Revista Newslab Ed. 195 - Maio 2026
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Revista
Ano 33 | Edição 195 | Maio 2026
TORNANDO O FUTURO POSSÍVEL
LÍDER
NA AMÉRICA
LATINA
A força da inovação que
transforma a saúde e
constroi o futuro.
Referência em diagnóstico
laboratorial, a Wiener lab.
é sinônimo de qualidade,
precisão e confiança,
impulsionando a sáude
em toda a América Latina
e no mundo.
TECNOLOGIA
Soluções completas e integradas
para diagnóstico laboratorial
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Demência
Rapid Test
O FUTURO DO CÉREBRO
EM UM FRASCO DE URINA?
A CIÊNCIA POR TRÁS DO NOVO TESTE
DE RISCO DE DEMÊNCIA.
A doença de Alzheimer, é talvez uma das "tempestades
silenciosas" mais temidas da medicina moderna. O que muitos
ignoram é que o declínio cognitivo não é um evento súbito; as
alterações patológicas no cérebro começam a se desenrolar de
15 a 30 anos antes que o primeiro lapso de memória se torne
evidente. Quando os sintomas finalmente surgem, a janela para
intervenções preventivas eficazes muitas vezes já se fechou.
Diante desse desafio, surge uma pergunta instigante: e se a
resposta para uma detecção tão precoce não estivesse em
exames de imagem caros ou procedimentos invasivos, mas em
algo tão cotidiano quanto um teste de urina?
O Demência Rapid Test Biocon posiciona-se exatamente nessa
nova fronteira, prometendo transformar o rastreio da saúde
cerebral em um processo acessível e não invasivo.
10
M I N U T OS
Sem necessidade
de aparato
laboratorial
complexo.
Aplicável em
consultórios,
clínicas, check-ups
e hospitais.
Coleta simples e
confortável para
o paciente.
Posicionamento como
primeira triagem,
antes de exames mais
caros e complexos.
UM NOVO HORIZONTE PARA
A LONGEVIDADE COGNITIVA
A ciência caminha para um futuro
onde o monitoramento da saúde do
cérebro será tão simples quanto
medir a pressão arterial.
O rastreio populacional econômico e
não invasivo via urina representa um
salto gigantesco para a saúde
pública, transformando o
diagnóstico do Alzheimer de um
veredito tardio para um aviso
preventivo de "início de jornada".
Se você pudesse saber hoje,
com uma simples amostra de urina,
que o seu risco de desenvolver
demência daqui a 20 anos é elevado,
você estaria pronto para mudar seu
estilo de vida agora?
A tecnologia já nos oferece essa
pergunta. A resposta cabe a cada um
de nós.
TRIAGEM INTELIGENTE
PARA UMA MEDICINA
MAIS PREVENTIVA
O Demência Rapid Test Biocon é um imunoensaio cromatográfico
rápido qualitativo, para a detecção da proteína precursora amiloide (APP)
e proteína beta-amiloide (Amiloide-β) em amostra de urina.
Seu uso é profissional e destinado a auxiliar a investigação de pacientes
com suspeita de demência, incluindo a doença de Alzheimer, em
indivíduos a partir de 45 anos.
APLICAÇÃO CLÍNICA
Pacientes a partir
de 45 anos
Check-ups
preventivos
Clínicas de medicina
preventiva
Neurologia
e geriatria
Laboratórios de
análises clínicas
Características de Desempenho
Foram utilizadas 408 amostras, sendo 107 pacientes,
todos diagnosticados com demência/doença de
Alzheimer por neurologistas com base nos "Critérios de
Diagnóstico e Tratamento da Doença de Alzheimer do
NIA-AA", combinados com resultados de imagem PET-Aβ;
301 eram indivíduos saudáveis com função cognitiva
normal, avaliados pelo Departamento de Exames Físicos
do Hospital Popular Provincial de Sichuan.
VALIDAÇÃO GLOBAL:
DA EFICÁCIA CLÍNICA AO
DESEMPENHO COMPARADO
Estudos: Realizados em Jiangsu – China
(envolvendo mais de 4.400 idosos) e em
Chengdu - China, os testes relataram:
• sensibilidade de 87,8%
• especificidade de 96,7%
Demência
Rapid Test
Resultado
Positivo
Negativo
RESULTADO TOTAL
PET-Aβ (Tomografia por
emissão de Pósitrons)
Positivo
81 27
26
Negativo
274
107 301
RESULTADO
TOTAL
108
300
408
Estudo AIBL (Austrália): Validado pelo
prestigiado estudo Australian Imaging,
Biomarker and Lifestyle, o teste
mostrou-se eficaz em distinguir
pacientes de controles saudáveis,
mesmo em fases iniciais da doença
Especificidade
Sensibilidade
91,3% 75,70%
Limite de detecção: O Demência Rapid Test Biocon é
capaz de detectar baixos níveis como 0.7ng/ml.
Aprovação:
Publicação peer-reviewed confirmada
no Journal of Alzheimer’s Disease (2025)
Exclusividade e inovação na triagem de
Alzheimer por urina, com respaldo em
pesquisa conduzida por Colin Masters,
um dos líderes mundiais em pesquisa
sobre Alzheimer e indicado ao prêmio
Nobel
Para mais informações, entre em contato:
demenciatest@biocondiagnosticos.com.br
(31) 3547-3550 • www.biocondiagnosticos.com.br
Editorial
revista
Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026
A medicina diagnóstica, e as análises
clínicas de modo geral, vivem um
momento decisivo. Automação,
inteligência artificial, epidemiologia,
gestão financeira, biologia molecular
e novas exigências regulatórias avançam
simultaneamente e remodelam
a rotina dos laboratórios, da indústria
e dos serviços de saúde. A edição 195
da Revista NewsLab reúne parte dessas
transformações em uma curadoria técnica
construída para profissionais que
acompanham a evolução do setor sem
perder de vista a prática, a qualidade e
a sustentabilidade das operações.
Esta edição marca também a chegada
de duas novas seções da revista.
Em Gestão Aplicada, Liandro Fabri,
administrador, diretor operacional
da Fabri Consultoria e docente em
finanças corporativas, estreia trazendo
uma visão objetiva sobre indicadores
financeiros, gestão de custos
e eficiência operacional em um
mercado cada vez mais competitivo
e pressionado por consolidações. Já
em Saúde Pública em Cena, Mateus
Henrique Guimarães, enfermeiro,
mestre em Enfermagem, doutorando
em Saúde e membro da International
Epidemiological Association (IEA),
amplia o olhar sobre epidemiologia,
circulação de patógenos e saúde
coletiva, aproximando ciência, território
e vigilância em saúde.
Os artigos científicos desta edição
reforçam a diversidade e a relevância
dos debates atuais no laboratório
clínico e na pesquisa aplicada. Um
deles analisa alterações hematológicas
associadas à dengue e sua relação com a
progressão para formas graves da doença.
Outro discute os impactos técnicos
e regulatórios da RDC nº 978/2025 da
ANVISA, com foco nos riscos relacionados
à não conformidade. Já o terceiro
investiga a associação molecular da
leucemia megacariocítica aguda em
crianças com Síndrome de Down, aprofundando
a compreensão do papel do
gene GATA1 na hematopoese.
Nossa Matéria de Capa apresenta a
trajetória da Wiener lab., empresa que
completa 66 anos consolidando sua
presença entre os principais nomes do
diagnóstico laboratorial latino-americano.
Sob a direção geral de Flávio
Balbino no Brasil, a companhia amplia
investimentos e fortalece seu portfólio
em bioquímica, hematologia e urianálise,
acompanhando as novas demandas
tecnológicas do setor.
Na seção Gestão Laboratorial, Humberto
Façanha dá continuidade à série sobre
Sistema Integrado de Gestão, abordando
a aplicação prática das ferramentas da
qualidade dentro da metodologia PDCA.
A edição também traz discussões sobre
direitos dos pacientes, inteligência
artificial aplicada à morfologia digital,
metilação do DNA no rastreamento
cervical, biossegurança, autocoleta para
exames de HPV, vigilância epidemiológica
da hanseníase, diagnóstico molecular
veterinário, a construção de um novo
marco técnico para a segurança logística
sanitária e os desafios regulatórios
relacionados aos softwares médicos e às
tecnologias digitais em saúde.
Carlos Eduardo R. Costa
Editor – Revista Newslab
Completam esta edição os Informes de
Mercado, reunindo lançamentos, movimentações
e iniciativas que seguem impulsionando
o desenvolvimento tecnológico e
científico do setor laboratorial brasileiro.
A NewsLab segue comprometida com
a produção de conteúdo técnico relevante,
independente e conectado às
transformações da saúde, da ciência
e da medicina diagnóstica. Agradecemos
aos nossos leitores, parceiros,
clientes, colunistas e colaboradores
pela confiança e pela construção contínua
desta trajetória.
Boa Leitura!
Carlos Eduardo R. Costa
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2
Ano 33 - Número 195 - Maio 2026
ISSN 0104 - 8384
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Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026
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e Métodos, Parte Experimental,
Resultados e Discussão, Conclusão)
agradecimentos, referências bibliográficas,
tabelas e legendas.
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com o sobrenome do devido autor,
seguido pelo ano da publicação, segundo
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Ano 33 | Edição 195 | Maio 2026
LÍDER
NA AMÉRICA
LATINA
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CELER 29 | 45
CELLAVISION 105
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CONGRALAP-CE 230
CONGRELAB -RS 237
CONGRESSO SUL MINEIRO 185
CORIS BIOCONCEPT/NANOSENS 192-193
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EBRAM 145
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GREINER 125
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HAMILTON 47
INVITRO 55
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J MORAES 123
KALLABMED 113
KHAYROS 153
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LIFOTRONIC 15
MEDIX 32 | 163
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NIHON - ASSOCIADOS 74-75
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PERFECTA 51
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PNCQ 157
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CAPA
ZYBIO 10-11
Conselho Editorial
Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição
humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa
da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da
Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela
USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério
– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto
de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de
Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.
Colaboraram nesta Edição:
Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fernanda Vitelli Lins; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Luiz Arthur
Calheiros Leite; Alice Sampaio Dell Colletto; André Virtos; Mitiko Sugiyama; Odair Virtos; Maria Clara da Silva Mesquita Silveira; Catherine Bueno Domingueti; Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues; Flávio Henrique dos Santos
Nascimento; Gabriel Miranda; Emilly Galvão Tenório de Brito; Grazielle Martins Grangeiro; José Jorge Sol Posto dos Santos e Rafael Euzébio;
6
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ÍNDICE
revista
dição 195 | Maio 2026
ER
AMÉRICA
TINA
a inovação que
ma a saúde e
o futuro.
TORNANDO O FUTURO POSSÍVEL
88
12
ARTIGO CIENTÍFICO I
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS
NA DENGUE: IMPLICAÇÕES
DIAGNÓSTICAS E PROGNÓSTICAS
Ano 33 - Edição 195 - Maio 2026
em diagnóstico
l, a Wiener lab.
de qualidade,
onfiança,
ndo a sáude
mérica Latina
o.
50+
PAÍSES
Autores: Nagyla Almeida Barreto; Mariane
Oliveira da Silva, Hugo Menezes de Souza, Júnior
Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da Silva
Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
TECNOLOGIA
Soluções completas e integradas
para diagnóstico laboratorial
com tecnologia de ponta.
QUALIDADE
Padrões internacionais que
garantem precisão, segurança e
excelência em cada resultado.
ORÇA QUE VEM
AS PESSOAS
MATÉRIA DE CAPA
Talento, paixão e compromisso
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INÍCIO DO PIONEIRISMO NA
AMÉRICA LATINA
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09 - Agenda
56 - Publieditorial - IPOG
116 - Publieditorial - ProdLab
120 - Conversa com Especialista
124 - Hematologia
128 - Microrganismos e Saúde
132 - Biomedicina e Oncologia: Ciência em Foco
134 - Auditoria e Qualidade
136 - Bancada e Gestão
142 - OFAC Brasil
148 - Minuto Laboratório
154 - Saúde Pública em Cena
158 - Biossegurança I
164 - Biossegurança II
168 - Direito e Saúde
172 - Papo de Bancada
176 - Diagnóstico Veterinário
181 - Logística e Inteligência Artificial na Saúde
184 - Informes de Mercado
42
ARTIGO CIENTÍFICO II
RDC Nº 978/2025 DA
ANVISA: ADEQUAÇÃO DOS
LABORATÓRIOS E OS RISCOS DO
NÃO CUMPRIMENTO DA NORMA
58
ARTIGO CIENTÍFICO III
ASSOCIAÇÃO MOLECULAR DA
LEUCEMIA EM CRIANÇAS COM
SÍNDROME DE DOWN
97
GESTÃO LABORATORIAL
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA
PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 16: SISTEMA INTEGRADO
DE GESTÃO – SIG: DETALHAMENTO DO
MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO
PARTE 1 CA – PDCA E FERRAMENTAS
DA QUALIDADE
178
GESTÃO APLICADA
A EVOLUÇÃO DOS LABORATÓRIOS
DE ANÁLISES CLÍNICAS E PATOLOGIA:
COMO A GESTÃO FINANCEIRA
ESPECIALIZADA ESTÁ TRANSFORMANDO
RESULTADOS NO SETOR
Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
Autores: Ana Karolayne De Souza Krupinski
Rafael Tessaro Coelho.
Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.
Autor: Liandro Fabri.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
AGENDA DE EVENTOS 2026
VII CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA LABORATORIAL
(CBHL 2026)
18 A 21 DE MAIO DE 2026
EVENTO ONLINE
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CBHL.COM.BR
CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XII EDIÇÃO
13 A 15 DE AGOSTO DE 2026
CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA
AVENIDA DR, GETÚLIO VARGAS, 423 - CENTRO - SÃO LOURENÇO/MG
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CONGRESSOSULMINEIRO.COM.BR/
ENCONTRO ANUAL BRCAST 2026
16 DE MAIO DE 2026 | SÃO PAULO, SP
INFORMAÇÕES: HTTPS://VITRINESBPCML.ASSOCIATEC.COM.BR/
EVENTO/2026---SP---ENCONTRO-ANUAL-DO-BRCAST
FEIRA HOSPITALAR 2026
19 A 22 DE MAIO DE 2026 | DAS 11H ÀS 20H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HOSPITALAR.COM/PT/HOME.HTML
FCE PHARMA | FCE COSMETIQUE 2026
1 A 3 DE JUNHO DE 2026 | DAS 11H ÀS 19H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://FCEPHARMA.COM.BR/
51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS (CBAC)
28 DE JUNHO A 1º DE JULHO DE 2026
PAVILHÃO 3 | RIOCENTRO, RIO DE JANEIRO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBAC.ORG.BR/CBAC/
9° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA - SIMC 2026
24 A 26 DE JULHO DE 2026
RIBEIRÃO PRETO/SP
INFORMAÇÕES: HTTPS://SIMC2026.SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR
XXXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE GENÉTICA MÉDICA E
GENÔMICA (CBGM 2026)
2 A 5 DE SETEMBRO DE 2026
SÃO LUÍS, MA
INFORMAÇÕES: HTTPS://CBGM2026.COM.BR
58º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA
CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (CBPCML)
SETEMBRO DE 2026
FLORIANÓPOLIS, SC
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBPC.ORG.BR/PT/
CONGRESSO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA (CBM)
ORGANIZAÇÃO: SOCIEDADE BRASILEIRA DE MICROBIOLOGIA
25 A 28 DE OUTUBRO DE 2025
CENTRO DE CONVENÇÕES AM MALLS | ARACAJU, SE
INFORMAÇÕES: HTTPS://SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR/33CBM2025/
CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E
TERAPIA CELULAR – HEMO 2026
28 A 31 DE OUTUBRO DE 2026
RIOCENTRO CONVENTION & EVENT CENTER
RIO DE JANEIRO, RJ
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HEMO.ORG.BR
35º CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA
28º CONGRESSO BRASILEIRO DE CITOPATOLOGIA
12 E 15 DE AGOSTO DE 2026
SALVADOR, BA
INFORMAÇÕES: HTTPS://CONGRESSODEPATOLOGIA.ORG.BR
CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTROLE DE INFECÇÃO E
EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR
18 A 21 DE NOVEMBRO DE 2026
EXPORIO - RIO DE JANEIRO
INFORMAÇÕES: HTTPS://CIH2026.COM.BR
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
9
ARTIGO CIENTÍFICO I
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA DENGUE:
IMPLICAÇÕES DIAGNÓSTICAS E PROGNÓSTICAS
Autores:
Rosalina Guedes Donato Santos 2 ;
Nagyla Almeida Barreto 1 ;
Mariane Oliveira da Silva 1 ,
Hugo Menezes de Souza 1 ,
Júnior Reis Mendes Santos 1 ,
Vanessa Carneiro da Silva Duarte 1 ,
Paulo Vitor Batista Fernandes 1 .
1
- Graduandos do curso de Farmácia da Faculdade
Irecê (FAI);
2
- Orientadora; docente da Ages e da Faculdade
Irecê (FAI).
Imagem ilustrativa.
Resumo
O artigo aborda as principais alterações hematológicas associadas
à dengue, destacando sua relevância no diagnóstico
precoce e na identificação de formas graves da doença. A
revisão reúne estudos publicados entre 2014 e 2024, evidenciando
que trombocitopenia, leucopenia, hemoconcentração
e presença de linfócitos atípicos são achados frequentes e
fundamentais para o acompanhamento clínico. Além disso,
descreve os mecanismos fisiopatológicos pelos quais o vírus
afeta a medula óssea, o endotélio e desencadeia intensa resposta
inflamatória. O trabalho também enfatiza a importância
de exames como hemograma, NS1, sorologias e RT-PCR para a
confirmação diagnóstica. Os resultados reforçam que a queda
acentuada das plaquetas associada ao aumento do hematócrito
é o principal indicador de risco para evolução grave.
Biomarcadores como IL-6 e TNF-α surgem como potenciais
preditores, embora ainda careçam de padronização. O estudo
conclui que o monitoramento laboratorial seriado é essencial
para prevenir complicações, orientar condutas e reduzir a
morbimortalidade relacionada à dengue.
Palavras-chaves: Dengue; alterações hematológicas; trombocitopenia;
hemoconcentração.
Abstract
This article addresses the main hematological alterations
associated with dengue fever, highlighting their relevance in
early diagnosis and identification of severe forms of the disease.
The review compiles studies published between 2014 and
2024, showing that thrombocytopenia, leukopenia, hemoconcentration,
and the presence of atypical lymphocytes are
frequent and fundamental findings for clinical monitoring.
Furthermore, it describes the pathophysiological mechanisms
by which the virus affects the bone marrow and endothelium,
triggering an intense inflammatory response. The work also
emphasizes the importance of tests such as complete blood
count, NS1, serologies, and RT-PCR for diagnostic confirmation.
The results reinforce that a sharp drop in platelets associated
with an increase in hematocrit is the main risk indicator
for severe disease progression. Biomarkers such as IL-6 and
TNF-α appear as potential predictors, although they still need
standardization. The study concludes that serial laboratory
monitoring is essential to prevent complications, guide treatment,
and reduce morbidity and mortality related to dengue.
Keywords: Dengue; hematological changes; thrombocytopenia;
hemoconcentration.
12 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Introdução
A dengue é uma doença
endêmica em países
A dengue é causado
por quatro sorotipos
distintos (DENV-1,
com vários ciclos recorrentes
sobrecarregando
os serviços de saúde.
ARTIGO CIENTÍFICO I
tropicais e subtropicais
DENV-2, DENV-3 e
Na Bahia, alguns surtos
ao redor do mundo,
DENV-4), cada um com
tem sido registrados
infectando cerca de
potencial para causar
há alguns anos, como
390 milhões de pessoas
doença, e ocasional-
no município de Irecê
globalmente todos os
mente, surtos epidê-
que relatou casos que
anos, das quais aproxi-
micos. Diante disso,
podem evidenciar a
madamente 96 milhões
a dengue incide com
necessidade de estra-
apresentam
manifesta-
mais frequência em
tégias de prevenções
ções clinicas, segundo a
áreas tropicais, sendo
locais e controle de
Organização Mundial de
as epidemias comu-
vigilância. De acordo
Saúde. Trata-se de uma
mente oriundas no
com os dados de SINAN/
infecção viral transmitida
verão, durante ou após
DATASUS, o município
por vetores, especial-
períodos de chuvas,
de Irecê notificou 10 mil
mente pelo mosquito
isso porque a presen-
casos prováveis de den-
Aedes aegypti, do gênero
ça de água parada em
gue no período de 2007
Flavivirus pertencente à
pneus, vasos de plan-
a 2013, sendo que em
família Flaviviridae, sen-
tas e fossas sépticas
2013 foram notificados
do caracterizada por uma
fornece uma área pro-
cerca de 750 casos. Esses
diversidade genética que
picia para a reprodu-
números mostram que
contribui para sua ampla
ção desses mosquitos
há uma vulnerabilidade
distribuição
geográfica
(Vasconcelos, 2024).
da população local, con-
e capacidade de adapta-
dições ambientais que
ção aos diferentes ecos-
No Brasil a dengue apre-
favorecem e dificultam
sistemas (Silva, 2024).
senta caráter endêmico
o controle (Brasil, 2024).
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
13
ARTIGO CIENTÍFICO I
A elevação de casos
notificados pode justificar
a necessidade de
Diante desse contexto,
a dengue é caracterizada
por uma resposta
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
A resposta imunológica
com a produção de
anticorpos gerada após
estudos voltados ao
imunológica exagerada,
a infecção primária para
monitoramento e pre-
afetando o sistema vas-
um determinado soro-
venção em nível muni-
cular e podendo levar
tipo, também induz a
cipal, permitindo ver
a complicações graves,
resposta
heterotípica
a expansão do proble-
como a síndrome do
(infecção por um outro
ma. Logo há uma lacu-
choque da dengue. As
sorotipo) de curto prazo,
na muito extensa nos
manifestações
clínicas
por alguns meses, após
dados
encontrados,
variam desde forma
a infecção primária.
no período de 2014
assintomática, como a
Contudo, em infecções
a 2024 não há dados
dengue clássica, den-
secundárias, os anticor-
de comprovações atu-
gue com sinais de alar-
pos produzidos na pri-
alizados no sistema
me e a grave, como é
meira infecção podem
SINAN/DATASUS.
Os
o caso da denominada
reagir de forma cruzada,
dados não atualizados
dengue hemorrágica. A
facilitando a entrada do
geram uma dúvida de
progressão entre essas
vírus nas células hospe-
casos que não foram
formas clínicas está
deiras e exacerbando
notificados, o que não
relacionada à resposta
a resposta inflamatória
garante a comprova-
imunológica
desenca-
(Medeiros, 2024). Dessa
ção de dados adequa-
deada pela infecção,
forma, o objetivo desse
damente ou podendo
principalmente em casos
trabalho foi analisar os
ter uma falha na atu-
de reinfecção por um
parâmetros hematológi-
alização do sistema
sorotipo diferente daque-
cos que permitem iden-
durante esse período
le previamente enfrenta-
tificar a progressão da
(Brasil, 2024).
do (Da silva, 2024).
dengue para formas gra-
14 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ARTIGO CIENTÍFICO I
ves, evidenciando sua
importância no apoio
diagnóstico, no direcio-
bina, entre outros parâmetros
relevantes para o
monitoramento clínico.
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
Bases de Dados e Descritores
As buscas foram realiza-
namento da conduta
das nas bases SciELO, Pub-
clínica e na redução dos
Corte Temporal
Med/MEDLINE, LILACS e
riscos ao paciente.
O levantamento biblio-
Google Acadêmico, sele-
gráfico abrangeu publi-
cionadas por abrangerem
Metodologia
cações realizadas entre
ampla produção científica
Trata-se de um estu-
2015 e 2025, período
nacional e internacional
do qualitativo do tipo
que contempla uma
sobre dengue e parâme-
revisão
bibliográfica
década de avanços sig-
tros hematológicos.
descritiva e exploratória,
nificativos nos métodos
cujo objetivo central é
laboratoriais de diag-
Foram utilizados os Des-
compreender as alte-
nóstico e na compre-
critores em Ciências da
rações
hematológicas
ensão das alterações
Saúde (DeCS): Dengue,
que ocorrem durante
hematológicas associa-
Parâmetros
hematoló-
a progressão clínica da
das à dengue. A escolha
gicos, Diagnóstico labo-
dengue,
relacionan-
desse intervalo justifica-
ratorial, Doenças virais,
do-as à gravidade da
-se pela introdução de
Gravidade da doença e
doença. O delineamento
novas técnicas automa-
Infecções por arbovírus.
metodológico
baseou-
tizadas de hemograma,
-se na análise crítica
aprimoramento
dos
Esses termos foram com-
de estudos nacionais e
critérios da OMS para
binados com operadores
internacionais das áreas
classificação de dengue
booleanos (AND, OR) para
de hematologia, infec-
grave e ampliação dos
refinar os resultados e loca-
tologia e epidemiologia,
sistemas de vigilância
lizar estudos diretamente
que apresentaram dados
epidemiológica, o que
relacionados à progressão
laboratoriais
sobre
fortalece a qualidade e
clínica e às alterações
plaquetas,
leucócitos,
a atualidade das evidên-
hematológicas na dengue,
hematócrito e hemoglo-
cias analisadas.
conforme exemplos:
16 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ARTIGO CIENTÍFICO I
• “Dengue” AND “parâmetros
hematológicos”;
• “Dengue” AND “diagnóstico
laboratorial”;
• “Dengue” AND (“fisiopatologia”
OR “progressão
clínica”).
Filtros Aplicados
Durante as buscas,
foram utilizados filtros
para idioma (português
e inglês), acesso aberto
e tipo de estudo (artigos
originais, revisões, estudos
de coorte e relatos
de caso), garantindo a
seleção de publicações
com relevância científica
e metodológica.
Exclusão: estudos anteriores
a 2015, voltados exclusivamente
para outras
arboviroses (zika, chikungunya,
febre amarela) ou
com foco em aspectos
entomológicos,
vacinais
ou terapêuticos não relacionados
à hematologia.
Procedimento de Seleção
dos Estudos
Tabela 01: Fluxograma de Seleção dos Artigos.
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
O processo de seleção
seguiu as diretrizes do
modelo PRISMA (Preferred
Reporting Items for
Systematic Reviews and
Meta-Analyses), dividido
em três tapas principais:
Critérios de Inclusão e
Exclusão
Inclusão: artigos publicados
entre 2015–2025,
disponíveis integralmente,
com metodologia
definida e que
abordassem parâmetros
hematológicos relacionados
à dengue.
Fonte: Autoria própria (2025).
18 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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ARTIGO CIENTÍFICO I
Síntese dos Dados
Conforme ilustrado
na tabela (Tabela 01),
os estudos incluídos
foram sintetizados em
uma tabela resumo,
avaliados (plaquetas,
leucócitos, hematócrito,
hemoglobina)
e principais achados
relacionados à progressão
para dengue grave
contendo: autores, ano
de publicação, parâmetros
hematológicos.
Essa análise permitiu
identificar padrões de
alterações hematológicas
ao longo das diferentes
fases da infecção,
subsidiando uma discussão
baseada em evidências
atualizada.
cados entre os anos de
2015 a 2025. Foram lidos,
revisados e apenas 35
foram selecionados para
uma segunda leitura,
aplicando os critérios de
inclusão e exclusão apenas
29 foram considerados
de relevância para
compor o artigo. Com
diferentes
contemplaram
isso, os estudos analisados
delineamentos
incluindo pesquisas
observacionais, ensaios
experimentais e revisões
sistemáticas, o que
possibilitou uma visão
abrangente dos aspectos
Tabela 02: Achados Hematológicos.
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
epidemiológicos,
clínicos e entomológicos
relacionados à dengue.
Resultados e Discussões
A busca foi realizada nas
bases de dados PubMed,
SciELO, ScienceDirect e
LILACS e foram identificados
60 artigos publi-
Fonte: Autoria própria (2025).
20 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Os estudos incluídos
abordaram descritores
amplamente utilizados
avançadas de vigilância,
prevenção e controle
dessa arbovirose.
to, indicando extravasamento
plasmático e
maior risco de evolução
ARTIGO CIENTÍFICO I
no campo da dengue,
para dengue grave. Essas
como 13 artigos rela-
Segundo Corrêa et al.
alterações variam de
cionados aos descrito-
(2025) as alterações
acordo a cada indivíduo
res “Dengue” e “Aedes
hematológicas mais fre-
e estudos, mas sua ocor-
aegypti”, 3 envolvendo
quentes observadas na
rência é amplamente
“arboviroses”, 5 artigos
dengue incluem trom-
retratada na literatura.
referentes a “epide-
bocitopenia, leucopenia,
miologia da dengue”, 2
plaquetopenia e hemo-
Conforme De freitas et
pesquisas sobre “vigi-
concentração. A trombo-
al. (2021), a evolução das
lância
entomológica”
citopenia é considerada
alterações
hematológi-
e “controle vetorial”, 2
uma das alterações mais
cas na dengue varia con-
trabalhos que abordam
características,
tendo
forme a fase da infecção.
“incidência”, 4 volta-
uma variável entre leve
A leucopenia costuma
dos a “fatores de risco”
a acentuada conforme
aparecer logo na fase ini-
e “manejo clínico da
a gravidade clínica. A
cial, refletindo a supres-
dengue”. Dessa forma,
leucopenia também é
são medular causada
estudos bibliométricos
comum,
especialmente
pela replicação viral.
mostram aumento da
pela redução de neutró-
Segundo Dias, (2025) a
produção
científica
filos e linfócitos madu-
trombocitopenia tende
sobre dengue principal-
ros, refletindo a resposta
a se acentuar entre o
mente nos Estados Uni-
do organismo ao vírus.
terceiro e o quinto dia
dos, Brasil, índia e Tailân-
Já a hemoconcentração
de doença, período que
dia com o interesse de
é aparente devido ao
marca a transição para
desenvolver estratégias
aumento de hematócri-
a fase crítica, quando
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
21
ARTIGO CIENTÍFICO I
há maior risco de complicações.
Já Pedra et
al. (2024) relata que o
ção inflamatória intensa.
Costa et al. (2025) explicam
que o DENV possui
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
periférica de plaquetas
e participação direta do
vírus na desregulação
aumento do hemató-
tropismo por células do
hematológica.
crito é um indicador de
sistema imune, espe-
hemoconcentração
e
cialmente
monócitos
A medula óssea também
possível extravasamen-
e macrófagos, desen-
sofre impacto importan-
to plasmático. Assim,
cadeando liberação de
te durante a infecção.
quando o paciente entra
mediadores
inflamató-
Dias & Santos (2025)
na fase de recuperação,
rios que afetam tanto a
relatam que o vírus e
os leucócitos e as pla-
medula óssea quanto o
os mediadores inflama-
quetas se normalizam,
endotélio vascular. Esses
tórios podem levar à
melhorando o quadro do
processos resultam em
supressão
temporária
paciente. Dessa forma,
ativação excessiva do
da hematopoiese, preju-
a interpretação desses
complemento, formação
dicando a produção de
parâmetros ao longo da
de imunocomplexos e
plaquetas e leucócitos.
evolução clínica é funda-
dano endotelial, fatores
Os autores destacam
mental para estratificar
que favorecem consumo
que
megacariócitos
risco e orientar o manejo
periférico de plaquetas,
podem ter sua matura-
adequado do paciente.
aumento da permeabi-
ção comprometida ou
lidade vascular e hemo-
até serem afetados pelo
O vírus da dengue inter-
concentração.
Assim,
processo
infeccioso,
fere no sistema hemato-
segundo os autores,
resultando em diminui-
poiético e no endotélio
a trombocitopenia da
ção da trombopoiese.
por múltiplos mecanis-
dengue surge da combi-
Além disso, o extrava-
mos, combinando infec-
nação entre inflamação
samento plasmático e a
ção viral direta com ativa-
exacerbada,
destruição
inflamação
persistente
22 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ARTIGO CIENTÍFICO I
agravam a instabilidade
hematológica, já que a
redução da produção de
tribuindo diretamente
para a lesão endotelial, o
aumento da permeabili-
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
ciados ao extravasamento
plasmático e, portanto, à
forma grave da doença;
células sanguíneas coin-
dade vascular e a queda
esse padrão distingue
cide com maior consumo
rápida das plaquetas. Essa
pacientes com evolução
periférico. Esse conjunto
amplificação inflamatória
para choque dos que
de fatores torna as alte-
forma um ciclo que agra-
permanecem com qua-
rações hematológicas da
va a resposta imune e
dro leve ou clássico. Em
dengue multifatoriais e
explica parte das manifes-
revisão sistemática regio-
clinicamente relevantes.
tações clínicas associadas
nal, Paraná et al. (2024)
à dengue, como extra-
reforçam que plaqueto-
A resposta inflamatória
vasamento plasmático e
penia importante e sinais
desempenha papel cen-
sangramentos.
de fragilidade capilar
tral na fisiopatologia da
(associados a aumento do
dengue. Marcolino (2024)
O hemograma tem papel
hematócrito) são achados
descreve que as plaque-
central na diferenciação
recorrentes entre os casos
tas, quando ativadas pelo
das formas clínicas da
graves avaliados na Amé-
DENV e pelos mediadores
dengue: Segundo Taluk-
rica Latina, o que ratifica
inflamatórios,
liberam
dar et al. (2021), conta-
o valor prognóstico do
micropartículas ricas em
gens plaquetárias dimi-
hemograma seriado.
IL- 1β, expressam P-se-
nuídas
precocemente
lectina e participam da
(especialmente plaquetas
Além dos cortes abso-
ativação do inflamassoma
< 100.000/mm³ nos dias
lutos, outros achados
NLRP3. Esses mecanismos
3–4 de febre) e elevações
laboratorias ajudam a
intensificam a liberação
do hematócrito (hemo-
prever
complicações:
de citocinas como IL-6,
concentração) foram fato-
Peraka et al. (2023)
IL-8, IL-10 e TNF-α, con-
res independentes asso-
mostraram que a pre-
24 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ARTIGO CIENTÍFICO I
sença e a elevação de
linfócitos atípicos (AL%
/ índices de células ima-
Métodos de laboratório
para o diagnóstico de
dengue são diferentes
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
(Camargo et al., 2022).
Assim, a interpretação
conjunta dos testes e
turas) e a manutenção
e dependem direta-
o momento de coleta
de leucopenia + trom-
mente da duração dos
são fundamentais para
bocitopenia persisten-
sintomas. O teste de
diferenciar
infecção
te
correlacionaram-se
antígeno NS1 é o pri-
primária de secundária
com maior probabili-
meiro marcador detec-
por dengue.
dade de sangramen-
tado,
apresentando
tos e necessidade de
positividade entre o 1º
Nos últimos anos, houve
suporte — caracterís-
e o 5º dia de doença,
importante avanço nas
ticas típicas da dengue
sendo
especialmente
técnicas moleculares, e
grave. Estudos e guias
útil na fase aguda antes
o RT-PCR consolidou-se
clínicos também apon-
da soroconversão. Por
como ferramenta cen-
tam que o aumento do
outro lado, as sorologias
tral para diagnóstico
hematócrito ≥ ~20%
IgM e IgG tornam-se
rápido e preciso, permi-
em relação à linha de
positivas mais tardia-
tindo identificar o vírus
base e quedas rápidas
mente: o IgM pode ser
e determinar o sorotipo
de plaquetas (espe-
identificado a partir do
viral já nos primeiros
cialmente <100.000/
5º dia, indicando infec-
dias de infecção (Costa
mm³, com risco de
ção recente, enquanto
et al., 2021). Além de
sangramentos
maio-
o IgG surge mais tarde
aumentar a sensibi-
res quando <50.000/
e pode indicar infecção
lidade diagnóstica, o
mm³) devem ser inter-
pregressa ou possível
RT-PCR contribui para
pretados como sinais
reinfecção quando seus
o monitoramento epi-
de alerta e acionarem
níveis estão elevados
demiológico e reforça o
vigilância intensiva.
no início do quadro
controle das epidemias.
26 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Paralelamente, biomarcadores
inflamatórios
como IL-6 e TNF-α têm
gue, ele confirma o papel
dessas citocinas como
indicadores de resposta
Embora os métodos
laboratoriais sejam
fundamentais, há diver-
ARTIGO CIENTÍFICO I
recebido destaque em
inflamatória exacerbada,
gências relevantes na
estudos recentes por
mecanismo
também
literatura sobre sen-
se elevarem em qua-
envolvido na evolução da
sibilidade dos testes.
dros graves de dengue.
dengue grave.
Coutinho (2023) desta-
Esses mediadores estão
ca grande variação no
associados ao aumento
No entanto, apesar do
desempenho dos testes
da permeabilidade vas-
potencial clínico, o uso
NS1 e IgM relatando
cular e podem sinalizar
desses biomarcadores
sensibilidade média de
risco de complicações
ainda requer padroni-
70,97% e 40,32% respec-
antes mesmo do surgi-
zação metodológica e
tivamente,
influencia-
mento de sinais de alar-
validação em diferen-
das pelo fabricante, tipo
me (Melo et al., 2025).
tes populações (Urrea,
de infecção e do soro-
2022). Em conjunto,
tipo viral. Em compara-
A relevância dessas cito-
os estudos revisados
ção, Haider et al. (2022)
cinas como marcadores
reforçam também a
destacam que a sensibi-
de gravidade em infec-
importância do hemo-
lidade do NS1 reduz-se
ções virais é reforçada
grama, que continua
significativamente
em
por dados de Coutinho
sendo essencial no
infecções
secundárias
(2023), que demonstrou
acompanhamento
de
e após o quinto dia de
elevação significativa de
pacientes com den-
sintomas, o que reforça
IL-6 e TNF-α em pacientes
gue, permitindo prever
a vantagem do RT- PCR
com doenças virais gra-
a evolução clínica e
nesse período. Dessa
ves. Embora o estudo não
orientar o manejo ade-
maneira, enquanto Cou-
seja específico para den-
quado (Brison, 2024).
tinho (2023) evidencia
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
27
ARTIGO CIENTÍFICO I
a variação geral entre
os testes, Haider et al.
(2022) enfatizam limita-
assim como há variação
na sensibilidade dos testes
diagnósticos tradicio-
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
pacientes com risco de
agravamento. Silva et
al. (2019) destacam que
ções específicas do NS1
nais (Haider et al., 2022),
essas alterações resul-
em fases mais avança-
também há variações
tam da ação do vírus
das da doença.
nos resultados referen-
sobre a medula óssea
tes aos biomarcadores,
e do processo inflama-
Em relação aos biomar-
indicando que eles ainda
tório intenso, demons-
cadores
inflamatórios,
não são completamente
trando sua relevância
muitos estudos relatam
padronizados para uso
para compreender os
elevação tanto de IL-6
clínico rotineiro.
mecanismos pelos quais
quanto de TNF-α em
a dengue afeta o siste-
quadros graves. Entre-
A literatura analisada
ma hematopoiético e
tanto, os achados nem
demonstra que as alte-
vascular. Assim, os parâ-
sempre são consisten-
rações
hematológicas
metros
hematológicos
tes. Um estudo de 2024
observadas na dengue
não apenas auxiliam no
mostrou que apenas a
apresentam
importan-
manejo clínico imediato,
IL-6 apresentou aumento
tes implicações clínicas
mas também ampliam o
progressivo conforme a
e científicas. Segundo
entendimento
fisiopa-
gravidade, enquanto o
Corrêa et al. (2025),
tológico da doença.
TNF-α não diferiu signifi-
achados como trombo-
cativamente entre casos
moderados e graves.
Essas inconsistências
reforçam o que já é observado
em outros estudos:
citopenia, leucopenia
e hemoconcentração
refletem diretamente
a progressão da infecção
e permitem identificar
precocemente
No diagnóstico precoce,
Ralapanawa
evidencia
que a trombocitopenia
pode surgir já
nos primeiros dias de
infecção,
funcionando
como marcador inicial.
28 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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ARTIGO CIENTÍFICO I
De Freitas Rodrigues
et al. (2021) reforçam
que a queda progres-
Dias e Santos (2025)
afirmam que a combinação
entre trombo-
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos; Nagyla Almeida
Barreto; Mariane Oliveira da Silva, Hugo Menezes de
Souza, Júnior Reis Mendes Santos, Vanessa Carneiro da
Silva Duarte, Paulo Vitor Batista Fernandes.
A relevância científica
da hematologia para o
entendimento da fisio-
siva das plaquetas se
citopenia expressiva e
patologia da dengue
relaciona diretamente à
elevação do hematócri-
também é amplamente
gravidade, podendo ser
to requer intervenções
reconhecida.
Marcoli-
detectada antes mes-
imediatas, como inten-
no (2024) destaca que
mo de sinais clínicos
sificação da hidratação,
a resposta inflamatória
de alarme. Pedra et al.
monitorização
contí-
exacerbada,
mediada
(2024) acrescentam que
nua e, em alguns casos,
por citocinas como
o aumento precoce do
internação. Talukdar et
IL-6 e TNF-α, está dire-
hematócrito é indicativo
al. (2021) demonstram
tamente
relacionada
de hemoconcentração e
que esses parâmetros
às alterações hema-
risco de extravasamento
são preditores diretos
tológicas
observadas,
plasmático, permitindo
de
extravasamento
contribuindo para a
antecipar possíveis com-
plasmático, orientando
permeabilidade vascu-
plicações. Dessa forma,
ações preventivas antes
lar aumentada e para
o hemograma seriado
do estabelecimento de
as citopenias. Silva et
se consolida como fer-
complicações
graves.
al. (2019) reforçam que
ramenta
fundamental
Além disso, Peraka et
o vírus afeta a medula
para suspeita de dengue
al. (2023) mostram que
óssea e o endotélio,
e identificação precoce
a presença de linfóci-
explicando a redução
de agravamento.
tos atípicos e células
na produção de células
imaturas pode sinalizar
sanguíneas e o risco de
Esses achados labora-
risco aumentado, auxi-
choque. Para Chen et
toriais também orien-
liando decisões clínicas
al. (2022), compreen-
tam de maneira deci-
mais precisas e indivi-
der a dinâmica dessas
siva a conduta médica.
dualizadas.
alterações ao longo da
30 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
infecção permite estabelecer
relações entre
padrões hematológicos
Além disso, os resultados
hematológicos têm
potencial para impul-
métodos diagnósticos e
estratégias terapêuticas.
A análise integrada
ARTIGO CIENTÍFICO I
e desfechos clínicos, for-
sionar novas pesquisas
da literatura permitiu
talecendo modelos fisio-
e terapias. Costa et al.
identificar um conjunto
patológicos robustos.
(2025) apontam que
de limitações metodo-
biomarcadores
inflama-
lógicas que impactam
O
monitoramento
tórios como IL-6 e TNF-α
diretamente a robustez
hematológico,
portan-
podem prever gravidade
das evidências acerca das
to, torna-se essencial.
antes mesmo das altera-
alterações
hematológi-
Conforme Teixeira et al.
ções hematológicas mais
cas na dengue. De forma
(2020), a avaliação seria-
intensas,
possibilitando
geral, os estudos avalia-
da do hemograma é
o desenvolvimento de
dos apresentam lacunas
indispensável para dife-
testes
prognósticos
recorrentes relacionadas
renciar a fase febril da
mais precoces. Contudo,
ao tamanho amostral, ao
fase crítica e para iden-
Carvalho et al. (2021)
delineamento de pesqui-
tificar rapidamente alte-
e Teixeira et al. (2020)
sa, aos métodos labora-
rações que demandam
ressaltam a necessidade
toriais empregados e à
intervenção
imediata.
de padronização das
ausência de padroniza-
O Ministério da Saúde
metodologias e de estu-
ção analítica. Essas fragi-
(Brasil, 2024) também
dos multicêntricos para
lidades, interpretadas de
destaca que o acompa-
validar esses marcadores.
maneira articulada entre
nhamento laboratorial
Assim, os achados labo-
diferentes autores, evi-
regular integra proto-
ratoriais não apenas sus-
denciam pontos críticos
colos assistenciais, con-
tentam o manejo atual
que comprometem tanto
tribuindo significativa-
da dengue, mas também
a reprodutibilidade dos
mente para a redução
abrem caminho para
achados quanto sua apli-
da mortalidade.
novos
biomarcadores,
cabilidade clínica.
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Conforme argumentado
por Carvalho et al.
(2021), a predominância
externa, mas também a
sensibilidade dos marcadores
utilizados para
e resposta imunológica.
Assim, enquanto Carvalho
et al. (2021) enfati-
ARTIGO CIENTÍFICO I
de amostras reduzidas,
estratificação clínica.
zam a variabilidade téc-
associada à heteroge-
nica, Chen et al. (2021)
neidade de técnicas
Entretanto, ao dialogar
ampliam a discussão ao
laboratoriais,
impede
com Chen et al. (2022),
apontar a insuficiência
a construção de parâ-
observa-se que tais limi-
temporal dos desenhos
metros
hematológicos
tações se intensificam
de pesquisa, sugerindo
comparáveis entre estu-
diante do predomínio
que a caracterização da
dos. Esses autores res-
de estudos transversais,
evolução hematológica
saltam que, na dengue,
que capturam apenas
permanece incompleta.
pequenas
variações
um recorte pontual da
metodológicas — como
evolução hematológica.
