Quem é Quem nas Agências 2026
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#2026
QUEM É QUEM
NAS AGÊNCIAS
3
EDITORIAL
Novos tempos,
nova conversa
O setor das agências em Portugal nunca esteve tão vivo e tão pressionado.
Num mercado em aceleração constante, onde a inteligência artificial entra
nas rotinas de trabalho a uma velocidade que poucos antecipavam, a
pergunta que percorre toda a indústria é sempre a mesma: qual é, afinal, o
verdadeiro papel das agências?
A resposta, se é que existe uma só, está a mudar. E esta edição do Quem é
Quem nas Agências é, precisamente, um retrato desse momento de transformação.
Um momento em que o setor se interroga, se reinventa e, em
muitos casos, se surpreende com a sua própria capacidade de adaptação.
O que encontramos ao longo das páginas que se seguem não é uma indústria
em crise, mas uma indústria em redefinição. As agências que resistem
e as que crescem são aquelas que deixaram de se ver como fornecedores de execução para passarem a ser
parceiros de decisão. Aquelas que perceberam que o cliente não quer campanhas: quer impacto. Não quer entregáveis:
quer resultados. E que a diferença entre uma agência relevante e uma agência substituível está, cada
vez mais, na capacidade de estar presente quando as decisões ainda estão a ser tomadas, e não apenas quando
é preciso comunicá-las.
A inteligência artificial é o pano de fundo de quase todas as conversas que tivemos. Mas o que ressalta não é
o medo da substituição, é a clareza crescente de que a IA amplifica quem sabe pensar, e expõe quem apenas
executa. Como nos diz um dos líderes ouvidos neste anuário, a IA não tem cadeira à mesa. Tem acesso à sala.
A diferença, essa, interessa. Saber integrar estas ferramentas no processo criativo e estratégico, sem perder de
vista o que é genuinamente humano, é hoje uma das competências mais valiosas do setor.
Há também um movimento silencioso mas consistente de valorização estratégica da comunicação. As agências
querem e precisam de ser chamadas mais cedo, quando as decisões ainda estão a ser tomadas. Esse salto, de
executor para consultor, de tático para estratégico, não é apenas uma ambição: é uma necessidade. Num mercado
onde os clientes são mais exigentes, onde os orçamentos são mais escrutinados e onde os resultados têm
de ser mensuráveis, só sobrevive quem consegue demonstrar valor de forma clara e consistente.
Portugal revela-se, aliás, um mercado peculiar neste contexto. É o país que mais recorre a agências integradas
entre os onze mercados analisados pelo Agency Scope. Um sinal de que, por cá, a aposta na parceria de longo
prazo e na visão 360 graus não é apenas retórica. É prática.
Este anuário reúne os líderes, as agências e as ideias que estão a moldar esse caminho. É uma fotografia do
presente, mas também um mapa de intenções para o futuro.
Boa leitura.
DESENVOLVIMENTO, COORDENAÇÃO E REDAÇÃO Neurónio Criativo • PROJECTO GRÁFICO The Hotel
• ARTE The Hotel & Sofia Marques • IMAGENS Getty Images • COMERCIAL E PUBLICIDADE Mário Serra,
Marisa Silvestre e Rogério Junior (quemequem@marketeer.pt) • PERIODICIDADE Anual • TIRAGEM MÉDIA
17.000 exemplares • PROPRIEDADE | SEDE | EDITOR Multipublicações, LDA, Rua Cidade de Rabat, nº 41B,
1500-159 Lisboa, NIPC: 506 012 905, CRCL: 11061 • IMPRESSÃO E ACABAMENTO Lidergraf - Sustainable
Printing, Rua do Galhano, nº 15, 4480-089 Vila do Conde
SUMÁRIO
4
Entrevista
A valorização estratégica
da comunicação é o
maior desafio
Domingas Carvalhosa deu
recentemente início ao terceiro
e último mandato na liderança
da direção da APECOM, estando
traçadas as metas a atingir.
Triber
Análise
P.06
Nascida em plena pandemia, a
Triber entra agora numa nova
fase e assume-se publicamente
como uma agência full-service
de estratégia de marca.
P.10
Float
Queremos ser uma
referência Europeia
A Float Health está a viver uma
nova etapa da sua trajetória.
O recente redesign da marca
surge como reflexo de uma
transformação mais profunda
da agência
Opinião
P.16
A criatividade
humana continuará
a ser insubstituível
O presidente da direcção da
APAP faz um balanço positivo
da atividade em 2025
António Roquette
P.18
FORUM LÍDERES
Num mundo onde a tecnologia
redefine regras a cada ciclo,
as agências enfrentam um
dos momentos mais exigentes
da sua história. A inteligência
artificial, os dados e a
fragmentação dos media não
são apenas tendências: são
forças que estão a redesenhar,
de forma estrutural, o papel de
quem faz comunicação.
DIRETÓRIO
P.24
AGENCY SCOPE
2025/2026
As marcas estão a investir
mais no digital, a reduzir
o número de parceiros e a
exigir agências cada vez mais
integradas, avança a 12.ª edição
do AGENCY SCOPE Portugal,
apresentada pela SCOPEN.
P.12
Loba
Numa altura em que as marcas
procuram soluções cada vez
mais integradas, a LOBA defende
uma abordagem capaz de cruzar
estratégia, experiência, inovação e
negócio com impacto mensurável.
Análise
P.20
Agentes internos de IA.
Vamos ter de nos entender
com as máquinas?
P.22
Desde as relações públicas
e o marketing digital, até à
publicidade e comunicação
corporativa, incluindo eventos
e marketing de influência, o
universo das agências é amplo
e diverso.
P.50
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ENTREVISTA
6
A valorização estratégica
da comunicação é o maior
DESAFIO
A valorização estratégica da
comunicação, a adaptação do setor à
regulamentação do lobing, a integração
responsável de todas as nossas
agências com inteligência artificial, e
profissionalização do marketing de
influência. para os próximos três anos.
Redação
omingas Carvalhosa deu recentemente início ao terceiro
e último mandato na liderança da direção da Associação
Portuguesa das Agências de Comunicação (APECOM),
estando traçadas as metas a atingir. Lóbi, IA, profissionalização
do marketing de influência e valorização estratégica
da comunicação, permitindo às agências mais
rendimento são os eixos de atuação.
Quais foram as mudanças mais decisivas a que assistiu no mercado
desde que está na APECOM?
O mercado mudou e tem vindo a mudar cada vez mais. Tem-se profissionalizado
e há as mudanças no contexto económico, tecnológico,
social, etc. Quando chegámos desde logo procurámos perceber
que necessidades sentiam os associados e como olhavam para a Associação,
o que foi importante para desenhar um plano.
Queríamos tornar a APECOM num ponto de encontro de um
conjunto mais abrangente de agências: não queríamos ter só as
grandes, que faziam o tradicional trabalho das consultoras de comunicação,
mas atrair agências médias e pequenas, agências especializadas
e isso levou-nos a mudar quase tudo, incluindo a imagem,
tornando-a mais dinâmica, moderna, atual - até este conceito do
ponto de encontro. A ideia era tocar em mais pessoas a acho que
conseguimos.
Em que medida?
Hoje temos um número de associados bastante maior. Partimos de
19 e neste momento são 34, crescemos 79% em quatro anos, e temos
pedidos de mais quatro consultoras para entrarem.
Foram atrás de novas agências, surgiram novas?
Fizemos um esforço de falar com agências que conhecíamos e dizer-
-lhes que fazia sentido associarem-se, a ideia era tornar o setor mais
dinâmico e diverso. Nos primeiros dois anos, valeu este esforço, mas
no segundo mandado assistimos a várias a aproximarem-se, também
porque houve um ganho de notoriedade da APECOM. E isto dá-nos
ma alegria extraordinária, porque chegámos a um ponto em que as
agências e as consultoras de comunicação - e bem - sentem que, estando
no setor, devem estar integradas na associação que o representa.
A APECOM saiu reforçada…
Sim, temos reforçado a presença institucional da APECOM e estamos
numa fase de consolidação que se centra em quatro eixos
ligados ao programa que temos para os próximos três anos: a valorização
estratégica da comunicação, a adaptação do setor à regulamentação
do lobing, a integração responsável de todas as nossas
agências com inteligência artificial, e profissionalização do marketing
de influência.
Com base nestes eixos, queremos produzir conhecimento, no
fundo, definir boas práticas. Por exemplo, o que temos estado a fazer
relativamente ao lobing, é dialogar com os decisores para termos
bons resultados em termos de políticas públicas, e, no fundo, com
tudo isto, conseguir estruturar o setor. Conseguimos com o lobing,
vamos agora o mesmo com a regulação e profissionalização do
marketing de influência – algo que deverá ser lançado pelo Governo
em meados deste ano.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
7
ENTREVISTA
Domingas Carvalhosa
Associação Portuguesa
das Agências de Comunicação
(APECOM)
Por que sentem necessidade de criar essa
regulamentação?
Falamos do universo dos influenciadores, uma
nova profissão onde temos de distinguir o trigo do
joio, o que se faz com regras. É importante valorizar
os que fazem bem e desvalorizar os que fazem
mal, e fazer com que estes tenham de fazer bem,
ou saiam – e isto só é possível com regulação.
Não há orientações atualmente?
Há um Manual de Boas Práticas desenvolvido pela
Direção-Geral do Consumidor, que irá estar na
base da regulação que vai ser feita pelo gabinete do
ministro da Presidência. Apresentámos um texto,
feito pelo Grupo de Trabalho de Marketing de Influência,
composto por uma série de especialistas
de consultoras de comunicação da APECOM que
têm esta atividade, fizemos benchmarking também
com o que se passa em Espanha, em França,
etc., e o que achámos que se adaptava a Portugal.
Este é um tema muito importante, porque vai mexer
com toda a operacionalização das próprias
agências.
E a inteligência artificial (IA)?
Queremos produzir um Guia de princípios para
uso ético de IA em comunicação e promover formação
técnica e estratégica, porque é muito importante
que esta utilização não seja apenas operacional.
Desejamos criar um debate sobre os seus
impactos nas questões de direitos de autor, transparência,
responsabilidade reputacional, relação
com clientes. Tudo isto deve ser discutido e nós
temos de ter uma opinião sobre o tema.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ENTREVISTA
8
Qual o maior desafio da IA para as agências?
A IA só funciona muito bem se soubermos falar com ‘ela’ e passar-
-lhe conhecimento nosso, ou seja, Ela é tão melhor quanto melhor
nos formos. Nas maiores consultoras há formações sobre IA, e vamos
tentar facilitar e dar apoio a agências mais pequenas para a
formação dos seus colaboradores.
Qual o perfil das pessoas que as agências procuram como
colaboradores?
Há uma busca por perfis com uma cultura geral acentuada, jovens que
gostem muito de leitura, atentos às notícias, que têm conhecimento
político, que sabem distinguir os nossos protagonistas políticos. São
muito mais atentos, e isto relevante para a comunicação institucional
e principalmente para public affairs e lobbying. Mais do que a formação,
por vezes conta o perfil, e são recrutadas pessoas de Filosofia,
Direito, Economia, não necessariamente apenas Comunicação
Os clientes são mais exigentes?
Tem mais a ver com o esforço das agências em acrescentar mais valor,
o que aliás é um dos eixos que queremos desenvolver nos próximos
três anos e tem a ver com defender e reposicionar o papel da comunicação,
porque há, cada vez mais, um risco de erosão do valor económico
e estratégico da comunicação.
Os clientes começam a ser também mais exigentes, apreciando a
qualidade na nossa entrega, nos documentos que produzimos como
consultores, mas é preciso que percebam que, para haver quadros
qualificados, é preciso pagar--lhes. E para isso não pode reduzir-se o
valor de avenças, pelo contrário, temos de ir incrementando ou anualmente,
ou quando há mais serviço, etc.
O lobby tem má reputação…
Tem péssima reputação. Durante anos, quando se queria falar de
tráfico de influências ou cunhas, falava-se em lóbi, o que denegriu a
sua imagem. Algo que também influencia é o facto de o lóbi Estados
Unidos ter uma influência muito pesada, sendo totalmente diferente
do europeu. Quando as empresas financiam partidos e fazem lóbi ao
mesmo tempo, é muito complicado. Mas isso não acontece de todo
na Europa.
Já temos este tema regulamentado.
E agora vamos passar para uma segunda fase em que é preciso criar
uma plataforma tecnológica onde os lobistas, ou quem pretende influenciar
entidades públicas, têm de se registar (RETRI - Registo de
Transparência de Interesses Legítimos). Penso que não estará pronta
antes do próximo ano. Também nessa plataforma as entidades públicas
deverão depois pôr a ‘pegada’ legislativa, indicar por quem foram
contactadas
Este serviço já tem algum peso razoável nas agências?
Sim, tem vindo a crescer, mesmo antes da regulamentação, e agora
Durante anos, quando se queria
falar de tráfico de influências
ou cunhas, falava-se em lóbi, o
que denegriu a sua imagem. Algo
que também influencia é o facto
de o lóbi dos Estados Unidos ter
uma influência muito pesada,
sendo totalmente diferente do
europeu.
torna-se mais fácil, até para multinacionais que ficam mais descansadas
por haver regulamentação.
Como vê o tema das fusões e aquisições neste setor em Portugal?
É algo que acontece na maior parte dos mercados, aqui demorou mais
tempo a acontecer.
Não admite mais um mandato depois deste que agora começa.
Que legado gostava de deixar?
Gostava que ficassem regulamentadas as questões do marketing de
influência, da IA e do lóbi, que houvesse guias de boas práticas, com
manuais em que deixamos conhecimento sobre o tema. O tema do valor
vai ser o mais difícil, queria conseguir, pelo menos criar a perceção
que é preciso olhar para isto.
Há ainda algo que é importante, em termos da valorização institucional
da própria APECOM: fomos pela primeira vez na história
convidados para integrar a Autorregulação Publicitária como membro
da Direção.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
P a r a
comunicar
de forma
eficaz não
é preciso
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Mas é preciso ter estudos
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ENTREVISTA
10
Triber dá novo passo e
apresenta-se ao mercado como
agência
full-service
Nascida em plena pandemia, a
Triber entra agora numa nova fase e
assume-se publicamente como uma
agência full-service de estratégia de
marca.
evolução da Triber não surge como
uma rutura, mas antes como a formalização
de um caminho que a agência
tem vindo a fazer desde a sua fundação.
Depois de ganhar notoriedade
na área digital, a empresa foi alargando
a sua intervenção a áreas como
branding, criatividade, planeamento
de meios, packaging e campanhas
multimeios, consolidando uma proposta
integrada que, segundo Pedro Girão, permite assegurar maior
coerência estratégica e criativa em todos os pontos de contacto das
marcas.
A Triber nasceu em plena pandemia como uma agência
digital. O que é que mudou para agora assumirem,
de forma clara, um posicionamento full-service de
estratégia de marca?
Mudou que agora já temos projetos que permitam provar que somos
bons em outras áreas que não apenas a digital. Criámos a Triber
depois de anos a criar outra agência. Sempre acreditámos que tínhamos
de dar aos potenciais clientes razões para acreditar que éramos
bons e aquilo por que éramos conhecidos era o trabalho em estratégia
e marketing digital para o Licor Beirão. Por isso, focámo-nos na
vertente de estratégia e marketing digital.
Usámos o serviço no qual tínhamos reputação para entrar nos clientes
e, depois, crescer junto deles mostrando-lhes outras formas de agregar
valor.
Nestes anos criámos portefólio e, agora, temos rebrandings, brandings,
sucessos a liderar o marketing de empresas, digital, campanhas de
rádio, TV, outdoor, packaging… Agora já podemos mostrar que somos
bons sem ter de esperar que as pessoas acreditem.
Esta nova fase traduz para o mercado algo que a Triber
já vinha a fazer há algum tempo. Porque sentiram
que este era o momento certo para o anunciar?
Não podemos comprometer a qualidade e para que isso aconteça, temos
de ter a estrutura e equipa certas. Hoje temos o portefólio, a estrutura
e a equipa para o garantir.
O que é que este rebranding representa, na prática,
para a agência e para o tipo de relação que querem
ter com os clientes?
A consolidação como um braço direito em estratégia, em visão para a
marca, em transposição de objetivos de negócio em campanhas, marcas,
conteúdos… Ter o mesmo interlocutor responsável por controlar
criativa e estrategicamente os vários pontos de comunicação de uma
marca dá uma consistência que acrescenta imenso valor.
Como é que se garante coerência quando uma agência
junta, na mesma proposta, consultoria estratégica,
branding, criatividade, planeamento de meios e implementação
digital?
Eu faço a pergunta ao contrário: como é que se garante coerência quando
há 5 agências diferentes em cada fase do processo? A maior mais-valia
disto é mesmo o alinhamento entre profissionais que estão habituados
a trabalhar entre si, cada um na sua especialidade. Até para o brand
manager é um descanso: já viu o tempo que perde a gerir 5 parceiros
com métodos e filosofias de trabalho diferentes?
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
11
ENTREVISTA
Os prémios recentes em áreas tão distintas como
packaging, renaming e eficácia digital mostram uma
agência mais ampla do que aquela que o mercado conhecia.
Esse reconhecimento ajudou a validar esta
mudança de posicionamento?
Ajudou a que os clientes ganhassem mais razões para acreditar que somos
bons. Nada mais.
Num setor em que se fala muito de criatividade, como
define a diferença entre trabalho criativo que gera
valor real para as marcas e trabalho criativo que
existe apenas para impressionar?
A criatividade só pela criatividade pode ser gira, mas não gera necessariamente
valor. Por exemplo: ganhámos recentemente 7 prémios criativos,
mas não sinto que tenhamos acrescentado mais valor aos clientes
com que ganhámos prémios do que aos outros. Um negócio faz-se de
trabalho, de humildade, de estar disposto a sacrificarmo-nos pelo negócio
de um cliente como se fosse o nosso. A criatividade é uma ferramenta.
Este lado pouco sexy não dá prémios. Mas dá clientes satisfeitos,
que é o que nos interessa.
A Triber tem vindo a crescer de forma consistente
em faturação e lucro, ao mesmo tempo que conquistou
distinções como PME Líder e PME Excelência. Que decisões
foram mais importantes nesse percurso?
Fazemos na Triber o que vendemos aos nossos clientes. Sabemos que é
uma maratona e não os 100 metros.
Por isso, focamo-nos na estratégia o que nos tem dado uma vantagem
competitiva. Estamos atentos, antecipamos tendências, corrigimos.
Também temos uma visão muito clara de que o nosso maior
ativo são as pessoas e se elas forem boas, motivadas e continuarem a
crescer, vai-se sentir uma estabilidade que é rara em agências. Se nos
focarmos nelas, o nosso cliente vai senti-lo e continuar connosco, num
ciclo virtuoso como aquele em que temos estado. Mas 5 anos são só os
primeiros kms da maratona…
Construir esse crescimento a partir de Coimbra, fora
dos grandes centros, trouxe dificuldades adicionais
ou acabou por se tornar uma vantagem competitiva?
É uma dificuldade no sentido em que estamos longe dos grandes centros
de decisão. Percebemos que há uma rede que é muito forte em
Equipa Triber
Lisboa e no Porto e torna-se difícil abrir algumas portas sem ela. Mas
temos isso em conta na nossa estratégia e estamos a traçar o caminho
que queríamos.
Como CEO, o que é que aprendeu sobre liderança ao
fazer crescer uma agência jovem num mercado tão competitivo
e em constante transformação?
Fui CEO em duas agências, na primeira delas mesmo muito novo e
como único CEO e sem ser sócio… nesta somos 4 sócios, com percentagens
iguais. A principal aprendizagem é que a divisão de poder
é importante: ser um líder é um percurso solitário e quando o poder
está concentrado, por mais próximos que sejamos da equipa, é difícil
alguém ser 100% franco connosco sobre o que melhorar. E isso faz-nos
estagnar e cometer erros. Com quatro sócios essa franqueza é garantida.
Quanto ao resto, sinto que o maior papel do líder é fazer com que
a nossa equipa confie em nós. E isto parece básico, mas envolve tanta,
tanta coisa… Inclusivamente a consciência de que essa confiança demora
anos a construir-se e se pode perder em segundos.
Depois deste rebranding, como gostava que a Triber
fosse vista pelo mercado daqui a dois ou três anos?
Como uma referência em estratégia de marca a nível nacional.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ANÁLISE
12
AGENCY
SCOPE
As marcas estão a investir mais no digital, a reduzir o número de
parceiros e a exigir agências cada vez mais integradas, avança a
12.ª edição do AGENCY SCOPE Portugal, apresentada pela SCOPEN.
Redação
2025
2026
estudo, que ouviu 280 responsáveis por 304
marcas entre abril e outubro de 2025, é tido
como o barómetro mais completo do ecossistema
de anunciantes e agências e revela
um setor em transformação acelerada e com
prioridades claras para 2026.
De acordo com o AGENCY SCOPE, Portugal
destaca-se internacionalmente pelo
equilíbrio entre investimento em ATL e Digital (ambos com 37%
do orçamento de marketing e comunicação). O BTL mantém um
peso significativo de 26%, em contraciclo com a tendência global de
redução desta rubrica.
As redes sociais e os influencers voltam a ganhar espaço - pelo
segundo ciclo consecutivo - afirmando o seu dinamismo no mix
digital nacional, um mercado onde o orçamento total das marcas
representa 3,3% das vendas, como na edição anterior.
A integração de serviços é o grande movimento estrutural do setor,
conclui o documento, que avança que os anunciantes tendem a
trabalhar com menos agências e a privilegiar modelos que combinem
criatividade, digital, social media, meios e produção de conteúdos
num único parceiro - um conceito 360.º.
Portugal é, entre os 11 mercados analisados, aquele que mais
recorre a agências integradas (60,2%, face a uma média global de
35,4%), sendo que a integração de meios offline e online é vista
como uma competência essencial, enquanto a incorporação de novas
plataformas digitais e inteligência artificial a ganhar espaço no
planeamento estratégico.
A criatividade e o pensamento estratégico continuam a definir
o perfil da “agência ideal”, com os inquiridos a valorizarem também
um conhecimento profundo do mercado e a capacidade de
gerar impacto real no negócio. As agências de PR reforçam assim a
sua posição como parceiras estratégicas, por terem capacidade de
atuação transversal e domínio dos media.
O estudo revela ainda que Portugal mantém uma forte tradição
na forma como conduz concursos: 92% seguem o modelo clássico
de entrega de propostas criativas e estratégicas, muito acima da
média internacional. Workshops e processos de “chemistry” representam
apenas 4% dos concursos nacionais.
As relações entre marcas e agências mantêm-se estáveis, com
uma duração média de 5,5 anos, também acima da média global,
e a satisfação também se mantém elevada: 82% dos anunciantes
afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com as suas agências
criativas, e apenas 15% ponderam lançar concursos em 2026. O
grau de exigência aumenta nas áreas de digital e PR.
Para 2026, os anunciantes apontam a valorização do equity das
marcas como o principal desafio de negócio e comunicação. A diferenciação
competitiva é uma prioridade imediata, e a criatividade
continua a ser vista como motor de crescimento.
A inteligência artificial, já integrada em algumas agências para
ganhos de eficiência, é identificada por um terço dos responsáveis
como um fator de forte impacto no curto prazo, sobretudo pela
capacidade de transformar processos, acelerar produção e influenciar
novas formas de consumo de media.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
3,3%
13
ANÁLISE
representa o orçamento total
das marcas no mix digital:
redes sociais e influencers
82%
dos anunciantes afirmam
estar satisfeitos ou
muito satisfeitos com as
suas agências criativas
AGENCY SCOPE
O BARÓMETRO INTERNACIONAL QUE ANALISA
A RELAÇÃO ENTRE MARCAS E AGÊNCIAS
Realizado de dois em dois anos em 11 países,
o AGENCY SCOPE é o estudo internacional
que avalia em profundidade a relação
entre anunciantes e agências, identificando
tendências estruturais da indústria do marketing
e comunicação.
O barómetro analisa o desempenho das
agências em quatro grandes áreas — criatividade/publicidade,
criatividade digital,
meios e comunicação/PR — e inclui ainda a
avaliação da notoriedade e dos profissionais
ligados ao marketing de influência.
Pretende fornecer às agências uma leitura
precisa das necessidades dos anunciantes,
identificando oportunidades de crescimento,
ajustando posicionamento e antecipando
mudanças neste setor, que viver uma nova
fase de transformação
QUEM SE DESTACOU
NO AGENCY SCOPE 2025/26
O AGENCY SCOPE Portugal revelou mais
uma vez marcas, profissionais e agências
que mais se destacaram em 2025, segundo a
avaliação dos próprios marketers.
MARCAS
A IKEA lidera o ranking das marcas com melhores
campanhas, seguida por Super Bock,
NOS, Lidl, Continente e Vodafone, enquanto
a Wells surge como “Rising Star”, graças à
maior subida no top de notoriedade criativa.
PROFISSIONAIS
Nos profissionais, António Fuzeta da Ponte
(NOS) é eleito o marketer mais admirado,
seguido por Filipa Appleton (Continente),
Mónica Sousa (IKEA), Bruno Albuquerque
(Super Bock) e Leonor Dias (Vodafone).
Em comunicação corporativa, o destaque
vai para Nádia Reis (Continente), Cláudia
Domingues (IKEA), Tiago Ferreira (Delta), Diogo
Sousa (Galp) e Rui Cabrita (EDP).
PROFISSIONAIS AGÊNCIAS
Entre os profissionais das agências, os mais
admirados são Susana Albuquerque (Uzina)
na criatividade, Rui Freire (Initiative) em
meios, Salvador da Cunha (Lift) em comunicação/PR
e Inês Mendes da Silva (Notable)
no marketing de influência.
92%
dos concursos seguem o modelo
clássico de entrega de propostas
criativas e estratégicas.
