Industrial_284 OPS
16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,42,45,46,47,48,49,51,52,54,58,60,64,67,68,69,70,74
16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,42,45,46,47,48,49,51,52,54,58,60,64,67,68,69,70,74
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ENTREVISTA: Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras, compartilha sua trajetória profissional no setor
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SUMÁRIO
INDUSTRIAL
2026
44
50
66
56
V-Sorter
MADEIRA
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
SUMÁRIO
uma nova era na Tecnologia de
Classificação de Toras!
06
ABB Wood Brazil 59
ABPM 63
Arte Diamante 76
Bonardi Química 41
Bruno 13
Contraco 29
Dallabona Máquinas 35
DRV Ferramentas 19
Elpi Química 21
Engecass 53
ForMóbile 43
Franzói Ferramentas 31
H Bremer 11
Impacto Máquinas 75
Indumec 37
J de Souza 71
Lignum Latin America 2026 65
Máquinas Águia 33
Mendes Máquinas 02
Mion & Mosole 17
MSM Química 27
Omil 23
Pika Retech 15
Pika Retech 39
Pole Cola 61
Prêmio Referência 2026 73
Rotteng 04
Springer 07
SVJD Robotics 55
Timbermaq 09
Vantec 25
referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
28 Aplicação
30 Frases
32 Entrevista
44 Principal Produtividade, confiabilidade e rentabilidade
50 Evento
56 Marcenaria
62 Estudo
66 Artigo
72 Agenda
74 Espaço Aberto
Toras
Madeira
serrada
Sawbox
Automação
www.springer.eu
Robótica
Serviços
técnicos
08
EDITORIAL
EVOLUÇÃO
COM TECNOLOGIA
A
automação e uso de tecnologias na indústria
madeireira mudaram o setor, garantindo mais
produtividade e segurança para a atividade.
A Rotteng, que neste ano comemora 49 anos,
cresceu desenvolvendo soluções e inovando
com equipamentos robustos, precisos, de fácil utilização e
manutenção. Nesta edição da revista REFERÊNCIA MADEI-
RA INDUSTRIAl, destacamos o relançamento do alimentador
automático de plaina moldureira da Rotteng, que passou
por reformulações visando mais eficiência, além do já
consagrado RottStop, que possui quatro linhas para atender
diferentes empresas do setor. Na editoria de Entrevista conversamos
com Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras.
Engenheiro elétrico por formação, ele conta sua trajetória na
indústria madeireira, onde começou fazendo automação de
processos. A edição ainda traz os últimos preparativos para
a ForMóbile, e um panorama da indústria madeireira a partir
da análise do Estudo Setorial 2026 da Abimci (Associação
Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),
entre outros assuntos. Boa leitura!
EVOLUTION THROUGH
TECHNOLOGY
A
utomation and technological advances in
the Forest Product Sector have transformed
the Sector, ensuring greater productivity and
safety. Rotteng, which is celebrating its 49th
anniversary this year, has grown by developing
innovative, robust, and precise equipment that is easy to use
and maintain. This issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial
highlights the relaunch of Rotteng’s redesigned automatic
feeder for molders, aimed at greater efficiency. It also features
the well-established RottStop, which has four lines
to serve different companies in the Sector. In the Interview
Section, we speak with Daniel Woiski, the Chief Executive
of Solida Brasil Madeiras. An electrical engineer by training,
Woiski recounts his career in the forest product industry,
where he began working on process automation. This issue
also covers final preparations for ForMóbile and provides an
industry overview based on the Brazilian Association of the
Mechanically Processed Wood Industry’s (Abimci) 2026 Sector
Study, among other topics. Pleasant reading!
referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NA CAPA
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ANO XXVIII - EDIÇÃO 284 - MAIO 2026
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
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Tradução / Translation - John Wood Moore
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GARANTIDA GARANTEED
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº284 • Maio 2026
ENTREVISTA: Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras, compartilha sua trajetória profissional no setor
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PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de
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consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,
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segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,
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• • • •
ENTREVISTA: empresário Luciano Zatti conta a trajetória da Mademape, líder em mix de eucalipto no país
CARTAS
CARTAS
CAPA DA EDIÇÃO 283 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE ABRIL DE 2026
PRINCIPAL
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº283 • Abril 2026
• • • • • • • • • • • • • •
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MODERNIDADE NA
EXAUSTÃO DA
MADEIRA
SISTEMAS DE ASPIRAÇÃO E FILTRAGEM QUE
UNEM EFICIÊNCIA, ENGENHARIA E
SEGURANÇA CONTRIBUEM PARA O CONTROLE
DE EMISSÕES DE PARTICULADOS NA
INDÚSTRIA MOVELEIRA
MARCENARIA
Por Augusto dos Santos –
Guaramirim (SC)
Por Cleide Borges –
Curitiba (PR)
Muito interessante a matéria sobre a
Mion&Mosole. Tocou em um ponto importante
nas indústrias madeireiras.
Achei uma boa surpresa a
notícia sobre crescimento
de marceneiros e
carpinteiros em São Paulo.
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: divulgação Abimci
Foto: divulgação
ENTREVISTA
Por Dirceu Monteverde –
Bauru (SP)
Quero parabenizar pela
entrevista com Luciano
Zatti. Nome conhecido
no setor, com experiência
que vem da família.
79
REPRESENTATIVIDADE
Por Jurandir Alves –
Belo Horizonte (MG)
Sucesso para nova diretoria da Abimci. A
entidade tem contribuído muito para o
setor.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
10 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
jornalismo@revistareferencia.com.br
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E INSCREVA-SE NO NOSSO
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@revistareferencia9702
BASTIDORES
BASTIDORES
FEIRA
O DIRETOR DA REVISTA, FÁBIO MACHADO, ESTEVE NA FEICON EM
SÃO PAULO (SP), VISITANDO O ESPAÇO DA PLANTAG DO BRASIL,
DO DIRETOR PAULO JORGE.
BRUNO: ESTRUTURA GIGANTE
PARA VOCÊ NUNCA PARAR!
Foto: divulgação
LANÇAMENTO
DURANTE A FEICON, O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA
INDUSTRIAL, PRESTIGIOU O LANÇAMENTO DO LIVRO “ELAS NA
CONSTRUÇÃO”, ONDE A DIRETORA COMERCIAL DA MONTANA
QUÍMICA, ELAINE GUEDES, FOI UMA DAS COAUTORAS DO LIVRO.
Foto: divulgação
RONDONÓPOLIS - MT
SINOP - MT
UBERLÂNDIA - MG
ALTA
PIB DO PR ACIMA DA MÉDIA
O PIB (Produto Interno Bruto) do
Paraná cresceu 2,8% em 2025,
superando a taxa de 2,3% que
foi registrada pela economia
brasileira. O resultado é 22% acima
do desempenho do país. Os
dados são do Ipardes (Instituto
Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social). A alta da
economia do Paraná, apesar
dos juros elevados, alta carga
tributária e tarifaço dos EUA, decorreu
das taxas de crescimento
da agropecuária e dos serviços.
No caso do setor primário, a
expansão chegou a 13,1%, acima
do resultado contabilizado pela
agropecuária nacional (11,7%).
BAIXA
RECUPERAÇÃO
EXTRAJUDICIAL
Maior produtora mundial de
etanol e biomassa de cana-de-
-açúcar e uma das gigantes do
setor de agroenergia, a Raízen
apresentou pedido de recuperação
extrajudicial. Segundo
a companhia, a proposta de
renegociação de suas dívidas,
que superam os R$ 65,1 bilhões,
foi acordada com principais
credores. Com mais de 45
mil colaboradores e 15 mil parceiros
de negócios espalhados
por todo Brasil, o Grupo Raízen
controla 35 usinas de produção
de açúcar, etanol e bioenergia,
tendo anunciado uma receita
líquida de R$ 255,3 bilhões na
safra 2024/2025.
DOURADOS - MS
SÃO PAULO - SP
CAMPOS NOVOS -SC
12 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
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NOTAS
ReJIT
Sistema de emulsão de nano-parafina
PODCAST
REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças
ilustres e de grande valor para o segmento
florestal em abril de 2026. No primeiro
episódio do mês estava presente a sócia da
Santa Rosa Florestal, Gabriela Cibulski Breda
(foto de cima). O segundo episódio teve a
presença do fundador e diretor da empresa
Resinas Jardim, Israel Jardim (foto de baixo).
Gabriela contou como esteve desde cedo
inserida dentro da Santa Rosa, fundada pelo
pai, Nelso Cibulski, e com isso se aproximou
também do setor florestal. “Isso me deu vontade
de fazer uma faculdade nesse ramo para
poder auxiliar o negócio”, explicou.
Após a graduação em Negócios Internacionais
e Comércio Exterior pela PUC-RS (Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do
Sul) e começar a carreira fora da Santa Rosa,
Gabriela decidiu voltar para a empresa em
2015 e desde então tem seguido os passos do
pai no comando da empresa.
“Continuamos a ser uma empresa familiar
e enxuta, mas temos a capacidade de qualquer
parceria que a gente firmar, a gente consegue
dar conta. Temos maquinário de ponta,
tecnologia da indústria”, complementou.
No outro programa, Jardim explicou o
processo para retirada da resina das árvores
e do derivado deste composto que é o breu,
atualmente, responsável por 85% do mercado
da empresa, especialmente para o setor de
tintas.
Jardim também detalhou como a família
migrou da produção de cebolas para começar
a cultivar pinus, até que em 2008 nasceu a
Resinas Jardim. “Acho que o principal vetor
do nosso crescimento primário foram governança,
inovação e a execução”, resumiu o
empresário.
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REFERÊNCIA:
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14 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NOTAS
CIPEM
TEM NOVO PRESIDENTE
O empresário do setor de base florestal em Sinop (MT), Gleisson Omar Tagliari, assumiu a presidência
do Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso).
Ele era vice-presidente na chapa “Sustentabilidade”, eleita em agosto de 2025 e assumiu a liderança da
entidade após o afastamento de Ednei Blasius, que deixou a presidência em março para se dedicar a
novos projetos. Com trajetória consolidada no segmento, Gleisson Tagliari chegou ao Estado em 1992,
estabelecendo-se em Sinop, onde iniciou sua atuação no setor madeireiro. Formado em Engenharia
Elétrica pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), construiu uma carreira marcada pelo empreendedorismo
e pela atuação representativa. Entre 2013 e 2016, presidiu o Sindusmad (Sindicato das
Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso). Entre as prioridades da nova gestão estão o
fortalecimento do diálogo com o poder público, a melhoria do ambiente de negócios e a ampliação da
presença do setor nos mercados nacional e internacional, além do incentivo à inovação, pesquisa e promoção
comercial. Ao assumir a presidência do Cipem, Gleisson destaca que o setor vive um momento de
oportunidades, impulsionado pela crescente demanda mundial por produtos de origem sustentável, mas
ainda enfrenta desafios estruturais que precisam ser superados.