Por sua vez, Teixeira et
o tipo de equipamento
Esses autores defendem
al. (2020) introduzem
hematológico, o horário
que a dinâmica das alte-
um elemento adicional
da coleta ou a fase clíni-
rações
hematológicas
ao debate ao destacar
ca da doença conside-
na dengue — principal-
a ausência de padroni-
rada — podem resultar
mente hemoconcentra-
zação dos critérios de
em diferenças significa-
ção, leucopenia e trom-
gravidade e dos valores
tivas nos valores de pla-
bocitopenia progressiva
hematológicos de refe-
quetas, hematócrito ou
— exige delineamentos
rência adotados nos
contagem
leucocitária.
longitudinais e multicên-
estudos. Segundo esses
Nesse sentido, a hetero-
tricos, capazes de corre-
autores, a falta de uni-
geneidade metodológi-
lacionar a flutuação dos
formidade
conceitual
ca relatada compromete
marcadores com desfe-
compromete a compa-
não apenas a validade
chos clínicos, gravidade
rabilidade entre pesqui-
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
37
ARTIGO CIENTÍFICO I
sas e gera interpretações
divergentes sobre
o significado clínico de
geneidade laboratorial
descrita por Carvalho et
al. (2021) dialoga com
tentes limitam a capacidade
de estabelecer
padrões diagnósticos
achados como trombo-
a falta de padronização
universais e de prever
citopenia acentuada ou
conceitual
apontada
complicações hemato-
hematócrito
elevado.
por Teixeira et al. (2020),
lógicas com precisão. A
Além disso, Teixeira
enquanto ambas refor-
discussão entre os auto-
aponta que a literatura
çam a necessidade de
res revela que avanços
atual raramente integra
estudos
longitudinais
significativos
depen-
parâmetros
hematoló-
conforme sugerido por
dem da implementação
gicos com marcadores
Chen et al. (2021. Essa
de protocolos padro-
imunológicos e mole-
convergência de pers-
nizados, da utilização
culares, o que limita
pectivas aponta para um
de metodologias ana-
uma compreensão mais
consenso na literatura: a
líticas
convergentes
completa da fisiopatolo-
produção científica sobre
e da incorporação de
gia da dengue, especial-
alterações
hematológi-
marcadores
imunoló-
mente no contexto de
cas na dengue carece de
gicos e moleculares à
respostas
hiperimunes
maior rigor metodoló-
investigação hemato-
ou coinfecções.
gico, maior integração
lógica. Tais melhorias
entre áreas de conheci-
são essenciais para
Ao analisar de forma con-
mento e maior represen-
consolidar uma base
junta os argumentos dos
tatividade populacional.
de evidências robusta
autores, evidencia-se que
que possa subsidiar
as limitações encontradas
Portanto, os resultados
tanto a prática clínica
não atuam isoladamente,
obtidos nesta revisão
quanto a formulação
mas se sobrepõem e se
indicam que os desafios
de estratégias efetivas
potencializam. A hetero-
metodológicos
persis-
de saúde pública.
38 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
A leitura integrada dos
estudos analisados permite
observar que Dos
Ao relacionar esses
achados laboratoriais
à fisiopatologia, obser-
IgG), para uma classificação
mais precisa da
fase da infecção. Essa
ARTIGO CIENTÍFICO I
Santos Pires et al. (2024),
va-se que o Ministério
perspectiva dialoga com
destacam de forma
da Saúde (Brasil, 2023)
a análise de Costa et al.
consistente a tromboci-
descreve com precisão
(2021) que defendem o
topenia, a leucopenia e
como a infecção por den-
papel central das técni-
o aumento do hemató-
gue provoca aumento da
cas moleculares, espe-
crito como os principais
permeabilidade capilar e
cialmente o RT- PCR, na
parâmetros
hemato-
risco de choque hipovo-
confirmação precoce de
lógicos associados à
lêmico — mecanismos
casos. Ambos os autores
progressão da dengue
também discutidos por
reforçam a necessidade
para formas graves. Essa
Silva et al. (2019). A circu-
de interpretar os resul-
interpretação encontra
lação dessas ideias entre
tados laboratoriais de
respaldo nos estudos
os autores evidencia que
acordo com a janela
de Silva et al. (2019),
as alterações observa-
imunológica da doença,
que reforça a presença
das no hemograma não
destacando o valor com-
de linfócitos atípicos e
são eventos isolados,
plementar entre méto-
alterações bioquímicas
mas expressão direta do
dos diretos e indiretos.
como reflexos diretos
impacto do vírus sobre a
da resposta inflamatória
medula óssea e o endoté-
Apesar das convergências
exacerbada desencade-
lio vascular.
conceituais, Carvalho et
ada pelo vírus. Assim,
al. (2021) destacam que a
ambos os autores con-
No âmbito diagnóstico,
literatura ainda apresenta
vergem ao demonstrar
Camargo et al. (2022)
limitações
importantes,
que as citopenias e a
enfatizam a importân-
como a heterogeneidade
hemoconcentração não
cia da associação entre
nos métodos laboratoriais
apenas
caracterizam
métodos
laboratoriais
e nas definições de gravi-
o quadro clínico, mas
específicos, como a
dade, dificultando com-
possuem clara utilidade
detecção do antígeno
parações entre diferentes
prognóstica.
NS1 e a sorologia (IgM/
estudos. Esse ponto é
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
39
ARTIGO CIENTÍFICO I
ampliado por Teixeira et
al. (2020), que ressaltam a
necessidade de padroni-
Assim, a integração
entre hemograma, testes
específicos e méto-
cadores inflamatórios.
Essencialmente, esses
achados refletem um
zação e de estudos multi-
dos moleculares não só
duplo impacto: o vírus
cêntricos para aprimorar
favorece a tomada de
ataca diretamente a
o monitoramento clínico
decisões, como também
medula óssea, e a res-
e laboratorial da dengue
aprofunda a compre-
posta imunológica do
no país. Juntos, esses
ensão da fisiopatologia
organismo é tão forte
autores alertam para a
viral, consolidando a
que acaba agravando o
necessidade de fortalecer
hematologia como eixo
quadro geral.
os protocolos e reduzir a
central na assistência e
variabilidade
metodoló-
na vigilância em saúde
Ao comparar os parâ-
gica que ainda caracteriza
pública no contexto da
metros
laboratoriais
parte das pesquisas.
dengue no Brasil.
descritos na literatura,
ficou evidente que a
Em síntese, a literatura
Considerações Finais
combinação entre queda
analisada
demonstra,
Diante disso, os resul-
expressiva das plaquetas
de modo consistente,
tados dos estudos mos-
e aumento do hemató-
que o acompanhamento
tram um padrão claro: a
crito é o conjunto mais
hematológico
precoce
progressão para a den-
consistente para indicar
é fundamental para
gue grave vem acom-
risco de complicações,
prevenir complicações e
panhada de alterações
especialmente
sangra-
orientar condutas segu-
hematológicas significa-
mentos e choque hipo-
ras. Os autores revisados
tivas. Observa-se trom-
volêmico. Outros marca-
convergem na afirmação
bocitopenia acentuada,
dores, como alterações
de que as alterações de
hemoconcentração,
no tempo de coagula-
plaquetas,
hematócrito
leucopenia e presença
ção, aumento das transa-
e leucócitos constituem
de linfócitos atípicos.
minases e variações em
marcadores
essenciais,
No nível bioquímico, há
citocinas
inflamatórias,
capazes de antecipar
elevação das enzimas
também se mostram
o agravamento clínico.
do fígado e dos mar-
relevantes, embora apre-
40 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
sentem maior variação
entre os estudos, o que
reforça a necessidade
de maior padronização
metodológica.
Por fim, a revisão
demonstrou que o
acompanhamento laboratorial
precoce desempenha
papel decisivo na
prevenção de desfechos
graves. O monitoramento
seriado do hemograma,
aliado aos testes
específicos utilizados no
diagnóstico, possibilita
identificar rapidamente
alterações de risco,
orientar condutas mais
seguras e direcionar
intervenções oportunas.
Assim, os parâmetros
hematológicos se consolidam
como ferramentas
indispensáveis tanto
para a detecção precoce
da gravidade quanto
para o manejo clínico
adequado dos pacientes
com dengue.
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ARTIGO CIENTÍFICO I
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
41
ARTIGO CIENTÍFICO II
RDC Nº 978/2025 DA ANVISA:
ADEQUAÇÃO DOS LABORATÓRIOS E OS RISCOS DO NÃO
CUMPRIMENTO DA NORMA
Autores:
Ana Célia Gama dos Santos
Ana Célia Gama dos Santos
Instituição: Universidade Santo Amaro (UNISA) / IPOG
Titulação: Biomédica em Patologia Clínica; Pós-graduada em
Assuntos Regulatórios.
* Imagem ilustrativa
Resumo
A RDC nº 978/2025 da ANVISA estabelece requisitos técnico-sanitários
para o funcionamento de laboratórios de análises clínicas, com foco
na segurança diagnóstica, rastreabilidade de processos e gestão da
qualidade. Este estudo tem como objetivo analisar a importância da
adequação regulatória dos laboratórios às exigências da norma, bem
como os riscos técnicos, sanitários e legais decorrentes do seu descumprimento.
Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter descritivo
e exploratório, baseada na análise documental da RDC nº 978/2025
e em literatura especializada sobre gestão e regulação sanitária em
laboratórios clínicos. Os resultados demonstram que a conformidade
com a norma contribui para a melhoria da qualidade dos serviços,
redução de falhas operacionais e fortalecimento da segurança do
paciente, enquanto a não conformidade expõe os laboratórios a sanções
regulatórias e prejuízos institucionais.
Abstract
RDC No. 978/2025 from ANVISA establishes technical and sanitary
requirements for the operation of clinical laboratories, focusing on
diagnostic safety, process traceability, and quality management.
This study aims to analyze the importance of regulatory compliance
of laboratories with the requirements of the standard, as well
as the technical, sanitary, and legal risks arising from non-compliance.
It is a qualitative research, of descriptive and exploratory
nature, based on the documentary analysis of RDC No. 978/2025
and specialized literature on laboratory management and sanitary
regulation. The results show that compliance with the standard
contributes to the improvement of service quality, reduction
of operational failures, and strengthening of patient safety, while
non-compliance exposes laboratories to regulatory sanctions and
institutional losses.
Palavras-chave: Laboratórios clínicos; RDC 978/2025; ANVISA; Segurança
do paciente; Conformidade regulatória.
Keywords: Clinical laboratories; RDC 978/2025; ANVISA; Quality management;
Patient safety; Regulatory compliance.
42 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Introdução
A Resolução da Diretoria
Colegiada nº 978/2025,
que apenas cerca de
922 laboratórios clínicos
brasileiros possuem
estruturais, falhas nos
processos internos ou
desconhecimento das
ARTIGO CIENTÍFICO II
publicada pela Agência
algum tipo de certifi-
exigências regulatórias.
Nacional de Vigilância
cação ou acreditação
Sanitária (ANVISA) em 6
formal, o que evidencia
Tal realidade evidencia
de junho de 2025, repre-
desafios relevantes para
um problema relevante
senta um marco regu-
a qualidade e a padro-
para o setor: como asse-
latório para os serviços
nização das práticas
gurar a conformidade
que realizam exames
laboratoriais no país.
regulatória e minimizar
de análises clínicas no
os riscos sanitários,
Brasil, ao estabelecer
Nesse contexto, a ade-
operacionais e legais
requisitos técnico-sani-
quação dos laboratórios
decorrentes do não
tários rigorosos para o
às exigências da RDC nº
cumprimento da RDC nº
funcionamento
desses
978/2025 assume papel
978/2025, justificando a
estabelecimentos.
A
central na garantia da
necessidade de discutir
norma substitui e amplia
segurança diagnóstica
o tema de forma aplica-
regras anteriores, com
e na conformidade
da, orientada à prática
o objetivo de reforçar a
dos serviços de aná-
laboratorial e à tomada
segurança diagnóstica,
lises clínicas. Apesar
de decisão dos gestores.
a rastreabilidade dos
da existência de uma
processos laboratoriais
regulamentação
clara,
Diante disso, o presente
e a proteção da saúde
observa-se que mui-
artigo tem como obje-
pública no país.
tos laboratórios ainda
tivo analisar a impor-
enfrentam dificuldades
tância da adequação
Em um cenário em que
na
implementação
dos laboratórios às exi-
a modernização e a
efetiva dos requisitos
gências
estabelecidas
conformidade
regula-
técnicos e operacionais
pela RDC nº 978/2025
tória são cada vez mais
estabelecidos pela nor-
da ANVISA, evidencian-
exigidas,
destaca-se
ma, seja por limitações
do os principais pon-
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
43
Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
ARTIGO CIENTÍFICO II
tos regulatórios que
impactam a rotina dos
serviços de análises clí-
concentrou-se na identificação
dos principais
requisitos regulatórios
Materiais e Métodos
Metodologicamente, o
presente estudo carac-
nicas. Busca-se, ainda,
e na discussão de suas
teriza-se como uma
discutir os riscos técni-
implicações
práticas
pesquisa de abordagem
cos, sanitários e legais
para a rotina labora-
qualitativa, de natureza
associados ao descum-
torial, bem como dos
descritiva e explorató-
primento da norma,
riscos associados ao não
ria, voltada à análise da
bem como destacar a
cumprimento da norma.
adequação
regulatória
adequação regulatória
dos serviços de análises
como um instrumen-
Este artigo propõe
clínicas frente às exigên-
to estratégico para a
uma reflexão técnica e
cias estabelecidas pela
melhoria da qualidade,
aplicada sobre a RDC
Resolução da Diretoria
da segurança e da ges-
nº 978/2025, buscando
Colegiada nº 978/2025 da
tão laboratorial.
contribuir para a com-
Agência Nacional de Vigi-
preensão dos seus prin-
lância Sanitária (ANVISA).
Metodologicamente,
o
cipais impactos na rotina
estudo
caracteriza-se
dos laboratórios de aná-
A abordagem quali-
como uma pesquisa de
lises clínicas. Ao abordar
tativa foi adotada por
abordagem qualitativa,
os requisitos normativos
permitir a compreen-
de natureza descritiva e
e os riscos associados ao
são aprofundada de
exploratória, desenvol-
seu
descumprimento,
fenômenos normativos
vida a partir da análise
pretende-se
oferecer
e organizacionais em
documental da RDC nº
subsídios práticos para
seus contextos específi-
978/2025 da ANVISA e
gestores e responsáveis
cos, considerando signi-
de literatura técnica e
técnicos no processo de
ficados, interpretações
normativa
relacionada
adequação regulatória e
e relações presentes
à gestão e à segurança
fortalecimento da segu-
na prática profissional,
em laboratórios de aná-
rança e da qualidade dos
conforme discutido por
lises clínicas. A análise
serviços laboratoriais.
Minayo (2014).
44 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
ARTIGO CIENTÍFICO II
A pesquisa classifica-
-se como descritiva e
exploratória. A pesquisa
bibliográfica. A pesquisa
documental baseou-se
na análise sistemática
segurança diagnóstica
e regulação sanitária
em laboratórios clíni-
descritiva busca expor
da RDC nº 978/2025 da
cos, incluindo normas
e analisar caracterís-
ANVISA,
considerada
nacionais e internacio-
ticas de determinado
fonte primária para a
nais, bem como publi-
fenômeno ou realidade,
compreensão dos requi-
cações
institucionais
enquanto a pesquisa
sitos técnico-sanitários
pertinentes à área. Esse
exploratória
permite
aplicáveis aos laborató-
tipo de pesquisa possi-
maior aproximação com
rios de análises clínicas.
bilita o levantamento
o objeto de estudo, favo-
e a análise crítica do
recendo a compreensão
De acordo com Gil
conhecimento já pro-
de temas ainda pouco
(2019), a pesquisa docu-
duzido,
contribuindo
sistematizados ou em
mental é especialmente
para a fundamentação
processo de consoli-
adequada quando se
teórica e contextual do
dação normativa (GIL,
trabalha com normas,
estudo (GIL, 2019).
2019). Nesse sentido, o
legislações e documen-
estudo procura descre-
tos oficiais, permitindo
A análise dos dados
ver e analisar os princi-
a análise direta de infor-
ocorreu por meio de
pais requisitos da RDC nº
mações que ainda não
leitura
exploratória,
978/2025 e explorar suas
receberam tratamento
analítica e interpretativa
implicações práticas na
analítico aprofundado.
dos documentos sele-
rotina dos serviços de
cionados, com foco na
análises clínicas.
Complementarmente, a
identificação dos princi-
pesquisa
bibliográfica
pais requisitos regulató-
No que se refere aos
envolveu a consulta
rios da RDC nº 978/2025
procedimentos
técni-
a literatura técnica e
e na discussão de suas
cos, trata-se de uma
normativa relacionada
implicações
práticas
pesquisa documental e
à gestão da qualidade,
para a organização, os
46 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Microlab Prep: Pipetador para PCR,
Diluições, Clean-UP, Reformatação
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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
ARTIGO CIENTÍFICO II
processos e a gestão dos
serviços laboratoriais.
Para a sistematização
das informações, adotou-se
uma abordagem
de análise temática,
que permite agrupar e
interpretar conteúdos
a partir de categorias
relevantes ao objeto de
estudo, conforme orienta
Bardin (2016).
A metodologia adotada
possibilitou uma compreensão
integrada da
RDC nº 978/2025 e de
seus impactos na rotina
dos laboratórios de análises
clínicas, contribuindo
para a análise crítica dos
riscos associados ao seu
descumprimento e para a
discussão da adequação
regulatória como instrumento
de fortalecimento
da qualidade, da segurança
e da conformidade
sanitária nos serviços
laboratoriais.
Resultados e Discussão
A análise da RDC nº
978/2025 da ANVISA
evidencia
impactos
diretos e imediatos na
organização e na rotina
dos serviços de análises
clínicas. Embora a norma
consolide exigências
já presentes em regulamentações
anteriores,
seu diferencial está
no fortalecimento da
integração entre gestão,
rastreabilidade e
segurança diagnóstica,
deslocando o foco de
um cumprimento meramente
formal para uma
lógica ampliada de responsabilidade
sanitária.
Do ponto de vista da
prática laboratorial, a
RDC nº 978/2025 exige
uma mudança de
postura dos serviços de
análises clínicas. Não se
trata apenas de atualizar
documentos ou atender
a inspeções sanitárias,
mas de incorporar a conformidade
regulatória
como elemento estruturante
do modelo de
gestão. Laboratórios que
tratam a norma apenas
como exigência fiscalizatória
tendem a apresentar
maior dificuldade de
adaptação e maior exposição
a riscos operacionais,
técnicos e legais.
Quadro 1 – Principais riscos técnicos e assistenciais da não adequação
à RDC nº 978/2025
48 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Os resultados indicam
que a norma impõe uma
revisão sistemática das
rotinas operacionais,
especialmente no que
se refere à padronização
de procedimentos, à
manutenção de registros
confiáveis e ao controle
das etapas do exame. A
não adequação a esses
requisitos compromete
diretamente a segurança
diagnóstica e amplia a
probabilidade de falhas
nas fases pré-analítica,
analítica e pós-analítica.
Quadro 2 – Riscos relacionados à gestão de pessoas e processos
Quadro 3 – Riscos sanitários e operacionais da não adequação estrutural
Quadro 4 – Riscos legais e institucionais do não cumprimento
da RDC nº 978/2025.
Nesse contexto, a rastreabilidade
assume papel
central ao funcionar
como indicador indireto
da maturidade da
gestão laboratorial. A
ausência de rastreabilidade
adequada dificulta
a identificação de falhas,
a correção de desvios
e a responsabilização
técnica, aumentando
os riscos assistenciais e
regulatórios.
Outro aspecto relevante
refere-se à aproximação
da RDC nº 978/2025 com
diretrizes internacionais de
qualidade, especialmente
a norma ISO 15189. Sob
uma perspectiva estratégica,
essa convergência
representa oportunidade
de fortalecimento dos sistemas
de gestão. Por outro
lado, a não adequação
amplia o risco de perda
de competitividade e de
credibilidade institucional
no mercado de medicina
diagnóstica.
Na experiência prática
do setor, a gestão
de recursos humanos
50 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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Autora: Ana Célia Gama dos Santos.
ARTIGO CIENTÍFICO II
constitui um dos principais
desafios para a
implementação efetiva
mete a confiabilidade
dos exames e aumenta
a probabilidade de san-
clínicas. Assim, a norma
deve ser compreendida
como instrumento de
da norma. A RDC nº
ções sanitárias.
gestão estratégica, cuja
978/2025 evidencia
adoção planejada con-
que a qualidade dos
Sob a ótica regulatória e
tribui para a redução de
resultados
laborato-
legal, o descumprimen-
riscos, melhoria da quali-
riais está diretamente
to da RDC nº 978/2025
dade e fortalecimento da
relacionada à atuação
expõe os serviços de
posição do laboratório
de profissionais qua-
análises clínicas a riscos
no cenário da medicina
lificados, treinados e
jurídicos e institucionais
diagnóstica brasileira.
com responsabilidades
relevantes. Além das
claramente
definidas.
sanções previstas na
De forma integrada, a
A ausência de capacita-
legislação sanitária, a
análise dos resultados
ção contínua expõe os
não conformidade pode
evidencia que os riscos
serviços a falhas opera-
comprometer a susten-
decorrentes da não
cionais recorrentes.
tabilidade econômica e a
adequação à RDC nº
imagem do laboratório.
978/2025 não se mani-
As exigências relacio-
festam de maneira isola-
nadas à infraestrutura,
De modo geral, evi-
da, mas interdependen-
aos equipamentos e aos
dencia-se que a não
te. Fragilidades técnicas,
insumos assumem cará-
adequação à RDC nº
operacionais, humanas
ter estratégico na RDC
978/2025 ultrapassa o
e estruturais tendem
nº 978/2025. A não ade-
âmbito do descumpri-
a se retroalimentar,
quação nesses pontos
mento normativo, con-
ampliando a probabi-
representa risco relevan-
figurando-se como fator
lidade de falhas sistê-
te, uma vez que a ausên-
de risco sistêmico para a
micas nos serviços de
cia de manutenção
segurança do paciente, a
análises clínicas. Assim,
preventiva,
calibração
credibilidade institucio-
a ausência de conformi-
periódica e controle de
nal e a sustentabilidade
dade regulatória com-
fornecedores
compro-
dos serviços de análises
promete não apenas
52 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
etapas específicas do
processo laboratorial,
mas a confiabilidade
A análise dos resultados
confirma que a
adequação à RDC nº
elemento central para a
segurança diagnóstica, a
conformidade sanitária e
ARTIGO CIENTÍFICO II
global do serviço e a
978/2025 constitui fator
a sustentabilidade insti-
segurança do paciente.
estratégico para a miti-
tucional dos laboratórios.
gação de riscos técnicos,
Ao estabelecer requisi-
Observa-se, ainda, que a
sanitários e legais, além
tos técnicos mais rigo-
não adequação à norma
de representar um dife-
rosos, a norma amplia
impacta diretamente a
rencial competitivo para
a responsabilidade dos
capacidade de gestão e
os serviços de análises
gestores e responsáveis
de resposta dos labora-
clínicas. Ao promover a
técnicos, reforçando a
tórios frente a situações
integração entre quali-
necessidade de proces-
adversas. Serviços que
dade, segurança diag-
sos estruturados, rastre-
não possuem processos
nóstica e responsabili-
áveis e alinhados às boas
padronizados,
registros
dade sanitária, a norma
práticas laboratoriais.
consistentes e equipes
contribui para o forta-
capacitadas apresentam
lecimento
institucional
Os objetivos propostos
maior dificuldade na
dos laboratórios e para a
foram alcançados ao
identificação de desvios,
consolidação de práticas
evidenciar os principais
na implementação de
alinhadas às exigências
pontos
regulatórios
ações corretivas e na
contemporâneas
da
que impactam a rotina
demonstração de confor-
medicina diagnóstica.
dos serviços de análises
midade perante os órgãos
clínicas, bem como ao
reguladores. Esse cenário
Conclusão
discutir os riscos técni-
reforça a compreensão
A análise desenvolvida
cos, sanitários e legais
de que a conformidade
ao longo deste estudo
associados ao descum-
com a RDC nº 978/2025
permite afirmar que a
primento da norma.
deve ser incorporada
adequação dos serviços
A análise demonstrou
como prática contínua
de análises clínicas às
que dificuldades na
de gestão e não como
exigências da RDC nº
implementação
da
medida pontual.
978/2025 constitui um
RDC nº 978/2025 estão
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
53
ARTIGO CIENTÍFICO II
frequentemente relacionadas
a fragilidades
na gestão da qualida-
rias e às expectativas de
segurança e qualidade
no sistema de saúde.
considerando variáveis
como porte do serviço,
região geográfica e
de, na capacitação das
nível de maturidade da
equipes e no controle
Diante disto, recomen-
gestão da qualidade.
sistemático dos pro-
da-se que os serviços de
cessos laboratoriais, o
análises clínicas adotem
Investigações compara-
que responde direta-
uma postura proativa
tivas sobre os impactos
mente ao problema de
em relação à norma,
da norma na redução de
pesquisa
inicialmente
investindo na revisão
não conformidades, na
apresentado.
periódica de seus pro-
segurança do paciente e
cessos, na capacitação
no desempenho institu-
Os resultados indicam
contínua das equipes e
cional dos laboratórios
que a adequação regu-
no fortalecimento dos
também podem contri-
latória não deve ser
sistemas de gestão da
buir para o aprofunda-
compreendida
apenas
qualidade. Essas ações
mento do debate e para
como uma exigência
favorecem não apenas
o aprimoramento das
legal ou fiscalizatória,
a conformidade regu-
práticas regulatórias no
mas como uma estra-
latória, mas também a
setor de análises clínicas.
tégia de gestão capaz
de promover melhorias
contínuas, reduzir falhas
operacionais e fortalecer
a confiabilidade dos
resultados laboratoriais.
Quando incorporada de
forma planejada à rotina
dos laboratórios, a RDC nº
978/2025 contribui para
o alinhamento dos serviços
às exigências sanitá-
melhoria da eficiência
operacional e da credibilidade
institucional.
Como perspectiva para
pesquisas futuras, sugere-se
a realização de
estudos empíricos que
analisem a implementação
prática da RDC nº
978/2025 em diferentes
contextos laboratoriais,
Referências
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 1. ed. São
Paulo: Edições 70, 2016.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 978, de 6
de junho de 2025. Dispõe sobre os requisitos técnico-sanitários
para o funcionamento de serviços que
realizam exames de análises clínicas. Diário Oficial
da União: Brasília, DF, 6 jun. 2025.
BRASIL. Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977. Configura
infrações à legislação sanitária federal, estabelece
as sanções respectivas e dá outras providências.
Diário Oficial da União: Brasília, DF, 20 ago. 1977.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa
social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZA-
TION. ISO 15189:2022. Medical laboratories — Requirements
for quality and competence. Geneva: ISO, 2022.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento:
pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São
Paulo: Hucitec, 2014.
PLEBANI, Mario. Errors in clinical laboratories or
errors in laboratory medicine? Clinical Chemistry
and Laboratory Medicine, Berlin, v. 48, n. 6, p.
750–759, 2010.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Laboratory quality
management system: handbook. Geneva: World
Health Organization, 2011.
54 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
In Vitro, o cuidado mineiro aplicado ao diagnóstico.
+30
PUBLIEDITORIAL
ESTRATÉGIA E RISCO NA BIOLOGIA
MOLECULAR, QUANDO CRESCER
EXIGE CRITÉRIO.
Os desafios da internalização e da inovação em Biomol
Tânia Barros, sócia-proprietária
e Diretora Técnica e Comercial
do IPOG Lab, compartilha sua
visão sobre o crescimento da
biologia molecular no Brasil e
os cuidados necessários para
decisões estratégicas no setor
diagnóstico. Com mais de 35
anos de experiência e atuação
em empresas como BD,
Boehringer Ingelheim, Digene
e QIAGEN, Tânia participou da
consolidação do teste de DNA-
-HPV no país e, desde 2013,
lidera a expansão técnica e
comercial do IPOG Lab.
Segundo ela, a biologia molecular
ganhou força no Brasil a partir
de 1995, com a introdução
da Captura Híbrida para HPV,
marco que permitiu detectar o
vírus antes do aparecimento de
lesões. Com o avanço das tecnologias,
especialmente o PCR,
o país passou a adotar diretrizes
mais alinhadas às práticas
internacionais, fortalecendo o
rastreio do câncer de colo do
útero com maior sensibilidade
e segurança clínica.
Tânia alerta que o atual movimento
de internalização de
exames moleculares exige cautela.
A oferta de plataformas
por fornecedores, muitas vezes
em aluguel ou comodato,
pode parecer uma oportunidade,
mas envolve custos recorrentes,
equipe qualificada,
controles rigorosos, manutenção,
insumos e planejamento
operacional. Para pequenos e
médios laboratórios, a falta de
escala pode comprometer a
sustentabilidade.
Ela destaca que nem todas
as plataformas oferecem o
mesmo desempenho e que
a escolha deve considerar
sensibilidade, confiabilidade,
capacidade de genotipagem
e segurança operacional. Também
reforça que o fornecedor
deveria atuar de forma consultiva,
ajudando o laboratório a
avaliar sua viabilidade real.
Na visão de Tânia, a internalização
deve ser uma decisão planejada
e, para muitos laboratórios,
a parceria com laboratórios
de apoio estruturados pode ser
uma alternativa mais segura,
competitiva e sustentável.
Antes de assumir uma plataforma,
é essencial avaliar metas de
consumo, volume mensal e riscos
de revisão contratual caso a
demanda não se sustente.
56 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Centro de Excelência em Alta
Demanda de Exames para HPV
IPOG
LAB
O que muitos estão começando agora, o
IPOG Lab já estava fazendo há anos.
Fomos pioneiros em trazer o exame de
HPV para o Brasil e hoje somos um dos
principais centros de processamento
especializados em Biologia Molecular e
Saúde da Mulher do país.
POR QUE SER PARCEIRO
IPOG LAB?
O FUTURO JÁ É REALIDADE
A nova diretriz da CONITEC apenas
confirma o que sempre defendemos:
o futuro do rastreio é o DNA-HPV, e
esse futuro o IPOG Lab já entrega há
anos.
PRONTOS PARA O BRASIL
Os exames de genotipagem de DNA-
HPV chancelados pelo Ministério da
Saúde são exatamente os que o IPOG
Lab já realiza com excelência.
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ARTIGO CIENTÍFICO III
ASSOCIAÇÃO MOLECULAR DA LEUCEMIA EM
CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
Autores:
ANA KAROLAYNE DE SOUZA KRUPINSKI ¹
RAFAEL TESSARO COELHO ²
¹Acadêmica de Graduação, Curso de Biomedicina, Centro Unifasipe.
Endereço eletrônico: karolkrupinski86@gmail.com.
²Professor Mestre em Genética e Melhoramento, Curso de Biomedicina,
Centro Unifasipe. Endereço eletrônico: rhafha1981@hotmail.com.
* Imagem ilustrativa
Resumo
A hematologia é o ramo da biomedicina que estuda e analisa
os componentes do sangue. Já a biologia molecular está
ligada a genética e a bioquímica, consistindo em estudar
os sistemas das células, DNA, RNA, sínteses de proteínas e a
forma de como são reguladas. Dessa forma, estudos afirmam
que a Leucemia Megacariocítica Aguda é mais recorrente em
crianças que possuem trissomia do 21, pois, é revelado uma
carência de proteína na estrutura do cromossomo X, levando
a hiperproliferação de blasto na medula óssea sendo liberados
no sangue periférico. O gene chamado Globin transcription
factor 1 (GATA1) codifica a isoforma GATA-1s e a proteína GATA-1
(GATA binding protein 1) que é primordial para a sobrevivência
das células progenitoras eritrocíticas e maturação adequada do
sistema hematopoiético, principalmente de megacariócitos, por
meio da regulação de moléculas chaves associadas a proliferação,
diferenciação e apoptose celular. Entretanto, as alterações no
gene GATA1 impendem à produção da GATA-1, produzindo
apenas a GATA-1s e essa proteína inibi o desenvolvimento
correto das células sanguíneas, levando-a a hiperproliferação
de megacariócitos. Portanto, esse trabalho teve como objetivo
verificar a relação molecular entre a Síndrome de Down e a
Leucemia, por meio de uma revisão bibliográfica feita com 92
artigos publicados entre 2002 e 2023. Pode-se observar que
existe uma relação entre a Leucemia e a Síndrome de Down,
devido a inexistência do gene GATA1, ocasionando a não
codificação das proteínas que interagem na hematopoese,
provocando assim, a neoplasia, sendo mais comum em crianças
com essa cromossomopatia.
Palavras-chaves: Alterações do Cromossomo 21; GATA-1;
Neoplasia hematopoiética.
Abstract
Hematology is the branch of biomedicine that studies and
analyzes the components of blood. Molecular biology, on
the other hand, is connected to genetics and biochemistry,
involving the study of cell systems, DNA, RNA, protein synthesis,
and how they are regulated. Thus, studies affirm that Acute
Megakaryocytic Leukemia is more common in children with
trisomy 21, as a protein deficiency is revealed in the structure
of the X chromosome, leading to hyperproliferation of blasts in
the bone marrow, which are then released into the peripheral
blood. The gene called Globin transcription factor 1 (GATA1)
encodes the isoform GATA-1s and the protein GATA-1 (GATA
binding protein 1), which is crucial for the survival of erythroid
progenitor cells and proper maturation of the hematopoietic
system, particularly megakaryocytes, by regulating key
molecules associated with cell proliferation, differentiation,
and apoptosis. However, alterations in the GATA1 gene impede
the production of GATA-1, resulting in only GATA-1s being
produced, and this protein inhibits the correct development of
blood cells, leading to hyperproliferation of megakaryocytes.
Therefore, the aim of this study was to investigate the molecular
relationship between Down Syndrome and Leukemia through
a bibliographic research conducted with 92 articles published
between 2002 and 2023. It was concluded during the studies
that there is a relationship between Leukemia and Down
Syndrome due to the absence of the GATA1 gene, which results
in the non-coding of proteins that interact in hematopoiesis,
thus causing neoplasia, which is more common in children
with this chromosomal condition.
Keywords: Chromosome 21 Alterations; GATA-1;
Hematopoietic Neoplasia.
58 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Introdução
A Leucemia é uma
neoplasia maligna
cânceres hematológicos
e algumas apresentam
maior incidência
46, as células portam 47
cromossomos, apresentando
um extra ligado
que ocorre no sangue
na infância, sendo elas
ao cromossomo 21,
periférico,
caracteri-
as Leucemias Agudas,
assim surgindo à deno-
zada pela produção
podendo ser caracteri-
minação Trissomia do 21
exacerbada de células
zada como Linfocítica,
(T21) (BRASIL, 2013; DA
imaturas na medula
Mieloide e principal-
MATA; PIGNATA, 2014).
óssea, promovendo um
mente seu subtipo LMA-
acúmulo de blastos que
-M7, conhecida como
Contudo, a SD está
são liberados na corren-
Megacarioblástica Agu-
relacionada a diversos
te sanguínea. Por con-
da, tornando a LMA mais
distúrbios
hematológi-
seguinte,
constata-se
comum em crianças e
cos que podem ocorrer
mais de 12 subtipos de
jovens com Síndrome
em determinada idade.
Leucemias, no entanto
de Down (FURTADO et
Os recém-nascidos com
a Leucemia Linfóide
al., 2020).
T21 podem apresentar
Crônica (LLC), Leucemia
anormalidades,
como
Mieloide Crônica (LMC),
A Síndrome de Down
Leucemia
transitória
Leucemia
Linfocítica
(SD) se tornou uma
e, alterações assinto-
Aguda (LLA) e Leucemia
condição
congênita
máticas nos exames
Mieloide Aguda (LMA)
após a descoberta em
laboratoriais, com a
possui maior incidência
1958 pelo geneticista
presença de neutrofilia,
(ABREU; SOUSA; GOMES,
Jérôme Lejeune e a bri-
trombocitopenia e poli-
2021; INCA, 2011).
tânica Pat Jacobs, onde
citemia no hemograma,
comprovaram um erro
ainda mais, bebês com
Neste sentido, as Leuce-
na distribuição cromos-
SD de 1 a 2 meses de
mias são consideradas
sômica, que ao invés de
vida desenvolvem doen-
60 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ças Mieloproliferativa
Transitória (DTM). Em
vista disso, crianças com
Megacarioblástica aguda
e distúrbios mieloproliferativo
transitório que
Materiais e Métodos
O objetivo desse artigo
foi elaborar uma pesquisa
ARTIGO CIENTÍFICO III
Síndrome de Down, indi-
são comumente vistos
bibliográfica que consti-
cam um elevado risco de
em crianças com Síndro-
tuiu na análise de 92 arti-
desenvolver
Leucemias
me de Down (SHIMIZU;
gos, sendo 25 artigos que
infantis como LLA, LMA
ENGEL;
YAMAMOTO,
apresentaram resultados
(BRUWIER; CHANTRAIN,
2008, tradução nossa).
relevantes para o tema de
2012, tradução nossa).
estudo, publicados entre
De tal modo, é observa-
os anos 2002 e 2023, atra-
Nesta linhagem, o fator
do que crianças com SD
vés de sistemas de buscas
de transcrição (FT) conhe-
são mais predispostas a
nos sites Scielo, PubMed,
cida como GATA-1 é uma
desenvolver
Leucemias
Google Acadêmico e
proteína importante para
e, o fator dessa causa
Biblioteca Virtual em
a diferenciação de células
ainda é pouco estudado
Saúde. Os dados foram
eritroides e megacariocí-
e conhecido. Através
analisados, por fim, com-
ticas através de molécu-
desse estudo, foi possível
parados e discutidos em
la-chave associada à pro-
analisar, por meio de uma
tópicos específicos, con-
liferação, diferenciação e
revisão bibliográfica a
cluindo-se que crianças
apoptose (morte celular
associação molecular da
com Síndrome de Down
programada).
Entende-
Leucemia em crianças
têm maior probabilidade
-se que mutações no
com síndrome de Down
em desenvolver Leuce-
gene GATA1, localizado
e enfatizar a importância
mias agudas em com-
no cromossomo X, levam
laboratorial nos diagnós-
paração com outras que
uma produção descon-
ticos e laudos posto por
possuem a mesma faixa
trolada de blastos, con-
biomédicos
habilitados
etária e não apresentam
tribuindo em Leucemia
(LYRA; LEITE, 2019).
essa alteração genética.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
61
Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Revisão de Literatura
Síndrome de Down
Dessa forma, expressões
fenotípicas notadas na
Síndrome de Down são
culo reto abdominal
(BRASIL, 2013; COUTI-
NHO et al., 2021).
A Síndrome de Down é
variadas, sendo mais
uma trissomia autossô-
comum
braquicefalia,
Além das diversas per-
mica (cromossomopatia)
fontanelas amplas, nariz,
turbações intelectuais, é
mais comum e a principal
boca, orelhas pequenas,
observada suscetibilidade
causa de deficiência inte-
inclinação
palpebral
à infecções, doenças hema-
lectual em humanos. Con-
oblíquas para cima,
tológicas, grandes chances
tudo, a SD é caracterizada
orelhas de implantação
de desenvolver Leucemias
por um erro na distribuição
baixa, sinófris, prega
e doenças Mieloprolife-
dos cromossomos durante
cutânea no canto inter-
rativa transitória (DMT)
a divisão celular ainda na
no do olho, ponte nasal
que podem ser observa-
gestação, o qual apresenta
achatada, face aplanada,
das após o nascimento
um cromossomo extra
protusão lingual, palato
em cerca de 4% a 10%
total ou parcial ligado
ogival, cabelos finos,
de recém nascidos com
ao cromossomo 21 que
dedos curtos, clinodac-
SD. Outrossim, crianças
resulta em um desequilí-
tilia do quinto dedo da
diagnosticadas com DMT
brio na expressão gênica.
mão, prega palmar única
possuem um enorme risco
Isso leva a alterações no
transversa,
frouxidão
de desenvolver LMA-M7 e,
desenvolvimento e na
ligamentar, afastamento
o gene GATA1 presente no
função de vários órgãos,
entre o primeiro e segun-
cromossomo X é identifica-
incluindo o coração, o
do dedo do pé, excesso
do como uma das causas
sistema nervoso central
de tecido adiposo no
de Leucemias Megaca-
e o sistema imunológico
dorso do pescoço, pé
rioblásticas em crianças
(BRASIL, 2013; COELHO,
plano, hernia umbilical
com síndrome de Down
2016; MOORE., 2020).
e afastamento do mús-
(DOS SANTOS, 2021).
62 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Desse modo, crianças que
possuem SD com idade
superior a quatro anos,
(aqueles que são iguais
entre si e formam um
par). Mas, caso não acon-
de 95% dos casos devido
a uma não-disjunção
meiótica na mãe
podem apresentar maior
teça essa separação, dá-se
durante a formação do
incidência
(comparado
uma não disjunção que
óvulo, e em cerca de 5%
a população em geral)
formará um gameta com
dos casos devido a uma
em Leucemia Linfocítica
3 cromossomos 21. Sendo
não-disjunção meiótica
Aguda. Já aqueles que
assim, o zigoto fecundado
no pai durante a forma-
tem idade inferior a qua-
terá 47 cromossomos, cor-
ção do espermatozoide.
tro anos e carregam T21,
respondendo a alteração
O gameta masculino
portam maior probabili-
numérica associada SD.
contém 24 cromosso-
dade (aproximadamente
A descrição de cariótipo
mos devido a sua não
500 vezes) em desenvol-
no sexo feminino é 47,
disjunção na meiose e
ver LMA-M7 e por esse
XX+21 e do sexo mascu-
um cromossomo extra
motivo, é reconhecida
lino é 47, XY+21. Por fim,
no cromossomo 21.
como Leucemia Mieloi-
manifestações de doen-
Depois de fecundado
de mais comum na SD
ças hematológicas como
por um gameta femini-
(QUEIROZ, 2012).
LMA-M7, não provocam
no com disjunção nor-
diferenças celulares neste
mal (23 cromossomos),
Trissomia simples ou livre
tipo de trissomia (ANDRA-
o zigoto possuirá 47
Os seres humanos pos-
DE, 2018; CASONI et al.,
cromossomos,
indi-
suem 46 cromossomos,
2020; COELHO, 2016).
cando SD, ocorrendo
sendo 23 pares. Durante a
a mesma situação se o
mitose ou meiose, deverá
A trissomia do cromos-
gameta fosse feminino
ocorrer a separação dos
somo 21 na Síndrome de
(CASONI et al., 2020;
cromossomos homólogos
Down ocorre em cerca
MOORE, 2020).
64 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Translocação cromossômica
Além da trissomia
troca e a translocação
Robertsoniana, ocorre
quando cromossomos
translocação, dois cromossomos
acrocêntricos
(cromossomos com
ARTIGO CIENTÍFICO III
simples ou livre, é exis-
acrocêntricos
trocam
centrômeros
próximos
tente a translocação
sua porção maior e/ou
à extremidade do braço
cromossômica, o qual
menor com outro cro-
curto) se fundem em um
é considerada também
mossomo acrocêntrico.
