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REVISTA PÓS-VENDA PESADOS 64

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N.º64

Junho/Julho 2026

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SEMIRREBOQUES

Redução de peso, eficiência

energética, digitalização,

durabilidade e personalização

estão a moldar o setor

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SALÃO

O setor pós-venda, também

ligado aos pesados, esteve

presente em mais uma

edição da Expomecânica que

decorreu na Exponor

MERCADO

A Quasar é uma empresa

que comercializa

alternadores e motores de

arranque para todo o tipo

de aplicações

DESTAQUE

O IMT promoveu o debate sobre

a implementação do regulamento

eFTI que promete gerar

poupanças anuais de milhões de

euros às empresas de transportes

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2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

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CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

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E.mail: geral@posvenda.pt

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DIRETOR

Paulo Homem

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REDAÇÃO

Nádia Conceição

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DIRETORA COMERCIAL

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GESTOR COMERCIAL

João Abreu

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ADMINISTRATIVA

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PAGINAÇÃO

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paginacao@posvenda.pt

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

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2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

5.000 Exemplares

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do Grajal – Venda Seca, 2739-511 Agualva

Cacém – Tel: 214337000

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

N.º64

JUNHO / JULHO 2026

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Sumário

4

Destaque

IMT – Regulamento eFTI .............................................P.04

8

Notícias .............................................................................P.08

14

Salão

Expomecânica 2026 ........................................................P.14

22

Mercado

GASIB – O papel do GPL e do BioAutogás ........P.22

Petronas ................................................................................P.24

Quasar ....................................................................................P.28

30

Personalidade do mês

Miguel Pinto Ribeiro, Fuchs ........................................P.30

36

Mercado Camiões e autocarros

Novos modelos ..................................................................P.36

40

Dossier

Semirreboques ...................................................................P.40

EDITORIAL

Digitalização para todos

A digitalização no transporte de

mercadorias deixou de ser uma

promessa para passar a ser muito

mais uma necessidade operacional.

Basta, por exemplo, atender à enorme

complexidade logística existente ao

nível dos transportes e facilmente se

percebe a importância e os potenciais

benefícios da digitalização.

O novo regulamento eFTI (Electronic

Freight Transport Information) vem

acelerar essa mudança ao criar um

enquadramento europeu para a

utilização de informação eletrónica

no transporte de mercadorias,

substituindo progressivamente a

dependência do papel.

Mais do que uma imposição

tecnológica, o eFTI representa

uma oportunidade para tornar o

setor mais eficiente, transparente

e competitivo. A partilha digital

de documentos permitirá reduzir

erros administrativos, simplificar

controlos, acelerar inspeções e

melhorar a rastreabilidade das

operações.

Quer isto dizer que para as

empresas em geral (não apenas os

transportadores, mas todas as que

estão a jusante e a montante da

operação) esta partilha digital vai

necessariamente significar menos

burocracia, maior rapidez na

circulação da informação e melhor

integração entre transportadores,

plataformas logísticas e autoridades.

Num setor pressionado por custos

elevados, prazos cada vez mais curtos

e exigências ambientais necessárias e

obrigatórias, a digitalização pode ser

(eu diria mesmo, vai ser) um fator

decisivo de produtividade para as

empresas.

Porém, o eFTI não resolve todos

os desafios do transporte, mas cria

uma base comum para modernizar

processos e aproximar a logística

europeia de um modelo mais

simples, seguro e sustentável.

Não é isso que as empresas

de transporte querem?

Paulo Homem

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt


4

DESTAQUE

IMT - REGULAMENTO EFTI

Revolução digital nos

transportes

No Dia Aberto sobre o Regulamento eFTI, o IMT promoveu o debate sobre a implementação desta iniciativa de

digitalização do transporte de mercadorias, que promete gerar poupanças anuais de milhões de euros às empresas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Lisboa foi recentemente o centro

das atenções do setor logístico

europeu ao acolher o Dia Aberto

dedicado ao Regulamento eFTI,

Electronic Freight Transport Information.

Dinamizado pelo Instituto

da Mobilidade e dos Transportes, o evento

reuniu cerca de 250 participantes de

50 entidades no Laboratório Nacional de

Engenharia Civil, para discutir a adoção

de sistemas digitais no transporte de mercadorias

na União Europeia, um processo

que deverá estar concluído até 9 de julho

de 2027. Segundo o IMT, a substituição

do papel por informação digital no setor

dos transportes irá reduzir custos operacionais,

acelerar inspeções rodoviárias e

eliminar milhares de horas gastas anualmente

em documentação em papel, estimando-se

que possa gerar poupanças

anuais de cerca de mil milhões de euros

às empresas europeias, com uma redução

de até 30% nos custos operacionais das

transportadoras e operadores logísticos.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 5

IMPLEMENTAÇÃO DO REGULAMENTO EFTI EM PORTUGAL

A estratégia de modernização liderada pelo IMT

prevê que, até ao final de 2027, esteja concluída

a migração de mais de 20 sistemas antigos para

um ecossistema interoperável capaz de processar

cerca de dois milhões de pedidos anuais associados

a 200 procedimentos administrativos. Este

esforço está integrado no futuro Plano Nacional

de Transporte de Mercadorias, que visa alinhar

a transformação digital com o planeamento e

o investimento em infraestruturas. Para garantir

o sucesso desta transição, os responsáveis

do IMT indicaram que a coordenação nacional

já abrange um leque alargado de entidades,

como a Agência Portuguesa do Ambiente e a

Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, para

assegurar que o sistema seja robusto o suficiente.

Osvaldo Manso, da Direção de Serviços de

Estudos, Avaliação e Prospetiva do IMT, discursou

sobre a implementação do regulamento eFTI em

Portugal. “Portugal tem assumido um papel de

liderança na preparação para este novo cenário

digital, participando ativamente em consórcios

internacionais e desenvolvendo soluções tecnológicas

próprias para garantir que o Estado e as

empresas estejam prontos para o prazo de 2027.

Apesar dos desafios de coordenação institucional

e alinhamento técnico, o eFTI representará o fim

definitivo das pilhas de papel no transporte de

mercadorias em Portugal”. O responsável lembrou

que a estratégia nacional para a implementação

do eFTI não se limita à componente tecnológica,

estando integrada numa visão mais ampla para o

sistema logístico que será enquadrada no futuro

Plano Nacional de Transporte de Mercadorias. “Para

o sucesso desta transição, o IMT tem coordenado um

diálogo estreito com diversas entidades competentes,

incluindo a GNR, a PSP e a Autoridade Tributária,

além de associações como a ANTRAM, a APAT e a

APP, assegurando o alinhamento dos vários intervenientes

com o novo quadro regulatório. Este esforço

colaborativo é suportado pelo desenvolvimento do

portal nacional definitivo, o eFTI GATE PT, previsto

para 2026 e gerido pelo IMT através do Acordo-

Quadro da eSPap”. Assim, de acordo com a estratégia

apresentada por Osvaldo Manso, a implementação

nacional assenta nos seguintes pilares:

Projetos europeus: Portugal integra o projeto

eFTI4EU, um consórcio de nove Estados-Membros

com um orçamento de 28,3 milhões de euros, e o

projeto eFTI4ALL, liderado por Espanha, que visa

harmonizar a implementação técnica e administrativa

em larga escala;

IMT: Como braço operacional do Estado, o IMT

assegura que a fiscalização e o licenciamento acompanham

a evolução tecnológica, apoiando a

inovação em serviços e sistemas inteligentes

de transporte;

Protótipos: Já foi desenvolvido um protótipo

funcional que inclui o eFTI Gate nacional, ponto

de acesso para autoridades, e emuladores de

plataforma. Neste ambiente de testes, foram

utilizados dados reais da empresa Luís Simões,

demonstrando a viabilidade do sistema;

Interoperabilidade: Portugal realizou com

sucesso testes de ligação entre o seu portal

protótipo e o sistema de Itália, provando que a

troca de dados transfronteiriça é possível;

Portal eFTI: Está em preparação o desenvolvimento

do portal definitivo, eFTI GATE PT,

com um investimento estimado em 500 mil euros

em software. Este portal será gerido pelo IMT e

servirá de interface única para autoridades como

a GNR, PSP e Autoridade Tributária;

Testes: O próximo passo imediato é a realização

de testes reais em operações de fiscalização

quotidiana, envolvendo diretamente as forças de

segurança, GNR e PSP, para validar a solução

em ambiente não virtual.

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6 MERCADO

DIGITALIZAÇÃO

Na sessão de abertura do evento, João Jesus

Caetano, Presidente do IMT, sublinhou que

a digitalização não é apenas uma questão

técnica, mas um pilar essencial para a resiliência

das cadeias logísticas e para a soberania

económica europeia. “Num contexto

de eventos disruptivos, como tensões geopolíticas

e flutuações de preços, a disponibilidade

de informação fiável e partilhável

torna-se um fator decisivo para a continuidade

operacional. O IMT assume-se como

a interface entre o regulamento europeu e

o mercado, procurando garantir uma transição

previsível e juridicamente segura. Um

exemplo prático da eficácia deste movimento

de renovação interna foi a redução drástica

no tempo de licenciamento de operadores

pelo IMT, que passou de dois meses para

apenas sete dias através de novos sistemas

aplicacionais”, adiantou o responsável. A dimensão

do desperdício atual foi evidenciada

por Jorge Coutinho, da DG MOVE, da Comissão

Europeia, que indicou que são gastas

anualmente mais de 380 milhões de horas

no tratamento de informação em papel na

logística europeia. “O Regulamento eFTI

visa criar uma rede de confiança, baseada

em plataformas certificadas, onde os dados

são mantidos na fonte, pelo setor privado,

e apenas consultados pelas autoridades

quando necessário, sem serem armazenados

permanentemente nas infraestruturas estatais.

Este sistema multimodal, que abrange

transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e

vias fluviais, permitirá uma poupança estimada

de 3€ por cada nota de consignação

digitalizada”, explicou.

PRIVACIDADE DOS DADOS

Aprofundando a componente técnica, Marco

Gorini, membro especialista da equipa eFTI,

destacou que o eFTI representa uma mudança

de paradigma, com a passagem de documentos

digitais, como PDFs ou e-CMR, para conjuntos

de dados legíveis por máquinas. “Esta

abordagem protege a privacidade comercial,

pois garante que as autoridades de fiscalização

acedam apenas ao mínimo estritamente

necessário de informação regulatória, ocultando

detalhes contratuais sensíveis que hoje

estão expostos no papel. Além da segurança,

a eficiência operacional será notável, com a

previsão de que o tempo médio de uma inspeção

rodoviária possa cair de 20 minutos para

apenas 4 ou 5 minutos”. Em seguida, Elisabete

Arsénio, do LNEC, reforçou que o eFTI

é uma ferramenta catalisadora para a Década

Digital 2030, “pois permite que os trabalhadores

do setor transitem de tarefas burocráticas

pesadas para funções de maior valor acrescentado,

como o planeamento estratégico.

Este modelo permitirá ainda construir uma

economia baseada em dados reais para monitorizar

a sustentabilidade e as emissões em

toda a cadeia logística. Contudo, persistem

desafios como a fragmentação tecnológica e a

necessidade urgente de colmatar o défice de

competências digitais no setor”.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 7


8

NOTíCIAS

PARA O TRANSPORTE INTERNACIONAL

Tacógrafo inteligente

obrigatório também

nos furgões

A partir de 1 de julho de 2026, as carrinhas e veículos comerciais ligeiros com peso bruto entre 2,5 e 3,5 toneladas

utilizados no transporte internacional de mercadorias passam a estar obrigados a equipar um tacógrafo inteligente

de segunda geração.

Para quem faz transporte internacional,

em furgões com peso

bruto entre 2,5 e 3,5 toneladas

passa a ter a obrigatoriedade de

uso de tacógrafo inteligente.

A medida resulta da implementação do

Pacote Mobilidade da União Europeia e

representa uma das alterações mais significativas

dos últimos anos na regulamentação

do transporte rodoviário europeu.

Até agora, a obrigatoriedade de utilização

de tacógrafo aplicava-se essencialmente

aos veículos pesados de mercadorias e

passageiros. Com a entrada em vigor da

nova regra, milhares de veículos comerciais

ligeiros passam a integrar o mesmo

enquadramento legal relativo aos tempos

de condução, períodos de descanso

e controlo da atividade dos motoristas.

O objetivo da Comissão Europeia passa

por harmonizar as condições de concorrência

entre operadores de transporte,

reforçar a segurança rodoviária e aumentar

a fiscalização da atividade profissional

no espaço comunitário. A medida procura

também responder ao crescimento

do transporte internacional realizado por

veículos ligeiros, um segmento que tem

ganho relevância nos últimos anos devido

ao aumento das operações de distribuição

e logística.

A nova obrigação aplica-se aos veículos

comerciais utilizados para transporte internacional

de mercadorias ou operações

de cabotagem - transporte realizado por

empresas estrangeiras dentro de outro

Estado-Membro - quando o peso total

autorizado, incluindo eventual reboque

ou semirreboque, ultrapasse as 2,5 toneladas.

Mantém-se igualmente a obrigatoriedade

de utilização de tacógrafo nos

veículos concebidos ou adaptados para o

transporte de mais de nove pessoas, incluindo

o condutor.

Para o setor, a extensão do tacógrafo

inteligente às carrinhas representa um

novo desafio operacional. As empresas

terão de adaptar os seus procedimentos

internos ao controlo dos tempos de

condução e descanso, à gestão dos dados

recolhidos pelos equipamentos e ao

cumprimento das obrigações legais associadas.

O incumprimento poderá resultar

em coimas, imobilização dos veículos

e interrupções da atividade, sobretudo

em operações internacionais.

Outro dos aspetos relevantes prende-se

com a instalação dos equipamentos. A

legislação determina que os tacógrafos

inteligentes apenas podem ser instalados

e calibrados por oficinas certificadas

e autorizadas. A realização destes

trabalhos em centros não homologados

pode comprometer a validade legal do

equipamento e originar sanções durante

ações de fiscalização.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 9

Dinex reforça oferta

aftermarket com

sensores NOx

NRF lança nova gama de bombas de água

A Dinex apresentou os seus sensores NOx Generation

2, uma solução desenvolvida para responder

às exigências dos modernos sistemas de

escape e estabelecer um novo referencial no aftermarket

no setor dos veículos pesados.

Segundo a marca, os sensores NOx Dinex Generation

2 superam os sensores aftermarket tradicionais,

ao integrarem tecnologia de medição mais

avançada e software inteligente, concebido para

assegurar uma comunicação correta com as unidades

de controlo do veículo.

A gama foi desenvolvida para cobrir as principais

marcas e modelos existentes no mercado,

oferecendo aos profissionais uma solução abrangente

para intervenções em sistemas de escape

e controlo de emissões. A Dinex sublinha ainda

que complementa esta oferta com apoio técnico

e formação, ajudando oficinas e distribuidores a

transformar problemas relacionados com sensores

NOx em processos de diagnóstico e reparação

mais simples e eficazes.

mq|sf|bj_o^drbp|OMMñNPRãã|HPããKéÇÑ===N===PLNTLOMOS===NWPTWOM=mj

NRF anunciou o lançamento de uma

nova gama de bombas de água, no

seguimento da sua estratégia de se

afirmar como fornecedor integral no mercado

de pós-venda também para o setor

dos pesados.

A empresa, que já disponibiliza um portefólio

alargado composto por radiadores,

intercoolers, arrefecedores de óleo, depósitos

de expansão, termóstatos, EGR coolers

e sensores, passa agora a incluir este novo

produto na sua oferta. O lançamento surge

num contexto em que o mercado europeu

ultrapassa os seis milhões de camiões em

circulação, criando uma procura significativa

por soluções fiáveis e com disponibilidade

imediata.

A nova gama arranca com 50 referências

de bombas de água, cobrindo mais de 500

aplicações de equipamento original. A empresa

prevê ainda expandir esta linha ao

longo de 2026, com a introdução de mais

40 referências adicionais.

Todos os produtos integram o conceito

Easy Fit, assegurando que incluem todos

os componentes necessários à instalação.

Esta abordagem visa facilitar o trabalho

dos profissionais de oficina, permitindo

montagens mais rápidas, seguras e eficientes,

com menor probabilidade de erro.

Desde janeiro de 2026, a NRF passou

também a disponibilizar uma garantia

de três anos em todos os seus produtos a

partir da data de instalação, reforçando a

confiança junto de distribuidores e profissionais

do setor.

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10

NOTÍCIAS

Dica Ambiental by

Eco -Partner

REGULAMENTO EUROPEU

DE EMBALAGENS

O Regulamento (UE) 2025/40 surge no

âmbito da estratégia europeia para a

economia circular e tem como principal

objetivo promover a redução do impacto

ambiental das embalagens, através da

prevenção da produção de resíduos, do

aumento da reutilização, da reciclabilidade

e da incorporação de matérias-primas

recicladas.

Importa referir que vários aspetos do

regulamento permanecem dependentes

de atos de execução, orientações técnicas

e esclarecimentos complementares por

parte das autoridades competentes, motivo

pelo qual se prevê uma evolução gradual

da interpretação e aplicabilidade prática de

determinados requisitos.

Na prática, a partir de 12 de agosto de

2026, os importadores e distribuidores que

efetuam a compra e venda de produtos

embalados deverão garantir, entre outros

aspetos, que:

1. Reportam e liquidam o “eco-valor” relativo

às embalagens dos produtos importados

que são desembaladas em Portugal e que

não seguem para o cliente final;

2. Solicitam ao fabricante das embalagens,

nacional ou internacional, uma Declaração

de Conformidade UE que comprove que

as embalagens cumprem os requisitos

aplicáveis do regulamento;

3. O Fabricante ostentou na embalagem

um número de tipo, de lote ou de série,

ou outros elementos que permitam a sua

identificação;

4. Os fabricantes indicam, na embalagem

ou num documento que a acompanhe, o

seu nome, denominação comercial registada

ou marca registada, bem como a respetiva

morada e endereço de e-mail;

5. Os importadores indicam, na embalagem

ou num documento que a acompanhe, o

seu nome, denominação comercial registada

ou marca registada, bem como a respetiva

morada e endereço de e-mail;

Adicionalmente, o regulamento estabelece

ainda que determinados rótulos dos pneus

deixam de ser considerados embalagens.

