto para os consumidores
como para os profissionais do setor.
7,7
6,6
6,0
4,5
4,4
4,3
3,5
2,8
2,3
2,0
2,0
1,6
1,6
0,8
0,3
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 93
94
94 MERCADO
SVP AUTO
Integração europeia num
negócio cada vez global
Empresa com forte tradição no setor das peças usadas em Portugal, a SVP Auto atravessa atualmente um processo de
profunda modernização, até por via da recente integração no grupo sueco Autocirc, que possui uma forte presença europeia
no negócio das peças usadas.
TEXTO PAULO HOMEM
Os últimos anos da SVP Auto são
marcados por diversas alterações.
Entre elas está a transição
da antiga gestão para a atual,
protagonizada agora por Ricardo
Geraldo, responsável pela operação da
empresa com sede em Coimbra. Entrou na
empresa em abril de 2021, unicamente para
gerir a unidade de Coimbra, mas todo o
contexto evoluiu com a intenção da anterior
gerência de sair da operação, o que abriu caminho
à entrada do grupo sueco Autocirc,
processo que se concretizou a 1 de julho de
2024. “Percebemos rapidamente que a integração
num grupo com esta dimensão e
estrutura seria uma mais-valia”, diz Ricardo
Geraldo.
A SVP Auto manteve a sua identidade, a sua
operação e os valores que sempre a distinguiram,
mas passou a integrar um grupo económico
internacional com forte especialização na
economia circular aplicada ao automóvel. E é
precisamente aqui que reside um dos aspetos
mais relevantes desta integração.
O grupo Autocirc não se limita à atividade
de desmantelamento automóvel. Atua em
diferentes fases do ciclo de vida dos veículos:
no tratamento de viaturas em fim de vida, na
recuperação e reutilização de componentes
e peças, na gestão e valorização de resíduos,
na reconstrução de peças, no tratamento de
pneus, nos transportes especializados e até na
atividade oficinal de pós-venda. Ao reunir estas
valências num mesmo ecossistema, o grupo
materializa, de forma muito concreta, um modelo
de economia circular completo, funcional
e escalável, com presença em diversos países.
A reutilização de peças assume também, por
isso, um papel central. É esse o coração da atividade
da SVP Auto, apesar da venda de peças
novas também existir, mas numa lógica claramente
complementar. “Serve para responder
a situações em que não existe stock usado
disponível ou quando determinados clientes,
apesar de valorizarem a reutilização, exigem
peças novas em componentes específicos”, diz
Ricardo Geraldo, assegurando que “esta capacidade
de dar resposta em diferentes frentes
permite reforçar a relação com o cliente sem
desvirtuar o posicionamento principal da empresa,
que são as peças usadas”.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 95
ESCALA
Com a entrada no grupo Autocirc, a SVP
Auto ganhou escala, acesso a conhecimento
especializado e maior robustez operacional.
Um dos impactos mais relevantes tem sido o
reforço da qualidade e da rapidez com que a
empresa consegue aceder a viaturas, desmontá-las
e colocar componentes reutilizáveis
no mercado. Esse ganho resulta, em parte,
da capacidade de articulação com parceiros
estratégicos, nomeadamente companhias de
seguros, cuja relação com o grupo tem vindo
a consolidar-se em vários mercados europeus.
“Este tipo de parceria revela-se particularmente
importante porque garante um acesso
mais regular a veículos sinistrados mais recentes.
Essa circunstância tem consequências
diretas na qualidade das peças usadas disponíveis,
uma vez que permite retirar desses
veículos componentes com menor desgaste,
maior atualidade tecnológica e mais valor comercial”,
garante o responsável da SVP Auto,
mas que explica também que o benefício está
também do lado das seguradoras que “beneficiam
de uma solução que conjuga redução
de custos com maior rapidez na reparação
dos veículos, através do acesso a peças usadas
recentes e fiáveis”.
Essa capacidade de estruturar relações estratégicas
é um dos pontos fortes do grupo.
Outro é a sua organização interna. A Autocirc
apresenta uma estrutura fortemente
segmentada, com equipas dedicadas a áreas
A SVP Auto foi uma das primeiras empresas a
receber a certificação “Peça Verde”, no âmbito
da ANCAV, que veio acrescentar à certificação,
rastreabilidade e exigência processual na
comercialização de peças usadas. “O cliente
ganha segurança, o setor ganha credibilidade
e a SVP Auto consolida o seu posicionamento
como operador responsável e profissionalizado
dentro do negócio das peças usadas”, diz o
mesmo responsável.
Essa confiança já permite à empresa de Coimbra
transacionar online componentes de maior
complexidade, como motores ou caixas de
específicas e foco claro em temas de relevância
crescente para o setor. Um dos melhores
exemplos é a aposta nos veículos elétricos.
A gestão de componentes de alta voltagem,
o tratamento e a reutilização de baterias e
CERTIFICAÇÃO PEÇA VERDE
velocidade, algo que até há relativamente pouco
tempo exigia quase sempre contacto presencial
ou validação extensiva. Ainda assim, a SVP
Auto mantém uma postura de proximidade
e verificação ativa. Sempre que necessário,
a equipa confirma dados como a matrícula
do veículo para assegurar compatibilidades e
prevenir erros. “Em alguns casos, esse cuidado
leva mesmo ao cancelamento de vendas, mas
evita insatisfação futura e protege a credibilidade
construída ao longo dos anos” assegura
Ricardo Geraldo.
A transparência estende-se também à descrição
do estado das peças. Nem todos os componentes
reutilizáveis apresentam o mesmo
nível de qualidade estética ou funcional, e essa
informação é comunicada com clareza. “Num
mercado em que a confiança é determinante,
esse detalhe faz toda a diferença. O cliente
profissional valoriza a precisão da informação
tanto quanto o preço ou a rapidez de entrega”,
assume o mesmo responsável.
a criação de processos adequados para estas
novas tipologias de viatura exigem competências
técnicas diferenciadas, e o grupo tem
vindo a preparar-se de forma consistente
para esse desafio.
PUB
96
MERCADO
DIGITALIZAÇÃO
Desde 2021, uma das grandes apostas da
SVP Auto, mesmo antes da integração na
Autocirc, passou pela modernização interna.
Apostou-se desde essa altura na digitalização
integral do stock, uma limitação relevante
num mercado cada vez mais dependente de
resposta rápida, visibilidade online e até de
maior precisão na informação sobre as peças
usadas. O caminho feito desde então foi profundo.
Ao longo de quatro a cinco anos, e
considerando o volume significativo de material
existente, a empresa aproxima-se (em
2026) dos 100% do stock digitalizado, com
conclusão prevista (de todo o stock) ainda
durante este ano.
“Trata-se de um investimento estruturante,
com impacto direto na operação e na experiência
do cliente. A digitalização permitiu
tornar visível uma parte substancial do stock,
melhorar a capacidade de pesquisa, acelerar
respostas comerciais e alcançar novos públicos
através dos canais digitais”, garante Ricardo
Geraldo, explicando que “se antes o setor
funcionava muito em torno do que estava
fisicamente em parque ou em prateleira, hoje
a competitividade depende da capacidade de
saber, quase em tempo real, que a peça existe,
em que estado se encontra, onde está localizada
e com que rapidez pode ser expedida”.
Este novo modelo exige, no entender de Ricardo
Geraldo, mais organização, maior capacidade
de catalogação e equipas mais preparadas,
tanto na fase de desmantelamento
como no tratamento posterior da informação.
“Quanto mais rapidamente uma peça é
identificada, fotografada, validada e publicada,
mais cedo pode gerar valor”.
No plano comercial, a digitalização já se reflete
de forma concreta. “As vendas online representam
atualmente cerca de 20% do total
da atividade da SVP Auto, num crescimento
gradual mas consistente”, afirma o gerente da
empresa, acrescentando que “essa evolução
está diretamente ligada ao número de peças
corretamente catalogadas e disponibilizadas
em ambiente digital”.
Hoje, a empresa conta com um stock na
ordem das 60 a 70 mil peças, embora nem
todas estejam ainda publicadas online. Apenas
os componentes que completam todo o
processo de validação (identificação, referências,
imagens, avaliação do estado e definição
de preço) são considerados aptos para venda
digital. “Este rigor é essencial para gerar confiança”,
assegura Ricardo Geraldo.
A Autocirc é uma multinacional sueca, líder
industrial europeia no mercado de peças para
automóveis, através do fornecimento de peças
automóveis originais reutilizadas (usadas).
Com 70 empresas em sete países da Europa
(incluindo a SVP Auto), a Autocirc continua a
construir um ecossistema de referência para
o desmantelamento de veículos e reutilização
de peças, assim como para a remanufatura de
O QUE É A AUTOCIRC
componentes e ainda a reciclagem de materiais.
O modelo de negócio da Autocirc maximiza a
eficiência na utilização de recursos, reduz as
emissões de carbono e diminui o desperdício, ao
mesmo tempo que dinamiza um fluxo circular
no qual as peças automóveis originais passam
de usadas a úteis. Este ecossistema permite
controlar toda a cadeia de valor, desde a recolha
da viatura até à comercialização das peças
usadas, assegurando eficiência, rastreabilidade
e qualidade.
autocirc.com
PRESENTE E FUTURO
A evolução tecnológica dos próprios veículos
está a alterar o perfil da procura. Há
uma procura crescente por componentes
eletrónicos, sensores, módulos de controlo
e outros sistemas associados à crescente
sofisticação automóvel. Esta realidade, diz
Ricardo Geraldo, exige novas competências
de identificação, novas ferramentas de gestão
e software mais avançado, capaz de cruzar
referências, verificar compatibilidades e
aceder a bases de dados técnicas com maior
eficiência.
Também aqui o grupo Autocirc está a investir,
nomeadamente em sistemas de análise
de dados e inteligência artificial orientados
para a previsão de procura e otimização de
stock. “Trata-se de um passo natural num
setor em rápida transformação, em que a informação
se torna tão importante quanto a
operação física. A capacidade de antecipar
tendências, identificar padrões de consumo
e otimizar fluxos poderá ser, nos próximos
anos, um dos principais fatores de competitividade”,
afirma o gerente da SVP Auto.
Em paralelo, está em desenvolvimento uma
plataforma interna do grupo destinada a
interligar as várias empresas e a dar visibilidade
cruzada ao stock existente entre unidades.
Este projeto, de enorme escala, permitirá
criar uma rede integrada de consulta
e intercâmbio de peças, reforçando sinergias
e aumentando a capacidade de resposta à
escala europeia. Algumas empresas já se encontram
integradas nessa solução, e o objetivo
será progressivamente alargar essa ligação
a todo o universo do grupo, incluindo a própria
SVP Auto.
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MAIO 2026 97
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98
98 MERCADO
FERRAMENTAS M7
Testar e avaliar
para comprovar
Apesar de já estar no mercado há muitos anos, através de representantes, as ferramentas M7 têm agora representação
oficial em Portugal e uma nova dinâmica comercial para o nosso mercado. O objetivo da M7 é estar entre as melhores.
TEXTO PAULO HOMEM
Com muita experiência no setor das
ferramentas, Pedro Costa assume
hoje um papel central no desenvolvimento
da marca M7 em Portugal.
Mesmo não sendo uma marca desconhecida,
a M7 encontra-se numa nova fase
no mercado português, ainda de consolidação,
mas já estruturalmente pensada de modo
a se perceber bem o rumo pretendido.
O atual projeto M7 corresponde a uma nova
etapa da marca no mercado nacional, sobretudo
pela sua presença na área das ferramentas
pneumáticas, mas o contexto mudou. A
evolução tecnológica, o comportamento da
procura e a própria reorganização comercial
da marca criaram as condições para uma abordagem
mais direta, mais ambiciosa e mais alinhada
com a realidade atual das oficinas em
geral.
A M7 integra o grupo King Tony e tem origem
em Taiwan. Essa ligação é relevante pela
forma como permite enquadrar o posicionamento
da marca M7. Não se trata de uma
operação isolada nem de um projeto circunstancial:
trata-se de um movimento inserido
numa estrutura internacional com visão de
longo prazo, com presença europeia e com
uma lógica operacional já testada noutros
mercados, nomeadamente no espaço ibérico.
A proposta da M7 procura equilibrar desempenho
profissional, robustez e investimento
racional, posicionando-se como uma alternativa
tecnicamente sólida num mercado muito
competitivo. É também essa articulação com
a estrutura ibérica que tem permitido à operação
portuguesa avançar com apoio comercial,
logístico e técnico, mesmo numa fase em que
o mercado ainda não justifica uma autonomia
total em todas essas áreas.
POWER TOOLS
O ponto central deste novo ciclo da M7 passa
por apostar fortemente nas power tools
(ferramenta elétrica), acompanhando uma
mudança estrutural no setor. A M7 interpretou
cedo esta evolução e decidiu investir de
forma consistente no desenvolvimento da sua
gama a bateria. A evolução da tecnologia de
bateria e a maior conveniência operacional
transformaram profundamente as preferências
dos profissionais. A rapidez de utilização,
a mobilidade e a redução da dependência de
infraestruturas como mangueiras, extensões e
compressores passaram a ter um peso decisivo.
As ferramentas pneumáticas continuam a
fazer parte da identidade da M7 e a marca
mantém esse know-how, essa oferta e essa
reputação. Porém o crescimento está a deslocar-se
para a ferramenta elétrica a bateria,
e ignorar esse facto seria comprometer
o futuro. “O mercado obrigou as marcas a
adaptarem-se. As oficinas procuram soluções
mais ágeis, os técnicos valorizam ergonomia
e rapidez, e a lógica da produtividade diária
favorece cada vez mais equipamentos versáteis,
prontos a usar e tecnologicamente mais
modernos”, refere Pedro Costa.
Essa transição, no entender do responsável
da M7, faz-se em contacto com os profissionais,
com demonstrações e testes.
CARRINHA DE DEMONSTRAÇÃO
O investimento numa carrinha de demonstração,
destinada a visitar distribuidores e
utilizadores finais, é essencial para angariar
cliente a cliente. “Num setor tão técnico e
tão dependente da experiência prática, mostrar
o produto em catálogo é insuficiente. O
profissional quer pegar na feramenta, sentir
o peso, testar o equilíbrio, avaliar o binário,
perceber a ergonomia e confirmar se a ferra-
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 99
menta corresponde ao que promete”, explica
o responsável da M7, argumentando que
“as ferramentas profissionais não se vendem
apenas por argumento comercial, vendem-se
também por confiança. E a confiança, constrói-se
quando a máquina responde bem ao
trabalho do dia a dia”. Por isso, a aposta da
M7 em Portugal está assente numa abordagem
de proximidade que procura encurtar
a distância entre marca, distribuidor e utilizador,
precisamente através da carrinha de
demonstração. O objetivo da M7 é implementar-se
progressivamente, com parceiros
(distribuidores) certos, em geografias certas,
e com uma proposta que se sustente pela experiência
concreta de quem trabalha com o
produto.
DISTRIBUIDORES
A M7 não faz venda direta ao cliente final
(oficina) em Portugal. Todo o modelo comercial
assenta numa rede de distribuição,
o que significa que a construção da marca
depende fortemente da capacidade de atrair
parceiros especializados, com conhecimento
do setor e credibilidade junto do mercado.
“Num mercado onde a recomendação técnica,
o aconselhamento comercial e o serviço
pós-venda pesam tanto quanto a máquina
em si, a escolha do distribuidor torna-se parte
integrante da estratégia de marca”, refere
Pedro Costa. Com esta estrutura, a M7 pretende
crescer de forma sustentada em Portugal,
construída sobre a proximidade ao cliente,
a confiança técnica do produto e parcerias
sólidas no terreno. A operação já conta com
uma base inicial de distribuidores, sobretudo
nas regiões Norte e Centro, e o objetivo
é alargar essa presença a outras zonas do
país, o que poderá acontecer com o futuro
crescimento da equipa M7 em Portugal. A
preferência vai para distribuidores especializados
em ferramentas, com forte ligação ao
universo automóvel e, em certa medida, à
indústria. “A M7 tem uma proposta especialmente
vocacionada para esses segmentos, e
o seu crescimento dependerá da capacidade
de se tornar relevante precisamente onde a
ferramenta profissional é avaliada por critérios
exigentes de desempenho, durabilidade
e assistência”, explica o mesmo responsável.
Segundo Pedro Costa, o mercado está saturado,
a concorrência é intensa e há marcas
muito fortes em Portugal, com presença
consolidada e uma notoriedade que lhes dá
vantagem à partida. Por isso, a estratégia de
afirmação tem que estar sustentada na diferenciação
técnica e no serviço. Em vez de
tentar competir pela simples multiplicação
de referências, a M7 privilegia uma lógica de
seleção: menos modelos, mas com uma oferta
capaz de responder a necessidades objetivas
dos clientes. Um dos exemplos é o desenvolvimento
de uma solução com tecnologia
de amortecimento nas ferramentas mais potentes,
com o objetivo de reduzir vibrações
e prolongar a durabilidade dos encaixes e
da ligação às baterias. “Os detalhes contam
muito. São eles que fazem a diferença entre
uma máquina que dura e uma máquina que
rapidamente começa a evidenciar folgas, desconforto
no profissional ou perda de fiabilidade”,
refere Pedro Costa.
Outro fator relevante é o pós-venda, frequentemente
decisivo neste segmento. “A
M7 ainda não dispõe de um centro de assistência
instalado em Portugal, mas beneficia
de uma estrutura ibérica com capacidade de
resposta”, explica.
Importa sublinhar ainda que a M7 não se
apresenta apenas como fabricante de máquinas
de impacto ou ferramentas a bateria.
A sua oferta inclui também boosters,
chaves dinamométricas, consumíveis, entre
outros produtos. Essa diversificação ajuda
a compor uma proposta mais abrangente e
aumenta a capacidade de gerar valor junto
dos distribuidores, que tendem a valorizar
marcas com oferta complementar e consistência
de portefólio. Diga-se que alguns destes
produtos são de fabrico europeu, o que
contribui para reforçar o discurso de qualidade
e fiabilidade.
Também merece destaque a componente
digital da operação, com uma plataforma
online (através do site da king Tony) que
permite aos distribuidores consultar stocks,
preços, fichas técnicas, manuais e peças para
as suas ferramentas M7.