único cromossomo com
uma alteração estru-
Em tese, pessoas com
um único centrômero
tural
cromossômica,
translocação
cromos-
funcional. O resultado é
ocorrendo por meio
sômica não possuem
que um dos braços dos
de rearranjos de uma
tanta predisposição em
cromossomos originais
porção
cromossômica
comparação aos demais
é perdido, e os genes
com ganho de material
para desenvolver Leu-
desse braço podem ser
genético sobre um cro-
cemias relacionadas a
perdidos ou ligados
mossomo não homólo-
SD (ANDRADE, 2018;
a outro cromossomo
go. Ademais, pode-se
CASONI et al.,2020;
durante a fusão. Se a
classificar essas alte-
COELHO, 2016).
fusão envolve cromos-
rações
cromossômicas
somos não homólogos,
em translocação recí-
Em análise, a translo-
ou seja, cromossomos
proca, quando há troca
cação Robertsoniana é
com informações gené-
de ambos os cromosso-
outra forma de anomalia
ticas diferentes, pode
mos envolvidos, trans-
cromossômica que pode
haver um desequilíbrio
locação não recíproca
levar a um desequilíbrio
na expressão gênica e
ocorre quando apenas
na expressão gênica e
alterações no desen-
um cromossomo trans-
afetar o desenvolvimen-
volvimento e funcio-
fere fragmento, porém
to e funcionamento dos
namento dos órgãos
não recebe outro em
órgãos. Nesse tipo de
(FAGAN; WU, 2020)
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
65
Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Por sua vez, na translocação
Robertsoniana
VIANA; LINARD, 2022;
RESENDE, et al., 2022;
bem tantas distinções
mesmo que, a trissomia
(TR), é possível identi-
RUBIAS, 2015).
mosaico
apresente
ficar que uma porção
cromossomo a mais em
do cromossomo 14 se
Mosaicismo
algumas células (BRASIL
une ao cromossomo 21,
Desta forma, o terceiro
2013; COELHO, 2016).
sendo descrito em seu
tipo de alteração asso-
cariótipo da seguinte
ciada a Síndrome de
Diante disso, é de suma
maneira no sexo femi-
Down, corresponde ao
importância que os pais
nino 46, XX, t (14;21), já
mosaico, qual é o mais
do indivíduo que tem
no sexo masculino é 46,
raro, sendo detectado
o mosaicismo, realize
XY, t (14;21) o qual pode
entre 1 e 2% dos casos
exames de mapeamen-
ser obtido de alguma
de SD. Ademais, é iden-
to genético, visto que,
ocorrência casual ou
tificado pela presença
podem ser portadores
herdando de um dos
de duas linhagens
dessa translocação e
pais. Portanto, faz-se
celulares, uma normal
possuírem
chances
necessário a realização
de exames genéticos
nos genitores, pois eles
podem conter a translocação,
tendo chances
de possuírem outro
filho com Síndrome
(46 cromossomos) e
outra trissômica, ou
seja, com 47 cromossomos,
permanecendo o
cromossomo 21 extra
livre. Como na trissomia
simples, Leucemia
de terem outros filhos
com a mesma condição
genética. De fato, é
relatado que a presença
do mosaico em um
cariótipo de alguém
com SD, não difere as
de Down (DE SOUSA;
Mieloblástica não exi-
características
físicas,
66 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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ARTIGO CIENTÍFICO III
psicomotora e melhora
no prognóstico, pois é
uma mistura de células
fatores de transcrição
que podem ser ativados
ou inibidos no decorrer
Ademais, a CHP recebe
está designação por
ser apto a reconstruir o
com presença da Trisso-
desse
procedimento
sistema hematopoiético,
mia 21 e outra parte não
que garante a matu-
em contrapartida as mul-
apresenta essa Trissomia
ração celular de forma
tipotentes são capazes
(ANDRADE, 2018; DOWN,
correta. Entretanto, se
de fazer uma auto reno-
2013; RUBIAS, 2015;).
ocorrer uma expressão
vação e diferenciação
desregulada
desses
irreversíveis em células
Leucemias
fatores de transcrição,
precursoras de linhagens
Em primeira análise,
tem como consequência
(FIGUEIREDO, 2008).
hematopoese ou hema-
o desequilíbrio de sua
topoiese tem início
função e podendo pro-
Sendo assim, todo o pro-
durante o desenvol-
ceder a transformações
cesso da hematopoese
vimento
embrionário,
malignas, como a Leu-
apresenta um controle de
seguindo a cronologia,
cemia propriamente dita
genes envolvidos na proli-
mesoderma
extraem-
(QUEIROZ, 2012).
feração e diferenciação de
brionário do saco vite-
células normais. Desta for-
lino, fígado e medula
Em segunda análise, a
ma, genes como GATA1,
óssea (MO). Além do
hematopoese que ocorre
2, 3, Pu-1 (fator transcri-
mais, tem como princi-
na MO apresenta um
cional), RUNX1 (AML1
pal função a produção
sistema de hierarquia,
acute myeloid leulemia
de células sanguíneas
onde a célula tronco
1) atuam nesta evolução
divididas em linhagem
pluripotente dá origem
de células eritroides, mie-
linfoide e mieloide a par-
a células progenitoras
loides, desenvolvimento
tir da célula tronco plu-
multipotentes e, depois
de células T, diferenciação
ripotente (CHP), sendo
a precursores de diver-
de células granulocíticas,
coordenado por vários
sas linhagens (figura 5).
monocíticas e linfoides.
68 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Porém, podem atuar induzindo
tumores malignos
quando são expressos de
em alguns casos, essas
células diferenciadas
conseguem exercer suas
Nesta linhagem, a Leucemia
Mieloide Aguda
caracteriza-se pela inten-
ARTIGO CIENTÍFICO III
forma alterada (QUEIROZ,
funções
normalmente
sificação
desordenada
2012; FIGUEIREDO, 2008).
(CARVALHO et al., 2008).
de células progenitoras
da linhagem mieloide
Leucemias agudas e
Por conseguinte, as
denominada de blastos,
subtipos
Leucemias
apresen-
possuindo 12 subtipos
A Leucemia aguda possui
tam
classificações
com variedade celular.
progressão rápida e afeta
conforme a origem da
Ademais, essa doença não
grande parte das células
célula hematopoiética,
possui causa evidente,
que ainda não se diferen-
podendo pertencer a
contudo, é relatado que
ciaram e desenvolveram
linhagem Linfoide ou
há relação entre a LMA e
por completo, fazendo
Mieloide. Por sua vez,
exposição de irradiantes
com que elas percam suas
linfócitos T, B e células
ionizantes, quimioterapia,
funções normais. São
natural killer (NK) origi-
além de alterações hema-
denominadas conforme a
nam-se de progenitores
tológicas e genéticas,
linhagem acometida sen-
linfoides, já células
como a anemia de Fan-
do, Leucemia Linfoide ou
progenitora de eritró-
coni e Síndrome de Down
Linfocítica quando afeta
citos são células-tronco
que também estão asso-
os linfoblastos e Leuce-
mieloides e neutrófilos,
ciadas a esta neoplasia
mia Mieloide ou Mielo-
eosinófilos,
basófilos,
(HAMERSCHLAK, 2008).
citica, quando atinge os
monócitos, mastócitos
mieloblastos. Bem como,
e células dendríticas
Continuadamente,
no
a Leucemia crônica é de
dão aparição as plaque-
ano de 1970, sete espe-
progressão lenta, permi-
tas, intitulada megaca-
cialistas e hematologistas
tindo o crescimento de
riócitos (ABREU; SOUSA;
franceses, britânicos e
células
desenvolvidas,
GOMES. 2021).
americanos se uniram e
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
69
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ARTIGO CIENTÍFICO III
formaram uma cooperativa
internacional que
originou o sistema de
Essa proliferação anormal
ocupa um espaço
significativo na medula
segundo a FAB, existem
três subtipos principais
de LLA, denominados
classificação
Franco-a-
óssea, interferindo na
L1, L2 e L3, que se dis-
mericano-britânico (FAB),
produção de plaquetas
tinguem com base em
onde dividiram a LMA
e glóbulos vermelhos,
características morfoló-
em subtipos de LMA-M0,
essenciais para o fun-
gicas e imunofenotípica
LMA-M1, LMA-M2, LMA-
cionamento adequado
das células leucêmicas
-M2v, LMA-M3, LMA-M3v
do organismo (ABREU;
(CAVALCANTE;
ROSA;
LMA-M4, LMA-M4eo, LMA-
SOUSA; GOMES, 2021).
TORRES, 2017).
-M5, LMA-M5b, LMA-M6
e LMA-M7 com base na
Ademais, a LLA é comu-
Exames importantes asso-
morfologia, características
mente vista em crianças
ciados a SD e Leucemia
e maturação das células
com idades entre dois e
As condições genéticas
sanguíneas, achados labo-
cinco anos, sendo mais
são capazes de se classi-
ratoriais e resposta ao tra-
comum em meninos
ficar em genéticas, quan-
tamento (HAMERSCHLAK,
e indivíduos de pele
do há envolvimento de
2008; LADINES-CASTRO et
clara. Em vista disso, os
um gene com padrão de
al., 2016).
sintomas mais comuns
herança distintivo; cro-
são fadiga, falta de
mossômicas, quando são
Sobre essa ótica, a Leu-
energia, perda de peso,
envolvidos vários genes
cemia Linfoblástica Agu-
febre, em alguns casos,
que estão localizados no
da (LLA) é uma forma
podem ser relatados
segmento cromossômico
de câncer caracterizada
sintomas como infla-
alterado;
multifatoriais,
pelo crescimento des-
mação nas articulações
quando há envolvimento
controlado de células
(artrite) e inflamação da
de vários genes e partici-
imaturas do sistema lin-
mucosa bucal (muco-
pação do ambiente e por
fático na medula óssea.
site oral). Além disso,
fim, somáticos, quando
70 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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ARTIGO CIENTÍFICO III
a alteração do material
genético reduz o tecido
somático, sem risco
da genética que estão
associados ao diagnóstico
e estudo da Leucemia
genéticas específicas em
um cromossomo. É frequentemente
utilizado
para a prole. Em suma, a
e Síndrome de Down.
para detectar rearranjos
análise do material gené-
Alguns desses exames
cromossômicos caracte-
tico pode ser realizada
incluem o cariótipo que
rísticos de certos tipos
em diferentes níveis de
é um exame que analisa
de Leucemia, como a
resolução. Quando a
a estrutura e o número
LMA com a translocação
investigação é feita em
de cromossomos em
t (15;17), associada ao
cromossomos utilizando
uma célula, é utilizado
gene PML-RARA (MES-
técnicas convencionais, é
para diagnosticar a SD,
QUITA, 2009).
denominada citogenéti-
que é caracterizada pela
ca, mas quando o foco da
presença de uma cópia
Outrossim, a Reação em
análise é a molécula de
extra do cromossomo
Cadeia da Polimerase
DNA ou partes dela, utili-
21. Além disso, o carió-
(PCR) define-se em uma
za-se a análise molecular,
tipo também pode iden-
técnica que permite
por outro lado, quando
tificar alterações cro-
amplificar e detectar a
o núcleo interfásico ou
mossômicas específicas
presença de sequências
metáfase é investigado
associadas a certos tipos
específicas de DNA. Ela
em lâminas usando
dessa neoplasia. Em con-
é amplamente utilizada
estratégias moleculares,
tinuidade, o FISH (Flu-
no diagnóstico molecular
a análise é chamada de
orescence In Situ Hybri-
de Leucemias, incluin-
citogenética
molecular
dization),
considerado
do a LLA. Através da
(PUI; RELLING, 2004).
uma técnica de biologia
PCR, é possível detectar
molecular que utiliza
alterações
genéticas
Ademais, existem diver-
sondas de DNA fluores-
como rearranjos do
sos exames laboratoriais
centes para identificar a
gene BCR-ABL, que são
importantes no campo
presença de sequências
característicos de certas
72 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Leucemias. Com isso, o
sequenciamento de nova
geração (Next-Genera-
mossomo X foi descrito
em 1989 e equivale a 6
exons e são estendidos
diferenciação e apoptose
celular. Além do mais,
apresentam ligantes de
ARTIGO CIENTÍFICO III
tion Sequencing - NGS) é
em 6.857 kilobyte (kb),
DNA e transativação
uma tecnologia avança-
codificam uma fase de
dentro dos três domí-
da que permite a análise
leitura com 1.239 nucle-
nios funcionais, sendo
simultânea de múltiplos
otídeos que tem início
eles dois dedos de zinco
genes ou regiões do
no primeiro exon codi-
(ZINC FINGERS) e um
genoma. No contexto
ficante (exon 2). Esse
dedo de zinco N-ter-
da Leucemia e Síndrome
gene codifica a isofor-
minal (NT) que tem
de Down, o NGS pode
ma GATA-1s e a proteína
como função recrutar
ser usado para identifi-
GATA-1 (GATA binding
o cofator do GATA-1,
car mutações genéticas
protein 1) é formada
denominado
FOG1
específicas
associadas
por 413 aminoácidos e
(friend of GATA1) que
a essas condições, bem
42,75 quilodalton (kDa),
juntos
desempenham
como para avaliar a
é pertinente a famí-
um papel importante
presença de mutações
lia de transcricionais.
no controle transcricio-
adicionais que possam
Ademais, a GATA-1 é
nal da megacariopoiese
influenciar o prognóstico
primordial para a sobre-
(FIGUEIREDO, 2008;
e o tratamento (MESQUI-
vivência das células pro-
HITZLER, et al., 2017;
TA, 2009; QUEIROZ, 2012).
genitoras eritrocíticas e
QUEIROZ, 2012).
maturação
adequada
Leucemia e Síndrome
do sistema hematopoi-
De modo geral, o gene
de Down
ético,
principalmente
GATA1 é um integrante
O gene chamado Globin
de megacariócitos, por
da classe de fatores
transcription factor 1
meio da regulação de
de transcrição GATAA
(GATA1) encontrado na
moléculas chaves asso-
compostos por 6 com-
região Xp11.3 do cro-
ciadas a proliferação,
ponentes divididos em
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Autores: Ana Karolayne de Souza Krupinski , Rafael Tessaro Coelho.
ARTIGO CIENTÍFICO III
subgrupos conforme
onde se expressão. Desta
maneira, GATA1, GATA2 e
(Met84) no começo do
éxon 3 (MOURA, 2014;
ORKIN; ZON, 2008).
RUNX1 estão envolvidos
nesta diferenciação
final, só que de células
GATA3 são evidenciados
sanguíneas
imaturas
e expressos especial-
Em continuidade, GATA-
da linhagem eritroide e
mente na linhagem
1 é denominado um
megacariocítica, porém
hematopoiética,
sendo
fator de transcrição (FT),
para essas células imatu-
GATA1 em células da
tem como função trans-
ras poderem funcionar
linhagem de megacari-
formar genes específi-
adequadamente, neces-
ócitos e eritroide, GATA2
cos em genes expressos
sitam diferenciar-se em
é referido a células-tron-
ou não expressos por
tipos específicos delas,
cos e progenitoras e
meio da ligação ao
mas maduras. Sendo
GATA3,
exclusivamente
DNA próximo. Contudo,
assim, quando ocorre
expresso nas células T. Já
quando esses genes
a ligação da proteína
os genes GATA4, GATA5 e
são ativados, efetua-se
ao DNA, é necessário
GATA6 são expressos na
uma transcrição, dessa
a interação a outras
linhagem endodermal e
forma, o FT autoriza as
proteínas, estimulando
camadas
germinativas.
células executarem suas
e regulando a prolifera-
Dessa forma, a proteína
determinadas
funções
ção das células imaturas
GATA-1 é descrita a par-
biológicas e se expres-
e precursores de pla-
tir do RNAm do GATA1
sarem em determinados
quetas (megacariócitos)
com início no códon de
genes ou não, ocorrendo
assim, auxiliando na
metionina 1 (Met1) no
assim, a diferenciação
diferenciação e matura-
éxon 2, o qual representa
das células sanguíneas.
ção celular sanguínea.
o primeiro éxon codifi-
Deste modo, a proteína
Além disso, a proteína
cante, enquanto a iso-
GATA-1,
juntamente
GATA-1 está envolvida
forma GATA-1s é desde
com seu cofator FOG1
na regulação de genes
o códon de metionina 84
(friend of GATA1), Pu-1,
durante o desenvol-
76 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
vimento do coração,
pulmões e cérebro, e
na formação de células
células sanguíneas e
levam a hiperproliferação
de megacariócitos,
necessário realizar exames
de rotina e triagem
para predizer quaisquer
ARTIGO CIENTÍFICO III
endoteliais e da medula
causando a Leucemia
riscos que podem aco-
espinhal
(ANDRADE,
propriamente dita. Além
meter o feto, entre elas
2018; FIGUEIREDO,
disso, essas mutações
a Síndrome de Down.
2008; MUNTEAN; CRIS-
alteram a sequência de
Marcadores bioquímicos,
PINO., 2005).
aminoácidos da isofor-
como Alfa fetoproteína,
ma curta, ocorrendo o
é mais abundante no
Conforme o exposto, o
não
desenvolvimento
sangue fetal, onde apre-
gene GATA1 traduz duas
de suas principais fina-
sentado em níveis baixos,
proteínas, isoforma curta
lidades, expandindo a
há a possibilidade de ser
GATA-1s (330 aminoá-
proliferação e reduzindo
uma desordem cromos-
cidos) e isoforma longa
a maturação das células
sômica; proteína A plas-
GATA-1 (413 aminoáci-
sanguíneas, além de oca-
mática associada à gravi-
dos), logo, a série verme-
sionar a morte prematu-
dez (PAPP), produzida até
lha auxilia no transporte
ra das mesmas provo-
durante o parto, porém,
de oxigênio para todo
cando uma diminuição
na SD é encontrada em
o corpo, já as plaquetas
de eritrócitos e plaque-
menor quantidade (OLI-
ajudam na coagulação
tas, acarretando anemia
VETO, 2009; DB, 2022).
sanguínea, mas as alte-
diseritropoiética e trom-
rações no gene GATA1
bocitopenia (ANDRADE,
Deste modo, o exame
impendem à produção
2018; FIGUEIREDO, 2008;
laboratorial conhecido
da GATA-1, produzindo
HITZLER, et al., 2017).
como Cariótipo Banda
apenas a GATA-1s e essa
G, pode ser realizado
proteína não consegue
Diagnóstico Laborato-
durante a gestação ou
suportar o desenvol-
rial da SD e Leucemias
após o nascimento, sua
vimento correto das
Durante a gestação, é
principal função inves-
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
77
ARTIGO CIENTÍFICO III
tigar cromossomopatia
como a Síndrome de
Down, através de uma
pancitopenia, leucopenia,
anemia normocítica
e normocrômica, em
X1T1, também conhecido
como t(8;21) AML. Essa
translocação é um fator
foto dos cromosso-
casos de leucocitose a
prognóstico favorável, e
mos. Assim, os exames
alta presença de blastos
sua detecção é importan-
CGH-array e SNP-ar-
leucêmicos no sangue
te para o planejamento
ray analisam partes
periférico, indicativo de
terapêutico
adequado.
cromossômicas
pelo
Leucemia e fragmen-
Entretanto, é importante
microarray, uma técnica
tos de megacariócitos
ressaltar que a detecção
que permite examinar
(FARIAS;
BIERMANN,
do cromossomo 21 não
os cromossomos com
2007; SANCHEZ, 2020).
é necessária para o diag-
maior resolução (com-
nóstico geral da LMA, que
parado ao cariótipo)
Em resumo, o diagnóstico
é baseado em uma com-
e alterações cerca de
da Leucemia Mieloide
binação de características
1000 vezes menores
Aguda envolve uma com-
clínicas, laboratoriais e
(MIGLIAVACCA, 2020;
binação de exames labo-
citogenéticas. Em suma,
ROSENBERG, 2020).
ratoriais e clínicos, como
a precisão e rapidez no
a análise morfológica e
diagnóstico são essenciais
No diagnóstico das Leu-
imunofenotípica das célu-
para a escolha do trata-
cemias, são utilizados
las leucêmicas, a detecção
mento adequado e para o
vários exames associa-
de alterações citogenéti-
prognóstico do paciente
dos ao estado clínico
cas e moleculares. Além
(FERNANDES; YAMAMO-
do paciente. Exames
disso, em uma pequena
TO; CHAUFFAILLE, 2011).
hematológicos como, o
proporção de pacientes
hemograma,
apresen-
com LMA, pode ocorrer a
Após a presença de
tando
características
translocação t (8;21), que
alterações morfológica,
morfológicas da neo-
leva à formação do gene
é destacado a realização
plasia e alterações como
de fusão RUNX1-RUN-
da morfologia celular
78 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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ARTIGO CIENTÍFICO III
através do sangue
periférico ou aspirado
da MO para analisar se
-benefício (SANCHEZ,
2020; FARIAS; DE CAS-
TRO, 2004).
clonais irão reconhecer
antígenos presentes
sobre a superfície das
a presença de ≥ 20%
células hematopoiéticas
(maior ou igual a vinte
O mielograma ou medu-
e, por fim, diferenciar a
porcento) em Leuce-
lograma é realizado atra-
Leucemia entre linfoide,
mias mieloides e ≥ 25%
vés da punção aspirativa
mieloide e seus subtipos
em Leucemias linfoides
na crista ilíaca posterior/
(FARIAS;
BIERMANN,
(maior ou igual a vinte e
anterior em crianças ou
2007; DA SILVA et al,
cinco porcento). Assim,
osso esterno em adul-
2006; FARIAS; DE CAS-
segue a imunofenotipa-
tos, com uma agulha
TRO, 2004).
gem por citometria de
apropriada em locais
fluxo é a mais utilizada
que possuem atividade
Tratamento da Leuce-
para saber qual o tipo
hematopoiética.
Com
mia em crianças com
de Leucemia (linfoide
o material coletado, é
SD
ou mieloide). Em alguns
realizado esfregaços e
O tratamento da Leu-
casos, é utilizado a cito-
corados de acordo com
cemia é considerado
genética, onde é possí-
o padrão do laboratório,
uma poliquimioterapia,
vel observar o grau de
levados ao microscópio
pois é realizado com
agressividade da doen-
e analisando o percen-
diversos
quimioterápi-
ça e, quando disponível,
tual e morfologias de
cos utilizando ou não
é recomendado o méto-
alguns elementos como
radioterapia. Além do
do de biologia molecu-
linfoides, mieloides e
mais, a administração
lar, para confirmação de
eritroides. Caso o resul-
da quimioterapia pode
resultado, considerada
tado confirme alguma
ser por via oral, intra-
padrão ouro no diag-
Leucemia, será realizado
muscular,
intravenosa
nóstico das Leucemias,
a
imunofenotipagem,
ou intratecal (medi-
porém com alto custo-
onde anticorpos mono-
cação
administrada
80 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
diretamente no líquido
cefalorraquidiano/
líquor). Habitualmente,
remissão da Leucemia.
Enquanto no tratamento
de consolidação ou
indicação de transplante
de células-tronco é
associada apenas quan-
ARTIGO CIENTÍFICO III
o método terapêutico
intensificação,
consi-
do o paciente possui
da LMA são altas doses
derada a segunda fase
pequenas chances de
de quimioterapia em
do tratamento, possui a
cura e, preferencialmen-
um curto intervalo de
finalidade de destruição
te o doador deverá ser
tempo, enquanto na
das células leucêmicas,
membro familiar com-
LLA é utilizado doses
evitando uma recaída
patível e, indivíduos sem
menores com período
(SOLIZ, 2022).
parentesco
entretanto
longo (MOURA, 2014;
compatível é recrutado
SOLIZ, 2022).
Nessa ótica, a terapia da
como doador opcional
LLA é realizada em três
(MOURA, 2014; SOLIZ,
Em conseguinte, o
fases, sendo a primei-
2022; QUEIROZ, 2022;
tratamento da LMA é
ra fase de indução da
RODRIGUES; DE CAMAR-
dividido em grupos
remissão e possui como
GO, 2003).
com risco de recaída
função a destruição
conforme os exames
dos blastos no sangue
Além disso, é existente
clínicos e laboratoriais,
periférico e na MO, oca-
a terapia-alvo ou terapia
para assim definir a
sionando a remissão da
direcionada, sua função
intensidade. Assim, a
Leucemia. A segunda
resulta no tratamento
terapia de indução é
fase é consolidação e
em células especificas
considerada a primeira
intensificação,
inicia
com a utilização de
fase do tratamento e
quando a Leucemia
fármacos ou substân-
tem como objetivo reti-
está em estado de
cias que identificam as
rar as células neoplási-
remissão e a terceira
células cancerígenas e
cas do sangue periférico
fase é composta pela
atacam, possuindo uma
e da MO, ocasionando a
manutenção. Em tese, a
sobrevida e chances
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
81
ARTIGO CIENTÍFICO III
de cura alta, pois geralmente,
causam menos
danos às células normais
dem as ações dos proteassomas
nas células
cancerígenas, evitando a
células-tronco hematopoiéticas
(TCTH) tem
sido eficaz no tratamen-
do que a quimioterapia
degradação de proteínas
to e no efeito do enxer-
ou radioterapia. Dessa
não necessárias. Dessa
to contra a Leucemia
maneira, tem a terapia
forma, a terapia direcio-
(SOLIZ, 2022).
com inibidores de tirosi-
nada alguns pacientes
na quinase (ITC) que blo-
pediátricos podem rece-
Importância do Bio-
queia a ação da enzima
ber terapia-alvo com
médico no diagnóstico
tirosina quinase e leva ao
anticorpos monoclonais
da Leucemia em crian-
crescimento
excessivo
em combinação com
ças com SD
de glóbulos brancos. Já
quimioterapia durante o
O diagnóstico precoce
a terapia com anticorpos
tratamento de indução
da Leucemia em crian-
monoclonais que utiliza
(QUEIROZ, 2022).
ças com SD é de extre-
proteínas do sistema
ma importância para
imunológico produzidas
Outro fator relevante
garantir um tratamento
em laboratório para
está voltado ao trans-
adequado e melhorar as
tratar várias doenças,
plante de medula óssea
chances de recuperação.
incluindo o câncer.
que também desempe-
Nesse contexto, o papel
Esses
medicamentos
nha um papel impor-
do Biomédico é fun-
podem ser aplicados
tante no tratamento de
damental para o diag-
em células cancerígenas
pacientes com alto risco
nóstico preciso e eficaz
ou em outras células
de recaída ou em casos
dessa doença, pois esse
que contribuem para o
de recidiva. Em combi-
profissional é responsá-
crescimento do câncer.
nação com radioterapia
vel por realizar uma série
Além disso, a terapia
preparatória intensa e
de exames laboratoriais,
com inibidores de prote-
quimioterapia, o trans-
como análise do hemo-
assomas, as quais, impe-
plante alogênico de
grama completo, imu-
82 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Fale com
a gente.
ARTIGO CIENTÍFICO III
nofenotipagem e análise
citogenética, que permitem
identificar possíveis
Leucemia, e as crianças
com essa condição
requerem uma aborda-
tamento da Leucemia
em crianças com SD. Por
meio de exames labo-
alterações
hematoló-
gem especializada. Des-
ratoriais periódicos, ele
gicas associadas à essa
te modo, o profissional
pode avaliar a resposta
neoplasia hematológica.
com seu conhecimento
ao tratamento, detectar
Além disso, esse profis-
em hematologia, gené-
possíveis recaídas e ajus-
sional possui habilidades
tica e biologia molecu-
tar a terapia conforme
específicas na interpre-
lar, pode identificar pre-
necessário. Essa monito-
tação dos resultados e
cocemente a presença
rização contínua é crucial
elaboração de laudos
da neoplasia, permitin-
para garantir a eficácia
precisos,
fornecendo
do o início imediato do
do tratamento e a saúde
informações
valiosas
tratamento
adequado.
geral da criança. A pre-
para a equipe médica
Isso é crucial, pois o
sença do profissional na
(FARIAS; CASTRO, 2004;
diagnóstico
precoce
equipe
multidisciplinar
FREITAS, et al., 2020).
está associado a melho-
de cuidados de saúde das
res resultados e maiores
crianças com Síndrome
Dessa forma, a atuação
chances de remissão
de Down com Leucemia
do Biomédico no diag-
completa da doença
é fundamental para um
nóstico da Leucemia em
(ANDRADE, 2018; FREI-
cuidado abrangente e
crianças com Síndrome
TAS, et al., 2020).
de qualidade (FREITAS, et
de Down contribui para
al., 2020; DA SILVA, et al.,
um tratamento mais
Além do diagnóstico, o
2006).
adequado e persona-
Biomédico desempenha
lizado. A SD está asso-
um papel essencial no
Considerações Finais
ciada a um maior risco
acompanhamento
e
Foi evidenciado que
de desenvolvimento de
monitoramento do tra-
crianças com Síndrome de
84 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
ARTIGO CIENTÍFICO III
Down possuem uma maior
suscetibilidade ao desenvolvimento
de Leucemia,
quisas contínuas nessa
área, visando ampliar o
conhecimento sobre os
saúde) são essenciais
para oferecer um cuidado
integral e individua-
principalmente a Leuce-
mecanismos moleculares
lizado a essas crianças.
mia
Megacarioblástica
envolvidos e aprimorar as
Aguda. Diversos fatores
estratégias de diagnósti-
Em suma, a associação
genéticos e moleculares
cos e tratamentos.
molecular da Leucemia
estão envolvidos nessa
em crianças com SD é
associação, incluindo alte-
A biomedicina desem-
um campo em constante
rações
cromossômicas,
penha um papel essen-
evolução, que demanda
como a trissomia do cro-
cial no acompanhamen-
uma abordagem inter-
mossomo 21, e mutações
to e monitoramento do
disciplinar e aprofunda-
em genes específicos
tratamento da Leucemia
mento de estudos para
relacionados à essa neo-
em crianças com SD, por
proporcionar
avanços
plasma maligna.
meio de exames labora-
significativos no diag-
toriais periódicos. Assim
nóstico,
tratamento
Com isso, a identificação
sendo, o Biomédico
e prognóstico desses
de alterações molecula-
pode avaliar a resposta
pacientes. A compreen-
res específicas permite
ao tratamento, detectar
são dos aspectos mole-
uma abordagem perso-
possíveis recaídas, auxi-
culares envolvidos nessa
nalizada, com tratamen-
liando o médico ajustar
caracterização contribui
tos direcionados e com
a terapia conforme
para uma medicina mais
maior
probabilidade
necessário, além disso,
personalizada e efetiva,
de resposta positiva ao
a colaboração multidis-
buscando melhorar a
tratamento. No entanto,
ciplinar (com geneticis-
qualidade de vida e a
é fundamental ressaltar
tas, hematologistas e
perspectiva de saúde
a necessidade de pes-
demais profissionais de
dessas crianças.
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ARTIGO CIENTÍFICO III
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
87
MATÉRIA DE CAPA
INÍCIO DO PIONEIRISMO
NA AMÉRICA LATINA
Dr. Miguel L. Rojkín e Ing. José Berlanda instalam a primeira fábrica de diagnóstico in vitro da América Latina em 1960.
O ano era 1960 quando o bioquímico argentino,
Miguel Leopoldo Rojkin, junto ao engenheiro José
Berlanda, fundaram a primeira fábrica de diagnóstico
in vitro (IVD) e pioneira no desenvolvimento de
produtos deste segmento na América Latina.
Com mentalidade inovadora e caráter precursor
nasceu a Wiener lab., companhia sediada em Rosário,
na Argentina, e que completa 66 anos em 2026.
Ao longo do tempo, Rojkin recebeu inúmeras
homenagens por seu pioneirismo e a busca incessante
de soluções diagnósticas confiáveis e acessíveis
em toda a região latino-americana.
Não foi à toa que a empresa criou o Prêmio
Wiener lab. Dr. Miguel Rojkín, que consagra os
Fábrica Wiener lab. em Rosário, Argentina, 1971
melhores trabalhos de investigação em laboratório
clínico na América Latina, com apoio da
Confederação Latino-Americana de Bioquímica
Clínica (COLABIOCLI).
88
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
E, já no início da década de 1970, mais precisamente
em 1971, a empresa desenvolveu o
primeiro método colorimétrico extrativo para
medir triglicerídeos.
Treze anos depois, a companhia ampliou sua
atuação no mercado com a criação da Fundação
Wiener lab., idealizada por Rojkin, com foco na
formação contínua de profissionais e no desenvolvimento
do conhecimento bioquímico. A
iniciativa, sem fins lucrativos, já capacitou mais
de 40 mil profissionais desde aquela época, por
meio de mais de 600 cursos presenciais apresentados
e conferidos por especialistas.
Dois anos mais tarde, em 1986, a empresa iniciou
a produção dos primeiros produtos para
diagnóstico de doenças infecciosas.
Mas, foi no início da década de 1990 que aconteceu
o crescimento exponencial da companhia,
com o advento de subsidiárias próprias em
vários países da América Latina.
Em 1993, o executivo Jesús Fernández liderou a
implantação da empresa no Brasil e a dirigiu até
meados de 2008.
No mesmo decênio, em 1994, a empresa consolidou
a oferta de produtos para a detecção do vírus
do HIV e outras doenças infecciosas.
MATÉRIA DE CAPA
ANOS 2000
O século XXI começou com vitória em uma licitação
na Prefeitura do Rio de Janeiro (bioquímica
automatizada), que se configurou como
o primeiro grande contrato de automação da
empresa no Brasil.
Em 2002, a Wiener lab. venceu a licitação da
Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São
Paulo, com o teste de Chagas ELISA. Esse fato
foi muito importante pelo nível de exigência
do órgão, isto é, deu um sinal claro ao mercado
da qualidade dos seus produtos.
No ano de 2003, outra grande licitação de bioquímica
foi vencida pela companhia, na Secretaria
Estadual de Saúde do Distrito Federal
(DF). E mais tarde, em 2008, mais uma grande
licitação foi ganha, desta vez na Prefeitura da
cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Staff do Grupo Wiener lab. com imagem do fundador projetada.
Tais conquistas em licitações de bioquímica
com automação foram importantes porque
sublinharam a qualidade das plataformas automáticas,
até então desconhecidas do grande
mercado, e ultrapassaram a concorrência de
marcas já consagradas.
A inauguração, em 2005, das novas instalações
em São Paulo, localizadas na Avenida Guido
Caloi, foi outro acontecimento de destaque.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
89
MATÉRIA DE CAPA
Equipe Wiener lab. Brasil no Kick Off 2026.
Já em 2006, o projeto de EAD (Ensino à Distância)
da Wiener lab. Fundação expandiu seu alcance e
somou mais de 36 mil alunos na modalidade online.
Esse ano também foi um marco para a empresa, já
que a primeira fábrica de tiras de urinálise automática
da América Latina foi instalada, o que reforçou sua
posição de liderança no mercado regional de IVD.
Três anos depois, em 2009, o neto do fundador
da Wiener lab., Guillermo Rojkin assumiu a
direção da unidade brasileira.
Em 2014, com a conclusão de sua paleta de
triagem e diagnóstico da Doença de Chagas, a
Wiener lab. torna-se líder mundial na detecção
desta enfermidade.
Em 2017, Rojkin deixou o cargo para assumir
a gerência comercial do grupo Wiener, sendo
substituído pelo executivo também argentino,
Guillermo Figueroa.
E já em 2019, a companhia desenvolveu seu
primeiro analisador automático de velocidade
de hemossedimentação, o Wiener lab. e32.
Acelerando seu crescimento no país
Em 2020, quando, infelizmente a humanidade
passou por um dos seus piores momentos com
o surgimento da pandemia do coronavírus, a
empresa desenvolveu, em tempo recorde, o
primeiro kit de biologia molecular RT PCR para
a detecção da SARS-CoV-2. No ano seguinte,
2021, foi a vez de lançar seu primeiro teste
rápido de antígeno para COVID-19.
Finalmente, em 2023, a Wiener lab. promoveu o lançamento
da sua nova linha de sistemas abrangentes
para química clínica e imunoturbidimetria CM Series.
90
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Dias atuais
Atualmente, a Wiener lab. desenvolve, produz
e comercializa soluções integradas para laboratórios
de diferentes portes, com presença
em 50 países.
sil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru,
Uruguai, República Dominicana e Venezuela. E
ainda, unidades situadas em países da Europa,
Oriente Médio, Sudeste Asiático e África.
MATÉRIA DE CAPA
O grupo tem unidades próprias em 12 países,
três filiais produtivas (Rosário, Buenos Aires e
Guarulhos, São Paulo, Brasil) e mais de 30 distribuidores
situados em regiões estratégicas
do Mercosul e empresas associadas no Bra-
Sua estrutura inclui mais de 10 mil metros quadrados
dedicados à fabricação de soluções diagnósticas
e outros 5 mil metros quadrados voltados à
logística. Ao todo, reúne mais de 700 colaboradores,
dos quais cerca de 200 são especialistas.
Presença da Wiener lab. no mundo.
A capacidade produtiva anual da
empresa alcança 5 milhões de kits
de reagentes, 40 milhões de testes
rápidos e 12 milhões de tiras de urina.
Fábrica Wiener lab. em Rosário, Argentina.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
91
MATÉRIA DE CAPA
No segmento de equipamentos, soma cerca de
4 mil analisadores da linha CM Series instalados
globalmente, além de sistemas automatizados
de eritrossedimentação, como o modelo E32.
Com mais de 65 anos no mercado de IVD, a empresa
tem diversas certificações, entre elas, a ISO, CE,
US-FDA e GMP, com instalação de fabricação aprovada
pelo FDA; três plantas produtivas de reagentes
e instrumentos; mais de 10 mil m² de instalações
fabris; e cerca de 5 mil m² de centros logísticos.
Sede em Rosário, na Argentina.
Inovação e Desenvolvimento Científico
Sempre em busca de novos produtos com aplicações
acessíveis e adequadas para diversas áreas
do mercado, a Wiener lab. trabalha incessantemente
para a melhoria contínua das suas linhas
de produtos e equipamentos, com foco direcionado
às novas e principais tendências tecnológicas.
Para isso apresenta um Centro de Pesquisa e
Biotecnologia (CIBIO) que é fonte permanente
de inovação e que recebe a expertise de
pesquisadores, técnicos e profissionais qualificados.
O CIBIO conecta-se a vários centros
científicos do mundo e tem parcerias com instituições
de renome internacional.
Entre as atividades, o desenvolvimento, produção
e aplicação de nanoanticorpos, a produção
e purificação de antígenos para diagnóstico
Centro de Pesquisa e Biotecnologia (CIBIO).
de doenças parasitárias (Chagas, toxoplasmose,
etc), bacterianas (brucella e salmonela) ou
virais, entre outras.
Por fim, a empresa também orienta pesquisas
aplicadas à área de diagnóstico molecular e
genômica e desenvolvimento de Inteligência
Artificial (IA) aplicada.
92
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Flávio Balbino, uma história de sucesso
O atual country manager da Wiener
lab. no Brasil, Flávio Balbino,
começou a trabalhar na empresa
em fevereiro de 1997, quando
tinha apenas 15 anos.
MATÉRIA DE CAPA
Estudou no Centro Educacional Assistencial
de Pedreira, uma ONG que oferecia cursos em
parceria com o Senai no contraturno escolar
desde 1993, quando estava na quinta série. Na
ONG realizou diversos cursos técnicos como
eletricidade residencial, industrial e informática
industrial. Foi quando a Wiener lab. divulgou,
nessa entidade, uma vaga de auxiliar de
escritório para assistência técnica. Ele se candidatou
e, apesar de não ter passado inicialmente,
conseguiu a vaga em outro processo.
Seu trabalho inicial na empresa consistia em passar
e receber fax e fazer arquivos. Aprendeu o trabalho
rapidamente, e ficou encantado estudando
o Vademecum, fascinado pela finalidade dos produtos
para detecção de doenças e diagnóstico.
Flávio Balbino, atual country manager da Wiener lab. no Brasil
Em 2013, Flávio Balbino assumiu a gerência
da área unificada de licitações, jurídica e
contratos, após ter sido coordenador de
licitações e coordenador jurídico. Nesse
período, a empresa cresceu muito no
mercado de licitações públicas.
Ao longo do tempo Balbino atuou como auxiliar
de escritório, assistente financeiro, encarregado
de contas a receber e assistente de
licitações. Em 2004 assumiu a coordenação da
área de licitações na Wiener lab. onde ajudou
a estruturar e alavancar a empresa a participar
dos processos no mercado público.
Celso Gastaldo (gerente de relacionamento com o cliente),
Fabiana Pieroni (diretora técnica), Flávio Balbino (country manager) e
Wellington Araújo (gerente administrativo- financeiro).
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93
MATÉRIA DE CAPA
Mudança de foco de mercado e evolução
de carreira após proposta estratégica
Em 2019, o atual country manager da Wiener
lab. notou uma migração de serviços públicos
para o setor privado - contratos de gestão ou
terceirização de laboratórios, devido a restrições
fiscais e orçamentária dos estados e municípios.
Foi quando apresentou um projeto à
Wiener lab. mostrando que o modelo tradicional
de licitação pública para compra de reagentes
diminuiria, e que o setor privado estava
assumindo o serviço público com maior intensidade.
O projeto foi aprovado, fazendo com que
a empresa passasse a ter um olhar mais consistente
para o mercado privado no Brasil.
Ainda como gerente de licitações neste ano, ele
liderou a estruturação da área comercial, focada
neste novo olhar para o mercado privado. Ao
final de 2020, Balbino foi convidado a se tornar
gerente comercial, assumindo também as áreas
do privado e do distribuidor, buscando replicar
o sucesso obtido em licitações públicas nesses
outros segmentos.
Jornada profissional: da formação jurídica à
liderança geral com crescimento acelerado
A trajetória profissional de Flávio Balbino se
consolidou após ele estudar extensivamente.
Formado em Direito pela FMU, cursou pós-graduações
em Direito Administrativo (PUC-SP), e
em Empresarial e Tributário (CEU Law School).
Em 2018, por sugestão da empresa, ele faz um
MBA no Insper para ampliar seu foco, o que o
levou a assumir a gerência comercial com grande
satisfação.
Na gerência comercial, onde esteve de 2021 até o
final de 2024, ele pode turbinar um projeto pré-
-aprovado, ganhando maior autonomia. Sob sua
gestão comercial, a empresa passou a crescer em
Comemoração do Dia da Criança na sede da Wiener lab.
em São Paulo.
média 14% ao ano, um salto significativo comparado
ao crescimento médio de 3% nos anos anteriores.
Em 2025, recebeu o convite para assumir o cargo
de Direção Geral (Country Manager/General Manager)
no Brasil, cargo que ocupa atualmente.
94
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Nova gestão, crescimento e cultura de valorização
na Wiener lab.
A Wiener lab. é reconhecida como parceira ideal de
laboratórios devido à qualidade do produto, tecnologia,
capacidade operacional, fábricas próximas
(Argentina/Brasil) e serviço técnico próprio nacional.
Segundo Flávio Balbino, “isso não seria possível
se não tivéssemos juntado pessoas tão talentosas
e alinhadas com o propósito de nossa companhia.”,
referindo-se às pessoas que constroem a empresa
no Brasil, dentre elas Cesar Masini (head comercial),
Wellington Araújo (gerente administrativo- financeiro),
Fabiana Pieroni (diretora técnica), Celso Gastaldo
(gerente de relacionamento com o cliente),
além de Marcelo Gonçalves (chefe de linha) e Gustavo
Felizardo (advogado).
Wellington Araújo, Flávio Balbino e Celso Gastaldo com Cesar
Masini, novo head comercial da filial brasileira.
MATÉRIA DE CAPA
Wiener lab., uma empresa
em expansão e em constante
inovação
Prestes a completar 66 anos de atuação no mercado
de IVD, a Wiener lab., empresa que nasceu
em Rosário, na Argentina, lançou nos últimos cinco
anos, no Brasil, quatorze equipamentos: 7 bioquímicos
(CMD 600i, CM 160, CM 260i, CM 320i,
CMD 600i X1, CMD 1000i X1); 1 imunoensaio quimioluminescente
(CLIA 2600); 2 Integrações de
Bioquímica e Imunoensaios quimioluminescentes
Lançamentos em 2026
A empresa continua em plena expansão e neste
primeiro semestre de 2026 lançará a linha de
equipamentos UT Series: o analisador automático
UT 260 para leitura de fitas reagentes e o modelo
UT 300 AL, totalmente automatizado, que realiza
a leitura físico-química da fita e o sedimento urinário
e também o equipamento de coagulação
COR 130 . São lançamentos que vão completar o
seu portfólio de soluções em urianálise. Com isso,
além da urianálise, a Wiener lab. passa a ter um
Dr. Marcelo Gonçalves
(chefe de linha)
Dr. Gustavo Felizardo
(advogado)
(SL 680 e SL 980), 1 Hematologia (Counter 60AL,
mais recente); 1 Coagulação (COR 130); e 2 Urinálise
(UT 260 e UT 300AL). Neste mesmo período,
também registrou 56 novos reagentes no país.
portifólio completo que abrange todas as áreas
do laboratório: Bioquímica, Imuno-hormônios,
Hematologia, Eritrossedimentação, Hemostasia,
Biologia Molecular, Imunologia e Testes Rápidos.
A diversificação do portfólio amplia a oferta de
produtos, permitindo ingressar em um segmento
laboratorial em pleno crescimento, reforçando o
posicionamento da empresa no mercado como
líder em soluções diagnósticas.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
95
MATÉRIA DE CAPA
UT 260
O analisador UT 260 para leitura automática da fita de
urina completa a linha UT Series para análise físico-química
e fornece resultados confiáveis de forma simples
e rápida, reduzindo a variabilidade do trabalho manual.
Utilizando o princípio de medição por fotometria de
reflectância, este analisador consegue processar a leitura
de até 260 fitas por hora, com gestão integrada de
controle de qualidade, para garantir a confiabilidade
dos resultados com até 3 níveis de controle.
UT 300 AL
O sistema de urianálise UT 300 AL constitui uma solução
integral para o processamento automatizado de urina
completa, combinando em uma única plataforma a análise
física, os parâmetros químicos e o sedimento urinário.
Com produtividade de 120 testes/h, este analisador é
capaz de emitir o resultado de 5 parâmetros físicos como
gravidade específica, turbidez, condutividade, pressão
osmótica e cor, 14 parâmetros químicos da fita de reação
e 38 elementos do sedimento urinário com identificação
automática por inteligência artificial, a partir de imagens
digitais de células de fluxo envolvente.
Counter 60 AL
Ainda neste primeiro semestre, a Wiener lab. apresentará
ao mercado o Counter 60 AL, um analisador
hematológico de seis partes, com alta produtividade
e parâmetros avançados de reticulócitos e plaquetas
ópticas. Este equipamento analisa 82 parâmetros
hematológicos e permite a contagem de eritroblastos
em todos os hemogramas, além da análise de
líquidos biológicos sem reagentes adicionais.
Acesse nosso site pelo link ou pelo QRcode:
www.wiener-lab.com/pt-BR/
96
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA PARA
LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 16: SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO – SIG:
DETALHAMENTO DO MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO
PARTE 1 CA – PDCA E FERRAMENTAS DA QUALIDADE
GESTÃO LABORATORIAL
Por Humberto Façanha da Costa Filho
Introdução geral
Em 2026, a Unidos Consultoria
e Treinamento
completou 26 anos de
existência, cumprindo
fielmente a sua razão
de existir: fazer o possível
para socializar tudo
que conhecemos sobre
gestão de laboratórios
clínicos, pois acreditamos
firmemente que
a divisão do conhecimento
é na verdade,
a multiplicação das
oportunidades para
todos, resultando em
uma sociedade mais
justa e um País melhor.
Criamos o PROGELAB
– Programa Nacional
para Profissionalização
da Gestão Laboratorial,
cujo macro OBJETIVO
é disponibilizar uma
solução prática em
gestão econômica profissional,
com fundamento
científico e em
exemplos reais advindos
da rotina do dia
a dia dos laboratórios
clínicos, para os gestores
cuja formação
não é administração,
acessível não somente
aos grandes, mas também
aos pequenos e
médios laboratórios. A
VISÃO do PROGELAB é
aumentar a competitividade
e reduzir o risco
de insolvência dos
laboratórios clínicos
do País, proporcionando
a manutenção dos
empregos e uma justa
remuneração aos seus
acionistas.
