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Revista Newslab Ed. 195 - Maio 2026

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Revista

Ano 33 | Edição 195 | Maio 2026

TORNANDO O FUTURO POSSÍVEL

LÍDER

NA AMÉRICA

LATINA

A força da inovação que

transforma a saúde e

constroi o futuro.

Referência em diagnóstico

laboratorial, a Wiener lab.

é sinônimo de qualidade,

precisão e confiança,

impulsionando a sáude

em toda a América Latina

e no mundo.

TECNOLOGIA

Soluções completas e integradas

para diagnóstico laboratorial

com tecnologia de ponta.

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PAÍSES

Presente nos 5 continentes

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QUALIDADE

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Demência

Rapid Test

O FUTURO DO CÉREBRO

EM UM FRASCO DE URINA?

A CIÊNCIA POR TRÁS DO NOVO TESTE

DE RISCO DE DEMÊNCIA.

A doença de Alzheimer, é talvez uma das "tempestades

silenciosas" mais temidas da medicina moderna. O que muitos

ignoram é que o declínio cognitivo não é um evento súbito; as

alterações patológicas no cérebro começam a se desenrolar de

15 a 30 anos antes que o primeiro lapso de memória se torne

evidente. Quando os sintomas finalmente surgem, a janela para

intervenções preventivas eficazes muitas vezes já se fechou.

Diante desse desafio, surge uma pergunta instigante: e se a

resposta para uma detecção tão precoce não estivesse em

exames de imagem caros ou procedimentos invasivos, mas em

algo tão cotidiano quanto um teste de urina?

O Demência Rapid Test Biocon posiciona-se exatamente nessa

nova fronteira, prometendo transformar o rastreio da saúde

cerebral em um processo acessível e não invasivo.

10

M I N U T OS

Sem necessidade

de aparato

laboratorial

complexo.

Aplicável em

consultórios,

clínicas, check-ups

e hospitais.

Coleta simples e

confortável para

o paciente.

Posicionamento como

primeira triagem,

antes de exames mais

caros e complexos.

UM NOVO HORIZONTE PARA

A LONGEVIDADE COGNITIVA

A ciência caminha para um futuro

onde o monitoramento da saúde do

cérebro será tão simples quanto

medir a pressão arterial.

O rastreio populacional econômico e

não invasivo via urina representa um

salto gigantesco para a saúde

pública, transformando o

diagnóstico do Alzheimer de um

veredito tardio para um aviso

preventivo de "início de jornada".

Se você pudesse saber hoje,

com uma simples amostra de urina,

que o seu risco de desenvolver

demência daqui a 20 anos é elevado,

você estaria pronto para mudar seu

estilo de vida agora?

A tecnologia já nos oferece essa

pergunta. A resposta cabe a cada um

de nós.


TRIAGEM INTELIGENTE

PARA UMA MEDICINA

MAIS PREVENTIVA

O Demência Rapid Test Biocon é um imunoensaio cromatográfico

rápido qualitativo, para a detecção da proteína precursora amiloide (APP)

e proteína beta-amiloide (Amiloide-β) em amostra de urina.

Seu uso é profissional e destinado a auxiliar a investigação de pacientes

com suspeita de demência, incluindo a doença de Alzheimer, em

indivíduos a partir de 45 anos.

APLICAÇÃO CLÍNICA

Pacientes a partir

de 45 anos

Check-ups

preventivos

Clínicas de medicina

preventiva

Neurologia

e geriatria

Laboratórios de

análises clínicas

Características de Desempenho

Foram utilizadas 408 amostras, sendo 107 pacientes,

todos diagnosticados com demência/doença de

Alzheimer por neurologistas com base nos "Critérios de

Diagnóstico e Tratamento da Doença de Alzheimer do

NIA-AA", combinados com resultados de imagem PET-Aβ;

301 eram indivíduos saudáveis com função cognitiva

normal, avaliados pelo Departamento de Exames Físicos

do Hospital Popular Provincial de Sichuan.

VALIDAÇÃO GLOBAL:

DA EFICÁCIA CLÍNICA AO

DESEMPENHO COMPARADO

Estudos: Realizados em Jiangsu – China

(envolvendo mais de 4.400 idosos) e em

Chengdu - China, os testes relataram:

• sensibilidade de 87,8%

• especificidade de 96,7%

Demência

Rapid Test

Resultado

Positivo

Negativo

RESULTADO TOTAL

PET-Aβ (Tomografia por

emissão de Pósitrons)

Positivo

81 27

26

Negativo

274

107 301

RESULTADO

TOTAL

108

300

408

Estudo AIBL (Austrália): Validado pelo

prestigiado estudo Australian Imaging,

Biomarker and Lifestyle, o teste

mostrou-se eficaz em distinguir

pacientes de controles saudáveis,

mesmo em fases iniciais da doença

Especificidade

Sensibilidade

91,3% 75,70%

Limite de detecção: O Demência Rapid Test Biocon é

capaz de detectar baixos níveis como 0.7ng/ml.

Aprovação:

Publicação peer-reviewed confirmada

no Journal of Alzheimer’s Disease (2025)

Exclusividade e inovação na triagem de

Alzheimer por urina, com respaldo em

pesquisa conduzida por Colin Masters,

um dos líderes mundiais em pesquisa

sobre Alzheimer e indicado ao prêmio

Nobel

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demenciatest@biocondiagnosticos.com.br

(31) 3547-3550 • www.biocondiagnosticos.com.br


Editorial

revista

Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026

A medicina diagnóstica, e as análises

clínicas de modo geral, vivem um

momento decisivo. Automação,

inteligência artificial, epidemiologia,

gestão financeira, biologia molecular

e novas exigências regulatórias avançam

simultaneamente e remodelam

a rotina dos laboratórios, da indústria

e dos serviços de saúde. A edição 195

da Revista NewsLab reúne parte dessas

transformações em uma curadoria técnica

construída para profissionais que

acompanham a evolução do setor sem

perder de vista a prática, a qualidade e

a sustentabilidade das operações.

Esta edição marca também a chegada

de duas novas seções da revista.

Em Gestão Aplicada, Liandro Fabri,

administrador, diretor operacional

da Fabri Consultoria e docente em

finanças corporativas, estreia trazendo

uma visão objetiva sobre indicadores

financeiros, gestão de custos

e eficiência operacional em um

mercado cada vez mais competitivo

e pressionado por consolidações. Já

em Saúde Pública em Cena, Mateus

Henrique Guimarães, enfermeiro,

mestre em Enfermagem, doutorando

em Saúde e membro da International

Epidemiological Association (IEA),

amplia o olhar sobre epidemiologia,

circulação de patógenos e saúde

coletiva, aproximando ciência, território

e vigilância em saúde.

Os artigos científicos desta edição

reforçam a diversidade e a relevância

dos debates atuais no laboratório

clínico e na pesquisa aplicada. Um

deles analisa alterações hematológicas

associadas à dengue e sua relação com a

progressão para formas graves da doença.

Outro discute os impactos técnicos

e regulatórios da RDC nº 978/2025 da

ANVISA, com foco nos riscos relacionados

à não conformidade. Já o terceiro

investiga a associação molecular da

leucemia megacariocítica aguda em

crianças com Síndrome de Down, aprofundando

a compreensão do papel do

gene GATA1 na hematopoese.

Nossa Matéria de Capa apresenta a

trajetória da Wiener lab., empresa que

completa 66 anos consolidando sua

presença entre os principais nomes do

diagnóstico laboratorial latino-americano.

Sob a direção geral de Flávio

Balbino no Brasil, a companhia amplia

investimentos e fortalece seu portfólio

em bioquímica, hematologia e urianálise,

acompanhando as novas demandas

tecnológicas do setor.

Na seção Gestão Laboratorial, Humberto

Façanha dá continuidade à série sobre

Sistema Integrado de Gestão, abordando

a aplicação prática das ferramentas da

qualidade dentro da metodologia PDCA.

A edição também traz discussões sobre

direitos dos pacientes, inteligência

artificial aplicada à morfologia digital,

metilação do DNA no rastreamento

cervical, biossegurança, autocoleta para

exames de HPV, vigilância epidemiológica

da hanseníase, diagnóstico molecular

veterinário, a construção de um novo

marco técnico para a segurança logística

sanitária e os desafios regulatórios

relacionados aos softwares médicos e às

tecnologias digitais em saúde.

Carlos Eduardo R. Costa

Editor – Revista Newslab

Completam esta edição os Informes de

Mercado, reunindo lançamentos, movimentações

e iniciativas que seguem impulsionando

o desenvolvimento tecnológico e

científico do setor laboratorial brasileiro.

A NewsLab segue comprometida com

a produção de conteúdo técnico relevante,

independente e conectado às

transformações da saúde, da ciência

e da medicina diagnóstica. Agradecemos

aos nossos leitores, parceiros,

clientes, colunistas e colaboradores

pela confiança e pela construção contínua

desta trajetória.

Boa Leitura!

Carlos Eduardo R. Costa

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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EXPEDIENTE

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Jornalista Responsável: Carlos Eduardo R. Costa | redacao@futurlab.com.br

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Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica PRINTI | Periodiciade: Bimestral

2

Ano 33 - Número 195 - Maio 2026

ISSN 0104 - 8384

Newslab - Tel.: (11) 98357-9843

www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br


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para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

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Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026

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Bimestralmente, a Revista NewsLab

publica editoriais, artigos originais, revisões,

casos educacionais, resumos de

teses etc. Os editores levarão em consideração

para publicação toda e qualquer

contribuição que possua correlação

com a medicina diagnóstica.

Todas as contribuições serão revisadas

e analisadas pelos revisores. Os autores

deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular

aqueles de natureza financeira

relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos

que estejam relacionados com a contribuição

e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo

de compromisso assinado por todos

os autores, atestando a originalidade

do artigo, bem como a participação de

todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em

português, mas com Abstract detalhado

em inglês. O Resumo e o Abstract

deverão conter as palavras-chave e

keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original,

para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

pedimos que a resolução do escaneamento

seja de 300 dpi’s, com extensão

em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados

e enviados por e-mail, ordenados em

título, nome e sobrenomes completos

dos autores e nome da instituição onde

o estudo foi realizado. Além disso, o

nome do autor correspondente, com

endereço completo fone/fax e e-mail

também deverão constar. Seguidos

por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais

e Métodos, Parte Experimental,

Resultados e Discussão, Conclusão)

agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto

com o sobrenome do devido autor,

seguido pelo ano da publicação, segundo

norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada

referência citadas no texto devem vir

listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas

dos prenomes. Título: subtítulo do artigo.

Título do livro/periódico, volume,

fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências.

Referências de contribuições ainda não

publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados para:

Carlos Eduardo R. Costa – Redação

E-mail: redacao@futurlab.com.br

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LÍDER

NA AMÉRICA

LATINA

A força da inovação que

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laboratorial, a Wiener lab.

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Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab.

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4

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Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026

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APPARAT 196-197

AUTOBIO 141

BIOCLIN/QUIBASA 03

BIOCON 2ª CAPA | 67

BIOGEN 07

BIOSYSTEMS 49

CELER 29 | 45

CELLAVISION 105

CLOT 23

CONCENT 19

CONGRALAP-CE 230

CONGRELAB -RS 237

CONGRESSO SUL MINEIRO 185

CORIS BIOCONCEPT/NANOSENS 192-193

CRAL 17

DB APOIO

4ª CAPA

DYMIND 151 | 207

EBRAM 145

FIRSTLAB 137

GOLD ANALISA 127

GREINER 125

GRUPO STRA 101

HAMILTON 47

INVITRO 55

IPOG 57

J MORAES 123

KALLABMED 113

KHAYROS 153

LABREDE 187

LABTEST 63

LIFOTRONIC 15

MEDIX 32 | 163

MEDTEST 115

MINDRAY 71

NIHON - ASSOCIADOS 74-75

NOVA ANALITICA 05

PERFECTA 51

PLÁTANO

3ª CAPA

PNCQ 157

PRÓ REGULA LAB 79

PRODLAB 118-119-120-121

QUALLYX 109

SARSTEDT 85

SBAC 239

SBPC 235

SHIFT 83

SNIBE 161

SYXMEX 131

TERATEC 189

WE REGISTER - ENZYTEC 59

WIENER

CAPA

ZYBIO 10-11

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa

da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da

Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela

USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério

– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto

de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de

Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fernanda Vitelli Lins; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Luiz Arthur

Calheiros Leite; Alice Sampaio Dell Colletto; André Virtos; Mitiko Sugiyama; Odair Virtos; Maria Clara da Silva Mesquita Silveira; Catherine Bueno Domingueti; Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues; Flávio Henrique dos Santos

Nascimento; Gabriel Miranda; Emilly Galvão Tenório de Brito; Grazielle Martins Grangeiro; José Jorge Sol Posto dos Santos e Rafael Euzébio;

6

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ÍNDICE

revista

dição 195 | Maio 2026

ER

AMÉRICA

TINA

a inovação que

ma a saúde e

o futuro.

TORNANDO O FUTURO POSSÍVEL

88

12

ARTIGO CIENTÍFICO I

ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS

NA DENGUE: IMPLICAÇÕES

DIAGNÓSTICAS E PROGNÓSTICAS

Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026

em diagnóstico

l, a Wiener lab.

de qualidade,

onfiança,

ndo a sáude

mérica Latina

o.

50+

PAÍSES

Autores: Nagyla Almeida Barreto; Mariane

Oliveira da Silva, Hugo Menezes de Souza, Júnior

Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da Silva

Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

TECNOLOGIA

Soluções completas e integradas

para diagnóstico laboratorial

com tecnologia de ponta.

QUALIDADE

Padrões internacionais que

garantem precisão, segurança e

excelência em cada resultado.

ORÇA QUE VEM

AS PESSOAS

MATÉRIA DE CAPA

Talento, paixão e compromisso

que impulsionam a inovação e

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Wiener lab.

INÍCIO DO PIONEIRISMO NA

AMÉRICA LATINA

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09 - Agenda

56 - Publieditorial - IPOG

116 - Publieditorial - ProdLab

120 - Conversa com Especialista

124 - Hematologia

128 - Microrganismos e Saúde

132 - Biomedicina e Oncologia: Ciência em Foco

134 - Auditoria e Qualidade

136 - Bancada e Gestão

142 - OFAC Brasil

148 - Minuto Laboratório

154 - Saúde Pública em Cena

158 - Biossegurança I

164 - Biossegurança II

168 - Direito e Saúde

172 - Papo de Bancada

176 - Diagnóstico Veterinário

181 - Logística e Inteligência Artificial na Saúde

184 - Informes de Mercado

42

ARTIGO CIENTÍFICO II

RDC Nº 978/2025 DA

ANVISA: ADEQUAÇÃO DOS

LABORATÓRIOS E OS RISCOS DO

NÃO CUMPRIMENTO DA NORMA

58

ARTIGO CIENTÍFICO III

ASSOCIAÇÃO MOLECULAR DA

LEUCEMIA EM CRIANÇAS COM

SÍNDROME DE DOWN

97

GESTÃO LABORATORIAL

GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA

PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS

VOLUME 16: SISTEMA INTEGRADO

DE GESTÃO – SIG: DETALHAMENTO DO

MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO

PARTE 1 CA – PDCA E FERRAMENTAS

DA QUALIDADE

178

GESTÃO APLICADA

A EVOLUÇÃO DOS LABORATÓRIOS

DE ANÁLISES CLÍNICAS E PATOLOGIA:

COMO A GESTÃO FINANCEIRA

ESPECIALIZADA ESTÁ TRANSFORMANDO

RESULTADOS NO SETOR

Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

Autores: Ana Karolayne De Souza Krupinski

Rafael Tessaro Coelho.

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.

Autor: Liandro Fabri.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


AGENDA DE EVENTOS 2026

VII CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA LABORATORIAL

(CBHL 2026)

18 A 21 DE MAIO DE 2026

EVENTO ONLINE

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CBHL.COM.BR

CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XII EDIÇÃO

13 A 15 DE AGOSTO DE 2026

CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA

AVENIDA DR, GETÚLIO VARGAS, 423 - CENTRO - SÃO LOURENÇO/MG

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CONGRESSOSULMINEIRO.COM.BR/

ENCONTRO ANUAL BRCAST 2026

16 DE MAIO DE 2026 | SÃO PAULO, SP

INFORMAÇÕES: HTTPS://VITRINESBPCML.ASSOCIATEC.COM.BR/

EVENTO/2026---SP---ENCONTRO-ANUAL-DO-BRCAST

FEIRA HOSPITALAR 2026

19 A 22 DE MAIO DE 2026 | DAS 11H ÀS 20H

SÃO PAULO EXPO

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HOSPITALAR.COM/PT/HOME.HTML

FCE PHARMA | FCE COSMETIQUE 2026

1 A 3 DE JUNHO DE 2026 | DAS 11H ÀS 19H

SÃO PAULO EXPO

INFORMAÇÕES: HTTPS://FCEPHARMA.COM.BR/

51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS (CBAC)

28 DE JUNHO A 1º DE JULHO DE 2026

PAVILHÃO 3 | RIOCENTRO, RIO DE JANEIRO

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBAC.ORG.BR/CBAC/

9° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA - SIMC 2026

24 A 26 DE JULHO DE 2026

RIBEIRÃO PRETO/SP

INFORMAÇÕES: HTTPS://SIMC2026.SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR

XXXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE GENÉTICA MÉDICA E

GENÔMICA (CBGM 2026)

2 A 5 DE SETEMBRO DE 2026

SÃO LUÍS, MA

INFORMAÇÕES: HTTPS://CBGM2026.COM.BR

58º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA

CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (CBPCML)

SETEMBRO DE 2026

FLORIANÓPOLIS, SC

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBPC.ORG.BR/PT/

CONGRESSO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA (CBM)

ORGANIZAÇÃO: SOCIEDADE BRASILEIRA DE MICROBIOLOGIA

25 A 28 DE OUTUBRO DE 2025

CENTRO DE CONVENÇÕES AM MALLS | ARACAJU, SE

INFORMAÇÕES: HTTPS://SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR/33CBM2025/

CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E

TERAPIA CELULAR – HEMO 2026

28 A 31 DE OUTUBRO DE 2026

RIOCENTRO CONVENTION & EVENT CENTER

RIO DE JANEIRO, RJ

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HEMO.ORG.BR

35º CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA

28º CONGRESSO BRASILEIRO DE CITOPATOLOGIA

12 E 15 DE AGOSTO DE 2026

SALVADOR, BA

INFORMAÇÕES: HTTPS://CONGRESSODEPATOLOGIA.ORG.BR

CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTROLE DE INFECÇÃO E

EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR

18 A 21 DE NOVEMBRO DE 2026

EXPORIO - RIO DE JANEIRO

INFORMAÇÕES: HTTPS://CIH2026.COM.BR

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

9




ARTIGO CIENTÍFICO I

ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA DENGUE:

IMPLICAÇÕES DIAGNÓSTICAS E PROGNÓSTICAS

Autores:

Rosalina Guedes Donato Santos 2 ;

Nagyla Almeida Barreto 1 ;

Mariane Oliveira da Silva 1 ,

Hugo Menezes de Souza 1 ,

Júnior Reis Mendes Santos 1 ,

Vanessa Carneiro da Silva Duarte 1 ,

Paulo Vitor Batista Fernandes 1 .

1

- Graduandos do curso de Farmácia da Faculdade

Irecê (FAI);

2

- Orientadora; docente da Ages e da Faculdade

Irecê (FAI).

Imagem ilustrativa.

Resumo

O artigo aborda as principais alterações hematológicas associadas

à dengue, destacando sua relevância no diagnóstico

precoce e na identificação de formas graves da doença. A

revisão reúne estudos publicados entre 2014 e 2024, evidenciando

que trombocitopenia, leucopenia, hemoconcentração

e presença de linfócitos atípicos são achados frequentes e

fundamentais para o acompanhamento clínico. Além disso,

descreve os mecanismos fisiopatológicos pelos quais o vírus

afeta a medula óssea, o endotélio e desencadeia intensa resposta

inflamatória. O trabalho também enfatiza a importância

de exames como hemograma, NS1, sorologias e RT-PCR para a

confirmação diagnóstica. Os resultados reforçam que a queda

acentuada das plaquetas associada ao aumento do hematócrito

é o principal indicador de risco para evolução grave.

Biomarcadores como IL-6 e TNF-α surgem como potenciais

preditores, embora ainda careçam de padronização. O estudo

conclui que o monitoramento laboratorial seriado é essencial

para prevenir complicações, orientar condutas e reduzir a

morbimortalidade relacionada à dengue.

Palavras-chaves: Dengue; alterações hematológicas; trombocitopenia;

hemoconcentração.

Abstract

This article addresses the main hematological alterations

associated with dengue fever, highlighting their relevance in

early diagnosis and identification of severe forms of the disease.

The review compiles studies published between 2014 and

2024, showing that thrombocytopenia, leukopenia, hemoconcentration,

and the presence of atypical lymphocytes are

frequent and fundamental findings for clinical monitoring.

Furthermore, it describes the pathophysiological mechanisms

by which the virus affects the bone marrow and endothelium,

triggering an intense inflammatory response. The work also

emphasizes the importance of tests such as complete blood

count, NS1, serologies, and RT-PCR for diagnostic confirmation.

The results reinforce that a sharp drop in platelets associated

with an increase in hematocrit is the main risk indicator

for severe disease progression. Biomarkers such as IL-6 and

TNF-α appear as potential predictors, although they still need

standardization. The study concludes that serial laboratory

monitoring is essential to prevent complications, guide treatment,

and reduce morbidity and mortality related to dengue.

Keywords: Dengue; hematological changes; thrombocytopenia;

hemoconcentration.

12 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Introdução

A dengue é uma doença

endêmica em países

A dengue é causado

por quatro sorotipos

distintos (DENV-1,

com vários ciclos recorrentes

sobrecarregando

os serviços de saúde.

ARTIGO CIENTÍFICO I

tropicais e subtropicais

DENV-2, DENV-3 e

Na Bahia, alguns surtos

ao redor do mundo,

DENV-4), cada um com

tem sido registrados

infectando cerca de

potencial para causar

há alguns anos, como

390 milhões de pessoas

doença, e ocasional-

no município de Irecê

globalmente todos os

mente, surtos epidê-

que relatou casos que

anos, das quais aproxi-

micos. Diante disso,

podem evidenciar a

madamente 96 milhões

a dengue incide com

necessidade de estra-

apresentam

manifesta-

mais frequência em

tégias de prevenções

ções clinicas, segundo a

áreas tropicais, sendo

locais e controle de

Organização Mundial de

as epidemias comu-

vigilância. De acordo

Saúde. Trata-se de uma

mente oriundas no

com os dados de SINAN/

infecção viral transmitida

verão, durante ou após

DATASUS, o município

por vetores, especial-

períodos de chuvas,

de Irecê notificou 10 mil

mente pelo mosquito

isso porque a presen-

casos prováveis de den-

Aedes aegypti, do gênero

ça de água parada em

gue no período de 2007

Flavivirus pertencente à

pneus, vasos de plan-

a 2013, sendo que em

família Flaviviridae, sen-

tas e fossas sépticas

2013 foram notificados

do caracterizada por uma

fornece uma área pro-

cerca de 750 casos. Esses

diversidade genética que

picia para a reprodu-

números mostram que

contribui para sua ampla

ção desses mosquitos

há uma vulnerabilidade

distribuição

geográfica

(Vasconcelos, 2024).

da população local, con-

e capacidade de adapta-

dições ambientais que

ção aos diferentes ecos-

No Brasil a dengue apre-

favorecem e dificultam

sistemas (Silva, 2024).

senta caráter endêmico

o controle (Brasil, 2024).

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

13


ARTIGO CIENTÍFICO I

A elevação de casos

notificados pode justificar

a necessidade de

Diante desse contexto,

a dengue é caracterizada

por uma resposta

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

A resposta imunológica

com a produção de

anticorpos gerada após

estudos voltados ao

imunológica exagerada,

a infecção primária para

monitoramento e pre-

afetando o sistema vas-

um determinado soro-

venção em nível muni-

cular e podendo levar

tipo, também induz a

cipal, permitindo ver

a complicações graves,

resposta

heterotípica

a expansão do proble-

como a síndrome do

(infecção por um outro

ma. Logo há uma lacu-

choque da dengue. As

sorotipo) de curto prazo,

na muito extensa nos

manifestações

clínicas

por alguns meses, após

dados

encontrados,

variam desde forma

a infecção primária.

no período de 2014

assintomática, como a

Contudo, em infecções

a 2024 não há dados

dengue clássica, den-

secundárias, os anticor-

de comprovações atu-

gue com sinais de alar-

pos produzidos na pri-

alizados no sistema

me e a grave, como é

meira infecção podem

SINAN/DATASUS.

Os

o caso da denominada

reagir de forma cruzada,

dados não atualizados

dengue hemorrágica. A

facilitando a entrada do

geram uma dúvida de

progressão entre essas

vírus nas células hospe-

casos que não foram

formas clínicas está

deiras e exacerbando

notificados, o que não

relacionada à resposta

a resposta inflamatória

garante a comprova-

imunológica

desenca-

(Medeiros, 2024). Dessa

ção de dados adequa-

deada pela infecção,

forma, o objetivo desse

damente ou podendo

principalmente em casos

trabalho foi analisar os

ter uma falha na atu-

de reinfecção por um

parâmetros hematológi-

alização do sistema

sorotipo diferente daque-

cos que permitem iden-

durante esse período

le previamente enfrenta-

tificar a progressão da

(Brasil, 2024).

do (Da silva, 2024).

dengue para formas gra-

14 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ARTIGO CIENTÍFICO I

ves, evidenciando sua

importância no apoio

diagnóstico, no direcio-

bina, entre outros parâmetros

relevantes para o

monitoramento clínico.

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

Bases de Dados e Descritores

As buscas foram realiza-

namento da conduta

das nas bases SciELO, Pub-

clínica e na redução dos

Corte Temporal

Med/MEDLINE, LILACS e

riscos ao paciente.

O levantamento biblio-

Google Acadêmico, sele-

gráfico abrangeu publi-

cionadas por abrangerem

Metodologia

cações realizadas entre

ampla produção científica

Trata-se de um estu-

2015 e 2025, período

nacional e internacional

do qualitativo do tipo

que contempla uma

sobre dengue e parâme-

revisão

bibliográfica

década de avanços sig-

tros hematológicos.

descritiva e exploratória,

nificativos nos métodos

cujo objetivo central é

laboratoriais de diag-

Foram utilizados os Des-

compreender as alte-

nóstico e na compre-

critores em Ciências da

rações

hematológicas

ensão das alterações

Saúde (DeCS): Dengue,

que ocorrem durante

hematológicas associa-

Parâmetros

hematoló-

a progressão clínica da

das à dengue. A escolha

gicos, Diagnóstico labo-

dengue,

relacionan-

desse intervalo justifica-

ratorial, Doenças virais,

do-as à gravidade da

-se pela introdução de

Gravidade da doença e

doença. O delineamento

novas técnicas automa-

Infecções por arbovírus.

metodológico

baseou-

tizadas de hemograma,

-se na análise crítica

aprimoramento

dos

Esses termos foram com-

de estudos nacionais e

critérios da OMS para

binados com operadores

internacionais das áreas

classificação de dengue

booleanos (AND, OR) para

de hematologia, infec-

grave e ampliação dos

refinar os resultados e loca-

tologia e epidemiologia,

sistemas de vigilância

lizar estudos diretamente

que apresentaram dados

epidemiológica, o que

relacionados à progressão

laboratoriais

sobre

fortalece a qualidade e

clínica e às alterações

plaquetas,

leucócitos,

a atualidade das evidên-

hematológicas na dengue,

hematócrito e hemoglo-

cias analisadas.

conforme exemplos:

16 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ARTIGO CIENTÍFICO I

• “Dengue” AND “parâmetros

hematológicos”;

• “Dengue” AND “diagnóstico

laboratorial”;

• “Dengue” AND (“fisiopatologia”

OR “progressão

clínica”).

Filtros Aplicados

Durante as buscas,

foram utilizados filtros

para idioma (português

e inglês), acesso aberto

e tipo de estudo (artigos

originais, revisões, estudos

de coorte e relatos

de caso), garantindo a

seleção de publicações

com relevância científica

e metodológica.

Exclusão: estudos anteriores

a 2015, voltados exclusivamente

para outras

arboviroses (zika, chikungunya,

febre amarela) ou

com foco em aspectos

entomológicos,

vacinais

ou terapêuticos não relacionados

à hematologia.

Procedimento de Seleção

dos Estudos

Tabela 01: Fluxograma de Seleção dos Artigos.

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

O processo de seleção

seguiu as diretrizes do

modelo PRISMA (Preferred

Reporting Items for

Systematic Reviews and

Meta-Analyses), dividido

em três tapas principais:

Critérios de Inclusão e

Exclusão

Inclusão: artigos publicados

entre 2015–2025,

disponíveis integralmente,

com metodologia

definida e que

abordassem parâmetros

hematológicos relacionados

à dengue.

Fonte: Autoria própria (2025).

18 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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ARTIGO CIENTÍFICO I

Síntese dos Dados

Conforme ilustrado

na tabela (Tabela 01),

os estudos incluídos

foram sintetizados em

uma tabela resumo,

avaliados (plaquetas,

leucócitos, hematócrito,

hemoglobina)

e principais achados

relacionados à progressão

para dengue grave

contendo: autores, ano

de publicação, parâmetros

hematológicos.

Essa análise permitiu

identificar padrões de

alterações hematológicas

ao longo das diferentes

fases da infecção,

subsidiando uma discussão

baseada em evidências

atualizada.

cados entre os anos de

2015 a 2025. Foram lidos,

revisados e apenas 35

foram selecionados para

uma segunda leitura,

aplicando os critérios de

inclusão e exclusão apenas

29 foram considerados

de relevância para

compor o artigo. Com

diferentes

contemplaram

isso, os estudos analisados

delineamentos

incluindo pesquisas

observacionais, ensaios

experimentais e revisões

sistemáticas, o que

possibilitou uma visão

abrangente dos aspectos

Tabela 02: Achados Hematológicos.

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

epidemiológicos,

clínicos e entomológicos

relacionados à dengue.

Resultados e Discussões

A busca foi realizada nas

bases de dados PubMed,

SciELO, ScienceDirect e

LILACS e foram identificados

60 artigos publi-

Fonte: Autoria própria (2025).

20 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Os estudos incluídos

abordaram descritores

amplamente utilizados

avançadas de vigilância,

prevenção e controle

dessa arbovirose.

to, indicando extravasamento

plasmático e

maior risco de evolução

ARTIGO CIENTÍFICO I

no campo da dengue,

para dengue grave. Essas

como 13 artigos rela-

Segundo Corrêa et al.

alterações variam de

cionados aos descrito-

(2025) as alterações

acordo a cada indivíduo

res “Dengue” e “Aedes

hematológicas mais fre-

e estudos, mas sua ocor-

aegypti”, 3 envolvendo

quentes observadas na

rência é amplamente

“arboviroses”, 5 artigos

dengue incluem trom-

retratada na literatura.

referentes a “epide-

bocitopenia, leucopenia,

miologia da dengue”, 2

plaquetopenia e hemo-

Conforme De freitas et

pesquisas sobre “vigi-

concentração. A trombo-

al. (2021), a evolução das

lância

entomológica”

citopenia é considerada

alterações

hematológi-

e “controle vetorial”, 2

uma das alterações mais

cas na dengue varia con-

trabalhos que abordam

características,

tendo

forme a fase da infecção.

“incidência”, 4 volta-

uma variável entre leve

A leucopenia costuma

dos a “fatores de risco”

a acentuada conforme

aparecer logo na fase ini-

e “manejo clínico da

a gravidade clínica. A

cial, refletindo a supres-

dengue”. Dessa forma,

leucopenia também é

são medular causada

estudos bibliométricos

comum,

especialmente

pela replicação viral.

mostram aumento da

pela redução de neutró-

Segundo Dias, (2025) a

produção

científica

filos e linfócitos madu-

trombocitopenia tende

sobre dengue principal-

ros, refletindo a resposta

a se acentuar entre o

mente nos Estados Uni-

do organismo ao vírus.

terceiro e o quinto dia

dos, Brasil, índia e Tailân-

Já a hemoconcentração

de doença, período que

dia com o interesse de

é aparente devido ao

marca a transição para

desenvolver estratégias

aumento de hematócri-

a fase crítica, quando

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

21


ARTIGO CIENTÍFICO I

há maior risco de complicações.

Já Pedra et

al. (2024) relata que o

ção inflamatória intensa.

Costa et al. (2025) explicam

que o DENV possui

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

periférica de plaquetas

e participação direta do

vírus na desregulação

aumento do hemató-

tropismo por células do

hematológica.

crito é um indicador de

sistema imune, espe-

hemoconcentração

e

cialmente

monócitos

A medula óssea também

possível extravasamen-

e macrófagos, desen-

sofre impacto importan-

to plasmático. Assim,

cadeando liberação de

te durante a infecção.

quando o paciente entra

mediadores

inflamató-

Dias & Santos (2025)

na fase de recuperação,

rios que afetam tanto a

relatam que o vírus e

os leucócitos e as pla-

medula óssea quanto o

os mediadores inflama-

quetas se normalizam,

endotélio vascular. Esses

tórios podem levar à

melhorando o quadro do

processos resultam em

supressão

temporária

paciente. Dessa forma,

ativação excessiva do

da hematopoiese, preju-

a interpretação desses

complemento, formação

dicando a produção de

parâmetros ao longo da

de imunocomplexos e

plaquetas e leucócitos.

evolução clínica é funda-

dano endotelial, fatores

Os autores destacam

mental para estratificar

que favorecem consumo

que

megacariócitos

risco e orientar o manejo

periférico de plaquetas,

podem ter sua matura-

adequado do paciente.

aumento da permeabi-

ção comprometida ou

lidade vascular e hemo-

até serem afetados pelo

O vírus da dengue inter-

concentração.

Assim,

processo

infeccioso,

fere no sistema hemato-

segundo os autores,

resultando em diminui-

poiético e no endotélio

a trombocitopenia da

ção da trombopoiese.

por múltiplos mecanis-

dengue surge da combi-

Além disso, o extrava-

mos, combinando infec-

nação entre inflamação

samento plasmático e a

ção viral direta com ativa-

exacerbada,

destruição

inflamação

persistente

22 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ARTIGO CIENTÍFICO I

agravam a instabilidade

hematológica, já que a

redução da produção de

tribuindo diretamente

para a lesão endotelial, o

aumento da permeabili-

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

ciados ao extravasamento

plasmático e, portanto, à

forma grave da doença;

células sanguíneas coin-

dade vascular e a queda

esse padrão distingue

cide com maior consumo

rápida das plaquetas. Essa

pacientes com evolução

periférico. Esse conjunto

amplificação inflamatória

para choque dos que

de fatores torna as alte-

forma um ciclo que agra-

permanecem com qua-

rações hematológicas da

va a resposta imune e

dro leve ou clássico. Em

dengue multifatoriais e

explica parte das manifes-

revisão sistemática regio-

clinicamente relevantes.

tações clínicas associadas

nal, Paraná et al. (2024)

à dengue, como extra-

reforçam que plaqueto-

A resposta inflamatória

vasamento plasmático e

penia importante e sinais

desempenha papel cen-

sangramentos.

de fragilidade capilar

tral na fisiopatologia da

(associados a aumento do

dengue. Marcolino (2024)

O hemograma tem papel

hematócrito) são achados

descreve que as plaque-

central na diferenciação

recorrentes entre os casos

tas, quando ativadas pelo

das formas clínicas da

graves avaliados na Amé-

DENV e pelos mediadores

dengue: Segundo Taluk-

rica Latina, o que ratifica

inflamatórios,

liberam

dar et al. (2021), conta-

o valor prognóstico do

micropartículas ricas em

gens plaquetárias dimi-

hemograma seriado.

IL- 1β, expressam P-se-

nuídas

precocemente

lectina e participam da

(especialmente plaquetas

Além dos cortes abso-

ativação do inflamassoma

< 100.000/mm³ nos dias

lutos, outros achados

NLRP3. Esses mecanismos

3–4 de febre) e elevações

laboratorias ajudam a

intensificam a liberação

do hematócrito (hemo-

prever

complicações:

de citocinas como IL-6,

concentração) foram fato-

Peraka et al. (2023)

IL-8, IL-10 e TNF-α, con-

res independentes asso-

mostraram que a pre-

24 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ARTIGO CIENTÍFICO I

sença e a elevação de

linfócitos atípicos (AL%

/ índices de células ima-

Métodos de laboratório

para o diagnóstico de

dengue são diferentes

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

(Camargo et al., 2022).

Assim, a interpretação

conjunta dos testes e

turas) e a manutenção

e dependem direta-

o momento de coleta

de leucopenia + trom-

mente da duração dos

são fundamentais para

bocitopenia persisten-

sintomas. O teste de

diferenciar

infecção

te

correlacionaram-se

antígeno NS1 é o pri-

primária de secundária

com maior probabili-

meiro marcador detec-

por dengue.

dade de sangramen-

tado,

apresentando

tos e necessidade de

positividade entre o 1º

Nos últimos anos, houve

suporte — caracterís-

e o 5º dia de doença,

importante avanço nas

ticas típicas da dengue

sendo

especialmente

técnicas moleculares, e

grave. Estudos e guias

útil na fase aguda antes

o RT-PCR consolidou-se

clínicos também apon-

da soroconversão. Por

como ferramenta cen-

tam que o aumento do

outro lado, as sorologias

tral para diagnóstico

hematócrito ≥ ~20%

IgM e IgG tornam-se

rápido e preciso, permi-

em relação à linha de

positivas mais tardia-

tindo identificar o vírus

base e quedas rápidas

mente: o IgM pode ser

e determinar o sorotipo

de plaquetas (espe-

identificado a partir do

viral já nos primeiros

cialmente <100.000/

5º dia, indicando infec-

dias de infecção (Costa

mm³, com risco de

ção recente, enquanto

et al., 2021). Além de

sangramentos

maio-

o IgG surge mais tarde

aumentar a sensibi-

res quando <50.000/

e pode indicar infecção

lidade diagnóstica, o

mm³) devem ser inter-

pregressa ou possível

RT-PCR contribui para

pretados como sinais

reinfecção quando seus

o monitoramento epi-

de alerta e acionarem

níveis estão elevados

demiológico e reforça o

vigilância intensiva.

no início do quadro

controle das epidemias.

26 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Paralelamente, biomarcadores

inflamatórios

como IL-6 e TNF-α têm

gue, ele confirma o papel

dessas citocinas como

indicadores de resposta

Embora os métodos

laboratoriais sejam

fundamentais, há diver-

ARTIGO CIENTÍFICO I

recebido destaque em

inflamatória exacerbada,

gências relevantes na

estudos recentes por

mecanismo

também

literatura sobre sen-

se elevarem em qua-

envolvido na evolução da

sibilidade dos testes.

dros graves de dengue.

dengue grave.

Coutinho (2023) desta-

Esses mediadores estão

ca grande variação no

associados ao aumento

No entanto, apesar do

desempenho dos testes

da permeabilidade vas-

potencial clínico, o uso

NS1 e IgM relatando

cular e podem sinalizar

desses biomarcadores

sensibilidade média de

risco de complicações

ainda requer padroni-

70,97% e 40,32% respec-

antes mesmo do surgi-

zação metodológica e

tivamente,

influencia-

mento de sinais de alar-

validação em diferen-

das pelo fabricante, tipo

me (Melo et al., 2025).

tes populações (Urrea,

de infecção e do soro-

2022). Em conjunto,

tipo viral. Em compara-

A relevância dessas cito-

os estudos revisados

ção, Haider et al. (2022)

cinas como marcadores

reforçam também a

destacam que a sensibi-

de gravidade em infec-

importância do hemo-

lidade do NS1 reduz-se

ções virais é reforçada

grama, que continua

significativamente

em

por dados de Coutinho

sendo essencial no

infecções

secundárias

(2023), que demonstrou

acompanhamento

de

e após o quinto dia de

elevação significativa de

pacientes com den-

sintomas, o que reforça

IL-6 e TNF-α em pacientes

gue, permitindo prever

a vantagem do RT- PCR

com doenças virais gra-

a evolução clínica e

nesse período. Dessa

ves. Embora o estudo não

orientar o manejo ade-

maneira, enquanto Cou-

seja específico para den-

quado (Brison, 2024).

tinho (2023) evidencia

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

27


ARTIGO CIENTÍFICO I

a variação geral entre

os testes, Haider et al.

(2022) enfatizam limita-

assim como há variação

na sensibilidade dos testes

diagnósticos tradicio-

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

pacientes com risco de

agravamento. Silva et

al. (2019) destacam que

ções específicas do NS1

nais (Haider et al., 2022),

essas alterações resul-

em fases mais avança-

também há variações

tam da ação do vírus

das da doença.

nos resultados referen-

sobre a medula óssea

tes aos biomarcadores,

e do processo inflama-

Em relação aos biomar-

indicando que eles ainda

tório intenso, demons-

cadores

inflamatórios,

não são completamente

trando sua relevância

muitos estudos relatam

padronizados para uso

para compreender os

elevação tanto de IL-6

clínico rotineiro.

mecanismos pelos quais

quanto de TNF-α em

a dengue afeta o siste-

quadros graves. Entre-

A literatura analisada

ma hematopoiético e

tanto, os achados nem

demonstra que as alte-

vascular. Assim, os parâ-

sempre são consisten-

rações

hematológicas

metros

hematológicos

tes. Um estudo de 2024

observadas na dengue

não apenas auxiliam no

mostrou que apenas a

apresentam

importan-

manejo clínico imediato,

IL-6 apresentou aumento

tes implicações clínicas

mas também ampliam o

progressivo conforme a

e científicas. Segundo

entendimento

fisiopa-

gravidade, enquanto o

Corrêa et al. (2025),

tológico da doença.

TNF-α não diferiu signifi-

achados como trombo-

cativamente entre casos

moderados e graves.

Essas inconsistências

reforçam o que já é observado

em outros estudos:

citopenia, leucopenia

e hemoconcentração

refletem diretamente

a progressão da infecção

e permitem identificar

precocemente

No diagnóstico precoce,

Ralapanawa

evidencia

que a trombocitopenia

pode surgir já

nos primeiros dias de

infecção,

funcionando

como marcador inicial.

28 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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ARTIGO CIENTÍFICO I

De Freitas Rodrigues

et al. (2021) reforçam

que a queda progres-

Dias e Santos (2025)

afirmam que a combinação

entre trombo-

Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida

Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de

Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da

Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.

A relevância científica

da hematologia para o

entendimento da fisio-

siva das plaquetas se

citopenia expressiva e

patologia da dengue

relaciona diretamente à

elevação do hematócri-

também é amplamente

gravidade, podendo ser

to requer intervenções

reconhecida.

Marcoli-

detectada antes mes-

imediatas, como inten-

no (2024) destaca que

mo de sinais clínicos

sificação da hidratação,

a resposta inflamatória

de alarme. Pedra et al.

monitorização

contí-

exacerbada,

mediada

(2024) acrescentam que

nua e, em alguns casos,

por citocinas como

o aumento precoce do

internação. Talukdar et

IL-6 e TNF-α, está dire-

hematócrito é indicativo

al. (2021) demonstram

tamente

relacionada

de hemoconcentração e

que esses parâmetros

às alterações hema-

risco de extravasamento

são preditores diretos

tológicas

observadas,

plasmático, permitindo

de

extravasamento

contribuindo para a

antecipar possíveis com-

plasmático, orientando

permeabilidade vascu-

plicações. Dessa forma,

ações preventivas antes

lar aumentada e para

o hemograma seriado

do estabelecimento de

as citopenias. Silva et

se consolida como fer-

complicações

graves.

al. (2019) reforçam que

ramenta

fundamental

Além disso, Peraka et

o vírus afeta a medula

para suspeita de dengue

al. (2023) mostram que

óssea e o endotélio,

e identificação precoce

a presença de linfóci-

explicando a redução

de agravamento.

tos atípicos e células

na produção de células

imaturas pode sinalizar

sanguíneas e o risco de

Esses achados labora-

risco aumentado, auxi-

choque. Para Chen et

toriais também orien-

liando decisões clínicas

al. (2022), compreen-

tam de maneira deci-

mais precisas e indivi-

der a dinâmica dessas

siva a conduta médica.

dualizadas.

alterações ao longo da

30 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


infecção permite estabelecer

relações entre

padrões hematológicos

Além disso, os resultados

hematológicos têm

potencial para impul-

métodos diagnósticos e

estratégias terapêuticas.

A análise integrada

ARTIGO CIENTÍFICO I

e desfechos clínicos, for-

sionar novas pesquisas

da literatura permitiu

talecendo modelos fisio-

e terapias. Costa et al.

identificar um conjunto

patológicos robustos.

(2025) apontam que

de limitações metodo-

biomarcadores

inflama-

lógicas que impactam

O

monitoramento

tórios como IL-6 e TNF-α

diretamente a robustez

hematológico,

portan-

podem prever gravidade

das evidências acerca das

to, torna-se essencial.

antes mesmo das altera-

alterações

hematológi-

Conforme Teixeira et al.

ções hematológicas mais

cas na dengue. De forma

(2020), a avaliação seria-

intensas,

possibilitando

geral, os estudos avalia-

da do hemograma é

o desenvolvimento de

dos apresentam lacunas

indispensável para dife-

testes

prognósticos

recorrentes relacionadas

renciar a fase febril da

mais precoces. Contudo,

ao tamanho amostral, ao

fase crítica e para iden-

Carvalho et al. (2021)

delineamento de pesqui-

tificar rapidamente alte-

e Teixeira et al. (2020)

sa, aos métodos labora-

rações que demandam

ressaltam a necessidade

toriais empregados e à

intervenção

imediata.

de padronização das

ausência de padroniza-

O Ministério da Saúde

metodologias e de estu-

ção analítica. Essas fragi-

(Brasil, 2024) também

dos multicêntricos para

lidades, interpretadas de

destaca que o acompa-

validar esses marcadores.

maneira articulada entre

nhamento laboratorial

Assim, os achados labo-

diferentes autores, evi-

regular integra proto-

ratoriais não apenas sus-

denciam pontos críticos

colos assistenciais, con-

tentam o manejo atual

que comprometem tanto

tribuindo significativa-

da dengue, mas também

a reprodutibilidade dos

mente para a redução

abrem caminho para

achados quanto sua apli-

da mortalidade.

novos

biomarcadores,

cabilidade clínica.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

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Conforme argumentado

por Carvalho et al.