VENHA NOS
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20
26
30 de Junho a
03 de Julho de 2026
São Paulo
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Foto: divulgação Cipem
Gleisson Omar Tagliari,
novo presidente da Cipem
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16 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
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NOTAS
SINDUSMAD
QUALIFICA MÃO DE OBRA
Em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial) o Sindusmad (Sindicato das Indústrias
Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso) iniciou
o curso de Operador de Plaina Moldureira. São 19 colaboradores
dos municípios de Vera (MT), Feliz Natal (MT),
Sinop (MT) e Cláudia (MT), que estão participando da
formação técnica, que visa qualificar profissionais e elevar
a qualidade dos produtos madeireiros. O presidente
do Sindusmad, Felipe Antoniolli, destacou a relevância
da iniciativa e da parceria com o Senai, iniciada em 2021.
“Já são mais de 15 cursos realizados em parceria com
o Senai, capacitando mais de 400 colaboradores do
setor de base florestal”, enalteceu Felipe. “Este é um
curso que demanda complexidade técnica, pois trata
do produto final acabado. E o produto final precisa de
excelência para atender aos mercados nacional e internacional”,
reforçou Felipe. O gerente regional do Senai,
Bruno Cavalcante, explicou que o curso parte de um
diagnóstico das necessidades reais do setor. “Sempre
que realizamos reuniões com o Sindusmad, ouvimos
os empresários, identificamos as demandas, realizamos
estudos, elaboramos o plano e submetemos à avaliação
da gerência de educação, contextualizando tecnologias
modernas à realidade das empresas. Em 2026, a meta é
manter esse ciclo de aperfeiçoamento e capacitação”,
ressaltou Bruno Cavalcante.
Fotos: assessoria SINDUSMAT/ SENAI
18 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NOTAS
EXPORTAÇÕES DE MADEIRA
REGISTRAM QUEDA NO PRIMEIRO TRIMESTRE
As exportações brasileiras de produtos madeireiros apresentaram leve recuperação em março de 2026, após
um início de ano marcado por dificuldades. Apesar do avanço, o setor ainda acumula retração no primeiro trimestre,
refletindo um ambiente global desafiador e em transformação. Dados da WoodFlow- plataforma online
especializada na exportação de madeira brasileira - indicam que o cenário segue pressionado por fatores como
instabilidade geopolítica, mudanças nos mercados compradores e maior concorrência internacional. Em março,
as exportações de madeira registraram crescimento de 2% em volume e 9% em valor na comparação com o
mês anterior, sinalizando uma retomada ainda moderada dos embarques. No entanto, o desempenho acumulado
de 2026 continua negativo. Em relação ao mesmo período de 2025, o setor apresenta queda de 16% no
volume exportado e recuo de 20% em valor. Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o momento ainda
exige cautela. Um dos principais movimentos observados neste início de ano é a alteração dos destinos das
exportações brasileiras de madeira. Os EUA vêm perdendo relevância, especialmente no segmento de madeira
serrada de pinus. Em março, os embarques para o país somaram US$ 8,1 milhões, queda de 28% em relação
a fevereiro. No mesmo período, o México assumiu a liderança nas compras, com US$ 11,2 milhões, indicando
uma reconfiguração no fluxo comercial.
Foto: divulgação
20 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NOTAS
CONSUMO DE GÁS NATURAL
CRESCE NA INDÚSTRIA
O volume total de consumo de gás natural no Brasil em 2025 chegou a 54,464 milhões de
m³/dia (metros cúbicos/dia), um aumento de 3,8% em comparação com os 52,456 millhões
de m³/dia registrados em 2024. Esses números representam a somatória dos volumes consumidos
nos segmentos industrial, automotivo, comercial, residencial, geração elétrica,
cogeração, matéria-prima, entre outros, a partir de levantamento estatístico da Abegás (Associação
Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) com concessionárias de
distribuição de gás canalizado em todo o país. O destaque revelado pelo estudo da Abegás
é o crescimento do volume no segmento industrial. Em 2025, o consumo foi de 29,903
milhões de m³/dia, um avanço de 5,3% em relação aos 28,386 milhões de m³/dia de 2024.
“Esta expansão na indústria é uma notícia que aponta uma recuperação, decorrente de uma
maior atividade econômica, estimulada, também, pelo ganho de competitividade no preço
da molécula como desdobramento dos movimentos de migração em direção ao mercado
livre de gás”, adverte o diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça. Além do setor
industrial, o estudo da Abegás também aponta para um crescimento de 4,5% no segmento
de geração elétrica, que saltou de 14,662 milhões de m³/dia em 2024 para 15,327 milhões
de m³/dia em 2025, decorrente de um maior despacho térmico.
Foto: divulgação
22 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NOTAS
ENTIDADES DA CADEIA MOVELEIRA
SE MANIFESTAM
O Sindimadeira/RS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias,
Tanoarias, Esquadrias, Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados
e Chapas de Fibras de Madeiras do Estado do Rio Grande do Sul), em conjunto com a Movergs
(Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e demais entidades
representativas do setor, tornaram público um manifesto com o objetivo de expressar a preocupação
com o atual cenário econômico e seus impactos diretos sobre toda a cadeia produtiva
da indústria moveleira. No manifesto as entidades reforçam a necessidade de medidas que
promovam o equilíbrio do mercado, assegurem condições justas de competitividade e garantam
a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva, com a adoção de políticas públicas e ações coordenadas
que incentivem a produção, estimulem investimentos, fortaleçam a indústria nacional
e preservem os empregos gerados pelo setor. Conforme o documento, a cadeia moveleira vem
enfrentando desafios decorrentes de fatores como aumento de custos, instabilidade econômica
e perda de competitividade que afetam desde a base florestal até a indústria e o mercado consumidor
final.
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24 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
NOTAS
ESTUDO APONTA QUE A ADOÇÃO
DE IA CRESCE NA INDÚSTRIA
A IA (Inteligência Artificial) consolidou-se na agenda estratégica da indústria, deixando de ser tratada
como uma tendência passageira para se tornar um vetor de ampliação de vendas, previsão de demandas
e inteligência de mercado. Pesquisa inédita realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo) com 285 empresas aponta que 72,2% das empresas consideram que a IA terá
impacto relevante nos negócios. Os resultados da pesquisa indicaram que 36,9% das indústrias paulistas
já utilizam ou estão realizando testes com a tecnologia, tendo a IA generativa como uma das
principais portas de entrada. Esse número representa um aumento substancial em relação à pesquisa
anterior, realizada em 2024, que indicava que 22% das empresas declaravam utilizar ou testar IA. O
levantamento aponta que, embora as indústrias se sintam tecnologicamente preparadas, elas enfrentam
um vácuo na organização estratégica. O principal gargalo é a ausência de diretrizes e políticas internas
para o uso da IA. O receio com a segurança das informações, a falta de dados confiáveis para
alimentar os modelos e a dificuldade de compreensão sobre como a IA pode auxiliar o negócio são
outros pontos de atenção. Ainda conforme apontado no estudo, um entrave para a implementação
é de ordem humana, manifestado na falta de conhecimento e de capacitação técnica. O estudo foi
apresentado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante a Jornada de Inteligência Artificial.
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
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CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
26 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
Foto: divulgação
(41) 9.9971-9116
(41) 3347-8282 / Dep. Técnico
www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br
Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)
APLICAÇÃO
Foto: divulgação
INOVAÇÃO
EM PORTAS
Com uma história que começou em
1938, o Grupo Rohden é referência
na fabricação de portas. Com unidades
estrategicamente localizadas
no sul do Brasil e presença internacional,
a Rohden Portas levou à
Expo Revestir tradição, inovação,
sustentabilidade, design e segurança
para todos os tipos de projetos.
Com cores exclusivas e acabamento
premium, são portas para quem deseja
ambientes com personalidade
e inovação.
1986 - 2026
EVOLUÇÃO PENSADA PARA
ATRAVESSAR O TEMPO.
Dos primeiros projetos no campo aos secadores
industriais, a Contraco evoluiu resolvendo o que
não pode falhar.
A Contraco não começou na indústria pesada.
Nasceu no campo, lidando com ventilação e necessidades práticas. O
primeiro avanço veio com estufas para secagem de fumo — onde o
controle térmico deixou de ser detalhe e passou a ser essencial.
Com o tempo, a exigência aumentou.
Demandas de grandes empresas impulsionaram a evolução da operação,
levando a Contraco a desenvolver soluções mais robustas, como
secadores de madeira e estufas industriais para diferentes segmentos.
PORTA
VERSÁTIL
Mais do que estrutura, entregam controle de processo, eficiência
energética e previsibilidade — fatores decisivos para quem precisa
manter a produção em ritmo constante.
Hoje, os secadores Contraco representam essa trajetória.
Na linha Porta Inovare a empresa
apresentou as opções Branca Revestida,
Amadeirada Freijó e a Color Titanium.
Modelos com visual moderno,
acabamento sofisticado e resistência
pensada para o dia a dia, versátil para
diferentes ambientes. Outra novidade
apresentada foi a Porta Flex, de correr
e de embutir, uma solução prática
e elegante para otimizar espaços,
indicada para projetos modernos e
funcionais.
28 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
Foto: divulgação
Quatro décadas depois, a lógica continua a mesma:
resolver com precisão aquilo que
não pode dar errado.
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CONTRACO.MAQUINAS
/CONTRACO-MÁQUINAS
FRASES
“A INDÚSTRIA TEM OPORTUNIDADE AGORA COM A REFORMA
TRIBUTÁRIA E A TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA PARA AGREGAR MAIS
VALOR. EU ACREDITO QUE SE A GENTE OLHAR PROS PRÓXIMOS 10 ANOS,
CERTAMENTE TERÁ UM DESEMPENHO DA INDÚSTRIA MUITO SUPERIOR
AO QUE FOI NAS ÚLTIMAS QUATRO DÉCADAS”
ECONOMISTA RICARDO AMORIM, DURANTE O EVENTO
IMERSÃO INDÚSTRIA PROMOVIDO PELA FIEMG (FEDERAÇÃO
DAS INDÚSTRIAS DE MINAS GERAIS)
“EM 2024,
A INDÚSTRIA
MADEIREIRA
FOI
RESPONSÁVEL
POR 173,3
MIL POSTOS
DE TRABALHO.
