Industrial_285 OPS
24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,56,58,60,62,64,68,69,70,71,73,74,76,80,82,86,88,91,92,94,98
24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,56,58,60,62,64,68,69,70,71,73,74,76,80,82,86,88,91,92,94,98
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ENTREVISTA: a evolução do setor de paletes na visão do empresário Marcelo Canozo, da Fort Paletes
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SUMÁRIO
INDUSTRIAL
84
2026
66
78
72
NO AGRO,
A DURABILIDADE
DA MADEIRA
NÃO PODE SER
UMA APOSTA.
PRECISA SER PROTEÇÃO
COMPROVADA NO CAMPO.
MADEIRA
OSMOSE K33 é o produto preservativo certo,
para quem exige resistência, desempenho e
confiança duradoura.
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
ABB Wood Brazil 75
Aimex 65
Arte Diamante 100
Bonardi Química 55
Bruno 23
Contraco 41
CPM 43
Dallabona Máquinas 10
DRV Ferramentas 33
EHW do Brasil 19
Elpi Química 12
Engecass 59
Franzói Ferramentas 45
Gaidzinski 57
H Bremer 21
Imalpal Group 51
Impacto Máquinas 99
Incomac 87
Indumec 49
Inserco Brasil 31
J de Souza 95
Lignum Latin America 2026 83
Máquinas Águia 47
Mendes Máquinas 02
Minimax 29
Mion & Mosole 27
Montana Química 15
MSM Química 39
Neutraliza 81
Omil 08
Pika Retech 25
Pika Retech 53
Plantag do Brasil 89
Prêmio REFERÊNCIA 2026 97
Reval Serras 61
Rotteng 04
SVJD Robotics 35
Tigra do Brasil 93
Timbermaq 17
Top Solid 06
Tornoaria Zico 77
Vantec 37
Woodflow 63
SUMÁRIO
16 Editorial
18 Cartas
20 Bastidores
22 Notas
50 Aplicação
52 Frases
54 Entrevista
66 Principal A fábrica do silêncio
72 Estudo
78 Marcenaria
84 Mercado
90 Artigo
96 Agenda
98 Espaço Aberto
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14 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
EDITORIAL
SOLUÇÕES
APLICADAS
T
odo setor tem desafios e desconfortos a serem
vencidos, como temos mostrado no decorrer
da trajetória da Revista REFERÊNCIA MADEIRA
INDUSTRIAL. Nesta edição, destacamos a tecnologia
aplicada pela Arte Diamante Ferramentas
Especiais, empresa com sede em Corupá (SC), que, com
engenharia aplicada e desenvolvimento sob medida, desenvolveu
o eixo pastilhado de alto desempenho para a indústria
madeireira brasileira. Uma solução que traz redução do ruído,
menos esforço, melhor acabamento e durabilidade de corte.
Na editoria de Entrevista, trazemos a trajetória de Marcelo
Canozo, sócio fundador da Fort Paletes e da GEE (Gestão
Eficiente de Embalagens). De família madeireira, Marcelo foi
um dos defensores e articuladores da normatização no setor
de paletes, que recentemente passou a ser certificado pela
Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada
Mecanicamente). Outras matérias destacam a evolução
do mercado de madeira em tora nos últimos anos, conforme
dados do Estudo Setorial 2026 da Abimci, e o crescimento
das exportações de madeira, entre outros assuntos de interesse
para o setor. Desejamos ótima leitura!
APPLIED SOLUTIONS
E
very industry faces challenges and obstacles, as
demonstrated throughout the history of REFE-
RÊNCIA Madeira Industrial. This issue highlights
the technology used by Arte Diamante Ferramentas
Especiais. Headquartered in Corupá, Santa
Catarina, the Company uses applied engineering and custom
development to create high-performance indexable insert
spindles for the Brazilian wood industry. This solution delivers
reduced noise, less effort, a better finish, and a longer cutting
life. In the Interview Section, we feature Marcelo Canozo’s
career. He is the founding partner of Fort Paletes and Efficient
Packaging Management (GEE). Hailing from a family in the
forest products industry, Canozo was one of the driving forces
behind the standardization of the Pallet Sector, which was
recently certified by the Brazilian Association of the Mechanically
Processed Wood Industry (Abimci). Other articles discuss
the evolution of the log market in recent years according to
Abimci’s 2026 Sector Study and the growth of forest product
exports, among other topics of interest to the Sector. Pleasant
reading!
16 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NA CAPA
A CAPA DESTA EDIÇÃO
DESTACA A TECNOLOGIA
APLICADA DA ARTE DIAMANTE
FERRAMENTAS ESPECIAIS
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 285 - JUNHO 2026
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.
bartoski@revistareferencia.com.br
Redação / Writing
Gisele Rossi
jornalismo@revistareferencia.com.br
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Fabiana Tokarski / Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
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fone: +55 (41) 3333-1023
Tradução / Translation - John Wood Moore
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ASSINATURAS
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GARANTIDA GARANTEED
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº285 • Junho 2026
ENTREVISTA: a evolução do setor de paletes na visão do empresário Marcelo Canozo, da Fort Paletes
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A REVOLUÇÃO
SILENCIOSA
DOS EIXOS
PASTILHADOS
TECNOLOGIA APLICADA PARA MODERNIZAR
PLAINAS, REDUZIR PARADAS E ENTREGAR
MAIS CONFORTO OPERACIONAL NO DIA A DIA
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de
responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco
de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-
FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,
exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and
consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,
governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based
segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,
articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The
use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs
and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without
the written authorization of the holders of the authorial rights.
THAT COMBINE EFFICIENCY,
ENTREVISTA: Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil Madeiras, compartilha sua trajetória profissional no setor
CARTAS
CARTAS
ESTUDO
Por Rosaldo Coelho –
Goiânia (GO)
Interessante os dados
apresentados pelo Estudo
da Abimci. Permite
acompanhar a evolução
do setor.
CAPA DA EDIÇÃO 284 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MAIO DE 2026
PRINCIPAL
Por Valter Guimarães –
Mafra (SC)
Boa notícia o projeto do novo alimentador para
plaina da Rotteng. O que já é bom tende a ficar
melhor!
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº284 • Maio 2026
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ENGINEERING, AND SAFETY CONTRIBUTE
TO THE CONTROL OF PARTICULATE
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SEGURANÇA
E RENDIMENTO
NA OPERAÇÃO
EQUIPAMENTOS ROBUSTOS E DE LONGA
DURAÇÃO ALIAM TECNOLOGIA E SOLUÇÕES
EFICIENTES COM MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO
PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA
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PERSONALIZADAS PARA PRODUÇÃO DE PELLETS,
UTILIZANDO QUALQUER TIPO DE MADEIRA,
INCLUSIVE 100% EUCALIPTO.
SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS PARA PLANTAS JÁ EXISTENTES (RETRO FIT)
PRESENTE EM MAIS DE 20 PAÍSES, 4 CONTINENTES
Foto: Emanoel Caldeira
Foto: divulgação
Foto: Kelly Queiroz
Foto: divulgação
ENTREVISTA
Por João Carlos Menezes –
Ponta Grossa (PR)
MARCENARIA
Parabéns pela entrevista
com Daniel Woiski. Já
tinha escutado o Podcast
e achei muito interessante
a história dele e da Solida
Brasil.
Por Rita Savaris –
Três Lagoas (MS)
A presença e o aconchego de uma cama
de madeira fazem muita diferença no
ambiente.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
18 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
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CURTA NOSSAS PÁGINAS
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Referência Madeira Industrial
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Email: c.haas@ehw-maschinen.com
Endereço : Via Piave, 21 | Isola Vicentina (VI) | Italia
BASTIDORES
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PARCERIA
O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA, FÁBIO MACHADO,
ESTEVE VISITANDO A NOVA SEDE DA EMPRESA DRV, NA CIDADE DE
CAMPO LARGO (PR). ELE FOI RECEBIDO PELA DIRETORA DA DRV, LILIANE
CORDEIRO E PELO GERENTE DE MARKETING FABIANO MENDES.
Foto: divulgação
VISITA
RECEBEMOS NA JOTA EDITORA, A VISITA DO DIRETOR DA ELPI QUÍMICA,
CLÁUDIO OLIVEIRA, QUE ESCOLHEU A REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL
PARA DIVULGAR A SUA MARCA NOS PRÓXIMOS MESES.
Foto: divulgação
ALTA
CABOTAGEM EM
DESTAQUE
Em 2025, o Porto Itapoá (SC)
se consolidou como o terminal
de contêineres que mais movimentou
cargas por cabotagem
na região sul do Brasil. Com
uma movimentação próxima
de 298 mil TEUs no ano, crescimento
de 32% em relação a
2024, o terminal contribuiu para
evitar a emissão de 259 mil
toneladas de CO 2
em comparação
ao transporte exclusivamente
por caminhão, conforme
informações divulgadas pela
Fiesc (Federação das Indústrias
de Santa Catarina) com base
em estudo da CNI (Confederação
Nacional da Indústria).
BAIXA
INFLAÇÃO TENDE A
AUMENTAR
O Ministério da Fazenda
elevou de 3,7% para 4,5%
a projeção de inflação para
este ano, levando a estimativa
oficial ao limite máximo
da meta definida pelo CMN
(Conselho Monetário Nacional).
A revisão consta no
Boletim Macrofiscal, divulgado
pela SPE (Secretaria
de Política Econômica), e
reflete os impactos da guerra
no Oriente Médio sobre os
preços internacionais do
petróleo. A estimativa para o
crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto) foi mantida em
2,3% neste ano e em 2,6%
para 2027.
80
20 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres
e de grande valor para o segmento florestal em maio de
2026. No primeiro episódio do mês estava presente o
Regional Manager F&B da Andritz Brasil, José Martins. O
segundo episódio teve a presença de Paulo Vicente Jorge
e Andressa Cechetto, da Plantag do Brasil, além do sócio-
-fundador da Mademape, Luciano Zatti.
Martins analisou o mercado mundial de pellets e como
ele tem sido impulsionado pelo aumento da demanda
por energias renováveis. Dentro desse cenário, o gerente
regional da Andritz apontou que o Brasil tem um papel
fundamental para suprir essa demanda global.
“Pesquisas recentes apontam que o mercado de biomassa
deve crescer 7,21% entre 2024 e 2033. Além disso,
somente o mercado de pellets não-madeira deve expandir
7,1% até 2033. Esses índices mostram que a América Latina
está consolidando seu papel no cenário global, e países
como Brasil, Chile e Argentina seguem liderando esse
movimento”, analisou Martins.
Para o futuro do segmento, Martins avalia que as
indústrias precisam estar cada vez mais adaptadas para
produzirem pellets de biomassa com diferentes compostos
- até pelo crescimento da demanda interna por essas
fontes de energia.
No outro programa, Paulo Vicente Jorge relembrou os
40 anos de experiência na Plantag e como a empresa se
instalou e se consolidou no Brasil desde o início dos anos
2000. O gerente de negócios da empresa ainda detalhou
as principais soluções oferecidas pela companhia ao mercado
brasileiro.
“O Natureline é um produto à base d’água e está
muito voltado para a construção, em especial no uso da
madeira na construção, seja pinus, eucalipto ou qualquer
outra madeira. Você pode aplicar em qualquer madeira,
pode aplicar por spray, por rolo, pincel, não precisa de nenhum
equipamento especial, é muito simples a aplicação
do produto, e a gente vê isso como uma oportunidade
grande”, analisou.
Já a coordenadora administrativa financeira da Plantag,
Andressa Cechetto, destacou o foco em inovação que a
empresa busca desenvolver no mercado nacional. “Ao
mesmo tempo que a gente trabalha nessa inovação tecnológica,
somos totalmente livres para criar um produto
aqui voltado para o mercado brasileiro, às necessidades
brasileiras. Não necessariamente trazer um produto pronto
da Europa e vender no Brasil”.
Por fim, Zatti relatou sobre a parceria da Mademape
com a Plantag, iniciada em 2025, e como ela se desenvolveu
desde então. “Trabalhamos com os produtos deles
pulverizados em todos os nossos painéis, com todos os
testes realizados, e deu super certo. Quando precisamos
eles têm material em estoque, com um pós-venda excelente”.
José Martins, Regional Manager F&B
da Andritz Brasil
Andressa Cechetto, da
Plantag do Brasil
Os episódios completos
o Leitor pode conferir no
canal do youtube da Revista
REFERÊNCIA:
Paulo Vicente Jorge, da
Plantag do Brasil
Luciano Zatti,
sócio-fundador da Mademape
Foto: REFERÊNCIA
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NOTAS
PALETES DE MADEIRA
COM CERTIFICAÇÃO NACIONAL
A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) lançou
a CNPM (Certificação Nacional de Palete de Madeira), com o objetivo de promover a isonomia
competitiva e ampliar a participação do produto no mercado nacional. A certificação é
uma conquista para o setor, que há vários anos vinha trabalhando para isso, visando a qualificação
do produto e do processo industrial. A entidade atua como gestora da certificação e
a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) como órgão certificador. A CNPM é baseada
na norma ABNT NBR 17222 – Paletes de madeira – Requisitos e métodos de ensaios,
publicada em 2025, que estabelece diretrizes para a avaliação de desempenho e padronização
dos paletes. Mais que promover a padronização, a certificação assegura ao produto qualidade
técnica e desempenho, fortalecendo sua competitividade frente a outros materiais.
