REVISTA PÓS-VENDA 129
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N.º129
Junho 2026 - 2€
PERIODICIDADE MENSAL
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TUDO PARA MECATRÓNICA AUTOMÓVEL
WWW.SCCENTRALINAS.COM
PAULO
NEVES
Profissional com 30 anos
ligado à formação e ao
diagnóstico automóvel, diz
que as oficinas associam
a Texa à fiabilidade, à
constante atualização
tecnológica e a um
suporte técnico próximo e
especializado
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A qualidade está no nosso adn
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ATUALIDADE
A Ovoko opera uma
plataforma digital que
agrega milhões de peças
usadas, com a diferenciação
de ser suportada por um
sistema logístico próprio
OFICINA LEGAL
Em parceria com a Car
Academy trazemos
tudo aquilo que uma
oficina precisa saber
para desempenhar a sua
atividade de forma legal
DOSSIER
Que desafios enfrentam
hoje os retalhistas de
peças? Como se estão
a adaptar às mudanças
no mercado? Qual o
seu futuro?
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PROPRIETÁRIA E EDITORA
ORMP Pós-Venda Media, Lda
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
Nº Contribuinte: 513 634 398
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Homem
Anabela Machado
CAPITAL SOCIAL DA ORMP
Bettencourt & Mendes, Lda - 50%
Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%
CONTACTOS
Telefone: +351 218 068 949
Telemóvel: +351 939 995 128
E.mail: geral@posvenda.pt
www.posvenda.pt
f /revistaposvenda
i /company/revista-pós-venda
DIRETOR
Paulo Homem
paulo.homem@posvenda.pt
REDAÇÃO
Nádia Conceição
nadia.conceicao@posvenda.pt
DIRETORA COMERCIAL
Anabela Machado
anabela.machado@posvenda.pt
GESTOR COMERCIAL
João Abreu
joao.abreu@posvenda.pt
ADMINISTRATIVA
Anabela Rodrigues
anabela.rodrigues@posvenda.pt
FOTOGRAFIA
Micaela Neto
PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
SEDE DE REDAÇÃO
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
TIRAGEM
10.000 Exemplares
ISSN
2183-6647
Nº REGISTO ERC
126724
DEPÓSITO LEGAL
399246/15
PERIODICIDADE
Mensal
IMPRESSÃO
DPS – Digital Printing Solutions MLP,
Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511
Agualva Cacém – Tel: 214337000
ESTATUTO EDITORIAL
Disponível em www.posvenda.pt
N.º129
Junho 2026
www.posvenda.pt
f revistaposvenda i company/revista-pos-venda
Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt
Sumário
Editorial ...............................................................................................P.03
Tome Nota .........................................................................................P.04
Notícias ..................................................................................................P.06
Oficina Legal
A oficina tem responsabilidades legais
que vão muito além da reparação ..................................................P.18
Viver Elétrico
Baterias NMC e LFP:
diferenças, vantagens e limitações ................................................P.20
Salão
Expomecânica 2026 ................................................................................P.22
Fórum DPAI / ACAP ..............................................................................P.40
Atualidade
Ovoko ..............................................................................................................P.44
Aumovio ........................................................................................................P.48
Vera IB ............................................................................................................P.52
Mercado
Pacec .............................................................................................................P.56
Rodi .................................................................................................................P.60
Oficina do mês
Gocarmat ......................................................................................................P.64
Personalidade do mês
Paulo Neves - Texa ..................................................................................P.66
Dossier
Retalhistas de peças auto ...................................................................P.72
Formação
Tech Tips: Diagnóstico de Redes CAN-BUS Introduzidas .......P.88
Gestão ActionCoach ...............................................................................P.90
Electrão: Técnica na Mobilidade Elétrica ...................................P.92
Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ....................................P.94
EDITORIAL
Mais players para o
aftermarket
O mercado (ao nível do aftermarket)
ibérico, sobretudo o espanhol, está
em permanente convulsão, pelo
menos a atender pelas notícias
que nos chegam diariamente, com
fusões, aquisições, integrações e
outras coisas do género.
Chegou-se a um momento em que
pelos vistos já não existem suficientes
retalhistas, com dimensão e vontade,
para integrar grupos de retalho ou
estruturas semelhantes e, como
tal, a “pesca” está na concorrência.
Adquirir uma estrutura que estava
noutro grupo é uma prática
corrente, potenciando-se assim os
benefícios da integração para ganhar
em termos de economias de escala.
A verdade é que isto não pára e,
alguns grandes players, prevêem
mesmo que daqui a cinco anos o
mercado ibérico seja dominado por
três ou quatro grandes estruturas.
Porém, recentemente, achei
interessante uma notícia que
anunciava que uma empresa
mutualista, ligada aos seguros, tinha
adquirido um grande operador de
peças da região de Madrid.
Sei que existem mais casos destes,
mas não deixa de ser interessante
ver players de outras áreas de
negócio a interessarem-se tanto pelo
aftermarket, tal como já aconteceu
também na repintura auto. E a
verdade é que as seguradoras têm
todo o interesse neste negócio,
pois dele dependem muito,
procurando assim soluções
para reduzir os elevados
custos da reparação.
Paulo Homem
DIRETOR
paulo.homem@posvenda.pt
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O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
4 TOME NOTA
Excesso de empresas na atividade 2%
48%
Falta de pessoal habilitado
43%
MAIORES DIFICULDADES NA ATIVIDADE
DADOS INQUÉRITO DE CONJUNTURA ANECRA 2025
50
45 45
Falta de informação técnica 2%
A ANECRA divulgou o seu habitual Inquérito Conjuntura, neste caso com os dados de 2025, ao setor da reparação automóvel, num universo de 42
40
212 empresas. 64% das empresas admitem ter falta de trabalhadores e metade dos inquiridos identifica 40 a escassez de pessoal habilitado como a
Custos de gestão ambiental
34%
principal dificuldade da atividade.
30
culdade no abastecimento de peças 5%
Evolução técnica de viaturas
resas na atividade 2%
Acesso dificil Excesso a formação de empresas 3% na atividade 2%
60
10
pessoal habilitado
50%
ncorrência desleal entre operadores Falta de pessoal habilitado 14%
50%
50
0
nformação técnica 2%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Falta de informação técnica 2%
40
40
gestão ambiental
34%
Custos de gestão ambiental
34%
30
ecimento de peças 5%
Dificuldade no abastecimento de peças 5%
écnica de viaturas 3%
20
100%
Evolução técnica de viaturas 3%
dificil a formação 3%
10
Acesso dificil a formação
80%
3%
l entre operadores 14%
0
Concorrência desleal entre operadores 14%
Mecânica
0% 20% 40% 60% 80% 100%
60%
0% 20% 40%
57%
60% 80% 100%
de 5 a 8 anos
mais de 8 anos
3%
50%
60
IDADE MÉDIA TRABALHADORES
20
60
Mecânica 45 50 45 Chapa Pintura Recepção
42 45 45
40
40
30
20
10
Chapa Pintura 0
Recepção
Mecânica Chapa Pintura
60
50
100%
40
80%
30
60%
20
40
40%
20%
0%
45 45
100%
11%
2%
até 25%
Não
77
TEM FALTA DE MÃO DE OBRA?
80% 25% a 50% 50% a 75% mais de 75%
60%
57%
30%
42
Dificuldade no abastecimento de peças
57%
100%
Excesso de empresas na atividade 2%
Falta de pessoal habilitado
Falta de informação técnica
Custos de gestão ambiental
IDADE MÉDIA DAS VIATURAS ASSISTIDAS
80%
60% 2%
40%
5%
34%
50%
48%
43%
40% 10
0
20%
0%
Mecânica
2%
até 25%
Evolução técnica de viaturas
40% 30%
Acesso dificil a formação
30%
Chapa Pintura Recepção
11% 20%
Concorrência desleal entre operadores
Sim
11%
135
0%
2%
25% a 50% 50% a 75% mais de 75%
0%
até 25% 25% a 50% 50% a 75% mais de 75%
20% 3%
3%
0%
14%
20%
até 2 anos
40%
9%
de 2 a 5 anos
60%
de 5 a 8 anos
TAXA MÉDIA DE OCUPAÇÃO
80%
mais de 8 anos
100%
100%
OBRAS ABERTAS POR SEMANA
80%
100%
60%
57%
80%
40%
100%
80%
60%
60%
40%
20%
0%
27%
até 10
41%
19%
100%
80% de 10 a 25
60%
de 25 a 75
11%
mais de 75
20%
0%
PREÇO-HORA (SEM IVA)
Em 31/12/2024: 33.12€
Em 31/12/2025: 35.82€
2%
até 25%
11%
30%
25% a 50% 50% a 75% mais de 75%
AUMENTOU OU TENCIONA AUMENTAR
SIM: 74%
NÃO: 26%
Não
77
40%
41%
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 5
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6
NOTíCIAS
30 ANOS AUTO PEÇAS
Visão de futuro, capacidade
de inovação e proximidade
aos clientes
A Auto Peças comemorou recentemente, nas suas instalações, três décadas de atividade, consolidando-se como
uma das referências do aftermarket automóvel na região centro do país. Visão de futuro, capacidade de inovação
e proximidade aos clientes são os três fatores que marcam a história desta empresa.
TEXTO PAULO HOMEM
Fundada em 1996 por Jorge
Martins, a Auto Peças começou
numa pequena loja, com
recursos limitados, mas com
uma enorme vontade de crescer.
“Começámos com apenas duas pessoas.
A minha mulher fazia as entregas aos
clientes e eu ficava ao balcão no atendimento”,
recorda Jorge Martins, sublinhando
o espírito familiar que sempre
marcou a empresa.
Desde o início, a ambição esteve presente.
Apenas dois anos após a fundação, a
empresa integrou a rede AD, tornando-
-se o primeiro associado do grupo em
Portugal. A decisão revelou-se estratégica,
permitindo à empresa ganhar escala,
melhorar condições comerciais e aumentar
competitividade num mercado cada
vez mais exigente. “Percebi rapidamente
que sozinho seria muito difícil crescer.
Era preciso fazer parte de um grupo para
ganhar dimensão e ter acesso às melhores
condições”, explica o empresário.
O crescimento foi rápido e obrigou a
duas mudanças de instalações, acompanhando
a evolução da operação logística
e comercial da empresa. O verdadeiro
ponto de viragem surgiu com a mudança
para as atuais instalações, inauguradas em
2018. O novo espaço, permitiu multiplicar
a capacidade operacional da empresa,
passando de um armazém de 500 metros
quadrados para uma estrutura com cerca
de 3.500 metros quadrados.
Segundo Jorge Martins, essa mudança
marcou um “antes e depois” na história
da empresa. A expansão geográfica da
carteira de clientes, o aumento da procura
e a entrada em novos mercados,
incluindo alguns negócios de exportação,
obrigaram a pensar numa estrutura
preparada para o futuro. Paralelamente,
a continuidade do projeto familiar ficou
assegurada com a entrada do filho na
empresa, garantindo sucessão e visão de
longo prazo.
Nos últimos anos, a Auto Peças reforçou
ainda mais a aposta em parcerias estratégicas
e na integração em grandes grupos
internacionais. A entrada da Recalvi no
capital da empresa representa um novo
passo nesse caminho, permitindo acesso
a novas marcas, melhores condições comerciais
e maior capacidade competitiva.
A parceria junta-se também à ligação
à Stellantis, reforçando a oferta de peças
originais.
Mas se há área onde Jorge Martins demonstra
especial entusiasmo é na inovação
tecnológica. A empresa tem vindo a
investir fortemente na digitalização de
processos, sistemas de gestão logística,
automatização de atendimento e soluções
baseadas em inteligência artificial.
“Estamos a trabalhar ferramentas de
inteligência artificial que vão revolucionar
a forma como identificamos peças e
atendemos os clientes”, afirma.
Para o empresário, o futuro do aftermarket
passará cada vez mais pela logística,
pela rapidez de resposta e pela utilização
inteligente dos dados. Ainda assim, acredita
que a componente humana continuará
a ser essencial. “A tecnologia ajuda
muito, mas a relação de proximidade
nunca se pode perder. Este continua a ser
um negócio de pessoas”, conclui.
PUBLIREPORTAGEM
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 7
Em parceria com a AIC Germany
A Qualidade Faz a Diferença:
Como é que as oficinas e os distribuidores escolhem as peças
certas para o mercado independente de pós-venda?
As oficinas enfrentam hoje uma pressão crescente: as reparações têm de
ser concluídas rapidamente, os clientes esperam soluções duradouras e as
exigências ao nível da segurança, precisão de encaixe e eficiência de custos
continuam a aumentar. Escolher peças de substituição de elevada qualidade
tornou-se, por isso, uma vantagem competitiva essencial.
Com mais de 50 anos de experiência em componentes automóveis, a AIC
Germany afirmou-se como um parceiro de confiança para o mercado
independente de pós-venda. A empresa disponibiliza mais de 13.500
produtos distribuídos por mais de 100 grupos de produtos, combinando
elevados padrões de qualidade com soluções práticas de reparação.
Para as oficinas, existem cinco fatores especialmente importantes:
Precisão de encaixe
Elevada qualidade dos materiais e do fabrico
Disponibilidade rápida
Facilidade de instalação
Fiabilidade a longo prazo
A qualidade é particularmente essencial em componentes relacionados
com a segurança, como peças de suspensão e direção. É por isso que a
AIC Germany oferece garantias até 5 anos ou 75.000 km em muitos dos
seus produtos.
A par da qualidade, a eficiência também desempenha um papel
fundamental. A ausência de peças individuais ou processos de instalação
complexos fazem perder tempo valioso às oficinas. Com o conceito
“Repair kits. A smart idea!”, a AIC Germany desenvolve soluções
completas de fácil instalação, que simplificam e aceleram os processos
de reparação.
Um exemplo é o smartKIT Steering Knuckle. As mangas de eixo
danificadas são um problema de reparação frequente, causado por
impactos em passeios, buracos na estrada ou corrosão. Dependendo
da aplicação, o kit completo pré-montado inclui componentes como a
manga de eixo, rolamento da roda, cubo da roda, chapa de proteção e
elementos de fixação.
Principais vantagens:
Redução significativa do tempo de instalação
Menor probabilidade de erros de montagem
Melhoria da qualidade da reparação e da segurança do veículo
Reparações mais rápidas e mais económicas
A AIC Germany já disponibiliza mais de 50 kits pré-montados
Steering Knuckle para cerca de 9.500 aplicações automóveis. O
portefólio continua a crescer em linha com as crescentes exigências
do mercado independente de pós-venda.
Atualmente, as peças de substituição de elevada qualidade
representam muito mais do que simples reparações — são sinónimo
de eficiência, segurança e satisfação do cliente a longo prazo.
saiba mais em:
aic-germany.de/en/
8
NOTÍCIAS
NEXUS Iberia nasce para
consolidar mercado ibérico
CRS lança nova polidora
elétrica para uso profissional
A
NEXUS Automotive International
anunciou de forma oficial a criação
da NEXUS Automotive Iberia, a sua
16.ª estrutura regional.
A nova entidade, segundo a NEXUS irá
apoiar novas oportunidades de negócio em
Espanha e Portugal, uma região que constitui
uma prioridade estratégica e apresenta
um forte potencial no setor globalizado do
aftermarket.
O panorama ibérico, fragmentado mas
dinâmico, oferece uma oportunidade para
unir os intervenientes locais, reforçando a
sua competitividade, eficiência operacional
e capacidade de resposta às crescentes exigências
dos clientes. A NEXUS Iberia irá
reforçar a sua presença regional e apoiar as
empresas locais na sua evolução para padrões
internacionais.
A NEXUS Iberia integra seis grandes grupos
de distribuição de peças: AGR, ASER,
HOLYAUTO, SERCA, URVI e RECAL-
VI PARTS (o mais recente a juntar-se à
comunidade N!).
Esta nova estrutura regional tem como objetivo
fomentar o crescimento e a colaboração
para competir num mercado globalizado,
permitindo aos membros N! reforçar a
sua competitividade, eficiência e capacidade
de resposta às exigências do aftermarket.
Os fornecedores N! beneficiam de um acesso
acelerado ao mercado, parcerias locais
reforçadas e uma plataforma estruturada
para um crescimento sustentável na Ibéria.
Gaël Escribe, CEO da NEXUS, afirmou:
“Embora a NEXUS Automotive International
já tenha estabelecido uma forte
presença em Espanha e Portugal através
dos seus membros existentes, a recente integração
da Recalvi funcionou como um
catalisador para formalizar esta colaboração
numa estrutura regional unificada.”
A CRS, marca comercializada em Portugal pela
Carsistema, lançou a Polidora Elétrica EPR 8196,
um equipamento profissional desenvolvido para
aplicações intensivas.
De acordo com a marca, o modelo foi concebido
com um design industrial de elevada robustez,
permitindo funcionamento contínuo sem comprometer
o desempenho. Com um peso de 1,98 kg,
a máquina aposta na ergonomia para reduzir a
fadiga durante utilizações prolongadas, mantendo
um equilíbrio entre conforto e desempenho.
O equipamento integra um sistema de arranque
suave que reduz o impacto inicial e protege os
componentes internos, além de contribuir para
maior segurança durante o uso.
Refira-se ainda que dispõe ainda de velocidade
variável ajustável entre 700 e 3000 rotações por
minuto, com seis níveis de regulação que permitem
adaptar o equipamento a diferentes fases do
polimento, desde o corte ao acabamento.
Pro4matic em expansão
ZF prepara marca TRW para normas Euro 7
A
ZF Aftermarket está a reforçar a
preparação da marca TRW para
a futura regulamentação Euro 7
através de um investimento num novo dinamómetro
interno de emissões de travões
no seu centro de competência de fricção,
em Espanha.
A empresa pretende consolidar a sua posição
no desenvolvimento de soluções para o
mercado pós-venda automóvel, numa altura
em que as futuras normas europeias passam
a incluir também emissões de partículas
provenientes do desgaste dos travões.
A futura norma Euro 7 irá alargar, pela
primeira vez, a legislação de emissões às
partículas libertadas pelos travões. Embora
a regulamentação se aplique inicialmente
apenas a veículos novos, a ZF considera
que o impacto será igualmente significativo
no setor do pós-venda automóvel, exigindo
peças de substituição preparadas
para os novos requisitos.
No centro deste investimento está o ZF
dustIN, um dinamómetro para ensaios de
partículas de travão concebido, desenvolvido
e construído internamente pela ZF.
A plataforma foi criada para responder aos
requisitos atuais da norma UN GTR n.º
24 e manter capacidade de adaptação a futuros
reforços regulamentares.
A ZF Aftermarket afirma estar também
envolvida no desenvolvimento das futuras
normas europeias através da participação
em fóruns técnicos e regulamentares, incluindo
o Particle Measurement Programme
e a CLEPA, a Associação Europeia de
Fornecedores Automóveis. A empresa refere
que acompanha a evolução dos requisitos
Euro 7 enquanto valida e industrializa
soluções destinadas ao mercado.
A Pro4matic prepara-se para iniciar uma nova
fase da sua história com o arranque da construção
da sua segunda unidade logística, um investimento
que permitirá à empresa portuguesa criar
aquele que será o maior armazém da Europa dedicado
exclusivamente a sistemas de suspensão
pneumática.
A nova infraestrutura vai aumentar significativamente
a capacidade operacional da Pro4matic,
permitindo reforçar o stock disponível, melhorar
os tempos de resposta logística e integrar soluções
tecnológicas avançadas para armazenamento
e controlo de qualidade. A empresa
pretende assim consolidar a sua posição como
referência europeia no segmento das suspensões
pneumáticas premium.
A nova unidade permitirá à Pro4matic responder
de forma mais eficaz ao crescimento da procura
internacional, reforçando a capacidade de distribuição
para toda a Europa. A empresa destaca
igualmente que este investimento pretende elevar
os padrões de serviço no aftermarket especializado,
garantindo maior rapidez de entrega e
uma gama ainda mais ampla de referências disponíveis
para oficinas e distribuidores.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 9
º
10
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LIQUI MOLY parceiro oficial do
Campeonato Mundial de Andebol
PRODUTOS DO MÊS
PROBLEMA
Existem mecânicos e técnicos que não se adaptam
ou não gostam de usar luvas tradicionais enquanto
trabalham.
SOLUÇÃO
A LIQUI MOLY dispõe de um produto diferenciador para
quem não gosta de utilizar luvas, criando uma película
nas mãos que evita que a sujidade entre em contacto com
os poros, ao mesmo tempo que permite que a pele respire.
As Luvas Invisíveis (Ref. 3334) protegem as mãos
contra óleos, gorduras, fuligem, tintas, adesivos, pó de
travões, impregnações, entre outros agentes, graças à
sua formulação com elastina. Não contêm silicone.
Com um pH de 5,5, compatível com a pele e testado
dermatologicamente, substituem as luvas tradicionais,
assegurando maior proteção, mais flexibilidade e uma
redução significativa dos resíduos na oficina e dos
respetivos custos.
Devem ser aplicadas antes de iniciar o trabalho ou
após cada lavagem das mãos, sendo posteriormente
removidas com a Pasta Lava-Mãos (Ref. 3363).
Vantagens
• Anti-sujidade
• Testado dermatologicamente
• Protege e cuida da pele
• Neutro para a pele
Óleo em destaque
O Óleo para Caixas de Velocidades de Dupla
Embraiagem 8110 (Ref. 20626 – 5L), à base de óleos
base sintéticos HC e aditivos de elevado desempenho,
apresenta características de fricção estáveis e assegura
uma excelente qualidade de passagem de velocidades,
mesmo em condições térmicas extremas. É indicado
para utilização em caixas de dupla embraiagem de
diversos fabricantes, como Audi, BMW, Citroën, Jaguar,
Mercedes-Benz, Mitsubishi, Peugeot, Porsche, Seat,
Škoda, VW, ZF, entre outros.
FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM
www.liqui-moly.com
Mantendo o seu enorme apoio ao desporto
em geral, a LIQUI MOLY
é parceiro oficial do Campeonato
Mundial de Andebol Masculino da IHF 2027.
Após o Campeonato Europeu que teve lugar
este ano, a LIQUI MOLY continua a apostar
no andebol internacional em 2027. O especialista
alemão em óleos e aditivos é o patrocinador
oficial do 30.º Campeonato Mundial
FARE oferece mais de
600 kits de foles de transmissão
A
FARE disponibiliza ao mercado uma
gama de kits de foles de transmissão
que afirma como estratégica pela sua
amplitude, fiabilidade e adaptação ao parque
automóvel atual, marcado pela coexistência
de motores térmicos, híbridos e por uma utilização
mais intensiva em períodos de maior
mobilidade.
A marca lembra que a transmissão é um dos
sistemas sujeitos a maior desgaste nos veículos,
Num minuto...
A B-Parts encerrou 2025 com um
crescimento de 51% face ao ano anterior,
alcançando o melhor desempenho da sua
história e estabelecendo um novo recorde
de atividade.
Masculino de Andebol da IHF. A competição
terá lugar na Alemanha em janeiro do próximo
ano.
O andebol é parte integrante das campanhas
publicitárias da LIQUI MOLY desde 2019.
Tal como nos torneios anteriores, o logótipo
azul e vermelho será quase omnipresente,
desta vez com o novo slogan da marca: “FOR
THE DRIVERS”. Durante as 112 partidas do
Mundial, terá lugar de destaque nos pavilhões
de Munique, Estugarda, Kiel, Magdeburgo,
Hanôver e Colónia.
Tradicionalmente, a LIQUI MOLY tem
uma forte presença no desporto motorizado,
com destaque atualmente na Fórmula 1, na
Moto2, bem como com a equipa BLACK
FALCON na série de longa distância do Nürburgring
(NLS) e na lendária corrida das 24
Horas no Eifel.
O Campeonato do Mundo terá início a 13
de janeiro em Munique, sendo que Portugal
já está apurado. A final irá realizar-se a 31 de
janeiro em Colónia.
o que torna essencial para os distribuidores
dispor de soluções fiáveis e com elevada cobertura,
capazes de responder às necessidades
diárias das oficinas e evitar incidências que
possam gerar custos adicionais ou comprometer
a confiança dos clientes.
Com mais de 600 kits de foles de transmissão
e cobertura para mais de 80.000 aplicações, a
FARE assegura resposta tanto para os veículos
ligeiros mais comuns como para modelos
menos frequentes, e indica que esta estratégia
tem como objetivo reduzir tempos de espera
no fornecimento e garantir maior disponibilidade
de produto no canal de distribuição.
Para os distribuidores, a marca indica que esta
oferta se traduz numa gama ampla e testada,
com referências concebidas para condições
reais de utilização, numa cobertura em crescimento
alinhada com o parque circulante,
numa redução de incidências em montagem e
num aumento da satisfação das oficinas, contribuindo
para fortalecer relações comerciais e
consolidar o posicionamento da marca.
A Stellantis inaugurou o seu terceiro
Centro Mundial de Desmantelamento
de Veículos em Casablanca, Marrocos,
no seguimento da sua estratégia de
Economia Circular.
INFORMAÇÕES
info.iberia@liqui-moly.com
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 11
RPA com nova
identidade visual
A RPA assinalou o seu 29.º aniversário, apresentando
um rebranding da marca e um novo
logótipo.
De acordo com a empresa, a renovação da
identidade visual surge como um passo alinhado
com a visão de futuro da empresa,
mantendo os valores e a confiança construídos
ao longo de quase três décadas de atividade.
Segundo a RPA, a inovação tem sido
um dos pilares da sua identidade desde o primeiro
dia, orientando a forma como encara os
desafios e as exigências do mercado.
A nova imagem da marca apresenta-se com
uma abordagem mais moderna e atual, acompanhando
a evolução da empresa e reforçando
a vontade de continuar a crescer e a adaptar-se
às novas tendências do setor.
“O novo rebranding reflete a vontade contínua
de inovar, crescer e acompanhar as novas
exigências do mercado”, refere a empresa,
sublinhando que a mudança mantém a essência
que tem marcado o percurso da RPA ao
longo dos últimos 29 anos.
CONSELHOS OFICINAIS
BY GTAVA
A Organização oficinal
Ordem de Reparação (IX)
Pagamento
Após a emissão da fatura, que deve ser clara
e completamente explicada ao cliente, deve
então solicitar-se o respetivo pagamento.
Este pagamento deve ser realizado antes da
restituição do veículo exceto se o cliente em
questão tiver algum tipo de crédito concedido
pelo reparador ou qualquer outro tipo de pagamento
previamente acordado entre as partes.
Caso não exista a possibilidade de pagamento
ou a sua recusa por parte do cliente, o reparador
tem o direito de reter o veículo até
ao pagamento integral da fatura (Direito de
Retenção).
Em reparações de elevado custo, de forma
a reduzir o risco de falta de pagamento, o
reparador pode exigir um sinal de montante
proporcional ao valor da reparação, desde que
o cliente tenha sido informado previamente
aquando da abertura da Ordem de Reparação.
Hoje é comum existirem várias peças de conteúdo
elétrico ou eletrónico cuja codificação
em função do VIN do veículo é exigida pelas
marcas. Estas peças uma vez codificadas não
poderão ser utilizadas noutro veículo que não
aquele para que foi codificada, o que nestes
casos faz todo o sentido o sinal ou pagamento
prévio, integral, das peças necessárias à
reparação do veículo.
O reparador deve informar o cliente da finalização
dos trabalhos, tendo o veículo de ser
levantado no prazo de 72 horas.
Casos em que o cliente não levante o veículo
neste período, o reparador pode informar o
cliente que lhe poderão ser imputados custos
de ocupação de espaço durante o período,
para além das 72 horas, desde que os valores
para tal estejam devidamente expostos para
informação aos clientes.
Caso estas condições existam no clausulado
das condições de reparação na Ordem de
Reparação, não será necessária esta informação,
desde que a Ordem de Reparação esteja
devidamente assinada pelo cliente.
Paulo Quaresma
GTAVA.PT
INDASA renova parceria
com o Caramulo
Experience Center
A INDASA renovou a parceria com o Caramulo
Experience Center, mantendo-se como
parceiro fundador e dando continuidade a
uma colaboração centrada na inovação, na
formação e no desenvolvimento técnico na
área da repintura automóvel.
A parceria permite que os sistemas e soluções
da INDASA continuem a integrar projetos
reais de restauro desenvolvidos no Caramulo
Experience Center, criando condições
para testar processos, validar aplicações
técnicas e contribuir para a melhoria contínua
dos padrões de qualidade da indústria.
A colaboração aproxima a inovação de produto
da aplicação prática em contexto real, promovendo
a partilha de conhecimento técnico
e o contacto direto com projetos de elevada
exigência, onde a precisão, a consistência e a
eficiência assumem um papel determinante.
Car Academy lança TechMaster V2
A
Car Academy, empresa portuguesa
especializada em formação e consultoria
para o setor automóvel, acaba
de anunciar o lançamento do TechMaster
V2, um sistema de suporte técnico e desenvolvimento
operacional criado para donos e
gestores de oficinas que querem crescer com
método, processos e acompanhamento especializado.
A versão 2, agora lançada, representa uma
evolução significativa do produto, com uma
estrutura de três níveis progressivos e um add-on
de operações remotas, desenhada para
acompanhar a oficina em qualquer fase do
seu desenvolvimento.
O TechMaster V2 organiza-se em três níveis
de subscrição, cada um com foco e âmbito
distintos:
• Base (Produtividade imediata): Suporte
técnico especializado, acesso à Carpedia, formação
online, 16h de formação presencial e
atualizações técnicas contínuas.
• Pro (Organização operacional): Junta o
nível e acrescenta a mentoria em grupo, definição
de KPIs, implementação de processos
(receção, orçamentação, fluxo de trabalho) e
templates de gestão oficinal.
• Elite (Transformação completa): Aos dois
níveis anteriores acrescenta o diagnóstico
inicial da oficina, plano de implementação
personalizado, acompanhamento no terreno
com envolvimento direto da equipa e monitorização
contínua de KPIs.
Disponível como add-on transversal a todos
os níveis, o TechMaster Remote permite a
execução de programações, codificações e
atualizações de software diretamente na viatura,
através de uma interface físico de ligação
e acesso à plataforma de operações remotas
da Car Academy, com compatibilidade
para múltiplas marcas e sistemas.
O TechMaster V2 está disponível para subscrição
através do website oficial da Car Academy.
