MAGAZINE RALIS ONLINE : RALLY DE PORTUGAL2026
RESUMO DO VODAFONE RALLY DE PORTUGAL DE 2026
RESUMO DO VODAFONE RALLY DE PORTUGAL DE 2026
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#9/2026
ralisonline.net
INDO EU A CAMINHO
DE VISEU
A
todos os que acompanham as
plataformas do Ralis Online
tinha dito uma coisa muito
simples: que desfrutassem
desta edição 2026 do Vodafone
Rally de Portugal.
Espero bem que todos o tenham feito
tanto, ou mais, do que eu desfrutei, pois
considero que terá sido uma das melhores
edições dos últimos anos e, seguramente,
estará no meu Top5, entre os cerca
de 30 Ralis de Portugal que já assisti.
Foi um espetáculo de grande nível o que
assistimos nos troços desta edição.
Aliás, a organização também acertou ao
mudar o sentido em alguns troços, sobretudo
Arganil, como também expandiu
a prova por mais um dia, dando a possibilidade
de podermos ver os melhores
pilotos do mundo por mais vezes do que
víamos no passado.
Foi a derradeira vez que vimos os atuais
Rally1, verdadeiros monstros dos ralis,
nos troços de Portugal. São carros verdadeiramente
impressionantes, acima de
tudo pelo espetáculo que permitem aos
pilotos darem ao seu volante. Ficarão
para sempre na minha memória muitos
dos momentos a que assisti este ano no
Rali de Portugal, com algumas das melhores
passagens em troços que alguma
vez tinha visto nesta prova.
Mas como tudo na vida existe um fim. E
esta edição do Vodafone Rally de Portugal
marca um fim, não só no adeus a
estes carros, mas também um fim quanto
à atual estrutura da prova que se tem
mantido estável nos últimos anos, com o
centro Operacional na Exponor.
Diria que este “abanão” que o Vodafone
Rally de Portugal vai ter a partir de
2027 já era preciso e necessário. A prova
estava a ficar repetitiva, inovando muito
pouco de ano para ano e, como tal, era
preciso qualquer coisa nova, que mude o
paradigma na nossa maior prova de estrada.
Felizmente ele vai mesmo acontecer
em 2027, com a caravana do Vodafone
Rally de Portugal a deslocar-se para
Viseu, tendo como centro operacional o
reconhecido recinto da Feira de São Mateus.
Certamente que novos troços vão aparecer,
um novo esquema de rali e também
(já anunciado) uma nova maneira de fazer
promoção, ao qual se irão juntar os no-
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MAGAZINE RALIS ONLINE
vos carros de rali que irão substituir os
atuais Rally1.
Fico contente por a prova mudar de ares
pelo simples facto de mudar para uma
nova localização, pois essa mudança
trará certamente muitas outras coisas
novas e uma nova motivação e ambição
de acompanhar o rali, tanto mais que o
espetáculo nos troços, não será certamente
tão entusiasmante, com os novos
carros, como foi o deste ano.
Sobre a prova deste ano - não sei se já
vos disse, mas foi espetacular – decorreu
do ponto de vista desportivo muitíssimo
bem, com diversos pilotos a passar
pelo comando. O tempo chuvoso dos últimos
dias de prova ajudou a essa emoção
adicional, motivando até que o vencedor
quase anunciado a dois troços do fim mudasse
de um momento para o outro.
Também do ponto de vista organizativo
teria corrido tudo muito bem, se não tivesse
havido Arganil 2. Dois gravíssimos
casos de segurança ocorreram nesse
troço, não com o público, mas sim com um
reboque (o famoso reboque) e um outro
veículo ligeiro, que foram apanhados em
pleno troço por dois concorrentes. Não se
pode tapar este incidente, ficando pelos
15.000 Euros de multa que a FIA aplicou
ao ACP, mas é obrigatório perceber onde
esteve a falha de comunicação (ou de segurança)
que ditou que esses dois veículos
tenham entrado no troço já depois da
passagem do carro 0. O ACP reconheceu o
erro, mas só isso não basta, é preciso ir
bem mais a fundo na questão, para que a
mesma não se volte a repetir.
Terminada mais uma edição do Vodafone
Rally de Portugal não me sai da cabeça
aquela célebre música do cancioneiro
popular português “Indo eu, indo eu a
caminho de Viseu”.
BONS RALIS
MAS EM SEGURANÇA
Paulo Homem
Diretor Ralis Online
paulohomem.ralisonline@gmail.com
www.ralisonlline.net
DIREÇÃO EDITORIAL
Paulo Homem
paulohomem.ralisonline@gmail.com
DESIGN E PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
FOTOS
Paulo Homem
André Ribeiro
ACP
AGRADECIMENTOS
Stellantis – OPEL
(Pela cedência da Viatura)
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MAGAZINE RALIS ONLINE
SHAKEDOWN
NEUVILLE
MOSTROU AO QUE VINHA
Como sempre acontece, é grande a expetativa de ver os
primeiros momentos do Vodafone Rally de Portugal e,
para isso, nada melhor que o Shakedown. Nesta edição
de 2026, foi realizado - pela primeira vez - na quarta
feira pelas 15horas, mantendo basicamente a mesma
estrutura do troço, mas com uma variante no interior.
De resto, tudo na mesma, com o final a coincidir com a
zona do kartódromo de Baltar.
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VÍDEO DO RALI
THIERRY NEUVILLE
MARTIJN WYDAEGHE
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MAGAZINE RALIS ONLINE
Para além da espetacularidade de ver os
melhores pilotos do mundo, foram três
horas de emoção antes das verdadeiras
emoções do Vodafone Rally de Portugal.