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100
100 MERCADO
MARCO AFONSO, SALES MANAGER NA OLX PORTUGAL
“Notamos um crescimento
acentuado no número de
clientes profissionais que
compram peças na plataforma”
Mais do que uma plataforma de classificados, o OLX segue uma estratégia para se tornar parceiro dos players dedicados
às peças aftermarket, com investimentos em tecnologia e especialização no segmento profissional.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Sendo hoje uma das plataformas
mais reconhecidas nos classificados
B2C, B2B e C2C, o OLX
tem tido um papel ativo na digitalização
do setor, nomeadamente
nas peças auto, acompanhando a evolução
das necessidades dos profissionais e dos seus
clientes. A estratégia, a evolução e as perspetivas
futuras do OLX Portugal na categoria
de peças e acessórios auto, foram reveladas
por Marco Afonso, Sales Manager na OLX
Portugal, em entrevista à PÓS-VENDA.
O que mudou estruturalmente em 2024
com a chamada “verticalização” da categoria
de peças na plataforma OLX?
Entrei no grupo há 10 anos como o primeiro
account manager em Portugal, numa
altura em que ainda éramos uma start-up
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 101
e a plataforma era ainda vista como uma
estrutura pouco profissionalizada, o que
contrasta com a atual organização altamente
segmentada e orientada para resultados.
Naquela fase, geria todas as categorias de
forma transversal. Contudo, percebi logo
que as peças tinham um potencial gigante.
Alguns dos nossos maiores clientes de hoje,
como centros de abate, começaram com
planos de apenas 40 anúncios e o OLX foi
um parceiro vital no seu processo inicial de
digitalização. Após um período entre 2017 e
2024 em que as peças estiveram sob a égide
do Standvirtual com o objetivo de migrar
grandes clientes, o grupo decidiu verticalizar
as categorias em 2024. Hoje, o OLX
funciona como se tivéssemos mini-empresas
para cada setor. A categoria de peças tornou-se
uma prioridade global, posicionada
logo a seguir ao imobiliário e ao setor de
compra e venda de veículos. Esta estrutura
é internacional, abrangendo Portugal, Polónia,
Roménia, Bulgária, Ucrânia e África
do Sul, permitindo-nos ter equipas de desenvolvimento
de produto com mais de 50
pessoas por equipa de produto, dedicadas
exclusivamente às necessidades deste setor.
Esta evolução reflete também uma mudança
de mentalidade dentro do próprio grupo,
que reconhece que, sem uma adaptação
contínua às necessidades específicas de cada
setor, as plataformas generalistas correm o
risco de perder relevância.
De que forma é gerido o equilíbrio entre
o utilizador particular e o foco crescente
no mercado profissional?
A génese do OLX será sempre “de pessoas
para pessoas”, mas atualmente estamos claramente
mais focados no B2B. Para proteger
os profissionais que têm custos de estrutura
e responsabilidades ambientais e fiscais,
reduzimos o número de anúncios gratuitos.
Hoje, para anunciar na categoria de peças,
é necessário pagar, o que ajuda a afastar o
mercado informal e as chamadas oficinas
de vão de escada, e a proteger a imagem da
A inteligência artificial
será um dos pilares
da evolução do OLX,
nomeadamente
na automatização
de descrições e
na melhoria da
experiência de
pesquisa.
marca OLX. Notamos também um crescimento
muito acentuado no número de
clientes profissionais que compram peças
na plataforma. Apesar desta aposta clara no
segmento profissional, o OLX continua a
registar uma forte presença de utilizadores
particulares, tanto na compra como na venda,
mantendo o equilíbrio que sempre caracterizou
a plataforma. Paralelamente, têm
sido desenvolvidas ações para atrair novas
gerações de utilizadores, incluindo campanhas
em rádio e redes sociais.
No que toca à competitividade com plataformas
especializadas, que ferramentas o
OLX oferece?
O nosso grande diferencial é o Redirect
Link. É um produto opcional para clientes
de grandes dimensões, que permite que
o comprador, ao visualizar o anúncio no
OLX, clique num link e seja redirecionado
diretamente para o site do cliente para
concluir a compra. Isto é possível graças à
nossa parceria com o Atena, que gere o stock
e os contactos de muitos destes profissionais
em Portugal. Esta ferramenta qualifica os
leads e rentabiliza o investimento do cliente
ao máximo. Esta solução permite não só
melhorar a experiência do utilizador, mas
também aumentar significativamente a qualidade
dos leads, respondendo a um mercado
onde a rapidez e a eficiência são fatores
críticos.
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102
MERCADO
Existem planos concretos para a OLX estar
presente no mercado de peças novas?
Sim, temos claramente planos para o segmento
de peças novas. Já recrutámos especialistas
que vieram de plataformas como a AutoDoc
para nos dar esse know-how. A nossa estratégia
passa por ter duas categorias distintas,
novas e usadas, para evitar a poluição visual
e garantir que o comprador sabe exatamente
o que está a adquirir, sem criar concorrência
direta confusa entre os dois estados. Esta
aposta surge também como resposta à evolução
do mercado aftermarket, cada vez mais
digital e competitivo, onde a distinção clara
entre produto novo e usado se torna essencial
para a confiança do utilizador.
Que melhorias tecnológicas estão a ser
feitas na pesquisa e experiência do utilizador
profissional?
Estamos a trabalhar arduamente na melhoria
da pesquisa e compatibilidade, para
que o utilizador encontre o que procura de
forma simples e precisa. É um caminho contínuo
de evolução tecnológica. Além disso,
desenvolvemos o Business Site, que é uma
página profissional, com o logótipo, banner
e localizações do cliente, onde aparecem
apenas os seus anúncios. Queremos que os
clientes usem o OLX quase como um CRM
ou base de dados, servindo de barómetro
para o seu negócio. A evolução tecnológica é
contínua. A pesquisa, por exemplo, tem sido
alvo de melhorias constantes, com foco na
compatibilidade e precisão dos resultados,
um aspeto crítico num universo com milhões
de peças disponíveis. Paralelamente, o
OLX tem vindo a desenvolver ferramentas
de análise cada vez mais detalhadas, permitindo
aos clientes acompanhar métricas
como leads, visualizações e desempenho
dos anúncios, demonstrando a componente
orientada a resultados.
Queremos que os
clientes usem o
OLX quase como
um CRM ou base
de dados, servindo
de barómetro para
o seu negócio.
Que tipo de acompanhamento o OLX dá
aos clientes para melhorar resultados na
plataforma?
Mais do que vender planos, o objetivo do
OLX passa por atuar como um parceiro dos
clientes, ajudando-os a obter resultados concretos.
Esse acompanhamento é muitas vezes
feito através da análise do desempenho dos
anúncios, identificando o que pode estar a
falhar. Por vezes, trata-se de questões simples,
mas com impacto direto. Já tivemos casos em
que um cliente não estava a gerar leads porque
o nome da marca estava mal escrito no título,
o que impedia o anúncio de aparecer nas pesquisas.
A equipa orienta os clientes na otimização
dos anúncios, desde a criação de títulos
mais claros e objetivos até à importância de
descrições completas e imagens de qualidade.
Que papel terá a inteligência artificial na
evolução da plataforma?
A inteligência artificial será um dos pilares da
evolução do OLX, nomeadamente na automatização
de descrições e na melhoria da experiência
de pesquisa. Temos vindo a introduzir
soluções baseadas em inteligência artificial,
nomeadamente para a criação automática de
descrições, com o objetivo de simplificar o
processo de publicação e melhorar a eficácia
dos anúncios. Embora ainda em desenvolvimento,
estas ferramentas visam simplificar
o processo de criação de anúncios e tornar a
procura mais eficiente. O OLX mantém-se
como um dos sites mais visitados em Portugal,
o que mostra o seu peso no ecossistema
digital nacional.
Que boas práticas recomenda aos profissionais
para melhorarem o desempenho dos
anúncios na plataforma?
Os elementos essenciais passam por títulos
simples e claros, descrições completas com
referências técnicas e, sobretudo, fotografias
de qualidade. Num universo com milhares
de anúncios, um anúncio sem imagem, por
exemplo, dificilmente será considerado pelo
utilizador. A simplicidade e clareza são cada
vez mais valorizadas, tanto pelos algoritmos
como pelos próprios compradores.
De que forma o OLX tem investido na proximidade
com o setor automóvel fora do
digital?
O investimento em marketing tem sido reforçado,
com campanhas em rádio e uma
presença crescente em plataformas digitais
como TikTok e Instagram, com o objetivo
de alcançar novos públicos. Investimos em
marketing multicanal, com campanhas na rádio
e redes sociais. Mas o contacto humano
é vital. No último ano, organizámos eventos
como o que decorreu no Estádio do Dragão,
onde reunimos mais de 50 clientes profissionais.
Estes momentos permitem-nos receber
feedback pessoal e construir relações humanas
sólidas. É gratificante ver colegas do suporte
telefónico conhecerem finalmente em pessoa
os clientes com quem falam há anos. Planeamos
realizar mais dois ou três eventos desta
dimensão durante este ano.
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104 MERCADO
FILIPE PERDIZ, BASF PORTUGAL, E JOSÉ ORTEGA, RESPONSÁVEL BASF COATINGS IBERIA
A repintura na era digital
A BASF é um dos maiores grupos químicos do mundo e tem na repintura automóvel uma área estratégica do seu negócio,
apostando em Portugal nas marcas Glasurit e R-M, que combinam tecnologia, digitalização e serviços de apoio às oficinas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Num mercado marcado pela procura
de maior eficiência, sustentabilidade
e apoio técnico
especializado, a estratégia atual
da BASF passa pelo desenvolvimento
de soluções de pintura de elevado
desempenho, pela aposta em ferramentas
digitais de gestão e colorimetria e por serviços
de consultoria que ajudam as oficinas
a melhorar processos e rentabilidade. Para
explicar o posicionamento da empresa e
os principais eixos de desenvolvimento no
mercado ibérico, conversámos com Filipe
Perdiz, responsável da BASF em Portugal, e
José Ortega, responsável da BASF Coatings
para a Península Ibérica.
Filipe Perdiz
Responsável BASF Portugal
José Ortega
Resposável BASF COATINS Iberia
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 105
Como apresentaria hoje ao mercado a BASF?
Filipe Perdiz: A BASF é uma empresa reconhecida
em termos de notoriedade, muito ligada
à indústria química, e que foi desenvolvendo
algumas áreas de negócio, neste caso, as
tintas para a pintura automóvel. Neste caso, a
Glasurit e a R-M são as duas grandes marcas
premium da BASF. A Glasurit, mais na Europa,
tem uma origem alemã, enquanto a R-M tem
um pouco mais de ligação a França. As duas
marcas premium têm processos de fabrico muito
semelhantes, embora em fábricas diferentes,
mantendo o mesmo posicionamento de marca.
São duas marcas premium que não rivalizam
entre si, mas, por uma questão histórica ou por
uma questão de posicionamento, em alguns
mercados, há mercados onde uma marca é
mais forte do que a outra e, por isso, mantemos
as duas. O desenvolvimento que é feito, em
termos de empresa, é sempre focado nas duas
marcas, com referências diferentes, mas todas as
novidades são direcionadas para as duas marcas.
Isto aplica-se no primeiro equipamento, mas
também na repintura automóvel.
José Ortega: A BASF, através das suas marcas
premium, combina uma abordagem baseada
na inovação de produto, digitalização e consultoria
para oficinas. A empresa impulsiona as
tecnologias de repintura mais eficientes do mercado
com sistemas à base de água, como a Série
100 e AGILIS, produtos de alto teor de sólidos
e soluções baseadas na tecnologia de biomassa
Biomass Balance, como as gamas EcoBalance
e eSense, capazes de reduzir o uso de matérias-
-primas fósseis e as emissões de CO₂ sem comprometer
a qualidade do acabamento.
De que forma as marcas Glasurit e R-M
se diferenciam perante outras marcas
premium?
Filipe Perdiz: Sabemos que em qualquer área
comercial o relacionamento é muito importante,
e Portugal não é exceção. Criar um rapport
com quem o nosso interlocutor é um ponto
essencial. Por isso treinamos as nossas equipas
para que, mais do que apresentar um produto
e demonstrar que o produto é bom, é mostrar
o serviço e o conceito de inovação, além do
produto em si. Sempre que tentamos ganhar
um novo cliente, o nosso foco é o de mudar o
conceito na forma de negociação, nos modelos
de faturação. Temos vários modelos diferenciadores
no mercado que permitem que o cliente
perceba que nós estamos a ser um parceiro, a
trazer benefício para a empresa e não apenas a
fazer um desconto sobre o produto. Algo que
tento sempre transmitir à equipa é que temos
de ser cada vez mais consultores. Ouvir e perceber
as necessidades do cliente, para montar
uma estratégia comercial e técnica para fazer
face a essa necessidade. E, dessa forma, construir
uma solução adequada. A tipologia de
reparação da oficina dita muito aquilo que nós
vamos apresentar. A localização, o tipo de veículo,
se são reparações pontuais, seguradoras,
se são recondicionados, tudo isso vai trazer um
modelo diferente da reparação. E temos que
construir uma oferta com base nessa diferenciação.
Os produtos não são todos adequados
para todas as tipologias de reparação. Temos
que ir adaptando, caso a caso.
Em termos de apoio técnico e formação, é
semelhante para as duas marcas?
Filipe Perdiz: Sim. Estamos sempre com o
foco nas duas marcas e nos nossos clientes,
quer sejam de uma ou de outra. Então, o apoio
técnico, de consultoria e formação, é sempre
ao nível de ambas as marcas. O apoio técnico
é muito importante, para que as oficinas tirem
todo o potencial dos produtos. Sendo uma
marca premium, temos um portfólio bastante
alargado de serviços, quer de consultoria, quer
de formação, digitalização. Não queremos ser
apenas um fornecedor de tintas. Queremos ser
um parceiro, uma empresa de fornecimento de
serviços. E todo este apoio prestado aos clientes
faz parte do conceito. Não nos interessa
apenas vender um produto, é preciso que o
cliente saiba como o deve rentabilizar, de que
forma pode trazer benefícios à oficina. Por isso,
a área da formação, da consultoria e do apoio
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106
MERCADO
técnico têm o objetivo de trazer a rentabilidade
do produto. Queremos gerar benefícios para
os nossos clientes, não somente pela utilização
do produto, mas em todo o conceito geral da
oficina, seja na utilização da mão de obra ou
das infraestruturas que estão montadas, como
as cabines e áreas de preparação. Fazemos,
sempre que possível, um estudo prévio junto
da oficina. É feito um layout, assim como
auditorias, que incluem relatórios completos
da natureza da empresa e quais as áreas onde
podemos reduzir custos e aumentar a eficiência.
De outra forma, o resultado nunca será o
melhor que se pretende.
José Ortega: Exatamente. As ferramentas digitais
e serviços de consultoria permitem às oficinas
medir a sua pegada ambiental, otimizar o
consumo de energia e de materiais e melhorar
a rentabilidade. Com esta estratégia, a empresa
procura posicionar a Glasurit e a R-M como
parceiros tecnológicos para a transição sustentável
das oficinas de repintura em Espanha e
Portugal, ajudando-as a cumprir as crescentes
exigências regulatórias dos fabricantes automóveis
e dos clientes em matéria de sustentabilidade.
Em Portugal, como tem evoluído a procura
por esse tipo de apoio técnico e formação?
Filipe Perdiz: As oficinas estão cada vez mais
abertas a esta realidade. Procuram formação e
apoio técnico, no sentido de perceberem de
que forma podem melhorar os processos e serem
mais rentáveis. Isto acontece, não tanto no
aplicador final, mas por parte de quem está a
gerir a empresa, que vê como uma vantagem a
nossa posição em termos de formação. Quando
estamos numa formação onde os técnicos
demonstram como podemos trazer rentabilidade
com os nossos produtos e outros acessórios,
há um efeito bastante positivo junto dos
profissionais.
Esta melhoria em termos tecnológicos e de
processos, também tem como objetivo combater
a falta de mão de obra no setor?
Filipe Perdiz: Sim. A mão de obra tem sido,
de facto, um problema neste setor, não só na
parte da pintura, como na parte da chapa, e
também já existe na parte da mecânica. Os
nossos processos e produtos tendem a ser mais
sustentáveis, mais ecológicos, mas também
tentando sempre ao máximo reduzir os tempos
de aplicação, para que haja rentabilidade
da mão de obra.
Os sistemas de apoio à condução não irão
diminuir o volume de serviço nas oficinas?
Filipe Perdiz: Não creio. Obviamente que poder
reduzir ao máximo a sinistralidade é um
caminho, mas os toques existem sempre. E,
com o crescimento do parque circulante, acreditamos
que, durante muitos anos, a necessidade
de intervenção na pintura vai ser sempre
uma área beneficiada. Além disso, em Portugal
há um grande cuidado com o automóvel, o
utilizador do veículo é muito exigente com o
aspeto do seu veículo, comparativamente a outros
mercados. Sabemos que as nossas marcas
trazem qualidade, reconhecimento e uma boa
visibilidade em termos de acabamento final
para os nossos clientes.
José Ortega: Sim, o mercado português é um
mercado sólido, bem-sucedido e com players
muito profissionais e exigentes. O nível de exigência
dos condutores eleva o nível de todos
nós e orgulha-nos, enquanto Glasurit e R-M,
trabalhar num mercado que, como poucos,
nos permite demonstrar a nossa força em termos
de fiabilidade de produtos, de cor e de
sistemas.
Relativamente à posição das marcas Glasurit
e R-M no mercado português, ainda
existe espaço para ganharem quota de mercado?
Filipe Perdiz: Sim, seguramente. Podemos
crescer, pois em Portugal ainda não temos
uma posição dominante, mas estamos a trabalhar
para reforçar essa presença. Estamos a
investir na construção da estratégia comercial,
na estruturação das equipas, dos investimentos
junto dos parceiros importantes em termos de
grupos e junto das marcas também, nas parcerias
com as OEMs, o que nos vai permitir
chegar a um ponto de crescimento. É um
mercado dinâmico, muito agressivo e muito
virado para o preço, mas queremos desmontar
esse conceito e trazer ao cliente a questão da
qualidade e da sustentabilidade.
José Ortega: O nosso objetivo em Portugal é
consolidarmo-nos como parceiro dos nossos
clientes, com um portefólio completo de produto,
serviço, consultoria, formação e digitalização.
No último ano, consolidámos um novo
armazém, ao serviço de Portugal e Espanha,
bem como um sistema digital de entrada de
pedidos, a Order APP, que já cobre 80% das
encomendas dos clientes.
Quais os mais recentes ou futuros lançamentos
por parte da BASF?
Filipe Perdiz: Os produtos já estão num ponto,
não direi perfeito, mas perto disso. São cada
vez são mais simples para quem está a aplicar.