A CNPM foi desenvolvida como um instrumento técnico para qualificar o produto e atender
à crescente demanda do mercado consumidor. O superintendente da Abimci, Paulo Pupo,
destaca a continuidade de um trabalho técnico iniciado com a norma. “A Certificação de
Paletes é uma evolução natural da norma técnica. Estamos estruturando um programa com
critérios técnicos definidos, que permitirá ao mercado identificar produtos com desempenho
comprovado, contribuindo diretamente para o aumento da competitividade do palete de
madeira.”
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NOTAS
GOVERNO GAÚCHO
ALTERA REGRAS DE ICMS PARA
MOVELEIROS
O governo do Rio Grande do Sul publicou no último
mês de abril, o Decreto número 58.733, que promove
alterações no RICMS (Regulamento do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços). A medida impacta
diretamente operações envolvendo painéis de madeira e
pisos laminados, com redução do tributo de 12% para 7%
a partir de 1º de maio de 2026 até 31 de março de 2027.
A principal mudança estabelece novas condições para a
saída de produtos como painéis de partículas de madeira
(MDP) e painéis de média densidade (MDF), quando destinados
a fabricantes de móveis e esquadrias de madeira.
O benefício se aplica apenas a produtos de produção
própria e destinados a empresas cuja atividade principal
esteja enquadrada em códigos específicos da CNAE
(Classificação Nacional de Atividades Econômicas). O deputado
estadual do Rio Grande do Sul, Ronaldo Santini,
destacou que a medida corrige distorções tributárias que
vinham prejudicando o setor produtivo.
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NOTAS
WEBSÉRIE REVELA O PROCESSO
DE FABRICAÇÃO DO MDF
A Guararapes Painéis, indústria de base florestal, lançou a websérie: MDF.Doc – Como
produz o MDF; que revela o processo de fabricação do MDF, desde a floresta plantada
até a distribuição dos painéis. Com abordagem documental, a websérie é dividida em seis
episódios que apresentam aspectos do processo industrial pouco conhecido pelo público.
O projeto destaca os pilares que sustentam a produção dos MDFs da Guararapes, como o
manejo florestal, controle de qualidade, aplicações de tecnologias avançadas e práticas de
responsabilidade socioambiental que posicionam a marca entre os principais benchmarks
da indústria de MDF no Brasil e no exterior. “Abrimos a porta da fábrica para mostrar o
caminho que a madeira percorre até se transformar em um painel de MDF, processo pouco
conhecido pelo público geral”, destaca Ricardo Pedroso, CEO da Guararapes. “No documentário,
também apresentamos os diferenciais tecnológicos e sustentáveis envolvidos
em nosso processo produtivo, como o ciclo fechado de água”, completa. Ao longo dos
episódios, o espectador acompanha o beneficiamento diário de mais de 6 mil toneladas de
madeira na maior fábrica de MDF das Américas, desde a produção do cavaco, as etapas de
desfibração, formação do colchão de fibras, prensagem e acabamento. Em pouco mais de
30 minutos, “MDF.Doc – Como produz o MDF” demonstra o cuidado, a inovação, a sustentabilidade
e o design aplicados na transformação da madeira em MDFs.
Nossa missão é clara: onde quer que haja ameaça de incêndio, a MINIMAX
oferece proteção confiável e inovadora.
Nossas soluções:
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Sistemas de CO₂
Sistema OneU para data centers
Soluções Especiais
Sistemas de extinção de faíscas
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Proteção móvel contra incêndio
Detecção e Controle
Detectores de fumaça, chama e calor
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NOTAS
PLATAFORMA DE TREINAMENTOS
A TopSolid’Brazil acaba de lançar sua plataforma de treinamentos, a TopSolid’Academy, com o objetivo de
entregar um novo serviço para a indústria: a capacitação técnica de profissionais e empresas que atuam com
soluções de engenharia, manufatura digital e processos industriais. Subsidiária da desenvolvedora francesa
líder global em softwares para a indústria, a TopSolid fornece e implementa soluções integradas de CAD,
CAM, PDM e ERP. A novidade reforça o posicionamento da empresa no mercado brasileiro como fornecedora
de tecnologia e parceira no desenvolvimento técnico e na evolução produtiva da indústria. Segundo
o gerente de marketing e de operações da TopSolid’Brazil, Fernando Pasquali, a nova frente surgiu da necessidade
de aproximar conhecimento técnico, metodologia de aplicação e boas práticas dos profissionais
que utilizam as soluções da empresa. “A evolução da indústria e a crescente complexidade dos processos
produtivos exigem tecnologia. Então, o verdadeiro ganho competitivo está na capacitação contínua das
pessoas”. A plataforma foi estruturada como um ambiente de desenvolvimento técnico voltado às demandas
reais da indústria, reunindo treinamentos organizados por níveis de conhecimento, aplicações práticas
e objetivos de negócio. O conteúdo aborda desde fundamentos operacionais até metodologias avançadas
de programação, integração entre processos e otimização de fluxos produtivos.
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Rua Cyro Correia Pereira, 667 -
Kränkelsweg 25 41748 Viersen - Alemanha
Cidade Rua Cyro Industrial Correia de Curitiba Pereira, - PR667 - Cidade Industrial de Curitiba - PR
NOTAS
FUTURO AINDA MAIS PROMISSOR
O Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadores de Madeira de Mato
Grosso) deu início a uma nova etapa estratégica voltada à ampliação das exportações
do setor de base florestal no Estado. A iniciativa ocorre após reunião
com representantes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que
apresentaram o Plano de Promoção da Cultura Exportadora, voltado ao fortalecimento
da presença de empresas brasileiras no mercado internacional. O projeto é
coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao MDIC (Ministério
do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e está alinhado à missão
do BID de promover o aumento da produtividade, a diversificação econômica e
a inserção sustentável nos mercados globais. Durante a reunião, o presidente do
Cipem, Gleisson Tagliari, apresentou o panorama do setor florestal mato-grossense,
destacando o potencial produtivo, a diversidade de produtos e os principais
gargalos que ainda dificultam o acesso ao mercado externo. Segundo ele, embora
haja previsão de investimentos por parte do BID, o foco central da iniciativa é a
construção de políticas estruturantes que promovam o desenvolvimento do setor
sem interferir na legislação ambiental vigente. Como parte dessa primeira fase, o
Cipem realizará um levantamento junto à base associada para identificar o perfil
das empresas, mapear o interesse em acessar mercados internacionais e compreender
os principais desafios enfrentados pelo setor.
Foto: divulgação
32 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
TUDO PRONTO
PARA A FORMÓBILE 2026
Reafirmando sua posição como principal plataforma de negócios da América Latina para marceneiros,
arquitetos, designers e profissionais da indústria moveleira, a XI edição da ForMóbile
(Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira) começa no próximo dia 30 de junho no
São Paulo Expo. Com expansão de 15% de área expositiva no evento deste ano, renovação de
expositores e novas soluções para o público profissional, a feira consolida seu papel estratégico
como ponto de encontro para quem transforma projetos em móveis e negócios em crescimento.
Em sua quarta edição, o Espaço Madeira, realizado em parceria com a Revista REFERÊNCIA
MADEIRA INDUSTRIAL, reúne empresas que representam o que há de mais avançado em tecnologias,
ferramentas, acabamentos e soluções para madeira maciça. Segundo Tatiano Segallin,
Business Manager da ForMóbile, “o cenário reforça a importância do evento como espaço de
atualização, geração de parcerias e acesso às principais inovações do mercado”. A feira acontece
até o dia 3 de julho.
O FUTURO
DA MADEIRA
JÁ ESTÁ EM
OPERAÇÃO.
Robótica industrial aplicada
com precisão contínua e alta
performance para serrarias.
300%
+ produtividade
A SVJD Robotics une pioneirismo tecnológico e engenharia de ponta para transformar
linhas de produção brutas em ecossistemas inteligentes, rápidos e altamente rentáveis.
Fotos: divulgação Formóbile
• Desenvolvimento de linhas completas e modulares
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34 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
ABIMCI DEFENDE A EXCLUSÃO
DO PINUS E EUCALIPTO DA LISTA DE EEIS
A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) participou,
em Brasília, da audiência pública conjunta promovida pela Cmads (Comissão de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável) e pela Capadr (Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento
e Desenvolvimento Rural) da Câmara dos Deputados para debater a “Lista Nacional
Oficial de Espécies Exóticas Invasoras Prioritárias”, tema atualmente em discussão no âmbito
da Conabio (Comissão Nacional de Biodiversidade). Representando a entidade, participaram
da audiência o conselheiro vice-presidente da Abimci, Luiz Alfredo Kasectari, o superintendente,
Paulo Pupo, o coordenador do Comitê Florestal, Mario Sant’Anna Junior, e o coordenador
do Comitê de Construções em Madeira, Patrick Reydams. A Abimci atuou na articulação junto
às lideranças políticas em Brasília, reforçando a defesa do setor pela exclusão das espécies de
pinus e eucalipto da lista de EEIs (espécies exóticas invasoras). A atuação foi baseada nos mesmos
fundamentos técnicos apresentados nas notas e defesas protocoladas junto à Conabio,
que apontam os potenciais impactos econômicos, produtivos e regulatórios que uma eventual
inclusão dessas espécies poderia trazer para toda a cadeia de base florestal brasileira.
Fotos: divulgação Abimci
36 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
MAIS EFICIÊNCIA E SEGURANÇA
PARA O SETOR DE BASE FLORESTAL
O setor produtivo de base florestal de Mato Grosso ganhou uma legislação mais moderna e eficiente
com a publicação da Lei Complementar nº 843/2026, publicada no Diário Oficial no último mês de maio.
Para o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso) a
norma aprimora os procedimentos de inspeção e verificação de conformidade no âmbito da fiscalização e
controle da comercialização e do transporte de produtos de origem florestal no estado. Entre os principais
pontos da norma está a adoção de fiscalização por amostragem, baseada em critérios de risco e inteligência
fiscalizatória, permitindo que as ações sejam direcionadas prioritariamente a operações com indícios
objetivos de irregularidades. A legislação também prevê a elaboração de laudo oficial em casos de divergências
relevantes e determina que situações relacionadas à divergência de espécies científicas sejam submetidas
a procedimento administrativo de averiguação, garantindo maior rigor técnico e transparência nos
processos. Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, o novo marco legal representa um importante
equilíbrio entre controle ambiental e desenvolvimento sustentável. “A nova legislação traz mais previsibilidade
às operações, segurança jurídica para quem trabalha dentro da legalidade e contribui para valorizar
a produção florestal sustentável de Mato Grosso”, destaca.
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
• Indicadores: EC 257-842-9 /
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
Foto: divulgação
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38 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 39
NOTAS
13º CONGRESSO NACIONAL
MOVELEIRO ACONTECE EM NOVEMBRO
A Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e a Abimóvel (Associação Brasileira das
Indústrias do Mobiliário) realizam, nos dias 04 e 05 de novembro de 2026, no Campus da Indústria
do Sistema Fiep, em Curitiba (PR), a 13ª edição do Congresso Nacional Moveleiro. Com
o tema “Conexões”, o evento propõe ampliar o diálogo entre diferentes atores do setor para
enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades de transformação que marcam o cenário
econômico global. O setor moveleiro brasileiro vive um momento de mudanças estruturais
profundas, influenciado por fatores como reorganização das cadeias produtivas, tensões geopolíticas,
mudanças nas políticas comerciais, volatilidade econômica e aceleração tecnológica.
Ao mesmo tempo, a sustentabilidade consolida-se como eixo central das decisões industriais
e de mercado. Além da tradicional programação de conteúdo com palestras e bate-papos
ministrados por grandes nomes no palco principal, ao longo do evento, os participantes terão
momentos de networking especialmente estruturados para promover a troca de experiências,
o fortalecimento de relações comerciais e a geração de novas oportunidades de negócios. As
inscrições para o Congresso são gratuitas e já estão abertas.
Escaneie o QR Code
para se inscrever:
1986 - 2026
A Contraco não começou na indústria pesada.
EVOLUÇÃO PENSADA PARA
ATRAVESSAR O TEMPO.
Dos primeiros projetos no campo aos secadores
industriais, a Contraco evoluiu resolvendo o que
não pode falhar.
Nasceu no campo, lidando com ventilação e necessidades práticas. O
primeiro avanço veio com estufas para secagem de fumo — onde o
controle térmico deixou de ser detalhe e passou a ser essencial.
Com o tempo, a exigência aumentou.
Demandas de grandes empresas impulsionaram a evolução da operação,
levando a Contraco a desenvolver soluções mais robustas, como
secadores de madeira e estufas industriais para diferentes segmentos.
Hoje, os secadores Contraco representam essa trajetória.
Mais do que estrutura, entregam controle de processo, eficiência
energética e previsibilidade — fatores decisivos para quem precisa
manter a produção em ritmo constante.
