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Industrial_284 OPS

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ENTREVISTA: Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras, compartilha sua trajetória profissional no setor

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

2026

44

50

66

56

V-Sorter

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

SUMÁRIO

uma nova era na Tecnologia de

Classificação de Toras!

06

ABB Wood Brazil 59

ABPM 63

Arte Diamante 76

Bonardi Química 41

Bruno 13

Contraco 29

Dallabona Máquinas 35

DRV Ferramentas 19

Elpi Química 21

Engecass 53

ForMóbile 43

Franzói Ferramentas 31

H Bremer 11

Impacto Máquinas 75

Indumec 37

J de Souza 71

Lignum Latin America 2026 65

Máquinas Águia 33

Mendes Máquinas 02

Mion & Mosole 17

MSM Química 27

Omil 23

Pika Retech 15

Pika Retech 39

Pole Cola 61

Prêmio Referência 2026 73

Rotteng 04

Springer 07

SVJD Robotics 55

Timbermaq 09

Vantec 25

referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Notas

28 Aplicação

30 Frases

32 Entrevista

44 Principal Produtividade, confiabilidade e rentabilidade

50 Evento

56 Marcenaria

62 Estudo

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

Toras

Madeira

serrada

Sawbox

Automação

www.springer.eu

Robótica

Serviços

técnicos



08

EDITORIAL

EVOLUÇÃO

COM TECNOLOGIA

A

automação e uso de tecnologias na indústria

madeireira mudaram o setor, garantindo mais

produtividade e segurança para a atividade.

A Rotteng, que neste ano comemora 49 anos,

cresceu desenvolvendo soluções e inovando

com equipamentos robustos, precisos, de fácil utilização e

manutenção. Nesta edição da revista REFERÊNCIA MADEI-

RA INDUSTRIAl, destacamos o relançamento do alimentador

automático de plaina moldureira da Rotteng, que passou

por reformulações visando mais eficiência, além do já

consagrado RottStop, que possui quatro linhas para atender

diferentes empresas do setor. Na editoria de Entrevista conversamos

com Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras.

Engenheiro elétrico por formação, ele conta sua trajetória na

indústria madeireira, onde começou fazendo automação de

processos. A edição ainda traz os últimos preparativos para

a ForMóbile, e um panorama da indústria madeireira a partir

da análise do Estudo Setorial 2026 da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),

entre outros assuntos. Boa leitura!

EVOLUTION THROUGH

TECHNOLOGY

A

utomation and technological advances in

the Forest Product Sector have transformed

the Sector, ensuring greater productivity and

safety. Rotteng, which is celebrating its 49th

anniversary this year, has grown by developing

innovative, robust, and precise equipment that is easy to use

and maintain. This issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial

highlights the relaunch of Rotteng’s redesigned automatic

feeder for molders, aimed at greater efficiency. It also features

the well-established RottStop, which has four lines

to serve different companies in the Sector. In the Interview

Section, we speak with Daniel Woiski, the Chief Executive

of Solida Brasil Madeiras. An electrical engineer by training,

Woiski recounts his career in the forest product industry,

where he began working on process automation. This issue

also covers final preparations for ForMóbile and provides an

industry overview based on the Brazilian Association of the

Mechanically Processed Wood Industry’s (Abimci) 2026 Sector

Study, among other topics. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

NA CAPA

NA CAPA DESTA EDIÇÃO

DESTACAMOS OS

EQUIPAMENTOS ROTTENG,

COM TRADIÇÃO EM

EFICIÊNCIA E LONGEVIDADE

EXPEDIENTE

ANO XXVIII - EDIÇÃO 284 - MAIO 2026

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Gisele Rossi

jornalismo@revistareferencia.com.br

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br - 0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº284 • Maio 2026

ENTREVISTA: Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras, compartilha sua trajetória profissional no setor

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José A. Ferreira - (41) 99203-2091

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PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.



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ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país

CARTAS

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 283 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE ABRIL DE 2026

PRINCIPAL

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº283 • Abril 2026

• • • • • • • • • • • • • •

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EXAUSTÃO DA

MADEIRA

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UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E

SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE

DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA

INDÚSTRIA MOVELEIRA

MARCENARIA

Por Augusto dos Santos –

Guaramirim (SC)

Por Cleide Borges –

Curitiba (PR)

Muito interessante a matéria sobre a

Mion&Mosole. Tocou em um ponto importante

nas indústrias madeireiras.

Achei uma boa surpresa a

notícia sobre crescimento

de marceneiros e

carpinteiros em São Paulo.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação Abimci

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Por Dirceu Monteverde –

Bauru (SP)

Quero parabenizar pela

entrevista com Luciano

Zatti. Nome conhecido

no setor, com experiência

que vem da família.

79

REPRESENTATIVIDADE

Por Jurandir Alves –

Belo Horizonte (MG)

Sucesso para nova diretoria da Abimci. A

entidade tem contribuído muito para o

setor.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

10 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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Referência Madeira Industrial

@referenciamadeira

@revistareferencia9702



BASTIDORES

BASTIDORES

FEIRA

O DIRETOR DA REVISTA, FÁBIO MACHADO, ESTEVE NA FEICON EM

SÃO PAULO (SP), VISITANDO O ESPAÇO DA PLANTAG DO BRASIL,

DO DIRETOR PAULO JORGE.

BRUNO: ESTRUTURA GIGANTE

PARA VOCÊ NUNCA PARAR!

Foto: divulgação

LANÇAMENTO

DURANTE A FEICON, O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA

INDUSTRIAL, PRESTIGIOU O LANÇAMENTO DO LIVRO “ELAS NA

CONSTRUÇÃO”, ONDE A DIRETORA COMERCIAL DA MONTANA

QUÍMICA, ELAINE GUEDES, FOI UMA DAS COAUTORAS DO LIVRO.

Foto: divulgação

RONDONÓPOLIS - MT

SINOP - MT

UBERLÂNDIA - MG

ALTA

PIB DO PR ACIMA DA MÉDIA

O PIB (Produto Interno Bruto) do

Paraná cresceu 2,8% em 2025,

superando a taxa de 2,3% que

foi registrada pela economia

brasileira. O resultado é 22% acima

do desempenho do país. Os

dados são do Ipardes (Instituto

Paranaense de Desenvolvimento

Econômico e Social). A alta da

economia do Paraná, apesar

dos juros elevados, alta carga

tributária e tarifaço dos EUA, decorreu

das taxas de crescimento

da agropecuária e dos serviços.

No caso do setor primário, a

expansão chegou a 13,1%, acima

do resultado contabilizado pela

agropecuária nacional (11,7%).

BAIXA

RECUPERAÇÃO

EXTRAJUDICIAL

Maior produtora mundial de

etanol e biomassa de cana-de-

-açúcar e uma das gigantes do

setor de agroenergia, a Raízen

apresentou pedido de recuperação

extrajudicial. Segundo

a companhia, a proposta de

renegociação de suas dívidas,

que superam os R$ 65,1 bilhões,

foi acordada com principais

credores. Com mais de 45

mil colaboradores e 15 mil parceiros

de negócios espalhados

por todo Brasil, o Grupo Raízen

controla 35 usinas de produção

de açúcar, etanol e bioenergia,

tendo anunciado uma receita

líquida de R$ 255,3 bilhões na

safra 2024/2025.

DOURADOS - MS

SÃO PAULO - SP

CAMPOS NOVOS -SC

12 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

+55 49 98813-0343



NOTAS

ReJIT

Sistema de emulsão de nano-parafina

PODCAST

REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças

ilustres e de grande valor para o segmento

florestal em abril de 2026. No primeiro

episódio do mês estava presente a sócia da

Santa Rosa Florestal, Gabriela Cibulski Breda

(foto de cima). O segundo episódio teve a

presença do fundador e diretor da empresa

Resinas Jardim, Israel Jardim (foto de baixo).

Gabriela contou como esteve desde cedo

inserida dentro da Santa Rosa, fundada pelo

pai, Nelso Cibulski, e com isso se aproximou

também do setor florestal. “Isso me deu vontade

de fazer uma faculdade nesse ramo para

poder auxiliar o negócio”, explicou.

Após a graduação em Negócios Internacionais

e Comércio Exterior pela PUC-RS (Pontifícia

Universidade Católica do Rio Grande do

Sul) e começar a carreira fora da Santa Rosa,

Gabriela decidiu voltar para a empresa em

2015 e desde então tem seguido os passos do

pai no comando da empresa.

“Continuamos a ser uma empresa familiar

e enxuta, mas temos a capacidade de qualquer

parceria que a gente firmar, a gente consegue

dar conta. Temos maquinário de ponta,

tecnologia da indústria”, complementou.

No outro programa, Jardim explicou o

processo para retirada da resina das árvores

e do derivado deste composto que é o breu,

atualmente, responsável por 85% do mercado

da empresa, especialmente para o setor de

tintas.

Jardim também detalhou como a família

migrou da produção de cebolas para começar

a cultivar pinus, até que em 2008 nasceu a

Resinas Jardim. “Acho que o principal vetor

do nosso crescimento primário foram governança,

inovação e a execução”, resumiu o

empresário.

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Os episódios completos

o Leitor pode conferir no

canal do youtube da Revista

REFERÊNCIA:

Foto: REFERÊNCIA

14 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



NOTAS

CIPEM

TEM NOVO PRESIDENTE

O empresário do setor de base florestal em Sinop (MT), Gleisson Omar Tagliari, assumiu a presidência

do Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso).

Ele era vice-presidente na chapa “Sustentabilidade”, eleita em agosto de 2025 e assumiu a liderança da

entidade após o afastamento de Ednei Blasius, que deixou a presidência em março para se dedicar a

novos projetos. Com trajetória consolidada no segmento, Gleisson Tagliari chegou ao Estado em 1992,

estabelecendo-se em Sinop, onde iniciou sua atuação no setor madeireiro. Formado em Engenharia

Elétrica pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), construiu uma carreira marcada pelo empreendedorismo

e pela atuação representativa. Entre 2013 e 2016, presidiu o Sindusmad (Sindicato das

Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso). Entre as prioridades da nova gestão estão o

fortalecimento do diálogo com o poder público, a melhoria do ambiente de negócios e a ampliação da

presença do setor nos mercados nacional e internacional, além do incentivo à inovação, pesquisa e promoção

comercial. Ao assumir a presidência do Cipem, Gleisson destaca que o setor vive um momento de

oportunidades, impulsionado pela crescente demanda mundial por produtos de origem sustentável, mas

ainda enfrenta desafios estruturais que precisam ser superados.

VENHA NOS

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20

26

30 de Junho a

03 de Julho de 2026

São Paulo

Expo

Foto: divulgação Cipem

Gleisson Omar Tagliari,

novo presidente da Cipem

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

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NOTAS

SINDUSMAD

QUALIFICA MÃO DE OBRA

Em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem

Industrial) o Sindusmad (Sindicato das Indústrias

Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso) iniciou

o curso de Operador de Plaina Moldureira. São 19 colaboradores

dos municípios de Vera (MT), Feliz Natal (MT),

Sinop (MT) e Cláudia (MT), que estão participando da

formação técnica, que visa qualificar profissionais e elevar

a qualidade dos produtos madeireiros. O presidente

do Sindusmad, Felipe Antoniolli, destacou a relevância

da iniciativa e da parceria com o Senai, iniciada em 2021.