Em caso de incumprimento, Portugal

deverá, até 12 de fevereiro de 2027,

estabelecer as sanções aplicáveis.

Eco-Partner S.A.,

o seu parceiro para o Ambiente…

Soc. Com. C. Santos

é a melhor oficina

Mercedes-Benz Trucks

A Sociedade Comercial C. Santos foi distinguida

pela Daimler Truck Portugal com o prémio Oficina

do Ano 2025 Mercedes-Benz Trucks, reconhecimento

que pretende destacar o desempenho da

empresa no serviço pós-venda dedicado a veículos

pesados.

A distinção avalia critérios como qualidade, eficiência

e satisfação dos clientes dos setores de

frotas e logística. Com este galardão, a Sociedade

Comercial C. Santos passa a reunir os títulos de

Oficina do Ano nas três principais gamas da Mercedes-Benz:

Cars, Vans e Trucks. A empresa torna-

-se, assim, a única oficina autorizada em Portugal

a deter em simultâneo o estatuto de melhor unidade

de assistência da marca para veículos ligeiros

de passageiros, comerciais ligeiros e pesados.

A distinção na área dos pesados junta-se também

ao histórico recente da empresa no setor comercial,

depois de ter alcançado o primeiro lugar no

programa TruckStars 2024, atribuído ao melhor

concessionário de vendas de pesados em Portugal.

SAMPA apresenta

Duramatrix

Mercedes-Benz transfere distribuição de

comerciais ligeiros para o Grupo ADARSA

A

Mercedes-Benz e o Grupo ADAR-

SA assinaram um acordo focado na

distribuição de veículos comerciais

ligeiros da marca em Portugal, passando o

grupo espanhol a assumir a atividade de distribuição

grossista e de após-venda no país.

A parceria abrange a comercialização de

veículos comerciais ligeiros e respetivas peças,

estabelecendo um novo modelo operacional

orientado para a sustentabilidade do

negócio no mercado nacional. A atual rede

de concessionários e oficinas autorizadas

manter-se-á em funcionamento, garantindo

a continuidade do serviço aos clientes.

“Este passo representa um marco importante

para a Mercedes-Benz Vans em

Portugal e sublinha o nosso compromisso

de longo prazo com o mercado”, afirmou

Andrés Orejón, diretor-geral da Mercedes-Benz

Vans Ibéria, destacando a experiência

do Grupo ADARSA no retalho e

após-venda, bem como a sua capacidade

financeira e organização digitalizada.

Raúl Lago, CEO do Grupo ADARSA,

afirmou que “o Grupo ADARSA tem

orgulho em assumir a responsabilidade

pela importação e distribuição de veículos

comerciais ligeiros da Mercedes-Benz

em Portugal”, sublinhando que a parceria

reflete uma relação de longa data e uma estratégia

centrada no cliente e na eficiência.

No âmbito do acordo, a Mercedes-Benz

indica que continuará a fornecer veículos

e peças para o mercado português, assegurando

a manutenção do nível de serviço

e das opções de personalização para os

clientes.

A SAMPA marcou presença na Automechanika Istanbul

2026, um dos principais pontos de encontro

mundiais do setor do aftermarket automóvel, com

uma participação marcada por forte dinamismo,

contactos internacionais e apresentação de novas

soluções para o mercado dos veículos pesados.

Um dos principais destaques foi a apresentação

do Duramatrix, o novo sistema de eixo para reboques

desenvolvido pela SAMPA. A solução foi

apresentada como uma aposta de nova geração,

com foco na durabilidade, melhoria da performance

de travagem e conformidade com os standards

europeus, posicionando-se como uma resposta às

exigências atuais do setor dos veículos comerciais.

Ao longo da exposição, a SAMPA destacou o seu

portefólio de produtos, a capacidade de engenharia

e a estratégia de orientação internacional.

Para a empresa, a participação na Automechanika

Istanbul 2026 representou não apenas uma

presença enquanto expositor, mas também uma

oportunidade para reforçar relações, criar novas

colaborações globais e acompanhar de perto a

evolução do aftermarket à escala internacional.


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identificar sinais de desgaste na bateria ou vídeos demonstrando a manutenção adequada de

veículos.

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influencers e empresas do setor amplia o alcance e cria oportunidades de promoções conjuntas,

que podem ser muito atrativas para os clientes.

Aposte em avaliações online para construir confiança. As avaliações online são essenciais

para aumentar a confiança dos clientes na sua oficina. Incentive os clientes satisfeitos

a deixar feedback no Google, Facebook ou outras plataformas relevantes. Responder a estas

avaliações, tanto as positivas como as negativas, contribui para a boa reputação online.

Envie comunicações segmentadas para fidelizar clientes. Utilize newsletters ou mensagens

segmentadas para oferecer recordatórios de verificações, como check-ups de bateria ou

mudanças de óleo, e promoções exclusivas. Estas comunicações ajudam a manter a sua oficina na

mente dos clientes.

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WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 11

Mewa prepara

empresas para nova

fase da norma ISO 9001

A Mewa posiciona-se como parceira das empresas

na adaptação às novas exigências da norma internacional

de gestão da qualidade ISO 9001:2026, cuja

entrada em vigor está prevista para setembro.

A nova versão da norma deverá atribuir maior importância

à resiliência das cadeias de abastecimento e à

proteção do clima, levando as empresas a reavaliar

os seus processos e fornecedores.

Neste contexto, a Mewa destaca o seu sistema reutilizável

de panos de limpeza industriais como uma

solução alinhada com os novos critérios de qualidade

e sustentabilidade. A empresa garante o fornecimento

contínuo de panos limpos através de um serviço

completo de recolha, lavagem e entrega, apoiado por

uma cadeia de abastecimento curta e considerada

fiável. A empresa refere ainda que assegura elevados

padrões de qualidade através de produção de alta

tecnologia e controlo especializado.

A preocupação ambiental passou a integrar formalmente

os objetivos da empresa em 1980, quando

Gabriele Gebauer, neta do fundador, assumiu a direção

da empresa. A Mewa tornou-se ainda pioneira

no setor ao obter, em 1992, a certificação ISO 9001

para o seu sistema de vestuário profissional a nível

europeu. O sistema de panos de limpeza recebeu a

mesma certificação em 1995. Desde 2016, a empresa

está também certificada segundo a norma de gestão

de energia ISO 50001.

LIQUI MOLY introduz novo processo de

verificação digital através do código QR

Para uma maior segurança, transparência

e confiança, a LIQUI MOLY

acaba de anunciar a introdução de

um novo processo de verificação digital

para os seus óleos. Um código QR individual

na tampa do recipiente permite aos

clientes verificar em tempo real a autenticidade

do produto em questão.

Desde 2023 que as tampas das embalagens

de óleo têm códigos QR, que serviram

para a rastreabilidade dos artigos. Com

base em números de lote inequívocos, era

possível rastrear a sua origem. Desde meados

de maio que estes códigos QR estão a

ser substituídos por uma versão otimizada,

não copiável, com uma moldura verde. Todos

os óleos contam com este sistema que

chegará ao mercado de uma forma progressiva.

Na fase de transição vão coincidir

no mercado tampas com e sem a moldura

verde. Os que ainda não têm não podem

ser verificados usando a nova ferramenta

digital.

O novo código QR permite uma verificação

digital em tempo real: basta uma

breve leitura e é diretamente indicado aos

clientes se o óleo em questão é um produto

LIQUI MOLY genuíno. Além disso, o

cliente obtém informações adicionais sobre

o produto e a sua aplicação. Se forem

detetadas discrepâncias durante a leitura, é

efetuado um redirecionamento para a aplicação

de autenticação. Após uma nova leitura

do código, este é aí verificado inequivocamente

como original ou falso. Se for

indicado que se trata de uma falsificação,

o utilizador será encaminhado para um

formulário de contacto, através do qual

pode denunciar a falsificação e a empresa

pode tomar as medidas correspondentes.

Uma página de destino especialmente

concebida no site da LIQUI MOLY explica

detalhadamente o novo processo de

verificação.

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LinkedIn permitem partilhar dicas de manutenção, mostrar o trabalho da sua equipa e interagir

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12

NOTÍCIAS

Mais de 2250 artigos para

reboques reforçam gama febi Truck

A

febi Truck, marca do bilstein group,

lançou recentemente um kit especial

de comunicação de Peças para

Reboques com a assinatura “Avança com

Peças para Reboques da febi”.

Para oficinas e gestores de frota, o bilstein

group indica que as peças de reposição

febi, com qualidade equivalente OE, económicas

e com rápida disponibilidade, ajudam

a colocar os veículos de volta à estrada

rapidamente. Para os parceiros comerciais,

Montcada lança gama

TRUCK-ing em ligações elétricas

A

Montcada Artículos Técnicos apresentou

ao canal de distribuição a

nova gama de conexões elétricas

para veículos pesados, comercializada sob

a marca TRUCK-ing. Com este lançamento,

a empresa reforça o seu portefólio numa

área em que acumula perto de três décadas

Num minuto...

A Apollo Tyres Ibérica nomeou Víctor Manuel

Cañizares como novo Country Sales

Manager para Espanha e Portugal, depois

de uma já longa carreira no setor dos pneus.

a vasta gama com mais de 2250 artigos

específicos para reboques e mais de 3200

referências com qualidade equivalente OE,

abrange tudo, desde unidades de eixo a

componentes elétricos e de carroçaria, tornando

a febi a solução completa para impulsionar

o crescimento do negócio.

Destaques da gama de reboques:

- Pinos do eixo, jogos de pino do eixo e

cabeçotes de engate fabricados in-house.

- Componentes selecionados de marcas

OES de renome, tais como luzes traseiras

da Aspöck, depósitos de ar comprimido

da Frauenthal e cabos elétricos espirais da

Erich Jäger.

- Peças de reposiçao exclusivas para reboques,

tais como borrachas de encosto para

reboques Schmitz Cargobull.

- Soluções especiais para oficinas, incluindo

mala de artigos para sistema de conectores

de encaixe “Raufoss ABC”

de experiência no fornecimento de componentes

elétricos destinados à ligação entre

veículo trator e reboque.

O desenvolvimento da nova gama resulta

do conhecimento técnico acumulado

pela Montcada e da colaboração com engenharias

e fornecedores ligados ao primeiro

equipamento. Segundo a empresa,

esta experiência tem sido determinante

para acompanhar a evolução tecnológica

do mercado e selecionar os materiais mais

adequados a cada tipo de ligação.

A Montcada sublinha que, apesar de os

conectores obedecerem a normas internacionais

em termos funcionais, existem diferenças

relevantes ao nível da qualidade e

das prestações. Por isso, a marca TRUCK-

-ing foi desenvolvida com especial atenção

a aspetos como os materiais compósitos,

secções de cabo, sistemas de vedação, desenho

das espirais e níveis de estanqueidade.

A nova gama posiciona-se como uma solução

robusta e fiável, orientada para as

exigências do veículo industrial moderno,

com a qualidade e a eficiência como prioridades.

A empresa Falken Tyre Europe passou a

operar sob a nova denominação Dunlop

Tyre Europe, após a alteração ter sido

oficialmente registada na Alemanha.

Vicauto reforça oferta de

componentes de motor AXYO

A Vicauto anunciou a disponibilidade imediata em

stock de novas referências da marca AXYO para

componentes de motor destinados ao segmento dos

veículos pesados.

Entre as novidades destacam-se uma culata compatível

com os motores MX-13 e uma culata para

motores DC9/DC13, soluções desenvolvidas especificamente

para o aftermarket, com foco na qualidade,

fiabilidade e desempenho.

Com esta ampliação da oferta, a Vicauto reforça a

sua capacidade de resposta às necessidades dos profissionais

da reparação e manutenção de veículos pesados,

disponibilizando componentes que cumprem

os elevados padrões de exigência deste segmento.

A empresa destaca que estas novas referências

AXYO foram concebidas para garantir elevados níveis

de durabilidade e eficiência, contribuindo para a

redução dos tempos de imobilização dos veículos e

para uma manutenção mais eficaz das frotas.

Para obter mais informações sobre referências disponíveis,

condições comerciais e disponibilidade de

stock, os clientes podem contactar diretamente a

equipa comercial da Vicauto.

Diesel Technic atualiza

Partner Portal

A Diesel Technic lançou uma nova atualização do

Partner Portal, introduzindo melhorias na pesquisa,

filtragem e gestão de peças de substituição. O

objetivo é tornar a utilização da plataforma mais

rápida, intuitiva e eficiente para os profissionais

do aftermarket.

Entre as novidades está uma lógica de pesquisa

mais precisa, com filtros personalizados por

características técnicas, como dimensões, materiais,

posição de instalação, ano de fabrico ou

normas de emissões. O portal passa também a

evidenciar novos produtos, alterações de preço e

artigos com disponibilidade de stock atualizada.

Segundo a empresa, o Partner Portal dá acesso

a mais de 50 mil peças e acessórios da marca DT

Spare Parts, sendo continuamente desenvolvido

para acompanhar as necessidades dos utilizadores.

A atualização melhora ainda a transparência

das entregas, permitindo consultar diretamente o

número DT da encomenda nas notas de entrega,

bem como informação de stock com maior frequência

de atualização.

Na área de pós-venda, os formulários ficam mais

acessíveis através da Central de Serviços, com

possibilidade de importar dados do histórico de

entregas, reduzindo erros e acelerando processos.

As novas funcionalidades estão também

disponíveis na aplicação móvel do Partner Portal.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 13

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14

SALÃO

EXPOMECÂNICA 2026

Potenciar relações

Algumas das mais importantes empresas do setor das peças para pesados estiveram presentes na edição 2026

da Expomecânica. Mas a oferta para pesados neste certame não foi só de peças, pois muitos outros expositores

mostraram as suas novidades e ofertas ao nível dos lubrificantes, pneus e serviços.

TEXTO PAULO HOMEM / NÁDIA CONCEIÇÃO

A

Expomecânica é um salão

dedicado ao setor do pós-

-venda automóvel que se

destaca por ser muito eclético

no que diz respeito aos

expositores e aos produtos / serviços que

são apresentados.

Se as oficinas em geral são os principais

destinatários deste salão, também

é certo que a Expomecânica não deixa

também de ser o ponto de encontro dos

expositores com muitos dos seus principais

fornecedores. Esta é uma das razões

que justifica a presença de empresas que

têm o seu negócio orientado para quem

repara e faz a manutenção de veículos

pesados, mas é também a oportunidade

de fortalecer relações comerciais.

De acordo com a organização, estiveram

presentes nesta edição da Expomecânica

18.053 profissionais. Segundo a Kikai

Eventos, promotora do evento, a 10ª

edição da Expomecânica teve 32 mil

metros quadrados de área expositiva,

que receberam as principais novidades

de quase 300 operadores económicos

do setor, um novo máximo de participação

empresarial numa feira de recordes:

mais área (um acréscimo de 19% face

à penúltima edição), mais expositores

(uma subida de 8%) e mais empresas internacionais

(um total de 102, de 12 países,

o que representou 14% de aumento).

Espanha foi de onde chegou a maior

comitiva internacional, 54 expositores,

que permitiu perceber que o evento

atraiu cada vez mais um público ibérico.

Como sempre a PÓS-VENDA esteve

presente, dando continuidade à reportagem

do evento nas suas diversas plataformas,

dinamizando ainda a já famosa

“onda amarela” (distribuição de mais de

3.000 sacos com merchandising de diversas

empresas).

Foi também anunciada oficialmente

pela organização que a edição 11, que

deverá acontecer na Exponor, terá lugar

de 24 a 26 de março de 2028.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 15

EMPRESAS

AVEIMASTER

EQUIPAMENTOS

É muito extensa a gama de soluções que a

Aveimaster tem para os seus clientes. Nesta

feira, entre outros destaques, a empresa mostrava

um conjunto de equipamentos e soluções

de apoio às oficinas. Para oficinas de pesados

a empresa mostrava os elevadores EAE.

BASF

REPINTURA

A proximidade ao aftermarket ibérico e a

evolução tecnológica das oficinas foi o foco

da presença da BASF. A empresa apresentou

novidades na plataforma Refinity, com novas

funcionalidades orientadas para gestão e produtividade,

além de inovações nas gamas de

repintura Glasurit e R-M, destacando soluções

mais eficientes e sustentáveis. Neste espaço

dedicado à repintura, estiveram em evidência

ferramentas digitais, tecnologias de baixa emissão

e processos alinhados com critérios ESG.

CAR ACADEMY

FORMAÇÃO

A Car Academy estreou-se na Expomecânica,

onde deu a conhecer o seu trabalho na área da

formação para o aftermarket. Com 11 anos de

atividade, a empresa aproveitou o evento para

divulgar a conferência MechSummit 2026,

evento marcado para setembro deste ano,

que irá abordar temas diretamente ligados

à realidade do setor oficinal em Portugal.

No stand estiveram ainda em destaque a

solução Techmaster e a plataforma Mecflix,

cuja adesão tem vindo a crescer nos últimos

tempos. A participação foi marcada pelo

contacto direto com os visitantes, workshops

técnicos e intervenções no espaço Expotalks.

