REVISTA PÓS-VENDA 130
- Nenhuma tag encontrada…
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
PUB
N.º130
Julho 2026 - 2€
PERIODICIDADE MENSAL
PUB
HUGO DE
FIGUEIREDO
Com todo um percurso profissional
nas peças, está agora com a
responsabilidade de dinamizar o
Grupo Serca em Portugal em todos
os seus domínios: distribuidores,
peças, serviços e redes oficinais
PUB
C
M
Y
CM
MY
CY
A qualidade está no nosso adn
CMY
K
PUB
ATUALIDADE
Chama-se b.again, está
localizada em Braga,
e é uma empresa que
está a trabalhar ao
nível do fim de vida das
baterias dos veículos
eletrificados
FORMAÇÃO
Com uma forte componente
prática e uma oferta formativa
ajustada às exigências do
setor automóvel, a Casa Pia
de Lisboa prepara jovens para
uma integração qualificada no
mercado de trabalho
DOSSIER
Estamos na época alta
no que ao carregamento
A/C dos automóveis
diz respeito e, por isso,
trazemos-lhe informação
sobre a oferta ao nível
destes equipamentos
PUB
PROPRIETÁRIA E EDITORA
ORMP Pós-Venda Media, Lda
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
Nº Contribuinte: 513 634 398
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Homem
Anabela Machado
CAPITAL SOCIAL DA ORMP
Bettencourt & Mendes, Lda - 50%
Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%
CONTACTOS
Telefone: +351 218 068 949
Telemóvel: +351 939 995 128
E.mail: geral@posvenda.pt
www.posvenda.pt
f /revistaposvenda
i /company/revista-pós-venda
DIRETOR
Paulo Homem
paulo.homem@posvenda.pt
REDAÇÃO
Nádia Conceição
nadia.conceicao@posvenda.pt
DIRETORA COMERCIAL
Anabela Machado
anabela.machado@posvenda.pt
GESTOR COMERCIAL
João Abreu
joao.abreu@posvenda.pt
ADMINISTRATIVA
Anabela Rodrigues
anabela.rodrigues@posvenda.pt
FOTOGRAFIA
Micaela Neto
PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
SEDE DE REDAÇÃO
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
TIRAGEM
10.000 Exemplares
ISSN
2183-6647
Nº REGISTO ERC
126724
DEPÓSITO LEGAL
399246/15
PERIODICIDADE
Mensal
IMPRESSÃO
DPS – Digital Printing Solutions MLP,
Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511
Agualva Cacém – Tel: 214337000
ESTATUTO EDITORIAL
Disponível em www.posvenda.pt
N.º130
Julho 2026
www.posvenda.pt
f revistaposvenda i company/revista-pos-venda
Q revista_posvenda L pós-venda - www.posvenda.pt
Sumário
Editorial ...........................................................................................P.03
Tome Nota .....................................................................................P.04
Notícias ..............................................................................................P.06
Oficina Legal
O CAE que consta no seu registo
pode já não ser o correto ..................................................................P.14
Viver Elétrico
Ir de férias de elétrico está mais fácil........................................P.16
Atualidade
b.again ........................................................................................................P.18
PPG ..............................................................................................................P.22
Jornadas Técnicas IEFP ....................................................................P.24
Carretos - Auron ...................................................................................P.26
Mercado
Vierol .........................................................................................................P.28
KYB .............................................................................................................P.30
Carbob .......................................................................................................P.32
Emotive ....................................................................................................P.34
Formação
Casa Pia .....................................................................................................P.36
Oficina do mês
Proturbo .....................................................................................................P.38
Personalidade do mês
Hugo de Figueiredo – Grupo Serca ...............................................P.40
Dossier
Equipamentos Carregamento A/C ..............................................P.46
Formação
Tech Tips: Diagnóstico de carregamento
de baterias de alta voltagem ...........................................................P.63
Gestão ActionCoach ...........................................................................P.64
Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica ............................P.65
Mecânica do dia-a-dia by Car Academy ................................P.66
EDITORIAL
O futuro não espera
pelas oficinas
O pós-venda automóvel vive um dos
períodos mais dinâmicos e evolutivos
da sua história. A eletrificação, a
digitalização, a inteligência artificial
e a crescente complexidade técnica dos
veículos estão a mudar profundamente
a forma como as oficinas trabalham.
A mecânica tradicional continua
a ser indispensável, como base do
conhecimento, mas já não é suficiente.
Hoje, reparar um automóvel exige
conhecimento em eletrónica,
eletricidade, software, dados técnicos,
mas também utilizar métodos de
diagnóstico cada vez mais rigorosos.
Ter equipamentos modernos é muito
importante, mas saber interpretar a
informação e seguir processos corretos
é decisivo. Muitas vezes as oficinas
têm os meios necessários, têm é
dificuldades em os usar corretamente
(com método) a seu favor.
As oficinas terão também de
escolher o seu caminho. Algumas
irão especializar-se, como algumas já
o fizeram, olhando também para o
que está a acontecer com os veículos
eletrificados e com as suas baterias
e os sistemas eletrónicos. Outras
certamente manterão um foco mais
tradicional, mas também elas todas
terão que investir em formação,
informação técnica e organização.
Caso contrário, terão muitas
dificuldades em subsistir.
O desafio é grande, mas a oportunidade
também. As oficinas que souberem
evoluir, formar as suas equipas
e adaptar os seus serviços
estarão mais preparadas para
responder ao futuro da
mobilidade.
Paulo Homem
DIRETOR
paulo.homem@posvenda.pt
PUB
Onde a Qualidade
é Exclusiva
4 TOME NOTA
NOVAS REGRAS DA UNIÃO EUROPEIA EM MATÉRIA DE
CIRCULARIDADE NO SETOR AUTOMÓVEL
O regulamento abrange todo o ciclo de
vida dos veículos, desde a conceção até ao fim
de vida.
As novas regras pretendem aumentar a
reutilização, reciclagem e valorização de peças,
componentes e materiais.
Os novos veículos terão de ser concebidos
para facilitar a remoção de componentes reutilizáveis
ou recicláveis.
Cada novo modelo automóvel terá de integrar
pelo menos 15% de plástico reciclado em
seis anos.
A meta para a incorporação de plástico
reciclado sobe para 25% no prazo de dez anos.
Parte do plástico reciclado terá de ter
origem em veículos em fim de vida ou peças
usadas.
As empresas que vendam veículos usados
terão de comprovar que estes não são veículos
em fim de vida.
Os fabricantes passarão a suportar os custos
de recolha e tratamento dos veículos em
fim de vida.
A exportação de veículos declarados não
aptos para circulação será proibida cinco anos
após a entrada em vigor do regulamento.
LUZDEAIRBAG RECONHECIDA
PELA AUTEL
A Luzdeairbag, representante oficial em
Portugal dos equipamentos de diagnóstico
da Autel, foi distinguida com o prémio
“Outstanding Growth Partner of the Year
2025”, um reconhecimento da Autel que
destaca o desempenho e o crescimento
alcançados pela empresa ao longo do último
ano.
ATENÇÃO AOS CARROS
IMPORTADOS USADOS
Segundo um estudo da carVertical 55,4%
dos veículos importados verificados em
Portugal entre janeiro de 2025 e março de
2026 tinham registos de danos, enquanto
essa proporção se situava nos 25,3% entre
os carros usados nacionais. Isto significa
que os veículos importados têm 2,2 vezes
mais probabilidades de apresentar um histórico
de danos. O estudo indica ainda que
mais de metade dos carros analisados em
Portugal, concretamente 56,5%, foram importados,
evidenciando a forte dependência
do mercado nacional em relação aos
veículos provenientes do estrangeiro. Esta
realidade aumenta a exposição dos compradores
a potenciais riscos associados à
falta de informação sobre o histórico dos
automóveis.
Tome
Nota
REUTILIZAÇÃO EM CRESCIMENTO NA SUSTAINERA
1. Em 2025, o negócio de reutilização de peças
usadas da Stellantis, através da SUSTAINera,
cresceu 51%.