Os interessados podem aceder à landing
page (https://techmaster.caracademy.
pt) do produto para conhecer os detalhes de
cada nível, comparar funcionalidades e iniciar
o processo de adesão.
12
NOTÍCIAS
ICER reforça oferta de pastilhas
de travão para “chineses”
Com a chegada de cada vez mais marcas
chinesas ao mercado ibérico, a ICER
passou a ter uma reposta mais consistente
em termos de pastilhas de travão compatíveis
com essa tipologia de veículo.
As marcas de origem chinesa instalaram-se
em Espanha e Portugal de forma definitiva,
aumentando a sua presença ao longo dos últimos
anos até registarem cerca de 120.000
unidades matriculadas em 2025: cerca de
10% do total de automóveis matriculados.
São mais de vinte as marcas automóveis de
origem chinesa que já operam em Espanha
e Portugal, esperando-se, por exemplo, para
este ano, que cheguem mais algumas.
Perante a chegada cada vez mais relevante
de veículos destas marcas, o fabricante espanhol
ICER conta com uma completíssima
gama de pastilhas de travão compatíveis
com veículos de marcas de origem chinesa:
cerca de 400 referências com as quais cobre
a maior parte dos veículos deste segmento
de mercado.
No seu catálogo online, a ICER oferece de
forma simples as correspondências com as
referências OE em cada uma das suas aplicações,
assim como os produtos homólogos
também no mercado IAM. Uma plataforma
onde podem ser consultadas as medidas
e as aplicações de todos os seus produtos.
Mewa prepara empresas
para nova fase da norma
ISO 9001
Meyle lança novos
amortecedores para Tesla Model Y
A
Meyle anunciou o lançamento de
um novo conjunto de amortecedores
desenvolvido para o Tesla Model
Y, alargando a sua oferta já existente para o
Tesla Model 3.
Os novos amortecedores apresentam características
de amortecimento otimizadas,
permitindo absorver irregularidades da estrada
de forma mais eficaz do que os componentes
de origem. Testes independentes
realizados pela Dekra confirmam uma
maior resistência ao esforço na forquilha
do amortecedor. A melhoria no equilíbrio
do amortecimento contribui também para
reduzir o desgaste de outros componentes
da suspensão, como braços de controlo e
rolamentos.
Para garantir desempenho consistente, mesmo
em temperaturas reduzidas, os amor-
tecedores utilizam um revestimento anticorrosão
por imersão catódica e um óleo
desenvolvido para manter a eficácia em
condições de frio. A estrutura reforçada e
a haste do pistão de 16 mm aumentam a
durabilidade em cenários exigentes.
A instalação foi igualmente otimizada através
de um design frontal em duas peças com
formato em C, adaptado às especificidades
do Model Y. A marca indica que esta configuração
permite a montagem lateral, evitando
as limitações de espaço impostas pelo
veio de transmissão, ao contrário da peça
original. A inclusão de materiais de montagem
e ferramentas específicas contribui para
reduzir o tempo de intervenção em oficina.
Os amortecedores são compatíveis com todas
as versões do Model Y e estarão disponíveis
a partir de maio.
A Mewa posiciona-se como parceira das empresas
na adaptação às novas exigências da
norma internacional de gestão da qualidade ISO
9001:2026, cuja entrada em vigor está prevista
para setembro.
A nova versão da norma deverá atribuir maior
importância à resiliência das cadeias de abastecimento
e à proteção do clima, levando as empresas
a reavaliar os seus processos e fornecedores.
Neste contexto, a Mewa destaca o seu sistema
reutilizável de panos de limpeza industriais como
uma solução alinhada com os novos critérios de
qualidade e sustentabilidade. A empresa garante
o fornecimento contínuo de panos limpos através
de um serviço completo de recolha, lavagem
e entrega, apoiado por uma cadeia de abastecimento
curta e considerada fiável. A empresa
refere ainda que assegura elevados padrões de
qualidade através de produção de alta tecnologia
e controlo especializado.
A preocupação ambiental passou a integrar formalmente
os objetivos da empresa em 1980,
quando Gabriele Gebauer, neta do fundador, assumiu
a direção da empresa. A Mewa tornou-se
ainda pioneira no setor ao obter, em 1992, a certificação
ISO 9001 para o seu sistema de vestuário
profissional a nível europeu. O sistema de
panos de limpeza recebeu a mesma certificação
em 1995. Desde 2016, a empresa está também
certificada segundo a norma de gestão de energia
ISO 50001.
Num minuto...
A Nexen Tire anunciou que o
seu pneu desportivo premium
N’Fera Sport foi selecionado como
equipamento original para o novo
BMW iX3 de 2025.
A empresa JMCS recebeu o Estatuto de
PME Líder 2025, distinção atribuída pelo
IAPMEI às pequenas e médias empresas
nacionais que demonstram desempenho
superior e solidez financeira.
A SKF anunciou que a
futura empresa resultante
da separação da sua divisão
automóvel deverá chamar-se
SKF Vertevo.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 13
14
NOTÍCIAS
Dica Ambiental by
Eco -Partner
REGULAMENTO EUROPEU DE
EMBALAGENS
O Regulamento (UE) 2025/40 surge no âmbito
da estratégia europeia para a economia circular
e tem como principal objetivo promover a redução
do impacto ambiental das embalagens,
através da prevenção da produção de resíduos,
do aumento da reutilização, da reciclabilidade e
da incorporação de matérias-primas recicladas.
Importa referir que vários aspetos do regulamento
permanecem dependentes de atos
de execução, orientações técnicas e esclarecimentos
complementares por parte das
autoridades competentes, motivo pelo qual
se prevê uma evolução gradual da interpretação
e aplicabilidade prática de determinados
requisitos.
Na prática, a partir de 12 de agosto de 2026,
os importadores e distribuidores que efetuam
a compra e venda de produtos embalados
deverão garantir, entre outros aspetos, que:
1. Reportam e liquidam o “eco-valor” relativo
às embalagens dos produtos importados que
são desembaladas em Portugal e que não
seguem para o cliente final;
2. Solicitam ao fabricante das embalagens,
nacional ou internacional, uma Declaração
de Conformidade UE que comprove que as
embalagens cumprem os requisitos aplicáveis
do regulamento;
3. O Fabricante ostentou na embalagem um
número de tipo, de lote ou de série, ou outros
elementos que permitam a sua identificação;
4. Os fabricantes indicam, na embalagem ou
num documento que a acompanhe, o seu nome,
denominação comercial registada ou marca
registada, bem como a respetiva morada e
endereço de e-mail;
5. Os importadores indicam, na embalagem
ou num documento que a acompanhe, o seu
nome, denominação comercial registada ou
marca registada, bem como a respetiva morada
e endereço de e-mail;
Adicionalmente, o regulamento estabelece
ainda que determinados rótulos dos pneus
deixam de ser considerados embalagens.
Em caso de incumprimento, Portugal deverá,
até 12 de fevereiro de 2027, estabelecer as
sanções aplicáveis.
Eco-Partner SA,
o seu parceiro no Ambiente…
3M lança nova gama
de abrasivos de malha
A 3M apresentou uma nova gama de abrasivos
de malha 3M Hookit Azul, desenvolvida para os
profissionais de reparação automóvel, desenvolvida
para oferecer durabilidade e uma elevada
capacidade de extração de pó.
A marca indica que os novos produtos incluem
discos e tiras em rolo e destinam-se a melhorar a
eficiência e a qualidade dos trabalhos de lixagem
em oficinas de carroçaria.
Os abrasivos foram concebidos com uma mistura
exclusiva de minerais cerâmicos e óxido de alumínio,
integrados numa estrutura de malha aberta
que permite otimizar a remoção de partículas
durante o processo de lixagem.
Segundo a empresa, a combinação de materiais e
a otimização da fixação ao suporte de malha permite
alcançar até 95 % de extração de pó e reduzir
a acumulação de resíduos durante o lixamento
de diferentes superfícies, incluindo massas e revestimentos.
Os produtos estão disponíveis em
várias dimensões e granulometrias, entre 80 e
400, com opções de discos de 203 mm, 150 mm e
75 mm, bem como tiras em rolo de 10 metros com
larguras de 70 mm e 115 mm.
Roberlo lança serviço de
consultoria para oficinas
A
Roberlo lançou um novo serviço de
consultoria profissional dirigido às
oficinas da Península Ibérica, com
o objetivo de aumentar a rentabilidade, a
eficiência operacional e a capacidade de
gestão baseada em dados.
A iniciativa marca uma nova etapa na
estratégia da marca, que passa a complementar
a oferta de produtos para reparação
automóvel com soluções de acompanhamento
especializado para oficinas.
A empresa apresenta dois planos distintos
de consultoria adaptados a diferentes níveis
de maturidade dos negócios. O plano “Roberlo
Smart”, de caráter básico, centra-se
na gestão operacional diária das oficinas,
incluindo controlo de faturação, gestão de
colaboradores, acompanhamento de ordens
de reparação, CRM integrado e monitorização
de processos em tempo real.
A solução foi concebida para oficinas que
pretendem digitalizar e organizar a sua atividade
sem interromper as operações.
Já o plano “Roberlo Advance Check”, de
nível premium, aposta numa análise avançada
da rentabilidade através de métricas
e indicadores de desempenho em tempo
real. A plataforma inclui cálculo do ponto
de equilíbrio da oficina, análise comparativa
entre desempenho real e potencial,
projeções financeiras, controlo do benefício
antes de impostos e planos de ação
personalizados para diferentes áreas do
negócio. O serviço prevê ainda acompanhamento
contínuo e revisões periódicas.
A Roberlo explica que o projeto nasce da
constatação de que muitas oficinas operam
abaixo do seu potencial devido à reduzida
digitalização e à ausência de ferramentas
de análise de desempenho.
Next Go já conta com
validação fiscal em Portugal
A Service Next obteve a validação oficial da administração
fiscal portuguesa para a sua solução Next
Go. Esta aprovação permite operar com total garantia
no país e representa um passo relevante na sua
consolidação no mercado europeu.
Com esta validação, a empresa reforça a sua capacidade
de adaptação a ambientes regulamentares
exigentes e disponibiliza aos reparadores e distribuidores
uma solução alinhada com os padrões fiscais
locais. O Next Go posiciona-se como uma solução
preparada para operar em contextos complexos, garantindo
segurança e continuidade na gestão diária.
Este avanço reforça o posicionamento da Service
Next num contexto em que a adaptação normativa
continua a ser uma barreira real para muitas soluções
tecnológicas. A validação em Portugal funciona
como um claro sinal de confiança para clientes
e parceiros que necessitam de operar sob critérios
rigorosos de controlo e conformidade.
A partir deste momento, a empresa passa a focar-se
no desenvolvimento do mercado português, com o
objetivo de consolidar a sua rede de distribuição e
aumentar a adoção do Next Go nos reparadores do
país. A validação não só permite a operação, como
abre uma nova fase de crescimento comercial assente
numa base já preparada.
NASCIDO NA
ESTRADA
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 15
COMPROVADO
EM PISTA
Nascido na estrada, comprovado em pista não é apenas um slogan - é a
base da nossa credibilidade.
Desde o apoio aos primeiros automóveis de grande produção, como o
Austin 7, até às aplicações de alto desempenho que chegaram às mais
exigentes competições internacionais já em 1926, a Ferodo sempre utilizou
ambientes extremos para aperfeiçoar o desempenho e a consistência da
travagem.
A verdadeira confiança na travagem não se proclama. Põe-se à prova.
Ferodo® é uma marca registada da Tenneco LLC ou de uma ou mais das suas afiliadas, em um ou mais países.
O O C O
16 NOTÍCIAS
OPINIÃO
Aquilo que está a acontecer em muitas oficinas
não é uma decisão consciente de não avançar. É
apenas a falsa sensação de que ainda há tempo.
A agenda sempre cheia… os elevadores sempre
ocupados… E isso cria a ideia de que está tudo
bem e que evoluir pode ficar para depois.
Mas, enquanto muitas oficinas vão dizendo “depois
vemos”, os clientes vão mudando de carro,
o renting cresce e está a trazer para as estradas
veículos mais recentes, mais tecnológicos e eletrificados.
Todos estes clientes já procuram oficinas
que estejam devidamente preparadas. As que não
estão, sem se aperceberem, começam a perder
clientes que, simplesmente, deixam de voltar.
Amortecedores febi
chegam ao aftermarket
A OFICINA QUE ESPERA…
JÁ COMEÇOU A PERDER
Durante anos, o setor da reparação automóvel
viveu relativamente confortável dentro de um
modelo previsível. Entravam carros de combustão,
fazia-se manutenção, diagnóstico, reparação e
o negócio seguia o seu curso. Mas o mercado
mudou. E continua a mudar a uma velocidade
que muitos ainda subestimam.
Hoje, a grande questão já não é se a eletrificação
vai chegar às oficinas. Ela já chegou.
A verdadeira questão é outra: quando é que cada
oficina vai decidir preparar-se?
E é precisamente aqui que reside um dos grandes
desafios do setor independente.
Há muitas oficinas cujos proprietários andam
consumidos com a gestão diária da agenda e
ainda não conseguiram priorizar a formação para
intervir em viaturas eletrificadas, nem adaptaram
o seu espaço para trabalhar neste tipo de viaturas.
Não dizem que não, mas também ainda não
disseram que sim. Vão adiando.
Não há conflito. Não há aviso. Não há uma
quebra abrupta. Há silêncio. E é exatamente isso
que torna esta transformação perigosa. Porque
a perda é discreta e vai acontecendo devagar…
Ao mesmo tempo, as oficinas que não evoluem
ficam progressivamente dependentes de veículos
mais antigos, de menor valor e de clientes mais
sensíveis ao preço.
Enquanto isso, as oficinas que decidiram preparar-se
cedo estão a construir outra realidade.
Não começaram porque já tinham muito trabalho
em veículos eletrificados. Começaram porque
perceberam que a preparação demora tempo.
Perceberam que formar equipas, adaptar processos,
investir em segurança e ganhar confiança
técnica não se faz de um dia para o outro. E quem
começa hoje ganha algo fundamental: tempo
para evoluir sem pressão. Além disso, descobre
rapidamente que esta transformação não é apenas
tecnológica. É uma mudança profunda no modelo
de negócio. A oficina vai-se posicionando para
não depender tanto da substituição de componentes
e começa a gerar mais valor através de
conhecimento, diagnóstico e especialização. Atrai
e fideliza clientes com veículos mais recentes.
Clientes mais exigentes, mas também que valorizam
mais a qualidade e estão dispostos a
pagar por ela.
A febi, marca do bilstein group, anunciou a expansão da
sua gama de produtos para o aftermarket com a introdução
de amortecedores para veículos ligeiros.
A marca indica que os novos amortecedores foram
desenvolvidos especificamente para o aftermarket,
com o objetivo de responder às necessidades reais
das oficinas, combinando desempenho equivalente ao
equipamento original, precisão de encaixe e qualidade
consistente.
Segundo a febi, o desenvolvimento destes componentes
assenta numa abordagem de engenharia já estabelecida.
Cada amortecedor é submetido a testes rigorosos e
a um processo de aprovação de três fases, garantindo
um comportamento de amortecimento estável, controlo
preciso e conforto de condução duradouro. Esta exigência
traduz-se também numa instalação mais fiável e
numa redução potencial de devoluções.
A nova gama arranca com mais de 500 referências,
cobrindo atualmente mais de 60.000 aplicações para
veículos ligeiros e comerciais ligeiros. Com base em
dados OE e num processo contínuo de expansão, a
febi assegura a rápida introdução de novas referências,
mantendo a oferta atualizada face aos modelos mais
relevantes do mercado global.
Além do desempenho, a marca destaca também a
atenção dada à experiência em oficina. O design de nível
OE, a identificação clara dos produtos e o acesso ao
catálogo partsfinder através de código QR visam simplificar
o trabalho diário dos profissionais.
Norauto assinala 30 anos em
Portugal com celebração interna
A Norauto Portugal assinalou 30 anos de
presença no país com a realização de dois
eventos que reuniram cerca de 700 participantes,
entre colaboradores, parceiros e clientes,
no Porto e em Lisboa.
As iniciativas decorreram sob o mote “30
anos juntos” e implicaram a interrupção da
operação de todos os centros da marca, permitindo
a participação integral das equipas
nos momentos de celebração.
As comemorações tiveram início em Vila
Nova de Gaia, local onde foi inaugurado o
primeiro centro da empresa em Portugal em
1996. Em Lisboa, o evento contou com a
Preparar uma oficina para veículos eletrificados
não é apenas uma questão técnica. É uma decisão
estratégica e decisiva no contexto da manutenção
e reparação automóvel da atualidade. Quem não
decide avançar… já está a decidir ficar para trás.
Raquel Marinho
presença de responsáveis do Grupo Mobivia,
incluindo Romain Sartorius, diretor geral,
Jean-Michel Gambini, presidente da Norauto
Portugal, e Laurent Billery, CEO da Norauto
Portugal, que participou em ambas as
iniciativas, reforçando a relevância estratégica
das equipas e a visão de futuro da empresa.
A celebração incluiu também momentos de
reconhecimento interno, com a atribuição
de recompensas a colaboradores sorteados.
Em Lisboa, foi destacado o percurso de Evelino
Magalhães, colaborador com 30 anos de
antiguidade na empresa, numa homenagem
associada à história da marca no país.
Nova gama de
travagem NAPA
A NAPA apresentou uma gama alargada de sistemas
de travagem para o mercado de pós-venda automóvel,
focada na segurança, no conforto e na eficiência.
A marca indica que as pastilhas e discos de travão foram
desenvolvidos com base em processos rigorosos
de fabrico e ensaio, assegurando um desempenho consistente
em diferentes contextos de condução, desde o
ambiente urbano até à utilização em estrada.
Entre as soluções técnicas adotadas encontram-se
pastilhas direcionais que promovem um desgaste uniforme
e reduzem vibrações, chapas com revestimento
anticorrosão que facilitam o movimento e chanfros nas
extremidades que contribuem para a diminuição do ruído
durante a travagem.
Os componentes incorporam ainda adesivos sem
solventes e tratamentos térmicos específicos, com o
objetivo de melhorar o assentamento das pastilhas e
reduzir o impacto ambiental. A marca aposta também
em sistemas de redução de ruído, vibração e aspereza,
recorrendo a lâminas multicamada e formulações
avançadas que minimizam chiados e vibrações, problemas
frequentemente associados a produtos de menor
qualidade no mercado de pós-venda.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 17
18
OFICINA LEGAL
O QUE MUDOU QUANDO CRIOU A SUA EMPRESA
E O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA QUANDO ALGO CORRE MAL
A oficina tem
responsabilidades legais
que vão muito além da
reparação
Quando um técnico abre uma oficina, a sua atenção está - compreensivelmente - nos carros. Nos diagnósticos,
nas reparações, no cliente que está à espera. O que raramente ocupa o mesmo espaço mental é a entidade
jurídica que criou para exercer essa atividade. Essa entidade - seja uma sociedade por quotas, uma empresa em
nome individual ou qualquer outra forma - tem vida própria. Tem obrigações. E tem responsabilidades que podem
recair sobre o seu titular de formas que muitos desconhecem até ao momento em que é tarde demais.
CONTEÚDO DESENVOLVIDO A PARTIR DA FORMAÇÃO OFICINA LEGAL, REALIZADA PELA CAR ACADEMY
1/9 SÉRIE
Este artigo é o primeiro de uma
série dedicada à conformidade
legal das oficinas de reparação
automóvel em Portugal. Não é
um texto jurídico - é um texto
para quem gere uma oficina e quer
perceber o que está em jogo quando as
coisas correm mal.
A EMPRESA COMO
ENTIDADE SEPARADA
O primeiro conceito a compreender é
que uma empresa - mesmo que seja só
você - não é a mesma coisa que você.
Quando constituiu a sua sociedade,
criou uma entidade jurídica distinta,
com o seu próprio NIF, o seu próprio
património e as suas próprias obrigações.
Na maioria dos casos, isso protege-o: as
dívidas da empresa não são automaticamente
as suas dívidas pessoais.
Mas esta separação funciona nos dois
sentidos. Se a empresa tem responsabilidades
- e tem - é a empresa que as tem de
cumprir. E se não as cumprir, as consequências
recaem sobre a empresa primeiro.
E, em determinadas circunstâncias,
sobre si.
O que muda quando a atividade é exercida
em nome individual (ENI)? Essencialmente
tudo: neste caso não existe
A empresa não
é o mesmo
que o seu
dono — e essa
distinção tem
consequências
muito concretas
quando algo
corre mal.
separação entre o património profissional
e o pessoal. Uma dívida da oficina é
uma dívida do empresário. Uma coima
aplicada à atividade afeta diretamente o
seu bolso. É um regime mais simples de
constituir - e mais exposto em caso de
problemas.
TRÊS TIPOS DE RESPONSABILIDA-
DE QUE COEXISTEM
Quando algo corre mal numa oficina, a
responsabilidade pode assumir três formas
distintas - e é importante perceber
que estas não se excluem mutuamente.
Um mesmo facto pode originar consequências
em todas as três frentes em
simultâneo.
Responsabilidade civil: é a obrigação
de reparar os danos causados a terceiros.
Se a oficina faz uma reparação deficiente
e o veículo avaria na autoestrada, causando
um acidente, o cliente pode exigir
indemnização pelos danos. Se um trabalhador
se magoa nas instalações por
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 19
falta de condições de segurança, tem direito
a ser compensado. A responsabilidade civil
nasce sempre que há um dano e um nexo
de causalidade entre esse dano e a atividade
da empresa.
Não há atalhos para
a conformidade. Mas
há um caminho — e
começa por saber
onde se está.
O QUE VERIFICAR NA SUA EMPRESA - RESPONSABILIDADES LEGAIS
A forma jurídica da empresa (sociedade por quotas, ENI, etc.)
está clara e as implicações de responsabilidade são conhecidas.
A empresa tem seguro de acidentes de trabalho
válido para todos os trabalhadores por conta de outrem.
Existe um contabilista ou advogado de referência
para questões laborais, fiscais e de conformidade.
O gerente ou administrador conhece os domínios em que pode responder
pessoalmente por obrigações da empresa (responsabilidade tributária subsidiária).
Está identificada a entidade fiscalizadora responsável por cada
área de atividade da oficina (ACT, ASAE, IGAMAOT, AT, CNPD).
Existe consciência de que uma coima pode ser aplicada
mesmo sem dano — a mera violação da norma é suficiente.
Responsabilidade contraordenacional: é a
que resulta da violação de normas administrativas.
Não ter preçário afixado, não comunicar
a admissão de um trabalhador à Segurança
Social, não ter o registo ambiental em
dia - todas estas situações podem originar
coimas. As coimas são aplicadas por entidades
como a ACT (condições de trabalho), a
ASAE (direitos do consumidor e afixações),
a IGAMAOT (ambiente) ou a AT (faturação).
Não é necessário que haja qualquer
dano para que uma coima seja aplicada -
basta a violação da norma.
Responsabilidade criminal: é a mais grave
e a menos frequente, mas existe. Pode ser
desencadeada, por exemplo, por um acidente
de trabalho mortal em que se demonstre
que o empregador negligenciou de forma
grave as condições de segurança, por fraude
fiscal ou por outros comportamentos que a
lei tipifica como crime. Neste caso, a responsabilidade
pode recair diretamente sobre
o gerente ou administrador - não apenas
sobre a empresa.
QUEM RESPONDE,
QUANDO A EMPRESA NÃO PODE
Uma das questões mais sensíveis - e menos
compreendidas - é a da responsabilidade
pessoal do gerente ou administrador. Em
Portugal, existe um conjunto de situações
em que a lei permite que a responsabilidade
tributária da empresa seja transferida para
o seu representante legal: quando o gerente
praticou atos que originaram a dívida,
quando o insuficiente pagamento resulta de
culpa sua, ou quando teve a gestão efetiva da
empresa no período em causa.
Na prática, isto significa que uma dívida fiscal
ou contributiva da oficina pode acabar
por ser cobrada ao seu gerente pessoalmente
- mesmo que a empresa seja uma sociedade
com responsabilidade limitada. A proteção
que a forma societária oferece não é absoluta.
Para além da responsabilidade tributária,
O QUE MUITOS NÃO SABEM
As coimas contraordenacionais podem ser
aplicadas mesmo sem que exista qualquer
vítima ou dano concreto. A mera violação
da norma - não ter o horário afixado, não
entregar o Relatório Único, não ter a avaliação
de riscos atualizada - é suficiente.
E em muitos casos, o valor das coimas é
proporcional à dimensão da empresa: uma
coima que parece modesta para uma grande
empresa pode ser ruinosa para uma PME.
existe também a responsabilidade laboral.
Se a empresa não tiver seguro de acidentes
de trabalho e um trabalhador se magoar, o
empregador responde diretamente por todos
os encargos de reparação - sem limite
de valor. Este é, provavelmente, o risco mais
imediato e mais tangível para a generalidade
das oficinas.
OS ERROS MAIS COMUNS
E O QUE REVELAM
Ao longo de anos de formação e consultoria
com proprietários de oficinas, identificámos
um padrão recorrente: a maioria dos problemas
legais não nasce de má-fé. Nasce de
desconhecimento. De alguém que montou
o negócio focado no que sabe fazer - reparar
carros - e foi adiando a regularização de
tudo o resto.
Os erros mais frequentes são também os
mais fáceis de prevenir: trabalhadores sem
contrato escrito, resíduos de óleo sem destino
documentado, técnicos a intervir em
sistemas de ar condicionado sem a certificação
exigida, preçários em falta na receção,
ausência de avaliação de riscos. Nenhum
destes problemas exige um investimento
significativo para ser resolvido. Exigem apenas
que alguém os identifique - e aja.
A série de artigos que aqui começa percorre,
um a um, os domínios de conformidade
legal que qualquer oficina de reparação automóvel
tem de ter em ordem: do licenciamento
à gestão ambiental, dos gases fluorados
à segurança no trabalho, dos direitos do
consumidor às obrigações laborais. Em cada
artigo, o objetivo é o mesmo: tornar claro o
que existe, o que é exigido, e o que acontece
quando não é cumprido.
Base legal: Código Civil, arts. 483.º e ss.-
Responsabilidade civil. Código das Sociedades
Comerciais, art. 78.º - Responsabilidade dos
gerentes. Lei Geral Tributária, art. 24.º -
Responsabilidade subsidiária dos gestores. Lei
98/2009 - Regime de reparação de acidentes
de trabalho.
No próximo artigo: Licenciamentos e CAE
- o que mudou com o DL 9/2025 e o que a
sua oficina precisa de ter em ordem.
20
VIVER ELÉTRICO PRO
Baterias NMC e LFP:
diferenças, vantagens e
limitações
As baterias são o coração dos automóveis elétricos e a química utilizada influência autonomia, custo, segurança
e durabilidade. Atualmente, as tecnologias NMC e LFP dominam o mercado, mas apresentam características
muito diferentes e ajustadas a distintos perfis de utilização.
TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO
algo que muitos fabricantes recomendam
fazer regularmente para calibração do
sistema.
6/12 SÉRIE 3
As baterias são o componente
mais importante de um
automóvel elétrico e a tecnologia
utilizada influência
diretamente autonomia, velocidade
de carregamento, durabilidade,
custo e segurança. Atualmente, as duas
químicas dominantes no mercado são
as baterias NMC (Níquel, Manganês e
Cobalto) e as LFP (Lítio-Ferro-Fosfato).
Durante vários anos, as baterias NMC
dominaram quase por completo o mercado
devido à sua elevada densidade
energética. Na prática, conseguem armazenar
mais energia num espaço mais
reduzido, permitindo autonomias superiores
e menores penalizações de peso.
Por essa razão continuam muito presentes
em modelos premium e versões de
maior autonomia.
Outra vantagem importante das NMC
está relacionada com o carregamento rápido
e com o comportamento em clima
frio. Estas baterias conseguem, normalmente,
melhores velocidades de carregamento
em corrente contínua e sofrem
menos penalizações de autonomia em
temperaturas baixas.
Contudo, existem desvantagens relevantes.
As baterias NMC utilizam
materiais caros e cuja extração levanta
questões ambientais e éticas, sobretudo
no caso do cobalto. Além disso, apresentam
maior sensibilidade ao calor e uma
química mais reativa, exigindo sistemas
de controlo térmico mais sofisticados.
Também a durabilidade tende a ser inferior.
Em média, uma bateria NMC suporta
cerca de 1.500 ciclos completos de
carga, razão pela qual muitos fabricantes
recomendam carregamentos diários
limitados a 80%.
As baterias LFP seguem uma filosofia
diferente. Utilizam fosfato de ferro e lítio,
dispensando materiais como níquel
e cobalto. A principal vantagem está na
durabilidade, já que conseguem atingir
cerca de 2.500 ciclos completos de carga,
podendo ultrapassar facilmente os
800 mil quilómetros.
Além disso, são mais baratas de produzir,
mais estáveis termicamente e consideradas
mais seguras. Outra característica
importante é a maior tolerância
a carregamentos frequentes até 100%,
Por outro lado, as LFP continuam a apresentar
menor densidade energética. Isto
significa que, para a mesma capacidade,
tendem a ser maiores e mais pesadas, penalizando
a autonomia. Também apresentam
maiores limitações em clima frio.
Ainda assim, a evolução tecnológica está
a reduzir rapidamente essas diferenças.
Fabricantes como BYD, Tesla ou CATL,
entre outras, apostam fortemente nesta
química, sobretudo em modelos destinados
a utilização intensiva, urbana ou
profissional.
No fundo, não existe uma solução universalmente
melhor. As NMC continuam
mais adequadas para quem privilegia
autonomia elevada e carregamentos
rápidos. Já as LFP destacam-se pelo custo
reduzido, maior durabilidade e robustez.
A tendência do mercado aponta para
uma convivência entre ambas as tecnologias,
cada vez mais evoluídas, eficientes e
adaptadas a diferentes necessidades.
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WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 21
22
SALÃO
EXPOMECÂNICA 2026
Mais ibérico e
mais “circular”
Pelo profissionalismo das empresas, pelo número de visitantes e pela forma como decorreu, a Expomecânica
2026 foi talvez a melhor edição de sempre, num ano em que mais se notou a iberização do evento.
TEXTO PAULO HOMEM E NÁDIA CONCEIÇÃO
Foi evidente na edição 2026 da
Expomecânica uma maior preocupação
com a qualidade dos
stand´s. Talvez não seja estranho
a este aumento da qualidade dos
stands a presença cada vez mais evidente
de grandes empresas espanholas que,
normalmente, aproveitam estes eventos
para os tornar em grandes plataformas
de negócio e de proximidade com fornecedores
e com clientes.