“Já são mais de 15 cursos realizados em parceria com

o Senai, capacitando mais de 400 colaboradores do

setor de base florestal”, enalteceu Felipe. “Este é um

curso que demanda complexidade técnica, pois trata

do produto final acabado. E o produto final precisa de

excelência para atender aos mercados nacional e internacional”,

reforçou Felipe. O gerente regional do Senai,

Bruno Cavalcante, explicou que o curso parte de um

diagnóstico das necessidades reais do setor. “Sempre

que realizamos reuniões com o Sindusmad, ouvimos

os empresários, identificamos as demandas, realizamos

estudos, elaboramos o plano e submetemos à avaliação

da gerência de educação, contextualizando tecnologias

modernas à realidade das empresas. Em 2026, a meta é

manter esse ciclo de aperfeiçoamento e capacitação”,

ressaltou Bruno Cavalcante.

Fotos: assessoria SINDUSMAT/ SENAI

18 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



NOTAS

EXPORTAÇÕES DE MADEIRA

REGISTRAM QUEDA NO PRIMEIRO TRIMESTRE

As exportações brasileiras de produtos madeireiros apresentaram leve recuperação em março de 2026, após

um início de ano marcado por dificuldades. Apesar do avanço, o setor ainda acumula retração no primeiro trimestre,

refletindo um ambiente global desafiador e em transformação. Dados da WoodFlow- plataforma online

especializada na exportação de madeira brasileira - indicam que o cenário segue pressionado por fatores como

instabilidade geopolítica, mudanças nos mercados compradores e maior concorrência internacional. Em março,

as exportações de madeira registraram crescimento de 2% em volume e 9% em valor na comparação com o

mês anterior, sinalizando uma retomada ainda moderada dos embarques. No entanto, o desempenho acumulado

de 2026 continua negativo. Em relação ao mesmo período de 2025, o setor apresenta queda de 16% no

volume exportado e recuo de 20% em valor. Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o momento ainda

exige cautela. Um dos principais movimentos observados neste início de ano é a alteração dos destinos das

exportações brasileiras de madeira. Os EUA vêm perdendo relevância, especialmente no segmento de madeira

serrada de pinus. Em março, os embarques para o país somaram US$ 8,1 milhões, queda de 28% em relação

a fevereiro. No mesmo período, o México assumiu a liderança nas compras, com US$ 11,2 milhões, indicando

uma reconfiguração no fluxo comercial.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



NOTAS

CONSUMO DE GÁS NATURAL

CRESCE NA INDÚSTRIA

O volume total de consumo de gás natural no Brasil em 2025 chegou a 54,464 milhões de

m³/dia (metros cúbicos/dia), um aumento de 3,8% em comparação com os 52,456 millhões

de m³/dia registrados em 2024. Esses números representam a somatória dos volumes consumidos

nos segmentos industrial, automotivo, comercial, residencial, geração elétrica,

cogeração, matéria-prima, entre outros, a partir de levantamento estatístico da Abegás (Associação

Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) com concessionárias de

distribuição de gás canalizado em todo o país. O destaque revelado pelo estudo da Abegás

é o crescimento do volume no segmento industrial. Em 2025, o consumo foi de 29,903

milhões de m³/dia, um avanço de 5,3% em relação aos 28,386 milhões de m³/dia de 2024.

“Esta expansão na indústria é uma notícia que aponta uma recuperação, decorrente de uma

maior atividade econômica, estimulada, também, pelo ganho de competitividade no preço

da molécula como desdobramento dos movimentos de migração em direção ao mercado

livre de gás”, adverte o diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça. Além do setor

industrial, o estudo da Abegás também aponta para um crescimento de 4,5% no segmento

de geração elétrica, que saltou de 14,662 milhões de m³/dia em 2024 para 15,327 milhões

de m³/dia em 2025, decorrente de um maior despacho térmico.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



NOTAS

ENTIDADES DA CADEIA MOVELEIRA

SE MANIFESTAM

O Sindimadeira/RS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias,

Tanoarias, Esquadrias, Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados

e Chapas de Fibras de Madeiras do Estado do Rio Grande do Sul), em conjunto com a Movergs

(Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e demais entidades

representativas do setor, tornaram público um manifesto com o objetivo de expressar a preocupação

com o atual cenário econômico e seus impactos diretos sobre toda a cadeia produtiva

da indústria moveleira. No manifesto as entidades reforçam a necessidade de medidas que

promovam o equilíbrio do mercado, assegurem condições justas de competitividade e garantam

a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva, com a adoção de políticas públicas e ações coordenadas

que incentivem a produção, estimulem investimentos, fortaleçam a indústria nacional

e preservem os empregos gerados pelo setor. Conforme o documento, a cadeia moveleira vem

enfrentando desafios decorrentes de fatores como aumento de custos, instabilidade econômica

e perda de competitividade que afetam desde a base florestal até a indústria e o mercado consumidor

final.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



NOTAS

ESTUDO APONTA QUE A ADOÇÃO

DE IA CRESCE NA INDÚSTRIA

A IA (Inteligência Artificial) consolidou-se na agenda estratégica da indústria, deixando de ser tratada

como uma tendência passageira para se tornar um vetor de ampliação de vendas, previsão de demandas

e inteligência de mercado. Pesquisa inédita realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do

Estado de São Paulo) com 285 empresas aponta que 72,2% das empresas consideram que a IA terá

impacto relevante nos negócios. Os resultados da pesquisa indicaram que 36,9% das indústrias paulistas

já utilizam ou estão realizando testes com a tecnologia, tendo a IA generativa como uma das

principais portas de entrada. Esse número representa um aumento substancial em relação à pesquisa

anterior, realizada em 2024, que indicava que 22% das empresas declaravam utilizar ou testar IA. O

levantamento aponta que, embora as indústrias se sintam tecnologicamente preparadas, elas enfrentam

um vácuo na organização estratégica. O principal gargalo é a ausência de diretrizes e políticas internas

para o uso da IA. O receio com a segurança das informações, a falta de dados confiáveis para

alimentar os modelos e a dificuldade de compreensão sobre como a IA pode auxiliar o negócio são

outros pontos de atenção. Ainda conforme apontado no estudo, um entrave para a implementação

é de ordem humana, manifestado na falta de conhecimento e de capacitação técnica. O estudo foi

apresentado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante a Jornada de Inteligência Artificial.

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NORMA ASTM D:3345-74 (1999)

• Líder no tratamento inseticida de painéis de

madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e

outros) por adição à cola e tratamento

superficial;

• Indicadores: EC 257-842-9 /

CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;

• Compatível com resinas de última geração;

• Formulado líquido de emulsão concentrada a

base d’água, não contendo Hidrocarbonetos

aromáticos;

• Fácil diluição em água, para tratamentos por

imersão de madeiras serradas.

CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e

tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de

CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method

for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to

Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o

ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de

Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).

26 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

Foto: divulgação

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www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br

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APLICAÇÃO

Foto: divulgação

INOVAÇÃO

EM PORTAS

Com uma história que começou em

1938, o Grupo Rohden é referência

na fabricação de portas. Com unidades

estrategicamente localizadas

no sul do Brasil e presença internacional,

a Rohden Portas levou à

Expo Revestir tradição, inovação,

sustentabilidade, design e segurança

para todos os tipos de projetos.

Com cores exclusivas e acabamento

premium, são portas para quem deseja

ambientes com personalidade

e inovação.

1986 - 2026

EVOLUÇÃO PENSADA PARA

ATRAVESSAR O TEMPO.

Dos primeiros projetos no campo aos secadores

industriais, a Contraco evoluiu resolvendo o que

não pode falhar.

A Contraco não começou na indústria pesada.

Nasceu no campo, lidando com ventilação e necessidades práticas. O

primeiro avanço veio com estufas para secagem de fumo — onde o

controle térmico deixou de ser detalhe e passou a ser essencial.

Com o tempo, a exigência aumentou.

Demandas de grandes empresas impulsionaram a evolução da operação,

levando a Contraco a desenvolver soluções mais robustas, como

secadores de madeira e estufas industriais para diferentes segmentos.

PORTA

VERSÁTIL

Mais do que estrutura, entregam controle de processo, eficiência

energética e previsibilidade — fatores decisivos para quem precisa

manter a produção em ritmo constante.

Hoje, os secadores Contraco representam essa trajetória.

Na linha Porta Inovare a empresa

apresentou as opções Branca Revestida,

Amadeirada Freijó e a Color Titanium.

Modelos com visual moderno,

acabamento sofisticado e resistência

pensada para o dia a dia, versátil para

diferentes ambientes. Outra novidade

apresentada foi a Porta Flex, de correr

e de embutir, uma solução prática

e elegante para otimizar espaços,

indicada para projetos modernos e

funcionais.

28 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

Foto: divulgação

Quatro décadas depois, a lógica continua a mesma:

resolver com precisão aquilo que

não pode dar errado.

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FRASES

“A INDÚSTRIA TEM OPORTUNIDADE AGORA COM A REFORMA

TRIBUTÁRIA E A TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA PARA AGREGAR MAIS

VALOR. EU ACREDITO QUE SE A GENTE OLHAR PROS PRÓXIMOS 10 ANOS,

CERTAMENTE TERÁ UM DESEMPENHO DA INDÚSTRIA MUITO SUPERIOR

AO QUE FOI NAS ÚLTIMAS QUATRO DÉCADAS”

ECONOMISTA RICARDO AMORIM, DURANTE O EVENTO

IMERSÃO INDÚSTRIA PROMOVIDO PELA FIEMG (FEDERAÇÃO

DAS INDÚSTRIAS DE MINAS GERAIS)

“EM 2024,

A INDÚSTRIA

MADEIREIRA

FOI

RESPONSÁVEL

POR 173,3

MIL POSTOS

DE TRABALHO.