Volume 16: Sistema
Integrado de Gestão
– SIG: DETALHAMEN-
TO DO MÉTODO DE
IMPLANTAÇÃO. Parte 1
CA – PDCA e Ferramentas
da Qualidade
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
97
GESTÃO LABORATORIAL
• Resumo dos volumes
anteriores da Coleção
Foram identificados
para os laboratórios.
Após abordamos uma
questão definitiva que
rios: a gestão dos riscos
inerentes aos negócios
nas análises clínicas.
os fatores determi-
se refere a dimensão da
Permanecendo
no
nantes para o sucesso
importância do merca-
assunto, estudamos o
dos investimentos em
do, no que tange para
mais importante dos
laboratórios
clínicos.
definir o sucesso ou fra-
riscos, que é a insol-
Destes vamos estudar
casso dos investimen-
vência (falência; que-
de forma permanente
tos em laboratórios
bra) dos laboratórios e
o fator que dá o título
clínicos. Passo seguinte
apresentamos a “Teoria
para a Coleção: Gestão
tratamos do futuro que
da Operação Ótima”,
Econômica de Vanguar-
o mercado nos reserva
por nós desenvolvida,
da para Laboratórios
e da Matriz das Pers-
que visa reduzir os
Clínicos. Iniciamos a
pectivas Empresariais,
riscos mantendo ain-
análise do “Mercado”,
que relaciona a ges-
da, um padrão ético
identificado como um
tão econômica com o
de operação. Passo
fator decisivo para o
mercado. Na sequência
seguinte iniciamos o
sucesso dos empreen-
finalizamos o tema do
macro
fundamento
dimentos nas análises
mercado, com uma
do PROGELAB, que é a
clínicas. Apresentamos
análise para onde vão
GQT/TQC e o SIG com
o conceito da primeira
os laboratórios clínicos
conceitos gerais e con-
e da segunda disrupção
(“Quo vadis”). Em con-
trole de processos. Con-
no mercado. Continua-
tinuidade
iniciamos
tinuamos tratando do
mos debatendo o tema
outro importante fator
assunto com o tema da
abordando as grandes
determinante para o
gestão estratégica de
tendências que deter-
sucesso dos investi-
longo prazo, inovação
minaram novos tempos
mentos em laborató-
e eficácia. Começamos
98 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
a abordagem do Sistema
Integrado de Gestão
– SIG através dos
vida: para cada obra a
ser realizada, existe um
conjunto específico de
do SIG é exatamente a
gestão pela qualidade
total. Em consequência,
GESTÃO LABORATORIAL
conceitos gerais, apre-
ferramentas.
Ninguém
para implantar um SIG,
sentamos um método
caça passarinho com
deve ser empregada a
de implantação e agora
canhão e vai à lua de
análise de processos,
neste eBook vamos
ultraleve!
Portanto,
o método de solução
começar a detalhar o
para implantar um SIG,
de problemas (MASP) e
referido método.
também
precisamos
as sete (7) ferramentas
de técnicas específi-
da qualidade. Desta
• Sistema Integrado de
cas, exigidas para esta
forma, teremos uma
Gestão – SIG. Detalha-
finalidade. O objetivo
sequência
completa
mento do Método de
agora é apresentá-las.
das técnicas específicas
implantação. Parte 1
Antes de entrarmos no
para implantar um SIG,
CA – PDCA e Ferra-
assunto
propriamente
contudo, não iremos
mentas da Qualidade
dito, por uma questão
detalhar, pois, isto por
O SIG exige um método
de encadeamento lógi-
si só, é assunto para
(CA – PDCA) para apli-
co dos temas e, visando
um livro. Tópicos que
cação nas empresas. O
facilitar o entendimen-
constituem o conceito
presente eBook insere-
to, vamos enumerar e
do TQC: 1- Orientação
-se na lógica de como
descrever
brevemente
pelo cliente; 2- Qualida-
viabilizar a aplicação do
os tópicos que estrutu-
de em primeiro lugar;
método. Acontece como
ram o conceito do Con-
3- Ação orientada por
no mundo da mecâni-
trole da Qualidade Total
prioridades; 4- Ação
ca, da agricultura, das
(CQT ou TQC em inglês).
orientada por fatos e
artes, da engenharia
O motivo disto é que o
dados; 5- Controle de
civil e de quase tudo na
fundamento, o alicerce
processos; 6- Controle
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
99
GESTÃO LABORATORIAL
da dispersão; 7- Próximo
processo é seu
cliente; 8- Controle a
tário. Identificar o problema
mais crítico e solucioná-lo
prioritariamente.
processo organizacional,
não deve aceitar insumos
defeituosos e nem
montante; 9- Ação de
bloqueio; 10- Respeito
pelo empregado como
ser humano; 11- Comprometimento
da alta
direção. A seguir, breve
descrição de cada tópico.
4. Ação orientada por
dados e fatos: o processo
de decidir na organização
deve ser auxiliado
por dados estatísticos.
repassar resultados inadequados
do seu próprio
processo. O cliente, seja
ele interno ou externo é
a razão da existência dos
seus fornecedores.
1. Orientação pelo cliente:
somente produzir,
sejam bens, serviços ou
informações, que sejam
definitivamente requisitados
pelo consumidor.
2. Qualidade em primeiro
lugar: a competitividade
deve advir do lucro
5. Controle de processos:
a empresa não deve ser
controlada pela inspeção
dos resultados dos
produtos e, sim, durante
os processos produtivos.
6. Controle da dispersão:
analisar cuidadosamente
a dispersão dos dados
dos processos e isolar
8. Controle a montante:
em suma é produzir conforme
as necessidades
dos clientes sejam explícitas
ou não, controlando
os processos durante a
realização deles. Trata-se
de agir preventivamente
e preditivamente em
função do resultado.
contínuo decorrente do
domínio da qualidade.
(solucionar) a causa fundamental
das dispersões.
9. Ação de bloqueio:
não permitir que um
3. Ação orientada por
7. Próximo processo é seu
determinado
proble-
prioridades: onde tudo é
cliente: cada colabora-
ma ocorra novamente
prioridade, nada é priori-
dor responsável por um
pela mesma causa.
100 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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GESTÃO LABORATORIAL
10. Respeito pelo
empregado com ser
humano: uma corren-
a meta. É a sequência
lógica para alcançar
uma determinada meta
no laboratório clínico
devem saber utilizá-las,
da alta direção aos
te tem a fortaleza do
desejada. A ferramen-
operadores. Em função
seu elo mais fraco. A
ta é o recurso utilizado
disto, é imprescindível
força de trabalho é o
pelo método. Deve-
que façam parte do pro-
fundamento das orga-
mos dominar o méto-
grama oficial de treina-
nizações,
portanto,
do, (PDCA;MASP) e, as
mento da empresa. São
deve ser capacitada,
ferramentas utilizadas
as seguintes as sete
respeitada e ter o seu
nas diversas etapas
ferramentas da quali-
valor reconhecido.
que o constituem. Nes-
dade: 1- Diagrama de
te momento, recomen-
Pareto; 2- Diagrama de
11. Comprometimen-
damos que busquem
causa e efeito (diagrama
to da alta direção: o
bibliografia detalhada
de Ishikawa ou espinha
exemplo é o melhor dos
sobre o assunto, onde
de peixe); 3- Histograma;
ensinamentos. O alto
poderão ver a utiliza-
4- Folha de verificação;
comando antes de cobrar
ção das variadas ferra-
5- Diagrama de disper-
resultados deve fazer
mentas ao longo das
são; 6- Carta de controle;
honestamente à parte
etapas que compõem
7- Fluxograma.
que lhe cabe na missão.
o método.
Como na mecânica,
As sete (7) ferramen-
Aproximadamente 95%
devemos escolher a
tas da qualidade
dos problemas podem
ferramenta
adequada
Inicialmente
vamos
ser resolvidos com estas
para determinada fina-
ressaltar a diferença
ferramentas (usando o
lidade, no caso, anali-
entre método e ferra-
método!). Elas exigem
sar dados! Tomar como
menta. O método é o
conhecimentos estatísti-
base o tipo de dado a
caminho para atingir
cos elementares e todos
ser analisado.
102 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Para dados qualitativos
devemos usar o
diagrama de Pareto.
Para dados quantitativos
são utilizados
o histograma e o diagrama
de dispersão.
Se forem dados quantitativos
compilados
ao longo do tempo,
empregar a carta de
controle. Para identificar
as operações de
um processo antes
da análise, usar o fluxograma.
Para coletar
os dados, que são os
insumos da análise dos
processos, utilizar as
folhas de verificação.
Na fase específica da
análise são empregadas,
dentre outras
ferramentas: diagrama
de causa e efeito;
diagrama de Pareto,
histograma, diagrama
de dispersão e gráfico
de controle. Para
de todas estas ferramentas,
só faz sentido
para análise de processo,
elaborar planos de
com o emprego de
ação, utilizar o 5W 2H. um método (PDCA,
Ressaltamos que a uso MASP).
O MASP é o PDCA aplicado para a solução de problemas.
GESTÃO LABORATORIAL
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
103
GESTÃO LABORATORIAL
Diagrama de Pareto
Descrição sintética:
gráfico de barras que
Exemplo: Diagrama de Pareto
ordena as ocorrências
de problemas iniciando
pelo de maior frequência
e concluindo com os de
menores
frequências.
Utilização: priorizar os
poucos problemas que
Exemplo: Diagrama de causa e efeito (diagrama de Ishikawa
ou espinha de peixe)
possuem o maior impacto
no resultado. Generalidades:
apresenta a distribuição
dos itens (problemas
menores que são as causas
do problema maior)
e os coloca por ordem
decrescente em função
da frequência de ocorrência.
O Diagrama de Pareto
é uma imagem gráfica das
causas mais frequentes
de um problema normal-
obter ganho máximo na
solução, ainda que parcial,
de um grande problema.
Diagrama de Causa e
Efeito
expressa de forma simples
e direta, a série de
possíveis causas para
a ocorrência de um
problema (ou fatores
causais dos resultados
de um processo). As
mente complexo. Orienta
Descrição
sintética:
causas são, em última
os responsáveis pelos pro-
gráfico em forma de
análise,
problemas
cessos nos quais colocar
os esforços iniciais para
espinha de peixe que
menores que concorrem
para o problema
104 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Inteligência artificial em hematologia
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GESTÃO LABORATORIAL
maior. Este é colocado
na cabeça do peixe.
Utilização: pesquisar,
Exemplo: Histograma
de forma metódica, a
maior quantidade possível
de causas potenciais
a serem analisadas
para solucionar posteriormente
o problema.
Dito de outra forma é
Histograma
ficações contratados
uma ferramenta usa-
Descrição
sintética:
com os clientes, é
da para organizar as
diagrama de barras
possível
determinar
causas potenciais que
que representa a fre-
se o processo tem a
produzem um efeito
quência dos dados. É
necessária
capabili-
observado.
Generali-
um gráfico que resume
dade, ou seja, se a sua
dades: este diagrama
a variação dos dados,
variabilidade
(dis-
também é chamado
permitindo
observar
persão) está dentro
“gráfico espinha de
padrões que dificil-
das
especificações
peixe” por causa de sua
mente seriam vistos
contratadas. Genera-
aparência ou diagrama
em uma simples tabe-
lidades: o desenvolvi-
de Ishikawa, em home-
la. Utilização: fornece
mento do histograma
nagem ao homem
um caminho fácil para
é creditado a A. M.
que a desenvolveu em
avaliar a distribuição
Guerry, em 1833 que o
1943, na Universidade
dos dados. Se compa-
utilizou em uma análi-
de Tóquio e populari-
rarmos o histograma
se de dados criminais.
zou o seu uso no Japão
de um processo com
Serve para estudar a
pós-guerra.
os limites de especi-
variabilidade, a disper-
106 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
são de dados quantitativos,
mostrando em
um gráfico de barras
a distribuição das
variáveis, indicando o
número de unidades
em cada categoria.
Exemplo: Folha de verificação
GESTÃO LABORATORIAL
Folha de Verificação
Descrição sintética:
formulário simplificado
(tabela, planilha, figura,
etc.) de coleta de dados,
onde o registro e a análise
de dados são feitos de
forma rápida e simples.
Utilização: diversos propósitos,
mas a característica
comum é facilitar a
compilação dos dados,
permitindo a utilização e
análise de forma rápida.
Generalidades: O uso
das folhas de verificação
economiza tempo,
eliminando o retrabalho
de se desenhar figuras
ou escrever informações
repetitivas. São formulários
planejados, nos
quais os dados coletados
são preenchidos de forma
fácil e concisa. Registram-se
os dados a serem
verificados, permitindo
uma rápida percepção
da realidade e uma
imediata interpretação
da situação, ajudando a
diminuir erros e facilitando
a aplicação do método.
Mostra a história e o
padrão de variações. É
uma ferramenta utilizada
no início da análise dos
processos, para auxiliar
na identificação e solução
de problemas. Também
é utilizada no final
para confirmar a eficácia
dos resultados das ações
tomadas, decorrentes da
análise inicial.
Diagrama de Dispersão
Descrição sintética:
gráfico que 19 representa
uma possível relação
entre duas variáveis.
Utilização: verificar
o que acontece com
uma variável quando a
outra muda. O objetivo
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
107
GESTÃO LABORATORIAL
é determinar se duas
variáveis estão relacionadas,
tipo e grau desta
relação. Generalidades:
no processo de
análise de dados muitas
vezes é necessário o
estudo de duas variáveis
correspondentes.
Por exemplo, testar a
relação entre a velocidade
e o número de acidentes
ou, entre peso e
altura das pessoas, ou
ainda, entre o nível de
ruído em uma sala e
o número de erros de
digitação. Atenção, o
diagrama de dispersão
verifica se duas variáveis
estão relacionadas,
porém não pode provar
se existe uma relação de
causa e efeito. Esta ferramenta
é utilizada de
forma bastante integrada
com o diagrama
de causa e efeito, na
análise de processos.
Normalmente o eixo
das ordenadas (Y) corresponde
a medidas de
resultados de um indicador
de desempenho
(item de controle de
um processo) e o eixo
X corresponde a medidas
de resultados de
indicadores de desempenho
de causas deste
processo (itens de
verificação).
Por exemplo: Número
de peças produzidas
e número de peças
defeituosas, número de
visitas no mês anterior
e número de vendas
efetuadas, número de
entregas atrasadas e
número de reclamações,
consumo de combustível
e velocidade.
Carta de Controle
Descrição sintética: é
um gráfico sequencial
onde são estabelecidos
limites de controle (superior
e inferior). Estes são
baseados em estimativas
estatísticas do nível de
variação dos processos e
108 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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são úteis para identificar
causas especiais de variação
dos processos. Utilização:
empregada para
determinar se um processo
produzirá produtos ou
serviços com propriedades
mensuráveis e consistentes
(controladas).
mo processo, com uma
lidades: cada processo
determinada variabilida-
possui uma taxa parti-
As cartas de controle são
de (limites de controle),
cular de variabilidade e
usadas para mostrar as
pode ser capaz de aten-
limites naturais que lhe
tendências dos pontos
der as especificações de
são inerentes (limites
de observação dos resul-
um cliente, sendo seus
de controle). Tais limites
tados dos processos em
resultados,
portanto,
somente são alterados
um período. Os limites
aceitáveis e, não ser
quando alguma ação é
de controle são calcula-
capaz de atender as espe-
tomada sobre as causas.
dos aplicando-se fórmu-
cificações (mais severas)
A capacidade do proces-
las estatísticas simples
de um segundo cliente,
so irá depender dos limi-
aos dados do processo.
produzindo, neste caso,
tes de controle, superior
Quando associados às
resultados
(produtos)
e/ou inferior (LCS/LCI).
especificações
contra-
inaceitáveis. No entanto,
Em síntese: os limites de
tadas com os clientes,
o processo continua o
controle são inerentes a
permitem avaliar se um
mesmo. A sua capabili-
cada processo e a capa-
determinado
processo
dade vai depender das
cidade dos processos
é capaz ou não. É válido
exigências
contratadas
dependerá dos limites
ressaltar que um mes-
de cada cliente. Genera-
de controle.
110 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Já os limites de especificação
(LSE/LIE) não são
inerentes aos proces-
ao usuário monitorar
e melhorar o desempenho
do processo ao
global do processo de
elaboração de um produto.
Permite analisar
GESTÃO LABORATORIAL
sos, mas decorrem das
longo do tempo, estu-
limites e identificar o
aspirações dos clientes,
dando as variações e
caminho ideal para um
dos contratos acorda-
suas fontes, identifican-
produto ou serviço com
dos com estes clientes.
do causas, implantando
o objetivo de identificar
Quando a variação de
ações corretivas.
os desvios.
um processo (limites
de controle) cabe den-
Fluxograma
Em suma, o fluxograma
tro das especificações
Descrição
sintética:
é usado para identifi-
do cliente (limites de
representação
gráfica
car as operações cons-
especificações), o pro-
dos passos de um pro-
tantes de um processo
cesso tem capabilida-
cesso. É uma ilustração
e suas alternativas.
de, ou seja, é capaz de
sequencial de todas
Ainda, para exami-
atender os requisitos
as etapas do processo,
nar o processo atual
contratuais e está sob
mostrando como cada
acompanhando todas
controle. Os limites de
etapa é relacionada.
as ações realizadas,
controle são especifi-
Utiliza símbolos facil-
visando avaliar possi-
cados em três desvios-
mente
reconhecidos
bilidades de aprimo-
-padrão acima e abaixo
para denotar os diferen-
ramento.
Finalmente,
da média, estando o
tes tipos de operações
serve para expor a ter-
processo em análise
e decisões alternativas
ceiros um determina-
sob controle ou não. A
do processo. Utiliza-
do processo, mediante
carta controle permite
ção: permite uma visão
suas operações.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
111
GESTÃO LABORATORIAL
Generalidades: o fluxograma
objetiva mostrar
de forma descomplica-
GQT/TQC/SIG, garantindo
um profissionalismo
no controle dos proces-
vivência, mas de tornarem
suas organizações
competitivas e rentáveis!
da o fluxo das informa-
sos destas organizações,
Esta é a nossa seara. No
ções e elementos, além
onde a utilização do
próximo eBook da Cole-
da sequência operacio-
PDCA, método de ges-
ção, iremos prosseguir
nal que caracteriza o
tão do 3º milênio, está
abordando o SIG, conti-
trabalho (processo) que
presente de forma per-
nuando (Parte 2) com o
está sendo executado.
manente. Pelo exposto,
detalhamento do méto-
Exemplo: Fluxograma
fica claro que atualmen-
do de implantação CA
te não basta simples-
– PDCA, apresentando o
mente se formar e abrir
assunto do diagnóstico
um novo laboratório.
do sistema de gestão
Não existe mais espaço
dos laboratórios e o
para a aventura, para o
Plano de Implantação
amadorismo na gestão
de Longo Prazo – PILP.
destes negócios. Há sim,
A Unidos Consultoria e
a imperiosa necessidade
Treinamento
desenvol-
de gestões profissionais
veu o Programa Nacional
nos laboratórios. Se não
para
Profissionalização
formos
competitivos,
da Gestão Laboratorial
não
sobreviveremos
– PROGELAB, compos-
como empreendedores!
to pelos segmentos de
É neste contexto que se
“CAPACITAÇÃO” e de
insere a proposta desta
“GESTÃO
APLICADA”.
• Conclusão
Coleção: uma pequena
Nestes são disponibiliza-
A gestão econômica de
colaboração para ajudar
dos diversos cursos bem
vanguarda para labo-
os gestores laboratoriais
como vários produtos de
ratórios clínicos, título
enfrentarem este gran-
tecnologia da informa-
desta coleção de eBooks,
de desafio presente e
ção, dentre os quais, des-
tem como fundamento a
futuro, não só da sobre-
tacamos o Sistema de
112 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
GESTÃO LABORATORIAL
Apoio à Decisão – Gestão
de Riscos – Ranking
Nacional da Compe-
CIA GERENCIAL! Tudo
implantado à distância,
via internet, acessível aos
do-os em vantagem
competitiva, para decidir
de forma inteligen-
tência Gerencial (SAD-
laboratórios de pequeno
te. Boa leitura, melhor
GR-RNCG). Nunca o
e médio porte. A utiliza-
proveito.
Esperando
apoio às decisões foi tão
ção de um Sistema de
termos
contribuído
simples, completo, cien-
Apoio à Decisão (SAD)
para a gestão na área
tífico e acessível: iden-
decorre,
fundamental-
das análises clínicas,
tificação de problemas
mente, da competição
nos despedimos até
(diagnóstico) e análise de
cada vez maior entre as
a próxima edição da
causas, proporcionando
organizações, bem como
revista NewsLab.
a visualização das ações
da necessidade de obter
corretivas e preventivas
(soluções). Finalmente,
de forma rápida, informações
cruciais
Humberto Façanha
Diretor da Unidos Consulto-
este sistema contempla
algo único em termos de
gestão econômica para
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114 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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PUBLIEDITORIAL
Ronaldo Alves:
Por Thiago Ramos
Qnaturalidade e, acima de tudo, verdade. Suas
fez disso um legado.
Nascido no bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina, Ronaldo
sua empresa.
A virada: quando serviu
em vez de ser servido
aprender e servir.
“
Sempre colei em quem sabia mais do que eu.
”
O ponto de virada aconteceu quando ele assumiu o
estava beira de encerrar esse setor. A proposta foi
direta: ou vendia, ou fechava.
Na primeira visita, fechei R$ 20 mil em pedidos, conta.
Aprender para servir
melhor
do cliente.
Para ele, essa base de honestidade intelectual vale
pediu dinheiro para ir ao circo. Ela disse que ia deixar o
vender.
Ele vendeu. Voltou, pediu mais. Vendeu de novo. Aqueles
Nunca me apresentei dizendo que sabia tudo. Cheguei
perguntando, querendo escutar e entender o problema
do outro.
Essa postura, de humildade diante do desconhecido e
Do Fusca ao legado
investida na compra de um Fusca. Com ele, Ronaldo
passou a percorrer Teresina de ponta a ponta,
visitando clientes, construindo relacionamento e
fortalecendo o departamento que viria a se tornar o
mais lucrativo da empresa.
repete como um mantra.
que deu origem a algo que o acompanharia por toda a vida: o
Foi meu primeiro contato com valor. Valor do que se faz, do que
mim, conta.
servir primeiro
para trabalhar.
empregos informais. Banca de revistas, caixa de mercado,
a construir algo maior.
Eu sempre fui muito curioso. Quando vi uma oportunidade de
aprender, agarrei, lembra. Primeiro virou office boy, depois
pessoal da empresa.
de um Fusca
clientes, parcerias e legado
Apesar dos recursos limitados, o que mais chamava
resultados superiores. Mesmo sem ter estrutura, eu
Ronaldo inovava onde outros apenas cumpriam.
Chegava antes do concorrente, entendia a necessidade
acompanhar seus resultados.
Hoje,
frente da maior distribuidora laboratorial do
valor
servir.
116 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
trava no depósito do cliente, fazia o inventário completo dos produtos, reorganizava o que
estava fora do lugar, entendia o que faltava. A única coisa que o cliente precisava fazer era
assinar o pedido. E assinava, porque confiava.
O caminho de quem não volta atrás
C
om o tempo, sua reputação começou a atravessar os muros da empresa. O
nome Ronaldo Alves passou a circular entre clientes, fornecedores e colegas de
mercado. Chamou a atenção de uma multinacional, dessas com nome forte,
estrutura imensa e processos bem definidos. A proposta veio carregada de simbolismo: o
equivalente a dez salários mínimos na época, um valor muito superior ao que ele recebia.
No entanto, a partir dali, a trajetória de Ronaldo foi marcada por diversas transições: cada uma
exigindo uma nova versão dele mesmo. No início, trabalhava com contrato tradicional. Depois,
a empresa avisou que não manteria vínculos fixos: quem quisesse continuar precisaria abrir
um CNPJ, passando a ganhar apenas comissão. Muitos saíram, mas Ronaldo ficou, abriu sua
empresa de representação comercial e passou a vender com base no próprio desempenho.
Naquela noite, sozinho numa
praça, com o rosto molhado de
lágrimas e de chuva, tomou a
decisão mais difícil da vida: Eu
sabia que não podia largar aquilo.
Gente já dependia de mim. Eu não
podia falhar. Trancou a faculdade.
Assumiu o risco. E nunca mais
olhou para trás.
Sua empresa era pequena, o
cenário instável, mas Ronaldo já
carregava dentro de si o que
nenhuma planilha mostra: visão.
Mais do que consolidar seu papel
como empreendedor, aquele
momento selava a escolha de
transformar cada esforço até ali
em um propósito maior.
Depois, veio uma nova mudança:
pararam de pagar comissões. Quem
quisesse continuar teria que comprar
os produtos e revendê-los por conta
própria. Foi o terceiro e talvez mais
decisivo momento. O vínculo foi
cortado, e Ronaldo precisou se tornar
dono do próprio negócio, comprando
como cliente e vendendo como
empreendedor independente.
Mas esse passo não veio sem peso.
Naquele período, além de dar conta
das novas exigências profissionais
que se multiplicavam, ele ainda era o
principal responsável pelo sustento
da família e cursava Farmácia à noite.
Estava exausto. Dividido entre o
diploma que representava um sonho
antigo e o CNPJ que nascia como uma
promessa concreta de futuro. E ele
conta esse momento com precisão.
Lembra do lugar, da hora, da chuva.
Não esquece, porque ali tudo mudou.
ProdLab: onde o que
se vende é só o começo
Hoje, Ronaldo é fundador da
ProdLab, a maior distribuidora de
produtos laboratoriais do Piauí.
Mas mais do que números,
construiu algo que não se mede:
confiança, consistência e legado. A
ProdLab nasceu da coragem de
começar do zero e da decisão
diária de servir bem.
Porque para Ronaldo, vender
nunca foi só sobre produto. É
sobre transformar necessidades
em soluções, com humildade,
visão e entrega.
PUBLIEDITORIAL
PUBLIEDITORIAL
A empresa possui unidades em Teresina, Picos e
Parnaíba, e atua nos segmentos humano, veterinário
e técnico-científico.
Mais do que vender equipamentos, Ronaldo e sua
equipe treinam, acompanham e orientam
profissionais de saúde, muitos recém-formados, que
precisam de suporte real para operar equipamentos
com segurança. Ele entrega consultoria completa,
desde o projeto de laboratório até o custo por exame
realizado.
“Vender um equipamento é só o começo. Eu quero
ver aquele laboratório funcionar de verdade. Quero
ver aquela vida sendo salva.”
A empresa hoje conta com dezenas de colaboradores
diretos e indiretos. E, apesar do crescimento,
mantém os princípios de quando começou:
honestidade, compromisso, empatia e serviço.
“Muita gente chega à ProdLab buscando preço. Mas
o nosso valor está no que entregamos junto ao
produto. Vendemos soluções, não apenas materiais.”
Fé, gratidão e futuro
Cristão, devoto e profundamente conectado à sua
fé, Ronaldo termina a entrevista emocionado. Fala
sobre Deus com a naturalidade de quem sempre
sentiu Sua presença em todos os momentos da sua
vida. “Se eu pudesse dar um conselho, seria:
coloca Deus na frente. O resto, Ele acrescenta.”
Atualmente, está prestes a abrir novas filiais,
expandir para o Maranhão e consolidar a
estrutura das três empresas que comanda. E,
apesar do crescimento constante, carrega aquela
mesma essência do início da jornada: “Minha
missão é ajudar nossos clientes a salvar vidas. E
isso começa quando você entende que seu talento
não é seu, é um presente para ser entregue ao
outro.”
Servir com missão
Ronaldo é um dos poucos empresários que podem dizer, com
propriedade, que entendem de saúde, mesmo sem atuar
diretamente na área clínica. Porque ele enxerga aquilo que muita
gente esquece: sem os bastidores funcionando, não há
diagnóstico, não há cuidado, não há cura.
Talvez seja justamente aí que mora seu diferencial. Desde o início,
ele nunca tratou seu negócio como um fim em si mesmo. Sempre
foi sobre servir. Sobre transformar vidas. E isso inclui também
seus colaboradores e parceiros. “Eu gosto de dar oportunidades.
Gente que precisa só de um empurrãozinho. Eu já fui essa
pessoa.”
Para Ronaldo, empreender não é acumular, é repartir. Seu
negócio é, antes de tudo, um canal para fazer o bem acontecer, e
isso, no fundo, é o que o torna tão necessário.
118 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
CONVERSA COM
ESPECIALISTA
ESTATUTO DOS DIREITOS DO PACIENTE:
O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA EXAMES,
DIAGNÓSTICOS E ACESSO À INFORMAÇÃO EM SAÚDE
Por Caroline-Daitx
A sanção da Lei nº 15.378,
de 6 de abril de 2026, que
institui o Estatuto dos
Direitos do Paciente no
Brasil, inaugura um novo
momento na relação
entre pacientes, profissionais
e instituições de
saúde. Mais do que consolidar
princípios éticos
já conhecidos, a legislação
cria obrigações
legais claras que impactam
diretamente a rotina
assistencial, incluindo a
forma como informações
diagnósticas são comunicadas
e acessadas.
Embora o debate frequentemente
se concentre
na relação médico-paciente,
os efeitos
da nova lei alcançam
também clínicas, laboratórios
e serviços de diagnóstico,
especialmente
no que diz respeito à
transparência, ao acesso
a dados e à autonomia
do paciente sobre suas
próprias informações.
Para analisar essas implicações,
a NewsLab conversou
com a médica
Caroline Daitx, especialista
em medicina legal e
perícia médica.
Do princípio ético à exigência
legal
Segundo a especialista, a
nova legislação formaliza
algo que já deveria estar
consolidado na prática
clínica.
“O Estatuto traz um
marco importante ao
transformar em obrigação
legal aquilo que
sempre foi tratado como
princípio ético. O paciente
deixa de depender da
boa prática individual
e passa a ter respaldo
jurídico claro sobre seus
direitos”, explica.
Ela destaca que direitos
como acesso à informação,
autonomia e consentimento
informado
deixam de ser apenas
diretrizes e passam a ser
exigências com potencial
implicação jurídica.
Acesso à informação:
impacto direto no diagnóstico
Um dos pontos mais
relevantes do Estatuto
é o direito à informação
clara e completa, o que
tem repercussão direta
na medicina diagnóstica.
“Não se trata apenas de
entregar um laudo. A
legislação reforça que
o paciente tem direito
de compreender o que
aquele resultado significa,
quais são as limitações do
exame e quais decisões
podem ser tomadas a partir
dele”, afirma.
120 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Na prática, isso pode
exigir mudanças importantes:
• revisão da linguagem
utilizada em laudos;
• maior integração entre
equipes clínicas e diagnósticas;
• fortalecimento da comunicação
entre médico solicitante
e paciente;
• ampliação do acesso ao
prontuário completo, incluindo
dados laboratoriais.
Prontuário e dados
laboratoriais: nova centralidade
do paciente
O Estatuto também assegura
o acesso gratuito ao
prontuário, o que inclui
resultados de exames
laboratoriais e de imagem.
Para Daitx, isso representa
uma mudança de
paradigma.
“O prontuário deixa de ser
visto como um documento
técnico restrito e passa a
ser reconhecido como um
direito do paciente. Isso
exige organização, rastreabilidade
e clareza das
informações registradas.”
Esse ponto traz implicações
relevantes para
serviços diagnósticos,
especialmente em relação
a:
• gestão de dados;
• segurança da informação;
• integridade dos registros;
• padronização de relatórios.
Segunda opinião e responsabilidade
diagnóstica
A possibilidade de buscar
uma segunda opinião,
agora formalmente assegurada,
também impacta
a cadeia diagnóstica.
“Quando o paciente tem
acesso facilitado aos
seus exames e laudos, ele
pode buscar outras interpretações.
Isso aumenta
a responsabilidade sobre
a qualidade técnica e a
clareza das informações
produzidas”, explica.
Segundo a especialista,
esse cenário tende a
elevar o nível de exigência
sobre:
• qualidade analítica;
• validação de resultados;
• consistência entre achados
laboratoriais e clínicos.
Risco jurídico e necessidade
de adaptação
A nova legislação também
amplia a exposição
jurídica de profissionais e
instituições.
“O maior risco não está na
criação de novos direitos,
mas no descumprimento
de direitos que agora
estão formalizados.
Falhas de comunicação,
ausência de informação
adequada ou dificuldade
de acesso a dados podem
ter repercussões legais
mais diretas”, alerta.
Na prática, isso exige
revisão de protocolos
internos, incluindo:
• fluxos de entrega de
resultados;
• políticas de acesso ao
prontuário;
• processos de consentimento
informado;
• treinamento de equipes.
Entre a autonomia do
paciente e os limites da
prática clínica
Apesar dos avanços, há
pontos de atenção. Entidades
médicas já sinalizam
CONVERSA COM
ESPECIALISTA
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
121
CONVERSA COM
ESPECIALISTA
preocupação com possíveis
excessos que possam
interferir na autonomia
técnica do profissional.
Daitx pondera que o
equilíbrio será essencial.
“O desafio será garantir
a autonomia do paciente
sem comprometer o julgamento
clínico. A relação
precisa continuar baseada
em confiança, mas agora
com regras mais claras e
responsabilidades mais
bem definidas.”
Um novo cenário para a
saúde e o diagnóstico
O Estatuto dos Direitos do
Paciente não altera apenas
a relação interpessoal no
cuidado em saúde. Ele
reposiciona o paciente
como agente ativo também
no acesso, compreensão
e utilização de informações
diagnósticas.
Para laboratórios, clínicas
e serviços de diagnóstico,
o movimento exige
mais do que adequação
normativa. Exige uma
mudança de cultura, com
foco em transparência,
comunicação e qualidade
da informação.
No fim, o impacto mais
relevante pode não estar
apenas na lei em si, mas
na forma como o sistema
de saúde se reorganiza
para cumprir aquilo que,
por muito tempo, foi tratado
como ideal, mas nem
sempre como prática.
Fonte
As análises apresentadas
nesta matéria foram elaboradas
com base na contribuição
da Dra. Caroline
Daitx, médica especialista
em medicina legal e perícia
médica, com residência
pela Universidade de São
Paulo. Foi diretora científica
da Associação dos Médicos
Legistas do Paraná e atua
como perita médica, com
foco em responsabilidade
médica, segurança do
paciente e gestão da qualidade
em saúde.
Em um cenário em que o
acesso à informação passa
a ser parte central do
cuidado, compreender os
desdobramentos legais
e práticos dessa nova
legislação deixa de ser
uma necessidade apenas
institucional e passa a
integrar a própria prática
assistencial, com impacto
direto na relação entre
pacientes, profissionais e
serviços diagnósticos.
Autora:
Dra. Caroline Daitx
Médica especialista em medicina legal e perícia médica, com residência pela Universidade de São Paulo. Foi diretora científica da
Associação dos Médicos Legistas do Paraná e atua como perita médica, com foco em responsabilidade médica, segurança do paciente e
gestão da qualidade em saúde.
122 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
HEMATOLOGIA
MORFOLOGIA DIGITAL E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
NA IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE
CÉLULAS HEMATOLÓGICAS: BENEFÍCIOS, RISCOS E
PERSPECTIVAS.
Por Dr. Luiz Arthur Calheiros, PhD
Especialista, mestre, doutor em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP, UFPE.
A morfologia digital aliada
à inteligência artificial
(IA) tem revolucionado
a hematologia diagnóstica,
permitindo maior
precisão e rapidez na
identificação e classificação
de células do sangue
periférico, medula óssea
e fluidos corporais.
Estudos recentes destacam
que algoritmos de
aprendizado profundo
aplicados a imagens
digitais de lâminas
hematológicas conseguem
diferenciar com
elevada acurácia leucócitos
normais e anormais,
além de auxiliar
na detecção precoce de
neoplasias hematológi-
cas e alterações reativas,
sejam em leucemias
com blastos, linfócitos
reativos, toda diferenciação
granulocítica, eritroblastos,
alterações da
série vermelha e plaquetas
com alta precisão,
bem como plasmócitos,
macrófagos e megacariócitos
medulares.
Morfologia Digital e IA
na Hematologia
Automação diagnóstica:
A análise digital
substitui a dependência
exclusiva da avaliação
manual, reduzindo variabilidade
interobservador.
Aprendizado profundo
(deep learning): Redes
neurais convolucionais
124 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
HEMATOLOGIA
treinadas com milhares
de imagens conseguem
reconhecer padrões morfológicos
sutis em células
hematopoiéticas.
Aplicações clínicas:
• Sangue periférico: Classificação
automatizada de
leucócitos, identificação e
classificação de blastos e
células linfoides anormais.
• Medula óssea: Apoio
na avaliação de displasias,
blastos e maturação
celular.
• Fluidos corporais (líquor,
derrames): Diferenciação
entre células inflamatórias
e neoplásicas.
Benefícios principais:
• Maior eficiência diagnóstica
e redução do
tempo de análise.
• Padronização dos
resultados, com menor
subjetividade.
• Potencial para tele-hematologia,
permitindo
que especialistas analisem
casos remotamente.
Riscos e Desafios
• Necessidade de validação
clínica: Apesar
da alta acurácia, os
algoritmos ainda precisam
ser validados em
diferentes populações e
cenários laboratoriais.
• Integração com fluxos
de trabalho: A adoção
exige infraestrutura digital
robusta e treinamento
de profissionais.
• Limitações atuais:
Casos raros ou morfologias
muito heterogêneas
ainda podem desafiar os
sistemas de IA.
Conclusão
A combinação de
morfologia digital e
inteligência artificial
representa um avanço
significativo na hematologia
diagnóstica, oferecendo
suporte confiável
na identificação e classificação
de células hematológicas
em sangue
periférico, medula óssea
e fluidos corporais. Essa
integração promete não
apenas maior precisão
e rapidez, mas também
a democratização do
acesso a diagnósticos
especializados, especialmente
em regiões
com escassez de hematologistas.
Autor
Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.
Professor de Hematologia, Mestrado e Doutorado em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP e UFPE.
126 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
ESCHERICHIA COLI E KLEBSIELLA PNEUMONIAE:
A AMEAÇA CRESCENTE DAS ENTEROBACTÉRIAS
MULTIRRESISTENTES
Por Dra. Gleiciere Maia Silva, Raryssa Lorrany Quirino da Silva, Maria Viviane da Silva Farias, Delles Rayane Dias de Medeiros Cavalcanti, Gabriele Gomes da Silva
As enterobactérias
constituem um grupo
de bactérias Gram-negativas
amplamente distribuídas
no ambiente,
sendo encontradas no
solo, na água e, sobretudo,
no trato gastrointestinal
de humanos e
animais (EVANGELISTA
SOBRINHO, 2009, p.
167). Entre as espécies
de maior relevância
clínica que trataremos
são: Escherichia coli e
Klebsiella pneumoniae,
ambas frequentemente
associadas a infecções
do trato urinário, respiratórias,
septicemias e
infecções relacionadas à
assistência à saúde.
Esses microrganismos
apresentam diversos
fatores de virulência,
como cápsula, fímbrias
e a capacidade de formação
de biofilmes,
que favorecem a adesão,
colonização e persistência
no hospedeiro
(OLIVEIRA et al., 2020).
De acordo com Seibert
et al. (2014), no ambiente
hospitalar, essas
bactérias assumem
papel relevante como
agentes etiológicos de
infecções nosocomiais,
especialmente em
pacientes com longos
períodos de internação
ou submetidos a procedimentos
invasivos.
Sua disseminação nesse
contexto está frequentemente
relacionada à
transmissão cruzada e
ao uso inadequado de
antimicrobianos.
Nos últimos anos, a
resistência antimicrobiana
entre enterobactérias
tem se consolidado
como um dos
principais desafios para
a saúde pública global.
Esse cenário está, em
128 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
grande parte, associado
à produção de enzimas
como as beta-lactama-
riscos à saúde. Soma-se
a isso a sobrecarga dos
serviços hospitalares,
buem significativamente
para a limitação das
opções terapêuticas,
MICRORGANISMOS E SAÚDE
ses de espectro estendi-
especialmente nos seto-
tornando o tratamento
do (ESBL) e as carbape-
res de urgência e emer-
mais complexo e, mui-
nemases, que conferem
gência, decorrente do
tas vezes, menos eficaz.
resistência a múltiplas
aumento de acidentes,
Observou-se ainda que
classes de antibióticos,
da violência urbana e
a disseminação dessas
limitando significativa-
das limitações estru-
cepas multirresistentes
mente as opções tera-
turais da rede pública
ocorre
predominante-
pêuticas
disponíveis
de saúde, o que agrava
mente em ambientes
(SANTOS et al., 2018).
ainda mais esse cenário.
hospitalares,
especialmente
em unidades de
De acordo com Andrade
Esta discussão trata-se
terapia intensiva, onde
e colaborqadores (2016)
de revisão de literatura
há maior uso de antibió-
a vigilância epidemio-
de caráter descritivo e
ticos de amplo espectro
lógica destaca-se como
qualitativo, com o obje-
e maior vulnerabilidade
uma estratégia funda-
tivo de analisar a pro-
dos pacientes.
mental para o monitora-
dução científica acerca
mento e enfrentamento
da resistência antimi-
Além disso, práticas ina-
da resistência antimi-
crobiana em enterobac-
dequadas de prescrição
crobiana, pois permite
térias, com ênfase em
e a ausência de protoco-
a implementação de
Escherichia coli e Kleb-
los rigorosos de controle
medidas e políticas
siella pneumoniae.
de infecção favorecem
voltadas à redução dos
Esses fatores contri-
a propagação desses
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
129
MICRORGANISMOS E SAÚDE
microrganismos. Nesse
sentido, os achados
reforçam a necessidade
de medidas integradas
que envolvam vigilância
epidemiológica, controle
de infecções e uso racional
de antimicrobianos.
Diante do exposto ao
longo desta narrativa a
resistência antimicrobiana
entre a E. coli e K.
pneumoniae constitui um
grave problema de saúde
pública, com impacto
direto na morbimortalidade
e nos custos dos sistemas
de saúde. A crescente
disseminação de cepas
multirresistentes exige a
implementação de estratégias
eficazes, incluindo
o fortalecimento da vigilância
epidemiológica,
a adoção de protocolos
de prevenção e controle
de infecções e a promoção
do uso racional de
antibióticos. Além disso,
investimentos em pesquisa
e desenvolvimento
de novas terapias antimicrobianas
são essenciais
para o enfrentamento
desse cenário.
Referências
EVANGELISTA SOBRINHO, Rosildo Mendes.
Escherichia coli, Enterobacter spp. em um
hospital público de Goiânia, GO-Brasil. Revista
de Patologia Tropical, Goiânia, v. 38, n. 3, p.
165-178, 2009. Disponível em: Acessar artigo.
Acesso em: 12 abr. 2026.
SOARES, V. M. et al. Infecções por enterobactérias
resistentes a carbapenêmicos: aspectos
clínicos e epidemiológicos. einstein (São Paulo),
São Paulo, v. 12, n. 3, p. 282-289, 2014. Disponível
em: Acessar artigo. Acesso em: 12 abr. 2026.
SEIBERT, G.; HÖRNER, R.; MENEGHETTI, B. H.;
RIGHI, R. A.; DAL FORNO, N. L.; SALLA, A. Nosocomial
infections by Klebsiella pneumoniae
carbapenemase producing enterobacteria in a
teaching hospital. einstein (São Paulo), São Paulo,
v. 12, n. 3, p. 282-286, set. 2014. DOI: https://
doi.org/10.1590/s1679-45082014ao3131.
SANTOS, Danielle Vieira de Assis et al. Antibióticos
através da abordagem do mecanismo de resistência
bacteriana. Ciência Atual – Revista Científica
Multidisciplinar do Centro Universitário São José,
Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 2-14, 2018.
ANDRADE, D.; LEOPOLDO, V. C.; HAAS, V. J. Ocorrência
de bactérias multirresistentes em um
centro de terapia intensiva de hospital brasileiro
de emergências. Revista Brasileira de Terapia
Intensiva, v. 18, n. 1, p. 27-33, 2006. Disponível
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CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVEN-
TION. Antibiotic resistance threats in the United
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https://www.cdc.gov. Acesso em: 12 abr. 2026.
PATERSON, D. L.; BONOMO, R. A. Extended-spectrum
beta-lactamases: a clinical update. Clinical
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PITOUT, J. D. D. Extraintestinal pathogenic
Escherichia coli. Frontiers in Microbiology, Lausanne,
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www.frontiersin.org. Acesso em: 12 abr. 2026.
NORDMANN, P.; NAAS, T.; POIREL, L. Global
spread of carbapenemase-producing Enterobacteriaceae.
Emerging Infectious Diseases, Atlanta,
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https://wwwnc.cdc.gov. Acesso em: 12 abr. 2026.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
(ANVISA). Boletim de vigilância de resistência antimicrobiana.
Brasília: ANVISA, 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/anvisa. Acesso em: 12 abr. 2026.
Autoras:
Raryssa Lorrany Q. da Silva
Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau
Petrolina-PE
Maria Viviane da Silva Farias
Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau
Petrolina-PE
Delles Rayane D. de M. Cavalcanti
Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau
Petrolina-PE
Gabriele Gomes da Silva
Acadêmicos do Curso de Farmácia- Uninasssau
Petrolina-PE
Gleiciere Maia Silva
Biomédica. Doutora em Medicina Tropical.