CASTROL

LUBRIFICANTES

A Castrol marcou presença para dinamizar

a sua gama de lubrificantes auto. Porém, a

novidade absoluta foi o lançamento de uma

nova linha de produto com a marca Castrol,

neste caso o AdBlube, que assim se associada

às baterias e aos filtros. Nesta fase de lançamento

a Castrol disponibiliza o AdBlube em

recipientes de 10 litros.

apresentou ainda uma gama direcionada para

o aftermarket, com soluções para veículos

ligeiros, pesados e indústria, complementadas

por vários serviços técnicos especializados.

CEPRA

FORMAÇÃO

O CEPRA voltou a marcar presença no evento

com um espaço próprio, mas também no espaço

“Demotec by CEPRA”, onde promoveu

várias ações de formação técnica gratuitas

dirigidas aos profissionais do aftermarket

automóvel. Ao longo do evento, os Técnicos

de Formação do CEPRA realizaram demonstrações

práticas e sessões dedicadas a temas

cada vez mais relevantes para o setor, como o

protocolo de comunicação LIN e a reparação

de baterias de alta tensão.

Como escola de formação de referência em

Portugal, o CEPRA divulgou também toda a

sua oferta formativa, com especial incidência

na área técnica (nos setores da mecânica,

mecatrónica, repintura, etc).

BOLAS

FERRAMENTAS

Entre os principais destaques da Bolas estiveram

as novas soluções da Beta, nomeadamente

o mobiliário modular C45PRO 2.0 e

RSC50 2.0, bem como ferramentas, sistemas

de iluminação e a chave Morphos. A empresa

apresentou ainda equipamentos Telwin

destinados à reparação estrutural, soluções

sem fio da Metabo e macacos Winntec com

tecnologia Turbo Lifter. O stand contou com

várias demonstrações práticas e momentos de

interação com os visitantes, como forma de

mostrar os equipamentos em funcionamento.

CEMA BATERIAS

BATERIAS

A participação da CEMA Baterías ficou marcada

pela apresentação de várias soluções na

área das baterias e energia, num contexto de

aumento da atividade da empresa em Portugal

e no mercado ibérico. Entre os principais

destaques esteve a representação exclusiva

em Portugal de uma marca internacional de

baterias de ciclo profundo, destinada a aplicações

industriais, energias renováveis e outros

setores especializados. No stand, a empresa

COMMA

LUBRIFICANTES

A solução Bag in Box esteve entre os principais

destaques da Moove na Expomecânica. O

sistema foi apresentado como uma alternativa

mais eficiente para gestão de lubrificantes,

permitindo reduzir desperdício e otimizar

espaço em oficina. A empresa colocou também

em evidência o posicionamento da marca

Comma em Portugal, apresentando o portefólio

completo de lubrificantes (ligeiros,

pesados, máquinas, etc), serviços de apoio

técnico e ações de formação.


16 EXPOMECÂNICA

ENDAL

ESTANTES

Presente na Expomecânica desde a primeira

edição, a Endal voltou a marcar presença no

salão em 2026, aproveitando o certame para

estar com clientes habituais, contactar com

novos profissionais e acompanhar a evolução

do mercado. No stand, a empresa destacou as

suas soluções para conceção, comercialização

e implementação de projetos de armazenagem

destinados a peças, equipamentos e outros

materiais, direcionados para diferentes necessidades

do aftermarket.

ESCAPE FORTE

PEÇAS

A Escape Forte mantém uma participação

contínua na Expomecânica desde a primeira

edição, com o objetivo de manter a proximidade

com clientes, dar visibilidade à sua

atividade e apresentar novidades ao mercado.

Durante o evento, destacou os serviços ligados

a catalisadores, filtros de partículas e sistemas

de AdBlue, entre outros, aproveitando também

o espaço Demotec para ações complementares.

GUISOFT

SOFTWARE

A Guisoft mostrou aos visitantes a nova identidade

do seu software de gestão, que passa

a designar-se Auto Officegest, uma marca

criada especificamente para o setor oficinal

e orientada para responder às necessidades

das oficinas através de funcionalidades e soluções

dedicadas. Entre os destaques esteve

também a apresentação do futuro assistente

de inteligência artificial “Vasquinho”, atualmente

em desenvolvimento, que permitirá

executar operações automáticas através de

comandos em linguagem natural. Integrado

no sistema de gestão, o agente poderá apoiar

tarefas como a emissão de faturas e o acesso

a informação relevante para a gestão diária

da oficina, mostrando aos visitantes a aposta

da empresa na digitalização e automatização

de processos.

INDASA

ABRASIVOS

No espaço que partilhou com a Autoflex,

a Indasa deu a conhecer a sua mais recente

novidade, a MTE Neon, uma nova fita de

mascarar de alta performance desenvolvida

para profissionais da repintura. Concebida

para proporcionar precisão, controlo e fiabilidade

em aplicações exigentes, a MTE Neon

oferece excelente aderência, remoção fácil e

limpa, resistência a solventes, resistência aos

raios UV para exposição exterior até 3 dias e

resistência à temperatura até 100°C durante

30 minutos. A sua cor Amarelo Neon garante

maior visibilidade ao longo de todo o processo.

FUCHS

LUBRIFICANTES

A Fuchs voltou a participar neste evento para

apresentar várias novidades no segmento

dos lubrificantes e soluções técnicas para o

setor automóvel e dos pesados, com especial

destaque para as novas exigências da mobilidade

elétrica. Um dos destaques foi para o

sistema SMART-LEVEL, uma solução de

monitorização remota e automática dos níveis

de lubrificante, com aplicação em diferentes

contextos oficinais, industriais e de transporte.

A empresa promoveu demonstrações, reuniões

e vários momentos de contacto com profissionais,

incluindo participação nas Expotalks.

HBC

PEÇAS

A HBC voltou a ter uma presença destacada

na Expomecânica como forma de promover as

suaas peças e serviços para o setor pós-venda.

Alguns dos destaques foram as mais recentes

entradas na gama da HBC, como é o caso

dos lubrificantes Champion e das soluções

Dometic, mas logicamente que marcas como

Knorr-Bremse, Wabco, Brembo, ZF, Mann-

Filter, Textar, Dinex, Mahle, KS, Vitesco,

entre outras, também foram dinamizadas.

Para a HBC a presença nesta feira reveste-se

de extrema importância como forma de falar

com cliente e de receber os fornecedores.

INTERESCAPE

PEÇAS

Com uma oferta especializada nas áreas da

descontaminação e dos sistemas de escape, a

Interescape aproveitou a Expomecânica 2026

para dar a conhecer várias soluções destinadas

ao aftermarket, com especial enfoque nos veículos

pesados e maquinaria. Entre os destaques

esteve o serviço de limpeza de filtros de partículas

diesel certificado pela TÜV Rheinland, destinado

a veículos ligeiros, pesados e máquinas,

bem como diversas soluções para sistemas DPF,

DOC e SCR. O espaço da empresa contou

ainda com demonstrações técnicas e ações de

aconselhamento dirigidas aos profissionais

do setor. A participação serviu também para

dar visibilidade às marcas próprias Ieparts,

Iepower e Ieclassic, que incluem soluções para

escape, performance e reprodução de sistemas

destinados a veículos clássicos.


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18 EXPOMECÂNICA

de segurança SaCon. O stand contou ainda

com demonstrações práticas da capacidade

de absorção dos produtos, permitindo aos

visitantes conhecer de perto o funcionamento

do serviço integrado da Mewa, que inclui recolha,

lavagem, controlo e entrega dos têxteis

reutilizáveis diretamente nas oficinas.

INTERMACO

EQUIPAMENTOS

Este ano, a presença da Intermaco na

Expomecânica ficou marcada pela apresentação

de várias novidades nas áreas dos equipamentos

e ferramentas, desenvolvidas para acompanhar

a evolução tecnológica dos veículos.

Um dos destaques foi para os equipamentos

da AutoEdu, destinados à formação na área

automóvel, também para a Ronix Tools (ferramentas

premium) com uma oferta extensa

em ferramentas manuais como de máquinas

a ar e elétricas de aperto, equipamentos Texa,

Jaltest e Bosch.

MGM

EQUIPAMENTOS

No espaço da MGM, os visitantes puderam

conhecer várias soluções destinadas às oficinas,

com especial destaque para o elevador de duas

colunas OMCN 199/RX, preparado para

suportar até 5500 kg e adaptado também a

veículos elétricos através de um kit específico.

Em exposição estiveram ainda compressores,

máquinas de lavar de alta pressão e diversos

acessórios para compressores e elevadores.

MOL

LUBRIFICANTES

A MOL Lubricants Iberia aproveitou o evento

para apresentar várias novidades, entre as quais

as novas embalagens Bag-in-Box de 5L e 20L,

a par de uma gama de lubrificantes com mais

de 300 aprovações OEM. A participação ficou

também marcada pela aposta da empresa no

crescimento da marca em Portugal, dando

a conhecer os seus serviços de apoio ao distribuidor,

ações de formação e a estratégia

de expansão da rede nacional. O certame

serviu ainda para contactar diretamente com

o mercado e identificar novos distribuidores.

LINEXTRAS

ACESSÓRIOS

A Linextras colocou em destaque várias soluções

direcionadas ao equipamento automóvel

e ao segmento das pick-ups, aproveitando

a feira para apresentar novidades. Entre os

produtos em evidência estiveram os hard tops

de alumínio, sistemas Top Rol e a nova gama

de equipamento interior automóvel da marca

O.Range. Ao longo do evento, a empresa deu

também visibilidade a várias marcas e soluções

desenvolvidas em parceria exclusiva, apostando

em produtos com forte relação qualidade/preço.

MEWA

SERVIÇOS

A Mewa marcou presença pela primeira vez

na Expomecânica com stand próprio, numa

participação impulsionada pelo crescimento da

utilização das suas soluções junto das empresas

em Portugal. A empresa apresentou várias soluções

têxteis reutilizáveis destinadas à limpeza

e absorção de óleos, entre as quais panos de

limpeza, mantas absorventes e o contentor

MOEVE

LUBRIFICANTES

Os novos lubrificantes (que se passaram a

chamar Moeve em fez de Cepsa) para motores

de última geração, veículos híbridos e soluções

de baixas emissões estiveram entre os principais

destaques da Moeve na Expomecânica 2026. A

empresa apresentou ainda as gamas premium

MOEVE XTAR e MOEVE TRACTION,

além de várias soluções direcionadas para

mobilidade elétrica e indústria. Ao longo da

feira, estiveram também em evidência serviços

técnicos para oficinas, ferramentas digitais,

ações de formação e programas de parceria. A

participação serviu igualmente para dar maior

visibilidade à presença da Texaco em Portugal,

através das gamas Havoline e Delo e de várias

soluções complementares para o aftermarket.

MOTORBUS

PEÇAS

A Expomecânica voltou a contar com a participação

da Motorbus, que apostou neste

evento enquanto plataforma estratégica para

estreitar relações com o mercado e consolidar

a proximidade com parceiros. Durante o salão,

apresentou novas marcas integradas no seu

portefólio e deu a conhecer uma nova loja

online, evidenciando o foco na digitalização e

na melhoria do serviço ao cliente. Neste espaço,

destacou-se o serviço global disponibilizado,

com oferta abrangente, elevada disponibilidade

de stock e posicionamento como parceiro

completo para o aftermarket.

NELSON TRIPA

PEÇAS

Com mais de 30 anos de experiência em

componentes e soluções para ar condicionado

automóvel, a Nelson Tripa é um histórico

dos salões de aftermarket em Portugal. Mais

uma vez marcou presença na Expomecânica

expondo uma parte da sua gama compressores,

condensadores, radiadores e ainda compo-


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 19

nentes / acessórios de reparação. O constante

aumento da oferta e de referências nesta área

do ar condicionado, permite à empresa ter uma

vasta oferta especializada nesta área.

OLIPES

LUBRIFICANTES

A Olipes levou à Expomecânica várias soluções

de lubrificação desenvolvidas para responder às

exigências dos motores mais recentes, incluindo

aplicações ligadas ao transporte, maquinaria e

setores profissionais. Entre os destaques esteve

o novo Averoil 5W-30 FPW3, um lubrificante

sintético com tecnologia Low SAPS, criado para

motores diesel e gasolina do Grupo Stellantis.

Ao longo da feira, a empresa apresentou ainda

outros produtos da gama Averoil, entre os quais

soluções para motores híbridos a gasolina, modelos

recentes do Grupo Volkswagen e lubrificantes

destinados a aplicações agrícolas e florestais,

orientados para aumentar a produtividade e

reduzir custos de manutenção. A participação

serviu também para aumentar a visibilidade da

marca junto dos profissionais do aftermarket.

ORYX PARTS

PEÇAS DE MOTOR

As cabeças de motor voltaram a assumir um

papel de destaque no espaço da Oryx Parts

durante a Expomecânica, como forma de

mostrar aos presentes uma das áreas mais

fortes da empresa no mercado dos componentes

para motores. A marca apresentou

uma gama com mais de 25 mil referências

destinadas a veículos ligeiros, comerciais,

pesados, maquinaria agrícola, construção e

aplicações industriais, que inclui árvores de

cames, bombas de óleo, bronzes, válvulas,

guias de válvulas, tuchos, martelos, cambotas

e bielas recondicionadas, jogos de juntas,

kits de distribuição, pistões, revestimentos

e anéis. No stand estiveram ainda em

evidência soluções para motores de marcas

como Deutz, John Deere, Kubota, Yanmar,

Perkins, FPT Iveco, Cummins, Caterpillar,

Komatsu, Isuzu, Mitsubishi e Doosan, a par

da disponibilidade de stock, apoio técnico

especializado e capacidade de resposta rápida

para os profissionais.

PCC

EQUIPAMENTOS

A PCC apresentou, neste salão, várias soluções

da gama própria IWS, com destaque para

elevadores, mesas de elevação e máquinas de

ar condicionado direcionadas para oficinas.

A empresa colocou o foco em equipamentos

pensados para responder às exigências atuais

do mercado, combinando eficiência, fiabilidade

e uma relação qualidade/preço competitiva.

A participação da PCC contou também com

demonstrações práticas dos equipamentos e

vários momentos de contacto com clientes

e parceiros.

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20 EXPOMECÂNICA

QUASAR

PEÇAS

Com foco no contacto direto com clientes e

parceiros, a Quasar aproveitou a Expomecânica

para apresentar várias soluções ligadas ao diagnóstico,

reparação e fornecimento de componentes

para o aftermarket. Entre os principais destaques

estiveram os alternadores, motores de arranque e

a aposta crescente da empresa no segmento dos

veículos híbridos. Ao longo da feira decorreram

ainda reuniões e momentos de esclarecimento

técnico, num espaço onde a empresa deu também

visibilidade à experiência acumulada ao longo

de mais de três décadas de atividade.

RACTRONICOS

PEÇAS

A evolução da eletrónica automóvel e a crescente

procura por soluções de reparação sustentáveis estiveram

no centro da participação da Ractronicos

na Expomecânica. A empresa apresentou várias

soluções de remanufatura desenvolvidas para o

aftermarket, com destaque para componentes

“plug & play” que permitem reduzir significativamente

os tempos de intervenção em oficina. O

stand acolheu também a apresentação do novo

Catálogo de Remanufatura 2026, concebido

como ferramenta de apoio ao diagnóstico.

RAF PORTUGAL

PEÇAS

Apesar da sua especialização serem as peças para

veículos pesados como a marca Evoparts, a empresa

que tem a sua sede e armazém em Leiria,

estava pela primeira vez neste salão para dar a

conhecer a sua cada vez maior oferta de peças

para os veículos comerciais ligeiros. Para além

de apostar neste tipo de peças, a empresa quer

também incrementar a sua presença no norte de

Portugal, procurando por isso novos retalhistas.

TIRESUR

PNEUS

A marca GITI esteve no centro da participação

da Tiresur, que pretende aumentar a visibilidade

desta gama de pneus, que engloba desde pneus

para ligeiros, camião e autocarro. A participação

ficou ainda marcada por várias reuniões com

parceiros e potenciais clientes, num momento

aproveitado para consolidar contactos e acompanhar

a evolução do mercado.

VENDEIRO

LUBRIFICANTES

Os lubrificantes Orlen Oil estiveram em

evidência no stand da Vendeiro durante a

Expomecânica 2026, numa participação focada

no crescimento da marca no mercado ibérico e

no aumento da proximidade com os profissionais

do aftermarket . Ao longo do certame, a empresa

promoveu várias ações de esclarecimento

técnico, apresentações e formações dirigidas ao

público profissional, aproveitando a feira para

dinamizar contactos comerciais e acompanhar

novas oportunidades de negócio.

VISOPARTS

PEÇAS

Pela segunda vez consecutiva na Expomecânica,

a Visoparts voltou a marcar presença numa

participação que ficou marcada pela apresentação

de novas gamas e melhorias em soluções

já existentes. No stand de 45 m², a empresa

destacou o seu serviço global, assente na proximidade

com o cliente, disponibilidade de stock

e eficiência logística, sem esquecer a aposta no

digital, evidenciada pelo rebranding do website

e pela introdução de novas funcionalidades.

