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Quem é Quem nas Agências 2026

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#2026

QUEM É QUEM

NAS AGÊNCIAS



3

EDITORIAL

Novos tempos,

nova conversa

O setor das agências em Portugal nunca esteve tão vivo e tão pressionado.

Num mercado em aceleração constante, onde a inteligência artificial entra

nas rotinas de trabalho a uma velocidade que poucos antecipavam, a

pergunta que percorre toda a indústria é sempre a mesma: qual é, afinal, o

verdadeiro papel das agências?

A resposta, se é que existe uma só, está a mudar. E esta edição do Quem é

Quem nas Agências é, precisamente, um retrato desse momento de transformação.

Um momento em que o setor se interroga, se reinventa e, em

muitos casos, se surpreende com a sua própria capacidade de adaptação.

O que encontramos ao longo das páginas que se seguem não é uma indústria

em crise, mas uma indústria em redefinição. As agências que resistem

e as que crescem são aquelas que deixaram de se ver como fornecedores de execução para passarem a ser

parceiros de decisão. Aquelas que perceberam que o cliente não quer campanhas: quer impacto. Não quer entregáveis:

quer resultados. E que a diferença entre uma agência relevante e uma agência substituível está, cada

vez mais, na capacidade de estar presente quando as decisões ainda estão a ser tomadas, e não apenas quando

é preciso comunicá-las.

A inteligência artificial é o pano de fundo de quase todas as conversas que tivemos. Mas o que ressalta não é

o medo da substituição, é a clareza crescente de que a IA amplifica quem sabe pensar, e expõe quem apenas

executa. Como nos diz um dos líderes ouvidos neste anuário, a IA não tem cadeira à mesa. Tem acesso à sala.

A diferença, essa, interessa. Saber integrar estas ferramentas no processo criativo e estratégico, sem perder de

vista o que é genuinamente humano, é hoje uma das competências mais valiosas do setor.

Há também um movimento silencioso mas consistente de valorização estratégica da comunicação. As agências

querem e precisam de ser chamadas mais cedo, quando as decisões ainda estão a ser tomadas. Esse salto, de

executor para consultor, de tático para estratégico, não é apenas uma ambição: é uma necessidade. Num mercado

onde os clientes são mais exigentes, onde os orçamentos são mais escrutinados e onde os resultados têm

de ser mensuráveis, só sobrevive quem consegue demonstrar valor de forma clara e consistente.

Portugal revela-se, aliás, um mercado peculiar neste contexto. É o país que mais recorre a agências integradas

entre os onze mercados analisados pelo Agency Scope. Um sinal de que, por cá, a aposta na parceria de longo

prazo e na visão 360 graus não é apenas retórica. É prática.

Este anuário reúne os líderes, as agências e as ideias que estão a moldar esse caminho. É uma fotografia do

presente, mas também um mapa de intenções para o futuro.

Boa leitura.

DESENVOLVIMENTO, COORDENAÇÃO E REDAÇÃO Neurónio Criativo • PROJECTO GRÁFICO The Hotel

• ARTE The Hotel & Sofia Marques • IMAGENS Getty Images • COMERCIAL E PUBLICIDADE Mário Serra,

Marisa Silvestre e Rogério Junior (quemequem@marketeer.pt) • PERIODICIDADE Anual • TIRAGEM MÉDIA

17.000 exemplares • PROPRIEDADE | SEDE | EDITOR Multipublicações, LDA, Rua Cidade de Rabat, nº 41B,

1500-159 Lisboa, NIPC: 506 012 905, CRCL: 11061 • IMPRESSÃO E ACABAMENTO Lidergraf - Sustainable

Printing, Rua do Galhano, nº 15, 4480-089 Vila do Conde


SUMÁRIO

4

Entrevista

A valorização estratégica

da comunicação é o

maior desafio

Domingas Carvalhosa deu

recentemente início ao terceiro

e último mandato na liderança

da direção da APECOM, estando

traçadas as metas a atingir.

Triber

Análise

P.06

Nascida em plena pandemia, a

Triber entra agora numa nova

fase e assume-se publicamente

como uma agência full-service

de estratégia de marca.

P.10

Float

Queremos ser uma

referência Europeia

A Float Health está a viver uma

nova etapa da sua trajetória.

O recente redesign da marca

surge como reflexo de uma

transformação mais profunda

da agência

Opinião

P.16

A criatividade

humana continuará

a ser insubstituível

O presidente da direcção da

APAP faz um balanço positivo

da atividade em 2025

António Roquette

P.18

FORUM LÍDERES

Num mundo onde a tecnologia

redefine regras a cada ciclo,

as agências enfrentam um

dos momentos mais exigentes

da sua história. A inteligência

artificial, os dados e a

fragmentação dos media não

são apenas tendências: são

forças que estão a redesenhar,

de forma estrutural, o papel de

quem faz comunicação.

DIRETÓRIO

P.24

AGENCY SCOPE

2025/2026

As marcas estão a investir

mais no digital, a reduzir

o número de parceiros e a

exigir agências cada vez mais

integradas, avança a 12.ª edição

do AGENCY SCOPE Portugal,

apresentada pela SCOPEN.

P.12

Loba

Numa altura em que as marcas

procuram soluções cada vez

mais integradas, a LOBA defende

uma abordagem capaz de cruzar

estratégia, experiência, inovação e

negócio com impacto mensurável.

Análise

P.20

Agentes internos de IA.

Vamos ter de nos entender

com as máquinas?

P.22

Desde as relações públicas

e o marketing digital, até à

publicidade e comunicação

corporativa, incluindo eventos

e marketing de influência, o

universo das agências é amplo

e diverso.

P.50

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026



ENTREVISTA

6

A valorização estratégica

da comunicação é o maior

DESAFIO

A valorização estratégica da

comunicação, a adaptação do setor à

regulamentação do lobing, a integração

responsável de todas as nossas

agências com inteligência artificial, e

profissionalização do marketing de

influência. para os próximos três anos.

Redação

omingas Carvalhosa deu recentemente início ao terceiro

e último mandato na liderança da direção da Associação

Portuguesa das Agências de Comunicação (APECOM),

estando traçadas as metas a atingir. Lóbi, IA, profissionalização

do marketing de influência e valorização estratégica

da comunicação, permitindo às agências mais

rendimento são os eixos de atuação.

Quais foram as mudanças mais decisivas a que assistiu no mercado

desde que está na APECOM?

O mercado mudou e tem vindo a mudar cada vez mais. Tem-se profissionalizado

e há as mudanças no contexto económico, tecnológico,

social, etc. Quando chegámos desde logo procurámos perceber

que necessidades sentiam os associados e como olhavam para a Associação,

o que foi importante para desenhar um plano.

Queríamos tornar a APECOM num ponto de encontro de um

conjunto mais abrangente de agências: não queríamos ter só as

grandes, que faziam o tradicional trabalho das consultoras de comunicação,

mas atrair agências médias e pequenas, agências especializadas

e isso levou-nos a mudar quase tudo, incluindo a imagem,

tornando-a mais dinâmica, moderna, atual - até este conceito do

ponto de encontro. A ideia era tocar em mais pessoas a acho que

conseguimos.

Em que medida?

Hoje temos um número de associados bastante maior. Partimos de

19 e neste momento são 34, crescemos 79% em quatro anos, e temos

pedidos de mais quatro consultoras para entrarem.

Foram atrás de novas agências, surgiram novas?

Fizemos um esforço de falar com agências que conhecíamos e dizer-

-lhes que fazia sentido associarem-se, a ideia era tornar o setor mais

dinâmico e diverso. Nos primeiros dois anos, valeu este esforço, mas

no segundo mandado assistimos a várias a aproximarem-se, também

porque houve um ganho de notoriedade da APECOM. E isto dá-nos

ma alegria extraordinária, porque chegámos a um ponto em que as

agências e as consultoras de comunicação - e bem - sentem que, estando

no setor, devem estar integradas na associação que o representa.

A APECOM saiu reforçada…

Sim, temos reforçado a presença institucional da APECOM e estamos

numa fase de consolidação que se centra em quatro eixos

ligados ao programa que temos para os próximos três anos: a valorização

estratégica da comunicação, a adaptação do setor à regulamentação

do lobing, a integração responsável de todas as nossas

agências com inteligência artificial, e profissionalização do marketing

de influência.

Com base nestes eixos, queremos produzir conhecimento, no

fundo, definir boas práticas. Por exemplo, o que temos estado a fazer

relativamente ao lobing, é dialogar com os decisores para termos

bons resultados em termos de políticas públicas, e, no fundo, com

tudo isto, conseguir estruturar o setor. Conseguimos com o lobing,

vamos agora o mesmo com a regulação e profissionalização do

marketing de influência – algo que deverá ser lançado pelo Governo

em meados deste ano.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


7

ENTREVISTA

Domingas Carvalhosa

Associação Portuguesa

das Agências de Comunicação

(APECOM)

Por que sentem necessidade de criar essa

regulamentação?

Falamos do universo dos influenciadores, uma

nova profissão onde temos de distinguir o trigo do

joio, o que se faz com regras. É importante valorizar

os que fazem bem e desvalorizar os que fazem

mal, e fazer com que estes tenham de fazer bem,

ou saiam – e isto só é possível com regulação.

Não há orientações atualmente?

Há um Manual de Boas Práticas desenvolvido pela

Direção-Geral do Consumidor, que irá estar na

base da regulação que vai ser feita pelo gabinete do

ministro da Presidência. Apresentámos um texto,

feito pelo Grupo de Trabalho de Marketing de Influência,

composto por uma série de especialistas

de consultoras de comunicação da APECOM que

têm esta atividade, fizemos benchmarking também

com o que se passa em Espanha, em França,

etc., e o que achámos que se adaptava a Portugal.

Este é um tema muito importante, porque vai mexer

com toda a operacionalização das próprias

agências.

E a inteligência artificial (IA)?

Queremos produzir um Guia de princípios para

uso ético de IA em comunicação e promover formação

técnica e estratégica, porque é muito importante

que esta utilização não seja apenas operacional.

Desejamos criar um debate sobre os seus

impactos nas questões de direitos de autor, transparência,

responsabilidade reputacional, relação

com clientes. Tudo isto deve ser discutido e nós

temos de ter uma opinião sobre o tema.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


ENTREVISTA

8

Qual o maior desafio da IA para as agências?

A IA só funciona muito bem se soubermos falar com ‘ela’ e passar-

-lhe conhecimento nosso, ou seja, Ela é tão melhor quanto melhor

nos formos. Nas maiores consultoras há formações sobre IA, e vamos

tentar facilitar e dar apoio a agências mais pequenas para a

formação dos seus colaboradores.

Qual o perfil das pessoas que as agências procuram como

colaboradores?

Há uma busca por perfis com uma cultura geral acentuada, jovens que

gostem muito de leitura, atentos às notícias, que têm conhecimento

político, que sabem distinguir os nossos protagonistas políticos. São

muito mais atentos, e isto relevante para a comunicação institucional

e principalmente para public affairs e lobbying. Mais do que a formação,

por vezes conta o perfil, e são recrutadas pessoas de Filosofia,

Direito, Economia, não necessariamente apenas Comunicação

Os clientes são mais exigentes?

Tem mais a ver com o esforço das agências em acrescentar mais valor,

o que aliás é um dos eixos que queremos desenvolver nos próximos

três anos e tem a ver com defender e reposicionar o papel da comunicação,

porque há, cada vez mais, um risco de erosão do valor económico

e estratégico da comunicação.

Os clientes começam a ser também mais exigentes, apreciando a

qualidade na nossa entrega, nos documentos que produzimos como

consultores, mas é preciso que percebam que, para haver quadros

qualificados, é preciso pagar--lhes. E para isso não pode reduzir-se o

valor de avenças, pelo contrário, temos de ir incrementando ou anualmente,

ou quando há mais serviço, etc.

O lobby tem má reputação…

Tem péssima reputação. Durante anos, quando se queria falar de

tráfico de influências ou cunhas, falava-se em lóbi, o que denegriu a

sua imagem. Algo que também influencia é o facto de o lóbi Estados

Unidos ter uma influência muito pesada, sendo totalmente diferente

do europeu. Quando as empresas financiam partidos e fazem lóbi ao

mesmo tempo, é muito complicado. Mas isso não acontece de todo

na Europa.

Já temos este tema regulamentado.

E agora vamos passar para uma segunda fase em que é preciso criar

uma plataforma tecnológica onde os lobistas, ou quem pretende influenciar

entidades públicas, têm de se registar (RETRI - Registo de

Transparência de Interesses Legítimos). Penso que não estará pronta

antes do próximo ano. Também nessa plataforma as entidades públicas

deverão depois pôr a ‘pegada’ legislativa, indicar por quem foram

contactadas

Este serviço já tem algum peso razoável nas agências?

Sim, tem vindo a crescer, mesmo antes da regulamentação, e agora

Durante anos, quando se queria

falar de tráfico de influências

ou cunhas, falava-se em lóbi, o

que denegriu a sua imagem. Algo

que também influencia é o facto

de o lóbi dos Estados Unidos ter

uma influência muito pesada,

sendo totalmente diferente do

europeu.

torna-se mais fácil, até para multinacionais que ficam mais descansadas

por haver regulamentação.

Como vê o tema das fusões e aquisições neste setor em Portugal?

É algo que acontece na maior parte dos mercados, aqui demorou mais

tempo a acontecer.

Não admite mais um mandato depois deste que agora começa.

Que legado gostava de deixar?

Gostava que ficassem regulamentadas as questões do marketing de

influência, da IA e do lóbi, que houvesse guias de boas práticas, com

manuais em que deixamos conhecimento sobre o tema. O tema do valor

vai ser o mais difícil, queria conseguir, pelo menos criar a perceção

que é preciso olhar para isto.

Há ainda algo que é importante, em termos da valorização institucional

da própria APECOM: fomos pela primeira vez na história

convidados para integrar a Autorregulação Publicitária como membro

da Direção.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


P a r a

comunicar

de forma

eficaz não

é preciso

um curso

Mas é preciso ter estudos

Pelo quarto ano consecutivo,

o Havas Media Network lança o estudo

"Meaningful Media". Se quer entender

como é que o consumidor encara

os media e usar este conhecimento

para construir uma experiência

de comunicação mais relevante,

este estudo é para si.

Contacte-nos através

do 217 913 300

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sofia.vieira@havasmn.com


ENTREVISTA

10

Triber dá novo passo e

apresenta-se ao mercado como

agência

full-service

Nascida em plena pandemia, a

Triber entra agora numa nova fase e

assume-se publicamente como uma

agência full-service de estratégia de

marca.

evolução da Triber não surge como

uma rutura, mas antes como a formalização

de um caminho que a agência

tem vindo a fazer desde a sua fundação.

Depois de ganhar notoriedade

na área digital, a empresa foi alargando

a sua intervenção a áreas como

branding, criatividade, planeamento

de meios, packaging e campanhas

multimeios, consolidando uma proposta

integrada que, segundo Pedro Girão, permite assegurar maior

coerência estratégica e criativa em todos os pontos de contacto das

marcas.

A Triber nasceu em plena pandemia como uma agência

digital. O que é que mudou para agora assumirem,

de forma clara, um posicionamento full-service de

estratégia de marca?

Mudou que agora já temos projetos que permitam provar que somos

bons em outras áreas que não apenas a digital. Criámos a Triber

depois de anos a criar outra agência. Sempre acreditámos que tínhamos

de dar aos potenciais clientes razões para acreditar que éramos

bons e aquilo por que éramos conhecidos era o trabalho em estratégia

e marketing digital para o Licor Beirão. Por isso, focámo-nos na

vertente de estratégia e marketing digital.

Usámos o serviço no qual tínhamos reputação para entrar nos clientes

e, depois, crescer junto deles mostrando-lhes outras formas de agregar

valor.

Nestes anos criámos portefólio e, agora, temos rebrandings, brandings,

sucessos a liderar o marketing de empresas, digital, campanhas de

rádio, TV, outdoor, packaging… Agora já podemos mostrar que somos

bons sem ter de esperar que as pessoas acreditem.

Esta nova fase traduz para o mercado algo que a Triber

já vinha a fazer há algum tempo. Porque sentiram

que este era o momento certo para o anunciar?

Não podemos comprometer a qualidade e para que isso aconteça, temos

de ter a estrutura e equipa certas. Hoje temos o portefólio, a estrutura

e a equipa para o garantir.

O que é que este rebranding representa, na prática,

para a agência e para o tipo de relação que querem

ter com os clientes?

A consolidação como um braço direito em estratégia, em visão para a

marca, em transposição de objetivos de negócio em campanhas, marcas,

conteúdos… Ter o mesmo interlocutor responsável por controlar

criativa e estrategicamente os vários pontos de comunicação de uma

marca dá uma consistência que acrescenta imenso valor.

Como é que se garante coerência quando uma agência

junta, na mesma proposta, consultoria estratégica,

branding, criatividade, planeamento de meios e implementação

digital?

Eu faço a pergunta ao contrário: como é que se garante coerência quando

há 5 agências diferentes em cada fase do processo? A maior mais-valia

disto é mesmo o alinhamento entre profissionais que estão habituados

a trabalhar entre si, cada um na sua especialidade. Até para o brand

manager é um descanso: já viu o tempo que perde a gerir 5 parceiros

com métodos e filosofias de trabalho diferentes?

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


11

ENTREVISTA

Os prémios recentes em áreas tão distintas como

packaging, renaming e eficácia digital mostram uma

agência mais ampla do que aquela que o mercado conhecia.

Esse reconhecimento ajudou a validar esta

mudança de posicionamento?

Ajudou a que os clientes ganhassem mais razões para acreditar que somos

bons. Nada mais.

Num setor em que se fala muito de criatividade, como

define a diferença entre trabalho criativo que gera

valor real para as marcas e trabalho criativo que

existe apenas para impressionar?

A criatividade só pela criatividade pode ser gira, mas não gera necessariamente

valor. Por exemplo: ganhámos recentemente 7 prémios criativos,

mas não sinto que tenhamos acrescentado mais valor aos clientes

com que ganhámos prémios do que aos outros. Um negócio faz-se de

trabalho, de humildade, de estar disposto a sacrificarmo-nos pelo negócio

de um cliente como se fosse o nosso. A criatividade é uma ferramenta.

Este lado pouco sexy não dá prémios. Mas dá clientes satisfeitos,

que é o que nos interessa.

A Triber tem vindo a crescer de forma consistente

em faturação e lucro, ao mesmo tempo que conquistou

distinções como PME Líder e PME Excelência. Que decisões

foram mais importantes nesse percurso?

Fazemos na Triber o que vendemos aos nossos clientes. Sabemos que é

uma maratona e não os 100 metros.

Por isso, focamo-nos na estratégia o que nos tem dado uma vantagem

competitiva. Estamos atentos, antecipamos tendências, corrigimos.

Também temos uma visão muito clara de que o nosso maior

ativo são as pessoas e se elas forem boas, motivadas e continuarem a

crescer, vai-se sentir uma estabilidade que é rara em agências. Se nos

focarmos nelas, o nosso cliente vai senti-lo e continuar connosco, num

ciclo virtuoso como aquele em que temos estado. Mas 5 anos são só os

primeiros kms da maratona…

Construir esse crescimento a partir de Coimbra, fora

dos grandes centros, trouxe dificuldades adicionais

ou acabou por se tornar uma vantagem competitiva?

É uma dificuldade no sentido em que estamos longe dos grandes centros

de decisão. Percebemos que há uma rede que é muito forte em

Equipa Triber

Lisboa e no Porto e torna-se difícil abrir algumas portas sem ela. Mas

temos isso em conta na nossa estratégia e estamos a traçar o caminho

que queríamos.

Como CEO, o que é que aprendeu sobre liderança ao

fazer crescer uma agência jovem num mercado tão competitivo

e em constante transformação?

Fui CEO em duas agências, na primeira delas mesmo muito novo e

como único CEO e sem ser sócio… nesta somos 4 sócios, com percentagens

iguais. A principal aprendizagem é que a divisão de poder

é importante: ser um líder é um percurso solitário e quando o poder

está concentrado, por mais próximos que sejamos da equipa, é difícil

alguém ser 100% franco connosco sobre o que melhorar. E isso faz-nos

estagnar e cometer erros. Com quatro sócios essa franqueza é garantida.

Quanto ao resto, sinto que o maior papel do líder é fazer com que

a nossa equipa confie em nós. E isto parece básico, mas envolve tanta,

tanta coisa… Inclusivamente a consciência de que essa confiança demora

anos a construir-se e se pode perder em segundos.

Depois deste rebranding, como gostava que a Triber

fosse vista pelo mercado daqui a dois ou três anos?

Como uma referência em estratégia de marca a nível nacional.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


ANÁLISE

12

AGENCY

SCOPE

As marcas estão a investir mais no digital, a reduzir o número de

parceiros e a exigir agências cada vez mais integradas, avança a

12.ª edição do AGENCY SCOPE Portugal, apresentada pela SCOPEN.

Redação

2025

2026

estudo, que ouviu 280 responsáveis por 304

marcas entre abril e outubro de 2025, é tido

como o barómetro mais completo do ecossistema

de anunciantes e agências e revela

um setor em transformação acelerada e com

prioridades claras para 2026.

De acordo com o AGENCY SCOPE, Portugal

destaca-se internacionalmente pelo

equilíbrio entre investimento em ATL e Digital (ambos com 37%

do orçamento de marketing e comunicação). O BTL mantém um

peso significativo de 26%, em contraciclo com a tendência global de

redução desta rubrica.

As redes sociais e os influencers voltam a ganhar espaço - pelo

segundo ciclo consecutivo - afirmando o seu dinamismo no mix

digital nacional, um mercado onde o orçamento total das marcas

representa 3,3% das vendas, como na edição anterior.

A integração de serviços é o grande movimento estrutural do setor,

conclui o documento, que avança que os anunciantes tendem a

trabalhar com menos agências e a privilegiar modelos que combinem

criatividade, digital, social media, meios e produção de conteúdos

num único parceiro - um conceito 360.º.

Portugal é, entre os 11 mercados analisados, aquele que mais

recorre a agências integradas (60,2%, face a uma média global de

35,4%), sendo que a integração de meios offline e online é vista

como uma competência essencial, enquanto a incorporação de novas

plataformas digitais e inteligência artificial a ganhar espaço no

planeamento estratégico.

A criatividade e o pensamento estratégico continuam a definir

o perfil da “agência ideal”, com os inquiridos a valorizarem também

um conhecimento profundo do mercado e a capacidade de

gerar impacto real no negócio. As agências de PR reforçam assim a

sua posição como parceiras estratégicas, por terem capacidade de

atuação transversal e domínio dos media.

O estudo revela ainda que Portugal mantém uma forte tradição

na forma como conduz concursos: 92% seguem o modelo clássico

de entrega de propostas criativas e estratégicas, muito acima da

média internacional. Workshops e processos de “chemistry” representam

apenas 4% dos concursos nacionais.

As relações entre marcas e agências mantêm-se estáveis, com

uma duração média de 5,5 anos, também acima da média global,

e a satisfação também se mantém elevada: 82% dos anunciantes

afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com as suas agências

criativas, e apenas 15% ponderam lançar concursos em 2026. O

grau de exigência aumenta nas áreas de digital e PR.

Para 2026, os anunciantes apontam a valorização do equity das

marcas como o principal desafio de negócio e comunicação. A diferenciação

competitiva é uma prioridade imediata, e a criatividade

continua a ser vista como motor de crescimento.

A inteligência artificial, já integrada em algumas agências para

ganhos de eficiência, é identificada por um terço dos responsáveis

como um fator de forte impacto no curto prazo, sobretudo pela

capacidade de transformar processos, acelerar produção e influenciar

novas formas de consumo de media.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


3,3%

13

ANÁLISE

representa o orçamento total

das marcas no mix digital:

redes sociais e influencers

82%

dos anunciantes afirmam

estar satisfeitos ou

muito satisfeitos com as

suas agências criativas

AGENCY SCOPE

O BARÓMETRO INTERNACIONAL QUE ANALISA

A RELAÇÃO ENTRE MARCAS E AGÊNCIAS

Realizado de dois em dois anos em 11 países,

o AGENCY SCOPE é o estudo internacional

que avalia em profundidade a relação

entre anunciantes e agências, identificando

tendências estruturais da indústria do marketing

e comunicação.

O barómetro analisa o desempenho das

agências em quatro grandes áreas — criatividade/publicidade,

criatividade digital,

meios e comunicação/PR — e inclui ainda a

avaliação da notoriedade e dos profissionais

ligados ao marketing de influência.

Pretende fornecer às agências uma leitura

precisa das necessidades dos anunciantes,

identificando oportunidades de crescimento,

ajustando posicionamento e antecipando

mudanças neste setor, que viver uma nova

fase de transformação

QUEM SE DESTACOU

NO AGENCY SCOPE 2025/26

O AGENCY SCOPE Portugal revelou mais

uma vez marcas, profissionais e agências

que mais se destacaram em 2025, segundo a

avaliação dos próprios marketers.

MARCAS

A IKEA lidera o ranking das marcas com melhores

campanhas, seguida por Super Bock,

NOS, Lidl, Continente e Vodafone, enquanto

a Wells surge como “Rising Star”, graças à

maior subida no top de notoriedade criativa.

PROFISSIONAIS

Nos profissionais, António Fuzeta da Ponte

(NOS) é eleito o marketer mais admirado,

seguido por Filipa Appleton (Continente),

Mónica Sousa (IKEA), Bruno Albuquerque

(Super Bock) e Leonor Dias (Vodafone).

Em comunicação corporativa, o destaque

vai para Nádia Reis (Continente), Cláudia

Domingues (IKEA), Tiago Ferreira (Delta), Diogo

Sousa (Galp) e Rui Cabrita (EDP).

PROFISSIONAIS AGÊNCIAS

Entre os profissionais das agências, os mais

admirados são Susana Albuquerque (Uzina)

na criatividade, Rui Freire (Initiative) em

meios, Salvador da Cunha (Lift) em comunicação/PR

e Inês Mendes da Silva (Notable)

no marketing de influência.

92%

dos concursos seguem o modelo

clássico de entrega de propostas

criativas e estratégicas.