(2021), a predominância

externa, mas também a

sensibilidade dos marcadores

utilizados para

e resposta imunológica.

Assim, enquanto Carvalho

et al. (2021) enfati-

ARTIGO CIENTÍFICO I

de amostras reduzidas,

estratificação clínica.

zam a variabilidade téc-

associada à heteroge-

nica, Chen et al. (2021)

neidade de técnicas

Entretanto, ao dialogar

ampliam a discussão ao

laboratoriais,

impede

com Chen et al. (2022),

apontar a insuficiência

a construção de parâ-

observa-se que tais limi-

temporal dos desenhos

metros

hematológicos

tações se intensificam

de pesquisa, sugerindo

comparáveis entre estu-

diante do predomínio

que a caracterização da

dos. Esses autores res-

de estudos transversais,

evolução hematológica

saltam que, na dengue,

que capturam apenas

permanece incompleta.

pequenas

variações

um recorte pontual da

metodológicas — como

evolução hematológica.

Por sua vez, Teixeira et

o tipo de equipamento

Esses autores defendem

al. (2020) introduzem

hematológico, o horário

que a dinâmica das alte-

um elemento adicional

da coleta ou a fase clíni-

rações

hematológicas

ao debate ao destacar

ca da doença conside-

na dengue — principal-

a ausência de padroni-

rada — podem resultar

mente hemoconcentra-

zação dos critérios de

em diferenças significa-

ção, leucopenia e trom-

gravidade e dos valores

tivas nos valores de pla-

bocitopenia progressiva

hematológicos de refe-

quetas, hematócrito ou

— exige delineamentos

rência adotados nos

contagem

leucocitária.

longitudinais e multicên-

estudos. Segundo esses

Nesse sentido, a hetero-

tricos, capazes de corre-

autores, a falta de uni-

geneidade metodológi-

lacionar a flutuação dos

formidade

conceitual

ca relatada compromete

marcadores com desfe-

compromete a compa-

não apenas a validade

chos clínicos, gravidade

rabilidade entre pesqui-

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

37


ARTIGO CIENTÍFICO I

sas e gera interpretações

divergentes sobre

o significado clínico de

geneidade laboratorial

descrita por Carvalho et

al. (2021) dialoga com

tentes limitam a capacidade

de estabelecer

padrões diagnósticos

achados como trombo-

a falta de padronização

universais e de prever

citopenia acentuada ou

conceitual

apontada

complicações hemato-

hematócrito

elevado.

por Teixeira et al. (2020),

lógicas com precisão. A

Além disso, Teixeira

enquanto ambas refor-

discussão entre os auto-

aponta que a literatura

çam a necessidade de

res revela que avanços

atual raramente integra

estudos

longitudinais

significativos

depen-

parâmetros

hematoló-

conforme sugerido por

dem da implementação

gicos com marcadores

Chen et al. (2021. Essa

de protocolos padro-

imunológicos e mole-

convergência de pers-

nizados, da utilização

culares, o que limita

pectivas aponta para um

de metodologias ana-

uma compreensão mais

consenso na literatura: a

líticas

convergentes

completa da fisiopatolo-

produção científica sobre

e da incorporação de

gia da dengue, especial-

alterações

hematológi-

marcadores

imunoló-

mente no contexto de

cas na dengue carece de

gicos e moleculares à

respostas

hiperimunes

maior rigor metodoló-

investigação hemato-

ou coinfecções.

gico, maior integração

lógica. Tais melhorias

entre áreas de conheci-

são essenciais para

Ao analisar de forma con-

mento e maior represen-

consolidar uma base

junta os argumentos dos

tatividade populacional.

de evidências robusta

autores, evidencia-se que

que possa subsidiar

as limitações encontradas

Portanto, os resultados

tanto a prática clínica

não atuam isoladamente,

obtidos nesta revisão

quanto a formulação

mas se sobrepõem e se

indicam que os desafios

de estratégias efetivas

potencializam. A hetero-

metodológicos

persis-

de saúde pública.

38 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


A leitura integrada dos

estudos analisados permite

observar que Dos

Ao relacionar esses

achados laboratoriais

à fisiopatologia, obser-

IgG), para uma classificação

mais precisa da

fase da infecção. Essa

ARTIGO CIENTÍFICO I

Santos Pires et al. (2024),

va-se que o Ministério

perspectiva dialoga com

destacam de forma

da Saúde (Brasil, 2023)

a análise de Costa et al.

consistente a tromboci-

descreve com precisão

(2021) que defendem o

topenia, a leucopenia e

como a infecção por den-

papel central das técni-

o aumento do hemató-

gue provoca aumento da

cas moleculares, espe-

crito como os principais

permeabilidade capilar e

cialmente o RT- PCR, na

parâmetros

hemato-

risco de choque hipovo-

confirmação precoce de

lógicos associados à

lêmico — mecanismos

casos. Ambos os autores

progressão da dengue

também discutidos por

reforçam a necessidade

para formas graves. Essa

Silva et al. (2019). A circu-

de interpretar os resul-

interpretação encontra

lação dessas ideias entre

tados laboratoriais de

respaldo nos estudos

os autores evidencia que

acordo com a janela

de Silva et al. (2019),

as alterações observa-

imunológica da doença,

que reforça a presença

das no hemograma não

destacando o valor com-

de linfócitos atípicos e

são eventos isolados,

plementar entre méto-

alterações bioquímicas

mas expressão direta do

dos diretos e indiretos.

como reflexos diretos

impacto do vírus sobre a

da resposta inflamatória

medula óssea e o endoté-

Apesar das convergências

exacerbada desencade-

lio vascular.

conceituais, Carvalho et

ada pelo vírus. Assim,

al. (2021) destacam que a

ambos os autores con-

No âmbito diagnóstico,

literatura ainda apresenta

vergem ao demonstrar

Camargo et al. (2022)

limitações

importantes,

que as citopenias e a

enfatizam a importân-

como a heterogeneidade

hemoconcentração não

cia da associação entre

nos métodos laboratoriais

apenas

caracterizam

métodos

laboratoriais

e nas definições de gravi-

o quadro clínico, mas

específicos, como a

dade, dificultando com-

possuem clara utilidade

detecção do antígeno

parações entre diferentes

prognóstica.

NS1 e a sorologia (IgM/

estudos. Esse ponto é

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

39


ARTIGO CIENTÍFICO I

ampliado por Teixeira et

al. (2020), que ressaltam a

necessidade de padroni-

Assim, a integração

entre hemograma, testes

específicos e méto-

cadores inflamatórios.

Essencialmente, esses

achados refletem um

zação e de estudos multi-

dos moleculares não só

duplo impacto: o vírus

cêntricos para aprimorar

favorece a tomada de

ataca diretamente a

o monitoramento clínico

decisões, como também

medula óssea, e a res-

e laboratorial da dengue

aprofunda a compre-

posta imunológica do

no país. Juntos, esses

ensão da fisiopatologia

organismo é tão forte

autores alertam para a

viral, consolidando a

que acaba agravando o

necessidade de fortalecer

hematologia como eixo

quadro geral.

os protocolos e reduzir a

central na assistência e

variabilidade

metodoló-

na vigilância em saúde

Ao comparar os parâ-

gica que ainda caracteriza

pública no contexto da

metros

laboratoriais

parte das pesquisas.

dengue no Brasil.

descritos na literatura,

ficou evidente que a

Em síntese, a literatura

Considerações Finais

combinação entre queda

analisada

demonstra,

Diante disso, os resul-

expressiva das plaquetas

de modo consistente,

tados dos estudos mos-

e aumento do hemató-

que o acompanhamento

tram um padrão claro: a

crito é o conjunto mais

hematológico

precoce

progressão para a den-

consistente para indicar

é fundamental para

gue grave vem acom-

risco de complicações,

prevenir complicações e

panhada de alterações

especialmente

sangra-

orientar condutas segu-

hematológicas significa-

mentos e choque hipo-

ras. Os autores revisados

tivas. Observa-se trom-

volêmico. Outros marca-

convergem na afirmação

bocitopenia acentuada,

dores, como alterações

de que as alterações de

hemoconcentração,

no tempo de coagula-

plaquetas,

hematócrito

leucopenia e presença

ção, aumento das transa-

e leucócitos constituem

de linfócitos atípicos.

minases e variações em

marcadores

essenciais,

No nível bioquímico, há

citocinas

inflamatórias,

capazes de antecipar

elevação das enzimas

também se mostram

o agravamento clínico.

do fígado e dos mar-

relevantes, embora apre-

40 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


sentem maior variação

entre os estudos, o que

reforça a necessidade

de maior padronização

metodológica.

Por fim, a revisão

demonstrou que o

acompanhamento laboratorial

precoce desempenha

papel decisivo na

prevenção de desfechos

graves. O monitoramento

seriado do hemograma,

aliado aos testes

específicos utilizados no

diagnóstico, possibilita

identificar rapidamente

alterações de risco,

orientar condutas mais

seguras e direcionar

intervenções oportunas.

Assim, os parâmetros

hematológicos se consolidam

como ferramentas

indispensáveis tanto

para a detecção precoce

da gravidade quanto

para o manejo clínico

adequado dos pacientes

com dengue.

Referência

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

41


ARTIGO CIENTÍFICO II

RDC Nº 978/2025 DA ANVISA:

ADEQUAÇÃO DOS LABORATÓRIOS E OS RISCOS DO NÃO

CUMPRIMENTO DA NORMA

Autores:

Ana Célia Gama dos Santos

Ana Célia Gama dos Santos

Instituição: Universidade Santo Amaro (UNISA) / IPOG

Titulação: Biomédica em Patologia Clínica; Pós-graduada em

Assuntos Regulatórios.

* Imagem ilustrativa

Resumo

A RDC nº 978/2025 da ANVISA estabelece requisitos técnico-sanitários

para o funcionamento de laboratórios de análises clínicas, com foco

na segurança diagnóstica, rastreabilidade de processos e gestão da

qualidade. Este estudo tem como objetivo analisar a importância da

adequação regulatória dos laboratórios às exigências da norma, bem

como os riscos técnicos, sanitários e legais decorrentes do seu descumprimento.

Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter descritivo

e exploratório, baseada na análise documental da RDC nº 978/2025

e em literatura especializada sobre gestão e regulação sanitária em

laboratórios clínicos. Os resultados demonstram que a conformidade

com a norma contribui para a melhoria da qualidade dos serviços,

redução de falhas operacionais e fortalecimento da segurança do

paciente, enquanto a não conformidade expõe os laboratórios a sanções

regulatórias e prejuízos institucionais.

Abstract

RDC No. 978/2025 from ANVISA establishes technical and sanitary

requirements for the operation of clinical laboratories, focusing on

diagnostic safety, process traceability, and quality management.

This study aims to analyze the importance of regulatory compliance

of laboratories with the requirements of the standard, as well

as the technical, sanitary, and legal risks arising from non-compliance.

It is a qualitative research, of descriptive and exploratory

nature, based on the documentary analysis of RDC No. 978/2025

and specialized literature on laboratory management and sanitary

regulation. The results show that compliance with the standard

contributes to the improvement of service quality, reduction

of operational failures, and strengthening of patient safety, while

non-compliance exposes laboratories to regulatory sanctions and

institutional losses.

Palavras-chave: Laboratórios clínicos; RDC 978/2025; ANVISA; Segurança

do paciente; Conformidade regulatória.

Keywords: Clinical laboratories; RDC 978/2025; ANVISA; Quality management;

Patient safety; Regulatory compliance.

42 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Introdução

A Resolução da Diretoria

Colegiada nº 978/2025,

que apenas cerca de

922 laboratórios clínicos

brasileiros possuem

estruturais, falhas nos

processos internos ou

desconhecimento das

ARTIGO CIENTÍFICO II

publicada pela Agência

algum tipo de certifi-

exigências regulatórias.

Nacional de Vigilância

cação ou acreditação

Sanitária (ANVISA) em 6

formal, o que evidencia

Tal realidade evidencia

de junho de 2025, repre-

desafios relevantes para

um problema relevante

senta um marco regu-

a qualidade e a padro-

para o setor: como asse-

latório para os serviços

nização das práticas

gurar a conformidade

que realizam exames

laboratoriais no país.

regulatória e minimizar

de análises clínicas no

os riscos sanitários,

Brasil, ao estabelecer

Nesse contexto, a ade-

operacionais e legais

requisitos técnico-sani-

quação dos laboratórios

decorrentes do não

tários rigorosos para o

às exigências da RDC nº

cumprimento da RDC nº

funcionamento

desses

978/2025 assume papel

978/2025, justificando a

estabelecimentos.

A

central na garantia da

necessidade de discutir

norma substitui e amplia

segurança diagnóstica

o tema de forma aplica-

regras anteriores, com

e na conformidade

da, orientada à prática

o objetivo de reforçar a

dos serviços de aná-

laboratorial e à tomada

segurança diagnóstica,

lises clínicas. Apesar

de decisão dos gestores.

a rastreabilidade dos

da existência de uma

processos laboratoriais

regulamentação

clara,

Diante disso, o presente

e a proteção da saúde

observa-se que mui-

artigo tem como obje-

pública no país.

tos laboratórios ainda

tivo analisar a impor-

enfrentam dificuldades

tância da adequação

Em um cenário em que

na

implementação

dos laboratórios às exi-

a modernização e a

efetiva dos requisitos

gências

estabelecidas

conformidade

regula-

técnicos e operacionais

pela RDC nº 978/2025

tória são cada vez mais

estabelecidos pela nor-

da ANVISA, evidencian-

exigidas,

destaca-se

ma, seja por limitações

do os principais pon-

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

43


Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

tos regulatórios que

impactam a rotina dos

serviços de análises clí-

concentrou-se na identificação

dos principais

requisitos regulatórios

Materiais e Métodos

Metodologicamente, o

presente estudo carac-

nicas. Busca-se, ainda,

e na discussão de suas

teriza-se como uma

discutir os riscos técni-

implicações

práticas

pesquisa de abordagem

cos, sanitários e legais

para a rotina labora-

qualitativa, de natureza

associados ao descum-

torial, bem como dos

descritiva e explorató-

primento da norma,

riscos associados ao não

ria, voltada à análise da

bem como destacar a

cumprimento da norma.

adequação

regulatória

adequação regulatória

dos serviços de análises

como um instrumen-

Este artigo propõe

clínicas frente às exigên-

to estratégico para a

uma reflexão técnica e

cias estabelecidas pela

melhoria da qualidade,

aplicada sobre a RDC

Resolução da Diretoria

da segurança e da ges-

nº 978/2025, buscando

Colegiada nº 978/2025 da

tão laboratorial.

contribuir para a com-

Agência Nacional de Vigi-

preensão dos seus prin-

lância Sanitária (ANVISA).

Metodologicamente,

o

cipais impactos na rotina

estudo

caracteriza-se

dos laboratórios de aná-

A abordagem quali-

como uma pesquisa de

lises clínicas. Ao abordar

tativa foi adotada por

abordagem qualitativa,

os requisitos normativos

permitir a compreen-

de natureza descritiva e

e os riscos associados ao

são aprofundada de

exploratória, desenvol-

seu

descumprimento,

fenômenos normativos

vida a partir da análise

pretende-se

oferecer

e organizacionais em

documental da RDC nº

subsídios práticos para

seus contextos específi-

978/2025 da ANVISA e

gestores e responsáveis

cos, considerando signi-

de literatura técnica e

técnicos no processo de

ficados, interpretações

normativa

relacionada

adequação regulatória e

e relações presentes

à gestão e à segurança

fortalecimento da segu-

na prática profissional,

em laboratórios de aná-

rança e da qualidade dos

conforme discutido por

lises clínicas. A análise

serviços laboratoriais.

Minayo (2014).

44 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

A pesquisa classifica-

-se como descritiva e

exploratória. A pesquisa

bibliográfica. A pesquisa

documental baseou-se

na análise sistemática

segurança diagnóstica

e regulação sanitária

em laboratórios clíni-

descritiva busca expor

da RDC nº 978/2025 da

cos, incluindo normas

e analisar caracterís-

ANVISA,

considerada

nacionais e internacio-

ticas de determinado

fonte primária para a

nais, bem como publi-

fenômeno ou realidade,

compreensão dos requi-

cações

institucionais

enquanto a pesquisa

sitos técnico-sanitários

pertinentes à área. Esse

exploratória

permite

aplicáveis aos laborató-

tipo de pesquisa possi-

maior aproximação com

rios de análises clínicas.

bilita o levantamento

o objeto de estudo, favo-

e a análise crítica do

recendo a compreensão

De acordo com Gil

conhecimento já pro-

de temas ainda pouco

(2019), a pesquisa docu-

duzido,

contribuindo

sistematizados ou em

mental é especialmente

para a fundamentação

processo de consoli-

adequada quando se

teórica e contextual do

dação normativa (GIL,

trabalha com normas,

estudo (GIL, 2019).

2019). Nesse sentido, o

legislações e documen-

estudo procura descre-

tos oficiais, permitindo

A análise dos dados

ver e analisar os princi-

a análise direta de infor-

ocorreu por meio de

pais requisitos da RDC nº

mações que ainda não

leitura

exploratória,

978/2025 e explorar suas

receberam tratamento

analítica e interpretativa

implicações práticas na

analítico aprofundado.

dos documentos sele-

rotina dos serviços de

cionados, com foco na

análises clínicas.

Complementarmente, a

identificação dos princi-

pesquisa

bibliográfica

pais requisitos regulató-

No que se refere aos

envolveu a consulta

rios da RDC nº 978/2025

procedimentos

técni-

a literatura técnica e

e na discussão de suas

cos, trata-se de uma

normativa relacionada

implicações

práticas

pesquisa documental e

à gestão da qualidade,

para a organização, os

46 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

processos e a gestão dos

serviços laboratoriais.

Para a sistematização

das informações, adotou-se

uma abordagem

de análise temática,

que permite agrupar e

interpretar conteúdos

a partir de categorias

relevantes ao objeto de

estudo, conforme orienta

Bardin (2016).

A metodologia adotada

possibilitou uma compreensão

integrada da

RDC nº 978/2025 e de

seus impactos na rotina

dos laboratórios de análises

clínicas, contribuindo

para a análise crítica dos

riscos associados ao seu

descumprimento e para a

discussão da adequação

regulatória como instrumento

de fortalecimento

da qualidade, da segurança

e da conformidade

sanitária nos serviços

laboratoriais.

Resultados e Discussão

A análise da RDC nº

978/2025 da ANVISA

evidencia

impactos

diretos e imediatos na

organização e na rotina

dos serviços de análises

clínicas. Embora a norma

consolide exigências

já presentes em regulamentações

anteriores,

seu diferencial está

no fortalecimento da

integração entre gestão,

rastreabilidade e

segurança diagnóstica,

deslocando o foco de

um cumprimento meramente

formal para uma

lógica ampliada de responsabilidade

sanitária.

Do ponto de vista da

prática laboratorial, a

RDC nº 978/2025 exige

uma mudança de

postura dos serviços de

análises clínicas. Não se

trata apenas de atualizar

documentos ou atender

a inspeções sanitárias,

mas de incorporar a conformidade

regulatória

como elemento estruturante

do modelo de

gestão. Laboratórios que

tratam a norma apenas

como exigência fiscalizatória

tendem a apresentar

maior dificuldade de

adaptação e maior exposição

a riscos operacionais,

técnicos e legais.

Quadro 1 – Principais riscos técnicos e assistenciais da não adequação

à RDC nº 978/2025

48 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Os resultados indicam

que a norma impõe uma

revisão sistemática das

rotinas operacionais,

especialmente no que

se refere à padronização

de procedimentos, à

manutenção de registros

confiáveis e ao controle

das etapas do exame. A

não adequação a esses

requisitos compromete

diretamente a segurança

diagnóstica e amplia a

probabilidade de falhas

nas fases pré-analítica,

analítica e pós-analítica.

Quadro 2 – Riscos relacionados à gestão de pessoas e processos

Quadro 3 – Riscos sanitários e operacionais da não adequação estrutural

Quadro 4 – Riscos legais e institucionais do não cumprimento

da RDC nº 978/2025.

Nesse contexto, a rastreabilidade

assume papel

central ao funcionar

como indicador indireto

da maturidade da

gestão laboratorial. A

ausência de rastreabilidade

adequada dificulta

a identificação de falhas,

a correção de desvios

e a responsabilização

técnica, aumentando

os riscos assistenciais e

regulatórios.

Outro aspecto relevante

refere-se à aproximação

da RDC nº 978/2025 com

diretrizes internacionais de

qualidade, especialmente

a norma ISO 15189. Sob

uma perspectiva estratégica,

essa convergência

representa oportunidade

de fortalecimento dos sistemas

de gestão. Por outro

lado, a não adequação

amplia o risco de perda

de competitividade e de

credibilidade institucional

no mercado de medicina

diagnóstica.

Na experiência prática

do setor, a gestão

de recursos humanos

50 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

constitui um dos principais

desafios para a

implementação efetiva

mete a confiabilidade

dos exames e aumenta

a probabilidade de san-

clínicas. Assim, a norma

deve ser compreendida

como instrumento de

da norma. A RDC nº

ções sanitárias.

gestão estratégica, cuja

978/2025 evidencia

adoção planejada con-

que a qualidade dos

Sob a ótica regulatória e

tribui para a redução de

resultados

laborato-

legal, o descumprimen-

riscos, melhoria da quali-

riais está diretamente

to da RDC nº 978/2025

dade e fortalecimento da

relacionada à atuação

expõe os serviços de

posição do laboratório

de profissionais qua-

análises clínicas a riscos

no cenário da medicina

lificados, treinados e

jurídicos e institucionais

diagnóstica brasileira.

com responsabilidades

relevantes. Além das

claramente

definidas.

sanções previstas na

De forma integrada, a

A ausência de capacita-

legislação sanitária, a

análise dos resultados

ção contínua expõe os

não conformidade pode

evidencia que os riscos

serviços a falhas opera-

comprometer a susten-

decorrentes da não

cionais recorrentes.

tabilidade econômica e a

adequação à RDC nº

imagem do laboratório.

978/2025 não se mani-

As exigências relacio-

festam de maneira isola-

nadas à infraestrutura,

De modo geral, evi-

da, mas interdependen-

aos equipamentos e aos

dencia-se que a não

te. Fragilidades técnicas,

insumos assumem cará-

adequação à RDC nº

operacionais, humanas

ter estratégico na RDC

978/2025 ultrapassa o

e estruturais tendem

nº 978/2025. A não ade-

âmbito do descumpri-

a se retroalimentar,

quação nesses pontos

mento normativo, con-

ampliando a probabi-

representa risco relevan-

figurando-se como fator

lidade de falhas sistê-

te, uma vez que a ausên-

de risco sistêmico para a

micas nos serviços de

cia de manutenção

segurança do paciente, a

análises clínicas. Assim,

preventiva,

calibração

credibilidade institucio-

a ausência de conformi-

periódica e controle de

nal e a sustentabilidade

dade regulatória com-

fornecedores

compro-

dos serviços de análises

promete não apenas

52 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


etapas específicas do

processo laboratorial,

mas a confiabilidade

A análise dos resultados

confirma que a

adequação à RDC nº

elemento central para a

segurança diagnóstica, a

conformidade sanitária e

ARTIGO CIENTÍFICO II

global do serviço e a

978/2025 constitui fator

a sustentabilidade insti-

segurança do paciente.

estratégico para a miti-

tucional dos laboratórios.

gação de riscos técnicos,

Ao estabelecer requisi-

Observa-se, ainda, que a

sanitários e legais, além

tos técnicos mais rigo-

não adequação à norma

de representar um dife-

rosos, a norma amplia

impacta diretamente a

rencial competitivo para

a responsabilidade dos

capacidade de gestão e

os serviços de análises

gestores e responsáveis

de resposta dos labora-

clínicas. Ao promover a

técnicos, reforçando a

tórios frente a situações

integração entre quali-

necessidade de proces-

adversas. Serviços que

dade, segurança diag-

sos estruturados, rastre-

não possuem processos

nóstica e responsabili-

áveis e alinhados às boas

padronizados,

registros

dade sanitária, a norma

práticas laboratoriais.

consistentes e equipes

contribui para o forta-

capacitadas apresentam

lecimento

institucional

Os objetivos propostos

maior dificuldade na

dos laboratórios e para a

foram alcançados ao

identificação de desvios,

consolidação de práticas

evidenciar os principais

na implementação de

alinhadas às exigências

pontos

regulatórios

ações corretivas e na

contemporâneas

da

que impactam a rotina

demonstração de confor-

medicina diagnóstica.

dos serviços de análises

midade perante os órgãos

clínicas, bem como ao

reguladores. Esse cenário

Conclusão

discutir os riscos técni-

reforça a compreensão

A análise desenvolvida

cos, sanitários e legais

de que a conformidade

ao longo deste estudo

associados ao descum-

com a RDC nº 978/2025

permite afirmar que a

primento da norma.

deve ser incorporada

adequação dos serviços

A análise demonstrou

como prática contínua

de análises clínicas às

que dificuldades na

de gestão e não como

exigências da RDC nº

implementação

da

medida pontual.

978/2025 constitui um

RDC nº 978/2025 estão

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

53


ARTIGO CIENTÍFICO II

frequentemente relacionadas

a fragilidades

na gestão da qualida-

rias e às expectativas de

segurança e qualidade

no sistema de saúde.

considerando variáveis

como porte do serviço,

região geográfica e

de, na capacitação das

nível de maturidade da

equipes e no controle

Diante disto, recomen-

gestão da qualidade.

sistemático dos pro-

da-se que os serviços de

cessos laboratoriais, o

análises clínicas adotem

Investigações compara-

que responde direta-

uma postura proativa

tivas sobre os impactos

mente ao problema de

em relação à norma,

da norma na redução de

pesquisa

inicialmente

investindo na revisão

não conformidades, na

apresentado.

periódica de seus pro-

segurança do paciente e

cessos, na capacitação

no desempenho institu-

Os resultados indicam

contínua das equipes e

cional dos laboratórios

que a adequação regu-

no fortalecimento dos

também podem contri-

latória não deve ser

sistemas de gestão da

buir para o aprofunda-

compreendida

apenas

qualidade. Essas ações

mento do debate e para

como uma exigência

favorecem não apenas

o aprimoramento das

legal ou fiscalizatória,

a conformidade regu-

práticas regulatórias no

mas como uma estra-

latória, mas também a

setor de análises clínicas.

tégia de gestão capaz

de promover melhorias

contínuas, reduzir falhas

operacionais e fortalecer

a confiabilidade dos

resultados laboratoriais.

Quando incorporada de

forma planejada à rotina

dos laboratórios, a RDC nº

978/2025 contribui para

o alinhamento dos serviços

às exigências sanitá-

melhoria da eficiência

operacional e da credibilidade

institucional.

Como perspectiva para

pesquisas futuras, sugere-se

a realização de

estudos empíricos que

analisem a implementação

prática da RDC nº

978/2025 em diferentes

contextos laboratoriais,

Referências

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 1. ed. São

Paulo: Edições 70, 2016.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 978, de 6

de junho de 2025. Dispõe sobre os requisitos técnico-sanitários

para o funcionamento de serviços que

realizam exames de análises clínicas. Diário Oficial

da União: Brasília, DF, 6 jun. 2025.

BRASIL. Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977. Configura

infrações à legislação sanitária federal, estabelece

as sanções respectivas e dá outras providências.

Diário Oficial da União: Brasília, DF, 20 ago. 1977.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa

social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZA-

TION. ISO 15189:2022. Medical laboratories — Requirements

for quality and competence. Geneva: ISO, 2022.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento:

pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São

Paulo: Hucitec, 2014.

PLEBANI, Mario. Errors in clinical laboratories or

errors in laboratory medicine? Clinical Chemistry

and Laboratory Medicine, Berlin, v. 48, n. 6, p.

750–759, 2010.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Laboratory quality

management system: handbook. Geneva: World

Health Organization, 2011.

54 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


In Vitro, o cuidado mineiro aplicado ao diagnóstico.

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PUBLIEDITORIAL

ESTRATÉGIA E RISCO NA BIOLOGIA

MOLECULAR, QUANDO CRESCER

EXIGE CRITÉRIO.

Os desafios da internalização e da inovação em Biomol

Tânia Barros, sócia-proprietária

e Diretora Técnica e Comercial

do IPOG Lab, compartilha sua

visão sobre o crescimento da

biologia molecular no Brasil e

os cuidados necessários para

decisões estratégicas no setor

diagnóstico. Com mais de 35

anos de experiência e atuação

em empresas como BD,

Boehringer Ingelheim, Digene

e QIAGEN, Tânia participou da

consolidação do teste de DNA-

-HPV no país e, desde 2013,

lidera a expansão técnica e

comercial do IPOG Lab.

Segundo ela, a biologia molecular

ganhou força no Brasil a partir

de 1995, com a introdução

da Captura Híbrida para HPV,

marco que permitiu detectar o

vírus antes do aparecimento de

lesões. Com o avanço das tecnologias,

especialmente o PCR,

o país passou a adotar diretrizes

mais alinhadas às práticas

internacionais, fortalecendo o

rastreio do câncer de colo do

útero com maior sensibilidade

e segurança clínica.

Tânia alerta que o atual movimento

de internalização de

exames moleculares exige cautela.

A oferta de plataformas

por fornecedores, muitas vezes

em aluguel ou comodato,

pode parecer uma oportunidade,

mas envolve custos recorrentes,

equipe qualificada,

controles rigorosos, manutenção,

insumos e planejamento

operacional. Para pequenos e

médios laboratórios, a falta de

escala pode comprometer a

sustentabilidade.

Ela destaca que nem todas

as plataformas oferecem o

mesmo desempenho e que

a escolha deve considerar

sensibilidade, confiabilidade,

capacidade de genotipagem

e segurança operacional. Também

reforça que o fornecedor

deveria atuar de forma consultiva,

ajudando o laboratório a

avaliar sua viabilidade real.

Na visão de Tânia, a internalização

deve ser uma decisão planejada

e, para muitos laboratórios,

a parceria com laboratórios

de apoio estruturados pode ser

uma alternativa mais segura,

competitiva e sustentável.

Antes de assumir uma plataforma,

é essencial avaliar metas de

consumo, volume mensal e riscos

de revisão contratual caso a

demanda não se sustente.

56 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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ARTIGO CIENTÍFICO III

ASSOCIAÇÃO MOLECULAR DA LEUCEMIA EM

CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

Autores:

ANA KAROLAYNE DE SOUZA KRUPINSKI ¹

RAFAEL TESSARO COELHO ²

¹Acadêmica de Graduação, Curso de Biomedicina, Centro Unifasipe.

Endereço eletrônico: karolkrupinski86@gmail.com.

²Professor Mestre em Genética e Melhoramento, Curso de Biomedicina,

Centro Unifasipe. Endereço eletrônico: rhafha1981@hotmail.com.

* Imagem ilustrativa

Resumo

A hematologia é o ramo da biomedicina que estuda e analisa

os componentes do sangue. Já a biologia molecular está

ligada a genética e a bioquímica, consistindo em estudar

os sistemas das células, DNA, RNA, sínteses de proteínas e a

forma de como são reguladas. Dessa forma, estudos afirmam

que a Leucemia Megacariocítica Aguda é mais recorrente em

crianças que possuem trissomia do 21, pois, é revelado uma

carência de proteína na estrutura do cromossomo X, levando

a hiperproliferação de blasto na medula óssea sendo liberados

no sangue periférico. O gene chamado Globin transcription

factor 1 (GATA1) codifica a isoforma GATA-1s e a proteína GATA-1

(GATA binding protein 1) que é primordial para a sobrevivência

das células progenitoras eritrocíticas e maturação adequada do

sistema hematopoiético, principalmente de megacariócitos, por

meio da regulação de moléculas chaves associadas a proliferação,

diferenciação e apoptose celular. Entretanto, as alterações no

gene GATA1 impendem à produção da GATA-1, produzindo

apenas a GATA-1s e essa proteína inibi o desenvolvimento

correto das células sanguíneas, levando-a a hiperproliferação

de megacariócitos. Portanto, esse trabalho teve como objetivo

verificar a relação molecular entre a Síndrome de Down e a

Leucemia, por meio de uma revisão bibliográfica feita com 92

artigos publicados entre 2002 e 2023. Pode-se observar que

existe uma relação entre a Leucemia e a Síndrome de Down,

devido a inexistência do gene GATA1, ocasionando a não

codificação das proteínas que interagem na hematopoese,

provocando assim, a neoplasia, sendo mais comum em crianças

com essa cromossomopatia.

Palavras-chaves: Alterações do Cromossomo 21; GATA-1;

Neoplasia hematopoiética.

Abstract

Hematology is the branch of biomedicine that studies and

analyzes the components of blood. Molecular biology, on

the other hand, is connected to genetics and biochemistry,

involving the study of cell systems, DNA, RNA, protein synthesis,

and how they are regulated. Thus, studies affirm that Acute

Megakaryocytic Leukemia is more common in children with

trisomy 21, as a protein deficiency is revealed in the structure

of the X chromosome, leading to hyperproliferation of blasts in

the bone marrow, which are then released into the peripheral

blood. The gene called Globin transcription factor 1 (GATA1)

encodes the isoform GATA-1s and the protein GATA-1 (GATA

binding protein 1), which is crucial for the survival of erythroid

progenitor cells and proper maturation of the hematopoietic

system, particularly megakaryocytes, by regulating key

molecules associated with cell proliferation, differentiation,

and apoptosis. However, alterations in the GATA1 gene impede

the production of GATA-1, resulting in only GATA-1s being

produced, and this protein inhibits the correct development of

blood cells, leading to hyperproliferation of megakaryocytes.

Therefore, the aim of this study was to investigate the molecular

relationship between Down Syndrome and Leukemia through

a bibliographic research conducted with 92 articles published

between 2002 and 2023. It was concluded during the studies

that there is a relationship between Leukemia and Down

Syndrome due to the absence of the GATA1 gene, which results

in the non-coding of proteins that interact in hematopoiesis,

thus causing neoplasia, which is more common in children

with this chromosomal condition.

Keywords: Chromosome 21 Alterations; GATA-1;

Hematopoietic Neoplasia.

58 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Introdução

A Leucemia é uma

neoplasia maligna

cânceres hematológicos

e algumas apresentam

maior incidência

46, as células portam 47

cromossomos, apresentando

um extra ligado

que ocorre no sangue

na infância, sendo elas

ao cromossomo 21,

periférico,

caracteri-

as Leucemias Agudas,

assim surgindo à deno-

zada pela produção

podendo ser caracteri-

minação Trissomia do 21

exacerbada de células

zada como Linfocítica,

(T21) (BRASIL, 2013; DA

imaturas na medula

Mieloide e principal-

MATA; PIGNATA, 2014).

óssea, promovendo um

mente seu subtipo LMA-

acúmulo de blastos que

-M7, conhecida como

Contudo, a SD está

são liberados na corren-

Megacarioblástica Agu-

relacionada a diversos

te sanguínea. Por con-

da, tornando a LMA mais

distúrbios

hematológi-

seguinte,

constata-se

comum em crianças e

cos que podem ocorrer

mais de 12 subtipos de

jovens com Síndrome

em determinada idade.

Leucemias, no entanto

de Down (FURTADO et

Os recém-nascidos com

a Leucemia Linfóide

al., 2020).

T21 podem apresentar

Crônica (LLC), Leucemia

anormalidades,

como

Mieloide Crônica (LMC),

A Síndrome de Down

Leucemia

transitória

Leucemia

Linfocítica

(SD) se tornou uma

e, alterações assinto-

Aguda (LLA) e Leucemia

condição

congênita

máticas nos exames

Mieloide Aguda (LMA)

após a descoberta em

laboratoriais, com a

possui maior incidência

1958 pelo geneticista

presença de neutrofilia,

(ABREU; SOUSA; GOMES,

Jérôme Lejeune e a bri-

trombocitopenia e poli-

2021; INCA, 2011).

tânica Pat Jacobs, onde

citemia no hemograma,

comprovaram um erro

ainda mais, bebês com

Neste sentido, as Leuce-

na distribuição cromos-

SD de 1 a 2 meses de

mias são consideradas

sômica, que ao invés de

vida desenvolvem doen-

60 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


ças Mieloproliferativa

Transitória (DTM). Em

vista disso, crianças com

Megacarioblástica aguda

e distúrbios mieloproliferativo

transitório que

Materiais e Métodos

O objetivo desse artigo

foi elaborar uma pesquisa

ARTIGO CIENTÍFICO III

Síndrome de Down, indi-

são comumente vistos

bibliográfica que consti-

cam um elevado risco de

em crianças com Síndro-

tuiu na análise de 92 arti-

desenvolver

Leucemias

me de Down (SHIMIZU;

gos, sendo 25 artigos que

infantis como LLA, LMA

ENGEL;

YAMAMOTO,

apresentaram resultados

(BRUWIER; CHANTRAIN,

2008, tradução nossa).

relevantes para o tema de

2012, tradução nossa).

estudo, publicados entre

De tal modo, é observa-

os anos 2002 e 2023, atra-

Nesta linhagem, o fator

do que crianças com SD

vés de sistemas de buscas

de transcrição (FT) conhe-

são mais predispostas a

nos sites Scielo, PubMed,

cida como GATA-1 é uma

desenvolver

Leucemias

Google Acadêmico e

proteína importante para

e, o fator dessa causa

Biblioteca Virtual em

a diferenciação de células

ainda é pouco estudado

Saúde. Os dados foram

eritroides e megacariocí-

e conhecido. Através

analisados, por fim, com-

ticas através de molécu-

desse estudo, foi possível

parados e discutidos em

la-chave associada à pro-

analisar, por meio de uma

tópicos específicos, con-

liferação, diferenciação e

revisão bibliográfica a

cluindo-se que crianças

apoptose (morte celular

associação molecular da

com Síndrome de Down

programada).

Entende-

Leucemia em crianças

têm maior probabilidade

-se que mutações no

com síndrome de Down

em desenvolver Leuce-

gene GATA1, localizado

e enfatizar a importância

mias agudas em com-

no cromossomo X, levam

laboratorial nos diagnós-

paração com outras que

uma produção descon-

ticos e laudos posto por

possuem a mesma faixa

trolada de blastos, con-

biomédicos

habilitados

etária e não apresentam

tribuindo em Leucemia

(LYRA; LEITE, 2019).

essa alteração genética.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

61


Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revisão de Literatura

Síndrome de Down

Dessa forma, expressões

fenotípicas notadas na

Síndrome de Down são

culo reto abdominal

(BRASIL, 2013; COUTI-

NHO et al., 2021).

A Síndrome de Down é

variadas, sendo mais

uma trissomia autossô-

comum

braquicefalia,

Além das diversas per-

mica (cromossomopatia)

fontanelas amplas, nariz,

turbações intelectuais, é

mais comum e a principal

boca, orelhas pequenas,

observada suscetibilidade

causa de deficiência inte-

inclinação

palpebral

à infecções, doenças hema-

lectual em humanos. Con-

oblíquas para cima,

tológicas, grandes chances

tudo, a SD é caracterizada

orelhas de implantação

de desenvolver Leucemias

por um erro na distribuição

baixa, sinófris, prega

e doenças Mieloprolife-

dos cromossomos durante

cutânea no canto inter-

rativa transitória (DMT)

a divisão celular ainda na

no do olho, ponte nasal

que podem ser observa-

gestação, o qual apresenta

achatada, face aplanada,

das após o nascimento

um cromossomo extra

protusão lingual, palato

em cerca de 4% a 10%

total ou parcial ligado

ogival, cabelos finos,

de recém nascidos com

ao cromossomo 21 que

dedos curtos, clinodac-

SD. Outrossim, crianças

resulta em um desequilí-

tilia do quinto dedo da

diagnosticadas com DMT

brio na expressão gênica.

mão, prega palmar única

possuem um enorme risco

Isso leva a alterações no

transversa,

frouxidão

de desenvolver LMA-M7 e,

desenvolvimento e na

ligamentar, afastamento

o gene GATA1 presente no

função de vários órgãos,

entre o primeiro e segun-

cromossomo X é identifica-

incluindo o coração, o

do dedo do pé, excesso

do como uma das causas

sistema nervoso central

de tecido adiposo no

de Leucemias Megaca-

e o sistema imunológico

dorso do pescoço, pé

rioblásticas em crianças

(BRASIL, 2013; COELHO,

plano, hernia umbilical

com síndrome de Down

2016; MOORE., 2020).

e afastamento do mús-

(DOS SANTOS, 2021).

62 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Desse modo, crianças que

possuem SD com idade

superior a quatro anos,

(aqueles que são iguais

entre si e formam um

par). Mas, caso não acon-

de 95% dos casos devido

a uma não-disjunção

meiótica na mãe

podem apresentar maior

teça essa separação, dá-se

durante a formação do

incidência

(comparado

uma não disjunção que

óvulo, e em cerca de 5%

a população em geral)

formará um gameta com

dos casos devido a uma

em Leucemia Linfocítica

3 cromossomos 21. Sendo

não-disjunção meiótica

Aguda. Já aqueles que

assim, o zigoto fecundado

no pai durante a forma-

tem idade inferior a qua-

terá 47 cromossomos, cor-

ção do espermatozoide.

tro anos e carregam T21,

respondendo a alteração

O gameta masculino

portam maior probabili-

numérica associada SD.

contém 24 cromosso-

dade (aproximadamente

A descrição de cariótipo

mos devido a sua não

500 vezes) em desenvol-

no sexo feminino é 47,

disjunção na meiose e

ver LMA-M7 e por esse

XX+21 e do sexo mascu-

um cromossomo extra

motivo, é reconhecida

lino é 47, XY+21. Por fim,

no cromossomo 21.

como Leucemia Mieloi-

manifestações de doen-

Depois de fecundado

de mais comum na SD

ças hematológicas como

por um gameta femini-

(QUEIROZ, 2012).

LMA-M7, não provocam

no com disjunção nor-

diferenças celulares neste

mal (23 cromossomos),

Trissomia simples ou livre

tipo de trissomia (ANDRA-

o zigoto possuirá 47

Os seres humanos pos-

DE, 2018; CASONI et al.,

cromossomos,

indi-

suem 46 cromossomos,

2020; COELHO, 2016).

cando SD, ocorrendo

sendo 23 pares. Durante a

a mesma situação se o

mitose ou meiose, deverá

A trissomia do cromos-

gameta fosse feminino

ocorrer a separação dos

somo 21 na Síndrome de

(CASONI et al., 2020;

cromossomos homólogos

Down ocorre em cerca

MOORE, 2020).

64 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Translocação cromossômica

Além da trissomia

troca e a translocação

Robertsoniana, ocorre

quando cromossomos

translocação, dois cromossomos

acrocêntricos

(cromossomos com

ARTIGO CIENTÍFICO III

simples ou livre, é exis-

acrocêntricos

trocam

centrômeros

próximos

tente a translocação

sua porção maior e/ou

à extremidade do braço

cromossômica, o qual

menor com outro cro-

curto) se fundem em um

é considerada também

mossomo acrocêntrico.

único cromossomo com

uma alteração estru-

Em tese, pessoas com

um único centrômero

tural

cromossômica,

translocação

cromos-

funcional. O resultado é

ocorrendo por meio

sômica não possuem

que um dos braços dos

de rearranjos de uma

tanta predisposição em

cromossomos originais

porção

cromossômica

comparação aos demais

é perdido, e os genes

com ganho de material

para desenvolver Leu-

desse braço podem ser

genético sobre um cro-

cemias relacionadas a

perdidos ou ligados

mossomo não homólo-

SD (ANDRADE, 2018;

a outro cromossomo

go. Ademais, pode-se

CASONI et al.,2020;

durante a fusão. Se a

classificar essas alte-

COELHO, 2016).

fusão envolve cromos-

rações

cromossômicas

somos não homólogos,

em translocação recí-

Em análise, a translo-

ou seja, cromossomos

proca, quando há troca

cação Robertsoniana é

com informações gené-

de ambos os cromosso-

outra forma de anomalia

ticas diferentes, pode

mos envolvidos, trans-

cromossômica que pode

haver um desequilíbrio

locação não recíproca

levar a um desequilíbrio

na expressão gênica e

ocorre quando apenas

na expressão gênica e

alterações no desen-

um cromossomo trans-

afetar o desenvolvimen-

volvimento e funcio-

fere fragmento, porém

to e funcionamento dos

namento dos órgãos

não recebe outro em

órgãos. Nesse tipo de

(FAGAN; WU, 2020)

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

65


Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Por sua vez, na translocação

Robertsoniana

VIANA; LINARD, 2022;

RESENDE, et al., 2022;

bem tantas distinções

mesmo que, a trissomia

(TR), é possível identi-

RUBIAS, 2015).

mosaico

apresente

ficar que uma porção

cromossomo a mais em

do cromossomo 14 se

Mosaicismo

algumas células (BRASIL

une ao cromossomo 21,

Desta forma, o terceiro

2013; COELHO, 2016).

sendo descrito em seu

tipo de alteração asso-

cariótipo da seguinte

ciada a Síndrome de

Diante disso, é de suma

maneira no sexo femi-

Down, corresponde ao

importância que os pais

nino 46, XX, t (14;21), já

mosaico, qual é o mais

do indivíduo que tem

no sexo masculino é 46,

raro, sendo detectado

o mosaicismo, realize

XY, t (14;21) o qual pode

entre 1 e 2% dos casos

exames de mapeamen-

ser obtido de alguma

de SD. Ademais, é iden-

to genético, visto que,

ocorrência casual ou

tificado pela presença

podem ser portadores

herdando de um dos

de duas linhagens

dessa translocação e

pais. Portanto, faz-se

celulares, uma normal

possuírem

chances

necessário a realização

de exames genéticos

nos genitores, pois eles

podem conter a translocação,

tendo chances

de possuírem outro

filho com Síndrome

(46 cromossomos) e

outra trissômica, ou

seja, com 47 cromossomos,

permanecendo o

cromossomo 21 extra

livre. Como na trissomia

simples, Leucemia

de terem outros filhos

com a mesma condição

genética. De fato, é

relatado que a presença

do mosaico em um

cariótipo de alguém

com SD, não difere as

de Down (DE SOUSA;

Mieloblástica não exi-

características

físicas,

66 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

psicomotora e melhora

no prognóstico, pois é

uma mistura de células

fatores de transcrição

que podem ser ativados

ou inibidos no decorrer

Ademais, a CHP recebe

está designação por

ser apto a reconstruir o

com presença da Trisso-

desse

procedimento

sistema hematopoiético,

mia 21 e outra parte não

que garante a matu-

em contrapartida as mul-

apresenta essa Trissomia

ração celular de forma

tipotentes são capazes

(ANDRADE, 2018; DOWN,

correta. Entretanto, se

de fazer uma auto reno-

2013; RUBIAS, 2015;).

ocorrer uma expressão

vação e diferenciação

desregulada

desses

irreversíveis em células

Leucemias

fatores de transcrição,

precursoras de linhagens

Em primeira análise,

tem como consequência

(FIGUEIREDO, 2008).

hematopoese ou hema-

o desequilíbrio de sua

topoiese tem início

função e podendo pro-

Sendo assim, todo o pro-

durante o desenvol-

ceder a transformações

cesso da hematopoese

vimento

embrionário,

malignas, como a Leu-

apresenta um controle de

seguindo a cronologia,

cemia propriamente dita

genes envolvidos na proli-

mesoderma

extraem-

(QUEIROZ, 2012).

feração e diferenciação de

brionário do saco vite-

células normais. Desta for-

lino, fígado e medula

Em segunda análise, a

ma, genes como GATA1,

óssea (MO). Além do

hematopoese que ocorre

2, 3, Pu-1 (fator transcri-

mais, tem como princi-

na MO apresenta um

cional), RUNX1 (AML1

pal função a produção

sistema de hierarquia,

acute myeloid leulemia

de células sanguíneas

onde a célula tronco

1) atuam nesta evolução

divididas em linhagem

pluripotente dá origem

de células eritroides, mie-

linfoide e mieloide a par-

a células progenitoras

loides, desenvolvimento

tir da célula tronco plu-

multipotentes e, depois

de células T, diferenciação

ripotente (CHP), sendo

a precursores de diver-

de células granulocíticas,

coordenado por vários

sas linhagens (figura 5).

monocíticas e linfoides.