Outra nota de destaque nesta edição foi
para a cada vez maior aposta na economia
circular, sobretudo ao nível das peças usadas.
Diversos centros de abate de veículos
em fim de vida marcaram presença (coisa
rara), como também esteve presente a associação
que os representa e ainda outras
empresas que concorrem para a dinamização
deste negócio.
Também muito presentes e muito ativas
estiveram as empresas tecnológicas
associadas a gestão oficinal e também às
peças, algumas delas apresentando nova
imagem e um foco muito grande nesta
área auto. A inteligência artificial está
para ficar e vai com certeza ter muito
impacto neste setor, atendendo à forma
como a mesma já está a ser usada por
muitas destas empresas.
Também a reparação das baterias de veículos
elétricos parece estar a ganhar tração,
com alguns operadores a divulgarem
as suas propostas para estas novas áreas
de negócio, para as quais as oficinas terão
mesmo de olhar.
Segundo a organização, estiveram presentes
nesta edição da Expomecânica 18.053
profissionais. Segundo a Kikai Eventos a
10ª edição da Expomecânica teve 32 mil
metros quadrados de área expositiva, que
receberam as principais novidades de quase
300 operadores económicos do setor,
um novo máximo de participação empresarial
numa feira de recordes: mais área
(um acréscimo de 19% face à penúltima
edição), mais expositores (uma subida
de 8%) e mais empresas internacionais
(um total de 102, de 12 países, o que
representou 14% de aumento). Espanha
foi de onde chegou a maior comitiva internacional,
54 expositores, que permitiu
perceber que o evento atrai cada vez
mais um público ibérico.
Como sempre a PÓS-VENDA esteve
presente, dando continuidade à reportagem
do evento nas suas diversas plataformas,
dinamizando ainda a já famosa
“onda amarela” (distribuição de mais de
3.000 sacos com merchandising de diversas
empresas), como também fez uma
distribuição adicional da sua revista.
Foi também anunciada oficialmente pela
organização que a edição 11, que deverá
acontecer na Exponor, terá lugar de 24 a
26 de março de 2028.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 23
EMPRESAS
AD PARTS
PEÇAS
Pensado para oferecer uma experiência muito
completa às oficinas, o espaço AD dava imenso
destaque a muitos do seus parceiros das peças,
dos equipamentos e das ferramentas. Para
além dos mais recentes produtos que lançou
no mercado, com destaque para os novos
produtos da marca AD, neste espaço foi ainda
dinamizado o Garage Escape Room, uma
experiência interativa que desafiou as oficinas a
colocar os seus conhecimentos à prova. Sendo
de longe o maior stand da Expomecânia, a
AD fez-se notar mais uma vez neste evento
demonstrando ter uma oferta total de produtos
e serviços para a oficina.
na valorização das peças usadas, na promoção
da economia circular e na apresentação da
Atena como solução de gestão para o setor. A
empresa mostrou ao vivo todo o ciclo da peça,
desde o desmantelamento da viatura até à sua
disponibilização online através da aplicação
Atena. Porém, um dos grandes destaque deste
stand e da Expomecânica, foi o Arena Prime,
um desafio técnico de desmantelamento de um
automóvel em fim de vida que decorreu ao vivo
e que colocou frente a frente três centros de
abate certificados, Lmej, Recife e Servcarros.
Esta excelente iniciativa, pretendeu dar a
conhecer ao público o funcionamento de
um setor que tem vindo a afirmar-se pela
organização, pela evolução tecnológica e pela
responsabilidade ambiental. As equipas desmantelaram
componentes de um automóvel
e procederam à sua correta catalogação, num
exercício que avaliou a rapidez, a técnica e
a capacidade de organização, com as peças
a ficarem disponíveis de pronto para venda
online. A competição inclui ainda um espaço
dedicado à demonstração do processo de despoluição,
onde foram identificados e expostos
os diferentes líquidos e resíduos retirados da
viatura utilizada no desafio, evidenciando o
cumprimento de critérios ambientais exigentes
por parte dos centros participantes.
Península Ibérica na promoção destas soluções
junto dos clientes. A participação ficou ainda
marcada pela realização de ações de formação
e demonstrações técnicas, bem como pela
divulgação da Soudal, marca portuguesa
de consumíveis recentemente integrada no
portefólio da empresa.
ALIDATA
SOFTWARE
A Alidata esteve presente para mostrar as novas
soluções ligadas à digitalização das oficinas,
tendo dado a conhecer novas funcionalidades
do Web Oficinas, plataforma desenvolvida
para melhorar a produtividade e facilitar a
experiência do cliente oficinal. As novidades
deste produto são a agenda de marcações, o
planeamento de oficina, a integração com o
Tips com recolha de fotografias do veículo e informação
de pneus, além do registo de alertas
técnicos, ferramentas pensadas para simplificar
e tornar os processos mais eficientes.
ATENA SOFTWARE
SOFTWARE
O Grupo MK e a Atena Software ERP estrearam-se
este ano com um stand próprio na
Expomecânica, numa participação centrada
AUTO DELTA / FIMAG / ALECARPEÇAS
PEÇAS
A Auto Delta, Fimag e AleCarPeças marcaram
mais uma vez uma forte presença na
Expomecânica para apresentar as marcas e
soluções que representa no aftermarket. No
espaço de 200 m² estiveram em destaque
várias marcas internacionais nas áreas de
componentes de motor, travagem, suspensão,
transmissão, gestão térmica e lubrificantes,
com especial enfoque nas soluções para manutenção
de caixas de velocidades. Um dos
principais atrativos do stand foi a carrinha de
demonstração da Meyle, dedicada à manutenção
de caixas automáticas, que percorre a
AUTO SILVA ACESSÓRIOS
PEÇAS
A participação da Auto Silva Acessórios contou
com um novo conceito de stand, mais amplo,
interativo e pensado para proporcionar uma
experiência mais dinâmica aos visitantes. No
local estiveram em destaque as várias marcas
representadas pela empresa, evidenciando a diversidade
do catálogo, desde material de motor
até componentes de desgaste. Paralelamente,
a Auto Silva Acessórios foi patrocinadora do
Fórum ACAP, que decorreu durante o evento.
AUTOPEÇAS CAB
PEÇAS
A Autopeças CAB voltou a marcar presença
na Expomecânica, numa aposta na proximidade
com os profissionais da reparação,
neste caso no norte onde a empresa ainda não
tem nenhuma filial. Porém, a participação
neste evento serviu também para divulgar
a abertura de uma nova loja em Lisboa, na
zona da Penha de França, prevista para junho,
um investimento que permitirá melhorar o
serviço prestado aos clientes do centro da
cidade e ampliar a cobertura da empresa ao
nível da distribuição.
24 EXPOMECÂNICA
tecnologia Turbo Lifter. O stand contou com
várias demonstrações práticas e momentos de
interação com os visitantes.
divulgar a conferência MechSummit 2026,
evento marcado para setembro deste ano,
que irá abordar temas diretamente ligados à
realidade do setor oficinal em Portugal.
No stand estiveram ainda em destaque a
solução Techmaster e a plataforma Mecflix,
cuja adesão tem vindo a crescer nos últimos
tempos. A participação foi marcada pelo
contacto direto com os visitantes, workshops
técnicos e intervenções no espaço Expotalks.
BASF
REPINTURA
A proximidade ao aftermarket ibérico e a
evolução tecnológica das oficinas foi o foco
da presença da BASF. A empresa apresentou
novidades na plataforma Refinity, com novas
funcionalidades orientadas para gestão e
produtividade, além de inovações nas gamas
de repintura Glasurit e R-M, destacando
soluções mais eficientes e sustentáveis. Neste
espaço dedicado à repintura, estiveram em
evidência ferramentas digitais, tecnologias
de baixa emissão e processos alinhados com
critérios ESG.
BOLAS
FERRAMENTAS
A Bolas levou ao salão diversas novidades das
marcas que representa. Entre os destaques estiveram
as novas soluções da Beta, como o mobiliário
modular C45PRO 2.0 e RSC50 2.0,
ferramentas, iluminação e a chave Morphos.
A empresa apresentou ainda equipamentos
Telwin para reparação estrutural, soluções
sem fio da Metabo e macacos Winntec com
CAETANO PARTS
PEÇAS
Com uma presença muito focada na imagem
da empresa, a Caetano Parts divulgou nesta
exposição o reforço da sua posição logística
no mercado português com a abertura de
um segundo armazém no Montijo. As instalações
da Caetano Parts Montijo, permitirá
à empresa uma melhor cobertura da região
sul de Portugal.
CASTROL
LUBRIFICANTES
A Castrol marcou presença na Expomecânica
para apresentar algumas das mais recentes
soluções da sua gama de lubrificantes para
veículos ligeiros. Entre os destaques estiveram
o GTX 5W-30 RN17, desenvolvido para veículos
Renault, o MAGNATEC 5W-30P, com
homologação técnica Stellantis, e o EDGE
0W20 LL IV, um lubrificante Triplo Long
Life aprovado para motores BMW, Mercedes-
Benz e Volkswagen.
Porém, a novidade absoluta foi o lançamento
de uma nova linha de produto com a marca
Castrol, neste caso o AdBlube, que assim se
associada às baterias e aos filtros. Nesta fase de
lançamento a Castrol disponibiliza o AdBlube
em recipientes de 10 litros.
CAR ACADEMY
FORMAÇÃO
A Car Academy estreou-se na Expomecânica,
onde deu a conhecer o seu trabalho na área da
formação para o aftermarket. Com 11 anos de
atividade, a empresa aproveitou o evento para
CEMA BATERIAS
BATERIAS
A participação da CEMA Baterías enquadrou-
-se numa estratégia de expansão e consolidação
no mercado ibérico, com foco em Portugal,
tendo servido para estreitar relações comerciais,
estabelecer novas parcerias e apresentar
um portefólio assente em soluções energéticas
de elevado desempenho. A empresa destacou
a representação exclusiva em Portugal de
uma marca internacional de baterias de ciclo
profundo, posicionando-se como parceiro
estratégico em segmentos industriais, energias
renováveis e aplicações especiais. No
stand, evidenciou uma gama orientada para
o aftermarket de veículos ligeiros e pesados
com padrões de qualidade alinhados com
OEM, complementada por serviços técnicos
especializados.
CEPRA
FORMAÇÃO
O CEPRA voltou a marcar presença no evento
com um espaço próprio, mas também no espaço
“Demotec by CEPRA”, onde promoveu
várias ações de formação técnica gratuitas
dirigidas aos profissionais do aftermarket
automóvel. Ao longo do evento, os Técnicos
de Formação do CEPRA realizaram demonstrações
práticas e sessões dedicadas a temas
cada vez mais relevantes para o setor, como o
protocolo de comunicação LIN e a reparação
de baterias de alta tensão.
Como escola de formação de referência em
Portugal, o CEPRA divulgou também toda a
sua oferta formativa, com especial incidência
na área técnica (nos setores da mecânica,
mecatrónica, repintura, etc).
TORNE-SE UMA
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 25
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26 EXPOMECÂNICA
CETRUS
EQUIPAMENTOS
Presente na Expomecânica desde a primeira
edição, a Cetrus voltou a participar no salão
em 2026 e, entre as novidades apresentadas,
esteve um novo sistema de alinhamento 3D,
alargando a oferta da empresa nesta área.
Estiveram ainda em destaque neste local a
linha exclusiva de mobiliário e várias soluções
das marcas representadas, ajustadas às necessidades
das oficinas.
COMETIL
EQUIPAMENTOS
Para a Cometil, a feira foi uma oportunidade
para dar ênfase a áreas como a geometria de
suspensão e direção, diagnóstico de vibrações,
equilíbrio de rodas, sistemas de elevação,
equipamentos de diagnóstico, soluções de ar
condicionado e ferramentas, bem como à vertente
OEM associada às marcas representadas.
Neste mesmo espaço a empresa tinha ainda em
exposição os equipamentos para manutenção
e reparação de baterias de veículos elétricos
através da sua parceria com o Grupo EBI.
DIAGTEC PLUS
EQUIPAMENTOS
Com foco nas soluções de diagnóstico e programação
automóvel, a Diagtec Plus levou à
Expomecânica várias novidades tecnológicas
e equipamentos de marcas reconhecidas do
setor, incluindo algumas soluções apresentadas
pela primeira vez no salão. O stand
reuniu todo o portefólio da empresa em
termos de equipamentos (Abrites, Magic
Motorsport, TE e Thinkcar) e contou com
demonstrações técnicas contínuas, permitindo
aos visitantes acompanhar de perto o
funcionamento dos equipamentos. Destaque
para a apresentação de uma solução completa
de equipamentos para a reparação de veículos
elétricos da Thinkcar que dá oportunidade
às oficinas de diversificarem a sua oferta
de serviços. A participação ficou também
marcada por um encontro de franchisados
da rede DIAGTEC+.
DIEDERICHS
PEÇAS
A Diederichs marcou presença na
Expomecânica com uma abordagem centrada
no contacto direto com clientes e parceiros da
Península Ibérica, encarando a feira sobretudo
como um ponto de encontro. A empresa alemã
é especializada em componentes de carroçaria
e possui uma oferta muito extensa (mais de
36.000 produtos), que inclui também a área
de iluminação e ar condicionado.
logística, a expansão territorial e o desenvolvimento
de soluções integradas para oficinas.
No stand, a Drive360 apresentou uma oferta
variada de peças, acessórios, equipamentos
oficinais, ferramentas de diagnóstico e serviços
integrados. Promoveu ainda reuniões, demonstrações
e vários momentos de interação com os
visitantes. Foram também distinguidas uma
série de oficinas que trabalham em parceria
com a DRIVE360.
EIGAS AUTOMOCION
PEÇAS
A Eigas Automoción participou neste certame
para apresentar novidades, como a integração
da AG PARTS na TecDoc, novos serviços e
peças para veículos Land Rover, incluindo pesquisa
por número de chassis para profissionais.
A presença visou consolidar o posicionamento
em Portugal e acompanhar tendências do
aftermarket.
ENDAL
EQUIPAMENTOS
A Endal voltou a marcar presença nesta feira,
mantendo a participação contínua no salão
desde a primeira edição. No stand estiveram
em destaque as soluções da empresa para
conceção, comercialização e implementação
de projetos de armazenagem para peças, equipamentos
e outros materiais.
COMMA
LUBRIFICANTES
A solução Bag in Box esteve entre os principais
destaques da Moove na Expomecânica. O
sistema foi apresentado como uma alternativa
mais eficiente para gestão de lubrificantes, permitindo
reduzir desperdício e otimizar espaço
em oficina. A empresa colocou também em evidência
o posicionamento da marca Comma em
Portugal, apresentando o portefólio completo de
lubrificantes, serviços de apoio técnico e ações
de formação. O espaço contou ainda com áreas
de demonstração para os visitantes conhecerem
mais de perto as soluções da Moove.
DRIVE360
PEÇAS
A evolução da operação da Drive360 esteve
em destaque na edição deste ano da
Expomecânica, onde a empresa mostrou
aos presentes o crescimento da capacidade
ESCALA VERSÃO / HELLA GUTMANN
EQUIPAMENTOS
No espaço da Escala Versão, a Hella Gutmann
apresentou várias soluções de diagnóstico
para oficina, com especial destaque para o
equipamento Remote, desenvolvido para
apoio remoto em operações de diagnóstico
avançado. Estiveram também em evidência
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 27
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28 EXPOMECÂNICA
carregamento. A empresa apresentou ainda o
sistema SMART-LEVEL, que permite a monitorização
remota e automática dos níveis de
lubrificante. Ao longo do certame, a empresa
promoveu demonstrações, reuniões e vários
momentos de interação com os profissionais
do setor, incluindo participação nas Expotalks.
os equipamentos Mega Macs, com a empresa
a dinamizar uma campanha especial que combinava
o mega macs S20, o sistema Remote e
um tablet, numa solução integrada destinada
a aumentar a capacidade de diagnóstico e
assistência técnica das oficinas.
ESCAPE FORTE
PEÇAS
A Escape Forte mantém uma participação
contínua na Expomecânica desde a primeira
edição, com o objetivo de manter a proximidade
com clientes, dar visibilidade à sua
atividade e apresentar novidades ao mercado.
Durante o evento, destacou os serviços ligados
a catalisadores, filtros de partículas e sistemas
de AdBlue, entre outros, aproveitando também
o espaço Demotec para ações complementares.
A empresa revelou confiança no impacto
positivo do salão junto dos profissionais, encarando-o
como um investimento relevante
para o futuro.
portfólio de peças Eurorepar que é cada vez
mais extenso e mais diversificado em termos
de linhas de produto.
FILOURÉM
PEÇAS
Ao longo da Expomecânica, a Filourém apresentou
várias das marcas que representa, incluindo
algumas exclusivas para Portugal (Original
Birth, Zeta Erre e Bremsi) e referências com
forte procura no mercado, com destaque também
para a oferta ao nível da Bendix, Japko,
Febi, Mahle, entre outras. A empresa aproveitou
também a feira para mostrar o aumento de
stock, a evolução da logística e as melhorias introduzidas
nos processos e no serviço prestado.
GRUPO SERCA
PEÇAS
A Expomecânica 2026 marcou a estreia do
Grupo Serca numa feira profissional em Portugal,
numa participação integrada na estratégia de crescimento
da empresa no mercado ibérico. Com
um stand de 80 m², o grupo apresentou várias
soluções e iniciativas direcionadas para oficinas,
distribuidores e profissionais do aftermarket.
Ao longo dos três dias do evento decorreram
sessões dedicadas à eficiência na gestão da oficina,
centradas nas redes SPG Oficinas, Nexus Auto
e Professional Plus. Em parceria com a Service
Next, o espaço do Grupo Serca recebeu ainda
apresentações ligadas à inteligência artificial aplicada
à oficina, realidade virtual e soluções digitais
como o Next GO e o novo Kiosko interativo. A
presença da empresa contou também com um
espaço dedicado à marca Drive+, promoções
exclusivas para oficinas, demonstrações, sorteios
e várias ações de dinamização.
EUROREPAR CAR SERVICE
OFICINA
Num momento em que a Eurorepar Car
Service chegou às 200 oficinas em Portugal,
a empresa da Stellantis marcou presença com
um stand onde dinamizava este conceito
oficinal para potenciais aderentes. Assim,
no stand era não só dinamizada a oferta de
valor inerente à integração nesta rede (suporte
técnico, formação, manutenção e reparação
de veículos elétricos, etc), mas também o
FUCHS
LUBRIFICANTES
A evolução da mobilidade elétrica esteve
em destaque no espaço da Fuchs durante a
Expomecânica, numa participação marcada
pela apresentação de novas soluções da gama
BluEV, desenvolvida para veículos elétricos
e híbridos. Entre as novidades estiveram
produtos destinados a marcas como BYD,
Jaecoo, Leapmotor e XPENG, bem como
o novo fluido refrigerante BluEV Coolant
1005, direcionado para veículos com célula de
combustível. Em evidência estiveram também
os lubrificantes BluEV 4101 e BluEV 7727,
além de fluidos para transmissões e eixos
eletrificados e soluções para gestão térmica
de baterias, motores elétricos e postos de
GUISOFT
SOFTWARE
A Guisoft mostrou aos visitantes a nova identidade
do seu software de gestão, que passa
a designar-se Auto Officegest, uma marca
criada especificamente para o setor oficinal e
orientada para responder às necessidades das
oficinas através de funcionalidades e soluções
dedicadas. Entre os destaques esteve também
a apresentação do futuro assistente de inteligência
artificial “Vasquinho”, atualmente
em desenvolvimento, que permitirá executar
operações automáticas através de comandos
em linguagem natural. Integrado no sistema
de gestão, o agente poderá apoiar tarefas como
a emissão de faturas e o acesso a informação
relevante para a gestão diária da oficina, mostrando
aos visitantes a aposta da empresa na
digitalização e automatização de processos.
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O Top Tec 6320 5W-30 foi desenvolvido
para veículos a gasolina e diesel das marcas
Citroën, DS, Fiat, Jeep, Opel, Peugeot e
Toyota com motores PSA. Compatível com as
especificações Stellantis FPW9.55535/03, PSA
B71 2290, PSA B71 2297, ACEA C3 e API SP, é a
escolha certa para muitos modelos no mercado.
Com esta novidade, ampliamos a gama para os
veículos do grupo Stellantis, garantindo sempre
o óleo ideal para cada motor.
Sejam lubrificantes, aditivos, produtos de
cuidado ou de serviço – temos a solução certa.
Mais de 4.000 produtos. Uma missão: manter
a mobilidade em movimento.
30 EXPOMECÂNICA
no stand, incluindo soluções para transmissões
automáticas, sistemas de arrefecimento e fluidos
de travões, com destaque para o AISIN DOT 4.
HISPANOR
CONSUMÍVEIS
A Hispanor procurou estreitar a relação com
clientes, apresentar novidades e evidenciar o
seu portefólio técnico para mecânica, colisão
e detalhe automóvel. Em destaque estiveram a
introdução de uma nova geração de produtos
para polimento automóvel da marca WETOR,
a par de uma oferta alargada que incluiu sprays
técnicos para mecânica e colisão, soluções
de proteção, reparação de plásticos, colas,
poliuretanos, fitas adesivas e diversas ferramentas.
A participação centrou-se também na
demonstração prática de produtos, na receção
de clientes e na captação de novos contactos.
ligeiros, pesados e máquinas, além de soluções
para DPF, DOC e SCR. A empresa aproveitou
o seu stand para realizar demonstrações e prestar
aconselhamento técnico aos profissionais
do setor. Estiveram também em evidência as
marcas próprias Ieparts, Iepower e Ieclassic, com
soluções para escape, performance e reprodução
de sistemas para veículos clássicos, incluindo
produção por amostra ou especificação.
KEYMASTER
SOFTWARE
A participação da Keymaster centrou-se na
apresentação de diversas novidades, com destaque
para soluções ligadas à transformação
digital, incluindo folha de obra digital, gestão
de agenda e aplicação para clientes. O stand,
com 21 m², acolheu demonstrações dirigidas
a redes de oficinas e parceiros, com o objetivo
de mostrar aos visitantes a aposta da empresa
na digitalização e na eficiência operacional.
INDASA
ABRASIVOS
No espaço que partilhou com a Autoflex,
a Indasa deu a conhecer a sua mais recente
novidade, a MTE Neon, uma nova fita de
mascarar de alta performance desenvolvida
para profissionais da repintura. Concebida
para proporcionar precisão, controlo e fiabilidade
em aplicações exigentes, a MTE Neon
oferece excelente aderência, remoção fácil e
limpa, resistência a solventes, resistência aos
raios UV para exposição exterior até 3 dias e
resistência à temperatura até 100°C durante
30 minutos. A sua cor Amarelo Neon garante
maior visibilidade ao longo de todo o processo.
INTERMACO
EQUIPAMENTOS
Este ano, a presença da Intermaco na
Expomecânica ficou marcada pela apresentação
de várias novidades nas áreas dos equipamentos
e ferramentas, desenvolvidas para acompanhar a
evolução tecnológica dos veículos. Um dos destaques
foi para os equipamentos da AutoEdu,
destinados à formação na área automóvel,
também para a Ronix Tools (ferramentas premium)
com uma oferta extensa em ferramentas
manuais como de máquinas a ar e elétricas de
aperto, equipamentos Texa, Jaltest e Bosch.
Na Texa o destaque foi para a nova máquina
de E Diag Charger, que permite a recarga e o
diagnóstico das baterias de veículos elétricos.
KRAUTLI
PEÇAS
A presença da Krautli Portugal na
Expomecânica ficou marcada pela divulgação
do início da comercialização de lubrificantes
Liqui Moly, que passa assim a reforçar
e diversificar a oferta de lubrificantes deste
operador. Em foco estiveram ainda o conceito
NexusShop, ferramentas de fidelização e a
entrada da marca FAST, especializada em
veículos comerciais ligeiros. Neste stand, a
empresa deu também destaque à aposta na
Bosch, incluindo a gama de ar condicionado,
além de promover reuniões, momentos
de networking e um encontro com oficinas
ligadas ao ecossistema Nexus.
INTERESCAPE
PEÇAS
A presença da Interescape ficou marcada pela
apresentação de várias soluções ligadas a sistemas
de escape, descontaminação e reparação de
componentes. Esteve em evidência o serviço
de limpeza de filtros de partículas diesel com
certificação TÜV Rheinland, aplicável a veículos
JAPOPEÇAS
PEÇAS
A Japopeças e a AISIN voltaram a marcar presença
conjunta na Expomecânica, numa edição
especialmente simbólica para a distribuidora
portuguesa, que assinalou 40 anos de atividade
e quatro décadas de parceria com a marca do
Grupo Toyota. As empresas apresentaram várias
soluções da gama AISIN Aftermarket para veículos
asiáticos e europeus. Entre os destaques
estiveram os novos Service Kits AT para manutenção
de transmissões automáticas, desenvolvidos
para simplificar os processos em oficina
e aumentar a eficiência operacional. A gama
de fluidos AISIN também teve forte presença
LINEXTRAS
EQUIPAMENTOS
A Linextras colocou em destaque várias soluções
direcionadas ao equipamento automóvel
e ao segmento das pick-ups, aproveitando
a feira para apresentar novidades. Entre os
produtos em evidência estiveram os hard tops
de alumínio, sistemas Top Rol e a nova
gama de equipamento interior automóvel
da marca O.Range. Ao longo do evento, a
empresa deu também visibilidade a várias
marcas e soluções desenvolvidas em parceria
exclusiva, apostando em produtos com forte
relação qualidade/preço.
PUB
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 31
EXCELÊNCIA
QUANDO A
EXPERIÊNCIA
ENCONTRA
A QUALIDADE
LUSILECTRA
EQUIPAMENTOS
A Lusilectra colocou em evidência várias
soluções destinadas a oficinas e centros de
inspeção, com especial enfoque nas novas
exigências associadas à manutenção e reparação
de veículos híbridos e elétricos. Entre
as novidades expostas destacou-se a Tool
Grid Vertical, uma solução personalizável
que permite organizar ferramentas na posição
vertical através de uma estrutura própria
soldável, adaptando-se às necessidades de
cada oficina. Em evidência estiveram também
um novo roquete ajustável de maiores
dimensões da Jonnesway e a nova gama
de carrinhos de ferramentas GROZ de 5
e 7 gavetas, uma linha desenvolvida para
oferecer uma solução mais económica aos
profissionais do setor.
Destaque ainda para a AVILOO com as
suas soluções de diagnóstico de baterias
para veículos eletrificados. No espaço da
empresa estiveram em destaque as ferramentas
desenvolvidas para avaliação do estado
e desempenho das baterias, respondendo
às crescentes necessidades de diagnóstico
associadas à mobilidade elétrica.
Os produtos ATE não se limitam a cumprir os padrões de
qualidade do Equipamento Original. Eles estabelecem novos
padrões: de máxima segurança, de longa vida útil e a satisfação
de poder confiar em cada detalhe. Só graças às suas
habilidades é que estes se tornam um produto de Excelência!
Qualidade ATE, a excelência para a sua Oficina.
LUZDEAIRBAG
EQUIPAMENTOS
Entre os destaques da LuzDeAirbag estiveram
os novos sistemas ADAS da Autel e as mais
recentes evoluções da marca própria LDATech,
com especial enfoque na nova geração de
estabilizadores, desenvolvida para reforçar
e modernizar a oferta existente. O stand, de
grandes dimensões, foi pensado para proporcionar
uma experiência mais completa aos
visitantes. Ao longo do certame decorreram
demonstrações contínuas de equipamentos e
ações em parceria com distribuidores.
ate-brakes.com
32 EXPOMECÂNICA
MCOUTINHO
PEÇAS
O portal cliente esteve entre os principais
destaques da participação da MCoutinho
Peças, AZ Auto e Distrigo na Expomecânica.
A empresa apresentou os serviços e ferramentas
que disponibiliza aos profissionais, com especial
foco no portal cliente, que permite uma
gestão mais simples e eficaz das encomendas
e do acesso à informação de produto.
Ao longo da feira, neste espaço foram também
apresentadas várias soluções de peças originais
e aftermarket, além de ferramentas e serviços
direcionados para a eficiência das oficinas.
e o contentor de segurança SaCon. O stand
contou com demonstrações práticas da capacidade
de absorção dos produtos, permitindo
aos visitantes conhecer de perto o modelo
de serviço da empresa, que inclui recolha,
lavagem, controlo de qualidade e entrega dos
têxteis reutilizáveis diretamente nas oficinas.
MF PINTO
PEÇAS
A participação da MF Pinto ficou marcada pela
apresentação de novas representações, entre as
quais Bosch, Delphi e Schaeffler, bem como
pelo destaque dado a soluções ligadas à injeção
Diesel, sensores NOX, injetores a gasolina e à
gama CARGO de alternadores e motores de
arranque. Em evidência estiveram ainda os
turbocompressores BorgWarner e Mitsubishi.
mobilidade elétrica e indústria. Durante a
feira, estiveram também em evidência serviços
técnicos para oficinas, ferramentas digitais,
ações de formação e programas de parceria. A
participação serviu igualmente para dar maior
visibilidade à presença da Texaco em Portugal,
através das gamas Havoline e Delo e de várias
soluções complementares para o aftermarket.
MOL
LUBRIFICANTES
As novas embalagens Bag-in-Box de 5L e
20L estiveram entre os principais destaques
da MOL Lubricants Iberia na Expomecânica
2026, onde a empresa apresentou também
uma gama de lubrificantes com mais de 300
aprovações OEM. Durante a feira, na qual
se estreava, a empresa deu ainda a conhecer
os serviços de apoio ao distribuidor, ações de
formação e a estratégia de expansão da rede
nacional, aproveitando o evento para reunir
com parceiros e identificar novos distribuidores.
MERPEÇAS
PEÇAS
Componentes para suspensão, carroçaria e sistemas
automóveis estiveram entre os principais
destaques da Merpeças na Expomecânica. A
empresa aproveitou também o evento para
apresentar várias ferramentas digitais e plataformas
de apoio ao cliente profissional. Durante
a feira, foram ainda realizadas demonstrações
ao vivo e reuniões com parceiros e fornecedores,
num momento aproveitado pela empresa
também para apresentar o desenvolvimento de
um novo website, orientado para melhorar a
experiência do utilizador.
