02.06.2026 Visualizações

REVISTA PÓS-VENDA 129

  • Nenhuma tag encontrada…

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

PUB

N.º129

Junho 2026 - 2€

PERIODICIDADE MENSAL

PUB

TUDO PARA MECATRÓNICA AUTOMÓVEL

WWW.SCCENTRALINAS.COM

PAULO

NEVES

Profissional com 30 anos

ligado à formação e ao

diagnóstico automóvel, diz

que as oficinas associam

a Texa à fiabilidade, à

constante atualização

tecnológica e a um

suporte técnico próximo e

especializado

PUB

C

M

Y

CM

MY

CY

A qualidade está no nosso adn

CMY

K

PUB

ATUALIDADE

A Ovoko opera uma

plataforma digital que

agrega milhões de peças

usadas, com a diferenciação

de ser suportada por um

sistema logístico próprio

OFICINA LEGAL

Em parceria com a Car

Academy trazemos

tudo aquilo que uma

oficina precisa saber

para desempenhar a sua

atividade de forma legal

DOSSIER

Que desafios enfrentam

hoje os retalhistas de

peças? Como se estão

a adaptar às mudanças

no mercado? Qual o

seu futuro?

PUB



PROPRIETÁRIA E EDITORA

ORMP Pós-Venda Media, Lda

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

Nº Contribuinte: 513 634 398

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%

CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

Telemóvel: +351 939 995 128

E.mail: geral@posvenda.pt

www.posvenda.pt

f /revistaposvenda

i /company/revista-pós-venda

DIRETOR

Paulo Homem

paulo.homem@posvenda.pt

REDAÇÃO

Nádia Conceição

nadia.conceicao@posvenda.pt

DIRETORA COMERCIAL

Anabela Machado

anabela.machado@posvenda.pt

GESTOR COMERCIAL

João Abreu

joao.abreu@posvenda.pt

ADMINISTRATIVA

Anabela Rodrigues

anabela.rodrigues@posvenda.pt

FOTOGRAFIA

Micaela Neto

PAGINAÇÃO

Marta Moita

paginacao@posvenda.pt

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

10.000 Exemplares

ISSN

2183-6647

Nº REGISTO ERC

126724

DEPÓSITO LEGAL

399246/15

PERIODICIDADE

Mensal

IMPRESSÃO

DPS – Digital Printing Solutions MLP,

Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511

Agualva Cacém – Tel: 214337000

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

N.º129

Junho 2026

www.posvenda.pt

f revistaposvenda i company/revista-pos-venda

Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt

Sumário

Editorial ...............................................................................................P.03

Tome Nota .........................................................................................P.04

Notícias ..................................................................................................P.06

Oficina Legal

A oficina tem responsabilidades legais

que vão muito além da reparação ..................................................P.18

Viver Elétrico

Baterias NMC e LFP:

diferenças, vantagens e limitações ................................................P.20

Salão

Expomecânica 2026 ................................................................................P.22

Fórum DPAI / ACAP ..............................................................................P.40

Atualidade

Ovoko ..............................................................................................................P.44

Aumovio ........................................................................................................P.48

Vera IB ............................................................................................................P.52

Mercado

Pacec .............................................................................................................P.56

Rodi .................................................................................................................P.60

Oficina do mês

Gocarmat ......................................................................................................P.64

Personalidade do mês

Paulo Neves - Texa ..................................................................................P.66

Dossier

Retalhistas de peças auto ...................................................................P.72

Formação

Tech Tips: Diagnóstico de Redes CAN-BUS Introduzidas .......P.88

Gestão ActionCoach ...............................................................................P.90

Electrão: Técnica na Mobilidade Elétrica ...................................P.92

Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ....................................P.94

EDITORIAL

Mais players para o

aftermarket

O mercado (ao nível do aftermarket)

ibérico, sobretudo o espanhol, está

em permanente convulsão, pelo

menos a atender pelas notícias

que nos chegam diariamente, com

fusões, aquisições, integrações e

outras coisas do género.

Chegou-se a um momento em que

pelos vistos já não existem suficientes

retalhistas, com dimensão e vontade,

para integrar grupos de retalho ou

estruturas semelhantes e, como

tal, a “pesca” está na concorrência.

Adquirir uma estrutura que estava

noutro grupo é uma prática

corrente, potenciando-se assim os

benefícios da integração para ganhar

em termos de economias de escala.

A verdade é que isto não pára e,

alguns grandes players, prevêem

mesmo que daqui a cinco anos o

mercado ibérico seja dominado por

três ou quatro grandes estruturas.

Porém, recentemente, achei

interessante uma notícia que

anunciava que uma empresa

mutualista, ligada aos seguros, tinha

adquirido um grande operador de

peças da região de Madrid.

Sei que existem mais casos destes,

mas não deixa de ser interessante

ver players de outras áreas de

negócio a interessarem-se tanto pelo

aftermarket, tal como já aconteceu

também na repintura auto. E a

verdade é que as seguradoras têm

todo o interesse neste negócio,

pois dele dependem muito,

procurando assim soluções

para reduzir os elevados

custos da reparação.

Paulo Homem

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt

PUB

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR


4 TOME NOTA

Excesso de empresas na atividade 2%

48%

Falta de pessoal habilitado

43%

MAIORES DIFICULDADES NA ATIVIDADE

DADOS INQUÉRITO DE CONJUNTURA ANECRA 2025

50

45 45

Falta de informação técnica 2%

A ANECRA divulgou o seu habitual Inquérito Conjuntura, neste caso com os dados de 2025, ao setor da reparação automóvel, num universo de 42

40

212 empresas. 64% das empresas admitem ter falta de trabalhadores e metade dos inquiridos identifica 40 a escassez de pessoal habilitado como a

Custos de gestão ambiental

34%

principal dificuldade da atividade.

30

culdade no abastecimento de peças 5%

Evolução técnica de viaturas

resas na atividade 2%

Acesso dificil Excesso a formação de empresas 3% na atividade 2%

60

10

pessoal habilitado

50%

ncorrência desleal entre operadores Falta de pessoal habilitado 14%

50%

50

0

nformação técnica 2%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

Falta de informação técnica 2%

40

40

gestão ambiental

34%

Custos de gestão ambiental

34%

30

ecimento de peças 5%

Dificuldade no abastecimento de peças 5%

écnica de viaturas 3%

20

100%

Evolução técnica de viaturas 3%

dificil a formação 3%

10

Acesso dificil a formação

80%

3%

l entre operadores 14%

0

Concorrência desleal entre operadores 14%

Mecânica

0% 20% 40% 60% 80% 100%

60%

0% 20% 40%

57%

60% 80% 100%

de 5 a 8 anos

mais de 8 anos

3%

50%

60

IDADE MÉDIA TRABALHADORES

20

60

Mecânica 45 50 45 Chapa Pintura Recepção

42 45 45

40

40

30

20

10

Chapa Pintura 0

Recepção

Mecânica Chapa Pintura

60

50

100%

40

80%

30

60%

20

40

40%

20%

0%

45 45

100%

11%

2%

até 25%

Não

77

TEM FALTA DE MÃO DE OBRA?

80% 25% a 50% 50% a 75% mais de 75%

60%

57%

30%

42

Dificuldade no abastecimento de peças

57%

100%

Excesso de empresas na atividade 2%

Falta de pessoal habilitado

Falta de informação técnica

Custos de gestão ambiental

IDADE MÉDIA DAS VIATURAS ASSISTIDAS

80%

60% 2%

40%

5%

34%

50%

48%

43%

40% 10

0

20%

0%

Mecânica

2%

até 25%

Evolução técnica de viaturas

40% 30%

Acesso dificil a formação

30%

Chapa Pintura Recepção

11% 20%

Concorrência desleal entre operadores

Sim

11%

135

0%

2%

25% a 50% 50% a 75% mais de 75%

0%

até 25% 25% a 50% 50% a 75% mais de 75%

20% 3%

3%

0%

14%

20%

até 2 anos

40%

9%

de 2 a 5 anos

60%

de 5 a 8 anos

TAXA MÉDIA DE OCUPAÇÃO

80%

mais de 8 anos

100%

100%

OBRAS ABERTAS POR SEMANA

80%

100%

60%

57%

80%

40%

100%

80%

60%

60%

40%

20%

0%

27%

até 10

41%

19%

100%

80% de 10 a 25

60%

de 25 a 75

11%

mais de 75

20%

0%

PREÇO-HORA (SEM IVA)

Em 31/12/2024: 33.12€

Em 31/12/2025: 35.82€

2%

até 25%

11%

30%

25% a 50% 50% a 75% mais de 75%

AUMENTOU OU TENCIONA AUMENTAR

SIM: 74%

NÃO: 26%

Não

77

40%

41%


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 5

Quartz EV3R 10W-40

Reduzir, Reutilizar, Regenerar

www.totalenergies.pt


6

NOTíCIAS

30 ANOS AUTO PEÇAS

Visão de futuro, capacidade

de inovação e proximidade

aos clientes

A Auto Peças comemorou recentemente, nas suas instalações, três décadas de atividade, consolidando-se como

uma das referências do aftermarket automóvel na região centro do país. Visão de futuro, capacidade de inovação

e proximidade aos clientes são os três fatores que marcam a história desta empresa.

TEXTO PAULO HOMEM

Fundada em 1996 por Jorge

Martins, a Auto Peças começou

numa pequena loja, com

recursos limitados, mas com

uma enorme vontade de crescer.

“Começámos com apenas duas pessoas.

A minha mulher fazia as entregas aos

clientes e eu ficava ao balcão no atendimento”,

recorda Jorge Martins, sublinhando

o espírito familiar que sempre

marcou a empresa.

Desde o início, a ambição esteve presente.

Apenas dois anos após a fundação, a

empresa integrou a rede AD, tornando-

-se o primeiro associado do grupo em

Portugal. A decisão revelou-se estratégica,

permitindo à empresa ganhar escala,

melhorar condições comerciais e aumentar

competitividade num mercado cada

vez mais exigente. “Percebi rapidamente

que sozinho seria muito difícil crescer.

Era preciso fazer parte de um grupo para

ganhar dimensão e ter acesso às melhores

condições”, explica o empresário.

O crescimento foi rápido e obrigou a

duas mudanças de instalações, acompanhando

a evolução da operação logística

e comercial da empresa. O verdadeiro

ponto de viragem surgiu com a mudança

para as atuais instalações, inauguradas em

2018. O novo espaço, permitiu multiplicar

a capacidade operacional da empresa,

passando de um armazém de 500 metros

quadrados para uma estrutura com cerca

de 3.500 metros quadrados.

Segundo Jorge Martins, essa mudança

marcou um “antes e depois” na história

da empresa. A expansão geográfica da

carteira de clientes, o aumento da procura

e a entrada em novos mercados,

incluindo alguns negócios de exportação,

obrigaram a pensar numa estrutura

preparada para o futuro. Paralelamente,

a continuidade do projeto familiar ficou

assegurada com a entrada do filho na

empresa, garantindo sucessão e visão de

longo prazo.

Nos últimos anos, a Auto Peças reforçou

ainda mais a aposta em parcerias estratégicas

e na integração em grandes grupos

internacionais. A entrada da Recalvi no

capital da empresa representa um novo

passo nesse caminho, permitindo acesso

a novas marcas, melhores condições comerciais

e maior capacidade competitiva.

A parceria junta-se também à ligação

à Stellantis, reforçando a oferta de peças

originais.

Mas se há área onde Jorge Martins demonstra

especial entusiasmo é na inovação

tecnológica. A empresa tem vindo a

investir fortemente na digitalização de

processos, sistemas de gestão logística,

automatização de atendimento e soluções

baseadas em inteligência artificial.

“Estamos a trabalhar ferramentas de

inteligência artificial que vão revolucionar

a forma como identificamos peças e

atendemos os clientes”, afirma.

Para o empresário, o futuro do aftermarket

passará cada vez mais pela logística,

pela rapidez de resposta e pela utilização

inteligente dos dados. Ainda assim, acredita

que a componente humana continuará

a ser essencial. “A tecnologia ajuda

muito, mas a relação de proximidade

nunca se pode perder. Este continua a ser

um negócio de pessoas”, conclui.


PUBLIREPORTAGEM

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 7

Em parceria com a AIC Germany

A Qualidade Faz a Diferença:

Como é que as oficinas e os distribuidores escolhem as peças

certas para o mercado independente de pós-venda?

As oficinas enfrentam hoje uma pressão crescente: as reparações têm de

ser concluídas rapidamente, os clientes esperam soluções duradouras e as

exigências ao nível da segurança, precisão de encaixe e eficiência de custos

continuam a aumentar. Escolher peças de substituição de elevada qualidade

tornou-se, por isso, uma vantagem competitiva essencial.

Com mais de 50 anos de experiência em componentes automóveis, a AIC

Germany afirmou-se como um parceiro de confiança para o mercado

independente de pós-venda. A empresa disponibiliza mais de 13.500

produtos distribuídos por mais de 100 grupos de produtos, combinando

elevados padrões de qualidade com soluções práticas de reparação.

Para as oficinas, existem cinco fatores especialmente importantes:

Precisão de encaixe

Elevada qualidade dos materiais e do fabrico

Disponibilidade rápida

Facilidade de instalação

Fiabilidade a longo prazo

A qualidade é particularmente essencial em componentes relacionados

com a segurança, como peças de suspensão e direção. É por isso que a

AIC Germany oferece garantias até 5 anos ou 75.000 km em muitos dos

seus produtos.

A par da qualidade, a eficiência também desempenha um papel

fundamental. A ausência de peças individuais ou processos de instalação

complexos fazem perder tempo valioso às oficinas. Com o conceito

“Repair kits. A smart idea!”, a AIC Germany desenvolve soluções

completas de fácil instalação, que simplificam e aceleram os processos

de reparação.

Um exemplo é o smartKIT Steering Knuckle. As mangas de eixo

danificadas são um problema de reparação frequente, causado por

impactos em passeios, buracos na estrada ou corrosão. Dependendo

da aplicação, o kit completo pré-montado inclui componentes como a

manga de eixo, rolamento da roda, cubo da roda, chapa de proteção e

elementos de fixação.

Principais vantagens:

Redução significativa do tempo de instalação

Menor probabilidade de erros de montagem

Melhoria da qualidade da reparação e da segurança do veículo

Reparações mais rápidas e mais económicas

A AIC Germany já disponibiliza mais de 50 kits pré-montados

Steering Knuckle para cerca de 9.500 aplicações automóveis. O

portefólio continua a crescer em linha com as crescentes exigências

do mercado independente de pós-venda.

Atualmente, as peças de substituição de elevada qualidade

representam muito mais do que simples reparações — são sinónimo

de eficiência, segurança e satisfação do cliente a longo prazo.

saiba mais em:

aic-germany.de/en/


8

NOTÍCIAS

NEXUS Iberia nasce para

consolidar mercado ibérico

CRS lança nova polidora

elétrica para uso profissional

A

NEXUS Automotive International

anunciou de forma oficial a criação

da NEXUS Automotive Iberia, a sua

16.ª estrutura regional.

A nova entidade, segundo a NEXUS irá

apoiar novas oportunidades de negócio em

Espanha e Portugal, uma região que constitui

uma prioridade estratégica e apresenta

um forte potencial no setor globalizado do

aftermarket.

O panorama ibérico, fragmentado mas

dinâmico, oferece uma oportunidade para

unir os intervenientes locais, reforçando a

sua competitividade, eficiência operacional

e capacidade de resposta às crescentes exigências

dos clientes. A NEXUS Iberia irá

reforçar a sua presença regional e apoiar as

empresas locais na sua evolução para padrões

internacionais.

A NEXUS Iberia integra seis grandes grupos

de distribuição de peças: AGR, ASER,

HOLYAUTO, SERCA, URVI e RECAL-

VI PARTS (o mais recente a juntar-se à

comunidade N!).

Esta nova estrutura regional tem como objetivo

fomentar o crescimento e a colaboração

para competir num mercado globalizado,

permitindo aos membros N! reforçar a

sua competitividade, eficiência e capacidade

de resposta às exigências do aftermarket.

Os fornecedores N! beneficiam de um acesso

acelerado ao mercado, parcerias locais

reforçadas e uma plataforma estruturada

para um crescimento sustentável na Ibéria.

Gaël Escribe, CEO da NEXUS, afirmou:

“Embora a NEXUS Automotive International

já tenha estabelecido uma forte

presença em Espanha e Portugal através

dos seus membros existentes, a recente integração

da Recalvi funcionou como um

catalisador para formalizar esta colaboração

numa estrutura regional unificada.”

A CRS, marca comercializada em Portugal pela

Carsistema, lançou a Polidora Elétrica EPR 8196,

um equipamento profissional desenvolvido para

aplicações intensivas.

De acordo com a marca, o modelo foi concebido

com um design industrial de elevada robustez,

permitindo funcionamento contínuo sem comprometer

o desempenho. Com um peso de 1,98 kg,

a máquina aposta na ergonomia para reduzir a

fadiga durante utilizações prolongadas, mantendo

um equilíbrio entre conforto e desempenho.

O equipamento integra um sistema de arranque

suave que reduz o impacto inicial e protege os

componentes internos, além de contribuir para

maior segurança durante o uso.

Refira-se ainda que dispõe ainda de velocidade

variável ajustável entre 700 e 3000 rotações por

minuto, com seis níveis de regulação que permitem

adaptar o equipamento a diferentes fases do

polimento, desde o corte ao acabamento.

Pro4matic em expansão

ZF prepara marca TRW para normas Euro 7

A

ZF Aftermarket está a reforçar a

preparação da marca TRW para

a futura regulamentação Euro 7

através de um investimento num novo dinamómetro

interno de emissões de travões

no seu centro de competência de fricção,

em Espanha.

A empresa pretende consolidar a sua posição

no desenvolvimento de soluções para o

mercado pós-venda automóvel, numa altura

em que as futuras normas europeias passam

a incluir também emissões de partículas

provenientes do desgaste dos travões.

A futura norma Euro 7 irá alargar, pela

primeira vez, a legislação de emissões às

partículas libertadas pelos travões. Embora

a regulamentação se aplique inicialmente

apenas a veículos novos, a ZF considera

que o impacto será igualmente significativo

no setor do pós-venda automóvel, exigindo

peças de substituição preparadas

para os novos requisitos.

No centro deste investimento está o ZF

dustIN, um dinamómetro para ensaios de

partículas de travão concebido, desenvolvido

e construído internamente pela ZF.

A plataforma foi criada para responder aos

requisitos atuais da norma UN GTR n.º

24 e manter capacidade de adaptação a futuros

reforços regulamentares.

A ZF Aftermarket afirma estar também

envolvida no desenvolvimento das futuras

normas europeias através da participação

em fóruns técnicos e regulamentares, incluindo

o Particle Measurement Programme

e a CLEPA, a Associação Europeia de

Fornecedores Automóveis. A empresa refere

que acompanha a evolução dos requisitos

Euro 7 enquanto valida e industrializa

soluções destinadas ao mercado.

A Pro4matic prepara-se para iniciar uma nova

fase da sua história com o arranque da construção

da sua segunda unidade logística, um investimento

que permitirá à empresa portuguesa criar

aquele que será o maior armazém da Europa dedicado

exclusivamente a sistemas de suspensão

pneumática.

A nova infraestrutura vai aumentar significativamente

a capacidade operacional da Pro4matic,

permitindo reforçar o stock disponível, melhorar

os tempos de resposta logística e integrar soluções

tecnológicas avançadas para armazenamento

e controlo de qualidade. A empresa

pretende assim consolidar a sua posição como

referência europeia no segmento das suspensões

pneumáticas premium.

A nova unidade permitirá à Pro4matic responder

de forma mais eficaz ao crescimento da procura

internacional, reforçando a capacidade de distribuição

para toda a Europa. A empresa destaca

igualmente que este investimento pretende elevar

os padrões de serviço no aftermarket especializado,

garantindo maior rapidez de entrega e

uma gama ainda mais ampla de referências disponíveis

para oficinas e distribuidores.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 9

º


10

PUB

LIQUI MOLY parceiro oficial do

Campeonato Mundial de Andebol

PRODUTOS DO MÊS

PROBLEMA

Existem mecânicos e técnicos que não se adaptam

ou não gostam de usar luvas tradicionais enquanto

trabalham.

SOLUÇÃO

A LIQUI MOLY dispõe de um produto diferenciador para

quem não gosta de utilizar luvas, criando uma película

nas mãos que evita que a sujidade entre em contacto com

os poros, ao mesmo tempo que permite que a pele respire.

As Luvas Invisíveis (Ref. 3334) protegem as mãos

contra óleos, gorduras, fuligem, tintas, adesivos, pó de

travões, impregnações, entre outros agentes, graças à

sua formulação com elastina. Não contêm silicone.

Com um pH de 5,5, compatível com a pele e testado

dermatologicamente, substituem as luvas tradicionais,

assegurando maior proteção, mais flexibilidade e uma

redução significativa dos resíduos na oficina e dos

respetivos custos.

Devem ser aplicadas antes de iniciar o trabalho ou

após cada lavagem das mãos, sendo posteriormente

removidas com a Pasta Lava-Mãos (Ref. 3363).

Vantagens

• Anti-sujidade

• Testado dermatologicamente

• Protege e cuida da pele

• Neutro para a pele

Óleo em destaque

O Óleo para Caixas de Velocidades de Dupla

Embraiagem 8110 (Ref. 20626 – 5L), à base de óleos

base sintéticos HC e aditivos de elevado desempenho,

apresenta características de fricção estáveis e assegura

uma excelente qualidade de passagem de velocidades,

mesmo em condições térmicas extremas. É indicado

para utilização em caixas de dupla embraiagem de

diversos fabricantes, como Audi, BMW, Citroën, Jaguar,

Mercedes-Benz, Mitsubishi, Peugeot, Porsche, Seat,

Škoda, VW, ZF, entre outros.

FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM

www.liqui-moly.com

Mantendo o seu enorme apoio ao desporto

em geral, a LIQUI MOLY

é parceiro oficial do Campeonato

Mundial de Andebol Masculino da IHF 2027.

Após o Campeonato Europeu que teve lugar

este ano, a LIQUI MOLY continua a apostar

no andebol internacional em 2027. O especialista

alemão em óleos e aditivos é o patrocinador

oficial do 30.º Campeonato Mundial

FARE oferece mais de

600 kits de foles de transmissão

A

FARE disponibiliza ao mercado uma

gama de kits de foles de transmissão

que afirma como estratégica pela sua

amplitude, fiabilidade e adaptação ao parque

automóvel atual, marcado pela coexistência

de motores térmicos, híbridos e por uma utilização

mais intensiva em períodos de maior

mobilidade.

A marca lembra que a transmissão é um dos

sistemas sujeitos a maior desgaste nos veículos,

Num minuto...

A B-Parts encerrou 2025 com um

crescimento de 51% face ao ano anterior,

alcançando o melhor desempenho da sua

história e estabelecendo um novo recorde

de atividade.

Masculino de Andebol da IHF. A competição

terá lugar na Alemanha em janeiro do próximo

ano.

O andebol é parte integrante das campanhas

publicitárias da LIQUI MOLY desde 2019.

Tal como nos torneios anteriores, o logótipo

azul e vermelho será quase omnipresente,

desta vez com o novo slogan da marca: “FOR

THE DRIVERS”. Durante as 112 partidas do

Mundial, terá lugar de destaque nos pavilhões

de Munique, Estugarda, Kiel, Magdeburgo,

Hanôver e Colónia.

Tradicionalmente, a LIQUI MOLY tem

uma forte presença no desporto motorizado,

com destaque atualmente na Fórmula 1, na

Moto2, bem como com a equipa BLACK

FALCON na série de longa distância do Nürburgring

(NLS) e na lendária corrida das 24

Horas no Eifel.

O Campeonato do Mundo terá início a 13

de janeiro em Munique, sendo que Portugal

já está apurado. A final irá realizar-se a 31 de

janeiro em Colónia.

o que torna essencial para os distribuidores

dispor de soluções fiáveis e com elevada cobertura,

capazes de responder às necessidades

diárias das oficinas e evitar incidências que

possam gerar custos adicionais ou comprometer

a confiança dos clientes.

Com mais de 600 kits de foles de transmissão

e cobertura para mais de 80.000 aplicações, a

FARE assegura resposta tanto para os veículos

ligeiros mais comuns como para modelos

menos frequentes, e indica que esta estratégia

tem como objetivo reduzir tempos de espera

no fornecimento e garantir maior disponibilidade

de produto no canal de distribuição.

Para os distribuidores, a marca indica que esta

oferta se traduz numa gama ampla e testada,

com referências concebidas para condições

reais de utilização, numa cobertura em crescimento

alinhada com o parque circulante,

numa redução de incidências em montagem e

num aumento da satisfação das oficinas, contribuindo

para fortalecer relações comerciais e

consolidar o posicionamento da marca.

A Stellantis inaugurou o seu terceiro

Centro Mundial de Desmantelamento

de Veículos em Casablanca, Marrocos,

no seguimento da sua estratégia de

Economia Circular.

INFORMAÇÕES

info.iberia@liqui-moly.com


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 11

RPA com nova

identidade visual

A RPA assinalou o seu 29.º aniversário, apresentando

um rebranding da marca e um novo

logótipo.

De acordo com a empresa, a renovação da

identidade visual surge como um passo alinhado

com a visão de futuro da empresa,

mantendo os valores e a confiança construídos

ao longo de quase três décadas de atividade.

Segundo a RPA, a inovação tem sido

um dos pilares da sua identidade desde o primeiro

dia, orientando a forma como encara os

desafios e as exigências do mercado.

A nova imagem da marca apresenta-se com

uma abordagem mais moderna e atual, acompanhando

a evolução da empresa e reforçando

a vontade de continuar a crescer e a adaptar-se

às novas tendências do setor.

“O novo rebranding reflete a vontade contínua

de inovar, crescer e acompanhar as novas

exigências do mercado”, refere a empresa,

sublinhando que a mudança mantém a essência

que tem marcado o percurso da RPA ao

longo dos últimos 29 anos.

CONSELHOS OFICINAIS

BY GTAVA

A Organização oficinal

Ordem de Reparação (IX)

Pagamento

Após a emissão da fatura, que deve ser clara

e completamente explicada ao cliente, deve

então solicitar-se o respetivo pagamento.

Este pagamento deve ser realizado antes da

restituição do veículo exceto se o cliente em

questão tiver algum tipo de crédito concedido

pelo reparador ou qualquer outro tipo de pagamento

previamente acordado entre as partes.

Caso não exista a possibilidade de pagamento

ou a sua recusa por parte do cliente, o reparador

tem o direito de reter o veículo até

ao pagamento integral da fatura (Direito de

Retenção).

Em reparações de elevado custo, de forma

a reduzir o risco de falta de pagamento, o

reparador pode exigir um sinal de montante

proporcional ao valor da reparação, desde que

o cliente tenha sido informado previamente

aquando da abertura da Ordem de Reparação.

Hoje é comum existirem várias peças de conteúdo

elétrico ou eletrónico cuja codificação

em função do VIN do veículo é exigida pelas

marcas. Estas peças uma vez codificadas não

poderão ser utilizadas noutro veículo que não

aquele para que foi codificada, o que nestes

casos faz todo o sentido o sinal ou pagamento

prévio, integral, das peças necessárias à

reparação do veículo.

O reparador deve informar o cliente da finalização

dos trabalhos, tendo o veículo de ser

levantado no prazo de 72 horas.

Casos em que o cliente não levante o veículo

neste período, o reparador pode informar o

cliente que lhe poderão ser imputados custos

de ocupação de espaço durante o período,

para além das 72 horas, desde que os valores

para tal estejam devidamente expostos para

informação aos clientes.

Caso estas condições existam no clausulado

das condições de reparação na Ordem de

Reparação, não será necessária esta informação,

desde que a Ordem de Reparação esteja

devidamente assinada pelo cliente.

Paulo Quaresma

GTAVA.PT

INDASA renova parceria

com o Caramulo

Experience Center

A INDASA renovou a parceria com o Caramulo

Experience Center, mantendo-se como

parceiro fundador e dando continuidade a

uma colaboração centrada na inovação, na

formação e no desenvolvimento técnico na

área da repintura automóvel.

A parceria permite que os sistemas e soluções

da INDASA continuem a integrar projetos

reais de restauro desenvolvidos no Caramulo

Experience Center, criando condições

para testar processos, validar aplicações

técnicas e contribuir para a melhoria contínua

dos padrões de qualidade da indústria.

A colaboração aproxima a inovação de produto

da aplicação prática em contexto real, promovendo

a partilha de conhecimento técnico

e o contacto direto com projetos de elevada

exigência, onde a precisão, a consistência e a

eficiência assumem um papel determinante.

Car Academy lança TechMaster V2

A

Car Academy, empresa portuguesa

especializada em formação e consultoria

para o setor automóvel, acaba

de anunciar o lançamento do TechMaster

V2, um sistema de suporte técnico e desenvolvimento

operacional criado para donos e

gestores de oficinas que querem crescer com

método, processos e acompanhamento especializado.

A versão 2, agora lançada, representa uma

evolução significativa do produto, com uma

estrutura de três níveis progressivos e um add-on

de operações remotas, desenhada para

acompanhar a oficina em qualquer fase do

seu desenvolvimento.

O TechMaster V2 organiza-se em três níveis

de subscrição, cada um com foco e âmbito

distintos:

• Base (Produtividade imediata): Suporte

técnico especializado, acesso à Carpedia, formação

online, 16h de formação presencial e

atualizações técnicas contínuas.

• Pro (Organização operacional): Junta o

nível e acrescenta a mentoria em grupo, definição

de KPIs, implementação de processos

(receção, orçamentação, fluxo de trabalho) e

templates de gestão oficinal.

• Elite (Transformação completa): Aos dois

níveis anteriores acrescenta o diagnóstico

inicial da oficina, plano de implementação

personalizado, acompanhamento no terreno

com envolvimento direto da equipa e monitorização

contínua de KPIs.

Disponível como add-on transversal a todos

os níveis, o TechMaster Remote permite a

execução de programações, codificações e

atualizações de software diretamente na viatura,

através de uma interface físico de ligação

e acesso à plataforma de operações remotas

da Car Academy, com compatibilidade

para múltiplas marcas e sistemas.

O TechMaster V2 está disponível para subscrição

através do website oficial da Car Academy.

Os interessados podem aceder à landing

page (https://techmaster.caracademy.

pt) do produto para conhecer os detalhes de

cada nível, comparar funcionalidades e iniciar

o processo de adesão.


12

NOTÍCIAS

ICER reforça oferta de pastilhas

de travão para “chineses”

Com a chegada de cada vez mais marcas

chinesas ao mercado ibérico, a ICER

passou a ter uma reposta mais consistente

em termos de pastilhas de travão compatíveis

com essa tipologia de veículo.

As marcas de origem chinesa instalaram-se

em Espanha e Portugal de forma definitiva,

aumentando a sua presença ao longo dos últimos

anos até registarem cerca de 120.000

unidades matriculadas em 2025: cerca de

10% do total de automóveis matriculados.