O mais rápido foi Thierry Neuvile no Hyundai
I20 N Rally1, com 3m51,2s, que dava
assim um primeiro sinal das suas intenções
(e da marca coreana) para esta prova,
tanto mais que os primeiros ralis da temporada
tinham sido de grande domínio da
Toyota.
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RALIS.NET
O REGRESSO DA LANCIA
AO RALLY DE PORTUGAL
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RÚBEN RODRIGUES
RUI RAIMUNDO
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Sami Pajari, em Toyota GR Yaris Rally1,
foi o segundo mais rápido, com 3m51,5s,
seguido por Adrien Fourmaux, no segundo
Hyundai (3m51,7s), confirmando dessa
forma que a equipa coreana trazia ambições
para este rali.
VÍDEOS DO RALI
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MAGAZINE RALIS ONLINE
PARTIDA OFICIAL
PARTIDA OFICIAL - COIMBRA
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MAGAZINE RALIS ONLINE
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MAGAZINE RALIS ONLINE
1 a ETAPA
1 o DIA
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SOLBERG ABRIU AS
HOSTILIDADES
Com apenas três especiais de classificação,
o primeiro dia do Vodafone Rally de Portugal
serviu para “aquecer” os motores. Dois
troços na zona de Albergaria / Águeda / Sever
do Vouga e uma super-especial em asfalto
componham este primeiro dia, com os pilotos
a terem conhecimento que não iriam ter
assistência no final do dia, nem durante o dia
seguinte (apenas um serviço remoto). Como tal,
andou-se depressa, mas ninguém quis arriscar
nesta fase da prova, com Olivier Solberg a ser
o primeiro no final do dia.
OLIVER SOLBERG
ELLIOTT EDMONDSON
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Apesar de Adrian Fourmaux ter sido o primeiro
líder da prova, Oliver Solberg foi
o que terminou este primeiro curto dia
(apenas duas especiais e uma super-especial)
do Vodafone Rally de Portugal
na liderança, terminando a curta etapa
inaugural de quinta-feira com uma vantagem
de 3,4 segundos precisamente sobre
Adrien Fourmaux.
O piloto da Toyota Gazoo Racing assumiu
o comando na PEC 2, Sever – Albergaria,
onde assinou o melhor tempo na especial
mais longa do dia, ascendendo à
liderança da prova. Após três classificativas
e 37,25 km de competição, Solberg
liderava Fourmaux por 3,4 segundos, com
Sébastien Ogier, Thierry Neuville e Elfyn
Evans separados por apenas três décimos
logo atrás.
Fourmaux foi o mais rápido na abertura,
em Águeda - Sever, batendo Evans - primeiro
na estrada - por apenas 0,1 segundos.
Solberg ficou a apenas mais um décimo,
enquanto Dani Sordo e Sami Pajari
completaram o top cinco inicial.
A vantagem do francês durou apenas uma
especial. Solberg estabeleceu a referência
em Sever - Albergaria, superando
Neuville por 1,4 segundos e ganhando 3,6
segundos a Fourmaux para assumir a liderança
do rali.
Sem assistência noturna após a super-especial
da Figueira da Foz, Solberg não correu
riscos na curta classificativa mista e
limitou-se a proteger a liderança. Ogier e
Evans dividiram o melhor tempo nessa especial,
mas as diferenças mantiveram-se
muito curtas na frente.
“Limitei-me a tentar ser limpo e não arriscar”,
explicou Solberg, argumentando que
“não temos assistência [durante a noite],
por isso não queremos tocar em nada. Foi
um início razoável. Ainda falta muito e todos
os dias vão ser diferentes”.
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RALIS.NET
ADRIEN FOURMAUX
ALEXANDRE CORIA
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MAGAZINE RALIS ONLINE
Sebastien Ogier terminou o dia na terceira
posição da geral, a 7,2 segundos
da liderança, depois de recuperar de uma
primeira especial complicada. O sete vezes
vencedor em Portugal queixou-se do
equilíbrio do seu GR Yaris Rally1 na PEC
1, mas encontrou algumas melhorias ao
longo da tarde.
Neuville foi quarto, apenas 0,2 segundos
atrás de Ogier, após um início mais
encorajador para a Hyundai Motorsport. O
belga foi o segundo mais rápido na PEC 2
e manteve-se a apenas 7,4 segundos da
liderança, apesar de ter perdido algum
tempo com um pião parcial na última especial.
Evans fechou o top cinco, a 7,5 segundos,
depois de uma prestação sólida a abrir a
estrada nas especiais de terra solta portuguesas.
Pajari foi sexto, admitindo ainda
não estar totalmente confiante com o equilíbrio
do Toyota, enquanto Sordo segurou
a sétima posição e mostrou-se satisfeito
com o comportamento do Hyundai.
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VÍDEOS DO RALI
Takamoto Katsuta terminou o dia em oitavo,
a 15,9 segundos da liderança, na
frente dos pilotos da M-Sport Ford Josh
McErlean e Jon Armstrong. Mārtiņš Sesks
ficou apenas a 0,1 segundos mais atrás,
em 11.º, num regresso cauteloso à competição
com um Rally1.
No WRC2, Jan Solans assumiu o comando
inicial, com Nikolay Gryazin, Alejandro
Cachón e Yohan Rossel todos muito próximos
após a primeira passagem pelas especiais.
SÉBASTIEN OGIER
VICENT LANDAIS
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JAN SOLANS
RODRIGO SANJUAN
NIKOLAY GRYAZIN
KONSTANTIN ALEKSANDROV
MILLE JOHANSSON
JOAN GRONVALL
ADEPTOS DE RALIS
1 a ETAPA
2 o DIA
OGIER
ASSUME O COMANDO
Dia complicado para os pilotos que não só tiveram
que escolher, no dia anterior, os pneus que iriam
utilizar na fase inicial deste segundo dia, como
tinham pela frente um dia longo, duro e apenas
com assistências remotas, sendo importante gerir
o andamento, mas acima de tudo a mecânica.