60,2%

Portugal é, entre os 11

mercados analisados, aquele

que mais recorre a agências

integradas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


ANÁLISE

14

TOP 3 AGÊNCIAS EM CRIATIVIDADE,

DIGITAL, MEIOS E COMUNICAÇÃO/PR

NOTORIEDADE

ESPONTÂNEA

EXEMPLAR/IDEAL

ATRATIVIDADE

AVALIAÇÃO

DE MERCADO

AVALIAÇÃO

DE CLIENTES

AGÊNCIAS

CRIATIVAS

#1 O ESCRITÓRIO #1 UZINA #1 O ESCRITÓRIO #1 O ESCRITÓRIO #1 UZINA

#2 UZINA #2 O ESCRITÓRIO #2 UZINA #2 UZINA

#2 O ESCRITÓRIO

BAR OGILVY

#3 HAVAS #3 BAR OGILVY #3 BAR OGILVY #3 FUEL #3 FUEL

NOTORIEDADE

ESPONTÂNEA

EXEMPLAR/IDEAL

ATRATIVIDADE

AVALIAÇÃO

DE MERCADO

AVALIAÇÃO

DE CLIENTES

AGÊNCIAS

DIGITAIS

#1 FULLSIX #1 FULLSIX #1 PEPPER #1 PEPPER #1 PEPPER

#2 PEPPER #2 PEPPER #2 O ESCRITÓRIO #2 FULLSIX

#2 THE HOTEL

LIVE CONTENT

#3 HAVAS #3 LIVE CONTENT #3 FULLSIX

#3 ADAGIETTO

UZINA

#3 NOSSA

NOTORIEDADE

ESPONTÂNEA

EXEMPLAR/IDEAL

ATRATIVIDADE

AVALIAÇÃO

DE MERCADO

AVALIAÇÃO

DE CLIENTES

AGÊNCIAS

DE MEIOS

#1 HAVAS MEDIA #1 WAVEMAKER #1 HAVAS MEDIA #1 HAVAS MEDIA #1 WAVEMAKER

#2 INITIATIVE #2 HAVAS MEDIA #2 INITIATIVE #2 INITIATIVE

#2 HAVAS MEDIA

MINDSHARE

#3 ARENA MEDIA #3 INITIATIVE #3 OMD #3 WAVEMAKER #3 PHD

AGÊNCIAS DE

COMUNICAÇÃO & PR

NOTORIEDADE

ESPONTÂNEA

EXEMPLAR/IDEAL

ATRATIVIDADE

AVALIAÇÃO

DE MERCADO

#1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT

#2 ADAGIETTO #2 BURSON #2 ADAGIETTO #2 LLYC #2 LLYC

AVALIAÇÃO

DE CLIENTES

#3 LPM #3 LLYC #3 LPM #3 ADAGIETTO #3 BURSON

AGÊNCIAS DE

NETWORK CRIATIVA

NOTORIEDADE

ESPONTÂNEA

EXEMPLAR/IDEAL

ATRATIVIDADE

AVALIAÇÃO

DE MERCADO

#1 HAVAS #1 BAR OGILVY #1 BAR OGILVY #1 BAR OGILVY #1 FUEL

AVALIAÇÃO

DE CLIENTES

#2 BAR OGILVY #2 FUEL #2 FUEL #2 FUEL #2 BAR OGILVY

#3 FUEL #3 VML #3 VML

#3 VML

DENTSU CREATIVE

#3 VML

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026



ENTREVISTA

16

QUEREMOS SER UMA REFERÊNCIA

EUROPEIA

A Float Health está a viver uma nova

etapa da sua trajetória. O recente

redesign da marca surge como

reflexo de uma transformação mais

profunda da agência, que quer ir

além da comunicação tradicional para

assumir um papel mais estratégico

junto da indústria farmacêutica. Em

entrevista, Pedro Joel, CEO da empresa,

explica a visão, a ambição e o caminho

construído ao longo de 23 anos.

ais do que uma nova imagem, a renovação da identidade da

Float Health simboliza um reposicionamento pensado para

acompanhar a evolução do próprio setor da saúde. Numa área

em que comunicar ciência já não chega, a agência defende uma

abordagem que cruza conhecimento científico, tecnologia,

comportamento e contexto social, com o objetivo de gerar impacto real e

aproximar a inovação da vida das pessoas.

Com 23 anos de atividade, a Float Health quer afirmar-se como muito

mais do que uma agência especializada. A ambição passa por consolidar

um modelo que une comunicação médica, consultoria estratégica e desenvolvimento

de soluções próprias, reforçando a presença ibérica e acelerando

a projeção internacional.

A Float Health apresentou recentemente um redesign de marca. O que

é que esta nova identidade procura traduzir sobre a agência que são

hoje?

A nova identidade não é cosmética, mas um alinhamento com uma

mudança estrutural no setor da saúde. Nos últimos 10 anos, a indústria

farmacêutica (IF) passou de uma lógica de produto para uma lógica de

outcomes: valor clínico e experiência do doente. E isso implica entrar no

território da resolução de problemas das pessoas.

A assinatura “Connect with life” traduz essa evolução: passamos de uma

visão centrada na saúde como sistema para uma visão centrada na vida

como contexto. Num momento em que, segundo a OCDE, mais de 50%

dos resultados em saúde dependem de determinantes não clínicos, comunicar

ciência já não basta, é necessário torná-la relevante no quotidiano.

A simbologia das células num ambiente urbano reforça esse posicionamento:

trabalhamos na interseção entre biologia, ciência, comportamento

e contexto social.

De que forma esta evolução da marca acompanha também uma transformação

mais profunda do vosso posicionamento e da vossa ambição

para o futuro?

Existe uma transformação clara. Estamos a sair do modelo de agência

para um modelo híbrido entre medcomm, product builder e consultora

estratégica. O mercado global de medical communications cresce de

forma consistente, sobretudo nos segmentos mais dinâmicos (soluções

proprietárias, plataformas, data e modelos escaláveis). E é nesse eixo que

estamos a concentrar o nosso investimento.

Hoje não produzimos apenas conteúdos. Apostamos em plataformas

de real-world evidence, sistemas automatizados de outputs científicos e

soluções de learning e engagement baseadas em dados. Isso altera o papel

da agência: passámos a influenciar diretamente a produção e disseminação

de evidência clínica.

Internamente, exige uma estrutura que muitas agências não têm: integração

entre medical writing, desenvolvimento tecnológico e estratégia.

Por isso, a nossa ambição é clara: sermos percecionados como um

parceiro que resolve problemas complexos da IF e não como um mero

fornecedor de serviços.

Ao fim de 23 anos de atividade, o que é que considera ter sido mais

decisivo para manter a relevância num mercado cada vez mais competitivo

e fragmentado?

Antecipação e estrutura. A maioria reage à procura; nós investimos antes

dela existir. Isso implica custo e risco, mas é o único caminho que conta.

E apesar da real fragmentação do mercado (mais canais, mais players,

mais especialização), a verdade é que os clientes estão a concentrar investimento

em parceiros que consigam integrar várias dimensões: ciência,

criatividade, tecnologia e compliance. E, como tal, ter uma equipa multidisciplinar

sólida foi decisivo. Permite-nos responder rápido, mas com

consistência, algo crítico num setor regulado.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


17

Pedro Joel,

CEO, Float Health

multilingues, por exemplo na diabetes, aplicações médicas e soluções

para doentes em áreas como tiroide ou doenças raras, entre outras inúmeras

soluções para quem nos procura. E claro que isso obriga a uma

sofisticação que vai muito além da comunicação tradicional.

Numa economia de atenção cada vez mais exigente, como é que uma

agência especializada consegue continuar a captar valor, confiança e

impacto?

A atenção inicial é inferior a 8 segundos em conteúdos digitais generalistas.

Nos profissionais de saúde, a limitação é o tempo que têm disponível!

A resposta não é produzir mais, mas desenhar melhor a experiência. Trabalhamos

com audiências qualificadas, o que favorece a relevância sobre o

volume. Se o conteúdo for útil, é consumido. Num cenário de saturação de

canais, o diferencial está em redesenhar jornadas: integrar aprendizagem no

fluxo de trabalho do médico, usar microformatos, criar experiências modulares

e eliminar fricção. Cada clique desnecessário reduz engagement.

A Float Health apresenta-se hoje como uma Global Medcomm. O que

distingue, na prática, este posicionamento de uma oferta mais tradicional

na área da comunicação?

Uma agência tradicional executa. Uma global medcomm desenha, constrói

e escala. A diferença está em três níveis: profundidade científica; integração

tecnológica (sem dependência de terceiros); e escala internacional, com

projetos concebidos para múltiplos mercados. Desenvolvemos plataformas

A Float Health tem reforçado a sua liderança ibérica. Que oportunidades

e responsabilidades traz esse posicionamento para os próximos anos?

A liderança ibérica não é um título. É, sim, uma pressão acrescida. Mas

penso que a descrição que melhor nos “serve” é sermos uma das melhores

empresas nesta área na Europa. Até porque a IF está cada vez mais

organizada por clusters geográficos e ter presença ibérica ou europeia

posiciona-nos como parceiro natural para projetos que exigem consistência

entre mercados, mas adaptação local. Além disso, este posicionamento

permite também o desenvolvimento de produtos proprietários.

Com maior escala, conseguimos investir em soluções que vão além do

modelo de serviço.

Quando olha para o futuro, que espaço quer a Float Health ocupar

na área da Comunicação Médica em Health e que marca pretende

deixar no setor?

Queremos ser a referência sempre que a IF procurar um parceiro de valor

para lançar, escalar ou transformar um projeto médico. Já o demonstrámos

com lançamentos de desempenho recorde no mercado nacional,

incluindo o fármaco líder em Portugal na obesidade. Fomos responsáveis

pelo lançamento mais bem-sucedido de sempre em Portugal: um

medicamento que atingiu o primeiro lugar na sua classe e ultrapassou

os 100 milhões de euros no primeiro ano. Não lançámos apenas um

medicamento, preparámos um mercado.

O próximo passo é consolidar presença internacional e reforçar o

peso das soluções proprietárias no portefólio.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


OPINIÃO

18

A CRIATIVIDADE HUMANA

CONTINUARÁ A SER

INSUBSTITUÍVEL

O presidente da direcção da

Associação Portuguesa das

Agências de Publicidade,

Comunicação e Marketing

(APAP) faz um balanço

positivo da atividade em

2025, apesar dos muitos

desafios, que continuam e

vão manter-se. O setor está

em grande transformação,

refere António Roquette,

numa entrevista onde passa

em revista temas como a IA

e a criatividade, e projeta

uma nova edição, ainda

melhor dos Effie Awards em

Portugal.

Redação

Inteligência artificial (IA) muda quase tudo, mas nada

substitui a criatividade humana e as competências necessárias

para o uso desta ferramenta, refere o presidente da

Direção da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade,

Comunicação e Marketing (APAP), António

Roquette.

O setor, avança, vive os “desafios estruturais” de uma

transformação, onde “novas ferramentas de inteligência

artificial surgem diariamente e novos modelos de trabalho estão a redefinirem o

papel das agências”.

Mas, sublinha António Roquette, neste tema há “um ponto essencial: a criatividade

continua a ser humana e feita para pessoas”, sendo que, neste contexto, “saber

integrar estas novas ferramentas no processo criativo é, hoje, um dos maiores desafios

da indústria”.

“Para desenvolver boas ideias, a criatividade humana continuará a ser insubstituível.

E, nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada para amplificar essa

capacidade”, diz.

O principal desafio que surge agora no horizonte passa por “redefinir o modelo

de trabalho”, ou seja, explica “Perceber o que continuará a ser feito pelas equipas e

o que poderá ser automatizado, bem como repensar a forma de remuneração do

trabalho criativo desenvolvido com recurso a estas tecnologias.”

“Além disso, há uma nova competência crítica a emergir: a capacidade de trabalhar

eficazmente com estas ferramentas. Como se costuma dizer, alguém tem de

saber escrever os prompts certos”, afirma António Roquette.

INVESTIMENTOS AJUSTADOS

Estas mudanças acontecem num ambiente global de “grande incerteza”, o que torna

o desafio mais complexo, tendo em conta o cenário de “instabilidade geopolítica e

conflitos cujos desfechos são imprevisíveis”.

“Este contexto tem impacto direto na economia, no consumo e, consequentemente,

nos investimentos em comunicação, que tendem a ser ajustados em momentos

de maior pressão”, lembra António Roquette.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


19

OPINIÃO

António Roquette

presidente da direcção da Associação

Portuguesa das Agências de Publicidade,

Comunicação e Marketing (APAP)

APAP tem tido aqui um papel relevante, com trabalho realizado

em 2025 no apoio à formação.

“Com o objetivo de recrutamento de talento diferenciado, isto

é, áreas de formação que não marketing e publicidade, desenvolvemos

uma campanha multimédia para atração de estagiários, remunerados

claro, para os nossos Associados”, afirma.

Em 2025, a APAP lançou também um programa de formação

dedicado aos seus nossos associados. “Tem tido uma excelente

adesão e que queremos reforçar no próximo ano”, avança.

EFFIE AWARDS PORTUGAL: UMA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA

DE SUCESSO

“Também será importante acompanhar os efeitos da crise petrolífera

e a sua repercussão nos preços e no comportamento do mercado”,

refere o responsável da APAP, que conclui:” Nestes cenários,

trabalha-se muitas vezes com mais dúvidas do que certezas”, o que

vem dar mais valor a algumas competências de quem trabalha ou

quer entrar neste setor profissional.

“A formação, os interesses individuais e a cultura geral continuam

a ser fundamentais. Estamos num setor onde o entendimento

dos comportamentos e das tendências influencia diretamente a

relevância do trabalho que produzimos”, explica António Roquette.

“Aquilo que verdadeiramente diferencia um profissional é a sua

individualidade criativa - a capacidade de interpretar o contexto e

criar algo distintivo”, explica o presidente da APAP, que sublinha que

“num mundo saturado de estímulos, só ideias verdadeiramente originais

conseguem captar atenção.”

“Para fazer mais do mesmo, não serão necessários criativos -

bastarão boas ferramentas de inteligência artificial”, defende. E a

O ano passado fica ainda marcado, na APAP, pela realização da

primeira edição dos Effie Awards em Portugal. O projeto – fruto

da nova parceria criada entre a APAP e a Associação Portuguesa

de Anunciantes de Marketing (APAM), foi exigente, mas bem-sucedido.

“Consumiu muitos meses de trabalho, mas culminou num

enorme sucesso para o setor”.

“Esta colaboração permitiu transformar os prestigiados Prémios

à Eficácia nos Effie Awards, com tudo o que isso implica em

termos de projeção e alinhamento internacional”, explica o presidente

da APAP, que promete este ano “novidades que aproximam

ainda mais o modelo nacional do formato internacional”, garante

António Roquette.

Sobre a nova Lei do Lóbi, Roquette vê um avanço, porque traz

“mais clareza”. “Todas as atividades que não são reguladas tendem

a ser mais opacas e menos transparentes, por isso, a criação de um

enquadramento legal para o lobbying é um passo positivo trazendo

responsabilidade e confiança no funcionamento do setor.”

“A regulação, quando bem implementada, não limita - pelo contrário,

valoriza e legitima a atividade”, diz.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


ENTREVISTA

20

"No futuro, vão liderar as marcas que

souberem transformar complexidade

em experiências mais consistentes,

úteis e duradouras"

Numa altura em que as marcas

procuram soluções cada vez mais

integradas, a LOBA defende uma

abordagem capaz de cruzar estratégia,

experiência, inovação e negócio com

impacto mensurável.

o longo de mais de 25 anos, a LOBA foi consolidando

um posicionamento próprio, assente na articulação entre

criatividade, tecnologia e inteligência. Nesta entrevista,

Nídia Ferreira, CMO e CSO, e Nuno Alves, CTO, explicam

como essa visão tem vindo a ganhar uma nova escala,

acompanhando a evolução das necessidades das marcas e

das empresas num contexto cada vez mais exigente, mais

acelerado e mais orientado para resultados.

Do reposicionamento da marca à criação da metodologia proprietária

B2X by LOBA, da leitura sobre o impacto da inteligência artificial

à forma como dados, experiência e pensamento estratégico se

cruzam na construção de soluções mais eficazes, a conversa mostra

uma agência focada em transformação. Mais do que acompanhar

tendências, a ambição passa por ajudar as organizações a criar valor

de forma consistente, relevante e duradoura.

A LOBA tem vindo a afirmar-se a partir da intersecção entre criatividade,

tecnologia e inteligência. Na prática, como é que estes

três pilares se traduzem hoje na estratégia e no trabalho desenvolvido

com as marcas?

NF- Hoje, as marcas procuram transformação. E tal não acontece

por acumulação de entregáveis, mas pela capacidade de alinhar a

criatividade, a tecnologia e a inteligência. A criatividade continua

a ser o motor que constrói significado e diferenciação, mas precisa

de ser sustentada por dados que permitam tomar decisões mais informadas

e por tecnologia que traduza essa visão em experiências

mais personalizadas, eficientes e escaláveis. Quando estes três pilares

trabalham dentro do mesmo ecossistema, conseguimos aliar visão,

decisão e execução de forma mais consistente.

Num mercado em que muitas empresas falam de transformação,

o que distingue a abordagem da LOBA e lhe permite criar impacto

real e mensurável para os clientes?

NF- O facto de reunirmos dentro da mesma organização - criatividade,

tecnologia e inteligência - é particularmente valioso para os nossos

clientes, porque nos permite pensar de forma verdadeiramente

integrada e transformar estratégia em execução. É essa visão sinérgica

entre quem pensa, quem cria e quem implementa que nos que nos

motiva a desenhar soluções mais relevantes, criar experiências mais

consistentes e gerar resultados efetivamente mensuráveis, alinhados

com o impacto que as marcas procuram alcançar.

A LOBA transformou o conceito “Business to Experience” numa

metodologia proprietária, a B2X by LOBA. O que é que esta evolução

traduz sobre a forma como a agência olha para o presente e

prepara o futuro?

NF- A criação da metodologia proprietária Business to Experience

diz muito sobre a forma como interpretamos o presente e, sobretudo,

sobre a forma como escolhemos preparar o futuro. Partimos

de uma convicção cada vez mais evidente: já não faz sentido olhar

para os negócios a partir de competências isoladas, quando aquilo

que realmente define o valor de uma organização é a experiência que

consegue criar à sua volta. A B2X by LOBA surge precisamente como

a síntese dessa evolução: uma metodologia que liga consultoria à

execução e crescimento à relevância sustentada do negócio. E reflete

uma crença muito clara para nós: no futuro, vão liderar as marcas e

as organizações que souberem transformar complexidade em experiências

mais consistentes, mais úteis e mais duradouras.

Nídia, olhando para o trabalho de reposicionamento da LOBA,

que mudança mais importante queriam provocar na forma como

o mercado percebe a marca?

NF- Mais do que mudar a perceção do mercado, quisemos corrigir

uma visão redutora da LOBA. Nunca fomos apenas um conjunto

de serviços, mas uma integração de várias competências num único

sistema. O reposicionamento reflete isso mesmo: deixámos de nos

encaixar em categorias existentes e assumimo-nos como uma Agência

de Transformação, que liga estratégia, criatividade, inteligência

e tecnologia para gerar impacto real. No fundo, elevámos a forma

como a marca é entendida.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Nídia Ferreira, Chief Marketing

Officer e Chief Strategy Officer, e

Nuno Alves, Chief Technology Officer

21

ENTREVISTA

Esse reposicionamento foi apenas uma mudança de narrativa ou implicou

também uma transformação interna na cultura, na oferta e

na forma de trabalhar?

NF- Nenhum reposicionamento é verdadeiramente credível se acontecer

apenas no plano da linguagem. No nosso caso, este processo foi

sobretudo um exercício de verdade: obrigou-nos a alinhar identidade,

cultura, oferta e operação, e a olhar com mais exigência para a forma

como organizamos competências, articulamos equipas, construímos

valor e nos posicionamos junto dos clientes. Houve uma clarificação da

oferta e um reforço da dimensão estratégica, mas, acima de tudo, houve

uma tomada de consciência importante: não faria sentido propor ao

mercado uma ideia de transformação que não estivesse já a ser vivida

dentro da própria organização.

Nídia, hoje é cada vez mais difícil construir marcas com relevância

duradoura. O que é que uma marca precisa de ter para crescer sem

perder consistência e identidade?

NF- Uma marca cresce de forma consistente quando sabe, com maturidade,

o que nela é estrutural e o que precisa para acompanhar o tempo.

Essa distinção, que parece simples, é hoje uma das decisões mais sofisticadas

da construção de marca. Porque uma marca não se protege ficando

igual a si própria. Para tal, precisa de clareza sobre quem é, sobre

o valor que quer criar e sobre a experiência que quer deixar nas pessoas,

mas precisa também de sensibilidade para ler o contexto, a cultura e a

mudança. E isso exige duas qualidades que raramente coexistem com

facilidade: convicção para não perder o centro e elasticidade para continuar

a ter lugar no mundo à medida que esse mundo muda.

Nuno, a tecnologia está no centro da transformação dos negócios,

mas também gera ruído e dispersão. Como é que a LOBA distingue

o que é tendência passageira do que tem verdadeiro valor estratégico

para os clientes?

NA- Na LOBA, cultivamos uma cultura de inovação aberta que ganha

forma no nosso departamento de R&D. É lá que testamos e criamos

muitas das novas soluções, num processo em que apenas as ferramentas

que provam a sua eficácia avançam para o mercado. Para nós, o foco

está sempre na estratégia e não apenas na novidade. Por isso, privilegiamos

tecnologias que resolvam problemas concretos, que acrescentem

valor mensurável e que se integrem perfeitamente no ecossistema dos

nossos clientes. Esta é uma visão sustentada em dados e nos nossos 25

anos de experiência.

A LOBA tem também competências em software, business intelligence,

UX e projetos orientados a dados. Como é que essa dimensão

tecnológica reforça a criatividade, em vez de a limitar?

NF- O software, a business intelligence, a UX ou os projetos orientados

a dados não retiram liberdade à criatividade; obrigam-na, isso sim, a

ser mais inteligente, mais relevante e mais consequente. Esta dimensão

mais tecnológica permite-nos compreender melhor comportamentos,

antecipar necessidades, testar soluções, desenhar e personalizar experiências

ainda melhores e medir impacto com um grau de rigor que,

por si só, vem enriquecer a própria mensagem ou narrativa.

A inteligência artificial entrou definitivamente na agenda das empresas.

Neste momento, está a mudar mais a eficiência operacional,

a criatividade ou a forma como as marcas se relacionam com os seus

públicos?

NA- Estamos a assistir a uma verdadeira corrida à Inteligência Artificial,

mas é fundamental que este entusiasmo seja acompanhado por

uma estratégia clara. Implementar IA apenas pelo 'buzz' pode gerar

custos e ineficiências; o verdadeiro valor surge quando a tecnologia

serve um objetivo de negócio concreto.

Que exigências sentem hoje por parte dos clientes: procuram sobretudo

notoriedade, performance, experiência, eficiência ou uma

combinação de tudo isto?

NF- Hoje, essa fragmentação já não corresponde à forma como os

clientes pensam o negócio. Mesmo quando chegam com uma necessidade

aparentemente específica, o que está realmente em causa é quase

sempre um equilíbrio entre várias ambições simultâneas. Significa que

o mercado começou finalmente a perceber que a notoriedade sem conversão

tem pouco valor, que a performance sem marca não sustenta o

crescimento, que a experiência sem eficiência não escala e que a eficiência

sem experiência não cria vínculo. O que sinto é uma exigência

cada vez maior por soluções que consigam articular tudo isto de forma

coerente e mensurável, respondendo ao impacto imediato sem comprometer

a construção de valor no longo prazo.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


ANÁLISE

22

AGENTES

IA

INTERN O S de

Vamos ter de nos entender com as máquinas?

Os agentes internos de IA não são ainda um instrumento de trabalho

generalizado, mas têm tudo para serem parceiros de eficiência em

organizações, incluindo de comunicação, marketing e publicidade.

Tudo? Isso já pode depender de quem os “ensina”.

Redação

uma manhã tensa na agência, Miguel tenta recuperar

o controlo emocional depois de um ativista

ambiental acusar injustamente a Aurora Biotech de

usar embalagens não sustentáveis. Ele já tinha ajustado

a estratégia de resposta nos agentes após falar

com o cliente, e tudo parecia estabilizado.

Mas a tranquilidade durou pouco.

O Agente de Orquestração alerta-o para um

algoritimo anómalo: o Agente de Media alterara o

orçamento da campanha de reputação, aumentando

os custos. Ao analisar o log, Miguel percebe que o agente tomou

a decisão com base num pico enganador de likes e comentários

solidários durante a madrugada, pouco depois do tweet do ativista

— algo que um humano reconheceria como irrelevante, mas que

o modelo interpretou como tendência positiva. Por isso, investiu

em campanhas.

Era a primeira vez que um agente ultrapassava um limite.

O Agente de Estratégia recorreu a probabilidades para interpretar

o comportamento do Agente de Media. Miguel lembrou-o

que confiança estatística não substitui validação humana.

Respirou fundo e levantou-se. Precisava de falar com alguém

de carne e osso. Na copa, junto à máquina de café, encontrou Inês.

Estava com aquele look cansado e ligeiramente cínico de quem já tinha

sobrevivido a duas reuniões com diretores e a um pedido “urgente”

antes das 10h.

Bastou Miguel aproximar-se para ela perceber que algo estava

mal. Ele contou-lhe sobre o “delírio” do Agente de Media e o que

tinha provocado. Inês ouviu-o em silêncio, aspirando o vapor do

café com o olhar no infinito, como se estivesse a rever um filme já

visto demasiadas vezes, e resumiu tudo numa frase experiente: “Os

agentes executam, mas ignoram o que pode fazer a diferença numa

crise reputacional. Falta-lhes capacidade emocional”.

A frase teve o peso de um diagnóstico.

Miguel percebeu que mais do que confiar na autonomia dos

agentes, era preciso redefinir limites e garantir que a tecnologia

não confundia ruídos com sinais.

Depois do café, o Agente de Orquestração sugere a Miguel rever

políticas e parâmetros.

“Mas desta vez, vamos decidir em conjunto”, avisou Miguel.

Naquele momento, percebeu que já não estava apenas a supervisionar

máquinas.

Estava a negociar com elas.

E isso, paradoxalmente, tornou tudo mais humano.” Esta pequena

história, desenvolvida até aqui com apoio de IA, sintetiza,

com ironia, algo que poderia acontecer – ou poderá – na aplicação

de ferramentas como os agentes internos da IA, ainda não frequentes,

mas já existentes.

Estes programas, os agentes de IA, são sistemas inteligentes,

especializados, configurados, desenvolvidos para a realização de

tarefas de forma autónoma em organizações, tomando decisões

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


23

ANÁLISE

e executando ações focadas num objetivo específico. Um passo à

frente das ferramentas de IA generativa, que “apenas” produzem

conteúdos, pitches, insights, os agentes de IA podem ter uma ação

mais palpável ou quantificável no mundo real, ao otimizarem processos,

personalizarem experiências e automatizarem fluxos de

trabalho.

Sendo algo de aplicação residual em agências de comunicação,

marketing e publicidade– ao contrário do uso de ferramentas

“simples” de IA – os agentes internos podem ser “parceiros” de

eficiência.

Em Marketing, por exemplo, um agente é útil para gerir campanhas

publicitárias, segmentando audiências e criando conteúdos

personalizados, ou dirigidos. Também deve analisar os resultados

e ajustar a estratégia em tempo real.

Não abundam estudos específicos sobre o recurso a agentes

internos de IA em empresas de comunicação.

Dados da McKinsey e Gartner citados num artigo da ICODA,

que carecem de atualização e que não são sobre o nosso setor, indicavam

que, há dois anos, 88% das organizações usavam IA em alguma

tarefa e que 62% aplicavam programas-piloto de agentes de

IA, mas menos de 10% conseguiam “colocar” agentes em qualquer

função. Apenas 6% davam conta de impactos reais da chamada

IA agêntica (que funciona assente em agentes autónomos) no seu

próprio desempenho.

Artigos mais recentes, por exemplo, no Toolify, já apontam

como “o” caminho o recurso a estes instrumentos no setor das

agências de marketing, com ganhos evidentes.

Poderão episódios como o desta manhã do Miguel, consultor

numa agência imaginária (aos dias de hoje), vir a ser frequentes?

Quem sabe?

Como nós, humanos, os agentes aprendem com cada interação,

erro, input, ganhando eficácia e ‘inteligência” com o tempo.

Somos nós que os moldamos. Esperemos que não ganhem os

nossos defeitos.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


24

FÓRUM DE LÍDERES

1

Que mudanças são hoje indispensáveis para

que as agências não percam relevância no

novo ecossistema da comunicação?

2

Com a IA, os dados e a fragmentação dos media

a transformar o setor, que papel devem hoje

assumir as agências junto das marcas?

Num mundo onde a tecnologia redefine regras a cada ciclo, as agências

enfrentam um dos momentos mais exigentes da sua história. A inteligência

artificial, os dados e a fragmentação dos media não são apenas tendências:

são forças que estão a redesenhar, de forma estrutural, o papel

de quem faz comunicação.

A pressão é real e vem de vários lados. Os clientes são mais exigentes,

os orçamentos mais escrutinados e os resultados têm de ser mensuráveis.

Ao mesmo tempo, as ferramentas disponíveis nunca foram tão poderosas,

mas também nunca foi tão fácil perder o fio à meada num ecossistema de

canais, plataformas e dados em constante multiplicação.