MGM
EQUIPAMENTOS
A MGM levou ao salão várias soluções direcionadas
para oficinas, com destaque para o
elevador de 2 colunas OMCN 199/RX, capaz
de elevar até 5500 kg e preparado também
para veículos elétricos através de kit específico.
A empresa apresentou ainda compressores,
máquinas de lavar de alta pressão e diversos
acessórios para compressores e elevadores.
MOTORCHE
PEÇAS
A nova página web da Motorche Autoparts esteve
entre os principais destaques da participação
da empresa na Expomecânica. A plataforma passou
a incluir funcionalidades orientadas para o
cliente, como diferentes tabelas de preços e uma
ferramenta de identificação de peças através da
matrícula do veículo. Durante a feira, a empresa
apresentou também o alargamento do catálogo
com novas categorias de produto, aumentando
assim a sua oferta para o aftermarket ibérico.
MEWA
SERVIÇOS
A celebrar 15 anos de atividade em Portugal,
a Mewa marcou presença pela primeira vez na
Expomecânica com stand próprio, refletindo
o crescimento da empresa junto das oficinas
automóveis nacionais. Durante o certame,
apresentou várias soluções têxteis reutilizáveis
para limpeza e absorção de óleos, entre as
quais panos de limpeza, mantas absorventes
MOEVE
LUBRIFICANTES
Os novos lubrificantes (que passaram-se a
chamar Moeve em fez de Cepsa) para motores
de última geração, veículos híbridos e soluções
de baixas emissões estiveram entre os principais
destaques da Moeve na Expomecânica 2026. A
empresa apresentou ainda as gamas premium
MOEVE XTAR e MOEVE TRACTION,
além de várias soluções direcionadas para
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 33
+ DE 50.000 REFERÊNCIAS
PEÇAS AUTOMÓVEL MULTIMARCA
QUALIDADE • PREÇO • PERFORMANCE
3
34 EXPOMECÂNICA
MOTRIO / IXELL
PEÇAS / REPINTURA
A Motrio e a Ixell marcaram mais uma fez
presença neste certame. Do lado da Motrio
destaque para o reforço da rede oficinal, mas
também para a incrementada gama de peças,
pneus e acessórios de marca própria. No lado
da Ixell, marca de tintas e consumíveis para
a repintura auto, o grande destaque foi a
apresentação do robot Ixell, recentemente
premiado na Equip Auto em Paris. Trata-se
de um equipamento que vai de encontro à
falta de técnicos na repintura e que permite
efetuar a pintura de componentes de carroçaria
com mais precisão, mais rápido e com mais
economia de material.
MOURAUTO
SERVIÇOS
A Mourauto aproveitou o certame para destacar
os seus serviços de instalação, verificação
e reparação de tacógrafos, numa altura em
que se aproxima a obrigatoriedade, a partir
de 1 de julho, da utilização de tacógrafos
inteligentes no transporte internacional de
veículos comerciais ligeiros. A empresa deu a
conhecer as soluções disponíveis para apoiar
os operadores nesta adaptação regulamentar,
sem deixar de apresentar a sua oferta habitual
de produtos e serviços direcionados para o
setor automóvel e dos transportes.
MOV SOLUÇÕES
EQUIPAMENTOS
A MOV Soluções colocou em evidência várias
novidades destinadas às oficinas, com destaque
para um elevador de baliza específico
para veículos elétricos, certificado segundo a
norma EN 1493. Segundo a empresa, trata-se
do primeiro equipamento do mercado capaz
de realizar descidas com precisão ao centímetro,
respondendo às exigências associadas
à manutenção de veículos eletrificados. Em
evidência estiveram também os serviços de
assistência técnica a máquinas e equipamentos,
uma das áreas de atividade da empresa, bem
como a nova linha de compressores de fabrico
próprio comercializada sob a marca MOV. O
stand deu ainda destaque à marca própria de
equipamentos de lubrificação LUBRITEK,
aos equipamentos hidráulicos MEGA, recentemente
integrados no portefólio, e a várias
soluções para oficina, incluindo carrinhos
de ferramentas convencionais e carrinhos
específicos para trabalhos em veículos elétricos
da Jonnesway.
NELSON TRIPA
PEÇAS
Com mais de 30 anos de experiência em
componentes e soluções para ar condicionado
automóvel, a Nelson Tripa é um histórico
dos salões de aftermarket em Portugal. Mais
uma vez marcou presença na Expomecânica
expondo uma parte da sua gama compressores,
condensadores, radiadores e ainda componentes
/ acessórios de reparação. O constante
aumento da oferta e de referências nesta área
do ar condicionado, permite à empresa ter
uma vasta oferta especializada nesta área.
NERTOR
PEÇAS
A Nertor apresentou novidades na área das
ferramentas e equipamentos profissionais
para oficinas. Entre os destaques estiveram
os novos jogos de vasos de impacto, disponíveis
em versões para jantes de liga leve e para
utilização intensiva em aplicações mecânicas
gerais, concebidos para garantir resistência,
facilidade de utilização e maior rapidez nas
operações. Apresentou ainda um novo gato
pneumático de 3 toneladas, desenvolvido para
elevação parcial de veículos em operações
de manutenção e reparação, equipado com
sistema de triplo fole para uma elevação rápida
e estável. A Nertor expôs também várias
ferramentas e equipamentos para oficina e
promoveu sessões de formação e demonstrações
práticas dirigidas aos profissionais do
setor. A participação coincidiu ainda com a
celebração do 40.º aniversário da empresa.
NIPOCAR
PEÇAS
A gama de veios de transmissão esteve entre os
principais destaques da Nipocar neste certame,
numa participação focada na apresentação
da evolução da oferta da empresa ao mercado.
Durante a feira, a empresa deu também
visibilidade à marca Nipokm na plataforma
TecDoc e à sua API de integração com os
sistemas dos clientes.
OLIPES
LUBRIFICANTES
A Olipes aproveitou a Expomecânica para
apresentar várias soluções de lubrificação direcionadas
para o setor automóvel, com destaque
para produtos desenvolvidos para responder
às exigências dos motores mais recentes e das
novas regras de emissões. Entre as novidades
esteve o novo Averoil 5W-30 FPW3, um lubrificante
sintético com tecnologia Low SAPS,
criado para motores diesel e gasolina do Grupo
Stellantis, incluindo os blocos 1.5 BlueHDi
e 1.2 PureTech. A empresa apresentou ainda
outros produtos da gama Averoil, incluindo
soluções para motores híbridos a gasolina e
para modelos recentes do Grupo Volkswagen.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 35
ORYX PARTS
PEÇAS DE MOTOR
Com uma oferta orientada para os setores automóvel,
industrial, agrícola e da construção,
a Oryx Parts aproveitou a Expomecânicapara
apresentar a sua gama de componentes para
motores. Entre os principais destaques estiveram
as cabeças de motor, um dos produtos
mais representativos da marca, integradas
numa gama com mais de 25 mil referências.
O portefólio inclui ainda árvores de cames,
bombas de óleo, bronzes, válvulas, guias de
válvulas, tuchos, martelos, cambotas e bielas
recondicionadas, jogos de juntas, kits de
distribuição, pistões, revestimentos e anéis.
No stand, a empresa apresentou também
soluções para motores de marcas como Deutz,
John Deere, Kubota, Yanmar, Perkins, FPT
Iveco, Cummins, Caterpillar, Komatsu, Isuzu,
Mitsubishi e Doosan, destacando a disponibilidade
de stock, o apoio técnico especializado
e a capacidade de resposta rápida aos seus
clientes.
PCC
EQUIPAMENTOS
Reconhecida por poder equipar uma oficina
de A a Z, a PCC apresentou várias soluções de
equipamento, mas o destaque foi para gama
própria da marca IWS. Nesta marca, destaque
para os elevadores, mesas de elevação e ainda
as máquinas de ar condicionado, equipamento
que foi recentemente lançado no mercado. O
modelo IWS-3000 destina-se a sistemas com
refrigerante R134a. O IWS-4000 foi desenvolvido
para o refrigerante HFO-1234yf. O
modelo IWS-Dual é compatível com ambos
os refrigerantes, R134a e HFO-1234yf. Já o
IWS-BusPro foi concebido para aplicação
em autocarros e veículos pesados. A empresa
colocou o foco em equipamentos pensados
para responder às exigências atuais do mercado,
combinando eficiência, fiabilidade e
uma relação qualidade/preço competitiva. A
participação da PCC contou também com
demonstrações práticas dos equipamentos.
PROXIRA
FERRAMENTAS
As marcas Beta, Facom e Milwaukee estiveram
em destaque no espaço da Proxira, numa
participação focada no contacto direto com
as oficinas. A empresa apostou sobretudo na
experiência e na interação com os visitantes,
permitindo conhecer de perto a diversidade
e qualidade da oferta disponível. Ao longo da
feira decorreram demonstrações, momentos
de partilha com especialistas e um desafio
prático dirigido aos mecânicos. Destaque para
as máquinas de ar condicionado. Também
para os produtos limpa travões, para o qual
foi dinamizado um passatempo, produto PRX
CAR; destaque também para as ferramentas
FACOM.
QUASAR
PEÇAS
A Quasar aproveitou o contacto direto com
os visitantes da feira para apresentar várias
soluções ligadas ao diagnóstico, reparação e
fornecimento de componentes para o aftermarket
automóvel. Entre os destaques estiveram
os alternadores, motores de arranque e a
aposta crescente da empresa no segmento dos
veículos híbridos, acompanhando a evolução
das necessidades do mercado. Decorreram
ainda reuniões e momentos de esclarecimento
técnico, num espaço onde a empresa deu
também visibilidade à experiência acumulada
ao longo de mais de três décadas de atividade.
RAF PORTUGAL
PEÇAS
Apesar da sua especialização serem as peças
para veículos pesados com a marca Evoparts,
a empresa que tem a sua sede e armazém em
Leiria, estava pela primeira vez neste salão
para dar a conhecer a sua cada vez maior
oferta de peças para os veículos comerciais
ligeiros. Para além de apostar neste tipo de
peças, a empresa quer também incrementar a
sua presença no norte de Portugal, procurando
por isso novos retalhistas.
RECALVI PARTS
PEÇAS
A Recalvi Parts fazia nesta feira a sua primeira
grande aparição pública em Portugal. A empresa
espanhola que recentemente adquiriu
a Bombóleo e a Trusauto (transformando os
aderentes em Recalvi Retail), apresentou todas
as soluções e marcas para o setor da reparação
automóvel, mas também os diversos conceitos
oficinais que dinamiza no mercado português,
sem esquecer o foco na área da formação técnica.
36 EXPOMECÂNICA
RECIFE
PEÇAS
A Recife marcou presença pela primeira vez
na Expomecânica 2026 para dar a conhecer
a sua atividade na área do abate de viaturas e
comercialização de peças usadas. A participação
teve como principal objetivo divulgar
os serviços da empresa junto dos profissionais
do aftermarket e destacar o papel da reutilização
de componentes na economia circular.
No stand, os visitantes puderam observar
uma amostra de um motor exatamente nas
condições em que é entregue ao cliente, demonstrando
os processos de preparação e
comercialização das peças provenientes de
veículos em fim de vida.
RUPES
REPINTURA
A nova linha de abrasivos (que foi a grande
novidade) e os equipamentos de polimento
e acabamento estiveram entre os principais
destaques da Rupes neste evento. A empresa
apresentou também várias ferramentas profissionais
para oficinas, incluindo aspiradores
e lixadeiras a bateria, numa participação
focada nas soluções que ajudam a aumentar
produtividade, qualidade e eficiência nos
processos de reparação automóvel. Neste
espaço, decorreram demonstrações técnicas
ao vivo e reuniões com clientes e parceiros.
RACTRONICOS
PEÇAS
A Ractronicos colocou em evidência várias
soluções de remanufatura direcionadas para o
aftermarket, respondendo à crescente procura
por alternativas de reparação mais económicas
e sustentáveis. Entre os destaques estiveram
soluções “plug & play” desenvolvidas para
reduzir tempos de reparação, incluindo unidades
ABS, sistemas de controlo de transmissão
DQ381 DSG7, carregadores de bordo Mahle
de 11 kW utilizados em modelos Stellantis e
serviços de remanufatura de painéis de instrumentos
digitais. A empresa apresentou ainda o
novo Catálogo de Remanufatura 2026, criado
como ferramenta de apoio ao diagnóstico em
oficina. Integrada no ACTRONICS Group, a
Ractronicos deu particular destaque ao alargamento
contínuo das referências destinadas
a veículos elétricos, uma das principais apostas
da empresa para acompanhar a evolução
tecnológica do parque automóvel.
RECAMBIOFACIL
PEÇAS
As mais recentes evoluções da plataforma
digital da Recambiofacil, desenvolvidas para
simplificar o trabalho diário das oficinas e dos
restantes operadores do aftermarket, estiveram
em destaque neste espaço. Entre os principais
destaques esteve o novo sistema de gestão
logística integrada, que permite pesquisar
peças e gerir todo o processo de transporte
de forma mais rápida e eficiente. Ao longo
da feira, os visitantes puderam conhecer a
plataforma, que reúne milhões de referências
e processa milhares de encomendas por mês,
bem como a crescente rede de profissionais
ligados ao sistema, incluindo casas de peças,
oficinas, centros de abate e concessionários.
A empresa apresentou ainda novas funcionalidades
de análise e gestão, entre as quais uma
ferramenta que permite aos utilizadores comparar
a sua posição de stock com a de outros
operadores da rede. Em destaque estiveram
também melhorias relacionadas com métricas
de negócio, devoluções, faturação, pagamentos
e vendas, além do serviço de apoio comercial
dedicado ao mercado português e das várias
demonstrações realizadas durante o certame.
RODRISYSTEM
EQUIPAMENTOS
Especialista na área da colisão automóvel,
a Rodrisystems marcou presença na
Expomecânica 2026 com um stand de grande
dimensão, onde apresentou várias soluções
e equipamentos destinados à reparação de
carroçarias. Entre os principais destaques
esteve o equipamento GYS Genius + PTI,
desenvolvido para responder às exigências
dos processos de reparação e calibração dos
veículos mais recentes. Ao longo do certame,
a empresa aproveitou o contacto direto
com oficinas e profissionais do setor para
demonstrar as capacidades das suas soluções
e dar a conhecer as mais recentes evoluções
tecnológicas na área da colisão.
SC CENTRALINAS
ELETRÓNICA
Especilista em eletrónica automóvel a SC
Centralinas levou à Expomecânia a sua oferta
de equipamentos que podiam ser testados no
local, com destaque para a AutoTuner (soluções
de reprogramação de unidades de controlo
eletrónico automóvel). Para além desta marca a
SC Centralinas tinha também em destaque os
equipamentos Xhorse, BFlash e ECU Service.
SERNESA
EQUIPAMENTOS
O renovado CEMB ARGOS Drive Thru e o
novo elevador EVO Kratos L da Cascos estiveram
entre os principais destaques da Sernesa
na Expomecânica. A empresa apresentou
várias soluções direcionadas para aumentar
a produtividade e eficiência das oficinas, incluindo
equipamentos de diagnóstico rápido
de alinhamento, elevadores, desmontadoras,
equilibradoras e soluções específicas para
o serviço de pneus. Decorreram também
demonstrações técnicas dos equipamentos e
reuniões com clientes, distribuidores e profissionais
do setor, permitindo aos visitantes conhecer
de perto o funcionamento das soluções
apresentadas. A participação serviu ainda para
mostrar serviços de aconselhamento técnico,
instalação, formação, assistência pós-venda e
fornecimento de consumíveis e peças.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 37
SCHAEFFLER
PEÇAS
Com uma presença habitual na Expomecânica há
mais de dez anos, a Schaeffler voltou a aproveitar o
certame para mostrar a evolução do seu portefólio
e das soluções que disponibiliza para a mobilidade
atual e futura. Entre os destaques estiveram as
soluções da Vitesco, recentemente integrada no
grupo, com especial enfoque nos sensores NOx,
injetores e produtos de eletromobilidade, a par de
componentes para chassis, transmissão, direção
elétrica e gestão térmica. O stand contou ainda
com várias demonstrações técnicas ao vivo dirigidas
a profissionais e estudantes, proporcionando
contacto direto com novas tecnologias aplicadas
aos veículos híbridos e elétricos. Em evidência
esteve também a plataforma RepExpert, que
reúne serviços de apoio técnico, formação e
informação destinados às oficinas.
SLEM
REPINTURA
A Sigma Line esteve no centro da participação
da Slem na Expomecânica 2026, onde a marca
apresentou uma solução integral pensada para
otimizar todas as fases do processo de pintura
automóvel. A gama inclui produtos direcionados
para preparação, aplicação e acabamento,
com foco na melhoria da produtividade, redução
dos tempos de trabalho e maior consistência
nos resultados em oficina. A empresa deu
também a conhecer várias novidades ligadas ao
setor da repintura auto e promoveu uma ação
dirigida aos visitantes do stand, com o sorteio
de uma pistola Slem de edição exclusiva.
a entrada nas áreas das caixas de velocidades
automáticas e de dupla embraiagem. Até
aqui mais focada em soluções manuais, a
empresa passou a disponibilizar uma oferta
mais abrangente, cobrindo diferentes tipos de
caixas e respetivas peças. A participação serviu
também para acompanhar as necessidades do
mercado, recolher feedback dos profissionais
e dar maior visibilidade à marca, num espaço
onde esteve ainda em exposição um carro de
competição patrocinado pela empresa.
SUMAX
PEÇAS
A Expomecânica 2026 marcou a presença
da Sumax como parte de uma estratégia de
aposta no mercado ibérico, considerado pelos
seus responsáveis como fundamental para o
crescimento. Durante o evento, destacou o
kit de corrente de distribuição e respetivos
componentes, desenvolvidos com materiais de
elevada qualidade e recurso a tecnologias recentes.
A participação visou ainda dar a conhecer
a oferta da marca a distribuidores interessados
em integrar estes produtos nas suas gamas.
TELEPEÇAS
SOFTWARE
A Telepeças aproveitou a Expomecânica para
apresentar três novas soluções tecnológicas
assentes em inteligência artificial, direcionadas
para centros de abate e profissionais do aftermarket.
Entre os destaques esteve a nova versão
do TP Software, totalmente redesenhada, que
permite gerir stocks, automatizar processos de
desmantelamento e catalogação de peças, analisar
preços de mercado e integrar a operação com
os principais marketplaces do setor. A empresa
apresentou também a nova loja online Telepeças,
equipada com funcionalidades de inteligência
artificial, incluindo um assistente virtual denominado
Dr. Peças, interligado com o portal
de anúncios da empresa. A participação ficou
ainda marcada pelo lançamento do GreenParts,
uma nova plataforma baseada em agentes e
ferramentas de IA capaz de identificar peças
através de fotografias, analisar preços, otimizar
imagens e criar anúncios automáticos, entre
outras funcionalidades destinadas a aumentar
a eficiência e a rentabilidade da atividade.
TIPS4Y
SOFTWARE
A Tips4y apresentou várias evoluções das suas
soluções digitais, numa participação focada
na melhoria da eficiência operacional e da
experiência de utilização no aftermarket. Entre
os destaques estiveram ferramentas como a
pesquisa por matrícula com elevada taxa de
acerto, o sistema de gestão de pedidos com
integração via WhatsApp e várias soluções de
informação técnica e apoio especializado. A
empresa deu também a conhecer novas funcionalidades
destinadas a reforçar a ligação
entre matrícula, veículo e peça, aumentando
a precisão da informação e reduzindo erros no
processo de identificação. Ao longo da feira
decorreram demonstrações práticas, momentos
de networking e partilha de experiências reais
de utilização com profissionais do setor.
SPARKES
PEÇAS
A Sparkes demonstrou aos vistantes a evolução
da empresa no aftermarket, com destaque para
TIRESUR
PNEUS
A marca GITI esteve no centro da participação
da Tiresur na Expomecânica 2026, numa
aposta direcionada para dar maior visibilidade
à gama de pneus e aos futuros lançamentos da
marca. Durante a feira, a empresa aproveitou
o contacto direto com o mercado para apresentar
o portefólio e acompanhar de perto as
necessidades dos profissionais do setor.
38 EXPOMECÂNICA
TOTAL CENTRALINAS
ELETRÓNICA
Na terceira participação consecutiva da Total
Centralinas na Expomecânica, a empresa
destacou os serviços de reparação de eletrónica
automóvel e várias soluções da Alientech,
numa presença orientada para acompanhar
as necessidades do mercado, consolidar relações
comerciais e criar novas oportunidades
de negócio. O programa incluiu ainda uma
palestra com um formador oficial da Alientech,
dedicada à partilha de conhecimento técnico
com os visitantes do salão.
VENDEIRO
LUBRIFICANTES
A linha de lubrificantes Orlen Oil esteve
em destaque no espaço da Vendeiro, numa
participação focada no crescimento da marca
no mercado ibérico e no contacto direto com
os profissionais do aftermarket automóvel. Ao
longo da feira, a empresa promoveu várias
ações de esclarecimento técnico, apresentações
e formações dirigidas ao público profissional.
A presença contou ainda com uma equipa
comercial disponível para reuniões e ações
técnicas junto de clientes e parceiros.
AUTOZITÂNIA ASSINALA 40 ANOS NA EXPOMECÂNICA
A Autozitânia comemorou os seus 40 anos de
atividade durante a Expomecânica, num evento
que reuniu clientes, fornecedores, parceiros
e representantes da imprensa. A iniciativa
juntou mais de 300 convidados e serviu para
assinalar uma data particularmente relevante
na história de uma das empresas de referência
do aftermarket em Portugal.
Fundada em 1986, a Autozitânia construiu, ao
longo de quatro décadas, um percurso marcado
pelo crescimento sustentado, pela proximidade
ao mercado e pela capacidade de adaptação
às constantes mudanças do setor automóvel.
De uma empresa focada na importação e distribuição
de peças para veículos automóveis,
evoluiu para uma estrutura com presença
consolidada no mercado nacional e reconhecida
pelo seu papel junto de oficinas, retalhistas e
profissionais do pós-venda.
A celebração realizada no âmbito da
Expomecânica teve um caráter institucional,
mas também emotivo, permitindo recordar os
principais momentos da evolução da empresa e
valorizar o contributo das equipas que, ao longo
dos anos, ajudaram a construir a sua posição
no setor. Durante o encontro, profissionais de
várias áreas da Autozitânia, nomeadamente
vendas, marketing e recursos humanos, par-
tilharam testemunhos e perspetivas sobre
o caminho percorrido e os desafios que se
colocam para o futuro.
Ao longo da sua história, a Autozitânia tem
apostado numa proposta de valor assente na
qualidade do portefólio, na eficiência logística e
na capacidade de resposta às necessidades dos
seus clientes. Mais do que a disponibilização
de peças, a empresa tem procurado afirmar-se
como um parceiro de negócio, apoiando os
profissionais do setor com serviço, aconselhamento,
disponibilidade e soluções adequadas
a um parque automóvel cada vez mais diversificado
e exigente.
Atualmente integrada no universo Autozitânia
& Bragalis e ligada ao Grupo AD Parts em
Portugal, a empresa chega a este marco com
uma presença reforçada e com uma estratégia
orientada para o futuro. A comemoração
dos 40 anos representa, assim, não apenas a
celebração de uma trajetória empresarial, mas
também o reconhecimento do contributo da
Autozitânia para a evolução e profissionalização
do aftermarket em Portugal.
O evento terminou com um jantar comemorativo,
num ambiente de proximidade e partilha,
reforçando a ligação da empresa aos seus
clientes, parceiros e colaboradores.
VT BATTERIES
BATERIAS
A entrada da VT Batteries no mercado português
marcou a participação da empresa na
Expomecânica, numa presença que serviu
também para apresentar oficialmente o projeto
à imprensa. A empresa deu a conhecer o
seu portefólio de baterias, que inclui marcas
como Fulmen, FIAMM e Exide, assumindo
a intenção de continuar a alargar a oferta disponível
em Portugal. Entre os destaques esteve
ainda a criação de um armazém nacional com
capacidade para entre 60 e 70 mil baterias,
como forma de promover a capacidade logística
e a proximidade ao mercado português.
A empresa pretende assegurar um serviço
rápido e adaptado às necessidades dos clientes,
apoiado por uma equipa comercial e logística
dedicada. Com a ambição de se afirmar como
uma referência no mercado nacional, a VT
Batteries tem como objetivo atingir as 100 mil
baterias comercializadas ainda este ano. Além
dos produtos, a empresa destacou também
a aposta num serviço completo de apoio ao
cliente, assente na proximidade, assistência
técnica e capacidade de resposta ao mercado.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 39
Produtos Líderes
e Soluções de Serviço
Inteligentes
delphiautoparts.com
40
FÓRUM
“PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”, FÓRUM ACAP / DPAI
Oficinas vão ter que se
adaptar... depressa
No âmbito da Expomecânica, a ACAP / DPAI realizou o seu terceiro Fórum, nesta edição subordinado ao tema
“Para Quem Move o Aftermarket”. Enfrentar a mudança sem receios e encarar os desafios como oportunidades
foi uma das muitas mensagens deste evento.
Cerca de 500 inscritos marcaram
presença no Fórum ACAP
/ DPAI, num evento que integrou
dois distintos painéis, que
incluiu intervenções centradas
em temas como oportunidades, tecnologia,
rentabilidade, liderança, talento,
competências e novas gerações.
No discurso de abertura do Fórum
ACAP / DPAI, o Presidente Joaquim
Candeias começou por fazer a pergunta
se “existe espaço para fazer melhor no
aftermarket?”. Depois desta pergunta
retórica, que acaba por moldar toda a
sua intervenção neste Fórum, começou
por destacar o percurso de crescimento
e profissionalização do aftermarket em
Portugal, referindo que o setor conta hoje
com profissionais cada vez mais preparados,
com maior capacidade, visão estratégica
e vontade de evoluir.
Mais do que celebrar o bom momento
que o setor atravessa, o presidente da
ACAP/DPAI defendeu que o fórum deveria
servir para retirar os profissionais da
sua zona de conforto. Para Joaquim Candeias,
a evolução faz-se através da abertura
à mudança, da capacidade de aprender
e da ambição de fazer melhor.
“Podemos ser mais sustentáveis? Podemos
ser mais eficientes? Evidentemente
que sim”, afirmou, defendendo que o
aftermarket deve encarar as transformações
em curso como oportunidades de
crescimento. Na sua perspetiva, o futuro
do setor não é “cinzento”, mas sim “brilhante
e dinâmico”, desde que construído
com união, paixão e visão de futuro.
Joaquim Candeias reforçou ainda que o
aftermarket ocupa hoje um lugar central
na mobilidade, numa altura em que o
setor automóvel vive uma das maiores
transformações do último século. Na sua
opinião, os profissionais do pós-venda
independente são o garante da liberdade
de movimento de milhões de pessoas,
assegurando a manutenção, reparação e
continuidade da circulação dos veículos.
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WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 41
#WEDRIVEEU
Durante a intervenção, o presidente da
ACAP/DPAI apresentou também a campanha
europeia #WeDriveEU, uma iniciativa
de visibilidade para o aftermarket que será
lançada no início de junho e que envolve
uma coligação de federações internacionais,
incluindo a FIGIEFA. A campanha pretende
reforçar, junto das instituições europeias e dos
decisores políticos, o papel essencial do setor
aftermarket na economia, na mobilidade, na
sustentabilidade e na autonomia da Europa.
A campanha europeia #WeDriveEU terá
como destinatários principais os decisores das
instituições comunitárias, incluindo comissários
europeus, altos funcionários, membros
do Parlamento Europeu, próximas presidências
do Conselho da União Europeia, representações
permanentes e governos nacionais.
A ACAP, garantiu Joaquim Candeias, estará
envolvida neste processo, defendendo junto
do Governo português os interesses do setor.
Segundo o mesmo responsável, o aftermarket
europeu representa cerca de 236 mil milhões
de euros de faturação e garante aproximadamente
3,2 milhões de postos de trabalho,
números que demonstram o peso económico
e social deste ecossistema. Para além disso, o
setor desempenha um papel determinante na
sustentabilidade, ao prolongar a vida útil dos
veículos, assegurar a disponibilidade de peças
e contribuir para uma lógica de circularidade
e reaproveitamento.
O presidente da ACAP/DPAI destacou ainda
a resiliência do aftermarket, capaz de garantir
uma oferta abrangente para um parque automóvel
muito diversificado, com soluções
rápidas e acessíveis para milhares de modelos
em circulação. Esta capacidade, defendeu, é
essencial para manter a mobilidade das pessoas
e das empresas, em particular num país
onde a maioria das deslocações continua a ser
feita por via rodoviária.
Joaquim Candeias lembrou também que a
escolha independente no pós-venda permite
manter os custos de reparação em valores
justos, tornando a mobilidade mais acessível
a milhões de pessoas. Sem essa oferta diversificada,
flexível e competitiva, muitos automobilistas
teriam maiores dificuldades em
manter os seus veículos em circulação.
Na conclusão da sua intervenção, o presidente
da ACAP/DPAI apelou à ambição, à união
e à capacidade de trabalho dos profissionais
do aftermarket. Apesar do momento positivo,
considerou essencial continuar a evoluir, ganhar
notoriedade e afirmar o setor como uma
área de referência, respeitada pela sua qualidade,
relevância económica e contributo para
a mobilidade.
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42 ATUALIDADE
O NOVO PÓS-VENDA
No Painel “O Novo Pós-Venda – Oportunidades,
Tecnologia e Rentabilidade”, Inês
Alves da Auto Reparadora Vale de Milhaços
contou a história de resiliência desta oficina
como exemplo (de sucesso). Na sua apresentação
ficou evidente que a gestão oficinal é
muito importante para que a oficina seja gerida
como empresa que é, obtendo-se a partir
dessa gestão ganhos de escala muito importantes
para a oficina se tornar rentável.
A transformação do aftermarket automóvel,
a digitalização dos processos e a importância
crescente da formação estiveram em destaque
neste painel que reuniu representantes
de diferentes áreas do setor, desde oficinas
independentes até grandes operadores de
distribuição (de pneus e peças de pesados).
Entre os principais temas debatidos esteve
a necessidade de adaptação das empresas às
novas exigências do mercado, num contexto
marcado pela eletrificação, pela conectividade
e pela crescente sofisticação tecnológica
dos veículos. Os participantes defenderam
que a rentabilidade das oficinas depende
cada vez mais da capacidade de investir em
formação técnica, otimização de processos
e qualidade do serviço prestado ao cliente.
