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REVISTA PÓS-VENDA 130

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N.º130

Julho 2026 - 2€

PERIODICIDADE MENSAL

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HUGO DE

FIGUEIREDO

Com todo um percurso profissional

nas peças, está agora com a

responsabilidade de dinamizar o

Grupo Serca em Portugal em todos

os seus domínios: distribuidores,

peças, serviços e redes oficinais

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C

M

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A qualidade está no nosso adn

CMY

K

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ATUALIDADE

Chama-se b.again, está

localizada em Braga,

e é uma empresa que

está a trabalhar ao

nível do fim de vida das

baterias dos veículos

eletrificados

FORMAÇÃO

Com uma forte componente

prática e uma oferta formativa

ajustada às exigências do

setor automóvel, a Casa Pia

de Lisboa prepara jovens para

uma integração qualificada no

mercado de trabalho

DOSSIER

Estamos na época alta

no que ao carregamento

A/C dos automóveis

diz respeito e, por isso,

trazemos-lhe informação

sobre a oferta ao nível

destes equipamentos

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PROPRIETÁRIA E EDITORA

ORMP Pós-Venda Media, Lda

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

Nº Contribuinte: 513 634 398

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%

CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

Telemóvel: +351 939 995 128

E.mail: geral@posvenda.pt

www.posvenda.pt

f /revistaposvenda

i /company/revista-pós-venda

DIRETOR

Paulo Homem

paulo.homem@posvenda.pt

REDAÇÃO

Nádia Conceição

nadia.conceicao@posvenda.pt

DIRETORA COMERCIAL

Anabela Machado

anabela.machado@posvenda.pt

GESTOR COMERCIAL

João Abreu

joao.abreu@posvenda.pt

ADMINISTRATIVA

Anabela Rodrigues

anabela.rodrigues@posvenda.pt

FOTOGRAFIA

Micaela Neto

PAGINAÇÃO

Marta Moita

paginacao@posvenda.pt

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

10.000 Exemplares

ISSN

2183-6647

Nº REGISTO ERC

126724

DEPÓSITO LEGAL

399246/15

PERIODICIDADE

Mensal

IMPRESSÃO

DPS – Digital Printing Solutions MLP,

Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511

Agualva Cacém – Tel: 214337000

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

N.º130

Julho 2026

www.posvenda.pt

f revistaposvenda i company/revista-pos-venda

Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt

Sumário

Editorial ...........................................................................................P.03

Tome Nota .....................................................................................P.04

Notícias ..............................................................................................P.06

Oficina Legal

O CAE que consta no seu registo

pode já não ser o correto ..................................................................P.14

Viver Elétrico

Ir de férias de elétrico está mais fácil........................................P.16

Atualidade

b.again ........................................................................................................P.18

PPG ..............................................................................................................P.22

Jornadas Técnicas IEFP ....................................................................P.24

Carretos - Auron ...................................................................................P.26

Mercado

Vierol .........................................................................................................P.28

KYB .............................................................................................................P.30

Carbob .......................................................................................................P.32

Emotive ....................................................................................................P.34

Formação

Casa Pia .....................................................................................................P.36

Oficina do mês

Proturbo .....................................................................................................P.38

Personalidade do mês

Hugo de Figueiredo – Grupo Serca ...............................................P.40

Dossier

Equipamentos Carregamento A/C ..............................................P.46

Formação

Tech Tips: Diagnóstico de carregamento

de baterias de alta voltagem ...........................................................P.63

Gestão ActionCoach ...........................................................................P.64

Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica ............................P.65

Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ................................P.66

EDITORIAL

O futuro não espera

pelas oficinas

O pós-venda automóvel vive um dos

períodos mais dinâmicos e evolutivos

da sua história. A eletrificação, a

digitalização, a inteligência artificial

e a crescente complexidade técnica dos

veículos estão a mudar profundamente

a forma como as oficinas trabalham.

A mecânica tradicional continua

a ser indispensável, como base do

conhecimento, mas já não é suficiente.

Hoje, reparar um automóvel exige

conhecimento em eletrónica,

eletricidade, software, dados técnicos,

mas também utilizar métodos de

diagnóstico cada vez mais rigorosos.

Ter equipamentos modernos é muito

importante, mas saber interpretar a

informação e seguir processos corretos

é decisivo. Muitas vezes as oficinas

têm os meios necessários, têm é

dificuldades em os usar corretamente

(com método) a seu favor.

As oficinas terão também de

escolher o seu caminho. Algumas

irão especializar-se, como algumas já

o fizeram, olhando também para o

que está a acontecer com os veículos

eletrificados e com as suas baterias

e os sistemas eletrónicos. Outras

certamente manterão um foco mais

tradicional, mas também elas todas

terão que investir em formação,

informação técnica e organização.

Caso contrário, terão muitas

dificuldades em subsistir.

O desafio é grande, mas a oportunidade

também. As oficinas que souberem

evoluir, formar as suas equipas

e adaptar os seus serviços

estarão mais preparadas para

responder ao futuro da

mobilidade.

Paulo Homem

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt

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Onde a Qualidade

é Exclusiva


4 TOME NOTA

NOVAS REGRAS DA UNIÃO EUROPEIA EM MATÉRIA DE

CIRCULARIDADE NO SETOR AUTOMÓVEL

O regulamento abrange todo o ciclo de

vida dos veículos, desde a conceção até ao fim

de vida.

As novas regras pretendem aumentar a

reutilização, reciclagem e valorização de peças,

componentes e materiais.

Os novos veículos terão de ser concebidos

para facilitar a remoção de componentes reutilizáveis

ou recicláveis.

Cada novo modelo automóvel terá de integrar

pelo menos 15% de plástico reciclado em

seis anos.

A meta para a incorporação de plástico

reciclado sobe para 25% no prazo de dez anos.

Parte do plástico reciclado terá de ter

origem em veículos em fim de vida ou peças

usadas.

As empresas que vendam veículos usados

terão de comprovar que estes não são veículos

em fim de vida.

Os fabricantes passarão a suportar os custos

de recolha e tratamento dos veículos em

fim de vida.

A exportação de veículos declarados não

aptos para circulação será proibida cinco anos

após a entrada em vigor do regulamento.

LUZDEAIRBAG RECONHECIDA

PELA AUTEL

A Luzdeairbag, representante oficial em

Portugal dos equipamentos de diagnóstico

da Autel, foi distinguida com o prémio

“Outstanding Growth Partner of the Year

2025”, um reconhecimento da Autel que

destaca o desempenho e o crescimento

alcançados pela empresa ao longo do último

ano.

ATENÇÃO AOS CARROS

IMPORTADOS USADOS

Segundo um estudo da carVertical 55,4%

dos veículos importados verificados em

Portugal entre janeiro de 2025 e março de

2026 tinham registos de danos, enquanto

essa proporção se situava nos 25,3% entre

os carros usados nacionais. Isto significa

que os veículos importados têm 2,2 vezes

mais probabilidades de apresentar um histórico

de danos. O estudo indica ainda que

mais de metade dos carros analisados em

Portugal, concretamente 56,5%, foram importados,

evidenciando a forte dependência

do mercado nacional em relação aos

veículos provenientes do estrangeiro. Esta

realidade aumenta a exposição dos compradores

a potenciais riscos associados à

falta de informação sobre o histórico dos

automóveis.

Tome

Nota

REUTILIZAÇÃO EM CRESCIMENTO NA SUSTAINERA

1. Em 2025, o negócio de reutilização de peças

usadas da Stellantis, através da SUSTAINera,

cresceu 51%.

2. O crescimento foi impulsionado pelo desempenho

da plataforma B-Parts na Europa e na

América do Norte.

3. O inventário de peças usadas foi reforçado,

ultrapassando os 15 milhões de peças disponíveis.

4. A Stellantis expandiu os seus canais digitais,

com novas lojas online e parcerias internacionais.

BARÓMETRO AUTOMÓVEL E DE MOBILIDADE DA ARVAL 2026

A eletrificação das frotas empresariais em

Portugal deixou de ser uma tendência e passou

a ser uma mudança estrutural.Segundo

o Barómetro Automóvel e de Mobilidade

2026, 52% das empresas portuguesas já utilizam

pelo menos uma viatura eletrificada.

Fique com os principais dados deste barómetro:

As empresas estimam que, dentro de

três anos, mais de metade das suas frotas

de passageiros será composta por viaturas

eletrificadas.

O carregamento nas instalações das empresas

já é considerado, ou será considerado,

por 85% das organizações.

A wallbox é a solução preferida por 68%

das empresas que adotam ou planeiam o

carregamento em casa dos condutores.

A mobilidade alternativa ganha peso, com

53% das empresas a utilizarem pelo menos

uma solução alternativa ao automóvel.

Os planos de mobilidade corporativa para

5. Na gestão de veículos em fim de vida, a empresa

atingiu uma taxa de reciclagem de 89,9%.

6. A taxa de recuperação de veículos em fim de

vida chegou aos 97,7%, acima dos padrões europeus.

7. A reutilização de baterias de alta tensão em

aplicações fora do setor automóvel ganhou

maior relevância.

8. O volume de energia proveniente de baterias

de veículos elétricos reutilizadas cresceu mais

de quatro vezes, atingindo 123.000 kWh.

deslocações casa-trabalho já existem em

22% das empresas.

A responsabilidade social, a imagem da

empresa e a atração e retenção de talento

são algumas das principais razões para

apostar em novas políticas de mobilidade.

A descarbonização está também na agenda,

com 40% das empresas a definirem ou a

avaliarem objetivos ambientais para as suas

frotas.

A maioria das empresas nacionais, 88%,

acredita que a sua frota irá crescer ou manter

a dimensão nos próximos três anos.

O controlo do TCO é uma prioridade, levando

44% das empresas a procurar apoio

especializado para reduzir custos.

O renting consolida-se como a opção de

financiamento preferida para a renovação

das frotas, sendo escolhido por 37% das empresas.

As viaturas usadas ganham espaço nas

estratégias de frota, com 44% das empresas

a incluí-las nas aquisições ou alugueres.

PÓS-VENDA INDEPENDENTE EM ESPANHA ESTÁ EM CRESCIMENTO

O pós-venda independente em Espanha

iniciou 2026 com crescimento,

dando continuidade à tendência positiva

de 2025.

Os fabricantes de peças registaram

um aumento de 3,1% no primeiro trimestre

de 2026 face ao mesmo período do

ano anterior.

Os grupos de distribuição e grossis-

tas tiveram uma evolução mais expressiva,

com crescimento homólogo de 8,3%.

As previsões para 2026 apontam

para uma subida anual de 3,4% nos fabricantes

de componentes.

A distribuição poderá terminar o ano

com um crescimento estimado de 6%.

Na distribuição, 37% dos operadores

aumentaram o stock destinado ao merca-

do de veículos ligeiros.

Os distribuidores preveem para o

segundo trimestre um aumento da faturação

de 5,1%.

A rentabilidade, a pressão sobre as

margens, a gestão de stock, a logística,

os recursos humanos e a incerteza do

mercado são os principais desafios do

setor.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 5


6

NOTíCIAS

NOVA LOJA AUTOPEÇAS CAB

Maior capacidade de

resposta em Lisboa

A Autopeças CAB abriu uma nova unidade em Lisboa, a sua sexta loja,

dando continuidade ao plano de expansão da empresa.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

nova unidade da Autopeças

CAB, empresa especializada

na distribuição e comercialização

de peças, componentes

e acessórios auto, entrou em

funcionamento no passado dia 23 de

junho, com o objetivo de responder de

forma mais rápida às necessidades das

oficinas e restantes clientes da região da

Grande Lisboa. Para André Cruz, diretor

de serviços da empresa, a abertura deste

novo espaço, localizado na Av. Afonso

III, representa um passo importante para

a Autopeças CAB, que passa a contar

com uma presença física numa das zonas

do país com maior concentração de profissionais

do setor automóvel. O objetivo

passa por aumentar a proximidade com

o mercado, reduzindo os tempos de resposta

e assegurando uma maior disponibilidade

de peças e componentes. O responsável

adianta que este investimento

acompanha o crescimento registado pela

empresa nos últimos anos e representa

mais um passo na consolidação da sua

presença no mercado nacional.

PORTEFÓLIO

À semelhança das restantes lojas da rede,

a unidade de Lisboa disponibiliza um

vasto portefólio de peças, componentes

e acessórios para automóveis, com uma

oferta que reúne diversas marcas do aftermarket.

A oferta destina-se sobretudo

ao cliente profissional, sem deixar de responder

às necessidades da revenda e do

cliente final, mantendo a aposta na disponibilidade

de stock, na diversidade de

produtos, no atendimento especializado

e num serviço de entrega rápido. Com

esta nova unidade, a Autopeças CAB

passa a contar com seis lojas, aumentando

assim a capacidade de resposta numa

região estratégica para o negócio e dando

continuidade ao desenvolvimento da

sua rede de distribuição, procurando

estar cada vez mais próxima dos seus

clientes. Apesar de não dispor ainda de

lojas em todas as regiões do país, a Autopeças

CAB assegura envios para todo o

território nacional, incluindo as regiões

autónomas, servindo atualmente clientes

de norte a sul do país.

AUTOPEÇAS CAB LISBOA

Morada: Av. Afonso III, 57B,

1900-041 Lisboa

Telefone: 218 388 613

E-mail: ljlisboa@autopecas-cab.pt


Forwinners é o

representante

oficial da FLEX

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NÃO

WWW.POSVENDA.PT ÉJULHO 2026 7

A Forwinners passou a ser o representante

oficial da FLEX em Portugal, reforçando o seu

portefólio com uma das marcas mais reconhecidas

mundialmente no segmento das ferramentas

elétricas profissionais.

Fundada na Alemanha em 1922, a FLEX construiu

uma sólida reputação assente na inovação

tecnológica, qualidade de construção e

elevado desempenho dos seus equipamentos,

sendo uma referência junto dos profissionais

dos setores da construção, indústria, manutenção

e preparação de superfícies.

Com este novo acordo de representação, a

Forwinners passa a disponibilizar ao mercado

português toda a gama de produtos FLEX,

acompanhada por suporte técnico especializado

e um serviço de proximidade orientado para

as necessidades dos utilizadores profissionais.

Norauto lança serviço

SOH para veículos

elétricos e híbridos

SÓ UM

ÓLEO!

O NOVO TOP TEC 6320 5W-30 É

A ESCOLHA CERTA PARA MODELOS

STELLANTIS.

A Norauto lançou um novo serviço de Certificação

do Estado de Saúde da Bateria (SOH)

para veículos elétricos e híbridos.

Este diagnóstico consiste na entrega de um relatório

com a capacidade útil que a bateria ainda

mantém, a autonomia estimada por cenário

de utilização e o equilíbrio de tensão entre as

células. Feito com equipamentos certificados

Battery Health Check CARA Approved, é um

documento com total fiabilidade, transparência

e rastreabilidade no mercado automóvel.

Este lançamento surge no seguimento do investimento

da Norauto na especialização em

veículos elétricos e híbridos, com equipas formadas,

equipamento especializado e serviços

pensados para esta nova realidade. Nos 30

centros Norauto, de norte a sul do país, a marca

assegura a manutenção integral de veículos

elétricos e híbridos: revisão, pneus, travões, bateria,

soluções de carregamento e muito mais.

Tudo isto sem perder a garantia do fabricante.


8

NOTÍCIAS

“All Around the Wheel” é a nova

campanha de longo prazo da febi

Magneti Marelli renova e

amplia gama de escovas

Around the Wheel” é a nova

campanha de longo prazo que a

“All

febi acaba de lançar, que destaca

a sua competência única em componentes

para os sistemas de roda e eixo e oferece

aos distribuidores e oficinas uma gama baseada

em sistemas, totalmente coordenada

e fácil de encomendar.

A gestão das peças dos sistemas de roda e

eixo enquanto gamas separadas tem, há

muito, aumentado a complexidade. Os

componentes que funcionam em conjunto

provêm frequentemente de marcas diferentes,

tornando o aprovisionamento, o armazenamento

e as reparações mais difíceis

do que o necessário. A febi altera esta situação,

reunindo todas as peças essenciais

numa solução integrada.

A gama abrande Direção & Suspensão,

Travagem, Transmissão, Metal-Borracha

(NVH) e Fixação de Roda, com mais de

Proxira reforça portefólio com a marca MEGA

A

Proxira anunciou a integração da

MEGA no seu portefólio, na sequência

de um novo acordo estabelecido

com a marca espanhola, reconhecida

no mercado europeu pelas suas soluções de

elevação e prensas hidráulicas.

A colaboração surge num contexto de crescimento

e consolidação da Proxira no mer-

28 000 artigos para veículos ligeiros, veículos

comerciais ligeiros e veículos pesados,

todos com qualidade equivalente OE.

“Com o ‘All Around the Wheel’, estamos

a concretizar a nossa ambição: ser o parceiro

mais completo e indispensável no

aftermarket para componentes dos sistemas

de roda e eixo, formando um sistema

conectado.” afirma Phillipp Hess, Global

Sales Director, Group Sales Automotive.

“As oficinas querem menos parceiros, não

mais; maior eficiência e soluções completas

em que possam confiar, sempre. É exatamente

isso que o ‘All Around the Wheel’

lhes oferece.”

A campanha já foi lançada com ferramentas

online e offline para apoiar distribuidores

e mecânicos. Ao longo do ano, serão

implementadas fases adicionais, com

novas atividades a decorrerem em vários

canais e pontos de contacto.

cado nacional, reforçando a aposta da empresa

na disponibilização de equipamentos

direcionados para oficinas e profissionais

do setor automóvel.

A MEGA é uma marca com presença internacional,

associada à robustez, segurança

e fiabilidade dos seus produtos, nomeadamente

no domínio da engenharia de elevação

e das prensas hidráulicas. Com esta

nova representação, a Proxira passa a disponibilizar

aos seus clientes uma gama mais

alargada de soluções oficinais, orientadas

para a eficiência, produtividade e segurança

nas operações diárias.

Segundo a empresa, os profissionais do

setor já podem consultar a gama MEGA

diretamente no website oficial da Proxira

(https://proxira.pt/).

A Magneti Marelli Parts & Services renovou e expandiu

a sua gama de escovas limpa-para-brisas

para o mercado independente de peças, reforçando

a cobertura do parque automóvel europeu e

disponibilizando soluções pensadas para oficinas

e distribuidores.

A nova oferta está organizada em quatro famílias:

escovas convencionais universais, escovas

planas universais Touch Flat, kits Twin Flat para

aplicações específicas e soluções para limpa-vidros

traseiros. Segundo a marca, a gama combina

desempenho, durabilidade e facilidade de instalação,

recorrendo a borracha natural e sintética com

revestimento de grafite, de forma a reduzir o ruído,

melhorar o deslizamento e prolongar a vida útil.

A qualidade das escovas foi validada em testes de

durabilidade, resistência ao vento, temperaturas

extremas, radiação UV, ozono e agentes químicos.

Para facilitar a identificação das referências,

a Magneti Marelli disponibiliza ainda o sistema

digital WiperFinder e integração na TecAlliance.

As embalagens incluem instruções ilustradas e

códigos QR com vídeos de montagem.

Ovoko reforça garantia

nas peças usadas

A Ovoko, plataforma europeia especializada

em peças automóveis reutilizados, lançou uma

garantia de um ano para mais de 13 milhões de

peças usadas comercializadas através da sua

plataforma. A medida abrange atualmente 92%

das categorias disponíveis e pretende reforçar a

confiança dos compradores na aquisição de peças

reutilizadas online.

Em caso de avaria mecânica ou elétrica que comprometa

o funcionamento da peça, a cobertura

pode incluir reparação, substituição ou reembolso

até ao valor de compra, com um limite

máximo de 10 mil euros. Para motores e caixas

de velocidades, está ainda prevista uma comparticipação

nos custos de mão de obra, desde

que a instalação ou remoção seja feita por um

profissional.

A garantia exclui, entre outros produtos, vidros,

pneus, airbags, cintos de segurança, peças sujeitas

a desgaste normal ou componentes com

defeitos pré-existentes. A Ovoko opera com uma

rede de mais de quatro mil centros de desmantelamento

verificados na Europa, promovendo o

acesso a peças originais reutilizadas, mais acessíveis

e sustentáveis.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 9

Novo código QR protege

produtos LIQUI MOLY

A LIQUI MOLY introduziu um renovado sistema de

verificação digital, tendo como base o código QR

já antes usado nos seus óleos, com o objetivo de

reforçar a segurança, a transparência e o combate

às falsificações.

O novo processo assenta num novo código QR

individual e não copiável, identificado por uma

moldura verde na tampa da embalagem, que permite

verificar em tempo real a autenticidade do

produto.

Após a leitura do código, o utilizador recebe confirmação

imediata sobre a originalidade do óleo e

acede a informações adicionais sobre o produto.

Em caso de suspeita de falsificação, o sistema

encaminha o utilizador para uma plataforma de

autenticação e para um formulário de denúncia.

A implementação está a ser feita de forma gradual

e surge como resposta ao crescente problema das

contrafações, que podem provocar danos nos motores,

prejuízos económicos e perda de confiança

dos consumidores.

CONSELHOS OFICINAIS

BY GTAVA

A Organização oficinal

Ordem de Reparação (X)

Acidentes e furtos

Durante o período de intervenção do veículo,

o mesmo é dizer, enquanto o veículo

permanecer no reparador, e estiver à sua

guarda, este é responsável pelo mesmo e

pela sua boa conservação.

Por isso é tão importante que aquando da

receção do veículo o controlo visual do

mesmo seja sempre efetuado. Sempre que o

mesmo não se realizar o proprietário do veículo

pode imputar ao reparador quaisquer

danos que não estejam anotados neste controlo

visual. Também o nível de combustível

deve ser verificado e anotado pois o reparador

pode ser acusado de o ter consumido

ou utilizado.

Dada a possibilidade de existirem sempre

possibilidades de furtos, incêndios ou outras

quaisquer eventualidades que possam danificar

os veículos à guarda dos reparadores,

aconselha-se a que os mesmos tenham seguros

de responsabilidade civil e até mesmo

para danos eventuais que possam surgir por

reparações inadequadas e cujas consequências

possam ser avultadas em termos de

danos.

Os furtos dos objetos deixados no interior

do veículo não são da responsabilidade do

reparador, no entanto aconselha-se vivamente

que estas indicações estejam afixadas

no local de receção do veículo ou que

estejam presentes no clausulado da Ordem

de Reparação que deve ser assinada pelo

proprietário do veículo.

A satisfação dos clientes é afetada sempre

que casos de objetos deixados nos veículos

desapareçam, quer por incúria dos colaboradores

quer por furto. Dada a impossibilidade

de prova da existência desses mesmos

objetos é que se recomenda que não sejam

permitidos que estes sejam deixados nos

veículos durante as intervenções oficinais.

Paulo Quaresma

GTAVA.PT

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PRODUTOS DO MÊS

PROBLEMA

Os sprays multiusos devem satisfazer um elevado

número de requisitos e apesar dos infinitos usos que

têm, nem sempre são tão eficazes como prometem.

SOLUÇÃO

Seja no automóvel, na oficina ou em casa, os sprays

multiusos são muito apreciados como auxiliares

universais. Se a fechadura da porta emperrar, os

parafusos ficarem presos no escape defeituoso, a porta

de casa ranger ou o corta-relvas não arrancar: o LM-40 é

a solução ideal. Para todos os usos.

O LM-40 (Ref. 3391 – 400 ml, também disponível

em 50 e 200 ml) lubrifica, limpa, solta, protege e

trata. Mantém as peças móveis a funcionar durante

muito tempo. Solta rapidamente parafusos calcinados

e enferrujados. Dissolve e elimina a sujidade e os

resíduos de óleo e lubrificante entranhados. Protege

da ferrugem e da corrosão e cuida dos componentes

cromados, alcançando, graças à sua elevada capacidade

de penetração, até os pontos de lubrificação menos

acessíveis.

Vantagens

• Melhora a condutividade elétrica

• Utilização universal

• Sem silicone

• Dissolve a sujidade e remove a ferrugem

• Lubrifica e cuida

• Reduz a fricção e o desgaste

• Capacidade de penetração ideal

• Neutro para plásticos, pinturas, metais e madeira

• Boa resistência à água e proteção contra a corrosão

Óleo em destaque

O Top Tec 4200 (Ref. 8972 1L) é um óleo Longlife

5W30 muito completo, baseado em tecnologia sintética.

Protege de forma excelente contra o desgaste, baixa o

consumo de óleo e de combustível e garante uma rápida

lubrificação do motor. Desenvolvido para utilização em

diversos veículos do Grupo Volkswagen, sendo também

adequado para vários veículos da BMW e da Mercedes-

Benz, bem como para modelos específicos da Porsche,

entre outras marcas, permitindo cobrir uma ampla gama

de aplicações com um único óleo.

FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM

www.liqui-moly.com

INFORMAÇÕES

info.iberia@liqui-moly.com

Dica Ambiental by

Eco -Partner

NOVAS RESPONSABILIDADES PARA

QUEM DISTRIBUI PEÇAS AUTOMÓVEL

O Regulamento (UE) 2024/1781, que estabelece o

novo quadro europeu de ecodesign para produtos

sustentáveis, marca uma mudança relevante para

as empresas de distribuição de peças e produtos

automóvel. Ainda que os veículos completos

estejam, em grande parte, abrangidos por legislação

setorial própria, o regulamento aplica-se

de forma clara aos componentes, consumíveis

e produtos intermédios colocados no mercado,

como pneus, lubrificantes, que foram integrados

na lista prioritária de atuação com prazo de

definição até 19 e de abril de 2025.

Na prática, isto significa que o papel do distribuidor

evolui. Já não basta assegurar que o produto

chega ao cliente: passa a ser necessário que o

distribuidor verifique se o produto cumpre os

requisitos legais aplicáveis, incluindo a existência

de marcação CE (ou equivalente), a correta

rotulagem e, quando exigido, a associação a um

Passaporte Digital do Produto. Esta informação

deve estar disponível não só em ponto de venda

físico, mas também em vendas à distância,

catálogos e plataformas online. Note-se que a

infraestrutura do registo digital do passaporte

deverá ser finalizada pela Comissão até 19 de

julho de 2026.

Outro aspeto frequentemente desvalorizado

prende-se com a logística. O regulamento deixa

claro que o distribuidor é responsável por garantir

que as condições de armazenamento e transporte

não comprometem a conformidade ambiental do

produto. Em termos simples, um produto que sai

conforme do fabricante pode deixar de o ser se

for mal armazenado ou manuseado – e, nesse

caso, a responsabilidade recai sobre quem o

colocou no mercado.

Num minuto...

A Hankook celebra em 2026 o seu 85.º

aniversário, assinalando um percurso

marcado pela inovação, crescimento internacional

e afirmação enquanto fabricante

premium de pneus.

Importa ainda destacar a situação das peças

de marca própria. Sempre que um distribuidor

comercializa um produto sob o seu próprio nome

ou marca, ou modifica um produto de forma que

afete os seus requisitos de sustentabilidade, passa

a ser tratado legalmente como fabricante. Isso

implica obrigações acrescidas, como a avaliação

de conformidade e a existência de documentação

técnica adequada. É um ponto crítico que exige

atenção estratégica, sobretudo para empresas

que apostam na diferenciação através de marca

própria.

Por fim, no que diz respeito à gestão de produtos

não vendidos, o regulamento proíbe a destruição

de produtos de consumo não vendidos. Para já, ficam

proibidas as grandes empresas de destruírem

têxteis e calçado não comercializados a partir de

19 de julho de 2026. Esta proibição será alargada

às médias empresas a partir de 19 de julho de

2030. A Comissão Europeia fica habilitada a adotar

atos delegados para acrescentar novos produtos

à lista de produtos cuja destruição será proibida,

podendo abranger produtos do setor automóvel.

