Revista Analytica Ed. 142 - Maio 2026
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
OHAUS & GENIE - JUNTOS MAIS
FORTES
OHAUS Adquire a Genie: Expandindo o Portfólio para uma
Preparação Completa de Amostras
A OHAUS está integrando ao seu portfólio a renomada linha de equipamentos laboratoriais
Genie, após adquiri-la da Scientific Industries – os fabricantes do icônico Vortex-Genie,
juntamente com homogeneizadores de esferas, disruptores celulares, rotadores e agitadores, e
incubadoras rotativas. Essa expansão estratégica amplia significativamente as capacidades
em preparação de amostras e amplia a variedade de produtos disponíveis.
Isso significa um portfólio OHAUS mais completo, uma vasta e abrangente gama de
acessórios para otimizar o desempenho e a utilidade dos equipamentos, suporte técnico
contínuo, garantia e peças de reposição, além de um fluxo de trabalho mais suave e
eficiente com soluções integradas projetadas para oferecer suporte a cada etapa do
processo de preparação de amostras – desde o manuseio e pesagem precisa à análise confiável.
Os equipamentos Genie são projetados para uso contínuo e ininterrupto, minimizando o
risco de falhas durantes as pesquisas vitais e reduzindo seu Custo Total de
Propriedade (TCO), porém, maximizando o tempo de atividade do seu laboratório,
garantindo tempo mínimo de inatividade e mantendo seu laboratório funcionando
perfeitamente 24 horas por dia.
Aplicações
Os instrumentos Genie são amplamente utilizados em:
‣ Farmacêuticas e biofarmacêuticas
‣ Laboratórios de pesquisas acadêmicas
‣ Diagnósticos hospitalares e clínicos
‣ Ciências da vida (DNA/RNA, proteômica, biologia molecular)
‣ Controle de qualidade de alimentos e bebidas
Desde a mistura diária até a homogeneização exigente – o Genie apoia todos os fluxos de trabalho.
•
EDITORIAL
Revista
Ano 24 - Edição 142 - Maio 2026
A ciência analítica atravessa um momento
particularmente estratégico. Em diferentes segmentos
industriais, laboratoriais e regulatórios,
cresce a pressão por métodos mais robustos,
decisões mais rápidas e resultados capazes de
sustentar inovação, segurança e competitividade.
Ao mesmo tempo, novas demandas ambientais,
desafios regulatórios mais complexos e a
incorporação acelerada de inteligência artificial,
automação e plataformas avançadas de caracterização
transformam a dinâmica dos laboratórios
e ampliam o protagonismo da química analítica,
da espectrometria de massas, da cromatografia
e das ciências de materiais.
Essa transformação aparece de forma clara na
edição 142 da Revista Analytica.
Abrimos esta edição com dois trabalhos científicos
que reforçam a amplitude e a capacidade
transversal da análise instrumental aplicada
a diferentes setores produtivos. O primeiro
artigo aborda a análise estereomicroscópica de
minerais e tecidos de filtragem, correlacionando
variabilidade mineralógica, desempenho operacional
e aplicações geometalúrgicas no beneficiamento
mineral. O estudo demonstra como
ferramentas de caracterização rápida podem
ampliar a compreensão sobre comportamento
mineralógico, eficiência de filtragem e tomada
de decisão em processos industriais cada vez
mais complexos.
Na sequência, apresentamos um estudo sobre
o potencial do chuchu como matéria-prima
para produção de bioplástico sustentável. O
trabalho discute a extração e caracterização
do amido da biomassa vegetal, avaliando
propriedades físico-químicas, biodegradação
e viabilidade de aplicação em materiais alternativos
aos polímeros derivados do petróleo. O
tema reforça o avanço das pesquisas voltadas
à bioeconomia, aos materiais renováveis e ao
desenvolvimento de soluções alinhadas às
demandas ambientais contemporâneas.
A matéria de capa desta edição destaca o
movimento estratégico da Perfecta com a
ampliação da atuação da NEST Biotechnology
no Brasil. O conteúdo apresenta os impactos
dessa expansão para os segmentos de biotecnologia,
diagnóstico, pesquisa aplicada e indústria
farmacêutica, além do avanço da empresa em
soluções voltadas a drug delivery, dispositivos
médicos e canetas injetoras certificadas para
aplicações terapêuticas complexas. O cenário
evidencia o fortalecimento regional das cadeias
ligadas a cultivo celular, consumíveis laboratoriais,
desenvolvimento farmacêutico e tecnologias
aplicadas à saúde.
A edição também aborda temas técnicos e regulatórios
de elevada relevância para o setor analítico.
Em “FDA publica novo draft guidance para
especificações de impurezas em antibióticos”,
discutimos os novos direcionamentos regulatórios
relacionados à caracterização de impurezas,
robustez metodológica e estratégias analíticas
aplicadas a moléculas complexas obtidas por
fermentação e processos semissintéticos.
Em “O inimigo invisível: como as nitrosaminas
estão redefinindo a segurança dos medicamentos”,
analisamos a transformação regulatória e
científica provocada pelas nitrosaminas, além
do papel central da cromatografia líquida e da
espectrometria de massas no monitoramento
dessas impurezas em níveis traço.
Os avanços instrumentais também ganham
espaço nesta edição. O artigo “Fenômeno
RASER amplia limites da resolução espectral em
RMN” explora uma das evoluções recentes mais
relevantes da ressonância magnética nuclear,
enquanto “Proteômica tumoral baseada em
espectrometria de massas na oncologia translacional”
discute aplicações analíticas avançadas
na caracterização molecular tumoral e no desenvolvimento
de biomarcadores.
A espectrometria de massas aparece novamente
em “A caneta do câncer além da cirurgia: a espectrometria
de massas no momento da decisão”,
texto que amplia a discussão sobre análises em
tempo real, ionização ambiente e integração
entre geração de dados analíticos e tomada de
decisão clínica.
Esta edição também reúne conteúdos voltados
à eficiência industrial e ao desenvolvimento analítico.
Em “Eficiência analítica e sustentabilidade
otimizam o P&D farmacêutico”, discutimos a
integração entre PAT, inteligência artificial, Green
Analytical Chemistry e estratégias analíticas
Carlos Eduardo R. Costa - Editor Chefe
modernas aplicadas à indústria farmacêutica.
Já o artigo “Estratégias Analíticas Aplicadas ao
Controle de CIP para Otimização de Custos e
Eficiência Industrial em Laticínios” aborda o uso
de indicadores químicos, microbiológicos e
operacionais para aprimorar processos de higienização
industrial.
Os fundamentos cromatográficos aparecem em
“pH, pKa, pKb e pI na Cromatografia Líquida, Fundamentos
e Aplicações”, enquanto “Validação de
Métodos de SPE para Conformidade Regulatória”
reforça a importância da robustez analítica e da
validação metodológica em técnicas de preparo
de amostras.
A edição ainda traz reflexões importantes sobre
logística sanitária, reorganizações estratégicas
no mercado global de instrumentação analítica
e desafios ambientais relacionados à presença
de poluentes farmacêuticos na água.
Agradecemos aos leitores, parceiros, clientes,
articulistas, pesquisadores e colaboradores que
seguem fortalecendo a Revista Analytica como
espaço técnico de atualização, debate e disseminação
científica.
Boa leitura.
Carlos Eduardo R. Costa
Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:
FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIENTE | BIOTECNOLOGIA | LIFE SCIENCE
Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.
Para novidades na área de instrumentação analítica, controle de qualidade e pesquisa, acessem nossas redes sociais:
/RevistaAnalytica
/revista-analytica
/revistaanalytica
EXPEDIENTE
Realização: Futurlab
Editor Responsável: Carlos Eduardo R. Costa | redacaoanalytica@futurlab.com.br
Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br
Comercial: Joao Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br
Comercial: Daniele Nogueira (11) 98140-8900 | comercial3@futurlab.com.br
Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br
Impressão: Gráfica Printi | Periodicidade: Bimestral
ÍNDICE
Revista
Ano 24 - Edição 142 - Maio 2026
28 ARTIGO
08
CIENTÍFICO I
ANÁLISE ESTEREOMICROSCÓPICA
DE MINERAIS E TECIDOS DE
FILTRAGEM: CORRELAÇÕES
MINERALÓGICAS COM A
PERFORMANCE E APLICAÇÕES
GEOMETALÚRGICAS
Autores: Maria Raquel de Lima Barbosa, Pedro
Mendes dos Santos, Ana Maria Guilherme Bailon,
Verner da Silva Moraes, Edmar Geraldo dos
Santos, Luiz Henrique Tequila Coelho.
MATÉRIA DE CAPA
DRUG DELIVERY EM
ESCALA GLOBAL:
COMO A NEST BIOTECHNOLOGY
AMPLIA O AVANÇO DOS DISPOSITIVOS
DE AUTOADMINISTRAÇÃO NO BRASIL
16
ARTIGO CIENTÍFICO II
POTENCIAL DO CHUCHU
COMO MATÉRIA-PRIMA
PARA PRODUÇÃO DE
BIOPLÁSTICO SUSTENTÁVEL
Autoras: Esther Hadassa Correa; Fernanda Santos
de Oliveira; Gabriela Almeida Silva Santos; Daniela
Santos Silva; Verônica Cristina Pêgo Fiebig.
01 - Editorial
05 - Agenda
06 - Publique na Analytica
34 - Blog dos Cientistas
39 - Espectrometria de Massas
50 - HPLC Insights
55 - Indústria de Alimentos – Processos e Desafios
61 - Logística e Inteligência Artificial na Saúde
64 - Química e Meio Ambiente
66 - Radar Ciêntifico I
71 - Radar Ciêntifico II
76 - Técnicas Gerais de Laboratório
78 - Tendência Regulatória
82 - Em Foco
44
ESPECIAL - MERCADO &
TECNOLOGIA
REORGANIZAÇÕES ESTRATÉGICAS
E NOVAS TECNOLOGIAS
MOVIMENTAM O MERCADO
ANALÍTICO GLOBAL
58
P&D ANALÍTICO E
FARMACOTÉCNICO
EFICIÊNCIA ANALÍTICA E
SUSTENTABILIDADE OTIMIZAM O
P&D FARMACÊUTICO
Autor: Editorial Analytica.
Autor: Carlos Eduardo Rodrigues Costa.
Revista
Ano 24 - Edição 142 - Maio 2026
ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES
ordem alfabética
Anunciante pág. Anunciante pág.
ALFA 07
GREINER 21
BCQ
4ª CAPA
NOVA ANALITICA 37
CRAL 27
OHAUS
2ª / 3ª CAPA
FCE PHARMA 49
FUTURE PHARMA 43
TERATEC 02
VEOLIA 15
Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:
FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIANTE | LIFE SCIENCE
Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.
4
Revista Analytica | Maio 2026
Conselho Editorial
Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de
Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)
do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional
de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de
Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS
da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.
Colaboraram nesta Edição:
Maria Mayara Saraiva de Sousa, Maurício Ferreira da Rosa, Junior Romeo Deoti, Daniele Fernanda de Oliveira Rocha, Rogerio Aparecido Machado, Ingrid Ferreira Costa.
agenda
FCE PHARMA 2026
Data:1 a 3 de junho de 2026
Local: São Paulo, SP (São Paulo Expo)
Mais Informações: fcepharma.com.br
FCE COSMETIQUE 2026
Data:1 a 3 de junho de 2026
Local: São Paulo, SP (São Paulo Expo)
Mais Informações: fcecosmetique.com.br
REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA (SBQ) 2026
Data:15 a 18 de junho de 2026
Local: Campinas, SP
Mais Informações: www.sbq.org.br/49ra/
CONGRESSO CONSULFARMA 2026
Data: 2 a 4 de julho de 2026
Local: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)
Mais Informações: congresso.consulfarma.com
COBEQ-IC 2026, CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA QUÍMICA
Data: 27 a 30 de julho de2026
Local: Faculdade de Engenharia Química UNICAMP, Campinas (SP)
Mais informações: eventos.galoa.com.br/cobeq-ic-2026
COBBIND 2026 – II CONGRESSO BRASILEIRO DE BIOTECNOLOGIA INDUSTRIAL
Data: 6 a 19 de agosto de 2026
Local: Campos do Jordão, SP
Mais Informações: cobbind.com.br
65º CONGRESSO BRASILEIRO DE QUÍMICA (CBQ 2026)
Data: 10 a 13 de novembro de 2026
Local: Nova Petrópolis (RS)
Mais informações: www.abq.org.br/cbq/
26º CBECIMAT, CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA E CIÊNCIA DOS MATERIAIS
Data: 22 a 26 de novembro de 2026
Local: Costão do Santinho, Florianópolis (SC)
Mais informações: www.cbecimat.com.br
Revista Analytica | Maio 2026
5
Revista
Ano 24 - Edição 142 - Maio 2026
PUBLIQUE NA ANALYTICA
Normas de publicação
A Revista Analytica, em busca de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas
para publicação de artigos aos autores interessados.
Bimestralmente, a Revista Analytica publica
editoriais, artigos originais, revisões, casos
educacionais, resumos de teses etc. Os editores
levarão em consideração para publicação toda
e qualquer contribuição que possua correlação
com as análises industriais, instrumentação e o
controle de qualidade.
Os manuscritos deverão ser escritos em
português (ortografia oficial), com Abstract
detalhado em inglês. O Resumo e o
Abstract deverão conter as palavras-chave
e keywords, respectivamente.
Todas as fotos, ilustrações, gráficos, desenhos
e fórmulas que comporem o artigo, devem ser
enviados separadamente, em alta resolução
e com os devidos créditos, para uma perfeita
reprodução. Todas deverão estar devidamente
identificadas e com a indicação no texto de
onde deverão ser colocadas.
Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail,
ordenados em título, nome e sobrenomes
completos dos autores e nome da instituição
onde o estudo foi realizado. Além disso, o
nome do autor correspondente, com endereço
completo, telefone e e-mail. Seguidos por
Resumo, Palavras-chave, Abstract, Keywords,
Introdução, Materiais e Métodos, Parte
Experimental, Resultados, Discussão, Conclusão,
Agradecimentos e Referências bibliográficas.
As referências deverão constar no texto de
acordo com as normas ABNT.
Evite utilizar abstracts como referências.
Referências de contribuições ainda não
publicadas deverão ser mencionadas como
"no prelo" ou "in press".
Todas as contribuições serão revisadas e
analisadas pelo comitê editorial. Os autores
deverão informar todo e qualquer conflito
de interesse existente, em particular aqueles
de natureza financeira relativo a companhias
interessadas ou envolvidas em produtos ou
processos que estejam relacionados com a
contribuição e o manuscrito apresentado.
Após a aprovação do artigo, os autores
deverão preencher e assinar o termo de
compromisso enviado pela redação, atestando
a originalidade do artigo, bem como a
participação de todos os envolvidos.
Observação: É importante frisar que a Revista Analytica não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado. Isso se deve ao fato
que, tendo em vista a revista também possuir um perfil comercial – além do técnico cientifico -, a decisão sobre a publicação dos artigos pesa
nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados –
levando em conta uma média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores
disponibilizarem seu material em outras publicações.
6
Revista Analytica | Maio 2026
ENVIE SEU TRABALHO
Carlos Eduardo R. Costa – Redação
redacaoanalytica@futurlab.com.br
CASO PRECISE DE INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ENVIE UM E-MAIL PARA A REDAÇÃO.
Artigo 1
ANÁLISE ESTEREOMICROSCÓPICA DE MINERAIS
E TECIDOS DE FILTRAGEM: CORRELAÇÕES
MINERALÓGICAS COM A PERFORMANCE E
APLICAÇÕES GEOMETALÚRGICAS
STEREOMICROSCOPIC ANALYSIS OF MINERALS AND FILTRATION
FABRICS: MINERALOGICAL CORRELATIONS WITH PERFORMANCE AND
GEOMETALLURGICAL APPLICATIONS
Autores:
Maria Raquel de Lima Barbosa1
Pedro Mendes dos Santos2
Ana Maria Guilherme Bailon3
Verner da Silva Moraes⁴
Edmar Geraldo dos Santos⁵
Luiz Henrique Tequila Coelho⁶
1Engenheira de Produção, Técnica de Processo de Laboratório Pleno, Laboratório
de Desenvolvimento de Processo, Samarco Mineração, Mariana, Minas Gerais.
2 Bacharel em Administração, Supervisor Laboratórios, Samarco Mineração,
Mariana, Minas Gerais.
3Engenheira Metalúrgica, Engenheira Especialista, Samarco Mineração,
Anchieta, ES.
⁴ Técnico em Metalurgia, Laboratorista Físico Metalúrgico Pleno, Laboratório de
Desenvolvimento de Processo, Samarco Mineração, Mariana, Minas Gerais
⁵Técnica em Metalurgia e Química, Técnica de Processo de Laboratório Pleno,
Laboratório de Desenvolvimento de Processo, Samarco Mineração, Mariana,
Minas Gerais.
⁶Engenheiro Geólogo, Consultor de Mineralogia, Teqbet, Belo Horizonte,
Minas Gerais.
8
Revista Analytica | Maio 2026
Resumo
Este trabalho tem como
objetivo avaliar a variabilidade
mineralógica
presente nas rochas da
Samarco Mineração por
meio do uso do estereomicroscópio,
correlacionando
essa variabilidade
com a performance
do material durante o
processo de beneficiamento
mineral. Sendo
um equipamento capaz
de analisar minerais
opacos, translúcidos e
transparentes, o Laboratório
de Desenvolvimento
de Processo (LDP) de
Germano expandiu sua
aplicação para além da
caracterização mineralógica,
investigando
também os tecidos de
filtragem. A análise
busca compreender o
desempenho desses
tecidos, identificando
níveis de obstrução,
suas causas e a tipologia
mineralógica associada,
visando otimizar o processo
de filtragem e a
eficiência operacional.
Palavras-chave: Variabilidade
Mineralógica;
Desempenho de Filtragem;
Beneficiamento Mineral;
Eficiência Operacional.
Abstract
This study aims to evaluate
the mineralogical variability
present in the rocks
of Samarco Mineração
using a stereomicroscope,
correlating this variability
with the material's performance
during the mineral
beneficiation process. As a
device capable of analyzing
opaque, translucent, and
transparent minerals, the
Process Development Laboratory
(LDP) in Germano
has expanded its application
beyond mineralogical
characterization to also
investigate filtration fabrics.
The analysis seeks to understand
the performance of
these fabrics by identifying
obstruction levels, their
causes, and the associated
mineralogical typology,
with the goal of optimizing
the filtration process and
operational efficiency.
Keywords: Mineralogical
Variability; Filtration Performance;
Mineral Beneficiation;
Operational Efficiency.
1 INTRODUÇÃO
A mineralogia dos minérios
de ferro brasileiros
é amplamente variável,
influenciando diretamente
o desempenho das
operações de beneficiamento
mineral. Segundo
Coelho [1,2], as principais
tipologias encontradas
incluem minérios
hematíticos martíticos e
especularíticos no Quadrilátero
Ferrífero (MG),
microcristalinos em
Carajás (PA) e Corumbá
(MS), além dos minérios
hidratados, também presentes
no Quadrilátero
Ferrífero. Essa diversidade
mineralógica impacta
significativamente etapas
como moagem, flotação
e filtragem, exigindo um
conhecimento aprofundado
das características
intrínsecas dos materiais
processados.
Segundo Barbosa et al.
[3], apesar da variedade
de tipos de minérios e da
diversificação dos produtos
gerados nos processos
de concentração,
alguns aspectos fundamentais
devem ser rigorosamente
observados,
como a caracterização
mineralógica aplicada,
que inclui a identificação
das fases minerais presentes,
morfologia das
partículas, grau de liberação,
porosidade e a presença
de slime coating.
Esses fatores exercem
influência direta sobre a
eficiência das operações
de beneficiamento.
Revista Analytica | Maio 2026
9
Artigo 1
No contexto atual, a
de Processos (LDP) da
tras de rochas e tecidos
crescente
complexida-
unidade de Germano,
empregados em testes
de das frentes de lavra
tem utilizado o este-
industriais. A intenção é
e a intensificação dos
desafios operacionais
tornam imprescindível
o reconhecimento detalhado
das zonas mineralizadas
que alimentam
a usina. A presença
de rochas intrusivas e
minerais contaminantes,
por exemplo, pode
reomicroscópio para a
caracterização de amostras
de rochas e tecidos
de filtragem. Essa ferramenta
tem se mostrado
eficiente na identificação
de minerais indesejáveis,
no mapeamento
de litologias intrusivas e
na avaliação do grau de
fornecer subsídios técnicos
para a otimização do
processo de filtragem, a
partir de um entendimento
mais aprofundado
da mineralogia que
influencia diretamente
o desempenho operacional
da planta.
afetar negativamente a
qualidade do concentrado
e comprometer o
desempenho de equipamentos,
como os filtros
de disco e esteira. Nesse
cenário, ferramentas de
caracterização rápida e
precisa ganham importância
estratégica [3].
Visando melhorar o
obstrução dos tecidos,
fatores críticos para a
eficiência do processo
de filtragem de rejeitos.
Diante disso, o presente
trabalho tem como
objetivo principal correlacionar
as tipologias
mineralógicas observadas
nas frentes de lavra
da Samarco com a per-
2 METODOLOGIA
As análises foram conduzidas
no Laboratório
de Desenvolvimento de
Processo (LDP) da unidade
Germano, utilizando
estereomicroscópio com
lupa binocular e câmera
de 5x para registro fotográfico.
As etapas metodológicas
envolveram:
diagnóstico e a tomada
de decisão operacional,
formance dos tecidos
de filtragem, utilizando
• Triagem de amostras de
a Samarco Mineração,
como base análises
rochas e tecidos de fil-
por meio do Laborató-
estereomicroscópicas
tragem provenientes de
10
Revista Analytica | Maio 2026
rio de Desenvolvimento
conduzidas em amos-
testes industriais;
• Separação e observação
de grãos minerais
(>3 grãos por amostra,
quando possível; <1%
considerado traço);
• Estimativa visual da
proporção mineralógica
totalizando 100%;
As durezas dos minerais
foram classificadas
com base na Escala de
Mohs (Tabela 1). O protocolo
seguiu as referências
metodológicas
padrões [2,3].
3 RESULTADOS E DIS-
Tabela 1. Escala de Mohs
Dureza Mineral
1 Talco
2 Gipsita
3 Calcita
4 Fluorita
5 Apatita
6 Ortoclásio
7 Quartzo
8 Topázio
9 Coríndon
10 Diamante
• Avaliação das propriedades
físicas (cor, brilho,
CUSSÃO
3.1 Análise das frentes
Fonte: Samarco Mineração Laboratório de
Desenvolvimento de Processo Germano
LDP (2024).
hábito, arredondamen-
de lavra
to) e do comportamento
As análises estereomi-
magnético com ímã de
croscópicas de amostras
800 gauss;
provenientes das frentes
de lavra permitiram
• Identificação de mine-
identificar uma ampla
rais principais (ex.: mar-
gama de minerais, tanto
tita, goethita, moscovita,
de interesse econômi-
quartzo, filossilicatos) e de
minerais correlacionados;
co quanto associados
ou contaminantes.
Dentre os minerais
Figura 3. (a) Especularita; (b) Martita;
(c) Goethita Botrioidal; (d) Goethita
Anfibolítica; (e) Limonita (Goethita Terrosa);
(f) Moscovita; (g) Rutilo; (h) Quartzo; (i)
Filossilicatos (Gibbsita e Caulinita).
• Análise de tecidos filtrantes
antes e após a fil-
mais frequentemente
observados destacam-
Fonte: Samarco Mineração Laboratório de
Desenvolvimento de Processo Germano
LDP (2024).
tragem, com observação
-se a martita, goethita
de colmatação, obstru-
(nas formas botrioidal,
covita, rutilo e filossili-
ção da trama e acúmulo
terrosa e anfibolítica),
catos como gibbsita e
de partículas ultrafinas.
limonita, quartzo, mos-
caulinita (Figura 3).
Revista Analytica | Maio 2026
11
Artigo 1
Foram também observadas
litologias com
aparência
ferruginosa,
mas sem valor econômico,
como rochas
pertencentes ao Xisto
Nova Lima ou dolomitos
intensamente
alterados. Essas rochas,
embora apresentem
coloração marrom e
elevados teores de Fe³+
Figura 4. (a) Tecido Filtrante Macroscopicamente Limpo; (b) Tecido Filtrante
Macroscopicamente Limpo; (c) Tecido Filtrante Estereomicroscopicamente Limpo; (d) Tecido
Filtrante Macroscopicamente Após a Filtragem; (e) Tecido Filtrante Macroscopicamente Após
a Filtragem; (f) Tecido Filtrante Estereomicroscopicamente Após a Filtragem
Fonte: Samarco Mineração Laboratório de Desenvolvimento de Processo Germano
LDP (2024).
identificados em análises
químicas, não possuem
minerais ferrosos
em quantidades representativas
para fins
de beneficiamento. O
estereomicroscópio, ao
permitir a visualização
direta da assembleia
mineralógica,
possi-
Figura 5.(a), (b), (c), (d), (e) Tecido Filtrante Estereomicroscopicamente Obstruido Após a
Filtragem.
bilitou diagnosticar a
Fonte: Samarco Mineração Laboratório de Desenvolvimento de Processo Germano
LDP (2024).
presença de matéria
orgânica fina e manganês
— identificados por
A caracterização deta-
suficiente para definir
reações com água oxi-
lhada dessas frentes
a viabilidade de bene-
genada — associados a
demonstrou que o sim-
ficiamento. A análise
12
Revista Analytica | Maio 2026
essas litologias estéreis.
ples teor de ferro não é
mineralógica
qualitati-
va, portanto, é essencial
para validar os resultados
químicos e evitar o
envio de material estéril
à usina, o que pode prejudicar
o rendimento
global do processo
3.2 Análise do tecido de
filtragem
Em paralelo à caracterização
mineralógica das
frentes, foram avaliadas
amostras de tecidos de
filtragem utilizados em
testes industriais com misturas
de rejeito arenoso e
lama. Um dos principais
testes analisados envolveu
a adição de 15% de
lama à mistura de alimentação
da filtragem. Esse
teste foi interrompido
precocemente devido ao
aumento progressivo da
umidade da torta, maior
dificuldade de desprendimento
e risco de transbordamento
no tanque
de alimentação [4].