David Brito, da Auto Brito, destacou a importância
de uma receção eficiente e de uma
comunicação clara com o cliente, enquanto
Inês Alves sublinhou o valor das certificações,
da diferenciação no mercado e do investimento
contínuo na capacitação técnica
das equipas.
Já Luís Aniceto, da S. José Pneus, partilhou
a evolução da empresa ao longo de seis décadas,
defendendo que a abertura à mudança,
a profissionalização e a digitalização foram
fundamentais para transformar uma pequena
empresa familiar numa referência ibérica
do setor.
No segmento dos pesados, Joel Lebre, da
Motorbus, destacou a importância da disponibilidade
de stock e da eficiência logística,
sublinhando que um veículo parado representa
perdas elevadas para os transportadores.
O responsável revelou que a aposta no
reforço de stocks durante a pandemia permitiu
à empresa ganhar vantagem competitiva
e responder às necessidades do mercado.
Apesar das diferentes áreas representadas,
houve uma ideia transversal entre todos os
participantes: o futuro do setor passa inevitavelmente
pela formação contínua, pela
digitalização e pela capacidade das empresas
saírem da sua zona de conforto para se
adaptarem a um mercado em rápida transformação.
LIDERAR O FUTURO
O segundo painel “Liderar o Futuro – Talento,
Competências e Novas Gerações”,
que teve como membros António Esteves
(NEEM FEUP), José Pedro (Car Academy),
Luís Miranda Torres (Instituto Superior de
Engenharia do Porto) e Manuel Mota (Católica
Porto Business School / AB Consultoria).
A integração dos jovens profissionais foi
apontada como um desafio ainda por resolver.
Embora existam empresas abertas a
acolher novas gerações e a transmitir conhecimento,
continua a haver algum preconceito
relativamente a quem está no início do
percurso. A aproximação entre estudantes e
mercado de trabalho deve, por isso, acontecer
mais cedo e de forma estruturada, permitindo
aos jovens conhecer melhor as várias
áreas profissionais antes de fazerem escolhas
definitivas.
Foi também defendido o reforço do ensino
profissional e dos cursos técnicos, capazes de
proporcionar uma experiência mais próxima
da realidade das empresas e de preparar melhor
os futuros profissionais para as exigências
do setor.
No aftermarket, a questão central passa
pela capacidade das empresas se adaptarem
a novos veículos, novas tecnologias e novos
clientes. Apesar de Portugal manter um parque
automóvel envelhecido, a eletrificação já
é uma realidade visível nas estradas e, mais
cedo ou mais tarde, chegará às oficinas. Esperar
que o mercado se ajuste ao modelo tradicional
de negócio foi considerado um erro.
São as empresas que têm de se adaptar à tecnologia,
ao consumidor e ao novo contexto
competitivo.
Neste cenário, programas como o Aftermarket
360 surgem como ferramentas importantes
para apoiar empresários e gestores na passagem
de uma gestão operacional para uma
gestão mais estratégica, rentável e preparada
para o futuro. As áreas da formação digital,
gestão financeira, rentabilidade e recursos
humanos foram apontadas como prioritárias.
A escassez de profissionais qualificados
exige novas respostas, desde academias de
formação a soluções adaptadas a pequenos
operadores.
Estando o aftermarket num momento decisivo,
quem investir em formação, digitalização,
gestão e mudança de mentalidade estará
melhor preparado para competir, atrair talento
e responder às exigências do futuro.
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44
ATUALIDADE
OVOKO
Peças usadas
além-fronteiras
A Ovoko opera uma plataforma digital que agrega milhões de peças usadas,
suportada por um sistema logístico próprio.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
Ovoko foi fundada em
2016, na Lituânia, por um
empresário de outro ramo
de atividade, que apostou
no potencial da digitalização
no desmantelamento de veículos. “Hoje,
somos mais de 300 pessoas na equipa
Ovoko e somos um intermediário no
comércio de peças usadas provenientes
de 17 países, da Finlândia a Portugal”,
explicou à PÓS-VENDA Kestutis Bruzgis,
Head of Business Development
na Ovoko. “Atualmente, a plataforma
funciona como um marketplace robusto
que reúne ofertas de fornecedores profissionais,
permitindo pesquisas precisas e
comparação de preços. Na plataforma, é
possível comparar preços e ver fotografias
reais de peças de diversos centros de abate
europeus”. O responsável adianta que,
atualmente, a Lituânia continua a ser o
mercado mais forte em termos de stock,
mas a empresa tem expandido agressivamente
a sua atividade na Europa Oci-
Kestutis Bruzgis
Head of Business Development na Ovoko
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WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 45
OPERAÇÃO LOGÍSTICA
De acordo com Kestutis Bruzgis, um dos maiores
trunfos da Ovoko perante a concorrência é a sua
capacidade de gerir toda a complexidade logística,
simplificando a vida dos desmanteladores. “A
gestão de toda a cadeia logística é um dos maiores
diferenciadores entre a Ovoko e outras plataformas.
Se uma empresa portuguesa quiser vender
para a Finlândia, do sul para o norte da Europa,
a Ovoko organiza toda a componente logística
e define custos. Na Ovoko, compreendemos o
processo de A a Z, desde o software usado pelo
vendedor ao tipo de informação reunida, até ao
processo de devolução, se necessário.” A Ovoko
possui uma política de 14 dias, em que garante o
reembolso total do item e do custo de entrega
para o comprador. O responsável lembra ainda que
gerir um inventário de milhões de itens exige uma
logística altamente especializada, capaz de lidar
com a enorme disparidade física entre os compo-
nentes automóveis. “O sistema logístico da Ovoko
foi desenhado para eliminar a confusão que os
vendedores enfrentam ao tentar enviar peças com
dimensões drasticamente diferentes. As categorias
de peças são muito diferentes. Entre enviar um
para-choques ou uma peça de pequenas dimensões,
as necessidades logísticas são completamente
diferentes.” Para resolver este desafio, a Ovoko
pré-define os preços e seleciona as transportadoras
adequadas para cada categoria, permitindo que,
ao carregar num único botão, o vendedor receba
uma etiqueta de envio já preparada, com preços
e transportadores definidos pela plataforma. “Esta
padronização transforma um processo que seria
um pesadelo logístico para um pequeno centro de
abate, numa operação de e-commerce simples, e
garante que mesmo as peças mais volumosas possam
atravessar a Europa com custos controlados
e acompanhamento em tempo real.”
dental, com Espanha a assumir-se como um
dos maiores consolidadores de suporte desta
plataforma. “Enquanto mercados como o da
Suécia já digitalizam o setor há 20 a 25 anos, a
tendência geral de digitalização na Europa começou
a ganhar força há cerca de 10 anos. Em
Espanha, de um universo de 1000 desmanteladores,
entre 500 e 600 já estão em processo de
digitalização, muitos deles integrados na rede
da Ovoko. Além disso, mercados como o da
Polónia desempenham um papel fundamental
na robustez do catálogo, contribuindo para
que a plataforma consiga oferecer hoje mais de
40 milhões de peças provenientes de desmanteladores
de 17 países. Esta diversidade permite
que compradores de toda a Europa, incluindo
Portugal, acedam a componentes que seriam
difíceis de localizar apenas nos seus mercados
nacionais”, indica Kestutis Bruzgis. “Estima-
-se que apenas 10% a 20% de todas as peças
usadas na Europa estejam digitalizadas, o que
revela um enorme potencial de crescimento.”
46 ATUALIDADE
SUSTENTABILIDADE
PORTUGAL
“Em Portugal, a procura por peças usadas
é duas vezes superior à oferta disponível no
país, o que justifica a necessidade de importar
peças de outros países”, afirma o responsável,
acrescentando que “Portugal tem demonstrado
um crescimento impressionante,
com o volume de vendas a duplicar anualmente.
No entanto, o perfil do comprador
português distingue-se do resto da Europa
pela forte componente profissional. Curiosamente,
dois terços do volume de vendas
em Portugal são para compradores B2B, enquanto,
na Europa, em geral, temos uma divisão
de 50-50 entre profissionais e particulares.
Atualmente, vendemos cerca de 70 mil
peças por ano em Portugal”. Apesar do crescimento
acentuado, Kestutis Bruzgis explica
que a digitalização do setor em Portugal ainda
está numa fase inicial quando comparada
com o norte da Europa. “Portugal apresenta
um cenário mais próximo do italiano, onde o
movimento começou a ganhar força há cerca
de uma década. No entanto, com cerca de
2 milhões de peças digitais disponíveis no
mercado português, os números são considerados
muito positivos para a dimensão do
país, demonstrando que os centros de abate
nacionais estão a adotar rapidamente estas
Operação europeia
⇨ A plataforma liga mais de 40 milhões de
peças provenientes de desmanteladores de
17 países europeus;
⇨ Nos últimos 12 meses, a Ovoko vendeu
mais de 3 milhões de peças em toda a
Europa;
⇨ Atualmente, a maioria dos processos
no sistema e ambiente da Ovoko são automáticos.
Portugal
⇨ A Ovoko vende cerca de 70 mil peças
por ano em solo português;
⇨ O volume de vendas está a crescer mais
de duas vezes por ano;
⇨ Dois terços do volume de vendas destinam-se
a compradores B2B;
⇨ Existem cerca de 1,2 milhões de peças
listadas no mercado português através da
plataforma.
novas ferramentas.” A estratégia da Ovoko
para consolidar a sua presença em Portugal
passa também pela colaboração com parceiros
locais e pela presença física em eventos do
setor. A empresa já estabeleceu parcerias com
fornecedores de software nacionais, como a
Atena, para integrar melhor os inventários
dos desmanteladores portugueses. Além
disso, a marca tem apostado na proximidade
com os profissionais nacionais através da
participação em feiras de referência, como a
Expomecânica, no Porto, onde interagem diretamente
com centros de abate locais e oficinas.
“Esse contacto direto permite ajustar
as ferramentas da plataforma às necessidades
específicas dos profissionais portugueses”,
afirma o responsável, que acrescenta que a
elevada procura de peças usadas em Portugal
é impulsionada por uma frota automóvel
com uma média de idade entre os 13 e 14
anos, o que gera uma necessidade constante
de componentes para veículos já difíceis de
encontrar no mercado de peças novas.
DIRETIVA ELV
Kestutis Bruzgis refere que o crescimento da
Ovoko está profundamente alinhado com as
mudanças legislativas que se aproximam da
União Europeia, nomeadamente a nova diretiva
ELV, Veículos em Fim de Vida. “Esta
regulação irá obrigar todos os estados-membros
a aumentar significativamente a reutilização
de componentes, seguindo o exemplo
pioneiro da França, onde já existem leis que
obrigam as oficinas a oferecer ao consumidor
uma escolha entre peças novas e usadas. Este
movimento não só valida a missão de sustentabilidade
da Ovoko, como também empurra
o mercado para uma profissionalização
definitiva, onde os desmanteladores deixam
de ser simples parques de sucata para se tornarem
fornecedores tecnológicos essenciais
na cadeia de reparação automóvel. A Ovoko
posiciona-se, assim, como a infraestrutura
que permite às oficinas cumprirem estas
futuras obrigações legais de forma simples e
eficiente.”
B2B
Ao contrário de outras soluções de e-commerce,
que permitem a venda entre particulares,
a Ovoko mantém uma política rigorosa
de aceitar apenas vendedores profissionais e
Kestutis Bruzgis indica que, para a Ovoko,
a venda de peças usadas não é apenas
um negócio, mas uma missão ambiental.
A empresa acredita que a digitalização é a
chave para evitar a produção desnecessária
de componentes novos e reduzir a pegada
de carbono do setor automóvel. “A reutilização
é o futuro. Temos vindo a criar toda a
infraestrutura necessária para permitir que
estas peças tenham sempre que possível
uma segunda vida. Nos últimos 12 meses,
vendemos mais de 3 milhões de peças na
Europa. Isso elimina a necessidade de produzir
peças novas, ou seja, cortamos toda
a cadeia de emissões de CO2.”
empresas certificadas no seu market-place.
“Não existe uma versão C2C deste market-
-place, e as peças provêm de centros de abate
oficiais, assim como de vendedores profissionais,
empresas que trabalham na venda de
peças, que cumprem requisitos legais e de inventário.
Para manter este padrão elevado, a
Ovoko utiliza um sistema de monitorização
de Top-Sellers, onde analisa constantemente
dados de desempenho. Se um vendedor
começa a apresentar taxas de cancelamento
ou de retorno acima do esperado, a equipa
intervém para o apoiar na identificação e correção
de problemas nos seus processos internos,
para assegurar que a confiança do cliente
não seja comprometida por falhas operacionais
de parceiros individuais”, adianta Kestutis
Bruzgis.
AUTOMATIZAÇÃO DE PROCESSOS
Para facilitar as trocas entre os mais de 25
países europeus onde a plataforma opera, a
Ovoko investiu fortemente na automação.
“Atualmente, a maioria dos processos no
sistema são automáticos, o que dispensa a
necessidade de interação humana constante
entre comprador e vendedor. Para superar o
desafio dos diferentes idiomas, introduzimos
ferramentas de tradução automática que permitem
que uma oficina em Portugal comunique
de forma fluida com um desmantelador
na Finlândia ou na Lituânia.”
FUTURO
Quanto ao futuro da plataforma, Kestutis
Bruzgis, indicou que a Ovoko irá ter novas
implementações a curto prazo. “O nosso objetivo
é conectar todos os desmanteladores
europeus à Ovoko. Queremos que qualquer
comprador na Europa encontre a peça que
procura. Estamos a procurar novas soluções,
como garantias, para dar ao cliente mais informação
e confiança, para que tome uma
decisão bem informada. Acreditamos que as
leis, como as que já existem em França, vão
expandir-se rapidamente pela Europa.”
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 47
48 ATUALIDADE
AUMOVIO
“Com a Aumovio, o portfólio
de produtos foi rebatizado,
não reduzido”
A Aumovio nasceu da cisão da divisão Automotive do Grupo Continental, tornando-se uma empresa independente, com um
portfólio para o aftermarket centrado nas marcas VDO e ATE.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Com a conclusão do spin-off e a entrada
em bolsa, a Aumovio passou
a operar como empresa independente,
dando continuidade à experiência,
dimensão e capacidade
tecnológica da antiga divisão Automotive
da Continental. No aftermarket, a empresa
simplificou o seu posicionamento, concentrando
a oferta na marca VDO, para a
área da eletrónica e mecatrónica, e na ATE,
dedicada aos sistemas de travagem. Em
entrevista à PÓS-VENDA, Enno Straten,
Diretor-Geral do Aftermarket da Aumovio,
explica o enquadramento desta mudança e
o seu impacto para clientes, distribuidores
e oficinas.
A criação da Aumovio resulta do spin-off
da divisão Automotive da Continental.
Em termos práticos, o que mudou para os
clientes do aftermarket?
Para os clientes do aftermarket, a principal
mudança está relacionada com a marca, não
com o produto. O anterior portefólio de
Enno Straten
Diretor-Geral do Aftermarket da Aumovio
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 49
peças sobresselentes Continental Automotive
para eletrónica e mecatrónica está agora a
ser comercializado inteiramente sob a marca
VDO, na sequência do spin-off da Aumovio.
A transição é gradual e inclui alterações como
a embalagem dos produtos, desde dezembro
de 2025. Importa salientar que os produtos,
a qualidade e a disponibilidade permanecem
inalterados.
Por que razão decidiram deixar de utilizar a
marca Continental no aftermarket e focar-
-se nas marcas ATE e VDO?
Na sequência do spin-off, a Aumovio reorganizou
o seu portfólio aftermarket em torno de
marcas fortes e especializadas, alinhadas com as
respetivas competências. A VDO assume o papel
de referência nas áreas de eletrónica e mecatrónica,
suportada pela sua qualidade OEM,
know-how tecnológico e capacidade de serviço,
enquanto a ATE se mantém como a marca
premium dedicada aos sistemas de travagem.
Ambas as marcas transitam para esta nova fase
sem alterações de posicionamento, sendo a distribuição
de produtos definida de acordo com
o domínio tecnológico: a ATE concentra-se
nos sistemas de travagem e a VDO abrange
áreas como sistemas de combustível, sensores,
unidades de controlo do motor, baterias, turbocompressores
e soluções ADAS.
Cada marca
está a ser
consistentemente
especializada de
acordo com as
suas competências
principais, enquanto
o portfólio global
de aftermarket
continua a crescer”
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50 ATUALIDADE
Esta transição levou à eliminação ou
reorganização de linhas de produto existentes?
Não. A transição não levou à eliminação de
linhas de produto existentes. A mudança de
marca não afetou os produtos existentes ou
futuros nem a sua elevada qualidade. Com a
Aumovio, o portfólio de produtos foi rebatizado,
não reduzido.
Que impacto prático tem esta nova estrutura
de marcas para as oficinas e distribuidores?
As oficinas e os distribuidores beneficiam de
um posicionamento claro das marcas, com a
ATE para travões e a VDO para eletrónica e
mecatrónica. Passam também a ter acesso a
serviços agregados prestados conjuntamente
pela ATE e pela VDO, incluindo linhas de
apoio técnico, programas de formação certificados,
formação online e programas de fidelização
e parceria. O foco está num apoio
prático e orientado para o futuro. Muitas
oficinas tinham-nos pedido, antes do rebranding,
para trazermos de volta ambas
as marcas. Ao longo do tempo, sempre tiveram
uma imagem de marca forte e foram
altamente confiáveis. Os nossos produtos
permanecem inalterados. A continuidade
da confiança é assegurada pela manutenção
dos produtos e da qualidade, pela valorização
dos quase 100 anos de herança da marca
VDO e pelo destaque à qualidade OEM,
segurança e competência de serviço. A transição
foi posicionada como o regresso da
VDO e da confiança e elevada consideração
de que sempre beneficiou. No caso do apoio
técnico, está a ser reforçado através de uma
A continuidade
da confiança é
assegurada pela
manutenção dos
produtos e da
qualidade
A VDO irá continuar
a expandir o seu
portefólio, em
particular com
sensores e
câmaras ADAS
estrutura de serviços partilhada entre a ATE
e a VDO, incluindo uma linha de apoio técnico,
programas de formação abrangentes e
certificados para oficinas, bem como formação
online adicional e conceitos de parceria.
A médio prazo, a vossa estratégia passa
por expandir a gama de produtos da ATE
e da VDO ou por especializar ainda mais
cada marca?
A estratégia envolve tanto expansão como especialização.
A VDO irá continuar a expandir
o seu portefólio, em particular com sensores
e câmaras ADAS, ao mesmo tempo que reforça
todos os grupos de produtos existentes.
A ATE mantém o foco nos sistemas de travagem.
Cada marca está a ser consistentemente
especializada de acordo com as suas competências
principais, enquanto o portfólio global
de aftermarket continua a crescer.
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52 ATUALIDADE
VERA – INTELLIGENCE THAT DRIVES YOUR BUSINESS
Analisar dados para
gerir melhor
A VERA, empresa especializada em soluçõesde Business Intelligence, integra dados de múltiplas fontes,
eliminando a dispersão de informação e permitindo decisões baseadas em dados concretos e fiáveis.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
VERA Intelligence for Business
é uma empresa especializada em
soluções de Business Intelligence
de alta performance, integrada
na holding Base Capital, que
detém um portfólio de empresas ligadas ao
setor automóvel. A sua atividade não passa
pelo desenvolvimento de software operacional,
mas pela análise e reporting de dados,
centralizando informação de várias fontes,
como DMS, CRM, ERP ou Excel, num
Data Warehouse. Ana Monteiro, Responsável
Comercial para Portugal, explica que
a solução se destina a concessionários, redes
oficinais, retalho de usados, grossistas de peças
ou empresas de Rent-a-Car e está focada
em organizações que necessitam de uma visão
integrada para melhorar a performance
e a rentabilidade. “Mais do que tecnologia,
a VERA entrega conhecimento de negócio,
da área comercial aos recursos humanos.
Integrada na holding Base, que gere marcas
como C. Santos VP, Europeças, Aston Martin
e Maserati, a equipa possui décadas de
experiência no setor. Nasceu de uma necessidade
do grupo, com um DMS complexo
e pouco flexível na extração da informação,
a qual se juntos outros dados dispersos,
oriundos de outras de fontes de informação,
sem possibilidade de a cruzar entre áreas
como vendas, peças e após-venda, clientes,
cobranças, RH, indicadores financeiros.
Esta origem dá à VERA uma compreensão
abrangente de todas as etapas do negócio
Ana Monteiro
Responsável Comercial - Portugal
automóvel. Ao contrário de um consultor
de TI ou mesmo BI genérico, a VERA tem
como vantagem competitiva, conhecemos a
operação e os desafios específicos do setor”.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 53
DATA WAREHOUSE
O core da proposta de valor da VERA é a
criação de um Data Warehouse, com a recolha
e organização de informação de várias
fontes, como DMS, ERPs, CRMs, Excel ou
APIs de outra aplicações. Ana Monteiro explica
a distinção fundamental entre a VERA
e um software operacional: “Na VERA não
temos um software operacional, desenvolvemos
soluções de extração, transformação e
análise de dados. Vamos à fonte, organizamos
a informação de forma estruturada e correlacionada,
e depois aplicamos as regras de negócio
do cliente para dar informação relevante
quase em tempo real. Atrás de um dashboard
há muita coisa. Existem cubos de informação
que agregam grandes quantidades de dados
e permitem uma análise diferente através de
CASTROL_TRAVOCAR_REN_REC_210x130mm_PT AAFF.pdf 1 14/4/25 17:58
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tabelas dinâmicas. O trabalho da VERA não
é apenas criar gráficos, mas construir uma
estrutura de dados robusta que suporta a
análise”. Ana Monteiro indica que a análise
de dados integrada das soluções desenvolvidas
pela VERA permite identificar falhas de
processo que passam despercebidas na gestão
diária. “Muitas vezes há mais a ganhar com o
negócio que já existe. Por vezes, as empresas
querem mais clientes, querem vender, mas,
por vezes, a alteração de um pequeno processo
no dia-a-dia vai trazer grandes diferenças.
Ajudamos as empresas a identificar onde
estão as oportunidades de melhoria. Ajudamos
as equipas a analisar processos, valores e
tendências. Há um grande potencial dentro
das organizações que muitas ainda não exploram”,
indica Ana Monteiro.
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54 ATUALIDADE
PÚBLICO-ALVO
As soluções são desenvolvidas para empresas
com volume de dados que justifique
a automação:
⇨ Concessionários e grandes grupos: Para
integrar vendas, peças e oficina;
⇨ Redes oficinais e oficinas de grande dimensão:
Para gerir múltiplas localizações,
rentabilidade de serviços e produtividade
dos colaboradores;
⇨ Grossistas e distribuidores de peças: Que
necessitam de gerir stocks e fluxos financeiros
complexos;
⇨ Retalhistas de usados: otimizar tempos
de stock e acompanhar margens por viatura;
⇨ Empresas de Rent-a-Car: Pela necessidade
de monitorizar a rentabilidade de
ativos móveis.
SOLUÇÕES
A VERAIB disponibiliza um portefólio de produtos
“chave-na-mão” e desenvolvimentos à medida:
⇨ VERA TOTAL: Produto standard para concessionários
(vendas novos e usados, após-venda,
peças e mapas financeiros) de rápida implementação
que integra as principais fontes de
informação para suporte à decisão;
⇨ VERA RAC: Desenhado para o setor de Renta-Car,
acompanha reservas, contratos, receitas
extra e permite calcular a rentabilidade exata
de cada viatura, cruzando custos de compra,
manutenção, períodos de paragem e venda final;
⇨ VERA DMS READY: Um extrator específico
para a base de dados dos DMS, que facilita a
criação de mapas e dashboards para concessionários;
⇨ VERA FINANCE: Solução dedicada à área
financeira, capaz de automatizar balancetes e
demonstrações de resultados através de um
motor de regras inteligente;
⇨ Soluções à medida: Projetos baseados num
diagnóstico detalhado para refletir métricas
e contextos específicos de cada organização.
INDEPENDÊNCIA DO SISTEMA
De acordo com Ana Monteiro, uma vantagem
crítica das soluções desenvolvidas pela VERA
é a independência tecnológica. “A VERA assegura
que os dados pertencem ao cliente,
independentemente do software operacional
utilizado. Esta solução é agnóstica a qualquer
DMS ou aplicação. Se o cliente mudar de
DMS, por exemplo, mantém todo o histórico
no Data Warehouse desenvolvido”. Além disso,
a responsável acrescenta que a VERA oferece
também suporte técnico aos seus clientes,
e novos desenvolvimentos que acompanham
a evolução natural do negócio. No caso da
implementação de Inteligência Artificial, Ana
Monteiro alerta para a necessidade de estruturação
prévia: “Há muitas empresas a avançar
diretamente para a inteligência artificial,
mas para tirar partido do grande potencial da
mesma no uso dos dados do negócio, há que
passar pela estruturação dos mesmos, aonde
os modelos de IA vão assentar.”
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 55
SISTEMAS GLOBAIS DE ARMAZENAGEM
Sistemas Globais de Armazenagem
LISBOA
Trav. Sanguinho das Sebes, nº 8 - Bairro das Sesmarias
2710-094 SINTRA
Tel.: 219 150 189 / 219 156 710 - Fax: 219 150 101
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PORTO
Tel.: 229 756 047
Email: porto@endal.pt
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56
MERCADO
LUÍS TRINDADE FALA DOS 18 ANOS DA PACEC
“A especialização revelou-se
uma decisão acertada”
A PACEC está de parabéns. Faz 18 anos e o filho do seu fundador, Luís Trindade, explica a longevidade da
empresa atendendo a que se especializou apenas em peças para veículos Mercedes.
TEXTO PAULO HOMEM
Momento marcante para
a empresa das Caldas
da Rainha, os 18 anos
da PACEC são entendidos
como um “contentamento”
por ter conseguido fazer
vingar um projeto diferenciador dentro
do massificado mercado das peças aftermarket
para automóvel.
O atual gerente da empresa, Luís Trindade,
falou para a PÓS-VENDA sobre
os 18 anos da PACEC, mas também sobre
os desafios que a atividade da empresa
enfrenta neste momento.
O que representam 18 anos de PA-
CEC? A confirmação de um projeto?
Representam, acima de tudo, um sentimento
de contentamento. Contentamento
porque sentimos que o projeto
fez e continua a fazer sentido. Ao fim
de 18 anos, continuamos motivados,
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 57
cheios de ideias e de planos para executar. Isso
acaba por ser a maior confirmação de que o
caminho escolhido foi o correto.
A aposta na especialização em peças para
veículos Mercedes confirmou-se como a
decisão certa?
Sim, claramente. No início era uma aposta,
naturalmente com incertezas e um caminho
por percorrer. Houve momentos de reflexão,
em que ponderámos se deveríamos continuar
apenas focados numa marca ou seguir outro
modelo. Mas a verdade é que, tanto por fatores
internos como externos, a especialização
revelou-se uma decisão acertada. Hoje sentimos
ainda mais confiança nesse posicionamento.
Hoje, essa especialização é ainda mais relevante?
Sim, talvez ainda mais relevante do que há 10
anos. A Mercedes-Benz aumentou enormemente
a diversidade de modelos, segmentos
e motorizações. Há mais tecnologia, mais
variantes, mais sistemas eletrónicos e novas
formas de motorização, desde híbridos a elétricos.
Tudo isso exige conhecimento específico.
Para quem trabalha todas as marcas, a
complexidade multiplica-se ainda mais. Nós
trabalhamos apenas uma marca, mas mesmo
assim temos um enorme desafio diário de investigação,
atualização técnica e procura de
soluções.
O que mudou nos veículos Mercedes que
mais impactou o vosso negócio?
A complexidade tecnológica. Há 18 anos trabalhávamos
sobretudo mecânica tradicional.
Hoje os veículos estão muito mais eletrificados,
com sensores, módulos eletrónicos e uma
enorme diversidade técnica. Isso obriga-nos a
estudar mais, investigar mais e acompanhar
constantemente a evolução tecnológica. A
evolução da marca nunca foi para simplificar,
foi sempre para aumentar a complexidade e
isso obriga-nos a estar muitos mais atentos às
constantes novidades que vão surgindo.
Ainda faz sentido falar em “especialista
Mercedes” da mesma forma que há 10
anos?
Faz ainda mais sentido. Hoje existe muito
mais informação técnica para dominar. Há
mais versões, mais restylings, mais motorizações
e mais nichos dentro da própria marca. A
especialização permite-nos responder melhor
aos problemas menos correntes e oferecer um
serviço mais competente.
Como evoluiu o know-how técnico da empresa?
Evoluiu muito através da experiência acumulada
e da necessidade constante de adaptação.
Hoje não basta conhecer as peças mecânicas. É
preciso compreender eletrónica, históricos de
avarias, compatibilidades entre versões e evolução
técnica dos modelos. O conhecimento
técnico tornou-se uma ferramenta essencial.
Atualmente, onde está a verdadeira
vantagem competitiva da PACEC: produto,
conhecimento ou serviço?
Está na conjugação dos três, mas sobretudo
na capacidade de sermos solução para
problemas difíceis. Continuamos muito
focados naquela lógica de ter “a peça que
o mercado não tem”. Isso continua presente
no nosso dia a dia, desde a investigação
à compra e ao stock.
E ainda se consegue ter “aquela peça
que o mercado não tem”?
Sim, totalmente. Faz parte da nossa identidade.
Não porque nos achemos especiais,
mas porque acreditamos que é isso
que nos permite resolver os problemas
menos comuns. Queremos que o cliente
saiba que, quando existe uma dificuldade
específica num Mercedes, a PACEC pode
ser a solução.
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58 MERCADO
O mercado ainda valoriza essa profundidade
de gama?
Sim. O preço e a rapidez são importantes, naturalmente,
mas quando aparece um problema
difícil, o cliente valoriza muito quem consegue
resolver rapidamente e com conhecimento.
Isso tem impacto na rentabilidade das oficinas
e no serviço ao cliente final.
Mantêm a política de trabalhar com marcas
próximas do primeiro equipamento?