2. O crescimento foi impulsionado pelo desempenho
da plataforma B-Parts na Europa e na
América do Norte.
3. O inventário de peças usadas foi reforçado,
ultrapassando os 15 milhões de peças disponíveis.
4. A Stellantis expandiu os seus canais digitais,
com novas lojas online e parcerias internacionais.
BARÓMETRO AUTOMÓVEL E DE MOBILIDADE DA ARVAL 2026
A eletrificação das frotas empresariais em
Portugal deixou de ser uma tendência e passou
a ser uma mudança estrutural.Segundo
o Barómetro Automóvel e de Mobilidade
2026, 52% das empresas portuguesas já utilizam
pelo menos uma viatura eletrificada.
Fique com os principais dados deste barómetro:
As empresas estimam que, dentro de
três anos, mais de metade das suas frotas
de passageiros será composta por viaturas
eletrificadas.
O carregamento nas instalações das empresas
já é considerado, ou será considerado,
por 85% das organizações.
A wallbox é a solução preferida por 68%
das empresas que adotam ou planeiam o
carregamento em casa dos condutores.
A mobilidade alternativa ganha peso, com
53% das empresas a utilizarem pelo menos
uma solução alternativa ao automóvel.
Os planos de mobilidade corporativa para
5. Na gestão de veículos em fim de vida, a empresa
atingiu uma taxa de reciclagem de 89,9%.
6. A taxa de recuperação de veículos em fim de
vida chegou aos 97,7%, acima dos padrões europeus.
7. A reutilização de baterias de alta tensão em
aplicações fora do setor automóvel ganhou
maior relevância.
8. O volume de energia proveniente de baterias
de veículos elétricos reutilizadas cresceu mais
de quatro vezes, atingindo 123.000 kWh.
deslocações casa-trabalho já existem em
22% das empresas.
A responsabilidade social, a imagem da
empresa e a atração e retenção de talento
são algumas das principais razões para
apostar em novas políticas de mobilidade.
A descarbonização está também na agenda,
com 40% das empresas a definirem ou a
avaliarem objetivos ambientais para as suas
frotas.
A maioria das empresas nacionais, 88%,
acredita que a sua frota irá crescer ou manter
a dimensão nos próximos três anos.
O controlo do TCO é uma prioridade, levando
44% das empresas a procurar apoio
especializado para reduzir custos.
O renting consolida-se como a opção de
financiamento preferida para a renovação
das frotas, sendo escolhido por 37% das empresas.
As viaturas usadas ganham espaço nas
estratégias de frota, com 44% das empresas
a incluí-las nas aquisições ou alugueres.
PÓS-VENDA INDEPENDENTE EM ESPANHA ESTÁ EM CRESCIMENTO
O pós-venda independente em Espanha
iniciou 2026 com crescimento,
dando continuidade à tendência positiva
de 2025.
Os fabricantes de peças registaram
um aumento de 3,1% no primeiro trimestre
de 2026 face ao mesmo período do
ano anterior.
Os grupos de distribuição e grossis-
tas tiveram uma evolução mais expressiva,
com crescimento homólogo de 8,3%.
As previsões para 2026 apontam
para uma subida anual de 3,4% nos fabricantes
de componentes.
A distribuição poderá terminar o ano
com um crescimento estimado de 6%.
Na distribuição, 37% dos operadores
aumentaram o stock destinado ao merca-
do de veículos ligeiros.
Os distribuidores preveem para o
segundo trimestre um aumento da faturação
de 5,1%.
A rentabilidade, a pressão sobre as
margens, a gestão de stock, a logística,
os recursos humanos e a incerteza do
mercado são os principais desafios do
setor.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 5
6
NOTíCIAS
NOVA LOJA AUTOPEÇAS CAB
Maior capacidade de
resposta em Lisboa
A Autopeças CAB abriu uma nova unidade em Lisboa, a sua sexta loja,
dando continuidade ao plano de expansão da empresa.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
nova unidade da Autopeças
CAB, empresa especializada
na distribuição e comercialização
de peças, componentes
e acessórios auto, entrou em
funcionamento no passado dia 23 de
junho, com o objetivo de responder de
forma mais rápida às necessidades das
oficinas e restantes clientes da região da
Grande Lisboa. Para André Cruz, diretor
de serviços da empresa, a abertura deste
novo espaço, localizado na Av. Afonso
III, representa um passo importante para
a Autopeças CAB, que passa a contar
com uma presença física numa das zonas
do país com maior concentração de profissionais
do setor automóvel. O objetivo
passa por aumentar a proximidade com
o mercado, reduzindo os tempos de resposta
e assegurando uma maior disponibilidade
de peças e componentes. O responsável
adianta que este investimento
acompanha o crescimento registado pela
empresa nos últimos anos e representa
mais um passo na consolidação da sua
presença no mercado nacional.
PORTEFÓLIO
À semelhança das restantes lojas da rede,
a unidade de Lisboa disponibiliza um
vasto portefólio de peças, componentes
e acessórios para automóveis, com uma
oferta que reúne diversas marcas do aftermarket.
A oferta destina-se sobretudo
ao cliente profissional, sem deixar de responder
às necessidades da revenda e do
cliente final, mantendo a aposta na disponibilidade
de stock, na diversidade de
produtos, no atendimento especializado
e num serviço de entrega rápido. Com
esta nova unidade, a Autopeças CAB
passa a contar com seis lojas, aumentando
assim a capacidade de resposta numa
região estratégica para o negócio e dando
continuidade ao desenvolvimento da
sua rede de distribuição, procurando
estar cada vez mais próxima dos seus
clientes. Apesar de não dispor ainda de
lojas em todas as regiões do país, a Autopeças
CAB assegura envios para todo o
território nacional, incluindo as regiões
autónomas, servindo atualmente clientes
de norte a sul do país.
AUTOPEÇAS CAB LISBOA
Morada: Av. Afonso III, 57B,
1900-041 Lisboa
Telefone: 218 388 613
E-mail: ljlisboa@autopecas-cab.pt
Forwinners é o
representante
oficial da FLEX
PUB
NÃO
WWW.POSVENDA.PT ÉJULHO 2026 7
A Forwinners passou a ser o representante
oficial da FLEX em Portugal, reforçando o seu
portefólio com uma das marcas mais reconhecidas
mundialmente no segmento das ferramentas
elétricas profissionais.
Fundada na Alemanha em 1922, a FLEX construiu
uma sólida reputação assente na inovação
tecnológica, qualidade de construção e
elevado desempenho dos seus equipamentos,
sendo uma referência junto dos profissionais
dos setores da construção, indústria, manutenção
e preparação de superfícies.
Com este novo acordo de representação, a
Forwinners passa a disponibilizar ao mercado
português toda a gama de produtos FLEX,
acompanhada por suporte técnico especializado
e um serviço de proximidade orientado para
as necessidades dos utilizadores profissionais.
Norauto lança serviço
SOH para veículos
elétricos e híbridos
SÓ UM
ÓLEO!
O NOVO TOP TEC 6320 5W-30 É
A ESCOLHA CERTA PARA MODELOS
STELLANTIS.
A Norauto lançou um novo serviço de Certificação
do Estado de Saúde da Bateria (SOH)
para veículos elétricos e híbridos.
Este diagnóstico consiste na entrega de um relatório
com a capacidade útil que a bateria ainda
mantém, a autonomia estimada por cenário
de utilização e o equilíbrio de tensão entre as
células. Feito com equipamentos certificados
Battery Health Check CARA Approved, é um
documento com total fiabilidade, transparência
e rastreabilidade no mercado automóvel.
Este lançamento surge no seguimento do investimento
da Norauto na especialização em
veículos elétricos e híbridos, com equipas formadas,
equipamento especializado e serviços
pensados para esta nova realidade. Nos 30
centros Norauto, de norte a sul do país, a marca
assegura a manutenção integral de veículos
elétricos e híbridos: revisão, pneus, travões, bateria,
soluções de carregamento e muito mais.