Quatro décadas depois, a lógica continua a mesma:
resolver com precisão aquilo que
não pode dar errado.
40 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
Foto: divulgação
+55 47 3562.0016
WWW.CONTRACO.COM.BR
CONTRACO.MAQUINAS
/CONTRACO-MÁQUINAS
NOTAS
CNI IDENTIFICA
42 NOVAS BARREIRAS
AO COMÉRCIO
INTERNACIONAL
Um levantamento da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), elaborado em parceria com 19 entidades
setoriais, identificou 42 novas barreiras ao
comércio internacional em 2025, elevando para 107
o total de entraves mapeados em 36 mercados.
O cenário destaca os desafios enfrentados pelos
exportadores brasileiros em um contexto de maior
tensão no comércio global e de adoção de medidas
restritivas por outros países. Entre os 10 mercados
com mais entraves estão o México e os EUA (Estados
Unidos da América), que registraram 10 e 8
medidas, respectivamente - o dobro desde a última
edição do estudo, divulgado em 2024. A 4ª edição
do Relatório de Barreiras Comerciais Identificadas
pelo Setor Privado Brasileiro destaca o impacto
das mudanças na política comercial dos EUA, com
a adoção de tarifas multissetoriais que afetam diversos
parceiros comerciais, inclusive o Brasil, e
contribuem para um ambiente de maior incerteza no
comércio internacional. As medidas ganham ainda
mais relevância com o fato de que os EUA são o
principal destino das exportações da indústria de
transformação brasileira. Conforme o levantamento,
os 10 mercados que mais registram restrições são a
União Europeia, o México, os EUA, a China, a Arábia
Saudita, a Colômbia, o Japão, a Bolívia, a África do
Sul e a Argentina.
Direct Drive
Precisão para a
indústria de biomassa.
Peletizadora de
alta performance
Foto: divulgação
SAIBA MAIS
42 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
LIDERANÇAS DEBATEM CRIAÇÃO
DE FUNDO PARA SUL E SUDESTE
Representantes do setor produtivo, lideranças empresariais e políticas defenderam na Fiesc
(Federação das Indústrias de Santa Catarina), a criação de um Fundo Constitucional para as
regiões sul e sudeste do Brasil. O tema foi debatido durante seminário sobre a proposta e seus
impactos para o desenvolvimento econômico catarinense, organizado pelo comitê especial da
Câmara dos Deputados que debate o assunto. A proposta em discussão no Congresso Nacional
prevê a criação de fundos constitucionais para as regiões Sul e Sudeste, nos moldes dos
mecanismos já existentes para norte, nordeste e centro-oeste desde a promulgação da Constituição
Federal de 1988. Os recursos seriam formados por 1% da arrecadação do IR (Imposto
de Renda) e 1% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), destinados ao financiamento
de investimentos por meio de instituições financeiras regionais. Para o presidente da Fiesc, Gilberto
Seleme, a criação do fundo representa uma oportunidade de corrigir distorções históricas
e ampliar a capacidade de investimento em Santa Catarina. “Muitas vezes dizem que Santa
Catarina é a Suíça brasileira, mas quem vive aqui sabe que ainda precisamos de investimentos,
especialmente em infraestrutura e no fortalecimento da indústria”, afirmou.
Foto: Filipe Scotti
44 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
DEMANDA DO MERCADO LIVRE
DE ENERGIA CRESCEU
Mantendo a trajetória de expansão no Brasil, o mercado livre de energia fechou o primeiro
trimestre de 2026 com carga de 30.570 megawatts médios, volume 3,1% maior na comparação
com o mesmo período do ano passado. Somado ao mercado regulado, o consumo total do
país foi de 73.669 – retração de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados
fazem parte do acompanhamento em tempo real feito pela CCEE (Câmara de Comercialização
de Energia Elétrica), entidade responsável por operar o segmento no país e fornecer indicadores
e tendências do setor elétrico brasileiro. Segundo a CCEE, o salto significativo tem relação
direta com os 4.864 que ingressaram no ambiente nos três primeiros meses do ano e com a boa
performance de 9 dos 15 ramos de atividade econômica acompanhados pela instituição em
tempo real. “É mais um sinal de que o segmento segue ganhando relevância na modernização
do setor elétrico nacional, refletindo a busca por mais competitividade, previsibilidade de custos
e liberdade de escolha”, destaca Alexandre Ramos, presidente do Conselho de Administração
da Câmara.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS /PR
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do setor madeireiro!
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beneficiamento de madeira
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46 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
NOTAS
HISTÓRIA
DO SETOR MADEIREIRO
A empresa Lavrama S.A., do Grupo Zugman, inaugurou o Museu da
Madeira na Fazenda Estrela de Cima, localizada no distrito de Ubaldino
Taques, em Coronel Domingos Soares (PR). Distribuído em uma
área de aproximadamente 75 mil metros quadrados, o museu combina
ambientes a céu aberto com contêineres expositivos, nos quais
são apresentados conteúdos em foto e vídeo que abordam a história
da utilização da madeira. Entre os destaques do acervo está uma
serraria do início do século 20, preservada e em funcionamento, permitindo
que os visitantes conheçam um pouco do processo produtivo
que marcou o desenvolvimento da indústria madeireira. Além do
resgate histórico e cultural, o Museu da Madeira reconhece a importância
de um setor que teve papel determinante na geração de empregos
e na formação de polos produtivos, especialmente em regiões
do interior. O museu foi concebido com o objetivo de proporcionar
às novas gerações o acesso ao conhecimento sobre a importância da
madeira para o desenvolvimento humano.
Foto: divulgação Abimci
48 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
APLICAÇÃO
MADEIRA
AMAZÔNICA
Fotos: divulgação
A Cristaleira Igarapés da Pacajá Móveis foi
selecionada para o XXXVI Prêmio Design
Museu da Casa Brasileira, uma das mais
importantes premiações do setor no país.
Desenvolvida pelo Studio Érico Gondim em
parceria com a Pacajá, a peça é produzida a
partir de fatias de tronco de Carapanaúba,
árvore da região amazônica. Os vazados
naturais e as curvas orgânicas da madeira
remetem ao fluxo das águas, transformando
características naturais do material em
linguagem estética. A matéria-prima é proveniente
de manejo florestal sustentável,
prática que orienta toda a cadeia produtiva
da Pacajá Móveis.
DESIGN
EM EXPOSIÇÃO
A Cristaleira integra a exposição oficial do prêmio,
que acontece no Complexo Cultural Oswald de
Andrade, em São Paulo (SP), até julho. A seleção da
peça amplia o reconhecimento de projetos que conectam
identidade brasileira, inovando e valorizando
a matéria-prima dentro do contexto da biodiversidade
da madeira no Brasil. Para a equipe da Fazenda
Pacajá, a seleção no prêmio também funciona como
reconhecimento público de um modelo produtivo
que conecta floresta, design e impacto social. A Pacajá
também já foi vencedora do Prêmio REFERÊN-
CIA Melhores do Ano, em um passado recente.
Foto: divulgação
50 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
FRASES
ReFogger
Sistema de economia de resina
“A CERTIFICAÇÃO TRAZ ISONOMIA COMPETITIVA PARA AS
EMPRESAS PARTICIPANTES, VALORIZA SEU COMPROMETIMENTO
COM A QUALIDADE E FORTALECE A IMAGEM DO PALETE JUNTO AOS
PRINCIPAIS MERCADOS CONSUMIDORES”
RONI JUNIOR MARINI, PRESIDENTE DA ABIMCI (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE MADEIRA PROCESSADA
MECANICAMENTE) SOBRE A CERTIFICAÇÃO DE PALETES
VENHA NOS
VISITAR NA
ESTANDE
C058
Economizar resina
Aumente a eficiência
Minimize o desperdício
Proteja o planeta!
“A
REDUÇÃO
SUSTENTÁVEL
DA JORNADA
DEVERIA SER
CONSEQUÊNCIA
DE GRANDE
FLUIDEZ E NÃO
O PONTO DE
PARTIDA. E O
CAMINHO RESPONSÁVEL
É FORTALECER
O QUE JÁ FUNCIONA,
OU SEJA,
A NEGOCIAÇÃO COLETIVA”
“SE O BRASIL NÃO VAI BEM, NÃO HÁ
SETOR PRODUTIVO QUE POSSA IR BEM”
PAULO SKAF, PRESIDENTE DA FIESP (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE
SÃO PAULO) EM EVENTO SOBRE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA
“QUEM PRODUZ NO BRASIL
TEM QUE CUMPRIR UMA SÉRIE
DE REGULAÇÕES, PAGAR
IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES
DOS MAIS DIVERSOS TIPOS. COM
UMA CONCORRÊNCIA ISENTA,
A CONTA SIMPLESMENTE NÃO
FECHA”
A nossa tecnologia patenteada é a única
solução que garante a economia de
resina e assegura simultaneamente um
processo de produção contínuo.
Com o novo AWS (Sistema de Lavagem
Automática), a limpeza torna-se fácil,
minimizando o tempo de inatividade e
maximizando a eficiência operacional.
Pikaretech.com
ALEXANDRE
FURLAN,
PRESIDENTE DO
CONSELHO DE
RELAÇÕES DO
TRABALHO DA CNI
Foto: Imprensa CNI
GILBERTO SELEME, PRESIDENTE DA
FIESC (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS
DE SANTA CATARINA) SOBRE A
ISENÇÃO PARA IMPORTAÇÕES DE
ATÉ US$ 50
52 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ENTREVISTA
QUALIDADE
EM PALETES
QUALITY
IN PALLETS
O
empresário Marcelo Canozo vivenciou a evolução
da indústria de paletes e embalagens no Brasil, e a
transição do uso de madeiras nativas para florestas
plantadas na fabricação do produto. Natural de
Catanduvas (SP), é de família com tradição no ramo
madeireiro. Fundador e diretor da Fort Paletes e sócio fundador
da GEE (Gestão Eficiente de Embalagens), Marcelo foi entrevistado
no Podcast REFERÊNCIA e nesta edição da Revista REFERÊN-
CIA MADEIRA INDUSTRIAL trazemos sua trajetória. Marcelo foi
um dos defensores e articuladores da normatização no setor de
paletes. Nesta entrevista ele conta sua atuação no setor, aborda
o mercado nacional, internacional e destaca a importância da padronização
do produto.
ENTREVISTA
E
ntrepreneur Marcelo Canozo has witnessed the evolution
of the pallet and packaging industry in Brazil, as well as
the transition from using native woods to plantation forests
for manufacturing these products. Originally from
Catanduvas, São Paulo, he comes from a family with a
long tradition in the forest product industry. He is the Founder and
Managing Director of Fort Paletes and a Founding Partner of Gestão
Eficiente de Embalagens (GEE). Canozo was interviewed on the Referência
Podcast, and this issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial
highlights his career. He was one of the advocates and driving forces
behind standardization in the Pallet Sector. In this interview, he discusses
his work, addresses domestic and international markets, and
highlights the importance of product standardization.
MARCELO CANOZO
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
PELA UNIP (UNIVERSIDADE PAULISTA)
Foto: divulgação
CARGO: DIRETOR DA FORT PALETES E DA GEE (GESTÃO
EFICIENTE DE EMBALAGENS)
PROFESSIONAL EDUCATION: BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE
PAULISTA UNIVERSITY (UNIP)
FUNCTION: MANAGING DIRECTOR OF FORT PALETES AND GESTÃO
EFICIENTE DE EMBALAGENS (GEE)
A Bonardi está preparada para atender
diversos segmentos da madeira:
Compensados, MDP e MDF. Estrutura
fabril com grande capacidade produtiva.
Pensando em sempre melhorar, ampliamos
a capacidade em planta de formol e
resinas garantindo expansão no mercado
de painéis.
54 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ENTREVISTA
COMO INICIOU SUA TRAJETÓRIA NO SETOR MA-
DEIREIRO?
O início da nossa história com a indústria madeireira
começa com meu bisavô em 1954. Ele começou com um
depósito de madeiras em Catanduvas (SP), vendia muita
madeira para Brasília (DF), para construção civil. Meu avô
tinha um caminhão e ia para Ponta Grossa (PR) buscar
madeira, levava para Catanduvas e vendia no varejo na região.
Em meados de 1973, meu pai e meu tio começaram
a sucessão do meu avô. Montaram uma serraria em Caarapó
(MS) para trabalhar madeira nativa na época, peroba
rosa, também voltado para o segmento de construção
civil, madeiramento. Por muito tempo eles fizeram assoalho
de camionetes, que antigamente tinham assoalho de
madeira, itaúba, ipê. Em 1976/77 foram para Ponta Porã
(MS) montaram outra serraria e no final montaram ainda
uma serraria em Claudia (MT). Isso tudo voltado para madeira
nativa, madeira de lei. Nesse ínterim, em 1974, meu
pai começou a fabricar paletes em Catanduvas. Iniciou
ali a fabricação, uma empresa familiar chamada Canozo
Madeiras, que prosseguiu até meados do ano 2000, quando,
por uma série de questões, foi desfeita a sociedade
e fecharam a empresa. Em 1998, meu pai me chamou e
meu irmão para um desafio. Disse que tinha uma reserva
para fazer o que quiséssemos. Como crescemos no meio
da madeira, em 1998 tivemos a iniciativa de fundar a Fort
Paletes em Itararé (SP), porque é uma região com vocação
madeireira, divisa com o Paraná. Tinha ativo florestal
grande na época, a gente comprava madeira nessa região
e levava para Catanduvas. E quando decidimos montar
a empresa montamos em Itararé para não ter que ficar
levando a madeira, tinha eucalipto e pinus. Começamos
pequenos, com cinco funcionários.