É neste contexto que a questão do papel das agências se torna central.

Não basta executar bem. Não basta estar presente em todos os canais. O

que o mercado exige, cada vez mais, são parceiros capazes de simplificar

a complexidade, de transformar informação em decisões e de colocar a

comunicação ao serviço do crescimento real dos negócios.

Para antecipar o futuro, ouvimos os líderes das principais agências em

Portugal. Questionámos sobre as mudanças indispensáveis para manter

relevância num ecossistema em aceleração permanente, e sobre o novo

papel que as agências devem assumir junto das marcas num contexto de

crescente complexidade. As respostas revelam um setor consciente dos

desafios, determinado a liderar a transformação, e com uma convicção

partilhada: a criatividade e o pensamento estratégico continuam a ser o

que nenhum algoritmo substitui.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


25

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2025


FÓRUM LÍDERES

26

HÉLIO

SOARES

CEO,

UPPARTNER

1 A relevância das agências deixou de estar na

capacidade de executar e passou a estar na capacidade

de influenciar decisão. As que continuarem

focadas apenas na entrega de peças ou

campanhas vão perder espaço, porque hoje o

cliente não procura execução, procura impacto

no negócio.

A integração da inteligência artificial vem acelerar

esta mudança. Mais do que uma ferramenta

operacional, a IA permite trabalhar dados em

tempo real e ajustar decisões com maior rapidez

e precisão. Quem a usar apenas para ganhar

eficiência vai ficar aquém; quem a usar para melhorar

a qualidade das decisões vai ganhar vantagem

competitiva.

Num contexto de fragmentação dos media e de

ciclos cada vez mais curtos, os modelos rígidos

deixaram de funcionar. Planear como antes tem

hoje um custo direto: menos eficácia, menos relevância

e menor retorno. As agências precisam

de operar com modelos adaptativos, capazes

de ajustar estratégia, mensagem e investimento

quase em tempo real.

Isto exige também uma mudança interna. As

equipas organizadas por silos ou especializações

isoladas têm cada vez menos capacidade de responder

à complexidade atual. O valor está na

integração entre estratégia, criatividade, media

e performance e, sobretudo, na ligação real ao

negócio do cliente.

No final, a diferença está na consequência. As

agências que conseguirem traduzir complexidade

em decisões claras e em resultados concretos

vão manter-se relevantes. As restantes correm o

risco de se tornarem apenas fornecedores táticos

num mercado que deixou de valorizar esse

papel.

2 As agências deixaram de poder posicionar-

-se apenas como parceiros estratégicos, têm de

assumir um papel direto na decisão e no resultado

do negócio dos seus clientes. Num contexto

em que tudo é mensurável, a relevância mede-

-se pela capacidade de gerar impacto, não pela

quantidade de entregáveis.

A inteligência artificial e os dados aumentam

exponencialmente a capacidade de análise e

execução, mas também elevam o nível de exigência.

Hoje não basta interpretar informação, é

necessário transformá-la em decisões rápidas,

consistentes e com impacto real. Quem não

o fizer arrisca-se a produzir mais, mas a valer

menos.

Num ecossistema fragmentado, onde os pontos

de contacto se multiplicam, o maior risco já

não é a falta de presença, mas a falta de foco. As

marcas precisam de clareza sobre onde investir,

como priorizar e como manter coerência. É aqui

que a agência ganha relevância: na capacidade

de simplificar a complexidade e orientar decisões

com critério.

Isso implica uma integração real entre canais

pagos, próprios e conquistados, mas sobretudo

uma ligação direta ao negócio do cliente. Sem

essa proximidade, a agência perde contexto, capacidade

de antecipação e, consequentemente,

impacto.

No fundo, o papel da agência é assumir responsabilidade.

Não apenas pela comunicação, mas

pelos resultados que essa comunicação gera. As

que conseguirem medir, ajustar e contribuir de

forma concreta para o crescimento dos clientes

vão consolidar o seu espaço. As restantes tenderão

a ser vistas como apoio tático, cada vez mais

substituível.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


27

FÓRUM LÍDERES

VANDA

ROSÁRIO

LUÍS

SEPÚLVEDA

Founder e Managing

Director, Hub Media

CEO

Last Lap

1 Hoje, a relevância das agências de comunicação depende

menos da execução e mais da capacidade de gerar impacto

estratégico e valor de negócio. A integração da inteligência

artificial já não é diferenciadora, mas sim essencial para gerar

insights, antecipar comportamentos e personalizar.

As agências precisam de evoluir de meras executoras para

parceiras estratégicas, oferecendo soluções integradas que

liguem comunicação, dados e experiência do consumidor.

Num ecossistema cada vez mais fragmentado, a visão holística

é crítica.

Também a medição de eficácia mudou. Atualmente, impõe-

-se foco em métricas com impacto real e, a par disso, transparência

e ética tornaram-se centrais na construção de confiança.

Acredito que as agências que combinarem tecnologia, estratégia

e criatividade para gerar crescimento real vão ser consideradas

como parceiras privilegiadas de transformação junto

das marcas.

2 O papel das agências é hoje, claramente, o de parceiras estratégicas

de crescimento. Mais do que identificar tendências,

gerir canais, interpretar dados, transformar informação em

insights executáveis, ajudamos as marcas a tomar decisões

mais rápidas e informadas.

Num ecossistema cada vez mais disperso, as agências devem

assumir a função de integradoras, ao garantir consistência de

mensagem, coerência de experiência e eficiência na combinação

entre criatividade, media e tecnologia. Ao mesmo tempo,

temos um papel crítico na humanização da comunicação.

A tecnologia pode fazer ganhar escala, mas são a estratégia e

a criatividade que garantem relevância e ligação emocional.

Na realidade, as agências continuam a ser guardiãs de confiança,

assegurando transparência e foco em resultados reais

no negócio dos seus clientes. Mais do que nunca, o nosso valor

está na capacidade de ligar tudo isto conferindo impacto

concreto para as marcas.

1 Hoje, a relevância das agências já não se mede apenas

pela capacidade de executar bem, mas também pela capacidade

de pensar melhor, mais depressa e com maior

impacto no negócio dos clientes. Isso obriga a alguns

ajustes, tanto do setor como nas operações das agências:

integrar criatividade, estratégia e tecnologia numa mesma

proposta de valor; abandonar modelos demasiado

operacionais e reativos; e assumir um papel mais consultivo,

com visão de marca, cultura e performance. As

agências que continuarem a vender apenas produção ou

capacidade de resposta vão perder espaço. As que conseguirem

transformar informação em inteligência, complexidade

em clareza e ideias em resultados concretos

vão manter-se indispensáveis. O futuro não passa necessariamente

por fazer mais. Passa por tentar ser mais relevante,

mais ágil e mais próximo das decisões estratégicas

das marcas.

2 Num contexto mais fragmentado, acelerado e tecnológico,

as agências devem posicionar-se como parceiros

de decisão e não apenas como fornecedores. Na verdade,

é assim que nos posicionamos já há alguns anos. É

verdade que a IA e os dados aumentam a capacidade de

análise, e a própria personalização em tudo o que fazemos,

mas não substituem o pensamento crítico, a sensibilidade

de cada um e algo a que damos muito valor:

a intuição estratégica, ainda que bem fundamentada.

É precisamente aí que o papel da agência ganha valor:

ajudar as marcas a interpretar sinais, definir prioridades,

fazer escolhas e construir relevância com consistência.

Mais do que criar campanhas, importa hoje desenhar

ecossistemas de relação entre marcas, pessoas e canais.

As agências devem ser curadoras de foco e também um

meio das marcas conseguirem potenciar o seu negócio.

Porque, no meio de tanto ruído, o verdadeiro valor está

em saber o que dizer, onde estar e porquê.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

28

PEDRO

LOBO

RODOLFO

OLIVEIRA

CEO

Innovagency

Principal Partner

Bloomcast

1 As agências têm desafios crucias a dois

níveis: 1. Na adopção e exploração das

ferramentas de AI em todas as suas funções

profissionais como forma de ser mais

produtivas, criativas e competitivas no

contexto do mercado; 2. Transformando a

sua oferta para um mundo AI-based, onde

as marcas e o consumidor vão mudar paradigmas

e comportamentos, e onde as

agências têm que realmente entregar valor

diferenciado enquanto alguns dos seus

actuais serviços deixarão de fazer sentido

pela automação oferecida pela AI.

2Com a IA, os dados e a fragmentação

dos media a transformar o setor, que papel

devem hoje assumir as agências junto das

marcas?

Como referido, as agências devem posicionar-se

como parceiros estratégicos

das marcas nesta adaptação para uma

economia AI-based e para os novos comportamentos

do consumidor. Valorizar a

combição das capacidades dos algoritmos

de AI, do valor dos dados e, sempre, a

dimensão criativa a levar estes potenciais

ao seu máximo. As agências podem e devem

liderar este processo de exploração e

adopção das novas formas de marketing e

comunicação para as marcas com quem

trabalham.

1 As agências têm de se posicionar cada vez mais como consultoras estratégicas

dos decisores nas organizações, seja ao nível do negócio, seja ao nível da marca,

ultrapassando uma visão redutora e operacional do seu papel. A comunicação

exige uma abordagem integrada, capaz de articular canais, formatos e públicos

de forma coerente e alinhada com os objetivos de negócio. Isso implica ter um

conhecimento profundo do cliente, antecipação, planeamento e aconselhamento.

A integração da tecnologia é outra mudança crítica. A inteligência artificial, os

dados e a automação estão a transformar o setor, mas só geram valor quando

colocados ao serviço da estratégia. A tecnologia deve potenciar a eficiência e a

capacidade analítica, mas não ser um fim em si mesma.

Por fim, mantêm-se essenciais a proximidade ao Cliente e a qualidade do talento.

Compreender profundamente os objetivos do negócio e traduzi-los em estratégias

eficazes, através de equipas com pensamento estratégico, espírito crítico e

inovação digital, continuam a ser o principal fator diferenciador.

2 A IA e os dados aumentam a capacidade de execução, mas não substituem

aquilo que é, hoje, mais crítico: a capacidade de priorizar, interpretar contexto e

apoiar decisões informadas.

Num ecossistema mediático cada vez mais fragmentado – marcado pela dispersão

das audiências, pela multiplicação de canais e por diferentes lógicas de

consumo de informação –, o papel das agências passa por trazer foco e coerência

à comunicação. Isso implica alinhar mensagens e garantir consistência entre

canais, adaptando as narrativas a diferentes públicos, sem perder a identidade da

marca. Em simultâneo, esta fragmentação gera novas oportunidades de personalização

da informação mas dificulta o controlo da mensagem e aumenta o risco

de distorção ou perda de contexto, reforçando o papel das agências na proteção

da reputação.

Há ainda uma dimensão pedagógica cada vez mais relevante. As agências devem

orientar os seus Clientes na leitura deste novo ecossistema, ajudando-os

a compreender a sua complexidade e a tomar decisões mais informadas, num

contexto em que a comunicação é cada vez mais crítica para o negócio e para a

sua capacidade de gerar valor. E em que a credibilidade tem vindo a ser um ativo

mais valorizado, resultado da aparentemente inesgotável desinformação a que

estamos sujeitos diariamente.

Em última análise, o papel das agências passa por transformar complexidade em

clareza, ação e impacto.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


29

FÓRUM LÍDERES

ÂNGELA

TEIXEIRA

MARLENE

GASPAR

CEO

Task Force Consulting

Diretora Geral

LLYC Portugal

1 Vivemos uma evolução constante e, para acompanhar é

indispensável ter capacidade de adaptação e antecipação. As

mudanças deixaram de ser cíclicas, o que exige uma atenção

permanente ao mercado e ao contexto global.

Como tal, a atualização constante de conhecimento e a capacitação

contínua das equipas são fundamentais. Devemos estar

atentos e integrar novas ferramentas, alterar o “mindset” e,

responder eficazmente às adversidades, antecipando crises. A

criatividade continua a ser um fator diferenciador, mas exige

hoje mais audácia, tanto na definição como na implementação

de estratégias. A evolução tecnológica e o surgimento de

novos meios de comunicação impõem também uma maior

rapidez de resposta e, sobretudo, uma escuta ativa mais apurada.

Por fim, as agências devem reforçar as suas competências

estratégicas e intuitivas, combinando análise e sensibilidade

para compreender o público e antecipar tendências. Só

assim conseguirão captar a atenção e garantir posicionamento

no mercado.

2 As agências devem ter o papel de garantia de rigor e credibilidade

da marca. São responsáveis pelo elo de confiança

e ligação entre marcas e consumidores, independentemente

dos setores de atividade. No que diz respeito à fragmentação

dos media, é uma situação muito alarmante, principalmente

pelo fato de terem de existir em função de audiências e vendas.

Temos cada vez menos meios onde possamos difundir

informação segura e que traga notoriedade aos clientes. Outro

facto que me preocupa é a rapidez com que atualmente

se descredibiliza uma marca ou um produto e a velocidade a

que as “ fake news” circulam. Às agências compete garantir a

reputação dos clientes, tendo cada vez mais responsabilidade

e, devem ser vistas como parceiras de negócio. Quanto à IA e

aos dados, bem utilizados, são ferramentas que podem ajudar

as agências a serem mais eficazes no relacionamento com os

consumidores e a garantirem a eficácia das mensagens e das

campanhas tornando-as mais personalizadas e cirúrgicas.

1 A mudança mais urgente é de mentalidade: a IA não é uma ferramenta

de eficiência, é um imperativo de gestão estratégica. As

agências que continuarem a vender “horas” por tarefas que a tecnologia

resolve em minutos perderão relevância, porque o tempo,

por si só, deixou de ser uma proposta de valor. Para sobreviver, é

indispensável transitar do “fazer” para o “pensar e antecipar”. Essa

mudança traduz-se em sermos uma consultoria de base tecnológica,

onde o valor advém do conhecimento e da interpretação do

contexto, e não da mera execução.

Outra mudança crítica é o domínio da “Dual MarComms”: hoje,

temos de comunicar para pessoas e para os algoritmos que filtram

a realidade. Perder relevância é não entender que a visibilidade

já não basta; é preciso conquistar legitimidade num mundo de

policrise. A agência relevante é aquela que usa a tecnologia para

libertar talento para o que é insubstituível: a curadoria estratégica

e a gestão de riscos complexos que a máquina não alcança.

2 As agências devem assumir o papel de parceiros de negócio e

de governo. Num cenário de fragmentação extrema e saturação

algorítmica, o consultor já não pode ser o “executor” que entra no

fim da linha para explicar uma decisão; tem de estar onde a decisão

é tomada. O nosso papel junto das marcas é ajudar a decidir

melhor, usando os dados para antecipar movimentos e a criatividade

para romper o ruído com propósito. Ter ideias é hoje uma

commodity; a diferenciação reside na escolha estratégica da ideia

que emociona, que toca e constrói autoridade.

Neste novo papel, somos os guardiões da confiança. E a confiança

é a moeda de valor mais valiosa. Num mundo onde a IA gera

volume, nós entregamos valor através da curadoria humana e do

rigor ético. As marcas não precisam de mais conteúdo, precisam

de mais influência e proteção reputacional. O papel da LLYC é garantir

que, perante a volatilidade, a comunicação seja o principal

instrumento de liderança da marca, assegurando que ela não só

é vista, mas que permanece essencial, credível e com um lugar de

relevância na sociedade.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

30

SANDRA

NOBRE

ANA

FAUSTINO

Founder & storyteller

ShortStories

Managing Partner

Lift

1 Há muito que a folha em branco foi substituída por um

manual de procedimentos, sempre os mesmos passos, repetindo

fórmulas, adaptando os temas. De vez em quando ainda

resulta, mas a era do copy-paste tem os dias contados. A

par do Chat GPT, do Gemini, do Bing Copilot, surgem aqueles

que querem fazer diferente, que veem oportunidades nos

acontecimentos externos, que querem reforçar os laços entre

marca e consumidores, que querem despertar emoções

e provocar espanto. A mudança passa pela capacidade de

continuar a surpreender, de mostrar as fragilidades em vez

de as esconder, de mudar o rumo da história quando a jornada

do herói assim o exige. A mudança passa por trabalhar

com paixão, por estimular a criatividade e a imaginação, por

dedicar tempo para pensar. A folha em branco é desafiadora,

mas é também o maior estímulo para procurar soluções

originais, aventurarmo-nos por novos caminhos e explorar

outros formatos. Seremos relevantes se os outros falarem do

que fazemos.

2 “Quanto tempo dura o eterno? Às vezes apenas um segundo.”

(Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll) É este

tempo que vivemos, entre corridas contra-relógio e o instante

breve que ficará na memória. Mais do que mensageiros, a

ShortStories assume um papel ativo para dar voz às marcas

através do storytelling e da partilha de conhecimento, de

valores, do propósito. As relações que se estabelecem não

podem ser substituídas pela IA. Os dados dão a conhecer

melhor o público. A fragmentação dos media leva a uma especialização

que permite uma abordagem direcionada para

cada segmento. Na ShortStories trabalhamos histórias, criamos

conteúdos que acrescentam valor e que têm um impacto

positivo, tornamo-nos cúmplices, porque mantemos relações

autênticas e duradouras. Não fazemos o que os outros

fazem, não abrangemos todos os serviços, não queremos ser

os melhores, não prometemos o que não somos, mas somos

únicos e é esse o papel que cabe às agências.

1 Mais do que mudança, diria que o desafio está na aceleração. A

aceleração de um caminho que, no nosso caso, já vem a ser feito, de

afirmação de um modelo integrado de comunicação, que se mostra

cada vez mais urgente para uma boa gestão da crescente complexidade

da comunicação. Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de

articular competências de forma alinhada com os objetivos, através de

uma aposta forte em capacidades estratégicas e criativas.

Aceleração refere-se também, naturalmente, a todo o avanço tecnológico,

em especial à ascenção da IA que, permitirá ganhos de eficiência

operacional, mas também abrirá oportunidades únicas de diferenciação,

em cima do maior valor das agências: as pessoas, a sua capacidade

relacional, o seu pensamento crítico, criatividade e estratégia, capazes

de traduzir dados em iniciativas com impacto reputacional.

No fundo, acredito que as agências que se manterão relevantes são

aquelas que trabalham no sentido de equilibrar integração, estratégia,

criatividade e, claro, tecnologia, posicionando-se não como executoras,

mas como parceiras de decisão, com um contributo muito concreto

e evidente para o negócio dos clientes.

2 A complexidade do nosso contexto comunicacional é de facto o

grande desafio para as marcas. Estas têm hoje mais ferramentas, mais

informação à sua disposição, mas uma dificuldade acrescida na gestão

de todos os dados, de todos os stakeholders, de todos os canais… E

é precisamente aqui que as agências têm mais valor a acrescentar às

marcas, afirmando-se como verdadeiras parceiras estratégicas para a

tomada de decisão.

Cabe às agências ajudar a dar sentido à complexidade. E mais do que

produzir conteúdos ou gerir canais, o valor estará na capacidade de

definir direção, prioridades, assegurar coerência e consistência, num

ecossistema cada vez mais disperso. Têm também uma responsabilidade

acrescida na construção de valor a longo prazo, contrariando o

imediatismo das táticas comunicacionais e funcionando como guardiãs

da reputação e da consistência das marcas.

Em suma, com uma visão estratégica de longo-prazo e uma capacidade

única de gestão e simplificação da complexidade, as agências terão

um papel fundamental de garante da boa reputação das marcas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


31

FÓRUM LÍDERES

DOMINGAS

CARVALHOSA

LUÍS

LEMOS

Managing Partner

Wisdom

Founding Partner

ALL Comunicação

1 As agências só manterão relevância se fizerem uma

transição fundamental: deixarem de vender execução e

passarem a vender influência e inteligência estratégica.

Num ecossistema fragmentado, acelerado pela IA e pela

desintermediação, deixou de ser suficiente produzir conteúdos

ou gerir media. É necessário interpretar o contexto,

antecipar os riscos e construir narrativas com impacto

real na reputação e no negócio dos nossos clientes. Isto

implica investir em inteligência - dados, mapeamento de

stakeholders e leitura regulatória- mas também em criatividade

com propósito, aquela que é capaz de gerar agenda.

Só assim as agências poderão afirmar-se como parceiras

estratégicas, próximas da decisão e capazes de criar valor

sustentável para os seus clientes.

Quem continuar centrado na execução e na lógica tática

perderá espaço para quem cria valor na definição do rumo

e ocupa o território da decisão.

2 Num ambiente dominado pela IA, excesso de informação

e canais fragmentados, o papel das agências é, mais do

que nunca, o de filtro estratégico e de parceiro de decisão.

A tecnologia aumenta a eficiência, mas também o risco

reputacional e o ruído. O verdadeiro valor está na capacidade

de transformar informação em insight acionável e

em decisões alinhadas com o propósito e os objetivos do

negócio.

Cabe às agências ajudar as marcas a navegar a complexidade,

garantindo consistência de mensagem em múltiplos

canais e momentos, e a construir relações de confiança

com os seus stakeholders. Isto implica apoiar diretamente

os C-levels na leitura de contexto e na gestão de risco bem

como estruturar narrativas com impacto e assegurar as

melhores práticas no uso da IA.

É um facto que num mundo de desinformação, o valor

mede-se pela capacidade de filtrar, priorizar e gerar confiança,

influência e legitimidade.

1 As agências devem saber evoluir e adaptar-se, em termos de

talento e de tecnologia, sem perderem a sua própria identidade,

porque é aí que reside em boa parte o sucesso das parcerias que

funcionam. Recentemente, reforçámos a autonomia de três áreas

de comunicação, com mais identidade própria, para dar espaço

às respetivas lideranças e equipas de poderem ser quem são e

agirem de forma ainda mais autêntica. Essa capacitação acrescida,

em fidelidade à nossa própria marca, é o que nos permite ser

mais afirmativos junto dos clientes em três áreas-chave: corporate,

digital e public affairs. Autonomia na atuação, suportada por

pessoas talentosas com formações distintas, capazes de integrar

tecnologia e dados para produzir resultados melhores e mais consistentes,

capazes de acrescentar valor de forma mais efetiva.

Num ecossistema em constante mutação, a relevância das agências

dependerá da sua capacidade de evoluir sem diluir a sua

identidade. Porque é dessa combinação entre adaptação e coerência

que nasce o verdadeiro valor para as marcas.

2 Além do papel de executores competentes, entregando o produto

que resulta de ligar de forma coerente as dimensões da estratégia,

criatividade, media, tecnologia e dados, as agências devem

atuar crescentemente como consultoras e curadoras de um ecossistema

que está muito fragmentado, disperso e é imensamente

dinâmico. Mais do que nunca, o seu valor está na capacidade

de dar sentido à complexidade, de produzir pensamento crítico

e abordagens diferenciadas e adaptadas. As agências podem desempenhar

um papel ainda mais relevante no que toca às decisões

estratégicas e de negócio, e também de relação com a sociedade,

porque têm a vantagem de possuir uma visão mais afastada – apesar

de plenamente comprometida – que possibilita outras leituras

da cultura e do contexto.

Num cenário onde a tecnologia amplia capacidades, mas também

complexidade (e ruído), são as agências que transformam

essa abundância em direção, garantindo que dados, criatividade

e estratégia convergem em decisões mais inteligentes, coerentes e

com impacto real para as marcas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

32

MIGUEL

RAPOSO

INÊS

BARBOSA

Founding Partner

Talents

Lisbon Director

TEAM LEWIS

1 Para não perderem relevância, as agências devem abandonar

a execução puramente operacional e transitar para

um modelo de “Human Intelligence empowered by IA”. A

mudança indispensável reside na profissionalização da estrutura

interna: sair definitivamente do modelo de gestão

manual e “Sheets” para ecossistemas digitais e ERPs robustos.

Isso permite que as equipas deixem de ser centros

de tarefas burocráticas e passem a ser centros de pensamento

estratégico. No novo ecossistema, a agilidade não

é apenas rapidez, é a capacidade de interpretar dados em

tempo real para antecipar tendências. Além disso, a especialização

geográfica e setorial é vital. No Grupo Talents,

focamos na intersecção entre o agenciamento de talentos e

a estratégia de marcas para o mercado global, de Portugal

ao Dubai. A relevância futura depende de ser um parceiro

que garante retorno real (ROI), protegendo a autenticidade

humana num mar de conteúdo cada vez mais “fabricado”

por IA.

2 O papel das agências evoluiu de “fornecedor de serviços”

para “Business Partner de crescimento”. Num mundo

saturado de IA e media fragmentados, as marcas sofrem

de paralisia por excesso de dados. A agência deve assumir

o papel de curadora estratégica: filtrar o ruído tecnológico

e entregar narrativas que gerem ligação emocional real.

Com o reforço estratégico de lideranças o foco deve passar

a ser o aconselhamento de valor que realmente acrescentam.

A IA resolve a base da pirâmide, automação e escala,

mas a agência detém o topo: a visão macro, a gestão de

risco e a expansão para novos mercados internacionais.

Devemos ser o porto seguro que garante que a essência

da marca permanece autêntica e rentável, independentemente

da plataforma. Protegemos o negócio dos clientes

através de um rigor financeiro inatacável e de uma inovação

tecnológica constante que a IA permite, mas que só o

talento humano sabe direcionar.

1 No presente cenário de instabilidade geopolítica

e financeira, combinado com o “advento” da IA, as

agências têm claramente de evoluir do papel de “executantes”

para se tornarem verdadeiras parceiras estratégicas

de negócio. Isto implica 3 mudanças claras:

integração real das capacidades (PR, digital, paid,

dados, SEO), capacidade de interpretar dados e não

apenas reportar métricas, e uma maior proximidade

aos objetivos de negócio dos clientes. A especialização

isolada já não chega. É também crítico garantir

capacidade de adaptação constante à mudança e investir

em talento híbrido e em tecnologia (incluindo

IA), para tentar manter um equilíbrio que é muito

desafiante, mas muito necessário: qualidade, flexibilidade

e rapidez.

2 Como dizia, o papel das agências tem de ser cada

vez mais de consultoria abrangente, na perspetiva de

sermos “orquestradoras” entre as marcas, a tecnologia

e os diferentes canais. Temos de traduzir objetivos

de negócio em estratégias integradas e executáveis,

e garantir a consistência da narrativa em múltiplos

pontos de contacto. Devem acelerar a tomada de decisões

com insights (dados próprios, de redes sociais,

pesquisa, etc), criar sistemas de conteúdo escaláveis

e otimizar continuamente o desempenho e a reputação.

A inovação é essencial perante o novo mundo da

IA, e na TEAM LEWIS queremos assumir um papel

claro de liderança perante os novos tempos. Um claro

exemplo disto foi a criação do Sidekick, o nosso

próprio LLM perfeitamente seguro e funcional (disponível

também para os clientes), uma camada de

‘inteligência aumentada’ que acelera o trabalho operacional

e nos deixa tempo livre para nos concentrarmos

devidamente no trabalho estratégico - com mais

velocidade, consistência e escala.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


33

FÓRUM LÍDERES

ANA

FERNANDES

TIAGO

VERÍSSIMO

Executive Director

WYperformance

CEO

WYnova

1 Cada vez mais o papel das agências é de parceria

com as marcas, actuando como o braço integrador

de tecnologia, dados, estratégia e criatividade. É esta

cultura data-driven, que na WYperformance existe

desde a sua fundação, aliada ao pensamento estratégico

e à capacidade de integrar inteligência artificial

e automação para acelerar processos e execução, que

nos permite ter impacto real no negócio das marcas.

Esta forma de actuar, num ecossistema tecnológico

que evolui a uma velocidade vertiginosa, implica

a existência de perfis diversificados que vão da

engenharia aos criativos, passando pelos estrategas,

analistas e cientistas de dados, a colaborar de forma

integrada e ágil, num mindset de aprendizagem contínua

e experimentação.