60,2%
Portugal é, entre os 11
mercados analisados, aquele
que mais recorre a agências
integradas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ANÁLISE
14
TOP 3 AGÊNCIAS EM CRIATIVIDADE,
DIGITAL, MEIOS E COMUNICAÇÃO/PR
NOTORIEDADE
ESPONTÂNEA
EXEMPLAR/IDEAL
ATRATIVIDADE
AVALIAÇÃO
DE MERCADO
AVALIAÇÃO
DE CLIENTES
AGÊNCIAS
CRIATIVAS
#1 O ESCRITÓRIO #1 UZINA #1 O ESCRITÓRIO #1 O ESCRITÓRIO #1 UZINA
#2 UZINA #2 O ESCRITÓRIO #2 UZINA #2 UZINA
#2 O ESCRITÓRIO
BAR OGILVY
#3 HAVAS #3 BAR OGILVY #3 BAR OGILVY #3 FUEL #3 FUEL
NOTORIEDADE
ESPONTÂNEA
EXEMPLAR/IDEAL
ATRATIVIDADE
AVALIAÇÃO
DE MERCADO
AVALIAÇÃO
DE CLIENTES
AGÊNCIAS
DIGITAIS
#1 FULLSIX #1 FULLSIX #1 PEPPER #1 PEPPER #1 PEPPER
#2 PEPPER #2 PEPPER #2 O ESCRITÓRIO #2 FULLSIX
#2 THE HOTEL
LIVE CONTENT
#3 HAVAS #3 LIVE CONTENT #3 FULLSIX
#3 ADAGIETTO
UZINA
#3 NOSSA
NOTORIEDADE
ESPONTÂNEA
EXEMPLAR/IDEAL
ATRATIVIDADE
AVALIAÇÃO
DE MERCADO
AVALIAÇÃO
DE CLIENTES
AGÊNCIAS
DE MEIOS
#1 HAVAS MEDIA #1 WAVEMAKER #1 HAVAS MEDIA #1 HAVAS MEDIA #1 WAVEMAKER
#2 INITIATIVE #2 HAVAS MEDIA #2 INITIATIVE #2 INITIATIVE
#2 HAVAS MEDIA
MINDSHARE
#3 ARENA MEDIA #3 INITIATIVE #3 OMD #3 WAVEMAKER #3 PHD
AGÊNCIAS DE
COMUNICAÇÃO & PR
NOTORIEDADE
ESPONTÂNEA
EXEMPLAR/IDEAL
ATRATIVIDADE
AVALIAÇÃO
DE MERCADO
#1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT #1 LIFT
#2 ADAGIETTO #2 BURSON #2 ADAGIETTO #2 LLYC #2 LLYC
AVALIAÇÃO
DE CLIENTES
#3 LPM #3 LLYC #3 LPM #3 ADAGIETTO #3 BURSON
AGÊNCIAS DE
NETWORK CRIATIVA
NOTORIEDADE
ESPONTÂNEA
EXEMPLAR/IDEAL
ATRATIVIDADE
AVALIAÇÃO
DE MERCADO
#1 HAVAS #1 BAR OGILVY #1 BAR OGILVY #1 BAR OGILVY #1 FUEL
AVALIAÇÃO
DE CLIENTES
#2 BAR OGILVY #2 FUEL #2 FUEL #2 FUEL #2 BAR OGILVY
#3 FUEL #3 VML #3 VML
#3 VML
DENTSU CREATIVE
#3 VML
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ENTREVISTA
16
QUEREMOS SER UMA REFERÊNCIA
EUROPEIA
A Float Health está a viver uma nova
etapa da sua trajetória. O recente
redesign da marca surge como
reflexo de uma transformação mais
profunda da agência, que quer ir
além da comunicação tradicional para
assumir um papel mais estratégico
junto da indústria farmacêutica. Em
entrevista, Pedro Joel, CEO da empresa,
explica a visão, a ambição e o caminho
construído ao longo de 23 anos.
ais do que uma nova imagem, a renovação da identidade da
Float Health simboliza um reposicionamento pensado para
acompanhar a evolução do próprio setor da saúde. Numa área
em que comunicar ciência já não chega, a agência defende uma
abordagem que cruza conhecimento científico, tecnologia,
comportamento e contexto social, com o objetivo de gerar impacto real e
aproximar a inovação da vida das pessoas.
Com 23 anos de atividade, a Float Health quer afirmar-se como muito
mais do que uma agência especializada. A ambição passa por consolidar
um modelo que une comunicação médica, consultoria estratégica e desenvolvimento
de soluções próprias, reforçando a presença ibérica e acelerando
a projeção internacional.
A Float Health apresentou recentemente um redesign de marca. O que
é que esta nova identidade procura traduzir sobre a agência que são
hoje?
A nova identidade não é cosmética, mas um alinhamento com uma
mudança estrutural no setor da saúde. Nos últimos 10 anos, a indústria
farmacêutica (IF) passou de uma lógica de produto para uma lógica de
outcomes: valor clínico e experiência do doente. E isso implica entrar no
território da resolução de problemas das pessoas.
A assinatura “Connect with life” traduz essa evolução: passamos de uma
visão centrada na saúde como sistema para uma visão centrada na vida
como contexto. Num momento em que, segundo a OCDE, mais de 50%
dos resultados em saúde dependem de determinantes não clínicos, comunicar
ciência já não basta, é necessário torná-la relevante no quotidiano.
A simbologia das células num ambiente urbano reforça esse posicionamento:
trabalhamos na interseção entre biologia, ciência, comportamento
e contexto social.
De que forma esta evolução da marca acompanha também uma transformação
mais profunda do vosso posicionamento e da vossa ambição
para o futuro?
Existe uma transformação clara. Estamos a sair do modelo de agência
para um modelo híbrido entre medcomm, product builder e consultora
estratégica. O mercado global de medical communications cresce de
forma consistente, sobretudo nos segmentos mais dinâmicos (soluções
proprietárias, plataformas, data e modelos escaláveis). E é nesse eixo que
estamos a concentrar o nosso investimento.
Hoje não produzimos apenas conteúdos. Apostamos em plataformas
de real-world evidence, sistemas automatizados de outputs científicos e
soluções de learning e engagement baseadas em dados. Isso altera o papel
da agência: passámos a influenciar diretamente a produção e disseminação
de evidência clínica.
Internamente, exige uma estrutura que muitas agências não têm: integração
entre medical writing, desenvolvimento tecnológico e estratégia.
Por isso, a nossa ambição é clara: sermos percecionados como um
parceiro que resolve problemas complexos da IF e não como um mero
fornecedor de serviços.
Ao fim de 23 anos de atividade, o que é que considera ter sido mais
decisivo para manter a relevância num mercado cada vez mais competitivo
e fragmentado?
Antecipação e estrutura. A maioria reage à procura; nós investimos antes
dela existir. Isso implica custo e risco, mas é o único caminho que conta.
E apesar da real fragmentação do mercado (mais canais, mais players,
mais especialização), a verdade é que os clientes estão a concentrar investimento
em parceiros que consigam integrar várias dimensões: ciência,
criatividade, tecnologia e compliance. E, como tal, ter uma equipa multidisciplinar
sólida foi decisivo. Permite-nos responder rápido, mas com
consistência, algo crítico num setor regulado.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
17
Pedro Joel,
CEO, Float Health
multilingues, por exemplo na diabetes, aplicações médicas e soluções
para doentes em áreas como tiroide ou doenças raras, entre outras inúmeras
soluções para quem nos procura. E claro que isso obriga a uma
sofisticação que vai muito além da comunicação tradicional.
Numa economia de atenção cada vez mais exigente, como é que uma
agência especializada consegue continuar a captar valor, confiança e
impacto?
A atenção inicial é inferior a 8 segundos em conteúdos digitais generalistas.
Nos profissionais de saúde, a limitação é o tempo que têm disponível!
A resposta não é produzir mais, mas desenhar melhor a experiência. Trabalhamos
com audiências qualificadas, o que favorece a relevância sobre o
volume. Se o conteúdo for útil, é consumido. Num cenário de saturação de
canais, o diferencial está em redesenhar jornadas: integrar aprendizagem no
fluxo de trabalho do médico, usar microformatos, criar experiências modulares
e eliminar fricção. Cada clique desnecessário reduz engagement.
A Float Health apresenta-se hoje como uma Global Medcomm. O que
distingue, na prática, este posicionamento de uma oferta mais tradicional
na área da comunicação?
Uma agência tradicional executa. Uma global medcomm desenha, constrói
e escala. A diferença está em três níveis: profundidade científica; integração
tecnológica (sem dependência de terceiros); e escala internacional, com
projetos concebidos para múltiplos mercados. Desenvolvemos plataformas
A Float Health tem reforçado a sua liderança ibérica. Que oportunidades
e responsabilidades traz esse posicionamento para os próximos anos?
A liderança ibérica não é um título. É, sim, uma pressão acrescida. Mas
penso que a descrição que melhor nos “serve” é sermos uma das melhores
empresas nesta área na Europa. Até porque a IF está cada vez mais
organizada por clusters geográficos e ter presença ibérica ou europeia
posiciona-nos como parceiro natural para projetos que exigem consistência
entre mercados, mas adaptação local. Além disso, este posicionamento
permite também o desenvolvimento de produtos proprietários.
Com maior escala, conseguimos investir em soluções que vão além do
modelo de serviço.
Quando olha para o futuro, que espaço quer a Float Health ocupar
na área da Comunicação Médica em Health e que marca pretende
deixar no setor?
Queremos ser a referência sempre que a IF procurar um parceiro de valor
para lançar, escalar ou transformar um projeto médico. Já o demonstrámos
com lançamentos de desempenho recorde no mercado nacional,
incluindo o fármaco líder em Portugal na obesidade. Fomos responsáveis
pelo lançamento mais bem-sucedido de sempre em Portugal: um
medicamento que atingiu o primeiro lugar na sua classe e ultrapassou
os 100 milhões de euros no primeiro ano. Não lançámos apenas um
medicamento, preparámos um mercado.
O próximo passo é consolidar presença internacional e reforçar o
peso das soluções proprietárias no portefólio.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
OPINIÃO
18
A CRIATIVIDADE HUMANA
CONTINUARÁ A SER
INSUBSTITUÍVEL
O presidente da direcção da
Associação Portuguesa das
Agências de Publicidade,
Comunicação e Marketing
(APAP) faz um balanço
positivo da atividade em
2025, apesar dos muitos
desafios, que continuam e
vão manter-se. O setor está
em grande transformação,
refere António Roquette,
numa entrevista onde passa
em revista temas como a IA
e a criatividade, e projeta
uma nova edição, ainda
melhor dos Effie Awards em
Portugal.
Redação
Inteligência artificial (IA) muda quase tudo, mas nada
substitui a criatividade humana e as competências necessárias
para o uso desta ferramenta, refere o presidente da
Direção da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade,
Comunicação e Marketing (APAP), António
Roquette.
O setor, avança, vive os “desafios estruturais” de uma
transformação, onde “novas ferramentas de inteligência
artificial surgem diariamente e novos modelos de trabalho estão a redefinirem o
papel das agências”.
Mas, sublinha António Roquette, neste tema há “um ponto essencial: a criatividade
continua a ser humana e feita para pessoas”, sendo que, neste contexto, “saber
integrar estas novas ferramentas no processo criativo é, hoje, um dos maiores desafios
da indústria”.
“Para desenvolver boas ideias, a criatividade humana continuará a ser insubstituível.
E, nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada para amplificar essa
capacidade”, diz.
O principal desafio que surge agora no horizonte passa por “redefinir o modelo
de trabalho”, ou seja, explica “Perceber o que continuará a ser feito pelas equipas e
o que poderá ser automatizado, bem como repensar a forma de remuneração do
trabalho criativo desenvolvido com recurso a estas tecnologias.”
“Além disso, há uma nova competência crítica a emergir: a capacidade de trabalhar
eficazmente com estas ferramentas. Como se costuma dizer, alguém tem de
saber escrever os prompts certos”, afirma António Roquette.
INVESTIMENTOS AJUSTADOS
Estas mudanças acontecem num ambiente global de “grande incerteza”, o que torna
o desafio mais complexo, tendo em conta o cenário de “instabilidade geopolítica e
conflitos cujos desfechos são imprevisíveis”.
“Este contexto tem impacto direto na economia, no consumo e, consequentemente,
nos investimentos em comunicação, que tendem a ser ajustados em momentos
de maior pressão”, lembra António Roquette.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
19
OPINIÃO
António Roquette
presidente da direcção da Associação
Portuguesa das Agências de Publicidade,
Comunicação e Marketing (APAP)
APAP tem tido aqui um papel relevante, com trabalho realizado
em 2025 no apoio à formação.
“Com o objetivo de recrutamento de talento diferenciado, isto
é, áreas de formação que não marketing e publicidade, desenvolvemos
uma campanha multimédia para atração de estagiários, remunerados
claro, para os nossos Associados”, afirma.
Em 2025, a APAP lançou também um programa de formação
dedicado aos seus nossos associados. “Tem tido uma excelente
adesão e que queremos reforçar no próximo ano”, avança.
EFFIE AWARDS PORTUGAL: UMA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
DE SUCESSO
“Também será importante acompanhar os efeitos da crise petrolífera
e a sua repercussão nos preços e no comportamento do mercado”,
refere o responsável da APAP, que conclui:” Nestes cenários,
trabalha-se muitas vezes com mais dúvidas do que certezas”, o que
vem dar mais valor a algumas competências de quem trabalha ou
quer entrar neste setor profissional.
“A formação, os interesses individuais e a cultura geral continuam
a ser fundamentais. Estamos num setor onde o entendimento
dos comportamentos e das tendências influencia diretamente a
relevância do trabalho que produzimos”, explica António Roquette.
“Aquilo que verdadeiramente diferencia um profissional é a sua
individualidade criativa - a capacidade de interpretar o contexto e
criar algo distintivo”, explica o presidente da APAP, que sublinha que
“num mundo saturado de estímulos, só ideias verdadeiramente originais
conseguem captar atenção.”
“Para fazer mais do mesmo, não serão necessários criativos -
bastarão boas ferramentas de inteligência artificial”, defende. E a
O ano passado fica ainda marcado, na APAP, pela realização da
primeira edição dos Effie Awards em Portugal. O projeto – fruto
da nova parceria criada entre a APAP e a Associação Portuguesa
de Anunciantes de Marketing (APAM), foi exigente, mas bem-sucedido.
“Consumiu muitos meses de trabalho, mas culminou num
enorme sucesso para o setor”.
“Esta colaboração permitiu transformar os prestigiados Prémios
à Eficácia nos Effie Awards, com tudo o que isso implica em
termos de projeção e alinhamento internacional”, explica o presidente
da APAP, que promete este ano “novidades que aproximam
ainda mais o modelo nacional do formato internacional”, garante
António Roquette.
Sobre a nova Lei do Lóbi, Roquette vê um avanço, porque traz
“mais clareza”. “Todas as atividades que não são reguladas tendem
a ser mais opacas e menos transparentes, por isso, a criação de um
enquadramento legal para o lobbying é um passo positivo trazendo
responsabilidade e confiança no funcionamento do setor.”
“A regulação, quando bem implementada, não limita - pelo contrário,
valoriza e legitima a atividade”, diz.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ENTREVISTA
20
"No futuro, vão liderar as marcas que
souberem transformar complexidade
em experiências mais consistentes,
úteis e duradouras"
Numa altura em que as marcas
procuram soluções cada vez mais
integradas, a LOBA defende uma
abordagem capaz de cruzar estratégia,
experiência, inovação e negócio com
impacto mensurável.
o longo de mais de 25 anos, a LOBA foi consolidando
um posicionamento próprio, assente na articulação entre
criatividade, tecnologia e inteligência. Nesta entrevista,
Nídia Ferreira, CMO e CSO, e Nuno Alves, CTO, explicam
como essa visão tem vindo a ganhar uma nova escala,
acompanhando a evolução das necessidades das marcas e
das empresas num contexto cada vez mais exigente, mais
acelerado e mais orientado para resultados.
Do reposicionamento da marca à criação da metodologia proprietária
B2X by LOBA, da leitura sobre o impacto da inteligência artificial
à forma como dados, experiência e pensamento estratégico se
cruzam na construção de soluções mais eficazes, a conversa mostra
uma agência focada em transformação. Mais do que acompanhar
tendências, a ambição passa por ajudar as organizações a criar valor
de forma consistente, relevante e duradoura.
A LOBA tem vindo a afirmar-se a partir da intersecção entre criatividade,
tecnologia e inteligência. Na prática, como é que estes
três pilares se traduzem hoje na estratégia e no trabalho desenvolvido
com as marcas?
NF- Hoje, as marcas procuram transformação. E tal não acontece
por acumulação de entregáveis, mas pela capacidade de alinhar a
criatividade, a tecnologia e a inteligência. A criatividade continua
a ser o motor que constrói significado e diferenciação, mas precisa
de ser sustentada por dados que permitam tomar decisões mais informadas
e por tecnologia que traduza essa visão em experiências
mais personalizadas, eficientes e escaláveis. Quando estes três pilares
trabalham dentro do mesmo ecossistema, conseguimos aliar visão,
decisão e execução de forma mais consistente.
Num mercado em que muitas empresas falam de transformação,
o que distingue a abordagem da LOBA e lhe permite criar impacto
real e mensurável para os clientes?
NF- O facto de reunirmos dentro da mesma organização - criatividade,
tecnologia e inteligência - é particularmente valioso para os nossos
clientes, porque nos permite pensar de forma verdadeiramente
integrada e transformar estratégia em execução. É essa visão sinérgica
entre quem pensa, quem cria e quem implementa que nos que nos
motiva a desenhar soluções mais relevantes, criar experiências mais
consistentes e gerar resultados efetivamente mensuráveis, alinhados
com o impacto que as marcas procuram alcançar.
A LOBA transformou o conceito “Business to Experience” numa
metodologia proprietária, a B2X by LOBA. O que é que esta evolução
traduz sobre a forma como a agência olha para o presente e
prepara o futuro?
NF- A criação da metodologia proprietária Business to Experience
diz muito sobre a forma como interpretamos o presente e, sobretudo,
sobre a forma como escolhemos preparar o futuro. Partimos
de uma convicção cada vez mais evidente: já não faz sentido olhar
para os negócios a partir de competências isoladas, quando aquilo
que realmente define o valor de uma organização é a experiência que
consegue criar à sua volta. A B2X by LOBA surge precisamente como
a síntese dessa evolução: uma metodologia que liga consultoria à
execução e crescimento à relevância sustentada do negócio. E reflete
uma crença muito clara para nós: no futuro, vão liderar as marcas e
as organizações que souberem transformar complexidade em experiências
mais consistentes, mais úteis e mais duradouras.
Nídia, olhando para o trabalho de reposicionamento da LOBA,
que mudança mais importante queriam provocar na forma como
o mercado percebe a marca?
NF- Mais do que mudar a perceção do mercado, quisemos corrigir
uma visão redutora da LOBA. Nunca fomos apenas um conjunto
de serviços, mas uma integração de várias competências num único
sistema. O reposicionamento reflete isso mesmo: deixámos de nos
encaixar em categorias existentes e assumimo-nos como uma Agência
de Transformação, que liga estratégia, criatividade, inteligência
e tecnologia para gerar impacto real. No fundo, elevámos a forma
como a marca é entendida.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Nídia Ferreira, Chief Marketing
Officer e Chief Strategy Officer, e
Nuno Alves, Chief Technology Officer
21
ENTREVISTA
Esse reposicionamento foi apenas uma mudança de narrativa ou implicou
também uma transformação interna na cultura, na oferta e
na forma de trabalhar?
NF- Nenhum reposicionamento é verdadeiramente credível se acontecer
apenas no plano da linguagem. No nosso caso, este processo foi
sobretudo um exercício de verdade: obrigou-nos a alinhar identidade,
cultura, oferta e operação, e a olhar com mais exigência para a forma
como organizamos competências, articulamos equipas, construímos
valor e nos posicionamos junto dos clientes. Houve uma clarificação da
oferta e um reforço da dimensão estratégica, mas, acima de tudo, houve
uma tomada de consciência importante: não faria sentido propor ao
mercado uma ideia de transformação que não estivesse já a ser vivida
dentro da própria organização.
Nídia, hoje é cada vez mais difícil construir marcas com relevância
duradoura. O que é que uma marca precisa de ter para crescer sem
perder consistência e identidade?
NF- Uma marca cresce de forma consistente quando sabe, com maturidade,
o que nela é estrutural e o que precisa para acompanhar o tempo.
Essa distinção, que parece simples, é hoje uma das decisões mais sofisticadas
da construção de marca. Porque uma marca não se protege ficando
igual a si própria. Para tal, precisa de clareza sobre quem é, sobre
o valor que quer criar e sobre a experiência que quer deixar nas pessoas,
mas precisa também de sensibilidade para ler o contexto, a cultura e a
mudança. E isso exige duas qualidades que raramente coexistem com
facilidade: convicção para não perder o centro e elasticidade para continuar
a ter lugar no mundo à medida que esse mundo muda.
Nuno, a tecnologia está no centro da transformação dos negócios,
mas também gera ruído e dispersão. Como é que a LOBA distingue
o que é tendência passageira do que tem verdadeiro valor estratégico
para os clientes?
NA- Na LOBA, cultivamos uma cultura de inovação aberta que ganha
forma no nosso departamento de R&D. É lá que testamos e criamos
muitas das novas soluções, num processo em que apenas as ferramentas
que provam a sua eficácia avançam para o mercado. Para nós, o foco
está sempre na estratégia e não apenas na novidade. Por isso, privilegiamos
tecnologias que resolvam problemas concretos, que acrescentem
valor mensurável e que se integrem perfeitamente no ecossistema dos
nossos clientes. Esta é uma visão sustentada em dados e nos nossos 25
anos de experiência.
A LOBA tem também competências em software, business intelligence,
UX e projetos orientados a dados. Como é que essa dimensão
tecnológica reforça a criatividade, em vez de a limitar?
NF- O software, a business intelligence, a UX ou os projetos orientados
a dados não retiram liberdade à criatividade; obrigam-na, isso sim, a
ser mais inteligente, mais relevante e mais consequente. Esta dimensão
mais tecnológica permite-nos compreender melhor comportamentos,
antecipar necessidades, testar soluções, desenhar e personalizar experiências
ainda melhores e medir impacto com um grau de rigor que,
por si só, vem enriquecer a própria mensagem ou narrativa.
A inteligência artificial entrou definitivamente na agenda das empresas.
Neste momento, está a mudar mais a eficiência operacional,
a criatividade ou a forma como as marcas se relacionam com os seus
públicos?
NA- Estamos a assistir a uma verdadeira corrida à Inteligência Artificial,
mas é fundamental que este entusiasmo seja acompanhado por
uma estratégia clara. Implementar IA apenas pelo 'buzz' pode gerar
custos e ineficiências; o verdadeiro valor surge quando a tecnologia
serve um objetivo de negócio concreto.
Que exigências sentem hoje por parte dos clientes: procuram sobretudo
notoriedade, performance, experiência, eficiência ou uma
combinação de tudo isto?
NF- Hoje, essa fragmentação já não corresponde à forma como os
clientes pensam o negócio. Mesmo quando chegam com uma necessidade
aparentemente específica, o que está realmente em causa é quase
sempre um equilíbrio entre várias ambições simultâneas. Significa que
o mercado começou finalmente a perceber que a notoriedade sem conversão
tem pouco valor, que a performance sem marca não sustenta o
crescimento, que a experiência sem eficiência não escala e que a eficiência
sem experiência não cria vínculo. O que sinto é uma exigência
cada vez maior por soluções que consigam articular tudo isto de forma
coerente e mensurável, respondendo ao impacto imediato sem comprometer
a construção de valor no longo prazo.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
ANÁLISE
22
AGENTES
IA
INTERN O S de
Vamos ter de nos entender com as máquinas?
Os agentes internos de IA não são ainda um instrumento de trabalho
generalizado, mas têm tudo para serem parceiros de eficiência em
organizações, incluindo de comunicação, marketing e publicidade.
Tudo? Isso já pode depender de quem os “ensina”.
Redação
uma manhã tensa na agência, Miguel tenta recuperar
o controlo emocional depois de um ativista
ambiental acusar injustamente a Aurora Biotech de
usar embalagens não sustentáveis. Ele já tinha ajustado
a estratégia de resposta nos agentes após falar
com o cliente, e tudo parecia estabilizado.
Mas a tranquilidade durou pouco.
O Agente de Orquestração alerta-o para um
algoritimo anómalo: o Agente de Media alterara o
orçamento da campanha de reputação, aumentando
os custos. Ao analisar o log, Miguel percebe que o agente tomou
a decisão com base num pico enganador de likes e comentários
solidários durante a madrugada, pouco depois do tweet do ativista
— algo que um humano reconheceria como irrelevante, mas que
o modelo interpretou como tendência positiva. Por isso, investiu
em campanhas.
Era a primeira vez que um agente ultrapassava um limite.
O Agente de Estratégia recorreu a probabilidades para interpretar
o comportamento do Agente de Media. Miguel lembrou-o
que confiança estatística não substitui validação humana.
Respirou fundo e levantou-se. Precisava de falar com alguém
de carne e osso. Na copa, junto à máquina de café, encontrou Inês.
Estava com aquele look cansado e ligeiramente cínico de quem já tinha
sobrevivido a duas reuniões com diretores e a um pedido “urgente”
antes das 10h.
Bastou Miguel aproximar-se para ela perceber que algo estava
mal. Ele contou-lhe sobre o “delírio” do Agente de Media e o que
tinha provocado. Inês ouviu-o em silêncio, aspirando o vapor do
café com o olhar no infinito, como se estivesse a rever um filme já
visto demasiadas vezes, e resumiu tudo numa frase experiente: “Os
agentes executam, mas ignoram o que pode fazer a diferença numa
crise reputacional. Falta-lhes capacidade emocional”.
A frase teve o peso de um diagnóstico.
Miguel percebeu que mais do que confiar na autonomia dos
agentes, era preciso redefinir limites e garantir que a tecnologia
não confundia ruídos com sinais.
Depois do café, o Agente de Orquestração sugere a Miguel rever
políticas e parâmetros.
“Mas desta vez, vamos decidir em conjunto”, avisou Miguel.
Naquele momento, percebeu que já não estava apenas a supervisionar
máquinas.
Estava a negociar com elas.
E isso, paradoxalmente, tornou tudo mais humano.” Esta pequena
história, desenvolvida até aqui com apoio de IA, sintetiza,
com ironia, algo que poderia acontecer – ou poderá – na aplicação
de ferramentas como os agentes internos da IA, ainda não frequentes,
mas já existentes.
Estes programas, os agentes de IA, são sistemas inteligentes,
especializados, configurados, desenvolvidos para a realização de
tarefas de forma autónoma em organizações, tomando decisões
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
23
ANÁLISE
e executando ações focadas num objetivo específico. Um passo à
frente das ferramentas de IA generativa, que “apenas” produzem
conteúdos, pitches, insights, os agentes de IA podem ter uma ação
mais palpável ou quantificável no mundo real, ao otimizarem processos,
personalizarem experiências e automatizarem fluxos de
trabalho.
Sendo algo de aplicação residual em agências de comunicação,
marketing e publicidade– ao contrário do uso de ferramentas
“simples” de IA – os agentes internos podem ser “parceiros” de
eficiência.
Em Marketing, por exemplo, um agente é útil para gerir campanhas
publicitárias, segmentando audiências e criando conteúdos
personalizados, ou dirigidos. Também deve analisar os resultados
e ajustar a estratégia em tempo real.
Não abundam estudos específicos sobre o recurso a agentes
internos de IA em empresas de comunicação.
Dados da McKinsey e Gartner citados num artigo da ICODA,
que carecem de atualização e que não são sobre o nosso setor, indicavam
que, há dois anos, 88% das organizações usavam IA em alguma
tarefa e que 62% aplicavam programas-piloto de agentes de
IA, mas menos de 10% conseguiam “colocar” agentes em qualquer
função. Apenas 6% davam conta de impactos reais da chamada
IA agêntica (que funciona assente em agentes autónomos) no seu
próprio desempenho.
Artigos mais recentes, por exemplo, no Toolify, já apontam
como “o” caminho o recurso a estes instrumentos no setor das
agências de marketing, com ganhos evidentes.
Poderão episódios como o desta manhã do Miguel, consultor
numa agência imaginária (aos dias de hoje), vir a ser frequentes?
Quem sabe?
Como nós, humanos, os agentes aprendem com cada interação,
erro, input, ganhando eficácia e ‘inteligência” com o tempo.
Somos nós que os moldamos. Esperemos que não ganhem os
nossos defeitos.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
24
FÓRUM DE LÍDERES
1
Que mudanças são hoje indispensáveis para
que as agências não percam relevância no
novo ecossistema da comunicação?
2
Com a IA, os dados e a fragmentação dos media
a transformar o setor, que papel devem hoje
assumir as agências junto das marcas?
Num mundo onde a tecnologia redefine regras a cada ciclo, as agências
enfrentam um dos momentos mais exigentes da sua história. A inteligência
artificial, os dados e a fragmentação dos media não são apenas tendências:
são forças que estão a redesenhar, de forma estrutural, o papel
de quem faz comunicação.
A pressão é real e vem de vários lados. Os clientes são mais exigentes,
os orçamentos mais escrutinados e os resultados têm de ser mensuráveis.
Ao mesmo tempo, as ferramentas disponíveis nunca foram tão poderosas,
mas também nunca foi tão fácil perder o fio à meada num ecossistema de
canais, plataformas e dados em constante multiplicação.
É neste contexto que a questão do papel das agências se torna central.
Não basta executar bem. Não basta estar presente em todos os canais. O
que o mercado exige, cada vez mais, são parceiros capazes de simplificar
a complexidade, de transformar informação em decisões e de colocar a
comunicação ao serviço do crescimento real dos negócios.