E OS DESAFIOS QUE ENCONTRARAM PARA GERIR
A FORT PALETES?
Na Canozo, aprendemos no chão de fábrica, mas não
na gestão. Aprendemos muito ali, porque no passado
tiveram um crescimento exponencial, mas faltava gestão
e aprendemos isso para não cometer os mesmo erros. Era
empresa florestal e passamos a atuar com madeira reflorestada.
Rapidamente conseguimos conquistar um pouco
do mercado, porque já tinha um nome. Mas foram uns 10
anos para gente conseguir investir mais. Em meados de
2008, 2010 aumentamos bastante a produtividade, implantamos
equipamentos automatizados da Europa.
HOW DID YOU GET STARTED IN THE FOREST
PRODUCT INDUSTRY?
Our family’s history in the industry began with my great-grandfather
in 1954. He started a lumber yard in Catanduvas,
São Paulo, and sold lumber to Brasília, Federal District,
for construction projects. My grandfather had a truck and
drove to Ponta Grossa, Paraná, to pick up lumber and sell
it retail in the region. In mid-1973, my father and uncle
took over the business from my grandfather. They set up a
sawmill in Caarapó, Mato Grosso do Sul, to process peroba
rosa, a native wood species, and focused on the Construction
and Sawn Wood Sectors. For a long time, they made
floors for pickup trucks, which in the old days had wooden
floors made of itaúba and ipê. In 1976/77, they went to
Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, and set up another sawmill.
Eventually, they also set up a sawmill in Cláudia, Mato
Grosso. All of these sawmills focused on native hardwoods.
Meanwhile, in 1974, my father started manufacturing pallets
in Catanduvas. He started production with a family
business called Canozo Madeiras, which continued until
the mid-2000s. Due to a series of issues, the partnership
dissolved, and the Company closed. In 1998, my father called
my brother and me to take on a challenge. He said he
had a reserve for us to do whatever we wanted. Since we
had grown up in the forest product industry, we took the
initiative in 1998 to found Fort Paletes in Itararé, São Paulo,
because the region borders Paraná and has a strong forestry
industry. There were abundant forest resources in the
area at the time, so we bought wood there and transported
it to Catanduvas. When we decided to start the Company,
we set it up in Itararé so that we would not have to keep
transporting the wood. There were eucalyptus and pine
trees there. We started small with only five employees.
WHAT CHALLENGES DID YOU FACE WHILE MA-
NAGING FORT PALETTES?
At Canozo, we learned on the factory floor, not in management.
The Company had experienced exponential
growth, but lacked management, so we learned from that
to avoid making the same mistakes. It was a forest product
company, and we transitioned to working with reforested
wood. We quickly captured market share because we already
had a reputation. However, it took us about 10 years to
invest more. In mid-2008 and in 2010, we significantly increased
productivity and implemented automated equipment
from Europe.
Recobridora De
Perfis Industrial
Profile Wrapping Machine | Recubridora de Perfiles
A EMPRESA FOI PIONEIRA EM CERTIFICAÇÃO NA
ÁREA DE PALETES?
Isso. Somos uma empresa certificada com a ISO 9000.
Temos autorização do Ministério da Agricultura para
tratamento sanitário do palete. Quando iniciou a certificação,
para atender à exigência nos certificamos junto ao
ministério para fazer esse tratamento, para entregar para
o cliente o pacote completo. Fomos umas das primeiras
empresas a se certificar. Hoje já está mais comum. Tinha
WAS THE COMPANY A PIONEER IN CERTIFICA-
TION IN THE PALLET INDUSTRY?
Yes. We are an ISO 9000-certified company. We have
authorization from the Ministry of Agriculture for the sanitary
treatment of pallets. When certification began, we
obtained authorization from the ministry to perform this
treatment, enabling us to deliver the complete package to
the customer. We were one of the first companies to become
certified. Today, it is more common. There was a lot of
56 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ENTREVISTA
muita burocracia. Agora só fazemos com tratamento térmico,
mas no início usava produto químico, como o brometo.
Houve muito conflito, nós enquanto fabricante ter
o tratamento dentro da empresa. Mas por uma questão
de custo é mais viável sair da produção o palete tratado.
No momento, a gente compra madeira tratada, e assim
conseguimos fazer o rastreamento. A linha para exportação
exige certificação da FAO (Organização das Nações
Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
COM QUANTAS EMPRESAS E FUNCIONÁRIOS A
EMPRESA CONTA ATUALMENTE?
Temos a unidade em Itararé e outra em Itatinga (SP).
Nas duas plantas são quase 200 funcionários, capacidade
para 180 mil paletes mês, mas isso é sazonal, depende
do mercado. Mesmo enfrentando todos os problemas de
cenário interno e externo tivemos um crescimento bacana
nos últimos 15 anos. Temos perspectiva de montar uma
nova planta em 2026, estamos estudando. Trabalhamos
com pinus e eucalipto.
E QUANTO A OFERTA DE MATÉRIA-PRIMA?
Esse é o grande desafio da indústria de paletes em si.
O mercado florestal mudou muito da pandemia de Covid
19 para cá. Teve mudança drástica no ativo florestal, as indústrias
de celulose adquiriram muita floresta. Até floresta
pequena que poderiam ser fornecedores da indústria de
paletes. Então, existe escassez de oferta. A matéria-prima
está ficando mais longe, e na mão de poucos. Existe grandes
ativos florestais, mas estamos na mão de duas empresas
que detém o poder de vender ou não vender. Já
temos buscado madeira em distância maior do que antes.
ALÉM DA FORT PALETES É SÓCIO NA GEE. O QUE
ESSA EMPRESA FAZ?
A GEE (Gestão Eficiente de Embalagens) surgiu em
2012, em sociedade com meu irmão. Na ocasião entendemos
que precisava abrir um outro negócio, sem sair do
setor, e pensamos na época que o grande problema era
com relação à resíduos. Enxergamos que era um mercado
que tinha muita perspectiva de crescimento. A GEE faz
uma prestação de serviço. A gente faz locação de paletes
para fornecedores de grande indústria, que coloca o
produto deles no nosso palete, assim criamos uma padronização,
por exemplo, o palete vermelho, ele circula e no
final coletamos. Fazemos a reforma se necessário e devolvemos
para o circuito. Começamos em 2012 pequeno
red tape. Initially, we used chemicals such as bromide, but
now we use only heat treatment. As a manufacturer, there
was significant conflict over whether to have the treatment
done in-house. However, for cost reasons, it is more feasible
to have the treated pallets come directly from the manufacturer.
Currently, we buy treated wood, which allows us to
track it. The export line requires certification from the Food
and Agriculture Organization of the United Nations (FAO).
HOW MANY PLANTS AND EMPLOYEES DOES THE
COMPANY CURRENTLY HAVE?
We have one facility in Itararé and another in Itatinga,
São Paulo. Between the two plants, we employ nearly 200
people and have a production capacity of 180,000 pallets
per month, though this varies depending on the season
and market conditions. Despite facing challenges in the
domestic and international landscapes, we have experienced
solid growth over the past 15 years. We are considering
building a new plant in 2026 and are currently studying
its feasibility. We work with pine and eucalyptus.
WHAT ABOUT THE SUPPLY OF RAW MATERIALS?
It is the major challenge facing the pallet industry. The
forestry market has changed significantly since the onset
of the pandemic. There has been a drastic shift in forest
assets, with pulp mills acquiring a lot of forest land. This
includes even small forests that could have supplied the
pallet industry. Consequently, there is a shortage of supply.
Raw materials are becoming harder to come by and are
controlled by a select few. Although there are large forest
assets, we are at the mercy of two companies that can decide
whether to sell. We have already started sourcing wood
from farther away.
IN ADDITION TO FORT PALETTES, YOU ARE A
PARTNER AT GESTÃO EFICIENTE DE EMBALAGENS.
WHAT DOES THAT COMPANY DO?
Gestão Eficiente de Embalagens (GEE) was founded
in 2012 in partnership with my brother. At the time, we
realized that we needed to start another business within
the same industry. We believed that waste management
was the biggest problem at that time. We saw that it was
a market with great growth potential. GEE provides a
service. We lease pallets to large industrial suppliers who
place their products on them. This creates standardization,
for example, with the red pallet, which circulates and is
collected by us at the end. If necessary, we refurbish them
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O BRASIL AINDA TEM MUITO POTENCIAL PARA CRESCER. AS
INDÚSTRIAS QUE VÃO ACOMPANHAR ESSE CRESCIMENTO VÃO TER QUE
BUSCAR AUTOMATIZAR, NORMATIZAR OS PROCESSOS. É UM CAMINHO SEM
VOLTA A NORMATIZAÇÃO PARA OS PALETES NO MERCADO INTERNO
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58 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ENTREVISTA
e hoje cresce exponencialmente. A prestação de serviço
tem muitos desafios, é diferente da indústria, mas é um
mercado cativante. A gente enxerga que tem muito futuro
esse mercado, pela questão de ESG (Environmental,
Social, and Governance), de economia circular.
ENTRE OS CLIENTES DA FORT, QUAL O PRINCIPAL
SETOR?
No mercado interno, o palete é usado por quase todos
setores. Não temos exatamente números. Atuamos
em vários segmentos. O setor alimentício é o que movimenta
uma parcela gigante de consumo de paletes. Na
GEE, tem uma característica que é uma locação cativa,
circuito fechado. Atendemos mais indústria, não atendemos
muito varejo. Atendemos muito setor de higiene
e limpeza, fármacos, beleza. Na Fort atendemos muito
o segmento do agronegócio. Tem uma exigência muito
grande pela qualidade. O segmento cerâmico é o maior
consumidor de paletes, mas é um mercado que não exige
tanta tecnologia, e não atuamos tanto. O setor de palete
abriu um leque gigante de 20 anos para cá. Mas ainda
tem muitas oportunidades.
JÁ FOI PRESIDENTE DA ANAPEN (ASSOCIAÇÃO
NACIONAL PRODUTORES DE PALETES E EMBALA-
GENS DE MADEIRA) E HOJE ESTÁ NA ABIMCI (AS-
SOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE MADEIRA
PROCESSADA MECANICAMENTE). COMO FOI ESSA
MUDANÇA?
Primeiro fui presidente da Abrapal (Associação Brasileira
dos Fabricantes de Paletes PBR) isso antes de 2005,
e tinha como objetivo comum os fabricantes de paletes
PBR. Depois enxergamos que a demanda para só o PBR,
que é um padrão, não fazia sentido e mudamos o nome
e o objetivo para Anapen. A Abrapal se transformou
na Anapen, onde fui presidente de 2007 a 2023. Nisso
começou um movimento dos fabricantes em prol de melhor
qualidade do paletes. E o Junior Haas (empresário
da Haas Madeiras) já participava da Abimci e sugeriu a
Anapen entrar na Abimci. Conversamos, e então a Anapen
deixou de existir e foi criado o comitê de Paletes na
Abimci.
MUDOU O PATAMAR DA REPRESENTATIVIDADE
DO SETOR A MIGRAÇÃO PARA A ABIMCI? CITE UM
EXEMPLO.
Com a entrada na Abimci, ela firmou parcerias com
instituições e nos últimos anos participamos de eventos
nos EUA (Estados Unidos da América). Uma conferência
norte-americana de fabricantes de paletes. A parceria
resultou nessa troca de conhecimento, com a associação
dos EUA. Visitamos algumas fábricas, vimos o processo
das serrarias. Vendo lá é bem interessante, comparar o
que eles fazem e o que a gente faz aqui. Existe ainda
muita coisa parecida com o que fazemos por aqui, com
relação a tecnologia de serrarias, nas fábricas de paletes
and return them to the cycle. We started small in 2012, and
today, we are growing exponentially. Providing this service
presents many challenges. It is different from manufacturing,
but it is a captivating market. Given the focus on ESG
and the circular economy, we see a bright future for this
market.
WHAT IS THE MAIN SECTOR AMONG FORT’S
CLIENTS?
In the domestic market, almost all sectors use pallets.
We don’t have exact figures. We operate in various segments.
The Food Sector accounts for a significant portion
of pallet consumption. At GEE, we offer captive leasing, a
closed-loop system. We serve primarily the Industrial Sector,
not much retail. We serve the Hygiene and Cleaning,
Pharmaceutical, and Beauty Sectors extensively. At Fort, we
serve the agribusiness segment extensively. There is a high
demand for quality. The ceramics segment is the largest
consumer of pallets. However, it is a market that does not
require much technology, so we do not operate there as
much. Over the past 20 years, the Pallet Sector has opened
up a huge range of opportunities. However, there are still
many opportunities.