Figura 6.Fotomicrografia dos Minerais Responsáveis Pela Obstrução do Tecido Filtrante
Estereoecopicamente. Lupa Binocular, Aumento 35X. Câmera 5X.
Fonte: Samarco Mineração Laboratório de Desenvolvimento de Processo Germano
LDP (2024).
As fotomicrografias obtidas
(Figuras 4, 5 e 6) mostraram
obstruções evidentes
nas tramas dos tecidos
após a operação, com
acúmulo de partículas
ultrafinas, principalmente
filossilicatos, aderidas às
fibras do tecido. A análise
estereomicroscópica foi
fundamental para evidenciar
o processo de colmatação
que, à primeira vista,
não era perceptível na
inspeção macroscópica.
A correlação entre a
mineralogia da lama e a
obstrução do tecido indicou
que certos minerais,
como gibbsita, caulinita e
moscovita, possuem papel
crítico na redução da eficiência
de filtragem. Essas
partículas finas e lamelares
se acumulam nos poros
do tecido, dificultando a
drenagem e aumentando
a retenção de água na
torta, o que compromete
a produtividade da planta.
Revista Analytica | Maio 2026
13
Artigo 1
14
Revista Analytica | Maio 2026
A análise mineralógica
dos tecidos, portanto,
mostrou-se eficaz como
ferramenta de diagnóstico
rápido para a
identificação das causas
de falhas no processo
de filtragem, possibilitando
ações corretivas
como ajustes na malha
de lavra, escolha adequada
de tecidos ou
modificação na composição
da alimentação.
CONCLUSÃO
A análise mineralógica
desempenha um papel
fundamental no entendimento
das características
dos materiais
ao longo de todo o
processo produtivo,
desde a frente de lavra
até o porto. Dentre os
diversos métodos disponíveis,
cada um com
suas particularidades e
peculiaridades, o estereomicroscópio
(lupa
binocular) se destaca
como um equipamento
estratégico e indispensável
para um conhecimento
minucioso das
rochas. O estereomicroscópio
se diferencia
pelo seu valor, assertividade
e pela amplitude
de possibilidades que
oferece para a caracterização
mineralógica.
Sua utilização permite
não apenas uma avaliação
detalhada da
assembleia mineralógica
presente nas frentes
de lavra, como também
proporciona respostas
ágeis e precisas para o
beneficiamento mineral
e a filtragem do produto
final. Dessa forma, a
lupa binocular é essencial
para garantir uma
análise eficiente e confiável
em todas as etapas
do processo, viabilizando
decisões assertivas
que impactam diretamente
a qualidade e a
eficiência operacional.
Sua capacidade de fornecer
respostas rápidas
e detalhadas reforça
sua relevância como
ferramenta estratégica
para o sucesso das operações
minerais.
Agradecimentos
Os autores agradecem a
Samarco Mineração pelo
suporte e incentivo e a
todos que contribuíram
para este trabalho, em
especial a equipe do
Laboratório de Desenvolvimento
de Processo
de Germano.
REFERÊNCIAS
1 Coelho LH. Rendimento na Sinterização em Função da
Mineralogia do Sinter Feed [dissertação de mestrado].
Ouro Preto: Universidade Federal de Ouro Preto; 2002.
2 Dana JD. Manual de Mineralogia. Rio de Janeiro:
Livros Técnicos e Científicos, 1984.
3 Barbosa MIM, Bertolina LC, Nuemann R, Schneider
CL, Neto AA. Caracterização Tecnológica de Minérios.
Rio de Janeiro: CETEM,2010.
4 Vieira MG, Silva AB Neto GBV, Cunha MS, Nascimento TJS,
Matos VE. Testes Industriais de Filtragem Com Misturas de
Rejeito e Lama. In: Congresso ABM; 2024; São Paulo, Brasil
Artigo 2
POTENCIAL DO CHUCHU COMO
MATÉRIA-PRIMA PARA PRODUÇÃO DE
BIOPLÁSTICO SUSTENTÁVEL
Autores:
Esther Hadassa Correa;
Fernanda Santos de Oliveira;
Gabriela Almeida Silva Santos;
Daniela Santos Silva;
Verônica Cristina Pêgo Fiebig
Colégio Técnico “Antônio Teixeira Fernandes”
– Colégio Univap
16
Revista Analytica | Maio 2026
Resumo
O uso intensivo de plásticos
convencionais,
derivados do petróleo,
representa um dos maiores
desafios ambientais
da atualidade, devido à
sua baixa biodegradabilidade
e longa persistência
no meio ambiente. Esses
materiais contribuem
significativamente para a
poluição dos solos, oceanos
e até do ar, sendo
responsáveis pela contaminação
de organismos
marinhos e pela presença
de microplásticos e nanoplásticos
em diferentes
níveis da cadeia alimentar.
Estudos recentes já
identificaram partículas
plásticas em tecidos
humanos, inclusive no
cérebro, evidenciando
que a poluição plástica
ultrapassa barreiras
biológicas e ambientais.
Diante desse cenário, torna-se
essencial o desenvolvimento
de alternativas
sustentáveis, como os
bioplásticos, produzidos
a partir de fontes renováveis
e biodegradáveis,
como amido, celulose,
resíduos alimentares e
subprodutos agrícolas,
que apresentam degradação
mais eficiente em
comparação aos plásticos
derivados do petróleo.
Apesar dos benefícios
ambientais, os bioplásticos
ainda enfrentam
desafios quanto ao custo
de produção e às limitações
de desempenho
técnico, especialmente
em relação à resistência
mecânica e durabilidade.
Entretanto, os avanços
científicos têm aprimorado
suas propriedades
físicas e químicas, tornando-os
mais competitivos
e adequados a diferentes
aplicações. Entre
as formulações mais
estudadas destacam-se
aquelas compostas por
amido e glicerol (também
conhecido comercialmente
como glicerina),
que apresentam
boa biodegradabilidade,
estabilidade térmica, flexibilidade,
transparência
e maleabilidade, características
desejáveis para
uso em embalagens e
filmes biodegradáveis. O
amido, matriz polimérica
natural, renovável, biodegradável,
abundante e
de baixo custo, é amplamente
encontrado em
fontes vegetais como
milho, mandioca, batata
e chuchu. Sua estrutura,
composta por amilose
e amilopectina, permite
a formação de filmes
transparentes e flexíveis;
porém, devido à sua rigidez
e fragilidade, é necessária
a adição de plastificantes,
como o glicerol,
que reduzem as interações
intermoleculares e
aumentam a flexibilidade
e resistência do material.
Ainda assim, filmes de
amido apresentam sensibilidade
à água e alta
permeabilidade ao vapor,
problemas que vêm sendo
minimizados pelo uso
de aditivos, como vinagre
e celulose, e pelo controle
de variáveis de processamento,
como tempo
e temperatura de aquecimento.
Considerando
esse contexto, o presente
estudo teve como objetivo
extrair, caracterizar
e analisar o amido do
chuchu (Sechium edule)
para avaliar sua viabilidade
como matéria-prima
na produção de bioplásticos.
O chuchu destaca-
-se como biomassa de
baixo custo, fácil cultivo
e ampla disponibilidade
no Brasil, podendo ser
produzido com adubação
orgânica, o que reduz
impactos ambientais e
custos agrícolas. Os resultados
demonstraram
que o amido extraído
do chuchu apresenta
comportamento térmico
semelhante ao do amido
de milho, boa solubilidade
em água, capacidade
de formação de gel e
degradação relativamente
rápida no solo, revelando-se
uma alternativa
promissora, sustentável e
economicamente viável
para a substituição dos
plásticos convencionais.
Palavras-chave: Bioplástico.
Chuchu. Sechium edule.
Abstract
The intensive use of conventional
plastics derived
from petroleum represents
one of the greatest
environmental challenges
today, due to their low
biodegradability and long
persistence in the environment.
These materials
contribute significantly to
the pollution of soil, oceans
and even the air, being
responsible for the contamination
of marine organisms
and for the presence
of microplastics and nanoplastics
at different levels
of the food chain. Recent
studies have already identified
plastic particles in
human tissues, including
in the brain, showing that
plastic pollution surpasses
biological and environmental
barriers. In view of
this scenario, the development
of sustainable alternatives,
such as bioplastics
produced from renewable
and biodegradable sources,
such as starch, cellulose,
food residues and
agricultural by-products,
becomes essential, as they
present more efficient
degradation compared to
petroleum-derived plastics.
Despite the environmental
benefits, bioplastics
still face challenges
regarding production cost
Revista Analytica | Maio 2026
17
Artigo 2
18
Revista Analytica | Maio 2026
and technical performance
limitations, especially
in relation to mechanical
resistance and durability.
However, scientific advances
have improved their
physical and chemical
properties, making them
more competitive and
suitable for different applications.
Among the most
studied formulations are
those composed of starch
and glycerol (also known
commercially as glycerin),
which present good
biodegradability, thermal
stability, flexibility, transparency
and malleability,
desirable characteristics
for use in biodegradable
packaging and films. Starch,
a natural, renewable,
biodegradable, abundant
and low-cost polymeric
matrix, is widely found
in plant sources such as
corn, cassava, potato
and chayote. Its structure,
composed of amylose and
amylopectin, allows the
formation of transparent
and flexible films; however,
due to its rigidity and
fragility, it is necessary
to add plasticizers such
as glycerol, which reduce
intermolecular interactions
and increase flexibility
and resistance of the
material. Even so, starch
films present sensitivity to
water and high vapor permeability,
problems that
have been minimized by
the use of additives such as
vinegar and cellulose, and
by the control of processing
variables, such as time
and heating temperature.
Considering this context,
the present study aimed to
extract, characterize and
analyze the starch from
chayote (Sechium edule)
to evaluate its viability
as a raw material in the
production of bioplastics.
Chayote stands out as a
low-cost biomass, easy to
cultivate and widely available
in Brazil, and it can
be produced with organic
fertilization, which reduces
environmental impacts
and agricultural costs. The
results demonstrated that
the starch extracted from
chayote presents thermal
behavior similar to corn
starch, good solubility in
water, gel-forming capacity
and relatively fast
degradation in soil, revealing
itself as a promising,
sustainable and economically
viable alternative
for the replacement of
conventional plastics.
Keywords: Bioplastic.
Chayote. Sechium edule.
Introdução
O uso do plástico, material
acessível e de baixo
custo cuja ampla difusão
se deve à facilidade de
consumo, gera sérios problemas
ambientais por ser
não biodegradável, pois é
formado por polímeros —
macromoléculas resultantes
da união covalente de
monômeros — altamente
poluentes, que podem
levar até 200 anos para
se degradar, causando
impactos como a contaminação
de animais
marinhos de médio porte
por ingestão acidental,
que provoca falsa saciedade,
ou por intoxicação
por compostos como
Bisfenol A e Ftalato (Belo
et al., 2021). Devido à sua
alta durabilidade, fato
que o torna um poluente
persistente, o plástico
fragmenta-se em micro
e nanoplásticos que contaminam
solos, rios, oceanos
e até o ar que respiramos.
Estudos realizados
em São Paulo mostram
que foram encontrados
plásticos até no cérebro
humano, o local mais protegido
do corpo, evidenciando
que nada está livre
dessa poluição (Junior,
2025). Nesse cenário, tor-
na-se essencial investir
em materiais alternativos
e sustentáveis, como os
bioplásticos — produzidos
a partir de polímeros
compostáveis e biodegradáveis
(amidos, celulose,
resíduos alimentares e
subprodutos agrícolas)
— uma alternativa viável
para reduzir a poluição
ambiental e seus impactos
(Almeida; Silva, 2023).
Os resultados do estudo
Análise de aceitação do
bioplástico em uma amostra
de agentes do setor de
plástico, de Felipe e Seiber
(2023), revelam atitude
ainda negativa quanto ao
uso de bioplásticos entre
os entrevistados, destacando
como principais
barreiras as preocupações
com o conflito entre segurança
alimentar e uso de
terras agrícolas, além do
desempenho técnico e do
alto custo de produção.
Apesar disso, os bioplásticos
destacam-se por
oferecerem vantagens
ambientais, como a redução
das emissões de dióxido
de carbono (CO₂) e o
aprimoramento da gestão
de resíduos sólidos, sendo
compostos por commodities
agrícolas como
amido, milho e celulose;
nesse contexto, inserem-
-se no conceito de bioeconomia,
que promove
crescimento econômico
aliado à conservação dos
recursos naturais e promove
formas de consumo
ambientalmente responsáveis
(Zulian, 2024). A
biodegradação dos bioplásticos
ocorre pela ação
de microrganismos que os
convertem em dióxido de
carbono, água e biomassa,
processo acelerado
por condições adequadas
de umidade e temperatura;
materiais com xilana e
amido são hidrofílicos e
úteis em sistemas de liberação
de fármacos, mas
exigem controle de solubilidade
e, embora menos
resistentes, apresentam
boa estabilidade térmica
e rápida degradação no
solo (Vasconcelos, 2022).
No bioplástico, o amido
funciona como uma
matriz polimérica de
origem renovável e biodegradável,
mas sua fragilidade
requer a adição de
plastificantes (como o glicerol)
para melhorar sua
flexibilidade e resistência
mecânica, além de outros
aditivos (como vinagre e
celulose) para auxiliar em
sua transformação em um
material similar ao plástico
convencional, porém
mais sustentável do que
os plásticos derivados de
petróleo (Feroldi et al.,
2024). Por ser de baixo
custo e amplamente disponível,
o amido tem despertado
interesse como
matéria-prima para filmes
biodegradáveis, especialmente
quando obtido de
fontes não convencionais
de biomassas de baixo
valor agregado, que surgem
como alternativas
promissoras, embora
esses filmes ainda apresentem
sensibilidade à
água, alta permeabilidade
ao vapor e baixa resistência
mecânica, limitações
que podem ser superadas
pela adição de plastificantes
que reduzem interações
intermoleculares e
aumentam a flexibilidade
e o desempenho do bioplástico
(Santana et al.,
2025). Além de ser uma
matéria-prima abundante,
não tóxica, biodegradável,
comestível e de baixo
custo de comercialização,
o amido está disponível
em todo o mundo e possui
elevada capacidade
de formação de gel e de
filmes transparentes (Carniel
et al., 2023).
Revista Analytica | Maio 2026
19
Artigo 2
20
Revista Analytica | Maio 2026
Inserido no contexto da
busca por matérias-primas
sustentáveis ricas em
amido para a produção
de bioplásticos, o chuchu
(Sechium edule) destaca-
-se como biomassa natural
de baixo custo — com
valor médio inferior a R$
2,00/kg — e ampla disponibilidade,
configurando-
-se como matéria-prima
economicamente viável
para essa finalidade (CEA-
GESP, 2024). É um vegetal
pouco exigente quanto à
fertilidade do solo, capaz
de se desenvolver em
diferentes ambientes e
relativamente tolerante
à acidez, dispensando
grandes quantidades
de insumos agrícolas,
podendo ser suprido
por adubação orgânica,
como esterco curtido ou
húmus de minhoca (EMA-
TER-DF, [s.d.]). Apresenta
ainda efeitos anticancerígenos,
antidiabéticos,
antioxidantes e anti-inflamatórios
(Gottems,
2025) e, embora possua
baixo teor de amido (cerca
de 2,8%), compensa
essa limitação pelo alto
rendimento por área —
superior a 150 toneladas
por hectare ao ano — e
pela facilidade de cultivo
e colheita em grande parte
do território brasileiro
(Costa; Júnior; Baú, 2021).
O chuchu (Sechium edule)
tem se destacado como
alternativa promissora na
produção de bioplásticos
por suas características
físico-químicas e ampla
disponibilidade, sendo
que Costa et al. (2021)
mostraram que o amido
extraído apresenta
comportamento térmico
semelhante ao do amido
de milho, maior solubilidade
em água e menor
absorção de umidade,
fatores que favorecem
a produção de filmes
biodegradáveis, especialmente
com aditivos
como borra de café e óleo
de buriti, que melhoram
o desempenho térmico
e a biodegradabilidade.
Além disso, um projeto
do Colégio Estadual de
Tupandi (2024) investigou
a viabilidade de produzir
bioplásticos a partir dessa
biomassa, mostrando que
o material se decompõe
no solo em aproximadamente
180 dias, em
contraste com os plásticos
convencionais, que
podem levar mais de 500
anos para se degradar.
Complementando esses
dados, Lucena et al. (2023)
demonstraram que o amido
pode gerar filmes com
propriedades mecânicas
e de barreira promissoras,
com boa resistência térmica
e potencial para substituir
plásticos convencionais
em embalagens
de alimentos, reforçando
a importância de fontes
alternativas e renováveis,
enquanto Martins et al.
(2023) exploraram a transformação
de resíduos de
chuchu em farinhas funcionais,
evidenciando a
viabilidade de aproveitar
integralmente o alimento
e reduzir desperdícios na
produção do bioplástico.
A fim de investigar o
potencial do chuchu na
produção de bioplásticos,
desenvolveu-se um
estudo com etapas teórica
e experimental. Na fase
bibliográfica, consultaram-se
artigos científicos
e publicações disponíveis
em plataformas como
Google Acadêmico,
SciELO e PubMed, para
embasar metodologias,
propriedades do amido e
formulações testadas. Na
etapa prática, realizou-se
a extração do amido do
making a difference
SEGURANÇA E RASTREABILIDADE
DAS AMOSTRAS
CRYO.S GREINER BIO-ONE
Falhas na vedação ou na identificação durante o armazenamento em baixas
temperaturas comprometem a confiabilidade dos resultados analíticos em
laboratórios e biobancos. Com a linha de tubos criogênicos Cryo.s, você garante
rastreabilidade e máxima estabilidade até -196°C, minimizando riscos de vazamentos
e contaminação, com integração perfeita em sistemas automatizados.
Acesse nosso site
www.gbo.com
Greiner Bio-One Brasil Produtos Medicos Hospitalares Ltda / Avenida Affonso Pansan / n° 1967 / Americana - São Paulo / Brasil
TELEFONE: (19) 3468-9600 / E-MAIL info@br.gbo.com
Artigo 2
22
Revista Analytica | Maio 2026
chuchu por trituração,
peneiração e decantação,
avaliando-se diferentes
formulações para o bioplástico.
Os experimentos
ocorreram no Colégio
Técnico Univap – e no
Instituto de Pesquisa
e Desenvolvimento da
Univap (IP&D), onde as
amostras foram analisadas
quanto à textura,
resistência mecânica e
tempo de secagem, identificando
as combinações
mais promissoras para
futuras aplicações.
Nesse contexto, este
estudo tem como objetivo
produzir um bioplástico
a partir do chuchu
e avaliar sua viabilidade
como matéria-prima, oferecendo
uma alternativa
sustentável, uma vez que
se trata de um material
natural, de baixo custo e
amplamente disponível,
cuja baixa demanda muitas
vezes leva ao descarte
recorrente. Dessa forma,
a pesquisa busca apresentar
uma opção para
substituir os plásticos
convencionais, responsáveis
por grande poluição
ambiental, ao mesmo
tempo em que contribui
para a redução do desperdício
de alimentos,
aproveitando uma biomassa
frequentemente
descartada (Bassi et al,
2024), e para a mitigação
dos impactos ambientais
associados à produção e
ao descarte desses materiais,
alinhando-se a práticas
de sustentabilidade.
Metodologia
Para o presente trabalho,
foi inicialmente realizada
uma pesquisa bibliográfica
sob a orientação da
professora responsável.
Elaborou-se uma lista contendo
25 temas a serem
investigados, e cada integrante
da equipe analisou,
no mínimo, três artigos
distintos por tópico. As
principais fontes consultadas
foram artigos científicos
obtidos na plataforma
Google Acadêmico, complementados
por materiais
técnicos acessados
por meio do Google, priorizando
publicações dos
últimos cinco anos que
abordassem a extração
de amido e a produção
de bioplásticos a partir de
matérias-primas vegetais.
A etapa experimental foi
conduzida nos laboratórios
do Colégio Técnico
Univap e do Instituto
de Pesquisa e Desenvolvimento
da Univap
(IP&D). Foram adquiridos
três exemplares de chuchu
(Sechium edule) no
supermercado Dia, os
quais foram utilizados no
mesmo dia da compra
para garantir a integridade
do material. Os frutos
foram cortados ao meio
e submetidos à extração
manual da mucilagem
por fricção entre as
metades. Em seguida,
um dos frutos foi selecionado
para pesagem em
balança analítica. Após a
pesagem, o material foi
cortado em pequenos
pedaços, mantendo-se
a casca, e triturado em
liquidificador doméstico
(Philips Walita) com 100
mL de água destilada,
até a obtenção de uma
mistura homogênea.
Na primeira tentativa
de separação do amido,
empregou-se o método
de filtração a vácuo;
entretanto, devido à baixa
taxa de sedimentação
observada, optou-se por
realizar peneiramento
seguido de decantação
sob refrigeração por 24
horas. Após esse período,
o líquido sobrenadante
foi cuidadosamente
descartado, e o amido
depositado no fundo
dos béqueres foi removido
e transferido para
uma placa de Petri de
vidro. A secagem ocorreu
em estufa a 60 °C, e
o material seco foi armazenado
em placa de Petri
plástica com tampa para
evitar contaminação e
absorção de umidade.
Para a confecção do bioplástico,
2 g de amido
foram misturados a 20 mL
de água destilada, glicerina
bidestilada e vinagre
de álcool, variando-se as
proporções e o tempo de
aquecimento: (i) 1 mL de
glicerol e 1 mL de vinagre,
aquecidos por 9 minutos;
(ii) a mesma formulação,
aquecida por 4 minutos; e
(iii) 0,5 mL de glicerol e 1
mL de vinagre, aquecidos
por 4 minutos. As misturas
foram preparadas em
béquer, aquecidas sobre
tripé com tela de amianto
e bico de Bunsen em chama
completa, sob agitação
contínua com bastão
de vidro, até adquirirem
aspecto translúcido e
consistência gelatinosa.
Após o aquecimento, as
misturas foram agitadas
por mais 2 minutos fora
da chama e vertidas em
placas de Petri, sendo
espalhadas para formar
filmes de aproximadamente
1 mm de espessura.
Os filmes foram
deixados para secar à
temperatura ambiente
por três dias e, posteriormente,
levados à estufa
para garantir a remoção
da umidade residual.
Após a secagem total, os
filmes formados foram
cuidadosamente removidos
das placas de Petri
com o auxílio de uma
espátula e armazenados
para posterior análise.
Após a secagem total, os
filmes formados foram
cuidadosamente removidos
das placas de Petri
com o auxílio de uma
espátula e armazenados
para posterior análise.
Para o teste de solubilidade,
uma amostra do
bioplástico foi imersa em
cerca de 50 mL de água
à temperatura ambiente
por 54 dias. Os recipientes
foram agitados manualmente
uma vez ao dia. Ao
final do período, analisou-
-se a integridade do filme,
observando alterações
visuais como cor, textura
e presença de resíduos.
Resultados e Discussão
Durante a extração do
amido, a substituição
da filtração a vácuo pela
peneiração, seguida de
decantação sob refrigeração,
resultou em separação
mais eficiente da polpa
e maior rendimento de
amido, além de prevenir
a formação de fungos. A
filtração a vácuo apresentou
desempenho inferior,
possivelmente devido à
dificuldade de formação
de um bolo filtrante consistente
em soluções de
maior densidade, como
o extrato de chuchu, e à
retenção de resíduos no
sistema, provenientes
tanto de partículas que
não atravessam o filtro
quanto do próprio material
filtrante. Esses fatores
comprometem a eficiência
do processo, evidenciando
a necessidade de
métodos mais adequados
à extração de amido
de matrizes vegetais com
alta umidade (Silva et
al., 2021). A refrigeração
durante a decantação
contribuiu para melhor
sedimentação das partículas
e inibição do
crescimento de fungos,
enquanto a peneiração
promoveu separação
Revista Analytica | Maio 2026
23
Artigo 2
24
Revista Analytica | Maio 2026
física mais homogênea
entre as fases sólida e
líquida. Essa adaptação
metodológica resultou
em maior rendimento e
amido de melhor pureza,
corroborando observações
de Costa et al. (2021),
que relataram ganhos
expressivos ao substituir
métodos de filtração
pressurizada por processos
físicos de separação
em amidos vegetais.
O chuchu selecionado
para a determinação do
teor de amido apresentou
massa de 431,567 g, medida
em balança analítica.
Após o processo de extração,
obteve-se uma massa
de 4,153 g de amido. Com
base nesses valores, o
rendimento do processo
foi calculado por meio da
Equação 1:
O chuchu (Sechium
edule) apresentou teor
de amido de 0,96% em
relação à massa total.