Esta parceria dá às marcas a capacidade de activar

dados em tempo real para tomar decisões informadas,

distribuir os seus investimentos pelos canais

adequados com pleno conhecimento do retorno

gerado. Cada acção é informda, relevante e mensurável.

2 O desafio das marcas continua a ser chegar à pessoa

certa, no momento certo, com a mensagem certa.

O que mudou é complexidade de execução, num

ambiente em que se multiplicam canais e se dispersa

a atenção do consumidor. A agência é o parceiro

que desconstrói esta complexidade, integrando dados,

tecnologia, estratégia e criatividade, garantindo

consistência omnicanal, eficiencia operacional, qualidade

do conteúdo e uso responsável da tecnologia,

nomeadamente das ferramentas de IA.

Somos o parceiro de decisão das marcas, garantindo

que cada euro investido contribui para os objectivos

de negócio e colocando os dados ao serviço do

crescimento.

1 A inteligência artificial está a mudar

radicalmente a forma como o conteúdo

é criado e consumido. O que antes exigia

grandes equipas, horas e orçamentos

elevados, é hoje produzido em minutos.

Isto não é uma ameaça futura, é a

realidade de hoje. Mas atenção, as agências

que usando AI apostem na venda

em volume de produção a preços cada

vez mais baixos vão perder essa corrida

também. A mudança indispensável é

abandonar a lógica da execução e assumir

a lógica do valor: saber o que criar,

para quem, com que impacto e porquê.

Isso não se automatiza. O novo modelo

de negócio das agências tem de assentar

em inteligência, estratégia e integração,

e não em margens de produção para as

quais nunca estarão preparadas para

competir..

2 As marcas precisam de parceiros que

saibam traduzir intenção em impacto

operacional. A fragmentação dos media

e a explosão dos dados criaram um

paradoxo: há mais informação do que

nunca e menos clareza sobre o que fazer

com ela. O papel das agências não é gerir

mais canais, é ajudar as marcas a tomar

decisões melhores e mais rápidas.

Isso exige integração genuína entre dados,

tecnologia e operação. As agências

que assumirem esse papel, de arquitectos

de sistemas inteligentes, tornam-se

insubstituíveis. As que ficarem na gestão

de canais tornam-se comodidade.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

34

RITA

BALTAZAR

MIGUEL

PIRES

CEO/Fouding Managing

Partner, WYcreative

CEO

NERVO

1 A mudança indispensável não é tecnológica.

É filosófica. As agências que

perdem relevância não morreram por

falta de ferramentas. Morreram de excesso

de respostas e de um défice profundo

de perguntas. Num ecossistema

inundado de conteúdo produzido a

velocidade industrial, o que tem valor

não é gerar mais, é saber o quê, para

quem e porquê. Curadoria é o novo

talento. Talento, esse, não se automatiza.

2 Com IA, dados e media fragmentados,

o papel das agências deixou de

ser o de fazer. Passou a ser o de pensar,

seleccionar e surpreender. Qualquer

modelo gera conteúdo. Poucos sabem

o que fica e o que de facto transforma.

O talento das equipas não compete

com algoritmos: interpreta-os, questiona-os

e torna-os verdadeiramente

relevantes.

Na WYcreative, a IA não tem cadeira

na mesa. Tem acesso à sala. E a diferença,

essa, interessa.

1 Há uma mudança de paradigma evidente: a experiência tornou-se

parte integrante do produto/marca e deixou de ser um mero veículo

de comunicação. As agências que não forem capazes de colocar a experiência

no centro da sua estratégia vão ficar pelo caminho.

Isto implica abandonar momentos de comunicação isolados e construir

de forma contínua, a várias escalas, combinando grandes momentos

com micro-ações mais íntimas, sempre com foco na comunidade.

Num contexto saturado de estímulos, a relevância conquista-se assim

pelo significado; pelo impacto real que a experiência de marca tem

na vida das pessoas e pela forma como continua para lá do momento

físico. Isto requer um conhecimento profundo do público com quem

comunicamos. O que nos leva ao próximo ponto:

A integração entre criatividade, dados e tecnologia deixa de ser opcional,

mas deve ser feita com intenção, evitando a homogeneização

estética que hoje domina o setor. Nesse sentido, reintroduzir imperfeição

e humanidade torna-se diferenciador.

Por fim, num mundo atualmente dominado por polarização extrema,

as agências têm de ser capazes de levar as marcas a tomar partidos

como forma de posicionamento.

2 As agências devem atuar como arquitetas de ecossistemas de experiências,

abandonando o mindset de produção de campanhas. Num

contexto fragmentado, o foco deixa de ser amplificar mensagens, mas

sim criar um ambiente de relação contínua com o público, onde a IA

e os dados permitem hiperpersonalização e transformam o consumidor

em participante, mas não são a experiência em si; porque se temos

de começar qualquer interação com disclaimers como “este texto

não foi escrito com recurso à IA”, então alguma coisa não está bem.

O controlo estratégico é assim essencial para garantir consistência de

marca. O papel da agência é orquestrar esta complexidade: ligar físico

e digital, decidir o que é participativo ou performativo, filtrar o ruído

e criar valor que perdura. E garantir que a relevância cultural é, sempre,

o objetivo último da experiência de marca, pois só assim se passa

de “criar interações efémeras com audiências” a “construir relações

duradouras com comunidades”.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


35

FÓRUM LÍDERES

FILIPA

MONTALVÃO

JOAO

DUARTE

Partner e Co-Founder

White Way®

Fundador e CEO

YoungNetwork Group

1 Neste novo ecossistema da comunicação, as

agências devem ser cada vez mais parceiras das

Marcas e dos seus Clientes. Devemos continuar

a assumir um papel mais estratégico, próximo

da decisão e do negócio. Isso exige maior capacidade

de leitura de contexto, pensamento crítico,

entendimento profundo das Marcas, das

organizações e das Equipas que as representam.

Em paralelo, devemos continuar a investir em

talento - sénior e novas gerações - em cultura

interna e em modelos de trabalho mais sustentáveis,

que valorizem a qualidade, a consistência

e a responsabilidade que cada um tem nas

suas Equipas. Num ecossistema cada vez mais

rápido e fragmentado, a relevância das agências

estará menos na execução e mais na capacidade

de estar lado-a-lado, de dar sentido, foco e direção

às Marcas.

2 Num contexto dominado por tecnologia,

dados e automatização, o papel das agências

é cada vez mais humano. Cabe‐nos ajudar as

Marcas a interpretar a informação, a fazer escolhas

certas e a tomar decisões com impacto

real, mantendo coerência, propósito e relação

com as pessoas.

A IA e os dados são ferramentas poderosas,

mas não substituem a visão, a nossa sensibilidade

cultural, temas como a ética ou a responsabilidade.

As agências devem assumir‐se como

parceiras de confiança, capazes de integrar a

tecnologia com estratégia - Cliente e agência

- criatividade e conhecimento organizacional.

Mais do que acompanhar tendências, o nosso

papel é ajudar as marcas a “navegar” esta complexidade

com maior clareza e intenção.

1 A comunicação não mudou agora. Rebentou há 20

anos e nunca mais parou. Passámos de meia dúzia de

emissores para milhões de vozes, de audiência sentada

no sofá para comunidades que respondem, criticam

e criam. Hoje, o público não assiste, interrompe. As

agências que não perceberam isto já desapareceram. As

outras como a nossa têm de continuar a reinventar-se.

O futuro não é de estruturas pesadas nem de processos

lentos. É de equipas pequenas, rápidas e multidisciplinares.

As Campanhas isoladas são passado. O jogo agora

é construir narrativas contínuas, relevantes e adaptadas

a cada plataforma. Não é fazer mais conteúdo. É

fazer conteúdo que vive, que circula e que gera resposta.

No meio disto tudo, há uma coisa que não mudou: a

criatividade. Continua a ser a única vantagem que não

se copia. Mas não é criatividade em estado puro, é criatividade

com contexto, com dados e com cultura.

2 A IA já cá está. E está a trabalhar. Mas não é piloto,

é copiloto. E não decide para onde vamos. Num mundo

onde tudo acelera, o papel das agências não é produzir

mais. É decidir melhor. Ajudar marcas a navegar num

caos de dados, plataformas e estímulos, onde há mais

informação do que atenção disponível. Yuval Noah

Harari escreve que quem dominar os dados pode vir a

dominar o mundo. O problema é que dados, sozinhos,

não dizem nada. Sem contexto, são ruído. Sem criatividade,

são irrelevantes. É aqui que entram as agências:

transformar dados em insight, insight em narrativa e

narrativa em impacto. E, acima de tudo, garantir coerência

num mundo fragmentado, onde cada plataforma

puxa para um lado, e só o piloto puxa por todos, leva o

carro para a frente. Quem achar que a IA faz o trabalho

todo sozinha é irrelevante. Porque no fim... no fim não

é humano vs máquina, é humano mais máquina, e com

as mãos no volante.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

36

DANIELA

AGRA

BRUNO

RENTE

Presidente

ATREVIA Portugal

CEO

Opal

1 As agências têm de estar em constante adaptação e transformação.

Hoje, na ATREVIA, somos uma consultora estratégica ibero-americana de atração, influência,

transformação e antecipação. Lançámos uma nova narrativa porque os clientes já

não procuram serviços, procuram soluções para desafios cada vez mais complexos. Para

não perder relevância, o setor tem de evoluir para modelos verdadeiramente integrados,

onde estratégia, criatividade, dados e tecnologia trabalham em conjunto e em sintonia.

Tal só é possível com equipas multidisciplinares, capazes de cruzar perspetivas: mais

criatividade em Public Affairs, mais análise geopolítica e sociológica no Marketing, mais

tecnologia e inbound na Comunicação Interna, mais sensibilidade - até poesia, diria - nas

estratégias de Sustentabilidade. Porque só assim conseguimos acrescentar valor a cada

desafio, por mais complexo que pareça.

A chave está no conhecimento profundo dos contextos e dos públicos, na integração de

capacidades e numa equação essencial: estratégia + criatividade = impacto. Num mundo

marcado pela Inteligência Artificial, pela polarização e pela desinformação, a comunicação

é mais importante do que nunca e as agências têm de estar à altura dessa responsabilidade.

2 Num contexto transformado pela IA, pelos dados e pela fragmentação dos media,

as agências devem assumir-se como verdadeiros parceiros estratégicos de crescimento,

influência e transformação. Atualmente, o nosso papel é ajudar as marcas a navegar na

complexidade.

Vivemos um momento algo paradoxal, diria, porque nunca tivemos acesso a tanta tecnologia

e nunca foi tão importante, de igual modo, sermos humanos. A tecnologia torna-nos

mais eficientes, mas é a inteligência, estratégica e emocional, que cria valor. É por

isso que combinamos inovação tecnológica com conhecimento profundo dos públicos,

integrando capacidades para responder a desafios multifatoriais. Transformamos dados

em insights, insights em estratégia e estratégia em impacto.

Temas como os que debatemos no nosso V Congresso - da IA à influência, da reputação

em tempos de fake news à ligação emocional entre marcas e pessoas - mostram que as

marcas são hoje atores económicos e sociais com responsabilidade acrescida. Cabe-nos

ajudá-las a construir relevância, confiança e relações duradouras. Vamos, aliás, falar sobre

a tecnologia a serviço da liderança reputacional no nosso VI Congresso, em outubro

deste ano de 2026.

Mais do que comunicar, ajudamos a decidir, a posicionar e a liderar, porque é na interseção

entre tecnologia, criatividade e propósito que se constrói uma verdadeira vantagem

competitiva.

1 O que é válido na natureza, é

válido para tudo: a adaptação é

essencial à sobrevivência. Mas

parece-me importante distinguir

aquilo em que devemos ceder e

aquilo em que é fundamental persistir,

ou até resistir. E nós não

abdicamos do valor humano, do

qual a relação e a criatividade são

expressões máximas. Por outro

lado, temos de ter consciência de

que questões como a integração da

IA nos fluxos de trabalho são importantes.

Substituir o talento não,

mas libertá-lo da operacionalidade

repetitiva e, muitas vezes, restritiva

é o caminho ideal.

2 Acredito que caberá cada vez

mais às agências serem o filtro que

garante a consistência da mensagem

na voragem da produção de

conteúdos. Devemos zelar pela

essência e pela ética das marcas,

assegurando o carácter que os algoritmos

tendem a neutralizar. Já

não vendemos apenas visibilidade,

gerimos a sobrevivência das

marcas nesta dinâmica saturada e

vertiginosa. O nosso papel é talvez

preservar o propósito humano,

primordial, da comunicação.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


37

FÓRUM LÍDERES

SERGIO

AZEVED

MARTA

MACHADO

Partner

STREAMROAD

CEO

Media Gate

1 A importância das agências já não se limita apenas à capacidade de executar

campanhas ou ações ad-hoc, passa sobretudo pela forma como conseguem

contribuir para o negócio e crescimento dos seus clientes. O contexto

atual, marcado pela velocidade com que a tecnologia evolui e pela pressão

constante pelos resultados, exige uma resposta muito mais eficaz: sair do papel

tradicional de fornecedor e assumir uma posição de parceria estratégica.

Para além disso, a criatividade sem dados mensuráveis já não chega. A complementaridade

entre estas duas dimensões deixou de ser opcional e passou

a ser obrigatória.

Ao mesmo tempo, há uma exigência crescente de especialização, sobretudo

em setores como o das TI, onde a complexidade dos temas e da cadeia de

distribuição obriga a um conhecimento mais profundo. Ainda assim, essa

especialização só é relevante quando acompanhada por uma visão global do

marketing e da comunicação, capaz de ligar marcas, conteúdo e performance

de forma coerente.

Por outro lado, o ritmo a que tudo muda tornou obsoletos os modelos mais

rígidos. As agências precisam de ser mais ágeis, mais experimentais e mais

próximas de uma lógica de melhoria contínua. No fundo, a diferença está

em deixar de pensar em campanhas isoladas e passar a trabalhar numa lógica

de evolução constante da marca. As agências que conseguirem fazer esta

transição posicionam-se naturalmente como parceiras de crescimento e não

apenas como meros fornecedores.

2 O papel das agências torna-se simultaneamente mais desafiante e mais relevante.

As marcas enfrentam hoje um excesso de opções, canais e ferramentas,

o que torna difícil manter clareza estratégica e consistência na comunicação.

É precisamente aqui que as agências devem assumir um papel mais ativo.

Mais do que fazer, é preciso ajudar a decidir. As agências devem funcionar

como um filtro qualificado, simplificando as coisas e orientando as marcas

para aquilo que realmente gera impacto. Ao mesmo tempo, têm a responsabilidade

de utilizar o potencial da tecnologia, seja inteligência artificial, automação

ou análise de dados, para conseguir bons resultados, algo que nem

sempre acontece.

No final, o papel das agências é o de ligar pontos: entre a estratégia e a tecnologia,

a criatividade e os resultados, entre o marketing e a comunicação e o

crescimento. É nessa capacidade que reside hoje o seu verdadeiro valor.

1 As agências precisam hoje de deixar

de operar de forma compartimentada e

evoluir para modelos verdadeiramente

integrados. É igualmente crítico encurtar

tempos de resposta e adotar formas de

trabalho mais ágeis e colaborativas com

os clientes. A sua relevância dependerá

cada vez mais da capacidade de compreender

o negócio dos clientes, antecipar

mudanças e demonstrar de forma clara

o contributo da comunicação para os resultados.

Paralelamente, é indispensável

reforçar a capacidade analítica e a leitura

de dados, garantindo que essa informação

se traduz em ideias relevantes e eficazes

para as pessoas.

2 Num contexto marcado pela inteligência

artificial, pela abundância de dados

e pela fragmentação dos pontos de

contacto, o papel das agências passa por

integrar e dar sentido à complexidade.

Mais do que executar campanhas, devem

atuar como parceiros estratégicos,

capazes de ligar dados e tecnologia, com

criatividade, para construir soluções

consistentes ao longo de todo o ecossistema

de comunicação. Cabe às agências

garantir coerência e relevância numa jornada

cada vez mais dispersa, e simultaneamente

apoiar as marcas na tomada de

decisões mais informadas. A capacidade

de transformar esta informação em ação

afirma-se hoje como um dos principais

fatores de diferenciação..

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

38

PEDRO

GIRÃO

FILIPE

NEVES

CEO

Triber

Business Managing Partner

Arena Media

1 As agências têm de ajudar a desenvolver a estratégia dos negócios.

Não podem ser só parceiros de execução ou fábricas de conteúdos.

Têm de se preocupar realmente com o negócio dos clientes, de os

fazer repensar algumas coisas, de sentir cada marca como se fosse

a sua.

Esta visão vem da génese da Triber (os 4 sócios despediram-se da

agência anterior porque sentiam que a empresa ia ser reduzida a

uma fábrica de criação de conteúdos e campanhas de publicidade

online), mas ganha relevância no mundo da IA…

Estimulamos as pessoas a pensarem para lá da piada pela piada, do

post, do outdoor. O que fazemos serve um objetivo de negócio, mesmo

dando um pequeníssimo passo num caminho de anos.

Transformarmo-nos no braço direito do CEO, do Diretor de Marketing,

do Digital Marketing Manager, que os ajuda a não confundir

interação com impacto, que discute, que traz ideias e perspetivas de

outras indústrias… essa é a mudança que ajudará a filtrar um mercado

que será brutalmente impactado pela IA.

2 O de estratega humano potenciado pela IA, que traz inovação e

conhecimento de outros setores.

O meu primeiro cliente foi Licor Beirão. Pouco depois, a Roca. Na

altura surpreendeu-me como as mecânicas que criávamos para vender

sanitas geravam ideias para Beirão. A transferência entre setores

gera inovação e não se consegue com uma equipa focada num negócio.

Já a fragmentação dos media acontece há anos, o que torna o jogo

mais difícil. Mas o foco mantém-se: chamar a atenção do cliente, dar

a conhecer a marca, fazê-lo gostar dela, comprá-la, aconselhá-la… A

fragmentação aumenta a dificuldade da escolha e, portanto, também

o valor de quem já mostrou que consegue fazer lidar com isso com

sucesso.

Este papel mudou também a Triber, hoje com serviços para qualquer

fase de uma marca e com a IA integrada na agência. Sabemos de

estratégia, de marketing, de branding, de digital e como nos adaptar

a cada meio. Acredito que se mantivermos o foco em aprender, saíremos

valorizados de toda esta disrupção.

1 Estamos a navegar numa mudança tecnológica igualmente

transformadora às anteriores — mas com um volume de informação

e velocidade únicos. Este volume está também associado

às novas plataformas que continuam a mudar hábitos e criar

tendências e que nós agências temos que acompanhar. Temos

que ser cada vez mais precisos a analisar targets e a criar segmentos,

mais rápidos e reativos em análise de resultados, mas

acima de tudo, olhar para a comunicação como um sistema integrado

e como o podemos otimizar, em mensagem, formato

e meio.

Na Arena Media, olhamos para os desafios das nossas marcas e

estamos a bordo desta evolução. A nossa metodologia, suportada

pela plataforma Converged AI, reflete exatamente essa abordagem.

E além das ferramentas, mantemos sempre um olhar

atento ao contexto mais amplo — social, cultural, económico

— das pessoas para quem comunicamos. E no nosso mercado,

isso significa também estar atento à conjuntura do país — ao

contexto económico, às pressões sobre o poder de compra e às

mudanças de comportamento que daí resultam. As marcas que

comunicam com relevância são também as que percebem o

momento em que os seus consumidores estão a viver.

2 O papel que nos define, de nos prepararmos e ser os olhos e

braços das marcas nestes ecossistemas. Por exemplo, as pessoas

do Havas Village em 2025 receberam 1277 horas de formação

em IA (só a Arena Media recebeu 230h), o grupo está pronto

não só para trabalhar sobre as novas plataformas como para

formar, temos esse serviço. Relativamente à transformação do

setor, o que está a mudar, e muda muito, é a exigência de precisão:

saber onde estão as pessoas, como se comportam, e qual a

mensagem certa para cada momento. Isso implica sistemas de

comunicação cada vez mais integrados, onde media, dados e

criatividade funcionam em conjunto. A ambição da Arena Media

é clara: não queremos continuar a ser apenas os melhores

em media. Queremos ser os melhores em ecossistemas de comunicação.

E estamos nesse caminho.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


39

FÓRUM LÍDERES

ANA

MARGARIDA

PAULA

JOÃO

GASPAR

Executive Director

ADDING VALUE

CEO

LOBA

1 Mais do que nunca, as agências precisam de evoluir de meras executoras táticas

para verdadeiros parceiros estratégicos de comunicação.

Desde logo, é indispensável reforçar a capacidade de produzir conteúdo relevante,

credível e adaptado a múltiplos canais, mantendo o rigor editorial que sempre

esteve na base das relações com os media. A credibilidade continua a ser um ativo

central, e diferencia quem apenas comunica de quem realmente influencia.

Por outro lado, torna-se essencial integrar dados e inteligência analítica no processo

de comunicação, não apenas para medir resultados, mas para orientar estratégias

e antecipar tendências. A comunicação deixa de ser apenas narrativa e passa

a ser também insight.

Adicionalmente, as agências devem investir numa abordagem multidisciplinar,

combinando assessoria de imprensa, digital, redes sociais e comunicação interna,

garantindo consistência e coerência na narrativa em todos os pontos de contacto.

Finalmente, a proximidade ao cliente e o profundo conhecimento do seu negócio

são hoje mais críticos do que nunca. Só assim é possível assegurar que a comunicação

está verdadeiramente alinhada com os objetivos estratégicos e contribui para

o crescimento sustentável das marcas, um princípio que está no centro da atuação

da Adding Value.

2 Neste novo contexto, as agências devem assumir-se como curadoras de relevância

e confiança.Com tanto excesso de informação e automatização, o valor das

agências reside na capacidade de transformar dados e tecnologia em mensagens

com significado, contexto e impacto real. A inteligência artificial pode potenciar a

eficiência, mas não substitui o pensamento estratégico, o conhecimento dos media

(e as relações com quem neles trabalha) e a sensibilidade editorial.

O papel das agências passa também por atuar como ponte qualificada entre marcas

e stakeholders, assegurando que as mensagens não só chegam ao público certo,

mas que são compreendidas e valorizadas. Este papel de mediação, historicamente

central, torna-se ainda mais crítico num ambiente fragmentado.

Ao mesmo tempo, as agências devem apoiar as marcas na construção de reputação

e autoridade, posicionando os seus porta-vozes como especialistas e desenvolvendo

conteúdos consistentes e credíveis, capazes de gerar confiança a longo prazo.

Por fim, cabe às agências ajudar as organizações a navegar a complexidade atual,

garantindo uma comunicação integrada , tanto externa como interna, preparada

para contextos de mudança e até de crise, e sempre orientada para resultados concretos

de negócio.

1 A clivagem entre empresas menores e

maiores vai acentuar-se.

Para as empresas menores que vão continuar

a precisar da produção, as agências

têm que ser mais eficientes.

Para as empresas maiores que vão cada

vez mais internalizar a produção, as

agências têm que ser capazes de lhes entregar

essas “máquinas” de produção.

Assim, as agências continuarão a ser uma

peça chave no ecossistema da comunicação

sendo que têm que se transformar.

As competências de aplicação da IA nos

conceitos e estratégias de sempre serão

assim críticas para acrescentar valor às

marcas.

2 Num contexto onde a informação e

o conhecimento abundam, o diferencial

está na confiança das soluções.

Iremos evoluir para um paradigma onde

a agência deve assumir um papel de total

parceria com as marcas sendo avaliada

pelo seu impacto efetivo no negócio do

cliente.

Por outro lado, a capacidade de oferecer

competências 360º será ainda mais importante

para garantir experiências consistentes

em todos os pontos de contacto.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

40

ANDRÉ

GERSON

MARIANA

COTTIM

CEO

GCIMEDIA Group

Head of Media & PR Manager

Commpanhia das Soluções

1 Hoje, para não perderem relevância, as agências têm de se reinventar

como parceiros estratégicos, ocupando um lugar no centro da tomada de

decisão e atuando como co-pilotos das marcas na construção de reputação,

crescimento e sustentabilidade.

A mudança passa por assumir um modelo de co-criação alinhado com o

propósito do cliente, onde a consultoria estratégica é o principal motor de

valor. Em paralelo, é indispensável integrar tecnologia e dados de forma inteligente,

combinando inteligência artificial, automação e análise em tempo

real com curadoria humana capaz de transformar informação em insights

relevantes e decisões com impacto.

Outra transformação crítica é interna: equipas capacitadas, processos ajustados

e uma cultura alinhada com esta realidade são fundamentais para

garantir agilidade e excelência num mercado altamente dinâmico. Num

ecossistema cada vez mais orientado para performance, as agências devem

também reforçar o seu papel na humanização das marcas, trazendo criatividade,

emoção e autenticidade às relações com os públicos.

Em suma, a relevância das agências constrói-se no equilíbrio entre estratégia

e execução, dados e emoção, tecnologia e pensamento crítico.

2 Num contexto marcado pela IA, pela centralidade dos dados e pela fragmentação

dos media, as agências devem assumir um papel cada vez mais

estratégico, atuando como agentes de confiança, relevância, autoridade e da

reputação das marcas.

A IA deve ser usada para potenciar eficiência, análise preditiva e hiperpersonalização,

mas sempre suportada por uma forte curadoria humana, garantindo

rigor, ética e pensamento crítico. Neste novo ecossistema, ganha

centralidade a inteligência narrativa. As agências devem ajudar as marcas a

construir autoridade genuína através de conteúdos consistentes, presença

em contextos credíveis e vozes especializadas, sabendo que a perceção já

não depende apenas da pesquisa humana, mas das respostas geradas por

IA.

Simultaneamente, impõe-se uma monitorização contínua, capaz de mitigar

riscos de enviesamento e assegurar relevância em tempo real. A fragmentação

dos canais exige estratégias integradas e adaptáveis, focadas não só

em métricas de performance, mas também em ativos reputacionais que influenciam

a recomendação algorítmica.

1 Temos de evoluir do modelo tradicional para um

modelo mais eficaz, orientado por dados e criatividade.

Hoje, as agências assumem um papel estratégico

na definição do crescimento das marcas, num

contexto onde a informação é abundante, mas nem

sempre fiável. Já não basta reagir: é essencial antecipar

riscos, proteger a reputação e atuar com estratégia

e adaptação contínua.

O PR também mudou. Mais do que gerar notícias, o

foco passa por garantir que as marcas são reconhecidas

como fontes de autoridade, inclusive em respostas

de inteligência artificial. As métricas evoluem e

exigem uma ligação clara entre comunicação, confiança

e tráfego qualificado, obrigando a uma análise

constante de dados relevantes.

Num cenário marcado por deepfakes, torna-se crítico

assegurar autenticidade, transparência e ética,

enquanto se constrói uma narrativa forte. Hoje, uma

agência eficaz destaca-se pela capacidade de definir

estratégia e contar histórias com impacto, aliando

tecnologia a sensibilidade.

2 O papel das agências, atualmente, não é apenas

comunicar o que a marca faz, mas definir o que a

marca significa num mundo em constante mutação.

Deixamos de ser apenas contadores de histórias para

sermos gestores de autoridade. O nosso trabalho já

não termina quando a notícia sai; começa na curadoria

estratégica, garantindo que, quando o consumidor

procura informação, é a nossa marca que ocupa

um lugar relevante e de confiança. A credibilidade

das notícias ganha muito mais relevância do que a

sua quantidade. A tecnologia consegue amplificar

conteúdos, mas, se não forem relevantes, perdem

eficácia. Temos de preservar a ética e a humanidade

das marcas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


41

FÓRUM LÍDERES

ALEXANDRA

VARASSIN

CEO

Publicis Groupe Portugal

1 A mudança mais indispensável para que as agências

mantenham relevância no atual ecossistema da comunicação

é, antes de mais, estrutural e cultural. Durante

demasiado tempo, o setor organizou-se em modelos

fragmentados, centrados nos próprios serviços e não nos

problemas reais das marcas. Num contexto cada vez mais

complexo e acelerado, essa lógica deixou de funcionar.