Embora o regulamento já esteja em vigor, a

Comissão Europeia prevê um período de adaptação

de, pelo menos, 18 meses entre a aprovação

de regras específicas para cada produto e a sua

aplicação obrigatória. Assim, as exigências práticas

para pneus e lubrificantes deverão surgir de

forma faseada entre 2025 e 2026, sendo que as

médias empresas dispõem de um prazo alargado

até 2030 para as obrigações mais rigorosas de

reporte de desperdício.

Em síntese, o novo enquadramento europeu

reforça a ideia de que distribuir peças automóvel

não é apenas uma atividade comercial.

É também uma função com responsabilidades

claras ao nível da conformidade ambiental, da

informação ao mercado e da rastreabilidade dos

produtos. Antecipar estas exigências será decisivo

para reduzir riscos e garantir continuidade num

mercado cada vez mais regulado.

Caso necessite apoio neste ou outros temas não

hesite, contacte-nos!

Eco-Partner SA,

o seu parceiro no Ambiente…

A Midas reforçou a sua presença no

interior do país com a abertura de uma

nova oficina em Portalegre, consolidando

a presença desta rede oficinal

no Alto Alentejo.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 11

Sidem renova catálogo

online e app

Grupo Autozitânia realiza EureTechDay 2026

A Sidem renovou o seu catálogo online e a respetiva

aplicação móvel, com o objetivo de tornar

mais rápida, simples e precisa a identificação de

peças de direção e suspensão para veículos ligeiros

e comerciais ligeiros.

A nova plataforma permite pesquisar referências

por marca, modelo do veículo ou referência

OE, disponibilizando informação detalhada sobre

cada produto, incluindo especificações técnicas,

características, benefícios, imagens de diferentes

ângulos e vídeos de instalação.

Segundo a Sidem, o catálogo online cobre mais

de 10.000 referências, abrangendo 54 marcas e

1.579 modelos, posicionando-se como uma das

bases de dados mais completas do aftermarket

neste domínio. Tanto o catálogo como a app são

atualizados diariamente, garantindo aos profissionais

acesso a informação técnica atualizada.

Disponível para smartphone e tablet, a aplicação

permite a consulta em ambiente oficinal ou

em mobilidade, apresentando as peças por modelo

e de acordo com a lógica da sua montagem

no veículo, reduzindo o risco de erro na seleção.

O

Grupo Autozitânia recebeu dezenas

de parceiros europeus da rede Eure-

Car para dois dias de debate sobre o

futuro do setor automóvel, no passado mês

de junho.

O armazém de Leiria do Grupo Autozitânia

foi palco de duas jornadas intensas de trabalho

conjunto, com a participação de parceiros

e fornecedores de toda a Europa integrados

na rede EureCar.

Organizado pela AD Internacional, o evento

reuniu dezenas de profissionais do setor para

debater os temas mais prementes da atualidade:

a transição para a mobilidade elétrica e a

manutenção de veículos elétricos, a entrada

de veículos chineses no mercado europeu, as

ameaças ao setor do aftermarket no quadro

legislativo comunitário, e as estratégias de suporte

técnico e formação para a rede oficinal.

A agenda incluiu ainda uma visita às instalações

do Grupo em Leiria, que permitiu aos

participantes internacionais conhecer em primeira

mão a operação logística da empresa.

Nas palavras de Jorge Varandas, Gestor de

Marketing do Grupo Autozitânia, “Acolher

o EureTechDay 2026 foi um motivo de orgulho

para o Grupo Autozitânia. Este evento

confirmou o nosso posicionamento como

parceiro de referência no mercado e o reconhecimento

da nossa operação por parte da

rede europeia AD Internacional. Estamos

num momento de transformação profunda

do setor, da mobilidade elétrica à nova

geração de veículos e é precisamente nestes

eventos que construímos as respostas para o

futuro.”

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A TECNECO é hoje a única alternativa independente no

mundo da filtração automotiva, à disposição do setor de

pós-venda Aftermarket na Itália e em todo o mundo.

Oferece uma gama completa de filtros de ar, filtros de óleo,

filtros de combustível, filtros de cabine e filtros para

transmissões automáticas, destinados a aplicações em

automóveis, veículos comerciais ligeiros, máquinas

agrícolas e equipamentos industriais, com cobertura total

da frota circulante europeia.

DIGITALIZE

CODIGO QR PARA

ENTRAR NO

NOSSO MUNDO


12

NOTÍCIAS

OPINIÃO

Delphi lança gama

Professional+

A EFICIÊNCIA É O VERDADEIRO

MOTOR DO NEGÓCIO NO

AFTERMARKET

O aftermarket automóvel está a viver uma

das maiores transformações da sua história. A

eletrificação, as novas exigências ambientais,

a evolução tecnológica dos motores e a crescente

pressão sobre a eficiência operacional

estão a redefinir prioridades em toda a cadeia

de valor. Neste novo contexto, já não basta

vender peças, serviços ou lubrificantes. Hoje,

o aftermarket vende eficiência.

Eficiência operacional, energética, técnica,

ambiental e também logística. Porque os

desafios atuais obrigam oficinas, distribuidores

e gestores de frota a procurar soluções capazes

de garantir maior durabilidade, menores

consumos, redução de emissões, máxima

fiabilidade e disponibilidade de produto.

É precisamente aqui que o papel dos lubrificantes

assume uma nova dimensão estratégica.

Deixaram de ser apenas um produto de

manutenção para se tornarem uma ferramenta

tecnológica essencial na otimização do desempenho

dos motores modernos, veículos

híbridos e novas soluções de mobilidade, mas

também um elemento-chave numa cadeia de

abastecimento que exige rapidez, consistência

e proximidade

Na Moeve, esta transformação traduz-se

numa aposta clara em soluções tecnologicamente

avançadas, preparadas para responder

às exigências dos motores modernos, veículos

híbridos e novas formas de mobilidade mas

também numa cadeia logística eficiente e

resiliente, preparada para responder de forma

ágil às necessidades do mercado.

Num minuto...

A BILSTEIN reforçou a sua gama

de suspensão com a introdução

dos amortecedores de substituição

OE B4 DampTronic para o BMW

X5 e BMW X6

As novas formulações permitem reduzir o

atrito interno, melhorar a proteção térmica

e aumentar a eficiência global do motor,

contribuindo para menores consumos e maior

durabilidade dos componentes. Ao mesmo

tempo, acompanham a crescente complexidade

técnica dos veículos e equipamentos

atuais, onde a fiabilidade e a performance

são cada vez mais determinantes.

Mas a eficiência já não se mede apenas em

desempenho técnico. Mede-se também na

forma como os produtos são desenvolvidos,

produzidos e disponibilizados. A Moeve integra

a sustentabilidade na sua estratégia

desde a origem, utilizando energia 100%

sustentável nos processos de produção dos

seus lubrificantes, e desenvolvendo soluções

alinhadas com os desafios da descarbonização

e da transição energética, e ao mesmo tempo

que otimiza a sua rede logística para reduzir

tempos, emissões e ineficiências ao longo de

toda a cadeia.

O próprio aftermarket tornou-se mais tecnológico,

especializado e exigente. Hoje, o

mercado valoriza não apenas produto, mas

também conhecimento técnico, capacidade

de adaptação, proximidade e fiabilidade no

fornecimento. Num setor em rápida mudança,

a colaboração entre marcas, distribuidores e

profissionais, suportada por cadeias logísticas

eficientes, será decisiva para garantir continuidade

de negócio e acelerar a evolução

do mercado.

O futuro do aftermarket será marcado pela

capacidade de combinar inovação, desempenho,

sustentabilidade e disponibilidade. E, num

setor cada vez mais competitivo, a eficiência

deixou de ser apenas uma vantagem: passou

a ser um fator essencial para crescer e responder

aos desafios da mobilidade do futuro.

João Madeira

Diretor comercial de Lubrificantes da Moeve

A Kamoka alargou a sua gama de peças

com a introdução de cablagens para injetores,

uma solução destinada à reparação

e substituição de ligações elétricas danificadas

nos sistemas automóveis.

A Delphi lançou a nova gama de pastilhas de travão

Professional+, desenvolvida especificamente para veículos

comerciais ligeiros sujeitos a utilização intensiva.

A solução foi concebida para frotas, oficinas e operadores

profissionais que procuram maior durabilidade,

desempenho consistente e menor custo total de propriedade.

Ao longo de 2026, a gama será alargada até 58 referências,

assegurando uma cobertura de até 70% do parque

europeu de veículos comerciais ligeiros, incluindo aplicações

como Mercedes-Benz Sprinter e Vito, Ford Transit,

Volkswagen Transporter, Fiat Ducato e Iveco Daily.

Segundo a Delphi, as novas pastilhas oferecem uma

vida útil média 40% superior à das pastilhas convencionais

do aftermarket, sem aumentar o desgaste dos

discos. A gama integra cinco camadas de qualidade,

incluindo chapa antirruído, placa de suporte de alta resistência,

camada térmica, novo material de fricção e

superfície otimizada em fábrica.

As pastilhas Professional+ são fornecidas com massa

lubrificante específica e contam com garantia de cinco

anos ou 80.000 quilómetros.

TotalEnergies e Stellantis

reforçam parceria

A TotalEnergies e a Stellantis renovaram e alargaram

a sua parceria estratégica na Europa, reforçando uma

colaboração com mais de 50 anos no desenvolvimento

e fornecimento de óleos de motor e lubrificantes para

as marcas do grupo automóvel.

O novo acordo assenta em quatro pilares principais:

investigação e desenvolvimento, competição, colaboração

no pós-venda e sustentabilidade. A parceria passa

agora a abranger dez marcas da Stellantis: Fiat, Jeep,

Lancia, Alfa Romeo, Abarth, Citroën, DS Automobiles,

Opel, Vauxhall e Peugeot.

No âmbito desta colaboração, as duas empresas lançam

uma gama com imagem de ambas as empresas

de óleos de motor, composta pelas linhas TotalEnergies

Quartz MOPAR e TotalEnergies Quartz EV3R MOPAR

SUSTAINera, ambas aprovadas para as mais recentes

especificações harmonizadas FPW da Stellantis.

A aposta na circularidade é também reforçada pelo TotalEnergies

Quartz EV3R 10W40, desenvolvido a partir

de óleos base 100% regenerados e associado à estratégia

SUSTAINera. Segundo as empresas, esta parceria

pretende garantir soluções mais eficientes, fiáveis e

sustentáveis para a manutenção dos veículos Stellantis.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 13

Inovpeças abre loja de

peças em Vila Nova de Gaia

750 novos componentes

eletrónicos na gama Hella

A Inovpeças reforçou a sua presença no mercado

nacional com a abertura de um novo

armazém e loja de retalho de peças auto em

Vila Nova de Gaia, criado com o objetivo de

estar mais próxima dos clientes e responder

de forma mais rápida e eficiente às necessidades

da região.

A nova unidade vem juntar-se à rede já existente

da empresa, que inclui lojas em Lousada

– Caíde de Rei, onde se encontra a sede, Marco

de Canaveses, Penafiel, Resende, Valongo,

Paredes, Castelo de Paiva, Amarante e Paços

de Ferreira.

Com este novo espaço, a empresa reforça o

compromisso de disponibilidade, proximidade

e qualidade de serviço que afirma fazerem

parte da sua identidade. A Inovpeças dispõe

de uma ampla oferta de peças e componentes

para o setor automóvel, procurando apoiar os

seus clientes com uma resposta profissional e

adequada às exigências do mercado.

A

Hella anunciou a introdução de mais

de 750 novas referências durante o

primeiro semestre de 2026, alargando

a sua oferta para o mercado independente

de pós-venda.

A expansão responde ao aumento da procura

por componentes eletrónicos nos veículos

modernos, onde sistemas de segurança, gestão

do motor, controlo de emissões, iluminação

e assistência à condução assumem um

papel cada vez mais relevante.

As novas referências abrangem várias famílias

de produtos com forte crescimento

na reparação eletrónica, incluindo sensores

de radar ADAS, sensores ABS, sensores de

pressão diferencial para sistemas de controlo

de emissões, sensores de temperatura,

sensores NOx, atuadores eletrónicos, sensores

de nível de óleo, sensores de posição da

cambota, unidades de controlo eletrónico,

sensores TPMS, sondas lambda e sistemas

de lavagem. A ampliação permite aumentar

significativamente a cobertura para veículos

europeus, asiáticos e americanos.

A empresa destacou ainda o reforço da cobertura

para aplicações ligadas a fabricantes

emergentes e veículos de nova geração.

Neste contexto, foram lançadas as primeiras

50 referências destinadas a veículos asiáticos,

incluindo aplicações para marcas como

Leapmotor, MG, BYD, Polestar, Changan,

Chery, Great Wall, JAC e NIO.

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Distribuidor oficial

www.dispnal.pt

comercial@dispnal.com


14

OFICINA LEGAL

O QUE MUDOU COM O DECRETO-LEI 9/2025, O QUE É EXIGIDO PARA LICENCIAR

UMA OFICINA - E PORQUÊ ISTO IMPORTA MAIS DO QUE PARECE

O CAE que consta no

seu registo pode já não

ser o correto

Há uma pergunta que raramente é feita quando se abre uma oficina - ou quando se trata de alterar o objeto

social de uma empresa já existente: o CAE está correto? O Código de Atividade Económica é um número. Quatro

ou cinco dígitos que classificam a atividade da empresa para efeitos estatísticos, fiscais e regulatórios. Uma

formalidade, diria a maioria. Mas uma formalidade com consequências práticas que vão desde a dificuldade em

aceder a determinados apoios e financiamentos até à irregularidade do exercício da própria atividade.

CONTEÚDO DESENVOLVIDO A PARTIR DA FORMAÇÃO OFICINA LEGAL, REALIZADA PELA CAR ACADEMY

2/9 SÉRIE

Em 2025, o tema ganhou nova

urgência. O Decreto-Lei

9/2025, de 24 de janeiro, introduziu

a Revisão 4 da Classificação

Portuguesa das Atividades

Económicas, substituindo os códigos

CAE que o setor automóvel conhecia há

décadas. Se a sua oficina não atualizou

o CAE, pode estar a exercer atividade

com uma classificação que já não existe

- com tudo o que isso implica.

O QUE MUDOU COM O CAE REV.4

A revisão do CAE não foi uma simples

renumeração. Refletiu mudanças estruturais

na economia - a emergência de

novos modelos de negócio, a digitalização,

a evolução dos serviços - e trouxe

alterações que afetam diretamente o setor

de reparação e comércio automóvel.

Para a maioria das oficinas, o impacto

mais imediato é a substituição do CAE

45200 pelo novo CAE 95310.

CAE ANTERIOR

45200

45310

45320

45110

49320

DESIGNAÇÃO ANTERIOR

Manutenção e reparação

de veículos automóveis

Comércio por grosso

de peças e acessórios

Comércio a retalho

de peças e acessórios

Comércio de veículos

automóveis ligeiros

Transporte ocasional

de passageiros em

veículos ligeiros

CAE REV.4

(DL 9/2025)

95310

46720

47820

47811

49320

NOVA DESIGNAÇÃO

Reparação de veículos

automóveis e motociclos

Comércio por grosso de

peças e acessórios para

veículos automóveis

Comércio a retalho de

peças e acessórios em

mercados

Comércio a retalho de

veículos automóveis

novos e usados

(sem alteração)


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 15

Um CAE

desatualizado não

é apenas uma

irregularidade

administrativa

- pode invalidar

licenças, dificultar

financiamentos e

complicar inspeções.

A atualização do CAE não é automática. A

empresa tem de proceder à alteração formal

junto do Registo Comercial ou da Conservatória,

conforme o caso. Enquanto essa atualização

não for feita, a empresa mantém um

código que, na melhor das hipóteses, é considerado

desatualizado e, na pior, pode ser

interpretado como incorreto pelas entidades

fiscalizadoras.

O QUE É EXIGIDO PARA

EXERCER A ATIVIDADE

O licenciamento de uma oficina de reparação

automóvel em Portugal é regulado pelo

Decreto-Lei 207/2008, de 23 de outubro.

Este diploma define as condições de acesso e

exercício da atividade, os requisitos das instalações,

as obrigações de identificação e as normas

de funcionamento.

Para além do CAE correto, a oficina tem de

ter: alvará ou título de abertura do estabelecimento

emitido pela câmara municipal competente,

instalações que cumpram os requisitos

técnicos definidos na lei, identificação do

estabelecimento afixada de forma visível no

A afixação do preçário

não protege apenas

o cliente, protege a

oficina em qualquer

disputa sobre o valor

cobrado.

O QUE VERIFICAR NA SUA EMPRESA - LICENCIAMENTO E CAE

O CAE registado na empresa corresponde à atividade

efetivamente exercida e está atualizado para a Revisão 4 (DL 9/2025).

Se a oficina exerce mais do que uma atividade (reparação e comércio

de peças, por exemplo), estão registados todos os CAE aplicáveis.

O alvará ou título de abertura do estabelecimento está

válido e corresponde às instalações e atividades atuais.

A identificação do estabelecimento (nome e

NIF) está afixada de forma visível no exterior.

exterior, e horário de funcionamento afixado.

O alvará não é um documento que se obtém

uma vez e se guarda numa gaveta. Está associado

às condições físicas do estabelecimento.

Se a oficina mudar de instalações, expandir a

área, alterar o tipo de atividade exercida ou

mudar de titular, o alvará pode ter de ser atualizado

ou reemitido. A ausência de alvará válido

é uma irregularidade que pode determinar

a interdição do exercício da atividade.

O horário de funcionamento está afixado na entrada ou na receção.

O preçário com os preços dos serviços e da mão-de-obra

está afixado em local visível na zona de atendimento ao público.

A informação sobre o livro de reclamações está afixada na receção.

O QUE VERIFICAR NO

REGISTO COMERCIAL

A certidão permanente da empresa, disponível

em www.portaldaempresa.pt, indica o

CAE registado. É o documento que qualquer

banco, entidade pública ou fiscalizador vai

consultar. Se o CAE não corresponde à

atividade efetivamente exercida, seja porque

está desatualizado face ao DL 9/2025, seja

porque a atividade evoluiu, a atualização

deve ser tratada com urgência.

O ESTUDO DE CASO:

A OFICINA DO RUI

O Rui tem uma oficina de mecânica geral há

doze anos. Quando abriu, registou o CAE

45200 - manutenção e reparação de veículos

automóveis - que era o código correto na

altura. Nos últimos anos, passou a vender

também peças e acessórios ao balcão, uma

atividade que, entretanto, cresceu. Nunca

atualizou o CAE nem adicionou o código

correspondente ao comércio de peças.

Quando solicitou um financiamento bancário

para modernizar o equipamento, o banco

pediu a certidão permanente da empresa.

O código CAE 45200, já substituído pelo

95310 na revisão de 2025, levantou questões

sobre a regularidade da atividade. O processo

atrasou meses. Quando finalmente uma

fiscalização da ASAE visitou o estabelecimento

para verificar as condições de venda

ao público, a falta do CAE de comércio a

retalho foi registada no auto.

O caso do Rui não é excecional, é representativo.

O CAE acumulou duas irregularidades

que individualmente poderiam

parecer menores, mas em conjunto criaram

um problema real: dificuldade de acesso a

financiamento e uma infração documentada

em inspeção.

A AFIXAÇÃO OBRIGATÓRIA:

O QUE TEM DE ESTAR NA RECEÇÃO

Para além do CAE e do alvará, a lei impõe

um conjunto de obrigações de afixação que

são sistematicamente verificadas em inspeções

da ASAE. Na receção ou zona de atendimento

ao público, devem estar afixados e

visíveis: a identificação do estabelecimento

com nome e NIF, o horário de funcionamento,

o preçário com os preços dos serviços

e da mão-de-obra, e informação sobre o

livro de reclamações.

A ausência de qualquer destes elementos é

uma contraordenação diretamente fiscalizável.

Não existe período de tolerância nem

aviso prévio obrigatório antes de ser lavrado

o auto. O inspetor verifica - e se não está

afixado, regista a infração.

A afixação do preçário merece atenção especial:

não é apenas uma formalidade legal.

É também uma proteção para a própria oficina.

Em caso de disputa sobre o valor cobrado

por um serviço, a existência de um

preçário afixado e devidamente atualizado

é o principal argumento da oficina para demonstrar

que o cliente foi informado dos

preços antes de autorizar a reparação.

Base legal: Decreto-Lei 9/2025, de 24

de janeiro – CAE Revisão 4. Decreto-Lei

207/2008, de 23 de outubro – Regime jurídico

das oficinas de reparação de automóveis.

Portaria 1288/2005, de 15 de dezembro –

Preçários obrigatórios.

No próximo artigo: Gestão ambiental e

resíduos – o que a oficina tem de registar,

entregar e documentar para cumprir a lei

ambiental.


16

VIVER ELÉTRICO PRO

7/12 SÉRIE 3

Ir de férias de elétrico

está mais fácil

A expansão da rede pública de carregamento está a transformar a experiência das viagens em veículo elétrico,

sobretudo nos principais eixos. Mais postos, mais potência e maior cobertura tornam hoje percursos como Porto-

Algarve mais simples, rápidos e previsíveis do que há apenas um ano.

Durante anos, viajar em Portugal

com um automóvel elétrico

exigia algum planeamento,

sobretudo nos períodos de férias.

A viagem entre o Porto e

o Algarve era o exemplo clássico: possível,

mas dependente da disponibilidade

dos carregadores e de alguma margem

para imprevistos. No verão de 2026, a

realidade parece ter mudado.

A conclusão do corredor ultrarrápido da

Galp na A1 e na A2 representa uma das

evoluções mais relevantes da infraestrutura

nacional de carregamento. Distribuídos

por oito hubs em áreas de serviço

estratégicas, os 96 pontos ultrarrápidos

instalados permitem potências até 400

kW, alterando significativamente a experiência

de quem percorre longas distâncias.

A diferença face ao verão passado é evidente.

Em 2025, a rede já apresentava

cobertura razoável, mas persistiam situações

em que os condutores dependiam

de postos isolados ou de menor

potência, sobretudo nos períodos de

maior procura. Hoje, os hubs com múl-

TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO

tiplos carregadores reduzem o risco de

filas prolongadas e aumentam a previsibilidade.

Na prática, fazer Porto-

-Algarve aproxima-se cada vez mais da

experiência de viajar com um veículo a

combustão.

Mas a melhoria vai além da Galp. Desde

agosto passado, com o novo Regime

Jurídico da Mobilidade Elétrica, a Tesla

abriu a sua rede a todos os veículos e retomou

a expansão da rede Supercharger,

com hubs muitas vezes situados a poucas

centenas de metros das saídas das

autoestradas. O crescimento de soluções

junto a saídas, centros comerciais, hotéis

e zonas de restauração aumentou as alternativas

disponíveis e reduziu a dependência

de um número limitado de postos

estratégicos, geralmente com preços

mais competitivos.

O Algarve merece análise própria. Tradicionalmente

apontado como uma das

regiões mais críticas no verão, devido

ao forte aumento da população sazonal,

tem vindo a beneficiar de um reforço

gradual da infraestrutura. A pressão sobre

a rede é elevada nos meses de férias,

não só pelo aumento de turistas, mas

também porque muitos profissionais de

TVDE se deslocam temporariamente

para a região para responder à procura.

Este fenómeno concentra mais veículos

eletrificados numa zona já sujeita a

utilização intensa. Ainda assim, Faro

apresenta hoje dos melhores indicadores

de cobertura por habitante, enquanto a

multiplicação de postos em áreas urbanas,

turísticas e comerciais oferece mais

opções aos utilizadores.

A aposta não passa apenas por instalar

mais postos ou hubs, mas também por

elevar as potências disponíveis. Para viagens

longas, a diferença entre carregar

a 50 kW e carregar a 150, 350 ou 400

kW não é apenas técnica: é a diferença

entre uma paragem que condiciona a

viagem e uma pausa normal para café,

casa de banho ou refeição. Além disso,

mais postos e mais potência significam

maior rotatividade. Mesmo quando um

hub apresenta ocupação elevada, cada

veículo permanece menos tempo ligado,

reduzindo os tempos de espera e aumentando

a capacidade efetiva da rede.

Para quem este ano se fizer à estrada

rumo ao Algarve, a principal conclusão

será simples: viajar de veículo elétrico

em Portugal tornou-se mais fácil. E esse

é o caminho natural para a evolução da

transição energética.

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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 17


18

ATUALIDADE

b.again

Nova vida para

as baterias de lítio

A b.again é uma empresa de Braga, integrada no gigantesco universo dst group, que atua na reciclagem de

baterias de iões de lítio. Com capacidade industrial e logística instalada para tratar do fim de vida das baterias

dos veículos elétricos, a empresa é pioneira na área a nível ibérico.

TEXTO PAULO HOMEM

O

crescimento da mobilidade

elétrica está a criar desafios

em toda a cadeia de valor

automóvel. À medida que aumenta

o número de veículos

elétricos e híbridos em circulação, cresce

também a necessidade de encontrar soluções

industriais, seguras e sustentáveis

para as baterias de iões de lítio que chegam

ao fim de vida, ou que ficam danificadas

em acidentes ou que resultam de

desperdícios de produção (que podem até

vir de outras indústrias que não a automóvel).

É precisamente neste contexto que se posiciona

a b.again, empresa de Braga pertencente

ao dst group, dedicada à reciclagem

de baterias de lítio, mas que assegura

também toda a logística “segura” inerente

ao armazenamento e transporte deste resíduo.

A empresa atua num segmento ainda

muito recente em Portugal (mesmo na

península ibérica), mas que deverá ganhar

cada vez mais relevância nos próximos

anos, quer pela evolução do parque automóvel

eletrificado, quer pela necessidade

de reduzir a pressão sobre matérias-primas

críticas como o lítio, o cobalto, o níquel

ou a grafite.

Segundo Pedro Dias, Project Manager na

b.again, a empresa “tem, essencialmente,

duas linhas de negócio: a parte da reciclagem

das baterias em fim de vida e a

instalação de soluções de armazenamento

de energia com baterias ”, explica.

No entanto, é na reciclagem que a empresa

assume um posicionamento mais

diretamente ligado ao setor automóvel

e ao aftermarket. A b.again recebe baterias

de veículos elétricos, mas também

baterias de outros dispositivos que usam

o lítio, assegurando o seu transporte,

armazenamento, diagnóstico, descarga,

desmantelamento e tratamento mecânico

até à obtenção da chamada massa negra,

produto intermédio onde se concentram

materiais críticos que poderão depois ser

recuperados por processos metalúrgicos.


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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 19

PROCESSO

A operação começa na logística, uma fase

considerada crítica pela empresa. A b.again

assegura recolhas em todo o território nacional

e está já a preparar a expansão para o

mercado ibérico. Mesmo quando a legislação

permite isenção de transporte ADR abaixo

de determinados limites, a empresa opta por

aplicar procedimentos mais exigentes. “Estamos

isentos do transporte ADR até 333 kg,

no entanto, em todas as recolhas que fazemos

aplicamos o standard ADR. Estamos a falar

de um resíduo perigoso e queremos assegurar

que não traz qualquer tipo de impacto, não só

para nós como para os nossos clientes”, explica

Pedro Dias.

A empresa trabalha com um prazo máximo

de 15 dias úteis para recolha, embora a média

esteja nos cinco dias úteis. Esse prazo inclui a

preparação do pedido, a definição das condições

de segurança e o transporte adequado da

bateria até às instalações da empresa. “Temos

uma equipa logística a trabalhar a 100% diretamente

com os nossos clientes para preparar

o pedido, fazermos a recolha das baterias de

forma adequada e geri-las da forma mais correta,

ambiental e logisticamente”, adianta.

A segurança é um dos pontos centrais da atividade.