São mais de vinte as marcas automóveis de

origem chinesa que já operam em Espanha

e Portugal, esperando-se, por exemplo, para

este ano, que cheguem mais algumas.

Perante a chegada cada vez mais relevante

de veículos destas marcas, o fabricante espanhol

ICER conta com uma completíssima

gama de pastilhas de travão compatíveis

com veículos de marcas de origem chinesa:

cerca de 400 referências com as quais cobre

a maior parte dos veículos deste segmento

de mercado.

No seu catálogo online, a ICER oferece de

forma simples as correspondências com as

referências OE em cada uma das suas aplicações,

assim como os produtos homólogos

também no mercado IAM. Uma plataforma

onde podem ser consultadas as medidas

e as aplicações de todos os seus produtos.

Mewa prepara empresas

para nova fase da norma

ISO 9001

Meyle lança novos

amortecedores para Tesla Model Y

A

Meyle anunciou o lançamento de

um novo conjunto de amortecedores

desenvolvido para o Tesla Model

Y, alargando a sua oferta já existente para o

Tesla Model 3.

Os novos amortecedores apresentam características

de amortecimento otimizadas,

permitindo absorver irregularidades da estrada

de forma mais eficaz do que os componentes

de origem. Testes independentes

realizados pela Dekra confirmam uma

maior resistência ao esforço na forquilha

do amortecedor. A melhoria no equilíbrio

do amortecimento contribui também para

reduzir o desgaste de outros componentes

da suspensão, como braços de controlo e

rolamentos.

Para garantir desempenho consistente, mesmo

em temperaturas reduzidas, os amor-

tecedores utilizam um revestimento anticorrosão

por imersão catódica e um óleo

desenvolvido para manter a eficácia em

condições de frio. A estrutura reforçada e

a haste do pistão de 16 mm aumentam a

durabilidade em cenários exigentes.

A instalação foi igualmente otimizada através

de um design frontal em duas peças com

formato em C, adaptado às especificidades

do Model Y. A marca indica que esta configuração

permite a montagem lateral, evitando

as limitações de espaço impostas pelo

veio de transmissão, ao contrário da peça

original. A inclusão de materiais de montagem

e ferramentas específicas contribui para

reduzir o tempo de intervenção em oficina.

Os amortecedores são compatíveis com todas

as versões do Model Y e estarão disponíveis

a partir de maio.

A Mewa posiciona-se como parceira das empresas

na adaptação às novas exigências da

norma internacional de gestão da qualidade ISO

9001:2026, cuja entrada em vigor está prevista

para setembro.

A nova versão da norma deverá atribuir maior

importância à resiliência das cadeias de abastecimento

e à proteção do clima, levando as empresas

a reavaliar os seus processos e fornecedores.

Neste contexto, a Mewa destaca o seu sistema

reutilizável de panos de limpeza industriais como

uma solução alinhada com os novos critérios de

qualidade e sustentabilidade. A empresa garante

o fornecimento contínuo de panos limpos através

de um serviço completo de recolha, lavagem

e entrega, apoiado por uma cadeia de abastecimento

curta e considerada fiável. A empresa

refere ainda que assegura elevados padrões de

qualidade através de produção de alta tecnologia

e controlo especializado.

A preocupação ambiental passou a integrar formalmente

os objetivos da empresa em 1980,

quando Gabriele Gebauer, neta do fundador, assumiu

a direção da empresa. A Mewa tornou-se

ainda pioneira no setor ao obter, em 1992, a certificação

ISO 9001 para o seu sistema de vestuário

profissional a nível europeu. O sistema de

panos de limpeza recebeu a mesma certificação

em 1995. Desde 2016, a empresa está também

certificada segundo a norma de gestão de energia

ISO 50001.

Num minuto...

A Nexen Tire anunciou que o

seu pneu desportivo premium

N’Fera Sport foi selecionado como

equipamento original para o novo

BMW iX3 de 2025.

A empresa JMCS recebeu o Estatuto de

PME Líder 2025, distinção atribuída pelo

IAPMEI às pequenas e médias empresas

nacionais que demonstram desempenho

superior e solidez financeira.

A SKF anunciou que a

futura empresa resultante

da separação da sua divisão

automóvel deverá chamar-se

SKF Vertevo.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 13


14

NOTÍCIAS

Dica Ambiental by

Eco -Partner

REGULAMENTO EUROPEU DE

EMBALAGENS

O Regulamento (UE) 2025/40 surge no âmbito

da estratégia europeia para a economia circular

e tem como principal objetivo promover a redução

do impacto ambiental das embalagens,

através da prevenção da produção de resíduos,

do aumento da reutilização, da reciclabilidade e

da incorporação de matérias-primas recicladas.

Importa referir que vários aspetos do regulamento

permanecem dependentes de atos

de execução, orientações técnicas e esclarecimentos

complementares por parte das

autoridades competentes, motivo pelo qual

se prevê uma evolução gradual da interpretação

e aplicabilidade prática de determinados

requisitos.

Na prática, a partir de 12 de agosto de 2026,

os importadores e distribuidores que efetuam

a compra e venda de produtos embalados

deverão garantir, entre outros aspetos, que:

1. Reportam e liquidam o “eco-valor” relativo

às embalagens dos produtos importados que

são desembaladas em Portugal e que não

seguem para o cliente final;

2. Solicitam ao fabricante das embalagens,

nacional ou internacional, uma Declaração

de Conformidade UE que comprove que as

embalagens cumprem os requisitos aplicáveis

do regulamento;

3. O Fabricante ostentou na embalagem um

número de tipo, de lote ou de série, ou outros

elementos que permitam a sua identificação;

4. Os fabricantes indicam, na embalagem ou

num documento que a acompanhe, o seu nome,

denominação comercial registada ou marca

registada, bem como a respetiva morada e

endereço de e-mail;

5. Os importadores indicam, na embalagem

ou num documento que a acompanhe, o seu

nome, denominação comercial registada ou

marca registada, bem como a respetiva morada

e endereço de e-mail;

Adicionalmente, o regulamento estabelece

ainda que determinados rótulos dos pneus

deixam de ser considerados embalagens.

Em caso de incumprimento, Portugal deverá,

até 12 de fevereiro de 2027, estabelecer as

sanções aplicáveis.

Eco-Partner SA,

o seu parceiro no Ambiente…

3M lança nova gama

de abrasivos de malha

A 3M apresentou uma nova gama de abrasivos

de malha 3M Hookit Azul, desenvolvida para os

profissionais de reparação automóvel, desenvolvida

para oferecer durabilidade e uma elevada

capacidade de extração de pó.

A marca indica que os novos produtos incluem

discos e tiras em rolo e destinam-se a melhorar a

eficiência e a qualidade dos trabalhos de lixagem

em oficinas de carroçaria.

Os abrasivos foram concebidos com uma mistura

exclusiva de minerais cerâmicos e óxido de alumínio,

integrados numa estrutura de malha aberta

que permite otimizar a remoção de partículas

durante o processo de lixagem.

Segundo a empresa, a combinação de materiais e

a otimização da fixação ao suporte de malha permite

alcançar até 95 % de extração de pó e reduzir

a acumulação de resíduos durante o lixamento

de diferentes superfícies, incluindo massas e revestimentos.

Os produtos estão disponíveis em

várias dimensões e granulometrias, entre 80 e

400, com opções de discos de 203 mm, 150 mm e

75 mm, bem como tiras em rolo de 10 metros com

larguras de 70 mm e 115 mm.

Roberlo lança serviço de

consultoria para oficinas

A

Roberlo lançou um novo serviço de

consultoria profissional dirigido às

oficinas da Península Ibérica, com

o objetivo de aumentar a rentabilidade, a

eficiência operacional e a capacidade de

gestão baseada em dados.

A iniciativa marca uma nova etapa na

estratégia da marca, que passa a complementar

a oferta de produtos para reparação

automóvel com soluções de acompanhamento

especializado para oficinas.

A empresa apresenta dois planos distintos

de consultoria adaptados a diferentes níveis

de maturidade dos negócios. O plano “Roberlo

Smart”, de caráter básico, centra-se

na gestão operacional diária das oficinas,

incluindo controlo de faturação, gestão de

colaboradores, acompanhamento de ordens

de reparação, CRM integrado e monitorização

de processos em tempo real.

A solução foi concebida para oficinas que

pretendem digitalizar e organizar a sua atividade

sem interromper as operações.

Já o plano “Roberlo Advance Check”, de

nível premium, aposta numa análise avançada

da rentabilidade através de métricas

e indicadores de desempenho em tempo

real. A plataforma inclui cálculo do ponto

de equilíbrio da oficina, análise comparativa

entre desempenho real e potencial,

projeções financeiras, controlo do benefício

antes de impostos e planos de ação

personalizados para diferentes áreas do

negócio. O serviço prevê ainda acompanhamento

contínuo e revisões periódicas.

A Roberlo explica que o projeto nasce da

constatação de que muitas oficinas operam

abaixo do seu potencial devido à reduzida

digitalização e à ausência de ferramentas

de análise de desempenho.

Next Go já conta com

validação fiscal em Portugal

A Service Next obteve a validação oficial da administração

fiscal portuguesa para a sua solução Next

Go. Esta aprovação permite operar com total garantia

no país e representa um passo relevante na sua

consolidação no mercado europeu.

Com esta validação, a empresa reforça a sua capacidade

de adaptação a ambientes regulamentares

exigentes e disponibiliza aos reparadores e distribuidores

uma solução alinhada com os padrões fiscais

locais. O Next Go posiciona-se como uma solução

preparada para operar em contextos complexos, garantindo

segurança e continuidade na gestão diária.

Este avanço reforça o posicionamento da Service

Next num contexto em que a adaptação normativa

continua a ser uma barreira real para muitas soluções

tecnológicas. A validação em Portugal funciona

como um claro sinal de confiança para clientes

e parceiros que necessitam de operar sob critérios

rigorosos de controlo e conformidade.

A partir deste momento, a empresa passa a focar-se

no desenvolvimento do mercado português, com o

objetivo de consolidar a sua rede de distribuição e

aumentar a adoção do Next Go nos reparadores do

país. A validação não só permite a operação, como

abre uma nova fase de crescimento comercial assente

numa base já preparada.


NASCIDO NA

ESTRADA

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 15

COMPROVADO

EM PISTA

Nascido na estrada, comprovado em pista não é apenas um slogan - é a

base da nossa credibilidade.

Desde o apoio aos primeiros automóveis de grande produção, como o

Austin 7, até às aplicações de alto desempenho que chegaram às mais

exigentes competições internacionais já em 1926, a Ferodo sempre utilizou

ambientes extremos para aperfeiçoar o desempenho e a consistência da

travagem.

A verdadeira confiança na travagem não se proclama. Põe-se à prova.

Ferodo® é uma marca registada da Tenneco LLC ou de uma ou mais das suas afiliadas, em um ou mais países.

O O C O


16 NOTÍCIAS

OPINIÃO

Aquilo que está a acontecer em muitas oficinas

não é uma decisão consciente de não avançar. É

apenas a falsa sensação de que ainda há tempo.

A agenda sempre cheia… os elevadores sempre

ocupados… E isso cria a ideia de que está tudo

bem e que evoluir pode ficar para depois.

Mas, enquanto muitas oficinas vão dizendo “depois

vemos”, os clientes vão mudando de carro,

o renting cresce e está a trazer para as estradas

veículos mais recentes, mais tecnológicos e eletrificados.

Todos estes clientes já procuram oficinas

que estejam devidamente preparadas. As que não

estão, sem se aperceberem, começam a perder

clientes que, simplesmente, deixam de voltar.

Amortecedores febi

chegam ao aftermarket

A OFICINA QUE ESPERA…

JÁ COMEÇOU A PERDER

Durante anos, o setor da reparação automóvel

viveu relativamente confortável dentro de um

modelo previsível. Entravam carros de combustão,

fazia-se manutenção, diagnóstico, reparação e

o negócio seguia o seu curso. Mas o mercado

mudou. E continua a mudar a uma velocidade

que muitos ainda subestimam.

Hoje, a grande questão já não é se a eletrificação

vai chegar às oficinas. Ela já chegou.

A verdadeira questão é outra: quando é que cada

oficina vai decidir preparar-se?

E é precisamente aqui que reside um dos grandes

desafios do setor independente.

Há muitas oficinas cujos proprietários andam

consumidos com a gestão diária da agenda e

ainda não conseguiram priorizar a formação para

intervir em viaturas eletrificadas, nem adaptaram

o seu espaço para trabalhar neste tipo de viaturas.

Não dizem que não, mas também ainda não

disseram que sim. Vão adiando.

Não há conflito. Não há aviso. Não há uma

quebra abrupta. Há silêncio. E é exatamente isso

que torna esta transformação perigosa. Porque

a perda é discreta e vai acontecendo devagar…

Ao mesmo tempo, as oficinas que não evoluem

ficam progressivamente dependentes de veículos

mais antigos, de menor valor e de clientes mais

sensíveis ao preço.

Enquanto isso, as oficinas que decidiram preparar-se

cedo estão a construir outra realidade.

Não começaram porque já tinham muito trabalho

em veículos eletrificados. Começaram porque

perceberam que a preparação demora tempo.

Perceberam que formar equipas, adaptar processos,

investir em segurança e ganhar confiança

técnica não se faz de um dia para o outro. E quem

começa hoje ganha algo fundamental: tempo

para evoluir sem pressão. Além disso, descobre

rapidamente que esta transformação não é apenas

tecnológica. É uma mudança profunda no modelo

de negócio. A oficina vai-se posicionando para

não depender tanto da substituição de componentes

e começa a gerar mais valor através de

conhecimento, diagnóstico e especialização. Atrai

e fideliza clientes com veículos mais recentes.

Clientes mais exigentes, mas também que valorizam

mais a qualidade e estão dispostos a

pagar por ela.

A febi, marca do bilstein group, anunciou a expansão da

sua gama de produtos para o aftermarket com a introdução

de amortecedores para veículos ligeiros.

A marca indica que os novos amortecedores foram

desenvolvidos especificamente para o aftermarket,

com o objetivo de responder às necessidades reais

das oficinas, combinando desempenho equivalente ao

equipamento original, precisão de encaixe e qualidade

consistente.

Segundo a febi, o desenvolvimento destes componentes

assenta numa abordagem de engenharia já estabelecida.

Cada amortecedor é submetido a testes rigorosos e

a um processo de aprovação de três fases, garantindo

um comportamento de amortecimento estável, controlo

preciso e conforto de condução duradouro. Esta exigência

traduz-se também numa instalação mais fiável e

numa redução potencial de devoluções.

A nova gama arranca com mais de 500 referências,

cobrindo atualmente mais de 60.000 aplicações para

veículos ligeiros e comerciais ligeiros. Com base em

dados OE e num processo contínuo de expansão, a

febi assegura a rápida introdução de novas referências,

mantendo a oferta atualizada face aos modelos mais

relevantes do mercado global.

Além do desempenho, a marca destaca também a

atenção dada à experiência em oficina. O design de nível

OE, a identificação clara dos produtos e o acesso ao

catálogo partsfinder através de código QR visam simplificar

o trabalho diário dos profissionais.

Norauto assinala 30 anos em

Portugal com celebração interna

A Norauto Portugal assinalou 30 anos de

presença no país com a realização de dois

eventos que reuniram cerca de 700 participantes,

entre colaboradores, parceiros e clientes,

no Porto e em Lisboa.

As iniciativas decorreram sob o mote “30

anos juntos” e implicaram a interrupção da

operação de todos os centros da marca, permitindo

a participação integral das equipas

nos momentos de celebração.

As comemorações tiveram início em Vila

Nova de Gaia, local onde foi inaugurado o

primeiro centro da empresa em Portugal em

1996. Em Lisboa, o evento contou com a

Preparar uma oficina para veículos eletrificados

não é apenas uma questão técnica. É uma decisão

estratégica e decisiva no contexto da manutenção

e reparação automóvel da atualidade. Quem não

decide avançar… já está a decidir ficar para trás.

Raquel Marinho

presença de responsáveis do Grupo Mobivia,

incluindo Romain Sartorius, diretor geral,

Jean-Michel Gambini, presidente da Norauto

Portugal, e Laurent Billery, CEO da Norauto

Portugal, que participou em ambas as

iniciativas, reforçando a relevância estratégica

das equipas e a visão de futuro da empresa.

A celebração incluiu também momentos de

reconhecimento interno, com a atribuição

de recompensas a colaboradores sorteados.

Em Lisboa, foi destacado o percurso de Evelino

Magalhães, colaborador com 30 anos de

antiguidade na empresa, numa homenagem

associada à história da marca no país.

Nova gama de

travagem NAPA

A NAPA apresentou uma gama alargada de sistemas

de travagem para o mercado de pós-venda automóvel,

focada na segurança, no conforto e na eficiência.

A marca indica que as pastilhas e discos de travão foram

desenvolvidos com base em processos rigorosos

de fabrico e ensaio, assegurando um desempenho consistente

em diferentes contextos de condução, desde o

ambiente urbano até à utilização em estrada.

Entre as soluções técnicas adotadas encontram-se

pastilhas direcionais que promovem um desgaste uniforme

e reduzem vibrações, chapas com revestimento

anticorrosão que facilitam o movimento e chanfros nas

extremidades que contribuem para a diminuição do ruído

durante a travagem.

Os componentes incorporam ainda adesivos sem

solventes e tratamentos térmicos específicos, com o

objetivo de melhorar o assentamento das pastilhas e

reduzir o impacto ambiental. A marca aposta também

em sistemas de redução de ruído, vibração e aspereza,

recorrendo a lâminas multicamada e formulações

avançadas que minimizam chiados e vibrações, problemas

frequentemente associados a produtos de menor

qualidade no mercado de pós-venda.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 17


18

OFICINA LEGAL

O QUE MUDOU QUANDO CRIOU A SUA EMPRESA

E O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA QUANDO ALGO CORRE MAL

A oficina tem

responsabilidades legais

que vão muito além da

reparação

Quando um técnico abre uma oficina, a sua atenção está - compreensivelmente - nos carros. Nos diagnósticos,

nas reparações, no cliente que está à espera. O que raramente ocupa o mesmo espaço mental é a entidade

jurídica que criou para exercer essa atividade. Essa entidade - seja uma sociedade por quotas, uma empresa em

nome individual ou qualquer outra forma - tem vida própria. Tem obrigações. E tem responsabilidades que podem

recair sobre o seu titular de formas que muitos desconhecem até ao momento em que é tarde demais.

CONTEÚDO DESENVOLVIDO A PARTIR DA FORMAÇÃO OFICINA LEGAL, REALIZADA PELA CAR ACADEMY

1/9 SÉRIE

Este artigo é o primeiro de uma

série dedicada à conformidade

legal das oficinas de reparação

automóvel em Portugal. Não é

um texto jurídico - é um texto

para quem gere uma oficina e quer

perceber o que está em jogo quando as

coisas correm mal.

A EMPRESA COMO

ENTIDADE SEPARADA

O primeiro conceito a compreender é

que uma empresa - mesmo que seja só

você - não é a mesma coisa que você.

Quando constituiu a sua sociedade,

criou uma entidade jurídica distinta,

com o seu próprio NIF, o seu próprio

património e as suas próprias obrigações.

Na maioria dos casos, isso protege-o: as

dívidas da empresa não são automaticamente

as suas dívidas pessoais.

Mas esta separação funciona nos dois

sentidos. Se a empresa tem responsabilidades

- e tem - é a empresa que as tem de

cumprir. E se não as cumprir, as consequências

recaem sobre a empresa primeiro.

E, em determinadas circunstâncias,

sobre si.

O que muda quando a atividade é exercida

em nome individual (ENI)? Essencialmente

tudo: neste caso não existe

A empresa não

é o mesmo

que o seu

dono — e essa

distinção tem

consequências

muito concretas

quando algo

corre mal.

separação entre o património profissional

e o pessoal. Uma dívida da oficina é

uma dívida do empresário. Uma coima

aplicada à atividade afeta diretamente o

seu bolso. É um regime mais simples de

constituir - e mais exposto em caso de

problemas.

TRÊS TIPOS DE RESPONSABILIDA-

DE QUE COEXISTEM

Quando algo corre mal numa oficina, a

responsabilidade pode assumir três formas

distintas - e é importante perceber

que estas não se excluem mutuamente.

Um mesmo facto pode originar consequências

em todas as três frentes em

simultâneo.

Responsabilidade civil: é a obrigação

de reparar os danos causados a terceiros.

Se a oficina faz uma reparação deficiente

e o veículo avaria na autoestrada, causando

um acidente, o cliente pode exigir

indemnização pelos danos. Se um trabalhador

se magoa nas instalações por


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 19

falta de condições de segurança, tem direito

a ser compensado. A responsabilidade civil

nasce sempre que há um dano e um nexo

de causalidade entre esse dano e a atividade

da empresa.

Não há atalhos para

a conformidade. Mas

há um caminho — e

começa por saber

onde se está.

O QUE VERIFICAR NA SUA EMPRESA - RESPONSABILIDADES LEGAIS

A forma jurídica da empresa (sociedade por quotas, ENI, etc.)

está clara e as implicações de responsabilidade são conhecidas.

A empresa tem seguro de acidentes de trabalho

válido para todos os trabalhadores por conta de outrem.

Existe um contabilista ou advogado de referência

para questões laborais, fiscais e de conformidade.

O gerente ou administrador conhece os domínios em que pode responder

pessoalmente por obrigações da empresa (responsabilidade tributária subsidiária).

Está identificada a entidade fiscalizadora responsável por cada

área de atividade da oficina (ACT, ASAE, IGAMAOT, AT, CNPD).

Existe consciência de que uma coima pode ser aplicada

mesmo sem dano — a mera violação da norma é suficiente.

Responsabilidade contraordenacional: é a

que resulta da violação de normas administrativas.

Não ter preçário afixado, não comunicar

a admissão de um trabalhador à Segurança

Social, não ter o registo ambiental em

dia - todas estas situações podem originar

coimas. As coimas são aplicadas por entidades

como a ACT (condições de trabalho), a

ASAE (direitos do consumidor e afixações),

a IGAMAOT (ambiente) ou a AT (faturação).

Não é necessário que haja qualquer

dano para que uma coima seja aplicada -

basta a violação da norma.

Responsabilidade criminal: é a mais grave

e a menos frequente, mas existe. Pode ser

desencadeada, por exemplo, por um acidente

de trabalho mortal em que se demonstre

que o empregador negligenciou de forma

grave as condições de segurança, por fraude

fiscal ou por outros comportamentos que a

lei tipifica como crime. Neste caso, a responsabilidade

pode recair diretamente sobre

o gerente ou administrador - não apenas

sobre a empresa.

QUEM RESPONDE,

QUANDO A EMPRESA NÃO PODE

Uma das questões mais sensíveis - e menos

compreendidas - é a da responsabilidade

pessoal do gerente ou administrador. Em

Portugal, existe um conjunto de situações

em que a lei permite que a responsabilidade

tributária da empresa seja transferida para

o seu representante legal: quando o gerente

praticou atos que originaram a dívida,

quando o insuficiente pagamento resulta de

culpa sua, ou quando teve a gestão efetiva da

empresa no período em causa.

Na prática, isto significa que uma dívida fiscal

ou contributiva da oficina pode acabar

por ser cobrada ao seu gerente pessoalmente

- mesmo que a empresa seja uma sociedade

com responsabilidade limitada. A proteção

que a forma societária oferece não é absoluta.

Para além da responsabilidade tributária,

O QUE MUITOS NÃO SABEM

As coimas contraordenacionais podem ser

aplicadas mesmo sem que exista qualquer

vítima ou dano concreto. A mera violação

da norma - não ter o horário afixado, não

entregar o Relatório Único, não ter a avaliação

de riscos atualizada - é suficiente.

E em muitos casos, o valor das coimas é

proporcional à dimensão da empresa: uma

coima que parece modesta para uma grande

empresa pode ser ruinosa para uma PME.

existe também a responsabilidade laboral.

Se a empresa não tiver seguro de acidentes

de trabalho e um trabalhador se magoar, o

empregador responde diretamente por todos

os encargos de reparação - sem limite

de valor. Este é, provavelmente, o risco mais

imediato e mais tangível para a generalidade

das oficinas.

OS ERROS MAIS COMUNS

E O QUE REVELAM

Ao longo de anos de formação e consultoria

com proprietários de oficinas, identificámos

um padrão recorrente: a maioria dos problemas

legais não nasce de má-fé. Nasce de

desconhecimento. De alguém que montou

o negócio focado no que sabe fazer - reparar

carros - e foi adiando a regularização de

tudo o resto.

Os erros mais frequentes são também os

mais fáceis de prevenir: trabalhadores sem

contrato escrito, resíduos de óleo sem destino

documentado, técnicos a intervir em

sistemas de ar condicionado sem a certificação

exigida, preçários em falta na receção,

ausência de avaliação de riscos. Nenhum

destes problemas exige um investimento

significativo para ser resolvido. Exigem apenas

que alguém os identifique - e aja.

A série de artigos que aqui começa percorre,

um a um, os domínios de conformidade

legal que qualquer oficina de reparação automóvel

tem de ter em ordem: do licenciamento

à gestão ambiental, dos gases fluorados

à segurança no trabalho, dos direitos do

consumidor às obrigações laborais. Em cada

artigo, o objetivo é o mesmo: tornar claro o

que existe, o que é exigido, e o que acontece

quando não é cumprido.

Base legal: Código Civil, arts. 483.º e ss.-

Responsabilidade civil. Código das Sociedades

Comerciais, art. 78.º - Responsabilidade dos

gerentes. Lei Geral Tributária, art. 24.º -

Responsabilidade subsidiária dos gestores. Lei

98/2009 - Regime de reparação de acidentes

de trabalho.

No próximo artigo: Licenciamentos e CAE

- o que mudou com o DL 9/2025 e o que a

sua oficina precisa de ter em ordem.


20

VIVER ELÉTRICO PRO

Baterias NMC e LFP:

diferenças, vantagens e

limitações

As baterias são o coração dos automóveis elétricos e a química utilizada influência autonomia, custo, segurança

e durabilidade. Atualmente, as tecnologias NMC e LFP dominam o mercado, mas apresentam características

muito diferentes e ajustadas a distintos perfis de utilização.

TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO

algo que muitos fabricantes recomendam

fazer regularmente para calibração do

sistema.

6/12 SÉRIE 3

As baterias são o componente

mais importante de um

automóvel elétrico e a tecnologia

utilizada influência

diretamente autonomia, velocidade

de carregamento, durabilidade,

custo e segurança. Atualmente, as duas

químicas dominantes no mercado são

as baterias NMC (Níquel, Manganês e

Cobalto) e as LFP (Lítio-Ferro-Fosfato).

Durante vários anos, as baterias NMC

dominaram quase por completo o mercado

devido à sua elevada densidade

energética. Na prática, conseguem armazenar

mais energia num espaço mais

reduzido, permitindo autonomias superiores

e menores penalizações de peso.

Por essa razão continuam muito presentes

em modelos premium e versões de

maior autonomia.

Outra vantagem importante das NMC

está relacionada com o carregamento rápido

e com o comportamento em clima

frio. Estas baterias conseguem, normalmente,

melhores velocidades de carregamento

em corrente contínua e sofrem

menos penalizações de autonomia em

temperaturas baixas.

Contudo, existem desvantagens relevantes.

As baterias NMC utilizam

materiais caros e cuja extração levanta

questões ambientais e éticas, sobretudo

no caso do cobalto. Além disso, apresentam

maior sensibilidade ao calor e uma

química mais reativa, exigindo sistemas

de controlo térmico mais sofisticados.

Também a durabilidade tende a ser inferior.

Em média, uma bateria NMC suporta

cerca de 1.500 ciclos completos de

carga, razão pela qual muitos fabricantes

recomendam carregamentos diários

limitados a 80%.

As baterias LFP seguem uma filosofia

diferente. Utilizam fosfato de ferro e lítio,

dispensando materiais como níquel

e cobalto. A principal vantagem está na

durabilidade, já que conseguem atingir

cerca de 2.500 ciclos completos de carga,

podendo ultrapassar facilmente os

800 mil quilómetros.

Além disso, são mais baratas de produzir,

mais estáveis termicamente e consideradas

mais seguras. Outra característica

importante é a maior tolerância

a carregamentos frequentes até 100%,

Por outro lado, as LFP continuam a apresentar

menor densidade energética. Isto

significa que, para a mesma capacidade,

tendem a ser maiores e mais pesadas, penalizando

a autonomia. Também apresentam

maiores limitações em clima frio.

Ainda assim, a evolução tecnológica está

a reduzir rapidamente essas diferenças.

Fabricantes como BYD, Tesla ou CATL,

entre outras, apostam fortemente nesta

química, sobretudo em modelos destinados

a utilização intensiva, urbana ou

profissional.

No fundo, não existe uma solução universalmente

melhor. As NMC continuam

mais adequadas para quem privilegia

autonomia elevada e carregamentos

rápidos. Já as LFP destacam-se pelo custo

reduzido, maior durabilidade e robustez.

A tendência do mercado aponta para

uma convivência entre ambas as tecnologias,

cada vez mais evoluídas, eficientes e

adaptadas a diferentes necessidades.

World-Shopper

Viver Elétrico | Viver Elétrico Pro

Formação em mobilidade elétrica para

profissionais e utilizadores frotistas.

www.world-shopper.com/vivereletrico.html

i/rodrigoamoedopinto

www.world-shopper.com/vivereletricopro.html

f /groups/vivereletrico

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 21


22

SALÃO

EXPOMECÂNICA 2026

Mais ibérico e

mais “circular”

Pelo profissionalismo das empresas, pelo número de visitantes e pela forma como decorreu, a Expomecânica

2026 foi talvez a melhor edição de sempre, num ano em que mais se notou a iberização do evento.

TEXTO PAULO HOMEM E NÁDIA CONCEIÇÃO

Foi evidente na edição 2026 da

Expomecânica uma maior preocupação

com a qualidade dos

stand´s. Talvez não seja estranho

a este aumento da qualidade dos

stands a presença cada vez mais evidente

de grandes empresas espanholas que,

normalmente, aproveitam estes eventos

para os tornar em grandes plataformas

de negócio e de proximidade com fornecedores

e com clientes.

Outra nota de destaque nesta edição foi

para a cada vez maior aposta na economia

circular, sobretudo ao nível das peças usadas.

Diversos centros de abate de veículos

em fim de vida marcaram presença (coisa

rara), como também esteve presente a associação

que os representa e ainda outras

empresas que concorrem para a dinamização

deste negócio.

Também muito presentes e muito ativas

estiveram as empresas tecnológicas

associadas a gestão oficinal e também às

peças, algumas delas apresentando nova

imagem e um foco muito grande nesta

área auto. A inteligência artificial está

para ficar e vai com certeza ter muito

impacto neste setor, atendendo à forma

como a mesma já está a ser usada por

muitas destas empresas.