68 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Porém, podem atuar induzindo

tumores malignos

quando são expressos de

em alguns casos, essas

células diferenciadas

conseguem exercer suas

Nesta linhagem, a Leucemia

Mieloide Aguda

caracteriza-se pela inten-

ARTIGO CIENTÍFICO III

forma alterada (QUEIROZ,

funções

normalmente

sificação

desordenada

2012; FIGUEIREDO, 2008).

(CARVALHO et al., 2008).

de células progenitoras

da linhagem mieloide

Leucemias agudas e

Por conseguinte, as

denominada de blastos,

subtipos

Leucemias

apresen-

possuindo 12 subtipos

A Leucemia aguda possui

tam

classificações

com variedade celular.

progressão rápida e afeta

conforme a origem da

Ademais, essa doença não

grande parte das células

célula hematopoiética,

possui causa evidente,

que ainda não se diferen-

podendo pertencer a

contudo, é relatado que

ciaram e desenvolveram

linhagem Linfoide ou

há relação entre a LMA e

por completo, fazendo

Mieloide. Por sua vez,

exposição de irradiantes

com que elas percam suas

linfócitos T, B e células

ionizantes, quimioterapia,

funções normais. São

natural killer (NK) origi-

além de alterações hema-

denominadas conforme a

nam-se de progenitores

tológicas e genéticas,

linhagem acometida sen-

linfoides, já células

como a anemia de Fan-

do, Leucemia Linfoide ou

progenitora de eritró-

coni e Síndrome de Down

Linfocítica quando afeta

citos são células-tronco

que também estão asso-

os linfoblastos e Leuce-

mieloides e neutrófilos,

ciadas a esta neoplasia

mia Mieloide ou Mielo-

eosinófilos,

basófilos,

(HAMERSCHLAK, 2008).

citica, quando atinge os

monócitos, mastócitos

mieloblastos. Bem como,

e células dendríticas

Continuadamente,

no

a Leucemia crônica é de

dão aparição as plaque-

ano de 1970, sete espe-

progressão lenta, permi-

tas, intitulada megaca-

cialistas e hematologistas

tindo o crescimento de

riócitos (ABREU; SOUSA;

franceses, britânicos e

células

desenvolvidas,

GOMES. 2021).

americanos se uniram e

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

69


Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

formaram uma cooperativa

internacional que

originou o sistema de

Essa proliferação anormal

ocupa um espaço

significativo na medula

segundo a FAB, existem

três subtipos principais

de LLA, denominados

classificação

Franco-a-

óssea, interferindo na

L1, L2 e L3, que se dis-

mericano-britânico (FAB),

produção de plaquetas

tinguem com base em

onde dividiram a LMA

e glóbulos vermelhos,

características morfoló-

em subtipos de LMA-M0,

essenciais para o fun-

gicas e imunofenotípica

LMA-M1, LMA-M2, LMA-

cionamento adequado

das células leucêmicas

-M2v, LMA-M3, LMA-M3v

do organismo (ABREU;

(CAVALCANTE;

ROSA;

LMA-M4, LMA-M4eo, LMA-

SOUSA; GOMES, 2021).

TORRES, 2017).

-M5, LMA-M5b, LMA-M6

e LMA-M7 com base na

Ademais, a LLA é comu-

Exames importantes asso-

morfologia, características

mente vista em crianças

ciados a SD e Leucemia

e maturação das células

com idades entre dois e

As condições genéticas

sanguíneas, achados labo-

cinco anos, sendo mais

são capazes de se classi-

ratoriais e resposta ao tra-

comum em meninos

ficar em genéticas, quan-

tamento (HAMERSCHLAK,

e indivíduos de pele

do há envolvimento de

2008; LADINES-CASTRO et

clara. Em vista disso, os

um gene com padrão de

al., 2016).

sintomas mais comuns

herança distintivo; cro-

são fadiga, falta de

mossômicas, quando são

Sobre essa ótica, a Leu-

energia, perda de peso,

envolvidos vários genes

cemia Linfoblástica Agu-

febre, em alguns casos,

que estão localizados no

da (LLA) é uma forma

podem ser relatados

segmento cromossômico

de câncer caracterizada

sintomas como infla-

alterado;

multifatoriais,

pelo crescimento des-

mação nas articulações

quando há envolvimento

controlado de células

(artrite) e inflamação da

de vários genes e partici-

imaturas do sistema lin-

mucosa bucal (muco-

pação do ambiente e por

fático na medula óssea.

site oral). Além disso,

fim, somáticos, quando

70 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

a alteração do material

genético reduz o tecido

somático, sem risco

da genética que estão

associados ao diagnóstico

e estudo da Leucemia

genéticas específicas em

um cromossomo. É frequentemente

utilizado

para a prole. Em suma, a

e Síndrome de Down.

para detectar rearranjos

análise do material gené-

Alguns desses exames

cromossômicos caracte-

tico pode ser realizada

incluem o cariótipo que

rísticos de certos tipos

em diferentes níveis de

é um exame que analisa

de Leucemia, como a

resolução. Quando a

a estrutura e o número

LMA com a translocação

investigação é feita em

de cromossomos em

t (15;17), associada ao

cromossomos utilizando

uma célula, é utilizado

gene PML-RARA (MES-

técnicas convencionais, é

para diagnosticar a SD,

QUITA, 2009).

denominada citogenéti-

que é caracterizada pela

ca, mas quando o foco da

presença de uma cópia

Outrossim, a Reação em

análise é a molécula de

extra do cromossomo

Cadeia da Polimerase

DNA ou partes dela, utili-

21. Além disso, o carió-

(PCR) define-se em uma

za-se a análise molecular,

tipo também pode iden-

técnica que permite

por outro lado, quando

tificar alterações cro-

amplificar e detectar a

o núcleo interfásico ou

mossômicas específicas

presença de sequências

metáfase é investigado

associadas a certos tipos

específicas de DNA. Ela

em lâminas usando

dessa neoplasia. Em con-

é amplamente utilizada

estratégias moleculares,

tinuidade, o FISH (Flu-

no diagnóstico molecular

a análise é chamada de

orescence In Situ Hybri-

de Leucemias, incluin-

citogenética

molecular

dization),

considerado

do a LLA. Através da

(PUI; RELLING, 2004).

uma técnica de biologia

PCR, é possível detectar

molecular que utiliza

alterações

genéticas

Ademais, existem diver-

sondas de DNA fluores-

como rearranjos do

sos exames laboratoriais

centes para identificar a

gene BCR-ABL, que são

importantes no campo

presença de sequências

característicos de certas

72 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Leucemias. Com isso, o

sequenciamento de nova

geração (Next-Genera-

mossomo X foi descrito

em 1989 e equivale a 6

exons e são estendidos

diferenciação e apoptose

celular. Além do mais,

apresentam ligantes de

ARTIGO CIENTÍFICO III

tion Sequencing - NGS) é

em 6.857 kilobyte (kb),

DNA e transativação

uma tecnologia avança-

codificam uma fase de

dentro dos três domí-

da que permite a análise

leitura com 1.239 nucle-

nios funcionais, sendo

simultânea de múltiplos

otídeos que tem início

eles dois dedos de zinco

genes ou regiões do

no primeiro exon codi-

(ZINC FINGERS) e um

genoma. No contexto

ficante (exon 2). Esse

dedo de zinco N-ter-

da Leucemia e Síndrome

gene codifica a isofor-

minal (NT) que tem

de Down, o NGS pode

ma GATA-1s e a proteína

como função recrutar

ser usado para identifi-

GATA-1 (GATA binding

o cofator do GATA-1,

car mutações genéticas

protein 1) é formada

denominado

FOG1

específicas

associadas

por 413 aminoácidos e

(friend of GATA1) que

a essas condições, bem

42,75 quilodalton (kDa),

juntos

desempenham

como para avaliar a

é pertinente a famí-

um papel importante

presença de mutações

lia de transcricionais.

no controle transcricio-

adicionais que possam

Ademais, a GATA-1 é

nal da megacariopoiese

influenciar o prognóstico

primordial para a sobre-

(FIGUEIREDO, 2008;

e o tratamento (MESQUI-

vivência das células pro-

HITZLER, et al., 2017;

TA, 2009; QUEIROZ, 2012).

genitoras eritrocíticas e

QUEIROZ, 2012).

maturação

adequada

Leucemia e Síndrome

do sistema hematopoi-

De modo geral, o gene

de Down

ético,

principalmente

GATA1 é um integrante

O gene chamado Globin

de megacariócitos, por

da classe de fatores

transcription factor 1

meio da regulação de

de transcrição GATAA

(GATA1) encontrado na

moléculas chaves asso-

compostos por 6 com-

região Xp11.3 do cro-

ciadas a proliferação,

ponentes divididos em

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

73


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Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.

ARTIGO CIENTÍFICO III

subgrupos conforme

onde se expressão. Desta

maneira, GATA1, GATA2 e

(Met84) no começo do

éxon 3 (MOURA, 2014;

ORKIN; ZON, 2008).

RUNX1 estão envolvidos

nesta diferenciação

final, só que de células

GATA3 são evidenciados

sanguíneas

imaturas

e expressos especial-

Em continuidade, GATA-

da linhagem eritroide e

mente na linhagem

1 é denominado um

megacariocítica, porém

hematopoiética,

sendo

fator de transcrição (FT),

para essas células imatu-

GATA1 em células da

tem como função trans-

ras poderem funcionar

linhagem de megacari-

formar genes específi-

adequadamente, neces-

ócitos e eritroide, GATA2

cos em genes expressos

sitam diferenciar-se em

é referido a células-tron-

ou não expressos por

tipos específicos delas,

cos e progenitoras e

meio da ligação ao

mas maduras. Sendo

GATA3,

exclusivamente

DNA próximo. Contudo,

assim, quando ocorre

expresso nas células T. Já

quando esses genes

a ligação da proteína

os genes GATA4, GATA5 e

são ativados, efetua-se

ao DNA, é necessário

GATA6 são expressos na

uma transcrição, dessa

a interação a outras

linhagem endodermal e

forma, o FT autoriza as

proteínas, estimulando

camadas

germinativas.

células executarem suas

e regulando a prolifera-

Dessa forma, a proteína

determinadas

funções

ção das células imaturas

GATA-1 é descrita a par-

biológicas e se expres-

e precursores de pla-

tir do RNAm do GATA1

sarem em determinados

quetas (megacariócitos)

com início no códon de

genes ou não, ocorrendo

assim, auxiliando na

metionina 1 (Met1) no

assim, a diferenciação

diferenciação e matura-

éxon 2, o qual representa

das células sanguíneas.

ção celular sanguínea.

o primeiro éxon codifi-

Deste modo, a proteína

Além disso, a proteína

cante, enquanto a iso-

GATA-1,

juntamente

GATA-1 está envolvida

forma GATA-1s é desde

com seu cofator FOG1

na regulação de genes

o códon de metionina 84

(friend of GATA1), Pu-1,

durante o desenvol-

76 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


vimento do coração,

pulmões e cérebro, e

na formação de células

células sanguíneas e

levam a hiperproliferação

de megacariócitos,

necessário realizar exames

de rotina e triagem

para predizer quaisquer

ARTIGO CIENTÍFICO III

endoteliais e da medula

causando a Leucemia

riscos que podem aco-

espinhal

(ANDRADE,

propriamente dita. Além

meter o feto, entre elas

2018; FIGUEIREDO,

disso, essas mutações

a Síndrome de Down.

2008; MUNTEAN; CRIS-

alteram a sequência de

Marcadores bioquímicos,

PINO., 2005).

aminoácidos da isofor-

como Alfa fetoproteína,

ma curta, ocorrendo o

é mais abundante no

Conforme o exposto, o

não

desenvolvimento

sangue fetal, onde apre-

gene GATA1 traduz duas

de suas principais fina-

sentado em níveis baixos,

proteínas, isoforma curta

lidades, expandindo a

há a possibilidade de ser

GATA-1s (330 aminoá-

proliferação e reduzindo

uma desordem cromos-

cidos) e isoforma longa

a maturação das células

sômica; proteína A plas-

GATA-1 (413 aminoáci-

sanguíneas, além de oca-

mática associada à gravi-

dos), logo, a série verme-

sionar a morte prematu-

dez (PAPP), produzida até

lha auxilia no transporte

ra das mesmas provo-

durante o parto, porém,

de oxigênio para todo

cando uma diminuição

na SD é encontrada em

o corpo, já as plaquetas

de eritrócitos e plaque-

menor quantidade (OLI-

ajudam na coagulação

tas, acarretando anemia

VETO, 2009; DB, 2022).

sanguínea, mas as alte-

diseritropoiética e trom-

rações no gene GATA1

bocitopenia (ANDRADE,

Deste modo, o exame

impendem à produção

2018; FIGUEIREDO, 2008;

laboratorial conhecido

da GATA-1, produzindo

HITZLER, et al., 2017).

como Cariótipo Banda

apenas a GATA-1s e essa

G, pode ser realizado

proteína não consegue

Diagnóstico Laborato-

durante a gestação ou

suportar o desenvol-

rial da SD e Leucemias

após o nascimento, sua

vimento correto das

Durante a gestação, é

principal função inves-

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

77


ARTIGO CIENTÍFICO III

tigar cromossomopatia

como a Síndrome de

Down, através de uma

pancitopenia, leucopenia,

anemia normocítica

e normocrômica, em

X1T1, também conhecido

como t(8;21) AML. Essa

translocação é um fator

foto dos cromosso-

casos de leucocitose a

prognóstico favorável, e

mos. Assim, os exames

alta presença de blastos

sua detecção é importan-

CGH-array e SNP-ar-

leucêmicos no sangue

te para o planejamento

ray analisam partes

periférico, indicativo de

terapêutico

adequado.

cromossômicas

pelo

Leucemia e fragmen-

Entretanto, é importante

microarray, uma técnica

tos de megacariócitos

ressaltar que a detecção

que permite examinar

(FARIAS;

BIERMANN,

do cromossomo 21 não

os cromossomos com

2007; SANCHEZ, 2020).

é necessária para o diag-

maior resolução (com-

nóstico geral da LMA, que

parado ao cariótipo)

Em resumo, o diagnóstico

é baseado em uma com-

e alterações cerca de

da Leucemia Mieloide

binação de características

1000 vezes menores

Aguda envolve uma com-

clínicas, laboratoriais e

(MIGLIAVACCA, 2020;

binação de exames labo-

citogenéticas. Em suma,

ROSENBERG, 2020).

ratoriais e clínicos, como

a precisão e rapidez no

a análise morfológica e

diagnóstico são essenciais

No diagnóstico das Leu-

imunofenotípica das célu-

para a escolha do trata-

cemias, são utilizados

las leucêmicas, a detecção

mento adequado e para o

vários exames associa-

de alterações citogenéti-

prognóstico do paciente

dos ao estado clínico

cas e moleculares. Além

(FERNANDES; YAMAMO-

do paciente. Exames

disso, em uma pequena

TO; CHAUFFAILLE, 2011).

hematológicos como, o

proporção de pacientes

hemograma,

apresen-

com LMA, pode ocorrer a

Após a presença de

tando

características

translocação t (8;21), que

alterações morfológica,

morfológicas da neo-

leva à formação do gene

é destacado a realização

plasia e alterações como

de fusão RUNX1-RUN-

da morfologia celular

78 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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ARTIGO CIENTÍFICO III

através do sangue

periférico ou aspirado

da MO para analisar se

-benefício (SANCHEZ,

2020; FARIAS; DE CAS-

TRO, 2004).

clonais irão reconhecer

antígenos presentes

sobre a superfície das

a presença de ≥ 20%

células hematopoiéticas

(maior ou igual a vinte

O mielograma ou medu-

e, por fim, diferenciar a

porcento) em Leuce-

lograma é realizado atra-

Leucemia entre linfoide,

mias mieloides e ≥ 25%

vés da punção aspirativa

mieloide e seus subtipos

em Leucemias linfoides

na crista ilíaca posterior/

(FARIAS;

BIERMANN,

(maior ou igual a vinte e

anterior em crianças ou

2007; DA SILVA et al,

cinco porcento). Assim,

osso esterno em adul-

2006; FARIAS; DE CAS-

segue a imunofenotipa-

tos, com uma agulha

TRO, 2004).

gem por citometria de

apropriada em locais

fluxo é a mais utilizada

que possuem atividade

Tratamento da Leuce-

para saber qual o tipo

hematopoiética.

Com

mia em crianças com

de Leucemia (linfoide

o material coletado, é

SD

ou mieloide). Em alguns

realizado esfregaços e

O tratamento da Leu-

casos, é utilizado a cito-

corados de acordo com

cemia é considerado

genética, onde é possí-

o padrão do laboratório,

uma poliquimioterapia,

vel observar o grau de

levados ao microscópio

pois é realizado com

agressividade da doen-

e analisando o percen-

diversos

quimioterápi-

ça e, quando disponível,

tual e morfologias de

cos utilizando ou não

é recomendado o méto-

alguns elementos como

radioterapia. Além do

do de biologia molecu-

linfoides, mieloides e

mais, a administração

lar, para confirmação de

eritroides. Caso o resul-

da quimioterapia pode

resultado, considerada

tado confirme alguma

ser por via oral, intra-

padrão ouro no diag-

Leucemia, será realizado

muscular,

intravenosa

nóstico das Leucemias,

a

imunofenotipagem,

ou intratecal (medi-

porém com alto custo-

onde anticorpos mono-

cação

administrada

80 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


diretamente no líquido

cefalorraquidiano/

líquor). Habitualmente,

remissão da Leucemia.

Enquanto no tratamento

de consolidação ou

indicação de transplante

de células-tronco é

associada apenas quan-

ARTIGO CIENTÍFICO III

o método terapêutico

intensificação,

consi-

do o paciente possui

da LMA são altas doses

derada a segunda fase

pequenas chances de

de quimioterapia em

do tratamento, possui a

cura e, preferencialmen-

um curto intervalo de

finalidade de destruição

te o doador deverá ser

tempo, enquanto na

das células leucêmicas,

membro familiar com-

LLA é utilizado doses

evitando uma recaída

patível e, indivíduos sem

menores com período

(SOLIZ, 2022).

parentesco

entretanto

longo (MOURA, 2014;

compatível é recrutado

SOLIZ, 2022).

Nessa ótica, a terapia da

como doador opcional

LLA é realizada em três

(MOURA, 2014; SOLIZ,

Em conseguinte, o

fases, sendo a primei-

2022; QUEIROZ, 2022;

tratamento da LMA é

ra fase de indução da

RODRIGUES; DE CAMAR-

dividido em grupos

remissão e possui como

GO, 2003).

com risco de recaída

função a destruição

conforme os exames

dos blastos no sangue

Além disso, é existente

clínicos e laboratoriais,

periférico e na MO, oca-

a terapia-alvo ou terapia

para assim definir a

sionando a remissão da

direcionada, sua função

intensidade. Assim, a

Leucemia. A segunda

resulta no tratamento

terapia de indução é

fase é consolidação e

em células especificas

considerada a primeira

intensificação,

inicia

com a utilização de

fase do tratamento e

quando a Leucemia

fármacos ou substân-

tem como objetivo reti-

está em estado de

cias que identificam as

rar as células neoplási-

remissão e a terceira

células cancerígenas e

cas do sangue periférico

fase é composta pela

atacam, possuindo uma

e da MO, ocasionando a

manutenção. Em tese, a

sobrevida e chances

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

81


ARTIGO CIENTÍFICO III

de cura alta, pois geralmente,

causam menos

danos às células normais

dem as ações dos proteassomas

nas células

cancerígenas, evitando a

células-tronco hematopoiéticas

(TCTH) tem

sido eficaz no tratamen-

do que a quimioterapia

degradação de proteínas

to e no efeito do enxer-

ou radioterapia. Dessa

não necessárias. Dessa

to contra a Leucemia

maneira, tem a terapia

forma, a terapia direcio-

(SOLIZ, 2022).

com inibidores de tirosi-

nada alguns pacientes

na quinase (ITC) que blo-

pediátricos podem rece-

Importância do Bio-

queia a ação da enzima

ber terapia-alvo com

médico no diagnóstico

tirosina quinase e leva ao

anticorpos monoclonais

da Leucemia em crian-

crescimento

excessivo

em combinação com

ças com SD

de glóbulos brancos. Já

quimioterapia durante o

O diagnóstico precoce

a terapia com anticorpos

tratamento de indução

da Leucemia em crian-

monoclonais que utiliza

(QUEIROZ, 2022).

ças com SD é de extre-

proteínas do sistema

ma importância para

imunológico produzidas

Outro fator relevante

garantir um tratamento

em laboratório para

está voltado ao trans-

adequado e melhorar as

tratar várias doenças,

plante de medula óssea

chances de recuperação.

incluindo o câncer.

que também desempe-

Nesse contexto, o papel

Esses

medicamentos

nha um papel impor-

do Biomédico é fun-

podem ser aplicados

tante no tratamento de

damental para o diag-

em células cancerígenas

pacientes com alto risco

nóstico preciso e eficaz

ou em outras células

de recaída ou em casos

dessa doença, pois esse

que contribuem para o

de recidiva. Em combi-

profissional é responsá-

crescimento do câncer.

nação com radioterapia

vel por realizar uma série

Além disso, a terapia

preparatória intensa e

de exames laboratoriais,

com inibidores de prote-

quimioterapia, o trans-

como análise do hemo-

assomas, as quais, impe-

plante alogênico de

grama completo, imu-

82 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Fale com

a gente.


ARTIGO CIENTÍFICO III

nofenotipagem e análise

citogenética, que permitem

identificar possíveis

Leucemia, e as crianças

com essa condição

requerem uma aborda-

tamento da Leucemia

em crianças com SD. Por

meio de exames labo-

alterações

hematoló-

gem especializada. Des-

ratoriais periódicos, ele

gicas associadas à essa

te modo, o profissional

pode avaliar a resposta

neoplasia hematológica.

com seu conhecimento

ao tratamento, detectar

Além disso, esse profis-

em hematologia, gené-

possíveis recaídas e ajus-

sional possui habilidades

tica e biologia molecu-

tar a terapia conforme

específicas na interpre-

lar, pode identificar pre-

necessário. Essa monito-

tação dos resultados e

cocemente a presença

rização contínua é crucial

elaboração de laudos

da neoplasia, permitin-

para garantir a eficácia

precisos,

fornecendo

do o início imediato do

do tratamento e a saúde

informações

valiosas

tratamento

adequado.

geral da criança. A pre-

para a equipe médica

Isso é crucial, pois o

sença do profissional na

(FARIAS; CASTRO, 2004;

diagnóstico

precoce

equipe

multidisciplinar

FREITAS, et al., 2020).

está associado a melho-

de cuidados de saúde das

res resultados e maiores

crianças com Síndrome

Dessa forma, a atuação

chances de remissão

de Down com Leucemia

do Biomédico no diag-

completa da doença

é fundamental para um

nóstico da Leucemia em

(ANDRADE, 2018; FREI-

cuidado abrangente e

crianças com Síndrome

TAS, et al., 2020).

de qualidade (FREITAS, et

de Down contribui para

al., 2020; DA SILVA, et al.,

um tratamento mais

Além do diagnóstico, o

2006).

adequado e persona-

Biomédico desempenha

lizado. A SD está asso-

um papel essencial no

Considerações Finais

ciada a um maior risco

acompanhamento

e

Foi evidenciado que

de desenvolvimento de

monitoramento do tra-

crianças com Síndrome de

84 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



ARTIGO CIENTÍFICO III

Down possuem uma maior

suscetibilidade ao desenvolvimento

de Leucemia,

quisas contínuas nessa

área, visando ampliar o

conhecimento sobre os

saúde) são essenciais

para oferecer um cuidado

integral e individua-

principalmente a Leuce-

mecanismos moleculares

lizado a essas crianças.

mia

Megacarioblástica

envolvidos e aprimorar as

Aguda. Diversos fatores

estratégias de diagnósti-

Em suma, a associação

genéticos e moleculares

cos e tratamentos.

molecular da Leucemia

estão envolvidos nessa

em crianças com SD é

associação, incluindo alte-

A biomedicina desem-

um campo em constante

rações

cromossômicas,

penha um papel essen-

evolução, que demanda

como a trissomia do cro-

cial no acompanhamen-

uma abordagem inter-

mossomo 21, e mutações

to e monitoramento do

disciplinar e aprofunda-

em genes específicos

tratamento da Leucemia

mento de estudos para

relacionados à essa neo-

em crianças com SD, por

proporcionar

avanços

plasma maligna.

meio de exames labora-

significativos no diag-

toriais periódicos. Assim

nóstico,

tratamento

Com isso, a identificação

sendo, o Biomédico

e prognóstico desses

de alterações molecula-

pode avaliar a resposta

pacientes. A compreen-

res específicas permite

ao tratamento, detectar

são dos aspectos mole-

uma abordagem perso-

possíveis recaídas, auxi-

culares envolvidos nessa

nalizada, com tratamen-

liando o médico ajustar

caracterização contribui

tos direcionados e com

a terapia conforme

para uma medicina mais

maior

probabilidade

necessário, além disso,

personalizada e efetiva,

de resposta positiva ao

a colaboração multidis-

buscando melhorar a

tratamento. No entanto,

ciplinar (com geneticis-

qualidade de vida e a

é fundamental ressaltar

tas, hematologistas e

perspectiva de saúde

a necessidade de pes-

demais profissionais de

dessas crianças.

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ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

87


MATÉRIA DE CAPA

INÍCIO DO PIONEIRISMO

NA AMÉRICA LATINA

Dr. Miguel L. Rojkín e Ing. José Berlanda instalam a primeira fábrica de diagnóstico in vitro da América Latina em 1960.

O ano era 1960 quando o bioquímico argentino,

Miguel Leopoldo Rojkin, junto ao engenheiro José

Berlanda, fundaram a primeira fábrica de diagnóstico

in vitro (IVD) e pioneira no desenvolvimento de

produtos deste segmento na América Latina.

Com mentalidade inovadora e caráter precursor

nasceu a Wiener lab., companhia sediada em Rosário,

na Argentina, e que completa 66 anos em 2026.

Ao longo do tempo, Rojkin recebeu inúmeras

homenagens por seu pioneirismo e a busca incessante

de soluções diagnósticas confiáveis e acessíveis

em toda a região latino-americana.

Não foi à toa que a empresa criou o Prêmio

Wiener lab. Dr. Miguel Rojkín, que consagra os

Fábrica Wiener lab. em Rosário, Argentina, 1971

melhores trabalhos de investigação em laboratório

clínico na América Latina, com apoio da

Confederação Latino-Americana de Bioquímica

Clínica (COLABIOCLI).

88

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


E, já no início da década de 1970, mais precisamente

em 1971, a empresa desenvolveu o

primeiro método colorimétrico extrativo para

medir triglicerídeos.

Treze anos depois, a companhia ampliou sua

atuação no mercado com a criação da Fundação

Wiener lab., idealizada por Rojkin, com foco na

formação contínua de profissionais e no desenvolvimento

do conhecimento bioquímico. A

iniciativa, sem fins lucrativos, já capacitou mais

de 40 mil profissionais desde aquela época, por

meio de mais de 600 cursos presenciais apresentados

e conferidos por especialistas.

Dois anos mais tarde, em 1986, a empresa iniciou

a produção dos primeiros produtos para

diagnóstico de doenças infecciosas.

Mas, foi no início da década de 1990 que aconteceu

o crescimento exponencial da companhia,

com o advento de subsidiárias próprias em

vários países da América Latina.

Em 1993, o executivo Jesús Fernández liderou a

implantação da empresa no Brasil e a dirigiu até

meados de 2008.

No mesmo decênio, em 1994, a empresa consolidou

a oferta de produtos para a detecção do vírus

do HIV e outras doenças infecciosas.

MATÉRIA DE CAPA

ANOS 2000

O século XXI começou com vitória em uma licitação

na Prefeitura do Rio de Janeiro (bioquímica

automatizada), que se configurou como

o primeiro grande contrato de automação da

empresa no Brasil.

Em 2002, a Wiener lab. venceu a licitação da

Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São

Paulo, com o teste de Chagas ELISA. Esse fato

foi muito importante pelo nível de exigência

do órgão, isto é, deu um sinal claro ao mercado

da qualidade dos seus produtos.

No ano de 2003, outra grande licitação de bioquímica

foi vencida pela companhia, na Secretaria

Estadual de Saúde do Distrito Federal

(DF). E mais tarde, em 2008, mais uma grande

licitação foi ganha, desta vez na Prefeitura da

cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Staff do Grupo Wiener lab. com imagem do fundador projetada.

Tais conquistas em licitações de bioquímica

com automação foram importantes porque

sublinharam a qualidade das plataformas automáticas,

até então desconhecidas do grande

mercado, e ultrapassaram a concorrência de

marcas já consagradas.

A inauguração, em 2005, das novas instalações

em São Paulo, localizadas na Avenida Guido

Caloi, foi outro acontecimento de destaque.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

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MATÉRIA DE CAPA

Equipe Wiener lab. Brasil no Kick Off 2026.

Já em 2006, o projeto de EAD (Ensino à Distância)

da Wiener lab. Fundação expandiu seu alcance e

somou mais de 36 mil alunos na modalidade online.

Esse ano também foi um marco para a empresa, já

que a primeira fábrica de tiras de urinálise automática

da América Latina foi instalada, o que reforçou sua

posição de liderança no mercado regional de IVD.

Três anos depois, em 2009, o neto do fundador

da Wiener lab., Guillermo Rojkin assumiu a

direção da unidade brasileira.

Em 2014, com a conclusão de sua paleta de

triagem e diagnóstico da Doença de Chagas, a

Wiener lab. torna-se líder mundial na detecção

desta enfermidade.

Em 2017, Rojkin deixou o cargo para assumir

a gerência comercial do grupo Wiener, sendo

substituído pelo executivo também argentino,

Guillermo Figueroa.

E já em 2019, a companhia desenvolveu seu

primeiro analisador automático de velocidade

de hemossedimentação, o Wiener lab. e32.

Acelerando seu crescimento no país

Em 2020, quando, infelizmente a humanidade

passou por um dos seus piores momentos com

o surgimento da pandemia do coronavírus, a

empresa desenvolveu, em tempo recorde, o

primeiro kit de biologia molecular RT PCR para

a detecção da SARS-CoV-2. No ano seguinte,

2021, foi a vez de lançar seu primeiro teste

rápido de antígeno para COVID-19.

Finalmente, em 2023, a Wiener lab. promoveu o lançamento

da sua nova linha de sistemas abrangentes

para química clínica e imunoturbidimetria CM Series.

90

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Dias atuais

Atualmente, a Wiener lab. desenvolve, produz

e comercializa soluções integradas para laboratórios

de diferentes portes, com presença

em 50 países.

sil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru,

Uruguai, República Dominicana e Venezuela. E

ainda, unidades situadas em países da Europa,

Oriente Médio, Sudeste Asiático e África.

MATÉRIA DE CAPA

O grupo tem unidades próprias em 12 países,

três filiais produtivas (Rosário, Buenos Aires e

Guarulhos, São Paulo, Brasil) e mais de 30 distribuidores

situados em regiões estratégicas

do Mercosul e empresas associadas no Bra-

Sua estrutura inclui mais de 10 mil metros quadrados

dedicados à fabricação de soluções diagnósticas

e outros 5 mil metros quadrados voltados à

logística. Ao todo, reúne mais de 700 colaboradores,

dos quais cerca de 200 são especialistas.

Presença da Wiener lab. no mundo.

A capacidade produtiva anual da

empresa alcança 5 milhões de kits

de reagentes, 40 milhões de testes

rápidos e 12 milhões de tiras de urina.

Fábrica Wiener lab. em Rosário, Argentina.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

91


MATÉRIA DE CAPA

No segmento de equipamentos, soma cerca de

4 mil analisadores da linha CM Series instalados

globalmente, além de sistemas automatizados

de eritrossedimentação, como o modelo E32.

Com mais de 65 anos no mercado de IVD, a empresa

tem diversas certificações, entre elas, a ISO, CE,

US-FDA e GMP, com instalação de fabricação aprovada

pelo FDA; três plantas produtivas de reagentes

e instrumentos; mais de 10 mil m² de instalações

fabris; e cerca de 5 mil m² de centros logísticos.

Sede em Rosário, na Argentina.

Inovação e Desenvolvimento Científico

Sempre em busca de novos produtos com aplicações

acessíveis e adequadas para diversas áreas

do mercado, a Wiener lab. trabalha incessantemente

para a melhoria contínua das suas linhas

de produtos e equipamentos, com foco direcionado

às novas e principais tendências tecnológicas.

Para isso apresenta um Centro de Pesquisa e

Biotecnologia (CIBIO) que é fonte permanente

de inovação e que recebe a expertise de

pesquisadores, técnicos e profissionais qualificados.

O CIBIO conecta-se a vários centros

científicos do mundo e tem parcerias com instituições

de renome internacional.

Entre as atividades, o desenvolvimento, produção

e aplicação de nanoanticorpos, a produção

e purificação de antígenos para diagnóstico

Centro de Pesquisa e Biotecnologia (CIBIO).

de doenças parasitárias (Chagas, toxoplasmose,

etc), bacterianas (brucella e salmonela) ou

virais, entre outras.

Por fim, a empresa também orienta pesquisas

aplicadas à área de diagnóstico molecular e

genômica e desenvolvimento de Inteligência

Artificial (IA) aplicada.

92

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Flávio Balbino, uma história de sucesso

O atual country manager da Wiener

lab. no Brasil, Flávio Balbino,

começou a trabalhar na empresa

em fevereiro de 1997, quando

tinha apenas 15 anos.

MATÉRIA DE CAPA

Estudou no Centro Educacional Assistencial

de Pedreira, uma ONG que oferecia cursos em

parceria com o Senai no contraturno escolar

desde 1993, quando estava na quinta série. Na

ONG realizou diversos cursos técnicos como

eletricidade residencial, industrial e informática

industrial. Foi quando a Wiener lab. divulgou,

nessa entidade, uma vaga de auxiliar de

escritório para assistência técnica. Ele se candidatou

e, apesar de não ter passado inicialmente,

conseguiu a vaga em outro processo.

Seu trabalho inicial na empresa consistia em passar

e receber fax e fazer arquivos. Aprendeu o trabalho

rapidamente, e ficou encantado estudando

o Vademecum, fascinado pela finalidade dos produtos

para detecção de doenças e diagnóstico.

Flávio Balbino, atual country manager da Wiener lab. no Brasil

Em 2013, Flávio Balbino assumiu a gerência

da área unificada de licitações, jurídica e

contratos, após ter sido coordenador de

licitações e coordenador jurídico. Nesse

período, a empresa cresceu muito no

mercado de licitações públicas.

Ao longo do tempo Balbino atuou como auxiliar

de escritório, assistente financeiro, encarregado

de contas a receber e assistente de

licitações. Em 2004 assumiu a coordenação da

área de licitações na Wiener lab. onde ajudou

a estruturar e alavancar a empresa a participar

dos processos no mercado público.

Celso Gastaldo (gerente de relacionamento com o cliente),

Fabiana Pieroni (diretora técnica), Flávio Balbino (country manager) e

Wellington Araújo (gerente administrativo- financeiro).

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

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MATÉRIA DE CAPA

Mudança de foco de mercado e evolução

de carreira após proposta estratégica

Em 2019, o atual country manager da Wiener

lab. notou uma migração de serviços públicos

para o setor privado - contratos de gestão ou

terceirização de laboratórios, devido a restrições

fiscais e orçamentária dos estados e municípios.

Foi quando apresentou um projeto à

Wiener lab. mostrando que o modelo tradicional

de licitação pública para compra de reagentes

diminuiria, e que o setor privado estava

assumindo o serviço público com maior intensidade.

O projeto foi aprovado, fazendo com que

a empresa passasse a ter um olhar mais consistente

para o mercado privado no Brasil.

Ainda como gerente de licitações neste ano, ele

liderou a estruturação da área comercial, focada

neste novo olhar para o mercado privado. Ao

final de 2020, Balbino foi convidado a se tornar

gerente comercial, assumindo também as áreas

do privado e do distribuidor, buscando replicar

o sucesso obtido em licitações públicas nesses

outros segmentos.

Jornada profissional: da formação jurídica à

liderança geral com crescimento acelerado

A trajetória profissional de Flávio Balbino se

consolidou após ele estudar extensivamente.

Formado em Direito pela FMU, cursou pós-graduações

em Direito Administrativo (PUC-SP), e

em Empresarial e Tributário (CEU Law School).

Em 2018, por sugestão da empresa, ele faz um

MBA no Insper para ampliar seu foco, o que o

levou a assumir a gerência comercial com grande

satisfação.

Na gerência comercial, onde esteve de 2021 até o

final de 2024, ele pode turbinar um projeto pré-

-aprovado, ganhando maior autonomia. Sob sua

gestão comercial, a empresa passou a crescer em

Comemoração do Dia da Criança na sede da Wiener lab.

em São Paulo.

média 14% ao ano, um salto significativo comparado

ao crescimento médio de 3% nos anos anteriores.

Em 2025, recebeu o convite para assumir o cargo

de Direção Geral (Country Manager/General Manager)

no Brasil, cargo que ocupa atualmente.

94

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Nova gestão, crescimento e cultura de valorização

na Wiener lab.

A Wiener lab. é reconhecida como parceira ideal de

laboratórios devido à qualidade do produto, tecnologia,

capacidade operacional, fábricas próximas

(Argentina/Brasil) e serviço técnico próprio nacional.

Segundo Flávio Balbino, “isso não seria possível

se não tivéssemos juntado pessoas tão talentosas

e alinhadas com o propósito de nossa companhia.”,

referindo-se às pessoas que constroem a empresa

no Brasil, dentre elas Cesar Masini (head comercial),

Wellington Araújo (gerente administrativo- financeiro),

Fabiana Pieroni (diretora técnica), Celso Gastaldo

(gerente de relacionamento com o cliente),

além de Marcelo Gonçalves (chefe de linha) e Gustavo

Felizardo (advogado).

Wellington Araújo, Flávio Balbino e Celso Gastaldo com Cesar

Masini, novo head comercial da filial brasileira.

MATÉRIA DE CAPA

Wiener lab., uma empresa

em expansão e em constante

inovação

Prestes a completar 66 anos de atuação no mercado

de IVD, a Wiener lab., empresa que nasceu

em Rosário, na Argentina, lançou nos últimos cinco

anos, no Brasil, quatorze equipamentos: 7 bioquímicos

(CMD 600i, CM 160, CM 260i, CM 320i,

CMD 600i X1, CMD 1000i X1); 1 imunoensaio quimioluminescente

(CLIA 2600); 2 Integrações de

Bioquímica e Imunoensaios quimioluminescentes

Lançamentos em 2026

A empresa continua em plena expansão e neste

primeiro semestre de 2026 lançará a linha de

equipamentos UT Series: o analisador automático

UT 260 para leitura de fitas reagentes e o modelo

UT 300 AL, totalmente automatizado, que realiza

a leitura físico-química da fita e o sedimento urinário

e também o equipamento de coagulação

COR 130 . São lançamentos que vão completar o

seu portfólio de soluções em urianálise. Com isso,

além da urianálise, a Wiener lab. passa a ter um

Dr. Marcelo Gonçalves

(chefe de linha)

Dr. Gustavo Felizardo

(advogado)

(SL 680 e SL 980), 1 Hematologia (Counter 60AL,

mais recente); 1 Coagulação (COR 130); e 2 Urinálise

(UT 260 e UT 300AL). Neste mesmo período,

também registrou 56 novos reagentes no país.

portifólio completo que abrange todas as áreas

do laboratório: Bioquímica, Imuno-hormônios,

Hematologia, Eritrossedimentação, Hemostasia,

Biologia Molecular, Imunologia e Testes Rápidos.

A diversificação do portfólio amplia a oferta de

produtos, permitindo ingressar em um segmento

laboratorial em pleno crescimento, reforçando o

posicionamento da empresa no mercado como

líder em soluções diagnósticas.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

95


MATÉRIA DE CAPA

UT 260

O analisador UT 260 para leitura automática da fita de

urina completa a linha UT Series para análise físico-química

e fornece resultados confiáveis de forma simples

e rápida, reduzindo a variabilidade do trabalho manual.

Utilizando o princípio de medição por fotometria de

reflectância, este analisador consegue processar a leitura

de até 260 fitas por hora, com gestão integrada de

controle de qualidade, para garantir a confiabilidade

dos resultados com até 3 níveis de controle.

UT 300 AL

O sistema de urianálise UT 300 AL constitui uma solução

integral para o processamento automatizado de urina

completa, combinando em uma única plataforma a análise

física, os parâmetros químicos e o sedimento urinário.

Com produtividade de 120 testes/h, este analisador é

capaz de emitir o resultado de 5 parâmetros físicos como

gravidade específica, turbidez, condutividade, pressão

osmótica e cor, 14 parâmetros químicos da fita de reação

e 38 elementos do sedimento urinário com identificação

automática por inteligência artificial, a partir de imagens

digitais de células de fluxo envolvente.

Counter 60 AL

Ainda neste primeiro semestre, a Wiener lab. apresentará

ao mercado o Counter 60 AL, um analisador

hematológico de seis partes, com alta produtividade

e parâmetros avançados de reticulócitos e plaquetas

ópticas. Este equipamento analisa 82 parâmetros

hematológicos e permite a contagem de eritroblastos

em todos os hemogramas, além da análise de

líquidos biológicos sem reagentes adicionais.

Acesse nosso site pelo link ou pelo QRcode:

www.wiener-lab.com/pt-BR/

96

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA PARA

LABORATÓRIOS CLÍNICOS

VOLUME 16: SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO – SIG:

DETALHAMENTO DO MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO

PARTE 1 CA – PDCA E FERRAMENTAS DA QUALIDADE

GESTÃO LABORATORIAL

Por Humberto Façanha da Costa Filho

Introdução geral

Em 2026, a Unidos Consultoria

e Treinamento

completou 26 anos de

existência, cumprindo

fielmente a sua razão

de existir: fazer o possível

para socializar tudo

que conhecemos sobre

gestão de laboratórios

clínicos, pois acreditamos

firmemente que

a divisão do conhecimento

é na verdade,

a multiplicação das

oportunidades para

todos, resultando em

uma sociedade mais

justa e um País melhor.

Criamos o PROGELAB

– Programa Nacional

para Profissionalização

da Gestão Laboratorial,

cujo macro OBJETIVO

é disponibilizar uma

solução prática em

gestão econômica profissional,

com fundamento

científico e em

exemplos reais advindos

da rotina do dia

a dia dos laboratórios

clínicos, para os gestores

cuja formação

não é administração,

acessível não somente

aos grandes, mas também

aos pequenos e

médios laboratórios. A

VISÃO do PROGELAB é

aumentar a competitividade

e reduzir o risco

de insolvência dos

laboratórios clínicos

do País, proporcionando

a manutenção dos

empregos e uma justa

remuneração aos seus

acionistas.

Volume 16: Sistema

Integrado de Gestão

– SIG: DETALHAMEN-

TO DO MÉTODO DE

IMPLANTAÇÃO. Parte 1

CA – PDCA e Ferramentas

da Qualidade

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

97


GESTÃO LABORATORIAL

• Resumo dos volumes

anteriores da Coleção

Foram identificados

para os laboratórios.