As baterias são armazenadas em parques

específicos, concebidos para este tipo de

resíduo, com estruturas resistentes ao fogo e

à explosão. Pedro Dias explica que estes espaços

foram pensados para resistir a temperaturas

muito elevadas durante um período

prolongado.

A b.again dispõe de capacidade de armazenamento

de baterias para várias centenas de

toneladas. Antes de entrarem no processo de

reciclagem, as baterias passam por diagnóstico

e descarga. A empresa utiliza um sistema

de classificação por níveis de risco, com

identificação verde, amarela e vermelha, que

permite determinar o estado de segurança da

bateria e a forma como deverá ser tratada.

A descarga pode ser feita por via eletrónica,

com recuperação de energia para a rede, ou

por via húmida, nos casos em que a bateria

está danificada e não permite ligação segura a

equipamentos. “Todas as baterias são descarregadas

a 0 volts. Podemos fazê-lo de forma

eletrónica, retirando a energia da bateria e

entregando-a à rede, ou, se for uma bateria

acidentada ou danificada, descarregá-la por

via húmida”, explica o responsável.

Depois da descarga, as baterias são desmanteladas.

A b.again remove cablagens, plásticos,

placas eletrónicas, ferro, alumínio e outros

componentes que são encaminhados para valorização

com outros operadores.

Segue-se a trituração em atmosfera inerte, de

modo a reduzir o risco de reação ou incêndio.

“Por muito que as baterias sejam descarregadas

totalmente, poderão existir cargas residuais

em cada célula”.

Um dos diferenciais tecnológicos apontados

pela empresa está na temperatura do processo,

realizado a baixa temperatura. Esta opção

permite evitar a formação de gases fluorados

altamente tóxicos, comuns em processos que

recorrem a temperaturas mais elevadas ou

incineração. “O grande diferencial do nosso

processo acaba por ser a baixa temperatura.

Ao fazermos isto, conseguimos que não se

produzam esses componentes e conseguimos

uma abordagem mais limpa”, refere.

A b.again afirma recuperar sempre mais de

95% dos materiais das baterias, podendo chegar

a valores próximos dos 98%, dependendo

da química e do tipo de bateria. A capacidade

anual de processamento permite a reciclagem

de vários milhares de toneladas de baterias,

com preparação já para aumentar a capacidade

instalada, acompanhando o crescimento

esperado do mercado.


20 ATUALIDADE

MASSA NEGRA

O produto final do processo mecânico é a

massa negra, um concentrado metálico que

contém, entre outros materiais, lítio, cobalto,

níquel, manganês e grafite. Atualmente,

a empresa encaminha esta massa negra para

parceiros especializados, mas já está a desenvolver

internamente, a nível laboratorial, processos

de extração e purificação dos metais.

A ambição passa por evoluir para uma fase

em que esses materiais possam regressar à

produção de novas baterias. “A ideia será devolver

aqueles materiais de volta à produção,

fechando aqui um círculo na sustentabilidade”,

acrescenta o Project Manager da b.again.

A empresa dispõe ainda de laboratórios de

controlo de qualidade, hidrometalurgia, electrónica

de potência e alta tensão. Estes permitem

analisar os materiais à entrada, durante

o processo e no produto final, assegurando

rastreabilidade, conformidade com normas

europeias e emissão de certificados de reciclagem.

Esta dimensão será particularmente

relevante com a entrada em vigor do passaporte

das baterias, previsto no enquadramento

europeu.

A ligação ao setor automóvel é evidente.

Grande parte das baterias recebidas pela

b.again tem origem em veículos elétricos, embora

a empresa trate todo o tipo de baterias

de lítio. Para Pedro Dias, o crescimento do

parque elétrico vai aumentar de forma significativa

a necessidade deste tipo de serviço.

APOIAR O PÓS-VENDA

O responsável sublinha a importância de

apoiar concessionários, oficinas e operadores

que ainda têm dúvidas sobre o correto

manuseamento destes componentes. “Há

muito desconhecimento. Já fomos chamados

pelos bombeiros de Braga e por várias

entidades para ajudar no transporte de baterias

e perceber como tratar baterias depois

de acidentes”, refere.

Para as oficinas e concessionários, a proposta

de valor é clara: retirar das instalações um resíduo

perigoso e garantir que o mesmo é encaminhado

para uma unidade preparada para

o tratar. “Nós vamos literalmente retirar-lhes

um perigo das oficinas”, afirma Pedro Dias,

acrescentando que “ao recolhermos este resíduo

da parte do cliente, resolvemos-lhes um

problema e trazemos este tipo de resíduo para

o local certo.”

Integrada no dst group, a b.again beneficia da

capacidade industrial e logística de um grupo

com 55 empresas, cerca de 4.000 trabalhadores

e uma faturação anual que, em 2024,

atingiu 655 milhões de euros. O grupo tem

atividade em áreas como construção, indústria,

telecomunicações, ambiente, energia,

promoção imobiliária e cultura, o que permite

à b.again integrar competências técnicas e

operacionais de diferentes áreas.

Além da reciclagem, a empresa desenvolve

também soluções de armazenamento de

energia com baterias de primeira vida, para

aplicações residenciais, comerciais, industriais

e de apoio à rede. Nesta área, atua em modelo

chave na mão, desde o estudo e engenharia

até à construção, instalação e suporte pós-

-venda. Ainda assim, para o setor automóvel,

é a reciclagem que assume maior relevância,

sobretudo pela crescente necessidade de dar

resposta a baterias em fim de vida, danificadas

ou provenientes de acidentes.

A b.again assume-se como o primeiro reciclador

de baterias de lítio em Portugal e mesmo

na região ibérica, num setor que exige investimento,

conhecimento técnico e processos

de elevada especialização. “Isto exige um investimento

muito grande, nas infraestruturas,

equipamentos e mão de obra. É um processo

super especializado e também perigoso, que

tem que ser feito por pessoas e entidades altamente

especializadas”, resume Pedro Dias.

Num momento em que a mobilidade elétrica

continua a ganhar expressão, a gestão do

fim de vida das baterias torna-se uma peça

essencial para garantir que a transição energética

é, de facto, sustentável. A b.again quer

ocupar esse espaço, recuperando materiais

críticos, reduzindo a dependência da extração

de novos recursos e dando às baterias de

lítio um novo começo.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 21


22 ATUALIDADE

PPG FOCA-SE NA PRODUTIVIDADE E SUSTENTABILIDADE DA OFICINA DE COLISÃO

Digitalização do processo

de pintura prossegue

A PPG dinamizou um evento em Barcelona, no seu Business Development Center de Rubí, para mostrar à imprensa os

investimentos que está a fazer em diversas áreas que visam aumentar a produtividade de uma oficina de colisão, mas

também seguir o caminho da sustentabilidade em qualquer que seja a vertente.

TEXTO PAULO HOMEM

Num evento de caráter eminentemente

prático, a PPG apostou

sobretudo em mostrar as potencialidades

de dois dos seus mais recentes

produtos. Um deles o novo

verniz rápido Low Energy D8178, o outro

mais no domínio da digitalização fazendo demonstrações

práticas da inovadora tecnologia

para a mistura de tinta, o PPG Mix’n’Shake.

LOW ENERGY D8178

O novo D8178 Low Energy é um verniz rápido

desenvolvido para responder às crescentes exigências

das oficinas de repintura automóvel em

matéria de produtividade, eficiência energética

e sustentabilidade. Concebido para reduzir o

tempo gasto no processo sem comprometer a

qualidade final do acabamento, o novo produto

permite às oficinas aumentar a capacidade

produtiva e diminuir os custos operacionais.

Um dos principais destaques do D8178 é precisamente

a sua flexibilidade de secagem. Dependendo

das necessidades da oficina, o verniz

pode secar em apenas cinco minutos a 50°C,

dez minutos a 40°C ou atingir o estado livre

de pó ao fim de 15 minutos a 20°C, oferecendo

diferentes opções para otimizar o fluxo de

trabalho.


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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 23

Concretamente, a equipa da PPG, neste evento

testou em ambiente real o verniz D8178

em duas modalidades de secagem diferentes:

numa peça foi aplicado na sua versão de secagem

ao ar, ou “Baixa Energia”, e noutra peça

semelhante foi posto à prova o modo de “Alta

produtividade” através de uma aplicação com

temperatura, permitindo comparar processos,

tempos de aplicação, secagem e resultados

de cada trabalho.

O destaque foi para o modo de secagem ao ar,

que pode proporcionar até 65% de poupança

energética face a um verniz convencional

secado durante 20 minutos a 60 ºC. No entender

dos responsáveis da PPG, trata-se de

uma vantagem especialmente relevante num

contexto em que as oficinas procuram melhorar

a sua rentabilidade (reduzindo custos

operacionais) e incrementar os seus objetivos

de sustentabilidade.

“O novo verniz rápido Low Energy PPG

DELTRON D8178 é mais um exemplo de

como o nosso compromisso com a sustentabilidade

orienta a inovação por detrás dos

nossos produtos. O resultado é um verniz versátil

que garante um acabamento premium,

melhorando o desempenho e a eficiência na

oficina”, afirma Paolo Tornaghi, Diretor de

Automotive Refinish da PPG Iberia. “Com

ele, os pintores beneficiam de um maior

controlo sobre o seu fluxo de trabalho, sem

comprometer a produtividade e melhorando

a experiência dos clientes”.

A MIX’N’SHAKE EM FUNCIONAMENTO

A mais recente incorporação do já vasto ecossistema

digital tecnológico da PPG (denominado

PPG LINQ) é a nova Mix’n’Shake.

Depois de em 1999 ter sido pioneira com o

lançamento da PPG MoonWalk, o sistema

automatizado de mistura de tinta, que em

Portugal já tem várias dezenas de máquinas

instaladas, a PPG não mais parou, destacando-se

desde então o lançamento do espetrofotómetro

PPG DigiMatch, capaz de agilizar

e melhorar a identificação do acabamento a

reproduzir, o software PPG VisualizID, que

facilita a gestão digital da cor, o PPG LINQ

Color, que centraliza a informação cromática

e os processos de formulação e também o PPG

MagicBox, um assistente digital que ajuda a

ligar e gerir de forma mais eficiente as operações

da oficina.

O Mix’n’Shake é uma inovadora solução que

automatiza o tradicional método de mistura

manual graças a um novo equipamento combinado

com um copo de design único e exclusivo

que se liga diretamente à pistola de pulverização.

Através de uma demonstração prática

conduzida por Peter Montenegro, IT Manager

Digital Color Tools, e Alex Pallares, New

Business Manager da PPG Iberia, foi possível

comprovar como o PPG Mix’n’Shake proporciona

misturas de tinta perfeitamente homogeneizadas

que ajudam a melhorar tanto a produtividade

como a qualidade dos processos de

repintura. Desta forma obtém-se menos erros

e repetições, mas também um aumento estimado

pela PPG de 6% nas horas de trabalho

anuais da oficina, contribuindo para aumentar

tanto a produtividade como a qualidade dos

processos de repintura na oficina.


24 ATUALIDADE

JORNADAS TÉCNICAS DE INOVAÇÃO, INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

(PORTO)

Grandes desafios moldam

o futuro das oficinas

O Instituto de Emprego e Formação Profissional organizou, nas suas instalações no Porto, as Jornadas Técnicas de

Inovação, focadas nas áreas da mecatrónica automóvel, digitalização e sustentabilidade. A principal conclusão é que o

futuro do pós-venda é mais desafiante que nunca.

A

eletrificação, a digitalização, o

acesso à informação técnica, a

inteligência artificial e a necessidade

de novos métodos de diagnóstico

estiveram no centro do

debate dedicado ao futuro da mecatrónica

automóvel, no decorrer do primeiro painel

das Jornadas Técnicas de Inovação, promovidas

pelo Instituto de Emprego e Formação

Profissional (Porto). Este painel, com o

tema, “O Futuro da Mecatrónica Automóvel”,

moderado por Ricardo Pinto, da Academia

Ser Caetano – Formação de Jovens,

reuniu Bruno Passeira, da STCP, Paulo

Homem, diretor da revista PÓS-VENDA,

e Jorge Zózimo, da T. Academy.

Para Paulo Homem, o primeiro desafio das

oficinas é o tempo. A evolução tecnológica

está a acontecer a uma velocidade tal que

muitas empresas ainda estão a ponderar

investimentos em informação, formação e

equipamentos quando o mercado já avançou

para outro patamar. Na sua análise, a

nova geração de veículos obriga as oficinas a

repensarem profundamente a sua atividade.

A mecânica tradicional continua a ser importante,

mas já não é suficiente. Eletrónica,

eletricidade, física, software e capacidade de

interpretação técnica passaram a ser competências

essenciais, mesmo nos veículos de

combustão, que integram cada vez mais tecnologia

embarcada.

Outro ponto considerado crítico para as oficinas

é o acesso à informação. Sem dados

técnicos atualizados, sem procedimentos

corretos e sem acesso a plataformas de apoio,

torna-se cada vez mais difícil diagnosticar,

reparar e prestar um serviço competente

ao cliente. O responsável da PÓS-VENDA

alertou ainda para o facto de o acesso à informação

estar cada vez mais condicionado

pelas marcas, o que obriga muitas oficinas a

integrarem redes, grupos ou estruturas que

lhes permitam chegar mais facilmente a esses

conteúdos técnicos.

Jorge Zózimo, da T. Academy, reforçou que

a formação técnica tem de acompanhar a

rapidez da evolução tecnológica, mas defendeu

que isso só é possível se forem abandonados

modelos demasiado tradicionais de

ensino. Na sua perspetiva, não basta colocar

equipamentos, máquinas de diagnóstico,

dados técnicos ou plataformas digitais

à disposição dos profissionais. É necessário

ensinar os técnicos a pensar, a interpretar e

a seguir métodos de diagnóstico produtivos.

O responsável sublinhou que muitas dificul-


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 25

dades não resultam da falta de tecnologia,

mas da falta de método. Um técnico pode

ter acesso a todos os dados da viatura e, ainda

assim, não conseguir resolver o problema

se não souber estruturar o raciocínio. Por

isso, defendeu uma formação mais prática,

mais próxima da realidade das empresas e

complementada por apoio técnico personalizado.

Neste novo contexto, a formação

deixa de ser apenas um momento em sala

ou oficina pedagógica e passa a prolongar-se

para o local de trabalho. O técnico, perante

uma avaria concreta, poderá necessitar de

apoio imediato, consultoria remota e orientação

especializada. O objetivo final, sublinhou

Jorge Zózimo, é simples: permitir que

as oficinas sejam mais produtivas, façam

bem à primeira e consigam ganhar dinheiro

com o seu trabalho técnico.

O debate passou também pelo perfil dos

jovens técnicos. Jorge Zózimo lembrou que

esta não é a primeira revolução tecnológica

vivida pelo setor. Nos anos 90, a chegada da

injeção eletrónica já tinha provocado um

choque profundo nas oficinas, habituadas a

métodos essencialmente mecânicos e empíricos.

Hoje, a mudança é diferente, mas volta a

exigir adaptação. A nova geração tem maior

familiaridade com o ambiente digital, mas

isso não significa automaticamente maior

capacidade de diagnóstico. Para Jorge

Zózimo, o essencial continua a ser ensinar

a pensar, criar método e tornar a profissão

atrativa para jovens que podem encontrar na

eletrónica, na informática, na inteligência

artificial e na mobilidade elétrica áreas mais

estimulantes do que a imagem tradicional

da mecânica.

A eletrificação, defendeu, também deve ser

desmistificada. Nem todas as oficinas terão

de reparar baterias ou sistemas de alta tensão.

Algumas poderão limitar-se a intervenções

mecânicas em veículos elétricos, seguindo

procedimentos de segurança. Outras poderão

especializar-se em eletrónica, baterias,

motores elétricos e sistemas de gestão. O importante

é que cada empresa saiba qual o seu

posicionamento, quais as competências necessárias

e quais os limites da sua intervenção.

Apesar da crescente importância da eletrónica

e do digital, o painel também deixou claro

que a mecânica tradicional não pode ser

esquecida. A evolução dos veículos não elimina

a necessidade de compreender motores,

sistemas mecânicos, suspensões, travagem ou

lubrificação. Pelo contrário, a complexidade

atual exige uma visão mais integrada.

A manutenção preventiva foi outro ponto

destacado. As oficinas têm um papel fundamental

na educação do cliente, explicando

a importância de respeitar especificações

de lubrificantes, intervalos de manutenção

e recomendações dos fabricantes. Quando

esta pedagogia falha, os custos podem surgir

mais tarde sob a forma de avarias muito

mais graves.

Do lado da STCP, Bruno Passeira explicou

que a realidade de uma frota pesada é hoje

marcada pela coexistência de várias tecnologias.

Diesel, gás natural, elétrico e hidrogénio

podem conviver na mesma operação,

obrigando os técnicos a dominar diferentes

sistemas e procedimentos. A manutenção de

autocarros urbanos é particularmente exigente.

São veículos sujeitos a muitos quilómetros,

circulação em cidade, peso elevado, elevado

número de passageiros e necessidade de disponibilidade

permanente. A capacidade de

intervenção rápida, incluindo assistência na

via pública, continua a ser essencial.

A digitalização acrescenta novos requisitos.

Tal como nos ligeiros, os autocarros incorporam

cada vez mais radares, câmaras, sistemas

de assistência à condução e equipamentos que

exigem calibração após substituição ou intervenção.

O perfil do técnico de manutenção

de pesados está, por isso, a evoluir para uma

combinação entre robustez operacional, conhecimento

técnico tradicional e domínio de

ferramentas digitais.

A inteligência artificial foi apontada como

uma das próximas grandes ferramentas de

apoio à reparação automóvel. Jorge Zózimo

defendeu que os agentes digitais terão um papel

crescente no apoio aos técnicos, à gestão

da oficina, ao atendimento ao cliente e à formação

pós-curso.

Estes sistemas poderão funcionar como assistentes,

capazes de orientar processos de

diagnóstico, disponibilizar informação técnica,

apoiar decisões e acompanhar o técnico

durante a reparação. Para os jovens, mais habituados

ao digital, a interação com avatares

ou agentes inteligentes será mais natural. Para

técnicos com muitos anos de oficina, será necessária

adaptação.

Muitos outros assuntos foram debatidos neste

evento, como também houve a oportunidade

de visitar as oficinas do Instituto de Emprego

e Formação Profissional (Porto). Tratam-se

de oficinas exemplares para a formação, totalmente

equipadas, com equipamentos modernos

e múltiplas valências, que certamente

serão objetivo de reportagem aqui na PÓS-

-VENDA, numa outra oportunidade.


26 ATUALIDADE

AURON – CARRETOS

Revolução digital na

manutenção independente

Desenvolvida pelo Carretos Group, a nova plataforma AURON promete iniciar uma nova era na orçamentação de serviços

de manutenção de veículos Mercedes-Benz.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Lançada oficialmente no passado mês

de junho, a plataforma AURON

representa uma nova etapa na estratégia

de inovação da CARRE-

TOS. Concebida para simplificar a

relação entre os condutores e a manutenção

automóvel, a plataforma permite obter orçamentos

imediatos, efetuar agendamentos

online e aceder a total transparência financeira.

“A plataforma AURON surgiu de

uma dor real sentida pela empresa e pelos

nossos clientes ao longo de anos, pela dificuldade

em responder com agilidade a pedidos

de orçamento de manutenção”, explica

David Carreto, fundador da CARRETOS,

que recorda que, no modelo tradicional, os

processos faziam com que os orçamentos

demorassem dias ou até semanas a chegar

ao cliente, o que acabava por se traduzir na

perda de inúmeras oportunidades de negócio.

“Havia falta de capacidade de resposta à

procura existente no mercado, embora existissem

meios humanos e tecnológicos. Além

disso, não havia uniformização no momento

da elaboração dos orçamentos por parte

das equipas”. Para David Carreto, a rapidez

na apresentação de um orçamento é hoje

um fator decisivo na escolha do prestador de

serviços. “Numa época em que os consumidores

estão habituados ao imediatismo das

compras online, a ausência de uma resposta

rápida pode significar a perda de um cliente.

Quando o cliente sabe o preço na hora,

decide no momento. Se não sabe, mais facilmente

decide fazer o serviço na concorrência

que lhe apresente logo o preço, e perdemos

uma venda. Por isso, idealizei uma ferramenta

para uniformizar todo o processo e

tornar tudo muito mais simples”, explicou o

responsável à revista PÓS-VENDA.

“YOUR TIME IS GOLD”

Apresentada oficialmente a 20 de junho, na

unidade CARRETOS do Cacém, a AURON

assenta no conceito que o tempo dos clientes

é valioso, sob o lema “Your Time is Gold”. O

nome da plataforma traduz a ideia de valor e

exclusividade, enquanto a identidade visual recorre

à cor dourada para demonstrar o seu posicionamento

premium. O logótipo incorpora

ainda um relógio na letra “O”, como forma de

simbolizar a promessa da marca, que passa por

devolver tempo aos condutores. “A experiência

visual foi desenhada para dar autoridade

ao utilizador. O site destaca a imagem de uma

chave Mercedes, simbolizando que o cliente

tem o comando total do processo de decisão.

Além do orçamento de manutenção, o cliente

pode adicionar serviços como a substituição

de baterias, de escovas ou a lavagem, com o

valor a atualizar-se no momento. O cliente


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 27

tem o controlo e seleciona os serviços adicionais

e de mobilidade que pretende incluir na

intervenção”. Assim, através da AURON, os

proprietários de Mercedes-Benz podem saber,

a qualquer momento, o custo exato da revisão

em função da quilometragem da viatura. Basta

simular para conhecer o valor da próxima

manutenção e, ao mesmo tempo, perceber

quanto irá custar manter o veículo ao longo

do tempo, permitindo um melhor planeamento

financeiro, até no momento da compra

de um Mercedes-Benz. Durante o processo

de cálculo do orçamento, o cliente tem ainda

acesso à data da próxima inspeção obrigatória,

podendo adicionar serviços complementares e

soluções de mobilidade. Depois de concluída

a simulação, pode agendar de imediato a intervenção,

sem ter de aguardar pelo envio do

orçamento e por um contacto posterior para

marcação. Para concretizar este projeto, David

Carreto reuniu quatro empresas especializadas,

transformando uma ideia numa plataforma

totalmente integrada. A automatização deste

processo permite também libertar as equipas

das tarefas repetitivas de elaboração de orçamentos,

para que possam dedicar mais tempo

ao acompanhamento e aconselhamento dos

clientes. “Num processo manual, tínhamos de

consultar o histórico do veículo e cruzar essa

informação com os trabalhos já realizados e

com o plano de manutenção, o que se traduzia

em perdas de tempo e demora na resposta ao

cliente”, explica David Carreto.

PREVISIBILIDADE

Um dos objetivos centrais da AURON é

trazer maior estabilidade financeira ao negócio,

através da previsibilidade das manutenções,

em contraste com a incerteza das

avarias. Para David Carreto, a eficiência

operacional deve assemelhar-se a modelos

de sucesso de resposta rápida. “O nosso

modelo de negócio baseia-se nos serviços de

manutenção programada dos veículos, por

isso o nosso objetivo é aumentar o volume

de revisões, através da criação de um canal

de oferta ágil, rápido e simples de utilizar”,

acrescenta o responsável da CARRETOS.

FLEXIBILIDADE FINANCEIRA

Para além da transparência técnica, a AU-

RON oferece também um processo claro

na gestão financeira dos clientes, que podem

optar pelo pagamento imediato via

MBWay, referência multibanco, cartão de

crédito ou até pagamentos faseados. “Além

disso, a plataforma introduz um sistema de

códigos de desconto personalizados para gerir

parcerias com empresas e comunidades.

A ideia é, por exemplo, trabalhar com frotas

que tenham vários veículos Mercedes, através

da atribuição de códigos de desconto”,

adianta David Carreto.

INTEGRAÇÕES FUTURAS

O lançamento da plataforma foi apenas o

primeiro passo de uma visão tecnológica

ambiciosa do fundador da CARRETOS.

David Carreto adianta que estão previstos

desenvolvimentos que incluem integração

com inteligência artificial para agendamentos

via WhatsApp ou voz, assim como a

expansão da AURON para outras áreas do

aftermarket. “Somos, comparativamente à

concorrência, muito mais ágeis na decisão

e na concretização dos projetos. Ao contrário

do que acontece na maioria das soluções

concorrentes, a AURON apresenta preços

de forma imediata e permite efetuar a marcação

sem depender do contacto posterior

de um colaborador. Por isso, a grande vantagem

desta plataforma é, não só a padronização

dos orçamentos, mas também a rapidez

de marcação de serviços e, com isso, o tempo

que poupa ao cliente”.

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28

MERCADO

VIEROL

Agilidade familiar,

alcance global

Sob gestão familiar, a Vierol diferencia-se pela agilidade e proximidade ao cliente, além de uma gama de mais de

65 mil referências para o aftermarket.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

caminho do seu 50.º aniversário

em 2027, a Vierol mantém,

desde a sua fundação, a

sua essência como uma empresa

independente, “o que

lhe confere uma vantagem competitiva

crucial face a grandes corporações. Com

presença em 125 países, a estrutura permite

que as decisões sejam tomadas com

rapidez”, explicou à REVISTA PÓS-

-VENDA Xavier Torres Romero, Key

Account Manager da marca. “A Vierol

continua a ser uma empresa familiar, o

que é importante, porque, no final, os

caminhos dentro da empresa são muito

curtos, e, por isso, é fácil um cliente chegar

até nós. Quando um cliente precisa

de algo, respondemos de forma muito

rápida, somos muito ágeis, e isso é uma

vantagem em comparação com outras

marcas ou empresas de dimensão e hierarquia

maiores”.

COMPROMISSO Q+

A oferta da Vierol está dividida em três

marcas: a VEMO, a VAICO e a AC-

KOJA, que garantem uma cobertura

de 95% do parque automóvel europeu

e português. “Para a Vierol, a qualidade

não é apenas uma promessa, mas um

processo rigoroso certificado pelo selo

Q+, que garante componentes fabricados

sob os mesmos padrões das peças

originais. A empresa possui um labora-


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 29

VEMO, VAICO E ACKOJA

A oferta da Vierol está dividida em três

marcas, por forma a oferecer uma cobertura

de 95% do parque automóvel europeu:

tório próprio na Alemanha com tecnologia

de medição de última geração para testar

funcionalidade e ajuste”, refere Xavier Romero,

que adianta: “Dizer que somos uma

marca premium não vale de nada se não o

demonstrarmos. Por isso, temos um departamento

de qualidade que, assim que a

mercadoria chega ao nosso armazém, realiza

controlos rigorosos com máquinas de última

geração. Temos feito investimentos muito

fortes precisamente para poder demonstrar

que a qualidade que vendemos equivale à de

origem. Um exemplo claro são os nossos kits

de distribuição. Há muitos anos, a gerência

decidiu que todas as nossas caixas seriam de

qualidade OE, porque se trata de um produto

extremamente complexo e delicado onde

não se pode facilitar”.

EXPERT KIT FINDER

A empresa está na vanguarda da digitalização,

com o lançamento do EXPERT KIT

FINDER. Esta ferramenta utiliza inteligência

artificial e um chatbot para simplificar a

identificação de peças, guiando o utilizador

para o kit de reparação ideal sem necessidade

de inserir dados complexos do veículo.

VIEROL ACADEMY

EXPERT KITS+

Xavier Romero indica que o conceito de Expert

Kits+ é o maior diferencial da Vierol.

Estes kits reúnem sob uma única referência

todos os componentes necessários para uma

reparação, incluindo parafusos, juntas e

acessórios. “Com os Expert Kits, o que fazemos

é, sob uma só referência, dentro de uma

só caixa, a oficina tem tudo o que precisa

para fazer a reparação completa. Então, não

só oferecemos peças, mas oferecemos soluções

de reparação inteligentes. Se o mecânico

tem um carro no elevador à espera porque

faltam peças, é tempo e dinheiro que a

oficina perde”. O responsável acrescenta que

esta solução não beneficia apenas a oficina,

mas também o distribuidor, ao evitar erros

de identificação e reduzir drasticamente as

devoluções.