Hoje, as agências precisam de evoluir para organizações

verdadeiramente integradas, capazes de responder com

agilidade, escala e impacto, alinhando estratégia, criatividade,

media, dados e tecnologia numa mesma lógica de

criação de valor.

Mas esta transformação vai muito além da tecnologia ou

da reorganização interna. É, sobretudo, uma mudança de

mentalidade. A relevância das agências passa pela sua capacidade

de pensar estrategicamente, antecipar mudanças

e colocar o crescimento do negócio dos clientes no

centro de todas as decisões. A integração entre disciplinas

não pode ser apenas um argumento comercial; tem

de ser uma forma natural de trabalhar, orientada para

resultados concretos e mensuráveis. No Publicis Groupe

apostamos nisso de forma deliberada - não como tendência,

mas como convicção.

Neste contexto, o talento assume um papel absolutamente

decisivo. Não basta integrar novas competências técnicas

— é essencial investir em pensamento crítico, curiosidade,

capacidade de aprendizagem contínua e conforto

com a ambiguidade. As agências que conseguirem desenvolver

equipas com uma mentalidade transversal, colaborativa

e orientada para impacto real serão aquelas que

se manterão relevantes. As que ficarem presas a silos, a

modelos rígidos e a uma visão excessivamente centrada

no seu próprio negócio terão, inevitavelmente, dificuldade

em acompanhar a evolução do mercado. e é essa abordagem

que nos permite manter-nos curiosos e focados.

2 Num contexto em que a Inteligência Artificial, os dados

e a fragmentação dos media estão a transformar profundamente

o setor, o papel das agências deve evoluir de

forma muito clara: mais do que executoras ou distribuidoras

de tecnologia, devem assumir-se como parceiros

estratégicos das marcas. O maior risco hoje não é a IA

substituir as agências, mas sim as agências perderem relevância

ao limitarem-se a disponibilizar ferramentas sem

um ponto de vista, sem intenção estratégica e sem julgamento

crítico.

As marcas têm hoje acesso a mais dados, plataformas e

soluções tecnológicas do que nunca, mas essa abundância

não se traduz automaticamente em melhores decisões

ou melhores resultados. Pelo contrário, muitas vezes gera

mais ruído e complexidade. É precisamente aqui que o valor

da agência se torna determinante: trazer clareza, simplificar,

priorizar e dar direção. Ajudar as marcas a fazer as

perguntas certas antes de procurar respostas, a interpretar

os dados com critério e a garantir coerência ao longo de

todo o ecossistema de comunicação.

A Inteligência Artificial e os dados são aceleradores extraordinários

quando estão ao serviço de uma estratégia bem

definida. Sozinhos, não criam significado nem impacto

sustentável. O que lhes dá valor é o pensamento estratégico,

a criatividade e a capacidade de transformar informação

em insight acionável. Esse julgamento, profundamente

humano, não pode ser substituído por algoritmos.

É esse o papel que o Publicis Groupe quer assumir: o

de parceiro de confiança que pensa em conjunto com as

marcas sobre onde querem chegar e como a comunicação

pode ser um verdadeiro motor de transformação e crescimento

do negócio. O verdadeiro diferencial está na capacidade

de unir tecnologia e insight humano para criar

experiências consistentes, relevantes e com impacto real e

duradouro para as marcas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

42

FRANCISCA

SEABRA

RITA

AMZALAK

CEO

Burson

Managing Partner

Havas Media

1 Deve haver um foco na integração de serviços. Para dar

alguns exemplos, a nossa equipa digital é muito mais do

que isso: é um Studio, que desenvolve estratégia, criatividade,

design e vídeo para campanhas online e offline. Também

a consultoria ao nível da comunicação corporativa e

institucional evoluiu da tradicional assessoria de imprensa

para algo mais abrangente, que envolve os Public Affairs.

E foram os desafios políticos, sociais e económicos locais e

mundiais que contribuíram para esta reorganização. Além

disso, o marketing de influência é hoje indissociável da estratégia

de marca, articulando-se com as equipas de criatividade,

eventos e ativação. Por fim, não posso esquecer

a inteligência artificial. A Burson detém um conjunto de

serviços-chave de IA, o Sonar, o The Fount e o Decipher,

para melhor gerir a reputação e o risco dos nossos clientes.

Somos profissionais da comunicação e temos de, constantemente,

adaptar-nos à velocidade dos tempos. ios de um

mercado em constante mudança.

2 O nosso objetivo é gerar valor e fortalecer a reputação

dos clientes, para os ajudar a ter êxito num mundo cada

vez mais complexo, com maior volatilidade geopolítica,

incerteza económica e um panorama mediático cada vez

mais fragmentado. Por isso, desenhamos cada vez mais

campanhas 360º, muitas vezes para trabalhar conceitos

ou tendências, explorando sinergias entre clientes e / ou a

sociedade civil. E – tal como as outras agências do grupo

WPP – olhamos a Inteligência Artificial como uma oportunidade

para prestar um serviço de consultoria ainda mais

avançado. Em detalhe, a Burson beneficia do investimento

pioneiro que a WPP fez na sua plataforma de marketing

alimentada por IA, o WPP Open, para o desenvolvimento

criativo, a análise de estudos complexos, a auscultação das

audiências ou a criação de relatórios. E muito mais. São

estas e outras particularidades que transformam a Burson

numa aliada dos seus clientes.

1 As agências continuam a ser um motor de transformação e no

atual contexto de mudanças, têm um papel como parceiros estratégicos

no crescimento das marcas. Num ecossistema fragmentado,

tecnológico e em constante aceleração, a relevância constrói-se

com capacidade de ligar estratégia, dados, criatividade e

tecnologia, com impacto real no negócio.

Este cenário exige uma transformação profunda, não apenas de

competências, mas de mentalidade. As agências terão de continuar

a fazer um grande investimento em talento e em modelos

de colaboração e de aprendizagem contínua. O pensamento estratégico,

a leitura crítica de dados e a sensibilidade cultural são

tão essenciais quanto o domínio das plataformas deste novo ecossistema.

A tecnologia, e em particular a inteligência artificial, é um acelerador

de valor, que está a provocar mudanças significativas nas

agências. Ela está a exigir a sua integração nos processos, nas decisões

e na cultura. Isso implica investir em novas competências,

rever modelos de trabalho e criar espaço para que a tecnologia

aumente a capacidade analítica, a qualidade das decisões e a antecipação

de oportunidades.

2 Mais do que navegar a mudança, o papel das agências é ajudar

as marcas a dar-lhe direção e significado.

Num momento de profunda transformação, as marcas valorizam

parceiros que tragam não só soluções, mas princípios: transparência

no uso de dados, ética na aplicação da IA e responsabilidade

na comunicação.

Cabe às agências transformar dados em insight, tecnologia em inteligência

acionável e fragmentação em estratégia integrada. A IA

está a permitir-nos escalar análises, personalização e eficiência,

mas precisa de direção humana, visão de marca e critérios.

As agências devem também assumir um papel ativo na integração

entre brand e performance, ajudando as marcas a equilibrar

resultados de curto prazo com a construção de valor sustentado

no tempo. Esta construção exige consistência, relevância cultural

e métricas que acrescentem valor para o negócio.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


43

FÓRUM LÍDERES

BERNARDO

RODO

RUI

FREIRE

CEO

Omnicom Media

Managing Director

Initiative

1 Durante muitos anos, as agências de meios estruturaram a sua atividade

com o objetivo de otimizar a compra, gestão e otimização de campanhas

de meios. O ecossistema para o qual este modelo foi desenvolvido

está ultrapassado, o que implica mudanças tecnológicas, processuais e

culturais. As agências de meios deixaram de se limitar a fornecer contactos

e ratings publicitários e passaram a orientar as suas diversas capacidades

para apoiar efetivamente o crescimento dos negócios das marcas.

Essa distinção altera a forma como nos organizamos, como recrutamos e

como desenvolvemos ofertas distintas – através das diferentes agências e

dos seus produtos estratégicos – para responder à especificidade de cada

anunciante.

Para atingir este objetivo precisamos de talento e de integrar novas competências.

Os novos perfis ainda são escassos e a dificuldade de reter talento

é cada vez maior. A integração de equipas e tecnologia – com o

desafio acrescido da Inteligência Artificial – não está na descrição de funções,

mas na capacidade de oferecer ao cliente uma visão integrada que o

ajude a decidir melhor.

2 O ambiente de comunicação tornou-se mais complexo: mais dados,

mais canais, mais tecnologia, maior diversidade de audiências e

comportamentos de consumo. O volume de informação disponível

exige direção e ferramentas para tomar boas decisões. O papel das

agências não se limita a executar. Apoiamos decisões de investimento,

prioridades do negócio, redução do risco na exploração de novas

oportunidades.

As agências de meios – com um conhecimento histórico das audiências

e dos seus comportamentos, e um investimento consistente em ferramentas

muito sofisticadas – são o parceiro de excelência para apoiar essa

tomada de decisão. A ameaça não está na substituição de competências

atuais por tecnologia. Existe um valor intrínseco na nossa atividade, que

permite navegar esses sistemas onde se fundem a componente humana e

tecnológica. Esta tarefa exige, naturalmente, um conhecimento profundo

do negócio do cliente, critérios bem definidos de atuação e a capacidade

de assumir responsabilidade pelos resultados. A Omnicom Media está

numa posição privilegiada com a plataforma Omni+ que permite conectar

dados, contexto e ativação de marca com impacto real no negócio.

1 Hoje, as agências só mantêm relevância se mudarem

ao ritmo do mercado e não ao ritmo da sua

própria estrutura. Isso exige menos silos, mais integração

entre media, criatividade, dados, tecnologia

e negócio, maior agilidade na tomada de decisão e

uma cultura verdadeiramente orientada para outcomes,

não para processos. Num ecossistema cada vez

mais complexo, a agência tem de ser mais do que

um fornecedor de serviços, tem de ser um parceiro

capaz de simplificar a complexidade, antecipar mudanças

e transformar fragmentação em vantagem

competitiva. A relevância vai pertencer às equipas

que aprendem mais depressa, colaboram melhor e

têm a coragem de reinventar o modelo antes de serem

obrigadas a fazê-lo. No fundo, o futuro pertencerá

às agências que tiverem a coragem de liderar a

mudança, em vez de a esperar.

2 Com a IA, os dados e a fragmentação dos media a

acelerar a mudança, o papel das agências deve ser o

de trusted growth partner das marcas. Isso significa

ajudar a tomar melhores decisões, ligar sinais dispersos

em inteligência útil, transformar tecnologia

em impacto comercial e garantir que a criatividade

continua a ser distintiva num mundo cada vez

mais automatizado. A IA pode acelerar processos,

mas não substitui o julgamento, a visão estratégica

nem a capacidade de construir valor de marca a longo

prazo. As marcas precisam de agências que não

se limitem a ativar campanhas, mas que ajudem a

definir prioridades, orquestrar ecossistemas e ligar

eficiência de curto prazo a crescimento sustentável.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

44

SUSANA

VICENTE

TERESA

MORGADO

Managing Director

OMD

Managing Director

UM

1 Na OMD acreditamos que não somos apenas criadores de

ideias, transformamos resultados de negócio.

Vivemos num mundo em que a cultura muda à velocidade da

luz. Por isso, temos de ser ágeis, alimentados por dados e IA, e

obsessivos em converter cada interação em impacto real.

Acreditamos que Criatividade + Inteligência = Transformação.

É assim que entregamos ideias que transformam negócios, à velocidade

da cultura.

Mas nada disto é possível sem as pessoas. A IA acelera, analisa

e otimiza, mas são os talentos que criam com propósito, constroem

conexões autênticas entre marcas e pessoas. A empatia,

a intuição, o julgamento crítico, a liderança são capacidades

profundamente humanas e que não têm algoritmo. Elas são o

superpoder, por isso investimos continuamente no desenvolvimento

dos nossos colaboradores porque acreditamos que o

futuro pertence a equipas onde a criatividade humana e a inteligência

artificial não se podem dissociar.

2 Com a fragmentação dos media, o risco é real: investir em

múltiplos canais sem visão integrada resulta em desperdício e

perda de oportunidades. As agências têm de unificar a complexidade,

transformar canais isolados numa jornada única do

cliente, reconhecendo o mesmo indivíduo em múltiplas interações

e compreendendo cada touchpoint como parte de uma

estratégia coerente, não como ações desconexas.

O nosso papel já não é apenas criar engagement, é converter

engagement em vendas, ligando criatividade a transações mensuráveis

e atenção a resultados tangíveis.

Isto exige identificar sistematicamente oportunidades em plataformas

emergentes que definem o futuro e posicionar as marcas

ali primeiro. Não é experimentar, é definir estratégia com dados.

Com transparência total e flexibilidade máxima, na OMD funcionamos

como gestor integrado de um ecossistema complexo

de plataformas, canais e sinais culturais. Este é o papel da OMD:

ser o sistema nervoso central que conecta fragmentação em resultado.

1 As agências devem consolidar o seu posicionamento como

consultoras estratégicas de comunicação, capazes de impulsionar

os resultados de negócio e intervir ativamente na tomada

de decisão dos clientes. Este posicionamento resulta da aptidão

de gerar insights profundos e preditivos, fundamentais para o

delinear de estratégias que sustentem decisões de curto e médio

prazo.

Na UM, priorizamos parcerias genuínas e longas, fomentando

a transparência na partilha de informação e o rigor na definição

de objetivos, assegurando a máxima eficácia e o sucesso das

marcas.

Sobre a gestão interna, priorizamos a eficiência operacional

através da adoção de tecnologias de vanguarda. Esta abordagem

permite automatizar processos rotineiros, libertando as nossas

equipas para funções onde o input humano é mais relevante.

Consequentemente, maximizamos a nossa agilidade e concentramos

recursos no que é verdadeiramente crítico: o desenvolvimento

estratégico do negócio dos nossos clientes.

2 Na UM, entendemos que transformar o setor exige liderar

uma verdadeira “renaissance”. Desenvolvemos uma metodologia

exclusiva assente em 3 pilares, o rigor analítico, a visão estratégica

e a disrupção criativa, permitindo que as marcas transcendam

a homogeneidade num mercado cada vez mais insípido.

Vemos o mundo em Full Color. A nossa essência reside na descoberta

da singularidade e das nuances que tornam cada marca

irrepetível. Acreditamos que o crescimento sustentável reside na

intersecção entre a inteligência humana e a artificial, desbloqueando

oportunidades hoje para assegurar a relevância de amanhã.

Nesta transição para a Era da Inteligência, o fator humano é o

catalisador da tecnologia — e não o seu subalterno. Rejeitamos

o cenário de marcas cinzentas e sem identidade; em vez disso,

aplicamos o pensamento crítico para alcançar diferenciação.

Movidos por Comunidade, Coragem e Curiosidade, os nossos

talentos tendem a impulsionar, o sucesso absoluto dos nossos

clientes.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


45

FÓRUM LÍDERES

MARIANA

LORENA

ANDRÉ

LOURAÇO

Managing Director

PHD

Managing Director

Kinesso

1 A relevância das agências hoje não se garante

apenas pela execução, mas, sobretudo, pela capacidade

de gerar impacto no negócio. Isso exige

uma mudança profunda: deixar de operar em silos,

integrar criatividade, dados, media, tecnologia

e conteúdo, e trabalhar com maior agilidade

num contexto cada vez mais fragmentado e volátil.

Ao mesmo tempo, as agências têm de assumir

um papel mais consultivo e menos transacional,

ajudando as marcas a tomar melhores decisões e

não apenas a ativar campanhas. A IA veio acelerar

esta transformação, mas não substitui aquilo

que continua a ser crítico: pensamento estratégico,

visão, cultura, contexto e talento. As agências

que vão manter relevância serão as que conseguirem

combinar relevância, velocidade e criatividade

com um foco muito claro em resultados.

2 Hoje, o papel das agências é ser um parceiro de

crescimento e de clareza num ecossistema cada

vez mais complexo. As marcas precisam muito

mais do que planeamento e compra de media.

Precisam de interpretação, curadoria e visão estratégica.

A abundância de dados e de tecnologia

só cria valor quando é transformada em decisões

mais inteligentes, comunicação mais relevante e

investimento mais eficiente. É aqui que a agência

faz a diferença. Com a fragmentação dos media,

o desafio deixou de ser apenas estar presente em

muitos pontos de contacto. Passou a ser construir

experiências coerentes, eficazes e mensuráveis

ao longo de toda a jornada do consumidor.

A agência de hoje deve, por isso, unir inteligência,

criatividade e accountability para ajudar as

marcas a crescer com consistência.

1 A maior armadilha em que uma agência pode cair é

tornar-se muito boa a otimizar as oportunidades que já

existem, e esquecer-se de questionar se é isso que o cliente

precisa mesmo para crescer.

Performance a sério não é só ROAS e CPA.

É perceber que um mercado demográfico a contrair, com

consumidores com menos poder de compra, não se resolve

com mais bids.

Resolve-se com estratégia.

A Kinesso é agência de performance & growth — com

resultados de negócio, não como métrica de campanha.

Isso obriga-nos a trabalhar notoriedade, consideração,

conteúdo, experiências on-site e de marca.

Obriga-nos também a ter conversas honestas quando as

ambições não batem certo com a realidade

Acreditamos que algo que nos diferencia é ter a capacidade

de dizer: “o teu problema não se resolve com mais media.” e

vibramos com as conquistas dos nossos clientes.

É isso que nos mantém relevantes no mercado.

2 Acreditamos que a IA não vai substituir as agências. Vai

substituir quem só fazem execução.

A IA precisará sempre de nós para olhar para uma marca,

perceber onde está o crescimento real, e ter a conversa

estratégica que o cliente precisa de ouvir.

Na Kinesso, uma das áreas onde mais crescemos é exatamente

aí: international growth gerido a partir de Lisboa. Como

Hub de marcas internacionais ou para marcas portuguesas

que perceberam que o mercado interno tem um tecto —

demográfico, económico — e que o próximo passo é sair

fronteiras fora com uma estratégia coerente de marca, dados

e canais.

É um trabalho que combina tecnologia com julgamento

humano. A IA trata do volume e da otimização. Nós tratamos

da direção.

Esse vai ser cada vez mais o nosso papel.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

46

TIAGO

BRANCO

ANDRÉ

LOURAÇO

Managing Director

TRKKN

Managing Director

FUSE

1 Mais do que uma mudança no papel das agências,

houve um aumento claro da exigência das marcas

num ecossistema hoje mais complexo, com mais canais,

tecnologia, dados e maior pressão por resultados.

Isso exige maior articulação, mais clareza entre

funções e respostas mais consistentes entre parceiros.

As agências continuam a ter um papel central,

mas esse papel ganha força quando inserido numa

estrutura mais articulada. Na TRKKN, vemos essa

necessidade de forma clara: ajudamos a trazer coerência,

escala e maior capacidade de decisão a um

ecossistema que muitas vezes cresceu de forma fragmentada.

No fundo, o valor está menos em tentar

concentrar tudo num único parceiro e mais em garantir

que diferentes especializações trabalham de

forma conectada, com mais transparência, melhor

alinhamento e foco real nas necessidades da marca.

2 Diria que um papel ainda mais estratégico. As

agências continuam a ligar marca, criatividade, canais,

audiências e contexto de mercado, mas hoje

isso exige mais do que execução. Exige interpretar

prioridades, ajustar o caminho e identificar que tendências,

capacidades ou inovações fazem realmente

sentido para o negócio. Na TRKKN, acompanhamos

essa evolução do lado da estrutura, ajudando a garantir

a base certa para a suportar, especialmente ao

nível de tecnologia, analytics e cloud no ecossistema

Google. Isso permite que a ativação seja feita com

mais consistência e que as marcas consigam evoluir

com maior clareza sobre o que testar, o que escalar e

o que realmente cria valor. Num contexto mais exigente,

o papel dos parceiros passa também por ajudar

o cliente a navegar melhor a complexidade e a

transformá-la em decisões mais úteis e sustentáveis.

1 Para continuarem relevantes, as agências precisam de

assumir um papel claro: o de criar pontes entre marcas e

cultura viva. Os interesses culturais mudam constantemente

e já não são lineares, mas quem domina os territórios certos

— do entretenimento ao desporto, da música ao gaming —

consegue antecipar onde a atenção vai estar.

No novo ecossistema, é essencial que as agências saibam

trabalhar conteúdos, experiências e ativos culturais de forma

integrada, da estratégia à execução. Não basta criar ideias;

é preciso garantir que fazem parte daquilo que as pessoas

acham divertido, relevante e útil.

No FUSE, acreditamos que o valor está em ligar marcas

aos interesses reais das pessoas, através de experiências

com significado. É assim que aumentamos notoriedade,

consideração e presença mental — fatores críticos para gerar

impacto real nos resultados de marketing. Brands in Culture.

2 Com a IA, os dados e a fragmentação dos media a

redefinirem o setor, o papel das agências evoluiu de simples

executoras para parceiras estratégicas e culturais das marcas.

Hoje, o verdadeiro valor já não está no acesso à informação,

mas na capacidade de orquestrar a complexidade e

transformá-la em decisões estratégicas e experiências

relevantes.

A IA traz ganhos claros de eficiência, personalização e escala,

em áreas como media, criatividade, PR e ativação de marca,

mas aumenta também o risco de uniformização e perda de

diferenciação. Mais do que nunca, cabe às agências garantir

que a escala não compromete a identidade das marcas,

equilibrando curto e longo prazo, performance e branding,

automação e criatividade.

Em suma, a IA potência eficiência, mas o verdadeiro valor

continua a estar na capacidade de ler a cultura, ligar pessoas,

formatos e plataformas, e construir ecossistemas criativos

relevantes que gerem engagement, conversa e resultados

reais para as marcas.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


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FÓRUM LÍDERES

SARA

PROENÇA

ANDRÉ

OLIVEIRA

Co-Founder & CEO

The Square

CEO

Sixfold studio

1 Penso que as agências devem evoluir de executoras

para verdadeiras parceiras estratégicas,

integrando criatividade e visão de negócio, com

foco em impacto mensurável — e não apenas

visibilidade. É essencial adotar uma abordagem

ágil e multidisciplinar, que combine PR, conteúdo

(incluindo otimização para LLMs), digital e

influência de forma integrada. Paralelamente, é

crítico investir em talento com pensamento estratégico,

capacidade analítica e adaptabilidade.

Por fim, a proximidade ao cliente e a compreensão

profunda do seu negócio tornam-se diferenciadores

claros. Julgo que as agências que

pensarem como extensão do negócio dos seus

clientes — e não apenas como fornecedores de

comunicação — serão as que continuarão a crescer

num mercado cada vez mais exigente.

2 As agências devem assumir um papel cada

vez mais consultivo: mais do que executar, importa

interpretar dados, antecipar tendências e

identificar oportunidades com impacto. Num

contexto em que a IA potencia ganhos de eficiência,

o verdadeiro valor está em canalizar esse

tempo para pensamento crítico, estratégico e

criativo, assegurando relevância em múltiplos

canais. A fragmentação dos media exige também

maior exigência na qualidade e pertinência

dos conteúdos, bem como a construção de relações

de confiança com jornalistas e plataformas

— incluindo as que alimentam LLMs. Neste

contexto, as agências assumem um papel central

como curadoras de reputação, garantindo visibilidade

qualificada junto de audiências e algoritmos.

1 Hoje já não é uma questão de adaptação, é mesmo sobrevivência.

Há três mudanças que, para mim, são inegociáveis:

Primeiro, deixar de vender “outputs” e passar a vender impacto real.

O cliente não quer posts, campanhas ou websites. Quer crescimento,

leads, vendas. As agências que continuarem focadas em entregáveis

vão ficar para trás.

Segundo, integrar tecnologia a sério no core do negócio. Não é só

usar AI para ganhar tempo, mas sim repensar processos, oferta e até

pricing com base nisso. Quem não fizer isto vai ser ultrapassado por

estruturas mais leves, rápidas e escaláveis.

Terceiro, especialização com visão estratégica. Generalistas estão a

perder espaço. Ou és muito bom num nicho, ou és um parceiro estratégico

que resolve problemas de negócio. Idealmente os dois.

No fundo, a mudança é esta: deixar de ser fornecedor e passar a ser

parceiro de crescimento. Quem não fizer esse shift, vai começar a parecer

irrelevante muito rápido.

2 Hoje, com a IA, os dados e a fragmentação dos media, o papel das

agências tem de ir muito além da comunicação. Já não faz sentido sermos

apenas executores de campanhas, uma vez que isso é facilmente

replicável e cada vez mais automatizado.

O verdadeiro valor está em assumir um papel estratégico, próximo do

produto e do negócio. As agências devem ajudar as marcas a tomar

melhores decisões, a estruturar experiências consistentes e a construir

sistemas que funcionem a longo prazo, não apenas ações pontuais.

Isso implica pensar no produto, experiência, posicionamento e

crescimento como um todo.

A IA veio acelerar tudo, mas também expôs a diferença entre quem

executa e quem pensa. As ferramentas estão acessíveis a todos: o que

diferencia é a capacidade de interpretar, priorizar e transformar informação

em direção clara.

Por outro lado, a fragmentação dos media exige mais foco do que

presença. Não se trata de estar em todo o lado, mas de construir uma

narrativa coerente e relevante nos pontos certos.

No fundo, as marcas não precisam de mais comunicação, precisam de

direção. E é aí que as agências têm de entrar.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


FÓRUM LÍDERES

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CARLOS

FURTADO

TERESA

FIGUEIRA

CEO

Porto Ideias

Managing Partner

Central de Informação

1 Mais do que nunca, a credibilidade, mas também a

capacidade dos seus recursos humanos se adaptarem à

mudança. O ecossistema da comunicação é muito dinâmico,

desafiante e bastante volátil. A credibilidade é a nossa principal

arma num mundo cada vez mais confuso. Credibilidade

junto dos clientes e potenciais clientes, mas também junto

dos media. Cada vez mais a credibilidade dos atores deste

ecossistema, assessores de comunicação e jornalistas por um

lado e marcas/empresas por outro, é fator decisivo. O ruído

comunicacional que se vive é sufocante. A multiplicidade de

redes sociais, o crescimento do marketing de influência, as

promoções e ativações de marca são também elas realidades a

que, nós as agências não podemos fugir. Uma agência tem que

ter a capacidade de ter essa oferta, quer com recursos internos

quer através de parcerias estratégicas. E dessa forma aportar

valor para as empresas. É o caminho que temos seguido na

Porto de Ideias, crescendo na oferta de serviços, quer através

da expertise interna quer com parceiros preferenciais. As

agências deverão fazer valer os seus recursos humanos, a

capacidade analítica dos mesmos e acima de tudo terrem uma

visão critica e colaborativa com as marcas.

2 Já hoje na Porto de Ideias não queremos ser vistos com

fornecedores. Mas como parceiros, como elementos externos

é certo, mas que pertencemos à equipa, que vestimos a

camisola. Não somos amigos. Mas somos próximos. O

bom trabalho só é possível de acontecer com uma intensa

colaboração entre as equipas, com durabilidade no tempo,

com transparência. A IA aqui perde. E cada vez mais a Porto

de Ideias presta mais do que um serviço por cliente. Sinal de

que esse caminho de parceria é feito com sucesso. Os media

tradicionais continuarão a ser fundamentais na criação de

credibilidade, de reputação. E é nosso papel, das agências,

continuar a trabalhar em conjunto com eles e com as marcas.

O tal ecossistema ao qual pertencemos e que tem que ser

trabalhado, dignificado.

1 As agências sempre evoluíram em

simbiose com a transformação constante do

ecossistema da comunicação. Mas a mudança

que enfrentamos hoje exige mais do que

capacidade técnica: exige uma transformação

de mentalidade. Vivemos num cenário de

fragmentação mediática e instabilidade

geopolítica que, somada à inteligência artificial,

torna o contexto atual de uma complexidade

sem precedentes. O segredo da relevância reside

na nossa capacidade de liderar a mudança e

de adotar novos modelos e fluxos de trabalho.