Também a reparação das baterias de veículos

elétricos parece estar a ganhar tração,

com alguns operadores a divulgarem

as suas propostas para estas novas áreas

de negócio, para as quais as oficinas terão

mesmo de olhar.

Segundo a organização, estiveram presentes

nesta edição da Expomecânica 18.053

profissionais. Segundo a Kikai Eventos a

10ª edição da Expomecânica teve 32 mil

metros quadrados de área expositiva, que

receberam as principais novidades de quase

300 operadores económicos do setor,

um novo máximo de participação empresarial

numa feira de recordes: mais área

(um acréscimo de 19% face à penúltima

edição), mais expositores (uma subida

de 8%) e mais empresas internacionais

(um total de 102, de 12 países, o que

representou 14% de aumento). Espanha

foi de onde chegou a maior comitiva internacional,

54 expositores, que permitiu

perceber que o evento atrai cada vez

mais um público ibérico.

Como sempre a PÓS-VENDA esteve

presente, dando continuidade à reportagem

do evento nas suas diversas plataformas,

dinamizando ainda a já famosa

“onda amarela” (distribuição de mais de

3.000 sacos com merchandising de diversas

empresas), como também fez uma

distribuição adicional da sua revista.

Foi também anunciada oficialmente pela

organização que a edição 11, que deverá

acontecer na Exponor, terá lugar de 24 a

26 de março de 2028.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 23

EMPRESAS

AD PARTS

PEÇAS

Pensado para oferecer uma experiência muito

completa às oficinas, o espaço AD dava imenso

destaque a muitos do seus parceiros das peças,

dos equipamentos e das ferramentas. Para

além dos mais recentes produtos que lançou

no mercado, com destaque para os novos

produtos da marca AD, neste espaço foi ainda

dinamizado o Garage Escape Room, uma

experiência interativa que desafiou as oficinas a

colocar os seus conhecimentos à prova. Sendo

de longe o maior stand da Expomecânia, a

AD fez-se notar mais uma vez neste evento

demonstrando ter uma oferta total de produtos

e serviços para a oficina.

na valorização das peças usadas, na promoção

da economia circular e na apresentação da

Atena como solução de gestão para o setor. A

empresa mostrou ao vivo todo o ciclo da peça,

desde o desmantelamento da viatura até à sua

disponibilização online através da aplicação

Atena. Porém, um dos grandes destaque deste

stand e da Expomecânica, foi o Arena Prime,

um desafio técnico de desmantelamento de um

automóvel em fim de vida que decorreu ao vivo

e que colocou frente a frente três centros de

abate certificados, Lmej, Recife e Servcarros.

Esta excelente iniciativa, pretendeu dar a

conhecer ao público o funcionamento de

um setor que tem vindo a afirmar-se pela

organização, pela evolução tecnológica e pela

responsabilidade ambiental. As equipas desmantelaram

componentes de um automóvel

e procederam à sua correta catalogação, num

exercício que avaliou a rapidez, a técnica e

a capacidade de organização, com as peças

a ficarem disponíveis de pronto para venda

online. A competição inclui ainda um espaço

dedicado à demonstração do processo de despoluição,

onde foram identificados e expostos

os diferentes líquidos e resíduos retirados da

viatura utilizada no desafio, evidenciando o

cumprimento de critérios ambientais exigentes

por parte dos centros participantes.

Península Ibérica na promoção destas soluções

junto dos clientes. A participação ficou ainda

marcada pela realização de ações de formação

e demonstrações técnicas, bem como pela

divulgação da Soudal, marca portuguesa

de consumíveis recentemente integrada no

portefólio da empresa.

ALIDATA

SOFTWARE

A Alidata esteve presente para mostrar as novas

soluções ligadas à digitalização das oficinas,

tendo dado a conhecer novas funcionalidades

do Web Oficinas, plataforma desenvolvida

para melhorar a produtividade e facilitar a

experiência do cliente oficinal. As novidades

deste produto são a agenda de marcações, o

planeamento de oficina, a integração com o

Tips com recolha de fotografias do veículo e informação

de pneus, além do registo de alertas

técnicos, ferramentas pensadas para simplificar

e tornar os processos mais eficientes.

ATENA SOFTWARE

SOFTWARE

O Grupo MK e a Atena Software ERP estrearam-se

este ano com um stand próprio na

Expomecânica, numa participação centrada

AUTO DELTA / FIMAG / ALECARPEÇAS

PEÇAS

A Auto Delta, Fimag e AleCarPeças marcaram

mais uma vez uma forte presença na

Expomecânica para apresentar as marcas e

soluções que representa no aftermarket. No

espaço de 200 m² estiveram em destaque

várias marcas internacionais nas áreas de

componentes de motor, travagem, suspensão,

transmissão, gestão térmica e lubrificantes,

com especial enfoque nas soluções para manutenção

de caixas de velocidades. Um dos

principais atrativos do stand foi a carrinha de

demonstração da Meyle, dedicada à manutenção

de caixas automáticas, que percorre a

AUTO SILVA ACESSÓRIOS

PEÇAS

A participação da Auto Silva Acessórios contou

com um novo conceito de stand, mais amplo,

interativo e pensado para proporcionar uma

experiência mais dinâmica aos visitantes. No

local estiveram em destaque as várias marcas

representadas pela empresa, evidenciando a diversidade

do catálogo, desde material de motor

até componentes de desgaste. Paralelamente,

a Auto Silva Acessórios foi patrocinadora do

Fórum ACAP, que decorreu durante o evento.

AUTOPEÇAS CAB

PEÇAS

A Autopeças CAB voltou a marcar presença

na Expomecânica, numa aposta na proximidade

com os profissionais da reparação,

neste caso no norte onde a empresa ainda não

tem nenhuma filial. Porém, a participação

neste evento serviu também para divulgar

a abertura de uma nova loja em Lisboa, na

zona da Penha de França, prevista para junho,

um investimento que permitirá melhorar o

serviço prestado aos clientes do centro da

cidade e ampliar a cobertura da empresa ao

nível da distribuição.


24 EXPOMECÂNICA

tecnologia Turbo Lifter. O stand contou com

várias demonstrações práticas e momentos de

interação com os visitantes.

divulgar a conferência MechSummit 2026,

evento marcado para setembro deste ano,

que irá abordar temas diretamente ligados à

realidade do setor oficinal em Portugal.

No stand estiveram ainda em destaque a

solução Techmaster e a plataforma Mecflix,

cuja adesão tem vindo a crescer nos últimos

tempos. A participação foi marcada pelo

contacto direto com os visitantes, workshops

técnicos e intervenções no espaço Expotalks.

BASF

REPINTURA

A proximidade ao aftermarket ibérico e a

evolução tecnológica das oficinas foi o foco

da presença da BASF. A empresa apresentou

novidades na plataforma Refinity, com novas

funcionalidades orientadas para gestão e

produtividade, além de inovações nas gamas

de repintura Glasurit e R-M, destacando

soluções mais eficientes e sustentáveis. Neste

espaço dedicado à repintura, estiveram em

evidência ferramentas digitais, tecnologias

de baixa emissão e processos alinhados com

critérios ESG.

BOLAS

FERRAMENTAS

A Bolas levou ao salão diversas novidades das

marcas que representa. Entre os destaques estiveram

as novas soluções da Beta, como o mobiliário

modular C45PRO 2.0 e RSC50 2.0,

ferramentas, iluminação e a chave Morphos.

A empresa apresentou ainda equipamentos

Telwin para reparação estrutural, soluções

sem fio da Metabo e macacos Winntec com

CAETANO PARTS

PEÇAS

Com uma presença muito focada na imagem

da empresa, a Caetano Parts divulgou nesta

exposição o reforço da sua posição logística

no mercado português com a abertura de

um segundo armazém no Montijo. As instalações

da Caetano Parts Montijo, permitirá

à empresa uma melhor cobertura da região

sul de Portugal.

CASTROL

LUBRIFICANTES

A Castrol marcou presença na Expomecânica

para apresentar algumas das mais recentes

soluções da sua gama de lubrificantes para

veículos ligeiros. Entre os destaques estiveram

o GTX 5W-30 RN17, desenvolvido para veículos

Renault, o MAGNATEC 5W-30P, com

homologação técnica Stellantis, e o EDGE

0W20 LL IV, um lubrificante Triplo Long

Life aprovado para motores BMW, Mercedes-

Benz e Volkswagen.

Porém, a novidade absoluta foi o lançamento

de uma nova linha de produto com a marca

Castrol, neste caso o AdBlube, que assim se

associada às baterias e aos filtros. Nesta fase de

lançamento a Castrol disponibiliza o AdBlube

em recipientes de 10 litros.

CAR ACADEMY

FORMAÇÃO

A Car Academy estreou-se na Expomecânica,

onde deu a conhecer o seu trabalho na área da

formação para o aftermarket. Com 11 anos de

atividade, a empresa aproveitou o evento para

CEMA BATERIAS

BATERIAS

A participação da CEMA Baterías enquadrou-

-se numa estratégia de expansão e consolidação

no mercado ibérico, com foco em Portugal,

tendo servido para estreitar relações comerciais,

estabelecer novas parcerias e apresentar

um portefólio assente em soluções energéticas

de elevado desempenho. A empresa destacou

a representação exclusiva em Portugal de

uma marca internacional de baterias de ciclo

profundo, posicionando-se como parceiro

estratégico em segmentos industriais, energias

renováveis e aplicações especiais. No

stand, evidenciou uma gama orientada para

o aftermarket de veículos ligeiros e pesados

com padrões de qualidade alinhados com

OEM, complementada por serviços técnicos

especializados.

CEPRA

FORMAÇÃO

O CEPRA voltou a marcar presença no evento

com um espaço próprio, mas também no espaço

“Demotec by CEPRA”, onde promoveu

várias ações de formação técnica gratuitas

dirigidas aos profissionais do aftermarket

automóvel. Ao longo do evento, os Técnicos

de Formação do CEPRA realizaram demonstrações

práticas e sessões dedicadas a temas

cada vez mais relevantes para o setor, como o

protocolo de comunicação LIN e a reparação

de baterias de alta tensão.

Como escola de formação de referência em

Portugal, o CEPRA divulgou também toda a

sua oferta formativa, com especial incidência

na área técnica (nos setores da mecânica,

mecatrónica, repintura, etc).


TORNE-SE UMA

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 25

OFICINA

EUROREPAR CAR SERVICE!

WWW.EUROREPAR.PT


26 EXPOMECÂNICA

CETRUS

EQUIPAMENTOS

Presente na Expomecânica desde a primeira

edição, a Cetrus voltou a participar no salão

em 2026 e, entre as novidades apresentadas,

esteve um novo sistema de alinhamento 3D,

alargando a oferta da empresa nesta área.

Estiveram ainda em destaque neste local a

linha exclusiva de mobiliário e várias soluções

das marcas representadas, ajustadas às necessidades

das oficinas.

COMETIL

EQUIPAMENTOS

Para a Cometil, a feira foi uma oportunidade

para dar ênfase a áreas como a geometria de

suspensão e direção, diagnóstico de vibrações,

equilíbrio de rodas, sistemas de elevação,

equipamentos de diagnóstico, soluções de ar

condicionado e ferramentas, bem como à vertente

OEM associada às marcas representadas.

Neste mesmo espaço a empresa tinha ainda em

exposição os equipamentos para manutenção

e reparação de baterias de veículos elétricos

através da sua parceria com o Grupo EBI.

DIAGTEC PLUS

EQUIPAMENTOS

Com foco nas soluções de diagnóstico e programação

automóvel, a Diagtec Plus levou à

Expomecânica várias novidades tecnológicas

e equipamentos de marcas reconhecidas do

setor, incluindo algumas soluções apresentadas

pela primeira vez no salão. O stand

reuniu todo o portefólio da empresa em

termos de equipamentos (Abrites, Magic

Motorsport, TE e Thinkcar) e contou com

demonstrações técnicas contínuas, permitindo

aos visitantes acompanhar de perto o

funcionamento dos equipamentos. Destaque

para a apresentação de uma solução completa

de equipamentos para a reparação de veículos

elétricos da Thinkcar que dá oportunidade

às oficinas de diversificarem a sua oferta

de serviços. A participação ficou também

marcada por um encontro de franchisados

da rede DIAGTEC+.

DIEDERICHS

PEÇAS

A Diederichs marcou presença na

Expomecânica com uma abordagem centrada

no contacto direto com clientes e parceiros da

Península Ibérica, encarando a feira sobretudo

como um ponto de encontro. A empresa alemã

é especializada em componentes de carroçaria

e possui uma oferta muito extensa (mais de

36.000 produtos), que inclui também a área

de iluminação e ar condicionado.

logística, a expansão territorial e o desenvolvimento

de soluções integradas para oficinas.

No stand, a Drive360 apresentou uma oferta

variada de peças, acessórios, equipamentos

oficinais, ferramentas de diagnóstico e serviços

integrados. Promoveu ainda reuniões, demonstrações

e vários momentos de interação com os

visitantes. Foram também distinguidas uma

série de oficinas que trabalham em parceria

com a DRIVE360.

EIGAS AUTOMOCION

PEÇAS

A Eigas Automoción participou neste certame

para apresentar novidades, como a integração

da AG PARTS na TecDoc, novos serviços e

peças para veículos Land Rover, incluindo pesquisa

por número de chassis para profissionais.

A presença visou consolidar o posicionamento

em Portugal e acompanhar tendências do

aftermarket.

ENDAL

EQUIPAMENTOS

A Endal voltou a marcar presença nesta feira,

mantendo a participação contínua no salão

desde a primeira edição. No stand estiveram

em destaque as soluções da empresa para

conceção, comercialização e implementação

de projetos de armazenagem para peças, equipamentos

e outros materiais.

COMMA

LUBRIFICANTES

A solução Bag in Box esteve entre os principais

destaques da Moove na Expomecânica. O

sistema foi apresentado como uma alternativa

mais eficiente para gestão de lubrificantes, permitindo

reduzir desperdício e otimizar espaço

em oficina. A empresa colocou também em evidência

o posicionamento da marca Comma em

Portugal, apresentando o portefólio completo de

lubrificantes, serviços de apoio técnico e ações

de formação. O espaço contou ainda com áreas

de demonstração para os visitantes conhecerem

mais de perto as soluções da Moove.

DRIVE360

PEÇAS

A evolução da operação da Drive360 esteve

em destaque na edição deste ano da

Expomecânica, onde a empresa mostrou

aos presentes o crescimento da capacidade

ESCALA VERSÃO / HELLA GUTMANN

EQUIPAMENTOS

No espaço da Escala Versão, a Hella Gutmann

apresentou várias soluções de diagnóstico

para oficina, com especial destaque para o

equipamento Remote, desenvolvido para

apoio remoto em operações de diagnóstico

avançado. Estiveram também em evidência


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 27

Comma

Bag in Box

A solução

inteligente de uma

marca de confiança.

Fácil de manusear,

simples de utilizar

A metolodogia BIB cobre mais de 80% do Parque Automóvel Português

Menos 75% de resíduos plásticos

Menor espaço de armazenamento

+80% Cobertura do parque

Melhora a gestão de resíduos

Pensada com grande cuidado

O novo formato Bag in Box é mais cómodo, eficiente e

sustentável. E perfeito para as oficinas!

Lê o código QR para

saber mais!

• 75% menos plástico do que um balde tradicional de 20 L.

• Poupa espaço: design compacto e empilhável.

• Mais limpo e fácil de usar, com torneira integrada.

• Reciclagem e gestão de resíduos facilitadas.

Visite www.commaoil.com/pt-pt para mais informações

made for mechanics

commaoil.com

made for mechanics


28 EXPOMECÂNICA

carregamento. A empresa apresentou ainda o

sistema SMART-LEVEL, que permite a monitorização

remota e automática dos níveis de

lubrificante. Ao longo do certame, a empresa

promoveu demonstrações, reuniões e vários

momentos de interação com os profissionais

do setor, incluindo participação nas Expotalks.

os equipamentos Mega Macs, com a empresa

a dinamizar uma campanha especial que combinava

o mega macs S20, o sistema Remote e

um tablet, numa solução integrada destinada

a aumentar a capacidade de diagnóstico e

assistência técnica das oficinas.

ESCAPE FORTE

PEÇAS

A Escape Forte mantém uma participação

contínua na Expomecânica desde a primeira

edição, com o objetivo de manter a proximidade

com clientes, dar visibilidade à sua

atividade e apresentar novidades ao mercado.

Durante o evento, destacou os serviços ligados

a catalisadores, filtros de partículas e sistemas

de AdBlue, entre outros, aproveitando também

o espaço Demotec para ações complementares.

A empresa revelou confiança no impacto

positivo do salão junto dos profissionais, encarando-o

como um investimento relevante

para o futuro.

portfólio de peças Eurorepar que é cada vez

mais extenso e mais diversificado em termos

de linhas de produto.

FILOURÉM

PEÇAS

Ao longo da Expomecânica, a Filourém apresentou

várias das marcas que representa, incluindo

algumas exclusivas para Portugal (Original

Birth, Zeta Erre e Bremsi) e referências com

forte procura no mercado, com destaque também

para a oferta ao nível da Bendix, Japko,

Febi, Mahle, entre outras. A empresa aproveitou

também a feira para mostrar o aumento de

stock, a evolução da logística e as melhorias introduzidas

nos processos e no serviço prestado.

GRUPO SERCA

PEÇAS

A Expomecânica 2026 marcou a estreia do

Grupo Serca numa feira profissional em Portugal,

numa participação integrada na estratégia de crescimento

da empresa no mercado ibérico. Com

um stand de 80 m², o grupo apresentou várias

soluções e iniciativas direcionadas para oficinas,

distribuidores e profissionais do aftermarket.

Ao longo dos três dias do evento decorreram

sessões dedicadas à eficiência na gestão da oficina,

centradas nas redes SPG Oficinas, Nexus Auto

e Professional Plus. Em parceria com a Service

Next, o espaço do Grupo Serca recebeu ainda

apresentações ligadas à inteligência artificial aplicada

à oficina, realidade virtual e soluções digitais

como o Next GO e o novo Kiosko interativo. A

presença da empresa contou também com um

espaço dedicado à marca Drive+, promoções

exclusivas para oficinas, demonstrações, sorteios

e várias ações de dinamização.

EUROREPAR CAR SERVICE

OFICINA

Num momento em que a Eurorepar Car

Service chegou às 200 oficinas em Portugal,

a empresa da Stellantis marcou presença com

um stand onde dinamizava este conceito

oficinal para potenciais aderentes. Assim,

no stand era não só dinamizada a oferta de

valor inerente à integração nesta rede (suporte

técnico, formação, manutenção e reparação

de veículos elétricos, etc), mas também o

FUCHS

LUBRIFICANTES

A evolução da mobilidade elétrica esteve

em destaque no espaço da Fuchs durante a

Expomecânica, numa participação marcada

pela apresentação de novas soluções da gama

BluEV, desenvolvida para veículos elétricos

e híbridos. Entre as novidades estiveram

produtos destinados a marcas como BYD,

Jaecoo, Leapmotor e XPENG, bem como

o novo fluido refrigerante BluEV Coolant

1005, direcionado para veículos com célula de

combustível. Em evidência estiveram também

os lubrificantes BluEV 4101 e BluEV 7727,

além de fluidos para transmissões e eixos

eletrificados e soluções para gestão térmica

de baterias, motores elétricos e postos de

GUISOFT

SOFTWARE

A Guisoft mostrou aos visitantes a nova identidade

do seu software de gestão, que passa

a designar-se Auto Officegest, uma marca

criada especificamente para o setor oficinal e

orientada para responder às necessidades das

oficinas através de funcionalidades e soluções

dedicadas. Entre os destaques esteve também

a apresentação do futuro assistente de inteligência

artificial “Vasquinho”, atualmente

em desenvolvimento, que permitirá executar

operações automáticas através de comandos

em linguagem natural. Integrado no sistema

de gestão, o agente poderá apoiar tarefas como

a emissão de faturas e o acesso a informação

relevante para a gestão diária da oficina, mostrando

aos visitantes a aposta da empresa na

digitalização e automatização de processos.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 29

NÃO É SÓ UM

ÓLEO!

O NOVO TOP TEC 6320 5W-30 É A ESCOLHA

CERTA PARA MODELOS STELLANTIS.

O Top Tec 6320 5W-30 foi desenvolvido

para veículos a gasolina e diesel das marcas

Citroën, DS, Fiat, Jeep, Opel, Peugeot e

Toyota com motores PSA. Compatível com as

especificações Stellantis FPW9.55535/03, PSA

B71 2290, PSA B71 2297, ACEA C3 e API SP, é a

escolha certa para muitos modelos no mercado.

Com esta novidade, ampliamos a gama para os

veículos do grupo Stellantis, garantindo sempre

o óleo ideal para cada motor.

Sejam lubrificantes, aditivos, produtos de

cuidado ou de serviço – temos a solução certa.

Mais de 4.000 produtos. Uma missão: manter

a mobilidade em movimento.


30 EXPOMECÂNICA

no stand, incluindo soluções para transmissões

automáticas, sistemas de arrefecimento e fluidos

de travões, com destaque para o AISIN DOT 4.

HISPANOR

CONSUMÍVEIS

A Hispanor procurou estreitar a relação com

clientes, apresentar novidades e evidenciar o

seu portefólio técnico para mecânica, colisão

e detalhe automóvel. Em destaque estiveram a

introdução de uma nova geração de produtos

para polimento automóvel da marca WETOR,

a par de uma oferta alargada que incluiu sprays

técnicos para mecânica e colisão, soluções

de proteção, reparação de plásticos, colas,

poliuretanos, fitas adesivas e diversas ferramentas.

A participação centrou-se também na

demonstração prática de produtos, na receção

de clientes e na captação de novos contactos.

ligeiros, pesados e máquinas, além de soluções

para DPF, DOC e SCR. A empresa aproveitou

o seu stand para realizar demonstrações e prestar

aconselhamento técnico aos profissionais

do setor. Estiveram também em evidência as

marcas próprias Ieparts, Iepower e Ieclassic, com

soluções para escape, performance e reprodução

de sistemas para veículos clássicos, incluindo

produção por amostra ou especificação.

KEYMASTER

SOFTWARE

A participação da Keymaster centrou-se na

apresentação de diversas novidades, com destaque

para soluções ligadas à transformação

digital, incluindo folha de obra digital, gestão

de agenda e aplicação para clientes. O stand,

com 21 m², acolheu demonstrações dirigidas

a redes de oficinas e parceiros, com o objetivo

de mostrar aos visitantes a aposta da empresa

na digitalização e na eficiência operacional.

INDASA

ABRASIVOS

No espaço que partilhou com a Autoflex,

a Indasa deu a conhecer a sua mais recente

novidade, a MTE Neon, uma nova fita de

mascarar de alta performance desenvolvida

para profissionais da repintura. Concebida

para proporcionar precisão, controlo e fiabilidade

em aplicações exigentes, a MTE Neon

oferece excelente aderência, remoção fácil e

limpa, resistência a solventes, resistência aos

raios UV para exposição exterior até 3 dias e

resistência à temperatura até 100°C durante

30 minutos. A sua cor Amarelo Neon garante

maior visibilidade ao longo de todo o processo.

INTERMACO

EQUIPAMENTOS

Este ano, a presença da Intermaco na

Expomecânica ficou marcada pela apresentação

de várias novidades nas áreas dos equipamentos

e ferramentas, desenvolvidas para acompanhar a

evolução tecnológica dos veículos. Um dos destaques

foi para os equipamentos da AutoEdu,

destinados à formação na área automóvel,

também para a Ronix Tools (ferramentas premium)

com uma oferta extensa em ferramentas

manuais como de máquinas a ar e elétricas de

aperto, equipamentos Texa, Jaltest e Bosch.

Na Texa o destaque foi para a nova máquina

de E Diag Charger, que permite a recarga e o

diagnóstico das baterias de veículos elétricos.

KRAUTLI

PEÇAS

A presença da Krautli Portugal na

Expomecânica ficou marcada pela divulgação

do início da comercialização de lubrificantes

Liqui Moly, que passa assim a reforçar

e diversificar a oferta de lubrificantes deste

operador. Em foco estiveram ainda o conceito

NexusShop, ferramentas de fidelização e a

entrada da marca FAST, especializada em

veículos comerciais ligeiros. Neste stand, a

empresa deu também destaque à aposta na

Bosch, incluindo a gama de ar condicionado,

além de promover reuniões, momentos

de networking e um encontro com oficinas

ligadas ao ecossistema Nexus.

INTERESCAPE

PEÇAS

A presença da Interescape ficou marcada pela

apresentação de várias soluções ligadas a sistemas

de escape, descontaminação e reparação de

componentes. Esteve em evidência o serviço

de limpeza de filtros de partículas diesel com

certificação TÜV Rheinland, aplicável a veículos

JAPOPEÇAS

PEÇAS

A Japopeças e a AISIN voltaram a marcar presença

conjunta na Expomecânica, numa edição

especialmente simbólica para a distribuidora

portuguesa, que assinalou 40 anos de atividade

e quatro décadas de parceria com a marca do

Grupo Toyota. As empresas apresentaram várias

soluções da gama AISIN Aftermarket para veículos

asiáticos e europeus. Entre os destaques

estiveram os novos Service Kits AT para manutenção

de transmissões automáticas, desenvolvidos

para simplificar os processos em oficina

e aumentar a eficiência operacional. A gama

de fluidos AISIN também teve forte presença

LINEXTRAS

EQUIPAMENTOS

A Linextras colocou em destaque várias soluções

direcionadas ao equipamento automóvel

e ao segmento das pick-ups, aproveitando

a feira para apresentar novidades. Entre os

produtos em evidência estiveram os hard tops


de alumínio, sistemas Top Rol e a nova

gama de equipamento interior automóvel

da marca O.Range. Ao longo do evento, a

empresa deu também visibilidade a várias

marcas e soluções desenvolvidas em parceria

exclusiva, apostando em produtos com forte

relação qualidade/preço.

PUB

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 31

EXCELÊNCIA

QUANDO A

EXPERIÊNCIA

ENCONTRA

A QUALIDADE

LUSILECTRA

EQUIPAMENTOS

A Lusilectra colocou em evidência várias

soluções destinadas a oficinas e centros de

inspeção, com especial enfoque nas novas

exigências associadas à manutenção e reparação

de veículos híbridos e elétricos. Entre

as novidades expostas destacou-se a Tool

Grid Vertical, uma solução personalizável

que permite organizar ferramentas na posição

vertical através de uma estrutura própria

soldável, adaptando-se às necessidades de

cada oficina. Em evidência estiveram também

um novo roquete ajustável de maiores

dimensões da Jonnesway e a nova gama

de carrinhos de ferramentas GROZ de 5

e 7 gavetas, uma linha desenvolvida para

oferecer uma solução mais económica aos

profissionais do setor.

Destaque ainda para a AVILOO com as

suas soluções de diagnóstico de baterias

para veículos eletrificados. No espaço da

empresa estiveram em destaque as ferramentas

desenvolvidas para avaliação do estado

e desempenho das baterias, respondendo

às crescentes necessidades de diagnóstico

associadas à mobilidade elétrica.

Os produtos ATE não se limitam a cumprir os padrões de

qualidade do Equipamento Original. Eles estabelecem novos

padrões: de máxima segurança, de longa vida útil e a satisfação

de poder confiar em cada detalhe. Só graças às suas

habilidades é que estes se tornam um produto de Excelência!

Qualidade ATE, a excelência para a sua Oficina.

LUZDEAIRBAG

EQUIPAMENTOS

Entre os destaques da LuzDeAirbag estiveram

os novos sistemas ADAS da Autel e as mais

recentes evoluções da marca própria LDATech,

com especial enfoque na nova geração de

estabilizadores, desenvolvida para reforçar

e modernizar a oferta existente. O stand, de

grandes dimensões, foi pensado para proporcionar

uma experiência mais completa aos

visitantes. Ao longo do certame decorreram

demonstrações contínuas de equipamentos e

ações em parceria com distribuidores.

ate-brakes.com


32 EXPOMECÂNICA

MCOUTINHO

PEÇAS

O portal cliente esteve entre os principais

destaques da participação da MCoutinho

Peças, AZ Auto e Distrigo na Expomecânica.

A empresa apresentou os serviços e ferramentas

que disponibiliza aos profissionais, com especial

foco no portal cliente, que permite uma

gestão mais simples e eficaz das encomendas

e do acesso à informação de produto.

Ao longo da feira, neste espaço foram também

apresentadas várias soluções de peças originais

e aftermarket, além de ferramentas e serviços

direcionados para a eficiência das oficinas.

e o contentor de segurança SaCon. O stand

contou com demonstrações práticas da capacidade

de absorção dos produtos, permitindo

aos visitantes conhecer de perto o modelo

de serviço da empresa, que inclui recolha,

lavagem, controlo de qualidade e entrega dos

têxteis reutilizáveis diretamente nas oficinas.

MF PINTO

PEÇAS

A participação da MF Pinto ficou marcada pela

apresentação de novas representações, entre as

quais Bosch, Delphi e Schaeffler, bem como

pelo destaque dado a soluções ligadas à injeção

Diesel, sensores NOX, injetores a gasolina e à

gama CARGO de alternadores e motores de

arranque. Em evidência estiveram ainda os

turbocompressores BorgWarner e Mitsubishi.

mobilidade elétrica e indústria. Durante a

feira, estiveram também em evidência serviços

técnicos para oficinas, ferramentas digitais,

ações de formação e programas de parceria. A

participação serviu igualmente para dar maior

visibilidade à presença da Texaco em Portugal,

através das gamas Havoline e Delo e de várias

soluções complementares para o aftermarket.

MOL

LUBRIFICANTES

As novas embalagens Bag-in-Box de 5L e

20L estiveram entre os principais destaques

da MOL Lubricants Iberia na Expomecânica

2026, onde a empresa apresentou também

uma gama de lubrificantes com mais de 300

aprovações OEM. Durante a feira, na qual

se estreava, a empresa deu ainda a conhecer

os serviços de apoio ao distribuidor, ações de

formação e a estratégia de expansão da rede

nacional, aproveitando o evento para reunir

com parceiros e identificar novos distribuidores.

MERPEÇAS

PEÇAS

Componentes para suspensão, carroçaria e sistemas

automóveis estiveram entre os principais

destaques da Merpeças na Expomecânica. A

empresa aproveitou também o evento para

apresentar várias ferramentas digitais e plataformas

de apoio ao cliente profissional. Durante

a feira, foram ainda realizadas demonstrações

ao vivo e reuniões com parceiros e fornecedores,

num momento aproveitado pela empresa

também para apresentar o desenvolvimento de

um novo website, orientado para melhorar a

experiência do utilizador.

MGM

EQUIPAMENTOS

A MGM levou ao salão várias soluções direcionadas

para oficinas, com destaque para o

elevador de 2 colunas OMCN 199/RX, capaz

de elevar até 5500 kg e preparado também

para veículos elétricos através de kit específico.