Tentamos que sejam com menos passos possíveis,
ou seja, muito mais fácil de perceção e
de entendimento porque está a ser utilizado
determinado passo para não criar uma complicação.
E quanto menos produtos na reformulação
que temos feito dos nossos produtos, os
nossos catalisadores e diluentes são transversais
às diferentes gamas. Também apoiados com
todo tipo de consumíveis, como as lixas, as
fitas, para tornar o processo de reparação homogéneo.
Lançámos na Europa as duas novas
linhas de pintura à base de água, a série SAI e a
série Agilis, e este ano será o de implementação
destas linhas. Trazem qualidade, sustentabilidade,
colorimetria, e vamos, junto da nossa
distribuição, continuar a difundir estas linhas.
A digitalização tem sido também uma área
forte de desenvolvimento, não só das nossas
marcas, como toda a concorrência, e creio que,
aliado a este lançamento de produtos ecológicos,
mais rápidos de aplicação e mais amigos
do ambiente, temos de olhar para a digitalização
como um passo fundamental e no qual
temos evoluído bastante. A digitalização maior
do setor da pintura pode ser um novo passo,
com a utilização de sistemas inteligentes de
mistura, tal como já temos a parte da leitura
das cores, que será cada vez mais digital, assim
como os nossos ecossistemas digitais de gestão
da oficina.
José Ortega: Para este ano, o Refinity é o nosso
grande projeto. Trata-se de um ecossistema digital
na nuvem que oferece grandes vantagens,
informação recente sobre cor e acesso remoto,
que facilita a gestão de oficinas de grupos.
Além disso, o Refinity possui interfaces com
os principais sistemas dos nossos clientes, o
que constitui uma vantagem competitiva. Por
outro lado, as nossas linhas de produto ecossustentáveis
Agilis e S100 estabelecem um
novo padrão de qualidade, sustentabilidade e
precisão colorimétrica à primeira. Os nossos
clientes estão muito satisfeitos.
Em termos da rede de distribuição, está estabilizada
ou existe interesse em aumentar a
cobertura nacional?
Filipe Perdiz: A rede está estabilizada, mas o
nosso interesse é aumentar. Há muitas áreas
onde não estamos presentes, e claramente que
o aumento da distribuição vai trazer esse aumento
de cota do mercado. Estamos a investir
bastante nos nossos parceiros, a trazer capacidade
para que possam crescer também, não só
em zonas, mas também em volumes de negócio
e, por isso, há todo um investimento para
que os nossos parceiros distribuidores tenham
essa capacidade de crescimento, de decisão, de
investimento. E esse é um foco muito intenso
em 2026, claramente. Como marca, temos a
venda direta muito ligada aos grandes grupos,
mais presente nas zonas litorais, Porto, Lisboa,
Coimbra, mas toda a parte do centro e interior
depende muito da presença dos nossos distribuidores.
Os distribuidores são a nossa cara, a
nossa presença nessas regiões, e vemo-los como
parte da nossa organização. Não são exteriores,
não são só revendedores, mas têm um grande
impacto na nossa estratégia.
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Y
CM
TEXTO PAULO HOMEM
MY
CY
CMY
Não existe como fugir ao tema da
sustentabilidade ambiental nas
oficinas. Aliás, no plano ambiental,
a Safetykleen é uma das
entidades com maior experiência
e conhecimento quando se fala de soluções
que ajudem as oficinas a mitigar a sua pegada
ecológica. O seu modelo de negócio de
grande proximidade oficinal, ao longo dos
muitos anos, permite-lhe estar sempre na
vanguarda técnica, quer ao nível dos equipamentos,
quer das soluções ambientais que
tem para propor aos seus clientes.
Desta vez a novidade chama-se Kleen35,
uma solução química que permite a lavagem
de peças a uma temperatura muito mais reduzida,
descendo a média de 65 graus para
35 graus, quando usada com os equipamentos
Automáticos, Jetkleen e Manuais da Safetykleen.
Basicamente, com o uso do Kleen35 nas
oficinas vão trazer uma poupança energética
considerável pois o aquecimento dessa
solução química é dos principais consumos
energéticos na utilização dos equipamentos
de lavagem de peças.
Entrevista à PÓS-VENDA, Pedro Pinheiro,
Diretor Geral da Safeykleen em Portugal, fala
do Kleen35, das suas vantagens e do impacto
que o mesmo poderá ter para as oficinas.
K
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 109
O que é exatamente o Kleen35 e o que o
diferencia das soluções tradicionais?
Mais que tudo o Kleen35 é a aposta da Safetykleen
na sustentabilidade ambiental, e
difere das soluções tradicionais na medida
em que, consegue obter o mesmo resultado
de limpeza de peças face às soluções tradicionais,
a uma temperatura reduzida, 35ºC,
versus a tradicional limpeza a 65ºC, poupando
energia.
Acreditamos que
produtos de base
aquosa como
Kleen35, são o
substituto natural
dos produtos de base
petrolífera
PUB
ferramenta.pdf 1 06/04/2026 12:21:46
Como conseguem garantir o mesmo nível
de eficácia na limpeza de peças reduzindo
a temperatura de 65°C para 35°C?
O nosso laboratório internacional conseguiu
desenvolver uma nova formulação química
inovadora, que consegue a uma temperatura
mais amena “quebrar” as partículas
de sujidade.
Esta solução é compatível com equipamentos
já existentes ou exige novos investimentos?
Esta solução é compatível com equipamentos
existentes, não sendo necessária a troca
dos equipamentos atuais nos nossos clientes,
nem desenvolvimento de nenhuma tecnologia
adicional.
A redução da temperatura tem impacto
também na durabilidade dos equipamentos
ou resíduos gerados?
Não existe qualquer impacto nos resíduos
gerados, nem na durabilidade dos equipamentos.
Garante isso sim poupanças significativas
de energia para os nossos clientes.
Que impacto real pode ter o Kleen35 na
redução de emissões de CO₂ numa oficina?
O Kleen35 irá reduzir substancialmente a
pegada de carbono das oficinas, pois permite
aos utilizadores dos equipamentos utilizar
a máquina de forma mais célere, poupando
cerca de 30% de tempo e energia, dependendo
do equipamento e tempo de utilização
do mesmo.
Estes números de poupança (energia,
CO₂, custos) são facilmente replicáveis
mesmo em oficinas de menor dimensão?
Sempre que baixamos temperatura poupamos
energia e isso é obviamente proporcional
ao nível de utilização, número de equipamentos
etc. Mas a poupança esta sempre lá!
Até que ponto soluções como esta podem
ajudar as empresas a cumprir metas ambientais
e/ou regulamentares?
Dependendo da área de atuação, que divergem
nas metas concretas, acreditamos que a
maioria das empresas industriais, dos mais
variados sectores tem nos seus objetivos a
110
MERCADO
KLEEN35: O PODER DE POUPANÇA NA LIMPEZA DE PEÇAS
De acordo com a Safetykleen a química na
limpeza de peças, através do Kleen 35, é uma
vitória para a sustentabilidade.
Muitos processos convencionais de limpeza de
peças nas oficinas de automóveis dependem de
altas temperaturas, resultando num elevado
consumo de energia e num aumento das emissões
de dióxido de carbono (CO2).
Poucas empresas medem o efeito cumulativo
destes métodos de manutenção nos seus balanços
operacionais. Esta falta de medição não só
representa um potencial risco de incumprimento
das normas regulamentares, como também, e
sobretudo, uma oportunidade perdida de alcançar
poupanças de custos sustentáveis. Reduzir a
pegada de carbono é hoje um imperativo tanto
ético como financeiro.
A lavagem de peças a alta temperatura é eficaz,
mas pode consumir energia desnecessariamente.
Quando utilizado regularmente, este processo
gera uma quantidade significativa de resíduos.
Quanto mais energia os sistemas de lavagem
consumirem, maiores serão as emissões de CO2.
Por este motivo, a Safetykleen desenvolveu o
Kleen35, a solução de limpeza de peças que
Quando a
confirmação que o
produto “funciona” é
validada pelo cliente,
então rapidamente
passa a ser uma
prioridade pois a
poupança é evidente
permite às oficinas reduzir a temperatura de
lavagem dos habituais 65 °C para apenas 35 °C,
mantendo o mesmo desempenho de limpeza.
De acordo com a SafetyKleen esta tecnologia
de baixa temperatura na limpeza de peças
oferece diversas vantagens em termos de sustentabilidade:
⇨ Poupança anual de custos: até 1.470€ por
máquina;
⇨ Redução de energia: poupança anual de 4.675
kWh por máquina (equivalente a 54 lâmpadas
LED acesas durante um ano);
⇨ Redução das emissões de carbono: 367 kg
de CO2 poupados por máquina, o equivalente
a 50 árvores por ano.
Através do código QR (em baixo) poderá ver
um vídeo sobre o Kleen35.
video
curto prazo tornar-se mais sustentáveis e
amigas do ambiente. As oficinas de automóveis
não são exceção.
Para uma oficina qual é o retorno do investimento
ao adotar o Kleen 35?
Uma poupança de até 35% na fatura energética
no que diz respeito ao consumo do
equipamento.
A poupança energética é hoje um argumento
comercial?
Em tempos de crise energética mundial,
qualquer parceiro que consiga oferecer aos
seus clientes uma vantagem desta dimensão
é obviamente valorizado aos olhos do consumidor
final.
O Kleen35 irá reduzir
substancialmente a
pegada de carbono
das oficinas
Como reage o mercado a este tipo de soluções:
ainda há resistência ou já é uma
prioridade?
Está a reagir bem, sendo que a inovação no
nosso sector é pouco usual, mas quando a há
é valorizada. A resistência é humana, e é importante
desmistificar as razões da mesma,
porém quando a confirmação que o produto
“funciona” é validada pelo cliente, então rapidamente
passa a ser uma prioridade pois a
poupança é evidente.
Há impacto na produtividade dos técnicos?
Sim sem dúvida! Os técnicos conseguem
agora começar a utilizar os equipamentos
mais rapidamente pois o mesmo demora
menos tempo a atingir a temperatura correta
para a utilização. Outro feedback bastante
positivo que temos recebido, mais
relacionado com segurança, mas também
com produtividade, é que as peças já não se
encontram a uma temperatura tão elevada
e podem ser retiradas e manuseadas logo a
após o término do ciclo de lavagem.
Acredita que a limpeza a baixas temperaturas
será o novo standard na área oficinal?
Sim, acreditamos que produtos de base
aquosa como Kleen35, são o substituto natural
dos produtos de base petrolífera, instáveis
ao preço e menos amigos do ambiente.
Com o passar dos anos será o “novo normal”
pois o impacto na produtividade, poupança
energética e pegada de carbono é demasiado
para ser simplesmente “ignorado”.
Se tivesse de resumir o Kleen35 numa frase
para um gestor de oficina, qual seria?
Um passo obrigatório, para um futuro mais
sustentável, com poupança energética e redução
de pegada de carbono, pois não existe
planeta B.
PELA PRIMEIRA VEZ NA EXPOMECÂNICA
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 111
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WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 113
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114
114 OFICINA DO MÊS
BLOCK28
Transparência total na
manutenção automóvel
A Block28 assume-se como uma alternativa premium e de confiança aos concessionários oficiais, onde a equipa combina
conhecimento técnico, equipamentos de última geração e uma filosofia de transparência com o cliente.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
Block28 surgiu há cerca de
seis meses na Estrada de Paço
de Arcos, fruto da experiência
pessoal do seu fundador, que,
ao mudar-se para Portugal, não
encontrou um serviço de manutenção que
lhe transmitisse total segurança para os seus
veículos BMW. “Este projeto foi construído
do zero, unindo a visão do proprietário à
vasta experiência técnica da equipa, onde o
responsável técnico tem mais de vinte anos
de percurso em oficinas portuguesas”, explicou
à PÓS-VENDA Joana Lunga. “O foco
da Block28 é, principalmente, oferecer aos
clientes uma alternativa às oficinas de concessionários
oficiais BMW. Fazemos serviço
multimarca, mas somos especialistas autorizados”.
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pré-montados.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 115
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FICHA DA OFICINA
NOME: Block28
MORADA: Estrada de Paço de Arcos
N.º DE FUNCIONÁRIOS: 4
SITE: block28.pt
SERVIÇOS: mecânica geral, pneus, diagnóstico,
manutenção e reparação, incluindo direção e
suspensão, bem como verificações pré-compra,
preparação para IPO e track days.
LEMA: Tratar cada carro como se fosse seu
TRANSPARÊNCIA
E TECNOLOGIA
A oficina destaca-se
imediatamente pela sua
imagem moderna, cuidada,
e pela política de “portas abertas”,
incentivando a transparência
no serviço prestado. O espaço conta
com estacionamento coberto e vigiado,
estando ainda prevista a conclusão
de uma ampla zona dedicada aos clientes
no segundo andar, onde poderão aguardar,
com visibilidade direta para a zona de trabalho.
“Como temos equipamentos de última
geração, como o da Hunter, uma ferramenta
de última geração raramente disponível
fora dos concessionários oficiais, que faz o
alinhamento e o balanceamento, os clientes
têm interesse em ver como o serviço é feito.
Como queremos que seja tudo transparente,
para gerar confiança no cliente, esta zona faz
todo o sentido”.
116
SERVIÇOS
Para além da mecânica geral e pneus, a
Block28 disponibiliza serviços de diagnóstico
eletrónico, manutenção e reparação
mecânica (incluindo direção, suspensão e
intervenções na parte inferior do veículo),
alinhamento, montagem e equilibragem de
pneus, verificações pré-compra, preparação
para IPO e pacotes específicos para track
days. Entre os serviços mais requisitados pelos
clientes destaca-se a limpeza do sistema
de admissão com casca de noz, uma técnica
especializada para motores BMW, Mercedes,
Audi e Volkswagen que tem como objetivo
melhorar significativamente o rendimento
do motor. Joana Lunga indica que a filosofia
da oficina assenta na manutenção preventiva
como forma de garantir a longevidade
dos automóveis, utilizando exclusivamente
fluidos originais e peças que respeitam as
homologações dos fabricantes. “Acreditamos
que um carro que faça manutenção sempre
a tempo não causa problemas no futuro. O
nosso foco é dar qualidade de serviço e gerar
confiança. Não trabalhamos focados na rapidez,
mas sim na qualidade. Não procuramos
ter um grande volume de serviços rápidos,
mas um serviço de qualidade e atenção a cada
veículo”. Apesar da sua versatilidade, a oficina
opta por não intervir em veículos 100%
elétricos. “Em veículos elétricos e híbridos,
fazemos apenas serviços simples, pois não são
algo em que tenhamos interesse em apostar”,
explica a responsável. A oficina mantém um
acompanhamento próximo a cada cliente,
através do envio de relatórios fotográficos,
vídeos e atualizações constantes, durante as
reparações. “Em alguns casos, como em intervenções
prolongadas, a Block28 disponibiliza
uma viatura de cortesia aos clientes.
EQUIPA
Joana Lunga indica que, atualmente, a
Block28 conta com uma equipa de cinco
pessoas. Apesar do negócio estar em crescimento,
a oficina enfrenta o desafio, comum
ao setor, de encontrar novos profissionais
qualificados, para expandir a operação.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 117
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118
PERSONALIDADE
A questão já
não é se os
elétricos vão
criar pós-venda.
É quem vai estar
preparado para
esse pós-venda
PEDRO ROSADO, CEO EVA NETWORK
A reparação e manutenção de veículos eletrificados continua a ser uma área
vista por muitas oficinas como um território complexo, caro e reservado a
poucos. Para Pedro Rosado, CEO da EVA Network, essa leitura está errada e
a rentabilidade até surge muito rapidamente.
Criada em 2019, a EVA (Electric
Vehicle Assistance) tem vindo
a afirmar-se como um conceito
diferenciador no pós-venda
automóvel, combinando rede
oficinal especializada em veículos eletrificados,
formação certificada, reparação
avançada de baterias, soluções para colisão
em elétricos, equipamentos e até
TEXTO PAULO HOMEM
áreas como carregamento e extensões de
garantia.
Em entrevista à Revista Pós-Venda, Pedro
Rosado fala da evolução da rede, do negócio
da reparação de elétricos, da consultoria
e formação e deixa um aviso às oficinas
que continuam a olhar para esta área
como algo distante: “mais cedo ou mais
tarde, todas vão ter de lidar com isto”.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 119
120
Quem é Pedro Rosado e como surge o seu
percurso no pós-venda automóvel?
O meu percurso profissional começou em
meados de 2004 e sempre teve uma ligação
forte entre tecnologia, gestão e setor automóvel.
Tenho formação em informática de
gestão, mas também uma base técnica ligada
à mecânica e à óleo-hidráulica, o que me deu
desde cedo uma visão muito abrangente do
setor. Sempre fui apaixonado pelo aftermarket
automóvel e, ao longo dos anos, especializei-me
sobretudo na criação e desenvolvimento
de modelos corporativos e redes de
negócio, muito assentes em tecnologia, inovação
e criação de valor para os operadores
independentes.
Diria que a minha carreira foi muito construída
em torno dessa lógica de antecipar tendências.
Mais do que acompanhar o mercado,
sempre tentei perceber para onde ele vai e
chegar um pouco antes. Esse posicionamento
foi, aliás, determinante para o aparecimento
da EVA. Acreditámos cedo que a eletrificação
iria transformar profundamente o pós-venda e
que haveria necessidade de criar um conceito
especializado, estruturado e tecnicamente sólido
para responder a essa evolução. Foi dessa
visão que nasceu a EVA Network.
No fundo, o meu percurso acaba por resultar
da combinação entre paixão pelo setor,
experiência na gestão de redes e essa vontade
constante de desenvolver modelos de negócio
diferenciadores, assentes em inovação e em
antecipação do mercado.
Um dos projetos mais visíveis da empresa
é precisamente a EVA Network. Em que
consiste esta rede?
A EVA Network é, no essencial, uma rede especializada
exclusivamente em veículos eletrificados,
mas é mais do que isso: é um conceito
completo, estruturado como um modelo
“chave-na-mão”, pensado para permitir que
uma oficina entre neste negócio de forma profissional,
segura e tecnicamente preparada.
Costumo dizer que há duas formas de entrar
na reparação de elétricos: de forma improvisada
ou de forma estruturada. Nós optámos
claramente pela segunda. Estamos a falar de
uma atividade com risco associado, que exige
procedimentos, equipamentos, conhecimento
e elevada especialização. Não é uma área
para curiosos. A rede foi desenhada precisamente
para dar resposta a essa exigência.