QUANDO

COMPUTAMOS TODA

A INDÚSTRIA DE

MADEIRA SÓLIDA, QUE

ENGLOBA TAMBÉM A

INDÚSTRIA MOVELEIRA,

O NÚMERO CHEGA A 376

MIL VAGAS”

“ESTAR NA NORTE SHOW É UMA OPORTUNIDADE

VITAL PARA DEMONSTRARMOS COMO A UNIÃO ENTRE

INDÚSTRIA E AGRO PODE GERAR VALOR. NOSSO

OBJETIVO É OFERECER SUPORTE TECNOLÓGICO,

EDUCACIONAL E SOLUÇÕES PARA QUE O SETOR

PRODUTIVO DE MATO GROSSO CONTINUE SENDO

REFERÊNCIA EM EFICIÊNCIA E INOVAÇÃO”

EDGAR BORGES, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA FIEMT (FEDERAÇÃO

DAS INDÚSTRIAS DO MATO GROSSO)

PAULO PUPO,

SUPERINTENDENTE

DA ABIMCI

(ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA

DA INDÚSTRIA

DE MADEIRA

PROCESSADA

MECANICAMENTE)

AO COMENTAR

DADOS DO ESTUDO

SETORIAL 2026

Foto: divulgação

“TEMOS UM SETOR COMPETITIVO,

COM ENORME POTENCIAL DE

CRESCIMENTO E ALINHADO ÀS PAUTAS

GLOBAIS DE SUSTENTABILIDADE. NO

ENTANTO, AINDA LIDAMOS COM

ENTRAVES IMPORTANTES. PRECISAMOS

AVANÇAR EM SOLUÇÕES QUE

GARANTAM SEGURANÇA JURÍDICA E

ESTIMULEM O DESENVOLVIMENTO DO

SETOR”

GLEISSON OMAR TAGLIARI,

PRESIDENTE DO CIPEM, NO

DISCURSO DE POSSE

30 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

EFICIÊNCIA OPERACIONAL

NA INDÚSTRIA DE MADEIRA SERRADA

OPERATIONAL

EFFICIENCY IN

THE SAWN

WOOD INDUSTRY

ARevista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL traz

nessa edição uma entrevista com Daniel Woiski,

CEO da Solida Brasil Madeiras e coordenador

do Comitê de Madeira Serrada da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente). Ele foi um dos convidados do Podcast

REFERÊNCIA, onde contou sobre sua trajetória profissional.

Formado em engenharia elétrica, Daniel começou trabalhando

com automação em outros setores até ser convidado para

assumir o projeto de uma nova serraria. Acabou conhecendo

o setor e não saiu mais.

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS /PR

ENTREVISTA

This issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial features

an interview with Daniel Woiski, the Chief Executive

of Solida Brasil Madeiras and the Coordinator of the

Sawn Wood Committee at the Brazilian Association of

the Mechanically Processed Wood Industry (Abimci).

He was a guest on the REFERÊNCIA Podcast, where

he discussed his professional career. After earning his degree in

electrical engineering, Woiski began working in automation in

other sectors. He was then invited to take on a project for a new

sawmill. He ended up getting to know the Sector and never left.

DANIEL WOISKI

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHARIA ELÉTRICA PELA

UTFPR (UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ);

ESPECIALIZAÇÃO EM BUSINESS ADMINISTRATION PELA UFPR

(UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ) E MBA EM BUSINESS

MANAGEMENT PELA FGV (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS)

CARGO: CEO DA SOLIDA BRASIL MADEIRAS

as máquinas mais robustas

do setor madeireiro!

linha completa para serrarias e

beneficiamento de madeira

PROJETOS PERSONALIZADOS

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: ELECTRICAL ENGINEERING FROM THE

FEDERAL TECHNOLOGICAL UNIVERSITY OF PARANÁ (UTFPR), WITH

POST-GRADUATE STUDIES IN BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE

FEDERAL UNIVERSITY OF PARANÁ (UFPR), AND AN MBA IN BUSINESS

ADMINISTRATION FROM THE GETULIO VARGAS FOUNDATION (FGV)

POSITION: CHIEF EXECUTIVE OF SOLIDA BRASIL MADEIRAS

R. Araci Pereira da Silva, 101 - Guatupê, São José dos Pinhais - PR

+55 (41) 3382-3100 | aguia@maquinasaguia.com.br

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32 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

CONTE-NOS SOBRE O SEU INÍCIO NA IN-

DÚSTRIA MADEIREIRA.

Comecei minha carreira profissional na área de

elétrica. Quando trabalhava como engenheiro de

automação em uma empresa de autopeças recebi o

convite de um headhunter para montar uma fábrica

em Rio Negrinho (SC). Cuidaria da automação da fábrica,

começar do zero. Sou natural de Curitiba (PR),

mudei de cidade, tive que me adaptar em um lugar

menor, com outra realidade. A empresa era a Terra

Nova Brasil, empresa chilena de capital suíço, que

instalou na época três serrarias ao mesmo tempo:

uma no Chile, uma no Brasil e outra na Venezuela.

Cerca de 4 anos depois ela comprou a Masisa, outra

empresa chilena, e por questão mercadológica,

tudo virou Masisa. Recentemente a Arauco comprou

a Masisa. Em 2008 a Masisa vendeu a unidade de

Rio Negrinho e em 2009 começou a operação da

Solida, que é a terceira geração da mesma empresa.

Na época, quando a empresa foi vendida eu continuei.

Trabalhei na área de automação, depois de

algum tempo assumi a serraria. Fizemos melhorias e

depois assumi a parte produtiva. Como já tinha experiência

em linha de produção foi natural. Primeiro

assumir a serraria, depois a serraria e secagem, manutenção,

remanufatura e virei gerente de fábrica,

ainda na Terra Nova.

DE ONDE TROUXE A VISÃO PARA O SETOR

MADEIREIRO?

Tinha experiência no setor de autopeças, cervejeira,

e via que a indústria madeireira tinha muito

desperdício. Era uma época bem diferente, com

matéria-prima barata. Hoje isso não existe mais, se

aproveita tudo da madeira. E foi justamente pensando

em melhorar, otimizar os processos que fui

ficando. No Brasil ainda tem aquela visão do cara

trabalhando de chinelo, sem proteção. Ainda existe

os fundos de quintal, mas serrarias de grande produção

tem muito mais normas, regras para seguir

para otimizar a serraria. Comecei a me interessar

pela escola mundial de serrarias, e queria seguir a

escola alemã, porque tinha muita tora grossa, e a

Alemanha tinha essa experiência. Agora estou mais

para escola Escandinávia, que tem uma otimização

TELL US HOW YOU GOT STARTED IN THE FO-

REST PRODUCT INDUSTRY.

I started my professional career in electrical engineering.

While working as an automation engineer

at an auto parts company, a headhunter offered me a

job setting up a factory in Rio Negrinho, Santa Catarina.

I would be in charge of the factory’s automation

from the ground up. I am originally from Curitiba,

Paraná, and I had to adapt to life in a smaller city. The

company was Terra Nova Brasil, a Chilean firm with

Swiss capital. At the time, they were setting up three

sawmills simultaneously: one in Chile, one in Brazil,

and one in Venezuela. About four years later, Terra

Nova Brasil acquired Masisa, another Chilean company.

For marketing reasons, everything became Masisa.

Recently, Arauco acquired Masisa. Masisa sold

the Rio Negrinho facility in 2008, and Solida began

operations in 2009, the third generation of the same

company. When the Company was sold, I stayed on.

I worked in automation, and after some time, I took

over the sawmill. We made improvements, and then I

took over production. Since I already had experience

with production lines, this was a natural progression

for me. First, I took over the sawmill; then, I took over

the sawmill, drying, maintenance, and remanufacturing.

I became the Plant Manager at Terra Nova.

WHERE DID YOU GET THE IDEA TO WORK IN

THE FOREST PRODUCT INDUSTRY?

I had experience in the auto parts and brewing

industries, and noticed that the forest products industry

was very wasteful. It was a different time back

then, when raw materials were cheap. Now, that is

no longer the case. Every part of the wood is used. I

stayed in the industry precisely to improve and optimize

processes. In Brazil, people still have the image

of a guy working in flip-flops without any protection.

Backyard operations still exist, but large-scale sawmills

must adhere to many more standards and regulations

to optimize operations. I became interested

in the global sawmill industry and wanted to follow

the German model because we had plenty of thick

logs and Germany had the necessary expertise. Now,

however, I am leaning more toward the Scandinavian

approach, which is better suited to smaller logs, since

A INDÚSTRIA DE SERRARIA É UMA INDÚSTRIA QUE SE MOVIMENTOU

E CONTINUA MUDANDO MUITO. TEVE UM BOOM MUITO GRANDE EM

TERMOS DE TECNOLOGIA, COM SCANNER, DE UNS 15 ANOS PARA CÁ

34 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

mais diferenciada, com tora menor, pois não temos

mais a tora grossa. A indústria de serraria se movimentou

e continua evoluindo muito. Acho que teve

um boom muito grande em termos de tecnologia,

com scanner, de uns 15 anos para cá. Na época

da Terra Nova eram uns 15 computadores para ter

um scanner, e tudo com acesso na palma da mão.

A gente visita uma feira e o que vemos é cada vez

mais automação, que é a minha área. Buscar o melhor

rendimento possível da madeira, e o scanner

possibilita isso, qualifica a madeira e tira a decisão

do operador para classificar. O scanner faz de forma

automática a classificação. A tecnologia entrou

muito rápido e mudou o setor. A tora chega, uma

é diferente da outra, e por mais que busque clone,

cada tora, cada árvore é de um jeito, não tem linearidade

na matéria-prima. Quem trabalha em uma

serraria, trabalha em linha de produção de qualquer

indústria, porque tem muitas variáveis. Não tem

acomodação, todo dia é algo diferente.

CHEGOU A PENSAR EM SAIR DA INDÚSTRIA

MADEIREIRA?

Quando vi fiz amizades, tive oportunidades e

estou até agora no setor madeireiro. Querendo ou

não, a indústria da madeira é pequena, todo mundo

se conhece e acho difícil sair. É um ambiente familiar,

são negócios familiares, são serrarias de famílias

no Brasil e também fora, na Europa, nos EUA (Estados

Unidos da América). É uma característica da

indústria da madeira.

COMO FOI A TRAJETÓRIA PARA CHEGAR A

CEO DA SOLIDA?

Quando a Masisa decidiu vender a unidade de

Rio Negrinho, eu era gerente de fábrica. Não tinha

controle sobre o resto. Aconteceu a venda para um

grupo de investidores. Quando fechou o negócio,

me afastei e logo em seguida me chamaram para

continuar. Era a unidade com a floresta. Pedi autonomia

completa para tocar o negócio, aceitaram e

voltaram a operação. Começamos do zero, demorou

uns três meses para passar a primeira tábua pela

serraria novamente. Continuei na Masisa até fazer

a transição e começamos a Solida, que na época

não tinha o nome certo. O nome foi criado por um

chileno que trabalha comigo. Ele vendo a Revista

REFERÊNCIA chamou a atenção uma reportagem

sobre madeira sólida. Apresentamos a ideia para os

investidores e ficou com o nome Solida Brasil.

E A EVOLUÇÃO NO MERCADO PARA A EM-

PRESA?

De 2009 para cá a evolução foi muito sensível. O

grupo de investidores é um fundo florestal que não

we no longer have thick logs. The sawmill industry

has changed significantly and continues to evolve. I

think technology has boomed over the past 15 years

or so, with the advent of scanners. Back in the Terra

Nova days, about 15 computers were needed to run

a scanner, but now everything is at your fingertips. At

trade shows, we see increasing automation, which is

my area of expertise. The goal is to get the best possible

yield from the wood, and the scanner makes that

possible by grading it and removing decision-making

from the operator’s hands. The scanner performs

the grading automatically. Technology came in very

quickly and changed the industry. The logs arrive;

each one is different from the next. No matter how

much you look for a clone, every log and every tree

is unique. There is no consistency in the raw material.