QUANDO
COMPUTAMOS TODA
A INDÚSTRIA DE
MADEIRA SÓLIDA, QUE
ENGLOBA TAMBÉM A
INDÚSTRIA MOVELEIRA,
O NÚMERO CHEGA A 376
MIL VAGAS”
“ESTAR NA NORTE SHOW É UMA OPORTUNIDADE
VITAL PARA DEMONSTRARMOS COMO A UNIÃO ENTRE
INDÚSTRIA E AGRO PODE GERAR VALOR. NOSSO
OBJETIVO É OFERECER SUPORTE TECNOLÓGICO,
EDUCACIONAL E SOLUÇÕES PARA QUE O SETOR
PRODUTIVO DE MATO GROSSO CONTINUE SENDO
REFERÊNCIA EM EFICIÊNCIA E INOVAÇÃO”
EDGAR BORGES, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA FIEMT (FEDERAÇÃO
DAS INDÚSTRIAS DO MATO GROSSO)
PAULO PUPO,
SUPERINTENDENTE
DA ABIMCI
(ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA
DA INDÚSTRIA
DE MADEIRA
PROCESSADA
MECANICAMENTE)
AO COMENTAR
DADOS DO ESTUDO
SETORIAL 2026
Foto: divulgação
“TEMOS UM SETOR COMPETITIVO,
COM ENORME POTENCIAL DE
CRESCIMENTO E ALINHADO ÀS PAUTAS
GLOBAIS DE SUSTENTABILIDADE. NO
ENTANTO, AINDA LIDAMOS COM
ENTRAVES IMPORTANTES. PRECISAMOS
AVANÇAR EM SOLUÇÕES QUE
GARANTAM SEGURANÇA JURÍDICA E
ESTIMULEM O DESENVOLVIMENTO DO
SETOR”
GLEISSON OMAR TAGLIARI,
PRESIDENTE DO CIPEM, NO
DISCURSO DE POSSE
30 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
EFICIÊNCIA OPERACIONAL
NA INDÚSTRIA DE MADEIRA SERRADA
OPERATIONAL
EFFICIENCY IN
THE SAWN
WOOD INDUSTRY
ARevista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL traz
nessa edição uma entrevista com Daniel Woiski,
CEO da Solida Brasil Madeiras e coordenador
do Comitê de Madeira Serrada da Abimci (Associação
Brasileira da Indústria de Madeira Processada
Mecanicamente). Ele foi um dos convidados do Podcast
REFERÊNCIA, onde contou sobre sua trajetória profissional.
Formado em engenharia elétrica, Daniel começou trabalhando
com automação em outros setores até ser convidado para
assumir o projeto de uma nova serraria. Acabou conhecendo
o setor e não saiu mais.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS /PR
ENTREVISTA
This issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial features
an interview with Daniel Woiski, the Chief Executive
of Solida Brasil Madeiras and the Coordinator of the
Sawn Wood Committee at the Brazilian Association of
the Mechanically Processed Wood Industry (Abimci).
He was a guest on the REFERÊNCIA Podcast, where
he discussed his professional career. After earning his degree in
electrical engineering, Woiski began working in automation in
other sectors. He was then invited to take on a project for a new
sawmill. He ended up getting to know the Sector and never left.
DANIEL WOISKI
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHARIA ELÉTRICA PELA
UTFPR (UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ);
ESPECIALIZAÇÃO EM BUSINESS ADMINISTRATION PELA UFPR
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ) E MBA EM BUSINESS
MANAGEMENT PELA FGV (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS)
CARGO: CEO DA SOLIDA BRASIL MADEIRAS
as máquinas mais robustas
do setor madeireiro!
linha completa para serrarias e
beneficiamento de madeira
PROJETOS PERSONALIZADOS
Foto: divulgação
PROFESSIONAL EDUCATION: ELECTRICAL ENGINEERING FROM THE
FEDERAL TECHNOLOGICAL UNIVERSITY OF PARANÁ (UTFPR), WITH
POST-GRADUATE STUDIES IN BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE
FEDERAL UNIVERSITY OF PARANÁ (UFPR), AND AN MBA IN BUSINESS
ADMINISTRATION FROM THE GETULIO VARGAS FOUNDATION (FGV)
POSITION: CHIEF EXECUTIVE OF SOLIDA BRASIL MADEIRAS
R. Araci Pereira da Silva, 101 - Guatupê, São José dos Pinhais - PR
+55 (41) 3382-3100 | aguia@maquinasaguia.com.br
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32 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
CONTE-NOS SOBRE O SEU INÍCIO NA IN-
DÚSTRIA MADEIREIRA.
Comecei minha carreira profissional na área de
elétrica. Quando trabalhava como engenheiro de
automação em uma empresa de autopeças recebi o
convite de um headhunter para montar uma fábrica
em Rio Negrinho (SC). Cuidaria da automação da fábrica,
começar do zero. Sou natural de Curitiba (PR),
mudei de cidade, tive que me adaptar em um lugar
menor, com outra realidade. A empresa era a Terra
Nova Brasil, empresa chilena de capital suíço, que
instalou na época três serrarias ao mesmo tempo:
uma no Chile, uma no Brasil e outra na Venezuela.
Cerca de 4 anos depois ela comprou a Masisa, outra
empresa chilena, e por questão mercadológica,
tudo virou Masisa. Recentemente a Arauco comprou
a Masisa. Em 2008 a Masisa vendeu a unidade de
Rio Negrinho e em 2009 começou a operação da
Solida, que é a terceira geração da mesma empresa.
Na época, quando a empresa foi vendida eu continuei.
Trabalhei na área de automação, depois de
algum tempo assumi a serraria. Fizemos melhorias e
depois assumi a parte produtiva. Como já tinha experiência
em linha de produção foi natural. Primeiro
assumir a serraria, depois a serraria e secagem, manutenção,
remanufatura e virei gerente de fábrica,
ainda na Terra Nova.
DE ONDE TROUXE A VISÃO PARA O SETOR
MADEIREIRO?
Tinha experiência no setor de autopeças, cervejeira,
e via que a indústria madeireira tinha muito
desperdício. Era uma época bem diferente, com
matéria-prima barata. Hoje isso não existe mais, se
aproveita tudo da madeira. E foi justamente pensando
em melhorar, otimizar os processos que fui
ficando. No Brasil ainda tem aquela visão do cara
trabalhando de chinelo, sem proteção. Ainda existe
os fundos de quintal, mas serrarias de grande produção
tem muito mais normas, regras para seguir
para otimizar a serraria. Comecei a me interessar
pela escola mundial de serrarias, e queria seguir a
escola alemã, porque tinha muita tora grossa, e a
Alemanha tinha essa experiência. Agora estou mais
para escola Escandinávia, que tem uma otimização
TELL US HOW YOU GOT STARTED IN THE FO-
REST PRODUCT INDUSTRY.
I started my professional career in electrical engineering.
While working as an automation engineer
at an auto parts company, a headhunter offered me a
job setting up a factory in Rio Negrinho, Santa Catarina.
I would be in charge of the factory’s automation
from the ground up. I am originally from Curitiba,
Paraná, and I had to adapt to life in a smaller city. The
company was Terra Nova Brasil, a Chilean firm with
Swiss capital. At the time, they were setting up three
sawmills simultaneously: one in Chile, one in Brazil,
and one in Venezuela. About four years later, Terra
Nova Brasil acquired Masisa, another Chilean company.
For marketing reasons, everything became Masisa.
Recently, Arauco acquired Masisa. Masisa sold
the Rio Negrinho facility in 2008, and Solida began
operations in 2009, the third generation of the same
company. When the Company was sold, I stayed on.
I worked in automation, and after some time, I took
over the sawmill. We made improvements, and then I
took over production. Since I already had experience
with production lines, this was a natural progression
for me. First, I took over the sawmill; then, I took over
the sawmill, drying, maintenance, and remanufacturing.
I became the Plant Manager at Terra Nova.
WHERE DID YOU GET THE IDEA TO WORK IN
THE FOREST PRODUCT INDUSTRY?
I had experience in the auto parts and brewing
industries, and noticed that the forest products industry
was very wasteful. It was a different time back
then, when raw materials were cheap. Now, that is
no longer the case. Every part of the wood is used. I
stayed in the industry precisely to improve and optimize
processes. In Brazil, people still have the image
of a guy working in flip-flops without any protection.
Backyard operations still exist, but large-scale sawmills
must adhere to many more standards and regulations
to optimize operations. I became interested
in the global sawmill industry and wanted to follow
the German model because we had plenty of thick
logs and Germany had the necessary expertise. Now,
however, I am leaning more toward the Scandinavian
approach, which is better suited to smaller logs, since
A INDÚSTRIA DE SERRARIA É UMA INDÚSTRIA QUE SE MOVIMENTOU
E CONTINUA MUDANDO MUITO. TEVE UM BOOM MUITO GRANDE EM
TERMOS DE TECNOLOGIA, COM SCANNER, DE UNS 15 ANOS PARA CÁ
34 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
mais diferenciada, com tora menor, pois não temos
mais a tora grossa. A indústria de serraria se movimentou
e continua evoluindo muito. Acho que teve
um boom muito grande em termos de tecnologia,
com scanner, de uns 15 anos para cá. Na época
da Terra Nova eram uns 15 computadores para ter
um scanner, e tudo com acesso na palma da mão.
A gente visita uma feira e o que vemos é cada vez
mais automação, que é a minha área. Buscar o melhor
rendimento possível da madeira, e o scanner
possibilita isso, qualifica a madeira e tira a decisão
do operador para classificar. O scanner faz de forma
automática a classificação. A tecnologia entrou
muito rápido e mudou o setor. A tora chega, uma
é diferente da outra, e por mais que busque clone,
cada tora, cada árvore é de um jeito, não tem linearidade
na matéria-prima. Quem trabalha em uma
serraria, trabalha em linha de produção de qualquer
indústria, porque tem muitas variáveis. Não tem
acomodação, todo dia é algo diferente.
CHEGOU A PENSAR EM SAIR DA INDÚSTRIA
MADEIREIRA?
Quando vi fiz amizades, tive oportunidades e
estou até agora no setor madeireiro. Querendo ou
não, a indústria da madeira é pequena, todo mundo
se conhece e acho difícil sair. É um ambiente familiar,
são negócios familiares, são serrarias de famílias
no Brasil e também fora, na Europa, nos EUA (Estados
Unidos da América). É uma característica da
indústria da madeira.
COMO FOI A TRAJETÓRIA PARA CHEGAR A
CEO DA SOLIDA?
Quando a Masisa decidiu vender a unidade de
Rio Negrinho, eu era gerente de fábrica. Não tinha
controle sobre o resto. Aconteceu a venda para um
grupo de investidores. Quando fechou o negócio,
me afastei e logo em seguida me chamaram para
continuar. Era a unidade com a floresta. Pedi autonomia
completa para tocar o negócio, aceitaram e
voltaram a operação. Começamos do zero, demorou
uns três meses para passar a primeira tábua pela
serraria novamente. Continuei na Masisa até fazer
a transição e começamos a Solida, que na época
não tinha o nome certo. O nome foi criado por um
chileno que trabalha comigo. Ele vendo a Revista
REFERÊNCIA chamou a atenção uma reportagem
sobre madeira sólida. Apresentamos a ideia para os
investidores e ficou com o nome Solida Brasil.
E A EVOLUÇÃO NO MERCADO PARA A EM-
PRESA?
De 2009 para cá a evolução foi muito sensível. O
grupo de investidores é um fundo florestal que não
we no longer have thick logs. The sawmill industry
has changed significantly and continues to evolve. I
think technology has boomed over the past 15 years
or so, with the advent of scanners. Back in the Terra
Nova days, about 15 computers were needed to run
a scanner, but now everything is at your fingertips. At
trade shows, we see increasing automation, which is
my area of expertise. The goal is to get the best possible
yield from the wood, and the scanner makes that
possible by grading it and removing decision-making
from the operator’s hands. The scanner performs
the grading automatically. Technology came in very
quickly and changed the industry. The logs arrive;
each one is different from the next. No matter how
much you look for a clone, every log and every tree
is unique. There is no consistency in the raw material.