Por outro lado, os ganhos em eficiência devem

possibilitar a evolução das ferramentas que

utilizamos e da formação das nossas pessoas,

capacitando-as para navegar esta complexidade.

As agências que souberem interpretar esta

nova mentalidade crescerão em conhecimento

e em oferta de serviço. Em contrapartida, as

abordagens meramente táticas e de baixo valor

tendem a desaparecer, a ser absorvidas pela

automação.

2 Com o aumento da complexidade e

fragmentação dos canais de comunicação,

cresce a necessidade de desenvolver estratégias

e abordagens que permitam às marcas navegar

com determinação. E nesse contexto, o nosso

papel hoje é ainda mais relevante. Somos

parceiros estratégicos que ajudam a definir o

caminho perante tantas mudanças rápidas.

As agências serão cada vez mais as guardiãs

da confiança e autenticidade da informação. O

nosso foco deve estar na estratégia de alto valor e

o nosso papel principal na defesa da identidade,

credibilidade e reputação dos nossos clientes.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


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FÓRUM LÍDERES

ROGÉRIO

JUNIOR

PEDRO

JOEL

CEO

Neurónio Criatiivo

CEO

Float Health

1 A mudança mais indispensável é, antes de tudo, filosófica.

As agências que perderem relevância não o farão por falta

de ferramentas, mas por excesso de respostas e défice de

perguntas. Num ecossistema saturado de conteúdo produzido

a velocidade industrial, o que tem valor não é gerar mais, é

saber o quê, para quem e porquê. Curadoria é o novo talento.

E talento, esse, não se automatiza.

Mas isso não chega. É igualmente indispensável abandonar

a lógica da execução isolada e assumir uma visão

verdadeiramente integrada, onde criatividade, tecnologia

e estratégia trabalham em conjunto. As agências que

continuarem a vender horas por tarefas que a tecnologia

resolve em minutos perderão espaço para quem souber usar

essas mesmas ferramentas para pensar mais alto e entregar

mais valor. Por isso, há muito que integramos inteligência

artificial no nosso trabalho, através de automatismos e

agentes que nos libertam para o que realmente importa: estar

mais presentes, ser mais estratégicos e surpreender mais os

nossos clientes.

2 O papel das agências é, hoje, o de parceiras de crescimento.

Não basta estar presente em todos os canais ou dominar todas

as ferramentas. É preciso ajudar as marcas a tomar melhores

decisões, a transformar dados em direção clara e a manter

coerência numa jornada cada vez mais fragmentada. Num

mundo onde a informação abunda mas a clareza escasseia,

o verdadeiro valor está em simplificar a complexidade, em

saber filtrar o que é relevante e em traduzir tudo isso em

ações concretas com impacto real no negócio.

É com essa convicção que desenvolvemos soluções à medida,

integrando inteligência artificial de forma concreta e aplicada,

adequada à realidade e aos objetivos de cada cliente. Porque

acreditamos que a tecnologia só cria valor real quando está

ao serviço de uma estratégia bem definida, de pessoas que

sabem o que querem construir e de uma relação de confiança

que se cultiva todos os dias.

1 O modelo tradicional de agência mudou de forma estrutural e irreversível.

Mais do que uma mudança tecnológica, esta é, acima de

tudo, uma mudança de mentalidade. As agências têm de evoluir de

executoras para consultoras e isso implica algo que vai muito além de

acompanhar tendências: implica conhecer o negócio do cliente em

profundidade, compreender os seus desafios reais e antecipar o que

vem a seguir.

Esse nível de exigência só é possível com equipas verdadeiramente

multidisciplinares, compostas por talento sénior, pessoas curiosas e

atentas ao mundo, com visão estratégica, capacidade analítica e sensibilidade

criativa. Equipas que trabalhem de forma integrada, com rapidez

de resposta e consistência na entrega. É essa sinergia de talentos

que permite reinventar formatos, contar histórias de forma diferente e

surpreender onde o mercado já se habituou ao previsível.

É este modelo de pensar e agir que permite às agências manter relevância,

gerar valor sustentado e adaptar-se a um contexto que já não

muda só pontualmente. Muda de forma contínua. E quem não estiver

preparado para isso, fica para trás.

2 A IA trouxe uma abundância de possibilidades que, sem critério,

se torna um problema. Mais canais, mais formatos, mais dados , mas

nem tudo é válido e nem tudo serve cada marca. É precisamente aqui

que o papel das agências se torna mais relevante do que alguma vez

foi.

As agências têm de assumir um papel de orientação estratégica: conhecer

o negócio em profundidade, dominar o ecossistema e ter a capacidade

de tomar decisões difíceis. Dar contexto aos dados, alinhar a

tecnologia com objetivos concretos e transformar a comunicação em

impacto real e mensurável. Num contexto de excesso, saber filtrar é

tão importante como saber criar.

E quando se cria, o desafio não está no volume. Está na qualidade e

na capacidade de ir mais longe no formato, de comunicar de forma

verdadeiramente relevante e de se destacar num ecossistema saturado.

No fundo, a questão não é o que a IA pode fazer. É o que as agências

escolhem fazer com ela.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


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DIRETÓRIO

Desde as relações públicas e o marketing digital, até à publicidade

e comunicação corporativa, incluindo eventos e marketing de

influência, o universo das agências é amplo e diverso. Num ambiente

de comunicação que está em constante mudança e evolução, este

ecossistema tem um papel fundamental para empresas, marcas e

pessoas.

Mas o que define hoje uma agência relevante? A capacidade de

integrar disciplinas, de cruzar criatividade com dados, de juntar

estratégia e execução num mundo onde os clientes exigem cada vez

mais e onde a tecnologia transforma, a um ritmo acelerado, a forma

como comunicamos.

As agências aqui reunidas são a prova de que Portugal tem um tecido

empresarial de comunicação sólido, plural e competitivo. Algumas

nasceram há décadas e reinventaram-se. Outras são mais recentes

e nasceram já com um olhar nativo sobre o digital e a inteligência

artificial. Todas partilham um compromisso comum: ajudar marcas a

crescer, a comunicar melhor e a construir relações duradouras com

os seus públicos.

Nas próximas páginas, pode descobrir as agências que lideram o

mercado e que se destacam em Portugal.

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DIRETÓRIO

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DIRETÓRIO

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Gestão de Comunicação

F

undada em 2016, a ALL Comunicação

é uma consultora especializada

em comunicação estratégica,

posicionamento institucional e gestão

de reputação, dedicada a apoiar organizações

na construção de relações sólidas

com os seus públicos e stakeholders. Com

sede em Lisboa - e capacidade de atuação

em 10 mercados europeus através da Fincom

Alliance (rede de agências europeias

independentes da qual foi cofundadora)

–, desenvolvemos soluções integradas de

comunicação que combinam análise estratégica,

conhecimento do contexto mediático

e valor acrescentado na execução.

Desde a sua criação, a ALL Comunicação

tem seguido um percurso marcado

pela consolidação do seu posicionamento

no setor e pelo desenvolvimento de uma

abordagem assente em rigor, consistência

e proximidade com clientes e parceiros.

PME Líder desde 2022, PME Excelência

– estatuto atribuído pelo IAPMEI – desde

2023, a ALL é o parceiro certo e estratégico

para organizações que enfrentam desafios

de comunicação cada vez mais complexos,

exigentes e multidimensionais.

Como? Com base numa visão integrada

da comunicação, entendida como uma

ferramenta de gestão, posicionamento e

criação de valor. É por isso que trabalhamos

com organizações de diferentes setores,

apoiando-as na definição de estratégias

claras, na construção de narrativas

institucionais consistentes e na gestão da

sua presença pública junto de diferentes

audiências.

Para responder à evolução do ecossistema

comunicacional, a ALL Comunicação

estruturou a sua atividade em áreas complementares

que abrangem comunicação

corporativa, comunicação digital e assuntos

públicos. Esta articulação permite

desenvolver soluções estratégicas que

integram gestão de reputação, relacionamento

com os media, media training

para líderes, preparação de porta-vozes,

formações à medida, produção de conteúdos,

organização de eventos, presença

digital e diálogo com decisores e stakeholders

institucionais.

O compromisso da ALL Comunicação

assenta na criação de valor sustentável

através da comunicação estratégica. Comunicar

implica responsabilidade, transparência

e capacidade de gerar confiança.

Por essa razão, cada projeto é desenvolvido

e cada cliente é acompanhado com

uma abordagem personalizada, alinhada

com os seus objetivos e à medida da sua

identidade.

A cultura da ALL assenta em princípios

de profissionalismo, pensamento crítico e

melhoria contínua, sustentados por uma

equipa multidisciplinar e talentosa que

combina experiência, conhecimento do

contexto cultural, político, económico,

social, institucional e tecnológico, com

capacidade de adaptação às dinâmicas do

mercado.

Membro da APECOM, a ALL Comunicação

participa nos seus grupos de trabalho

e norteia-se pelas melhores práticas

e códigos de conduta do setor. Com uma

visão orientada para o longo prazo – também

somos Membros do BCSD e acreditamos

na sustentabilidade como motor

de crescimento – assumimo-nos como

parceiro estratégico das organizações que

procuram reforçar a sua reputação, fortalecer

o seu posicionamento institucional

e afirmar o seu propósito num ambiente

de comunicação em permanente transformação.

LUÍS LEMOS

Founding Partner

JOSÉ AGUIAR

Founding Partner

MANAGING DIRECTORS

Margarida Fiúza (ALL Finance)

Joana Madeira Pereira (ALL Corporate)

Rita Fevereiro (ALL Digital)

José Pedro Mozos (ALL Public Affairs)

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria Estratégica

Public Affairs

Assessoria de Imprensa

Consultoria Digital

CONTACTOS

Largo Andaluz, 15, 2º,

1050-024 Lisboa

+351 218 289 141

geral@allcomunicacao.pt

www.allcomunicacao.pt

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DIRETÓRIO

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

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Agência de Transformação

SOMOS A LOBA, A SUA AGÊNCIA

DE TRANSFORMAÇÃO

Há 26 anos que ajudamos a transformar

marcas, negócios, culturas,

experiências e a forma como as organizações

pensam, trabalham e evoluem.

Acreditamos que é a transformação que

cria impacto positivo, sustentável e mensurável.

Mas sabemos também que ela só acontece

verdadeiramente quando criatividade, inteligência

e tecnologia trabalham em conjunto.

Hoje, somos cerca de 200 lobáticos distribuídos

por 9 escritórios – 7 em Portugal, um em

Londres e, mais recentemente, uma representação

em Bruxelas. O nosso crescimento tem

sido construído de forma sólida, com mais

de uma dezena de aquisições que reforçaram

competências, talento e perspetivas, consolidando

uma abordagem cada vez mais integrada.

Mais recentemente, passámos também a

operar a marca TorkeCC Portugal, reforçando

a nossa presença no universo das experiências

de marca e das ativações criativas.

Trabalhamos a transformação de forma

transversal nas áreas de Brand Transformation,

Business Transformation e Workplace

Transformation, ajudando os nossos clientes

a construir marcas mais relevantes, negócios

mais preparados para crescer e organizações

mais ágeis, colaborativas e orientadas para o

futuro.

Brand Transformation

Ajudamos as marcas a construir identidade,

relevância e consistência, através de estratégia

e co-criação, brand identity, design e conteúdos,

brand experience, digital marketing, UI/

UX, websites, portais, webapps, marketing

automation e science communication.

Business Transformation

Trabalhamos o crescimento e a eficiência

dos negócios com soluções de performance e

growth optimization, commerce experience

management, portais B2B, business automation

tools, business intelligence, CRM e lead

generation.

Workplace Transformation

Apoiamos a evolução interna das organizações

com soluções de people management,

automação de processos, colaboração e produtividade.

A forma como escolhemos crescer diz

muito sobre aquilo em que acreditamos. Ser

B Corp reflete o nosso compromisso com os

nossos colaboradores, os nossos clientes, a

sociedade e o Planeta, através de um modelo

de negócio mais responsável, transparente e

orientado para o impacto positivo.

A este percurso junta-se ainda o reconhecimento

de idoneidade atribuído pela ANI,

que nos capacita para a implementação de

projetos de Investigação e Desenvolvimento,

reforçando a nossa aposta contínua na inovação.

CONTACTOS

Largo Luís de Camões,

Edifício Rainha, Piso 12

3720-232 Oliveira de Azeméis

Portugal

+351 256 668 413

geral@loba.com

www.loba.com

JOÃO GASPAR

Chief Executive Officer

ADELINO SILVA

Chief Business Officer

NÍDIA FERREIRA

Chief Marketing Officer

NUNO ALVES

Chief Technology Officer

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026



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DIRETÓRIO

Agência de Comunicação

Fundado em 2001, o WYgroup é o maior grupo

português dedicado ao marketing e à experiência

do consumidor, aliando Criatividade, Design,

Tecnologia, Media e Data para desenvolver e transformar

negócios. Atua como um híbrido entre consultora

e agência e acompanha as marcas desde a definição

estratégica até à sua implementação, através de soluções

integradas que impulsionam crescimento, inovação e

transformação digital.

O grupo integra 8 unidades de negócio e reúne

mais de 420 talentos numa estrutura colaborativa que

potencia sinergias, promove a partilha de conhecimento

e desenvolve soluções com impacto real e mensurável no

negócio dos seus clientes.

CONTATOS

Av. Marginal, Ed. Pq. Oceano, 4º 2780-332, Oeiras

+351 214 544 545

info@wygroup.net // www.wygroup.net

AWYcreative, uma empresa do WYgroup, é uma agência de

pessoas que, antes de darem resposta, fazem perguntas. Do

tradicional ao digital, dos dados à tecnologia, da estratégia à implementação,

tudo ao serviço do mais importante: a ideia.

Fundada em 2001, conta hoje com uma equipa de mais de 130

profissionais com capacidade para pensar, criar e construir em

qualquer plataforma. Numa indústria que muitas vezes responde

antes de ouvir, a WYcreative faz o caminho inverso. É dessa curiosidade,

aliada a uma visão estratégica sólida, que nascem as soluções

que constroem marcas relevantes. Distingue-se por reunir

numa só agência as competências que as marcas precisam hoje,

estratégia, criatividade e tecnologia ao serviço das ideias, com impacto

real.

Com um historial consistente de reconhecimento em múltiplas

competições nacionais e internacionais de criatividade e eficácia, a

WYcreative figura também entre os melhores sítios para trabalhar

em Portugal, segundo a Happiness Works.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Strategy & Design Thinking, Brands, Campaigns & Content,

User Experience & Design, Technology & Engineering

info@wycreative.com // www.wycreative.com

AWhite é uma agência de estratégia de marca e criatividade

que, em parceria com pessoas, marcas e

negócios, resolve desafios e atinge resultados. Fundada

em 2006 por dois empreendedores com um sólido background

em marketing e comunicação, a White conta

hoje com uma equipa de +40 profissionais com profundo

know‐how em Branding, Digital e Brand Experience, totalmente

comprometidos com as melhores e mais relevantes

soluções criativas para os clientes.

20 anos de experiência em diferentes sectores e negócios

permitem‐nos apresentar soluções criativas personalizadas

e competitivas, o que nos tem trazido reconhecimento

no mercado, parcerias de confiança e vários prémios nacionais

e internacionais.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Brand Research & Insight, Consumer Branding,

Corporate & Service Branding, Branded

Environment, Employee Engagement, Digital &

Community Engagement

info@white.com.pt // www.white.com.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2025


65

DIRETÓRIO

NERVO é Brand Entertainment. Para pessoas, pelas marcas.

A NERVO é uma agência focada em criar experiências

autênticas e relevantes para as pessoas, por meio de marcas.

O processo de criação e descoberta, com foco no entretenimento,

é o que nos alimenta e está no centro de tudo o que fazemos.

Criamos ações com impacto social e cultural, onde a relevância

é imposta à criatividade para despertar reações.

A nossa estratégia para cada projeto baseia-se em três pilares:

Primeiro as pessoas, depois as marcas. Mais do que fazer diferente,

ser relevante. Qualidade acima de quantidade.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Ativação de Marca, Eventos, Entretenimento, Criatividade,

Produção, Conteúdo de Marca

geral@nervo.pt // www.nervo.pt

WYnova implementa soluções de inteligência artificial em

A operações reais, com foco na automatização de processos, integração

de sistemas e criação de capacidade de decisão a partir de

dados. O nosso objetivo é transformar ambição em AI em sistemas

nos quais as pessoas podem confiar no trabalho do dia a dia.

Atuamos em três domínios principais: Marketing e Conteúdo, Sales

e Revenue, e Operações, cobrindo o percurso completo entre informação,

decisão e execução. Os nossos serviços organizam-se em

três níveis: WYnova Solutions, soluções pré-construídas para problemas

recorrentes; Workflow Automation, automação end-to-end

de workflows específicos; e AI Solution Builder, desenvolvimento de

sistemas de AI de raiz para desafios únicos.

Esta estrutura permite entrar rapidamente onde o impacto é imediato

e expandir à medida que a relação e a operação amadurecem.

Trabalhamos ao lado de equipas de liderança que querem resolver

problemas concretos, não implementar tecnologia pelo seu valor

simbólico.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Automação de Workflow, Dashboards Operacionais,

Agentes de AI para Vendas e Operações, Integração

de Sistemas e APIs, Modelos Preditivos e Machine

Learning, Desenvolvimento de Soluções de AI à Medida.

hello@wynova.io // www.wynova.io

WYperformance é uma agência de marketing digital especializada

em dados, tecnologia e inteligência artificial,

A

com um modelo operacional construído para gerar resultados

mensuráveis.

Atua como parceiro estratégico das marcas na definição e execução

de estratégias data‐driven, integrando automação, personalização

e performance ao longo de todo o funil. A WYperformance

dispõe de uma oferta end-to-end que cobre toda a cadeia

de valor do marketing digital e da transformação tecnológica.

A agência posiciona-se na interseção entre inovação e performance,

ajudando as marcas a navegar a crescente complexidade

do ecossistema digital e a conquistar uma vantagem competitiva

sustentável através da utilização inteligente de dados. Desta forma,

garante eficiência, escala e impacto mensurável no negócio

dos seus clientes.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria em Transformação Digital, Analytics,

CRM & Automação de Marketing (Zoho, Salesfoce,

Hubspot, Veeva), GEO/SEO e Conteúdo Data-Driven,

Neuromarketing, Paid Media, Desenvolvimento Web.

businessdevelopment@wyperformance.com

www.wyperformance.com

Entregamos serviços integrados de comunicação focados

nas necessidades dos clientes e alicerçados numa

equipa que conjuga experiência e inovação digital.

No nosso dia a dia move-nos o desafio e a capacidade de

compreender os objetivos, transformando-os em ações com

impacto. Somos associados APECOM.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria de Comunicação, Assessoria de Imprensa,

Comunicação Corporativa, Public Affairs, Gestão de,

Redes Sociais, Desenvolvimento e gestão de conteúdos

standout@bloomcast.pt

www.bloomcast.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

66

Agência de Comunicação

SER YOUNG É

NÃO PARAR

JOÃO DUARTE

CEO

H

á 25 anos, quando o mundo

parecia mais simples,

começámos. Hoje, o mundo é

tudo menos isso.

Fomos do offline ao digital. De poucos

emissores a milhões de vozes.

De campanhas a conversas. De

audiência a comunidade.

A comunicação mudou. E continua a

mudar.

O público já não vê. Participa. Não

ouve. Responde. Não espera. Exige.

E nós adaptámo-nos. Sempre.

Hoje, continuamos a ser muitos, mas

estamos divididos por equipas

mais pequenas, mais rápidas e mais

multidisciplinares. Porque a velocidade

deixou de ser detalhe. É vantagem.

A inteligência artificial também entrou

no jogo. Mas não conduz. É copiloto.

Porque o rumo continua a ser humano.

Num mundo onde tudo pode ser

gerado, automatizado e replicado, o

que se diferencia é o que não se copia: a

criatividade. Criatividade que dá forma à

ideia, ao contexto e à cultura.

Aqui, não fazemos apenas campanhas.

Construímos narrativas que vivem nas

plataformas, nas pessoas e no tempo.

Somos estratégia. Somos criatividade.

Somos execução. Somos parceiros.

Estamos em vários mercados,

com equipas locais e visão global.

Trabalhamos daqui para o mundo, com

ambição internacional e pensamento em

português.

Há 25 anos que nos adaptamos. Porque

percebemos desde cedo que a mudança

não é a exceção, é a regra.

Celebramos o passado. Mas motivanos

o que está por fazer.

Por isso, estamos aqui para liderar

marcas corajosas.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Criatividade

Digital

Eventos e Ativação

Relações-Públicas

Consultoria de Comunicação

Assessoria de Imprensa

Public Affairs

Marketing de Influência

Business Strategy

Business Intelligence

Publishing

Produção multimédia

e audiovisual

ANA LUÍSA PAIVA

COO

JOÃO SILVA

COO

ALEXANDRA LOPES

COO

CONTACTOS

Rua Fernando Vaz 12 A

1750-171 Lisboa

+351 217 506 050

geral@youngnetworkgroup.com

www.youngnetworkgroup.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026 2024



DIRETÓRIO

68

Consultora em Comunicação

UMA CONSULTORA GLOBAL DE COMUNICAÇÃO,

MARKETING E PUBLIC AFFAIRS, AGORA NUMA

NOVA ERA DE IDENTIDADE E PROPÓSITO

DANIELA AGRA

Presidente na

ATREVIA Portugal

Na ATREVIA, entrámos numa

nova era. Mais do que uma evolução

visual, a nossa nova identidade

reflete uma transformação estratégica:

somos hoje uma consultora estratégica ibero-americana

de atração, influência, transformação

e antecipação.

Um posicionamento que traduz a ambição

de ir além da comunicação, ajudando

organizações a crescer de forma sustentada,

relevante e preparada para o futuro.

Com mais de três décadas de experiência,

consolidámos um percurso como uma das

principais consultoras na área da Comunicação,

Marketing e Public Affairs, sendo

uma das 100 maiores do mundo segundo a

Provoke Media.

A nossa presença em 15 países, aliada a

uma equipa multidisciplinar e multicultural

de mais de 600 profissionais, permite-nos

combinar visão global com execução local,

respondendo aos desafios de um contexto

cada vez mais complexo e dinâmico.

Vivemos num mundo onde comunicar já

não é suficiente. É necessário atrair, influenciar,

transformar e antecipar.

Na ATREVIA, quebrámos os limites para

nos tornarmos numa empresa transformadora

num mundo em constante mudança.

É neste enquadramento que desenhamos

soluções integrais, cruzando conhecimento,

tecnologia e criatividade para gerar um

impacto real nos negócios e na sociedade.

Através de uma escuta ativa e de uma

análise profunda de tendências, ajudamos

marcas e instituições a posicionarem-se de

forma relevante e diferenciadora.

Crescer em anos é bom, mas ainda melhor

é crescer em experiência e conhecimento.

Em Portugal, onde celebramos mais

de 25 anos, Lisboa e Porto acolhem uma

equipa de consultores que acompanha de

perto a evolução do mercado, desenvolvendo

estratégias adaptadas aos desafios contemporâneos.

Cada projeto é pensado para

pessoas e orientado para resultados, com

uma abordagem colaborativa e focada na

cocriação.

O nosso compromisso com o impacto

positivo mantém-se inabalável. A certificação

B Corp reforça a exigência com que

atuamos em termos de transparência, responsabilidade

e desempenho social e ambiental.

Acreditamos que o crescimento só

faz sentido quando é sustentável e partilhado.

Na ATREVIA, crescemos a crescer. E é

essa capacidade de evoluir continuamente

que nos permite liderar a mudança, antecipar

o futuro e criar valor duradouro para os

nossos clientes.

Porque hoje, mais do que nunca, a comunicação

exige ação. E nós atrevemo-nos.

CONTACTOS

LISBOA: Av da Liberdade

157, 1º e 2º

1250-141, Lisboa

lisboa@atrevia.com

PORTO: Rua de Costa Cabral,

777 A, sala 11

4200-212, Porto

+351 933 461 279

porto@atrevia.com

www.atrevia.com/pt

PAULA RAMOS

Diretora de Áreas na

ATREVIA Portugal

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Atração: Public Relations: Comunicação

Corporativa e de Marketing;

Estratégia Digital; Conteúdos

Multiformato; Marketing de Influência;

Criatividade Publicitária;

Campanhas Multimédia; Eventos;

Personal Branding; Experiência do

Cliente (CX); Patrocínios.

Influência: Public Affairs e influência

institucional; Narrativa,

Propósito e Posicionamento

Corporativo; Gestão de Reputação

e Relação com Stakeholders; Comunicação

Financeira e Relação com

Investidores.

Transformação: Auditorias; Transformação

Digital; Comunicação

Interna; Employer Branding, Experience

& Engagement; Eventos

Internos; Integrações; Fusões e

Aquisições (M&A), e Restruturações.

Antecipação: Intelligence e análise

política, regulatória e social;

Consultoria e Gestão de Crise; Licença

Social e relação com os territórios;

Estudos de Mercado.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Agência de Comunicação

69

DIRETÓRIO

A REPUTAÇÃO CONSTRÓI-SE,

MEDE-SE E GANHA-SE TODOS

OS DIAS

FRANCISCA SEABRA

Chief Executive Officer

ABurson, parte do grupo WPP, é a

agência global líder em consultoria

de comunicação e relações

públicas. Na Burson, aliamos criatividade e

tecnologia para melhor trabalhar a reputação

dos nossos clientes. Utilizamos o poder dos dados

e da intelligence – beneficiando da nossa

rede internacional de mais de 95 escritórios em

40 mercados – para desenhar soluções inovadoras

para os desafios de comunicação das empresas.

Em Portugal, nada disto seria possível

sem uma equipa multidisciplinar de cem consultores

altamente qualificados e experientes,

que trabalham para sectores como o retalho, a

construção, o agroalimentar, as telecomunicações,

a saúde, o digital ou o sector automóvel.

Acreditamos ainda que a qualidade das

nossas equipas é fruto da cultura que nos caracteriza,

e que surge da memória de Harold

Burson – um dos fundadores das relações

públicas contemporâneas e cujo nome deu

origem à Burson. Décadas depois, o seu legado

continua a moldar os princípios que nos

guiam: a capacidade de resolver problemas e

encontrar soluções criativas e inovadoras para

os desafios do nosso tempo.

Na era da Inteligência Artificial, a Burson

investe continuamente na integração de novas

capacidades tecnológicas através da plataforma

WPP Open. Enquanto líderes de

mercado, acreditamos que temos também

a responsabilidade de incentivar o sector a

adotar estas ferramentas na consultoria, na

criatividade e na análise estratégica, para

apoiar os clientes com mais precisão, rapidez

e capacidade de antecipação.

A Burson utiliza estes recursos particularmente

nas áreas de reputação, risco e estratégia:

desenvolvemos um conjunto de serviços-chave

alimentados por IA que nos permitem ajudar

os clientes a navegar melhor a complexidade

dos nossos dias.

O Sonar permite recolher e analisar informação

para antecipar e gerir proativamente

riscos. O The Fount ajuda-nos a medir a performance

das nossas ações, a demonstrar o

seu valor e a identificar tendências emergentes.

E o Decipher, a nossa ferramenta mais

avançada, capacita-nos a prever o impacto

e a influência de determinadas narrativas,

campanhas e comportamentos, permitindo

transformar dados em decisões mais informadas

e em vantagem competitiva.

Esta abordagem ganha ainda mais relevância

à luz dos resultados do estudo sobre a economia

da reputação lançado pela Burson em

janeiro de 2026 e que avaliou esse ativo em

7,07 triliões de dólares, reforçando a importância

estratégica da reputação no contexto

empresarial. Na Burson, acreditamos que a

reputação não se compra: constrói-se, mede-

-se e ganha-se todos os dias.