Anyone working in a sawmill works on a production

line, just as in any other industry, because there are

so many variables. There is no room for complacency

because every day is different.

HAVE YOU EVER CONSIDERED LEAVING THE

FOREST PRODUCT INDUSTRY?

Once I got into it, I made friends and had opportunities.

I am still in the Forest Product Sector today.

Whether you like it or not, the forest product industry

is small. Everyone knows each other, and I think it

is hard to leave. It is a family-oriented environment.

These are family businesses; there are family-owned

sawmills in Brazil, Europe, and the United States.

That is a defining characteristic of the forest product

industry.

WHAT WAS YOUR PATH TO BECOMING

CHIEF EXECUTIVE OF SOLIDA?

When Masisa decided to sell the Rio Negrinho

unit, I was the Plant Manager. I had no control over

the rest. The sale went through to a group of investors.

After the deal closed, I stepped back. Shortly

after, they called me back to continue. It was the unit

with the forest. I asked for complete autonomy to run

the business, which they granted, and we resumed

operations. We started from scratch, and it took

about three months to run the first board through the

sawmill again. I stayed at Masisa until the transition

was complete. Then, we started Solida, which, at the

time, did not have the right name. A Chilean colleague

of mine came up with the name. While reading

Referencia, he noticed an article about solid wood.

We presented the idea to the investors, and the Company

became Solida Brasil.

HOW HAS THE MARKET EVOLVED FOR THE

COMPANY?

It has changed quite significantly since 2009. The

36 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

entendia nada de indústria. De 2008 para 2009 foi o

pior momento para a indústria, e tinha que justificar

a necessidade de investimento. Foi um processo

complexo. Atualmente é uma indústria moderna,

automatizada, antes era uma planta que precisava

de mudanças, de valorização do profissional. Sempre

tive a filosofia e a ideia de manter hierarquia pequena

e qualquer um na Solida tem acesso a mim,

pode entrar na minha sala. Sempre busquei me

conectar mais no chão de fábrica.

TAMBÉM É COORDENADOR DO COMITÊ DE

MADEIRA SERRADA DA ABIMCI. COMO É ESTE

TRABALHO?

Minha história com a Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

começa na moldura. Faltava representatividade

na parte de moldura. Era um setor desunido

enquanto fabricante, todo mundo se via como inimigo

e não se enxergava como Brasil, era uma concorrência

interna. Então me uni ao superintendente da

Abimci, Paulo Pupo, e falei sobre montar um comitê

de moldura, porque lá fora, no mercado, todo mundo

apanha igual. Fui o primeiro coordenador desse

comitê. Foi um desafio unir o setor e criar uma ideia

do Brasil criando moldura, e acho que conseguimos

fazer. As empresas continuam sendo concorrentes,

mas temos as mesmas dificuldades de mercado e

conversamos, assim o setor se uniu. A Abimci tem

um trabalho muito forte de valorização da madeira

estrutural. Tem que quebrar muito paradigma, e

tentar tornar isso interessante para o público. Após

árduo trabalho, existem financiamentos para casas

em madeira, com vários sistemas construtivos e tecnologia

envolvida. Esse é o futuro.

QUAIS OS PRINCIPAIS PRODUTOS DA SOLI-

DA?

A Solida produz madeira serrada, moldura e

pellets para mercado interno e externo. E sempre

procurou manter flexibilidade de produtos e de

mercados. Mantemos duas linhas principais que é

a madeira serrada e a moldura. Dentro da moldura

procuramos expandir para outros mercados. O EUA

é o principal mercado para madeira, mas também

investor group is a forestry investment fund that knew

nothing about the industry. From 2008 to 2009, it was

the worst time for the industry, and I had to justify the

need for investment. It was a complex process. Today,

it is a modern, automated company. Before, it was a

plant in need of changes and greater appreciation for

its employees. I have always believed in maintaining

a flat hierarchy. Anyone at Solida has access to me;

they can walk into my office. I have always sought to

connect more with the shop floor.

YOU ARE ALSO THE COORDINATOR OF

ABIMCI’S SAWN WOOD COMMITTEE. WHAT IS

THAT WORK LIKE?

My history with the Brazilian Association of the

Mechanically Processed Wood Industry (Abimci) began

with moldings. There was a lack of representation

in the molding segment. Manufacturers saw one

another as enemies and did not regard themselves

as part of Brazil; it was all about internal competition.

I approached Abimci’s Superintendent at the

time, Paulo Pupo, and suggested forming a Molding

Committee, as everyone faces the same market challenges

in the segment. I was the first coordinator of

that Committee. Uniting the segment and fostering a

sense of Brazil as a whole was challenging, but I think

we succeeded. The companies remain competitors,

but we face the same market challenges, and we

communicate with each other, so the segment has

come together. Abimci does a lot of work to promote

structural wood products. We have to break many

paradigms and make this interesting to the public.

Thanks to our hard work, financing is now available

for wooden homes involving various construction systems

and technologies. That is the future.

WHAT ARE SOLIDA’S MAIN PRODUCTS?

We produce sawn wood, moldings, and wood

pellets for domestic and international markets. As

such, we have always sought to maintain flexibility in

our product offerings and target markets. Our focus is

on two main product lines: sawn wood and moldings.

Within the molding segment, we are looking to expand

into other markets. The U.S. is our primary sawn

wood market, but we also operate in Europe and

ReFogger

Sistema de economia de resina

A nossa tecnologia patenteada é a única

solução que garante a economia de

resina e assegura simultaneamente um

processo de produção contínuo.

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QUEM TRABALHA EM UMA SERRARIA, TRABALHA EM LINHA DE

PRODUÇÃO DE QUALQUER INDÚSTRIA, PORQUE TEM MUITAS VARIÁVEIS.

NÃO TEM ACOMODAÇÃO, TODO DIA É ALGUMA COISA DIFERENTE

38 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

atuamos na Europa, América Central, sempre procurando

opções. O mercado de pellets entramos há

cerca de 2 anos. Porque para indústria da madeira

sempre teve o tema do subproduto dependendo de

outros mercados. Então o pellet veio como opção

interessante, natural para uma serraria. Compramos

uma máquina pequena para começar e depois investimos

em máquina maior. Buscamos parcerias

com outros fabricantes de pellets, atrás de oportunidades

de mercado. Atuamos com pellets nos dois

mercados, interno e externo.

Central America and are always exploring new opportunities.

We entered the pellet market about two years

ago. This was done in response to the sawn wood

industry’s long-standing struggle with its dependence

on other markets for its byproducts. Pellets emerged

as an interesting, natural option for sawmills. We started

with a small machine and then invested in a larger

one. We seek partnerships with other pellet manufacturers

to identify market opportunities. Furthermore,

we operate in both the domestic and international

pellet markets.

COMO ENXERGA O MERCADO DE PELLETS

NO BRASIL?

É uma alternativa, não substitui completamente

carvão e lenha, acredito. O problema do pellet no

mercado interno é que se criou uma cultura que o

mercado externo ficava muito bom e o fabricante

mandava tudo para fora. Só que o cliente do mercado

interno precisava do material e não tinha. Criou

um problema de falta de confiabilidade. Nós como

Solida, nunca saímos completamente de um mercado,

mesmo o mercado externo estando melhor,

sempre buscamos alternativas para não deixar o

cliente interno. Já existe muita estrutura desenvolvida

que precisa dos pellets, é um produto carbono

neutro. Para aquecimento na Europa hoje se fala de

pellets. Espanha e Itália principalmente. O problema

do pellet é a sazonalidade. Seria muito bom para o

Brasil estabelecer um padrão de consumo para crescer

o mercado interno. É muito usado em hotel para

aquecer água, pois tem alimentação automática,

controlada. Também tem o mercado de pet, onde

atuamos um pouco. Ainda é um produto que carece

de marketing melhor para desenvolver. Nos EUA é

usado como cama para cavalo.

WHAT IS YOUR VIEW ON THE PELLET

MARKET IN BRAZIL?

I think it is a good alternative, but it cannot completely

replace coal and firewood. The problem with

pellets in the domestic market is that manufacturers

developed a culture of shipping everything overseas

whenever the foreign market was doing very well.

Domestic customers needed the product but could

not get it. This created an unreliable supply. At Solida,

we never completely leave a market. Even when the

foreign market is doing better, we seek alternatives

so as not to abandon our domestic customers. There

is already an established infrastructure that requires

pellets, and they are a carbon-neutral product. Today,

pellets are popular for heating in Europe, especially

in Spain and Italy. The problem with pellets is seasonality.

It would be beneficial for Brazil to establish

a consumption standard to expand the domestic

market. Pellets are widely used in hotels to heat water

because they have an automatic, controlled feed

system. There is also the pet market, in which we operate

to some extent. The product still needs better

marketing to develop. In the U.S., it can be used as

horse bedding.

A SOLIDA TRABALHA SOMENTE COM

PINUS?

Trabalhamos 100% com Pinus taeda. Se o mercado

está muito demandado abrimos para outros fornecedores.

Mas muito que usamos é plantado por

nós mesmo. Mantemos flexibilidade: 70% próprio,

30% de outros fornecedores, sempre buscamos

oportunidades. A madeira que entra na serraria tem

13, 14 anos.

DOES SOLIDA WORK EXCLUSIVELY WITH

PINE?

We work exclusively with Pinus taeda. If market

demand is very high, we open up to other suppliers.

However, much of what we use is planted by us.

We maintain flexibility, sourcing 70% from our own

sources and 30% from other suppliers. We are always

looking for opportunities. The wood that enters the

sawmill is 13 or 14 years old.

E ACERCA DA CONCORRÊNCIA NO MERCA-

DO DE MADEIRA SERRADA?

O Brasil compete muito com o Chile, que tem

histórico de indústria da madeira maior que o Brasil.

Trabalham mais com pinus e lá atrás fizeram plantação

de floresta. O Brasil não tem plantação para

gerar madeira estrutural, precisa rever isso. O Chile

tem essa visão de gerar floresta para todo tipo de

WHAT ABOUT COMPETITION IN THE SAWN

WOOD MARKET?

Brazil competes heavily with Chile, which has a

longer history in the forest product industry. Chile

primarily works with pine and has established forest

plantations. Brazil lacks plantations for producing

structural lumber and needs to address this issue.

Chile has a vision for developing forests for all types

A Bonardi está preparada para atender

diversos segmentos da madeira:

Compensados, MDP e MDF. Estrutura

fabril com grande capacidade produtiva.

Pensando em sempre melhorar, ampliamos

a capacidade em planta de formol e

resinas garantindo expansão no mercado

de painéis.

40 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ENTREVISTA

produto, e o Brasil tem que amadurecer quanto a

isso. O foco aqui é mais para celulose, a plantação

florestal de eucalipto. Os EUA são o maior comprador

de madeira serrada, mas vendemos muito também

para o Oriente Médio, China, para construção

e embalagem.