Embora poucos estudos
abordem sua extração,
Panchal e Singh (2024)
relatam rendimentos
de até 21,6% por métodos
físicos e 0,5% por
métodos químicos,
destacando a influência
da técnica empregada.
O rendimento inferior
obtido neste estudo
pode ser atribuído à
estrutura do chuchu, e
de tubérculos ricos em
amido, como batata e
mandioca, além do elevado
teor de umidade e
baixa concentração de
sólidos totais, que dificultam
a recuperação
do polímero (Souza et
al., 2022).
Durante a produção do
bioplástico, observou-
-se a gelatinização do
amido na mistura de
amido, água e glicerina,
evidenciada pela
mudança de coloração
de branco para translúcido
esverdeado e pela
formação de um gel
viscoso. Esse processo,
decorrente da ruptura
das ligações de hidrogênio
e do rearranjo
das cadeias amiláceas
sob calor e umidade, é
essencial para a formação
da matriz polimérica
em bioplásticos amiláceos
(Gong et al., 2024).
O material foi vertido
em placas de Petri (0,5
- 2 mm de espessura) e
apresentou forte adesão
à superfície. Após
repouso por três dias
em condições ambiente,
os filmes foram
submetidos à secagem
em estufa a 60 °C para
remoção da umidade
residual e preservação
da integridade estrutural.
Portanto, para identificar
a interferência do
glicerol e o tempo de
aquecimento nas amostras,
foi produzido três
amostras, como mostra
a tabela a seguir:
A análise dos três ensaios
resultou na obtenção de
bioplásticos predominantemente
transparentes,
com regiões amareladas
em algumas amostras.
Alguns filmes apresentaram
rasgos parciais mais
acentuados, atribuídos à
dificuldade de remoção
das placas de Petri. A
amostra 1 exibiu aspecto
quebradiço e rígido, com
formação de filme, embora
apresentasse áreas
danificadas. A amostra 3
mostrou rigidez acentuada,
ausência de elasticidade
e superfície viscosa.
Esses resultados indicam
que, nas amostras 1 e 3,
parte da glicerina pode
não ter sido devidamente
incorporada à rede polimérica,
favorecendo a
migração e o acúmulo de
plastificante livre, além de
aumentar a afinidade por
água (Sirbu et al., 2021).
A amostra 2 apresentou
o melhor desempenho,
formando um filme mais
transparente, elástico,
maleável e resistente, o
que sugere melhor miscibilidade
entre o polímero
e o plastificante, pois concentrações
excessivas ou
a distribuição inadequada
do plastificante em filmes
de amido aumentam a
umidade e a solubilidade,
reduzindo as propriedades
térmicas e mecânicas,
corroborando a hipótese
de que, embora essencial
à formação do bioplástico,
o plastificante pode
tornar-se um fator de fragilidade
quando não controlado
adequadamente
(Sirbu et al., 2021).
Fonte: As Autoras (2025)
Imagem 1 - Amostras dos bioplásticos correspondentes às formulações da Tabela 1.
Fonte: As Autoras (2025)
Para avaliar a solubilidade
dos bioplásticos, as
amostras foram imersas
em um recipiente aberto
contendo água da torneira
por 54 dias, sem troca
de água. Ao final do experimento,
observou-se
redução do volume das
amostras e leve turvação
da água, indicando dissolução
parcial e perda
de plastificantes, como o
glicerol. Esse comportamento
é característico de
filmes à base de amido,
em razão da migração
de plastificantes e da
solubilização da matriz
polimérica ao longo do
tempo de exposição. Na
ausência de reticulação
ou aditivos hidrofóbicos,
o amido apresenta alta
afinidade por água, o
Imagem 2 - Amostras dos bioplásticos
obtidos.
Fonte: As Autoras (2025)
que promove inchaço e
degradação estrutural
(Vieira et al., 2023). A
seguir, apresenta-se o
aspecto visual do material
ao término do ensaio.
Revista Analytica | Maio 2026
25
Artigo 2
26
Revista Analytica | Maio 2026
Conclusão
Os experimentos laboratoriais
demonstraram
que o chuchu (Sechium
edule) tem potencial
como fonte alternativa
de amido para a produção
de bioplásticos.
Embora o rendimento
de extração tenha sido
baixo, o material apresentou
propriedades físico-químicas
adequadas à
formulação de filmes biodegradáveis.
O resultado
reforça a importância de
utilizar matérias-primas
vegetais, renováveis e de
baixo custo para reduzir
a dependência de polímeros
sintéticos e os
impactos ambientais do
descarte de plásticos.
No entanto, recomenda-
-se a realização de ajustes
metodológicos nos
processos de extração
do amido, bem como na
escolha e proporção dos
plastificantes utilizados,
visando otimizar tanto
o rendimento quanto às
características mecânicas,
térmicas e de barreira
dos bioplásticos
obtidos. Estudos futuros
podem explorar também
a incorporação de
aditivos naturais, como
fibras vegetais ou óleos
essenciais, para aprimorar
a estabilidade e a
biodegradabilidade do
material, consolidando
o uso do Sechium edule
como uma promissora
alternativa sustentável
na indústria.
Referências
ALMEIDA, J. C.; SILVA, M. Bioplásticos: uma alternativa sustentável
para redução da poluição ambiental. Repositório
da UFERSA, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufersa.
edu.br/server/api/core/bitstreams/c537fc23-c6b0-4d7d-
-957c-c34a30a217ad/content. Acesso em: 15 maio 2025.
BASSI, A. E.; BRITO, J.; G1 ES; TV Gazeta. Estado líder na produção
de chuchu do Brasil descarta mercadoria devido à
baixa demanda. G1 Espírito Santo, 22 dez. 2024. Disponível
em: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/agronegocios/
noticia/2024/12/22/estado-lider-na-producao-de-chuchu-
-do-brasil-descarta-mercadoria-devido-a-baixa-demanda-
-entenda.ghtml. Acesso em: 13 out. 2025.
BELO, I. C. B.; ANDRADE, B. N. P.; MIRANDA, J. P. A.; DRUMOND,
P. C. Microplásticos, seus impactos no ambiente e maneiras
biodegradáveis de substituição. Revista Internacional de
Ciências, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 214–228, 2021. DOI: 10.12957/
ric.2021.54481. Disponível em: https://www.e-publicacoes.
uerj.br/ric/article/view/54481. Acesso em: 2 maio 2025.
CARNIEL, G.; ANDOLFATTO, M. T.; MARCHESAN, M. G.;
WOLF, L. Produção de bioplástico a partir do amido
de mandioca. FECITAC, v. 6, n. 1, p. 56, 2023. Instituto
Federal Catarinense – Campus Concórdia. Disponível
em: https://publicacoes.ifc.edu.br/index.php/fecitac/
article/view/4310/3549] Acesso em: 13 out. 2025.
CARVALHO, J. S.; LIMA, F. C.; TEIXEIRA, R. P. Síntese e
caracterização de bioplásticos à base de amido e glicerol
provenientes de resíduos agroindustriais. Scientia
Plena, v. 21, n. 5, p. 1–9, 2023.
CEAGESP. Chuchu é o produto destaque da semana (25 a
28/11) no atacado da CEAGESP. São Paulo: Companhia de
Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, 28 de nov.
2024. Disponível em: https://ceagesp.gov.br/comunicacao/
noticias/chuchu-dica-da-semana/. Acesso em: 18 maio 2025.
COLÉGIO ESTADUAL DE TUPANDI. Desenvolvimento de
bioplástico de chuchu com propriedades biodegradáveis.
Mostratec Virtual, 2024. Disponível em: https://
virtualmostratec.liberato.com.br/projeto/desenvolvi-
mento-de-bioplastico-de-chuchu-com-propriedades-
-biodegradaveis/.Acesso em: 16 maio 2025.
COSTA, A. R.; MENDES, D. G.; SILVEIRA, L. F. Produção e
caracterização de biopolímero à base de amido e glicerol
com resíduos agroindustriais. UNOESC & Ciência,
v. 12, n. 1, p. 56–63, 2021.
COSTA, F. A. T.; JÚNIOR, J. P.; BAÚ, R. Z. Engenharia
Moderna: Soluções para Problemas da Sociedade e da
Indústria 2. Ponta Grossa: Atena Edição de Livros, 2021.
p. 120–134. DOI: 10.22533/at.ed.99821130411. Disponível
em: https://atenaeditora.com.br/catalogo/post/
desenvolvimento-de-biopolimero-a-partir-do-amido-
-de-chuchu-e-avaliacao-da-incorporacao-do-residuo-
-de-cafe-e-oleo-de-buriti. Acesso em: 13 out. 2025.
EMATER-DF. A cultura do chuchu. Brasília: Emater-DF,
[s.d.]. Disponível em: https://www.emater.df.gov.br/
wp-content/uploads/2018/06/A-cultura-do-chuchu-
-versao-final.pdf. Acesso em: 18 maio 2025.
FELIPE, E. S.; SEIBER, H. S. Análise de aceitação do bioplástico
em uma amostra de agentes do setor de plástico.
Vitória: evento IX Encontro de Economia do Espírito Santo,
04 e 05 out. 2023. Disponível em: https://grcmlesydpcd.
objectstorage.sa-saopaulo-1.oci.customer-oci.com/p/
OQwcvnO-c63O08Gc2Kv4OTbJttj5ik60dguiDIyy-
Q0wuo5SWn-jHOLW9wNbylNqI/n/grcmlesydpcd/b/
dtysppobjmntbkp01/o/media/doity/submissoes/artigo-
-67933c593606bd7b433f72065b2e931256fd167f-segundo_arquivo.pdf
Acesso em: 13 out. 2025.
FEROLDI, A. C.; BRIONE, A. B.; ARAÚJO, E. S.; SANTOS, I. M.;
SILVA, K. T.; SILVA, L. G. Bioplástico proveniente do amido.
Araras/SP: ETEC Prefeito Alberto Feres, 2024. Trabalho de
Conclusão de Curso (Técnico em Química) – ETEC Prefeito
Alberto Feres. Disponível em: http://ric-cps.eastus2.
cloudapp.azure.com/bitstream/123456789/27741/1/
MTECPI~1.PDF. Acesso em: 13 out. 2025.
GONG, Y.; ZHANG, L.; LI, H. Thermal behavior and
mechanical performance of starch–glycerol bioplastics
under controlled gelatinization conditions. Polymer
Testing, v. 128, p. 109–115, 2024.
GOTTEMS, L. O chuchu pode ser bem rentável. Agrolink,
24 abr. 2025. Disponível em: https://www.agrolink.com.
br/noticias/o-chuchu-pode-ser-bem-rentavel_501384.
html. Acesso em: 18 maio 2025.
JÚNIOR, L. S. Artigo – Poluição por plástico: um desafio
global. Brasília: Embrapa Meio Ambiente, 2025.
Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-
-noticias/-/noticia/101194207/artigo--poluicao-porplastico-um-desafio-global.
Acesso em: 13 out. 2025.
LEITE, C. R.; PEREIRA, T. A.; LOPES, M. F. Efeito do glicerol nas
propriedades mecânicas e estruturais de filmes biodegradáveis
à base de amido. For Science, v. 9, n. 2, p. 1–10, 2021.
MARTINS, N. C.; SANTANA, M.; FREITAS, M. C. J.; KRAE-
MER, F. B.; PUMAR, M. Obtenção de farinhas de resíduos
de chuchu (Sechium edule) e de cenoura (Daucus
carota L.) de um refeitório universitário. In: Anais do II
Simpósio Online Sulamericano de Tecnologia, Engenharia
e Ciência de Alimentos. Diamantina: Even3,
2023. Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/
tecali2023/626599-obtencao-de-farinhas-de-residuos-
-de-chuchu-sechium-edule-e-de-cenoura-daucus-carota-l-de-um-refeitorio-unive/.
Acesso em: 16 maio 2025.
NOGUEIRA, F. M.; RODRIGUES, L. A.; SANTANA, R. Economia
circular e o uso de biopolímeros como alternativa
sustentável aos plásticos convencionais. Revista Brasileira
de Sustentabilidade, v. 3, n. 2, p. 45–60, 2022.
PANCHAL, S.; SINGH, R. Comparative analysis of physical
and chemical starch extraction from Sechium edule for
bioplastic development. International Journal of Green
Chemistry and Engineering, v. 5, n. 1, p. 33–42, 2024.
PÉREZ-MARROQUÍN, X. A.; VARGAS-TORRES, A.; CAMPOS-
-MONTIEL, R. G.; CALLEJAS-QUIJADA, G.; CAMPOS-LOZADA,
G.; LEÓN-LÓPEZ, A.; AGUIRRE-ÁLVAREZ, G. Development of a
biomaterial based on starch-gelatin blends: Physical, mechanical
and barrier properties. Biotecnia, v. 24, n. 3, p. 107–114,
2022. DOI: 10.18633/biotecnia.v24i3.1682. Disponível em:
http://biotecnia.unison.mx. Acesso em: 26 out. 2025.
SANTANA, M.; SANTOS, C. F. S.; ANDRADE, P. F.; MOTA, L.
O.; FREITAS, L. S. Preparação e caracterização de bioplástico
de amido extraído de sementes de resíduos agroindustriais.
Scientia Plena, v. 21, n. 8, 2025. Disponível
em: [https://scientiaplena.emnuvens.com.br/sp/article/
view/8419/2847] Acesso em: 13 out. 2025.
SANTOS, V. C.; OLIVEIRA, D. F.; MORAES, G. Avaliação das
propriedades de bioplásticos amiláceos com diferentes
teores de plastificante. For Science, v. 10, n. 1, p. 1–8, 2022.
SILVA, E. S.; REIS, A. C. Preparação e caracterização de
bioplástico de amido extraído de sementes de resíduos
agroindustriais. Scientia Plena, v. 17, n. 9, p. 1–12, 2021.
SIRBU, E.-E. et al. Influence of Plasticizers Concentration
on Thermal, Mechanical, and Physicochemical Properties
on Starch Films. Processes, v. 12, n. 9, p. 2021, 19 set. 2024.
SOUZA, J. P.; FERREIRA, M. C.; BRITO, A. R. Propriedades
físico-químicas e rendimento de amidos extraídos de
hortaliças tropicais. Revista de Engenharia e Tecnologia
Sustentável, v. 14, n. 3, p. 22–31, 2022.
VASCONCELOS, L. T. Avaliação de compostos polimerizantes
em bioplásticos à base de polissacarídeos da biomassa.
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”,
2022. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/238615.
Acesso em: 3 maio 2025.
VIEIRA, M. G. A. et al. Natural-based plasticizers and biopolymer
films: A review. European Polymer Journal, v. 47, n. 3, p.
254–263, mar. 2011.
ZULIAN, J. R. Busca de fontes renováveis e sustentáveis
para substituição do plástico: uma análise
cienciométrica de bioplásticos biodegradáveis
e materiais à base de micélio. 2024. Trabalho de
Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia
de Bioprocessos e Biotecnologia) – Universidade
Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, 2024.
Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/
jspui/handle/1/34946. Acesso em: 3 maio 2025.
Santé Health
Canada Canada
Medical Device Licence
Licence Number:
First Issue Date:
This Licence is issued in accordance with the
Medical Devices Regulations, Section 36,
for the following medical device:
Application Number:
Numéro de la demande:
XINWU DISTRICT
WUXI, JIANGSU
CHINA
214112
112619
2025/01/30
Device Class/Classe de l'instrument: 2
Licence Name/Nom de l'homologation:
PEN INJECTOR
Licence Type/Type d'homologation:
WUXI NEST BIOTECHNOLOGY CO., LTD.
NO. 530 XIDA ROAD, MEICUN INDUSTRIAL PARK
No d'homologation:
Première date de délivrance:
La présente homologation est délivrée en vertu
de l'article 36 du Règlement sur les instruments
médicaux pour l'instrument médical suivant:
Manufacturer Name & Address/Nom du fabricant & adresse
Colin Foster, Director, Bureau of Medical Device Licensing Services
Directeur, Bureau des services d’homologation des instruments médicaux
_________________________________________________________
LN/NH: 112619
Family / Famille
Medical Devices Directorate
Direction des instruments médicaux
Homologation d'un instrument médical
Manufacturer ID:
386010
Identificateur du fabricant:
163489
Wuxi NEST Biotechnology Co., Ltd.
℅ Ryan Li, Consultant
ICAS Group
No.155 Pingbei Road, Minhang District
Shanghai, 201109, China
U.S. Food & Drug Administration
10903 New Hampshire Avenue D o c I D # 0 4 0 1 7 . 0 7 . 0 2
Silver Spring, MD 20993
www.fda.gov
August 15, 2024
Re: K240961
Trade/Device Name: Disposable Pen Injector Assembly
Regulation Number: 21 CFR 880.5860
Regulation Name: Piston Syringe
Regulatory Class: Class II
Product Code: FMF
Dated: July 16, 2024
Received: July 16, 2024
Dear Ryan Li:
We have reviewed your section 510(k) premarket notification of intent to market the device referenced above
and have determined the device is substantially equivalent (for the indications for use stated in the enclosure)
to legally marketed predicate devices marketed in interstate commerce prior to May 28, 1976, the enactment
date of the Medical Device Amendments, or to devices that have been reclassified in accordance with the
provisions of the Federal Food, Drug, and Cosmetic Act (the Act) that do not require approval of a premarket
approval application (PMA). You may, therefore, market the device, subject to the general controls
provisions of the Act. Although this letter refers to your product as a device, please be aware that some
cleared products may instead be combination products. The 510(k) Premarket Notification Database
available at https://www.accessdata.fda.gov/scripts/cdrh/cfdocs/cfpmn/pmn.cfm identifies combination
product submissions. The general controls provisions of the Act include requirements for annual registration,
listing of devices, good manufacturing practice, labeling, and prohibitions against misbranding and
adulteration. Please note: CDRH does not evaluate information related to contract liability warranties. We
remind you, however, that device labeling must be truthful and not misleading.
If your device is classified (see above) into either class II (Special Controls) or class III (PMA), it may be
subject to additional controls. Existing major regulations affecting your device can be found in the Code of
Federal Regulations, Title 21, Parts 800 to 898. In addition, FDA may publish further announcements
concerning your device in the Federal Register.
Additional information about changes that may require a new premarket notification are provided in the FDA
guidance documents entitled "Deciding When to Submit a 510(k) for a Change to an Existing Device"
(https://www.fda.gov/media/99812/download) and "Deciding When to Submit a 510(k) for a Software
Change to an Existing Device" (https://www.fda.gov/media/99785/download).
Wuxi NEST Biotechnology Co., Ltd.
℅ Ryan Li, Consultant
ICAS Group
No.155 Pingbei Road, Minhang District
Shanghai, 201109, China
Re: K240774
Trade/Device Name: Pen Injector
Regulation Number: 21 CFR 880.5860
Regulation Name: Piston Syringe
Regulatory Class: Class II
Product Code: FMF
Dated: March 19, 2024
Received: March 21, 2024
Dear Ryan Li:
U.S. Food & Drug Administration
10903 New Hampshire Avenue D oc ID# 0 401 7 . 0 6 . 1 0
Silver Spring, MD 20993
www.fda.gov
June 18, 2024
We have reviewed your section 510(k) premarket notification of intent to market the device referenced above
and have determined the device is substantially equivalent (for the indications for use stated in the enclosure)
to legally marketed predicate devices marketed in interstate commerce prior to May 28, 1976, the enactment
date of the Medical Device Amendments, or to devices that have been reclassified in accordance with the
provisions of the Federal Food, Drug, and Cosmetic Act (the Act) that do not require approval of a premarket
approval application (PMA). You may, therefore, market the device, subject to the general controls
provisions of the Act. Although this letter refers to your product as a device, please be aware that some
cleared products may instead be combination products. The 510(k) Premarket Notification Database
available at https://www.accessdata.fda.gov/scripts/cdrh/cfdocs/cfpmn/pmn.cfm identifies combination
product submissions. The general controls provisions of the Act include requirements for annual registration,
listing of devices, good manufacturing practice, labeling, and prohibitions against misbranding and
adulteration. Please note: CDRH does not evaluate information related to contract liability warranties. We
remind you, however, that device labeling must be truthful and not misleading.
If your device is classified (see above) into either class II (Special Controls) or class III (PMA), it may be
subject to additional controls. Existing major regulations affecting your device can be found in the Code of
Federal Regulations, Title 21, Parts 800 to 898. In addition, FDA may publish further announcements
concerning your device in the Federal Register.
Additional information about changes that may require a new premarket notification are provided in the FDA
guidance documents entitled "Deciding When to Submit a 510(k) for a Change to an Existing Device"
(https://www.fda.gov/media/99812/download) and "Deciding When to Submit a 510(k) for a Software
Change to an Existing Device" (https://www.fda.gov/media/99785/download).
Certificate number
192322.241127
File number
A29180
Initial issue date
2024-11-27
Cycle start date
2024-11-27
Effective date
2024-11-27
Expiry date
2027-11-26
Xinwu District, Wuxi 214112 CHINA
Page 1 of 3
MDSAP
Form-ULID-000724 Issue: 6.0
2023 UL LLC. All rights reserved.
UL and the UL Solutions logo are
trademarks of UL LLC © 2023
Facility ID: F007679
UL LLC, UL Solutions medical and regulatory services issues this certificate to the Firm named above, after
assessing the Firm’s quality system and finding it in conformance per the defined scope with respect to:
ISO 13485:2016
EN ISO 13485:2016/A11:2021
Design, Development, Production and Distribution of Pen Injector, Disposable Pen
Injector Assembly for Further Manufacturing of Drug-Delivery Products.
Certificate with Addendum(s) totals 3 pages.
Authorized by:
Paul Daysh
Operations manager – Medical Regulatory
Check certificate status: here
This quality system registration is included in UL’s Product iQ directory and applies to the provision of
goods and/or services as specified in the scope of registration from the address(es) shown. By issuance of
this certificate, the firm represents that it will maintain its registration in accordance with the applicable
requirements. This certificate is not transferrable and remains the property of UL Solutions.
UL LLC, UL Solutions medical regulatory services UL LLC
is an MDSAP Recognized Auditing Organization 333 Pfingsten Road
Northbrook, IL 60062-2096 USA
10600 m2 Cl
3600 m 2
www.cell-nestbio.com
Certificações da empresa:
ISO 9001, ISO 13485, ISO 11137,
FDA, CE, e Licença de Fabricação
de Dispositivos Médicos
SAIBA MAIS
2300 m 2
Ambiente controlado
para fabricação de
canetas injetoras
20 +
Certificações
Profissionais e
Distinções
Certificate
of Registration
WUXI NEST BIOTECHNOLOGY CO.,LTD
No.530, Xida Road, Meicun Industrial Park
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
www.cell-nestbio.com
Cartucho
3 agulhas descartáveis
4 agulhas descartáveis Cartucho
Certificações
SAIBA MAIS
CHINA
Class II Medical Device
Registration Certificate
USA 510(k)
No. K240774
CANADA MDL Licence
No. 112619
Indonesia Imported Medical
Device Registration Certificate
PB-UMKU:
051223002876400010018
MALAYSIA
Medical Device
Registration
No. GC5557925-207253
Feedback
Força inicial da injeção
BRAZIL Medical Device
Registration
No. 80102519343
0.0075-1.0mL
<20N
MDSAP
USA / CANADA /
AUSTRALIA /
JAPAN / BRAZIL
Caneta injetora
Adequada para terapias injetáveis de longo
prazo, como a insulina aspart.
Disponível em 8/48/50/60/70/75/80 UI, com
personalização específica para cada indicação.
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
www.
SAIBA MAIS
Caneta Injetora
Descartável
CHINA
CDE: B20230000891 /
B20240000529
CHINA
Class II Medical Device
Registration Certificate
0.005-1.0mL
USA 510(k)
No. K240961
USA DMF No. 40744
Precisão da dose
≤10 N
60 IU
>10 N 60 IU
CANADA MDL
Licence No. 113733
Indonesia Imported Medical
Device Registration Certificate
PB-UMKU
051223002876400010025
01
MDSAP
USA / CANADA /
AUSTRALIA /
JAPAN / BRAZIL
02
Finish
Embalagem em bandeja Embalada em caixa com tampa
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
SAIBA MAIS
Injetor
Descartável TSA
Para injeção de insulina, agonistas do receptor
de GLP-1, hormônio folículo-estimulante (FSH)
e medicamentos relacionados, tais como
insulina degludec, semaglutida, liraglutida e
Gonal-F, utilizados principalmente no
tratamento da diabetes, no controle do peso e
na terapia assistida para infertilidade.
Disponível em 36/37/50/60/70/72/74/75/80 UI,
com opções de personalização.
01
02
Em bandeja
Em caixa
com tampa
Final
Standard Tape
TSA Tape
Intervalo de dose de injeção
Feedback sonoro
Janela de visualização
Força inicial de injeção
Precisão da dose
0.01-1.0mL
≤15N
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
Caneta Injetora
Automática
Pré-preenchida
A agulha permanece totalmente escondida,
reduzindo o medo da agulha e aumentando
o sucesso da injeção.
SAIBA MAIS
Instruções de Operação - Modelo de 3 passos
Retire a tampa da caneta
Segure-a na vertical contra o
local da injeção e destranque-a
Pressione o botão
traseiro para ativar
Retire a tampa da caneta
Pressione o local da injeção
para ativar
T
Profundidade de inserção da agulha
Força de bloqueio de proteção
Distância de segurança da agulha
Feedback da injeção
1.0mL Long PFS
0.2-1.0mL
29 G TW or Larger
≥96.5%
≤30N(Two Step);≤30N(Three Step)
≤10s
6mm±2mm
≥60N
≥4.5mm
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
Montagem de Cartuchos
Zero volume residual, zero contaminantes, zero risco.