Tudo isto sem perder a garantia do fabricante.
8
NOTÍCIAS
“All Around the Wheel” é a nova
campanha de longo prazo da febi
Magneti Marelli renova e
amplia gama de escovas
Around the Wheel” é a nova
campanha de longo prazo que a
“All
febi acaba de lançar, que destaca
a sua competência única em componentes
para os sistemas de roda e eixo e oferece
aos distribuidores e oficinas uma gama baseada
em sistemas, totalmente coordenada
e fácil de encomendar.
A gestão das peças dos sistemas de roda e
eixo enquanto gamas separadas tem, há
muito, aumentado a complexidade. Os
componentes que funcionam em conjunto
provêm frequentemente de marcas diferentes,
tornando o aprovisionamento, o armazenamento
e as reparações mais difíceis
do que o necessário. A febi altera esta situação,
reunindo todas as peças essenciais
numa solução integrada.
A gama abrande Direção & Suspensão,
Travagem, Transmissão, Metal-Borracha
(NVH) e Fixação de Roda, com mais de
Proxira reforça portefólio com a marca MEGA
A
Proxira anunciou a integração da
MEGA no seu portefólio, na sequência
de um novo acordo estabelecido
com a marca espanhola, reconhecida
no mercado europeu pelas suas soluções de
elevação e prensas hidráulicas.
A colaboração surge num contexto de crescimento
e consolidação da Proxira no mer-
28 000 artigos para veículos ligeiros, veículos
comerciais ligeiros e veículos pesados,
todos com qualidade equivalente OE.
“Com o ‘All Around the Wheel’, estamos
a concretizar a nossa ambição: ser o parceiro
mais completo e indispensável no
aftermarket para componentes dos sistemas
de roda e eixo, formando um sistema
conectado.” afirma Phillipp Hess, Global
Sales Director, Group Sales Automotive.
“As oficinas querem menos parceiros, não
mais; maior eficiência e soluções completas
em que possam confiar, sempre. É exatamente
isso que o ‘All Around the Wheel’
lhes oferece.”
A campanha já foi lançada com ferramentas
online e offline para apoiar distribuidores
e mecânicos. Ao longo do ano, serão
implementadas fases adicionais, com
novas atividades a decorrerem em vários
canais e pontos de contacto.
cado nacional, reforçando a aposta da empresa
na disponibilização de equipamentos
direcionados para oficinas e profissionais
do setor automóvel.
A MEGA é uma marca com presença internacional,
associada à robustez, segurança
e fiabilidade dos seus produtos, nomeadamente
no domínio da engenharia de elevação
e das prensas hidráulicas. Com esta
nova representação, a Proxira passa a disponibilizar
aos seus clientes uma gama mais
alargada de soluções oficinais, orientadas
para a eficiência, produtividade e segurança
nas operações diárias.
Segundo a empresa, os profissionais do
setor já podem consultar a gama MEGA
diretamente no website oficial da Proxira
(https://proxira.pt/).
A Magneti Marelli Parts & Services renovou e expandiu
a sua gama de escovas limpa-para-brisas
para o mercado independente de peças, reforçando
a cobertura do parque automóvel europeu e
disponibilizando soluções pensadas para oficinas
e distribuidores.
A nova oferta está organizada em quatro famílias:
escovas convencionais universais, escovas
planas universais Touch Flat, kits Twin Flat para
aplicações específicas e soluções para limpa-vidros
traseiros. Segundo a marca, a gama combina
desempenho, durabilidade e facilidade de instalação,
recorrendo a borracha natural e sintética com
revestimento de grafite, de forma a reduzir o ruído,
melhorar o deslizamento e prolongar a vida útil.
A qualidade das escovas foi validada em testes de
durabilidade, resistência ao vento, temperaturas
extremas, radiação UV, ozono e agentes químicos.
Para facilitar a identificação das referências,
a Magneti Marelli disponibiliza ainda o sistema
digital WiperFinder e integração na TecAlliance.
As embalagens incluem instruções ilustradas e
códigos QR com vídeos de montagem.
Ovoko reforça garantia
nas peças usadas
A Ovoko, plataforma europeia especializada
em peças automóveis reutilizados, lançou uma
garantia de um ano para mais de 13 milhões de
peças usadas comercializadas através da sua
plataforma. A medida abrange atualmente 92%
das categorias disponíveis e pretende reforçar a
confiança dos compradores na aquisição de peças
reutilizadas online.
Em caso de avaria mecânica ou elétrica que comprometa
o funcionamento da peça, a cobertura
pode incluir reparação, substituição ou reembolso
até ao valor de compra, com um limite
máximo de 10 mil euros. Para motores e caixas
de velocidades, está ainda prevista uma comparticipação
nos custos de mão de obra, desde
que a instalação ou remoção seja feita por um
profissional.
A garantia exclui, entre outros produtos, vidros,
pneus, airbags, cintos de segurança, peças sujeitas
a desgaste normal ou componentes com
defeitos pré-existentes. A Ovoko opera com uma
rede de mais de quatro mil centros de desmantelamento
verificados na Europa, promovendo o
acesso a peças originais reutilizadas, mais acessíveis
e sustentáveis.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 9
Novo código QR protege
produtos LIQUI MOLY
A LIQUI MOLY introduziu um renovado sistema de
verificação digital, tendo como base o código QR
já antes usado nos seus óleos, com o objetivo de
reforçar a segurança, a transparência e o combate
às falsificações.
O novo processo assenta num novo código QR
individual e não copiável, identificado por uma
moldura verde na tampa da embalagem, que permite
verificar em tempo real a autenticidade do
produto.
Após a leitura do código, o utilizador recebe confirmação
imediata sobre a originalidade do óleo e
acede a informações adicionais sobre o produto.
Em caso de suspeita de falsificação, o sistema
encaminha o utilizador para uma plataforma de
autenticação e para um formulário de denúncia.
A implementação está a ser feita de forma gradual
e surge como resposta ao crescente problema das
contrafações, que podem provocar danos nos motores,
prejuízos económicos e perda de confiança
dos consumidores.
CONSELHOS OFICINAIS
BY GTAVA
A Organização oficinal
Ordem de Reparação (X)
Acidentes e furtos
Durante o período de intervenção do veículo,
o mesmo é dizer, enquanto o veículo
permanecer no reparador, e estiver à sua
guarda, este é responsável pelo mesmo e
pela sua boa conservação.
Por isso é tão importante que aquando da
receção do veículo o controlo visual do
mesmo seja sempre efetuado. Sempre que o
mesmo não se realizar o proprietário do veículo
pode imputar ao reparador quaisquer
danos que não estejam anotados neste controlo
visual. Também o nível de combustível
deve ser verificado e anotado pois o reparador
pode ser acusado de o ter consumido
ou utilizado.
Dada a possibilidade de existirem sempre
possibilidades de furtos, incêndios ou outras
quaisquer eventualidades que possam danificar
os veículos à guarda dos reparadores,
aconselha-se a que os mesmos tenham seguros
de responsabilidade civil e até mesmo
para danos eventuais que possam surgir por
reparações inadequadas e cujas consequências
possam ser avultadas em termos de
danos.
Os furtos dos objetos deixados no interior
do veículo não são da responsabilidade do
reparador, no entanto aconselha-se vivamente
que estas indicações estejam afixadas
no local de receção do veículo ou que
estejam presentes no clausulado da Ordem
de Reparação que deve ser assinada pelo
proprietário do veículo.
A satisfação dos clientes é afetada sempre
que casos de objetos deixados nos veículos
desapareçam, quer por incúria dos colaboradores
quer por furto. Dada a impossibilidade
de prova da existência desses mesmos
objetos é que se recomenda que não sejam
permitidos que estes sejam deixados nos
veículos durante as intervenções oficinais.
Paulo Quaresma
GTAVA.PT
PUB
10
PUB
PRODUTOS DO MÊS
PROBLEMA
Os sprays multiusos devem satisfazer um elevado
número de requisitos e apesar dos infinitos usos que
têm, nem sempre são tão eficazes como prometem.