Quem adere tem acesso a um pacote completo
que vai muito além da formação. Inclui
competências técnicas, equipamentos específicos,
ferramentas de segurança, consumíveis,
apoio técnico, soluções para reparação
de baterias, componentes eletrónicos, processos
e até a própria organização do espaço
oficinal dedicada aos eletrificados. No fundo,
cobrimos todo o ecossistema necessário para
operar nesta área de A a Z.
A EVA Network é,
no essencial, uma
rede especializada
exclusivamente em
veículos eletrificados,
mas é mais do que
isso: é um conceito
completo, estruturado
como um modelo
“chave-na-mão”
Porque entende que é um conceito diferenciador?
Porque dá às oficinas a capacidade de atuar
em reparações altamente especializadas, incluindo
áreas onde, em muitos casos, nem
os próprios concessionários têm solução. Um
exemplo claro é a reparação de baterias, onde
dispomos de soluções para intervenção ao
nível de células, módulos e componentes eletrónicos,
evitando muitas vezes substituições
integrais extremamente dispendiosas.
No caso de algumas marcas, como a Tesla,
temos inclusive competências para operações
que normalmente não existem fora de contextos
muito especializados, como substituição
de células individuais em vez da troca de
módulos completos - o que pode representar
uma diferença muito significativa em custo e
viabilidade económica da reparação.
Essa lógica estende-se também à eletrónica,
onde muitas vezes é possível reparar componentes
em vez de substituir conjuntos completos,
algo especialmente relevante em veículos
elétricos, onde determinados módulos
têm custos muito elevados.
A EVA posiciona-se precisamente nesse espaço,
uma rede especializada que procura cobrir
praticamente todo o universo dos veículos
eletrificados, da manutenção à reparação
avançada.
Trata-se de um conceito multimarca?
Temos soluções e material de reposição para
um conjunto muito alargado de marcas, desde
BMW, Mercedes-Benz, Audi e Hyundai,
até fabricantes mais recentes, incluindo marcas
chinesas e novas tecnologias de baterias
como as Blade.
A ambição sempre foi essa: não ser apenas
uma rede oficinal para elétricos, mas uma plataforma
técnica especializada preparada para
responder à quase totalidade das necessidades
que o mercado eletrificado exige e vai exigir.
O EVA Box, dentro da oficina, acaba por
ser o espaço oficinal dedicado aos eletrificados?
Sim, a materialização do conceito acontece
também através da EVA Box. Mais do que
um espaço identificado, trata-se de uma baía
de serviço dedicada aos eletrificados. Quando
equipada com capacidade laboratorial, evolui
para laboratório completo. Esta lógica de zonas
dedicadas traduz bem a filosofia da rede,
que passa precisamente por criar ambientes
preparados para trabalhar estas tecnologias
com critérios próprios.
Para as oficinas que já tenham um espaço
para os eletrificados, onde pode entrar o
vosso conceito?
Outra evolução do nosso conceito é a URB
(Unidade de Reparação de Baterias). Foi pensada
para oficinas que já dispõem de parte da
infraestrutura, nomeadamente concessionários
ou estruturas independentes com forte
base técnica, sendo uma solução que se con-
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 121
centra em equipamentos e formação para
reparação de baterias. Evita que as oficinas
dupliquem o investimento e acaba por ser
uma proposta particularmente interessante
para um mercado onde a reparação de baterias
tende a ganhar peso estratégico nos
próximos anos.
Um dos pilares do projeto é a formação
certificada...
Sem dúvida. A formação é um dos grandes
pilares diferenciadores do projeto e, mais do
que isso, é uma das razões pelas quais procurámos
construir uma distância técnica relevante
face ao mercado. O objetivo nunca foi
apenas acompanhar o que existe, mas antecipar
o que vem a seguir.
Nesse sentido criámos a EVA Academy, uma
academia própria de formação, integrada no
conceito da rede e pensada para suportar diferentes
níveis de especialização. Atualmente trabalhamos
seis níveis de formação, algo pouco
comum no mercado.
Os aderentes da rede têm acesso até ao nível
4, que cobre desde os requisitos legais e operacionais
até diagnóstico avançado. O nível
3, por exemplo, é já obrigatório por lei para
determinadas intervenções e é também nesse
âmbito que emitimos certificação profissional.
O nível 4 entra numa componente muito forte
de diagnóstico e localização de avarias, algo
absolutamente crítico nesta área.
Depois existem os níveis 5 e 6, que já entram
num patamar muito mais avançado. O nível 5
é focado em eletrónica e reparação de componentes,
enquanto o nível 6 entra em engenharia
inversa, um domínio altamente especializado,
com investimentos que podem facilmente
situar-se entre os 200 mil e os 400 mil euros
em laboratório e equipamentos. Esses níveis
mais avançados não são pensados para a generalidade
das oficinas, mas demonstram até
onde pode ir a especialização neste setor.
Oficinas independentes fora da rede podem
aceder a esse conhecimento?
Durante os primeiros seis anos fomos totalmente
exclusivos para os aderentes da rede
EVA. O foco era consolidar o projeto, proteger
o know-how e criar massa crítica dentro
da rede. Mais recentemente começámos a abrir
algumas valências a operadores externos que
estão a dar os primeiros passos nesta área e precisam
de equipamentos, formação ou acesso a
determinadas soluções técnicas.
Porém, o verdadeiro ecossistema completo está
dentro da rede. Quem está fora pode aceder a
algumas ferramentas, equipamentos ou suporte,
mas os centros EVA têm sempre um nível
superior de acesso e capacidade.
Uma pequena
intervenção pode
pagar a mensalidade
de integrar a rede
EVA. O “break-even” é
muito baixo, e há mais
procura do que oferta
A empresa também comercializa equipamentos
especializados para esta área. Isso é
outra vertente importante do projeto?
Não faria sentido falar de especialização sem
falar de equipamentos. Representamos algumas
das marcas mais avançadas em instrumentação
e tecnologia para reparação de baterias
e eletrónica, o que nos permite colocar no
mercado soluções que muitas oficinas dificilmente
conseguiriam estruturar sozinhas. Para
os aderentes da rede isso surge integrado em
pacotes completos. Para operadores externos
pode haver acesso a soluções mais avulsas,
numa lógica de entrada gradual, para mais
tarde integrarem a rede.
Aliás, achamos que não faz muito sentido vender
apenas o equipamento, pois o nosso objetivo
é integrar esses equipamentos num conceito
técnico, com formação, processos, suporte laboratorial
e acesso a componentes específicos.
Aliás, em determinadas áreas, como reparação
de baterias de modelos como o BMW i3, dispomos
de soluções e componentes que não
disponibilizamos fora da rede, precisamente
para garantir essa diferenciação competitiva.
No fundo, o posicionamento da EVA é esse
e passa por não vender apenas máquinas ou
formação, mas criar um verdadeiro ecossistema
técnico especializado para o pós-venda dos
eletrificados.
A rede tem seis anos de atividade. Que balanço
faz desta evolução e em que ponto está
hoje o projeto?
Começámos em 2019 e, olhando para o percurso
feito, a principal conclusão é que havia
espaço para um conceito especializado como
este e que esse espaço continua praticamente
sem concorrência direta estruturada.
Hoje podemos dizer que a EVA Network
ocupa uma posição muito diferenciada, não
só em Portugal, mas também num contexto
europeu onde existem poucos conceitos verdadeiramente
especializados nesta área.
Há operadores que começaram a olhar para
os eletrificados, há grupos que começam a
criar propostas nesse sentido, mas redes construídas
exclusivamente para este segmento,
com este nível de profundidade técnica, são
ainda muito raras.
Como se tem desenvolvido a rede?
Hoje estamos acima das 30 oficinas e a crescer.
Mas o mais interessante é perceber de onde
está a vir a procura por este tipo de serviços.
Hoje somos contactados não apenas por oficinas,
mas por seguradoras, gestores de frota
e até marcas, incluindo fabricantes chineses
que entram no mercado e procuram capacidade
técnica em elétricos no pós-venda. E
isso é muito relevante, porque mostra que o
mercado está a reconhecer valor numa rede
especializada.
Essas marcas novas que chegam ao mercado
sentem essa necessidade?
Sim, sobretudo porque muitas chegam com
produto, mas sem estrutura de assistência. E aí
a rede independente especializada pode ter um
papel muito relevante. No nosso caso, a rede
opera com processos normalizados e enquadramento
dentro do regulamento MVBER, o
que permite garantir consistência e conformidade
na operação. Ou seja, não é apenas ter
oficinas espalhadas pelo país, mas sim ter oficinas
a trabalhar segundo o mesmo padrão. Isso
para frotas e fabricantes é muito importante.
A procura por parte de frotas está a crescer?
É uma área com enorme potencial. As frotas
estão a eletrificar-se rapidamente e precisam de
parceiros que consigam assegurar manutenção
e reparação especializada. E procuram duas
coisas: competência e previsibilidade. É preci-
122
PERSONALIDADE
samente aí que uma rede especializada ganha
força. Temos vindo a ser envolvidos em projetos
e concursos muito relevantes precisamente
por essa capacidade de oferecer cobertura nacional,
serviço normalizado e rastreabilidade
técnica. Esse é hoje um dos grandes motores
de crescimento do projeto.
No fundo a rede está também a captar negócio
para as oficinas...
Esse é um dos grandes objetivos. Uma rede
não deve limitar-se a recrutar aderentes, tem
de gerar negócio para eles, e esse é um dos
pontos em que acreditamos ter criado valor.
Quando atraímos frotas, seguradoras ou oportunidades
com fabricantes, esse trabalho é canalizado
para a rede.
A questão do acesso à informação técnica
e formação dos fabricantes continua a ser
uma barreira no pós-venda independente
ao nível dos veículos eletrificados?
Continua a ser uma das grandes questões do
setor, mas também uma área onde o aftermarket
independente tem vindo a conquistar espaço.
Um dos princípios que defendemos desde
o início é que o acesso à informação, à formação
e às peças é essencial para que a reparação
independente possa evoluir neste segmento.
E, em muitos casos, esse acesso não é apenas
desejável, é enquadrado pela própria regulamentação
europeia (MVBER). Foi muito nessa
lógica que conseguimos trabalhar soluções e
competências em marcas particularmente exigentes,
como a Tesla. Hoje dispomos de acesso
a ferramentas, informação técnica e formação
específica da marca, algo que foi conquistado
e desenvolvido ao longo do tempo e que reforça
uma convicção que temos: o pós-venda
independente pode e deve ter capacidade para
intervir em veículos eletrificados de elevada
complexidade.
Começaram também a desenvolver o conceito
EVA Collision Center. Em que consiste?
A reparação de colisão em elétricos não é
simplesmente chapa e pintura aplicada a um
veículo diferente. Há procedimentos específicos
de segurança, há protocolos e há normas
a cumprir. Por exemplo, antes de um veículo
sinistrado entrar na oficina, pode ter de passar
por procedimentos de verificação que confirmem
que a bateria e o veículo podem ser
acondicionados e trabalhados em segurança.
Se não cumprirem determinados critérios, o
risco é sério. E muita gente ainda não tem
consciência disso. Criámos o conceito EVA
Collision Center precisamente para responder
a essa necessidade.
Esse conceito de rede associada à colisão,
especializada em elétricos, pode ser importante
para a seguradoras...
Cada vez mais importante, porque percebem
o risco e querem trabalhar com operadores
que consigam garantir processos e segurança.
Aliás, esse é um dos fatores que está a acelerar
procura por este tipo de certificação. Há
seguradoras que já privilegiam centros preparados
para trabalhar colisão em elétricos
precisamente por isso, pois sabem que o risco
operacional diminui.
Por outro lado, isso cria oportunidades muito
relevantes para oficinas que invistam nessa
área.
Além da assistência, desenvolveram áreas
complementares como carregamento...
No conceito EVA integramos o carregamento.
Vendemos os equipamentos e somos operadores
certificados. A oficina pode inclusive,
através da EVA, explorar postos de carregamento
para veículos eletrificados e aparecer
nos principais mapas de carregadores públicos.
Há também projetos ligados a extensões
de garantia para baterias usadas?
Sim, estamos a desenvolver isso e pode ser
muito disruptivo, porque elimina o receio
na compra de veículos elétricos usados, para
além de gerar negócio para a rede.
Um dos princípios
que defendemos
desde o início é que o
acesso à informação,
à formação e às
peças é essencial
para que a reparação
independente
possa evoluir neste
segmento
As oficinas portuguesas estão preparadas
para a transição para a manutenção / reparação
de veículos eletrificados?
Na generalidade, não. Diria que uma pequena
percentagem estará realmente preparada, mas
faltam competências, faltam condições e muitas
vezes o maior problema e que falta de mentalidade.
É preciso mudar a forma de pensar da
oficina ao nível dos processos, segurança, especialização,
imagem e organização. Há oficinas
muito boas que vão adaptar-se muito bem, mas
muitas não farão esse caminho.
A questão já não é se os elétricos vão criar pós-
-venda. É quem vai estar preparado para esse
pós-venda. E isso decide-se agora.
Que conselhos dá a quem quer investir neste
área da manutenção / reparação de veículos
eletrificados?
O primeiro é simples: começar cedo. Quem
entra primeiro ganha tempo, e o tempo aqui
é uma vantagem competitiva. Costumo dizer
que “o pássaro madrugador apanha a minhoca
gorda”.
Segundo conselho: entrar com método. Não
improvisar, pois isto não é uma área para
curiosos.
A manutenção e reparação de veículos eletrificados
é hoje um negócio rentável?
Claramente, apesar de ainda ser um negócio de
nicho. Uma pequena intervenção pode pagar a
mensalidade de integrar a rede EVA. O “break-
-even” é muito baixo, e há mais procura do que
oferta, o que ajuda muito a quem já investiu
neste negócio. Além disso, são serviços com valorização
técnica elevada e, como tal, são muito
mais bem pagos.
Dos anos que leva com este projeto que conclusões
tira?
Que havia um vazio no mercado e que o negócio
da “bateria” vai ter um enorme mercado no
pós-venda. Por outro lado, a economia circular
vai ter um papel gigantesco aqui, porque reparar
baterias, prolongar vida útil e recondicionar
não são tendências, são uma necessidade. Aliás,
nós somos embaixadores para Portugal do movimento
mundial “Repair Don´t Waste”.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 123
Precisão japonesa original da marca líder de baterias na Ásia.
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DESDE 1895
Sem distrações. Sem concessões. Design simples.
As baterias GS são feitas para técnicos que curtem clareza, confiança
e consistência. Uma gama de veículos específica, fácil de identificar,
fácil de instalar e fabricada de acordo com os padrões de equipamento
original da GS Yuasa.
Confiança em todo o mundo. Escolhido pela sua experiência.
124
DOSSIER
PEÇAS AFTERMARKET PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS
Pós-venda na era
dos elétricos
A crescente presença de veículos elétricos está a impulsionar o desenvolvimento de gamas específicas de peças,
exigindo maior especialização e adaptação por parte do aftermarket.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
À
medida que os veículos elétricos
ganham expressão
no parque europeu, o setor
do pós-venda enfrenta uma
transformação progressiva,
exigindo uma adaptação rápida das suas
estruturas e gamas de produto. A eletrificação
traz diferentes necessidades de
manutenção, nomeadamente ao nível da
gestão de energia, eletrónica de potência
e sistemas de carregamento, bem como
uma maior complexidade ao nível eletrónico
e dos sistemas de alta voltagem,
obrigando as marcas a reverem as suas
gamas e a apostarem no desenvolvimento
de soluções específicas para estas plataformas.
Num mercado ainda em transição,
as gamas apresentam frequentemente
aplicações transversais, com uma especialização
crescente para veículos 100%
elétricos. Neste novo contexto, sistemas
como travagem, suspensão, componentes
elétricos, gestão térmica e sistemas de
alta voltagem associados à bateria assumem
um papel ainda mais importante,
não só pelo impacto direto no desempenho
e na segurança dos veículos, mas
também pelas maiores exigências em
termos de eficiência e durabilidade. Ao
mesmo tempo, a evolução tecnológica e
o crescimento gradual do parque automóvel
estão a colocar desafios adicionais
ao nível da cobertura, disponibilidade e
formação técnica. Para perceber de que
forma o aftermarket está a responder a
esta mudança, consultámos algumas
das principais marcas do setor, procurando
perceber que produtos já disponibilizam,
de que forma estão a adaptar as
suas gamas e quais as estratégias adotadas
para acompanharem a evolução do
mercado.
Entregue a sua bateria
auto usada num centro da
REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 125
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126
DOSSIER
NRF
Juan Rueda
www.nrf.eu
De acordo com Juan Rueda, a NRF tem
um dos portfólios de aftermarket mais
abrangentes dedicados a veículos eletrificados.
“A nossa principal especialização reside
nos sistemas de gestão térmica, que são
críticos para o desempenho e a fiabilidade
dos veículos elétricos. Isto inclui sistemas
de ar condicionado e sistemas de arrefecimento
do motor e da bateria. Atualmente,
a nossa gama de e-mobility já ultrapassa
as 2400 referências, cobrindo uma ampla
variedade de aplicações no parque automóvel
europeu”. Acrescenta também que
foi introduzida a Innovation Range, “um
portfólio orientado para o futuro que vai
além da gestão térmica tradicional. Esta
gama inclui componentes como peças de
carroçaria e exteriores, direção e suspensão,
componentes de travagem, filtros e outros
sistemas-chave do veículo. Isto faz da NRF
um parceiro de aftermarket completo para
componentes de veículos elétricos, não
apenas na área do arrefecimento, mas em
múltiplos sistemas do veículo. Com mais
de 2.400 referências, a NRF oferece um
dos portfólios de e-mobility mais extensos
no aftermarket independente. A nossa cobertura
foca-se nas plataformas de veículos
elétricos e híbridos com crescimento mais
rápido na Europa, garantindo elevada relevância
para distribuidores e oficinas. Graças
à nossa estratégia contínua de expansão
de gama, não estamos apenas a responder à
procura atual, mas também a antecipar ativamente
o desenvolvimento futuro do parque
automóvel, o que nos permite manter
uma posição de liderança tanto em profundidade
como em amplitude de cobertura”.
Que desafios técnicos e logísticos
enfrentam no desenvolvimento e
disponibilização destas linhas de produto?