● Processo de siliconização reticulada
● Óleo de silicone aderido de forma
uniforme e estável
● Processo de moldagem avançado
●
SAIBA MAIS
Amplamente utilizado para rápidas
amostras em P&D, em produção
piloto de pequena e média escala,
desenvolvimento de processos e
validação de produtos.
A máquina de fechamento e preenchimento
é compatível com diversos
materiais (por exemplo, vidro, COC,
COP) para seringas pré-preenchidas,
cartuchos e frascos.
Projetada para enchimento estéril
em escala laboratorial, a máquina de
fechamento oferece soluções otimizadas
para produtos líquidos e pode
acomodar cartuchos, seringas pré-
-preenchidas e outros recipientes.
Máquina de fechamento
Máquina de fechamento e preenchimento
https://produtos.perfectalab.com.br/canetas-injetoras-nest
Blog dos Cientistas
VALIDAÇÃO DE MÉTODOS DE SPE PARA
CONFORMIDADE REGULATÓRIA
34
Revista Analytica | Maio 2026
A validação de métodos
analíticos desempenha
um papel crucial na
garantia da qualidade
e da confiabilidade dos
resultados obtidos em
laboratórios analíticos.
Sendo assim, quando
se trata de técnicas de
preparação de amostras,
como a Extração em Fase
Sólida (SPE), a validação
adequada é essencial
para garantir que os
resultados atendam aos
requisitos regulatórios
estabelecidos pelas
agências governamentais.
Neste artigo, exploraremos
os princípios da
validação de métodos de
SPE para conformidade
regulatória, destacando
os parâmetros e critérios
mais importantes a
serem considerados nesse
processo.
Importância da Validação
de Métodos de SPE
Antes de mais nada,
a validação de métodos
de Extração em
Fase Sólida (SPE) é um
processo crucial para
garantir a confiabilidade,
a precisão e a
robustez dos resultados
analíticos. Portanto,
assegura-se que a
validação do método
SPE desenvolvido ou
adaptado adequa-se
para o seu propósito
específico, fornecendo
dados confiáveis e de
alta qualidade.
Validação de Métodos
de SPE
A validação de métodos
de extração em fase
sólida (SPE) é essencial
para garantir a confiabilidade
das análises
químicas. Este processo
inclui a definição de
objetivos, otimização
Blog dos Cientistas
das condições de extração,
determinação de
limites de detecção e
quantificação, avaliação
da linearidade, precisão,
exatidão, recuperação,
seletividade, robustez
e estabilidade da fase
estacionária. Sendo
assim, documentar
todos os procedimentos
e resultados é crucial
para a rastreabilidade e
replicabilidade do método.
Após conclusão, a
validação determina se
o método atende aos
critérios estabelecidos,
tornando-o adequado
para uso rotineiro em
análises químicas.
Parâmetros de Validação
de Métodos de SPE
• Seletividade: refere-se à
capacidade de separar os
analitos de outros componentes
da matriz da amostra.
Ou seja, demonstra-se
a capacidade de extração
seletiva dos analitos de
interesse, mesmo na presença
de interferentes.
• Linearidade: avalia-se
construindo uma curva
de calibração usando
padrões analíticos em
diferentes concentrações.
A resposta do detector
deve ser proporcional à
concentração dos analitos
ao longo de uma faixa de
concentração específica.
• Precisão e Exatidão:
A precisão refere-se à
variação entre replicatas
de uma série de amostras,
enquanto a exatidão
refere-se à proximidade
dos resultados obtidos
com o valor verdadeiro.
Por isso, avalia-se ambos
os parâmetros realizando
testes de repetibilidade e
reprodutibilidade.
• Limite de Detecção
(LOD) e Limite de
Quantificação (LOQ): O
LOD e o LOQ são determinados
experimentalmente
e representam
as concentrações mais
baixas de analitos que
podem ser detectadas
e quantificadas com
precisão pelo método
de SPE.
Procedimentos de
Validação de Métodos
de SPE
Os procedimentos de
validação de métodos de
SPE geralmente seguem
um conjunto de etapas
bem definidas, conforme
descrito abaixo:
Revista Analytica | Maio 2026
35
Blog dos Cientistas
36
Revista Analytica | Maio 2026
• Desenvolvimento do
Método: Antes de iniciar
a validação, é necessário
desenvolver e otimizar
o método de SPE para
garantir sua eficiência e
seletividade na extração
dos analitos de interesse.
Isso envolve a seleção
adequada do sorvente,
otimização dos parâmetros
experimentais e avaliação
da sensibilidade
do método.
• Estabelecimento dos
Critérios de Aceitação:
Antes de iniciar os
estudos de validação, é
importante estabelecer
critérios de aceitação
para cada parâmetro a
ser avaliado. Esses critérios
são baseados nos
requisitos regulatórios e
nas especificações analíticas
necessárias para o
método ser considerado
adequado para o propósito
pretendido.
• Estudo de Seletividade:
O estudo de seletividade
avalia a capacidade do
método de SPE de extrair
seletivamente os analitos
de interesse da matriz
da amostra. Realiza-se
geralmente comparando
os cromatogramas das
amostras de matriz bruta
e das amostras processadas
pela SPE para garantir
que não haja interferências
significativas.
• Determinação da
Linearidade: Verifica-se
a linearidade do método
construindo uma curva
de calibração utilizando
padrões analíticos em
diferentes concentrações.
Sendo assim, a resposta
do detector deve
ser proporcional à concentração
dos analitos
ao longo de uma faixa de
concentração específica.
• Avaliação da Precisão
e Exatidão: Avalia-se a
precisão e a exatidão do
método realizando testes
de repetibilidade e reprodutibilidade.
Portanto,
isso envolve a análise de
múltiplas replicatas de
amostras em diferentes
dias, por diferentes analistas
e com diferentes lotes
de reagentes.
• Determinação do Limite
de Detecção (LOD) e
Limite de Quantificação
(LOQ): O LOD e o LOQ
são determinados experimentalmente
utilizando
padrões analíticos em baixas
concentrações. O LOD
é definido como a menor
concentração de analito
que pode ser detectada
com uma certa probabilidade.
Enquanto o LOQ
é a menor concentração
que pode ser quantificada
com precisão.
Documentação e Relatório
de Validação
Uma vez concluídos os
estudos de validação, é
essencial documentar
todos os resultados e preparar
um relatório detalhado
que descreva os
procedimentos realizados
e os resultados obtidos.
Dessa forma, o relatório
de validação geralmente
inclui as seguintes seções:
SUA IDENTIFICAÇÃO
MICROBIOLÓGICA
AINDA LEVA DIAS?
E tem alto custo com reagentes?
O DESAFIO DO
CONTROLE
MICROBIOLÓGICO
Metodos
levam dias
Alto custo
operacional
Dependência de
testes bioquímicos
Atrasos na
liberação
de lotess
Diagnósticos
tardios
UMA NOVA REALIDADE
NA MICROBIOLOGIA
A tecnologia MALDI-TOF identifica microrganismos
em minutos com rapidez, precisão e alta
confiabilidade por meio do perfil proteico
Amostra Preparação Análise Resultado
Identificação rápida, precisa e confiável
para o seu laboratório
POR QUE ESCOLHER O MALDI-TOF DA ZYBIO ?
Fluxo otimizado
Aplicações clínicas avançadas
Reagentes prontos
Blog dos Cientistas
• Introdução: Uma breve
descrição do método
de SPE validado e sua
finalidade, bem como
uma visão geral dos
procedimentos de validação
realizados.
• Descrição do Método:
Detalhes sobre o método
de SPE, incluindo a
composição do sorvente,
os parâmetros experimentais
otimizados e
qualquer modificação
ou adaptação específica
do método.
• Resultados da Validação:
Uma análise
detalhada dos resultados
obtidos durante os estudos
de validação, incluindo
dados brutos, análise
estatística e interpretação
dos resultados em relação
aos critérios de aceitação
estabelecidos.
• Conclusões: Uma avaliação
geral da adequação
e robustez do método
de SPE validado com
base nos resultados da
validação. Sendo assim,
devemos discutir qualquer
desvio significativo
dos critérios de aceitação,
juntamente com possíveis
ações corretivas.
• Recomendações: Recomendamos
considerar
precauções ou considerações
especiais durante a
implementação do método
de SPE em laboratório
para seu uso futuro.
• Anexos: Documentação
adicional, como
cromatogramas, curvas
de calibração, protocolos
de validação e qualquer
outra informação relevante
que apoie os resultados
apresentados no relatório.
Conclusão
Em suma, a validação
de métodos de SPE para
conformidade regulatória
é um processo complexo
que exige cuidado e atenção
aos detalhes. Sendo
assim, ao seguir os procedimentos
adequados
e documentar cuidadosamente
os resultados,
os laboratórios analíticos
podem garantir a confiabilidade
e a robustez de
seus métodos de preparação
de amostras, atendendo
assim aos requisitos
regulatórios estabelecidos
pelas agências governamentais.
Portanto,
revisar periodicamente
os métodos validados é
importante para garantir
que permaneçam adequados
às necessidades
analíticas em constante
evolução e às regulamentações
atualizadas.
38
Revista Analytica | Maio 2026
Ingrid Ferreira Costa
Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Possui formação em Química, Ciências Farmacêuticas, Gestão da Qualidade e
Cosmetologia. É Especialista em Gestão de Projetos de Inovação e Sustentabilidade. Auditora em normas do Sistema de Gestão da Qualidade.
Membro da Comissão Técnica de Divulgação do CRQ-IV/SP e de comitês nacionais da ABNT. Reconhecida como LinkedIn Top Voice 2024 e
LinkedIn Creator 2022. Contato: contato@biochemie.com.br
Espectrometria de Massas
A CANETA DO CÂNCER ALÉM DA CIRURGIA:
A ESPECTROMETRIA DE MASSAS NO MOMENTO
DA DECISÃO
Nas últimas semanas, a
tecnologia desenvolvida
pela pesquisadora Lívia
Eberlin voltou ao centro
das discussões científicas.
A brasileira foi reconhecida
pela Forbes como uma das
mulheres mais poderosas
do Brasil — um indicativo
do alcance e da relevância
dessa inovação. Mais do
que uma solução voltada
à cirurgia oncológica, a
proposta levanta uma discussão
mais ampla sobre
o papel da espectrometria
de massas na ciência aplicada:
até que ponto a análise
precisa estar separada
do momento da decisão?
Palavras-chave: ionização
ambiente; HRAM; fingerprinting;
inteligência artificial;
análise estatística; Orbitrap.
A MasSpec Pen, dispositivo
conhecido também
como “caneta do
câncer” emprega uma
estratégia revolucionária:
identificação de
células cancerígenas
em poucos segundos,
por meio da caracterização
química do
tecido em tempo real.
É a utilização de um
espectrômetro de massas
dentro do centro
cirúrgico. O dispositivo
reduz a dependência
de fluxos analíticos
sequenciais e aproxima
a geração de dados da
tomada de decisão.
Atualmente, a avaliação
de margens cirúrgicas
ainda depende,
em grande parte, de
análises histopatológicas
realizadas fora
do campo operatório.
Esse processo, além de
demandar tempo, evidencia
uma limitação
estrutural: a necessidade
de interromper
o procedimento para
obter uma resposta
analítica. Além disso,
o tempo de resposta
pode ultrapassar uma
hora, interrompendo
o fluxo cirúrgico e, em
muitos casos, ainda
deixa margem para
incertezas. A integração
proporcionada
pelo dispositivo busca
justamente minimizar
essa lacuna.
Revista Analytica | Maio 2026
39
Espectrometria de Massas
Do ponto de vista ins-
é direcionada ao espec-
A tecnologia já foi ava-
trumental, a ausência de
trômetro de massas. A
liada em centenas de
uma etapa cromatográfica
pode parecer contraintuitiva.
No entanto,
o uso de analisadores
de alta resolução e alta
exatidão de massas,
como o Orbitrap, permite
a discriminação entre
espécies isobáricas e a
redução de interferências
de matriz com elevado
grau de seletividade.
Nesse contexto, parte
da complexidade tradicionalmente
atribuída à
separação é transferida
para a capacidade analítica
do próprio espectrômetro
de massas.
ionização ocorre em
uma interface adaptada,
com formação de
íons semelhantes aos
observados em electrospray,
como [M+H] + ,
[M+Na] + + e [M+K] + . O
espectro obtido representa
um fingerprinting
molecular característico
da amostra analisada.
A interpretação desse
perfil molecular depende
da aplicação de métodos
estatísticos multivariados
e modelos preditivos
construídos a partir de
bases de dados robustas.
Dessa forma, a classifica-
pacientes, demonstrando
alta precisão na diferenciação
entre tecidos
saudáveis e tumorais em
diversos tipos de câncer.
Embora o uso clínico
da MasSpec Pen ainda
esteja em avaliação
junto à Food and Drug
Administration (FDA), o
princípio que sustenta a
tecnologia é amplamente
aplicável. A possibilidade
de realizar análises
rápidas, com mínima
preparação de amostra e
caráter pouco invasivo, é
relevante em diferentes
contextos. Isso inclui:
A caneta atua como um
sistema integrado de
amostragem e extração:
uma microgota de sol-
ção do tecido deixa de
ser apenas qualitativa e
passa a ser suportada por
critérios quantitativos e
• Autenticidade e segurança
de alimentos
Identificação de adulte-
vente entra em contato
probabilísticos, frequen-
rações, fraudes e conta-
com o tecido, promove a
temente associados a
minações
diretamente
40
Revista Analytica | Maio 2026
extração de metabólitos
e lipídios e, em seguida,
técnicas de aprendizado
de máquina.
no ponto de inspeção,
sem necessidade de
Espectrometria de Massas
envio ao laboratório ou
destruição de amostras
de alto valor agregado.
• Análise forense e toxicologia
Triagem rápida de substâncias
químicas, drogas
de abuso ou contaminantes
em superfícies e na
própria pele do indivíduo.
Figura 1. (A) O dispositivo MasSpec Pen é conectado diretamente à interface integrada ao
espectrômetro de massas Orbitrap Exploris. (B) A análise com o dispositivo é acionada por
um pedal que se comunica diretamente com os sistemas de controle da interface.1
• Diagnósticos clínicos
não invasivos
Avaliação de biomarcadores
diretamente na
pele ou em fluidos biológicos,
com potencial
para triagens rápidas.
• Pesquisa biológica e
ambiental
Análise de organismos
vivos ou amostras sensíveis
sem destruição
da amostra.
Em comum, esses cenários
compartilham a
necessidade de respostas
confiáveis em intervalos
cada vez menores. Essa é
uma demanda que vem
Figura 2. (Visão em corte da MasSpec Pen, mostrando os canais para entrada de água, ar e
amostra direcionados para a entrada do Espectrômetro de Massas. 1
impulsionando o avanço
de técnicas de ionização
ambiente e o uso de espectrometria
de massas de alta
resolução, dispensando o
uso de cromatografia.
Revista Analytica | Maio 2026
41
Espectrometria de Massas
Nesse contexto, sistemas
baseados em Orbitrap se
destacam por viabilizar
abordagens nas quais a
seletividade analítica é
alcançada diretamente
no espectro de massas,
reduzindo a dependência
de etapas adicionais
de separação e ampliando
as possibilidades de
aplicação fora do laboratório
tradicional.
Mais do que um novo dispositivo,
a MasSpec Pen
ilustra uma evolução no
papel da espectrometria
de massas: de ferramenta
predominantemente confirmatória
para um recurso
Figura 3. Espectros de massas adquiridos com MasSpec Pen a partir de um câncer seroso
ovariano de baixo grau e um ovário normal.1
capaz de contribuir diretamente
com a tomada de
decisão instantânea.
O desenvolvimento dessa
tecnologia também
evidencia a criatividade
e a capacidade da ciência
brasileira de gerar
soluções com impacto
internacional, conectando
conhecimento fundamental
em química analítica
a aplicações práticas
e aplicadas diretamente
para o bem-estar e saúde
humana. O avanço não
está apenas em medir
com maior precisão, mas
em tornar essa medida
disponível quando ela
realmente faz diferença.
Referência:
1.Thermo Scientific. A MasSpec Pen nas mãos de cirurgiões.
Nota de aplicação CS90796-PT-BR-0724.
42
Revista Analytica | Maio 2026
Daniele Fernanda de Oliveira Rocha
Bacharela em Química Tecnológica pela PUC-Campinas, Mestra e Doutora em Química Orgânica, e pós-doutorado em Espectrometria de Massas pela Unicamp.
Pós-doutorado em proteômica pelo The Scripps Research Institute - La Jolla, California. Especialista em LC-MS e GC-MS para Química ambiental e de alimentos;
Ciências forenses, toxicologia e bioanalítica; Produtos naturais e metabolômica; Indústria farmacêutica; Petróleo, geoquímica orgânica e biocombustíveis.
Atualmente é Gerente de Produtos em Espectrometria de Massas na Nova Analítica (revendedor autorizado Thermo Fisher Scientific).
Especial - Mercado & Tecnologia
REORGANIZAÇÕES ESTRATÉGICAS E NOVAS
TECNOLOGIAS MOVIMENTAM O MERCADO
ANALÍTICO GLOBAL
Aquisição da Plasmion pela Shimadzu e venda da divisão de microbiologia da Thermo Fisher
refletem mudanças no posicionamento tecnológico e operacional do setor de life science
Por Editorial Analytica
44
Revista Analytica | Maio 2026
O mercado global de
instrumentação analítica
e life science continua
atravessando um
ciclo de reorganização
estratégica marcado
por aquisições direcionadas,
especialização
tecnológica e revisão
de portfólios corporativos.
Nos últimos meses,
duas movimentações
envolvendo importantes
players internacionais
chamaram atenção do
setor: a aquisição da alemã
Plasmion GmbH pela
Shimadzu Corporation e
o acordo firmado entre
a Thermo Fisher Scientific
e o fundo europeu
Astorg para venda da
divisão global de microbiologia
da companhia.
Imagem ilustrativa
Embora possuam naturezas
distintas, ambas as
operações evidenciam
tendências relevantes
para o ecossistema
laboratorial, incluindo
fortalecimento de plataformas
analíticas especializadas,
expansão de
tecnologias voltadas à
espectrometria de massas
e crescente interesse
de investidores em segmentos
considerados
estratégicos dentro do
mercado de life science.
Especial - Mercado & Tecnologia
O cenário também reforça
uma transformação estrutural
importante no setor
analítico global, caracterizada
pela combinação
entre consolidação corporativa,
automação laboratorial
e desenvolvimento
de workflows mais rápidos
e integrados.
Shimadzu amplia atuação
em tecnologias de
ionização ambiente
A aquisição de 75% da
Plasmion pela Shimadzu
amplia a presença da
companhia japonesa em
tecnologias de ionização
aplicadas à espectrometria
de massas, especialmente
em abordagens voltadas à
análise rápida e à redução
do preparo de amostra.
A Plasmion desenvolve
sistemas de ionização
ambiente compatíveis com
diferentes plataformas de
MS, utilizados em aplicações
envolvendo compostos
voláteis e semivoláteis.
Nos últimos anos, esse
tipo de tecnologia passou
a ganhar espaço em
áreas como:
• monitoramento ambiental;
• food safety;
• análises forenses;
• controle industrial;
• breath analysis;
• triagem rápida de contaminantes.
Dentro dessa evolução
tecnológica, fabricantes de
instrumentação vêm direcionando
investimentos
para workflows capazes de
reduzir etapas analíticas,
aumentar produtividade
operacional e simplificar
rotinas laboratoriais.
Ao mesmo tempo,
cresce o interesse por
sistemas mais flexíveis e
adaptáveis a ambientes
analíticos fora de estruturas
laboratoriais altamente
especializadas.
Especialistas do setor
observam que tecnologias
de ionização
ambiente ainda enfrentam
desafios relacionados
à padronização
metodológica, robustez
em determinadas
matrizes complexas e
consolidação regulatória
em aplicações críticas.
Apesar disso, o avanço
dessas plataformas indica
expansão gradual do
interesse da indústria
por estratégias analíticas
mais ágeis e menos
dependentes de preparo
extensivo de amostra.
Revista Analytica | Maio 2026
45
Especial - Mercado & Tecnologia
46
Revista Analytica | Maio 2026
Mercado de espectrometria
de massas
acelera diversificação
tecnológica
A movimentação ocorre
em um momento de forte
competição tecnológica
no mercado de espectrometria
de massas.
Fabricantes globais vêm
ampliando investimentos
em automação, miniaturização,
inteligência
artificial aplicada ao processamento
de dados e
integração digital de plataformas
analíticas.
Além dos avanços tradicionais
relacionados
à sensibilidade instrumental
e resolução
espectral, o setor passou
a concentrar esforços em
produtividade operacional,
redução de tempo
analítico e simplificação
de workflows.
Dentro dessa dinâmica,
soluções voltadas à análise
direta e à ionização
ambiente vêm recebendo
atenção crescente, principalmente
em aplicações
que exigem respostas
rápidas e menor complexidade
operacional.
Paralelamente, laboratórios
enfrentam pressão
contínua por aumento
de produtividade, rastreabilidade
e redução
de custos operacionais,
fatores que influenciam
diretamente o direcionamento
tecnológico
dos fabricantes.
Thermo Fisher reorganiza
portfólio com
venda da divisão de
microbiologia
Em outra frente, a Thermo
Fisher Scientific
anunciou a venda de
sua divisão global de
microbiologia ao fundo
europeu Astorg. A operação
envolve linhas
relacionadas a meios de
cultura, testes microbiológicos
e soluções
voltadas ao controle
de contaminação em
diferentes segmentos
industriais.
A divisão possui atuação
relevante em áreas como:
• indústria farmacêutica;
• microbiologia industrial;
• alimentos e bebidas;
• controle ambiental;
• laboratórios clínicos;
• monitoramento microbiológico
de processos.
A movimentação sinaliza
uma reorganização
estratégica do portfólio
corporativo da Thermo
Fisher, acompanhando
uma tendência observada
em grandes grupos
internacionais de life
science e instrumentação
científica.
Nos últimos anos,
empresas do setor
passaram a priorizar
investimentos em áreas
consideradas de maior
crescimento tecnológico
e margem operacional,
incluindo bioprocessos,
plataformas
moleculares, terapias
avançadas, automação
laboratorial e soluções
digitais integradas.
Dentro desse cenário,
determinadas unidades
mais especializadas vêm
sendo reposicionadas
como operações independentes
ou direcionadas
a estruturas focadas
em nichos específicos
de mercado.
Fundos especializados
ampliam presença em
life science
Outro aspecto relevante
da operação envolvendo
a Astorg está relacionado
ao aumento da participação
de fundos de investimento
em segmentos
ligados ao mercado laboratorial
e bioindustrial.
Áreas como microbiologia
aplicada, diagnóstico
molecular, controle de
qualidade farmacêutico
e automação laboratorial
vêm sendo consideradas
setores resilientes
e com demanda técnica
crescente.
Esse movimento acompanha
a expansão global
das cadeias biofarmacêuticas,
aumento da
pressão regulatória
sobre controle microbiológico
e crescimento das
exigências relacionadas
à segurança de processos
produtivos.
Enquanto isso, investidores
vêm buscando
operações mais especializadas,
capazes de
atuar com maior foco
tecnológico e operacional
em segmentos laboratoriais
específicos.
Consolidação e especialização
remodelam o
setor analítico
As duas movimentações
reforçam uma transformação
mais ampla no mercado
analítico global. O setor
passa simultaneamente
por consolidação corporativa
e aumento da especialização
tecnológica.
Grandes fabricantes
continuam ampliando
presença em áreas
estratégicas, enquanto
empresas menores e
altamente especializadas
ganham relevância pelo
desenvolvimento de tecnologias
direcionadas a
aplicações específicas.
Especial - Mercado & Tecnologia
48
Revista Analytica | Maio 2026
Esse cenário favorece aquisições
seletivas voltadas
menos à expansão comercial
tradicional e mais à
incorporação de competências
tecnológicas,
propriedade intelectual e
diferenciação operacional.
Em paralelo, cresce a segmentação
do mercado
laboratorial, impulsionada
por demandas relacionadas
à automação,
integração digital, análise
de dados e workflows
de alta produtividade.
Pressão por eficiência
operacional influencia
estratégias globais
Outro fator importante
por trás dessas reorganizações
está relacionado
à crescente pressão por
eficiência operacional nos
laboratórios analíticos.
A necessidade de acelerar
rotinas, reduzir
gargalos analíticos e
ampliar rastreabilidade
vem influenciando diretamente
decisões estratégicas
de fabricantes,
investidores e grupos
multinacionais do setor.
No caso da espectrometria
de massas, cresce o
interesse por tecnologias
capazes de simplificar
o preparo de amostra
e acelerar aquisição
de dados.
Já em microbiologia
aplicada, as tendências
envolvem automação
de processos, monitoramento
contínuo, digitalização
laboratorial e
redução do tempo de
liberação analítica.
Dentro dessa evolução,
o mercado de life
science passa a operar
em um ambiente cada
vez mais orientado por
integração tecnológica,
produtividade e especialização
analítica.