SOLUÇÃO
Seja no automóvel, na oficina ou em casa, os sprays
multiusos são muito apreciados como auxiliares
universais. Se a fechadura da porta emperrar, os
parafusos ficarem presos no escape defeituoso, a porta
de casa ranger ou o corta-relvas não arrancar: o LM-40 é
a solução ideal. Para todos os usos.
O LM-40 (Ref. 3391 – 400 ml, também disponível
em 50 e 200 ml) lubrifica, limpa, solta, protege e
trata. Mantém as peças móveis a funcionar durante
muito tempo. Solta rapidamente parafusos calcinados
e enferrujados. Dissolve e elimina a sujidade e os
resíduos de óleo e lubrificante entranhados. Protege
da ferrugem e da corrosão e cuida dos componentes
cromados, alcançando, graças à sua elevada capacidade
de penetração, até os pontos de lubrificação menos
acessíveis.
Vantagens
• Melhora a condutividade elétrica
• Utilização universal
• Sem silicone
• Dissolve a sujidade e remove a ferrugem
• Lubrifica e cuida
• Reduz a fricção e o desgaste
• Capacidade de penetração ideal
• Neutro para plásticos, pinturas, metais e madeira
• Boa resistência à água e proteção contra a corrosão
Óleo em destaque
O Top Tec 4200 (Ref. 8972 1L) é um óleo Longlife
5W30 muito completo, baseado em tecnologia sintética.
Protege de forma excelente contra o desgaste, baixa o
consumo de óleo e de combustível e garante uma rápida
lubrificação do motor. Desenvolvido para utilização em
diversos veículos do Grupo Volkswagen, sendo também
adequado para vários veículos da BMW e da Mercedes-
Benz, bem como para modelos específicos da Porsche,
entre outras marcas, permitindo cobrir uma ampla gama
de aplicações com um único óleo.
FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM
www.liqui-moly.com
INFORMAÇÕES
info.iberia@liqui-moly.com
Dica Ambiental by
Eco -Partner
NOVAS RESPONSABILIDADES PARA
QUEM DISTRIBUI PEÇAS AUTOMÓVEL
O Regulamento (UE) 2024/1781, que estabelece o
novo quadro europeu de ecodesign para produtos
sustentáveis, marca uma mudança relevante para
as empresas de distribuição de peças e produtos
automóvel. Ainda que os veículos completos
estejam, em grande parte, abrangidos por legislação
setorial própria, o regulamento aplica-se
de forma clara aos componentes, consumíveis
e produtos intermédios colocados no mercado,
como pneus, lubrificantes, que foram integrados
na lista prioritária de atuação com prazo de
definição até 19 e de abril de 2025.
Na prática, isto significa que o papel do distribuidor
evolui. Já não basta assegurar que o produto
chega ao cliente: passa a ser necessário que o
distribuidor verifique se o produto cumpre os
requisitos legais aplicáveis, incluindo a existência
de marcação CE (ou equivalente), a correta
rotulagem e, quando exigido, a associação a um
Passaporte Digital do Produto. Esta informação
deve estar disponível não só em ponto de venda
físico, mas também em vendas à distância,
catálogos e plataformas online. Note-se que a
infraestrutura do registo digital do passaporte
deverá ser finalizada pela Comissão até 19 de
julho de 2026.
Outro aspeto frequentemente desvalorizado
prende-se com a logística. O regulamento deixa
claro que o distribuidor é responsável por garantir
que as condições de armazenamento e transporte
não comprometem a conformidade ambiental do
produto. Em termos simples, um produto que sai
conforme do fabricante pode deixar de o ser se
for mal armazenado ou manuseado – e, nesse
caso, a responsabilidade recai sobre quem o
colocou no mercado.
Num minuto...
A Hankook celebra em 2026 o seu 85.º
aniversário, assinalando um percurso
marcado pela inovação, crescimento internacional
e afirmação enquanto fabricante
premium de pneus.
Importa ainda destacar a situação das peças
de marca própria. Sempre que um distribuidor
comercializa um produto sob o seu próprio nome
ou marca, ou modifica um produto de forma que
afete os seus requisitos de sustentabilidade, passa
a ser tratado legalmente como fabricante. Isso
implica obrigações acrescidas, como a avaliação
de conformidade e a existência de documentação
técnica adequada. É um ponto crítico que exige
atenção estratégica, sobretudo para empresas
que apostam na diferenciação através de marca
própria.
Por fim, no que diz respeito à gestão de produtos
não vendidos, o regulamento proíbe a destruição
de produtos de consumo não vendidos. Para já, ficam
proibidas as grandes empresas de destruírem
têxteis e calçado não comercializados a partir de
19 de julho de 2026. Esta proibição será alargada
às médias empresas a partir de 19 de julho de
2030. A Comissão Europeia fica habilitada a adotar
atos delegados para acrescentar novos produtos
à lista de produtos cuja destruição será proibida,
podendo abranger produtos do setor automóvel.
Embora o regulamento já esteja em vigor, a
Comissão Europeia prevê um período de adaptação
de, pelo menos, 18 meses entre a aprovação
de regras específicas para cada produto e a sua
aplicação obrigatória. Assim, as exigências práticas
para pneus e lubrificantes deverão surgir de
forma faseada entre 2025 e 2026, sendo que as
médias empresas dispõem de um prazo alargado
até 2030 para as obrigações mais rigorosas de
reporte de desperdício.
Em síntese, o novo enquadramento europeu
reforça a ideia de que distribuir peças automóvel
não é apenas uma atividade comercial.
É também uma função com responsabilidades
claras ao nível da conformidade ambiental, da
informação ao mercado e da rastreabilidade dos
produtos. Antecipar estas exigências será decisivo
para reduzir riscos e garantir continuidade num
mercado cada vez mais regulado.
Caso necessite apoio neste ou outros temas não
hesite, contacte-nos!
Eco-Partner SA,
o seu parceiro no Ambiente…
A Midas reforçou a sua presença no
interior do país com a abertura de uma
nova oficina em Portalegre, consolidando
a presença desta rede oficinal
no Alto Alentejo.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 11
Sidem renova catálogo
online e app
Grupo Autozitânia realiza EureTechDay 2026
A Sidem renovou o seu catálogo online e a respetiva
aplicação móvel, com o objetivo de tornar
mais rápida, simples e precisa a identificação de
peças de direção e suspensão para veículos ligeiros
e comerciais ligeiros.
A nova plataforma permite pesquisar referências
por marca, modelo do veículo ou referência
OE, disponibilizando informação detalhada sobre
cada produto, incluindo especificações técnicas,
características, benefícios, imagens de diferentes
ângulos e vídeos de instalação.
Segundo a Sidem, o catálogo online cobre mais
de 10.000 referências, abrangendo 54 marcas e
1.579 modelos, posicionando-se como uma das
bases de dados mais completas do aftermarket
neste domínio. Tanto o catálogo como a app são
atualizados diariamente, garantindo aos profissionais
acesso a informação técnica atualizada.
Disponível para smartphone e tablet, a aplicação
permite a consulta em ambiente oficinal ou
em mobilidade, apresentando as peças por modelo
e de acordo com a lógica da sua montagem
no veículo, reduzindo o risco de erro na seleção.
O
Grupo Autozitânia recebeu dezenas
de parceiros europeus da rede Eure-
Car para dois dias de debate sobre o
futuro do setor automóvel, no passado mês
de junho.
O armazém de Leiria do Grupo Autozitânia
foi palco de duas jornadas intensas de trabalho
conjunto, com a participação de parceiros
e fornecedores de toda a Europa integrados
na rede EureCar.
Organizado pela AD Internacional, o evento
reuniu dezenas de profissionais do setor para
debater os temas mais prementes da atualidade:
a transição para a mobilidade elétrica e a
manutenção de veículos elétricos, a entrada
de veículos chineses no mercado europeu, as
ameaças ao setor do aftermarket no quadro
legislativo comunitário, e as estratégias de suporte
técnico e formação para a rede oficinal.
