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Biomais_80 OPS

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Entrevista

Daniela Navarrete, gerente da AchBiom, trata do mercado de madeira no Chile

15 ANOS

DE EVOLUÇÃO

COM TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO

EMPRESA SE CONSOLIDOU NO

MERCADO ATENDENDO O SETOR DE

BIOMASSA FLORESTAL DE NORTE A

SUL DO BRASIL

15 YEARS

OF EVOLUTION

WITH A TRAJECTORY OF GROWTH, THE

COMPANY HAS CONSOLIDATED ITS

POSITION IN THE MARKET, SERVING

THE FOREST BIOMASS SECTOR FROM

NORTH TO SOUTH OF BRAZIL

MATO GROSSO

INSTITUIÇÕES DEBATEM POLÍTICAS

PÚBLICAS PARA USO DE SUPRESSÃO

DE NATIVA NA INDÚSTRIA

ALAGOAS

FABRICANTE DE PVC PASSA A OPERAR COM

100% DE VAPOR DE BIOMASSA DE EUCALIPTO


TECNOLOGIA EXCLUSIVA IMTAB

PAT EN T E



SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Biomassa em evolução

08 | CARTAS

10 | NOTAS

22 | ENTREVISTA

30 | PRINCIPAL

36 | ENERGIA

Descarbonizando com

biomassa de eucalipto

42 | MERCADO

Uso de biomassa em

debate

48 | ARTIGO

54 | AGENDA

56 | OPINIÃO

Tecnologia e inovação fomentam

o desenvolvimento de empresas no

Brasil em 2026

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br



EDITORIAL

Nesta edição destacamos os

equipamentos da DRV Serras e

Facas que comemora 15 anos

em 2026

Direct Drive

Precisão para a

indústria de biomassa.

BIOMASSA

EM EVOLUÇÃO

N

ão há dúvidas de que a biomassa tem aberto mercados, promovendo o desenvolvimento e a descarbonização. Neste edição da

Revista REFERÊNCIA BIOMAIS destacamos os 15 anos da DRV Serras e Facas, empresa que surgiu com as serras e foi evoluindo, e

hoje tem forte presença no setor de biomassa, fornecendo equipamentos robustos para garantir a qualidade do cavaco, da biomassa

de origem florestal. Na editoria de Entrevista conversamos com a gerente da AchBiom (Associação Chilena de Biomassa),

Daniela Espinoza Navarrete. A biomassa da madeira tem papel importante na geração de energia no Chile e nessa entrevista Daniela conta

sobre o desenvolvimento sustentável da indústria de biomassa e as oportunidades na transição energética no seu país. Demais reportagens

especiais destacam a geração de energia térmica com biomassa de eucalipto para indústria em Alagoas, os debates sobre o uso da biomassa

nativa no Mato Grosso, e a inauguração da nova fábrica da Hyva Brasil, em Caxias do Sul (RS), entre outros assuntos.

BIOMASS ON THE RISE

T

here is no doubt that biomass has opened up new markets and promoted development and decarbonization. In this issue of Referencia

Biomais, we highlight the 15th anniversary of DRV Serras e Facas. The Company started with saw blades and has since evolved into a

strong presence in the Biomass Sector. DRV Serras e Facas supplies robust equipment to ensure the quality of wood chips and forest-based

biomass. In the Interview Section, we speak with Daniela Espinoza Navarrete, the Manager of the Chilean Biomass Association (AchBiom).

Navarrete discusses the important role of woody biomass in Chile’s energy generation, the sustainable development of the biomass industry, and

the opportunities presented by the Country’s energy transition. Other special reports cover topics such as thermal energy generation from eucalyptus

biomass for industrial use in Alagoas, debates on the use of native biomass in Mato Grosso, and the inauguration of Hyva Brasil’s new factory in

Caxias do Sul (RS). Pleasant reading!

EXPEDIENTE

ANO XIII - EDIÇÃO 80 - MAIO 2026

Diretor Comercial/Commercial Director:

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo/Executive Director:

Pedro Bartoski Jr

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Redação/Writing:

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Tradução / Translation: John Wood Moore

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dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

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at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

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educational purposes.

SAIBA MAIS

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06 www.REVISTABIOMAIS.com.br



CARTAS

PRINCIPAL

Interessante a trajetória da Lignum Biomassa. Aproveitaram o desenvolvimento do mercado.

Rodolfo Viveiros – Três Lagoas (MS)

Foto: divulgação

ENTREVISTA

O conhecimento qualificado é fundamental para avançarmos, e a entrevista com Victor Gomes destacou isso.

Michele Gomide – Cuiabá (MT)

TECNOLOGIA

A matéria sobre trituração por impacto é um exemplo de como a tecnologia está presente no setor de biomassa.

Adriano Fernandes – Rio Claro (SP)

TRANSFORMAÇÃO

Ainda me surpreendo com as possibilidades que a biomassa proporciona, como no

combate a ervas daninhas.

Geraldo Mendonça – Londrina (PR)

Foto: divulgação

www.revistabiomais.com.br

na

energia

biomassa

dia informação

@revistabiomais

/revistabiomais

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

PODCAST

REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças

ilustres e de grande valor para o segmento florestal

em abril de 2026. No primeiro episódio do mês

estava presente a sócia da Santa Rosa Florestal,

Gabriela Cibulski Breda (foto de cima). O segundo

episódio teve a presença do fundador e diretor

da empresa Resinas Jardim, Israel Jardim (foto de

baixo).

Gabriela contou como esteve desde cedo

inserida dentro da Santa Rosa, fundada pelo pai,

Nelso Cibulski, e com isso se aproximou também

do setor florestal. “Isso me deu vontade de fazer

uma faculdade nesse ramo para poder auxiliar o

negócio”, explicou.

Após a graduação em Negócios Internacionais

e Comércio Exterior pela PUC-RS (Pontifícia

Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e

começar a carreira fora da Santa Rosa, Gabriela

decidiu voltar para a empresa em 2015 e desde

então tem seguido os passos do pai no comando

da empresa.

“Continuamos a ser uma empresa familiar

e enxuta, mas temos a capacidade de qualquer

parceria que a gente firmar, a gente consegue dar

conta. Temos maquinário de ponta, tecnologia da

indústria”, complementou.

No outro programa, Jardim explicou o

processo para retirada da resina das árvores e do

derivado deste composto que é o breu, atualmente,

responsável por 85% do mercado da empresa,

especialmente para o setor de tintas.

Jardim também detalhou como a família

migrou da produção de cebolas para começar a

cultivar pinus, até que em 2008 nasceu a Resinas

Jardim. “Acho que o principal vetor do nosso crescimento

primário foram governança, inovação e a

execução”, resumiu o empresário.

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Os episódios do Podcast REFERÊNCIA

estão disponíveis no nosso canal do

youtube, que o Leitor pode acessar

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NOTAS

HYVA DO BRASIL INAUGURA

NOVA FÁBRICA EM CAXIAS

DO SUL

Marcando um avanço estratégico na ampliação da capacidade

produtiva e na eficiência operacional no país, a Hyva do Brasil inaugurou

uma nova fábrica em Caxias do Sul (RS). Com 17 mil m² (metros

quadrados) de área construída e investimento conjunto superior a R$

50 milhões, a nova unidade foi projetada para atender ao crescimento

da demanda no mercado brasileiro e de exportação, com ganhos

diretos em produtividade, logística e qualidade de atendimento aos

clientes. Com capacidade anual de produção de aproximadamente

52 mil cilindros hidráulicos, 1.500 sistemas de piso móvel e 40 mil

kits hidráulicos, a planta também foi dimensionada para expansões

futuras, permitindo aumento de produção por meio de novos investimentos

em máquinas e automação. Durante o evento, o vice-presidente

da Hyva para a América do Sul, Rogério De Antoni, destacou o

impacto da nova unidade na competitividade da operação. “A nova

planta amplia significativamente a capacidade produtiva da Hyva

do Brasil e foi projetada com foco em eficiência e produtividade. A

unidade otimiza processos, reduz estoques intermediários e melhora

a logística, permitindo atender a carga e descarga de múltiplos

caminhões simultaneamente, garantindo mais agilidade e qualidade

no atendimento ao mercado. O investimento fortalece a competitividade

da empresa e prepara a operação para atender a demanda

com mais rapidez e eficiência”, destaca, representando o grupo

controlador, o vice-presidente da JOST para a Ásia e responsável pela

unidade de hidráulicos da Hyva, Alex Tan, ele ressaltou a importância

estratégica do Brasil na operação global. “Em um cenário global cada

vez mais complexo, a combinação entre expertise global e adaptação

local se torna ainda mais estratégica. Com a integração ao Grupo

JOST, a Hyva reforça sua capacidade de apoiar clientes com uma

estrutura global mais forte e mantém o foco em inovação, eficiência,

confiabilidade e geração de valor, fortalecendo a proximidade com o

mercado e a agilidade na execução.”