DENTRO DO BRASIL, QUAIS OS RISCOS PARA

INDÚSTRIA DE MADEIRA SERRADA?

A infraestrutura do país. A taxa de câmbio, juros

são consequências. Não acredito que o Brasil consiga

se descomplicar. Se isso não resolve, precisa

ver a estrutura, porto, estradas. Quando vamos conhecer

um porto na China como opera, e um porto

como opera no Brasil, é uma diferença absurda.

Como chegar com o produto de maneira viável? Em

muitos casos, o custo do frete se iguala ao da floresta.

A indústria da madeira serrada tinha que pensar

no que a celulose fez. Pensar na malha ferroviária,

carregar trem. Logisticamente a Solida está muito

bem localizada, mas sofremos com infraestrutura.

O QUE PENSA SOBRE O SETOR NO FUTURO?

A dependência muito grande de um mercado

fora é um complicador. Para os próximos anos cabe

desenvolver novos mercados, incluindo o mercado

interno, que é muito incipiente. Tem que quebrar

os paradigmas, e a nível governamental. Precisa

ter um incentivo do governo. Usar a madeira para

construir painéis, desenvolver novas possibilidades

que a pessoa enxergue valor nisso. A capacidade

produtiva mundial cresce. O Brasi não compete só

na América do Sul. O maior competidor do Brasil é

o Sudoeste Asiático e eles não têm madeira. Eles

agregam valor. Sabemos que lá tem incentivo. Precisa

trabalhar internamente. Olhar a madeira com valor

agregado, o Brasil está muito focado na celulose,

papel. O Brasi é um grande exportador de madeira,

é um traço no mercado mundial. O potencial é gigante

em reflorestamento, sem falar na exploração

inteligente da Amazônia.

of products, an area in which Brazil needs to mature.

Here, the focus is more on pulp and eucalyptus forest

plantations. The U.S. is the largest buyer of sawn

wood, but we also sell much to the Middle East and

China for construction and packaging.

WHAT ARE THE RISKS FOR THE SAWN

WOOD INDUSTRY WITHIN BRAZIL?

The Country’s infrastructure. The exchange rate

and interest rates are consequences of that. I do not

believe Brazil will be able to simplify things. That problem

needs to be solved! We also need to address

the infrastructure, such as ports and roads. The difference

in how a port in China and a port in Brazil operate

is absurd. How can we transport products there

cost-effectively? In many cases, the freight cost equals

the cost of the sawn wood itself. The sawn wood

industry should consider what the pulp industry did.

Consider the rail network and train transportation. Solida

is logistically well-located, but we still suffer from

infrastructure issues.

WHAT ARE YOUR THOUGHTS ON THE FUTU-

RE OF THE SECTOR?

Overreliance on foreign markets complicates

matters. In the coming years, we must develop new

markets, including the domestic market, which is still

in its infancy. We must break the mold, and this change

must come from government assistance. We need

government incentives. Furthermore, we must use

wood to build panels and develop new applications

to demonstrate its value. Global production capacity

is growing. Brazil does not just compete in South

America. Its biggest competitor is Southeast Asia,

which lacks wood. They add value. We know there

are incentives; we need to work internally and view

wood as a value-added product. Currently, Brazil is

too focused on pulp and paper. Brazil is a major wood

exporter and a significant player in the global market.

There is enormous potential for reforestation, not to

mention the intelligent exploitation of the Amazon.

Onde a cadeia

produtiva do móvel

se conecta, inova e cresce:

ForMóbile 2026

Credencie-se

gratuitamente

escaneando o

QR Code ao lado

PARA OS PRÓXIMOS ANOS CABE DESENVOLVER NOVOS MERCADOS,

INCLUINDO O MERCADO INTERNO, QUE É MUITO INCIPIENTE E PRECISA E

TER INCENTIVO DO GOVERNO

42 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



PRINCIPAL

PRODUTIVIDADE,

CONFIABILIDADE E

RENTABILIDADE

EQUIPAMENTOS ROBUSTOS E COM ALTA DURABILIDADE, ALIAM

TECNOLOGIA DE PONTA COM SOLUÇÕES SIMPLES E EFICIENTES

COM MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO A LONGO PRAZO PARA A

INDÚSTRIA MADEIREIRA

Fotos: Emanoel Caldeira

PRODUCTIVITY, RELIABILITY

AND PROFITABILITY

ROBUST, DURABLE EQUIPMENT COMBINES CUTTING-EDGE

TECHNOLOGY WITH SIMPLE, EFFICIENT SOLUTIONS, OFFERING THE

FOREST PRODUCT INDUSTRY THE BEST LONG-TERM VALUE

Ter máquinas e equipamentos adequados é estratégico

para as indústrias que buscam alinhar

produtividade e segurança. No setor madeireiro,

as indústrias de móveis, embalagens e artefatos

de madeira em geral tiveram uma evolução muito

grande nos últimos anos, com desenvolvimento de máquinas

automatizadas, garantindo eficiência, segurança na operação

e atendendo a todas as normas regulamentadoras que

estabelecem requisitos técnicos e organizacionais voltados

à prevenção de acidentes.

A Rotteng, com quase 50 anos de trajetória, vem desenvolvendo

soluções para o setor, inovando com equipamentos

robustos, precisos, de fácil utilização e manutenção, com 10

anos de garantia. Na linha de produtos da empresa se destacam

o destopador automático RottStop e o alimentador

automático de plaina moldureira que está sendo relançado

pela empresa, com mudanças para melhorar a eficiência da

máquina.

H

aving the right machinery and equipment

is essential for industries seeking to balance

productivity and safety. The furniture,

packaging, and general wood products

industries in the Forest Product Sector

have seen significant growth in recent years, thanks to the

development of automated machines that enhance efficiency

and operational safety while meeting all regulatory

standards and establishing technical and organizational

requirements aimed at accident prevention.

With nearly 50 years of experience, Rotteng has developed

solutions for the Sector, innovating robust, precise

equipment that is easy to use and maintain, backed by

a 10-year warranty. Highlights of the Company’s product

line include the RottStop automatic end-trimmer and

the improved automatic feeder for the molder, which

the company is relaunching, with changes designed to

improve the machine’s efficiency

44 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 45



PRINCIPAL

Antigo alimentador

Projeto do novo alimentador Rotteng

SÃO MÁQUINAS DURÁVEIS QUE GARANTEM AGILIDADE E

MAIS PRODUTIVIDADE AO PROCESSOS

Imagem representativa gerada por IA

pórticos à vácuo, que reduzirá a quantidade de mão de obra

na operação”, explica.

Indicado para todos os processos que utilizam plaina

moldureira, a reformulação do alimentador foi incentivada

por clientes. “Houve solicitações de clientes para melhorias

que desenvolvemos, sempre visando o aumento na produtividade,

a segurança do processo com o mínimo de regulagem

possível”, comenta Rafael.

REFERÊNCIA NO MERCADO

Já consolidado na indústria madeireira, o destopador

automático com empurrador eletrônico RottStop possui

mais de 240 máquinas no mercado, trabalhando há mais de

16 anos, em alguns locais em até três turnos consecutivos,

sem problemas no equipamento. Desenvolvido para realizar

cortes transversais na madeira, reduzir o desperdício e

aumentar a produtividade, o equipamento começou a ser

produzido em 2010.

Atualmente possui quatro linhas: O RottStop Original

foi projetado para realizar de forma fácil a otimização dos

planos de corte, sendo o equipamento mais completo do

mercado para a produção de estofados; o RottStop Eco,

é um destopador automático simples, robusto e eficiente,

com foco na indústria de paletes e serrarias; o RottStop Mini,

com potência compacta para indústrias menores, ideal para

operações que produzem de 30 a 50 peças de estofados por

dia; e o RottStop Speedy, que realiza mais de 60 cortes por

minuto, operando com sistema totalmente elétrico, indicado

para cortes repetitivos.

The redesign of the feeder, suitable for all molder-

-based processes, was driven by customer requests. “We

received requests from customers for improvements, which

we developed with the aim of increasing productivity

and process safety while requiring as little adjustment as

possible,” comments Muller.

MARKET LEADER

The RottStop automatic end-trimmer with an electronic

pusher is already well-established in the forest

products industry. With over 240 machines in operation,

it has been in use for more than 16 years. In some locations,

it runs for up to three consecutive shifts without any

equipment issues. Designed to make cross-cuts in wood,

reduce waste, and increase productivity, the equipment

began production in 2010.

There are currently four models: The RottStop Original

easily optimizes cutting plans, making it the most

comprehensive machine on the market for producing

upholstered furniture. The RottStop Eco is a simple,

robust, and efficient automatic cross-cutter focused on

the pallet and sawmill industries. The RottStop Mini has

compact power ideal for smaller industries producing

30 to 50 pieces of upholstered furniture per day. The

RottStop Speedy performs over 60 cuts per minute with

a fully electric system suitable for repetitive cuts.

Electrical operator safety is ensured by the door

interlock system and emergency buttons, as required by

safety regulations. Mechanical operator safety is ensured

MARCOS DENADAI, DA ÁREA DE MELHORIAS DA CEZAN EMBALAGENS

Sempre aprimorando, este ano a Rotteng lança uma

versão atualizada do alimentador automático para plaina

moldureira, máquina que aumenta a produtividade da máquina

operatriz em até 30%. O equipamento com controle

eletrônico de torque de tração possibilita melhor acabamento

evitando choques e engripamento na madeira. Acoplado à

plaina moldureira aumenta a produtividade, reduz o desgaste

de ferramentas e o tempo ocioso da máquina.

A empresa produzirá vários modelos e versões de alimentadores

e descarregadores para atender à maioria dos

processos de aparelhamento.

O sistema servo acionado é o grande diferencial na nova

versão. “Este novo modelo terá mais performance e mais

velocidade, já que a tração será feita por servo motores, que

torna a dinâmica dos movimentos muito mais rápida e precisa.

Isso também porque utilizamos sistemas de transmissão

com altíssimo rendimento e baixíssima folga”, explica Rafael

Muller, diretor comercial da Rotteng. “Também planejamos

lançar até o final de 2026 os destabicadores e empilhadores

Always striving for improvement, this machine increases

the production line’s productivity by up to 30%. Featuring

electronic traction torque control, the equipment

enables a better finish by preventing shocks and jamming.

Coupled with the molder, it increases productivity, reduces

tool wear, and minimizes machine downtime.

The Company will produce various models of feeders

and unloaders to accommodate most trimming

processes.

The servo-driven system is the key feature of the new

version. “This new model will offer higher performance

and greater speed since traction will be provided by

servo motors, which make movement dynamics much

faster and more precise. This is also because we use

transmission systems with extremely high efficiency and

very low backlash,” explains Rafael Muller, Rotteng’s

Commercial Director. He adds, “We also plan to launch

vacuum-powered lift stackers and feeders by the end of

2026, which will reduce the amount of labor required for

operation.”