Mantemos essa filosofia. Trabalhamos marcas
reconhecidas pela qualidade e muito próximas
do primeiro equipamento. Naturalmente,
existem grupos de produto onde também faz
sentido ter soluções intermédias, ajustadas à
idade do veículo e à realidade económica do
mercado, mas a base continua a ser qualidade
e confiança.
Para uma empresa da nossa dimensão, trabalhar
grandes marcas de volume nem sempre é
possível, mas isso também nos obrigou a procurar
diferenciação.
Quais são hoje algumas das marcas de referência
da PACEC?
Continuamos a trabalhar com marcas como
Victor Reinz, Elring, NPR, Zimmermann,
HEPU e outras marcas alemãs com forte proximidade
ao equipamento original. São marcas
que os clientes reconhecem pela qualidade
e fiabilidade.
Conseguiram desenvolver a área de carroçaria,
como era vossa intenção?
Sim. Foi uma evolução natural. A diversificação
da gama Mercedes e o crescimento dos
SUV e dos novos segmentos obrigaram-nos a
aumentar muito a oferta nessa área. Hoje trabalhamos
mais componentes de carroçaria,
iluminação, espelhos, plásticos e elementos
exteriores. A logística da carroçaria é muito
diferente da restante logística de peças. Um
único modelo pode ter várias versões diferentes
de um componente simples como um farol,
entre restylings e variantes. Isso gera uma
enorme complexidade. Apesar disso é uma
área que temos vindo a desenvolver.
Que áreas cresceram mais dentro da PA-
CEC?
A eletrónica cresceu muito, naturalmente.
Mas também crescemos bastante no aprofundamento
das versões menos comuns e mais
específicas dos modelos Mercedes, incluindo
versões AMG, nichos de mercado e veículos
mais raros.
Como lidam com a eletrificação do parque?
Sentimos que o impacto maior ainda está por
vir. Já existem pedidos e algumas necessidades,
mas a transição não aconteceu à velocidade
que se previa há cinco anos. Continuamos
atentos e preparados para acompanhar essa
evolução.
A eletrificação representa uma ameaça ou
uma oportunidade?
Vemos mais como uma oportunidade e como
um desafio de adaptação. Achamos que haverá
uma convivência entre diferentes tecnologias
durante bastante tempo. O mercado ainda
demonstra alguma prudência em relação
ao elétrico puro, especialmente no usado.
Como evoluiu o modelo entre balcão local e
distribuição nacional?
Quando começámos, o foco principal era importação
e distribuição. O balcão acabou por
surgir naturalmente e coexistir muito bem com
o resto da atividade. Hoje conseguimos equilibrar
bem as duas dimensões.
A loja online B2B foi uma realidade importante?
Sem dúvida. O B2B teve um impacto muito
grande. Funciona quase como uma montra
aberta 24 horas por dia para mostrar aos clientes
o nosso trabalho, o stock e a capacidade de resposta.
Permitiu aumentar muito a nossa presença
nacional.
O WhatsApp tornou-se também uma ferramenta
importante?
Muito importante. Surpreendeu-nos pela dimensão
que ganhou. Hoje é uma ferramenta
diária de comunicação e trabalho com clientes.
A facilidade e rapidez de utilização fizeram com
que tivesse uma adoção enorme.
Como veem o impacto da inteligência artificial
na vossa atividade?
É provavelmente um dos maiores desafios atuais.
A inteligência artificial pode influenciar todos os
processos de uma empresa, desde a logística à
comunicação técnica ou ao atendimento. É uma
transformação muito profunda e muito rápida.
Quais são as prioridades estratégicas da PA-
CEC para os próximos anos?
Continuar a evoluir sem perder identidade.
Queremos crescer, reforçar a especialização, melhorar
serviço, produto e oferta, mas mantendo
sempre os princípios que definiram a empresa
desde o início.
O foco na especialização é para manter?
Sim. Já refletimos sobre isso várias vezes e concluímos
que a especialização continua a ser o
nosso caminho. A Mercedes-Benz continua a ter
uma identidade muito própria dentro do mercado
automóvel, e isso encaixa perfeitamente no
nosso posicionamento.
Onde querem estar daqui a 10 anos?
Gostávamos que a PACEC continuasse presente,
independentemente da forma ou das pessoas
envolvidas, mas mantendo os mesmos princípios
de qualidade, especialização e serviço que
construíram a empresa até hoje.
PUBLIREPORTAGEM
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 59
Filtro de partículas: Quando a limpeza se torna
necessária e os riscos de ignorar o problema
O filtro de partículas, conhecido como DPF ou FAP, tornou-se um componente essencial nos veículos a diesel modernos. Desenvolvido para reduzir
significativamente as emissões poluentes, este sistema é responsável por reter partículas de fuligem produzidas durante a combustão, contribuindo
para um ambiente mais limpo e para o cumprimento das normas ambientais europeias. No entanto, apesar da sua importância, muitos condutores
desconhecem que o filtro de partículas necessita de manutenção e acompanhamento técnico. Quando negligenciado, pode transformar-se numa das
avarias mais dispendiosas no sistema de escape e até provocar danos graves no motor e no turbocompressor.
Porque os filtros estão a saturar cada vez mais cedo?
A realidade atual da condução urbana é uma das principais causas.
Percursos curtos, trânsito intenso e motores que raramente atingem
temperaturas ideais dificultam a regeneração do filtro.
Além disso, fatores como:
→ falhas na válvula EGR,
→ problemas no sistema de injeção,
→ desgaste do turbo,
→ utilização de óleo inadequado,
→ ou defeitos na ventilação do motor (PCV),
podem aumentar drasticamente a produção de partículas e acelerar a
saturação do DPF. Em muitos casos, o filtro não é a origem do problema,
mas sim a consequência de um motor que já apresenta anomalias.
Quando é necessário retirar o DPF para limpeza?
Nem toda luz de filtro de partículas significa substituição imediata.
Muitas vezes, uma limpeza técnica profissional consegue recuperar
grande parte da eficiência original do componente. A desmontagem
para limpeza torna-se necessária quando:
→ o veículo entra frequentemente em modo de segurança,
→ existem regenerações constantes,
→ a contrapressão no escape está elevada,
→ o consumo aumenta,
→ ou o sistema deixa de conseguir concluir regenerações automáticas.
Com o passar dos quilómetros, o filtro acumula não apenas fuligem,
mas também cinzas permanentes provenientes de resíduos de óleo e
combustão. Estas cinzas não podem ser eliminadas pela regeneração
normal do veículo.
Nessa fase, apenas uma limpeza profunda ou a substituição do
componente resolve efetivamente o problema. Muitos condutores
continuam a utilizar o veículo mesmo com sintomas evidentes de
saturação. Esta decisão pode ter consequências bastante graves.
Sobrecarga no turbocompressor
Um filtro obstruído aumenta significativamente a contrapressão no sistema
de escape. Como consequência, o turbo trabalha sob temperaturas e
esforços superiores ao normal, podendo desenvolver:
→ fugas de óleo,
→ desgaste prematuro dos rolamentos,
→ falha no eixo,
→ ou até destruição completa do turbocompressor.
Problemas internos no motor
A tentativa constante de regeneração pode provocar diluição do óleo
com combustível, comprometendo a lubrificação do motor e acelerando o
desgaste interno.
Em casos mais severos, temperaturas excessivas nos gases de escape
podem afetar:
→ válvulas,
→ pistões,
→ catalisadores,
→ e sensores eletrónicos.
Aumento do consumo e perda de desempenho
Um DPF saturado obriga o motor a trabalhar com maior esforço, reduzindo
a eficiência e aumentando significativamente o consumo de combustível.
Além disso, muitos veículos entram em modo de proteção eletrónica,
limitando potência e desempenho para evitar danos maiores.
A importância da manutenção preventiva
Ao contrário do que muitos imaginam, o filtro de partículas não deve ser
visto apenas como um componente “descartável”. A manutenção preventiva
pode prolongar significativamente a sua vida útil e evitar reparações
extremamente dispendiosas. Identificar o problema numa fase inicial pode
evitar a substituição do DPF, do turbo e até danos internos no motor.
Na DFC TURBO trabalhamos para garantir soluções técnicas eficientes,
rápidas e seguras para o sistema de emissões do seu veículo. Efetuamos
limpezas de filtros de partículas e enviamos para todo o território de Portugal
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60
MERCADO
JOSÉ LUÍS BARBAJOSA, RODI MOTOR SERVICES
“O objetivo é sermos
reconhecidos pela manutenção
integral, qualidade técnica e
experiência digital”
Com foco na eficiência operacional e na qualidade do serviço, a Rodi Motor Services aposta numa abordagem integrada
que combina tecnologia, proximidade ao cliente e soluções adaptadas às exigências dos veículos.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Com uma presença cada vez mais
consolidada em Portugal, a Rodi
Motor Services afirma-se como
um operador multimarca focado
em soluções integrais de mobilidade,
que combinam escala, especialização
técnica e investimento contínuo em tecnologia.
Nesta entrevista, José Luís Barbajosa,
Diretor da Rodi Motor Services em Portugal,
explica as opções que sustentam o crescimento
e a consistência da rede no mercado
português.
Como define o posicionamento da Rodi
Motor Services no mercado português?
A Rodi Motor Services posiciona se hoje em
Portugal como um operador de pós venda
multimarca focado em serviços integrais de
mobilidade, com oferta para veículos ligeiros
e pesados, e com uma estratégia clara de
crescimento. Nos ligeiros, o posicionamento
é de parceiro de manutenção integral. Além
de pneus, disponibilizamos serviços de mecânica
geral, com revisões, travões, pré inspeção,
óleos, etc. A marca enfatiza diferen-
José Luís Barbajosa
Diretor da Rodi Motor Services em Portugal
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 61
ciação por qualidade de serviço, digitalização,
através da marcação online, e commerce B2C
e pela proximidade, suportada por investimento
em infraestruturas modernas e equipamento
de última geração. No segmento pesado,
a Rodi apresenta‐se como especialista em
pneus e manutenção, com serviços de gestão
de frotas, assistência 24h e recauchutagem.
Que peso têm os veículos ligeiros na estratégia
global da rede e de que forma essa
distribuição irá evoluir?
Nos ligeiros, os mais de 850 mil pneus vendidos,
com 46 mil pneus em Portugal, e a quota
de 3% em Espanha e Portugal, que traduzem
um negócio de grande escala, muito visível
para o cliente particular e pequenas frotas,
e que suporta a expansão da rede de oficinas
e a omnicanalidade, sendo uma marca forte,
com capilaridade e fluxo diário de clientes.
Nos pesados, os mais de 200 mil pneus, com
15 mil em Portugal e 8% de quota ibérica representam
um volume menor, mas inserido
num segmento concentrado e tecnicamente
exigente. O segmento de ligeiros deverá continuar
a ser o “pilar de base” e o de pesados
tenderá a ganhar mais peso relativo na estratégia
global, pois a rede está a investir em soluções
tecnológicas avançadas.
O que diferencia, na prática, uma oficina
da rede Rodi Motor Services face à concorrência?
Na prática, uma oficina Rodi Motor Services
diferencia‐se sobretudo pela vocação de serviço
e pelos valores de confiança que toda a
equipa possui para construir uma relação de
longo prazo com o cliente. Além disso, destaca‐se
pelo foco na experiência do cliente, pois
desde o primeiro contacto, oferecemos uma
receção premium, num ambiente moderno
e confortável. Trabalhamos com marcação
prévia para otimizar o tempo do cliente e garantir
um atendimento ágil. Também comunicamos
de forma preventiva e proativa, ao
informamos o cliente quando se aproxima o
momento de uma revisão ou manutenção
e explicamos claramente todos os serviços
necessários. Outro aspeto fundamental é
o investimento constante em tecnologia.
Trabalhamos sempre com marcas de referência
no setor e com equipamentos de última
geração para garantir a melhor qualidade
e fiabilidade nos serviços prestados.
Que elementos são comuns aos segmentos
de ligeiros e pesados em termos
de modelo de rede e quais exigem abordagens
distintas?
Os dois segmentos têm a capacidade de
se adaptar a realidades muito distintas,
mantendo um ADN comum, visível quer
nos processos quer na qualidade do serviço.
Trata-se de um modelo de rede própria
multimarca, com mais de 180 centros na
Península Ibérica, padrões de qualidade
homogéneos, forte aposta em formação
técnica e capacidade de servir desde o
cliente particular até empresas. Assenta
numa proposta de manutenção integral,
de pneus e mecânica, suporte digital e
foco na proximidade e rapidez de serviço.
Nos ligeiros, o modelo é mais orientado
para um grande volume de intervenções
de menor valor unitário, com forte peso
do canal particular, mobilidade urbana
e soluções omnicanal, como ecommerce,
campanhas sazonais e serviços de conveniência
em oficina. Já nos pesados, a lógi-
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EM BUSCA DO SILÊNCIO
A experiência de direção moderna exige uma frenagem mais silenciosa, especialmente para veículos
elétricos. A Textar tem uma equipe especializada em ruído, vibração e aspereza (NVH) que, com
ferramentas analíticas e de simulação especialmente desenvolvidas, trabalha na busca incansável pelo
máximo conforto de frenagem. Sem comprometer a qualidade e eficiência. É isso que os especialistas
em fricção fazem.
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62 MERCADO
ca é de gestão de frotas, com contratos B2B,
horários e serviços adaptados às operações de
transporte, manutenção muitas vezes realizada
na base do cliente, manutenção preventiva
de pneus, e uso de dados para uma gestão
mais eficiente de frotas.
Até que ponto a rede consegue garantir
consistência de qualidade e serviço entre
unidades?
A Rodi Motor Services consegue garantir
uma boa consistência de qualidade e serviço
entre unidades apoiando se em gestão ativa
da rede, garantindo alinhamento contínuo,
acompanhamento e melhoria permanente.
Os elementos transversais de consistência
são as normas de qualidade e certificações
externas que impõem métodos de trabalho
padronizados e os requisitos de equipamento
e critérios de atendimento idênticos em
todos os centros. Além disso, os programas
de formação contínua e uso generalizado
de equipamentos de diagnóstico multimarca
permitem aplicar o mesmo nível de rigor
técnico e procedimento base, independentemente
da marca ou da localização da oficina.
Quais são os principais critérios para a integração
de novas oficinas na rede?
A integração de novas oficinas está hoje muito
orientada para crescer em zonas estratégicas,
com especial destaque para Portugal,
onde a rede quer ganhar escala e capilaridade.
O alvo principal são oficinas mistas, indo
cada vez mais a um modelo de oficinas grandes,
capazes de combinar, no mesmo centro,
serviços para ligeiros e para pesados, que nos
permita dar um serviço integral e continuar a
crescer de forma rentável com o alinhamento
cultural e a capacidade de gestão local como
fatores determinantes para uma integração
bem-sucedida na rede.
Como é feito o investimento em formação
técnica e gestão de oficina?
Na Rodi, estamos comprometidos com a
melhoria contínua e o desenvolvimento profissional
de toda a equipa. Apostamos na formação
em gestão, processos e competências
humanas, além da componente técnica. Em
2025, mais de 550 colaboradores participaram
em cursos de formação, investimos mais
de 430.000€ e mais de 14 mil horas nestas
formações. Este ano, a formação continua a
ser uma grande prioridade estratégica, com
planos de formação especialmente elaborados
para a responsabilidade que cada trabalhador
desempenha na Rodi.
De que forma a Rodi Motor Services apoia
as oficinas na rentabilidade do negócio?
A Rodi Motor Services apoia as oficinas através
de ferramentas centralizadas de gestão,
formação técnica e programas de fidelização
que otimizam margens, reduzem tempos de
reparação e aumentam a retenção de clientes.
O apoio na gestão de margens passa pelo fornecimento
direto de pneus e peças via estrutura
própria de distribuição e acordos com
fabricantes, garantindo stock permanente,
preços competitivos e margens estáveis sem
intermediários, além de campanhas comerciais
e pacotes de serviços pré-configurados
para maximizar o ticket médio, bem como
pelo apoio em pricing dinâmico e upselling
guiado, como por exemplo combos de
pneus, mais alinhamento, mais revisão, com
análises de rentabilidade por centro para
ajustar ofertas às dinâmicas locais. Ao nível
da otimização de tempos de reparação, disponibiliza
equipamentos de última geração
padronizados como diagnóstico multimarca,
alinhadoras rápidas, software de gestão de
oficina, e formação contínua que aceleram
processos, reduzindo imobi¬lizações e aumentando
a rotatividade diária de veículos,
complementados por uma di¬gitalização
transversal que inclui marcação online, histórico
digital de intervenções e alertas preventivos
que planeiam fluxos de trabalho e
evitam picos descontrolados.
Qual o papel da digitalização e da tecnologia
na operação diária das oficinas?
A digitalização foca a conveniência pessoal,
com serviços de marcação instantânea, histórico
digital, e-commerce, orçamentos online
e envios automáticos via CRM de lembretes
automáticos para troca de óleo, troca
de pneus e inspeção periódica aceleram o
ciclo de decisão e serviço do cliente particular.
Além disso, a tecnologia privilegia a
rapidez, com diagnósticos express, montagem
em uma hora, adequada aos contextos
urbanos de elevada rotatividade e necessidade
de agilidade.
Que mudanças significativas têm observado
no comportamento dos clientes nos
últimos anos?
Observamos a crescente exigência dos clientes
em transparência e previsibilidade. Os
clientes de ligeiros valorizam cada vez mais
o imediatismo, preferindo serviços rápidos,
marcação online instantânea e intervenções
express. Clientes de pesados valorizam ter
dados concretos para tomar decisões informadas
na gestão de frotas. A Rodi adapta-se
investindo em omnicanalidade e ferramentas
preditivas para ambos os segmentos.
Quais são hoje os principais desafios para
desenvolver uma rede forte em Portugal?
Os principais desafios passam por manter o
crescimento face a custos crescentes, competição
digital, evolução do parque automóvel,
com os veículos elétricos, e, sobretudo, a
complexidade humana, desde a atração e seleção
de talento até à formação e alinhamento
cultural das equipas, num setor com forte escassez
de mão-de-obra qualificada.
Onde pretendem que a Rodi Motor Services
se posicione no mercado português
daqui a cinco anos?
Queremos que a Rodi Motor Services seja
uma referência no pós-venda automóvel em
Portugal, com uma rede capilar, presença nas
principais cidades e localizações estratégicas.
O objetivo é sermos reconhecidos pela manutenção
integral, qualidade técnica e experiência
digital, servindo clientes particulares,
empresas e renting com centros amplos e
versáteis. Cresceremos de forma sustentável,
investindo nas pessoas, na formação e na digitalização,
com uma visão clara de longo prazo
para o mercado português.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 63
64 64
OFICINA DO MÊS
GOCARMAT
Preparada para os desafios
da eletrificação
Com uma forte ligação a clientes empresariais, sobretudo gestoras de frota, a Gocarmat deu um passo rumo
ao pós-venda eletrificado, investindo num laboratório para a reparação e manutenção das baterias e dos
componentes eletrónicos dos veículos eletrificados.
TEXTO PAULO HOMEM
A
Gocarmat decidiu avançar
com um dos mais ambiciosos
investimentos da sua história
recente: a criação de um
laboratório especializado em
manutenção, diagnóstico e reparação de
veículos eletrificados.
A nova infraestrutura, instalada na sede da
empresa em Carnaxide, representa muito
mais do que uma simples ampliação de
serviços. Para Miguel Sousa, gerente da
empresa, trata-se de uma resposta estratégica
à evolução inevitável do mercado
automóvel e às necessidades futuras dos
clientes, sobretudo os empresariais.
“Percebemos que os veículos elétricos e
híbridos iam começar, inevitavelmente,
a necessitar de assistência especializada
fora das redes oficiais. O nosso objetivo
foi prepararmo-nos antes dessa procura
atingir níveis mais elevados”, explica o
responsável.
A Gocarmat opera atualmente através de
cinco oficinas distribuídas pela Área Metropolitana
de Lisboa, num modelo claramente
orientado para clientes corporate e
gestoras de frotas. Além da unidade principal
em Carnaxide, a empresa está em São
João da Talha, Cascais, Lisboa e Foros da
Amora.
Segundo Miguel Sousa, a estratégia da empresa
passou, nos últimos anos, por abandonar
gradualmente o conceito de pequenas
oficinas de proximidade para apostar
em unidades maiores, mais completas e
tecnologicamente mais preparadas.
“A ideia é termos menos unidades, mas
maiores, mais completas e localizadas em
pontos estratégicos para responder aos
nossos acordos corporate”, refere.
A unidade de Carnaxide acabou por assumir
um papel central na operação do
grupo, não apenas pela dimensão, mas
sobretudo pela capacidade de acolher investimentos
tecnológicos mais exigentes,
como o novo laboratório para veículos
eletrificados, que surge da parceria com a
EVA (Electric Vehicle Assistance).
UM LABORATÓRIO E NÃO
APENAS UMA OFICINA
O termo “laboratório” não surge por
acaso. Ao contrário da mecânica tradicional,
a reparação de veículos eletrificados
exige condições técnicas e de segurança
muito específicas, tanto ao nível
dos equipamentos como da própria organização
do espaço.
“Grande parte deste trabalho é feito em
bancada. Estamos a falar de sistemas
de alta tensão, baterias, módulos eletrónicos
e equipamentos extremamente
sensíveis. Isto obriga a zonas dedicadas,
equipamentos próprios e elevados níveis
de segurança”, explica Miguel Sousa.
O novo espaço foi desenvolvido especificamente
para intervenção em veículos
elétricos e híbridos, abrangendo áreas
como diagnóstico avançado, eletrónica,
sistemas elétricos, reparação e recuperação
de baterias de alta tensão, substituição
de módulos e certificação do estado
das baterias.
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WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 65
A empresa investiu igualmente em elevadores
específicos para veículos elétricos, equipamentos
de diagnóstico dedicados e ferramentas
próprias para intervenção segura em
sistemas de alta tensão.
Além disso, a Gocarmat criou condições
para responder a necessidades cada vez mais
procuradas no mercado de usados eletrificados,
nomeadamente a certificação de baterias
para venda de veículos usados.
“Hoje, quem compra um carro elétrico usado
quer saber o estado real da bateria. Nós
conseguimos fazer essa certificação e dar
essa garantia ao cliente”, sublinha.
RECUPERAR BATERIAS
Uma das grandes apostas da Gocarmat passa
precisamente pela recuperação e reparação de
baterias, um tema que começa a ganhar relevância
à medida que os primeiros elétricos
vendidos em volume em Portugal entram
numa fase de envelhecimento natural. Modelos
como o Renault Zoe, Nissan Leaf ou
BMW i3, vendidos sobretudo entre 2015 e
2018, começam agora a apresentar necessidades
de manutenção mais exigentes ao nível
das baterias. “Há poucos anos praticamente
não existia mercado para isto. Agora começa a
aparecer procura e percebemos que vai crescer
rapidamente”, afirma Miguel Sousa.
A empresa pretende disponibilizar soluções
mais económicas do que a substituição integral
das baterias nas marcas oficiais, incluindo reparação
de módulos específicos e recuperação
parcial de sistemas eletrónicos.
Segundo o responsável, em alguns casos será
possível reparar ou substituir baterias por valores
que rondam cerca de 30% do custo praticado
pelas marcas.
Outra possibilidade passa pelos upgrades de
autonomia, permitindo melhorar a capacidade
energética de determinados veículos elétricos
mais antigos.
“Há carros elétricos que nasceram com autonomias
muito reduzidas. Hoje já existem
soluções que permitem aumentar significativamente
essa autonomia sem obrigar o cliente a
trocar de viatura”, refere.
FORMAÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL
Um dos pilares centrais do projeto foi (e continuará
a ser) a formação técnica. A Gocarmat
conta atualmente com quatro técnicos
certificados para intervenção ao mais alto
nível em sistemas de alta tensão e baterias de
veículos eletrificados.
São estes profissionais que trabalham diretamente
no laboratório, realizando desmontagem
de baterias, substituição de módulos,
análises eletrónicas e diagnósticos avançados.
No entanto, toda a estrutura da empresa recebeu
formação específica para lidar com veículos
eletrificados, incluindo receção, gestão
de oficina e restantes técnicos de mecânica
e colisão.
QUANDO O
MOTOR AQUECE,
a AIC Germany
responde.
Miguel Sousa reconhece
que a especialização
técnica necessária
obriga também a uma
valorização da mão de obra.
“Atualmente, o custo da mão
de obra nos eletrificados é cerca de
30% a 40% superior ao dos veículos
a combustão. O nível de especialização
é muito maior, os equipamentos são caros
e a formação contínua é obrigatória”, refere.
Miguel Sousa destaca repetidamente a importância
da tecnologia e da informação
técnica no pós-venda moderno. Segundo o
responsável, a autonomia das oficinas independentes
depende hoje da capacidade de
investir em software, diagnóstico e acesso à
informação. “Hoje somos praticamente autónomos
face às marcas. Investimos muito
em máquinas de diagnóstico, softwares e
acesso técnico que nos permitem trabalhar
diretamente nas centralinas e nos sistemas
eletrónicos dos veículos, sem necessidade de
recorrer a terceiros”, afirma.
Essa autonomia é particularmente relevante
numa altura em que os fabricantes automóveis
estão a fechar cada vez mais o acesso aos
sistemas dos veículos.
Ainda assim, o responsável acredita que os
eletrificados poderão, em alguns aspetos, ser
mais simples de diagnosticar do que muitos
modelos recentes de combustão, devido à
forte componente digital e à arquitetura eletrónica
mais integrada.
Apesar do investimento realizado, Miguel
Sousa reconhece que grande parte do mercado
independente continua pouco preparada
para a transição elétrica.
“Muitas oficinas ainda resistem porque o investimento
é elevado e o retorno não é imediato.
Mas a realidade é que o parque eletrificado
vai continuar a crescer”, refere.
O responsável acredita que a ausência de
oferta especializada em Lisboa poderá posicionar
a Gocarmat como uma referência
nesta região, sobretudo junto de operadores
de frotas, empresas de renting e até redes de
retalho automóvel.
Para terminar, Miguel Sousa acredita que,
até 2030, a área dos veículos eletrificados poderá
representar cerca de 20% da faturação
total da operação da Gocarmat.
“Hoje ainda estamos no ano zero deste projeto.
Mas acreditamos que este mercado vai
crescer rapidamente e queremos estar preparados
desde já”, conclui.
66
PERSONALIDADE
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 67
O pós-venda
é aquilo que
realmente
diferencia
uma marca
PAULO NEVES – AREA MANAGER DA TEXA EM PORTUGAL
A Texa é uma marca de topo ao nível dos equipamentos oficinais, com forte
pendor para o diagnóstico, mas que tem vindo a diversificar cada vez mais a
sua oferta de modo a responder à evolução tecnológica do automóvel.
TEXTO PAULO HOMEM
Com mais de 30 anos ligados
ao diagnóstico automóvel e à
formação técnica, Paulo Neves
acompanhou praticamente
toda a transformação tecnológica
do aftermarket independente
em Portugal. O Area Manager da Texa
em Portugal é um profissional com largo
conhecimento e experiência do setor,
abordando nesta entrevista temas como
a evolução do diagnóstico e a introdução
da inteligência artificial, para além das
oficinas e dos desafios que estão e vão
enfrentar.
68
Quem é o Paulo Neves e qual tem sido o
seu percurso na área técnica neste setor
pós-venda e na Texa em Portugal?
O meu percurso começou numa área completamente
diferente. Eu tenho formação
em eletrónica digital e, sinceramente, quando
comecei a estudar não pensava trabalhar
no setor automóvel. Costumo até brincar e
dizer que “caí de paraquedas” neste mundo.
Em 1994 surgiu a oportunidade de integrar
uma empresa ligada ao diagnóstico automóvel
e foi aí que começou verdadeiramente o
meu percurso no aftermarket. Na altura, os
sistemas eletrónicos começavam a ganhar
importância nos automóveis e as oficinas
tinham uma necessidade enorme de apoio
técnico e de equipamentos.
Comecei precisamente nessa área do diagnóstico
e depois fui evoluindo também para
a formação técnica. Durante 19 anos fui formador
na área do aftermarket, trabalhando
temas como injeção eletrónica, ABS, climatização,
sistemas de conforto, entre muitas
outras áreas.
Essa experiência permitiu-me conhecer profundamente
a realidade das oficinas portuguesas,
perceber as dificuldades dos técnicos
e acompanhar toda a evolução tecnológica
do setor ao longo destas décadas.
Levo, por isso, muitos anos no setor de pós-
-venda automóvel, sempre muito ligado à
área comercial e ao suporte técnico a oficinas.
Na Texa Portugal, desempenho a função de
Area Manager para o mercado português e o
meu trabalho é apoiar os distribuidores e as
oficinas, garantindo que as nossas soluções
respondem de forma eficaz às necessidades
reais do mercado.
Quando surge a ligação à Texa?
A ligação à Texa já existia muito antes de
assumir esta função. Eu já trabalhava com
equipamentos Texa praticamente desde o
início da marca no mercado. Ao longo dos
anos fui acompanhando a evolução dos produtos
e da tecnologia da empresa. Quando
surgiu o convite para assumir a função de
Area Manager da TEXA em Portugal, há
pouco mais de 8 anos, já conhecia muito
bem os equipamentos desta marca. Foi um
desafio muito interessante porque passei de
uma empresa nacional para uma multinacional
italiana extremamente tecnológica e
muito focada na inovação.
Este ano chega
uma super novidade
para as oficinas: a
E DIAG CHARGER,
a primeira estação
móvel que permite
recarregar e
diagnosticar a bateria
de alta voltagem,
em qualquer
ponto da oficina
Apresente-nos a Texa e a sua presença em
Portugal?
A Texa é uma empresa líder a nível mundial
em diagnóstico multimarca, analisadores
de gases, estações de ar condicionado e soluções
de diagnóstico remoto, abrangendo
automóveis ligeiros, motos, veículos pesados,
máquinas agrícolas, equipamentos de
construção e náutica.
Em Portugal, contamos com uma presença
consolidada ao longo de vários anos,
apoiada por uma rede de distribuidores especializados
que asseguram proximidade,
acompanhamento e suporte de qualidade
às oficinas. Os equipamentos Texa já são
vendidos em Portugal há cerca de 35 anos,
o que diz bem da relação que a marca tem
com o mercado português.
A Texa é conhecida pelos equipamentos
de diagnóstico, mas hoje a sua gama de
equipamentos é muito vasta...
Sem dúvida. O diagnóstico continua a ser o
nosso principal cartão de visita e continua a
ser a nossa linha estrela, mas a Texa hoje é
muito mais do que isso. A Texa é fabricante
e isso é muito importante perceber. Nós desenvolvemos
o software e também fabricamos
o hardware, desde o primeiro parafuso
até ao produto final.
A gama atual é muito vasta e inclui equipamentos
de diagnóstico, máquinas de
ar-condicionado, analisadores de gases,
opacímetros, analisadores de partículas,
equipamentos ADAS, focadores digitais de
faróis, sistemas de descarbonização de motores,
soluções para veículos elétricos, entre
outros.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 69
Evoluímos para
interfaces de
diagnóstico mais
intuitivas, atualizações
contínuas e online,
integração com bases
de dados técnicas
e funções guiadas
que ajudam a reduzir
tempos de reparação
e evitar erros
Muitos profissionais ainda associam a
Texa apenas aos ligeiros e pesados. Quais
são os setores para os quais têm soluções?
Logicamente que o diagnóstico auto, ligeiros
e pesados, é uma área muito forte, mas a Texa
trabalha também, com grande profundidade
o setor das motos, agrícola, construção e marítimo.
Por exemplo, no setor das motos temos uma
posição muito forte nesse mercado porque
também produzimos equipamento original
para vários fabricantes de motos. Isso dá-nos
uma enorme vantagem tecnológica, porque
temos acesso direto à informação técnica e ao
desenvolvimento desses sistemas.
Em Portugal temos uma presença muito forte
nas motos e praticamente não temos concorrência
direta com a mesma capacidade de
cobertura.
No fundo, diria que somos provavelmente a
única marca do setor a produzir soluções de
diagnóstico para todas as áreas.
A Texa investiu muito nos sistemas ADAS.
Os sistemas ADAS foram uma das áreas
que mais cresceram nos últimos anos?
Claramente. E vão continuar a crescer.
Quando começámos a apostar seriamente
nos sistemas ADAS, em 2018, ainda havia
muitas oficinas que olhavam para isso como
algo distante. Hoje é exatamente o contrário.
Atualmente qualquer veículo, mesmo os
dos segmentos inferiores, já trazem câmaras,
radares, assistentes de faixa, travagem automática
e sensores de condução. Isso significa
que qualquer substituição de vidro, colisão
ou intervenção estrutural pode obrigar a calibração.
Hoje praticamente todas as redes de substituição
de vidro trabalham com equipamentos
Texa. Além disso, também crescemos
muito nas oficinas de colisão e nas oficinas
especializadas em mecatrónica.
Quais são as tendências dos equipamentos
Texa e de que forma têm vindo a evoluir
para cobrir as necessidades das oficinas?
A tendência é clara: mais conectividade,
maior cobertura de marcas e modelos de automóveis
e mais apoio ao técnico/mecânico.
Evoluímos para interfaces de diagnóstico
mais intuitivas, atualizações contínuas e online,
integração com bases de dados técnicas
e funções guiadas que ajudam a reduzir tempos
de reparação e evitar erros. O objetivo é
que o técnico trabalhe com maior segurança
e com mais eficiência.
A cobertura dos veículos protegidos pela
Secure Gateway tem sido uma das vossas
principais apostas?
Sim, sem dúvida. O acesso seguro aos veículos
através do Secure Gateway é um fator
crítico para o futuro do pós-venda automóvel.
Temos vindo a investir em acordos com
os fabricantes, desenvolvimento de software
e definição de processos que permitem às oficinas
independentes aceder, de forma legal,
segura e rastreável, às funções de diagnóstico
e programação destes veículos. Ao longo
dos últimos anos fomos adicionando marcas
constantemente e hoje já temos uma cobertura
extremamente elevada, que ainda não
terminou. Muito brevemente anunciaremos
mais duas marcas.
Para nós, garantir esse acesso é defender a
competitividade das oficinas independentes
face à rede oficial.
Em 2023 lançaram o H2 Blaster para descarbonizar
motores. O presente e futuro
poderá passar por lançar outro tipo de
equipamentos oficinais?
O H2 Blaster foi a resposta a uma necessidade
muito concreta do mercado: oferecer
um processo de descarbonização preventiva,
capaz de melhorar o desempenho do motor
e reduzir avarias futuras. Com este tipo de
manutenção, a oficina pode ajudar o cliente
a poupar combustível, recuperar potência do
motor, obter um ralenti mais estável, reduzir
ruídos, diminuir emissões nocivas e manter
componentes críticos, tais como, a válvula
EGR, o filtro FAP e o turbo, em melhores
condições de funcionamento.
A Texa analisa constantemente novas oportunidades,
mas a nossa prioridade continua
a ser desenvolver soluções tecnológicas que
acrescentem valor real à oficina.
Hoje a oferta da Texa já inclui equipamento
e software destinado aos veículos eletrificados?
Sim. E este ano chega uma super novidade
para as oficinas: a E DIAG CHARGER, a
primeira estação móvel que permite recarregar
e diagnosticar a bateria de alta voltagem,
em qualquer ponto da oficina.
Oferece recarga simultânea AC/DC, é compatível
com BEV e PHEV com medição
certificada MID, integra diagnóstico com o
NANO SERVICE, permite aceder ao módulo
BMS, visualizar o estado das células e dos
sistemas de carga em tempo real, certificação
do estado de saúde da bateria (SoH), e trabalha
com um conector AC Tipo 2 e um DC
CCS2 Combo.
Diria que a E DIAG CHARGER é a solução
ideal para as oficinas que pretendem manter-
-se atualizadas com a nova mobilidade sustentável.
A marca Texa há muitos anos que é comercializada
em Portugal. Atualmente qual é
a posição da Texa no mercado pós-venda
em Portugal?
A Texa é hoje uma referência no diagnóstico
multimarca em Portugal. Para além da sua
relevante quota de mercado, conta com um
forte reconhecimento por parte do setor.
70
PERSONALIDADE
As oficinas associam a marca à fiabilidade,
à constante atualização tecnológica e a um
suporte técnico próximo e especializado.
Essa confiança é, sem dúvida, um dos nossos
maiores ativos.
Como está constituída e é dinamizada comercial
e tecnicamente a Texa em Portugal?
Trabalhamos em estreita colaboração com
uma rede de distribuidores especializados
que asseguram uma cobertura a nível nacional.
A partir da Texa Ibérica, garantimos
o suporte comercial, o suporte técnico e a
formação. Esta articulação permite-nos estar
próximos das oficinas, oferecendo um
acompanhamento completo que inclui demonstrações,
instalação de equipamentos,
formação inicial e apoio contínuo no pós-
-venda. A coordenação com os distribuidores
é fundamental para assegurar um serviço
rápido, eficiente e de elevada qualidade.
A diferenciação de uma marca como a Texa
faz-se mais pela qualidade dos equipamentos
ou pelo acompanhamento técnico e
pela formação?
É a combinação de ambos, mas se tivéssemos
de escolher, diríamos que o acompanhamento
e o pós‐venda são o que consolidam a relação
a longo prazo. Um bom equipamento
muitos podem ter, o que faz a diferença é
como ajudamos a oficina a tirar o máximo
partido dele.
Por isso, entendemos na Texa, há muitos
anos, que o pós-venda é aquilo que realmente
diferencia uma marca. O nosso trabalho não
termina quando vendemos o equipamento.
Como disse antes, a Texa investe muito na
formação dos distribuidores, no acompanhamento
técnico, no suporte pós-venda e na
proximidade com as oficinas.
A nossa rede de distribuição é também extremamente
profissional e nós trabalhamos
diariamente com eles. Eu próprio acompanho
distribuidores, faço formação técnica e
comercial e apoio oficinas quando necessário.
Esta proximidade faz toda a diferença.
Sendo uma histórica empresa na área dos
equipamentos para as oficinas, qual o projeto
e a visão que a Texa tem para as oficinas
na área técnica / formação?
As oficinas do futuro serão, acima de tudo,
um centro de conhecimento técnico. Queremos
que as nossas soluções não sejam apenas
máquinas, mas plataformas de aprendizagem
contínua que ajudem o técnico a evoluir.
Mas o maior problema continua a ser a falta
de investimento na formação por parte
das oficinas...
Na minha opinião, o maior problema sempre
foi a forma como a formação foi encarada
pelas oficinas. Durante muitos anos
a formação foi vista como um custo e não
como um investimento. O dono da oficina
não queria enviar o técnico para formação
porque “perdia um dia de trabalho”. Mas na
realidade não estava a perder. Estava a investir
na capacidade futura daquela oficina.
Hoje algumas coisas já mudaram, principalmente
nas oficinas integradas em redes, mas
continua a existir alguma resistência.
E a verdade é muito simples: hoje é impossível
acompanhar a evolução tecnológica sem
formação contínua.
E porque é tão importante a formação técnica
hoje em dia nas oficinas?
O veículo moderno é praticamente um sistema
eletrónico sobre rodas. Sem formação
contínua, a oficina fica rapidamente fora de
jogo. A formação permite reduzir os tempos
de diagnóstico, evitar substituições desnecessárias,
trabalhar com segurança e oferecer um
serviço profissional e de valor acrescentado.
A formação já não é opcional, mas sim, a
base para que a oficina continue a ser competitiva.
E a verdade é
muito simples:
hoje é impossível
acompanhar a
evolução tecnológica
sem formação
contínua
Acompanhas muitas oficinas ao nível da
formação e conheces bem a realidade delas.
Como é que achas que se pode resolver
o problema da falta de técnicos no setor
oficinal?
É um desafio estrutural que exige reforçar a
formação profissional, melhorar a imagem
da profissão, mostrando que hoje é uma atividade
tecnológica e com futuro, e oferecer
planos de carreira dentro da oficina.
Nós, como Texa, podemos contribuir
aproximando a nossa tecnologia dos centros
de ensino e formação. Aliás, a este
nível temos excelentes projetos que desenvolvemos
com alguns dos nossos distribuidores.
No teu entender o que dificulta as oficinas
para elas investirem mais na formação
técnica? Será uma problema de
gestão oficinal?
Na minha opinião existem vários fatores:
falta de tempo, receio de parar a atividade
do dia a dia, visão de curto prazo e pouca
planificação.
Como disse, muitas oficinas veem a formação
como um custo, mas quando se
avalia o impacto real, percebe‐se que é um
dos melhores investimentos. Além disso,
o mecânico precisa de formação contínua,
porque todos os dias surgem novos sistemas
e desafios que, sem atualização dos
conhecimentos, tornam o técnico rapidamente
obsoleto.
É inevitável falar da inteligência artificial
associada ao diagnóstico. O que a
Texa tem feito a esse nível?
Já utilizamos inteligência artificial integrada
no IDC6. Mas é importante perceber
que a nossa inteligência artificial não
vai procurar informação ao Google. Ela
trabalha dentro do universo Texa. Estamos
a falar de uma base de dados gigantesca
construída ao longo de muitos anos,
alimentada pelas várias filiais e pelos vários
mercados onde estamos presentes.
Por isso, quando surge uma avaria, a inteligência
artificial consegue interpretar
o código, explicar o problema, sugerir
causas, indicar procedimentos e orientar
o técnico para a função correta. Isso reduz
muito o tempo de diagnóstico. A inteligência
artificial veio acelerar e otimizar o
trabalho do técnico.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 71
72
DOSSIER
RETALHISTAS DE PEÇAS
Digitalização e logística
reforçadas
Entre margens cada vez mais reduzidas, maior complexidade técnica e clientes mais exigentes, os retalhistas
de peças automóvel estão a acelerar investimentos em tecnologia, logística, formação e novos serviços para
manter a competitividade.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
O
setor da distribuição de peças
automóvel em Portugal
está a passar por uma fase
de grande transformação.
A pressão sobre os preços, a
concorrência crescente, a evolução tecnológica
dos veículos e a necessidade de
garantir respostas cada vez mais rápidas
às oficinas estão a obrigar os retalhistas
a rever as suas estratégias de negócio.
Hoje, além de disponibilizar peças, um
retalhista deve ter elevada capacidade
logística, apoio técnico, ferramentas digitais,
formação e uma relação de proximidade
com os clientes. Ao mesmo
tempo, tendências como a eletrificação,
a digitalização dos processos e o envelhecimento
do parque automóvel estão a
criar novas oportunidades, mas também
novos desafios operacionais e financeiros
a estes players. Para percebermos de que
forma as empresas do aftermarket estão
a responder a esta realidade, a PÓS-
-VENDA consultou vários operadores
do mercado nacional, que identificam a
eficiência, a diversificação da oferta e o
reforço do serviço às oficinas como os
fatores mais importantes para garantir a
sustentabilidade e o crescimento do seu
negócio nos próximos anos.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 73
Como está a evoluir a relação com as oficinas?
O conceito da casa
de peças ser um
conjunto de soluções
para as oficinas não
só em peças, mas
noutros serviços
continuará a crescer.
AUTOPEÇAS CAB, André Cruz
WOW PARTS
David Gonçalinho
A oficina deixou de procurar fornecedores,
procura parceiros. Rapidez, fiabilidade
e capacidade de resposta são
hoje mais valorizados do que o preço
isolado.
GLOBALPEÇAS
Eddy Filipe
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
A resistência é enorme, mas a
persistência tem de ser maior.
AUTOPEÇAS
Jorge Martins
Procuram parcerias sólidas e de confiança
que os ajudem a evoluir no
seu negócio, o preço já não é o fator
mais importante, mas sim o acesso à
informação. Procuram solução global
e apoio em todas as necessidades da
oficina, nomeadamente apoio técnico,
formação e informação técnica disponível
em tempo útil.
AUTOPEÇAS CAB
André Cruz
Grande parte dos nossos clientes
são oficinas que procuram um parceiro
de negócio que seja constante
ao longo do ano com os seus preços,
suporte quer logístico como de
resolução de problemas caso existam.
Uma boa oficina precisa sempre
de saber que o seu fornecedor
lhe está a fazer um preço justo para
ambas as partes ao longo do ano.
O método de fazer preços baixos
durante algum tempo para angariar
novos clientes é uma solução que
não fazemos na nossa empresa porque
queremos trabalhar com transparência
e criar uma relação de confiança
e não de preço com a oficina.
RODAPEÇAS
Manuel Vicente
As oficinas procuram um parceiro
credível, que assegure a sua operação
no dia-a-dia, mas também
74
DOSSIER
com visão de futuro e com ferramentas,
que lhe garanta esse futuro. O negócio de
reparação automóvel tem hoje um elevado
grau de exigência técnico, tecnológico, logístico
e, de gestão. Não é possível agregar
competências diferenciadoras nas soluções
a entregar às oficinas e, ao mesmo tempo,
ter preço baixo.
MERPEÇAS, Rui Costa
A relação com as oficinas é hoje mais estratégica.
Procuram parceiros fiáveis, com
apoio técnico, rapidez de entrega, disponibilidade
de stock e soluções completas — não
apenas preço.
WOW PARTS
David Gonçalinho
www.instagram.com/wow_part/
Hoje em dia, o maior desafio de um retalhista,
para David Gonçalinho, já não é
vender peças, mas sim manter rentabilidade
num mercado onde o preço está constantemente
a ser pressionado. “A concorrência
digital obriga a reinventar o modelo todos
os dias. Para compensar a redução das margens,
apostamos em valor, não apenas em
preço. Reforçámos a oferta com equipamentos
e ferramentas, e investimos numa
plataforma digital que dá às oficinas mais
autonomia, rapidez e acesso a informação
GLOBALPEÇAS
Eddy Filipe
www.globalpecas.pt
Eddy Filipe, da Globalpeças, parceiro
ADPARTS, indica que, “neste mercado
cada vez mais competitivo o desafio é realmente
desafiar as oficinas a olharem a nosso
lado para o futuro apostando em peças
e ferramentas cada vez mais técnicas e de
maior qualidade para fazer face às exigências
atuais”. Em relação às medidas que estão a
tomar para compensar a possível redução nas
margens, indicou que a aposta da Globalpeças
passa por unir forças com grupos e parcerias
fortes, “para entregar às oficinas uma sotécnica”.
O responsável adianta ainda que,
recentemente, a WOW Parts mudou para
uma loja três vezes maior, “estrategicamente
localizada junto aos acessos da A22 e da
EN125. Este investimento permite-nos
aumentar a capacidade de stock e melhorar
significativamente a rapidez de distribuição.
Paralelamente, estamos a investir numa plataforma
digital com recurso a inteligência
artificial para apoiar os nossos clientes, tornando
o processo de pesquisa e identificação
de peças mais rápido e eficiente”.
lução 360 capaz de potenciar cada vez mais
a qualidade do serviço em oficina”. Sobre as
novidades que introduziram na sua atividade
recentemente, indica que o investimento
na Globalpeças tem sido principalmente em
recursos humanos, “a fim de assegurar a parte
humana nos processos, bem como tornar
processos informáticos mais simplificados
e informatizados, e com isto controlar os
stocks com bastante mais critério e organização.
Contudo, a aquisição de um espaço
maior será uma meta a curto prazo”.
SPR AUTO
Paulo Dário
As oficinas valorizam cada vez mais a rapidez
de resposta, a disponibilidade de stock,
a fiabilidade nas entregas e, sobretudo, o
apoio técnico e comercial. A formação técnica.
No fundo, o retalhista que conseguir
combinar preço competitivo com serviço,
apoio, conhecimento técnico e entregas rápidas
acaba por criar relações mais sólidas
e duradouras com as oficinas.
CENTROPEÇAS
Tiago Cerveira
No panorama atual, pelo menos da parte
da Centropeças, sente-se na oficina
a necessidade de criar uma forte relação
com o seu distribuidor, no sentido de que
o “simples” fornecedor de peças, passe a
um parceiro de negócio que consiga cobrir
e responder às suas necessidades de A a
Z. A procura só de preço deixou de ser a
única, ou, pelo menos, a principal realidade
passando a ser a confiança e a capacidade
de resposta a todas e a quaisquer situações,
os elementos chave, nesta relação de
distribuidor/oficina.
RPA
Tiago Almeida
Hoje em dia, o mercado aftermarket é meramente
logístico, a peça automóvel é um
“complemento”. Nesse sentido, o serviço é
o fator diferenciador face ao preço. Num
mercado tão exigente, o cliente procura
um fornecedor que tenha disponibilidade
de produto, entregas rápidas e um serviço
eficiente de venda e pós-venda, seja a
nível B2B, call center ou através do gestor
comercial. Não nos podemos esquecer que
o negócio é feito de pessoas para pessoas!
DRIVE360
António Cavaleiro
A oficina já não procura apenas um fornecedor:
procura um parceiro que lhe reduza
tempo morto. Isso inclui a identificação
correta, a disponibilidade, o apoio ao diagnóstico
- muitas vezes remoto devido à necessidade
de acesso aos fabricantes -, gestão
simples de encomendas e devoluções,
formação, marketing e acesso a parcerias
estratégicas.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 75
76 DOSSIER
Que impacto têm a eletrificação
e a complexidade técnica?
AUTOPEÇAS
Jorge Martins
www.autopecas.pt
Para Jorge Martins, os maiores desafios
para um retalhista de peças automóvel
atualmente são o cada vez maior ajuste da
oferta, sem comprometer a sustentabilidade
do negócio, assim como “Sermos parceiros
de negócio com os nossos clientes e não
apenas fornecedores de peças. Cuidar essas
parcerias pela relação de proximidade, confiança
e longevidade. Somos uma empresa
com 30 anos. Para compensar a possível redução
nas margens, indica que a integração
no grupo internacional RECALVI PARTS
foi uma das medidas, assim como a “aposta
noutros tipos de produtos, nomeadamente
equipamento oficinal e peças originais
e usadas, através da nossa parceria com a
DRIVE360
António Cavaleiro
www.drive360.pt
António Cavaleiro indica que o maior desafio
para um retalhista de peças automóvel
hoje é gerir três pressões em simultâneo:
“preço, disponibilidade e complexidade
técnica. Hoje, competir apenas pelo preço
destrói margem. É preciso acertar a peça à
primeira, entregar rapidamente e garantir
apoio técnico às oficinas”. Adianta ainda
que, para proteger margens, a empresa está a
passar da lógica da caixa, fornecedor de produto,
para a lógica da plataforma, “ou seja,
um ecossistema completo de apoio 360º à
oficina: equipamentos, manutenção e reparação,
ferramentas, consultoria, formação
técnica e de gestão, serviços digitais e redes
oficinais. A Inteligência Artificial já é utilizada
no planeamento de stock, gestão de
Stellantis. Além disso, a dinamização das
redes oficinais Mooving, Recoficial, Bosch
Car Service, Checkstar e Box VHE. Quanto
às novidades recentemente introduzidas
na atividade da Autopeças, Jorge Martins
indica a ampliação das gamas de produto
que anteriormente não trabalhávamos,
como material de A/C para todas as necessidades,
desde o compressor, condensadores,
válvulas de expansão, etc., pois os
veículos, mesmo os HEV necessitam destes
componentes. Alargámos também no
equipamento oficinal, como elevadores,
máquinas de diagnóstico, equipamentos
de desempanagem de carroçarias, entre
outros.
entregas, previsão de procura e apoio técnico.
Com ferramentas tecnológicas cada vez
mais evoluídas, conseguimos parametrizar
melhor o negócio de forma a garantir ter
o que o cliente precisa, onde precisa e no
momento certo”. Sobre as mais recentes novidades
da empresa, indica que estas passam
pelo reforço nos serviços e da distribuição
ao profissional, evolução da Shop360 e
das ferramentas integradas, expansão geográfica
com cobertura de todo o território
continental e ilhas, implementação de hubs
logísticos de forma a garantir uma distribuição
eficiente do stock pelos armazéns da
zona respetiva e a reestruturação da oferta
formativa não apenas técnica, mas também
comportamental e de gestão.
WOW PARTS
David Gonçalinho
A eletrificação traz novos desafios e
oportunidades, mas o parque automóvel
envelhecido continua a ser o
principal motor do aftermarket. São
duas realidades em paralelo que obrigam
o setor a evoluir rapidamente.
GLOBALPEÇAS
Eddy Filipe
A chegada dos veículos híbridos e
100% elétricos veio potenciar a formação
em áreas novas bem como a
venda de novos equipamentos, quer
de diagnóstico auto como equipamentos
oficinais necessários para
trabalhar nestes veículos.
AUTOPEÇAS
Jorge Martins
Com a eletrificação nota-se uma
quebra na procura de algumas peças
que habitualmente se vendiam,
lubrificantes, filtros, etc., e aumento
na necessidade de peças mais específicas
elétricas e eletrónicas, como
sensores, baterias, etc., no entanto,
como o parque automóvel tem alguma
idade, a procura vai sempre
existir.
AUTOPEÇAS CAB
André Cruz
As viaturas mais recentes são mais
complexas quer na parte mecânica
como nas novas partes elétricas o
que faz com que tenhamos de trabalhar
com catálogos eletrónicos
sempre atualizados e muitas vezes
com vários. Este nível de complexidade
também resultou na criação de
novas gamas no nosso stock para dar
resposta à procura. O contiínuo envelhecimento
do parque automóvel
continua a trazer muito negócio em
reparações e manutenções simples
ao nosso setor do aftermarket.
RODAPEÇAS
Manuel Vicente
O impacto do mencionado, é que temos
de estar preparados para servir
com a mesma competência, tecnologia
de ponta e muito recente, com
tecnologia antiga e em alguns casos,
já fora de fabrico por parte das
marcas de automóveis. É um desafio
gerir tal situação do ponto de vista
logístico, mas também do ponto de
vista da nossa equipa, que tem de
estar atualizada e formada para o
efeito.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 77
78 DOSSIER
SPR AUTO
Paulo Dário
www.sprauto.pt
Em relação aos maiores desafios para um
retalhista de peças automóvel atualmente,
Paulo Dário indica que o cliente profissional
está cada vez mais informado, compara preços
em tempo real e exige disponibilidade
imediata, o que obriga os retalhistas a terem
stocks e várias entregas por dia e rapidez.
“Os serviços, a proximidade com a oficina,
o apoio técnico, a rapidez das entregas e a
confiança são fatores decisivos para fidelizar
clientes num mercado cada vez mais competitivo”,
e acrescenta que “hoje, não basta
vender peças; é fundamental criar soluções e
serviços que ajudem as oficinas a serem mais
competitivas e eficientes. Nesse sentido, temos
apostado nas redes de oficinas como a
TOPCAR e NEXUSAUTO. Paralelamente,
continuamos a investir na rapidez e eficiência
da distribuição, porque a disponibilidade
e o tempo de entrega são cada vez
mais determinantes para a oficina. Além
destes pontos, parte da nossa estratégia
atual passa pelo online - estamos a investir
na nossa plataforma de e-commerce, com
melhorias e novidades tanto para o cliente
B2C, como para o B2B. Recentemente, temos
vindo a introduzir várias melhorias na
nossa atividade com o objetivo de reforçar a
capacidade de resposta e a qualidade de serviço
ao cliente. A nível interno, procedemos
à contratação de mais colaboradores, o que
nos permite aumentar a eficiência operacional
e melhorar o acompanhamento diário
das oficinas. Paralelamente, introduzimos o
WhatsApp como canal de comunicação oficial
com o cliente, o que tornou o contacto
mais rápido, direto e prático, facilitando a
gestão de encomendas e o apoio ao cliente
em tempo real. No plano logístico, temos
recorrido também à contratação de serviços
externos para apoiar as entregas, garantindo
maior flexibilidade, rapidez e cobertura,
especialmente em períodos de maior pressão.
Como referimos anteriormente, um
dos nossos investimentos para este ano é
na nossa plataforma de e-commerce, com o
objetivo de melhorar a experiência do consumidor
final e profissional. Por fim, temos
reforçado o nosso portefólio com a introdução
de novas marcas, o que nos permite
alargar a oferta disponível, aumentar a competitividade
e responder melhor às diferentes
necessidades do mercado. No conjunto,
estas medidas representam uma evolução
clara do nosso modelo de serviço, mais ágil,
mais próximo do cliente e mais preparado
para as exigências atuais do setor.
MERPEÇAS
Rui Costa
A eletrificação e a complexidade técnica
exigem formação contínua e novas gamas.
Já o envelhecimento do parque automóvel
mantém a procura por peças tradicionais,
criando um equilíbrio interessante.
SPR AUTO
Paulo Dário
Acredito que a eletrificação não será o
futuro. O envelhecimento do parque automóvel
continua a ter um peso muito
importante no negócio. Temos um parque
automóvel envelhecido que continua a
necessitar de manutenção com bastante
frequência. Isto provoca uma grande procura
por peças de manutenção e reparação
para estes veículos que já têm alguns
anos de vida.
CENTROPEÇAS
Tiago Cerveira
Ainda que seja algo já com alguns anos, a
eletrificação automóvel tem tido um impacto
bem mais significativo neste último
par de anos, adivinhando-se desafios exigentes
nos anos que se seguem. O crescimento
do número de viaturas eletrificadas
face às de combustão interna obriga
todos a uma especial e focada atenção a
esta nova realidade. Assim, formação especializada
e investimento constante na
mesma serão fundamentais num ramo
onde a escassez de recursos humanos é
difícil de contrariar, criar gente capaz de
lidar e absorver conhecimento deste novo
mundo auto eletrificado é a peça-chave
na resposta externa a este desafio, mas
também de forma muito saliente na resposta
à organização interna da empresa
na gestão de stock e serviços diretamente
ligados à eletrificação automóvel. A
necessidade de dominar e responder a
estas novas formas de tecnologia automóvel,
contrasta com o paralelo oposto e
a obrigação de responder de igual forma
ao envelhecimento do parque automóvel
português, que tem, em média, 15 anos.
Assim, criar condições para responder a
carros com grande número de intervenções
anuais é fundamental. Soluções
em marcas de peças mais económicas,
stock das mesmas em número adequado
às necessidades, e parceiros capazes de
solucionar peças de carros já “descontinuados”
são ouro nessa matéria.
RPA
Tiago Almeida
A visão que tenho é que a eletrificação
vai ser mais um tipo de energia, junto dos
combustíveis fósseis, hidrogénio e outros
tipos de energia que possam surgir. A dificuldade
principal é para o nosso cliente
que tem de estar preparado. Nesse
sentido, temos vindo a formar cada vez
mais profissionais em veículos híbridos e
elétricos desde o nível 1 ao mais avançado
e noutras áreas técnicas que vão ao
encontro da complexidade automóvel.
Na prática, não estamos a sentir impacto
negativo, até porque a idade do parque
automóvel continua a aumentar. De
qualquer das formas estamos a olhar para
estas tendências para aproveitar oportunidades
possíveis. O envelhecimento do
parque automóvel tende a aumentar a
procura por marcas budget e marcas próprias,
nesse sentido temos vindo a apostar
no aumento do portfólio desse tipo de
produto.
DRIVE360
António Cavaleiro
A eletrificação aumenta exigência ao nível
da segurança, alta tensão, baterias e
software. Uma intervenção num veículo
elétrico exige conhecimento e competências
completamente diferentes das
necessárias para intervir num veículo a
combustão. A crescente complexidade
dos sistemas ADAS e da eletrónica reforça
ainda mais o peso do diagnóstico e da
calibração. Ao mesmo tempo, o envelhecimento
do parque automóvel continua a
manter forte procura no aftermarket tradicional
embora a tendência futura seja de
transformação progressiva do setor.
ADIRA À REDE
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 79
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80 DOSSIER
AUTOPEÇAS CAB
André Cruz
https://autopecas-cab.pt
De acordo com André Cruz, o mercado
automóvel nacional tem vindo a crescer
com uma envolvente cada vez mais exigente
e dinâmica. “Neste mercado o fator “ter
em stock” é fundamental e posteriormente
associado a entregas estruturadas ao longo
do dia, bem como a qualidade das peças e
o suporte que o cliente precisa no seu dia
a dia”. Em relação às medidas que a Autopeças
CAB está a tomar para compensar a
possível redução nas margens, indica que,
com o mercado sempre mais competitivo
de ano para ano e o aparecimento de casas
de peças novas todos os anos fez com que
grande parte das oficinas tenha disponível
muitas soluções de fornecimento. As novas
casas de peças, principalmente as que dependem
das entregas das transportadoras
para vender, são mais agressivas para segurar
as vendas fazendo o preço mais baixo,
Para Rui Costa, o maior desafio atualmente
para um retalhista de peças automóvel
é equilibrar competitividade com
rentabilidade. “A pressão de preços, a digitalização
e a rapidez exigida pelo cliente
obrigam a eficiência operacional constante”.