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NOTAS

DADOS INÉDITOS DE CARBONO E BIOMASSA

Com o foco em qualificar e organizar as informações sobre estoques de carbono e biomassa, o SFB

(Serviço Florestal Brasileiro) lançou o Painel de Biomassa e Carbono, uma ferramenta de acesso público.

A ferramenta disponibiliza, pela primeira vez em formato integrado, dados sobre estoques de carbono

e biomassa nos biomas brasileiros coletados em campo pelo IFN (Inventário Florestal Nacional).

Os dados reunidos pelo painel vão qualificar as estimativas do Inventário Nacional de Emissões de

Gases de Efeito Estufa, produzido pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), e alimentar

relatórios internacionais como a Avaliação de Recursos Florestais da FAO – documentos que definem o

posicionamento do Brasil nas negociações do Acordo de Paris. A ferramenta também articula informações

com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre desmatamento e apoia as estratégias

nacionais vinculadas ao mecanismo de REDD+, que remunera países pela redução de emissões oriundas

do desmatamento. O painel foi desenvolvido pelo SFB em parceria com o BID (Banco Interamericano

de Desenvolvimento), o IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura) e a FAO,

com apoio do MCTI. “Ao aumentar o conhecimento, as pessoas passam a valorizar mais os recursos e a

conservá-los melhor”, acredita o diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, no lançamento do painel.

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NOTAS

OFERTA DE HIDROGÊNIO VERDE

PARA INDÚSTRIAS

A White Martins fornecedora de gases industriais e engenharia com forte atuação

em projetos de transição energética, iniciou a operação da primeira planta de

hidrogênio verde do sudeste, em Jacareí (SP). A unidade vai fornecer 800 toneladas

por ano de hidrogênio verde para clientes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas

Gerais. Esta é a segunda planta de H 2

V da White Martins no Brasil e tem uma capacidade

produtiva cinco vezes maior que a primeira unidade que entrou em operação,

em dezembro de 2022, em Pernambuco. Com as duas plantas operando, a empresa

chega a uma capacidade produtiva de cerca de 1000 toneladas de H 2

V por ano.

“Contribuir para a descarbonização da indústria brasileira é um compromisso da

White Martins e acreditamos que o hidrogênio verde tem um papel fundamental

neste processo. Por isso, aplicamos nossa expertise no desenvolvimento deste

projeto com o objetivo de viabilizar o fornecimento a preços competitivos para o

mercado da região sudeste, que é o coração industrial do país”, revela Gilney Bastos,

presidente da White Martins e da Linde na América do Sul. Em linha com a descarbonização

dos clientes, a expectativa é que com a disponibilidade do hidrogênio

verde na região, deixarão de ser emitidos mais de 8.000 toneladas de CO 2

/ano em

relação à produção de H 2

cinza, por exemplo.

Foto: divulgação

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COPEL É RECONHECIDA POR

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

A Copel alcançou a pontuação máxima do CDP, sigla para Carbon Disclosure Project, ou Projeto de

Divulgação de Carbono, uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2000 com o objetivo de estimular a

divulgação das emissões de GEE (gases de efeito estufa) e dos riscos relacionados às mudanças do clima no

ambiente corporativo. A companhia passou a integrar a A List, grupo que reúne as organizações com melhor

desempenho mundial em transparência e gestão das mudanças climáticas. A iniciativa é considerada um

dos principais bancos de dados globais sobre o tema e serve de referência para investidores avaliarem riscos

e oportunidades associados às empresas. Outros reconhecimentos foram do S&P Global Sustainability Yearbook

2026, publicação internacional que reúne as empresas com melhor desempenho em práticas ambientais,

sociais e de governança (ESG) e a inserção da companhia no Clean200 de 2026, ranking global que

lista as 200 empresas de capital aberto com as mais significativas receitas provenientes de energia limpa e

soluções sustentáveis. A superintendente de Sustentabilidade da empresa, Luísa Nastari diz que as conquistas

reforçam a robustez das práticas adotadas pela companhia. “Evidencia a maturidade das nossas iniciativas e

contribui para fortalecer a confiança dos investidores na capacidade da Copel de gerir riscos e capturar oportunidades

na transição para uma economia de baixo carbono”, acrescenta.

Foto: divulgação

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NOTAS

ACORDO AMPLIA COOPERAÇÃO

EM BIOENERGIA

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e a Isma

(Indian Sugar & Bio-Energy Manufacturers Association) assinaram um Memorando

de Entendimento que formaliza a cooperação técnica e institucional

entre os setores sucroenergéticos do Brasil e da Índia. O acordo estabelece uma

plataforma de colaboração voltada ao intercâmbio de conhecimento, cooperação

tecnológica, coordenação em fóruns internacionais e desenvolvimento

conjunto de iniciativas em biocombustíveis, incluindo etanol, combustível

sustentável de aviação (SAF), biogás e outras soluções de baixo carbono. A iniciativa

reforça a atuação conjunta dos dois países na Global Biofuels Alliance e

está alinhada ao compromisso internacional de quadruplicar o uso sustentável

de biocombustíveis até 2030. O presidente da Unica, Evandro Gussi, explicou

que o avanço da Índia na política de mistura de etanol à gasolina, que passou

de 2% para 20% em pouco mais de uma década, demonstra o potencial de

cooperação entre os dois países para acelerar a integração do biocombustível

às cadeias globais de energia limpa. Brasil e Índia estão entre os principais produtores

mundiais de etanol e vêm ampliando, em larga escala, seus programas

de mistura, consolidando-se como referências na transição energética.

Foto: divulgação

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

DANIELA ESPINOZA

NAVARRETE

Formação: Engenheira Civil Química, Mestre em Gestão Integrada –

UdeC (Universidade de Concepción)

Education: Chemical Civil Engineering and a Master’s in Integrated

Management, from the University of Concepción (UdeC)

Cargo: Gerente da AchBiom (Associação Chilena de Biomassa)

Function: Manager of the Chilean Biomass Association (AchBiom)

BIOMASSA

NO CHILE

BIOMASS IN CHILE

A

biomassa de madeira é uma fonte importante

de energia no Chile, representando

mais de 20% da sua energia primária. Proveniente

de resíduos florestais e industriais, é

amplamente usada para aquecimento doméstico, com

destaque para a produção emergente de pellets de madeira

e exportação de cavacos. Nesta edição da Revista

REFERÊNCIA BIOMAIS conversamos com a gerente da

AchBiom (Associação Chilena de Biomassa) Daniela

Espinoza Navarrete, que falou sobre o papel da associação,

as políticas públicas para o setor e o emergente

mercado de biomassa no país sul-americano.

W

ood biomass is an important source of

energy in Chile, accounting for over 20%

of its primary energy requirements. Mainly

derived from forest and industrial waste,

it is widely used for domestic heating, particularly in the

emerging production of wood pellets and export of wood

chips. In this issue of Referencia Biomais, we interviewed

Daniela Espinoza Navarrete, the Manager of the Chilean

Biomass Association (AchBiom), about the Association’s

role, public policies for the Sector, and the emerging

biomass market in Chile.

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

Como a AchBiom foi criada?

A associação foi fundada em 2016 por iniciativa de um

grupo de empresas, profissionais e instituições ligadas à

cadeia de valor da biomassa. Seu objetivo é criar um espaço

de colaboração setorial que fortaleça o desenvolvimento

da indústria de biomassa no Chile, promova as melhores

práticas e padrões de qualidade e represente os interesses

de seus membros perante organizações públicas e privadas.

Para que propósito foi criada a asssociação?

Nossa missão é promover o desenvolvimento sustentável

da indústria de biomassa e destacar as oportunidades na

transição energética do Chile. Buscamos posicionar a biomassa

como uma alternativa energética limpa e competitiva

que contribui para a descarbonização e o desenvolvimento

local. Promovemos o uso eficiente e responsável da biomassa

por meio da educação, fomentamos a inovação tecnológica

e contribuímos para o desenvolvimento de padrões de

qualidade e políticas públicas que fortaleçam o setor.

Quem pode ser membro da AchBiom?

Empresas, profissionais, instituições acadêmicas e centros

de pesquisa relacionados a qualquer etapa da cadeia

de valor da biomassa podem ser membros da AchBiom. Ou

seja, partes interessadas envolvidas na produção, processamento,

geração de energia térmica e/ou elétrica de biomassa

e/ou biocombustíveis, prestadores de serviços, fornecedores/desenvolvedores

de tecnologia, entre outros.