Sébastien Ogier assumiu-se como candidato à
vitória, terminando a 1ª Etapa na liderança.
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VÍDEOS DO RALI
SÉBASTIEN OGIER
VICENT LANDAIS
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MAGAZINE RALIS ONLINE
Sébastien Ogier terminou o segundo
Vodafone Rally de Portugal com uma
curta vantagem de 3,7 segundos sobre
Thierry Neuville, depois de uma
sexta-feira dramática que alterou por
completo a luta pela liderança.
Adrien Fourmaux parecia ter a situação
controlada durante grande parte
do dia, depois de ultrapassar o líder
do dia anterior, Oliver Solberg, na manhã
de sexta-feira. No entanto, o rali
do piloto da Hyundai desmoronou-se
na PEC 8, em Góis, quando uma saída
de estrada lhe provocou furos nos
pneus dianteiro e traseiro, ambos do
lado direito.
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THIERRY NEUVILLE
MARTIJN WYDAEGHE
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MAGAZINE RALIS ONLINE
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Ogier, que durante a manhã procurava ritmo
e equilíbrio no seu Toyota GR Yaris
Rally1, evitou problemas e ascendeu à
liderança. O sete vezes vencedor em Portugal
reforçou depois a sua posição com o
melhor tempo em Lousã 2, antes de Neuville
responder na derradeira passagem
por Mortágua, reduzindo a diferença para
apenas 3,7 segundos no final do dia.
“Estou satisfeito por terminar o dia”,
afirmou o francês. “Amanhã começa um
novo rali. Penso que podemos estar satisfeitos
com aquilo que fizemos esta tarde,
porque a manhã foi complicada.”
A sexta-feira começou por pertencer a
Fourmaux e Sami Pajari. Pajari venceu
Mortágua 1 e Arganil 1, subindo do sexto
ao segundo lugar da geral, enquanto a
consistência e a boa escolha de pneus de
Fourmaux lhe garantiram uma vantagem
de 7,7 segundos antes da assistência remota.
SAMI PAJARI
MARKO SALMINEN
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OLIVER SOLBERG
ELLIOTT EDMONDSON
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O francês continuava na liderança
após a PEC 7, mas tudo mudou na especial
seguinte, em Góis. Primeiro,
Solberg saiu de estrada e regressou
após quase capotar o carro. Depois,
Fourmaux sofreu um incidente praticamente
idêntico no mesmo local e
teve de parar após a meta para trocar
duas rodas. Caiu da primeira para a
sexta posição da geral, a 34,3 segundos
de Ogier.
“Perdi os travões, por isso não consegui
abrandar e saímos largo”, explicou
Fourmaux, dizendo que “verificámos
tudo no carro e seguimos em frente.
Faz parte dos ralis.”
Neuville também teve um dia longe de
perfeito, lutando com o equilíbrio do
Hyundai durante a manhã, mas o belga
evitou problemas maiores e melhorou
à medida que as condições evoluíam.
Venceu a Lousã 1 e terminou o dia novamente
com o melhor tempo em Mortágua
2, recuperando 1,2 segundos a Ogier na
última especial. “Pelo menos o andamento
está lá”, disse Neuville.
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MAGAZINE RALIS ONLINE
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ralisonline.net
Pajari terminou o dia no último lugar provisório
do pódio, a 15,2 segundos da liderança,
depois de uma das suas melhores
jornadas em terra aos comandos de um
Rally1. O finlandês entrou claramente na
luta pelos primeiros lugares graças ao
forte ritmo matinal, embora um pneu fora
da jante na PEC 7, um pião parcial na PEC
9 e um para-brisas partido na última especial
lhe tenham custado alguns segundos.
Solberg ficou no quarto lugar, apenas a
1,2 segundos de Pajari, após um dia frustrante
em que teve dificuldades em sentir
confiança no carro e perdeu a liderança na
manhã de sexta-feira. O sueco manteve-se
perto apesar do incidente em Góis e conseguiu
o segundo melhor tempo na última
especial.
O líder do campeonato, Elfyn Evans, terminou
o dia em quinto, a 32,5 segundos
da liderança, depois de abrir a estrada
durante toda a sexta-feira. O galês descreveu
a segunda passagem por Mortágua
como “uma praia dentro dos sulcos”, mas
concluiu o dia sem problemas.
ELFYN EVANS
SCOTT MARTIN
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MAGAZINE RALIS ONLINE
ADRIEN FOURMAUX
ALEXANDRE CORIA
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O azarado do dia, Fourmaux, é sexto, a 1,8
segundos de Evans, enquanto Takamoto
Katsuta ocupa o sétimo posto após um dia
complicado em busca de aderência e confiança
no Toyota. Dani Sordo é oitavo pela
Hyundai, depois de uma escolha errada
de pneus na manhã lhe ter custado tempo,
agravando-se as perdas durante a tarde e
um quase capotanço na segunda passagem
por Arganil.
Josh McErlean ocupa o nono lugar para a
M-Sport Ford, apesar de uma penalização
de 50 segundos devido a um atraso na saída
da assistência remota, provocado por
dificuldades em colocar o Puma Rally1 a
trabalhar. Já o colega de equipa Jon Armstrong
enfrentou a segunda metade do
dia sem direção assistida, com o navegador
Shane Byrne a ajudá-lo nas mudanças
de caixa e no uso do travão de mão nas
curvas mais lentas.
Mārtiņš Sesks mostrou um andamento
mais competitivo para a M-Sport, incluindo
o quarto e terceiro melhores tempos em
Góis e Lousã 2, respetivamente, antes de
um duplo furo na última especial lhe custar
mais de três minutos.
