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edição de 25 de maio de 2026

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propmark.com.br ANO 62 - Nº 3.092 - 25 de maio de 2026 R$ 20,00

Brasil ganha 42 Lápis no D&AD e fica

no top 5 dos países mais premiados

O mercado brasileiro ganhou dois Yellow Pencils, 18 de Graphite e 22 Wood na edição de 2026 do D&AD, realizado nos dias 19 e 20 de maio, em Londres. O país

confirmou o seu favoritismo e manteve posição na lista dos cinco países mais premiados do festival. Uma característica deste ano é que a maior parte dos

prêmios foi conquistada por produtoras nacionais em projetos cocriados com agências estrangeiras, o que demonstra a força do setor no quesito exportação

de obras audiovisuais. Entre as agências brasileiras premiadas estão AlmapBBDO, Artplan, DPZ, Droga5 São Paulo e Druid Creative. O Brasil foi representado

no evento por 14 jurados, sendo três presidentes de júris. pág. 36

Divulgação/ D&AD

MMA Impact Brasil 2026

debate tendências do setor

Divulgação

Fabiano Lobo (MMA Latam), Gustavo Aguiar (General Motors)

e Renato Camargo (Bradesco) participaram de um

dos painéis do evento da Marketing+Media Alliance, que

foi realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo,

entre os dias 21 e 22 de maio. pág. 35

Série ‘Por dentro

das agências’

apresenta área

de planejamento

O objetivo da disciplina de planejamento é

descobrir como as pessoas pensam, o que

valorizam, quais códigos culturais compartilham

e como se comportam em diferentes

contextos. O conhecimento serve para construir

a base estratégica de uma marca, e

afastar crises de imagem diante da dinâmica

acelerada por mudanças de comportamento

e pela tecnologia. pág. 14

Camila Nakagawa fala sobre

desafios na BETC Havas

Após carreira internacional

nas holdings

WPP, Publicis, Havas e

na rede TBWA, a executiva

Camila Nakagawa

retorna ao mercado

brasileiro como

copresidente e CEO da

BETC Havas. O plano é

integrar mídia, dados

e criatividade a fim

de garantir resultados

para os clientes. pág. 21

Divulgação




editorial

Armando Ferrentini

A criatividade está viva

A

64ª edição do D&AD comprovou que a criatividade é o palco maior da indústria

publicitária. Com uma linguagem quase artesanal, a campanha do

prestigiado festival inglês, ‘Creativity is alive’, esteve presente em todos os

cantos do evento. Servindo como pano de fundo para os painéis, por exemplo, a

comunicação teve impacto relevante em várias ocasiões do festival, que ocorreu

em Londres entre os últimos dias 19 e 20 de maio.

A presidente do D&AD, Lisa Smith, contou ao propmark - media partner e único

veículo do trade a cobrir o festival in loco - que considerou importante abordar o

tema em uma época em que se fala muito sobre as consequências da inteligência

artificial sobre o mercado.

Para ela, porém, a IA não passa de uma ferramenta como tantas outras que vieram

antes, com a diferença de que ela ajuda a acelerar os processos de criação

de uma forma jamais vista. Na opinião de Lisa, a tecnologia não vai substituir as

pessoas, no entanto, paira no ar a sensação de que a propaganda pode se tornar

padrão se os criativos deixarem de lado a ousadia e forem tomados pelo medo.

O Brasil teve participação importante no D&AD, se mantendo no top 5 dos países

mais premiados. No total, o mercado nacional conquistou 42 Lápis, sendo dois

Yellow Pencils, 18 de Graphite e 22 Wood. Vale lembrar que é muito difícil ganhar

um Lápis - o festival é considerado um dos mais criteriosos no julgamento.

Uma característica desta edição é que a maior parte dos prêmios foi conquistada

por produtoras brasileiras em projetos cocriados com agências internacionais.

Uma tendência que mostra a força das empresas de produção em exportar a

criatividade verde e amarela para o mundo afora.

Tanto que a FilmBrazil, plataforma de internacionalização da Associação Brasileira

da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), marcou presença mais um ano como

patrocinadora do D&AD, promovendo o seu tradicional happy hour de boas-vindas

aos jurados do festival. O objetivo é divulgar o talento e a criatividade das produtoras

brasileiras para o Reino Unido que, segundo a associação, já superou os

Estados Unidos na modalidade de exportação e é hoje o principal país de origem

dos investimentos em serviços de produção no Brasil, que saltou 38% recentemente,

movimentando US$ 12,5 milhões.

O país também teve destaque no festival com a presença de 14 brasileiros como

jurados, sendo três deles como presidentes de júris.

Planejamento

A série ‘Por dentro das agências’ traz nesta edição um mapeamento de como

funciona a área de planejamento no mercado publicitário.

Conforme mostra a reportagem da editora Janaina Langsdorff, a disciplina é acoplada

à área de estratégia em algumas estruturas e tem a missão de descobrir

como as pessoas pensam, o que valorizam, quais códigos culturais compartilham

e como se comportam em diferentes contextos.

Estratégica, a área abastece os criativos com insights sobre o comportamento

humano. É também o planejamento que integra a agência em torno dos objetivos

de marca, atributos a serem construídos e indicadores de resultado. Confira!

61 anos do propmark

Agradecemos a todos os parceiros, anunciantes e leitores pelas mensagens e

cumprimentos enviados pela edição de aniversário de 61 anos do propmark, que

teve tamanho recorde com 164 páginas e que envolveu o mercado na contagem

regressiva para a Copa do Mundo de 2026.

Frase: “Criatividade é a arte de conectar ideias” (Steve Jobs).

as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br

Agência será responsável pela estratégia de marca e campanhas da nova

aposta da Ambev, que estreia no país associada ao patrocínio da Copa do

Mundo de 2026.

Ampfy conquista conta

de Flying Fish no Brasil

Nubank aposta em benefícios personalizados

em campanha do cartão Ultravioleta

Criada pela Wieden+Kennedy São Paulo, campanha destaca flexibilidade de

benefícios e conecta cashback, milhas e viagens a diferentes momentos da

vida do consumidor.

Crispin amplia área de atendimento e

nomeia diretoras para McCain, Lenovo,

Motorola e Guaraná Antarctica

Movimentação reforça área de atendimento e liderança de contas da

agência. Lia Turato e Camila Ribeiro assumem as operações de McCain,

Lenovo, Motorola e Guaraná Antarctica. As executivas passam a atuar sob a

gestão de Wilson Negrini, VP de atendimento e novos negócios.

Emissora apresenta estrutura multiplataforma para o campeonato, com

mais de mil horas de programação, influenciadores, ativações presenciais e

25 patrocinadores confirmados.

Com 25 marcas, Globo anuncia

comunicação para a Copa do Mundo 2026

Pague Menos celebra 45 anos com

Juliette e novo posicionamento

Campanha criada pela Lola\TBWA marca estreia do conceito ‘Amor em cada

cuidado’ e inclui promoção com sorteios, serviços gratuitos e ações de

relacionamento.

4 25 de maio de 2026 - jornal propmark


índice

D&AD bate recorde

de peças inscritas

na edição de 2026

Jurados analisaram mais de

50 mil peças de 89 países,

recorde do evento realizado

pela organização britânica

em Londres nos dias 19 e

20 de maio. No total, foram

concedidos 573 troféus em

46 categorias.

NBA House atrai oito marcas para

evento realizado em São Paulo

Niva Vieira de Mello, diretora de eventos da NBA na AL e

Canadá, fala sobre a 10ª edição da NBA House, que será

realizada entre os dias 3 e 21 de junho, em São Paulo,

com patrocínio de Emirates, Hellmann’s, Michelob Ultra,

NBA 2K, Sadia, Sportingbet, TNT e XP. pág. 28

Divulgação D&AD

36

Fotos: Divulgação

Cargo de CDTO cresce na propaganda

com o avanço de novas tecnologias

O cargo de chief data and technology officer

(CDTO) ganha espaço na publicidade. Cleber Dantas,

que ocupa a posição no Publicis Groupe, aponta

atribuições e responsabilidades alinhadas a tecnologias

que mudam o tempo todo. pág. 22

propmark

propmark.com.br

Jor na lis ta res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Publisher

Tiago Ferrentini

Editora-chefe

Kelly Dores

Editores

Janaina Langsdorff

Paulo Macedo

Editora-assistente

Bruna Magatti

Repórteres

Bruna Nunes

Vitor Kadooka

Editor de fotografia

Alê Oliveira

Editor de arte

Lucas Boccatto

Revisão

José Carlos Boanerges

Publicidade

Gerente de contas

Mel Floriano

mel@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0748

Assinaturas

www.propmark.com.br/signup

assinaturas@propmark.com.br

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Redação

Rua François Coty, 228

01524-030 - São Paulo – SP

tel. (11) 2065 0772 / 0766

redacao@propmark.com.br

@propmark

propmark

propmark

As ma té rias as si na das não re pre sen tam

ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,

po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

Editorial .............................................................................4

Conexões ...........................................................................6

Curtas .................................................................................8

Quem Fez ...........................................................................10

Entrevista ..........................................................................12

Por dentro das agências ..................................................14

Agências ............................................................................21

Cannes Lions .....................................................................24

Prêmios..............................................................................26

Marcas ...............................................................................27

Mídia ..................................................................................29

Inspiração ..........................................................................30

ESG no MKT ........................................................................31

Opinião...............................................................................32

Mercado .............................................................................34

D&AD ..................................................................................36

Out of Home ......................................................................39

Click do Alê ........................................................................40

Última Página ....................................................................42

Mude é finalista do WOO

Awards 2026 na área

de sustentabilidade

A Mude Wellness disputa

prêmio da World Out of Home

Organization (WOO) na categoria

de sustentabilidade. Projeto une

experiência de marca a prestação

de serviço público. Vencedores

serão revelados em Londres, de 3 a

5 de junho. pág. 26

jornal propmark - 25 de maio de 2026 5


conexões

última hora

COPA

O aniversário de um ano da produtora French Fries chega marcado por um projeto de grande

expressão: Bernardo Massot (na foto acima com Karin Borba, diretora de atendimento)

assina como cocompositor e coprodutor de ‘Bate no peito’, música oficial da seleção

brasileira para a Copa do Mundo da Fifa de 2026.

PARCEIROS

De 8 a 11 de junho, no Rio de Janeiro, o Web Summit recebe as marcas parceiras AWS

(Amazon Web Services), Notion, Google, Open AI, IBM, Dell, Replit e Itaú.

VALEntInE’S DAY

‘O amor tem nome’ é o tema da campanha da marca de moda Foxton, do portfólio do Azzas

2154 e com 20 anos de mercado, para o Dia dos Namorados (12 de junho).

Cartas:

Gostaria de parabenizá-los pelos 61

anos de atividade do propmark, um

veículo que, ao longo de sua trajetória,

tem se mantido como referência

fundamental no jornalismo voltado

à propaganda e à comunicação. É

notável a forma como o propmark,

ano após ano, preserva e renova sua

vocação de informar com visão, clareza

e transparência, contribuindo

de maneira decisiva para o desenvolvimento

e amadurecimento do

nosso mercado. Em um cenário de

constantes transformações, a consistência

editorial e a relevância do

conteúdo produzido pelo jornal são

ainda mais admiráveis, reafirmando

seu papel como uma das principais

vozes do setor.

Jens Olesen

LinkedIn

Post: propmark 61 anos: Seleção

Duailibi Essencial

brasileira ainda mobiliza o país?

Obrigada pelo espaço, propmark e

ainda mais com essa ilustra linda

do André Gola.

Andrea Siqueira

Post: propmark 61 anos: Copa

do Mundo já movimenta

agências e marcas no Brasil

antes do apito inicial

Sempre bom contribuir com vocês,

propmark!

Albano Gomes dos Santos Neto

“Uma alma nobre faz justiça mesmo aos que a recusam” (Marqués de Condorcet).

dorinho

PEDAL

A Caloi apresenta a campanha ‘Pedal para todos’ (foto acima), criação da agência D’OM. Ação

no online (Meta e YouTube) e em canais offline da Globosat (GNT, Multishow, Globonews,

Sportv, Globoplay Novelas, Multishow e Rede Telecine) tem veiculação nos meses de maio e

junho. Criação é de Felipe Cuvero e a aprovação, da diretora de marketimng Renata Campo.

REtORnO

A Rádio Mix retoma transmissões esportivas com jogos da seleção brasileira no Mundial da

Fifa, que começa em junho. Cobertura terá participação do Charla Podcast.

POSIÇÃO

A Ampfy anuncia a chegada de Luciana

Bülau (foto ao lado) como CSO. Com mais de

duas décadas de experiência, ela passa a

liderar a área de estratégia e planejamento,

com o apoio de Gabriel Borges, o GB,

cofundador da agência. Luciana passou

por empresas como BRF, Nivea, Philips e

Faber-Castell, além de atuar em projetos

para marcas como Boticário, Outback e

Colorado. Na BRF, a executiva liderou o

reposicionamento de Sadia e Perdigão,

que contribuiu para retomada de market

share e fortalecimento das marcas. Para

Luciana, a chegada à Ampfy representa uma

convergência natural de trajetória.

6 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Campus

Mooca


curtas

Rodrigo Pirim/ Divulgação Africa Creative

AfricA contrAtA e promove nA criAção

de Budweiser GloBAl e mitsuBishi

Felipe Farah e Renato Picolo passam a integrar a equipe de criação da Africa Creative para

as contas de Budweiser Global e Mitsubishi. A direção está a cargo do co-CCO Nicholas Bergantin;

e do ECD Rafael Freire. Felipe Miskulin, que assume a posição de diretor de criação,

aparece na foto ao lado de Renato Picolo e Felipe Farah. “A chegada do Felipe e do Renato

fortalece nosso time, trazendo repertórios complementares e uma inquietação criativa

alinhada ao que acreditamos. Ao mesmo tempo, a promoção do Miskulin reflete algo que

valorizamos muito: o desenvolvimento de talentos dentro de casa”, diz Bergantin. O senior

creative copywriter Felipe Farah ressalta a capacidade da agência de “unir relevância

cultural e excelência criativa em escala global”, enquanto o diretor de arte sênior Renato

Picolo frisa a vontade de criar projetos que causem impacto real em parceria com Farah.

“A conexão criativa vem ocorrendo de forma muito natural. A Africa Creative incentiva esse

tipo de troca e experimentação”, garante Picolo. “A Africa é um ambiente que te desafia

constantemente a evoluir”, confirma o diretor de criação Felipe Miskulin.

WMccann teM nova liderança eM estratégia

Divulgação

leo proMove jeep renegade coM ação no ooh

Divulgação

A executiva Amanda Agostini retorna a agência como CSO na equipe da CEO Renata Bokel

A WMcCann anuncia a chegada de Amanda Agostini para a liderança de estratégia da

agência como nova chief strategy officer. O movimento marca um novo capítulo da operação

estratégica da rede do Omnicom e acontece após a decisão de Agatha Kim de encerrar

seu ciclo na agência. A executiva retorna após passagem por algumas das principais

operações do mercado, como GUT, BETC Havas e Ampfy. “A Amanda chega para fortalecer

um momento importante da nossa operação estratégica, trazendo uma combinação

muito potente entre repertório cultural, visão de negócio e construção contemporânea de

marcas”, afirma Renata Bokel, CEO da WMcCann.

Campanha ‘Uma lenda é sempre reconhecida’ ocupou as principais avenidas da capital paulista

Criada pela Leo, a campanha ‘Uma lenda é sempre reconhecida’, para promover nova

versão do Jeep Renegade, avançou para as ruas de São Paulo com um projeto de mídia out

of home (OOH). A iniciativa transforma abrigos de ônibus em pontos de contato, conectando

o público ao universo do filme publicitário no cotidiano da cidade. A ação ocupou as

avenidas Paulista, Rebouças e Faria Lima, além da região do Parque do Ibirapuera, usando

o espaço urbano como parte da construção da história. Os abrigos, como explica a Leo,

“foram pensados como extensões da narrativa, incorporando elementos visuais da campanha

e criando uma experiência que dialoga com quem passa pelo local”.

rock in rio lança ‘Fábrica dos sonhos’ aMericanas aposta eM retail Media Mutato apresenta seu coMMunity lab

Divulgação

Divulgação

Divulgação

Cena de filme inspirado na linguagem dos musicais

O Rock in Rio, que ocorrerá entre os dias 4 e 13 de setembro

de 2026, no Rio de Janeiro, apresenta ‘O lugar que quero

estar’, campanha que utiliza a linguagem dos musicais

para revelar, pela primeira vez, os bastidores e o processo

criativo por trás das experiências do evento. Criado pelo

Rockers, hub do Grupo Dreamers dedicado à comunicação

de Rock in Rio, The Town e Lollapalooza, o projeto

elaborado ao longo de nove meses inaugura o conceito

“Fábrica dos sonhos”. Referências lúdicas dos musicais da

Broadway reforçam que ‘Você vai cantar. Você vai dançar.

Você vai vibrar. O Rock in Rio é o lugar que você quer estar’.

A ação “reforça a nossa crença de que conteúdo, experiência

e entretenimento são os maiores pilares da marca”,

comenta Ana Deccache, diretora de marketing da Rock

World, Rock in Rio, The Town e Lollapalooza Brasil.