E acerca das principais conquistas da AchBiom desde

sua criação?

A Achbiom tem avançado na consolidação de uma rede

de atores-chave na indústria da biomassa, criando espaços

para colaboração e coordenação. Participamos de diversos

grupos de trabalho e fóruns técnicos, o que nos permitiu

contribuir com informações relevantes e influenciar diversas

políticas públicas, planos e regulamentações relacionados

How was AchBiom founded?

The Association was established in 2016 by a group

of companies, professionals, and institutions involved

in the biomass value chain. The Association aims to

foster collaboration within the Sector, thereby strengthening

the development of the biomass industry in

Chile, promoting best practices and quality standards,

and representing its members’ interests before public

and private organizations.

What is the Association’s purpose?

Our mission is to promote the sustainable development

of the biomass industry and highlight opportunities

in Chile’s energy transition. We aim to establish

biomass as a clean, competitive energy alternative

that contributes to decarbonization and local development.

We promote the efficient and responsible use

of biomass through education, foster technological

innovation, and contribute to the development of

quality standards and public policies that strengthen

the Sector.

Who can become a member of AchBiom?

Any company, professional, academic institution,

or research center involved in any stage of the biomass

value chain can become a member. This includes stakeholders

involved in the production, processing, and/

or generation of thermal and/or electrical energy from

biomass and/or biofuels, as well as service providers

and technology suppliers/developers.

What are AchBiom’s main achievements since

its creation?

AchBiom has consolidated a network of key players

in the biomass industry, creating opportunities for

collaboration and coordination. We participate in various

working groups and technical forums, enabling us

Buscamos posicionar a biomassa como uma alternativa

energética limpa e competitiva que contribui para a

descarbonização e o desenvolvimento local

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

à biomassa. Além disso, a associação ajudou a aumentar

a conscientização sobre o papel da biomassa na transição

energética e na descarbonização dos setores produtivos.

Qual é a principal biomassa produzida no Chile e seu

principal uso?

No Chile, a biomassa provém principalmente do setor

florestal, em especial de resíduos e subprodutos da indústria

madeireira, como serragem, aparas, casca e cavacos

de madeira. Esses recursos são utilizados para a geração

de energia térmica em processos industriais, usinas de

cogeração associadas à indústria florestal e para aquecimento

residencial. No setor residencial, a lenha é o principal

combustível utilizado na região centro-sul do país; contudo,

a indústria de pellets tem crescido de forma constante nos

últimos anos, principalmente devido às regulamentações

ambientais que restringem o uso de lenha em cidades

com altos níveis de poluição por material particulado. Vale

mencionar que a biomassa representa 27% do suprimento

de energia primária, sendo a segunda maior matriz, ficando

atrás somente do petróleo bruto.

Há crescimento no uso de biomassa para geração de

energia nas indústrias chilenas?

Sim, nos últimos anos houve um crescimento no uso

de biomassa em caldeiras para geração de energia térmica

em diversas indústrias. Isso permitiu a descarbonização de

setores produtivos, a redução dos custos de produção e o

aumento da competitividade. Esse crescimento foi impulsionado,

entre outros fatores, pelo alto custo dos combustíveis

fósseis e pela decisão de muitas empresas de migrar para

uma produção mais limpa.

Como a biomassa tem sido utilizada para aquecimento

doméstico?

Os pellets de madeira tornaram-se uma alternativa cada

vez mais popular para aquecimento doméstico no Chile,

especialmente nas regiões centro-sul do país. Seu uso se

expandiu graças à sua maior eficiência energética, menores

emissões de poluentes em comparação com a lenha tradicional

e à disponibilidade de fogões e caldeiras projetados

especificamente para esse biocombustível. Além disso,

diversas iniciativas públicas e privadas têm promovido sua

adoção como parte de estratégias para melhorar a qualidade

do ar em cidades com problemas de poluição.

Conte-nos sobre os principais desafios enfrentados

pelo mercado de biomassa no Chile?

A diversificação das fontes de biomassa é fundamental,

to contribute relevant information and influence public

policies, plans, and regulations related to biomass. Furthermore,

the Association has helped to raise awareness

of the role of biomass in the energy transition and

the decarbonization of productive sectors.

What is the main type of biomass produced in

Chile, and how is it primarily used?

In Chile, biomass mainly originates from the Forestry

Sector, particularly from the sawn wood industry’s

waste and by-products, such as sawdust, wood shavings,

bark, and wood chips. These resources are used to

generate thermal energy in industrial processes and in

forestry-associated cogeneration plants, as well as for

residential heating. In the Residential Sector, firewood

is the main fuel used in the South-central Region of

the Country. However, the pellet industry has grown

steadily in recent years due to environmental regulations

restricting the use of firewood in cities with high

levels of particulate matter pollution. Notably, biomass

accounts for 27% of the primary energy supply, making

it the second-largest energy source after crude oil.

Has there been an increase in the use of biomass

for energy generation in Chilean industries?

Yes, there has been a rise in the use of biomass in

boilers for generating thermal energy across various

industries in recent years. This has enabled the decarbonization

of the productive sectors, reduced production

costs, and boosted competitiveness. This growth has

been driven by the high cost of fossil fuels and many

companies’ decision to transition to cleaner production,

among other factors.

How is biomass used for home heating?

Wood pellets have become a popular alternative

for home heating in Chile, particularly in the South-central

Region of the Country. This is thanks to their greater

energy efficiency and lower pollutant emissions compared

to traditional firewood, as well as the availability of

stoves and boilers designed specifically for this biofuel.

Various public and private initiatives have also promoted

their adoption as part of strategies to improve air

quality in polluted cities.

What are the main challenges facing the biomass

market in Chile?

It is essential to diversify biomass sources, given

that they currently come mainly from the forestry in-

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

considerando que atualmente ela provém principalmente

da indústria florestal. Nesse contexto, o fortalecimento dos

padrões de qualidade e a melhoria da rastreabilidade são

essenciais, especialmente para a lenha utilizada para aquecimento.

Além disso, é necessário continuar promovendo

o aprimoramento tecnológico no aquecimento residencial,

caminhando em direção a soluções mais sustentáveis. Por

outro lado, é importante fazer a transição do uso tradicional

da biomassa para a produção de biocombustíveis sólidos,

líquidos e gasosos, bem como fomentar sua integração com

outras indústrias emergentes, como a do hidrogênio verde.

O projeto dos CIB (Centros Integrados de Biomassa)

ainda está em andamento?

Atualmente, o programa Centros Integrados de Biomassa

é implementado pela Agência de Sustentabilidade

Energética, que responde ao Ministério de Energia. Seu objetivo

é cofinanciar projetos para a implementação de CIBs

(Centros Integrados de Biomassa) a fim de impulsionar e

fortalecer a capacidade de produção de BSM (biocombustíveis

sólidos de madeira) para aquecimento residencial, como

lenha, pellets e/ou briquetes, aumentando assim a oferta de

biocombustíveis sólidos nas regiões centro-sul do país.

Que expectativas o mercado de biomassa do Chile

pode projetar para os próximos anos?

A perspectiva para o mercado de biomassa no Chile é

promissora, especialmente considerando a crescente necessidade

e o interesse de diversos setores em incorporar soluções

de energia renovável e avançar em direção a sistemas

de produção mais sustentáveis. O Chile está desenvolvendo

sua estratégia de Bioenergia, e esperamos que isso leve a incentivos

concretos para impulsionar a indústria da biomassa.

Nesse contexto, a biomassa tem potencial para continuar

contribuindo para a diversificação da matriz energética, a

economia circular e o desenvolvimento econômico local.

dustry. In this context, it is crucial to strengthen quality

standards and improve traceability, particularly for

firewood used for heating. Furthermore, technological

improvements in residential heating must be promoted

to encourage the adoption of more sustainable solutions.

It is also important to transition from the traditional

use of biomass to the production of solid, liquid,

and gaseous biofuels and to foster its integration with

other emerging industries, such as green hydrogen.

Is the Integrated Biomass Centers (CIB) Project

still ongoing?

Currently, the Integrated Biomass Centers program

is implemented by the Energy Sustainability Agency,

which reports to the Ministry of Energy. Its objective is

to co-finance projects for the implementation of the

Integrated Biomass Centers (CIB) to boost and strengthen

the production capacity of solid wood biofuels

(SWB) for residential heating, such as firewood, pellets,

and/or briquettes, thereby increasing the supply of solid

biofuels in the Central-southern Region of the Country.

What can the Chilean biomass market expect in

the coming years?

The outlook for the biomass market in Chile is promising,

especially given the growing need and interest

across sectors to adopt renewable energy solutions and

move toward more sustainable production systems.