Para antecipar o futuro, ouvimos os líderes das principais agências em
Portugal. Questionámos sobre as mudanças indispensáveis para manter
relevância num ecossistema em aceleração permanente, e sobre o novo
papel que as agências devem assumir junto das marcas num contexto de
crescente complexidade. As respostas revelam um setor consciente dos
desafios, determinado a liderar a transformação, e com uma convicção
partilhada: a criatividade e o pensamento estratégico continuam a ser o
que nenhum algoritmo substitui.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
25
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2025
FÓRUM LÍDERES
26
HÉLIO
SOARES
CEO,
UPPARTNER
1 A relevância das agências deixou de estar na
capacidade de executar e passou a estar na capacidade
de influenciar decisão. As que continuarem
focadas apenas na entrega de peças ou
campanhas vão perder espaço, porque hoje o
cliente não procura execução, procura impacto
no negócio.
A integração da inteligência artificial vem acelerar
esta mudança. Mais do que uma ferramenta
operacional, a IA permite trabalhar dados em
tempo real e ajustar decisões com maior rapidez
e precisão. Quem a usar apenas para ganhar
eficiência vai ficar aquém; quem a usar para melhorar
a qualidade das decisões vai ganhar vantagem
competitiva.
Num contexto de fragmentação dos media e de
ciclos cada vez mais curtos, os modelos rígidos
deixaram de funcionar. Planear como antes tem
hoje um custo direto: menos eficácia, menos relevância
e menor retorno. As agências precisam
de operar com modelos adaptativos, capazes
de ajustar estratégia, mensagem e investimento
quase em tempo real.
Isto exige também uma mudança interna. As
equipas organizadas por silos ou especializações
isoladas têm cada vez menos capacidade de responder
à complexidade atual. O valor está na
integração entre estratégia, criatividade, media
e performance e, sobretudo, na ligação real ao
negócio do cliente.
No final, a diferença está na consequência. As
agências que conseguirem traduzir complexidade
em decisões claras e em resultados concretos
vão manter-se relevantes. As restantes correm o
risco de se tornarem apenas fornecedores táticos
num mercado que deixou de valorizar esse
papel.
2 As agências deixaram de poder posicionar-
-se apenas como parceiros estratégicos, têm de
assumir um papel direto na decisão e no resultado
do negócio dos seus clientes. Num contexto
em que tudo é mensurável, a relevância mede-
-se pela capacidade de gerar impacto, não pela
quantidade de entregáveis.
A inteligência artificial e os dados aumentam
exponencialmente a capacidade de análise e
execução, mas também elevam o nível de exigência.
Hoje não basta interpretar informação, é
necessário transformá-la em decisões rápidas,
consistentes e com impacto real. Quem não
o fizer arrisca-se a produzir mais, mas a valer
menos.
Num ecossistema fragmentado, onde os pontos
de contacto se multiplicam, o maior risco já
não é a falta de presença, mas a falta de foco. As
marcas precisam de clareza sobre onde investir,
como priorizar e como manter coerência. É aqui
que a agência ganha relevância: na capacidade
de simplificar a complexidade e orientar decisões
com critério.
Isso implica uma integração real entre canais
pagos, próprios e conquistados, mas sobretudo
uma ligação direta ao negócio do cliente. Sem
essa proximidade, a agência perde contexto, capacidade
de antecipação e, consequentemente,
impacto.
No fundo, o papel da agência é assumir responsabilidade.
Não apenas pela comunicação, mas
pelos resultados que essa comunicação gera. As
que conseguirem medir, ajustar e contribuir de
forma concreta para o crescimento dos clientes
vão consolidar o seu espaço. As restantes tenderão
a ser vistas como apoio tático, cada vez mais
substituível.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
27
FÓRUM LÍDERES
VANDA
ROSÁRIO
LUÍS
SEPÚLVEDA
Founder e Managing
Director, Hub Media
CEO
Last Lap
1 Hoje, a relevância das agências de comunicação depende
menos da execução e mais da capacidade de gerar impacto
estratégico e valor de negócio. A integração da inteligência
artificial já não é diferenciadora, mas sim essencial para gerar
insights, antecipar comportamentos e personalizar.
As agências precisam de evoluir de meras executoras para
parceiras estratégicas, oferecendo soluções integradas que
liguem comunicação, dados e experiência do consumidor.
Num ecossistema cada vez mais fragmentado, a visão holística
é crítica.
Também a medição de eficácia mudou. Atualmente, impõe-
-se foco em métricas com impacto real e, a par disso, transparência
e ética tornaram-se centrais na construção de confiança.
Acredito que as agências que combinarem tecnologia, estratégia
e criatividade para gerar crescimento real vão ser consideradas
como parceiras privilegiadas de transformação junto
das marcas.
2 O papel das agências é hoje, claramente, o de parceiras estratégicas
de crescimento. Mais do que identificar tendências,
gerir canais, interpretar dados, transformar informação em
insights executáveis, ajudamos as marcas a tomar decisões
mais rápidas e informadas.
Num ecossistema cada vez mais disperso, as agências devem
assumir a função de integradoras, ao garantir consistência de
mensagem, coerência de experiência e eficiência na combinação
entre criatividade, media e tecnologia. Ao mesmo tempo,
temos um papel crítico na humanização da comunicação.
A tecnologia pode fazer ganhar escala, mas são a estratégia e
a criatividade que garantem relevância e ligação emocional.
Na realidade, as agências continuam a ser guardiãs de confiança,
assegurando transparência e foco em resultados reais
no negócio dos seus clientes. Mais do que nunca, o nosso valor
está na capacidade de ligar tudo isto conferindo impacto
concreto para as marcas.
1 Hoje, a relevância das agências já não se mede apenas
pela capacidade de executar bem, mas também pela capacidade
de pensar melhor, mais depressa e com maior
impacto no negócio dos clientes. Isso obriga a alguns
ajustes, tanto do setor como nas operações das agências:
integrar criatividade, estratégia e tecnologia numa mesma
proposta de valor; abandonar modelos demasiado
operacionais e reativos; e assumir um papel mais consultivo,
com visão de marca, cultura e performance. As
agências que continuarem a vender apenas produção ou
capacidade de resposta vão perder espaço. As que conseguirem
transformar informação em inteligência, complexidade
em clareza e ideias em resultados concretos
vão manter-se indispensáveis. O futuro não passa necessariamente
por fazer mais. Passa por tentar ser mais relevante,
mais ágil e mais próximo das decisões estratégicas
das marcas.
2 Num contexto mais fragmentado, acelerado e tecnológico,
as agências devem posicionar-se como parceiros
de decisão e não apenas como fornecedores. Na verdade,
é assim que nos posicionamos já há alguns anos. É
verdade que a IA e os dados aumentam a capacidade de
análise, e a própria personalização em tudo o que fazemos,
mas não substituem o pensamento crítico, a sensibilidade
de cada um e algo a que damos muito valor:
a intuição estratégica, ainda que bem fundamentada.
É precisamente aí que o papel da agência ganha valor:
ajudar as marcas a interpretar sinais, definir prioridades,
fazer escolhas e construir relevância com consistência.
Mais do que criar campanhas, importa hoje desenhar
ecossistemas de relação entre marcas, pessoas e canais.
As agências devem ser curadoras de foco e também um
meio das marcas conseguirem potenciar o seu negócio.
Porque, no meio de tanto ruído, o verdadeiro valor está
em saber o que dizer, onde estar e porquê.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
28
PEDRO
LOBO
RODOLFO
OLIVEIRA
CEO
Innovagency
Principal Partner
Bloomcast
1 As agências têm desafios crucias a dois
níveis: 1. Na adopção e exploração das
ferramentas de AI em todas as suas funções
profissionais como forma de ser mais
produtivas, criativas e competitivas no
contexto do mercado; 2. Transformando a
sua oferta para um mundo AI-based, onde
as marcas e o consumidor vão mudar paradigmas
e comportamentos, e onde as
agências têm que realmente entregar valor
diferenciado enquanto alguns dos seus
actuais serviços deixarão de fazer sentido
pela automação oferecida pela AI.
2Com a IA, os dados e a fragmentação
dos media a transformar o setor, que papel
devem hoje assumir as agências junto das
marcas?
Como referido, as agências devem posicionar-se
como parceiros estratégicos
das marcas nesta adaptação para uma
economia AI-based e para os novos comportamentos
do consumidor. Valorizar a
combição das capacidades dos algoritmos
de AI, do valor dos dados e, sempre, a
dimensão criativa a levar estes potenciais
ao seu máximo. As agências podem e devem
liderar este processo de exploração e
adopção das novas formas de marketing e
comunicação para as marcas com quem
trabalham.
1 As agências têm de se posicionar cada vez mais como consultoras estratégicas
dos decisores nas organizações, seja ao nível do negócio, seja ao nível da marca,
ultrapassando uma visão redutora e operacional do seu papel. A comunicação
exige uma abordagem integrada, capaz de articular canais, formatos e públicos
de forma coerente e alinhada com os objetivos de negócio. Isso implica ter um
conhecimento profundo do cliente, antecipação, planeamento e aconselhamento.
A integração da tecnologia é outra mudança crítica. A inteligência artificial, os
dados e a automação estão a transformar o setor, mas só geram valor quando
colocados ao serviço da estratégia. A tecnologia deve potenciar a eficiência e a
capacidade analítica, mas não ser um fim em si mesma.
Por fim, mantêm-se essenciais a proximidade ao Cliente e a qualidade do talento.
Compreender profundamente os objetivos do negócio e traduzi-los em estratégias
eficazes, através de equipas com pensamento estratégico, espírito crítico e
inovação digital, continuam a ser o principal fator diferenciador.
2 A IA e os dados aumentam a capacidade de execução, mas não substituem
aquilo que é, hoje, mais crítico: a capacidade de priorizar, interpretar contexto e
apoiar decisões informadas.
Num ecossistema mediático cada vez mais fragmentado – marcado pela dispersão
das audiências, pela multiplicação de canais e por diferentes lógicas de
consumo de informação –, o papel das agências passa por trazer foco e coerência
à comunicação. Isso implica alinhar mensagens e garantir consistência entre
canais, adaptando as narrativas a diferentes públicos, sem perder a identidade da
marca. Em simultâneo, esta fragmentação gera novas oportunidades de personalização
da informação mas dificulta o controlo da mensagem e aumenta o risco
de distorção ou perda de contexto, reforçando o papel das agências na proteção
da reputação.
Há ainda uma dimensão pedagógica cada vez mais relevante. As agências devem
orientar os seus Clientes na leitura deste novo ecossistema, ajudando-os
a compreender a sua complexidade e a tomar decisões mais informadas, num
contexto em que a comunicação é cada vez mais crítica para o negócio e para a
sua capacidade de gerar valor. E em que a credibilidade tem vindo a ser um ativo
mais valorizado, resultado da aparentemente inesgotável desinformação a que
estamos sujeitos diariamente.
Em última análise, o papel das agências passa por transformar complexidade em
clareza, ação e impacto.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
29
FÓRUM LÍDERES
ÂNGELA
TEIXEIRA
MARLENE
GASPAR
CEO
Task Force Consulting
Diretora Geral
LLYC Portugal
1 Vivemos uma evolução constante e, para acompanhar é
indispensável ter capacidade de adaptação e antecipação. As
mudanças deixaram de ser cíclicas, o que exige uma atenção
permanente ao mercado e ao contexto global.
Como tal, a atualização constante de conhecimento e a capacitação
contínua das equipas são fundamentais. Devemos estar
atentos e integrar novas ferramentas, alterar o “mindset” e,
responder eficazmente às adversidades, antecipando crises. A
criatividade continua a ser um fator diferenciador, mas exige
hoje mais audácia, tanto na definição como na implementação
de estratégias. A evolução tecnológica e o surgimento de
novos meios de comunicação impõem também uma maior
rapidez de resposta e, sobretudo, uma escuta ativa mais apurada.
Por fim, as agências devem reforçar as suas competências
estratégicas e intuitivas, combinando análise e sensibilidade
para compreender o público e antecipar tendências. Só
assim conseguirão captar a atenção e garantir posicionamento
no mercado.
2 As agências devem ter o papel de garantia de rigor e credibilidade
da marca. São responsáveis pelo elo de confiança
e ligação entre marcas e consumidores, independentemente
dos setores de atividade. No que diz respeito à fragmentação
dos media, é uma situação muito alarmante, principalmente
pelo fato de terem de existir em função de audiências e vendas.
Temos cada vez menos meios onde possamos difundir
informação segura e que traga notoriedade aos clientes. Outro
facto que me preocupa é a rapidez com que atualmente
se descredibiliza uma marca ou um produto e a velocidade a
que as “ fake news” circulam. Às agências compete garantir a
reputação dos clientes, tendo cada vez mais responsabilidade
e, devem ser vistas como parceiras de negócio. Quanto à IA e
aos dados, bem utilizados, são ferramentas que podem ajudar
as agências a serem mais eficazes no relacionamento com os
consumidores e a garantirem a eficácia das mensagens e das
campanhas tornando-as mais personalizadas e cirúrgicas.
1 A mudança mais urgente é de mentalidade: a IA não é uma ferramenta
de eficiência, é um imperativo de gestão estratégica. As
agências que continuarem a vender “horas” por tarefas que a tecnologia
resolve em minutos perderão relevância, porque o tempo,
por si só, deixou de ser uma proposta de valor. Para sobreviver, é
indispensável transitar do “fazer” para o “pensar e antecipar”. Essa
mudança traduz-se em sermos uma consultoria de base tecnológica,
onde o valor advém do conhecimento e da interpretação do
contexto, e não da mera execução.
Outra mudança crítica é o domínio da “Dual MarComms”: hoje,
temos de comunicar para pessoas e para os algoritmos que filtram
a realidade. Perder relevância é não entender que a visibilidade
já não basta; é preciso conquistar legitimidade num mundo de
policrise. A agência relevante é aquela que usa a tecnologia para
libertar talento para o que é insubstituível: a curadoria estratégica
e a gestão de riscos complexos que a máquina não alcança.
2 As agências devem assumir o papel de parceiros de negócio e
de governo. Num cenário de fragmentação extrema e saturação
algorítmica, o consultor já não pode ser o “executor” que entra no
fim da linha para explicar uma decisão; tem de estar onde a decisão
é tomada. O nosso papel junto das marcas é ajudar a decidir
melhor, usando os dados para antecipar movimentos e a criatividade
para romper o ruído com propósito. Ter ideias é hoje uma
commodity; a diferenciação reside na escolha estratégica da ideia
que emociona, que toca e constrói autoridade.
Neste novo papel, somos os guardiões da confiança. E a confiança
é a moeda de valor mais valiosa. Num mundo onde a IA gera
volume, nós entregamos valor através da curadoria humana e do
rigor ético. As marcas não precisam de mais conteúdo, precisam
de mais influência e proteção reputacional. O papel da LLYC é garantir
que, perante a volatilidade, a comunicação seja o principal
instrumento de liderança da marca, assegurando que ela não só
é vista, mas que permanece essencial, credível e com um lugar de
relevância na sociedade.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
30
SANDRA
NOBRE
ANA
FAUSTINO
Founder & storyteller
ShortStories
Managing Partner
Lift
1 Há muito que a folha em branco foi substituída por um
manual de procedimentos, sempre os mesmos passos, repetindo
fórmulas, adaptando os temas. De vez em quando ainda
resulta, mas a era do copy-paste tem os dias contados. A
par do Chat GPT, do Gemini, do Bing Copilot, surgem aqueles
que querem fazer diferente, que veem oportunidades nos
acontecimentos externos, que querem reforçar os laços entre
marca e consumidores, que querem despertar emoções
e provocar espanto. A mudança passa pela capacidade de
continuar a surpreender, de mostrar as fragilidades em vez
de as esconder, de mudar o rumo da história quando a jornada
do herói assim o exige. A mudança passa por trabalhar
com paixão, por estimular a criatividade e a imaginação, por
dedicar tempo para pensar. A folha em branco é desafiadora,
mas é também o maior estímulo para procurar soluções
originais, aventurarmo-nos por novos caminhos e explorar
outros formatos. Seremos relevantes se os outros falarem do
que fazemos.
2 “Quanto tempo dura o eterno? Às vezes apenas um segundo.”
(Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll) É este
tempo que vivemos, entre corridas contra-relógio e o instante
breve que ficará na memória. Mais do que mensageiros, a
ShortStories assume um papel ativo para dar voz às marcas
através do storytelling e da partilha de conhecimento, de
valores, do propósito. As relações que se estabelecem não
podem ser substituídas pela IA. Os dados dão a conhecer
melhor o público. A fragmentação dos media leva a uma especialização
que permite uma abordagem direcionada para
cada segmento. Na ShortStories trabalhamos histórias, criamos
conteúdos que acrescentam valor e que têm um impacto
positivo, tornamo-nos cúmplices, porque mantemos relações
autênticas e duradouras. Não fazemos o que os outros
fazem, não abrangemos todos os serviços, não queremos ser
os melhores, não prometemos o que não somos, mas somos
únicos e é esse o papel que cabe às agências.
1 Mais do que mudança, diria que o desafio está na aceleração. A
aceleração de um caminho que, no nosso caso, já vem a ser feito, de
afirmação de um modelo integrado de comunicação, que se mostra
cada vez mais urgente para uma boa gestão da crescente complexidade
da comunicação. Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de
articular competências de forma alinhada com os objetivos, através de
uma aposta forte em capacidades estratégicas e criativas.
Aceleração refere-se também, naturalmente, a todo o avanço tecnológico,
em especial à ascenção da IA que, permitirá ganhos de eficiência
operacional, mas também abrirá oportunidades únicas de diferenciação,
em cima do maior valor das agências: as pessoas, a sua capacidade
relacional, o seu pensamento crítico, criatividade e estratégia, capazes
de traduzir dados em iniciativas com impacto reputacional.
No fundo, acredito que as agências que se manterão relevantes são
aquelas que trabalham no sentido de equilibrar integração, estratégia,
criatividade e, claro, tecnologia, posicionando-se não como executoras,
mas como parceiras de decisão, com um contributo muito concreto
e evidente para o negócio dos clientes.
2 A complexidade do nosso contexto comunicacional é de facto o
grande desafio para as marcas. Estas têm hoje mais ferramentas, mais
informação à sua disposição, mas uma dificuldade acrescida na gestão
de todos os dados, de todos os stakeholders, de todos os canais… E
é precisamente aqui que as agências têm mais valor a acrescentar às
marcas, afirmando-se como verdadeiras parceiras estratégicas para a
tomada de decisão.
Cabe às agências ajudar a dar sentido à complexidade. E mais do que
produzir conteúdos ou gerir canais, o valor estará na capacidade de
definir direção, prioridades, assegurar coerência e consistência, num
ecossistema cada vez mais disperso. Têm também uma responsabilidade
acrescida na construção de valor a longo prazo, contrariando o
imediatismo das táticas comunicacionais e funcionando como guardiãs
da reputação e da consistência das marcas.
Em suma, com uma visão estratégica de longo-prazo e uma capacidade
única de gestão e simplificação da complexidade, as agências terão
um papel fundamental de garante da boa reputação das marcas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
31
FÓRUM LÍDERES
DOMINGAS
CARVALHOSA
LUÍS
LEMOS
Managing Partner
Wisdom
Founding Partner
ALL Comunicação
1 As agências só manterão relevância se fizerem uma
transição fundamental: deixarem de vender execução e
passarem a vender influência e inteligência estratégica.
Num ecossistema fragmentado, acelerado pela IA e pela
desintermediação, deixou de ser suficiente produzir conteúdos
ou gerir media. É necessário interpretar o contexto,
antecipar os riscos e construir narrativas com impacto
real na reputação e no negócio dos nossos clientes. Isto
implica investir em inteligência - dados, mapeamento de
stakeholders e leitura regulatória- mas também em criatividade
com propósito, aquela que é capaz de gerar agenda.
Só assim as agências poderão afirmar-se como parceiras
estratégicas, próximas da decisão e capazes de criar valor
sustentável para os seus clientes.
Quem continuar centrado na execução e na lógica tática
perderá espaço para quem cria valor na definição do rumo
e ocupa o território da decisão.
2 Num ambiente dominado pela IA, excesso de informação
e canais fragmentados, o papel das agências é, mais do
que nunca, o de filtro estratégico e de parceiro de decisão.
A tecnologia aumenta a eficiência, mas também o risco
reputacional e o ruído. O verdadeiro valor está na capacidade
de transformar informação em insight acionável e
em decisões alinhadas com o propósito e os objetivos do
negócio.
Cabe às agências ajudar as marcas a navegar a complexidade,
garantindo consistência de mensagem em múltiplos
canais e momentos, e a construir relações de confiança
com os seus stakeholders. Isto implica apoiar diretamente
os C-levels na leitura de contexto e na gestão de risco bem
como estruturar narrativas com impacto e assegurar as
melhores práticas no uso da IA.
É um facto que num mundo de desinformação, o valor
mede-se pela capacidade de filtrar, priorizar e gerar confiança,
influência e legitimidade.
1 As agências devem saber evoluir e adaptar-se, em termos de
talento e de tecnologia, sem perderem a sua própria identidade,
porque é aí que reside em boa parte o sucesso das parcerias que
funcionam. Recentemente, reforçámos a autonomia de três áreas
de comunicação, com mais identidade própria, para dar espaço
às respetivas lideranças e equipas de poderem ser quem são e
agirem de forma ainda mais autêntica. Essa capacitação acrescida,
em fidelidade à nossa própria marca, é o que nos permite ser
mais afirmativos junto dos clientes em três áreas-chave: corporate,
digital e public affairs. Autonomia na atuação, suportada por
pessoas talentosas com formações distintas, capazes de integrar
tecnologia e dados para produzir resultados melhores e mais consistentes,
capazes de acrescentar valor de forma mais efetiva.
Num ecossistema em constante mutação, a relevância das agências
dependerá da sua capacidade de evoluir sem diluir a sua
identidade. Porque é dessa combinação entre adaptação e coerência
que nasce o verdadeiro valor para as marcas.
2 Além do papel de executores competentes, entregando o produto
que resulta de ligar de forma coerente as dimensões da estratégia,
criatividade, media, tecnologia e dados, as agências devem
atuar crescentemente como consultoras e curadoras de um ecossistema
que está muito fragmentado, disperso e é imensamente
dinâmico. Mais do que nunca, o seu valor está na capacidade
de dar sentido à complexidade, de produzir pensamento crítico
e abordagens diferenciadas e adaptadas. As agências podem desempenhar
um papel ainda mais relevante no que toca às decisões
estratégicas e de negócio, e também de relação com a sociedade,
porque têm a vantagem de possuir uma visão mais afastada – apesar
de plenamente comprometida – que possibilita outras leituras
da cultura e do contexto.
Num cenário onde a tecnologia amplia capacidades, mas também
complexidade (e ruído), são as agências que transformam
essa abundância em direção, garantindo que dados, criatividade
e estratégia convergem em decisões mais inteligentes, coerentes e
com impacto real para as marcas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
32
MIGUEL
RAPOSO
INÊS
BARBOSA
Founding Partner
Talents
Lisbon Director
TEAM LEWIS
1 Para não perderem relevância, as agências devem abandonar
a execução puramente operacional e transitar para
um modelo de “Human Intelligence empowered by IA”. A
mudança indispensável reside na profissionalização da estrutura
interna: sair definitivamente do modelo de gestão
manual e “Sheets” para ecossistemas digitais e ERPs robustos.
Isso permite que as equipas deixem de ser centros
de tarefas burocráticas e passem a ser centros de pensamento
estratégico. No novo ecossistema, a agilidade não
é apenas rapidez, é a capacidade de interpretar dados em
tempo real para antecipar tendências. Além disso, a especialização
geográfica e setorial é vital. No Grupo Talents,
focamos na intersecção entre o agenciamento de talentos e
a estratégia de marcas para o mercado global, de Portugal
ao Dubai. A relevância futura depende de ser um parceiro
que garante retorno real (ROI), protegendo a autenticidade
humana num mar de conteúdo cada vez mais “fabricado”
por IA.
2 O papel das agências evoluiu de “fornecedor de serviços”
para “Business Partner de crescimento”. Num mundo
saturado de IA e media fragmentados, as marcas sofrem
de paralisia por excesso de dados. A agência deve assumir
o papel de curadora estratégica: filtrar o ruído tecnológico
e entregar narrativas que gerem ligação emocional real.
Com o reforço estratégico de lideranças o foco deve passar
a ser o aconselhamento de valor que realmente acrescentam.
A IA resolve a base da pirâmide, automação e escala,
mas a agência detém o topo: a visão macro, a gestão de
risco e a expansão para novos mercados internacionais.
Devemos ser o porto seguro que garante que a essência
da marca permanece autêntica e rentável, independentemente
da plataforma. Protegemos o negócio dos clientes
através de um rigor financeiro inatacável e de uma inovação
tecnológica constante que a IA permite, mas que só o
talento humano sabe direcionar.
1 No presente cenário de instabilidade geopolítica
e financeira, combinado com o “advento” da IA, as
agências têm claramente de evoluir do papel de “executantes”
para se tornarem verdadeiras parceiras estratégicas
de negócio. Isto implica 3 mudanças claras:
integração real das capacidades (PR, digital, paid,
dados, SEO), capacidade de interpretar dados e não
apenas reportar métricas, e uma maior proximidade
aos objetivos de negócio dos clientes. A especialização
isolada já não chega. É também crítico garantir
capacidade de adaptação constante à mudança e investir
em talento híbrido e em tecnologia (incluindo
IA), para tentar manter um equilíbrio que é muito
desafiante, mas muito necessário: qualidade, flexibilidade
e rapidez.
2 Como dizia, o papel das agências tem de ser cada
vez mais de consultoria abrangente, na perspetiva de
sermos “orquestradoras” entre as marcas, a tecnologia
e os diferentes canais. Temos de traduzir objetivos
de negócio em estratégias integradas e executáveis,
e garantir a consistência da narrativa em múltiplos
pontos de contacto. Devem acelerar a tomada de decisões
com insights (dados próprios, de redes sociais,
pesquisa, etc), criar sistemas de conteúdo escaláveis
e otimizar continuamente o desempenho e a reputação.
A inovação é essencial perante o novo mundo da
IA, e na TEAM LEWIS queremos assumir um papel
claro de liderança perante os novos tempos. Um claro
exemplo disto foi a criação do Sidekick, o nosso
próprio LLM perfeitamente seguro e funcional (disponível
também para os clientes), uma camada de
‘inteligência aumentada’ que acelera o trabalho operacional
e nos deixa tempo livre para nos concentrarmos
devidamente no trabalho estratégico - com mais
velocidade, consistência e escala.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
33
FÓRUM LÍDERES
ANA
FERNANDES
TIAGO
VERÍSSIMO
Executive Director
WYperformance
CEO
WYnova
1 Cada vez mais o papel das agências é de parceria
com as marcas, actuando como o braço integrador
de tecnologia, dados, estratégia e criatividade. É esta
cultura data-driven, que na WYperformance existe
desde a sua fundação, aliada ao pensamento estratégico
e à capacidade de integrar inteligência artificial
e automação para acelerar processos e execução, que
nos permite ter impacto real no negócio das marcas.
Esta forma de actuar, num ecossistema tecnológico
que evolui a uma velocidade vertiginosa, implica
a existência de perfis diversificados que vão da
engenharia aos criativos, passando pelos estrategas,
analistas e cientistas de dados, a colaborar de forma
integrada e ágil, num mindset de aprendizagem contínua
e experimentação.
Esta parceria dá às marcas a capacidade de activar
dados em tempo real para tomar decisões informadas,
distribuir os seus investimentos pelos canais
adequados com pleno conhecimento do retorno
gerado. Cada acção é informda, relevante e mensurável.