EMISSÕES E ELETRIFICAÇÃO

No que toca à sustentabilidade, a Vierol

responde às exigências ambientais com

uma vasta gama de produtos para redução

de emissões, norma Euro 6, como sensores

NOx, válvulas EGR e injetores de AdBlue.

Olhando para o futuro, a marca já disponi-

• VAICO: Focada em componentes mecânicos

de motor e transmissão. Referência

em kits de mudança de óleo para caixas

automáticas e oferece peças de nicho, como

coletores de admissão e tampas de culata;

• VEMO: Especialista em eletrónica, sensores

e climatização, atuando como o “cérebro”

do veículo. Destaca-se pela estratégia “First

to Market”, com o lançamento de peças

que muitas vezes só estavam disponíveis

na origem;

• ACKOJA: Marca dedicada exclusivamente

a veículos coreanos e japoneses, como

Hyundai, Toyota e Mazda, unindo a precisão

alemã aos padrões de fabrico asiáticos.

biliza mais de 10.000 referências para veículos

elétricos e híbridos, com foco especial

na gestão térmica e sensores de temperatura

de bateria.

A Vierol acredita que o seu papel vai além do

fornecimento de peças, investindo fortemen-

te na profissionalização do setor através da

Vierol Academy, que disponibiliza vídeos de

montagem multilingues no YouTube, boletins

técnicos e formação presencial na Alemanha

e localmente. “Não se trata apenas de vender,

mas também de formar e estar presente para o

cliente. Na nossa academia, mostramos como

se faz a montagem e a reparação de referências

concretas porque, no final, o que queremos é

que a oficina se profissionalize e que seja uma

empresa rentável”, explica Xavier Romero.

LOGÍSTICA

A logística da Vierol baseia-se num armazém

central automatizado na Alemanha, que

garante disponibilidade de stock superior a

90%. “Em Portugal, colaboramos com parceiros

como a Auto Delta, a Filourém, a Leirilis

e o grupo Drive, assegurando entregas

de 24 a 48 horas. O sistema está integrado

diretamente nos B2B dos distribuidores,

permitindo consultas de stock em tempo real

e uma cadeia de abastecimento altamente

coordenada”, conclui o responsável.

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30

MERCADO

KYB

Diversificação de produtos

Reconhecida pelos amortecedores, a KYB está agora a ampliar a sua oferta, entrando nos segmentos de direção e

suspensão e consolidando a sua presença no aftermarket.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

KYB sustenta a sua operação numa

infraestrutura de escala global,

sendo o maior fabricante de componentes

hidráulicos no Japão e

um dos principais fornecedores do

mercado pós-venda na Europa. Com a maior

fábrica de amortecedores do mundo em Gifu

e três unidades produtivas na Europa, a marca

garante uma disponibilidade constante, suportada

por uma rede logística com mais de 4,5

milhões de peças em stock no continente. Com

Juan Carlos Díez à frente da operação ibérica,

a marca japonesa, que produz um milhão de

amortecedores OE por semana, está focada em

oferecer qualidade premium, suporte técnico

digital e uma gama de produtos em expansão.

DIREÇÃO E SUSPENSÃO

A KYB está a transformar a sua imagem de

fabricante “monoproduto”, dedicada aos

amortecedores, para um fornecedor global

de componentes. “Além dos amortecedores,

foi lançada recentemente a linha de peças de

direção e suspensão. Historicamente, sempre

fomos uma marca quase de um só produto,

mas, há alguns meses, lançámos as peças de

direção e suspensão. Estamos a trabalhar, a

pouco a pouco, nesse mercado. Esta expansão

está diretamente orientada para o aftermarket,

com uma cobertura crescente da

gama de direção disponível no TecDoc, já

capaz de cobrir a grande maioria do parque

automóvel europeu”.

Juan Carlos Díez

Diretor Comercial do Mercado Europeu


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 31

PORTUGAL

A evolução da presença da marca nos últimos

cinco anos em Portugal é descrita por

Javier González Moriche como uma trajetória

de crescimento consistente. A evolução

da marca foi muito positiva nestes últimos

anos. O envelhecimento do parque automóvel

em Portugal é visto pela marca como

uma oportunidade, “A idade do parque em

Portugal ajuda-nos, pois há muita procura

pelas nossas peças, embora traga o desafio

da concorrência de marcas de baixo custo e

das vendas online. A resposta da KYB não

é competir no preço, mas sim na segurança

e no serviço logístico. O nosso objetivo

é continuar a consolidar a nossa posição no

mercado com o único objetivo de satisfazer

a procura do cliente final. Além de continuarmos

a trabalhar no posicionamento

do valor premium da nossa marca, para tal

continuaremos a apoiar e a formar os nossos

clientes com a mensagem clara de que

os produtos de marcas premium continuam

a ser os mais valorizados e procurados entre

os profissionais do setor.

ai177080567417_AFr SANTOGAL Pecas 200x135.pdf 1 11/02/2026 10:27

DISTRIBUIÇÃO

A KYB em Portugal utiliza uma rede de distribuição

mais seletiva e técnica. “O foco reside

em capacitar comercialmente aos nossos

parceiros para que o suporte chegue da melhor

forma às oficinas. Temos ido ganhando

quota de mercado pouco a pouco, mas não

pretendemos ter muitos mais distribuidores,

apenas a nossa posição nos atuais. não costumamos

visitar as oficinas diretamente, mas

fazemos muita formação com o distribuidor.

Na nossa página web, as oficinas podem encontrar

vídeos de montagem, ferramentas

de apoio e fichas técnicas. Tentamos fazer as

máximas formações possíveis com as equipas

comerciais dos distribuidores, para que sejam

eles, que estão no dia-a-dia com o mecânico,

a transmitir toda a informação técnica e ferramentas

necessárias”, indica Javier González

Moriche. “Este modelo permite à KYB garantir

proximidade ao mercado e um suporte

técnico eficaz no aftermarket, assegurando

que as oficinas têm acesso não só ao produto,

mas também à informação e formação necessárias

para a sua correta aplicação”, conclui o

responsável.

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para todos os carros, entregas para todo o lado.

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32

MERCADO

CARBOB

Fomentar a digitalização

das oficinas

A Carbob chegou ao setor oficinal com um software que integra múltiplas funcionalidades, para permitir uma gestão

completa da oficina numa única plataforma e evitar a dispersão por várias ferramentas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Oferecer um software que simplifique

o dia a dia e impulsione a

digitalização total das oficinas

foi o objetivo dos cinco sócios

da Carbob para o mercado automóvel,

quando idealizaram este produto.

Pensado para ter uma interface intuitiva,

o software desenvolvido pela empresa “não

nasceu de suposições, mas de um trabalho

de campo intensivo. Dedicámo-nos a fazer

uma análise do mercado. Ouvimos quem

está na linha da frente, falámos com dezenas

de oficinas, para perceber quais são os principais

problemas que têm no dia a dia e de

que forma os poderíamos ajudar. Com base

nesse feedback das oficinas, desenvolvemos

um sistema exclusivo para este setor, o que

é uma das principais características diferenciadoras

em relação a uma grande parte dos

produtos que estão no mercado”, explicou à

PÓS-VENDA Pedro Pessanha, um dos fundadores

da empresa.

SOLUÇÃO COMPLETA

Um dos desafios identificados pela equipa da

Carbob foi a fragmentação de ferramentas no

dia a dia das oficinas. “Atualmente, os profissionais

perdem tempo precioso a alternar entre

plataformas para consultar dados técnicos

e, depois, a introduzir manualmente essa informação

noutros sistemas. A nossa proposta

é centralizar tudo, permitindo, por exemplo,

acompanhar o estado das viaturas em tempo

real e enviar propostas diretamente ao cliente

por email ou WhatsApp. O objetivo é ter também

uma funcionalidade de orçamentação,

com base na identificação automática da viatura

pela matrícula, incluindo acesso a informação

técnica, peças e tempos de reparação,

que permite às oficinas fazer o orçamento com

informação técnica diretamente no sistema.

Portanto, dar às oficinas uma ferramenta que

permita fazer toda a gestão”, avançou o responsável.

“É preciso que as oficinas tenham

uma ferramenta que faça tudo, porque, caso

contrário, os técnicos não a usam. Se tiverem

de repartir informação por diferentes soluções,

têm de fazer trabalho manual a passar dados

de um lado para o outro, perdem informação

e não conseguem medir o negócio com dados

fiáveis.” Pedro Pessanha indicou também que

as oficinas se queixam da morosidade nos orçamentos,

da dificuldade na alocação de peças

e do facto de muitos softwares ainda não estarem

na nuvem, e, face a isso, a Carbob pretende

“acabar com o papel e a caneta e com as

limitações de acesso à informação. As oficinas

queixam-se muito do tempo que perdem a

fazer orçamentos e a fazer a alocação manual

das referências das peças a cada ordem de serviço.

Também o facto de algumas soluções

nem sequer estarem na nuvem, sendo soluções

instaladas no computador, dificulta o acesso à

informação. Além disso, há oficinas que ainda

trabalham apenas com papel e caneta e têm dificuldade

em consultar histórico, entre outros

aspetos, e que nem sequer estão digitalizadas.”


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Num mundo cada vez mais digital, a presença online de uma oficina pode ser a chave para

atrair mais clientes e aumentar a visibilidade do negócio. Mas como garantir que a sua oficina

se destaca num mercado tão competitivo? A VARTA, líder em soluções de baterias automotivas,

oferece 6 conselhos essenciais para melhorar a sua presença online:

diretamente com os clientes.

NOTÍCIAS

Crie conteúdo de qualidade. Criar conteúdo relevante para o seu público também é

fundamental. Quando se trata de oficinas, o conteúdo deve ser educativo, informativo e

diretamente relacionado às necessidades dos clientes. Por exemplo, criar artigos sobre como

identificar sinais de desgaste na bateria ou vídeos demonstrando a manutenção adequada de

veículos.

Faça colaborações com marcas e influencers. Associar-se a marcas reconhecidas aumenta

a confiança dos clientes e a visibilidade online da sua oficina. Além disso, colaborar com

influencers e empresas do setor amplia o alcance e cria oportunidades de promoções conjuntas,

que podem ser muito atrativas para os clientes.

Aposte em avaliações online para construir confiança. As avaliações online são essenciais

para aumentar a confiança dos clientes na sua oficina. Incentive os clientes satisfeitos

a deixar feedback no Google, Facebook ou outras plataformas relevantes. Responder a estas

avaliações, tanto as positivas como as negativas, contribui para a boa reputação online.

Envie comunicações segmentadas para fidelizar clientes. Utilize newsletters ou mensagens

segmentadas para oferecer recordatórios de verificações, como check-ups de bateria ou

mudanças de óleo, e promoções exclusivas. Estas comunicações ajudam a manter a sua oficina na

mente dos clientes.

Torne-se parceiro da VARTA e apareça no portal. O VARTA Partner Portal oferece uma série

de serviços úteis para as oficinas, incluindo a oportunidade de aparecer no Pesquisador de

parceiros, onde clientes de todo o país procuram locais de confiança que utilizem baterias VARTA

e realizem testes de baterias. Inscreva-se gratuitamente no Portal e aproveite todas as vantagens.

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OFICINAS

Rafael Carvalho, Nuno Santos,

Pedro Pessanha, André Duarte e André Águeda

INTEGRAÇÃO

Apesar de ser uma solução “tudo-em-um”,

Pedro Pessanha indica que a Carbob não foi

criada para substituir ferramentas de faturação

certificadas, mas sim para se integrar

com elas e com distribuidores de peças.

“Esta integração permite automatizar processos

como a encomenda de componentes e

garantir uma maior fluidez na gestão diária

da oficina, evitando a duplicação de tarefas

e a dispersão de informação”.

CLIENTES

A plataforma foi também pensada para melhorar

a relação com o cliente, permitindo

acompanhar o estado da reparação e garantir

uma comunicação mais clara ao longo de

todo o processo. “Ao automatizar parte deste

contacto, as oficinas conseguem reduzir

o volume de chamadas e proporcionar uma

experiência mais transparente e eficiente”,

adiantou Pedro Pessanha.

O software da Carbob foi desenvolvido a pensar

em qualquer tipo de oficina, independentemente

da sua dimensão. “Queremos fomentar

ao máximo a digitalização do setor, por isso

criámos planos de parceria segmentados por

funcionalidades e não pelo número de funcionários.

O nosso foco está em todas as oficinas

GESTÃO

A par da orçamentação, a Carbob permite

uma gestão completa da operação da oficina.

Todas as ordens de reparação ficam centralizadas

numa única plataforma, onde é

possível consultar serviços efetuados, peças

associadas, histórico de intervenções e registo

de pagamentos. “Esta visão integrada

permite um maior controlo sobre o trabalho

em curso e facilita o acesso à informação

em tempo real”, adianta o responsável.

Para além da gestão interna, Pedro Pessanha

adianta ainda que esta solução inclui funcionalidades

orientadas para o crescimento

do negócio, como reservas online, criação

de perfil digital da oficina e integração com

plataformas como o Google. “Estas ferramentas

permitem aumentar a visibilidade,

captar novos clientes e garantir um fluxo de

trabalho mais constante”.

IMPLEMENTAÇÃO E SUPORTE

Sabendo que existem ainda muitas oficinas

a fazer a transição para processos digitais,

independentes e generalistas, sejam totalmente

independentes ou pertencentes a uma rede.

Seja qual for a dimensão da oficina, temos

uma solução para as respetivas necessidades.

Portanto, seja uma pessoa ou dez pessoas a

fazer parte da oficina, não vão pagar mais

por isso.”

Pedro Pessanha indica que a abordagem da

Carbob está focada na simplicidade e num

acompanhamento próximo, seja físico ou

remoto. “Já temos dezenas de oficinas a testar

a primeira versão do sistema e, neste momento,

estamos focados no onboarding dessas

oficinas ao nosso sistema, na formação,

na configuração e em todo o apoio e suporte

que vamos dar de forma contínua. Acreditamos

que esta vertente de acompanhamento

e de suporte no dia a dia, principalmente às

oficinas que estão a começar a digitalizar, é

muito importante”, adiantando ainda que

“o mercado oficinal em Portugal vale mais

de 3 mil milhões de euros e tem ainda uma

enorme margem para crescer digitalmente.

É neste contexto que a Carbob se posiciona,

ao apostar na simplificação de processos e

na digitalização como motor de crescimento

para as oficinas”.

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34

MERCADO

EMOTIVE

Combinar tradição e

sustentabilidade

A Emotive reúne várias marcas de referência pós-venda numa plataforma estratégica unificada, com o objetivo de oferecer

às oficinas e aos distribuidores uma gama abrangente de produtos.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

combinação de marcas icónicas

do mercado pós-venda com

uma visão centrada na sustentabilidade

e na inovação digital

deu origem à Emotive, uma organização

que tem como objetivo oferecer

uma gama completa de produtos a oficinas

e distribuidores de peças. “A Emotive não é

apenas um novo nome, mas o culminar de

décadas de experiência de marcas líderes de

mercado”, afirmou Martin Conrad, Diretor

Executivo da Emotive, que explicou à PÓS-

-VENDA a filosofia por trás desta integração:

“A Emotive é a integração inteligente

de décadas de experiência e conhecimento.

Ao reunir nomes como OPTIMAL, ERA,

MPM Oil, Platinum Plus, VEGE, MRT,

Starline e Triple QX, a organização cria uma

sinergia única que beneficia diretamente o

profissional do mercado pós-venda. O que

torna a Emotive única é a força e a diversidade

das marcas que a compõem. Cada marca

traz as suas próprias especializações, herança

e notoriedade”.

PLATAFORMA UNIFICADA

Martin Conrad afirmou que um dos principais

desafios e oportunidades que a empresa

enfrentou na construção da marca Emotive

foi garantir que as identidades e pontos

fortes individuais das suas marcas históricas

permanecessem intactos, ao mesmo tempo

que se criava uma plataforma estratégica

unificada. “Cada marca tem uma reputação

de longa data, conhecimentos especializados

e bases de clientes fiéis, pelo que preservar

esse capital tem sido uma parte central da

nossa abordagem”. Martin Conrad referiu

ainda que esta consolidação permite à Emotive

operar como um único fornecedor para

oficinas, simplificando processos que anteriormente

estavam fragmentados. “Ao consolidar

estas marcas bem estabelecidas sob a

marca Emotive, criámos uma solução única

para oficinas que privilegia a comodidade,

a fiabilidade e a amplitude da oferta. Esta

integração melhora o acesso ao mercado, reforça

a nossa cadeia de abastecimento e promove

a colaboração entre marcas. Ao mes-

Martin Conrad

Diretor Executivo da Emotive

mo tempo, permite-nos alcançar ganhos de

eficiência operacionais significativos. Agregámos

funções-chave como o marketing, o

desenvolvimento de produtos, o abastecimento

e a estratégia de entrada no mercado.

Isto permite-nos otimizar recursos, reduzir a

complexidade estrutural e oferecer um melhor

valor, seja através de preços mais competitivos,

ciclos de inovação mais rápidos ou

uma experiência do cliente mais fluida”.


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PORTUGAL

De acordo com Martin Conrad o mercado português

distingue-se pela lealdade a marcas de longa data

e por uma estrutura de distribuição específica,

diferente da vizinha Espanha. “Existem diferenças

notáveis entre os dois mercados. Os distribuidores

portugueses estão habituados a importar e a gerir

o seu próprio stock, enquanto as empresas espanholas

preferem o abastecimento local a partir dos

armazéns dos fabricantes em Espanha. O mercado

português é altamente competitivo, caracterizado

por um grande número de intervenientes ativos e

muitas marcas bem estabelecidas e com raízes

históricas que gozam de uma forte lealdade local.

Estamos confiantes de que a oferta diversificada

da Emotive nos posiciona excecionalmente bem”.

Refere que a estratégia da Emotive para Portugal se

centra na criação de valor através da qualidade e do

apoio técnico, sob o lema “Magic Drives”, através do

qual a empresa cria valor ao reunir marcas de confiança

numa única plataforma integrada. “Estamos

empenhados em dotar os nossos distribuidores e

oficinas do conhecimento e das ferramentas de

que necessitam. Oferecemos um apoio abrangente,

incluindo materiais de marketing, catálogos detalhados

de produtos e formação técnica ministrada

por especialistas. Ao dotar os nossos parceiros de

informações e recursos de ponta, garantimos que

possam navegar no mercado com confiança.

LKQ EUROPE

Martin Conrad salienta ainda que a força da Emotive

é reforçada pela sua relação com o distribuidor

LKQ Europe, “A LKQ garante-nos capacidades

logísticas e de distribuição inigualáveis. A parceria

com a LKQ permite-nos tirar partido de recursos,

infraestruturas e conhecimentos partilhados em

toda a sua operação. Reforça as nossas capacidades

logísticas, melhora os prazos de entrega e apoia a

nossa capacidade de oferecer uma gama de produtos

abrangente e de alta qualidade”. O CEO da

Emotive destaca ainda que a marca chega a clientes

em mais de 100 países, e fornece mais de 70

milhões de peças anualmente. “A nossa rede apoia

mais de 120 mil oficinas com acesso a um catálogo

de produtos com mais de 200 mil SKUs individuais.

Ao mesmo tempo, a Emotive mantém uma

rede de distribuição ampla e independente que se

estende muito além desta parceria. Trabalhamos

com parceiros cuidadosamente selecionados, que

partilham a nossa visão de qualidade de serviço e

excelência técnica”.

SUSTENTABILIDADE

No que toca à sustentabilidade, o responsável salienta

que “marcas como a VEGE e a MRT são

pilares fundamentais desta missão, pois oferecem

produtos que reduzem o consumo de matérias-primas

sem comprometer a qualidade. A remanufatura

é uma parte importante daquilo que vemos

como o futuro do pós-venda e está no centro da

nossa estratégia. Com as pressões crescentes para reduzir

o desperdício e a pegada de carbono, a VEGE

e a MRT estão posicionadas para responder a esta

necessidade. Além de alternativas sustentáveis, são

produtos fiáveis e de alta qualidade, que proporcionam

o desempenho esperado”. Além disso, salienta

que a abordagem sustentável da Emotive vai além

das peças, abrangendo toda a operação de embalagens

e logística. “A nossa abordagem à sustentabilidade

vai desde a conceção e aquisição de produtos

até à logística, embalagem e gestão do fim de vida.

Procuramos ativamente formas de minimizar a

nossa pegada de carbono, seja através da otimização

das redes de transporte, da melhoria da eficiência

dos materiais ou do desenvolvimento de soluções

de embalagem mais sustentáveis”.

OPTIMAL E ERA

Para o mercado português, uma das novidades

mais significativas é o regresso da marca OP-

TIMAL e a expansão contínua da gama ERA.

“Após anos de ausência, a OPTIMAL regressou

ao mercado ibérico. O nosso objetivo é restabelecer

o contacto com antigos parceiros e construir

novas relações, com uma gama abrangente

de produtos de alto desempenho, incluindo

sistemas de travagem, componentes de direção

e suspensão, kits de rolamentos de roda e soluções

de filtragem”, comentou Martin Conrad.

“O foco da Emotive não está na promoção de

produtos individuais, mas em disponibilizar

toda a força do portfólio OPTIMAL como um

fornecedor de sistemas de confiança”. No que

diz respeito à ERA, salienta que a expansão é

igualmente ambiciosa, com o alargamento da

gama de produtos da marca, incluindo a introdução

de novos condensadores, compressores,

ventiladores interiores e aquecedores, secadores

e válvulas de expansão. “Além disso, expandimos

a gama de refrigeração ERA com o lançamento

de uma nova família de produtos. Ao

mesmo tempo, as lâmpadas ERA foram lançadas

com sucesso em toda a Europa, com 180

SKUs a cobrir 98% da frota europeia”.

DIGITALIZAÇÃO

Martin Conrad salienta que a Emotive está

a preparar o caminho para as transformações

que a eletrificação e a digitalização estão a trazer

ao mercado. “As nossas iniciativas visam

apoiar o crescimento dos veículos elétricos,

a digitalização da indústria e os esforços de

sustentabilidade que protegem o planeta. Estamos

a abordar ativamente outras mudanças

na indústria, como a crescente complexidade

das reparações, a importância cada vez maior

da manutenção preditiva e a procura por um

acesso simplificado a dados técnicos e formação.

A nossa missão é manter-nos à frente

destas tendências, fornecendo aos nossos

parceiros os produtos, conhecimentos e ferramentas

digitais certos. Na Emotive, não nos

limitamos a falar de mudança, fazemos com

que ela aconteça”.


36

FORMAÇÃO

CASA PIA DE LISBOA

Do diagnóstico eletrónico

aos serviços rápidos

Com oficinas recentemente modernizadas, uma forte componente prática e uma oferta formativa ajustada às

exigências do setor automóvel, a Casa Pia de Lisboa prepara jovens para uma integração qualificada no mercado

de trabalho.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Com mais de 50 anos de experiência

na formação automóvel,

a Casa Pia de Lisboa continua

a adaptar-se à evolução

do setor automóvel. Para responder

a desafios como a eletrificação,

o diagnóstico avançado, sistemas eletrónicos

complexos e outras tecnologias

embutidas nos veículos mais recentes, a

instituição renovou recentemente as suas

oficinas através do PRR, que estão agora

equipadas com novos veículos, elevadores

e tecnologia de diagnóstico de última

geração. O objetivo da Casa Pia é o de

proporcionar aos alunos uma experiência

de aprendizagem o mais próxima

possível da realidade que encontrarão

no mercado de trabalho. Sob a coordenação

de Nuno Vaz, Diretor do Curso

de Mecatrónica Automóvel, uma equipa

de sete técnicos formadores acompanha

diariamente os alunos, combinando conhecimento

técnico com uma abordagem

de proximidade. “A forte aposta na

formação prática, que representa cerca

de 85% da carga horária dos cursos, permite

desenvolver competências em contexto

real e preparar os futuros profissionais

para os desafios de uma indústria

marcada pela eletrificação, pela inovação

tecnológica e pela constante mudança”,

indicou à REVISTA PÓS-VENDA este

responsável.

MECÂNICO DE SERVIÇOS RÁPIDOS

Dentro da oferta da Casa Pia para o setor

automóvel está o curso de Mecânico de

Serviços Rápidos. “Esta formação tem

a duração de um ano, e é centrada em

intervenções rápidas e operações de manutenção

preventiva, incluindo revisões,

mudanças de óleo e filtros, substituição

de travões, pneus e baterias, diagnóstico

de anomalias simples e serviços de desempanagem”,

explicou à PÓS-VENDA

Nuno Vaz.

Nuno Vaz

Diretor do Curso de Mecatrónica Automóvel

MECATRÓNICA AUTOMÓVEL

A Casa Pia de Lisboa disponibiliza também

o Curso Profissional de Mecatrónica

Automóvel. “Este curso resulta da evolução

de mais de cinco décadas de ensino

técnico na área automóvel. A formação

automóvel integra a história da Casa Pia

de Lisboa desde a década de 1970, período

em que a procura por técnicos especializados

acompanhava o crescimento


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 37

CURSOS

Curso de Mecânico de Serviços Rápidos

• Destinado a jovens com 15 ou mais anos

que concluíram o 8.º ano;

• Duração de 1 ano;

• Equivalência ao 9.º ano de escolaridade;

• Qualificação profissional de nível 2;

• Formação orientada para uma rápida

integração no mercado de trabalho.

Curso Profissional de Mecatrónica Automóvel

• Destinado a alunos que concluíram o 9.º ano;

• Duração de 3 anos;

• Equivalência ao 12.º ano de escolaridade;

• Qualificação profissional de nível 4;

• Formação que combina mecânica,

eletrónica e diagnóstico automóvel.

da indústria automóvel nacional”, adiantou

Nuno Vaz. O plano formativo combina disciplinas

socioculturais e científicas, como Português,

Inglês, Matemática e Física e Química,

com módulos técnicos orientados para os Sistemas

e Diagnóstico Automóvel. “Os alunos

desenvolvem competências para interpretar

documentação técnica e esquemas elétricos,

diagnosticar avarias e intervir em sistemas

mecânicos, elétricos e eletrónicos de veículos

ligeiros. O programa contempla áreas como

motores a gasolina e gasóleo, direção, suspensão,

travagem, transmissões manuais e automáticas,

sistemas de ignição eletrónica, sobrealimentação,

antipoluição, arrefecimento e

lubrificação”, adiantou o Diretor deste curso.

MISSÃO EDUCATIVA E SOCIAL

A Casa Pia de Lisboa associa a formação técnica

a uma forte missão social, como forma

de garantir percursos educativos inclusivos e

promover a integração profissional dos jovens,

adiantou Nuno Vaz, que lembrou que muitos

dos alunos frequentam o curso provenientes

de contextos socioeconómicos desfavorecidos.

“Para responder a estas realidades, a instituição

disponibiliza uma equipa multidisciplinar

constituída por psicólogas, assistentes sociais

e docentes, assegurando acompanhamento

pessoal, emocional e académico. A ação educativa

assenta em valores como a autonomia,

o empreendedorismo e a intervenção democrática,

procurando formar profissionais qualificados

e cidadãos participativos”.

LIGAÇÃO ÀS EMPRESAS

A formação em contexto de trabalho constitui

um dos pilares da aprendizagem nos

cursos do setor automóvel da Casa Pia. Os

alunos realizam estágios em concessionários,

redes oficinais e outras empresas do setor automóvel,

numa componente que corresponde

a 760 horas de estágio. “Durante este período,

os alunos são acompanhados e avaliados,

beneficiando igualmente do trabalho desenvolvido

pela Equipa de Inserção Profissional

da Casa Pia, que procura adequar o perfil de

cada formando às necessidades das empresas

parceiras. Entre as parcerias estabelecidas destaca-se

a colaboração com a Entreposto, que

assume o papel de Empresa Mentora do curso,

reforçando a ligação entre a formação e o

tecido empresarial”, explicou Nuno Vaz.