Movimentações sinalizam
transformação
contínua do ecossistema
laboratorial
Embora as operações
anunciadas possuam
objetivos distintos, ambas
refletem mudanças estruturais
importantes no setor
global de instrumentação
analítica e life science.
Para laboratórios, fabricantes
e profissionais da área
analítica, o cenário indica
continuidade dos investimentos
em automação,
plataformas avançadas de
espectrometria de massas,
microbiologia aplicada e
soluções voltadas à eficiência
operacional.
Ao mesmo tempo, as
reorganizações corporativas
demonstram que
o mercado laboratorial
internacional continua em
transformação acelerada,
impulsionado por inovação
tecnológica, pressão regulatória
e mudanças no perfil
operacional das demandas
analíticas globais.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Durante todo o ano, a FCE Pharma
conecta a indústria farmacêutica
por meio de conteúdos,
tendências, entrevistas, debates
e informações relevantes para
profissionais que buscam
acompanhar a evolução do setor.
Continue conectado com a Aurora do Cuidado
e da Saúde e acompanhe nossos canais oficiais
para acessar conteúdos exclusivos, novidades
do mercado, cobertura da feira e discussões
estratégicas da indústria farmacêutica.
@fcepharma
/FCEPharma
/fce-pharma
fcepharma.com.br
Conheça também o Talk Science,
hub de conteúdo da FCE Pharma,
com matérias, entrevistas, insights
e conteúdos especializados para
toda a cadeia farmacêutica.
talkscience.com.br
@talkscience
HPLC Insights
PH, PKA, PKB E PI NA CROMATOGRAFIA
LÍQUIDA – FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES
Na cromatografia líquida,
o entendimento profundo
das propriedades
químicas dos analitos
é um dos pilares para o
sucesso de separações
eficientes, reprodutíveis
e robustas. Entre essas
propriedades, pH, pKa,
pKb e pI desempenham
papéis fundamentais,
influenciando diretamente
a forma química dos
compostos, sua retenção,
seletividade e estabilidade
cromatográfica.
50
Revista Analytica | Maio 2026
Neste artigo, exploraremos
detalhadamente
esses conceitos, suas diferenças
e aplicações práticas
no desenvolvimento
e otimização de métodos
cromatográficos.
1. Entendendo o pH
O pH é uma medida da
acidez ou basicidade de
uma solução aquosa.
• pH baixo (0–6): ambiente
ácido
• pH neutro (7): equilíbrio
ácido-base (água pura)
• pH alto (8–14): ambiente
básico
Na cromatografia líquida,
o pH da fase móvel
controla:
• A forma ionizada ou
neutra dos analitos
• A estabilidade da fase
estacionária (principalmente
em colunas de
sílica C18)
• A retenção e a seletividade
2. Entendendo o pKa
O pKa é o valor de pH no
qual 50% de uma molécula
está ionizada e 50%
está na forma neutra. Ele
está relacionado à força
de um ácido.
• Ácidos fortes têm pKa
muito baixo
• Ácidos fracos têm pKa
mais elevado
Importância na cromatografia:
• Quando pH < pKa, o
ácido está principalmente
na forma neutra
→ mais retenção em
RP-HPLC
• Quando pH > pKa,
o ácido está principalmente
ionizado →
menor retenção
HPLC Insights
Saber o pKa dos analitos
permite selecionar o pH
da fase móvel ideal para
maximizar a resolução e
reprodutibilidade.
3. Entendendo o pKb
O pKb é o valor relacionado
à força de uma base.
• Bases fortes têm pKb
baixo, bases fracas têm
pKb elevado.
Importância na cromatografia:
• Quando pH > pKb, a
base está principalmente
neutra → mais retenção
• Quando pH < pKb, a base
está principalmente ionizada
→ menor retenção
Conhecer o pKb é essencial
no ajuste de métodos
para compostos básicos,
especialmente em farmacêuticos
e bioanálises.
4. Entendendo o pI
(Ponto Isoelétrico)
O pI é o pH no qual uma
molécula (tipicamente
uma proteína ou peptídeo)
tem carga elétrica
líquida igual a zero.
• pH < pI → a molécula é
positivamente carregada
• pH > pI → a molécula é
negativamente carregada
Importância na cromatografia:
• No pI, a solubilidade
da molécula é mínima,
favorecendo agregação
ou precipitação
• Longe do pI, a molécula
está carregada,
melhorando solubilidade
e separação
O conhecimento do pI
é crucial para métodos
como HPLC, IEC (cromatografia
de troca iônica)
e SEC (cromatografia de
exclusão por tamanho).
5. Como pH, pKa, pKb e
pI Influenciam a Cromatografia?
5.1 Controle da forma
iônica dos analitos
O pH da fase móvel
determina se o analito
estará em sua forma ionizada
ou neutra:
• Forma neutra →
aumenta retenção em
cromatografia de fase
reversa (RP-HPLC)
• Forma ionizada →
reduz retenção, aumenta
eluibilidade
A forma química predominante
impacta:
• Hidrofobicidade relativa
(↑ retenção na RP-HPLC)
• Interações secundárias
(troca iônica, HILIC)
Exemplo prático: Um ácido
fraco (pKa ≈ 4,5) será
neutro em pH 3,0 (retido)
e ionizado em pH 6,0
(eluirá mais rapidamente).
5.2 Previsão de seletividade
e interação com a
fase estacionária
A forma do analito determina
suas interações
dominantes:
• Compostos neutros se
comportam predominantemente
via forças hidrofóbicas
(interações de
van der Waals) → melhor
separação em fase reversa
• Compostos ionizados
podem sofrer interação
eletrostática com grupos
residuais da fase estacionária,
alterando perfil de
retenção e largura de pico
Revista Analytica | Maio 2026
51
HPLC Insights
52
Revista Analytica | Maio 2026
Dica: Trabalhar com o analito
na forma neutra muitas
vezes aumenta a seletividade
entre compostos de
estrutura similar.
5.3 Estabilidade da
fase estacionária
O pH da fase móvel também
afeta a integridade da
coluna cromatográfica:
• pHs extremos (<2 ou
>8 para sílica tradicional)
podem degradar a
coluna, por isso sempre
realizar a seleção da coluna
de acordo com o uso
atual ou futuro
• Utilizar colunas específicas
(Ex.: fases híbridas ou
polímero-modificadas)
é obrigatório para trabalhar
em pH extremo
Impacto: A degradação
da coluna reduz a eficiência,
altera tempos de
retenção e gera silanol
ativo residual, prejudicando
a análise.
5.4 Evitar agregação de
proteínas
No pH igual ou muito
próximo ao pI, proteínas
e peptídeos:
• Perdem carga líquida
• Tendem a precipitar ou
formar agregados, prejudicando
a separação
Solução: Sempre ajustar
o pH da fase móvel para
pelo menos 1–2 unidades
acima ou abaixo do
pI, garantindo solubilidade
adequada durante
análise de biomoléculas.
5.5 Compatibilidade
com LC-MS
A análise acoplada à
espectrometria de massas
(LC-MS) requer atenção
especial:
• O pH influencia a ionização
dos analitos na interface
(ionização ESI/APCI)
• Soluções muito ácidas
ou básicas podem prejudicar
a eficiência da fonte
de ionização
• Uso de tampões
voláteis como ácido
fórmico, ácido acético,
amônia e formiato de
amônio é crucial
Objetivo: Manter condições
de pH que favoreçam
ionização eficiente e
estabilidade dos analitos
sem comprometer a sensibilidade
da detecção
em MS.
6. Estratégias Práticas de
Aplicação
6.1 Ajustar o pH para
maximizar a forma predominante
Trabalhar com o pH
ajustado garante que o
analito esteja predominantemente
na forma
desejada, seja neutro ou
ionizado. Regra prática:
• Para ácidos → escolha
pH 2 unidades abaixo
do pKa.
• Para bases → escolha
pH 2 unidades acima do
pKb.
Conclusão: Isso minimiza
variação na distribuição
de espécies químicas
durante a análise.
6.2 Evitar regiões de
transição (pH ≈ pKa/
pKb)
Se o pH da fase móvel estiver
muito próximo do pKa
ou pKb o analito existirá
em múltiplas formas (neutra
e ionizada). Isso gera:
HPLC Insights
• Picos largos
• Redução da eficiência de
separação
• Maior variabilidade em
tempos de retenção
Conclusão: Evitar trabalhar
em pH ±0,5 unidades
do pKa ou pKb sempre
que possível.
6.3 Escolher tampões
apropriados
A seleção de um tampão
adequado é fundamental
para manter a
estabilidade do pH da
fase móvel e garantir
reprodutibilidade analítica.
Logo:
• Ácido fórmico (pKa
3,8): adequado para pH
entre 2,5 e 4,5
• Acetato de amônio
(pKa 4,8): adequado
para pH entre 3,8 e 5,8
• Amônia (pKa 9,2): utilizada
para ajustes em pHs
alcalinos
Conclusão: O intervalo
de pKa do tampão próximo
ao pH desejado (±1
unidade)
6.4 Avaliar solubilidade
e estabilidade do analito
Além da retenção, ajustar
o pH influencia:
• Estabilidade química
(evitar degradação ácida
ou alcalina)
• Solubilidade, especialmente
para proteínas,
peptídeos e compostos
bioativos
Conclusão: Testes preliminares
de estabilidade e
solubilidade em diferentes
pHs são recomendados
durante o desenvolvimento
do método.
7. Aplicações Setoriais
de pH, pKa, pKb e pI na
Cromatografia Líquida
A compreensão dos conceitos
de pH, pKa, pKb e
pI permite adaptar estratégias
analíticas específicas
para cada setor,
otimizando retenção,
seletividade, solubilidade
e robustez dos métodos
cromatográficos.
7.1. Setor Farmacêutico
• Ajuste estratégico do
pH da fase móvel para
controlar a forma ionizada
ou neutra de fármacos,
aumentando a retenção
ou promovendo a eluibilidade
conforme necessário
• Previsão da estabilidade
química de princípios ativos
sensíveis a condições
de pH extremo
• Desenvolvimento de
métodos robustos para
análise de impurezas e
degradação, minimizando
variabilidade analítica
Impacto: Maior precisão
e reprodutibilidade em
controle de qualidade e
desenvolvimento de formulações
farmacêuticas.
7.2. Setor de Produtos
Naturais
• Controle do pH para
otimizar a solubilidade
de compostos bioativos,
como flavonoides, alcaloides
e terpenos
• Ajuste da fase móvel
para melhorar a separação
de misturas complexas,
levando em conta
o pKa dos compostos
naturais
• Minimização da degradação
de compostos
sensíveis através de
escolha criteriosa do pH
da fase móvel
Revista Analytica | Maio 2026
53
HPLC Insights
Impacto: Maior eficiência
na purificação, identificação
e quantificação
de compostos naturais
de interesse comercial ou
farmacológico.
7.3. Setor de Biotecnologia
e Bioquímica
• Ajuste do pH para trabalhar
longe do ponto isoelétrico
(pI) de proteínas
e peptídeos, prevenindo
agregação e melhorando
a eficiência de separação
• Utilização de valores de
pKa e pKb para selecionar
condições de retenção
ideais em HPLC, IEC (troca
iônica) ou SEC (exclusão
de tamanho)
• Preservação da estabilidade
estrutural de
biomoléculas durante o
processo analítico
Impacto: Maior sucesso
em purificações, estudos
de estabilidade e caracterizações
de proteínas e
biomarcadores.
7.4. Setor de Nutrição e
Saúde Animal
• Previsão da forma predominante
dos nutrientes e
fármacos veterinários em
diferentes segmentos do
trato gastrointestinal animal
(rúmen, estômago,
intestino), com base no
pKa e pH local
• Avaliação da biodisponibilidade
oral de ingredientes
ativos em função de sua
ionização e lipofilicidade
• Otimização de estratégias
de formulação de
suplementos e medicamentos
veterinários,
garantindo eficácia nutricional
e terapêutica
Impacto: Melhor desempenho
nutricional e farmacológico
de produtos
destinados à produção
animal e saúde veterinária.
Conclusão
Dominar os conceitos
de pH, pKa, pKb e pI na
cromatografia líquida é
essencial para analistas
que buscam desenvolver
métodos robustos, eficientes
e confiáveis. Esses
parâmetros, quando compreendidos
e aplicados de
forma estratégica, tornam
a otimização analítica mais
racional, precisa e cientificamente
fundamentada.
Referências
• Snyder, L. R., Kirkland, J. J., & Dolan, J. W. (2011). Introduction
to Modern Liquid Chromatography. Wiley.
• Neue, U. D. (1997). HPLC Columns: Theory, Technology,
and Practice. Wiley-VCH.
• Harris, D. C. (2015). Quantitative Chemical Analysis.
W.H. Freeman and Company.
• United States Pharmacopeia (USP), General Chapter
<621> Chromatography.
• ICH Q2(R1) – Validation of Analytical Procedures: Text
and Methodology.
54
Revista Analytica | Maio 2026
Edwin Bueno
Engenheiro químico e especialista em cromatografia, com mais de 13 anos de experiência no desenvolvimento de métodos analíticos.
Atualmente é diretor técnico da Atuallabs e consultor técnico de grandes indústrias, dedica-se a otimizar processos, garantir a
qualidade analítica e disseminar boas práticas laboratoriais, contribuindo para a excelência do setor.
Indústria de Alimentos - Processos e Desafios
ESTRATÉGIAS ANALÍTICAS APLICADAS
AO CONTROLE DE CIP PARA OTIMIZAÇÃO
DE CUSTOS E EFICIÊNCIA INDUSTRIAL
EM LATICÍNIOS
Aplicação de indicadores químicos e operacionais na redução de consumo de água, energia e
insumos químicos
Resumo
A higienização por Clean-in-Place
(CIP) representa
uma das etapas
mais críticas dentro da
indústria láctea, impactando
diretamente a
segurança dos alimentos,
a eficiência operacional
e os custos industriais.
O elevado consumo de
água, energia térmica e
produtos químicos torna
indispensável a adoção
de estratégias analíticas
capazes de monitorar e
otimizar os processos de
limpeza industrial. Neste
contexto, o controle
analítico de parâmetros
como condutividade, pH,
temperatura, concentração
química, turbidez e
indicadores microbiológicos
possibilita maior
precisão operacional,
redução de desperdícios
e aumento da confiabilidade
sanitária dos equipamentos
produtivos.
Além da eficiência sanitária,
o controle adequado
dos sistemas CIP possui
influência direta sobre a
estabilidade fermentativa
na produção de queijo
muçarela, especialmente
em processos que utilizam
culturas sensíveis à
ação de bacteriófagos. O
presente artigo aborda a
aplicação de ferramentas
analíticas no gerenciamento
de sistemas CIP
em indústrias lácteas,
destacando sua influência
na eficiência dos
processos, na redução de
custos operacionais e na
estabilidade produtiva.
1. Introdução
A crescente busca por
eficiência operacional
e redução de custos
na indústria láctea tem
impulsionado a adoção
de ferramentas analíticas
voltadas ao controle dos
processos industriais.
Entre estes processos, os
sistemas de higienização
Clean-in-Place (CIP) assumem
papel estratégico,
uma vez que influenciam
diretamente a segurança
microbiológica, a estabilidade
produtiva e o
consumo de recursos
industriais.
Os sistemas CIP são responsáveis
pela limpeza
interna de tanques, tubulações,
pasteurizadores,
silos e demais equipamentos
sem necessidade
de desmontagem, garantindo
padronização sanitária
e maior segurança
operacional. Entretanto,
sua operação inadequada
pode resultar em elevados
consumos de água, energia
térmica e produtos
químicos, além de comprometer
a eficiência da
higienização e aumentar
riscos de contaminação
microbiológica.
Revista Analytica | Maio 2026
55
Indústria de Alimentos - Processos e Desafios
56
Revista Analytica | Maio 2026
Em muitas indústrias
lácteas, os custos associados
aos ciclos de CIP
representam parcela
significativa dos custos
indiretos de produção,
especialmente devido ao
consumo de soda cáustica,
ácido nítrico, água
quente e energia térmica.
2. Relação entre Eficiência
de CIP e Performance
da Fermentação
Na produção de queijo
muçarela, a eficiência
dos sistemas de higienização
Clean-in-Place
(CIP) possui influência
direta sobre a estabilidade
da fermentação láctica
e, consequentemente,
sobre a produtividade
industrial e o rendimento
do processo.
O controle inadequado
da higienização em pontos
críticos do processo,
como caminhões isotérmicos,
silos de estocagem,
pasteurizadores, queijomáticas,
drenoprensas e
carrinhos de fermentação,
favorece a permanência
de resíduos orgânicos e
contaminantes microbiológicos
capazes de comprometer
a atividade das
culturas lácteas utilizadas
na fabricação.
Entre os principais riscos
microbiológicos associados
às falhas de higienização
destaca-se a presença
de bacteriófagos, vírus
capazes de infectar bactérias
ácido-lácticas utilizadas
como culturas starter.
A incidência de bacteriófagos
pode provocar
redução parcial ou total
da atividade fermentativa,
comprometendo diretamente
o desempenho
industrial da produção de
muçarela.
Em diversos casos industriais,
o fermento é tratado
como o problema,
quando na realidade o
fator limitante encontra-
-se na eficiência sanitária
do processo.
3. Fluxograma – Relação
entre falhas de CIP
e perdas industriais
CIP ineficiente
↓
Resíduos orgânicos e
contaminação microbiológica
↓
Presença e propagação
de bacteriófagos
↓
Ataque às culturas starter
thermo-
(Streptococcus
philus)
↓
Redução da atividade fermentativa
↓
Fermentação lenta ou
paralisada
↓
Maior tempo de processo
↓
Perda de produtividade e
rendimento
↓
Aumento do custo industrial
da muçarela
4. O CIP Como Ferramenta
Estratégica de
Eficiência Industrial
Em muitos casos, os sistemas
CIP ainda não recebem
dentro das indústrias
lácteas a importância
estratégica necessária,
sendo frequentemente
tratados apenas como
uma etapa operacional
de higienização. Entretanto,
o impacto do CIP
ultrapassa a segurança
sanitária, influenciando
diretamente fatores
como rendimento industrial,
estabilidade fermentativa,
consumo de
insumos e qualidade final
do produto.
Os custos relacionados à
higienização industrial
normalmente representam
valores relativamente
baixos quando
Indústria de Alimentos - Processos e Desafios
comparados ao volume
total processado,
podendo girar em torno
de R$ 0,01 por litro de
leite processado. Ainda
assim, falhas na gestão
e controle dos parâmetros
de limpeza podem
gerar perdas significativamente
superiores.
A escolha de fornecedores
tecnicamente qualificados,
aliada à validação
contínua dos produtos
químicos utilizados, torna-se
fundamental para
garantir que os parâmetros
estabelecidos
em ficha técnica sejam
efetivamente aplicados
dentro da rotina operacional
da indústria.
5. Benefícios do Controle
Analítico de CIP
• Redução do consumo
de água;
• Otimização do uso de
produtos químicos;
• Redução do tempo de
processo;
• Maior estabilidade da
fermentação;
• Aumento da produtividade
industrial;
• Melhoria do rendimento
da muçarela;
• Maior padronização da
qualidade final.
6. Conclusão
Os sistemas de higienização
Clean-in-Place (CIP)
exercem papel estratégico
dentro da indústria
láctea, indo muito além
de uma simples etapa
operacional de limpeza.
Sua eficiência possui
influência direta sobre a
estabilidade microbiológica,
a performance fermentativa,
o rendimento
industrial e os custos de
produção da muçarela.
A aplicação de estratégias
analíticas voltadas
ao monitoramento dos
sistemas CIP demonstra
ser fundamental para
assegurar maior confiabilidade
operacional,
redução de desperdícios
e estabilidade produtiva.
Dessa forma, o CIP deve
ser tratado como uma
ferramenta estratégica
de gestão industrial,
sendo parte essencial da
performance produtiva
e econômica das indústrias
lácteas modernas.
“A eficiência sanitária
de uma indústria não
deve ser medida apenas
pela limpeza visual
dos equipamentos, mas
pela sua capacidade de
garantir estabilidade
produtiva, performance
fermentativa e consistência
industrial.”
Referências Bibliográficas Sugeridas
FOX, P. F.; McSWEENEY, P. L. H. Dairy Chemistry and
Biochemistry. Springer.
WALSTRA, P. Dairy Science and Technology. CRC Press.
BRASIL. Ministério da Agricultura – Regulamentos Técnicos
de Boas Práticas de Fabricação.
SILVA, N. et al. Manual de Métodos de Análise Microbiológica
de Alimentos.
Thiago Valente Pires
Tecnólogo em laticínios com 19 anos de experiência. Atuou por mais de 10 anos na indústria e como gerente comercial na Novonesis.
Hoje é gestor de operações no Laticínios Mutumilk, com foco em inovação e eficiência.
Revista Analytica | Maio 2026
57
P&D Analítico e Farmacotécnico
EFICIÊNCIA ANALÍTICA E SUSTENTABILIDADE
OTIMIZAM O P&D FARMACÊUTICO
58
Revista Analytica | Maio 2026
Durante muito tempo,
produtividade analítica
e sustentabilidade
foram tratadas como
objetivos paralelos na
indústria farmacêutica.
O cenário atual começa
a alterar essa lógica.
Recentemenmte, principalmente
nesses últimos
anos, a combinação
entre Process Analytical
Technology, inteligência
artificial, Green Analytical
Chemistry e estratégias
de desenvolvimento
baseadas em risco
passou a transformar o
próprio conceito de eficiência
analítica.
O laboratório assume
um papel ativo na construção
de processos
mais robustos, preditivos
e sustentáveis.
O avanço do controle
em tempo real
A expansão das estratégias
de Process Analytical
Technology, PAT,
consolidou uma mudança
importante na rotina
industrial. Técnicas
espectroscópicas in-line,
como NIR, Raman e FTIR,
associadas à quimiometria
e aos modelos multivariados,
passaram a
permitir monitoramento
contínuo de variáveis
críticas de processo.
Na prática, isso reduz
a dependência de análises
exclusivamente
laboratoriais realizadas
P&D Analítico e Farmacotécnico
após a produção. O controle
migra para dentro
do processo produtivo,
permitindo ajustes em
tempo real e reduzindo
desvios operacionais.
Essa abordagem fortalece
conceitos como Real-
-Time Release Testing,
RTRT, no qual determinados
atributos críticos
de qualidade podem ser
monitorados continuamente
durante a fabricação,
diminuindo etapas
tradicionais de liberação.
O impacto é técnico e
operacional; com redução
de consumo energético,
menor descarte
de lotes, diminuição
do retrabalho analítico
e ganho expressivo de
produtividade industrial.
ATP e QbD ampliam a
robustez analítica
A publicação da diretriz
ICH Q14 consolidou
uma das mudanças mais
relevantes do desenvolvimento
analítico moderno.
O método analítico deixa
de ser construído apenas
para atender parâmetros
finais de validação
e passa a ser desenhado
a partir de um objetivo
analítico claramente definido,
o Analytical Target
Profile, ATP.
Esse conceito aproxima
definitivamente o
desenvolvimento analítico
dos princípios de
Quality by Design, QbD.
Em vez de validar um
método apenas ao final
do desenvolvimento, a
tendência atual prioriza
compreensão científica,
gerenciamento de risco
e conhecimento aprofundado
das variáveis
críticas do método.
Técnicas como UHPLC,
LC-MS/MS de alta resolução
e ferramentas
avançadas de modelagem
estatística ganham
espaço nesse contexto,
especialmente em
métodos destinados à
análise de impurezas,
produtos de degradação,
nitrosaminas e formulações
complexas.
O resultado é um método
mais robusto ao longo
do ciclo de vida, com
menor necessidade de
retrabalhos regulatórios
e maior previsibilidade
de desempenho.
Inteligência artificial
chega ao laboratório
analítico
A incorporação de inteligência
artificial e machine
learning ao ambiente analítico
deixou de ser apenas
uma discussão conceitual.
Modelos preditivos já
começam a ser utilizados
para otimização
cromatográfica, avaliação
de tendências,
tratamento de dados
espectrais, detecção de
desvios e construção de
modelos quimiométricos
mais robustos.
Revista Analytica | Maio 2026
59
P&D Analítico e Farmacotécnico
Na farmacotécnica, essas
ferramentas também
avançam rapidamente
em aplicações ligadas à
otimização de operações
unitárias, definição de
parâmetros críticos de
processo e desenvolvimento
de formas farmacêuticas
complexas.
A tendência acompanha o
conceito de Indústria 5.0,
no qual automação, análise
de dados e tomada de
decisão assistida coexistem
com conhecimento
técnico especializado.
Essas tecnologias ampliam
capacidade analítica, velocidade
de interpretação e
eficiência operacional.
Green Analytical Chemistry
ganha protagonismo
técnico
A Green Analytical Chemistry
deixou de ocupar
apenas um espaço institucional
ou ambiental
nas discussões do setor
farmacêutico.
Atualmente, reduzir solventes
orgânicos, diminuir
tempo de corrida
cromatográfica, simplificar
preparo de amostras
e minimizar geração de
resíduos representam
também ganhos técnicos
e econômicos relevantes.
A adoção crescente de
UHPLC exemplifica essa
transformação. Além de
melhorar resolução e
sensibilidade analítica, a
técnica reduz significativamente
consumo de solventes
e tempo de análise.
Ferramentas como
AGREE, GAPI e Analytical
Eco-Scale começam a ser
utilizadas para mensurar
o impacto ambiental dos
métodos analíticos de forma
objetiva e comparável.