YOU PREVIOUSLY SERVED AS PRESIDENT OF THE
NATIONAL ASSOCIATION OF WOODEN PALLET AND
PACKAGING MANUFACTURERS (ANAPEN) AND IS
CURRENTLY A PART OF THE BRAZILIAN ASSOCIA-
TION OF THE MECHANICALLY PROCESSED WOOD
INDUSTRY (ABIMCI). HOW DID THAT TRANSITION
HAPPEN?
First, I was president of the Brazilian Association of PBR
Pallet Manufacturers (Abrapal), before 2005. Our shared
objective was to represent PBR pallet manufacturers. Then,
we realized that focusing solely on PBR, a standard, did not
make sense. Therefore, we changed the name and mission
to Anapen. Abrapal became Anapen, where I served as
President from 2007 to 2023. During this time, a movement
began among manufacturers to improve pallet quality.
Junior Haas, the owner of Haas Madeiras, was already a
member of Abimci and suggested that Anapen become
part of Abimci. After discussing it, Anapen ceased to exist,
and the Pallets Committee was created within Abimci.
DID THE MOVE TO ABIMCI CHANGE THE LEVEL
OF REPRESENTATION FOR THE SECTOR? GIVE AN
EXAMPLE.
Upon becoming part of Abimci, we established partnerships
with institutions. In recent years, we have participated
in a North American conference of pallet manufacturers
in the U.S. This partnership has resulted in knowledge
exchange with the U.S. Association. We visited factories
and observed sawmill processes. It was interesting to see
what they do there and compare it to what we do here.
There are still many similarities between our sawmill technology
and that used in the U.S., as well as between our
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ENTREVISTA
também. Mas já vi coisas completamente diferentes, com
60 funcionários que fazem 600 mil paletes por mês. Uma
quantidade absurda. Eles têm também alguns modelos
de paletes diferentes. A normatização lá fala muito alto,
em termos de tecnologia, velocidade, qualidade. Fica a
mensagem da importância da padronização. É difícil comparar,
porque temos práticas bem diferentes.
pallet factories and theirs. However, I have also seen completely
different operations, such as one with 60 employees
producing 600,000 pallets per month. An absurd amount!
They also have different pallet models. Standardization is a
major focus for technology, speed, and quality. The message
is clear: standardization is crucial. However, it’s difficult
to compare because our practices are quite different.
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A PADRONIZAÇÃO E NORMATIZAÇÃO DO MER-
CADO DE PALETES É UM DESAFIO?
Quando nos unimos com a Abimci, começamos
as tratativas já pensando na normatização, porque no
segmento de paletes é o maior desafio hoje em termos
técnicos. Cada cliente tem seu desenho, cada segmento
tem uma característica específica. Tivemos no passado o
PBR, que seria um palete padrão, mas se perdeu ao longo
do tempo por questão mercadológica. Como indústria
vemos uma carência gigante com a normatização, que é
uma coisa que melhora a qualidade e é uma segurança
para o mercado. É um desafio gigante, mas temos que
começar. Já existe a norma. Até o momento, são perto
de 18 fabricantes de paletes fazendo parte do comitê da
Abimci. São empresas que têm o mesmo entusiasmo.
Existem muitos fabricantes de paletes no Brasil, talvez esses
18 representem grande volume. Primeiro vamos fazer
o dever de casa, e com certeza outros fabricantes vão se
juntar conosco, no comitê da Abimci.
IS STANDARDIZATION A CHALLENGE IN THE PAL-
LET MARKET?
When we partnered with Abimci, we began negotiations
with standardization in mind because, from a technical
standpoint, it is the biggest challenge in the Pallet
Sector today. Each customer has their own design, and
each segment has its own specific characteristics. In the
past, the PBR was intended as a standard pallet, but it was
phased out over time due to market dynamics. As an industry,
we recognize the urgent need for standardization to
improve quality and provide market security. It is a massive
challenge, but we have to start somewhere. The standard
already exists. Currently, nearly 18 pallet manufacturers are
participating in the Abimci committee. These are companies
that share the same enthusiasm. There are many pallet
manufacturers in Brazil, so perhaps these 18 represent a
significant portion of the industry. First, we will do our homework,
and more manufacturers will certainly join us on
the Abimci committee.
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QUE BENEFÍCIOS A NORMATIZAÇÃO PRODUZ?
Para o fabricante a vantagem é ter um produto padronizado.
Assim consegue automatizar mais facilmente, a
compra da madeira já fica mais direcionada. Mas é muito
mais vantajoso para o consumidor, porque hoje a questão
da segurança é primordial. Ter segurança de que o palete
não vai quebrar, romper. Acho que esse benefício é imensurável.
E outra coisa é ter o produto normatizado, que a
indústria pode comparar palete normatizado com outro
palete não normatizado. O benefício para indústria consumidora
é até maior do que para nós fabricantes. Com
a normatização se consegue responsabilizar, rastrear os
produtores. Um exemplo é o comitê de portas da Abimci,
que normatizou o setor, deu certo e estamos nesse caminho.
Ainda existem muitos fabricantes de paletes sem
exigência técnica legal, que é um desafio gigante para
vencer. Com a normatização qualifica o produto.
DENTRO DO MERCADO DE PALETES TEM CON-
CORRÊNCIA DE OUTROS MATERIAIS OU A MADEIRA
AINDA LIDERA?
O mercado é muito amplo em relação a paletes, mas
95% é paletes de madeira. Obviamente tem a questão
da sustentabilidade, é alternativa mais viável. Mas existe
alguns concorrentes do paletes de madeira que são concorrentes
do produto em si, que atende alguns segmentos
específicos, como laboratórios, que não usa paletes
de madeira para movimentação interna.
WHAT BENEFITS DOES STANDARDIZATION PRO-
VIDE?
For manufacturers, the advantage is having a standardized
product. This makes automation easier and allows
for more targeted timber procurement. However, it is much
more advantageous for the consumer because safety is
a paramount issue today. They can rest assured that the
pallet will not break or collapse. I think this benefit is immeasurable.
Another benefit is that the industry can compare
a standardized pallet with a non-standardized one. The
benefit to the consumer industry is even greater than to us
manufacturers. With standardization, you can hold producers
accountable and track them. The Abimci Doors Committee
is one example of an organization that standardized
its Sector, and it worked. We are on that path. However,
many pallet manufacturers still lack legal and technical
requirements, which is a huge challenge. Standardization
qualifies the product.
IS THERE COMPETITION FROM OTHER MATE-
RIALS IN THE PALLET MARKET, OR DOES WOOD
STILL DOMINATE?
While the pallet market is broad, 95% of it consists of
wooden pallets. Obviously, sustainability is an issue, and
wood is the most viable alternative. However, there are
competitors to wooden pallets that serve specific segments,
such as laboratories that do not use wooden pallets
for internal handling.
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62 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ENTREVISTA
E COM RELAÇÃO AO MERCADO NACIONAL? AIN-
DA HÁ ESPAÇO PARA CRESCER?
Mercado nacional de paletes ainda é pequeno. A normatização
ainda é um desafio, é um mercado que tende
a crescer. Guardadas as proporções, o mercado do Brasil
é estimado em 110 milhões de paletes por ano. Já o EUA
movimenta 2,2 bilhões por ano. Fazendo a conta por habitante,
dá 0,56 paletes por habitante no Brasil e nos EUA
são cinco paletes por habitante. É uma conta, uma reflexão
que mostra que ainda tem muito potencial para crescer
falando em automação. As indústrias que vão acompanhar
esse crescimento vão ter que buscar automatizar,
normatizar os processos. Investir. É um caminho sem volta
a normatização para os paletes no mercado interno. Para
o mercado externo cada país tem uma padronização
interna, para cada modelo de paletes. A Europa tem o
padrão deles, tem acompanhamento de quem fabrica,
se está na norma. O próprio cliente chama a fiscalização
para ver se está dentro da norma, da característica técnica
do palete. Existe normatização por segmento. A indústria
química, por exemplo, usa palete normatizado com padrão
mundial.
E QUANDO CHEGA O PALETE DE FORA NO BRA-
SIL ELE RETORNA OU CIRCULA AQUI?
É mais um desafio. Geralmente circula aqui. O Brasil
ainda é pequeno na questão econômica de intercâmbio
de paletização. O México produz muito para o mercado
norte-americano e EUA produz muito para Europa. Hoje
vem, ou é destruído, ou faz logística reversa internamente.
São grandes e vários desafios que o setor de paletes
têm.
E SOBRE OS DESAFIOS DA FORT PALETES?
O desafio é crescer com sustentabilidade, ter produtos,
fabricar produtos que tenha alto valor de escala, é o
crescimento vinculado a automatização. É um caminho
sem volta. A questão de mão de obra cada vez mais difícil,
e não adianta só ficar reclamando da mão de obra,
isso tem que achar solução. Automatizar o máximo é a
solução. Obviamente tem os desafios de financiamento,
investimento, isso impacta bastante, mas são desafios
que tem que perseguir. E essa questão bastante clara, a
questão florestal, o que podemos fazer. Para nós, como
meta para os próximos anos penamos em fazer parceria,
adquirir área florestal. É um desafio que está aí.
WHAT ABOUT THE DOMESTIC MARKET? IS THERE
ROOM FOR GROWTH?
The domestic pallet market is small. Standardization
remains a challenge, but the market is growing. All things
considered, the Brazilian market is estimated at 110 million
pallets per year. The U.S., on the other hand, uses 2.2
billion pallets per year. Per capita, that is 0.56 pallets in Brazil
compared to 5 in the U.S. These calculations show significant
potential for growth in automation. Companies that
wish to keep pace with this growth must seek to automate
and standardize their processes. They must invest. Standardization
of pallets in the domestic market is irreversible.
Each country in the export market has its own internal standardization
for each pallet model. Europe has its own standard
and monitors manufacturers to ensure compliance.
Customers call in inspectors to verify compliance with the
standard and the pallet’s technical specifications. Standardization
exists by industry segment. The chemical industry,
for example, uses pallets that meet global standards.
WHEN A PALLET ARRIVES IN BRAZIL FROM
ABROAD, IS IT RETURNED, OR DOES IT REMAIN IN
CIRCULATION HERE?
That is another challenge. Generally, it stays in circulation
here. Brazil is still a minor player in the global pallet
exchange market. Mexico produces a lot for the North
American market, and the U.S. produces a lot for the European
market. Currently, these pallets either come here and
are destroyed or are processed through domestic reverse
logistics. These are major challenges facing the pallet industry.
WHAT ABOUT THE CHALLENGES FACING FORT
PALETES?
The challenge is to grow sustainably and manufacture
products with high economies of scale—growth linked to
automation. It is a path of no return. The labor issue is becoming
increasingly difficult. It is no use just complaining
about it; we have to find a solution. Automating as much
as possible is the solution. There are obvious financing and
investment challenges that have a significant impact, but
these are challenges we must pursue. The forestry issue
is quite clear: What can we do? Our goal for the coming
years is to form partnerships and acquire forest land. It is a
challenge that lies ahead.
A Fipa 2026
foi um sucesso!
Teve roda de conversa sobre sustentabilidade e indústria florestal, apresentação dos
músicos do Ateliê de Marcenaria e Lutheria do Núcleo de Oficinas Curro Velho, da
Fundação Cultural do Pará (FCP), além da exposição dos diferentes tipos de madeira
trabalhadas pelas associadas da Aimex e seus diversos usos.
Agência EKO
Assim foi a participação da Aimex na XVII Feira da Indústria do Pará: um espaço de
diálogo, cultura e valorização da madeira amazônica legal e sustentável.
COMO INDÚSTRIA VEMOS UMA CARÊNCIA COM A
NORMATIZAÇÃO, QUE É UMA COISA QUE MELHORA A
QUALIDADE E É UMA SEGURANÇA PARA O MERCADO
Agradecemos a todos que estiveram
conosco nessa grande experiência!
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64 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
PRINCIPAL
A FÁBRICA
DO SILÊNCIO
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REDUZIR PARADAS E ENTREGAR MAIS CONFORTO
OPERACIONAL NO DIA A DIA
Fotos: divulgação
THE SILENCE FACTORY
APPLIED TECHNOLOGY TO MODERNIZE
PLANERS, REDUCE DOWNTIME, AND IMPROVE
OPERATIONAL EFFICIENCY
66 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 67
PRINCIPAL
Entre as vantagens estão a redução do ruído, o menor
esforço, melhor acabamento e durabilidade de corte. Em
comparações realizadas em clientes, sob condições semelhantes,
constatamos casos em que uma aresta de corte se
aproximou de 30 vezes a durabilidade de corte das facas
tradicionais de HSS.
O resultado prático é direto: menos paradas, menos
manutenção, mais previsibilidade e maior conforto. Quando
a máquina deixa de parar diversas vezes em um ciclo, o ganho
aparece nas horas disponíveis e no fluxo de produção.
O SILÊNCIO COMO EXPERIÊNCIA PRODUTIVA
O ruído é uma das diferenças mais percebidas. Em
plainas antigas com eixos quadrados e facas inteiras, o impacto
do corte tende a gerar um som agressivo e cansativo.