A agenda incluiu ainda uma visita às instalações
do Grupo em Leiria, que permitiu aos
participantes internacionais conhecer em primeira
mão a operação logística da empresa.
Nas palavras de Jorge Varandas, Gestor de
Marketing do Grupo Autozitânia, “Acolher
o EureTechDay 2026 foi um motivo de orgulho
para o Grupo Autozitânia. Este evento
confirmou o nosso posicionamento como
parceiro de referência no mercado e o reconhecimento
da nossa operação por parte da
rede europeia AD Internacional. Estamos
num momento de transformação profunda
do setor, da mobilidade elétrica à nova
geração de veículos e é precisamente nestes
eventos que construímos as respostas para o
futuro.”
PUB
A TECNECO é hoje a única alternativa independente no
mundo da filtração automotiva, à disposição do setor de
pós-venda Aftermarket na Itália e em todo o mundo.
Oferece uma gama completa de filtros de ar, filtros de óleo,
filtros de combustível, filtros de cabine e filtros para
transmissões automáticas, destinados a aplicações em
automóveis, veículos comerciais ligeiros, máquinas
agrícolas e equipamentos industriais, com cobertura total
da frota circulante europeia.
DIGITALIZE
CODIGO QR PARA
ENTRAR NO
NOSSO MUNDO
12
NOTÍCIAS
OPINIÃO
Delphi lança gama
Professional+
A EFICIÊNCIA É O VERDADEIRO
MOTOR DO NEGÓCIO NO
AFTERMARKET
O aftermarket automóvel está a viver uma
das maiores transformações da sua história. A
eletrificação, as novas exigências ambientais,
a evolução tecnológica dos motores e a crescente
pressão sobre a eficiência operacional
estão a redefinir prioridades em toda a cadeia
de valor. Neste novo contexto, já não basta
vender peças, serviços ou lubrificantes. Hoje,
o aftermarket vende eficiência.
Eficiência operacional, energética, técnica,
ambiental e também logística. Porque os
desafios atuais obrigam oficinas, distribuidores
e gestores de frota a procurar soluções capazes
de garantir maior durabilidade, menores
consumos, redução de emissões, máxima
fiabilidade e disponibilidade de produto.
É precisamente aqui que o papel dos lubrificantes
assume uma nova dimensão estratégica.
Deixaram de ser apenas um produto de
manutenção para se tornarem uma ferramenta
tecnológica essencial na otimização do desempenho
dos motores modernos, veículos
híbridos e novas soluções de mobilidade, mas
também um elemento-chave numa cadeia de
abastecimento que exige rapidez, consistência
e proximidade
Na Moeve, esta transformação traduz-se
numa aposta clara em soluções tecnologicamente
avançadas, preparadas para responder
às exigências dos motores modernos, veículos
híbridos e novas formas de mobilidade mas
também numa cadeia logística eficiente e
resiliente, preparada para responder de forma
ágil às necessidades do mercado.
Num minuto...
A BILSTEIN reforçou a sua gama
de suspensão com a introdução
dos amortecedores de substituição
OE B4 DampTronic para o BMW
X5 e BMW X6
As novas formulações permitem reduzir o
atrito interno, melhorar a proteção térmica
e aumentar a eficiência global do motor,
contribuindo para menores consumos e maior
durabilidade dos componentes. Ao mesmo
tempo, acompanham a crescente complexidade
técnica dos veículos e equipamentos
atuais, onde a fiabilidade e a performance
são cada vez mais determinantes.
Mas a eficiência já não se mede apenas em
desempenho técnico. Mede-se também na
forma como os produtos são desenvolvidos,
produzidos e disponibilizados. A Moeve integra
a sustentabilidade na sua estratégia
desde a origem, utilizando energia 100%
sustentável nos processos de produção dos
seus lubrificantes, e desenvolvendo soluções
alinhadas com os desafios da descarbonização
e da transição energética, e ao mesmo tempo
que otimiza a sua rede logística para reduzir
tempos, emissões e ineficiências ao longo de
toda a cadeia.
O próprio aftermarket tornou-se mais tecnológico,
especializado e exigente. Hoje, o
mercado valoriza não apenas produto, mas
também conhecimento técnico, capacidade
de adaptação, proximidade e fiabilidade no
fornecimento. Num setor em rápida mudança,
a colaboração entre marcas, distribuidores e
profissionais, suportada por cadeias logísticas
eficientes, será decisiva para garantir continuidade
de negócio e acelerar a evolução
do mercado.
O futuro do aftermarket será marcado pela
capacidade de combinar inovação, desempenho,
sustentabilidade e disponibilidade. E, num
setor cada vez mais competitivo, a eficiência
deixou de ser apenas uma vantagem: passou
a ser um fator essencial para crescer e responder
aos desafios da mobilidade do futuro.
João Madeira
Diretor comercial de Lubrificantes da Moeve
A Kamoka alargou a sua gama de peças
com a introdução de cablagens para injetores,
uma solução destinada à reparação
e substituição de ligações elétricas danificadas
nos sistemas automóveis.
A Delphi lançou a nova gama de pastilhas de travão
Professional+, desenvolvida especificamente para veículos
comerciais ligeiros sujeitos a utilização intensiva.
A solução foi concebida para frotas, oficinas e operadores
profissionais que procuram maior durabilidade,
desempenho consistente e menor custo total de propriedade.
Ao longo de 2026, a gama será alargada até 58 referências,
assegurando uma cobertura de até 70% do parque
europeu de veículos comerciais ligeiros, incluindo aplicações
como Mercedes-Benz Sprinter e Vito, Ford Transit,
Volkswagen Transporter, Fiat Ducato e Iveco Daily.
Segundo a Delphi, as novas pastilhas oferecem uma
vida útil média 40% superior à das pastilhas convencionais
do aftermarket, sem aumentar o desgaste dos
discos. A gama integra cinco camadas de qualidade,
incluindo chapa antirruído, placa de suporte de alta resistência,
camada térmica, novo material de fricção e
superfície otimizada em fábrica.
As pastilhas Professional+ são fornecidas com massa
lubrificante específica e contam com garantia de cinco
anos ou 80.000 quilómetros.
TotalEnergies e Stellantis
reforçam parceria
A TotalEnergies e a Stellantis renovaram e alargaram
a sua parceria estratégica na Europa, reforçando uma
colaboração com mais de 50 anos no desenvolvimento
e fornecimento de óleos de motor e lubrificantes para
as marcas do grupo automóvel.
O novo acordo assenta em quatro pilares principais:
investigação e desenvolvimento, competição, colaboração
no pós-venda e sustentabilidade. A parceria passa
agora a abranger dez marcas da Stellantis: Fiat, Jeep,
Lancia, Alfa Romeo, Abarth, Citroën, DS Automobiles,
Opel, Vauxhall e Peugeot.
No âmbito desta colaboração, as duas empresas lançam
uma gama com imagem de ambas as empresas
de óleos de motor, composta pelas linhas TotalEnergies
Quartz MOPAR e TotalEnergies Quartz EV3R MOPAR
SUSTAINera, ambas aprovadas para as mais recentes
especificações harmonizadas FPW da Stellantis.
A aposta na circularidade é também reforçada pelo TotalEnergies
Quartz EV3R 10W40, desenvolvido a partir
de óleos base 100% regenerados e associado à estratégia
SUSTAINera. Segundo as empresas, esta parceria
pretende garantir soluções mais eficientes, fiáveis e
sustentáveis para a manutenção dos veículos Stellantis.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 13
Inovpeças abre loja de
peças em Vila Nova de Gaia
750 novos componentes
eletrónicos na gama Hella
A Inovpeças reforçou a sua presença no mercado
nacional com a abertura de um novo
armazém e loja de retalho de peças auto em
Vila Nova de Gaia, criado com o objetivo de
estar mais próxima dos clientes e responder
de forma mais rápida e eficiente às necessidades
da região.