A empresa apresentou ainda compressores,

máquinas de lavar de alta pressão e diversos

acessórios para compressores e elevadores.

MOTORCHE

PEÇAS

A nova página web da Motorche Autoparts esteve

entre os principais destaques da participação

da empresa na Expomecânica. A plataforma passou

a incluir funcionalidades orientadas para o

cliente, como diferentes tabelas de preços e uma

ferramenta de identificação de peças através da

matrícula do veículo. Durante a feira, a empresa

apresentou também o alargamento do catálogo

com novas categorias de produto, aumentando

assim a sua oferta para o aftermarket ibérico.

MEWA

SERVIÇOS

A celebrar 15 anos de atividade em Portugal,

a Mewa marcou presença pela primeira vez na

Expomecânica com stand próprio, refletindo

o crescimento da empresa junto das oficinas

automóveis nacionais. Durante o certame,

apresentou várias soluções têxteis reutilizáveis

para limpeza e absorção de óleos, entre as

quais panos de limpeza, mantas absorventes

MOEVE

LUBRIFICANTES

Os novos lubrificantes (que passaram-se a

chamar Moeve em fez de Cepsa) para motores

de última geração, veículos híbridos e soluções

de baixas emissões estiveram entre os principais

destaques da Moeve na Expomecânica 2026. A

empresa apresentou ainda as gamas premium

MOEVE XTAR e MOEVE TRACTION,

além de várias soluções direcionadas para


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 33

+ DE 50.000 REFERÊNCIAS

PEÇAS AUTOMÓVEL MULTIMARCA

QUALIDADE • PREÇO • PERFORMANCE

3


34 EXPOMECÂNICA

MOTRIO / IXELL

PEÇAS / REPINTURA

A Motrio e a Ixell marcaram mais uma fez

presença neste certame. Do lado da Motrio

destaque para o reforço da rede oficinal, mas

também para a incrementada gama de peças,

pneus e acessórios de marca própria. No lado

da Ixell, marca de tintas e consumíveis para

a repintura auto, o grande destaque foi a

apresentação do robot Ixell, recentemente

premiado na Equip Auto em Paris. Trata-se

de um equipamento que vai de encontro à

falta de técnicos na repintura e que permite

efetuar a pintura de componentes de carroçaria

com mais precisão, mais rápido e com mais

economia de material.

MOURAUTO

SERVIÇOS

A Mourauto aproveitou o certame para destacar

os seus serviços de instalação, verificação

e reparação de tacógrafos, numa altura em

que se aproxima a obrigatoriedade, a partir

de 1 de julho, da utilização de tacógrafos

inteligentes no transporte internacional de

veículos comerciais ligeiros. A empresa deu a

conhecer as soluções disponíveis para apoiar

os operadores nesta adaptação regulamentar,

sem deixar de apresentar a sua oferta habitual

de produtos e serviços direcionados para o

setor automóvel e dos transportes.

MOV SOLUÇÕES

EQUIPAMENTOS

A MOV Soluções colocou em evidência várias

novidades destinadas às oficinas, com destaque

para um elevador de baliza específico

para veículos elétricos, certificado segundo a

norma EN 1493. Segundo a empresa, trata-se

do primeiro equipamento do mercado capaz

de realizar descidas com precisão ao centímetro,

respondendo às exigências associadas

à manutenção de veículos eletrificados. Em

evidência estiveram também os serviços de

assistência técnica a máquinas e equipamentos,

uma das áreas de atividade da empresa, bem

como a nova linha de compressores de fabrico

próprio comercializada sob a marca MOV. O

stand deu ainda destaque à marca própria de

equipamentos de lubrificação LUBRITEK,

aos equipamentos hidráulicos MEGA, recentemente

integrados no portefólio, e a várias

soluções para oficina, incluindo carrinhos

de ferramentas convencionais e carrinhos

específicos para trabalhos em veículos elétricos

da Jonnesway.

NELSON TRIPA

PEÇAS

Com mais de 30 anos de experiência em

componentes e soluções para ar condicionado

automóvel, a Nelson Tripa é um histórico

dos salões de aftermarket em Portugal. Mais

uma vez marcou presença na Expomecânica

expondo uma parte da sua gama compressores,

condensadores, radiadores e ainda componentes

/ acessórios de reparação. O constante

aumento da oferta e de referências nesta área

do ar condicionado, permite à empresa ter

uma vasta oferta especializada nesta área.

NERTOR

PEÇAS

A Nertor apresentou novidades na área das

ferramentas e equipamentos profissionais

para oficinas. Entre os destaques estiveram

os novos jogos de vasos de impacto, disponíveis

em versões para jantes de liga leve e para

utilização intensiva em aplicações mecânicas

gerais, concebidos para garantir resistência,

facilidade de utilização e maior rapidez nas

operações. Apresentou ainda um novo gato

pneumático de 3 toneladas, desenvolvido para

elevação parcial de veículos em operações

de manutenção e reparação, equipado com

sistema de triplo fole para uma elevação rápida

e estável. A Nertor expôs também várias

ferramentas e equipamentos para oficina e

promoveu sessões de formação e demonstrações

práticas dirigidas aos profissionais do

setor. A participação coincidiu ainda com a

celebração do 40.º aniversário da empresa.

NIPOCAR

PEÇAS

A gama de veios de transmissão esteve entre os

principais destaques da Nipocar neste certame,

numa participação focada na apresentação

da evolução da oferta da empresa ao mercado.

Durante a feira, a empresa deu também

visibilidade à marca Nipokm na plataforma

TecDoc e à sua API de integração com os

sistemas dos clientes.

OLIPES

LUBRIFICANTES

A Olipes aproveitou a Expomecânica para

apresentar várias soluções de lubrificação direcionadas

para o setor automóvel, com destaque

para produtos desenvolvidos para responder

às exigências dos motores mais recentes e das

novas regras de emissões. Entre as novidades

esteve o novo Averoil 5W-30 FPW3, um lubrificante

sintético com tecnologia Low SAPS,

criado para motores diesel e gasolina do Grupo

Stellantis, incluindo os blocos 1.5 BlueHDi

e 1.2 PureTech. A empresa apresentou ainda

outros produtos da gama Averoil, incluindo

soluções para motores híbridos a gasolina e

para modelos recentes do Grupo Volkswagen.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 35

ORYX PARTS

PEÇAS DE MOTOR

Com uma oferta orientada para os setores automóvel,

industrial, agrícola e da construção,

a Oryx Parts aproveitou a Expomecânicapara

apresentar a sua gama de componentes para

motores. Entre os principais destaques estiveram

as cabeças de motor, um dos produtos

mais representativos da marca, integradas

numa gama com mais de 25 mil referências.

O portefólio inclui ainda árvores de cames,

bombas de óleo, bronzes, válvulas, guias de

válvulas, tuchos, martelos, cambotas e bielas

recondicionadas, jogos de juntas, kits de

distribuição, pistões, revestimentos e anéis.

No stand, a empresa apresentou também

soluções para motores de marcas como Deutz,

John Deere, Kubota, Yanmar, Perkins, FPT

Iveco, Cummins, Caterpillar, Komatsu, Isuzu,

Mitsubishi e Doosan, destacando a disponibilidade

de stock, o apoio técnico especializado

e a capacidade de resposta rápida aos seus

clientes.

PCC

EQUIPAMENTOS

Reconhecida por poder equipar uma oficina

de A a Z, a PCC apresentou várias soluções de

equipamento, mas o destaque foi para gama

própria da marca IWS. Nesta marca, destaque

para os elevadores, mesas de elevação e ainda

as máquinas de ar condicionado, equipamento

que foi recentemente lançado no mercado. O

modelo IWS-3000 destina-se a sistemas com

refrigerante R134a. O IWS-4000 foi desenvolvido

para o refrigerante HFO-1234yf. O

modelo IWS-Dual é compatível com ambos

os refrigerantes, R134a e HFO-1234yf. Já o

IWS-BusPro foi concebido para aplicação

em autocarros e veículos pesados. A empresa

colocou o foco em equipamentos pensados

para responder às exigências atuais do mercado,

combinando eficiência, fiabilidade e

uma relação qualidade/preço competitiva. A

participação da PCC contou também com

demonstrações práticas dos equipamentos.

PROXIRA

FERRAMENTAS

As marcas Beta, Facom e Milwaukee estiveram

em destaque no espaço da Proxira, numa

participação focada no contacto direto com

as oficinas. A empresa apostou sobretudo na

experiência e na interação com os visitantes,

permitindo conhecer de perto a diversidade

e qualidade da oferta disponível. Ao longo da

feira decorreram demonstrações, momentos

de partilha com especialistas e um desafio

prático dirigido aos mecânicos. Destaque para

as máquinas de ar condicionado. Também

para os produtos limpa travões, para o qual

foi dinamizado um passatempo, produto PRX

CAR; destaque também para as ferramentas

FACOM.

QUASAR

PEÇAS

A Quasar aproveitou o contacto direto com

os visitantes da feira para apresentar várias

soluções ligadas ao diagnóstico, reparação e

fornecimento de componentes para o aftermarket

automóvel. Entre os destaques estiveram

os alternadores, motores de arranque e a

aposta crescente da empresa no segmento dos

veículos híbridos, acompanhando a evolução

das necessidades do mercado. Decorreram

ainda reuniões e momentos de esclarecimento

técnico, num espaço onde a empresa deu

também visibilidade à experiência acumulada

ao longo de mais de três décadas de atividade.

RAF PORTUGAL

PEÇAS

Apesar da sua especialização serem as peças

para veículos pesados com a marca Evoparts,

a empresa que tem a sua sede e armazém em

Leiria, estava pela primeira vez neste salão

para dar a conhecer a sua cada vez maior

oferta de peças para os veículos comerciais

ligeiros. Para além de apostar neste tipo de

peças, a empresa quer também incrementar a

sua presença no norte de Portugal, procurando

por isso novos retalhistas.

RECALVI PARTS

PEÇAS

A Recalvi Parts fazia nesta feira a sua primeira

grande aparição pública em Portugal. A empresa

espanhola que recentemente adquiriu

a Bombóleo e a Trusauto (transformando os

aderentes em Recalvi Retail), apresentou todas

as soluções e marcas para o setor da reparação

automóvel, mas também os diversos conceitos

oficinais que dinamiza no mercado português,

sem esquecer o foco na área da formação técnica.


36 EXPOMECÂNICA

RECIFE

PEÇAS

A Recife marcou presença pela primeira vez

na Expomecânica 2026 para dar a conhecer

a sua atividade na área do abate de viaturas e

comercialização de peças usadas. A participação

teve como principal objetivo divulgar

os serviços da empresa junto dos profissionais

do aftermarket e destacar o papel da reutilização

de componentes na economia circular.

No stand, os visitantes puderam observar

uma amostra de um motor exatamente nas

condições em que é entregue ao cliente, demonstrando

os processos de preparação e

comercialização das peças provenientes de

veículos em fim de vida.

RUPES

REPINTURA

A nova linha de abrasivos (que foi a grande

novidade) e os equipamentos de polimento

e acabamento estiveram entre os principais

destaques da Rupes neste evento. A empresa

apresentou também várias ferramentas profissionais

para oficinas, incluindo aspiradores

e lixadeiras a bateria, numa participação

focada nas soluções que ajudam a aumentar

produtividade, qualidade e eficiência nos

processos de reparação automóvel. Neste

espaço, decorreram demonstrações técnicas

ao vivo e reuniões com clientes e parceiros.

RACTRONICOS

PEÇAS

A Ractronicos colocou em evidência várias

soluções de remanufatura direcionadas para o

aftermarket, respondendo à crescente procura

por alternativas de reparação mais económicas

e sustentáveis. Entre os destaques estiveram

soluções “plug & play” desenvolvidas para

reduzir tempos de reparação, incluindo unidades

ABS, sistemas de controlo de transmissão

DQ381 DSG7, carregadores de bordo Mahle

de 11 kW utilizados em modelos Stellantis e

serviços de remanufatura de painéis de instrumentos

digitais. A empresa apresentou ainda o

novo Catálogo de Remanufatura 2026, criado

como ferramenta de apoio ao diagnóstico em

oficina. Integrada no ACTRONICS Group, a

Ractronicos deu particular destaque ao alargamento

contínuo das referências destinadas

a veículos elétricos, uma das principais apostas

da empresa para acompanhar a evolução

tecnológica do parque automóvel.

RECAMBIOFACIL

PEÇAS

As mais recentes evoluções da plataforma

digital da Recambiofacil, desenvolvidas para

simplificar o trabalho diário das oficinas e dos

restantes operadores do aftermarket, estiveram

em destaque neste espaço. Entre os principais

destaques esteve o novo sistema de gestão

logística integrada, que permite pesquisar

peças e gerir todo o processo de transporte

de forma mais rápida e eficiente. Ao longo

da feira, os visitantes puderam conhecer a

plataforma, que reúne milhões de referências

e processa milhares de encomendas por mês,

bem como a crescente rede de profissionais

ligados ao sistema, incluindo casas de peças,

oficinas, centros de abate e concessionários.

A empresa apresentou ainda novas funcionalidades

de análise e gestão, entre as quais uma

ferramenta que permite aos utilizadores comparar

a sua posição de stock com a de outros

operadores da rede. Em destaque estiveram

também melhorias relacionadas com métricas

de negócio, devoluções, faturação, pagamentos

e vendas, além do serviço de apoio comercial

dedicado ao mercado português e das várias

demonstrações realizadas durante o certame.

RODRISYSTEM

EQUIPAMENTOS

Especialista na área da colisão automóvel,

a Rodrisystems marcou presença na

Expomecânica 2026 com um stand de grande

dimensão, onde apresentou várias soluções

e equipamentos destinados à reparação de

carroçarias. Entre os principais destaques

esteve o equipamento GYS Genius + PTI,

desenvolvido para responder às exigências

dos processos de reparação e calibração dos

veículos mais recentes. Ao longo do certame,

a empresa aproveitou o contacto direto

com oficinas e profissionais do setor para

demonstrar as capacidades das suas soluções

e dar a conhecer as mais recentes evoluções

tecnológicas na área da colisão.

SC CENTRALINAS

ELETRÓNICA

Especilista em eletrónica automóvel a SC

Centralinas levou à Expomecânia a sua oferta

de equipamentos que podiam ser testados no

local, com destaque para a AutoTuner (soluções

de reprogramação de unidades de controlo

eletrónico automóvel). Para além desta marca a

SC Centralinas tinha também em destaque os

equipamentos Xhorse, BFlash e ECU Service.

SERNESA

EQUIPAMENTOS

O renovado CEMB ARGOS Drive Thru e o

novo elevador EVO Kratos L da Cascos estiveram

entre os principais destaques da Sernesa

na Expomecânica. A empresa apresentou

várias soluções direcionadas para aumentar

a produtividade e eficiência das oficinas, incluindo

equipamentos de diagnóstico rápido

de alinhamento, elevadores, desmontadoras,

equilibradoras e soluções específicas para

o serviço de pneus. Decorreram também

demonstrações técnicas dos equipamentos e

reuniões com clientes, distribuidores e profissionais

do setor, permitindo aos visitantes conhecer

de perto o funcionamento das soluções

apresentadas. A participação serviu ainda para

mostrar serviços de aconselhamento técnico,

instalação, formação, assistência pós-venda e

fornecimento de consumíveis e peças.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 37

SCHAEFFLER

PEÇAS

Com uma presença habitual na Expomecânica há

mais de dez anos, a Schaeffler voltou a aproveitar o

certame para mostrar a evolução do seu portefólio

e das soluções que disponibiliza para a mobilidade

atual e futura. Entre os destaques estiveram as

soluções da Vitesco, recentemente integrada no

grupo, com especial enfoque nos sensores NOx,

injetores e produtos de eletromobilidade, a par de

componentes para chassis, transmissão, direção

elétrica e gestão térmica. O stand contou ainda

com várias demonstrações técnicas ao vivo dirigidas

a profissionais e estudantes, proporcionando

contacto direto com novas tecnologias aplicadas

aos veículos híbridos e elétricos. Em evidência

esteve também a plataforma RepExpert, que

reúne serviços de apoio técnico, formação e

informação destinados às oficinas.

SLEM

REPINTURA

A Sigma Line esteve no centro da participação

da Slem na Expomecânica 2026, onde a marca

apresentou uma solução integral pensada para

otimizar todas as fases do processo de pintura

automóvel. A gama inclui produtos direcionados

para preparação, aplicação e acabamento,

com foco na melhoria da produtividade, redução

dos tempos de trabalho e maior consistência

nos resultados em oficina. A empresa deu

também a conhecer várias novidades ligadas ao

setor da repintura auto e promoveu uma ação

dirigida aos visitantes do stand, com o sorteio

de uma pistola Slem de edição exclusiva.

a entrada nas áreas das caixas de velocidades

automáticas e de dupla embraiagem. Até

aqui mais focada em soluções manuais, a

empresa passou a disponibilizar uma oferta

mais abrangente, cobrindo diferentes tipos de

caixas e respetivas peças. A participação serviu

também para acompanhar as necessidades do

mercado, recolher feedback dos profissionais

e dar maior visibilidade à marca, num espaço

onde esteve ainda em exposição um carro de

competição patrocinado pela empresa.

SUMAX

PEÇAS

A Expomecânica 2026 marcou a presença

da Sumax como parte de uma estratégia de

aposta no mercado ibérico, considerado pelos

seus responsáveis como fundamental para o

crescimento. Durante o evento, destacou o

kit de corrente de distribuição e respetivos

componentes, desenvolvidos com materiais de

elevada qualidade e recurso a tecnologias recentes.

A participação visou ainda dar a conhecer

a oferta da marca a distribuidores interessados

em integrar estes produtos nas suas gamas.

TELEPEÇAS

SOFTWARE

A Telepeças aproveitou a Expomecânica para

apresentar três novas soluções tecnológicas

assentes em inteligência artificial, direcionadas

para centros de abate e profissionais do aftermarket.

Entre os destaques esteve a nova versão

do TP Software, totalmente redesenhada, que

permite gerir stocks, automatizar processos de

desmantelamento e catalogação de peças, analisar

preços de mercado e integrar a operação com

os principais marketplaces do setor. A empresa

apresentou também a nova loja online Telepeças,

equipada com funcionalidades de inteligência

artificial, incluindo um assistente virtual denominado

Dr. Peças, interligado com o portal

de anúncios da empresa. A participação ficou

ainda marcada pelo lançamento do GreenParts,

uma nova plataforma baseada em agentes e

ferramentas de IA capaz de identificar peças

através de fotografias, analisar preços, otimizar

imagens e criar anúncios automáticos, entre

outras funcionalidades destinadas a aumentar

a eficiência e a rentabilidade da atividade.

TIPS4Y

SOFTWARE

A Tips4y apresentou várias evoluções das suas

soluções digitais, numa participação focada

na melhoria da eficiência operacional e da

experiência de utilização no aftermarket. Entre

os destaques estiveram ferramentas como a

pesquisa por matrícula com elevada taxa de

acerto, o sistema de gestão de pedidos com

integração via WhatsApp e várias soluções de

informação técnica e apoio especializado. A

empresa deu também a conhecer novas funcionalidades

destinadas a reforçar a ligação

entre matrícula, veículo e peça, aumentando

a precisão da informação e reduzindo erros no

processo de identificação. Ao longo da feira

decorreram demonstrações práticas, momentos

de networking e partilha de experiências reais

de utilização com profissionais do setor.

SPARKES

PEÇAS

A Sparkes demonstrou aos vistantes a evolução

da empresa no aftermarket, com destaque para

TIRESUR

PNEUS

A marca GITI esteve no centro da participação

da Tiresur na Expomecânica 2026, numa

aposta direcionada para dar maior visibilidade

à gama de pneus e aos futuros lançamentos da

marca. Durante a feira, a empresa aproveitou

o contacto direto com o mercado para apresentar

o portefólio e acompanhar de perto as

necessidades dos profissionais do setor.


38 EXPOMECÂNICA

TOTAL CENTRALINAS

ELETRÓNICA

Na terceira participação consecutiva da Total

Centralinas na Expomecânica, a empresa

destacou os serviços de reparação de eletrónica

automóvel e várias soluções da Alientech,

numa presença orientada para acompanhar

as necessidades do mercado, consolidar relações

comerciais e criar novas oportunidades

de negócio. O programa incluiu ainda uma

palestra com um formador oficial da Alientech,

dedicada à partilha de conhecimento técnico

com os visitantes do salão.

VENDEIRO

LUBRIFICANTES

A linha de lubrificantes Orlen Oil esteve

em destaque no espaço da Vendeiro, numa

participação focada no crescimento da marca

no mercado ibérico e no contacto direto com

os profissionais do aftermarket automóvel. Ao

longo da feira, a empresa promoveu várias

ações de esclarecimento técnico, apresentações

e formações dirigidas ao público profissional.

A presença contou ainda com uma equipa

comercial disponível para reuniões e ações

técnicas junto de clientes e parceiros.

AUTOZITÂNIA ASSINALA 40 ANOS NA EXPOMECÂNICA

A Autozitânia comemorou os seus 40 anos de

atividade durante a Expomecânica, num evento

que reuniu clientes, fornecedores, parceiros

e representantes da imprensa. A iniciativa

juntou mais de 300 convidados e serviu para

assinalar uma data particularmente relevante

na história de uma das empresas de referência

do aftermarket em Portugal.

Fundada em 1986, a Autozitânia construiu, ao

longo de quatro décadas, um percurso marcado

pelo crescimento sustentado, pela proximidade

ao mercado e pela capacidade de adaptação

às constantes mudanças do setor automóvel.

De uma empresa focada na importação e distribuição

de peças para veículos automóveis,

evoluiu para uma estrutura com presença

consolidada no mercado nacional e reconhecida

pelo seu papel junto de oficinas, retalhistas e

profissionais do pós-venda.

A celebração realizada no âmbito da

Expomecânica teve um caráter institucional,

mas também emotivo, permitindo recordar os

principais momentos da evolução da empresa e

valorizar o contributo das equipas que, ao longo

dos anos, ajudaram a construir a sua posição

no setor. Durante o encontro, profissionais de

várias áreas da Autozitânia, nomeadamente

vendas, marketing e recursos humanos, par-

tilharam testemunhos e perspetivas sobre

o caminho percorrido e os desafios que se

colocam para o futuro.

Ao longo da sua história, a Autozitânia tem

apostado numa proposta de valor assente na

qualidade do portefólio, na eficiência logística e

na capacidade de resposta às necessidades dos

seus clientes. Mais do que a disponibilização

de peças, a empresa tem procurado afirmar-se

como um parceiro de negócio, apoiando os

profissionais do setor com serviço, aconselhamento,

disponibilidade e soluções adequadas

a um parque automóvel cada vez mais diversificado

e exigente.

Atualmente integrada no universo Autozitânia

& Bragalis e ligada ao Grupo AD Parts em

Portugal, a empresa chega a este marco com

uma presença reforçada e com uma estratégia

orientada para o futuro. A comemoração

dos 40 anos representa, assim, não apenas a

celebração de uma trajetória empresarial, mas

também o reconhecimento do contributo da

Autozitânia para a evolução e profissionalização

do aftermarket em Portugal.

O evento terminou com um jantar comemorativo,

num ambiente de proximidade e partilha,

reforçando a ligação da empresa aos seus

clientes, parceiros e colaboradores.

VT BATTERIES

BATERIAS

A entrada da VT Batteries no mercado português

marcou a participação da empresa na

Expomecânica, numa presença que serviu

também para apresentar oficialmente o projeto

à imprensa. A empresa deu a conhecer o

seu portefólio de baterias, que inclui marcas

como Fulmen, FIAMM e Exide, assumindo

a intenção de continuar a alargar a oferta disponível

em Portugal. Entre os destaques esteve

ainda a criação de um armazém nacional com

capacidade para entre 60 e 70 mil baterias,

como forma de promover a capacidade logística

e a proximidade ao mercado português.

A empresa pretende assegurar um serviço

rápido e adaptado às necessidades dos clientes,

apoiado por uma equipa comercial e logística

dedicada. Com a ambição de se afirmar como

uma referência no mercado nacional, a VT

Batteries tem como objetivo atingir as 100 mil

baterias comercializadas ainda este ano. Além

dos produtos, a empresa destacou também

a aposta num serviço completo de apoio ao

cliente, assente na proximidade, assistência

técnica e capacidade de resposta ao mercado.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 39

Produtos Líderes

e Soluções de Serviço

Inteligentes

delphiautoparts.com


40

FÓRUM

“PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”, FÓRUM ACAP / DPAI

Oficinas vão ter que se

adaptar... depressa

No âmbito da Expomecânica, a ACAP / DPAI realizou o seu terceiro Fórum, nesta edição subordinado ao tema

“Para Quem Move o Aftermarket”. Enfrentar a mudança sem receios e encarar os desafios como oportunidades

foi uma das muitas mensagens deste evento.

Cerca de 500 inscritos marcaram

presença no Fórum ACAP

/ DPAI, num evento que integrou

dois distintos painéis, que

incluiu intervenções centradas

em temas como oportunidades, tecnologia,

rentabilidade, liderança, talento,

competências e novas gerações.

No discurso de abertura do Fórum

ACAP / DPAI, o Presidente Joaquim

Candeias começou por fazer a pergunta

se “existe espaço para fazer melhor no

aftermarket?”. Depois desta pergunta

retórica, que acaba por moldar toda a

sua intervenção neste Fórum, começou

por destacar o percurso de crescimento

e profissionalização do aftermarket em

Portugal, referindo que o setor conta hoje

com profissionais cada vez mais preparados,

com maior capacidade, visão estratégica

e vontade de evoluir.

Mais do que celebrar o bom momento

que o setor atravessa, o presidente da

ACAP/DPAI defendeu que o fórum deveria

servir para retirar os profissionais da

sua zona de conforto. Para Joaquim Candeias,

a evolução faz-se através da abertura

à mudança, da capacidade de aprender

e da ambição de fazer melhor.

“Podemos ser mais sustentáveis? Podemos

ser mais eficientes? Evidentemente

que sim”, afirmou, defendendo que o

aftermarket deve encarar as transformações

em curso como oportunidades de

crescimento. Na sua perspetiva, o futuro

do setor não é “cinzento”, mas sim “brilhante

e dinâmico”, desde que construído

com união, paixão e visão de futuro.

Joaquim Candeias reforçou ainda que o

aftermarket ocupa hoje um lugar central

na mobilidade, numa altura em que o

setor automóvel vive uma das maiores

transformações do último século. Na sua

opinião, os profissionais do pós-venda

independente são o garante da liberdade

de movimento de milhões de pessoas,

assegurando a manutenção, reparação e

continuidade da circulação dos veículos.


PUB

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 41

#WEDRIVEEU

Durante a intervenção, o presidente da

ACAP/DPAI apresentou também a campanha

europeia #WeDriveEU, uma iniciativa

de visibilidade para o aftermarket que será

lançada no início de junho e que envolve

uma coligação de federações internacionais,

incluindo a FIGIEFA. A campanha pretende

reforçar, junto das instituições europeias e dos

decisores políticos, o papel essencial do setor

aftermarket na economia, na mobilidade, na

sustentabilidade e na autonomia da Europa.

A campanha europeia #WeDriveEU terá

como destinatários principais os decisores das

instituições comunitárias, incluindo comissários

europeus, altos funcionários, membros

do Parlamento Europeu, próximas presidências

do Conselho da União Europeia, representações

permanentes e governos nacionais.

A ACAP, garantiu Joaquim Candeias, estará

envolvida neste processo, defendendo junto

do Governo português os interesses do setor.

Segundo o mesmo responsável, o aftermarket

europeu representa cerca de 236 mil milhões

de euros de faturação e garante aproximadamente

3,2 milhões de postos de trabalho,

números que demonstram o peso económico

e social deste ecossistema. Para além disso, o

setor desempenha um papel determinante na

sustentabilidade, ao prolongar a vida útil dos

veículos, assegurar a disponibilidade de peças

e contribuir para uma lógica de circularidade

e reaproveitamento.

O presidente da ACAP/DPAI destacou ainda

a resiliência do aftermarket, capaz de garantir

uma oferta abrangente para um parque automóvel

muito diversificado, com soluções

rápidas e acessíveis para milhares de modelos

em circulação. Esta capacidade, defendeu, é

essencial para manter a mobilidade das pessoas

e das empresas, em particular num país

onde a maioria das deslocações continua a ser

feita por via rodoviária.

Joaquim Candeias lembrou também que a

escolha independente no pós-venda permite

manter os custos de reparação em valores

justos, tornando a mobilidade mais acessível

a milhões de pessoas. Sem essa oferta diversificada,

flexível e competitiva, muitos automobilistas

teriam maiores dificuldades em

manter os seus veículos em circulação.

Na conclusão da sua intervenção, o presidente

da ACAP/DPAI apelou à ambição, à união

e à capacidade de trabalho dos profissionais

do aftermarket. Apesar do momento positivo,

considerou essencial continuar a evoluir, ganhar

notoriedade e afirmar o setor como uma

área de referência, respeitada pela sua qualidade,

relevância económica e contributo para

a mobilidade.

+80

MARCAS PREMIUM

+170.000

REFERÊNCIAS

COMPROMISSO

RIGOR

DINAMISMO

CONFIANÇA

EMPATIA

Produtos premium,

logística eficiente, apoio

pós-venda e serviços

técnicos especializados

para profissionais do

aftermarket.

www.krautli.pt

Lisboa - Porto - Coimbra


42 ATUALIDADE

O NOVO PÓS-VENDA

No Painel “O Novo Pós-Venda – Oportunidades,

Tecnologia e Rentabilidade”, Inês

Alves da Auto Reparadora Vale de Milhaços

contou a história de resiliência desta oficina

como exemplo (de sucesso). Na sua apresentação

ficou evidente que a gestão oficinal é

muito importante para que a oficina seja gerida

como empresa que é, obtendo-se a partir

dessa gestão ganhos de escala muito importantes

para a oficina se tornar rentável.

A transformação do aftermarket automóvel,

a digitalização dos processos e a importância

crescente da formação estiveram em destaque

neste painel que reuniu representantes

de diferentes áreas do setor, desde oficinas

independentes até grandes operadores de

distribuição (de pneus e peças de pesados).

Entre os principais temas debatidos esteve

a necessidade de adaptação das empresas às

novas exigências do mercado, num contexto

marcado pela eletrificação, pela conectividade

e pela crescente sofisticação tecnológica

dos veículos. Os participantes defenderam

que a rentabilidade das oficinas depende

cada vez mais da capacidade de investir em

formação técnica, otimização de processos

e qualidade do serviço prestado ao cliente.

David Brito, da Auto Brito, destacou a importância

de uma receção eficiente e de uma

comunicação clara com o cliente, enquanto

Inês Alves sublinhou o valor das certificações,

da diferenciação no mercado e do investimento

contínuo na capacitação técnica

das equipas.

Já Luís Aniceto, da S. José Pneus, partilhou

a evolução da empresa ao longo de seis décadas,

defendendo que a abertura à mudança,

a profissionalização e a digitalização foram

fundamentais para transformar uma pequena

empresa familiar numa referência ibérica

do setor.

No segmento dos pesados, Joel Lebre, da

Motorbus, destacou a importância da disponibilidade

de stock e da eficiência logística,

sublinhando que um veículo parado representa

perdas elevadas para os transportadores.

O responsável revelou que a aposta no

reforço de stocks durante a pandemia permitiu

à empresa ganhar vantagem competitiva

e responder às necessidades do mercado.

Apesar das diferentes áreas representadas,

houve uma ideia transversal entre todos os

participantes: o futuro do setor passa inevitavelmente

pela formação contínua, pela

digitalização e pela capacidade das empresas

saírem da sua zona de conforto para se

adaptarem a um mercado em rápida transformação.

LIDERAR O FUTURO

O segundo painel “Liderar o Futuro – Talento,

Competências e Novas Gerações”,

que teve como membros António Esteves

(NEEM FEUP), José Pedro (Car Academy),

Luís Miranda Torres (Instituto Superior de

Engenharia do Porto) e Manuel Mota (Católica

Porto Business School / AB Consultoria).

A integração dos jovens profissionais foi

apontada como um desafio ainda por resolver.

Embora existam empresas abertas a

acolher novas gerações e a transmitir conhecimento,

continua a haver algum preconceito

relativamente a quem está no início do

percurso. A aproximação entre estudantes e

mercado de trabalho deve, por isso, acontecer

mais cedo e de forma estruturada, permitindo

aos jovens conhecer melhor as várias

áreas profissionais antes de fazerem escolhas

definitivas.

Foi também defendido o reforço do ensino

profissional e dos cursos técnicos, capazes de

proporcionar uma experiência mais próxima

da realidade das empresas e de preparar melhor

os futuros profissionais para as exigências

do setor.

No aftermarket, a questão central passa

pela capacidade das empresas se adaptarem

a novos veículos, novas tecnologias e novos

clientes. Apesar de Portugal manter um parque

automóvel envelhecido, a eletrificação já

é uma realidade visível nas estradas e, mais

cedo ou mais tarde, chegará às oficinas. Esperar

que o mercado se ajuste ao modelo tradicional

de negócio foi considerado um erro.

São as empresas que têm de se adaptar à tecnologia,

ao consumidor e ao novo contexto

competitivo.

Neste cenário, programas como o Aftermarket

360 surgem como ferramentas importantes

para apoiar empresários e gestores na passagem

de uma gestão operacional para uma

gestão mais estratégica, rentável e preparada

para o futuro. As áreas da formação digital,

gestão financeira, rentabilidade e recursos

humanos foram apontadas como prioritárias.

A escassez de profissionais qualificados

exige novas respostas, desde academias de

formação a soluções adaptadas a pequenos

operadores.

Estando o aftermarket num momento decisivo,

quem investir em formação, digitalização,

gestão e mudança de mentalidade estará

melhor preparado para competir, atrair talento

e responder às exigências do futuro.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 43

NOVO!

PRIMEIROS

FARÓIS FULL LED

RECONDICIONADOS

As mesmas especificações,

desempenho e garantia

das peças de origem.

Compatíveis para os modelos

Peugeot 3008 e 5008.

ATÉ -40%

MAIS ECONÓMICO DO QUE

A PEÇA ORIGINAL

Para mais informações,

visite o nosso site.


44

ATUALIDADE

OVOKO

Peças usadas

além-fronteiras

A Ovoko opera uma plataforma digital que agrega milhões de peças usadas,

suportada por um sistema logístico próprio.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

Ovoko foi fundada em

2016, na Lituânia, por um

empresário de outro ramo

de atividade, que apostou

no potencial da digitalização

no desmantelamento de veículos. “Hoje,

somos mais de 300 pessoas na equipa

Ovoko e somos um intermediário no

comércio de peças usadas provenientes

de 17 países, da Finlândia a Portugal”,

explicou à PÓS-VENDA Kestutis Bruzgis,

Head of Business Development

na Ovoko. “Atualmente, a plataforma

funciona como um marketplace robusto

que reúne ofertas de fornecedores profissionais,

permitindo pesquisas precisas e

comparação de preços. Na plataforma, é

possível comparar preços e ver fotografias

reais de peças de diversos centros de abate

europeus”. O responsável adianta que,

atualmente, a Lituânia continua a ser o

mercado mais forte em termos de stock,

mas a empresa tem expandido agressivamente

a sua atividade na Europa Oci-

Kestutis Bruzgis

Head of Business Development na Ovoko


PUB

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 45

OPERAÇÃO LOGÍSTICA

De acordo com Kestutis Bruzgis, um dos maiores

trunfos da Ovoko perante a concorrência é a sua

capacidade de gerir toda a complexidade logística,

simplificando a vida dos desmanteladores. “A

gestão de toda a cadeia logística é um dos maiores

diferenciadores entre a Ovoko e outras plataformas.

Se uma empresa portuguesa quiser vender

para a Finlândia, do sul para o norte da Europa,

a Ovoko organiza toda a componente logística

e define custos. Na Ovoko, compreendemos o

processo de A a Z, desde o software usado pelo

vendedor ao tipo de informação reunida, até ao

processo de devolução, se necessário.” A Ovoko

possui uma política de 14 dias, em que garante o

reembolso total do item e do custo de entrega

para o comprador. O responsável lembra ainda que

gerir um inventário de milhões de itens exige uma

logística altamente especializada, capaz de lidar

com a enorme disparidade física entre os compo-

nentes automóveis. “O sistema logístico da Ovoko

foi desenhado para eliminar a confusão que os

vendedores enfrentam ao tentar enviar peças com

dimensões drasticamente diferentes. As categorias

de peças são muito diferentes. Entre enviar um

para-choques ou uma peça de pequenas dimensões,

as necessidades logísticas são completamente

diferentes.” Para resolver este desafio, a Ovoko

pré-define os preços e seleciona as transportadoras

adequadas para cada categoria, permitindo que,

ao carregar num único botão, o vendedor receba

uma etiqueta de envio já preparada, com preços

e transportadores definidos pela plataforma. “Esta

padronização transforma um processo que seria

um pesadelo logístico para um pequeno centro de

abate, numa operação de e-commerce simples, e

garante que mesmo as peças mais volumosas possam

atravessar a Europa com custos controlados

e acompanhamento em tempo real.”

dental, com Espanha a assumir-se como um

dos maiores consolidadores de suporte desta

plataforma. “Enquanto mercados como o da

Suécia já digitalizam o setor há 20 a 25 anos, a

tendência geral de digitalização na Europa começou

a ganhar força há cerca de 10 anos. Em

Espanha, de um universo de 1000 desmanteladores,

entre 500 e 600 já estão em processo de

digitalização, muitos deles integrados na rede

da Ovoko. Além disso, mercados como o da

Polónia desempenham um papel fundamental

na robustez do catálogo, contribuindo para

que a plataforma consiga oferecer hoje mais de

40 milhões de peças provenientes de desmanteladores

de 17 países. Esta diversidade permite

que compradores de toda a Europa, incluindo

Portugal, acedam a componentes que seriam

difíceis de localizar apenas nos seus mercados

nacionais”, indica Kestutis Bruzgis. “Estima-

-se que apenas 10% a 20% de todas as peças

usadas na Europa estejam digitalizadas, o que

revela um enorme potencial de crescimento.”


46 ATUALIDADE

SUSTENTABILIDADE

PORTUGAL

“Em Portugal, a procura por peças usadas

é duas vezes superior à oferta disponível no

país, o que justifica a necessidade de importar

peças de outros países”, afirma o responsável,

acrescentando que “Portugal tem demonstrado

um crescimento impressionante,

com o volume de vendas a duplicar anualmente.

No entanto, o perfil do comprador

português distingue-se do resto da Europa

pela forte componente profissional. Curiosamente,

dois terços do volume de vendas

em Portugal são para compradores B2B, enquanto,

na Europa, em geral, temos uma divisão

de 50-50 entre profissionais e particulares.

Atualmente, vendemos cerca de 70 mil

peças por ano em Portugal”. Apesar do crescimento

acentuado, Kestutis Bruzgis explica

que a digitalização do setor em Portugal ainda

está numa fase inicial quando comparada

com o norte da Europa. “Portugal apresenta

um cenário mais próximo do italiano, onde o

movimento começou a ganhar força há cerca

de uma década. No entanto, com cerca de

2 milhões de peças digitais disponíveis no

mercado português, os números são considerados

muito positivos para a dimensão do

país, demonstrando que os centros de abate

nacionais estão a adotar rapidamente estas

Operação europeia

⇨ A plataforma liga mais de 40 milhões de

peças provenientes de desmanteladores de

17 países europeus;

⇨ Nos últimos 12 meses, a Ovoko vendeu

mais de 3 milhões de peças em toda a

Europa;

⇨ Atualmente, a maioria dos processos

no sistema e ambiente da Ovoko são automáticos.

Portugal

⇨ A Ovoko vende cerca de 70 mil peças

por ano em solo português;

⇨ O volume de vendas está a crescer mais

de duas vezes por ano;

⇨ Dois terços do volume de vendas destinam-se

a compradores B2B;

⇨ Existem cerca de 1,2 milhões de peças

listadas no mercado português através da

plataforma.

novas ferramentas.” A estratégia da Ovoko

para consolidar a sua presença em Portugal

passa também pela colaboração com parceiros

locais e pela presença física em eventos do

setor. A empresa já estabeleceu parcerias com

fornecedores de software nacionais, como a

Atena, para integrar melhor os inventários

dos desmanteladores portugueses. Além

disso, a marca tem apostado na proximidade

com os profissionais nacionais através da

participação em feiras de referência, como a

Expomecânica, no Porto, onde interagem diretamente

com centros de abate locais e oficinas.

“Esse contacto direto permite ajustar

as ferramentas da plataforma às necessidades

específicas dos profissionais portugueses”,

afirma o responsável, que acrescenta que a

elevada procura de peças usadas em Portugal

é impulsionada por uma frota automóvel

com uma média de idade entre os 13 e 14

anos, o que gera uma necessidade constante

de componentes para veículos já difíceis de

encontrar no mercado de peças novas.

DIRETIVA ELV

Kestutis Bruzgis refere que o crescimento da

Ovoko está profundamente alinhado com as

mudanças legislativas que se aproximam da

União Europeia, nomeadamente a nova diretiva

ELV, Veículos em Fim de Vida. “Esta

regulação irá obrigar todos os estados-membros

a aumentar significativamente a reutilização

de componentes, seguindo o exemplo

pioneiro da França, onde já existem leis que

obrigam as oficinas a oferecer ao consumidor

uma escolha entre peças novas e usadas. Este

movimento não só valida a missão de sustentabilidade

da Ovoko, como também empurra

o mercado para uma profissionalização

definitiva, onde os desmanteladores deixam

de ser simples parques de sucata para se tornarem

fornecedores tecnológicos essenciais

na cadeia de reparação automóvel. A Ovoko

posiciona-se, assim, como a infraestrutura

que permite às oficinas cumprirem estas

futuras obrigações legais de forma simples e

eficiente.”

B2B

Ao contrário de outras soluções de e-commerce,

que permitem a venda entre particulares,

a Ovoko mantém uma política rigorosa

de aceitar apenas vendedores profissionais e

Kestutis Bruzgis indica que, para a Ovoko,

a venda de peças usadas não é apenas

um negócio, mas uma missão ambiental.

A empresa acredita que a digitalização é a

chave para evitar a produção desnecessária

de componentes novos e reduzir a pegada

de carbono do setor automóvel. “A reutilização

é o futuro. Temos vindo a criar toda a

infraestrutura necessária para permitir que

estas peças tenham sempre que possível

uma segunda vida. Nos últimos 12 meses,

vendemos mais de 3 milhões de peças na

Europa. Isso elimina a necessidade de produzir

peças novas, ou seja, cortamos toda

a cadeia de emissões de CO2.”

empresas certificadas no seu market-place.

“Não existe uma versão C2C deste market-

-place, e as peças provêm de centros de abate

oficiais, assim como de vendedores profissionais,

empresas que trabalham na venda de

peças, que cumprem requisitos legais e de inventário.

Para manter este padrão elevado, a

Ovoko utiliza um sistema de monitorização

de Top-Sellers, onde analisa constantemente

dados de desempenho. Se um vendedor

começa a apresentar taxas de cancelamento

ou de retorno acima do esperado, a equipa

intervém para o apoiar na identificação e correção

de problemas nos seus processos internos,

para assegurar que a confiança do cliente

não seja comprometida por falhas operacionais

de parceiros individuais”, adianta Kestutis

Bruzgis.

AUTOMATIZAÇÃO DE PROCESSOS

Para facilitar as trocas entre os mais de 25

países europeus onde a plataforma opera, a

Ovoko investiu fortemente na automação.

“Atualmente, a maioria dos processos no

sistema são automáticos, o que dispensa a

necessidade de interação humana constante

entre comprador e vendedor. Para superar o

desafio dos diferentes idiomas, introduzimos

ferramentas de tradução automática que permitem

que uma oficina em Portugal comunique

de forma fluida com um desmantelador

na Finlândia ou na Lituânia.”

FUTURO

Quanto ao futuro da plataforma, Kestutis

Bruzgis, indicou que a Ovoko irá ter novas

implementações a curto prazo. “O nosso objetivo

é conectar todos os desmanteladores

europeus à Ovoko. Queremos que qualquer

comprador na Europa encontre a peça que

procura. Estamos a procurar novas soluções,

como garantias, para dar ao cliente mais informação

e confiança, para que tome uma

decisão bem informada. Acreditamos que as

leis, como as que já existem em França, vão

expandir-se rapidamente pela Europa.”


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 47


48 ATUALIDADE

AUMOVIO

“Com a Aumovio, o portfólio

de produtos foi rebatizado,

não reduzido”

A Aumovio nasceu da cisão da divisão Automotive do Grupo Continental, tornando-se uma empresa independente, com um

portfólio para o aftermarket centrado nas marcas VDO e ATE.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Com a conclusão do spin-off e a entrada

em bolsa, a Aumovio passou

a operar como empresa independente,

dando continuidade à experiência,

dimensão e capacidade

tecnológica da antiga divisão Automotive

da Continental. No aftermarket, a empresa

simplificou o seu posicionamento, concentrando

a oferta na marca VDO, para a

área da eletrónica e mecatrónica, e na ATE,

dedicada aos sistemas de travagem. Em

entrevista à PÓS-VENDA, Enno Straten,

Diretor-Geral do Aftermarket da Aumovio,

explica o enquadramento desta mudança e

o seu impacto para clientes, distribuidores

e oficinas.

A criação da Aumovio resulta do spin-off

da divisão Automotive da Continental.

Em termos práticos, o que mudou para os

clientes do aftermarket?

Para os clientes do aftermarket, a principal

mudança está relacionada com a marca, não

com o produto. O anterior portefólio de

Enno Straten

Diretor-Geral do Aftermarket da Aumovio


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 49

peças sobresselentes Continental Automotive

para eletrónica e mecatrónica está agora a

ser comercializado inteiramente sob a marca

VDO, na sequência do spin-off da Aumovio.

A transição é gradual e inclui alterações como

a embalagem dos produtos, desde dezembro

de 2025. Importa salientar que os produtos,

a qualidade e a disponibilidade permanecem

inalterados.

Por que razão decidiram deixar de utilizar a

marca Continental no aftermarket e focar-

-se nas marcas ATE e VDO?

Na sequência do spin-off, a Aumovio reorganizou

o seu portfólio aftermarket em torno de

marcas fortes e especializadas, alinhadas com as

respetivas competências. A VDO assume o papel

de referência nas áreas de eletrónica e mecatrónica,

suportada pela sua qualidade OEM,

know-how tecnológico e capacidade de serviço,

enquanto a ATE se mantém como a marca

premium dedicada aos sistemas de travagem.

Ambas as marcas transitam para esta nova fase

sem alterações de posicionamento, sendo a distribuição

de produtos definida de acordo com

o domínio tecnológico: a ATE concentra-se

nos sistemas de travagem e a VDO abrange

áreas como sistemas de combustível, sensores,

unidades de controlo do motor, baterias, turbocompressores

e soluções ADAS.

Cada marca

está a ser

consistentemente

especializada de

acordo com as

suas competências

principais, enquanto

o portfólio global

de aftermarket

continua a crescer”

PUB


50 ATUALIDADE

Esta transição levou à eliminação ou

reorganização de linhas de produto existentes?

Não. A transição não levou à eliminação de

linhas de produto existentes. A mudança de

marca não afetou os produtos existentes ou

futuros nem a sua elevada qualidade. Com a

Aumovio, o portfólio de produtos foi rebatizado,

não reduzido.

Que impacto prático tem esta nova estrutura

de marcas para as oficinas e distribuidores?

As oficinas e os distribuidores beneficiam de

um posicionamento claro das marcas, com a

ATE para travões e a VDO para eletrónica e

mecatrónica. Passam também a ter acesso a

serviços agregados prestados conjuntamente

pela ATE e pela VDO, incluindo linhas de

apoio técnico, programas de formação certificados,

formação online e programas de fidelização

e parceria. O foco está num apoio

prático e orientado para o futuro. Muitas

oficinas tinham-nos pedido, antes do rebranding,

para trazermos de volta ambas

as marcas. Ao longo do tempo, sempre tiveram

uma imagem de marca forte e foram

altamente confiáveis. Os nossos produtos

permanecem inalterados. A continuidade

da confiança é assegurada pela manutenção

dos produtos e da qualidade, pela valorização

dos quase 100 anos de herança da marca

VDO e pelo destaque à qualidade OEM,

segurança e competência de serviço. A transição

foi posicionada como o regresso da

VDO e da confiança e elevada consideração

de que sempre beneficiou. No caso do apoio

técnico, está a ser reforçado através de uma

A continuidade

da confiança é

assegurada pela

manutenção dos

produtos e da

qualidade

A VDO irá continuar

a expandir o seu

portefólio, em

particular com

sensores e

câmaras ADAS

estrutura de serviços partilhada entre a ATE

e a VDO, incluindo uma linha de apoio técnico,

programas de formação abrangentes e

certificados para oficinas, bem como formação

online adicional e conceitos de parceria.

A médio prazo, a vossa estratégia passa

por expandir a gama de produtos da ATE

e da VDO ou por especializar ainda mais

cada marca?

A estratégia envolve tanto expansão como especialização.

A VDO irá continuar a expandir

o seu portefólio, em particular com sensores

e câmaras ADAS, ao mesmo tempo que reforça

todos os grupos de produtos existentes.

A ATE mantém o foco nos sistemas de travagem.

Cada marca está a ser consistentemente

especializada de acordo com as suas competências

principais, enquanto o portfólio global

de aftermarket continua a crescer.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 51

LIMPEZA DE FILTRO

DE PARTICULAS

A única solução

certificada!

ID 0000089615

Mantenha o filtro de partículas,

use o nosso serviço de limpeza!

info@interescape.com

VILA DO CONDE | +351 252 248 810

+351 252 248 810

www.interescape.com


52 ATUALIDADE

VERA – INTELLIGENCE THAT DRIVES YOUR BUSINESS

Analisar dados para

gerir melhor

A VERA, empresa especializada em soluçõesde Business Intelligence, integra dados de múltiplas fontes,

eliminando a dispersão de informação e permitindo decisões baseadas em dados concretos e fiáveis.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

VERA Intelligence for Business

é uma empresa especializada em

soluções de Business Intelligence

de alta performance, integrada

na holding Base Capital, que

detém um portfólio de empresas ligadas ao

setor automóvel. A sua atividade não passa

pelo desenvolvimento de software operacional,

mas pela análise e reporting de dados,

centralizando informação de várias fontes,

como DMS, CRM, ERP ou Excel, num

Data Warehouse. Ana Monteiro, Responsável

Comercial para Portugal, explica que

a solução se destina a concessionários, redes

oficinais, retalho de usados, grossistas de peças

ou empresas de Rent-a-Car e está focada

em organizações que necessitam de uma visão

integrada para melhorar a performance

e a rentabilidade. “Mais do que tecnologia,

a VERA entrega conhecimento de negócio,

da área comercial aos recursos humanos.

Integrada na holding Base, que gere marcas

como C. Santos VP, Europeças, Aston Martin

e Maserati, a equipa possui décadas de

experiência no setor. Nasceu de uma necessidade

do grupo, com um DMS complexo

e pouco flexível na extração da informação,

a qual se juntos outros dados dispersos,

oriundos de outras de fontes de informação,

sem possibilidade de a cruzar entre áreas

como vendas, peças e após-venda, clientes,

cobranças, RH, indicadores financeiros.

Esta origem dá à VERA uma compreensão

abrangente de todas as etapas do negócio

Ana Monteiro

Responsável Comercial - Portugal

automóvel. Ao contrário de um consultor

de TI ou mesmo BI genérico, a VERA tem

como vantagem competitiva, conhecemos a

operação e os desafios específicos do setor”.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 53

DATA WAREHOUSE

O core da proposta de valor da VERA é a

criação de um Data Warehouse, com a recolha

e organização de informação de várias

fontes, como DMS, ERPs, CRMs, Excel ou

APIs de outra aplicações. Ana Monteiro explica

a distinção fundamental entre a VERA

e um software operacional: “Na VERA não

temos um software operacional, desenvolvemos

soluções de extração, transformação e

análise de dados. Vamos à fonte, organizamos

a informação de forma estruturada e correlacionada,

e depois aplicamos as regras de negócio

do cliente para dar informação relevante

quase em tempo real. Atrás de um dashboard

há muita coisa. Existem cubos de informação

que agregam grandes quantidades de dados

e permitem uma análise diferente através de

CASTROL_TRAVOCAR_REN_REC_210x130mm_PT AAFF.pdf 1 14/4/25 17:58

PUB

tabelas dinâmicas. O trabalho da VERA não

é apenas criar gráficos, mas construir uma

estrutura de dados robusta que suporta a

análise”. Ana Monteiro indica que a análise

de dados integrada das soluções desenvolvidas

pela VERA permite identificar falhas de

processo que passam despercebidas na gestão

diária. “Muitas vezes há mais a ganhar com o

negócio que já existe. Por vezes, as empresas

querem mais clientes, querem vender, mas,

por vezes, a alteração de um pequeno processo

no dia-a-dia vai trazer grandes diferenças.

Ajudamos as empresas a identificar onde

estão as oportunidades de melhoria. Ajudamos

as equipas a analisar processos, valores e

tendências. Há um grande potencial dentro

das organizações que muitas ainda não exploram”,

indica Ana Monteiro.

Renault

recomenda Castrol

FindCastrolOil.com


54 ATUALIDADE

PÚBLICO-ALVO

As soluções são desenvolvidas para empresas

com volume de dados que justifique

a automação:

⇨ Concessionários e grandes grupos: Para

integrar vendas, peças e oficina;

⇨ Redes oficinais e oficinas de grande dimensão:

Para gerir múltiplas localizações,

rentabilidade de serviços e produtividade

dos colaboradores;

⇨ Grossistas e distribuidores de peças: Que

necessitam de gerir stocks e fluxos financeiros

complexos;

⇨ Retalhistas de usados: otimizar tempos

de stock e acompanhar margens por viatura;

⇨ Empresas de Rent-a-Car: Pela necessidade

de monitorizar a rentabilidade de

ativos móveis.

SOLUÇÕES

A VERAIB disponibiliza um portefólio de produtos

“chave-na-mão” e desenvolvimentos à medida:

⇨ VERA TOTAL: Produto standard para concessionários

(vendas novos e usados, após-venda,

peças e mapas financeiros) de rápida implementação

que integra as principais fontes de

informação para suporte à decisão;

⇨ VERA RAC: Desenhado para o setor de Renta-Car,

acompanha reservas, contratos, receitas

extra e permite calcular a rentabilidade exata

de cada viatura, cruzando custos de compra,

manutenção, períodos de paragem e venda final;

⇨ VERA DMS READY: Um extrator específico

para a base de dados dos DMS, que facilita a

criação de mapas e dashboards para concessionários;

⇨ VERA FINANCE: Solução dedicada à área

financeira, capaz de automatizar balancetes e

demonstrações de resultados através de um

motor de regras inteligente;

⇨ Soluções à medida: Projetos baseados num

diagnóstico detalhado para refletir métricas

e contextos específicos de cada organização.

INDEPENDÊNCIA DO SISTEMA

De acordo com Ana Monteiro, uma vantagem

crítica das soluções desenvolvidas pela VERA

é a independência tecnológica. “A VERA assegura

que os dados pertencem ao cliente,

independentemente do software operacional

utilizado. Esta solução é agnóstica a qualquer

DMS ou aplicação. Se o cliente mudar de

DMS, por exemplo, mantém todo o histórico

no Data Warehouse desenvolvido”. Além disso,

a responsável acrescenta que a VERA oferece

também suporte técnico aos seus clientes,

e novos desenvolvimentos que acompanham

a evolução natural do negócio. No caso da

implementação de Inteligência Artificial, Ana

Monteiro alerta para a necessidade de estruturação

prévia: “Há muitas empresas a avançar

diretamente para a inteligência artificial,

mas para tirar partido do grande potencial da

mesma no uso dos dados do negócio, há que

passar pela estruturação dos mesmos, aonde

os modelos de IA vão assentar.”


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 55

SISTEMAS GLOBAIS DE ARMAZENAGEM

Sistemas Globais de Armazenagem

LISBOA

Trav. Sanguinho das Sebes, nº 8 - Bairro das Sesmarias

2710-094 SINTRA

Tel.: 219 150 189 / 219 156 710 - Fax: 219 150 101

Email: geral@endal.pt

PORTO

Tel.: 229 756 047

Email: porto@endal.pt

www.endal.pt


56

MERCADO

LUÍS TRINDADE FALA DOS 18 ANOS DA PACEC

“A especialização revelou-se

uma decisão acertada”

A PACEC está de parabéns. Faz 18 anos e o filho do seu fundador, Luís Trindade, explica a longevidade da

empresa atendendo a que se especializou apenas em peças para veículos Mercedes.

TEXTO PAULO HOMEM

Momento marcante para

a empresa das Caldas

da Rainha, os 18 anos

da PACEC são entendidos

como um “contentamento”

por ter conseguido fazer

vingar um projeto diferenciador dentro

do massificado mercado das peças aftermarket

para automóvel.

O atual gerente da empresa, Luís Trindade,

falou para a PÓS-VENDA sobre

os 18 anos da PACEC, mas também sobre

os desafios que a atividade da empresa

enfrenta neste momento.

O que representam 18 anos de PA-

CEC? A confirmação de um projeto?

Representam, acima de tudo, um sentimento

de contentamento. Contentamento

porque sentimos que o projeto

fez e continua a fazer sentido. Ao fim

de 18 anos, continuamos motivados,


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 57

cheios de ideias e de planos para executar. Isso

acaba por ser a maior confirmação de que o

caminho escolhido foi o correto.

A aposta na especialização em peças para

veículos Mercedes confirmou-se como a

decisão certa?

Sim, claramente. No início era uma aposta,

naturalmente com incertezas e um caminho

por percorrer. Houve momentos de reflexão,

em que ponderámos se deveríamos continuar

apenas focados numa marca ou seguir outro

modelo. Mas a verdade é que, tanto por fatores

internos como externos, a especialização

revelou-se uma decisão acertada. Hoje sentimos

ainda mais confiança nesse posicionamento.

Hoje, essa especialização é ainda mais relevante?

Sim, talvez ainda mais relevante do que há 10

anos. A Mercedes-Benz aumentou enormemente

a diversidade de modelos, segmentos

e motorizações. Há mais tecnologia, mais

variantes, mais sistemas eletrónicos e novas

formas de motorização, desde híbridos a elétricos.

Tudo isso exige conhecimento específico.

Para quem trabalha todas as marcas, a

complexidade multiplica-se ainda mais. Nós

trabalhamos apenas uma marca, mas mesmo

assim temos um enorme desafio diário de investigação,

atualização técnica e procura de

soluções.

O que mudou nos veículos Mercedes que

mais impactou o vosso negócio?

A complexidade tecnológica. Há 18 anos trabalhávamos

sobretudo mecânica tradicional.

Hoje os veículos estão muito mais eletrificados,

com sensores, módulos eletrónicos e uma

enorme diversidade técnica. Isso obriga-nos a

estudar mais, investigar mais e acompanhar

constantemente a evolução tecnológica. A

evolução da marca nunca foi para simplificar,

foi sempre para aumentar a complexidade e

isso obriga-nos a estar muitos mais atentos às

constantes novidades que vão surgindo.

Ainda faz sentido falar em “especialista

Mercedes” da mesma forma que há 10

anos?

Faz ainda mais sentido. Hoje existe muito

mais informação técnica para dominar. Há

mais versões, mais restylings, mais motorizações

e mais nichos dentro da própria marca. A

especialização permite-nos responder melhor

aos problemas menos correntes e oferecer um

serviço mais competente.

Como evoluiu o know-how técnico da empresa?

Evoluiu muito através da experiência acumulada

e da necessidade constante de adaptação.

Hoje não basta conhecer as peças mecânicas. É

preciso compreender eletrónica, históricos de

avarias, compatibilidades entre versões e evolução

técnica dos modelos. O conhecimento

técnico tornou-se uma ferramenta essencial.

Atualmente, onde está a verdadeira

vantagem competitiva da PACEC: produto,

conhecimento ou serviço?

Está na conjugação dos três, mas sobretudo

na capacidade de sermos solução para

problemas difíceis. Continuamos muito

focados naquela lógica de ter “a peça que

o mercado não tem”. Isso continua presente

no nosso dia a dia, desde a investigação

à compra e ao stock.

E ainda se consegue ter “aquela peça

que o mercado não tem”?

Sim, totalmente. Faz parte da nossa identidade.

Não porque nos achemos especiais,

mas porque acreditamos que é isso

que nos permite resolver os problemas

menos comuns. Queremos que o cliente

saiba que, quando existe uma dificuldade

específica num Mercedes, a PACEC pode

ser a solução.

PUB


58 MERCADO

O mercado ainda valoriza essa profundidade

de gama?

Sim. O preço e a rapidez são importantes, naturalmente,

mas quando aparece um problema

difícil, o cliente valoriza muito quem consegue

resolver rapidamente e com conhecimento.

Isso tem impacto na rentabilidade das oficinas

e no serviço ao cliente final.

Mantêm a política de trabalhar com marcas

próximas do primeiro equipamento?

Mantemos essa filosofia. Trabalhamos marcas

reconhecidas pela qualidade e muito próximas

do primeiro equipamento. Naturalmente,

existem grupos de produto onde também faz

sentido ter soluções intermédias, ajustadas à

idade do veículo e à realidade económica do

mercado, mas a base continua a ser qualidade

e confiança.

Para uma empresa da nossa dimensão, trabalhar

grandes marcas de volume nem sempre é

possível, mas isso também nos obrigou a procurar

diferenciação.

Quais são hoje algumas das marcas de referência

da PACEC?

Continuamos a trabalhar com marcas como

Victor Reinz, Elring, NPR, Zimmermann,

HEPU e outras marcas alemãs com forte proximidade

ao equipamento original. São marcas

que os clientes reconhecem pela qualidade

e fiabilidade.

Conseguiram desenvolver a área de carroçaria,

como era vossa intenção?

Sim. Foi uma evolução natural. A diversificação

da gama Mercedes e o crescimento dos

SUV e dos novos segmentos obrigaram-nos a

aumentar muito a oferta nessa área. Hoje trabalhamos

mais componentes de carroçaria,

iluminação, espelhos, plásticos e elementos

exteriores. A logística da carroçaria é muito

diferente da restante logística de peças. Um

único modelo pode ter várias versões diferentes

de um componente simples como um farol,

entre restylings e variantes. Isso gera uma

enorme complexidade. Apesar disso é uma

área que temos vindo a desenvolver.

Que áreas cresceram mais dentro da PA-

CEC?

A eletrónica cresceu muito, naturalmente.

Mas também crescemos bastante no aprofundamento

das versões menos comuns e mais

específicas dos modelos Mercedes, incluindo

versões AMG, nichos de mercado e veículos

mais raros.

Como lidam com a eletrificação do parque?

Sentimos que o impacto maior ainda está por

vir. Já existem pedidos e algumas necessidades,

mas a transição não aconteceu à velocidade

que se previa há cinco anos. Continuamos

atentos e preparados para acompanhar essa

evolução.

A eletrificação representa uma ameaça ou

uma oportunidade?

Vemos mais como uma oportunidade e como

um desafio de adaptação. Achamos que haverá

uma convivência entre diferentes tecnologias

durante bastante tempo. O mercado ainda

demonstra alguma prudência em relação

ao elétrico puro, especialmente no usado.

Como evoluiu o modelo entre balcão local e

distribuição nacional?

Quando começámos, o foco principal era importação

e distribuição. O balcão acabou por

surgir naturalmente e coexistir muito bem com

o resto da atividade. Hoje conseguimos equilibrar

bem as duas dimensões.

A loja online B2B foi uma realidade importante?

Sem dúvida. O B2B teve um impacto muito

grande. Funciona quase como uma montra

aberta 24 horas por dia para mostrar aos clientes

o nosso trabalho, o stock e a capacidade de resposta.

Permitiu aumentar muito a nossa presença

nacional.

O WhatsApp tornou-se também uma ferramenta

importante?

Muito importante. Surpreendeu-nos pela dimensão

que ganhou. Hoje é uma ferramenta

diária de comunicação e trabalho com clientes.

A facilidade e rapidez de utilização fizeram com

que tivesse uma adoção enorme.

Como veem o impacto da inteligência artificial

na vossa atividade?

É provavelmente um dos maiores desafios atuais.

A inteligência artificial pode influenciar todos os

processos de uma empresa, desde a logística à

comunicação técnica ou ao atendimento. É uma

transformação muito profunda e muito rápida.

Quais são as prioridades estratégicas da PA-

CEC para os próximos anos?

Continuar a evoluir sem perder identidade.

Queremos crescer, reforçar a especialização, melhorar

serviço, produto e oferta, mas mantendo

sempre os princípios que definiram a empresa

desde o início.

O foco na especialização é para manter?

Sim. Já refletimos sobre isso várias vezes e concluímos

que a especialização continua a ser o

nosso caminho. A Mercedes-Benz continua a ter

uma identidade muito própria dentro do mercado

automóvel, e isso encaixa perfeitamente no

nosso posicionamento.

Onde querem estar daqui a 10 anos?

Gostávamos que a PACEC continuasse presente,

independentemente da forma ou das pessoas

envolvidas, mas mantendo os mesmos princípios

de qualidade, especialização e serviço que

construíram a empresa até hoje.


PUBLIREPORTAGEM

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 59

Filtro de partículas: Quando a limpeza se torna

necessária e os riscos de ignorar o problema

O filtro de partículas, conhecido como DPF ou FAP, tornou-se um componente essencial nos veículos a diesel modernos. Desenvolvido para reduzir

significativamente as emissões poluentes, este sistema é responsável por reter partículas de fuligem produzidas durante a combustão, contribuindo

para um ambiente mais limpo e para o cumprimento das normas ambientais europeias. No entanto, apesar da sua importância, muitos condutores

desconhecem que o filtro de partículas necessita de manutenção e acompanhamento técnico. Quando negligenciado, pode transformar-se numa das

avarias mais dispendiosas no sistema de escape e até provocar danos graves no motor e no turbocompressor.

Porque os filtros estão a saturar cada vez mais cedo?

A realidade atual da condução urbana é uma das principais causas.

Percursos curtos, trânsito intenso e motores que raramente atingem

temperaturas ideais dificultam a regeneração do filtro.

Além disso, fatores como:

→ falhas na válvula EGR,

→ problemas no sistema de injeção,

→ desgaste do turbo,

→ utilização de óleo inadequado,

→ ou defeitos na ventilação do motor (PCV),

podem aumentar drasticamente a produção de partículas e acelerar a

saturação do DPF. Em muitos casos, o filtro não é a origem do problema,

mas sim a consequência de um motor que já apresenta anomalias.

Quando é necessário retirar o DPF para limpeza?

Nem toda luz de filtro de partículas significa substituição imediata.

Muitas vezes, uma limpeza técnica profissional consegue recuperar

grande parte da eficiência original do componente. A desmontagem

para limpeza torna-se necessária quando:

→ o veículo entra frequentemente em modo de segurança,

→ existem regenerações constantes,

→ a contrapressão no escape está elevada,

→ o consumo aumenta,

→ ou o sistema deixa de conseguir concluir regenerações automáticas.

Com o passar dos quilómetros, o filtro acumula não apenas fuligem,

mas também cinzas permanentes provenientes de resíduos de óleo e

combustão. Estas cinzas não podem ser eliminadas pela regeneração

normal do veículo.

Nessa fase, apenas uma limpeza profunda ou a substituição do

componente resolve efetivamente o problema. Muitos condutores

continuam a utilizar o veículo mesmo com sintomas evidentes de

saturação. Esta decisão pode ter consequências bastante graves.

Sobrecarga no turbocompressor

Um filtro obstruído aumenta significativamente a contrapressão no sistema

de escape. Como consequência, o turbo trabalha sob temperaturas e

esforços superiores ao normal, podendo desenvolver:

→ fugas de óleo,

→ desgaste prematuro dos rolamentos,

→ falha no eixo,

→ ou até destruição completa do turbocompressor.

Problemas internos no motor

A tentativa constante de regeneração pode provocar diluição do óleo

com combustível, comprometendo a lubrificação do motor e acelerando o

desgaste interno.

Em casos mais severos, temperaturas excessivas nos gases de escape

podem afetar:

→ válvulas,

→ pistões,

→ catalisadores,

→ e sensores eletrónicos.

Aumento do consumo e perda de desempenho

Um DPF saturado obriga o motor a trabalhar com maior esforço, reduzindo

a eficiência e aumentando significativamente o consumo de combustível.

Além disso, muitos veículos entram em modo de proteção eletrónica,

limitando potência e desempenho para evitar danos maiores.

A importância da manutenção preventiva

Ao contrário do que muitos imaginam, o filtro de partículas não deve ser

visto apenas como um componente “descartável”. A manutenção preventiva

pode prolongar significativamente a sua vida útil e evitar reparações

extremamente dispendiosas. Identificar o problema numa fase inicial pode

evitar a substituição do DPF, do turbo e até danos internos no motor.

Na DFC TURBO trabalhamos para garantir soluções técnicas eficientes,

rápidas e seguras para o sistema de emissões do seu veículo. Efetuamos

limpezas de filtros de partículas e enviamos para todo o território de Portugal

continental e ilhas

K www.dfcturbo.com

9 R. Nuno Gonçalves 22, 2785-662,

São Domingos de Rana, Portugal

k dfcturbo@gmail.com


60

MERCADO

JOSÉ LUÍS BARBAJOSA, RODI MOTOR SERVICES

“O objetivo é sermos

reconhecidos pela manutenção

integral, qualidade técnica e

experiência digital”

Com foco na eficiência operacional e na qualidade do serviço, a Rodi Motor Services aposta numa abordagem integrada

que combina tecnologia, proximidade ao cliente e soluções adaptadas às exigências dos veículos.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Com uma presença cada vez mais

consolidada em Portugal, a Rodi

Motor Services afirma-se como

um operador multimarca focado

em soluções integrais de mobilidade,

que combinam escala, especialização

técnica e investimento contínuo em tecnologia.

Nesta entrevista, José Luís Barbajosa,

Diretor da Rodi Motor Services em Portugal,

explica as opções que sustentam o crescimento

e a consistência da rede no mercado

português.

Como define o posicionamento da Rodi

Motor Services no mercado português?

A Rodi Motor Services posiciona se hoje em

Portugal como um operador de pós venda

multimarca focado em serviços integrais de

mobilidade, com oferta para veículos ligeiros

e pesados, e com uma estratégia clara de

crescimento. Nos ligeiros, o posicionamento

é de parceiro de manutenção integral. Além

de pneus, disponibilizamos serviços de mecânica

geral, com revisões, travões, pré inspeção,

óleos, etc. A marca enfatiza diferen-

José Luís Barbajosa

Diretor da Rodi Motor Services em Portugal


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 61

ciação por qualidade de serviço, digitalização,

através da marcação online, e commerce B2C

e pela proximidade, suportada por investimento

em infraestruturas modernas e equipamento

de última geração. No segmento pesado,

a Rodi apresenta‐se como especialista em

pneus e manutenção, com serviços de gestão

de frotas, assistência 24h e recauchutagem.

Que peso têm os veículos ligeiros na estratégia

global da rede e de que forma essa

distribuição irá evoluir?

Nos ligeiros, os mais de 850 mil pneus vendidos,

com 46 mil pneus em Portugal, e a quota

de 3% em Espanha e Portugal, que traduzem

um negócio de grande escala, muito visível

para o cliente particular e pequenas frotas,

e que suporta a expansão da rede de oficinas

e a omnicanalidade, sendo uma marca forte,

com capilaridade e fluxo diário de clientes.

Nos pesados, os mais de 200 mil pneus, com

15 mil em Portugal e 8% de quota ibérica representam

um volume menor, mas inserido

num segmento concentrado e tecnicamente

exigente. O segmento de ligeiros deverá continuar

a ser o “pilar de base” e o de pesados

tenderá a ganhar mais peso relativo na estratégia

global, pois a rede está a investir em soluções

tecnológicas avançadas.

O que diferencia, na prática, uma oficina

da rede Rodi Motor Services face à concorrência?

Na prática, uma oficina Rodi Motor Services

diferencia‐se sobretudo pela vocação de serviço

e pelos valores de confiança que toda a

equipa possui para construir uma relação de

longo prazo com o cliente. Além disso, destaca‐se

pelo foco na experiência do cliente, pois

desde o primeiro contacto, oferecemos uma

receção premium, num ambiente moderno

e confortável. Trabalhamos com marcação

prévia para otimizar o tempo do cliente e garantir

um atendimento ágil. Também comunicamos

de forma preventiva e proativa, ao

informamos o cliente quando se aproxima o

momento de uma revisão ou manutenção

e explicamos claramente todos os serviços

necessários. Outro aspeto fundamental é

o investimento constante em tecnologia.

Trabalhamos sempre com marcas de referência

no setor e com equipamentos de última

geração para garantir a melhor qualidade

e fiabilidade nos serviços prestados.

Que elementos são comuns aos segmentos

de ligeiros e pesados em termos

de modelo de rede e quais exigem abordagens

distintas?

Os dois segmentos têm a capacidade de

se adaptar a realidades muito distintas,

mantendo um ADN comum, visível quer

nos processos quer na qualidade do serviço.

Trata-se de um modelo de rede própria

multimarca, com mais de 180 centros na

Península Ibérica, padrões de qualidade

homogéneos, forte aposta em formação

técnica e capacidade de servir desde o

cliente particular até empresas. Assenta

numa proposta de manutenção integral,

de pneus e mecânica, suporte digital e

foco na proximidade e rapidez de serviço.

Nos ligeiros, o modelo é mais orientado

para um grande volume de intervenções

de menor valor unitário, com forte peso

do canal particular, mobilidade urbana

e soluções omnicanal, como ecommerce,

campanhas sazonais e serviços de conveniência

em oficina. Já nos pesados, a lógi-

PUB

EM BUSCA DO SILÊNCIO

A experiência de direção moderna exige uma frenagem mais silenciosa, especialmente para veículos

elétricos. A Textar tem uma equipe especializada em ruído, vibração e aspereza (NVH) que, com

ferramentas analíticas e de simulação especialmente desenvolvidas, trabalha na busca incansável pelo

máximo conforto de frenagem. Sem comprometer a qualidade e eficiência. É isso que os especialistas

em fricção fazem.

www.textar.com


62 MERCADO

ca é de gestão de frotas, com contratos B2B,

horários e serviços adaptados às operações de

transporte, manutenção muitas vezes realizada

na base do cliente, manutenção preventiva

de pneus, e uso de dados para uma gestão

mais eficiente de frotas.

Até que ponto a rede consegue garantir

consistência de qualidade e serviço entre

unidades?

A Rodi Motor Services consegue garantir

uma boa consistência de qualidade e serviço

entre unidades apoiando se em gestão ativa

da rede, garantindo alinhamento contínuo,

acompanhamento e melhoria permanente.

Os elementos transversais de consistência

são as normas de qualidade e certificações

externas que impõem métodos de trabalho

padronizados e os requisitos de equipamento

e critérios de atendimento idênticos em

todos os centros. Além disso, os programas

de formação contínua e uso generalizado

de equipamentos de diagnóstico multimarca

permitem aplicar o mesmo nível de rigor

técnico e procedimento base, independentemente

da marca ou da localização da oficina.

Quais são os principais critérios para a integração

de novas oficinas na rede?

A integração de novas oficinas está hoje muito

orientada para crescer em zonas estratégicas,

com especial destaque para Portugal,

onde a rede quer ganhar escala e capilaridade.

O alvo principal são oficinas mistas, indo

cada vez mais a um modelo de oficinas grandes,

capazes de combinar, no mesmo centro,

serviços para ligeiros e para pesados, que nos

permita dar um serviço integral e continuar a

crescer de forma rentável com o alinhamento

cultural e a capacidade de gestão local como

fatores determinantes para uma integração

bem-sucedida na rede.

Como é feito o investimento em formação

técnica e gestão de oficina?

Na Rodi, estamos comprometidos com a

melhoria contínua e o desenvolvimento profissional

de toda a equipa. Apostamos na formação

em gestão, processos e competências

humanas, além da componente técnica. Em

2025, mais de 550 colaboradores participaram

em cursos de formação, investimos mais

de 430.000€ e mais de 14 mil horas nestas

formações. Este ano, a formação continua a

ser uma grande prioridade estratégica, com

planos de formação especialmente elaborados

para a responsabilidade que cada trabalhador

desempenha na Rodi.

De que forma a Rodi Motor Services apoia

as oficinas na rentabilidade do negócio?

A Rodi Motor Services apoia as oficinas através

de ferramentas centralizadas de gestão,

formação técnica e programas de fidelização

que otimizam margens, reduzem tempos de

reparação e aumentam a retenção de clientes.

O apoio na gestão de margens passa pelo fornecimento

direto de pneus e peças via estrutura

própria de distribuição e acordos com

fabricantes, garantindo stock permanente,

preços competitivos e margens estáveis sem

intermediários, além de campanhas comerciais

e pacotes de serviços pré-configurados

para maximizar o ticket médio, bem como

pelo apoio em pricing dinâmico e upselling

guiado, como por exemplo combos de

pneus, mais alinhamento, mais revisão, com

análises de rentabilidade por centro para

ajustar ofertas às dinâmicas locais. Ao nível

da otimização de tempos de reparação, disponibiliza

equipamentos de última geração

padronizados como diagnóstico multimarca,

alinhadoras rápidas, software de gestão de

oficina, e formação contínua que aceleram

processos, reduzindo imobi¬lizações e aumentando

a rotatividade diária de veículos,

complementados por uma di¬gitalização

transversal que inclui marcação online, histórico

digital de intervenções e alertas preventivos

que planeiam fluxos de trabalho e

evitam picos descontrolados.

Qual o papel da digitalização e da tecnologia

na operação diária das oficinas?

A digitalização foca a conveniência pessoal,

com serviços de marcação instantânea, histórico

digital, e-commerce, orçamentos online

e envios automáticos via CRM de lembretes

automáticos para troca de óleo, troca

de pneus e inspeção periódica aceleram o

ciclo de decisão e serviço do cliente particular.

Além disso, a tecnologia privilegia a

rapidez, com diagnósticos express, montagem

em uma hora, adequada aos contextos

urbanos de elevada rotatividade e necessidade

de agilidade.

Que mudanças significativas têm observado

no comportamento dos clientes nos

últimos anos?

Observamos a crescente exigência dos clientes

em transparência e previsibilidade. Os

clientes de ligeiros valorizam cada vez mais

o imediatismo, preferindo serviços rápidos,

marcação online instantânea e intervenções

express. Clientes de pesados valorizam ter

dados concretos para tomar decisões informadas

na gestão de frotas. A Rodi adapta-se

investindo em omnicanalidade e ferramentas

preditivas para ambos os segmentos.

Quais são hoje os principais desafios para

desenvolver uma rede forte em Portugal?

Os principais desafios passam por manter o

crescimento face a custos crescentes, competição

digital, evolução do parque automóvel,

com os veículos elétricos, e, sobretudo, a

complexidade humana, desde a atração e seleção

de talento até à formação e alinhamento

cultural das equipas, num setor com forte escassez

de mão-de-obra qualificada.

Onde pretendem que a Rodi Motor Services

se posicione no mercado português

daqui a cinco anos?

Queremos que a Rodi Motor Services seja

uma referência no pós-venda automóvel em

Portugal, com uma rede capilar, presença nas

principais cidades e localizações estratégicas.

O objetivo é sermos reconhecidos pela manutenção

integral, qualidade técnica e experiência

digital, servindo clientes particulares,

empresas e renting com centros amplos e

versáteis. Cresceremos de forma sustentável,

investindo nas pessoas, na formação e na digitalização,

com uma visão clara de longo prazo

para o mercado português.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 63


64 64

OFICINA DO MÊS

GOCARMAT

Preparada para os desafios

da eletrificação

Com uma forte ligação a clientes empresariais, sobretudo gestoras de frota, a Gocarmat deu um passo rumo

ao pós-venda eletrificado, investindo num laboratório para a reparação e manutenção das baterias e dos

componentes eletrónicos dos veículos eletrificados.

TEXTO PAULO HOMEM

A

Gocarmat decidiu avançar

com um dos mais ambiciosos

investimentos da sua história

recente: a criação de um

laboratório especializado em

manutenção, diagnóstico e reparação de

veículos eletrificados.

A nova infraestrutura, instalada na sede da

empresa em Carnaxide, representa muito

mais do que uma simples ampliação de

serviços. Para Miguel Sousa, gerente da

empresa, trata-se de uma resposta estratégica

à evolução inevitável do mercado

automóvel e às necessidades futuras dos

clientes, sobretudo os empresariais.

“Percebemos que os veículos elétricos e

híbridos iam começar, inevitavelmente,

a necessitar de assistência especializada

fora das redes oficiais. O nosso objetivo

foi prepararmo-nos antes dessa procura

atingir níveis mais elevados”, explica o

responsável.

A Gocarmat opera atualmente através de

cinco oficinas distribuídas pela Área Metropolitana

de Lisboa, num modelo claramente

orientado para clientes corporate e

gestoras de frotas. Além da unidade principal

em Carnaxide, a empresa está em São

João da Talha, Cascais, Lisboa e Foros da

Amora.

Segundo Miguel Sousa, a estratégia da empresa

passou, nos últimos anos, por abandonar

gradualmente o conceito de pequenas

oficinas de proximidade para apostar

em unidades maiores, mais completas e

tecnologicamente mais preparadas.

“A ideia é termos menos unidades, mas

maiores, mais completas e localizadas em

pontos estratégicos para responder aos

nossos acordos corporate”, refere.

A unidade de Carnaxide acabou por assumir

um papel central na operação do

grupo, não apenas pela dimensão, mas

sobretudo pela capacidade de acolher investimentos

tecnológicos mais exigentes,

como o novo laboratório para veículos

eletrificados, que surge da parceria com a

EVA (Electric Vehicle Assistance).

UM LABORATÓRIO E NÃO

APENAS UMA OFICINA

O termo “laboratório” não surge por

acaso. Ao contrário da mecânica tradicional,

a reparação de veículos eletrificados

exige condições técnicas e de segurança

muito específicas, tanto ao nível

dos equipamentos como da própria organização

do espaço.

“Grande parte deste trabalho é feito em

bancada. Estamos a falar de sistemas

de alta tensão, baterias, módulos eletrónicos

e equipamentos extremamente

sensíveis. Isto obriga a zonas dedicadas,

equipamentos próprios e elevados níveis

de segurança”, explica Miguel Sousa.

O novo espaço foi desenvolvido especificamente

para intervenção em veículos

elétricos e híbridos, abrangendo áreas

como diagnóstico avançado, eletrónica,

sistemas elétricos, reparação e recuperação

de baterias de alta tensão, substituição

de módulos e certificação do estado

das baterias.


PUB

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 65

A empresa investiu igualmente em elevadores

específicos para veículos elétricos, equipamentos

de diagnóstico dedicados e ferramentas

próprias para intervenção segura em

sistemas de alta tensão.

Além disso, a Gocarmat criou condições

para responder a necessidades cada vez mais

procuradas no mercado de usados eletrificados,

nomeadamente a certificação de baterias

para venda de veículos usados.

“Hoje, quem compra um carro elétrico usado

quer saber o estado real da bateria. Nós

conseguimos fazer essa certificação e dar

essa garantia ao cliente”, sublinha.

RECUPERAR BATERIAS

Uma das grandes apostas da Gocarmat passa

precisamente pela recuperação e reparação de

baterias, um tema que começa a ganhar relevância

à medida que os primeiros elétricos

vendidos em volume em Portugal entram

numa fase de envelhecimento natural. Modelos

como o Renault Zoe, Nissan Leaf ou

BMW i3, vendidos sobretudo entre 2015 e

2018, começam agora a apresentar necessidades

de manutenção mais exigentes ao nível

das baterias. “Há poucos anos praticamente

não existia mercado para isto. Agora começa a

aparecer procura e percebemos que vai crescer

rapidamente”, afirma Miguel Sousa.

A empresa pretende disponibilizar soluções

mais económicas do que a substituição integral

das baterias nas marcas oficiais, incluindo reparação

de módulos específicos e recuperação

parcial de sistemas eletrónicos.

Segundo o responsável, em alguns casos será

possível reparar ou substituir baterias por valores

que rondam cerca de 30% do custo praticado

pelas marcas.

Outra possibilidade passa pelos upgrades de

autonomia, permitindo melhorar a capacidade

energética de determinados veículos elétricos

mais antigos.

“Há carros elétricos que nasceram com autonomias

muito reduzidas. Hoje já existem

soluções que permitem aumentar significativamente

essa autonomia sem obrigar o cliente a

trocar de viatura”, refere.

FORMAÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL

Um dos pilares centrais do projeto foi (e continuará

a ser) a formação técnica. A Gocarmat

conta atualmente com quatro técnicos

certificados para intervenção ao mais alto

nível em sistemas de alta tensão e baterias de

veículos eletrificados.

São estes profissionais que trabalham diretamente

no laboratório, realizando desmontagem

de baterias, substituição de módulos,

análises eletrónicas e diagnósticos avançados.

No entanto, toda a estrutura da empresa recebeu

formação específica para lidar com veículos

eletrificados, incluindo receção, gestão

de oficina e restantes técnicos de mecânica

e colisão.

QUANDO O

MOTOR AQUECE,

a AIC Germany

responde.

Miguel Sousa reconhece

que a especialização

técnica necessária

obriga também a uma

valorização da mão de obra.

“Atualmente, o custo da mão

de obra nos eletrificados é cerca de

30% a 40% superior ao dos veículos

a combustão. O nível de especialização

é muito maior, os equipamentos são caros

e a formação contínua é obrigatória”, refere.

Miguel Sousa destaca repetidamente a importância

da tecnologia e da informação

técnica no pós-venda moderno. Segundo o

responsável, a autonomia das oficinas independentes

depende hoje da capacidade de

investir em software, diagnóstico e acesso à

informação. “Hoje somos praticamente autónomos

face às marcas. Investimos muito

em máquinas de diagnóstico, softwares e

acesso técnico que nos permitem trabalhar

diretamente nas centralinas e nos sistemas

eletrónicos dos veículos, sem necessidade de

recorrer a terceiros”, afirma.

Essa autonomia é particularmente relevante

numa altura em que os fabricantes automóveis

estão a fechar cada vez mais o acesso aos

sistemas dos veículos.

Ainda assim, o responsável acredita que os

eletrificados poderão, em alguns aspetos, ser

mais simples de diagnosticar do que muitos

modelos recentes de combustão, devido à

forte componente digital e à arquitetura eletrónica

mais integrada.

Apesar do investimento realizado, Miguel

Sousa reconhece que grande parte do mercado

independente continua pouco preparada

para a transição elétrica.

“Muitas oficinas ainda resistem porque o investimento

é elevado e o retorno não é imediato.

Mas a realidade é que o parque eletrificado

vai continuar a crescer”, refere.

O responsável acredita que a ausência de

oferta especializada em Lisboa poderá posicionar

a Gocarmat como uma referência

nesta região, sobretudo junto de operadores

de frotas, empresas de renting e até redes de

retalho automóvel.

Para terminar, Miguel Sousa acredita que,

até 2030, a área dos veículos eletrificados poderá

representar cerca de 20% da faturação

total da operação da Gocarmat.

“Hoje ainda estamos no ano zero deste projeto.

Mas acreditamos que este mercado vai

crescer rapidamente e queremos estar preparados

desde já”, conclui.


66

PERSONALIDADE


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 67

O pós-venda

é aquilo que

realmente

diferencia

uma marca

PAULO NEVES – AREA MANAGER DA TEXA EM PORTUGAL

A Texa é uma marca de topo ao nível dos equipamentos oficinais, com forte

pendor para o diagnóstico, mas que tem vindo a diversificar cada vez mais a

sua oferta de modo a responder à evolução tecnológica do automóvel.

TEXTO PAULO HOMEM

Com mais de 30 anos ligados

ao diagnóstico automóvel e à

formação técnica, Paulo Neves

acompanhou praticamente

toda a transformação tecnológica

do aftermarket independente

em Portugal. O Area Manager da Texa

em Portugal é um profissional com largo

conhecimento e experiência do setor,

abordando nesta entrevista temas como

a evolução do diagnóstico e a introdução

da inteligência artificial, para além das

oficinas e dos desafios que estão e vão

enfrentar.


68

Quem é o Paulo Neves e qual tem sido o

seu percurso na área técnica neste setor

pós-venda e na Texa em Portugal?

O meu percurso começou numa área completamente

diferente. Eu tenho formação

em eletrónica digital e, sinceramente, quando

comecei a estudar não pensava trabalhar

no setor automóvel. Costumo até brincar e

dizer que “caí de paraquedas” neste mundo.

Em 1994 surgiu a oportunidade de integrar

uma empresa ligada ao diagnóstico automóvel

e foi aí que começou verdadeiramente o

meu percurso no aftermarket. Na altura, os

sistemas eletrónicos começavam a ganhar

importância nos automóveis e as oficinas

tinham uma necessidade enorme de apoio

técnico e de equipamentos.

Comecei precisamente nessa área do diagnóstico

e depois fui evoluindo também para

a formação técnica. Durante 19 anos fui formador

na área do aftermarket, trabalhando

temas como injeção eletrónica, ABS, climatização,

sistemas de conforto, entre muitas

outras áreas.

Essa experiência permitiu-me conhecer profundamente

a realidade das oficinas portuguesas,

perceber as dificuldades dos técnicos

e acompanhar toda a evolução tecnológica

do setor ao longo destas décadas.

Levo, por isso, muitos anos no setor de pós-

-venda automóvel, sempre muito ligado à

área comercial e ao suporte técnico a oficinas.

Na Texa Portugal, desempenho a função de

Area Manager para o mercado português e o

meu trabalho é apoiar os distribuidores e as

oficinas, garantindo que as nossas soluções

respondem de forma eficaz às necessidades

reais do mercado.

Quando surge a ligação à Texa?

A ligação à Texa já existia muito antes de

assumir esta função. Eu já trabalhava com

equipamentos Texa praticamente desde o

início da marca no mercado. Ao longo dos

anos fui acompanhando a evolução dos produtos

e da tecnologia da empresa. Quando

surgiu o convite para assumir a função de

Area Manager da TEXA em Portugal, há

pouco mais de 8 anos, já conhecia muito

bem os equipamentos desta marca. Foi um

desafio muito interessante porque passei de

uma empresa nacional para uma multinacional

italiana extremamente tecnológica e

muito focada na inovação.

Este ano chega

uma super novidade

para as oficinas: a

E DIAG CHARGER,

a primeira estação

móvel que permite

recarregar e

diagnosticar a bateria

de alta voltagem,

em qualquer

ponto da oficina

Apresente-nos a Texa e a sua presença em

Portugal?

A Texa é uma empresa líder a nível mundial

em diagnóstico multimarca, analisadores

de gases, estações de ar condicionado e soluções

de diagnóstico remoto, abrangendo

automóveis ligeiros, motos, veículos pesados,

máquinas agrícolas, equipamentos de

construção e náutica.

Em Portugal, contamos com uma presença

consolidada ao longo de vários anos,

apoiada por uma rede de distribuidores especializados

que asseguram proximidade,

acompanhamento e suporte de qualidade

às oficinas. Os equipamentos Texa já são

vendidos em Portugal há cerca de 35 anos,

o que diz bem da relação que a marca tem

com o mercado português.

A Texa é conhecida pelos equipamentos

de diagnóstico, mas hoje a sua gama de

equipamentos é muito vasta...

Sem dúvida. O diagnóstico continua a ser o

nosso principal cartão de visita e continua a

ser a nossa linha estrela, mas a Texa hoje é

muito mais do que isso. A Texa é fabricante

e isso é muito importante perceber. Nós desenvolvemos

o software e também fabricamos

o hardware, desde o primeiro parafuso

até ao produto final.

A gama atual é muito vasta e inclui equipamentos

de diagnóstico, máquinas de

ar-condicionado, analisadores de gases,

opacímetros, analisadores de partículas,

equipamentos ADAS, focadores digitais de

faróis, sistemas de descarbonização de motores,

soluções para veículos elétricos, entre

outros.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 69

Evoluímos para

interfaces de

diagnóstico mais

intuitivas, atualizações

contínuas e online,

integração com bases

de dados técnicas

e funções guiadas

que ajudam a reduzir

tempos de reparação

e evitar erros

Muitos profissionais ainda associam a

Texa apenas aos ligeiros e pesados. Quais

são os setores para os quais têm soluções?