O movimento acompanha
uma pressão crescente
por processos industriais
mais eficientes, alinhados
às metas globais de sustentabilidade
e racionalização
operacional.
Uma nova lógica para
o desenvolvimento farmacêutico
A convergência entre
PAT, ATP, QbD, inteligência
artificial e Green
Analytical Chemistry
redefine o papel estratégico
do desenvolvimento
analítico dentro da
indústria farmacêutica.
O método analítico
moderno não deve apenas
gerar resultados confiáveis.
Ele precisa contribuir
para processos mais
rápidos, sustentáveis,
inteligentes e economicamente
viáveis.
Com isso, eficiência
analítica e sustentabilidade
passam a integrar
a mesma estratégia de
desenvolvimento tecnológico
e competitividade
industrial.
60
Revista Analytica | Maio 2026
Carlos Eduardo Rodrigues Costa
Farmacêutico industrial com 20 anos de experiência em gestão em diversas áreas na indústria farmacêutica, incluindo Controle de
Qualidade, P&D e Validação de Processos. Especialista em otimização e melhoria contínua, com domínio em instrumentação analítica
avançada e desenvolvimento de produtos.
Logística e Inteligência Artificial na Saúde
TRANSPORTE TERRESTRE PARA SAÚDE
NO BRASIL
A construção de um novo marco técnico para a segurança logística sanitária
O transporte terrestre
para a saúde sempre foi
um dos pilares mais críticos
e, ao mesmo tempo,
menos padronizados de
toda a cadeia assistencial
brasileira. Durante anos,
hospitais, laboratórios,
indústrias farmacêuticas,
operadores logísticos,
distribuidores e serviços
diagnósticos aprenderam
a conviver com um
cenário regulatório fragmentado,
no qual diferentes
órgãos estabelecem
exigências técnicas
específicas, porém sem
uma norma estruturante
única que consolide
requisitos operacionais
mínimos para a logística
terrestre da saúde.
Essa realidade começa
agora a avançar para um
novo patamar técnico.
Com a formação de um
Grupo de Trabalho (GT)
no âmbito do ABNT/
CB-16 - Comitê Brasileiro
de Transportes e
Tráfego da Associação
Brasileira de Normas
Técnicas - inicia-se oficialmente
uma força-tarefa
voltada à discussão
de recomendações
técnicas aplicáveis ao
transporte terrestre de
produtos regulados
para saúde no Brasil.
E essa discussão vai muito
além do transporte de
materiais biológicos.
Estamos falando de uma
cadeia extremamente
ampla, sensível e estratégica,
que envolve medicamentos,
produtos para
saúde, materiais biológicos,
resíduos com potencial
infectante, roupas
hospitalares contaminadas,
embalagens técnicas,
monitoramento térmico,
rastreabilidade operacional,
higienização veicular,
qualificação operacional
e biossegurança logística.
Atualmente, o transporte
terrestre para saúde opera
sob um ecossistema
regulatório complexo,
envolvendo simultaneamente
exigências da
ANVISA, ANTT, Vigilâncias
Sanitárias estaduais
Revista Analytica | Maio 2026
61
Logística e Inteligência Artificial na Saúde
62
Revista Analytica | Maio 2026
e municipais, além de
referências técnicas
internacionais aplicáveis
ao transporte terrestre
de produtos perigosos,
materiais biológicos e
sistemas de embalagem,
incluindo recomendações
da Organização Mundial
da Saúde (OMS) e as Pack
Instructions da ICAO/
IATA utilizadas mundialmente
como referência
técnica para especificação
e desempenho de
embalagens destinadas
ao transporte seguro de
substâncias biológicas e
produtos regulados.
Na prática, isso significa
que a segurança de uma
única amostra laboratorial
ou de um medicamento
termolábil depende diretamente
de diversos fatores
integrados, como:
- qualificação da embalagem
utilizada;
- tempo e estabilidade
da rota;
- monitoramento de temperatura;
- segregação sanitária da
carga;
- higienização das superfícies
veiculares;
- classificação de risco do
material transportado;
- capacitação dos profissionais
envolvidos;
- adequação e compatibilidade
do veículo utilizado;
- conformidade das
embalagens com critérios
técnicos reconhecidos
internacionalmente.
O desafio é sistêmico.
E justamente por isso,
a aproximação entre
especialistas do setor e
a ABNT representa um
ganho estratégico para
toda a cadeia da saúde.
A construção de recomendações
técnicas
nacionais poderá trazer
benefícios diretos para
todos os stakeholders
envolvidos:
- pacientes, por meio de
maior segurança diagnóstica
e terapêutica;
- hospitais e laboratórios,
com redução de
riscos operacionais e
perdas assistenciais;
- transportadoras especializadas,
com critérios
técnicos mais claros e
padronizados;
- indústrias farmacêuticas
e diagnósticas, com
maior previsibilidade
operacional;
- órgãos reguladores e
fiscalizadores, por meio de
referências harmonizadas
para auditorias e inspeções;
- e o próprio mercado,
que evolui para um
cenário de maior maturidade
técnica e segurança
operacional.
Um dos pontos mais
relevantes dessa discussão
envolve também
o transporte terrestre
de roupas hospitalares
limpas e contaminadas.
Embora muitas vezes
Logística e Inteligência Artificial na Saúde
tratado apenas como
atividade de apoio operacional,
esse processo
representa componente
crítico da biossegurança
assistencial.
A RDC ANVISA nº 6/2012
estabelece requisitos
claros para segregação
entre roupas limpas
e sujas, utilização de
veículos apropriados e
prevenção de contaminação
cruzada durante
o transporte.
Casos recentes de repercussão
pública envolvendo
falhas no transporte de
enxoval hospitalar evidenciam
que o tema possui
impacto sanitário real e
demanda maior padronização
técnica nacional.
Outro aspecto importante
envolve a rastreabilidade
operacional e a
integridade dos sistemas
utilizados na cadeia
logística terrestre da saúde.
Em um cenário cada
vez mais dependente de
sistemas digitais, aplicativos
de monitoramento,
telemetria e controle
térmico, torna-se indispensável
discutir rastreabilidade,
integridade de
registros e confiabilidade
operacional das evidências
logísticas.
O Brasil possui hoje uma
oportunidade importante
de avançar para um
novo nível de maturidade
técnica no transporte terrestre
sanitário.
Mais do que criar documentos,
essa força-tarefa
representa a possibilidade
de estruturar bases
sólidas para uma logística
terrestre em saúde verdadeiramente
validada,
segura, auditável e alinhada
às necessidades
reais da cadeia assistencial
brasileira.
Após mais de uma década
acompanhando os desafios
do setor, torna-se evidente
que a construção coletiva
entre especialistas técnicos,
mercado, indústria e ABNT
pode representar um divisor
de águas para a logística
terrestre da saúde no país.
O desafio é grande.
Mas a necessidade é ainda
maior.
Dr. Cristhian Roiz
Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de
Qualificação do Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento
de produtos da saúde por meio da capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas.
Esse curso já capacitou profissionais em 11 estados brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações
para aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.
Revista Analytica | Maio 2026
63
Química no Meio Ambiente
POLUENTES DA ÁGUA AINDA SEM CONTROLE
64
Revista Analytica | Maio 2026
Não existe sombra de
dúvida de que a água é
o principal líquido para a
existência humana.
Boa parte de nosso corpo é
água, e ela, água, compõe
o principal líquido dentro
de nosso corpo, o sangue.
Numa forma bem
simples de raciocinar,
deveríamos mantê-la
sempre disponível e na
melhor qualidade para
nosso consumo e até
mesmo para nossos afazeres
domésticos e também
porque não dizer,
para os devidos fins
industriais para nossa
qualidade de vida.
Porém, sabemos que a
realidade, hoje, século XXI,
é bem diferente do que
deveria ser neste idealismo
descrito anteriormente.
Usamos até hoje, a água,
para afastar esgoto de
dentro de nossas casas,
chegando assim aos rios
e até oceanos.
Um ponto precisa ser elucidado,
quando uma pessoa
leiga diz ou até mesmo
escreve que a água está
chegando ao fim.
Esta heresia, citada por
quem esquece o que é o
planeta onde vive é realmente
de se lamentar.
Não é possível a água
acabar, pois ela não sai
do planeta. Precisaria de
muitos ônibus espaciais
ou caminhões pipas espaciais
para isto ocorrer.
(perdão pela licença poética/científica/absurda)
A disponibilidade de água
potável é que está cada
vez mais difícil, isto sim, e
por consequência de nossos
atos perante ao uso
que fazemos dela.
Neste artigo, queremos
salientar um problema
de saúde pública, que
não é exclusividade nosso,
mas praticamente de
todos os países.
Pessoas no planeta inteiro,
fazem uso, quando
necessário e indicado,
de medicamentos como
antibióticos, hormônios,
antitérmicos, antinflamatórios
e outros.
A realidade é que em
todo o mundo são encontrados
resíduos destas
substâncias nas águas
de mananciais e mesmo,
creiam, após tratamento
para se tornarem potável.
Porque nos atrevemos a
citar o mundo todo, pois
o tratamento convencional
para potabilidade
da água, não consegue
remover tais substâncias.
Não é impossível retirá-las
da água, mas o
custo é completamente
inviável na atualidade.
Requer processo de alto
custo, como por exemplo
membranas especiais e
carvão ativado.
O problema, que pode
parecer simples, como
não jogar estes medicamentos
na água, não é o
principal ponto. A grande
questão é que nós seres
humanos quando consumimos
estes produtos,
excretamos parte deles na
nossa urina e até mesmo
fezes, em alguns casos.
Portanto, atualmente,
consumimos estes produtos
farmacêuticos, não
porque queremos, mas
porque precisamos, então
nós somos os geradores
do problema na água que
nós mesmos consumimos.
Claro que o descarte de restos
destes produtos deve
ser feito da forma correta.
O ideal seria retornar, numa
logística reversa, para o
fabricante, o qual deveria se
incumbir da destinação correta
do material, evitando
assim a poluição ambiental.
Chamamos a atenção para
isto, pois, nos esmeramos
em produzir substâncias
deste tipo no mundo todo,
no intuito de melhorar a
qualidade de nossa vida,
mas este “efeito colateral”,
em países como o nosso é
algo crescente e alarmante.
Não temos legislação no
país sobre o controle efetivo
na água potável referente
a estas substâncias.
Temos que também citar,
que hormônios, por exemplo,
não são apenas advindos
de medicamentos
ministrados, mas também
de origem natural do ser
humano, que os excreta
no seu esgoto doméstico,
de forma naturalíssima.
Tomemos por lógica que,
se a população aumenta,
o problema aumenta
de forma concomitante,
quase que matemática.
Pessoa sensíveis a estes
hormônios, antibióticos,
antinflamatórios e
outros podem ter seus
quadros de saúde agravados
quando estiverem,
por exemplo com
enfermidades complexas,
segundo estudos já
realizados pelo mundo.
Química no Meio Ambiente
Infelizmente, este é um
problema antigo, que
requer seriedade no
tratamento para sua
solução, ou no mínimo
diminuição, pois, alguns
problemas de aparecimento
de enfermidades,
e porque não dizer, uma
das piores para o ser
humano, como a carcinogênese,
em muitos casos,
procuramos a causa e
não encontramos.
Melhorar a qualidade de
vida é o intuito de qualquer
ser humano, porém,
precisamos saber de onde
vem os problemas e enfaticamente
estudar e trabalhar
para mitigar situações
que podem ser minoradas
através da tecnologia.
Este é uma situação, onde
na nossa parca opinião,
caberia bem incentivo fiscal
para elucidação deste
problema de saúde pública
no Brasil e no mundo.
Rogerio Aparecido Machado
Bacharel em Química com atribuições tecnológicas - (1987), latu sensu em Qualidade na área de Engenharia (1991), mestrado em
Saneamento Ambiental pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1999) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São
Paulo (2003). Atualmente é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade São Bernardo do Campo além de Químico
Responsável do Instituto Presbiteriano Mackenzie.
Revista Analytica | Maio 2026
65
Radar Científico I
PROTEÔMICA TUMORAL BASEADA EM
ESPECTROMETRIA DE MASSAS NA ONCOLOGIA
TRANSLACIONAL: AVANÇOS ANALÍTICOS,
APLICAÇÕES E DESAFIOS LABORATORIAIS
Por Editorial Analytica
66
Revista Analytica | Maio 2026
Resumo
A proteômica baseada
em espectrometria de
massas vem ampliando
sua relevância na oncologia
translacional devido à
capacidade de caracterizar
alterações funcionais
associadas à progressão
tumoral, resposta terapêutica
e mecanismos
de resistência a medicamentos.
O avanço de
plataformas analíticas de
alta resolução, associado
ao desenvolvimento de
workflows automatizados
e ferramentas bioinformáticas,
vem permitindo
a análise aprofundada de
proteínas, fosfoproteínas
e biomarcadores em tecidos
tumorais fresh-frozen
e formalin-fixed paraffin-embedded
(FFPE). O
presente artigo discute os
avanços recentes da proteômica
tumoral aplicada
à pesquisa translacional,
enfatizando o papel da
espectrometria de massas
na identificação de
proteínas de superfície
celular, vias de sinalização
fosforiladas e componentes
do microambiente
tumoral. Também
são abordadas aplicações
em medicina de precisão,
desenvolvimento biofarmacêutico,
integração
com inteligência artificial
e os desafios relacionados
à padronização analítica,
reprodutibilidade interlaboratorial
e validação
clínica de biomarcadores
proteômicos. O cenário
atual demonstra crescimento
consistente da
proteômica funcional na
oncologia, consolidando
a espectrometria de
massas como ferramenta
estratégica para pesquisa
translacional e desenvolvimento
terapêutico.
Palavras-chave: proteômica
tumoral; espectrometria
de massas; oncologia
translacional; LC-MS/
MS; biomarcadores.
1 Introdução
A oncologia translacional
vem passando por
mudanças significativas
impulsionadas pelo crescimento
das tecnologias
ômicas aplicadas à caracterização
molecular tumoral.
Embora a genômica tenha
ocupado posição central
nas últimas décadas, a
proteômica baseada em
espectrometria de massas
passou a ganhar destaque
devido à sua capacidade
de avaliar alterações
funcionais diretamente
relacionadas ao fenótipo
celular e à atividade biológica
dos tumores.
Diferentemente da análise
genômica, que avalia
alterações no DNA ou no
RNA, a proteômica permite
investigar proteínas
efetivamente expressas,
modificações pós-traducionais
e estados
funcionais celulares. Esse
aspecto possui elevada
Radar Científico I
relevância na oncologia,
considerando que muitos
processos relacionados
à progressão tumoral,
resistência terapêutica e
interação com o sistema
imune dependem diretamente
da dinâmica proteica
intracelular.
Nos últimos anos, avanços
instrumentais em
plataformas de cromatografia
líquida acoplada à
espectrometria de massas
tandem (LC-MS/MS)
ampliaram significativamente
a profundidade
analítica da proteômica
aplicada à pesquisa
translacional. Sistemas
Orbitrap, time-of-flight
(TOF) e tecnologias híbridas
passaram a oferecer
maior sensibilidade,
resolução e velocidade
de aquisição de dados,
permitindo análises
quantitativas mais robustas
mesmo em amostras
complexas e com baixo
volume proteico.
Há, também, o crescimento
de workflows de
aquisição independente
de dados (DIA, Data
Independent Acquisition)
e ferramentas
bioinformáticas associadas
ao uso de inteligência
artificial vem
aumentando a capacidade
de interpretação
de grandes volumes de
dados proteômicos.
Nesse contexto, plataformas
recentes voltadas
à proteômica tumoral
passaram a integrar
análises de proteínas
de superfície celular,
fosfoproteômica, biomarcadores
imunológicos
e mecanismos de
resistência terapêutica
em uma única abordagem
analítica. O avanço
dessas aplicações possui
impacto direto em laboratórios
de pesquisa
translacional, centros
oncológicos, biofarmacêuticas
e setores de
desenvolvimento de
terapias-alvo.
O presente artigo analisa
os avanços recentes
da proteômica tumoral
baseada em espectrometria
de massas, destacando
aplicações laboratoriais,
desafios técnicos e
perspectivas futuras para
a oncologia translacional.
2 Evolução da proteômica
baseada em espectrometria
de massas
A evolução da proteômica
moderna está diretamente
associada ao desenvolvimento
de técnicas
de ionização suaves e
sistemas instrumentais de
alta resolução. O avanço
da ionização por electrospray
(ESI) e matrix-assisted
laser desorption ionization
(MALDI) possibilitou
a análise de biomoléculas
complexas sem degradação
significativa da estrutura
proteica.
Posteriormente, o desenvolvimento
de analisadores
Orbitrap e TOF ampliou
a resolução espectral, precisão
de massa e capacidade
de identificação proteica
em matrizes biológicas
complexas.
Na oncologia translacional,
essas melhorias permitiram
ampliar a identificação de
proteínas diferencialmente
expressas em tumores
sólidos, hematológicos
e tecidos metastáticos. A
espectrometria de massas
passou então a desempenhar
papel importante na
descoberta de biomarcadores
e na caracterização
molecular de tumores.
Revista Analytica | Maio 2026
67
Radar Científico I
68
Revista Analytica | Maio 2026
Outro avanço importante
foi a consolidação de
estratégias bottom-up
proteomics, nas quais
proteínas são submetidas
à digestão enzimática,
geralmente utilizando
tripsina, seguida pela
análise dos peptídeos
gerados em LC-MS/MS.
Essa abordagem possibilitou
maior profundidade
analítica, identificação
proteica em larga
escala e melhor desempenho
quantitativo.
Atualmente, workflows
proteômicos podem
identificar milhares de
proteínas em uma única
corrida cromatográfica,
permitindo análises
mais abrangentes de
vias celulares associadas
à proliferação tumoral,
apoptose, angiogênese
e invasão metastática.
3 Aplicações da proteômica
tumoral na oncologia
translacional
3.1 Identificação de biomarcadores
Uma das aplicações
mais relevantes da proteômica
tumoral está
relacionada à identificação
de biomarcadores
preditivos, prognósticos
e diagnósticos.
A análise quantitativa
de proteínas permite
identificar assinaturas
moleculares associadas
à progressão tumoral,
agressividade clínica e
resposta terapêutica.
Biomarcadores proteômicos
vêm sendo investigados
em diferentes
tipos tumorais, incluindo
câncer de mama, pulmão,
próstata, melanoma
e glioblastoma.
Além disso, proteínas de
superfície celular passaram
a receber atenção especial
devido ao potencial como
alvos terapêuticos para
anticorpos monoclonais e
imunoterapias.
3.2 Fosfoproteômica
aplicada à resposta
terapêutica
A fosfoproteômica
representa uma vertente
especializada da proteômica
voltada à análise
de proteínas fosforiladas
envolvidas em cascatas
de sinalização celular.
Na oncologia, vias como
PI3K/AKT/mTOR, EGFR,
HER2 e MAPK possuem
importância central na
proliferação tumoral e
resistência terapêutica.
A análise do estado
de fosforilação dessas
proteínas permite compreender
mecanismos
funcionais associados à
resistência adquirida a
terapias-alvo e quimioterápicos.
Podemos considerar que
a fosfoproteômica pode
auxiliar na identificação de
pacientes mais propensos
a responder a determinados
tratamentos.
3.3 Caracterização do
microambiente tumoral
Outra aplicação relevante
está relacionada ao estudo
do microambiente
tumoral.
A interação entre células
tumorais, células imunes,
fibroblastos e matriz
extracelular influencia
diretamente a progressão
da doença e a resposta
terapêutica.
Radar Científico I
A proteômica espacial
vem sendo utilizada para
mapear proteínas associadas
à resposta inflamatória,
escape imunológico
e recrutamento
celular dentro do tumor.
Essa abordagem possui
relevância crescente no
desenvolvimento de
imunoterapias e terapias
celulares.
4 Uso de tecidos FFPE
na proteômica translacional
O uso de tecidos formalin-fixed
paraffin-embedded
representa um
avanço importante na
aplicabilidade clínica da
proteômica.
Hospitais e laboratórios
de anatomia patológica
armazenam grandes volumes
de amostras FFPE,
criando oportunidades
para estudos retrospectivos
em larga escala.
Historicamente, a formalização
química
induzida pela formalina
dificultava análises proteômicas
devido à reticulação
proteica.
Entretanto, avanços em
protocolos de extração
proteica, digestão enzimática
e preparo de
amostras vêm reduzindo
essas limitações.
Atualmente, workflows
modernos conseguem
recuperar informações
quantitativas relevantes
mesmo em tecidos armazenados
há anos.
Esse cenário amplia significativamente
a disponibilidade
de amostras para
pesquisa translacional
e validação de biomarcadores.
5 Integração da proteômica
com inteligência
artificial
O crescimento da proteômica
de larga escala
aumentou substancialmente
o volume de dados
gerados nos laboratórios.
A interpretação desses
dados passou a depender
cada vez mais de
ferramentas computacionais
avançadas.
Algoritmos de machine
learning e inteligência
artificial vêm sendo
utilizados para identificação
de padrões proteômicos,
classificação
tumoral e construção de
modelos preditivos.
A integração entre proteômica,
transcriptômica,
metabolômica e dados
clínicos possibilita análises
mais abrangentes da
biologia tumoral.
Além disso, ferramentas
bioinformáticas modernas
auxiliam na identificação
de proteínas diferencialmente
expressas,
vias metabólicas alteradas
e potenciais biomarcadores
clínicos.
Esse avanço também
aumenta a demanda por
profissionais especializados
em bioinformática
aplicada à espectrometria
de massas.
6 Desafios analíticos e
laboratoriais
Apesar dos avanços tecnológicos,
a proteômica
tumoral ainda enfrenta
desafios importantes
relacionados à padronização
analítica e validação
clínica.
Revista Analytica | Maio 2026
69
Radar Científico I
70
Revista Analytica | Maio 2026
A variabilidade pré-
-analítica permanece
como um dos principais
fatores de interferência
nos resultados.
Aspectos como coleta,
armazenamento, fixação
tecidual e preparo de
amostra podem impactar
diretamente a qualidade
dos dados proteômicos.
Soma-se a isso que diferenças
instrumentais
entre laboratórios dificultam
a reprodutibilidade
interlaboratorial.
Outro desafio relevante
está relacionado à validação
clínica de biomarcadores
identificados em
estudos exploratórios.
Embora milhares de proteínas
diferencialmente
expressas sejam descritas
em estudos proteômicos,
apenas uma pequena
parcela alcança aplicação
clínica validada.
Esse cenário reforça a
necessidade de protocolos
mais robustos, harmonização
metodológica e
estudos multicêntricos.
7 Conclusão
A proteômica tumoral
baseada em espectrometria
de massas vem consolidando
sua importância
na oncologia translacional
devido à capacidade
de investigar alterações
funcionais associadas à
progressão tumoral e resposta
terapêutica.
O avanço de plataformas
analíticas de alta
resolução, aliado à
evolução da bioinformática
e da inteligência
artificial, ampliou
significativamente a
profundidade analítica
das abordagens proteômicas
modernas.
Aplicações envolvendo
biomarcadores, fosfoproteômica
e análise
do microambiente
tumoral vêm fortalecendo
o papel da espectrometria
de massas na
pesquisa oncológica e
no desenvolvimento
biofarmacêutico.
Apesar dos desafios relacionados
à padronização
e validação clínica, o cenário
atual indica expansão
contínua da proteômica
funcional em laboratórios
translacionais, centros
oncológicos e indústrias
biofarmacêuticas.
A tendência aponta para
integração crescente
entre tecnologias ômicas,
inteligência artificial
e workflows automatizados,
consolidando a
proteômica como ferramenta
estratégica na
medicina de precisão.
Referências
AEBERSOLD, R.; MANN, M. Mass-spectrometric
exploration of proteome structure and function.
Nature, v. 537, p. 347-355, 2016.
ALTELAANI, H. et al. Mass spectrometry in cancer
biomarker discovery and validation. Clinical Proteomics,
v. 18, n. 1, p. 1-15, 2021.
MANN, M.; KULAK, N. A.; NAGARAJ, N. The coming
age of complete, accurate, and ubiquitous proteomes.
Molecular Cell, v. 49, n. 4, p. 583-590, 2013.
NCI. National Cancer Institute. Proteomics and cancer
research. Disponível em: https://www.cancer.
gov. Acesso em: 5 maio 2026.
SAPIENT. Tumor protein mapping and translational
proteomics workflows. Disponível em: https://
sapient.bio. Acesso em: 5 maio 2026.
ZHANG, B. et al. Proteogenomic characterization of
human colon and rectal cancer. Nature, v. 513, p. 382-
387, 2014.
FENÔMENO RASER AMPLIA LIMITES DA
RESOLUÇÃO ESPECTRAL EM RMN
Radar Científico II
Avanços recentes em ressonância magnética nuclear elevam precisão analítica e desafiam
limitações instrumentais clássicas
Por Editorial Analytica
Resumo
A ressonância magnética
nuclear, RMN, permanece
entre as principais
técnicas analíticas utilizadas
na caracterização
estrutural de moléculas
orgânicas, biomoléculas
e sistemas complexos.
Apesar de sua relevância
histórica, limitações relacionadas
à sensibilidade
espectral, sobreposição
de sinais e resolução
continuam representando
desafios importantes
em aplicações avançadas.