Para compensar a possível redução
nas margens, indica que a Merpeças está
a diversificar a sua oferta de equipamenresultando
assim em margens mais baixas.
Neste ano estamos a dinamizar e a dar a
conhecer mais a empresa em feiras como
a Ovibeja que estivemos presentes e também
vamos estar presentes na Expomecânica.
Estamos também a apostar em novas
gamas como sistemas de AdBlue, injeção
e ar condicionado já em stock”. Sobre as
novidades recentes introduzidas na sua
atividade, André Cruz indica que, para o
início do verão o reforço da sua gama de
ar condicionado, com novos produtos e
serviços está garantido, com um novo fornecedor,
a EACLIMA. “Até final deste ano
estamos a estudar a possibilidade de dar a
conhecer mais a empresa através de feiras
locais. Neste momento estamos no processo
de abertura de uma nova loja que deve
estar pronta para finais de junho”, adianta
o responsável.
Quem conseguir
combinar
disponibilidade,
rapidez e controlo
de custos, tem
tudo para fidelizar
o cliente e ser
rentável.
SPR AUTO, Paulo Dário
MERPEÇAS
Rui Costa
www.grupomerpecas.com
tos e ferramentas, a reforçar serviços de
valor acrescentado e a investir na proximidade
com oficinas, além de otimizar
logística e compras. Sobre as novidades,
indica que a empresa tem investido na
melhoria logística, reforço de stock, novas
parcerias com marcas e digitalização
de processos para melhorar a experiência
do cliente.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 81
O retalhista que não evoluir para um modelo
tecnológico e orientado ao serviço vai perder relevância.
WOW PARTS, David Gonçalinho
RODAPEÇAS
Manuel Vicente
www.rodapecas.com
Para Manuel Vicente, o maior desafio de
um retalhista de peças automóvel “é ter
uma equipa de profissionais competentes,
capacitados e motivados. Para conseguirmos
ultrapassar este desafio gigante, necessitamos
de ter várias ferramentas e, uma
delas, será conseguir remunerar bem as
pessoas válidas. Para que tal seja possível, a
empresa necessita de ter margens de comercialização
que o permitam”. Relativamente
às medidas que a empresa está a tomar para
compensar a redução nas margens, indica “o
aumento do portfólio de oferta de soluções
aos nossos clientes, mais que uma opção para
aumentar margens, é uma opção estratégica
para a satisfação dos nossos clientes. Quando
falamos de soluções, assumimos que estas
são compostas por produtos e serviços. O
mix da margem gerada pelas soluções e a
margem contribuinte deste portfólio mais
alargado e abrangente, permite ultrapassar
alguns dos desafios da pressão de preços,
que muitas vezes encontramos no mercado”.
Sobre as novidades mais recentes, o
responsável indica que a Rodapeças está
permanentemente em processo de melhoria
no que diz respeito ao atendimento a
clientes e à logística. “Sendo fatores críticos
para os nossos clientes, é sempre um
foco de grande cuidado e investimento
para a nossa empresa. No nosso portfólio
de produtos, as peças usadas continuam
a ser estratégicas, com particular ênfase
na marca ecoRDP. Também do ponto de
vista estratégico, acreditamos que a diversificação
do nosso portfólio em termos de
equipamentos oficinais, assim como peças
para outras áreas de atividade, farão todo o
sentido no médio prazo”.
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82
DOSSIER
CENTROPEÇAS
Tiago Cerveira
https://www.facebook.com/centropecas.mealhada
“É fundamental para a empresa manter-
-se muito ativa em todas as variantes do
negócio, e adaptar-se rápido e facilmente
à evolução constante e quase diária no
ramo”, indica Tiago Cerveira. “Conseguir
estar alinhado com o momento atual ou
sempre que possível, um passo à frente
para que o cliente sinta, sempre da nossa
parte, a capacidade de responder às suas
necessidades, sejam elas de que categoria
forem. Mais que um fornecedor de peças
e/ou serviços, teremos de ser um parceiro
de negócio. Sermos, portanto, muito
ativos, estarmos sempre preparados para
responder a toda e qualquer necessidade
do cliente, mantendo também toda a estrutura
empresarial atualizada especialmente
na eletrificação automóvel, investindo
em stock e formação nesse sentido,
serão temas fundamentais para competir
de igual para igual com todos os “players”
do nosso mercado. Conseguir rentabilizar
ao máximo os recursos físicos e humanos,
bem como o investimento efetuado em
ambos. Conseguir um equilíbrio perfeito
entre o espaço de armazenamento, que
deve ser aproveitado ao máximo, com
quantidades precisas de stock bem como
a otimização do processo de embalamento
e de distribuição dos produtos; apostando
e investindo fortemente de forma
constante, crescente e inequívoca na dinamização
da rede oficinal CGA com a
qual temos já uma longa parceria, bem
vincada no panorama nacional; tendo no
último ano feito um alargamento de serviços
e produtos ligados aos equipamentos
e ferramentas criando parcerias nesse
sentido com os maiores importadores nacionais
associados às marcas de referência
no nosso mercado, nessa categoria. Em
suma, reduzir custos, otimizar processos
e armazenagem e criando linhas de
serviço e produtos que fidelizem e criem
confiança nos nossos clientes. Em meados
de este ano, contamos ter, em pleno funcionamento,
um portal de pedidos e identificação
de peças totalmente associado à
empresa, contamos também, neste caso
até final do ano, ter finalmente aberto um
segundo ponto de vendas sendo simultaneamente
o principal ponto logístico de
toda a operação empresarial, adicionando
estrategicamente novas marcas e produtos
já devidamente referenciados e selecionados,
bem como a criação de um espaço
estruturalmente preparado e equipado
para a realização de formações teóricas e
técnicas, vocacionadas às necessidades dos
clientes. Ao mesmo tempo que continuaremos
a fazer crescer o número de oficinas
associadas à rede CGA e a oferecer uma
gama completa de máquinas, ferramentas
e equipamentos numa estratégia de crescimento
nesta linha recentemente adicionada
como mais um serviço da empresa”.
C
C
M
Y
CM
MY
CY CY
CMY
CMY
K
K
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 83
84 DOSSIER
RPA
Tiago Almeida
https://rpa-lda.pt
“Nestes últimos anos, o mercado aftermarket
tem vindo a passar por uma fase
de disrupção total. Hoje, um dos grandes
desafios dos retalhistas passa pela mudança
na cadeia de venda, ou seja, os grossistas
deixaram de vender exclusivamente
ao retalho e passaram a operar também
na oficina, ou por aquisição de empresas
retalho ou por estratégia interna. Como
tal, existe concorrência do próprio grossista
ao retalhista. Nesse enquadramento,
a entrada de players internacionais também
é uma ameaça a nível de consolidação
de mercado. Na prática, o aftermarket,
tal como outras áreas de negócio, é
feita de volume. Ao mesmo tempo desenhar
todo o fluxo da peça, desde a gestão
de stocks, logística, entrega e devoluções
de forma mais eficiente torna-se mais desafiante.
Para isso, é necessário a gestão
da empresa ser feita de forma profissional,
aliada a recursos humanos cada vez mais
especializados em todas as áreas. A redução
nas margens é algo que se vem a notar
de há uns anos para cá e a tendência será
essa”, indica Tiago Almeida. O responsável
indica que, neste âmbito, a RPA tem
vindo a desenvolver várias áreas de negócio
que visam a eficiência e diferenciação
da empresa. “Um dos exemplos mais recentes
foi a inauguração da Academia de
Formação by RPA, o futuro da empresa
passa por termos clientes preparados para
enfrentar os desafios atuais e futuros. A
nível logístico, investimos num WMS
para uma gestão mais eficiente de stock,
aliado a isso a distribuição passou a ser
feita de forma mais profissional. No final
do ano passado inaugurámos a Academia
de Formação by RPA e mudámos para
umas instalações mais amplas na filial
de Évora. Mais recentemente, a RPA fez
29 anos e aproveitamos para fazer um
Rebranding à marca. Esta renovação da
marca reflete a vontade contínua de inovar,
acompanhar as novas exigências do
mercado e intensificar o processo de expansão
da empresa”.
Como vê o futuro do retalhista
de peças?
WOW PARTS
David Gonçalinho
O futuro não é de quem vende mais barato,
mas de quem resolve mais rápido.
O retalhista que não evoluir para um
modelo tecnológico e orientado ao serviço
vai perder relevância.
GLOBALPEÇAS
Eddy Filipe
É importante a parceria certa e ligação a
grupos, que nos permita elevar as nossas
oficinas a redes organizadas e capazes
de enfrentar as novas tecnologias
do nosso setor.
AUTOPEÇAS
Jorge Martins
A palavra-chave vai ser digitalização,
IA, sistemas completamente integrados
entre a Oficina e o Retalhista, desde o
momento do pedido da peça, a separação
em armazém e a entrega, tudo automatizado
e integrado diretamente no
ERP da oficina, eliminar perdas de tempo
e erros, o futuro está aí e a IA, condução
autónoma, etc. vai revolucionar o
mercado nos próximos anos.
AUTOPEÇAS CAB
André Cruz
Os próximos cinco anos vão continuar
a ser bastante competitivos em vários
fatores para o nosso mercado, podendo
fazer com que, das poucas empresas
independentes que existam a nível
nacional, tenham de aderir a grupos de
compras ou outras parcerias. O conceito
da casa de peças ser um conjunto de
soluções para as oficinas não só em peças,
mas noutros serviços continuará a
crescer.
RODAPEÇAS
Manuel Vicente
O retalhista de peças tem de ser muito
mais que um fornecedor de peças. Tem
de ser um fornecedor de excelência de
soluções e, um parceiro fundamental na
vida de uma oficina.
MERPEÇAS
Rui Costa
Nos próximos cinco anos, o retalhista
será cada vez mais um parceiro tecnológico
e consultivo. A diferenciação
passará pelo serviço, especialização e
capacidade de adaptação
SPR AUTO
Paulo Dário
O papel do retalhista de peças vai continuar
a ser relevante, mas vai sofrer uma
transformação clara nos próximos cinco
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 85
anos. O modelo tradicional, baseado apenas
na venda e distribuição de peças, está
cada vez mais pressionado por diferentes
canais - desde importadores que vão diretamente
ao nosso cliente, até marcas que
criam os seus próprios portais com preços
muito competitivos. Neste contexto, o retalhista
terá de deixar de ser visto apenas
como um intermediário de produto e passar
a ser um verdadeiro parceiro de serviço e
eficiência para a oficina. A diferenciação já
não será feita apenas no preço, mas sobretudo
na capacidade de resposta, proximidade
e apoio técnico. As mudanças mais
decisivas passam pela digitalização, por
plataformas próprias e eficiência logística,
onde a rapidez de entrega será sempre
muito importante. Apoio técnico, formação,
aconselhamento e serviços que ajudem a
oficina a ganhar produtividade e rentabilidade.
Redes de oficinas.
CENTROPEÇAS
Tiago Cerveira
Num papel duma função muito mais alargada
e abrangente que há muito deixou só
de ser fornecedor de peças. Assim só uma
empresa multifacetada e competente em
todas e toda a linha estará preparada não
só para os próximos 5 anos, mas também
para as próximas décadas. Uma equipa
motivada e aberta à implementação de
novos métodos e valências será chave no
sucesso imediato e futuro da empresa retalhista.
RPA
Tiago Almeida
A consolidação é um tema atual e vai ser
cada vez mais intensificado no futuro, basta
olhar para o mercado Espanhol. Nesse
sentido, o retalhista vai ter cada vez mais
dificuldades. Na minha opinião, o retalhista
para perpetuar no futuro tem de alinhar
um conjunto de situações. Ou seja, uma
gestão mais profissional da empresa, aliar-
-se a parceiros/grupos que lhe proporcionem
ferramentas, ligação às marcas, digitalização
de processos e rodear-se de
recursos humanos competentes nas várias
áreas da empresa.
DRIVE360
António Cavaleiro
Nos próximos cinco anos, o retalhista vencedor
será híbrido: físico na proximidade,
digital na operação e consultivo no valor.
Quem conseguir combinar Inteligência Artificial,
logística eficiente, serviço técnico,
formação e ecossistemas B2B de oficinas
deixará de vender peças para passar a
vender produtividade.
Nos próximos cinco
anos, o retalhista
vencedor será híbrido:
físico na proximidade,
digital na operação e
consultivo no valor
DRIVE360, António Cavaleiro
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VEICULOS
ELETRICOS
86 DOSSIER
Onde está o equilíbrio entre stock, serviço e rentabilidade?
WOW PARTS
David Gonçalinho
Está na eficiência operacional. Não se trata
de ter tudo em stock, mas de ter o certo, no
momento certo, com uma logística capaz de
responder sem falhas.
GLOBALPEÇAS
Eddy Filipe
Neste negócio ainda continua a levar a melhor
quem tem a peça em stock, mas a tendência
em oficinas organizadas é que nem
sempre este é o melhor caminho, pois por
vezes quem tem a peça não pode proporcionar
o serviço 360 à oficina, e sente-se que
começa a pesar na balança a rentabilidade
das intervenções com base em apoios técnicos
e tickets e, com isto, marcações com mais
assertividade.
AUTOPEÇAS
Jorge Martins
Atualmente tentamos ter stocks horizontais
para manter uma disponibilidade imediata nas
peças de maior rotação, no entanto, com a
nossa logística eficiente conseguimos ter o
material nas oficinas em apenas algumas horas,
mesmo material de menos rotação, tendo
um serviço de excelência e tentando um equilíbrio
que nos permita ter alguma rentabilidade,
para isso usamos já algumas ferramentas
de IA para facilitar esta difícil missão.
AUTOPEÇAS CAB
André Cruz
Hoje em dia para empresas independentes
como a nossa tem de existir um equilíbrio
bem estruturado entre os stocks que podemos
ter em casa e a parte logística da empresa
para termos uma boa rentabilidade. Com
os recentes aumentos nos últimos anos a
nível de ordenados, combustíveis e um pouco
de tudo no geral criou uma pressão maior nas
estruturas das empresas em que as margens e
as vendas têm de obrigatoriamente subir para
colmatar os aumentos dos custos.
RODAPEÇAS
Manuel Vicente
O equilíbrio está entre a satisfação do cliente,
os prazos médios de existências e, os prazos
médios de entrega. O negócio da distribuição de
peças automóvel às oficinas, tem um custo logístico
muito considerável. É, por isso necessário,
não beliscando o nível de serviço ao cliente,
ter um grande foco na otimização da operação
logística como um todo (stocks e entregas).
MERPEÇAS
Rui Costa
O equilíbrio está na gestão inteligente de stock:
garantir disponibilidade nas referências críticas,
com rotação eficiente, apoiada por tecnologia e
previsibilidade de procura.
SPR AUTO
Paulo Dário
As oficinas estão cada vez mais exigentes em
relação à rapidez do tempo de entrega. Contudo,
para que isto aconteça, temos que ter mais
stock disponível, sendo que o custo do mesmo
está constantemente a aumentar. Assim, é imperativo
uma boa gestão de stocks. Quem conseguir
combinar disponibilidade, rapidez e controlo
de custos, tem tudo para fidelizar o cliente
e ser rentável.
CENTROPEÇAS
Tiago Cerveira
Honestamente, talvez um dos objetivos e desígnios
mais difíceis de obter. O custo associado
à pressão logística e à gestão de stocks, é
hoje em dia quiçá o principal fator de elevados
e avultados investimentos do aftermarket atual.
A urgência na entrega e a disponibilidade da
peça no contexto atual do ramo obriga a redobrar
esforços nesse sentido. Assim este ponto
de equilíbrio será sempre maior quanto mais
satisfeito sentirmos o cliente, digamos que hoje
em dia são eles que definem esse ponto. A procura
e a oferta é tanta que o cliente tem sempre
o controlo total na definição desse ponto.
Portanto, ter a peça, mesmo que em quantidades
mínimas, fazer a sua entrega o mais rápido
possível e ainda assim ser competitivo nos preços,
determinará sempre o ponto de equilíbrio
medido pelo grau de satisfação no cliente.
RPA
Tiago Almeida
O nosso setor tem uma taxa de serviço extremamente
elevada, basta fazer a pergunta a um
profissional competente na área da logística. O
binómio disponibilidade-preço, normalmente a
disponibilidade prevalece, por isso ter a peça
em stock é sinónimo de venda. A aposta da
RPA passa por investir no inventário, até porque
olhamos para o inventário como um ativo/
investimento. Não obstante, tentamos fazer a
gestão de inventário o mais eficiente e profissional
possível, com recurso a ferramentas
digitais. Contudo, é uma área identificada que
queremos cada vez desenvolver mais.
DRIVE360
António Cavaleiro
Hoje, o equilíbrio entre disponibilidade, serviço
e rentabilidade depende de uma gestão
de stock muito rigorosa. O objetivo é garantir
maior disponibilidade nas referências com
maior procura, resposta rápida nas peças críticas
e utilização de ferramentas de análise
e Inteligência Artificial para antecipar necessidades
futuras. Mais do que vender muito, o
importante é entregar bem, reduzir erros e devoluções
e garantir eficiência em cada entrega.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 87
88
FORMAÇÃO
DIAGNÓSTICO DE REDES CAN-BUS
TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)
Introduzidas na indústria automóvel
nos anos 90, as redes CAN-BUS
(Controller Area Network) são a principal
solução para a comunicação entre
múltiplas unidades de controlo e
o equipamento de diagnóstico. Quando
esta rede falha, os sintomas podem ser
variados e, muitas vezes, enganosos. Estas
redes podem apresentar diversos sintomas
de avaria, desde códigos de erro do tipo
“U-codes” até a ausência total de comunicação
com o equipamento de diagnóstico.
COMO ABORDAR AVARIAS?
1. Verificar alimentação
e massa dos módulos
Perante uma falha na rede devemos começar
por confirmar que os módulos
afetos têm alimentação e massa corretas.
Um módulo sem alimentação pode ser
interpretado como falha de comunicação
e é também importante notar que erros
CAN-BUS podem ser meramente indicadores
de um código de erro presente em
outra unidade (e não uma falha da rede).
2. Medir a resistência
da rede com o ohmímetro
Com ignição desligada e bateria isolada,
conseguimos medir a resistência entre
CAN High e CAN Low no conector de
diagnóstico “OBD” entre os pinos 6 e 14,
o valor esperado é 60 ohms. Existem duas
unidades (nas duas extremidades da rede)
que incluem uma resistência (interna, entre
as duas linhas) de 120 ohms (ligadas
em paralelo na rede, resultam 60 ohms).
0 ohms representa curto-circuito entre linhas
e valor infinito circuito aberto. Este
teste dá uma indicação rápida da integridade
da rede.
3. Verificar tensões
em funcionamento
Com ignição ligada devemos observar
CAN H ≈ 2.5V a 3.5V e CAN L ≈ 2.5V
a 1.5V. Se ambas as linhas estiverem fixas
a 0V ou 5V, existe um problema na rede
(curto à massa, positivo ou presença de
uma unidade defeituosa).
4. Analisar o sinal com osciloscópio
Para uma análise mais detalhada podemos
conectar dois canais do osciloscópio às linhas
CAN High e CAN Low, assim como
as massas ao negativo da mesma unidade.
Seleccionar as escalas 1V/div e 50 μs/div:
5. Isolar a falha
Ao suspeitar de uma unidade a comprometer
a rede é possível desligar unidades
uma a uma (confirmando se a resistência
de 60 ohms na rede se mantém) e observar
se a comunicação é restabelecida.
Devemos notar que nem todos os módulos
podem ser desconectados da rede.
Algumas unidades (como ABS/ESP ou
gateways) funcionam como “ponte” na
rede — ao remover o conector, a linha
CAN fica interrompida. Nestes casos,
pode ser necessário fazer uma “ponte”
externa para manter a continuidade nas
linhas CAN High e CAN Low durante o
teste. Da mesma forma, as unidades que
integram resistências de terminação (120
ohms) não podem ser removidas.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 89
PLATAFORMAS DE
COMUNICAÇÃO
OFICINAL
NÃO PERCA
TODAS AS NOVIDADES
DO PÓS-VENDA
90
FORMAÇÃO
A SUA OFICINA ESTÁ CHEIA — MAS VAI FECHAR POR FALTA DE PESSOAS.
E o relógio já está a contar
Há donos de oficinas em Portugal a fechar portas. Não por falta de clientes, mas sim por falta de pessoas. A idade média
dos mecânicos é 41 anos, a dos bate-chapas, 49, a dos pintores, 45. A renovação geracional falhou.
TEXTO HUGO MONTEIRO – hugomonteiro@actioncoach.com
“Há empresas que não encerram por falta de
clientes, mas por falta de pessoas.” — ANE-
CRA
Releia. Devagar. Está escrito ali que o seu
maior risco já não é a concorrência, nem o
preço da peça, nem o cliente que regateia. É
não ter quem trabalhe.
E, ainda assim, muitos empresários continuam
a tratar isto como um problema do
mercado. Dos jovens. Do governo. Coisas
que não controlam. E, como não controlam,
sentem que nada têm de fazer.
Verdade incómoda: o problema não está
no mercado. Está no seu negócio não ser
atrativo. E isso, ao contrário do mercado,
controla-se.
CINCO PASSOS QUE SEPARAM
QUEM VAI SOBREVIVER
DE QUEM VAI FECHAR:
Plano de carreira numa folha A4. Níveis,
requisitos, salários, benefícios. Imprima
e entregue a cada candidato no primeiro
dia. Sem esse papel, o jovem assume que vai
ficar no mesmo banco para sempre. E sai.
Marca empregadora. Fotografe a oficina
como ela é hoje: tecnológica, limpa, digital.
Não como era em 1995. Comunique no
Instagram e no LinkedIn. Está a vender o
local de trabalho.
Recrute como vende. Resposta em 24
horas, processo claro, decisão numa semana.
O bom candidato não espera. Quem ainda
recruta como há vinte anos perde.
Formação como benefício. Horas pagas,
certificações em EV, presença nas feiras
do setor. Os melhores técnicos não saem por
mais 200 euros. Saem quando deixam de
aprender.
Meça produtividade, não horas. Horas
faturadas por técnico. Ganhar é tornar cada
hora mais produtiva – eliminando tudo o
que rouba tempo ao chão de oficina.
Pergunta do coach: se amanhã os seus dois
melhores técnicos lhe entregassem a carta,
quantos meses sobreviveria o seu negócio?
Se for menos de doze, já sabe qual é a sua
prioridade número um.
Em 2030 vão existir duas categorias de
donos: os que decidiram em 2026 mudar
a forma como tratam as pessoas – e os que
não decidiram. Os primeiros vão crescer.
Os segundos desaparecem. Não é justo. É o
jogo. A pergunta não é se quer mudar. É se
prefere fazê-lo agora, enquanto ainda tem
opção de mudar o futuro da sua empresa.
VAMOS CONVERSAR
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artigo ou simplesmente perceber como
implementar estes sistemas no seu negócio,
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COMUNICAÇÃO
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João Abreu
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92 FORMAÇÃO
TESLA E A ELETRIFICAÇÃO
O On-Board Charger (OBC) e
o Carregamento Bidirecional:
Eficiência da Rede à Bateria
O On-Board Charger (OBC) da Tesla atua como ligação entre a rede elétrica AC e a bateria de alta tensão, dialogando
diretamente com o BMS para otimizar cada sessão de carga individualmente.
Em 2026, a maioria dos modelos
(Model 3 Long Range, Model Y
Performance, Model S, Model X
e Cybertruck) vem equipado um
OBC de 11,5 kW (48 A a 240 V),
permitindo carregamento completo em
8-12 horas numa wallbox adequada. O Model
3 Rear-Wheel Drive base limita-se a 7,7
kW (32 A).
No Cybertruck, o OBC de 11,5 kW destaca-se
pelo suporte nativo a carregamento
bidirecional PowerShare. Esta funcionalidade
transforma o veículo num gerador móvel
capaz de fornecer até 11,5 kW contínuos
através da porta de carga específica NACS
ou das tomadas integradas no habitáculo e
na caixa de carga (120 V e 240 V). É possível
alimentar equipamentos e ferramentas
pesadas, carregar outro EV ou até suprir
uma casa em modo backup (com o Powershare
Gateway). O BMS coordena o fluxo,
limitando a potência em função do SoC e
da temperatura das células 4680.
A integração com a rede Supercharger é outro
ponto forte. O OBC comunica com o
BMS para pré-condicionar a bateria (aquecendo
ou arrefecendo as células para a faixa
ideal de 20-45 °C), maximizando picos de
250-350 kW em DC. Em células 4680 com
baixa resistência interna, esta preparação reduz
o tempo de carga e minimiza o stress
térmico.
Em 2026, com a produção renovada de células
4680 no Model Y, o OBC beneficia
de algoritmos OTA que ajustam a curva de
carga consoante a química da célula (NMC
de alta densidade ou LFP mais estável). No
caso das LFP, o sistema permite carregamentos
frequentes a 100 % com menor penalização
na longevidade.
O OBC não é um componente isolado: trabalha
em harmonia com o controlo térmico
para recuperar energia e com o VCU para
gerir correctamente a potência disponível.
Esta abordagem integrada permite à Tesla
oferecer carregamento rápido e seguro, mesmo
em condições adversas, como muito frio
ou quente, transformando a infraestrutura
doméstica ou pública num verdadeiro aliado
da autonomia diária.
No próximo capítulo exploraremos o sistema
de controlo térmico, peça fundamental
que permite ao BMS e ao OBC operarem
com máxima eficiência.
WWW.POSVENDA.PT JUNHO 2026 93
USADOS
BY PÓS-VENDA
BREVEMENTE
94
FORMAÇÃO
do dia-a-dia
MECÂNICA
by
DACIA SPRING ELECTRIC (2022)
PERDA PROGRESSIVA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E AUTONOMIA REAL – DEGRADAÇÃO DOS
CONTACTORES DE PRÉ-CARGA E PRINCIPAL DO PACK HV
Este mês o nosso relatório relata uma avaria de um Dacia Spring, com perda progressiva de eficiência energética e autonomia real.
EFEITO CLIENTE:
O proprietário de uma Dacia Spring de
2022 reportou redução progressiva e consistente
da autonomia real ao longo dos últimos
dois meses: o veículo, que habitualmente
percorria 180 km por carga em ciclo
misto urbano, passou a raramente exceder
140-150 km com o mesmo padrão de condução
e nas mesmas condições de temperatura.
O SOC indicado no painel caía de
forma aparentemente mais rápida do que o
esperado. Adicionalmente, o cliente notava
que a potência disponível em aceleração
parecia ligeiramente reduzida, embora não
houvesse mensagem de avaria. O veículo
não apresentava comportamentos anómalos
de carregamento.
Figura 1 Dacia Spring Electric
CÓDIGOS DE AVARIAS:
Diagnóstico com ferramenta de diagnóstico
: verificação do SOH (State of Health)
da bateria via módulo BMS – valor de 91%,
aceitável para 45 000 km e 3 anos de utilização,
excluindo degradação significativa de
células como causa primária.
Análise do consumo energético médio
registado pelo BMS nos últimos 30 ciclos
de condução: valor médio de 14,8 kWh/100
km em ciclo urbano – 18% acima do valor
de referência de 12,6 kWh/100 km para as
condições de temperatura e perfil de utilização
registados. O consumo excessivo não
era explicado pela degradação de bateria de
9% – havia outra fonte de perda de energia.
Monitorização em tempo real da tensão
do pack HV e da corrente durante aceleração
e cruzeiro: identificação de queda de
tensão anómala no pack durante eventos de
aceleração moderada – queda de 18 V para
uma corrente de 80 A, resultando numa resistência
interna aparente do pack de 0,225
Ω – significativamente acima do valor esperado
de 0,08 Ω para um pack saudável
desta quilometragem.
Verificação da resistência interna das células
(excluída como causa pela análise de
espectroscopia AC): resistência celular dentro
da normalidade – a queda de tensão excessiva
tinha origem nos elementos de contacto
do circuito HV e não nas células.
Medição da resistência de contacto dos
contactores principais (HV main contactors)
e do contactor de pré-carga com micro-
-ohmímetro de quatro fios após isolamento
seguro do sistema: resistência dos contactores
principais de 28 mΩ e 31 mΩ – significativamente
acima do valor nominal <5
mΩ, indicando degradação dos contactos
por arco eléctrico repetido.
Inspecção visual dos contactores após
desmontagem: superfícies de contacto com
erosão por arco visível, com crateras de material
fundido e depósito de resíduo metálico
nas faces de contacto – degradação por arco
típica de elevado número de ciclos de abertura/fecho
sem amortecimento adequado.
ABORDAGEM:
A causa raiz foi identificada como degradação
acentuada das superfícies de contacto
dos contactores principais de alta tensão
do pack HV, por erosão progressiva causada
por arco eléctrico durante as operações
de abertura e fecho ao longo de 45 000 km
de utilização. A resistência de contacto elevada
(28-31 mΩ, versus <5 mΩ nominal)
causava dissipação de energia significativa
nos próprios contactores durante a condução
– energia que se convertia em calor
nos contactores em vez de ser utilizada para
propulsão. Este fenómeno explicava o consumo
energético 18% acima do nominal:
aproximadamente 8% da energia da bateria
era dissipada nos contactores degradados em
vez de chegar ao motor de tração. A queda
de tensão excessiva no pack durante aceleração
era a manifestação directa desta resistência
adicional na cadeia de potência.
CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:
Substituição do conjunto de contactores
principais e do contactor de pré-carga d o
pack HV por unidades novas t, com verificação
da referência correcta para a versão de
pack HV da Spring (26,8 kWh).
Verificação e reaperto de todas as ligações
de barramento de cobre do pack HV, com
medição de resistência de contacto em cada
ligação após intervenção “ valor máximo
aceitável de 2 mΩ por ligação”.
Execução de teste de isolamento HV
completo com ferramenta homologada após
reinstalação, confirmando resistência de
isolamento superior a 500 MΩ em todos os
circuitos.
Ciclo de validação de 10 arranques consecutivos
com monitorização da t e n -
são do pack e da queda de tensão durante
aceleração, confirmando resistência interna
aparente do pack inferior a 0,10 Ω.
Figura 2 Sistema eletrico
CAUSAS POSSÍVEIS:
Defeito contactores, a resistência de contacto
medida dentro das especificações recomendadas
Troca dos contatores principais do circuito
de alta tensão