SAÍDAS PROFISSIONAIS

Os diplomados encontram oportunidades

em oficinas de reparação automóvel, concessionários,

empresas gestoras de frotas e centros

de inspeção. A formação obtida permite

igualmente o prosseguimento de estudos

através de Cursos de Especialização Tecnológica,

Cursos Técnicos Superiores Profissionais

ou do Ensino Superior. Assim, com oficinas

renovadas, uma componente prática de cerca

de 85%, estágios em contexto real de trabalho

e acompanhamento multidisciplinar, os cursos

de Mecatrónica Automóvel e de Serviços

Rápidos da Casa Pia de Lisboa pretendem ser

uma resposta às necessidades dos jovens e às

exigências atuais do setor oficinal.

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Precisão japonesa original da marca líder

de baterias na Ásia.

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38 38

OFICINA DO MÊS

PROTURBO

Oficina com estratégia

Não é por estar no interior do país que deixa de ser uma oficina moderna,

com estratégia e visão de futuro. Investir muito em equipamentos e formação,

são as armas para tentar estar na linha da frente. Conheça a ProTurbo.

TEXTO PAULO HOMEM

Há histórias empresariais que

começam com um plano de

negócio. A da ProTurbo começou

muito antes disso, ainda

na infância de Jorge Marques,

quando desmontava brinquedos

para perceber como eram feitos. “Ainda

andava de fralda e já dizia que queria ser

mecânico”, recorda. Sem tradição familiar

no setor automóvel, encontrou na

mecânica uma vocação muito cedo, mas

também uma forma de construir o seu

próprio caminho. Sempre ligado à mecânica,

passou por várias oficinas, pelo

serviço militar (ligado à mecânica) e por

uma experiência profissional associada à

área industrial, mas manteve um objetivo

claro: um dia ter a sua própria oficina.

Pelo caminho, investiu em muita formação,

nomeadamente no CEPRA, e nunca

encarou esse esforço como uma despesa.

“Não é gastar, é investir”, afirma.

Antes da ProTurbo existir enquanto

marca, Jorge Marques já trabalhava em

part-time na sua garagem, onde tinha

um elevador usado e equipamento de

diagnóstico numa altura em que esse tipo

de ferramentas ainda não era comum em

muitas oficinas da região. Fazia trabalhos

de eletricidade e diagnóstico para clientes

e até para outras oficinas, sempre de forma

legalizada, com atividade aberta nas

finanças desde o final dos anos 90.

A ProTurbo nasceria formalmente em

2014. O nome foi pensado para ir além

da figura do “Jorge mecânico”. A ideia

era criar uma marca, algo que pudesse ter

continuidade e deixar um legado. Essa

visão ganhou ainda mais sentido com

a entrada do filho, João Pedro, na empresa,

depois de formação no CEPRA,

em Lisboa. Hoje, a ProTurbo é também

um projeto familiar, com Carla Marques

(mulher) na área administrativa e uma

equipa que combina experiência, juventude

e especialização.

A ProTurbo assume-se como uma oficina

multisserviço, sobretudo porque

está localizada numa zona onde a oferta

técnica especializada nem sempre existe.

Para Jorge Marques, quem trabalha no

interior tem de encontrar respostas para

necessidades muito diversas. “Ou temos

oferta para o cliente, ou o cliente diz que

aqui não há nada”, resume.

Por isso, a oficina foi alargando valências.

Além da mecânica geral, diagnóstico

e eletrónica, faz chaves automóveis,

alinhamento de direção, manutenção

de caixas automáticas, ar condicionado,

trabalhos ligados à eletrónica e programação,

diesel, gasolina e, mais recentemente,

preparação para GPL, híbridos e

elétricos. Faz a área de colisão com um

parceiro, mas no futuro, com o crescimento

das instalações já programado

vai integrar chapa e pintura, bem como

haverá um espaço específico para os eletrificados.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 39

A oficina tem também uma forte preocupação

com a qualidade das peças utilizadas. Jorge

Marques explica que não gosta de transformar

a oficina num “laboratório” de marcas.

Quando encontra uma marca que funciona,

mantém-na até que haja razão para mudar.

Ao mesmo tempo, recorre com frequência

a material original ou a peças de qualidade

equivalente, procurando respeitar a lógica do

equipamento de origem. Para o empresário

/ mecânico / gestor, o preço não pode ser o

único argumento: a confiança constrói-se

também pela durabilidade da reparação e pela

transparência com o cliente.

Essa postura reflete-se no posicionamento da

ProTurbo. Jorge Marques não esconde que

não pretende ser a oficina mais barata da região.

O objetivo é estar “logo atrás da marca”,

oferecendo qualidade, capacidade técnica e

proximidade. “Não sou uma oficina barata”,

assume, defendendo que é necessário explicar

ao cliente o valor de uma reparação bem feita,

em vez de alimentar soluções de baixo custo

que acabam por gerar novas avarias e mais

imobilização.

A ProTurbo pertence à rede A Oficina, dinamizada

atualmente pela Drive360. A adesão à

rede surgiu de forma ponderada, não apenas

por razões comerciais, mas também por uma

visão de futuro. Jorge Marques valoriza outros

aspetos como o acesso a formação, informação

técnica, ferramentas de apoio à gestão,

plataformas digitais e ações com marcas de

referência. A ProTurbo recebeu, na Expomecânica,

a distinção (por parte da Drive 360)

de oficina recomendada 360, um reconhecimento

que Jorge Marques vê como um reforço

da credibilidade do trabalho desenvolvido.

A formação acompanha toda a história da

ProTurbo. Jorge Marques investiu na sua própria

qualificação, incentivou o filho a seguir

o mesmo caminho e continua a apostar na

atualização técnica da equipa. As muitas formações

realizadas são vistas como essenciais

para evitar erros de identificação, montagem

e diagnóstico.

A aposta nos jovens é outro ponto central.

A ProTurbo mantém uma relação próxima

com a escola profissional local e recebe estagiários,

não apenas para “estar na oficina”,

mas para aprenderem todo o processo: receção

da viatura, diagnóstico, estratégia de

reparação, execução, teste de qualidade, lavagem

e entrega.

A mobilidade elétrica é uma das grandes

apostas da ProTurbo para os próximos anos.

A empresa prepara duas boxes dedicadas a

veículos elétricos e híbridos no âmbito do

projeto de ampliação das instalações. Jorge

Marques sabe que o investimento será elevado

e que a rentabilidade pode demorar, mas

acredita que os pioneiros terão vantagem no

futuro.

Ao mesmo tempo, alerta para a forma como

o mercado está a comunicar a manutenção

dos veículos elétricos. Para o responsável da

ProTurbo, vender a ideia de que um elétrico

“não tem manutenção” é perigoso. “Pode

ter menos operações de rotina, mas quando

surgem intervenções relevantes, os custos podem

ser elevados”, alerta.

Outra aposta estratégica da ProTurbo está

nos veículos comerciais. A pandemia mostrou

à empresa a importância deste segmento:

enquanto muitas áreas pararam, os

comerciais continuaram a circular. Ambulâncias,

carrinhas de empresas, viaturas de

construção civil e frotas locais garantem

uma base de trabalho estável e com necessidades

constantes de manutenção. Por isso,

a expansão das instalações terá também esta

vertente em conta.

O projeto de ampliação das instalações prevê

duplicar a área atual, criar novas zonas de

trabalho, melhorar a receção ao cliente, integrar

chapa e pintura e reforçar a capacidade

técnica da empresa. A receção é, aliás, uma

preocupação importante pois Jorge Marques

acredita que o cliente deve ser recebido num

espaço próprio, confortável e profissional, e

que a oficina deve separar cada vez melhor a

área técnica da área de atendimento e gestão.

O futuro está aí, e a ProTurbo sabe que só

investindo constantemente se manterá atualizada

e pronta para dar resposta às necessidades

do cliente. Em mente está também a

abertura de outras ProTurbo, pois Jorge Marques

acredita que ter escala ajuda a diluir os

fortes investimentos que hoje as oficinas são

obrigadas a fazer.


40

PERSONALIDADE

Queremos crescer

em Portugal, mas

com parceiros

que tragam valor

ao projeto

HUGO DE FIGUEIREDO

COUNTRY MANAGER DO GRUPO SERCA PARA PORTUGAL

A recente presença do Grupo Serca na Expomecânica mostrou que Portugal

é também um mercado relevante para esta empresa. Por isso, fomos saber

a estratégia do grupo espanhol no mercado nacional, a aposta nos parceiros

locais, o papel da NEXUS, os conceitos oficinais e a importância crescente da

tecnologia, da formação e dos serviços para o aftermarket.

O

Grupo Serca tem vindo a reforçar

a sua presença em Portugal,

assumindo o mercado

nacional como uma prioridade

dentro da sua estratégia

ibérica. Com uma estrutura dedicada,

parceiros de referência e uma oferta que

vai muito além da negociação de peças, o

grupo pretende consolidar a sua posição,

crescer de forma sustentada e desenvolver

soluções que aumentem a competitividade

dos distribuidores e das oficinas.

À frente da operação portuguesa está

Hugo de Figueiredo, profissional com

TEXTO PAULO HOMEM

um percurso longo no aftermarket, sempre

ligado ao setor das peças, da distribuição e

do desenvolvimento de negócio. Nesta entrevista,

o Country Manager em Portugal

do Grupo Serca fala sobre os objetivos do

grupo para o mercado português, o perfil

de parceiros que procura, a importância de

manter a identidade local dos distribuidores,

o impacto da integração no universo

NEXUS, a criação da NEXUS Iberia e o

papel crescente de soluções como a Service

Next e o Next Go, a marca de peças Drive+

e os conceitos oficinais SPG, Professional

Plus e Nexus Auto.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 41


42

PERSONALIDADE

O que o motivou a aceitar este projeto do

Grupo Serca em Portugal?

O que mais me motivou foi o potencial

de crescimento que o projeto tem em Portugal.

Vi espaço para fazer algo que ainda

não estava feito e que é necessário desenvolver.

Procurava um projeto onde pudesse ter

flexibilidade, autonomia e capacidade para

ajudar a fazer crescer o negócio no mercado

nacional. O Grupo Serca tem uma estratégia

clara, mas também tem abertura para

adaptar essa estratégia à realidade portuguesa.

Isso é muito importante, porque Portugal

tem características próprias e não pode

ser trabalhado exatamente da mesma forma

que Espanha.

Quais são as suas funções enquanto Country

Manager do Grupo Serca para Portugal?

As minhas funções passam pela coordenação

da atividade do Grupo Serca no mercado

nacional. Trabalho diariamente na ligação

entre a central em Espanha, os parceiros

portugueses, os fornecedores e os projetos

que queremos desenvolver em Portugal.

A minha atividade assenta essencialmente

em três pilares: os fornecedores e marcas,

os sócios e associados do Grupo Serca, e o

apoio no desenvolvimento dos conceitos oficinais

do grupo. Cabe-me acompanhar os

associados, desenvolver a estratégia comercial,

implementar novos projetos, alinhar os

fornecedores e identificar oportunidades de

crescimento para os parceiros portugueses.

Há também uma componente muito importante

de adaptação. Existem linhas orientadoras

do grupo, mas é necessário perceber

como é que essas estratégias podem ser implementadas

em Portugal, quais são as dificuldades

e que ajustamentos fazem sentido

para o nosso mercado.

Como apresenta hoje o Grupo Serca?

O Grupo Serca é um dos grandes grupos de

distribuição de peças em Espanha, com uma

dimensão muito relevante no mercado ibérico.

Em Portugal trabalha com distribuidores

de referência, que asseguram uma cobertura

significativa do território nacional. Mais

importante do que o número de parceiros

é a qualidade das empresas que integram o

projeto. Falamos de empresas sólidas, profissionalizadas,

com implantação regional ou

nacional, e com capacidade para desenvolver

o seu negócio dentro de uma estrutura que

lhes dá escala, ferramentas e serviços.

Como está estruturado atualmente o Grupo

Serca em Portugal?

Atualmente, o Grupo Serca trabalha em Portugal

com um conjunto de parceiros que inclui

sócios e associados. Existe uma diferença

entre as duas figuras, uma vez que o associado

pode estar numa fase de transição até se

tornar sócio. No mercado português, contamos

com parceiros de referência no aftermarket,

com diferentes perfis e dimensões. Essa

diversidade mostra também a flexibilidade

do modelo do Grupo Serca, que consegue

trabalhar com empresas com características

distintas, desde operadores com uma lógica

mais grossista até grandes retalhistas com

forte implantação regional.

Portugal é hoje uma prioridade real para o

Grupo Serca ou apenas uma peça natural

da estratégia ibérica?

Portugal é claramente uma prioridade estratégica

para o Grupo Serca. O facto de existir

hoje uma pessoa dedicada ao mercado português

demonstra isso mesmo. Antes não

havia essa estrutura dedicada e agora há uma

aposta clara no desenvolvimento do mercado

nacional.

A presença na Expomecânica foi também um

sinal dessa aposta. Quisemos mostrar que estamos

presentes, que estamos ativos, que queremos

crescer e que estamos a investir no mercado

português. Naturalmente, há uma visão ibérica,

mas Portugal tem características próprias e merece

uma estratégia específica.

Quais são hoje os principais objetivos do

Grupo Serca para Portugal?

O objetivo é aumentar progressivamente o peso

do mercado português dentro do Grupo Serca,

através do crescimento dos parceiros atuais, da

integração de novos associados, da expansão das

redes oficinais e do desenvolvimento de serviços.

Queremos estar cada vez mais presentes em

Portugal, mas de forma sustentada. Isso passa

por dar apoio aos parceiros que já integram o

grupo, torná-los mais competitivos e disponibilizar-lhes

todas as ferramentas possíveis para

desenvolverem o seu negócio.

A prioridade passa por crescer em número de

associados, aumentar vendas, reforçar serviços

ou consolidar a estrutura existente?

A prioridade é crescer de forma equilibrada.

Naturalmente, queremos aumentar o volume

do grupo e integrar novos parceiros, mas a principal

prioridade é reforçar o serviço e criar valor

para os associados atuais.

Crescer em número de parceiros só faz sentido

quando esse crescimento contribui para fortalecer

o projeto. Não queremos crescer apenas por

dimensão. Procuramos parceiros que acrescentem

valor, que estejam alinhados com a visão

do grupo e que vejam a integração não apenas

como uma oportunidade de compra, mas como

uma plataforma para desenvolver o seu negócio.

O objetivo é aumentar

progressivamente

o peso do mercado

português dentro do

Grupo Serca, através

do crescimento dos

parceiros atuais,

da integração de

novos associados,

da expansão das

redes oficinais e do

desenvolvimento de

serviços.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 43

Portugal pode vir a ter um peso maior dentro

da estratégia ibérica da Serca?

Sem dúvida. Portugal tem vindo a ganhar importância

dentro da estratégia ibérica do Grupo

Serca e queremos que tenha um papel cada

vez mais relevante. Esse crescimento acontecerá

através do desenvolvimento dos parceiros

atuais, da entrada de novos associados e da

expansão dos serviços e redes oficinais.

O mercado português já tem uma expressão

interessante dentro da operação ibérica e

acreditamos que pode crescer. O importante

é que esse crescimento tenha base, consistência

e capacidade para gerar valor para todos os

envolvidos.

Que perfil de parceiro procura atualmente

o Grupo Serca em Portugal?

Procuramos empresas sólidas, profissionalizadas

e com uma visão estratégica de longo

prazo para o mercado. Mais do que a dimensão

da empresa, valorizamos a capacidade de

crescimento, a qualidade da gestão, a proximidade

ao cliente e a vontade de evoluir através

da partilha de conhecimento e da adoção de

novas soluções e serviços.

O Grupo Serca trabalha tanto com grossistas

como com grandes retalhistas, porque, como

já disse, o modelo é flexível. O que nos interessa

é encontrar empresas que vejam o grupo

como uma plataforma para reforçar a sua

competitividade e preparar o futuro. Estamos

atentos ao mercado português e existem contactos

e reuniões com potenciais parceiros.

Mas o crescimento tem de ser feito com critério.

A concentração é

uma tendência global

e deverá continuar.

Mas isso não significa

o desaparecimento

da distribuição

independente.

O que ganha, de forma concreta, uma empresa

portuguesa de distribuição ao estar

integrada no Grupo Serca?

Ganha capacidade de compra, acesso a fornecedores

de primeiro nível, ferramentas tecnológicas

avançadas, programas de formação,

apoio de marketing, desenvolvimento de redes

oficinais e partilha de conhecimento com

empresas líderes do setor. Em resumo, ganha

competitividade sem perder a sua identidade.

Essa é uma das grandes vantagens do modelo

do Grupo Serca. O grupo proporciona escala,

negociação e serviços, mas cada associado

mantém a sua autonomia, a sua marca e a sua

relação de proximidade com o mercado local.

Como se equilibra a escala de um grupo

ibérico com a autonomia dos distribuidores

locais?

Esse equilíbrio faz parte do ADN do Grupo

Serca. A escala é fundamental para negociar

melhor, aceder a fornecedores, desenvolver

ferramentas e criar serviços. Mas essa escala

não significa impor uma marca ou retirar

identidade aos parceiros.

Cada associado mantém a sua identidade, a

sua autonomia e a sua forma de estar no mercado.

O Grupo Serca disponibiliza ferramentas

para que os parceiros possam crescer, mas

respeita a sua história, a sua marca e a sua proximidade

ao cliente.

O Grupo Serca foi sócio fundador da

NEXUS. Que benefícios trouxe essa integração?

A integração na NEXUS trouxe uma dimensão

global ao Grupo Serca. Permitiu

acesso a projetos internacionais, acordos

globais com fabricantes, novas soluções

tecnológicas e partilha de conhecimento à

escala mundial.

Os parceiros portugueses beneficiam diretamente

dessa capacidade de inovação, desenvolvimento

e escala. Pertencer ao universo

NEXUS representa fazer parte de uma das

maiores organizações mundiais do aftermarket,

o que é uma vantagem competitiva

muito relevante.

Hoje, o que representa para a Serca pertencer

ao universo NEXUS?

Representa acesso a uma dimensão global,

a tendências internacionais, a projetos de

inovação e a soluções que dificilmente estariam

disponíveis de forma individual. Para o

Grupo Serca, estar na NEXUS é uma forma

de antecipar tendências, ganhar competitividade

e disponibilizar aos associados ferramentas

de grande valor.

A recente criação da NEXUS Iberia veio

dar uma nova dimensão à cooperação entre

grupos de distribuição. O que muda

na prática para Portugal?

A NEXUS Iberia foi criada para reforçar

sinergias, desenvolver projetos comuns, aumentar

a eficiência operacional e potenciar

a colaboração entre operadores do mercado

ibérico. Para os parceiros portugueses, isso

traduz-se em mais oportunidades, mais

acesso a serviços e uma dimensão de mercado

mais alargada.

Esta estrutura permite também ganhar mais

volume de compra e maior poder de nego-


44

PERSONALIDADE

ciação com as marcas, num contexto em que

o mercado está em transformação e em que

a escala é cada vez mais importante.

O Grupo Serca dinamiza três conceitos

oficinais: SPG, Professional Plus e Nexus

Auto. Quais são as diferenças?

Os três conceitos estão presentes em Portugal.

São redes com posicionamentos diferentes

e que respondem a perfis distintos de

oficinas. A SPG é uma rede focada na oficina

multimarca. A Professional Plus aposta

numa oferta de serviços mais abrangente e

estruturada, sendo um conceito mais modular

e adaptável às necessidades das oficinas.

A Nexus Auto representa o conceito internacional,

apoiado pela força da NEXUS. Cada

rede corresponde a diferentes perfis e necessidades

das oficinas.

Há potencial para fazer crescer ainda mais

estes conceitos oficinais em Portugal?

Sim, há potencial e esse é um dos objetivos.

Queremos crescer em número de oficinas,

mas também garantir que as oficinas que

integram as redes utilizam efetivamente os

serviços que têm à disposição. As redes oficinais

são muito importantes porque criam

proximidade, compromisso e ligação entre

a oficina, o distribuidor e o grupo. Hoje,

com a evolução tecnológica, a eletrificação e

a crescente complexidade dos veículos, uma

oficina independente que não tenha acesso a

formação, dados técnicos, ferramentas e serviços

fica muito mais limitada.

A marca própriade peças Drive+ pode ganhar

espaço no mercado português?

A Drive+ tem potencial para crescer de forma

significativa em Portugal. É uma marca

global da NEXUS, exclusiva para os sócios

do Grupo Serca, com uma oferta ampla e

uma boa relação qualidade/preço. Num mer-

Uma das soluções

mais inovadoras é

o Next Go. Trata-se

de uma plataforma

que permite a

ligação digital entre

distribuidores e

oficinas, simplifica

processos comerciais

e melhora a

experiência do cliente.

cado cada vez mais competitivo, pode ser

uma alternativa interessante para distribuidores,

oficinas e consumidores. A marca já é

vendida em Portugal e deverá ganhar maior

visibilidade nos próximos tempos, com um

desenvolvimento mais ativo por parte dos

parceiros. A Drive+ tem várias linhas de produto,

desde filtros e travagem até suspensão,

amortecedores, lubrificantes e outros componentes.

A ideia é trabalhar progressivamente

um portefólio mais alargado.

Em que consiste a Service Next?

A Service Next é o braço tecnológico e de

serviços desenvolvido pelo Grupo Serca para

responder aos desafios da transformação digital.

Nasceu da necessidade de estruturar e

autonomizar uma área que estava a ganhar

cada vez mais peso dentro do grupo. Hoje,

a Service Next desenvolve soluções tecnológicas,

ferramentas de gestão, informação

técnica, serviços de apoio à oficina e soluções

destinadas a melhorar a eficiência e a rentabilidade

de distribuidores e oficinas.

Quais são as soluções de maior destaque

da Service Next?

Uma das soluções mais inovadoras é o Next

Go. Trata-se de uma plataforma que permite

a ligação digital entre distribuidores e oficinas,

simplifica processos comerciais e melhora

a experiência do cliente. O Next Go acompanha

a oficina desde a entrada do veículo,

a abertura da folha de obra, a identificação

de peças, a consulta de stock e a ligação ao

distribuidor, desde que essa integração esteja

feita. É uma solução que dá à oficina ferramentas

para gerir melhor o seu trabalho. Em

Portugal, o Next Go já concluiu o processo

de certificação necessário, nomeadamente ao

nível do módulo de faturação, o que permite

agora disponibilizar o produto de forma mais

ativa e completa ao mercado.

O Next Go destina-se apenas às oficinas

das redes do Grupo Serca?

O Next Go destina-se às oficinas, mas pode

ser utilizado mesmo por oficinas que não

pertençam a uma rede oficinal do Grupo

Serca. É uma solução tecnológica que pode

ser disponibilizada ao mercado de forma

mais abrangente. Além disso, existem também

soluções para distribuidores, como o

Next Shop, que permite criar uma ligação

entre distribuidores e oficinas. O desenvolvimento

destes projetos está muito associado

à evolução do Next Go e à capacidade

de disponibilizar uma solução completa e

integrada.

Que importância tem a formação na estratégia

do Grupo Serca?

A formação é fundamental. A evolução tecnológica

exige uma atualização constante

de conhecimentos e a formação é um fator

crítico para a competitividade das oficinas.

Em Portugal, a formação é assegurada através

da Car Academy, com orientação técnica

e linhas definidas a partir da estrutura

central. Esta opção permite disponibilizar

formação em português, adaptada à realidade

do mercado nacional e com formadores

conhecedores do contexto português. Não

faz sentido desenvolver conceitos oficinais

sem apostar na formação. É uma das áreas

em que vamos continuar a investir, porque

as oficinas precisam de estar preparadas para

os desafios atuais e futuros.

A pressão sobre margens, logística “just-

-in-time” e disponibilidade total de produto

vai acelerar a concentração no setor?

A concentração é uma tendência global e

deverá continuar. Mas isso não significa o

desaparecimento da distribuição independente.

Pelo contrário, acreditamos que os

distribuidores independentes que integrem

grupos fortes, que apostem na profissionalização

e na diferenciação, continuarão a ter

um papel muito relevante.

Este continua a ser um negócio de proximidade,

muito assente na relação entre pessoas

e na dimensão regional ou local. Enquanto

o parque automóvel estiver distribuído por

todo o território, haverá sempre espaço para

operadores próximos do cliente. O importante

é que esses operadores tenham ferramentas,

escala, capacidade de negociação e

serviços que lhes permitam competir num

mercado cada vez mais exigente.


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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 45

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46

DOSSIER

EQUIPAMENTOS DE CARREGAMENTO A/C

Mais automatização,

menos sazonalidade

A compatibilidade com novos refrigerantes, adaptação aos veículos híbridos e elétricos, facilidade de utilização e

assistência técnica são alguns dos fatores que estão a moldar a evolução dos equipamentos de carregamento de A/C.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

As estações de serviço para ar

condicionado automóvel estão

a tornar-se equipamentos

cada vez mais automatizados,

versáteis e preparados

para responder à evolução tecnológica

do parque automóvel. A crescente adoção

de novos refrigerantes, o aumento

dos veículos híbridos e elétricos e a necessidade

de maior eficiência operacional

estão a impulsionar a procura por soluções

mais avançadas. Ao mesmo tempo,

a manutenção dos sistemas de climatização

assume um papel cada vez mais estratégico

para as oficinas, contribuindo

para reduzir a tradicional sazonalidade

associada a este tipo de equipamento.

Para perceber como está a evoluir este

segmento, a revista PÓS-VENDA ouviu

alguns dos principais fornecedores

do mercado nacional.


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 47

LAUNCH

GONÇALTEAM

Ricardo Sousa

www.goncalteam.pt

A Gonçalteam disponibiliza a gama Launch

MRF800, e como novidade, tem disponível

o MRFCHECK. “Este novo equipamento

permite verificar a qualidade do gás refrigerante

tanto no sistema do veículo como

nos cilindros novos antes de o abastecer.

Ideal para oficinas que pretendem evitar

contaminações e garantir um serviço profissional

e preciso”, indica Ricardo Sousa,

que adianta que, no que toca às vantagens

que uma oficina tem ao optar por um dos

equipamentos que comercializam face aos

das outras marcas, indica que a vantagem

se prende com o facto de que, “sendo um

equipamento com provas dadas no mercado,

com uma garantia de fiabilidade

contínua, para além de existirem peças de

consumo sempre disponíveis. Por parte

comercial, um preço que valida um equipamento

com características técnicas que

aportam valor a este tipo de serviço, por um

bom preço. Desta forma, uma oficina que

opte por uma máquina MRF800 Launch,

terá consigo uma garantia de trabalho profissional,

com uma excelente fiabilidade”.

A manutenção do sistema de climatização

tornou-se um serviço regular e uma importante

fonte de rentabilidade para as oficinas.

Paulo Gaspar, Proxira

Que serviços (formação, assistência

técnica, etc.) estão associados à

venda destes equipamentos de

carregamento de A/C?

GONÇALTEAM, Ricardo Sousa

Todos os equipamentos de AC adquiridos incluem

formação técnica para a sua utilização/manutenção.

Dessa forma, é garantido

a qualquer oficina o acesso às mais variadas

funções de que a máquina dispõe.