VT BATTERIES

BATERIAS

A entrada da VT Batteries no mercado português

marcou a participação da empresa na

Expomecânica, numa presença que serviu também

para apresentar oficialmente o projeto à

imprensa. A empresa deu a conhecer o seu

portefólio de baterias, que inclui marcas como

Fulmen, FIAMM e Exide, assumindo a intenção

de continuar a alargar a oferta disponível

em Portugal. Entre os destaques esteve ainda

a criação de um armazém nacional com capacidade

para entre 60 e 70 mil baterias, como

forma de promover a capacidade logística e a

proximidade ao mercado português. A empresa

pretende assegurar um serviço rápido e adaptado

às necessidades dos clientes, apoiado por uma

equipa comercial e logística dedicada. Com a

ambição de se afirmar como uma referência no

mercado nacional, a VT Batteries tem como

objetivo atingir as 100 mil baterias comercializadas

ainda este ano. Além dos produtos,

a empresa destacou também a aposta num

serviço completo de apoio ao cliente, assente

na proximidade, assistência técnica e capacidade

de resposta ao mercado.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 21

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22

MERCADO

GASIB

Os combustíveis

“esquecidos” da transição

energética

Num encontro com a imprensa, Filipe Henriques, CEO da GASIB, defendeu o papel do GPL e do BioAutogás como

soluções já disponíveis, economicamente competitivas e capazes de reduzir emissões sem exigir mudanças radicais

de infraestrutura ou hábitos de utilização.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

transição energética no setor

automóvel está longe de ter

uma solução única. Essa foi

a principal ideia defendida

por Filipe Henriques, CEO

da GASIB, num evento com a imprensa

realizado em Lisboa, onde o responsável

apresentou o GPL e o BioAutogás como

alternativas disponíveis, competitivas e

capazes de acelerar a descarbonização

da mobilidade. Entre a expansão internacional

da empresa, o crescimento do

GPL em Espanha e as novas soluções

para veículos pesados, o CEO defendeu

que o futuro da mobilidade terá inevitavelmente

de passar por várias tecnologias

em simultâneo.

EXPANSÃO IBÉRICA

A GASIB, que herdou o negócio de GPL

da Cepsa na Península Ibérica em 2021,

atravessa atualmente uma nova fase de

crescimento depois de ter integrado, em

2024, a Abastible, líder do setor na América

Latina e pertencente ao grupo chileno

Empresas Copec. De acordo com

Filipe Henriques, esta integração trouxe

à empresa “uma elevada especialização

técnica, operativa e financeira, permitindo

agora utilizar a operação ibérica

como plataforma de expansão europeia.

O mercado português faz parte da estratégia

de expansão ibérica”, afirmou o responsável,

revelando que a GASIB está à

procura de novas oportunidades de aqui-

Filipe Henriques

CEO da Gasib

sição para aumentar a sua presença em

Portugal, onde detém atualmente cerca

de 7% de quota de mercado, contra os

20% registados em Espanha.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 23

GPL

Ao longo da apresentação, Filipe Henriques

destacou várias vezes as diferenças entre

os mercados português e espanhol no que

toca ao GPL. “Em Espanha, o veículo ligeiro

mais vendido em 2025 foi um modelo

a GPL”. Indicou que este crescimento está

diretamente ligado às restrições ambientais

impostas nas cidades e à necessidade de

circular em zonas de baixas emissões, onde

os veículos a GPL beneficiam de etiquetas

ambientais mais favoráveis. Além da vertente

ambiental, o CEO destacou também

o impacto económico da solução. “Face ao

diesel, o GPL permite reduzir as emissões de

NOx em 96% e outras partículas poluentes

até 99%, ao mesmo tempo que reduz até

20% das emissões de CO2 comparativamente

aos combustíveis convencionais”. A

componente financeira continua, aliás, a ser

um dos principais argumentos apontados

pela GASIB. Filipe Henriques explicou que

o Autogás permite poupanças que podem

chegar aos 50% por litro face aos combustíveis

tradicionais, sem os constrangimentos

associados ao carregamento elétrico, tendo

assim vantagens económicas e de tempo

para as empresas. “A autonomia do veículo

duplica porque tem um depósito de gasolina

e outro de GPL”, lembrou, acrescentando

que a rede de abastecimento já está amplamente

disseminada em Portugal, permitindo

ultrapassar facilmente os mil quilómetros

de autonomia.

BIOAUTOGÁS E BIOPROPANO

Outro dos temas centrais do encontro foi o

BioAutogás e o biopropano, combustíveis

renováveis que a GASIB já começou a incorporar

na sua oferta nacional. Conforme

revelou Filipe Henriques, o Autogás comercializado

atualmente pela empresa em

Portugal já integra 13% de biopropano. “O

biopropano é molecularmente equivalente

ao propano, o que significa que não requer

qualquer alteração nos veículos ou na infraestrutura”,

sublinhou. Segundo explicou,

esta solução renovável pode reduzir até 92%

das emissões de CO2 sem necessidade de

modificações técnicas, uma vez que é quimicamente

idêntica ao propano convencional.

Para o CEO, esta é uma das grandes vantagens

do GPL no atual contexto de transição

energética. “A grande vantagem passa precisamente

pela facilidade de integração”, afirmou,

defendendo que o GPL não deve ser

visto apenas como uma solução fóssil, mas

também como um vetor para o desenvolvimento

do biopropano e do BioAutogás. Referiu

ainda que o biopropano resulta da produção

de HVO, Óleo Vegetal Hidrogenado,

e SAF, Combustível Sustentável de Aviação.

PESADOS

É sobretudo no transporte pesado que a

GASIB acredita existir uma oportunidade

imediata para o GPL ganhar relevância. Ao

longo do encontro, Filipe Henriques defendeu

que a eletrificação continua a apresentar

limitações difíceis de ultrapassar em operações

profissionais, sobretudo devido ao peso

das baterias, à perda de capacidade de carga

útil e ao elevado custo das infraestruturas

energéticas. “O discurso nos pesados tornou-se

mais pragmático”. Neste contexto,

o CEO apresentou a solução desenvolvida

pela startup espanhola Begas, especializada

em motores 100% GPL homologados Euro

6 série E. Segundo explicou, esta tecnologia

permite responder a dois dos principais desafios

enfrentados pelos operadores de transporte:

os elevados custos de investimento e

as limitações operacionais associadas à eletrificação.

“Um posto de Gás Natural Comprimido

pode exigir investimentos entre

500 mil e 1,5 milhões de euros. A instalação

de um depósito e bomba de GPL num

armazém de um frotista custa apenas entre

35 a 50 mil euros”, comparou. Para além da

diferença significativa no investimento inicial,

Filipe Henriques destacou também o

impacto direto nos custos operacionais das

frotas. De acordo com o responsável, o combustível

representa cerca de 60% dos custos

operacionais de uma frota, sendo possível

reduzir essa despesa em cerca de 50% através

da utilização de GPL. Outro dos argumentos

apresentados passou pela redução

do ruído. De acordo com o CEO, os motores

a GPL permitem reduzir em cerca de

50% o ruído das operações, tornando-se

particularmente adequados para logística

urbana e distribuição noturna. Filipe Henriques

sublinhou ainda que muitas empresas

procuram atualmente soluções que possam

ser implementadas de forma imediata, sem

necessidade de investimentos avultados ou

mudanças profundas nas operações diárias.

MANUTENÇÃO

Durante o encontro, o CEO procurou também

desmontar algumas ideias feitas associadas

ao GPL, sobretudo ao nível da manutenção

e da fiabilidade mecânica. Conforme

explicou, “os veículos a GPL acabam por ser

mais simples de manter do que muitos diesel

modernos, já que dispensam sistemas como

filtros de partículas ou AdBlue”. Outro dos

mitos apontados por Filipe Henriques foi

precisamente o da complexidade mecânica.

“Os veículos a GPL são, na verdade, mais

simples e económicos de manter do que os

diesel modernos”, afirmou. Nos motores

Begas destinados aos pesados, acrescentou

ainda que o combustível entra no motor

em estado líquido, o que permite temperaturas

de combustão mais baixas e menor

degradação dos componentes. Apesar disso,

o responsável reconheceu que continuam

a existir barreiras no mercado português,

sobretudo ao nível da valorização dos veículos

usados, particularmente no segmento

dos comerciais ligeiros. “Os carros usados a

GPL ainda são injustamente desvalorizados

em comparação com os modelos a gasolina”.

Defendeu igualmente a necessidade de aumentar

a literacia sobre o custo total de utilização

das viaturas, lembrando que as empresas

podem atualmente deduzir 50% do IVA

do GPL e beneficiar de taxas de tributação

autónoma mais reduzidas. Segundo o CEO,

continua a existir desconhecimento relativamente

ao TCO, “o que acaba por penalizar

soluções que, na prática, podem revelar-se

financeiramente mais competitivas ao longo

do ciclo de vida da viatura”.

NEUTRALIDADE TECNOLÓGICA

A encerrar a sessão, Filipe Henriques deixou

um apelo à neutralidade tecnológica e criticou

a excessiva concentração numa única

solução energética para o futuro da mobilidade.

“O GPL é o grande esquecido da

transição energética. A transição energética

terá inevitavelmente de passar por várias soluções

em simultâneo. Não vai haver uma

energia única. O futuro passa por um mix de

combustíveis que sejam limpos, disponíveis

e competitivos”. O CEO revelou ainda que

a GASIB está atualmente a realizar um périplo

por grupos parlamentares e instâncias

governamentais em Portugal para defender

o reconhecimento do GPL como uma peça

relevante no panorama energético nacional.

“Ao apostar em soluções já disponíveis no

mercado, como o retrofitting para ligeiros

e a remotorização, a GASIB pretende posicionar-se

não apenas como fornecedora de

gás, mas também como parceira na transição

para uma economia circular e descarbonizada,

onde o pragmatismo económico

caminha lado a lado com a responsabilidade

ambiental”.


24

24 MERCADO

SAMANTHA BURELLO – PETRONAS LUBRICANTS INTERNATIONAL

“Não podemos esquecer

que os mecânicos são quem

decide na escolha de um

lubrificante”

Samantha Burello, Marketing Head International Experience da Petronas Lubricants International, falou à PÓS-VENDA

PESADOS sobre a forma como a empresa está a responder às mudanças no aftermarket automóvel europeu.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Com margens sob pressão e um

mercado em rápida evolução, a

Petronas está a ajustar a sua estratégia

para se manter competitiva.

A aposta passa pela inovação

contínua, pela segmentação da gama e pelo

reforço da perceção tecnológica, sem comprometer

a qualidade nem entrar numa

lógica de preço baixo. Samantha Burello,

Marketing Head International Experience

da Petronas Lubricants International, explicou

à PÓS-VENDA PESADOS de que

forma a empresa se está a adaptar, tirando

partido da sua capacidade tecnológica e do

reconhecimento da marca.


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WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 25

As mudanças

que fizemos em

termos de gama

permitem-nos atuar

tanto no segmento

premium, de marcas

internacionais, como

ser competitivos face

a outras marcas locais

de alta qualidade

O aftermarket europeu está a passar por

um período de grande pressão nas margens.

De que forma isto afeta a atividade

da Petronas?

É verdade que existe essa pressão, que chega

de vários fatores, mais macroeconómicos

do que específicos da nossa indústria. Para

respondermos a isso, temos de, em primeiro

lugar, acompanhar o que está a acontecer e

perceber as tendências e os novos comportamentos

daqueles que queremos que comprem

os nossos produtos, nomeadamente mecânicos

e condutores. Ambos são importantes,

mas não podemos esquecer que os mecânicos

são quem decide, na escolha de um lubrificante.

Não queremos comprometer a qualidade

do nosso trabalho e dos nossos produtos,

por isso continuamos a investir e a encontrar

novas soluções e formulações para atender a

todos os requisitos. É também por isso que

temos três níveis na nossa nova gama Petronas

Syntium, desenvolvida para responder a

diferentes exigências de condução e requisitos

específicos dos motores: o Syntium Supreme,

um produto concebido para dar máxima performance

e eficiência, o Syntium Prime, pensado

para oferecer um bom equilíbrio entre

proteção e preço e o Syntium X, uma opção

mais acessível, para motores menos exigentes,

além do Syntium Hybrid. A gama Syntium

garante a qualidade e tranquiliza o cliente

por cumprir as especificações de determinados

veículos, mantendo a competitividade

no preço. A Petronas é percebida como um

interveniente tecnológico devido à Fórmula

1 e à transferência da “pista para a estrada”.

Não queremos ser vistos como uma marca de

preço baixo, mas sim como uma marca que

oferece alta qualidade ao preço certo.

Como vê a presença da marca atualmente,

no mercado ibérico?

Vemos um crescimento importante da Petronas

e, nos últimos dois anos, temos investido

muito. Vemos que o mercado está a responder

muito bem às nossas iniciativas. E vamos

continuar com este investimento em Portugal

e Espanha.

Não queremos ser

vistos como uma

marca de preço baixo,

mas sim como uma

marca que oferece

alta qualidade ao

preço certo

COMO A BATERIA CERTA

REDUZ O CTP E AUMENTA A

EFICIÊNCIA DA FROTA

Na gestão de frotas de veículos pesados,

cada decisão afeta o custo total de

propriedade (CTP). A bateria, muitas

vezes subestimada, é essencial para

a fiabilidade, segurança e eficiência

operacional. Optar apenas pelo preço

mais baixo pode sair caro a longo

prazo: baterias convencionais podem

gerar mais falhas, custos de manutenção

e paragens inesperadas.

As tecnologias EFB (Enhanced Flooded

Battery) e AGM (Absorbent Glass Mat)

foram desenvolvidas para veículos

modernos e exigentes. Embora tenham

um custo inicial superior, oferecem

maior durabilidade, melhor desempenho

de arranque e menor necessidade

de manutenção, traduzindo-se em

menores custos operacionais e maior

produtividade.

Para apoiar os gestores de frota, a

VARTA disponibiliza o Pesquisador de

Baterias para Veículos Pesados, uma

ferramenta online simples que identifica

rapidamente a bateria ideal para cada

veículo, garantindo decisões mais

inteligentes e frotas mais fiáveis.

www.varta-automotive.pt/pt-pt


26

MERCADO

Como se consegue ganhar quota de mercado

com tantas marcas premium nesta

região?

É desafiante, mas penso que estamos a avançar

mais depressa do que o mercado. As

mudanças que fizemos em termos de gama

permitem-nos atuar tanto no segmento premium,

de marcas internacionais, como ser

competitivos face a outras marcas locais de

alta qualidade. Isso deu-nos a oportunidade

de ganhar quota de mercado e de sermos

percebidos como uma oferta personalizada.

E o nome Petronas fala por si. Somos

um grande grupo internacional, estamos

presentes em todos os continentes, e temos

muita visibilidade através do patrocínio e de

parcerias nos desportos motorizados. Isso

ajuda a construir a perceção de qualidade e

a fiabilidade junto dos nossos distribuidores

e oficinas, ajudando a ir além da mera competição

de preços.

Em relação à eletrificação dos veículos,

como vê o mercado nos próximos anos?

Em termos de eletrificação, os movimentos

dos automobilistas têm vindo a mudar

em termos de perfil dos utilizadores e de

quanto pretendem investir, e isso é algo

que devemos considerar. Acreditamos que

em 2040, 50% do parque circulante ainda

será composto por veículos a combustão, e

No setor dos veículos

pesados, a transição

para os elétricos será

mais lenta e ainda

veremos o domínio

dos motores a diesel

durante vários anos,

mas com tecnologias

cada vez mais

avançadas

os outros 50% serão uma combinação de

híbridos, hidrogénio e elétricos. A eletrificação

irá mudar o padrão de manutenção,

por isso, estamos a acompanhar o mercado

com a gama de produtos Petronas IONA,

de fluidos para veículos elétricos, como fluidos

para baterias, para o controlo de fricção

da transmissão, eixos e rolamentos. Temos

também o Petronas Syntium Hybrid,

lançado em 2019. Fomos os primeiros no

mercado a introduzir um óleo dedicado a

veículos híbridos, que protege o motor híbrido

sujeito a desafios como o stop-start e

arranques a frio. Estamos a acompanhar as

tendências, tanto nos veículos ligeiros como

nos pesados, mas mantendo a inovação e o

investimento nos produtos para veículos de

combustão, em simultâneo.

Acredita que nos pesados, a mudança será

mais lenta?

Sim, no setor dos veículos pesados, a transição

será mais lenta e ainda veremos o domínio

dos motores a diesel durante vários anos,

mas com tecnologias cada vez mais avançadas.

Neste segmento, o desafio do produto

está nas emissões e na sustentabilidade, pois

as frotas têm de cumprir rigorosamente a legislação,

cada vez mais robusta. E temos de

conjugar isso com a capacidade do produto,

que tem de se manter estável e prolongar a

vida dos motores a longo prazo. E aqui, o

preço também é um fator importante, e, por

isso, temos de conseguir oferecer um equilíbrio

entre preço e qualidade. Realizámos

testes de campo com a Iveco, com resultados

incríveis. No caso dos veículos comerciais

ligeiros, a hibridização e eletrificação total

está a chegar um pouco mais depressa. Temos

muita experiência nesta área, que utilizamos

para desenvolver novos produtos para

os veículos eletrificados, mas também para

manter a evolução tecnológica no caso dos

veículos a combustão. Quando olhamos de

uma perspetiva europeia, há produtos que

funcionam melhor ou são mais requisitados

em certos países e não são vendidos noutros

mercados, dependendo do contexto económico

e do parque circulante. É um desafio

manter uma gama de produtos e novos desenvolvimentos

para motores de combustão

interna, híbridos e elétricos. É um desafio,

mas somos uma grande empresa internacional

e decidimos atuar em diferentes mercados.

Há uma grande consolidação no mercado

ibérico. De que forma isso está a afetar a

atividade da Petronas?

Essa consolidação deve ser tida em conta.

Queremos estar presentes nas diferentes

regiões da península, por isso fazemos parcerias

com quem nos permite transferir o

valor e a fiabilidade das nossas marcas para

os distribuidores, oficinas e utilizadores finais.

Por isso, procuramos parceiros que

partilhem os nossos valores além da transação

comercial, pois são eles que falam com

os mecânicos, que são quem decide a marca

que será colocada num determinado veículo.

Por outro lado, também estamos a apostar

numa maior comunicação com os condutores,

para continuarmos a aumentar o

reconhecimento da marca e para que, quando

a oficina recomendar um óleo Petronas,

o cliente já conheça a marca.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 27

www.hbc.pt

BATALHA | POMBAL | ALBERGARIA | LISBOA | PORTO | RIO MAIOR | SEIXAL


28

28 MERCADO

QUASAR

Diferenciação pela

especialização

Com a crescente evolução da tecnologia e com a tendência da eletrificação dos componentes e dos veículos, a Quasar

assume que esses desafios técnicos evidenciam ainda mais a especialização da empresa ao nível dos motores de

arranque e dos alternadores.