JAPANPARTS, Sara Finetto
Os desafios técnicos estão sobretudo ligados
à rápida evolução das tecnologias e à
necessidade de desenvolver componentes
cada vez mais específicos e fiáveis. Em
termos logísticos, o maior desafio passa
por garantir disponibilidade imediata, tendo
em conta uma procura crescente, mas nem
sempre previsível.
NAPA, Hugo Tavares
Mais do que a disponibilidade destas linhas
de produto, talvez o desafio esteja nas
oficinas, pois são elas que necessitam de
uma formação e de uma adaptação mais
disruptiva. Os distribuidores, no final de
contas, são gestores logísticos de referências,
e o facto de a mesma peça se destinar
a um veículo clássico ou elétrico não altera
significativamente a nossa operação, para
além de um aumento das necessidades
financeiras, uma vez que durante algum
tempo ambos os tipos de motorização irão
coexistir.
Um dos principais desafios técnicos é adaptar
os sistemas de suspensão às características
específicas dos veículos elétricos, como o
maior peso e a distribuição de massas.
KYB, Javier González Moriche
MEYLE
Lars Peters
www.meyle.com/pt/produtos/solucoes-
-para-a-electromobilidade
Lars Peters indica que a Meyle oferece atualmente
mais de 4.500 produtos para veículos
elétricos e híbridos. “O portefólio representa
uma amostra transversal da nossa gama
global, abrangendo componentes essenciais
para o trabalho diário em oficina. Inclui
sensores, filtros de habitáculo, pastilhas de
travão, amortecedores e braços de suspensão.
Com esta abordagem, garantimos que
as oficinas têm acesso a uma vasta gama de
peças relevantes para veículos eletrificados
a partir de um único fornecedor. O nível
de cobertura varia consoante a linha de
produtos específica. A nossa abordagem
geral passa por focarmo-nos em fornecer
às oficinas as peças de que realmente necessitam
nos respetivos mercados, em vez
de disponibilizar todo o portefólio global
em todas as regiões. Isto permite-nos manter
flexibilidade e um forte alinhamento
com o parque automóvel local e a procura
de reparação. Ao privilegiar a relevância e
a disponibilidade, garantimos que as oficinas
têm acesso fiável às peças certas para
reparações eficientes e profissionais”.
KYB, Javier González Moriche
Um dos principais desafios técnicos é adaptar
os sistemas de suspensão às características
específicas dos veículos elétricos,
como o maior peso e a distribuição de massas.
Para além disso, o posicionamento das
baterias, normalmente numa zona inferior
do veículo, altera o centro de gravidade e
o comportamento dinâmico, influenciando
fatores como a rolagem da carroçaria, a
estabilidade em curva e a resposta da direção.
Estes fatores influenciam diretamente
o comportamento dinâmico do veículo e
exigem soluções de engenharia específicas.
Do ponto de vista logístico, o desafio passa
por antecipar a procura de um parque em
crescimento, mas ainda em desenvolvimento,
o que exige um planeamento muito
rigoroso para garantir disponibilidade sem
comprometer a eficiência. Adicionalmente,
verifica-se uma crescente evolução para
sistemas de suspensão mais avançados,
como as suspensões ativas, que permitem
ajustar em tempo real as forças de amortecimento
em função das condições da estrada,
da condução e da carga do veículo,
representando um avanço significativo face
aos sistemas passivos tradicionais. Além
disso, a diversidade de plataformas elétricas
e a rápida evolução tecnológica do
setor obrigam a uma atualização constante
das gamas e dos processos de desenvolvimento.
Esta evolução tecnológica crescente
aumenta também a complexidade da
gestão de gama e da cadeia de abastecimento,
exigindo uma atualização contínua
das soluções e uma elevada capacidade de
adaptação por parte dos fabricantes.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 127
128
DOSSIER
ONTILITY
TERREPOWER
Albert Fernandez
www.terrepower.com
“Na Ontility, especializamo-nos na
reparação e remanufactura de baterias
de alta tensão para veículos elétricos
e híbridos plug-in. A nossa proposta
centra-se em oferecer uma alternativa
técnica, sustentável e economicamente
eficiente face à substituição completa
da bateria por uma nova. Recuperamos
baterias através de dois programas
distintos, adaptados às necessidades
do veículo e do cliente”, indica Albert
Fernandez, que adianta ainda que o
programa Same Performance permite
restaurar a bateria ao mesmo nível de
desempenho que tinha antes da avaria,
UNIGOM
Luciano Palmitessa
www.unigom.it
garantindo o seu funcionamento original
e prolongando a sua vida útil. Por
sua vez, o programa Upgraded Performance
vai mais além, oferecendo uma
melhoria de desempenho em relação
ao estado anterior à avaria, otimizando
determinadas prestações da bateria
quando a aplicação o permite. As soluções
da Ontility baseiam-se em packs
de bateria “drop-in”, concebidos para
uma instalação rápida e sem modificações,
o que reduz significativamente
os tempos de imobilização do veículo.
Além disso, estes processos de reparação
são mais económicos do que as
substituições OEM, incluem opções de
garantia escalonadas e permitem concluir
a reparação num prazo aproximado
de 72 horas. “O nosso programa de
reparação de baterias abrange todas as
marcas e uma vasta variedade de aplicações,
desde veículos ligeiros e SUV
até veículos comerciais e de transporte
pesado, incluindo furgões de distribuição,
pick-ups e camiões das classes 4 a
6, bem como autocarros. Desta forma,
a Ontility contribui ativamente para
uma mobilidade elétrica mais sustentável,
reduzindo custos, resíduos e o
impacto ambiental associado à substituição
integral de baterias”, acrescenta.
A presença da Unigom concentra-se
principalmente em gamas de produtos
relacionadas com fixação e amortecimento
de vibrações, chassis, sistema de suspensão,
direção, semi-eixos e travagem.
“Entre os exemplos incluem-se apoios de
motor e antivibração, apoios de amortecedor,
sinoblocos, batentes, rolamentos de
coluna, braços de suspensão, bieletas da
barra estabilizadora, casquilhos, suportes
e barras estabilizadoras, bem como
mangueiras de travão. Atualmente, a
cobertura da gama dedicada ou aplicável
a veículos elétricos ainda é limitada,
refletindo diretamente a estrutura atual
do mercado. Do nosso ponto de vista, o
parque circulante ainda é relativamente
reduzido e bastante fragmentado, com
forte presença de modelos recentes,
muitas vezes de origem não europeia,
para os quais a disponibilidade de peças
fora dos canais oficiais continua limitada.
Isto dificulta o desenvolvimento de
uma gama aftermarket alargada”, indica
Luciano Palmitessa, que acrescenta que,
em muitos casos, os volumes ainda não
são suficientes para justificar investimento
industrial, sobretudo em componentes
que exigem ferramentas específicas.
Por essa razão, o desenvolvimento
da gama segue uma abordagem gradual
e seletiva, baseada na real disseminação
dos veículos e na sustentabilidade dos
volumes a longo prazo.
ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket
A crescente complexidade das tecnologias
associadas aos veículos elétricos e híbridos,
em particular no que diz respeito aos sistemas
de alta tensão, representa um dos principais
desafios para o mercado de pós-venda
automóvel. Para acompanhar esta evolução e
maximizar o tempo de atividade dos veículos
neste contexto, é essencial que as oficinas
independentes estejam devidamente equipadas
com componentes adequados, processos
apropriados e conhecimento técnico especializado.
Só assim poderão integrar com confiança
as reparações de veículos eletrificados nas
suas operações diárias e manterem-se preparadas
para o futuro.
NRF, Juan Rueda
A transição para a e-mobilidade traz tanto
complexidade técnica como exigências logísticas.
Do ponto de vista técnico, os sistemas
dos veículos elétricos exigem elevada precisão,
validação avançada e um profundo conhecimento
dos sistemas, especialmente na
gestão térmica, onde a eficiência impacta diretamente
o desempenho do veículo e a vida útil
da bateria. Para responder a isto, a NRF investe
continuamente em testes e validação internos,
capacidades dedicadas de investigação
e desenvolvimento, competências técnicas
especializadas. Do lado logístico, a disponibilidade
e a rapidez são críticas no aftermarket. A
NRF opera com uma forte presença europeia
com múltiplos armazéns estrategicamente
localizados, uma capacidade total superior a
100.000 m². Esta infraestrutura garante que os
nossos produtos estão prontamente disponíveis
em toda a Europa, permitindo-nos apoiar
os clientes com entregas rápidas e elevados
níveis de serviço.
KAVO PARTS, Julian Slijkhuis
A frota de veículos elétricos ainda é relativamente
jovem, o que resulta numa baixa
procura. Além disso, existe uma oferta limitada
no aftermarket e poucos dados históricos
disponíveis. Para as marcas chinesas, o
acesso à informação é ainda mais reduzido.
Isto dificulta a rápida expansão das gamas e
a previsão precisa da evolução da procura. A
Kavo Parts responde a estes desafios trabalhando
em estreita colaboração com fornecedores
existentes e novos, entre outras medidas.
Adicionalmente, adota uma abordagem
pragmática face à procura do mercado e ao
desenvolvimento dos veículos, expandindo a
gama de forma gradual com base nos dados
disponíveis, na experiência prática e nas necessidades
dos clientes.
TERREPOWER, Albert Fernandez
Um dos principais desafios técnicos e logísticos
no desenvolvimento e na disponibilização
das nossas soluções de reparação de baterias
para veículos elétricos é a logística associada
ao transporte de baterias de alta tensão. Trata-se
de componentes complexos, pesados e
sujeitos a regulamentação, cuja manipulação
e transporte exigem protocolos de segurança
rigorosos, embalagens específicas e cumprimento
normativo, o que aumenta os custos e
a complexidade operacional. Neste contexto,
Entregue a sua bateria
auto usada num centro da
REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 129
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KAVO PARTS
Julian Slijkhuis
kavoparts.com
As linhas de produtos que atualmente a
Kavo Parts oferece para veículos elétricos
incluem: cabos de carregamento, componentes
de direção e suspensão, amortecedores,
discos e pastilhas de travão, filtros
de habitáculo, escovas limpa-para-brisas,
apoios de motor e rolamentos de roda. “A
nossa cobertura de gama é abrangente e
inclui uma grande parte do parque atual
de veículos elétricos. Com uma elevada
taxa de cobertura por grupo de produtos,
disponibilizamos peças para modelos europeus,
japoneses e americanos, incluindo
marcas como Tesla, Hyundai, Kia
e, mais recentemente, também os mais
recentes modelos chineses”, refere Julian
Slijkhuis.
NAPA
Hugo Tavares
www.napaautoparts.es/pt
“Temos disponíveis todas as referências,
em todos os produtos, que
os nossos principais fornecedores
nos indicam que já estão a ser consumidas
no mercado de pós-venda
ou que o estarão em breve”, explica
Hugo Tavares. “A nossa logística de
produtos baseia-se no princípio de ter
disponível todas as referências que
tenham registado pelo menos três
unidades vendidas nos últimos 12
meses. Dependendo de esse consumo
ser maior ou menor, dispomos da
referência nos armazéns locais ou no
nosso armazém central da Península
Ibérica, em Torrejón de Ardoz, em
Madrid”.
a proximidade aos clientes torna-se um fator-
-chave. Reduzir as distâncias de transporte
não só melhora os prazos de reparação e a
disponibilidade do serviço, como também minimiza
riscos, custos logísticos e a pegada ambiental
associada. Por isso, na Ontility apostamos
num modelo baseado na proximidade
e numa rede operacional capaz de dar uma
resposta rápida e eficiente. Do ponto de vista
técnico, outro desafio relevante é a grande diversidade
de arquiteturas, químicas e sistemas
de gestão de baterias existentes no mercado,
que variam significativamente consoante o
fabricante e o tipo de veículo. Isto exige um
elevado nível de especialização, processos
de diagnóstico avançados e uma atualização
constante de conhecimentos e equipamentos
para garantir reparações seguras, fiáveis e
consistentes. Superar estes desafios implica
combinar capacidade técnica, estandardização
de processos e uma logística otimizada — elementos
fundamentais para assegurar que as
nossas soluções de reparação sejam viáveis,
escaláveis e acessíveis a diferentes tipos de
clientes e aplicações.
OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann
A logística pode ser um desafio. Essa é uma
das razões pelas quais preferimos concentrar-nos
num número reduzido de parceiros
cuidadosamente selecionados. Trabalhamos
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130
DOSSIER
ZF
Dep. de comunicação da ZF Aftermarket
aftermarket.zf.com/pt
Um dos principais desafios técnicos
e logísticos no desenvolvimento e na
disponibilização das soluções de reparação
de baterias para veículos elétricos é
a logística associada ao transporte de
baterias de alta tensão.
TERREPOWER, Albert Fernandez
HELLA
Marta Ruiz Casero
www.hella.com
“A Hella disponibiliza um portefólio técnico
abrangente para veículos elétricos e híbridos,
com forte base em tecnologia OE”, explica
Marta Ruiz Casero. A responsável explica
ainda que as principais linhas incluem: eletrónica
e sensores, sensores de temperatura,
NTC/PTC, para gestão térmica de baterias
e sistemas, sensores de posição, como pedais
e atuadores, sensores de pressão e gases,
em aplicações híbridas, gestão térmica,
compressores elétricos de ar condicionado,
alta eficiência e baixo consumo, ventiladores
eletrónicos, radiadores e intercoolers adaptados
a sistemas eletrificados, módulos de
controlo térmico para baterias e habitáculo,
A ZF Aftermarket disponibiliza um portefólio
abrangente para veículos elétricos e
híbridos através das suas marcas de referência
Lemförder, Sachs, TRW e ZF. A
oferta inclui componentes de travagem,
direção e suspensão, amortecedores,
fluidos específicos para veículos elétricos
e híbridos e, mais recentemente,
soluções de reparação desenvolvidas
especificamente para eixos elétricos de
tração. A ZF Aftermarket expande continuamente
a sua cobertura para veículos
elétricos e híbridos. O portefólio já
abrange uma vasta gama de modelos
de diferentes fabricantes e é atualizado
regularmente, por forma a garantir a
disponibilidade de peças com qualidade
OE à medida que os veículos eletrificados
entram no mercado independente
de pós venda automóvel.
eletrónica de potência e atuadores, atuadores
eletrónicos, como válvulas, sistemas
de controlo de ar, unidades de controlo e
componentes eletrónicos para eficiência
energética, iluminação avançada, sistemas
LED e Matrix LED com baixo consumo
energético, eletrónica associada, como drivers
e unidades de controlo, sistemas de
travagem, componentes otimizados para
integração com travagem regenerativa,
diagnóstico e ADAS, da Hella Gutmann,
equipamentos compatíveis com arquiteturas
eletrónicas modernas, como DoIP e
CAN FD. A cobertura da Hella é orientada
por dados de parque circulante e evolução
tecnológica, com foco em: cobertura
elevada em sensores e eletrónica, comuns
a plataformas térmicas, híbridas e elétricas,
expansão contínua em gestão térmica,
crítica nos BEV, controlo da temperatura
da bateria tipicamente entre ~20–40 °C
para desempenho ótimo, forte presença
em marcas europeias e asiáticas, incluindo
plataformas recentes; em termos quantitativos:
portefólio global com milhares de
referências, incluindo mais de 2.400 componentes
de gestão térmica, cobertura crescente
para plataformas elétricas dedicadas,
como MEB e e-GMP”, acrescenta.
em estreita colaboração com eles para garantir
que mantêm os produtos certos em
stock, disponíveis no momento adequado.
A maioria dos nossos clientes opta por envios
regulares de stock por camião e por um
número reduzido de envios em encomendas
para artigos com menor rotatividade, que
não justificam armazenamento próprio. O
nosso armazém em Sinsheim, na Alemanha,
mantém permanentemente mais de um milhão
de componentes de travagem, discos e
pastilhas, prontos para expedição imediata,
assegurando a melhor disponibilidade possível
de produto para os nossos parceiros. Ao
nível do desenvolvimento técnico, estamos
conscientes da importância da norma Euro 7
e encaramo-la como uma grande oportunidade
de inovação. Por isso, já estamos a desenvolver
soluções próprias para discos de
travão em combinação com pastilhas especialmente
concebidas. Dispomos de bancos
de ensaio internos para garantir a conformidade
com os futuros limites. Estes foram
recentemente reforçados com um banco de
ensaio de partículas, desenvolvido especificamente
para este fim.
UNIGOM, Luciano Palmitessa
Os principais desafios técnicos prendem-se
com a evolução contínua das plataformas
dos veículos. Atualmente, desenvolver estas
gamas implica conceber componentes
capazes de funcionar em arquiteturas muito
distintas, cada uma com requisitos específicos
ao nível da redução de vibrações, gestão
de cargas dinâmicas mais elevadas, precisão
de montagem e durabilidade a longo prazo.
Nos veículos elétricos em particular, o maior
peso e os níveis de ruído mais reduzidos tornam
as vibrações e até pequenas imperfeições
mais percetíveis, aumentando o nível
de exigência destes componentes. Em peças
como apoios, componentes de suspensão e
elementos antivibração, o nível de consistência
de fabrico tem de ser extremamente
elevado, uma vez que pequenas diferenças
afetam diretamente o conforto, a estabilidade
e a fiabilidade do veículo. Do ponto de
vista logístico, o principal desafio é garantir
a continuidade de disponibilidade numa gama
muito ampla de produtos e num parque automóvel
extremamente fragmentado. Isto
exige uma gestão de stocks rigorosa, forte
capacidade de previsão da procura e uma
organização capaz de assegurar tempos de
resposta rápidos sem comprometer a precisão,
a rastreabilidade e a qualidade do serviço.
No aftermarket, não basta desenvolver
o componente certo — é essencial que esteja
disponível quando a distribuição e as oficinas
dele necessitam.
SIDEM, Steven Meeremans
Tal como nas peças para veículos ICE, concebemos
e produzimos os nossos próprios produtos,
com base na versão de Equipamento
Original. Sempre que necessário, e com base
no feedback dos clientes e nos nossos mais
de 90 anos de experiência, introduzimos melhorias
ao design OE para aumentar a durabilidade,
a segurança ou facilitar a instalação.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 131
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132
DOSSIER
JAPANPARTS
Sara Finetto
japanparts.it
Atualmente, a Japanparts disponibiliza
várias linhas de produtos dedicadas aos
veículos elétricos, incluindo componentes
para sistemas de travagem, suspensões e filtros
de habitáculo, bem como uma gama
de soluções para sistemas elétricos e de
gestão térmica. “Oferecemos também um
carregador prático e versátil, que pode ser
instalado na garagem ou utilizado como
solução portátil, ideal para carregamentos
em viagem”, indica Sara Finetto. “A nossa
gama encontra-se em constante expansão e
já abrange um vasto número de referências
para os principais modelos de veículos elétricos
e híbridos presentes no mercado europeu,
com especial foco nos modelos mais
populares. Dedicamos particular atenção à
Tesla e à BYD, para as quais disponibilizamos
também, sob encomenda, componentes
de carroçaria com um prazo de entrega
de aproximadamente 90 dias. Para a Tesla,
em particular, dispomos de catálogos completos
que incluem tanto componentes mecânicos
como de carroçaria”.