LUSILECTRA, António Garrido

Na Lusilectra encaramos a venda de um

equipamento de carga de A/C como o início

de uma parceria de longo prazo com

a oficina. Para além do fornecimento do

equipamento, disponibilizamos instalação,

colocação em funcionamento, apoio técnico

especializado e um serviço de assistência

técnica permanente, disponível 24 horas por

dia, para responder rapidamente a qualquer

necessidade dos nossos clientes. Prestamos

igualmente apoio em atualizações de software

e bases de dados, diagnóstico de avarias,

resolução de problemas operacionais e

aconselhamento técnico na utilização dos

equipamentos. Complementarmente, promovemos

formação certificada (DGERT/

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48 DOSSIER

ECOTECHNICS

LUSILECTRA

António Garrido

www.lusilectra.com

A Lusilectra é o importador oficial da Ecotechnics

em Portugal, uma marca de referência

internacional no desenvolvimento

de estações de carga para ar condicionado

automóvel. “A gama Ecotechnics abrange

soluções concebidas para responder às diferentes

necessidades das oficinas atuais,

incluindo equipamentos para sistemas com

refrigerante R134a, R1234yf, equipamentos

dual-gás, soluções móveis, equipamentos

para veículos pesados e autocarros, bem

como tecnologias especificamente desenvolvidas

para sistemas que utilizam CO₂

(R744). Entre os modelos disponíveis destacam-se:

Cinquecento, ECK NEXT PRO,

ECK TWIN, ECK FLAG, ECK LAND e

TEXA

Diana Sanvicens

www.texaiberica.com

“Na TEXA Ibérica, dispomos de uma das

gamas mais completas do mercado em

estações de carga para sistemas de ar condicionado,

concebidas para automóveis

ligeiros, veículos industriais, autocarros,

máquinas agrícolas e de construção”, explica

Diana Sanvicens. A série KONFORT

700 integra 12 modelos, compatíveis com

os refrigerantes R1234yf, R134a, R456A e

R444A, distribuídos por duas linhas distintas:

KONFORT TOUCH – equipada com

ecrã tátil e funcionalidades avançadas de

conectividade; KONFORT – com painel

ECK BUS PRO. A mais recente novidade

da gama é a ECO₂R744, uma solução desenvolvida

para a manutenção de sistemas

de climatização que utilizam CO₂ como

refrigerante”, explica António Garrido, que

adianta que a principal vantagem dos equipamentos

Ecotechnics reside na combinação

entre fiabilidade, inovação tecnológica

e especialização no serviço de climatização

automóvel. Trata-se de equipamentos concebidos

para simplificar o trabalho diário

do técnico, através de elevados níveis de

automatização, bases de dados constantemente

atualizadas, funções avançadas de

deteção de fugas, gestão automática de

óleos e aditivos, bem como procedimentos

específicos para veículos híbridos e elétricos.

A Ecotechnics acumula décadas de

experiência no desenvolvimento de equipamentos

de carga de A/C, sendo reconhecida

internacionalmente pela robustez dos

seus equipamentos, facilidade de utilização

e constante capacidade de inovação. Para as

oficinas, esta realidade traduz-se em maior

produtividade, redução do risco de erro

operacional, maior qualidade de serviço e

capacidade para responder às exigências do

parque automóvel atual e futuro. Acresce

ainda o suporte técnico especializado da

Lusilectra, que assegura proximidade, assistência

qualificada e acompanhamento

contínuo ao cliente durante todo o ciclo de

vida do equipamento”.

de controlo tradicional, garantindo simplicidade

e eficiência operativa. “A gama

KONFORT TOUCH representa a mais

recente evolução tecnológica da TEXA, integrando

um ecrã tátil de última geração,

relatórios digitais, conectividade a uma

cloud e atualizações automáticas, para uma

utilização mais simples, rápida e eficiente.

Os equipamentos TEXA distinguem-se pelos

seus elevados níveis de fiabilidade, precisão

e robustez. Cada estação é produzida

de acordo com critérios de qualidade extremamente

exigentes e submetida a rigorosos

ensaios de controlo, garantindo a estabilidade

dos componentes e a estanqueidade

do circuito ao longo do tempo”, acrescenta

a responsável. “A linha KONFORT TOU-

CH incorpora tecnologias avançadas de conectividade,

incluindo WiFi e Bluetooth,

gestão digital de relatórios e assistência

remota, proporcionando maior controlo

operacional, eficiência e facilidade de utilização.

Além disso, oferecemos soluções

para todo o parque automóvel e dispomos

de modelos Bi-Gas, bem como de certificações

internacionais que garantem os

mais elevados padrões de segurança e total

conformidade com a regulamentação em

vigor”, conclui.

APA) para o manuseamento de gases fluorados,

garantindo que os profissionais dispõem

dos conhecimentos e competências necessários

para intervir em conformidade com os

requisitos legais, ambientais e de segurança

atualmente em vigor.

PROXIRA, Paulo Gaspar

Acreditamos que a venda do equipamento

é apenas o início da relação com o cliente.

Por isso, apoiamos o cliente na instalação e

colocação do equipamento em serviço, fornecemos

assistência técnica especializada e

um acompanhamento pós-venda próximo e

permanente. O nosso objetivo é garantir que

as oficinas trabalham com total confiança,

maximizando a eficiência do equipamento e

o retorno do investimento.

CENTROCOR, André Vieira

Na Centrocor oferecemos um pacote completo

de serviços associado à venda dos

equipamentos da Mastercool, garantindo assim

que os clientes retirem o máximo de proveito

e desempenho destes equipamentos.

Estes serviços incluem formações técnicas

de forma presencial ou online. Disponibilizamos

também um suporte técnico no nosso

centro de assistência ou remotamente através

do programa TeamViewer pré-instalado

nos equipamentos, permitindo assim que os

nossos técnicos acedam à máquina para

realizar diagnósticos e solucionar problemas

que não necessitam de intervenção presencial.

Disponibilizamos também aos nossos

clientes serviços de manutenção preventiva

e reparações. Possuímos um stock completo

para os vários componentes da Mastercool,

para garantir o máximo de velocidade na reparação

destes equipamentos.

ALDIFRIO, Jorge Aldinhas

O facto de sermos representantes da Wigam

permite que tenhamos uma comunicação

constante com a marca, e assim esclarecer

o cliente sobre quaisquer dúvidas

técnicas e resolver eventuais problemas

que possam surgir durante o tempo de vida

do equipamento.

ALTARODA, Vítor Rocha

A filosofia da INVENTO e da ALTARODA

passa por disponibilizar uma solução completa,

não apenas o equipamento. Assim, a

aquisição de uma estação de serviço A/C é

normalmente acompanhada por formação

inicial de utilização e boas práticas de manutenção,

apoio técnico especializado, assistência

pós-venda, disponibilidade de peças

de substituição e consumíveis, atualizações

das bases de dados de veículos, apoio na

calibração e manutenção preventiva dos

equipamentos, bem como garantia oficial do

fabricante. Estes serviços assumem uma importância

crescente devido à complexidade

cada vez maior dos sistemas de climatização

dos veículos atuais.

COMETIL, Augusto Atalaia

A manutenção, tal como acontece com

todos os equipamentos que comercializamos,

é assegurada através do nosso De-


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 49

PUBLIREPORTAGEM

Excesso ou Falta de Pressão do Turbo:

Porque o Diagnóstico é Mais Importante do que a Substituição da Peça.

Quando uma viatura apresenta sintomas como perda de potência, entrada

em modo de segurança, aumento de consumo de combustível ou luz de

avaria do motor acesa, é comum que o sistema de sobrealimentação esteja

envolvido. No entanto, assumir imediatamente que o problema está no

turbo pode levar a diagnósticos incorretos, reparações desnecessárias e

custos acrescidos para o proprietário.

Tanto o excesso como a falta de pressão do turbo podem ter origens muito

diversas. Fugas no circuito de admissão, válvulas de controlo defeituosas,

sensores com leituras incorretas, intercoolers danificados, problemas

de vácuo, atuadores eletrónicos avariados ou até obstruções no filtro

de partículas são apenas alguns exemplos de causas que podem gerar

sintomas semelhantes.

É precisamente por isso que um diagnóstico profissional é fundamental.

Através de equipamentos de diagnóstico avançados, testes dinâmicos

em estrada, análise de parâmetros em tempo real e verificação de todos

os componentes envolvidos, é possível identificar a verdadeira origem da

avaria antes de substituir qualquer peça.

Na DFC Turbo, acreditamos que um diagnóstico correto é o primeiro passo

para uma reparação eficaz. A nossa equipa técnica utiliza tecnologia

especializada e anos de experiência para garantir que cada viatura recebe

uma análise rigorosa, evitando gastos desnecessários e assegurando a

máxima fiabilidade da reparação.

Lembre-se: nem sempre o problema está no turbo. Um diagnóstico preciso

permite encontrar a causa real da avaria, reduzir custos e devolver à sua

viatura o desempenho original com total confiança.

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50 DOSSIER partamento Técnico. Tanto na entrega do

equipamento como na execução de serviços

de manutenção ou reparação, habilitamos

a oficina a utilizar corretamente o equipamento.

JBM

PROXIRA

Paulo Gaspar

www.proxira.pt

A Proxira disponibiliza uma gama abrangente

de equipamentos de carregamento e

manutenção de ar condicionado automóvel,

preparada para trabalhar tanto com o

refrigerante R134a como com o R1234yf.

INVENTO

ALTARODA

Vítor Rocha

www.altaroda.pt

Vítor Rocha da ALTARODA indica que a

gama de estações de serviço para ar condicionado

automóvel da INVENTO cobre

praticamente todas as necessidades de uma

oficina moderna, incluindo modelos para

o fluido refrigerante R134a, equipamentos

dedicados ao R1234yf, versões para

veículos pesados e autocarros, bem como

equipamentos “Dual” capazes de trabalhar

com ambos os gases. “Entre os modelos

atualmente disponíveis destacam-se as séries

S110 e S120, para oficinas de entrada

e média utilização; Handy Advance e Handy

X, com elevado nível de automatização;

Handy Agri, destinada a máquinas agrícolas;

Advance BUS, para veículos pesados e

autocarros; e Advance Dual BiGas e Smart

Dual BiGas, capazes de trabalhar com

“São equipamentos totalmente automáticos,

concebidos para garantir rapidez,

precisão e fiabilidade nas operações de

serviço. A mais recente novidade da nossa

gama são as estações de nova geração,

com maior automatização, interface intuitiva

e funcionalidades avançadas que

permitem aumentar a produtividade e

a rentabilidade das oficinas. Os equipamentos

de A/C da Proxira destacam-se

pela sua fiabilidade, facilidade de utilização

e excelente relação qualidade-preço.

São soluções concebidas para garantir

precisão, rapidez e produtividade no dia

a dia da oficina. Mas o nosso principal

fator diferenciador é o acompanhamento

ao cliente”, refere Paulo Gaspar. “Para

além do equipamento, oferecemos aconselhamento,

suporte técnico e um serviço

pós-venda próximo e eficiente, garantindo

que a oficina tira o máximo partido do

seu investimento”.

R134a e R1234yf no mesmo equipamento”,

explica o responsável, que adianta que

a mais recente novidade comercializada é

a estação Smart Dual BiGas, “um equipamento

de última geração que permite

a manutenção de sistemas que utilizam

ambos os refrigerantes, através de dois depósitos

internos independentes e sistemas

de recuperação separados, eliminando o

risco de contaminação cruzada”. De acordo

com Vítor Rocha, a principal vantagem

da gama INVENTO reside na combinação

entre automatização, simplicidade de

utilização e excelente relação qualidade/

preço. Entre os principais benefícios destacam-se

a compatibilidade com os dois

refrigerantes atualmente presentes no mercado,

R134a e R1234yf; os sistemas automáticos

de limpeza interna das linhas de

óleo e gás nos modelos Dual, que reduzem

erros operacionais e tempos de paragem;

as bases de dados de veículos integradas

e atualizáveis; os ecrãs gráficos ou tácteis

intuitivos; a impressora térmica incorporada

para emissão de relatórios de serviço;

o controlo remoto por Wi-Fi e aplicação

móvel em determinados modelos, como a

Handy X; e o elevado grau de automatização,

que minimiza a intervenção do operador

e aumenta a produtividade da oficina.

Além disso, os modelos Dual permitem

que a oficina trabalhe com veículos mais

antigos e mais recentes utilizando apenas

um equipamento, o que representa uma

importante otimização do investimento”.

TEXA, Diana Sanvicens

Ao adquirir uma estação KONFORT, a oficina

passa a contar com: assistência técnica

remota especializada, prestada por profissionais

qualificados para garantir um suporte

rápido e eficaz; atualizações periódicas de

software e da base de dados, assegurando

que o equipamento se mantém permanentemente

atualizado e em conformidade com

os mais recentes requisitos técnicos; serviço

pós-venda de excelência, disponibilizado

através da nossa rede oficial de distribuidores

e centros de assistência em Espanha e

Portugal.

REDEINNOV, Nuno Santos

Associamos à venda destes equipamentos

um serviço completo, desde o apoio na

pré-venda até à instalação, formação dos

utilizadores, manutenção periódica e assistência

técnica. Disponibilizamos ainda formação

especializada, incluindo o curso “Ar

Condicionado Automóvel”, certificado pela

APA, bem como ações mais avançadas para

oficinas que pretendem aprofundar competências.

KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente

Na KROFtools acreditamos que a venda de

um equipamento é apenas o início de uma

parceria. Por isso, um dos fatores que mais

distingue a nossa oferta no mercado é o

acompanhamento prestado após a aquisição

do equipamento. A compra de uma máquina

de carregamento de ar condicionado

KROFtools é acompanhada por um conjunto

de serviços de apoio destinados a garantir a

máxima rentabilidade do investimento realizado

pela oficina. Os clientes beneficiam

de assistência técnica especializada, suporte

pós-venda dedicado, acesso a peças de

substituição e acompanhamento contínuo

através da nossa rede de distribuidores e

parceiros. Num equipamento desta natureza,

a qualidade do apoio prestado após a

venda é tão importante quanto a qualidade

da própria máquina. As oficinas necessitam

de respostas rápidas, suporte técnico competente

e a confiança de que terão ao seu

lado uma marca capaz de acompanhar as

suas necessidades. A KROFtools procura

assegurar o apoio necessário para que os

profissionais possam utilizar os equipamentos

de forma eficiente e tirar o máximo partido

das suas funcionalidades.

MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid

Os nossos equipamentos incluem um serviço

de colocação em funcionamento realizado

por técnicos especializados ou, diretamente,

por pessoal técnico do distribuidor

previamente formado pela Magneti Marelli.

Em caso de qualquer avaria ou incidente,

oferecemos assistência técnica através de

vários canais — telefone, e-mail ou What-


sApp —, bem como um serviço de teleassistência

diretamente no equipamento, sempre

gerido por técnicos especializados.

BOSCH, Silvia Sauer

Para realizar trabalhos de instalação, manutenção

ou assistência em sistemas de A/C, é

obrigatório dispor de certificação oficial para o

manuseamento de gases fluorados. Além disso,

a Bosch oferece formação complementar

orientada para profissionais, abrangendo sistemas

de climatização de habitáculo e gestão

térmica em veículos elétricos e híbridos,

incluindo diagnóstico, carga de circuitos, diferenças

entre refrigerantes e novos gases, bem

como formação específica nos equipamentos,

de forma a assegurar uma manutenção

eficiente, segura e orientada para a máxima

produtividade da oficina.

TECNIVERCA, Julia Andrade

A Tecniverca complementa a venda destes

equipamentos com um serviço de acompanhamento

técnico especializado, assegurando

apoio ao cliente antes e após a aquisição. Este

apoio inclui aconselhamento na escolha do

equipamento mais adequado às necessidades

da oficina, assistência técnica, fornecimento

de consumíveis e acompanhamento sempre

que necessário para garantir o correto funcionamento

do equipamento.

KRAUTLI, Tomás Pais

A Krautli Portugal assegura aconselhamento

na escolha do equipamento, instalação, colocação

em funcionamento, formação dos operadores

e assistência técnica. Disponibilizamos

ainda apoio pós-venda, manutenção, peças,

consumíveis, atualizações e acompanhamento

técnico ao longo da vida útil do equipamento.

PCC, Pedro Costa

A PCC acompanha o cliente durante todo o

ciclo de vida do equipamento. Os serviços

normalmente associados incluem instalação

e colocação em funcionamento, formação

operacional aos utilizadores, apoio técnico

especializado, assistência técnica preventiva

e corretiva, fornecimento de peças de substituição,

apoio na calibração e manutenção

periódica e acompanhamento comercial e

técnico pós-venda. Esta abordagem permite

que a oficina maximize a rentabilidade do investimento

e mantenha o equipamento sempre

operacional.

INTERMACO, Filipe Santos

A venda destes equipamentos é acompanhada

por um conjunto de serviços que consideramos

essenciais. Antes da compra, prestamos

aconselhamento para perceber as necessidades

reais da oficina e indicar a solução mais

adequada ao seu tipo de trabalho. Após a venda,

asseguramos formação na utilização do

equipamento, apoio técnico e assistência especializada.

Este acompanhamento é particularmente

importante porque os equipamentos

de A/C exigem correta utilização, manutenção

adequada e conhecimento técnico para garantir

segurança, precisão e durabilidade.

WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 51

O mercado dos

equipamentos de

A/C está a evoluir

de um negócio

tradicionalmente

sazonal para uma

atividade cada vez

mais permanente e

estratégica dentro

da oficina.

Andreia Rocha e Bruno Valente, Kroftools

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As chaves de impacto BERNER foram concebidas para responder

às exigências das oficinas profissionais. Disponíveis em versões

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52 DOSSIER

BOSCH

Silvia Sauer

www.boschaftermarket.com

“A Bosch oferece uma solução completa e

escalável para o serviço de A/C, permitindo

às oficinas aumentar a eficiência, garantir a

conformidade com os diferentes refrigerantes

e responder às novas exigências do mercado

automóvel”, indica Silvia Sauer, que adianta

que a gama ACS da Bosch integra estações

de serviço de A/C totalmente automáticas,

desenvolvidas para a manutenção eficiente

de sistemas de climatização automóvel com

os refrigerantes R134a/R456a e R1234yf.

“A Bosch disponibiliza diferentes modelos

adaptados às necessidades das oficinas: gama

básica, ACS 5xx – modelos automáticos para

entrada de gama e oficinas com menor volume

de serviço; gama intermédia, ACS 6xx

– equipamentos profissionais oferecendo

elevada precisão, eficiência e compatibilidade

com veículos híbridos e elétricos; gama

avançada (ACS 7xx / 8xx) – unidades de alto

desempenho, com funções adicionais (ex.:

identificador de refrigerante, conexão para a

deteção de fugas de gases inertes) e consola

de controlo giratória para a máxima comodidade;

equipamentos para veículos pesados

(ACS 810) – estação de alta capacidade para

autocarros e camiões. No serviço de A/C, os

aspetos ergonómicos, bem como a funcionalidade

e o conforto de utilização, são critérios

determinantes. Um serviço de A/C não deve

exigir mão de obra intensiva, pelo que um

elevado grau de automatização é particularmente

valorizado nas oficinas. O objetivo é

disponibilizar equipamentos adequados a

todos os segmentos de preço, tendo em conta

as necessidades dos clientes e a integração

contínua de melhorias tecnológicas. A gama

de equipamentos de serviço de A/C é composta

por dispositivos totalmente automáticos.

Durante o funcionamento, os processos

são totalmente controlados pelo sistema. A

fiabilidade e precisão do carregamento (± 15

gramas) do refrigerador são asseguradas por

um sistema integrado de controlo de pressão

e temperatura. O design orientado para a

manutenção facilita o acesso rápido e simples

a todos os componentes internos, reduzindo

o tempo de intervenção e aumentando a eficiência

da oficina. Com o Bosch Connected

Repair, as oficinas podem reduzir até cerca

de 10 minutos por intervenção. Esta solução

interliga sistemas de software, equipamentos

de oficina e dados do veículo, contribuindo

para otimizar os processos e a eficiência global”.

A responsável explica ainda que os modelos

ACS da gama intermédia e avançada

incorporam a inovadora e exclusiva função

de alta recuperação, permitindo recuperar

uma maior quantidade de refrigerante, reduzir

o impacto ambiental e diminuir o tempo

de serviço. Nos métodos convencionais, recupera-se

até cerca de 95% do refrigerante,

sendo a restante quantidade perdida durante

a fase de vácuo e separação do óleo usado.

“Estas perdas traduzem-se em maior impacto

ambiental, custos adicionais e tempos de serviço

mais longos. Nos equipamentos ACS da

Bosch, a função de “alta recuperação” utiliza

uma bomba de vácuo de elevado rendimento

combinada com um circuito de extração

específico e software otimizado. Após o processo

padrão, é realizada uma segunda fase de

recuperação que permite extrair e reutilizar a

máxima quantidade possível de refrigerante

restante. Além disso, a combinação de fases

de recuperação e vácuo permite simplificar

e acelerar o processo, iniciando simultaneamente

a desumidificação do sistema. Isto

reduz o tempo da fase de vácuo posterior

e permite antecipar o início da recarga. Os

modelos destas gamas também incorporam

o inovador sistema de injeção de óleo com

dois circuitos independentes e lavagem das

mangueiras de serviço, executado automaticamente

ao trocar o tipo de óleo selecionado

para injeção (PAG ou POE). Isto torna as

estações adequadas para uso alternado com

veículos de combustão ou veículos elétricos,

sem risco de contaminação cruzada. Para

além dos equipamentos de serviço de A/C e

de um portfólio abrangente de acessórios, a

oferta da Bosch inclui igualmente soluções de

diagnóstico Bosch. Os veículos modernos estão

frequentemente equipados com sistemas

de A/C automáticos. Quando estes sistemas

apresentam falhas, torna-se indispensável

dispor de uma solução de diagnóstico multimarca

combinada com informação técnica

atualizada. O software de diagnóstico ESI[-

tronic], em conjunto com os dispositivos

da série KTS, trabalha de forma integrada,

permitindo um serviço de A/C profissional,

concebido ao detalhe. Para apoiar as oficinas

em operações de reparação, a gama de peças

da Bosch inclui também componentes do

sistema de climatização, como compressores,

condensadores, filtros secadores, válvulas de

expansão e evaporadores. E porque um serviço

profissional de A/C implica igualmente

a substituição de filtros, disponibilizamos

uma ampla gama de acessórios e filtros de

habitáculo. Combinando equipamentos

ACS, diagnóstico multimarca e um portfólio

completo de peças e acessórios, a Bosch

disponibiliza uma solução integrada para o

serviço de A/C”.

Que características uma oficina

deve ter em atenção no momento

de escolher um equipamento de

carregamento de A/C para o seu

serviço oficinal?

GONÇALTEAM, Ricardo Sousa

No momento de aquisição, devem ser equacionadas

as vertentes de garantia e assistência

técnica pós-venda. Para além de ser necessário

garantir formação contínua e acesso

às novas bases de dados dos equipamentos

de A/C.

LUSILECTRA, António Garrido

A escolha de uma máquina de carregamento

de A/C deve começar pela análise do tipo

de veículos que entram na oficina e dos refrigerantes

com que o equipamento terá de

trabalhar. Atualmente, é fundamental considerar

a compatibilidade com R134a, R1234yf e,

noutros casos, com sistemas que utilizam CO 2

(R744). Para além desta questão, devem ser

avaliados fatores como o grau de automatização

dos processos, a facilidade de utilização,

a existência de bases de dados atualizáveis, a

capacidade de deteção de fugas, a gestão de

óleos e aditivos, a capacidade da bomba de

vácuo, o funcionamento e capacidade do sistema

de separação, a conectividade e a compatibilidade

com veículos híbridos e elétricos.

Outro aspeto frequentemente subestimado é

a qualidade do suporte pós-venda. A disponibilidade

de assistência técnica especializada,

formação e fornecimento de consumíveis pode

ter um impacto significativo na rentabilidade

e na disponibilidade operacional do equipamento

ao longo dos anos. Em suma, a escolha

deve ser feita não apenas em função das necessidades

atuais da oficina, mas também da

sua estratégia de crescimento e da evolução

tecnológica prevista para o parque automóvel

que serve.

Paulo Gaspar, PROXIRA

Na escolha de um equipamento de carregamento

de A/C, a oficina deve ter em atenção

fatores como a fiabilidade, a precisão das operações,

o nível de automatização, a compatibilidade

com os diferentes refrigerantes e a facilidade

de utilização. É igualmente importante

avaliar a qualidade da assistência técnica e

do serviço pós-venda, uma vez que estes fatores

têm um impacto direto na rentabilidade

do investimento e na continuidade do serviço

prestado aos clientes.

CENTROCOR, André Vieira

Antes de adquirirem um equipamento de carregamento

A/C, as oficinas devem analisar o

tipo de gás presente nos veículos que intervencionam

no seu dia a dia. Isto é, todos os

veículos produzidos até 2011 apresentavam

nos seus sistemas de ar condicionado o gás

R134a, sendo que a partir desse ano foi introduzido

de forma gradual até 2017, o gás 1234yf.

A partir de 2017 todos os carros vêm equipados

de fábrica com o gás 1234yf nos seus


sistemas de ar condicionado. A tendência

que verificamos é que, no futuro, todos os

veículos a circular possuam o gás R1234yf,

uma realidade que ainda vai tardar a manifestar-se

uma vez que vai demorar até que

todos os carros com o gás R134a desapareçam

das estradas. É importante as oficinas

garantirem que para além de comprarem

um equipamento A/C para o presente, salvaguardem

que vão ter um equipamento

que vai conseguir acompanhar a evolução

do setor automóvel nos próximos anos.

As máquinas de ar condicionado da Mastercool,

graças à sua grande capacidade

tecnológica e à base de dados com atualizações

periódicas, permitem obter as configurações

necessárias para os novos modelos

de automóveis que vão sendo lançados

ao longo do tempo, garantindo aos técnicos

de ar condicionado um equipamento A/C

preparado para o futuro.

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OSRAM de

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bateria para

profissionais

WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 53

ALDIFRIO, Jorge Aldinhas

Creio que é importante as oficinas escolherem

equipamentos que permitam realizar

os trabalhos de forma precisa e rápida.

Equipamentos que sejam fáceis de utilizar,

que não obriguem a despender demasiado

tempo na formação e adaptação dos colaboradores.

E claro, que deem garantias de

qualidade, que permitam automatização de

processos, e cujos fornecedores disponibilizem

apoio técnico e acompanhamento.

ALTARODA, Vítor Rocha

A escolha de uma estação de serviço para

ar condicionado deve ser feita em função

do perfil da oficina e do parque circulante

dos seus clientes. Entre os principais critérios

a considerar encontram-se o tipo de

refrigerante suportado, seja R134a, R1234yf

ou Dual (ambos os gases), o nível de automatização

do equipamento, que permite

reduzir erros e aumentar a produtividade, e

a capacidade e velocidade de recuperação,

particularmente importantes para oficinas

com elevado volume de intervenções. Outros

fatores relevantes incluem a existência

de uma base de dados integrada, que

facilita a seleção dos parâmetros corretos

para cada veículo, a conectividade através

de Wi-Fi e atualizações remotas, a compatibilidade

com veículos híbridos e elétricos,

cada vez mais presentes no mercado

europeu, e a capacidade de documentação,

através da impressão de relatórios e do

registo do histórico de intervenções para

o cliente. A possibilidade de atualização

do equipamento é igualmente essencial

para acompanhar a evolução dos sistemas

HVAC automóveis.

COMETIL, Augusto Atalaia

A questão fundamental que a oficina deve

saber responder passa por definir que tipo

de serviços pretender realizar, dito de outro

modo quer executar apenas serviços de

carga ou pretende diagnosticar e reparar

avarias nos sistemas de A/C? A escolha

do equipamento tendo em atenção as suas

valias, bem como a formação que é neces-

Os profissionais precisam de equipamentos que possam

suportar o exigente trabalho do dia a dia.