TEXTO PAULO HOMEM

Com presença física em Portugal

há mais de uma década, a Quasar

é uma empresa de origem espanhola,

fundada em novembro

de 1990, que possui uma enorme

especialização na área elétrica, sobretudo ao

nível dos motores de arranque e alternadores,

área onde se focou a 100% há 25 anos.

“Pelas solicitações que tínhamos recebido,

percebemos que fazia sentido concentrarmo-nos

num tipo de produto e tornarmo-

-nos especialistas. Foi uma aposta ganha”,

comenta Carlos Eguia, fundador da Quasar.

Esta especialização permitiu à Quasar desenvolver

conhecimento técnico profundo

e diferenciar-se num mercado onde muitos

operadores optam por gamas de produto

muito alargadas. “Há espaço para todos,

mas acreditamos que o nosso valor está

exatamente na profundidade da gama, não

na largura da oferta”, refere. Atualmente, a

Quasar possui uma extensa gama de referências

únicas em alternadores e motores de

arranque, que abrangem todo o tipo de veículos,

neste caso, com destaque para o setor

dos veículos pesados e maquinaria diversa,

incluindo referências descontinuadas ou que

poucos operadores têm em stock.

Ao longo dos anos, essa especialização foi

sendo alargada a muitas outras competências

por via também da evolução técnica

do próprio produto. “Um alternador já não

é apenas uma peça que carrega a bateria. É

uma unidade eletrónica, uma centralina,

que comunica com outros sistemas do veículo”,

explica Carlos Eguia, dizendo que “se

o alternador não fornece os parâmetros corretos

(tensão e amperagem) a bateria pode

simplesmente não aceitar a carga.”


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 29

Esta evolução obriga a um esforço constante

de adaptação e de procura constante por

parte da Quasar para acompanhar as tendências

tecnológicas e dar resposta ao mercado,

sendo particularmente relevante a área

dos pesados e das máquinas industriais e

agrícolas. Atualmente, coexistem diferentes

arquiteturas elétricas, incluindo sistemas de

12, 24, 36 e 48 volts, cada uma com requisitos

específicos. “Já estamos a trabalhar com

48 volts de forma regular. É uma realidade

crescente na nossa operação”, diz o Diretor

Geral da Quasar.

Esta evolução exige investimento constante

em equipamentos, formação e capacidade

de diagnóstico. “Temos que aprender continuamente.

O produto muda todos os anos,

mesmo que mantenha o mesmo nome”, assegura

o mesmo responsável.

PÓS-VENDA TÉCNICO

Tendo em conta o incremento da complexidade

técnica dos alternadores, o pós-venda

assume assim um papel central. A Quasar

tem apostado fortemente neste acompanhamento,

muitas vezes trabalhando diretamente

com os clientes para resolver problemas.

“Recebemos muitas reclamações que, na

realidade, não são defeitos do produto. São

questões de diagnóstico ou de montagem.

Um alternador pode não funcionar porque

a bateria está em más condições, por exemplo”,

explica Carlos Eguia. Para responder a

isso, a empresa fornece informação técnica

detalhada e, sempre que necessário, apoia o

cliente na identificação da origem do problema.

Essa abordagem tem também impacto

na melhoria contínua do produto. “Quando

identificamos um problema recorrente, incorporamos

essa informação, seja na documentação,

seja no próprio produto”, assegura

o responsável da empresa espanhola.

Carlos Eguia destaca ainda que sempre que

surge uma nova referência, a peça é desmontada

pelos serviços técnicos por completo e

analisada internamente. O objetivo é perceber

a qualidade real dos materiais e identificar

potenciais pontos de falha antes da comercialização.

Essa forma de estar, admite,

nem sempre permite competir pelo preço

mais baixo. Ainda assim, a empresa prefere

manter um padrão mínimo de qualidade a

entrar numa lógica puramente comercial.

“Não vamos por preço. Temos mínimos que

cumprimos, e esses mínimos passam por um

nível de qualidade muito claro”, afirma.

TRÊS NÍVEIS DE PRODUTO

A oferta da Quasar mantém-se estruturada

em três níveis: produto original (premium),

marca própria e recondicionado. A marca

própria continua a ser dominante (com mais

de metade das vendas), com a aposta a recair

sempre no controlo constante da qualidade do

produto. “Não é uma simples marca branca.

Testamos tudo, desmontamos e analisamos

componentes. Se necessário, substituímos peças

críticas por equivalentes originais para garantir

o desempenho daquilo que entregamos

ao cliente. Todos os produtos são sujeitos a

testes e análises rigorosas antes de entrarem na

oferta comercial”, revela Carlos Eguia.

Além da marca própria, como foi dito, a

Quasar comercializa também material original

de vários fabricantes reconhecidos, respondendo

à procura de clientes que privilegiam

esse segmento.

Porém, o recondicionado ganhou relevância

nos últimos anos, sobretudo pela dificuldade

de acesso a determinadas referências e pela

crescente preocupação ambiental. “Há peças

que simplesmente não existem no aftermarket.

Nesses casos, a reconstrução é a única solução.

Para nós o essencial é dar sempre a solução ao

cliente”, afirma o mesmo responsável, que diz

que há uma consciência crescente da importância

da reutilização e, por isso, “recuperar

componentes é também uma forma de reduzir

impacto ambiental. É uma tendência que veio

para ficar”.

PLATAFORMA B2B MAIS TÉCNICA

A plataforma B2B da Quasar é hoje central na

operação da empresa, concentrando uma parte

significativa das vendas. Ainda assim, há margem

de evolução. “Queremos que seja mais

do que uma ferramenta comercial. Queremos

integrar informação técnica, ajudar no diagnóstico

e apostar outras funcionalidades”, diz

Carlos Eguia, assumindo que o desafio agora

“passa por transformar a plataforma num verdadeiro

suporte ao cliente, acompanhando a

crescente complexidade dos produtos”.

O mercado dos alternadores e motores de arranque

está cheio de adaptações, aplicações

não convencionais e montagens fora de catálogo,

o que exige frequentemente conhecimento

especializado. Por isso, a empresa defende uma

combinação entre digitalização e acompanhamento

técnico próximo.

Defende Carlos Eguia que o objetivo é “partilhar

conhecimento com clientes e parceiros”

entendendo que essa transparência beneficia o

mercado e reforça a credibilidade da empresa.

“A nós agrada-nos partilhar a informação”,

afirma, acrescentando que não vê vantagem

em guardar conhecimento como se fosse um

património inacessível. Na sua visão, a informação

técnica tem valor precisamente quando

ajuda a resolver problemas concretos e cria

confiança duradoura com os clientes.


30

PERSONALIDADE

Tudo farei para

que a FUCHS

esteja presente

junto das

principais frotas

MIGUEL PINTO RIBEIRO, BUSINESS DEVELOPMENT MANAGER

AUTOMOTIVE DA FUCHS

O setor dos lubrificantes de pesados é para a FUCHS estratégico, não só porque

permite incrementar a qualidade dos produtos que comercializa, como é muito

importante para o reforço da notoriedade da marca.

Há cerca de um ano e meio, Miguel

Pinto Ribeiro assumiu

a responsabilidade pela área

automotive da FUCHS em

Portugal. Licenciado em Engenharia

Mecânica e com uma pós-graduação

em Gestão, percebeu desde cedo que

o seu percurso profissional passaria tanto

pela componente técnica como pela gestão,

TEXTO PAULO HOMEM

sem nunca se afastar da ligação à mecânica.

Integrado no setor automóvel desde 2006,

começou a trabalhar mais diretamente na

área dos lubrificantes em 2012. Ao longo do

percurso passou por várias marcas do setor,

até integrar a FUCHS em julho de 2023.

Em fevereiro de 2026 completou um ano

à frente da área comercial do negócio automóvel

da FUCHS em Portugal.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 31


32

laboratório em Portugal – o que nos diferencia

no mercado.

Quando uma oficina escolhe FUCHS, escolhe

confiança. E se surgir um problema, sabe

que tem apoio técnico real.

Quais são exatamente as tuas competências

na FUCHS?

Trato de tudo o que seja lubrificantes e fluidos

relacionados com rodas, lagartas ou cascos

– desde automóveis ligeiros a pesados,

equipamentos agrícolas e aplicações industriais

móveis. Hoje já inclui também os veículos

eletrificados, naturalmente.

O meu papel é fazer a ligação entre a FU-

CHS e os distribuidores, operadores, retalhistas

e também clientes diretos, como

frotas. Esta é uma realidade muito característica

da FUCHS: Respeitamos profundamente

a nossa rede de distribuição, pois alguns

parceiros trabalham connosco há mais

de 30 anos. Temos inclusivamente alguns

que trabalham com os produtos da FUCHS

há mais tempo do que a FUCHS está em

Portugal.

Essa proximidade com o mercado é um

dos vossos diferenciais?

Sem dúvida. Essa proximidade permite-nos

ter um pulso real do mercado: perceber as

dificuldades das oficinas, os desafios técnicos,

as tendências e ajustar rapidamente a

nossa estratégia.

Temos, atualmente, uma equipa comercial

no terreno composta por cinco comerciais

e vamos reforçar com mais um elemento

em fevereiro. São profissionais com grande

experiência, capazes de aconselhar tecnicamente

uma oficina e, ao mesmo tempo,

apoiar o negócio.

Como funciona a vossa relação com oficinas

e distribuidores?

Sempre com o máximo respeito pela rede de

distribuidores. O nosso primeiro objetivo é

que o negócio seja feito via distribuidor. Só

trabalhamos diretamente com oficinas em

casos muito específicos: volumes elevados,

ausência de cobertura local ou projetos estratégicos.

A FUCHS não concorre com os

seus distribuidores, complementa-os.

A FUCHS apareceu recentemente no

TOP 10 de notoriedade junto das oficinas.

Como interpretas esse resultado?

É extremamente positivo. Mostra que a nossa

estratégia está a resultar. Algumas marcas

desapareceram, outras perderam relevância,

e a FUCHS ganhou espaço.

O patrocínio no desporto motorizado ajuda

nessa notoriedade e houve um reposicionamento

de gamas, como a FFL para caixas

automáticas de dupla embraiagem, e uma

estratégia mais clara de comunicação técnica.

Atualmente, as oficinas já têm noção da dimensão

global da FUCHS e da sua capacidade

tecnológica.

Ainda há margem para a FUCHS crescer

em termos de mercado oficinal?

Muita, e tenho a certeza que pode de facto

crescer muito mais. O mercado é competitivo

e maduro, mas a FUCHS tem muito

para oferecer: produtos, serviços, acompanhamento

técnico, ferramentas digitais e

A FUCHS tem vindo a investir na notoriedade

da marca para o consumidor final.

Achas isso importante num mercado

(o português) em que os prescritores são

os profissionais?

É complementar, mas muito importante.

Uma coisa é ver uma marca desconhecida

numa embalagem de lubrificante na oficina,

outra é reconhecer uma marca associada à

competição e à tecnologia. Isso gera confiança

no cliente. No nosso entender, a notoriedade

reforça a prescrição da oficina para

o cliente.

E junto dos profissionais, como avalias a

notoriedade da FUCHS para as oficinas?

Ainda há trabalho a fazer e acredito que estamos

no caminho certo. Hoje, a FUCHS é

reconhecida como uma marca credível, profissional

e de elevada qualidade. Ainda existe

muita pressão pelo preço, mas a FUCHS

não compete nesse campeonato. Compete

com o apoio, a proximidade e a fiabilidade

que conseguimos garantir ao cliente.

Qualquer oficina pode ligar para o gestor

de produto da FUCHS e receber toda a informação

e todo o apoio de que precisa. O

canal está aberto para que exista essa proximidade

total. Para além disso, damos-lhe

informação, formação, ferramentas digitais

de apoio e acesso a webinars técnicos. Eu

também já trabalhei em oficinas e sei que é

difícil para um técnico disponibilizar tempo

para assistir a uma formação. Estes webinars

são muito importantes para esclarecer todas

as dúvidas num curto espaço de tempo.

Trabalhar com

operadores de

referência como a

LASO, ou outras

grandes frotas

nacionais, dá-nos uma

visibilidade e uma

credibilidade muito

relevantes


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 33

Os webinars técnicos têm tido um bom

feedback?

Excelente. Foram pensados para a realidade

das oficinas: sessões de 45 minutos, com direito

a perguntas e repostas. Desenvolvemos

um tema, falamos do problema e apresentamos

a solução. Criam proximidade e acrescentam

valor real.

Esse é o vosso principal foco estratégico?

Sim. Formação, apoio técnico, ferramentas

digitais e proximidade. Com a crescente

complexidade das especificações, as oficinas

precisam de apoio técnico mais do que nunca.

É um trabalho que estamos a fazer passo

a passo, levando o nome e o conhecimento

da FUCHS aos profissionais, que podem ter

a certeza de que existe sempre alguém disponível

para encontrar a solução para o seu

problema.

Como está estruturada, atualmente, a

vossa rede de distribuidores?

Temos distribuidores históricos, que já trabalham

a marca há mais de 30 anos, bem

como outros mais recentes. Trabalhamos alguns

clientes diretamente e temos ainda alguma

presença no retalho de peças. O nosso

foco passa por aumentar a capilaridade da

distribuição. Porém, somos muito seletivos

na entrada de novos parceiros: só entram se

acrescentarem valor e respeitarem a estrutura

existente.

Qual o peso das oficinas no vosso negócio?

Representam cerca de 35 % do negócio automóvel

direto. Incluindo distribuidores,

mais de 65 % das vendas estão ligadas às

oficinas.

Quais os investimentos que vão fazer a

curto prazo?

O principal investimento será no desenvolvimento

da equipa comercial, com reforço

na zona Centro/Norte, mas também no desenvolvimento

das áreas agrícola e frotas.

O nosso foco passa

por aumentar a

capilaridade da

distribuição. Porém,

somos muito seletivos

na entrada de novos

parceiros


34

PERSONALIDADE

Falemos então um pouco do negócio dos

pesados ao nível dos lubrificantes. Trata-se

de um mercado com especificidades próprias?

Trabalhamos em Portugal com a LASO desde

2016 e isso deu-nos uma experiência muito

sólida. Estamos a falar de operadores extremamente

especializados, com equipamentos

sujeitos a esforços brutais e níveis de exigência

muito elevados. Isso obriga-nos a garantir

não apenas a qualidade do produto, mas também

fiabilidade, capacidade de acompanhamento

técnico e um nível de serviço muito

consistente para quem trabalha connosco no

setor dos pesados.

O mercado dos pesados está muito orientado

para o conceito de TCO (Total Cost of

Ownership)...

Para este tipo de cliente muito focados no

TCO, a fiabilidade é crítica. O objetivo é

garantir que o produto cumpre ou supera os

intervalos definidos pelo fabricante, reduzindo

ao mínimo as paragens e os custos operacionais.

Tivemos recentemente um operador

de frota que nos disse: ‘trabalharemos com a

FUCHS, mas preciso que façam análises periódicas

ao óleo durante os primeiros meses

para perceber quantos quilómetros consigo

fazer com o vosso lubrificante’. Naturalmente,

dissemos que sim. Temos essa capacidade

instalada em Portugal que prova a qualidade

dos nossos produtos e isso reforça muito

aquilo que conseguimos oferecer ao mercado

de veículos pesados.

O segmento dos pesados é particularmente

competitivo e nem sempre apresenta margens

elevadas. Como é que a FUCHS olha

para este segmento de mercado?

Em primeiro digo que o considero estratégico

para a notoriedade da marca. É um negócio

que nos permite ter bandeiras importantes.

Trabalhar com operadores de referência como

a LASO, ou outras grandes frotas nacionais,

dá-nos uma visibilidade e uma credibilidade

muito relevantes. Tudo farei para que a FU-

CHS esteja presente junto das principais frotas

e operadores de relevo em Portugal.

Além dos pesados rodoviários, a FUCHS

quer também reforçar a sua presença no

setor agrícola?

É uma área que me diz muito. Hoje estamos

a falar de tratores que podem custar perto

de 100 mil euros. Para mim, é impensável

utilizar produtos sem qualidade comprovada

neste tipo de máquinas. São máquinas

que passam muito tempo paradas e depois

trabalham intensivamente durante períodos

prolongados. Tal como acontece nas frotas

de pesados, quando estas máquinas agrícolas

param por causa de uma questão técnica,

representam perdas financeiras significativas

para o operador.

Nesse sentido, vamos reforçar a presença

em feiras e eventos especializados ligados ao

Com a crescente

complexidade das

especificações, as

oficinas precisam de

apoio técnico mais do

que nunca

setor agrícola, já que são eventos altamente

técnicos e especializados, precisamente o

tipo de ambiente onde a FUCHS se sente

confortável e onde consegue demonstrar o

valor da sua tecnologia e das aprovações dos

fabricantes com quem trabalha.

A eletrificação auto vai ter impacto na

redução do negócio de empresas como a

FUCHS?

Acho que não. A eletrificação não vai reduzir

o negócio, vai é mudar o mix de produtos.

Menos óleo de motor, mais fluidos técnicos,

refrigerantes, lubrificantes EV e produtos

para veículos híbridos. No fundo, vamos

vender produtos cada vez mais tecnológicos

e de maior valor.

Que opinião tem sobre o mercado dos lubrificantes

e o seu desenvolvimento?

Vejo que existe, efetivamente, uma concorrência

cada vez mais feroz. Mesmo marcas

que tradicionalmente não entravam nessa

guerra começam agora a fazê-lo. Assistimos

a situações no mercado, sobretudo em frotas,

que são difíceis de compreender e claramente

pouco sustentáveis a médio e longo

prazo.