A nova unidade vem juntar-se à rede já existente
da empresa, que inclui lojas em Lousada
– Caíde de Rei, onde se encontra a sede, Marco
de Canaveses, Penafiel, Resende, Valongo,
Paredes, Castelo de Paiva, Amarante e Paços
de Ferreira.
Com este novo espaço, a empresa reforça o
compromisso de disponibilidade, proximidade
e qualidade de serviço que afirma fazerem
parte da sua identidade. A Inovpeças dispõe
de uma ampla oferta de peças e componentes
para o setor automóvel, procurando apoiar os
seus clientes com uma resposta profissional e
adequada às exigências do mercado.
A
Hella anunciou a introdução de mais
de 750 novas referências durante o
primeiro semestre de 2026, alargando
a sua oferta para o mercado independente
de pós-venda.
A expansão responde ao aumento da procura
por componentes eletrónicos nos veículos
modernos, onde sistemas de segurança, gestão
do motor, controlo de emissões, iluminação
e assistência à condução assumem um
papel cada vez mais relevante.
As novas referências abrangem várias famílias
de produtos com forte crescimento
na reparação eletrónica, incluindo sensores
de radar ADAS, sensores ABS, sensores de
pressão diferencial para sistemas de controlo
de emissões, sensores de temperatura,
sensores NOx, atuadores eletrónicos, sensores
de nível de óleo, sensores de posição da
cambota, unidades de controlo eletrónico,
sensores TPMS, sondas lambda e sistemas
de lavagem. A ampliação permite aumentar
significativamente a cobertura para veículos
europeus, asiáticos e americanos.
A empresa destacou ainda o reforço da cobertura
para aplicações ligadas a fabricantes
emergentes e veículos de nova geração.
Neste contexto, foram lançadas as primeiras
50 referências destinadas a veículos asiáticos,
incluindo aplicações para marcas como
Leapmotor, MG, BYD, Polestar, Changan,
Chery, Great Wall, JAC e NIO.
PUB
Distribuidor oficial
www.dispnal.pt
comercial@dispnal.com
14
OFICINA LEGAL
O QUE MUDOU COM O DECRETO-LEI 9/2025, O QUE É EXIGIDO PARA LICENCIAR
UMA OFICINA - E PORQUÊ ISTO IMPORTA MAIS DO QUE PARECE
O CAE que consta no
seu registo pode já não
ser o correto
Há uma pergunta que raramente é feita quando se abre uma oficina - ou quando se trata de alterar o objeto
social de uma empresa já existente: o CAE está correto? O Código de Atividade Económica é um número. Quatro
ou cinco dígitos que classificam a atividade da empresa para efeitos estatísticos, fiscais e regulatórios. Uma
formalidade, diria a maioria. Mas uma formalidade com consequências práticas que vão desde a dificuldade em
aceder a determinados apoios e financiamentos até à irregularidade do exercício da própria atividade.
CONTEÚDO DESENVOLVIDO A PARTIR DA FORMAÇÃO OFICINA LEGAL, REALIZADA PELA CAR ACADEMY
2/9 SÉRIE
Em 2025, o tema ganhou nova
urgência. O Decreto-Lei
9/2025, de 24 de janeiro, introduziu
a Revisão 4 da Classificação
Portuguesa das Atividades
Económicas, substituindo os códigos
CAE que o setor automóvel conhecia há
décadas. Se a sua oficina não atualizou
o CAE, pode estar a exercer atividade
com uma classificação que já não existe
- com tudo o que isso implica.
O QUE MUDOU COM O CAE REV.4
A revisão do CAE não foi uma simples
renumeração. Refletiu mudanças estruturais
na economia - a emergência de
novos modelos de negócio, a digitalização,
a evolução dos serviços - e trouxe
alterações que afetam diretamente o setor
de reparação e comércio automóvel.
Para a maioria das oficinas, o impacto
mais imediato é a substituição do CAE
45200 pelo novo CAE 95310.
CAE ANTERIOR
45200
45310
45320
45110
49320
DESIGNAÇÃO ANTERIOR
Manutenção e reparação
de veículos automóveis
Comércio por grosso
de peças e acessórios
Comércio a retalho
de peças e acessórios
Comércio de veículos
automóveis ligeiros
Transporte ocasional
de passageiros em
veículos ligeiros
CAE REV.4
(DL 9/2025)
95310
46720
47820
47811
49320
NOVA DESIGNAÇÃO
Reparação de veículos
automóveis e motociclos
Comércio por grosso de
peças e acessórios para
veículos automóveis
Comércio a retalho de
peças e acessórios em
mercados
Comércio a retalho de
veículos automóveis
novos e usados
(sem alteração)
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 15
Um CAE
desatualizado não
é apenas uma
irregularidade
administrativa
- pode invalidar
licenças, dificultar
financiamentos e
complicar inspeções.
A atualização do CAE não é automática. A
empresa tem de proceder à alteração formal
junto do Registo Comercial ou da Conservatória,
conforme o caso. Enquanto essa atualização
não for feita, a empresa mantém um
código que, na melhor das hipóteses, é considerado
desatualizado e, na pior, pode ser
interpretado como incorreto pelas entidades
fiscalizadoras.
O QUE É EXIGIDO PARA
EXERCER A ATIVIDADE
O licenciamento de uma oficina de reparação
automóvel em Portugal é regulado pelo
Decreto-Lei 207/2008, de 23 de outubro.
Este diploma define as condições de acesso e
exercício da atividade, os requisitos das instalações,
as obrigações de identificação e as normas
de funcionamento.
Para além do CAE correto, a oficina tem de
ter: alvará ou título de abertura do estabelecimento
emitido pela câmara municipal competente,
instalações que cumpram os requisitos
técnicos definidos na lei, identificação do
estabelecimento afixada de forma visível no
A afixação do preçário
não protege apenas
o cliente, protege a
oficina em qualquer
disputa sobre o valor
cobrado.
O QUE VERIFICAR NA SUA EMPRESA - LICENCIAMENTO E CAE
O CAE registado na empresa corresponde à atividade
efetivamente exercida e está atualizado para a Revisão 4 (DL 9/2025).
Se a oficina exerce mais do que uma atividade (reparação e comércio
de peças, por exemplo), estão registados todos os CAE aplicáveis.
O alvará ou título de abertura do estabelecimento está
válido e corresponde às instalações e atividades atuais.
A identificação do estabelecimento (nome e
NIF) está afixada de forma visível no exterior.
exterior, e horário de funcionamento afixado.
O alvará não é um documento que se obtém
uma vez e se guarda numa gaveta. Está associado
às condições físicas do estabelecimento.
Se a oficina mudar de instalações, expandir a
área, alterar o tipo de atividade exercida ou
mudar de titular, o alvará pode ter de ser atualizado
ou reemitido. A ausência de alvará válido
é uma irregularidade que pode determinar
a interdição do exercício da atividade.
O horário de funcionamento está afixado na entrada ou na receção.
O preçário com os preços dos serviços e da mão-de-obra
está afixado em local visível na zona de atendimento ao público.
A informação sobre o livro de reclamações está afixada na receção.
O QUE VERIFICAR NO
REGISTO COMERCIAL
A certidão permanente da empresa, disponível
em www.portaldaempresa.pt, indica o
CAE registado. É o documento que qualquer
banco, entidade pública ou fiscalizador vai
consultar. Se o CAE não corresponde à
atividade efetivamente exercida, seja porque
está desatualizado face ao DL 9/2025, seja
porque a atividade evoluiu, a atualização
deve ser tratada com urgência.
O ESTUDO DE CASO:
A OFICINA DO RUI
O Rui tem uma oficina de mecânica geral há
doze anos. Quando abriu, registou o CAE
45200 - manutenção e reparação de veículos
automóveis - que era o código correto na
altura. Nos últimos anos, passou a vender
também peças e acessórios ao balcão, uma
atividade que, entretanto, cresceu. Nunca
atualizou o CAE nem adicionou o código
correspondente ao comércio de peças.