Com o eixo pastilhado helicoidal, o corte ocorre de forma
mais progressiva e estável. Dependendo da aplicação,
comparações de uso indicam reduções na faixa de 20 a
50 dB (decibéis).
Esse ponto vai além do conforto. Em ambientes industriais,
onde exaustores, motores e outras máquinas já
formam ruído de fundo, reduzir a agressividade da fonte
principal de ruído muda a experiência do operador e
melhora a percepção do ambiente. Com bem-estar, NRs
(normas regulamentadoras), segurança e exposição ocupacional
pesando na retenção profissional, uma operação
menos agressiva valoriza o posto de trabalho. O eixo não
substitui medição técnica nem proteção adequada, mas
entrega um ganho real.
Advantages include reduced noise, less effort, a
better finish, and a longer cutting life. In comparisons
conducted at customer sites under similar conditions,
we found instances in which a single cutting edge lasted
nearly 30 times longer than traditional HSS blades.
The practical result is clear: fewer stoppages, less
maintenance, greater predictability, and increased
comfort. When a machine stops multiple times during
a cycle, the impact on available hours and production
flow is significant.
SILENCE AS A PRODUCTIVE EXPERIENCE
One of the most noticeable differences is noise.
Older planers with square shafts and solid blades tend
to produce a harsh, tiring sound when cutting. With a
helical-toothed shaft, however, the cut occurs more progressively
and smoothly. Depending on the application,
usage comparisons indicate reductions in noise levels by
20 to 50 decibels.
This improvement goes beyond comfort. In industrial
environments where background noise from exhaust fans,
motors, and other machines is already present, reducing
the aggressiveness of the primary noise source improves
the operator’s experience and perception of the environment.
Well-being, regulatory standards (NRs), safety, and
occupational exposure all impact employee retention,
so a less aggressive operation enhances the workplace.
While the shaft does not replace technical measurement
or adequate protection, it does deliver a real benefit.
H
á tecnologias que não nascem novas, mas
se tornam revolucionárias quando alguém
decide torná-las viáveis em escala. Foi assim
com os eixos pastilhados industriais da
Arte Diamante. A solução já era conhecida,
mas sua aplicação no Brasil exigia engenharia aplicada,
domínio técnico e desenvolvimento sob medida.
O Brasil tem centenas de modelos de plainas de desengrosso
e desempeno em operação, entre máquinas
antigas, recentes, nacionais e importadas. Cada uma
possui dimensões, mancais, fixações, rotações, larguras
e áreas de corte próprias. Por isso, o eixo pastilhado
precisa ser desenvolvido para cada máquina.
Nesse cenário, a Arte Diamante decidiu investir no
desenvolvimento nacional dos eixos pastilhados. Com
43 anos de atividade no mercado de ferramentas de
corte para madeira, MDF e derivados, transformou uma
tecnologia de alto desempenho em solução para o
parque brasileiro.
UMA SOLUÇÃO FEITA PARA CADA MÁQUINA
O Eixo Pastilhado Arte Diamante substitui o eixo
porta-facas original de plainas, desengrossadeiras,
desempenadeiras e máquinas combinadas. Em vez de
facas longas, utiliza pastilhas recambiáveis de metal
duro, com quatro arestas de corte, fixadas em slots que
acompanham a hélice do eixo. Essa construção muda a
experiência com a máquina já ao religar a plaina.
S
ome technologies are not born new but become
revolutionary when someone makes them
viable at scale. This was the case with Arte
Diamante’s industrial insert-tipped shafts. The
solution was already known, but its application
in Brazil required applied engineering, technical expertise,
and custom development.
There are hundreds of roughing and planing machine
models operating in Brazil, including both older
and newer machines, as well as domestic and imported
models. Each has its own dimensions, bearings, mountings,
rotational speeds, widths, and cutting areas. For
this reason, an insert-tipped shaft must be developed
for each machine.
Arte Diamante decided to invest in the domestic development
of these shafts. With 43 years of experience in
the cutting tool market for wood, MDF, and wood-based
products, Arte Diamante has transformed high-performance
technology into a solution for the Brazilian market.
A SOLUTION TAILORED TO EACH MACHINE
The Arte Diamante Helix Shaft is a solution tailored
to each machine. It replaces the original cutterhead shaft
in planers, roughing machines, jointers, and combination
machines. Instead of long cutters, it uses replaceable
carbide inserts with four cutting edges that are secured
in slots following the shaft’s helix. This design changes
the machine experience as soon as the planer is restarted.
A ARTE DIAMANTE DECIDIU INVESTIR NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL
DOS EIXOS PASTILHADOS. TRANSFORMOU UMA TECNOLOGIA DE ALTO
DESEMPENHO EM SOLUÇÃO PARA O PARQUE BRASILEIRO
68 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 69
PRINCIPAL
PRECISÃO, MANUTENÇÃO E CAVACOS
A simplicidade percebida pelo cliente nasce de uma
complexidade técnica importante. Os alojamentos das
pastilhas são usinados com alto rigor dimensional, na casa
de milésimos de milímetro, para manter altura correta,
reduzir vibrações e favorecer a uniformidade. Quando uma
aresta perde o fio, a pastilha pode ser girada. Em caso de
dano por prego, grampo ou contaminação, muitas vezes
basta substituir uma ou duas pastilhas, sem descartar uma
faca completa.
O corpo do eixo também foi pensado para o fluxo do
material cortado. O grande espaço para cavacos favorece
a evacuação e melhora a aspiração. Como o eixo tende a
produzir cavacos mais curtos, a exaustão e o armazenamento
podem melhorar; dependendo da madeira, pode
haver até três vezes mais cavacos no mesmo volume.
ACABAMENTO, LIXA E ESTABILIDADE
O acabamento melhora por razões mecânicas. A
disposição helicoidal dos slots, combinada às pastilhas
de metal duro, reduz o impacto concentrado, melhora a
estabilidade, diminui vibrações e favorece uma remoção
mais uniforme. O metal duro mantém a aresta afiada por
mais tempo, preservando o padrão por muito mais tempo.
Em muitos processos, isso reduz etapas posteriores.
Há situações em que operações que antes exigiam duas
ou três granulações de lixa passam a exigir uma ou duas.
A lógica é clara: quanto melhor o corte, menor a correção
posterior.
O EIXO
PASTILHADO
ARTE DIAMANTE
SUBSTITUI O EIXO
PORTA-FACAS
ORIGINAL DE
PLAINAS,
DESENGROSSADEIRAS,
DESEMPENADEIRAS E
MÁQUINAS
COMBINADAS
PRECISION, MAINTENANCE, AND CHIPS
The customer perceives simplicity due to significant
technical complexity. The insert housings are machined
with high dimensional accuracy, in the range of thousandths
of a millimeter, to maintain the correct height, reduce
vibration, and promote uniformity. When an edge loses its
sharpness, the insert can be rotated. If damaged by a nail,
staple, or contamination, it is often sufficient to replace
one or two inserts without discarding an entire cutter.
The shaft body is designed to facilitate the flow of cut
material. The ample space for chips promotes evacuation
and improves suction. Since the shaft produces shorter
chips, chip removal and storage improve. Depending on
the wood, there can be up to three times as many chips
in the same volume.
FINISH, SANDING, AND STABILITY
The finish improves for mechanical reasons. The helical
arrangement of the slots, combined with the carbide
inserts, reduces concentrated impact, improves stability,
minimizes vibration, and enables more consistent material
removal. The carbide keeps the cutting edge sharp, which
maintains the finish for much longer.
In many processes, this eliminates the need for subsequent
steps. Some operations that previously required
two or three grits of sandpaper now require only one or
two. The logic is clear: The better the cut, the less post-
-processing is needed.
RUÍDO É UMA
DAS DIFERENÇAS
MAIS PERCEBIDAS. EM
PLAINAS ANTIGAS O
IMPACTO DO CORTE
TENDE A GERAR UM SOM
AGRESSIVO E CANSATIVO.
COM O EIXO PASTILHADO
HELICOIDAL, O CORTE
OCORRE DE FORMA
MAIS PROGRESSIVA
E ESTÁVEL
EIXO POR EIXO, MÁQUINA POR MÁQUINA
Para o cliente, o resultado ideal parece simples: instalar
o eixo e perceber a diferença. Para quem fabrica,
o desafio é outro. Cada projeto exige levantamento
técnico, interpretação da máquina, medidas, análise da
aplicação e usinagem de precisão. Hoje, a Arte Diamante
reúne mais de 600 projetos.
Mais de 10 anos após o primeiro eixo pastilhado da
Arte Diamante, a tecnologia já está presente em milhares
de máquinas no Brasil, América Latina, EUA (Estados
Unidos da América), Canadá e Europa. O que começou
como aposta técnica se consolidou do ambiente industrial
ao marceneiro exigente.
No fim, a revolução dos eixos pastilhados não está
apenas na peça. Está na mudança que ela provoca:
máquinas mais produtivas, ambientes mais silenciosos
e menos interrupções. É uma revolução de precisão,
construída eixo por eixo, máquina por máquina, cliente
por cliente.
ANTES DE TROCAR A MÁQUINA
Antes de trocar uma plaina, vale olhar para o potencial
da máquina que já está no chão de fábrica. Muitas
máquinas antigas têm estrutura robusta, feita para décadas.
Com revisão mecânica, manutenção adequada e
um Eixo Pastilhado Arte Diamante desenvolvido para o
modelo, podem ganhar nova vida operacional. Trocar
de máquina pode ser excelente com bons fabricantes
e assistência, mas, em uso pesado, manutenção local,
peças e custo de parada também contam. Em muitos
casos, modernizar o corte é o passo mais inteligente
antes de um investimento maior.
SHAFT BY SHAFT, MACHINE BY MACHINE
The ideal result for the customer seems simple: install
the shaft and notice the difference. For the manufacturer,
however, the challenge is different. Each project requires
a technical survey, machine analysis, measurements,
application analysis, and precision machining. Today, Arte
Diamante has completed over 600 projects.
Over 10 years after the introduction of Arte Diamante’s
first indexable-insert shaft, this technology is present in
thousands of machines in Brazil, Latin America, the United
States, Canada, and Europe. What began as a technical
gamble has spread from industrial environments to demanding
woodworkers.
Ultimately, the revolution of indexable-insert shafts
lies not just in the part itself. It lies in the change it brings
about: more productive machines, quieter environments,
and fewer interruptions. It is a revolution in precision,
built shaft by shaft, machine by machine, and customer
by customer.
BEFORE REPLACING THE MACHINE
Before replacing a planer, consider the potential of
the machine already on the factory floor. Many older
machines have robust structures built to last for decades.
With a mechanical overhaul, proper maintenance, and
an Arte Diamante Helix Shaft developed for the model,
these machines can be given a new lease on life. While
replacing a machine can be an excellent choice with good
manufacturers and support, in heavy-duty use, local maintenance,
parts, and downtime costs also matter. In many
cases, modernizing the cutting process is the smartest
step before making a larger investment.
70 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 71
ESTUDO
EVOLUÇÃO DO
MERCADO DE
MADEIRA
EM TORA
DESEMPENHO DO SETOR FOI APRESENTADO NO ESTUDO
SETORIAL 2026 DA ABIMCI (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA
INDÚSTRIA DE MADEIRA PROCESSADA MECANICAMENTE)
Fotos: divulgação
C
om baixo crescimento nos últimos 10
anos, mas sempre constante, a madeira
sólida, em tora, dividida em coníferas e
folhosas, base da indústria madeireira,
não teve mudanças expressivas na produção
e consumo mundiais durante o ano de 2024,
conforme aponta o Estudo Setorial 2026 da Abimci
(Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada
Mecanicamente). A publicação teve como
base fontes internacionais do ano de 2024. E as
estatísticas sobre exportações e importações do
Brasil são com números atualizados de 2025.
Utilizada na produção de grande variedade de
produtos como compensados, painéis reconstituídos,
componentes estruturais, pisos, molduras, portas,
móveis, papel e celulose, o comércio internacional
da madeira em tora teve uma leve retração
em 2024, enquanto a produção nacional registrou
leve aumento, impulsionado pela demanda.
TORA DE CONÍFERAS
A produção mundial de madeira em tora de
coníferas alcançou 1,07 bilhão de m³ em 2024, com
crescimento médio de 0,03% nos últimos dez anos.
Os EUA (Estados Unidos da América) responderam
por 25% da produção e 25% do consumo de tora
de coníferas, e o Brasil ficou na 7ª posição, responsável
por 4% da produção mundial.
No mesmo ano a Nova Zelândia se consolidou
como maior exportador global de madeira em tora
de coníferas, respondendo por 28% do mercado.
A China se mantém como maior importador global
do produto, absorvendo 38% das importações
mundiais no ano.