2 O desafio das marcas continua a ser chegar à pessoa
certa, no momento certo, com a mensagem certa.
O que mudou é complexidade de execução, num
ambiente em que se multiplicam canais e se dispersa
a atenção do consumidor. A agência é o parceiro
que desconstrói esta complexidade, integrando dados,
tecnologia, estratégia e criatividade, garantindo
consistência omnicanal, eficiencia operacional, qualidade
do conteúdo e uso responsável da tecnologia,
nomeadamente das ferramentas de IA.
Somos o parceiro de decisão das marcas, garantindo
que cada euro investido contribui para os objectivos
de negócio e colocando os dados ao serviço do
crescimento.
1 A inteligência artificial está a mudar
radicalmente a forma como o conteúdo
é criado e consumido. O que antes exigia
grandes equipas, horas e orçamentos
elevados, é hoje produzido em minutos.
Isto não é uma ameaça futura, é a
realidade de hoje. Mas atenção, as agências
que usando AI apostem na venda
em volume de produção a preços cada
vez mais baixos vão perder essa corrida
também. A mudança indispensável é
abandonar a lógica da execução e assumir
a lógica do valor: saber o que criar,
para quem, com que impacto e porquê.
Isso não se automatiza. O novo modelo
de negócio das agências tem de assentar
em inteligência, estratégia e integração,
e não em margens de produção para as
quais nunca estarão preparadas para
competir..
2 As marcas precisam de parceiros que
saibam traduzir intenção em impacto
operacional. A fragmentação dos media
e a explosão dos dados criaram um
paradoxo: há mais informação do que
nunca e menos clareza sobre o que fazer
com ela. O papel das agências não é gerir
mais canais, é ajudar as marcas a tomar
decisões melhores e mais rápidas.
Isso exige integração genuína entre dados,
tecnologia e operação. As agências
que assumirem esse papel, de arquitectos
de sistemas inteligentes, tornam-se
insubstituíveis. As que ficarem na gestão
de canais tornam-se comodidade.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
34
RITA
BALTAZAR
MIGUEL
PIRES
CEO/Fouding Managing
Partner, WYcreative
CEO
NERVO
1 A mudança indispensável não é tecnológica.
É filosófica. As agências que
perdem relevância não morreram por
falta de ferramentas. Morreram de excesso
de respostas e de um défice profundo
de perguntas. Num ecossistema
inundado de conteúdo produzido a
velocidade industrial, o que tem valor
não é gerar mais, é saber o quê, para
quem e porquê. Curadoria é o novo
talento. Talento, esse, não se automatiza.
2 Com IA, dados e media fragmentados,
o papel das agências deixou de
ser o de fazer. Passou a ser o de pensar,
seleccionar e surpreender. Qualquer
modelo gera conteúdo. Poucos sabem
o que fica e o que de facto transforma.
O talento das equipas não compete
com algoritmos: interpreta-os, questiona-os
e torna-os verdadeiramente
relevantes.
Na WYcreative, a IA não tem cadeira
na mesa. Tem acesso à sala. E a diferença,
essa, interessa.
1 Há uma mudança de paradigma evidente: a experiência tornou-se
parte integrante do produto/marca e deixou de ser um mero veículo
de comunicação. As agências que não forem capazes de colocar a experiência
no centro da sua estratégia vão ficar pelo caminho.
Isto implica abandonar momentos de comunicação isolados e construir
de forma contínua, a várias escalas, combinando grandes momentos
com micro-ações mais íntimas, sempre com foco na comunidade.
Num contexto saturado de estímulos, a relevância conquista-se assim
pelo significado; pelo impacto real que a experiência de marca tem
na vida das pessoas e pela forma como continua para lá do momento
físico. Isto requer um conhecimento profundo do público com quem
comunicamos. O que nos leva ao próximo ponto:
A integração entre criatividade, dados e tecnologia deixa de ser opcional,
mas deve ser feita com intenção, evitando a homogeneização
estética que hoje domina o setor. Nesse sentido, reintroduzir imperfeição
e humanidade torna-se diferenciador.
Por fim, num mundo atualmente dominado por polarização extrema,
as agências têm de ser capazes de levar as marcas a tomar partidos
como forma de posicionamento.
2 As agências devem atuar como arquitetas de ecossistemas de experiências,
abandonando o mindset de produção de campanhas. Num
contexto fragmentado, o foco deixa de ser amplificar mensagens, mas
sim criar um ambiente de relação contínua com o público, onde a IA
e os dados permitem hiperpersonalização e transformam o consumidor
em participante, mas não são a experiência em si; porque se temos
de começar qualquer interação com disclaimers como “este texto
não foi escrito com recurso à IA”, então alguma coisa não está bem.
O controlo estratégico é assim essencial para garantir consistência de
marca. O papel da agência é orquestrar esta complexidade: ligar físico
e digital, decidir o que é participativo ou performativo, filtrar o ruído
e criar valor que perdura. E garantir que a relevância cultural é, sempre,
o objetivo último da experiência de marca, pois só assim se passa
de “criar interações efémeras com audiências” a “construir relações
duradouras com comunidades”.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
35
FÓRUM LÍDERES
FILIPA
MONTALVÃO
JOAO
DUARTE
Partner e Co-Founder
White Way®
Fundador e CEO
YoungNetwork Group
1 Neste novo ecossistema da comunicação, as
agências devem ser cada vez mais parceiras das
Marcas e dos seus Clientes. Devemos continuar
a assumir um papel mais estratégico, próximo
da decisão e do negócio. Isso exige maior capacidade
de leitura de contexto, pensamento crítico,
entendimento profundo das Marcas, das
organizações e das Equipas que as representam.
Em paralelo, devemos continuar a investir em
talento - sénior e novas gerações - em cultura
interna e em modelos de trabalho mais sustentáveis,
que valorizem a qualidade, a consistência
e a responsabilidade que cada um tem nas
suas Equipas. Num ecossistema cada vez mais
rápido e fragmentado, a relevância das agências
estará menos na execução e mais na capacidade
de estar lado-a-lado, de dar sentido, foco e direção
às Marcas.
2 Num contexto dominado por tecnologia,
dados e automatização, o papel das agências
é cada vez mais humano. Cabe‐nos ajudar as
Marcas a interpretar a informação, a fazer escolhas
certas e a tomar decisões com impacto
real, mantendo coerência, propósito e relação
com as pessoas.
A IA e os dados são ferramentas poderosas,
mas não substituem a visão, a nossa sensibilidade
cultural, temas como a ética ou a responsabilidade.
As agências devem assumir‐se como
parceiras de confiança, capazes de integrar a
tecnologia com estratégia - Cliente e agência
- criatividade e conhecimento organizacional.
Mais do que acompanhar tendências, o nosso
papel é ajudar as marcas a “navegar” esta complexidade
com maior clareza e intenção.
1 A comunicação não mudou agora. Rebentou há 20
anos e nunca mais parou. Passámos de meia dúzia de
emissores para milhões de vozes, de audiência sentada
no sofá para comunidades que respondem, criticam
e criam. Hoje, o público não assiste, interrompe. As
agências que não perceberam isto já desapareceram. As
outras como a nossa têm de continuar a reinventar-se.
O futuro não é de estruturas pesadas nem de processos
lentos. É de equipas pequenas, rápidas e multidisciplinares.
As Campanhas isoladas são passado. O jogo agora
é construir narrativas contínuas, relevantes e adaptadas
a cada plataforma. Não é fazer mais conteúdo. É
fazer conteúdo que vive, que circula e que gera resposta.
No meio disto tudo, há uma coisa que não mudou: a
criatividade. Continua a ser a única vantagem que não
se copia. Mas não é criatividade em estado puro, é criatividade
com contexto, com dados e com cultura.
2 A IA já cá está. E está a trabalhar. Mas não é piloto,
é copiloto. E não decide para onde vamos. Num mundo
onde tudo acelera, o papel das agências não é produzir
mais. É decidir melhor. Ajudar marcas a navegar num
caos de dados, plataformas e estímulos, onde há mais
informação do que atenção disponível. Yuval Noah
Harari escreve que quem dominar os dados pode vir a
dominar o mundo. O problema é que dados, sozinhos,
não dizem nada. Sem contexto, são ruído. Sem criatividade,
são irrelevantes. É aqui que entram as agências:
transformar dados em insight, insight em narrativa e
narrativa em impacto. E, acima de tudo, garantir coerência
num mundo fragmentado, onde cada plataforma
puxa para um lado, e só o piloto puxa por todos, leva o
carro para a frente. Quem achar que a IA faz o trabalho
todo sozinha é irrelevante. Porque no fim... no fim não
é humano vs máquina, é humano mais máquina, e com
as mãos no volante.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
36
DANIELA
AGRA
BRUNO
RENTE
Presidente
ATREVIA Portugal
CEO
Opal
1 As agências têm de estar em constante adaptação e transformação.
Hoje, na ATREVIA, somos uma consultora estratégica ibero-americana de atração, influência,
transformação e antecipação. Lançámos uma nova narrativa porque os clientes já
não procuram serviços, procuram soluções para desafios cada vez mais complexos. Para
não perder relevância, o setor tem de evoluir para modelos verdadeiramente integrados,
onde estratégia, criatividade, dados e tecnologia trabalham em conjunto e em sintonia.
Tal só é possível com equipas multidisciplinares, capazes de cruzar perspetivas: mais
criatividade em Public Affairs, mais análise geopolítica e sociológica no Marketing, mais
tecnologia e inbound na Comunicação Interna, mais sensibilidade - até poesia, diria - nas
estratégias de Sustentabilidade. Porque só assim conseguimos acrescentar valor a cada
desafio, por mais complexo que pareça.
A chave está no conhecimento profundo dos contextos e dos públicos, na integração de
capacidades e numa equação essencial: estratégia + criatividade = impacto. Num mundo
marcado pela Inteligência Artificial, pela polarização e pela desinformação, a comunicação
é mais importante do que nunca e as agências têm de estar à altura dessa responsabilidade.
2 Num contexto transformado pela IA, pelos dados e pela fragmentação dos media,
as agências devem assumir-se como verdadeiros parceiros estratégicos de crescimento,
influência e transformação. Atualmente, o nosso papel é ajudar as marcas a navegar na
complexidade.
Vivemos um momento algo paradoxal, diria, porque nunca tivemos acesso a tanta tecnologia
e nunca foi tão importante, de igual modo, sermos humanos. A tecnologia torna-nos
mais eficientes, mas é a inteligência, estratégica e emocional, que cria valor. É por
isso que combinamos inovação tecnológica com conhecimento profundo dos públicos,
integrando capacidades para responder a desafios multifatoriais. Transformamos dados
em insights, insights em estratégia e estratégia em impacto.
Temas como os que debatemos no nosso V Congresso - da IA à influência, da reputação
em tempos de fake news à ligação emocional entre marcas e pessoas - mostram que as
marcas são hoje atores económicos e sociais com responsabilidade acrescida. Cabe-nos
ajudá-las a construir relevância, confiança e relações duradouras. Vamos, aliás, falar sobre
a tecnologia a serviço da liderança reputacional no nosso VI Congresso, em outubro
deste ano de 2026.
Mais do que comunicar, ajudamos a decidir, a posicionar e a liderar, porque é na interseção
entre tecnologia, criatividade e propósito que se constrói uma verdadeira vantagem
competitiva.
1 O que é válido na natureza, é
válido para tudo: a adaptação é
essencial à sobrevivência. Mas
parece-me importante distinguir
aquilo em que devemos ceder e
aquilo em que é fundamental persistir,
ou até resistir. E nós não
abdicamos do valor humano, do
qual a relação e a criatividade são
expressões máximas. Por outro
lado, temos de ter consciência de
que questões como a integração da
IA nos fluxos de trabalho são importantes.
Substituir o talento não,
mas libertá-lo da operacionalidade
repetitiva e, muitas vezes, restritiva
é o caminho ideal.
2 Acredito que caberá cada vez
mais às agências serem o filtro que
garante a consistência da mensagem
na voragem da produção de
conteúdos. Devemos zelar pela
essência e pela ética das marcas,
assegurando o carácter que os algoritmos
tendem a neutralizar. Já
não vendemos apenas visibilidade,
gerimos a sobrevivência das
marcas nesta dinâmica saturada e
vertiginosa. O nosso papel é talvez
preservar o propósito humano,
primordial, da comunicação.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
37
FÓRUM LÍDERES
SERGIO
AZEVED
MARTA
MACHADO
Partner
STREAMROAD
CEO
Media Gate
1 A importância das agências já não se limita apenas à capacidade de executar
campanhas ou ações ad-hoc, passa sobretudo pela forma como conseguem
contribuir para o negócio e crescimento dos seus clientes. O contexto
atual, marcado pela velocidade com que a tecnologia evolui e pela pressão
constante pelos resultados, exige uma resposta muito mais eficaz: sair do papel
tradicional de fornecedor e assumir uma posição de parceria estratégica.
Para além disso, a criatividade sem dados mensuráveis já não chega. A complementaridade
entre estas duas dimensões deixou de ser opcional e passou
a ser obrigatória.
Ao mesmo tempo, há uma exigência crescente de especialização, sobretudo
em setores como o das TI, onde a complexidade dos temas e da cadeia de
distribuição obriga a um conhecimento mais profundo. Ainda assim, essa
especialização só é relevante quando acompanhada por uma visão global do
marketing e da comunicação, capaz de ligar marcas, conteúdo e performance
de forma coerente.
Por outro lado, o ritmo a que tudo muda tornou obsoletos os modelos mais
rígidos. As agências precisam de ser mais ágeis, mais experimentais e mais
próximas de uma lógica de melhoria contínua. No fundo, a diferença está
em deixar de pensar em campanhas isoladas e passar a trabalhar numa lógica
de evolução constante da marca. As agências que conseguirem fazer esta
transição posicionam-se naturalmente como parceiras de crescimento e não
apenas como meros fornecedores.
2 O papel das agências torna-se simultaneamente mais desafiante e mais relevante.
As marcas enfrentam hoje um excesso de opções, canais e ferramentas,
o que torna difícil manter clareza estratégica e consistência na comunicação.
É precisamente aqui que as agências devem assumir um papel mais ativo.
Mais do que fazer, é preciso ajudar a decidir. As agências devem funcionar
como um filtro qualificado, simplificando as coisas e orientando as marcas
para aquilo que realmente gera impacto. Ao mesmo tempo, têm a responsabilidade
de utilizar o potencial da tecnologia, seja inteligência artificial, automação
ou análise de dados, para conseguir bons resultados, algo que nem
sempre acontece.
No final, o papel das agências é o de ligar pontos: entre a estratégia e a tecnologia,
a criatividade e os resultados, entre o marketing e a comunicação e o
crescimento. É nessa capacidade que reside hoje o seu verdadeiro valor.
1 As agências precisam hoje de deixar
de operar de forma compartimentada e
evoluir para modelos verdadeiramente
integrados. É igualmente crítico encurtar
tempos de resposta e adotar formas de
trabalho mais ágeis e colaborativas com
os clientes. A sua relevância dependerá
cada vez mais da capacidade de compreender
o negócio dos clientes, antecipar
mudanças e demonstrar de forma clara
o contributo da comunicação para os resultados.
Paralelamente, é indispensável
reforçar a capacidade analítica e a leitura
de dados, garantindo que essa informação
se traduz em ideias relevantes e eficazes
para as pessoas.
2 Num contexto marcado pela inteligência
artificial, pela abundância de dados
e pela fragmentação dos pontos de
contacto, o papel das agências passa por
integrar e dar sentido à complexidade.
Mais do que executar campanhas, devem
atuar como parceiros estratégicos,
capazes de ligar dados e tecnologia, com
criatividade, para construir soluções
consistentes ao longo de todo o ecossistema
de comunicação. Cabe às agências
garantir coerência e relevância numa jornada
cada vez mais dispersa, e simultaneamente
apoiar as marcas na tomada de
decisões mais informadas. A capacidade
de transformar esta informação em ação
afirma-se hoje como um dos principais
fatores de diferenciação..
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
38
PEDRO
GIRÃO
FILIPE
NEVES
CEO
Triber
Business Managing Partner
Arena Media
1 As agências têm de ajudar a desenvolver a estratégia dos negócios.
Não podem ser só parceiros de execução ou fábricas de conteúdos.
Têm de se preocupar realmente com o negócio dos clientes, de os
fazer repensar algumas coisas, de sentir cada marca como se fosse
a sua.
Esta visão vem da génese da Triber (os 4 sócios despediram-se da
agência anterior porque sentiam que a empresa ia ser reduzida a
uma fábrica de criação de conteúdos e campanhas de publicidade
online), mas ganha relevância no mundo da IA…
Estimulamos as pessoas a pensarem para lá da piada pela piada, do
post, do outdoor. O que fazemos serve um objetivo de negócio, mesmo
dando um pequeníssimo passo num caminho de anos.
Transformarmo-nos no braço direito do CEO, do Diretor de Marketing,
do Digital Marketing Manager, que os ajuda a não confundir
interação com impacto, que discute, que traz ideias e perspetivas de
outras indústrias… essa é a mudança que ajudará a filtrar um mercado
que será brutalmente impactado pela IA.
2 O de estratega humano potenciado pela IA, que traz inovação e
conhecimento de outros setores.
O meu primeiro cliente foi Licor Beirão. Pouco depois, a Roca. Na
altura surpreendeu-me como as mecânicas que criávamos para vender
sanitas geravam ideias para Beirão. A transferência entre setores
gera inovação e não se consegue com uma equipa focada num negócio.
Já a fragmentação dos media acontece há anos, o que torna o jogo
mais difícil. Mas o foco mantém-se: chamar a atenção do cliente, dar
a conhecer a marca, fazê-lo gostar dela, comprá-la, aconselhá-la… A
fragmentação aumenta a dificuldade da escolha e, portanto, também
o valor de quem já mostrou que consegue fazer lidar com isso com
sucesso.
Este papel mudou também a Triber, hoje com serviços para qualquer
fase de uma marca e com a IA integrada na agência. Sabemos de
estratégia, de marketing, de branding, de digital e como nos adaptar
a cada meio. Acredito que se mantivermos o foco em aprender, saíremos
valorizados de toda esta disrupção.
1 Estamos a navegar numa mudança tecnológica igualmente
transformadora às anteriores — mas com um volume de informação
e velocidade únicos. Este volume está também associado
às novas plataformas que continuam a mudar hábitos e criar
tendências e que nós agências temos que acompanhar. Temos
que ser cada vez mais precisos a analisar targets e a criar segmentos,
mais rápidos e reativos em análise de resultados, mas
acima de tudo, olhar para a comunicação como um sistema integrado
e como o podemos otimizar, em mensagem, formato
e meio.
Na Arena Media, olhamos para os desafios das nossas marcas e
estamos a bordo desta evolução. A nossa metodologia, suportada
pela plataforma Converged AI, reflete exatamente essa abordagem.
E além das ferramentas, mantemos sempre um olhar
atento ao contexto mais amplo — social, cultural, económico
— das pessoas para quem comunicamos. E no nosso mercado,
isso significa também estar atento à conjuntura do país — ao
contexto económico, às pressões sobre o poder de compra e às
mudanças de comportamento que daí resultam. As marcas que
comunicam com relevância são também as que percebem o
momento em que os seus consumidores estão a viver.
2 O papel que nos define, de nos prepararmos e ser os olhos e
braços das marcas nestes ecossistemas. Por exemplo, as pessoas
do Havas Village em 2025 receberam 1277 horas de formação
em IA (só a Arena Media recebeu 230h), o grupo está pronto
não só para trabalhar sobre as novas plataformas como para
formar, temos esse serviço. Relativamente à transformação do
setor, o que está a mudar, e muda muito, é a exigência de precisão:
saber onde estão as pessoas, como se comportam, e qual a
mensagem certa para cada momento. Isso implica sistemas de
comunicação cada vez mais integrados, onde media, dados e
criatividade funcionam em conjunto. A ambição da Arena Media
é clara: não queremos continuar a ser apenas os melhores
em media. Queremos ser os melhores em ecossistemas de comunicação.
E estamos nesse caminho.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
39
FÓRUM LÍDERES
ANA
MARGARIDA
PAULA
JOÃO
GASPAR
Executive Director
ADDING VALUE
CEO
LOBA
1 Mais do que nunca, as agências precisam de evoluir de meras executoras táticas
para verdadeiros parceiros estratégicos de comunicação.
Desde logo, é indispensável reforçar a capacidade de produzir conteúdo relevante,
credível e adaptado a múltiplos canais, mantendo o rigor editorial que sempre
esteve na base das relações com os media. A credibilidade continua a ser um ativo
central, e diferencia quem apenas comunica de quem realmente influencia.
Por outro lado, torna-se essencial integrar dados e inteligência analítica no processo
de comunicação, não apenas para medir resultados, mas para orientar estratégias
e antecipar tendências. A comunicação deixa de ser apenas narrativa e passa
a ser também insight.
Adicionalmente, as agências devem investir numa abordagem multidisciplinar,
combinando assessoria de imprensa, digital, redes sociais e comunicação interna,
garantindo consistência e coerência na narrativa em todos os pontos de contacto.
Finalmente, a proximidade ao cliente e o profundo conhecimento do seu negócio
são hoje mais críticos do que nunca. Só assim é possível assegurar que a comunicação
está verdadeiramente alinhada com os objetivos estratégicos e contribui para
o crescimento sustentável das marcas, um princípio que está no centro da atuação
da Adding Value.
2 Neste novo contexto, as agências devem assumir-se como curadoras de relevância
e confiança.Com tanto excesso de informação e automatização, o valor das
agências reside na capacidade de transformar dados e tecnologia em mensagens
com significado, contexto e impacto real. A inteligência artificial pode potenciar a
eficiência, mas não substitui o pensamento estratégico, o conhecimento dos media
(e as relações com quem neles trabalha) e a sensibilidade editorial.
O papel das agências passa também por atuar como ponte qualificada entre marcas
e stakeholders, assegurando que as mensagens não só chegam ao público certo,
mas que são compreendidas e valorizadas. Este papel de mediação, historicamente
central, torna-se ainda mais crítico num ambiente fragmentado.
Ao mesmo tempo, as agências devem apoiar as marcas na construção de reputação
e autoridade, posicionando os seus porta-vozes como especialistas e desenvolvendo
conteúdos consistentes e credíveis, capazes de gerar confiança a longo prazo.
Por fim, cabe às agências ajudar as organizações a navegar a complexidade atual,
garantindo uma comunicação integrada , tanto externa como interna, preparada
para contextos de mudança e até de crise, e sempre orientada para resultados concretos
de negócio.
1 A clivagem entre empresas menores e
maiores vai acentuar-se.
Para as empresas menores que vão continuar
a precisar da produção, as agências
têm que ser mais eficientes.
Para as empresas maiores que vão cada
vez mais internalizar a produção, as
agências têm que ser capazes de lhes entregar
essas “máquinas” de produção.
Assim, as agências continuarão a ser uma
peça chave no ecossistema da comunicação
sendo que têm que se transformar.
As competências de aplicação da IA nos
conceitos e estratégias de sempre serão
assim críticas para acrescentar valor às
marcas.
2 Num contexto onde a informação e
o conhecimento abundam, o diferencial
está na confiança das soluções.
Iremos evoluir para um paradigma onde
a agência deve assumir um papel de total
parceria com as marcas sendo avaliada
pelo seu impacto efetivo no negócio do
cliente.
Por outro lado, a capacidade de oferecer
competências 360º será ainda mais importante
para garantir experiências consistentes
em todos os pontos de contacto.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
40
ANDRÉ
GERSON
MARIANA
COTTIM
CEO
GCIMEDIA Group
Head of Media & PR Manager
Commpanhia das Soluções
1 Hoje, para não perderem relevância, as agências têm de se reinventar
como parceiros estratégicos, ocupando um lugar no centro da tomada de
decisão e atuando como co-pilotos das marcas na construção de reputação,
crescimento e sustentabilidade.
A mudança passa por assumir um modelo de co-criação alinhado com o
propósito do cliente, onde a consultoria estratégica é o principal motor de
valor. Em paralelo, é indispensável integrar tecnologia e dados de forma inteligente,
combinando inteligência artificial, automação e análise em tempo
real com curadoria humana capaz de transformar informação em insights
relevantes e decisões com impacto.
Outra transformação crítica é interna: equipas capacitadas, processos ajustados
e uma cultura alinhada com esta realidade são fundamentais para
garantir agilidade e excelência num mercado altamente dinâmico. Num
ecossistema cada vez mais orientado para performance, as agências devem
também reforçar o seu papel na humanização das marcas, trazendo criatividade,
emoção e autenticidade às relações com os públicos.
Em suma, a relevância das agências constrói-se no equilíbrio entre estratégia
e execução, dados e emoção, tecnologia e pensamento crítico.
2 Num contexto marcado pela IA, pela centralidade dos dados e pela fragmentação
dos media, as agências devem assumir um papel cada vez mais
estratégico, atuando como agentes de confiança, relevância, autoridade e da
reputação das marcas.
A IA deve ser usada para potenciar eficiência, análise preditiva e hiperpersonalização,
mas sempre suportada por uma forte curadoria humana, garantindo
rigor, ética e pensamento crítico. Neste novo ecossistema, ganha
centralidade a inteligência narrativa. As agências devem ajudar as marcas a
construir autoridade genuína através de conteúdos consistentes, presença
em contextos credíveis e vozes especializadas, sabendo que a perceção já
não depende apenas da pesquisa humana, mas das respostas geradas por
IA.
Simultaneamente, impõe-se uma monitorização contínua, capaz de mitigar
riscos de enviesamento e assegurar relevância em tempo real. A fragmentação
dos canais exige estratégias integradas e adaptáveis, focadas não só
em métricas de performance, mas também em ativos reputacionais que influenciam
a recomendação algorítmica.
1 Temos de evoluir do modelo tradicional para um
modelo mais eficaz, orientado por dados e criatividade.
Hoje, as agências assumem um papel estratégico
na definição do crescimento das marcas, num
contexto onde a informação é abundante, mas nem
sempre fiável. Já não basta reagir: é essencial antecipar
riscos, proteger a reputação e atuar com estratégia
e adaptação contínua.
O PR também mudou. Mais do que gerar notícias, o
foco passa por garantir que as marcas são reconhecidas
como fontes de autoridade, inclusive em respostas
de inteligência artificial. As métricas evoluem e
exigem uma ligação clara entre comunicação, confiança
e tráfego qualificado, obrigando a uma análise
constante de dados relevantes.
Num cenário marcado por deepfakes, torna-se crítico
assegurar autenticidade, transparência e ética,
enquanto se constrói uma narrativa forte. Hoje, uma
agência eficaz destaca-se pela capacidade de definir
estratégia e contar histórias com impacto, aliando
tecnologia a sensibilidade.
2 O papel das agências, atualmente, não é apenas
comunicar o que a marca faz, mas definir o que a
marca significa num mundo em constante mutação.
Deixamos de ser apenas contadores de histórias para
sermos gestores de autoridade. O nosso trabalho já
não termina quando a notícia sai; começa na curadoria
estratégica, garantindo que, quando o consumidor
procura informação, é a nossa marca que ocupa
um lugar relevante e de confiança. A credibilidade
das notícias ganha muito mais relevância do que a
sua quantidade. A tecnologia consegue amplificar
conteúdos, mas, se não forem relevantes, perdem
eficácia. Temos de preservar a ética e a humanidade
das marcas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
41
FÓRUM LÍDERES
ALEXANDRA
VARASSIN
CEO
Publicis Groupe Portugal
1 A mudança mais indispensável para que as agências
mantenham relevância no atual ecossistema da comunicação
é, antes de mais, estrutural e cultural. Durante
demasiado tempo, o setor organizou-se em modelos
fragmentados, centrados nos próprios serviços e não nos
problemas reais das marcas. Num contexto cada vez mais
complexo e acelerado, essa lógica deixou de funcionar.