Quando solicitou um financiamento bancário
para modernizar o equipamento, o banco
pediu a certidão permanente da empresa.
O código CAE 45200, já substituído pelo
95310 na revisão de 2025, levantou questões
sobre a regularidade da atividade. O processo
atrasou meses. Quando finalmente uma
fiscalização da ASAE visitou o estabelecimento
para verificar as condições de venda
ao público, a falta do CAE de comércio a
retalho foi registada no auto.
O caso do Rui não é excecional, é representativo.
O CAE acumulou duas irregularidades
que individualmente poderiam
parecer menores, mas em conjunto criaram
um problema real: dificuldade de acesso a
financiamento e uma infração documentada
em inspeção.
A AFIXAÇÃO OBRIGATÓRIA:
O QUE TEM DE ESTAR NA RECEÇÃO
Para além do CAE e do alvará, a lei impõe
um conjunto de obrigações de afixação que
são sistematicamente verificadas em inspeções
da ASAE. Na receção ou zona de atendimento
ao público, devem estar afixados e
visíveis: a identificação do estabelecimento
com nome e NIF, o horário de funcionamento,
o preçário com os preços dos serviços
e da mão-de-obra, e informação sobre o
livro de reclamações.
A ausência de qualquer destes elementos é
uma contraordenação diretamente fiscalizável.
Não existe período de tolerância nem
aviso prévio obrigatório antes de ser lavrado
o auto. O inspetor verifica - e se não está
afixado, regista a infração.
A afixação do preçário merece atenção especial:
não é apenas uma formalidade legal.
É também uma proteção para a própria oficina.
Em caso de disputa sobre o valor cobrado
por um serviço, a existência de um
preçário afixado e devidamente atualizado
é o principal argumento da oficina para demonstrar
que o cliente foi informado dos
preços antes de autorizar a reparação.
Base legal: Decreto-Lei 9/2025, de 24
de janeiro – CAE Revisão 4. Decreto-Lei
207/2008, de 23 de outubro – Regime jurídico
das oficinas de reparação de automóveis.
Portaria 1288/2005, de 15 de dezembro –
Preçários obrigatórios.
No próximo artigo: Gestão ambiental e
resíduos – o que a oficina tem de registar,
entregar e documentar para cumprir a lei
ambiental.
16
VIVER ELÉTRICO PRO
7/12 SÉRIE 3
Ir de férias de elétrico
está mais fácil
A expansão da rede pública de carregamento está a transformar a experiência das viagens em veículo elétrico,
sobretudo nos principais eixos. Mais postos, mais potência e maior cobertura tornam hoje percursos como Porto-
Algarve mais simples, rápidos e previsíveis do que há apenas um ano.
Durante anos, viajar em Portugal
com um automóvel elétrico
exigia algum planeamento,
sobretudo nos períodos de férias.
A viagem entre o Porto e
o Algarve era o exemplo clássico: possível,
mas dependente da disponibilidade
dos carregadores e de alguma margem
para imprevistos. No verão de 2026, a
realidade parece ter mudado.
A conclusão do corredor ultrarrápido da
Galp na A1 e na A2 representa uma das
evoluções mais relevantes da infraestrutura
nacional de carregamento. Distribuídos
por oito hubs em áreas de serviço
estratégicas, os 96 pontos ultrarrápidos
instalados permitem potências até 400
kW, alterando significativamente a experiência
de quem percorre longas distâncias.
A diferença face ao verão passado é evidente.
Em 2025, a rede já apresentava
cobertura razoável, mas persistiam situações
em que os condutores dependiam
de postos isolados ou de menor
potência, sobretudo nos períodos de
maior procura. Hoje, os hubs com múl-
TEXTO: RODRIGO AMOÊDO PINTO
tiplos carregadores reduzem o risco de
filas prolongadas e aumentam a previsibilidade.
Na prática, fazer Porto-
-Algarve aproxima-se cada vez mais da
experiência de viajar com um veículo a
combustão.
Mas a melhoria vai além da Galp. Desde
agosto passado, com o novo Regime
Jurídico da Mobilidade Elétrica, a Tesla
abriu a sua rede a todos os veículos e retomou
a expansão da rede Supercharger,
com hubs muitas vezes situados a poucas
centenas de metros das saídas das
autoestradas. O crescimento de soluções
junto a saídas, centros comerciais, hotéis
e zonas de restauração aumentou as alternativas
disponíveis e reduziu a dependência
de um número limitado de postos
estratégicos, geralmente com preços
mais competitivos.
O Algarve merece análise própria. Tradicionalmente
apontado como uma das
regiões mais críticas no verão, devido
ao forte aumento da população sazonal,
tem vindo a beneficiar de um reforço
gradual da infraestrutura. A pressão sobre
a rede é elevada nos meses de férias,
não só pelo aumento de turistas, mas
também porque muitos profissionais de
TVDE se deslocam temporariamente
para a região para responder à procura.
Este fenómeno concentra mais veículos
eletrificados numa zona já sujeita a
utilização intensa. Ainda assim, Faro
apresenta hoje dos melhores indicadores
de cobertura por habitante, enquanto a
multiplicação de postos em áreas urbanas,
turísticas e comerciais oferece mais
opções aos utilizadores.
A aposta não passa apenas por instalar
mais postos ou hubs, mas também por
elevar as potências disponíveis. Para viagens
longas, a diferença entre carregar
a 50 kW e carregar a 150, 350 ou 400
kW não é apenas técnica: é a diferença
entre uma paragem que condiciona a
viagem e uma pausa normal para café,
casa de banho ou refeição. Além disso,
mais postos e mais potência significam
maior rotatividade. Mesmo quando um
hub apresenta ocupação elevada, cada
veículo permanece menos tempo ligado,
reduzindo os tempos de espera e aumentando
a capacidade efetiva da rede.
Para quem este ano se fizer à estrada
rumo ao Algarve, a principal conclusão
será simples: viajar de veículo elétrico
em Portugal tornou-se mais fácil. E esse
é o caminho natural para a evolução da
transição energética.
World-Shopper
Viver Elétrico | Viver Elétrico Pro
Formação em mobilidade elétrica para
profissionais e utilizadores frotistas.
www.world-shopper.com/vivereletrico.html
i/rodrigoamoedopinto
www.world-shopper.com/vivereletricopro.html
f /groups/vivereletrico
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 17
18
ATUALIDADE
b.again
Nova vida para
as baterias de lítio
A b.again é uma empresa de Braga, integrada no gigantesco universo dst group, que atua na reciclagem de
baterias de iões de lítio. Com capacidade industrial e logística instalada para tratar do fim de vida das baterias
dos veículos elétricos, a empresa é pioneira na área a nível ibérico.
TEXTO PAULO HOMEM
O
crescimento da mobilidade
elétrica está a criar desafios
em toda a cadeia de valor
automóvel. À medida que aumenta
o número de veículos
elétricos e híbridos em circulação, cresce
também a necessidade de encontrar soluções
industriais, seguras e sustentáveis
para as baterias de iões de lítio que chegam
ao fim de vida, ou que ficam danificadas
em acidentes ou que resultam de
desperdícios de produção (que podem até
vir de outras indústrias que não a automóvel).
É precisamente neste contexto que se posiciona
a b.again, empresa de Braga pertencente
ao dst group, dedicada à reciclagem
de baterias de lítio, mas que assegura
também toda a logística “segura” inerente
ao armazenamento e transporte deste resíduo.
A empresa atua num segmento ainda
muito recente em Portugal (mesmo na
península ibérica), mas que deverá ganhar
cada vez mais relevância nos próximos
anos, quer pela evolução do parque automóvel
eletrificado, quer pela necessidade
de reduzir a pressão sobre matérias-primas
críticas como o lítio, o cobalto, o níquel
ou a grafite.
Segundo Pedro Dias, Project Manager na
b.again, a empresa “tem, essencialmente,
duas linhas de negócio: a parte da reciclagem
das baterias em fim de vida e a
instalação de soluções de armazenamento
de energia com baterias ”, explica.
