Jornal Cocamar Maio
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PROJETO
Cooperjovem envolve 145 alunos
de quatro escolas de Maringá
A finalidade é capacitar professores e técnicos das secretarias municipais de educação
e das cooperativas para trabalharem com ações elaboradas segundo diretrizes nacionais
Como resultado de parceria
com o Serviço Social de
Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop-PR), a Cocamar
Cooperativa Agroindustrial
promove neste ano em
Maringá o Projeto Cooperjovem.
A finalidade é capacitar
professores e técnicos das secretarias
municipais de educação
e das cooperativas para
trabalharem com ações elaboradas
segundo diretrizes nacionais.
As turmas de formação
de professores e técnicos tiveram
início em 17 de março e
foram finalizadas em 28 de
abril.
REPLICAR - A partir de agora,
os professores formados passam
a ter a possibilidade de replicar
e colocar em prática
tudo o que vivenciaram ao
longo do processo. Na primeira
semana de maio, se organizam
para dar início às
atividades.
EDUCAÇÃO - Tendo como eixos
temáticos Educação Ambiental,
Educação Empreendedora,
Educação Cooperativista
e Educação Financeira, promovendo
a cultura da cooperação
e do cooperativismo, as aulas
vão ser ministradas a 145 alunos
de 7 a 10 anos em quatro escolas
do segundo a quinto anos
do ensino fundamental, que integram
a Secretaria Municipal
de Educação de Maringá.
AS ESCOLAS - São elas: Professora
Lídia Ribeiro Dutra da
Silva, localizada no Parque das
Laranjeiras; Gabriela Mistral, na
Vila Operária; Maestro Aniceto
Matti, no Conjunto Residencial
Rodolpho Bernardi, e Pastor
João Barbosa de Macedo, no
Jardim Sumaré.
COOPERATIVISMO - A realização
atende aos princípios 5º e
7º do cooperativismo, respectivamente
Educação, Formação
e Informação, e Interesse
pela Comunidade.
2
PALAVRA DO PRESIDENTE
A indispensável preparação
para o presente e o futuro
A participação dos cooperados em programas promovidos pela
Cocamar é essencial para a sustentabilidade do negócio familiar
e para que a cooperativa continue cumprindo o seu papel
Com uma gestão bem conduzida
e uma visão abrangente,
planejando as atividades
e envolvendo a família
na tomada de decisões, é
possível ao produtor rural
fazer frente aos seus desafios.
Mas é preciso disciplina,
foco e determinação
na busca por conhecimentos.
Recentemente a Cocamar
deu início a duas iniciativas
muito importantes nesse
sentido, voltadas para a preservação
do negócio familiar
e o futuro da própria cooperativa.
Estamos falando do programa
Unindo Gerações,
em sua segunda turma, e da
Formação de Conselheiros
Cooperativos, já em sua sétima
edição.
A proposta do primeiro é facilitar
e preparar o processo
sucessório, possibilitando
que o ingresso da nova geração
na atividade familiar
ocorra de forma natural e
estruturada.
Por um lado, há uma geração
que acumulou uma valiosa
experiência e saber; de
outro, uma outra que precisa
ser motivada e capacitada
para se somar à gestão, e
que tem, naturalmente, uma
visão mais alinhada a um
mundo repleto de tecnologias
que se renovam permanentemente.
É o momento de somar e
desenvolver o potencial de
cada membro da família.
No Unindo Gerações, temos
a grata satisfação de
ver pais participando da
programação em companhia
dos filhos.
Quanto a Formação de Conselheiros
Cooperativos,
desde a primeira turma já
são mais de 150 cooperados
e cooperadas que passaram
por essa indispensável qualificação,
receberam seus
certificados e fazem parte
de um grupo altamente preparado
com o qual a cooperativa
conta para a sua
perpetuação.
Importante ressaltar que
ambos os programas estão
diretamente relacionados ao
que a organização planeja
para o seu futuro e, por isso,
oferece a possibilidade de
preparação para lideranças
comprometidas com o cooperativismo,
alinhadas aos
seus objetivos e interessadas
em contribuir para o
desenvolvimento da atividade
rural.
A participação dos cooperados
e cooperadas em
programas promovidos pela
Cocamar é, portanto, essencial
tanto para a sustentabilidade
do negócio
familiar quanto para que a
É o momento de somar
e desenvolver o potencial
cooperativa continue cumprindo
o seu papel no
apoio, no aprimoramento e
na segurança das atividades
realizadas pelo seu
quadro social.
de cada membro da família.
Divanir Higino,
presidente da Cocamar
3
RALLY
O máximo com o mínimo
Pequena chácara em Terra Boa investe na diversificação e na
agregação de valor para dar rentabilidade e sustentabilidade ao negócio
Num passado recente, sem
perspectivas de continuarem
na pequena propriedade da
família em Terra Boa (PR), os
três filhos do cooperado José
Aparecido Sanches e sua esposa
Márcia Maruchi Sanches
migraram para a cidade, onde
se inseriram no mercado de
trabalho.
DE VOLTA - O tamanho da
chácara, denominada Maria
Araceli, comprada em 1982,
continua o mesmo. São pouco
mais de 6 mil metros quadrados
– exatamente 6,05 hectares
- mas José e Márcia têm
bons motivos para acreditar
que em breve os filhos estarão
de volta. E para ficar.
CAFÉ ESPECIAL - Sem terem
como expandir os limites do
imóvel, eles estão verticalizando
a produção, tendo o
café como carro-chefe. São 13
mil pés, dos quais 7 mil em
plena produção, e há anos o
casal se dedica ao promissor
segmento de cafés especiais.
O Rally Cocamar de Produtividade
esteve lá.
AGREGAR VALOR - E para
agregar ainda mais valor à
safra, reduzindo a venda de
commodity, José e Márcia implantaram
há cerca de um ano
uma torrefadora na propriedade,
o que permite a comercialização
do produto torrado
e moído diretamente ao consumidor
em embalagem com
a marca própria Maruchi.
ALTA QUALIDADE - O capricho
e os cuidados que eles
dispensam ao café é tão
grande que isto se reflete na
qualidade superior do produto.
Em 2023, José e Márcia ficaram
entre os sete primeiros
colocados no Concurso Café
Qualidade Paraná, promovido
pela Câmara Setorial do Café
e o governo do estado, cujo
objetivo é valorizar e fortalecer
a cafeicultura, ao identificar e
O produtor José Aparecido e a esposa Márcia
premiar os melhores cafés do
Paraná.
CONCURSO - Segundo José,
o destaque obtido no concurso
estadual promoveu uma
corrida de cafeterias de várias
cidades, incluindo Maringá,
até a propriedade. “A gente
nem precisa ir atrás de comprador
de café especial”, orgulha-se.
O produto é vendido
seco, em grãos, a preço diferenciado.
Cada cafeteria faz a
sua torra, de acordo com o padrão
desejado.
BIENALIDADE - No atual ciclo,
cuja colheita está começando,
eles estimam colher ao menos
100 sacas de café beneficiado,
mais que o triplo em comparação
ao volume de 2025, que
foi o ano de safra menor. O
café tem a característica da
bienalidade da produção, ou
seja, produz num ano e descansa
no outro.
DIVERSIFICANDO - A família,
no entanto, não quer depender
apenas do café e avança
em um consistente programa
de diversificação de negócios.
Foram construídos quatro tanques
de peixes que funcionam
no sistema pesque-pague e
atraem, nos finais de semana,
aficionados do município e região.