Hoje, as agências precisam de evoluir para organizações
verdadeiramente integradas, capazes de responder com
agilidade, escala e impacto, alinhando estratégia, criatividade,
media, dados e tecnologia numa mesma lógica de
criação de valor.
Mas esta transformação vai muito além da tecnologia ou
da reorganização interna. É, sobretudo, uma mudança de
mentalidade. A relevância das agências passa pela sua capacidade
de pensar estrategicamente, antecipar mudanças
e colocar o crescimento do negócio dos clientes no
centro de todas as decisões. A integração entre disciplinas
não pode ser apenas um argumento comercial; tem
de ser uma forma natural de trabalhar, orientada para
resultados concretos e mensuráveis. No Publicis Groupe
apostamos nisso de forma deliberada - não como tendência,
mas como convicção.
Neste contexto, o talento assume um papel absolutamente
decisivo. Não basta integrar novas competências técnicas
— é essencial investir em pensamento crítico, curiosidade,
capacidade de aprendizagem contínua e conforto
com a ambiguidade. As agências que conseguirem desenvolver
equipas com uma mentalidade transversal, colaborativa
e orientada para impacto real serão aquelas que
se manterão relevantes. As que ficarem presas a silos, a
modelos rígidos e a uma visão excessivamente centrada
no seu próprio negócio terão, inevitavelmente, dificuldade
em acompanhar a evolução do mercado. e é essa abordagem
que nos permite manter-nos curiosos e focados.
2 Num contexto em que a Inteligência Artificial, os dados
e a fragmentação dos media estão a transformar profundamente
o setor, o papel das agências deve evoluir de
forma muito clara: mais do que executoras ou distribuidoras
de tecnologia, devem assumir-se como parceiros
estratégicos das marcas. O maior risco hoje não é a IA
substituir as agências, mas sim as agências perderem relevância
ao limitarem-se a disponibilizar ferramentas sem
um ponto de vista, sem intenção estratégica e sem julgamento
crítico.
As marcas têm hoje acesso a mais dados, plataformas e
soluções tecnológicas do que nunca, mas essa abundância
não se traduz automaticamente em melhores decisões
ou melhores resultados. Pelo contrário, muitas vezes gera
mais ruído e complexidade. É precisamente aqui que o valor
da agência se torna determinante: trazer clareza, simplificar,
priorizar e dar direção. Ajudar as marcas a fazer as
perguntas certas antes de procurar respostas, a interpretar
os dados com critério e a garantir coerência ao longo de
todo o ecossistema de comunicação.
A Inteligência Artificial e os dados são aceleradores extraordinários
quando estão ao serviço de uma estratégia bem
definida. Sozinhos, não criam significado nem impacto
sustentável. O que lhes dá valor é o pensamento estratégico,
a criatividade e a capacidade de transformar informação
em insight acionável. Esse julgamento, profundamente
humano, não pode ser substituído por algoritmos.
É esse o papel que o Publicis Groupe quer assumir: o
de parceiro de confiança que pensa em conjunto com as
marcas sobre onde querem chegar e como a comunicação
pode ser um verdadeiro motor de transformação e crescimento
do negócio. O verdadeiro diferencial está na capacidade
de unir tecnologia e insight humano para criar
experiências consistentes, relevantes e com impacto real e
duradouro para as marcas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
42
FRANCISCA
SEABRA
RITA
AMZALAK
CEO
Burson
Managing Partner
Havas Media
1 Deve haver um foco na integração de serviços. Para dar
alguns exemplos, a nossa equipa digital é muito mais do
que isso: é um Studio, que desenvolve estratégia, criatividade,
design e vídeo para campanhas online e offline. Também
a consultoria ao nível da comunicação corporativa e
institucional evoluiu da tradicional assessoria de imprensa
para algo mais abrangente, que envolve os Public Affairs.
E foram os desafios políticos, sociais e económicos locais e
mundiais que contribuíram para esta reorganização. Além
disso, o marketing de influência é hoje indissociável da estratégia
de marca, articulando-se com as equipas de criatividade,
eventos e ativação. Por fim, não posso esquecer
a inteligência artificial. A Burson detém um conjunto de
serviços-chave de IA, o Sonar, o The Fount e o Decipher,
para melhor gerir a reputação e o risco dos nossos clientes.
Somos profissionais da comunicação e temos de, constantemente,
adaptar-nos à velocidade dos tempos. ios de um
mercado em constante mudança.
2 O nosso objetivo é gerar valor e fortalecer a reputação
dos clientes, para os ajudar a ter êxito num mundo cada
vez mais complexo, com maior volatilidade geopolítica,
incerteza económica e um panorama mediático cada vez
mais fragmentado. Por isso, desenhamos cada vez mais
campanhas 360º, muitas vezes para trabalhar conceitos
ou tendências, explorando sinergias entre clientes e / ou a
sociedade civil. E – tal como as outras agências do grupo
WPP – olhamos a Inteligência Artificial como uma oportunidade
para prestar um serviço de consultoria ainda mais
avançado. Em detalhe, a Burson beneficia do investimento
pioneiro que a WPP fez na sua plataforma de marketing
alimentada por IA, o WPP Open, para o desenvolvimento
criativo, a análise de estudos complexos, a auscultação das
audiências ou a criação de relatórios. E muito mais. São
estas e outras particularidades que transformam a Burson
numa aliada dos seus clientes.
1 As agências continuam a ser um motor de transformação e no
atual contexto de mudanças, têm um papel como parceiros estratégicos
no crescimento das marcas. Num ecossistema fragmentado,
tecnológico e em constante aceleração, a relevância constrói-se
com capacidade de ligar estratégia, dados, criatividade e
tecnologia, com impacto real no negócio.
Este cenário exige uma transformação profunda, não apenas de
competências, mas de mentalidade. As agências terão de continuar
a fazer um grande investimento em talento e em modelos
de colaboração e de aprendizagem contínua. O pensamento estratégico,
a leitura crítica de dados e a sensibilidade cultural são
tão essenciais quanto o domínio das plataformas deste novo ecossistema.
A tecnologia, e em particular a inteligência artificial, é um acelerador
de valor, que está a provocar mudanças significativas nas
agências. Ela está a exigir a sua integração nos processos, nas decisões
e na cultura. Isso implica investir em novas competências,
rever modelos de trabalho e criar espaço para que a tecnologia
aumente a capacidade analítica, a qualidade das decisões e a antecipação
de oportunidades.
2 Mais do que navegar a mudança, o papel das agências é ajudar
as marcas a dar-lhe direção e significado.
Num momento de profunda transformação, as marcas valorizam
parceiros que tragam não só soluções, mas princípios: transparência
no uso de dados, ética na aplicação da IA e responsabilidade
na comunicação.
Cabe às agências transformar dados em insight, tecnologia em inteligência
acionável e fragmentação em estratégia integrada. A IA
está a permitir-nos escalar análises, personalização e eficiência,
mas precisa de direção humana, visão de marca e critérios.
As agências devem também assumir um papel ativo na integração
entre brand e performance, ajudando as marcas a equilibrar
resultados de curto prazo com a construção de valor sustentado
no tempo. Esta construção exige consistência, relevância cultural
e métricas que acrescentem valor para o negócio.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
43
FÓRUM LÍDERES
BERNARDO
RODO
RUI
FREIRE
CEO
Omnicom Media
Managing Director
Initiative
1 Durante muitos anos, as agências de meios estruturaram a sua atividade
com o objetivo de otimizar a compra, gestão e otimização de campanhas
de meios. O ecossistema para o qual este modelo foi desenvolvido
está ultrapassado, o que implica mudanças tecnológicas, processuais e
culturais. As agências de meios deixaram de se limitar a fornecer contactos
e ratings publicitários e passaram a orientar as suas diversas capacidades
para apoiar efetivamente o crescimento dos negócios das marcas.
Essa distinção altera a forma como nos organizamos, como recrutamos e
como desenvolvemos ofertas distintas – através das diferentes agências e
dos seus produtos estratégicos – para responder à especificidade de cada
anunciante.
Para atingir este objetivo precisamos de talento e de integrar novas competências.
Os novos perfis ainda são escassos e a dificuldade de reter talento
é cada vez maior. A integração de equipas e tecnologia – com o
desafio acrescido da Inteligência Artificial – não está na descrição de funções,
mas na capacidade de oferecer ao cliente uma visão integrada que o
ajude a decidir melhor.
2 O ambiente de comunicação tornou-se mais complexo: mais dados,
mais canais, mais tecnologia, maior diversidade de audiências e
comportamentos de consumo. O volume de informação disponível
exige direção e ferramentas para tomar boas decisões. O papel das
agências não se limita a executar. Apoiamos decisões de investimento,
prioridades do negócio, redução do risco na exploração de novas
oportunidades.
As agências de meios – com um conhecimento histórico das audiências
e dos seus comportamentos, e um investimento consistente em ferramentas
muito sofisticadas – são o parceiro de excelência para apoiar essa
tomada de decisão. A ameaça não está na substituição de competências
atuais por tecnologia. Existe um valor intrínseco na nossa atividade, que
permite navegar esses sistemas onde se fundem a componente humana e
tecnológica. Esta tarefa exige, naturalmente, um conhecimento profundo
do negócio do cliente, critérios bem definidos de atuação e a capacidade
de assumir responsabilidade pelos resultados. A Omnicom Media está
numa posição privilegiada com a plataforma Omni+ que permite conectar
dados, contexto e ativação de marca com impacto real no negócio.
1 Hoje, as agências só mantêm relevância se mudarem
ao ritmo do mercado e não ao ritmo da sua
própria estrutura. Isso exige menos silos, mais integração
entre media, criatividade, dados, tecnologia
e negócio, maior agilidade na tomada de decisão e
uma cultura verdadeiramente orientada para outcomes,
não para processos. Num ecossistema cada vez
mais complexo, a agência tem de ser mais do que
um fornecedor de serviços, tem de ser um parceiro
capaz de simplificar a complexidade, antecipar mudanças
e transformar fragmentação em vantagem
competitiva. A relevância vai pertencer às equipas
que aprendem mais depressa, colaboram melhor e
têm a coragem de reinventar o modelo antes de serem
obrigadas a fazê-lo. No fundo, o futuro pertencerá
às agências que tiverem a coragem de liderar a
mudança, em vez de a esperar.
2 Com a IA, os dados e a fragmentação dos media a
acelerar a mudança, o papel das agências deve ser o
de trusted growth partner das marcas. Isso significa
ajudar a tomar melhores decisões, ligar sinais dispersos
em inteligência útil, transformar tecnologia
em impacto comercial e garantir que a criatividade
continua a ser distintiva num mundo cada vez
mais automatizado. A IA pode acelerar processos,
mas não substitui o julgamento, a visão estratégica
nem a capacidade de construir valor de marca a longo
prazo. As marcas precisam de agências que não
se limitem a ativar campanhas, mas que ajudem a
definir prioridades, orquestrar ecossistemas e ligar
eficiência de curto prazo a crescimento sustentável.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
44
SUSANA
VICENTE
TERESA
MORGADO
Managing Director
OMD
Managing Director
UM
1 Na OMD acreditamos que não somos apenas criadores de
ideias, transformamos resultados de negócio.
Vivemos num mundo em que a cultura muda à velocidade da
luz. Por isso, temos de ser ágeis, alimentados por dados e IA, e
obsessivos em converter cada interação em impacto real.
Acreditamos que Criatividade + Inteligência = Transformação.
É assim que entregamos ideias que transformam negócios, à velocidade
da cultura.
Mas nada disto é possível sem as pessoas. A IA acelera, analisa
e otimiza, mas são os talentos que criam com propósito, constroem
conexões autênticas entre marcas e pessoas. A empatia,
a intuição, o julgamento crítico, a liderança são capacidades
profundamente humanas e que não têm algoritmo. Elas são o
superpoder, por isso investimos continuamente no desenvolvimento
dos nossos colaboradores porque acreditamos que o
futuro pertence a equipas onde a criatividade humana e a inteligência
artificial não se podem dissociar.
2 Com a fragmentação dos media, o risco é real: investir em
múltiplos canais sem visão integrada resulta em desperdício e
perda de oportunidades. As agências têm de unificar a complexidade,
transformar canais isolados numa jornada única do
cliente, reconhecendo o mesmo indivíduo em múltiplas interações
e compreendendo cada touchpoint como parte de uma
estratégia coerente, não como ações desconexas.
O nosso papel já não é apenas criar engagement, é converter
engagement em vendas, ligando criatividade a transações mensuráveis
e atenção a resultados tangíveis.
Isto exige identificar sistematicamente oportunidades em plataformas
emergentes que definem o futuro e posicionar as marcas
ali primeiro. Não é experimentar, é definir estratégia com dados.
Com transparência total e flexibilidade máxima, na OMD funcionamos
como gestor integrado de um ecossistema complexo
de plataformas, canais e sinais culturais. Este é o papel da OMD:
ser o sistema nervoso central que conecta fragmentação em resultado.
1 As agências devem consolidar o seu posicionamento como
consultoras estratégicas de comunicação, capazes de impulsionar
os resultados de negócio e intervir ativamente na tomada
de decisão dos clientes. Este posicionamento resulta da aptidão
de gerar insights profundos e preditivos, fundamentais para o
delinear de estratégias que sustentem decisões de curto e médio
prazo.
Na UM, priorizamos parcerias genuínas e longas, fomentando
a transparência na partilha de informação e o rigor na definição
de objetivos, assegurando a máxima eficácia e o sucesso das
marcas.
Sobre a gestão interna, priorizamos a eficiência operacional
através da adoção de tecnologias de vanguarda. Esta abordagem
permite automatizar processos rotineiros, libertando as nossas
equipas para funções onde o input humano é mais relevante.
Consequentemente, maximizamos a nossa agilidade e concentramos
recursos no que é verdadeiramente crítico: o desenvolvimento
estratégico do negócio dos nossos clientes.
2 Na UM, entendemos que transformar o setor exige liderar
uma verdadeira “renaissance”. Desenvolvemos uma metodologia
exclusiva assente em 3 pilares, o rigor analítico, a visão estratégica
e a disrupção criativa, permitindo que as marcas transcendam
a homogeneidade num mercado cada vez mais insípido.
Vemos o mundo em Full Color. A nossa essência reside na descoberta
da singularidade e das nuances que tornam cada marca
irrepetível. Acreditamos que o crescimento sustentável reside na
intersecção entre a inteligência humana e a artificial, desbloqueando
oportunidades hoje para assegurar a relevância de amanhã.
Nesta transição para a Era da Inteligência, o fator humano é o
catalisador da tecnologia — e não o seu subalterno. Rejeitamos
o cenário de marcas cinzentas e sem identidade; em vez disso,
aplicamos o pensamento crítico para alcançar diferenciação.
Movidos por Comunidade, Coragem e Curiosidade, os nossos
talentos tendem a impulsionar, o sucesso absoluto dos nossos
clientes.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
45
FÓRUM LÍDERES
MARIANA
LORENA
ANDRÉ
LOURAÇO
Managing Director
PHD
Managing Director
Kinesso
1 A relevância das agências hoje não se garante
apenas pela execução, mas, sobretudo, pela capacidade
de gerar impacto no negócio. Isso exige
uma mudança profunda: deixar de operar em silos,
integrar criatividade, dados, media, tecnologia
e conteúdo, e trabalhar com maior agilidade
num contexto cada vez mais fragmentado e volátil.
Ao mesmo tempo, as agências têm de assumir
um papel mais consultivo e menos transacional,
ajudando as marcas a tomar melhores decisões e
não apenas a ativar campanhas. A IA veio acelerar
esta transformação, mas não substitui aquilo
que continua a ser crítico: pensamento estratégico,
visão, cultura, contexto e talento. As agências
que vão manter relevância serão as que conseguirem
combinar relevância, velocidade e criatividade
com um foco muito claro em resultados.
2 Hoje, o papel das agências é ser um parceiro de
crescimento e de clareza num ecossistema cada
vez mais complexo. As marcas precisam muito
mais do que planeamento e compra de media.
Precisam de interpretação, curadoria e visão estratégica.
A abundância de dados e de tecnologia
só cria valor quando é transformada em decisões
mais inteligentes, comunicação mais relevante e
investimento mais eficiente. É aqui que a agência
faz a diferença. Com a fragmentação dos media,
o desafio deixou de ser apenas estar presente em
muitos pontos de contacto. Passou a ser construir
experiências coerentes, eficazes e mensuráveis
ao longo de toda a jornada do consumidor.
A agência de hoje deve, por isso, unir inteligência,
criatividade e accountability para ajudar as
marcas a crescer com consistência.
1 A maior armadilha em que uma agência pode cair é
tornar-se muito boa a otimizar as oportunidades que já
existem, e esquecer-se de questionar se é isso que o cliente
precisa mesmo para crescer.
Performance a sério não é só ROAS e CPA.
É perceber que um mercado demográfico a contrair, com
consumidores com menos poder de compra, não se resolve
com mais bids.
Resolve-se com estratégia.
A Kinesso é agência de performance & growth — com
resultados de negócio, não como métrica de campanha.
Isso obriga-nos a trabalhar notoriedade, consideração,
conteúdo, experiências on-site e de marca.
Obriga-nos também a ter conversas honestas quando as
ambições não batem certo com a realidade
Acreditamos que algo que nos diferencia é ter a capacidade
de dizer: “o teu problema não se resolve com mais media.” e
vibramos com as conquistas dos nossos clientes.
É isso que nos mantém relevantes no mercado.
2 Acreditamos que a IA não vai substituir as agências. Vai
substituir quem só fazem execução.
A IA precisará sempre de nós para olhar para uma marca,
perceber onde está o crescimento real, e ter a conversa
estratégica que o cliente precisa de ouvir.
Na Kinesso, uma das áreas onde mais crescemos é exatamente
aí: international growth gerido a partir de Lisboa. Como
Hub de marcas internacionais ou para marcas portuguesas
que perceberam que o mercado interno tem um tecto —
demográfico, económico — e que o próximo passo é sair
fronteiras fora com uma estratégia coerente de marca, dados
e canais.
É um trabalho que combina tecnologia com julgamento
humano. A IA trata do volume e da otimização. Nós tratamos
da direção.
Esse vai ser cada vez mais o nosso papel.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
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TIAGO
BRANCO
ANDRÉ
LOURAÇO
Managing Director
TRKKN
Managing Director
FUSE
1 Mais do que uma mudança no papel das agências,
houve um aumento claro da exigência das marcas
num ecossistema hoje mais complexo, com mais canais,
tecnologia, dados e maior pressão por resultados.
Isso exige maior articulação, mais clareza entre
funções e respostas mais consistentes entre parceiros.
As agências continuam a ter um papel central,
mas esse papel ganha força quando inserido numa
estrutura mais articulada. Na TRKKN, vemos essa
necessidade de forma clara: ajudamos a trazer coerência,
escala e maior capacidade de decisão a um
ecossistema que muitas vezes cresceu de forma fragmentada.
No fundo, o valor está menos em tentar
concentrar tudo num único parceiro e mais em garantir
que diferentes especializações trabalham de
forma conectada, com mais transparência, melhor
alinhamento e foco real nas necessidades da marca.
2 Diria que um papel ainda mais estratégico. As
agências continuam a ligar marca, criatividade, canais,
audiências e contexto de mercado, mas hoje
isso exige mais do que execução. Exige interpretar
prioridades, ajustar o caminho e identificar que tendências,
capacidades ou inovações fazem realmente
sentido para o negócio. Na TRKKN, acompanhamos
essa evolução do lado da estrutura, ajudando a garantir
a base certa para a suportar, especialmente ao
nível de tecnologia, analytics e cloud no ecossistema
Google. Isso permite que a ativação seja feita com
mais consistência e que as marcas consigam evoluir
com maior clareza sobre o que testar, o que escalar e
o que realmente cria valor. Num contexto mais exigente,
o papel dos parceiros passa também por ajudar
o cliente a navegar melhor a complexidade e a
transformá-la em decisões mais úteis e sustentáveis.
1 Para continuarem relevantes, as agências precisam de
assumir um papel claro: o de criar pontes entre marcas e
cultura viva. Os interesses culturais mudam constantemente
e já não são lineares, mas quem domina os territórios certos
— do entretenimento ao desporto, da música ao gaming —
consegue antecipar onde a atenção vai estar.
No novo ecossistema, é essencial que as agências saibam
trabalhar conteúdos, experiências e ativos culturais de forma
integrada, da estratégia à execução. Não basta criar ideias;
é preciso garantir que fazem parte daquilo que as pessoas
acham divertido, relevante e útil.
No FUSE, acreditamos que o valor está em ligar marcas
aos interesses reais das pessoas, através de experiências
com significado. É assim que aumentamos notoriedade,
consideração e presença mental — fatores críticos para gerar
impacto real nos resultados de marketing. Brands in Culture.
2 Com a IA, os dados e a fragmentação dos media a
redefinirem o setor, o papel das agências evoluiu de simples
executoras para parceiras estratégicas e culturais das marcas.
Hoje, o verdadeiro valor já não está no acesso à informação,
mas na capacidade de orquestrar a complexidade e
transformá-la em decisões estratégicas e experiências
relevantes.
A IA traz ganhos claros de eficiência, personalização e escala,
em áreas como media, criatividade, PR e ativação de marca,
mas aumenta também o risco de uniformização e perda de
diferenciação. Mais do que nunca, cabe às agências garantir
que a escala não compromete a identidade das marcas,
equilibrando curto e longo prazo, performance e branding,
automação e criatividade.
Em suma, a IA potência eficiência, mas o verdadeiro valor
continua a estar na capacidade de ler a cultura, ligar pessoas,
formatos e plataformas, e construir ecossistemas criativos
relevantes que gerem engagement, conversa e resultados
reais para as marcas.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
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FÓRUM LÍDERES
SARA
PROENÇA
ANDRÉ
OLIVEIRA
Co-Founder & CEO
The Square
CEO
Sixfold studio
1 Penso que as agências devem evoluir de executoras
para verdadeiras parceiras estratégicas,
integrando criatividade e visão de negócio, com
foco em impacto mensurável — e não apenas
visibilidade. É essencial adotar uma abordagem
ágil e multidisciplinar, que combine PR, conteúdo
(incluindo otimização para LLMs), digital e
influência de forma integrada. Paralelamente, é
crítico investir em talento com pensamento estratégico,
capacidade analítica e adaptabilidade.
Por fim, a proximidade ao cliente e a compreensão
profunda do seu negócio tornam-se diferenciadores
claros. Julgo que as agências que
pensarem como extensão do negócio dos seus
clientes — e não apenas como fornecedores de
comunicação — serão as que continuarão a crescer
num mercado cada vez mais exigente.
2 As agências devem assumir um papel cada
vez mais consultivo: mais do que executar, importa
interpretar dados, antecipar tendências e
identificar oportunidades com impacto. Num
contexto em que a IA potencia ganhos de eficiência,
o verdadeiro valor está em canalizar esse
tempo para pensamento crítico, estratégico e
criativo, assegurando relevância em múltiplos
canais. A fragmentação dos media exige também
maior exigência na qualidade e pertinência
dos conteúdos, bem como a construção de relações
de confiança com jornalistas e plataformas
— incluindo as que alimentam LLMs. Neste
contexto, as agências assumem um papel central
como curadoras de reputação, garantindo visibilidade
qualificada junto de audiências e algoritmos.
1 Hoje já não é uma questão de adaptação, é mesmo sobrevivência.
Há três mudanças que, para mim, são inegociáveis:
Primeiro, deixar de vender “outputs” e passar a vender impacto real.
O cliente não quer posts, campanhas ou websites. Quer crescimento,
leads, vendas. As agências que continuarem focadas em entregáveis
vão ficar para trás.
Segundo, integrar tecnologia a sério no core do negócio. Não é só
usar AI para ganhar tempo, mas sim repensar processos, oferta e até
pricing com base nisso. Quem não fizer isto vai ser ultrapassado por
estruturas mais leves, rápidas e escaláveis.
Terceiro, especialização com visão estratégica. Generalistas estão a
perder espaço. Ou és muito bom num nicho, ou és um parceiro estratégico
que resolve problemas de negócio. Idealmente os dois.
No fundo, a mudança é esta: deixar de ser fornecedor e passar a ser
parceiro de crescimento. Quem não fizer esse shift, vai começar a parecer
irrelevante muito rápido.
2 Hoje, com a IA, os dados e a fragmentação dos media, o papel das
agências tem de ir muito além da comunicação. Já não faz sentido sermos
apenas executores de campanhas, uma vez que isso é facilmente
replicável e cada vez mais automatizado.
O verdadeiro valor está em assumir um papel estratégico, próximo do
produto e do negócio. As agências devem ajudar as marcas a tomar
melhores decisões, a estruturar experiências consistentes e a construir
sistemas que funcionem a longo prazo, não apenas ações pontuais.
Isso implica pensar no produto, experiência, posicionamento e
crescimento como um todo.
A IA veio acelerar tudo, mas também expôs a diferença entre quem
executa e quem pensa. As ferramentas estão acessíveis a todos: o que
diferencia é a capacidade de interpretar, priorizar e transformar informação
em direção clara.
Por outro lado, a fragmentação dos media exige mais foco do que
presença. Não se trata de estar em todo o lado, mas de construir uma
narrativa coerente e relevante nos pontos certos.
No fundo, as marcas não precisam de mais comunicação, precisam de
direção. E é aí que as agências têm de entrar.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
FÓRUM LÍDERES
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CARLOS
FURTADO
TERESA
FIGUEIRA
CEO
Porto Ideias
Managing Partner
Central de Informação
1 Mais do que nunca, a credibilidade, mas também a
capacidade dos seus recursos humanos se adaptarem à
mudança. O ecossistema da comunicação é muito dinâmico,
desafiante e bastante volátil. A credibilidade é a nossa principal
arma num mundo cada vez mais confuso. Credibilidade
junto dos clientes e potenciais clientes, mas também junto
dos media. Cada vez mais a credibilidade dos atores deste
ecossistema, assessores de comunicação e jornalistas por um
lado e marcas/empresas por outro, é fator decisivo. O ruído
comunicacional que se vive é sufocante. A multiplicidade de
redes sociais, o crescimento do marketing de influência, as
promoções e ativações de marca são também elas realidades a
que, nós as agências não podemos fugir. Uma agência tem que
ter a capacidade de ter essa oferta, quer com recursos internos
quer através de parcerias estratégicas. E dessa forma aportar
valor para as empresas. É o caminho que temos seguido na
Porto de Ideias, crescendo na oferta de serviços, quer através
da expertise interna quer com parceiros preferenciais. As
agências deverão fazer valer os seus recursos humanos, a
capacidade analítica dos mesmos e acima de tudo terrem uma
visão critica e colaborativa com as marcas.
2 Já hoje na Porto de Ideias não queremos ser vistos com
fornecedores. Mas como parceiros, como elementos externos
é certo, mas que pertencemos à equipa, que vestimos a
camisola. Não somos amigos. Mas somos próximos. O
bom trabalho só é possível de acontecer com uma intensa
colaboração entre as equipas, com durabilidade no tempo,
com transparência. A IA aqui perde. E cada vez mais a Porto
de Ideias presta mais do que um serviço por cliente. Sinal de
que esse caminho de parceria é feito com sucesso. Os media
tradicionais continuarão a ser fundamentais na criação de
credibilidade, de reputação. E é nosso papel, das agências,
continuar a trabalhar em conjunto com eles e com as marcas.
O tal ecossistema ao qual pertencemos e que tem que ser
trabalhado, dignificado.
1 As agências sempre evoluíram em
simbiose com a transformação constante do
ecossistema da comunicação. Mas a mudança
que enfrentamos hoje exige mais do que
capacidade técnica: exige uma transformação
de mentalidade. Vivemos num cenário de
fragmentação mediática e instabilidade
geopolítica que, somada à inteligência artificial,
torna o contexto atual de uma complexidade
sem precedentes. O segredo da relevância reside
na nossa capacidade de liderar a mudança e
de adotar novos modelos e fluxos de trabalho.