Muitas vezes perguntamo-nos o que está

por trás de determinadas decisões comerciais.

Mas isso faz parte do mercado e das

próprias estratégias das empresas. Ainda assim,

é evidente que este tipo de abordagem

não constrói valor nem para a marca nem

para o setor.

Existe, por isso, uma clara diferença entre

o posicionamento no setor industrial, onde

a qualidade e a consistência continuam a

prevalecer, e o segmento automóvel, onde o

mercado se tornou mais agressivo e competitivo.

É um ambiente mais “de guerrilha”,

por assim dizer, especialmente visível no negócio

dos pesados.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 35

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MAIS PESADOS.

Muitos quilómetros significam mais desgaste,

mais sujidade e mais exigência.

Por isso, a BERNERwash reúne soluções

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necessidades dos veículos pesados. Desde a

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36

MERCADO: CAMIÕES, AUTOCARROS E VCL

DAF inicia produção dos novos

camiões elétricos XG e XG+

A

DAF Trucks iniciou a produção

em série dos modelos XG Electric

e XG+ Electric, alargando o

programa de camiões elétricos da marca

para aplicações de longo curso. Os

novos veículos, produzidos em Eindhoven,

combinam tecnologia de propulsão

elétrica de elevada eficiência com níveis

reforçados de conforto para o motorista.

A primeira unidade produzida,

um trator XG+ com potência de 350

kW/480 cv, será entregue na Alemanha.

Com esta expansão, a DAF passa

a disponibilizar uma gama completa de

camiões elétricos, desde o XB Electric

de 12 toneladas para distribuição urbana

até aos novos XG Electric e XG+

Electric destinados ao transporte de

longa distância. Os modelos partilham

a mesma base tecnológica dos XD e XF

Electric, distinguidos conjuntamente

como “International Truck of the Year

2026” pela eficiência energética, suavidade

da condução e conforto proporcionado

ao motorista. A Hellmold &

Plank, empresa familiar alemã com 122

anos de atividade, reforça assim a sua

frota elétrica DAF. A transportadora já

utiliza vários modelos de emissões zero

da marca em operações como transporte

shuttle e abastecimento de lojas de

drogaria. A empresa recorre igualmente

às soluções de carregamento PACCAR

para apoiar a transição para o transporte

sustentável. Os novos XG Electric e

XG+ Electric foram concebidos para

operações de maior distância e destacam-se

pela cabina espaçosa, com volumes

até 12,5 m³. Os modelos estão

disponíveis em várias configurações

de chassis e utilizam o sistema de propulsão

elétrico PACCAR EX-D2, com

potências entre 270 e 350 kW, equivalentes

a 370 e 480 cv, e binário máximo

de 2.400 Nm. Os veículos podem

receber até cinco módulos de baterias

de fosfato de ferro-lítio, montados de

forma modular no chassis, permitindo

autonomias superiores a 500 km, dependendo

da aplicação.

Mercedes-Benz eCitaro fuel cell

entram na frota do Grupo Barraqueiro

O

Grupo Barraqueiro anunciou a

aquisição de novos autocarros

urbanos híbridos para a Rodoviária

do Tejo, tendo já recebido as três

primeiras viaturas Mercedes-Benz

eCitaro fuel cell, fornecidas pela

Daimler Buses Portugal. Os veículos

apresentam uma autonomia superior a

650 km e combinam propulsão elétrica

com tecnologia de célula de combustível

a hidrogénio. O sistema permite

operar com energia proveniente

das baterias, do hidrogénio ou de

ambas em simultâneo, com o objetivo

de assegurar maior flexibilidade e eficiência

em contexto urbano. O modelo

foi recentemente distinguido com

o título Electric Fuel Cell Bus Champion

2026, atribuído pela publicação

especializada Omnibusspiegel durante

a Bus2Bus, realizada em Berlim. Os

novos autocarros têm capacidade para

33 passageiros sentados e 51 em pé e

incluem equipamentos como tomadas

USB, rampa de acesso facilitado,

sistema de ar condicionado EvoThermatik

e tecnologia MirrorCam, que

substitui os espelhos retrovisores por

câmaras.

Renault Trucks D obtém

quatro estrelas Euro

NCAP e selo CitySafe

O Renault Trucks D foi distinguido com quatro

estrelas na avaliação Euro NCAP 2026,

alcançando também o selo CitySafe, atribuído

aos camiões que apresentam elevados

padrões de segurança em ambiente urbano

e na proteção dos utilizadores da via. A avaliação

deste modelo, vocacionado para operações

de distribuição, destacou a eficácia

dos sistemas de segurança ativa e passiva

do veículo, com especial foco nos sistemas

de assistência à condução e de prevenção

de colisões. No conjunto dos testes, o modelo

registou uma pontuação global de 75%

em condução segura, incluindo 59% na prevenção

de colisões e 80% nos sistemas pós-

-acidente. Entre os elementos valorizados

pelo Euro NCAP encontra-se a visibilidade

proporcionada ao condutor, reforçada por

soluções como a porta de visão no lado do

passageiro, com janela inferior, e sistemas

de visão indireta, incluindo visão panorâmica

opcional e câmaras dedicadas. O veículo

integra ainda funcionalidades como alerta de

distância, Controlo de Velocidade Adaptativo

e Sistema Avançado de Travagem de Emergência..

Uma atualização recente permite

ainda que o sistema de travagem de emergência

seja reativado automaticamente após

15 minutos caso seja desligado, reforçando

a continuidade da proteção. A atribuição do

selo CitySafe reflete a amplitude dos equipamentos

de segurança disponíveis no modelo,

posicionando-o entre os camiões mais

seguros para utilização em meio urbano,

particularmente no que diz respeito à proteção

de utilizadores vulneráveis.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 37

Sociedade Comercial

C. Santos fornece

100 Mercedes-Benz

Actros L à Torrestir

Scania lança cabina Longline

para produção em série na Europa

A

Scania vai introduzir a cabina Longline

no seu fluxo de produção regular,

passando a disponibilizar esta

solução como um produto certificado de

fábrica destinado à clientela que procura

mais espaço, conforto e flexibilidade. A

nova cabina resulta da combinação da CrewCab

da marca com a cabina de tejadilho

alto da série S, criando uma configuração

que a empresa considera inédita entre os

fabricantes que oferecem soluções de origem.

A Longline foi concebida como uma

plataforma flexível, permitindo diferentes

configurações interiores. Entre as opções

previstas estão uma cama standard com

espaço de arrumação ou prateleiras, bem

como uma disposição interior mais aberta.

O modelo assenta em pontos de fixação

definidos para facilitar a personalização do

espaço de acordo com as necessidades de

cada cliente. A fabricante prevê ainda que

muitos clientes optem por personalizações

adicionais, incluindo pintura e interiores à

medida. Para apoiar esse processo, a Scania

irá disponibilizar opções de pintura

premium com acesso a cores do setor automóvel,

em parceria com um construtor de

carroçarias sueco especializado. Segundo

a empresa, o conceito Longline surge em

resposta à procura do mercado e à necessidade

de melhorar as condições de trabalho

das pessoas que conduzem, numa altura

em que o setor dos transportes enfrenta

dificuldades na atração e retenção de

profissionais. A nova cabina foi desenvolvida

de acordo com a legislação europeia

IVD, Increased Vehicle Dimensions, que

permite veículos de maior comprimento.

Numa primeira fase, estará disponível em

duas versões, de 28 e 31, ambas com tejadilho

alto. A altura interior ultrapassa os

dois metros. O projeto arrancou em 2022

e integra a estratégia da Scania para o desenvolvimento

de soluções de transporte

especializadas. As vendas tiveram início

em abril de 2026 e as primeiras entregas

estão previstas para o outono.

Ford abre encomendas da

nova Transit City elétrica

A Torrestir vai reforçar a sua frota com 100 novos

camiões Mercedes-Benz Actros L equipados

com a cabine ProCabin, numa operação conduzida

pela Sociedade Comercial C. Santos. O investimento

insere-se na estratégia de modernização

do operador logístico, com foco na sustentabilidade,

segurança e eficiência operacional. As viaturas

encomendadas correspondem ao modelo

Actros L 1848 LS ProCabin, com motorização de

13 litros e 480 cv. As entregas deverão decorrer

até setembro de 2026, consolidando a aposta da

empresa na redução de custos operacionais e na

melhoria do desempenho da frota. A nova cabine

ProCabin apresenta melhorias ao nível da

aerodinâmica, conforto e eficiência face a versões

anteriores. O design foi desenvolvido para

otimizar o fluxo de ar, permitindo uma redução

do consumo de combustível até 3%, contribuindo

assim para uma operação mais sustentável.

A decisão de investimento assenta em critérios

de eficiência, economia, segurança e conforto.

“Este reforço de frota reflete a aposta contínua

do grupo Torrestir na inovação, eficiência operacional

e valorização das pessoas, assegurando

um transporte rodoviário mais seguro, eficiente e

responsável”, afirmou Fernando Torres, fundador

e CEO da Torrestir.

A

Ford Pro anunciou a abertura das

encomendas da nova Ford Transit

City, um modelo 100% elétrico,

desenvolvido para operações urbanas e

serviços de distribuição de “última milha”,

equipada com uma bateria LFP de 56

kWh. A autonomia pode atingir até 254

km em ciclo misto e 381 km em ciclo urbano

(WLTP). A gama está disponível em

três versões: furgão L1H1, furgão L2H2 e

chassis-cabina L2. No carregamento rápido

em corrente contínua, o modelo suporta

até 87 kW, permitindo carregar a bateria

dos 10% aos 80% em cerca de 33 minutos.

Em apenas 10 minutos de carregamento, a

versão L1H1 pode recuperar aproximadamente

68 km de autonomia. Em corrente

alternada de 11 kW, o carregamento entre

10% e 80% demora cerca de 4,5 horas. Em

matéria de segurança e assistência à condução,

a Transit City incorpora sistemas

como Travagem Automática de Emergência,

Controlo de Velocidade de Cruzeiro

Adaptativo, alerta de mudança involuntária

de faixa e sensores de estacionamento

dianteiros e traseiros. Integrada no ecossistema

Ford Pro, a Transit City permite

a ligação a ferramentas de carregamento e

telemática para monitorização em tempo

real da localização, consumo energético

e estado da bateria. A produção do novo

modelo terá início em setembro de 2026,

estando previstas as primeiras entregas nos

Centros Ford Transit a partir de dezembro.


38 CAMIÕES, AUTOCARROS E VCL

Kögel lança novos veículos

para transporte refrigerado

A

Kögel Trailer apresentou recentemente

um conjunto de novos

veículos destinados ao transporte

refrigerado e ao setor da construção, com

destaque para soluções orientadas para a

redução de peso, eficiência operacional e

durabilidade. Entre as novidades está o

Kögel Cool Liteshell, um semirreboque

frigorífico de nova geração que introduz

uma tecnologia de painéis baseada em

espuma rígida de poliuretano combinada

com fibra de vidro e revestimento exterior

em poliuretano termoplástico. Esta configuração

permite uma redução de cerca de

700 kg no peso do veículo face ao modelo

anterior. A marca indica que esta solução

contribui para um melhor isolamento térmico

e maior estabilidade da temperatura

no transporte, assegurando simultaneamente

maior proteção da carga. A diminuição

do peso traduz-se numa poupança

aproximada de 0,3 litros por 100 km

e numa redução de emissões de CO₂ em

Super 11L amplia gama da Scania

para operações urbanas e interurbanas

A

Scania apresentou a nova cadeia cinemática

Super 11L para operações de

transporte de pessoas, apenas seis meses

após o lançamento da versão Super de 13

litros. A nova motorização foi desenvolvida

para responder às necessidades dos segmentos

urbano e interurbano, oferecendo maior

eficiência energética, menor consumo de

combustível e maior flexibilidade operacional.

O novo motor de 11 litros amplia o portefólio

de cadeias cinemáticas de combustão

da marca, posicionando-se como uma alternativa

intermédia entre as opções de nove e

13 litros. Disponível com potências de 350,

390 e 430 cv, o Super 11L permite assumir

aplicações anteriormente reservadas ao mo-

0,8 g/km. O modelo foi distinguido em

2024 com o International Trailer Award

na categoria Concept. No segmento da

construção e gestão de resíduos, a empresa

apresentou um novo semirreboque basculante

de três eixos, com peso em vazio a

partir de cerca de 5.200 kg, menos 600 kg

do que soluções comparáveis. O veículo

pode ser equipado com caixas de 24 m³

ou 27 m³, fabricadas em aço resistente ao

desgaste e soldadas numa única peça. A

superfície interior lisa reduz a acumulação

de resíduos e facilita a limpeza, enquanto o

ângulo de inclinação de 49 graus permite

uma descarga rápida e eficiente. O baixo

centro de gravidade contribui para maior

estabilidade, sendo complementado por

um chassis resistente à torção e uma curta

distância entre eixos. O modelo integra

ainda um sistema de cobertura manual ou

elétrico e está preparado para o transporte

de materiais abrasivos como areia, gravilha

ou asfalto. A Kögel apresentou igualmente

uma versão do Kögel Cargo adaptada ao

mercado francês, equipada com um piso de

madeira reforçado com perfil omega. Esta

solução permite a substituição individual

das tábuas em caso de desgaste e suporta

uma pressão por eixo de empilhador até

8,0 toneladas, acima das 7,2 toneladas habituais,

possibilitando operações de carga

mais exigentes com menor desgaste do piso.

tor de 13 litros, mantendo dimensões mais

compactas e um peso reduzido. Entre as

principais novidades encontra-se uma melhoria

de até 10% na eficiência de combustível

face às gerações anteriores, resultado da

incorporação do sistema Variable Valve Braking.

A nova cadeia cinemática inclui ainda

maior capacidade de travagem, melhorias na

manutenção e compatibilidade com combustíveis

renováveis como HVO e biodiesel

FAME. A Scania destaca também o aumento

da durabilidade do motor, que poderá

atingir até dois milhões de quilómetros,

representando uma melhoria de 25% relativamente

ao modelo equivalente anterior.

Ao nível da manutenção, os filtros de óleo

e combustível passaram a estar posicionados

lado a lado na zona fria do motor, reduzindo

os tempos de intervenção e imobilização

em oficina. Os novos eixos traseiros, travões

auxiliares e o sistema de pós-tratamento com

dupla SCR para Euro 6 foram igualmente

desenvolvidos para melhorar o comportamento

em estrada, a eficiência energética e o

tempo de disponibilidade dos veículos.

Euro NCAP atribui

classificação máxima

à cabina P da Scania

A cabina P da Scania alcançou a classificação

máxima de cinco estrelas no programa Safer

Trucks do Euro NCAP. A avaliação abrange a versão

4x2 para distribuição, estendendo-se também

à variante 6x2 e à cabina da série L 4x2, que já

tinha sido recentemente distinguida, tal como a L

6x2. O veículo analisado está equipado com uma

cabina P orientada para operações de distribuição

e destacou-se igualmente na categoria CitySafe,

dirigida a veículos pesados com sistemas concebidos

para prevenir acidentes em ambiente urbano.

Esta cabina obteve a pontuação mais elevada

nesta categoria, evidenciando o desempenho dos

sistemas de segurança ativa. A gama de cabinas

P é considerada uma das mais versáteis da marca,

adequada a operações urbanas e regionais,

bem como a aplicações na construção. A posição

elevada do condutor contribui para uma melhor

visibilidade do tráfego, reforçada pela integração

da Scania City Door. Em paralelo, a posição mais

baixa da cabina e a câmara corner-eye permitem

uma maior perceção dos utilizadores vulneráveis

da via. Os sistemas de assistência ao

condutor, recentemente atualizados, atingiram

uma pontuação global de 93%, com destaque

para os sistemas de mitigação de colisões frontais,

prevenção de desvios de faixa e travagem

lateral para proteção de utilizadores vulneráveis,

que alcançou uma pontuação de 100%. A cabina

L, igualmente distinguida com cinco estrelas, foi

concebida especificamente para operações urbanas,

destacando-se pela ergonomia e visibilidade

direta. Tanto esta série como a gama P integram

o sistema modular da Scania, para permitir maior

familiaridade e eficiência na utilização.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 39

Volvo lança nova

geração de motorizações

A Volvo Trucks anunciou o lançamento global de

uma nova geração de motorizações destinada a

reduzir as emissões de CO2 e acelerar a descarbonização

do setor dos transportes. O investimento,

avaliado em vários milhares de milhões

de coroas suecas, inclui uma nova plataforma de

motores de combustão preparada para múltiplos

combustíveis renováveis, incluindo futuras aplicações

a hidrogénio, bem como novos sistemas

de propulsão elétricos com autonomias até 700

km. A empresa revelou um novo modelo pesado

elétrico capaz de atingir até 700 km com uma

única carga, além de uma gama atualizada de camiões

elétricos destinada a alargar a adoção da

mobilidade elétrica a mais segmentos de transporte

e operadores. A nova plataforma de motores

de 13 litros será utilizada em versões diesel

e a gás. Ambas estão preparadas desde o início

para combustíveis renováveis, como biodiesel e

biogás, permitindo às empresas de transporte

operar com emissões líquidas nulas. A próxima

etapa prevista pela marca passa pelos motores

de combustão alimentados a hidrogénio, cuja introdução

comercial está prevista antes de 2030.

A Volvo Trucks indicou ainda que a introdução

dos novos camiões elétricos começará em 2026,

enquanto o início das vendas dos novos motores

de combustão está previsto para o terceiro trimestre

do mesmo ano.