É por isso que a OSRAM oferece uma gama especialmente

desenvolvida de luzes de inspeção, bem como equipamento

de carregamento, arranque e teste de baterias para oficinas

e garagens profissionais.

Esteja pronto para a estrada


54 DOSSIER sário ministrar aos técnicos da oficina varia de

forma considerável na definição do target de

reparações que se pretende atingir.

MASTERCOOL

CENTROCOR

André Vieira

www.centrocor.pt

A Centrocor representa a marca americana

Mastercool desde 2019. “A Mastercool

é uma empresa líder a nível mundial no

fabrico de equipamentos A/C para o setor

automóvel, possuindo a sua fábrica principal

nos Estados Unidos da América e vários

centros de distribuição espalhados pela

Europa, Ásia, América do Sul e Oceânia. A

mais recente gama da Mastercool, a gama

de máquinas Artic Commander 4100-EX-

U, destaca-se pelo seu design renovado e

um ecrã de dimensões superiores”, afirma

André Vieira, que explica que as principais

WIGAM

ALDIFRIO

Jorge Aldinhas

www.aldifrio.com

“A gama de equipamentos de carregamento

de A/C que temos disponível é a gama

de máquinas Wigam, sendo o modelo mais

características presentes nos modelos anteriores,

como o sistema operativo intuitivo,

uma alta eficiência na recuperação de gás e

um sistema de diagnóstico avançado, continuam

a fazer parte desta nova versão. “A

capacidade de atualizações via Wi-Fi continua

a garantir que o equipamento esteja

sempre atualizado com as últimas normas

e requisitos técnicos. Graças ao seu WI-FI

integrado e ao programa TeamViewer pré-

-instalado no equipamento, permite aos

nossos técnicos aceder à máquina de forma

remota para resolver qualquer tipo de

problema. No que toca às vantagens para as

oficinas em usar este tipo de equipamentos,

André Vieira adianta que, nesse sentido, a

Mastercool permite-nos apresentar uma

solução de confiança para intervencionar

esses veículos, já que toda a gama “Arctic

Commander” permite a intervenção nos

veículos elétricos e híbridos de uma forma

segura e eficiente. As máquinas da Mastercool

distinguem-se sobretudo por serem das

mais avançadas tecnologicamente do mercado,

com procedimentos totalmente automáticos

e por possuírem uma base de dados

para a grande maioria dos fabricantes automóveis,

que recebe periodicamente atualizações

dos novos modelos que vão surgindo

no mercado ou para os já existentes”.

Com o número crescente de veículos híbridos

e elétricos no mercado, o serviço profissional

de A/C está também a tornar-se cada vez

mais importante para as oficinas.

Silvia Sauer, Bosch

relevante, a máquina Optima, com versões

para os dois tipos de fluidos refrigerantes

mais usados no setor automóvel atualmente,

R-134a e R-1234YF”, indica Jorge Aldinhas.

“Existem também modelos destinados

a trabalhar com CO₂, e as aplicações

previstas vão desde automóveis ligeiros a

pesados, passando por veículos agrícolas,

entre outros, por isso a gama é bastante

completa e versátil. As máquinas de carregamento

da Wigam são máquinas muito

intuitivas, com menus fáceis de navegar, e

modos automáticos que permitem realizar

os trabalhos quase dispensando a presença

do operador. São das máquinas com melhor

relação qualidade-preço do mercado,

com qualidade premium, bastante fiáveis,

e com uma estética muito interessante,

fator cada vez mais relevante nas oficinas

modernas”.

TEXA, Diana Sanvicens

Ao escolher uma estação de carga de A/C, é

fundamental ter em consideração os seguintes

aspetos: o tipo de refrigerante a utilizar

(R1234yf, R134a, R456A ou R444A); o volume

de trabalho previsto e o grau de automatização

desejado para as operações de manutenção; a

precisão e a eficiência da recuperação do refrigerante,

sendo que todas as estações da TEXA

ultrapassam os 95% de taxa de recuperação; a

compatibilidade com o tipo de veículo, seja ele

ligeiro, industrial, agrícola ou de construção; as

funcionalidades de conectividade disponíveis,

como relatórios digitais, WiFi, Bluetooth e integração

com a cloud; a facilidade de utilização,

a ergonomia e os sistemas de segurança, fundamentais

para uma operação rápida e fiável; o

serviço de assistência e suporte pós-venda, um

fator essencial para garantir o máximo desempenho

e a longevidade do equipamento.

REDEINNOV, Nuno Santos

A oficina deve escolher o equipamento em função

das suas necessidades reais de utilização,

do volume de trabalho e do tipo de viaturas que

assiste. Também é essencial avaliar a qualidade

do parceiro comercial, garantindo apoio técnico,

formação e assistência que permitam rentabilizar

o investimento ao máximo.

KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente

A escolha de um equipamento de carregamento

de ar condicionado deve ter em consideração

vários fatores. É fundamental avaliar a compatibilidade

com os gases refrigerantes utilizados,

o nível de automatização, a precisão das operações,

a capacidade de recuperação do gás e os

sistemas de deteção de fugas, garantindo assim

um serviço eficiente, seguro e em conformidade

com as exigências do mercado atual. A robustez

e a durabilidade do equipamento são igualmente

fatores essenciais, uma vez que influenciam

diretamente a sua fiabilidade e longevidade

em ambientes de utilização intensiva. Paralelamente,

a facilidade de utilização e a rapidez

dos processos contribuem para aumentar a

produtividade da oficina e a qualidade do serviço

prestado ao cliente final. Por fim, um dos

aspetos mais importantes na decisão de compra

é o suporte disponibilizado pelo fabricante. A

existência de assistência técnica especializada,

disponibilidade de peças e um acompanhamento

pós-venda eficiente são fatores determinantes

para garantir a máxima rentabilidade do

equipamento ao longo dos anos.

MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid

Fiabilidade e excelente relação qualidade-preço:

equipamentos concebidos para oferecer

um desempenho sólido e duradouro, com um

investimento equilibrado e competitivo; Rápida

amortização: soluções concebidas para melhorar

a produtividade da oficina e recuperar o

investimento num curto espaço de tempo; Funcionamento

automático e autónomo: estações

que simplificam o trabalho diário, reduzindo

a intervenção do operador e otimizando cada


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 55


KROFTOOLS

Andreia Rocha e Bruno Valente

www.kroftools.com

“A KROFtools Professional Tools dispõe de

uma gama completa de equipamentos para

manutenção, diagnóstico e carregamento de

sistemas de ar condicionado automóvel, concebida

para responder às exigências crescentes

das oficinas modernas. A nossa oferta inclui

a Máquina de Ar Condicionado R134a,

Ref.:9040, e a Máquina de Ar Condicionado

R1234yf, Ref.:9041, dois equipamentos que

representam uma nova geração de soluções

para climatização automóvel”, referem Andreia

Rocha e Bruno Valente. “Com tecnologia

de última geração e uma experiência de

utilização mais intuitiva, estas máquinas foram

desenvolvidas para proporcionar maior

rapidez, precisão e rentabilidade em cada intervenção.

Estes equipamentos destacam-se

pelo funcionamento totalmente automático,

o ecrã tátil de 10 polegadas, os manómetros

digitais de alta precisão, uma base de dados

integrada com até 20.000 veículos e a possibilidade

de impressão detalhada dos serviços

realizados. Adicionalmente, incorporam sistemas

avançados de recuperação, reciclagem

e deteção de fugas, o que garante intervenções

mais seguras e eficientes”, acrescentam.

De acordo com os responsáveis, a taxa de

recuperação superior a 95% e a gestão automática

das operações de manutenção da

própria máquina refletem o compromisso

da KROFtools com a qualidade, a fiabilidade

e a produtividade das oficinas. “Cada

funcionalidade foi pensada para reduzir

tempos de operação, minimizar erros e maximizar

a confiança do profissional durante

todo o processo. Num setor em constante

evolução, a KROFtools continua a investir

na inovação. Acreditamos que o futuro passa

por equipamentos mais inteligentes e automatizados,

capazes de aumentar a eficiência

e o desempenho das oficinas. Escolher um

equipamento de ar condicionado KROFtools

é investir em produtividade, tecnologia

e confiança. Os nossos equipamentos

são desenvolvidos para simplificar o trabalho

diário das oficinas, reduzir tempos de

intervenção, otimizar recursos e aumentar a

rentabilidade de cada serviço. Para além da

tecnologia avançada e da excelente relação

qualidade-preço, os equipamentos KROFtools

distinguem-se pela sua robustez, resistência

e durabilidade. Além disso, a marca

distingue-se pela proximidade que mantém

com os seus clientes. Mais do que fornecer

equipamentos, procuramos estabelecer relações

de confiança, assegurando um acompanhamento

contínuo e uma resposta rápida e

eficaz sempre que necessário”.

56 DOSSIER processo; Assistência técnica disponível: apoio

especializado para resolver incidências e garantir

a continuidade do serviço; Disponibilidade de

consumíveis e peças de reposição: acesso rápido

a consumíveis e peças de reposição para garantir

a manutenção e a vida útil do equipamento;

Utilização intuitiva: interface e funcionalidades

concebidas para facilitar a utilização do equipamento

desde a primeira vez.

BOSCH, Silvia Sauer

Ao escolher um equipamento de serviço de A/C,

a oficina deve ter em conta vários critérios essenciais

que impactam diretamente a eficiência,

a segurança e a rentabilidade do serviço. Em

primeiro lugar, é fundamental considerar o grau

de automatização do equipamento, uma vez que

soluções totalmente automáticas permitem realizar

todas as operações — recuperação, vácuo,

carga e injeção de óleo — de forma rápida e com

mínima intervenção do técnico, aumentando a

produtividade. Outro aspeto chave é a precisão

e eficiência do equipamento, nomeadamente na

recuperação e carga do refrigerante. Tecnologias

como a “alta recuperação”, que pode atingir

cerca de 99%, e sistemas de carga com precisão

elevada, garantem um serviço profissional

e reduzem perdas de refrigerante. Outro fator

diferenciador é a facilidade de utilização e manutenção,

com interfaces intuitivas, processos

guiados e um design que permita acesso rápido

aos componentes internos, reduzindo tempos de

paragem e custos de manutenção. A integração

digital é igualmente relevante: soluções compatíveis

com sistemas como Bosch Connected

Repair permitem melhorar a organização do trabalho,

ligar equipamentos e dados do veículo e

aumentar a eficiência global da oficina. Por fim,

a oficina deve considerar a adaptação do equipamento

ao seu volume de trabalho e segmento,

escolhendo uma solução que responda às

necessidades atuais, mas que também permita

crescimento futuro.

WAECO

COMETIL

Augusto Atalaia

www.cometil.pt

“Representamos a marca WAECO sendo

esta a nossa aposta para os equipamentos

de A/C, neste sentido comercializamos na

íntegra a gama deste fabricante que é extensa

e apresenta soluções para a indústria

automóvel e para a aeronáutica”, refere

Augusto Atalaia. Os modelos ASC nas

versões 7.3 e 7.4 que podem ser Low Emission

são a principal novidade da marca e

cumprem as exigências dos principais fabricantes

de automóveis. “A WAECO detém

equipamentos de A/C homologados

por vários fabricantes, como o exemplo do

grupo VAG. O processo de homologação

obriga o fabricante do equipamento a desenvolver

e ajustar as máquinas que produz,

para que possam suprir as exigências

que a manutenção dos veículos de determinado

fabricante de automóveis impõe,

no final o que a WAECO disponibiliza

são equipamentos produzidos e adaptados

para executar as operações que os sistemas

de A/C dos veículos atuais necessitam e

este é de facto um benefício importante

para a oficina”, conclui.

TECNIVERCA, Julia Andrade

A escolha deve começar pela análise do tipo de

veículos que a oficina recebe e dos gases refrigerantes

com que necessita trabalhar. É também

importante considerar fatores como: nível

de automatização do equipamento; precisão dos

processos de recuperação e recarga; facilidade

de utilização; capacidade de manutenção e

atualização e compatibilidade com os requisitos

dos veículos mais recentes. Um equipamento

adequado permite aumentar a produtividade da

oficina, reduzir erros de operação e assegurar um

serviço de elevada qualidade.

KRAUTLI, Tomás Pais

O primeiro critério deve ser o tipo de refrigerante

com que a oficina trabalha atualmente

e aquele que prevê vir a trabalhar no futuro:

R134a, HFO-1234yf, ambos os refrigerantes ou,

progressivamente, R744. A composição do parque

automóvel dos seus clientes é, por isso, um

elemento essencial na decisão. A oficina deve

avaliar os refrigerantes com que trabalha, o

número de serviços realizados, a necessidade

de intervir em veículos híbridos e elétricos e

o nível de automatização pretendido. Também

deve considerar a rapidez do equipamento, a


HYPREL

TECNIVERCA

Júlia Andrade

www.tecniverca.pt

A Tecniverca disponibiliza uma gama

de equipamentos de carregamento e manutenção

de ar condicionado da marca

Hyprel, nomeadamente os modelos Kosava

e Blizzard, “concebidos para responder

às necessidades das oficinas e às exigências

dos sistemas de climatização atuais. A

oferta inclui equipamentos para os refrigerantes

R134A e R1234YF, permitindo

realizar operações de recuperação, reciclagem,

vácuo e recarga de forma precisa, rápida

e segura. Esta versatilidade é essencial

para oficinas que trabalham com automóveis

cada vez mais diversificados e tecnologicamente

evoluídos”, indica Júlia Andrade,

que indica que os modelos Kosava e

Blizzard representam duas linhas técnicas

consolidadas dentro da marca Hyprel, “diferenciando-se

sobretudo pela capacidade

do depósito, nível de automatização e configuração

de utilização em oficina. As mais

recentes evoluções nestes equipamentos

passam por uma maior automatização dos

processos, interfaces mais intuitivas e uma

gestão mais eficiente dos refrigerantes, permitindo

reduzir desperdícios, aumentar a

produtividade e assegurar um serviço de

elevada qualidade ao cliente final. As gamas

Kosava e Blizzard distinguem-se pela

combinação entre robustez, fiabilidade e

uma excelente relação qualidade-preço.

Desenvolvidos para utilização profissional

intensiva, oferecendo elevados níveis de

precisão na recuperação e recarga de refrigerante

contribuindo para a redução de

erros de operação e garantindo um serviço

mais eficiente. Privilegiam a facilidade de

utilização, com interfaces intuitivas o que

facilita a adaptação dos técnicos e reduz

o tempo de intervenção necessário para a

execução dos serviços de manutenção. Na

prática, esta combinação de desempenho

técnico e usabilidade permite às oficinas

aumentar a produtividade e elevar a qualidade

do serviço de A/C”.

capacidade WWW.POSVENDA.PT da garrafa, a precisão, JULHO a 2026 deteção 57 de

fugas, a conectividade e, sobretudo, a qualidade

da assistência técnica.

PCC, Pedro Costa

A escolha deve ser feita em função do tipo de

viaturas que a oficina recebe e do volume de serviço

realizado. Os principais fatores a analisar são

a compatibilidade com R134a ou HFO-1234yf, a

eficiência de recuperação do refrigerante, a capacidade

da botija interna, a potência da bomba de

vácuo, a facilidade de utilização, a atualização da

base de dados de veículos, a disponibilidade de

assistência técnica e os custos de manutenção ao

longo do tempo. Uma oficina que trabalhe regularmente

com veículos recentes deverá considerar

soluções compatíveis com HFO-1234yf ou equipamentos

Dual Gás, garantindo preparação para o

parque automóvel atual e futuro.

INTERMACO, Filipe Santos

A oficina deve começar por avaliar o tipo de veículos

que recebe, o volume de serviços A/C que

realiza e os gases com que precisa de trabalhar,

nomeadamente R134a, R1234yf ou ambos. A partir

daí, deve considerar aspetos como grau de automatização,

precisão na recuperação e carga, facilidade

de utilização, capacidade do equipamento,

compatibilidade com veículos híbridos/elétricos e

segurança operacional. Outro ponto fundamental

é o suporte pós-venda. Um equipamento de A/C

é uma ferramenta de trabalho importante para a

oficina, pelo que a disponibilidade de assistência

técnica, formação e peças deve pesar tanto como

o preço de aquisição.

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da curva.

Desde o primeiro momento, somos movidos pelo desempenho.

A ir mais longe, a elevar a fasquia. A desenvolver tecnologia de

travagem para proporcionar uma experiência de condução superior.

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europeu, estamos sempre presentes, a definir o padrão. Apoiada

pelo especialista nº 1 mundial em materiais de fricção e com um

portfólio de formulações líder no setor e uma rede logística integrada

e eficiente, a nossa missão é levar o desempenho de travagem dos

nossos clientes a um novo nível.

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58 DOSSIER

MAGNETI MARELLI

Juan Jose Madrid

www.magnetimarelli-parts-and-services.pt

“A Magneti Marelli Parts & Services oferece

uma vasta gama de estações de recarga

para sistemas de ar condicionado, concebidas

para responder às necessidades das

oficinas atuais e compatíveis também com

veículos elétricos e híbridos de última geração”,

indica Juan Jose Madrid. “A gama

Alaska coloca à disposição dos profissionais

do setor soluções versáteis, fiáveis e eficientes,

capazes de garantir um serviço de alta

qualidade nas operações de manutenção e

recarga de sistemas de climatização. A oferta

inclui quatro modelos distintos: duas

versões Alaska Evo –R para o gás R134a e

H para o gás HFO1234yf– e duas versões

Alaska Prime –R para o gás R134a e H

para o gás HFO1234yf–, cobrindo assim as

principais necessidades do mercado. Dentro

O mercado está cada vez

mais profissionalizado.

Filipe Santos, Intermaco

CTR

REDEINNOV

Nuno Santos

www.redeinnov.pt

da gama Alaska, destacam-se especialmente

os modelos Alaska Evo, que têm tido uma

excelente aceitação no mercado automóvel

de ar condicionado, consolidando-se como

uma solução de referência para os profissionais

do setor. Estes modelos partilham

uma série de funcionalidades essenciais

que proporcionam segurança, eficiência

e facilidade de utilização em cada intervenção:

enchimento seguro, regeneração

do óleo da bomba, acopladores rápidos

ECO, purga automática de ar e serviço de

assistência remota. Graças a estas características,

as estações Alaska Evo permitem

otimizar as operações de manutenção e

recarga, oferecendo uma experiência de

utilização simples, fiável e respeitadora do

ambiente”. Quanto às vantagens para as

oficinas em optarem por um destes equipamentos,

o responsável indica: tecnologia

de ponta: equipamentos desenvolvidos

com as soluções tecnológicas mais avançadas

atualmente disponíveis no mercado;

elevada fiabilidade e durabilidade: estações

robustas, com baixa incidência de avarias e

concebidas para oferecer um desempenho

constante a longo prazo; excelente relação

qualidade-preço: posicionadas como uma

opção de referência no mercado graças ao

equilíbrio entre desempenho, fiabilidade e

custo; dois anos de garantia e atualizações

incluídas: maior tranquilidade para a oficina

e acesso a melhorias e atualizações durante

o período de cobertura.

A Redeinnov disponibiliza uma gama diversificada

de equipamentos de carregamento

de A/C das marcas WIGAM,

CTR e Magneti Marelli. “A novidade

mais recente é a gama WIGAM, que se

destaca pela excelente relação qualidade/preço

e pelo modelo OPTIMA, um

equipamento totalmente automático,

com ecrã tátil a cores de 7”, preparado

para veículos híbridos e elétricos e

com software de autoteste integrado. A

principal vantagem está no acompanhamento

técnico especializado que oferecemos

antes, durante e depois da venda.

Ao combinar equipamentos de marcas

premium com um serviço de pós-venda

próximo e eficiente, garantimos mais

confiança à oficina e menor tempo de

imobilização do equipamento, incluindo

nas situações de garantia”, explica

Nuno Santos.

Continuam a ser os equipamentos de

carregamento de A/C um equipamento

de venda sazonal? Como caracteriza

o mercado associado a este tipo de

equipamentos e quais as tendências

tecnológicas associadas a este

equipamento?

GONÇALTEAM, Ricardo Sousa

Cada vez menos é um equipamento sazonal,

embora ainda exista essa ideia em

algumas zonas do país, na verdade, devido

aos mais variados serviços na mecânica

automóvel, é imperativo que as máquinas

de AC estejam presentes. Desse modo,

cada vez menos o fator sazonal tem relevância

neste tema.

LUSILECTRA, António Garrido

Embora continue a existir um aumento da

procura durante os meses mais quentes,

consideramos que as máquinas de A/C

deixaram de ser um equipamento estritamente

sazonal. O sistema de climatização

é hoje um componente crítico do veículo,

influenciando não apenas o conforto dos

ocupantes, mas também a segurança da

condução, a eficiência energética e, no

caso dos veículos híbridos e elétricos, a

gestão térmica de componentes essenciais

como as baterias. O mercado tem vindo a

tornar-se progressivamente mais técnico

e especializado. As oficinas necessitam de

equipamentos capazes de acompanhar a

evolução dos refrigerantes, os requisitos

ambientais cada vez mais exigentes e os

novos procedimentos de manutenção definidos

pelos fabricantes. Entre as principais

tendências destacam-se a crescente

utilização do R1234yf, o aparecimento de

novos refrigerantes, como o CO2 (R744), a

necessidade de compatibilidade com veículos

eletrificados, a conectividade dos

equipamentos, a atualização remota de

bases de dados e a automatização crescente

dos processos de manutenção. Por

estas razões, a máquina de A/C é hoje um

equipamento estratégico para qualquer

oficina que pretenda manter a sua competitividade

e estar preparada para os desafios

tecnológicos que marcarão o setor

automóvel nos próximos anos.

Paulo Gaspar, PROXIRA

Embora a procura aumente nos meses que

antecedem o verão, os equipamentos de

carregamento de A/C são hoje cada vez

menos sazonais. A manutenção do sistema

de climatização tornou-se um serviço regular

e uma importante fonte de rentabilidade

para as oficinas. O mercado tem evoluído

com a crescente utilização do refrigerante

R1234yf e com a procura de equipamentos

mais automáticos, precisos e fáceis de utilizar,

que permitam aumentar a eficiência e

a produtividade das oficinas.


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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 59

IWS

PCC

Pedro Costa

www.pcc-lda.pt

“A PCC comercializa uma gama completa de

estações de serviço para ar condicionado automóvel,

adaptada às diferentes necessidades das

oficinas”, conforme indica Pedro Costa. “A

nossa marca IWS inclui equipamentos para refrigerante

R134a, soluções para HFO-1234yf,

versões Dual Gás e ainda equipamentos específicos

para veículos pesados e autocarros. A

mais recente novidade é precisamente a gama

IWS, uma nova geração de estações de ar

condicionado desenvolvida para responder às

exigências das oficinas modernas, combinando

automatização, precisão e elevada eficiência

de recuperação de refrigerante ao melhor

preço. Mais do que fornecer um equipamento

de carregamento de A/C, a PCC procura

disponibilizar uma solução completa para a

oficina, combinando tecnologia, fiabilidade e

um acompanhamento técnico de proximidade”.

Pedro Costa avança que os equipamentos

da gama IWS foram desenvolvidos para responder

às exigências das oficinas modernas,

permitindo realizar operações de manutenção

de ar condicionado de forma rápida, precisa e

eficiente. “Entre os principais pontos diferenciadores

destacam-se: equipamentos modernos

e tecnologicamente avançados; elevado

grau de automatização e facilidade de utilização;

eficiência de recuperação de refrigerante

superior a 95%; bombas de vácuo de elevada

capacidade, permitindo reduzir os tempos de

intervenção e aumentar a produtividade da

oficina; base de dados integrada com milhares

de veículos; excelente relação qualidade-preço;

assistência técnica nacional especializada;

disponibilidade de peças e suporte pós-venda;

formação e acompanhamento técnico aos

utilizadores. Para muitas oficinas, a escolha

de um equipamento não depende apenas das

suas características técnicas. A confiança no

fornecedor, a rapidez da assistência técnica e

a garantia de um suporte próximo e eficaz são

fatores igualmente importantes para assegurar

a rentabilidade do investimento e a continuidade

do serviço”.

A crescente complexidade dos sistemas de

climatização atuais tem contribuído para uma

procura mais constante e equilibrada ao longo

do ano.

Diana Sanvicens, TEXA

ECOTECHNICS

KRAUTLI

Tomás Pais

www.krautli.pt

A Krautli Portugal disponibiliza uma gama

alargada de equipamentos Ecotechnics

para os refrigerantes R134a e R1234yf,

incluindo soluções de entrada de gama,

equipamentos mais completos, máquinas

de duplo refrigerante e modelos destinados

a veículos pesados ou assistência móvel. “A

principal novidade é a ECO₂R744, desenvolvida

para sistemas de climatização que

utilizam CO₂, uma tecnologia com crescente

relevância, sobretudo nos veículos

elétricos. Os equipamentos Ecotechnics

distinguem-se pela facilidade de utilização,

automatização dos processos, precisão, segurança

e qualidade de construção. Consoante

o modelo, podem incluir funções

como limpeza dos circuitos para veículos

híbridos e elétricos, análise do refrigerante,

testes de fugas, gestão separada de óleos,

conectividade e atualização das bases de

dados”, refere Tomás Pais.

SUJEITO A APROVAÇÃO RENTING GRENKE


60CENTROCOR, DOSSIER André Vieira

Apesar do pico registado durante os meses de

maior calor do ano no que toca ao volume de

serviços de ar condicionado, não podemos dizer

que a procura por este tipo de equipamentos

de carregamento de A/C é totalmente sazonal.

Diariamente são procuradas oficinas de colisão

e/ou oficinas especializadas em realizar serviços

de manutenção preventiva. Este tipo de

procura advém essencialmente de empresas

com frotas de automóveis em que o sistema de

ar condicionado se torna crucial, não só para a

segurança, mas para o conforto dos condutores.

O mercado neste momento é caracterizado

por uma grande competitividade com uma

evolução tecnológica constante ao longo do

tempo. Atualmente, devido a uma maior penetração

no mercado dos veículos elétricos e

híbridos, essa transformação tem ocorrido com

mais rapidez. Os veículos têm-se tornado muito

mais automatizados, com sistemas complexos

integrados nos mesmos, o que leva também

a uma adaptação tecnológica maior dos

equipamentos utilizados em intervenções aos

automóveis mais recentes no mercado.

ALDIFRIO, Jorge Aldinhas

Na nossa ótica, não descurando o impacto da

época de maior calor nos carregamentos de

A/C, estes equipamentos são cada vez mais

equipamentos fundamentais para as oficinas

em qualquer altura do ano. As oficinas melhor

preparadas são as oficinas que dispõem dos

equipamentos e materiais para dar resposta

às necessidades dos seus clientes em todas

as estações do ano. Em relação a tendências,

ou características tecnológicas cada vez mais

importantes neste tipo de equipamentos, destaco

não só a sua capacidade para trabalhar

com fluidos refrigerantes do presente e futuro,

como R-1234YF ou mesmo o CO2, mas também

a possibilidade de analisarem a qualidade

e pureza do refrigerante recuperado/carregado,

num mercado cada vez mais saturado de refrigerantes

de origem duvidosa. Equipamentos

dotados de impressora, que permitam o registo

das intervenções, podem também ser uma

boa solução, dependendo do tipo de serviço

que as oficinas pretendam realizar. Acrescento

obviamente a importância da conectividade, ligação

a outros dispositivos, e possibilidade de

atualização de bases de dados, neste tipo de

equipamentos. As máquinas Wigam, entre os

seus vários modelos/versões, conseguem reunir

todas estas mais valias.