Mestre em Biologia de Fungos e Especialista
em Micologia.
130 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Citometria de
fluxo fluorescente
que aprofunda a
análise da célula
Tecnologia Sysmex amplia o que o
seu laboratório vê em cada análise
Contar células é só o começo. A citometria de fluxo
fluorescente Sysmex vai além e revela o que acontece
dentro das células, como maturidade celular,
atividade inflamatória e sinais precoces de alterações
clínicas. Com parâmetros como PLT-F, RET-He, IG,
NRBC e IPF, o laboratório ganha mais consistência e
segurança para apoiar decisões clínicas.
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Hematologia • Urinálise • Hemostasia • Citometria de Fluxo
131
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
METILAÇÃO DO DNA:
O NOVO EIXO NO RASTREAMENTO CERVICAL
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Da infecção ao risco real
A infecção pelo HPV
(Papilomavírus humano)
é condição necessária,
mas não suficiente,
para o câncer do colo do
útero. A lacuna clínica
sempre foi distinguir
infecções transitórias
de lesões com potencial
de progressão. Nesse
cenário, a metilação do
DNA emerge como um
biomarcador capaz de
refinar essa decisão.
O que mede a metilação
A metilação consiste em
modificações epigenéticas
que silenciam genes.
Em amostras cervicais,
testes recentes avaliam
padrões de metilação tanto
em genes do hospedeiro
(como CADM1, MAL,
FAM19A4) quanto do próprio
HPV. Níveis elevados
estão associados a lesões
de alto grau e maior risco
de evolução para câncer.
Triagem secundária
mais precisa
Após um teste positivo para
HPV de alto risco, a metilação
pode atuar como triagem
secundária. Diferentemente
da citologia, menos
sensível e dependente do
observador, os ensaios
moleculares oferecem
132 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
maior
reprodutibilidade.
Essa abordagem reduz
Para onde vamos
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
O resultado é uma melhor
intervenções
desne-
A metilação do DNA sina-
seleção de pacientes que
cessárias e concentra
liza uma transição: do ras-
realmente necessitam de
recursos em quem mais
treamento baseado em
colposcopia.
se beneficia.
alterações
morfológicas
para uma oncologia pre-
Estratificação de risco
Entre inovação e
ditiva. No câncer cervical,
na prática
implementação
isso significa antecipar
Outro avanço relevan-
Apesar do potencial, a
risco antes da doença se
te é a capacidade de
incorporação ainda é
estabelecer e agir com
estratificar risco. Perfis
desigual. Custos, infraes-
maior precisão.
de metilação permitem
classificar pacientes em
grupos de baixo e alto
risco de progressão,
favorecendo seguimento
personalizado.
trutura e padronização
laboratorial limitam a
adoção em larga escala.
O desafio não é mais tecnológico,
mas de integração
ao sistema de saúde.
Referências
KONG, L. et al. (2023). Cytological DNA methylation
for cervical cancer screening: a validation set.
BURDIER, F. R. et al. (2024). DNA methylation as a
triage tool for cervical cancer screening.
SCHREIBERHUBER, L. et al. (2024). Cervical cancer
screening using DNA methylation triage in a
real-world population.
EL-ZEIN, M. et al. (2024). Validation of novel DNA
methylation markers in cervical precancer and cancer.
DICK, S. et al. (2024). Clinical indications for host-cell
DNA methylation markers in cervical screening.
REN, Y. et al. (2025). DNA methylation panel for detecting
cervical intraepithelial neoplasia and cancer.
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa,
Extensão e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e
Bioengenharia Celular e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica,
oncologia, biotecnologia e pesquisa translacional em saúde.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
133
AUDITORIA E QUALIDADE
QUALIDADE ALÉM DO PAPEL:
QUANDO A NORMA SE TRANSFORMA EM CULTURA
Por Waldirene Nicioli
Em muitos laboratórios,
a qualidade ainda
é percebida como um
conjunto de documentos
bem organizados,
procedimentos descritos
com precisão e
registros devidamente
arquivados. À primeira
vista, tudo parece
em ordem. Mas basta
observar a rotina para
perceber que, nem
sempre, o que está no
papel encontra correspondência
na prática.
Esse desalinhamento
revela um dos maiores
desafios dos sistemas
de gestão: transformar
requisitos normativos
em comportamento
real. Porque cumprir
uma norma não é, por
si só, garantia de qualidade.
A verdadeira consistência
está na forma
como as diretrizes são
compreendidas, incorporadas
e vividas pelas
pessoas no dia a dia.
Normas existem para
orientar, padronizar e
garantir segurança. No
entanto, quando são
tratadas apenas como
exigência externa, tendem
a gerar processos
burocráticos, pouco
aderentes e, muitas
vezes, desconectados da
realidade operacional.
O resultado é um sistema
que funciona bem
durante auditorias, mas
perde força na rotina.
Por outro lado, quando
a qualidade deixa de ser
“algo a ser cumprido” e
passa a ser “algo em que
se acredita”, ocorre uma
mudança significativa.
Procedimentos deixam
de ser apenas documentos
e passam a ser guias
práticos. Registros deixam
de ser obrigação e
passam a ser evidência
natural de um trabalho
bem executado. A
norma, nesse contexto,
deixa de ser um peso e
passa a ser uma aliada.
Essa transformação não
acontece por acaso. Ela
exige liderança ativa,
comunicação clara e,
sobretudo, coerência
134 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
entre discurso e prática.
Equipes percebem
rapidamente quando
e percebem impacto
direto no seu trabalho,
a adesão deixa de ser
Levar a qualidade além
do papel é, portanto, um
exercício contínuo de ali-
AUDITORIA E QUALIDADE
a qualidade é priorida-
obrigatória e passa a ser
nhamento entre o que se
de real ou apenas um
espontânea. A qualida-
diz, o que se documenta
requisito
institucional.
de, então, ganha vida.
e o que se faz. É sair do
É na postura dos líderes,
campo da conformidade
nas decisões do cotidia-
Auditorias, nesse cenário,
mínima e avançar para
no e na forma como os
assumem um papel inte-
a construção de um
erros são tratados que a
ressante: deixam de ser
ambiente onde a exce-
cultura se constrói.
momentos de verificação
lência é parte da identi-
documental e passam
dade organizacional.
Outro ponto essencial é
a ser oportunidades de
o envolvimento das pes-
observar a cultura em
Porque, no fim, um sis-
soas. Sistemas de gestão
ação. Mais do que confe-
tema de gestão forte
não se sustentam sem
rir registros, torna-se pos-
não é aquele que está
participação.
Quando
sível perceber se há con-
perfeitamente
descri-
colaboradores
enten-
sistência, entendimento
to, mas aquele que é
dem o propósito por
e engajamento, elemen-
naturalmente
vivido,
trás dos processos, con-
tos que não se escrevem,
todos os dias, por todas
tribuem com sugestões
mas se evidenciam.
as pessoas.
Autora:
Waldirene Nicioli
Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare
Análises Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da
Central de Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de
Trabalho em Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
135
BANCADA E GESTÃO
ENTRE TUBOS E PESSOAS:
O LABORATÓRIO ESQUECEU DE CUIDAR?
Por Gabriel Miranda
Durante muito tempo, o
laboratório de análises
clínicas foi visto como
um ambiente essencialmente
técnico, no qual
precisão, padronização
e controle de qualidade
eram pilares centrais. E,
de fato, esses elementos
se tornaram indispensáveis,
sustentando a confiabilidade
dos resultados.
Basta observar as
atualizações constantes
das regulamentações
técnicas, que reforçam
cada vez mais a importância
desses critérios.
No entanto, em meio a
todo esse avanço técnico
e tecnológico, uma
pergunta precisa ser
feita com honestidade:
estamos cuidando de
pessoas ou apenas processando
amostras?
Quando um tubo é
coletado, existe por
trás muito mais do que
uma amostra biológica.
Existe um paciente muitas
vezes ansioso, com
medo, inseguro e cheio
de expectativas. Ainda
assim, não é raro encontrar
laboratórios que
funcionam como verdadeiras
linhas de produção:
rápidos, organizados,
eficientes…
porém frios. A coleta
dura poucos minutos,
mas a experiência do
136 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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BANCADA E GESTÃO
paciente começa muito
antes desse momento e
continua mesmo depois
que ele deixa o ambiente.
E é justamente nessa
jornada que muitos serviços
falham.
A recepção, por exemplo,
é um dos setores
mais subestimados
dentro do laboratório,
embora seja um dos
mais estratégicos. É ali
que o paciente tem seu
primeiro contato com o
serviço, forma sua percepção
inicial e decide,
muitas vezes de maneira
inconsciente, se
aquele é um ambiente
confiável. Mesmo
assim, ainda se observa
falta de preparo, comunicação
mecanizada,
ausência de empatia
e processos desorganizados.
O impacto é
direto: pacientes que
não retornam, que não
indicam e que saem
com a sensação de
indiferença. Enquanto
isso, muitos gestores
continuam investindo
valores elevados em
equipamentos e automação,
mas negligenciam
o desenvolvimento
humano da equipe
de atendimento. E esse
é um erro que custa
caro, embora nem sempre
seja percebido de
imediato.
138 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Existe uma diferença cla-
detalhe ou um diferen-
compense uma experi-
BANCADA E GESTÃO
ra entre coletar sangue e
cial, é parte essencial do
ência ruim. O paciente
cuidar de gente. Coletar
cuidado na saúde.
pode não compreender
sangue é um ato técnico,
os parâmetros de um
que exige habilidade,
Em um mercado cada
exame, mas percebe
conhecimento e preci-
vez mais competitivo,
claramente quando foi
são. Cuidar de gente, por
no qual o preço já não
mal atendido.
sustenta
outro lado, exige sensibilidade,
escuta e presença.
O profissional técnico
realiza o procedimento
com excelência, mas o
profissional que entende
de pessoas transforma
completamente a experiência
do paciente. Ele
diferenciação
por muito tempo,
a experiência do
paciente se tornou um
dos principais ativos
de um laboratório. Ela
fideliza, gera indicação
e constrói reputação.
Mais do que isso,
Diante disso, é inevitável
fazer uma crítica necessária:
existe uma cultura
enraizada em muitos
laboratórios que valoriza
excessivamente a técnica
e negligencia o humano.
Formam-se profissionais
percebe sinais de medo,
ela humaniza um ser-
altamente
capacitados
acolhe, explica, transmite
segurança e, acima
de tudo, enxerga quem
está ali para além do
exame. Isso não é um
viço que, por natureza,
corre o risco de se
tornar excessivamente
técnico. Não existe
excelência analítica que
para operar sistemas,
seguir protocolos e
garantir resultados precisos,
mas despreparados
para lidar com pessoas.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
139
BANCADA E GESTÃO
E isso precisa ser revisto
com urgência. Quando o
do. Quando o cuidado
se torna automático e
mente, mas ninguém se
sente cuidado? Vale a
profissional se enxerga
impessoal, o laboratório
pena dominar processos
apenas como executor
deixa de ser um espaço
e, ao mesmo tempo, per-
de tarefas, ele se afasta
de acolhimento e passa
der a conexão com quem
do verdadeiro propósito
a ser apenas mais um
realmente importa? No
da saúde. Passa a enxer-
serviço técnico que
fim das contas, o que
gar amostras em vez de
muitas vezes se torna
sustenta um laboratório
pacientes, rotina em vez
facilmente substituível
não são apenas núme-
de histórias, volume em
e sem valor percebido.
ros, equipamentos ou
vez de vidas.
produtividade. São pes-
Talvez seja o momento
soas. E a forma como
O maior risco dessa
de uma reflexão mais
elas são tratadas define,
mentalidade não é
profunda. Vale a pena
mais do que qualquer
apenas a perda de qua-
manter uma prática pura-
indicador técnico e
lidade no atendimento,
mente técnica, em que
impacta
diretamente
mas a perda de senti-
tudo funciona perfeita-
no faturamento final.
Autor:
Gabriel Miranda
Biomédico, Pós-graduado em Análises Clínicas, Pós-graduado em Hematologia – INML, Auditor Interno – Norma PALC 2021
Sócio-proprietário do Laboratório Dovalle.
140 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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OFAC BRASIL
O QUE IMPEDE LABORATÓRIOS DE
PEQUENO PORTE DE CRESCER E COMO
SUPERAR.
Por Myphissa Tinoco da Cruz Nunes Ribeiro
Sabe o que muitos laboratórios
de análises clínicas
têm em comum?
A dificuldade do gestor
de delegar. E não
qualquer
delegação,
especialmente a função
técnica, a liberação de
exames. Isso porque a
maioria dos proprietários
de laboratório vem
de formação na área da
saúde e, naturalmente,
acumula funções: é
analista clínico, é atendente,
é gestor, é responsável
técnico. Tudo
ao mesmo tempo.
Esse modelo tem uma
lógica no início. Ele permite
controle próximo
da operação, garante
qualidade técnica e
reduz custos. Mas ele
carrega um custo invisível:
o teto de crescimento
está diretamente
ligado à capacidade
física e mental de uma
única pessoa.
Uma empresa não cresce
quando seu ponto de
sustentação é também
seu gargalo principal.
O custo da centralização
Quando o gestor concentra
funções assistenciais
e administrativas simultaneamente,
ele deixa
de ter tempo para pensar
no negócio. Finanças,
142 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
processos, expansão,
qualidade, captação de
pacientes, tudo fica em
segundo plano porque
a operação do dia a dia
consome tudo.
Em laboratórios de
pequeno e médio porte,
esse cenário é especialmente
comum. E os
sinais aparecem cedo:
dificuldade de padronizar
atendimento,
ausência de processos
documentados, rotatividade
de equipe e
incapacidade de abrir
novas unidades sem
que o fundador esteja
presente em todas elas.
Foi exatamente essa
realidade que Myphissa
Tinoco, farmacêutica
bioquímica e fundadora
do Laboratório Canaã,
em Bacabal (MA), viveu
por anos. Ela chegava
cedo, saía tarde, acumulava
coleta, análise,
atendimento e gestão.
O laboratório funcionava,
mas não crescia. E
ela sabia por quê.
A decisão que destrava
o crescimento
A virada de mentalidade
veio em 2017, após
contato com conteúdos
de gestão. A virada prática
veio em 2019, com
uma decisão concreta:
contratar e capacitar
uma analista clínica
para assumir a bancada
e a liberação de exames.
Para gestores com formação
técnica, esse costuma
ser o passo mais
difícil. Transferir a responsabilidade
pela liberação
de exames exige
confiança, e confiança
se constrói com processo,
não com sorte.
E aqui está o ponto que
muitos ignoram ao falar
sobre delegação: não
basta contratar. Delegar
com segurança exige
profissional qualificado,
treinamento contínuo,
processos mapeados e
acompanhamento próximo
até que a autonomia
esteja consolidada. É um
processo que pode ser
OFAC BRASIL
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
143
OFAC BRASIL
longo, mas que, quando
bem estruturado, trans-
não tem preço na fase de
crescimento: tempo para
treinadas segundo os
padrões da matriz e
forma a operação.
pensar no negócio. E esse
acompanhamento pró-
tempo, bem utilizado,
ximo da gestão. Essa
No Canaã, esse inves-
muda a trajetória de um
disciplina
operacional
timento em capacita-
laboratório.
é o que diferencia uma
ção não foi pontual.
rede que cresce com
Myphissa investe até
Foi o que aconteceu no
qualidade de uma que
hoje em treinamentos,
Canaã. Com mais espaço
cresce e perde consis-
não só para a respon-
para atuar na camada
tência pelo caminho.
sável técnica, mas para
estratégica,
Myphissa
toda a equipe. Porque
passou a olhar para áreas
Em redes descentraliza-
manter qualidade ana-
que antes ficavam em
das, a variabilidade é o
lítica em uma rede des-
segundo plano: processos
principal risco. Quando
centralizada
depende
administrativos, finanças,
cada unidade opera de
de pessoas atualizadas
expansão e comunicação
forma diferente, a experi-
e processos vivos. E foi
com o paciente.
ência do paciente muda,
justamente essa base
a rastreabilidade de não
que permitiu o próximo
O laboratório abriu
conformidades fica com-
passo: crescer sem per-
novas unidades em
prometida e a marca se
der o controle.
Bom Lugar e Lago Ver-
fragmenta.
Padroniza-
de, e cada abertura
ção não é burocracia, é o
O que o tempo libera-
seguiu o mesmo princí-
que torna o crescimento
do permite fazer
pio: padronização antes
sustentável. Mas padro-
Com a bancada delegada,
de expansão. Proces-
nizar processos resolve
o gestor ganha algo que
sos definidos, equipes
apenas parte do desafio.
144 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
OFAC BRASIL
O outro lado é como o
laboratório se comunica
confiança e vínculo com a
instituição, a forma como
estruturados e uma equipe
capacitada, o resulta-
com quem está do lado
o laboratório se comuni-
do começa a aparecer
de fora, o paciente.
ca impacta diretamente
não só nos números,
captação e fidelização.
mas no reconhecimento
Comunicação também é
Mostrar o que acontece
externo.
gestão
dentro do laboratório,
Outro movimento que
as pessoas, os processos,
Quando os processos
ganhou relevância na
os cuidados, aproxima
falam por si
trajetória do Canaã foi a
o paciente e fortalece a
Processos bem estru-
evolução da comunica-
percepção de qualidade
turados, equipe capa-
ção institucional. O labo-
antes mesmo do exame.
citada e comunicação
ratório deixou de limitar
consistente não são
sua presença ao carro de
Estratégias como o
diferenciais
competiti-
som e à TV local e passou
"show de prêmios", cria-
vos. São, cada vez mais,
a construir um relacio-
do para movimentar o
requisitos básicos para
namento diferente com
fluxo em dezembro, mês
qualquer
laboratório
o paciente, mostrando
historicamente mais fra-
que queira crescer de
equipe, bastidores, rotina
co para o setor, mostram
forma sustentável. E o
e cultura organizacional.
que inovação em labo-
que torna isso relevante
ratório não é só técnica.
é que esses elementos
Essa mudança não é
É também criatividade
são mensuráveis: apare-
apenas estética. Em mer-
na gestão do relaciona-
cem na redução de varia-
cados regionais, onde a
mento com o paciente. E
bilidade operacional, na
decisão do paciente é for-
quando essa criatividade
retenção de pacientes,
temente influenciada por
se soma a processos bem
na capacidade de abrir
146 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
novas unidades sem
depender da presença do
1 unidade chegou a 10
profissionais e 5 uni-
independentemente de
quem os criou.
OFAC BRASIL
fundador.
dades operando com o
mesmo padrão técnico
Laboratórios que con-
Foi esse conjunto que,
e de atendimento.
seguem avançar por
no Laboratório Canaã,
esse caminho deixam
permitiu um reconhe-
O que histórias como
de crescer por oportu-
cimento nacional. Em
essa ensinam ao setor
nidade e passam a cres-
2026, o laboratório
A trajetória do Canaã
cer por gestão. E esse
conquistou o título de
evidencia um padrão
é um movimento que
melhor laboratório de
replicável:
delegação
não depende de porte,
análises clínicas do Bra-
estruturada libera tem-
localização ou estrutura.
sil no Prêmio Scarpin
po de gestão, tempo de
Depende de decisão.
Microscópio, promovido
gestão permite padro-
pela OFAC Brasil, com-
nização,
padronização
O ponto de partida não
petindo com estruturas
viabiliza expansão, e
é estrutural. É a escolha
muito maiores. O labo-
expansão
sustentável
de parar de ser o único
ratório que começou
só acontece quando os
ponto de sustentação
com 3 colaboradores e
processos
funcionam
da própria operação.
Autora:
Myphissa Tinoco da Cruz Nunes Ribeiro
Formação: Farmácia Bioquímica 2010 pela universidade UNiceuma, Docência do ensino superior, Pós em Citologia clínica, Pós em Hematologia,
MBA em gestão laboratorial, Formação em Master Coach pela Febracis, Formação no método DISC.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
147
MINUTO LABORATÓRIO
DA ESTRATÉGIA À EXECUÇÃO:
O VALOR DA ANÁLISE CRÍTICA DA DIREÇÃO
Por Fábia Bezerra
O Relatório Anual de Análise
Crítica pela Direção,
integrado ao planejamento
estratégico, é um
documento fundamental
para a boa governança,
a gestão da qualidade
e a sustentabilidade da
organização. Ele vai muito
além de uma formalidade:
é uma ferramenta
de decisão estratégica.
O relatório consolida
dados, indicadores e análises
reais do desempenho
organizacional ao
longo do ano. Com isso, a
Direção consegue:
Avaliar se os objetivos
estratégicos e da qualidade
foram atingidos;
Definir prioridades para
o próximo ciclo. Sem
esse relatório, as decisões
estratégicas tendem
a ser reativas e
pouco estruturadas.
Abaixo, compartilho com
vocês, um modelo que
gosto muito de aplicar e
que nos ajuda a identificar
oportunidades de
melhorias de ponta a
ponta nos processos:
Exemplos de tabelas:
Pesquisa de Satisfação:
ENTRADAS PARA ANÁLI-
SE CRÍTICA PELA DIREÇÃO
DATA DA REALIZAÇÃO:
xx/xx/xxxx
Período:
1) Situação de ações
provenientes de análises
críticas anteriores
pela direção:
Se for a primeira Análise
crítica, descrever como
documento inicial.
Tomar decisões baseadas
em evidências, não em
percepções;
148 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
2) Mudanças em questões
externas e internas
pertinentes:
Descrever se houve alguma
estruturação, contratação,
alteração, implantação
e etc. Entre o mês
inicial ao final de análise.
Desempenho dos processos e conformidade dos serviços (exemplo):
Não conformidade e ações corretivas (exemplo):
MINUTO LABORATÓRIO
3) Desempenho e eficácia:
Satisfação do cliente e
retroalimentação de partes
interessadas:
Analisar criticamente
dentro deste período
os relatórios de Satisfação
do cliente, apresentando
indicador, com
metas, se houve desvios
e tratativas - caso necessário.
É importante que
os planos de ações propostos
tenham começo,
meio e fim.
Alcance dos objetivos
da qualidade
Sugiro que os indicadores
sejam discutidos
Resultados de monitoramento e medição (exemplo):
mensalmente, realizado Não conformidade e
por lideranças estratégicas:
diretor, gerentes,
ações corretivas
As não conformidades
supervisores e coordenadores.
possuem suas causas
Descrevam a fonte
destes indicadores.
(reais e potenciais) pesquisadas
e as ações para
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
149
MINUTO LABORATÓRIO
correção precisam ser
definidas dentro dos prazos
estabelecidos.
Resultados de monitoramento
e medição
Os processos alinhados
com as políticas institucionais
devem ser monitorados
através do mapa de
indicadores e as análises
críticas desdobradas para
as partes interessadas.
Resultados de Auditoria
ria Interna da Acreditadora
de Referência.
Auditoria Externa:
Se optarem por Acreditação
externa, escolham a
ou as que mais estiverem
alinhadas ao seu tipo de
negócio ( ex.: ONA, ISO,
PALC, JCI,Qmentum, etc
). Se já possuírem algum
selo externo, descrever
como foi o resultado e
planos de ações.
des através do Gerenciamento
de Riscos e
Oportunidades que
devem ser alinhadas
aos perigos das tarefas
contidas no Mapeamento
de Processo de
cada setor. A avaliação
de riscos e oportunidades
do negócio deverão
ser realizadas periodicamente
em reuniões
com a equipe, conforme
calendário definido
Auditoria Interna: A auditoria
interna deverá ser
Desempenho de fornecedores
externos
pela gestão.
realizada pela Comissão
de Auditores e para um
melhor desempenho,
sugiro que se baseiem em
algum padrão de Acreditação
– de preferência
o que mais se alinhar ao
seu tipo de negócio. Considero
importante que
pelo menos um dos participantes
da Comissão
tenha realizado o curso
de formação em Audito-
Os fornecedores devem
ser avaliados, conforme
requisitos pré-estabelecidos
pela Instituição.
Suficiência de Recursos
Descrever sobre os investimentos
realizados.
Eficácia das ações de
riscos e oportunidades
Cada processo trabalha
riscos e oportunida-
Os riscos associados
aos pacientes precisam
ser tratados através do
Núcleo de Segurança
do Paciente, comissão
esta que abordará riscos
e oportunidades com o
objetivo de reduzir, a
um mínimo aceitável,
os riscos de danos desnecessários
associados
ao cuidado da saúde.
150 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
MINUTO LABORATÓRIO
Oportunidades de
melhoria
Descrever as oportunidades
de melhoria.
VALIDAÇÃO DOS PARTICIPANTES:
SAÍDAS PARA ANÁLISE
CRÍTICA PELA DIREÇÃO
1) Oportunidades para
melhoria:
A alta direção julga as
principais oportunidades
para melhoria, alinhadas
com os projetos definidos
.Descrever sobre as
realizações.
2) Necessidade de
mudanças:
Identificar as necessidades
de mudanças com
justificativa.
3) Necessidade de recursos
Identificar e justificar as
necessidades de recursos.
PRÓXIMA REUNIÃO:
data
O relatório de Análise
da Direção nos permite
conectar os objetivos estratégicos
às metas operacionais,
evidenciar à liderança
se os recursos (pessoas,
infraestrutura, orçamento)
são suficientes e reforça o
alinhamento entre Direção,
gestores e equipes. Esta
manobra fortalece a cultura
organizacional e o engajamento
do time.
Este modelo é apenas um
exemplo de estratégia,
vocês podem incluir mais
itens de acordo com suas
necessidades.
Autora:
Fábia Bezerra
Biomédica, pós-graduada em Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde.
Gerente Nacional de Qualidade da Hapvida Diagnóstico.
152 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
SAÚDE PÚBLICA
EM CENA
QUANDO UM NAVIO REVELA AS
FRONTEIRAS INVISÍVEIS DAS ZOONOSES
Por Mateus Henrique Dias Guimarães
O recente cluster de hantavírus
associado a um
cruzeiro internacional,
comunicado pela Organização
Mundial da Saúde
(OMS), expõe com nitidez
um dos paradoxos mais
desafiadores da saúde
pública contemporânea:
enquanto a mobilidade
global se expande e conecta
territórios remotos, os
riscos biológicos, muitas
vezes silenciosos, acompanham
esse fluxo e testam
a capacidade de resposta
dos sistemas de saúde.
A ocorrência, iniciada a
partir de um itinerário
que partiu de Ushuaia
e percorreu regiões
ecologicamente sensíveis,
incluindo áreas
da Antártida e ilhas do
Atlântico Sul, não deve
ser interpretada apenas
como um evento isolado
em ambiente turístico.
Trata-se, sobretudo, de
um marcador epidemiológico
que evidencia a
interface cada vez mais
estreita entre humanos,
ambientes silvestres e
reservatórios naturais
de patógenos.
O hantavírus, agente
etiológico envolvido no
evento, é classicamente
associado à transmissão
por contato com excretas
de roedores infectados.
Ainda que a infecção
humana seja considerada
rara, sua gravidade clínica
e potencial letalidade,
especialmente nas Américas,
impõem atenção
redobrada. A progressão
rápida para síndrome
cardiopulmonar, como
observado nos casos
relatados, evidencia a
necessidade de reconhecimento
precoce e manejo
intensivo oportuno.
Do ponto de vista da
saúde pública, o episódio
revela três dimensões
críticas. A primeira
diz respeito à vigilância
epidemiológica em contextos
não convencio-
154 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
nais. Navios de cruzeiro,
frequentemente perce-
rastreamento de contatos
e definição de estra-
É importante destacar
que, apesar da gravi-
SAÚDE PÚBLICA
EM CENA
bidos como ambientes
tégias de contenção. Em
dade dos casos, o risco
controlados, podem se
um mundo interconec-
global permanece bai-
tornar cenários com-
tado, surtos localizados
xo, conforme avaliação
plexos para detecção e
exigem respostas glo-
atual da Organização
contenção de agravos,
balmente integradas.
Mundial da Saúde. No
especialmente
quan-
entanto, essa classifi-
do envolvem múltiplas
A terceira dimensão, e
cação não deve induzir
nacionalidades,
longos
talvez a mais estruturan-
complacência. Pelo con-
períodos de exposição e
te, refere-se à aborda-
trário, deve estimular o
acesso limitado a serviços
gem ecológica da saú-
fortalecimento de estra-
de alta complexidade.
de. Eventos como esse
tégias de vigilância,
reforçam o conceito de
educação em saúde e
A segunda dimensão
saúde única, no qual a
preparação dos serviços
envolve a governança
dinâmica entre seres
para resposta a even-
internacional da saúde.
humanos, animais e
tos incomuns, porém
A resposta coordenada
meio ambiente é indis-
potencialmente graves.
entre países como Cabo
sociável. A expansão do
Verde, África do Sul e
ecoturismo, as mudanças
Para além da respos-
Reino Unido, articula-
ambientais e a ocupa-
ta imediata, o episódio
da sob o Regulamento
ção de territórios natu-
convida a uma reflexão
Sanitário Internacional,
rais ampliam as oportu-
mais ampla sobre prá-
demonstra a relevância
nidades de exposição a
ticas preventivas. Medi-
de mecanismos multila-
patógenos previamente
das simples, como higie-
terais para compartilha-
restritos a nichos ecoló-
ne adequada, controle
mento de informações,
gicos específicos.
ambiental de roedores
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
155
SAÚDE PÚBLICA
EM CENA
e educação de viajantes
e trabalhadores envolvidos
em atividades de ris-
interdependências contemporâneas.
Em seus
limites físicos, conden-
intensificação das interações
entre humanos e
ecossistemas,
compre-
co, permanecem como
sam-se desafios globais
ender e agir sobre essas
pilares
fundamentais.
de mobilidade, desigual-
fronteiras invisíveis deixa
Em paralelo, a capacita-
dade de acesso à saúde,
de ser uma opção e passa
ção de profissionais de
exposição ambiental e
a ser uma exigência para
saúde para identificação
necessidade de coopera-
a proteção da vida em
de síndromes respira-
ção internacional.
escala global.
tórias graves com etiologia
incomum é crucial
para reduzir atrasos
diagnósticos.
O navio, neste contexto,
torna-se mais que um
cenário de surto: transforma-se
em metáfora das
A saúde pública, ao
entrar em cena, reafirma
seu papel estratégico
não apenas na contenção
de eventos, mas na antecipação
de riscos e na
construção de respostas
resilientes. Em tempos de
Referencias
GUO, Junwen et al. A pan-European assessment of
multi-sector drivers of human hantavirus risk: climate,
biodiversity, and socio-economic factors as key determinants.
Environmental Research, p. 124282, 2026.
GUO, Junwen et al. Robust data integration methods
for understanding associations between climate
change and hantavirus infection in Europe are needed:
a systematic-narrative hybrid literature review.
Environmental Challenges, p. 101486, 2026.
GUO, Zixiao et al. Studies on prevalence of
Hantavirus in small mammals in Southeast
Asia: A systematic review and meta-analysis.
PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 20, n. 3, p.
e0014075, 2026.
TKACHENKO, Evgeniy et al. Clinical manifestations
of hemorrhagic fever with renal syndrome, various
nosologic forms and issues of hantavirus infections
terminology. Viruses, v. 17, n. 4, p. 578, 2025.
Autor:
Mateus Henrique Dias Guimarães
Mateus Henrique Dias Guimarães é Enfermeiro, Mestre em Enfermagem e Doutorando em Saúde. Membro da International Epidemiological
Association (IEA), 2025-2031. Mateus também atua em conselhos editoriais de revistas científicas e revisor de periódico internacional.
156 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
BIOSSEGURANÇA I
RELAÇÃO ENTRE CARGA DE TRABALHO
E ADESÃO À HIGIENE DAS MÃOS:
UMA ANÁLISE EM DIFERENTES CATEGORIAS
PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Ana Beatriz Gil Peres Colaço, Larissa Maia Cardoso, Carolina Maria Malinconico Cavalcanti
A higienização das mãos
é amplamente reconhecida
como uma das medidas
mais eficazes para a
prevenção de infecções
relacionadas à assistência
à saúde (IRAS), sendo
considerada um dos
pilares fundamentais das
práticas de biossegurança
em ambientes hospitalares.
Trata-se de uma
intervenção simples, de
baixo custo e altamente
efetiva na redução da
transmissão de microrganismos
entre pacientes,
profissionais de saúde e
superfícies do ambiente
assistencial. Evidências
científicas demonstram
que a correta realização
dessa prática pode reduzir
significativamente a
incidência de infecções
hospitalares, contribuindo
para a diminuição da
morbimortalidade, do
tempo de internação e
dos custos relacionados
ao cuidado em saúde.
Nesse sentido, a higienização
das mãos assume
papel central na promoção
da segurança do
paciente e na melhoria
da qualidade da assistência
prestada nos serviços
de saúde.
Apesar da ampla divulgação
de protocolos
institucionais e das
recomendações estabelecidas
por organismos
internacionais, como a
Organização Mundial da
Saúde, diversos estudos
indicam que a adesão
dos profissionais de
saúde à higienização
das mãos ainda permanece
abaixo do ideal
em muitos contextos
assistenciais. Pesquisas
recentes apontam que as
taxas de adesão podem
variar significativamente
entre instituições,
setores hospitalares e
categorias profissionais,
sendo frequentemente
influenciadas por fatores
estruturais, organizacionais
e comportamentais.
Entre os principais fato-
158 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
res associados à baixa
adesão destacam-se a
elevada carga de traba-
sões e elevado volume
de atendimentos. Essa
dinâmica pode favo-
nal pode influenciar
a adesão às práticas
de biossegurança no
BIOSSEGURANÇA I
lho, o grande número
recer a priorização de
cotidiano
assistencial.
de pacientes atendidos
procedimentos
consi-
A identificação dessas
por turno, a limitação
derados mais urgen-
barreiras
possibilita
de tempo entre proce-
tes em detrimento de
subsidiar o desenvol-
dimentos assistenciais, a
medidas
preventivas,
vimento de estratégias
disponibilidade irregular
mesmo quando essas
institucionais voltadas
de insumos e a ausência
são reconhecidas como
à melhoria das con-
de treinamentos periódi-
essenciais para a segu-
dições de trabalho,
cos voltados às práticas
rança do cuidado. Tal
ao fortalecimento da
de biossegurança.
cenário torna-se ainda
cultura de segurança
mais desafiador em
do paciente e à imple-
Nesse contexto, a car-
hospitais de referência
mentação de políticas
ga de trabalho tem
no atendimento de
de educação perma-
sido apontada como
doenças
infectocon-
nente que incentivem a
um dos determinantes
tagiosas, nos quais a
adoção sistemática de
mais relevantes para
complexidade
clínica
medidas preventivas.
a execução adequada
dos pacientes e o fluxo
das práticas de higie-
assistencial
elevado
Com o objetivo de
nização das mãos.
podem intensificar as
investigar essa relação,
Ambientes
hospitala-
demandas sobre as
foi realizado um estudo
res caracterizados por
equipes de saúde.
observacional de cará-
alta demanda assis-
ter transversal em um
tencial exigem que
Diante desse panora-
hospital público de refe-
os profissionais lidem
ma, torna-se funda-
rência no atendimento
simultaneamente com
mental
compreender
de doenças infectocon-
múltiplas
atividades,
de que maneira a
tagiosas localizado na
tomada rápida de deci-
sobrecarga
ocupacio-
cidade do Recife, Per-
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
159
BIOSSEGURANÇA I
nambuco. Participaram
da pesquisa 36 profissionais
da área da saúde
do unidade de terapia
intensiva (13,6%),
enfermaria (18,2%),
nal marcada por elevada
demanda assistencial.
Quando questionados
envolvidos diretamente
pronto
atendimento
sobre a percepção da
na assistência hospita-
(4,5%), centro cirúrgico
intensidade da carga de
lar. A idade média dos
(13,6%), ambulatório
trabalho, 36,4% dos pro-
participantes foi de 47
(13,6%), consultórios
fissionais
classificaram
anos, variando entre 30
(27%) e outros setores
sua rotina como intensa
e 58 anos, o que eviden-
(9,5%). Essa diversida-
ou extenuante.
cia a presença de profis-
de de cenários assis-
sionais com experiência
tenciais permitiu uma
Os resultados demons-
significativa na prática
análise abrangente da
traram que a sobrecarga
assistencial.
percepção dos profis-
de trabalho é percebida
sionais sobre a carga
pelos profissionais como
Em relação à distri-
de trabalho e sua influ-
um fator que interfere
buição por categoria
ência nas práticas de
diretamente na realiza-
profissional, observou-
higienização das mãos.
ção da higienização das
-se predominância de
mãos. Ao serem questio-
médicos, que repre-
No que se refere à carga
nados sobre essa relação,
sentaram 25 partici-
de trabalho, metade dos
77,3% dos participantes
pantes, seguidos por
participantes
relatou
relataram que a carga de
enfermeiros (7), técni-
atender entre 6 e 15
trabalho frequentemen-
cos de enfermagem (2)
pacientes por plantão,
te ou sempre dificulta
e outros profissionais
enquanto os demais afir-
a execução adequada
da área da saúde (2).
maram atender mais de
dessa prática durante a
Quanto aos setores de
15 pacientes por turno.
assistência. Esses acha-
atuação, os profissio-
A jornada de trabalho
dos evidenciam que,
nais estavam distribuí-
predominante foi de 48
embora os profissionais
dos em diferentes áreas
horas semanais, indican-
reconheçam a importância
da instituição, incluin-
do uma rotina profissio-
da higienização das mãos
160 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
BIOSSEGURANÇA I
para a prevenção de infecções
hospitalares, as condições
organizacionais e
rança. Tais fatores são
amplamente descritos
na literatura científica
em biossegurança. A
implementação
dessas
medidas pode contri-
operacionais do ambiente
como barreiras relevan-
buir significativamente
de trabalho podem limitar
tes para a adesão às prá-
para ampliar a adesão
sua realização em todos os
ticas de prevenção de
dos profissionais à
momentos recomendados.
infecções relacionadas à
higienização das mãos,
assistência à saúde.
promovendo
ambien-
Entre os principais obs-
tes assistenciais mais
táculos relatados desta-
Diante desse cenário,
seguros e reduzindo o
caram-se a falta de tem-
os resultados reforçam
risco de transmissão de
po entre atendimentos,
a necessidade de que
microrganismos no con-
a elevada velocidade
as instituições de saú-
texto hospitalar.
de fluxo de pacientes,
a ausência eventual
de insumos essenciais,
como sabonete líquido
e papel toalha, e a participação
irregular em
treinamentos institucionais
sobre biossegu-
de adotem estratégias
voltadas à melhoria das
condições de trabalho,
à garantia da disponibilidade
contínua de
insumos e ao fortalecimento
de programas de
educação permanente
Referências:
- DAVIDSON, M.; SCHNELL, N. SICKBERT-BEN-
NETT, E. Optimizing Hand Hygiene Compliance,
Infectious Disease Clinics of North America,
2026.
- LOVEDAY, H. P. et al. Epic3: National evidence-based
guidelines for preventing healthcare-associated
infections in NHS hospitals in
England. Journal of Hospital Infection, London,
v. 86, supl. 1, p. S1–S70, 2014.
- ZOTTELE, C. et al. Hand hygiene compliance
of healthcare professionals in an emergency
department. Revista da Escola de Enfermagem
da USP, v. 51, n. 0, 28 ago. 2017.
- GRAVETO, J. M. G. DO N. et al. Hand hygiene:
nurses’ adherence after training. Revista Brasileira
de Enfermagem, v. 71, n. 3, p. 1189–1193,
maio 2018.
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Ana Beatriz Gil Peres Colaço
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Larissa Maia Cardoso
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Carolina Maria M. Cavalcanti
Acadêmica de Medicina, Uninassau
162 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Na cidade maravilhosa ou em
qualquer canto do Brasil, a Medix
está presente com as melhores
soluções para o seu laboratório.
BIOSSEGURANÇA II
ASPECTOS DE BIOSSEGURANÇA NA
AUTO COLETA DO EXAME CITOLÓGICO
Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Maria Clara Filgueira Borba, Mayara Fabyanne Cavalcanti Reis
O câncer do colo do útero
permanece como um
importante problema
de saúde pública, especialmente
em estados
do Nordeste brasileiro.
No Brasil, essa neoplasia
está entre as mais incidentes
entre mulheres,
estando fortemente
associada à infecção
persistente pelo papilomavírus
humano (HPV).
Apesar da disponibilidade
de estratégias eficazes
de rastreamento,
como o exame citopatológico
do colo do útero
(Papanicolau), ainda se
observa baixa adesão
de parte da população
feminina aos programas
de prevenção.
Fatores como barreiras
de acesso aos serviços
de saúde, constrangimento
durante o exame,
falta de informação e
dificuldades logísticas
contribuem para a realização
irregular do rastreamento.
Nesse contexto,
a autocoleta de material
para análise citológica
ou detecção do HPV,
surgiu em agosto de
2025 com a proposta de
alternativa inovadora
para ampliar a cobertura
do rastreamento do
câncer do colo do útero.
Essa estratégia consiste
na possibilidade de a
própria mulher realizar
a coleta do material
vaginal utilizando dispositivos
específicos,
posteriormente encaminhados
para análise
laboratorial.
Estudos recentes apontam
que a autocoleta
pode aumentar a participação
de mulheres
que tradicionalmente
não realizam o exame
preventivo, além de
favorecer maior autonomia,
privacidade e
conforto durante o processo
de rastreamento.
Com isso, tem sido considerada
uma estratégia
promissora para ampliar
o acesso ao rastreamento
do câncer do colo do
útero, especialmente
entre mulheres que
164 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
apresentam resistência,
vergonha ou dificuldades
para realizar o
A correta realização da
coleta, o manuseio adequado
dos dispositivos
Protocolos padronizados
para o manejo dessas
amostras são funda-
BIOSSEGURANÇA II
exame
convencional
utilizados e o armaze-
mentais para garantir a
em unidades de saúde.
namento apropriado do
segurança do processo
Além de favorecer maior
material biológico são
e a confiabilidade do
autonomia e privaci-
fatores essenciais para
diagnóstico. Além disso,
dade, essa abordagem
evitar contaminações e
os serviços de saúde
pode contribuir para
assegurar a qualidade
desempenham
papel
aumentar a participa-
do exame. Além disso,
fundamental na orien-
ção de mulheres nos
orientações claras e
tação das usuárias e na
programas de rastre-
acessíveis sobre o pro-
organização das etapas
amento. No entanto,
cedimento devem ser
que envolvem a coleta,
para que essa estratégia
fornecidas às mulheres,
o armazenamento e
seja efetiva e segura, é
garantindo que a coleta
o processamento das
fundamental considerar
seja realizada de forma
amostras. A capacitação
aspectos
relacionados
correta e segura. Outro
adequada dos profissio-
à biossegurança duran-
ponto relevante refere-
nais e a disponibilização
te todas as etapas do
-se ao armazenamento e
de materiais educativos
processo. Nesse con-
ao transporte das amos-
podem contribuir sig-
texto, a biossegurança
tras biológicas. Após a
nificativamente
para
assume papel central
coleta, o material deve
a correta execução do
na implementação da
ser acondicionado em
procedimento e para
autocoleta, uma vez que
recipientes
apropria-
a redução de possíveis
envolve medidas desti-
dos e encaminhado ao
riscos biológicos asso-
nadas a prevenir riscos
laboratório dentro das
ciados ao manuseio do
biológicos, garantir a
condições
recomenda-
material coletado.
integridade das amos-
das, a fim de preservar a
tras coletadas e assegu-
qualidade do DNA viral
Dessa forma, a autoco-
rar a confiabilidade dos
e evitar degradação ou
leta para o teste de DNA
resultados laboratoriais.
contaminação.
do HPV representa uma
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
165
BIOSSEGURANÇA II
estratégia promissora
para ampliar o acesso
ao rastreamento do
câncer do colo do útero,
especialmente em contextos
onde persistem
barreiras relacionadas ao
acesso aos serviços de
saúde. Entretanto, sua
implementação deve
estar associada à adoção
de práticas rigorosas de
biossegurança, garantindo
que o procedimento
seja realizado de forma
segura, confiável e eficaz.
A consolidação dessa
abordagem depende,
portanto, da integração
entre educação
em saúde, orientação
adequada às usuárias e
cumprimento de protocolos
técnicos que assegurem
a qualidade das
amostras e a proteção
de todos os envolvidos
no processo. Assim, a
discussão sobre biossegurança
na autocoleta
do exame citológico
torna-se fundamental
no contexto da saúde
pública, especialmente
diante da crescente
busca por estratégias
inovadoras que
ampliem a cobertura do
rastreamento do câncer
do colo do útero. A
adoção de medidas que
garantam segurança,
qualidade e orientação
adequada pode contribuir
significativamente
para o sucesso dessa
abordagem, promovendo
maior autonomia
para as mulheres e fortalecendo
as políticas
de prevenção dessa
importante neoplasia.
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Maria Clara Filgueira Borba
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Mayara Fabyanne Cavalcanti Reis
Acadêmica de Medicina, Uninassau
166 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
DIREITO E SAÚDE
ESTATUTO DOS DIREITOS
DO PACIENTE
Por Délio Ciriaco
Prezado(a) Leitor(a),
seja bem, vindo(a) a esta
análise jurídica!
Estatuto dos Direitos
do Paciente: Lei Nº
15.378/2026
Esta legislação, sancionada
em 6 de abril de 2026,
consolida as principais
diretrizes sobre os direitos
do paciente no Brasil,
promovendo uma transformação
no cuidado clínico
e nos princípios da
relação médico-paciente
/ laboratório – paciente.