MEYLE, Lars Peters
O desenvolvimento de linhas de produtos
para veículos elétricos traz desafios específicos,
sobretudo devido às alterações nos perfis
de carga e nas características dos veículos.
Embora muitos componentes fundamentais,
como suspensão, direção e amortecimento,
mantenham a mesma função base, estão
sujeitos a diferentes condições de funcionamento.
O maior peso dos veículos, devido aos
sistemas de bateria, e a entrega imediata de
binário originam cargas superiores, exigindo
frequentemente maior durabilidade e um design
mais robusto. Além disso, a ausência de
ruído do motor torna as características NVH,
ruído, vibração e aspereza, mais evidentes,
aumentando as exigências ao nível da precisão
e qualidade dos componentes. Do ponto
de vista logístico, o rápido crescimento e a
elevada dinâmica do mercado de veículos
elétricos criam desafios em termos de cobertura
de produto e tempo de colocação no
mercado. A crescente diversidade de plataformas,
combinada com a maior complexidade
de referências e a volatilidade contínua da
cadeia de abastecimento no setor automóvel,
exige processos de desenvolvimento flexíveis
e estruturas de produção globais robustas
para garantir uma disponibilidade fiável.
HELLA, Marta Ruiz Casero
Desafios técnicos: Gestão térmica complexa,
necessidade de controlo preciso da temperatura
da bateria, impacto direto na autonomia
e durabilidade, integração de múltiplos
circuitos térmicos: bateria, eletrónica de
potência, habitáculo, arquiteturas eletrónicas
avançadas, comunicação via CAN FD,
Automotive Ethernet, DoIP, integração com
software e atualizações OTA, alta tensão
HV, componentes que operam em sistemas
de 400V e 800V, requisitos rigorosos de segurança
e isolamento, integração funcional,
sistemas altamente interdependentes, como
HVAC, ligado à gestão térmica da bateria.
Desafios logísticos: crescimento rápido da
complexidade do portefólio, necessidade de
redução do time-to-market, gestão de referências
com volumes ainda variáveis fase
de adoção dos veículos elétricos, garantia
de disponibilidade global com cadeias de
fornecimento resilientes
FERDINAND BILSTEIN
Filipa Pereira
bilsteingroup.com
Através das marcas de produto febi, SWAG
& Blue Print, o bilstein group comercializa
mais de 3600 artigos disponíveis para veículos
elétricos, nomeadamente nas gamas
de travagem, direção & suspensão, NVH,
elétricos e gestão térmica do motor, entre
outros. “Quando consideramos veículos
híbridos, a gama total ultrapassa os 11000
artigos. Através do nosso departamento
de Vehicle & Application Research, apostamos
numa análise e pesquisa proativas
e antecipadas de todos os novos modelos
elétricos, assegurando a rápida integração
de novas referências na gama. Através desta
abordagem Fast to Market, conseguimos
neste momento abranger mais de 700
modelos de veículos híbridos e elétricos”,
indica Filipa Pereira.
NISSENS, Anna Kesy
Os desafios técnicos e logísticos não diferem
significativamente dos das peças para motores
de combustão interna.
SALERI, Stefano Monteleon
O desenvolvimento de componentes para
veículos elétricos apresenta vários desafios.
Do ponto de vista técnico, as bombas elétricas
e eletromecânicas têm de se integrar em
sistemas eletrónicos cada vez mais sofisticados,
garantindo simultaneamente eficiência,
fiabilidade e segurança. Do ponto de vista logístico,
a gestão de um catálogo extenso exige
um planeamento cuidadoso da cadeia de
abastecimento e dos armazéns, de forma a
assegurar entregas rápidas e fiáveis às oficinas
e distribuidores, sem comprometer a disponibilidade
dos componentes convencionais.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 133
134
DOSSIER
OTTO ZIMMERMANN
Carola Altmann
www.otto-zimmermann.de
A Otto Zimmermann oferece uma gama
de pastilhas e discos de travão compatíveis
com veículos elétricos. “Os nossos
discos e pastilhas adaptam-se a diferentes
tipos de veículos. Um aspeto muito
importante para nós é a correta correspondência
entre discos e pastilhas de
travão, de forma a garantir um processo
de travagem seguro e confortável”, refere
Carola Altmann. A empresa indica ainda
que está constantemente a expandir a sua
gama de discos e pastilhas de travão.
SALERI
Stefano Monteleon
www.saleriaftermarket.com
A ausência de ruído
do motor torna
as características
NVH, ruído,
vibração e aspereza,
mais evidentes,
aumentando as
exigências ao
nível da precisão
e qualidade dos
componentes
MEYLE, Lars Peters
Stefano Monteleon indica que a Saleri Aftermarket,
reconhecida pela sua especialização
em sistemas de arrefecimento na indústria
automóvel, “tem estado na linha da frente
na introdução de soluções elétricas e eletromecânicas
no seu catálogo; isto inclui:
bombas elétricas e bombas eletromecânicas
para a gestão térmica de baterias e circuitos
elétricos, componentes essenciais para veículos
híbridos e totalmente elétricos. Estes
produtos baseiam-se na experiência OEM
do Grupo Saleri, que transferiu o seu know-how
de longa data em sistemas de arrefecimento
para as exigências da mobilidade
eletrificada. O catálogo de aftermarket inclui
mais de 8.000 referências, abrangendo
uma vasta gama de veículos na Europa e
além. A gama dedicada a veículos elétricos
foca-se nos modelos mais comuns e nos
componentes mais críticos para a gestão
térmica. À medida que a procura por veículos
elétricos continua a crescer, a Saleri
Aftermarket pretende responder às necessidades
do setor IAM”.
FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira
No que toca a desafios logísticos, enfrentamos
exatamente os mesmos, independentemente
do tipo de produto, uma vez que a
prioridade continua a ser a rápida disponibilidade
e entrega aos nossos clientes. Quanto
aos desafios técnicos, podemos mencionar
o acesso à informação, a velocidade de
lançamento de novos modelos de veículos,
as alterações introduzidas pela revolução
elétrica, entre outros. Tentamos olhar para
todos estes desafios como oportunidades
de crescimento, tentando incutir às nossas
equipas a necessidade de uma capacidade
de adaptação cada vez mais profunda.
CORTECO, José Boavida
A transição para a mobilidade elétrica introduz
novas exigências técnicas, nomeadamente
ao nível da proteção de sistemas
sensíveis, durabilidade dos materiais e integração
de componentes. Do ponto de vista
logístico, a diversidade de plataformas e o
ritmo de evolução tecnológica representam
desafios adicionais, que requerem uma
gestão cuidada do portefólio e dos processos
de desenvolvimento.
VIEROL, Xavier Torres Romero
A complexidade dos componentes para
sistemas de refrigeração e gestão térmica
aumenta devido ao controlo eletrónico de
cada componente e às possíveis calibrações
ou protocolos específicos dos fabricantes.
O mesmo se verifica nas linhas de
produtos que incluem sensores e unidades
de controlo. A crescente interligação entre
hardware e software, juntamente com requisitos
de segurança mais exigentes, coloca
desafios ao nível do desenvolvimento,
sendo que as oficinas também enfrentam
uma maior carga de trabalho nas reparações.
A substituição de unidades de controlo
ou sensores exige frequentemente
reprogramação ou reaprendizagem do sistema
para garantir a segurança funcional.
A substituição de componentes (como módulos
de bateria ou eletrónica de potência)
implica ajustes de software extensivos. Os
nossos técnicos e gestores de produto, com
vasta experiência, mantêm uma comunicação
contínua com as nossas unidades de
produção e acompanham de perto o desenvolvimento
destes sistemas e componentes
altamente complexos, assegurando
o cumprimento dos padrões de qualidade
estabelecidos.
A transição para a mobilidade elétrica
introduz novas exigências técnicas,
nomeadamente ao nível da proteção
de sistemas sensíveis, durabilidade dos
materiais e integração de componentes.
CORTECO, José Boavida
BOSCH, Hélder Sarinha
Sobretudo, a crescente variedade na procura
de produtos com diferentes características
técnicas, consequência do aumento do número
de fabricantes de veículos. Ao nível
logístico, dependendo da origem do produto,
somos afetados pelos impactos dos acontecimentos
geopolíticos. No entanto, e graças
à nossa vasta experiência também na área
logística, estes desafios são superados com
maior ou menor dificuldade.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 135
SISTEMAS GLOBAIS DE ARMAZENAGEM
Sistemas Globais de Armazenagem
LISBOA
Trav. Sanguinho das Sebes, nº 8 - Bairro das Sesmarias
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PORTO
Tel.: 229 756 047
Email: porto@endal.pt
www.endal.pt
136
DOSSIER
CORTECO
José Boavida
www.corteco.com
A Corteco acompanha a evolução da mobilidade
elétrica através de um portefólio
de produtos cuja aplicação se estende
também a veículos híbridos e elétricos.
Entre as principais áreas, destacam se
soluções de vedantes, componentes anti
vibração e filtros de habitáculo, desenvolvidas
com base na experiência tecnológica
do Grupo Freudenberg no fornecimento
para fabricantes de veículos. “A
oferta da Corteco para veículos elétricos
encontra se num processo contínuo de
desenvolvimento, acompanhando de
forma progressiva a evolução do parque
automóvel. A abordagem passa por
identificar as aplicações com maior relevância
para o aftermarket e introduzir
soluções de forma faseada, alinhadas
com a maturidade do mercado”, refere
José Boavida.
Nos veículos elétricos, o maior peso e os
níveis de ruído mais reduzidos tornam as
vibrações e até pequenas imperfeições mais
percetíveis, aumentando o nível de exigência
destes componentes.
UNIGOM, Luciano Palmitessa
SIDEM
Steven Meeremans
www.sidem.eu
A Sidem oferece componentes de direção
e suspensão para veículos elétricos
a bateria e híbridos: rótulas, braços de
suspensão, sinoblocos, bieletas da barra
estabilizadora, terminais de direção, rótulas
axiais, foles de cremalheira de direção
e apoios de amortecedor. “No âmbito
desta oferta, a Sidem apresenta a maior
cobertura no Mercado Independente de
Pós-Venda, também para BEV: 91% de
cobertura, 36 marcas automóveis, 180
modelos de veículos, 138 ligeiros de
passageiros, mais 52 comerciais ligeiros,
1187 referências”, adianta Steven Meeremans.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 137
USADOS
BY PÓS-VENDA
BREVEMENTE
138
DOSSIER
Que tipo de suporte técnico, formação e ferramentas disponibilizam às oficinas para trabalhar com estas gamas de produto?
JAPANPARTS, Sara Finetto
Disponibilizamos apoio técnico dedicado através
da nossa equipa interna, complementado por
documentação técnica e materiais informativos.
Destacamos ainda a disponibilização de catálogos
específicos para cada modelo de veículo
elétrico, com especial incidência nos sistemas de
travagem e suspensões.
NAPA, Hugo Tavares
No norte da Europa, onde o parque automóvel
já supera os 50% com veículos de motorização
alternativa, dispomos da nossa própria rede de
oficinas especializada em veículos elétricos:
NEXDRIVE. Assim que o nosso parque começar
a atingir valores relevantes, começaremos
a desenvolver esta rede na Península Ibérica. É
importante ter em conta que, em Portugal, mais
de 30% do parque automóvel já corresponde a
veículos com motorização alternativa.
KYB, Javier González Moriche
Na KYB apostamos fortemente no apoio ao
atelier. Disponibilizamos formação técnica especializada,
tanto presencial como online, focada
nas particularidades dos sistemas de suspensão.
Além disso, colocamos à disposição ferramentas
digitais, catálogos atualizados e documentação
técnica detalhada que facilitam a correta
identificação e montagem dos componentes. O
nosso objetivo é garantir que os profissionais
do aftermarket dispõem do conhecimento e dos
recursos necessários para trabalhar com total
segurança e eficiência neste tipo de veículos.
Esta componente torna-se ainda mais crítica
tendo em conta a crescente complexidade dos
sistemas de suspensão e direção nos veículos
elétricos, onde uma instalação incorreta ou a
utilização de componentes que não cumpram as
especificações de equipamento original podem
comprometer diretamente a segurança e o desempenho
do veículo.
ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket
Para apoiar as oficinas que trabalham com
veículos elétricos e híbridos, a ZF Aftermarket
reforça significativamente o seu portefólio de
produtos e de formação direcionado para estas
tecnologias. Através do conceito de oficina ZF
[pro]Tech, as oficinas têm acesso a informação
de serviço, instruções de montagem, boletins
técnicos e cursos de formação certificados, incluindo
conteúdos gravados, permitindo-lhes
trabalhar de forma segura e confiante com tecnologias
em constante evolução, como os veículos
eletrificados.
NRF, Juan Rueda
Apoiar as oficinas é um pilar fundamental da
nossa estratégia de e-mobilidade. Desenvolvemos
o EV TechClub, a nossa plataforma dedicada
de formação e conhecimento, concebida para
capacitar técnicos que trabalham com sistemas
de veículos elétricos. A nossa oferta de apoio inclui:
programas de formação online e presenciais
em toda a Europa, conteúdos técnicos práticos
passo a passo, mais de 50 módulos de e-learning
em 3 níveis diferentes (básico, especialista,
avançado), materiais de aprendizagem multilingues.
Além disso, disponibilizamos ferramentas
inovadoras como formação baseada em realidade
virtual, permitindo aos técnicos interagir com
componentes complexos como e-compressores
num ambiente realista e prático. Esta combinação
de formação digital e física garante que as
oficinas estão totalmente preparadas para lidar
com a crescente complexidade da tecnologia dos
veículos elétricos.
KAVO PARTS, Julian Slijkhuis
A Kavo Parts apoia as oficinas com informação
clara sobre os produtos, especificações técnicas
e dados de aplicação, garantindo que as peças
possam ser instaladas de forma correta e eficiente.
Além disso, disponibilizamos catálogos e
ferramentas digitais que auxiliam na identificação
e seleção das peças adequadas. Sempre que necessário,
oferecemos apoio adicional através da
nossa equipa comercial e de suporte, ajudando
oficinas e distribuidores com aconselhamento de
produto e questões práticas. Desta forma, asseguramos
que os nossos clientes podem contar
com um suporte fiável e com uma utilização eficiente
das nossas gamas de produtos.
TERREPOWER, Albert Fernandez
Oferecemos às oficinas suporte técnico, formação
e ferramentas específicas para realizar um diagnóstico
remoto da bateria antes do seu envio. Isto
permite-lhes avaliar o estado do sistema, identificar
o tipo de falha e tomar a melhor decisão do
ponto de vista técnico e logístico, reduzindo tempos,
custos e envios desnecessários. Além disso,
disponibilizamos acompanhamento contínuo para
garantir um processo seguro e eficiente.
OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann
Aos nossos distribuidores, disponibilizamos informação
técnica no nosso website. Fornecemos
também argumentos através de folhetos e do
website, como “porque deve comprar produtos
Zimmermann” e “quais são as vantagens dos
nossos produtos”. Naturalmente, disponibilizamos
igualmente formações de produto. Uma primeira
série de webinars online foi recentemente
concluída. Os eventos registaram um número
significativamente elevado de inscrições a nível
global, o que evidencia o forte interesse pelos
temas abordados. O feedback dos participantes
foi extremamente positivo, com um nível particularmente
elevado de envolvimento durante as
sessões de perguntas e respostas em direto. Os
participantes colocaram questões pertinentes e
contribuíram para discussões enriquecedoras, demonstrando
a relevância dos conteúdos e o valor
do formato interativo. Estão já em preparação novos
webinars e temas, que serão agendados para
o outono deste ano.
UNIGOM, Luciano Palmitessa
Disponibilizamos apoio técnico e comercial
contínuo que vai além da simples disponibilização
do produto. Trabalhamos com os nossos
parceiros para prestar assistência na seleção
da referência correta, na verificação da adequação
da aplicação e na compreensão das
características técnicas das diferentes gamas.
Esta abordagem é suportada por uma equipa
dedicada de pós-venda e por uma cooperação
estruturada com os nossos parceiros de distribuição.
Paralelamente, fornecemos formação
personalizada e atualizações constantes sobre
o desenvolvimento dos produtos, sobretudo
nas linhas de motor, chassis e sistema de suspensão.
Do ponto de vista operacional, para
além da implementação do SAP, disponibilizamos
um catálogo atualizado, rotulagem clara,
ferramentas informativas e materiais de apoio
técnico-comercial, com o objetivo de ajudar
distribuidores e oficinas a trabalhar com maior
precisão, rapidez e fiabilidade.
SIDEM, Steven Meeremans
Não existem diferenças significativas na instalação
de peças para BEV em comparação com
as peças para veículos ICE. Ainda assim, disponibilizamos
vídeos de instalação no YouTube
e formação específica sobre peças para BEV
destinada a distribuidores e mecânicos.
MEYLE, Lars Peters
A Meyle apoia as oficinas com uma oferta
abrangente de serviços técnicos adaptados
aos veículos elétricos. Um elemento-chave
é a nossa oferta de formação dedicada a VE,
incluindo o Meyle EV Experience Center. Esta
formação prática proporciona conhecimentos
concretos sobre veículos elétricos e os seus
requisitos específicos de manutenção, ajudando
as oficinas a ganhar confiança neste tipo de
intervenções. Além disso, os produtos são fornecidos
com instruções detalhadas, garantindo
uma instalação correta e segura no dia a dia da
oficina. Este apoio é complementado por uma
vasta gama de conteúdos técnicos, incluindo
vídeos passo a passo e orientações práticas
disponíveis no YouTube. Esta combinação de
formação, documentação e suporte prático
permite às oficinas realizar reparações em veículos
elétricos de forma eficiente e fiável.
HELLA, Marta Ruiz Casero
A Hella oferece um suporte técnico estruturado
e orientado para sistemas eletrificados: Hella
Tech World, conteúdos técnicos detalhados
(diagnóstico, esquemas elétricos, procedimentos),
casos práticos e sintomas específicos de
sistemas elétricos e híbridos; equipamentos de
diagnóstico Hella Gutmann, compatibilidade
com protocolos modernos (DoIP, Secure Gateway,
etc.), acesso a funções avançadas (codificação,
calibração, leitura de dados em tempo
real); calibração ADAS (CSC-Tool SE / PRO),
Entregue a sua bateria
auto usada num centro da
REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 139
contactos em: valorcar.pt
integração com sistemas de diagnóstico, processos
guiados e documentação digital; formação
técnica, treinos sobre eletrificação, sistemas de
alta tensão (HV) e segurança, ADAS, eletrónica
e diagnóstico avançado; suporte técnico internacional,
especialistas com conhecimento em
sistemas eletrónicos complexos, apoio em várias
línguas
NISSENS, Anna Kesy
A Nissens disponibiliza um apoio técnico completo
para a manutenção e assistência de veículos,
bem como para a correta instalação dos
seus produtos. Este apoio inclui formação técnica
presencial, online e em plataforma de autoaprendizagem,
linha de apoio técnico em países selecionados
e recursos online através de nissens.
com/experts.
SALERI, Stefano Monteleon
A Saleri Aftermarket apoia oficinas e distribuidores
através do portal “YourParts”, disponibilizando
fichas técnicas, instruções de montagem
e referências cruzadas com códigos OEM. Além
disso, a empresa oferece assistência técnica direta
para esclarecer dúvidas de instalação e ajudar
a resolver eventuais problemas. Estes recursos
permitem aos profissionais ganhar maior confiança
nas novas tecnologias, estabelecendo uma
base sólida para futuros programas de formação
focados em veículos elétricos e híbridos.
FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira
No catálogo PartsFinder os utilizadores encontram
inúmeros conteúdos como as Pro-
Tips e os BG Infos, documentos com dicas
úteis de instalação e informações relevantes
sobre os nossos artigos. No nosso canal
do YouTube existe um número crescente de
vídeos, traduzidos para português, e que
abordam diversas temáticas relacionadas
com a nossa gama para veículos elétricos.
Por fim, junto dos distribuidores, fazemos
um acompanhamento personalizado e desenvolvemos
nova informação, sempre que
essa necessidade é observada no mercado.
CORTECO, José Boavida
A Corteco apoia o mercado aftermarket
através da disponibilização de informação
técnica, documentação de produto e suporte
à correta identificação e aplicação das
suas soluções. Este acompanhamento reflete
o compromisso da marca com a qualidade
e fiabilidade, acompanhando a evolução
tecnológica dos veículos, incluindo
híbridos e elétricos.
VIEROL, Xavier Torres Romero
Através da VIEROL ACADEMY, oferecemos
já um suporte excecional aos nossos clientes
retalhistas e oficinas, levando a nossa
experiência diretamente ao local de trabalho
através de diversos canais. Isto inclui
instruções de instalação multilingues
fornecidas com os produtos e vídeos de
montagem disponíveis nos nossos canais
de YouTube. Adicionalmente, disponibilizamos
formação técnica personalizada
no local, em vários países, bem como
cursos de formação online especializados
a partir do nosso centro de formação VIE-
ROL ACADEMY, recorrendo a tecnologia
multimédia de última geração. Novas e
inovadoras ferramentas para identificação
rápida de soluções de reparação,
como o nosso exclusivo EXPERT KIT
FINDER, melhorado com inteligência artificial,
contribuem igualmente para este
apoio. Estes serviços de suporte, já comprovados,
aplicam-se a todas as linhas de
produto das nossas marcas de qualidade
VEMO, VAICO e ACKOJA.
BOSCH, Hélder Sarinha
A Bosch dispõe de um amplo programa
de formação. Esta oferta formativa é
ajustada às necessidades do mercado e
acompanha, naturalmente, a evolução
tecnológica do parque automóvel. A nossa
hotline técnica não deixa perguntas
por responder, sendo um apoio fundamental
no diagnóstico e na reparação de
veículos.
PUB
140
DOSSIER
NISSENS
Anna Kesy
www.nissens.com/nev
Os principais componentes do sistema de
gestão térmica da Nissens incluem compressores
de ar condicionado de alta voltagem
e permutadores de calor como radiadores,
condensadores, evaporadores, filtros
secadores, válvulas de expansão, mangueiras
de ar condicionado e refrigeradores
de líquido para a bateria. “Existem ainda
outros componentes para plataformas eletrificadas,
nomeadamente ventiladores
do habitáculo com 175 referências e 579
referências OE, compressores com 103
referências e 729 referências OE e compressores
AC de alta voltagem com 6 referências
e 19 referências OE, condensadores
com 254 referências e 810 referências
OE, evaporadores com 69 referências e
238 referências OE, depósitos de expansão
com 123 referências e 285 referências
OE e válvulas de expansão com 136 referências
e 312 referências OE, ventiladores
com 59 referências e 257 referências OE e
aquecedores com 96 referências e 232 referências
OE, sensores de pressão com 44
referências e 203 referências OE, radiadores
com 309 referências e 889 referências
OE, filtros secadores com 56 referências e
250 referências OE e sensores de temperatura
com 27 referências e 397 referências
OE, bombas de água com 77 referências e
254 referências OE, totalizando 1783 referências
e 6400 referências OE”.
Que evolução antecipam para a vossa oferta
e gamas de produto nos próximos anos, face
ao aumento deste tipo de veículos?
JAPANPARTS, Sara Finetto
Nos próximos anos, prevemos um crescimento
significativo da nossa oferta para
veículos elétricos, com a introdução de
novas linhas de produtos e o reforço da
cobertura existente. Continuaremos a investir
em inovação e desenvolvimento para
acompanhar a evolução de um mercado em
forte expansão. Paralelamente, estamos a
trabalhar ativamente para incluir na nossa
oferta baterias de lítio, tanto novas como
regeneradas.
NAPA, Hugo Tavares
Dependerá do nível de envolvimento dos
governos, o que explica a disparidade no
parque de veículos com motorização alternativa
entre o norte e o sul da Europa.
Em qualquer caso, prevê-se uma mudança
muito significativa nos próximos cinco anos,
sem dúvida.
KYB, Javier González Moriche
A eletrificação do parque automóvel é uma
tendência clara e em crescimento. Na KYB
prevemos uma expansão progressiva da
nossa oferta, tanto em termos de cobertura
como no desenvolvimento de soluções
específicas adaptadas às necessidades dos
veículos elétricos. Paralelamente, prevê-se
uma crescente adoção de sistemas de suspensão
ativa, que tenderão a tornar-se cada
vez mais relevantes, sobretudo com o avanço
das tecnologias de condução autónoma,
onde a estabilidade do veículo é crítica para
o correto funcionamento dos sensores. Nestes
contextos, a capacidade da suspensão
para reduzir vibrações e oscilações assume
um papel fundamental, uma vez que estas
podem afetar diretamente a precisão de
sensores como câmaras, LiDAR ou sistemas
ultrassónicos. Continuaremos a investir em
I&D para otimizar o desempenho dos nossos
produtos neste tipo de aplicações, com
especial atenção a aspetos como a durabilidade,
a eficiência energética e o conforto
de condução. Neste sentido, continuaremos
também a investir na inovação de materiais
e tecnologias que permitam reduzir o peso
dos componentes sem comprometer o desempenho,
contribuindo para a eficiência
global dos veículos elétricos.
ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket
A ZF Aftermarket continuará a evoluir de fornecedor
de peças para parceiro de soluções
centrado no cliente. Ao combinar produtos,
soluções de reparação, formação e serviços
digitais, a empresa apoia os seus clientes na
gestão da complexidade, na maximização do
tempo de atividade e na promoção de uma
mobilidade contínua num mercado de pós
venda automóvel cada vez mais eletrificado.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 141
O DESEMPENHO FIÁVEL DA RODA
COMEÇA COM A MOOG
A DIFERENÇA MOOG EM ROLAMENTOS DE RODA
Os rolamentos de roda MOOG são desenvolvidos com a mesma abordagem orientada para a
resolução de problemas que define todos os produtos MOOG. Fabricados com materiais de
elevada qualidade e engenharia de precisão, garantem a fiabilidade e o desempenho que os
profissionais esperam da MOOG.
Rigorosamente testados e concebidos para responder às necessidades dos técnicos, os
rolamentos de roda MOOG são mais do que componentes — transmitem confiança.
Comprovados pela nossa garantia de 5 anos*, líder no setor, e apoiados pela nossa assistência
técnica dedicada, os rolamentos de roda MOOG garantem fiabilidade e desempenho.
GARANTIA
* Aplicam-se limitações. Consulte MOOGparts.eu para mais informações.
NRF, Juan Rueda
142O crescimento da mobilidade elétrica está a
acelerar e a NRF está totalmente comprometida
em manter-se na linha da frente desta
transformação. Monitorizamos continuamente
os desenvolvimentos do mercado global
através da participação ativa nas principais
feiras internacionais, incluindo eventos-chave
como a Automechanika Shanghai, de forma
a antecipar tendências que irão impactar o
aftermarket europeu. A nossa estratégia assenta
na expansão contínua do nosso portefólio
de e-mobility, numa forte colaboração
com parceiros da indústria e no envolvimento
ativo em organizações como a Carmunication,
onde contribuímos para moldar o futuro dos
serviços de aftermarket orientados por dados.
Adicionalmente, investimos no futuro ao estabelecer
parcerias com estudantes e grupos
de investigação, apoiando a inovação tanto
em tecnologias elétricas como de hidrogénio.
Todas estas iniciativas posicionam a NRF não
apenas como fornecedor, mas como um inovador
de referência e uma força motriz no aftermarket
da mobilidade elétrica.
KAVO PARTS, Julian Slijkhuis
À medida que o número de veículos elétricos
no mercado continua a crescer, esperamos que
a procura por peças de pós-venda para veículos
elétricos aumente. A Kavo Parts continuará,
por isso, a expandir ainda mais a sua gama
de produtos para veículos elétricos.
TERREPOWER, Albert Fernandez
Tendo em vista os próximos anos, e considerando
o crescimento sustentado do parque
de veículos elétricos, na Ontility prevemos
uma evolução da nossa oferta, centrada em
aproximar ainda mais o serviço do cliente.
Neste sentido, planeamos implementar novos
serviços móveis que permitam realizar determinadas
operações de diagnóstico e suporte
diretamente no local, reduzindo os tempos
de imobilização e as necessidades logísticas.
Paralelamente, estamos a trabalhar no desenvolvimento
de centros de reparação estrategicamente
localizados, mais próximos dos
mercados e das oficinas com as quais colaboramos.
Esta abordagem permitirá melhorar
a eficiência operacional, encurtar os prazos de
reparação e enfrentar de forma mais sustentável
o desafio que representa a gestão e o
transporte de baterias de alta tensão.
OTTO ZIMMERMANN, Carola Altmann
Com a introdução da norma Euro 7, as emissões
de partículas provenientes do desgaste
dos travões passam, pela primeira vez, a estar
sujeitas a requisitos regulamentares. A Otto
Zimmermann está a responder a estas novas
exigências com métodos de ensaio modernos e
com o desenvolvimento direcionado de discos
e pastilhas de travão. Para cumprir os limites
mais rigorosos de partículas, a Zimmermann
aposta em tecnologias avançadas de revestimento
e de pares de fricção: discos de travão
com revestimento de carboneto: estes revestimentos
altamente resistentes ao desgaste reduzem
significativamente a abrasão; misturas
de fricção otimizadas: formulações específicas
diminuem a quantidade de partículas finas geradas
durante a travagem; medidas técnicas
adicionais: sistemas de travagem mais fechados,
como os travões de tambor, também são
uma possível solução. A Otto Zimmermann
oferece tambores de travão para o aftermarket
neste segmento há mais de seis décadas.
O sistema relativamente fechado permite uma
melhor retenção do pó fino gerado.
UNIGOM, Luciano Palmitessa
Prevemos uma evolução da nossa oferta focada
nas gamas de produtos mais estratégicas
para os veículos de nova geração, particularmente
componentes em borracha e borracha-metal
para motor, chassis e sistema de
suspensão. A expansão da gama estará estreitamente
ligada ao desenvolvimento real
do parque circulante e à sua estabilização ao
longo do tempo. Só com volumes mais consolidados
será possível desenvolver aplicações
de forma mais abrangente.
SIDEM, Steven Meeremans
A oferta para BEV faz parte do nosso core business:
componentes de direção e suspensão
para marcas europeias e asiáticas. Continuaremos
a introduzir peças para BEV e iremos
incluir mais marcas chinesas, em função dos
dados do parque circulante, incluindo no mercado
português.
MEYLE, Lars Peters
Com o crescimento contínuo dos veículos
elétricos, iremos expandir o nosso portefólio
e especializar ainda mais a oferta para responder
às exigências específicas dos diferentes
modelos. O desenvolvimento orientado por
dados continuará a guiar a nossa abordagem.
Ao analisar o desempenho em condições reais
e os padrões de falha, conseguimos otimizar
os produtos e responder de forma mais precisa
às necessidades do mercado. De um modo
geral, o nosso objetivo é evoluir continuamente
a gama de produtos para acompanhar as
necessidades dos veículos elétricos, mantendo
elevados padrões de qualidade, durabilidade
e facilidade de instalação, essenciais para as
oficinas.
HELLA, Marta Ruiz Casero
A Hella prevê uma evolução significativa impulsionada
pela eletrificação e digitalização:
crescimento acelerado de sensores e eletrónica,
incluindo sensores inteligentes e conectados;
expansão de soluções de gestão térmica
integradas, especialmente para sistemas de
800V; maior foco em software e diagnóstico,
incluindo funções remotas e cloud; integração
de portefólio: combinação de peças + diagnóstico
+ dados técnicos; reforço da cobertura
para plataformas elétricas globais e novos fabricantes.
A médio prazo, o aftermarket evoluirá
para um modelo cada vez mais orientado
por sistemas, onde a HELLA se posiciona
como provedor integral, “one-stop-shop”, não
apenas de componentes, mas de soluções
técnicas integradas.
NISSENS, Anna Kesy
Foco contínuo no aumento da cobertura do
parque automóvel de veículos elétricos nas
nossas linhas existentes e na inclusão das
plataformas relevantes para o mercado, nomeadamente
as novas marcas e modelos fabricados
na China.
SALERI, Stefano Monteleon
Olhando para o futuro, a Saleri Aftermarket
mantém o foco na qualidade e na diversidade
da sua oferta, incluindo soluções para este tipo
de veículos. O objetivo é continuar a disponibilizar
soluções fiáveis que respondam às necessidades
em evolução do setor do aftermarket.
FERDINAND BILSTEIN, Filipa Pereira
O bilstein group em Portugal tem vindo a encarar
o negócio de uma forma cada vez mais
dinâmica, assumindo que as necessidades
do mercado são o que nos move. Apesar de
vendermos peças, temos vindo a ambicionar,
cada vez mais, oferecer soluções, algo que
vai muito para além das peças. E isto aplica-
-se ao falarmos de qualquer tipo de veículo.
Orgulhamo-nos de oferecer ao mercado uma
gama cada vez mais abrangente, apostando
numa abordagem Fast to Market onde priorizamos
a pesquisa de veículos novos. Com
o aumento do parque circulante de veículos
com energia alternativa, esse tem sido obviamente
um dos nossos focos e a nossa oferta
irá, naturalmente, aumentar em termos de
stock em Portugal e de acordo com o que
forem as exigências do mercado. Paralelamente,
a idade média do parque automóvel
em Portugal tem vindo a aumentar, pelo que
o nosso foco tem de ser dividido também
com esta realidade. Com mais de 180 anos
de experiência, o bilstein group tem vindo a
desenvolver e a oferecer soluções de mobilidade
– desde o parafuso de mola patenteado
até à atual gama com mais de 3600 artigos
para veículos exclusivamente elétricos, vamos
continuar a estar de mãos dadas com a
evolução e a inovação do aftermarket.
CORTECO, José Boavida
A eletrificação faz parte da evolução natural
do setor automóvel e do posicionamento
estratégico do Grupo Freudenberg. A Corteco
continuará a avaliar e desenvolver a sua
oferta, reforçando gradualmente as gamas
relevantes para veículos elétricos, sempre
de forma alinhada com as necessidades do
mercado aftermarket e com uma abordagem
sustentável e orientada para o longo prazo.
VIEROL, Xavier Torres Romero
A diversidade de marcas e modelos de veículos
e, consequentemente, a amplitude da nossa
gama de produtos, exige uma abordagem
específica dentro da nossa linha de produtos,
com especial enfoque na comprovada experiência
em gestão térmica, sistemas elétricos
e tecnologia de sensores. Estas áreas tecnológicas
sempre foram competências-chave
da nossa marca de qualidade VEMO.
BOSCH, Hélder Sarinha
No âmbito da gama de gestão térmica do motor,
iremos alargar em breve o nosso portefólio
e lançar vários produtos na gama Bosch,
sendo um deles o compressor elétrico, um
elemento-chave na gestão da temperatura
dos veículos elétricos.
Entregue a sua bateria
auto usada num centro da
REDE VALORCAR WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 143
contactos em: valorcar.pt
VIEROL
Xavier Torres Romero
www.vierol.de
Xavier Torres Romero lembra que a gestão
térmica e a tecnologia de sensores são componentes
essenciais para uma mobilidade
elétrica eficiente. “Esta oferta constitui uma
área tecnológica chave dentro da nossa gama
de produtos e sempre foi uma competência
fundamental da nossa marca de qualidade
VEMO. Já disponibilizamos ao mercado
de reposição independente mais de 10.000
produtos de elevada qualidade para veículos
elétricos e híbridos. As nossas mais
recentes incorporações incluem permutadores
de calor, bombas de refrigerante,
condensadores, válvulas e sistemas de arrefecimento.
Além disso, os componentes
de travagem e de chassis, especialmente nas
novas tecnologias de propulsão, continuam
sujeitos a elevados níveis de esforço, sendo
por isso disponibilizados com qualidade de
equipamento original. Os kits EXPERT
KITS+ para a manutenção de redutores
e reparação de transmissões elétricas têm
também registado uma forte aceitação nas
oficinas. Com as nossas soluções de reparação
completas, apoiamos um trabalho
profissional, eficiente e rentável em todos
os componentes dos veículos elétricos e híbridos”,
adianta o responsável.
A crescente
complexidade
das tecnologias
associadas aos
veículos elétricos
e híbridos, em
particular no que diz
respeito aos sistemas
de alta tensão,
representa um dos
principais desafios
para o mercado
de pós-venda
automóvel.