Nikolay Gryazin terminou o dia como melhor
piloto dos Rally2, no 10.º lugar da
geral aos comandos de um Lancia, à frente
de Jan Solans, 11.º classificado, que comandava
nas contas do WRC2.
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MAGAZINE RALIS ONLINE
DANI SORDO
CÁNDIDO CARRERA
TAKAMOTO KATSUTA
AARON JOHNSTON
JOSH MCERLEAN
EOIN TREACY
MĀRTIŅŠ SESKS
RENĀRS FRANCIS
2 a ETAPA
3 o DIA
SÉBASTIEN OGIER
VICENT LANDAIS
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RAPIDEZ E ESTRATÉGIA
DEU MAIS VANTAGEM A OGIER
O dia mais longo do Vodafone Rally de Portugal trazia enormes
desafios para todos os pilotos, não só porque a chuva apareceu
em muitas partes dos troços, como também o dia competitivo
começou cedo e terminou mais de 12 horas depois. Uma
autêntica maratona em que a rapidez e a estratégia eram
essenciais para os pilotos não saírem penalizados, com
Sébastien Ogier a terminar o dia ainda mais na frente a
assumir claramente como candidato à vitória.
VÍDEOS DO RALI
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MAGAZINE RALIS ONLINE
RALIS.NET
Depois de um dia ao melhor estilo, Ogier
partiria para o derradeiro dia do Vodafone
Rally de Portugal com uma vantagem
de 21,9 segundos sobre Thierry Neuville,
depois de dominar um sábado caótico
e marcado já por alguma chuva. O piloto
da Toyota Gazoo Racing perdeu momentaneamente
a liderança para o companheiro
de equipa Oliver Solberg na primeira passagem
por Paredes, durante a manhã, mas
respondeu em grande estilo à medida que
as condições se deterioravam numa brutal
segunda ronda da tarde.
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Sébastien Ogier recuperou imediatamente
o primeiro lugar após a assistência,
aumentou a vantagem com uma exibição
soberba num Amarante enlameado e voltou
a ganhar tempo em Paredes, antes de superar
sem problemas a super-especial de
Lousada disputada sob chuva torrencial.
“Esta tarde, com estas condições, estou
contente por termos chegado ao fim porque
foi extremamente exigente”, afirmou
Ogier, explicando que “não havia aderência
nenhuma na lama, tratava-se apenas
de conseguir passar, mas tivemos um bom
dia.”
THIERRY NEUVILLE
MARTIJN WYDAEGHE
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MAGAZINE RALIS ONLINE
O dia começou com Ogier a liderar Neuville
por apenas 3,7 segundos, mas a luta
sofreu várias reviravoltas à medida que
a chuva caía sobre o norte de Portugal.
Sami Pajari foi o primeiro a destacar-se
em Felgueiras, Neuville reduziu a diferença
para Ogier para 1,7 segundos e o
francês respondeu depois em Cabeceiras
de Basto e Amarante.
A maior reviravolta da manhã aconteceu na
primeira passagem por Paredes. Solberg,
que estava a 18,6 segundos de Ogier no
início da classificativa, dominou a mistura
de chuva, lama e níveis de aderência
em constante mudança para vencer a especial
e saltar do quarto para o primeiro
lugar da geral.
Ogier admitiu não ter resposta para o ritmo
de Solberg naquele momento, mas a
reação após a assistência foi imediata.
Venceu a segunda passagem por Felgueiras
por apenas 0,1 segundos sobre Pajari
e regressou à liderança, enquanto Solberg
caiu na classificação depois de perder
4,5 segundos.
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SAMI PAJARI
MARKO SALMINEN
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MAGAZINE RALIS ONLINE
RALIS.NET
OLIVER SOLBERG
ELLIOTT EDMONDSON
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Os problemas agravaram-se para Solberg
em Cabeceiras de Basto 2, onde o pneu
dianteiro direito saiu da jante, fazendo-
-o cair de segundo para quinto da geral.
Neuville subiu então ao segundo lugar,
enquanto Pajari regressava ao terceiro
posto.
Amarante 2 tornou-se na classificativa
decisiva do dia. Em condições extremamente
escorregadias, Ogier foi 11,2 segundos
mais rápido do que qualquer outro
piloto e aumentou a vantagem sobre Neuville
para 16,0 segundos, antes de acrescentar
mais 5,9 segundos nas duas últimas
especiais.
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MAGAZINE RALIS ONLINE
ADRIEN FOURMAUX
ALEXANDRE CORIA
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Neuville terminou o sábado na segunda
posição para a Hyundai, com 3,9 segundos
de vantagem sobre Pajari, após uma
prestação consistente em condições
traiçoeiras. O belga pressionou bastante
durante a tarde, mas admitiu que
pouco mais poderia fazer perante o andamento
de Ogier.
Pajari completou o pódio provisório,
a 25,8 segundos da liderança, depois
de mais um dia sólido no seu GR Yaris
Rally1. O finlandês perdeu algum terreno
na passagem matinal por Paredes,
mas manteve-se firmemente na luta e
segurou o terceiro lugar durante a tarde.
Apesar de um pião em Paredes 2, Solberg
recuperou até ao quarto lugar, a 49,6 segundos
da liderança, depois de assinar
o melhor tempo na super-especial de
Lousada disputada sob chuva torrencial.
Evans terminou em quinto, a mais
8,6 segundos, após uma tarde frustrante
em que perdeu muito tempo na segunda
passagem por Amarante. Adrien Fourmaux
foi sexto para a Hyundai, enquanto
Takamoto Katsuta completou o top 7 dos
Rally1 após um dia mais encorajador no
Toyota.
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MAGAZINE RALIS ONLINE
Dani Sordo segurou o oitavo lugar depois de
descrever o sábado como um dos dias mais
difíceis da sua carreira ao volante, enquanto
Mārtiņš Sesks subiu ao nono posto para a
M-Sport Ford.