Trabalhamos de forma integrada em quatro

equipas: os nossos activadores de marca em

Brand, Influence Marketing & Events, os nossos

especialistas em Healthcare Consultancy,

a equipa de Corporate & Public Affairs e um

conjunto de consultores focados em Technology

& Innovation. Este trabalho é suportado

pelo nosso Creative & Content Studio, onde

juntamos pensamento estratégico, criatividade,

design e domínio digital para desenvolver

ideias e narrativas com impacto.

A Burson é – por todas estas razões –a combinação

perfeita entre pessoas, criatividade, dados,

tecnologia e conhecimento especializado.

PIEDADE GUIMARÃES

Chief Operations Officer

MARIA SILVESTRE

Chief Financial Officer

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Brand, Influence Marketing

& Events

Corporate & Public Affairs

Technology & Innovation

Healthcare Consultancy

Creativity & Content

CONTACTOS

WPP Campus

Av. 24 de Julho, n.º 62

1200-869 Lisboa, Portugal

lisbon.information@bursonglobal.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

70

Agência de Comunicação

COMUNICAÇÃO QUE LIGA,

POSICIONA E TRANSFORMA

ACentral de Informação é uma agência

que atua de forma transversal

nas várias áreas da comunicação.

Resolvemos desafios de reputação, de crise e

de posicionamento de empresas, instituições

e marcas nacionais e internacionais.

Combinamos pensamento estratégico, conhecimento

setorial e criatividade para desenvolver

soluções de comunicação eficazes.

A nossa intervenção cruza diferentes disciplinas,

da consultoria em comunicação às relações-públicas,

da estratégia digital à gestão

de redes sociais, da produção de conteúdos ao

design e identidades visuais, bem como à organização

de eventos.

Num contexto em constante evolução, ajudamos

os nossos clientes a navegar a complexidade,

a tomar decisões informadas e a construir

narrativas consistentes e diferenciadoras.

Desenhamos estratégias integradas, produzimos

conteúdos multiplataforma e ativamos

mensagens nos canais e momentos onde se

encontram as audiências. Acreditamos que a

eficácia da comunicação resulta da articulação

entre pensamento estratégico, excelência

na execução e adaptação permanente à evolução

do contexto.

A Central de Informação é membro da International

Public Relations Network, rede

global de agências independentes de comunicação

presente em mais de 30 países, da qual

assumimos atualmente a presidência internacional.

Esta posição reforça a nossa visão

global, a nossa capacidade de liderança no

setor e o acesso privilegiado a conhecimento,

práticas e parceiros em múltiplos mercados,

mantendo sempre uma abordagem próxima,

ágil e independente.

Com escritórios em Lisboa e no Porto, asseguramos

uma presença sólida em Portugal,

combinando proximidade ao mercado local

com uma visão internacional e integrada.

RODRIGO VIANA

DE FREITAS

TERESA FIGUEIRA

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria Estratégica

de Comunicação

Assessoria de imprensa

Comunicação Digital e

Performance

Conteúdo, Design e Produção

Multimédia

Eventos

CONTACTOS

Lisboa

Rua Filipe Folque nº10 J, 1º esq.

1050-113 Lisboa

Porto

Ed. Centro Burgo

Av. da Boavista 1773 B, 3º

4100-133 Porto

+351 911 545 839

www.centraldeinformacao.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Agência de Comunicação

Relações Públicas

71

DIRETÓRIO

SE É TENDÊNCIA,

PASSOU POR AQUI.

Com mais de 20 anos de mercado,

a Companhia das Soluções não

ocupa espaço; cria-o. Somos líderes no

segmento de PR para Moda, Beleza e

Lifestyle porque nos recusamos a ficar

parados. No último ano geramos mais

de 37 mil artigos para as nossas marcas.

Mas o nosso crescimento não é apenas

um número: é o resultado de uma estrutura

de direções especializada, uma veia

criativa em expansão e o domínio de dados

que transformam intuição em estratégia.

Cruzamos ferramentas de inovação

externas com o desenvolvimento de

métricas internas para garantir que cada

ideia tem um propósito.

A relação é o nosso

algoritmo.

Trabalhamos numa base de proximidade

absoluta. Fomos dos primeiros a ver

o potencial do marketing de influência

em Portugal e hoje gerimos mais de 500

campanhas anuais, nas quais geramos

mais de 77 milhões de impressões. Mas a

nossa influência não é apenas digital. No

coração de Lisboa, o nosso Showroom é

o hub de referência onde as marcas ganham

vida e relevância editorial todos os

dias.

À escala certa, sempre.

Não importa a escala, importa o impacto.

Desenhamos e produzimos eventos que

ficam na memória, garantindo que a execução

é impecável e o propósito é cumprido.

Investimos em inovação e análise

interna para que cada ação — física ou

digital — seja, acima de tudo, eficaz.

Para Sónia Pereira, CEO da Companhia,

o segredo é a agilidade e relação:

“Antecipamos mudanças, ajustamos serviços

e integramos inteligência. Mas o

que nos mantém aqui é a proximidade e

a confiança de quem sabe que entregamos

sempre.”

Apostamos na criatividade como futuro

e nos dados como bússola. Na Companhia

das Soluções, o foco é um só: construir

relevância que se sente e se mede.

SÓNIA PEREIRA

Founder, Owner & CEO

RUI MORGADO

Owner e CFO

TIAGO CORREIA

COO

MARIANA COTTIM

Head of Media & PR Manager

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria de Comunicação: Assessoria de Imprensa e PR, Marketing de

Influência, Showroom de Moda, Social Media, Paid Media & SEO, Eventos

LUÍSA MARQUES

Head of Influence

& Digital Comms

CONTACTOS

OFFICE LISBOA E SHOWROOM

Avenida António Augusto Aguiar,

9 – 1.º esq

1050-010 – Lisboa

+351 216 085 274

OFFICE PORTO

Rua 28 de Janeiro, 350

Candal Park | Fração HI-06

4400-335 – V. N. Gaia

+351 224 952 927

RAFAELA VIEIRA

Head of Events

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

72

Agência de Comunicação

COMUNICAÇÃO, COM PROPÓSITO

No GCIMEDIA Group tudo é sobre

comunicação, com propósito. Somos

um dos maiores grupos de consultoria

de comunicação em Portugal, que integra

várias marcas, fortes e reconhecidas pelas suas

provas e pessoas. Combinamos a experiência,

energia e capacidade de inovar das várias empresas

de comunicação que integram o nosso

portefólio.

Existimos para apoiar os nossos clientes a

crescer, construindo marcas robustas através

de uma comunicação transformadora do mundo,

com histórias inspiradoras, conteúdos criativos,

abordagens inovadoras e, acima de tudo,

garantindo um propósito genuíno nas palavras

e ações. Trabalhamos de uma forma multidisciplinar

e integrada, e a existência “in-house” de

todas as soluções para as diversas necessidades

de comunicação permitem-nos disponibilizar

às marcas um serviço completo.

PORTEFÓLIO

GCI

Pensamos o porquê das marcas, a sua identidade,

valor, forma, nas relações que estabelecem

e como influenciam o mundo. Criamos

e contamos as suas histórias e amplificamos

a mensagem através das redes sociais,

marketing de influência, media, entre outros

canais.

MEDIA CONSULTING

Contribuímos para o crescimento e reputação

de marcas. Apoiamos a criação de uma

relação sustentável com os stakeholders,

onde a proximidade e credibilidade são

cruciais. Combinamos diferentes eixos de

comunicação e soluções de RP, tendo em

consideração as transformações nos media

e as dinâmicas do digital.

WMK

Tornamos reais os conceitos criativos, combinando

o novo e o clássico, numa fusão de

ideias com estratégia. Somos pelo Tudo é

possível, pela Criatividade, pelos Eventos e

Ativações que marcam.

SONOMAGE

Ajudamos as marcas a comunicar de forma

mais eficaz através do vídeo e fotografia.

Concretizamos projetos que deixam marca:

realização publicitária, cinematográfica,

filmes institucionais, programas de TV, fotografia,

media & speech training, livestreaming…

O nosso estúdio de televisão é um

local de eleição para a criação de conteúdos.

SSI

Sustainable Society Initiative

Incentivamos os clientes a integrar a sustentabilidade

na sua operação, mas também no

seu posicionamento e na sua comunicação.

MERAKI

Trabalhamos a comunicação e os eventos

corporativos no mercado angolano, com

escritório em Luanda.

ANDRÉ GERSON

CEO

GCIMEDIA Group

CONTACTOS

Rua D. Pedro Cristo 1ª

1700-135 Lisboa

+351 218 474 921

andre.gerson@gcimedia.pt

www.gcimedia.pt

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Estratégias de Comunicação

Media Relations

Public Affairs

Comunicação de Crise

Media & Speech Training

Social Media Management

Marketing de Influência

Eventos e Ativação de Marca

Video & Multimedia

Estúdio TV

Design & Webdesign

3D & Architecture

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026 2024


Agência de Comunicação

HÁ DUAS DÉCADAS

A TRANSFORMAR

COMUNICAÇÃO

MARTA MACHADO

CEO

O

Group Gate afirma-

-se hoje como um dos

players independentes

mais dinâmicos do setor da comunicação

em Portugal, resultado de

uma trajetória sólida iniciada há

duas décadas com a Media Gate.

Ao longo deste percurso, o grupo

expandiu competências, integrou

novas áreas e construiu uma oferta

cada vez mais completa, alinhada

com as exigências de um mercado

em constante transformação.

Num contexto em que as marcas

procuram relevância, o Group Gate

tem vindo a reforçar o seu posicionamento

como parceiro estratégico,

com competências que abrangem

media, comunicação e relações públicas,

criatividade, digital, e eventos

numa abordagem verdadeiramente

360º.

Ao longo do último ano, o Grupo

consolidou a integração entre

áreas e aprofundou competências

em inovação, com destaque para a

incorporação de soluções de inteligência

artificial, automação e análise

avançada de dados, permitindo

uma personalização mais eficaz e

decisões mais informadas. Este caminho

traduz também uma abordagem

mais próxima e colaborativa

com os clientes, em que a construção

de soluções parte de uma compreensão

profunda dos seus desafios

de negócio, garantindo uma

maior coerência, relevância e eficácia

nas estratégias desenvolvidas,

aliada a uma crescente capacidade

de medir resultados em tempo real.

Com uma aposta contínua na

formação e no desenvolvimento

interno das suas equipas, o Grupo

promove uma cultura de partilha

de conhecimento, criatividade e

pensamento estratégico. Esta abordagem

fortalece a sua capacidade

de antecipar tendências, e de identificar

oportunidades emergentes e

soluções de comunicação.

Com presença em Portugal e Espanha

e uma equipa multidisciplinar,

o Group Gate responde com

agilidade a contextos exigentes,

criando soluções de comunicação

que se traduzem em crescimento

para as marcas.

Mais do que acompanhar a evolução

do setor, o Group Gate posiciona-se

como agente ativo dessa

transformação, ajudando marcas a

crescer com consistência, relevância

e propósito.

RUI BRÁS

Business Growth Director

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Planeamento e Compra de Espaço

Marketing Digital

Relações Públicas

Criatividade

Gestão de Redes Sociais

Eventos

Knowledge

Gestão de Patrocínios e Desporto

CONTACTOS

Largo de Andaluz, 15 – 2.ºD

1050-004 Lisboa

+351 217 940 137

Mediagate.pt


DIRETÓRIO

74

Agência Digital

CREATIVITY. TECHNOLOGY.

PURPOSE.

AInnovagency é uma agência digital

end-to-end que coloca as pessoas

no centro de tudo que faz, combinando

Estratégia, Design, Tecnologia e Comunicação.

Uma agência nativa digital com

um DNA tecnológico e criativo.

É nossa missão criar experiências que

façam a diferença e tenham um impacto

positivo na vida das pessoas e das marcas,

através do digital.

Estamos focados em criar valor para

marcas, empresas e negócios combinando

criatividade com tecnologia, procurando

sempre inovar. Temos convicção

no impacto mais profundo das nossas

soluções para um mundo conectado e

inteligente, para vidas com propósito.

O QUE NOS DIFERENCIA

Num mundo saturado de informação,

apostamos na capacidade de criar conexões

emocionais duradouras. Desde a conceção

até a execução, cada projeto é uma

oportunidade para empurrar os limites

da criatividade e da inovação tecnológica.

Não nos contentamos apenas com a solução

que propomos, mas em todo o processo

de trabalho em equipa e no real impacto

da mesma nas pessoas que a vão usar.

O que nos distingue é a nossa abordagem

integrada aos projetos, a capacidade

criativa e a expertise técnica. Acompanhamos

ainda de perto as tendências, em

particular a inteligência artificial, onde

já atuamos com serviços dedicados. Esta

abordagem assenta em valores básicos

como o rigor, compromisso, confiança e

transparência.

Porque uma plataforma web nunca

é apenas uma plataforma web ou uma

campanha de comunicação apenas uma

forma de passar uma mensagem. E uma

app mobile não pode ser apenas mais um

ícone no nosso telemóvel.

O sucesso de um projeto não é apenas

medido em números, mas na forma como

transforma o mundo ao nosso redor.

A NOSSA EQUIPA

A nossa equipa, com mais de 60 pessoas,

é multidisciplinar dada a forte crença

na combinação de competências para

os melhores resultados. É composta por

mentes criativas e ambiciosas de designers,

estrategas, developers, data consultants

e marketeers, trabalhando verdadeiramente

em colaboração.

Acima de tudo, uma equipa apaixonada

por fazer a diferença, no digital.

OS PRINCIPAIS CLIENTES

Alguns dos nossos clientes nacionais:

ALDI, Fidelidade, Purina, Lactogal,

Grupo Sonae, moey!, ANA Aeroportos,

Grupo Pestana, AdvanceCare, AM Living,

Galp, FFMS e Oceanário, FNAC,

Abbott, Caravela Seguros, IAPMEI, Turismo

de Portugal, El Corte Inglés, Ascendum,

Via Verde, Synlab, Andante e

Escola Nacional de Saúde Pública.

Alguns dos nossos clientes internacionais:

mDoc, Ofertia, European Union,

Banco Central de Cabo Verde, Grupo

La Poste, EMSA, Migros, Salsation, KIK,

Ministério das Finanças de Cabo Verde,

Chiquita.

PEDRO LOBO

CEO

MARTA DUARTE CFO

RUI BARBOSA Digital Solutions Business

Development

MARIANA NUNES Head of Digital Solutions

FILIPA ROCHA Head of UX/UI

DANIEL PEREIRA Head of Digital Solutions

Production

SARA PETRUCCI Head of Digital Marketing

JOÃO ALMEIDA Head of Data & Intelligence

RICARDO CORDEIRO Head of Digital Experts & HR

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Estratégia

Design

UX/UI

Ativação Digital

Social Media

Mobile Apps

Soluções Web

Content Marketing

Automation & CRM

Performance

Marketing & Analytics

Consultoria em Inteligência

Artificial

CONTATOS

Rua Joshua Benoliel, 6 – 2ª

1250-133 Lisboa

talkwithus@innovagency.com

www.innovagency.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Agência de Comunicação

Relações Públicas

75

DIRETÓRIO

DARE NEW THINGS.

N

a LastLap acreditamos que

as experiências de marca não

nascem apenas de boas ideias.

Nascem da combinação entre visão estratégica,

criatividade e uma execução irrepreensível.

Estes três pilares não existem

de forma isolada — funcionam como um

todo, integrado desde o primeiro momento,

acompanhando cada projeto desde a

sua conceção até à sua concretização. É

neste encontro entre estratégia, criação e

produção que reside o que nos diferencia.

Cada projeto começa com uma leitura

clara e aprofundada do desafio da marca

e evolui para uma experiência desenhada

com intenção, detalhe e consistência.

Mais do que criar momentos impactantes,

procuramos construir experiências com

significado, capazes de gerar ligação real

entre marcas e pessoas e que perdurem

no tempo mesmo depois da experiência

acontecer. Trabalhamos de forma transversal

nas áreas de Corporate, Culture &

Lifestyle e Sports, garantindo uma abordagem

integrada onde briefing, pensamento

estratégico, criatividade e produção caminham

sempre lado a lado. Esta proximidade

entre todas as áreas permite-nos

assegurar a coerência que pretendemos

em todas as fases do processo e ao mesmo

tempo, elevar a qualidade da entrega final.

Num contexto em que o marketing experiencial

assume um papel cada vez mais

relevante, acreditamos que o verdadeiro

impacto acontece quando a execução está

à altura da ideia e quando ambas respondem,

de forma clara, aos objetivos da marca.

É esta exigência que nos guia em cada

projeto.

À medida que damos novos passos na

nossa expansão internacional, mantemos

o mesmo foco: criar experiências que

transformam objetivos de marca em momentos

relevantes, memoráveis e autênticos.

Porque é precisamente nesse ponto de

encontro entre ideia, emoção e execução

que o marketing experiencial ganha verdadeira

força.

LUÍS SEPÚLVEDA

CEO

HENRIQUE DO NASCIMENTO

RODRIGUES

COO

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Strategy

Creativity

Experiences

ÁREAS DE ATUAÇÃO

Corporate

Culture & Lifestyle

Sports

CONTACTOS

+351 211 550 530

geral@lastlap.pt

@lastlap_events

www.lastlap.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

76

Agência de Comunicação

PARTNERS FOR WHAT’S NEXT

Na LLYC, encaramos a comunicação

como o motor fundamental

para transformar desafios

de negócio em oportunidades reais de

crescimento. Como “Partners For What’s

Next”, posicionamo-nos ao lado dos nossos

clientes para antecipar tendências e

navegar a incerteza com confiança. Somos

o parceiro estratégico escolhido para

os momentos da verdade: aqueles marcos

decisivos onde a reputação, a confiança e

o valor do negócio estão em jogo.

QUEM SOMOS?

A LLYC é uma consultora global

de Corporate Affairs e Marketing

Solutions, que atua como parceira dos

seus clientes em influência, criatividade

e inovação, ajudando-os a crescer e

proteger o valor dos seus negócios.

O QUE FAZEMOS?

Criamos estratégias que conectam marcas

e audiências, impulsionam negócios

e geram impacto real. Atuamos em comunicação

corporativa, reputação, gestão

de crise, marketing digital e inteligência

artificial aplicada à comunicação.

ONDE ESTAMOS?

Em 13 países (Portugal, Argentina, Brasil,

Bélgica, Colômbia, Chile, Equador,

Espanha, Estados Unidos, México, Panamá,

Peru e República Dominicana)

somos mais de 1.200 especialistas e, temos

uma visão global e atuação local em

Portugal, para ajudar empresas a prosperar

num mundo em transformação.

O QUE NOS DISTINGUE?

A nossa proposta de valor reside na

convergência única entre a profundidade

analítica de uma consultora e a audácia

criativa de uma agência.

Data-driven storytelling: Uso de inteligência

artificial e análise avançada de

dados para comunicação estratégica.

Criatividade com impacto: Campanhas

criativas que criam conexões autênticas

que geram impacto social e comercial

mensurável.

Consultoria e implementação:

Abordagem que une estratégia

e execução de ponta a ponta.

Reconhecimento global: Melhor Consultora

de Comunicação na Europa, nos

PRWeek Global Awards (2021, 2022 e

2025); Empresa do Ano em Publicidade,

Marketing e Relações Públicas nos International

Business Awards (2022 e 2023);

Distinguidos como 2ª melhor agência

de Comunicação e PR, 2ª agência mais

atrativa para trabalhar em Portugal e 2

profissionais mais admirados no sector

pela SCOPEN (2025).

CONTACTOS

Rua Castilho, 26, 4º piso

1250-011, Lisboa

+351 219 239 700

lisboa@llyc.global // www.llyc.global

MARLENE GASPAR

Diretora-Geral

Portugal

MARIA EÇA

Diretora de Corporate

Affairs

NUNO MAGALHÃES

Diretor de Contexto

Político

CRISTINA GIRÃO

Diretora de Marketing

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Desenvolvemos Corporate Affairs e

Soluções Integradas de Marketing:

Atuamos de forma transversal

para oferecer uma visão 360º das

necessidades do negócio.

Corporate Affairs: Reputação

Corporativa e Liderança, ESG,

Comunicação Financeira e Operações

Corporativas, Assuntos Públicos,

Assuntos Europeus, Crises e

Riscos, Pessoas, Talento e Cultura,

Healthcare, Advocacy e Diplomacia

Corporativa.

Marketing: AI & Deep Learning,

Criatividade Estratégica, Branding,

Marketing Digital, Marketing de

Influência, Paid Media, Marketing

Automation, SEO, Performance, Growth

& Transformation.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Agência de Comunicação

77

DIRETÓRIO

Somos uma agência de criatividade e

comunicação integrada. Trabalhamos

estratégia, branding, publicidade,

conteúdos e eventos.

Entre nós, temos muitos talentos, mas o

maior de todos é a capacidade de nos comprometermos

com quem quer ir sempre mais

além. A nossa experiência não é só uma conquista,

mas um ponto de partida: quanto mais

conhecemos, mais vontade temos de explorar.

Pessoas

Somos 35 profissionais que formam uma

equipa ágil, multidisciplinar e em constante

evolução. Com mais de 60 anos de presença

no mercado, unimos a experiência de quem já

viu o mundo mudar com a visão ousada das

novas gerações. É esta combinação que nos

valoriza.

Percurso

Sabemos o que fazemos. São seis décadas de

compromissos duradouros, de ideias que conquistaram

prémios, de eventos que puseram

marcas portuguesas nas bocas do mundo. A

nossa história é, também, a de um país que

se afirma pela criatividade. E é com orgulho

que dizemos que somos uma agência 100%

portuguesa.

Colaboração

As boas ideias são só o começo — é a capacidade

de nos comprometermos, do início ao fim,

que nos distingue. Em cada projeto, alinhamos

competências, partilhamos conhecimento, somamos

esforços e mantemo-nos próximos de

clientes e parceiros. Acreditamos que o valor

nasce do que projetamos em conjunto.

Alcance

Encerrámos 2024 com um crescimento acumulado

superior a 40% nos últimos três anos.

Hoje, temos presença ativa em mais de 30 países,

incluindo mercados tão distintos como

Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados

Unidos, Índia, Japão, México, Polónia,

Suécia, Vietname, entre muitos outros.

Conquistas

Fomos distinguidos em Cannes com um Leão,

premiados nos World Independent Advertising

Awards (Los Angeles), FEPI (Argentina) e

eleitos Agência do Ano pela NetWork LEAG,

que reúne as melhores agências independentes

do mundo. Contamos com várias distinções

do Clube de Criatividade e dos Prémios Lusófonos.

Mas o verdadeiro sucesso mede-se nas

relações que construímos. E o grande prémio

é contarmos, com uma taxa de fidelização dos

clientes perto dos 100%.

BRUNO RENTE

CEO

GONÇALO SANTOS

Diretor Criativo

GONÇALO FURTADO

Diretor de Contas

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Estratégia, Branding, Conteúdos, Publicidade, Eventos

CONTACTOS

Av. da Boavista - Edifício Aviz 3523 - 1º

4100-139 Porto

+351 222 073 660

geral@opal.pt // opal.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

78

Agência de Comunicação

ALEXANDRA VARASSIN

CEO Publicis

Groupe Portugal

POWER OF ONE

O DIFERENCIAL PUBLICIS GROUPE PARA O DESENVOLVIMENTO

DE MARCAS E CRESCIMENTO DO NEGÓCIO DOS SEUS CLIENTES

MARIA CARVALHO

Chief Media Officer

Zenith / Starcomb / Spark

Performics

maria.carvalho@publicisgroupe.com

OPublicis Groupe afirma-se

como um dos principais grupos

de comunicação e marketing

à escala global, distinguindo-se por uma

abordagem integrada e orientada para resultados,

concebida para responder aos

desafios de um mercado em permanente

transformação. Em Portugal, combina visão

estratégica, talento multidisciplinar

e uma forte capacidade de execução, colocando

os objetivos de negócio dos seus

clientes no centro de todas as soluções que

desenvolve.

Assente na filosofia Power of One, o Publicis

Groupe reúne dados, criatividade,

estratégia, media e tecnologia num modelo

colaborativo que rompe com os silos tradicionais

e potencia o verdadeiro trabalho

em equipa. Este modelo permite compreender

de forma profunda as necessidades

dos clientes e ativar, de forma ágil, as capabilities

mais relevantes para dar resposta

a cada desafio, assegurando soluções mais

eficazes, consistentes e escaláveis, num

contexto de crescente complexidade.

A transformação digital é um eixo estratégico

central. O Groupe integra Dados e

Inteligência Artificial em toda a sua oferta,

não apenas como ferramentas tecnológicas,

mas como motores de insight, antecipação

de tendências e clareza estratégica, permitindo

tomar decisões mais informadas e

relevantes num ecossistema cada vez mais

fragmentado. Esta abordagem possibilita

a conceção de estratégias mais sólidas,

experiências mais relevantes e campanhas

orientadas para impacto real e sustentável,

acompanhando a evolução dos consumidores

e dos ecossistemas digitais.

Áreas como Commerce, Retail Media,

Connected TV e Content reforçam o compromisso

do Publicis Groupe em criar experiências

envolventes ao longo de todo o

customer journey, combinando precisão,

criatividade e performance. A capacidade

de atuar de forma integrada nestes territórios

permite às marcas construir relações

mais fortes e duradouras com os seus

públicos, mesmo num cenário altamente

competitivo e em constante mudança.

Apesar da forte aposta em dados e tecnologia,

a criatividade continua a ser o coração

da estratégia do Publicis Groupe. É

ela que diferencia, que gera emoção e relevância

cultural, e que transforma informação

em ideias poderosas. Esta combinação

entre criatividade, inovação e inteligência

estratégica — profundamente humana —

sustenta soluções de comunicação robustas,

capazes de fazer os clientes destacar-se

num mercado cada vez mais exigente, dinâmico

e orientado para resultados.

Assim, o Publicis Groupe posiciona-se

como um verdadeiro parceiro estratégico

de transformação, capaz de ligar marcas,

pessoas e negócio através de soluções integradas,

relevantes e preparadas para o

futuro.

CONTACTOS

Rua Gonçalves Zarco, 14,

1449-013 Lisboa

+351 213 260 800

www.publicisgroupe.pt

PAULA LOPES

Managing Director

Leo & Digitas

Leo / Digitas / Publicis

Production

paula.lopes@publicisgroupe.com

JUDITE MOTA

Chief Creative

fficer

SERGIO OLIVEIRA

Head of Business

Transformation

GUSTAVO OTTO

Chief Connection

Officer

ANA RIBEIROS

Chief Financial

Officer

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Estratégia, Criatividade, Produção, Media, Content, Commerce, Data &

Analystics, CRM, Performance Marketing, SEO, Influence Marketing, Branded

Content, Retail Media, Social Media, Tech Development.

Teresa Calado

New Business Development Lead

teresa.calado@publicisgroupe.com

Cláudia Moreira

Communications Specialist

claudia.moreira@publicisgroupe.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Consultora de Publicidade

79

DIRETÓRIO

ESTRATÉGIA, TECNOLOGIA E

CRESCIMENTO NO MARKETING DAS TI

Num setor onde a complexidade é a norma

e a diferenciação é cada vez mais

difícil de conquistar, o marketing e a

comunicação deixaram de ser apenas uma questão

de visibilidade para se tornar um verdadeiro

motor de crescimento. É neste contexto que a StreamRoad

Marketing & Comunicação afirma o seu

posicionamento, aliando conhecimento profundo

do ecossistema das Tecnologias de Informação a

uma abordagem estratégica orientada para resultados

concretos.