Anyone working in a sawmill works on a production
line, just as in any other industry, because there are
so many variables. There is no room for complacency
because every day is different.
HAVE YOU EVER CONSIDERED LEAVING THE
FOREST PRODUCT INDUSTRY?
Once I got into it, I made friends and had opportunities.
I am still in the Forest Product Sector today.
Whether you like it or not, the forest product industry
is small. Everyone knows each other, and I think it
is hard to leave. It is a family-oriented environment.
These are family businesses; there are family-owned
sawmills in Brazil, Europe, and the United States.
That is a defining characteristic of the forest product
industry.
WHAT WAS YOUR PATH TO BECOMING
CHIEF EXECUTIVE OF SOLIDA?
When Masisa decided to sell the Rio Negrinho
unit, I was the Plant Manager. I had no control over
the rest. The sale went through to a group of investors.
After the deal closed, I stepped back. Shortly
after, they called me back to continue. It was the unit
with the forest. I asked for complete autonomy to run
the business, which they granted, and we resumed
operations. We started from scratch, and it took
about three months to run the first board through the
sawmill again. I stayed at Masisa until the transition
was complete. Then, we started Solida, which, at the
time, did not have the right name. A Chilean colleague
of mine came up with the name. While reading
Referencia, he noticed an article about solid wood.
We presented the idea to the investors, and the Company
became Solida Brasil.
HOW HAS THE MARKET EVOLVED FOR THE
COMPANY?
It has changed quite significantly since 2009. The
36 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
entendia nada de indústria. De 2008 para 2009 foi o
pior momento para a indústria, e tinha que justificar
a necessidade de investimento. Foi um processo
complexo. Atualmente é uma indústria moderna,
automatizada, antes era uma planta que precisava
de mudanças, de valorização do profissional. Sempre
tive a filosofia e a ideia de manter hierarquia pequena
e qualquer um na Solida tem acesso a mim,
pode entrar na minha sala. Sempre busquei me
conectar mais no chão de fábrica.
TAMBÉM É COORDENADOR DO COMITÊ DE
MADEIRA SERRADA DA ABIMCI. COMO É ESTE
TRABALHO?
Minha história com a Abimci (Associação Brasileira
da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)
começa na moldura. Faltava representatividade
na parte de moldura. Era um setor desunido
enquanto fabricante, todo mundo se via como inimigo
e não se enxergava como Brasil, era uma concorrência
interna. Então me uni ao superintendente da
Abimci, Paulo Pupo, e falei sobre montar um comitê
de moldura, porque lá fora, no mercado, todo mundo
apanha igual. Fui o primeiro coordenador desse
comitê. Foi um desafio unir o setor e criar uma ideia
do Brasil criando moldura, e acho que conseguimos
fazer. As empresas continuam sendo concorrentes,
mas temos as mesmas dificuldades de mercado e
conversamos, assim o setor se uniu. A Abimci tem
um trabalho muito forte de valorização da madeira
estrutural. Tem que quebrar muito paradigma, e
tentar tornar isso interessante para o público. Após
árduo trabalho, existem financiamentos para casas
em madeira, com vários sistemas construtivos e tecnologia
envolvida. Esse é o futuro.
QUAIS OS PRINCIPAIS PRODUTOS DA SOLI-
DA?
A Solida produz madeira serrada, moldura e
pellets para mercado interno e externo. E sempre
procurou manter flexibilidade de produtos e de
mercados. Mantemos duas linhas principais que é
a madeira serrada e a moldura. Dentro da moldura
procuramos expandir para outros mercados. O EUA
é o principal mercado para madeira, mas também
investor group is a forestry investment fund that knew
nothing about the industry. From 2008 to 2009, it was
the worst time for the industry, and I had to justify the
need for investment. It was a complex process. Today,
it is a modern, automated company. Before, it was a
plant in need of changes and greater appreciation for
its employees. I have always believed in maintaining
a flat hierarchy. Anyone at Solida has access to me;
they can walk into my office. I have always sought to
connect more with the shop floor.
YOU ARE ALSO THE COORDINATOR OF
ABIMCI’S SAWN WOOD COMMITTEE. WHAT IS
THAT WORK LIKE?
My history with the Brazilian Association of the
Mechanically Processed Wood Industry (Abimci) began
with moldings. There was a lack of representation
in the molding segment. Manufacturers saw one
another as enemies and did not regard themselves
as part of Brazil; it was all about internal competition.
I approached Abimci’s Superintendent at the
time, Paulo Pupo, and suggested forming a Molding
Committee, as everyone faces the same market challenges
in the segment. I was the first coordinator of
that Committee. Uniting the segment and fostering a
sense of Brazil as a whole was challenging, but I think
we succeeded. The companies remain competitors,
but we face the same market challenges, and we
communicate with each other, so the segment has
come together. Abimci does a lot of work to promote
structural wood products. We have to break many
paradigms and make this interesting to the public.
Thanks to our hard work, financing is now available
for wooden homes involving various construction systems
and technologies. That is the future.
WHAT ARE SOLIDA’S MAIN PRODUCTS?
We produce sawn wood, moldings, and wood
pellets for domestic and international markets. As
such, we have always sought to maintain flexibility in
our product offerings and target markets. Our focus is
on two main product lines: sawn wood and moldings.
Within the molding segment, we are looking to expand
into other markets. The U.S. is our primary sawn
wood market, but we also operate in Europe and
ReFogger
Sistema de economia de resina
A nossa tecnologia patenteada é a única
solução que garante a economia de
resina e assegura simultaneamente um
processo de produção contínuo.
Com o novo AWS (Sistema de Lavagem
Automática), a limpeza torna-se fácil,
minimizando o tempo de inatividade e
maximizando a eficiência operacional.
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QUEM TRABALHA EM UMA SERRARIA, TRABALHA EM LINHA DE
PRODUÇÃO DE QUALQUER INDÚSTRIA, PORQUE TEM MUITAS VARIÁVEIS.
NÃO TEM ACOMODAÇÃO, TODO DIA É ALGUMA COISA DIFERENTE
38 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
atuamos na Europa, América Central, sempre procurando
opções. O mercado de pellets entramos há
cerca de 2 anos. Porque para indústria da madeira
sempre teve o tema do subproduto dependendo de
outros mercados. Então o pellet veio como opção
interessante, natural para uma serraria. Compramos
uma máquina pequena para começar e depois investimos
em máquina maior. Buscamos parcerias
com outros fabricantes de pellets, atrás de oportunidades
de mercado. Atuamos com pellets nos dois
mercados, interno e externo.
Central America and are always exploring new opportunities.
We entered the pellet market about two years
ago. This was done in response to the sawn wood
industry’s long-standing struggle with its dependence
on other markets for its byproducts. Pellets emerged
as an interesting, natural option for sawmills. We started
with a small machine and then invested in a larger
one. We seek partnerships with other pellet manufacturers
to identify market opportunities. Furthermore,
we operate in both the domestic and international
pellet markets.
COMO ENXERGA O MERCADO DE PELLETS
NO BRASIL?
É uma alternativa, não substitui completamente
carvão e lenha, acredito. O problema do pellet no
mercado interno é que se criou uma cultura que o
mercado externo ficava muito bom e o fabricante
mandava tudo para fora. Só que o cliente do mercado
interno precisava do material e não tinha. Criou
um problema de falta de confiabilidade. Nós como
Solida, nunca saímos completamente de um mercado,
mesmo o mercado externo estando melhor,
sempre buscamos alternativas para não deixar o
cliente interno. Já existe muita estrutura desenvolvida
que precisa dos pellets, é um produto carbono
neutro. Para aquecimento na Europa hoje se fala de
pellets. Espanha e Itália principalmente. O problema
do pellet é a sazonalidade. Seria muito bom para o
Brasil estabelecer um padrão de consumo para crescer
o mercado interno. É muito usado em hotel para
aquecer água, pois tem alimentação automática,
controlada. Também tem o mercado de pet, onde
atuamos um pouco. Ainda é um produto que carece
de marketing melhor para desenvolver. Nos EUA é
usado como cama para cavalo.
WHAT IS YOUR VIEW ON THE PELLET
MARKET IN BRAZIL?
I think it is a good alternative, but it cannot completely
replace coal and firewood. The problem with
pellets in the domestic market is that manufacturers
developed a culture of shipping everything overseas
whenever the foreign market was doing very well.
Domestic customers needed the product but could
not get it. This created an unreliable supply. At Solida,
we never completely leave a market. Even when the
foreign market is doing better, we seek alternatives
so as not to abandon our domestic customers. There
is already an established infrastructure that requires
pellets, and they are a carbon-neutral product. Today,
pellets are popular for heating in Europe, especially
in Spain and Italy. The problem with pellets is seasonality.
It would be beneficial for Brazil to establish
a consumption standard to expand the domestic
market. Pellets are widely used in hotels to heat water
because they have an automatic, controlled feed
system. There is also the pet market, in which we operate
to some extent. The product still needs better
marketing to develop. In the U.S., it can be used as
horse bedding.
A SOLIDA TRABALHA SOMENTE COM
PINUS?
Trabalhamos 100% com Pinus taeda. Se o mercado
está muito demandado abrimos para outros fornecedores.
Mas muito que usamos é plantado por
nós mesmo. Mantemos flexibilidade: 70% próprio,
30% de outros fornecedores, sempre buscamos
oportunidades. A madeira que entra na serraria tem
13, 14 anos.
DOES SOLIDA WORK EXCLUSIVELY WITH
PINE?
We work exclusively with Pinus taeda. If market
demand is very high, we open up to other suppliers.
However, much of what we use is planted by us.
We maintain flexibility, sourcing 70% from our own
sources and 30% from other suppliers. We are always
looking for opportunities. The wood that enters the
sawmill is 13 or 14 years old.
E ACERCA DA CONCORRÊNCIA NO MERCA-
DO DE MADEIRA SERRADA?
O Brasil compete muito com o Chile, que tem
histórico de indústria da madeira maior que o Brasil.
Trabalham mais com pinus e lá atrás fizeram plantação
de floresta. O Brasil não tem plantação para
gerar madeira estrutural, precisa rever isso. O Chile
tem essa visão de gerar floresta para todo tipo de
WHAT ABOUT COMPETITION IN THE SAWN
WOOD MARKET?
Brazil competes heavily with Chile, which has a
longer history in the forest product industry. Chile
primarily works with pine and has established forest
plantations. Brazil lacks plantations for producing
structural lumber and needs to address this issue.
Chile has a vision for developing forests for all types
A Bonardi está preparada para atender
diversos segmentos da madeira:
Compensados, MDP e MDF. Estrutura
fabril com grande capacidade produtiva.
Pensando em sempre melhorar, ampliamos
a capacidade em planta de formol e
resinas garantindo expansão no mercado
de painéis.
40 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ENTREVISTA
produto, e o Brasil tem que amadurecer quanto a
isso. O foco aqui é mais para celulose, a plantação
florestal de eucalipto. Os EUA são o maior comprador
de madeira serrada, mas vendemos muito também
para o Oriente Médio, China, para construção
e embalagem.
DENTRO DO BRASIL, QUAIS OS RISCOS PARA
INDÚSTRIA DE MADEIRA SERRADA?