Teemu Suninen fechou o top 10 e liderava
o WRC2 por apenas 0,9 segundos sobre Jan
Solans.
Foi uma tarde complicada para a M-Sport
Ford, com Jon Armstrong a capotar na PEC
15 - Felgueiras e Josh McErlean a embater
nas barreiras da super-especial de Lousada.
Ambas as equipas saíram ilesas.
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JOHN AMSTRONG
SHANE BYRNE
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ELFYN EVANS
SCOTT MARTIN
MĀRTIŅŠ SESKS
RENĀRS FRANCIS
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TAKAMOTO KATSUTA
AARON JOHNSTON
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TEEMU SUNINEN
JANNI HUSSI
3 a ETAPA
4 o DIA
THIERRY NEUVILLE
MARTIJN WYDAEGHE
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VÍDEOS DO RALI
NEUVILLE NO LUGAR
CERTO NA HORA CERTA
Quando parecia que Sébastien Ogier caminhava
para mais uma vitória, um furo sem explicação
deitou por terra as pretensões do francês em vencer
pela 8ª vez o Vodafone Rally de Potugal, provando
que também ele pode ter azares!!! Thierry Neuville
fez uma prova muito inteligente e rápida e estava
suficientemente perto para aproveitar este “azar”
alheio e obter uma vitória que também teve muito
mérito, após um rali que foi tudo menos fácil.
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OLIVER SOLBERG
ELLIOTT EDMONDSON
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Thierry Neuville conquistou uma dramática
vitória no Vodafone Rally de Portugal
este domingo, relançando a sua temporada
e oferecendo à Hyundai Shell Mobis World
Rally Team o primeiro triunfo de 2026.
O campeão do mundo de 2024 chegou à
sexta ronda apenas na sétima posição do
campeonato de pilotos, depois de um início
de época difícil que incluiu um acidente
na última especial quando liderava
o Rali da Croácia, além de não ter alcançado
qualquer pódio nas cinco primeiras
provas. A Hyundai, por seu lado, via
a Toyota vencer todos os ralis disputados
até agora este ano.
Portugal parecia destinado a manter essa
tendência até à penúltima especial, quando
Sébastien Ogier parou para trocar um
pneu traseiro direito furado em Vieira do
Minho 2. O piloto da Toyota Gazoo Racing
tinha começado o domingo com uma vantagem
de 21,9 segundos e aproximava-se
de uma oitava vitória recorde em Portugal,
mas as suas esperanças desapareceram
nas condições degradadas e cheias de pedras
da classificativa.
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MAGAZINE RALIS ONLINE
Neuville, que se manteve sempre na luta ao
longo de um fim de semana castigado pela
chuva, lama e constantes mudanças de aderência,
assumiu a liderança quando faltava
apenas disputar a Fafe Wolf Power Stage. O
belga e o navegador Martijn Wydaeghe completaram
a derradeira especial sem problemas
para vencerem com 16,3 segundos de
vantagem sobre Oliver Solberg.
Foi a 23.ª vitória de Neuville no WRC e a segunda
em Portugal, oito anos depois do seu
anterior triunfo na clássica prova de terra
sediada em Matosinhos. Mais importante
ainda, representou o tão necessário ponto
de viragem para a Hyundai após o domínio
inicial da Toyota nesta temporada.
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RALIS.NET
ELFYN EVANS
SCOTT MARTIN
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“É uma vitória muito especial”, afirmou
Neuville, dizendo que “depois do que
aconteceu na Croácia e das dificuldades
que temos tido há já algum tempo, este
resultado surge na melhor altura. Não
apenas para mim e para o Martijn, mas
para toda a equipa. Nunca desistimos e
isso compensou este fim de semana. Estivemos
sempre na frente, sempre com um
bom ritmo. Nada foi realmente perfeito,
mas conseguimos sempre ultrapassar os
problemas.”
Ogier, que caiu para sexto, comentou: “Há
coisas que não se podem controlar. Tudo
aquilo que podíamos controlar este fim
de semana, fizemo-lo muito bem. Hoje
tivemos azar. Claro que merecíamos um
pouco mais.”
Sami Pajari também foi apanhado pela
mesma especial. O finlandês seguia lançado
para o quinto pódio consecutivo,
mas teve de parar para trocar uma roda e
caiu de terceiro para sétimo.
Solberg herdou o segundo lugar após um
rali igualmente turbulento. O sueco liderou
após quinta-feira, voltou brevemente
ao comando na manhã de sábado,
antes de perder tempo devido a problemas
com pneus e um pião. Ainda assim,
manteve-se suficientemente perto para
beneficiar do drama de domingo e garantiu
o primeiro pódio desde a vitória no
Rallye Monte-Carlo.
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ADRIEN FOURMAUX
ALEXANDRE CORIA
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“Foi um resultado tipo ping-pong durante
todo o fim de semana”, disse Solberg,
acrescentando que “depois de dois ralis
de asfalto complicados, estou muito feliz
por voltar ao pódio com bons pontos. Acima
de tudo, aliviado.”
O líder do campeonato, Elfyn Evans, completou
o pódio, a 29,1 segundos de Neuville.
O galês admitiu que não conseguiu
impor totalmente o ritmo desejado, mas
o terceiro lugar permitiu-lhe reforçar a
liderança do campeonato para 12 pontos
sobre Takamoto Katsuta após seis rondas.
Adrien Fourmaux terminou em quarto para
a Hyundai, depois de um rali que prometia
muito mais. O francês liderou numa
fase inicial do evento, mas uma saída de
estrada na sexta-feira e os consequentes
dois furos fizeram-no cair na classificação.
Ainda assim, terminou com o melhor
tempo na Fafe Wolf Power Stage.