72 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ESTUDO
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
Produção personalizada: Peças conforme suas especificações
PROVENIENTE DE
FLORESTAS
PLANTADAS DE PINUS, A
PRODUÇÃO NACIONAL DE
TORA DE CONÍFERAS TEVE
UM CRESCIMENTO MÉDIO
ANUAL DE 3,5% NOS
ÚLTIMOS 10 ANOS, DE
2015 A 2024
Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade
Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até
28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano
Classificação de qualidade automatizada com
scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto
Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC
Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento
máximo da matéria-prima para paletes
Já a produção nacional de tora de coníferas foi
de 51,4 milhões de m³ (metros cúbicos), sendo 47,6
milhões de m³ madeira industrial e 3,8 milhões de
m³ de madeira biomassa. O volume exportado foi
de 31,4 mil m³. O principal destino da exportação
brasileira foi a Índia, com 73% do volume, seguido
por Portugal (15%) e China (12%), sendo o Rio
Grande do Sul o principal Estado exportador com
99,6% do volume, seguido por Santa Catarina e
São Paulo.
Proveniente de florestas plantadas de pinus,
a produção nacional teve um crescimento médio
anual de 3,5% nos últimos 10 anos, de 2015 a 2024,
o que demonstra a expansão contínua do segmento
no país, apesar de contrariar a tendência global
de estabilização. A produção nacional tem atendido
a indústria de produtos de madeira sólida e de
base florestal.
74 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
TORA DE FOLHOSAS
O Brasil ficou entre os três maiores produtores
da tora de folhosas em 2024, com 16% do mercado,
atrás da China, com 17%, e na frente da Indonésia
com 9%. O volume de produção mundial chegou a
855,7 milhões de m³, com crescimento médio anual
na última década de 0,7%. A China foi a maior importadora,
maior consumidora e maior produtora
de tora de folhosas em 2024. E a Letônia o país que
mais exportou.
Já no Brasil a produção total foi de aproximadamente
256 mi de m³, considerando que 148,7 milhões
de m³ de madeira industrial e 107,1 milhões
de m³ de madeira biomassa. A exportação de tora
de folhosas somou um volume de 1,2 milhões de
m³. O Estado de Santa Catarina foi o maior exportador,
com 54% do volume, seguido pelo Rio Grande
do Sul (20%) e Mato Grosso (14%).
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ESTUDO
A PRODUÇÃO
NACIONAL DE TORA
DE FOLHOSAS REGISTROU
CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL
DE 2,3% ATRELADO A TORAS
DE EUCALIPTO E DE TECA, NA
ÚLTIMA DÉCADA
No Brasil, a produção de madeira em tora de
folhosas tem origem em florestas nativas tropicais
e em plantios florestais concentrados em Minas
Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e
Rio Grande do Sul. A produção nacional registrou
crescimento médio anual de 2,3% atrelado a toras
de eucalipto e de teca, na última década.
Devido a demanda, o Brasil importou 16,3 mil
m³ de tora de folhosas em 2025, sendo os Estados
de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná os
Estados que mais importaram. Não houve importação
de tora de coníferas Tradicionalmente o Brasil
não se destaca no mercado global como exportador
de madeira em tora, porém tem aumentado
sua produção.
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TORA DE FOLHOSAS
Produção mundial: 855,7 milhões de m³
Produção nacional: 256 milhões de m³
76 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
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de 1,4 e 2,8m
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e centrais)
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MARCENARIA
Foto: divulgação
CURSO DE LUTERIA
É DESTAQUE NO PARÁ
FUNDAÇÃO CULTURAL DO PARÁ OFERECE O CURSO EM PARCERIA
COM A CONFLORESTA QUE FORNECE AS MADEIRAS
Foto: divulgação
Fotos: FCP (Fundação Cultural do Pará)
78 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 79
MARCENARIA
Aoficina de iniciação em luteria é uma das
atrações do NOCV (Núcleo de Oficinas
Curro Velho), vinculado à FCP (Fundação
Cultural do Pará), em Belém (PA). Em
2025, dez profissionais foram certificados
pelo curso, após um ciclo de seis meses de aprendizado
na construção, reparo e manutenção de instrumentos
de corda, utilizando madeira certificada. O curso foi
ofertado em parceria com a Confloresta (Associação
Brasileira de Empresas Concessionárias Florestais),
que doou a madeira certificada utilizada nas aulas. A
Oficina de Iniciação à Luteria fortalece a formação profissional
no segmento da produção musical e valoriza
o uso consciente de recursos naturais como a madeira
certificada.
A iniciativa oferece bases técnicas para a construção,
manutenção e reparo de instrumentos musicais,
contribuindo para a profissionalização de novos artesãos
no Estado. A arte secular da luteria, que é a
construção e restauro de instrumentos de corda, tem
ganhado cada vez mais adeptos no Brasil, impulsionada
por escolas especializadas e pela valorização do trabalho
artesanal. Com um mercado em expansão, seja
na produção de instrumentos novos ou na conservação
de peças históricas, a área surge como uma alternativa
criativa para músicos, marceneiros e entusiastas que
desejam transformar madeira em arte e som.
É UM TRABALHO
MUITO ESPECIAL, ONDE
A GENTE RECEBE ESSAS
MADEIRAS DE DOAÇÃO, FAZ A
SELEÇÃO E TRANSFORMA ESSA
MADEIRA EM INSTRUMENTO
MUSICAL
PAULO MATEUS, LUTHIER
80 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
MARCENARIA
MADEIRA CERTIFICADA
O coordenador de Linguagem Musical da FCP,
Paulinho Assunção, enfatiza a relevância da parceria
com a Confloresta (Associação Brasileira de Empresas
Concessionárias Florestais), para concretização do curso.
Conforme o coordenador “são grandes parceiros.
Trabalham de uma maneira muito séria com a madeira,
e pretendemos, manter essa parceria e conquistar outras”,
projeta Paulinho. “Se conseguirmos firmar essa
parceria, nós teremos, dentro desse Estado um núcleo
de oficinas voltado especificamente para a luteria, para
o reparo e confecção de instrumentos”, conclui Paulinho.
O instrutor responsável pela oficina, o luthier Paulo
Mateus, destaca o uso de madeira de refugo e doação
na confecção dos instrumentos. “É um trabalho muito
especial, onde a gente recebe essas madeiras de doação,
faz a seleção e transforma essa madeira em instrumento
musical. Esses instrumentos, depois, vão fazer
funcionar essa engrenagem que faz funcionar a fundação,
onde eles vão participar de oficinas de cavaquinho
e de violão. Futuramente, eles também vão precisar
de uma manutenção periódica, e acabam voltando de
novo para a luteria, para fazer essa manutenção e completar
esse ciclo”, comentou o instrutor.
O encerramento do curso contou com apresentação
do músico Salomão Habib, com um dos violões
produzidos no curso. “O violão é um instrumento dificílimo
de ser feito, e requer um cuidado especial na
metragem. Matematicamente, se você errar milésimos
de milímetro nessa matemática, você perde o violão,
porque ele não afina, e é um terror para quem toca o
instrumento”, explicou o músico.
Aberto para homens e mulheres, a conclusão do
curso foi motivo de comemoração. Neuza Marques,
única aluna da turma, expressou sua alegria. “O acolhimento
foi maravilhoso e o aprendizado foi ótimo. A
primeira coisa que fiz foi consertar meu cavaquinho e
meu violão. Disse que ia consertar meu cavaquinho, e
consertei. Agora, acredito que possa consertar outros,
e é isso que a gente pretende”, almeja Neuza Marques.
82 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
MERCADO
CRESCE
EXPORTAÇÃO DE MADEIRA
A REDUÇÃO DAS TARIFAS DE IMPORTAÇÃO NOS EUA FOI
UM DOS ASPECTOS QUE INFLUENCIOU NA EXPORTAÇÃO,
TANTO EM VOLUME, QUANTO EM VALORES
Fotos: divulgação
84 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 85
MERCADO
Considerando os 10 produtos florestais da
cesta acompanhada pela WoodFlow, o montante
exportado em abril foi de 771,3 mil m³ (metros
cúbicos), frente aos 515,5 mil m³ embarcados em
março, crescimento de 38%. Em valor FOB (free
on board), as exportações passaram de US$ 128,3
milhões para US$ 171,8 milhões no período,
avanço de 34%. Pela primeira vez no ano, foram
registrados volumes e valores superiores aos de
2025, sendo 6% e 3%, respectivamente.
Parte importante dessa recuperação veio do
mercado norte-americano, devido à redução das
tarifas, de 50% para 10%. Segundo Gustavo Milazzo,
CEO da WoodFlow, esse destino consumiu
33% das exportações de abril. “Para ilustrar a relevância
desse mercado, as exportações de compensado
de Pinus para os EUA (Estados Unidos
da América) foram de apenas US$ 8,2 milhões
em março e voltou ao patamar de 2025, com US$
26,4 milhões em abril. Acredito que parte das
negociações voltou a ganhar ritmo, mas ainda
existe muita instabilidade no cenário global”,
aponta Gustavo.
O
último mês de abril registrou um
salto nas exportações de madeira,
marcando uma retomada no setor.
Após um primeiro trimestre marcado
por retração nas exportações
brasileiras de produtos de madeira, abril registrou
um crescimento de 34%, conforme dados
do portal ComexStat, do MDIC (Ministério de
Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços).
Os dados foram analisados pela WoodFlow,
plataforma para o comércio exterior de madeira.
Conforme a análise, a exportação em abril avançou
tanto em volume quanto em valor exportado
na comparação com março, indicando uma retomada
gradual das negociações internacionais.
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MERCADO
Para o executivo da WoodFlow, o desempenho
de abril traz um sinal mais otimista para o
setor exportador brasileiro de madeira, especialmente
após meses marcados por forte volatilidade
internacional, pressão logística e retração da
demanda em mercados estratégicos. “Porém, o
produtor brasileiro segue atento aos desdobramentos
da guerra envolvendo o Irã e seus impactos
sobre fretes marítimos, combustíveis e custos
globais; e também aos próximos passos após a
reunião do presidente Lula com Donald Trump,
fatores que continuam influenciando diretamente
a competitividade das exportações brasileiras ao
longo de 2026”, finalizou.
PRODUTOS MAIS EXPORTADOS
EM ABRIL
04/2026
Madeira serrada de pinus
320,5 mil m³
Compensados de pinus
234,6 mil m³
AS EXPORTAÇÕES DE
COMPENSADO DE
PINUS PARA OS ESTADOS UNIDOS
VOLTARAM AO PATAMAR DE 2025,
COM US$ 26,4 MILHÕES EM ABRIL.
ACREDITO QUE PARTE DAS
NEGOCIAÇÕES VOLTOU A GANHAR
RITMO, MAS AINDA EXISTE MUITA
INSTABILIDADE NO CENÁRIO
GLOBAL
GUSTAVO MILAZZO,
CEO DA WOODFLOW
DADOS AINDA NEGATIVOS
Apesar da recuperação em abril, o acumulado
de 2026 ainda permanece abaixo do registrado
no mesmo período do ano passado. Entre janeiro
e abril, os produtos analisados somaram US$
544,2 milhões em exportações, frente aos cerca
de US$ 632,3 milhões registrados no mesmo
intervalo de 2025. Em volume, o acumulado passou
de aproximadamente 2,5 milhões de m³, em
2025, para cerca de 2,25 milhões de m³, em 2026.
Entre os produtos com maior destaque em
abril, a madeira serrada de pinus liderou a pauta
exportadora do mês, com 320,5 mil m³ embarcados
e faturamento de US$ 74 milhões. O compensado
de pinus apareceu na sequência, com
234,6 mil m³ e US$ 69,2 milhões em valor FOB.
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ARTIGO
AVALIAÇÃO DE
PAINÉIS DE MÉDIA
DENSIDADE DE
BAGAÇO DE
CANA-DE-AÇÚCAR
Fotos: divulgação
AFONSO JOSÉ FELÍCIO PERES DURAN
USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
WANLEY EDUARDO LOPES JÚNIOR
USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
MARIANA PAVESI
USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
JULIANO FIORELLI
USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
RESUMO
O
s painéis de partículas de média densidade
representam uma alternativa
para uso de subprodutos lignocelulósicos,
encontrados de forma abundante
e que ocasionam impactos ambientais
quando descartados de forma isolada. Nesse
escopo, o objetivo desta pesquisa consiste em
avaliar o potencial de painéis de partículas multicamadas,
produzidos com bagaço de cana-de-açúcar
e resina poliuretana à base de óleo de mamona (PU-
-mamona) e confrontar os resultados com os requisitos
estabelecidos pela norma brasileira de painéis
de partículas de madeira (NBR 14810-2:2018). Para
tanto, foram descobertas as propriedades físicas e
mecânicas e a resistência à umidade, de painéis de
partículas multicamadas com espessura de 15 mm
(milímetros) e densidade média (600 e 750 kg.m-3)
de partículas de bagaço de cana-de-açúcar aglomeradas
com resina PU mamona (12% para camada
interna e 15% para camada externa). Os resultados
obtidos indicaram que os painéis com 750 kg.m-3
apresentaram melhor desempenho, atendendo a
todos os requisitos exigidos para classificá-los, de
acordo com as recomendações da norma brasileira
para painéis de madeira, como painéis do tipo P2,
uso não estrutural em condições secas.