Campanha ‘Torcidaaaça’ ativa a marca com as indústrias

Com o plano de transformar sua rede de lojas

em hubs de experiência para capturar a jornada

completa do torcedor durante a Copa, anunciante

marca presença com a campanha ‘Torcidaaaça Americanas’,

criada pela agência Suno United Creators.

A aposta é em uma ação integrada que combina

estratégias de mídia online e offline, retail media e

ativações no ponto de venda para ganhar relevância

durante o período. “O grande objetivo estratégico

da Americanas com a campanha é reforçar o seu

território de marca pautado em um sortimento

amplo e diversificado, consolidando a varejista

como facilitadora dos momentos de encontro e

celebração dos brasileiros”, explica Aline de Oliveira,

head de marketing da Americanas.

Izabella Demercian, Ketyanne, Dindi Coelho e Ana Machado

A Mutato, braço de social-first do WPP, lança o Community

Lab, hub que opera a partir de metodologia

proprietária baseada em cultura e comunidades.

Parte da área de cultura e insights da agência, “o

novo núcleo foi criado para ajudar marcas a saírem

da lógica de contexto – centrada em momentos

e oportunidades pontuais – e passarem a atuar

de forma contínua dentro da cultura, conectadas

a comunidades, conversas e sistemas em

movimento”, esclarece o comunicado da agência.

Como reforço para essa frente, a Mutato anuncia a

chegada de Ketyanne Silva. “Hoje não basta entrar

em conversas ou reagir a momentos. A questão é

entender como a cultura se organiza em torno de

comunidades”, ela afirma.

8 25 de maio de 2026 - jornal propmark



quem fez

Paulo Macedo

paulo@propmark.com.br

DENTSU CREATIVE

KAYAK

Fotos Divulgação

Título: ‘Despreocupadíssimo”

CCO: Ricardo dolla

Diretor de criação: Eduardo Ataíde

Diretores de arte: Eduardo Ataíde e Yan mendes

Redatora: Karla Brasil

Negócios: Bruno Panico, marcella Sousa, Pamella Kacelnikas e Jessica Correa

Produtora: Corazon Filmes, com direção de cena de Bruno Zanetti

Aprovação: Adriana maia, Annette Zuozo, Tassia Landgraf

e Christian maysonet

O mote da campanha parte de um dado sobre o comportamento do viajante:

ao planejar uma viagem, os brasileiros utilizam, em média, 34 aplicativos

diferentes e visitam 141 páginas em busca de informações, preços

e confirmações de reserva. Esse excesso de etapas transforma o planejamento

em um processo cansativo e pouco intuitivo.

YOUDARE

PiZZA huT

Título: ‘Liga o FDS’

VP de criação: marcelo Bruzzesi

Diretor de criação: Juliano Almeida

Diretores de criação associados: Carol Freitas e João Selare

Produção: Porta dos Fundos

Aprovação: José Jota, Aline Fullgraf, Letícia Jardim e Guilherme Lisboa

A marca acaba de anunciar quem vai assumir uma das vagas mais

desejadas das redes. O novo “Super-Entendente do FDS” foi escolhido

e passa a receber R$ 20 mil para transformar os seus fins de

semana em conteúdo, colocando em prática o conceito ‘Liga o FDS’,

plataforma criada pela YouDare, do Grupo Dreamers. A ação mobilizou

as redes com centenas de inscrições.

ARTplAN

movidA

Título: ‘Movida pela torcida. Copa do Mundo - Adidas’

CCOs: marcello Noronha, Rodrigo Almeida e Rafael Gil

ECDs: Alex Adati, Roberta moraes e Renato Simon

Diretores de criação: Ana Alvarenga, Pedro maneschy, victor Emeka

e Leila Germano

Áudio: Evil Twin music

Diretores musicais: André Faria e Peter Sauces

Aprovação: Francine marcheto

A ação dá continuidade à campanha, iniciada em parceria com a Visa em uma

promoção que levará um cliente para um jogo da semifinal da Copa. Nessa

nova etapa, a marca se une à Adidas para ampliar a campanha nas lojas e

reforçar seu compromisso de estar ao lado dos clientes em momentos relevantes,

por meio de experiências exclusivas conectadas a paixões nacionais.

10 25 de maio de 2026 - jornal propmark



entrevista

Michel SerebrinSky

Chief revenue officer da Roda Trade

‘O CMO está menos interessado em

promessas e mais em eficiência’

Laura Monticelli/ Divulgação Roda Trade

A Roda Trade, agência de loyalty, incentivo, relacionamento e promoção da Holding

Clube, anunciou Michel Serebrinsky para a posição de chief revenue officer (CRO).

A movimentação - que vem acompanhada de crescimento do portfólio de clientes da

agência, incluindo Sanofi, Bridgestone e Portobello -, visa a fortalecer o posicionamento

da Roda e expandir sua área comercial com novos produtos e frentes de atuação.

Serebrinsky assume o desafio com o objetivo de integrar estratégias de marketing e

comercial. Para impulsionar esse avanço de forma saudável e rentável, o executivo aposta

em uma governança de performance, que conta com a criação de uma série de metas,

além de estruturação no time comercial com o objetivo de ganhar escala. A seguir, ele

traz as suas expectativas para o cargo e desafios a serem trabalhados.

12 25 de maio de 2026 - jornal propmark


“O maior gargalo continua sendo a desconexão: áreas com

o mesmo objetivo, mas prioridades e linguagem diferentes”

Bruna Magatti

O que pesou na decisão de assumir a cadeira de CRO na Roda

Trade neste momento da sua carreira?

Pesou a oportunidade de colocar minha experiência a serviço de uma empresa

claramente pronta para um novo salto de crescimento. A Roda tem base, repertório

e capacidade de entrega. O que me atraiu foi justamente poder ajudar a

transformar essa força em uma operação ainda mais integrada, escalável e relevante

para o mercado. Era o tipo de desafio que fazia sentido neste momento da

minha carreira: unir estratégia, execução e geração de valor em um negócio com

ambição real de expansão.

De que forma vocês querem se diferenciar frente às agências

criativas, consultorias e plataformas de CRM que disputam esse

mesmo espaço?

A Roda se diferencia porque não entrega só uma peça do quebra-cabeça. Entregamos

estratégia, tecnologia proprietária, inteligência de negócio, comunicação

e premiação dentro de uma mesma lógica de performance. Isso nos

coloca além de uma agência criativa, além de uma consultoria tradicional e

além de uma plataforma de CRM isolada. Somamos a isso uma agenda contínua

de inovação, com desenvolvimento de novos produtos e soluções que

ampliam o valor entregue às marcas. No fim, nosso diferencial está em algo

simples de dizer e difícil de executar: fazer a estratégia funcionar na ponta

com excelência, sem criar complexidade desnecessária para o cliente. E há

outro ponto decisivo: fazemos isso com lastro de segurança empresarial, reforçado

pelas certificações ISO 27001 e ISO 27701, algo cada vez mais crítico

para clientes de grande porte.

Você fala em integrar marketing e comercial em um único motor

de crescimento. Como isso se materializa na prática?

Isso se materializa quando marketing deixa de ser apenas suporte e passa a ser

corresponsável por receita. Na prática, trabalhamos com motores claros de geração

e conversão, cada um com dono, meta, SLA e responsabilidade compartilhada.

O foco não está em métricas de vaidade, mas em indicadores que realmente

importam: qualidade do lead, velocidade de avanço no funil, conversão e geração

de oportunidades reais. Quando marketing e comercial operam com a mesma linguagem

e o mesmo objetivo, o crescimento deixa de ser discurso e vira sistema.

Quais são os principais gargalos que ainda existem entre essas

áreas nas empresas hoje e como evitá-los na Roda?

O maior gargalo continua sendo a desconexão: áreas que atuam sobre o mesmo

objetivo, mas com métricas, prioridades e linguagem diferentes. É aí que o

processo quebra. Na Roda, evitamos isso com governança, cadência e meta compartilhada.

Há rituais recorrentes, visibilidade sobre o funil e clareza na passagem

de bastão entre geração de demanda e fechamento. Integração, para nós,

não é discurso organizacional; é disciplina operacional para transformar esforço

em receita.

Na sua visão, o que os CMOs estão demandando hoje que não

demandavam há três ou cinco anos?

Hoje o CMO está muito menos interessado em promessas amplas e muito mais

atento à previsibilidade, eficiência e resultado mensurável. Há alguns anos, o

foco estava mais concentrado em engajamento. Agora, a cobrança é por impacto

real de negócio. Em loyalty, incentivo e promoções, isso significa buscar parceiros

capazes de combinar experiência, tecnologia, inteligência tributária e performance.

O CMO quer criatividade, sim — mas quer, sobretudo, previsibilidade de

entrega e segurança para escalar resultados.

Que indicadores serão essenciais para medir o sucesso dessa

integração entre o marketing e as vendas?

Os indicadores essenciais são aqueles que mostram a saúde do funil de forma

objetiva: volume e qualidade de oportunidades, taxas de conversão por etapa,

velocidade de avanço e eficiência comercial. Mas, acima de tudo, o grande termômetro

será a nossa capacidade de construir receita previsível com crescimento

sustentável. Quando a operação é bem integrada, o resultado aparece menos

como exceção e mais como consistência.

Como conectar iniciativas de loyalty e incentivo com construção

de marca e não apenas com performance?

Loyalty e incentivo não devem ser tratados apenas como alavancas táticas de

performance. Eles são experiências de marca. Muitas vezes, são o ponto de contato

mais recorrente e tangível entre a empresa e seus públicos. Por isso, cada

interação precisa reforçar valor percebido, coerência e relevância. Ao combinar

tecnologia proprietária com jornadas bem desenhadas, a Roda transforma premiação

e relacionamento em algo maior: uma experiência que gera resultado no

curto prazo e constrói marca no longo prazo.

A chegada de clientes como Sanofi, Bridgestone e Portobello

marca um novo momento. O que essas contas representam

estrategicamente? Há planos de diversificação de portfólio ou

entrada em novos segmentos?

Essas contas têm peso estratégico porque validam a capacidade da Roda de

operar com marcas de alta exigência e alta complexidade. Reforçam nossa robustez,

nossa inteligência de execução e a confiança que o mercado deposita

no que entregamos. A Roda sempre teve um DNA muito forte no universo enterprise,

e essas conquistas mostram que estamos bem posicionados para crescer

com consistência, ampliando presença em novos nichos sem perder aquilo que

nos trouxe até aqui. Mais do que novas contas, são sinais claros de relevância

e tração.

Experiência do cliente virou buzzword. O que, de fato, entrega

valor real hoje?

Valor real hoje está em utilidade, fluidez e confiança. O cliente não quer só uma interface

bonita ou uma narrativa bem embalada. Ele quer um sistema que funcione,

uma operação sem atrito e uma experiência que resolva. Isso vale tanto para

o gestor quanto para o utilizador final. Entregar valor é oferecer uma plataforma

robusta, segura e simples de operar, com uma jornada que respeite o tempo e

a expectativa das pessoas. No fim, experiência boa é aquela que faz sentido na

prática — e não apenas na apresentação.

Que legado você pretende construir como CRO da empresa?

Quero ajudar a consolidar a Roda como referência em trade marketing estratégico,

loyalty e incentivos no Brasil, com uma operação cada vez mais previsível,

escalável e integrada. Meu foco é construir um modelo em que marketing e vendas

funcionem como um único motor de crescimento, orientado por resultados e

sustentado por excelência de execução. O legado que me interessa é esse: uma

empresa ainda mais forte, mais conectada ao cliente e mais preparada para liderar

a próxima fase do mercado.

“O cliente não quer só uma interface bonita ou uma

boa narrativa, mas sim um sistema que funcione”

jornal propmark - 25 de maio de 2026 13


por dentro das agências

Planejamento indica caminhos seguros

para o posicionamento das marcas

Área ligada à disciplina de estratégia decifra hábitos e códigos

culturais transformados em combustível para a criação de campanhas

Janaina Langsdorff

precisamos de muito,

somente uns dos outros”. A

“Não

frase do publicitário Carlito

Maia era citada por Roberto Duailibi,

fundador da DPZ com José Zaragoza

e Francesc Petit, e hoje repetida por

Benjamin Yung, presidente da agência

pertencente ao Publicis Groupe. Essa

diretriz é seguida por Maria Claudia

Conde, CSO da DPZ, para a área de planejamento,

perfilada nesta edição da

série ‘Por dentro das agências’.

“A segunda certeza que temos é

a mudança, e isso envolve pensar

audience first, interpretar cultura

e dados de forma inteligente para

desenvolver estratégias criativas

impossíveis de ignorar e verdadeiramente

conectadas aos objetivos do

cliente”, continua.

Acoplada à área de estratégia

em algumas estruturas, a disciplina

de planejamento tem a missão de

descobrir como as pessoas pensam,

o que valorizam, quais códigos culturais

compartilham e como se comportam

em diferentes contextos.

Ademais, precisa desvendar comportamentos

para gerar os insights

que abastecerão a abordagem criativa.

“A partir dessa compreensão

do ser humano se constrói a base

estratégica de uma marca”, resume

Paulo Sanna, CEO da Mestiça.

É o planejamento que integra a

agência em torno dos objetivos de

marca, atributos a serem construídos

e indicadores de resultado. “Isso

envolve trabalhar em conjunto com

social media, conteúdo, mídia, criação

e storytelling para definir os KPIs mais

adequados a cada fase do plano, além

de ajudar a estruturar modelos de

mensuração”, reitera Sanna.

Gabriela Soares, CSO da Talent, endossa

a disposição em “promover trabalho

integrado” para mudar de rota

quando necessário. O compromisso

tem o aval de Renata Serafim, vice-

-presidente de estratégia e dados da

Direcionamento de marca depende da área de planejamento para apontar trilhas confiáveis em meio a obstáculos e evitar tropeços

Crispin. “Estratégia hoje se constrói

em diálogo constante com criação,

mídia, business intelligence e outras

áreas da agência. Por isso, a habilidade

de trabalhar de forma interdisciplinar

e de conectar diferentes perspectivas

é essencial”, conclui.

“Planejadores não

estão ali apenas

para organizar

raciocínios”

Rawpixel/Magnific

rumos

Criatividade, dados, comportamento,

cultura e pensamento crítico

aplicados ao negócio do cliente fortalecem

os serviços prestados pelas

agências, oxigenadas por informação,

inspiração e narrativas coesas.

“Saiba gerenciar projetos, olhe

para o todo e organize as partes.

Saiba conectar as necessidades das

marcas com sociedade, cultura e comunicação,

sem nunca apostar tudo,

ou quase tudo, nos agentes de IA ou

ferramentas. Mas saiba fazer uso de

tudo. Siga curioso e consuma arte, rua

e relações humanas”, orienta Ana Kuroki,

CSO da Africa Creative.

Renata, da Crispin, coloca os dados

como ponto de partida. “Utilizamos

diferentes fontes de inteligência

para entender comportamento,

dinâmicas culturais e movimentos

de mercado, transformando essas

informações em direcionamentos

claros”, diz. Domínio de ferramentas,

capacidade analítica e de síntese

traduzem “a complexidade com

clareza e assertividade”, reforça Gabriela,

da Talent.

Na base da cultura estão marcas

14 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Divulgação

estratégia e conteúdo da agência,

elenca “consistência de marca e relevância

cultural”.

Distinguir zumbido de oportunidade

é prerrogativa intrínseca ao estrategista

moderno. “Em um mundo

em que se fala muito e se produz um

grande volume de conteúdo, o que

muitas vezes permanece é um ruído

de comunicação”, analisa Fedele.

O dado, por si só, às vezes não convence.

O profissional tem de saber

escrever e contar histórias. “A estratégia

precisa ser sedutora para que a

criação se apaixone por ela e o cliente

se sinta seguro para investir”, detalha

Ana, da Africa Creative.

A atriz Fernanda Torres em campanha da Africa Creative para o hub ‘Tá feito’, do Itaú, que desmistifica estigmas ligados ao dinheiro

que conseguem entender conversas,

tendências e tensões sociais

conforme região, classe social,

geração e repertório. “Quando diferentes

perspectivas trabalham

juntas e são apoiadas por dados,

conseguimos construir estratégias

mais consistentes com a realidade”,

corrobora Renata, da Crispin. O olhar

apurado para referências, pessoas e

insights é “o motor de criatividade e

inovação”, define Gabriela.

Já no pilar de negócios, o papel do

planejamento é garantir que comunicação,

posicionamento e decisões

estejam conectados ao crescimento

e à construção de valor das empresas.

Estratégia, mídia e criatividade

devem trabalhar de forma integrada

para “resolver problemas reais dos

clientes”, atesta Renata.

Consideração

Gabriela, da Talent, lembra que o

entendimento do negócio confere “relevância

estratégica nas discussões

com CEOs e CMOs”. Sistemas vivos de

expressão cultural, marcas se conectam

por meio de memes, posts

e colaborações inesperadas. Mesmo

nesses fragmentos, “coerência e reconhecimento”,

insiste Gustavo Leite,

vice-presidente de estratégia da

BETC Havas, devem ser preservados.

A convergência entre criatividade,

cultura e dados ajuda a aglutinar

análise de audiência, planejamento

de comunicação e desenvolvimento

criativo em um mesmo ecossistema.