Após abordamos uma

questão definitiva que

rios: a gestão dos riscos

inerentes aos negócios

nas análises clínicas.

os fatores determi-

se refere a dimensão da

Permanecendo

no

nantes para o sucesso

importância do merca-

assunto, estudamos o

dos investimentos em

do, no que tange para

mais importante dos

laboratórios

clínicos.

definir o sucesso ou fra-

riscos, que é a insol-

Destes vamos estudar

casso dos investimen-

vência (falência; que-

de forma permanente

tos em laboratórios

bra) dos laboratórios e

o fator que dá o título

clínicos. Passo seguinte

apresentamos a “Teoria

para a Coleção: Gestão

tratamos do futuro que

da Operação Ótima”,

Econômica de Vanguar-

o mercado nos reserva

por nós desenvolvida,

da para Laboratórios

e da Matriz das Pers-

que visa reduzir os

Clínicos. Iniciamos a

pectivas Empresariais,

riscos mantendo ain-

análise do “Mercado”,

que relaciona a ges-

da, um padrão ético

identificado como um

tão econômica com o

de operação. Passo

fator decisivo para o

mercado. Na sequência

seguinte iniciamos o

sucesso dos empreen-

finalizamos o tema do

macro

fundamento

dimentos nas análises

mercado, com uma

do PROGELAB, que é a

clínicas. Apresentamos

análise para onde vão

GQT/TQC e o SIG com

o conceito da primeira

os laboratórios clínicos

conceitos gerais e con-

e da segunda disrupção

(“Quo vadis”). Em con-

trole de processos. Con-

no mercado. Continua-

tinuidade

iniciamos

tinuamos tratando do

mos debatendo o tema

outro importante fator

assunto com o tema da

abordando as grandes

determinante para o

gestão estratégica de

tendências que deter-

sucesso dos investi-

longo prazo, inovação

minaram novos tempos

mentos em laborató-

e eficácia. Começamos

98 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


a abordagem do Sistema

Integrado de Gestão

– SIG através dos

vida: para cada obra a

ser realizada, existe um

conjunto específico de

do SIG é exatamente a

gestão pela qualidade

total. Em consequência,

GESTÃO LABORATORIAL

conceitos gerais, apre-

ferramentas.

Ninguém

para implantar um SIG,

sentamos um método

caça passarinho com

deve ser empregada a

de implantação e agora

canhão e vai à lua de

análise de processos,

neste eBook vamos

ultraleve!

Portanto,

o método de solução

começar a detalhar o

para implantar um SIG,

de problemas (MASP) e

referido método.

também

precisamos

as sete (7) ferramentas

de técnicas específi-

da qualidade. Desta

• Sistema Integrado de

cas, exigidas para esta

forma, teremos uma

Gestão – SIG. Detalha-

finalidade. O objetivo

sequência

completa

mento do Método de

agora é apresentá-las.

das técnicas específicas

implantação. Parte 1

Antes de entrarmos no

para implantar um SIG,

CA – PDCA e Ferra-

assunto

propriamente

contudo, não iremos

mentas da Qualidade

dito, por uma questão

detalhar, pois, isto por

O SIG exige um método

de encadeamento lógi-

si só, é assunto para

(CA – PDCA) para apli-

co dos temas e, visando

um livro. Tópicos que

cação nas empresas. O

facilitar o entendimen-

constituem o conceito

presente eBook insere-

to, vamos enumerar e

do TQC: 1- Orientação

-se na lógica de como

descrever

brevemente

pelo cliente; 2- Qualida-

viabilizar a aplicação do

os tópicos que estrutu-

de em primeiro lugar;

método. Acontece como

ram o conceito do Con-

3- Ação orientada por

no mundo da mecâni-

trole da Qualidade Total

prioridades; 4- Ação

ca, da agricultura, das

(CQT ou TQC em inglês).

orientada por fatos e

artes, da engenharia

O motivo disto é que o

dados; 5- Controle de

civil e de quase tudo na

fundamento, o alicerce

processos; 6- Controle

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

99


GESTÃO LABORATORIAL

da dispersão; 7- Próximo

processo é seu

cliente; 8- Controle a

tário. Identificar o problema

mais crítico e solucioná-lo

prioritariamente.

processo organizacional,

não deve aceitar insumos

defeituosos e nem

montante; 9- Ação de

bloqueio; 10- Respeito

pelo empregado como

ser humano; 11- Comprometimento

da alta

direção. A seguir, breve

descrição de cada tópico.

4. Ação orientada por

dados e fatos: o processo

de decidir na organização

deve ser auxiliado

por dados estatísticos.

repassar resultados inadequados

do seu próprio

processo. O cliente, seja

ele interno ou externo é

a razão da existência dos

seus fornecedores.

1. Orientação pelo cliente:

somente produzir,

sejam bens, serviços ou

informações, que sejam

definitivamente requisitados

pelo consumidor.

2. Qualidade em primeiro

lugar: a competitividade

deve advir do lucro

5. Controle de processos:

a empresa não deve ser

controlada pela inspeção

dos resultados dos

produtos e, sim, durante

os processos produtivos.

6. Controle da dispersão:

analisar cuidadosamente

a dispersão dos dados

dos processos e isolar

8. Controle a montante:

em suma é produzir conforme

as necessidades

dos clientes sejam explícitas

ou não, controlando

os processos durante a

realização deles. Trata-se

de agir preventivamente

e preditivamente em

função do resultado.

contínuo decorrente do

domínio da qualidade.

(solucionar) a causa fundamental

das dispersões.

9. Ação de bloqueio:

não permitir que um

3. Ação orientada por

7. Próximo processo é seu

determinado

proble-

prioridades: onde tudo é

cliente: cada colabora-

ma ocorra novamente

prioridade, nada é priori-

dor responsável por um

pela mesma causa.

100 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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GESTÃO LABORATORIAL

10. Respeito pelo

empregado com ser

humano: uma corren-

a meta. É a sequência

lógica para alcançar

uma determinada meta

no laboratório clínico

devem saber utilizá-las,

da alta direção aos

te tem a fortaleza do

desejada. A ferramen-

operadores. Em função

seu elo mais fraco. A

ta é o recurso utilizado

disto, é imprescindível

força de trabalho é o

pelo método. Deve-

que façam parte do pro-

fundamento das orga-

mos dominar o méto-

grama oficial de treina-

nizações,

portanto,

do, (PDCA;MASP) e, as

mento da empresa. São

deve ser capacitada,

ferramentas utilizadas

as seguintes as sete

respeitada e ter o seu

nas diversas etapas

ferramentas da quali-

valor reconhecido.

que o constituem. Nes-

dade: 1- Diagrama de

te momento, recomen-

Pareto; 2- Diagrama de

11. Comprometimen-

damos que busquem

causa e efeito (diagrama

to da alta direção: o

bibliografia detalhada

de Ishikawa ou espinha

exemplo é o melhor dos

sobre o assunto, onde

de peixe); 3- Histograma;

ensinamentos. O alto

poderão ver a utiliza-

4- Folha de verificação;

comando antes de cobrar

ção das variadas ferra-

5- Diagrama de disper-

resultados deve fazer

mentas ao longo das

são; 6- Carta de controle;

honestamente à parte

etapas que compõem

7- Fluxograma.

que lhe cabe na missão.

o método.

Como na mecânica,

As sete (7) ferramen-

Aproximadamente 95%

devemos escolher a

tas da qualidade

dos problemas podem

ferramenta

adequada

Inicialmente

vamos

ser resolvidos com estas

para determinada fina-

ressaltar a diferença

ferramentas (usando o

lidade, no caso, anali-

entre método e ferra-

método!). Elas exigem

sar dados! Tomar como

menta. O método é o

conhecimentos estatísti-

base o tipo de dado a

caminho para atingir

cos elementares e todos

ser analisado.

102 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Para dados qualitativos

devemos usar o

diagrama de Pareto.

Para dados quantitativos

são utilizados

o histograma e o diagrama

de dispersão.

Se forem dados quantitativos

compilados

ao longo do tempo,

empregar a carta de

controle. Para identificar

as operações de

um processo antes

da análise, usar o fluxograma.

Para coletar

os dados, que são os

insumos da análise dos

processos, utilizar as

folhas de verificação.

Na fase específica da

análise são empregadas,

dentre outras

ferramentas: diagrama

de causa e efeito;

diagrama de Pareto,

histograma, diagrama

de dispersão e gráfico

de controle. Para

de todas estas ferramentas,

só faz sentido

para análise de processo,

elaborar planos de

com o emprego de

ação, utilizar o 5W 2H. um método (PDCA,

Ressaltamos que a uso MASP).

O MASP é o PDCA aplicado para a solução de problemas.

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

103


GESTÃO LABORATORIAL

Diagrama de Pareto

Descrição sintética:

gráfico de barras que

Exemplo: Diagrama de Pareto

ordena as ocorrências

de problemas iniciando

pelo de maior frequência

e concluindo com os de

menores

frequências.

Utilização: priorizar os

poucos problemas que

Exemplo: Diagrama de causa e efeito (diagrama de Ishikawa

ou espinha de peixe)

possuem o maior impacto

no resultado. Generalidades:

apresenta a distribuição

dos itens (problemas

menores que são as causas

do problema maior)

e os coloca por ordem

decrescente em função

da frequência de ocorrência.

O Diagrama de Pareto

é uma imagem gráfica das

causas mais frequentes

de um problema normal-

obter ganho máximo na

solução, ainda que parcial,

de um grande problema.

Diagrama de Causa e

Efeito

expressa de forma simples

e direta, a série de

possíveis causas para

a ocorrência de um

problema (ou fatores

causais dos resultados

de um processo). As

mente complexo. Orienta

Descrição

sintética:

causas são, em última

os responsáveis pelos pro-

gráfico em forma de

análise,

problemas

cessos nos quais colocar

os esforços iniciais para

espinha de peixe que

menores que concorrem

para o problema

104 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Inteligência artificial em hematologia

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GESTÃO LABORATORIAL

maior. Este é colocado

na cabeça do peixe.

Utilização: pesquisar,

Exemplo: Histograma

de forma metódica, a

maior quantidade possível

de causas potenciais

a serem analisadas

para solucionar posteriormente

o problema.

Dito de outra forma é

Histograma

ficações contratados

uma ferramenta usa-

Descrição

sintética:

com os clientes, é

da para organizar as

diagrama de barras

possível

determinar

causas potenciais que

que representa a fre-

se o processo tem a

produzem um efeito

quência dos dados. É

necessária

capabili-

observado.

Generali-

um gráfico que resume

dade, ou seja, se a sua

dades: este diagrama

a variação dos dados,

variabilidade

(dis-

também é chamado

permitindo

observar

persão) está dentro

“gráfico espinha de

padrões que dificil-

das

especificações

peixe” por causa de sua

mente seriam vistos

contratadas. Genera-

aparência ou diagrama

em uma simples tabe-

lidades: o desenvolvi-

de Ishikawa, em home-

la. Utilização: fornece

mento do histograma

nagem ao homem

um caminho fácil para

é creditado a A. M.

que a desenvolveu em

avaliar a distribuição

Guerry, em 1833 que o

1943, na Universidade

dos dados. Se compa-

utilizou em uma análi-

de Tóquio e populari-

rarmos o histograma

se de dados criminais.

zou o seu uso no Japão

de um processo com

Serve para estudar a

pós-guerra.

os limites de especi-

variabilidade, a disper-

106 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


são de dados quantitativos,

mostrando em

um gráfico de barras

a distribuição das

variáveis, indicando o

número de unidades

em cada categoria.

Exemplo: Folha de verificação

GESTÃO LABORATORIAL

Folha de Verificação

Descrição sintética:

formulário simplificado

(tabela, planilha, figura,

etc.) de coleta de dados,

onde o registro e a análise

de dados são feitos de

forma rápida e simples.

Utilização: diversos propósitos,

mas a característica

comum é facilitar a

compilação dos dados,

permitindo a utilização e

análise de forma rápida.

Generalidades: O uso

das folhas de verificação

economiza tempo,

eliminando o retrabalho

de se desenhar figuras

ou escrever informações

repetitivas. São formulários

planejados, nos

quais os dados coletados

são preenchidos de forma

fácil e concisa. Registram-se

os dados a serem

verificados, permitindo

uma rápida percepção

da realidade e uma

imediata interpretação

da situação, ajudando a

diminuir erros e facilitando

a aplicação do método.

Mostra a história e o

padrão de variações. É

uma ferramenta utilizada

no início da análise dos

processos, para auxiliar

na identificação e solução

de problemas. Também

é utilizada no final

para confirmar a eficácia

dos resultados das ações

tomadas, decorrentes da

análise inicial.

Diagrama de Dispersão

Descrição sintética:

gráfico que 19 representa

uma possível relação

entre duas variáveis.

Utilização: verificar

o que acontece com

uma variável quando a

outra muda. O objetivo

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

107


GESTÃO LABORATORIAL

é determinar se duas

variáveis estão relacionadas,

tipo e grau desta

relação. Generalidades:

no processo de

análise de dados muitas

vezes é necessário o

estudo de duas variáveis

correspondentes.

Por exemplo, testar a

relação entre a velocidade

e o número de acidentes

ou, entre peso e

altura das pessoas, ou

ainda, entre o nível de

ruído em uma sala e

o número de erros de

digitação. Atenção, o

diagrama de dispersão

verifica se duas variáveis

estão relacionadas,

porém não pode provar

se existe uma relação de

causa e efeito. Esta ferramenta

é utilizada de

forma bastante integrada

com o diagrama

de causa e efeito, na

análise de processos.

Normalmente o eixo

das ordenadas (Y) corresponde

a medidas de

resultados de um indicador

de desempenho

(item de controle de

um processo) e o eixo

X corresponde a medidas

de resultados de

indicadores de desempenho

de causas deste

processo (itens de

verificação).

Por exemplo: Número

de peças produzidas

e número de peças

defeituosas, número de

visitas no mês anterior

e número de vendas

efetuadas, número de

entregas atrasadas e

número de reclamações,

consumo de combustível

e velocidade.

Carta de Controle

Descrição sintética: é

um gráfico sequencial

onde são estabelecidos

limites de controle (superior

e inferior). Estes são

baseados em estimativas

estatísticas do nível de

variação dos processos e

108 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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ALT, AST, T-Bil, ALB

Painel Função Hepática II:

D-Bil, TP, ALP, GGT

Painel Função Renal I:

Urea, Crea, UA

Painel Função Renal II:

β2-MG, Cys-C

Painel Inflamação:

hs-CRP + CRP

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25-OH VD

Painel Anemia:

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GESTÃO LABORATORIAL

são úteis para identificar

causas especiais de variação

dos processos. Utilização:

empregada para

determinar se um processo

produzirá produtos ou

serviços com propriedades

mensuráveis e consistentes

(controladas).

mo processo, com uma

lidades: cada processo

determinada variabilida-

possui uma taxa parti-

As cartas de controle são

de (limites de controle),

cular de variabilidade e

usadas para mostrar as

pode ser capaz de aten-

limites naturais que lhe

tendências dos pontos

der as especificações de

são inerentes (limites

de observação dos resul-

um cliente, sendo seus

de controle). Tais limites

tados dos processos em

resultados,

portanto,

somente são alterados

um período. Os limites

aceitáveis e, não ser

quando alguma ação é

de controle são calcula-

capaz de atender as espe-

tomada sobre as causas.

dos aplicando-se fórmu-

cificações (mais severas)

A capacidade do proces-

las estatísticas simples

de um segundo cliente,

so irá depender dos limi-

aos dados do processo.

produzindo, neste caso,

tes de controle, superior

Quando associados às

resultados

(produtos)

e/ou inferior (LCS/LCI).

especificações

contra-

inaceitáveis. No entanto,

Em síntese: os limites de

tadas com os clientes,

o processo continua o

controle são inerentes a

permitem avaliar se um

mesmo. A sua capabili-

cada processo e a capa-

determinado

processo

dade vai depender das

cidade dos processos

é capaz ou não. É válido

exigências

contratadas

dependerá dos limites

ressaltar que um mes-

de cada cliente. Genera-

de controle.

110 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Já os limites de especificação

(LSE/LIE) não são

inerentes aos proces-

ao usuário monitorar

e melhorar o desempenho

do processo ao

global do processo de

elaboração de um produto.

Permite analisar

GESTÃO LABORATORIAL

sos, mas decorrem das

longo do tempo, estu-

limites e identificar o

aspirações dos clientes,

dando as variações e

caminho ideal para um

dos contratos acorda-

suas fontes, identifican-

produto ou serviço com

dos com estes clientes.

do causas, implantando

o objetivo de identificar

Quando a variação de

ações corretivas.

os desvios.

um processo (limites

de controle) cabe den-

Fluxograma

Em suma, o fluxograma

tro das especificações

Descrição

sintética:

é usado para identifi-

do cliente (limites de

representação

gráfica

car as operações cons-

especificações), o pro-

dos passos de um pro-

tantes de um processo

cesso tem capabilida-

cesso. É uma ilustração

e suas alternativas.

de, ou seja, é capaz de

sequencial de todas

Ainda, para exami-

atender os requisitos

as etapas do processo,

nar o processo atual

contratuais e está sob

mostrando como cada

acompanhando todas

controle. Os limites de

etapa é relacionada.

as ações realizadas,

controle são especifi-

Utiliza símbolos facil-

visando avaliar possi-

cados em três desvios-

mente

reconhecidos

bilidades de aprimo-

-padrão acima e abaixo

para denotar os diferen-

ramento.

Finalmente,

da média, estando o

tes tipos de operações

serve para expor a ter-

processo em análise

e decisões alternativas

ceiros um determina-

sob controle ou não. A

do processo. Utiliza-

do processo, mediante

carta controle permite

ção: permite uma visão

suas operações.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

111


GESTÃO LABORATORIAL

Generalidades: o fluxograma

objetiva mostrar

de forma descomplica-

GQT/TQC/SIG, garantindo

um profissionalismo

no controle dos proces-

vivência, mas de tornarem

suas organizações

competitivas e rentáveis!

da o fluxo das informa-

sos destas organizações,

Esta é a nossa seara. No

ções e elementos, além

onde a utilização do

próximo eBook da Cole-

da sequência operacio-

PDCA, método de ges-

ção, iremos prosseguir

nal que caracteriza o

tão do 3º milênio, está

abordando o SIG, conti-

trabalho (processo) que

presente de forma per-

nuando (Parte 2) com o

está sendo executado.

manente. Pelo exposto,

detalhamento do méto-

Exemplo: Fluxograma

fica claro que atualmen-

do de implantação CA

te não basta simples-

– PDCA, apresentando o

mente se formar e abrir

assunto do diagnóstico

um novo laboratório.

do sistema de gestão

Não existe mais espaço

dos laboratórios e o

para a aventura, para o

Plano de Implantação

amadorismo na gestão

de Longo Prazo – PILP.

destes negócios. Há sim,

A Unidos Consultoria e

a imperiosa necessidade

Treinamento

desenvol-

de gestões profissionais

veu o Programa Nacional

nos laboratórios. Se não

para

Profissionalização

formos

competitivos,

da Gestão Laboratorial

não

sobreviveremos

– PROGELAB, compos-

como empreendedores!

to pelos segmentos de

É neste contexto que se

“CAPACITAÇÃO” e de

insere a proposta desta

“GESTÃO

APLICADA”.

• Conclusão

Coleção: uma pequena

Nestes são disponibiliza-

A gestão econômica de

colaboração para ajudar

dos diversos cursos bem

vanguarda para labo-

os gestores laboratoriais

como vários produtos de

ratórios clínicos, título

enfrentarem este gran-

tecnologia da informa-

desta coleção de eBooks,

de desafio presente e

ção, dentre os quais, des-

tem como fundamento a

futuro, não só da sobre-

tacamos o Sistema de

112 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



GESTÃO LABORATORIAL

Apoio à Decisão – Gestão

de Riscos – Ranking

Nacional da Compe-

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implantado à distância,

via internet, acessível aos

do-os em vantagem

competitiva, para decidir

de forma inteligen-

tência Gerencial (SAD-

laboratórios de pequeno

te. Boa leitura, melhor

GR-RNCG). Nunca o

e médio porte. A utiliza-

proveito.

Esperando

apoio às decisões foi tão

ção de um Sistema de

termos

contribuído

simples, completo, cien-

Apoio à Decisão (SAD)

para a gestão na área

tífico e acessível: iden-

decorre,

fundamental-

das análises clínicas,

tificação de problemas

mente, da competição

nos despedimos até

(diagnóstico) e análise de

cada vez maior entre as

a próxima edição da

causas, proporcionando

organizações, bem como

revista NewsLab.

a visualização das ações

da necessidade de obter

corretivas e preventivas

(soluções). Finalmente,

de forma rápida, informações

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Diretor da Unidos Consulto-

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Engenheiro, professor, escritor e articulista. Atualmente é consultor financeiro

da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), professor das seguintes

Instituições de Ensino: UNISBAC – Universidade Corporativa da SBAC; Instituto

Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação

em Análises Clínicas e da Faculdade de Tecnologia GAP, curso de Especialização

em MBA Gestão Laboratorial. CEO da Unidos Consultoria e Treinamento.

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114 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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PUBLIEDITORIAL

Ronaldo Alves:

Por Thiago Ramos

Qnaturalidade e, acima de tudo, verdade. Suas

fez disso um legado.

Nascido no bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina, Ronaldo

sua empresa.

A virada: quando serviu

em vez de ser servido

aprender e servir.

Sempre colei em quem sabia mais do que eu.

O ponto de virada aconteceu quando ele assumiu o

estava beira de encerrar esse setor. A proposta foi

direta: ou vendia, ou fechava.

Na primeira visita, fechei R$ 20 mil em pedidos, conta.

Aprender para servir

melhor

do cliente.

Para ele, essa base de honestidade intelectual vale

pediu dinheiro para ir ao circo. Ela disse que ia deixar o

vender.

Ele vendeu. Voltou, pediu mais. Vendeu de novo. Aqueles

Nunca me apresentei dizendo que sabia tudo. Cheguei

perguntando, querendo escutar e entender o problema

do outro.

Essa postura, de humildade diante do desconhecido e

Do Fusca ao legado

investida na compra de um Fusca. Com ele, Ronaldo

passou a percorrer Teresina de ponta a ponta,

visitando clientes, construindo relacionamento e

fortalecendo o departamento que viria a se tornar o

mais lucrativo da empresa.

repete como um mantra.

que deu origem a algo que o acompanharia por toda a vida: o

Foi meu primeiro contato com valor. Valor do que se faz, do que

mim, conta.

servir primeiro

para trabalhar.

empregos informais. Banca de revistas, caixa de mercado,

a construir algo maior.

Eu sempre fui muito curioso. Quando vi uma oportunidade de

aprender, agarrei, lembra. Primeiro virou office boy, depois

pessoal da empresa.

de um Fusca

clientes, parcerias e legado

Apesar dos recursos limitados, o que mais chamava

resultados superiores. Mesmo sem ter estrutura, eu

Ronaldo inovava onde outros apenas cumpriam.

Chegava antes do concorrente, entendia a necessidade

acompanhar seus resultados.

Hoje,

frente da maior distribuidora laboratorial do

valor

servir.

116 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


trava no depósito do cliente, fazia o inventário completo dos produtos, reorganizava o que

estava fora do lugar, entendia o que faltava. A única coisa que o cliente precisava fazer era

assinar o pedido. E assinava, porque confiava.

O caminho de quem não volta atrás

C

om o tempo, sua reputação começou a atravessar os muros da empresa. O

nome Ronaldo Alves passou a circular entre clientes, fornecedores e colegas de

mercado. Chamou a atenção de uma multinacional, dessas com nome forte,

estrutura imensa e processos bem definidos. A proposta veio carregada de simbolismo: o

equivalente a dez salários mínimos na época, um valor muito superior ao que ele recebia.

No entanto, a partir dali, a trajetória de Ronaldo foi marcada por diversas transições: cada uma

exigindo uma nova versão dele mesmo. No início, trabalhava com contrato tradicional. Depois,

a empresa avisou que não manteria vínculos fixos: quem quisesse continuar precisaria abrir

um CNPJ, passando a ganhar apenas comissão. Muitos saíram, mas Ronaldo ficou, abriu sua

empresa de representação comercial e passou a vender com base no próprio desempenho.

Naquela noite, sozinho numa

praça, com o rosto molhado de

lágrimas e de chuva, tomou a

decisão mais difícil da vida: Eu

sabia que não podia largar aquilo.

Gente já dependia de mim. Eu não

podia falhar. Trancou a faculdade.

Assumiu o risco. E nunca mais

olhou para trás.

Sua empresa era pequena, o

cenário instável, mas Ronaldo já

carregava dentro de si o que

nenhuma planilha mostra: visão.

Mais do que consolidar seu papel

como empreendedor, aquele

momento selava a escolha de

transformar cada esforço até ali

em um propósito maior.

Depois, veio uma nova mudança:

pararam de pagar comissões. Quem

quisesse continuar teria que comprar

os produtos e revendê-los por conta

própria. Foi o terceiro e talvez mais

decisivo momento. O vínculo foi

cortado, e Ronaldo precisou se tornar

dono do próprio negócio, comprando

como cliente e vendendo como

empreendedor independente.

Mas esse passo não veio sem peso.

Naquele período, além de dar conta

das novas exigências profissionais

que se multiplicavam, ele ainda era o

principal responsável pelo sustento

da família e cursava Farmácia à noite.

Estava exausto. Dividido entre o

diploma que representava um sonho

antigo e o CNPJ que nascia como uma

promessa concreta de futuro. E ele

conta esse momento com precisão.

Lembra do lugar, da hora, da chuva.

Não esquece, porque ali tudo mudou.

ProdLab: onde o que

se vende é só o começo

Hoje, Ronaldo é fundador da

ProdLab, a maior distribuidora de

produtos laboratoriais do Piauí.

Mas mais do que números,

construiu algo que não se mede:

confiança, consistência e legado. A

ProdLab nasceu da coragem de

começar do zero e da decisão

diária de servir bem.

Porque para Ronaldo, vender

nunca foi só sobre produto. É

sobre transformar necessidades

em soluções, com humildade,

visão e entrega.


PUBLIEDITORIAL

PUBLIEDITORIAL

A empresa possui unidades em Teresina, Picos e

Parnaíba, e atua nos segmentos humano, veterinário

e técnico-científico.

Mais do que vender equipamentos, Ronaldo e sua

equipe treinam, acompanham e orientam

profissionais de saúde, muitos recém-formados, que

precisam de suporte real para operar equipamentos

com segurança. Ele entrega consultoria completa,

desde o projeto de laboratório até o custo por exame

realizado.

“Vender um equipamento é só o começo. Eu quero

ver aquele laboratório funcionar de verdade. Quero

ver aquela vida sendo salva.”

A empresa hoje conta com dezenas de colaboradores

diretos e indiretos. E, apesar do crescimento,

mantém os princípios de quando começou:

honestidade, compromisso, empatia e serviço.

“Muita gente chega à ProdLab buscando preço. Mas

o nosso valor está no que entregamos junto ao

produto. Vendemos soluções, não apenas materiais.”

Fé, gratidão e futuro

Cristão, devoto e profundamente conectado à sua

fé, Ronaldo termina a entrevista emocionado. Fala

sobre Deus com a naturalidade de quem sempre

sentiu Sua presença em todos os momentos da sua

vida. “Se eu pudesse dar um conselho, seria:

coloca Deus na frente. O resto, Ele acrescenta.”

Atualmente, está prestes a abrir novas filiais,

expandir para o Maranhão e consolidar a

estrutura das três empresas que comanda. E,

apesar do crescimento constante, carrega aquela

mesma essência do início da jornada: “Minha

missão é ajudar nossos clientes a salvar vidas. E

isso começa quando você entende que seu talento

não é seu, é um presente para ser entregue ao

outro.”

Servir com missão

Ronaldo é um dos poucos empresários que podem dizer, com

propriedade, que entendem de saúde, mesmo sem atuar

diretamente na área clínica. Porque ele enxerga aquilo que muita

gente esquece: sem os bastidores funcionando, não há

diagnóstico, não há cuidado, não há cura.

Talvez seja justamente aí que mora seu diferencial. Desde o início,

ele nunca tratou seu negócio como um fim em si mesmo. Sempre

foi sobre servir. Sobre transformar vidas. E isso inclui também

seus colaboradores e parceiros. “Eu gosto de dar oportunidades.

Gente que precisa só de um empurrãozinho. Eu já fui essa

pessoa.”

Para Ronaldo, empreender não é acumular, é repartir. Seu

negócio é, antes de tudo, um canal para fazer o bem acontecer, e

isso, no fundo, é o que o torna tão necessário.

118 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



CONVERSA COM

ESPECIALISTA

ESTATUTO DOS DIREITOS DO PACIENTE:

O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA EXAMES,

DIAGNÓSTICOS E ACESSO À INFORMAÇÃO EM SAÚDE

Por Caroline-Daitx

A sanção da Lei nº 15.378,

de 6 de abril de 2026, que

institui o Estatuto dos

Direitos do Paciente no

Brasil, inaugura um novo

momento na relação

entre pacientes, profissionais

e instituições de

saúde. Mais do que consolidar

princípios éticos

já conhecidos, a legislação

cria obrigações

legais claras que impactam

diretamente a rotina

assistencial, incluindo a

forma como informações

diagnósticas são comunicadas

e acessadas.

Embora o debate frequentemente

se concentre

na relação médico-paciente,

os efeitos

da nova lei alcançam

também clínicas, laboratórios

e serviços de diagnóstico,

especialmente

no que diz respeito à

transparência, ao acesso

a dados e à autonomia

do paciente sobre suas

próprias informações.

Para analisar essas implicações,

a NewsLab conversou

com a médica

Caroline Daitx, especialista

em medicina legal e

perícia médica.

Do princípio ético à exigência

legal

Segundo a especialista, a

nova legislação formaliza

algo que já deveria estar

consolidado na prática

clínica.

“O Estatuto traz um

marco importante ao

transformar em obrigação

legal aquilo que

sempre foi tratado como

princípio ético. O paciente

deixa de depender da

boa prática individual

e passa a ter respaldo

jurídico claro sobre seus

direitos”, explica.

Ela destaca que direitos

como acesso à informação,

autonomia e consentimento

informado

deixam de ser apenas

diretrizes e passam a ser

exigências com potencial

implicação jurídica.

Acesso à informação:

impacto direto no diagnóstico

Um dos pontos mais

relevantes do Estatuto

é o direito à informação

clara e completa, o que

tem repercussão direta

na medicina diagnóstica.

“Não se trata apenas de

entregar um laudo. A

legislação reforça que

o paciente tem direito

de compreender o que

aquele resultado significa,

quais são as limitações do

exame e quais decisões

podem ser tomadas a partir

dele”, afirma.

120 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Na prática, isso pode

exigir mudanças importantes:

• revisão da linguagem

utilizada em laudos;

• maior integração entre

equipes clínicas e diagnósticas;

• fortalecimento da comunicação

entre médico solicitante

e paciente;

• ampliação do acesso ao

prontuário completo, incluindo

dados laboratoriais.

Prontuário e dados

laboratoriais: nova centralidade

do paciente

O Estatuto também assegura

o acesso gratuito ao

prontuário, o que inclui

resultados de exames

laboratoriais e de imagem.

Para Daitx, isso representa

uma mudança de

paradigma.

“O prontuário deixa de ser

visto como um documento

técnico restrito e passa a

ser reconhecido como um

direito do paciente. Isso

exige organização, rastreabilidade

e clareza das

informações registradas.”

Esse ponto traz implicações

relevantes para

serviços diagnósticos,

especialmente em relação

a:

• gestão de dados;

• segurança da informação;

• integridade dos registros;

• padronização de relatórios.

Segunda opinião e responsabilidade

diagnóstica

A possibilidade de buscar

uma segunda opinião,

agora formalmente assegurada,

também impacta

a cadeia diagnóstica.

“Quando o paciente tem

acesso facilitado aos

seus exames e laudos, ele

pode buscar outras interpretações.

Isso aumenta

a responsabilidade sobre

a qualidade técnica e a

clareza das informações

produzidas”, explica.

Segundo a especialista,

esse cenário tende a

elevar o nível de exigência

sobre:

• qualidade analítica;

• validação de resultados;

• consistência entre achados

laboratoriais e clínicos.

Risco jurídico e necessidade

de adaptação

A nova legislação também

amplia a exposição

jurídica de profissionais e

instituições.

“O maior risco não está na

criação de novos direitos,

mas no descumprimento

de direitos que agora

estão formalizados.

Falhas de comunicação,

ausência de informação

adequada ou dificuldade

de acesso a dados podem

ter repercussões legais

mais diretas”, alerta.

Na prática, isso exige

revisão de protocolos

internos, incluindo:

• fluxos de entrega de

resultados;

• políticas de acesso ao

prontuário;

• processos de consentimento

informado;

• treinamento de equipes.

Entre a autonomia do

paciente e os limites da

prática clínica

Apesar dos avanços, há

pontos de atenção. Entidades

médicas já sinalizam

CONVERSA COM

ESPECIALISTA

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

121


CONVERSA COM

ESPECIALISTA

preocupação com possíveis

excessos que possam

interferir na autonomia

técnica do profissional.

Daitx pondera que o

equilíbrio será essencial.

“O desafio será garantir

a autonomia do paciente

sem comprometer o julgamento

clínico. A relação

precisa continuar baseada

em confiança, mas agora

com regras mais claras e

responsabilidades mais

bem definidas.”

Um novo cenário para a

saúde e o diagnóstico

O Estatuto dos Direitos do

Paciente não altera apenas

a relação interpessoal no

cuidado em saúde. Ele

reposiciona o paciente

como agente ativo também

no acesso, compreensão

e utilização de informações

diagnósticas.

Para laboratórios, clínicas

e serviços de diagnóstico,

o movimento exige

mais do que adequação

normativa. Exige uma

mudança de cultura, com

foco em transparência,

comunicação e qualidade

da informação.

No fim, o impacto mais

relevante pode não estar

apenas na lei em si, mas

na forma como o sistema

de saúde se reorganiza

para cumprir aquilo que,

por muito tempo, foi tratado

como ideal, mas nem

sempre como prática.

Fonte

As análises apresentadas

nesta matéria foram elaboradas

com base na contribuição

da Dra. Caroline

Daitx, médica especialista

em medicina legal e perícia

médica, com residência

pela Universidade de São

Paulo. Foi diretora científica

da Associação dos Médicos

Legistas do Paraná e atua

como perita médica, com

foco em responsabilidade

médica, segurança do

paciente e gestão da qualidade

em saúde.

Em um cenário em que o

acesso à informação passa

a ser parte central do

cuidado, compreender os

desdobramentos legais

e práticos dessa nova

legislação deixa de ser

uma necessidade apenas

institucional e passa a

integrar a própria prática

assistencial, com impacto

direto na relação entre

pacientes, profissionais e

serviços diagnósticos.

Autora:

Dra. Caroline Daitx

Médica especialista em medicina legal e perícia médica, com residência pela Universidade de São Paulo. Foi diretora científica da

Associação dos Médicos Legistas do Paraná e atua como perita médica, com foco em responsabilidade médica, segurança do paciente e

gestão da qualidade em saúde.

122 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



HEMATOLOGIA

MORFOLOGIA DIGITAL E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

NA IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE

CÉLULAS HEMATOLÓGICAS: BENEFÍCIOS, RISCOS E

PERSPECTIVAS.

Por Dr. Luiz Arthur Calheiros, PhD

Especialista, mestre, doutor em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP, UFPE.

A morfologia digital aliada

à inteligência artificial

(IA) tem revolucionado

a hematologia diagnóstica,

permitindo maior

precisão e rapidez na

identificação e classificação

de células do sangue

periférico, medula óssea

e fluidos corporais.

Estudos recentes destacam

que algoritmos de

aprendizado profundo

aplicados a imagens

digitais de lâminas

hematológicas conseguem

diferenciar com

elevada acurácia leucócitos

normais e anormais,

além de auxiliar

na detecção precoce de

neoplasias hematológi-

cas e alterações reativas,

sejam em leucemias

com blastos, linfócitos

reativos, toda diferenciação

granulocítica, eritroblastos,

alterações da

série vermelha e plaquetas

com alta precisão,

bem como plasmócitos,

macrófagos e megacariócitos

medulares.

Morfologia Digital e IA

na Hematologia

Automação diagnóstica:

A análise digital

substitui a dependência

exclusiva da avaliação

manual, reduzindo variabilidade

interobservador.

Aprendizado profundo

(deep learning): Redes

neurais convolucionais

124 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



HEMATOLOGIA

treinadas com milhares

de imagens conseguem

reconhecer padrões morfológicos

sutis em células

hematopoiéticas.

Aplicações clínicas:

• Sangue periférico: Classificação

automatizada de

leucócitos, identificação e

classificação de blastos e

células linfoides anormais.

• Medula óssea: Apoio

na avaliação de displasias,

blastos e maturação

celular.

• Fluidos corporais (líquor,

derrames): Diferenciação

entre células inflamatórias

e neoplásicas.

Benefícios principais:

• Maior eficiência diagnóstica

e redução do

tempo de análise.

• Padronização dos

resultados, com menor

subjetividade.

• Potencial para tele-hematologia,

permitindo

que especialistas analisem

casos remotamente.

Riscos e Desafios

• Necessidade de validação

clínica: Apesar

da alta acurácia, os

algoritmos ainda precisam

ser validados em

diferentes populações e

cenários laboratoriais.

• Integração com fluxos

de trabalho: A adoção

exige infraestrutura digital

robusta e treinamento

de profissionais.

• Limitações atuais:

Casos raros ou morfologias

muito heterogêneas

ainda podem desafiar os

sistemas de IA.

Conclusão

A combinação de

morfologia digital e

inteligência artificial

representa um avanço

significativo na hematologia

diagnóstica, oferecendo

suporte confiável

na identificação e classificação

de células hematológicas

em sangue

periférico, medula óssea

e fluidos corporais. Essa

integração promete não

apenas maior precisão

e rapidez, mas também

a democratização do

acesso a diagnósticos

especializados, especialmente

em regiões

com escassez de hematologistas.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.

Professor de Hematologia, Mestrado e Doutorado em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP e UFPE.

126 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



MICRORGANISMOS E SAÚDE

ESCHERICHIA COLI E KLEBSIELLA PNEUMONIAE:

A AMEAÇA CRESCENTE DAS ENTEROBACTÉRIAS

MULTIRRESISTENTES

Por Dra. Gleiciere Maia Silva, Raryssa Lorrany Quirino da Silva, Maria Viviane da Silva Farias, Delles Rayane Dias de Medeiros Cavalcanti, Gabriele Gomes da Silva

As enterobactérias

constituem um grupo

de bactérias Gram-negativas

amplamente distribuídas

no ambiente,

sendo encontradas no

solo, na água e, sobretudo,

no trato gastrointestinal

de humanos e

animais (EVANGELISTA

SOBRINHO, 2009, p.

167). Entre as espécies

de maior relevância

clínica que trataremos

são: Escherichia coli e

Klebsiella pneumoniae,

ambas frequentemente

associadas a infecções

do trato urinário, respiratórias,

septicemias e

infecções relacionadas à

assistência à saúde.

Esses microrganismos

apresentam diversos

fatores de virulência,

como cápsula, fímbrias

e a capacidade de formação

de biofilmes,

que favorecem a adesão,

colonização e persistência

no hospedeiro

(OLIVEIRA et al., 2020).

De acordo com Seibert

et al. (2014), no ambiente

hospitalar, essas

bactérias assumem

papel relevante como

agentes etiológicos de

infecções nosocomiais,

especialmente em

pacientes com longos

períodos de internação

ou submetidos a procedimentos

invasivos.

Sua disseminação nesse

contexto está frequentemente

relacionada à

transmissão cruzada e

ao uso inadequado de

antimicrobianos.

Nos últimos anos, a

resistência antimicrobiana

entre enterobactérias

tem se consolidado

como um dos

principais desafios para

a saúde pública global.

Esse cenário está, em

128 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


grande parte, associado

à produção de enzimas

como as beta-lactama-

riscos à saúde. Soma-se

a isso a sobrecarga dos

serviços hospitalares,

buem significativamente

para a limitação das

opções terapêuticas,

MICRORGANISMOS E SAÚDE

ses de espectro estendi-

especialmente nos seto-

tornando o tratamento

do (ESBL) e as carbape-

res de urgência e emer-

mais complexo e, mui-

nemases, que conferem

gência, decorrente do

tas vezes, menos eficaz.

resistência a múltiplas

aumento de acidentes,

Observou-se ainda que

classes de antibióticos,

da violência urbana e

a disseminação dessas

limitando significativa-

das limitações estru-

cepas multirresistentes

mente as opções tera-

turais da rede pública

ocorre

predominante-

pêuticas

disponíveis

de saúde, o que agrava

mente em ambientes

(SANTOS et al., 2018).

ainda mais esse cenário.

hospitalares,

especialmente

em unidades de

De acordo com Andrade

Esta discussão trata-se

terapia intensiva, onde

e colaborqadores (2016)

de revisão de literatura

há maior uso de antibió-

a vigilância epidemio-

de caráter descritivo e

ticos de amplo espectro

lógica destaca-se como

qualitativo, com o obje-

e maior vulnerabilidade

uma estratégia funda-

tivo de analisar a pro-

dos pacientes.

mental para o monitora-

dução científica acerca

mento e enfrentamento

da resistência antimi-

Além disso, práticas ina-

da resistência antimi-

crobiana em enterobac-

dequadas de prescrição

crobiana, pois permite

térias, com ênfase em

e a ausência de protoco-

a implementação de

Escherichia coli e Kleb-

los rigorosos de controle

medidas e políticas

siella pneumoniae.

de infecção favorecem

voltadas à redução dos

Esses fatores contri-

a propagação desses

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

129


MICRORGANISMOS E SAÚDE

microrganismos. Nesse

sentido, os achados

reforçam a necessidade

de medidas integradas

que envolvam vigilância

epidemiológica, controle

de infecções e uso racional

de antimicrobianos.

Diante do exposto ao

longo desta narrativa a

resistência antimicrobiana

entre a E. coli e K.

pneumoniae constitui um

grave problema de saúde

pública, com impacto

direto na morbimortalidade

e nos custos dos sistemas

de saúde. A crescente

disseminação de cepas

multirresistentes exige a

implementação de estratégias

eficazes, incluindo

o fortalecimento da vigilância

epidemiológica,

a adoção de protocolos

de prevenção e controle

de infecções e a promoção

do uso racional de

antibióticos. Além disso,

investimentos em pesquisa

e desenvolvimento

de novas terapias antimicrobianas

são essenciais

para o enfrentamento

desse cenário.

Referências

EVANGELISTA SOBRINHO, Rosildo Mendes.

Escherichia coli, Enterobacter spp. em um

hospital público de Goiânia, GO-Brasil. Revista

de Patologia Tropical, Goiânia, v. 38, n. 3, p.

165-178, 2009. Disponível em: Acessar artigo.

Acesso em: 12 abr. 2026.

SOARES, V. M. et al. Infecções por enterobactérias

resistentes a carbapenêmicos: aspectos

clínicos e epidemiológicos. einstein (São Paulo),

São Paulo, v. 12, n. 3, p. 282-289, 2014. Disponível

em: Acessar artigo. Acesso em: 12 abr. 2026.

SEIBERT, G.; HÖRNER, R.; MENEGHETTI, B. H.;

RIGHI, R. A.; DAL FORNO, N. L.; SALLA, A. Nosocomial

infections by Klebsiella pneumoniae

carbapenemase producing enterobacteria in a

teaching hospital. einstein (São Paulo), São Paulo,

v. 12, n. 3, p. 282-286, set. 2014. DOI: https://

doi.org/10.1590/s1679-45082014ao3131.

SANTOS, Danielle Vieira de Assis et al. Antibióticos

através da abordagem do mecanismo de resistência

bacteriana. Ciência Atual – Revista Científica

Multidisciplinar do Centro Universitário São José,

Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 2-14, 2018.

ANDRADE, D.; LEOPOLDO, V. C.; HAAS, V. J. Ocorrência

de bactérias multirresistentes em um

centro de terapia intensiva de hospital brasileiro

de emergências. Revista Brasileira de Terapia

Intensiva, v. 18, n. 1, p. 27-33, 2006. Disponível

em: Acessar artigo. Acesso em: 13 abr. 2026

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVEN-

TION. Antibiotic resistance threats in the United

States. Atlanta: CDC, 2019. Disponível em:

https://www.cdc.gov. Acesso em: 12 abr. 2026.

PATERSON, D. L.; BONOMO, R. A. Extended-spectrum

beta-lactamases: a clinical update. Clinical

Microbiology Reviews, Washington, v. 18, n. 4, p.

657-686, 2005. Disponível em: https://journals.

asm.org. Acesso em: 12 abr. 2026.

PITOUT, J. D. D. Extraintestinal pathogenic

Escherichia coli. Frontiers in Microbiology, Lausanne,

v. 3, p. 1-5, 2012. Disponível em: https://

www.frontiersin.org. Acesso em: 12 abr. 2026.

NORDMANN, P.; NAAS, T.; POIREL, L. Global

spread of carbapenemase-producing Enterobacteriaceae.

Emerging Infectious Diseases, Atlanta,

v. 17, n. 10, p. 1791-1798, 2011. Disponível em:

https://wwwnc.cdc.gov. Acesso em: 12 abr. 2026.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

(ANVISA). Boletim de vigilância de resistência antimicrobiana.

Brasília: ANVISA, 2022. Disponível em:

https://www.gov.br/anvisa. Acesso em: 12 abr. 2026.

Autoras:

Raryssa Lorrany Q. da Silva

Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau

Petrolina-PE

Maria Viviane da Silva Farias

Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau

Petrolina-PE

Delles Rayane D. de M. Cavalcanti

Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau

Petrolina-PE

Gabriele Gomes da Silva

Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau

Petrolina-PE

Gleiciere Maia Silva

Biomédica. Doutora em Medicina Tropical.

Mestre em Biologia de Fungos e Especialista

em Micologia.

130 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


MICRORGANISMOS E SAÚDE

Citometria de

fluxo fluorescente

que aprofunda a

análise da célula

Tecnologia Sysmex amplia o que o

seu laboratório vê em cada análise

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fluorescente Sysmex vai além e revela o que acontece

dentro das células, como maturidade celular,

atividade inflamatória e sinais precoces de alterações

clínicas. Com parâmetros como PLT-F, RET-He, IG,

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segurança para apoiar decisões clínicas.