90 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 91
ARTIGO
INTRODUÇÃO
O uso de resíduos agroindustriais como matéria-
-prima para a produção de novos materiais vem ganhando
destaque nos últimos anos, visando viabilizar
o desenvolvimento de materiais sustentáveis que
possam minimizar os impactos ambientais causados
pelo descarte de resíduos de culturas agrícolas (Maraveas,
2020). Destacam-se as pesquisas utilizando
subprodutos como o bagaço da cana-de-açúcar
(Fiorelli; Sartori; Cravo; Savastano Junior; Rossignolo;
Nascimento; Lahr, 2013 ), fibra da casca do coco
verde (Fiorelli; Christoforo; Lahr; Nascimento; Curtolo;
Sartori; Belini, 2015), farelo de aveia (Varanda;
Nascimento; Christoforo; Silva; Lahr, 2013 ), palha de
trigo (Cao; Song; Yang; Chen; Zhang, 2017 ), casca
de arroz (Ciannamea; Marin; Ruseckaite; Stefani,
2017 ), entre outros.
Dentro desse contexto, apresentam-se os painéis
MDP (aglomerado de média densidade), confeccionados
a partir de partículas de madeira aglutinadas
por adesivo, sendo o conjunto prensado sob
calor em período suficiente para a cura da resina
(Iwakiri; Shimizu; Silva; del Menezzi; Puehringher;
Venson; Larroca, 2004; Negrão; Silva; Christoforo;
Lahr, 2014 ; Silva ; Ribeiro Mendes). Esses painéis
também são fabricados utilizando qualquer material
lignocelulósico que podem conferir alta resistência
mecânica e peso específico preestabelecido, uma
vez que a composição química desses materiais é
semelhante à da madeira, mais precisamente como
madeiras duras, que contêm menor teor de lignina
e maior teor de hemicelulose do tipo pentosanas
(Ashori; Nourbakhsh; Karegarfard, 2009 ; Tabarsa;
Ashori; Gholamzadeh, 2011 ; Johnson, 2012).
MATERIAIS E MÉTODOS
Para o desenvolvimento deste projeto foram
utilizados bagaço de cana-de-açúcar fornecido pela
usina sucroalcooleira da região de Pirassununga
(SP). A resina utilizada para aglomerar os painéis
particulados foi a poliuretana comercial bicomponente
à base de óleo de mamona (PU de mamona)
no teor de 12% para a camada interna e 15% para
as camadas externas de acordo com as recomendações
de Fiorelli, Bueno e Cabral (2019).
COMPARATIVAMENTE,
OS PAINÉIS COM
DENSIDADE DE 600 KG/M³
NÃO ATENDERAM AOS
REQUISITOS MÍNIMOS
EXIGIDOS PELA NORMATIVA
CONFRONTADA. EM
CONTRAPARTIDA, OS PAINÉIS
COM DENSIDADE DE
750 KG/M³ ATENDERAM
A TODOS OS REQUISITOS
MÍNIMOS EXIGIDOS
Produção dos painéis multicamadas
As etapas de fabricação dos painéis de partículas
multicamadas incluíram os passos resumidamente
comentados a seguir e adaptados de Fiorelli, Bueno
e Cabral (2019) . O processo teve seu início por
meio da coleta de bagaço de cana-de-açúcar, sendo
posteriormente seco até atingir teor de umidade
variando de 6,5-8,5%. A matéria-prima foi então
processada utilizando-se de um moinho de facas e
seguidamente encaixada em agitador, separando o
material por meio de peneiras em diferentes dimensões,
obtendo fibras com comprimento entre 0,3
e 1,0 mm para as partículas utilizadas nas camadas
externas e 1,0 e 4,0 mm de comprimento para as
partículas de camada interna.
0,3mm - 1mm
Camada externa
Exemplo do tamanho das
fibras em escala real:
1mm - 4mm
Camada interna
92 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
JUNHO 2026 93
ARTIGO
Os painéis com densidade de 750 kg/m³ não
atingiram o valor de módulo de especificação necessária
para classificação de painéis do tipo P3,
sendo, portanto, classificados como painéis do tipo
P2, sendo recomendados pela norma NBR 14810-
2:2018 para aplicações não estruturais em condições
secas.
Tendo em vista a ausência de normas específicas
para o uso de subprodutos agroindustriais na produção
de painéis de partículas, os estudos comparativos
às normas de painéis de madeira apresentam
grande importância no cenário de materiais não
convencionais. Dentro desse contexto, a avaliação
da resistência à umidade dos painéis de partículas
de bagaço de cana-de-açúcar se apresenta como
uma lacuna de estudo.
Essa é uma versão parcial do artigo, o
texto completo pode ser acessado pelo
QR Code ao lado:
Caracterização dos painéis
Os painéis foram avaliados de acordo com as
especificações aplicáveis pela norma brasileira
NBR 14810-2:2018, destacando-se que esta é uma
normativa estabelecida para painéis de madeira e
não há documentos normativos específicos para
o uso de materiais lignocelulósicos provenientes
de subprodutos agroindustriais. As avaliações dos
painéis foram realizadas por meio dos ensaios de
flexão estática, tração perpendicular, densidade,
polegadamento em espessura após 24h (horas) de
ensaiação em água e após ensaio cíclico de resistência
à umidade, sendo avaliados dez corpos de
composição por composição e para cada análise.
Análise estatística
Os valores encontrados para as propriedades
físico-mecânicas foram avaliados pela estatística
descritiva, a fim de organizar os resultados. Como
medida de tendência central, foi adotada a média
aritmética e, como medida de dispersão, o coeficiente
de variação. Após uma análise descritiva, os
dados obtidos foram submetidos a uma análise inferencial
para verificar a existência de variância significativa
entre as composições que foram estudadas.
Os dados foram, portanto, analisados por meio da
análise de variância (Anova) e quando significativo o
Teste F foi aplicado para eleger a melhor composi-
ção, ambos com p < 0,05. Os testes foram contínuos
no software SAS® versão 9.1.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
As propriedades físicas e mecânicas dos painéis
de partículas de bagaço de cana-de-açúcar obtidas
conforme as composições C1 e C2 mencionadas
anteriormente estão apresentadas pela média e
especificamente pelo CV (coeficiente de variação).
Esses resultados obtidos experimentalmente foram
considerados tendo por base as especificações da
norma brasileira NBR 14810-2:2018.
CONCLUSÕES
Os resultados das propriedades físicas e mecânicas
antes e após o ensaio cíclico de resistência à
umidade elevada que o bagaço de cana-de-açúcar
apresenta potencial para fabricação de painéis de
partículas.
Comparativamente, os painéis com densidade
de 600 kg/m³ não atenderam aos requisitos mínimos
exigidos pela normativa confrontada. Em contrapartida,
os painéis com densidade de 750 kg/m³ atenderam
a todos os requisitos mínimos exigidos para
os resultados anteriores ao ensaio cíclico de resistência
à umidade, apresentando também resultados
superiores em relação ao aumento de espessura e
adesão interna após o ensaio cíclico.
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AGENDA
AGENDA
2026
VEM AÍ!
AGOSTO 2026
17 A 20
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SETEMBRO 2026
15 A 17
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HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.COM/
SETEMBRO 2026
15 A 17
VII ENCAPP (ENCONTRO DA
CADEIA PRODUTIVA DA PORTA)
LOCAL: CURITIBA (PR)
INFORMAÇÕES : HTTPS://ENCAPP.
COM.BR/
30 de novembro - CURITIBA (PR)
FORMÓBILE
30 DE JUNHO A 03 DE JULHO 2026
LOCAL: SÃO PAULO (SP)
INFORMAÇÕES:
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PT/HOME.HTML
APOIO:
NA XI EDIÇÃO A FORMÓBILE, A ÁREA EXPOSITIVA
DA FEIRA FOI AMPLIADA EM 15%, NÃO APENAS
PARA ATENDER À ALTA DEMANDA, MAS TAMBÉM
PARA ACOMPANHAR AS TRANSFORMAÇÕES DO
SETOR. DOS EXPOSITORES DA EDIÇÃO DE 2024,
80% ESTARÃO NA EDIÇÃO DESTE ANO QUE AINDA
CONTARÁ COM MAIS DE 50 NOVAS EMPRESAS.
A ÁREA DO ESPAÇO MADEIRA JÁ ESTÁ COM
TODOS ESPAÇOS VENDIDOS, DEMONSTRANDO O
ENTUSIASMO DA INDÚSTRIA MOVELEIRA BRASILEIRA.
Imagem: reprodução
ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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96 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2026
ESPAÇO ABERTO
HUMANOIDES NO CHÃO DE FÁBRICA:
PROJETANDO A PRÓXIMA FRONTEIRA DA AUTOMAÇÃO
O
s fabricantes estão cada vez mais interessados
em robôs humanoides devido à persistente
escassez de mão de obra e de competências,
ao aumento da complexidade dos
produtos e à necessidade de maior resiliência
operacional. Os humanoides prometem flexibilidade:
sua forma semelhante à humana permite que operem em
ambientes projetados para pessoas, utilizando ferramentas
e postos de trabalho existentes sem a necessidade de
grandes reconfigurações.
No entanto, é importante reconhecer que a maioria
das implantações de humanoides ainda é experimental, e
ganhos amplos de produtividade dependerão de um treinamento
robusto para tarefas específicas e de avanços significativos
em destreza e percepção. O fator de forma dos
robôs humanoides evoluirá de acordo com os requisitos
operacionais do chão de fábrica. Para algumas aplicações,
humanoides com rodas podem ser preferidos em relação a
sistemas bípedes, pois oferecem maior eficiência e melhor
desempenho nesses cenários.
Por exemplo, em uma instalação de manufatura de alto
volume, onde os materiais precisam ser transportados rapidamente
entre estações de trabalho, um humanoide com
rodas pode se mover mais rápido, manter a estabilidade ao
carregar cargas pesadas e navegar pelos corredores lisos
da fábrica com mais eficiência do que um robô bípede.
Isso torna o design com rodas muito mais adequado para
tarefas como entrega de peças, atendimento de máquinas
ou deslocamentos repetitivos de transporte dentro de um
ambiente industrial.
Embora os humanoides continuem sendo um desenvolvimento
empolgante em P&D, sua integração é muito mais
desafiadora do que a implantação de robôs tradicionais.
Os principais obstáculos incluem mobilidade em ambientes
dinâmicos e congestionados, percepção avançada, navegação
em tempo real, desvio dinâmico de colisões e colaboração
segura com humanos, outros robôs e máquinas.
EMBORA OS HUMANOIDES
CONTINUEM SENDO UM
DESENVOLVIMENTO EMPOLGANTE
EM P&D, SUA INTEGRAÇÃO É MUITO
MAIS DESAFIADORA DO QUE A
IMPLANTAÇÃO DE ROBÔS
TRADICIONAIS
POR
ALEX
GREENBERG
DIRETOR DE SIMULAÇÃO
DE ROBÓTICA 4.0
DAS SIEMENS DIGITAL
INDUSTRIES SOFTWARE
Diferentemente dos robôs industriais fixos, os humanoides
precisam se adaptar a cenários imprevisíveis e a máquinas
legadas, exigindo um planejamento multidisciplinar
que envolva robótica, segurança, operações e layout. Ferramentas
de simulação como o Siemens Process Simulate
e o Plant Simulation são inestimáveis para modelar virtualmente
essas complexidades, permitindo que os fabricantes
identifiquem e resolvam desafios de integração antes da
implantação física.
À medida que a P&D em humanoides acelera, a simulação
virtual torna-se cada vez mais essencial. Ao adotar
boas práticas de simulação, os fabricantes podem modelar
todo o seu ecossistema operacional, incluindo humanos,
robôs, sistemas de automação e, futuramente, humanoides
— garantindo um layout ideal e mantendo o tempo de
inatividade no mínimo. Esse ambiente de simulação digital
torna possível avaliar folgas, riscos, raios de giro, riscos de
colisão e o comportamento da automação muito antes de
qualquer coisa ser implementada no chão de fábrica.
Um forte exemplo disso é o cliente da Siemens, a BSH,
uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo.
A BSH utiliza o software de simulação de manufatura da
Siemens para resolver desafios complexos de automação e
robótica em ambientes de montagem manual. Com o uso
do Process Simulate, suas equipes identificam gargalos, refinam
layouts para novos robôs, planejam implantações de
robôs colaborativos, avaliam ergonomia e realizam revisões
de projeto com suporte de realidade virtual.
À medida que a Siemens e seus clientes se preparam
para um futuro que inclui humanoides, essencialmente uma
IA física capaz de realizar tarefas semelhantes às humanas,
a inteligência digital avançada torna-se ainda mais importante.
Por isso, como parte de nossa colaboração contínua
com a BSH, introduzimos capacidades de IA agêntica
diretamente no Process Simulate. Essas capacidades orientadas
por IA levam raciocínio e automação aos fluxos de
trabalho de engenharia, ajudando os engenheiros da BSH
a acelerar a resolução de problemas e a melhorar a qualidade
dos projetos. A IA agêntica fortalece a engenharia
digital hoje, ao mesmo tempo em que prepara o caminho
para uma integração eficaz de humanoides no futuro.
Foto: divulgação
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