Volvo FM alcança cinco estrelas nos

testes de segurança do Euro NCAP

A

Volvo Trucks voltou a alcançar a

classificação máxima de cinco estrelas

nos testes de segurança do Euro

NCAP, desta vez com o modelo Volvo FM

na categoria de distribuição regional. Com

este resultado, passam a ser sete os modelos

da marca com a pontuação máxima atribuída

por este organismo europeu. O teste mais

recente incidiu sobre camiões do segmento

denominado “Regional Distribution”, tendo

a Volvo participado com o Volvo FM

numa configuração rígida 4x2. O modelo

obteve novamente cinco estrelas, a classifi-

DAF inaugura novo centro

de camiões usados na Polónia

A

DAF inaugurou um novo centro de

camiões usados em Varsóvia, na Polónia,

disponibilizando cerca de 500

veículos recentes usados da marca. A nova

infraestrutura surge para responder à crescente

procura por camiões DAF usados na

Europa Central e Oriental, reforçando a

rede europeia de veículos usados da fabricante.

O centro dedica-se exclusivamente a

camiões DAF recentes usados, provenientes

das organizações DAF, PACCAR Financial

e PacLease. Localizado num terreno de seis

hectares junto à circular norte de Varsóvia,

na via S8, as instalações integram num único

local as operações de venda, inspeção,

preparação e entrega dos veículos. O centro

dispõe ainda de uma oficina própria,

por forma a assegurar todas as atividades

principais no local. Os clientes beneficiam

cação mais elevada possível em termos de

desempenho de segurança. Entre os modelos

Volvo já distinguidos com cinco estrelas

pelo Euro NCAP encontram-se o Volvo

FM 4x2 tractor, Volvo FM 4x2 rígido, Volvo

FM 6x2 rígido, Volvo FH 4x2 tractor,

Volvo FH 6x2 rígido, Volvo FH Aero 4x2

tractor e Volvo FH Aero 6x2 rígido. Todos

os modelos avaliados da Volvo não só atingiram

a pontuação máxima, como também

cumprem os critérios City Safe do Euro

NCAP, graças à boa visibilidade e ao desempenho

dos sistemas de segurança ativa,

concebidos para proteger peões e ciclistas

em ambiente urbano. A Volvo foi o primeiro

fabricante de camiões a alcançar cinco

estrelas quando o Euro NCAP lançou, em

2024, o seu primeiro programa de avaliação

de segurança para veículos comerciais pesados.

Esta classificação implica que o veículo

cumpre ou excede critérios como apoio ao

condutor e prevenção de colisões, por forma

a contribuir para a segurança rodoviária

do condutor e restantes ocupantes da via.

de processos de inspeção e preparação profissionais,

incluindo a instalação de peças

e acessórios, para garantir que os camiões

estão prontos a operar no momento da

entrega. Uma parte significativa da oferta

apresenta a certificação First Choice da

DAF, que abrange veículos recentes, com

baixa quilometragem e histórico de manutenção

em concessionários oficiais da

marca. Os clientes podem ainda optar por

garantias adicionais, incluindo cobertura do

sistema de transmissão ou garantia total do

fabricante. Os veículos podem ser financiados

através da PACCAR Financial e complementados

com contratos de reparação

e manutenção DAF MultiSupport, com o

objetivo de permitir aos clientes uma gestão

mais eficiente dos custos operacionais e assegurar

elevados níveis de disponibilidade.


40

DOSSIER

SEMIRREBOQUES

Mais leves, resistentes

e inteligentes

Redução de peso, eficiência energética, digitalização, durabilidade e personalização estão a moldar o setor dos

semirreboques, que está também cada vez mais focado na rentabilidade operacional e na sustentabilidade.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

O

mercado dos semirreboques

atravessa uma fase de forte

evolução tecnológica, impulsionada

pelas exigências de

eficiência operacional, preocupação

com o ambiente e redução de

custos no transporte rodoviário de mercadorias.

Os fabricantes e distribuidores

apostam em soluções cada vez mais leves,

resistentes e adaptadas às necessidades

específicas de cada operação, recorrendo

a materiais como o alumínio, aços de elevada

resistência e sistemas de construção

modulares. Ao mesmo tempo, a digitalização,

a telemática, a melhoria da segurança

e a otimização aerodinâmica estão a

ganhar um papel cada vez mais relevante

na competitividade do setor, permitindo

reduzir consumos, emissões e tempos de

imobilização dos veículos. Também a personalização

dos equipamentos e o reforço

das redes de assistência pós-venda surgem

como fatores diferenciadores destes players,

num mercado altamente especializado

e exigente. Para perceber como o setor

está a responder a estes desafios e quais

as principais tendências que estão a marcar

a evolução dos semirreboques, fomos

consultar alguns dos maiores especialistas

desta área a operar em Portugal.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 41

GALUCHO

Nuno Gama Lobo

www.galucho.pt

“A marca que produzimos e distribuímos

em Portugal é a Galucho, uma referência

no setor pela excelência, inovação e

fiabilidade dos seus equipamentos”, indica

Nuno Gama Lobo. “Ao longo dos

anos, a marca tem vindo a afirmar-se no

mercado graças à forte aposta na qualidade

de construção, robustez e durabilidade

da sua gama de transportes, concebidos

para responder às necessidades

dos profissionais mais exigentes. Um

dos principais fatores diferenciadores

da Galucho face à concorrência é a sua

elevada capacidade de produção própria,

fabricando internamente cerca de 80%

dos componentes incorporados nos seus

equipamentos. Este controlo sobre grande

parte do processo produtivo permite

assegurar elevados padrões de qualidade,

maior rigor no fabrico e uma resposta

mais eficiente às necessidades do mercado”,

explica. “Para além disso, a marca

destaca-se pela flexibilidade e capacidade

de personalização dos seus equipamentos,

desenvolvendo soluções ajustadas às

necessidades específicas de cada cliente e

tipo de utilização”. Quanto às mais recentes

novidades e tecnologias introduzidas

nos modelos comercializados pela

Galucho, estas incluem várias melhorias

ao nível da segurança, funcionalidade e

versatilidade dos equipamentos. “No âmbito

da mais recente legislação europeia

relativa ao controlo da pressão e temperatura

dos pneus, a Galucho passou a

incorporar o sistema TPMS, garantindo

um maior controlo e segurança durante

a operação. Para apoiar os clientes cujos

tratores não dispõem de capacidade de

leitura deste sistema, os equipamentos

são igualmente fornecidos com o sistema

Smartboard instalado de origem, permitindo

uma monitorização simples e

eficaz. Ao nível da evolução tecnológica

dos equipamentos, destaca-se também

a introdução de melhorias no SGB3, o

modelo de três eixos, através da aplicação

de um para-choques com maior altura

livre ao solo, 80cm, quando recolhido.

Esta alteração permite que as máquinas

de asfalto se aproximem do rodado sem

risco de contacto com o para-choques,

facilitando as operações de trabalho. Esta

solução representa uma vantagem significativa

para os clientes, uma vez que o

equipamento, tradicionalmente utilizado

no transporte de brita, inertes e materiais

de aterro, passa também a poder ser utilizado

em trabalhos com asfalto, aumentando

a sua polivalência e rentabilidade

operacional”.


42

DOSSIER

GRANALU

Paulo Norte

www.granalu.com

A Granalu comercializa em Portugal a sua

própria marca de semirreboques, especializada

em basculantes, pisos móveis e plataformas

para o transporte rodoviário de mercadorias.

“A empresa dispõe de uma ampla

gama de soluções em alumínio e também

da linha OP Alpha, equipada com caixa

em aço e chassis em alumínio, concebida

para oferecer elevada resistência com menor

peso e maior eficiência operacional. Os

principais fatores diferenciadores da Granalu

são a elevada qualidade de fabrico, a

aposta contínua na inovação e a capacidade

de adaptação às necessidades específicas de

A redução da tara do veículo também

constitui, por si, um elemento importante para

aumentar a sustentabilidade

Pedro Santos, Keytrailer

Desde 2024, a empresa está presentes no

mercado português a operar diretamente

como Kögel Trailer: as vendas são realizadas

exclusivamente através da própria empresa

Kögel Trailer. A Kögel conta também com

parceiros importantes no mercado, como a

TTS e a Reina Perícia. Este é um dos principais

fatores diferenciadores: os clientes

compram diretamente à empresa, mantencada

cliente. A utilização do alumínio como

material estratégico permite reduzir o peso

do veículo, aumentar a carga útil e diminuir

os custos operacionais e o consumo de

combustível. Além disso, a Granalu oferece

um serviço integral que acompanha todo o

ciclo de vida do produto: pós-venda, peças

de substituição, oficina, aluguer, renting financeiro

e veículos usados. Com mais de 25

anos de experiência e mais de 15 mil unidades

fabricadas, a Granalu consolidou-se

como uma referência no setor a nível europeu”,

afirma Paulo Norte.

Ao nível das novidades, o responsável indica

que a Granalu aposta continuamente na

inovação para melhorar a eficiência operacional

e a rentabilidade dos transportadores.

“Entre as mais recentes evoluções destacam-se

os desenvolvimentos estruturais

para redução de tara, novos sistemas de

reforço e otimização do chassis, assim como

melhorias aerodinâmicas e soluções que aumentam

a resistência e a vida útil dos equipamentos.

Também temos vindo a reforçar

a digitalização dos processos de assistência

e acompanhamento pós-venda, garantindo

maior rapidez na resposta ao cliente e melhor

controlo operacional da frota”.

Dispõem de oficinas próprias e quantos

pontos de assistência têm em Portugal

(próprios e parceiros)?

GRANALU

Paulo Norte

A Granalu dispõe de uma ampla rede de

assistência pós-venda e parceiros especializados,

com capacidade para prestar apoio

técnico rápido e eficiente aos clientes em

Portugal e noutros mercados europeus. Além

da oficina própria em Espanha, trabalhamos

com parceiros estratégicos para garantir proximidade,

disponibilidade de peças e assistência

técnica especializada ao longo da vida

útil dos semirreboques. Ao nível comercial,

contamos em Portugal com Paulo Norte,

delegado comercial da Granalu no mercado

português, que acompanha os clientes de

forma próxima e personalizada, garantindo

apoio contínuo em todas as suas necessidades,

desde a fase comercial até ao acompanhamento

pós-venda.

GALUCHO

Nuno Gama Lobo

A Galucho dispõe de duas oficinas próprias:

uma na sede da empresa, em São João das

Lampas, e outra na filial de Albergaria-a-Velha.

Ambas contam com equipas especializadas

no apoio ao cliente e na assistência aos

equipamentos comercializados, bem como

com um serviço de assistência técnica móvel,

que presta apoio de norte a sul do país.

KEYTRAILER

Pedro Santos

Temos uma oficina que presta assistência,

uma carrinha de intervenção em estrada e

recorremos a parceiros externos em zonas

que estão fora do nosso raio de atuação.

KÖGEL TRAILER PORTUGAL

Denis Munir

www.koegel.com/pt

do um contacto próximo com a sede em

Burtenbach, na Alemanha. A Kögel Trailer

dispõe de um portefólio completo e os

semirreboques vendidos em Portugal são

“Made in Germany”, existindo igualmente

a possibilidade de montagem em Portugal,

com estrutura e produção provenientes da

Alemanha. Basculantes, porta-contentores,

caixas, swaps, frigoríficos, cargueiros,

mega e muitas outras soluções estão disponíveis

para os nossos clientes em Portugal.

Quanto às novidades, a Kögel tem o foco

de produzir os semirreboques mais leves do

mercado, sem comprometer a qualidade e a

durabilidade. Uma das grandes tecnologias

desenvolvidas pela Kögel Trailer foi o novo

frigorífico Liteshell. Trata-se de um equipamento

exclusivo, com uma tecnologia inovadora

e exclusiva da Kögel Trailer. Outro

destaque é o Porta-Contentores Triplex,

considerado uma das melhores soluções

para transporte de contentores e atualmente

um dos modelos mais vendidos”.

GRUPO ACXXI

Carina Aurélio

O Grupo ACXXI dispõe atualmente de quatro

oficinas próprias, localizadas em Turquel,

Carregado e Perafita, assegurando uma cobertura

eficaz dos principais eixos logísticos

em Portugal. Em Turquel, a oficina ASSIVEPE

destaca-se pela sua especialização em semirreboques,

integrando ainda uma oficina

MAN Truck & Bus Portugal Service Partner,

o que reforça a capacidade técnica e a

abrangência dos serviços prestados. Estas

unidades estão preparadas para responder

a diferentes necessidades de manutenção e

reparação, garantindo elevados padrões de

qualidade e tempos de resposta reduzidos.

Complementarmente, o Grupo ACXXI disponibiliza

uma rede de assistência 24 horas, a

nível nacional e internacional, assegurando

apoio contínuo aos clientes em estrada. Esta

estrutura reforça a rapidez de intervenção,

a fiabilidade do serviço e a proximidade ao

cliente, fatores essenciais no setor do transporte.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 43


44 DOSSIER

SOR IBÉRICA, GUILLÉN GROUP

E KRAKER TRAILERS

GRUPO ACXXI

Carina Aurélio

www.acxxi.com

“O Grupo ACXXI assume-se como representante

em Portugal de três marcas de

semirreboques de referência: Sor Ibérica,

Guillén Group e Kraker Trailers, cada uma

com propostas de valor distintas e complementares”,

indica Carina Aurélio. “A Sor

Ibérica destaca-se no transporte frigorífico,

com forte capacidade de personalização,

elevada eficiência energética e foco na redução

de tara e otimização do consumo. A

marca aposta na inovação e sustentabilidade,

desenvolvendo soluções que melhoram

o desempenho térmico e reduzem os custos

operacionais no transporte de temperatura

controlada, assegurando simultaneamente

elevada robustez e fiabilidade na distribuição

alimentar. A Guillén Group apresenta

uma gama alargada de soluções, de lonas a

plataformas, passando por porta-contentores

e dolly’s, distinguindo-se pela robustez

estrutural, engenharia e adaptabilidade. A

utilização de chassis galvanizados aumenta

a durabilidade e reduz a corrosão, reforçando

a fiabilidade em diferentes tipos de

operação. Já a Kraker Trailers é especializada

em semirreboques de piso móvel,

com forte presença nos setores de resíduos,

biomassa e agricultura. Destaca-se pelo sistema

K-Force, pela eficiência operacional e

por ser a única marca do setor a oferecer 5

anos de garantia estrutural. Em conjunto,

estas marcas permitem ao Grupo ACXXI

disponibilizar uma oferta abrangente e especializada,

cobrindo diferentes segmentos

do transporte. O seu principal diferencial

reside na abordagem multimarca, na personalização

de soluções, na proximidade

ao cliente e no acompanhamento pós-

-venda assegurado pela sua rede própria

de oficinas”. A responsável indica ainda

que, ao nível das marcas representadas

pelo Grupo ACXXI, a inovação tem estado

centrada na eficiência operacional, durabilidade,

segurança dos equipamentos

e na redução das emissões de CO2. “Na

Sor Ibérica, as principais evoluções passam

pelo redesenho e personalização dos

equipamentos à medida das necessidades

de cada cliente, desenvolvendo semirreboques

frigoríficos cada vez mais robustos,

eficientes e adaptados às diferentes

operações de transporte. Paralelamente,

a otimização do isolamento térmico e a

redução de peso têm permitido melhorar

a eficiência energética, reduzir consumos

e reforçar o desempenho operacional.

Estas soluções posicionam a marca como

uma referência na distribuição alimentar,

também pelos elevados índices de carga e

descarga. A Guillén Group tem apostado

na melhoria estrutural dos equipamentos,

com designs mais leves e robustos

e maior versatilidade de configurações,

permitindo responder a diferentes tipos

de transporte com maior eficiência e segurança.

Destaca-se ainda pela utilização

de chassis galvanizados e pela eliminação

de pontos suscetíveis à corrosão, aumentando

significativamente a durabilidade

e reduzindo as necessidades de manutenção.

Já a Kraker Trailers distingue-se pelo

conceito modular tipo “IKEA”, em que o

chassis é construído por módulos, permitindo

um transporte mais eficiente entre

países e uma montagem simples no destino.

Este sistema mantém os 5 anos de

garantia estrutural, já que recorre a uma

tecnologia de fixação avançada, sem soldaduras.

Esta abordagem permite reduzir

o peso, aumentar a flexibilidade estrutural

e melhorar a distribuição de esforços ao

longo do semirreboque. De forma global,

as três marcas evoluem no sentido de oferecer

soluções mais eficientes, sustentáveis

e alinhadas com as exigências atuais do

setor do transporte”.

CISTERLUSO

Nuno Pereira

Em Portugal contamos com a Cisterluso

como a nossa oficina de pós-venda de

referência, com um percurso de aproximadamente

30 anos ao serviço do setor e

localizada em Rio Maior. A partir destas

instalações prestamos suporte técnico,

manutenção e assistência pós-venda aos

produtos que comercializamos, oferecendo

aos nossos clientes um serviço próximo,

especializado e alinhado com o nível

de exigência requerido pelo transporte

profissional.

RETA

Silvestre Carvalho

A RETA dispõe de dois Centros de Assistência

Técnica próprios, um no Carregado

que serve a zona Sul, e outro em Gaia,

que dá assistência à zona Norte. Com estes

dois CAT’s conseguimos cobrir o território

nacional. Temos uma Unidade 24

Horas que faz as assistências em estrada.

Temos também uma oferta designada por

Serviços Externos, que permite trabalhar

nas instalações do Cliente, em regime

regular. Para além disso, temos um conjunto

de parceiros com os quais temos

acordos preferenciais de assistência.

KÖGEL TRAILER PORTUGAL

Denis Munir

A Kögel Trailer Portugal está atualmente

sediada nas instalações da TTS, em Mangualde.

Os escritórios e o parque encontram-se

no mesmo local, existindo uma

colaboração muito próxima ao nível das

oficinas. Atualmente, a Kögel dispõe de

quatro principais pontos de assistência,

bem como de outros parceiros capazes

de assegurar manutenção e pequenos

serviços para as diferentes marcas de

semirreboques. A Reina Perícia é também

um novo e forte parceiro da Kögel

Trailer Portugal. A sua oficina representa

um ponto-chave para a Kögel Trailer, assim

como a disponibilidade de peças de

substituição.

INVEPE

Diogo Batista

Sim, a INVEPE dispõe de instalações

e oficinas próprias na sua sede em Rio

Maior, assegurando assistência multimarca,

manutenção e acompanhamento

técnico especializado aos seus parceiros

e clientes.


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 45

PARCISA

CISTERLUSO

Nuno Pereira

www.cisterluso.pt

“Em Portugal operamos através da Cisterluso,

empresa do grupo Parcisa, a partir

da qual comercializamos principalmente

os produtos da Parcisa e, adicionalmente,

representamos outras marcas complementares

como a Rigual, OMEPS e CMC”,

indica Nuno Pereira, acrescentando que

esta combinação permite à empresa oferece

uma proposta muito completa para

diferentes segmentos do transporte e da

assistência industrial, “com soluções especializadas

em cisternas para produtos

alimentares, químicos, asfalto, combustíveis,

equipamentos de vácuo, veículos de

serviço e outras aplicações específicas. O

nosso principal fator diferenciador face à

concorrência é precisamente essa capacidade

de dar uma resposta mais abrangente

e adaptada a cada cliente, apoiando-nos

em marcas de referência, conhecimento

técnico do produto e um serviço pós-venda

de proximidade”. Quanto às novidades

tecnológicas, o responsável indica que

uma das principais que a empresa está a

impulsionar nos produtos da Parcisa comercializados

através da Cisterluso é o

projeto PARCISA CONNECT. “Trata-se

de uma solução de conectividade e

gestão de frotas que incorpora tecnologia

telemática para proporcionar aos clientes

um maior controlo sobre os seus veículos

cisterna, permitindo supervisão remota,

melhor planeamento e roteamento, diagnósticos

mais precisos, otimização dos

tempos de serviço e melhoria da eficiência

operacional. Para nós, este projeto representa

um passo importante na digitalização

do transporte especializado e reforça a

proposta de valor que a Cisterluso oferece

no mercado português com os produtos

da Parcisa”.

A durabilidade

dos equipamentos

e a fiabilidade

dos componentes

utilizados

continuam a ser

fatores essenciais

da nossa estratégia

Diogo Batista, INVEPE

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de viaturas

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de encomendas

Recuperação de viaturas

Descarga e gestão de

dados do tacógrafo

Otimização de

rotas

Gestão de frotas

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Taaaaccógraaaafoo

Tacógrafo

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Encomenda


46 DOSSIER

A utilização do alumínio permite

fabricar semirreboques mais leves,

reduzindo o consumo de combustível

e as emissões de CO 2

Paulo Norte, Granalu

KRONE

KEYTRAILER

Pedro Santos

www.keytrailer.pt

A Keytrailer comercializa em Portugal

a marca de semirreboques Krone assim

como a Knapen, produtora de pisos moveis

e a Tisvol que fabrica porta-areias em

alumínio. “Todas estas marcas, nos seus

segmentos respetivos, apresentam uma

qualidade premium. No âmbito da Krone

destacam-se a qualidade do chassis,

o seu peso muito otimizado assim como

a robustez e ergonomia da estrutura. A

Knapen, tendo em vista a sua hiperespecialização

no âmbito dos pisos moveis

apresenta um nível de fiabilidade ímpar

assim como inúmeras opções que personalizam

a utilização do veículo. A Tisvol

apresenta uma qualidade de acabamento

muito boa assim como um chassis e

estrutura de elevação otimizadas pata

evitar o capotamento do semirreboque”,

afirma Pedro Santos, que revela

ainda que “a Krone é uma empresa que

tem tido sempre presente a inovação e a

melhoria dos seus produtos. No âmbito

do Semirreboque de lonas, a Krone

apresentou um Profiliner redesenhado,

continuando a otimizar o veículo ao nível

da resistência e facilidade de utilização.

O painel frontal e a sua ligação aos

chassis foram reforçados, aumentando a

segurança da carga. O Piso também foi

substancialmente otimizado, cumprindo

com a norma EN283, resistindo a 8 toneladas

por rodado de empilhador”.

De que forma estão a responder às

exigências de sustentabilidade e

eficiência operacional?

GRANALU

Paulo Norte

A sustentabilidade faz parte da estratégia

da Granalu desde a sua fundação. A

utilização do alumínio permite fabricar

semirreboques mais leves, reduzindo o

consumo de combustível e as emissões

de CO 2

, ao mesmo tempo que aumenta

a capacidade de carga e melhora a

rentabilidade do transporte. A empresa

trabalha continuamente na otimização

estrutural dos veículos, na durabilidade

dos materiais e na eficiência operacional,

ajudando os clientes a reduzir custos

de manutenção e operação. Além

disso, os processos de fabrico estão

orientados para uma produção mais eficiente

e responsável do ponto de vista

ambiental.

GALUCHO

Nuno Gama Lobo

A Galucho tem vindo a adaptar-se às

exigências de sustentabilidade e eficiência

operacional através do desenvolvimento

de equipamentos focados

na redução de peso, emissões e custos

de operação. Recentemente, lançou

dois equipamentos com essas características:

o porta-máquinas Neo, com

capacidade até 40 toneladas de peso

bruto, e o Ultra Light, um semirreboque

basculante leve, fabricado com

aços de elevada resistência, ideal para

o transporte de areias, britas e alcatrão.

Embora estes equipamentos não

estejam diretamente abrangidos pela

legislação da Comissão Europeia relativa

às emissões de CO 2

, a Galucho

adota uma abordagem global à sustentabilidade.

Esta estratégia baseia-se na

redução do peso dos componentes e na

utilização de materiais de elevada qualidade

e durabilidade. Paralelamente,

a empresa procura fornecer soluções

ajustadas às necessidades reais dos

clientes, evitando equipamentos ou

funcionalidades desnecessárias. Ao nível

da eficiência operacional, a Galucho

desenvolve várias soluções concebidas

para facilitar o trabalho do motorista

e otimizar as operações diárias. Entre

estas soluções encontra-se o toldo

elétrico, que permite a sua utilização

sem que o motorista tenha de sair da

cabine, reduzindo o tempo de manobra.

A porta hidráulica, com possibilidade de

conversão para manual, oferece maior

versatilidade para diferentes tipos de

carga, como desaterros e transporte de

inertes. Além disso, os para-choques

pneumáticos facilitam a movimentação


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 47

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DO PÓS-VENDA


48 DOSSIER

RETA

Silvestre Carvalho

reta.pt

A RETA comercializa Semirreboques Novos

e Usados. “Fazemos a comercialização

directa dos Semirreboques Novos das marcas

Lecitrailer, STAS e Kögel. Os principais

factores diferenciadores destas marcas são

a qualidade premium e o posicionamento

de vanguarda na tecnologia no fabrico dos

equipamentos. Relativamente à marca que

mais vendemos, a Lecitrailer, salientamos a

possibilidade de personalização das viaturas,

adaptando cada configuração às necessidades

específicas de cada Cliente; isto é complementado

por uma grande flexibilidade

de produção, permitindo uma resposta rápida

a diferentes mercados, regulamentos

e desenvolvimentos específicos; a distinção

pela qualidade e durabilidade dos produtos

da marca, graças a processos industriais

avançados, como o tratamento anticorrosivo

KTL por cataforese; uma robusta rede

de Assistência Pós-Venda, com centros de

assistência dedicados da marca e vários

parceiros, de entre os quais a RETA”, indica

Silvestre Carvalho. Quanto às mais recentes

novidades na marca que comercializam,

o responsável destaca o lançamento

do semirreboque refrigerado Evolution

Air Cargo, “reconhecido como o Melhor

Semirreboque do Ano 2026, concebido

para combinar o transporte refrigerado

convencional com o transporte aéreo de

carga. Além disso, a marca tem continuado

a desenvolver soluções multimodais,

configurações Duo Trailer, semirreboques

refrigerados com unidades de refrigeração

elétrica alimentadas por baterias e energia

regenerativa, bem como novas variantes de

chassis para contentores”.

A nossa resposta passa por avançar na

redução das emissões de CO2, incorporar

materiais mais sustentáveis como o aço verde

Nuno Pereira, Cisterluso

do equipamento, contribuindo para uma

maior rapidez nas operações de carga e

descarga. Estas soluções têm como objetivo

aumentar a eficiência, a produtividade e

a rentabilidade das operações.

KEYTRAILER

Pedro Santos

No âmbito das preocupações ambientais,

a Krone está a apostar na eletrificação da

gama nomeadamente ao nível dos frigoríficos.

No âmbito da telemática, as inovações

são constantes, de modo a manter o

veículo sempre nas condições ótimas de

utilização, reduzindo a pegado carbono e

os custos de utilização. A redução da tara

do veículo também constitui, por si, um

elemento importante para aumentar a sustentabilidade.

GRUPO ACXXI

Carina Aurélio

O Grupo ACXXI tem vindo a responder às

crescentes exigências de sustentabilidade

e eficiência operacional através da aposta

em equipamentos mais leves, duráveis e

tecnologicamente evoluídos, contribuindo

para a redução dos consumos de combustível

e das emissões de CO2 associadas ao

transporte. Em parceria com as marcas que

representa, o Grupo tem introduzido soluções

focadas na redução de tara, permitindo

aumentar a capacidade de carga útil e

reduzir os custos operacionais. Em simultâneo,

a melhoria dos materiais e dos processos

de fabrico garante maior durabilidade

dos semirreboques, prolongando o seu ciclo

de vida e reduzindo as necessidades de

manutenção. Destaca-se ainda a evolução

ao nível da eficiência energética, sobretudo

no transporte frigorífico, bem como a

adoção de soluções técnicas como sistemas

de piso móvel e estruturas modulares,

que permitem operações mais rápidas

e otimizadas. Todos os parceiros do Grupo

ACXXI têm vindo igualmente a incorporar

inovação tecnológica orientada para as exigências

da pegada ecológica e das diretivas

ambientais, com impacto direto na redução

de emissões de gases com efeito de estufa

(GEE), na melhoria da eficiência energética

e na sustentabilidade dos materiais. Exemplos

disso incluem a utilização de chassis

galvanizados, aços mais leves e resistentes

e soluções construtivas que otimizam a

distribuição de esforços estruturais. De forma

global, o foco passa por disponibilizar

soluções que combinem desempenho, fiabilidade

e menor impacto ambiental, contribuindo

para uma operação mais eficiente

e sustentável.

CISTERLUSO

Nuno Pereira

Neste âmbito seguimos a mesma linha de

trabalho e desenvolvimento da Parcisa,

apostando em soluções orientadas para


WWW.POSVENDA.PT JUNHO/JULHO 2026 49

uma maior sustentabilidade e eficiência operacional.

A nossa resposta passa por avançar

na redução das emissões de CO2, incorporar

materiais mais sustentáveis como o aço

verde, reduzir a tara dos equipamentos para

melhorar a carga útil e trabalhar em designs

mais aerodinâmicos que contribuam para

diminuir o consumo e os custos de operação.

Tudo isto permite-nos oferecer ao mercado

produtos mais competitivos, mais eficientes

e melhor alinhados com as novas exigências

ambientais do transporte.

RETA

Silvestre Carvalho

A RETA tem a Certificação ISO 14001, ambiente,

que obriga a trabalhar continuamente

na sustentabilidade e na eficiência operacional.

Com referência à marca que mais

vendemos, há um trabalho constante para

reduzir o peso, o consumo de combustível e

as emissões através de designs mais leves e

eficientes, otimizando a capacidade de carga

e o desempenho energético dos seus veículos.

Esta marca está também comprometida com

soluções como o Duo Trailer e a intermodalidade,

bem como sistemas de refrigeração elétrica

alimentados por baterias e energia regenerativa,

que permitem o transporte de mais

mercadorias com menor impacto ambiental.

A nível industrial, tem vindo a reforçar também

a sua estratégia de sustentabilidade, com

processos como a pintura por cataforese KTL,

utilizando um revestimento à base de água e

de elevada eficiência energética, para além da

implementação de instalações fotovoltaicas

nas coberturas dos seus centros de produção

para autoconsumo de energia e redução da

pegada de carbono da sua atividade industrial.

KÖGEL TRAILER PORTUGAL

Denis Munir

A Kögel Trailer é uma referência na redução

de peso. O novo frigorífico Liteshell pode ser

até 700 kg mais leve do que os principais

concorrentes, o que tem impacto direto nas

emissões e nos custos operacionais. A Kögel

disponibiliza ainda, no seu website, uma

calculadora de eficiência que permite calcular

consumo, custos operacionais e redução

anual de CO 2

. O cliente pode introduzir dados

como quilómetros percorridos por ano, consumo

médio em litros, preço do combustível,

dimensão da frota e outras informações personalizadas,

de forma a avaliar as poupanças

anuais proporcionadas, por exemplo, pelo

novo Liteshell. No International Trailer Award

2025, o KÖGEL COOL LITESHELL conquistou

o primeiro lugar na categoria “Concept”.

Relativamente aos semirreboques standard,

disponibilizamos também o modelo Light

Plus, outra solução extremamente leve. Além

disso, este modelo pode igualmente ser fornecido

na versão Coil.

INVEPE

Diogo Batista

A INVEPE tem vindo a adaptar continuamente

os seus equipamentos às crescentes exigências

de sustentabilidade e eficiência operacional do

mercado. Nos últimos anos temos também

apostado no desenvolvimento de soluções

euromodulares, acompanhando a evolução do

sector e as necessidades crescentes de eficiência

no transporte rodoviário. Este tipo de

configuração permite aumentar significativamente

a capacidade de carga transportada por

viagem, contribuindo diretamente para a redução

do número de deslocações necessárias,

menor consumo de combustível por tonelada

transportada e consequente diminuição das

emissões de CO 2

, assumindo assim um papel

importante na descarbonização do transporte.

Paralelamente, ao nível da construção dos

equipamentos, continuamos a apostar em soluções

que permitem a redução do peso sem

comprometer a robustez e durabilidade estrutural,

recorrendo a matérias-primas e componentes

de elevada qualidade. Esta otimização

traduz-se numa maior capacidade de carga

útil, redução dos custos operacionais e maior

eficiência para os clientes. A durabilidade dos

equipamentos e a fiabilidade dos componentes

utilizados continuam igualmente a ser fatores

essenciais da nossa estratégia, permitindo reduzir

necessidades de manutenção e aumentar

o ciclo de vida útil dos produtos.

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50 DOSSIER

O foco passa por

disponibilizar soluções

que combinem

desempenho,

fiabilidade e menor

impacto ambiental,

contribuindo para

uma operação mais

eficiente e sustentável

Carina Aurélio, Grupo ACXXI

INVEPE

Diogo Batista

www.invepe.pt

A Invepe comercializa em Portugal soluções

de semirreboques, da sua própria

marca, dirigidas para diferentes sectores

de atividade, com especial enfoque em

equipamentos robustos, personalizados

e preparados para utilização intensiva.

“Mais do que comercializar apenas produtos

standard, procuramos selecionar

parceiros que partilhem a nossa visão de

qualidade, fiabilidade e adaptação às necessidades

reais dos clientes. O nosso foco

está sobretudo em equipamentos técnicos

e soluções construídas à medida, onde a

componente de engenharia e acompanhamento

ao cliente fazem a diferença. Entre

os principais fatores diferenciadores destacamos:

elevado nível de personalização dos

equipamentos, permitindo adaptar cada

semirreboque ao tipo de operação do

cliente; robustez estrutural e qualidade

de construção, fundamentais para sectores

exigentes como o florestal, industrial

e transporte de máquinas; utilização de

componentes de referência internacional

ao nível de eixos, travagem e suspensão;

acompanhamento técnico próximo e capacidade

de resposta rápida; desenvolvimento

contínuo de soluções específicas

em parceria com clientes e fabricantes;

forte aposta na durabilidade dos equipamentos,

através de processos de fabrico

cada vez mais evoluídos. Num mercado

cada vez mais competitivo, acreditamos

que a proximidade ao cliente, a flexibilidade

técnica e a capacidade de entregar

soluções efetivamente adaptadas às operações

são os fatores que mais nos diferenciam

da concorrência”, indica Diogo Batista.

“Nos últimos anos, a INVEPE tem

vindo a apostar fortemente na modernização

e evolução técnica das soluções que

comercializa, procurando acompanhar

as exigências crescentes do mercado ao

nível da segurança, durabilidade, eficiência

operacional e sustentabilidade.

Entre as principais novidades introduzidas

destacamos a crescente utilização de

componentes de última geração por parte

das marcas parceiras, nomeadamente

sistemas de travagem mais avançados,

suspensões de elevado desempenho, iluminação

integral em LED e soluções

técnicas orientadas para uma maior fiabilidade

e redução dos custos de operação.

Ao nível da construção, temos igualmente

acompanhado a evolução para soluções

mais leves e resistentes, recorrendo a novos

processos de fabrico, galvanização e

tratamentos anticorrosão que aumentam

significativamente a durabilidade das

estruturas, mesmo em contextos de utilização

intensiva. Outra tendência importante

tem sido a crescente personalização

técnica das soluções, permitindo adaptar

cada equipamento às necessidades específicas

de cada cliente e sector de atividade,

seja no transporte florestal, transporte de

máquinas, mercadorias ou aplicações especiais.

Paralelamente, a Invepe tem vindo

também a acompanhar a evolução do

mercado ao nível das soluções euromodulares,

desenvolvendo configurações orientadas

para uma maior eficiência no transporte

rodoviário, aumento da capacidade

de carga e redução do impacto ambiental.

Continuamos igualmente focados no desenvolvimento

de soluções cada vez mais

orientadas para a segurança do operador,

facilidade de utilização e otimização dos

custos de manutenção ao longo do ciclo

de vida dos equipamentos”, acrescenta o

responsável.



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