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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

Hematologia • Urinálise • Hemostasia • Citometria de Fluxo

131


BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:

CIÊNCIA EM FOCO

METILAÇÃO DO DNA:

O NOVO EIXO NO RASTREAMENTO CERVICAL

Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Da infecção ao risco real

A infecção pelo HPV

(Papilomavírus humano)

é condição necessária,

mas não suficiente,

para o câncer do colo do

útero. A lacuna clínica

sempre foi distinguir

infecções transitórias

de lesões com potencial

de progressão. Nesse

cenário, a metilação do

DNA emerge como um

biomarcador capaz de

refinar essa decisão.

O que mede a metilação

A metilação consiste em

modificações epigenéticas

que silenciam genes.

Em amostras cervicais,

testes recentes avaliam

padrões de metilação tanto

em genes do hospedeiro

(como CADM1, MAL,

FAM19A4) quanto do próprio

HPV. Níveis elevados

estão associados a lesões

de alto grau e maior risco

de evolução para câncer.

Triagem secundária

mais precisa

Após um teste positivo para

HPV de alto risco, a metilação

pode atuar como triagem

secundária. Diferentemente

da citologia, menos

sensível e dependente do

observador, os ensaios

moleculares oferecem

132 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


maior

reprodutibilidade.

Essa abordagem reduz

Para onde vamos

BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:

CIÊNCIA EM FOCO

O resultado é uma melhor

intervenções

desne-

A metilação do DNA sina-

seleção de pacientes que

cessárias e concentra

liza uma transição: do ras-

realmente necessitam de

recursos em quem mais

treamento baseado em

colposcopia.

se beneficia.

alterações

morfológicas

para uma oncologia pre-

Estratificação de risco

Entre inovação e

ditiva. No câncer cervical,

na prática

implementação

isso significa antecipar

Outro avanço relevan-

Apesar do potencial, a

risco antes da doença se

te é a capacidade de

incorporação ainda é

estabelecer e agir com

estratificar risco. Perfis

desigual. Custos, infraes-

maior precisão.

de metilação permitem

classificar pacientes em

grupos de baixo e alto

risco de progressão,

favorecendo seguimento

personalizado.

trutura e padronização

laboratorial limitam a

adoção em larga escala.

O desafio não é mais tecnológico,

mas de integração

ao sistema de saúde.

Referências

KONG, L. et al. (2023). Cytological DNA methylation

for cervical cancer screening: a validation set.

BURDIER, F. R. et al. (2024). DNA methylation as a

triage tool for cervical cancer screening.

SCHREIBERHUBER, L. et al. (2024). Cervical cancer

screening using DNA methylation triage in a

real-world population.

EL-ZEIN, M. et al. (2024). Validation of novel DNA

methylation markers in cervical precancer and cancer.

DICK, S. et al. (2024). Clinical indications for host-cell

DNA methylation markers in cervical screening.

REN, Y. et al. (2025). DNA methylation panel for detecting

cervical intraepithelial neoplasia and cancer.

Autora:

Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como

coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa,

Extensão e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e

Bioengenharia Celular e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica,

oncologia, biotecnologia e pesquisa translacional em saúde.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

133


AUDITORIA E QUALIDADE

QUALIDADE ALÉM DO PAPEL:

QUANDO A NORMA SE TRANSFORMA EM CULTURA

Por Waldirene Nicioli

Em muitos laboratórios,

a qualidade ainda

é percebida como um

conjunto de documentos

bem organizados,

procedimentos descritos

com precisão e

registros devidamente

arquivados. À primeira

vista, tudo parece

em ordem. Mas basta

observar a rotina para

perceber que, nem

sempre, o que está no

papel encontra correspondência

na prática.

Esse desalinhamento

revela um dos maiores

desafios dos sistemas

de gestão: transformar

requisitos normativos

em comportamento

real. Porque cumprir

uma norma não é, por

si só, garantia de qualidade.

A verdadeira consistência

está na forma

como as diretrizes são

compreendidas, incorporadas

e vividas pelas

pessoas no dia a dia.

Normas existem para

orientar, padronizar e

garantir segurança. No

entanto, quando são

tratadas apenas como

exigência externa, tendem

a gerar processos

burocráticos, pouco

aderentes e, muitas

vezes, desconectados da

realidade operacional.

O resultado é um sistema

que funciona bem

durante auditorias, mas

perde força na rotina.

Por outro lado, quando

a qualidade deixa de ser

“algo a ser cumprido” e

passa a ser “algo em que

se acredita”, ocorre uma

mudança significativa.

Procedimentos deixam

de ser apenas documentos

e passam a ser guias

práticos. Registros deixam

de ser obrigação e

passam a ser evidência

natural de um trabalho

bem executado. A

norma, nesse contexto,

deixa de ser um peso e

passa a ser uma aliada.

Essa transformação não

acontece por acaso. Ela

exige liderança ativa,

comunicação clara e,

sobretudo, coerência

134 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


entre discurso e prática.

Equipes percebem

rapidamente quando

e percebem impacto

direto no seu trabalho,

a adesão deixa de ser

Levar a qualidade além

do papel é, portanto, um

exercício contínuo de ali-

AUDITORIA E QUALIDADE

a qualidade é priorida-

obrigatória e passa a ser

nhamento entre o que se

de real ou apenas um

espontânea. A qualida-

diz, o que se documenta

requisito

institucional.

de, então, ganha vida.

e o que se faz. É sair do

É na postura dos líderes,

campo da conformidade

nas decisões do cotidia-

Auditorias, nesse cenário,

mínima e avançar para

no e na forma como os

assumem um papel inte-

a construção de um

erros são tratados que a

ressante: deixam de ser

ambiente onde a exce-

cultura se constrói.

momentos de verificação

lência é parte da identi-

documental e passam

dade organizacional.

Outro ponto essencial é

a ser oportunidades de

o envolvimento das pes-

observar a cultura em

Porque, no fim, um sis-

soas. Sistemas de gestão

ação. Mais do que confe-

tema de gestão forte

não se sustentam sem

rir registros, torna-se pos-

não é aquele que está

participação.

Quando

sível perceber se há con-

perfeitamente

descri-

colaboradores

enten-

sistência, entendimento

to, mas aquele que é

dem o propósito por

e engajamento, elemen-

naturalmente

vivido,

trás dos processos, con-

tos que não se escrevem,

todos os dias, por todas

tribuem com sugestões

mas se evidenciam.

as pessoas.

Autora:

Waldirene Nicioli

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare

Análises Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da

Central de Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de

Trabalho em Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

135


BANCADA E GESTÃO

ENTRE TUBOS E PESSOAS:

O LABORATÓRIO ESQUECEU DE CUIDAR?

Por Gabriel Miranda

Durante muito tempo, o

laboratório de análises

clínicas foi visto como

um ambiente essencialmente

técnico, no qual

precisão, padronização

e controle de qualidade

eram pilares centrais. E,

de fato, esses elementos

se tornaram indispensáveis,

sustentando a confiabilidade

dos resultados.

Basta observar as

atualizações constantes

das regulamentações

técnicas, que reforçam

cada vez mais a importância

desses critérios.

No entanto, em meio a

todo esse avanço técnico

e tecnológico, uma

pergunta precisa ser

feita com honestidade:

estamos cuidando de

pessoas ou apenas processando

amostras?

Quando um tubo é

coletado, existe por

trás muito mais do que

uma amostra biológica.

Existe um paciente muitas

vezes ansioso, com

medo, inseguro e cheio

de expectativas. Ainda

assim, não é raro encontrar

laboratórios que

funcionam como verdadeiras

linhas de produção:

rápidos, organizados,

eficientes…

porém frios. A coleta

dura poucos minutos,

mas a experiência do

136 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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BANCADA E GESTÃO

paciente começa muito

antes desse momento e

continua mesmo depois

que ele deixa o ambiente.

E é justamente nessa

jornada que muitos serviços

falham.

A recepção, por exemplo,

é um dos setores

mais subestimados

dentro do laboratório,

embora seja um dos

mais estratégicos. É ali

que o paciente tem seu

primeiro contato com o

serviço, forma sua percepção

inicial e decide,

muitas vezes de maneira

inconsciente, se

aquele é um ambiente

confiável. Mesmo

assim, ainda se observa

falta de preparo, comunicação

mecanizada,

ausência de empatia

e processos desorganizados.

O impacto é

direto: pacientes que

não retornam, que não

indicam e que saem

com a sensação de

indiferença. Enquanto

isso, muitos gestores

continuam investindo

valores elevados em

equipamentos e automação,

mas negligenciam

o desenvolvimento

humano da equipe

de atendimento. E esse

é um erro que custa

caro, embora nem sempre

seja percebido de

imediato.

138 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Existe uma diferença cla-

detalhe ou um diferen-

compense uma experi-

BANCADA E GESTÃO

ra entre coletar sangue e

cial, é parte essencial do

ência ruim. O paciente

cuidar de gente. Coletar

cuidado na saúde.

pode não compreender

sangue é um ato técnico,

os parâmetros de um

que exige habilidade,

Em um mercado cada

exame, mas percebe

conhecimento e preci-

vez mais competitivo,

claramente quando foi

são. Cuidar de gente, por

no qual o preço já não

mal atendido.

sustenta

outro lado, exige sensibilidade,

escuta e presença.

O profissional técnico

realiza o procedimento

com excelência, mas o

profissional que entende

de pessoas transforma

completamente a experiência

do paciente. Ele

diferenciação

por muito tempo,

a experiência do

paciente se tornou um

dos principais ativos

de um laboratório. Ela

fideliza, gera indicação

e constrói reputação.

Mais do que isso,

Diante disso, é inevitável

fazer uma crítica necessária:

existe uma cultura

enraizada em muitos

laboratórios que valoriza

excessivamente a técnica

e negligencia o humano.

Formam-se profissionais

percebe sinais de medo,

ela humaniza um ser-

altamente

capacitados

acolhe, explica, transmite

segurança e, acima

de tudo, enxerga quem

está ali para além do

exame. Isso não é um

viço que, por natureza,

corre o risco de se

tornar excessivamente

técnico. Não existe

excelência analítica que

para operar sistemas,

seguir protocolos e

garantir resultados precisos,

mas despreparados

para lidar com pessoas.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

139


BANCADA E GESTÃO

E isso precisa ser revisto

com urgência. Quando o

do. Quando o cuidado

se torna automático e

mente, mas ninguém se

sente cuidado? Vale a

profissional se enxerga

impessoal, o laboratório

pena dominar processos

apenas como executor

deixa de ser um espaço

e, ao mesmo tempo, per-

de tarefas, ele se afasta

de acolhimento e passa

der a conexão com quem

do verdadeiro propósito

a ser apenas mais um

realmente importa? No

da saúde. Passa a enxer-

serviço técnico que

fim das contas, o que

gar amostras em vez de

muitas vezes se torna

sustenta um laboratório

pacientes, rotina em vez

facilmente substituível

não são apenas núme-

de histórias, volume em

e sem valor percebido.

ros, equipamentos ou

vez de vidas.

produtividade. São pes-

Talvez seja o momento

soas. E a forma como

O maior risco dessa

de uma reflexão mais

elas são tratadas define,

mentalidade não é

profunda. Vale a pena

mais do que qualquer

apenas a perda de qua-

manter uma prática pura-

indicador técnico e

lidade no atendimento,

mente técnica, em que

impacta

diretamente

mas a perda de senti-

tudo funciona perfeita-

no faturamento final.

Autor:

Gabriel Miranda

Biomédico, Pós-graduado em Análises Clínicas, Pós-graduado em Hematologia – INML, Auditor Interno – Norma PALC 2021

Sócio-proprietário do Laboratório Dovalle.

140 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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OFAC BRASIL

O QUE IMPEDE LABORATÓRIOS DE

PEQUENO PORTE DE CRESCER E COMO

SUPERAR.

Por Myphissa Tinoco da Cruz Nunes Ribeiro

Sabe o que muitos laboratórios

de análises clínicas

têm em comum?

A dificuldade do gestor

de delegar. E não

qualquer

delegação,

especialmente a função

técnica, a liberação de

exames. Isso porque a

maioria dos proprietários

de laboratório vem

de formação na área da

saúde e, naturalmente,

acumula funções: é

analista clínico, é atendente,

é gestor, é responsável

técnico. Tudo

ao mesmo tempo.

Esse modelo tem uma

lógica no início. Ele permite

controle próximo

da operação, garante

qualidade técnica e

reduz custos. Mas ele

carrega um custo invisível:

o teto de crescimento

está diretamente

ligado à capacidade

física e mental de uma

única pessoa.

Uma empresa não cresce

quando seu ponto de

sustentação é também

seu gargalo principal.

O custo da centralização

Quando o gestor concentra

funções assistenciais

e administrativas simultaneamente,

ele deixa

de ter tempo para pensar

no negócio. Finanças,

142 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


processos, expansão,

qualidade, captação de

pacientes, tudo fica em

segundo plano porque

a operação do dia a dia

consome tudo.

Em laboratórios de

pequeno e médio porte,

esse cenário é especialmente

comum. E os

sinais aparecem cedo:

dificuldade de padronizar

atendimento,

ausência de processos

documentados, rotatividade

de equipe e

incapacidade de abrir

novas unidades sem

que o fundador esteja

presente em todas elas.

Foi exatamente essa

realidade que Myphissa

Tinoco, farmacêutica

bioquímica e fundadora

do Laboratório Canaã,

em Bacabal (MA), viveu

por anos. Ela chegava

cedo, saía tarde, acumulava

coleta, análise,

atendimento e gestão.

O laboratório funcionava,

mas não crescia. E

ela sabia por quê.

A decisão que destrava

o crescimento

A virada de mentalidade

veio em 2017, após

contato com conteúdos

de gestão. A virada prática

veio em 2019, com

uma decisão concreta:

contratar e capacitar

uma analista clínica

para assumir a bancada

e a liberação de exames.

Para gestores com formação

técnica, esse costuma

ser o passo mais

difícil. Transferir a responsabilidade

pela liberação

de exames exige

confiança, e confiança

se constrói com processo,

não com sorte.

E aqui está o ponto que

muitos ignoram ao falar

sobre delegação: não

basta contratar. Delegar

com segurança exige

profissional qualificado,

treinamento contínuo,

processos mapeados e

acompanhamento próximo

até que a autonomia

esteja consolidada. É um

processo que pode ser

OFAC BRASIL

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

143


OFAC BRASIL

longo, mas que, quando

bem estruturado, trans-

não tem preço na fase de

crescimento: tempo para

treinadas segundo os

padrões da matriz e

forma a operação.

pensar no negócio. E esse

acompanhamento pró-

tempo, bem utilizado,

ximo da gestão. Essa

No Canaã, esse inves-

muda a trajetória de um

disciplina

operacional

timento em capacita-

laboratório.

é o que diferencia uma

ção não foi pontual.

rede que cresce com

Myphissa investe até

Foi o que aconteceu no

qualidade de uma que

hoje em treinamentos,

Canaã. Com mais espaço

cresce e perde consis-

não só para a respon-

para atuar na camada

tência pelo caminho.

sável técnica, mas para

estratégica,

Myphissa

toda a equipe. Porque

passou a olhar para áreas

Em redes descentraliza-

manter qualidade ana-

que antes ficavam em

das, a variabilidade é o

lítica em uma rede des-

segundo plano: processos

principal risco. Quando

centralizada

depende

administrativos, finanças,

cada unidade opera de

de pessoas atualizadas

expansão e comunicação

forma diferente, a experi-

e processos vivos. E foi

com o paciente.

ência do paciente muda,

justamente essa base

a rastreabilidade de não

que permitiu o próximo

O laboratório abriu

conformidades fica com-

passo: crescer sem per-

novas unidades em

prometida e a marca se

der o controle.

Bom Lugar e Lago Ver-

fragmenta.

Padroniza-

de, e cada abertura

ção não é burocracia, é o

O que o tempo libera-

seguiu o mesmo princí-

que torna o crescimento

do permite fazer

pio: padronização antes

sustentável. Mas padro-

Com a bancada delegada,

de expansão. Proces-

nizar processos resolve

o gestor ganha algo que

sos definidos, equipes

apenas parte do desafio.

144 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



OFAC BRASIL

O outro lado é como o

laboratório se comunica

confiança e vínculo com a

instituição, a forma como

estruturados e uma equipe

capacitada, o resulta-

com quem está do lado

o laboratório se comuni-

do começa a aparecer

de fora, o paciente.

ca impacta diretamente

não só nos números,

captação e fidelização.

mas no reconhecimento

Comunicação também é

Mostrar o que acontece

externo.

gestão

dentro do laboratório,

Outro movimento que

as pessoas, os processos,

Quando os processos

ganhou relevância na

os cuidados, aproxima

falam por si

trajetória do Canaã foi a

o paciente e fortalece a

Processos bem estru-

evolução da comunica-

percepção de qualidade

turados, equipe capa-

ção institucional. O labo-

antes mesmo do exame.

citada e comunicação

ratório deixou de limitar

consistente não são

sua presença ao carro de

Estratégias como o

diferenciais

competiti-

som e à TV local e passou

"show de prêmios", cria-

vos. São, cada vez mais,

a construir um relacio-

do para movimentar o

requisitos básicos para

namento diferente com

fluxo em dezembro, mês

qualquer

laboratório

o paciente, mostrando

historicamente mais fra-

que queira crescer de

equipe, bastidores, rotina

co para o setor, mostram

forma sustentável. E o

e cultura organizacional.

que inovação em labo-

que torna isso relevante

ratório não é só técnica.

é que esses elementos

Essa mudança não é

É também criatividade

são mensuráveis: apare-

apenas estética. Em mer-

na gestão do relaciona-

cem na redução de varia-

cados regionais, onde a

mento com o paciente. E

bilidade operacional, na

decisão do paciente é for-

quando essa criatividade

retenção de pacientes,

temente influenciada por

se soma a processos bem

na capacidade de abrir

146 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


novas unidades sem

depender da presença do

1 unidade chegou a 10

profissionais e 5 uni-

independentemente de

quem os criou.

OFAC BRASIL

fundador.

dades operando com o

mesmo padrão técnico

Laboratórios que con-

Foi esse conjunto que,

e de atendimento.

seguem avançar por

no Laboratório Canaã,

esse caminho deixam

permitiu um reconhe-

O que histórias como

de crescer por oportu-

cimento nacional. Em

essa ensinam ao setor

nidade e passam a cres-

2026, o laboratório

A trajetória do Canaã

cer por gestão. E esse

conquistou o título de

evidencia um padrão

é um movimento que

melhor laboratório de

replicável:

delegação

não depende de porte,

análises clínicas do Bra-

estruturada libera tem-

localização ou estrutura.

sil no Prêmio Scarpin

po de gestão, tempo de

Depende de decisão.

Microscópio, promovido

gestão permite padro-

pela OFAC Brasil, com-

nização,

padronização

O ponto de partida não

petindo com estruturas

viabiliza expansão, e

é estrutural. É a escolha

muito maiores. O labo-

expansão

sustentável

de parar de ser o único

ratório que começou

só acontece quando os

ponto de sustentação

com 3 colaboradores e

processos

funcionam

da própria operação.

Autora:

Myphissa Tinoco da Cruz Nunes Ribeiro

Formação: Farmácia Bioquímica 2010 pela universidade UNiceuma, Docência do ensino superior, Pós em Citologia clínica, Pós em Hematologia,

MBA em gestão laboratorial, Formação em Master Coach pela Febracis, Formação no método DISC.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

147


MINUTO LABORATÓRIO

DA ESTRATÉGIA À EXECUÇÃO:

O VALOR DA ANÁLISE CRÍTICA DA DIREÇÃO

Por Fábia Bezerra

O Relatório Anual de Análise

Crítica pela Direção,

integrado ao planejamento

estratégico, é um

documento fundamental

para a boa governança,

a gestão da qualidade

e a sustentabilidade da

organização. Ele vai muito

além de uma formalidade:

é uma ferramenta

de decisão estratégica.

O relatório consolida

dados, indicadores e análises

reais do desempenho

organizacional ao

longo do ano. Com isso, a

Direção consegue:

Avaliar se os objetivos

estratégicos e da qualidade

foram atingidos;

Definir prioridades para

o próximo ciclo. Sem

esse relatório, as decisões

estratégicas tendem

a ser reativas e

pouco estruturadas.

Abaixo, compartilho com

vocês, um modelo que

gosto muito de aplicar e

que nos ajuda a identificar

oportunidades de

melhorias de ponta a

ponta nos processos:

Exemplos de tabelas:

Pesquisa de Satisfação:

ENTRADAS PARA ANÁLI-

SE CRÍTICA PELA DIREÇÃO

DATA DA REALIZAÇÃO:

xx/xx/xxxx

Período:

1) Situação de ações

provenientes de análises

críticas anteriores

pela direção:

Se for a primeira Análise

crítica, descrever como

documento inicial.

Tomar decisões baseadas

em evidências, não em

percepções;

148 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


2) Mudanças em questões

externas e internas

pertinentes:

Descrever se houve alguma

estruturação, contratação,

alteração, implantação

e etc. Entre o mês

inicial ao final de análise.

Desempenho dos processos e conformidade dos serviços (exemplo):

Não conformidade e ações corretivas (exemplo):

MINUTO LABORATÓRIO

3) Desempenho e eficácia:

Satisfação do cliente e

retroalimentação de partes

interessadas:

Analisar criticamente

dentro deste período

os relatórios de Satisfação

do cliente, apresentando

indicador, com

metas, se houve desvios

e tratativas - caso necessário.

É importante que

os planos de ações propostos

tenham começo,

meio e fim.

Alcance dos objetivos

da qualidade

Sugiro que os indicadores

sejam discutidos

Resultados de monitoramento e medição (exemplo):

mensalmente, realizado Não conformidade e

por lideranças estratégicas:

diretor, gerentes,

ações corretivas

As não conformidades

supervisores e coordenadores.

possuem suas causas

Descrevam a fonte

destes indicadores.

(reais e potenciais) pesquisadas

e as ações para

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

149


MINUTO LABORATÓRIO

correção precisam ser

definidas dentro dos prazos

estabelecidos.

Resultados de monitoramento

e medição

Os processos alinhados

com as políticas institucionais

devem ser monitorados

através do mapa de

indicadores e as análises

críticas desdobradas para

as partes interessadas.

Resultados de Auditoria

ria Interna da Acreditadora

de Referência.

Auditoria Externa:

Se optarem por Acreditação

externa, escolham a

ou as que mais estiverem

alinhadas ao seu tipo de

negócio ( ex.: ONA, ISO,

PALC, JCI,Qmentum, etc

). Se já possuírem algum

selo externo, descrever

como foi o resultado e

planos de ações.

des através do Gerenciamento

de Riscos e

Oportunidades que

devem ser alinhadas

aos perigos das tarefas

contidas no Mapeamento

de Processo de

cada setor. A avaliação

de riscos e oportunidades

do negócio deverão

ser realizadas periodicamente

em reuniões

com a equipe, conforme

calendário definido

Auditoria Interna: A auditoria

interna deverá ser

Desempenho de fornecedores

externos

pela gestão.

realizada pela Comissão

de Auditores e para um

melhor desempenho,

sugiro que se baseiem em

algum padrão de Acreditação

– de preferência

o que mais se alinhar ao

seu tipo de negócio. Considero

importante que

pelo menos um dos participantes

da Comissão

tenha realizado o curso

de formação em Audito-

Os fornecedores devem

ser avaliados, conforme

requisitos pré-estabelecidos

pela Instituição.

Suficiência de Recursos

Descrever sobre os investimentos

realizados.

Eficácia das ações de

riscos e oportunidades

Cada processo trabalha

riscos e oportunida-

Os riscos associados

aos pacientes precisam

ser tratados através do

Núcleo de Segurança

do Paciente, comissão

esta que abordará riscos

e oportunidades com o

objetivo de reduzir, a

um mínimo aceitável,

os riscos de danos desnecessários

associados

ao cuidado da saúde.

150 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



MINUTO LABORATÓRIO

Oportunidades de

melhoria

Descrever as oportunidades

de melhoria.

VALIDAÇÃO DOS PARTICIPANTES:

SAÍDAS PARA ANÁLISE

CRÍTICA PELA DIREÇÃO

1) Oportunidades para

melhoria:

A alta direção julga as

principais oportunidades

para melhoria, alinhadas

com os projetos definidos

.Descrever sobre as

realizações.

2) Necessidade de

mudanças:

Identificar as necessidades

de mudanças com

justificativa.

3) Necessidade de recursos

Identificar e justificar as

necessidades de recursos.

PRÓXIMA REUNIÃO:

data

O relatório de Análise

da Direção nos permite

conectar os objetivos estratégicos

às metas operacionais,

evidenciar à liderança

se os recursos (pessoas,

infraestrutura, orçamento)

são suficientes e reforça o

alinhamento entre Direção,

gestores e equipes. Esta

manobra fortalece a cultura

organizacional e o engajamento

do time.

Este modelo é apenas um

exemplo de estratégia,

vocês podem incluir mais

itens de acordo com suas

necessidades.

Autora:

Fábia Bezerra

Biomédica, pós-graduada em Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde.

Gerente Nacional de Qualidade da Hapvida Diagnóstico.

152 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



SAÚDE PÚBLICA

EM CENA

QUANDO UM NAVIO REVELA AS

FRONTEIRAS INVISÍVEIS DAS ZOONOSES

Por Mateus Henrique Dias Guimarães

O recente cluster de hantavírus

associado a um

cruzeiro internacional,

comunicado pela Organização

Mundial da Saúde

(OMS), expõe com nitidez

um dos paradoxos mais

desafiadores da saúde

pública contemporânea:

enquanto a mobilidade

global se expande e conecta

territórios remotos, os

riscos biológicos, muitas

vezes silenciosos, acompanham

esse fluxo e testam

a capacidade de resposta

dos sistemas de saúde.

A ocorrência, iniciada a

partir de um itinerário

que partiu de Ushuaia

e percorreu regiões

ecologicamente sensíveis,

incluindo áreas

da Antártida e ilhas do

Atlântico Sul, não deve

ser interpretada apenas

como um evento isolado

em ambiente turístico.

Trata-se, sobretudo, de

um marcador epidemiológico

que evidencia a

interface cada vez mais

estreita entre humanos,

ambientes silvestres e

reservatórios naturais

de patógenos.

O hantavírus, agente

etiológico envolvido no

evento, é classicamente

associado à transmissão

por contato com excretas

de roedores infectados.

Ainda que a infecção

humana seja considerada

rara, sua gravidade clínica

e potencial letalidade,

especialmente nas Américas,

impõem atenção

redobrada. A progressão

rápida para síndrome

cardiopulmonar, como

observado nos casos

relatados, evidencia a

necessidade de reconhecimento

precoce e manejo

intensivo oportuno.

Do ponto de vista da

saúde pública, o episódio

revela três dimensões

críticas. A primeira

diz respeito à vigilância

epidemiológica em contextos

não convencio-

154 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


nais. Navios de cruzeiro,

frequentemente perce-

rastreamento de contatos

e definição de estra-

É importante destacar

que, apesar da gravi-

SAÚDE PÚBLICA

EM CENA

bidos como ambientes

tégias de contenção. Em

dade dos casos, o risco

controlados, podem se

um mundo interconec-

global permanece bai-

tornar cenários com-

tado, surtos localizados

xo, conforme avaliação

plexos para detecção e

exigem respostas glo-

atual da Organização

contenção de agravos,

balmente integradas.

Mundial da Saúde. No

especialmente

quan-

entanto, essa classifi-

do envolvem múltiplas

A terceira dimensão, e

cação não deve induzir

nacionalidades,

longos

talvez a mais estruturan-

complacência. Pelo con-

períodos de exposição e

te, refere-se à aborda-

trário, deve estimular o

acesso limitado a serviços

gem ecológica da saú-

fortalecimento de estra-

de alta complexidade.

de. Eventos como esse

tégias de vigilância,

reforçam o conceito de

educação em saúde e

A segunda dimensão

saúde única, no qual a

preparação dos serviços

envolve a governança

dinâmica entre seres

para resposta a even-

internacional da saúde.

humanos, animais e

tos incomuns, porém

A resposta coordenada

meio ambiente é indis-

potencialmente graves.

entre países como Cabo

sociável. A expansão do

Verde, África do Sul e

ecoturismo, as mudanças

Para além da respos-

Reino Unido, articula-

ambientais e a ocupa-

ta imediata, o episódio

da sob o Regulamento

ção de territórios natu-

convida a uma reflexão

Sanitário Internacional,

rais ampliam as oportu-

mais ampla sobre prá-

demonstra a relevância

nidades de exposição a

ticas preventivas. Medi-

de mecanismos multila-

patógenos previamente

das simples, como higie-

terais para compartilha-

restritos a nichos ecoló-

ne adequada, controle

mento de informações,

gicos específicos.

ambiental de roedores

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

155


SAÚDE PÚBLICA

EM CENA

e educação de viajantes

e trabalhadores envolvidos

em atividades de ris-

interdependências contemporâneas.

Em seus

limites físicos, conden-

intensificação das interações

entre humanos e

ecossistemas,

compre-

co, permanecem como

sam-se desafios globais

ender e agir sobre essas

pilares

fundamentais.

de mobilidade, desigual-

fronteiras invisíveis deixa

Em paralelo, a capacita-

dade de acesso à saúde,

de ser uma opção e passa

ção de profissionais de

exposição ambiental e

a ser uma exigência para

saúde para identificação

necessidade de coopera-

a proteção da vida em

de síndromes respira-

ção internacional.

escala global.

tórias graves com etiologia

incomum é crucial

para reduzir atrasos

diagnósticos.

O navio, neste contexto,

torna-se mais que um

cenário de surto: transforma-se

em metáfora das

A saúde pública, ao

entrar em cena, reafirma

seu papel estratégico

não apenas na contenção

de eventos, mas na antecipação

de riscos e na

construção de respostas

resilientes. Em tempos de

Referencias

GUO, Junwen et al. A pan-European assessment of

multi-sector drivers of human hantavirus risk: climate,

biodiversity, and socio-economic factors as key determinants.

Environmental Research, p. 124282, 2026.

GUO, Junwen et al. Robust data integration methods

for understanding associations between climate

change and hantavirus infection in Europe are needed:

a systematic-narrative hybrid literature review.

Environmental Challenges, p. 101486, 2026.

GUO, Zixiao et al. Studies on prevalence of

Hantavirus in small mammals in Southeast

Asia: A systematic review and meta-analysis.

PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 20, n. 3, p.

e0014075, 2026.

TKACHENKO, Evgeniy et al. Clinical manifestations

of hemorrhagic fever with renal syndrome, various

nosologic forms and issues of hantavirus infections

terminology. Viruses, v. 17, n. 4, p. 578, 2025.

Autor:

Mateus Henrique Dias Guimarães

Mateus Henrique Dias Guimarães é Enfermeiro, Mestre em Enfermagem e Doutorando em Saúde. Membro da International Epidemiological

Association (IEA), 2025-2031. Mateus também atua em conselhos editoriais de revistas científicas e revisor de periódico internacional.

156 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



BIOSSEGURANÇA I

RELAÇÃO ENTRE CARGA DE TRABALHO

E ADESÃO À HIGIENE DAS MÃOS:

UMA ANÁLISE EM DIFERENTES CATEGORIAS

PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Ana Beatriz Gil Peres Colaço, Larissa Maia Cardoso, Carolina Maria Malinconico Cavalcanti

A higienização das mãos

é amplamente reconhecida

como uma das medidas

mais eficazes para a

prevenção de infecções

relacionadas à assistência

à saúde (IRAS), sendo

considerada um dos

pilares fundamentais das

práticas de biossegurança

em ambientes hospitalares.

Trata-se de uma

intervenção simples, de

baixo custo e altamente

efetiva na redução da

transmissão de microrganismos

entre pacientes,

profissionais de saúde e

superfícies do ambiente

assistencial. Evidências

científicas demonstram

que a correta realização

dessa prática pode reduzir

significativamente a

incidência de infecções

hospitalares, contribuindo

para a diminuição da

morbimortalidade, do

tempo de internação e

dos custos relacionados

ao cuidado em saúde.

Nesse sentido, a higienização

das mãos assume

papel central na promoção

da segurança do

paciente e na melhoria

da qualidade da assistência

prestada nos serviços

de saúde.

Apesar da ampla divulgação

de protocolos

institucionais e das

recomendações estabelecidas

por organismos

internacionais, como a

Organização Mundial da

Saúde, diversos estudos

indicam que a adesão

dos profissionais de

saúde à higienização

das mãos ainda permanece

abaixo do ideal

em muitos contextos

assistenciais. Pesquisas

recentes apontam que as

taxas de adesão podem

variar significativamente

entre instituições,

setores hospitalares e

categorias profissionais,

sendo frequentemente

influenciadas por fatores

estruturais, organizacionais

e comportamentais.

Entre os principais fato-

158 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


res associados à baixa

adesão destacam-se a

elevada carga de traba-

sões e elevado volume

de atendimentos. Essa

dinâmica pode favo-

nal pode influenciar

a adesão às práticas

de biossegurança no

BIOSSEGURANÇA I

lho, o grande número

recer a priorização de

cotidiano

assistencial.

de pacientes atendidos

procedimentos

consi-

A identificação dessas

por turno, a limitação

derados mais urgen-

barreiras

possibilita

de tempo entre proce-

tes em detrimento de

subsidiar o desenvol-

dimentos assistenciais, a

medidas

preventivas,

vimento de estratégias

disponibilidade irregular

mesmo quando essas

institucionais voltadas

de insumos e a ausência

são reconhecidas como

à melhoria das con-

de treinamentos periódi-

essenciais para a segu-

dições de trabalho,

cos voltados às práticas

rança do cuidado. Tal

ao fortalecimento da

de biossegurança.

cenário torna-se ainda

cultura de segurança

mais desafiador em

do paciente e à imple-

Nesse contexto, a car-

hospitais de referência

mentação de políticas

ga de trabalho tem

no atendimento de

de educação perma-

sido apontada como

doenças

infectocon-

nente que incentivem a

um dos determinantes

tagiosas, nos quais a

adoção sistemática de

mais relevantes para

complexidade

clínica

medidas preventivas.

a execução adequada

dos pacientes e o fluxo

das práticas de higie-

assistencial

elevado

Com o objetivo de

nização das mãos.

podem intensificar as

investigar essa relação,

Ambientes

hospitala-

demandas sobre as

foi realizado um estudo

res caracterizados por

equipes de saúde.

observacional de cará-

alta demanda assis-

ter transversal em um

tencial exigem que

Diante desse panora-

hospital público de refe-

os profissionais lidem

ma, torna-se funda-

rência no atendimento

simultaneamente com

mental

compreender

de doenças infectocon-

múltiplas

atividades,

de que maneira a

tagiosas localizado na

tomada rápida de deci-

sobrecarga

ocupacio-

cidade do Recife, Per-

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

159


BIOSSEGURANÇA I

nambuco. Participaram

da pesquisa 36 profissionais

da área da saúde

do unidade de terapia

intensiva (13,6%),

enfermaria (18,2%),

nal marcada por elevada

demanda assistencial.

Quando questionados

envolvidos diretamente

pronto

atendimento

sobre a percepção da

na assistência hospita-

(4,5%), centro cirúrgico

intensidade da carga de

lar. A idade média dos

(13,6%), ambulatório

trabalho, 36,4% dos pro-

participantes foi de 47

(13,6%), consultórios

fissionais

classificaram

anos, variando entre 30

(27%) e outros setores

sua rotina como intensa

e 58 anos, o que eviden-

(9,5%). Essa diversida-

ou extenuante.

cia a presença de profis-

de de cenários assis-

sionais com experiência

tenciais permitiu uma

Os resultados demons-

significativa na prática

análise abrangente da

traram que a sobrecarga

assistencial.

percepção dos profis-

de trabalho é percebida

sionais sobre a carga

pelos profissionais como

Em relação à distri-

de trabalho e sua influ-

um fator que interfere

buição por categoria

ência nas práticas de

diretamente na realiza-

profissional, observou-

higienização das mãos.

ção da higienização das

-se predominância de

mãos. Ao serem questio-

médicos, que repre-

No que se refere à carga

nados sobre essa relação,

sentaram 25 partici-

de trabalho, metade dos

77,3% dos participantes

pantes, seguidos por

participantes

relatou

relataram que a carga de

enfermeiros (7), técni-

atender entre 6 e 15

trabalho frequentemen-

cos de enfermagem (2)

pacientes por plantão,

te ou sempre dificulta

e outros profissionais

enquanto os demais afir-

a execução adequada

da área da saúde (2).

maram atender mais de

dessa prática durante a

Quanto aos setores de

15 pacientes por turno.

assistência. Esses acha-

atuação, os profissio-

A jornada de trabalho

dos evidenciam que,

nais estavam distribuí-

predominante foi de 48

embora os profissionais

dos em diferentes áreas

horas semanais, indican-

reconheçam a importância

da instituição, incluin-

do uma rotina profissio-

da higienização das mãos

160 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



BIOSSEGURANÇA I

para a prevenção de infecções

hospitalares, as condições

organizacionais e

rança. Tais fatores são

amplamente descritos

na literatura científica

em biossegurança. A

implementação

dessas

medidas pode contri-

operacionais do ambiente

como barreiras relevan-

buir significativamente

de trabalho podem limitar

tes para a adesão às prá-

para ampliar a adesão

sua realização em todos os

ticas de prevenção de

dos profissionais à

momentos recomendados.

infecções relacionadas à

higienização das mãos,

assistência à saúde.

promovendo

ambien-

Entre os principais obs-

tes assistenciais mais

táculos relatados desta-

Diante desse cenário,

seguros e reduzindo o

caram-se a falta de tem-

os resultados reforçam

risco de transmissão de

po entre atendimentos,

a necessidade de que

microrganismos no con-

a elevada velocidade

as instituições de saú-

texto hospitalar.

de fluxo de pacientes,

a ausência eventual

de insumos essenciais,

como sabonete líquido

e papel toalha, e a participação

irregular em

treinamentos institucionais

sobre biossegu-

de adotem estratégias

voltadas à melhoria das

condições de trabalho,

à garantia da disponibilidade

contínua de

insumos e ao fortalecimento

de programas de

educação permanente

Referências:

- DAVIDSON, M.; SCHNELL, N. SICKBERT-BEN-

NETT, E. Optimizing Hand Hygiene Compliance,

Infectious Disease Clinics of North America,

2026.

- LOVEDAY, H. P. et al. Epic3: National evidence-based

guidelines for preventing healthcare-associated

infections in NHS hospitals in

England. Journal of Hospital Infection, London,

v. 86, supl. 1, p. S1–S70, 2014.

- ZOTTELE, C. et al. Hand hygiene compliance

of healthcare professionals in an emergency

department. Revista da Escola de Enfermagem

da USP, v. 51, n. 0, 28 ago. 2017.

- GRAVETO, J. M. G. DO N. et al. Hand hygiene:

nurses’ adherence after training. Revista Brasileira

de Enfermagem, v. 71, n. 3, p. 1189–1193,

maio 2018.

Autores:

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: drbiosseguranca@gmail.com

Ana Beatriz Gil Peres Colaço

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Larissa Maia Cardoso

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Carolina Maria M. Cavalcanti

Acadêmica de Medicina, Uninassau

162 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


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qualquer canto do Brasil, a Medix

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BIOSSEGURANÇA II

ASPECTOS DE BIOSSEGURANÇA NA

AUTO COLETA DO EXAME CITOLÓGICO

Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Maria Clara Filgueira Borba, Mayara Fabyanne Cavalcanti Reis

O câncer do colo do útero

permanece como um

importante problema

de saúde pública, especialmente

em estados

do Nordeste brasileiro.

No Brasil, essa neoplasia

está entre as mais incidentes

entre mulheres,

estando fortemente

associada à infecção

persistente pelo papilomavírus

humano (HPV).

Apesar da disponibilidade

de estratégias eficazes

de rastreamento,

como o exame citopatológico

do colo do útero

(Papanicolau), ainda se

observa baixa adesão

de parte da população

feminina aos programas

de prevenção.

Fatores como barreiras

de acesso aos serviços

de saúde, constrangimento

durante o exame,

falta de informação e

dificuldades logísticas

contribuem para a realização

irregular do rastreamento.

Nesse contexto,

a autocoleta de material

para análise citológica

ou detecção do HPV,

surgiu em agosto de

2025 com a proposta de

alternativa inovadora

para ampliar a cobertura

do rastreamento do

câncer do colo do útero.

Essa estratégia consiste

na possibilidade de a

própria mulher realizar

a coleta do material

vaginal utilizando dispositivos

específicos,

posteriormente encaminhados

para análise

laboratorial.

Estudos recentes apontam

que a autocoleta

pode aumentar a participação

de mulheres

que tradicionalmente

não realizam o exame

preventivo, além de

favorecer maior autonomia,

privacidade e

conforto durante o processo

de rastreamento.

Com isso, tem sido considerada

uma estratégia

promissora para ampliar

o acesso ao rastreamento

do câncer do colo do

útero, especialmente

entre mulheres que

164 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


apresentam resistência,

vergonha ou dificuldades

para realizar o

A correta realização da

coleta, o manuseio adequado

dos dispositivos

Protocolos padronizados

para o manejo dessas

amostras são funda-

BIOSSEGURANÇA II

exame

convencional

utilizados e o armaze-

mentais para garantir a

em unidades de saúde.

namento apropriado do

segurança do processo

Além de favorecer maior

material biológico são

e a confiabilidade do

autonomia e privaci-

fatores essenciais para

diagnóstico. Além disso,

dade, essa abordagem

evitar contaminações e

os serviços de saúde

pode contribuir para

assegurar a qualidade

desempenham

papel

aumentar a participa-

do exame. Além disso,

fundamental na orien-

ção de mulheres nos

orientações claras e

tação das usuárias e na

programas de rastre-

acessíveis sobre o pro-

organização das etapas

amento. No entanto,

cedimento devem ser

que envolvem a coleta,

para que essa estratégia

fornecidas às mulheres,

o armazenamento e

seja efetiva e segura, é

garantindo que a coleta

o processamento das

fundamental considerar

seja realizada de forma

amostras. A capacitação

aspectos

relacionados

correta e segura. Outro

adequada dos profissio-

à biossegurança duran-

ponto relevante refere-

nais e a disponibilização

te todas as etapas do

-se ao armazenamento e

de materiais educativos

processo. Nesse con-

ao transporte das amos-

podem contribuir sig-

texto, a biossegurança

tras biológicas. Após a

nificativamente

para

assume papel central

coleta, o material deve

a correta execução do

na implementação da

ser acondicionado em

procedimento e para

autocoleta, uma vez que

recipientes

apropria-

a redução de possíveis

envolve medidas desti-

dos e encaminhado ao

riscos biológicos asso-

nadas a prevenir riscos

laboratório dentro das

ciados ao manuseio do

biológicos, garantir a

condições

recomenda-

material coletado.

integridade das amos-

das, a fim de preservar a

tras coletadas e assegu-

qualidade do DNA viral

Dessa forma, a autoco-

rar a confiabilidade dos

e evitar degradação ou

leta para o teste de DNA

resultados laboratoriais.

contaminação.

do HPV representa uma

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

165


BIOSSEGURANÇA II

estratégia promissora

para ampliar o acesso

ao rastreamento do

câncer do colo do útero,

especialmente em contextos

onde persistem

barreiras relacionadas ao

acesso aos serviços de

saúde. Entretanto, sua

implementação deve

estar associada à adoção

de práticas rigorosas de

biossegurança, garantindo

que o procedimento

seja realizado de forma

segura, confiável e eficaz.

A consolidação dessa

abordagem depende,

portanto, da integração

entre educação

em saúde, orientação

adequada às usuárias e

cumprimento de protocolos

técnicos que assegurem

a qualidade das

amostras e a proteção

de todos os envolvidos

no processo. Assim, a

discussão sobre biossegurança

na autocoleta

do exame citológico

torna-se fundamental

no contexto da saúde

pública, especialmente

diante da crescente

busca por estratégias

inovadoras que

ampliem a cobertura do

rastreamento do câncer

do colo do útero. A

adoção de medidas que

garantam segurança,

qualidade e orientação

adequada pode contribuir

significativamente

para o sucesso dessa

abordagem, promovendo

maior autonomia

para as mulheres e fortalecendo

as políticas

de prevenção dessa

importante neoplasia.

Autores:

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: drbiosseguranca@gmail.com

Maria Clara Filgueira Borba

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Mayara Fabyanne Cavalcanti Reis

Acadêmica de Medicina, Uninassau

166 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



DIREITO E SAÚDE

ESTATUTO DOS DIREITOS

DO PACIENTE

Por Délio Ciriaco

Prezado(a) Leitor(a),

seja bem, vindo(a) a esta

análise jurídica!

Estatuto dos Direitos

do Paciente: Lei Nº

15.378/2026

Esta legislação, sancionada

em 6 de abril de 2026,

consolida as principais

diretrizes sobre os direitos

do paciente no Brasil,

promovendo uma transformação

no cuidado clínico

e nos princípios da

relação médico-paciente

/ laboratório – paciente.

Pilares Fundamentais

da Lei:

Referida Lei traz de forma

expressa alguns “pilares”

que todo o atendimento

ao paciente deve conter,

refletindo no texto legal

os princípios de Bioética,

de Ética, e até mesmo

constante no Código de

Defesa do Consumidor.

Sendo eles:

A. Dignidade e Respeito:

Garantia de atendimento

humanizado, livre de

qualquer discriminação,

respeitando valores

morais, culturais e a integridade

física.

B. Autonomia Plena: O

paciente detém o direito

absoluto de consentir ou

recusar procedimentos

diagnósticos e terapêuticos

de forma voluntária.

C. Informação Clara: Direito

a informações compreensíveis

sobre diagnóstico,

prognóstico, riscos e alternativas

de tratamento.