Hick Duarte/Divulgação C&A

Carol Ribeiro veste jeans da C&A em collab feita com Gustavo Silvestre no Oscar 2026

O intuito é aumentar a consideração

de marca. “Isso acontece em um ambiente

muito mais dinâmico, cultural

e participativo”, diferencia Leite.

Escuta ativa é a recomendação de

Murilo Fedele, diretor de estratégia

da Leo, enquanto Marie Alonso, chief

strategy officer (CSO) da LePub São

Paulo, responsável pelas áreas de

“A estratégia

precisa ser

sedutora para

que a criação

se apaixone”

Criação

Marie Alonso, da LePub São Paulo,

atuou como profissional de criação

durante seis anos antes de migrar

para a área de planejamento. “Sempre

acreditei nessa troca, não apenas na

hora de passar um briefing ou avaliar

ideias”, testemunha. Ela defende o

trabalho em conjunto em detrimento

de modelos compartimentalizados

para que “todos se sintam participantes

dos outputs de cada etapa e responsáveis

pelo projeto”.

Lançado pela Crispin em fevereiro,

o posicionamento ‘Criatividade coletiva’

sintetiza a sinergia entre estrategistas

e diretores de criação, líderes

criativos e duplas. Insights já nascem

conectados a propostas inusitadas,

tornando o processo mais fluido e menos

dispendioso.

Estratégia também é um trabalho

criativo, assim como criar é, em muitos

momentos, um exercício estratégico

com rigor analítico e lucidez sobre

o papel da marca. “Planejadores não

estão ali apenas para organizar raciocínios.

Eles também precisam propor

caminhos, provocar possibilidades e

ajudar a expandir o território criativo”,

esclarece Leite, da BETC Havas.

Ter ideias também faz parte do

trabalho. Muitas vezes, dentro de uma

boa ideia já existe um pensamento

embutido. “Essa conexão sobe a barra

e garante conversas mais confiantes”,

complementa Maria Claudia, da DPZ.

Com labs e sprints multidisciplinares,

a Talent intensifica a montagem

de squads que reúnem criação, mídia,

business intelligence, operações

e até clientes. “Somos estratégicos-

-criativos e criativos-estratégicos”,

afirma Gabriela.

Esse perfil fortalece planos arti-

jornal propmark - 25 de maio de 2026 15


culados conforme o ‘Power of one’,

conceito do Publicis Groupe, dono

da Talent. “Desenvolvemos trabalhos

conjuntos com BR Media, Arc e

Epsilon, entre outros. O estrategista

integrador é fundamental”, frisa Gabriela.

BR Media é a empresa de marketing

de influência do grupo; Arc

atua no setor de shopper experience;

e Epsilon é plataforma de dados.

Do briefing e alinhamento do passado

para o trabalho contínuo e orgânico

de hoje, o planejamento levanta

provocações. “A criação reage a isso, e

juntos filtramos os melhores direcionais.

Enquanto o time de estratégia

explora um universo, a criação experimenta

caminhos visuais ou conceituais”,

pontua Ana, da Africa Creative.

“Uma área inspira e potencializa a outra”,

sublinha Fedele, da Leo.

Tensões

Quando temas polêmicos tensionam

a relação com as marcas, as

áreas de estratégia e planejamento

recorrem a ferramentas de rastreamento

para prevenir e conter adversidades.

“Temos um monitoramento

contínuo de conversas e comportamentos,

conduzido pelo time de dados

em parceria com os estrategistas”, informa

Renata, da Crispin.

A agência utiliza o projeto proprietário

Radar, originalmente criado

para entender fenômenos culturais

gerados, por exemplo, pelo ‘Big Brother

Brasil’, reality da Globo. O Radar

Espiadinha também é disponibilizado

como um produto para o mercado. A

metodologia será aplicada na Copa do

Mundo de 2026 e nas eleições.

Ivete Sangalo foi escolhida para a ação ‘O Brasil pede mais que um app. O Brasil pede 99’, no pré-Carnaval do Rio e de São Paulo

Interpretações consistentes de

contexto cultural e social vão além de

supostas reações a assuntos potencialmente

polarizadores. Os esforços

implicam identificar quais manifestações

“se conectam de forma legítima

com a verdade de cada marca e ajudam

a construir ou fortalecer atributos”,

explica Sanna, da Mestiça.

Coerência e responsabilidade são

os alertas de Gustavo Leite, da BETC

Havas. “O significado de uma marca

nunca está totalmente sob controle”,

afirma. Maria Claudia, da DPZ,

sugere evitar respostas reativas ou

superficiais.

“Não somos

apenas o ‘pessoal

do PPT’. Somos

coautores da

solução”

Divulgação

Divulgação

CauTela

Em outubro, os brasileiros retornam

às urnas para eleger presidente

da República, governadores, senadores,

deputados federais e estaduais.

“Fazemos uma leitura contínua para

orientar quando se posicionar, ter

cautela e não entrar na conversa”,

assegura Marie Alonso, da LePub São

Paulo. Apesar da complexidade, períodos

eleitorais trazem “um caldo cultural

imenso, apontam movimentos e

mudanças comportamentais importantes”,

pondera.

Antecipação, inteligência especializada

e agilidade de resposta alicerçam

o mapeamento. “Buscamos a

ciência por trás do comportamento”,

revela Ana, da Africa Creative, que

trouxe neste ano cientistas políticos

e especialistas em pesquisas de opinião

para mapear as pautas que unificam

ou dividem o país. O trabalho

cruza territórios de tensão com o terreno

das marcas para desenhar ações

prováveis, além de montar comitês de

pautas e crises.

“É preciso se manter à frente dos

assuntos”, concorda Fedele, da Leo.

A interação de agências e clientes

municia informações capazes de

salvaguardar negócios. “Ser contextual

hoje é tão importante quanto

qualquer outro indicador de performance”,

adverte.

‘Tá ligado’, trabalho da Talent para Ultragaz, conectou botijão azul, biometano e energia elétrica renovável para reforçar transição energética

skills

Profissionais que trabalham na

área de planejamento das agências

precisam combinar interpretação de

dados com sensibilidade cultural e

pensamento criativo. “O mercado exige

cada vez mais pessoas capazes de

navegar entre diferentes disciplinas e

transformar informação em direcionamento”,

situa Renata, da Crispin.

16 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Divulgação

Cena de filme planejado pela agência Mestiça para a plataforma Pravaler, voltada a soluções financeiras para o ensino superior privado, com arte desenhada por artistas e IA

Curiosidade e desejo de aprender

são predileções inerentes a

uma atividade que transforma soft

skills em chave para curar conteúdo

e integrar disciplinas. Para além de

pensamento estratégico e construção

de marca, observação cultural e

familiaridade com dados e plataformas

são competências prementes

em um mundo com atenção pulverizada.

“As pessoas não consomem mais

uma narrativa inteira. Elas encontram

pedaços em diferentes contextos”, indica

Gustavo Leite, da BETC Havas. “A

Africa Creative trabalha com núcleos dedicados

Profundidade de negócio e agilidade

criativa guiam equipes da

Africa Creative distribuídas em

núcleos dedicados, com liderança e

profissionais treinados para entender

a demanda de cada marca.

A vice-presidente de estratégia

Mari Corradi, por exemplo, comanda

expertises complementares para a

unidade da ABI/Ambev. Wes Gaglian

traz lente social-first para Budweiser;

e Felipe Paku coloca em relevo cultura

e lifestyle brands para Brahma.

Ambos são diretores de estratégia.

A CSO Ana Kuroki está envolvida

com sprints criativos e na busca de

soluções. Um exemplo é o Projeto 3D.

Ademais, participa de parcerias e pi-

capacidade analítica precisa vir acompanhada

de síntese para navegar pelo

caos do nosso tempo, excesso de dados,

incertezas e possibilidades”, propõe

Gabriela, da Talent.

Rodrigo Pirim/Divulgação Africa Creative

Ana Kuroki, CSO da Africa Creative:

sprint criativo e entrega plug & play

lotos capazes de expandir entregas

plug & play de estúdios de design,

cultura, pesquisa e tecnologia. Mantém

ainda fóruns de liderança com

a rede Omnicom/TBWA para troca

de ferramentas, conhecimento e

trabalhos.

O corpo de lideranças ainda tem

o diretor de estratégia Jardel Fonseca,

o diretor de insights Fabiano

Carvalho e as heads de estratégia

Isadora Prado, Luciana Mussato e

Bárbara Bernardes. A área soma 30

pessoas.

No ano passado, a Africa Creative

assinou plataforma para Vivo, de relacionamento

tóxico; o hub ‘Tá feito’,

para Itaú, com Fernanda Torres

tregas mornas, o planejador proativo

“entende que estratégia é a arte de

costurar pessoas e ideias para gerar

impacto real”, certifica Ana.

Marie Alonso, da LePub São Paulo,

lista a paixão por soluções inovadoras

e comportamento humano;

capacidade analítica; atitude provocativa

e espírito investigativo;

criatividade na busca por alternativas

de investigação; curiosidade

aplicada ao negócio; habilidade de

argumentação e construção de raciocínio

de expressão; compromisso

com resultados concretos e mensuráveis;

e trabalho integrado e colaborativo.

Os clientes esperam que os profissionais

compreendam posicionamento

de marca, gestão da comunicação,

estratégia de conteúdo,

CRM, e-commerce, multicanalidade,

mídia e performance. Já o design

funciona como base metodológica

para o trabalho de times multidisciplinares.

“A força da nossa equipe

está na combinação entre horizontalidade

de repertório e capacidade

de integração”, enfatiza Sanna, da

Mestiça.

norte

O estrategista precisa saber o

que é um bom insight e como dar um

feedback que direcione e potencialize

os times envolvidos. “Não somos

apenas o ‘pessoal do PPT’. Somos coautores

da solução”, ratifica Ana, da

Africa Creative. Do carisma em apresentações

à coragem para negar endesmistificando

estigmas ligados

ao dinheiro; a Sociedade Anônima

Brahma (SAB), que destina parte

das vendas aos times dos consumidores;

o lançamento de New Outlander

e Triton para Mitsubishi; ações

para fortalecer a presença de Sadia

no mundo dos game; e o reposicionamento

da Azul, com o conceito ‘O

céu do Brasil é Azul’.

Em 2026, colocou Carlo Ancelotti,

técnico da seleção brasileira de futebol,

e Brahma em ação de Copa do

Mundo; criou campanha de Carnaval

da Azul; trouxe ‘Afogados’ para

Vivo; celebrou os 35 anos de Qualy;

e apresentou a linha Natura Tododia

Morango e Baunilha Dourada. JL

jornal propmark - 25 de maio de 2026 17


BETC Havas reorganiza estrutura de

lideranças para fortalecer integração

Após reorganização, a área

de estratégia da BETC Havas

reduziu a horizontalidade e

criou uma nova estrutura de lideranças

com cultura, dados, mídia,

criatividade e plataformas integradas

sob o mesmo raciocínio estratégico.

Patrick Sertã e Diana Santos

conduzem a frente de estratégia;

Paula Granette lidera comms planning

e inteligência de mercado; e

Fernanda Grams comanda a divisão

de conteúdo. Gustavo Leite é vice-

-presidente de estratégia.

A sinergia entre estratégia, dados,

criatividade e mídia ocorre

por meio da implementação da

plataforma Converged. Há ainda o

rollout de um playbook de comms

planning no Brasil, cujo objetivo é

aperfeiçoar o desenho de jornadas

de comunicação, experiências de

marca e a arquitetura de contato

com o público.

Entre estrategistas, planners,

Gustavo Leite, vice-presidente de estratégia da BETC Havas: integração de cultura, dados, mídia, criatividade e plataformas

especialistas em conteúdo, inteligência

de mercado e social listening,

são 65 profissionais. Transversal,

a atuação incide em todas as

contas atendidas.

Crispin opera com núcleos

de lideranças sênior

O

planejamento da Crispin integra

profissionais de estratégia

e dados, distribuídos em dois

núcleos de lideranças sênior, que

atuam como um único sistema. A

vice-presidente de estratégia e dados

Renata Serafim comanda a área

ao lado de Michele Gruc e Catarina

Moraes, que conduzem os núcleos

de estratégia e dados. Esse trio trabalha

em parceria com Marcela Ferreira,

vice-presidente de mídia e dados,

e seus líderes de núcleo, Brunno

Fróes e Marcelo Marujo.

Com 20 pessoas, a equipe iniciou

ciclo de trabalho para as marcas Piraquê,

Vitarella, Adria, Isabela, Fronteira

e Jasmine, da M. Dias Branco. Planejou

ainda campanha para 99Pay, com

foco no ‘Acelerador de lucros’, além

de ações para o Carnaval, data ativada

também para Guaraná Antarctica.

Ivete Sangalo endossou iniciativas de

comunicação de ambas as marcas.

A cantora destaca a conveniência

dos serviços da 99 e, para Gua-

Divulgação

Renata Serafim, VP de estratégia e dados

da Crispin: sistema únido de atuação

raná Antarctica, conectou o jingle

‘Pipoca e guaraná’, dos anos 1990, à

festa popular. JBS e Delícia, Lenovo,

McCain e Forno de Minas também são

marcas atendidas pela Crispin, que

prepara iniciativas ligadas à Copa do

Mundo no México, Canadá e Estados

Unidos, em junho.

JL

O

trabalho da DPZ

está organizado

em três diretorias

executivas, cada uma

responsável por um grupo

de clientes e com uma

frente de atuação definida

para a área.

Divulgação

Esforços se voltam para a criação

de projetos estruturais. O hub de insights

culturais Oxygène é um deles.

Reúne pesquisa, análise cultural e

social listening para alimentar estratégia

e criatividade. A expectativa é

intensificar investimentos em torno

de Converged e Oxygène a fim de fortalecer

um modelo estratégico mais

integrado e orientado por dados. JL

DPZ mantém três

diretorias executivas

Conexões, estratégia

de marca e trabalho criativo

atuam em parceria

com a frente de consumer

insights. A liderança

tem Bruno Campanelli,

Leonardo Moura e Felipe

Moulin. Maria Claudia Conde

é CSO.

São 24 profissionais, que mesclam

pensamento crítico e estratégico,

e geram insights para Renault,

Electrolux, Ypê, Sportingbet, XP,

Mars, Grupo Campari, Governo de

São Paulo, Seguros Unimed, Unimed

Campinas, L’Oréal, Petra, Polenghi,

Nescafé e Grupo Ser.

Em 2025, projetos envolveram o

Maria Claudia Conde, CSO da DPZ: conexões,

estratégia de marca e trabalho criativo

Divulgação

desenvolvimento de plataformas

de marca, estratégias baseadas

em audiências reais e iniciativas

em parceria com as áreas de dados

e BI. Já o ano de 2026 começou com

a comemoração do centenário da

Electrolux no ‘BBB’, reality da Globo;

e a nova plataforma de marca da

Aperol.

JL

18 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Leo possui grupos

de contas montados

conforme demandas

de mercado das

marcas atendidas

Divulgação

A

divisão da Leo está disposta

entre grupos de contas organizados

de acordo com as

afinidades das indústrias às quais

cada cliente pertence. Há unidades

de negócios direcionadas a alimentos

e bebidas, automóveis e serviços,

entre outros segmentos.

Multidisciplinar, o time reúne

desde especialistas em planejamento

de comunicação e profissionais

com experiência em clientes

até estrategistas em gestão de

marca, marketing orientado por

dados e conteúdo.

Rafaela Queiroz e Fabio Brito são

copresidentes. A consultora de estratégia

Marlene Bregman trabalha

em parceria com os diretores

de estratégia Thamara Araujo, Murilo

Fedele e Thiago Neves. A equipe

tem 15 pessoas.

Em 2025, a Leo lançou 7Days,

da Mondelez no Brasil; e ‘O gol interrompido’,

para Fiat. Neste ano

de 2026, prepara projetos para

Jeep e Ram, além de estudar novos

formatos e parcerias capazes

de conectar marcas às plataformas

e comunidades digitais.

Enel, Nespresso, Minerva Foods e

Abbott também são clientes. JL

Murilo Fedele, diretor de estratégia da Leo: área reúne uma equipe de 15 pessoas

LePub SP traz backgrounds diversos para

enriquecer discussões e pontos de vista

A

estrutura montada pela Le-

Pub São Paulo privilegia cargos

seniores, de diretores e

gerentes, para elevar a troca de

conhecimento com equipes, clientes

e parceiros, além de agilizar

entregas. Os profissionais possuem

backgrounds diversos a fim de enriquecer

discussões e assegurar diferentes

pontos de vista.

A CSO Marie Alonso lidera a área

com a diretora-executiva Marília

Duran e a diretora Luísa Lancellotti.

Elas conduzem o trabalho de 11

pessoas.

Ação para a marca Truss no Oscar

2026 coloriu os cabelos da atriz Alice

Carvalho, do ator Gabriel Leone e

da apresentadora Maria Beltrão, da

Globo, que revelou o novo visual em

filme lançado durante a transmissão

do evento, no dia 15 de março.

Já Carol Ribeiro vestiu modelo

em jeans da C&A, confeccionado

Thiago Pompeia/Divulgação LePub

Marie Alonso, CSO da LePub SP: experiência para troca de conhecimento e entregas ágeis

pelo estilista Gustavo Silvestre,

durante apresentação dos vencedores

do maior evento do cinema

mundial. O vestido foi exposto em

vitrines da varejista. Teve ainda filme

para celebrar coleção da marca.

Em 2025, a LePub criou a campanha

‘Social off socials’, de Heineken,

que incluiu parceria com a plataforma

de mídia Notthesamo para a criação

de uma câmera analógica, além

do primeiro festival proprietário da

marca, o ‘No line up festival’, com

Tiny Desk pela primeira vez no Brasil.

Planejou também ‘Could have

been a Heineken’, que transformou

áudios em cupons; ‘Celebrity

house’, em parceria com Electrolux

Home Bar e Fernanda Paes Leme; e

ação no Globo de Ouro para o filme

‘O agente secreto’, com a atriz Tânia

Maria. A agência atende ainda Mondelez

(Trident Global, Oreo) e assina

projetos para o Grupo Boticário. JL

jornal propmark - 25 de maio de 2026 19


Mestiça compartilha as habilidades

do planejamento com toda a agência

Cerca de 30 pessoas espalham

as habilidades do

planejamento na Mestiça.

Lado a lado com a disciplina

de estratégia, elas estudam

posicionamentos de marca com

a ajuda de profissionais formados

em estatística, business

intelligence, sociologia e antropologia.

Especialistas em design

thinking endereçam possibilidades,

enquanto planejadores

de conteúdo e estratégia de social

media garantem narrativas

apropriadas a cada plataforma.

O trabalho já embasou posicionamentos

de marca desenvolvidos

para Jequiti Cosméticos,

com o conceito ‘A alegria

viralizou’; e Fundação Educacional

Inaciana Pe. Sabóia de

Medeiros (FEI), com ‘A turma da

sua vida’. Estudos sobre o comportamento

dos estudantes

brasileiros estão em curso.

Neste ano de 2026, a Mestiça

lançou campanha institucional

para o Pravaler, plataforma de

soluções financeiras voltada ao

ensino superior privado, com

arte desenhada por artistas e

utilização de IA; e trabalha em

projeto de reposicionamento da

marca de chocolates para confeitaria

Harald; além do lançamento

do Simparic Trio, da empresa

de saúde animal Zoetis,

que utiliza o mote ‘10xSim’ para

reforçar o conceito ‘Família Simparic.

Diga sim para o amor’. O

produto protege animais de

estimação contra dez parasitas.

Oxxo, Shell Select, Chocolate

Trento, Optimum Nutrition, Laticínios

Aviação, Outback, Abratio,

Obramax e Grupo Arco, com

a escola bilíngue Ways, integram

o portfólio de clientes da

agência.

JL

Paulo Sanna, CEO da Mestiça: posicionamentos e narrativas de marca apropriados

Divulgação

Talent sustenta squads multidisciplinares

conectados à dinâmica do negócio do cliente

A

Talent reúne cerca de 30 estrategistas, a maior

parte centrada em uma marca ou categoria

específica. Mas todos com vivência no cliente e

trabalho conectado a squads multidisciplinares. Com

ênfase em senioridade, times tailor made rastreiam

o pulso no setor. Centro de atuação da Talent, estratégia

permeia o trabalho de toda a agência.

A CSO Gabriela Soares lidera com o diretor-executivo

de estratégia Felipe Padua, a diretora-executiva

de negócios e estratégia Camila Massari, e os diretores

de estratégia Juliana Vivolo, Pedro Spadoni

e William Matos.

Iniciativas recentes incluem a implementação

dos hubs de inteligência cultural Cult Lab, para Ferrero,

e de conteúdo e insights sociais LacLab, para

marcas da Lactalis; além de campanhas e salas de

discussão sobre tendências, provocações e o futuro

dos negócios da Claro.

Em 2025, a agência trabalhou em projeto para

a Claro Empresas; lançou o conceito ‘Tem Inter pra

isso’; criou ‘Tá ligado’ para Ultragaz; e apresentou a

Motiva, nova identidade da CCR. Meta e Kenvue também

são clientes.

JL

Gabriela Soares, CSO da Talent: 30 estrategistas de equipes criadas sob medida rastreiam o pulso do setor

Divulgação

20 25 de maio de 2026 - jornal propmark


agências

A publicidade deve construir ideias

Com 18 anos de carreira, a

executiva Camila Nakagawa

acaba de assumir as posições

de CEO e copresidente da BETC

Havas. Sua experiência, que inclui

passagem pela própria agência,

envolve a “transformação de

negócios por meio da integração

entre conteúdo, mídia, dados e

excelência operacional”. Ela atuou

no exterior como global director

of digital and operations da rede

TBWA; chief product officer do

Publicis Groupe; e global business

director do WPP. O retorno tem

“foco em resultados para clientes,

construir marcas fortes e desejadas,

e fortalecer uma cultura para os

talentos do mercado”, ela afirma.

Camila Nakagawa acaba de assumir como CEO e copresidente da BETC Havas

Divulgação

Paulo Macedo

EXPECTATIVA

Primeiramente, continuar o grande

e sólido trabalho que a agência e seus

mais de 400 talentos estão fazendo

para nossos clientes. É uma das maiores

e mais admiradas do país, com

clientes corajosos e marcas icônicas.

OPORTUNIDADE

Fazer o melhor uso possível das

novas tecnologias, não só de IA, mas

das integrações de dados com mídia,

criatividade e insights. De expandir e

sofisticar ainda mais o trabalho que

fazemos em conteúdo, com influenciadores,

creators e social, no geral.

Veja só o mega case que fizemos recentemente

com TIM no ‘BBB’. E continuar

sendo uma agência admirada,

com um DNA criativo e uma cultura

que atraia os melhores talentos do

mercado.

DESAFIO

Encaro como a continuidade de

uma trajetória que construí no Grupo

Havas. Claro, ser CEO de uma agência

desta magnitude é um desafio único

do qual me orgulho muito. Chegar

nessa posição não é apenas um reflexo

de uma carreira profissional, mas a

consequência de uma história de confiança

na minha pessoa e na minha

liderança, e para mim isso é o mais

importante. Esse desafio significa

também que trabalharei todos os dias

para honrar a confiança de nossos talentos

e nossos clientes na agência.

BRASIL

A publicidade brasileira é a melhor

do mundo, portanto estou muito feliz

e honrada de voltar para um mercado

em que integração de mídia, criação,

dados e produção começaram muito

antes de qualquer lugar e funcionam

de forma realmente consolidada. Mas

claro, estar fora do Brasil é ter a oportunidade

de ficar próxima de grandes

anunciantes e campanhas globais e

essa vivência faz com que tenhamos

mais referências.

“Ser CEO de uma

agência desta

magnitude é um

desafio único do

qual me orgulho”

EXPERIÊNCIA

A experiência internacional que

tive nos últimos anos me deixou frente

a frente com as grandes inovações

de tecnologia de IA que aconteceram

globalmente nos Estados Unidos, Europa

e Ásia. Estar fora do país e com

parceiros e clientes globais me permitiu

ter um acesso privilegiado em primeira

mão e também um acesso real

da escala global dessas inovações.

Ter tido a oportunidade de trabalhar

com grandes anunciantes, campanhas

globais, com o nível criativo

e de produção muito elevados, me

fez uma profissional muito mais

madura. Também trago a experiência

de estar no dia a dia liderando times

na conceitualização, construção e

implementação destas novas tecnologias.

DIVERSIDADE

Em 2026 não temos nenhuma dúvida

sobre os benefícios e a necessidade

de ter diversidade nos lugares de

trabalho. Eu tive a sorte e a honra de

ter grandes líderes e chefes mulheres

na minha carreira, como a Gal Barradas

e a Camila Costa, por exemplo, que

me provaram como grandes líderes

publicitárias podem ser fortes, intuitivas,

decisivas e incríveis no direcional

de uma agência, como grandes CEOs.

PUBLICIDADE

Não podemos deixar que distrações

façam a gente acreditar que o

grande graal, o grande segredo da

publicidade está em criar apenas eficiência

ou se apropriar de conversas

vazias ou efêmeras.

jornal propmark - 25 de maio de 2026 21


agências

Qual é o papel de um chief data and

technology officer na publicidade?

Movimento ganha força nas empresas, que criam lideranças para

transformar dados e tecnologia em soluções internas e para clientes

Vitor Kadooka

Com o avanço exponencial da

tecnologia, profissionais ligados

a ferramentas digitais passaram

a operar em um ambiente de

atualização constante, marcado por

estudos, testes e adaptação acelerada

a novas soluções. A sensação

de corrida contra o tempo, portanto,

tornou-se parte do cotidiano.

Na publicidade, esse movimento

também redefiniu funções e lideranças.

Cleber Dantas, do Publicis Groupe,

ocupa um dos cargos que sintetizam

essa transformação. Como

chief data and technology officer

(CDTO), ele comanda a unidade Publicis

Edge. “Pelo menos 30% do meu

dia é de estudo. É um assunto que a

cada dia está mudando.”

Segundo o executivo, a função envolve

acompanhar o ritmo do mercado,

aplicar inovações dentro da organização

e capacitar as pessoas a acompanhar

essas mudanças. Não há um limite

claro para o conhecimento. “Hoje, um

profissional de tecnologia tem de ter

humildade intelectual.”

INTEGRAÇÃO

Uma das principais mudanças

da tecnologia dentro da publicidade

foi deixar de ocupar uma função

operacional para assumir um papel

estratégico nas decisões criativas.

“Quando a gente fala de dados e tecnologia,

a gente precisa sair daquele

Cleber Dantas, CDTO do Publicis Groupe: humildade intelectual para aprender

universo em que tecnologia cuidava

de servidor e pensar que hoje essa é

uma área que está sentada na mesa

onde as grandes decisões são tomadas”,

afirma Dantas.

A tecnologia passa a munir áreas

como criação, mídia e planejamento

com inteligência sobre comportamento,

consumo e mercado. “O ponto

de partida da criação é a verdade do

consumidor. O nosso time tem o papel

de transformar dados usando tecnologia

em insights.”

Com esse tipo de estrutura, é

possível identificar transformações

em categorias inteiras. Lançado no

Brasil em 2025, o Publicis Edge reúne

mais de 200 profissionais em squads

Divulgação

“Hoje um

profissional de

tecnologia tem

de ter humildade

intelectual”

dedicados a agências e anunciantes,

funcionando como uma camada centralizada

de inteligência, dados e tecnologia

para o grupo.

Dividida em três frentes — dados,

audiência e insights —, a unidade se

integra à mídia pela disciplina de audiências,

que transforma estratégia em

segmentações para campanhas e ativações.

A área também desenvolveu

um produto de mensuração baseado

em capacidades descritiva, preditiva

e prescritiva (veja tabela abaixo).

CONJUNTO

Diante da fragmentação de serviços

no mercado de comunicação,

o Publicis Groupe busca, com Dantas

na liderança, reduzir gargalos

operacionais e integrar diferentes

frentes. Um estudo da HubSpot, realizado

com 1.044 empresas brasileiras

em novembro do ano passado,

aponta que os principais desafios

enfrentados pelos profissionais de

marketing não estão ligados à falta

de criatividade, mas à operação. Entre

os problemas mais citados aparecem

sistemas desconectados, dificuldades

de segmentação avançada

e relatórios inadequados.

O Publicis Groupe e a Microsoft

anunciaram, em abril, o desenvolvimento

de uma estrutura integrada

de marketing baseada em inteligência

artificial, conectando sistemas

legados, agentes de IA e dados

orientados por identidade. A inicia-

Como funciona a inteligência de mensuração da Publicis Edge

Tipo de análise O que faz Pergunta que responde Aplicação

Descritiva

Preditiva

Prescritiva

Organiza e interpreta dados

históricos para entender

resultados já registrados.

Identifica padrões e projeta

cenários a partir dos dados

disponíveis.

Recomenda ações para

corrigir rota, otimizar recursos

e melhorar resultados.

O que aconteceu?

O que pode acontecer?

O que devemos fazer?

Leitura de performance de campanhas, saúde

de marca, vendas, comportamento de audiência

e histórico de consumo.

Antecipação de tendências de consumo, demanda,

oportunidades de categoria e possíveis desvios de rota.

Otimização de mídia, definição de públicos,

alocação de investimento, personalização de

conteúdo e decisões sobre canais.

22 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Divulgação

“Está passando um jogo de futebol.

Hoje eu já consigo medir em tempo

real se a marca do meu cliente está

aparecendo nos momentos premium.

Quando sai um gol e a sua marca aparece,

tem um valor muito maior do

que quando sai uma briga em campo

e a marca aparece”, explica.

O CFO Jorge Rosolino, a CDTO Dora de Oliveira e o presidente-executivo do Grupo Dreamers, Rodolfo Medina: direção às iniciativas

tiva se apoia no Epsilon, plataforma

proprietária de dados do grupo, e em

soluções da Microsoft, como o Microsoft

Fabric, permitindo que agentes

de IA executem tarefas como identificar

segmentos de alto valor, personalizar

campanhas, distribuir conteúdo

em múltiplos canais e otimizar

investimentos de mídia.

Esse aparato ganhou escala na

América Latina a partir da integração

entre Epsilon e Retargetly, que ampliou

a base de identidade na região.

Dantas explica que a disciplina de connected

ID funciona como um banco de

sinais de consumidores, estruturado

para identificar padrões de comportamento

sem expor dados pessoais.

“Eu não sei exatamente quem é,

mas eu sei que esses sinais representam

uma pessoa”, sintetiza Dantas. A

partir dessa leitura, o sistema cruza

informações com parceiros e clientes

em ambientes protegidos, como

data clean rooms ou safe havens, sem

compartilhamento das bases brutas.

Os dados são criptografados e combinados

por chaves de correspondência,

o que permite conectar atributos do

grupo aos dados dos anunciantes e

aprimorar inteligência, planejamento

estratégico e compra de mídia.

Rodrigo Pirim/Divulgação Africa Creative

Ana Cester, CDTO da AfricaCreativeData: dados são a espinha dorsal dos negócios

EFETIVIDADE

Segundo Dantas, o uso estruturado

de dados e inteligência também

reduz desperdícios operacionais e

melhora a eficiência das campanhas.

“Quando você opera com dados e coloca

um processo de inteligência,

você diminui o desperdício em até

40%. Porque eu sei exatamente com

quem que eu quero falar. Por que eu

vou falar de cerveja com um grupo

de pessoas que a gente já sabe que

não consome álcool?”

A lógica também aparece nos produtos

desenvolvidos pela unidade,

como o ContentMax, que usa IA para

gerar temas de conteúdo a partir de

dados dos clientes e tendências de

consumo; e o LiveMax, voltado à mensuração

da exposição de marcas em

transmissões ao vivo.

“O nosso time

tem o papel de

transformar dado

usando tecnologia

em insights”

hAbIlIDADEs

Outro ponto central do trabalho

está na integração entre dados e IA.

Dantas lidera no Brasil o programa

global de transformação em inteligência

artificial do grupo, voltado

à produtividade e criação. Segundo

ele, a primeira etapa envolve ensinar

profissionais a otimizar tarefas,

priorizar demandas e acelerar fluxos

de trabalho; a segunda fase busca

ampliar o potencial criativo das

equipes.

“Ensinamos como as pessoas pensam

junto com a IA. O que a gente não

quer são pessoas terceirizando o pensamento

para a IA”, afirma. O papel do

CDTO também envolve treinamento,

mudança cultural e adaptação dos

times às novas ferramentas. O profissional

precisa saber “amplificar

a imaginação dos talentos usando

tecnologia, dados e IA. Esse é o meu

maior compromisso”.

InIcIATIVAs

Outras companhias seguem o

mesmo caminho. Em abril, o Grupo

Dreamers contratou Dora de Oliveira

para a posição recém-criada de CDTO.

O plano é amadurecer a atuação digital

da empresa. “Existe muita coisa

sendo construída e apresentada ao

mercado ao mesmo tempo. O nosso

papel agora é dar direção, conectar

essas iniciativas e transformar tecnologia

em algo que, de fato, simplifique

a operação”, declarou em nota.

Há um ano, a Africa Creative estruturou

a AfricaCreativeData, liderada

pela CDTO Ana Cester. “Dados são a

espinha dorsal dos negócios, inclusive

na comunicação. O que estamos

construindo é uma forma de conectar

todas as pontas dos esforços de

comunicação, como mídia, insights,

criatividade, tecnologia e estratégia”,

define a executiva.

Já o WPP anunciou, em janeiro, o

Agent Hub, funcionalidade integrada

à plataforma WPP Open, dedicada à

análise de marcas, ciência comportamental

e apoio à ideação criativa com

agentes de IA.

jornal propmark - 25 de maio de 2026 23


cannes lions

‘Presidir um júri dá bastante trabalho’

Presidente da competição

Brand Experience & Activation

do Cannes Lions deste ano, o

publicitário Rafael Pitanguy vai

levar para o Palais des Festivals sua

experiência de mais de 130 Leões

conquistados na carreira, incluindo

prêmios para a sua atual agência,

a VML, em que atua como vicediretor

criativo global. “Presidir um

júri dá bastante trabalho mesmo

antes de Cannes começar. Você

precisa estudar profundamente

a categoria, entender como ela

evoluiu ao longo do tempo, quais

tipos de trabalho ajudaram a

redefinir o que ela significa e quais

discussões estão moldando seu

futuro”, ele afirma.

O brasileiro Rafael Pitanguy vai presidir o júri da área Brand Experience & Activation

Divulgação

Paulo Macedo

CENÁRIO

Esse vai ser um festival intenso.

Cannes já tem algo meio único por natureza.

Uma cidade pequena tomada

por pessoas do mundo inteiro discutindo

ideias, marcas, cultura e criatividade

durante uma semana inteira. E

este ano isso ganha uma camada ainda

maior. Estamos vivendo, ao mesmo

tempo, guerras, Copa do Mundo e talvez

a maior transformação tecnológica

de uma geração, com a IA. Num

lugar mais pessoal, também vai ser

minha primeira vez presidindo um júri.

Justamente na categoria com o maior

número de inscrições do festival.

VISÃO

Existe algo muito importante nessa

categoria: ela é a única que começa

com a palavra “brand”. Isso muda muita

coisa. Não estamos julgando apenas

interações interessantes com o

mundo. Estamos julgando interações

entre pessoas e marcas. Então, uma

pergunta sempre volta para mim:

essa experiência realmente pertence

àquela marca? Ela ajuda a construir

algo verdadeiro para ela?

PREPARAÇÃO

Conversei com pessoas que admiro e

que já presidiram júris antes para ouvir

perspectivas diferentes sobre a experiência.

E, claro, já estou mergulhado nos

trabalhos, assistindo, lendo, votando e

tentando entender o que esse conjunto

de inscrições diz sobre o momento criativo

que estamos vivendo. Gosto muito

da trajetória da categoria. Ela nasceu

como Promo Lions, passou por Promo

& Activation e virou Brand Experience &

Activation. Os formatos mudaram muito

ao longo do tempo, mas uma coisa

permaneceu constante desde o começo:

a importância da interação.

INTERAÇÃO

O júri talvez seja uma das partes

mais interessantes do festival. Você

reúne pessoas de culturas, mercados

e repertórios completamente dife-

“Criatividade

brasileira

continua

relevante

no mundo”

rentes tentando responder uma pergunta

muito subjetiva: o que merece

ser celebrado? E normalmente é justamente

aí que as coisas ficam mais

interessantes. Às vezes, alguém traz

um contexto cultural ou uma leitura

que muda completamente a percepção

sobre um trabalho.

COMANDO

Como presidente, quero criar um

ambiente aberto para troca de perspectivas

e boas discussões. As melhores

decisões raramente vêm do

consenso fácil. Elas aparecem quando

alguém muda a forma como a sala inteira

estava olhando para um projeto.

IA

Já faz parte do processo criativo em

diferentes momentos. Ela amplia possibilidades,

acelera a experimentação

e democratiza muito o acesso criativo.

BRASIL

O Brasil continua sendo uma potência

criativa. Claro que discussões

recentes sobre IA e uso ético de

tecnologia acabaram gerando questionamentos

para toda a indústria.

O mais importante é lembrar que

a reputação criativa brasileira foi

construída ao longo de décadas por

gerações de pessoas extremamente

talentosas. Estava ouvindo Black

Alien outro dia falando que no Rio a

zona de conflito acaba virando zona

de conforto. Acho que existe algo

parecido na criatividade brasileira. A

gente cresceu aprendendo a improvisar,

adaptar, reinventar caminhos e

criar mesmo em cenários complexos.

E talvez isso explique um pouco por

que a criatividade brasileira continua

tão relevante no mundo.

24 25 de maio de 2026 - jornal propmark


cannes lions

Festival elege Eddy Cue, da Apple,

como Personalidade de Entretenimento

Executivo será homenageado no dia 22 de junho, após participar

de seminário com o produtor Jerry Bruckheimer no Lumière Theatre

O

Festival Internacional de Criatividade

Cannes Lions anunciou

na semana passada Eddy Cue, VP

sênior de serviços e saúde da Apple,

como Personalidade do Ano de Entretenimento

de 2026.

Segundo a organização, “o prêmio

reconhece o papel do entretenimento

no ecossistema de marketing e comunicação,

além da criatividade capaz de

inspirar conteúdos relevantes, envolventes

e com apelo cultural”.

Cue ministrará painel no dia 22 de

junho, no Lumière Theatre, no Palais

des Festivals, ao lado do produtor

Jerry Bruckheimer. O prêmio será entregue

durante o Cannes Lions Awards

Show, realizado na mesma noite.

20260107_APP_Propmark_Anuncio_V03.pdf 1 07/01/2026 14:25:20

Reprodução

Desde 1989 na Apple, Eddy Cue teve papel importante na criação da Apple Store online

O evento ocorrerá na França entre os

dias 22 e 26 de junho.

Na Apple desde 1989, Cue teve papel

importante na criação da Apple Store online,

lançada em 1998. De lá para cá, participou

da construção do ecossistema de

entretenimento e serviços da companhia.

Sob sua liderança, a Apple TV, lançada

há pouco mais de seis anos como uma

plataforma de streaming com conteúdo

original, tornou-se um dos serviços mais

premiados da indústria.

Em 2025, a Apple foi eleita Creative

Marketer of the Year pela organização

do Cannes Lions. A companhia também

recebeu o Grand Prix de Creative Effectiveness

pela campanha ‘Shot on iPhone’,

criada pela TBWA\Media Arts Lab.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Quem faz

história na

propaganda

merece ser visto.

E no Canal Markket,

(Vivo 611 e Claro 692) você encontra

mais um jeito de assistir ao Grandes

Nomes da Propaganda, conteúdo feito

para quem não só acompanha o

mercado, mas ajuda a transformá-lo.

Exibição:

Sábados, 18h30

Reprise domingos, 15h40

e segundas, 14h30.

NOTÍCIAS DIÁRIAS NO PORTAL E SITE:

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jornal propmark - 25 de maio de 2026 25


prêmios

Bolero é eleita Agência de Comunicação

do Ano pela regional Norte e Nordeste

GPs foram para ‘O mundo distópico das mulheres’, da Bolero para Mídia

Ninja; e ‘Minha primeira carta’, ação da Propeg para o governo de PE

Vitor Kadooka

A

Bolero foi eleita a Agência

de Comunicação do Ano pela

regional Norte e Nordeste

do Colunistas 2026. A agência

cearense conquistou, por exemplo,

o Grand Prix da área de Design

- na subcategoria Calendário

- com ‘O mundo distópico das

mulheres’, trabalho criado para a

Mídia Ninja.

Entre os nomes reconhecidos,

Ricardinho Lira, da Avesso, ficou

com o título de Dirigente de Comunicação

do Ano. Já Ricardo

Amado, da Gamma, do Pará, ganhou

como Profissional de Comunicação

do Ano.

O governo do Pará levou o

Campanha ‘O mundo distópico das mulheres’ exibe calendário criado pela Bolero

Divulgação

prêmio de Anunciante do Ano,

enquanto o Portal Nosso Meio,

do Ceará, venceu como Veículo

Eletrônico do Ano.

Na categoria Destaque do

Ano, a Morya Comunicação, da

Bahia, foi premiada por seus “70

anos de atividades”; e a Chama

Publicidade, de Alagoas, ganhou

reconhecimento pelos “50 anos

de atividades, pela representatividade

e liderança em Maceió”.

GP de filme

Entre os Grand Prix de peças

publicitárias, ‘Minha primeira

carta’, filme criado pela Propeg

para o governo de Pernambuco,

venceu em Filme e Técnica de Filme

- na subcategoria Fotografia.

Mude Wellness disputa WOO Awards

2026 na categoria de sustentabilidade

Vencedores do prêmio serão revelados em Londres, de 3 a 5 de junho;

projeto une visibilidade de marca e prestação de serviço público

A

Mude Wellness Media é finalista

do WOO Awards 2026, prêmio da

World Out of Home Organization

(WOO), na categoria de sustentabilidade.

Os vencedores serão conhecidos

em Londres, de 3 a 5 de junho. A expectativa

é “convidar o mercado para um

ecossistema eficiente e posicionado

onde a cidade pulsa, unindo a visibilidade

de marca à utilidade social direta”,

defende o CSO Sandro Moretti.

A empresa cresceu 38% em 2025

com projetos que transformam o mobiliário

urbano em academias gratuitas.

Mais de 944 mil alunos são atendidos

por ano. Presentes em orlas e parques

de 17 cidades, as estruturas são construídas

em aço inox para preservar a

durabilidade dos equipamentos e reduzir

o descarte de resíduos nas cidades.

Mais de 944 mil alunos são atendidos por ano em orlas e parques de 17 cidades

Divulgação

“Decidimos estar onde as pessoas

vivem a cidade de verdade. Praia e

parque não são só cenário, são rotina.

Nosso desafio desde o início foi provar

que o mobiliário urbano é um instrumento

de valorização da cidade, indo

além de ser só um suporte para anúncios”,

pontua o CEO Marcus Moraes.

Cerca de 157 milhões de impactos

semanais são hoje acelerados

pela digitalização das entregas. No

ano passado, o mobiliário com telas

digitais registrou um aumento de

54% no Rio de Janeiro, praça prioritária

da operação. A perspectiva é

avançar mais 42% em 2026, abrindo

frente para a mídia programática.

Já os projetos sazonais, como a Rio

Academia, impulsionam os resultados

em até 40%.

26 25 de maio de 2026 - jornal propmark


marcas

Fundação Bradesco completa 70 anos

com investimento em marketing

Instituição, que possui 40 escolas próprias e 42 mil alunos, apresenta

campanhas para abordar trabalho social e celebrar o seu aniversário

Bruna Nunes

Criada em 1956 por Amador

Aguiar, fundador do Bradesco,

a Fundação Bradesco chega aos

70 anos. Com 40 escolas distribuídas

por todos os estados, cerca de

42 mil alunos na educação básica

regular e 4,2 mil funcionários, a instituição

opera com orçamento de

R$ 1,6 bilhão em 2026 e se sustenta

com recursos próprios. A Fundação

é acionista do Banco Bradesco, logo,

o modelo garante continuidade ao

projeto sem depender de doações

externas.

A atuação vai além da educação

básica e inclui EJA (Educação de Jovens

e Adultos), cursos técnicos, Formação

Inicial e Continuada (FIC) e a

Escola Virtual, plataforma gratuita

que já certificou mais de 1 milhão de

pessoas, mantendo média de 300 mil

alunos ativos por mês em 88 cursos,

incluindo tecnologia, inteligência artificial

e desenvolvimento pessoal.

Nas escolas presenciais, uniforme,

material didático, suporte tecnológico

e atendimento odontológico são

fornecidos sem custo.

Murilo Nogueira, diretor da Fundação: divulgação beneficia toda a cadeia social

Divulgação

Marcos e sua mãe Andréia em take do filme ‘Reaprender’, criado com a agência Crispin

ComuniCação

Apesar da escala, a estrutura e

os investimentos em comunicação

da Fundação Bradesco são recentes.

Nos últimos anos, a instituição passou

a construir uma frente contínua

e o processo, segundo Murilo Nogueira,

diretor da Fundação, levou tempo

para ser desenvolvido com cuidado.

“Há dois ou três anos, a gente começou

a desenhar essa perspectiva de

divulgação, entendendo como o terceiro

setor faz isso e como evitar cair

no assistencialismo”, afirma.

O objetivo das campanhas não é

captar doações nem atrair alunos. De

acordo com o executivo, as escolas

têm demanda cinco vezes superior

à sua capacidade. O intuito é dar

dimensão pública ao projeto e valorizar

o currículo dos alunos e professores,

além da equipe dedicada e da

estrutura administrativa. “Esse benefício

de divulgação pode retornar

para toda a cadeia envolvida nessa

mudança social”, acredita.

ReapRendeR

A estratégia dos 70 anos tem

como mote ‘De geração em geração,

transformando histórias’ e

prevê campanhas ao longo do ano.

O primeiro filme, lançado em março,

abordou a presença nacional da instituição

e o impacto geracional.

Para o Dia das Mães de 2026, o

foco foi o projeto Educação de Jovens

e Adultos. O filme ‘Reaprender’,

criado em parceria com a Crispin,

acompanha Andréia, aluna da EJA em

Manaus, que voltou a estudar com

o incentivo do filho Marcos, recém-

-formado.

A peça estreou no primeiro intervalo

do ‘Fantástico’, no dia 10 de maio,

em formato de 90 segundos, com

desdobramentos em cinema, DOOH e

redes sociais. A EJA foi retomada pela

Fundação em 2026, após revisão curricular,

e hoje está presente em oito

escolas. Cerca de 56% dos estudantes

são mulheres e 76% delas são mães.

Todas as histórias contadas nas

campanhas são reais, sem atores ou

roteiro ficcional. “A gente capta as histórias,

entende, aprofunda e desenha

de uma forma que caiba dentro de 90

segundos”, explica o executivo.

Ao longo de 2026, a Fundação deve

abordar ainda o trabalho de funcionários,

professores e a origem da

instituição em novos filmes.

“A Fundação Bradesco escolheu

mostrar que é um projeto real, com

histórias reais e emocionantes. Histórias

que para a gente, por mais que

pareçam dia a dia, são muito bonitas,

muito incríveis, com mudança

real”, acrescenta. “A beleza do projeto

social e a relevância que ele tem

na mudança nacional estão na sua

consistência e perpetuidade”, finaliza

o diretor.

jornal propmark - 25 de maio de 2026 27


marcas

NBA engaja brasileiros, jogadores

e times com experiências de marca

Emirates, Hellmann’s, Michelob Ultra, NBA 2K, Sadia, Sportingbet, TNT e

XP já têm presença confirmada na NBA House, montada em São Paulo

Paulo Macedo

A

National Basketball Association

, a NBA, é um fenômeno no Brasil.

Com características únicas

que a liga americana valoriza e coloca

na sua estratégia. Essa fortaleza fica

clara na NBA House, que chega à 10ª

edição, em São Paulo, de 3 a 21 de junho,

em uma área de seis mil metros

quadrados. “Quando olhamos para a

venda de produtos oficiais no Brasil,

alguns movimentos ajudam a mostrar

tanto a força de atletas globais quanto

a conexão histórica do fã brasileiro

com determinadas franquias”, explica

Niva Vieira de Mello, diretora de eventos

Latam e Canadá da NBA.

A executiva afirma que entre esses

fenômenos da base de fãs brasileiros

está LeBron James, que segue liderando

entre os jogadores a venda de

produtos, mesmo sem ser o campeão.

Niva explica que a alta saída de camisas

do Chicago Bulls mostra como o

torcedor brasileiro mantém uma conexão

histórica com algumas equipes,

muito ligada também ao lifestyle e à

cultura da NBA. Draftado pelo Dallas

Mavericks no ano passado, Cooper

Flagg vem despertando bastante interesse

global.

“E o desempenho inicial de produtos

dele no Brasil foi positivo, mostrando

que o público acompanha de

perto a chegada de novos talentos

à liga”, enfatiza Niva, que também

menciona o volume de audiência das

transmissões da temporada e dos

playoffs. Há crescimento de audiência

nos jogos finais. Agora, no Oeste, OKC e

Spurs, duelam pelo título nacional. Na

conferência Leste, o embate envolve

Knicks e Cavaliers.

“As finais sempre representam um

dos picos da temporada em audiência,

porque mobilizam tanto quem acompanha

a NBA ao longo do ano quanto

um público mais amplo, que se aproxima

do campeonato nesse momento

decisivo. No Brasil, isso é ainda mais

relevante porque a base de fãs vem

A NBA House conecta os fãs brasileiros com a liga de basquete, que aproveita essa sinergia para atrair marcas patrocinadoras

Niva Vieira de Mello é diretora de eventos da NBA na América Latina e Canadá

crescendo de forma consistente.

Esse movimento fortalece não só as

transmissões, mas toda a jornada de

conexão com a liga, desde o consumo

de conteúdo nas redes até produtos

oficiais e experiências presenciais.

Quando o interesse aumenta nas finais,

vemos esse reflexo em todo o

ecossistema.”

“As finais sempre

representam

um dos picos da

temporada em

audiência”

Fotos: Divulgação

A NBA, de acordo com Niva, não divulga

percentuais específicos de share,

mas o Brasil é um dos maiores e

mais relevantes mercados da liga fora

da América do Norte. Por esse motivo,

a NBA House atrai marcas para sua jornada.

Já estão confirmadas Emirates,

Hellmann’s, Michelob Ultra, NBA 2K,

Sadia, Sportingbet, TNT e XP, além do

apoio estratégico da SPTuris.

“O grande diferencial da NBA House

é ser uma plataforma de experiência

e não apenas de visibilidade. As marcas

não entram ali para expor um

logo, mas para fazer parte da jornada

do fã por meio de ativações reais,

como desafios interativos, espaços

temáticos, experiências gastronômicas

e conteúdos exclusivos. Quando o

público interage com essas ações, ele

enxerga a marca como parte da vivência

do evento e não como uma propaganda

comum. Essa entrega orgânica

é o que gera valor real para os nossos

parceiros e consolida o projeto como

um case de sucesso de marketing e

engajamento.”

28 25 de maio de 2026 - jornal propmark


mídia

Festival Led relaciona a criatividade

como vetor para trazer luz à educação

A 5ª edição do evento organizado pela TV Globo, Fundação Roberto

Marinho e Editora Globo aponta a falta de investimentos na base

Paulo Macedo

Foram dois dias inspiradores no Pier Mauá, no Rio

de Janeiro. O Festival Led trouxe à cena da sua 5ª

edição, nos últimos dias 15 e 16, que a criatividade

pode ser a alternativa para minimizar a ausência

de investimentos mais robustos no sensível setor

da educação, mesmo com nítidos esforços para que

essa assimetria seja desconstruída. A criatividade,

com pensamento crítico, porém, permite que o processo

evolutivo tenha continuidade usando apenas

os recursos que estão disponíveis.

Um dos pontos-chave do Manifesto Movimento

Led Globo, impresso no guia da programação do festival,

mostra que a educação é a ponte para o futuro.

Isso ficou claro logo na abertura. Mesmo tendo base

em comunidades carentes, as escolas de samba

conseguem transmitir às novas gerações, apenas

com a tecnologia da criatividade, a tradição de uma

cultura admirada globalmente e que traz tantos recursos

à economia brasileira. Atenta a esse cenário,

a organização trouxe na abertura do Festival Led

2026, Mestre Ciça, da Unidos da Viradouro, campeã

do Carnaval fluminense de 2026, que o homenageou

como tema de seu enredo. No Pier Mauá, o neto de

um dos grandes amigos de infância do maestro das

baterias participou da comissão de frente interpretando

o próprio Ciça.

“Os desfiles trazem cultura e educação por meio

dos seus temas e sambas. Samba é cultura. Aprendi

muito com as histórias contadas na avenida, que

expandem o conhecimento. O samba é a cultura popular

presente nas escolas de samba, porque são as

escolas que perpetuam essa cultura. Que isso avance

para todo o país”, propõe Ciça.

O manifesto resume a proposta do presente para

ser uma ferramenta inspiracional para o futuro.

“Para construir, juntos, o melhor mundo que pudermos

imaginar. E quando esse futuro chegar, saberemos

que fomos intencionais nesse movimento. Um

movimento para e com todas as pessoas por uma

educação acessível e de qualidade. Por uma educação

que abre caminhos e mentes.”

“Criatividade faz parte do Brasil. Tema envolvente

num tempo de algoritmos e velocidade de raciocínio.

Ninguém nasce sabendo, por isso a criatividade

é uma construção”, disse Sandra Annemberg, que comandou

o primeiro painel do Festival Led chamando

Charles Watson, que falou sobre a história do compositor

Mozart.

“Ele começou cedo, aos 3 anos. Criatividade é uma

prática diária. Ele teve muitas influências, porque a

A jornalista e apresentadora do ‘Fantástico’, Poliana Abritta, foi uma das âncoras da edição deste ano do Festival Led

“Preocupação com

a formação dos

professores e temas

como o racismo”

Zara Figueiredo Tripodi, doutora em educação pela USP

Fotos: Divulgação

genética precisa ser desenvolvida com prática e repetições.

Ele tinha um ótimo ouvido, ou uma genética

boa para a música. Mas o processo precisou de

prática e aprendizado.”

A atriz Thais Araújo, em cartaz com a peça ‘Mudança

de pele’, ponderou esse conteúdo que discorre

sobre o universo corporativo, mas de uma mulher

que não se sente encaixada. “Aprendi me aprofundando

na cultura negra para dar vida a esse trabalho

contemporâneo. Pesquisar tudo que esse mundo

tem a oferecer vai fazer com que as coisas sejam

mais interessantes para as personagens. Criatividade

constrói personagens.”

O evento trouxe um caleidoscópio de perfis à

sua extensa programação, entre eles a ministra do

STF, Cármen Lúcia, e o filósofo Mario Sergio Cortella.

Mas, um dos pontos altos, foi a ponderação de Zara

Figueiredo Tripodi, secretária de Educação Continuada,

Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e

Inclusão, do MEC, no painel ‘Mitos & fatos da educação

digital: o que significa educar no mundo conectado?’,

liderado pela jornalista Poliana Abritta.

“Muito além de pensarmos em melhorar as escolas

e a conectividade, há uma preocupação com

a formação continuada dos professores e também

com temas como o racismo, a misoginia e a LGBTfobia”,

disse Zara.

jornal propmark - 25 de maio de 2026 29


inspiração

Disciplina do esporte

“Porque, no fim das contas, seja no esporte ou no corporativo, grandes

resultados raramente nascem de momentos isolados de inspiração”

Keely Medeiros

Especial para o propmark

O

círculo de concreto do arremesso de peso

parece pequeno quando visto de fora.

Mas, para quem compete, ele carrega o

peso de horas de treino, disciplina e repetição.

Antes de cada arremesso existe um ritual

silencioso: respiração, concentração e um movimento

treinado inúmeras vezes. Naquele momento

não existe improviso. Existe preparação.

Foi nesse ambiente que passei 17 anos da minha

vida como atleta profissional de atletismo,

na prova de arremesso de peso. Nesse período,

tive a oportunidade de me tornar campeã brasileira

e defender a seleção brasileira em diversas

competições internacionais.

O esporte também abriu uma porta importante

na minha vida. Foi através dele que conquistei

uma bolsa de estudos para a Universidade da

Flórida, nos Estados Unidos.

Naquela época, eu ainda não imaginava o

quanto essa experiência moldaria a forma como

eu iria trabalhar anos depois. Hoje, liderando a

área de conteúdo de uma das maiores agências

de marketing do Brasil, a Wigoo Digital, percebo

como muitos dos princípios que aprendi no

esporte continuam presentes no meu dia a dia

profissional.

À primeira vista, esporte e marketing parecem

mundos completamente diferentes. Um

acontece em pistas e arenas. O outro em reuniões,

dados e estratégias. Mas, na prática, os dois

funcionam com lógicas muito parecidas.

No esporte, você aprende rapidamente que

talento sozinho não sustenta uma carreira.

Lembro de treinos em que eu repetia o mesmo

movimento dezenas de vezes até ajustar poucos

centímetros na técnica do arremesso.

Naquele momento, parecia um detalhe pequeno,

mas era justamente ali que o resultado

começava a ser construído. No marketing acontece

algo muito parecido. Em agência, a gente

aprende rápido que uma boa campanha raramente nasce de um único insight

brilhante. Ela nasce de processo, de análise, de trabalho em equipe e de muitas

tentativas até encontrar o caminho certo.

Outra coisa que o esporte me ensinou foi a importância de pensar no longo

prazo. Quem compete entende cedo que evolução não acontece de um dia para

o outro. Pequenas melhorias diárias acabam se acumulando e viram grandes

resultados.

No mundo corporativo, onde muitas vezes há uma pressão enorme por respostas

imediatas, essa visão ajuda a manter o foco. Algumas estratégias precisam

de tempo para amadurecer, de consistência para gerar impacto real.

O esporte também me ensinou algo que levo muito para a forma como trabalho

com times: ninguém constrói resultados sozinho. Mesmo em uma modalidade

individual como o arremesso de peso, existe sempre uma equipe por

trás. Técnicos, preparadores físicos, profissionais que ajudam a sustentar toda

a jornada do atleta.

Fotos: Arquivo Pessoal

Nas empresas acontece a mesma coisa. Resultados consistentes são fruto

de times alinhados, em que diferentes talentos se complementam. E existe

ainda uma lição que o esporte ensina de forma muito clara: resiliência. Nem

toda competição termina em vitória. Nem todo treino sai perfeito. Mas cada

tentativa traz aprendizado.

No digital também é assim. Algumas campanhas funcionam melhor que outras,

algumas ideias precisam ser ajustadas no meio do caminho. O importante

é manter a capacidade de aprender rápido e seguir em frente.

Hoje, mesmo trabalhando em um ambiente completamente diferente das

pistas de atletismo, eu ainda carrego comigo essa mentalidade de atleta.

Porque, no fim das contas, seja no esporte ou no corporativo, grandes resultados

raramente nascem de momentos isolados de inspiração. Eles são construídos

no processo, na disciplina diária e na vontade constante de evoluir.

Keely Medeiros, head de conteúdo da Wigoo

30 25 de maio de 2026 - jornal propmark


esg no mkt

Alê Oliveira

O lado emocional

da inovação

“A IA vai fazer tudo o que mandarem ela fazer.

Mas ela não vai se tornar mais resiliente”

Alexis Thuller Pagliarini

Na semana passada, estive no SPIW. A primeira

edição do São Paulo Innovation Week já começou

grande, gerando muito burburinho nas

calçadas que unem a FAAP ao Estádio do Pacaembu

(Mercado Livre Arena), que sediaram o evento.

Enquanto robôs e drones faziam as suas evoluções

nos espaços, Daniel Goleman subiu ao palco

para dizer algo que poucos esperavam ouvir num

festival de inovação: o que mais importa para o

futuro das lideranças não é tecnológico. É humano.

Goleman, o psicólogo que popularizou o conceito de

inteligência emocional nos anos 1990, estava cercado

por telas, algoritmos e demonstrações de inteligência

artificial.

E, justamente ali, naquele cenário saturado de

tecnologia, sua mensagem soou como um contraponto

necessário — e urgente. “A tecnologia é a ferramenta,

mas a humanidade é a maestria”, disse ele

ao público.

A frase resume com precisão o dilema que líderes

enfrentam hoje. Vivemos um momento de aceleração

sem precedentes. Sistemas de IA processam dados

em segundos, automatizam tarefas complexas

e tomam decisões com uma velocidade que nenhum

ser humano consegue acompanhar. Diante disso, é

tentador concluir que o diferencial competitivo futuro

será tecnológico — quem tiver o melhor sistema,

o modelo mais sofisticado, a plataforma mais

inteligente.

Mas Goleman, e a ciência que ele representa,

aponta para outra direção. As máquinas podem

saber o significado de amor. Mas não podem amar.

Essa distinção, aparentemente filosófica, tem consequências

práticas profundas para quem lidera

pessoas. A inteligência emocional — composta por

autoconsciência, autogestão, empatia e habilidades

sociais — não é um atributo soft, algo complementar

às competências “reais” de gestão. É, cada vez

mais, o núcleo do que torna um líder genuinamente

eficaz. Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, já orientou a

geração Z nesse sentido: o foco absoluto deve ser

o cultivo da inteligência emocional. Em um mundo

onde tarefas técnicas são automatizadas, as habilidades

de persuadir, guiar, ouvir e cuidar tornam-se

os verdadeiros diferenciais de liderança.

Não é romantismo. É estratégia. Há ainda outro

ponto que Goleman destacou no SPIW e que merece

atenção especial: a criatividade. A inovação humana

surge de um estado neurológico que a IA não consegue

replicar — o relaxamento do devaneio, quando o

cérebro faz sínteses inesperadas.

Saber reconhecer quando uma ideia nova é útil

para a empresa ou para a ciência é algo que a máquina,

presa ao que já foi mapeado, ainda não consegue

validar com sensibilidade. O papel do líder,

portanto, não é apenas executar — é reconhecer o

ato criativo quando ele surge. A IA vai fazer tudo o

que mandarem ela fazer. Mas ela não vai se tornar

mais resiliente.

Ela não pode entrar no que chamamos de não-

-dualidade, que é ter consciência da consciência. Ela

não é consciente. O tema central do SPIW — ‘O humano

além do algoritmo’ — não é coincidência. Reflete

uma percepção crescente no mundo dos negócios:

quanto mais artificial se torna o ambiente, mais valioso

é o que nos torna essencialmente humanos.

A questão, para os líderes que saíram do Pacaembu

naquela semana, não é se a IA vai transformar

suas organizações. Ela já está transformando.

Confesso que a abordagem de Goleman

não me surpreendeu. Já no ano passado, quando

atuei como curador e palestrante no Enapro 2025,

evento que reuniu publicitários na Bahia, estabelecemos

como tema central ‘De humanos para humanos’

e minha palestra foi ‘O fator humano’. De

lá para cá, o SXSW adotou as questões humanas

como centrais, o que também aconteceu agora

com o SPIW. Como afirma Goleman: “A IA chegou e é

inexorável… e isso torna a inteligência emocional

ainda mais importante do que nunca”.

Alexis Thuller Pagliarini

é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

jornal propmark - 25 de maio de 2026 31


opinião

Divulgação

Dados e IA: o que

ainda falta estruturar

no marketing?

Sandra Martinelli

O

uso de dados e inteligência artificial já é uma

realidade operacional no marketing. Ferramentas

de IA estão presentes nas rotinas de

criação, planejamento, segmentação e compra de

mídia. Modelos preditivos orientam decisões. Plataformas

automatizadas executam em escala. A

adoção aconteceu e, em muitos casos, de forma acelerada.

O ponto é que a estrutura não acompanhou

essa velocidade.

Boa parte das empresas avançou na aplicação da

tecnologia, mas ainda opera sem modelos claros de

governança, sem critérios definidos de uso e sem

mecanismos consistentes de controle de risco: apenas

uma em cada quatro empresas globais tem uma

política formal de uso de IA 1 .

O resultado é um cenário comum: uso intensivo

de dados e IA, mas com pouca padronização, baixa

rastreabilidade e exposição crescente a riscos jurídicos,

reputacionais e éticos. No Brasil, 90% dos consumidores

afirmam que a proteção dos seus dados

pessoais é um dos fatores mais importantes para

que as empresas conquistem a sua confiança 2 .

A aceleração da maturidade digital exige

marcas mais ágeis, onde escala, simulação e privacidade

consolidam-se como o novo padrão do

marketing orientado por dados, um modelo que

só se sustenta se estiver amparado pela ética e

pela responsabilidade.

Esse é um território que ainda está em amadurecimento

no Brasil e, com a missão de apoiar o

mercado anunciante brasileiro com as melhores

práticas de marketing e comunicação, a ABA – por

meio de seus GTs Inteligência Artificial e Proteção

e Privacidade de Dados – se uniu ao VLK Advogados,

sua assessoria parceira, que conta com um

time de especialistas em tecnologia, e o apoio da

AlmapBBDO, Globo e Unilever, associada da entidade,

para desenvolver o ‘Guia de boas práticas para

uso de dados e IA no marketing’.

O guia não parte de teoria. Ele traduz, de forma

aplicada, os principais pontos de atenção que hoje

impactam diretamente a operação das áreas de

marketing, entre eles, a necessidade de incorporar

princípios da LGPD, estabelecer critérios claros

de transparência no uso de dados, estruturar processos

de prevenção e segurança da informação

e compreender as dinâmicas do ecossistema de

publicidade programática e adtech.

O material avança ao tratar de temas que ainda

são pouco estruturados nas empresas: definição

de princípios de IA responsável, identificação de

riscos como vieses algorítmicos e uso indevido de

conteúdo, além da criação de salvaguardas práticas

para mitigar esses riscos.

Um dos pontos mais relevantes está na orientação

sobre como estruturar governança de IA

aplicada ao marketing. Isso inclui desde a definição

de responsabilidades internas até critérios

de avaliação de risco e mecanismos de monitoramento

contínuo.

Não se trata de restringir o uso da tecnologia,

mas de profissionalizar sua aplicação. Empresas

que não avançarem nessa agenda tendem a ampliar

sua exposição, seja por inconsistências no

uso de dados, seja por decisões automatizadas

sem supervisão adequada. E em um ambiente

cada vez mais regulado e sensível à confiança,

esse risco deixa de ser teórico.

Estruturar governança é capturar valor com

mais consistência, reduzir incertezas e operar

com maior segurança. O diferencial competitivo

não está apenas na capacidade de usar dados e

IA no marketing, mas na forma como isso é feito.

Com critérios, responsabilidade e estrutura.

Iniciativas que trazem referência prática

para um tema que já faz parte do presente das

empresas, como este Código da ABA, contribuem

para acelerar o amadurecimento desse tema

no Brasil.

O marketing evoluiu. Agora precisa se organizar.

1

DEPT Trends Report 2026, da Dept Agency

2

Voz do Consumidor da PwC

Sandra Martinelli

é CEO da Associação Brasileira de

Anunciantes (ABA) e Membro do

Executive Committee da World

Federation of Advertisers (WFA)

“A aceleração da

maturidade digital

exige marcas

mais ágeis, onde

escala, simulação

e privacidade

consolidam-se como

o novo padrão do

marketing orientado

por dados”

32 25 de maio de 2026 - jornal propmark


opinião

Dois estrategistas.

Seis perguntas

Divulgação

Omar Caldas

No fim do jogo: narrativa ou estrutura

quem decide essa eleição?

André Pessoa: Pelo meu método de trabalho, minha

resposta não poderia ser outra: narrativa, sem dúvida.

Estrutura continua sendo importante. Mas, na era das

redes sociais, ela deixou de ser o fator decisivo que já

foi em outros momentos. Hoje, estrutura é como remédio

em dose errada. Na medida certa, ajuda. Em excesso,

intoxica a campanha.

Ricardo Amado: Estrutura e narrativa têm papel

importantíssimo na vitória de um candidato. Mas é

muito difícil, uma caminhar sem a outra. Para fazer

com que a sua narrativa chegue para mais pessoas,

você precisa de mais tempo de televisão. Isso quer dizer

que você precisa de mais estrutura, mais política,

mais partidos colegados.

Qual erro estratégico você vê se repetir?

AP: O erro que mais se repete é superestimar a

estrutura e subestimar a autenticidade, o posicionamento

e a narrativa. Muita gente ainda se baseia na

lógica de eleições mais antigas e não percebeu que

o caminho mudou. Ainda não ajustou o Waze para a

rota do agora.

RA: Um erro que vejo se repetir é o autofagismo.

Campanhas que comunicam, estruturam narrativa e

discurso apenas para o próprio universo, baseadas

numa leitura particular. Fazer uma campanha alheia

às pesquisas quantitativas e movida apenas pelas

certezas do político ou do marqueteiro, sem o apoio

de uma pesquisa qualitativa para corrigir rumos e

fortalecer discursos, é fazer uma campanha fadada

ao erro e à derrota.

Carisma se aprende ou é inegociável?

AP: Carisma é, em grande medida, talento. Mas talento

também pode ser desenvolvido. Quem já nasce

com isso larga na frente; quem não nasce pode evoluir

com treino e esforço. O esforço às vezes pode se igualar

ao talento nato. Mas quem tem o talento, pode se dar

ao luxo de fazer menos esforço.

RA: Carisma pode ser vocacional, mas também pode

ser desenvolvido. Em certa altura da vida, algumas pessoas

se tornam figuras carismáticas. Carisma reúne

valores como empatia, simpatia, comunicação e persuasão.

Em alguns casos ele é nato, em outros surge a

partir de experiências da vida.

O que é mais perigoso: errar no posicionamento

ou não ter posicionamento?

AP: Não ter um posicionamento, com certeza.

Erros podem até ser corrigidos. A omissão, quase

nunca.

RA: As duas coisas são muito maléficas. Errar no

posicionamento durante a pré-campanha ou campanha

ainda pode ser corrigido. Mas a ausência de posicionamento

é pior porque impede o candidato de

expressar seu campo político, propostas, objetivos

após a eleição e o sentido da própria candidatura e

projeto político.

O marketing político está ficando mais

sofisticado ou mais raso?

AP: Paradoxalmente, mais sofisticado nas ferramentas

e mais raso no resultado. Quando todo

mundo tem acesso às mesmas tecnologias, cresce

a tentação de trocar intuição, repertório e sensibilidade

por fórmula.

RA: O marketing político está ficando mais raso.

Existe uma linha muito tênue entre a sofisticação

tecnológica e a sofisticação da campanha. Tudo isso

pode enriquecer a campanha, mas também transformar

narrativa, conceito e verdade em apenas

adereço.

Eleição se ganha evitando erro ou acertando

grande?

AP: Depende da eleição e do ponto de partida.

Quem já entra competitivo tende a ganhar mais

errando menos. Quem começa muito atrás precisa

acertar grande, porque jogar pelo seguro, nesse

caso, normalmente é só uma forma elegante de

perder.

RA: A campanha ganha-se mais acertando do

que apenas procurando evitar o erro. Apenas evitar

o erro é uma postura bastante acanhada, né? Você

fica ali se protegendo, e pode fazer com que a sua

comunicação e o seu posicionamento político sejam

inodoros.

Omar Caldas é estrategista criativo responsável

pelas campanhas de Tabata Amaral e Deltan Dallagnol

à Câmara dos Deputados, além da campanha de

Léo Moraes à Prefeitura de Porto Velho, considerada

a maior virada de segundo turno da história do Brasil.

André Pessoa é estrategista criativo de narrativa

e reputação. É o nome por trás da comunicação de

Eduardo Braide, prefeito apontado como o mais bem

avaliado do Brasil. Já atuou em campanhas presidenciais

e estaduais.

Ricardo Amado é estrategista político responsável

pelas campanhas presidenciais de Danilo Medina, na

República Dominicana, e João Lourenço, em Angola,

além das campanhas de Hélder Barbalho ao governo

do Pará e Beto Faro ao Senado Federal.

Omar Caldas

é estrategista criativo

chefe da OCA Marketing

omar@ocamkt.net

“O erro que

mais se repete

é superestimar

a estrutura e

subestimar a

autenticidade, o

posicionamento

e a narrativa”

jornal propmark - 25 de maio de 2026 33


mercado

Stalimir Vieira transforma 50 anos

de carreira em livro de provocações

Título reúne 99 artigos do publicitário e articulista do propmark, que

trazem reflexões sobre ética e os rumos da publicidade brasileira

Vitor Kadooka

Stalimir Vieira escolheu a opinião

como uma das marcas de sua trajetória

na publicidade. No ano em

que completa 50 anos de profissão, o

publicitário, professor, articulista do

propmark e diretor da Base de Marketing,

transformou parte desse repertório

em livro.

Lançado em abril, ‘Provocações’

reúne 99 textos escritos ao longo de

décadas, com reflexões sobre o mercado,

seus dilemas éticos, contradições

e os movimentos que moldaram

a propaganda brasileira.

Disponível no Mercado Livre, a obra

“atrai leitores de diferentes regiões

do país”, segundo Vieira. “Vem sendo

bastante procurado no Brasil inteiro.

Vou ter de pensar numa logística para

tomar um café e fazer a necessária

dedicatória para todos esses leitores,

espalhados pelo país. Vai ser um ótimo

passatempo”, brinca.

OpiniãO

‘Provocações’ funciona como um

registro de carreira. Nos anos de 1980,

Vieira integrou a DPZ a convite de

Washington Olivetto. Depois, acumulou

passagens por W/Brasil e DDB, na

Argentina. “Foram momentos muito

felizes, em que a gente acordava com

vontade de ir para a agência. Criar era

uma alegria”, relembra.

A vivência em estruturas que ajudaram

a construir o legado da indústria

da comunicação percorre as páginas

do livro, que combina memória

profissional, leitura crítica do setor,

e inflexões sobre os caminhos da publicidade.

“Eu queria fazer alguma coisa que

marcasse os 50 anos de profissão

que estou completando. Embora tenha

feito uma carreira criativamente

bem-sucedida, achei importante

registrar essa forte característica na

minha história profissional: o fato de

sempre ter expressado opinião”, justifica

Vieira.

Stalimir Vieira apresenta exemplar de

‘Provocações’, obra que comemora os seus

50 anos de carreira

Ao revisitar seus artigos, o publicitário

se surpreendeu com a disposição

para enfrentar temas controversos.

“Honestamente, eu diria que

me chamou a atenção o destemor

em opinar sobre questões bastante

sensíveis ao mercado. Ou seja, ter

colocado a minha opinião acima dos

meus interesses profissionais ou empresariais,

publicamente, assinando

embaixo. Vamos combinar que esse

não é o padrão do mercado, mas era

mais forte do que eu. E, naturalmente,

teve consequências. Mas não me arrependo”,

atesta.

Marca própria

A publicidade brasileira ainda precisa

ser provocada em diferentes

frentes. Na avaliação de Vieira, a tentativa

de agradar a todos tende a enfraquecer

a construção de uma visão

própria.

“Acho que tudo é passível de ser

provocado. Manter-se coerente com

Divulgação

“Manter-se

coerente com a

sua consciência

é um desafio

diário”

a sua consciência é um desafio diário.

Por outro lado, querer agradar a todo

mundo demonstra uma certa fragilidade

moral. Pode ser, muitas vezes,

bom para os negócios a curto prazo,

mas ao longo da vida acabamos nos

tornando pessoas indefinidas, sem

opinião própria e, portanto, sem marca

própria”, observa.

A crítica, segundo ele, é parte do

processo de aperfeiçoamento do

mercado. “O fato é que o sistema,

como um todo, é cheio de falhas, sob

diversos aspectos. E isso precisa ser

falado, com clareza, e não disfarçado

com teorias da moda. O livro traz

artigos que tratam disso, sem meias

palavras. Porque eu acredito que todo

aperfeiçoamento nasce da crítica.”

Ética

Vieira encarou impasses sobre

ética ao lado do Conselho Nacional

de Autorregulamentação Publicitária

(Conar). “Nas duas oportunidades em

que fiz parte do Conselho de Ética do

Conar, me deparei com muitos deles.

Eram dilemas mesmo, porque, muitas

vezes, nos dividiam como conselheiros.

Outras tantas, fui um solitário

voto vencido”, relembra.

Recentemente, o publicitário denunciou

ao Conar um publieditorial da

British American Tobacco, publicado

na Veja, que, segundo ele, fazia apologia

aos vapes, os cigarros eletrônicos.

A denúncia foi arquivada por unanimidade.

“Sempre levei muito a sério o

meu papel de conselheiro, acreditava

que estava ali por ser quem eu era e

por pensar como eu pensava. Mas as

coisas nem sempre funcionam assim

no mundo corporativo”, admite.

Para Vieira, o desafio das novas

gerações é encontrar outro modo de

preservar o entusiasmo em um contexto

de mercado diferente. “Hoje,

são outros tempos e as pessoas vão

ter de encontrar um jeito de se divertir

trabalhando, como fazíamos, e não

para sorrir somente na hora da foto

para o release”, afirma.

34 25 de maio de 2026 - jornal propmark


mercado

Opinião perde espaço para dados e

IA na tomada de decisão do marketing

MMA Impact Brasil 2026 confirma a hegemonia da ciência dos

dados para orientar negócios, construir marca e mensurar resultados

Vitor Kadooka

marketing que vai ganhar

não é o que é mais criativo,

“O não é o que tem mais dinheiro

no orçamento. É o que integra dados,

tecnologia e propósito”. Foi com

essa provocação que Fabiano Lobo,

CEO da Marketing + Media Alliance

para a América Latina, abriu o MMA

Impact Brasil 2026.

Realizado nos dias 21 e 22 de maio,

no Transamerica Expo Center, em São

Paulo, o evento posicionou os dados

como eixo de discussão.

Lobo mediou um dos debates promovidos

por Gustavo Aguiar, CMO da

General Motors para a América do Sul;

e Renato Camargo, CMO do Bradesco.

“Não tem como, você não aprova

um crédito sem dado”, disse Camargo.

Da aprovação de crédito à prevenção

de fraudes, os dados ancoram as decisões

da operação, que reúne 110 milhões

de clientes.

Para o executivo, o dado não deve

ser acionado apenas depois da execução.

“A gente não usa dado para justificar.

A gente usa dado para definir.

Qual é o dado que vai guiar o que eu

vou criar? E depois, com esses mesmos

KPIs, eu vou justificar se deu certo

ou se deu errado”, declarou.

Na General Motors, a disponibilidade

de dados também faz parte da

rotina de estratégia de produtos e

da comunicação. Aguiar citou como

exemplo os carros conectados da

Chevrolet e os indicadores comerciais

gerados por leads, concessionárias e

campanhas. Segundo ele, o lançamento

do Chevrolet Sonic 2027 atesta esse

novo patamar de acompanhamento,

já que a montadora passou a monitorar

o volume de leads logo após a chegada

do modelo às concessionárias.

lições

Campanha do Bradesco com Ivete

Sangalo, criada pela Lovely, deixa

mais indícios sobre a importância do

mapeamento de ameaças. O vermelho

Marina Klein, do Mercado Ads, e Fernanda Infantini, da L’Oréal

é a cor do banco, mas o momento atual,

com a Copa do Mundo de 2026, aciona

o verde e amarelo. A equipe teve,

então, de avaliar riscos de leitura

política em ano eleitoral. “A gente fez

muita pesquisa, entendeu que pequenos

detalhes da campanha, quando

a gente mostrou o filme, precisavam

ser ajustados, porque eles poderiam

criar uma narrativa oposta ao que estávamos

buscando”, relatou.

Já o Chevrolet Sonic passou por

testes com personas sintéticas. Em

um primeiro momento, os resultados

não foram os esperados. Ao revisar

o processo, a equipe identificou que

os prompts usados na simulação estavam

calibrados para perfis norte-

-americanos, não para o Brasil ou a

América do Sul. Após o ajuste, a campanha

voltou a ser testada, mas a

decisão final não foi seguir automaticamente

todos os pontos indicados.

Para Aguiar, esse é um dos aprendizados

do uso responsável da IA.

MeRCADO ADs e l’ORÉAl

Fernanda Infantini, media e data

director da L’Oréal, apresentou, ao

lado de Marina Klein, head de CPG,

“A gente não

usa dado para

justificar. A gente

usa dado para

definir”

beauty, fashion and health do Mercado

Ads, os resultados da campanha

‘Beleza livre’, lançada em 2023. A ação

chega à quarta edição neste ano, com

aumento de 55% no número de novos

compradores.

As executivas apontaram lifts de

marca, aumento de consideração,

share, penetração e performance em

vendas. Com impacto em mais de cem

milhões de usuários, a ação teve alta

de 81% em receita de ads, 30% em

ROAS, resultado seis vezes acima do

Fabiano Lobo, Gustavo Aguiar e Renato Camargo no palco

Fotos: Divulgação

benchmark, além de avanço de 24%

em lembrança no digital.

RetORnO

Para Fernanda, os números refletem

um ecossistema de parceria

entre as marcas. “A consistência, o

planejamento de uma forma única e

integrada, trazem resultados de uma

forma integrada”, afirmou.

A principal transformação, na avaliação

de Marina, está na experiência

do consumidor dentro da categoria

de beleza. O Mercado Livre passou

a incorporar ferramentas como virtual

try-on, troca de vale-presente e

IA skincare consultant - solução que

recomenda produtos a partir do perfil

de pele do usuário. “Ele deixou de

ser só o lugar onde você entrava e já

sabia o que queria comprar, e passou

a ser um ambiente de descoberta”,

disse Marina.

Na L’Oréal, segundo Fernanda, o impacto

exigiu maior integração entre

vendas, marketing, produto e mídia.

“Não é só mais planejar uma campanha

de mídia, nem planejar uma

campanha de vendas. É planejar um

ecossistema.”

jornal propmark - 25 de maio de 2026 35


d&ad

Brasil confirma favoritismo, ganha 42

Lápis e se mantém no top 5 de países

Participação foi muito parecida com a do ano passado; no total, o

mercado conquistou dois Yellow Pencils, 18 de Graphite e 22 Wood

Kelly Dores

– de Londres

No top 5 dos países mais premiados,

o Brasil conquistou 42 Lápis

no D&AD 2026, sendo dois Yellow

Pencils, 18 de Graphite e 22 Wood. A

participação foi muito parecida com

a do ano passado, quando o mercado

nacional recebeu 44 Lápis (havia sido

inicialmente 46, mas depois o festival

retirou dois Wood Pencils da DM9 devido

a uso não declarado de IA no trabalho

‘Plastic blood’).

O primeiro Yellow Pencil saiu para

‘18 months’, coprodução da Jamute,

Picma Creative Post e Zombie Studio

com a agência Klick Health Toronto.

A animação foi criada para a Second

Nurture e aborda de maneira emocional

o processo de adoção de um bebê

encontrado numa estação de metrô

por um homem gay. O case baseado

numa história real também ganhou

dois Graphite e três Wood Pencils.

O segundo Lápis Amarelo foi para

a campanha ‘Caption with intention’,

inscrita pela Omnicom. O case teve o

maior número de prêmios da lista brasileira,

com um Yellow, oito de Graphite

e três Wood Pencils.

Ganhador de dois Grand Prix no

último Cannes Lions, o projeto criado

para a Academia de Cinema e Artes

Cinematográficas de Chicago usa a

tecnologia para tornar produções

cinematográficas mais inclusivas,

dando ritmo às legendas e permitindo

que pessoas com deficiência auditiva

sintam as histórias com mais emoção.

Na comparação com a edição de

2025, as agências brasileiras tiveram

menos destaque neste ano. Os trabalhos

criados por produtoras nacionais

com agências internacionais receberam

o maior volume de prêmios.

Entre as agências, a Artplan ganhou

dois Graphite Pencils com o trabalho

‘Nigrum corpus’ para Idomed,

em Art Direction e Health & Wellbeing.

O case, premiado com GP em Cannes

no ano passado, aborda o racismo

A animação ‘18 Months’ é uma cocriação da Jamute, Picma Creative Post e Zombie Studio com a agência Klick Health Toronto

Inscrita pela Omnicom (Brasil, Chile e EUA), a campanha ‘Caption with intention’ garantiu o segundo Yellow Pencil ao país

estrutural na medicina brasileira

mostrando como corpos negros são

historicamente invisibilizados.

Já a AlmapBBDO conquistou um

Graphite e um Wood Pencil com ‘Pedigree

Caramelo’ (projeto criado

para Mars), que venceu Titanium em

Cannes. A campanha sobre adoção de

cães viralizou ao transformar o vira-

-lata sem pedigree em uma raça reconhecida

no Brasil. Foi premiada nas

categorias Creator Content e Direct no

D&AD 2026.

Em parceria com a Publicis Production

São Paulo, a DPZ recebeu um Wood

Pencil na categoria Experiential: Activation

& Participation com o trabalho

‘Her dome’ para o governo do estado

de São Paulo. A Droga5 São Paulo ganhou

um Wood em Commerce, com o

case ‘Dirty mouth sponsorship’, para

Unilever.

Divulgação

A Druid Creative, cujo CEO e fundador

Claudio Lima foi presidente de júri

em Gaming & Virtual Words do D&AD,

conquistou dois Wood Pencils com

‘Doom fryer’ e ‘Mind player’ na mesma

categoria. Os projetos foram criados

para JBS Group.

Realizado em Londres entre os dias

19 e 20 de maio, o D&AD distribuiu 573

Lápis em suas 46 categorias, sendo 52

Yellow; 149 Graphite; 368 Wood; dois

36 25 de maio de 2026 - jornal propmark


White e dois Future Impact. Entre os

países mais premiados, os Estados

Unidos ocupam a liderança, com 235

Pencils; na sequência vem Reino Unido

(184); seguido pela França (59); Alemanha

(45) e Brasil (42).

Segundo o festival, a categoria que

teve o maior número de inscrições

foi Culture, com 49% de crescimento.

Mais de 50 mil peças de 89 países (recorde

da história do D&AD) foram submetidas

aos júris neste ano.

Os vencedores de Black Pencil –

prêmio máximo do festival –, bem

como as Empresas do Ano, serão revelados

em setembro, em cerimônia de

premiação específica.

O D&AD promoveu o evento ‘Yellow

Pencils: why they won’, em que os presidentes

de júri compartilharam os

detalhes de suas decisões, explicando

por que os trabalhos se destacaram e

o que significa excelência criativa no

mais alto nível. Os vencedores de Lápis

Amarelo não foram convidados ao

palco durante a apresentação, porém

David Patton: “Os prêmios nunca pareceram tão globais”

puderam retirar seus Yellow Pencils.

Lisa Smith, presidente do D&AD e

global chief design officer do Uncommon

Creative Studio, ressaltou que a

criatividade está “muito viva” e que

os trabalhos provaram essa tese, levantada

pela campanha do festival

‘Creativity: dead or alive?’

“O que mais se destacou foi a

pura ousadia criativa e a excelência

demonstradas. Em diversas áreas,

vimos equipes explorando territórios

verdadeiramente novos, desde a narrativa

e o craft tradicional até tecnologias

emergentes e novas formas de

expressão. A criatividade está muito

viva e os trabalhos vencedores elevaram

o padrão de excelência criativa.”

Já o novo CEO do festival, David Patton,

disse: “Após 64 anos, os prêmios

do D&AD nunca pareceram tão globais

ou tão vitais. A diversidade de países

participantes e a qualidade dos trabalhos

produzidos revelam tudo sobre o

Lisa Smith: “A criatividade está muito viva”

Fotos: Divulgação D&AD

futuro da criatividade comercial.”

Vale lembrar que o festival da organização

britânica sem fins lucrativos

tem fama de ser uma das premiações

com rigor mais elevado.

O Brasil teve 14 jurados, sendo três

presidentes de júri. Além de Claudio

Lima em Gaming & Virtual Worlds, Dulcidio

Caldeira (Boiler Films) presidiu

Production Design e Gilvana Viana

(MugShot) foi a presidente na categoria

de Sound Design & Use of Music.

Vencedores brasileiros

Agência/ Produtora Yellow Pencil Graphite Pencil Wood Pencil Total

Colossal e W+K México 1 1

Jamute, Picma Creative Post, Zombie Studio 1 2 3 6

Drum, Dirty Work, KondZilla e Pingado 1 1

Artplan, Raw Audio e Untitled 2 2

Evil Twin Music e MullenLowen Design Studio NY 2 2

Droga5 São Paulo e Punch Audio 1 1

AlmapBBDO, Raw Audio, Black Madre

e Surreal Hotel Arts 1 1 2

Omnicom, Believe, Bogotá, Pes Motion Studio e

Rakish Entertainment 1 8 3 12

Famous Who São Paulo, Lado Animation,

Mol e WideLabs 4 4

VML Health Spain, VML New York e WideLabs 1 1 2

Bumblebeat, Dalmatian Cow, Rapport e Area 23 1 1 2

DPZ, Big Studios, Clube Filmes, Pimp Studio e

Publicis Production São Paulo 1 1

Druid Creative e Leafbone 1 1

Druid Creative, Jamute, Leafbone e Magna 1 1

Studio Cama 1 1

Jamute e Ogilvy UK 1 1

Balma Films 1 1

Bumblebeat, Flavor Studio e Genosha 1 1

jornal propmark - 25 de maio de 2026 37


Painéis

David Lee, chief brand & creative

officer da Squarespace, abriu os painéis

no D&AD. O criativo afirmou estar

cauteloso e ao mesmo tempo otimista

sobre o futuro. Ele lembrou que em

um mundo onde ser inteligente costumava

ser a moeda, como fazer agora

se a inteligência está completamente

democratizada? Questionando quais

são as habilidades do futuro, Lee destacou

que a criatividade é, na verdade,

a única opção que resta.

O chief brand & creative officer da

Squarespace ressaltou que, em sua

opinião, criatividade é sobre encontrar

uma ideia única e a solução para

um problema realmente complexo.

“É realmente sobre pegar coisas contraditórias

que não deveriam estar

juntas e colocar um fio conectado ao

redor. E, uma vez que você encontra

um conjunto único de coisas que não

deveriam estar juntas, há uma nova

ideia. E esse é um processo interessante

para as pessoas que não estão

treinadas como muitos de nós aqui.”

O criativo ressaltou que não basta

a ideia ser boa, é preciso saber vendê-

-la também. “Você tem de aprender a

vender suas ideias. Não sei quantas

vezes eu vi as melhores ideias do

mundo deixadas na mesa não porque

não eram boas, mas simplesmente

porque a pessoa não conseguiu contar

uma história para convencer as

outras pessoas de que aquela era a

melhor ideia”, observou ele.

David Lee, da Squarespace: “Não basta a ideia ser boa, é preciso aprender a vendê-la também”

Fotos: Divulgação

Insights dos júris

Nas sessões de insights dos júris

do festival, duas brasileiras subiram

ao palco. A primeira delas foi Juliana

Leite, VP de projetos especiais e conteúdo

criativo da Africa Creative, jurada

na categoria Cultural Influence.

Ela e seus pares no júri analisaram

cases inscritos na categoria com real

impacto sobre a cultura, como ‘Pope

yes’, ação em tempo real realizada

pela rede de frango frito, que publicou

um tuite usando apenas as palavras

‘pope yes’ (Papa sim), minutos após o

conclave da Igreja Católica que elegeu

o Papa Leão XIV, fazendo um trocadilho

com o nome da marca, Popeyes.

Para Juliana, foi muito corajoso

uma marca falar de religião usando

humor. “Acho incrível como eles colocaram

isso, sem ser ofensivo”.

A VP da Africa lembrou que, às vezes,

as marcas erram na construção

da conexão com a sua comunidade.

VP da Africa Creative, Juliana Leite (penúltima na foto), participou de uma das sessões de Jury Insights

“Estabelecer uma intimidade e devolver

à sua comunidade é uma construção

a longo prazo. Você tem de tentar,

e falhar, correr riscos. Trabalho com

um banco (Itaú) que simplesmente

levou Madonna para um show em Copacabana.

Foi um momento cultural

enorme. Você pode fazer isso com

qualquer marca, desde que entenda a

profundidade da vida do consumidor e

que isso possa fazer parte da cultura.”

Raphaella Martins, program manager,

creative X na Meta, se apresentou

no painel ‘Scroll-stopping or soul-

-less?’, que reuniu os jurados de Creator

Content, para falar sobre os cases

da categoria e como criadores de conteúdo

estão mudando a comunicação.

A criativa da Meta apresentou o

case ‘Vaseline verified’, que transformou

hacks virais das redes sociais

sobre usos inusitados do produto em

verdades científicas comprovadas

em laboratório e também desmentiu

usos ineficientes ou perigosos.

“Essa peça que eu escolhi não é

apenas uma campanha muito relevante

de uma categoria de conteúdo

de criadores, mas também nos dá elementos

para discutirmos qual tipo de

indústria criativa nós queremos construir

para o futuro”, disse ela.

Raphaella lembrou que os creators

representam uma comunicação centrada

na comunidade. “O que também

discutimos muito é a importância de

os criadores se sentirem protagonistas

nesse processo. Eles estão construindo

o futuro da comunicação.”

38 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Out of Home

A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL

Virada Cultural de São Paulo traz o clima

das ruas para o ‘Festival dos festivais’

Campanha foi desenvolvida pela agência Nacional de Comunicação

para o evento da Prefeitura local, que chegou à sua 21ª edição

Fotos: Divulgação

A Nacional de Comunicação trouxe o clima das ruas paulistanas na campanha ‘Festival dos festivais’, para a Virada Cultural de 2026, que traz shows gratuitos em 200 palcos

Paulo Macedo

A

Virada Cultural é, por assim dizer,

uma oportunidade única para

a mídia out of home. Afinal, a

expectativa da Prefeitura de São Paulo,

que organiza o evento há 21 anos,

era tirar de casa cerca 4,8 milhões de

pessoas nos dias 23 e 24 de maio, no

fim de semana que passou, e aquecer

a economia local com mais de R$ 500

milhões. O meio para atrair público e

receita são as 1,2 mil apresentações

gratuitas distribuídas por 200 palcos.

Este ano, como explica o comunicado

do executivo municipal da capital

paulista, “a periferia ganhou protagonismo

com grandes shows, equipamentos

culturais abertos e programação

robusta, ao mesmo tempo em que

o Centro Histórico se consolidou como

um gigantesco circuito de experiências

culturais urbanas”.

Seu Jorge, Alexandre Pires, Marina

Sena, Manu Chao e João Carlos Martins

com a Mocidade Alegre foram as

atrações do Vale do Anhangabaú, na

região central da cidade e um dos palcos

mais concorridos.

Para chamar a atenção do público,

a Prefeitura de São Paulo convocou

sua agência, a Nacional de

Comunicação, que desenvolveu a

campanha ‘Festival dos festivais’.

Segurança e transporte gratuito

foram enfatizados nos conteúdos

levados aos canais.

A linguagem proposta pela equipe

criativa liderada por Camila Dammann,

com apoio dos diretores de

arte Fernando Bisão, Daniel Colferai

e Marinna Costa e dos redatores Alex

Gobatom e Wagner Fornel, trouxe

“ilustrações que representam tanto

as manifestações culturais presentes

na programação quanto o público

que ocupou a cidade durante as 24

horas de evento”.

Palco a céu aberto

Segundo a Nacional de Comunicação,

o projeto traduz a diversidade de

ritmos, linguagens e experiências que

transformam São Paulo em um grande

palco a céu aberto.

“Os filmes, peças centrais da estratégia,

mergulham nesse universo

vibrante e popular, revelando a

energia que toma conta das ruas e

destacando os artistas do line-up da

“Campanha é

inspirada na

própria linguagem

artística da

Virada”

edição 2026. E reforçam dois pilares

que tornam a Virada única: ser um

festival genuinamente paulistano e

totalmente gratuito”, destaca a diretora

de criação Camila Dammann.

“É um evento que mistura tribos,

gera encontros e ocupa São Paulo de

uma maneira muito própria. Queríamos

que a campanha tivesse essa

mesma vibração: colorida, artística,

popular e contemporânea”, diz a executiva,

lembrando que o plano de mídia

envolveu os meios televisão (com

filme produzido pela Santeria e dirigido

por Luiz Ferré), rádio (produção da

S de Samba, com direção musical de

Wilson Simoninha e Jair Oliveira), mídia

exterior e plataformas digitais.

A S de Samba também foi responsável

pela parte de áudio do filme. O

conceito da campanha marcou presença

nos palcos, em espaços desenhados

sob medida para a mídia exterior

e também usados por marcas

patrocinadoras.

”Para traduzir a grandiosidade do

evento, a Nacional Comunicação criou

uma campanha inspirada na própria

linguagem artística da Virada”, finaliza

Camila.

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jornal propmark - 25 de maio de 2026 39


click do alê

Alê Oliveira

aleoliveira@propmark.com.br

Fotos: Alê Oliveira

Ingrid Veronesi, country manager

da Comscore Brasil

Conexão Comscore debate mensuração digital

A Comscore realizou mais uma edição do ‘Conexão Comscore — Onde os dados se encontram’.

Evento chegou a São Paulo após passar por Brasília, Porto Alegre e Salvador. A iniciativa reuniu

executivos, marcas, agências e parceiros do mercado para debater as transformações que vêm

redefinindo a mensuração, o comportamento das audiências e o futuro da publicidade em um

ambiente cada vez mais fragmentado. A anfitriã Ingrid Veronesi, country manager da Comscore

Brasil, comentou: “Em um cenário em que a atenção do consumidor se distribui entre múltiplas

telas, plataformas e formatos, integrar dados e mensurar audiências tornou-se um dos principais

desafios da indústria de mídia e publicidade. O avanço da tecnologia, especialmente da

inteligência artificial, amplia a complexidade desse ecossistema, ao mesmo tempo em que exige

análises mais precisas, conectadas e comparáveis para decisões de negócio mais eficazes”.

Painel ‘Da descoberta à atenção: Como IA, CTV e experiências ao vivo geram valor para as marcas’,

com Karin Ribeiro (RedeTV), Fabiana Baraldi (Jellyfish), Paulo Planet (LiveMode) e Ricardo Prado (Samsung Ads)

Equipe Comscore: Miriam Uemura, Rosemeire C. Oliveira, Wanea Bazzo,

Thaiany Pereira, Ingrid Veronesi, Bianca Scatamburlo e Rafael Goes

40 25 de maio de 2026 - jornal propmark


Fotos: Alê Oliveira

Thiago Fenolio (Monks) e Lilian Rosseto (AlmapBBDO)

Daniela Genebra (IAB), Raffaella Mifont e Ricardo Prado (Samsung Ads),

Ingrid Veronesi e Rafael Goes (Comscore)

Marcel Corrado (Google) e Leonardo de Pontes (SBT)

Mariana Fonseca e Aline Soares (Globo)

Ingrid Veronesi (Comscore) e Yassue Inoki (Abotts)

Leonardo Cunha (Lola\TBWA), Debora Zanini (CazéTV) e Caio Chaim (Lola\TBWA)

Marcel Corrado (Google), Karin Ribeiro (RedeTV ) e Daniele Almeida (Terra & Vivo Ads)

Gabriela Vieira e Erik Carvalho (Editora Abril)

jornal propmark - 25 de maio de 2026 41


última página

Divulgação

A milha extra

Flavio Waiteman

Aviões e empresas, para derrubar, são necessários

vários fatores em sequência. E, num mercado

dinâmico como o das empresas independentes

de comunicação, é importante ficar de olho

nessas variáveis que podem ser evitadas.

Guardo sempre comigo listas de aprendizados a

partir de erros cometidos como lembrança para não

serem repetidos. Divido aqui um deles com você.

O primeiro item anotado diz respeito a uma qualidade

pessoal que acaba se tornando um hábito coletivo

em casos de sucesso. O “extra-mile” ou a milha

extra.

A expressão em inglês não possui tradução fluente

aqui, pois não usamos milhas como medida. Mas

é como se disséssemos sobre como o quilômetro a

mais a ser percorrido nos traz coisas especiais.

Quais seriam e por quê?

A expressão milha extra vem do Novo Testamento,

em Mateus 5:41, com um ensinamento de Jesus

Cristo. Ele comentou com seus discípulos: se alguém

te obriga a andar uma milha, ande com ele duas. O

contexto histórico torna a expressão brilhante.

Na região ocupada na época pelo Império Romano,

todo soldado tinha o direito, por lei, de obrigar

civis e pessoas comuns a carregar os seus equipamentos

por até uma milha.

Humilhante isso. E Jesus sugere uma ideia simples

que guarda um ato revolucionário e que demonstra

caráter forte para quem o prática e não

aparente fraqueza.

Ao caminhar por livre vontade mais uma milha,

você transforma a imposição do império em escolha

pessoal. É como dar a última palavra. É mostrar

excelência, força, autocontrole e vontade para além

do exigido.

Ele sugere, nesse ato rebelde, que o diferencial

humano começa justamente onde termina a obrigação.

Isso transforma o esforço de algo comum em

memorável.

E todo ato rebelde tem tudo para empolgar os jovens

de espírito. Em qualquer área. A espontaneidade

do ato e sua aplicação transforma o comum em

algo especial.

Vê como isso tem mais a ver com o intrínseco e

formação pessoal do que com direitos e deveres?

Chamamos isso de ética de trabalho. Empresas

com ética de trabalho, que vão além das obrigações

óbvias do modelo 4x1 etc., tendem a ter mais sucesso.

Principalmente onde se trabalha com talentos.

Falo sobre inspiração pessoal e não uma imposição

da empresa. É um fenômeno espontâneo, incontrolável.

Diversos vídeos apresentam esse conceito: de

Kobe Bryan, Oscar e Michael Phelps a Giorgio Moroder,

em seu início de carreira, antes mesmo de criar

a era disco dos sintetizadores.

O “extra-mile”, quando interpretado assim, vira

o extra-ordinary. As principais equipes criativas

possuem isso. Quem quer, de verdade, tem isso no

âmago.

Porém, equipes medianas, sem ambição de

aprender, performar ou entregar, se tornam o ingrediente

principal da receita certa para o fracasso de

empresas.

Alguns indivíduos com esse perfil podem ser decisivos

no sucesso da sua companhia. A autoconfiança

de que só você vai conseguir transformar o problema,

que nem é seu somente, em oportunidade para

o cliente e a sua marca.

O pensamento “Pode parecer difícil, mas para

mim não é impossível” é, geralmente, o caminho a

mais que a gente trilha.

Flavio Waiteman

é sócio e CCO da Tech&Soul

flavio.waiteman@techandsoul.com.br

“Pode parecer

difícil, mas

para mim não

é impossível”

42 25 de maio de 2026 - jornal propmark


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