Chile is developing its Bioenergy Strategy, and we hope

this will lead to concrete incentives to boost the biomass

industry. In this context, biomass has the potential

to continue contributing to diversifying the energy

mix, advancing the circular economy, and supporting

local economic development.

Rotor Bravo

A evolução do picador

começa aqui.

Desenvolvido para quem precisa de produtividade

real, economia de combustível e cavaco de

qualidade superior.

No Chile, a biomassa provém principalmente do setor florestal.

Esses recursos são utilizados para a geração de energia térmica

em processos industriais, usinas de cogeração associadas à

indústria florestal e para aquecimento residencial

Com homogeneidade excepcional e

redução de finos, o Rotor Bravo eleva

a qualidade do cavaco e ainda reduz

o consumo de combustível.

Mais eficiência no picador, mais

produtividade no campo.

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br



PRINCIPAL

DRV COMPLETA

15 ANOS:

A CONSAGRAÇÃO DE UMA

TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO

E INOVAÇÃO

COM PRESENÇA NO SETOR DE BIOMASSA, AS FACAS

DRV EVOLUÍRAM ATENDENDO A DEMANDA DO

MERCADO

D

e um início empreendedor focado no setor madeireiro

à expansão para biomassa e soluções industriais, a DRV

celebra em agosto de 2026 uma história marcada por

visão, investimento e proximidade com o cliente.

Ao completar 15 anos de história, a DRV Serras e Facas Industriais

apresenta um dos pilares mais sólidos de sua trajetória: um

portfólio amplo, estratégico e em constante evolução. Atualmente,

a empresa ultrapassa a marca de três mil itens catalogados,

resultado de uma construção consistente baseada em conhecimento

técnico, proximidade com o cliente e leitura precisa das

demandas do mercado.

Mais do que crescimento, essa evolução é guiada por um propósito

claro que orienta cada decisão da empresa: contribuir com

a humanidade levando soluções para as indústrias se tornarem

mais produtivas e sustentáveis, gerando bem-estar e prosperidade

para todos os envolvidos. Esse direcionamento reforça o compromisso

da DRV não apenas com resultados, mas com impacto

positivo em toda a cadeia onde atua.

DRV CELEBRATES 15 YEARS: A

TESTAMENT TO A HISTORY OF

GROWTH AND INNOVATION

DRV KNIFE BLADES HAVE EVOLVED

TO MEET MARKET DEMAND IN THE

BIOMASS SECTOR

FOTOS EMANUEL CALDEIRA

F

rom its entrepreneurial beginnings in the timber industry

to its expansion into biomass and industrial

solutions, DRV celebrates a history in August 2026

marked by vision, investment, and close customer

relationships.

As DRV Serras e Facas Industriais marks 15 years, it presents

one of the strongest pillars of its journey: a broad, strategic,

and constantly evolving portfolio. The Company has

surpassed the milestone of three thousand cataloged items,

the result of consistent growth built on technical expertise,

customer proximity, and an accurate understanding of market

demands.

This evolution is guided by a clear purpose that drives

every decision the Company makes: to contribute to humanity

by providing solutions that help industries become more productive

and sustainable, generating well-being and prosperity

for everyone involved. This focus reinforces DRV’s commitment

to results and to having a positive impact across the entire su-

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31



PRINCIPAL

O diretor da DRV, Diego Ricardo Vieira, destaca a evolução

da empresa. “A DRV nasceu com um propósito muito claro: estar

ao lado do cliente, entendendo a realidade de cada operação

e entregando soluções que realmente fazem diferença no dia a

dia. Começamos com as serras, de forma simples, mas com muita

determinação. Ao longo dos anos, investimos em tecnologia, ampliamos

nosso portfólio e entramos em novos mercados, como

o de biomassa, sempre com o mesmo compromisso de evoluir

junto com o cliente. Chegar aos 15 anos vendo a empresa consolidada

e respeitada no mercado é a certeza de que estamos no

caminho certo, mas também é um ponto de partida para tudo

que ainda queremos construir”, assegura Diego.

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

A base do portfólio da DRV nasceu nas serras de fita e serras

circulares, produtos que marcaram o início da operação e que até

hoje representam excelência em desempenho e confiabilidade.

Ao redor dessa estrutura inicial, a DRV expandiu sua atuação com

uma linha completa de acessórios para serrarias, atendendo diferentes

etapas do processo produtivo com soluções que aumentam

a eficiência e reduzem paradas operacionais.

Com o avanço das operações industriais e o crescimento da

demanda por alta produtividade, a empresa fortaleceu sua presença

no fornecimento de facas e peças de desgaste para picadores

de madeira, itens fundamentais para garantir rendimento

contínuo em ambientes de alta exigência. Esse movimento posicionou

a DRV de forma estratégica dentro da cadeia de biomassa,

onde desempenho e durabilidade são fatores decisivos.

As facas DRV, feitas com ligas especiais e produzidas de acordo

com a necessidade do cliente, entregam soluções de corte

que acompanham a evolução do setor de biomassa e os padrões

de qualidade e desempenho.

pply chain in which it operates.

DRV Director Diego Ricardo Vieira highlights the Company’s

evolution: “DRV was founded with a clear purpose: to

support customers by understanding their operational realities

and providing solutions that improve their daily operations.

We started with simple saw blades, but with great determination.

Over the years, we have invested in technology, expanded

our portfolio, and entered new markets, such as biomass. We

have always been committed to evolving alongside our customers.

Reaching our 15th anniversary with the Company well-

-established and respected in the market confirms that we are

on the right path. However, it is also a starting point for everything

we still want to build,” Vieira assures.

TECHNOLOGY AND INNOVATION

DRV’s product portfolio is rooted in band and circular saw

blades. These products marked the beginning of the Company’s

operations and continue to represent excellence in performance

and reliability. Building on this foundation, DRV has

expanded its operations to include a complete line of sawmill

accessories that serve different stages of the production process,

increasing efficiency and reducing downtime.

As industrial operations have advanced and the demand

for high productivity has grown, DRV has strengthened its

presence in supplying knife blades and wear parts for wood

chippers. These are essential items for ensuring continuous

performance in demanding environments. This move has strategically

positioned DRV within the biomass chain, where performance

and durability are decisive factors.

DRV knife blades are made from special alloys and are

manufactured to meet customer specifications. They provide

cutting solutions that keep pace with developments in the bio-

Começamos com as serras, de

forma simples, mas com muita

determinação. Investimos em

tecnologia, ampliamos nosso

portfólio e entramos em novos

mercados, como o de biomassa,

sempre com o compromisso de

evoluir com o cliente

Diego Vieira,

diretor da DRV

A busca constante por inovação também se traduz na oferta

de máquinas de afiação de alta tecnologia, que elevam o padrão

de precisão e ampliam a vida útil dos componentes, gerando ganhos

diretos para os clientes. Esse compromisso com tecnologia

e eficiência se estende ainda às soluções voltadas ao setor florestal

mecanizado, com destaque para dentes e discos para Feller

Buncher, além de sabres para garras traçadoras e harvesters,

ampliando significativamente o campo de atuação da empresa.

Entre os diferenciais que reforçam o posicionamento da DRV

está o desenvolvimento do trailer com estrutura completa para

área de afiação e vivência, uma solução que leva autonomia, agilidade

e suporte técnico diretamente às operações em campo.

Essa iniciativa traduz a essência da empresa em estar próxima do

cliente, entendendo sua realidade e oferecendo respostas práticas

e eficientes.

Mantendo o olhar voltado para o futuro, a DRV apresenta ao

mercado o rotor de alta performance Bravo, seu mais recente

lançamento. Desenvolvido com foco em máxima eficiência operacional,

resistência e confiabilidade, o equipamento proporciona

mais economia e qualidade ao cavaco e representa mais um

avanço na entrega de soluções de alto valor agregado, alinhadas

às necessidades de um setor cada vez mais exigente e tecnológico.

Em mais um passo importante dentro de sua trajetória de

crescimento, a DRV também passou recentemente por uma mudança

estrutural significativa, transferindo suas operações para

uma unidade maior e mais moderna. O novo espaço, na região

metropolitana de Curitiba (PR), permitiu a unificação das quatro

plantas que antes operavam de forma separadas, concentrando

toda a operação em um único local. Essa integração trouxe

ganhos expressivos em logística, produtividade, sinergia entre

equipes e eficiência operacional, além de preparar a empresa

para um novo ciclo de expansão.

O crescimento da DRV

é resultado de muito

trabalho, parceria e,

principalmente, de pessoas.

Cada conquista ao longo

desses 15 anos tem um

significado especial

Liliane Cordeiro,

diretora da DRV

mass industry while meeting the highest standards for quality

and performance.

DRV’s commitment to innovation is also evident in its high-tech

sharpening machines, which raise precision standards

and extend the service life of components, providing direct benefits

to customers. DRV’s commitment to technology and efficiency

extends to solutions for the mechanized Forestry Sector.

Notably, DRV offers cutting teeth and discs for feller bunchers,

as well as sabers for skidder grapples and harvesters. These

products significantly expand DRV’s scope of operations.

One of the unique features that reinforces DRV’s market

position is the development of a trailer with a fully equipped

sharpening area and living space. This solution brings autonomy,

agility, and technical support directly to field operations.

This initiative exemplifies the Company’s core philosophy

of understanding customers’ needs and offering practical,

efficient solutions by staying close to them.

Looking to the future, DRV introduces the Bravo high-performance

rotor, its latest launch. Designed for maximum operational

efficiency, durability, and reliability, this equipment

provides greater cost savings and improved chip quality. It

represents another advancement in delivering high-value solutions

that align with the evolving needs of a technologically

advanced sector.

In another significant step in its growth, DRV recently underwent

a structural change, transferring its operations to a

larger, more modern facility. The new facility, located in the

metropolitan area of Curitiba, Paraná, Brazil, consolidated

four previously separate plants, bringing the entire operation

to a single location. This integration has yielded significant

gains in logistics, productivity, team unity, and operational

efficiency while preparing the Company for a new cycle of expansion.

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 33



PRINCIPAL

EQUIPE AFIADA

O relacionamento com as pessoas é um dos diferenciais na

trajetória da empresa, apontado por Liliane Cordeiro, diretora

da DRV. “O crescimento da DRV é resultado de muito trabalho,

parceria e, principalmente, de pessoas. Desde o início, buscamos

construir relações de confiança, tanto com clientes quanto com

parceiros e colaboradores. Cada conquista ao longo desses 15

anos tem um significado especial, porque sabemos de onde viemos

e tudo o que foi necessário para chegar até aqui. Hoje, ver a

empresa com um portfólio tão completo, atuando em diferentes

setores e preparada para o futuro, nos enche de orgulho e reforça

a nossa responsabilidade de continuar inovando, mantendo a

essência que sempre guiou a DRV”, pontua.

Diego também ressalta a dedicação dos funcionários. “Sem

dúvida, um dos pilares mais importantes dessa trajetória é o time

que construiu a DRV ao longo dos anos. O que começou com

apenas três pessoas hoje se transformou em uma equipe com

mais de 60 colaboradores, cada um contribuindo diretamente

para o crescimento e fortalecimento da empresa. Histórias como

a da Rejane, há 13 anos na DRV, e do Robersan, com 10 anos de

TOP-NOTCH TEAM

Liliane Cordeiro, Director of DRV, notes that building relationships

with people is one of the key factors in the Company’s

success. “DRV’s growth is the result of hard work, collaboration,

and, above all, people. From the beginning, we have sought

to build trusting relationships with clients, partners, and employees.

Every achievement over these 15 years holds special

meaning because we know where we came from and what it

took to get here. Looking at the Company today with its comprehensive

portfolio, operating across different sectors and

prepared for the future, fills us with pride and reinforces our

responsibility to keep innovating while maintaining the values

that have always guided DRV,” she says.

Director Vieira also highlights the employees’ dedication.

“Without a doubt, one of the most important pillars of this

journey is the team that has built DRV over the years. What

began with just three people has grown into a team of over

60, each contributing to the Company’s growth and strength.

Stories like those of Rejane and Robersan reflect not only experience

but also the relationships built with dedication and trust

casa, ambos atuando na área comercial, refletem não apenas experiência,

mas relações construídas com dedicação e confiança

ao longo do tempo. O mesmo acontece com o Julio, que iniciou

sua jornada há 13 anos e hoje ocupa a posição de gerente do

setor de serras, sendo parte fundamental na evolução técnica da

empresa. Michele, presente desde o início da DRV, segue como

uma peça essencial à frente do financeiro, acompanhando de

perto cada etapa do crescimento. Flavio também merece destaque

por ter sido o responsável por dar início ao desenvolvimento

de todo o projeto de ferramentas voltadas ao setor de biomassa,

além de sua contribuição na área de máquinas, abrindo novos caminhos

estratégicos para a empresa”, destacou Diego Vieira. “Ao

mesmo tempo, a DRV segue se renovando com a chegada de novos

talentos, que somam energia, conhecimento e novas ideias,

reforçando que o crescimento da empresa é, acima de tudo, resultado

das pessoas que fazem parte dessa história todos os dias.”

O gerente de marketing, Fabiano Mendes, acompanhou o

crescimento da empresa. “Estou junto com a DRV há 10 anos e

fazer parte dessa história é motivo de muito orgulho. Acompanhei

de perto cada fase do crescimento, desde os desafios, até

as grandes conquistas que construíram a empresa que somos

hoje. Ver a evolução da marca, o fortalecimento no mercado e a

proximidade com os clientes reforça ainda mais a certeza de que

estamos no caminho certo. E o mais importante é que sabemos

que ainda temos muito mais a conquistar, com novos projetos,

inovação e uma presença cada vez mais forte no setor”, enaltece

Fabiano Mendes.

Com um portfólio robusto, diversificado e orientado por inovação,

aliado a uma estrutura moderna e integrada e guiado por

um propósito sólido, a DRV consolida sua posição como parceira

estratégica de seus clientes, fortalecendo sua presença nos setores

madeireiro, florestal, celulose e de biomassa e reafirmando

seu compromisso com desempenho, qualidade e evolução contínua.

over time. Rejane has been at DRV for 13 years and Robersan

for 10, both working in the sales department. Julio began his

journey 13 years ago and now manages the sawmill division,

playing a fundamental role in the Company’s technical evolution.

Michele has been with DRV since the beginning and remains

an essential figure, leading the finance department and

closely monitoring every stage of growth.” Vieira also highlighted

Flavio’s contributions, noting that he was responsible for

initiating the development of the entire tooling project focused

on the Biomass Sector, as well as his contributions in the machinery

area, which opened new strategic paths for the Company.

Vieira pointed out, “At the same time, DRV continues to

reinvent itself with the arrival of new talent. These newcomers

bring energy, knowledge, and fresh ideas, which reinforces the

fact that the Company’s growth is, above all, the result of the

people who are part of this story every day,” he stated.

Marketing Manager Fabiano Mendes has witnessed the

Company’s growth firsthand. “I have been with DRV for ten

years, and being part of this story is a source of great pride. I

have closely followed every phase of our growth, from the

challenges to the major achievements that have shaped the

Company we are today. Seeing the brand’s evolution and its

strengthening in the market, and our closeness to customers,

further reinforces the certainty that we are on the right path.

Most importantly, we know we still have much more to achieve

with new projects, innovation, and an increasingly strong presence

in the Sector,” Mendes highlights.

DRV consolidates its position as a strategic partner to its

clients with a robust, diversified, and innovation-driven portfolio;

a modern and integrated structure; and a solid purpose.

DRV strengthens its presence in the Sawn Wood, Forestry, Pulp,

and Biomass Sectors and reaffirms its commitment to performance,

quality, and continuous improvement.

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35



ENERGIA

DESCARBONIZANDO COM

BIOMASSA

Foto: divulgação Braskem

DE

EUCALIPTO

PROJETO EM PARCERIA DAS

EMPRESAS BRASKEM E VEOLIA

FORTALECE A TRANSIÇÃO

ENERGÉTICA EM ALAGOAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37



ENERGIA

U

m projeto de descarbonização desenvolvido

a partir da parceria entre as empresas

Braskem e Veolia contribuiu para a agenda

de transição energética no estado de Alagoas.

A iniciativa viabilizou que a unidade de PVC da

Braskem em Marechal Deodoro (AL), passasse a operar

com 100% do vapor proveniente de biomassa de

eucalipto, substituindo integralmente o uso de gás

natural por uma fonte térmica renovável. A Braskem,

de origem brasileira, é a maior produtora de resinas

termoplásticas (polietileno, polipropileno e PVC) nas

Américas e líder mundial na produção de biopolímeros,

como o plástico verde feito da cana-de-açúcar.

O projeto representa um avanço relevante na redução

das emissões de GEE (gases de efeito estufa) e

na ampliação do uso de energia limpa nas operações

industriais, além de contribuir para o fortalecimento

de uma matriz energética mais sustentável no Estado

de Alagoas.

Estamos substituindo

combustíveis fósseis por fontes

renováveis em uma escala

significativa, o que mostra

que é possível combinar

competitividade industrial

com responsabilidade

socioambiental

Gustavo Checcucci,

diretor de Energia e Descarbonização

da Braskem

PARCERIA ESTRUTURADA

A iniciativa é resultado de uma estratégia iniciada

em 2018, com estudos de viabilidade e desenvolvimento

da solução em parceria com a Veolia,

empresa multinacional de origem francesa, especializada

na gestão otimizada de recursos. O contrato

foi assinado no final de 2021, e as obras e o plantio

de 5,5 mil hectares de eucalipto começaram já no

início de 2022. Em 2023, a usina passou a fornecer

vapor a partir da biomassa para as operações da

unidade ainda de forma parcial. No início de 2026,

com a conclusão da eletrificação do compressor de

refrigeração da planta de MVC, foi possível encerrar

completamente a produção de vapor a partir do gás

natural fóssil, consolidando uma operação abastecida

exclusivamente por vapor gerado pela queima de

biomassa.

Com capacidade de gerar cerca de 900 mil toneladas

de vapor, a usina da Veolia tem potencial para

reduzir aproximadamente de 150 mil toneladas por

ano de CO₂e da operação da Braskem. Essa redução

será viabilizada a partir da utilização de 240 mil toneladas

de biomassa anuais, provenientes do cultivo

de eucalipto. Além disso, serão incorporadas fontes

alternativas e circulares, como o reaproveitamento

de materiais e resíduos, a exemplo de paletes.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Segundo Gustavo Checcucci, diretor de Energia

e Descarbonização da Braskem, o projeto demonstra

que a transição energética em escala industrial já

é uma realidade. “Estamos substituindo combustíveis

fósseis por fontes renováveis em uma escala

significativa, o que mostra que é possível combinar

competitividade industrial com responsabilidade socioambiental.

E, ao mesmo tempo em que reduzimos

nossas emissões, contribuímos para o fortalecimento

da cadeia de biomassa em Alagoas, de modo a promover

seu desenvolvimento como uma alternativa

energética competitiva no Estado”, ressalta.

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39



ENERGIA

O diretor industrial de Alagoas, Helcio Colodete,

também destaca os ganhos operacionais e sustentáveis

do projeto. “O impacto é muito positivo, pois

atende à demanda de vapor necessária para a operação

contínua e de alta performance da PVC, com o

suprimento de energia limpa e eficiente, e impulsiona

o avanço socioeconômico da região, em especial

da cadeia produtiva da química e do plástico. Além

disso, eleva a competitividade da nossa fábrica - a

maior produtora de PVC da América Latina - que

oferece matéria-prima essencial para produção de

insumos básicos utilizados nas indústrias médico-

-farmacêutica, alimentícia, automotiva, agronegócio,

construção civil e infraestrutura”, enumera.

Responsável pela operação integrada, a Veolia

atua em toda a cadeia de fornecimento e operação

da biomassa, incluindo o cultivo do eucalipto, o

cavaqueamento (picagem da madeira), o processamento

e a queima para geração de vapor. A empresa

também realiza investimentos agrícolas (plantio,

equipamentos e logística) e industriais (processamento,

estocagem e operação das caldeiras).

Nosso objetivo é apoiar

empresas na transição para

modelos de produção mais

sustentáveis e de longo

prazo, reduzindo emissões

de carbono, otimizando

o uso de recursos e

promovendo a economia

circular

José Renato Bruzadin,

diretor executivo de

desenvolvimento de negócios da

Veolia no Brasil

Para José Renato Bruzadin, diretor executivo de

desenvolvimento de negócios da Veolia no Brasil e

de desenvolvimento de mercados privados na América

Latina, o projeto reforça o papel da inovação na

sustentabilidade industrial. “Nosso objetivo é apoiar

empresas na transição para modelos de produção

mais sustentáveis e de longo prazo, reduzindo emissões

de carbono, otimizando o uso de recursos e promovendo

a economia circular. Dessa forma, a Veolia

contribui para a competitividade dos clientes, para a

preservação ambiental e para o desenvolvimento de

comunidades, alinhando desempenho econômico

com impacto positivo sustentável”, destaca.

“A parceria com a Braskem em Alagoas é um

exemplo concreto de como a união de expertise

operacional e inovação em energia renovável pode

gerar valor ambiental e social. Estamos orgulhosos

de contribuir para a descarbonização de uma das

maiores indústrias químicas da América Latina, reafirmando

nosso papel como parceiro estratégico na

transição para um futuro mais sustentável”, finaliza

Bruzadin.

IMPACTO REGIONAL

Além do avanço importante nas soluções de

baixo carbono e energia renovável adotadas pela

Braskem, a iniciativa também gera impactos sociais

e econômicos importantes. Durante a fase de construção,

foram criados cerca de 400 empregos diretos.

Na operação, cerca de 100 empregos permanentes.

No campo econômico, o projeto contribui para consolidar

a cadeia de biomassa como fonte energética

competitiva no estado, com uma área de plantio

equivalente a mais de 7 mil campos de futebol.

A redução estimada de 150 mil toneladas de

CO₂e por ano representa um marco importante para

a matriz energética em Alagoas e evidencia o papel

de projetos dessa escala para uma indústria cada vez

mais alinhada aos desafios climáticos atuais.

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41



MERCADO

USO DE BIOMASSA

EM DEBATE

INSTITUIÇÕES SE REÚNEM PARA DISCUTIR EM

CONJUNTO A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

PARA USO DE BIOMASSA NO MATO GROSSO

BIOMASS USE UNDER DEBATE

INSTITUTIONS MEET TO DISCUSS THE

DEVELOPMENT OF PUBLIC POLICIES FOR

BIOMASS USE IN THE STATE OF MATO GROSSO

FOTOS DIVULGAÇÃO

Foto: Impresa Cipem

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43



MERCADO

O

Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso) e o MP-MT (Ministério Público de Mato

Grosso) têm se reunido para discutir a construção

de uma política voltada à utilização da biomassa pelas

indústrias que operam com PSS (Planos de Suprimento

Sustentável). O último encontro, realizado em abril, contou

com a participação do presidente do Cipem, Gleisson Tagliari,

do presidente da FIEMT ( Federação das Indústrias de

Mato Grosso), Silvio Rangel, e da promotora de Justiça do

MP (MT), Ana Luiza Peterlini.

A agenda reforçou o compromisso institucional de

promover o diálogo entre o setor produtivo e os órgãos

de controle, com foco na construção de soluções técnicas,

jurídicas e ambientalmente responsáveis. A reunião foi

um desdobramento da audiência pública realizada pelo

MP (MT), que debateu o uso de vegetação nativa nos PSS

por grandes consumidores de matéria-prima florestal. Na

ocasião, o Cipem defendeu a importância de se considerar a

realidade do setor produtivo, garantindo segurança jurídica

e viabilidade econômica, sem renunciar à legalidade e a

sustentabilidade.

T

he Center for Wood-Producing and Exporting

Industries of the State of Mato Grosso (Cipem)

and the Public Prosecutor’s Office of the State

of Mato Grosso (MP-MT) have been meeting to

discuss developing a policy focused on the use of biomass

by industries operating under the Sustainable Supply

Plans (PSS). The latest meeting, held in April, was

attended by Cipem President Gleisson Tagliari, Mato

Grosso Federation of Industries (FIEMT) President Silvio

Rangel, and MP-MT Prosecutor Ana Luiza Peterlini.

The agenda reinforced the commitment of the institutions

involved to promoting dialogue between the

Productive Sector and regulatory agencies, with a focus

on developing technical, legal, and environmentally

responsible solutions. This meeting followed the public

hearing held by the Mato Grosso Public Prosecutor’s

Office (MP), which addressed the use of native vegetation

in PSS by major consumers of forest raw materials.

During this hearing, Cipem emphasized the importance

of considering the realities of the Productive Sector to

ensure legal certainty and economic viability without

compromising legality and sustainability.

Estamos construindo,

de forma conjunta,

caminhos que permitam

o uso responsável

dos recursos naturais,

dentro da legalidade,

assegurando

previsibilidade para as

indústrias e contribuindo

para o desenvolvimento

sustentável do Estado

Gleisson Tagliari,

presidente do Cipem

AVANÇO NO SETOR

No último encontro, também foram debatidos temas

estratégicos para o avanço do setor, como o investimento

em capacitação botânica, a identificação de espécies florestais

e o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso.

As discussões reforçaram a necessidade de atualização

contínua dos processos de identificação de espécies, bem

como a capacitação de profissionais e dos próprios fiscais,

como medida essencial para garantir uma fiscalização mais

precisa, alinhada à legislação vigente sobre o que pode ser

produzido e comercializado.

O Cipem destacou que o manejo florestal sustentável

está diretamente ligado à correta identificação das espécies,

sendo este um dos pilares para assegurar a legalidade

da produção e o equilíbrio entre conservação ambiental e

desenvolvimento econômico. Nesse contexto, o fortalecimento

técnico e institucional é apontado como caminho

fundamental para consolidar uma política pública eficiente

e segura para o setor.