A infraestrutura do país. A taxa de câmbio, juros
são consequências. Não acredito que o Brasil consiga
se descomplicar. Se isso não resolve, precisa
ver a estrutura, porto, estradas. Quando vamos conhecer
um porto na China como opera, e um porto
como opera no Brasil, é uma diferença absurda.
Como chegar com o produto de maneira viável? Em
muitos casos, o custo do frete se iguala ao da floresta.
A indústria da madeira serrada tinha que pensar
no que a celulose fez. Pensar na malha ferroviária,
carregar trem. Logisticamente a Solida está muito
bem localizada, mas sofremos com infraestrutura.
O QUE PENSA SOBRE O SETOR NO FUTURO?
A dependência muito grande de um mercado
fora é um complicador. Para os próximos anos cabe
desenvolver novos mercados, incluindo o mercado
interno, que é muito incipiente. Tem que quebrar
os paradigmas, e a nível governamental. Precisa
ter um incentivo do governo. Usar a madeira para
construir painéis, desenvolver novas possibilidades
que a pessoa enxergue valor nisso. A capacidade
produtiva mundial cresce. O Brasi não compete só
na América do Sul. O maior competidor do Brasil é
o Sudoeste Asiático e eles não têm madeira. Eles
agregam valor. Sabemos que lá tem incentivo. Precisa
trabalhar internamente. Olhar a madeira com valor
agregado, o Brasil está muito focado na celulose,
papel. O Brasi é um grande exportador de madeira,
é um traço no mercado mundial. O potencial é gigante
em reflorestamento, sem falar na exploração
inteligente da Amazônia.
of products, an area in which Brazil needs to mature.
Here, the focus is more on pulp and eucalyptus forest
plantations. The U.S. is the largest buyer of sawn
wood, but we also sell much to the Middle East and
China for construction and packaging.
WHAT ARE THE RISKS FOR THE SAWN
WOOD INDUSTRY WITHIN BRAZIL?
The Country’s infrastructure. The exchange rate
and interest rates are consequences of that. I do not
believe Brazil will be able to simplify things. That problem
needs to be solved! We also need to address
the infrastructure, such as ports and roads. The difference
in how a port in China and a port in Brazil operate
is absurd. How can we transport products there
cost-effectively? In many cases, the freight cost equals
the cost of the sawn wood itself. The sawn wood
industry should consider what the pulp industry did.
Consider the rail network and train transportation. Solida
is logistically well-located, but we still suffer from
infrastructure issues.
WHAT ARE YOUR THOUGHTS ON THE FUTU-
RE OF THE SECTOR?
Overreliance on foreign markets complicates
matters. In the coming years, we must develop new
markets, including the domestic market, which is still
in its infancy. We must break the mold, and this change
must come from government assistance. We need
government incentives. Furthermore, we must use
wood to build panels and develop new applications
to demonstrate its value. Global production capacity
is growing. Brazil does not just compete in South
America. Its biggest competitor is Southeast Asia,
which lacks wood. They add value. We know there
are incentives; we need to work internally and view
wood as a value-added product. Currently, Brazil is
too focused on pulp and paper. Brazil is a major wood
exporter and a significant player in the global market.
There is enormous potential for reforestation, not to
mention the intelligent exploitation of the Amazon.
Onde a cadeia
produtiva do móvel
se conecta, inova e cresce:
ForMóbile 2026
Credencie-se
gratuitamente
escaneando o
QR Code ao lado
PARA OS PRÓXIMOS ANOS CABE DESENVOLVER NOVOS MERCADOS,
INCLUINDO O MERCADO INTERNO, QUE É MUITO INCIPIENTE E PRECISA E
TER INCENTIVO DO GOVERNO
42 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
PRINCIPAL
PRODUTIVIDADE,
CONFIABILIDADE E
RENTABILIDADE
EQUIPAMENTOS ROBUSTOS E COM ALTA DURABILIDADE, ALIAM
TECNOLOGIA DE PONTA COM SOLUÇÕES SIMPLES E EFICIENTES
COM MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO A LONGO PRAZO PARA A
INDÚSTRIA MADEIREIRA
Fotos: Emanoel Caldeira
PRODUCTIVITY, RELIABILITY
AND PROFITABILITY
ROBUST, DURABLE EQUIPMENT COMBINES CUTTING-EDGE
TECHNOLOGY WITH SIMPLE, EFFICIENT SOLUTIONS, OFFERING THE
FOREST PRODUCT INDUSTRY THE BEST LONG-TERM VALUE
Ter máquinas e equipamentos adequados é estratégico
para as indústrias que buscam alinhar
produtividade e segurança. No setor madeireiro,
as indústrias de móveis, embalagens e artefatos
de madeira em geral tiveram uma evolução muito
grande nos últimos anos, com desenvolvimento de máquinas
automatizadas, garantindo eficiência, segurança na operação
e atendendo a todas as normas regulamentadoras que
estabelecem requisitos técnicos e organizacionais voltados
à prevenção de acidentes.
A Rotteng, com quase 50 anos de trajetória, vem desenvolvendo
soluções para o setor, inovando com equipamentos
robustos, precisos, de fácil utilização e manutenção, com 10
anos de garantia. Na linha de produtos da empresa se destacam
o destopador automático RottStop e o alimentador
automático de plaina moldureira que está sendo relançado
pela empresa, com mudanças para melhorar a eficiência da
máquina.
H
aving the right machinery and equipment
is essential for industries seeking to balance
productivity and safety. The furniture,
packaging, and general wood products
industries in the Forest Product Sector
have seen significant growth in recent years, thanks to the
development of automated machines that enhance efficiency
and operational safety while meeting all regulatory
standards and establishing technical and organizational
requirements aimed at accident prevention.
With nearly 50 years of experience, Rotteng has developed
solutions for the Sector, innovating robust, precise
equipment that is easy to use and maintain, backed by
a 10-year warranty. Highlights of the Company’s product
line include the RottStop automatic end-trimmer and
the improved automatic feeder for the molder, which
the company is relaunching, with changes designed to
improve the machine’s efficiency
44 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 45
PRINCIPAL
Antigo alimentador
Projeto do novo alimentador Rotteng
SÃO MÁQUINAS DURÁVEIS QUE GARANTEM AGILIDADE E
MAIS PRODUTIVIDADE AO PROCESSOS
Imagem representativa gerada por IA
pórticos à vácuo, que reduzirá a quantidade de mão de obra
na operação”, explica.
Indicado para todos os processos que utilizam plaina
moldureira, a reformulação do alimentador foi incentivada
por clientes. “Houve solicitações de clientes para melhorias
que desenvolvemos, sempre visando o aumento na produtividade,
a segurança do processo com o mínimo de regulagem
possível”, comenta Rafael.
REFERÊNCIA NO MERCADO
Já consolidado na indústria madeireira, o destopador
automático com empurrador eletrônico RottStop possui
mais de 240 máquinas no mercado, trabalhando há mais de
16 anos, em alguns locais em até três turnos consecutivos,
sem problemas no equipamento. Desenvolvido para realizar
cortes transversais na madeira, reduzir o desperdício e
aumentar a produtividade, o equipamento começou a ser
produzido em 2010.
Atualmente possui quatro linhas: O RottStop Original
foi projetado para realizar de forma fácil a otimização dos
planos de corte, sendo o equipamento mais completo do
mercado para a produção de estofados; o RottStop Eco,
é um destopador automático simples, robusto e eficiente,
com foco na indústria de paletes e serrarias; o RottStop Mini,
com potência compacta para indústrias menores, ideal para
operações que produzem de 30 a 50 peças de estofados por
dia; e o RottStop Speedy, que realiza mais de 60 cortes por
minuto, operando com sistema totalmente elétrico, indicado
para cortes repetitivos.
The redesign of the feeder, suitable for all molder-
-based processes, was driven by customer requests. “We
received requests from customers for improvements, which
we developed with the aim of increasing productivity
and process safety while requiring as little adjustment as
possible,” comments Muller.
MARKET LEADER
The RottStop automatic end-trimmer with an electronic
pusher is already well-established in the forest
products industry. With over 240 machines in operation,
it has been in use for more than 16 years. In some locations,
it runs for up to three consecutive shifts without any
equipment issues. Designed to make cross-cuts in wood,
reduce waste, and increase productivity, the equipment
began production in 2010.
There are currently four models: The RottStop Original
easily optimizes cutting plans, making it the most
comprehensive machine on the market for producing
upholstered furniture. The RottStop Eco is a simple,
robust, and efficient automatic cross-cutter focused on
the pallet and sawmill industries. The RottStop Mini has
compact power ideal for smaller industries producing
30 to 50 pieces of upholstered furniture per day. The
RottStop Speedy performs over 60 cuts per minute with
a fully electric system suitable for repetitive cuts.
Electrical operator safety is ensured by the door
interlock system and emergency buttons, as required by
safety regulations. Mechanical operator safety is ensured
MARCOS DENADAI, DA ÁREA DE MELHORIAS DA CEZAN EMBALAGENS
Sempre aprimorando, este ano a Rotteng lança uma
versão atualizada do alimentador automático para plaina
moldureira, máquina que aumenta a produtividade da máquina
operatriz em até 30%. O equipamento com controle
eletrônico de torque de tração possibilita melhor acabamento
evitando choques e engripamento na madeira. Acoplado à
plaina moldureira aumenta a produtividade, reduz o desgaste
de ferramentas e o tempo ocioso da máquina.
A empresa produzirá vários modelos e versões de alimentadores
e descarregadores para atender à maioria dos
processos de aparelhamento.
O sistema servo acionado é o grande diferencial na nova
versão. “Este novo modelo terá mais performance e mais
velocidade, já que a tração será feita por servo motores, que
torna a dinâmica dos movimentos muito mais rápida e precisa.
Isso também porque utilizamos sistemas de transmissão
com altíssimo rendimento e baixíssima folga”, explica Rafael
Muller, diretor comercial da Rotteng. “Também planejamos
lançar até o final de 2026 os destabicadores e empilhadores
Always striving for improvement, this machine increases
the production line’s productivity by up to 30%. Featuring
electronic traction torque control, the equipment
enables a better finish by preventing shocks and jamming.
Coupled with the molder, it increases productivity, reduces
tool wear, and minimizes machine downtime.
The Company will produce various models of feeders
and unloaders to accommodate most trimming
processes.
The servo-driven system is the key feature of the new
version. “This new model will offer higher performance
and greater speed since traction will be provided by
servo motors, which make movement dynamics much
faster and more precise. This is also because we use
transmission systems with extremely high efficiency and
very low backlash,” explains Rafael Muller, Rotteng’s
Commercial Director. He adds, “We also plan to launch
vacuum-powered lift stackers and feeders by the end of
2026, which will reduce the amount of labor required for
operation.”
ESTAMOS RELANÇANDO
O ALIMENTADOR
AUTOMÁTICO PARA PLAINA
MOLDUREIRA E PLANEJAMOS
LANÇAR ATÉ O FINAL DE 2026
OS DESTABICADORES E
EMPILHADORES PÓRTICOS À
VÁCUO, QUE REDUZIRÁ A
QUANTIDADE DE MÃO DE OBRA
NA OPERAÇÃO
RAFAEL MULLER,
DIRETOR COMERCIAL DA ROTTENG
46 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 47
PRINCIPAL
A segurança para os operadores é garantida eletricamente
pelo sistema de intertravamento de portas e botões de
emergência, conforme determina a norma regulamentadora
de segurança e mecanicamente pela caixa de aço em que
fica o disco de widea que faz os cortes de forma automática.
A caixa só é destravada após o desligamento completo da
operação. A máquina é projetada e fabricada seguindo os
altos padrões de qualidade e desempenho, e dentro das
normas regulamentadoras cabíveis.
CLIENTES SATISFEITOS
Com melhor custo-benefício a longo prazo, os clientes
reconhecem as vantagens das máquinas Rotteng, que desenvolve
equipamentos para indústria madeireira brasileira.
A Cezan Embalagens, tradicional fabricante de paletes
de madeira, possui um alimentador automático de plaina
moldureira que está em uso há mais de 20 anos, além de
vários destopadores automáticos RottStop. Rafael Muller
lembra que por sugestão do fundador, Sr. José Celoti (in
memoriam), a Rotteng começou a desenvolver a destopadeira
para atender a Cezan. A empresa buscava tornar o processo
mais eficiente, com cortes precisos, melhor aproveitamento
da madeira e menor desperdício.
Alexandre Celoti, diretor da Cezan, diz que os equipamentos
em operação até hoje garantem mais economia e
produtividade. “É um produto resistente, funcional, que não
dá problema, e seguro para operação”, comenta. A Cezan,
com matriz em Cordeirópolis (SP), fundada há 62 anos, produz
mais de 6 mil peças dia de paletes, de eucalipto e pinus, com o
auxílio de vários equipamentos da Rotteng. Marcos Denadai,
da área de melhorias da Cezan Embalagens, também destaca
a durabilidade. “São máquinas duráveis que garantem agilidade
e mais produtividade ao processo”, salienta.
A Luizzi Estofados, uma das maiores fabricantes de estofados
do Brasil, fornecedora de lojas como Casas Bahia,
Magazine Luiza, entre outros, também é cliente de longa data
da Rotteng. A marcenaria da empresa trabalha com eucalipto
by the steel housing that contains the carbon-tungsten
disc, which performs the cuts automatically. The housing
is only unlocked after the machine has been completely
shut down. The machine is designed and manufactured
to meet high-quality and performance standards, as well
as applicable regulatory standards.
SATISFIED CUSTOMERS
Offering better value for money in the long term,
Rotteng machines are recognized by customers for their
advantages, including equipment for the Brazilian sawn
wood industry.
Cezan Embalagens, a manufacturer of wooden
pallets, has used an automatic feeder for its molder for
over 20 years, along with several RottStop automatic
end-trimming machines. Rotteng’s Muller recalls that
the founder, Sr. José Celoti (in memoriam), suggested
that Rotteng develop an end-trimmer for Cezan. The
Company sought to make the process more efficient
with precise cuts, better wood utilization, and less waste.
Alexandre Celoti, Cezan’s Managing Director, says the
equipment, which is still in operation today, ensures greater
savings and productivity. “It is a durable, functional
product that does not malfunction and is safe to operate,”
the Director praises. Headquartered in Cordeirópolis, São
Paulo, Cezan was founded 62 years ago. The Company
produces 6,000 pallets per day from eucalyptus and pine
using various Rotteng machines. Marcos Denadai, from
the Improvements Department at Cezan Embalagens,
also emphasizes their durability. “These are durable
machines that ensure agility and greater productivity in
the process,” he emphasizes.
Luizzi Estofados is one of Brazil’s largest upholstered
furniture manufacturers and a long-standing RottStop
customer. The Company supplies stores such as Casas
Bahia and Magazine Luiza, among others. Its woodworking
shop uses eucalyptus and has 11 RottStop
A SEGURANÇA PARA
OPERAÇÃO FOI O
MAIOR ATRATIVO NA ÉPOCA
QUE AS MÁQUINAS FORAM
ADQUIRIDAS. TROUXE
REDUÇÃO FINANCEIRA,
QUALIDADE NA MEDIDA DA
MADEIRA, REDUÇÃO NO
CONSUMO DE ENERGIA E
CONFORTO PARA OS
FUNCIONÁRIOS
CIDNEI ROBERTO BENTO,
GERENTE DA MARCENARIA
DA LUIZZI ESTOFADOS
e possui 11 destopadores automáticos RottStop, responsável
pelo corte preciso da madeira que vai compor os diferentes
modelos de estofados. São 10 máquinas para corte reto e
uma para corte em ângulo.
O gerente da marcenaria, Cidnei Roberto Bento, destaca
os benefícios que o equipamento proporciona. “A segurança
para operação foi o maior atrativo na época que as máquinas
foram adquiridas. Trouxe redução financeira, qualidade
na medida da madeira, redução no consumo de energia
e conforto para os funcionários. Antes, cinco funcionários
operavam em cada máquina, com várias serras, com risco de
acidentes. Agora são dois ou três funcionários por máquina”,
enalteceu Cidnei.
Fundada em 1974, a Luizzi Estofados possui um parque
fabril de 60 mil m² (metros quadrados) em Rio Claro (SP). Produz
1.500 peças por dia e são mais de 1.200 colaboradores.
“A aquisição foi uma inovação e um desafio para aprender a
trabalhar, porque antes era manual. O fornecedor de equipamento
é muito importante para prestação do serviço. Quando
desenvolvemos o protótipo do sofá já pensamos no que a
máquina vai proporcionar para produzir da melhor forma”,
pontua Gabriel Baruque Pires, diretor de compras da Luizzi
Estofados. A primeira destopadeira foi adquirida em 2013.
“Fomos comprando mais máquinas no decorrer dos anos
para ter mais qualidade no produto e para o cliente final. Hoje
tem uma segurança muito grande no processo, qualidade
e produtividade, com manutenção fácil, preventiva anual”,
explica o diretor.
Com sede em Limeira (SP), a Rotteng evolui desenvolvendo
soluções em máquinas para indústria madeireira com
consistência e proximidade ao cliente. Atendendo todas as
regiões do país.
automatic end-trimmers that precisely cut the wood used
for various upholstered furniture models. Ten machines
are used for straight cuts, and one is used for angled cuts.
The Production Manager, Cidnei Roberto Bento,
highlights the benefits that the equipment provides.
“Operational safety was the main reason we purchased
the machines. They have led to cost savings, consistent
wood quality, reduced energy consumption, and greater
employee comfort. Previously, five employees were needed
to operate each machine, which had various saws and
posed an accident risk. Now, only two or three employees
are needed per machine,” he noted.
Luizzi Estofados, founded in 1974, operates a 60,000
m² manufacturing facility in Rio Claro (SP). The Company
produces 1,500 pieces per day and employs over 1,200
people. “The acquisition was innovative and challenging
because everything was manual before. The equipment
supplier is crucial for service. When we develop the sofa
prototype, we consider what the machine will offer to
ensure optimal production,” said Gabriel Baruque Pires,
Luizzi Estofados’s Purchasing Director. The first upholstery
machine was acquired in 2013. “Over the years, we have
bought more machines to improve product quality and
the end customer experience. Today, the process, quality,
and productivity are highly reliable, and maintenance is
easy with annual preventive servicing,” explains Pires.
Headquartered in Limeira, São Paulo, Rotteng has
evolved by consistently developing solutions for woodworking
machinery with a focus on customer proximity.
They serve all regions of the Country.
48 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 49
EVENTO
FORMÓBILE
2026
FEIRA AMPLIA ESTRUTURA
E REFORÇA CONTEÚDO
ESTRATÉGICO EM
SUA XI EDIÇÃO
Fotos: Feira Formóbile
AForMóbile, Feira Internacional da Indústria
de Móveis e Madeira, realizará
sua XI edição entre os dias 30 de junho
e 3 de julho de 2026, no São Paulo
Expo, reafirmando sua posição como
principal plataforma de negócios da América Latina
para marceneiros, arquitetos, designers e profissionais
da indústria moveleira.
Com expansão de 15% de área expositiva no
evento deste ano, alta renovação de expositores e
novas soluções para o público profissional, a feira
consolida seu papel estratégico como ponto de encontro
para quem transforma projetos em móveis e
negócios em crescimento.
NUNCA VIMOS UMA
COMERCIALIZAÇÃO TÃO
ANTECIPADA. É UM TERMÔMETRO
DO QUANTO O SETOR ESTÁ
AQUECIDO E CONFIANTE
TATIANO SEGALLIN,
BUSINESS MANAGER DA FORMÓBILE
50 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 51
EVENTO
O ESPAÇO MAKER É SEMPRE UMA ATRAÇÃO MUITO ESPERADA,
PORQUE MUITOS PROFISSIONAIS QUE HOJE TÊM GRANDES
EMPRESAS DE MARCENARIA COMEÇARAM PEQUENOS, FAZENDO MÓVEIS E
OUTROS OBJETOS COM AS PRÓPRIAS MÃOS
LETICIA SABA, DA STOPA LAB
ENERGIA
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Segundo Tatiano Segallin, Business Manager da
ForMóbile, “nunca vimos uma comercialização tão
antecipada. É um termômetro do quanto o setor
está aquecido e confiante”, afirma. O cenário reforça
a importância do evento como espaço de atualização,
geração de parcerias e acesso às principais
inovações do mercado.
PALCO FORMÓBILE
O Palco ForMóbile amplia sua programação
com palestras e painéis focados nos desafios reais
do setor: gestão eficiente, retenção de talentos,
transformação digital, indústria 4.0 e novas tecnologias
aplicadas à produção e ao desenvolvimento de
móveis. Confira alguns dos temas e especialistas já
confirmados: Anderson Rios: A Gestão da Marcenaria
por meio da Inteligência Artificial; Rita de Cássia
(Marcenaria 360): Gente Boa Não se Perde - Como
atrair, desenvolver e reter profissionais na marcenaria;
Ana Boaventura e Bernardo Costa (Meu Marido
Marceneiro): Do Primeiro Pedido à Escala Nacional
- Estratégia, crescimento e consolidação de um
e-commerce de móveis no mercado brasileiro, entre
outros.
ESPAÇO MAKER
Com curadoria do Stopa Lab e apoio das influenciadoras
@Lamberjills, o Espaço Maker amplia
as demonstrações práticas e ativações voltadas à
cultura maker e aos processos produtivos, aproximando
teoria e aplicação real. A iniciativa reforça o
compromisso da ForMóbile com a formação técnica
e a experimentação, fundamentais para a evolução
da marcenaria e do design contemporâneo.
De acordo com Leticia Saba, da Stopa Lab, “o
local é sempre uma atração muito esperada na feira,
porque muitos profissionais que hoje têm grandes
empresas de marcenaria começaram pequenos,
fazendo móveis e outros objetos com as próprias
mãos. O Espaço Maker é um ponto de encontro,
um lugar para acompanhar o trabalho ao vivo de
quem realmente faz e que a gente só vê pelas redes
sociais! E, claro, também ouvir palestras de grandes
nomes na marcenaria” finaliza.
Telefone: +55 (47) 3520-2500
Telefone: +55 (47) 3520-2500
Rua dos Vereadores, 410 - Itoupava - Rio do Sul - SC - Brasil
Rua dos Vereadores, 410 - Itoupava - Rio do Sul - SC - Brasil
52 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
EVENTO
ESPAÇO MADEIRA
Em sua quarta edição, o Espaço Madeira, realizado
em parceria com a Revista REFERÊNCIA
MADEIRA INDUSTRIAL, reúne empresas que representam
o que há de mais avançado em tecnologias,
ferramentas, acabamentos e soluções para madeira
maciça. Já estão confirmadas Arminius, Arte Diamante,
Bonardi Compensados, Borroz, CCB Coatings,
Fagus-Grecon, IOT, Kanefusa, Plantag, Referência
Industrial e Teak Brazil, fortalecendo o espaço
como vitrine qualificada para inovação e geração de
negócios no segmento. “O Espaço dentro da feira
faz com que novas soluções sejam apresentadas ao
mercado”, destaca o diretor comercial da Revista
REFERÊNCIA, Fábio Machado.
SVJD tecnologia e pioneirismo
em processamento de madeira
bruta com robôs.
FAÇA JÁ SEU CREDENCIAMENTO
A feira é gratuita para profissionais do setor, mediante credenciamento prévio
no site oficial do evento. Para mais informações, acesse o QR Code ao lado:
O São Paulo Expo conta com estacionamento próprio (com gestão da Indigo)
e a ForMóbile oferece transporte gratuito a partir da estação Santos Imigrantes,
Aeroporto de Congonhas e Shopping Plaza Sul (como estacionamento alternativo,
com transfer gratuito até o evento).
SOBRE A FORMÓBILE
A ForMóbile é a principal feira do setor moveleiro da América Latina, reunindo
as mais completas soluções para a indústria de móveis e marcenaria. O evento conecta
fabricantes, distribuidores, arquitetos, designers, marceneiros e profissionais
do setor, apresentando inovações em máquinas, ferramentas, ferragens, matérias-
-primas, acessórios e tecnologias para produção de móveis. Reconhecida como
uma plataforma estratégica para lançamentos, geração de negócios e atualização
profissional, a ForMóbile promove networking qualificado, conteúdo técnico e
tendências que impulsionam o desenvolvimento e a competitividade do mercado
moveleiro no Brasil.
Para saber mais, acesse o QR Code ao lado:
54 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ForMóbile 2026 – XI Feira Internacional da Indústria de
Móveis e Madeira
Data: 30 de junho a 03 de julho de 2026
Horário: 10h às 19h
Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, 1.5 km -
Vila Água Funda, São Paulo (SP), CEP 04329-900
A linha automatizada conta com:
Linha completa ou modular para preparo e acabamento de madeira, com desgradeamento,
destopo, classificação e empacotamento. Alta produção, setup rápido e processamento de
peças de 800 a 2800 mm, atendendo diversas aplicações com flexibilidade e alto desempenho.
Instalação compacta ao nível do piso de 25 x 6 metros, com layout otimizado que facilita
integração e reduz a complexidade operacional.
(47) 99770-6448
Papanduva - SC
svjdias@gmail.com
MARCENARIA
CAMA DE
MADEIRA
SEJA NO MODELO TRADICIONAL OU DE MARCENARIA SOB MEDIDA AS
CAMAS DE MADEIRA TRAZEM BENEFÍCIOS E SOLUÇÕES PARA O AMBIENTE
Fotos: divulgação
56 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 57
MARCENARIA
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
Produção personalizada: Peças conforme suas especificações
Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade
Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até
28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano
Classificação de qualidade automatizada com
scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto
Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC
Projeto: Resiliart Arquitetura/ Foto: Kelly Queiroz
Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento
máximo da matéria-prima para paletes
F
undamentais para uma boa noite de sono,
as camas se configuram como o principal
móvel do dormitório. Por esse motivo, a
escolha da cama certa é essencial. Mesmo
com a popularização das camas box e várias
opções no mercado, as camas de marcenaria se destacam
pelo estilo e possibilidades que oferece para
organização do ambiente.
Geralmente feitas sob medida, a principal vantagem
das camas de marcenaria diz respeito à execução
do móvel de acordo com o sonho do morador, além
de ser uma solução que otimiza a vida em dormitórios
pequenos. Essa cama pode ser acompanhada pela inserção
de gavetas, nichos, baús e até uma outra cama
auxiliar.
“Essa personalização de desenhar a cama alinhada
com as medidas de altura, largura e profundidade é
algo que não conseguimos com os outros modelos”,
compara a arquiteta Natália de Souza, diretora da ResiliArt
Arquitetura, destacando que essa facilidade é
favorável para atender as preferências e necessidades
voltadas para a ergonomia dos moradores.
SOB MEDIDA OU TRADICIONAL
A diversidade de possibilidades em acabamentos
e cores, além de proporcionar mais conforto, como a
passagem da fiação elétrica para a instalação de iluminação
embutida e tomadas, por exemplo, é outro
diferencial dos projetos de cama de marcenaria sob
medida. Quando executada com a cabeceira também
em marcenaria, esse móvel promove o encaixe perfeito,
em especial dentro de áreas compactas do imóvel.
A PRINCIPAL VANTAGEM
DAS CAMAS DE
MARCENARIA DIZ RESPEITO À
EXECUÇÃO DO MÓVEL DE ACORDO
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MARCENARIA
A opção de gavetas para guardar diferentes itens,
desde brinquedos, roupas de cama, e até mesmo nichos
para livros é um diferencial para aqueles que querem
investir em uma cama de qualidade.
O modelo mais clássico e comum de camas de madeira
pronta, em comparação com a cama sob medida,
tem a vantagem de proporcionar o deslocamento, seja
no próprio ambiente onde já está, ou em uma possível
mudança de casa, sendo uma opção adaptável sem
perder a qualidade e beleza.
Para quartos infantis e de solteiros, a cama de madeira
traz ainda a vantagem de possibilidade da bicama
embutida.
MATERIAL ADEQUADO
Quando feitas em madeira maciça, as camas oferecem
durabilidade e resistência, com estruturas de madeiras
como eucalipto ou carvalho, que não empenam
facilmente, suportando peso considerável e oferecendo
mais firmeza, passando de geração para geração.
Com fácil manutenção, podem ser lixadas, pintadas
O MODELO MAIS CLÁSSICO E
COMUM DE CAMAS DE
MADEIRA, EM COMPARAÇÃO COM A
CAMA SOB MEDIDA, TEM A VANTAGEM
DE PROPORCIONAR O DESLOCAMENTO,
SEM PERDER A QUALIDADE E BELEZA
ou envernizadas, permitindo renovar o aspecto visual
facilmente. Podem ser combinadas em ambientes de
decoração rústica ou moderna.
Também vale lembrar o conforto natural proporcionado
pela madeira, que traz uma sensação de calor e
aconchego ao quarto, melhorando a atmosfera relaxante.
Resinas e derivados químicos
para indústrias exigentes
Há 25 anos no mercado e experiência em
diversos segmentos, a Polecola está presente
em 4 países atuando em soluções com
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60 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ESTUDO
DESVENDANDO
A INDÚSTRIA MADEREIRA
P
ESTUDO SETORIAL 2026 DA ABIMCI TRAZ DADOS QUE
MOSTRAM A EVOLUÇÃO DO SETOR NA GERAÇÃO DE
EMPREGOS E NÚMERO DE EMPRESAS
Fotos: divulgação
AAbimci (Associação Brasileira da Indústria
de Madeira Processada Mecanicamente)
lançou este ano o Estudo Setorial 2026. A
publicação reúne dados, análises e indicadores
sobre o setor madeireiro e de base
florestal no cenário nacional e internacional, com dados
consolidados de 2024. O último lançamento do Estudo
Setorial havia ocorrido em 2022.
A Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL traz
os principais tópicos apresentados pelo estudo. Nessa
primeira abordagem apresentamos a situação da indústria
madeireira nacional incluindo produtos de madeira e
móveis de madeira.
Conforme informações apresentadas no Estudo Setorial
da Abimci, o número de empresas madeireiras ativas
no país tem oscilado, mas pode-se afirmar que houve
um crescimento médio de 1,2% ao ano no segmento
de produtos de madeira, e de 5,7% ao ano no setor de
móveis de madeira entre 2019 e 2024.
O avanço de novas tecnologias e de materiais alternativos
como aço, plástico reciclado e materiais compósitos
são fatores apontados que contribuem para que o
número de empresas de produtos de madeira oscile.
Quando se analisa o aspecto de geração de emprego,
entre 2019 e 2024 a indústria madeireira apresentou
crescimento médio anual de 2,9% no número de vagas
de emprego. E o setor moveleiro expandiu em 3,6% ao
ano.
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRESERVADORES DE MADEIRA
ESTUDO
CRESCIMENTO DA INDÚSTRIA MADEIREIRA ENTRE 2019 E 2024
Produtos de madeira
1,2% ao ano
2,9% na geração de emprego
Móveis de madeira
5,7% ao ano
3,6% na geração de emprego
PRODUÇÃO CONCENTRADA
Números consolidados de 2024, apontam que a
maioria das empresas do setor de madeira e móveis
está concentrada nas regiões sul e sudeste do Brasil. O
setor moveleiro contava com 36.725 empresas sendo
75% localizadas no sul (37%) e Sudeste (38%). A região
nordeste, com 12%, desponta como novo polo da indústria
de móveis.
Já as empresas do setor madeireiro somavam um total
de 21.948 empresas registradas, 72% nas regiões sul
(46%) e sudeste (26%). As regiões norte e centro-oeste,
ambas com 10%, despontam como novos centros produtivos
do setor.
A região sul se destaca como principal polo, concentrando
40% do total nacional de indústrias madeireiras e
de móveis de madeira. A concentração está diretamente
ligada ao desenvolvimento de florestas plantadas de
pinus nas últimas décadas, principal matéria-prima utilizada
pela indústria.
Na região norte, os Estados do Pará e Mato Grosso
se caracterizam como principais fornecedores de madeira
de espécies tropicais provenientes de florestas nativas
sob manejo sustentado no bioma amazônico, atendendo
o mercado nacional e o internacional.
ÍNDICES POSITIVOS
Ainda conforme dados do Estudo Setorial, o setor
florestal respondeu por 1,90% do PIB (Produto Interno
Bruto) do Brasil em 2024 e a Indústria de Madeira Sólida,
que inclui móveis de madeira, respondeu por 0,23% do
PIB. Em 2025 o setor florestal foi responsável por 5,43%
das exportações totais do país, e indústria da madeira
por 1,39%.
Com investimentos constantes e modernização nos
parques fabris, ampliando a capacidade produtiva e promovendo
melhorias em inovação, tecnologia, qualidade
e infraestrutura, o setor industrial foca na ampliação da
presença em novos mercados internacionais, principalmente
diante das incertezas e aumento de taxas pelo
governo dos EUA (Estados Unidos da América), um dos
principais mercado para os produtos brasileiros.
A necessidade por materiais de baixo carbono e de
origem legal amplia as possibilidades de expansão do
setor industrial madeireiro para atração de novos investimentos
e desenvolvimento socioeconômico do país.
O NÚMERO DE
EMPRESAS MADEIREIRAS
ATIVAS NO PAÍS TEM OSCILADO,
MAS PODE-SE AFIRMAR QUE
HOUVE UM CRESCIMENTO NO
SEGMENTO DE PRODUTOS DE
MADEIRA E DE MÓVEIS DE
MADEIRA ENTRE 2019 E 2024
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ARTIGO
ANÁLISE DE VIGAS
DE MADEIRA
REFORÇADAS COM BARRAS
DE FRP PELA TÉCNICA NSM
Fotos: divulgação
LETÍCIA FREITAS ASSIS
UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)
MARCELO RODRIGO DE MATOS PEDREIRO
UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)
PEDRO IGNÁCIO LIMA GADÊLHA JARDIM
UNIR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA)
HERISSON FERREIRA DOS SANTOS
IFRO (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DE RONDÔNIA)
ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO
UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)
RESUMO
Amadeira é um material amplamente
utilizado em estruturas desde tempos
antigos, porém, devido ser um material
orgânico, suas propriedades possuem
grande variação, o que pode impactar
no desempenho estrutural. O reforço com compósitos
de FRP (polímeros reforçados com fibras),
especialmente pela técnica NSM, oferece melhorias
significativas nas propriedades mecânicas das estruturas
de madeira. Alguns estudos visam avaliar o
efeito da utilização de diferentes fibras, bem como
diferentes disposições das barras na seção transversal.
Ainda assim, a contribuição estrutural obtida ao
adotar diferentes tipos de fibras como reforço em
vigas de madeira e a utilização de barras nas faces
inferior e superior da seção transversal da viga ainda
não foi amplamente avaliada. Este estudo teve como
objetivo investigar o impacto da adição de barras na
região comprimida e do tipo de fibra na rigidez e capacidade
de carga de vigas de madeira. Para isso, foi
realizado um estudo paramétrico por meio de simulação
numérica em um software de análise por elementos
finitos. Os resultados obtidos permitiram concluir
que uma taxa de reforço de 1% permitiu aumentar a
capacidade resistente da viga em até 14,25%, similar
ao obtido em outros estudos com maiores taxas de
reforço, porém com outras disposições das barras. As
barras de CFRP proporcionaram os melhores resultados,
seguidas das barras de GFRP e BFRP respectivamente.
66 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 67
ARTIGO
INTRODUÇÃO
A madeira é conhecida por sua elevada relação
resistência-densidade sendo considerada um material
renovável e de baixo impacto ambiental. Além disso,
é um dos materiais de construção mais antigos,
utilizada há séculos na construção civil. No entanto,
as propriedades físico-químicas da madeira variam e
dependem do teor de umidade e da orientação dos
grão; mesmo as madeiras retiradas do mesmo tronco
possuem resistências diferentes. Esses fatores e a
presença de defeitos como nós e fendas dificultam a
previsão e limitam a capacidade de carga das estruturas
de madeira, o que pode ser agravado pela ação
de fatores externos como a variação de umidade e o
ataque por insetos e fungos xilófagos.
Uma forma de garantir um comportamento estrutural
superior à madeira é a utilização de reforços. O
emprego de compósitos de FRP tem sido amplamente
estudado devido à sua alta resistência e rigidez,
baixa densidade e boa resistência à corrosão. O reforço
com FRP pode ser realizado de diversas formas,
sendo uma delas a montagem de barras constituídas
de FRP próximas à superfície da madeira (NSM).
MATERIAIS E MÉTODOS
Para analisar o comportamento de vigas de madeira
reforçadas com barras de FRP foram efetuadas
simulações numéricas não lineares por meio do software
Abaqus/CAE. O modelo foi validado com base
nos experimentos realizados por Yeboah e Gkantou,
que consistiram em uma série de ensaios de flexão
em quatro pontos de vigas de madeira reforçadas
com duas barras de GFRP na face inferior do elemento.
Como a viga possui simetria longitudinal, a modelagem
foi realizada considerando um plano de simetria
a partir do centro da viga com o intuito de reduzir
o esforço computacional e consequentemente o
tempo de processamento, procedimento comumente
realizado em simulações similares.
O REFORÇO COM FRP
PODE SER REALIZADO
DE DIVERSAS FORMAS, SENDO
UMA DELAS A MONTAGEM DE
BARRAS CONSTITUÍDAS DE FRP
PRÓXIMAS À SUPERFÍCIE DA
MADEIRA (NSM)
68 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
MAIO 2026 69
ARTIGO
• Os modelos reforçados com CFRP resultaram
em um desempenho superior aos demais,
ainda que possuam baixa variação entre si,
tanto na capacidade resistente, quanto na
rigidez à flexão.
• As barras de CFRP proporcionaram os melhores
resultados, seguidas das barras de GFRP
e BFRP, sem maiores diferenças entre essas
últimas.
Este estudo tende a contribuir significativamente
para o avanço do conhecimento sobre o reforço de
estruturas de madeira com compósitos de polímeros
reforçados com fibras. No futuro, pesquisas adicionais
podem explorar outras combinações de fibras
e taxas de reforço, bem como investigar a aplicação
de técnicas de protensão para melhorar ainda mais
o desempenho das vigas de madeira reforçadas com
FRP. Recomenda-se a realização de outros estudos
paramétricos que considerem diferentes espécies de
madeira.
Essa é uma versão parcial do artigo,
o texto completo pode ser acessado
pelo Qr Code ao lado:
EQUIPAMENTOS QUE
SUPORTAM O RIGOR DA
FLORESTA
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Esta seção apresenta os resultados encontrados
nas simulações realizadas, bem como os discute à luz
do conhecimento disponível na literatura. Inicialmente,
a validação e estudo de sensibilidade do modelo
são apresentados, sendo seguido do resultado do
estudo paramétrico: Validação do modelo numérico e
estudo de sensibilidade. Análise do estudo paramétrico.
Influência do tipo de fibra do FRP e sua disposição
na rigidez à flexão.
CONCLUSÕES
O presente estudo foi direcionado a investigar o
impacto da adição de barras na região comprimida
e do tipo de fibra na rigidez e capacidade de carga
de vigas de madeira reforçadas com FRP pela técnica
NSM. A partir das análises realizadas, foi possível ob-
ter informações relevantes sobre o aumento na resistência
última das vigas reforçadas com os diferentes
FRPs pela técnica NSM. Com base nos resultados
obtidos, pode-se concluir que:
• O aumento na taxa de reforço não resultou
em uma melhoria perceptível na rigidez à flexão
das vigas simuladas.
• A inserção de barras de FRP adicionais na região
comprimida proporcionou um aumento
na capacidade de carga das vigas, independentemente
do tipo de fibra, variando entre
12,64% e 14,25%.
• A taxa de reforço de 1% foi capaz de atribuir
uma resistência similar ao obtido em outros
estudos com maiores taxas, indicando um
limite no aproveitamento do reforço e consequente
falha na madeira.
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JUNHO 2026
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AGOSTO 2026
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LOCAL: SÃO PAULO (SP)
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HTTPS://WWW.FORMOBILE.COM.BR/
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APOIO:
NA XI EDIÇÃO A FORMÓBILE, A ÁREA EXPOSITIVA
DA FEIRA FOI AMPLIADA EM 15%, NÃO APENAS
PARA ATENDER À ALTA DEMANDA, MAS TAMBÉM
PARA ACOMPANHAR AS TRANSFORMAÇÕES DO
SETOR. DOS EXPOSITORES DA EDIÇÃO DE 2024,
80% ESTARÃO NA EDIÇÃO DESTE ANO QUE AINDA
CONTARÁ COM MAIS DE 50 NOVAS EMPRESAS.
A ÁREA DO ESPAÇO MADEIRA JÁ ESTÁ COM
TODOS ESPAÇOS VENDIDOS, DEMONSTRANDO O
ENTUSIASMO DA INDÚSTRIA MOVELEIRA BRASILEIRA.
Imagem: reprodução
ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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comercial@revistareferencia.com.br
72 referenciaindustrial.com.br MAIO 2026
ESPAÇO ABERTO
EMPRESAS SÃO DECISIVAS
PARA O BRASIL SER LÍDER EM
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
M
uito se fala sobre o potencial
do Brasil em liderar a transição
energética global. Nossa matriz
elétrica já é uma das mais limpas
do mundo, com mais de 80%
baseada em fontes renováveis, e temos abundância
de recursos naturais capazes de impulsionar
novos ciclos de crescimento sustentável e, ainda
mais, responsável. Mas há um ponto central que
costuma ser negligenciado nesse debate: o protagonismo
das empresas.
Não é apenas uma questão de políticas públicas
ou de investimentos governamentais. O
caminho para que o Brasil se consolide como
líder passa, inevitavelmente, pelas decisões que
empresas privadas tomam hoje em relação às
suas cadeias de suprimentos, seus processos de
auditoria e sua aderência a padrões internacionais
de ESG e compliance.
A pressão regulatória global já está batendo
à nossa porta. A União Europeia, por exemplo,
avança em legislações de due diligence obrigatória
para importadores e exportadores, exigindo
transparência na cadeia de valor e relatórios robustos
de sustentabilidade. Ignorar essas exigências
pode significar perda de mercados, redução
de competitividade e até barreiras comerciais.
É por isso que o futuro da transição energética
brasileira não está apenas em Itaipu, nas usinas
solares do nordeste ou nos parques eólicos
do sul. Está, sobretudo, na mesa de decisão das
empresas que escolhem como se relacionar com
POR
NICOLÁS
AVELLANEDA
REGIONAL MANAGER
DA ACHILLES PARA
AMÉRICA DO SUL E
CENTRAL
fornecedores, como medir suas emissões e como
estruturar suas práticas de governança.
Ferramentas de inteligência artificial, auditoria
contínua e due diligence preditiva já estão disponíveis
para ajudar organizações a se antecipar
a riscos e atender às exigências internacionais.
Mas tecnologia sozinha não resolve. É preciso
coragem empresarial para assumir compromissos
que vão além do marketing e se traduzam em
ações concretas de mitigação de carbono, inclusão
social e transparência regulatória.
O Brasil tem a chance de ser protagonista em
um momento histórico de redefinição da economia
mundial. Mas essa liderança não virá automaticamente.
Depende da capacidade de nossas
empresas de se enxergarem como decisoras da
transição energética e não apenas como espectadoras
de políticas públicas.
A transição energética não é um futuro distante.
Ela está acontecendo agora, e quem não
se preparar para ela, corre o risco de ficar para
trás.
Foto: divulgação
O CAMINHO PARA QUE O BRASIL SE CONSOLIDE COMO
LÍDER PASSA PELAS DECISÕES QUE EMPRESAS PRIVADAS
TOMAM EM RELAÇÃO ÀS SUAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS, SEUS
PROCESSOS DE AUDITORIA E SUA ADERÊNCIA A PADRÕES
INTERNACIONAIS DE ESG E COMPLIANCE
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