ESTAMOS RELANÇANDO

O ALIMENTADOR

AUTOMÁTICO PARA PLAINA

MOLDUREIRA E PLANEJAMOS

LANÇAR ATÉ O FINAL DE 2026

OS DESTABICADORES E

EMPILHADORES PÓRTICOS À

VÁCUO, QUE REDUZIRÁ A

QUANTIDADE DE MÃO DE OBRA

NA OPERAÇÃO

RAFAEL MULLER,

DIRETOR COMERCIAL DA ROTTENG

46 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 47



PRINCIPAL

A segurança para os operadores é garantida eletricamente

pelo sistema de intertravamento de portas e botões de

emergência, conforme determina a norma regulamentadora

de segurança e mecanicamente pela caixa de aço em que

fica o disco de widea que faz os cortes de forma automática.

A caixa só é destravada após o desligamento completo da

operação. A máquina é projetada e fabricada seguindo os

altos padrões de qualidade e desempenho, e dentro das

normas regulamentadoras cabíveis.

CLIENTES SATISFEITOS

Com melhor custo-benefício a longo prazo, os clientes

reconhecem as vantagens das máquinas Rotteng, que desenvolve

equipamentos para indústria madeireira brasileira.

A Cezan Embalagens, tradicional fabricante de paletes

de madeira, possui um alimentador automático de plaina

moldureira que está em uso há mais de 20 anos, além de

vários destopadores automáticos RottStop. Rafael Muller

lembra que por sugestão do fundador, Sr. José Celoti (in

memoriam), a Rotteng começou a desenvolver a destopadeira

para atender a Cezan. A empresa buscava tornar o processo

mais eficiente, com cortes precisos, melhor aproveitamento

da madeira e menor desperdício.

Alexandre Celoti, diretor da Cezan, diz que os equipamentos

em operação até hoje garantem mais economia e

produtividade. “É um produto resistente, funcional, que não

dá problema, e seguro para operação”, comenta. A Cezan,

com matriz em Cordeirópolis (SP), fundada há 62 anos, produz

mais de 6 mil peças dia de paletes, de eucalipto e pinus, com o

auxílio de vários equipamentos da Rotteng. Marcos Denadai,

da área de melhorias da Cezan Embalagens, também destaca

a durabilidade. “São máquinas duráveis que garantem agilidade

e mais produtividade ao processo”, salienta.

A Luizzi Estofados, uma das maiores fabricantes de estofados

do Brasil, fornecedora de lojas como Casas Bahia,

Magazine Luiza, entre outros, também é cliente de longa data

da Rotteng. A marcenaria da empresa trabalha com eucalipto

by the steel housing that contains the carbon-tungsten

disc, which performs the cuts automatically. The housing

is only unlocked after the machine has been completely

shut down. The machine is designed and manufactured

to meet high-quality and performance standards, as well

as applicable regulatory standards.

SATISFIED CUSTOMERS

Offering better value for money in the long term,

Rotteng machines are recognized by customers for their

advantages, including equipment for the Brazilian sawn

wood industry.

Cezan Embalagens, a manufacturer of wooden

pallets, has used an automatic feeder for its molder for

over 20 years, along with several RottStop automatic

end-trimming machines. Rotteng’s Muller recalls that

the founder, Sr. José Celoti (in memoriam), suggested

that Rotteng develop an end-trimmer for Cezan. The

Company sought to make the process more efficient

with precise cuts, better wood utilization, and less waste.

Alexandre Celoti, Cezan’s Managing Director, says the

equipment, which is still in operation today, ensures greater

savings and productivity. “It is a durable, functional

product that does not malfunction and is safe to operate,”

the Director praises. Headquartered in Cordeirópolis, São

Paulo, Cezan was founded 62 years ago. The Company

produces 6,000 pallets per day from eucalyptus and pine

using various Rotteng machines. Marcos Denadai, from

the Improvements Department at Cezan Embalagens,

also emphasizes their durability. “These are durable

machines that ensure agility and greater productivity in

the process,” he emphasizes.

Luizzi Estofados is one of Brazil’s largest upholstered

furniture manufacturers and a long-standing RottStop

customer. The Company supplies stores such as Casas

Bahia and Magazine Luiza, among others. Its woodworking

shop uses eucalyptus and has 11 RottStop

A SEGURANÇA PARA

OPERAÇÃO FOI O

MAIOR ATRATIVO NA ÉPOCA

QUE AS MÁQUINAS FORAM

ADQUIRIDAS. TROUXE

REDUÇÃO FINANCEIRA,

QUALIDADE NA MEDIDA DA

MADEIRA, REDUÇÃO NO

CONSUMO DE ENERGIA E

CONFORTO PARA OS

FUNCIONÁRIOS

CIDNEI ROBERTO BENTO,

GERENTE DA MARCENARIA

DA LUIZZI ESTOFADOS

e possui 11 destopadores automáticos RottStop, responsável

pelo corte preciso da madeira que vai compor os diferentes

modelos de estofados. São 10 máquinas para corte reto e

uma para corte em ângulo.

O gerente da marcenaria, Cidnei Roberto Bento, destaca

os benefícios que o equipamento proporciona. “A segurança

para operação foi o maior atrativo na época que as máquinas

foram adquiridas. Trouxe redução financeira, qualidade

na medida da madeira, redução no consumo de energia

e conforto para os funcionários. Antes, cinco funcionários

operavam em cada máquina, com várias serras, com risco de

acidentes. Agora são dois ou três funcionários por máquina”,

enalteceu Cidnei.

Fundada em 1974, a Luizzi Estofados possui um parque

fabril de 60 mil m² (metros quadrados) em Rio Claro (SP). Produz

1.500 peças por dia e são mais de 1.200 colaboradores.

“A aquisição foi uma inovação e um desafio para aprender a

trabalhar, porque antes era manual. O fornecedor de equipamento

é muito importante para prestação do serviço. Quando

desenvolvemos o protótipo do sofá já pensamos no que a

máquina vai proporcionar para produzir da melhor forma”,

pontua Gabriel Baruque Pires, diretor de compras da Luizzi

Estofados. A primeira destopadeira foi adquirida em 2013.

“Fomos comprando mais máquinas no decorrer dos anos

para ter mais qualidade no produto e para o cliente final. Hoje

tem uma segurança muito grande no processo, qualidade

e produtividade, com manutenção fácil, preventiva anual”,

explica o diretor.

Com sede em Limeira (SP), a Rotteng evolui desenvolvendo

soluções em máquinas para indústria madeireira com

consistência e proximidade ao cliente. Atendendo todas as

regiões do país.

automatic end-trimmers that precisely cut the wood used

for various upholstered furniture models. Ten machines

are used for straight cuts, and one is used for angled cuts.

The Production Manager, Cidnei Roberto Bento,

highlights the benefits that the equipment provides.

“Operational safety was the main reason we purchased

the machines. They have led to cost savings, consistent

wood quality, reduced energy consumption, and greater

employee comfort. Previously, five employees were needed

to operate each machine, which had various saws and

posed an accident risk. Now, only two or three employees

are needed per machine,” he noted.

Luizzi Estofados, founded in 1974, operates a 60,000

m² manufacturing facility in Rio Claro (SP). The Company

produces 1,500 pieces per day and employs over 1,200

people. “The acquisition was innovative and challenging

because everything was manual before. The equipment

supplier is crucial for service. When we develop the sofa

prototype, we consider what the machine will offer to

ensure optimal production,” said Gabriel Baruque Pires,

Luizzi Estofados’s Purchasing Director. The first upholstery

machine was acquired in 2013. “Over the years, we have

bought more machines to improve product quality and

the end customer experience. Today, the process, quality,

and productivity are highly reliable, and maintenance is

easy with annual preventive servicing,” explains Pires.

Headquartered in Limeira, São Paulo, Rotteng has

evolved by consistently developing solutions for woodworking

machinery with a focus on customer proximity.

They serve all regions of the Country.

48 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 49



EVENTO

FORMÓBILE

2026

FEIRA AMPLIA ESTRUTURA

E REFORÇA CONTEÚDO

ESTRATÉGICO EM

SUA XI EDIÇÃO

Fotos: Feira Formóbile

AForMóbile, Feira Internacional da Indústria

de Móveis e Madeira, realizará

sua XI edição entre os dias 30 de junho

e 3 de julho de 2026, no São Paulo

Expo, reafirmando sua posição como

principal plataforma de negócios da América Latina

para marceneiros, arquitetos, designers e profissionais

da indústria moveleira.

Com expansão de 15% de área expositiva no

evento deste ano, alta renovação de expositores e

novas soluções para o público profissional, a feira

consolida seu papel estratégico como ponto de encontro

para quem transforma projetos em móveis e

negócios em crescimento.

NUNCA VIMOS UMA

COMERCIALIZAÇÃO TÃO

ANTECIPADA. É UM TERMÔMETRO

DO QUANTO O SETOR ESTÁ

AQUECIDO E CONFIANTE

TATIANO SEGALLIN,

BUSINESS MANAGER DA FORMÓBILE

50 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 51



EVENTO

O ESPAÇO MAKER É SEMPRE UMA ATRAÇÃO MUITO ESPERADA,

PORQUE MUITOS PROFISSIONAIS QUE HOJE TÊM GRANDES

EMPRESAS DE MARCENARIA COMEÇARAM PEQUENOS, FAZENDO MÓVEIS E

OUTROS OBJETOS COM AS PRÓPRIAS MÃOS

LETICIA SABA, DA STOPA LAB

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Segundo Tatiano Segallin, Business Manager da

ForMóbile, “nunca vimos uma comercialização tão

antecipada. É um termômetro do quanto o setor

está aquecido e confiante”, afirma. O cenário reforça

a importância do evento como espaço de atualização,

geração de parcerias e acesso às principais

inovações do mercado.

PALCO FORMÓBILE

O Palco ForMóbile amplia sua programação

com palestras e painéis focados nos desafios reais

do setor: gestão eficiente, retenção de talentos,

transformação digital, indústria 4.0 e novas tecnologias

aplicadas à produção e ao desenvolvimento de

móveis. Confira alguns dos temas e especialistas já

confirmados: Anderson Rios: A Gestão da Marcenaria

por meio da Inteligência Artificial; Rita de Cássia

(Marcenaria 360): Gente Boa Não se Perde - Como

atrair, desenvolver e reter profissionais na marcenaria;

Ana Boaventura e Bernardo Costa (Meu Marido

Marceneiro): Do Primeiro Pedido à Escala Nacional

- Estratégia, crescimento e consolidação de um

e-commerce de móveis no mercado brasileiro, entre

outros.

ESPAÇO MAKER

Com curadoria do Stopa Lab e apoio das influenciadoras

@Lamberjills, o Espaço Maker amplia

as demonstrações práticas e ativações voltadas à

cultura maker e aos processos produtivos, aproximando

teoria e aplicação real. A iniciativa reforça o

compromisso da ForMóbile com a formação técnica

e a experimentação, fundamentais para a evolução

da marcenaria e do design contemporâneo.