Logicamente que o diagnóstico auto, ligeiros

e pesados, é uma área muito forte, mas a Texa

trabalha também, com grande profundidade

o setor das motos, agrícola, construção e marítimo.

Por exemplo, no setor das motos temos uma

posição muito forte nesse mercado porque

também produzimos equipamento original

para vários fabricantes de motos. Isso dá-nos

uma enorme vantagem tecnológica, porque

temos acesso direto à informação técnica e ao

desenvolvimento desses sistemas.

Em Portugal temos uma presença muito forte

nas motos e praticamente não temos concorrência

direta com a mesma capacidade de

cobertura.

No fundo, diria que somos provavelmente a

única marca do setor a produzir soluções de

diagnóstico para todas as áreas.

A Texa investiu muito nos sistemas ADAS.

Os sistemas ADAS foram uma das áreas

que mais cresceram nos últimos anos?

Claramente. E vão continuar a crescer.

Quando começámos a apostar seriamente

nos sistemas ADAS, em 2018, ainda havia

muitas oficinas que olhavam para isso como

algo distante. Hoje é exatamente o contrário.

Atualmente qualquer veículo, mesmo os

dos segmentos inferiores, já trazem câmaras,

radares, assistentes de faixa, travagem automática

e sensores de condução. Isso significa

que qualquer substituição de vidro, colisão

ou intervenção estrutural pode obrigar a calibração.

Hoje praticamente todas as redes de substituição

de vidro trabalham com equipamentos

Texa. Além disso, também crescemos

muito nas oficinas de colisão e nas oficinas

especializadas em mecatrónica.

Quais são as tendências dos equipamentos

Texa e de que forma têm vindo a evoluir

para cobrir as necessidades das oficinas?

A tendência é clara: mais conectividade,

maior cobertura de marcas e modelos de automóveis

e mais apoio ao técnico/mecânico.

Evoluímos para interfaces de diagnóstico

mais intuitivas, atualizações contínuas e online,

integração com bases de dados técnicas

e funções guiadas que ajudam a reduzir tempos

de reparação e evitar erros. O objetivo é

que o técnico trabalhe com maior segurança

e com mais eficiência.

A cobertura dos veículos protegidos pela

Secure Gateway tem sido uma das vossas

principais apostas?

Sim, sem dúvida. O acesso seguro aos veículos

através do Secure Gateway é um fator

crítico para o futuro do pós-venda automóvel.

Temos vindo a investir em acordos com

os fabricantes, desenvolvimento de software

e definição de processos que permitem às oficinas

independentes aceder, de forma legal,

segura e rastreável, às funções de diagnóstico

e programação destes veículos. Ao longo

dos últimos anos fomos adicionando marcas

constantemente e hoje já temos uma cobertura

extremamente elevada, que ainda não

terminou. Muito brevemente anunciaremos

mais duas marcas.

Para nós, garantir esse acesso é defender a

competitividade das oficinas independentes

face à rede oficial.

Em 2023 lançaram o H2 Blaster para descarbonizar

motores. O presente e futuro

poderá passar por lançar outro tipo de

equipamentos oficinais?

O H2 Blaster foi a resposta a uma necessidade

muito concreta do mercado: oferecer

um processo de descarbonização preventiva,

capaz de melhorar o desempenho do motor

e reduzir avarias futuras. Com este tipo de

manutenção, a oficina pode ajudar o cliente

a poupar combustível, recuperar potência do

motor, obter um ralenti mais estável, reduzir

ruídos, diminuir emissões nocivas e manter

componentes críticos, tais como, a válvula

EGR, o filtro FAP e o turbo, em melhores

condições de funcionamento.

A Texa analisa constantemente novas oportunidades,

mas a nossa prioridade continua

a ser desenvolver soluções tecnológicas que

acrescentem valor real à oficina.

Hoje a oferta da Texa já inclui equipamento

e software destinado aos veículos eletrificados?

Sim. E este ano chega uma super novidade

para as oficinas: a E DIAG CHARGER, a

primeira estação móvel que permite recarregar

e diagnosticar a bateria de alta voltagem,

em qualquer ponto da oficina.

Oferece recarga simultânea AC/DC, é compatível

com BEV e PHEV com medição

certificada MID, integra diagnóstico com o

NANO SERVICE, permite aceder ao módulo

BMS, visualizar o estado das células e dos

sistemas de carga em tempo real, certificação

do estado de saúde da bateria (SoH), e trabalha

com um conector AC Tipo 2 e um DC

CCS2 Combo.

Diria que a E DIAG CHARGER é a solução

ideal para as oficinas que pretendem manter-

-se atualizadas com a nova mobilidade sustentável.

A marca Texa há muitos anos que é comercializada

em Portugal. Atualmente qual é

a posição da Texa no mercado pós-venda

em Portugal?

A Texa é hoje uma referência no diagnóstico

multimarca em Portugal. Para além da sua

relevante quota de mercado, conta com um

forte reconhecimento por parte do setor.


70

PERSONALIDADE

As oficinas associam a marca à fiabilidade,

à constante atualização tecnológica e a um

suporte técnico próximo e especializado.

Essa confiança é, sem dúvida, um dos nossos

maiores ativos.

Como está constituída e é dinamizada comercial

e tecnicamente a Texa em Portugal?

Trabalhamos em estreita colaboração com

uma rede de distribuidores especializados

que asseguram uma cobertura a nível nacional.

A partir da Texa Ibérica, garantimos

o suporte comercial, o suporte técnico e a

formação. Esta articulação permite-nos estar

próximos das oficinas, oferecendo um

acompanhamento completo que inclui demonstrações,

instalação de equipamentos,

formação inicial e apoio contínuo no pós-

-venda. A coordenação com os distribuidores

é fundamental para assegurar um serviço

rápido, eficiente e de elevada qualidade.

A diferenciação de uma marca como a Texa

faz-se mais pela qualidade dos equipamentos

ou pelo acompanhamento técnico e

pela formação?

É a combinação de ambos, mas se tivéssemos

de escolher, diríamos que o acompanhamento

e o pós‐venda são o que consolidam a relação

a longo prazo. Um bom equipamento

muitos podem ter, o que faz a diferença é

como ajudamos a oficina a tirar o máximo

partido dele.

Por isso, entendemos na Texa, há muitos

anos, que o pós-venda é aquilo que realmente

diferencia uma marca. O nosso trabalho não

termina quando vendemos o equipamento.

Como disse antes, a Texa investe muito na

formação dos distribuidores, no acompanhamento

técnico, no suporte pós-venda e na

proximidade com as oficinas.

A nossa rede de distribuição é também extremamente

profissional e nós trabalhamos

diariamente com eles. Eu próprio acompanho

distribuidores, faço formação técnica e

comercial e apoio oficinas quando necessário.

Esta proximidade faz toda a diferença.

Sendo uma histórica empresa na área dos

equipamentos para as oficinas, qual o projeto

e a visão que a Texa tem para as oficinas

na área técnica / formação?

As oficinas do futuro serão, acima de tudo,

um centro de conhecimento técnico. Queremos

que as nossas soluções não sejam apenas

máquinas, mas plataformas de aprendizagem

contínua que ajudem o técnico a evoluir.

Mas o maior problema continua a ser a falta

de investimento na formação por parte

das oficinas...

Na minha opinião, o maior problema sempre

foi a forma como a formação foi encarada

pelas oficinas. Durante muitos anos

a formação foi vista como um custo e não

como um investimento. O dono da oficina

não queria enviar o técnico para formação

porque “perdia um dia de trabalho”. Mas na

realidade não estava a perder. Estava a investir

na capacidade futura daquela oficina.

Hoje algumas coisas já mudaram, principalmente

nas oficinas integradas em redes, mas

continua a existir alguma resistência.

E a verdade é muito simples: hoje é impossível

acompanhar a evolução tecnológica sem

formação contínua.

E porque é tão importante a formação técnica

hoje em dia nas oficinas?

O veículo moderno é praticamente um sistema

eletrónico sobre rodas. Sem formação

contínua, a oficina fica rapidamente fora de

jogo. A formação permite reduzir os tempos

de diagnóstico, evitar substituições desnecessárias,

trabalhar com segurança e oferecer um

serviço profissional e de valor acrescentado.

A formação já não é opcional, mas sim, a

base para que a oficina continue a ser competitiva.

E a verdade é

muito simples:

hoje é impossível

acompanhar a

evolução tecnológica

sem formação

contínua

Acompanhas muitas oficinas ao nível da

formação e conheces bem a realidade delas.

Como é que achas que se pode resolver

o problema da falta de técnicos no setor

oficinal?

É um desafio estrutural que exige reforçar a

formação profissional, melhorar a imagem

da profissão, mostrando que hoje é uma atividade

tecnológica e com futuro, e oferecer

planos de carreira dentro da oficina.

Nós, como Texa, podemos contribuir

aproximando a nossa tecnologia dos centros

de ensino e formação. Aliás, a este

nível temos excelentes projetos que desenvolvemos

com alguns dos nossos distribuidores.

No teu entender o que dificulta as oficinas

para elas investirem mais na formação

técnica? Será uma problema de

gestão oficinal?

Na minha opinião existem vários fatores:

falta de tempo, receio de parar a atividade

do dia a dia, visão de curto prazo e pouca

planificação.

Como disse, muitas oficinas veem a formação

como um custo, mas quando se

avalia o impacto real, percebe‐se que é um

dos melhores investimentos. Além disso,

o mecânico precisa de formação contínua,

porque todos os dias surgem novos sistemas

e desafios que, sem atualização dos

conhecimentos, tornam o técnico rapidamente

obsoleto.

É inevitável falar da inteligência artificial

associada ao diagnóstico. O que a

Texa tem feito a esse nível?

Já utilizamos inteligência artificial integrada

no IDC6. Mas é importante perceber

que a nossa inteligência artificial não

vai procurar informação ao Google. Ela

trabalha dentro do universo Texa. Estamos

a falar de uma base de dados gigantesca

construída ao longo de muitos anos,

alimentada pelas várias filiais e pelos vários

mercados onde estamos presentes.

Por isso, quando surge uma avaria, a inteligência

artificial consegue interpretar

o código, explicar o problema, sugerir

causas, indicar procedimentos e orientar

o técnico para a função correta. Isso reduz

muito o tempo de diagnóstico. A inteligência

artificial veio acelerar e otimizar o

trabalho do técnico.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 71


72

DOSSIER

RETALHISTAS DE PEÇAS

Digitalização e logística

reforçadas

Entre margens cada vez mais reduzidas, maior complexidade técnica e clientes mais exigentes, os retalhistas

de peças automóvel estão a acelerar investimentos em tecnologia, logística, formação e novos serviços para

manter a competitividade.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

O

setor da distribuição de peças

automóvel em Portugal

está a passar por uma fase

de grande transformação.

A pressão sobre os preços, a

concorrência crescente, a evolução tecnológica

dos veículos e a necessidade de

garantir respostas cada vez mais rápidas

às oficinas estão a obrigar os retalhistas

a rever as suas estratégias de negócio.

Hoje, além de disponibilizar peças, um

retalhista deve ter elevada capacidade

logística, apoio técnico, ferramentas digitais,

formação e uma relação de proximidade

com os clientes. Ao mesmo

tempo, tendências como a eletrificação,

a digitalização dos processos e o envelhecimento

do parque automóvel estão a

criar novas oportunidades, mas também

novos desafios operacionais e financeiros

a estes players. Para percebermos de que

forma as empresas do aftermarket estão

a responder a esta realidade, a PÓS-

-VENDA consultou vários operadores

do mercado nacional, que identificam a

eficiência, a diversificação da oferta e o

reforço do serviço às oficinas como os

fatores mais importantes para garantir a

sustentabilidade e o crescimento do seu

negócio nos próximos anos.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 73

Como está a evoluir a relação com as oficinas?

O conceito da casa

de peças ser um

conjunto de soluções

para as oficinas não

só em peças, mas

noutros serviços

continuará a crescer.

AUTOPEÇAS CAB, André Cruz

WOW PARTS

David Gonçalinho

A oficina deixou de procurar fornecedores,

procura parceiros. Rapidez, fiabilidade

e capacidade de resposta são

hoje mais valorizados do que o preço

isolado.

GLOBALPEÇAS

Eddy Filipe

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

A resistência é enorme, mas a

persistência tem de ser maior.

AUTOPEÇAS

Jorge Martins

Procuram parcerias sólidas e de confiança

que os ajudem a evoluir no

seu negócio, o preço já não é o fator

mais importante, mas sim o acesso à

informação. Procuram solução global

e apoio em todas as necessidades da

oficina, nomeadamente apoio técnico,

formação e informação técnica disponível

em tempo útil.

AUTOPEÇAS CAB

André Cruz

Grande parte dos nossos clientes

são oficinas que procuram um parceiro

de negócio que seja constante

ao longo do ano com os seus preços,

suporte quer logístico como de

resolução de problemas caso existam.

Uma boa oficina precisa sempre

de saber que o seu fornecedor

lhe está a fazer um preço justo para

ambas as partes ao longo do ano.

O método de fazer preços baixos

durante algum tempo para angariar

novos clientes é uma solução que

não fazemos na nossa empresa porque

queremos trabalhar com transparência

e criar uma relação de confiança

e não de preço com a oficina.

RODAPEÇAS

Manuel Vicente

As oficinas procuram um parceiro

credível, que assegure a sua operação

no dia-a-dia, mas também


74

DOSSIER

com visão de futuro e com ferramentas,

que lhe garanta esse futuro. O negócio de

reparação automóvel tem hoje um elevado

grau de exigência técnico, tecnológico, logístico

e, de gestão. Não é possível agregar

competências diferenciadoras nas soluções

a entregar às oficinas e, ao mesmo tempo,

ter preço baixo.

MERPEÇAS, Rui Costa

A relação com as oficinas é hoje mais estratégica.

Procuram parceiros fiáveis, com

apoio técnico, rapidez de entrega, disponibilidade

de stock e soluções completas — não

apenas preço.

WOW PARTS

David Gonçalinho

www.instagram.com/wow_part/

Hoje em dia, o maior desafio de um retalhista,

para David Gonçalinho, já não é

vender peças, mas sim manter rentabilidade

num mercado onde o preço está constantemente

a ser pressionado. “A concorrência

digital obriga a reinventar o modelo todos

os dias. Para compensar a redução das margens,

apostamos em valor, não apenas em

preço. Reforçámos a oferta com equipamentos

e ferramentas, e investimos numa

plataforma digital que dá às oficinas mais

autonomia, rapidez e acesso a informação

GLOBALPEÇAS

Eddy Filipe

www.globalpecas.pt

Eddy Filipe, da Globalpeças, parceiro

ADPARTS, indica que, “neste mercado

cada vez mais competitivo o desafio é realmente

desafiar as oficinas a olharem a nosso

lado para o futuro apostando em peças

e ferramentas cada vez mais técnicas e de

maior qualidade para fazer face às exigências

atuais”. Em relação às medidas que estão a

tomar para compensar a possível redução nas

margens, indicou que a aposta da Globalpeças

passa por unir forças com grupos e parcerias

fortes, “para entregar às oficinas uma sotécnica”.

O responsável adianta ainda que,

recentemente, a WOW Parts mudou para

uma loja três vezes maior, “estrategicamente

localizada junto aos acessos da A22 e da

EN125. Este investimento permite-nos

aumentar a capacidade de stock e melhorar

significativamente a rapidez de distribuição.

Paralelamente, estamos a investir numa plataforma

digital com recurso a inteligência

artificial para apoiar os nossos clientes, tornando

o processo de pesquisa e identificação

de peças mais rápido e eficiente”.

lução 360 capaz de potenciar cada vez mais

a qualidade do serviço em oficina”. Sobre as

novidades que introduziram na sua atividade

recentemente, indica que o investimento

na Globalpeças tem sido principalmente em

recursos humanos, “a fim de assegurar a parte

humana nos processos, bem como tornar

processos informáticos mais simplificados

e informatizados, e com isto controlar os

stocks com bastante mais critério e organização.

Contudo, a aquisição de um espaço

maior será uma meta a curto prazo”.

SPR AUTO

Paulo Dário

As oficinas valorizam cada vez mais a rapidez

de resposta, a disponibilidade de stock,

a fiabilidade nas entregas e, sobretudo, o

apoio técnico e comercial. A formação técnica.

No fundo, o retalhista que conseguir

combinar preço competitivo com serviço,

apoio, conhecimento técnico e entregas rápidas

acaba por criar relações mais sólidas

e duradouras com as oficinas.

CENTROPEÇAS

Tiago Cerveira

No panorama atual, pelo menos da parte

da Centropeças, sente-se na oficina

a necessidade de criar uma forte relação

com o seu distribuidor, no sentido de que

o “simples” fornecedor de peças, passe a

um parceiro de negócio que consiga cobrir

e responder às suas necessidades de A a

Z. A procura só de preço deixou de ser a

única, ou, pelo menos, a principal realidade

passando a ser a confiança e a capacidade

de resposta a todas e a quaisquer situações,

os elementos chave, nesta relação de

distribuidor/oficina.

RPA

Tiago Almeida

Hoje em dia, o mercado aftermarket é meramente

logístico, a peça automóvel é um

“complemento”. Nesse sentido, o serviço é

o fator diferenciador face ao preço. Num

mercado tão exigente, o cliente procura

um fornecedor que tenha disponibilidade

de produto, entregas rápidas e um serviço

eficiente de venda e pós-venda, seja a

nível B2B, call center ou através do gestor

comercial. Não nos podemos esquecer que

o negócio é feito de pessoas para pessoas!

DRIVE360

António Cavaleiro

A oficina já não procura apenas um fornecedor:

procura um parceiro que lhe reduza

tempo morto. Isso inclui a identificação

correta, a disponibilidade, o apoio ao diagnóstico

- muitas vezes remoto devido à necessidade

de acesso aos fabricantes -, gestão

simples de encomendas e devoluções,

formação, marketing e acesso a parcerias

estratégicas.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 75


76 DOSSIER

Que impacto têm a eletrificação

e a complexidade técnica?

AUTOPEÇAS

Jorge Martins

www.autopecas.pt

Para Jorge Martins, os maiores desafios

para um retalhista de peças automóvel

atualmente são o cada vez maior ajuste da

oferta, sem comprometer a sustentabilidade

do negócio, assim como “Sermos parceiros

de negócio com os nossos clientes e não

apenas fornecedores de peças. Cuidar essas

parcerias pela relação de proximidade, confiança

e longevidade. Somos uma empresa

com 30 anos. Para compensar a possível redução

nas margens, indica que a integração

no grupo internacional RECALVI PARTS

foi uma das medidas, assim como a “aposta

noutros tipos de produtos, nomeadamente

equipamento oficinal e peças originais

e usadas, através da nossa parceria com a

DRIVE360

António Cavaleiro

www.drive360.pt

António Cavaleiro indica que o maior desafio

para um retalhista de peças automóvel

hoje é gerir três pressões em simultâneo:

“preço, disponibilidade e complexidade

técnica. Hoje, competir apenas pelo preço

destrói margem. É preciso acertar a peça à

primeira, entregar rapidamente e garantir

apoio técnico às oficinas”. Adianta ainda

que, para proteger margens, a empresa está a

passar da lógica da caixa, fornecedor de produto,

para a lógica da plataforma, “ou seja,

um ecossistema completo de apoio 360º à

oficina: equipamentos, manutenção e reparação,

ferramentas, consultoria, formação

técnica e de gestão, serviços digitais e redes

oficinais. A Inteligência Artificial já é utilizada

no planeamento de stock, gestão de

Stellantis. Além disso, a dinamização das

redes oficinais Mooving, Recoficial, Bosch

Car Service, Checkstar e Box VHE. Quanto

às novidades recentemente introduzidas

na atividade da Autopeças, Jorge Martins

indica a ampliação das gamas de produto

que anteriormente não trabalhávamos,

como material de A/C para todas as necessidades,

desde o compressor, condensadores,

válvulas de expansão, etc., pois os

veículos, mesmo os HEV necessitam destes

componentes. Alargámos também no

equipamento oficinal, como elevadores,

máquinas de diagnóstico, equipamentos

de desempanagem de carroçarias, entre

outros.

entregas, previsão de procura e apoio técnico.

Com ferramentas tecnológicas cada vez

mais evoluídas, conseguimos parametrizar

melhor o negócio de forma a garantir ter

o que o cliente precisa, onde precisa e no

momento certo”. Sobre as mais recentes novidades

da empresa, indica que estas passam

pelo reforço nos serviços e da distribuição

ao profissional, evolução da Shop360 e

das ferramentas integradas, expansão geográfica

com cobertura de todo o território

continental e ilhas, implementação de hubs

logísticos de forma a garantir uma distribuição

eficiente do stock pelos armazéns da

zona respetiva e a reestruturação da oferta

formativa não apenas técnica, mas também

comportamental e de gestão.

WOW PARTS

David Gonçalinho

A eletrificação traz novos desafios e

oportunidades, mas o parque automóvel

envelhecido continua a ser o

principal motor do aftermarket. São

duas realidades em paralelo que obrigam

o setor a evoluir rapidamente.

GLOBALPEÇAS

Eddy Filipe

A chegada dos veículos híbridos e

100% elétricos veio potenciar a formação

em áreas novas bem como a

venda de novos equipamentos, quer

de diagnóstico auto como equipamentos

oficinais necessários para

trabalhar nestes veículos.

AUTOPEÇAS

Jorge Martins

Com a eletrificação nota-se uma

quebra na procura de algumas peças

que habitualmente se vendiam,

lubrificantes, filtros, etc., e aumento

na necessidade de peças mais específicas

elétricas e eletrónicas, como

sensores, baterias, etc., no entanto,

como o parque automóvel tem alguma

idade, a procura vai sempre

existir.

AUTOPEÇAS CAB

André Cruz

As viaturas mais recentes são mais

complexas quer na parte mecânica

como nas novas partes elétricas o

que faz com que tenhamos de trabalhar

com catálogos eletrónicos

sempre atualizados e muitas vezes

com vários. Este nível de complexidade

também resultou na criação de

novas gamas no nosso stock para dar

resposta à procura. O contiínuo envelhecimento

do parque automóvel

continua a trazer muito negócio em

reparações e manutenções simples

ao nosso setor do aftermarket.

RODAPEÇAS

Manuel Vicente

O impacto do mencionado, é que temos

de estar preparados para servir

com a mesma competência, tecnologia

de ponta e muito recente, com

tecnologia antiga e em alguns casos,

já fora de fabrico por parte das

marcas de automóveis. É um desafio

gerir tal situação do ponto de vista

logístico, mas também do ponto de

vista da nossa equipa, que tem de

estar atualizada e formada para o

efeito.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 77


78 DOSSIER

SPR AUTO

Paulo Dário

www.sprauto.pt

Em relação aos maiores desafios para um

retalhista de peças automóvel atualmente,

Paulo Dário indica que o cliente profissional

está cada vez mais informado, compara preços

em tempo real e exige disponibilidade

imediata, o que obriga os retalhistas a terem

stocks e várias entregas por dia e rapidez.

“Os serviços, a proximidade com a oficina,

o apoio técnico, a rapidez das entregas e a

confiança são fatores decisivos para fidelizar

clientes num mercado cada vez mais competitivo”,

e acrescenta que “hoje, não basta

vender peças; é fundamental criar soluções e

serviços que ajudem as oficinas a serem mais

competitivas e eficientes. Nesse sentido, temos

apostado nas redes de oficinas como a

TOPCAR e NEXUSAUTO. Paralelamente,

continuamos a investir na rapidez e eficiência

da distribuição, porque a disponibilidade

e o tempo de entrega são cada vez

mais determinantes para a oficina. Além

destes pontos, parte da nossa estratégia

atual passa pelo online - estamos a investir

na nossa plataforma de e-commerce, com

melhorias e novidades tanto para o cliente

B2C, como para o B2B. Recentemente, temos

vindo a introduzir várias melhorias na

nossa atividade com o objetivo de reforçar a

capacidade de resposta e a qualidade de serviço

ao cliente. A nível interno, procedemos

à contratação de mais colaboradores, o que

nos permite aumentar a eficiência operacional

e melhorar o acompanhamento diário

das oficinas. Paralelamente, introduzimos o

WhatsApp como canal de comunicação oficial

com o cliente, o que tornou o contacto

mais rápido, direto e prático, facilitando a

gestão de encomendas e o apoio ao cliente

em tempo real. No plano logístico, temos

recorrido também à contratação de serviços

externos para apoiar as entregas, garantindo

maior flexibilidade, rapidez e cobertura,

especialmente em períodos de maior pressão.

Como referimos anteriormente, um

dos nossos investimentos para este ano é

na nossa plataforma de e-commerce, com o

objetivo de melhorar a experiência do consumidor

final e profissional. Por fim, temos

reforçado o nosso portefólio com a introdução

de novas marcas, o que nos permite

alargar a oferta disponível, aumentar a competitividade

e responder melhor às diferentes

necessidades do mercado. No conjunto,

estas medidas representam uma evolução

clara do nosso modelo de serviço, mais ágil,

mais próximo do cliente e mais preparado

para as exigências atuais do setor.

MERPEÇAS

Rui Costa

A eletrificação e a complexidade técnica

exigem formação contínua e novas gamas.

Já o envelhecimento do parque automóvel

mantém a procura por peças tradicionais,

criando um equilíbrio interessante.

SPR AUTO

Paulo Dário

Acredito que a eletrificação não será o

futuro. O envelhecimento do parque automóvel

continua a ter um peso muito

importante no negócio. Temos um parque

automóvel envelhecido que continua a

necessitar de manutenção com bastante

frequência. Isto provoca uma grande procura

por peças de manutenção e reparação

para estes veículos que já têm alguns

anos de vida.

CENTROPEÇAS

Tiago Cerveira

Ainda que seja algo já com alguns anos, a

eletrificação automóvel tem tido um impacto

bem mais significativo neste último

par de anos, adivinhando-se desafios exigentes

nos anos que se seguem. O crescimento

do número de viaturas eletrificadas

face às de combustão interna obriga

todos a uma especial e focada atenção a

esta nova realidade. Assim, formação especializada

e investimento constante na

mesma serão fundamentais num ramo

onde a escassez de recursos humanos é

difícil de contrariar, criar gente capaz de

lidar e absorver conhecimento deste novo

mundo auto eletrificado é a peça-chave

na resposta externa a este desafio, mas

também de forma muito saliente na resposta

à organização interna da empresa

na gestão de stock e serviços diretamente

ligados à eletrificação automóvel. A

necessidade de dominar e responder a

estas novas formas de tecnologia automóvel,

contrasta com o paralelo oposto e

a obrigação de responder de igual forma

ao envelhecimento do parque automóvel

português, que tem, em média, 15 anos.

Assim, criar condições para responder a

carros com grande número de intervenções

anuais é fundamental. Soluções

em marcas de peças mais económicas,

stock das mesmas em número adequado

às necessidades, e parceiros capazes de

solucionar peças de carros já “descontinuados”

são ouro nessa matéria.

RPA

Tiago Almeida

A visão que tenho é que a eletrificação

vai ser mais um tipo de energia, junto dos

combustíveis fósseis, hidrogénio e outros

tipos de energia que possam surgir. A dificuldade

principal é para o nosso cliente

que tem de estar preparado. Nesse

sentido, temos vindo a formar cada vez

mais profissionais em veículos híbridos e

elétricos desde o nível 1 ao mais avançado

e noutras áreas técnicas que vão ao

encontro da complexidade automóvel.

Na prática, não estamos a sentir impacto

negativo, até porque a idade do parque

automóvel continua a aumentar. De

qualquer das formas estamos a olhar para

estas tendências para aproveitar oportunidades

possíveis. O envelhecimento do

parque automóvel tende a aumentar a

procura por marcas budget e marcas próprias,

nesse sentido temos vindo a apostar

no aumento do portfólio desse tipo de

produto.

DRIVE360

António Cavaleiro

A eletrificação aumenta exigência ao nível

da segurança, alta tensão, baterias e

software. Uma intervenção num veículo

elétrico exige conhecimento e competências

completamente diferentes das

necessárias para intervir num veículo a

combustão. A crescente complexidade

dos sistemas ADAS e da eletrónica reforça

ainda mais o peso do diagnóstico e da

calibração. Ao mesmo tempo, o envelhecimento

do parque automóvel continua a

manter forte procura no aftermarket tradicional

embora a tendência futura seja de

transformação progressiva do setor.


ADIRA À REDE

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 79

DIAGTEC+

TORNE-SE NUMA OFICINA

ESPECIALIZADA EM MECATRÓNICA

AUTOMÓVEL E REPARAÇÃO HEV

ACADEMIA DE FORMAÇÃO

PARCERIAS EXCLUSIVAS

APOIO TÉCNICO

CONTACTE-NOS PARA SABER MAIS!

JUNTE-SE ÀS NOSSAS OFICINAS ESPECIALIZADAS EM PORTUGAL

Representantes oficiais:

DIAGTEC PLUS, LDA – AUTOMOTIVE SOLUTIONS

www.diagtecplus.pt | geral@diagtecplus.pt | 221 128 448

Via Jean Piaget 85-91 4410-247 Canelas, Vila Nova de Gaia


80 DOSSIER

AUTOPEÇAS CAB

André Cruz

https://autopecas-cab.pt

De acordo com André Cruz, o mercado

automóvel nacional tem vindo a crescer

com uma envolvente cada vez mais exigente

e dinâmica. “Neste mercado o fator “ter

em stock” é fundamental e posteriormente

associado a entregas estruturadas ao longo

do dia, bem como a qualidade das peças e

o suporte que o cliente precisa no seu dia

a dia”. Em relação às medidas que a Autopeças

CAB está a tomar para compensar a

possível redução nas margens, indica que,

com o mercado sempre mais competitivo

de ano para ano e o aparecimento de casas

de peças novas todos os anos fez com que

grande parte das oficinas tenha disponível

muitas soluções de fornecimento. As novas

casas de peças, principalmente as que dependem

das entregas das transportadoras

para vender, são mais agressivas para segurar

as vendas fazendo o preço mais baixo,

Para Rui Costa, o maior desafio atualmente

para um retalhista de peças automóvel

é equilibrar competitividade com

rentabilidade. “A pressão de preços, a digitalização

e a rapidez exigida pelo cliente

obrigam a eficiência operacional constante”.

Para compensar a possível redução

nas margens, indica que a Merpeças está

a diversificar a sua oferta de equipamenresultando

assim em margens mais baixas.

Neste ano estamos a dinamizar e a dar a

conhecer mais a empresa em feiras como

a Ovibeja que estivemos presentes e também

vamos estar presentes na Expomecânica.

Estamos também a apostar em novas

gamas como sistemas de AdBlue, injeção

e ar condicionado já em stock”. Sobre as

novidades recentes introduzidas na sua

atividade, André Cruz indica que, para o

início do verão o reforço da sua gama de

ar condicionado, com novos produtos e

serviços está garantido, com um novo fornecedor,

a EACLIMA. “Até final deste ano

estamos a estudar a possibilidade de dar a

conhecer mais a empresa através de feiras

locais. Neste momento estamos no processo

de abertura de uma nova loja que deve

estar pronta para finais de junho”, adianta

o responsável.

Quem conseguir

combinar

disponibilidade,

rapidez e controlo

de custos, tem

tudo para fidelizar

o cliente e ser

rentável.

SPR AUTO, Paulo Dário

MERPEÇAS

Rui Costa

www.grupomerpecas.com

tos e ferramentas, a reforçar serviços de

valor acrescentado e a investir na proximidade

com oficinas, além de otimizar

logística e compras. Sobre as novidades,

indica que a empresa tem investido na

melhoria logística, reforço de stock, novas

parcerias com marcas e digitalização

de processos para melhorar a experiência

do cliente.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 81

O retalhista que não evoluir para um modelo

tecnológico e orientado ao serviço vai perder relevância.

WOW PARTS, David Gonçalinho

RODAPEÇAS

Manuel Vicente

www.rodapecas.com

Para Manuel Vicente, o maior desafio de

um retalhista de peças automóvel “é ter

uma equipa de profissionais competentes,

capacitados e motivados. Para conseguirmos

ultrapassar este desafio gigante, necessitamos

de ter várias ferramentas e, uma

delas, será conseguir remunerar bem as

pessoas válidas. Para que tal seja possível, a

empresa necessita de ter margens de comercialização

que o permitam”. Relativamente

às medidas que a empresa está a tomar para

compensar a redução nas margens, indica “o

aumento do portfólio de oferta de soluções

aos nossos clientes, mais que uma opção para

aumentar margens, é uma opção estratégica

para a satisfação dos nossos clientes. Quando

falamos de soluções, assumimos que estas

são compostas por produtos e serviços. O

mix da margem gerada pelas soluções e a

margem contribuinte deste portfólio mais

alargado e abrangente, permite ultrapassar

alguns dos desafios da pressão de preços,

que muitas vezes encontramos no mercado”.

Sobre as novidades mais recentes, o

responsável indica que a Rodapeças está

permanentemente em processo de melhoria

no que diz respeito ao atendimento a

clientes e à logística. “Sendo fatores críticos

para os nossos clientes, é sempre um

foco de grande cuidado e investimento

para a nossa empresa. No nosso portfólio

de produtos, as peças usadas continuam

a ser estratégicas, com particular ênfase

na marca ecoRDP. Também do ponto de

vista estratégico, acreditamos que a diversificação

do nosso portfólio em termos de

equipamentos oficinais, assim como peças

para outras áreas de atividade, farão todo o

sentido no médio prazo”.

PUB

Liga-te à GS Yuasa

Powering

what matters

Desde automóveis até redes de comunicação,

oferecemos um desempenho fiável onde mais importa.

Com a confiança dos principais fabricantes, profissionais

e consumidores, as nossas baterias com qualidade de

equipamento original impulsionam o quotidiano e o

extraordinário.

www.gs-yuasa.eu


82

DOSSIER

CENTROPEÇAS

Tiago Cerveira

https://www.facebook.com/centropecas.mealhada

“É fundamental para a empresa manter-

-se muito ativa em todas as variantes do

negócio, e adaptar-se rápido e facilmente

à evolução constante e quase diária no

ramo”, indica Tiago Cerveira. “Conseguir

estar alinhado com o momento atual ou

sempre que possível, um passo à frente

para que o cliente sinta, sempre da nossa

parte, a capacidade de responder às suas

necessidades, sejam elas de que categoria

forem. Mais que um fornecedor de peças

e/ou serviços, teremos de ser um parceiro

de negócio. Sermos, portanto, muito

ativos, estarmos sempre preparados para

responder a toda e qualquer necessidade

do cliente, mantendo também toda a estrutura

empresarial atualizada especialmente

na eletrificação automóvel, investindo

em stock e formação nesse sentido,

serão temas fundamentais para competir

de igual para igual com todos os “players”

do nosso mercado. Conseguir rentabilizar

ao máximo os recursos físicos e humanos,

bem como o investimento efetuado em

ambos. Conseguir um equilíbrio perfeito

entre o espaço de armazenamento, que

deve ser aproveitado ao máximo, com

quantidades precisas de stock bem como

a otimização do processo de embalamento

e de distribuição dos produtos; apostando

e investindo fortemente de forma

constante, crescente e inequívoca na dinamização

da rede oficinal CGA com a

qual temos já uma longa parceria, bem

vincada no panorama nacional; tendo no

último ano feito um alargamento de serviços

e produtos ligados aos equipamentos

e ferramentas criando parcerias nesse

sentido com os maiores importadores nacionais

associados às marcas de referência

no nosso mercado, nessa categoria. Em

suma, reduzir custos, otimizar processos

e armazenagem e criando linhas de

serviço e produtos que fidelizem e criem

confiança nos nossos clientes. Em meados

de este ano, contamos ter, em pleno funcionamento,

um portal de pedidos e identificação

de peças totalmente associado à

empresa, contamos também, neste caso

até final do ano, ter finalmente aberto um

segundo ponto de vendas sendo simultaneamente

o principal ponto logístico de

toda a operação empresarial, adicionando

estrategicamente novas marcas e produtos

já devidamente referenciados e selecionados,

bem como a criação de um espaço

estruturalmente preparado e equipado

para a realização de formações teóricas e

técnicas, vocacionadas às necessidades dos

clientes. Ao mesmo tempo que continuaremos

a fazer crescer o número de oficinas

associadas à rede CGA e a oferecer uma

gama completa de máquinas, ferramentas

e equipamentos numa estratégia de crescimento

nesta linha recentemente adicionada

como mais um serviço da empresa”.

C

C

M

Y

CM

MY

CY CY

CMY

CMY

K

K


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 83


84 DOSSIER

RPA

Tiago Almeida

https://rpa-lda.pt

“Nestes últimos anos, o mercado aftermarket

tem vindo a passar por uma fase

de disrupção total. Hoje, um dos grandes

desafios dos retalhistas passa pela mudança

na cadeia de venda, ou seja, os grossistas

deixaram de vender exclusivamente

ao retalho e passaram a operar também

na oficina, ou por aquisição de empresas

retalho ou por estratégia interna. Como

tal, existe concorrência do próprio grossista

ao retalhista. Nesse enquadramento,

a entrada de players internacionais também

é uma ameaça a nível de consolidação

de mercado. Na prática, o aftermarket,

tal como outras áreas de negócio, é

feita de volume. Ao mesmo tempo desenhar

todo o fluxo da peça, desde a gestão

de stocks, logística, entrega e devoluções

de forma mais eficiente torna-se mais desafiante.

Para isso, é necessário a gestão

da empresa ser feita de forma profissional,

aliada a recursos humanos cada vez mais

especializados em todas as áreas. A redução

nas margens é algo que se vem a notar

de há uns anos para cá e a tendência será

essa”, indica Tiago Almeida. O responsável

indica que, neste âmbito, a RPA tem

vindo a desenvolver várias áreas de negócio

que visam a eficiência e diferenciação

da empresa. “Um dos exemplos mais recentes

foi a inauguração da Academia de

Formação by RPA, o futuro da empresa

passa por termos clientes preparados para

enfrentar os desafios atuais e futuros. A

nível logístico, investimos num WMS

para uma gestão mais eficiente de stock,

aliado a isso a distribuição passou a ser

feita de forma mais profissional. No final

do ano passado inaugurámos a Academia

de Formação by RPA e mudámos para

umas instalações mais amplas na filial

de Évora. Mais recentemente, a RPA fez

29 anos e aproveitamos para fazer um

Rebranding à marca. Esta renovação da

marca reflete a vontade contínua de inovar,

acompanhar as novas exigências do

mercado e intensificar o processo de expansão

da empresa”.

Como vê o futuro do retalhista

de peças?

WOW PARTS

David Gonçalinho

O futuro não é de quem vende mais barato,

mas de quem resolve mais rápido.

O retalhista que não evoluir para um

modelo tecnológico e orientado ao serviço

vai perder relevância.

GLOBALPEÇAS

Eddy Filipe

É importante a parceria certa e ligação a

grupos, que nos permita elevar as nossas

oficinas a redes organizadas e capazes

de enfrentar as novas tecnologias

do nosso setor.

AUTOPEÇAS

Jorge Martins

A palavra-chave vai ser digitalização,

IA, sistemas completamente integrados

entre a Oficina e o Retalhista, desde o

momento do pedido da peça, a separação

em armazém e a entrega, tudo automatizado

e integrado diretamente no

ERP da oficina, eliminar perdas de tempo

e erros, o futuro está aí e a IA, condução

autónoma, etc. vai revolucionar o

mercado nos próximos anos.

AUTOPEÇAS CAB

André Cruz

Os próximos cinco anos vão continuar

a ser bastante competitivos em vários

fatores para o nosso mercado, podendo

fazer com que, das poucas empresas

independentes que existam a nível

nacional, tenham de aderir a grupos de

compras ou outras parcerias. O conceito

da casa de peças ser um conjunto de

soluções para as oficinas não só em peças,

mas noutros serviços continuará a

crescer.

RODAPEÇAS

Manuel Vicente

O retalhista de peças tem de ser muito

mais que um fornecedor de peças. Tem

de ser um fornecedor de excelência de

soluções e, um parceiro fundamental na

vida de uma oficina.

MERPEÇAS

Rui Costa

Nos próximos cinco anos, o retalhista

será cada vez mais um parceiro tecnológico

e consultivo. A diferenciação

passará pelo serviço, especialização e

capacidade de adaptação

SPR AUTO

Paulo Dário

O papel do retalhista de peças vai continuar

a ser relevante, mas vai sofrer uma

transformação clara nos próximos cinco


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 85

anos. O modelo tradicional, baseado apenas

na venda e distribuição de peças, está

cada vez mais pressionado por diferentes

canais - desde importadores que vão diretamente

ao nosso cliente, até marcas que

criam os seus próprios portais com preços

muito competitivos. Neste contexto, o retalhista

terá de deixar de ser visto apenas

como um intermediário de produto e passar

a ser um verdadeiro parceiro de serviço e

eficiência para a oficina. A diferenciação já

não será feita apenas no preço, mas sobretudo

na capacidade de resposta, proximidade

e apoio técnico. As mudanças mais

decisivas passam pela digitalização, por

plataformas próprias e eficiência logística,

onde a rapidez de entrega será sempre

muito importante. Apoio técnico, formação,

aconselhamento e serviços que ajudem a

oficina a ganhar produtividade e rentabilidade.

Redes de oficinas.

CENTROPEÇAS

Tiago Cerveira

Num papel duma função muito mais alargada

e abrangente que há muito deixou só

de ser fornecedor de peças. Assim só uma

empresa multifacetada e competente em

todas e toda a linha estará preparada não

só para os próximos 5 anos, mas também

para as próximas décadas. Uma equipa

motivada e aberta à implementação de

novos métodos e valências será chave no

sucesso imediato e futuro da empresa retalhista.

RPA

Tiago Almeida

A consolidação é um tema atual e vai ser

cada vez mais intensificado no futuro, basta

olhar para o mercado Espanhol. Nesse

sentido, o retalhista vai ter cada vez mais

dificuldades. Na minha opinião, o retalhista

para perpetuar no futuro tem de alinhar

um conjunto de situações. Ou seja, uma

gestão mais profissional da empresa, aliar-

-se a parceiros/grupos que lhe proporcionem

ferramentas, ligação às marcas, digitalização

de processos e rodear-se de

recursos humanos competentes nas várias

áreas da empresa.

DRIVE360

António Cavaleiro

Nos próximos cinco anos, o retalhista vencedor

será híbrido: físico na proximidade,

digital na operação e consultivo no valor.

Quem conseguir combinar Inteligência Artificial,

logística eficiente, serviço técnico,

formação e ecossistemas B2B de oficinas

deixará de vender peças para passar a

vender produtividade.

Nos próximos cinco

anos, o retalhista

vencedor será híbrido:

físico na proximidade,

digital na operação e

consultivo no valor

DRIVE360, António Cavaleiro

PUB

A GAMA

WOLF DE

VEICULOS

ELETRICOS


86 DOSSIER

Onde está o equilíbrio entre stock, serviço e rentabilidade?

WOW PARTS

David Gonçalinho

Está na eficiência operacional. Não se trata

de ter tudo em stock, mas de ter o certo, no

momento certo, com uma logística capaz de

responder sem falhas.

GLOBALPEÇAS

Eddy Filipe

Neste negócio ainda continua a levar a melhor

quem tem a peça em stock, mas a tendência

em oficinas organizadas é que nem

sempre este é o melhor caminho, pois por

vezes quem tem a peça não pode proporcionar

o serviço 360 à oficina, e sente-se que

começa a pesar na balança a rentabilidade

das intervenções com base em apoios técnicos

e tickets e, com isto, marcações com mais

assertividade.

AUTOPEÇAS

Jorge Martins

Atualmente tentamos ter stocks horizontais

para manter uma disponibilidade imediata nas

peças de maior rotação, no entanto, com a

nossa logística eficiente conseguimos ter o

material nas oficinas em apenas algumas horas,

mesmo material de menos rotação, tendo

um serviço de excelência e tentando um equilíbrio

que nos permita ter alguma rentabilidade,

para isso usamos já algumas ferramentas

de IA para facilitar esta difícil missão.

AUTOPEÇAS CAB

André Cruz

Hoje em dia para empresas independentes

como a nossa tem de existir um equilíbrio

bem estruturado entre os stocks que podemos

ter em casa e a parte logística da empresa

para termos uma boa rentabilidade. Com

os recentes aumentos nos últimos anos a

nível de ordenados, combustíveis e um pouco

de tudo no geral criou uma pressão maior nas

estruturas das empresas em que as margens e

as vendas têm de obrigatoriamente subir para

colmatar os aumentos dos custos.

RODAPEÇAS

Manuel Vicente

O equilíbrio está entre a satisfação do cliente,

os prazos médios de existências e, os prazos

médios de entrega. O negócio da distribuição de

peças automóvel às oficinas, tem um custo logístico

muito considerável. É, por isso necessário,

não beliscando o nível de serviço ao cliente,

ter um grande foco na otimização da operação

logística como um todo (stocks e entregas).

MERPEÇAS

Rui Costa

O equilíbrio está na gestão inteligente de stock:

garantir disponibilidade nas referências críticas,

com rotação eficiente, apoiada por tecnologia e

previsibilidade de procura.

SPR AUTO

Paulo Dário

As oficinas estão cada vez mais exigentes em

relação à rapidez do tempo de entrega. Contudo,

para que isto aconteça, temos que ter mais

stock disponível, sendo que o custo do mesmo

está constantemente a aumentar. Assim, é imperativo

uma boa gestão de stocks. Quem conseguir

combinar disponibilidade, rapidez e controlo

de custos, tem tudo para fidelizar o cliente

e ser rentável.

CENTROPEÇAS

Tiago Cerveira

Honestamente, talvez um dos objetivos e desígnios

mais difíceis de obter. O custo associado

à pressão logística e à gestão de stocks, é

hoje em dia quiçá o principal fator de elevados

e avultados investimentos do aftermarket atual.

A urgência na entrega e a disponibilidade da

peça no contexto atual do ramo obriga a redobrar

esforços nesse sentido. Assim este ponto

de equilíbrio será sempre maior quanto mais

satisfeito sentirmos o cliente, digamos que hoje

em dia são eles que definem esse ponto. A procura

e a oferta é tanta que o cliente tem sempre

o controlo total na definição desse ponto.

Portanto, ter a peça, mesmo que em quantidades

mínimas, fazer a sua entrega o mais rápido

possível e ainda assim ser competitivo nos preços,

determinará sempre o ponto de equilíbrio

medido pelo grau de satisfação no cliente.

RPA

Tiago Almeida

O nosso setor tem uma taxa de serviço extremamente

elevada, basta fazer a pergunta a um

profissional competente na área da logística. O

binómio disponibilidade-preço, normalmente a

disponibilidade prevalece, por isso ter a peça

em stock é sinónimo de venda. A aposta da

RPA passa por investir no inventário, até porque

olhamos para o inventário como um ativo/

investimento. Não obstante, tentamos fazer a

gestão de inventário o mais eficiente e profissional

possível, com recurso a ferramentas

digitais. Contudo, é uma área identificada que

queremos cada vez desenvolver mais.

DRIVE360

António Cavaleiro

Hoje, o equilíbrio entre disponibilidade, serviço

e rentabilidade depende de uma gestão

de stock muito rigorosa. O objetivo é garantir

maior disponibilidade nas referências com

maior procura, resposta rápida nas peças críticas

e utilização de ferramentas de análise

e Inteligência Artificial para antecipar necessidades

futuras. Mais do que vender muito, o

importante é entregar bem, reduzir erros e devoluções

e garantir eficiência em cada entrega.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 87


88

FORMAÇÃO

DIAGNÓSTICO DE REDES CAN-BUS

TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)

Introduzidas na indústria automóvel

nos anos 90, as redes CAN-BUS

(Controller Area Network) são a principal

solução para a comunicação entre

múltiplas unidades de controlo e

o equipamento de diagnóstico. Quando

esta rede falha, os sintomas podem ser

variados e, muitas vezes, enganosos. Estas

redes podem apresentar diversos sintomas

de avaria, desde códigos de erro do tipo

“U-codes” até a ausência total de comunicação

com o equipamento de diagnóstico.

COMO ABORDAR AVARIAS?

1. Verificar alimentação

e massa dos módulos

Perante uma falha na rede devemos começar

por confirmar que os módulos

afetos têm alimentação e massa corretas.

Um módulo sem alimentação pode ser

interpretado como falha de comunicação

e é também importante notar que erros

CAN-BUS podem ser meramente indicadores

de um código de erro presente em

outra unidade (e não uma falha da rede).

2. Medir a resistência

da rede com o ohmímetro

Com ignição desligada e bateria isolada,

conseguimos medir a resistência entre

CAN High e CAN Low no conector de

diagnóstico “OBD” entre os pinos 6 e 14,

o valor esperado é 60 ohms. Existem duas

unidades (nas duas extremidades da rede)

que incluem uma resistência (interna, entre

as duas linhas) de 120 ohms (ligadas

em paralelo na rede, resultam 60 ohms).

0 ohms representa curto-circuito entre linhas

e valor infinito circuito aberto. Este

teste dá uma indicação rápida da integridade

da rede.

3. Verificar tensões

em funcionamento

Com ignição ligada devemos observar

CAN H ≈ 2.5V a 3.5V e CAN L ≈ 2.5V

a 1.5V. Se ambas as linhas estiverem fixas

a 0V ou 5V, existe um problema na rede

(curto à massa, positivo ou presença de

uma unidade defeituosa).

4. Analisar o sinal com osciloscópio

Para uma análise mais detalhada podemos

conectar dois canais do osciloscópio às linhas

CAN High e CAN Low, assim como

as massas ao negativo da mesma unidade.

Seleccionar as escalas 1V/div e 50 μs/div:

5. Isolar a falha

Ao suspeitar de uma unidade a comprometer

a rede é possível desligar unidades

uma a uma (confirmando se a resistência

de 60 ohms na rede se mantém) e observar

se a comunicação é restabelecida.

Devemos notar que nem todos os módulos

podem ser desconectados da rede.

Algumas unidades (como ABS/ESP ou

gateways) funcionam como “ponte” na

rede — ao remover o conector, a linha

CAN fica interrompida. Nestes casos,

pode ser necessário fazer uma “ponte”

externa para manter a continuidade nas

linhas CAN High e CAN Low durante o

teste. Da mesma forma, as unidades que

integram resistências de terminação (120

ohms) não podem ser removidas.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 89

PLATAFORMAS DE

COMUNICAÇÃO

OFICINAL

NÃO PERCA

TODAS AS NOVIDADES

DO PÓS-VENDA


90

FORMAÇÃO

A SUA OFICINA ESTÁ CHEIA — MAS VAI FECHAR POR FALTA DE PESSOAS.

E o relógio já está a contar

Há donos de oficinas em Portugal a fechar portas. Não por falta de clientes, mas sim por falta de pessoas. A idade média

dos mecânicos é 41 anos, a dos bate-chapas, 49, a dos pintores, 45. A renovação geracional falhou.

TEXTO HUGO MONTEIRO – hugomonteiro@actioncoach.com

“Há empresas que não encerram por falta de

clientes, mas por falta de pessoas.” — ANE-

CRA

Releia. Devagar. Está escrito ali que o seu

maior risco já não é a concorrência, nem o

preço da peça, nem o cliente que regateia. É

não ter quem trabalhe.

E, ainda assim, muitos empresários continuam

a tratar isto como um problema do

mercado. Dos jovens. Do governo. Coisas

que não controlam. E, como não controlam,

sentem que nada têm de fazer.

Verdade incómoda: o problema não está

no mercado. Está no seu negócio não ser

atrativo. E isso, ao contrário do mercado,

controla-se.

CINCO PASSOS QUE SEPARAM

QUEM VAI SOBREVIVER

DE QUEM VAI FECHAR:

Plano de carreira numa folha A4. Níveis,

requisitos, salários, benefícios. Imprima

e entregue a cada candidato no primeiro

dia. Sem esse papel, o jovem assume que vai

ficar no mesmo banco para sempre. E sai.

Marca empregadora. Fotografe a oficina

como ela é hoje: tecnológica, limpa, digital.

Não como era em 1995. Comunique no

Instagram e no LinkedIn. Está a vender o

local de trabalho.

Recrute como vende. Resposta em 24

horas, processo claro, decisão numa semana.

O bom candidato não espera. Quem ainda

recruta como há vinte anos perde.

Formação como benefício. Horas pagas,

certificações em EV, presença nas feiras

do setor. Os melhores técnicos não saem por

mais 200 euros. Saem quando deixam de

aprender.

Meça produtividade, não horas. Horas

faturadas por técnico. Ganhar é tornar cada

hora mais produtiva – eliminando tudo o

que rouba tempo ao chão de oficina.

Pergunta do coach: se amanhã os seus dois

melhores técnicos lhe entregassem a carta,

quantos meses sobreviveria o seu negócio?

Se for menos de doze, já sabe qual é a sua

prioridade número um.

Em 2030 vão existir duas categorias de

donos: os que decidiram em 2026 mudar

a forma como tratam as pessoas – e os que

não decidiram. Os primeiros vão crescer.

Os segundos desaparecem. Não é justo. É o

jogo. A pergunta não é se quer mudar. É se

prefere fazê-lo agora, enquanto ainda tem

opção de mudar o futuro da sua empresa.

VAMOS CONVERSAR

Se quiser ajuda, discutir algum ponto deste

artigo ou simplesmente perceber como

implementar estes sistemas no seu negócio,

terei todo o gosto em marcar consigo uma

sessão estratégica.

Agende aqui: https://shorturl.at/4iXcY


2026/2027

PLATAFORMAS DE

COMUNICAÇÃO

OFICINAL

WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 91

O GUIA EXCLUSIVO DE CONTACTOS PARA PORTUGAL

PRÉMIOS

EXCELÊNCIA

2026

FAÇA JÁ A SUA RESERVA

2026/2027

CONTACTOS

Anabela Machado

Diretora Comercial

anabela.machado@posvenda.pt

João Abreu

Gestor Comercial

joao.abreu@posvenda.pt

DESCUBRA

MAIS INFORMAÇÕES

E RESERVE JÁ

O MELHOR ESPAÇO

PARA A SUA EMPRESA

www.posvenda.pt


92 FORMAÇÃO

TESLA E A ELETRIFICAÇÃO

O On-Board Charger (OBC) e

o Carregamento Bidirecional:

Eficiência da Rede à Bateria

O On-Board Charger (OBC) da Tesla atua como ligação entre a rede elétrica AC e a bateria de alta tensão, dialogando

diretamente com o BMS para otimizar cada sessão de carga individualmente.

Em 2026, a maioria dos modelos

(Model 3 Long Range, Model Y

Performance, Model S, Model X

e Cybertruck) vem equipado um

OBC de 11,5 kW (48 A a 240 V),

permitindo carregamento completo em

8-12 horas numa wallbox adequada. O Model

3 Rear-Wheel Drive base limita-se a 7,7

kW (32 A).

No Cybertruck, o OBC de 11,5 kW destaca-se

pelo suporte nativo a carregamento

bidirecional PowerShare. Esta funcionalidade

transforma o veículo num gerador móvel

capaz de fornecer até 11,5 kW contínuos

através da porta de carga específica NACS

ou das tomadas integradas no habitáculo e

na caixa de carga (120 V e 240 V). É possível

alimentar equipamentos e ferramentas

pesadas, carregar outro EV ou até suprir

uma casa em modo backup (com o Powershare

Gateway). O BMS coordena o fluxo,

limitando a potência em função do SoC e

da temperatura das células 4680.

A integração com a rede Supercharger é outro

ponto forte. O OBC comunica com o

BMS para pré-condicionar a bateria (aquecendo

ou arrefecendo as células para a faixa

ideal de 20-45 °C), maximizando picos de

250-350 kW em DC. Em células 4680 com

baixa resistência interna, esta preparação reduz

o tempo de carga e minimiza o stress

térmico.

Em 2026, com a produção renovada de células

4680 no Model Y, o OBC beneficia

de algoritmos OTA que ajustam a curva de

carga consoante a química da célula (NMC

de alta densidade ou LFP mais estável). No

caso das LFP, o sistema permite carregamentos

frequentes a 100 % com menor penalização

na longevidade.

O OBC não é um componente isolado: trabalha

em harmonia com o controlo térmico

para recuperar energia e com o VCU para

gerir correctamente a potência disponível.

Esta abordagem integrada permite à Tesla

oferecer carregamento rápido e seguro, mesmo

em condições adversas, como muito frio

ou quente, transformando a infraestrutura

doméstica ou pública num verdadeiro aliado

da autonomia diária.

No próximo capítulo exploraremos o sistema

de controlo térmico, peça fundamental

que permite ao BMS e ao OBC operarem

com máxima eficiência.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 93

USADOS

BY PÓS-VENDA

BREVEMENTE


94

FORMAÇÃO

do dia-a-dia

MECÂNICA

by

DACIA SPRING ELECTRIC (2022)

PERDA PROGRESSIVA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E AUTONOMIA REAL – DEGRADAÇÃO DOS

CONTACTORES DE PRÉ-CARGA E PRINCIPAL DO PACK HV

Este mês o nosso relatório relata uma avaria de um Dacia Spring, com perda progressiva de eficiência energética e autonomia real.

EFEITO CLIENTE:

O proprietário de uma Dacia Spring de

2022 reportou redução progressiva e consistente

da autonomia real ao longo dos últimos

dois meses: o veículo, que habitualmente

percorria 180 km por carga em ciclo

misto urbano, passou a raramente exceder

140-150 km com o mesmo padrão de condução

e nas mesmas condições de temperatura.

O SOC indicado no painel caía de

forma aparentemente mais rápida do que o

esperado. Adicionalmente, o cliente notava

que a potência disponível em aceleração

parecia ligeiramente reduzida, embora não

houvesse mensagem de avaria. O veículo

não apresentava comportamentos anómalos

de carregamento.

Figura 1 Dacia Spring Electric

CÓDIGOS DE AVARIAS:

Diagnóstico com ferramenta de diagnóstico

: verificação do SOH (State of Health)

da bateria via módulo BMS – valor de 91%,

aceitável para 45 000 km e 3 anos de utilização,

excluindo degradação significativa de

células como causa primária.

Análise do consumo energético médio

registado pelo BMS nos últimos 30 ciclos

de condução: valor médio de 14,8 kWh/100

km em ciclo urbano – 18% acima do valor

de referência de 12,6 kWh/100 km para as

condições de temperatura e perfil de utilização

registados. O consumo excessivo não

era explicado pela degradação de bateria de

9% – havia outra fonte de perda de energia.

Monitorização em tempo real da tensão

do pack HV e da corrente durante aceleração

e cruzeiro: identificação de queda de

tensão anómala no pack durante eventos de

aceleração moderada – queda de 18 V para

uma corrente de 80 A, resultando numa resistência

interna aparente do pack de 0,225

Ω – significativamente acima do valor esperado

de 0,08 Ω para um pack saudável

desta quilometragem.

Verificação da resistência interna das células

(excluída como causa pela análise de

espectroscopia AC): resistência celular dentro

da normalidade – a queda de tensão excessiva

tinha origem nos elementos de contacto

do circuito HV e não nas células.

Medição da resistência de contacto dos

contactores principais (HV main contactors)

e do contactor de pré-carga com micro-

-ohmímetro de quatro fios após isolamento

seguro do sistema: resistência dos contactores

principais de 28 mΩ e 31 mΩ – significativamente

acima do valor nominal <5

mΩ, indicando degradação dos contactos

por arco eléctrico repetido.

Inspecção visual dos contactores após

desmontagem: superfícies de contacto com

erosão por arco visível, com crateras de material

fundido e depósito de resíduo metálico

nas faces de contacto – degradação por arco

típica de elevado número de ciclos de abertura/fecho

sem amortecimento adequado.

ABORDAGEM:

A causa raiz foi identificada como degradação

acentuada das superfícies de contacto

dos contactores principais de alta tensão

do pack HV, por erosão progressiva causada

por arco eléctrico durante as operações

de abertura e fecho ao longo de 45 000 km

de utilização. A resistência de contacto elevada

(28-31 mΩ, versus <5 mΩ nominal)

causava dissipação de energia significativa

nos próprios contactores durante a condução

– energia que se convertia em calor

nos contactores em vez de ser utilizada para

propulsão. Este fenómeno explicava o consumo

energético 18% acima do nominal:

aproximadamente 8% da energia da bateria

era dissipada nos contactores degradados em

vez de chegar ao motor de tração. A queda

de tensão excessiva no pack durante aceleração

era a manifestação directa desta resistência

adicional na cadeia de potência.

CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:

Substituição do conjunto de contactores

principais e do contactor de pré-carga d o

pack HV por unidades novas t, com verificação

da referência correcta para a versão de

pack HV da Spring (26,8 kWh).

Verificação e reaperto de todas as ligações

de barramento de cobre do pack HV, com

medição de resistência de contacto em cada

ligação após intervenção “ valor máximo

aceitável de 2 mΩ por ligação”.

Execução de teste de isolamento HV

completo com ferramenta homologada após

reinstalação, confirmando resistência de

isolamento superior a 500 MΩ em todos os

circuitos.

Ciclo de validação de 10 arranques consecutivos

com monitorização da t e n -

são do pack e da queda de tensão durante

aceleração, confirmando resistência interna

aparente do pack inferior a 0,10 Ω.

Figura 2 Sistema eletrico

CAUSAS POSSÍVEIS:

Defeito contactores, a resistência de contacto

medida dentro das especificações recomendadas

Troca dos contatores principais do circuito

de alta tensão



Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!