CONSÓRCIO - E para incre-
4
mentar ainda mais o orçamento,
eles implementam um
consórcio no meio da lavoura
de café com dois tipos de frutas
de mercado garantido. São
900 pés de mamões, cultivados
na mesma linha dos cafeeiros
e que produzem até o
terceiro ano; e 5 mil de abacaxis
nas entrelinhas, para serem
colhidos em até dois anos.
Tanto para os mamões quanto
para os abacaxis, a comercialização
já está negociada junto
a uma cooperativa de Cianorte,
a Coanorte, que congrega
produtores de frutas
diversas.
IRRIGAÇÃO - E para evitar que
problemas climáticos, como
os recorrentes veranicos, prejudiquem
a produção, tanto o
café quanto as demais culturas
são irrigadas, com a água
captada dos próprios tanques
de peixes. E como eles possuem
uma estrutura de energia
solar, fornecida pela
Cocamar, as despesas geradas
com iluminação e para
mover a torrefadora e a irrigação,
são mínimos.
SUSTENTABILIDADE - A propósito,
o investimento em sustentabilidade
– que inclui a
energia solar, o manejo adequado
do solo, o reaproveitamento
de água e outras
práticas -, conferiu à família
um reconhecimento importante
durante o Show Rural
Coopavel 2026 em Cascavel: o
Prêmio Produtor Rural Sustentável.
UM SONHO - Com tudo isso,
José e Márcia se animam a
pensar que vai ter trabalho e
renda para eles e os três filhos,
quando estes voltarem a
morar na chácara. “É o nosso
sonho”, diz Márcia, ao comentar
que um deles já está dividindo
o seu tempo entre o
emprego na cidade e o apoio
aos pais. A chácara fica próxima
à área urbana. “Para nós,
esta propriedade é um paraíso,
aqui tem de tudo um
pouco, principalmente muita
vontade de crescer e vencer”,
completa José.
EXCELÊNCIA - O cafezal mantido
pela família Sanches inclui
diferentes variedades - IPR-
107, IPR-100, Mundo Novo, Catuaí
e Arara -, com assistência
técnica prestada por profissionais
do Instituto de Desenvolvimento
Rural do Paraná
(IDR/PR). E uma parte da produção
é entregue na unidade
local da Cocamar. O padrão é
de excelência, conforme ficou
demonstrado em 2023, que
apresentou tipo 2, umidade de
11,3%, 3.0% de peneira 16 e
uma nota de avaliação sensorial
de 84,93 pontos.
ESPECIAL - Um café é considerado
especial quando
atinge, no mínimo, 80 pontos
na escala de avaliação da
Specialty Coffee Association
(SCA), que leva em conta uma
análise sensorial a partir de aspectos
como aroma, acidez,
doçura, corpo e uniformidade.
ATRIBUTOS - Para se ter uma
ideia, os atributos conferidos
ao café da família Sanches por
um júri especializado apresentaram
alguns indicativos diferenciados:
Fragrância e sabor:
caramelo, cocada preta, chocolate,
frutas vermelhas, cereja,
castanha, baunilha e cana;
Retrogosto: longo doce macio;
Acidez: cítrica alta; Corpo: alto
e licoroso.
SOBRE O RALLY - Em seu 11º
ano de realização, o Rally Cocamar
da Produtividade tem o
objetivo de valorizar as boas
práticas agrícolas e conta com
o patrocínio da Corteva, Sicredi
Dexis, Nissan Bonsai Motors e
Fertilizantes Viridian.
5
CONCURSO MUNDIAL
Cooperados produzem
queijo premiado
José Alfredo dos Santos e Kátia Carvalho, de Nova Esperança, fizeram
bonito no 4º Concurso Mundial do Queijo Brasil conquistando o bronze
O nome da cidade de Nova
Esperança ecoou em São
Paulo nos dias 17, 18 e 19 de
abril. Isto porque a DaNova
Queijaria, do casal de cooperados
José Alfredo dos Santos
e Kátia Carvalho, fez bonito
durante o 4º Concurso Mundial
do Queijo Brasil, promovido
pela SertãoBras. Seus
proprietários subiram ao pódio
para receber a medalha de
bronze - “resultado de dedicação
silenciosa, madrugadas
de trabalho e amor genuíno
pelo que fazem”, comenta
Kátia.
CONQUISTA - Segundo ela, a
dimensão da conquista ganha
ainda mais peso quando se
conhece a grandiosidade do
evento: o concurso reuniu
2.700 produtos lácteos inscritos,
provenientes de 18 países,
tornando a competição
um verdadeiro palco internacional
da excelência em laticínios.
UMA FAÇANHA - “Chegar ao
pódio nesse cenário, disputando
espaço com produtores
de tradição centenária de diferentes
partes do mundo, é
uma façanha que poucos ousariam
imaginar possível a partir
de uma pequena propriedade
do interior do Paraná”, sublinha.
QUALIDADE - Com uma produção
de 500 litros de leite
por dia, exclusivamente de
vacas da raça Jersey - reconhecida
mundialmente pela riqueza
em gordura e proteínas
do seu leite -, a propriedade
se destaca não pelo volume,
mas pela qualidade que nasce
de cada detalhe do processo.
São animais cuidados com
atenção e um rigor que começa
antes mesmo do amanhecer.
CUIDADOS E DESAFIOS -
Kátia ressalta que o setor lácteo
brasileiro é um dos mais
exigentes e competitivos do
agronegócio nacional. Produzir
queijos e derivados de alto
padrão vai muito além de seguir
receitas: exige controle
preciso de temperatura, higiene
rigorosa, conhecimento
técnico que se aprimora a
cada lote e, sobretudo, uma
teimosia saudável de quem
não se contenta com o corriqueiro.
PADRÃO - São produtores que
enfrentam as oscilações do
mercado, os desafios do clima
e as exigências sanitárias, sem
abrir mão do padrão que
construíram com as próprias
mãos.
“MUITA GARRA” - A produtora
completa: “Uma medalha em
um concurso dessa magnitude
não é um acaso. É o reconhecimento
de uma trajetória
- de quem apostou na raça
certa, aperfeiçoou o processo,
acreditou no potencial do leite
produzido em solo paranaense
e teve a coragem de colocar
seu trabalho à prova diante
de avaliadores e concorrentes
do mundo inteiro. O bronze
brilha. E por trás dele, há muito
leite, muito trabalho e muita
garra”.
7
DIA DE CAMPO
Desenvolvimento sustentável
e tecnológico da mandioca
Evento consolidado como referência, reuniu 350 convidados, entre
produtores, técnicos e lideranças de mais de uma dezena de municípios
Inovações e muita informação
para a sustentabilidade, o
desenvolvimento tecnológico
e o fortalecimento do setor
mandioqueiro do noroeste
paranaense foi a proposta da
4ª edição do Dia de Campo
sobre a Cultura da Mandioca
promovida em abril pela Cocamar
na Unidade de Difusão
de Tecnologias (UDT) de
Guairaçá, região de Paranavaí.
GIRO - Reunindo 350 convidados,
entre produtores, técnicos
e lideranças de mais de
uma dezena de municípios, o
evento contou com palestras
de especialistas em sistema
de giro técnico, demonstração
de colheita mecanizada,
com a empresa Inroda, e de
pulverização com drones.
“Pela sua qualidade, a realização
está consolidada como
uma referência para os produtores
de mandioca”, afirma
o engenheiro agrônomo Gabriel
Costa, responsável pela
UDT.