Pilares Fundamentais
da Lei:
Referida Lei traz de forma
expressa alguns “pilares”
que todo o atendimento
ao paciente deve conter,
refletindo no texto legal
os princípios de Bioética,
de Ética, e até mesmo
constante no Código de
Defesa do Consumidor.
Sendo eles:
A. Dignidade e Respeito:
Garantia de atendimento
humanizado, livre de
qualquer discriminação,
respeitando valores
morais, culturais e a integridade
física.
B. Autonomia Plena: O
paciente detém o direito
absoluto de consentir ou
recusar procedimentos
diagnósticos e terapêuticos
de forma voluntária.
C. Informação Clara: Direito
a informações compreensíveis
sobre diagnóstico,
prognóstico, riscos e alternativas
de tratamento.
Privacidade e Prontuário
Médico / Entrega de
Exames / Compartilhamento
de Informações:
A nova lei estabelece
regras rigorosas para o
manejo de dados sensíveis,
e além, prevendo
situações que impactam
diretamente os Laboratórios
de Análises Clínicas
e demais Instituições de
Saúde, quais sejam:
• Proteção de Dados:
Conformidade estrita
com as diretrizes da LGPD;
168 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
DIREITO E SAÚDE
• Acesso Imediato: O
paciente possui garantia
de acesso facilitado e
irrestrito ao seu próprio
prontuário;
• Sigilo Absoluto: A
confidencialidade é
preservada, exceto em
casos de risco iminente
à saúde pública;
No que pese as regras
em sua maioria maciça
das vezes já sejam
seguidas pelos Laboratórios,
é importante
ressaltar, que a RDC
– 978/2025 da Anvisa
prevê critérios normas
e um verdadeiro roteiro
do que e como se adequar,
as Leis “esparsas”
também devem obrigatoriamente
serem
seguidas, tais como
esta Lei (15.378/2026),
a Lei Geral de Proteção
de Dados – LGPD – Lei
13.708/2018, o Código
de Defesa do Consumidor
– Lei 8078/90,
entre outras normas
obrigatórias.
• Gratuidade de Laudos:
Direito a cópias de exames
CATEGORIA
DEVERES DO
LABORATÓRIO /
INSTITUIÇÃO DE SAÚDE
DIREITOS ATIVOS DO
PACIENTE
e atestados sem cobranças
adicionais abusivas;
Informação
Fornecer dados técnicos
de forma clara e
tempestiva.
Receber, exigir
esclarecimentos e
questionar condutas.
• Controle de Compar-
Tratamento
Apresentar alternativas e
respeitar a recusa
documentada.
Aceitar, recusar ou
interromper
tratamentos (salvo
risco de vida).
tilhamento: O paciente
decide quais familiares ou
Privacidade
Garantir infraestrutura
blindada para o sigilo
(LGPD).
Certeza de que
dados clínicos não
serão expostos
indevidamente.
profissionais podem acessar
suas informações;
Atendimento
Providenciar meios para
alívio do sofrimento físico
e psíquico.
Reivindicar manejo
imediato da dor e
suporte mental.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
169
DIREITO E SAÚDE
Acompanhamento
Assistência:
e
2. Promover treinamentos
de capacitação para o cor-
Matriz de Responsabilidades
– Quadro Facili-
• Direito a Acompanhante:
Ampliado para
consultas, exames, internações
e procedimentos,
visando suporte emocional
e físico contínuo.
• Segunda Opinião
Médica: Direito assegurado
de buscar outro profissional
sem necessidade
de justificativa ou sofrer
retaliações institucionais.
Prazos para Adequação:
As instituições de saúde
(públicas e privadas) possuem
o prazo máximo de
180 dias a partir de abril
de 2026 para:
1. Adequar totalmente os
protocolos internos.
po clínico e administrativo.
Situações e Casos Específicos:
• Cuidados Paliativos: O
alívio da dor e o acesso a
cuidados paliativos são
elevados ao status de
direito humano fundamental
no fim de vida.
• Grupos Vulneráveis:
Proteção jurídica ampliada
e atendimento preferencial
para idosos, gestantes
e pessoas com deficiência.
• Diretivas Antecipadas:
Validação formal do testamento
vital, respeitando a
vontade prévia do paciente
sobre intervenções futuras.
tador:
Pensando na didática
para interpretação da
nova Lei, abaixo elaborei
um quadro/matriz com
as responsabilidades do
Laboratório/Instituições
de Saúde, vejamos:
Impacto na Gestão
Laboratorial e Hospitalar:
A lei exige uma reestruturação
cultural. O foco
deixa de ser apenas o
tratamento da doença e
passa a ser a experiência
do paciente como centro
das decisões terapêuticas.
Gestores devem investir
em letramento de saúde
e tecnologias de transparência
e cursos de aper-
170 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
feiçoamento, de modo a
cumprir a Lei e seguir a
caracteriza-se
como
situação contrária aos
jurídica
laboratorial
qualificada é um inves-
DIREITO E SAÚDE
RDC 978/2025 da Anvisa.
direitos humanos, nos
timento estratégico e
termos da Lei nº 12.986,
imprescindível para o
O Custo de Não Seguir a
de 2 de junho de 2014.”
sucesso e sustentabilida-
Lei:
de do negócio.
Conforme artigo 24 da
Temos desta forma, mais
referida Lei, o não cum-
uma obrigação legal a ser
Proteção jurídica ao seu
primento se consolida
cumprida e respeitada por
laboratório! Está em nos-
como uma violação aos
parte dos Laboratórios de
so DNA está luta!
direitos humanos, sendo
Análises Clínicas e demais
passível de indenização a
Instituições da Saúde.
Obrigado e um grande
favor do paciente.
abraço a todos(as)!
“Lei Art. 24. A violação
dos direitos do pacien-
Por fim, ressaltamos que
um mercado tão competitivo
e regulado, contar
Entre em contato conosco:
WhatsApp: 11. 9.8558.7326
E-mail: delio@ciriacoadvogados.com.br
te dispostos nesta Lei
com uma assessoria
@deliociriaco
Autor:
Délio J. Ciriaco de Oliveira
(OAB/SP 298.538), Advogado em São Paulo, Professor e Palestrante, sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo –
Capital, atuando na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil.
@ciriacoadvogados
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
171
PAPO DE BANCADA
GESTÃO LABORATORIAL EM 2026:
RISCOS FINANCEIROS, SUSTENTABILIDADE
OPERACIONAL E O CUSTO DO NÃO
ATENDIMENTO À RDC 978
Por Silvânia Ramalho
O ano de 2026 se desenha
como um período crítico
para os laboratórios de
Análises Clínicas no Brasil.
Não apenas pela conjuntura
econômica - marcada
por pressão inflacionária
persistente, crédito
mais seletivo, aumento
do custo de insumos
importados e margens
cada vez mais comprimidas
- mas, sobretudo,
pela intensificação do risco
regulatório associado
à implementação da RDC
nº 978/25. Nesse cenário,
a gestão do laboratório
deixa definitivamente de
ser apenas técnica-operacional
e passa a ocupar,
de forma inequívoca,
o centro da estratégia
financeira e da sustentabilidade
do negócio.
A expectativa inicial do
setor era de que a revisão
da RDC nº 786/23
trouxesse maior clareza
conceitual, alinhamento
técnico-científico e previsibilidade
regulatória.
O que se observou, contudo,
foi a publicação de
uma nova resolução que,
embora traga avanços
conceituais pontuais,
apresenta fragilidades
relevantes de coesão,
coerência e aplicabilidade
prática. Essa combinação
eleva o grau
de incerteza regulatória
e, consequentemente,
amplia os riscos financeiros
para 2026.
O risco financeiro invisível:
a não conformidade
regulatória
Tradicionalmente, muitos
laboratórios ainda tratam
o atendimento às RDCs
como um custo obrigatório
e não como um vetor
direto de mitigação de ris-
172 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
cos financeiros. Essa visão
acreditação,
parcerias
de gestão, domínio técni-
PAPO DE BANCADA
é perigosa. O não aten-
estratégicas e contratos
co-científico e processos
dimento à RDC 978 não
corporativos;
bem estruturados.
se limita à possibilidade
de autuação sanitária. Ele
• a sustentabilidade do
RDC 978 e o impacto
impacta diretamente:
negócio no médio e lon-
direto na gestão do risco
go prazo.
A RDC 978 toca em um
• a continuidade opera-
ponto sensível do ecos-
cional, por meio de inter-
Em 2026, com maior rigor
sistema diagnóstico: a
dições parciais ou totais;
fiscalizatório e interpre-
distinção entre execu-
tações heterogêneas da
tar exames e realizar
• a previsibilidade de
norma nos diferentes
assistência
laborato-
receitas, diante de para-
municípios, o risco deixa
rial. Essa diferença não
lisações,
suspensões
de ser hipotético e passa
é meramente semânti-
de exames ou perda de
a ser concreto. A ausên-
ca. Ela envolve preparo
contratos;
cia de clareza do texto
do paciente, avaliação
normativo transfere para
pré-analítica, interpre-
• a reputação institucio-
o laboratório a respon-
tação de interferentes,
nal, elemento crítico em
sabilidade de interpretar,
rastreabilidade
da
um mercado cada vez mais
justificar tecnicamente e
amostra e responsa-
competitivo e exposto;
sustentar suas decisões
bilidade técnica sobre
• a capacidade de
frente à vigilância sanitá-
o resultado liberado.
acesso a processos de
ria. Isso exige maturidade
Ignorar esse aspecto é
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
173
PAPO DE BANCADA
comprometer a segu-
caixa, na sinistralidade,
• investimento em capa-
rança do paciente e,
nos passivos ocultos e
citação
técnico-cien-
simultaneamente, expor
na erosão da margem
tífica e regulatória das
o laboratório a riscos
operacional.
equipes;
legais e financeiros de
grande magnitude.
2026: gestão financei-
• fortalecimento de pro-
ra integrada à gestão
cessos pré-analíticos e
A ampliação indiscrimi-
regulatória
de rastreabilidade;
nada de potencialida-
Diante desse cenário, a
des tecnológicas, sem
gestão laboratorial em
• alinhamento entre qua-
a devida consideração
2026 precisa incorporar,
lidade, conformidade e
dos requisitos técnico-
de forma estruturada, o
estratégia de crescimento;
-científicos, pode gerar
gerenciamento de riscos
• preparação para audito-
uma falsa sensação de
regulatórios como parte
rias, fiscalizações e pro-
eficiência
operacional.
do planejamento finan-
cessos de acreditação.
Na prática, isso tende
ceiro. Isso inclui:
a aumentar retrabalho,
• análise crítica da RDC
Não se trata de “afrou-
não
conformidades,
978 aplicada à realidade
xar” a norma, mas de
questionamentos
clí-
do serviço;
buscar
harmonização
nicos, judicialização e
entre diretriz regula-
perda de credibilidade.
• mapeamento de riscos
tória, realidade ope-
Tudo isso tem custo - e
sanitários com impacto
racional e segurança
ele aparece no fluxo de
financeiro;
sanitária. A vigilância
174 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
sanitária tem, sim,
papel educativo, mas
ria tendem a enfrentar
dificuldades crescentes
compreendem isso hoje
estarão mais preparados
PAPO DE BANCADA
o laboratório não pode
em 2026. Persistir, estu-
para operar de forma
depender
exclusiva-
dar a norma, aplicar o
segura, acreditada e
mente desse viés. A
conhecimento científico
sustentável amanhã. E
responsabilidade final
e fortalecer a governan-
principalmente
prepa-
recai sobre o serviço e
ça não é apenas uma
rados para uma nova
sua liderança técnica.
escolha técnica - é uma
revisão em 2026, pois
decisão estratégica de
o mercado diagnostico
A RDC 978 coloca o setor
sobrevivência.
está em movimento e
diante de um divisor de
ainda sendo regulado
águas. Em um ambiente
O investimento de uma
desde a revisão da RDC
econômico
desafiador,
vida inteira, construído
302/2005. Excelência,
laboratórios que não
com base em conheci-
neste contexto, deixa
integrarem
ciência,
mento, ética e assistên-
de ser discurso e passa a
gestão de processos e
cia ao paciente, está em
ser o principal ativo que
conformidade regulató-
jogo. Laboratórios que
gera confiança.
Autora:
Silvânia Ramalho
Bioquímica farmacêutica com especialização em Análise de Custos e Formação de Preço de Venda, Gestão Comercial em Vendas e membro do
Grupo Técnico de Trabalhos de Análises Clínicas do CRF/MG.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
175
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
MASTOCITOMA CANINO E DIAGNÓSTICO
MOLECULAR AVANÇADO
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
O mastocitoma cutâneo
é uma das neoplasias
mais comuns em cães
e, ao mesmo tempo,
uma das mais desafiadoras
da oncologia
veterinária. Sua principal
complexidade está na
grande variabilidade de
comportamento biológico,
que pode ir de
lesões benignas e bem
controladas até formas
altamente agressivas e
metastáticas.
Limitações do diagnóstico
convencional
Tradicionalmente, o
diagnóstico e o prognóstico
do mastocitoma são
baseados na histopatologia,
com avaliação do
grau de diferenciação
celular, índice mitótico e
invasão tecidual. Embora
esses parâmetros
sejam fundamentais,
eles apresentam limitações
importantes na
predição do comportamento
clínico do tumor.
Casos com classificação
histológica semelhante
podem evoluir de forma
completamente distinta,
o que evidencia a necessidade
de ferramentas
mais precisas para estratificação
prognóstica.
Avanços do diagnóstico
molecular
O diagnóstico molecular
surge como um divisor
de águas na oncologia
veterinária. Entre os
principais marcadores
estudados, destaca-se
o gene KIT, responsável
pela codificação de um
receptor tirosina-quinase
essencial para a proliferação
de mastócitos.
Mutações ativadoras em
KIT, especialmente no
exon 11, estão associadas
a maior agressividade
tumoral, maior taxa
de recidiva e pior prognóstico.
Esses achados
permitem não apenas
melhor estratificação
176 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
de risco, mas também
influenciam diretamente
a conduta terapêutica.
Impacto na terapêutica
personalizada
A identificação de alterações
moleculares abriu
espaço para o uso de
terapias-alvo, como os
inibidores de tirosina-
-quinase, incluindo o
toceranibe. Tumores com
mutações em KIT podem
apresentar resposta
mais significativa a esses
fármacos, reforçando a
importância do diagnóstico
molecular na escolha
do tratamento.
Esse cenário marca a
transição da oncologia
veterinária para um
modelo mais individualizado,
baseado nas
características biológicas
do tumor e não apenas
em sua morfologia.
Perspectivas futuras
Além das mutações
gênicas, estudos recentes
têm investigado
o papel de alterações
epigenéticas, como a
metilação do DNA, na
progressão do mastocitoma.
Essas alterações
podem atuar como
potenciais biomarcadores
prognósticos e auxiliar na
identificação de tumores
com maior potencial de
malignidade.
A integração entre histopatologia,
imunohistoquímica
e biologia molecular
representa atualmente a
abordagem mais completa
e precisa para o manejo
do mastocitoma canino.
O diagnóstico molecular
do mastocitoma não
substitui a avaliação
histopatológica, mas a
complementa de forma
decisiva. A incorporação
de marcadores genéticos
e epigenéticos na rotina
diagnóstica permite uma
medicina veterinária mais
precisa, preditiva e personalizada,
com impacto
direto na sobrevida e
qualidade de vida dos
pacientes.
Referências
Zmorzynski S, et al. Genetic Changes in Mastocytes
and Their Significance in Mast Cell
Tumor Prognosis and Treatment. Genes (Basel).
2024;15(1):137. PMID: 38275618.
Wyatt EK, et al. Mastocytosis in the skin in dogs:
a multicentric case series. Vet Comp Oncol.
2024;22(1):136–148. PMID: 38243867.
Thamm DH, et al. Prognostic and predictive
significance of KIT protein expression and c-kit
gene mutation in canine cutaneous mast cell
tumours. Vet Comp Oncol. 2019;17(4):451–455.
PMID: 31264352.
Puget C, et al. Deep learning model predicts
c-Kit-11 mutational status in canine mast cell
tumors. arXiv. 2024.
Sabattini S, et al. Feline intestinal mast cell
tumours: clinicopathological characterisation
and KIT mutation analysis. J Feline Med Surg.
2016;18(4):280–289. PMID: 25916685.
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa,
Extensão e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e
Bioengenharia Celular e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica,
oncologia, biotecnologia e pesquisa translacional em saúde.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
177
GESTÃO APLICADA
A EVOLUÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE
ANÁLISES CLÍNICAS E PATOLOGIA:
COMO A GESTÃO FINANCEIRA ESPECIALIZADA ESTÁ
TRANSFORMANDO RESULTADOS NO SETOR
Por Liandro Fabri
O setor de análises clínicas
no Brasil vive um período
de intensa competitividade,
consolidação
e pressão por eficiência,
impulsionado principalmente
pela verticalização
dos grandes convênios.
Esse movimento
exige dos laboratórios
um nível elevado de
profissionalização e uma
gestão extremamente
estratégica, sustentada
por indicadores precisos,
demonstrativos de custos
confiáveis e análises
financeiras robustas.
Somente com essa inteligência
é possível tomar
decisões assertivas, otimizar
custos, aprimorar
a formação de preços
e, consequentemente,
fortalecer a competitividade
no mercado.
O desafio da gestão
em laboratórios: complexidade,
margens e
decisões críticas
Um laboratório de análises
clínicas é, por natureza,
um negócio de alta complexidade
operacional.
Cada setor (Bioquímica,
Hematologia, Hormônios,
Microbiologia, Imunologia,
entre outros), possui
estruturas de custos muito
distintas, tempos de
processamento próprios,
exigências de insumos
específicos e níveis variados
de automação.
Sem uma visão financeira
clara e segmentada,
muitos gestores acabam
tomando decisões com
base em percepções, e
não em fatos. O resultado
costuma ser:
• investimentos mal direcionados;
• manutenção de unidades
de coletas deficitárias;
• perda de lucratividade
por falta de controle
regular de custos;
178 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
• dificuldade para crescer,
escalar ou se prepa-
registradas 16 operações
envolvendo hospi-
estratégias de expansão.
Por exemplo, em 2025 o
GESTÃO APLICADA
rar para oportunidades
tais e laboratórios, um
Grupo Fleury comprou
de processos de fusão e
aumento de cerca de
100% das quotas do
aquisição (M&A)
45% em relação ao mes-
Laboratório São Lucas
mo período de 2024.
(LSL), com unidades no
Nas últimas décadas, e
interior de São Paulo, por
com especial intensida-
Esse aumento expressivo
R$ 34 milhões.
de nos últimos anos, o
evidencia o interesse contí-
mercado de medicina
nuo de grandes grupos em
No mesmo ano, o Grupo
diagnóstica
brasileiro
expandir sua presença via
Tommasi (com origens
vem atravessando uma
aquisição de redes meno-
no Espírito Santo) con-
fase marcante de conso-
res (médios e pequenos
cluiu a aquisição do
lidação e aquisições.
laboratórios) muitas vezes
Labormed, uma rede
buscando
capilaridade
com 55 unidades distri-
Entre 2003 e 2023, foram
regional, ganho de escala,
buídas em 11 municípios
registradas mais de 817
sinergias operacionais e
do Rio de Janeiro, conso-
operações de fusões e aqui-
eficiência de custos.
lidando sua presença em
sições no setor de saúde, um
um mercado estratégico.
volume que coloca saúde
O mercado de medicina
como uma das áreas mais
diagnóstica tem mostra-
A virada de chave:
dinâmicas em M&A no país.
do um ritmo acelerado
visão de custos por
de consolidações, com
setor e tomada de deci-
Já em 2025, esse movi-
grandes players adqui-
são baseada em dados
mento continuou ace-
rindo redes regionais de
É justamente nesse pon-
lerado: apenas no pri-
pequeno e médio por-
to que a Fabri Consultoria
meiro semestre foram
te como parte de suas
tem atuado com diferen-
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
179
GESTÃO APLICADA
ciação: trazendo clareza,
método e visão estratégica
para apoiar labora-
• direcionar investimentos
com maior assertividade;
• otimizar o uso de equi-
• Lucro operacional inicial:
8,57%
• Lucro operacional no
tórios em suas decisões
pamentos e recursos
segundo ano de traba-
mais relevantes, do ope-
humanos.
lho: 18,09%
racional ao estratégico,
do curto ao longo prazo.
Quando um gestor pas-
Esse salto de performance
sa a enxergar o negócio
só foi possível devido à:
Ao implementar um
dessa forma, a tomada
• análise individualizada
modelo de visão por
de decisão deixa de ser
de unidades e setores;
setor de processamen-
intuitiva e se torna preci-
• identificação de unida-
to, o laboratório pode
sa e estratégica.
des deficitárias;
entender
exatamente
• reestruturação estraté-
quanto custa e quanto
Um dos cases mais
gica, incluindo o fecha-
rentabiliza cada área
expressivos entre os
mento de duas unidades;
da operação. Essa abor-
laboratórios
atendidos
• implementação de melho-
dagem possibilita:
pela Fabri mostra o poder
rias operacionais e financei-
• identificar gargalos e
dessa transformação. No
ras de forma contínua.
desperdícios;
segundo ano de parceria,
• medir a performance
um grupo que enfrenta-
O resultado foi uma ope-
individual de cada setor;
va margens comprimidas
ração mais eficiente, mais
• projetar cenários mais
apresentou uma evolu-
rentável e com maior pre-
precisos;
ção marcante:
visibilidade financeira.
Autor:
Liandro Fabri
Administrador, diretor operacional da Fabri Consultoria e docente em finanças corporativas.
180 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
TRANSPORTE TERRESTRE PARA
SAÚDE NO BRASIL
A construção de um novo marco técnico para a segurança logística sanitária
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
Por Dr. Cristhian Roiz
O transporte terrestre para
a saúde sempre foi um
dos pilares mais críticos e,
ao mesmo tempo, menos
padronizados de toda a
cadeia assistencial brasileira.
Durante anos, hospitais,
laboratórios, indústrias
farmacêuticas, operadores
logísticos, distribuidores
e serviços diagnósticos
aprenderam a conviver
com um cenário regulatório
fragmentado, no qual
diferentes órgãos estabelecem
exigências técnicas
específicas, porém sem
uma norma estruturante
única que consolide
requisitos operacionais
mínimos para a logística
terrestre da saúde.
Essa realidade começa
agora a avançar para um
novo patamar técnico.
Com a formação de um
Grupo de Trabalho (GT)
no âmbito do ABNT/
CB-16 - Comitê Brasileiro
de Transportes e Tráfego
da Associação Brasileira
de Normas Técnicas - inicia-se
oficialmente uma
força-tarefa voltada à
discussão de recomendações
técnicas aplicáveis
ao transporte terrestre de
produtos regulados para
saúde no Brasil.
E essa discussão vai muito
além do transporte de
materiais biológicos.
Estamos falando de uma
cadeia extremamente
ampla, sensível e estratégica,
que envolve
medicamentos, produtos
para saúde, materiais
biológicos, resíduos com
potencial infectante,
roupas hospitalares contaminadas,
embalagens
técnicas, monitoramento
térmico, rastreabilidade
operacional, higienização
veicular, qualificação
operacional e biossegurança
logística.
Atualmente, o transporte
terrestre para
saúde opera sob um
ecossistema regulatório
complexo, envolvendo
simultaneamente
exigências da ANVISA,
ANTT, Vigilâncias Sanitárias
estaduais e municipais,
além de referências
técnicas internacionais
aplicáveis ao transporte
terrestre de produtos
perigosos, materiais
biológicos e sistemas
de embalagem, incluindo
recomendações da
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
181
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
Organização Mundial da
Saúde (OMS) e as Pack
Instructions da ICAO/
- capacitação dos profissionais
envolvidos;
- adequação e compatibili-
- indústrias farmacêuticas
e diagnósticas, com
maior previsibilidade
IATA utilizadas mundial-
dade do veículo utilizado;
operacional;
mente como referência
- conformidade das
- órgãos reguladores e
técnica para especifica-
embalagens com crité-
fiscalizadores, por meio
ção e desempenho de
rios técnicos reconheci-
de referências harmoni-
embalagens destinadas
dos internacionalmente.
zadas para auditorias e
ao transporte seguro de
inspeções;
substâncias biológicas e
O desafio é sistêmico.
- e o próprio mercado,
produtos regulados.
E justamente por isso,
que evolui para um
a aproximação entre
cenário de maior matu-
Na prática, isso signi-
especialistas do setor e
ridade técnica e segu-
fica que a segurança
a ABNT representa um
rança operacional.
de uma única amostra
ganho estratégico para
laboratorial ou de um
toda a cadeia da saúde.
Um dos pontos mais
medicamento termolábil
A construção de reco-
relevantes dessa discus-
depende diretamente de
mendações
técnicas
são envolve também
diversos fatores integra-
nacionais poderá trazer
o transporte terrestre
dos, como:
benefícios diretos para
de roupas hospitalares
- qualificação da emba-
todos os stakeholders
limpas e contaminadas.
lagem utilizada;
envolvidos:
Embora muitas vezes
- tempo e estabilidade
- pacientes, por meio de
tratado apenas como
da rota;
maior segurança diag-
atividade de apoio ope-
- monitoramento de tem-
nóstica e terapêutica;
racional, esse processo
peratura;
- hospitais e laborató-
representa componen-
- segregação sanitária
rios, com redução de
te crítico da biossegu-
da carga;
riscos operacionais e
rança assistencial.
- higienização das
perdas assistenciais;
superfícies veiculares;
- transportadoras especiali-
A RDC ANVISA nº 6/2012
- classificação de risco do
zadas, com critérios técnicos
estabelece
requisitos
material transportado;
mais claros e padronizados;
claros para segregação
182 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
entre roupas limpas
e sujas, utilização de
veículos apropriados e
cenário cada vez mais
dependente de sistemas
digitais, aplicativos
bases sólidas para uma
logística terrestre em
saúde verdadeiramente
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
prevenção de contami-
de
monitoramento,
validada, segura, auditá-
nação cruzada durante
telemetria e controle
vel e alinhada às neces-
o transporte.
térmico, torna-se indis-
sidades reais da cadeia
pensável discutir rastre-
assistencial brasileira.
Casos recentes de reper-
abilidade,
integridade
cussão pública envolven-
de registros e confiabi-
Após mais de uma déca-
do falhas no transporte de
lidade operacional das
da acompanhando os
enxoval hospitalar eviden-
evidências logísticas.
desafios do setor, torna-
ciam que o tema possui
-se evidente que a cons-
impacto sanitário real e
O Brasil possui hoje uma
trução coletiva entre
demanda maior padroni-
oportunidade importan-
especialistas
técnicos,
zação técnica nacional.
te de avançar para um
mercado, indústria e
novo nível de maturida-
ABNT pode representar
Outro aspecto impor-
de técnica no transporte
um divisor de águas
tante envolve a rastre-
terrestre sanitário.
para a logística terrestre
abilidade
operacional
da saúde no país.
e a integridade dos
Mais do que criar docu-
sistemas utilizados na
mentos, essa força-ta-
O desafio é grande.
cadeia logística terres-
refa representa a pos-
Mas a necessidade é ain-
tre da saúde. Em um
sibilidade de estruturar
da maior.
Autor:
Dr. Cristhian Roiz
Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de Qualificação do
Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento de produtos da saúde por meio da
capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas. Esse curso já capacitou profissionais em 11 estados
brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações para aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias
para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
183
INFORMES DE MERCADO
Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação
dos produtos e lançamentos do setor.
Área exclusiva para colaboradores anunciantes.
Mais informações: comercial@newslab.com.br
DB FORTALECE SETOR OCUPACIONAL COM UM ANO DE
DESCENTRALIZAÇÃO NO NORDESTE
A descentralização dos exames
ocupacionais do DB Toxicológico
para a região Nordeste completa
um ano com avanços expressivos
em eficiência, agilidade e ampliação
de portfólio. A iniciativa, que
faz parte da estratégia de expansão
operacional da empresa, já
demonstra impactos positivos
tanto para clientes quanto para a
logística laboratorial.
Segundo a gerente da unidade
técnica ocupacional, Andreia
Vidal, o projeto foi estruturado
em etapas para garantir uma
transição segura e eficiente. “A
descentralização foi estruturada
em duas fases. A Fase 1, concluída
em maio de 2025, contemplou
exames de toxicologia clínica e
ocupacional da plataforma de
cromatografia. A Fase 2, referente
aos exames de metais na plataforma
ICP-MS, está em andamento
e tem previsão de conclusão em
maio de 2026”, explica.
Com a implementação progressiva,
o portfólio de exames
disponíveis na unidade descentralizada
já representa uma
parcela considerável da operação.
“Observa-se um aumento do
menu descentralizado, que atualmente
já corresponde a uma parcela
expressiva do portfólio do DB
Toxicológico”, destaca Andreia.
Um dos principais ganhos percebidos
ao longo desse primeiro
ano foi a redução no tempo de
liberação dos resultados, fator
crítico para clientes da área
ocupacional. A escolha de Recife
como polo operacional contribuiu
diretamente para esse avanço.
“Com a descentralização dos
exames para Recife, foi possível
reduzir o tempo total de liberação
dos resultados (TAT), principalmente
pela diminuição do tempo
logístico por ser uma região mais
distante do eixo centro-sul do
país. De forma geral, o cliente foi
impactado positivamente com
uma redução aproximada de 24
horas no TAT total”, afirma.
Com a conclusão da Fase 2 prevista
para 2026, a expectativa é de uma
expansão de atendimento ainda
mais robusta, ampliando a resolutividade
da unidade e fortalecendo
a presença do DB na região.
184 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
A programação do Congresso Sul Mineiro inclui:
Cursos pré-congresso
Seminário de lâminas
Mais de 30 atividades
científicas entre
palestras e worshops
Área de Exposição com
mais de 30 empresas do
ramo laboratorial
Programação social
com happy hour e festa
de confraternização
www.congressosulmineiro.com.br
INFORME INFORME DE DE MERCADO
A PCR para
investigação
do HPV se destaca
por apresentar
alta sensibilidade,
elevada
especificidade
e excelente
reprodutibilidade.
Panorama laboratorial da detecção do HPV
em amostra do colo do útero
O Papiloma vírus humano (HPV) é o principal agente
etiológico do câncer do colo do útero, sendo responsável
por mais de 95% dos casos. Nesse contexto, métodos
diagnósticos de biologia molecular baseados na reação
em cadeia da polimerase (PCR) têm ganhado destaque
como ferramentas de alta sensibilidade e especificidade
para o rastreamento e manejo clínico da infecção pelo
HPV, como fortalecido pela portaria do Ministério da
Saúde (SECTICS/MS nº3/2024) e diretrizes internacionais
de rastreamento cervical.
A detecção do HPV por PCR baseia-se na amplificação
de regiões específicas do DNA viral, permitindo a
identificação direta do material genético do vírus,
mesmo em cargas virais baixíssimas e antes do início
de manifestações clínicas - o que possibilita a detecção
precoce e simultânea de múltiplos genótipos, incluindo
os de alto risco oncogênico, como os tipos de 16 e 18.
Estratégias de rastreamento baseadas primariamente em
testes de HPV molecular apresentam maior impacto na
redução da incidência e mortalidade por câncer do colo
do útero quando comparadas ao Papanicolau. Lembrando
que o exame citopatológico (Papanicolau) é amplamente
utilizado no rastreamento do câncer cervical desde os
anos de 1940-1950, apesar de apresentar limitações
inerentes ao método. O exame depende da qualidade
da coleta, da preparação da lâmina e da interpretação
do citopatologista, o que acarreta em uma sensibilidade
extremamente variável.
Mesmo comparado à captura híbrida, o outro método
molecular utilizado para investigação do HPV, a PCR
se destaca por apresentar alta sensibilidade, elevada
especificidade e excelente reprodutibilidade, reduzindo
significativamente a possibilidade de falsos negativos.
Uma vez que a captura híbrida detecta grupos de HPV
oncogênicos sem discriminação individual dos genótipos
e, além disso, não apresenta controles internos de
amplificação.
A investigação do HPV por PCR consolida-se como
método mais sensível e específico para o rastreamento
da infecção pelo HPV e prevenção do câncer do colo
do útero. Em comparação ao Papanicolau e à Captura
Híbrida, a PCR oferece vantagens em desempenho
analítico e valor clínico, representando um importante
avanço na medicina diagnóstica.
Assessoria Científica Lab Rede
Mais informações:
(31) 2519-7500
186 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
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Ministério da Saúde. Temos, também, uma opção
ainda mais completa: o HPVGEN. Trata-se de um
painel que permite a detecção de diferentes
tipos de HPV, de alto e baixo risco.
Além disso, é possível associar o exame de
Citologia Cervical Oncótica em Meio Líquido
(CITOHI) à investigação molecular. O exame
pode acontecer de forma simultânea ou em
até 30 dias após o cadastro da amostra para
HPVPCR ou HPVGEN, sem necessidade de
nova coleta.
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INFORME DE MERCADO
MICROSCÓPIO: ÓLEO DE IMERSÃO
O óleo de imersão é um recurso
comum na microscopia, principalmente
em laboratórios de análise,
porém muitos usuários não sabem
ao certo a sua função e muitas
vezes é utilizado de forma equivocada.
Este fluido é utilizado com
a objetiva de maior aumento do
microscópio, geralmente com 100
vezes de ampliação. Sua função é
otimizar a resolução e o contraste
da imagem, agindo como um meio
de imersão que preenche o espaço
entre a lente objetiva e a lâmina,
permitindo que a luz se propague
de forma mais eficiente.
Esse óleo possui um índice de refração
similar ao do vidro das lâminas
de microscopia, o que minimiza a
refração da luz quando ela passa
de um meio para o outro. Esse processo
reduz as perdas de luz, permitindo
uma maior quantidade de luz
alcançar a lente da objetiva. Como
resultado, a resolução da imagem é
melhorada significativamente, tornando
visíveis detalhes que seriam
indistinguíveis sem o uso do óleo,
como estruturas celulares pequenas
e padrões de superfícies. Além
disso, o óleo de imersão também
contribui para melhorar a profundidade
de campo e o contraste
da imagem, proporcionando uma
visualização mais clara e detalhada.
Como utilizar:
Objetivas: O óleo de imersão deve
ser usado somente nas objetivas
que possuem a especificação "Oil",
que geralmente são as 100 vezes.
Aplicação: Posicione o revólver de
objetivas na posição intermediária,
entre a última objetiva utilizada e a
objetiva “Oil”. Coloque uma pequena
gota de óleo sobre a lâmina
onde a amostra está preparada.
Posicione a objetiva de imersão
sobre a lâmina com óleo.
Evite excesso de óleo, a aplicação
excessiva pode danificar as objetivas
ou causar infiltração em outras
partes do microscópio.
Focalização: Utilize o micrométrico
para focalizar e ajuste a iluminação
e o diafragma para obter a melhor
imagem.
Não retorne para as objetivas
anteriores: Após o uso do óleo,
evite retornar às objetivas que não
possuem essa especificação, pois
elas não são feitas para entrar em
contato com o óleo.
Limpeza: Após o uso, retire o excesso
de óleo com um lenço de papel
macio, sem pressionar ou esfregar
a lente. Apenas toque suavemente
para absorver o excesso de óleo.
Com esses cuidados, você conseguirá
obter imagens mais nítidas e preservar
seu microscópio por mais tempo.
Manutenção Preventiva:
Microscópios que utilizam óleo
de imersão exigem cuidados
especiais e manutenções preventivas
periódicas para garantir o
bom funcionamento e a preservação
das lentes. O uso frequente
de óleo pode resultar em resíduos
que, se não limpos corretamente,
podem danificar as objetivas,
obstruir as lentes ou até afetar
outros componentes do microscópio.
Além disso, o óleo pode
acumular sujeira ou até endurecer
com o tempo, prejudicando
a qualidade da imagem. Por isso,
é fundamental realizar manutenções
preventivas periódicas com
uma empresa especializada.
Para mais informações sobre
microscopia, suporte técnico e
manutenção para seu microscópio,
entre em contato com a Teratec.
188 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
INFORME DE MERCADO
SAÚDE 5.0 E O PAPEL DA MEDIX BRASIL NA PROTEÇÃO
DOS LABORATÓRIOS
Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno
Garanta proteção
e diagnósticos precisos
na temporada de inverno
O conceito Saúde 5.0 traz um olhar
mais humano para o cuidado com as
pessoas. No setor laboratorial, isso
se reflete em uma rotina mais atenta,
onde cada exame envolve expectativa,
acolhimento e respons-
O inverno se aproxima e, com ele,
surge a temporada de exames
abilidade. A tecnologia avança, os
para gripe e outras doenças
diagnósticos sazonais. ganham É imprescindível mais precisão que
e rapidez, seu laboratório enquanto esteja o atendimento plenamente
se torna
equipado
mais próximo
para oferecer
e cuidadoso.
qualidade
e diagnósticos precisos. A Medix,
proporciona confiabilidade e está
Nesse sempre cenário, presente a proteção para auxiliar ganha
ainda laboratórios mais protagonismo. em todo o Brasil. Ela
contribui para um ambiente mais
Conheça alguns destaques de
organizado, reduz riscos e garante
nossa linha de produtos:
melhores condições de trabalho
para Luva as equipes. Nitrilo Antimicrobiana
Para os profissionais,
AMG: significa Desenvolvida mais segurança para na
execução proporcionar dos procedimentos. máxima proteção, Para os a
Luva AMG conta com tecnologia
pacientes, representa mais conforto
avançada para eliminar até
e tranquilidade durante a coleta.
99,99% das bactérias e vírus,
garantindo uma rotina de trabalho
mais segura.
A Medix Brasil, referência nacional
em proteção para laboratórios, está
presente no dia a dia do setor com
um portfólio que acompanha as
necessidades reais da rotina, com
Máscaras Tripla Proteção:
dispositivos Sinônimo como de conforto agulhas, e segurança, scalps
e tubos as Máscaras para coleta Tripla de Proteção sangue a
Medix possuem três camadas,
vácuo, além de EPIs como luvas
incluindo um filtro com mais de
descartáveis, máscaras e toucas.
95% de eficiência contra vírus,
partículas e bactérias. Disponíveis
Essa em presença quatro cores, constante ajudam a Medix
prevenir a propagação de doenças
apoia diretamente a atuação das
respiratórias, protegendo
equipes e contribui para manter um
profissionais e pacientes.
padrão elevado nos atendimentos.
O uso Linha de produtos MedixLab: confiáveis Da fase influencia
pré-analítica à analítica, a Linha
a rotina do laboratório, trazendo mais
MedixLab assegura precisão e
controle confiança nos processos, em cada resultado. redução de
custos Equipada e impactando com dispositivos de forma positiva de
coleta e diagnóstico de última
a experiência e a percepção do atendimento
pelos pacientes.
geração, nossa linha promove
uma experiência completa e para
todas as etapas do processo
laboratorial.
A Saúde 5.0 coloca o foco no que
realmente importa: as pessoas.
Tecnologia e proteção caminham
juntas, e a Medix Brasil está ao lado
de laboratórios em todo o país,
Deseja fortalecer as medidas de
participando desse movimento que
proteção e precisão em seu
transforma esse novo conceito em
laboratório? Entre em contato
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190 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
A IMPORTÂNCIA DOS DOCUMENTOS
PADRONIZADOS EM LABORATÓRIOS
DE ANÁLISES CLÍNICAS ALINHADOS
À RDC 978/2025
INFORME DE MERCADO
Nos laboratórios de análises clínicas, a padronização de documentos é essencial
para garantir a qualidade, a rastreabilidade e a segurança dos processos.
Com a atualização promovida pela RDC 978/2025
da Anvisa, essa prática torna-se ainda mais relevante,
exigindo que os estabelecimentos revisem
seus fluxos documentais de acordo com os novos
requisitos regulatórios.
A utilização de documentos padronizados assegura
uniformidade no registro e na análise das informações
laboratoriais, reduzindo erros e inconsistências
que podem comprometer os resultados,
além de ser um diferencial competitivo para laboratórios
que buscam crescer de forma sustentável.
Assim, é importante manter a rastreabilidade
completa com toda a documentação sanitária em
ordem, seja para auditorias internas e inspeções
sanitárias, permitindo uma verificação ágil da conformidade
com as normas vigentes.
A RDC 978/2025 reforça aspectos como integridade
de dados, rastreabilidade e controle de processos,
exigindo documentos atualizados, claros e seguros.
Nesse contexto, a padronização contribui diretamente
para a implementação de sistemas de gestão
da qualidade mais eficientes e alinhados às
boas práticas laboratoriais.
Outro benefício importante é a melhoria no treinamento
das equipes, pois com documentos estruturados
de forma uniforme, os profissionais compreendem
melhor os procedimentos, o que reduz
falhas operacionais e aumenta a confiabilidade
dos exames realizados.
Dessa forma, a padronização documental nos
laboratórios de análises clínicas não se limita ao
cumprimento regulatório, mas representa uma
estratégia fundamental para fortalecer a governança,
mitigar riscos sanitários e assegurar a excelência
nos serviços prestados para a segurança do
paciente e confiabilidade diagnóstica.
Escaneie e
saiba mais
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
191
INFORME DE MERCADO
SOFTWARE MÉDICO E IA:
O CAMINHO PARA A REGULARIZAÇÃO NA ANVISA
Márcio Lacerda, da WeRegister
O avanço da Inteligência Artificial
(IA) tem impulsionado transformações
profundas no setor da saúde,
com a aplicação de novas tecnologias
e procedimentos. No entanto,
a agilidade no desenvolvimento de
softwares médicos muitas vezes se
contrapõe ao andamento detalhado
e gradual dos trâmites regulatórios.
Ao planejar o desenvolvimento de
um software médico, o primeiro
passo é verificar a necessidade de
exigências regulatórias, já que muitos
softwares são erroneamente
considerados isentos de registro.
Exemplos de softwares que dispensam
regularização são:
• Softwares de wellness (ex: acompanhamento
de ciclos hormonais);
• Sistemas de gestão financeira ou
administrativa em serviços de saúde;
• Softwares de processamento de
dados demográficos e epidemiológicos;
• Softwares embarcados dedicados
ao controle do funcionamento de
equipamentos médicos.
Enquadramento regulatório e o
conceito de SaMD
Para ser classificado como Software
como Dispositivo Médico –
SaMD (Software as Medical Device),
segundo a definição internacional
seguida pela ANVISA, a ferramenta
deve atender ao conceito de dispositivo
médico. Para a ANVISA, isto
significa qualquer instrumento,
aparelho, equipamento, implante,
dispositivo médico para diagnóstico
, software, material ou outro
artigo, destinado pelo fabricante
a ser usado, isolado ou conjuntamente,
em seres humanos, para:
• Diagnóstico, prevenção, monitoramento
e tratamento (ou alívio) de
doenças;
• Diagnóstico, monitoramento, tratamento
ou reparação de lesões ou
deficiências;
• Investigação, substituição, alteração
da anatomia ou de processos ou
estados fisiológicos ou patológicos;
• Suporte ou manutenção da vida;
• Controle ou apoio à concepção;
• Fornecimento de informações por
meio de exame in vitro de amostras
provenientes do corpo humano,
incluindo doações de órgãos e
tecidos.
Assim, se o software se enquadra
em qualquer dos casos acima, sua
regularização pela ANVISA como
SaMD é obrigatória.
Conformidade com a RDC
665/2022
É fundamental destacar que mesmo
softwares desenvolvidos com
baixo investimento ou estruturas
comerciais enxutas não estão
isentos: se classificados como
SaMD, sua fabricação no Brasil
deve, obrigatoriamente, atender
à RDC 665/2022, que estabelece
as Boas Práticas de Fabricação
para produtos de saúde.
Embora o escopo desta norma
contenha exigências que não se
aplicam ao meio digital — como
gestão de estoque, recebimento de
insumos, laboratórios de controle de
qualidade, recebimento e expedição
de insumos — outros requisitos são
mandatórios: implantação de sistema
de qualidade, atendimento
ao cliente, instalação e suporte,
rastreabilidade, requisitos de RH,
gerenciamento de riscos, etc. Vale
notar que a viabilidade operacional é
alta, já que a instalação e regularização
de uma fábrica de SaMD pode ser
concretizada em uma área de apenas
20 m², desde que atenda a todos os
requisitos necessários e conte com
endereço homologado, Responsável
Legal e Responsável Técnico, etc.
Projeto, validação e rastreabilidade
O processo principal na produção de
um SaMD é a estruturação minuciosa
do Projeto de Desenvolvimento
e sua respectiva Validação, garantindo
que a ferramenta seja segura e
eficaz, e permitindo a rastreabilidade
das versões utilizadas em ambientes
clínicos. Diferente de produtos físicos,
como equipamentos, dispositivos
médicos e kits de diagnóstico, onde a
rastreabilidade é feita por número de
série, lote e validade, para um SaMD
a exigência recai sobre a rastreabilidade
de versão, datas de instalação
e locais de utilização. Esse monitoramento
é o que garante a segurança
de uso em hospitais, laboratórios e
outras unidades de saúde.
194 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Conclusão e requisitos de regularização
Nos casos em que o SaMD apresente
caráter inovador — de acordo com
sua classificação de risco (I, II, III ou IV)
— ou na ausência de aplicação similar
disponível, a validação do produto
deve, obrigatoriamente, contemplar
um Estudo Clínico formal, em conformidade
com a RDC 837/2023 da
ANVISA, que regulamenta a realização
de ensaios clínicos com dispositivos
médicos no Brasil. Este estudo
clínico deve ser aprovado por um
Comitê de Ética, registrado na Plataforma
Brasil e formalmente peticionado
junto à ANVISA para obtenção
das devidas autorizações. Ao término
do estudo, o SaMD deverá ter comprovado
sua segurança e eficácia, e
os dados do estudo formarão a base
para o registro na ANVISA.