De acordo com Leticia Saba, da Stopa Lab, “o

local é sempre uma atração muito esperada na feira,

porque muitos profissionais que hoje têm grandes

empresas de marcenaria começaram pequenos,

fazendo móveis e outros objetos com as próprias

mãos. O Espaço Maker é um ponto de encontro,

um lugar para acompanhar o trabalho ao vivo de

quem realmente faz e que a gente só vê pelas redes

sociais! E, claro, também ouvir palestras de grandes

nomes na marcenaria” finaliza.

Telefone: +55 (47) 3520-2500

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Rua dos Vereadores, 410 - Itoupava - Rio do Sul - SC - Brasil

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52 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



EVENTO

ESPAÇO MADEIRA

Em sua quarta edição, o Espaço Madeira, realizado

em parceria com a Revista REFERÊNCIA

MADEIRA INDUSTRIAL, reúne empresas que representam

o que há de mais avançado em tecnologias,

ferramentas, acabamentos e soluções para madeira

maciça. Já estão confirmadas Arminius, Arte Diamante,

Bonardi Compensados, Borroz, CCB Coatings,

Fagus-Grecon, IOT, Kanefusa, Plantag, Referência

Industrial e Teak Brazil, fortalecendo o espaço

como vitrine qualificada para inovação e geração de

negócios no segmento. “O Espaço dentro da feira

faz com que novas soluções sejam apresentadas ao

mercado”, destaca o diretor comercial da Revista

REFERÊNCIA, Fábio Machado.

SVJD tecnologia e pioneirismo

em processamento de madeira

bruta com robôs.

FAÇA JÁ SEU CREDENCIAMENTO

A feira é gratuita para profissionais do setor, mediante credenciamento prévio

no site oficial do evento. Para mais informações, acesse o QR Code ao lado:

O São Paulo Expo conta com estacionamento próprio (com gestão da Indigo)

e a ForMóbile oferece transporte gratuito a partir da estação Santos Imigrantes,

Aeroporto de Congonhas e Shopping Plaza Sul (como estacionamento alternativo,

com transfer gratuito até o evento).

SOBRE A FORMÓBILE

A ForMóbile é a principal feira do setor moveleiro da América Latina, reunindo

as mais completas soluções para a indústria de móveis e marcenaria. O evento conecta

fabricantes, distribuidores, arquitetos, designers, marceneiros e profissionais

do setor, apresentando inovações em máquinas, ferramentas, ferragens, matérias-

-primas, acessórios e tecnologias para produção de móveis. Reconhecida como

uma plataforma estratégica para lançamentos, geração de negócios e atualização

profissional, a ForMóbile promove networking qualificado, conteúdo técnico e

tendências que impulsionam o desenvolvimento e a competitividade do mercado

moveleiro no Brasil.

Para saber mais, acesse o QR Code ao lado:

54 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

ForMóbile 2026 – XI Feira Internacional da Indústria de

Móveis e Madeira

Data: 30 de junho a 03 de julho de 2026

Horário: 10h às 19h

Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, 1.5 km -

Vila Água Funda, São Paulo (SP), CEP 04329-900

A linha automatizada conta com:

Linha completa ou modular para preparo e acabamento de madeira, com desgradeamento,

destopo, classificação e empacotamento. Alta produção, setup rápido e processamento de

peças de 800 a 2800 mm, atendendo diversas aplicações com flexibilidade e alto desempenho.

Instalação compacta ao nível do piso de 25 x 6 metros, com layout otimizado que facilita

integração e reduz a complexidade operacional.

(47) 99770-6448

Papanduva - SC

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MARCENARIA

CAMA DE

MADEIRA

SEJA NO MODELO TRADICIONAL OU DE MARCENARIA SOB MEDIDA AS

CAMAS DE MADEIRA TRAZEM BENEFÍCIOS E SOLUÇÕES PARA O AMBIENTE

Fotos: divulgação

56 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 57



MARCENARIA

MADEIRA SERRADA PARA PALETES

Produção personalizada: Peças conforme suas especificações

Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade

Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até

28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano

Classificação de qualidade automatizada com

scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto

Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC

Projeto: Resiliart Arquitetura/ Foto: Kelly Queiroz

Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento

máximo da matéria-prima para paletes

F

undamentais para uma boa noite de sono,

as camas se configuram como o principal

móvel do dormitório. Por esse motivo, a

escolha da cama certa é essencial. Mesmo

com a popularização das camas box e várias

opções no mercado, as camas de marcenaria se destacam

pelo estilo e possibilidades que oferece para

organização do ambiente.

Geralmente feitas sob medida, a principal vantagem

das camas de marcenaria diz respeito à execução

do móvel de acordo com o sonho do morador, além

de ser uma solução que otimiza a vida em dormitórios

pequenos. Essa cama pode ser acompanhada pela inserção

de gavetas, nichos, baús e até uma outra cama

auxiliar.

“Essa personalização de desenhar a cama alinhada

com as medidas de altura, largura e profundidade é

algo que não conseguimos com os outros modelos”,

compara a arquiteta Natália de Souza, diretora da ResiliArt

Arquitetura, destacando que essa facilidade é

favorável para atender as preferências e necessidades

voltadas para a ergonomia dos moradores.

SOB MEDIDA OU TRADICIONAL

A diversidade de possibilidades em acabamentos

e cores, além de proporcionar mais conforto, como a

passagem da fiação elétrica para a instalação de iluminação

embutida e tomadas, por exemplo, é outro

diferencial dos projetos de cama de marcenaria sob

medida. Quando executada com a cabeceira também

em marcenaria, esse móvel promove o encaixe perfeito,

em especial dentro de áreas compactas do imóvel.

A PRINCIPAL VANTAGEM

DAS CAMAS DE

MARCENARIA DIZ RESPEITO À

EXECUÇÃO DO MÓVEL DE ACORDO

COM O SONHO DO MORADOR

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MARCENARIA

A opção de gavetas para guardar diferentes itens,

desde brinquedos, roupas de cama, e até mesmo nichos

para livros é um diferencial para aqueles que querem

investir em uma cama de qualidade.

O modelo mais clássico e comum de camas de madeira

pronta, em comparação com a cama sob medida,

tem a vantagem de proporcionar o deslocamento, seja

no próprio ambiente onde já está, ou em uma possível

mudança de casa, sendo uma opção adaptável sem

perder a qualidade e beleza.

Para quartos infantis e de solteiros, a cama de madeira

traz ainda a vantagem de possibilidade da bicama

embutida.

MATERIAL ADEQUADO

Quando feitas em madeira maciça, as camas oferecem

durabilidade e resistência, com estruturas de madeiras

como eucalipto ou carvalho, que não empenam

facilmente, suportando peso considerável e oferecendo

mais firmeza, passando de geração para geração.

Com fácil manutenção, podem ser lixadas, pintadas

O MODELO MAIS CLÁSSICO E

COMUM DE CAMAS DE

MADEIRA, EM COMPARAÇÃO COM A

CAMA SOB MEDIDA, TEM A VANTAGEM

DE PROPORCIONAR O DESLOCAMENTO,

SEM PERDER A QUALIDADE E BELEZA

ou envernizadas, permitindo renovar o aspecto visual

facilmente. Podem ser combinadas em ambientes de

decoração rústica ou moderna.

Também vale lembrar o conforto natural proporcionado

pela madeira, que traz uma sensação de calor e

aconchego ao quarto, melhorando a atmosfera relaxante.

Resinas e derivados químicos

para indústrias exigentes

Há 25 anos no mercado e experiência em

diversos segmentos, a Polecola está presente

em 4 países atuando em soluções com

matéria-prima de qualidade.

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Temos frota própria certificada SASS-

MAQ e procuramos melhoria contínua

do Sistema da Gestão da Qualidade.

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Especialistas preparados para avaliar

e corrigir o que for necessário para

melhorar a sua linha de produção.

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60 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ESTUDO

DESVENDANDO

A INDÚSTRIA MADEREIRA

P

ESTUDO SETORIAL 2026 DA ABIMCI TRAZ DADOS QUE

MOSTRAM A EVOLUÇÃO DO SETOR NA GERAÇÃO DE

EMPREGOS E NÚMERO DE EMPRESAS

Fotos: divulgação

AAbimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente)

lançou este ano o Estudo Setorial 2026. A

publicação reúne dados, análises e indicadores

sobre o setor madeireiro e de base

florestal no cenário nacional e internacional, com dados

consolidados de 2024. O último lançamento do Estudo

Setorial havia ocorrido em 2022.

A Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL traz

os principais tópicos apresentados pelo estudo. Nessa

primeira abordagem apresentamos a situação da indústria

madeireira nacional incluindo produtos de madeira e

móveis de madeira.

Conforme informações apresentadas no Estudo Setorial

da Abimci, o número de empresas madeireiras ativas

no país tem oscilado, mas pode-se afirmar que houve

um crescimento médio de 1,2% ao ano no segmento

de produtos de madeira, e de 5,7% ao ano no setor de

móveis de madeira entre 2019 e 2024.

O avanço de novas tecnologias e de materiais alternativos

como aço, plástico reciclado e materiais compósitos

são fatores apontados que contribuem para que o

número de empresas de produtos de madeira oscile.

Quando se analisa o aspecto de geração de emprego,

entre 2019 e 2024 a indústria madeireira apresentou

crescimento médio anual de 2,9% no número de vagas

de emprego. E o setor moveleiro expandiu em 3,6% ao

ano.

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62 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRESERVADORES DE MADEIRA



ESTUDO

CRESCIMENTO DA INDÚSTRIA MADEIREIRA ENTRE 2019 E 2024

Produtos de madeira

1,2% ao ano

2,9% na geração de emprego

Móveis de madeira

5,7% ao ano

3,6% na geração de emprego

PRODUÇÃO CONCENTRADA

Números consolidados de 2024, apontam que a

maioria das empresas do setor de madeira e móveis

está concentrada nas regiões sul e sudeste do Brasil. O

setor moveleiro contava com 36.725 empresas sendo

75% localizadas no sul (37%) e Sudeste (38%). A região

nordeste, com 12%, desponta como novo polo da indústria

de móveis.

Já as empresas do setor madeireiro somavam um total

de 21.948 empresas registradas, 72% nas regiões sul

(46%) e sudeste (26%). As regiões norte e centro-oeste,

ambas com 10%, despontam como novos centros produtivos

do setor.

A região sul se destaca como principal polo, concentrando

40% do total nacional de indústrias madeireiras e

de móveis de madeira. A concentração está diretamente

ligada ao desenvolvimento de florestas plantadas de

pinus nas últimas décadas, principal matéria-prima utilizada

pela indústria.

Na região norte, os Estados do Pará e Mato Grosso

se caracterizam como principais fornecedores de madeira

de espécies tropicais provenientes de florestas nativas

sob manejo sustentado no bioma amazônico, atendendo

o mercado nacional e o internacional.

ÍNDICES POSITIVOS

Ainda conforme dados do Estudo Setorial, o setor

florestal respondeu por 1,90% do PIB (Produto Interno

Bruto) do Brasil em 2024 e a Indústria de Madeira Sólida,

que inclui móveis de madeira, respondeu por 0,23% do

PIB. Em 2025 o setor florestal foi responsável por 5,43%

das exportações totais do país, e indústria da madeira

por 1,39%.

Com investimentos constantes e modernização nos

parques fabris, ampliando a capacidade produtiva e promovendo

melhorias em inovação, tecnologia, qualidade

e infraestrutura, o setor industrial foca na ampliação da

presença em novos mercados internacionais, principalmente

diante das incertezas e aumento de taxas pelo

governo dos EUA (Estados Unidos da América), um dos

principais mercado para os produtos brasileiros.

A necessidade por materiais de baixo carbono e de

origem legal amplia as possibilidades de expansão do

setor industrial madeireiro para atração de novos investimentos

e desenvolvimento socioeconômico do país.

O NÚMERO DE

EMPRESAS MADEIREIRAS

ATIVAS NO PAÍS TEM OSCILADO,

MAS PODE-SE AFIRMAR QUE

HOUVE UM CRESCIMENTO NO

SEGMENTO DE PRODUTOS DE

MADEIRA E DE MÓVEIS DE

MADEIRA ENTRE 2019 E 2024

64 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ARTIGO

ANÁLISE DE VIGAS

DE MADEIRA

REFORÇADAS COM BARRAS

DE FRP PELA TÉCNICA NSM

Fotos: divulgação

LETÍCIA FREITAS ASSIS

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

MARCELO RODRIGO DE MATOS PEDREIRO

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

PEDRO IGNÁCIO LIMA GADÊLHA JARDIM

UNIR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA)

HERISSON FERREIRA DOS SANTOS

IFRO (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA DE RONDÔNIA)

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)

RESUMO

Amadeira é um material amplamente

utilizado em estruturas desde tempos

antigos, porém, devido ser um material

orgânico, suas propriedades possuem

grande variação, o que pode impactar

no desempenho estrutural. O reforço com compósitos

de FRP (polímeros reforçados com fibras),

especialmente pela técnica NSM, oferece melhorias

significativas nas propriedades mecânicas das estruturas

de madeira. Alguns estudos visam avaliar o

efeito da utilização de diferentes fibras, bem como

diferentes disposições das barras na seção transversal.

Ainda assim, a contribuição estrutural obtida ao

adotar diferentes tipos de fibras como reforço em

vigas de madeira e a utilização de barras nas faces

inferior e superior da seção transversal da viga ainda

não foi amplamente avaliada. Este estudo teve como

objetivo investigar o impacto da adição de barras na

região comprimida e do tipo de fibra na rigidez e capacidade

de carga de vigas de madeira. Para isso, foi

realizado um estudo paramétrico por meio de simulação

numérica em um software de análise por elementos

finitos. Os resultados obtidos permitiram concluir

que uma taxa de reforço de 1% permitiu aumentar a

capacidade resistente da viga em até 14,25%, similar

ao obtido em outros estudos com maiores taxas de

reforço, porém com outras disposições das barras. As

barras de CFRP proporcionaram os melhores resultados,

seguidas das barras de GFRP e BFRP respectivamente.

66 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 67



ARTIGO

INTRODUÇÃO

A madeira é conhecida por sua elevada relação

resistência-densidade sendo considerada um material

renovável e de baixo impacto ambiental. Além disso,

é um dos materiais de construção mais antigos,

utilizada há séculos na construção civil. No entanto,

as propriedades físico-químicas da madeira variam e

dependem do teor de umidade e da orientação dos

grão; mesmo as madeiras retiradas do mesmo tronco

possuem resistências diferentes. Esses fatores e a

presença de defeitos como nós e fendas dificultam a

previsão e limitam a capacidade de carga das estruturas

de madeira, o que pode ser agravado pela ação

de fatores externos como a variação de umidade e o

ataque por insetos e fungos xilófagos.

Uma forma de garantir um comportamento estrutural

superior à madeira é a utilização de reforços. O

emprego de compósitos de FRP tem sido amplamente

estudado devido à sua alta resistência e rigidez,

baixa densidade e boa resistência à corrosão. O reforço

com FRP pode ser realizado de diversas formas,

sendo uma delas a montagem de barras constituídas

de FRP próximas à superfície da madeira (NSM).

MATERIAIS E MÉTODOS

Para analisar o comportamento de vigas de madeira

reforçadas com barras de FRP foram efetuadas

simulações numéricas não lineares por meio do software

Abaqus/CAE. O modelo foi validado com base

nos experimentos realizados por Yeboah e Gkantou,

que consistiram em uma série de ensaios de flexão

em quatro pontos de vigas de madeira reforçadas

com duas barras de GFRP na face inferior do elemento.

Como a viga possui simetria longitudinal, a modelagem

foi realizada considerando um plano de simetria

a partir do centro da viga com o intuito de reduzir

o esforço computacional e consequentemente o

tempo de processamento, procedimento comumente

realizado em simulações similares.

O REFORÇO COM FRP

PODE SER REALIZADO

DE DIVERSAS FORMAS, SENDO

UMA DELAS A MONTAGEM DE

BARRAS CONSTITUÍDAS DE FRP

PRÓXIMAS À SUPERFÍCIE DA

MADEIRA (NSM)

68 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 69



ARTIGO

• Os modelos reforçados com CFRP resultaram

em um desempenho superior aos demais,

ainda que possuam baixa variação entre si,

tanto na capacidade resistente, quanto na

rigidez à flexão.

• As barras de CFRP proporcionaram os melhores

resultados, seguidas das barras de GFRP

e BFRP, sem maiores diferenças entre essas

últimas.

Este estudo tende a contribuir significativamente

para o avanço do conhecimento sobre o reforço de

estruturas de madeira com compósitos de polímeros

reforçados com fibras. No futuro, pesquisas adicionais

podem explorar outras combinações de fibras

e taxas de reforço, bem como investigar a aplicação

de técnicas de protensão para melhorar ainda mais

o desempenho das vigas de madeira reforçadas com

FRP. Recomenda-se a realização de outros estudos

paramétricos que considerem diferentes espécies de

madeira.

Essa é uma versão parcial do artigo,

o texto completo pode ser acessado

pelo Qr Code ao lado:

EQUIPAMENTOS QUE

SUPORTAM O RIGOR DA

FLORESTA

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Esta seção apresenta os resultados encontrados

nas simulações realizadas, bem como os discute à luz

do conhecimento disponível na literatura. Inicialmente,

a validação e estudo de sensibilidade do modelo

são apresentados, sendo seguido do resultado do

estudo paramétrico: Validação do modelo numérico e

estudo de sensibilidade. Análise do estudo paramétrico.

Influência do tipo de fibra do FRP e sua disposição

na rigidez à flexão.

CONCLUSÕES

O presente estudo foi direcionado a investigar o

impacto da adição de barras na região comprimida

e do tipo de fibra na rigidez e capacidade de carga

de vigas de madeira reforçadas com FRP pela técnica

NSM. A partir das análises realizadas, foi possível ob-

ter informações relevantes sobre o aumento na resistência

última das vigas reforçadas com os diferentes

FRPs pela técnica NSM. Com base nos resultados

obtidos, pode-se concluir que:

• O aumento na taxa de reforço não resultou

em uma melhoria perceptível na rigidez à flexão

das vigas simuladas.

• A inserção de barras de FRP adicionais na região

comprimida proporcionou um aumento

na capacidade de carga das vigas, independentemente

do tipo de fibra, variando entre

12,64% e 14,25%.

• A taxa de reforço de 1% foi capaz de atribuir

uma resistência similar ao obtido em outros

estudos com maiores taxas, indicando um

limite no aproveitamento do reforço e consequente

falha na madeira.

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70 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026

MAIO 2026 71

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AGENDA

AGENDA

2026

VEM AÍ!

JUNHO 2026

2 A 4

AGOSTO 2026

17 A 20

SETEMBRO 2026

15 A 17

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BOIS 2026

LOCAL: NANTES (FRANÇA)

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MOVELSUL

LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)

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30 DE JUNHO A 03 DE JULHO 2026

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72 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026



ESPAÇO ABERTO

EMPRESAS SÃO DECISIVAS

PARA O BRASIL SER LÍDER EM

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

M

uito se fala sobre o potencial

do Brasil em liderar a transição

energética global. Nossa matriz

elétrica já é uma das mais limpas

do mundo, com mais de 80%

baseada em fontes renováveis, e temos abundância

de recursos naturais capazes de impulsionar

novos ciclos de crescimento sustentável e, ainda

mais, responsável. Mas há um ponto central que

costuma ser negligenciado nesse debate: o protagonismo

das empresas.

Não é apenas uma questão de políticas públicas

ou de investimentos governamentais. O

caminho para que o Brasil se consolide como

líder passa, inevitavelmente, pelas decisões que

empresas privadas tomam hoje em relação às

suas cadeias de suprimentos, seus processos de

auditoria e sua aderência a padrões internacionais

de ESG e compliance.

A pressão regulatória global já está batendo

à nossa porta. A União Europeia, por exemplo,

avança em legislações de due diligence obrigatória

para importadores e exportadores, exigindo

transparência na cadeia de valor e relatórios robustos

de sustentabilidade. Ignorar essas exigências

pode significar perda de mercados, redução

de competitividade e até barreiras comerciais.

É por isso que o futuro da transição energética

brasileira não está apenas em Itaipu, nas usinas

solares do nordeste ou nos parques eólicos

do sul. Está, sobretudo, na mesa de decisão das

empresas que escolhem como se relacionar com

POR

NICOLÁS

AVELLANEDA

REGIONAL MANAGER

DA ACHILLES PARA

AMÉRICA DO SUL E

CENTRAL

fornecedores, como medir suas emissões e como

estruturar suas práticas de governança.

Ferramentas de inteligência artificial, auditoria

contínua e due diligence preditiva já estão disponíveis

para ajudar organizações a se antecipar

a riscos e atender às exigências internacionais.

Mas tecnologia sozinha não resolve. É preciso

coragem empresarial para assumir compromissos

que vão além do marketing e se traduzam em

ações concretas de mitigação de carbono, inclusão

social e transparência regulatória.

O Brasil tem a chance de ser protagonista em

um momento histórico de redefinição da economia

mundial. Mas essa liderança não virá automaticamente.

Depende da capacidade de nossas

empresas de se enxergarem como decisoras da

transição energética e não apenas como espectadoras

de políticas públicas.

A transição energética não é um futuro distante.

Ela está acontecendo agora, e quem não

se preparar para ela, corre o risco de ficar para

trás.

Foto: divulgação

O CAMINHO PARA QUE O BRASIL SE CONSOLIDE COMO

LÍDER PASSA PELAS DECISÕES QUE EMPRESAS PRIVADAS

TOMAM EM RELAÇÃO ÀS SUAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS, SEUS

PROCESSOS DE AUDITORIA E SUA ADERÊNCIA A PADRÕES

INTERNACIONAIS DE ESG E COMPLIANCE

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