Por outro lado, os ganhos em eficiência devem
possibilitar a evolução das ferramentas que
utilizamos e da formação das nossas pessoas,
capacitando-as para navegar esta complexidade.
As agências que souberem interpretar esta
nova mentalidade crescerão em conhecimento
e em oferta de serviço. Em contrapartida, as
abordagens meramente táticas e de baixo valor
tendem a desaparecer, a ser absorvidas pela
automação.
2 Com o aumento da complexidade e
fragmentação dos canais de comunicação,
cresce a necessidade de desenvolver estratégias
e abordagens que permitam às marcas navegar
com determinação. E nesse contexto, o nosso
papel hoje é ainda mais relevante. Somos
parceiros estratégicos que ajudam a definir o
caminho perante tantas mudanças rápidas.
As agências serão cada vez mais as guardiãs
da confiança e autenticidade da informação. O
nosso foco deve estar na estratégia de alto valor e
o nosso papel principal na defesa da identidade,
credibilidade e reputação dos nossos clientes.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
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FÓRUM LÍDERES
ROGÉRIO
JUNIOR
PEDRO
JOEL
CEO
Neurónio Criatiivo
CEO
Float Health
1 A mudança mais indispensável é, antes de tudo, filosófica.
As agências que perderem relevância não o farão por falta
de ferramentas, mas por excesso de respostas e défice de
perguntas. Num ecossistema saturado de conteúdo produzido
a velocidade industrial, o que tem valor não é gerar mais, é
saber o quê, para quem e porquê. Curadoria é o novo talento.
E talento, esse, não se automatiza.
Mas isso não chega. É igualmente indispensável abandonar
a lógica da execução isolada e assumir uma visão
verdadeiramente integrada, onde criatividade, tecnologia
e estratégia trabalham em conjunto. As agências que
continuarem a vender horas por tarefas que a tecnologia
resolve em minutos perderão espaço para quem souber usar
essas mesmas ferramentas para pensar mais alto e entregar
mais valor. Por isso, há muito que integramos inteligência
artificial no nosso trabalho, através de automatismos e
agentes que nos libertam para o que realmente importa: estar
mais presentes, ser mais estratégicos e surpreender mais os
nossos clientes.
2 O papel das agências é, hoje, o de parceiras de crescimento.
Não basta estar presente em todos os canais ou dominar todas
as ferramentas. É preciso ajudar as marcas a tomar melhores
decisões, a transformar dados em direção clara e a manter
coerência numa jornada cada vez mais fragmentada. Num
mundo onde a informação abunda mas a clareza escasseia,
o verdadeiro valor está em simplificar a complexidade, em
saber filtrar o que é relevante e em traduzir tudo isso em
ações concretas com impacto real no negócio.
É com essa convicção que desenvolvemos soluções à medida,
integrando inteligência artificial de forma concreta e aplicada,
adequada à realidade e aos objetivos de cada cliente. Porque
acreditamos que a tecnologia só cria valor real quando está
ao serviço de uma estratégia bem definida, de pessoas que
sabem o que querem construir e de uma relação de confiança
que se cultiva todos os dias.
1 O modelo tradicional de agência mudou de forma estrutural e irreversível.
Mais do que uma mudança tecnológica, esta é, acima de
tudo, uma mudança de mentalidade. As agências têm de evoluir de
executoras para consultoras e isso implica algo que vai muito além de
acompanhar tendências: implica conhecer o negócio do cliente em
profundidade, compreender os seus desafios reais e antecipar o que
vem a seguir.
Esse nível de exigência só é possível com equipas verdadeiramente
multidisciplinares, compostas por talento sénior, pessoas curiosas e
atentas ao mundo, com visão estratégica, capacidade analítica e sensibilidade
criativa. Equipas que trabalhem de forma integrada, com rapidez
de resposta e consistência na entrega. É essa sinergia de talentos
que permite reinventar formatos, contar histórias de forma diferente e
surpreender onde o mercado já se habituou ao previsível.
É este modelo de pensar e agir que permite às agências manter relevância,
gerar valor sustentado e adaptar-se a um contexto que já não
muda só pontualmente. Muda de forma contínua. E quem não estiver
preparado para isso, fica para trás.
2 A IA trouxe uma abundância de possibilidades que, sem critério,
se torna um problema. Mais canais, mais formatos, mais dados , mas
nem tudo é válido e nem tudo serve cada marca. É precisamente aqui
que o papel das agências se torna mais relevante do que alguma vez
foi.
As agências têm de assumir um papel de orientação estratégica: conhecer
o negócio em profundidade, dominar o ecossistema e ter a capacidade
de tomar decisões difíceis. Dar contexto aos dados, alinhar a
tecnologia com objetivos concretos e transformar a comunicação em
impacto real e mensurável. Num contexto de excesso, saber filtrar é
tão importante como saber criar.
E quando se cria, o desafio não está no volume. Está na qualidade e
na capacidade de ir mais longe no formato, de comunicar de forma
verdadeiramente relevante e de se destacar num ecossistema saturado.
No fundo, a questão não é o que a IA pode fazer. É o que as agências
escolhem fazer com ela.
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DIRETÓRIO
Desde as relações públicas e o marketing digital, até à publicidade
e comunicação corporativa, incluindo eventos e marketing de
influência, o universo das agências é amplo e diverso. Num ambiente
de comunicação que está em constante mudança e evolução, este
ecossistema tem um papel fundamental para empresas, marcas e
pessoas.
Mas o que define hoje uma agência relevante? A capacidade de
integrar disciplinas, de cruzar criatividade com dados, de juntar
estratégia e execução num mundo onde os clientes exigem cada vez
mais e onde a tecnologia transforma, a um ritmo acelerado, a forma
como comunicamos.
As agências aqui reunidas são a prova de que Portugal tem um tecido
empresarial de comunicação sólido, plural e competitivo. Algumas
nasceram há décadas e reinventaram-se. Outras são mais recentes
e nasceram já com um olhar nativo sobre o digital e a inteligência
artificial. Todas partilham um compromisso comum: ajudar marcas a
crescer, a comunicar melhor e a construir relações duradouras com
os seus públicos.
Nas próximas páginas, pode descobrir as agências que lideram o
mercado e que se destacam em Portugal.
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Gestão de Comunicação
F
undada em 2016, a ALL Comunicação
é uma consultora especializada
em comunicação estratégica,
posicionamento institucional e gestão
de reputação, dedicada a apoiar organizações
na construção de relações sólidas
com os seus públicos e stakeholders. Com
sede em Lisboa - e capacidade de atuação
em 10 mercados europeus através da Fincom
Alliance (rede de agências europeias
independentes da qual foi cofundadora)
–, desenvolvemos soluções integradas de
comunicação que combinam análise estratégica,
conhecimento do contexto mediático
e valor acrescentado na execução.
Desde a sua criação, a ALL Comunicação
tem seguido um percurso marcado
pela consolidação do seu posicionamento
no setor e pelo desenvolvimento de uma
abordagem assente em rigor, consistência
e proximidade com clientes e parceiros.
PME Líder desde 2022, PME Excelência
– estatuto atribuído pelo IAPMEI – desde
2023, a ALL é o parceiro certo e estratégico
para organizações que enfrentam desafios
de comunicação cada vez mais complexos,
exigentes e multidimensionais.
Como? Com base numa visão integrada
da comunicação, entendida como uma
ferramenta de gestão, posicionamento e
criação de valor. É por isso que trabalhamos
com organizações de diferentes setores,
apoiando-as na definição de estratégias
claras, na construção de narrativas
institucionais consistentes e na gestão da
sua presença pública junto de diferentes
audiências.
Para responder à evolução do ecossistema
comunicacional, a ALL Comunicação
estruturou a sua atividade em áreas complementares
que abrangem comunicação
corporativa, comunicação digital e assuntos
públicos. Esta articulação permite
desenvolver soluções estratégicas que
integram gestão de reputação, relacionamento
com os media, media training
para líderes, preparação de porta-vozes,
formações à medida, produção de conteúdos,
organização de eventos, presença
digital e diálogo com decisores e stakeholders
institucionais.
O compromisso da ALL Comunicação
assenta na criação de valor sustentável
através da comunicação estratégica. Comunicar
implica responsabilidade, transparência
e capacidade de gerar confiança.
Por essa razão, cada projeto é desenvolvido
e cada cliente é acompanhado com
uma abordagem personalizada, alinhada
com os seus objetivos e à medida da sua
identidade.
A cultura da ALL assenta em princípios
de profissionalismo, pensamento crítico e
melhoria contínua, sustentados por uma
equipa multidisciplinar e talentosa que
combina experiência, conhecimento do
contexto cultural, político, económico,
social, institucional e tecnológico, com
capacidade de adaptação às dinâmicas do
mercado.
Membro da APECOM, a ALL Comunicação
participa nos seus grupos de trabalho
e norteia-se pelas melhores práticas
e códigos de conduta do setor. Com uma
visão orientada para o longo prazo – também
somos Membros do BCSD e acreditamos
na sustentabilidade como motor
de crescimento – assumimo-nos como
parceiro estratégico das organizações que
procuram reforçar a sua reputação, fortalecer
o seu posicionamento institucional
e afirmar o seu propósito num ambiente
de comunicação em permanente transformação.
LUÍS LEMOS
Founding Partner
JOSÉ AGUIAR
Founding Partner
MANAGING DIRECTORS
Margarida Fiúza (ALL Finance)
Joana Madeira Pereira (ALL Corporate)
Rita Fevereiro (ALL Digital)
José Pedro Mozos (ALL Public Affairs)
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria Estratégica
Public Affairs
Assessoria de Imprensa
Consultoria Digital
CONTACTOS
Largo Andaluz, 15, 2º,
1050-024 Lisboa
+351 218 289 141
geral@allcomunicacao.pt
www.allcomunicacao.pt
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DIRETÓRIO
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DIRETÓRIO
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Agência de Transformação
SOMOS A LOBA, A SUA AGÊNCIA
DE TRANSFORMAÇÃO
Há 26 anos que ajudamos a transformar
marcas, negócios, culturas,
experiências e a forma como as organizações
pensam, trabalham e evoluem.
Acreditamos que é a transformação que
cria impacto positivo, sustentável e mensurável.
Mas sabemos também que ela só acontece
verdadeiramente quando criatividade, inteligência
e tecnologia trabalham em conjunto.
Hoje, somos cerca de 200 lobáticos distribuídos
por 9 escritórios – 7 em Portugal, um em
Londres e, mais recentemente, uma representação
em Bruxelas. O nosso crescimento tem
sido construído de forma sólida, com mais
de uma dezena de aquisições que reforçaram
competências, talento e perspetivas, consolidando
uma abordagem cada vez mais integrada.
Mais recentemente, passámos também a
operar a marca TorkeCC Portugal, reforçando
a nossa presença no universo das experiências
de marca e das ativações criativas.
Trabalhamos a transformação de forma
transversal nas áreas de Brand Transformation,
Business Transformation e Workplace
Transformation, ajudando os nossos clientes
a construir marcas mais relevantes, negócios
mais preparados para crescer e organizações
mais ágeis, colaborativas e orientadas para o
futuro.
Brand Transformation
Ajudamos as marcas a construir identidade,
relevância e consistência, através de estratégia
e co-criação, brand identity, design e conteúdos,
brand experience, digital marketing, UI/
UX, websites, portais, webapps, marketing
automation e science communication.
Business Transformation
Trabalhamos o crescimento e a eficiência
dos negócios com soluções de performance e
growth optimization, commerce experience
management, portais B2B, business automation
tools, business intelligence, CRM e lead
generation.
Workplace Transformation
Apoiamos a evolução interna das organizações
com soluções de people management,
automação de processos, colaboração e produtividade.
A forma como escolhemos crescer diz
muito sobre aquilo em que acreditamos. Ser
B Corp reflete o nosso compromisso com os
nossos colaboradores, os nossos clientes, a
sociedade e o Planeta, através de um modelo
de negócio mais responsável, transparente e
orientado para o impacto positivo.
A este percurso junta-se ainda o reconhecimento
de idoneidade atribuído pela ANI,
que nos capacita para a implementação de
projetos de Investigação e Desenvolvimento,
reforçando a nossa aposta contínua na inovação.
CONTACTOS
Largo Luís de Camões,
Edifício Rainha, Piso 12
3720-232 Oliveira de Azeméis
Portugal
+351 256 668 413
geral@loba.com
www.loba.com
JOÃO GASPAR
Chief Executive Officer
ADELINO SILVA
Chief Business Officer
NÍDIA FERREIRA
Chief Marketing Officer
NUNO ALVES
Chief Technology Officer
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DIRETÓRIO
Agência de Comunicação
Fundado em 2001, o WYgroup é o maior grupo
português dedicado ao marketing e à experiência
do consumidor, aliando Criatividade, Design,
Tecnologia, Media e Data para desenvolver e transformar
negócios. Atua como um híbrido entre consultora
e agência e acompanha as marcas desde a definição
estratégica até à sua implementação, através de soluções
integradas que impulsionam crescimento, inovação e
transformação digital.
O grupo integra 8 unidades de negócio e reúne
mais de 420 talentos numa estrutura colaborativa que
potencia sinergias, promove a partilha de conhecimento
e desenvolve soluções com impacto real e mensurável no
negócio dos seus clientes.
CONTATOS
Av. Marginal, Ed. Pq. Oceano, 4º 2780-332, Oeiras
+351 214 544 545
info@wygroup.net // www.wygroup.net
AWYcreative, uma empresa do WYgroup, é uma agência de
pessoas que, antes de darem resposta, fazem perguntas. Do
tradicional ao digital, dos dados à tecnologia, da estratégia à implementação,
tudo ao serviço do mais importante: a ideia.
Fundada em 2001, conta hoje com uma equipa de mais de 130
profissionais com capacidade para pensar, criar e construir em
qualquer plataforma. Numa indústria que muitas vezes responde
antes de ouvir, a WYcreative faz o caminho inverso. É dessa curiosidade,
aliada a uma visão estratégica sólida, que nascem as soluções
que constroem marcas relevantes. Distingue-se por reunir
numa só agência as competências que as marcas precisam hoje,
estratégia, criatividade e tecnologia ao serviço das ideias, com impacto
real.
Com um historial consistente de reconhecimento em múltiplas
competições nacionais e internacionais de criatividade e eficácia, a
WYcreative figura também entre os melhores sítios para trabalhar
em Portugal, segundo a Happiness Works.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Strategy & Design Thinking, Brands, Campaigns & Content,
User Experience & Design, Technology & Engineering
info@wycreative.com // www.wycreative.com
AWhite é uma agência de estratégia de marca e criatividade
que, em parceria com pessoas, marcas e
negócios, resolve desafios e atinge resultados. Fundada
em 2006 por dois empreendedores com um sólido background
em marketing e comunicação, a White conta
hoje com uma equipa de +40 profissionais com profundo
know‐how em Branding, Digital e Brand Experience, totalmente
comprometidos com as melhores e mais relevantes
soluções criativas para os clientes.
20 anos de experiência em diferentes sectores e negócios
permitem‐nos apresentar soluções criativas personalizadas
e competitivas, o que nos tem trazido reconhecimento
no mercado, parcerias de confiança e vários prémios nacionais
e internacionais.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Brand Research & Insight, Consumer Branding,
Corporate & Service Branding, Branded
Environment, Employee Engagement, Digital &
Community Engagement
info@white.com.pt // www.white.com.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2025
65
DIRETÓRIO
NERVO é Brand Entertainment. Para pessoas, pelas marcas.
A NERVO é uma agência focada em criar experiências
autênticas e relevantes para as pessoas, por meio de marcas.
O processo de criação e descoberta, com foco no entretenimento,
é o que nos alimenta e está no centro de tudo o que fazemos.
Criamos ações com impacto social e cultural, onde a relevância
é imposta à criatividade para despertar reações.
A nossa estratégia para cada projeto baseia-se em três pilares:
Primeiro as pessoas, depois as marcas. Mais do que fazer diferente,
ser relevante. Qualidade acima de quantidade.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Ativação de Marca, Eventos, Entretenimento, Criatividade,
Produção, Conteúdo de Marca
geral@nervo.pt // www.nervo.pt
WYnova implementa soluções de inteligência artificial em
A operações reais, com foco na automatização de processos, integração
de sistemas e criação de capacidade de decisão a partir de
dados. O nosso objetivo é transformar ambição em AI em sistemas
nos quais as pessoas podem confiar no trabalho do dia a dia.
Atuamos em três domínios principais: Marketing e Conteúdo, Sales
e Revenue, e Operações, cobrindo o percurso completo entre informação,
decisão e execução. Os nossos serviços organizam-se em
três níveis: WYnova Solutions, soluções pré-construídas para problemas
recorrentes; Workflow Automation, automação end-to-end
de workflows específicos; e AI Solution Builder, desenvolvimento de
sistemas de AI de raiz para desafios únicos.
Esta estrutura permite entrar rapidamente onde o impacto é imediato
e expandir à medida que a relação e a operação amadurecem.
Trabalhamos ao lado de equipas de liderança que querem resolver
problemas concretos, não implementar tecnologia pelo seu valor
simbólico.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Automação de Workflow, Dashboards Operacionais,
Agentes de AI para Vendas e Operações, Integração
de Sistemas e APIs, Modelos Preditivos e Machine
Learning, Desenvolvimento de Soluções de AI à Medida.
hello@wynova.io // www.wynova.io
WYperformance é uma agência de marketing digital especializada
em dados, tecnologia e inteligência artificial,
A
com um modelo operacional construído para gerar resultados
mensuráveis.
Atua como parceiro estratégico das marcas na definição e execução
de estratégias data‐driven, integrando automação, personalização
e performance ao longo de todo o funil. A WYperformance
dispõe de uma oferta end-to-end que cobre toda a cadeia
de valor do marketing digital e da transformação tecnológica.
A agência posiciona-se na interseção entre inovação e performance,
ajudando as marcas a navegar a crescente complexidade
do ecossistema digital e a conquistar uma vantagem competitiva
sustentável através da utilização inteligente de dados. Desta forma,
garante eficiência, escala e impacto mensurável no negócio
dos seus clientes.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria em Transformação Digital, Analytics,
CRM & Automação de Marketing (Zoho, Salesfoce,
Hubspot, Veeva), GEO/SEO e Conteúdo Data-Driven,
Neuromarketing, Paid Media, Desenvolvimento Web.
businessdevelopment@wyperformance.com
www.wyperformance.com
Entregamos serviços integrados de comunicação focados
nas necessidades dos clientes e alicerçados numa
equipa que conjuga experiência e inovação digital.
No nosso dia a dia move-nos o desafio e a capacidade de
compreender os objetivos, transformando-os em ações com
impacto. Somos associados APECOM.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria de Comunicação, Assessoria de Imprensa,
Comunicação Corporativa, Public Affairs, Gestão de,
Redes Sociais, Desenvolvimento e gestão de conteúdos
standout@bloomcast.pt
www.bloomcast.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
66
Agência de Comunicação
SER YOUNG É
NÃO PARAR
JOÃO DUARTE
CEO
H
á 25 anos, quando o mundo
parecia mais simples,
começámos. Hoje, o mundo é
tudo menos isso.
Fomos do offline ao digital. De poucos
emissores a milhões de vozes.
De campanhas a conversas. De
audiência a comunidade.
A comunicação mudou. E continua a
mudar.
O público já não vê. Participa. Não
ouve. Responde. Não espera. Exige.
E nós adaptámo-nos. Sempre.
Hoje, continuamos a ser muitos, mas
estamos divididos por equipas
mais pequenas, mais rápidas e mais
multidisciplinares. Porque a velocidade
deixou de ser detalhe. É vantagem.
A inteligência artificial também entrou
no jogo. Mas não conduz. É copiloto.
Porque o rumo continua a ser humano.
Num mundo onde tudo pode ser
gerado, automatizado e replicado, o
que se diferencia é o que não se copia: a
criatividade. Criatividade que dá forma à
ideia, ao contexto e à cultura.
Aqui, não fazemos apenas campanhas.
Construímos narrativas que vivem nas
plataformas, nas pessoas e no tempo.
Somos estratégia. Somos criatividade.
Somos execução. Somos parceiros.
Estamos em vários mercados,
com equipas locais e visão global.
Trabalhamos daqui para o mundo, com
ambição internacional e pensamento em
português.
Há 25 anos que nos adaptamos. Porque
percebemos desde cedo que a mudança
não é a exceção, é a regra.
Celebramos o passado. Mas motivanos
o que está por fazer.
Por isso, estamos aqui para liderar
marcas corajosas.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Criatividade
Digital
Eventos e Ativação
Relações-Públicas
Consultoria de Comunicação
Assessoria de Imprensa
Public Affairs
Marketing de Influência
Business Strategy
Business Intelligence
Publishing
Produção multimédia
e audiovisual
ANA LUÍSA PAIVA
COO
JOÃO SILVA
COO
ALEXANDRA LOPES
COO
CONTACTOS
Rua Fernando Vaz 12 A
1750-171 Lisboa
+351 217 506 050
geral@youngnetworkgroup.com
www.youngnetworkgroup.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026 2024
DIRETÓRIO
68
Consultora em Comunicação
UMA CONSULTORA GLOBAL DE COMUNICAÇÃO,
MARKETING E PUBLIC AFFAIRS, AGORA NUMA
NOVA ERA DE IDENTIDADE E PROPÓSITO
DANIELA AGRA
Presidente na
ATREVIA Portugal
Na ATREVIA, entrámos numa
nova era. Mais do que uma evolução
visual, a nossa nova identidade
reflete uma transformação estratégica:
somos hoje uma consultora estratégica ibero-americana
de atração, influência, transformação
e antecipação.
Um posicionamento que traduz a ambição
de ir além da comunicação, ajudando
organizações a crescer de forma sustentada,
relevante e preparada para o futuro.
Com mais de três décadas de experiência,
consolidámos um percurso como uma das
principais consultoras na área da Comunicação,
Marketing e Public Affairs, sendo
uma das 100 maiores do mundo segundo a
Provoke Media.
A nossa presença em 15 países, aliada a
uma equipa multidisciplinar e multicultural
de mais de 600 profissionais, permite-nos
combinar visão global com execução local,
respondendo aos desafios de um contexto
cada vez mais complexo e dinâmico.
Vivemos num mundo onde comunicar já
não é suficiente. É necessário atrair, influenciar,
transformar e antecipar.
Na ATREVIA, quebrámos os limites para
nos tornarmos numa empresa transformadora
num mundo em constante mudança.
É neste enquadramento que desenhamos
soluções integrais, cruzando conhecimento,
tecnologia e criatividade para gerar um
impacto real nos negócios e na sociedade.
Através de uma escuta ativa e de uma
análise profunda de tendências, ajudamos
marcas e instituições a posicionarem-se de
forma relevante e diferenciadora.
Crescer em anos é bom, mas ainda melhor
é crescer em experiência e conhecimento.
Em Portugal, onde celebramos mais
de 25 anos, Lisboa e Porto acolhem uma
equipa de consultores que acompanha de
perto a evolução do mercado, desenvolvendo
estratégias adaptadas aos desafios contemporâneos.
Cada projeto é pensado para
pessoas e orientado para resultados, com
uma abordagem colaborativa e focada na
cocriação.
O nosso compromisso com o impacto
positivo mantém-se inabalável. A certificação
B Corp reforça a exigência com que
atuamos em termos de transparência, responsabilidade
e desempenho social e ambiental.
Acreditamos que o crescimento só
faz sentido quando é sustentável e partilhado.
Na ATREVIA, crescemos a crescer. E é
essa capacidade de evoluir continuamente
que nos permite liderar a mudança, antecipar
o futuro e criar valor duradouro para os
nossos clientes.
Porque hoje, mais do que nunca, a comunicação
exige ação. E nós atrevemo-nos.
CONTACTOS
LISBOA: Av da Liberdade
157, 1º e 2º
1250-141, Lisboa
lisboa@atrevia.com
PORTO: Rua de Costa Cabral,
777 A, sala 11
4200-212, Porto
+351 933 461 279
porto@atrevia.com
www.atrevia.com/pt
PAULA RAMOS
Diretora de Áreas na
ATREVIA Portugal
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Atração: Public Relations: Comunicação
Corporativa e de Marketing;
Estratégia Digital; Conteúdos
Multiformato; Marketing de Influência;
Criatividade Publicitária;
Campanhas Multimédia; Eventos;
Personal Branding; Experiência do
Cliente (CX); Patrocínios.
Influência: Public Affairs e influência
institucional; Narrativa,
Propósito e Posicionamento
Corporativo; Gestão de Reputação
e Relação com Stakeholders; Comunicação
Financeira e Relação com
Investidores.
Transformação: Auditorias; Transformação
Digital; Comunicação
Interna; Employer Branding, Experience
& Engagement; Eventos
Internos; Integrações; Fusões e
Aquisições (M&A), e Restruturações.
Antecipação: Intelligence e análise
política, regulatória e social;
Consultoria e Gestão de Crise; Licença
Social e relação com os territórios;
Estudos de Mercado.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Agência de Comunicação
69
DIRETÓRIO
A REPUTAÇÃO CONSTRÓI-SE,
MEDE-SE E GANHA-SE TODOS
OS DIAS
FRANCISCA SEABRA
Chief Executive Officer
ABurson, parte do grupo WPP, é a
agência global líder em consultoria
de comunicação e relações
públicas. Na Burson, aliamos criatividade e
tecnologia para melhor trabalhar a reputação
dos nossos clientes. Utilizamos o poder dos dados
e da intelligence – beneficiando da nossa
rede internacional de mais de 95 escritórios em
40 mercados – para desenhar soluções inovadoras
para os desafios de comunicação das empresas.
Em Portugal, nada disto seria possível
sem uma equipa multidisciplinar de cem consultores
altamente qualificados e experientes,
que trabalham para sectores como o retalho, a
construção, o agroalimentar, as telecomunicações,
a saúde, o digital ou o sector automóvel.
Acreditamos ainda que a qualidade das
nossas equipas é fruto da cultura que nos caracteriza,
e que surge da memória de Harold
Burson – um dos fundadores das relações
públicas contemporâneas e cujo nome deu
origem à Burson. Décadas depois, o seu legado
continua a moldar os princípios que nos
guiam: a capacidade de resolver problemas e
encontrar soluções criativas e inovadoras para
os desafios do nosso tempo.
Na era da Inteligência Artificial, a Burson
investe continuamente na integração de novas
capacidades tecnológicas através da plataforma
WPP Open. Enquanto líderes de
mercado, acreditamos que temos também
a responsabilidade de incentivar o sector a
adotar estas ferramentas na consultoria, na
criatividade e na análise estratégica, para
apoiar os clientes com mais precisão, rapidez
e capacidade de antecipação.
A Burson utiliza estes recursos particularmente
nas áreas de reputação, risco e estratégia:
desenvolvemos um conjunto de serviços-chave
alimentados por IA que nos permitem ajudar
os clientes a navegar melhor a complexidade
dos nossos dias.
O Sonar permite recolher e analisar informação
para antecipar e gerir proativamente
riscos. O The Fount ajuda-nos a medir a performance
das nossas ações, a demonstrar o
seu valor e a identificar tendências emergentes.
E o Decipher, a nossa ferramenta mais
avançada, capacita-nos a prever o impacto
e a influência de determinadas narrativas,
campanhas e comportamentos, permitindo
transformar dados em decisões mais informadas
e em vantagem competitiva.
Esta abordagem ganha ainda mais relevância
à luz dos resultados do estudo sobre a economia
da reputação lançado pela Burson em
janeiro de 2026 e que avaliou esse ativo em
7,07 triliões de dólares, reforçando a importância
estratégica da reputação no contexto
empresarial. Na Burson, acreditamos que a
reputação não se compra: constrói-se, mede-
-se e ganha-se todos os dias.