ZF, Dep. de comunicação da ZF Aftermarket
PUB
144
DOSSIER
KYB
Javier González Moriche
www.kyb-europe.com
“Na KYB contamos com uma vasta experiência
em sistemas de suspensão, um componente-chave
tanto em veículos de combustão
como em veículos elétricos”, refere
Javier González Moriche. Neste sentido, as
principais linhas de produto da KYB para
veículos elétricos incluem amortecedores,
molas de suspensão e kits de montagem.
“Importa destacar que, embora os veículos
elétricos apresentem particularidades
específicas, como um maior peso devido
às baterias, os sistemas de suspensão continuam
a desempenhar um papel crítico na
segurança, no conforto e na eficiência. Neste
contexto, importa referir que os veículos
elétricos podem apresentar um peso até
25% superior face aos veículos de combustão,
sobretudo devido às baterias. Este fator
aumenta significativamente a exigência
sobre os componentes de suspensão, que
têm de suportar cargas mais elevadas sem
comprometer o comportamento dinâmico,
a segurança e o conforto. Por isso, as nossas
soluções são desenvolvidas para responder
a estas exigências, mantendo os padrões
de qualidade de equipamento original que
caracterizam a KYB”. O responsável indica
que a KYB trabalha continuamente para
ampliar a cobertura da sua gama, incluindo
as aplicações mais relevantes do parque
circulante de veículos elétricos e híbridos
na Europa. “Atualmente, a nossa cobertura
inclui uma parte significativa dos modelos
mais populares, e continuamos a expandi-la
à medida que cresce o parque deste
tipo de veículos. Este crescimento tem sido
particularmente acelerado, acompanhando
a evolução do mercado, com um aumento
significativo do número de referências disponíveis
para veículos elétricos e híbridos
nos últimos anos, incluindo modelos de
marcas como Tesla, Polestar e outros veículos
elétricos com elevada penetração no
mercado. O nosso objetivo é acompanhar o
mercado aftermarket com a mesma rapidez
com que evolui o parque automóvel, assegurando
disponibilidade para as principais
marcas e modelos”, acrescenta.
Os sistemas dos
veículos elétricos
exigem elevada
precisão, validação
avançada e
um profundo
conhecimento
dos sistemas,
especialmente na
gestão térmica,
onde a eficiência
impacta diretamente
o desempenho do
veículo e a vida útil
da bateria.
NRF, Juan Rueda
BOSCH
Hélder Sarinha
www.bosch.pt
A Bosch oferece uma série de componentes
essenciais na gestão térmica dos veículos
elétricos: bombas de água elétricas,
válvulas, ventiladores do motor e do habitáculo.
“A nossa gama IAM destes produtos
cobre cerca de 40% do parque automóvel
europeu, sendo que, em alguns
casos, a cobertura que dispomos em OE
é superior”, indica Hélder Sarinha.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 145
146
TÉCNICA
AS-PL
Por que razão o sistema
de carga falha mesmo com
um alternador novo
O veículo retorna à oficina após apenas alguns dias. O alternador foi substituído, mas o problema de carga
continua. Esse cenário não é incomum atualmente e muitas vezes leva a conclusões incorretas, tanto por parte
do mecânico quanto do proprietário do veículo.
A
suposição mais comum é
simples: se não há carga, o alternador
deve ser o culpado.
Na prática, porém, o sistema
de carga é um conjunto de
componentes interligados, e o próprio alternador
é apenas uma parte de um todo.
O PROBLEMA ESTÁ ALÉM
DO ALTERNADOR
Em muitos casos, a causa raiz da falha
está em outro lugar. Uma das fontes
mais frequentes de problemas é o sistema
elétrico — fiação danificada, conectores
corroídos ou interrupções ocultas
no circuito podem comprometer significativamente
o funcionamento de todo o
sistema. As conexões de fixação também
são frequentemente responsáveis. Sua
deterioração leva a quedas de tensão e
a um funcionamento instável dos sistemas
do veículo, o que pode ser facilmente
confundido com falha do alternador.
O papel da bateria também não deve
ser ignorado. Uma bateria desgastada
ou com defeito afeta o funcionamento
de todo o sistema de carga, e seu estado
muitas vezes é interpretado erroneamente
como um problema no componente
recém-instalado.
SISTEMAS MODERNOS:
UM DESAFIO MAIOR
Os veículos modernos dependem cada
vez mais de sistemas inteligentes de gestão
de energia. Isso significa que o alternador
já não opera de forma independente,
sendo controlado pela eletrônica
do veículo. Na prática, a falta de carga
pode não ser causada por uma falha,
mas sim pelo próprio funcionamento do
sistema ou por problemas de comunicação
entre os componentes. Sem considerar
esse contexto, o risco de diagnóstico
incorreto é elevado.
POR QUE O PROBLEMA RETORNA?
Problemas recorrentes são, na maioria
das vezes, resultado de uma abordagem
de “substituir e verificar”. Trocar o alternador
sem verificar todo o sistema pode
trazer apenas uma melhora temporária
— ou nenhuma melhora. A pressão de
tempo na oficina frequentemente leva
a diagnósticos incompletos, aumentando
o risco de retornos e reclamações
dos clientes. Em muitos casos, apenas
a medição da tensão sob carga ou a verificação
de quedas de tensão na fiação
permite identificar a verdadeira origem
do problema.
O QUE DEVE SER VERIFICADO
ANTES DA SUBSTITUIÇÃO?
Para evitar custos desnecessários e decisões
incorretas, vale seguir uma sequência
simples de diagnóstico: estado da bateria,
conexões de fixação, fiação e conectores (incluindo
possíveis interrupções no circuito),
instalação correta do alternador, funcionamento
do sistema de controle.
O SISTEMA,
NÃO APENAS O COMPONENTE
Os casos em que um alternador novo não
resolve o problema destacam um ponto essencial
— uma reparação eficaz começa com
um diagnóstico adequado. O sistema de carga
deve ser tratado como um todo, e não
como um conjunto de componentes independentes.
Cada vez mais, a origem do problema
não está na peça em si, mas na forma
como a falha é diagnosticada. Isso é particularmente
relevante no caso de alternadores
remanufaturados. Em muitos casos, o componente
atende plenamente aos requisitos
técnicos, mas problemas não resolvidos no
veículo levam a falhas recorrentes e a reclamações
desnecessárias de garantia. Para os
distribuidores, isso evidencia a importância
de apoiar um diagnóstico adequado, e não
apenas a substituição de peças.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 147
148 148
FORMAÇÃO
C
M
Y
CM
MY
CY
DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS COMMON RAIL DIESEL
CMY
K
TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)
Para além da leitura de códigos
de erro, os diagnóstico de sistemas
common rail nos motores
diesel envolvem testes de
pressão, fuga e controlo.
O diagnóstico em sistemas common
rail deve seguir uma lógica simples: se
a pressão de rail não acompanha o valor
pedido pela ECU, algo no sistema está
a impedir a sua geração ou retenção. O
objetivo não é medir tudo, mas eliminar
hipóteses até restar a causa.
COMO ABORDAR AVARIAS?
Para erros afetos à pressão de combustível
no rail, o ponto de partida é a análise
de parâmetros (pedido vs. real), tentando
replicar o erro e identificar a sua condição.
Antes de condenar a bomba de
alta pressão, assumindo que não existe
contaminação de limalhas no circuito
(por desintegração da bomba), devemos
verificar que o seu ponto na distribuição
está correto e efetuar os seguintes controlos:
VERIFICAR O CIRCUITO
DE BAIXA PRESSÃO
Atráves da leitura do sensor ou manómetro,
devemos verificar (tipicamente) 2.5 a
5 bar estáveis, sem quedas em carga. Nos
sistemas sem bomba elétrica, podemos
observar uma ligeira depressão controlada
(vácuo excessivo indica restrição, verificar
filtro) e se o duty cycle do regulador de
débito não atinge valores excessivamente
altos. Qualquer falha neste circuito compromete
a alimentação da bomba de alta.
Confirmada a alimentação, analisa-se o
comportamento do sistema através do
comando da válvula reguladora de pressão
(MPROP/DRV). Se a ECU aumenta
o duty cycle e a pressão não sobe, existe
falta de débito ou fuga. Se a pressão sobe
em excesso com um comando baixo, o
problema reside na regulação.
TESTE DO RETORNO DOS INJETORES
O passo seguinte é excluir fugas internas
no circuito de alta pressão. O teste do
retorno dos injetores permite identificar
uma fuga interna: uma discrepância
superior a 25% ajuda a condenar o injetor
defeituoso, enquanto que valores
elevados em todos os injetores apontam
para um desgaste geral (Ralenti 1
min: até ~20 ml por injetor).
TESTE DE LEAK-DOWN DO RAIL
Este teste avalia a estanquicidade do
circuito de alta após desligar o motor.
Uma queda rápida de pressão (<1seg)
aponta para uma fuga na alta pressão
(injetores, regulador ou válvula de
segurança). É esperada uma descida
gradual e este teste confirma se o
sistema consegue manter a pressão,
complementando o teste de retorno.
Se não existirem fugas internas significativas
e a alimentação for correta,
resta o controlo. Leituras incoerentes
do sensor de pressão devem também
ser excluídas (valores implausíveis
com motor parado ou desvios evidentes)
antes de condenar a bomba de
alta pressão.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 149
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150
FORMAÇÃO
SEM SISTEMAS, A SUA OFICINA CRESCE EM ESFORÇO — MAS NÃO EM RESULTADOS.
Trabalhar mais
não está a resolver
Muitos donos de oficinas automóveis acreditam que o crescimento do negócio passa por trabalhar mais horas, resolver
mais problemas e estar presentes em tudo. No curto prazo, até parece resultar. Mas, ao fim de algum tempo, surge o
cansaço, a desorganização e a sensação de que, apesar de todo o esforço, os resultados não acompanham.
O problema não está na falta de trabalho — está na ausência de sistema.
TEXTO LUÍS CHARNECA – luischarneca@actioncoach.com
Há uma realidade difícil de aceitar:
se a sua oficina depende constantemente
de si para funcionar, então
não tem um negócio – tem
um emprego exigente. E quanto
mais cresce, mais exigente se torna.
O erro mais comum é confundir esforço
com eficácia. Trabalhar mais horas não
significa ganhar mais dinheiro. Significa,
muitas vezes, apenas compensar falhas de
organização, processos inexistentes e equipas
pouco autónomas.
Uma oficina bem gerida não depende do
improviso. Depende de sistemas. Sistemas
de receção, de diagnóstico, de execução, de
comunicação com o cliente e de entrega da
viatura. Quando estes processos não estão
definidos, cada colaborador faz à sua maneira
– e o resultado é inconsistência, erros e
perda de tempo.
Outro problema crítico é a centralização
no dono. Quando todas as decisões passam
por uma única pessoa, a oficina bloqueia.
Orçamentos atrasam, clientes esperam, a
equipa perde ritmo. No limite, o próprio
crescimento do negócio torna-se um problema,
porque o dono deixa de conseguir dar
resposta a tudo.
A solução não passa por contratar mais
pessoas de imediato. Passa por estruturar o
que já existe. Definir processos claros, responsabilidades
bem atribuídas e indicadores
simples de acompanhamento. Cada função
deve saber exatamente o que tem de fazer,
como medir o seu desempenho e onde começa
e termina a sua responsabilidade.
Delegar não é abdicar de controlo – é criar
controlo através de sistemas. Sem isso, o
dono continua preso à operação e a equipa
nunca cresce verdadeiramente.
Outro ponto ignorado é a falta de rotinas
de gestão. Reuniões semanais, planeamento
de trabalho, acompanhamento de indicadores
– tudo isto parece “perda de tempo”
para quem está sempre ocupado. Mas é
exatamente isso que transforma esforço em
resultado.
Sem sistema, cada dia começa do zero. Com
sistema, cada dia constrói em cima do anterior.
CONCLUSÃO
Se quer uma oficina mais rentável, mais organizada
e menos dependente de si, a resposta
não está em trabalhar mais. Está em
trabalhar melhor – com método, com processos
e com uma equipa alinhada. Porque
no final, não são as horas que determinam
os resultados. São os sistemas.
Se necessitar de alguma ajuda, discutir algum
ponto deste artigo ou simplesmente
perceber como implementar estes sistemas,
terei todo o gosto em marcar uma sessão estratégica
consigo.
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Até ao próximo artigo.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 151
152 FORMAÇÃO
TESLA E A ELETRIFICAÇÃO
O Battery Management
System (BMS) da Tesla:
Monitorização Precisa e
Inteligência Preditiva
Construído diretamente sobre as células 4680, 2170 ou LFP, o Battery Management System (BMS) da Tesla representa o
cérebro que transforma matéria-prima em desempenho, segurança e longevidade.
Em 2026, a arquitetura master-slave
altamente distribuída continua a
evoluir, permitindo monitorização
individual ou em pequenos grupos
de células, com milhares de medições
por segundo.
No coração do sistema está uma placa central
(master) que comunica via barramento
isolado com múltiplas placas slave distribuídas
pelo pack. Cada slave monitoriza tensão,
corrente e temperatura de dezenas a centenas
de células. Nas packs estruturais com células
4680 (como no Cybertruck com configuração
192S7P e 1344 células, ou nos Model
Y selecionados em 2026), o BMS mantém
diferenças de tensão entre células abaixo de
10 mV — um nível de equilíbrio ativo extremamente
preciso. A baixa resistência interna
das células 4680 (cerca de 5-7 mΩ) facilita
correntes elevadas sem aquecimento excessivo,
permitindo ao BMS gerir descargas até
6C com segurança.
O sistema processa dados de temperatura
com precisão de ±2-3 °C em múltiplos
pontos do pack, integrando-se ao controlo
térmico para manter as células na faixa ideal
de 20-45 °C. Algoritmos preditivos baseados
em machine learning estimam em tempo real
o State of Charge (SoC), o State of Health
(SoH) e o Remaining Useful Life (RUL).
Em 2025/2026, a Tesla aprimorou o “Battery
Health Test”, agora integrado no ecrã do
veículo: com um simples comando, o sistema
realiza um ciclo controlado de calibração
e fornece percentagem exata de retenção de
capacidade. Dados de frota real mostram que
packs 4680 mantêm frequentemente mais de
90 % de SoH após 150.000-200.000 km,
com muitos veículos a ultrapassar os 500.000
km com degradação inferior a 15 %.
A integração com o pack estrutural é crítica:
ao eliminar módulos tradicionais e colar as
células diretamente no “honeycomb” estrutural,
o BMS ganha acesso mais direto aos
sensores, mas exige algoritmos ainda mais robustos
para detetar falhas isoladas. Em caso
de anomalia (sobreaquecimento, desequilíbrio
ou curto-circuito), o sistema isola instantaneamente
secções do pack, priorizando
a segurança sem comprometer a mobilidade.
Além da proteção, o BMS otimiza o carregamento:
pré-condiciona a bateria antes de
chegar a um Supercharger, ajusta a curva de
carga em função da temperatura e do SoH,
e limita a potência para preservar a vida útil.
Em modelos com células LFP (mais estáveis
quimicamente), o BMS permite carregamentos
frequentes a 100 % sem penalização significativa.
Este nível de sofisticação só é possível graças
ao desenvolvimento interno e às atualizações
over-the-air (OTA). O BMS não é um
componente estático: evolui constantemente
com novos algoritmos que aprendem com
milhões de veículos em circulação.
No próximo capítulo analisaremos o On-
-Board Charger (OBC) e como ele dialoga
diretamente com este BMS para transformar
energia da rede em autonomia real.
WWW.POSVENDA.PT MAIO 2026 153
154
FORMAÇÃO
do dia-a-dia
MECÂNICA
by
DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS COMMON RAIL DIESEL
Este mês o nosso relatório relata uma avaria relacionada com o sistema de pré-aquecimento e luz de motor acesa.
EFEITO CLIENTE:
⇨ Luz de advertência do motor acesa;
⇨ Funcionamento irregular do sistema de
pré-aquecimento;
⇨ Sem sintomas evidentes de falha no arranque
em alguns casos.
ABORDAGEM/DIAGNÓSTICO:
O técnico deverá conectar o equipamento
de diagnóstico ao veículo e comunicar com
o módulo do motor. De seguida deve:
⇨ Leitura de códigos de avaria registados:
• P0684 – Unidade de controlo de pré-aquecimento
(J179), sinal implausível;
⇨ Realizar teste de ativação das velas de incandescência;
• Verificasse ausência de tensão nas velas
de incandescência;
⇨ Reinicialização da memória de avarias e
nova verificação:
O código P0684 volta a aparecer;
⇨ Utilização de osciloscópio para análise
dos sinais elétricos:
• Verificação da continuidade, isolamento
e ligações da cablagem-sem anomalias;
• Verificação do sinal de comando da unidade
de controlo do motor (J623) para a
unidade de pré-aquecimento (J179) – sinal
correto;
• Verificação do sinal de retorno/confirmação
da unidade de pré-aquecimento para
a ECU – ausência de sinal;
⇨ Observação no osciloscópio:
• Presença de tensão constante aproximada
de 10 V no circuito de retorno, sem variação
de sinal.
CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:
⇨ A cablagem e os sinais de comando provenientes
da unidade de controlo do motor
encontram-se dentro dos parâmetros normais.
Figura 1 Oscilograma inicial com falha
⇨ No entanto, a ausência de sinal de confirmação
da unidade de pré-aquecimento
indica falha interna da mesma.
⇨ A tensão constante observada confirma a
inexistência de resposta funcional da unidade.
1. Conector; 2. Parafuso;
Figura 2 Localização da unidade de controlo do sistema
de pré-aquecimento (J179)
CAUSA:
⇨ Defeito na unidade de controlo do sistema
de pré-aquecimento (J179);
⇨ Falha interna que impede o envio do sinal
de confirmação para a unidade de controlo
do motor;
⇨ Sistema de velas de incandescência sem
alimentação devido à avaria da unidade.
Figura 3 Oscilograma após resolver falha
RESULTADO APÓS INTERVENÇÃO:
⇨ Substituição da unidade de controlo de
pré-aquecimento;
⇨ Reinicialização da memória de avarias e
nova verificação;
⇨ Verificação do funcionamento do sistema
com osciloscópio;
⇨ Sinal de confirmação restabelecido e dentro
dos parâmetros;
⇨ Funcionamento normal do sistema e ausência
de códigos de avaria.
Figura 4 Unidade de controle de pré-aquecimento (J179)
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