De acordo com o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari,

o alinhamento entre as instituições é fundamental para

avançar na regulamentação e no aproveitamento adequado

da biomassa. “Estamos construindo, de forma conjunta,

caminhos que permitam o uso responsável dos recursos

naturais, dentro da legalidade, assegurando previsibilidade

para as indústrias e contribuindo para o desenvolvimento

sustentável do Estado”, destacou.

PROGRESS IN THE SECTOR

At the last meeting, strategic issues to advance the

Sector were discussed, including investment in botanical

training, identification of forest species, and the

Mato Grosso Forest Development Plan. These discussions

reinforced the need to update species identification

processes continuously and to train professionals

and inspectors, as this is an essential measure to ensure

more accurate enforcement in line with current legislation

on what can be produced and sold.

Cipem emphasized that sustainable forest management

is directly linked to the accurate identification

of species, one of the pillars that ensures the legality of

production, and to balancing environmental conservation

with economic development. In this context,

technical and institutional strengthening was identified

as a key way of consolidating efficient, secure public

policy for the Sector.

According to CIPEM President Tagliari, alignment

among institutions is essential to advancing regulation

and the proper use of biomass. “We are jointly building

pathways that enable the responsible use of natural

resources within the law, ensuring predictability for

industries and contributing to the State’s sustainable

development,” he emphasized.

This initiative forms part of an ongoing institutional

coordination effort to enable the sustainable deve-

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45



MERCADO

A biomassa é uma oportunidade

para construirmos um plano

estratégico do Estado, com

incentivo às florestas plantadas e

ao manejo florestal sustentável,

fundamentais para o futuro do

desenvolvimento industrial

Silvio Rangel,

presidente da Fiemt

A iniciativa integra um esforço contínuo de articulação

institucional para viabilizar o desenvolvimento sustentável

da cadeia produtiva de base florestal, promovendo o uso

adequado dos recursos naturais e ampliando a segurança

jurídica para o setor. O uso da biomassa nativa no Mato

Grosso cresceu muito nos últimos anos, em especial na

região de Sinop (MT), com a instalação de novas usinas de

biocombustível que utilizam a biomassa para geração de

energia térmica.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O presidente da FIEMT, Silvio Rangel, destacou a importância

da biomassa para o desenvolvimento sustentável do

Estado e defendeu a adoção de políticas públicas que incentivem

a ampliação das florestas plantadas. Segundo ele,

Mato Grosso vive um momento promissor de crescimento

industrial e precisa planejar essa expansão de forma equilibrada.

“A biomassa é uma oportunidade para construirmos

um plano estratégico do Estado, com incentivo às florestas

plantadas e ao manejo florestal sustentável, fundamentais

para o futuro do desenvolvimento industrial”, alertou.

Conforme a superintendente de Agronegócio e Energia

da Sedec-MT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento

Econômico), Camila Bez Batti, Mato Grosso tem como meta

expandir 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040

e promover a transição gradual da biomassa nativa para a

biomassa plantada, consolidando o Estado como referência

nacional no suprimento sustentável para a agroindústria.

lopment of the forest-based production chain, promote

the proper use of natural resources, and enhance legal

certainty for the Sector. The use of native biomass in

Mato Grosso has grown significantly in recent years,

particularly in the Sinop Region, with new biofuel

plants being installed to generate thermal energy using

biomass.

SUSTAINABLE DEVELOPMENT

FIEMT President Rangel emphasized the importance

of biomass for the State’s sustainable development.

He advocated for public policies that encourage the expansion

of planted forests. He noted that Mato Grosso

is experiencing a promising period of industrial growth

and must plan this expansion in a balanced manner.

“Biomass is an opportunity for us to develop a strategic

plan for the State that includes incentives for planted

forests and sustainable forest management. These are

fundamental to the future of industrial development,”

he noted.

Superintendent of Agribusiness and Energy at the

State Secretariat for Economic Development (Sedec-MT),

Batti said that Mato Grosso aims to expand

planted forests by 700,000 hectares by 2040. The State

also plans to promote a gradual transition from native

biomass to planted biomass. This will consolidate Mato

Grosso's position as a national leader in the sustainable

supply for the agroindustry.

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ARTIGO

METODOLOGIA ALTERNATIVA PARA

DETERMINAR O TEOR DE ÁGUA NA

BIOMASSA LENHOSA

FOTOS DIVULGAÇÃO

ROBERTA MARTINS NOGUEIRA

UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso)

ROBERTO CARLOS BEBER

UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso)

EVALDO MARTINS PIRES

UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso)

48 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

49



ARTIGO

INTRODUÇÃO

A biomassa é uma das fontes de energia mais consumidas

pelo setor agroindustrial brasileiro, mas também

importante para outros setores, representando 19,7% do

consumo total de energia no Brasil em 2023 (EPE, 2025; Beber

e outros, 2024; Stefanelo; Silva et al., 2024; Delarmelina

et al., 2023; Silva e outros, 2005) e sua classificação pode

ser considerada importante para o setor comercial (Costa

Júnior e outros, 2023). Os derivados da madeira desempenham

um papel significativo na indústria, bem como

no setor de geração termoelétrica (Santos Júnior e outros,

2022; Brito, 2007), que é um grande consumidor desse recurso

como combustível para fornos (Melo e outros, 2010).

Quando acoplado a caldeiras, é utilizado para aquecer

matérias-primas para a conversão térmica de produtos

(Brand e outros, 2021) e também para produzir vapor de

água, que é usado principalmente para trabalho térmico

e mecânico, que pode ser convertido em energia elétrica

(Santos Júnior e outros, 2022; Parmar e outros, 2008).

RESUMO

A

necessidade de instrumentos, técnicas e métodos

cada vez mais rápidos e eficientes para

auxiliar na tomada de decisões industriais tem

sido um grande desafio para a indústria, dadas

as crescentes exigências de produção e demandas econômicas.

No setor de biomassa, a compra, o recebimento e

o armazenamento de lotes exigem instrumentos cada vez

mais eficientes, rápidos e precisos. O objetivo deste estudo

foi desenvolver uma metodologia rápida para determinar o

teor de água em amostras de cavacos de madeira (eucalipto

ou madeira nativa) e serragem utilizando fornos de

micro-ondas. Ao comparar os valores de teor de água das

amostras de cavacos de madeira e serragem expostas a

micro-ondas e a fornos de ar forçado, os resultados foram

semelhantes, o que indica a confiabilidade do método

de micro-ondas em relação aos resultados do método

convencional em forno de ar forçado. Amostras com maior

teor de água inicial requerem um maior número de exposições

em fornos de micro-ondas para atingir a estabilização

da massa em todos os materiais avaliados. Portanto, a

partir desta pesquisa, podemos concluir que o método de

forno de micro-ondas garante resultados tão confiáveis ​

quanto os obtidos pelo método convencional em forno de

ar forçado.

A compra, o recebimento,

o armazenamento

e o transporte da

biomassa também são

influenciados pelo teor

de água, sendo este um

parâmetro importante

que pode afetar sua

qualidade, portanto, é

necessário determinar

essa propriedade o mais

rápido e precisamente

possível

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51



ARTIGO

RESULTADOS

Os resultados obtidos para o teor de água de cavacos

de madeira (eucalipto ou nativa) e serragem obtidos em

fornos de micro-ondas e em forno de circulação forçada

foram semelhantes.

O comportamento de estabilização da massa de

cavacos de madeira (eucalipto) com teor de água de 13,25,

29,36 e 45,83% (base úmida) foi observado por meio

de análise de intervalo de confiança, que mostrou que

amostras com maior teor de água inicial requerem mais

exposições a micro-ondas até atingirem a estabilidade da

massa.

DISCUSSÕES

A combustão que ocorreu na câmara do forno de micro-ondas

durante os testes preliminares acontece porque

amostras de madeira ou derivados (combustível) expostos

a altos níveis de energia, como ocorre dentro de um forno

de micro-ondas, podem iniciar um processo de combustão.

Isso pode ser favorecido pela presença de alguns elementos

na amostra e no ambiente (Pereira e outros, 2016;

Costa et al., 2008), uma vez que o aumento da temperatura

depende de variáveis ​como a constante dielétrica, o tamanho

da molécula e a viscosidade do produto (Barbosa e

outros, 2001) etc., em vez de na massa da amostra (Pereira

e outros, 2016). O procedimento para determinar o teor de

água em fornos de micro-ondas pode levar à perda de matéria

seca, associada à perda de água, sendo esta última o

valor desejado. Portanto, é essencial que as amostras sejam

expostas ao forno de micro-ondas em intervalos regulares

e supervisionadas por um operador durante todo o período

em que o forno estiver ligado. Caso o operador perceba

que a amostra está começando a entrar em combustão,

o forno deve ser desligado imediatamente e a amostra

cuidadosamente removida e descartada.

CONCLUSÕES

Com base nos dados obtidos neste estudo, é possível

concluir que o forno de micro-ondas pode substituir o

forno de circulação de ar forçado na determinação do teor

de água em amostras de madeira na forma de lascas ou

serragem. O método de micro-ondas, quando aplicado

seguindo as diretrizes estabelecidas nesta pesquisa, produz

resultados estatisticamente equivalentes ao método

padrão de forno, com um nível de significância de p < 0,05.

Essa é uma versão parcial desse conteúdo, o texto

completo pode ser acesso pelo QR Code ao lado:

A madeira, sob a forma de lascas ou serragem proveniente

de indústrias de processamento, áreas de reflorestamento

ou desmatamento, constitui a maior parte deste

biocombustível, sendo o conhecimento das suas propriedades

essencial para qualquer consumidor de biomassa,

especialmente os consumidores em larga escala, dado que

muitas propriedades podem influenciar a eficiência energética.

Uma das propriedades mais importantes é o teor

de água, que afeta diretamente a energia útil disponível na

combustão (Przywara et al., 2023; Parmar e outros, 2008). A

compra, o recebimento, o armazenamento e o transporte

da biomassa também são influenciados pelo teor de água,

sendo este um parâmetro importante que pode afetar sua

qualidade (Ferreira e outros, 2024), portanto, é necessário

determinar essa propriedade o mais rápido e precisamente

possível.

MATERIAIS E MÉTODOS

Amostras de lascas de madeira (nativa ou de eucalipto)

e serragem foram obtidas do setor industrial em empresas

localizadas nos municípios de Sinop (MT); Sorriso (MT);

Nova Mutum (MT); Vera (MT) e Dourados (MS), entre janeiro

e agosto de 2022. Após o recebimento, uma porção de

cada amostra foi imediatamente testada quanto ao teor de

água em uma estufa de ar forçado, e o restante foi utilizado

para desenvolver e validar a metodologia alternativa em

forno de micro-ondas.

Fornos de micro-ondas domésticos de 700 W foram

usados ​para evaporar a água contida em amostras de

madeira processada na forma de lascas ou serragem,

originárias tanto de espécies tradicionalmente usadas no

reflorestamento (eucalipto) quanto de espécies nativas dos

biomas Cerrado e Amazônia.

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53



AGENDA

JULHO 2026

DESTAQUE

WASTEENG 26 – XI CONFERÊNCIA

INTERNACIONAL DE ENGENHARIA PARA

VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS E BIOMASSA

Data: 7 a 10 de julho de 2026

Local: Corunha (Espanha)

Informações: https://wasteeng2026.org/

SETEMBRO 2026

feira brasileira

de compostagem

APBE 2026 (ASIA-PACIFIC BIOMASS

ENERGY EXHIBITION)

Data: 16 a 18 de setembro de 2026

Local: Guangzhou (China)

Informações:

http://www.gzapbe.com/index.php?lang=en

SETEMBRO 2026

ENLIT ASIA 2026

Data: 19 a 22 de setembro de 2026

Local: Jacarta (Indonésia)

Informações: https://www.enlit-asia.com/

BIOFUELS 2026 - VII

CONFERÊNCIA

INTERNACIONAL SOBRE

BIOCOMBUSTÍVEIS

BIOENERGIA

Data: 25 e 26 de junho

Local: Edimburgo (Escócia)

Informações:

ttps://crgconferences.com/biofuels/

Com o tema: Avançando os Biocombustí-

Piracicaba (SP)

Local: Instituto Pecege

Mais informações:

www.composhow.com.br

veis e a Bioenergia - Inovação para um Futuro

SETEMBRO 2026

Sustentável; o evento promove debates para

o desenvolvimento a longo prazo nas áreas

de biocombustíveis, bioenergia, bioeconomia,

tecnologia de biomassa, energias renováveis,

AEXPO EFICIENCIA ENERGÉTICA

ARGENTINA 226

Data: 09 a 11 de setembro 2016

Local: Córdoba (Argentina)

Informações: https://expoeficiencia-energetica.com/

engenharia química, engenharia ambiental,

engenharia mecânica, entre outras.

Organização:

Divulgação:

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+55 (16) 98111-6988

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OPINIÃO

Foto: divulgação

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

FOMENTAM O DESENVOLVIMENTO

DE EMPRESAS NO BRASIL EM 2026

VEM AÍ!

A

tualmente, o Brasil é a maior economia da América

Latina, com um PIB (Produto Interno Bruto) estimado

em R$ 11,7 trilhões em 2024. No entanto,

essa liderança não é observada em outros campos

de desenvolvimento. O IGI (Índice Global de Inovação), por

exemplo, aponta um cenário de declínio no segmento de

tecnologia e inovação no país. Esse resultado é um reflexo de

um ecossistema inovativo com grande potencial que ainda

apresenta entraves em sua estrutura.

O IGI é um indicador global que avalia anualmente o ritmo

da inovação nos países e aponta os clusters de maior destaque.

Ele é estruturado a partir de quatro métricas: ciência e

investimentos em inovação, progresso tecnológico, adoção

tecnológica e impacto socioeconômico.

Os resultados do índice, ainda que o país tenha caído

algumas posições, são promissores. Considerando o cenário

de baixa estabilidade regulamentar e falta de integração entre

academia e setor produtivo, pode-se dizer que o cenário de

tecnologia e inovação do Brasil é contrastante, apresentando

bons resultados em um ambiente não propício para seu

desenvolvimento.

No Índice de 2025, o Brasil figurou na segunda posição na

categoria líderes de inovação na América Latina e Caribe, atrás

apenas do Chile, e na 52ª no ranking geral. Essa colocação

representa uma queda quando comparada com a pesquisa do

ano anterior, edição em que o país liderava a categoria.

O cenário brasileiro apresenta como pontos fortes a produção

científica e um ecossistema empresarial que cresce em

tamanho e sofisticação. Esses avanços são frutos dos esforços

das companhias para se manterem competitivas frente ao

mercado global.

Isso ocorre em função das demandas comerciais e das

adaptações às mudanças tecnológicas do ambiente corporativo.

Por isso, o ano de 2026 será um período-chave para

as organizações brasileiras se anteciparem e conseguirem

alcançar competitividade global.

O futuro do cenário empresarial e industrial no país está

ancorado em quatro áreas principais de desenvolvimento,

que vão desde aplicação de práticas sustentáveis até mão de

obra híbrida.

56 www.REVISTABIOMAIS.com.br

Para que este processo se mantenha constante, as organizações

precisam acompanhar as áreas de desenvolvimento,

como sustentabilidade digital e eficiência energética, que

geram ganhos econômicos e ambientais; uso estratégico

e consciente de inteligência artificial, evitando gastos com

ferramentas desnecessárias; redução de impactos ambientais,

alinhando expectativas de consumidores e parceiros e incentivando

investidores; e capacitação e mão de obra híbrida,

antecipando a incorporação massiva da automação inteligente

no fluxo de trabalho direto dos colaboradores.

Sendo assim, segmentos que têm recebido recursos e

investimentos conseguem desenvolver projetos de tecnologia

e inovação mais completos e estruturados, acompanhando as

tendências. Por isso, políticas de incentivos fiscais têm se tornado

o principal elemento para o fomento de um ecossistema

inovativo dentro das companhias.

No entanto, muitas leis de fomento existentes têm prazo

de vigência limitado ou permanecem sem avanços há anos,

como as PLs número 4.944 e 2.838/2020, que estão sem movimentação

há cinco anos. Até o momento, o cenário tributário

não apresenta alinhamento com a realidade de um país que

oferece recursos necessários para incentivar e sustentar a

inovação.

Para que o Brasil se destaque como polo de tecnologia

e inovação novamente, é essencial avançar em políticas

públicas que fortaleçam a formação em ciência e tecnologia,

acompanhadas de mecanismos fiscais e do estreitamento das

relações entre academia e setor produtivo. Exemplos como a

própria Lei do Bem, que, mesmo sem as atualizações essenciais,

aumentou em 2.800% os investimentos em inovação

nos últimos 20 anos, evidenciam que esses recursos possuem

uma importância significativa para o cenário econômico e

inovativo do país.

Por Andressa Melo

Diretora Latam de Inovação do FI Group, consultoria especializada

na gestão de incentivos fiscais e financiamento à P&D

Foto: divulgação

30 de novembro - CURITIBA (PR)

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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