ALTARODA, Vítor Rocha

Embora a procura continue a aumentar durante

a primavera e o verão, os equipamentos de serviço

A/C deixaram de ser considerados exclusivamente

sazonais. Atualmente, a manutenção

da climatização é encarada como uma operação

regular de oficina, associada não apenas ao

conforto, mas também à eficiência energética,

segurança e qualidade do ar no habitáculo. O

mercado está a evoluir em várias direções, nomeadamente

através do crescimento do parque

de veículos equipados com R1234yf, da necessidade

de equipamentos Dual para responder à

coexistência de R134a e R1234yf, do aumento

dos veículos híbridos e elétricos com requisitos

específicos de manutenção, da maior automatização

dos processos, da integração de conectividade

Wi-Fi e atualizações remotas, da digitalização da

documentação de serviço e de um foco crescente

na recuperação eficiente dos refrigerantes e no

cumprimento das normas ambientais europeias.

Assim, o mercado continua dinâmico e com forte

potencial de crescimento, sendo os equipamentos

multifluido e altamente automatizados a principal

tendência tecnológica para os próximos anos.

COMETIL, Augusto Atalaia

Com a proliferação dos veículos elétricos a sazonalidade

fica menos evidente na compra deste

tipo de equipamentos, no âmbito da manutenção

e reparação de avarias a sazonalidade já se faz

sentir, principalmente para os operadores que se

dedicam apenas à realização de cargas de A/C.

A evolução técnica é uma constante quer com o

objetivo de minimizar as emissões de gases florados

para atmosfera e também com recurso a

equipamentos que facilitem os diagnósticos precisos,

como exemplo temos os equipamentos Low

Emission e com módulo de deteção de fugas de

gás/azoto.

TEXA, Diana Sanvicens

Embora sejam comercializadas ao longo de todo o

ano, as estações de carga de A/C continuam a ser

um produto com uma forte componente sazonal,

registando os maiores níveis de procura durante

a primavera e o verão. No entanto, a crescente

complexidade dos sistemas de climatização atuais

tem contribuído para uma procura mais constante

e equilibrada ao longo do ano. Tendências atuais

do mercado: digitalização crescente dos processos

de manutenção e assistência; integração de

ecrãs táteis intuitivos e software de gestão cada

vez mais avançado; maior procura por estações

Bi-Gas, capazes de trabalhar com diferentes refrigerantes;

reforço dos sistemas de segurança para

o manuseamento de refrigerantes inflamáveis e

de alta pressão; integração com equipamentos e

plataformas de diagnóstico, permitindo uma gestão

mais eficiente das operações na oficina; crescimento

da procura nos setores agrícola, industrial

e das máquinas de construção, impulsionado pela

evolução tecnológica destes veículos.

REDEINNOV, Nuno Santos

Está a tornar-se cada vez menos um negócio

sazonal. O mercado está mais ativo ao longo de

todo o ano, porque as oficinas valorizam cada vez

mais este serviço e procuram equipamentos preparados

para diferentes refrigerantes, sobretudo

R1234yf e R134a, bem como soluções compatíveis

com veículos híbridos e elétricos. Em termos tecnológicos,

a tendência passa por equipamentos

mais automáticos, conectados e com maior capacidade

de diagnóstico, além de um foco crescente

na eficiência e na sustentabilidade.

KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente

Historicamente, os equipamentos de carregamento

de ar condicionado apresentavam uma forte

componente sazonal, com uma procura mais intensa

durante os meses que antecedem o verão.

No entanto, essa realidade tem vindo a alterar-se

de forma significativa nos últimos anos. O mercado

apresenta uma crescente complexidade dos

sistemas de climatização e a evolução tecnológica

do parque automóvel, o que está a transformar

o ar condicionado num sistema crítico para o

funcionamento eficiente dos veículos durante

todo o ano. Esta tendência é particularmente

evidente nos veículos híbridos e elétricos, onde

os circuitos de climatização desempenham um

papel fundamental na gestão térmica das baterias,

da eletrónica e de outros componentes

essenciais do veículo. Em muitos casos, o correto

funcionamento destes sistemas influencia

diretamente a autonomia, a velocidade de

carregamento e a durabilidade da bateria. Por

esse motivo, o mercado dos equipamentos de

A/C está a evoluir de um negócio tradicionalmente

sazonal para uma atividade cada vez

mais permanente e estratégica dentro da oficina.

As intervenções deixam de estar associadas

apenas ao conforto e passam também a

estar relacionadas com a eficiência e fiabilidade

dos próprios veículos. Em termos tecnológicos,

as principais tendências passam por níveis de

automatização cada vez mais elevados, maior

precisão nos processos de recuperação e carga

de refrigerante, integração de bases de dados

mais completas, sistemas avançados de

diagnóstico e deteção de fugas e adaptação

às exigências dos sistemas de gestão térmica

dos veículos eletrificados. Nos próximos anos,

a eletrificação do parque automóvel continuará

a impulsionar a procura por equipamentos de

climatização tecnologicamente mais avançados.

Consequentemente, a sazonalidade que

durante décadas caracterizou este segmento

tenderá a diminuir, dando lugar a uma procura

mais regular ao longo de todo o ano e a uma

crescente especialização técnica por parte das

oficinas.

MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid

Embora os equipamentos de climatização tenham

uma utilização principalmente sazonal,

representam uma importante fonte de receitas

para a oficina durante os meses de maior

procura, especialmente de março a outubro,

coincidindo com a época de calor. Além disso,

este período tem vindo a alargar-se progressivamente

nos últimos anos devido ao aumento

das temperaturas e ao prolongamento das

épocas quentes. Atualmente, os equipamentos

de climatização são uma ferramenta habitual

em qualquer oficina, uma vez que oferecem

uma relação investimento/amortização muito

favorável. A elevada procura de manutenção

dos sistemas de ar condicionado por parte do

cliente final permite recuperar o investimento

num curto prazo e gerar novas oportunidades

de negócio. Olhando para o futuro, a tendência

continuará a ser positiva, impulsionada pela

crescente importância da manutenção dos sistemas

de climatização e pela venda recorrente

de consumíveis e peças de substituição associados.

Entre eles incluem-se óleos, corantes,

gases refrigerantes, uniões, mangueiras, filtros

desidratadores e soluções para a deteção e reparação

de fugas, como produtos ultravioleta,

detetores de hidrogénio e detetores de gases.

BOSCH, Silvia Sauer

O serviço de A/C é um componente cada vez

mais importante nas oficinas automóveis. Os

veículos equipados com sistemas de gestão


WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 61

ROBINAIR

INTERMACO

Filipe Santos

www.intermaco.pt

“A Intermaco oferece uma gama completa

de equipamentos de carregamento e manutenção

de sistemas A/C, representando

marcas de referência como a TEXA, com a

sua linha KONFORT, e a ROBINAIR, ambas

reconhecidas pela fiabilidade, precisão e

adequação às exigências do serviço oficinal

moderno. A nossa oferta contempla soluções

para os gases R134a e R1234yf, bem como

equipamentos preparados para responder a

diferentes níveis de utilização, desde oficinas

independentes a redes oficinais, concessionários,

frotas e operadores profissionais. Ao

nível das novidades, destacamos sobretudo a

evolução para equipamentos mais automáticos,

intuitivos e preparados para trabalhar

com diferentes refrigerantes, garantindo

maior segurança, eficiência e controlo no

serviço de A/C. As soluções mais recentes

destas marcas permitem às oficinas acompanhar

a evolução do parque automóvel e

prestar um serviço mais completo e profissional.

A principal vantagem está na combinação

entre a qualidade tecnológica que

as marcas oferecem e o acompanhamento

especializado da Intermaco. Ambas são reconhecidas

pela fiabilidade, precisão e facilidade

de utilização, fatores fundamentais

num serviço onde o erro pode representar

perda de tempo, desperdício de gás ou uma

intervenção menos eficiente”, afirma Filipe

Santos. Para além do equipamento em si,

indica que a oficina beneficia de aconselhamento

na escolha da solução mais adequada,

formação na utilização e assistência técnica

especializada. “Ou seja, não vendemos apenas

uma máquina: procuramos garantir que

o cliente fica preparado para tirar o máximo

partido do investimento”.

O sistema de

climatização é hoje

um componente

crítico do veículo,

influenciando não

apenas o conforto

dos ocupantes, mas

também a segurança

da condução, a

eficiência energética e,

no caso dos veículos

híbridos e elétricos,

a gestão térmica

de componentes

essenciais como as

baterias.

António Garrido, Lusilectra

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º


62 DOSSIER

Atualmente, a manutenção da climatização é encarada como

uma operação regular de oficina, associada não apenas ao

conforto, mas também à eficiência energética, segurança e

qualidade do ar no habitáculo.

Vítor Rocha, Altaroda

térmica podem impedir a condução quando o

sistema de climatização está vazio, tornando

necessária a intervenção da oficina. Com o

número crescente de veículos híbridos e elétricos

no mercado, o serviço profissional de

A/C está também a tornar-se cada vez mais

importante para as oficinas. Neste contexto,

a manutenção do sistema de climatização e

do sistema de gestão térmica evolui de um

negócio sazonal para uma atividade ao longo

de todo o ano, tornando se um fator-chave

para o sucesso da oficina. Ao mesmo tempo,

a redução progressiva do refrigerante R134a

no mercado, aliada ao envelhecimento do

parque automóvel, impulsiona a necessidade

de alternativas eficientes para os veículos

mais antigos que ainda dependem deste refrigerante.

Por este motivo, a indústria está

a desenvolver novas misturas alternativas,

como o R456A que apresenta um valor de

Global Warming Potential apenas cerca de

metade do R134a. Os equipamentos ACS da

Bosch para R134a podem também operar com

R456A, estando já certificados para essa utilização.

No entanto, cada equipamento deve

ser dedicado exclusivamente a um único tipo

de refrigerante e, no caso de conversão, é necessário

proceder ao esvaziamento completo

e evacuação do sistema, bem como à substituição

do filtro secador.

TECNIVERCA, Julia Andrade

Embora exista tradicionalmente um aumento

da procura durante os meses mais quentes,

os equipamentos de carregamento de ar condicionado

deixaram de ser um produto exclusivamente

sazonal. Atualmente, a manutenção

dos sistemas de climatização faz parte

dos serviços regulares de muitas oficinas ao

longo de todo o ano. A crescente complexidade

dos sistemas, a evolução dos refrigerantes

e o aumento do número de veículos híbridos

e elétricos têm contribuído para uma procura

mais constante deste tipo de equipamento.

Ao nível tecnológico, as principais tendências

passam por uma maior automatização dos

processos, melhoria da precisão das operações

de recuperação e recarga, conectividade,

atualizações de software e compatibilidade

com diferentes tipos de refrigerantes. O objetivo

é garantir serviços cada vez mais rápidos,

eficientes e sustentáveis, acompanhando a

evolução do parque automóvel.

KRAUTLI, Tomás Pais

Existe ainda uma componente sazonal evidente.

A procura tende a aumentar na primavera

e no verão, quando os condutores começam a

utilizar mais intensamente o ar condicionado e

identificam falhas de desempenho. No entanto,

o serviço de climatização é cada vez menos exclusivamente

sazonal. O sistema de ar condicionado

também é utilizado durante o inverno para

controlar a humidade no habitáculo e melhorar

o desembaciamento dos vidros. Além disso, nos

veículos híbridos e elétricos, os circuitos térmicos

assumem um papel mais abrangente e podem

estar relacionados não apenas com o conforto

dos ocupantes, mas também com a gestão

térmica de diferentes componentes do veículo. O

mercado caracteriza-se atualmente pela coexistência

de diferentes gerações de veículos e refrigerantes.

As oficinas continuam a receber um

número significativo de veículos equipados com

R134a, ao mesmo tempo que cresce a presença

do HFO-1234yf. Por este motivo, equipamentos

configuráveis ou capazes de trabalhar com os

dois refrigerantes continuam a representar uma

solução muito relevante. As principais tendências

tecnológicas passam pela eletrificação do

parque automóvel, pela crescente utilização de

compressores elétricos, pela necessidade de

evitar a contaminação entre diferentes óleos e

refrigerantes, pelo aparecimento de soluções

com menor impacto ambiental e pela introdução

progressiva do R744 ou CO 2

. A conectividade

também terá um papel cada vez mais importante.

Equipamentos ligados à oficina permitem

atualizar software e bases de dados, acompanhar

o estado dos serviços, registar intervenções,

exportar informação e, em determinados

modelos, realizar diagnóstico e assistência remota.

A estação de carregamento está, assim,

a evoluir de uma máquina utilizada essencialmente

para recuperar e carregar refrigerante

para uma verdadeira plataforma tecnológica de

diagnóstico, segurança, produtividade e gestão

do serviço de climatização.

PCC, Pedro Costa

Tradicionalmente, os equipamentos de carregamento

de A/C registavam uma maior procura

nos meses que antecedem o verão. No entanto,

temos verificado que essa sazonalidade

tem vindo a diminuir, uma vez que as oficinas

procuram cada vez mais estar preparadas

para prestar este serviço durante todo o ano.

Na PCC, observamos um mercado cada vez

mais profissionalizado e exigente, onde os

clientes valorizam não apenas o equipamento,

mas também a assistência técnica, a formação

e o acompanhamento pós-venda. As

oficinas procuram soluções fiáveis, eficientes

e capazes de responder à evolução constante

do parque automóvel. Ao nível das tendências

tecnológicas, verifica-se uma crescente

aposta na automatização dos processos, em

equipamentos mais rápidos e precisos, na

compatibilidade com diferentes tipos de refrigerante

e em funcionalidades que simplificam

o trabalho do técnico e aumentam a produtividade

da oficina. Com mais de 25 anos

de experiência no setor, a PCC acompanha

esta evolução através da disponibilização de

equipamentos tecnologicamente avançados,

aliados a um serviço técnico especializado e

de proximidade. O nosso objetivo passa por

fornecer soluções que permitam às oficinas

responder às exigências atuais do mercado,

garantindo eficiência, rentabilidade e um elevado

nível de serviço aos seus clientes.

INTERMACO, Filipe Santos

Os equipamentos de carregamento de A/C

continuam a ter alguma sazonalidade, sobretudo

pela maior procura de serviços nos meses

mais quentes. No entanto, essa sazonalidade

tem vindo a ser menos marcada, porque

o sistema de climatização passou a ser visto

como um elemento de conforto, segurança e

eficiência ao longo de todo o ano. O mercado

está cada vez mais profissionalizado. As oficinas

procuram equipamentos mais automáticos,

precisos, seguros e preparados para diferentes

gases. Ao mesmo tempo, a evolução do

parque automóvel, incluindo veículos híbridos

e elétricos, obriga a soluções mais versáteis

e a técnicos melhor preparados. A tendência

passa por equipamentos mais intuitivos, com

maior automatização, melhor controlo dos

processos, bases de dados integradas e maior

preocupação com eficiência, segurança e redução

de desperdício de refrigerante.


63

WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 63

FORMAÇÃO

DIAGNÓSTICO DE CARREGAMENTO DE BATERIAS DE ALTA VOLTAGEM

TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)

Quando um veículo elétrico ou

híbrido plug-in não carrega,

para além dos componentes

de alta voltagem, diferentes

unidades de controlo ou vias

de comunicação podem causar a falha do

sistema.

COMO ABORDAR AVARIAS?

Existe uma série de unidades envolvidas

no processo de carregamento HV, tipicamente

a BMS (Battery Management

System), VCU (Vehicle Control Unit),

OBC (On Board Charger) e módulo da

porta de carregamento. Pode ajudar também

verificar se a falha afeta o carregamento

AC, DC ou ambos uma vez que

esta distinção permite reduzir o número

de causas possíveis.

Os DTC mais comuns estão relacionados

com:

Falhas de comunicação entre módulos;

Problemas nos sinais CP (Control Pilot)

e PP (Proximity Pilot);

Falhas dos relés de alta voltagem;

Falhas de isolamento HV;

Temperaturas da bateria fora dos limites

permitidos;

Avarias internas do OBC (reponsável

pelos carregamentos AC);

Erros de comunicação com o posto de

carregamento.

Perante casos em que a avaria não gera

códigos de erro conclusivos, o diagnóstico

deve acompanhar a (típica) sequência de

processos do início do carregamento, verificando

os parâmetros em tempo real disponíveis

no equipamento de diagnóstico:

1. Deteção da ficha através do circuito

PP (Proximity Pilot)

Ao introduzir a tomada de carregamento,

podemos observar o seu estado em

parâmetros e/ou os seguintes valores

(podem variar consoante o fabricante):

2. Acionamento do trinco da tomada

Crucial para carregamentos mais rápidos

mas nem sempre atuado em lentos,

falhas no trinco da tomada é muitas vezes

a causa para interrupção. Verificar

atuação e estado reconhecido.

3. Estabelecimento da comunicação

através do circuito CP (Control Pilot)

A única linha de comunicação entre o

veículo e posto de carregamento. Os

seguintes valores indicam o estado do

processo:

4. Pedido de carregamento, verificação

das condições da bateria pela

BMS e autorização de carregamento;

Se existe pedido de carregamento nas

unidades gestoras mas a unidade de bateria

não autoriza o processo, devem ser

analisados parâmetros como temperatura

da bateria, estado de carga, equilíbrio

das células e falhas de isolamento que

podem não ter (ainda) gerado um código

de erro.

5. Fecho dos relés de alta voltagem e

Início do carregamento.

Após a autorização de carregamento, a

BMS atua o fecho dos relés/contactores

HV. Podemos verificar, em parâmetros,

o estado de atuação e voltagem à saída

da bateria e/ou OBC (carregamentos

AC). Finalmente, durante o carregamento,

o valor de isolamento HV não

deve ser inferior a 300kOhm (consoante

o fabricante).


64

FORMAÇÃO

SISTEMATIZAÇÃO

A sua oficina não fecha às 18h.

O telefone também não devia.

Passo grande parte dos meus dias dentro de oficinas, ao lado de quem as gere. E há uma cena que se

repete em quase todas: o dono debaixo de um carro, com as mãos cheias de massa, a ouvir o telemóvel

tocar pela terceira vez - sem poder atender.

TEXTO MIGUEL BRAGANÇA – miguelbraganca@actioncoach.com

Cada uma dessas chamadas é, muitas

vezes, um cliente novo. Alguém

com um problema urgente, que

ligou a três oficinas e vai marcar

com a primeira que responder. Se

não foi a sua, foi a do lado.

O que aprendi, como Business Coach, é que

o problema raramente é falta de trabalho. É

falta de sistemas. E é aqui que o marketing

de hoje mudou completamente o jogo para

quem trabalha com as mãos.

O CLIENTE JÁ NÃO FUNCIONA

NO HORÁRIO DA OFICINA

As pessoas pesquisam e contactam quando

podem: à noite, ao fim de semana, no intervalo

do almoço. Quando descobrem que o

carro faz um barulho estranho, querem resposta

naquele momento – não na segunda-

-feira de manhã.

A boa notícia é que hoje existem ferramentas

acessíveis que respondem por si, 24 horas

por dia, 7 dias por semana. Um pedido de

orçamento que entra às 23h pode ser recebido,

respondido e até agendado sem que

ninguém esteja acordado. No dia seguinte, o

cliente já tem hora marcada e você só tem de

receber o carro. Não é tecnologia de multinacional

– é algo que oficinas com dois ou três

colaboradores já usam todos os dias.

PRODUTIVIDADE É DEIXAR DE FAZER

O QUE A MÁQUINA FAZ MELHOR

Pense em quanto tempo a sua equipa gasta

a escrever as mesmas respostas, a confirmar

marcações, a lembrar clientes da revisão

anual ou da troca de pneus de inverno. São

tarefas importantes – e completamente repetitivas.

Quando automatiza estas tarefas, acontece

uma coisa simples: as suas melhores pessoas

voltam a fazer aquilo que só elas sabem

fazer. Diagnosticar, reparar, aconselhar o

cliente. O trabalho que realmente paga as

contas. E o telefone deixa de mandar no

dia: em vez de reagir a cada toque, a oficina

passa a trabalhar com uma agenda organizada.

REATIVAR QUEM JÁ CONFIOU EM SI

A oportunidade mais subaproveitada que

vejo nas oficinas está na própria base de

clientes. Pessoas que já lá foram, que confiaram,

e que simplesmente... não voltaram.

Não por estarem insatisfeitas – só porque

ninguém as lembrou.

Uma mensagem certa, no momento certo,

a avisar que está na altura da revisão, traz

de volta faturação que já estava na sua casa.

Hoje isto faz-se de forma automática, em

escala, sem ocupar o tempo de ninguém.

O PONTO QUE QUERO DEIXAR

Não estou a falar de gastar fortunas em publicidade.

Estou a falar de organizar e automatizar

o que já existe: o atendimento, as

marcações, o seguimento.

A oficina que ganha não é a que trabalha

mais horas. É a que constrói sistemas para

que o negócio funcione mesmo quando o

dono não está debaixo do carro.

Quer uma oficina que continue a marcar

trabalho mesmo quando o portão está fechado

- e que deixe de perder clientes por

chamadas não atendidas?

Agende uma sessão gratuita de diagnóstico

connosco:

https://bit.ly/3eh2xUf

Até ao próximo artigo.

C

M

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CM

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CMY

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WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 65

TESLA E A ELETRIFICAÇÃO

Sistema de controlo térmico:

Octovalve, loops independentes

e recuperação de calor

O sistema de controlo térmico da Tesla é um dos mais avançados da indústria, essencial para proteger as células

4680/2170/LFP e maximizar a eficiência global.

Em vez de um único circuito, utiliza

múltiplos loops de líquido independentes

(bateria, motor/inversor e

cabina), geridos por uma sofisticada

Octovalve (válvula com 8 vias) e o

Supermanifold.

Esta arquitetura permite 11 modos de operação

diferentes. Em climas frios, o sistema recupera

calor residual dos motores e inversores

(waste-heat recovery) para aquecer a bateria

ou o habitáculo, reduzindo drasticamente o

consumo da bomba de calor. O coeficiente de

performance (COP) pode superar 1,0 mesmo

Imprensa 200x135.pdf 1 19/06/2026 11:49

em temperaturas negativas, preservando até

40 % mais autonomia em comparação com

sistemas de aquecimento resistivo.

O BMS fornece dados em tempo real de temperatura

das células (±2-3 °C de precisão), permitindo

ao controlo térmico manter a faixa

ideal de 20-45 °C durante condução agressiva,

carregamento ultrarrápido ou estacionamento

prolongado. Nas packs estruturais com células

4680, a integração direta melhora a transferência

térmica, reduzindo hotspots.

Em 2026, o Model Y Juniper e outros modelos

beneficiam de refinamentos na Octovalve

e no software de gestão, otimizando ainda

mais a distribuição de fluido. O sistema pré-

-condiciona a bateria antes de uma sessão de

Supercharging ou de uma viagem longa, dialogando

com o OBC e o VCU.

Esta sofisticação não só aumenta a longevidade

da bateria (mantendo degradação baixa

mesmo após centenas de milhares de km)

como melhora o conforto da cabina e a eficiência

energética global. Sem um controlo

térmico inteligente, os avanços em células de

alta densidade e carregamento rápido seriam

limitados pela gestão de calor.

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66

FORMAÇÃO

do dia-a-dia

MECÂNICA

by

VOLKSWAGEN TRANSPORTER 2.0 BITDI – FALTA DE POTÊNCIA E CÓDIGO P0299

Este mês o nosso relatório relata uma avaria relacionada com falta de potência do motor

e entrada em modo de emergência.

EFEITO CLIENTE:

• Motor em modo de emergência;

• Falta de potência durante a aceleração;

• Luz de avaria do motor acesa;

• Desempenho reduzido em toda a gama de

rotações.

ABORDAGEM/DIAGNÓSTICO:

O técnico deverá conectar o equipamento

de diagnóstico ao veículo e comunicar com

o módulo do motor. De seguida deve:

Leitura de códigos de avaria registados:

• P0299 – Regulação da pressão

de sobrealimentação, limite de regulação

não atingido;

Análise dos valores reais durante teste de

estrada:

• Comparação entre os valores teóricos

e reais da pressão de sobrealimentação;

• Verificação da concordância entre

a percentagem de ativação PWM da válvula

solenoide de vácuo e o sinal do sensor

de posição da válvula de comutação entre os

turbocompressores de alta e baixa pressão;

• Verificação da concordância entre

a percentagem de ativação PWM da válvula

solenoide de vácuo e o sinal do sensor

de posição da geometria variável do turbocompressor

de alta pressão;

6. Válvula de bypass; 7. Corpo de borboleta; 8. Sensor de pressão

de sobrealimentação; 9. Sensor de temperatura do ar de admissão;

10. Intercooler; 11. Sensor de temperatura do ar pós-intercooler;

12. EGR; 13. Resfriador de EGR; 14. Sensor de temperatura dos

gases de escape; 15. Válvula de comutação da turbina de alta/

baixa pressão; 16. Cápsula de pressão da válvula de comutação

da turbina de alta/baixa pressão. Inclui sensor de posição; 17.

Válvula solenóide de vácuo da cápsula de pressão da válvula

de comutação da turbina de alta/baixa pressão; 18. Turbina do

turbocompressor de alta pressão (pequeno, geometria variável);

19. Válvula solenóide de vácuo para a cápsula de pressão

de geometria variável de alta pressão do turbocompressor

(tamanho pequeno). Inclui sensor de posição; 20. Válvula

solenóide de vácuo para a geometria variável de alta pressão

do turbocompressor (tamanho pequeno); 21. Válvula de alívio de

pressão do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande);

22. Válvula solenóide de vácuo para a válvula de alívio de pressão

do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande); 23.

Válvula solenóide de vácuo para a válvula de alívio de pressão do

turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande); 24. Turbina

do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande);

• Utilização de vacuómetro para verificar o

comando da válvula de alívio do turbocompressor

de baixa pressão;

• Verificação do sistema de sobrealimentação;

• Inspeção dos componentes mecânicos dos

turbocompressores após arrefecimento do

motor;

• Medição da folga radial dos eixos dos turbocompressores.

Até 2300 rpm:

A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão está fechada.

Os gases de escape fluem através do turbocompressor de alta pressão.

A regulação da pressão de sobrealimentação é obtida através da

geometria variável do turbocompressor de alta pressão.

Acima de 3400 rpm:

A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão abre

completamente. A válvula de bypass começa então a abrir. A

regulação da pressão de sobrealimentação é feita através da

válvula de alívio de baixa pressão do turbocompressor.

Figura 2 Explicação do sistema de sobrealimentação

CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:

Existe concordância entre os sinais de comando

da ECU e os respetivos sensores de

posição dos atuadores do sistema de sobrealimentação.

Existe concordância entre os valores PWM

das válvulas solenoides e os valores de vácuo

aplicados aos atuadores.

No entanto, o valor real da pressão de sobrealimentação

mantém-se inferior ao valor

teórico em toda a gama de rotações do motor.

Durante a inspeção mecânica verificou-se

folga excessiva entre os eixos das turbinas e

os respetivos rolamentos.

CAUSA:

Desgaste excessivo dos eixos dos turbocompressores

e dos respetivos rolamentos;

A folga excessiva provoca movimento radial

dos eixos das turbinas;

O desgaste resultante reduz significativamente

a capacidade de procriação de pressão

de sobrealimentação;

Foi necessária a substituição do conjunto de

turbocompressor duplo.

Entre 2300 e 3400 rpm:

Figura 1 Sistema de sobrealimentação

1.Filtro de ar; 2. Sensor de fluxo de ar em massa; 3. Turbocompressor de

baixa pressão (grande); 4. Sensor de pressão de sobrealimentação 2;

5. Turbocompressor de alta pressão (pequeno, geometria variável);

A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão começa

a abrir. A válvula de bypass permanece fechada. A válvula de

alívio de pressão do turbocompressor de baixa pressão permanece

fechada. O turbocompressor de baixa pressão começa a gerar

pressão.

Figura 3 Conjuto Bi-turbo



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