Privacidade e Prontuário

Médico / Entrega de

Exames / Compartilhamento

de Informações:

A nova lei estabelece

regras rigorosas para o

manejo de dados sensíveis,

e além, prevendo

situações que impactam

diretamente os Laboratórios

de Análises Clínicas

e demais Instituições de

Saúde, quais sejam:

• Proteção de Dados:

Conformidade estrita

com as diretrizes da LGPD;

168 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


DIREITO E SAÚDE

• Acesso Imediato: O

paciente possui garantia

de acesso facilitado e

irrestrito ao seu próprio

prontuário;

• Sigilo Absoluto: A

confidencialidade é

preservada, exceto em

casos de risco iminente

à saúde pública;

No que pese as regras

em sua maioria maciça

das vezes já sejam

seguidas pelos Laboratórios,

é importante

ressaltar, que a RDC

– 978/2025 da Anvisa

prevê critérios normas

e um verdadeiro roteiro

do que e como se adequar,

as Leis “esparsas”

também devem obrigatoriamente

serem

seguidas, tais como

esta Lei (15.378/2026),

a Lei Geral de Proteção

de Dados – LGPD – Lei

13.708/2018, o Código

de Defesa do Consumidor

– Lei 8078/90,

entre outras normas

obrigatórias.

• Gratuidade de Laudos:

Direito a cópias de exames

CATEGORIA

DEVERES DO

LABORATÓRIO /

INSTITUIÇÃO DE SAÚDE

DIREITOS ATIVOS DO

PACIENTE

e atestados sem cobranças

adicionais abusivas;

Informação

Fornecer dados técnicos

de forma clara e

tempestiva.

Receber, exigir

esclarecimentos e

questionar condutas.

• Controle de Compar-

Tratamento

Apresentar alternativas e

respeitar a recusa

documentada.

Aceitar, recusar ou

interromper

tratamentos (salvo

risco de vida).

tilhamento: O paciente

decide quais familiares ou

Privacidade

Garantir infraestrutura

blindada para o sigilo

(LGPD).

Certeza de que

dados clínicos não

serão expostos

indevidamente.

profissionais podem acessar

suas informações;

Atendimento

Providenciar meios para

alívio do sofrimento físico

e psíquico.

Reivindicar manejo

imediato da dor e

suporte mental.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

169


DIREITO E SAÚDE

Acompanhamento

Assistência:

e

2. Promover treinamentos

de capacitação para o cor-

Matriz de Responsabilidades

– Quadro Facili-

• Direito a Acompanhante:

Ampliado para

consultas, exames, internações

e procedimentos,

visando suporte emocional

e físico contínuo.

• Segunda Opinião

Médica: Direito assegurado

de buscar outro profissional

sem necessidade

de justificativa ou sofrer

retaliações institucionais.

Prazos para Adequação:

As instituições de saúde

(públicas e privadas) possuem

o prazo máximo de

180 dias a partir de abril

de 2026 para:

1. Adequar totalmente os

protocolos internos.

po clínico e administrativo.

Situações e Casos Específicos:

• Cuidados Paliativos: O

alívio da dor e o acesso a

cuidados paliativos são

elevados ao status de

direito humano fundamental

no fim de vida.

• Grupos Vulneráveis:

Proteção jurídica ampliada

e atendimento preferencial

para idosos, gestantes

e pessoas com deficiência.

• Diretivas Antecipadas:

Validação formal do testamento

vital, respeitando a

vontade prévia do paciente

sobre intervenções futuras.

tador:

Pensando na didática

para interpretação da

nova Lei, abaixo elaborei

um quadro/matriz com

as responsabilidades do

Laboratório/Instituições

de Saúde, vejamos:

Impacto na Gestão

Laboratorial e Hospitalar:

A lei exige uma reestruturação

cultural. O foco

deixa de ser apenas o

tratamento da doença e

passa a ser a experiência

do paciente como centro

das decisões terapêuticas.

Gestores devem investir

em letramento de saúde

e tecnologias de transparência

e cursos de aper-

170 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


feiçoamento, de modo a

cumprir a Lei e seguir a

caracteriza-se

como

situação contrária aos

jurídica

laboratorial

qualificada é um inves-

DIREITO E SAÚDE

RDC 978/2025 da Anvisa.

direitos humanos, nos

timento estratégico e

termos da Lei nº 12.986,

imprescindível para o

O Custo de Não Seguir a

de 2 de junho de 2014.”

sucesso e sustentabilida-

Lei:

de do negócio.

Conforme artigo 24 da

Temos desta forma, mais

referida Lei, o não cum-

uma obrigação legal a ser

Proteção jurídica ao seu

primento se consolida

cumprida e respeitada por

laboratório! Está em nos-

como uma violação aos

parte dos Laboratórios de

so DNA está luta!

direitos humanos, sendo

Análises Clínicas e demais

passível de indenização a

Instituições da Saúde.

Obrigado e um grande

favor do paciente.

abraço a todos(as)!

“Lei Art. 24. A violação

dos direitos do pacien-

Por fim, ressaltamos que

um mercado tão competitivo

e regulado, contar

Entre em contato conosco:

WhatsApp: 11. 9.8558.7326

E-mail: delio@ciriacoadvogados.com.br

te dispostos nesta Lei

com uma assessoria

@deliociriaco

Autor:

Délio J. Ciriaco de Oliveira

(OAB/SP 298.538), Advogado em São Paulo, Professor e Palestrante, sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo –

Capital, atuando na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil.

@ciriacoadvogados

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

171


PAPO DE BANCADA

GESTÃO LABORATORIAL EM 2026:

RISCOS FINANCEIROS, SUSTENTABILIDADE

OPERACIONAL E O CUSTO DO NÃO

ATENDIMENTO À RDC 978

Por Silvânia Ramalho

O ano de 2026 se desenha

como um período crítico

para os laboratórios de

Análises Clínicas no Brasil.

Não apenas pela conjuntura

econômica - marcada

por pressão inflacionária

persistente, crédito

mais seletivo, aumento

do custo de insumos

importados e margens

cada vez mais comprimidas

- mas, sobretudo,

pela intensificação do risco

regulatório associado

à implementação da RDC

nº 978/25. Nesse cenário,

a gestão do laboratório

deixa definitivamente de

ser apenas técnica-operacional

e passa a ocupar,

de forma inequívoca,

o centro da estratégia

financeira e da sustentabilidade

do negócio.

A expectativa inicial do

setor era de que a revisão

da RDC nº 786/23

trouxesse maior clareza

conceitual, alinhamento

técnico-científico e previsibilidade

regulatória.

O que se observou, contudo,

foi a publicação de

uma nova resolução que,

embora traga avanços

conceituais pontuais,

apresenta fragilidades

relevantes de coesão,

coerência e aplicabilidade

prática. Essa combinação

eleva o grau

de incerteza regulatória

e, consequentemente,

amplia os riscos financeiros

para 2026.

O risco financeiro invisível:

a não conformidade

regulatória

Tradicionalmente, muitos

laboratórios ainda tratam

o atendimento às RDCs

como um custo obrigatório

e não como um vetor

direto de mitigação de ris-

172 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


cos financeiros. Essa visão

acreditação,

parcerias

de gestão, domínio técni-

PAPO DE BANCADA

é perigosa. O não aten-

estratégicas e contratos

co-científico e processos

dimento à RDC 978 não

corporativos;

bem estruturados.

se limita à possibilidade

de autuação sanitária. Ele

• a sustentabilidade do

RDC 978 e o impacto

impacta diretamente:

negócio no médio e lon-

direto na gestão do risco

go prazo.

A RDC 978 toca em um

• a continuidade opera-

ponto sensível do ecos-

cional, por meio de inter-

Em 2026, com maior rigor

sistema diagnóstico: a

dições parciais ou totais;

fiscalizatório e interpre-

distinção entre execu-

tações heterogêneas da

tar exames e realizar

• a previsibilidade de

norma nos diferentes

assistência

laborato-

receitas, diante de para-

municípios, o risco deixa

rial. Essa diferença não

lisações,

suspensões

de ser hipotético e passa

é meramente semânti-

de exames ou perda de

a ser concreto. A ausên-

ca. Ela envolve preparo

contratos;

cia de clareza do texto

do paciente, avaliação

normativo transfere para

pré-analítica, interpre-

• a reputação institucio-

o laboratório a respon-

tação de interferentes,

nal, elemento crítico em

sabilidade de interpretar,

rastreabilidade

da

um mercado cada vez mais

justificar tecnicamente e

amostra e responsa-

competitivo e exposto;

sustentar suas decisões

bilidade técnica sobre

• a capacidade de

frente à vigilância sanitá-

o resultado liberado.

acesso a processos de

ria. Isso exige maturidade

Ignorar esse aspecto é

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

173


PAPO DE BANCADA

comprometer a segu-

caixa, na sinistralidade,

• investimento em capa-

rança do paciente e,

nos passivos ocultos e

citação

técnico-cien-

simultaneamente, expor

na erosão da margem

tífica e regulatória das

o laboratório a riscos

operacional.

equipes;

legais e financeiros de

grande magnitude.

2026: gestão financei-

• fortalecimento de pro-

ra integrada à gestão

cessos pré-analíticos e

A ampliação indiscrimi-

regulatória

de rastreabilidade;

nada de potencialida-

Diante desse cenário, a

des tecnológicas, sem

gestão laboratorial em

• alinhamento entre qua-

a devida consideração

2026 precisa incorporar,

lidade, conformidade e

dos requisitos técnico-

de forma estruturada, o

estratégia de crescimento;

-científicos, pode gerar

gerenciamento de riscos

• preparação para audito-

uma falsa sensação de

regulatórios como parte

rias, fiscalizações e pro-

eficiência

operacional.

do planejamento finan-

cessos de acreditação.

Na prática, isso tende

ceiro. Isso inclui:

a aumentar retrabalho,

• análise crítica da RDC

Não se trata de “afrou-

não

conformidades,

978 aplicada à realidade

xar” a norma, mas de

questionamentos

clí-

do serviço;

buscar

harmonização

nicos, judicialização e

entre diretriz regula-

perda de credibilidade.

• mapeamento de riscos

tória, realidade ope-

Tudo isso tem custo - e

sanitários com impacto

racional e segurança

ele aparece no fluxo de

financeiro;

sanitária. A vigilância

174 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


sanitária tem, sim,

papel educativo, mas

ria tendem a enfrentar

dificuldades crescentes

compreendem isso hoje

estarão mais preparados

PAPO DE BANCADA

o laboratório não pode

em 2026. Persistir, estu-

para operar de forma

depender

exclusiva-

dar a norma, aplicar o

segura, acreditada e

mente desse viés. A

conhecimento científico

sustentável amanhã. E

responsabilidade final

e fortalecer a governan-

principalmente

prepa-

recai sobre o serviço e

ça não é apenas uma

rados para uma nova

sua liderança técnica.

escolha técnica - é uma

revisão em 2026, pois

decisão estratégica de

o mercado diagnostico

A RDC 978 coloca o setor

sobrevivência.

está em movimento e

diante de um divisor de

ainda sendo regulado

águas. Em um ambiente

O investimento de uma

desde a revisão da RDC

econômico

desafiador,

vida inteira, construído

302/2005. Excelência,

laboratórios que não

com base em conheci-

neste contexto, deixa

integrarem

ciência,

mento, ética e assistên-

de ser discurso e passa a

gestão de processos e

cia ao paciente, está em

ser o principal ativo que

conformidade regulató-

jogo. Laboratórios que

gera confiança.

Autora:

Silvânia Ramalho

Bioquímica farmacêutica com especialização em Análise de Custos e Formação de Preço de Venda, Gestão Comercial em Vendas e membro do

Grupo Técnico de Trabalhos de Análises Clínicas do CRF/MG.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

175


DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO

MASTOCITOMA CANINO E DIAGNÓSTICO

MOLECULAR AVANÇADO

Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto

O mastocitoma cutâneo

é uma das neoplasias

mais comuns em cães

e, ao mesmo tempo,

uma das mais desafiadoras

da oncologia

veterinária. Sua principal

complexidade está na

grande variabilidade de

comportamento biológico,

que pode ir de

lesões benignas e bem

controladas até formas

altamente agressivas e

metastáticas.

Limitações do diagnóstico

convencional

Tradicionalmente, o

diagnóstico e o prognóstico

do mastocitoma são

baseados na histopatologia,

com avaliação do

grau de diferenciação

celular, índice mitótico e

invasão tecidual. Embora

esses parâmetros

sejam fundamentais,

eles apresentam limitações

importantes na

predição do comportamento

clínico do tumor.

Casos com classificação

histológica semelhante

podem evoluir de forma

completamente distinta,

o que evidencia a necessidade

de ferramentas

mais precisas para estratificação

prognóstica.

Avanços do diagnóstico

molecular

O diagnóstico molecular

surge como um divisor

de águas na oncologia

veterinária. Entre os

principais marcadores

estudados, destaca-se

o gene KIT, responsável

pela codificação de um

receptor tirosina-quinase

essencial para a proliferação

de mastócitos.

Mutações ativadoras em

KIT, especialmente no

exon 11, estão associadas

a maior agressividade

tumoral, maior taxa

de recidiva e pior prognóstico.

Esses achados

permitem não apenas

melhor estratificação

176 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


de risco, mas também

influenciam diretamente

a conduta terapêutica.

Impacto na terapêutica

personalizada

A identificação de alterações

moleculares abriu

espaço para o uso de

terapias-alvo, como os

inibidores de tirosina-

-quinase, incluindo o

toceranibe. Tumores com

mutações em KIT podem

apresentar resposta

mais significativa a esses

fármacos, reforçando a

importância do diagnóstico

molecular na escolha

do tratamento.

Esse cenário marca a

transição da oncologia

veterinária para um

modelo mais individualizado,

baseado nas

características biológicas

do tumor e não apenas

em sua morfologia.

Perspectivas futuras

Além das mutações

gênicas, estudos recentes

têm investigado

o papel de alterações

epigenéticas, como a

metilação do DNA, na

progressão do mastocitoma.

Essas alterações

podem atuar como

potenciais biomarcadores

prognósticos e auxiliar na

identificação de tumores

com maior potencial de

malignidade.

A integração entre histopatologia,

imunohistoquímica

e biologia molecular

representa atualmente a

abordagem mais completa

e precisa para o manejo

do mastocitoma canino.

O diagnóstico molecular

do mastocitoma não

substitui a avaliação

histopatológica, mas a

complementa de forma

decisiva. A incorporação

de marcadores genéticos

e epigenéticos na rotina

diagnóstica permite uma

medicina veterinária mais

precisa, preditiva e personalizada,

com impacto

direto na sobrevida e

qualidade de vida dos

pacientes.

Referências

Zmorzynski S, et al. Genetic Changes in Mastocytes

and Their Significance in Mast Cell

Tumor Prognosis and Treatment. Genes (Basel).

2024;15(1):137. PMID: 38275618.

Wyatt EK, et al. Mastocytosis in the skin in dogs:

a multicentric case series. Vet Comp Oncol.

2024;22(1):136–148. PMID: 38243867.

Thamm DH, et al. Prognostic and predictive

significance of KIT protein expression and c-kit

gene mutation in canine cutaneous mast cell

tumours. Vet Comp Oncol. 2019;17(4):451–455.

PMID: 31264352.

Puget C, et al. Deep learning model predicts

c-Kit-11 mutational status in canine mast cell

tumors. arXiv. 2024.

Sabattini S, et al. Feline intestinal mast cell

tumours: clinicopathological characterisation

and KIT mutation analysis. J Feline Med Surg.

2016;18(4):280–289. PMID: 25916685.

DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO

Autora:

Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como

coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa,

Extensão e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e

Bioengenharia Celular e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica,

oncologia, biotecnologia e pesquisa translacional em saúde.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

177


GESTÃO APLICADA

A EVOLUÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE

ANÁLISES CLÍNICAS E PATOLOGIA:

COMO A GESTÃO FINANCEIRA ESPECIALIZADA ESTÁ

TRANSFORMANDO RESULTADOS NO SETOR

Por Liandro Fabri

O setor de análises clínicas

no Brasil vive um período

de intensa competitividade,

consolidação

e pressão por eficiência,

impulsionado principalmente

pela verticalização

dos grandes convênios.

Esse movimento

exige dos laboratórios

um nível elevado de

profissionalização e uma

gestão extremamente

estratégica, sustentada

por indicadores precisos,

demonstrativos de custos

confiáveis e análises

financeiras robustas.

Somente com essa inteligência

é possível tomar

decisões assertivas, otimizar

custos, aprimorar

a formação de preços

e, consequentemente,

fortalecer a competitividade

no mercado.

O desafio da gestão

em laboratórios: complexidade,

margens e

decisões críticas

Um laboratório de análises

clínicas é, por natureza,

um negócio de alta complexidade

operacional.

Cada setor (Bioquímica,

Hematologia, Hormônios,

Microbiologia, Imunologia,

entre outros), possui

estruturas de custos muito

distintas, tempos de

processamento próprios,

exigências de insumos

específicos e níveis variados

de automação.

Sem uma visão financeira

clara e segmentada,

muitos gestores acabam

tomando decisões com

base em percepções, e

não em fatos. O resultado

costuma ser:

• investimentos mal direcionados;

• manutenção de unidades

de coletas deficitárias;

• perda de lucratividade

por falta de controle

regular de custos;

178 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


• dificuldade para crescer,

escalar ou se prepa-

registradas 16 operações

envolvendo hospi-

estratégias de expansão.

Por exemplo, em 2025 o

GESTÃO APLICADA

rar para oportunidades

tais e laboratórios, um

Grupo Fleury comprou

de processos de fusão e

aumento de cerca de

100% das quotas do

aquisição (M&A)

45% em relação ao mes-

Laboratório São Lucas

mo período de 2024.

(LSL), com unidades no

Nas últimas décadas, e

interior de São Paulo, por

com especial intensida-

Esse aumento expressivo

R$ 34 milhões.

de nos últimos anos, o

evidencia o interesse contí-

mercado de medicina

nuo de grandes grupos em

No mesmo ano, o Grupo

diagnóstica

brasileiro

expandir sua presença via

Tommasi (com origens

vem atravessando uma

aquisição de redes meno-

no Espírito Santo) con-

fase marcante de conso-

res (médios e pequenos

cluiu a aquisição do

lidação e aquisições.

laboratórios) muitas vezes

Labormed, uma rede

buscando

capilaridade

com 55 unidades distri-

Entre 2003 e 2023, foram

regional, ganho de escala,

buídas em 11 municípios

registradas mais de 817

sinergias operacionais e

do Rio de Janeiro, conso-

operações de fusões e aqui-

eficiência de custos.

lidando sua presença em

sições no setor de saúde, um

um mercado estratégico.

volume que coloca saúde

O mercado de medicina

como uma das áreas mais

diagnóstica tem mostra-

A virada de chave:

dinâmicas em M&A no país.

do um ritmo acelerado

visão de custos por

de consolidações, com

setor e tomada de deci-

Já em 2025, esse movi-

grandes players adqui-

são baseada em dados

mento continuou ace-

rindo redes regionais de

É justamente nesse pon-

lerado: apenas no pri-

pequeno e médio por-

to que a Fabri Consultoria

meiro semestre foram

te como parte de suas

tem atuado com diferen-

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

179


GESTÃO APLICADA

ciação: trazendo clareza,

método e visão estratégica

para apoiar labora-

• direcionar investimentos

com maior assertividade;

• otimizar o uso de equi-

• Lucro operacional inicial:

8,57%

• Lucro operacional no

tórios em suas decisões

pamentos e recursos

segundo ano de traba-

mais relevantes, do ope-

humanos.

lho: 18,09%

racional ao estratégico,

do curto ao longo prazo.

Quando um gestor pas-

Esse salto de performance

sa a enxergar o negócio

só foi possível devido à:

Ao implementar um

dessa forma, a tomada

• análise individualizada

modelo de visão por

de decisão deixa de ser

de unidades e setores;

setor de processamen-

intuitiva e se torna preci-

• identificação de unida-

to, o laboratório pode

sa e estratégica.

des deficitárias;

entender

exatamente

• reestruturação estraté-

quanto custa e quanto

Um dos cases mais

gica, incluindo o fecha-

rentabiliza cada área

expressivos entre os

mento de duas unidades;

da operação. Essa abor-

laboratórios

atendidos

• implementação de melho-

dagem possibilita:

pela Fabri mostra o poder

rias operacionais e financei-

• identificar gargalos e

dessa transformação. No

ras de forma contínua.

desperdícios;

segundo ano de parceria,

• medir a performance

um grupo que enfrenta-

O resultado foi uma ope-

individual de cada setor;

va margens comprimidas

ração mais eficiente, mais

• projetar cenários mais

apresentou uma evolu-

rentável e com maior pre-

precisos;

ção marcante:

visibilidade financeira.

Autor:

Liandro Fabri

Administrador, diretor operacional da Fabri Consultoria e docente em finanças corporativas.

180 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


TRANSPORTE TERRESTRE PARA

SAÚDE NO BRASIL

A construção de um novo marco técnico para a segurança logística sanitária

LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL NA SAÚDE

Por Dr. Cristhian Roiz

O transporte terrestre para

a saúde sempre foi um

dos pilares mais críticos e,

ao mesmo tempo, menos

padronizados de toda a

cadeia assistencial brasileira.

Durante anos, hospitais,

laboratórios, indústrias

farmacêuticas, operadores

logísticos, distribuidores

e serviços diagnósticos

aprenderam a conviver

com um cenário regulatório

fragmentado, no qual

diferentes órgãos estabelecem

exigências técnicas

específicas, porém sem

uma norma estruturante

única que consolide

requisitos operacionais

mínimos para a logística

terrestre da saúde.

Essa realidade começa

agora a avançar para um

novo patamar técnico.

Com a formação de um

Grupo de Trabalho (GT)

no âmbito do ABNT/

CB-16 - Comitê Brasileiro

de Transportes e Tráfego

da Associação Brasileira

de Normas Técnicas - inicia-se

oficialmente uma

força-tarefa voltada à

discussão de recomendações

técnicas aplicáveis

ao transporte terrestre de

produtos regulados para

saúde no Brasil.

E essa discussão vai muito

além do transporte de

materiais biológicos.

Estamos falando de uma

cadeia extremamente

ampla, sensível e estratégica,

que envolve

medicamentos, produtos

para saúde, materiais

biológicos, resíduos com

potencial infectante,

roupas hospitalares contaminadas,

embalagens

técnicas, monitoramento

térmico, rastreabilidade

operacional, higienização

veicular, qualificação

operacional e biossegurança

logística.

Atualmente, o transporte

terrestre para

saúde opera sob um

ecossistema regulatório

complexo, envolvendo

simultaneamente

exigências da ANVISA,

ANTT, Vigilâncias Sanitárias

estaduais e municipais,

além de referências

técnicas internacionais

aplicáveis ao transporte

terrestre de produtos

perigosos, materiais

biológicos e sistemas

de embalagem, incluindo

recomendações da

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

181


LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL NA SAÚDE

Organização Mundial da

Saúde (OMS) e as Pack

Instructions da ICAO/

- capacitação dos profissionais

envolvidos;

- adequação e compatibili-

- indústrias farmacêuticas

e diagnósticas, com

maior previsibilidade

IATA utilizadas mundial-

dade do veículo utilizado;

operacional;

mente como referência

- conformidade das

- órgãos reguladores e

técnica para especifica-

embalagens com crité-

fiscalizadores, por meio

ção e desempenho de

rios técnicos reconheci-

de referências harmoni-

embalagens destinadas

dos internacionalmente.

zadas para auditorias e

ao transporte seguro de

inspeções;

substâncias biológicas e

O desafio é sistêmico.

- e o próprio mercado,

produtos regulados.

E justamente por isso,

que evolui para um

a aproximação entre

cenário de maior matu-

Na prática, isso signi-

especialistas do setor e

ridade técnica e segu-

fica que a segurança

a ABNT representa um

rança operacional.

de uma única amostra

ganho estratégico para

laboratorial ou de um

toda a cadeia da saúde.

Um dos pontos mais

medicamento termolábil

A construção de reco-

relevantes dessa discus-

depende diretamente de

mendações

técnicas

são envolve também

diversos fatores integra-

nacionais poderá trazer

o transporte terrestre

dos, como:

benefícios diretos para

de roupas hospitalares

- qualificação da emba-

todos os stakeholders

limpas e contaminadas.

lagem utilizada;

envolvidos:

Embora muitas vezes

- tempo e estabilidade

- pacientes, por meio de

tratado apenas como

da rota;

maior segurança diag-

atividade de apoio ope-

- monitoramento de tem-

nóstica e terapêutica;

racional, esse processo

peratura;

- hospitais e laborató-

representa componen-

- segregação sanitária

rios, com redução de

te crítico da biossegu-

da carga;

riscos operacionais e

rança assistencial.

- higienização das

perdas assistenciais;

superfícies veiculares;

- transportadoras especiali-

A RDC ANVISA nº 6/2012

- classificação de risco do

zadas, com critérios técnicos

estabelece

requisitos

material transportado;

mais claros e padronizados;

claros para segregação

182 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


entre roupas limpas

e sujas, utilização de

veículos apropriados e

cenário cada vez mais

dependente de sistemas

digitais, aplicativos

bases sólidas para uma

logística terrestre em

saúde verdadeiramente

LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA

ARTIFICIAL NA SAÚDE

prevenção de contami-

de

monitoramento,

validada, segura, auditá-

nação cruzada durante

telemetria e controle

vel e alinhada às neces-

o transporte.

térmico, torna-se indis-

sidades reais da cadeia

pensável discutir rastre-

assistencial brasileira.

Casos recentes de reper-

abilidade,

integridade

cussão pública envolven-

de registros e confiabi-

Após mais de uma déca-

do falhas no transporte de

lidade operacional das

da acompanhando os

enxoval hospitalar eviden-

evidências logísticas.

desafios do setor, torna-

ciam que o tema possui

-se evidente que a cons-

impacto sanitário real e

O Brasil possui hoje uma

trução coletiva entre

demanda maior padroni-

oportunidade importan-

especialistas

técnicos,

zação técnica nacional.

te de avançar para um

mercado, indústria e

novo nível de maturida-

ABNT pode representar

Outro aspecto impor-

de técnica no transporte

um divisor de águas

tante envolve a rastre-

terrestre sanitário.

para a logística terrestre

abilidade

operacional

da saúde no país.

e a integridade dos

Mais do que criar docu-

sistemas utilizados na

mentos, essa força-ta-

O desafio é grande.

cadeia logística terres-

refa representa a pos-

Mas a necessidade é ain-

tre da saúde. Em um

sibilidade de estruturar

da maior.

Autor:

Dr. Cristhian Roiz

Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de Qualificação do

Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento de produtos da saúde por meio da

capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas. Esse curso já capacitou profissionais em 11 estados

brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações para aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias

para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

183


INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

DB FORTALECE SETOR OCUPACIONAL COM UM ANO DE

DESCENTRALIZAÇÃO NO NORDESTE

A descentralização dos exames

ocupacionais do DB Toxicológico

para a região Nordeste completa

um ano com avanços expressivos

em eficiência, agilidade e ampliação

de portfólio. A iniciativa, que

faz parte da estratégia de expansão

operacional da empresa, já

demonstra impactos positivos

tanto para clientes quanto para a

logística laboratorial.

Segundo a gerente da unidade

técnica ocupacional, Andreia

Vidal, o projeto foi estruturado

em etapas para garantir uma

transição segura e eficiente. “A

descentralização foi estruturada

em duas fases. A Fase 1, concluída

em maio de 2025, contemplou

exames de toxicologia clínica e

ocupacional da plataforma de

cromatografia. A Fase 2, referente

aos exames de metais na plataforma

ICP-MS, está em andamento

e tem previsão de conclusão em

maio de 2026”, explica.

Com a implementação progressiva,

o portfólio de exames

disponíveis na unidade descentralizada

já representa uma

parcela considerável da operação.

“Observa-se um aumento do

menu descentralizado, que atualmente

já corresponde a uma parcela

expressiva do portfólio do DB

Toxicológico”, destaca Andreia.

Um dos principais ganhos percebidos

ao longo desse primeiro

ano foi a redução no tempo de

liberação dos resultados, fator

crítico para clientes da área

ocupacional. A escolha de Recife

como polo operacional contribuiu

diretamente para esse avanço.

“Com a descentralização dos

exames para Recife, foi possível

reduzir o tempo total de liberação

dos resultados (TAT), principalmente

pela diminuição do tempo

logístico por ser uma região mais

distante do eixo centro-sul do

país. De forma geral, o cliente foi

impactado positivamente com

uma redução aproximada de 24

horas no TAT total”, afirma.

Com a conclusão da Fase 2 prevista

para 2026, a expectativa é de uma

expansão de atendimento ainda

mais robusta, ampliando a resolutividade

da unidade e fortalecendo

a presença do DB na região.

184 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


A programação do Congresso Sul Mineiro inclui:

Cursos pré-congresso

Seminário de lâminas

Mais de 30 atividades

científicas entre

palestras e worshops

Área de Exposição com

mais de 30 empresas do

ramo laboratorial

Programação social

com happy hour e festa

de confraternização

www.congressosulmineiro.com.br


INFORME INFORME DE DE MERCADO

A PCR para

investigação

do HPV se destaca

por apresentar

alta sensibilidade,

elevada

especificidade

e excelente

reprodutibilidade.

Panorama laboratorial da detecção do HPV

em amostra do colo do útero

O Papiloma vírus humano (HPV) é o principal agente

etiológico do câncer do colo do útero, sendo responsável

por mais de 95% dos casos. Nesse contexto, métodos

diagnósticos de biologia molecular baseados na reação

em cadeia da polimerase (PCR) têm ganhado destaque

como ferramentas de alta sensibilidade e especificidade

para o rastreamento e manejo clínico da infecção pelo

HPV, como fortalecido pela portaria do Ministério da

Saúde (SECTICS/MS nº3/2024) e diretrizes internacionais

de rastreamento cervical.

A detecção do HPV por PCR baseia-se na amplificação

de regiões específicas do DNA viral, permitindo a

identificação direta do material genético do vírus,

mesmo em cargas virais baixíssimas e antes do início

de manifestações clínicas - o que possibilita a detecção

precoce e simultânea de múltiplos genótipos, incluindo

os de alto risco oncogênico, como os tipos de 16 e 18.

Estratégias de rastreamento baseadas primariamente em

testes de HPV molecular apresentam maior impacto na

redução da incidência e mortalidade por câncer do colo

do útero quando comparadas ao Papanicolau. Lembrando

que o exame citopatológico (Papanicolau) é amplamente

utilizado no rastreamento do câncer cervical desde os

anos de 1940-1950, apesar de apresentar limitações

inerentes ao método. O exame depende da qualidade

da coleta, da preparação da lâmina e da interpretação

do citopatologista, o que acarreta em uma sensibilidade

extremamente variável.

Mesmo comparado à captura híbrida, o outro método

molecular utilizado para investigação do HPV, a PCR

se destaca por apresentar alta sensibilidade, elevada

especificidade e excelente reprodutibilidade, reduzindo

significativamente a possibilidade de falsos negativos.

Uma vez que a captura híbrida detecta grupos de HPV

oncogênicos sem discriminação individual dos genótipos

e, além disso, não apresenta controles internos de

amplificação.

A investigação do HPV por PCR consolida-se como

método mais sensível e específico para o rastreamento

da infecção pelo HPV e prevenção do câncer do colo

do útero. Em comparação ao Papanicolau e à Captura

Híbrida, a PCR oferece vantagens em desempenho

analítico e valor clínico, representando um importante

avanço na medicina diagnóstica.

Assessoria Científica Lab Rede

Mais informações:

(31) 2519-7500

186 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


NO LAB REDE, COM

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A PCR PARA HPV E O

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HPVPCR, realizado conforme a portaria do

Ministério da Saúde. Temos, também, uma opção

ainda mais completa: o HPVGEN. Trata-se de um

painel que permite a detecção de diferentes

tipos de HPV, de alto e baixo risco.

Além disso, é possível associar o exame de

Citologia Cervical Oncótica em Meio Líquido

(CITOHI) à investigação molecular. O exame

pode acontecer de forma simultânea ou em

até 30 dias após o cadastro da amostra para

HPVPCR ou HPVGEN, sem necessidade de

nova coleta.

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INFORME DE MERCADO

MICROSCÓPIO: ÓLEO DE IMERSÃO

O óleo de imersão é um recurso

comum na microscopia, principalmente

em laboratórios de análise,

porém muitos usuários não sabem

ao certo a sua função e muitas

vezes é utilizado de forma equivocada.

Este fluido é utilizado com

a objetiva de maior aumento do

microscópio, geralmente com 100

vezes de ampliação. Sua função é

otimizar a resolução e o contraste

da imagem, agindo como um meio

de imersão que preenche o espaço

entre a lente objetiva e a lâmina,

permitindo que a luz se propague

de forma mais eficiente.

Esse óleo possui um índice de refração

similar ao do vidro das lâminas

de microscopia, o que minimiza a

refração da luz quando ela passa

de um meio para o outro. Esse processo

reduz as perdas de luz, permitindo

uma maior quantidade de luz

alcançar a lente da objetiva. Como

resultado, a resolução da imagem é

melhorada significativamente, tornando

visíveis detalhes que seriam

indistinguíveis sem o uso do óleo,

como estruturas celulares pequenas

e padrões de superfícies. Além

disso, o óleo de imersão também

contribui para melhorar a profundidade

de campo e o contraste

da imagem, proporcionando uma

visualização mais clara e detalhada.

Como utilizar:

Objetivas: O óleo de imersão deve

ser usado somente nas objetivas

que possuem a especificação "Oil",

que geralmente são as 100 vezes.

Aplicação: Posicione o revólver de

objetivas na posição intermediária,

entre a última objetiva utilizada e a

objetiva “Oil”. Coloque uma pequena

gota de óleo sobre a lâmina

onde a amostra está preparada.

Posicione a objetiva de imersão

sobre a lâmina com óleo.

Evite excesso de óleo, a aplicação

excessiva pode danificar as objetivas

ou causar infiltração em outras

partes do microscópio.

Focalização: Utilize o micrométrico

para focalizar e ajuste a iluminação

e o diafragma para obter a melhor

imagem.

Não retorne para as objetivas

anteriores: Após o uso do óleo,

evite retornar às objetivas que não

possuem essa especificação, pois

elas não são feitas para entrar em

contato com o óleo.

Limpeza: Após o uso, retire o excesso

de óleo com um lenço de papel

macio, sem pressionar ou esfregar

a lente. Apenas toque suavemente

para absorver o excesso de óleo.

Com esses cuidados, você conseguirá

obter imagens mais nítidas e preservar

seu microscópio por mais tempo.

Manutenção Preventiva:

Microscópios que utilizam óleo

de imersão exigem cuidados

especiais e manutenções preventivas

periódicas para garantir o

bom funcionamento e a preservação

das lentes. O uso frequente

de óleo pode resultar em resíduos

que, se não limpos corretamente,

podem danificar as objetivas,

obstruir as lentes ou até afetar

outros componentes do microscópio.

Além disso, o óleo pode

acumular sujeira ou até endurecer

com o tempo, prejudicando

a qualidade da imagem. Por isso,

é fundamental realizar manutenções

preventivas periódicas com

uma empresa especializada.

Para mais informações sobre

microscopia, suporte técnico e

manutenção para seu microscópio,

entre em contato com a Teratec.

188 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



INFORME DE MERCADO

SAÚDE 5.0 E O PAPEL DA MEDIX BRASIL NA PROTEÇÃO

DOS LABORATÓRIOS

Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno

Garanta proteção

e diagnósticos precisos

na temporada de inverno

O conceito Saúde 5.0 traz um olhar

mais humano para o cuidado com as

pessoas. No setor laboratorial, isso

se reflete em uma rotina mais atenta,

onde cada exame envolve expectativa,

acolhimento e respons-

O inverno se aproxima e, com ele,

surge a temporada de exames

abilidade. A tecnologia avança, os

para gripe e outras doenças

diagnósticos sazonais. ganham É imprescindível mais precisão que

e rapidez, seu laboratório enquanto esteja o atendimento plenamente

se torna

equipado

mais próximo

para oferecer

e cuidadoso.

qualidade

e diagnósticos precisos. A Medix,

proporciona confiabilidade e está

Nesse sempre cenário, presente a proteção para auxiliar ganha

ainda laboratórios mais protagonismo. em todo o Brasil. Ela

contribui para um ambiente mais

Conheça alguns destaques de

organizado, reduz riscos e garante

nossa linha de produtos:

melhores condições de trabalho

para Luva as equipes. Nitrilo Antimicrobiana

Para os profissionais,

AMG: significa Desenvolvida mais segurança para na

execução proporcionar dos procedimentos. máxima proteção, Para os a

Luva AMG conta com tecnologia

pacientes, representa mais conforto

avançada para eliminar até

e tranquilidade durante a coleta.

99,99% das bactérias e vírus,

garantindo uma rotina de trabalho

mais segura.

A Medix Brasil, referência nacional

em proteção para laboratórios, está

presente no dia a dia do setor com

um portfólio que acompanha as

necessidades reais da rotina, com

Máscaras Tripla Proteção:

dispositivos Sinônimo como de conforto agulhas, e segurança, scalps

e tubos as Máscaras para coleta Tripla de Proteção sangue a

Medix possuem três camadas,

vácuo, além de EPIs como luvas

incluindo um filtro com mais de

descartáveis, máscaras e toucas.

95% de eficiência contra vírus,

partículas e bactérias. Disponíveis

Essa em presença quatro cores, constante ajudam a Medix

prevenir a propagação de doenças

apoia diretamente a atuação das

respiratórias, protegendo

equipes e contribui para manter um

profissionais e pacientes.

padrão elevado nos atendimentos.

O uso Linha de produtos MedixLab: confiáveis Da fase influencia

pré-analítica à analítica, a Linha

a rotina do laboratório, trazendo mais

MedixLab assegura precisão e

controle confiança nos processos, em cada resultado. redução de

custos Equipada e impactando com dispositivos de forma positiva de

coleta e diagnóstico de última

a experiência e a percepção do atendimento

pelos pacientes.

geração, nossa linha promove

uma experiência completa e para

todas as etapas do processo

laboratorial.

A Saúde 5.0 coloca o foco no que

realmente importa: as pessoas.

Tecnologia e proteção caminham

juntas, e a Medix Brasil está ao lado

de laboratórios em todo o país,

Deseja fortalecer as medidas de

participando desse movimento que

proteção e precisão em seu

transforma esse novo conceito em

laboratório? Entre em contato

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190 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


A IMPORTÂNCIA DOS DOCUMENTOS

PADRONIZADOS EM LABORATÓRIOS

DE ANÁLISES CLÍNICAS ALINHADOS

À RDC 978/2025

INFORME DE MERCADO

Nos laboratórios de análises clínicas, a padronização de documentos é essencial

para garantir a qualidade, a rastreabilidade e a segurança dos processos.

Com a atualização promovida pela RDC 978/2025

da Anvisa, essa prática torna-se ainda mais relevante,

exigindo que os estabelecimentos revisem

seus fluxos documentais de acordo com os novos

requisitos regulatórios.

A utilização de documentos padronizados assegura

uniformidade no registro e na análise das informações

laboratoriais, reduzindo erros e inconsistências

que podem comprometer os resultados,

além de ser um diferencial competitivo para laboratórios

que buscam crescer de forma sustentável.

Assim, é importante manter a rastreabilidade

completa com toda a documentação sanitária em

ordem, seja para auditorias internas e inspeções

sanitárias, permitindo uma verificação ágil da conformidade

com as normas vigentes.

A RDC 978/2025 reforça aspectos como integridade

de dados, rastreabilidade e controle de processos,

exigindo documentos atualizados, claros e seguros.

Nesse contexto, a padronização contribui diretamente

para a implementação de sistemas de gestão

da qualidade mais eficientes e alinhados às

boas práticas laboratoriais.

Outro benefício importante é a melhoria no treinamento

das equipes, pois com documentos estruturados

de forma uniforme, os profissionais compreendem

melhor os procedimentos, o que reduz

falhas operacionais e aumenta a confiabilidade

dos exames realizados.

Dessa forma, a padronização documental nos

laboratórios de análises clínicas não se limita ao

cumprimento regulatório, mas representa uma

estratégia fundamental para fortalecer a governança,

mitigar riscos sanitários e assegurar a excelência

nos serviços prestados para a segurança do

paciente e confiabilidade diagnóstica.

Escaneie e

saiba mais

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

191




INFORME DE MERCADO

SOFTWARE MÉDICO E IA:

O CAMINHO PARA A REGULARIZAÇÃO NA ANVISA

Márcio Lacerda, da WeRegister

O avanço da Inteligência Artificial

(IA) tem impulsionado transformações

profundas no setor da saúde,

com a aplicação de novas tecnologias

e procedimentos. No entanto,

a agilidade no desenvolvimento de

softwares médicos muitas vezes se

contrapõe ao andamento detalhado

e gradual dos trâmites regulatórios.

Ao planejar o desenvolvimento de

um software médico, o primeiro

passo é verificar a necessidade de

exigências regulatórias, já que muitos

softwares são erroneamente

considerados isentos de registro.

Exemplos de softwares que dispensam

regularização são:

• Softwares de wellness (ex: acompanhamento

de ciclos hormonais);

• Sistemas de gestão financeira ou

administrativa em serviços de saúde;

• Softwares de processamento de

dados demográficos e epidemiológicos;

• Softwares embarcados dedicados

ao controle do funcionamento de

equipamentos médicos.

Enquadramento regulatório e o

conceito de SaMD

Para ser classificado como Software

como Dispositivo Médico –

SaMD (Software as Medical Device),

segundo a definição internacional

seguida pela ANVISA, a ferramenta

deve atender ao conceito de dispositivo

médico. Para a ANVISA, isto

significa qualquer instrumento,

aparelho, equipamento, implante,

dispositivo médico para diagnóstico

, software, material ou outro

artigo, destinado pelo fabricante

a ser usado, isolado ou conjuntamente,

em seres humanos, para:

• Diagnóstico, prevenção, monitoramento

e tratamento (ou alívio) de

doenças;

• Diagnóstico, monitoramento, tratamento

ou reparação de lesões ou

deficiências;

• Investigação, substituição, alteração

da anatomia ou de processos ou

estados fisiológicos ou patológicos;

• Suporte ou manutenção da vida;

• Controle ou apoio à concepção;

• Fornecimento de informações por

meio de exame in vitro de amostras

provenientes do corpo humano,

incluindo doações de órgãos e

tecidos.

Assim, se o software se enquadra

em qualquer dos casos acima, sua

regularização pela ANVISA como

SaMD é obrigatória.

Conformidade com a RDC

665/2022

É fundamental destacar que mesmo

softwares desenvolvidos com

baixo investimento ou estruturas

comerciais enxutas não estão

isentos: se classificados como

SaMD, sua fabricação no Brasil

deve, obrigatoriamente, atender

à RDC 665/2022, que estabelece

as Boas Práticas de Fabricação

para produtos de saúde.

Embora o escopo desta norma

contenha exigências que não se

aplicam ao meio digital — como

gestão de estoque, recebimento de

insumos, laboratórios de controle de

qualidade, recebimento e expedição

de insumos — outros requisitos são

mandatórios: implantação de sistema

de qualidade, atendimento

ao cliente, instalação e suporte,

rastreabilidade, requisitos de RH,

gerenciamento de riscos, etc. Vale

notar que a viabilidade operacional é

alta, já que a instalação e regularização

de uma fábrica de SaMD pode ser

concretizada em uma área de apenas

20 m², desde que atenda a todos os

requisitos necessários e conte com

endereço homologado, Responsável

Legal e Responsável Técnico, etc.

Projeto, validação e rastreabilidade

O processo principal na produção de

um SaMD é a estruturação minuciosa

do Projeto de Desenvolvimento

e sua respectiva Validação, garantindo

que a ferramenta seja segura e

eficaz, e permitindo a rastreabilidade

das versões utilizadas em ambientes

clínicos. Diferente de produtos físicos,

como equipamentos, dispositivos

médicos e kits de diagnóstico, onde a

rastreabilidade é feita por número de

série, lote e validade, para um SaMD

a exigência recai sobre a rastreabilidade

de versão, datas de instalação

e locais de utilização. Esse monitoramento

é o que garante a segurança

de uso em hospitais, laboratórios e

outras unidades de saúde.

194 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Conclusão e requisitos de regularização

Nos casos em que o SaMD apresente

caráter inovador — de acordo com

sua classificação de risco (I, II, III ou IV)

— ou na ausência de aplicação similar

disponível, a validação do produto

deve, obrigatoriamente, contemplar

um Estudo Clínico formal, em conformidade

com a RDC 837/2023 da

ANVISA, que regulamenta a realização

de ensaios clínicos com dispositivos

médicos no Brasil. Este estudo

clínico deve ser aprovado por um

Comitê de Ética, registrado na Plataforma

Brasil e formalmente peticionado

junto à ANVISA para obtenção

das devidas autorizações. Ao término

do estudo, o SaMD deverá ter comprovado

sua segurança e eficácia, e

os dados do estudo formarão a base

para o registro na ANVISA.

Uma vez concluída a etapa de

estudo clínico, o registro é feito

segundo as normas RDC 751/2022

e RDC 657/2022 da ANVISA. A RDC

751 rege sobre os requisitos gerais

de produtos para saúde. Já a RDC

657/2022, em seu Artigo 12, orienta

a inclusão dos seguintes requisitos

específicos no Dossiê Técnico de

registro do SaMD:

I. Arquitetura de software;

II. Arquitetura de hardware e requisitos

técnicos mínimos e recomendáveis;

III. Plataforma;

IV. Compatibilidade, interoperabilidade

e comunicação com outros

produtos médicos, incluindo outros

softwares ou produtos para diagnóstico

de uso in vitro;

V. Informações de arquitetura e

controles de cibersegurança;

VI. Verificação e validação;

VII. Gerenciamento de risco;

VIII. Anomalias residuais identificadas

e respectivas formas de

mitigação;

IX. Avaliação clínica e associação

clínica válida, incluindo a descrição

dos algoritmos e/ou rotinas utilizadas

para gerar o processamento

das sugestões de prevenção, diagnóstico,

tratamento, monitorização

fisiológica, reabilitação ou anticoncepção

e suas fundamentações

clínicas ou científicas;

X. Declaração de conformidade

com normas internacionais ou suas

versões nacionais:

Márcio Lacerda

CEO WeRegister/Enzytec Group

IEC 62304:2006 - Medical device software

-- Software life cycle processes

IEC 62366-1:2015 Medical devices

-- Part 1: Application of usability

engineering to medical devices;

ISO 14971:2020 Medical devices

-- Application of risk management

to medical devices).