INSUMOS - Durante o Dia de
Campo, que contou com a
participação do Instituto de
Desenvolvimento Rural do
Paraná (IDR/Paraná), Embrapa
e Núcleo de Estudos
Avançados em Plantas Daninhas
(NAPD) da Universidade
Estadual de Maringá (UEM),
Congo é comum no arenito caiuá
foi lançada a campanha da
cooperativa para a comercialização
de insumos destinados
a cultura. Apoiaram a iniciativa
a Timac Agro, FMC e
Fertilizantes Viridian.
“Manejo de Congo e Bacteriose
na Mandioca” foi o tema
abordado pelo pesquisador
doutor Rudiney Ringenberg, da
Embrapa, enquanto o professor
doutor Denis Biffe, do
NAPD da UEM, discorreu a respeito
de “Manejo de Plantas
Daninhas – no Manejo Pré-
Emergente e Pós Poda” e os
especialistas do IDR/Paraná,
Celso Seratto e doutor Jonez
Fidalski, trataram de “Plantas
Melhoradoras do Solo e Plantabilidade”.
COMUM - Ringenberg explicou
que o congo ou migdolus é a
popular broca-da-raiz da canade-açúcar,
broca-dos-rizomas
e congo, sendo essa última a
designação mais comumente
utilizada pelo setor. Segundo
ele, o congo possui metamorfose
completa (ovo, larva, pupa
e adulto). Seu registro de ocorrência
é recente e esporádico,
com citações da praga em
plantios do noroeste do Paraná.
“A região de maior ocorrência
está delimitada no arenito
caiuá, que tem o solo com textura
predominantemente arenosa”,
explica.
COMPORTAMENTO – Especula-se
que a ocorrência de
danos do inseto seja pouco relatada
por falta de conhecimento
sobre a praga e o seu
comportamento de alimentação,
que se manifesta por meio
de lesões e apodrecimento de
raízes. Com hábito subterrâneo,
o dano nas raízes se dá pela
alimentação das larvas. Nessa
fase, ocorre o caminhamento
no solo, no sentido vertical e
horizontal, e, nas épocas mais
chuvosas, as larvas se deslocam
no sentido vertical, atingindo
pontos mais profundos,
se alimentando de material orgânico.
PERDAS - No processo de alimentação
das larvas, podem
ser observados danos às raízes
de eucalipto, amoreira, feijão,
café, pastagens, cana e mandioca.
Enquanto na cana os
prejuízos podem atingir 25% na
produtividade, na mandioca os
danos são mais acentuados,
variando de acordo com a
forma e o período de alimentação
das larvas. Uma das formas
de controle é o natural,
com aração mais profunda do
solo em novos plantios, principalmente
em períodos em que
parte das larvas se encontra
mais próxima da superfície do
solo (épocas mais frias e secas).
BACTERIOSE - A bacteriose é
a principal doença que ataca a
mandioca, sendo conhecida
como manchas, água quente,
murchadeira, dormideira e
murcha bacteriana. O clima
que favorece sua ocorrência é
o com médias de chuvas
anuais de 1.200 mm e temperaturas
médias entre 20 e 23ºC.
A doença ataca durante o período
de crescimento das
plantas. O prejuízo na produção
de raízes pode chegar a
75% no peso das mesmas, tornando
o cultivo inviável economicamente.
9
DIA DE CAMPO
Plantas Melhoradoras do Solo
Os produtores de mandioca,
especialmente na região do
arenito, têm papel importante
por atuarem, na maioria dos
casos, como agentes de reforma
de pastagens. Para Celso
Seratto, “eles têm uma responsabilidade
enorme em relação
ao manejo de solo”, porque, em
especial os arrendatários, trabalham
em pastagens degradadas
ou áreas onde havia canavial.
Normalmente, assumem
áreas bastante precárias
em conservação e fertilidade,
sendo necessário investir no
preparo do solo com revolvimento,
correção e a sistematização,
além de lançar mão de
estratégias que reduzam custos
e promovam aumento de
produção.
ALTERNATIVAS - Além do uso
de corretivo do solo, tem sido
necessário recorrer a plantas
melhoradoras do solo, que permitem
ajudar na recuperação e
plantar mandioca sobre mandioca
em manejos bem-feitos,
com bons resultados. Se o produtor
assume uma área em novembro
e dezembro, onde havia
cana, vai conseguir fazer
uma operação na qual instala
um mix de plantas, como combinações
de braquiária ruziziensis,
ou braquiária piatã e
marandu, essas últimas mais
agressivas e difíceis de manejar
na dessecação, por exigirem
mais prazo e maior dose de
herbicidas dessecantes, orienta
Seratto
COMBINAÇÕES - “A ruziziensis
é muito interessante, pois se
esparrama, é rápida e precoce,
e traz facilidade no manejo
com herbicida. É possível combinar
com leguminosas, como
crotalárias e milhetos precoces,
forrageiros e com melhoramento
genético”, explica. Mas,
ressalta, que cada combinação
vai exigir uma engenharia de
doses para cada época do ano,
para que se faça uma boa forração
do terreno, com um
bom estabelecimento de
stand, estimulando a biologia
do solo, a descompactação.
REFORMA - Quando arrendatário
vai fazer uma reforma, a situação
é parecida, sendo possível
usar as mesmas combinações.
Se assume um pasto degradado,
geralmente o proprietário
vai querer, ao final do
verão, aproveitar a forragem,
mas nem sempre é possível
entregar um pasto em fevereiro,
e sim no final de março.
“Então, há algumas dificuldades”,
afirma Seratto.
Plantas Daninhas
O controle de plantas daninhas
tem demandado muitos custos
aos produtores com a escassez
da mão de obra, lembrou o professor
Biffe. Ele explicou: o produtor
está tendo que reduzir
custos para se manter na atividade
e o uso racional de herbicidas
acaba facilitando e reduzindo
custos, desde que bem
conduzido. “Foi falado sobre o
manejo de ervas daninhas préemergentes,
com várias opções
de produtos de controle, e sobre
a utilização de herbicidas na
fase de poda da cultura, prática
que os produtores realizam com
frequência, principalmente os
que conduzem a mandioca por
dois ciclos”. Isso foi demonstrado
na prática, em áreas experimentais,
com opções de manejo
que o produtor pode utilizar.
“É muito importante consultar
um engenheiro agrônomo
para traçar a melhor estratégia
de controle de plantas daninhas”,
orientou.
TODOS GANHAM - Segundo
ele, seria necessário que o pecuarista
repensasse esse modelo,
porque se ele der a
chance de o mandiocultor reformar
adequadamente a área,
os dois saem ganhando. O produtor,
com estabilidade de produção
maior, pode investir mais
em corretivo e entregar um
pasto reformado e em melhores
condições de fertilidade.
Ainda de acordo com o especialista,
quando os mandiocultores
assumem pastagens degradadas
tardiamente, a margem
de manobra fica bastante
reduzida, sendo necessário
adequar o período. O plantio se
inicia em julho ou agosto.
COMBINAÇÕES - “Mesmo
Parcelas
assim, é possível fazer combinações
de milheto precoces
com bom potencial genético,
com as crotalárias. Ainda que
isso fique entre 60 e 90 dias até
o momento do preparo do solo,
tal sistema resultará em ganho
de produtividade da mandioca,
de 10 toneladas por alqueire”,
observa. Apesar do prazo curto,
é possível estabelecer um sistema
para ajudar no controle
de ervas daninhas, a manter o
solo coberto e protegido. Uma
estratégica de plantabilidade,
segundo Seratto, é fazer a subsolagem
antes do cultivo das
plantas de serviço ou com as
plantas de serviço em pé, fazer
a rolagem e dessecar a brotação,
o que geralmente demanda
de 30 a 40 dias.
Foram montadas quatro parcelas demonstrativas de plantas
melhoradoras do solo que no Dia de Campo estavam com 94
dias, e outras quatro parcelas com os mesmos materiais, mas
com 60 dias de implantação.
• Mix com braquiária ruziziensis, milheto 1501, crotalária ochroleuca
e crotalária spectabilis. O plantio foi efetuado com
25kg/ha.
• Mix de braquiária ruziziensis, sorgo ponta negra, crotalária ochroleuca
e crotalária spectabilis, além de feijão guandu, com 25
kg/ha.
• Mix de braquiária ruziziensis, o milheto 1501, a crotalária ochroleuca,
o trigo mourisco e o nabo forrageiro, com 30kg/ha.
• Para ciclo curto, incluiu apenas milheto (5kg/ha) e braquiária
ruziziensis (5 kg/ha).
11
MILHO
Condições das lavouras variam
Em algumas regiões tem ficado abaixo das expectativas, em outras,
o quadro é de relativa normalidade, semelhante a safra do ano passado
Tradicional produtor de grãos
do município de Doutor Camargo,
a 30 quilômetros de
Maringá, Jorge Pedro Frare
disse no dia 9 de maio, que
desde o dia 12 de outubro do
ano passado a sua região não
recebia uma chuva tão intensa
“e abençoada” como a que estava
acontecendo. Foram mais
de 100 milímetros.
PRECISÃO - Frare falou com
precisão de dados: há 25 anos
ele anota cuidadosamente os
volumes de precipitações em
seu sítio e, com base nas informações
que possui, de janeiro
a abril deste ano o total de
umidade acumulada somou
239 milímetros, bem abaixo da
média histórica. Em abril, as
chuvas não passaram de 40
milímetros.
DESENVOLVIMENTO - Isto
explica por que em Doutor Camargo
e imediações – os municípios
de Ivatuba, parte de
Floresta, Atalaia, Floraí e São
Jorge do Ivaí, entre outros, o
desenvolvimento do milho de
inverno tenha ficado abaixo
das expectativas.
PERDAS - “Em alguns lugares,
as lavouras estão muito ruins e
talvez nem tenham formação
de espigas”, explica o gerente
técnico da cooperativa, Rodrigo
Sakurada, ao mencionar
que se observa, também, em
outras, a ocorrência de pendoamento
com as plantas ainda
muito baixas, o que compromete
o potencial da cultura. A
Cocamar não tem, ainda, um
levantamento conclusivo de
perdas.
CENÁRIOS - O cenário dessa
região, no entanto, difere em
maior ou menor proporção do
restante do mapa onde a cooperativa
possui unidades de
atendimento no norte e noroeste
do Paraná.
NORMALIDADE - “De certa
forma, o quadro nessas outras
áreas é de relativa normalidade”,
destaca o gerente técnico,
ao frisar que como a semeadura
neste ano não ocorreu
mais cedo – por conta do
atraso do ciclo da soja – há
uma perda natural de produtividade.
“Podemos considerar,
por enquanto, uma safra semelhante
a do ano passado”,
cita, incluindo aí a região de
solos arenosos, no noroeste
do estado.
MELHOR - Já em Londrina e
municípios do entorno, onde o
calendário de semeadura é
um pouco mais tardio, a situação
das lavouras se apresenta
ainda melhor, com desenvolvimento
dentro do esperado.
Em síntese, segundo Sakurada,
as chuvas recentes estancaram
o percentual de
perdas onde isto vinha acontecendo,
mas as plantas já não
têm, na atual fase, capacidade
de recuperação. “A tendência
é terminar o mês de maio com
chuvas em boas quantidades
e bastante água disponível no
solo. Já onde o potencial produtivo
está mantido, a expectativa
é de uma boa evolução”,
afirma.
PREOCUPAÇÃO - Mesmo assim,
como a semeadura em
geral atrasou um pouco, a preocupação
recai, a partir de
agora, para os efeitos mais severos
que resultam da chegada
do frio, caso das geadas
e ventos fortes.
13
TEMPO DE CASA
Uma história construída juntos
Cocamar homenageia cooperados
que em sua trajetória contribuíram
para a construção e o
desenvolvimento da cooperativa
Valorizar quem faz parte da
história é um dos pilares do
cooperativismo. Com esse
propósito, o Departamento de
Cooperativismo da Cocamar
realizou uma ação especial de
reconhecimento aos cooperados
que completaram 5, 10, 20,
30, 40 e até 50 anos de parceria,
destacando a relevância
dessas trajetórias para a construção
e o desenvolvimento da
cooperativa.
RECONHECIMENTO - Os cooperados
homenageados receberam
cartões de felicitações
personalizados, celebrando o
tempo de casa e a trajetória
construída lado a lado com a
cooperativa. Mais do que um
gesto simbólico, a entrega foi
um momento de troca, emoção
e reconhecimento.
AÇÕES POSITIVAS - A ação
gerou ações positivas. Muitos
cooperados se mostraram felizes,
surpresos e orgulhosos
por terem sua história lembrada.
Entre sorrisos e lembranças,
surgiram depoimentos
que traduzem bem o que é
viver o cooperativismo na prática.
CONFIANÇA - Um deles foi o
do cooperado Reginato Pericles
Baggio, da unidade de
Floraí, que completou 40 anos
de cooperativa este ano. Ao
falar sobre o orgulho de seguir
fazendo parte da Cocamar, ele
resumiu em poucas palavras
uma trajetória marcada pela
confiança: “Os quarenta anos
de cooperado não se constroem
com uma ou duas safras,
mas somam anos de
confiança e segurança no seu
negócio.”
MUITO ALÉM - Quem também
compartilhou sua experiência
foi o cooperado Luiz Paulo
Marques, que alcançou a marca
histórica de 50 anos com a
Cocamar. Para ele, o vínculo
com a cooperativa vai além da
relação comercial:
FAMÍLIA - “Segurança, tranquilidade.
Aqui é como uma família.
Além da garantia de entregar
os produtos, podemos
rever amigos, trocar informações,
aprender com os cooperados
e com a própria cooperativa.
Enfim, como eu disse
anteriormente, a segurança de
estar em boas mãos.”
CRESCER JUNTOS - A ação
reforça um dos pilares do cooperativismo:
valorizar pessoas
e histórias. Cada cartão entregue
representa mais do que
tempo de associação, representa
confiança mútua, parceria
de longa data e a certeza de
que crescer juntos faz toda a
diferença.
RAÍZES - Porque, no fim das
contas, é assim que a Cocamar
segue avançando: com raízes
firmes no campo, histórias que
inspiram e um futuro construído
em cooperação, destaca a
diretoria da Cocamar.
15
PVU 2025
Unidades vencedoras
são premiadas
Pelo segundo ano consecutivo, Atalaia conquista o 1º lugar. Critérios são: participação de
mercado de recebimento, venda de insumos, orçamento de despesas, PQC+ e Carteira
As unidades da Cocamar vencedoras
do Programa de Valorização
das Unidades 2025
receberam suas premiações. O
programa tem como finalidade
reconhecer os colaboradores
efetivos das unidades que apresentarem
o melhor desempenho
nos indicadores estratégicos
definidos. O reconhecimento
é concedido aos colaboradores
que alcançarem o
maior percentual de performance,
conforme a apuração
realizada no ano de 2025 e de
acordo com os critérios previstos
em regulamento.
CRITÉRIOS - Entre os critérios
avaliados estão: participação
de mercado de recebimento
de soja, milho ou trigo, de
acordo com a aptidão regional,
venda total de insumos, orçamento
de despesas, Processo
de Qualidade Cocamar (PQC+)
e Carteira (inadimplência, saldo
da carteira renegociada no ano
e saldo da Carteira enviado ao
jurídico no ano).
VENCEDORAS - As unidades
do Grupo I mostraram muita organização,
foco nos indicadores
e um trabalho de equipe exemplar,
conseguindo transformar
desafios em grandes resultados.
A unidade classificada em
primeiro lugar foi Atalaia (PR), ficando
em segundo e terceiro
lugares, respectivamente, São
Sebastião da Amoreira (PR) e
São Jorge do Ivaí (PR).
BEM FEITO - No Grupo II, com
consistência, comprometimento
e atenção aos detalhes, Nova
Esperança conquistou o primeiro
lugar. E representando a
força nos extremos, a Unidade
de Chapadão do Sul (MS) se
destacou no Grupo III, mostrando
que dedicação e trabalho
bem-feito geram reconhecimento.
MÉRITO - “Pelo segundo ano
consecutivo, a unidade de Atalaia
conquista o 1º lugar no PVU
e essa vitória é totalmente mérito
de cada colaborador. Esse
reconhecimento simboliza muito
mais do que um resultado:
ele valoriza o empenho, a união,
a responsabilidade e a determinação
de um time que acredita
no que faz e entrega excelência
todos os dias. Manter-se campeã
exige esforço contínuo e
Atalaia mostra que sabe transformar
desafio em resultado.
Parabéns a todos que fazem
parte dessa conquista e que
elevam, ano após ano, o nome
de Atalaia”, destaca o gerente
da unidade bicampeã do Grupo
I, Márcio Sartori.
ESPÍRITO COLETIVO - “Os desafios
são constantes, mas
quando entendemos que nosso
propósito está no compromisso
e no engajamento, os
resultados acontecem. Para
nós, é extremamente gratificante
receber pelo segundo
ano consecutivo o prêmio de
melhor unidade loja da Cocamar.
Estar em 1º lugar é reflexo
da união da equipe e da dedicação
em cada detalhe. Muitos
nos perguntam qual é o segredo,
e a resposta é que não
existe receita pronta. Está na
soma dos esforços, desde a
zeladora até cada colaborador
que se empenha em oferecer
o melhor atendimento aos
produtores. Esse espírito coletivo
é o que nos dá orgulho e
confirma que estamos no caminho
certo como gestores”,
afirma o gerente de Chapadão
do Sul, Welington Frassati.
EMPENHO E COMPROMISSO -
De acordo com a cooperativa,
“há muito o que comemorar. O
Programa de Valorização das
Unidades 2025 distinguiu unidades
que se destacaram pelo
envolvimento, dedicação e excelente
desempenho ao longo
do ano. Cada resultado alcançado
é reflexo do trabalho diário,
da união das equipes e do
compromisso com nossos cooperados”.
CONQUISTAS - As conquistas
são coletivas e mostram que,
quando cada um faz sua parte,
os resultados aparecem. “Que
esse reconhecimento seja motivo
de orgulho e de inspiração
para seguirmos evoluindo juntos
todos os dias. Seguimos firmes,
valorizando pessoas, fortalecendo
nossas unidades e construindo
um futuro cada vez melhor
para a Cocamar”, completa.
17
PROGRAMA
Começa a segunda
turma do Unindo Gerações...
Cocamar foi a sede de um piloto, iniciado em 2024 e concluído no ano passado.
O objetivo, agora, é levar a realização para outras cooperativas do estado
No dia 23/4, o casal Sérgio e
Elisa Ichikawa, acompanhado
do filho Fernando, deslocou-se
de Londrina para participar em
Maringá, na Cocamar, da abertura
da segunda turma do programa
Unindo Gerações.
PREPARAÇÃO - A realização da
cooperativa e do Sistema Organização
das Cooperativas do
Estado do Paraná e Serviço Nacional
de Aprendizagem do
Cooperativismo (Ocepar/Sescoop-PR)
tem a proposta de
preparar famílias para a sucessão
na propriedade rural de
forma organizada, tranquila e
com planejamento.
QUARTA GERAÇÃO - Os Ichikawa
possuem uma propriedade
em São Sebastião da
Amoreira, onde produzem
grãos, e Fernando, de 34 anos,
que é engenheiro agrônomo e
faz parte da quarta geração da
família no Brasil, pretende dar
seguimento a esse trabalho, o
qual começou em 2019. “Com
o curso, queremos aprimorar
esse processo”, explica Fernando.
EVOLUIR - Dentre os 35 participantes,
apenas um não é de
um município do Paraná. O produtor
Fred Frand Frandsen viajou
cerca de 300 quilômetros,
desde Palmital, na região de
Assis, interessado em aprofundar-se
mais sobre o tema. Embora
já compartilhe com o pai a
gestão dos negócios, voltados
à produção de grãos, ele conta
que viu na iniciativa uma oportunidade
para continuar evoluindo.
CONTEÚDO - O programa se
desenvolverá de forma presencial
em datas pré-estabelecidas,
com módulos de 8 horas
de duração cada, abordando
desde governança e gestão da
propriedade rural, direito sucessório,
mediação de conflitos
e construção da confiança,
gestão financeira, cooperativismo,
gestão de pessoas e
gestão contábil, e planejamento
tributário.
PRIMEIRO - O primeiro módulo,
sobre governança e gestão
da propriedade, foi ministrado
pelo instrutor e consultor
em agronegócio, Gilmar Mumber,
autor do livro A Onda é
Você Quem Faz, prestes a ser
lançado.
PIONEIRISMO - A Cocamar foi
a sede de um piloto do Unindo
Gerações, iniciado em 2024 e
concluído no ano passado,
com 25 integrantes. O objetivo,
a partir de agora, é levar a realização
para outras cooperativas
do estado.
SUCESSÃO - Conforme explica
o gerente de cooperativismo
João Sadao, o programa visa a
orientar as famílias para esse
momento de transição. “Hoje, a
média dos nossos cooperados
é de 61 anos, e quando nos referimos
às famílias, queremos
ajudar seus membros a desenvolverem
potencialidades para
que esse processo se torne
mais fluido, natural e estruturado”.
PLANEJAMENTO - Sadao observa
que a sucessão, em
geral, não é um processo fácil,
muitas vezes com um choque
geracional, em que a nova geração
traz a sua forma de pensar
e agir. “Não raro, ocorre um
embate”, aponta, sendo indispensável
que se faça um planejamento.
“É preciso cuidar do
negócio e também da família,
para que o relacionamento
entre seus integrantes seja preservado.”
ESTRATÉGIA - Uma estratégia
que vem sendo recomendada
para a inserção dos jovens no
negócio familiar é atribuir a ele
uma pequena parte da propriedade,
para que possa aplicar
seus conhecimentos. Assim,
com o tempo, a partir dos resultados
obtidos, ele vai adquirindo
a confiança dos mais
velhos.
COMPARTILHAR - “Na Cocamar,
defendemos que a família
compartilhe a gestão, garantindo
oportunidade para que
todos os membros participem
das decisões”, afirma Sadao.
Com isso, o processo de sucessão
acontecerá naturalmente.
18
E a sétima turma de Formação
de Conselheiros Cooperativos
Desde 2014, mais de 150 cooperados já foram certificados, o que
mostra o compromisso em profissionalizar cada vez mais a gestão
Com 35 participantes, teve
início dia 28/4, em Maringá,
na Cocamar, a sétima turma
do Programa de Formação
de Conselheiros Cooperativos.
A iniciativa da Cocamar é
organizada pelo Serviço Nacional
de Aprendizagem do
Cooperativismo (Sescoop-
PR) - ligado à Organização
das Cooperativas do Estado
do Paraná (Ocepar) -, Universidade
Federal do Paraná
(UFPR) e Fundação da Universidade
Federal do Paraná
(Funpar).
DESENVOLVIMENTO - Ao
participar da abertura, o presidente
executivo da cooperativa,
Divanir Higino, agradeceu
aos participantes por terem
aceitado o convite da direção
e frisou que a realização
faz parte do desenvolvimento
de pessoas.
PERPETUAÇÃO - “Nós temos
muito carinho por esse programa”,
disse, ao enfatizar
que a realização faz parte do
plano de perpetuação da
cooperativa. “Precisamos
contar com gente preparada
para continuar o processo de
gestão da organização”, explicou,
destacando que todos
os participantes já fazem parte
do conselho consultivo.
SALTO - Para Higino, independente
das habilidades e
potenciais de cada um, o programa
promove “um salto de
qualidade” em matéria de
conhecimentos sobre a prática
cooperativista.
MÓDULOS - Até o dia 24 de
novembro, a realização se
desenvolverá em 12 módulos,
totalizando 96 horas, abordando
temas como Aspectos
Legais do Cooperativismo
(tema da primeira aula, com o
instrutor Leonardo Rafael),
Cooperativismo – o Modelo e
a Vantagem Competitiva, Governança
Cooperativa e Risco,
Direcionamento Estratégico,
O Papel Estratégico e a
Responsabilidade do Conselheiro,
Simulação do Processo
Decisório, Liderança,
Negociação e Conflitos, Mercado
e Tendências, Análise
Financeira em Cooperativas,
Controles Internos – Leitura e
Interpretação de Relatórios,
Projeto Integrador (fases I e II)
e Projeto Integrador (fases III
e IV).
COMPROMISSO - O gerente
de Cooperativismo, João Sadao,
comenta que desde
2014, quando o programa
começou, mais de 150 cooperados
já foram certificados,
“o que mostra o compromisso
da Cocamar e do
quadro de conselheiros em
profissionalizar cada vez
mais a gestão”.
19
INSTITUTO COCAMAR
Cooperados
distribuem R$ 468 mil
Ao todo, 18 entidades dos estados do Paraná e
São Paulo foram beneficiadas com recursos
Como acontece há vários
anos, o Instituto Cocamar está
fazendo a distribuição de recursos
financeiros para entidades
assistenciais. São R$ 468
mil que representam parte das
sobras distribuídas pela cooperativa
aos seus cooperados,
referentes ao exercício 2025.
Eles decidiram pela doação do
montante, para essa finalidade,
durante Assembleia Geral Ordinária
realizada em fevereiro
último.
BENEFICIADAS - No total, 18
entidades de 15 cidades de
dois estados foram indicadas
pelos próprios cooperados,
com notório reconhecimento
pela importância do trabalho
que prestam à comunidade.
Assim, no mês de abril, representantes
do Instituto Cocamar,
acompanhados da área
de Responsabilidade Socioambiental
e da unidade de
atendimento local da cooperativa,
visitaram várias delas,
todas no Paraná, para a entrega
do numerário.
EM MARINGÁ - O Hospital do
Câncer recebeu R$ 50 mil para
apoiar na compra de um equipamento
de última geração,
que permite o diagnóstico precoce
da enfermidade. Outros
R$ 15 mil foram destinados à
Rede Feminina de Combate ao
Câncer de Maringá, como contribuição
para a construção de
uma ala para crianças pacientes
oncológicas atendidas pelo
Hospital da Criança. Por fim, R$
13 mil seguiram para a Entidade
Ecumênica Amor ao Próximo,
também de Maringá,
uma casa de apoio para pacientes
e familiares em tratamento
de câncer no Hospital
do Câncer de Maringá.
NO PARANÁ - A Rede Feminina
de Combate ao Câncer de
Astorga, que atende também
a cidade de Sabáudia, foi contemplada
com R$ 15 mil para
manutenção de suas atividades,
que envolve a compra e a
distribuição gratuita de medicamentos
e suplementos oncológicos
e apoio psicossocial.
Na cidade de Londrina, a instituição
Tok de Amor, que funciona
como uma casa de
apoio para pacientes em tratamento
de câncer no Hospital
do Câncer, e acompanhantes,
recebeu R$ 13 mil.
OUTRAS - Em Alvorada do Sul,
a Sociedade São Vicente de
Paulo foi agraciada com R$ 10
mil para o amparo a famílias
em situação de vulnerabilidade
social, mesmo valor entregue
à Casa do Aguardo
Professor Hideo Okuyama, de
Arapongas, que acolhe pacientes
em tratamento de câncer,
e familiares, e o Asilo São
Vicente de Sertanópolis, que
acolhe idosos em tempo integral.
O Asilo Lar da Paz de Primeiro
de Maio, que também
acolhe idosos de forma integral,
foi contemplado com R$
10 mil. Outras três entidades
receberam R$ 8 mil cada: o
Instituto Santa Paula Elisabete
Cerioli, de Assaí, o Lar Jayme
Watt Longo, de Bela Vista do
Paraíso, e o Lar Santo Antônio,
de Cambé.
ENTIDADES - À Associação
dos Pais e Amigos dos Excepcionais
(Apae) de Tamarana
foram destinados R$ 8 mil,
mesmo valor entregue à UO-
PECCAN, em Umuarama, que
atua desde 1991 como hospital
de atendimento a pacientes
para o tratamento de câncer,
mantendo também uma casa
de apoio para acolhimento de
seus pacientes e familiares,
com hospedagem e alimentação
gratuitas.
EM SÃO PAULO - Recursos da
ordem de R$ 13 mil cada são
destinados ainda para entidades
de duas cidades do estado
de São Paulo: a Associação
Voluntária do Câncer Dr.
Fuade Haddad, de Palmital, e
a Associação dos Portadores
de Câncer de Salto Grande.
20
Rede Feminina de Chapadão
do Sul recebe doações
Por meio do Instituto Constâncio
Pereira Dias, e de seus
cooperados, a Cocamar Cooperativa
Agroindustrial fez uma
doação no valor de R$ 15 mil
para a Rede Feminina de
Combate ao Câncer de Chapadão
do Sul (MS), que atua
no apoio a pacientes em tratamento
oncológico.
ENTREGA - A entrega foi formalizada
pelo gerente Welington
Pedro Frassati e pelo
supervisor administrativo Maikon
Santos Pereira, que respondem
pelas unidades de
Chapadão do Sul (MS) e Chapadão
do Céu (GO). “O gesto
reforça os princípios do cooperativismo
e os valores da
solidariedade e responsabilidade
social que norteiam a
cooperativa”, comenta Welington.
SOBRAS - O recurso é parte
das sobras de resultado do
exercício 2025 e seria capitalizado
pelos cooperados. Contudo,
como já uma tradição na
cooperativa, eles aprovaram
sua doação em Assembleia
Geral Ordinária para que o Instituto
faça a distribuição a entidades
assistenciais.
ATIVIDADES - Há mais de 17
anos, a Rede distribui semanalmente
cerca de 40 cestas
de frutas e água de coco para
pacientes em tratamento de
quimioterapia e radioterapia,
promovendo saúde e bemestar.
Ao mesmo tempo, o trabalho
integrado dos fisioterapeutas
contribui para melhorar
a qualidade de vida e
acelerar a recuperação dos
pacientes. Já a atuação da
profissional psicóloga é essencial
para o bem-estar emocional,
mental e social, auxiliando
no enfrentamento das mudanças
trazidas pelo tratamento.
ATELIÊ - Como parte da Rede
Feminina de Combate ao Câncer,
um ateliê atende cerca de
24 mulheres semanalmente,
mantendo atividades terapêuticas
manuais, com a confecção
de produtos artesanais
que são vendidos para ajudar
nas despesas da entidade.
DOAÇÃO DE CABELOS - A
Rede Feminina recebe doações
de cabelos a partir de 15
cm, que são enviados para a
Associação Voluntária de
Combate ao Câncer (AVCC)
em Barretos, junto ao Hospital
de Amor, para a elaboração de
perucas destinadas a pacientes
em tratamento.
RECICLAGEM - Tampinhas
plásticas e lacres arrecadados
pela entidade são vendidos
para reciclagem e o valor obtido
é revertido em cadeiras de
rodas e despesas do Hospital
de Amor, que atende a cerca
de 90% dos pacientes oncológicos
de Chapadão do Sul.
SATISFAÇÃO - “Para nós da
Cocamar é uma grande satisfação
estar contribuindo com
os resultados das sobras dos
cooperados pelo segundo
ano consecutivo, além de outros
projetos ao longo do ano,
nos quais os nossos colaboradores
apoiam a Rede”, afirma
o gerente Welington.
GRATIDÃO - “A diretoria da
Rede Feminina expressa grande
gratidão pela ação da cooperativa
em contribuir para a
comunidade. Ações como esta
nos ajudam muito, ainda
mais neste período em que
estamos na construção da
nova sede da rede de atendimento.
Para nós, a Cocamar é
uma grande parceira”, destaca
a presidente Cleci Bogacki.
21
EXPOINGÁ
Cocamar é a única a
participar de todas as edições
Cooperativa projeta negócios e com
um estande repleto de novidades e
a expectativa de muita interação
Mais tradicional empresa participante
da Expoingá – uma das
maiores e mais importantes exposições
agropecuárias do país
-, a Cocamar participou do
evento, de 7 a 17/5, no Parque
Internacional de Exposições
Fran- cisco Feio Ribeiro em Maringá,
com um estande repleto
de novidades e a expectativa de
muita interação com o público.
NEGÓCIOS - Localizado estrategicamente,
o espaço da cooperativa
é a oportunidade que
os produtores cooperados têm
para aproveitar as condições
especiais oferecidas para a
aquisição de uma série de itens,
entre equipamentos agropecuários,
pneus, peças e insumos
diversos.
PRODUTOS - Aos visitantes, que
todos os anos convergem para
o estande visando conhecer a
Cocamar, concorrer a brindes e
degustar produtos, foi possível
adquirir produtos do varejo,
como a linha de carnes nobres,
reconhecida pela sua alta qualidade.
Em espaço contíguo, a
Cocamar Máquinas, concessionária
John Deere, apresentou
A roleta, com direito a brindes, atrai o público para o estande
suas mais recentes tecnologias
em maquinários agrícolas.
RELACIONAMENTO - De
acordo com a Cocamar, a Expoingá
é fundamental como
plataforma para valorizar ainda
Reunião com a Comissão de Agricultura
mais a marca e fomentar o relacionamento
com os diversos
segmentos da comunidade. E,
sendo a única expositora a participar
de todas as 52 edições
da Expoingá, a Cocamar é parte
da história do evento.
Uma reunião dia 11/5, na Expoingá
pela Comissão de Agricultura,
Pecuária, Abastecimento
e Desenvolvimento Rural
da Câmara dos Deputados,
presidida pelo deputado federal
Luiz Nishimori, contou com
a participação, entre os convidados,
do presidente do Conselho
de Administração da
Cocamar, Luiz Lourenço.
ANSEIOS - A finalidade da reunião,
segundo Nishimori, era
ouvir os anseios do segmento
produtivo e, além de Lourenço,
pronunciaram-se, entre outros,
o presidente da Sicredi Dexis,
Wellington Ferreira, e o presidente
do Sindicato Rural de
Maringá, José Antônio Borghi.
EDUCAÇÃO - A propósito das
eleições deste ano, Lourenço
destacou, além de outras reivindicações,
a importância do
trabalho de educação política
que vem sendo realizado pelas
cooperativas do estado, sob a
coordenação da Ocepar. “Nós,
os produtores, precisamos eleger
candidatos que sejam
comprometidos com o setor”,
frisou, ao destacar que a iniciativa
já contribuiu nas últimas
eleições para fortalecer a representação
parlamentar da
agropecuária paranaense e do
país em Brasília.
COMPROMETIMENTO - Na visão
de Lourenço, é necessário
que a população, sobretudo a
ligada ao meio rural, procure
conhecer os candidatos e não
desperdice votos com aqueles
que não têm comprometimento
com as causas do campo.
PLANO SAFRA - Para Wellington
Ferreira, o Brasil, um dos
maiores produtores de alimentos
do mundo, não deveria
estar discutindo o plano safra a
cada ano. “Pela importância do
setor para a economia, deveria
haver um incentivo maior, inclusive
com a garantia de um
seguro rural”, citou.
ENERGIA - Borghi comentou
sobre os problemas causados
aos agricultores paranaenses
devido ao fornecimento precário
de energia elétrica, que
apresenta constantes oscilações
e apagões. E chamou
atenção para a grave situação
de endividamento dos produtores.
22
COMEMORAÇÃO
Cocamar participa dos 73 anos da Acim
A Associação Comercial e Empresarial
de Maringá (Acim) celebrou
seus 73 anos dia 13/4, no
Vivaro Eventos. Com o tema
“Legado em Movimento”, a comemoração
reuniu mais de
300 convidados. A programação
celebrou a trajetória e histórias
de lideranças que ajudam
a construir a história local e contou
com dois painéis temáticos:
“União que move a economia”
e “Caminhando para o legado”,
em que foram abordados temas
como ambiente de negócios,
desenvolvimento econômico
e construção de marca.
COCAMAR - O presidente do
Conselho de Administração da
Cocamar, Luiz Lourenço, participou
do painel “União que move
a economia” ao lado do advogado
Márcio Rodrigo Frizzo,
sócio-presidente da Frizzo e
Feriado Advocacia Empresarial
e da Certezza Consultoria Empresarial.
Em sua apresentação,
Lourenço destacou a trajetória
da agricultura regional, que
passou por diferentes ciclos
desde a fundação da entidade,
em 1953. Do predomínio do café,
passou para o algodão e se
estabeleceu com lavouras mecanizadas
de grãos, soja em
especial.
HISTÓRIA - Ele destacou a história
da Cocamar, fundada em
1963, para ressaltar a importância
do associativismo local e o
impulso dado pela cooperativa
à economia do município.
Atualmente, a organização é
uma das maiores em seu segmento
no país, com mais de 20
mil produtores cooperados e
125 unidades de atendimento
distribuídas pelo Paraná e outros
quatro estados (São Paulo,
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso
e Goiás).
MODELO NACIONAL - Considerada
uma das principais associações
comerciais do Brasil,
a Acim possui cerca de 5 mil associados
e é responsável por
campanhas consolidadas como
Maringá Liquida e Mega
Outlet Feira Ponta de Estoque.
A entidade também mantém a
Escola de Negócios, com cursos
de curta duração, e o programa
Empreender, que reúne
empresários em mais de 80
núcleos setoriais e multissetoriais.
SERVIÇOS - Além disso, oferece
serviços de consulta de
crédito, promove eventos de
capacitação e atua na representação
da classe produtiva
junto ao poder público e outras
instituições. A Acim é composta
por seis conselhos - Administração,
Superior, Acim Mulher,
Copejem, Conselho do Comércio
e Empreender - e conta
com cerca de 500 diretores voluntários.
A presidência é de
José Carlos Barbieri.
MOBILIZAÇÕES - Desde 2010,
a Acim tem atuado em campanhas
e mobilizações de interesse
público, além de se consolidar
como referência nacional
em associativismo. A entidade
tem incentivado a inovação
e contribuído para projetos
estruturantes, como a duplicação
da rodovia entre Maringá e
Iguaraçu, o trevo do Catuaí, a
ampliação do Aeroporto Regional
e a construção da ponte
entre Porto São José (PR) e Taquarussu
(MS).
Coral se apresenta nos 75 anos da Agrária
Em comemoração ao aniversário
de 75 anos, a Cooperativa
Agrária, de Entre Rios, promoveu
no dia 25 de abril o 4º Encontro
de Corais Cooperativistas,
promovido pelo Sistema
Ocepar, por meio do Serviço
Nacional de Aprendizagem do
Cooperativismo no Paraná
(Sescoop/PR). Participaram 17
corais de cooperativas de todo
o Paraná, entre os quais o Coral
Cocamar.
CORAL - Sob a regência de Regina
Lopes, o grupo interpretou
três canções: Coisas do Brasil,
de Guilherme Arantes; Bohemian
Rhapsody, de Freddie
Mercury, e What a Wonderful,
de Bob Thiele e George David
Weiss, com arranjos de Regina
Lopes e César Ribeiro. Fundado
há 20 anos, o Coral Cocamar
cumpre um calendário de
apresentações, levando o nome
da cooperativa para várias
regiões do estado.
TODOS JUNTOS - Em Entre
Rios, ao final das exibições, todos
os corais se reuniram para
cantar juntos Velha Infância, de
Marisa Monte, Arnaldo Antunes
e Carlinhos Brown, da banda
Tribalistas, com a regência do
maestro Eliel Neris Joaquim, do
Coral Sicoob Metropolitano de
Maringá.
CELEBRAÇÃO - A coordenadora
da Fundação Cultural Suábio-Brasileira,
Nikita Geier, agradeceu
a presença de todos e
lembrou dos esforços para a
realização desta edição. “Estamos
muito felizes em ter, em
nossa programação de aniversário
de 75 anos, a oportunidade
de receber corais de diversas
cooperativas do Paraná.
Sabemos que muitos vieram
de longe para poder participar
desta celebração conosco.”
23
SICREDI DEXIS
Começar a investir é o
primeiro passo para o futuro
Especialista explica que com planejamento e disciplina, pequenos valores podem
representar o início da organização financeira e da construção de patrimônio
Criar o hábito de poupar e investir ainda é um
desafio para muitos brasileiros, mas pode ser
mais simples do que parece. Com planejamento
e disciplina, pequenos valores podem
representar o início de uma jornada de
organização financeira e construção de patrimônio.
COMPROMISSO - De acordo com a especialista
em investimentos e gerente da Sicredi
Dexis, Eleni Tessaro, o principal erro é
adiar a decisão. “Muitas pessoas esperam
‘sobrar dinheiro’ para começar a investir, mas
o ideal é justamente o contrário: separar um
valor, ainda que pequeno, e transformar isso
em um compromisso mensal”, afirma.
PORTA DE ENTRADA - Para quem está começando,
a poupança costuma ser a porta
de entrada. Além da simplicidade, permite
acesso rápido aos recursos, característica
essencial para a formação da reserva de
emergência - importante para cobrir imprevistos
como despesas médicas ou reparos
urgentes.
ALTERNATIVAS - Na Sicredi, os associados
encontram alternativas que vão além da
poupança. A instituição oferece orientação
próxima e personalizada para ajudar na organização
da vida financeira e na escolha de
investimentos adequados ao perfil e aos objetivos
de cada pessoa. O portfólio inclui opções
de renda fixa e variável, como depósitos
a prazo, LCA, fundos de investimento
e previdência privada.
HÁBITO - Segundo a especialista, mais importante
do que o rendimento inicial é a criação
do hábito. “Quando o investidor passa a
poupar com regularidade, ele ganha confiança
para conhecer outras opções e diversificar
seus investimentos”, destaca.
ORGANIZAÇÃO - A organização financeira é
outro ponto fundamental. Anotar receitas e
despesas permite entender melhor o fluxo
de dinheiro e identificar excessos. Ferramentas
simples, como planilhas ou aplicativos,
podem ajudar nesse processo.
PRIORIDADES - Definir prioridades também
contribui para uma gestão eficiente dos recursos.
Diferenciar necessidades, desejos e
planos futuros facilita decisões conscientes
e evita compras por impulso. “Quando há objetivos
claros, como uma viagem ou a compra
de um imóvel, fica mais fácil manter o
foco”, explica Eleni.
PLANEJAMENTO - Outro fator relevante é a
relação entre tempo e dinheiro. Um planejamento
adequado da rotina pode gerar economia
indireta, seja pela redução de deslocamentos
ou pela prevenção de decisões
impulsivas. Pequenas mudanças no dia a dia
podem ter impacto significativo no orçamento.
SEGURANÇA - Mais do que um objetivo financeiro,
poupar e investir estão diretamente
ligados à tranquilidade. Ter uma reserva proporciona
segurança para enfrentar imprevistos
e permite tomar decisões com mais
equilíbrio. A recomendação é simples: começar.
“O valor inicial não precisa ser alto. O
mais importante é dar o primeiro passo e
manter a consistência. Com o tempo, esse
comportamento se transforma em hábito e
faz toda a diferença”, reforça a especialista.
POUPANÇA - Quem aplica na poupança do
Sicredi tem vantagens extras: “quanto mais
você poupa, mais chances de concorrer a
prêmios de até R$ 5 milhões na Promoção
Poupança Premiada Sicredi, além de acumular
pontos para trocar pelas pelúcias da
Turma da Dexis se for associado da Sicredi
Dexis”, explica Eleni.
CAMPANHA - A poupança premiada é uma
campanha realizada por cooperativas do Sistema
Sicredi no Paraná, São Paulo e Rio de
Janeiro. Já a Turma da Dexis é uma campanha
exclusiva da Sicredi Dexis, que traz
seis modelos de pelúcias para quem faz depósitos
na poupança, contribuição ao capital
social e indicação de novos associados.
24
25
MEMÓRIA
O que fazemos em vida,
ecoa pela eternidade
Em memória daqueles que deixaram seu legado na história
da Cocamar, falecidos entre 21/03 a 20/04/2026
26
27