Nos últimos anos,
o fenômeno conhecido
como RASER, sigla para
Radiofrequency Amplification
by Stimulated
Emission of Radiation,
emergiu como uma das
abordagens mais promissoras
para amplificação
coerente de sinais
nucleares em RMN. O
fenômeno baseia-se
na emissão estimulada
de radiofrequência
em sistemas hiperpolarizados,
permitindo
aumento significativo da
intensidade espectral e
redução de alargamentos
de linha. Estudos
recentes demonstram
potencial para aplicações
em metabolômica,
química supramolecular,
análise farmacêutica e
investigação estrutural
de sistemas altamente
complexos. Este artigo
discute os fundamentos
físico-químicos do efeito
RASER, os mecanismos
envolvidos na emissão
estimulada em radiofrequência,
os avanços instrumentais
recentes e as
perspectivas analíticas
associadas à nova geração
de experimentos em
RMN de alta resolução.
Palavras-chave: ressonância
magnética nuclear,
RASER, espectroscopia,
hiperpolarização,
química analítica.
1 Introdução
A ressonância magnética
nuclear consolidou-se
como uma das técnicas
mais relevantes da química
analítica moderna
devido à sua elevada
capacidade de fornecer
informações estruturais
detalhadas sem destruição
da amostra. Desde sua
introdução em aplicações
químicas e bioquímicas,
a técnica tornou-se indispensável
em áreas como
síntese orgânica, metabolômica,
desenvolvimento
farmacêutico, análise de
materiais e investigação
biomolecular.
Entretanto, apesar da
sofisticação instrumental
alcançada nas últimas
décadas, desafios persistem.
A baixa sensibilidade
intrínseca da RMN
continua sendo uma
limitação importante,
especialmente em sistemas
de elevada com-
Revista Analytica | Maio 2026
71
Radar Científico II
72
Revista Analytica | Maio 2026
plexidade molecular ou
em amostras com baixa
concentração analítica.
Além disso, fenômenos
de sobreposição espectral
e alargamento de
linha comprometem a
resolução necessária para
identificação precisa de
compostos estruturalmente
semelhantes.
Avanços recentes envolvendo
hiperpolarização
nuclear e fenômenos
de emissão estimulada
em radiofrequência passaram
a atrair atenção
crescente da comunidade
científica. Entre esses
fenômenos destaca-se o
RASER, sigla derivada de
Radiofrequency Amplification
by Stimulated
Emission of Radiation.
O fenômeno RASER apresenta
analogia conceitual
com processos observados
em lasers e masers,
porém aplicado ao
domínio da radiofrequência
em sistemas nucleares
hiperpolarizados. A
capacidade de produzir
amplificação coerente
de sinais de RMN vem
sendo considerada uma
das evoluções mais relevantes
da espectroscopia
nuclear nos últimos anos.
2 Fundamentos da ressonância
magnética nuclear
A RMN baseia-se na interação
entre momentos
magnéticos nucleares
e um campo magnético
externo. Núcleos
com spin diferente de
zero, como ^1H, ^13C
e ^31P, comportam-se
como pequenos dipolos
magnéticos capazes de
assumir diferentes estados
energéticos quando
submetidos a um campo
magnético estático.
A aplicação de pulsos de
radiofrequência promove
transições entre esses
estados energéticos. Após
a excitação, os núcleos
retornam ao equilíbrio
emitindo sinais detectáveis
pelo espectrômetro.
As frequências observadas
dependem diretamente
do ambiente
eletrônico local dos
núcleos, produzindo os
chamados deslocamentos
químicos. Essas informações
tornam possível
inferir aspectos estruturais
detalhados das
moléculas analisadas.
Apesar da elevada capacidade
informacional da
técnica, a diferença populacional
entre os estados
energéticos nucleares é
extremamente pequena
em condições térmicas
convencionais. Essa característica
limita a intensidade
dos sinais detectados.
3 Hiperpolarização e
aumento de sensibilidade
Com o objetivo de superar
limitações de sensibilidade,
diversas estratégias
de hiperpolarização
vêm sendo desenvolvidas
nas últimas décadas.
Esses métodos buscam
aumentar artificialmente
a diferença populacional
entre estados nucleares,
elevando significativamente
a intensidade dos
sinais observados.
Entre as principais abordagens
destacam-se:
• polarização dinâmica
nuclear, DNP
• parahidrogênio induzido,
PHIP
• SABRE, Signal Amplification
by Reversible
Exchange
• hiperpolarização óptica
Essas técnicas permitem
aumentos de sensibilidade
superiores a
milhares de vezes em
comparação aos experimentos
convencionais
de RMN.
gidas, o sistema nuclear
passa a emitir sinais
coerentes autoamplificados
dentro do circuito
ressonante da sonda de
RMN. O resultado é a
geração espontânea de
oscilações extremamente
estreitas e intensas.
Fisicamente, o fenômeno
ocorre devido à interação
entre magnetização
transversal hiperpolarizada
e o circuito ressonante
do detector.
Radar Científico II
5 Impacto sobre resolução
espectral
O principal interesse analítico
associado ao RASER
está relacionado ao ganho
de resolução espectral.
Em sistemas convencionais
de RMN, diversos fatores
contribuem para o alargamento
das linhas espectrais:
• inhomogeneidades de
campo magnético
• relaxação transversal
• acoplamentos complexos
• efeitos de troca química
A elevada polarização
nuclear obtida nessas
condições cria ambiente
favorável para ocorrência
de fenômenos coletivos
coerentes, incluindo o
efeito RASER.
4 O fenômeno RASER
O RASER consiste em
um processo de emissão
estimulada coerente de
radiofrequência gerado
espontaneamente em sistemas
hiperpolarizados.
Quando determinadas
condições de ganho e
acoplamento são atin-
Diferentemente da emissão
convencional observada
em RMN térmica, o
RASER produz:
• elevada coerência temporal
• redução significativa de
largura de linha
• amplificação espontânea
do sinal
• estabilidade espectral
diferenciada
Essas características
ampliam consideravelmente
a capacidade
analítica da técnica.
A emissão coerente associada
ao RASER reduz parte
desses efeitos, permitindo
obtenção de sinais
extremamente estreitos.
Estudos recentes demonstraram
resolução significativamente
superior na
observação de:
• deslocamentos químicos
muito próximos
• acoplamentos spin-spin
de baixa intensidade
• sistemas metabólicos
complexos
• moléculas com elevada
densidade espectral
Revista Analytica | Maio 2026
73
Radar Científico II
74
Revista Analytica | Maio 2026
Esse avanço possui
impacto direto na interpretação
estrutural de
compostos complexos.
6 Aplicações emergentes
O crescimento recente
das pesquisas envolvendo
RASER está associado ao
potencial de aplicação em
diferentes áreas da química
analítica e bioanalítica.
6.1 Metabolômica
Misturas metabólicas
apresentam elevada
complexidade espectral.
A melhoria da resolução
permite identificar
metabólitos antes mascarados
por sobreposição
de sinais.
6.2 Desenvolvimento
farmacêutico
A técnica pode ampliar
a capacidade de caracterização
estrutural de
fármacos, impurezas e
produtos de degradação
presentes em baixas
concentrações.
6.3 Química supramolecular
Sistemas supramoleculares
frequentemente apresentam
pequenas diferenças
conformacionais difíceis
de resolver em RMN convencional.
O RASER pode
melhorar significativamente
essa discriminação.
6.4 Estudos dinâmicos
A elevada coerência
espectral favorece investigações
relacionadas à
dinâmica molecular e processos
de troca química.
7 Desafios instrumentais
e limitações
Apesar do potencial analítico,
a aplicação prática
do RASER ainda enfrenta
desafios importantes.
7.1 Dependência de
hiperpolarização
O fenômeno depende de
níveis elevados de polarização
nuclear, frequentemente
obtidos por técnicas
complexas e de alto
custo instrumental.
7.2 Estabilidade experimental
Oscilações espontâneas
podem apresentar sensibilidade
a pequenas
variações instrumentais
e ambientais.
7.3 Complexidade operacional
A integração entre métodos
de hiperpolarização
e espectrômetros de alta
resolução exige controle
experimental sofisticado.
7.4 Escalabilidade analítica
Grande parte dos estudos
ainda permanece
restrita ao ambiente
acadêmico e experimental,
com limitada
implementação em rotinas
laboratoriais.
8 Perspectivas futuras
Os avanços recentes indicam
que o RASER pode
representar uma das principais
transformações da
RMN contemporânea.
A tendência atual envolve
integração entre:
• hiperpolarização mais
eficiente
• sondas de alta sensibilidade
• algoritmos avançados de
processamento espectral
• inteligência computacional
aplicada à interpretação
de sinais
Radar Científico II
Além disso, a miniaturização
de sistemas e
o desenvolvimento de
espectrômetros compactos
podem ampliar
o acesso a tecnologias
de RMN avançada.
Outro ponto relevante
envolve aplicações biomédicas
e diagnóstico
molecular, especialmente
em sistemas metabólicos
complexos.
9 Considerações físico-
-químicas
Do ponto de vista físico-químico,
o RASER
representa um fenômeno
particularmente relevante
porque aproxima
a RMN de processos
coletivos coerentes tradicionalmente
associados
à óptica quântica.
A emissão estimulada
em radiofrequência evidencia
como sistemas
nucleares hiperpolarizados
podem apresentar
comportamento
coletivo organizado,
ampliando discussões
relacionadas à coerência
quântica, relaxação e
dinâmica de spin.
Essa situação reforça o
papel da físico-química
moderna na interpretação
de fenômenos
emergentes associados à
espectroscopia avançada.
10 Conclusão
O fenômeno RASER
representa um dos avanços
mais sofisticados
da espectroscopia de
ressonância magnética
nuclear nos últimos anos.
A capacidade de produzir
amplificação coerente de
sinais nucleares hiperpolarizados
amplia significativamente
o potencial
analítico da técnica.
Os ganhos em resolução
espectral, precisão estrutural
e sensibilidade posicionam
o RASER como
ferramenta promissora
para aplicações em química
analítica, farmacêutica,
metabolômica e
bioquímica estrutural.
Embora limitações instrumentais
e operacionais
ainda restrinjam aplicações
rotineiras, os avanços
recentes indicam tendência
clara de expansão
do campo, especialmente
com o desenvolvimento
de novas estratégias de
hiperpolarização e integração
computacional.
O RASER representa uma
nova etapa na compreensão
da interação entre
spin nuclear, coerência
coletiva e análise molecular
de alta precisão.
Referências
ARDENKJAER-LARSEN, J. H. et al. Increase in signal-
-to-noise ratio of >10,000 times in liquid-state NMR.
Proceedings of the National Academy of Sciences, v.
100, n. 18, p. 10158-10163, 2003.
BLOCH, F. Nuclear induction. Physical Review, v. 70, n.
7-8, p. 460-474, 1946.
DAGYS, M. et al. Nuclear spin masers and RASER effects
in hyperpolarized systems. Analytical Chemistry, v. 97,
n. 16, p. 11234-11245, 2025.
LEVITT, M. H. Spin Dynamics: Basics of Nuclear Magnetic
Resonance. 2. ed. Chichester: Wiley, 2008.
PRAVDIVTSEV, A. N. et al. Observation of RASER activity
in chemically hyperpolarized nuclear spin systems.
Nature Communications, v. 5, p. 5455, 2014.
WARREN, W. S. The usefulness of NMR quantum computing.
Science, v. 277, n. 5332, p. 1688-1690, 1997.
Revista Analytica | Maio 2026
75
Técnicas Gerais de Laboratório
O INIMIGO INVISÍVEL:
COMO AS NITROSAMINAS ESTÃO REDEFININDO
A SEGURANÇA DOS MEDICAMENTOS
76
Revista Analytica | Maio 2026
Durante décadas, a qualidade
farmacêutica esteve
centrada no controle do
princípio ativo, na pureza
e na dose administrada.
No entanto, uma classe de
impurezas praticamente
imperceptível alterou profundamente
esse cenário:
as nitrosaminas. Mesmo
presentes em níveis traço,
essas substâncias passaram
a ser tratadas como
risco crítico devido ao seu
potencial carcinogênico,
exigindo uma revisão
abrangente das estratégias
analíticas e regulatórias.
A partir de 2018, quando
nitrosaminas foram
identificadas em medicamentos
amplamente
utilizados, o tema deixou
de ser uma preocupação
pontual e passou a
demandar respostas globais
coordenadas. Desde
então, autoridades
sanitárias têm ampliado
continuamente as exigências
para avaliação
e controle dessas impurezas,
estabelecendo
limites cada vez mais
rigorosos e abordagens
fundamentadas em gestão
de risco (EMA, 2025).
Um avanço relevante ocorreu
com a atualização da
diretriz do FDA em 2024,
que passou a diferenciar
as nitrosaminas clássicas
daquelas diretamente
relacionadas à estrutura
do fármaco, conhecidas
como NDSRIs. Essa evolução
conceitual ampliou
significativamente o escopo
de monitoramento,
evidenciando que o risco
pode estar associado tanto
a fatores externos, como
matérias-primas e processos,
quanto à própria natureza
química do princípio
ativo (FDA, 2024).
Nesse contexto, a Cromatografia
Líquida de Alta
Eficiência (HPLC), especialmente
quando acoplada
à espectrometria de massas,
consolidou-se como
uma ferramenta indispensável.
A necessidade de
detectar compostos em
níveis de partes por bilhão
exige métodos altamente
sensíveis e seletivos,
capazes não apenas de
quantificar, mas também
de investigar rotas de
formação e degradação.
Essa capacidade analítica
permite não só atender
às exigências regulatórias,
Técnicas Gerais de Laboratório
mas também antecipar
riscos e orientar decisões
estratégicas ao longo do
desenvolvimento e da
vida útil do medicamento.
Além do aspecto técnico,
o controle de nitrosaminas
evidencia uma
transformação mais
ampla: a transição de
um modelo reativo para
uma abordagem preditiva
de qualidade. Atualizações
recentes de
agências internacionais
reforçam essa tendência,
com revisões contínuas
dos limites de ingestão
aceitável e expansão do
conhecimento toxicológico,
consolidando o
monitoramento como
um processo dinâmico e
permanente (EMA, 2024;
TGA, 2026).
Dessa forma, as nitrosaminas
deixaram de ser
apenas uma impureza
emergente e passaram
a representar um novo
paradigma na indústria
farmacêutica. Mais do
que atender requisitos
regulatórios, trata-se de
incorporar uma cultura
de vigilância contínua,
na qual ciência analítica,
inovação tecnológica
e responsabilidade
sanitária caminham de
forma integrada.
“No cenário atual,
garantir a qualidade de
um medicamento não é
apenas confirmar o que
está presente. É, sobretudo,
compreender e
controlar aquilo que não
deveria estar.” Cristiane
Monteiro Pinto
Referências
Food and Drug Administration (FDA). Control of
Nitrosamine Impurities in Human Drugs – Guidance for
Industry (Revision 2). Silver Spring: U.S. Food and Drug
Administration; 2024.
European Medicines Agency (EMA). Nitrosamine
impurities in human medicinal products – Guidance for
marketing authorisation holders. Amsterdam: European
Medicines Agency; atualização contínua, acesso em 2025.
European Medicines Agency (EMA). Questions and
answers for marketing authorisation holders/applicants
on nitrosamine impurities. Amsterdam: European Medicines
Agency; atualização contínua, acesso em 2024.
Therapeutic Goods Administration (TGA). Nitrosamine
impurities: acceptable intake limits. Canberra: Therapeutic
Goods Administration; atualização contínua,
acesso em 2026.
Cristiane Monteiro Pinto
Farmacêutica e mestra em Ciências Farmacêuticas pela UFMG. É apaixonada por cromatografia e excelência analítica. Atua
em laboratório desde 2009, com foco em HPLC e validação analítica, sempre comprometida com segurança, conformidade e
melhoria contínua.
Revista Analytica | Maio 2026
77
Tendência Regulatória
FDA PUBLICA NOVO DRAFT GUIDANCE PARA
ESPECIFICAÇÕES DE IMPUREZAS EM ANTIBIÓTICOS
Por Editorial Analytica
78
Revista Analytica | Maio 2026
A Food and Drug Administration
(FDA) publicou
recentemente um novo
draft guidance voltado ao
estabelecimento de especificações
de impurezas em
antibióticos obtidos por
fermentação e processos
semissintéticos, ampliando
o foco regulatório sobre
estratégias analíticas,
caracterização de impurezas
orgânicas e robustez
metodológica em produtos
antimicrobianos. O
documento possui impacto
direto sobre laboratórios
de controle de qualidade,
desenvolvimento analítico,
assuntos regulatórios
e fabricantes de insumos
farmacêuticos ativos (IFAs).
O guia contempla aplicações
relacionadas a
NDAs, ANDAs, DMFs
tipo II e determinados
produtos OTC contendo
antibióticos, reforçando
a necessidade de
abordagens analíticas
mais abrangentes para
monitoramento de
substâncias relacionadas,
produtos de degradação
e contaminantes
oriundos dos processos
fermentativos.
Embora o documento
ainda esteja em consulta
pública, o conteúdo
sinaliza uma tendência
regulatória importante
no fortalecimento dos
requisitos de caracterização
química e controle
de pureza para moléculas
antibióticas complexas.
Complexidade estrutural
amplia desafios
analíticos
Diferentemente de muitos
fármacos sintéticos
clássicos, antibióticos
produzidos por fermentação
apresentam
elevada complexidade
estrutural e heterogeneidade
química. O próprio
processo biotecnológico
pode gerar compostos
relacionados estruturalmente
semelhantes ao
ativo principal, incluindo
metabólitos secundários,
variantes biossintéticas
e subprodutos do
processo produtivo.
Essa característica
aumenta significativamente
os desafios
analíticos associados à
separação, identificação
e quantificação de impurezas.
No caso de antibióticos
semissintéticos, a complexidade
se amplia ainda
mais devido às etapas
químicas adicionais de
modificação molecular
após fermentação, que
podem introduzir novos
perfis de degradação ou
contaminantes de síntese.
Tendência Regulatória
O FDA destaca que métodos
tradicionais podem
não ser suficientes para
caracterizar adequadamente
determinadas
classes de impurezas,
especialmente em moléculas
de elevada complexidade
cromatográfica.
Guia reforça necessidade
de métodos indicativos
de estabilidade
Entre os pontos centrais
do draft guidance
está a expectativa de
utilização de métodos
analíticos indicativos
de estabilidade capazes
de detectar alterações
químicas relevantes ao
longo do ciclo de vida
do produto.
Na prática, isso reforça a
importância de metodologias
com elevada seletividade
e resolução cromatográfica,
particularmente
em técnicas como:
• HPLC;
• UHPLC;
• LC-MS;
• LC-MS/MS;
• cromatografia quiral;
• métodos ortogonais de
caracterização estrutural.
A tendência acompanha
um movimento regulatório
global de maior exigência
em relação à capacidade
discriminatória
dos métodos analíticos
utilizados em controle de
qualidade farmacêutico.
O documento também
sugere atenção especial
à avaliação de produtos
de degradação formados
durante armazenamento,
transporte e
exposição a condições
de estresse.
LC-MS/MS ganha relevância
em investigação
de impurezas
Embora a cromatografia
líquida com detecção
UV continue sendo
amplamente utilizada
no controle de antibióticos,
o avanço da espectrometria
de massas
vem ampliando sua presença
em estudos regulatórios
relacionados à
identificação estrutural
de impurezas.
O uso de LC-MS/MS possui
relevância crescente em
investigações envolvendo:
• impurezas desconhecidas;
• substâncias relacionadas
em baixos níveis;
• produtos de degradação
oxidativa;
• compostos isoméricos;
• resíduos provenientes
da fermentação.
A abordagem permite
maior confiança na elucidação
estrutural e fortalece
estudos de perfil
de impurezas exigidos
em submissões regulatórias
internacionais.
Nos últimos anos, a incorporação
de plataformas
Orbitrap e QTOF em laboratórios
farmacêuticos
passou a reduzir limitações
históricas associadas
à identificação de
compostos minoritários
em matrizes complexas.
Revista Analytica | Maio 2026
79
Tendência Regulatória
80
Revista Analytica | Maio 2026
Impacto regulatório em
DMFs e genéricos
O draft guidance também
possui impacto relevante
sobre fabricantes de IFAs
e empresas envolvidas na
submissão de Drug Master
Files (DMFs) tipo II.
O FDA reforça a necessidade
de detalhamento
mais robusto dos perfis de
impurezas associados tanto
ao processo fermentativo
quanto às etapas semissintéticas
posteriores.
Para fabricantes de
medicamentos genéricos
submetidos via
ANDA, a expectativa é de
maior rigor na demonstração
de equivalência
do perfil de impurezas
em relação ao medicamento
de referência.
Isso pode aumentar a
demanda por estudos
comparativos aprofundados,
métodos cromatográficos
mais seletivos e
estratégias adicionais de
caracterização estrutural.
Além disso, empresas que
trabalham com transferência
analítica e escalonamento
industrial podem
enfrentar necessidade de
reavaliação de limites especificados
anteriormente
em dossiês regulatórios.
Tendência regulatória
acompanha histórico
recente de impurezas
farmacêuticas
O fortalecimento regulatório
relacionado a
impurezas farmacêuticas
vem ocorrendo de forma
consistente desde os alertas
globais envolvendo
nitrosaminas, solventes
residuais e contaminantes
genotóxicos em diferentes
classes terapêuticas.
Embora antibióticos
apresentem particularidades
relacionadas à
origem fermentativa, o
novo guia demonstra
que agências regulatórias
vêm ampliando a expectativa
sobre o nível de
conhecimento químico
exigido dos fabricantes.
Esse movimento também
acompanha avanços instrumentais
que tornaram
tecnicamente viável detectar
impurezas em níveis
cada vez menores.
Na prática, a capacidade
analítica dos laboratórios
passou a influenciar diretamente
estratégias regulatórias,
desenvolvimento
farmacêutico e gestão de
risco da qualidade.
Pressão sobre validação
analítica e conhecimento
do processo
Outro aspecto relevante
do documento é a ênfase
no entendimento
do processo produtivo
como parte integrante
da estratégia de controle
de impurezas.
Tendência Regulatória
O FDA reforça que o
conhecimento aprofundado
das rotas de fermentação,
matérias-primas,
reagentes e etapas semissintéticas
é essencial para
prever potenciais contaminantes
e definir especificações
adequadas.
Esse cenário fortalece
conceitos alinhados ao
Quality by Design (QbD)
e ao gerenciamento de
risco aplicado ao desenvolvimento
farmacêutico.
Consequentemente, áreas
de desenvolvimento analítico
e desenvolvimento
farmacotécnico tendem
a atuar de maneira mais
integrada na definição de
estratégias de controle.
Além disso, a expectativa
regulatória sobre
validação metodológica
continua aumentando,
especialmente em parâmetros
relacionados à
seletividade, robustez,
precisão em baixos níveis
e capacidade indicativa
de estabilidade.
Movimento pode
influenciar futuras revisões
farmacopeicas
Especialistas do setor avaliam
que o draft guidance
poderá influenciar futuras
atualizações em compêndios
oficiais e monografias
farmacopeicas relacionadas
a antibióticos.
Historicamente, mudanças
regulatórias publicadas
pelo FDA acabam
repercutindo em revisões
técnicas conduzidas por
organizações como USP,
EP e JP.
Isso pode gerar, nos próximos
anos, revisões em
critérios de aceitação,
métodos cromatográficos
oficiais e exigências relacionadas
à caracterização
de impurezas específicas.
Para laboratórios farmacêuticos,
o cenário
reforça a necessidade
de acompanhamento
contínuo das atualizações
regulatórias
internacionais e investimento
em capacidade
analítica avançada.
O período para envio de
comentários públicos ao
draft guidance permanece
aberto até 22 de
junho de 2026.
Referências
FDA. Establishing impurity specifications for antibiotics.
Draft Guidance for Industry. U.S. Food and Drug
Administration, 2026. Disponível em: https://www.fda.
gov. Acesso em: 6 maio 2026.
ICH. Q3A(R2): Impurities in new drug substances. International
Council for Harmonisation, 2006.
ICH. Q3B(R2): Impurities in new drug products. International
Council for Harmonisation, 2006.
JENKE, D. R. Extractables and leachables considerations
for pharmaceutical products. Journal of Pharmaceutical
Sciences, v. 96, n. 10, p. 2566-2581, 2007.
KLICK, S.; MUELLER, B. Analytical challenges in impurity
profiling of antibiotics. Journal of Chromatography A, v.
1635, p. 461701, 2021.
SWARTZ, M. E.; KRULL, I. S. Analytical method development
and validation. New York: Marcel Dekker, 2018.
UNITED STATES PHARMACOPEIA. USP General Chapters.
Rockville: USP Convention, 2025.
WATSON, D. G. Pharmaceutical analysis: a textbook for
pharmacy students and pharmaceutical chemists. 4.
ed. London: Elsevier, 2020.
Revista Analytica | Maio 2026
81
Em Foco
PERFECTA ANUNCIA NOVA SUBSIDIÁRIA
DA NEST BIOTECHNOLOGY NO BRASIL E
AMPLIA ATUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA
E INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
A Perfecta anuncia um novo avanço
estratégico em sua trajetória nos
setores laboratoriais e de biotecnologia:
o estabelecimento da
operação da NEST Biotechnology
no Brasil, fortalecendo uma parceria
iniciada em 2021 e ampliando o
acesso do mercado latino-americano
às soluções da marca.
Com presença consolidada nos
Estados Unidos, na Europa e na
Ásia, a NEST expande agora sua
atuação na América Latina por
meio da estrutura e da experiência
da Perfecta no mercado brasileiro.