Com base na experiência consolidada

em certificação de unidades

fabris de SaMD, a WeRegister reitera

que o êxito no processo regulatório

depende de uma gestão

de projetos organizada e eficiente,

conforme as etapas descritas no

cronograma abaixo:

INFORME DE MERCADO

(Os prazos e sequências das diferentes etapas apresentadas neste cronograma correspondem a estimativas gerais, baseadas na expêriência

dos prazos médios atuais para estes procedimentos, e dependem do andamento dos processos nas empresas e nas agências regulatórias.)

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

195


Cada vez mais

abrangente

Z50

Analisador Hematológico

5 Parts Diff

Linha completa de

Reagentes para Hematologia

#equipdiagnostica

equipdiagnostica.com.br


EXS2600

Sistema de espectrometria

de massa

EXZ6000

Analisador

Hematológico

de carregamento

automático das

amostras

XI-921

Analisador Eletrolítico

Reagentes

para Bioquímica

ECR

SERIES

Coagulômetros

ESR100

Analisador

Químico

Semiautomático


INFORME DE MERCADO

DO CÓDIGO AO REGISTRO:

O SUCESSO DE UMA FÁBRICA DE SOFTWARE MÉDICO DE 20 M²

As tecnologias de Inteligência

Artificial (IA) estão cada vez mais

presentes na área da saúde, com

um número cada vez maior de softwares

médicos incorporando essa

tecnologia, mas é nos bastidores

regulatórios que as grandes ideias

se tornam soluções viáveis. Um

marco recente no setor ilustra essa

transformação: a viabilização de

uma unidade fabril de softwares

médicos com apenas 20 m².

Para ser classificado como Software

como Dispositivo Médico

– definição internacional adotada

pela ANVISA – o SaMD (Software

as Medical Device) deve ser destinado

ao diagnóstico, prevenção,

monitoramento e/ou tratamento

de uma doença, entre outras aplicações,

e deve ser regularizado

pela ANVISA.

Nesse cenário, a empresa brasileira

de inovação PREDIKTA vem se

destacando ao desenvolver soluções

de diagnóstico rápido, preciso

e não invasivo. A tecnologia

combina IA, termografia e imagens

de alta precisão com modelos preditivos

cientificamente validados,

aplicáveis tanto à saúde humana

quanto à animal e a setores como

agricultura e engenharia.

No segmento de saúde humana,

a PREDIKTA consolidou sua trajetória

com o suporte estratégico

do Grupo WeRegister/Enzytec.

Através de um planejamento

regulatório assertivo e uma atuação

sinérgica entre as equipes, o

projeto cumpriu rigorosamente os

cronogramas e atendeu às diretrizes

da RDC 665/2022 da ANVISA,

assim como de outras legislações

aplicáveis. Essa parceria foi o alicerce

para um marco histórico: a

viabilização de uma unidade fabril

de apenas 20 m² localizada no

CIETEC/USP e a conquista do primeiro

registro de produto, tornando

a PREDIKTA a primeira empresa

certificada ANVISA para este tipo

de aplicação na universidade.

Embora uma unidade fabril de

software médico dispense estruturas

tradicionais, como estoques

de produtos, laboratórios de controle

de qualidade e expedição

predikta.com.br

de insumos, as exigências regulatórias

são rigorosas. São obrigatórios

a implementação de sistemas

de qualidade, atendimento

ao cliente, instalação e suporte,

rastreabilidade, requisitos de

RH e gerenciamento de riscos.

Para atender a estes requisitos,

a WeRegister implementou um

processo robusto de Projeto de

Desenvolvimento e Validação do

SaMD, estratégia que se provou

decisiva para o êxito do projeto.

Para desenvolvedores e empresas

que buscam transformar códigos

em softwares médicos certificados,

o caso Predikta demonstra que,

com o parceiro regulatório certo, a

complexidade normativa torna-se

um degrau para o sucesso.

Precisa de suporte regulatório para

o seu software médico? A WeRegister

é a sua parceira estratégica para

serviços regulatórios.

weregister.com.br

198 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


BIOGEN APRESENTA NOVA LINHA DE IMPRESSORAS EM

PARCERIA COM A EMPRESA DIAPATH

INFORME DE MERCADO

Atuando no mercado desde 1996,

a Biogen atende laboratórios de

anatomia patológica, citologia e

pesquisa com transparência, qualidade

e profissionalismo, sempre

tratando os clientes de forma acolhedora

e proporcionando um atendimento

especializado para suprir

dúvidas técnicas e neces- sidades

específicas. Ademais, a empresa

disponibiliza uma vasta linha de

reagentes, equipamen- tos e consumíveis

para garantir o melhor

desempenho possível para seu

laboratório, sempre se adap- tando

às inovações que surgem, garantindo

materiais de qualidade e rentes

à tecnologia mais atual.

Visando as novidades de mercado,

a Biogen entra com uma nova parceira,

a empresa italiana DiaPath,

fundada em 1997 e desde então

investindo em reagentes e equipamentos

de alta qualidade com as

tecnologias mais avançadas disponíveis.

Em destaque, trabalharemos

com a Linha de impressoras PiSmart

para cassetes e lâminas, que consta

com diferenciais que cuidam das

suas necessidades com mais praticidade

e aperfeiçoamento.

Dentre as vantagens da Impressora

PiSmart podemos citar:

- Seu tamanho compacto;

- Rapidez na impressão de lâmi- nas

(3-5 segundos) e cassetes (5 segundos);

- Login de usuário e rastreamento

para análise de causa raiz;

- Conectividade simples garantida

com qualquer sistema de

informação laboratorial (LIS) existente

no mercado;

- Monitor TouchScreen de alta

resolução;

- Interface fácil de usar e opções de

conectividades flexíveis;

- Escâneres integrados para leitura

de códigos de barras e dados de

amostras;

- Taxas de impressão sem atolamento

e de leitura de código de barras

acima de 99%.

Dentre muitas outras qualidades

de destaque que garantem

um processo fácil, prático e um

desem- penho perfeito.

Para mais conhecimento de nosso

portfólio geral e da Linha de

impressoras PiSmart, fale conosco

por nossos meios de contato:

E-mail: biogen@biogenbr.com.br

Telefone: 55+ (11) 3035-3500

Celular: 55+ (11) 96366-5432

Site: https://biogenbr.com.br/

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

199


INFORME DE MERCADO

BIOSYSTEMS APRESENTA SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA

LABORATÓRIOS QUE BUSCAM ALTA PERFORMANCE E

CONFIABILIDADE

A BioSystems é referência mundial

no desenvolvimento de soluções

para diagnóstico clínico, oferecendo

tecnologia de ponta, inovação

e confiabilidade para laboratórios

de diferentes portes. Presente

em mais de 100 países, a empresa

atua há mais de 40 anos no

mercado, consolidando-se como

uma parceira estratégica para instituições

que buscam excelência,

produtividade e segurança em

suas rotinas laboratoriais.

Seu portfólio contempla uma

linha completa de analisadores de

bioquímica, e reagentes de alta

performance, desenvolvidos para

atender às crescentes demandas

do setor. Entre os principais destaques

estão os analisadores BA400,

BA200, A15 e A15s, equipamentos

reconhecidos pela robustez,

precisão analítica e elevada produtividade.

Essas soluções foram

projetadas para otimizar processos,

reduzir custos operacionais

e garantir resultados confiáveis,

contribuindo diretamente para

uma tomada de decisão clínica

mais segura e ágil.

O BA400, por exemplo, é ideal para

laboratórios com alto volume de

testes, oferecendo automação avançada,

excelente capacidade operacional

e desempenho superior.

Já o BA200 e o A15 atendem com

eficiência laboratórios de médio

e pequeno porte, mantendo os

elevados padrões de qualidade que

caracterizam a marca BioSystems.

Além da tecnologia, a BioSystems

destaca-se pelo compromisso

com a inovação contínua, suporte

técnico especializado e relacionamento

próximo com seus clientes.

A empresa investe constantemente

em pesquisa e desenvolvimento

para oferecer soluções alinhadas

às tendências e necessidades do

mercado laboratorial.

Ao escolher BioSystems, laboratórios

encontram um parceiro

comprometido com a excelência

diagnóstica, a eficiência operacional

e o crescimento sustentável de

seus negócios.

BioSystems: inovação, precisão e

confiança para transformar a rotina

do seu laboratório.

Contato:

Telefone: (81) 21276969

E-mail: vendedores@biosystemsne.com.br

WhatsApp: (81) 99789 9090

Instagram: @biosystemsne

Site: www.biosystemsne.com.br

200 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


NOVA SEDE DO PNCQ MARCA AVANÇO EM INOVAÇÃO,

QUALIDADE E SUSTENTABILIDADE

A nova sede do PNCQ é um marco

significativo que vai além

de uma conquista estrutural. O

novo espaço simboliza um compromisso

sólido com a inovação,

a excelência em controle de

qualidade e, sobretudo, com um

futuro mais sustentável.

Com uma área construída de

5.800m², a nova unidade foi projetada

para atender às crescentes

demandas do mercado, aliando

tecnologia de ponta a práticas responsáveis.

A estrutura moderna

reflete a evolução da empresa e

sua dedicação contínua em oferecer

serviços e produtos com alto

padrão de qualidade, garantindo

segurança e confiabilidade para

clientes e para a comunidade.

O controle de qualidade permanece

como um dos pilares estratégicos

da organização. Essencial

para assegurar a integridade dos

processos e resultados, ele é conduzido

por uma equipe altamente

capacitada e apoiado por tecnologias

avançadas. Esse compromisso

reforça a posição da empresa

como referência no setor, preparada

para enfrentar desafios e contribuir

ativamente para o desenvolvimento

sustentável.

Alinhada às demandas contemporâneas,

a nova sede incorpora

importantes soluções ambientais.

A adoção de energia solar destaca-

-se como uma iniciativa relevante,

promovendo a redução de custos

operacionais e, ao mesmo tempo,

diminuindo o impacto ambiental.

A empresa acredita que investir em

fontes renováveis é um passo fundamental

rumo a um futuro mais

equilibrado e responsável.

Outro destaque é a implementação

de um sistema de reuso de

água, essencial para minimizar

desperdícios e assegurar que os

processos laboratoriais ocorram

de maneira consciente. Reconhecendo

a importância desse recurso

natural, a empresa reforça seu

compromisso com a gestão eficiente

e sustentável da água.

No campo tecnológico, a nova

estrutura também representa

um avanço significativo.

Foram adquiridos equipamentos

modernos para o setor produtivo,

incluindo o liofilizador Liofast 10,

da IMA Group, além de uma envasadora

e tamponadora de frascos

e uma envasadora de ampolas,

ambas da Bausch. Para o setor de

toxicologia, destaca-se a incorporação

de um avançado sistema

de cromatografia gasosa acoplada

à espectrometria de massas

(GC-MS), da Agilent Technologies,

ampliando a capacidade analítica

e a precisão dos resultados.

A nova sede representa, portanto,

um passo estratégico rumo ao

futuro. Combinando infraestrutura

moderna, inovação tecnológica

e responsabilidade ambiental, a

empresa reafirma seu compromisso

com a excelência, com a sustentabilidade

e com a geração de

valor para a sociedade.

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

201


INFORME DE MERCADO

MEDTEST EM DESTAQUE COM A LINHA DE HPLC

DA LABTEST

O avanço no diagnóstico laboratorial

da diabetes tem colocado

a Hemoglobina Glicada (HbA1c)

em posição estratégica dentro da

rotina clínica moderna. Mais do

que um simples exame, a HbA1c

tornou-se um dos principais indicadores

para acompanhamento

glicêmico de longo prazo, auxiliando

médicos na tomada de decisão

terapêutica, prevenção de complicações

e monitoramento efetivo

dos pacientes diabéticos.

Nesse cenário, a confiabilidade

analítica dos resultados é um fator

indispensável. Equipamentos de

alta performance, estabilidade

metodológica e suporte técnico

qualificado são diferenciais que

impactam diretamente a segurança

diagnóstica e a eficiência

operacional dos laboratórios.

É dentro deste contexto que os analisadores

de Hemoglobina Glicada

HB-20 e HB-100, da Labtest, vêm

se consolidando como referências

em qualidade, precisão e produtividade

no mercado brasileiro.

Desenvolvidos para atender desde

pequenas rotinas até laboratórios de

maior demanda, os equipamentos

entregam excelente desempenho

analítico, facilidade operacional e

robustez técnica, características

fundamentais para uma rotina laboratorial

segura e eficiente.

A Medtest, distribuidora credenciada

da linha, tem desempenhado

papel fundamental na expansão e

consolidação desta tecnologia na

Bahia e em toda a região Nordeste.

Mais do que comercializar equipamentos,

a empresa vem executando

um trabalho pautado em suporte

técnico especializado, treinamento

operacional, assessoria científica

e acompanhamento próximo aos

clientes, garantindo máxima performance

dos sistemas instalados.

O resultado deste trabalho já se

traduz em números expressivos:

a marca de 100 mil testes de

Hemoglobina Glicada vendidos

em apenas um ano. Um marco que

demonstra não apenas a confiança

do mercado na tecnologia da Labtest,

mas também o comprometimento

da Medtest com a excelência

no diagnóstico laboratorial.

Entre os diversos projetos realizados,

destaca-se a entrega de equipamento

para a Prefeitura de Porto

Seguro, reforçando a importância

da ampliação do acesso ao diagnóstico

de qualidade também no

setor público. Investimentos como

este contribuem diretamente para

fortalecimento da atenção básica

e acompanhamento mais eficiente

de pacientes com diabetes.

Em um mercado cada vez mais

exigente, onde precisão diagnóstica

e suporte técnico fazem toda a

diferença, a parceria entre Labtest

e Medtest reafirma um compromisso

sólido com inovação, confiabilidade

e evolução da medicina

diagnóstica brasileira.

Conheça-nos , venha fazer parte !

Entre em contato pelos canais de

atendimento abaixo :

MEDTEST DIAGNÓSTICA

Comercial@medtest.com.br

(71) 2108-4020

Rua Itagi, 433 - Pitangueiras

Lauro de Freitas – BA

instagram @medtestdiag

202 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


SOCRAM FIRMA PARCERIA ESTRATÉGICA COM

A NIHON KOHDEN PARA AMPLIAR SOLUÇÕES

LABORATORIAIS EM GOIÁS E NO DISTRITO FEDERAL

INFORME DE MERCADO

A SOCRAM, empresa goiana com

mais de quatro décadas de atuação

em produtos e equipamentos

laboratoriais, anuncia parceria com

a Nihon Kohden, fabricante japonesa

reconhecida mundialmente

por sua excelência em tecnologia

médica e diagnostico in vitro (IVD).

Com este movimento, a SOCRAM

passa a representar oficialmente

a Nihon Kohden em Goiás e no

Distrito Federal, trazendo ao

mercado regional novas soluções

em equipamentos e reagentes

hematológicos para laboratórios,

clínicas e hospitais. Fundada em

1982, a SOCRAM consolidou-se

como referência no setor, oferecendo

equipamentos laboratoriais,

reagentes, insumos, assistência

técnica e assessoria científica. Seu

diferencial está no atendimento

próximo e ágil, aliado a suporte

técnico especializado e acompanhamento

científico contínuo.

A empresa conta com uma equipe

de 27 colaboradores distribuídos

entre os setores comercial,

administrativo e pós-venda.

Profissionais altamente qualificados

garantem manutenção,

revisão e suporte técnico de

equipamentos, além de treinamentos

e acompanhamento

das rotinas laboratoriais. Essa

estrutura permite atender de

forma personalizada e eficiente

às necessidades de cada cliente.

A SOCRAM também possui um

departamento de licitação estruturado,

preparado para atender

demandas públicas com organização

e compromisso, além de

oferecer alternativas como aluguel

e comodato de equipamentos, adequando-se

às diferentes realidades

operacionais dos laboratórios.

A parceria com a Nihon Kohden

fortalece o portfólio da SOCRAM,

ampliando a oferta de soluções

para análises laboratoriais humanas

e veterinárias, com tecnologia de

precisão que contribui para rotinas

mais seguras e ágeis.

Com foco em crescimento sustentável

e na constante evolução do

setor laboratorial, a SOCRAM segue

investindo em estrutura, qualificação

e alianças estratégicas para

consolidar sua presença em Goiás e

no Distrito Federal.

“Para nós, esta parceria representa

mais um passo importante na missão

de oferecer soluções de qualidade e

fortalecer o atendimento laboratorial

na região.” — Equipe SOCRAM

Contato Comercial

• Telefone: 62 3946-4890

• WhatsApp: 62 98484-6686

Acesse nosso site oficial e descubra

como podemos transformar

sua rotina laboratorial

• Endereço: Av. Castelo Branco,

1097 – Setor Coimbra, Goiânia – GO

• Instagram: @socrammaquinas

NIHON KOHDEN

Alameda Júpiter, 634

American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades!

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

203


INFORME DE MERCADO

SHIFT. TECNOLOGIA QUE CONECTA EFICIÊNCIA,

ESCALA E INTELIGÊNCIA NA MEDICINA DIAGNÓSTICA

Em um mercado pressionado por

produtividade, qualidade e compliance,

a Shift consolida sua posição

como parceira estratégica de

centros de diagnóstico que buscam

crescer com eficiência sem perder o

foco no cuidado ao paciente.

Com mais de 30 anos de atuação,

a empresa oferece uma plataforma

100% web que integra ponta

a ponta a operação - do agendamento

ao faturamento - com

soluções específicas para Análises

Clínicas, Anatomia Patológica

e Diagnóstico por Imagem.

A Plataforma Shift, que processa

mais de 580 milhões de exames

por ano, automatiza rotinas críticas,

reduz retrabalho e garante aderência

às principais exigências regulatórias

e de acreditação. O resultado

é ganho direto em produtividade,

segurança e padronização de processos,

elevando a qualidade assistencial

e a experiência do paciente.

Com mais de 250 especialistas e

um modelo de implantação consultivo,

a Shift combina tecnologia

e proximidade para acelerar

resultados. A empresa mantém

crescimento médio anual constante

nos últimos anos e presença

consolidada entre as Melhores

Empresas para Trabalhar (GPTW).

Para centros de diagnóstico que

buscam transformar operação em

vantagem competitiva, a evolução

já começou. Entre em contato

e descubra mais: shift.com.br |

@jeitoshift | (17) 2136-1555

204 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


DA CITOMETRIA CONVENCIONAL À FULL ESPECTRAL:

AMPLIE SUAS POSSIBILIDADES ANALÍTICAS

INFORME DE MERCADO

Seja na citometria convencional

ou espectral, a Cytek Biosciences®

oferece soluções completas que

redefinem o potencial analítico

dos laboratórios.

Referência global em inovação, a

Cytek Biosciences® é pioneira na

aplicação da citometria de fluxo

espectral, uma tecnologia que

permite a detecção do espectro

completo de emissão dos fluorocromos.

Na prática, isso significa

maior capacidade de multiplexação,

melhor resolução de sinais

sobrepostos e geração de dados

mais ricos e confiáveis, aspectos

fundamentais para aplicações avançadas

em pesquisa e diagnóstico.

No Brasil, você tem à disposição

analisadores espectrais escaláveis,

de 14 até 64 detectores de fluorescência,

com resolução a partir

de 70nm, além de todas essas

vantagens aplicadas também ao

sorting espectral.

O portfólio contempla ainda

soluções robustas para citometria

convencional por microcapilaridade

Cytek® Guava®, garantindo

flexibilidade para diferentes

níveis de complexidade experimental

e necessidades laboratoriais

— desde análises rotineiras

até o desenvolvimento de painéis

altamente complexos com até 12

cores de fluorescência.

Os pesquisadores também passam

a contar com o Cytek® Amnis® ImageStream®X

Mk II, o citômetro de

fluxo por imagem que combina

a alta performance da citometria

de fluxo com os recursos visuais e

funcionais da microscopia. Essa

combinação única possibilita uma

ampla gama de aplicações que

seriam impossíveis utilizando apenas

uma das técnicas.

Com a tecnologia da Cytek

Biosciences®, sua aplicação em

citometria de fluxo ganha em precisão,

eficiência e escalabilidade:

mais dados por amostra, menor

consumo de reagentes e maior

produtividade operacional.

Analítica e Cytek Biosciences®:

uma parceria orientada a apoiar seus projetos de inovação em análise celular.

https://info.analiticaweb.com.br/cytek

E-mail: analitica@novanalitica.com.br

Tel.: (11) 2162-8080

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

205


INFORME DE MERCADO

CITOMETRIA DE FLUXO FLUORESCENTE SYSMEX COMO

FERRAMENTA AUXILIAR NA SUSPEITA DE MALÁRIA

Alterações em gráficos de dispersão podem sugerir infecção por Plasmodium

A malária permanece como um

dos maiores desafios de saúde

global. Em 2023, a OMS estimou

mais de 260 milhões de casos e

590 mil óbitos no mundo. A maior

parte no continente africano,

onde o Plasmodium falciparum é o

grande vilão. No Brasil, no mesmo

ano, a região amazônica concentrou

99% dos casos autóctones,

mas o protagonista aqui é outro:

o Plasmodium vivax, presente em

82% das infecções.

A malária é causada por parasitas

do gênero Plasmodium e transmitida

por meio da picada de

fêmeas de mosquitos do gênero

Anopheles infectadas.

Embora o teste de referência

para malária ainda seja a pesquisa

em gota espessa, com avaliação

de esfregaços sanguíneos, a

tecnologia de citometria de fluxo

fluorescente dos analisadores

hematológicos da Sysmex das

linhas XN e XN-L pode identificar

alterações nos gráficos de dispersão

que sugerem a presença

de malária, mesmo sem conhecimento

prévio do quadro clínico

do paciente.

Nos analisadores Sysmex, dois

canais de medição são particularmente

relevantes: o Canal RET

(reticulócitos) e o Canal WDF

(diferencial de leucócitos). Ambos

utilizam marcadores fluorescentes

que detectam ácidos nucleicos

intracelulares. Como os parasitas

da malária possuem material

genético próprio dentro das

hemácias infectadas, essas células

podem apresentar padrões de

fluorescência alterados.

Em infecções por P. falciparum,

as alterações são mais evidentes

no Canal RET, podendo ocorrer

uma pseudo-reticulocitose, com

aumento da fração de baixa fluorescência

(LFR) e ativação do

alarme “RET Abn Scattergram”.

Já em infecções por P. vivax,

as alterações aparecem principalmente

no Canal WDF, com

padrões compatíveis com pseudo-eosinofilia

e ativação do alarme

“WBC Abn Scattergram”.

Esse comportamento diferenciado

nos gráficos dos dois canais

representa uma ferramenta

auxiliar relevante, especialmente

em contextos em que a suspeita

206 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


clínica de malária pode não ser

imediata. Em situações em que

hemogramas são frequentemente

solicitados, a análise dos gráficos

de dispersão pode antecipar

o pedido de exames confirmatórios,

contribuindo para um diagnóstico

mais rápido.

INFORME DE MERCADO

A Sysmex segue comprometida

com o desenvolvimento de soluções

que apoiam profissionais de

saúde com resultados confiáveis,

padronizados e consistentes no

dia a dia do laboratório.

Para mais informações, visite

sysmex.com.br

REFERÊNCIAS

Sysmex Europe. SEED Haematology: Malaria

– the global burden, 2015.

Sysmex Brasil. Você Sabia: Detecção de malária

por citometria de fluxo fluorescente.

Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico,

v.56, n.12, ago. 2025.


INFORME DE MERCADO

LANÇAMENTO EBRAM | SORO DE COOMBS – ANTI-IGG

Soro de Coombs - Anti IgG: investigação

de anticorpos eritrocitários

do tipo IgG ligados às hemácias

A investigação imuno-hematológica

é uma etapa fundamental na

rotina do laboratório de análises clínicas

e banco de sangue, especialmente

em situações que envolvem

incompatibilidades sanguíneas,

anemias hemolíticas e reações

transfusionais. Para esses casos, a

utilização de reagentes específicos

é essencial para garantir maior

assertividade e segurança no diagnóstico

e na interpretação clínica.

Os anticorpos da classe IgG possuem

estrutura monomérica e, por

essa característica, não promovem

aglutinação visível direta das

hemácias sensibilizadas. Dessa forma,

é necessária a utilização de um

reagente antiglobulina humana

capaz de evidenciar a formação do

complexo antígeno-anticorpo.

O Soro de Coombs atua exatamente

nessa etapa, permitindo a visualização

dessa reação com maior

clareza e contribuindo para um

resultado mais preciso durante a

investigação imuno-hematológica.

Ele também é conhecido como

soro antiglobulina humana, é um

dos reagentes mais importantes da

imuno-hematologia moderna. Ele

revolucionou a forma como detectamos

anticorpos de classe IgG

aderidos à superfície das hemácias,

permitindo identificar tanto

anticorpos livres no soro, quanto

anticorpos já ligados às hemácias

que não seriam detectados por

aglutinação direta em meio salino.

Por conter exclusivamente anticorpos

anti-IgG em sua formulação,

o reagente Soro de Coombs

apresenta elevada especificidade

na detecção de imunoglobulinas,

e essa característica proporciona

maior precisão na identificação da

sensibilização eritrocitária.

O Soro de Coombs é amplamente

utilizado em análises da rotina de

imuno-hematologia, incluindo:

• Investigação de Doença Hemolítica

Perinatal por incompatibilidade

materno-fetal

• Pesquisa de anticorpos eritrocitários

em anemias hemolíticas autoimunes

• Detecção de anticorpos associados à

hemólise induzida por medicamentos

• Investigação de reações hemolíticas

pós-transfusionais

• Pesquisa de antígeno D fraco

• Fenotipagem eritrocitária por teste

de Coombs indireto

• Titulação de anticorpos eritrocitários

• Testes de compatibilidade transfusional

Desde sua descoberta na década

de 1940 por Robin Coombs, Arthur

Mourant e Robert Race, o Soro

de Coombs é a base da pesquisa

e identificação de anticorpos clinicamente

significantes e segue

absolutamente indispensável para

a segurança transfusional.

Lançamento Ebram | Soro de

Coombs

A linha de imuno-hematologia da

Ebram é composta pelos reagentes

Anti-A, Anti-B, Anti-AB, Soro

Anti-D, Controle Rh, Albumina

bovina 22% e Antiglobulina humana

(Anti-IgG + C3d). Os reagentes

dessa linha superam os requisitos

mínimos exigidos pelos principais

laboratórios de referência e bancos

de sangue do Brasil.

Com a mesma qualidade já reconhecida

e validada dos demais reagentes

da linha, a Ebram está ampliando

a linha com a inclusão do reagente

Soro de Coombs – Anti-IgG, tornando

o portfólio mais completo e

oferecendo aos laboratórios mais

segurança e tranquilidade para a

rotina da imuno-hematologia.

Para saber mais sobre esse lançamento,

entre em contato com o time

técnico ou comercial da Ebram.

Tel.: 11 2291-2811

SAC 0800 500 2424

www.ebram.com

Instagram: @ebrambr

LinkedIn: /company/ebrambr

208 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


OFERECENDO SUPORTE MAIS PRECISO PARA A TOMADA

DE DECISÕES CLÍNICAS: TRÊS RAZÕES PRINCIPAIS PARA

ESCOLHER ANALISADORES HEMATOLÓGICOS DE SEIS

PARTES COM TECNOLOGIA DE FLUORESCÊNCIA

INFORME DE MERCADO

1. Maior capacidade de diferenciação

celular

Os analisadores de 3 partes classificam

leucócitos em três categorias:

linfócitos, granulócitos e células

médianas, enquanto os analisadores

de 5 partes podem diferenciar

ainda mais neutrófilos, eosinófilos,

basófilos, linfócitos e monócitos,

mas ainda têm limitações na identificação

de células anormais.

Os analisadores hematológicos de

6 partes, utilizando a tecnologia

de coloração por fluorescência,

podem identificar e classificar as

células com maior precisão, distinguindo

até mesmo populações de

células anormais, como granulócitos

imaturos (IG), glóbulos vermelhos

nucleados (NRBCs), células

blásticas ou linfócitos atípicos.

2. Detecção mais precisa

A tecnologia de fluorescência

utiliza corantes fluorescentes

específicos que se ligam aos ácidos

nucleicos dentro das células, proporcionando

uma visão mais clara

das informações sobre os ácidos

nucleicos celulares. Essa capacidade

reduz significativamente a

interferência de substâncias como

partículas lipídicas, micrócitos,

hemácias fragmentadas e plaquetas

grandes, garantindo maior precisão

nas medições de leucócitos,

hemácias e plaquetas.

3. Maior nível de automação e

inteligência

As plataformas com tecnologia de

fluorescência são frequentemente

integradas com algoritmos avançados

que identificam e sinalizam

automaticamente células anormais

e geram relatórios confiáveis.

Isso reduz a carga de trabalho da

equipe do laboratório, ao mesmo

tempo em que melhora a consistência

e a precisão dos resultados.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

209


INFORME DE MERCADO

LOC-200: ANÁLISES BIOQUÍMICAS RÁPIDAS COM

APENAS 3 GOTAS DE AMOSTRA

O LOC-200 é o analisador bioquímico

point of care comercializado

pela CELER, desenvolvido para

oferecer praticidade, agilidade e

consistência nos resultados laboratoriais.

O equipamento atende

diferentes demandas diagnósticas

por meio da realização de exames

de bioquímica sanguínea e eletrólitos,

com operação simplificada e

alta eficiência.

Um dos principais diferenciais

do LOC-200 está na combinação

entre baixo volume de amostra

e rapidez analítica. Utilizando

cerca de 90 a 120 µL de sangue, o

sistema é capaz de entregar resultados

em um intervalo de 8 a 12

minutos, contribuindo para maior

dinamismo na rotina e suporte

mais ágil à decisão clínica.

A proposta do equipamento está

centrada na automação dos processos.

Todas as etapas críticas da

análise, como diluição e mistura,

são executadas internamente,

eliminando a necessidade de centrifugação

e reduzindo intervenções

manuais. O fluxo operacional

ocorre de forma direta, em três

etapas sequenciais: aplicação da

amostra, inserção do disco reagente

e leitura dos resultados.

Além disso, o LOC-200 se destaca

pelo formato compacto e pelo conceito

de fácil implementação, sendo

uma alternativa viável para diferentes

estruturas laboratoriais. Sua

baixa necessidade de manutenção

e operação intuitiva contribuem

para a otimização de recursos e

maior eficiência no dia a dia.

Com foco em desempenho e simplicidade,

o LOC-200 amplia as

possibilidades de análise bioquímica

em ambientes que buscam

confiabilidade aliada à praticidade

operacional.

Dados de contato:

Tel.: (31) 3413-0814|

E-mail: comunicacao@celer.ind.br

Site: https://celer.ind.br/

Localização: Belo Horizonte • MG

210 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


UCARE 6000: AGILIDADE E PRECISÃO EM ANÁLISES DE

GASES SANGUÍNEOS PARA AMBIENTES CRÍTICOS

INFORME DE MERCADO

O UCARE 6000 é o analisador

automático de gases sanguíneos

comercializado pela CELER, desenvolvido

para atender com eficiência

as demandas de ambientes críticos

como UTIs, prontos-socorros,

centros cirúrgicos e laboratórios

clínicos. Consolidado no portfólio

da empresa, o equipamento se

destaca por unir desempenho

analítico, praticidade operacional

e segurança no diagnóstico.

Capaz de realizar análises de gases

sanguíneos, eletrólitos, metabólitos

e hematócrito em um único

sistema, o UCARE 6000 entrega

até 34 parâmetros por teste, com

resultados em aproximadamente

2 minutos e utilizando baixo volume

de amostra, a partir de 90 µL

para amostras capilares. Essa combinação

contribui para decisões

clínicas mais ágeis e assertivas,

fundamentais em cenários de alta

complexidade.

O equipamento opera com

tecnologia de sensoriamento

eletroquímico e microfluídica e

utiliza o Solution Pack , que integra

cartão de eletrodos, soluções

de calibração e controles internos

de qualidade. Esse conceito reduz

a complexidade da rotina, elimina

a necessidade de refrigeração e

minimiza intervenções técnicas,

trazendo maior eficiência operacional

ao serviço de saúde.

Pensado para facilitar a rotina do

usuário, o UCARE 6000 conta com

tela touchscreen de 10 polegadas,

leitor de código de barras e

impressora térmica integrados,

conectividade Wi‐Fi e interface para

sistemas LIS. A bateria interna recarregável

assegura mobilidade e con-

tinuidade operacional, ampliando a

flexibilidade de uso em diferentes

ambientes assistenciais.

Com desempenho consolidado

no mercado, o UCARE 6000 reforça

o posicionamento da Celer

como parceira estratégica de

instituições de saúde que buscam

confiabilidade analítica, agilidade

no atendimento e otimização de

recursos em exames de gasometria

e cuidados críticos.

Dados de contato:

Tel.: (31) 3413-0814|

E-mail: comunicacao@celer.ind.br

Site: https://celer.ind.br/

Localização: Belo Horizonte • MG

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

211


INFORME DE MERCADO

TECNOLOGIA ÓPTICA AVANÇADA PARA BIOQUÍMICA CLÍNICA

PDR TECNOLOGY – MINDRAY

As reações bioquímicas são inerentemente complexas e estão sujeitas a múltiplos fatores de

interferência que podem impactar a confiabilidade dos resultados analíticos.

Entre as principais fontes de interferência

destacam-se:

• Interferências ambientais no sistema de reação,

como variações de CO₂, temperatura, umidade e

incidência de luz;

• Interferências pré-analíticas, incluindo depósitos de

fibrina, aglomerados proteicos, bolhas e precipitações.

• Contaminação por transferência, decorrente de sondas

e misturadores;

• Qualidade inadequada da água, cubetas e contaminação

cruzada;

• Interferências químicas comuns, como hemólise,

lipemia e icterícia;

• Interferências endógenas irreversíveis em amostras

patológicas;

• Características específicas das amostras, como

alto teor de globulina, elevada acidez e interferência

de fármacos.

Registro ANVISA: 80943610205

212 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Princípios da Tecnologia PDR

A tecnologia PDR (Panorama Dynamic Recognition)

foi desenvolvida para mitigar esses riscos por meio

de uma abordagem óptica avançada. O sistema

examina dinamicamente toda a superfície da cubeta

e analisa os dados obtidos a partir de 16 comprimentos

de onda, gerando uma curva de reação

tridimensional com até 1.000 vezes mais dados em

comparação aos sistemas ópticos tradicionais.

INFORME DE MERCADO

Panorama

Aquisição de dados panorâmicos

em comprimento de onda total,

permitindo a coleta simultânea

de informações dos 16 comprimentos

de onda em cada ponto

de medição.

Dinâmico

Leitura dinâmica e contínua em

tempo real, na qual cada intervalo

de medição cobre toda a

superfície da cubeta.

Reconhecimento

Identificação abrangente das

informações da reação, com correção

de micro interferências. Os

dados dos 16 comprimentos de

onda são incorporados ao cálculo

do resultado, com verificação

automática de anomalias.

Valor Clínico do PDR®

O PDR® incorpora uma robusta funcionalidade HIL.L, que fornece

o índice sérico associado a ensaios potencialmente influenciados

por hemólise, icterícia e lipemia. Essa avaliação é realizada sem a

necessidade de reagentes adicionais e sem impacto na produtividade,

agregando valor clínico e operacional ao laboratório.

E-mail: ivdmarketingbrasil@mindray.com

SAC: 0800 8789 911

sac.br@mindray.com

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

213


INFORME DE MERCADO

RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: O

BRASIL AVANÇA, O GRUPO STRA JÁ ESTÁ PREPARADO.

O Ministério da Saúde, oficializou

a nova diretriz nacional para o

rastreamento do câncer do colo

do útero, incorporando o teste

milhões

de amostras

+ 8

+

processadas

no Brasil

Líder de Citologia

em Meio Líquido

no Brasil

Presença Global

5

Continentes

+ 14

Países

molecular de detecção de DNA-

-HPV oncogênico como método

primário para mulheres com idade

entre 25 a 64 anos.

A medida alinha o Brasil às recomendações

da Organização Mundial

da Saúde (OMS), American

Cancer Society (ACS) e Diretrizes

Europeias, que já reconhecem o

rastreamento baseado em HPV

como o método de maior sensibilidade

e acurácia diagnóstica para

detecção precoce.

GP-100

Processador Automatizado

para Citologia em Meio Líquido

Solução para

Conservação Celular

É o meio ideal de preservação e

transporte de amostras coletadas

para testes de DNA-HPV, IST e

exames citológicos.

iPonatic II

Biologia Molecular PoCT

Testes de DNA-HPV, IST e outros.

Com atuação pautada em inovação,

evidência científica e compromisso

com resultados clínicos,

o Grupo Stra® antecipa-se a essa

mudança e conta em seu portfólio,

com uma solução integrada

completa, contemplando todas as

etapas da nova conduta:

• Coleta em meio líquido com o

Kit GynoPrep®, que assegura a

estabilidade e a fixação adequada

da amostra.

• Teste molecular para HPV 13+2

genótipos de alto risco, com identificação

individual dos subtipos 16 e

18 e detecção em grupo dos demais

13 genótipos , realizado com o

equipamento iPonatic II (Sansure®).

• Citologia em meio líquido reflexa,

com a mesma amostra, processada

pelo GynoPrep® GP-100,

otimizando tempo e recursos

laboratoriais.

O rastreamento do câncer do colo

do útero entra em uma nova era,

mais precisa, tecnológica e efetiva.

E o Grupo Stra reafirma sua posição

como parceiro de confiança

para os laboratórios e profissionais

que lideram essa transformação.

Pensou tecnologia em saúde e

bem-estar, pensou Stra.

Tel.: (47) 3183-8200

grupostra.com.br

contato@grupostra.com.br

(ig) grupo_stra (fb) grupostra

214 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


VITRINE

AGILIZE SUA

PESQUISA COM

O MICROLAB

PURIFY: CLEANUP

AUTOMATIZADO

DE ÁCIDOS

NUCLEICOS

PARA NGS E PCR

INFORME DE MERCADO

Cansado de cleanups manuais e trabalhosos

para a preparação de bibliotecas NGS?

O Microlab PuriFY, da Hamilton (https://

www.hamiltoncompany.com/microlab-

-purify), oferece uma solução compacta e

independente para cleanup automatizado

por beads magnéticas. Este sistema inovador

agiliza etapas trabalhosas, permitindo

que os usuários se concentrem na liberação

rápida de resultados.

Apresentando o Microlab PuriFY: uma

solução compacta e sustentável

O Microlab PuriFY possui tecnologia

patenteada com insumos próprios,

garantindo consistência e rendimento.

Seu design compacto e sustentável reduz

significativamente o desperdício

de plástico, alinhando-se com práticas

laboratoriais econômicas e ecologicamente

corretas. Projetado para atender

às diversas necessidades dos laboratórios

modernos, o Microlab PuriFY é ideal

para todos os laboratórios.

Colha os benefícios da automação:

› Operação fácil: a interface intuitiva

simplifica a operação e fornece monitoramento

detalhado, desde o status da

execução em tempo real até o registro

automatizado, garantindo transparência

e confiabilidade em cada etapa.

› Resultados consistentes: a automação

elimina a variabilidade do usuário, oferecendo

resultados consistentes e reproduzíveis,

reduzindo o trabalho repetitivo,

diminuindo custos e aumentando a produtividade

geral do laboratório.

› Tempo livre: foco no que importa! Liberte-se

de tarefas repetitivas de pipetagem.

› Otimização do espaço: o design compacto

integra-se perfeitamente em

qualquer configuração de laboratório,

otimizando o espaço na bancada.

› Sustentabilidade: reduza o consumo

de plástico em até 80% com tecnologia

inovadora, minimizando o impacto ambiental

e apoiando práticas econômicas.

Chega de ponteiras!

Purificação automatizada com beads

magnéticas: como funciona

O Microlab PuriFY possui fluxo de

trabalho simplificado e automatizado:

› Selecione o protocolo: escolha seus

parâmetros de cleanup através da interface

touchscreen.

› Carregue amostras e tampões: carregue

sua suspensão de magnetic beads/

amostra nas Strips Microlab PuriFY,

insira as placas de processamento e os

tampões necessários.

› Verificações de carregamento: o

sistema verifica automaticamente os

níveis de líquido, garantindo a capacidade

suficiente de tampão e resíduos, e

detecta as Strips Microlab PuriFY e as

placas antes da execução do protocolo.

› Execute o protocolo: inicie o processo

automatizado com o toque de um botão.

› Recupere amostras purificadas: colete

suas amostras purificadas.

Software e hardware: projetados para a

simplicidade

O software do Microlab PuriFY foi

projetado para facilitar o uso, apresentando

uma Interface Grafica intuitiva, animações

de carregamento, LEDs iluminados,

luzes de status e progresso e alertas audíveis.

Esses recursos minimizam o risco

de erros e garantem uma operação perfeita.

Os protocolos de cleanup agora são tão

simples quanto plug-and-play.

Explore o sistema Microlab PuriFY

O Microlab PuriFY é a solução ideal

para laboratórios que buscam agilidade,

precisão e sustentabilidade no cleanup

de ácidos nucleicos.

Chegando em breve: não perca a

oportunidade de transformar seus fluxos

de trabalho de laboratório. Entre na

lista de espera e baixe a brochura para

obter mais informações sobre o Microlab

PuriFY e como ele pode revolucionar

seu laboratório. Entre em contato

com a Hamilton hoje mesmo para discutir

suas necessidades específicas.

Vídeo: https://www.youtube.com

watch?v=-6-sH0exM7c&t=8s

joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com

DIVULGAÇÃO/HAMILTON

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

74

215


INFORME DE MERCADO

BLOOD 5P INVISTAR

ANALISADOR HEMATOLÓGICO AUTOMATIZADO

O hemograma evoluiu. Hoje, além da

contagem celular tradicional, novos

índices hematológicos ampliam o

valor clínico do exame mais solicitado

da medicina laboratorial.

O Blood 5P InviSTAR é um analisador

hematológico automatizado com

diferencial leucocitário em 5 partes,

desenvolvido para oferecer precisão

analítica, eficiência operacional e

maior geração de informação clínica

para laboratórios modernos.

O equipamento utiliza tecnologias

consolidadas, como citometria de

fluxo a laser, impedância elétrica e

método colorimétrico para hemoglobina,

garantindo confiabilidade

nos resultados e otimização da

rotina laboratorial.

Além dos parâmetros hematológicos

tradicionais, o sistema permite

a análise de índices derivados que

ampliam a interpretação clínica do

hemograma:

• Índice de Mentzer – auxilia na

diferenciação entre anemia ferropriva

e talassemia

• RDWI – índice eritrocitário que

contribui para a avaliação de anemias

microcíticas

• MLR (Monocyte-to-Lymphocyte

Ratio) – associado a indicadores

prognósticos em inflamações, infecções

e doenças cardiovasculares

Esses parâmetros ampliam o papel

do hemograma como ferramenta

estratégica de triagem e apoio à

decisão clínica.

Com tecnologia avançada, fluxo

operacional otimizado e controle

de qualidade ampliado, o Blood

5P InviSTAR oferece aos laboratórios

mais informação clínica,

maior eficiência operacional e

maior valor diagnóstico.

suportecomercial@invitro.com.br

InviZap: (031) 99973-2098

Instagram: @invitro_

216 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


A REVOLUÇÃO DA GESTÃO LABORATORIAL: O PASSO QUE

SEPARA BONS PROFISSIONAIS DE LÍDERES DE VERDADE

INFORME DE MERCADO

A maioria dos profissionais de

laboratório domina a técnica, mas

trava quando precisa dar o próximo

passo na carreira. Sabe executar,

conhece a rotina, entrega

resultado. Mas, quando surge uma

oportunidade de liderança, esbarra

na falta de preparo em gestão,

processos, indicadores e tomada

de decisão. E o mercado já mudou.

A medicina laboratorial vive um

cenário de alta competitividade

e consolidação. Hoje, não cresce

quem faz bem o básico; cresce

quem sabe gerir, otimizar e tomar

decisões estratégicas. É exatamente

essa lacuna que a Pós-Graduação

em Gestão da Qualidade Laboratorial

da Quaent, em parceria

com a Anhanguera e com certificação

reconhecida pelo MEC, resolve.

Mais do que um curso técnico, é

uma formação pensada para transformar

profissionais operacionais

em gestores preparados para o

que o mercado exige agora.

Você desenvolve domínio prático

sobre:

- Normas que definem quem sobe

para cargos estratégicos (ISO 9001,

15189 e 17025)

- Exigências reais do setor com

base na Anvisa (RDC 978/2025)

- Programas de acreditação que

valorizam seu currículo (PALC,

DICQ e ONA)

- Gestão de riscos, indicadores e

eficiência operacional

- Tendências que já estão moldando

o futuro: Inteligência Artificial na

saúde, LGPD e Compliance Digital

Mas o principal não é o conteúdo.

É o posicionamento que você

constrói. Porque, na prática, o que

trava a maioria dos profissionais

não é falta de conhecimento técnico,

é falta de visão de gestão.

Sem isso, o profissional:

- Continua preso na operação

- Não participa de decisões estratégicas

- Vê outras pessoas assumirem cargos

de liderança

- Acaba estagnado, mesmo sendo

bom no que faz

Com a formação certa, o jogo muda.

Você passa a entender o laboratório

como um todo, toma decisões com

base em dados, lidera equipes com

mais segurança e se torna alguém

preparado para assumir responsabilidades

maiores. É esse tipo

de profissional que as instituições

de saúde estão buscando. Se você

quer sair da execução e assumir um

papel estratégico dentro do laboratório,

esse é o movimento. Porque,

no cenário atual, não basta

ser bom tecnicamente. Ou você

evolui para a gestão ou corre o risco

de ficar para trás.