Uma vez concluída a etapa de
estudo clínico, o registro é feito
segundo as normas RDC 751/2022
e RDC 657/2022 da ANVISA. A RDC
751 rege sobre os requisitos gerais
de produtos para saúde. Já a RDC
657/2022, em seu Artigo 12, orienta
a inclusão dos seguintes requisitos
específicos no Dossiê Técnico de
registro do SaMD:
I. Arquitetura de software;
II. Arquitetura de hardware e requisitos
técnicos mínimos e recomendáveis;
III. Plataforma;
IV. Compatibilidade, interoperabilidade
e comunicação com outros
produtos médicos, incluindo outros
softwares ou produtos para diagnóstico
de uso in vitro;
V. Informações de arquitetura e
controles de cibersegurança;
VI. Verificação e validação;
VII. Gerenciamento de risco;
VIII. Anomalias residuais identificadas
e respectivas formas de
mitigação;
IX. Avaliação clínica e associação
clínica válida, incluindo a descrição
dos algoritmos e/ou rotinas utilizadas
para gerar o processamento
das sugestões de prevenção, diagnóstico,
tratamento, monitorização
fisiológica, reabilitação ou anticoncepção
e suas fundamentações
clínicas ou científicas;
X. Declaração de conformidade
com normas internacionais ou suas
versões nacionais:
Márcio Lacerda
CEO WeRegister/Enzytec Group
IEC 62304:2006 - Medical device software
-- Software life cycle processes
IEC 62366-1:2015 Medical devices
-- Part 1: Application of usability
engineering to medical devices;
ISO 14971:2020 Medical devices
-- Application of risk management
to medical devices).
Com base na experiência consolidada
em certificação de unidades
fabris de SaMD, a WeRegister reitera
que o êxito no processo regulatório
depende de uma gestão
de projetos organizada e eficiente,
conforme as etapas descritas no
cronograma abaixo:
INFORME DE MERCADO
(Os prazos e sequências das diferentes etapas apresentadas neste cronograma correspondem a estimativas gerais, baseadas na expêriência
dos prazos médios atuais para estes procedimentos, e dependem do andamento dos processos nas empresas e nas agências regulatórias.)
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
195
Cada vez mais
abrangente
Z50
Analisador Hematológico
5 Parts Diff
Linha completa de
Reagentes para Hematologia
#equipdiagnostica
equipdiagnostica.com.br
EXS2600
Sistema de espectrometria
de massa
EXZ6000
Analisador
Hematológico
de carregamento
automático das
amostras
XI-921
Analisador Eletrolítico
Reagentes
para Bioquímica
ECR
SERIES
Coagulômetros
ESR100
Analisador
Químico
Semiautomático
INFORME DE MERCADO
DO CÓDIGO AO REGISTRO:
O SUCESSO DE UMA FÁBRICA DE SOFTWARE MÉDICO DE 20 M²
As tecnologias de Inteligência
Artificial (IA) estão cada vez mais
presentes na área da saúde, com
um número cada vez maior de softwares
médicos incorporando essa
tecnologia, mas é nos bastidores
regulatórios que as grandes ideias
se tornam soluções viáveis. Um
marco recente no setor ilustra essa
transformação: a viabilização de
uma unidade fabril de softwares
médicos com apenas 20 m².
Para ser classificado como Software
como Dispositivo Médico
– definição internacional adotada
pela ANVISA – o SaMD (Software
as Medical Device) deve ser destinado
ao diagnóstico, prevenção,
monitoramento e/ou tratamento
de uma doença, entre outras aplicações,
e deve ser regularizado
pela ANVISA.
Nesse cenário, a empresa brasileira
de inovação PREDIKTA vem se
destacando ao desenvolver soluções
de diagnóstico rápido, preciso
e não invasivo. A tecnologia
combina IA, termografia e imagens
de alta precisão com modelos preditivos
cientificamente validados,
aplicáveis tanto à saúde humana
quanto à animal e a setores como
agricultura e engenharia.
No segmento de saúde humana,
a PREDIKTA consolidou sua trajetória
com o suporte estratégico
do Grupo WeRegister/Enzytec.
Através de um planejamento
regulatório assertivo e uma atuação
sinérgica entre as equipes, o
projeto cumpriu rigorosamente os
cronogramas e atendeu às diretrizes
da RDC 665/2022 da ANVISA,
assim como de outras legislações
aplicáveis. Essa parceria foi o alicerce
para um marco histórico: a
viabilização de uma unidade fabril
de apenas 20 m² localizada no
CIETEC/USP e a conquista do primeiro
registro de produto, tornando
a PREDIKTA a primeira empresa
certificada ANVISA para este tipo
de aplicação na universidade.
Embora uma unidade fabril de
software médico dispense estruturas
tradicionais, como estoques
de produtos, laboratórios de controle
de qualidade e expedição
predikta.com.br
de insumos, as exigências regulatórias
são rigorosas. São obrigatórios
a implementação de sistemas
de qualidade, atendimento
ao cliente, instalação e suporte,
rastreabilidade, requisitos de
RH e gerenciamento de riscos.
Para atender a estes requisitos,
a WeRegister implementou um
processo robusto de Projeto de
Desenvolvimento e Validação do
SaMD, estratégia que se provou
decisiva para o êxito do projeto.
Para desenvolvedores e empresas
que buscam transformar códigos
em softwares médicos certificados,
o caso Predikta demonstra que,
com o parceiro regulatório certo, a
complexidade normativa torna-se
um degrau para o sucesso.
Precisa de suporte regulatório para
o seu software médico? A WeRegister
é a sua parceira estratégica para
serviços regulatórios.
weregister.com.br
198 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
BIOGEN APRESENTA NOVA LINHA DE IMPRESSORAS EM
PARCERIA COM A EMPRESA DIAPATH
INFORME DE MERCADO
Atuando no mercado desde 1996,
a Biogen atende laboratórios de
anatomia patológica, citologia e
pesquisa com transparência, qualidade
e profissionalismo, sempre
tratando os clientes de forma acolhedora
e proporcionando um atendimento
especializado para suprir
dúvidas técnicas e neces- sidades
específicas. Ademais, a empresa
disponibiliza uma vasta linha de
reagentes, equipamen- tos e consumíveis
para garantir o melhor
desempenho possível para seu
laboratório, sempre se adap- tando
às inovações que surgem, garantindo
materiais de qualidade e rentes
à tecnologia mais atual.
Visando as novidades de mercado,
a Biogen entra com uma nova parceira,
a empresa italiana DiaPath,
fundada em 1997 e desde então
investindo em reagentes e equipamentos
de alta qualidade com as
tecnologias mais avançadas disponíveis.
Em destaque, trabalharemos
com a Linha de impressoras PiSmart
para cassetes e lâminas, que consta
com diferenciais que cuidam das
suas necessidades com mais praticidade
e aperfeiçoamento.
Dentre as vantagens da Impressora
PiSmart podemos citar:
- Seu tamanho compacto;
- Rapidez na impressão de lâmi- nas
(3-5 segundos) e cassetes (5 segundos);
- Login de usuário e rastreamento
para análise de causa raiz;
- Conectividade simples garantida
com qualquer sistema de
informação laboratorial (LIS) existente
no mercado;
- Monitor TouchScreen de alta
resolução;
- Interface fácil de usar e opções de
conectividades flexíveis;
- Escâneres integrados para leitura
de códigos de barras e dados de
amostras;
- Taxas de impressão sem atolamento
e de leitura de código de barras
acima de 99%.
Dentre muitas outras qualidades
de destaque que garantem
um processo fácil, prático e um
desem- penho perfeito.
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portfólio geral e da Linha de
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
199
INFORME DE MERCADO
BIOSYSTEMS APRESENTA SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA
LABORATÓRIOS QUE BUSCAM ALTA PERFORMANCE E
CONFIABILIDADE
A BioSystems é referência mundial
no desenvolvimento de soluções
para diagnóstico clínico, oferecendo
tecnologia de ponta, inovação
e confiabilidade para laboratórios
de diferentes portes. Presente
em mais de 100 países, a empresa
atua há mais de 40 anos no
mercado, consolidando-se como
uma parceira estratégica para instituições
que buscam excelência,
produtividade e segurança em
suas rotinas laboratoriais.
Seu portfólio contempla uma
linha completa de analisadores de
bioquímica, e reagentes de alta
performance, desenvolvidos para
atender às crescentes demandas
do setor. Entre os principais destaques
estão os analisadores BA400,
BA200, A15 e A15s, equipamentos
reconhecidos pela robustez,
precisão analítica e elevada produtividade.
Essas soluções foram
projetadas para otimizar processos,
reduzir custos operacionais
e garantir resultados confiáveis,
contribuindo diretamente para
uma tomada de decisão clínica
mais segura e ágil.
O BA400, por exemplo, é ideal para
laboratórios com alto volume de
testes, oferecendo automação avançada,
excelente capacidade operacional
e desempenho superior.
Já o BA200 e o A15 atendem com
eficiência laboratórios de médio
e pequeno porte, mantendo os
elevados padrões de qualidade que
caracterizam a marca BioSystems.
Além da tecnologia, a BioSystems
destaca-se pelo compromisso
com a inovação contínua, suporte
técnico especializado e relacionamento
próximo com seus clientes.
A empresa investe constantemente
em pesquisa e desenvolvimento
para oferecer soluções alinhadas
às tendências e necessidades do
mercado laboratorial.
Ao escolher BioSystems, laboratórios
encontram um parceiro
comprometido com a excelência
diagnóstica, a eficiência operacional
e o crescimento sustentável de
seus negócios.
BioSystems: inovação, precisão e
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do seu laboratório.
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200 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
NOVA SEDE DO PNCQ MARCA AVANÇO EM INOVAÇÃO,
QUALIDADE E SUSTENTABILIDADE
A nova sede do PNCQ é um marco
significativo que vai além
de uma conquista estrutural. O
novo espaço simboliza um compromisso
sólido com a inovação,
a excelência em controle de
qualidade e, sobretudo, com um
futuro mais sustentável.
Com uma área construída de
5.800m², a nova unidade foi projetada
para atender às crescentes
demandas do mercado, aliando
tecnologia de ponta a práticas responsáveis.
A estrutura moderna
reflete a evolução da empresa e
sua dedicação contínua em oferecer
serviços e produtos com alto
padrão de qualidade, garantindo
segurança e confiabilidade para
clientes e para a comunidade.
O controle de qualidade permanece
como um dos pilares estratégicos
da organização. Essencial
para assegurar a integridade dos
processos e resultados, ele é conduzido
por uma equipe altamente
capacitada e apoiado por tecnologias
avançadas. Esse compromisso
reforça a posição da empresa
como referência no setor, preparada
para enfrentar desafios e contribuir
ativamente para o desenvolvimento
sustentável.
Alinhada às demandas contemporâneas,
a nova sede incorpora
importantes soluções ambientais.
A adoção de energia solar destaca-
-se como uma iniciativa relevante,
promovendo a redução de custos
operacionais e, ao mesmo tempo,
diminuindo o impacto ambiental.
A empresa acredita que investir em
fontes renováveis é um passo fundamental
rumo a um futuro mais
equilibrado e responsável.
Outro destaque é a implementação
de um sistema de reuso de
água, essencial para minimizar
desperdícios e assegurar que os
processos laboratoriais ocorram
de maneira consciente. Reconhecendo
a importância desse recurso
natural, a empresa reforça seu
compromisso com a gestão eficiente
e sustentável da água.
No campo tecnológico, a nova
estrutura também representa
um avanço significativo.
Foram adquiridos equipamentos
modernos para o setor produtivo,
incluindo o liofilizador Liofast 10,
da IMA Group, além de uma envasadora
e tamponadora de frascos
e uma envasadora de ampolas,
ambas da Bausch. Para o setor de
toxicologia, destaca-se a incorporação
de um avançado sistema
de cromatografia gasosa acoplada
à espectrometria de massas
(GC-MS), da Agilent Technologies,
ampliando a capacidade analítica
e a precisão dos resultados.
A nova sede representa, portanto,
um passo estratégico rumo ao
futuro. Combinando infraestrutura
moderna, inovação tecnológica
e responsabilidade ambiental, a
empresa reafirma seu compromisso
com a excelência, com a sustentabilidade
e com a geração de
valor para a sociedade.
INFORME DE MERCADO
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
201
INFORME DE MERCADO
MEDTEST EM DESTAQUE COM A LINHA DE HPLC
DA LABTEST
O avanço no diagnóstico laboratorial
da diabetes tem colocado
a Hemoglobina Glicada (HbA1c)
em posição estratégica dentro da
rotina clínica moderna. Mais do
que um simples exame, a HbA1c
tornou-se um dos principais indicadores
para acompanhamento
glicêmico de longo prazo, auxiliando
médicos na tomada de decisão
terapêutica, prevenção de complicações
e monitoramento efetivo
dos pacientes diabéticos.
Nesse cenário, a confiabilidade
analítica dos resultados é um fator
indispensável. Equipamentos de
alta performance, estabilidade
metodológica e suporte técnico
qualificado são diferenciais que
impactam diretamente a segurança
diagnóstica e a eficiência
operacional dos laboratórios.
É dentro deste contexto que os analisadores
de Hemoglobina Glicada
HB-20 e HB-100, da Labtest, vêm
se consolidando como referências
em qualidade, precisão e produtividade
no mercado brasileiro.
Desenvolvidos para atender desde
pequenas rotinas até laboratórios de
maior demanda, os equipamentos
entregam excelente desempenho
analítico, facilidade operacional e
robustez técnica, características
fundamentais para uma rotina laboratorial
segura e eficiente.
A Medtest, distribuidora credenciada
da linha, tem desempenhado
papel fundamental na expansão e
consolidação desta tecnologia na
Bahia e em toda a região Nordeste.
Mais do que comercializar equipamentos,
a empresa vem executando
um trabalho pautado em suporte
técnico especializado, treinamento
operacional, assessoria científica
e acompanhamento próximo aos
clientes, garantindo máxima performance
dos sistemas instalados.
O resultado deste trabalho já se
traduz em números expressivos:
a marca de 100 mil testes de
Hemoglobina Glicada vendidos
em apenas um ano. Um marco que
demonstra não apenas a confiança
do mercado na tecnologia da Labtest,
mas também o comprometimento
da Medtest com a excelência
no diagnóstico laboratorial.
Entre os diversos projetos realizados,
destaca-se a entrega de equipamento
para a Prefeitura de Porto
Seguro, reforçando a importância
da ampliação do acesso ao diagnóstico
de qualidade também no
setor público. Investimentos como
este contribuem diretamente para
fortalecimento da atenção básica
e acompanhamento mais eficiente
de pacientes com diabetes.
Em um mercado cada vez mais
exigente, onde precisão diagnóstica
e suporte técnico fazem toda a
diferença, a parceria entre Labtest
e Medtest reafirma um compromisso
sólido com inovação, confiabilidade
e evolução da medicina
diagnóstica brasileira.
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202 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
SOCRAM FIRMA PARCERIA ESTRATÉGICA COM
A NIHON KOHDEN PARA AMPLIAR SOLUÇÕES
LABORATORIAIS EM GOIÁS E NO DISTRITO FEDERAL
INFORME DE MERCADO
A SOCRAM, empresa goiana com
mais de quatro décadas de atuação
em produtos e equipamentos
laboratoriais, anuncia parceria com
a Nihon Kohden, fabricante japonesa
reconhecida mundialmente
por sua excelência em tecnologia
médica e diagnostico in vitro (IVD).
Com este movimento, a SOCRAM
passa a representar oficialmente
a Nihon Kohden em Goiás e no
Distrito Federal, trazendo ao
mercado regional novas soluções
em equipamentos e reagentes
hematológicos para laboratórios,
clínicas e hospitais. Fundada em
1982, a SOCRAM consolidou-se
como referência no setor, oferecendo
equipamentos laboratoriais,
reagentes, insumos, assistência
técnica e assessoria científica. Seu
diferencial está no atendimento
próximo e ágil, aliado a suporte
técnico especializado e acompanhamento
científico contínuo.
A empresa conta com uma equipe
de 27 colaboradores distribuídos
entre os setores comercial,
administrativo e pós-venda.
Profissionais altamente qualificados
garantem manutenção,
revisão e suporte técnico de
equipamentos, além de treinamentos
e acompanhamento
das rotinas laboratoriais. Essa
estrutura permite atender de
forma personalizada e eficiente
às necessidades de cada cliente.
A SOCRAM também possui um
departamento de licitação estruturado,
preparado para atender
demandas públicas com organização
e compromisso, além de
oferecer alternativas como aluguel
e comodato de equipamentos, adequando-se
às diferentes realidades
operacionais dos laboratórios.
A parceria com a Nihon Kohden
fortalece o portfólio da SOCRAM,
ampliando a oferta de soluções
para análises laboratoriais humanas
e veterinárias, com tecnologia de
precisão que contribui para rotinas
mais seguras e ágeis.
Com foco em crescimento sustentável
e na constante evolução do
setor laboratorial, a SOCRAM segue
investindo em estrutura, qualificação
e alianças estratégicas para
consolidar sua presença em Goiás e
no Distrito Federal.
“Para nós, esta parceria representa
mais um passo importante na missão
de oferecer soluções de qualidade e
fortalecer o atendimento laboratorial
na região.” — Equipe SOCRAM
Contato Comercial
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as novidades!
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
203
INFORME DE MERCADO
SHIFT. TECNOLOGIA QUE CONECTA EFICIÊNCIA,
ESCALA E INTELIGÊNCIA NA MEDICINA DIAGNÓSTICA
Em um mercado pressionado por
produtividade, qualidade e compliance,
a Shift consolida sua posição
como parceira estratégica de
centros de diagnóstico que buscam
crescer com eficiência sem perder o
foco no cuidado ao paciente.
Com mais de 30 anos de atuação,
a empresa oferece uma plataforma
100% web que integra ponta
a ponta a operação - do agendamento
ao faturamento - com
soluções específicas para Análises
Clínicas, Anatomia Patológica
e Diagnóstico por Imagem.
A Plataforma Shift, que processa
mais de 580 milhões de exames
por ano, automatiza rotinas críticas,
reduz retrabalho e garante aderência
às principais exigências regulatórias
e de acreditação. O resultado
é ganho direto em produtividade,
segurança e padronização de processos,
elevando a qualidade assistencial
e a experiência do paciente.
Com mais de 250 especialistas e
um modelo de implantação consultivo,
a Shift combina tecnologia
e proximidade para acelerar
resultados. A empresa mantém
crescimento médio anual constante
nos últimos anos e presença
consolidada entre as Melhores
Empresas para Trabalhar (GPTW).
Para centros de diagnóstico que
buscam transformar operação em
vantagem competitiva, a evolução
já começou. Entre em contato
e descubra mais: shift.com.br |
@jeitoshift | (17) 2136-1555
204 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
DA CITOMETRIA CONVENCIONAL À FULL ESPECTRAL:
AMPLIE SUAS POSSIBILIDADES ANALÍTICAS
INFORME DE MERCADO
Seja na citometria convencional
ou espectral, a Cytek Biosciences®
oferece soluções completas que
redefinem o potencial analítico
dos laboratórios.
Referência global em inovação, a
Cytek Biosciences® é pioneira na
aplicação da citometria de fluxo
espectral, uma tecnologia que
permite a detecção do espectro
completo de emissão dos fluorocromos.
Na prática, isso significa
maior capacidade de multiplexação,
melhor resolução de sinais
sobrepostos e geração de dados
mais ricos e confiáveis, aspectos
fundamentais para aplicações avançadas
em pesquisa e diagnóstico.
No Brasil, você tem à disposição
analisadores espectrais escaláveis,
de 14 até 64 detectores de fluorescência,
com resolução a partir
de 70nm, além de todas essas
vantagens aplicadas também ao
sorting espectral.
O portfólio contempla ainda
soluções robustas para citometria
convencional por microcapilaridade
Cytek® Guava®, garantindo
flexibilidade para diferentes
níveis de complexidade experimental
e necessidades laboratoriais
— desde análises rotineiras
até o desenvolvimento de painéis
altamente complexos com até 12
cores de fluorescência.
Os pesquisadores também passam
a contar com o Cytek® Amnis® ImageStream®X
Mk II, o citômetro de
fluxo por imagem que combina
a alta performance da citometria
de fluxo com os recursos visuais e
funcionais da microscopia. Essa
combinação única possibilita uma
ampla gama de aplicações que
seriam impossíveis utilizando apenas
uma das técnicas.
Com a tecnologia da Cytek
Biosciences®, sua aplicação em
citometria de fluxo ganha em precisão,
eficiência e escalabilidade:
mais dados por amostra, menor
consumo de reagentes e maior
produtividade operacional.
Analítica e Cytek Biosciences®:
uma parceria orientada a apoiar seus projetos de inovação em análise celular.
https://info.analiticaweb.com.br/cytek
E-mail: analitica@novanalitica.com.br
Tel.: (11) 2162-8080
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
205
INFORME DE MERCADO
CITOMETRIA DE FLUXO FLUORESCENTE SYSMEX COMO
FERRAMENTA AUXILIAR NA SUSPEITA DE MALÁRIA
Alterações em gráficos de dispersão podem sugerir infecção por Plasmodium
A malária permanece como um
dos maiores desafios de saúde
global. Em 2023, a OMS estimou
mais de 260 milhões de casos e
590 mil óbitos no mundo. A maior
parte no continente africano,
onde o Plasmodium falciparum é o
grande vilão. No Brasil, no mesmo
ano, a região amazônica concentrou
99% dos casos autóctones,
mas o protagonista aqui é outro:
o Plasmodium vivax, presente em
82% das infecções.
A malária é causada por parasitas
do gênero Plasmodium e transmitida
por meio da picada de
fêmeas de mosquitos do gênero
Anopheles infectadas.
Embora o teste de referência
para malária ainda seja a pesquisa
em gota espessa, com avaliação
de esfregaços sanguíneos, a
tecnologia de citometria de fluxo
fluorescente dos analisadores
hematológicos da Sysmex das
linhas XN e XN-L pode identificar
alterações nos gráficos de dispersão
que sugerem a presença
de malária, mesmo sem conhecimento
prévio do quadro clínico
do paciente.
Nos analisadores Sysmex, dois
canais de medição são particularmente
relevantes: o Canal RET
(reticulócitos) e o Canal WDF
(diferencial de leucócitos). Ambos
utilizam marcadores fluorescentes
que detectam ácidos nucleicos
intracelulares. Como os parasitas
da malária possuem material
genético próprio dentro das
hemácias infectadas, essas células
podem apresentar padrões de
fluorescência alterados.
Em infecções por P. falciparum,
as alterações são mais evidentes
no Canal RET, podendo ocorrer
uma pseudo-reticulocitose, com
aumento da fração de baixa fluorescência
(LFR) e ativação do
alarme “RET Abn Scattergram”.
Já em infecções por P. vivax,
as alterações aparecem principalmente
no Canal WDF, com
padrões compatíveis com pseudo-eosinofilia
e ativação do alarme
“WBC Abn Scattergram”.
Esse comportamento diferenciado
nos gráficos dos dois canais
representa uma ferramenta
auxiliar relevante, especialmente
em contextos em que a suspeita
206 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
clínica de malária pode não ser
imediata. Em situações em que
hemogramas são frequentemente
solicitados, a análise dos gráficos
de dispersão pode antecipar
o pedido de exames confirmatórios,
contribuindo para um diagnóstico
mais rápido.
INFORME DE MERCADO
A Sysmex segue comprometida
com o desenvolvimento de soluções
que apoiam profissionais de
saúde com resultados confiáveis,
padronizados e consistentes no
dia a dia do laboratório.
Para mais informações, visite
sysmex.com.br
REFERÊNCIAS
Sysmex Europe. SEED Haematology: Malaria
– the global burden, 2015.
Sysmex Brasil. Você Sabia: Detecção de malária
por citometria de fluxo fluorescente.
Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico,
v.56, n.12, ago. 2025.
INFORME DE MERCADO
LANÇAMENTO EBRAM | SORO DE COOMBS – ANTI-IGG
Soro de Coombs - Anti IgG: investigação
de anticorpos eritrocitários
do tipo IgG ligados às hemácias
A investigação imuno-hematológica
é uma etapa fundamental na
rotina do laboratório de análises clínicas
e banco de sangue, especialmente
em situações que envolvem
incompatibilidades sanguíneas,
anemias hemolíticas e reações
transfusionais. Para esses casos, a
utilização de reagentes específicos
é essencial para garantir maior
assertividade e segurança no diagnóstico
e na interpretação clínica.
Os anticorpos da classe IgG possuem
estrutura monomérica e, por
essa característica, não promovem
aglutinação visível direta das
hemácias sensibilizadas. Dessa forma,
é necessária a utilização de um
reagente antiglobulina humana
capaz de evidenciar a formação do
complexo antígeno-anticorpo.
O Soro de Coombs atua exatamente
nessa etapa, permitindo a visualização
dessa reação com maior
clareza e contribuindo para um
resultado mais preciso durante a
investigação imuno-hematológica.
Ele também é conhecido como
soro antiglobulina humana, é um
dos reagentes mais importantes da
imuno-hematologia moderna. Ele
revolucionou a forma como detectamos
anticorpos de classe IgG
aderidos à superfície das hemácias,
permitindo identificar tanto
anticorpos livres no soro, quanto
anticorpos já ligados às hemácias
que não seriam detectados por
aglutinação direta em meio salino.
Por conter exclusivamente anticorpos
anti-IgG em sua formulação,
o reagente Soro de Coombs
apresenta elevada especificidade
na detecção de imunoglobulinas,
e essa característica proporciona
maior precisão na identificação da
sensibilização eritrocitária.
O Soro de Coombs é amplamente
utilizado em análises da rotina de
imuno-hematologia, incluindo:
• Investigação de Doença Hemolítica
Perinatal por incompatibilidade
materno-fetal
• Pesquisa de anticorpos eritrocitários
em anemias hemolíticas autoimunes
• Detecção de anticorpos associados à
hemólise induzida por medicamentos
• Investigação de reações hemolíticas
pós-transfusionais
• Pesquisa de antígeno D fraco
• Fenotipagem eritrocitária por teste
de Coombs indireto
• Titulação de anticorpos eritrocitários
• Testes de compatibilidade transfusional
Desde sua descoberta na década
de 1940 por Robin Coombs, Arthur
Mourant e Robert Race, o Soro
de Coombs é a base da pesquisa
e identificação de anticorpos clinicamente
significantes e segue
absolutamente indispensável para
a segurança transfusional.
Lançamento Ebram | Soro de
Coombs
A linha de imuno-hematologia da
Ebram é composta pelos reagentes
Anti-A, Anti-B, Anti-AB, Soro
Anti-D, Controle Rh, Albumina
bovina 22% e Antiglobulina humana
(Anti-IgG + C3d). Os reagentes
dessa linha superam os requisitos
mínimos exigidos pelos principais
laboratórios de referência e bancos
de sangue do Brasil.
Com a mesma qualidade já reconhecida
e validada dos demais reagentes
da linha, a Ebram está ampliando
a linha com a inclusão do reagente
Soro de Coombs – Anti-IgG, tornando
o portfólio mais completo e
oferecendo aos laboratórios mais
segurança e tranquilidade para a
rotina da imuno-hematologia.
Para saber mais sobre esse lançamento,
entre em contato com o time
técnico ou comercial da Ebram.
Tel.: 11 2291-2811
SAC 0800 500 2424
www.ebram.com
Instagram: @ebrambr
LinkedIn: /company/ebrambr
208 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
OFERECENDO SUPORTE MAIS PRECISO PARA A TOMADA
DE DECISÕES CLÍNICAS: TRÊS RAZÕES PRINCIPAIS PARA
ESCOLHER ANALISADORES HEMATOLÓGICOS DE SEIS
PARTES COM TECNOLOGIA DE FLUORESCÊNCIA
INFORME DE MERCADO
1. Maior capacidade de diferenciação
celular
Os analisadores de 3 partes classificam
leucócitos em três categorias:
linfócitos, granulócitos e células
médianas, enquanto os analisadores
de 5 partes podem diferenciar
ainda mais neutrófilos, eosinófilos,
basófilos, linfócitos e monócitos,
mas ainda têm limitações na identificação
de células anormais.
Os analisadores hematológicos de
6 partes, utilizando a tecnologia
de coloração por fluorescência,
podem identificar e classificar as
células com maior precisão, distinguindo
até mesmo populações de
células anormais, como granulócitos
imaturos (IG), glóbulos vermelhos
nucleados (NRBCs), células
blásticas ou linfócitos atípicos.
2. Detecção mais precisa
A tecnologia de fluorescência
utiliza corantes fluorescentes
específicos que se ligam aos ácidos
nucleicos dentro das células, proporcionando
uma visão mais clara
das informações sobre os ácidos
nucleicos celulares. Essa capacidade
reduz significativamente a
interferência de substâncias como
partículas lipídicas, micrócitos,
hemácias fragmentadas e plaquetas
grandes, garantindo maior precisão
nas medições de leucócitos,
hemácias e plaquetas.
3. Maior nível de automação e
inteligência
As plataformas com tecnologia de
fluorescência são frequentemente
integradas com algoritmos avançados
que identificam e sinalizam
automaticamente células anormais
e geram relatórios confiáveis.
Isso reduz a carga de trabalho da
equipe do laboratório, ao mesmo
tempo em que melhora a consistência
e a precisão dos resultados.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
209
INFORME DE MERCADO
LOC-200: ANÁLISES BIOQUÍMICAS RÁPIDAS COM
APENAS 3 GOTAS DE AMOSTRA
O LOC-200 é o analisador bioquímico
point of care comercializado
pela CELER, desenvolvido para
oferecer praticidade, agilidade e
consistência nos resultados laboratoriais.
O equipamento atende
diferentes demandas diagnósticas
por meio da realização de exames
de bioquímica sanguínea e eletrólitos,
com operação simplificada e
alta eficiência.
Um dos principais diferenciais
do LOC-200 está na combinação
entre baixo volume de amostra
e rapidez analítica. Utilizando
cerca de 90 a 120 µL de sangue, o
sistema é capaz de entregar resultados
em um intervalo de 8 a 12
minutos, contribuindo para maior
dinamismo na rotina e suporte
mais ágil à decisão clínica.
A proposta do equipamento está
centrada na automação dos processos.
Todas as etapas críticas da
análise, como diluição e mistura,
são executadas internamente,
eliminando a necessidade de centrifugação
e reduzindo intervenções
manuais. O fluxo operacional
ocorre de forma direta, em três
etapas sequenciais: aplicação da
amostra, inserção do disco reagente
e leitura dos resultados.
Além disso, o LOC-200 se destaca
pelo formato compacto e pelo conceito
de fácil implementação, sendo
uma alternativa viável para diferentes
estruturas laboratoriais. Sua
baixa necessidade de manutenção
e operação intuitiva contribuem
para a otimização de recursos e
maior eficiência no dia a dia.
Com foco em desempenho e simplicidade,
o LOC-200 amplia as
possibilidades de análise bioquímica
em ambientes que buscam
confiabilidade aliada à praticidade
operacional.
Dados de contato:
Tel.: (31) 3413-0814|
E-mail: comunicacao@celer.ind.br
Site: https://celer.ind.br/
Localização: Belo Horizonte • MG
210 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
UCARE 6000: AGILIDADE E PRECISÃO EM ANÁLISES DE
GASES SANGUÍNEOS PARA AMBIENTES CRÍTICOS
INFORME DE MERCADO
O UCARE 6000 é o analisador
automático de gases sanguíneos
comercializado pela CELER, desenvolvido
para atender com eficiência
as demandas de ambientes críticos
como UTIs, prontos-socorros,
centros cirúrgicos e laboratórios
clínicos. Consolidado no portfólio
da empresa, o equipamento se
destaca por unir desempenho
analítico, praticidade operacional
e segurança no diagnóstico.
Capaz de realizar análises de gases
sanguíneos, eletrólitos, metabólitos
e hematócrito em um único
sistema, o UCARE 6000 entrega
até 34 parâmetros por teste, com
resultados em aproximadamente
2 minutos e utilizando baixo volume
de amostra, a partir de 90 µL
para amostras capilares. Essa combinação
contribui para decisões
clínicas mais ágeis e assertivas,
fundamentais em cenários de alta
complexidade.
O equipamento opera com
tecnologia de sensoriamento
eletroquímico e microfluídica e
utiliza o Solution Pack , que integra
cartão de eletrodos, soluções
de calibração e controles internos
de qualidade. Esse conceito reduz
a complexidade da rotina, elimina
a necessidade de refrigeração e
minimiza intervenções técnicas,
trazendo maior eficiência operacional
ao serviço de saúde.
Pensado para facilitar a rotina do
usuário, o UCARE 6000 conta com
tela touchscreen de 10 polegadas,
leitor de código de barras e
impressora térmica integrados,
conectividade Wi‐Fi e interface para
sistemas LIS. A bateria interna recarregável
assegura mobilidade e con-
tinuidade operacional, ampliando a
flexibilidade de uso em diferentes
ambientes assistenciais.
Com desempenho consolidado
no mercado, o UCARE 6000 reforça
o posicionamento da Celer
como parceira estratégica de
instituições de saúde que buscam
confiabilidade analítica, agilidade
no atendimento e otimização de
recursos em exames de gasometria
e cuidados críticos.
Dados de contato:
Tel.: (31) 3413-0814|
E-mail: comunicacao@celer.ind.br
Site: https://celer.ind.br/
Localização: Belo Horizonte • MG
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
211
INFORME DE MERCADO
TECNOLOGIA ÓPTICA AVANÇADA PARA BIOQUÍMICA CLÍNICA
PDR TECNOLOGY – MINDRAY
As reações bioquímicas são inerentemente complexas e estão sujeitas a múltiplos fatores de
interferência que podem impactar a confiabilidade dos resultados analíticos.
Entre as principais fontes de interferência
destacam-se:
• Interferências ambientais no sistema de reação,
como variações de CO₂, temperatura, umidade e
incidência de luz;
• Interferências pré-analíticas, incluindo depósitos de
fibrina, aglomerados proteicos, bolhas e precipitações.
• Contaminação por transferência, decorrente de sondas
e misturadores;
• Qualidade inadequada da água, cubetas e contaminação
cruzada;
• Interferências químicas comuns, como hemólise,
lipemia e icterícia;
• Interferências endógenas irreversíveis em amostras
patológicas;
• Características específicas das amostras, como
alto teor de globulina, elevada acidez e interferência
de fármacos.
Registro ANVISA: 80943610205
212 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Princípios da Tecnologia PDR
A tecnologia PDR (Panorama Dynamic Recognition)
foi desenvolvida para mitigar esses riscos por meio
de uma abordagem óptica avançada. O sistema
examina dinamicamente toda a superfície da cubeta
e analisa os dados obtidos a partir de 16 comprimentos
de onda, gerando uma curva de reação
tridimensional com até 1.000 vezes mais dados em
comparação aos sistemas ópticos tradicionais.
INFORME DE MERCADO
Panorama
Aquisição de dados panorâmicos
em comprimento de onda total,
permitindo a coleta simultânea
de informações dos 16 comprimentos
de onda em cada ponto
de medição.
Dinâmico
Leitura dinâmica e contínua em
tempo real, na qual cada intervalo
de medição cobre toda a
superfície da cubeta.
Reconhecimento
Identificação abrangente das
informações da reação, com correção
de micro interferências. Os
dados dos 16 comprimentos de
onda são incorporados ao cálculo
do resultado, com verificação
automática de anomalias.
Valor Clínico do PDR®
O PDR® incorpora uma robusta funcionalidade HIL.L, que fornece
o índice sérico associado a ensaios potencialmente influenciados
por hemólise, icterícia e lipemia. Essa avaliação é realizada sem a
necessidade de reagentes adicionais e sem impacto na produtividade,
agregando valor clínico e operacional ao laboratório.
E-mail: ivdmarketingbrasil@mindray.com
SAC: 0800 8789 911
sac.br@mindray.com
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
213
INFORME DE MERCADO
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: O
BRASIL AVANÇA, O GRUPO STRA JÁ ESTÁ PREPARADO.
O Ministério da Saúde, oficializou
a nova diretriz nacional para o
rastreamento do câncer do colo
do útero, incorporando o teste
milhões
de amostras
+ 8
+
processadas
no Brasil
Líder de Citologia
em Meio Líquido
no Brasil
Presença Global
5
Continentes
+ 14
Países
molecular de detecção de DNA-
-HPV oncogênico como método
primário para mulheres com idade
entre 25 a 64 anos.
A medida alinha o Brasil às recomendações
da Organização Mundial
da Saúde (OMS), American
Cancer Society (ACS) e Diretrizes
Europeias, que já reconhecem o
rastreamento baseado em HPV
como o método de maior sensibilidade
e acurácia diagnóstica para
detecção precoce.
GP-100
Processador Automatizado
para Citologia em Meio Líquido
Solução para
Conservação Celular
É o meio ideal de preservação e
transporte de amostras coletadas
para testes de DNA-HPV, IST e
exames citológicos.
iPonatic II
Biologia Molecular PoCT
Testes de DNA-HPV, IST e outros.
Com atuação pautada em inovação,
evidência científica e compromisso
com resultados clínicos,
o Grupo Stra® antecipa-se a essa
mudança e conta em seu portfólio,
com uma solução integrada
completa, contemplando todas as
etapas da nova conduta:
• Coleta em meio líquido com o
Kit GynoPrep®, que assegura a
estabilidade e a fixação adequada
da amostra.
• Teste molecular para HPV 13+2
genótipos de alto risco, com identificação
individual dos subtipos 16 e
18 e detecção em grupo dos demais
13 genótipos , realizado com o
equipamento iPonatic II (Sansure®).
• Citologia em meio líquido reflexa,
com a mesma amostra, processada
pelo GynoPrep® GP-100,
otimizando tempo e recursos
laboratoriais.
O rastreamento do câncer do colo
do útero entra em uma nova era,
mais precisa, tecnológica e efetiva.
E o Grupo Stra reafirma sua posição
como parceiro de confiança
para os laboratórios e profissionais
que lideram essa transformação.
Pensou tecnologia em saúde e
bem-estar, pensou Stra.
Tel.: (47) 3183-8200
grupostra.com.br
contato@grupostra.com.br
(ig) grupo_stra (fb) grupostra
214 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
VITRINE
AGILIZE SUA
PESQUISA COM
O MICROLAB
PURIFY: CLEANUP
AUTOMATIZADO
DE ÁCIDOS
NUCLEICOS
PARA NGS E PCR
INFORME DE MERCADO
Cansado de cleanups manuais e trabalhosos
para a preparação de bibliotecas NGS?
O Microlab PuriFY, da Hamilton (https://
www.hamiltoncompany.com/microlab-
-purify), oferece uma solução compacta e
independente para cleanup automatizado
por beads magnéticas. Este sistema inovador
agiliza etapas trabalhosas, permitindo
que os usuários se concentrem na liberação
rápida de resultados.
Apresentando o Microlab PuriFY: uma
solução compacta e sustentável
O Microlab PuriFY possui tecnologia
patenteada com insumos próprios,
garantindo consistência e rendimento.
Seu design compacto e sustentável reduz
significativamente o desperdício
de plástico, alinhando-se com práticas
laboratoriais econômicas e ecologicamente
corretas. Projetado para atender
às diversas necessidades dos laboratórios
modernos, o Microlab PuriFY é ideal
para todos os laboratórios.
Colha os benefícios da automação:
› Operação fácil: a interface intuitiva
simplifica a operação e fornece monitoramento
detalhado, desde o status da
execução em tempo real até o registro
automatizado, garantindo transparência
e confiabilidade em cada etapa.
› Resultados consistentes: a automação
elimina a variabilidade do usuário, oferecendo
resultados consistentes e reproduzíveis,
reduzindo o trabalho repetitivo,
diminuindo custos e aumentando a produtividade
geral do laboratório.
› Tempo livre: foco no que importa! Liberte-se
de tarefas repetitivas de pipetagem.
› Otimização do espaço: o design compacto
integra-se perfeitamente em
qualquer configuração de laboratório,
otimizando o espaço na bancada.
› Sustentabilidade: reduza o consumo
de plástico em até 80% com tecnologia
inovadora, minimizando o impacto ambiental
e apoiando práticas econômicas.
Chega de ponteiras!
Purificação automatizada com beads
magnéticas: como funciona
O Microlab PuriFY possui fluxo de
trabalho simplificado e automatizado:
› Selecione o protocolo: escolha seus
parâmetros de cleanup através da interface
touchscreen.
› Carregue amostras e tampões: carregue
sua suspensão de magnetic beads/
amostra nas Strips Microlab PuriFY,
insira as placas de processamento e os
tampões necessários.
› Verificações de carregamento: o
sistema verifica automaticamente os
níveis de líquido, garantindo a capacidade
suficiente de tampão e resíduos, e
detecta as Strips Microlab PuriFY e as
placas antes da execução do protocolo.
› Execute o protocolo: inicie o processo
automatizado com o toque de um botão.
› Recupere amostras purificadas: colete
suas amostras purificadas.
Software e hardware: projetados para a
simplicidade
O software do Microlab PuriFY foi
projetado para facilitar o uso, apresentando
uma Interface Grafica intuitiva, animações
de carregamento, LEDs iluminados,
luzes de status e progresso e alertas audíveis.
Esses recursos minimizam o risco
de erros e garantem uma operação perfeita.
Os protocolos de cleanup agora são tão
simples quanto plug-and-play.
Explore o sistema Microlab PuriFY
O Microlab PuriFY é a solução ideal
para laboratórios que buscam agilidade,
precisão e sustentabilidade no cleanup
de ácidos nucleicos.
Chegando em breve: não perca a
oportunidade de transformar seus fluxos
de trabalho de laboratório. Entre na
lista de espera e baixe a brochura para
obter mais informações sobre o Microlab
PuriFY e como ele pode revolucionar
seu laboratório. Entre em contato
com a Hamilton hoje mesmo para discutir
suas necessidades específicas.
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joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
DIVULGAÇÃO/HAMILTON
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
74
215
INFORME DE MERCADO
BLOOD 5P INVISTAR
ANALISADOR HEMATOLÓGICO AUTOMATIZADO
O hemograma evoluiu. Hoje, além da
contagem celular tradicional, novos
índices hematológicos ampliam o
valor clínico do exame mais solicitado
da medicina laboratorial.
O Blood 5P InviSTAR é um analisador
hematológico automatizado com
diferencial leucocitário em 5 partes,
desenvolvido para oferecer precisão
analítica, eficiência operacional e
maior geração de informação clínica
para laboratórios modernos.
O equipamento utiliza tecnologias
consolidadas, como citometria de
fluxo a laser, impedância elétrica e
método colorimétrico para hemoglobina,
garantindo confiabilidade
nos resultados e otimização da
rotina laboratorial.
Além dos parâmetros hematológicos
tradicionais, o sistema permite
a análise de índices derivados que
ampliam a interpretação clínica do
hemograma:
• Índice de Mentzer – auxilia na
diferenciação entre anemia ferropriva
e talassemia
• RDWI – índice eritrocitário que
contribui para a avaliação de anemias
microcíticas
• MLR (Monocyte-to-Lymphocyte
Ratio) – associado a indicadores
prognósticos em inflamações, infecções
e doenças cardiovasculares
Esses parâmetros ampliam o papel
do hemograma como ferramenta
estratégica de triagem e apoio à
decisão clínica.
Com tecnologia avançada, fluxo
operacional otimizado e controle
de qualidade ampliado, o Blood
5P InviSTAR oferece aos laboratórios
mais informação clínica,
maior eficiência operacional e
maior valor diagnóstico.
suportecomercial@invitro.com.br
InviZap: (031) 99973-2098
Instagram: @invitro_
216 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
A REVOLUÇÃO DA GESTÃO LABORATORIAL: O PASSO QUE
SEPARA BONS PROFISSIONAIS DE LÍDERES DE VERDADE
INFORME DE MERCADO
A maioria dos profissionais de
laboratório domina a técnica, mas
trava quando precisa dar o próximo
passo na carreira. Sabe executar,
conhece a rotina, entrega
resultado. Mas, quando surge uma
oportunidade de liderança, esbarra
na falta de preparo em gestão,
processos, indicadores e tomada
de decisão. E o mercado já mudou.
A medicina laboratorial vive um
cenário de alta competitividade
e consolidação. Hoje, não cresce
quem faz bem o básico; cresce
quem sabe gerir, otimizar e tomar
decisões estratégicas. É exatamente
essa lacuna que a Pós-Graduação
em Gestão da Qualidade Laboratorial
da Quaent, em parceria
com a Anhanguera e com certificação
reconhecida pelo MEC, resolve.
Mais do que um curso técnico, é
uma formação pensada para transformar
profissionais operacionais
em gestores preparados para o
que o mercado exige agora.
Você desenvolve domínio prático
sobre:
- Normas que definem quem sobe
para cargos estratégicos (ISO 9001,
15189 e 17025)
- Exigências reais do setor com
base na Anvisa (RDC 978/2025)
- Programas de acreditação que
valorizam seu currículo (PALC,
DICQ e ONA)
- Gestão de riscos, indicadores e
eficiência operacional
- Tendências que já estão moldando
o futuro: Inteligência Artificial na
saúde, LGPD e Compliance Digital
Mas o principal não é o conteúdo.