Trabalhamos de forma integrada em quatro
equipas: os nossos activadores de marca em
Brand, Influence Marketing & Events, os nossos
especialistas em Healthcare Consultancy,
a equipa de Corporate & Public Affairs e um
conjunto de consultores focados em Technology
& Innovation. Este trabalho é suportado
pelo nosso Creative & Content Studio, onde
juntamos pensamento estratégico, criatividade,
design e domínio digital para desenvolver
ideias e narrativas com impacto.
A Burson é – por todas estas razões –a combinação
perfeita entre pessoas, criatividade, dados,
tecnologia e conhecimento especializado.
PIEDADE GUIMARÃES
Chief Operations Officer
MARIA SILVESTRE
Chief Financial Officer
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Brand, Influence Marketing
& Events
Corporate & Public Affairs
Technology & Innovation
Healthcare Consultancy
Creativity & Content
CONTACTOS
WPP Campus
Av. 24 de Julho, n.º 62
1200-869 Lisboa, Portugal
lisbon.information@bursonglobal.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
70
Agência de Comunicação
COMUNICAÇÃO QUE LIGA,
POSICIONA E TRANSFORMA
ACentral de Informação é uma agência
que atua de forma transversal
nas várias áreas da comunicação.
Resolvemos desafios de reputação, de crise e
de posicionamento de empresas, instituições
e marcas nacionais e internacionais.
Combinamos pensamento estratégico, conhecimento
setorial e criatividade para desenvolver
soluções de comunicação eficazes.
A nossa intervenção cruza diferentes disciplinas,
da consultoria em comunicação às relações-públicas,
da estratégia digital à gestão
de redes sociais, da produção de conteúdos ao
design e identidades visuais, bem como à organização
de eventos.
Num contexto em constante evolução, ajudamos
os nossos clientes a navegar a complexidade,
a tomar decisões informadas e a construir
narrativas consistentes e diferenciadoras.
Desenhamos estratégias integradas, produzimos
conteúdos multiplataforma e ativamos
mensagens nos canais e momentos onde se
encontram as audiências. Acreditamos que a
eficácia da comunicação resulta da articulação
entre pensamento estratégico, excelência
na execução e adaptação permanente à evolução
do contexto.
A Central de Informação é membro da International
Public Relations Network, rede
global de agências independentes de comunicação
presente em mais de 30 países, da qual
assumimos atualmente a presidência internacional.
Esta posição reforça a nossa visão
global, a nossa capacidade de liderança no
setor e o acesso privilegiado a conhecimento,
práticas e parceiros em múltiplos mercados,
mantendo sempre uma abordagem próxima,
ágil e independente.
Com escritórios em Lisboa e no Porto, asseguramos
uma presença sólida em Portugal,
combinando proximidade ao mercado local
com uma visão internacional e integrada.
RODRIGO VIANA
DE FREITAS
TERESA FIGUEIRA
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria Estratégica
de Comunicação
Assessoria de imprensa
Comunicação Digital e
Performance
Conteúdo, Design e Produção
Multimédia
Eventos
CONTACTOS
Lisboa
Rua Filipe Folque nº10 J, 1º esq.
1050-113 Lisboa
Porto
Ed. Centro Burgo
Av. da Boavista 1773 B, 3º
4100-133 Porto
+351 911 545 839
www.centraldeinformacao.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Agência de Comunicação
Relações Públicas
71
DIRETÓRIO
SE É TENDÊNCIA,
PASSOU POR AQUI.
Com mais de 20 anos de mercado,
a Companhia das Soluções não
ocupa espaço; cria-o. Somos líderes no
segmento de PR para Moda, Beleza e
Lifestyle porque nos recusamos a ficar
parados. No último ano geramos mais
de 37 mil artigos para as nossas marcas.
Mas o nosso crescimento não é apenas
um número: é o resultado de uma estrutura
de direções especializada, uma veia
criativa em expansão e o domínio de dados
que transformam intuição em estratégia.
Cruzamos ferramentas de inovação
externas com o desenvolvimento de
métricas internas para garantir que cada
ideia tem um propósito.
A relação é o nosso
algoritmo.
Trabalhamos numa base de proximidade
absoluta. Fomos dos primeiros a ver
o potencial do marketing de influência
em Portugal e hoje gerimos mais de 500
campanhas anuais, nas quais geramos
mais de 77 milhões de impressões. Mas a
nossa influência não é apenas digital. No
coração de Lisboa, o nosso Showroom é
o hub de referência onde as marcas ganham
vida e relevância editorial todos os
dias.
À escala certa, sempre.
Não importa a escala, importa o impacto.
Desenhamos e produzimos eventos que
ficam na memória, garantindo que a execução
é impecável e o propósito é cumprido.
Investimos em inovação e análise
interna para que cada ação — física ou
digital — seja, acima de tudo, eficaz.
Para Sónia Pereira, CEO da Companhia,
o segredo é a agilidade e relação:
“Antecipamos mudanças, ajustamos serviços
e integramos inteligência. Mas o
que nos mantém aqui é a proximidade e
a confiança de quem sabe que entregamos
sempre.”
Apostamos na criatividade como futuro
e nos dados como bússola. Na Companhia
das Soluções, o foco é um só: construir
relevância que se sente e se mede.
SÓNIA PEREIRA
Founder, Owner & CEO
RUI MORGADO
Owner e CFO
TIAGO CORREIA
COO
MARIANA COTTIM
Head of Media & PR Manager
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria de Comunicação: Assessoria de Imprensa e PR, Marketing de
Influência, Showroom de Moda, Social Media, Paid Media & SEO, Eventos
LUÍSA MARQUES
Head of Influence
& Digital Comms
CONTACTOS
OFFICE LISBOA E SHOWROOM
Avenida António Augusto Aguiar,
9 – 1.º esq
1050-010 – Lisboa
+351 216 085 274
OFFICE PORTO
Rua 28 de Janeiro, 350
Candal Park | Fração HI-06
4400-335 – V. N. Gaia
+351 224 952 927
RAFAELA VIEIRA
Head of Events
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
72
Agência de Comunicação
COMUNICAÇÃO, COM PROPÓSITO
No GCIMEDIA Group tudo é sobre
comunicação, com propósito. Somos
um dos maiores grupos de consultoria
de comunicação em Portugal, que integra
várias marcas, fortes e reconhecidas pelas suas
provas e pessoas. Combinamos a experiência,
energia e capacidade de inovar das várias empresas
de comunicação que integram o nosso
portefólio.
Existimos para apoiar os nossos clientes a
crescer, construindo marcas robustas através
de uma comunicação transformadora do mundo,
com histórias inspiradoras, conteúdos criativos,
abordagens inovadoras e, acima de tudo,
garantindo um propósito genuíno nas palavras
e ações. Trabalhamos de uma forma multidisciplinar
e integrada, e a existência “in-house” de
todas as soluções para as diversas necessidades
de comunicação permitem-nos disponibilizar
às marcas um serviço completo.
PORTEFÓLIO
GCI
Pensamos o porquê das marcas, a sua identidade,
valor, forma, nas relações que estabelecem
e como influenciam o mundo. Criamos
e contamos as suas histórias e amplificamos
a mensagem através das redes sociais,
marketing de influência, media, entre outros
canais.
MEDIA CONSULTING
Contribuímos para o crescimento e reputação
de marcas. Apoiamos a criação de uma
relação sustentável com os stakeholders,
onde a proximidade e credibilidade são
cruciais. Combinamos diferentes eixos de
comunicação e soluções de RP, tendo em
consideração as transformações nos media
e as dinâmicas do digital.
WMK
Tornamos reais os conceitos criativos, combinando
o novo e o clássico, numa fusão de
ideias com estratégia. Somos pelo Tudo é
possível, pela Criatividade, pelos Eventos e
Ativações que marcam.
SONOMAGE
Ajudamos as marcas a comunicar de forma
mais eficaz através do vídeo e fotografia.
Concretizamos projetos que deixam marca:
realização publicitária, cinematográfica,
filmes institucionais, programas de TV, fotografia,
media & speech training, livestreaming…
O nosso estúdio de televisão é um
local de eleição para a criação de conteúdos.
SSI
Sustainable Society Initiative
Incentivamos os clientes a integrar a sustentabilidade
na sua operação, mas também no
seu posicionamento e na sua comunicação.
MERAKI
Trabalhamos a comunicação e os eventos
corporativos no mercado angolano, com
escritório em Luanda.
ANDRÉ GERSON
CEO
GCIMEDIA Group
CONTACTOS
Rua D. Pedro Cristo 1ª
1700-135 Lisboa
+351 218 474 921
andre.gerson@gcimedia.pt
www.gcimedia.pt
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Estratégias de Comunicação
Media Relations
Public Affairs
Comunicação de Crise
Media & Speech Training
Social Media Management
Marketing de Influência
Eventos e Ativação de Marca
Video & Multimedia
Estúdio TV
Design & Webdesign
3D & Architecture
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026 2024
Agência de Comunicação
HÁ DUAS DÉCADAS
A TRANSFORMAR
COMUNICAÇÃO
MARTA MACHADO
CEO
O
Group Gate afirma-
-se hoje como um dos
players independentes
mais dinâmicos do setor da comunicação
em Portugal, resultado de
uma trajetória sólida iniciada há
duas décadas com a Media Gate.
Ao longo deste percurso, o grupo
expandiu competências, integrou
novas áreas e construiu uma oferta
cada vez mais completa, alinhada
com as exigências de um mercado
em constante transformação.
Num contexto em que as marcas
procuram relevância, o Group Gate
tem vindo a reforçar o seu posicionamento
como parceiro estratégico,
com competências que abrangem
media, comunicação e relações públicas,
criatividade, digital, e eventos
numa abordagem verdadeiramente
360º.
Ao longo do último ano, o Grupo
consolidou a integração entre
áreas e aprofundou competências
em inovação, com destaque para a
incorporação de soluções de inteligência
artificial, automação e análise
avançada de dados, permitindo
uma personalização mais eficaz e
decisões mais informadas. Este caminho
traduz também uma abordagem
mais próxima e colaborativa
com os clientes, em que a construção
de soluções parte de uma compreensão
profunda dos seus desafios
de negócio, garantindo uma
maior coerência, relevância e eficácia
nas estratégias desenvolvidas,
aliada a uma crescente capacidade
de medir resultados em tempo real.
Com uma aposta contínua na
formação e no desenvolvimento
interno das suas equipas, o Grupo
promove uma cultura de partilha
de conhecimento, criatividade e
pensamento estratégico. Esta abordagem
fortalece a sua capacidade
de antecipar tendências, e de identificar
oportunidades emergentes e
soluções de comunicação.
Com presença em Portugal e Espanha
e uma equipa multidisciplinar,
o Group Gate responde com
agilidade a contextos exigentes,
criando soluções de comunicação
que se traduzem em crescimento
para as marcas.
Mais do que acompanhar a evolução
do setor, o Group Gate posiciona-se
como agente ativo dessa
transformação, ajudando marcas a
crescer com consistência, relevância
e propósito.
RUI BRÁS
Business Growth Director
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Planeamento e Compra de Espaço
Marketing Digital
Relações Públicas
Criatividade
Gestão de Redes Sociais
Eventos
Knowledge
Gestão de Patrocínios e Desporto
CONTACTOS
Largo de Andaluz, 15 – 2.ºD
1050-004 Lisboa
+351 217 940 137
Mediagate.pt
DIRETÓRIO
74
Agência Digital
CREATIVITY. TECHNOLOGY.
PURPOSE.
AInnovagency é uma agência digital
end-to-end que coloca as pessoas
no centro de tudo que faz, combinando
Estratégia, Design, Tecnologia e Comunicação.
Uma agência nativa digital com
um DNA tecnológico e criativo.
É nossa missão criar experiências que
façam a diferença e tenham um impacto
positivo na vida das pessoas e das marcas,
através do digital.
Estamos focados em criar valor para
marcas, empresas e negócios combinando
criatividade com tecnologia, procurando
sempre inovar. Temos convicção
no impacto mais profundo das nossas
soluções para um mundo conectado e
inteligente, para vidas com propósito.
O QUE NOS DIFERENCIA
Num mundo saturado de informação,
apostamos na capacidade de criar conexões
emocionais duradouras. Desde a conceção
até a execução, cada projeto é uma
oportunidade para empurrar os limites
da criatividade e da inovação tecnológica.
Não nos contentamos apenas com a solução
que propomos, mas em todo o processo
de trabalho em equipa e no real impacto
da mesma nas pessoas que a vão usar.
O que nos distingue é a nossa abordagem
integrada aos projetos, a capacidade
criativa e a expertise técnica. Acompanhamos
ainda de perto as tendências, em
particular a inteligência artificial, onde
já atuamos com serviços dedicados. Esta
abordagem assenta em valores básicos
como o rigor, compromisso, confiança e
transparência.
Porque uma plataforma web nunca
é apenas uma plataforma web ou uma
campanha de comunicação apenas uma
forma de passar uma mensagem. E uma
app mobile não pode ser apenas mais um
ícone no nosso telemóvel.
O sucesso de um projeto não é apenas
medido em números, mas na forma como
transforma o mundo ao nosso redor.
A NOSSA EQUIPA
A nossa equipa, com mais de 60 pessoas,
é multidisciplinar dada a forte crença
na combinação de competências para
os melhores resultados. É composta por
mentes criativas e ambiciosas de designers,
estrategas, developers, data consultants
e marketeers, trabalhando verdadeiramente
em colaboração.
Acima de tudo, uma equipa apaixonada
por fazer a diferença, no digital.
OS PRINCIPAIS CLIENTES
Alguns dos nossos clientes nacionais:
ALDI, Fidelidade, Purina, Lactogal,
Grupo Sonae, moey!, ANA Aeroportos,
Grupo Pestana, AdvanceCare, AM Living,
Galp, FFMS e Oceanário, FNAC,
Abbott, Caravela Seguros, IAPMEI, Turismo
de Portugal, El Corte Inglés, Ascendum,
Via Verde, Synlab, Andante e
Escola Nacional de Saúde Pública.
Alguns dos nossos clientes internacionais:
mDoc, Ofertia, European Union,
Banco Central de Cabo Verde, Grupo
La Poste, EMSA, Migros, Salsation, KIK,
Ministério das Finanças de Cabo Verde,
Chiquita.
PEDRO LOBO
CEO
MARTA DUARTE CFO
RUI BARBOSA Digital Solutions Business
Development
MARIANA NUNES Head of Digital Solutions
FILIPA ROCHA Head of UX/UI
DANIEL PEREIRA Head of Digital Solutions
Production
SARA PETRUCCI Head of Digital Marketing
JOÃO ALMEIDA Head of Data & Intelligence
RICARDO CORDEIRO Head of Digital Experts & HR
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Estratégia
Design
UX/UI
Ativação Digital
Social Media
Mobile Apps
Soluções Web
Content Marketing
Automation & CRM
Performance
Marketing & Analytics
Consultoria em Inteligência
Artificial
CONTATOS
Rua Joshua Benoliel, 6 – 2ª
1250-133 Lisboa
talkwithus@innovagency.com
www.innovagency.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Agência de Comunicação
Relações Públicas
75
DIRETÓRIO
DARE NEW THINGS.
N
a LastLap acreditamos que
as experiências de marca não
nascem apenas de boas ideias.
Nascem da combinação entre visão estratégica,
criatividade e uma execução irrepreensível.
Estes três pilares não existem
de forma isolada — funcionam como um
todo, integrado desde o primeiro momento,
acompanhando cada projeto desde a
sua conceção até à sua concretização. É
neste encontro entre estratégia, criação e
produção que reside o que nos diferencia.
Cada projeto começa com uma leitura
clara e aprofundada do desafio da marca
e evolui para uma experiência desenhada
com intenção, detalhe e consistência.
Mais do que criar momentos impactantes,
procuramos construir experiências com
significado, capazes de gerar ligação real
entre marcas e pessoas e que perdurem
no tempo mesmo depois da experiência
acontecer. Trabalhamos de forma transversal
nas áreas de Corporate, Culture &
Lifestyle e Sports, garantindo uma abordagem
integrada onde briefing, pensamento
estratégico, criatividade e produção caminham
sempre lado a lado. Esta proximidade
entre todas as áreas permite-nos
assegurar a coerência que pretendemos
em todas as fases do processo e ao mesmo
tempo, elevar a qualidade da entrega final.
Num contexto em que o marketing experiencial
assume um papel cada vez mais
relevante, acreditamos que o verdadeiro
impacto acontece quando a execução está
à altura da ideia e quando ambas respondem,
de forma clara, aos objetivos da marca.
É esta exigência que nos guia em cada
projeto.
À medida que damos novos passos na
nossa expansão internacional, mantemos
o mesmo foco: criar experiências que
transformam objetivos de marca em momentos
relevantes, memoráveis e autênticos.
Porque é precisamente nesse ponto de
encontro entre ideia, emoção e execução
que o marketing experiencial ganha verdadeira
força.
LUÍS SEPÚLVEDA
CEO
HENRIQUE DO NASCIMENTO
RODRIGUES
COO
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Strategy
Creativity
Experiences
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Corporate
Culture & Lifestyle
Sports
CONTACTOS
+351 211 550 530
geral@lastlap.pt
@lastlap_events
www.lastlap.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
76
Agência de Comunicação
PARTNERS FOR WHAT’S NEXT
Na LLYC, encaramos a comunicação
como o motor fundamental
para transformar desafios
de negócio em oportunidades reais de
crescimento. Como “Partners For What’s
Next”, posicionamo-nos ao lado dos nossos
clientes para antecipar tendências e
navegar a incerteza com confiança. Somos
o parceiro estratégico escolhido para
os momentos da verdade: aqueles marcos
decisivos onde a reputação, a confiança e
o valor do negócio estão em jogo.
QUEM SOMOS?
A LLYC é uma consultora global
de Corporate Affairs e Marketing
Solutions, que atua como parceira dos
seus clientes em influência, criatividade
e inovação, ajudando-os a crescer e
proteger o valor dos seus negócios.
O QUE FAZEMOS?
Criamos estratégias que conectam marcas
e audiências, impulsionam negócios
e geram impacto real. Atuamos em comunicação
corporativa, reputação, gestão
de crise, marketing digital e inteligência
artificial aplicada à comunicação.
ONDE ESTAMOS?
Em 13 países (Portugal, Argentina, Brasil,
Bélgica, Colômbia, Chile, Equador,
Espanha, Estados Unidos, México, Panamá,
Peru e República Dominicana)
somos mais de 1.200 especialistas e, temos
uma visão global e atuação local em
Portugal, para ajudar empresas a prosperar
num mundo em transformação.
O QUE NOS DISTINGUE?
A nossa proposta de valor reside na
convergência única entre a profundidade
analítica de uma consultora e a audácia
criativa de uma agência.
Data-driven storytelling: Uso de inteligência
artificial e análise avançada de
dados para comunicação estratégica.
Criatividade com impacto: Campanhas
criativas que criam conexões autênticas
que geram impacto social e comercial
mensurável.
Consultoria e implementação:
Abordagem que une estratégia
e execução de ponta a ponta.
Reconhecimento global: Melhor Consultora
de Comunicação na Europa, nos
PRWeek Global Awards (2021, 2022 e
2025); Empresa do Ano em Publicidade,
Marketing e Relações Públicas nos International
Business Awards (2022 e 2023);
Distinguidos como 2ª melhor agência
de Comunicação e PR, 2ª agência mais
atrativa para trabalhar em Portugal e 2
profissionais mais admirados no sector
pela SCOPEN (2025).
CONTACTOS
Rua Castilho, 26, 4º piso
1250-011, Lisboa
+351 219 239 700
lisboa@llyc.global // www.llyc.global
MARLENE GASPAR
Diretora-Geral
Portugal
MARIA EÇA
Diretora de Corporate
Affairs
NUNO MAGALHÃES
Diretor de Contexto
Político
CRISTINA GIRÃO
Diretora de Marketing
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Desenvolvemos Corporate Affairs e
Soluções Integradas de Marketing:
Atuamos de forma transversal
para oferecer uma visão 360º das
necessidades do negócio.
Corporate Affairs: Reputação
Corporativa e Liderança, ESG,
Comunicação Financeira e Operações
Corporativas, Assuntos Públicos,
Assuntos Europeus, Crises e
Riscos, Pessoas, Talento e Cultura,
Healthcare, Advocacy e Diplomacia
Corporativa.
Marketing: AI & Deep Learning,
Criatividade Estratégica, Branding,
Marketing Digital, Marketing de
Influência, Paid Media, Marketing
Automation, SEO, Performance, Growth
& Transformation.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Agência de Comunicação
77
DIRETÓRIO
Somos uma agência de criatividade e
comunicação integrada. Trabalhamos
estratégia, branding, publicidade,
conteúdos e eventos.
Entre nós, temos muitos talentos, mas o
maior de todos é a capacidade de nos comprometermos
com quem quer ir sempre mais
além. A nossa experiência não é só uma conquista,
mas um ponto de partida: quanto mais
conhecemos, mais vontade temos de explorar.
Pessoas
Somos 35 profissionais que formam uma
equipa ágil, multidisciplinar e em constante
evolução. Com mais de 60 anos de presença
no mercado, unimos a experiência de quem já
viu o mundo mudar com a visão ousada das
novas gerações. É esta combinação que nos
valoriza.
Percurso
Sabemos o que fazemos. São seis décadas de
compromissos duradouros, de ideias que conquistaram
prémios, de eventos que puseram
marcas portuguesas nas bocas do mundo. A
nossa história é, também, a de um país que
se afirma pela criatividade. E é com orgulho
que dizemos que somos uma agência 100%
portuguesa.
Colaboração
As boas ideias são só o começo — é a capacidade
de nos comprometermos, do início ao fim,
que nos distingue. Em cada projeto, alinhamos
competências, partilhamos conhecimento, somamos
esforços e mantemo-nos próximos de
clientes e parceiros. Acreditamos que o valor
nasce do que projetamos em conjunto.
Alcance
Encerrámos 2024 com um crescimento acumulado
superior a 40% nos últimos três anos.
Hoje, temos presença ativa em mais de 30 países,
incluindo mercados tão distintos como
Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados
Unidos, Índia, Japão, México, Polónia,
Suécia, Vietname, entre muitos outros.
Conquistas
Fomos distinguidos em Cannes com um Leão,
premiados nos World Independent Advertising
Awards (Los Angeles), FEPI (Argentina) e
eleitos Agência do Ano pela NetWork LEAG,
que reúne as melhores agências independentes
do mundo. Contamos com várias distinções
do Clube de Criatividade e dos Prémios Lusófonos.
Mas o verdadeiro sucesso mede-se nas
relações que construímos. E o grande prémio
é contarmos, com uma taxa de fidelização dos
clientes perto dos 100%.
BRUNO RENTE
CEO
GONÇALO SANTOS
Diretor Criativo
GONÇALO FURTADO
Diretor de Contas
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Estratégia, Branding, Conteúdos, Publicidade, Eventos
CONTACTOS
Av. da Boavista - Edifício Aviz 3523 - 1º
4100-139 Porto
+351 222 073 660
geral@opal.pt // opal.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
78
Agência de Comunicação
ALEXANDRA VARASSIN
CEO Publicis
Groupe Portugal
POWER OF ONE
O DIFERENCIAL PUBLICIS GROUPE PARA O DESENVOLVIMENTO
DE MARCAS E CRESCIMENTO DO NEGÓCIO DOS SEUS CLIENTES
MARIA CARVALHO
Chief Media Officer
Zenith / Starcomb / Spark
Performics
maria.carvalho@publicisgroupe.com
OPublicis Groupe afirma-se
como um dos principais grupos
de comunicação e marketing
à escala global, distinguindo-se por uma
abordagem integrada e orientada para resultados,
concebida para responder aos
desafios de um mercado em permanente
transformação. Em Portugal, combina visão
estratégica, talento multidisciplinar
e uma forte capacidade de execução, colocando
os objetivos de negócio dos seus
clientes no centro de todas as soluções que
desenvolve.
Assente na filosofia Power of One, o Publicis
Groupe reúne dados, criatividade,
estratégia, media e tecnologia num modelo
colaborativo que rompe com os silos tradicionais
e potencia o verdadeiro trabalho
em equipa. Este modelo permite compreender
de forma profunda as necessidades
dos clientes e ativar, de forma ágil, as capabilities
mais relevantes para dar resposta
a cada desafio, assegurando soluções mais
eficazes, consistentes e escaláveis, num
contexto de crescente complexidade.
A transformação digital é um eixo estratégico
central. O Groupe integra Dados e
Inteligência Artificial em toda a sua oferta,
não apenas como ferramentas tecnológicas,
mas como motores de insight, antecipação
de tendências e clareza estratégica, permitindo
tomar decisões mais informadas e
relevantes num ecossistema cada vez mais
fragmentado. Esta abordagem possibilita
a conceção de estratégias mais sólidas,
experiências mais relevantes e campanhas
orientadas para impacto real e sustentável,
acompanhando a evolução dos consumidores
e dos ecossistemas digitais.
Áreas como Commerce, Retail Media,
Connected TV e Content reforçam o compromisso
do Publicis Groupe em criar experiências
envolventes ao longo de todo o
customer journey, combinando precisão,
criatividade e performance. A capacidade
de atuar de forma integrada nestes territórios
permite às marcas construir relações
mais fortes e duradouras com os seus
públicos, mesmo num cenário altamente
competitivo e em constante mudança.
Apesar da forte aposta em dados e tecnologia,
a criatividade continua a ser o coração
da estratégia do Publicis Groupe. É
ela que diferencia, que gera emoção e relevância
cultural, e que transforma informação
em ideias poderosas. Esta combinação
entre criatividade, inovação e inteligência
estratégica — profundamente humana —
sustenta soluções de comunicação robustas,
capazes de fazer os clientes destacar-se
num mercado cada vez mais exigente, dinâmico
e orientado para resultados.
Assim, o Publicis Groupe posiciona-se
como um verdadeiro parceiro estratégico
de transformação, capaz de ligar marcas,
pessoas e negócio através de soluções integradas,
relevantes e preparadas para o
futuro.
CONTACTOS
Rua Gonçalves Zarco, 14,
1449-013 Lisboa
+351 213 260 800
www.publicisgroupe.pt
PAULA LOPES
Managing Director
Leo & Digitas
Leo / Digitas / Publicis
Production
paula.lopes@publicisgroupe.com
JUDITE MOTA
Chief Creative
fficer
SERGIO OLIVEIRA
Head of Business
Transformation
GUSTAVO OTTO
Chief Connection
Officer
ANA RIBEIROS
Chief Financial
Officer
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Estratégia, Criatividade, Produção, Media, Content, Commerce, Data &
Analystics, CRM, Performance Marketing, SEO, Influence Marketing, Branded
Content, Retail Media, Social Media, Tech Development.
Teresa Calado
New Business Development Lead
teresa.calado@publicisgroupe.com
Cláudia Moreira
Communications Specialist
claudia.moreira@publicisgroupe.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Consultora de Publicidade
79
DIRETÓRIO
ESTRATÉGIA, TECNOLOGIA E
CRESCIMENTO NO MARKETING DAS TI
Num setor onde a complexidade é a norma
e a diferenciação é cada vez mais
difícil de conquistar, o marketing e a
comunicação deixaram de ser apenas uma questão
de visibilidade para se tornar um verdadeiro
motor de crescimento. É neste contexto que a StreamRoad
Marketing & Comunicação afirma o seu
posicionamento, aliando conhecimento profundo
do ecossistema das Tecnologias de Informação a
uma abordagem estratégica orientada para resultados
concretos.
Mais do que acompanhar tendências, a StreamRoad
tem vindo a consolidar um papel ativo
na forma como o marketing B2B evolui, sobretudo
num mercado onde ciclos de decisão são longos,
audiências são altamente especializadas e a
relevância depende, cada vez mais, da capacidade
de entregar valor em cada ponto de contacto. A
integração entre estratégia, conteúdo, dados e tecnologia
não é, por isso, um objetivo - é a base de
trabalho.
Com uma experiência consolidada no setor, a
agência desenvolve soluções que vão da consultoria
estratégica à execução operacional, sempre
com um foco claro: ajudar as marcas a gerar procura
qualificada, fortalecer o posicionamento e
acelerar oportunidades de negócio. Esta abordagem
traduz-se em programas integrados que cruzam
marketing digital, desenvolvimento de canal,
geração de leads e gestão de plataformas, garantindo
consistência e eficácia ao longo de todo o funil.
Num momento em que a inteligência artificial
redefine as regras do jogo, a StreamRoad utiliza
estas ferramentas de forma consistente, incorporando-as
nos seus serviços de forma a conseguir
uma maior eficiência na sua execução. A capacidade
de transformar insights em ações permite
não só otimizar campanhas em tempo real, mas
também antecipar comportamentos e identificar
novas oportunidades de crescimento para os
clientes.
Mas é na combinação entre tecnologia e conhecimento
humano que reside o verdadeiro diferencial.
A equipa da StreamRoad reúne experiência
em marketing e comunicação com um entendimento
sólido das dinâmicas do setor tecnológico,
o que permite uma leitura mais precisa dos desafios
e uma maior proximidade aos objetivos de
negócio de cada cliente.
Num mercado em constante transformação,
onde a fragmentação dos media e a aceleração
digital colocam novos desafios às marcas, a StreamRoad
posiciona-se como um parceiro estratégico
capaz de simplificar a complexidade e de
transformar investimento em impacto. Mais do
que comunicar, trata-se de criar valor, gerar relevância
e contribuir, de forma sustentada, para o
crescimento das organizações.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
programas de Marketing de canal operacional, programas de desenvolvimento de canal
(pesquisa, qualificação, seleção, recrutamento, desenvolvimento, monitorização e
acompanhamento), avaliação de canais de distribuição, plataformas de negócios,
soluções de merchandising para grandes cadeias de consumo e Marketing operacional.
SÉRGIO AZEVEDO
Partner
PAULO REGO
Managing Director
ELISABETE NEVES
Head of Office
& Administration
RAQUEL DIAS
Lead of Demand
Generation
DANIELA GOMES
Head of Marketing
& Communication
CONTACTOS
Rua 9 de abril 300/300ª, São Pedro do Estoril
2765-542 Cascais
+351 214 686 170
geral@streamroad.pt // streamroad.pt
RITA CASQUEIRO-ALCOBIA
Creative Lead
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
80
Consultora em Comunicação
O CRESCIMENTO DAS MARCAS
COMEÇA NAS PESSOAS
A Inteligência Artificial é parte central da nossa
operação, não como substituto do talento humano,
mas como amplificador da sua capacidade.
Automatizamos o que é repetível para libertar
as nossas equipas para o pensamento criativo e
estratégico de alto nível, onde a diferença se faz.
O Talents Group representa hoje uma nova geração
de parceiros de comunicação: ágeis na execução,
rigorosos na estratégia e comprometidos
com o crescimento sustentável das marcas e dos
talentos que representamos.
MIGUEL RAPOSO
Chairman
ATalents é hoje mais do que uma agência,
é um grupo, um ecossistema global de
comunicação e gestão de talento com
presença em Portugal, Espanha e nos Emirados
Árabes Unidos. Fundado há 3 anos por Miguel Raposo,
o grupo construiu a sua identidade em torno
de uma premissa simples e poderosa: as empresas
não crescem sozinhas, quem cresce são as pessoas.
A Talents deixou de ser uma agência para se
tornar o parceiro estratégico das marcas que
querem crescer com propósito e rigor. A nossa
proposta assenta em quatro pilares integrados:
Estratégia Digital, para posicionar o negócio; Design
e Produção de Conteúdo, para lhe dar forma;
Marketing de Influência, para lhe dar voz; e
Agenciamento de Talento, para o ligar às pessoas
certas.
O que nos distingue no mercado não é apenas a
criatividade, é o rigor estratégico com que a aplicamos
e a capacidade de execução que a transforma
em propostas reais. Não nos ficamos pelas
ideias bonitas nem pelas métricas de vaidade. Entregamos
campanhas no terreno, no prazo e com
foco nos resultados.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Gestão de Carreiras & Agenciamento: Representação
Estratégica, Ghost Creator,
Negociação e Contratos.
Estratégia de Marketing & Publicidade: Estratégia
Global de Marketing, Publicidade
Estratégica, Posicionamento de Marca.
Marketing de Influência: Gestão de Campanhas
e Ativações, Marketing de Influência
Always On, Estratégia de Marketing de
Influência.
Digital & Performance: Gestão de Redes
Sociais, Publicidade Paga (Paid Media),
Desenvolvimento de Websites, Estratégia e
Consultoria Digital.
Design & Conteúdo: Branding & Rebranding,
Design Gráfico e Digital, Produção de Vídeo
& Foto, Direção Criativa.
CONTACTOS
Talents, lda
Lisboa, Porto, Madrid, Dubai
Rua das Musas,
Passeio dos Cruzados
2.01 01F - Loja 6
1990-171 Parque das Nações
hello@talents.pt
CATARINA MIRANDA
Partner &
Talent Manager
ANA PATRÍCIA
Director of Talent
& Operations
JOÃO RAPOSO
Partner & Head
of Creativity
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Agência de Comunicação
Relações Públicas
81
DIRETÓRIO
COMUNICAÇÃO COM
PROPÓSITO, IMPACTO
COM FUTURO
Somos uma agência de comunicação
e relações públicas orientada para
a proximidade, a estratégia e o impacto.
Ao longo do nosso percurso temos
trabalhado de forma próxima com meios
de comunicação social, municípios, empresas,
eventos, hotéis e diversas organizações,
contribuindo para fortalecer a ligação entre
stakeholders e criar relações sólidas e duradouras.
Esta abordagem personalizada reflete
uma visão clara: através da comunicação
construir pontes, gerar confiança e potenciar
valor.
Com mais de 25 anos de experiência em
comunicação estratégica e relações públicas,
a liderança da TF Consulting adquiriu um
conhecimento profundo do mercado e das
dinâmicas que moldam a reputação das marcas.
Esta experiência tem sido determinante
para antecipar tendências e responder às
crescentes imposições de um contexto global
cada vez mais complexo e exigente.
A Sustentabilidade surge, assim, como uma
evolução natural do posicionamento da empresa.
Resulta de uma preocupação genuína
com práticas ambientais, sociais e de governance
(ESG) e, rapidamente se tornou uma
área central de especialização.
Assente na convicção
de que “a comunicação
é a força motriz da
sustentabilidade”, acreditamos
que as organizações
devem ir além de abordagens
superficiais. Comunicar
com autenticidade,
consistência e estratégia é
essencial para gerar valor
duradouro — não apenas
para o negócio, mas
também para a sociedade
e para os territórios. Para concretizar esta
visão, criamos uma nova área de negócio:
Consultoria em Comunicação e Sustentabilidade,
onde temos à disposição de clientes
uma metodologia prática e evolutiva,
estruturada em quatro etapas, que permite
alinhar estratégia, comunicação e resultados
mensuráveis. Este modelo constitui uma
ferramenta eficaz para apoiar organizações
na integração das suas boas práticas, garantindo
coerência, autenticidade e transparência,
evitando greenwashing e crises.
Posicionamo-nos como um parceiro estratégico
na interligação entre sustentabilidade,
e comunicação com uma abordagem
relevante quer para organismos públicos
quer para empresas privadas que pretendem
integrar práticas ESG, para municípios que
procuram reforçar a sua identidade sustentável
e para projetos que desejam alinhar o
seu discurso com impacto real.
A Task Force Consulting afirma-se, assim,
como uma agência comprometida com uma
comunicação com propósito, capaz de criar
valor, fortalecer reputações e contribuir
para um futuro mais sustentável.
ÂNGELA TEIXEIRA
CEO
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria de comunicação
Comunicação Estratégica
nas áreas de ESG
Assessoria de Imprensa
Relações Públicas
Organização de Eventos
Marketing Digital
Marketing de Influência
CONTACTOS
Pedidos de informação:
geral@taskforceconsulting.pt
Propostas e Orçamentos:
angela@taskforceconsulting.pt
taskforceconsulting.pt/
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
82
Agência de Comunicação e Relações Públicas
SARA PROENÇA
Co-Founder & CEO
A AGÊNCIA IBÉRICA DE COMUNICAÇÃO
E RELAÇÕES PÚBLICAS PARA EMPRESAS
AMBICIOSAS, DISRUPTIVAS E INOVADORAS
OThe Square ajuda a potenciar
a reputação e o valor das
organizações num mundo cada
vez mais digital e interligado, através de
estratégias de comunicação desenhadas para
gerar credibilidade, confiança e notoriedade.
Com foco na nova economia e em empresas
que desafiam o status quo, assume como
missão acelerar o crescimento e consolidar
o posicionamento de quem lhe confia a sua
comunicação.
Ao trabalhar com marcas ambiciosas e
inovadoras, o The Square afirma-se como
parceiro estratégico, orientado para resultados
com impacto. Integra-se nas equipas dos seus
clientes, adotando uma abordagem proativa e
criativa, centrada na identificação contínua de
oportunidades e na construção de narrativas
relevantes.
Recorrer ao The Square é contar com um
parceiro profundamente envolvido na evolução
do negócio, com um papel ativo na definição
de posicionamento, antecipação de tendências
e gestão consistente da comunicação.
Com presença em Portugal e Espanha,
garante uma atuação ibérica, desenvolvendo
estratégias integradas e alinhadas com os
objetivos de cada organização localmente.
O conhecimento próximo do tecido
empresarial permite responder de forma
eficaz aos desafios específicos de cada fase de
crescimento.
A colaboração com o The Square assegura
uma presença sólida nos media, no digital e
nos canais próprios, reforçando a reputação
e contribuindo diretamente para prioridades
estratégicas. Os seus parceiros beneficiam
de posicionamentos mais claros, narrativas
distintivas, maior ligação a stakeholders
e visibilidade junto das audiências mais
relevantes. O impacto traduz-se também no
apoio a processos de investimento, expansão,
atração de talento, desenvolvimento de
parcerias e afirmação de liderança.
Paralelamente, o The Square assume o
compromisso de gerar impacto positivo na
sociedade, envolvendo-se ativamente em
iniciativas sociais e culturais. Destaca-se a
colaboração com projetos como a Pedalar Sem
Idade, bem como o apoio a entidades em que
acredita poderem contribuir para um futuro
melhor.
Em 2026, com menos de 10 anos de atividade,
o The Square afirma-se como uma referência
no setor, suportado por uma equipa com
mais de 40 profissionais multidisciplinares,
reconhecida pela sua resiliência e capacidade
de adaptação.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria Estratégica em Comunicação, Prevenção e Gestão de Crise, Media
Relations, Content Marketing & AI Visibility, Employer Branding & Comunicação
Interna, Comunicação Digital & Design Gráfico
Mariana Catarino
Manager
JOANA CIDADES
Senior PR Specialist
MARIANA BRANCO
Senior PR Specialist
ANA DUARTE
Senior PR Specialist
CONTACTOS
Lisboa
Av. da República, 41,
5º e 6º Andares
+351 215 969 470
Madrid
Cloudworks Cibeles
C. de Pedro Muñoz Seca, 2,
6º Andar
+354 663 988 645
www.the-square.co
welcome@the-square.co
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Consultora de Comunicação & Public Affairs
83
DIRETÓRIO
WISDOM, Meaningful Influence, é
A uma consultora de Comunicação e
Public Affairs que apoia as organizações
na construção de reputação, influência e
confiança, num contexto cada vez mais
exigente, marcado pelo excesso de informação
e de desinformação, pela pressão
reputacional e pela crescente necessidade
de transparência.
Num ambiente onde a comunicação deixou
de ser apenas visibilidade para passar a
ser um instrumento crítico de decisão, posicionamo-nos
como parceiros estratégicos
das organizações e das lideranças que procuram
afirmar-se com consistência, relevância
e impacto. Trabalhamos com algumas das
maiores empresas nacionais e internacionais,
em diversos setores de atividade, ajudando-
-as a interpretar o contexto, a antecipar os
riscos e a identificar as oportunidades de influência.
Acreditamos que a comunicação eficaz
não se limita à transmissão de mensagens.
Implica compreender os ecossistemas de influência,
alinhar narrativas com o propósito
das organizações e a construir relações de
confiança com stakeholders-chave. É neste
cruzamento entre estratégia, reputação e
influência que geramos valor, apoiando diretamente
os decisores na definição de posicionamentos
e na gestão da sua presença
pública.
Desenhamos estratégias de comunicação,
de public affairs e de relações institucionais à
medida de cada cliente, integrando diferentes
disciplinas e ferramentas, da assessoria
mediática à gestão de crise, da comunicação
digital ao media training e ao public speaking,
sempre com uma abordagem orientada
para resultados concretos e sustentáveis.
Mais do que executar, estruturamos pensamento
estratégico e ajudamos os nossos
clientes a tomar melhores decisões.
A nossa atuação assenta em quatro princípios
fundamentais:
Multidisciplinaridade, que nos permite integrar
diferentes perspetivas e responder à
complexidade dos desafios atuais;
Experiência, que transforma conhecimento
acumulado em soluções eficazes;
Personalização, que garante respostas ajustadas
à realidade de cada organização;
Espírito colaborativo, porque acreditamos
que os melhores resultados nascem de relações
de proximidade e confiança.
A estes princípios juntamos um conjunto
de valores que orientam o nosso trabalho e
definem a nossa cultura. A Excelência, traduzida
no rigor, consistência e atenção ao
detalhe que sustentam a credibilidade; O
Impacto, entendido como a capacidade de
transformar comunicação em influência e
resultados; e O Compromisso, visível na proximidade
aos clientes e na procura contínua
das melhores soluções, com foco na eficácia
e na entrega.
A missão da WISDOM é clara: consolidar
a comunicação dos nossos clientes como um
ativo estratégico, reforçar a sua reputação e
potenciar as suas relações de influência, em
todos os níveis. Mais do que comunicar, contribuímos
para a construção de organizações
mais relevantes, mais informadas e mais preparadas
para um ambiente em permanente
transformação.
Na WISDOM, comunicamos com propósito
e trabalhamos para que o mesmo se traduza
em confiança, influência e impacto real.
MARIA DOMINGAS
CARVALHOSA
Managing Partner
JOSÉ BOURBON-RIBEIRO
Managing Partner
MIGUEL BRAGA
Managing Director
CONTACTOS
Tagus Space
Rua Rui Teles Palhinha
nº10, 3ºJ
2740-278 Porto Salvo
+351 214 414 359
geral@wisdom.com.pt
www.wisdom.com.pt
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
84
Relações Públicas
Agência de Comunicação
MARCAS FORTES NÃO FALAM
MAIS ALTO. FALAM MELHOR
Adding Value PR Solutions é
A uma agência de comunicação
e relações públicas que se posiciona
como parceira estratégica das marcas,
ajudando-as a construir reputação,
relevância e impacto num ecossistema
mediático em constante transformação.
Com uma abordagem assente na
proximidade aos meios de comunicação
e ao cliente, bem como no profundo
conhecimento do seu negócio, a Adding Value distingue-se pela
capacidade de desenvolver estratégias de comunicação integradas,
alinhadas com objetivos concretos e orientadas para resultados.
Mais do que amplificar mensagens, criamos narrativas consistentes,
credíveis e diferenciadoras, capazes de gerar valor a longo prazo.
Entre as nossas principais competências destacam-se as relações
com os media, a assessoria estratégica, a gestão de reputação e a
criação de conteúdos, sempre com um forte rigor editorial e atenção
ao detalhe. A experiência acumulada e a relação de confiança com
jornalistas e opinion makers permitem à Adding Value potenciar
a visibilidade dos seus clientes de forma qualificada e sustentada.
A Adding Value acredita que a comunicação só é verdadeiramente
eficaz quando está ligada ao negócio. Por isso, cada projeto é
desenvolvido com base numa compreensão clara dos desafios e
objetivos dos clientes, garantindo que cada ação contribui para
reforçar posicionamento, notoriedade e confiança.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Agência especializada na assessoria de imprensa em áreas
de atividade tão diversificadas como a das Tecnologias
da Informação, Indústria e Desporto Automóvel, Sector
Alimentar, Turismo, Indústria Farmacêutica e Sector
Financeiro.
CONTACTOS
Rua 9 de abril 300/300ª, São Pedro do Estoril
2765-542 Cascais
+351 214 686 170
geral@addingvalue.pt // www.addingvalue.pt
ANA MARGARIDA PAULA
Executive Director
ESTRATÉGIAS
PARA O SUCESSO
AAgência integrada que
combina estratégias de
marketing e comunicação com
design, publicidade e tecnologia
para otimizar a performance das
marcas. Cada marca tem uma
identidade e um potencial únicos.
Nós ativamos esse potencial e
ajudamos a sua marca a crescer.
Com presença em Lisboa e Porto
e escritórios internacionais em
RICARDO
ALENCASTRE
CEO
Dublin e Toronto, aliamos o rigor dos dados à criatividade
para construir relações duradouras entre marcas e
consumidores. Com diversas parcerias estratégicas com a
Google Partner, Umbraco, ActiveCampaign, entre outras,
implementamos soluções que garantem relevância e eficácia
num mercado em constante transformação e evolução.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Branding: Estratégia, nome, identidade visual
e voz da marca; Design & Comunicação: Design
gráfico, UX/UI e copywriting; Marketing &
Publicidade: Campanhas multicanal, SEO, GEO e
Ads; Web & Mobile: Websites, portais web, apps
e soluções à medida; E-commerce: Soluções B2B
& B2C e integração de sistemas; Transformação
Digital & IA: Otimização de processos e utilização
de Inteligência Artificial; Ilustração &
Vídeo: Produção de conteúdos visuais, vídeos e
anúncios.
CONTACTOS
Lisboa: Av. da República 6, 1º esq.
1050-191 Lisboa
Porto: Rua Santos Pousada, 441
4000-432 Porto
+351 213 303 724
hello@brandabilityagency.com
www.brandabilityagency.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Relações Públicas
Agência de Comunicação
85
DIRETÓRIO
DO STORYTELLING
PARA O STORYDOING
Somos um Hub de comunicação
inovador e dinâmico, criado
para disponibilizar serviços e
soluções de próxima geração junto
dos nossos clientes.
A nossa abordagem é baseada
em dados e sustentada no conceito
PESO (Paid/ Earned/ Share/
Owned. Liderada por pensadores
e consultores estratégicos e
criativos que implementam e
desenvolvem insights críticos com
vista a aumentar o impacto da
comunicação.
Temos escala, visão e ferramentas para ajudar os clientes e
prever e gerir riscos, o que nos permite ativar ideias ousadas
em todos os setores, canais e suportes de comunicação.
Aprofundamos a compreensão. Melhoramos e protegemos
a reputação.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria e Planeamento Estratégico
Media Relations
Public Affairs
Gestão Redes Sociais
Marketing Digital e de Conteúdo
Training
VANDA ROSÁRIO
Founder e Managing
Director
CONTACTOS
Rua Filipe Folque nº 2 1ºdt- Escritório R 1.5
1050-113 Lisboa /Portugal
+351 913 194 454
ola@hubmedia.pt // www.hubmedia.pt
ELEVAMOS MARCAS PARA QUE CRIEM
VALOR COM IMPACTO POSITIVO
Lift é hoje uma agência de
A comunicação fully integrated,
com um conjunto alargado de
competências e serviços que lhe permite
olhar para os desafios dos clientes de
forma mais completa e estratégica. Com
a consultoria no centro, e a estratégia
e a criatividade como força motriz,
ajudamos as marcas a criar valor com
impacto positivo. Vemos na tecnologia
uma aliada para ganhar eficiência e
potenciar resultados, sem nunca perder
de vista o que faz realmente a diferença:
o pensamento crítico, a sensibilidade
humana, a ética e a capacidade de ler
cada contexto com profundidade.
É essa combinação que nos permite
apoiar os clientes na tomada de
decisão, assegurando coerência entre
posicionamento, narrativa e negócio, e
ajudando-os a navegar um ecossistema
de comunicação cada vez mais exigente.
Com uma ambição de crescimento
sustentado, continuamos a consolidar um caminho que o mercado já
reconhece: liderança, relevância e excelência. Prova disso é a distinção
da Lift, pelo segundo biénio consecutivo, como a melhor agência de
comunicação em Portugal no estudo AGENCY SCOPE.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Estratégia, Criatividade, Relações Públicas Institucionais,
Relações Públicas de Marca, Gestão de Reputação,
Public Affairs, Gestão de Redes Sociais, Marketing
Digital, Marketing de Conteúdos, Data & Intelligence,
Training, Influencer Marketing, Eventos
CONTACTOS
Rua José Fontana 1, 1º andar
2770-101, Paço de Arcos
+351 214 666 500
geral@lift.com.pt // www.lift.com.pt
SALVADOR DA CUNHA
CEO & Partner of
Reputation & Corporate
Communication
ANA CATARINA FAUSTINO
Managing Partner & Partner
of Strategy, Creativity
and Business Development
RUI PEREIRA
Managing Partner & CFO
DIOGO FERREIRA DA COSTA
Partner of Digital &
Social Media
GONÇALO BOAVIDA
Partner of Public Affairs
MARTA MARREIROS
Partner of Consumer
Engagement
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
DIRETÓRIO
86
Consultora de Comunicação & Public Affairs
Agência de Design e Comunicação Digital
DUAS DÉCADAS AO
SERVIÇO DA SUA MARCA
Na Porto de Ideias trabalhamos
todos os dias para manter os
nossos clientes satisfeitos.
E cada dia representa para nós
um novo desafio.
Mas com o know-how,
experiência, motivação e foco
da nossa equipa, conseguimos
entregar resultados e construir o
nosso caminho de sucesso.
Suportados nas melhores
técnicas e metodologias, temos
como prioridade trabalhar a imagem e reputação de quem
nos procura, aportando-lhes valor e reconhecimento no
mercado.
Tem sido esta a nossa receita. E o tempo tem-nos mostrado
que estamos no caminho certo.
O vasto portefólio de clientes, os casos de sucesso e os
prémios colecionados ao longo dos últimos 23 anos são o
nosso maior orgulho. Queremos continuar a merecer a
confiança de cada vez mais clientes.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Assessoria de comunicação
Assessoria de imprensa
Produção de conteúdos
Comunicação digital
Comunicação Interna
Design
Comunicação política
CARLOS FURTADO
& ISABEL
CÔRTE-REAL
DESAFIAMOS O ÓBVIO
PARA CRIAR O MEMORÁVEL
ASixfold studio é um estúdio
criativo que cruza estratégia,
design e tecnologia para criar
experiências com impacto real.
Trabalhamos com startups e
empresas estabelecidas para
transformar ideias em produtos
digitais relevantes, escaláveis
e alinhados com objetivos de
negócio concretos
Acreditamos que o bom design não é apenas estético: é
funcional, intuitivo e orientado a resultados. Por isso, cada
projeto começa com uma compreensão profunda do contexto,
do utilizador e das oportunidades, evoluindo depois para
soluções que equilibram criatividade e pragmatismo.
Do branding ao UI/UX, passando pela validação de
conceitos e desenvolvimento de produtos, atuamos como
parceiros ao longo de todo o processo. Mais do que entregar
projetos, ajudamos a construir produtos com identidade,
consistência e capacidade de crescer num ecossistema digital
cada vez mais exigente.
Na Sixfold, desenhamos experiências que fazem sentido
para as marcas, para os negócios e para as pessoas.
PRINCIPAIS SERVIÇOS
UX/UI Design
Branding & Identidade Visual
Desenvolvimento de Software
Programação Full stack
Integração de IA em Produtos Digitais
ANDRÉ OLIVEIRA
CEO
CONTACTOS
Rua João de Deus, 6 sala 307
4100-456 Porto
geral@portodeideias.pt // www.portodeideias.pt
CONTACTOS
Rua das Corredouras, Nº 17
2715-671 Montelavar, Lisboa
+351 932 082 957
hello@sixfoldstudio.com // www.sixfoldstudio.com
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Na Neurónio Criativo, criamos soluções que
unem o mundo digital e o universo offline.
Do desenvolvimento de sites e plataformas
digitais à integração de soluções de Inteligência
Artificial, passando pela produção de
revistas corporativas e design gráfico, oferecemos
um serviço completo e adaptado a
cada cliente. Com foco na qualidade e na satisfação,
ajudamos empresas a construir um
posicionamento sólido, acrescentando valor
e gerando resultados eficazes.
ROGÉRIO JUNIOR
CEO
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Consultoria de Comunicação Estratégica, Criação de conteúdos,
Gestão de Redes Sociais, Desenvolvimento Web,
Marketing Digital, Design
A TEAM LEWIS é uma agência
de marketing global cuja missão é
ajudar e inspirar as marcas a crescer.
Oferece um amplo leque de serviços
de comunicação com impacto
mensurável no negócio dos seus
clientes – com foco principal em
relações públicas, marketing digital,
consultoria estratégica e branding/
design. A agência está estabelecida
em Portugal desde 2009, com
um escritório em Lisboa. A nível
global, conta com uma equipa
de mais de 600 pessoas dispersas
por 28 escritórios localizados na
Europa, Ásia e América do Norte.
PRINCIPAIS
SERVIÇOS
INÊS
BARBOSA
Lisbon
Director
87
RUI PINTO
SEO
Director,
EMA
Relações Públicas
Marketing Digital
Branding & Design
Consultoria
Estratégica
de Comunicação
DIRETÓRIO
CONTACTOS
Rua Cidade de Rabat, 41B
1500-159 Lisboa
+351 210 123 400
geral@neuroniocriativo.pt
CONTACTOS
LACS Anjos | Rua Febo Moniz 27B, Estúdio 5.3
1150-152 Lisboa
+351 910 939 846
hellolisbon@teamlewis.com // www.teamlewis.com/pt
A escrita não é um ofício, é um modo de
vida. Se todos temos uma história é a forma
como a contamos que nos torna especiais e
memoráveis, é esse o ADN das ShortStories.
Ajudar a contar a história da sua empresa,
da sua marca, do seu produto e adaptá-la ao
formato que mais se adequa é o nosso desafio
diário. É um trabalho personalizado, em que as
soluções são desenvolvidas à medida, de forma
criativa e original. Não somos os melhores, não
fazemos tudo, mas somos únicos.
Qual é a sua história?
SANDRA NOBRE
Founder &
Storyteller
PRINCIPAIS SERVIÇOS
Storytelling, Criatividade, Comunicação, Edição,
Formação
CONTACTOS
+351 961 510 588
www.shortstories.pt
Com 37 anos de experiência, UPPARTNER
é uma agência de comunicação e marketing
multidisciplinar que transforma marcas
através de estratégia, criatividade e inovação
orientada por dados. Atuamos em one
health, branding, retail, marketing digital,
estudos de mercado, relações-públicas,
influencer marketing, design, produção
audiovisual, eventos e employer branding,
num modelo one-stop-buy que garante
consistência em todos os pontos de contacto.
CONTACTOS
Rua Praça Nuno Rodrigues dos Santos 7,
1600-171 Lisboa
+351 210 410 100
info@uppartner.pt // www.uppartner.pt
HÉLIO SOARES
CEO
PRINCIPAIS SERVIÇOS
One Health, Trade Marketing, Live & Digital Events,
Communication & Design, PR & Influencer Marketing,
Digital Marketing, Marketing Intelligence & Consulting,
Employer Branding e Endomarketing, Film Lab.
QUEM É QUEM NAS AGÊNCIAS 2026
Gostava de ver a sua
Agência aqui listada?
quemequem@marketeer.pt