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TAKAMOTO KATSUTA
AARON JOHNSTON
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Katsuta fechou o top cinco, à frente de Ogier
e Pajari, numa fase final complicada para a
Toyota. Dani Sordo levou o terceiro Hyundai
até ao oitavo lugar após um fim de semana
difícil, enquanto Mārtiņš Sesks, da M-Sport
Ford, foi nono.
Destaque ainda para o concorrido WRC2,
que teve como vencedor final Teemu Suninen,
em Toyota GR Yaris Rally2, seguido por
Roope Korhonen em carro semelhante e Andreas
MIkkelsen em Skoda Fabia RS Rally2.
Diga-se de Suninen ficou também no 10º
lugar da geral absoluta.
Refira-se ainda que pela 15ª vez Armindo
Araújo foi o melhor português no Rali
de Portugal, mas Paulo Neto teve um feito
igualmente notável ao vencer o WRC Master
no Campeonato do Mundo de Ralis!!!
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SÉBASTIEN OGIER
VINCENT LANDAIS
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SAMI PAJARI
MARKO SALMINEN
JOSH MCERLEAN
EOIN TREACY
ARMINDO ARAÚJO
LUÍS RAMALHO
CLASSIFICAÇÃO FINAL
VODAFONE RALLY DE PORTUGAL
1º THIERRY NEUVILLE / MARTIJN WYDAEGHE HYUNDAI I20 N RALLY1 3H53M1.7S
2º OLIVER SOLBERG / ELLIOTT EDMONDSON TOYOTA GR YARIS RALLY1 +16.3
3º ELFYN EVANS / SCOTT MARTIN TOYOTA GR YARIS RALLY1 +29.1
4º ADRIEN FOURMAUX / ALEXANDRE CORIA HYUNDAI I20 N RALLY1 +54.8
5º TAKAMOTO KATSUTA / AARON JOHNSTON TOYOTA GR YARIS RALLY1 +01:12.6
6º SÉBASTIEN OGIER / VINCENT LANDAIS TOYOTA GR YARIS RALLY1 +01:26.6
7º SAMI PAJARI / MARKO SALMINEN TOYOTA GR YARIS RALLY1 +02:50.9
8º DANIEL SORDO / CÁNDIDO CARRERA HYUNDAI I20 N RALLY1 +04:10.0
9º MĀRTIŅŠ SESKS / RENĀRS FRANCIS FORD PUMA RALLY1 +06:49.2
10º TEEMU SUNINEN / JANNI HUSSI TOYOTA GR YARIS (1º WRC2) +11:13.8
...
12º ROOPE KORHONEN / ANSSI VIINIKKA TOYOTA GR YARIS (2º WRC2 / 1º WRC CHALLENGER) +11:59.4
13º ANDREAS MIKKELSEN / JØRN LISTERUD ŠKODA FABIA RS (3º WRC2) +12:28.0
...
24º ARMINDO ARAÚJO / LUÍS RAMALHO ŠKODA FABIA RS +29:53.7
25º MATTEO FONTANA / ALESSANDRO ARNABOLDI FORD FIESTA RALLY3 (1º WRC3) +30:25.1
26º ALI TÜRKKAN / OYTUN ALBAYRAK FORD FIESTA RALLY3 (2º WRC3 / 1º JWRC) +31:43.7
...
30º PAULO NETO / CARLOS MAGALHÃES ŠKODA FABIA RS RALLY2 (1º WRC MASTERS) +41:15.1
31º ANDRÉ MARTÍNEZ / MATIAS ARANGUREN FORD FIESTA RALLY3 (3º WRC3) +42:40.5
40º TIAGO SILVA / JORGE HENRIQUES ŠKODA FABIA +53:59.3
44º HÉLDER MIRANDA / VÍTOR PEREIRA PEUGEOT 208 RALLY4 +01:27:36.4
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PÓDIO
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O Vodafone Rally de Portugal ficou marcada
por um complicado caso de segurança
e nada teve a ver com o público, que mais
uma vez mostrou estar ao nível do evento.
Na sétima especial de classificação,
Arganil 2, Elfyn Evans (o primeiro na estrada)
apanhou um reboque em pleno troço
(a cerca de dois quilómetros do final).
No mesmo troço Yohan Rossel apanhou um
MALDITO REBOQUE
veículo em plena especialização de classificação.
A organização foi multada em
15.000 euros pela FIA e pode ainda vir a
ter mais sanções, pois a FIA entende que
o caso deve ser apurado, isto é, deve-se
perceber o que falhou no protocolo de comunicação...
ou não. O ACP, na voz de Carlos
Barbosa, assumiu o erro, mas não quis
mais falar nele.
Nota-se bem que a Exponor está mesmo em
fim de ciclo para o Vodafone Rally de Portugal.
O ambiente vivido em edições de
há vários anos era outro e os meios oferecidos
por este espaço estão devolutos. A
mudança para a zona da Feira de São Mateus,
em Viseu, como centro Operacional
a partir da próxima edição da prova pode
ser (tem mesmo de ser) uma lufada de ar
fresco para este importante evento.
Aliás, mudanças para a edição de 2026
ADEUS EXPONOR, OLÁ VISEU
vão ser necessariamente muitas, a começar
pelo Centro Operacional em Viseu.
Rumores indicam que a prova terá apenas
1/3 das classificativas a norte, que será
também mais concentrada (a edição deste
ano tem apenas 18% de troços no total
de quilometragem da prova) e que provavelmente
haverá troços na zona de Dão /
Lafões e até uma pouco mais a sul, mantendo-se
as zonas de Arganil, Lousã, Góis
e Mortágua.
200.000 EUROS
E MAIS QUALQUER COISA
Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara
Municipal de Coimbra, disse que
Coimbra só volta a apoiar o Vodafone
Rally de Portugal se tiver uma super-
-especial. Os atuais 200 mil euros
(negociados com o anterior executivo)
são manifestamente “elevados”
para Coimbra ter apenas a partida
oficial da prova.
SHAKEDOWN
COMO DEVE SER
Felizmente que o Mundial de Ralis não
aderiu de novo à moda das Qualifying Stage
como aconteceu recentemente na prova
internacional de abertura do Campeonato
de Portugal de Ralis. O Shakedown é um
dos momentos mais espetaculares do Vodafone
Rally de Portugal, tal como está
e como esteve este ano, com a passagem
dos principais pilotos continuamente.
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VITÓRIA HISTÓRICA DE PAULO NETO
Embora não divulgado inicialmente, Paulo
Neto tinha um objetivo escondido para
esta edição do Vodafone Rally de Portugal:
vencer os Masters no WRC.
E, realmente, o sonho concretizou-se.
Paulo Neto, mesmo tendo sido o único piloto
a terminar nesta categoria, teve sempre
diversos opositores ao longo da prova.
“Sabia que existia essa possibilidade de
vencer no WRC Masters Cup. Com o decorrer
do rali fomos subindo posições e, a
certo momento, durante o início do terceiro
dia subimos à liderança. A partir daí
fomos sempre olhando para os nossos adversários,
e com a margem que tínhamos
foi possível gerir o nosso andamento e a
mecânica do Skoda para que fosse possível
atingir esta histórica vitória. Quero
deixar um agradecimento muito especial
à ARC Sport, pela fantástica semana”.
MUITO PÚBLICO
Não interessa propriamente saber
se foi um milhão ou não. O que interessa
mesmo é perceber que esteve
muita gente na estrada a acompanhar
uma das melhores edições de sem-
pre do Vodafone Rally de Portugal.
O espetáculo foi bom, as alterações
na prova sortiram efeito e o público
gostou. Desportivamente, foi mesmo
um grande rali.
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CAMPEONATO
PORTUGAL
DE RALIS
RÚBEN RODRIGUES
RUI RAIMUNDO
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RALIS.NET
VITÓRIA INCONTESTÁVEL
DE RÚBEN RODRIGUES
A rapidez e uma excelente definição estratégica
foram as chaves para uma excelente vitória de
Rúben Rodrigues / Rui Raimundo, aos comandos
de um Toyota GR Yaris Rally2, no Vodafone Rally de
Portugal, no que diz respeito às contas da segunda
prova do Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.
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1º DIA
O primeiro dia do Rally de Portugal
para o Campeonato de Portugal de Ralis
foi dominado por Rúben Rodrigues,
no Toyota GR Yaris Rally2, que já tinha
sido o vencedor da prova de abertura. O
açoriano esteve em alta e com um ritmo
elevado surpreendeu desde o primeiro
troço toda a concorrência. Começou o
dia com 6,2,s de vantagem e terminou
com 5,9s para Gonçalo Henriques.
O piloto da Hyundai confessou não ter
entrado com o ritmo certo, mas venceu a
segunda especial (a sua primeira vitória
num troço do Campeonato de Portugal
de Ralis), que o aproximou do líder,
tendo para já na mão um excelente segundo
lugar, que alcançou na segunda
especial.
Outro vencedor de troços foi Hugo Lopes,
neste caso o piloto de Viseu terminou
o dia com a vitória na Super-Especial,
mas os dois primeiros troços
não foram bons, sobretudo o primeiro
em que ficou sem travão de mão e o segundo
que nem sequer chegou a realizar
(fruto do despiste de Diogo Marujo),
tendo-lhe sido atribuído um tempo
“administrativo” muito alto face aos
seus adversários.
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GONÇALO HENRIQUES
INÊS VEIGA
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Sempre pelos lugares do pódio andou Armindo
Araújo. O piloto do Skoda parece ter
sido surpreendido na especial de abertura
e não conseguiu também acompanhar
Rúben Rodrigues e Gonçalo Henriques na
segunda especial. Mesmo assim, Araújo
perdeu apenas 10,3s neste primeiro dia,
pelo que estava tudo em aberto na luta
pela vitória.
Também em modo “gestão acelerada” andou
Pedro Almeida. O piloto do Toyota GR
Yaris Rally2, já somava no final do primeiro
dia um atraso de 16,2s, que ainda
era reduzido neste fase do rali, pelo que
certamente a vitória ou o pódio ainda estavam
no seu horizonte.
A partir do quarto lugar tudo muda de figura.
José Pedro Fontes já arrecadava um
atraso de 30,8s, fruto de um problema de
travões com o Lancia Ypsilon Rally2, que
segundo o próprio, por pouco não o deixou
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fora de prova. Atrás de si, a 10s, a exemplo
do que sucedeu na Aboboreira, está
Pedro Meireles, com uma prova em que o
piloto assumiu que ainda não encontrou
o seu ritmo.
Refira-se que a especial de Albergaria
viria a ser cancelada, tudo porque Diogo
Marujo teve um despiste (sem consequências
para a dupla), ficando o carro numa
posição que levou a organização a acabar
com o troço a partir desse momento. A
todos os restantes concorrentes foi-lhes
atribuído um tempo administrativo.
PEDRO ALMEIDA
ANTÓNIO COSTA
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2º DIA
A segunda prova do Campeonato de Portugal
de Ralis terminou com uma tremenda
vitória de Rúben Rodrigues no Vodafone
Rally de Portugal, confirmando de forma
inequívoca a sua superioridade neste
início de temporada, em que obteve duas
vitórias muito convincentes.
Com a rapidez certa e uma boa estratégia
de corrida, aproveitando todas as incidências
que foram sucedendo com alguns dos
seus adversários, Rúben Rodrigues aos
comandos do Toyota GR Yaris Rally2 conseguiu
impor-se de forma evidente nesta
prova. No segundo dia, deixou de contar
com Armindo Araújo nas contas da vitória,
mesmo tendo sido dos mais rápidos
foi também o que venceu mais especiais),
pois o piloto da Skoda penalizou 2m40m
ainda não tinha entrado nos troços, devido
a um problema elétrico.
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RALIS.NET
Mesmo assim Rodrigues esteve sempre
com um ritmo muito alto e nunca deixou
ninguém aproximar-se, pelo que a meio
do segundo dia a vantagem no comando já
era de 22,1s para Gonçalo Henriques no
Hyundai I20 N Rally2. A derradeira secção,
com mais um troço que a secção matinal,
mas em que os pilotos não viriam a
realizar a especial de Arganil 2, mostrou
um Rodrigues a gerir o andamento face
aos adversários, acabando o rali com uma
vantagem de 9,6s para o seu adversário da
Hyundai.
Também Gonçalo Henriques esteve em
grande nível nesta prova. Ganhou três troços,
manteve-se sempre próximo do líder
e ainda venceu a Power Stage que lhe deu
mais três pontos, sendo um justíssimo
prémio para a prova que realizou, mostrando
que pode muito bem ser um forte
opositor de Rúben Rodrigues.
PEDRO MEIRELES
MÁRIO CASTRO
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Não fazendo a gestão perfeita de corrida,
Pedro Almeida misturou na sua exibição
bons tempos em troços com outros menos
bons. Essa inconstância exibicional, foi
arredando o piloto da luta pelo primeiro
lugar, mas mesmo assim o ritmo foi suficientemente
elevado para garantir novo
pódio no CPR após duas provas e subir
precisamente ao segundo lugar desta
competição, atrás de Rúben Rodrigues.
Em termos de protagonismo (leia-se luta
pelo pódio) não houve mais pilotos. Com
uma penalização de um minuto no segundo
dia, assumida pela equipa, José Pedro
Fontes, no Lancia Ypsilon Rally2 deixou
de poder lutar pelo quarto lugar (desceu
ao 8º lugar e ainda recuperou dois lugares),
posição que Pedro Meireles assumiu
de forma natural, pois lutava precisamente
por esse lugar com o piloto da Lancia.
Uma prova muito conseguida pelo piloto
de Guimarães, ao volante do Skoda, em linha
com o que já tinha feito na primeira
prova do CPR.
Ricardo Teodósio aproveitou bem todas as
“migalhas” que foram aparecendo, com
as penalizações de Armindo Araújo e José
Pedro Fontes. Num rali em que passou
sempre nos troços de forma mais comedida,
com o objetivo de fazer quilómetros,
Teodósio acabou por fechar o TOP5, sendo
um resultado melhor que a exibição.
Atrás de Fontes no sexto lugar ficou Hugo
Lopes, um dos azarados da prova. Um salto
mal calculado em Mortágua 1, fez com que
o Hyundai ficasse com muitos problemas
ao nível da direção, que fizeram o piloto
de Viseu perder muito tempo e obrigou-o a
um esforço enorme fisicamente, para concluir
o rali.
Diogo Salvi, Armindo Araújo e Paulo Neto
fecharam as contas do TOP10, em mais
um Rali de Portugal muito duro e violento
para as mecânicas do Rally2.
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RICARDO TEODÓSIO
JOSÉ TEIXEIRA
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JOSÉ PEDRO FONTES
INÊS PONTE
HUGO LOPES
MAGDA OLIVEIRA
DIOGO SALVI
GONÇALO CUNHA
ARMINDO ARAÚJO
LUÍS RAMALHO
CLASSIFICAÇÃO FINAL
VODAFONE RALLY DE PORTUGAL 2026 (CPR)
VENCEDORES DOS TROÇOS
RÚBEN RODRIGUES (2)
GONÇALO HENRIQUES (3)
HUGO LOPES (1)
ARMINDO ARAÚJO (3)
COMANDANTES SUCESSIVOS
RÚBEN RODRIGUES (PEC 1 A 10)
CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º RÚBEN RODRIGUES / RUI RAIMUNDO TOYOTA GR YARIS RALLY2 1H35M29,1S
2º GONÇALO HENRIQUES / INÊS VEIGA HYUNDAI I20 N RALLY2 +9.6S
OFICIAL_CAPA.indd 2-4
3º PEDRO ALMEIDA / ANTÓNIO COSTA TOYOTA GR YARIS RALLY2 +26.2S
4º PEDRO MEIRELES / MÁRIO CASTRO ŠKODA FABIA RS RALLY2 +1:26.7S
5º RICARDO TEODÓSIO / JOSÉ TEIXEIRA CITROËN C3 RALLY2 +1:43.8S
6º JOSÉ PEDRO FONTES / INÊS PONTE LANCIA YPSILON RALLY2 HF INTEGRALE +1:50.5S
7º HUGO LOPES / MAGDA OLIVEIRA HYUNDAI I20 N RALLY2 +2:05.7S
8º DIOGO SALVI / GONÇALO CUNHA ŠKODA FABIA RS RALLY2 +2:05.9S
9º ARMINDO ARAÚJO / LUIS RAMALHO ŠKODA FABIA RS RALLY2 +2:37.1S
10º PAULO NETO / CARLOS MAGALHÃES ŠKODA FABIA RS RALLY2 +3:35.5S
11º RICARDO FILIPE / FILIPE CARVALHO ŠKODA FABIA R5 +4:38.4S
12º TIAGO SILVA / JORGE HENRIQUES ŠKODA FABIA R5 +8:39.2S
13º HÉLDER MIRANDA / HUGO PEREIRA PEUGEOT 208 RALLY4 +11:06.2S
14º DIOGO MARUJO / JORGE CARVALHO ŠKODA FABIA RALLY2 EVO +21:29.7S
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