É o posicionamento que você
constrói. Porque, na prática, o que
trava a maioria dos profissionais
não é falta de conhecimento técnico,
é falta de visão de gestão.
Sem isso, o profissional:
- Continua preso na operação
- Não participa de decisões estratégicas
- Vê outras pessoas assumirem cargos
de liderança
- Acaba estagnado, mesmo sendo
bom no que faz
Com a formação certa, o jogo muda.
Você passa a entender o laboratório
como um todo, toma decisões com
base em dados, lidera equipes com
mais segurança e se torna alguém
preparado para assumir responsabilidades
maiores. É esse tipo
de profissional que as instituições
de saúde estão buscando. Se você
quer sair da execução e assumir um
papel estratégico dentro do laboratório,
esse é o movimento. Porque,
no cenário atual, não basta
ser bom tecnicamente. Ou você
evolui para a gestão ou corre o risco
de ficar para trás.
Aproveite as condições exclusivas
da CBAC 2026!
Escaneie o QR Code ou, se preferir,
entre em contato diretamente:
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(43) 99111-3524
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
217
INFORME DE MERCADO
A EVOLUÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA DENGUE NO BRASIL:
LABTEST LANÇA O PRIMEIRO TESTE NACIONAL DE
DENGUE NS1 POR CLIA.
Em um cenário em que a dengue
permanece como um dos maiores
desafios de saúde pública do país,
a necessidade de diagnóstico laboratorial
rápido, preciso e escalável
nunca foi tão urgente. Mesmo com
redução de casos em relação ao
pico epidêmico de 2024–2025, o
Brasil segue registrando circulação
viral expressiva, mantendo a doença
como prioridade nacional de
vigilância epidemiológica. Segundo
dados atualizados do Ministério
da Saúde, o país apresentou redução
de 75% no número de casos
em 2026 em comparação ao mesmo
período do ano anterior, mas
ainda com grande pressão sobre
os serviços de saúde.
Nesse contexto, a Labtest marca
um novo capítulo na medicina
diagnóstica nacional ao se tornar
a primeira empresa brasileira a
disponibilizar no mercado o exame
de Dengue NS1 por quimioluminescência
(CLIA), uma inovação
que eleva o padrão do diagnóstico
precoce da dengue no país.
O papel crítico do antígeno NS1
no diagnóstico precoce da dengue
O antígeno NS1 (Non-Structural
Protein 1) é um dos biomarcadores
mais relevantes para detecção precoce
da infecção por dengue. Ele
pode ser identificado nos primeiros
dias de sintomas, geralmente entre
o 1º e o 5º dia de doença, período
em que a carga viral é mais elevada
e a intervenção clínica precoce
pode ser decisiva para o manejo
adequado do paciente.
Historicamente, no Brasil, a pesquisa
de NS1 esteve amplamente
restrita aos testes rápidos imunocromatográficos,
metodologia
que trouxe ganhos importantes
em acesso, porém apresenta
limitações analíticas conhecidas,
especialmente em sensibilidade,
padronização e escalabilidade
laboratorial.
O avanço da quimioluminescência:
mais robustez para o diagnóstico
da dengue
A introdução do Dengue NS1 por
CLIA (Chemiluminescent Immunoassay)
representa uma mudança
de paradigma no diagnóstico
laboratorial da dengue.
Maior sensibilidade e desempenho
analítico
O Dengue NS1 Ag Reagent Kit
Labtest demonstrou sensibilidade
clínica de 99,33% e especificidade
de 99,82%, com concordância
global de 99,15% em comparação
com método ELISA de referência.
218 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Uma solução desenvolvida para a
rotina laboratorial moderna
O teste foi projetado para utilização
Impacto clínico e epidemiológico
A introdução de um teste NS1 automatizado
por quimioluminescência
Inovação nacional para um desafio
nacional
Ao lançar o primeiro teste brasileiro
INFORME DE MERCADO
em analisadores dedicados aos reagentes
de quimioluminescência da
Labtest e oferece características alinhadas
às demandas dos laboratórios
de média e alta complexidade:
• Automação completa e alta produtividade;
• Processamento totalmente automatizado;
• Redução da manipulação manual;
• Menor risco de erro operacional;
• Integração ao fluxo de rotina
laboratorial.
Resultados padronizados e repro-
no mercado brasileiro representa
um ganho importante para toda a
cadeia de cuidado em saúde:
Para o paciente
• Diagnóstico mais precoce e confiável;
• Maior chance de monitoramento
oportuno;
• Melhor estratificação de risco clínico.
Para médicos e hospitais
• Mais segurança no diagnóstico diferencial
de síndromes febris agudas;
• Melhor suporte à decisão clínica
nos primeiros dias da doença.
de Dengue NS1 por quimioluminescência,
a Labtest reforça seu
compromisso com a inovação diagnóstica
e com o desenvolvimento
de soluções alinhadas às necessidades
epidemiológicas do país.
Mais do que ampliar o portfólio
laboratorial, esta inovação representa
um avanço estratégico para
o fortalecimento da medicina
diagnóstica nacional em um cenário
onde rapidez, precisão e escalabilidade
são indispensáveis.
dutíveis.
O método apresentou coeficientes
de variação inferiores a 5% nos
estudos de precisão intra e interensaio,
demonstrando alta robustez
analítica.
Para laboratórios
• Diferenciação tecnológica frente
ao mercado;
• Maior capacidade de processamento
em períodos epidêmicos;
• Redução de subjetividade associa-
Com o Dengue NS1 por CLIA,
a Labtest Virtue inaugura uma
nova era no diagnóstico da dengue
no Brasil.
da à leitura visual de testes rápidos.
Estabilidade operacional
Reagentes estáveis até o vencimento
Para a saúde pública
quando armazenados entre 2–8 °C;
• Maior robustez na vigilância epi-
Após abertura: estabilidade de 60
demiológica;
dias refrigerado;
Estabilidade onboard de 45 dias,
• Melhor confiabilidade dos dados
laboratoriais;
DDG: 0800 031 3411
+55 31 3689-6900
favorecendo gestão eficiente de
• Fortalecimento da resposta nacio-
labtest@labtest.com.br
rotina laboratorial.
nal a surtos de arboviroses.
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
219
INFORME DE MERCADO
QLX LANÇA NOVO TESTE BETA HCG COM ALTA
SENSIBILIDADE E PRATICIDADE PARA LABORATÓRIOS
A QLX Diagnósticos anuncia ao
mercado o lançamento do novo
TESTE BETA HCG QLX, desenvolvido
para a determinação qualitativa
da gonadotrofina coriônica
humana (β-HCG) em amostras de
soro, plasma e urina humana.
Projetado para uso profissional em
laboratórios, clínicas e serviços de
apoio diagnóstico, o teste utiliza
tecnologia imunocromatográfica
de fluxo lateral, proporcionando leitura
visual rápida, simples e segura.
Entre os principais diferenciais
do produto estão:
• Sensibilidade analítica de 25
mUI/mL para soro
• Resultados entre 10 e 20 minutos
• Compatibilidade com soro, plasma
e urina
• Fácil execução e interpretação
• Produto registrado na ANVISA
• Apresentações com 50, 80 e 100
determinações
Além da praticidade operacional,
o TESTE BETA HCG QLX apresentou
excelente desempenho em estudos
comparativos, alcançando:
• Sensibilidade clínica: 100%
• Especificidade clínica: 100%
• Precisão global: 100%
“O objetivo da QLX é ampliar o
acesso do mercado a testes rápidos
confiáveis, estáveis e com
excelente relação custo-benefício,
mantendo o padrão de qualidade
exigido pelos laboratórios brasileiros”,
destaca a empresa.
O produto possui estabilidade
para transporte em temperaturas
de até 45°C por até 3 dias, característica
importante para a logística
nacional e distribuição em diferentes
regiões do país.
Com este lançamento, a QLX
reforça sua estratégia de expansão
no segmento de diagnóstico
in vitro, ampliando seu portfólio
de soluções laboratoriais para
atender laboratórios, hospitais e
clínicas com tecnologia acessível
e alto desempenho.
Vendas (11) 96375-2031
Qlx.com.br
220 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
NA ROTINA LABORATORIAL, A PRECISÃO DO DIAGNÓSTICO
COMEÇA NA CONFIABILIDADE DO CONSUMÍVEL
INFORME DE MERCADO
Confiança de quem fabrica:
Padrão absoluto e Selo de Qualidade
Cral.
A excelência de um laboratório
moderno se mede nos detalhes
que sustentam toda a rotina. Da
coleta ao processamento analítico,
a integridade de cada etapa exige
descartáveis com vedação perfeita,
esterilidade comprovada e rigor
geométrico consistente.
O mercado conhece o custo da
variação: falhas de lote, problemas
de encaixe e inconsistências que
travam a operação e aumentam o
risco na cadeia do diagnóstico.
A Cral decidiu reduzir essa margem
a zero.
Na linha Cralplast, os principais
itens são produzidos aqui, na nossa
fábrica — sob controle direto de
processo, padrão e testes. E para
completar o portfólio, reunimos
soluções que seguem o mesmo
nível de exigência, sempre com
um único compromisso: entregar
previsibilidade na sua bancada.
O que mantém tudo no mesmo
nível é o Selo de Qualidade Cral: o
crivo que valida cada item da linha,
do recebimento ao uso, garantindo
padronização, biossegurança e
desempenho na prática.
Quando você abastece sua operação
com Cralplast, você elimina
as incertezas da base. O frasco
veda de primeira. A leitura se
mantém estável. E a qualidade
deixa de ser uma promessa —
vira um padrão controlado.
Eleve o padrão da sua rotina.
Confie em quem fabrica e garante
a qualidade.
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
221
INFORME DE MERCADO
ANALISA DIAGNÓSTICA AMPLIA PORTFÓLIO COM LINHA
COMPLETA DE CONTROLES PARA A PLATAFORMA FIA
A consolidação dos ensaios por
imunofluorescência (FIA) na rotina
laboratorial trouxe consigo uma
exigência incontornável: garantir
que os resultados gerados nessas
plataformas estejam amparados por
controles de qualidade rigorosos,
rastreáveis e compatíveis com as
crescentes demandas regulatórias.
Diante desse cenário, a Analisa
Diagnóstica reforça seu compromisso
com a qualidade ao anunciar
a sua nova Linha de Controles
FIA — uma solução de controle
de qualidade dedicada a atuar em
conjunto com os testes FIA Point of
Care já utilizados na rotina laboratorial.
Com cobertura para marcadores
de alta relevância clínica nas
áreas de urgência e emergência,
cardiologia, endocrinologia e
monitoramento de condições crônicas,
a linha oferece ao laboratório
maior segurança e confiança na
liberação dos seus resultados.
Todos os produtos são formulados
com antígenos recombinantes
e estabilizantes, assegurando
consistência entre lotes e reprodutibilidade
analítica — atributos
essenciais para serviços que operam
sob certificações como PALC,
DICQ, ONA e ISO 15189. Embora a
acreditação laboratorial não seja
obrigatória no Brasil, representa
uma tendência crescente entre
laboratórios que buscam diferenciação
e excelência no mercado.
Indústria brasileira com mais de
quatro décadas de atuação em
diagnóstico in vitro, a Analisa
Diagnóstica será uma das poucas
fabricantes nacionais a disponibilizar
uma linha dedicada de controles
para plataformas FIA. Essa
iniciativa reforça seu compromisso
com a excelência diagnóstica e
a agilidade de suporte que o setor
exige — uma solução desenvolvida
para as demandas reais da
medicina diagnóstica nacional.
O registro da Linha de Controles
FIA está em processo de análise
junto à ANVISA. A disponibilização
comercial ocorrerá imediatamente
após o deferimento regulatório.
Qualidade não é o ponto
de chegada — é o que precisa
estar presente em cada etapa do
processo analítico.
Para acompanhar o lançamento da
Linha de Controles FIA e conhecer
o portfólio completo da Analisa,
acesse www.goldanalisa.com.br ou
entre em contato com a equipe
técnico-comercial pelo telefone
(31) 3727-1888.
Siga a Analisa nas redes sociais e
fique por dentro das novidades.
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LinkedIn: @analisadiagnostica
222 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
O DESAFIO DA GESTÃO DE IA NO LABORATÓRIO
CLÍNICO: DA PRECISÃO DIAGNÓSTICA A GUERRA DE
RESPONSABILIDADES
INFORME DE MERCADO
No mercado de análises clínicas
e medicina diagnóstica, as possibilidades
são transformadoras:
a radiologia e o diagnóstico por
imagem já lideram a adoção da
tecnologia, com 39% dos médicos
destacando o uso da IA para facilitar
a análise de exames e reduzir
erros. O laboratório clínico, mesmo
como coadjuvante nessa pauta, já
vive uma rotina onde essas inovações
garantem diagnósticos mais
rápidos e precisos, otimizando o
valioso tempo dos especialistas.
No entanto, a escalada dessas
tecnologias traz um desafio que
vai além da qualidade dos dados
e da segurança da informação:
um profundo desafio de governança
corporativa. E, como toda
vanguarda em gestão eficiente
no setor, essa é uma pauta que já
está sendo estrategicamente pensada
e discutida pelo Plátano. À
medida que a IA evolui de simples
ferramentas para sistemas autônomos
e "agentes" — capazes de
processar dados, cruzar históricos
e sugerir resultados —, surge uma
disputa por controle e poder nos
altos escalões das organizações.
A Harvard Business Review, na
publicação de Toby E. Stuart, classificou
esse fenômeno como uma
emergente "competição jurisdicional".
Afinal, quem deve ser o
gestor de um sistema autônomo
no laboratório?
As reivindicações de cada área são
múltiplas e todas possuem mérito.
A área de tecnologia enxerga a
IA como uma infraestrutura que
precisa ser integrada e protegida.
O setor de operações argumenta
que, se a IA executa o fluxo central
dos exames, trata-se de uma
questão puramente operacional.
O departamento financeiro alerta
para os impactos nos custos,
enquanto a área da qualidade que
orquestra os riscos no laboratório
se preocupa com a exposição legal
caso um algoritmo cometa falhas.
Os responsáveis pelos dados
reforçam que tudo depende do
controle das informações e de
como o algoritmo raciocina sobre
elas. Diferentemente de softwares
tradicionais, a IA "agente" apaga a
fronteira entre "a ferramenta" e
"o trabalho", atuando como uma
nova categoria de trabalhadores.
Tentar entregar a responsabilidade
exclusiva dessas iniciativas
a um único líder não funcionará,
pois os riscos são altos e o escopo
da tecnologia é muito amplo. Para
superar essa guerra de territórios,
a pergunta estratégica a ser feita
não é "quem é o dono da IA?", mas
sim "quem é o responsável por
quais decisões relacionadas à IA?".
A solução é criar um "mapa de
decisões" granular. Nele, a diretoria
juntamente com o setor de
operações define o que a IA deve
realizar; a área de tecnologia
garante a segurança do sistema; os
responsáveis pelos dados estabelecem
o acesso às informações; e a
área da qualidade dita os limites de
autonomia do algoritmo. Diante
dessa revolução irreversível, fica o
questionamento: como o seu laboratório
está estruturando essas
fronteiras? As lideranças estão
preparadas para compartilhar
decisões ou ainda estão presas
à disputa por territórios? É exatamente
para responder a essas
perguntas e desenhar uma governança
colaborativa que o Plátano
atua, garantindo que a inovação
em saúde seja não apenas rápida,
mas estruturada e segura."
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
223
INFORME DE MERCADO
BIOCLIN AMPLIA POSSIBILIDADES DIAGNÓSTICAS COM
A LINHA POCT FIA NEO
A Bioclin segue investindo em
inovação para diagnóstico rápido e
descentralizado com a linha POCT
FIA NEO, sistema de imunoensaio
por fluorescência desenvolvido
para entregar resultados quantitativos
com alta sensibilidade e
especificidade em poucos minutos.
Projetada para atender laboratórios,
hospitais, UTIs, prontos-socorros,
clínicas e serviços de home
care, a solução combina praticidade
operacional, conectividade
e precisão analítica, contribuindo
para maior agilidade na tomada
de decisão clínica.
A linha é composta pelo analisador
POCT FIA NEO e um portfólio
crescente de testes fluorescentes
voltados a diferentes aplicações
diagnósticas. Entre os diferenciais
do sistema estão a identificação
automática de testes, calibração
automática, interfaceamento
com sistemas laboratoriais (LIS),
controles de qualidade integrados
ao software e bateria interna
recarregável, permitindo mobilidade
e eficiência em diferentes
ambientes de atendimento.
Além do menu já disponível para
marcadores cardíacos, inflamatórios,
hormonais e metabólicos, a
Bioclin anuncia a expansão dos
parâmetros voltados à fertilidade,
trazendo novos testes como
AMH (Hormônio Anti-Mülleriano)
e Estradiol. A ampliação reforça o
posicionamento da empresa em
oferecer soluções diagnósticas
cada vez mais completas para
acompanhamento hormonal e
medicina reprodutiva, atendendo
à crescente demanda por exames
rápidos, precisos e acessíveis
nesse segmento.
Com a POCT FIA NEO, a Bioclin
fortalece sua atuação no mercado
de diagnóstico in vitro ao
unir tecnologia, conectividade e
expansão contínua de portfólio,
acompanhando as necessidades
atuais dos serviços de saúde e
contribuindo para uma rotina
laboratorial mais eficiente.
Saiba mais :
www.bioclin.com.br
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224 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
CLOT: DUAS DÉCADAS DE INOVAÇÃO E PARCERIA CONTÍNUA
Há mais de 20 anos, assumimos o
compromisso de inovar nossa participação
no mercado de produtos
O CLOTimer Neo reafirma nosso
compromisso em oferecer tecnologia
de ponta ao mercado
brasileiro. Com design e recursos
para coagulação. Como único
comparáveis aos melhores equipamentos
fabricante nacional de coagulômetros,
assumimos o compromisso
do mundo, ele vai além
das funcionalidades do CLOTimer
de ampliar o nosso portfólio,
Nano, trazendo uma inovação
desenvolvendo Kits de coagulação
líquidos- LIQUID PHASE - prontos
Clotimer NEO
exclusiva: 10 canais de incubação
(5+5) com temporizador de start
automático, que proporcionam
para uso, com qualidade e desempenho
Em paralelo às inovações em
um controle rigoroso e individualizado
à altura dos melhores do
mundo. Hoje, essa inovação já
é realidade para laboratórios e
fabricantes em todo o Brasil.
reagentes, buscamos constantemente
evoluir a tecnologia dos
nossos coagulômetros — o mais
vendido do Brasil, com mais de
do tempo de incubação de
cada amostra, garantindo ainda
mais precisão, confiabilidade e
eficiência nos testes laboratoriais.
INFORME DE MERCADO
7 mil unidades fabricadas. Hoje,
Para ampliar a confiança em nossos
produtos nosso próximo passo foi
introduzir uma linha de Controle de
apresentamos a terceira geração
dos equipamentos: o CLOTimer
Nano e CLOTimer Neo
Qualidade, plasma controle de coagulação
importado — desenvolvido
com reconhecida excelência
norte-americana — assegurando
ainda mais precisão e confiabilidade
aos nossos produtos.
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• KIT - TTPA CLOT
• KIT - CONTROL CLOT NORMAL
• KIT - CONTROL CLOT ANORMAL
• KIT – CONTROL CLOT NORMAL e
ANORMAL (no mesmo kit).
O CLOTimer Nano, moderno e
compacto, com entrada de rede que
facilita o interfaceamento com os
principais programas laboratoriais,
além de conexão USB para periféricos
como leitor de código de barras
e teclado. Seu grande diferencial
está nos dois canais de leitura, que
permitem realizar simultaneamente
os testes de TP e TTPA, trazendo ainda
mais agilidade e confiabilidade
para a rotina laboratorial.
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
225
INFORME DE MERCADO
SEGUINDO AS PISTAS: DO SANGUE À MEDULA ÓSSEA
Uma mulher de 67 anos foi encaminhada
para avaliação hematológica
devido ao aumento da fadiga e
redução da capacidade física ao
longo de vários meses. Ela relatou
fraqueza generalizada, mas negou
febre, infecções ou perda de peso
significativa. Não houve relatos
de viagens recentes ou doenças
agudas. O exame físico revelou uma
paciente levemente pálida, mas
estável. Não foi detectada linfadenopatia
significativa.
As investigações laboratoriais iniciais
mostraram anormalidades no
esfregaço de sangue periférico, o
que motivou uma avaliação morfológica
aprofundada e mielograma.
Observa-se uma população de plasmócitos
circulantes, caracterizados
por núcleos excêntricos, cromatina
grosseira e citoplasma basofílico
com uma zona clara perinuclear.
Também estão presentes, ocasionalmente,
eritroblastos.
Estão presentes neutrófilos segmentados
com 2 a 4 lóbulos, sendo
que algumas células apresentam
granulações tóxicas. Os linfócitos
são predominantemente de pequeno
a médio porte, com cromatina
condensada e citoplasma escasso,
enquanto os monócitos apresentam-se
como células maiores, com
citoplasma azul-acinzentado e
núcleos irregulares.
Os eritrócitos são predominantemente
normocíticos e normocrômicos,
com morfologia relativamente
uniforme. Nota-se proeminente
formação de rouleaux, com os eritrócitos
organizados em pilhas lineares
em múltiplas áreas do esfregaço.
A presença de plasmócitos circulantes
motivou uma investigação
adicional com aspirado de medula
óssea, que foi posteriormente
analisado utilizando o aplicativo
CellaVision® Bone Marrow Aspirate
no sistema CellaVision® DC-1.
Ao revisar as imagens no CellaVision®
Bone Marrow Aspirate, já se evidencia
um aumento na população de
plasmócitos. A revisão da contagem
diferencial demonstra uma expansão
acentuada de plasmócitos,
representando aproximadamente
65% das células nucleadas.
Os plasmócitos apresentam morfologia
típica, com núcleo excêntrico,
cromatina grosseira e citoplasma
basofílico de moderado a abundante.
Muitas células exibem uma
zona clara adjacente ao núcleo,
correspondente à região de Golgi.
Observa-se certa variação no
tamanho celular e na quantidade
citoplasmática.
A análise por citometria de fluxo da
medula óssea demonstra uma população
distinta de plasmócitos, representando
cerca de 61% das células
nucleadas, com restrição de cadeia
leve lambda. Estes plasmócitos não
expressam CD56. Uma população
de células B policlonais está presente,
e as células T mostram expressão
226 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
normal de CD3/CD5 e CD4/CD8. Não
foi detectado aumento de células
CD34-positivas (blastos).
INFORME DE MERCADO
Diagnóstico: Mieloma múltiplo
Discussão:
Os plasmócitos são linfócitos B
diferenciados que produzem imunoglobulinas.
Normalmente, estão
presentes em pequenas quantidades
na medula óssea e nos tecidos
linfoides, sendo raramente observados
no sangue periférico [1,2].
As neoplasias plasmocitárias são
um grupo de distúrbios clonais
de células B caracterizados pelo
acúmulo de plasmócitos anormais,
mais comumente na medula óssea.
Morfologicamente, os plasmócitos
tipicamente apresentam núcleo
excêntrico, cromatina condensada
em "aspecto de roda de carroça"
(clock-face) e citoplasma basofílico.
Uma zona clara adjacente ao
núcleo, correspondente ao complexo
de Golgi, é frequentemente
visível. A infiltração extensa de
plasmócitos na medula óssea pode
suprimir a hematopoiese normal
e contribuir para anemia e outras
citopenias [1,2].
O mieloma múltiplo é a neoplasia
plasmocitária mais comum e representa
aproximadamente 1% de
todos os cânceres e cerca de 10%
das malignidades hematológicas. A
doença afeta principalmente adultos
com idade mediana ao diagnóstico
em torno de 65 a 70 anos.
As manifestações clínicas resultam
frequentemente da infiltração da
medula óssea e do aumento da
produção de imunoglobulinas
monoclonais, podendo incluir anemia,
dor óssea, insuficiência renal,
hipercalcemia e maior suscetibilidade
a infecções [3,4].
A imunofenotipagem desempenha
um papel importante na confirmação
da clonalidade e na caracterização
dos plasmócitos neoplásicos.
No presente caso, a citometria de
fluxo demonstrou uma população
de plasmócitos com restrição lambda,
confirmando uma proliferação
plasmocitária clonal [2,5].
Uma característica interessante
neste caso é a ausência de expressão
de CD56 nos plasmócitos. O
CD56 é expresso em muitos casos
de mieloma múltiplo e está envolvido
na adesão dos plasmócitos ao
microambiente da medula óssea. A
expressão reduzida ou ausente de
CD56 tem sido associada a características
mais agressivas da doença e
pode ser observada em casos com
plasmócitos circulantes [2,6].
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
227
INFORME DE MERCADO
Este caso destaca a importância de
uma revisão morfológica cuidadosa
dos esfregaços de sangue periférico,
uma vez que os plasmócitos
circulantes podem fornecer uma
pista crucial para um distúrbio plasmocitário
subjacente. Os sistemas
de morfologia digital CellaVision®
apoiam a revisão celular sistemática
e permitem que os laboratórios
analizem amostras de sangue
periférico e de aspirado de medula
óssea. A expansão da morfologia
digital do sangue periférico para a
avaliação da medula óssea ajudará
os laboratórios a identificar populações
celulares anormais com mais
eficiência e fortalecerá ainda mais o
papel da morfologia no diagnóstico
hematológico de rotina.
REFERÊNCIAS:
[1] Bain BJ. Blood Cells: A Practical Guide. 6th ed.
Oxford: Wiley-Blackwell; 2020.
[2] Rodak BF, Fritsma GA, Keohane EM. Rodak’s
Hematology: Clinical Principles and Applications.
6th ed. Elsevier; 2020.
[3] WHO Classification of Tumours Editorial Board.
WHO Classification of Tumours of Haematolymphoid
Tumours. 5th ed. IARC; 2024.
[4] Rajkumar SV. Multiple myeloma: 2024 update
on diagnosis, risk-stratification and management.
American Journal of Hematology.
[5] Rajkumar SV et al. International Myeloma
Working Group updated criteria for the diagnosis
of multiple myeloma and related plasma cell disorders.
Lancet Oncology.
[6] He H, Li W, Wu D, et al. Prognostic significance
of CD56 expression in multiple myeloma: a meta-
-analysis. Acta Haematol. 2022;145(2):123-132.
doi:10.1159/000518345. Available from: https://
www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/16078454
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AGULHAS VISIO PLUS VACUETTE®: A TECNOLOGIA DA
GREINER BIO-ONE QUE REVOLUCIONA A PUNÇÃO VENOSA
EM ACESSOS VENOSOS DIFÍCEIS.
A inovação garante precisão na rotina dos flebotomistas ao confirmar o sucesso da punção
venosa através de uma câmara de visualização.
A coleta de sangue a vácuo em
pacientes com difícil acesso
venoso é um desafio que exige
alto nível de precisão e segurança.
Para otimizar essa rotina
clínica, a Greiner Bio-One apresenta
ao mercado as Agulhas
VISIO PLUS VACUETTE®. O grande
diferencial desta tecnologia
é a presença de uma antecâmara
que atua como uma janela de
visualização. Esse recurso indica
instantaneamente o fluxo san-
guíneo, permitindo o controle
visual da punção venosa e confirmando
de imediato que a punção
foi realizada com sucesso.
Além de proporcionar maior
conforto ao paciente e segurança
aos profissionais no momento
da punção venosa, as Agulhas
VACUETTE® são estéreis, de uso
único e fabricadas em aço inoxidável
e bisel trifacetado a laser.
O design do produto foi pensado
para a máxima usabilidade: a
tampa possui uma marcação indicando
a posição correta do bisel,
o que auxilia no encaixe perfeito
com os adaptadores VACUETTE®.
Para garantir a integridade e identificação
adequada antes do uso, o
material conta ainda com um lacre
adesivo de segurança. Ideais para
cenários de difícil acesso venoso,
as agulhas estão disponíveis nos
calibres 25x7mm e 25x8mm.
228 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
PRECISÃO ANALÍTICA E TECNOLOGIA PARA A EVOLUÇÃO DA
BIOQUÍMICA LABORATORIAL
INFORME DE MERCADO
A busca por resultados confiáveis
e maior eficiência operacional
exige laboratórios cada vez mais
preparados para atender às
demandas de uma rotina analítica
moderna. Com foco em inovação,
estabilidade e desempenho, a Kal
Lab fortalece sua atuação no segmento
de bioquímica com soluções
desenvolvidas para entregar
precisão analítica, produtividade e
confiabilidade.
Linha bioquímica completa para
diferentes rotinas
A linha bioquímica da Kal Lab reúne
reagentes dedicados e sistemas
automatizados que contribuem
para uma rotina mais eficiente,
padronizada e segura. Desenvolvidas
para diferentes perfis
laboratoriais, as soluções oferecem
excelente estabilidade analítica,
alto desempenho e maior confiabilidade
nos resultados.
Lançamentos que ampliam a
performance analítica
Entre os destaques está o reagente
Zinco Kal Lab, destinado à determinação
quantitativa de zinco por
método colorimétrico. As análises
podem ser realizadas em soro,
plasma e urina, garantindo alta
precisão analítica e consistência
nos resultados.
Os reagentes em frascos dedicados
também estão disponíveis para
outras linhas de equipamentos do
mercado, proporcionando maior
versatilidade às rotinas laboratoriais.
Parceria exclusiva com a DIRUI
no Brasil
A parceria exclusiva com a DIRUI
reforça o compromisso da Kal Lab
com tecnologia, automação laboratorial
e eficiência operacional,
disponibilizando equipamentos
desenvolvidos para diferentes
capacidades e demandas analíticas.
Ao investir continuamente em
inovação, a Kal Lab reafirma seu
compromisso com a evolução da
medicina diagnóstica, oferecendo
soluções que unem desempenho,
estabilidade e confiança analítica.
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Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
229
INFORME DE MERCADO
o
3 CONGRALAP consolida o mercado
diagnóstico no Nordeste
ITALO FALCÃO | ALAP NORDESTE
A
pós dois anos de intensa expectativa,
planejamento e transformações
profundas no setor, o mercado de
análises clínicas do Norte e Nordeste viveu,
enfim, o seu grande reencontro. Entre os dias 16
e 18 de abril, o Centro de Eventos do Ceará, em
Fortaleza, foi palco do 3º CONGRALAP
(Congresso Nordestino de Análises Clínicas).
O evento não apenas correspondeu às
expectativas, mas elevou o padrão de integração,
inovação e desenvolvimento do setor na região.
Ao longo de três dias de imersão, o congresso
reuniu mais de 1.600 participantes e promoveu
18 palestras e workshops, consolidando-se como
o principal ponto de encontro para profissionais
e gestores que buscam excelência técnica e
sustentabilidade financeira em seus negócios.
[FOTO: CONGRALAP 2026_DRONE - Panorama do Centro de Eventos do Ceará]
O VALOR DA BIENALIDADE
A realização bienal do congresso não é apenas
uma escolha organizacional, é uma estratégia
que busca acompanhar o ritmo de evolução do
setor. Em um mercado marcado por inovação
constante, dois anos representam o tempo
necessário para que tecnologias amadureçam e
novas práticas de gestão sejam validadas antes
de serem apresentadas ao grande público.
“Não é apenas mais um congresso. É o
momento em que paramos, avaliamos e
redesenhamos o futuro dos nossos
laboratórios para os próximos dois anos.”
230 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Feira de Negócios: onde decisões
acontecem
INFORME DE MERCADO
Paralelamente à programação científica, a feira
de negócios reforçou o caráter estratégico do
CONGRALAP. Seguindo também o ritmo bienal, o
espaço reuniu empresas e fornecedores que
aguardavam o momento ideal para apresentar
suas inovações ao mercado.
O perfil altamente qualificado do público,
transformou o ambiente em um verdadeiro hub
de negócios. Mais do que networking, o evento
foi palco para negociações concretas e
investimentos que devem impactar diretamente
a operação dos laboratórios nos próximos anos.
Além disso, os próprios congressistas
destacaram a expansão de mercado e as novas
oportunidades de negócio proporcionadas pela
feira, descrita por muitos como um ambiente
“riquíssimo” em conexões estratégicas.
A diversidade de soluções apresentadas, aliada à
presença de players relevantes do setor,
consolidou o espaço como um dos pontos altos
do congresso. A feira serviu como um
termômetro para a saúde econômica do setor na
região, demonstrando que o laboratório regional
continua investindo em tecnologia para garantir
sua independência e relevância local.
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
231
INFORME DE MERCADO
CIÊNCIA E GESTÃO: OS PILARES QUE
MOVEM O SETOR
A programação científica foi cuidadosamente
estruturada para atender às demandas mais
urgentes da medicina diagnóstica. O conteúdo
foi distribuído em eixos temáticos que refletem
os desafios contemporâneos da profissão.
TECNOLOGIA DISRUPTIVA
A incorporação de inteligência artificial esteve no
centro das discussões. Aplicações práticas na
hematologia e bioquímica demonstraram como a
automação avançada vem reduzindo
drasticamente o tempo de liberação de exames
críticos, aumentando a precisão diagnóstica.
GESTÃO E SUSTENTABILIDADE
Pequenos e médios laboratórios enfrentam
desafios complexos de competitividade. Durante
o evento, estratégias de eficiência operacional e
ganho de escala foram amplamente debatidas,
oferecendo caminhos concretos para a
sustentabilidade do negócio frente aos grandes
grupos nacionais.
HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO
O diferencial humano continua sendo decisivo. O
acolhimento e a confiança estabelecida com o
paciente foram destacados como vantagens
competitivas fundamentais. O laboratório não
entrega apenas um laudo; ele entrega segurança
e cuidado em um momento de vulnerabilidade.
232 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
INFORME DE MERCADO
A VISÃO DA LIDERANÇA
Para o Dr. Klaus Magno, presidente da ALAP
Nordeste, o congresso representa um marco de
maturidade institucional: “O 3º CONGRALAP
representa o ápice de um ciclo de dois anos de
trabalho intenso. Nosso compromisso é garantir
que o Nordeste não apenas acompanhe as
transformações, mas seja protagonista nelas.”
implementadas nas bancadas, o setor já inicia a
contagem regressiva para o próximo encontro.
Ele também destaca o cuidado na curadoria do
evento: “Esse intervalo bienal nos permite
entregar conteúdo de altíssimo nível, trazendo o
que há de mais relevante no cenário nacional e
internacional, adaptando para a nossa realidade
regional.”
“Cada profissional que retorna para sua
cidade renovado e motivado é a prova de
que estamos no caminho certo.”
O CAMINHO ATÉ 2028
O impacto do 3º CONGRALAP se desdobra além
dos muros do Centro de Eventos. Os
participantes levam na bagagem uma nova
perspectiva de gestão e um posicionamento de
mercado mais robusto. O legado deixado em
Fortaleza é duplo: o avanço técnico-científico e o
fortalecimento econômico através das parcerias
firmadas na feira de negócios. Enquanto as
novas tecnologias começam a ser
Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
233
INFORME DE MERCADO
DESPACHANTE ADUANEIRO: O ELO ESTRATÉGICO
ENTRE A IMPORTAÇÃO E A SAÚDE NO BRASIL
Em um cenário global cada vez
mais dinâmico e regulado, o comércio
exterior exige precisão, conhecimento
técnico e, acima de tudo,
confiabilidade. Nesse contexto, o
papel do despachante aduaneiro
se torna essencial — especialmente
quando falamos da importação de
produtos voltados à saúde, onde
cada detalhe pode impactar diretamente
vidas.
JMoraes: expertise em logística
para a saúde
Com mais de três décadas de
atuação, a JMoraes se posiciona
como uma parceira estratégica no
comércio exterior voltado à saúde.
Sua especialização em processos
envolvendo a ANVISA garante
que cada operação seja conduzida
com excelência técnica e total
conformidade regulatória.
O despachante aduaneiro é o profissional
responsável por conduzir
todo o processo de liberação de
mercadorias junto aos órgãos reguladores,
assegurando que a importação
esteja em total conformidade
com a legislação vigente. Sua atuação
vai além da burocracia: ele é
um agente estratégico que garante
previsibilidade, segurança e agilidade
nas operações.
Muito além do desembaraço:
inteligência e conformidade
Ao contrário do que muitos imaginam,
o trabalho do despachante
não se limita ao desembaraço aduaneiro.
Ele envolve análise documental
criteriosa, classificação fiscal,
acompanhamento de processos e
interação constante com órgãos
como a ANVISA, Receita Federal e
demais entidades regulatórias.
No segmento de saúde, essa atuação
ganha ainda mais relevância.
Produtos como dispositivos médicos,
reagentes laboratoriais e equipamentos
diagnósticos exigem
atenção rigorosa às normas sanitárias,
licenças específicas e processos
de anuência.
É nesse ponto que a especialização
faz toda a diferença.
A empresa compreende a complexidade
e a sensibilidade desse segmento
— onde prazos, rastreabilidade e
precisão não são apenas diferenciais,
mas exigências fundamentais.
Ao longo dos anos, a JMoraes consolidou
processos eficientes, com
foco em transparência, previsibilidade
e acompanhamento em tempo
real, proporcionando aos seus
clientes maior controle e segurança
em cada etapa da importação.
DUIMP: o futuro da importação já
começou
Com a implementação da Declaração
Única de Importação (DUIMP),
o comércio exterior brasileiro passa
por uma transformação significativa.
Nesse cenário de mudanças, a atualização
constante deixa de ser
um diferencial e passa a ser uma
necessidade.
A JMoraes tem acompanhado de
perto essa evolução e já vem se
adaptando às exigências da DUIMP,
investindo em tecnologia, capacitação
e revisão de processos internos.
Esse movimento garante que seus
clientes estejam sempre um passo à
frente, preparados para operar dentro
de um modelo mais moderno,
ágil e integrado.
Logística a serviço da vida
Quando falamos de importação na
área da saúde, não estamos lidando
apenas com cargas estamos lidando
com diagnósticos, tratamentos
e, muitas vezes, com a continuidade
da vida.
Por isso, contar com um despachante
aduaneiro especializado não é
apenas uma escolha operacional,
mas uma decisão estratégica.
A JMoraes reforça diariamente seu
compromisso com a excelência, a
conformidade e a inovação, conectando
o mundo à saúde brasileira
com responsabilidade, conhecimento
e dedicação em cada detalhe.
234 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
INFORME DE MERCADO
ECD-1200 ELEVANDO A EFICIÊNCIA DO SEU LABORATÓRIO.
PRECISÃO, AUTOMAÇÃO E INTELIGÊNCIA EM CADA TESTE.
O ECD-1200 é um analisador
automático de coagulação de alta
performance, é flexível, confiável
e eficiente. Desenvolvido para
garantir precisão e confiabilidade
nos resultados laboratoriais. Com
tecnologia avançada, ele combina
metodologias ópticas e mecânicas
integradas, assegurando uma análise
completa e eficiente.
Ideal para laboratórios que buscam
otimização no fluxo de trabalho, o
ECD-1200 conta com um design
inteligente, tela ajustável e iluminação
interna, proporcionando uma
experiência intuitiva e produtiva.
Além disso, seu sistema LIS bidirecional
facilita a integração com
outros processos laboratoriais.
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FRASCO DE URINA?
O Demência Rapid Test Biocon é um imunoensaio
cromatográfico rápido qualitativo,
para a detecção da proteína precursora
amiloide (APP) e proteína beta-amiloide
(Amiloide-β) em amostra de urina. Seu
uso é profissional e destinado a auxiliar
investigação de pacientes com suspeita de
demência, a partir de 45 anos.
Tempo de leitura: 10 minutos
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236 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
O futuro da sua
carreira tem
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Porto Alegre.
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INFORME DE MERCADO
QUER TER MAIS SEGURANÇA NA COLETA? CONHEÇA
O COLETOR INFANTIL FIRSTLAB!
A coleta de urina em bebês e crianças
pequenas pode ser um desafio
tanto para responsáveis quanto
para profissionais da saúde. Além
da dificuldade natural do processo,
é fundamental garantir que a amostra
seja coletada de forma segura,
higiênica e sem interferências que
possam comprometer o resultado
do exame.
Pensando nisso, soluções específicas
fazem toda a diferença, e é aqui
que entra o Coletor de Urina Infantil
Unissex Firstlab.
Desenvolvido para proporcionar
mais praticidade, segurança e conforto,
o coletor possui capacidade
de 100 mL e design unissex, adaptando-se
facilmente à anatomia
infantil. Seu material em polietileno
(PE) garante resistência e segurança
durante o uso, enquanto o adesivo
com dupla camada, livre de látex,
promove melhor fixação e reduz
riscos de irritação na pele sensível
dos pequenos.
O produto conta ainda com papel
protetor sem esponja de poliuretano,
é estéril por óxido de etileno
e embalado individualmente, assegurando
integridade e confiabilidade
desde a abertura até a coleta.
Mais praticidade nas coletas
A escolha de dispositivos adequados
na fase pré-analítica faz toda a
diferença em exames laboratoriais.
Um coletor desenvolvido especificamente
para o público infantil
contribui para reduzir riscos de
contaminação, perdas de amostra
e recoletas, promovendo maior
confiabilidade diagnóstica e uma
melhor experiência para pacientes
e profissionais.
O Coletor de Urina Infantil Unissex
Firstlab pode ser utilizado em
ambientes laboratoriais, hospitalares
ou até mesmo em coletas
domiciliares, facilitando a rotina e
promovendo uma experiência mais
segura e humanizada.
Além disso, a Firstlab oferece uma
linha completa de soluções voltadas
ao público infantil, desenvolvida
para otimizar diferentes etapas
da rotina laboratorial. Com foco em
segurança, ergonomia e cuidado
com a sensibilidade das crianças,
seus produtos contribuem para
processos mais eficientes, padronizados
e confiáveis.
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238 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA ERA DA SAÚDE 5.0
28 DE JUNHO A 01 DE JULHO DE 2026
RIOCENTRO - PAVILHÃO 3
Conferência Magna
IA NA FASE PRÉ-ANALÍTICA
Apoio
Acesse a ementa completa em
sbac.org.br/cbac/conferencia-magna-51o-cbac/
Mario Plebani
29 JUN
14 horas**
**Caso a Seleção Brasileira se
classifique na Copa do Mundo, e
jogue nesse horário, a Conferência
Magna será realizada das 10 às 11:30.
A conferência terá
tradução simultânea.
Escaneie o Qr Code
e Inscreva-se
Department of Medicine-
DIMED, University of
Padova-Italy
cbac.org.br
INFORME DE MERCADO
BIOFACTORIES GANHAM PROTAGONISMO NA
EVOLUÇÃO DO CULTIVO CELULAR
O avanço das biofactories marca
uma nova fase da biomanufatura,
impulsionada pela crescente
demanda por biofármacos, vacinas
e terapias avançadas. Baseadas em
sistemas de cultivo celular em larga
escala, essas estruturas vêm se consolidando
como essenciais para a
produção biotecnológica moderna.
O crescimento de aplicações como
anticorpos monoclonais, proteínas
recombinantes e terapias celulares
tem elevado o nível de exigência dos
processos produtivos, demandando
maior controle, rastreabilidade e eficiência
operacional. Nesse cenário,
tecnologias como sistemas contínuos
e soluções single-use (descartáveis)
vêm ganhando espaço por
oferecerem maior flexibilidade e
reduzirem riscos de contaminação.
Outro movimento relevante é a
adoção de biofactories modulares,
que permitem acelerar a implantação
de unidades produtivas e
aumentar a capacidade de resposta
às demandas do mercado,
especialmente em aplicações
ligadas à medicina personalizada
e terapias avançadas.
Paralelamente, cresce a atenção
sobre a qualidade e padronização
dos insumos utilizados nos processos.
Consumíveis laboratoriais
e materiais de contato direto com
as células deixam de ser itens
operacionais e passam a ocupar
posição estratégica, influenciando
diretamente a reprodutibilidade e a
confiabilidade dos resultados.
Dentro desse contexto, fabricantes
especializados têm ampliado
o desenvolvimento de soluções
voltadas ao cultivo celular e
ao bioprocessamento. Entre
os exemplos estão os sistemas
biofactory, frascos multicamadas,
frascos para cultivo celular, frascos
Erlenmeyer para cultivo em
suspensão, além de consumíveis
como cell strainers e cell scrapers.
A Perfecta vem acompanhando
essa evolução, trazendo os
produtos da NEST, fabricante
especializado em cultivo celular,
ampliando o acesso do mercado
nacional a soluções voltadas ao
bioprocessamento e à pesquisa
em ciências da vida.
Com perspectivas de crescimento
contínuo, impulsionado pela inovação
terapêutica e pela expansão
da biotecnologia aplicada à
saúde, o mercado de biofactories
tende a consolidar-se como um
dos principais pilares da produção
biológica moderna.
Para mais informações:
www.perfectalab.com.br
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240 Revista NewsLab Edição 195 | Maio 2026
Inovação e gestão
completa para
laboratórios modernos.
• Gestão completa do laboratório
Suporte em pessoas, financeiro,
jurídico e administração.
• Marketing estratégico
Compartilhado campanhas, redes
sociais com auxilio de inteligencia
artificial.
• Técnologia e inovação
Sistemas modernos
e atendimento com suporte
de inteligencia artificial.
• Treinamento continuo
Universidade corporativa e
programas de desenvolvimento
profissional.
• Central de compras
Redução de custos e ganho
de escala operacional.
• Qualidade certificada
Suporte para acreditação na DICQ
e certificação na ISO 9001.
• NTO próprio.
Garantia de agilidade e segurança
nos resultados e entregas de
exames.
Contato: