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Revista Coamo - Maio de 2026

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revista coamo Campo em equilíbrio ano 52 edição 568 maio/2026

revista

www.coamo.com.br

Pedro e Carlos Andreoli,

de Manoel Ribas (PR)

maio/2026

ano 52 edição 568

Campo em equilíbrio

Reuniões de Campo

Diretorias da Coamo e

Credicoamo realizam

tradicionais encontros

com cooperados

Apas

Coamo participa

de feira

supermercadista

e lança novos

produtos

Integração lavoura-pecuária vem ganhando espaço nas propriedades ao unir

produção de grãos e criação de animais na mesma área. Com bom planejamento,

sistema melhora o aproveitamento do solo, contribui para a conservação da matéria

orgânica, diversifica a renda e fortalece a estabilidade produtiva


A melhor forma de realizar

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Ampliação do patrimônio

Renovações de frotas e dos

implementos agrícolas

Planejamento que gera

tranquilidade

Credibilidade e segurança

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Órgão de divulgação da Coamo

ano 52 | edição 568 | maio 2026

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e João Mignoso (Membros Efetivos); João Luiz Ferri, Helen Karolyne da Cruz Paschoeto e Renato

Bravin Piccolo (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.



índice

Entrevista

10

Primeira mulher na presidência-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella destaca os desafios da

nova governança e as ações para fortalecer a representação e o protagonismo do cooperativismo

Lavoura-pecuária

14

Sistema contribui para o melhor aproveitamento do solo, favorece a conservação da matéria

orgânica, amplia alternativas de renda e fortalece a estabilidade produtiva das propriedades rurais

20

Apas

Coamo apresentou lançamentos, reforçou a linha alimentícia e ampliou o

relacionamento com clientes e parceiros de diferentes regiões do país. O

estande destacou os 50 anos de agroindustrialização da cooperativa e reuniu

supermercadistas, representantes comerciais e empresários do setor varejista

Safra de inverno

38

Trigo segue presente no planejamento das propriedades, contribuindo para a rotação de culturas,

conservação do solo e diversificação da produção, além de manter uma tradição no campo

maio/2026 revista

5


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governança

Reivindicação de medidas ao governo para apoio aos produtores

O

cenário agrícola atual revela,

ao mesmo tempo,

a força e a vulnerabilidade

do setor, que é essencial para

alavancar a economia brasileira

e para o abastecimento global.

Apesar de contabilizarmos uma

safra considerada positiva em

termos de produtividade, acompanhamos

fatores externos que

vem pressionando os produtores

e exigindo atenção.

De modo geral, a última

safra apresentou bons resultados,

mesmo com adversidades

pontuais de condições climáticas,

que permitiram produtividades

satisfatórias em grande parte

das regiões onde atuamos.

No entanto, o equilíbrio

econômico da atividade foi afetado

por um conjunto de variáveis

que fogem ao controle dos

agricultores. A queda nos preços

das commodities agrícolas, associada

ao aumento expressivo

dos custos de produção, especialmente

dos insumos, comprometeu

a rentabilidade.

A esses fatores somam-se

os juros elevados, devido ao reflexo

de um cenário econômico global

instável, agravado por conflitos

internacionais que impactam

diretamente os mercados.

Os resultados dessa realidade

apresentam um quadro

de produtores mais endividados

e com dificuldades para honrar

os compromissos financeiros. O

que se torna ainda mais evidente

neste momento de vencimento

dos custeios e investimentos da

safra 2025/2026.

Há um volume significativo

de produtores buscando

prorrogação de dívidas e como

solução, as nossas entidades

reivindicam a necessidade de

medidas estruturantes por parte

do governo.

Entre as alternativas, a

securitização aparece como um

caminho viável, permitindo o

alongamento das dívidas, com

prazos mais longos e juros subsidiados.

Esta solução já foi adotada

em momentos anteriores da

história agrícola brasileira e poderia

proporcionar fôlego ao produtor,

e ao mesmo tempo, preserva

a saúde financeira das cooperativas

e das empresas do setor.

Não foi o agricultor quem

criou esta situação, pois é decorrente

do clima e de um cenário

econômico global. Por isso, esperamos

o apoio do governo e a

busca de soluções e decisões mais

amplas para amenizar os problemas,

para valorizar os produtores

e o campo, que é um dos pilares

importantes da economia brasileira,

haja vista que se a agricultura

parar, o agricultor não cumprirá a

missão de produzir alimentos para

o Brasil e o mundo.

"Há um volume de

produtores buscando

prorrogação de

dívidas e como

solução, as nossas

entidades reivindicam

a necessidade de

medidas estruturantes

por parte do governo."

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

maio/2026 revista

7


FALE JÁ COM SEU REPRESENTANTE!


gestão

Comunicar para unir, crescer e transformar

Comunicar bem nunca foi apenas uma necessidade,

mas é essência. No cooperativismo,

é o que conecta ideias, mobiliza pessoas e

transforma propósitos em realidade. Afinal, não há

movimento sem pessoas, e não há pessoas engajadas

sem comunicação.

A própria história da Coamo nasceu dessa

premissa. Lá no início, em 1968, antes mesmo da

cooperativa existir na prática, foi preciso o nosso

idealizador e visionário Dr. Aroldo, conversar, reunir,

explicar, convencer. Foram encontros, diálogos e

construção coletiva até que o projeto ganhasse forma.

Desde então, comunicar deixou de ser um meio

e passou a ser parte do próprio caminho.

Esse caminho segue evoluindo. Nos últimos

anos, a Coamo ampliou presença, modernizou a gestão

com a governança e, junto com isso, fortaleceu

também a forma de se comunicar. Mais leve, mais

próxima e mais abrangente, a comunicação ganhou

novos formatos, novos canais e novas linguagens, sem

abrir mão de sua essência: informar, formar e integrar.

Um exemplo desse avanço é o “Momento

Coamo”, pelo canal da Coamo no YouTube, que chegou

à marca de 200 programas, com regularidade a

cada terça-feira, nos últimos quatro anos. O resultado

representa constância, compromisso e, principalmente,

conexão com um público diverso — cooperados,

funcionários, parceiros, clientes, consumidores

e familiares, que fazem parte dessa trajetória.

A proposta vai além de levar informação.

Trata-se de aproximar, dar voz, abrir espaço. Comunicação,

aqui, é mão dupla. É ouvir tanto quanto falar.

É estar presente tanto no campo quanto nas plataformas

digitais, no rádio, na TV, nas redes sociais e,

principalmente, no contato direto.

Essa presença da cooperativa se revela também

nos encontros e nas tradicionais reuniões de

campo, momentos em que o diálogo ganha rosto,

olho no olho, troca de experiências e construção

conjunta de soluções. São ocasiões que reafirmam

um princípio fundamental: o cooperativismo se fortalece

na participação.

Explicar o modelo cooperativista, os diferenciais

e os benefícios são parte desse processo. Afinal,

comunicar bem é também educar e conscientizar.

Quando a mensagem chega com autenticidade,

gera identificação. Foi assim com a emocionante

iniciativa do cooperado Roberto Beck, de

Araruna, que transformou em música o sentimento

de pertencimento à Coamo. Em cada verso, o retrato

de quem vive o campo no dia a dia, com trabalho,

fé e esperança. Comunicação é vínculo, é fazer com

que cada cooperado se reconheça na cooperativa. É

garantir que todos entendam seu papel, participem

das decisões e sintam-se parte do todo.

A nossa jornada continua porque comunicar

é acompanhar as transformações, é dar clareza ao

presente e construir, juntos, o futuro. Um futuro com

parceria e união, e onde há cooperação, há progresso

e pessoas unidades por um propósito, a vida, e

de fato, a vida é a gente que transforma.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

maio/2026 revista

9


entrevista

TANIA ZANELLA

Presidente Executiva do Sistema OCB

“Buscamos soluções para fortalecer o Sistema OCB e ampliar o

impacto positivo das cooperativas no Brasil.”

Durante a 28ª Assembleia

Geral Extraordinária

do Sistema OCB,

em Brasília, foi homologada

a indicação de Tania Zanella

para o cargo de presidente

Executiva da organização. É a

primeira vez que esse cargo é

ocupado por uma mulher. Ela

destaca a responsabilidade

da função e afirma que pretende

conduzir a gestão com

diálogo e foco em resultados

para as cooperativas.

O mandato da diretoria

eleita em 2024 irá até

2028, dentro de um contexto

de modernização da estrutura

institucional do Sistema

OCB. Na mesma assembleia,

foi aprovada a divisão entre a

gestão operacional e a função

estratégica de representação.

Nesta configuração, o então

presidente Executivo, Márcio

Lopes de Freitas, ocupa agora

o cargo de presidente do

Conselho de Administração,

com foco na atuação institucional

e política.

Revista Coamo: A senhora é pioneira,

já foi superintendente, gerente

de Relações Institucionais e

gerente-geral do Sistema OCB, e

agora a primeira mulher a ser presidente

Executiva da instituição.

Quais desafios precisam ser enfrentados?

Tania Zanella: Assumir a presidência

executiva do Sistema OCB

representa, para mim, um reconhecimento

institucional construído

ao longo de muitos anos de

atuação técnica, diálogo político

e compromisso com o cooperativismo.

Mais do que um marco

pessoal, esse momento simboliza

a capacidade do Sistema de evoluir,

valorizar trajetórias e abrir espaço

para uma liderança baseada

em competência, visão estratégica

e resultados. Nos últimos anos,

avançamos de forma consistente

na ampliação da presença feminina

em cargos de gestão no cooperativismo.

Hoje, vemos mais

mulheres liderando cooperativas,

integrando Conselhos de Administração,

participando de comitês

estratégicos e ocupando posições

executivas. Esses avanços são fruto

de investimento em formação,

estímulo à liderança e, sobretudo,

de uma mudança gradual de

cultura. Ainda assim, os desafios

persistem. Precisamos continuar

enfrentando desigualdades estruturais,

ampliar o acesso das mulheres

às instâncias de decisão,

fortalecer políticas de sucessão e

garantir ambientes organizacionais

cada vez mais inclusivos. O

cooperativismo tem uma base sólida

para isso, pois seus princípios

de democracia, equidade e participação

podem e devem se refletir,

cada vez mais, na prática.

RC: O Sistema OCB já tem trabalhos

relevantes destinados às mulheres,

a exemplo do Comitê Elas

pelo Coop e da formação de lideranças

por meio da plataforma Capacita

Coop. O que esse público

pode esperar da próxima gestão?

Tania: Essa agenda será mantida,

ampliada e integrada de forma

ainda mais estratégica. O Comitê

Elas pelo Coop seguirá como um

espaço essencial de articulação,

10 revista

maio/2026


escuta e proposição, com mais

conexão às agendas de governança,

representação institucional

e desenvolvimento das

cooperativas. Da mesma forma,

a formação oferecida pela CapacitaCoop

continuará sendo aprimorada

e valorizada, com trilhas

alinhadas aos desafios reais da

gestão, da liderança e da inovação.

As mulheres podem esperar

uma atuação mais transversal,

que una formação, visibilidade,

estímulo à ocupação de cargos

estratégicos e reconhecimento

do papel fundamental que exercem

no fortalecimento do cooperativismo

brasileiro.

Natural de Ipumirim (SC), Tania Zanella tem formação em Direito e especializações na área. Sua

carreira inclui atuação como assessora parlamentar, analista e gerente da OCB. Desde 2021,

ocupava o cargo de superintendente. Em 2025, tomou posse como presidente do Instituto

Pensar Agropecuária (IPA). Sua trajetória profissional já rendeu alguns reconhecimentos. Ela está

na lista das “100 Mulheres Mais Poderosas do Agronegócio”, da Forbes, e recebeu do Sistema

Ocemg, em 2024, a Medalha do Mérito Cooperativista Paulo de Souza Lima.

RC: Sua gestão marca uma mudança

importante na estrutura de

governança do Sistema OCB, a

partir da reforma estatutária que

reforça o modelo dual de governança,

separando as funções estratégicas

do Conselho de Administração

das responsabilidades

executivas. Na prática, o que representa

esse novo modelo?

Tania: A governança dual traz

mais clareza de papéis, equilíbrio

entre estratégia e execução,

além de mais transparência e eficiência

nos processos decisórios.

O Conselho de Administração

passa a concentrar-se nas diretrizes

estratégicas, enquanto a

presidência executiva assume a

responsabilidade plena pela implementação

dessas decisões.

Isso fortalece a capacidade do

Sistema OCB de planejar no longo

prazo, responder com mais

agilidade às demandas do setor

maio/2026 revista 11


entrevista

"VIVEMOS UM MOMENTO ESTRATÉGICO PARA O COOPERATIVISMO BRASILEIRO. TEMOS

UM MODELO ECONÔMICO SÓLIDO, ALINHADO ÀS DEMANDAS DA SOCIEDADE."

e aprimorar a prestação de contas

às cooperativas. É um modelo

alinhado às melhores práticas

de governança e que prepara a

organização para um ambiente

cada vez mais complexo e dinâmico.

Ressalto, ainda, que o trabalho

desenvolvido até aqui terá

continuidade, sem nenhum tipo

de ruptura.

RC: O Plano de Trabalho da OCB

para 2026 inclui ações como a

ampliação do Programa de Educação

Política. Quais as ações

previstas para o ano, principalmente

tendo em vista o processo

eleitoral?

Tania: A educação política é uma

prioridade estratégica e nosso

programa vem ganhando cada

vez mais força ao longo dos

anos. Em 2026, nosso objetivo é

ampliar ações de formação, produção

de conteúdos, encontros

regionais e materiais orientativos

voltados à lideranças, dirigentes

e cooperados, com foco na compreensão

sobre o funcionamento

do sistema político, do processo

eleitoral e do papel institucional

do cooperativismo. O objetivo

é fortalecer uma atuação ética,

técnica e apartidária, qualificando

o diálogo com os tomadores

de decisão e preparando o cooperativismo

para defender suas

pautas de forma consistente, responsável

e propositiva.

RC: Quais outras prioridades

você elencaria para a gestão?

Tania: Entre as prioridades da

gestão está o fortalecimento

contínuo da representação institucional

do cooperativismo, com

atuação técnica, articulada e estratégica

nos temas que impactam

diretamente o setor. Nesse

contexto, o acompanhamento da

Reforma Tributária será uma frente

permanente de trabalho. Trata-se

de uma das transformações estruturais

mais relevantes do país e o

Sistema OCB atuará para garantir

segurança jurídica, previsibilidade

e o adequado reconhecimento

das especificidades do modelo

cooperativista, especialmente a

preservação do ato cooperativo,

tanto na regulamentação quanto

na implementação do novo sistema.

Outra prioridade é a modernização

dos instrumentos de

apoio às cooperativas, com foco

em eficiência, inovação e competitividade.

Isso envolve educação

cooperativista, transformação digital,

estímulo à intercooperação

e apoio às cooperativas diante de

um ambiente regulatório e econômico

cada vez mais complexo.

Nesse conjunto de ações, o aprofundamento

do Programa CulturaCoop

ocupa papel estratégico.

Ele será fortalecido como eixo

transversal, conectando valores,

princípios e identidade cooperativista

à governança, à gestão,

à comunicação e à formação de

lideranças. Uma cultura cooperativista

sólida é essencial para a perenidade

das organizações e para

o engajamento dos cooperados.

Tania Zanella, presidente

Executiva do Sistema OCB

RC: No que diz respeito ao fortalecimento

da imagem pública

do setor, quais caminhos ainda

podem ser percorridos pela instituição?

12 revista

maio/2026


Tania: O fortalecimento da imagem

pública do cooperativismo

passa por uma comunicação estratégica,

consistente e conectada

com a sociedade. Precisamos

ampliar o reconhecimento

do modelo cooperativista como

uma escolha concreta, moderna

e competitiva, capaz de gerar desenvolvimento

econômico com

inclusão social e sustentabilidade.

Nesse sentido, a Campanha

SomosCoop 2026 será um dos

principais vetores dessa estratégia.

A iniciativa marca uma evolução

na comunicação ao convidar

a sociedade a reconhecer, confiar

e optar por produtos e serviços

de cooperativas, além de reforçar

o carimbo SomosCoop como

sinal de qualidade, credibilidade

e impacto positivo. A campanha

amplia o diálogo com o público,

fortalece a presença do cooperativismo

nos meios de comunicação

de massa e aproxima o setor

do cotidiano das pessoas. Além

disso, seguiremos investindo no

relacionamento com a imprensa,

na presença digital qualificada,

na valorização de histórias reais e

no uso de dados concretos para

demonstrar o impacto do cooperativismo

na vida dos brasileiros.

RC: Como será o trabalho com

a base, para reforçar as prioridades

do Plano de Trabalho da

OCB e engajar os cooperados?

Tania: O trabalho com a base

será contínuo, próximo e colaborativo.

Vamos intensificar a escuta

ativa das cooperativas e das

organizações estaduais, compartilhar

diretrizes estratégicas e

alinhar ações de forma conjunta,

respeitando as realidades regionais

e setoriais. O engajamento

dos cooperados é fundamental

para transformar o Plano de Trabalho

em resultados concretos.

Isso exige diálogo permanente,

transparência e clareza de objetivos,

reforçando o sentimento de

pertencimento ao Sistema.

"Buscamos soluções que

fortaleçam o Sistema

OCB e ampliem o

impacto positivo das

cooperativas no Brasil.

O cooperativismo

vai seguir como

protagonista no

desenvolvimento

econômico, social e

ambiental do país."

RC: A senhora preside o Instituto

Pensar Agropecuária (IPA), que

reúne 59 entidades na defesa do

setor e assessora tecnicamente a

Frente Parlamentar da Agropecuária

(FPA) no Congresso Nacional.

Em 2025, os focos do trabalho

foram a sustentabilidade, o

financiamento e o mercado internacional.

Que resultados destaca

nesses três aspectos?

Tania: À frente do Instituto Pensar

Agropecuária, avançamos de forma

consistente em agendas estruturantes.

Na sustentabilidade,

contribuímos para qualificar o debate

público, valorizando práticas

produtivas responsáveis, segurança

jurídica e o papel do produtor

brasileiro. No financiamento, fortalecemos

o diálogo sobre crédito,

políticas públicas e instrumentos

financeiros mais adequados à

realidade do setor produtivo. Já

no mercado internacional, ampliamos

a articulação institucional

para enfrentar barreiras, abrir mercados

e reforçar a competitividade

do agro brasileiro, sempre em

estreita cooperação com a Frente

Parlamentar da Agropecuária.

RC: Qual é o momento do cooperativismo

brasileiro?

Tania: Vivemos um momento

estratégico para o cooperativismo

brasileiro. Temos um modelo

econômico sólido, alinhado às

demandas da sociedade e com

enorme capacidade de gerar

desenvolvimento com inclusão.

Nosso trabalho continuará sendo

guiado pelo diálogo, pela escuta

ativa e pela busca constante de

soluções que fortaleçam o Sistema

OCB e ampliem o impacto

positivo das cooperativas no Brasil.

O cooperativismo tem tudo

para seguir como protagonista

no desenvolvimento econômico,

social e ambiental do país.

Fonte: Paraná Cooperativo Ocepar

maio/2026 revista 13


14 revista

maio/2026


sistema de produção

Integração lavoura-pecuária impulsiona

produtividade e diversifica renda no campo

Adotada por um número crescente de cooperados, sistema combina o

cultivo de grãos com a criação de animais na mesma área ao longo do ano

A

integração lavoura-pecuária (ILP) vem se

consolidando como uma das principais estratégias

para elevar a eficiência produtiva

no meio rural, sobretudo em regiões sujeitas à variabilidade

climática. Em áreas como Campo Mourão,

Janiópolis e Manoel Ribas, no Paraná, o sistema tem

proporcionado melhor aproveitamento do solo, diversificação

de receitas e maior adaptabilidade das

propriedades.

Adotada por um número crescente de cooperados

da Coamo, a ILP combina, de forma planejada,

o cultivo de grãos com a criação de animais,

principalmente bovinos de corte e de leite, na mesma

área ao longo do ano. O modelo promove a intensificação

sustentável do uso da terra, sem abrir

mão da conservação dos recursos naturais.

Um dos principais polos de desenvolvimento

desse sistema é a Fazenda Experimental da

Coamo, em Campo Mourão. A unidade tem papel

estratégico na geração e validação de tecnologias

voltadas aos cooperados.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista

de Suporte Técnico da Coamo, Vinicius Francisco

Albarello, a fazenda atua como um laboratório a céu

aberto. “Nosso objetivo é produzir conhecimento

aplicado, tanto para o quadro técnico quanto para

os cooperados. A integração lavoura-pecuária permite

um uso mais eficiente do solo, com aumento de

produtividade aliado à sustentabilidade”, destaca.

Na prática, os ensaios conduzidos na unida-

de envolvem o cultivo de culturas anuais no verão e

a utilização de pastagens no inverno, com manejo

de bovinos de corte. A experiência com ILP na Fazenda

Experimental se estende por mais de 25 anos.

Ao longo desse período, diferentes espécies foram

testadas, como trigo forrageiro, braquiária e outras

culturas de cobertura. De acordo com o agrônomo,

o sistema atual contribui significativamente para a

manutenção da qualidade do solo. “O consórcio garante

excelente cobertura vegetal, favorece a ciclagem

de nutrientes e preserva a matéria orgânica. É

fundamental que o uso de animais não comprometa

os benefícios do plantio direto. O solo precisa ser

sempre tratado como nosso principal patrimônio”,

reforça Albarello.

Para os produtores que adotam o sistema,

os ganhos são percebidos em diferentes frentes.

Vinicius Albarello, analista de Suporte Técnico na Fazenda Experimental da Coamo

maio/2026 revista 15


sistema de produção

“É uma relação de ganha-ganha,

tanto para os animais quanto para

o cooperado”, resume Albarello.

Ele ressalta, no entanto, que a

adoção da ILP exige planejamento

e acompanhamento técnico. “A

orientação de agrônomos e veterinários

é essencial para a escolha

das espécies, definição da taxa

de lotação e manejo adequado

do rebanho.”

Na prática, os resultados

confirmam a eficiência do modelo.

Na propriedade do cooperado

Mauro Hideyuki Endo, em Janiópolis,

no Centro-Oeste do Paraná,

a integração surgiu como alternativa

para manter a produtividade

ao longo do ano. Segundo ele, o

sistema permite utilizar áreas de

lavoura no inverno, período em

que as pastagens perenes apresentam

queda de produção. “A

gente aproveita essas áreas para

fazer a integração, rotacionando

com culturas como aveia, que

também pode ser utilizada como

grão para suplementação do

gado”, explica.

Entre os principais benefícios

observados estão a redução

de custos com alimentação

animal e a melhoria da qualidade

do solo. “Depois do pastejo, o

terreno fica com mais matéria orgânica,

o que favorece a próxima

cultura. Além disso, diminui a presença

de plantas invasoras”, destaca

o cooperado. Mesmo diante

de desafios climáticos, como geadas

e períodos de seca, ele avalia

o sistema como positivo no longo

prazo.

O suporte técnico tam-

Fernando Negrini, engenheiro agrônomo, Mauro Endo, cooperado, e Vânia Colli, médica veterinária

16 revista

maio/2026


Mauro Hideyuki Endo, de Janiópolis (PR): cooperado adota o sistema como alternativa para manter o sistema produtivo ao longo do ano

bém é apontado como fator essencial.

Endo relata que contou

com acompanhamento desde o

início da atividade agrícola. “Eu

não tinha experiência com lavoura.

Tive muito apoio da equipe

técnica, que orientou todo o processo”,

afirma Endo.

O engenheiro agrônomo

Fernando Daniel Negrini, que

presta assistência à propriedade,

reforça que a integração vai além

do ganho produtivo. “O sistema

proporciona ciclagem de nutrientes,

melhora da microbiota

do solo, maior infiltração de água

e redução de erosão. Além disso,

cria uma alternativa econômica,

especialmente em anos de estiagem”,

explica.

Na fazenda, o planejamento

envolve rotação entre

soja no verão, milho safrinha e

culturas de cobertura no inverno,

como aveia, braquiária e milheto.

“Esse manejo permite equilíbrio

entre produção agrícola e pecuária,

garantindo retorno financeiro

e sustentabilidade”, afirma

o agrônomo.

Na área veterinária, a

integração também traz benefícios

importantes. A médica

veterinária Vânia Colli destaca

que o sistema funciona como

suporte alimentar em períodos

críticos. “Em momentos de

escassez de pastagem, principalmente

na transição entre

estações, a integração garante

oferta de forragem e mantém

o desempenho dos animais”.

Segundo ela, a propriedade

trabalha com ciclo completo

(cria, recria e engorda) e utiliza

maio/2026 revista 17


sistema de produção

Irmãos Pedro e Carlos Andreoli, analisam pastagem com o técnico agropecuário Tcharles David de Lima e o engenheiro agrônomo Rodrigo Luiz da Silva Dutra

estratégias como inseminação

artificial e confinamento. “A integração

permite produzir mais

alimento em menos área e por

mais tempo, o que impacta diretamente

nos resultados da

pecuária”, completa.

Com resultados consistentes

em diferentes propriedades,

a integração lavoura-pecuária

se mostra uma alternativa

viável e sustentável para o campo,

aliando produtividade, conservação

do solo e segurança

econômica ao produtor rural.

Em Manoel Ribas, (Centro-Norte

do Paraná), a família Andreoli

também aposta no sistema, com

planejamento de longo prazo.

De acordo com o cooperado

Carlos Wilson Willemann Andreoli,

a integração é definida

em conjunto com a assistência

técnica. “É um planejamento de

três a quatro anos, que define

quais áreas serão utilizadas para

cada atividade”, explica.

Pedro Henrique, irmão

de Carlos, relata que o trabalho

é dividido entre os membros

da família, unindo experiência e

inovação. “As decisões são em

conjunto. Meu irmão atua mais

na operação e nosso pai na parte

administrativa.” Para ele, a principal

vantagem está na rentabilida-

18 revista

maio/2026


Com resultados consistentes em diferentes propriedades, a integração lavoura-pecuária se mostra uma alternativa viável e sustentável para a atividade agropecuária

de. “Hoje, vimos que na nossa propriedade,

a integração é mais vantajosa que o trigo no

inverno. Além disso, melhora o solo e ainda

fornece alimento para o gado.” A família também

observa aumento de produtividade nas

áreas integradas, com ganhos de até cinco

sacas por alqueire.

A parceria com a assistência técnica

é considerada fundamental. “É uma via de

mão dupla. A gente aprende com os técnicos

e eles entendem melhor a realidade da

propriedade, trazendo tecnologias e novidades

para ambas as atividades”, destaca

Carlos Andreoli.

O técnico agropecuário Tcharles David

de Lima explica que, na propriedade, a

integração é essencial principalmente no

período reprodutivo do rebanho. “As vacas

entram na fase final de gestação com mais

exigência nutricional, e o sistema garante

melhor condição corporal e desempenho

dos bezerros”.

Já o engenheiro agrônomo Rodrigo

Luiz da Silva Dutra ressalta que o modelo

contribui para a estabilidade econômica da

propriedade. “Mesmo sem aumento direto

de produtividade em algumas culturas, não

há perdas. E a rentabilidade no inverno melhora

significativamente com a presença do

gado”, explica Dutra.

maio/2026 revista 19


feira supermercadista

Estande da Coamo recebeu milhares de visitantes. Quem visitou o espaço também acompanhou os lançamentos apresentados pela cooperativa durante a feira

COAMO NA APAS SHOW

Evento reuniu mais de 900 expositores e cerca de 150 mil visitantes.

Tradicional na feira, a cooperativa apresentou a linha alimentícia, lançou

novos produtos e reforçou o relacionamento com clientes, supermercadistas,

distribuidores e parceiros comerciais de diferentes regiões do país

20 revista

maio/2026


A

Coamo participou entre

os dias 18 e 21 de maio

da Apas Show 2026, realizada

no Expo Center Norte, em

São Paulo. Na 40ª edição, o evento

trouxe o tema “Coração supermercadista,

paixão que transforma o

varejo” e reuniu mais de 900 expositores

e cerca de 150 mil visitantes.

Tradicional na feira, a cooperativa

apresentou a linha alimentícia,

lançou novos produtos e reforçou

o relacionamento com clientes,

supermercadistas, distribuidores e

parceiros comerciais de diferentes

regiões do país.

O estande contou com

uma área de 204,5 metros quadrados,

desenvolvido para valorizar

os 50 anos de agroindustrialização

da cooperativa. Logo na

entrada, os visitantes encontravam

referências às indústrias em

Campo Mourão, com elementos

visuais inspirados nas unidades

industriais, ambientes iluminados

e painéis contando a trajetória

da industrialização construída

ao longo de cinco décadas.

Quem visitou o espaço

também acompanhou os lançamentos

apresentados pela cooperativa

durante a feira. Entre

eles, o Óleo de Soja Coamo Fry

300, desenvolvido para frituras

imediatas e direcionado ao segmento

food service, além da Mistura

para Pão Francês de Longa

Fermentação Originale, ampliando

a linha de farinhas da marca.

De acordo com o diretor

Comercial da Coamo, Rogério

Trannin de Mello, a participação

em uma feira com alcance na-

cional e internacional permite

contato direto com diferentes

realidades de consumo e amplia

a compreensão sobre as demandas

do varejo brasileiro. “Nós

conversamos com um cliente do

Maranhão e logo depois com um

do Rio Grande do Sul. O cliente

gaúcho comentava que 100%

do óleo que ele vende é da Coamo.

Já o do Maranhão explicou

a necessidade de uma margarina

diferente para atender hábitos

regionais de consumo.”

Mello ressalta que o

contato presencial permite

compreender as diferenças regionais

e direcionar o desenvolvimento

de produtos conforme

as necessidades de cada mercado.

“A gente não consegue

ter essa noção sem interagir.

Existem necessidades completamente

diferentes entre uma

região e outra. Então, esse é o

momento de aprimorar aquilo

que já fazemos.”

O diretor destaca a estrutura

da cooperativa ao longo

dos anos para garantir abastecimento

e atender o mercado. “A

gente consegue manter o abastecimento

durante o ano inteiro

porque conta com mais de 32,8

mil cooperados produzindo.” Ele

reforça que a industrialização

tem como objetivo ampliar as

alternativas de comercialização

da produção dos cooperados.

“Tudo isso que fazemos é para

oferecer mais opções de comercialização.

Quando ouvimos

aquilo que o consumidor precisa,

conseguimos adaptar a forma

de trabalhar para que ele receba

a melhor remuneração possível.”

O gerente Comercial

de Alimentos da Coamo, Marcio

Elvira Munhoz, observa que

a feira representa um ambiente

estratégico para relacionamento,

prospecção e apresentação

de novidades ao mercado. “O

evento é o ponto de encontro

Equipe da Coamo recepcionou os visitantes para apresentar as novidades da linha alimentícia

maio/2026 revista 21


feira supermercadista

Estande contou com uma área de 204,5 metros quadrados, desenvolvido para

valorizar os 50 anos de agroindustrialização da cooperativa

Evento reforçou o relacionamento com clientes, supermercadistas,

distribuidores e parceiros comerciais de diferentes regiões do país

estratégico para lideranças e especialistas, oferecendo

um ecossistema completo de networking e

inovação para o setor varejista.”

Segundo Munhoz, a participação da cooperativa

reforça a presença da marca no segmento alimentício.

“A Apas é um ponto de encontro importante

para apresentar lançamentos e fortalecer a marca

Coamo no mercado de alimentos.” Ele acrescenta

que o desenvolvimento de novos produtos faz parte

de um trabalho contínuo da cooperativa. “A área de

pesquisa trabalha continuamente em estudos para

ampliar o nosso portfólio.”

Para o coordenador de Marketing e Trade

Marketing da Coamo Alimentos, Cândido Santiago

Guidobono Gindri Junior, os lançamentos apresentados

acompanham demandas específicas do mercado

de panificação e food service. “A Coamo lançou

o Fry 300, um óleo específico para fritura, com

mais resistência oxidativa e excelente desempenho

para food service.” Sobre a nova mistura Originale,

ele explica que o produto foi desenvolvido para

atender o segmento de panificação. “É uma mistura

desenvolvida para pão francês, com alta absorção,

excelente fermentação e ótimo desempenho para

panificação.”

Conforme Gindri, a marca Originale vem

ampliando espaço desde o lançamento realizado

no ano passado. Ele destaca ainda a atualização das

embalagens de farinha. “A linha passou a utilizar sacarias

valvuladas, que oferecem melhor armazenamento,

menos sujeira e mais eficiência logística.”

O conceito do estande foi desenvolvido para

aproximar o visitante do ambiente industrial da cooperativa.

De acordo com o supervisor de Trade Marketing,

Matheus Artur Romero Farinha, cada detalhe

buscou representar parte da estrutura da Coamo.

“Neste ano, trouxemos os 50 anos de agroindustrialização

da Coamo. É um pedacinho da indústria da

Coamo dentro da Apas. O estande foi totalmente

caracterizado com elementos das nossas indústrias,

como o tijolinho aparente, ambientes iluminados e

referências visuais às unidades industriais.”

Segundo ele, o espaço foi dividido em ambientes

temáticos relacionados às diferentes áreas

da cooperativa. “Temos salas temáticas falando sobre

cada indústria da Coamo, painéis de LED mostrando

toda a história da industrialização e destaque

para a farinha Originale.” O supervisor acrescenta

que o projeto também priorizou o atendimento aos

clientes e parceiros presentes na feira. “O espaço foi

pensado para proporcionar um ambiente aconchegante

e adequado para atendimento.”

A presença da Coamo na Apas reuniu parceiros

comerciais e empresários do setor supermercadista.

O empresário Pedro Muffato, de Cascavel

(Oeste do Paraná), proprietário da rede Muffatão,

22 revista

maio/2026


Durante a feira, foram preparadas diversas receitas usando os produtos da Coamo

Diego Assalve, do perfil Receitas de Pai

visitou o estande da cooperativa

durante o evento e destaca

a parceria construída ao longo

dos anos. “É uma alegria muito

grande estar aqui nesse evento,

que é um dos maiores do setor

no Brasil, e poder cumprimentar

toda a equipe Coamo. É um orgulho

para nós ver uma empresa

genuinamente paranaense

fazendo um trabalho importante

tanto para os consumidores

quanto para os produtores.”

Muffato reitera a relação

comercial mantida com a Coamo

Alimentos nas lojas do grupo supermercadista.

“Nós sempre damos

preferência para os produtos

paranaenses. A Coamo, além de ter

um produto de qualidade, sempre

faz uma boa negociação. Por isso,

estamos sempre prestigiando os

produtos da cooperativa.”

Outro visitante do estande

foi o supermercadista

Adilson Hamud, da rede Super

Mercosul, da região de Candói,

(Centro-Sul do Paraná). Além da

atuação no varejo, ele faz parte

de uma família de cooperados.

“Praticamente todo ano a gente

participa da feira em São Paulo

e saber que a Coamo está presente,

sendo que fazemos parte

dessa história e da cooperativa,

é muito importante para nós.”

Segundo Hamud, o estande

da cooperativa é um dos

primeiros pontos visitados durante

a feira. Ele explica que,

nas regiões onde a rede atua,

a presença da marca Coamo é

consolidada. “A Coamo é muito

forte na nossa região. É uma referência.”

Para o supermercadista,

atuar tanto na produção quanto

na comercialização fortalece a

relação com os produtos da cooperativa.

“É uma satisfação muito

grande saber que estamos colhendo

soja no campo e depois

ver o produto industrializado na

prateleira do supermercado.”

Com 40 anos de atuação

no varejo supermercadista, Ha-

A edição de 18 de maio, do programa

Momento Coamo, foi produzida e

transmitida diretamente da feira Apas.

Para assistir essa veiculação especial

acesse o canal da cooperativa na YouTube

ou aponte o leitor de QR Code do celular

na imagem abaixo.

maio/2026 revista 23


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maio/2026

© 2026. Todos os direitos reservados a Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A.

(Moove). Proibidas a reprodução e a distribuição sem autorização. Todas as marcas

utilizadas neste material são marcas ou marcas registradas da Exxon Mobil

Corporation, ou uma de suas subsidiárias, utilizadas por Cosan Lubrificantes

e Especialidades S.A., ou uma de suas subsidiárias, sob licença. Outras marcas

ou nomes de produtos utilizados neste material são de propriedade de seus

respectivos donos.


feira supermercadista

mud afirma que a parceria com a Coamo Alimentos

acompanha boa parte dessa trajetória. “Faz

mais de 30 anos que trabalhamos com os produtos

da Coamo.”

A feira também reuniu representantes comerciais

da cooperativa de diferentes regiões do

país. Ana e Adriano Dambros, representantes da

Coamo Alimentos em Santa Maria, no Rio Grande

do Sul, participaram do evento acompanhando

clientes da região. Segundo Ana, a atuação com os

produtos Coamo começou há sete anos e representa

uma mudança importante na trajetória profissional

do casal. “Nós somos representantes da Coamo

há sete anos. Foi uma virada de chave na nossa vida.

A Coamo é fácil de vender porque o consumidor conhece,

aprova e gosta dos produtos.”

Ela explica que a farinha é um dos produtos

que vem ampliando espaço no mercado gaúcho.

“Quem experimenta a farinha aprova. Inclusive

já temos consumidores finais pedindo a farinha

Originale nos supermercados.”

Adriano explica que a equipe trabalha

com toda a linha alimentícia da cooperativa na

região de Santa Maria e ressalta que o óleo de

soja costuma abrir espaço para outros itens da

marca. “Normalmente começamos pelo óleo de

soja, pela facilidade e pelo volume de venda, e

depois vamos incorporando novos produtos a

cada negociação.”

Segundo ele, o mercado gaúcho apresenta

forte concorrência regional, especialmente no

segmento de farinhas, mas a qualidade dos produtos

Coamo tem garantido crescimento gradual

da marca. “O Rio Grande do Sul tem mais de 30

moinhos de farinha, então a competitividade é

muito grande. Mas, quando a pessoa conhece o

produto, continua comprando e fidelizando.”

O representante também destaca a importância

da presença da cooperativa em uma feira

do porte da Apas. “Os supermercadistas gostam

de ver a marca Coamo aqui porque entendem que

estão diante de grandes fornecedores. Eles se sentem

acolhidos pela cooperativa e voltam para casa

felizes por participar desse momento.”

Empresário Pedro Muffato, de Cascavel (PR), proprietário da rede Muffatão, visitou

o estande da cooperativa e destaca a parceria construída ao longo dos anos

Arnon Hamud, Adilson Hamud e Claudinei Inglez,

da rede Super Mercosul, da região de Candói (PR)

Casal Ana e Adriano Dambros, representantes da Coamo em Santa

Maria (RS), participou do evento acompanhando clientes da região

maio/2026 revista 25


reunião de campo

Transparência e diálogo com cooperados

Reunião de Campo é a oportunidade de a diretoria estar mais próxima

dos cooperados percorrendo toda a área de ação da Coamo no PR, SC e MS

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, relembra

que as reuniões de campo são tradicionais, sendo realizadas desde o início das atividades da cooperativa

As tradicionais Reuniões de Campo da Coamo

e Credicoamo já estão em andamento percorrendo

diversas regionais entre os meses

de maio e julho. O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, relembra que as reuniões de campo

são tradicionais na Coamo, sendo realizadas desde

o início das atividades da cooperativa. “No começo,

foi a forma que encontramos para fazer com que os

produtores compreendessem mais sobre o cooperativismo.

Atualmente, são compartilhadas diversas

informações de interesse do quadro social, como

atualizações de mercado, comercialização, industrialização

da produção, serviços financeiros por

meio da Credicoamo, além de informações sobre a

administração das cooperativas e detalhamento sobre

o custo de produção”, detalha.

De acordo com o presidente executivo da Coamo,

Airton Galinari, os encontros mantêm o formato já

consolidado, com apresentação do cenário da cooperativa,

análise de mercado e orientações técnicas. “É

um momento de interação direta com o cooperado, de

trazer ele para dentro do entreposto, que é a sua casa,

além de ouvir a realidade de cada região”, destaca.

26 revista

maio/2026


A participação expressiva tem marcado as

primeiras reuniões. “Encontramos casas cheias e um

cooperado que valoriza esse contato. Essa proximidade

fortalece a confiança e reforça a participação

democrática, que é um dos princípios do cooperativismo”,

afirma Galinari.

O presidente executivo da Credicoamo,

Alcir José Goldoni, avalia os encontros como um

termômetro da relação com os associados. Segundo

ele, mesmo diante de um cenário desafiador no

campo, a presença massiva demonstra satisfação.

“O associado participa com uma fisionomia de tranquilidade,

mostrando que o trabalho das cooperativas

está cumprindo seu papel de levar segurança

e bem-estar às famílias”. Durante as reuniões, a Credicoamo

apresenta soluções financeiras e reforça a

importância da gestão da propriedade. “Hoje, com

margens mais apertadas, é fundamental que o cooperado

tenha atenção à gestão financeira, mitigação

de riscos e uso de ferramentas como o seguro agrícola”,

explica Goldoni.

Além da apresentação de resultados e perspectivas,

as reuniões também reforçam a importância

da gestão nas propriedades, especialmente diante

de margens mais apertadas e incertezas climáticas.

O gerente de Assistência Técnica da Coamo, Marcelo

Sumiya, orienta que o cooperado utilize ferramentas

como planejamento financeiro, diversificação e seguro

agrícola. “Nós estamos trazendo uma mensagem

de enfoque na gestão da propriedade rural. Dividimos

uma propriedade em três segmentos: técnico,

operacional e econômico. Nós damos uma ênfase

na gestão financeira. A reunião traz uma mensagem

sobre o que fazer no próximo ciclo, o que podemos

mitigar de risco dentro da atividade dos nossos cooperados

e uma recomendação importante que nós

fazemos dentro das incertezas climáticas é a adesão

ao seguro agrícola para dar continuidade à atividade

rural”, comenta o gerente.

Na prática, esse conteúdo tem impacto direto

na rotina dos produtores. O cooperado em

Maracaju, Reinaldo Azambuja, destaca que o contato

com a diretoria amplia a visão de mercado.

“Muitas vezes o produtor está focado dentro da

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo

Alcir José Goldoni, presidente executivo da Credicoamo

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo

maio/2026 revista 27


reunião de campo

porteira, mas são fatores globais que determinam

preços e custos. Esse acesso à informação traz mais

clareza e transparência sobre as decisões. Quando

a cooperativa tem bons resultados e distribui isso

ao produtor, mostra que há eficiência. Isso fortalece

o espírito do cooperativismo e dá segurança para

continuar investindo”, conta.

Já Volmir Meazza, associado da Coamo em

Rio Brilhante, enfatiza a aplicação prática das orientações

recebidas. “As dicas ajudam na negociação e

na compra de insumos. Isso faz diferença no dia a dia

e na tomada de decisão dentro da propriedade”. Para

ele, a confiança na cooperativa é determinante. “A seriedade

no trabalho é o que faz o produtor permanecer

e crescer junto com a cooperativa”, completa.

Com forte adesão nas primeiras etapas, as Reuniões

de Campo seguem como um importante instrumento

de integração, informação e planejamento,

contribuindo para decisões mais assertivas no campo

e para o fortalecimento do cooperativismo nas regiões

atendidas. Em Dourados, o cooperado Ailton

Aparecido de Azevedo destaca que as reuniões são

aguardadas com grande expectativa. “É o momento

de entender melhor o cenário da cooperativa e do

mercado. Isso traz mais segurança para nós. As informações

sobre comercialização são especialmente relevantes.

Hoje, muitas vezes é mais desafiador vender

bem do que produzir. Por isso, essas orientações fazem

diferença.”

O ponto de vista é compartilhado pela cooperada

Rose Marie Anache Georges, de Ponta Porã, que

destaca o papel do conhecimento. “Não podemos ficar

alheios ao mercado. As informações apresentadas

ajudam a entender até onde podemos ir e como nos

posicionar”, afirma. Segundo ela, temas como preços,

clima e seguro agrícola contribuem diretamente para

decisões mais seguras.

Os encontros trazem informações institucionais

e têm papel estratégico na tomada de decisão

dentro das propriedades. Em Amambai, o cooperado

Carlos Valdecir Zanin destaca a importância do

acesso a informações atualizadas. “A gente fica por

dentro da situação, entende as influências do mercado

e da política internacional, principalmente em

Reinaldo

Azambuja, de

Maracaju (MS)

Volmir

Meazza, de Rio

Brilhante (MS)

Ailton Aparecido

de Azevedo, de

Dourados (MS)

Rose Marie Anache

Georges, de Ponta

Porã (MS)

Carlos Zanin, de

Amambai (MS)

Sandra Moleta, de

Roncador (PR)

28 revista

maio/2026


relação aos preços. Isso ajuda a não

caminhar no escuro”, afirma. Segundo

ele, esse conhecimento é essencial

para avançar com mais segurança.

“Toda informação contribui para dar

um passo à frente e transmite confiança

para o produtor.”

Na reunião realizada em Roncador

(PR), a cooperada, Sandra Moleta,

ressalta a importância desses

eventos como forma de atualização

do produtor e de participação junto à

cooperativa. “Eu acho de extrema importância

o cooperado estar presente

nessas reuniões para compreender

a sua cooperativa. Aqui, nós aprendemos

mais sobre o cooperativismo,

acompanhamos atualizações sobre a

geopolítica nacional e mundial, e assim

compreendemos as questões que

influenciam diretamente na precificação

dos nossos produtos”, comenta.

A organização dos encontros

nas regionais também é fundamental

para o sucesso da iniciativa.

O gerente da Coamo em Amambai,

Delvanei Droppa, ressalta a mobilização

dos cooperados. “É um momento

esperado, de proximidade com a

diretoria. Mesmo com o frio, tivemos

casa cheia, mostrando o interesse do

cooperado em participar e buscar informação.

O período que antecede

a safra torna o conteúdo ainda mais

relevante. São informações importantes

para planejamento, principalmente

agora com a safra de milho se

aproximando”, explica.

Cooperados se interessam pelas informações repassadas pela diretoria sobre o agronegócio e o cooperativismo

maio/2026 revista 29


cooperativismo

Programa Mulheres que Semeiam no MS

Participantes do Mulheres que Semeiam têm oportunidade de aprimorar conhecimento sobre a atividade rural e gestão. Na imagem, programa realizado em Aral Moreira (MS)

O

fortalecimento do papel da mulher no agronegócio

e a preparação das famílias para os

desafios da sucessão rural são o tema central

do programa “Mulheres que Semeiam”, que segue

com novas turmas no Mato Grosso do Sul, em

Laguna Carapã, Aral Moreira e Caarapó. A iniciativa

reúne cooperadas, esposas e filhas de cooperados

em uma jornada de capacitação que une conhecimento

técnico, gestão e desenvolvimento pessoal.

A palestrante Mariely Biff explica que o atual

módulo trabalha temas sensíveis, como comunicação

familiar, gestão de conflitos e governança. “Toda

família tem emoções e conflitos que impactam o negócio.

Nosso objetivo é trazer essas questões para a

mesa e apresentar ferramentas que ajudem na profissionalização

da propriedade”, afirma.

Para ela, o curso também busca desmistificar

a sucessão. “Muitas mulheres chegam com uma

visão de que o processo é difícil ou até impossível.

Quando mostramos que é possível manter a harmonia

e prosperar, há uma mudança de percepção. Pequenas

atitudes já geram grandes impactos dentro

das propriedades”.

As turmas, agora mais reduzidas, têm proporcionado

mais interação entre as participantes.

“Optamos por grupos menores, com até 30 mulheres,

para aprofundar os casos individuais e fortalecer

a troca de experiências. Isso tem criado uma rede de

apoio entre elas”, completa.

Para o gerente da unidade de Laguna Cara-

30 revista

maio/2026


Grupo do Mulheres que Semeiam em Laguna Carapã (MS)

pã, Alfredo Penzo de Barros, o programa reforça a

importância da mulher na gestão das propriedades.

“A mulher está cada vez mais presente na administração

rural. O curso traz temas atuais que fortalecem

essa atuação e valorizam toda a família dentro

do negócio. É uma forma de aproximar ainda mais a

família cooperativista, mostrando que todos fazem

parte e têm papel importante dentro da propriedade

e da cooperativa”, afirma.

Entre as participantes, a percepção é de

transformação. Vera Lucia Lorenzoni Bilibio, que participa

da turma em Laguna Carapã, define o programa

como um espaço de crescimento. “É um curso

que planta conhecimento, confiança e liderança. Valoriza

a mulher rural e prepara as famílias para construir

um agro cada vez melhor.”

A cooperada Natassia Gabriela Targanski

Zagonel, de Aral Moreira, destaca a forma como o

tema da sucessão é abordado. “É um assunto delicado,

mas tratado de maneira leve. A gente entende

que precisa começar dentro de casa, no dia a dia, e

não deixar para depois. Muitas vezes os pais constroem

um patrimônio e os filhos não se interessam.

O curso mostra a importância de envolver todos e

preparar as próximas gerações”, pontua.

Para Natassia, a iniciativa ainda amplia o papel

da mulher dentro do cooperativismo. “A gente

leva esse conhecimento para casa e ajuda a abrir o

diálogo. É algo que agrega muito valor, não só para

nós, mas para toda a família”, conclui a participante.

Mariely Biff, especialista em sucessão e instrutora do Mulheres que Semeiam

maio/2026 revista 31


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32 revista

maio/2026


credicoamo

Inauguração de agência em Moreira

Sales destaca expansão da Credicoamo

Momento solene com

diretoria e associados da

Credicoamo

O

dia 5 de maio de 2026 ficou marcado na história

de 36 anos da Credicoamo: foi inaugurada

a agência nº 53, no município de Moreira

Sales (PR), Oeste Paranaense, reforçando a expansão

da cooperativa de crédito, que é uma das maiores do

país, enquanto instituição financeira independente.

Conta hoje com mais de 32 mil associados nos Estados

do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

A inauguração reuniu cerca de 100 pessoas,

entre associados, familiares, autoridades, funcionários

e Imprensa. Recepcionaram os convidados,

bem como, prestigiaram o ato, o presidente e o vice-

-presidente do Conselho de Administração da Credicoamo,

José Aroldo Gallassini e Cláudio Francisco

Bianchi Rizzatto; o Secretário do Conselho Fiscal,

Nery José Thomé; o presidente Executivo da Credicoamo,

Alcir José Goldoni; o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, e os diretores da Credicoamo,

Dilmar Antônio Peri, de Negócios, e José

Luiz Conrado, de Crédito e Governança.

“Este não é apenas um novo espaço físico,

é a concretização de um propósito que nos move

todos os dias. Nossa missão é clara: agregar renda

aos associados por meio de soluções financeiras

sustentáveis”, declara o gerente da nova agência,

Luiz Claudio Pol, que celebrou a casa cheia e a receptividade

ao convite.

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

maio/2026 revista 33


credicoamo

Com uma governança norteada pelos pilares

econômico, ambiental e social e com um portfólio

de produtos sólidos e eficientes, na Credicoamo,

o associado tem tudo o que precisa para desenvolver

sua atividade. “É bom para o associado? Vamos

fazer. Vai agregar benefício para a família? Vamos fazer.

Somos diferentes pelo associado ser o foco de

nossas decisões”, analisa o presidente Executivo da

Credicoamo.

“Destacamos que com esse conjunto de

financiamentos, o associado não tem por que buscar

outro agente para financiar suas necessidades

financeiras. A sua cooperativa de crédito pode lhe

atender com agregação de renda em sua atividade”.

Goldoni ainda apresentou a equipe da nova agência

e agradeceu ao gerente do entreposto da Coamo,

Alexandre Dalastra Lopes, pela parceria.

Gallassini desejou muito sucesso no trabalho,

salientando que no entreposto da Coamo e na agência

da Credicoamo, o associado encontra tudo o que

precisa. “Tem o financiamento dos insumos agrícola e

pecuário, loja de peças, assistência técnica, venda da

produção, compra de máquinas”. O associado Abel

Canezin e o vice-prefeito do município Rafael Bezerra

deixaram suas mensagens de reconhecimento e gratidão

pela implantação da agência.

Abel Canezin, associado da Credicoamo em Moreira Sales (PR)

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Credicoamo

Expansão sólida

No mês de março, a Credicoamo viveu outro

momento especial: no dia 24, foi inaugurada

a agência de Campina da Lagoa (PR).

A cooperativa cria e desenvolve produtos,

serviços e programas que atendem às necessidades

dos seus associados, impulsionando

também a economia local. Cada

passo é dado de forma sólida, para o crescimento

do associado, levando atendimento

de qualidade, inovação e cooperativismo

na prática. A expansão da Credicoamo é

baseada nos seus valores, entre eles, ética,

transparência e honestidade de princípios,

com responsabilidade e solidez, buscando

qualidade e inovação sustentável para o associado.

34 revista

maio/2026


parceria

Dirigentes do Bacen

visitam Coamo e Credicoamo

Representantes da área de

Fiscalização e Monitoramento do

Banco Central do Brasil visitaram

diretores e cooperados das cooperativas

Coamo e Credicoamo

nos dias 7 e 8 de maio

Os dirigentes do Bacen, Claudio Filgueiras

Pacheco Moreira, chefe de Unidade do

departamento de Regulação, Supervisão

e Controle Das Operações do Crédito Rural e do

Proagro; Henrique Kazuaki Oka, chefe de Divisão do

departamento de Regulação, Supervisão e Controle

Das Operações do Crédito Rural e do Proagro; e os

auditores Ercílio Inácio Moreira, Lais Terumi Furusho

e Ricardo Lopes Pinto, foram recepcionados pelos

diretores da Coamo e da Credicoamo nos dias 7 e 8

de maio, na Administração Central das Coopertivas,

em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.

Na agenda, trocaram informações sobre as

atividades do Banco Central e da Coamo e Credicoamo,

por meio do Programa de Integração, conheceram

o Memorial Coamo e visitaram propriedades

agrícolas de cooperados e a Fazenda Experimental.

A visita teve por objetivo a verificação das

atividades de fiscalização e de monitoramento de

empreendimentos rurais. “Recebemos com satisfação

a visita do Banco Central e discutimos a situação

atual do crédito rural, apresentando sugestões e

mostrando a nossa infraestrutura com as instalações

físicas, incluindo armazéns, silos, áreas de produção

e outras utilizadas nas operações de crédito rural.

Além de propiciar no campo uma conversa direta

com produtores rurais sobre a condução dos empreendimentos,

incluindo plantio, colheita, manejo

de culturas e práticas de sustentabilidade adotadas,

bem como, a aplicação correta dos recursos e os resultados

obtidos”, conta o presidente Executivo da

Credicoamo, Alcir José Goldoni.

EXPERIÊNCIA DE 28 ANOS NO BACEN

Claudio Filgueiras tem conhecimento técnico

e domínio sobre o crédito rural, Proagro e seguro

agrícola, além de ter uma capacidade de diálogo

institucional e uma visão moderna de financiamen-

maio/2026 revista 35


parceria

José Aroldo Gallassini durante apresentação para

representantes do Bacen, diretoria e gerentes da Credicoamo

to agrícola e adepto a inovação

com tecnologia. É servidor de

carreira do Banco Central com

experiência de mais de 28 anos.

“Em 1998, tive a oportunidade

de passar pelas áreas

iniciais, bancárias, tesouraria,

banco de investimento. Depois

fui para uma área mais nova que

o Banco Central criou, que seria

separando o bancário do não

bancário. Então o foco foi para

o bancário, mercado de capitais

e cooperativismo de crédito, e

fiquei mais de dez anos trabalhando

nisso. Quando fui colocado

para chefiar a área de Crédito

Rural, investimos muito na melhoria,

tecnologia e mudança de

paradigma do que normalmente

faz”, recorda Filgueiras.

Ele tem defendido um

modelo de alteração para reformular

o Proagro diante dos eventos

climáticos, e principalmente,

do financiamento rural. “O Proagro

é um seguro agrícola, é um

programa de governo e deve

assistir realmente quem perdeu,

quem teve alguma intempérie

para ser um mitigador de risco

trabalhando em paralelo como

um seguro rural. Assim, temos o

seguro rural e o Proagro. Mas o

Brasil parou no tempo e o modelo

já não funcionava, tínhamos

problemas, gastava-se muitos recursos

públicos e não adequadamente

como queríamos. A reformulação

é fazer que quem usar o

Proagro, use adequadamente, e

não para obter uma renda extra,

mais para mitigar riscos.”

O chefe de Unidade explica

o que o Bacen mudou em

relação ao Proagro. “O que reformulamos

é o uso da tecnologia, o

incentivo ao uso da melhoria da

qualidade técnica e que a instituição

financeira que está enquadrando

no Proagro juntamente

com o produtor divida esse risco.

O produtor que efetivamente

necessitar vai ser indenizado, e

aquele que não estiver usando

adequadamente ou estiver com

sucessivas perdas, não tem porque

ter uma política pública para

financiar uma perda contínua.”

Chefiando a área no Bacen

que regula, supervisiona e

controla as operações do Crédito

Rural, Filgueiras diz que o seguro

e o Proagro são instrumentos de

proteção, mas falta ainda mais

conscientização por parte do produtor

brasileiro quanto ao benefício

em caso de frustrações. “Eu

gostaria que essa consciência estivesse

muito maior do que está

hoje. Mas, infelizmente, o fato de

terem acontecido muitas intempéries,

muita seca, muita chuva, e

o clima com eventos mais extremos,

fez com que muitos produtores

que conversam com a gente,

afirmem que deveriam ter feito

seguro, para mitigar os riscos. A

receita do seguro nem sempre

se encaixa para todos, temos que

trabalhar a mitigação de risco,

como proteção à atividade.”

Filgueiras elogia a atuação

do presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e da

Credicoamo, José Aroldo Gallassini.

“O Dr. Aroldo defende o seguro

agrícola como uma cultura

necessária, porque, por exemplo,

ninguém compra um carro, que é

sonho de consumo e sai da loja

sem ter feito seguro. Ele é um

incentivador do seguro agrícola.

Está muito certo, tem uma visão

excelente sobre como deveria

ser a nossa parte no crédito rural.

Então, essa cultura nós temos que

mudar e a mudança de cultura é

36 revista

maio/2026


Representantes do Bacen visitaram o Memorial Coamo, em Campo Mourão (PR)

algo muito complexo, muito difícil,

mas tem que ser feito de grão

em grão, e devagarinho.“

Representantes do Bacen

têm percorrido várias regiões

do Brasil para conversar

com dirigentes e produtores. E

como resultado, após as visitas

às diretorias e cooperados da

Coamo e Credicoamo, em várias

propriedades, eles levam muitas

sugestões para serem discutidas

na instituição em Brasília. “Vi e

constato que estamos fazendo

muita coisa, porque a medida

em que a gente vai às cooperativas

e aos produtores, nós conseguimos

entender se é aquela

política, se aquela estrutura que

construímos e concebemos, está

funcionando e se tem, quais são

os problemas. A Coamo e a Credicoamo

são duas cooperativas

extremamente importantes para

o nosso país, elas nos trazem um

conhecimento e uma visão de

como as coisas sendo feitas e devem

ser melhoradas”, considera

o chefe de Unidade do Bacen.

Entre os próximos projetos

e desafios da área de Crédito

Rural no Banco Central está a

construção do uso da inteligência

artificial, usando insumos,

conhecimentos agrícolas, a parte

tecnológica de satélites, de

imagens. “A ideia é que a gente

consiga, do mesmo jeito que

já temos a visão completa de

todas as operações de crédito

do país, termos, enfim, junto às

cooperativas, às instituições que

concedem crédito e até mesmo

essas instituições junto aos produtores,

melhorar a forma de

usar o crédito, de trabalhar e até

mesmo entender melhor todos

esses eventos que estão acontecendo

na agricultura. Com a

tecnologia, acredito que a gente

vai conseguir melhorar bastante

a forma de conceder o crédito

e a forma de distribuir a nossa

agricultura pelo país.”

Assista o Momento Coamo com Claudio Filgueiras

Pacheco Moreira, do Bacen, sobre as mudanças no

sistema de seguro e financiamento rural. O programa na

íntegra está no canal da cooperativa no YouTube. Aponte

o leitor de QR Code do celular na imagem acima.

maio/2026 revista 37


presente em nossa vida”, relata o filho e cooperado

Valtenir Julio.

Além de uma alternativa produtiva, o trigo carrega

um valor simbólico para a família. “É uma das lavouras

mais bonitas. Como diz meu pai, é uma cultura

que enche os olhos. Você acorda cedo e vê o trigo branquinho

de orvalho. É gratificante”, ressalta Valtenir Julio.

Os Santiago iniciaram o plantio de 120 alqueires

do cereal no início de maio e a expectativa

é positiva. A propriedade tem apresentado bons resafra

de inverno

Tradição e paixão pelo trigo

Cooperados da Coamo iniciaram o plantio no início de maio. A cultura

contribui para o sistema produtivo e traz ganhos para o solo a longo prazo

Na Fazenda Boa Esperança, em Campo Mourão,

no Centro-Oeste do Paraná, a família

Santiago mantém viva uma tradição: o plantio

do trigo. Tudo começou em 1980 com o casal de

cooperados Valtenir e Lúcia, apaixonados pela cultura.

Eles ainda participam do trabalho na propriedade,

mas agora, com o apoio dos filhos também

associados Valtenir Júlio, Patrícia e Ricardo. “O trigo

sempre fez parte da nossa história. Cresci acompanhando

meu pai na lavoura e essa cultura continua

38 revista

maio/2026


sultados, com médias que variam entre 150 e 170 sacas

por alqueire em anos favoráveis. “Graças a Deus nossa

área é abençoada para produção de trigo. O principal

desafio é produzir. Não nos atemos muito as médias.

O trigo vem acompanhado de um ganho que vai além

disso”, considera o cooperado.

Apesar do histórico de bons resultados Valtenir

Julio reconhece os desafios e revela que há três anos passaram

por uma safra complicada. “A gente plantou e deu

seca do começo ao fim da colheita, aí tivemos que acionar

seguro. Mas, no ano passado e no ano retrasado já

deu uma melhora na produtividade. A gente planta sem

saber como vai ser lá na frente. Tem que ter fé”, destaca.

A região onde fica a propriedade é apta para

a triticultura. Tem altitude e temperatura amena, acompanhadas

de alto nível tecnológico e gestão, pilares do

trabalho desempenhado pela família Santiago. “Eles

utilizam agricultura de precisão, seguem todas as recomendações

técnicas e fazem um manejo bem planejado.

Isso garante estabilidade de produção ao longo

dos anos. O seu Valtenir é uma pessoa preocupada,

registra todos os dados pluviométricos, por exemplo, e

no alto dos seus 73 anos opera drone”, elogia o engenheiro

agrônomo, Fernando Negrini.

Engenheiro agrônomo, Fernando Negrini, acompanha plantio

de trigo com a família Santiago, em Campo Mourão (PR)

Pietro ao lado do tio Valtenir Júlio e da mãe Patrícia

maio/2026 revista 39


safra de inverno

A rotação de culturas é o

segredo da Fazenda Boa Esperança.

“A rotação não traz só benefício

econômico, melhora o solo, reduz a

pressão de pragas e contribui para

a sustentabilidade da propriedade.

Na safra atual, a família atua como

multiplicadora de sementes para a

cooperativa, reforçando a importância

da atividade dentro do sistema

produtivo”, reforça Negrini.

O engenheiro agrônomo ainda

destaca que a rotação de culturas

não traz só um benefício econômico

para a cultura de verão ou para a própria

cobertura. “Esse sistema permite

a rotação de mecanismos de herbicida,

de ciclagem de nutrientes. Você

tem um cuidado melhor com erosão

e utiliza uma cultivar que preenche

mais o solo. Como aqui é feita a rotação,

ou seja, não é no mesmo lote

que se cultiva o trigo, pois eles têm

outros talhões rotacionados com o

milho segundo safra, pensando sempre

no benefício como um todo. Isso

tem refletido positivamente nas médias

que estão estáveis.”

ALTERNATIVA TÉCNICA

E ESTRATÉGICA

Se para alguns produtores

o trigo representa uma paixão, para

outros é uma alternativa que entra

no planejamento técnico. É o caso

da cooperada Helen Karolyne da

Cruz Paschoeto também de Campo

Mourão que vivencia a primeira safra

de trigo como responsável direta

pela atividade na Fazenda Cachoeira.

Ela plantou o cereal em toda a área.

“Acabei escolhendo o trigo esse ano

porque na safra de verão perdi toda a

Cooperada Helen Paschoeto de Campo Mourão (PR)

40 revista

maio/2026


Cooperada Helen Paschoeto,

de Campo Mourão (PR), com

o engenheiro agrônomo,

Roberto Bueno

soja com granizo e tive que replantar. Com esse atraso,

perdemos a janela do milho safrinha e o risco de

pegar geada lá na frente seria muito grande”, explica.

Segundo Helen, o trigo é uma excelente opção

para o inverno na sua área. “É uma região que faz

frio, mas não tem tanta tendência de ter geada. Financeiramente

o trigo pode não ser tão bom quanto o

milho safrinha, mas ele ainda dá um bom resultado.”

A cooperada trabalhava com os irmãos desde

2018, após o falecimento do pai. Em 2024, passou

a tocar sozinha e desde a mudança é a primeira

safra em que planta trigo como responsável direta.

“Nos dois anos anteriores, a gente conseguiu plantar

o milho safrinha. Esse ano é mais o aprendizado,

pois apesar de já ter tocado o trigo com a família, é

a primeira safra que eu estou à frente.”

Apesar de ter sido uma decisão estratégica,

essa é uma alternativa que Helen pretende manter

na propriedade. “A rotação favorece o solo, reduz a

pressão das pragas e doenças, além de eu não colocar

todos os ovos na mesma cesta. Se eu dividir a

área em dois, uma área eu faço, por exemplo, soja, na

outra milho verão, e rotaciono uma área com milho

safrinha e outra com trigo. Pode ser que um ano soja

produza mais, em outro o milho. Mas, pode dar um

problema no trigo ou um problema no milho safrinha.

É um investimento a céu aberto e, assim, sempre terei

uma alternativa para manter o lucro estável.”

Este é o quarto ciclo que Helen mapeia por

meio da agricultura de precisão. O solo dela foi preparado

com o ph e níveis adequados de nutrientes para

o plantio. “A cooperada plantou variedades de alto

teto produtivo e o controle de planta daninha foi muito

bem-feito. Também plantou no limpo e com alto nível

de fertilidade, porque apesar do solo corrigido, o trigo

é uma gramínea e é muito responsivo. Então a gente

prioriza uma adubação, uma fertilização muito boa no

trigo e a gente pode economizar um pouquinho na

soja que vai vir pós-colheita de trigo”, afirma o engenheiro

agrônomo, Roberto Bueno. O trigo plantado na

propriedade será colhido em meados de setembro. “A

expectativa é colher por volta de 10 a 15 de setembro

e já começar a plantar pelo menos um talhão de soja.”

Bueno elogia a atuação de Helen à frente

da propriedade. “Ela tem formação em agronomia,

com uma base muito boa da parte teórica e está pegando

muito bem a parte prática. Ela compreende

que muitas tecnologias demandam de médio e longo

prazo para o produtor ter resultado, e um exemplo

é a rotação de culturas. Então aqui é mais fácil

para nós da área técnica, porque ela entende bem

isso e acata bastante as orientações.”

maio/2026 revista 41


geração de renda

Neusa Ferreira da Silva, de Juranda (PR), trabalha com a diversificação de renda produzindo massas artesanais e outros produtos

Diversificar para fortalecer

Entre grãos, hortaliças e agroindústria, famílias cooperadas ampliam a

renda, agregam valor à produção e fortalecem a permanência no campo

A

diversificação das atividades

tem ocupado espaço

cada vez mais estratégico

nas propriedades rurais, ampliando

as fontes de renda, reduzindo

riscos e criando alternativas para

as famílias no campo. Além da

produção de grãos, atividades

como agroindústria familiar, horticultura

e beneficiamento de

alimentos passaram a integrar a

rotina de muitas propriedades. A

Coamo incentiva esse processo

por meio de cursos, assistência

técnica e capacitação voltada

aos cooperados e familiares, estimulando

alternativas econômicas

que complementem a renda

das famílias.

Em Juranda (Centro-

-Oeste do Paraná), a agroindústria

familiar passou a dividir espaço

com a atividade agrícola na

propriedade da família Ferreira

da Silva. Entre massas artesanais,

geleias, conservas e produtos

panificados, dona Neusa transformou

uma atividade iniciada

de forma doméstica em uma fonte

complementar de renda construída

ao longo de décadas.

Esposa do cooperado

Alfredo Ferreira da Silva, dona

42 revista

maio/2026


Dona Neusa ao lado do marido Alfredo Ferreira da Silva e da nora Valdirene

Neusa mantém ligação com o

campo desde a infância. Filha de

produtores rurais, ela acompanhou

as mudanças da agricultura

na região, desde o período do

algodão até a expansão da soja,

do milho e da mecanização nas

propriedades. “Eu nasci na roça.

Meu pai era produtor rural, meu

marido também, e eu trabalhei a

vida inteira na agricultura”, conta.

O envolvimento com a

produção de alimentos começou

ainda nos anos 1980, inicialmente

com receitas preparadas para

familiares e conhecidos. A partir

de 2008, a atividade passou a

ter proporção comercial. Neusa

participou de cursos voltados à

agroindústria, panificação e processamento

de alimentos promovidos

pela Coamo, além de

atuar na feira do produtor e no

fornecimento para a merenda escolar.

“Eu comecei a fazer cursos

e fui me interessando. A equipe

da Coamo incentivava a gente a

produzir, vender e buscar alternativas.

Foi aí que comecei a enxergar

um caminho”, lembra.

Com o passar dos anos, a

estrutura da agroindústria foi ampliada.

O que começou em uma

antiga garagem de madeira deu

lugar a uma cozinha organizada

para atender à produção de massas

artesanais, conservas, geleias

e panificados comercializados

pela família. “Eu trabalhava em

uma garagem antiga, muito simples.

Depois consegui construir

essa cozinha e organizar melhor

a produção. Foi uma realização

pessoal”, diz Neusa.

Entre os produtos preparados

atualmente, as massas

artesanais ocupam posição de

destaque, atividade que envolve

desde o preparo da massa até o

congelamento para comercialização.

“Eu gosto muito de trabalhar

com massas. Hoje faço talha-

rim, massas congeladas e outros

produtos. É uma atividade que

exige dedicação, mas que me

realiza”, pondera Neusa.

A agroindústria passou

a contribuir para a manutenção

das despesas da família e

ampliar as possibilidades econômicas

no meio rural. Dona

Neusa mantém a rotina diária de

produção e acompanha o crescimento

da estrutura construída

ao longo de décadas. “Foi um

caminho trabalhoso, mas satisfatório.

Eu me sinto realizada com

o que construí”, resume.

O gerente da Coamo

em Juranda, Sérgio Bertolla Junior,

observa que a procura por

cursos voltados às famílias cooperadas

permanece constante

nos entrepostos da cooperativa.

Segundo ele, a participação demonstra

o interesse dos produtores

e familiares em desenvolver

novas atividades dentro das

propriedades. Ele ressalta que

o exemplo da dona Neusa mostra

como o acesso à capacitação

pode gerar resultados ao longo

do tempo. Entre os certificados

guardados pela produtora há

registros de cursos realizados

ainda nas décadas de 1980 e

1990, incluindo treinamentos sobre

indústrias caseiras. “Ela fez

cursos lá em 1988, 1993, e hoje

tem uma agroindústria estruturada

dentro da propriedade. Isso

mostra como o conhecimento

adquirido naquele momento

trouxe desenvolvimento e renda

para a família”, destaca.

Para o gerente, a agroin-

maio/2026 revista 43


geração de renda

Osmarlei Pereira da Silva, de Marilândia do Sul (PR)

dústria representa uma alternativa de diversificação

econômica que permite ampliar as fontes de

receita sem deixar a atividade agrícola. “Essa estrutura

que ela construiu gera uma renda complementar

para a família. A lavoura tem seus custos,

suas despesas e investimentos. A agroindústria

ajuda a trazer mais segurança para o dia a dia da

propriedade”, explica Bertolla.

Em Marilândia do Sul (Norte do Paraná),

a diversificação segue outro caminho dentro da

propriedade da família Pereira da Silva. Entre áreas

de soja, milho e cereais de inverno, a horticultura

ocupa espaço importante no sistema produtivo

mantido pela família há mais de quatro décadas.

A atividade reúne produção, beneficiamento e comercialização

de frutos, hortaliças e legumes, além

de representar geração de renda e empregos na

comunidade.

O trabalho começou ainda com o pai

de Osmarlei Pereira da Silva. Após o afastamento

dele por problemas de saúde, a família deu

continuidade à atividade e ampliou o sistema de

produção ao longo dos anos. Atualmente, a propriedade

reúne diferentes culturas e mantém integração

entre produção agrícola e horticultura.

“Meu pai começou lá atrás e depois nós seguimos

no ramo. Já são mais de 40 anos trabalhando com

isso”, relata o cooperado.

Tomate e repolho estão entre as principais

culturas da propriedade, além de áreas destinadas

à cenoura, beterraba e outras hortaliças.

Paralelamente, a família produz soja, milho, trigo,

aveia, cevada e canola, em um sistema voltado à

distribuição da renda ao longo do ano e à redução

dos riscos da atividade agrícola. “A diversificação

traz mais equilíbrio para a propriedade”,

afirma Osmarlei.

Outra fonte de renda na propriedade está

na produção de sementes de soja. Segundo Osmarlei,

aproximadamente 90% da área destinada à

soja é voltada à produção de sementes em parceria

com a Coamo. “É uma parceria antiga e isso traz

confiança para trabalhar com sementes e entregar

a produção”, afirma.

44 revista

maio/2026


Processo de limpeza e separação é realizado na propriedade

Osmarlei com o filho Alfredo

O planejamento das atividades envolve irmãos,

filho e sobrinho, que participam da divisão

das funções e da organização do trabalho diário.

“Cada um ajuda em uma parte e isso facilita o planejamento.

A horticultura exige acompanhamento

constante”, explica.

A família também investe no beneficiamento

das hortaliças antes da comercialização. Os produtos

passam por seleção, limpeza e organização ainda

na propriedade, chegando aos supermercados

prontos para exposição nas bancas. “A mercadoria já

sai selecionada. O mercado recebe o produto pronto

para venda”, comenta.

A atividade também movimenta a geração

de empregos na comunidade. Durante os ciclos de

produção, cerca de 70 pessoas atuam nas atividades

ligadas à horticultura, principalmente moradores da

própria região.

Somente na produção de tomate, a estimativa

anual gira em torno de 100 mil caixas. O repolho

também ocupa espaço importante na atividade, movimentando

milhares de dúzias ao longo do ano.

O engenheiro agrônomo da Coamo em Marilândia

do Sul, Luiz Alfredo Barros Urias, observa

que a diversificação faz parte da tradição agrícola da

região e segue presente mesmo com o crescimento

da produção de grãos nos últimos anos. “A região

sempre teve forte presença da horticultura. Mesmo

com a valorização da soja, muitas famílias mantêm

essa atividade”, afirma.

Segundo Urias, o sistema contribui tanto

para a renda das propriedades quanto para o abastecimento

alimentar, além de favorecer o manejo

agrícola. “O cooperado consegue ter renda com os

grãos e com a horticultura. Se uma atividade não

tem o resultado esperado, a outra ajuda a compensar”,

explica.

Do ponto de vista técnico, ele destaca que

a rotação entre hortaliças e culturas de grãos auxilia

no manejo de solo, pragas e doenças, além de ampliar

o aproveitamento das áreas produtivas. “Áreas

que estavam com soja passam depois para repolho,

cenoura ou beterraba. Isso ajuda no manejo agronômico

e traz benefícios para o solo e para a produção

agrícola”, observa o engenheiro agrônomo.

Cooperado Osmarlei com o engenheiro agrônomo, Luiz Alfredo Barros Urias,

e o gerente da Coamo em Marilândia do Sul, Jaime Vieira da Silva

maio/2026 revista 45


46 revista

maio/2026


mídia

Cooperado compõe músicas para Coamo e Credicoamo

De família tradicional em Araruna (PR), Roberto Teodoro Beck, traduziu o valor do cooperativismo em música

Entrega “

a soja entrega o coração, na Coamo é

parceria e união.” Esse é um trecho da campanha

de safra veiculada recentemente em todas

as mídias televisivas, em rádios e redes sociais.

Quem escuta o jingle se emociona, pois a música de

ritmo sertanejo mostra a valorização que a cooperativa

dá ao cooperado e ao que ele produz. São minutos

que traduzem a força do trabalho no campo.

O que muitos não sabem é que ela foi escrita pelo

cooperado Roberto Teodoro Beck, de Araruna, no

Centro-Oeste do Paraná.

Beck revela que estava na fila com seu caminhão,

esperando para entregar a produção da safra

de verão na unidade Farol (Centro-Oeste do Paraná).

Momento em que ele aproveitou para rascunhar a

letra. “Eu fui entregar a soja e como eu sempre sou

muito bem atendido por todos os funcionários, me

dediquei a escrever uma música em agradecimen-

maio/2026 revista 47


mídia

Roberto Beck foi recebido pelas diretorias da Coamo e Credicoamo que agradeceram as homenagens e a parceria da família

to à cultura da soja e a tudo o

que o pessoal da Coamo faz por

nós. Escrevi e não sabia que iria

repercutir dessa forma. Encaminhei

aos funcionários daquele

posto de atendimento da Coamo

e a música viralizou em poucas

horas, até que a diretoria da

Coamo me procurou, perguntando

se poderiam utilizá-la. Eu falei

que seria uma honra”, conta.

O cooperado diz que

a inteligência artificial auxiliou

muito nesse processo. “O que

você precisa, na verdade, é ter

as ideias principais, escrever um

texto, fazer as correções gramaticais

desse texto e depois utilizar

um aplicativo para a geração da

música. A base é escrever com

coerência, e o aplicativo gera a

parte da melodia. Inclusive, depois,

eu fiz uma música para a

Credicoamo.”

Filho de cooperado, Roberto,

destaca que está dando

continuidade ao trabalho do pai,

seu Teodoro, que faleceu há seis

anos. “Meu pai sempre foi uma

pessoa muito fiel à cooperativa.

Foi um dos primeiros cooperados

que ingressou na Coamo na

década de 1970. Isso me incentiva

a manter toda essa história.

Quando eu fiz a música, foi exatamente

pensando nisso, no que

a cooperativa proporcionou não

só a nós, mas a todos os cooperados.

Eu sempre digo e repito, a

cooperativa é uma necessidade

e, por meio da Coamo, principalmente,

todos os municípios dessa

região se desenvolveram em

torno do cooperativismo.”

Com esse legado, Roberto

Beck decidiu há seis anos se

aposentar, após 36 anos atuando

como cirurgião vascular. Sobre

a mudança de profissão, Beck

compartilha o trecho do texto

que escreveu naquele momento.

“A medicina me ensinou a salvar

vidas, mas também me ensinou

a viver com propósito. Quando

decidi mudar, não deixei de ser

médico em essência. Apenas

descobri que a realização pode

existir de outras formas, em novos

desafios, em novos cenários,

sem que isso diminua quem eu

fui ou quem eu sou.”

Ele sabia que um dia

esse momento chegaria. “Desde

48 revista

maio/2026


Roberto fez a primeira música enquanto aguardava para entregar a produção

Cooperado guarda com carinho os troféus conquistados pelo pai na pecuária

que me formei, eu sabia que um dia

eu precisaria tocar o que meu pai

iniciou. Ele estava à frente de tudo

quando faleceu, com 93 anos. Ele

dizia para mim e meu irmão que esperava

que alguém desse continuidade

ao que ele construiu. Somos

apenas em dois e temos uma harmonia

muito boa, então decidimos

que seria eu”, revela o cooperado.

A família Beck planta em

torno de 200 alqueires de soja e

milho, e tem 110 alqueires voltados

à pecuária, com um plantel

600 cabeças de gado de corte.

“Na agricultura nós vamos crescer

e na pecuária vamos manter ou

diminuir. Meu pai era um grande

apaixonado pela pecuária. Ele tinha

uma relação muito maior com

a pecuária do que com a própria

agricultura. Quando ele chegava

na fazenda, o gado sabia que ele

estava chegando. Iam todos esperar

ele lá na cerca.”

Ao assumir a propriedade,

Roberto Beck, vem investido

em tecnologia para alavancar as

produtividades. “Eu corrigi o solo,

faço uma boa cobertura de inverno

nessas áreas mais arenosas. No

próximo ano, pretendo aumentar

em torno de 50 alqueires da área

agrícola.”

Para Beck, a Coamo deu

todo o suporte para que esse processo

fosse tranquilo. “A cooperativa

é fundamental para que se

consiga dar continuidade a um processo

de sucessão. As vantagens

que uma cooperativa oferece para

o agricultor fazem com que você

mantenha as estruturas em pé. Então,

esse é o fundamento de uma

cooperativa, trabalhar em união,

porque, mesmo que existam cooperados

com uma maior ou menor

atividade, essa união faz com que

exista uma sinergia para que as coisas

aconteçam”, comemora.

As músicas produzidas por

Roberto Beck para a Coamo e

Credicoamo estão no YouTube.

Para acessar visite o canal ou

aponte o leitor de QR Code do

celular nas imagens abaixo

Música da Coamo

Música da Credicoamo

maio/2026 revista 49


integração

Cafeicultores conhecem a estrutura da Coamo

e fortalecem vínculo com o cooperativismo

Cafeicultores da região de Ivaiporã (PR) percorreram diferentes estruturas da cooperativa, incluindo o parque industrial de Campo Mourão

Produtores de café atendidos pela unidade da Coamo

em Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná) participaram

de uma visita técnica à sede da cooperativa,

em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), em uma

experiência voltada à aproximação dos agricultores

com o sistema cooperativista e para o entendimento

das etapas que conectam o campo à indústria.

O grupo, formado por cafeicultores de comunidades

locais, percorreu diferentes estruturas

da cooperativa, incluindo o Memorial Coamo e o

parque industrial de Campo Mourão, onde puderam

acompanhar de perto o destino da produção que

sai de suas propriedades rurais.

De acordo com o gerente da unidade de

Ivaiporã, Domingos Carlos Fontana, a iniciativa teve

origem em encontros realizados junto aos produtores

da região e busca estreitar o relacionamento com

esse público. “A proposta é apresentar a cooperativa

de forma prática, mostrando a estrutura, valores e o

papel que desempenha na valorização da produção

agrícola”, explica o gerente.

Fontana ressalta que grande parte desses

produtores pertence à agricultura familiar, com propriedades

de menor porte, mas com forte dedicação

à atividade cafeeira. “Ao levá-los até a sede, a

Coamo permite que visualizem de perto como o

café produzido por eles é beneficiado, industrializado

e disponibilizado ao mercado, fortalecendo o

interesse em integrar o quadro social e crescer junto

com a cooperativa”, complementa.

A experiência de acompanhar o processamento

do café impactou diretamente a percepção

dos produtores sobre a cadeia produtiva. Para o cooperado

Edvaldo Garbelini, de Ivaiporã, a visita revelou

uma estrutura muito além do que imaginava.

Produtor de soja, milho e café, ele destacou

50 revista

maio/2026


Grupo conheceu a estrutura da torrefação de café

Apresentação do processo na produção de café

que ver de perto a torrefação e o

nível tecnológico das indústrias

trouxe um novo entendimento

sobre a qualidade e o destino da

produção. A visita, que contou

com a participação de sua família,

reforçou a confiança na cooperativa

e trouxe motivação para continuar

investindo na atividade.

Segundo Garbelini, conhecer

o processo industrial fez

com que ele passasse a enxergar

o café que produz com outros

olhos, compreendendo melhor

o valor agregado ao produto e

despertando interesse em aprimorar

e até ampliar a produção

na propriedade.

Já para o produtor Marcos

Leite, de Lidianópolis, a visita

também representou um momento

de aprendizado e fortalecimento

de sua relação com a cooperativa.

Mesmo antes de se tornar

associado, ele já mantinha vínculo

com a Coamo na comercialização

do café e destacou a importância

de contar com uma estrutura sólida

para apoiar a atividade.

“Conhecer a história

da cooperativa no memorial e

acompanhar a força da Coamo

na indústria, reforça a nossa percepção

de segurança e estabilidade

proporcionada pelo modelo

cooperativista”. Ele observou

que, em um cenário onde há

poucos incentivos ao produtor, a

atuação da cooperativa tem sido

fundamental para a continuidade

da cafeicultura na região.

“A iniciativa reforça o

compromisso da Coamo em

promover a proximidade com o

produtor, compartilhar conhecimento

e incentivar o desenvolvimento

sustentável das propriedades

rurais, especialmente

entre agricultores familiares”, finaliza

Marcos.

Produtores foram recebidos pelo presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini

maio/2026 revista 51


52 revista

maio/2026


mídia

Momento Coamo 200: “Investir na comunicação

é fortalecer o cooperativismo”, diz Galinari

Airton Galinari destaca a importância da comunicação Equipe da assessoria de Comunicação na gravação do Momento Coamo 200

A

edição especial de 200 programas do Momento

Coamo foi exibida na noite de 12

de maio com apresentação do assessor de

Comunicação, Ilivaldo Duarte, entrevistando o presidente

Executivo, Airton Galinari. O apresentador

lembrou que a ideia do programa foi concebida em

2021 e ao final deste ano com o trabalho da equipe

da Assessoria de Comunicação foram exibidos os

três primeiros programas com entrevistas dos presidentes

Executivos da Coamo e da Credicoamo, e o

presidente do Conselho de Administração das duas

cooperativas.

"A partir do início de 2022 aprovamos o formato

e os objetivos da nova proposta de comunicação da

Coamo e desde então, a cada terça-feira, estamos mantendo

a regularidade, a qualidade do conteúdo que

vem ao encontro dos interesses dos cooperados e da

comunicação como um dos pilares do cooperativismo

e da trajetória da Coamo", considera Ilivaldo Duarte.

Durante a entrevista, o presidente Executivo

Airton Galinari reforçou que a comunicação esteve

presente desde o início da cooperativa em novembro

de 1970, lembrando que foram necessários dois

anos de reuniões antes da fundação para convencer

produtores a criarem a cooperativa.

Segundo Galinari, comunicar bem é essencial

para fortalecer o relacionamento entre cooperados,

funcionários e diretoria, além de explicar o

diferencial do modelo cooperativista. Ele destacou

que a Coamo ampliou seus canais de comunicação

nos últimos anos, utilizando as diversas mídias como

redes sociais e YouTube, que somaram aos tradicionais

veículos como rádio, revista, intranet e site, além

dos eventos presenciais e conteúdos técnicos para

alcançar públicos de diferentes perfis e gerações.

“O nosso objetivo sempre é o de cumprir a nossa

missão, de gerar renda aos cooperados com desenvolvimento

sustentável do agronegócio.”

O presidente Executivo ressaltou no Momento

Coamo 200, que a nova governança implantada

a partir de 2020 na Coamo trouxe uma comunicação

mais moderna, transparente e próxima das

pessoas, sem perder a essência cooperativista. Para

ele, o objetivo é garantir que o cooperado compreenda

as decisões da cooperativa e participe cada

vez mais da vida institucional.

maio/2026 revista 53


BOLO DE PÉ

DE MOLEQUE

FARINHA DE TRIGO ORIGINALE

MARGARINA ORIGINALE

INGREDIENTES

PARA A MASSA:

3 ovos (150g)

3 colheres de sopa de Margarina Originale (45g)

1 xícara de chá de leite (240ml)

1 ½ xícara de chá de açúcar (270g)

1 xícara de chá de Farinha de Trigo Originale (120g)

1 xícara de chá de fubá (120g)

1 colher de sopa de fermento químico em pó (10g)

PARA O RECHEIO:

1 ½ xícara de chá de açúcar (270g)

1 colher de sopa de Margarina Originale (15g)

1 lata de leite condensado (395g)

1 lata de creme de leite (200g)

1 ½ xícara de chá de amendoim tostado e sem casca

(180g)

MODO DE PREPARO

Bata no liquidificador a Margarina Originale, o leite e o

açúcar até obter uma mistura homogênea. Em um bowl,

junte os ingredientes secos com a mistura batida. Despeje

a massa em uma forma untada com Margarina Originale

e Farinha de Trigo Originale e leve ao forno preaquecido a

180 °C por cerca de 35 minutos, ou até dourar.

Para o recheio, derreta o açúcar em fogo médio, adicione

a Margarina Originale e misture até derreter. Acrescente o

leite condensado e o creme de leite, mexendo até atingir

o ponto de brigadeiro cremoso. Finalize com o amendoim,

misture por mais 2 minutos e cubra o bolo desenformado.

É no sabor das receitas feitas em casa que moram as melhores tradições. Com a Margarina e a Farinha

de Trigo Originale, cada preparo ganha textura, qualidade e um toque especial no seu arraial.

Escaneie e

confira receitas

irresistíveis

para deixar seu

arraial ainda

mais gostoso.

coamoalimentos.com.br

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