O movimento acompanha
o crescimento regional das áreas
de cultivo celular, diagnóstico
molecular, pesquisa aplicada e
indústria farmacêutica.
82
Revista Analytica | Maio 2026
A parceria entre as empresas começou
em 2021, quando a Perfecta
passou a representar e distribuir as
linhas NEST no Brasil. Desde então,
a marca ampliou sua presença em
laboratórios, universidades, centros
de pesquisa e indústrias farmacêuticas,
acompanhando a crescente
demanda por consumíveis laboratoriais
e por soluções voltadas a
aplicações críticas.
Reconhecida globalmente pela fabricação
de consumíveis laboratoriais e
soluções para cultivo celular, a NEST
possui um portfólio amplo voltado
a aplicações em pesquisa científica,
biologia molecular, diagnóstico in
vitro, bioprocessos e farmacêutica.
Entre os produtos de destaque estão
frascos e placas para cultivo celular,
tubos de centrífuga, pipetas sorológicas,
microplacas e soluções para
ambientes controlados.
Com a consolidação da nova companhia,
novas linhas passam a
integrar o portfólio disponibilizado
ao mercado brasileiro, incluindo
canetas injetoras e embalagens
voltadas à indústria farmacêutica
— segmentos estratégicos nos
quais a Perfecta ainda não atuava
diretamente. A expansão representa
um importante avanço no posicionamento
da empresa na cadeia
farmacêutica e biotecnológica.
Em Foco
“A evolução dessa parceria é resul-
Sobre a NEST: A Wuxi NEST Life Scien-
incluindo América do Norte, Europa,
tado do crescimento consistente da
ce & Technology Co., Ltd., fundada em
Sudeste Asiático, Oriente Médio,
marca no mercado brasileiro e da
2009, criou a marca NEST e se dedica
Japão, Coreia do Sul e Índia.
demanda crescente por soluções de
à filosofia de "fabricar consumíveis
alto padrão técnico para aplicações
de alta qualidade e criar uma marca
Para mais informações acesse:
em pesquisa, diagnóstico e pro-
de renome internacional". Há muitos
https://www.cell-nestbio.com/
dução farmacêutica”, afirma Oscar
anos, a empresa concentra-se na pes-
Gundim Jr., sócio-diretor da Perfecta.
quisa, desenvolvimento e fabricação
Sobre a Perfecta: A Perfecta é reco-
de produtos na área de ciências da
nhecida pela qualidade e pioneirismo
Segundo a empresa, o estabeleci-
vida. A NEST possui uma sala limpa
na produção de lâminas e lamínulas
mento da NEST do Brasil permitirá
Classe 100.000 de 10.600 m², uma
para microscopia e pela comercializa-
maior proximidade com clientes
sala limpa Classe 10.000 de 3.600 m²
ção e distribuição de artigos para labo-
da América Latina, fortalecimento
e uma oficina de controle de canetas
ratório nacionais e importados para as
logístico, ampliação do suporte
injetoras de 2.300 m². Com processos
mais diversas aplicações.
técnico e maior disponibilidade
de produção consolidados, equipa-
de produtos para aplicações labo-
mentos de produção profissionais e
Conta com uma gama completa de
ratoriais e industriais.
uma equipe de gestão experiente, a
produtos para laboratórios incluindo
empresa obteve as certificações ISO
lâminas e lamínulas, vidraria, artigos
Além da expansão do portfólio, o
9001, ISO 13485, ISO 11137, FDA, CE e
plásticos, produtos para biologia
movimento reforça a estratégia da
a licença para produção de dispositi-
molecular e acessórios para diversas
Perfecta de atuar de forma mais
vos médicos, tornando-se uma forne-
aplicações em hospitais, universida-
integrada às transformações do
cedora líder de serviços abrangentes
des, laboratórios de análises e pesqui-
setor, especialmente em áreas liga-
no setor de ciências da vida na China,
sa, indústrias químicas, alimentícias,
das à terapia celular, biofármacos,
com atuação em diversas áreas.
farmacêuticas, saneamento, agrone-
diagnóstico molecular e produção
gócio entre outros.
farmacêutica avançada.
A marca NEST continua a expandir-
-se para mercados internacionais.
A sua rede de representantes e dis-
“A chegada dessa nova etapa da
Com o crescente volume de negócios
tribuidores está presente em todo
NEST ao Brasil amplia nossa capaci-
no exterior, a presença da NEST
território nacional, sempre prontos
dade de oferecer soluções alinhadas
abrange as Américas, a Europa, o
para atender os diversos segmentos
às exigências técnicas e regulatórias
Oriente Médio e o Leste Asiático.
do mercado.
do mercado atual, contribuindo
Em 2013, foi oficialmente inaugu-
para o desenvolvimento do setor na
rada uma filial nos EUA. Em 2022,
Para mais informações acesse:
região”, complementa Oscar.
foram estabelecidas subsidiárias
https://www.perfectalab.com.br/
em Rotterdam (Holanda), Sharjah
Com a iniciativa, a Perfecta consolida
(Emirados Árabes Unidos) e Tóquio
sua posição entre as empresas brasi-
(Japão), e um novo armazém foi
leiras em expansão no segmento de
concluído no oeste dos Estados Uni-
consumíveis laboratoriais e soluções
dos, oferecendo aos clientes serviços
para pesquisa, diagnóstico e indústria
farmacêutica, conectando o
mercado nacional a fabricantes com
relevância internacional.
integrados de armazenamento,
transporte e vendas. Atualmente,
os produtos NEST são vendidos em
diversos países e regiões do mundo,
Para mais informações:
www.perfectalab.com.br
WhatsApp: +55 11 2965-6722
vendas@perfectalab.com.br
Revista Analytica | Maio 2026
83
Em Foco
CONTAMINANTES EMERGENTES EM
LABORATÓRIOS: DESAFIOS E SOLUÇÕES NA
PURIFICAÇÃO DE ÁGUA PARA LIFE SCIENCES
Pureza da água em um novo
vo para processos laboratoriais e
• LC-MS (Cromatografia Líquida
cenário de complexidade
para a confiabilidade dos resulta-
acoplada à Espectrometria de Mas-
Nos laboratórios de Life Sciences, a
qualidade da água é um fator crítico
para garantir a confiabilidade dos
resultados analíticos e experimentais.
No entanto, a presença crescente
de contaminantes emergentes,
como microplásticos, pesticidas
e APIs (Ingredientes Farmacêuticos
Ativos), está redefinindo os padrões
dos científicos. Sua presença está
associada tanto ao avanço da
indústria quanto ao aumento da
complexidade das cadeias produtivas
e do consumo global de produtos
químicos e farmacêuticos.
Entre os principais contaminantes
emergentes estão:
sas) → aumento de ruído de fundo,
interferências e falsos positivos
• PCR → inibição de enzimas e comprometimento
da amplificação
• Cultura de células → efeitos citotóxicos,
alterações no crescimento
celular e resultados inconsistentes
de pureza exigidos.
Esses contaminantes, muitas vezes
presentes em concentrações extremamente
baixas, podem interferir
diretamente em técnicas altamente
sensíveis como LC-MS, PCR e
cultura de células — tornando
indispensável o uso de tecnologias
avançadas de purificação.
• Microplásticos, que podem atuar
como vetores de contaminantes
químicos e interferir em análises
físicas e químicas
• APIs (Ingredientes Farmacêuticos
Ativos), frequentemente
presentes em traços, mas com alto
potencial de interferência analítica
Além disso, a variabilidade na
qualidade da água de alimentação
(feed water) e a limitação dos sistemas
tradicionais de purificação
tornam ainda mais difícil garantir
níveis consistentes de pureza ao
longo do tempo.
Outro desafio importante é que
O desafio: contaminantes emergentes
e impacto nas análises
laboratoriais
• Pesticidas e compostos orgânicos
persistentes, que apresentam
elevada estabilidade e resistência
à degradação
muitos desses contaminantes não
são completamente removidos
por tecnologias convencionais,
exigindo abordagens mais sofisti-
84
Revista Analytica | Maio 2026
Os contaminantes emergentes
são substâncias que, até recentemente,
não eram amplamente
monitoradas, mas que hoje
representam um risco significati-
Mesmo em concentrações extremamente
baixas (nível de traços), esses
contaminantes podem impactar diretamente
aplicações críticas, como:
cadas e integradas. Isso aumenta
a complexidade operacional dos
laboratórios, que precisam equilibrar
precisão analítica, eficiência e
conformidade regulatória.
Em Foco
Diante desse cenário, torna-se
• Pré-tratamento para remoção de
de purificação avançada deixou de
essencial adotar soluções que não
partículas e cloro
ser um diferencial e passou a ser
apenas eliminem esses contami-
uma necessidade.", afirma Alexandre
nantes, mas que também garantam
• Osmose reversa para redução de
Cunha, Gerente Comercial, Tecnolo-
consistência, rastreabilidade e
sais dissolvidos e contaminantes
gias e Produtos, Water Tech,
controle ao longo de todo o pro-
orgânicos
cesso de purificação.
PURELAB* Chorus: uma nova
• Deionização para alta resistividade
geração de purificação para
É justamente nesse ponto que
LifeSciences
abordagens mais avançadas
• Filtração ultrafina e ultravioleta
— baseadas na integração de
(UV) para eliminação de microrga-
O portfólio PURELAB* Chorus repre-
tecnologias e no conceito de
nismos e compostos orgânicos
senta a evolução dos sistemas de
múltiplas barreiras — se tornam
purificação de água para laborató-
fundamentais para assegurar a
Essa combinação permite remover
rios que operam em ambientes de
qualidade da água exigida em
uma ampla gama de contaminan-
alta exigência analítica, como os que
aplicações críticas.
tes, incluindo aqueles de difícil
enfrentam diariamente a presença
detecção, garantindo água adequa-
de contaminantes emergentes.
Como a Veolia soluciona esse desafio
da para aplicações críticas.
Uma plataforma projetada para a
Para lidar com a complexidade
Pureza para análises sensíveis
complexidade atual
dos contaminantes emergentes,
a Veolia, especialista em solu-
Para aplicações como LC-MS e PCR,
A solução responde às deman-
ções completas de purificação
a qualidade da água ultrapura
das crescentes dos laboratórios
de água laboratorial, desenvolve
é essencial. Soluções dedicadas
modernos de Life Sciences, onde a
tecnologias para a ciência
e
garantem baixos níveis de TOC (Car-
variabilidade dos contaminantes e
adota a estratégia de múltiplas
bono Orgânico Total), endotoxinas
a sensibilidade das técnicas analí-
barreiras, combinando diferen-
e partículas, assegurando resulta-
ticas exigem um nível de controle
tes tecnologias de purificação
dos confiáveis e reprodutíveis.
que sistemas convencionais não
para garantir níveis máximos de
conseguem oferecer.
qualidade da água.
"A qualidade da água não é apenas
um parâmetro técnico — é a base
Sua arquitetura modular e tecnologia
Estratégia de múltiplas barreiras
sobre a qual toda a confiabilidade
integrada permitem entregar água
científica é construída. Em um cená-
ultrapura com consistência e rastre-
Essa abordagem integra tecnologias
como:
rio de contaminantes cada vez mais
complexos, contar com tecnologia
abilidade, independentemente da
qualidade da água de alimentação.
Revista Analytica | Maio 2026
85
Em Foco
Tecnologias integradas para remoção
de contaminantes emergentes
Aplicações críticas suportadas pelo portfólio PURELAB*Chorus
Aplicação Parâmetro crítico Como a solução Veolia atua
O PURELAB* Chorus combina em
uma única plataforma:
LC-MS
TOC ultrabaixo, ausência de
interferentes
Tratamento UV + deionização avançada
PCR Ausência de inibidores enzimáticos Filtração de alta precisão + UV
• Osmose reversa de alto
desempenho para remoção de
Cultura de células Endotoxinas, metais traço Osmose reversa + deionização
microplásticos, APIs, pesticidas
e compostos orgânicos de maior
Preparo de reagentes Pureza consistente e reprodutível Monitoramento em tempo real
massa molecular
• Deionização avançada garantindo
resistividade de até 18,2 MΩ·cm
• Tratamento UV para fotodegradação
de compostos orgânicos
residuais e controle microbiológico,
resultando em TOC ultrabaixo
• Filtração final de alta precisão
para retenção de partículas
e microrganismos, assegurando
água adequada para as aplicações
mais sensíveis
Monitoramento inteligente e
conformidade regulatória
• Acompanhamento em tempo
real de parâmetros como resistividade,
TOC e condutividade
• Geração de relatórios e registros
de qualidade para conformidade
com GLP, GMP e normas ISO
• Rastreabilidade completa do processo,
essencial para auditorias e
certificações em Life Sciences
Conclusão
Frente ao avanço dos contaminantes
emergentes, garantir a pureza da
água em laboratórios de Life Sciences
exige mais do que tecnologias
isoladas — exige uma abordagem
integrada, inteligente e rastreável.
Contar com a tecnologia certa é o
primeiro passo para garantir que
seus resultados reflitam a realidade
— e não a interferência da água.
Cada laboratório tem necessidades
específicas. Se você quer entender
qual solução de purificação de
água é a mais adequada para as
suas aplicações, seja para LC-MS,
PCR, cultura de células ou qualquer
outro processo crítico, nossos
especialistas estão prontos para
orientar você. Entre em contato
e descubra como a Veolia pode
transformar a qualidade da água
no seu laboratório.
86
Revista Analytica | Maio 2026
O PURELAB* Chorus oferece um sistema
de monitoramento contínuo
e inteligente da qualidade da água,
projetado para atender laboratórios
que operam sob rigorosos requisitos
regulatórios:
A Veolia traduz essa abordagem em
uma plataforma moderna e confiável,
capaz de atender às exigências
das aplicações mais sensíveis, desde
LC-MS e PCR até cultura de células e
preparo de reagentes críticos.
Em Foco
CRYO.S DA GREINER BIO-ONE GARANTEM
PRESERVAÇÃO DE AMOSTRAS E
RASTREABILIDADE SEGURA EM APLICAÇÕES
LABORATORIAIS E DE BIOBANCO
A preservação da integridade das
amostras é um pilar para a confiabilidade
dos resultados em laboratórios
de pesquisa, diagnóstico
e biobancos. Para atender a essa
demanda, a linha de tubos criogênicos
Cryo.s da Greiner Bio-One
foi desenvolvida para garantir
o armazenamento seguro, a
rastreabilidade e a estabilidade
das amostras em temperaturas
extremas de até –196 °C.
Fabricados em polipropileno de
alta pureza, os tubos são certificados
como livres de DNase, RNase,
DNA humano, metais pesados e
ftalatos, o que reduz o risco de
interferências. A resistência química
e térmica do material ajuda a
preservar a integridade de diversas
amostras como células, tecidos,
bactérias, fluidos biológicos. Além
disso, o sistema de fechamento
com tampa de rosca (interna ou
externa) minimiza consideravelmente
os riscos de vazamentos e
de contaminação cruzada.
Tubos criogênicos padrão:
ideais para rotinas consolidadas,
possuem área branca para escrita
manual durável e base autossustentável
para um manuseio mais
fácil e seguro em racks.
Tubos com código de barras
e Datamatrix: voltados para
aplicações com alto volume de
amostras e que necessitem de
rastreabilidade segura, oferecem
Tubos para biobanco: desenvolvidos
especialmente para automação
e otimização de espaço,
atendem a requisitos rigorosos
de padronização, armazenamentos
de longo prazo e auditorias.
A linha Cryo.s reafirma o compromisso
com a qualidade, apoiando
laboratórios na geração de dados
confiáveis e na proteção integral
das amostras.
tripla codificação (linear, Data-
Como a correta identificação é um
fator crítico para a qualidade analítica,
a linha oferece soluções para
variados níveis de complexidade:
matrix ECC200 e escrita alfanumérica)
para integração eficiente
com scanners e plataformas LIMS,
reduzindo falhas humanas.
Para mais informações:
Tel.: +55 19 3468 9600
E-mail: info@br.gbo.com
Site: www.gbo.com.br
Revista Analytica | Maio 2026
87
Em Foco
MICROSCÓPIO: ÓLEO DE IMERSÃO
O óleo de imersão é um recurso
comum na microscopia, principalmente
em laboratórios de análise,
porém muitos usuários não sabem
ao certo a sua função e muitas vezes
é utilizado de forma equivocada. Este
fluido é utilizado com a objetiva de
maior aumento do microscópio, geralmente
com 100 vezes de ampliação.
Sua função é otimizar a resolução e o
contraste da imagem, agindo como
um meio de imersão que preenche o
espaço entre a lente objetiva e a lâmina,
permitindo que a luz se propague
de forma mais eficiente.
88
Revista Analytica | Maio 2026
Esse óleo possui um índice de refração
similar ao do vidro das lâminas
de microscopia, o que minimiza a
refração da luz quando ela passa de
um meio para o outro. Esse processo
reduz as perdas de luz, permitindo
uma maior quantidade de luz alcançar
a lente da objetiva. Como resultado,
a resolução da imagem é melhorada
significativamente, tornando visíveis
detalhes que seriam indistinguíveis
sem o uso do óleo, como estruturas
celulares pequenas e padrões de
superfícies. Além disso, o óleo de imersão
também contribui para melhorar a
profundidade de campo e o contraste
da imagem, proporcionando uma
visualização mais clara e detalhada.
Como utilizar:
Objetivas: O óleo de imersão deve
ser usado somente nas objetivas
que possuem a especificação "Oil",
que geralmente são as 100 vezes.
Aplicação: Posicione o revólver de
objetivas na posição intermediária,
entre a última objetiva utilizada e a
objetiva “Oil”. Coloque uma pequena
gota de óleo sobre a lâmina onde
a amostra está preparada. Posicione
a objetiva de imersão sobre a lâmina
com óleo.
Evite excesso de óleo, a aplicação
excessiva pode danificar as objetivas
ou causar infiltração em outras
partes do microscópio.
Focalização: Utilize o micrométrico
para focalizar e ajuste a iluminação
e o diafragma para obter a
melhor imagem.
Não retorne para as objetivas anteriores:
Após o uso do óleo, evite retornar
às objetivas que não possuem essa
especificação, pois elas não são feitas
para entrar em contato com o óleo.
Limpeza: Após o uso, retire o excesso
de óleo com um lenço de papel
macio, sem pressionar ou esfregar
a lente. Apenas toque suavemente
para absorver o excesso de óleo.
Com esses cuidados, você conseguirá
obter imagens mais nítidas e preservar
seu microscópio por mais tempo.
Manutenção Preventiva:
Microscópios que utilizam óleo de
imersão exigem cuidados especiais
e manutenções preventivas periódicas
para garantir o bom funcionamento
e a preservação das lentes.
O uso frequente de óleo pode
resultar em resíduos que, se não
limpos corretamente, podem danificar
as objetivas, obstruir as lentes
ou até afetar outros componentes
do microscópio. Além disso, o óleo
pode acumular sujeira ou até endurecer
com o tempo, prejudicando a
qualidade da imagem. Por isso, é
fundamental realizar manutenções
preventivas periódicas com uma
empresa especializada.
Para mais informações sobre microscopia,
suporte técnico e manutenção
para seu microscópio, entre em
contato com a Teratec.
Em Foco
NA ROTINA LABORATORIAL, A PRECISÃO DO
DIAGNÓSTICO COMEÇA NA CONFIABILIDADE
DO CONSUMÍVEL
Confiança de quem fabrica:
A Cral decidiu reduzir essa margem
Quando você abastece sua opera-
Padrão absoluto e Selo de
a zero.
ção com Cralplast, você elimina as
Qualidade Cral.
A excelência de um laboratório
moderno se mede nos detalhes
que sustentam toda a rotina. Da
coleta ao processamento analítico,
a integridade de cada etapa
exige descartáveis com vedação
perfeita, esterilidade comprovada
e rigor geométrico consistente.
Na linha Cralplast, os principais
itens são produzidos aqui, na nossa
fábrica — sob controle direto de
processo, padrão e testes. E para
completar o portfólio, reunimos
soluções que seguem o mesmo
nível de exigência, sempre com um
único compromisso: entregar previsibilidade
na sua bancada.
incertezas da base. O frasco veda de
primeira. A leitura se mantém estável.
E a qualidade deixa de ser uma promessa
— vira um padrão controlado.
Eleve o padrão da sua rotina.
Confie em quem fabrica e garante
a qualidade.
O mercado conhece o custo da
variação: falhas de lote, problemas
de encaixe e inconsistências que
travam a operação e aumentam o
risco na cadeia do diagnóstico.
O que mantém tudo no mesmo
nível é o Selo de Qualidade Cral: o
crivo que valida cada item da linha,
do recebimento ao uso, garantindo
padronização, biossegurança e
desempenho na prática.
CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e inovação desde 1977
Empresa certificada ISO 9001:2015 / ISO 13485:2016
Contatos: (11) 3454-7000 ou (11) 2712-7000
e-mail: contato@cralplast.com.br
Site: www.cralplast.com.br
Revista Analytica | Maio 2026
89
Em Foco
O DESAFIO DO CONTROLE MICROBIOLÓGICO
Sua Identificação Microbiológica
Ainda Leva Dias? E tem alto custo
com reagentes?
Métodos convencionais levam dias
para entregar resultados, geram
alto custo operacional e dependem
de testes bioquímicos complexos.
O impacto se reflete diretamente
na liberação de lotes e no atraso
do diagnóstico de infecções, comprometendo
decisões clínicas e a
eficiência do laboratório.
Conheça a solução que transforma
o controle microbiológico
do seu laboratório.
A espectrometria de massas Matrix-Assisted
Laser Desorption/Ionization
Time-of-Flight (MALDI-TOF)
transforma a rotina do laboratório:
permite a identificação de microrganismos
em minutos, com base
no seu perfil proteico, eliminando a
dependência de testes bioquímicos
e reduzindo custos operacionais.
Preparo de amostra simplificado, que precisam de rapidez, precisão e
reagentes prontos para uso e aplicações
clínicas avançadas. Uma e no diagnóstico de infecções.
confiabilidade na liberação de lotes
solução completa que vai muito
além do equipamento.
Substitua métodos convencionais
lentos e custosos pela tecnologia
O processo de identificação por
MALDI-TOF segue um fluxo simples
e rápido, do recebimento da amostra
até o resultado final em minutos. cional reduzido.
A Zybio oferece equipamentos
MALDI-TOF com alta produtividade,
performance de laser superior,
MALDI-TOF da Zybio. Identifica-
Thermo Scientific Orbitrap Exploris
ção em minutos, com precisão,
BioPharma Platform
Confidently characterize
without compromise
alta produtividade e custo opera-
Fale com nossos especialistas:
preparo de amostra otimizado,
• Peptide Mapping
reagentes prontos • Intact e um Protein banco de Analysis
• Aggregate analysis
dados robusto com • Charge atualizações Variant Analysis
contínuas. Uma solução • Glycan completa
para laboratórios • Gene que Therapy buscam Analysis
Analysis
• RNA and Oligonucleotide Analysis
• Host Cell Protein Analysis
alta produtividade, precisão e
• Multi-Attribute Method
reprodutibilidade. • Antibody Drug Conjugate Analysis
Saiba mais em:
www.analiticaweb.com.br
O MALDI-TOF da Zybio suporta
For more information E-mail: visit: revista@novanalitica.com.br
www.thermofisher.com/MAM
aplicações clínicas avançadas, permitindo
identificação precisa de
Telefone (11) 2162-8080
microrganismos com base no perfil
proteico. Ideal para laboratórios
90
Revista Analytica | Maio 2026
OHAUS & GENIE - JUNTOS MAIS
FORTES
FÁMILIA DE PRODUTOS
da Linha GENIE - OHAUS:
1. Vortex Genie: Misturadores de vortex de alta qualidade, confiáveis, com
desempenho e versatilidade comprovados.
2. Bead Genie: Homogeneizadores de esferas compactos e duráveis, compatíveis
com vários tamanhos de tubos e tipos de esferas.
3. Cell Disruptor Genie: Disruptor celular eficiente que utiliza tecnologia
patenteada de movimento duplo, oferecendo um equilíbrio superior entre
qualidade e custo-benefício.
4. Multi-Mode Rotator Genie: Rotadores e agitadores versáteis com
plataformas magnéticas e opções de múltiplos movimentos, projetados para se
encaixar em incubadoras.
5. Multi-Function Incubator Genie: Incubadoras que oferecem controle de
aquecimento e resfriamento combinados com agitação, balanço e mistura.
1. 2. 3. 4. 5.
Faça Mais com a OHAUS
A Combinação Poderosa da OHAUS e Genie - Juntos Mais Fortes
Atualize seu fluxo de trabalho. Aumente a produtividade.
Acesse ohaus.com para conhecer a linha completa.
ohaus.br@ohaus.com
CONTROLE MICROBIOLÓGICO COM
PRECISÃO E CONFIABILIDADE CERTIFICADA
ACREDITAÇÕES: REBLAS / CGCRE-INMETRO / ABNT NBR ISO / IEC 17025:2017
Oferecemos soluções completas em análises microbiológicas, com rigor técnico, rastreabilidade e
conformidade regulatória, garantindo segurança e confiabilidade para indústrias altamente exigentes.
PRINCIPAIS CERTIFICAÇÕES:
Certificação ISO 17025
Certificação FDA Estados Unidos
comercial@bcq.com.br - www.bcq.com.br - TEL.: 55 11 5083-5444