Aproveite as condições exclusivas

da CBAC 2026!

Escaneie o QR Code ou, se preferir,

entre em contato diretamente:

WhatsApp Quaent Oficial:

(43) 99111-3524

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

217


INFORME DE MERCADO

A EVOLUÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA DENGUE NO BRASIL:

LABTEST LANÇA O PRIMEIRO TESTE NACIONAL DE

DENGUE NS1 POR CLIA.

Em um cenário em que a dengue

permanece como um dos maiores

desafios de saúde pública do país,

a necessidade de diagnóstico laboratorial

rápido, preciso e escalável

nunca foi tão urgente. Mesmo com

redução de casos em relação ao

pico epidêmico de 2024–2025, o

Brasil segue registrando circulação

viral expressiva, mantendo a doença

como prioridade nacional de

vigilância epidemiológica. Segundo

dados atualizados do Ministério

da Saúde, o país apresentou redução

de 75% no número de casos

em 2026 em comparação ao mesmo

período do ano anterior, mas

ainda com grande pressão sobre

os serviços de saúde.

Nesse contexto, a Labtest marca

um novo capítulo na medicina

diagnóstica nacional ao se tornar

a primeira empresa brasileira a

disponibilizar no mercado o exame

de Dengue NS1 por quimioluminescência

(CLIA), uma inovação

que eleva o padrão do diagnóstico

precoce da dengue no país.

O papel crítico do antígeno NS1

no diagnóstico precoce da dengue

O antígeno NS1 (Non-Structural

Protein 1) é um dos biomarcadores

mais relevantes para detecção precoce

da infecção por dengue. Ele

pode ser identificado nos primeiros

dias de sintomas, geralmente entre

o 1º e o 5º dia de doença, período

em que a carga viral é mais elevada

e a intervenção clínica precoce

pode ser decisiva para o manejo

adequado do paciente.

Historicamente, no Brasil, a pesquisa

de NS1 esteve amplamente

restrita aos testes rápidos imunocromatográficos,

metodologia

que trouxe ganhos importantes

em acesso, porém apresenta

limitações analíticas conhecidas,

especialmente em sensibilidade,

padronização e escalabilidade

laboratorial.

O avanço da quimioluminescência:

mais robustez para o diagnóstico

da dengue

A introdução do Dengue NS1 por

CLIA (Chemiluminescent Immunoassay)

representa uma mudança

de paradigma no diagnóstico

laboratorial da dengue.

Maior sensibilidade e desempenho

analítico

O Dengue NS1 Ag Reagent Kit

Labtest demonstrou sensibilidade

clínica de 99,33% e especificidade

de 99,82%, com concordância

global de 99,15% em comparação

com método ELISA de referência.

218 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Uma solução desenvolvida para a

rotina laboratorial moderna

O teste foi projetado para utilização

Impacto clínico e epidemiológico

A introdução de um teste NS1 automatizado

por quimioluminescência

Inovação nacional para um desafio

nacional

Ao lançar o primeiro teste brasileiro

INFORME DE MERCADO

em analisadores dedicados aos reagentes

de quimioluminescência da

Labtest e oferece características alinhadas

às demandas dos laboratórios

de média e alta complexidade:

• Automação completa e alta produtividade;

• Processamento totalmente automatizado;

• Redução da manipulação manual;

• Menor risco de erro operacional;

• Integração ao fluxo de rotina

laboratorial.

Resultados padronizados e repro-

no mercado brasileiro representa

um ganho importante para toda a

cadeia de cuidado em saúde:

Para o paciente

• Diagnóstico mais precoce e confiável;

• Maior chance de monitoramento

oportuno;

• Melhor estratificação de risco clínico.

Para médicos e hospitais

• Mais segurança no diagnóstico diferencial

de síndromes febris agudas;

• Melhor suporte à decisão clínica

nos primeiros dias da doença.

de Dengue NS1 por quimioluminescência,

a Labtest reforça seu

compromisso com a inovação diagnóstica

e com o desenvolvimento

de soluções alinhadas às necessidades

epidemiológicas do país.

Mais do que ampliar o portfólio

laboratorial, esta inovação representa

um avanço estratégico para

o fortalecimento da medicina

diagnóstica nacional em um cenário

onde rapidez, precisão e escalabilidade

são indispensáveis.

dutíveis.

O método apresentou coeficientes

de variação inferiores a 5% nos

estudos de precisão intra e interensaio,

demonstrando alta robustez

analítica.

Para laboratórios

• Diferenciação tecnológica frente

ao mercado;

• Maior capacidade de processamento

em períodos epidêmicos;

• Redução de subjetividade associa-

Com o Dengue NS1 por CLIA,

a Labtest Virtue inaugura uma

nova era no diagnóstico da dengue

no Brasil.

da à leitura visual de testes rápidos.

Estabilidade operacional

Reagentes estáveis até o vencimento

Para a saúde pública

quando armazenados entre 2–8 °C;

• Maior robustez na vigilância epi-

Após abertura: estabilidade de 60

demiológica;

dias refrigerado;

Estabilidade onboard de 45 dias,

• Melhor confiabilidade dos dados

laboratoriais;

DDG: 0800 031 3411

+55 31 3689-6900

favorecendo gestão eficiente de

• Fortalecimento da resposta nacio-

labtest@labtest.com.br

rotina laboratorial.

nal a surtos de arboviroses.

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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

219


INFORME DE MERCADO

QLX LANÇA NOVO TESTE BETA HCG COM ALTA

SENSIBILIDADE E PRATICIDADE PARA LABORATÓRIOS

A QLX Diagnósticos anuncia ao

mercado o lançamento do novo

TESTE BETA HCG QLX, desenvolvido

para a determinação qualitativa

da gonadotrofina coriônica

humana (β-HCG) em amostras de

soro, plasma e urina humana.

Projetado para uso profissional em

laboratórios, clínicas e serviços de

apoio diagnóstico, o teste utiliza

tecnologia imunocromatográfica

de fluxo lateral, proporcionando leitura

visual rápida, simples e segura.

Entre os principais diferenciais

do produto estão:

• Sensibilidade analítica de 25

mUI/mL para soro

• Resultados entre 10 e 20 minutos

• Compatibilidade com soro, plasma

e urina

• Fácil execução e interpretação

• Produto registrado na ANVISA

• Apresentações com 50, 80 e 100

determinações

Além da praticidade operacional,

o TESTE BETA HCG QLX apresentou

excelente desempenho em estudos

comparativos, alcançando:

• Sensibilidade clínica: 100%

• Especificidade clínica: 100%

• Precisão global: 100%

“O objetivo da QLX é ampliar o

acesso do mercado a testes rápidos

confiáveis, estáveis e com

excelente relação custo-benefício,

mantendo o padrão de qualidade

exigido pelos laboratórios brasileiros”,

destaca a empresa.

O produto possui estabilidade

para transporte em temperaturas

de até 45°C por até 3 dias, característica

importante para a logística

nacional e distribuição em diferentes

regiões do país.

Com este lançamento, a QLX

reforça sua estratégia de expansão

no segmento de diagnóstico

in vitro, ampliando seu portfólio

de soluções laboratoriais para

atender laboratórios, hospitais e

clínicas com tecnologia acessível

e alto desempenho.

Vendas (11) 96375-2031

Qlx.com.br

220 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


NA ROTINA LABORATORIAL, A PRECISÃO DO DIAGNÓSTICO

COMEÇA NA CONFIABILIDADE DO CONSUMÍVEL

INFORME DE MERCADO

Confiança de quem fabrica:

Padrão absoluto e Selo de Qualidade

Cral.

A excelência de um laboratório

moderno se mede nos detalhes

que sustentam toda a rotina. Da

coleta ao processamento analítico,

a integridade de cada etapa exige

descartáveis com vedação perfeita,

esterilidade comprovada e rigor

geométrico consistente.

O mercado conhece o custo da

variação: falhas de lote, problemas

de encaixe e inconsistências que

travam a operação e aumentam o

risco na cadeia do diagnóstico.

A Cral decidiu reduzir essa margem

a zero.

Na linha Cralplast, os principais

itens são produzidos aqui, na nossa

fábrica — sob controle direto de

processo, padrão e testes. E para

completar o portfólio, reunimos

soluções que seguem o mesmo

nível de exigência, sempre com

um único compromisso: entregar

previsibilidade na sua bancada.

O que mantém tudo no mesmo

nível é o Selo de Qualidade Cral: o

crivo que valida cada item da linha,

do recebimento ao uso, garantindo

padronização, biossegurança e

desempenho na prática.

Quando você abastece sua operação

com Cralplast, você elimina

as incertezas da base. O frasco

veda de primeira. A leitura se

mantém estável. E a qualidade

deixa de ser uma promessa —

vira um padrão controlado.

Eleve o padrão da sua rotina.

Confie em quem fabrica e garante

a qualidade.

CRAL

SUA PARCEIRA DE NEGÓCIOS

CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e

inovação desde 1977

Empresa certificada

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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

221


INFORME DE MERCADO

ANALISA DIAGNÓSTICA AMPLIA PORTFÓLIO COM LINHA

COMPLETA DE CONTROLES PARA A PLATAFORMA FIA

A consolidação dos ensaios por

imunofluorescência (FIA) na rotina

laboratorial trouxe consigo uma

exigência incontornável: garantir

que os resultados gerados nessas

plataformas estejam amparados por

controles de qualidade rigorosos,

rastreáveis e compatíveis com as

crescentes demandas regulatórias.

Diante desse cenário, a Analisa

Diagnóstica reforça seu compromisso

com a qualidade ao anunciar

a sua nova Linha de Controles

FIA — uma solução de controle

de qualidade dedicada a atuar em

conjunto com os testes FIA Point of

Care já utilizados na rotina laboratorial.

Com cobertura para marcadores

de alta relevância clínica nas

áreas de urgência e emergência,

cardiologia, endocrinologia e

monitoramento de condições crônicas,

a linha oferece ao laboratório

maior segurança e confiança na

liberação dos seus resultados.

Todos os produtos são formulados

com antígenos recombinantes

e estabilizantes, assegurando

consistência entre lotes e reprodutibilidade

analítica — atributos

essenciais para serviços que operam

sob certificações como PALC,

DICQ, ONA e ISO 15189. Embora a

acreditação laboratorial não seja

obrigatória no Brasil, representa

uma tendência crescente entre

laboratórios que buscam diferenciação

e excelência no mercado.

Indústria brasileira com mais de

quatro décadas de atuação em

diagnóstico in vitro, a Analisa

Diagnóstica será uma das poucas

fabricantes nacionais a disponibilizar

uma linha dedicada de controles

para plataformas FIA. Essa

iniciativa reforça seu compromisso

com a excelência diagnóstica e

a agilidade de suporte que o setor

exige — uma solução desenvolvida

para as demandas reais da

medicina diagnóstica nacional.

O registro da Linha de Controles

FIA está em processo de análise

junto à ANVISA. A disponibilização

comercial ocorrerá imediatamente

após o deferimento regulatório.

Qualidade não é o ponto

de chegada — é o que precisa

estar presente em cada etapa do

processo analítico.

Para acompanhar o lançamento da

Linha de Controles FIA e conhecer

o portfólio completo da Analisa,

acesse www.goldanalisa.com.br ou

entre em contato com a equipe

técnico-comercial pelo telefone

(31) 3727-1888.

Siga a Analisa nas redes sociais e

fique por dentro das novidades.

Instagram | Facebook | YouTube |

LinkedIn: @analisadiagnostica

222 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


O DESAFIO DA GESTÃO DE IA NO LABORATÓRIO

CLÍNICO: DA PRECISÃO DIAGNÓSTICA A GUERRA DE

RESPONSABILIDADES

INFORME DE MERCADO

No mercado de análises clínicas

e medicina diagnóstica, as possibilidades

são transformadoras:

a radiologia e o diagnóstico por

imagem já lideram a adoção da

tecnologia, com 39% dos médicos

destacando o uso da IA para facilitar

a análise de exames e reduzir

erros. O laboratório clínico, mesmo

como coadjuvante nessa pauta, já

vive uma rotina onde essas inovações

garantem diagnósticos mais

rápidos e precisos, otimizando o

valioso tempo dos especialistas.

No entanto, a escalada dessas

tecnologias traz um desafio que

vai além da qualidade dos dados

e da segurança da informação:

um profundo desafio de governança

corporativa. E, como toda

vanguarda em gestão eficiente

no setor, essa é uma pauta que já

está sendo estrategicamente pensada

e discutida pelo Plátano. À

medida que a IA evolui de simples

ferramentas para sistemas autônomos

e "agentes" — capazes de

processar dados, cruzar históricos

e sugerir resultados —, surge uma

disputa por controle e poder nos

altos escalões das organizações.

A Harvard Business Review, na

publicação de Toby E. Stuart, classificou

esse fenômeno como uma

emergente "competição jurisdicional".

Afinal, quem deve ser o

gestor de um sistema autônomo

no laboratório?

As reivindicações de cada área são

múltiplas e todas possuem mérito.

A área de tecnologia enxerga a

IA como uma infraestrutura que

precisa ser integrada e protegida.

O setor de operações argumenta

que, se a IA executa o fluxo central

dos exames, trata-se de uma

questão puramente operacional.

O departamento financeiro alerta

para os impactos nos custos,

enquanto a área da qualidade que

orquestra os riscos no laboratório

se preocupa com a exposição legal

caso um algoritmo cometa falhas.

Os responsáveis pelos dados

reforçam que tudo depende do

controle das informações e de

como o algoritmo raciocina sobre

elas. Diferentemente de softwares

tradicionais, a IA "agente" apaga a

fronteira entre "a ferramenta" e

"o trabalho", atuando como uma

nova categoria de trabalhadores.

Tentar entregar a responsabilidade

exclusiva dessas iniciativas

a um único líder não funcionará,

pois os riscos são altos e o escopo

da tecnologia é muito amplo. Para

superar essa guerra de territórios,

a pergunta estratégica a ser feita

não é "quem é o dono da IA?", mas

sim "quem é o responsável por

quais decisões relacionadas à IA?".

A solução é criar um "mapa de

decisões" granular. Nele, a diretoria

juntamente com o setor de

operações define o que a IA deve

realizar; a área de tecnologia

garante a segurança do sistema; os

responsáveis pelos dados estabelecem

o acesso às informações; e a

área da qualidade dita os limites de

autonomia do algoritmo. Diante

dessa revolução irreversível, fica o

questionamento: como o seu laboratório

está estruturando essas

fronteiras? As lideranças estão

preparadas para compartilhar

decisões ou ainda estão presas

à disputa por territórios? É exatamente

para responder a essas

perguntas e desenhar uma governança

colaborativa que o Plátano

atua, garantindo que a inovação

em saúde seja não apenas rápida,

mas estruturada e segura."

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

223


INFORME DE MERCADO

BIOCLIN AMPLIA POSSIBILIDADES DIAGNÓSTICAS COM

A LINHA POCT FIA NEO

A Bioclin segue investindo em

inovação para diagnóstico rápido e

descentralizado com a linha POCT

FIA NEO, sistema de imunoensaio

por fluorescência desenvolvido

para entregar resultados quantitativos

com alta sensibilidade e

especificidade em poucos minutos.

Projetada para atender laboratórios,

hospitais, UTIs, prontos-socorros,

clínicas e serviços de home

care, a solução combina praticidade

operacional, conectividade

e precisão analítica, contribuindo

para maior agilidade na tomada

de decisão clínica.

A linha é composta pelo analisador

POCT FIA NEO e um portfólio

crescente de testes fluorescentes

voltados a diferentes aplicações

diagnósticas. Entre os diferenciais

do sistema estão a identificação

automática de testes, calibração

automática, interfaceamento

com sistemas laboratoriais (LIS),

controles de qualidade integrados

ao software e bateria interna

recarregável, permitindo mobilidade

e eficiência em diferentes

ambientes de atendimento.

Além do menu já disponível para

marcadores cardíacos, inflamatórios,

hormonais e metabólicos, a

Bioclin anuncia a expansão dos

parâmetros voltados à fertilidade,

trazendo novos testes como

AMH (Hormônio Anti-Mülleriano)

e Estradiol. A ampliação reforça o

posicionamento da empresa em

oferecer soluções diagnósticas

cada vez mais completas para

acompanhamento hormonal e

medicina reprodutiva, atendendo

à crescente demanda por exames

rápidos, precisos e acessíveis

nesse segmento.

Com a POCT FIA NEO, a Bioclin

fortalece sua atuação no mercado

de diagnóstico in vitro ao

unir tecnologia, conectividade e

expansão contínua de portfólio,

acompanhando as necessidades

atuais dos serviços de saúde e

contribuindo para uma rotina

laboratorial mais eficiente.

Saiba mais :

www.bioclin.com.br

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Tel.: +55 31 3439-5454

224 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


CLOT: DUAS DÉCADAS DE INOVAÇÃO E PARCERIA CONTÍNUA

Há mais de 20 anos, assumimos o

compromisso de inovar nossa participação

no mercado de produtos

O CLOTimer Neo reafirma nosso

compromisso em oferecer tecnologia

de ponta ao mercado

brasileiro. Com design e recursos

para coagulação. Como único

comparáveis aos melhores equipamentos

fabricante nacional de coagulômetros,

assumimos o compromisso

do mundo, ele vai além

das funcionalidades do CLOTimer

de ampliar o nosso portfólio,

Nano, trazendo uma inovação

desenvolvendo Kits de coagulação

líquidos- LIQUID PHASE - prontos

Clotimer NEO

exclusiva: 10 canais de incubação

(5+5) com temporizador de start

automático, que proporcionam

para uso, com qualidade e desempenho

Em paralelo às inovações em

um controle rigoroso e individualizado

à altura dos melhores do

mundo. Hoje, essa inovação já

é realidade para laboratórios e

fabricantes em todo o Brasil.

reagentes, buscamos constantemente

evoluir a tecnologia dos

nossos coagulômetros — o mais

vendido do Brasil, com mais de

do tempo de incubação de

cada amostra, garantindo ainda

mais precisão, confiabilidade e

eficiência nos testes laboratoriais.

INFORME DE MERCADO

7 mil unidades fabricadas. Hoje,

Para ampliar a confiança em nossos

produtos nosso próximo passo foi

introduzir uma linha de Controle de

apresentamos a terceira geração

dos equipamentos: o CLOTimer

Nano e CLOTimer Neo

Qualidade, plasma controle de coagulação

importado — desenvolvido

com reconhecida excelência

norte-americana — assegurando

ainda mais precisão e confiabilidade

aos nossos produtos.

• KIT - TP CLOT

• KIT - TTPA CLOT

• KIT - CONTROL CLOT NORMAL

• KIT - CONTROL CLOT ANORMAL

• KIT – CONTROL CLOT NORMAL e

ANORMAL (no mesmo kit).

O CLOTimer Nano, moderno e

compacto, com entrada de rede que

facilita o interfaceamento com os

principais programas laboratoriais,

além de conexão USB para periféricos

como leitor de código de barras

e teclado. Seu grande diferencial

está nos dois canais de leitura, que

permitem realizar simultaneamente

os testes de TP e TTPA, trazendo ainda

mais agilidade e confiabilidade

para a rotina laboratorial.

Equipamento de hemostasia

Clotimer NANO

Mais informações:

(15) 3233-3800

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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

225


INFORME DE MERCADO

SEGUINDO AS PISTAS: DO SANGUE À MEDULA ÓSSEA

Uma mulher de 67 anos foi encaminhada

para avaliação hematológica

devido ao aumento da fadiga e

redução da capacidade física ao

longo de vários meses. Ela relatou

fraqueza generalizada, mas negou

febre, infecções ou perda de peso

significativa. Não houve relatos

de viagens recentes ou doenças

agudas. O exame físico revelou uma

paciente levemente pálida, mas

estável. Não foi detectada linfadenopatia

significativa.

As investigações laboratoriais iniciais

mostraram anormalidades no

esfregaço de sangue periférico, o

que motivou uma avaliação morfológica

aprofundada e mielograma.

Observa-se uma população de plasmócitos

circulantes, caracterizados

por núcleos excêntricos, cromatina

grosseira e citoplasma basofílico

com uma zona clara perinuclear.

Também estão presentes, ocasionalmente,

eritroblastos.

Estão presentes neutrófilos segmentados

com 2 a 4 lóbulos, sendo

que algumas células apresentam

granulações tóxicas. Os linfócitos

são predominantemente de pequeno

a médio porte, com cromatina

condensada e citoplasma escasso,

enquanto os monócitos apresentam-se

como células maiores, com

citoplasma azul-acinzentado e

núcleos irregulares.

Os eritrócitos são predominantemente

normocíticos e normocrômicos,

com morfologia relativamente

uniforme. Nota-se proeminente

formação de rouleaux, com os eritrócitos

organizados em pilhas lineares

em múltiplas áreas do esfregaço.

A presença de plasmócitos circulantes

motivou uma investigação

adicional com aspirado de medula

óssea, que foi posteriormente

analisado utilizando o aplicativo

CellaVision® Bone Marrow Aspirate

no sistema CellaVision® DC-1.

Ao revisar as imagens no CellaVision®

Bone Marrow Aspirate, já se evidencia

um aumento na população de

plasmócitos. A revisão da contagem

diferencial demonstra uma expansão

acentuada de plasmócitos,

representando aproximadamente

65% das células nucleadas.

Os plasmócitos apresentam morfologia

típica, com núcleo excêntrico,

cromatina grosseira e citoplasma

basofílico de moderado a abundante.

Muitas células exibem uma

zona clara adjacente ao núcleo,

correspondente à região de Golgi.

Observa-se certa variação no

tamanho celular e na quantidade

citoplasmática.

A análise por citometria de fluxo da

medula óssea demonstra uma população

distinta de plasmócitos, representando

cerca de 61% das células

nucleadas, com restrição de cadeia

leve lambda. Estes plasmócitos não

expressam CD56. Uma população

de células B policlonais está presente,

e as células T mostram expressão

226 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


normal de CD3/CD5 e CD4/CD8. Não

foi detectado aumento de células

CD34-positivas (blastos).

INFORME DE MERCADO

Diagnóstico: Mieloma múltiplo

Discussão:

Os plasmócitos são linfócitos B

diferenciados que produzem imunoglobulinas.

Normalmente, estão

presentes em pequenas quantidades

na medula óssea e nos tecidos

linfoides, sendo raramente observados

no sangue periférico [1,2].

As neoplasias plasmocitárias são

um grupo de distúrbios clonais

de células B caracterizados pelo

acúmulo de plasmócitos anormais,

mais comumente na medula óssea.

Morfologicamente, os plasmócitos

tipicamente apresentam núcleo

excêntrico, cromatina condensada

em "aspecto de roda de carroça"

(clock-face) e citoplasma basofílico.

Uma zona clara adjacente ao

núcleo, correspondente ao complexo

de Golgi, é frequentemente

visível. A infiltração extensa de

plasmócitos na medula óssea pode

suprimir a hematopoiese normal

e contribuir para anemia e outras

citopenias [1,2].

O mieloma múltiplo é a neoplasia

plasmocitária mais comum e representa

aproximadamente 1% de

todos os cânceres e cerca de 10%

das malignidades hematológicas. A

doença afeta principalmente adultos

com idade mediana ao diagnóstico

em torno de 65 a 70 anos.

As manifestações clínicas resultam

frequentemente da infiltração da

medula óssea e do aumento da

produção de imunoglobulinas

monoclonais, podendo incluir anemia,

dor óssea, insuficiência renal,

hipercalcemia e maior suscetibilidade

a infecções [3,4].

A imunofenotipagem desempenha

um papel importante na confirmação

da clonalidade e na caracterização

dos plasmócitos neoplásicos.

No presente caso, a citometria de

fluxo demonstrou uma população

de plasmócitos com restrição lambda,

confirmando uma proliferação

plasmocitária clonal [2,5].

Uma característica interessante

neste caso é a ausência de expressão

de CD56 nos plasmócitos. O

CD56 é expresso em muitos casos

de mieloma múltiplo e está envolvido

na adesão dos plasmócitos ao

microambiente da medula óssea. A

expressão reduzida ou ausente de

CD56 tem sido associada a características

mais agressivas da doença e

pode ser observada em casos com

plasmócitos circulantes [2,6].

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

227


INFORME DE MERCADO

Este caso destaca a importância de

uma revisão morfológica cuidadosa

dos esfregaços de sangue periférico,

uma vez que os plasmócitos

circulantes podem fornecer uma

pista crucial para um distúrbio plasmocitário

subjacente. Os sistemas

de morfologia digital CellaVision®

apoiam a revisão celular sistemática

e permitem que os laboratórios

analizem amostras de sangue

periférico e de aspirado de medula

óssea. A expansão da morfologia

digital do sangue periférico para a

avaliação da medula óssea ajudará

os laboratórios a identificar populações

celulares anormais com mais

eficiência e fortalecerá ainda mais o

papel da morfologia no diagnóstico

hematológico de rotina.

REFERÊNCIAS:

[1] Bain BJ. Blood Cells: A Practical Guide. 6th ed.

Oxford: Wiley-Blackwell; 2020.

[2] Rodak BF, Fritsma GA, Keohane EM. Rodak’s

Hematology: Clinical Principles and Applications.

6th ed. Elsevier; 2020.

[3] WHO Classification of Tumours Editorial Board.

WHO Classification of Tumours of Haematolymphoid

Tumours. 5th ed. IARC; 2024.

[4] Rajkumar SV. Multiple myeloma: 2024 update

on diagnosis, risk-stratification and management.

American Journal of Hematology.

[5] Rajkumar SV et al. International Myeloma

Working Group updated criteria for the diagnosis

of multiple myeloma and related plasma cell disorders.

Lancet Oncology.

[6] He H, Li W, Wu D, et al. Prognostic significance

of CD56 expression in multiple myeloma: a meta-

-analysis. Acta Haematol. 2022;145(2):123-132.

doi:10.1159/000518345. Available from: https://

www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/16078454

.2021.2019365

Saiba mais em

www.cellavision.com/pt-BR

Contato: Wagner Miyaura,

Regional Manager, Latin America

wagner.miyaura@cellavision.com

AGULHAS VISIO PLUS VACUETTE®: A TECNOLOGIA DA

GREINER BIO-ONE QUE REVOLUCIONA A PUNÇÃO VENOSA

EM ACESSOS VENOSOS DIFÍCEIS.

A inovação garante precisão na rotina dos flebotomistas ao confirmar o sucesso da punção

venosa através de uma câmara de visualização.

A coleta de sangue a vácuo em

pacientes com difícil acesso

venoso é um desafio que exige

alto nível de precisão e segurança.

Para otimizar essa rotina

clínica, a Greiner Bio-One apresenta

ao mercado as Agulhas

VISIO PLUS VACUETTE®. O grande

diferencial desta tecnologia

é a presença de uma antecâmara

que atua como uma janela de

visualização. Esse recurso indica

instantaneamente o fluxo san-

guíneo, permitindo o controle

visual da punção venosa e confirmando

de imediato que a punção

foi realizada com sucesso.

Além de proporcionar maior

conforto ao paciente e segurança

aos profissionais no momento

da punção venosa, as Agulhas

VACUETTE® são estéreis, de uso

único e fabricadas em aço inoxidável

e bisel trifacetado a laser.

O design do produto foi pensado

para a máxima usabilidade: a

tampa possui uma marcação indicando

a posição correta do bisel,

o que auxilia no encaixe perfeito

com os adaptadores VACUETTE®.

Para garantir a integridade e identificação

adequada antes do uso, o

material conta ainda com um lacre

adesivo de segurança. Ideais para

cenários de difícil acesso venoso,

as agulhas estão disponíveis nos

calibres 25x7mm e 25x8mm.

228 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


PRECISÃO ANALÍTICA E TECNOLOGIA PARA A EVOLUÇÃO DA

BIOQUÍMICA LABORATORIAL

INFORME DE MERCADO

A busca por resultados confiáveis

e maior eficiência operacional

exige laboratórios cada vez mais

preparados para atender às

demandas de uma rotina analítica

moderna. Com foco em inovação,

estabilidade e desempenho, a Kal

Lab fortalece sua atuação no segmento

de bioquímica com soluções

desenvolvidas para entregar

precisão analítica, produtividade e

confiabilidade.

Linha bioquímica completa para

diferentes rotinas

A linha bioquímica da Kal Lab reúne

reagentes dedicados e sistemas

automatizados que contribuem

para uma rotina mais eficiente,

padronizada e segura. Desenvolvidas

para diferentes perfis

laboratoriais, as soluções oferecem

excelente estabilidade analítica,

alto desempenho e maior confiabilidade

nos resultados.

Lançamentos que ampliam a

performance analítica

Entre os destaques está o reagente

Zinco Kal Lab, destinado à determinação

quantitativa de zinco por

método colorimétrico. As análises

podem ser realizadas em soro,

plasma e urina, garantindo alta

precisão analítica e consistência

nos resultados.

Os reagentes em frascos dedicados

também estão disponíveis para

outras linhas de equipamentos do

mercado, proporcionando maior

versatilidade às rotinas laboratoriais.

Parceria exclusiva com a DIRUI

no Brasil

A parceria exclusiva com a DIRUI

reforça o compromisso da Kal Lab

com tecnologia, automação laboratorial

e eficiência operacional,

disponibilizando equipamentos

desenvolvidos para diferentes

capacidades e demandas analíticas.

Ao investir continuamente em

inovação, a Kal Lab reafirma seu

compromisso com a evolução da

medicina diagnóstica, oferecendo

soluções que unem desempenho,

estabilidade e confiança analítica.

Para mais informações, entre em

contato conosco:

www.kallab.com.br

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sac@kallab.com.br

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

229


INFORME DE MERCADO

o

3 CONGRALAP consolida o mercado

diagnóstico no Nordeste

ITALO FALCÃO | ALAP NORDESTE

A

pós dois anos de intensa expectativa,

planejamento e transformações

profundas no setor, o mercado de

análises clínicas do Norte e Nordeste viveu,

enfim, o seu grande reencontro. Entre os dias 16

e 18 de abril, o Centro de Eventos do Ceará, em

Fortaleza, foi palco do 3º CONGRALAP

(Congresso Nordestino de Análises Clínicas).

O evento não apenas correspondeu às

expectativas, mas elevou o padrão de integração,

inovação e desenvolvimento do setor na região.

Ao longo de três dias de imersão, o congresso

reuniu mais de 1.600 participantes e promoveu

18 palestras e workshops, consolidando-se como

o principal ponto de encontro para profissionais

e gestores que buscam excelência técnica e

sustentabilidade financeira em seus negócios.

[FOTO: CONGRALAP 2026_DRONE - Panorama do Centro de Eventos do Ceará]

O VALOR DA BIENALIDADE

A realização bienal do congresso não é apenas

uma escolha organizacional, é uma estratégia

que busca acompanhar o ritmo de evolução do

setor. Em um mercado marcado por inovação

constante, dois anos representam o tempo

necessário para que tecnologias amadureçam e

novas práticas de gestão sejam validadas antes

de serem apresentadas ao grande público.

“Não é apenas mais um congresso. É o

momento em que paramos, avaliamos e

redesenhamos o futuro dos nossos

laboratórios para os próximos dois anos.”

230 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Feira de Negócios: onde decisões

acontecem

INFORME DE MERCADO

Paralelamente à programação científica, a feira

de negócios reforçou o caráter estratégico do

CONGRALAP. Seguindo também o ritmo bienal, o

espaço reuniu empresas e fornecedores que

aguardavam o momento ideal para apresentar

suas inovações ao mercado.

O perfil altamente qualificado do público,

transformou o ambiente em um verdadeiro hub

de negócios. Mais do que networking, o evento

foi palco para negociações concretas e

investimentos que devem impactar diretamente

a operação dos laboratórios nos próximos anos.

Além disso, os próprios congressistas

destacaram a expansão de mercado e as novas

oportunidades de negócio proporcionadas pela

feira, descrita por muitos como um ambiente

“riquíssimo” em conexões estratégicas.

A diversidade de soluções apresentadas, aliada à

presença de players relevantes do setor,

consolidou o espaço como um dos pontos altos

do congresso. A feira serviu como um

termômetro para a saúde econômica do setor na

região, demonstrando que o laboratório regional

continua investindo em tecnologia para garantir

sua independência e relevância local.

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

231


INFORME DE MERCADO

CIÊNCIA E GESTÃO: OS PILARES QUE

MOVEM O SETOR

A programação científica foi cuidadosamente

estruturada para atender às demandas mais

urgentes da medicina diagnóstica. O conteúdo

foi distribuído em eixos temáticos que refletem

os desafios contemporâneos da profissão.

TECNOLOGIA DISRUPTIVA

A incorporação de inteligência artificial esteve no

centro das discussões. Aplicações práticas na

hematologia e bioquímica demonstraram como a

automação avançada vem reduzindo

drasticamente o tempo de liberação de exames

críticos, aumentando a precisão diagnóstica.

GESTÃO E SUSTENTABILIDADE

Pequenos e médios laboratórios enfrentam

desafios complexos de competitividade. Durante

o evento, estratégias de eficiência operacional e

ganho de escala foram amplamente debatidas,

oferecendo caminhos concretos para a

sustentabilidade do negócio frente aos grandes

grupos nacionais.

HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO

O diferencial humano continua sendo decisivo. O

acolhimento e a confiança estabelecida com o

paciente foram destacados como vantagens

competitivas fundamentais. O laboratório não

entrega apenas um laudo; ele entrega segurança

e cuidado em um momento de vulnerabilidade.

232 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


INFORME DE MERCADO

A VISÃO DA LIDERANÇA

Para o Dr. Klaus Magno, presidente da ALAP

Nordeste, o congresso representa um marco de

maturidade institucional: “O 3º CONGRALAP

representa o ápice de um ciclo de dois anos de

trabalho intenso. Nosso compromisso é garantir

que o Nordeste não apenas acompanhe as

transformações, mas seja protagonista nelas.”

implementadas nas bancadas, o setor já inicia a

contagem regressiva para o próximo encontro.

Ele também destaca o cuidado na curadoria do

evento: “Esse intervalo bienal nos permite

entregar conteúdo de altíssimo nível, trazendo o

que há de mais relevante no cenário nacional e

internacional, adaptando para a nossa realidade

regional.”

“Cada profissional que retorna para sua

cidade renovado e motivado é a prova de

que estamos no caminho certo.”

O CAMINHO ATÉ 2028

O impacto do 3º CONGRALAP se desdobra além

dos muros do Centro de Eventos. Os

participantes levam na bagagem uma nova

perspectiva de gestão e um posicionamento de

mercado mais robusto. O legado deixado em

Fortaleza é duplo: o avanço técnico-científico e o

fortalecimento econômico através das parcerias

firmadas na feira de negócios. Enquanto as

novas tecnologias começam a ser

Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026

233


INFORME DE MERCADO

DESPACHANTE ADUANEIRO: O ELO ESTRATÉGICO

ENTRE A IMPORTAÇÃO E A SAÚDE NO BRASIL

Em um cenário global cada vez

mais dinâmico e regulado, o comércio

exterior exige precisão, conhecimento

técnico e, acima de tudo,

confiabilidade. Nesse contexto, o

papel do despachante aduaneiro

se torna essencial — especialmente

quando falamos da importação de

produtos voltados à saúde, onde

cada detalhe pode impactar diretamente

vidas.

JMoraes: expertise em logística

para a saúde

Com mais de três décadas de

atuação, a JMoraes se posiciona

como uma parceira estratégica no

comércio exterior voltado à saúde.

Sua especialização em processos

envolvendo a ANVISA garante

que cada operação seja conduzida

com excelência técnica e total

conformidade regulatória.

O despachante aduaneiro é o profissional

responsável por conduzir

todo o processo de liberação de

mercadorias junto aos órgãos reguladores,

assegurando que a importação

esteja em total conformidade

com a legislação vigente. Sua atuação

vai além da burocracia: ele é

um agente estratégico que garante

previsibilidade, segurança e agilidade

nas operações.

Muito além do desembaraço:

inteligência e conformidade

Ao contrário do que muitos imaginam,

o trabalho do despachante

não se limita ao desembaraço aduaneiro.

Ele envolve análise documental

criteriosa, classificação fiscal,

acompanhamento de processos e

interação constante com órgãos

como a ANVISA, Receita Federal e

demais entidades regulatórias.

No segmento de saúde, essa atuação

ganha ainda mais relevância.

Produtos como dispositivos médicos,

reagentes laboratoriais e equipamentos

diagnósticos exigem

atenção rigorosa às normas sanitárias,

licenças específicas e processos

de anuência.

É nesse ponto que a especialização

faz toda a diferença.

A empresa compreende a complexidade

e a sensibilidade desse segmento

— onde prazos, rastreabilidade e

precisão não são apenas diferenciais,

mas exigências fundamentais.

Ao longo dos anos, a JMoraes consolidou

processos eficientes, com

foco em transparência, previsibilidade

e acompanhamento em tempo

real, proporcionando aos seus

clientes maior controle e segurança

em cada etapa da importação.

DUIMP: o futuro da importação já

começou

Com a implementação da Declaração

Única de Importação (DUIMP),

o comércio exterior brasileiro passa

por uma transformação significativa.

Nesse cenário de mudanças, a atualização

constante deixa de ser

um diferencial e passa a ser uma

necessidade.

A JMoraes tem acompanhado de

perto essa evolução e já vem se

adaptando às exigências da DUIMP,

investindo em tecnologia, capacitação

e revisão de processos internos.

Esse movimento garante que seus

clientes estejam sempre um passo à

frente, preparados para operar dentro

de um modelo mais moderno,

ágil e integrado.

Logística a serviço da vida

Quando falamos de importação na

área da saúde, não estamos lidando

apenas com cargas estamos lidando

com diagnósticos, tratamentos

e, muitas vezes, com a continuidade

da vida.

Por isso, contar com um despachante

aduaneiro especializado não é

apenas uma escolha operacional,

mas uma decisão estratégica.

A JMoraes reforça diariamente seu

compromisso com a excelência, a

conformidade e a inovação, conectando

o mundo à saúde brasileira

com responsabilidade, conhecimento

e dedicação em cada detalhe.

234 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026



INFORME DE MERCADO

ECD-1200 ELEVANDO A EFICIÊNCIA DO SEU LABORATÓRIO.

PRECISÃO, AUTOMAÇÃO E INTELIGÊNCIA EM CADA TESTE.

O ECD-1200 é um analisador

automático de coagulação de alta

performance, é flexível, confiável

e eficiente. Desenvolvido para

garantir precisão e confiabilidade

nos resultados laboratoriais. Com

tecnologia avançada, ele combina

metodologias ópticas e mecânicas

integradas, assegurando uma análise

completa e eficiente.

Ideal para laboratórios que buscam

otimização no fluxo de trabalho, o

ECD-1200 conta com um design

inteligente, tela ajustável e iluminação

interna, proporcionando uma

experiência intuitiva e produtiva.

Além disso, seu sistema LIS bidirecional

facilita a integração com

outros processos laboratoriais.

Para mais informações, acesse nosso site:

equipdiagnostica.com.br/global/ecd1200

se preferir entre em contato através do e-mail vendas@equipdiagnostica.com.br

ou fale com um especialista pelo whatsApp +55 11 98936-4551.

PIONEIRISMO BIOCON: O FUTURO DO CÉREBRO EM UM

FRASCO DE URINA?

O Demência Rapid Test Biocon é um imunoensaio

cromatográfico rápido qualitativo,

para a detecção da proteína precursora

amiloide (APP) e proteína beta-amiloide

(Amiloide-β) em amostra de urina. Seu

uso é profissional e destinado a auxiliar

investigação de pacientes com suspeita de

demência, a partir de 45 anos.

Tempo de leitura: 10 minutos

Temperatura de armazenamento: 4-25 °C

Apresentação: Dispositivo teste

Registro ANVISA: 82102680011

DADOS DE CONTATO:

demenciatest@biocondiagnosticos.com.br

(31)99757-3041

236 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


O futuro da sua

carreira tem

um destino:

Porto Alegre.

13-14.nov 2026

Local: Centro de Eventos da PUC

Garanta sua vaga no

Congrelab 2026.

www.congrelab.las.org.br


INFORME DE MERCADO

QUER TER MAIS SEGURANÇA NA COLETA? CONHEÇA

O COLETOR INFANTIL FIRSTLAB!

A coleta de urina em bebês e crianças

pequenas pode ser um desafio

tanto para responsáveis quanto

para profissionais da saúde. Além

da dificuldade natural do processo,

é fundamental garantir que a amostra

seja coletada de forma segura,

higiênica e sem interferências que

possam comprometer o resultado

do exame.

Pensando nisso, soluções específicas

fazem toda a diferença, e é aqui

que entra o Coletor de Urina Infantil

Unissex Firstlab.

Desenvolvido para proporcionar

mais praticidade, segurança e conforto,

o coletor possui capacidade

de 100 mL e design unissex, adaptando-se

facilmente à anatomia

infantil. Seu material em polietileno

(PE) garante resistência e segurança

durante o uso, enquanto o adesivo

com dupla camada, livre de látex,

promove melhor fixação e reduz

riscos de irritação na pele sensível

dos pequenos.

O produto conta ainda com papel

protetor sem esponja de poliuretano,

é estéril por óxido de etileno

e embalado individualmente, assegurando

integridade e confiabilidade

desde a abertura até a coleta.

Mais praticidade nas coletas

A escolha de dispositivos adequados

na fase pré-analítica faz toda a

diferença em exames laboratoriais.

Um coletor desenvolvido especificamente

para o público infantil

contribui para reduzir riscos de

contaminação, perdas de amostra

e recoletas, promovendo maior

confiabilidade diagnóstica e uma

melhor experiência para pacientes

e profissionais.

O Coletor de Urina Infantil Unissex

Firstlab pode ser utilizado em

ambientes laboratoriais, hospitalares

ou até mesmo em coletas

domiciliares, facilitando a rotina e

promovendo uma experiência mais

segura e humanizada.

Além disso, a Firstlab oferece uma

linha completa de soluções voltadas

ao público infantil, desenvolvida

para otimizar diferentes etapas

da rotina laboratorial. Com foco em

segurança, ergonomia e cuidado

com a sensibilidade das crianças,

seus produtos contribuem para

processos mais eficientes, padronizados

e confiáveis.

https://portal.firstlab.ind.br/

0800 710 0888

atendimento@firstlab.ind.br

238 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA ERA DA SAÚDE 5.0

28 DE JUNHO A 01 DE JULHO DE 2026

RIOCENTRO - PAVILHÃO 3

Conferência Magna

IA NA FASE PRÉ-ANALÍTICA

Apoio

Acesse a ementa completa em

sbac.org.br/cbac/conferencia-magna-51o-cbac/

Mario Plebani

29 JUN

14 horas**

**Caso a Seleção Brasileira se

classifique na Copa do Mundo, e

jogue nesse horário, a Conferência

Magna será realizada das 10 às 11:30.

A conferência terá

tradução simultânea.

Escaneie o Qr Code

e Inscreva-se

Department of Medicine-

DIMED, University of

Padova-Italy

cbac.org.br


INFORME DE MERCADO

BIOFACTORIES GANHAM PROTAGONISMO NA

EVOLUÇÃO DO CULTIVO CELULAR

O avanço das biofactories marca

uma nova fase da biomanufatura,

impulsionada pela crescente

demanda por biofármacos, vacinas

e terapias avançadas. Baseadas em

sistemas de cultivo celular em larga

escala, essas estruturas vêm se consolidando

como essenciais para a

produção biotecnológica moderna.

O crescimento de aplicações como

anticorpos monoclonais, proteínas

recombinantes e terapias celulares

tem elevado o nível de exigência dos

processos produtivos, demandando

maior controle, rastreabilidade e eficiência

operacional. Nesse cenário,

tecnologias como sistemas contínuos

e soluções single-use (descartáveis)

vêm ganhando espaço por

oferecerem maior flexibilidade e

reduzirem riscos de contaminação.

Outro movimento relevante é a

adoção de biofactories modulares,

que permitem acelerar a implantação

de unidades produtivas e

aumentar a capacidade de resposta

às demandas do mercado,

especialmente em aplicações

ligadas à medicina personalizada

e terapias avançadas.

Paralelamente, cresce a atenção

sobre a qualidade e padronização

dos insumos utilizados nos processos.

Consumíveis laboratoriais

e materiais de contato direto com

as células deixam de ser itens

operacionais e passam a ocupar

posição estratégica, influenciando

diretamente a reprodutibilidade e a

confiabilidade dos resultados.

Dentro desse contexto, fabricantes

especializados têm ampliado

o desenvolvimento de soluções

voltadas ao cultivo celular e

ao bioprocessamento. Entre

os exemplos estão os sistemas

biofactory, frascos multicamadas,

frascos para cultivo celular, frascos

Erlenmeyer para cultivo em

suspensão, além de consumíveis

como cell strainers e cell scrapers.

A Perfecta vem acompanhando

essa evolução, trazendo os

produtos da NEST, fabricante

especializado em cultivo celular,

ampliando o acesso do mercado

nacional a soluções voltadas ao

bioprocessamento e à pesquisa

em ciências da vida.

Com perspectivas de crescimento

contínuo, impulsionado pela inovação

terapêutica e pela expansão

da biotecnologia aplicada à

saúde, o mercado de biofactories

tende a consolidar-se como um

dos principais pilares da produção

biológica moderna.

Para mais informações:

www.perfectalab.com.br

WhatsApp: +55 11 2965-6722

vendas@perfectalab.com.br

240 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026


Inovação e gestão

completa para

laboratórios modernos.

• Gestão completa do laboratório

Suporte em pessoas, financeiro,

jurídico e administração.

• Marketing estratégico

Compartilhado campanhas, redes

sociais com auxilio de inteligencia

artificial.

• Técnologia e inovação

Sistemas modernos

e atendimento com suporte

de inteligencia artificial.

• Treinamento continuo

Universidade corporativa e

programas de desenvolvimento

profissional.

• Central de compras

Redução de custos e ganho

de escala operacional.

• Qualidade certificada

Suporte para acreditação na DICQ

e certificação na ISO 9001.

• NTO próprio.

Garantia de agilidade e segurança

nos resultados e entregas de

exames.

Contato:


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