Mais do que acompanhar tendências, a StreamRoad

tem vindo a consolidar um papel ativo

na forma como o marketing B2B evolui, sobretudo

num mercado onde ciclos de decisão são longos,

audiências são altamente especializadas e a

relevância depende, cada vez mais, da capacidade

de entregar valor em cada ponto de contacto. A

integração entre estratégia, conteúdo, dados e tecnologia

não é, por isso, um objetivo - é a base de

trabalho.

Com uma experiência consolidada no setor, a

agência desenvolve soluções que vão da consultoria

estratégica à execução operacional, sempre

com um foco claro: ajudar as marcas a gerar procura

qualificada, fortalecer o posicionamento e

acelerar oportunidades de negócio. Esta abordagem

traduz-se em programas integrados que cruzam

marketing digital, desenvolvimento de canal,

geração de leads e gestão de plataformas, garantindo

consistência e eficácia ao longo de todo o funil.

Num momento em que a inteligência artificial

redefine as regras do jogo, a StreamRoad utiliza

estas ferramentas de forma consistente, incorporando-as

nos seus serviços de forma a conseguir

uma maior eficiência na sua execução. A capacidade

de transformar insights em ações permite

não só otimizar campanhas em tempo real, mas

também antecipar comportamentos e identificar

novas oportunidades de crescimento para os

clientes.

Mas é na combinação entre tecnologia e conhecimento

humano que reside o verdadeiro diferencial.

A equipa da StreamRoad reúne experiência

em marketing e comunicação com um entendimento

sólido das dinâmicas do setor tecnológico,

o que permite uma leitura mais precisa dos desafios

e uma maior proximidade aos objetivos de

negócio de cada cliente.

Num mercado em constante transformação,

onde a fragmentação dos media e a aceleração

digital colocam novos desafios às marcas, a StreamRoad

posiciona-se como um parceiro estratégico

capaz de simplificar a complexidade e de

transformar investimento em impacto. Mais do

que comunicar, trata-se de criar valor, gerar relevância

e contribuir, de forma sustentada, para o

crescimento das organizações.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

programas de Marketing de canal operacional, programas de desenvolvimento de canal

(pesquisa, qualificação, seleção, recrutamento, desenvolvimento, monitorização e

acompanhamento), avaliação de canais de distribuição, plataformas de negócios,

soluções de merchandising para grandes cadeias de consumo e Marketing operacional.

SÉRGIO AZEVEDO

Partner

PAULO REGO

Managing Director

ELISABETE NEVES

Head of Office

& Administration

RAQUEL DIAS

Lead of Demand

Generation

DANIELA GOMES

Head of Marketing

& Communication

CONTACTOS

Rua 9 de abril 300/300ª, São Pedro do Estoril

2765-542 Cascais

+351 214 686 170

geral@streamroad.pt // streamroad.pt

RITA CASQUEIRO-ALCOBIA

Creative Lead

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

80

Consultora em Comunicação

O CRESCIMENTO DAS MARCAS

COMEÇA NAS PESSOAS

A Inteligência Artificial é parte central da nossa

operação, não como substituto do talento humano,

mas como amplificador da sua capacidade.

Automatizamos o que é repetível para libertar

as nossas equipas para o pensamento criativo e

estratégico de alto nível, onde a diferença se faz.

O Talents Group representa hoje uma nova geração

de parceiros de comunicação: ágeis na execução,

rigorosos na estratégia e comprometidos

com o crescimento sustentável das marcas e dos

talentos que representamos.

MIGUEL RAPOSO

Chairman

ATalents é hoje mais do que uma agência,

é um grupo, um ecossistema global de

comunicação e gestão de talento com

presença em Portugal, Espanha e nos Emirados

Árabes Unidos. Fundado há 3 anos por Miguel Raposo,

o grupo construiu a sua identidade em torno

de uma premissa simples e poderosa: as empresas

não crescem sozinhas, quem cresce são as pessoas.

A Talents deixou de ser uma agência para se

tornar o parceiro estratégico das marcas que

querem crescer com propósito e rigor. A nossa

proposta assenta em quatro pilares integrados:

Estratégia Digital, para posicionar o negócio; Design

e Produção de Conteúdo, para lhe dar forma;

Marketing de Influência, para lhe dar voz; e

Agenciamento de Talento, para o ligar às pessoas

certas.

O que nos distingue no mercado não é apenas a

criatividade, é o rigor estratégico com que a aplicamos

e a capacidade de execução que a transforma

em propostas reais. Não nos ficamos pelas

ideias bonitas nem pelas métricas de vaidade. Entregamos

campanhas no terreno, no prazo e com

foco nos resultados.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Gestão de Carreiras & Agenciamento: Representação

Estratégica, Ghost Creator,

Negociação e Contratos.

Estratégia de Marketing & Publicidade: Estratégia

Global de Marketing, Publicidade

Estratégica, Posicionamento de Marca.

Marketing de Influência: Gestão de Campanhas

e Ativações, Marketing de Influência

Always On, Estratégia de Marketing de

Influência.

Digital & Performance: Gestão de Redes

Sociais, Publicidade Paga (Paid Media),

Desenvolvimento de Websites, Estratégia e

Consultoria Digital.

Design & Conteúdo: Branding & Rebranding,

Design Gráfico e Digital, Produção de Vídeo

& Foto, Direção Criativa.

CONTACTOS

Talents, lda

Lisboa, Porto, Madrid, Dubai

Rua das Musas,

Passeio dos Cruzados

2.01 01F - Loja 6

1990-171 Parque das Nações

hello@talents.pt

CATARINA MIRANDA

Partner &

Talent Manager

ANA PATRÍCIA

Director of Talent

& Operations

JOÃO RAPOSO

Partner & Head

of Creativity

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Agência de Comunicação

Relações Públicas

81

DIRETÓRIO

COMUNICAÇÃO COM

PROPÓSITO, IMPACTO

COM FUTURO

Somos uma agência de comunicação

e relações públicas orientada para

a proximidade, a estratégia e o impacto.

Ao longo do nosso percurso temos

trabalhado de forma próxima com meios

de comunicação social, municípios, empresas,

eventos, hotéis e diversas organizações,

contribuindo para fortalecer a ligação entre

stakeholders e criar relações sólidas e duradouras.

Esta abordagem personalizada reflete

uma visão clara: através da comunicação

construir pontes, gerar confiança e potenciar

valor.

Com mais de 25 anos de experiência em

comunicação estratégica e relações públicas,

a liderança da TF Consulting adquiriu um

conhecimento profundo do mercado e das

dinâmicas que moldam a reputação das marcas.

Esta experiência tem sido determinante

para antecipar tendências e responder às

crescentes imposições de um contexto global

cada vez mais complexo e exigente.

A Sustentabilidade surge, assim, como uma

evolução natural do posicionamento da empresa.

Resulta de uma preocupação genuína

com práticas ambientais, sociais e de governance

(ESG) e, rapidamente se tornou uma

área central de especialização.

Assente na convicção

de que “a comunicação

é a força motriz da

sustentabilidade”, acreditamos

que as organizações

devem ir além de abordagens

superficiais. Comunicar

com autenticidade,

consistência e estratégia é

essencial para gerar valor

duradouro — não apenas

para o negócio, mas

também para a sociedade

e para os territórios. Para concretizar esta

visão, criamos uma nova área de negócio:

Consultoria em Comunicação e Sustentabilidade,

onde temos à disposição de clientes

uma metodologia prática e evolutiva,

estruturada em quatro etapas, que permite

alinhar estratégia, comunicação e resultados

mensuráveis. Este modelo constitui uma

ferramenta eficaz para apoiar organizações

na integração das suas boas práticas, garantindo

coerência, autenticidade e transparência,

evitando greenwashing e crises.

Posicionamo-nos como um parceiro estratégico

na interligação entre sustentabilidade,

e comunicação com uma abordagem

relevante quer para organismos públicos

quer para empresas privadas que pretendem

integrar práticas ESG, para municípios que

procuram reforçar a sua identidade sustentável

e para projetos que desejam alinhar o

seu discurso com impacto real.

A Task Force Consulting afirma-se, assim,

como uma agência comprometida com uma

comunicação com propósito, capaz de criar

valor, fortalecer reputações e contribuir

para um futuro mais sustentável.

ÂNGELA TEIXEIRA

CEO

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria de comunicação

Comunicação Estratégica

nas áreas de ESG

Assessoria de Imprensa

Relações Públicas

Organização de Eventos

Marketing Digital

Marketing de Influência

CONTACTOS

Pedidos de informação:

geral@taskforceconsulting.pt

Propostas e Orçamentos:

angela@taskforceconsulting.pt

taskforceconsulting.pt/

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

82

Agência de Comunicação e Relações Públicas

SARA PROENÇA

Co-Founder & CEO

A AGÊNCIA IBÉRICA DE COMUNICAÇÃO

E RELAÇÕES PÚBLICAS PARA EMPRESAS

AMBICIOSAS, DISRUPTIVAS E INOVADORAS

OThe Square ajuda a potenciar

a reputação e o valor das

organizações num mundo cada

vez mais digital e interligado, através de

estratégias de comunicação desenhadas para

gerar credibilidade, confiança e notoriedade.

Com foco na nova economia e em empresas

que desafiam o status quo, assume como

missão acelerar o crescimento e consolidar

o posicionamento de quem lhe confia a sua

comunicação.

Ao trabalhar com marcas ambiciosas e

inovadoras, o The Square afirma-se como

parceiro estratégico, orientado para resultados

com impacto. Integra-se nas equipas dos seus

clientes, adotando uma abordagem proativa e

criativa, centrada na identificação contínua de

oportunidades e na construção de narrativas

relevantes.

Recorrer ao The Square é contar com um

parceiro profundamente envolvido na evolução

do negócio, com um papel ativo na definição

de posicionamento, antecipação de tendências

e gestão consistente da comunicação.

Com presença em Portugal e Espanha,

garante uma atuação ibérica, desenvolvendo

estratégias integradas e alinhadas com os

objetivos de cada organização localmente.

O conhecimento próximo do tecido

empresarial permite responder de forma

eficaz aos desafios específicos de cada fase de

crescimento.

A colaboração com o The Square assegura

uma presença sólida nos media, no digital e

nos canais próprios, reforçando a reputação

e contribuindo diretamente para prioridades

estratégicas. Os seus parceiros beneficiam

de posicionamentos mais claros, narrativas

distintivas, maior ligação a stakeholders

e visibilidade junto das audiências mais

relevantes. O impacto traduz-se também no

apoio a processos de investimento, expansão,

atração de talento, desenvolvimento de

parcerias e afirmação de liderança.

Paralelamente, o The Square assume o

compromisso de gerar impacto positivo na

sociedade, envolvendo-se ativamente em

iniciativas sociais e culturais. Destaca-se a

colaboração com projetos como a Pedalar Sem

Idade, bem como o apoio a entidades em que

acredita poderem contribuir para um futuro

melhor.

Em 2026, com menos de 10 anos de atividade,

o The Square afirma-se como uma referência

no setor, suportado por uma equipa com

mais de 40 profissionais multidisciplinares,

reconhecida pela sua resiliência e capacidade

de adaptação.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria Estratégica em Comunicação, Prevenção e Gestão de Crise, Media

Relations, Content Marketing & AI Visibility, Employer Branding & Comunicação

Interna, Comunicação Digital & Design Gráfico

Mariana Catarino

Manager

JOANA CIDADES

Senior PR Specialist

MARIANA BRANCO

Senior PR Specialist

ANA DUARTE

Senior PR Specialist

CONTACTOS

Lisboa

Av. da República, 41,

5º e 6º Andares

+351 215 969 470

Madrid

Cloudworks Cibeles

C. de Pedro Muñoz Seca, 2,

6º Andar

+354 663 988 645

www.the-square.co

welcome@the-square.co

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Consultora de Comunicação & Public Affairs

83

DIRETÓRIO

WISDOM, Meaningful Influence, é

A uma consultora de Comunicação e

Public Affairs que apoia as organizações

na construção de reputação, influência e

confiança, num contexto cada vez mais

exigente, marcado pelo excesso de informação

e de desinformação, pela pressão

reputacional e pela crescente necessidade

de transparência.

Num ambiente onde a comunicação deixou

de ser apenas visibilidade para passar a

ser um instrumento crítico de decisão, posicionamo-nos

como parceiros estratégicos

das organizações e das lideranças que procuram

afirmar-se com consistência, relevância

e impacto. Trabalhamos com algumas das

maiores empresas nacionais e internacionais,

em diversos setores de atividade, ajudando-

-as a interpretar o contexto, a antecipar os

riscos e a identificar as oportunidades de influência.

Acreditamos que a comunicação eficaz

não se limita à transmissão de mensagens.

Implica compreender os ecossistemas de influência,

alinhar narrativas com o propósito

das organizações e a construir relações de

confiança com stakeholders-chave. É neste

cruzamento entre estratégia, reputação e

influência que geramos valor, apoiando diretamente

os decisores na definição de posicionamentos

e na gestão da sua presença

pública.

Desenhamos estratégias de comunicação,

de public affairs e de relações institucionais à

medida de cada cliente, integrando diferentes

disciplinas e ferramentas, da assessoria

mediática à gestão de crise, da comunicação

digital ao media training e ao public speaking,

sempre com uma abordagem orientada

para resultados concretos e sustentáveis.

Mais do que executar, estruturamos pensamento

estratégico e ajudamos os nossos

clientes a tomar melhores decisões.

A nossa atuação assenta em quatro princípios

fundamentais:

Multidisciplinaridade, que nos permite integrar

diferentes perspetivas e responder à

complexidade dos desafios atuais;

Experiência, que transforma conhecimento

acumulado em soluções eficazes;

Personalização, que garante respostas ajustadas

à realidade de cada organização;

Espírito colaborativo, porque acreditamos

que os melhores resultados nascem de relações

de proximidade e confiança.

A estes princípios juntamos um conjunto

de valores que orientam o nosso trabalho e

definem a nossa cultura. A Excelência, traduzida

no rigor, consistência e atenção ao

detalhe que sustentam a credibilidade; O

Impacto, entendido como a capacidade de

transformar comunicação em influência e

resultados; e O Compromisso, visível na proximidade

aos clientes e na procura contínua

das melhores soluções, com foco na eficácia

e na entrega.

A missão da WISDOM é clara: consolidar

a comunicação dos nossos clientes como um

ativo estratégico, reforçar a sua reputação e

potenciar as suas relações de influência, em

todos os níveis. Mais do que comunicar, contribuímos

para a construção de organizações

mais relevantes, mais informadas e mais preparadas

para um ambiente em permanente

transformação.

Na WISDOM, comunicamos com propósito

e trabalhamos para que o mesmo se traduza

em confiança, influência e impacto real.

MARIA DOMINGAS

CARVALHOSA

Managing Partner

JOSÉ BOURBON-RIBEIRO

Managing Partner

MIGUEL BRAGA

Managing Director

CONTACTOS

Tagus Space

Rua Rui Teles Palhinha

nº10, 3ºJ

2740-278 Porto Salvo

+351 214 414 359

geral@wisdom.com.pt

www.wisdom.com.pt

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

84

Relações Públicas

Agência de Comunicação

MARCAS FORTES NÃO FALAM

MAIS ALTO. FALAM MELHOR

Adding Value PR Solutions é

A uma agência de comunicação

e relações públicas que se posiciona

como parceira estratégica das marcas,

ajudando-as a construir reputação,

relevância e impacto num ecossistema

mediático em constante transformação.

Com uma abordagem assente na

proximidade aos meios de comunicação

e ao cliente, bem como no profundo

conhecimento do seu negócio, a Adding Value distingue-se pela

capacidade de desenvolver estratégias de comunicação integradas,

alinhadas com objetivos concretos e orientadas para resultados.

Mais do que amplificar mensagens, criamos narrativas consistentes,

credíveis e diferenciadoras, capazes de gerar valor a longo prazo.

Entre as nossas principais competências destacam-se as relações

com os media, a assessoria estratégica, a gestão de reputação e a

criação de conteúdos, sempre com um forte rigor editorial e atenção

ao detalhe. A experiência acumulada e a relação de confiança com

jornalistas e opinion makers permitem à Adding Value potenciar

a visibilidade dos seus clientes de forma qualificada e sustentada.

A Adding Value acredita que a comunicação só é verdadeiramente

eficaz quando está ligada ao negócio. Por isso, cada projeto é

desenvolvido com base numa compreensão clara dos desafios e

objetivos dos clientes, garantindo que cada ação contribui para

reforçar posicionamento, notoriedade e confiança.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Agência especializada na assessoria de imprensa em áreas

de atividade tão diversificadas como a das Tecnologias

da Informação, Indústria e Desporto Automóvel, Sector

Alimentar, Turismo, Indústria Farmacêutica e Sector

Financeiro.

CONTACTOS

Rua 9 de abril 300/300ª, São Pedro do Estoril

2765-542 Cascais

+351 214 686 170

geral@addingvalue.pt // www.addingvalue.pt

ANA MARGARIDA PAULA

Executive Director

ESTRATÉGIAS

PARA O SUCESSO

AAgência integrada que

combina estratégias de

marketing e comunicação com

design, publicidade e tecnologia

para otimizar a performance das

marcas. Cada marca tem uma

identidade e um potencial únicos.

Nós ativamos esse potencial e

ajudamos a sua marca a crescer.

Com presença em Lisboa e Porto

e escritórios internacionais em

RICARDO

ALENCASTRE

CEO

Dublin e Toronto, aliamos o rigor dos dados à criatividade

para construir relações duradouras entre marcas e

consumidores. Com diversas parcerias estratégicas com a

Google Partner, Umbraco, ActiveCampaign, entre outras,

implementamos soluções que garantem relevância e eficácia

num mercado em constante transformação e evolução.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Branding: Estratégia, nome, identidade visual

e voz da marca; Design & Comunicação: Design

gráfico, UX/UI e copywriting; Marketing &

Publicidade: Campanhas multicanal, SEO, GEO e

Ads; Web & Mobile: Websites, portais web, apps

e soluções à medida; E-commerce: Soluções B2B

& B2C e integração de sistemas; Transformação

Digital & IA: Otimização de processos e utilização

de Inteligência Artificial; Ilustração &

Vídeo: Produção de conteúdos visuais, vídeos e

anúncios.

CONTACTOS

Lisboa: Av. da República 6, 1º esq.

1050-191 Lisboa

Porto: Rua Santos Pousada, 441

4000-432 Porto

+351 213 303 724

hello@brandabilityagency.com

www.brandabilityagency.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Relações Públicas

Agência de Comunicação

85

DIRETÓRIO

DO STORYTELLING

PARA O STORYDOING

Somos um Hub de comunicação

inovador e dinâmico, criado

para disponibilizar serviços e

soluções de próxima geração junto

dos nossos clientes.

A nossa abordagem é baseada

em dados e sustentada no conceito

PESO (Paid/ Earned/ Share/

Owned. Liderada por pensadores

e consultores estratégicos e

criativos que implementam e

desenvolvem insights críticos com

vista a aumentar o impacto da

comunicação.

Temos escala, visão e ferramentas para ajudar os clientes e

prever e gerir riscos, o que nos permite ativar ideias ousadas

em todos os setores, canais e suportes de comunicação.

Aprofundamos a compreensão. Melhoramos e protegemos

a reputação.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria e Planeamento Estratégico

Media Relations

Public Affairs

Gestão Redes Sociais

Marketing Digital e de Conteúdo

Training

VANDA ROSÁRIO

Founder e Managing

Director

CONTACTOS

Rua Filipe Folque nº 2 1ºdt- Escritório R 1.5

1050-113 Lisboa /Portugal

+351 913 194 454

ola@hubmedia.pt // www.hubmedia.pt

ELEVAMOS MARCAS PARA QUE CRIEM

VALOR COM IMPACTO POSITIVO

Lift é hoje uma agência de

A comunicação fully integrated,

com um conjunto alargado de

competências e serviços que lhe permite

olhar para os desafios dos clientes de

forma mais completa e estratégica. Com

a consultoria no centro, e a estratégia

e a criatividade como força motriz,

ajudamos as marcas a criar valor com

impacto positivo. Vemos na tecnologia

uma aliada para ganhar eficiência e

potenciar resultados, sem nunca perder

de vista o que faz realmente a diferença:

o pensamento crítico, a sensibilidade

humana, a ética e a capacidade de ler

cada contexto com profundidade.

É essa combinação que nos permite

apoiar os clientes na tomada de

decisão, assegurando coerência entre

posicionamento, narrativa e negócio, e

ajudando-os a navegar um ecossistema

de comunicação cada vez mais exigente.

Com uma ambição de crescimento

sustentado, continuamos a consolidar um caminho que o mercado já

reconhece: liderança, relevância e excelência. Prova disso é a distinção

da Lift, pelo segundo biénio consecutivo, como a melhor agência de

comunicação em Portugal no estudo AGENCY SCOPE.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Estratégia, Criatividade, Relações Públicas Institucionais,

Relações Públicas de Marca, Gestão de Reputação,

Public Affairs, Gestão de Redes Sociais, Marketing

Digital, Marketing de Conteúdos, Data & Intelligence,

Training, Influencer Marketing, Eventos

CONTACTOS

Rua José Fontana 1, 1º andar

2770-101, Paço de Arcos

+351 214 666 500

geral@lift.com.pt // www.lift.com.pt

SALVADOR DA CUNHA

CEO & Partner of

Reputation & Corporate

Communication

ANA CATARINA FAUSTINO

Managing Partner & Partner

of Strategy, Creativity

and Business Development

RUI PEREIRA

Managing Partner & CFO

DIOGO FERREIRA DA COSTA

Partner of Digital &

Social Media

GONÇALO BOAVIDA

Partner of Public Affairs

MARTA MARREIROS

Partner of Consumer

Engagement

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


DIRETÓRIO

86

Consultora de Comunicação & Public Affairs

Agência de Design e Comunicação Digital

DUAS DÉCADAS AO

SERVIÇO DA SUA MARCA

Na Porto de Ideias trabalhamos

todos os dias para manter os

nossos clientes satisfeitos.

E cada dia representa para nós

um novo desafio.

Mas com o know-how,

experiência, motivação e foco

da nossa equipa, conseguimos

entregar resultados e construir o

nosso caminho de sucesso.

Suportados nas melhores

técnicas e metodologias, temos

como prioridade trabalhar a imagem e reputação de quem

nos procura, aportando-lhes valor e reconhecimento no

mercado.

Tem sido esta a nossa receita. E o tempo tem-nos mostrado

que estamos no caminho certo.

O vasto portefólio de clientes, os casos de sucesso e os

prémios colecionados ao longo dos últimos 23 anos são o

nosso maior orgulho. Queremos continuar a merecer a

confiança de cada vez mais clientes.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Assessoria de comunicação

Assessoria de imprensa

Produção de conteúdos

Comunicação digital

Comunicação Interna

Design

Comunicação política

CARLOS FURTADO

& ISABEL

CÔRTE-REAL

DESAFIAMOS O ÓBVIO

PARA CRIAR O MEMORÁVEL

ASixfold studio é um estúdio

criativo que cruza estratégia,

design e tecnologia para criar

experiências com impacto real.

Trabalhamos com startups e

empresas estabelecidas para

transformar ideias em produtos

digitais relevantes, escaláveis

e alinhados com objetivos de

negócio concretos

Acreditamos que o bom design não é apenas estético: é

funcional, intuitivo e orientado a resultados. Por isso, cada

projeto começa com uma compreensão profunda do contexto,

do utilizador e das oportunidades, evoluindo depois para

soluções que equilibram criatividade e pragmatismo.

Do branding ao UI/UX, passando pela validação de

conceitos e desenvolvimento de produtos, atuamos como

parceiros ao longo de todo o processo. Mais do que entregar

projetos, ajudamos a construir produtos com identidade,

consistência e capacidade de crescer num ecossistema digital

cada vez mais exigente.

Na Sixfold, desenhamos experiências que fazem sentido

para as marcas, para os negócios e para as pessoas.

PRINCIPAIS SERVIÇOS

UX/UI Design

Branding & Identidade Visual

Desenvolvimento de Software

Programação Full stack

Integração de IA em Produtos Digitais

ANDRÉ OLIVEIRA

CEO

CONTACTOS

Rua João de Deus, 6 sala 307

4100-456 Porto

geral@portodeideias.pt // www.portodeideias.pt

CONTACTOS

Rua das Corredouras, Nº 17

2715-671 Montelavar, Lisboa

+351 932 082 957

hello@sixfoldstudio.com // www.sixfoldstudio.com

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Na Neurónio Criativo, criamos soluções que

unem o mundo digital e o universo offline.

Do desenvolvimento de sites e plataformas

digitais à integração de soluções de Inteligência

Artificial, passando pela produção de

revistas corporativas e design gráfico, oferecemos

um serviço completo e adaptado a

cada cliente. Com foco na qualidade e na satisfação,

ajudamos empresas a construir um

posicionamento sólido, acrescentando valor

e gerando resultados eficazes.

ROGÉRIO JUNIOR

CEO

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Consultoria de Comunicação Estratégica, Criação de conteúdos,

Gestão de Redes Sociais, Desenvolvimento Web,

Marketing Digital, Design

A TEAM LEWIS é uma agência

de marketing global cuja missão é

ajudar e inspirar as marcas a crescer.

Oferece um amplo leque de serviços

de comunicação com impacto

mensurável no negócio dos seus

clientes – com foco principal em

relações públicas, marketing digital,

consultoria estratégica e branding/

design. A agência está estabelecida

em Portugal desde 2009, com

um escritório em Lisboa. A nível

global, conta com uma equipa

de mais de 600 pessoas dispersas

por 28 escritórios localizados na

Europa, Ásia e América do Norte.

PRINCIPAIS

SERVIÇOS

INÊS

BARBOSA

Lisbon

Director

87

RUI PINTO

SEO

Director,

EMA

Relações Públicas

Marketing Digital

Branding & Design

Consultoria

Estratégica

de Comunicação

DIRETÓRIO

CONTACTOS

Rua Cidade de Rabat, 41B

1500-159 Lisboa

+351 210 123 400

geral@neuroniocriativo.pt

CONTACTOS

LACS Anjos | Rua Febo Moniz 27B, Estúdio 5.3

1150-152 Lisboa

+351 910 939 846

hellolisbon@teamlewis.com // www.teamlewis.com/pt

A escrita não é um ofício, é um modo de

vida. Se todos temos uma história é a forma

como a contamos que nos torna especiais e

memoráveis, é esse o ADN das ShortStories.

Ajudar a contar a história da sua empresa,

da sua marca, do seu produto e adaptá-la ao

formato que mais se adequa é o nosso desafio

diário. É um trabalho personalizado, em que as

soluções são desenvolvidas à medida, de forma

criativa e original. Não somos os melhores, não

fazemos tudo, mas somos únicos.

Qual é a sua história?

SANDRA NOBRE

Founder &

Storyteller

PRINCIPAIS SERVIÇOS

Storytelling, Criatividade, Comunicação, Edição,

Formação

CONTACTOS

+351 961 510 588

www.shortstories.pt

Com 37 anos de experiência, UPPARTNER

é uma agência de comunicação e marketing

multidisciplinar que transforma marcas

através de estratégia, criatividade e inovação

orientada por dados. Atuamos em one

health, branding, retail, marketing digital,

estudos de mercado, relações-públicas,

influencer marketing, design, produção

audiovisual, eventos e employer branding,

num modelo one-stop-buy que garante

consistência em todos os pontos de contacto.

CONTACTOS

Rua Praça Nuno Rodrigues dos Santos 7,

1600-171 Lisboa

+351 210 410 100

info@uppartner.pt // www.uppartner.pt

HÉLIO SOARES

CEO

PRINCIPAIS SERVIÇOS

One Health, Trade Marketing, Live & Digital Events,

Communication & Design, PR & Influencer Marketing,

Digital Marketing, Marketing Intelligence & Consulting,

Employer Branding e Endomarketing, Film Lab.

QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026


Gostava de ver a sua

Agência aqui listada?

quemequem@marketeer.pt



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