No entanto, é na reciclagem que a empresa
assume um posicionamento mais
diretamente ligado ao setor automóvel
e ao aftermarket. A b.again recebe baterias
de veículos elétricos, mas também
baterias de outros dispositivos que usam
o lítio, assegurando o seu transporte,
armazenamento, diagnóstico, descarga,
desmantelamento e tratamento mecânico
até à obtenção da chamada massa negra,
produto intermédio onde se concentram
materiais críticos que poderão depois ser
recuperados por processos metalúrgicos.
PUB
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 19
PROCESSO
A operação começa na logística, uma fase
considerada crítica pela empresa. A b.again
assegura recolhas em todo o território nacional
e está já a preparar a expansão para o
mercado ibérico. Mesmo quando a legislação
permite isenção de transporte ADR abaixo
de determinados limites, a empresa opta por
aplicar procedimentos mais exigentes. “Estamos
isentos do transporte ADR até 333 kg,
no entanto, em todas as recolhas que fazemos
aplicamos o standard ADR. Estamos a falar
de um resíduo perigoso e queremos assegurar
que não traz qualquer tipo de impacto, não só
para nós como para os nossos clientes”, explica
Pedro Dias.
A empresa trabalha com um prazo máximo
de 15 dias úteis para recolha, embora a média
esteja nos cinco dias úteis. Esse prazo inclui a
preparação do pedido, a definição das condições
de segurança e o transporte adequado da
bateria até às instalações da empresa. “Temos
uma equipa logística a trabalhar a 100% diretamente
com os nossos clientes para preparar
o pedido, fazermos a recolha das baterias de
forma adequada e geri-las da forma mais correta,
ambiental e logisticamente”, adianta.
A segurança é um dos pontos centrais da atividade.
As baterias são armazenadas em parques
específicos, concebidos para este tipo de
resíduo, com estruturas resistentes ao fogo e
à explosão. Pedro Dias explica que estes espaços
foram pensados para resistir a temperaturas
muito elevadas durante um período
prolongado.
A b.again dispõe de capacidade de armazenamento
de baterias para várias centenas de
toneladas. Antes de entrarem no processo de
reciclagem, as baterias passam por diagnóstico
e descarga. A empresa utiliza um sistema
de classificação por níveis de risco, com
identificação verde, amarela e vermelha, que
permite determinar o estado de segurança da
bateria e a forma como deverá ser tratada.
A descarga pode ser feita por via eletrónica,
com recuperação de energia para a rede, ou
por via húmida, nos casos em que a bateria
está danificada e não permite ligação segura a
equipamentos. “Todas as baterias são descarregadas
a 0 volts. Podemos fazê-lo de forma
eletrónica, retirando a energia da bateria e
entregando-a à rede, ou, se for uma bateria
acidentada ou danificada, descarregá-la por
via húmida”, explica o responsável.
Depois da descarga, as baterias são desmanteladas.
A b.again remove cablagens, plásticos,
placas eletrónicas, ferro, alumínio e outros
componentes que são encaminhados para valorização
com outros operadores.
Segue-se a trituração em atmosfera inerte, de
modo a reduzir o risco de reação ou incêndio.
“Por muito que as baterias sejam descarregadas
totalmente, poderão existir cargas residuais
em cada célula”.
Um dos diferenciais tecnológicos apontados
pela empresa está na temperatura do processo,
realizado a baixa temperatura. Esta opção
permite evitar a formação de gases fluorados
altamente tóxicos, comuns em processos que
recorrem a temperaturas mais elevadas ou
incineração. “O grande diferencial do nosso
processo acaba por ser a baixa temperatura.
Ao fazermos isto, conseguimos que não se
produzam esses componentes e conseguimos
uma abordagem mais limpa”, refere.
A b.again afirma recuperar sempre mais de
95% dos materiais das baterias, podendo chegar
a valores próximos dos 98%, dependendo
da química e do tipo de bateria. A capacidade
anual de processamento permite a reciclagem
de vários milhares de toneladas de baterias,
com preparação já para aumentar a capacidade
instalada, acompanhando o crescimento
esperado do mercado.
20 ATUALIDADE
MASSA NEGRA
O produto final do processo mecânico é a
massa negra, um concentrado metálico que
contém, entre outros materiais, lítio, cobalto,
níquel, manganês e grafite. Atualmente,
a empresa encaminha esta massa negra para
parceiros especializados, mas já está a desenvolver
internamente, a nível laboratorial, processos
de extração e purificação dos metais.
A ambição passa por evoluir para uma fase
em que esses materiais possam regressar à
produção de novas baterias. “A ideia será devolver
aqueles materiais de volta à produção,
fechando aqui um círculo na sustentabilidade”,
acrescenta o Project Manager da b.again.
A empresa dispõe ainda de laboratórios de
controlo de qualidade, hidrometalurgia, electrónica
de potência e alta tensão. Estes permitem
analisar os materiais à entrada, durante
o processo e no produto final, assegurando
rastreabilidade, conformidade com normas
europeias e emissão de certificados de reciclagem.
Esta dimensão será particularmente
relevante com a entrada em vigor do passaporte
das baterias, previsto no enquadramento
europeu.
A ligação ao setor automóvel é evidente.
Grande parte das baterias recebidas pela
b.again tem origem em veículos elétricos, embora
a empresa trate todo o tipo de baterias
de lítio. Para Pedro Dias, o crescimento do
parque elétrico vai aumentar de forma significativa
a necessidade deste tipo de serviço.
APOIAR O PÓS-VENDA
O responsável sublinha a importância de
apoiar concessionários, oficinas e operadores
que ainda têm dúvidas sobre o correto
manuseamento destes componentes. “Há
muito desconhecimento. Já fomos chamados
pelos bombeiros de Braga e por várias
entidades para ajudar no transporte de baterias
e perceber como tratar baterias depois
de acidentes”, refere.
Para as oficinas e concessionários, a proposta
de valor é clara: retirar das instalações um resíduo
perigoso e garantir que o mesmo é encaminhado
para uma unidade preparada para
o tratar. “Nós vamos literalmente retirar-lhes
um perigo das oficinas”, afirma Pedro Dias,
acrescentando que “ao recolhermos este resíduo
da parte do cliente, resolvemos-lhes um
problema e trazemos este tipo de resíduo para
o local certo.”
Integrada no dst group, a b.again beneficia da
capacidade industrial e logística de um grupo
com 55 empresas, cerca de 4.000 trabalhadores
e uma faturação anual que, em 2024,
atingiu 655 milhões de euros. O grupo tem
atividade em áreas como construção, indústria,
telecomunicações, ambiente, energia,
promoção imobiliária e cultura, o que permite
à b.again integrar competências técnicas e
operacionais de diferentes áreas.
Além da reciclagem, a empresa desenvolve
também soluções de armazenamento de
energia com baterias de primeira vida, para
aplicações residenciais, comerciais, industriais
e de apoio à rede. Nesta área, atua em modelo
chave na mão, desde o estudo e engenharia
até à construção, instalação e suporte pós-
-venda. Ainda assim, para o setor automóvel,
é a reciclagem que assume maior relevância,
sobretudo pela crescente necessidade de dar
resposta a baterias em fim de vida, danificadas
ou provenientes de acidentes.
A b.again assume-se como o primeiro reciclador
de baterias de lítio em Portugal e mesmo
na região ibérica, num setor que exige investimento,
conhecimento técnico e processos
de elevada especialização. “Isto exige um investimento
muito grande, nas infraestruturas,
equipamentos e mão de obra. É um processo
super especializado e também perigoso, que
tem que ser feito por pessoas e entidades altamente
especializadas”, resume Pedro Dias.
Num momento em que a mobilidade elétrica
continua a ganhar expressão, a gestão do
fim de vida das baterias torna-se uma peça
essencial para garantir que a transição energética
é, de facto, sustentável. A b.again quer
ocupar esse espaço, recuperando materiais
críticos, reduzindo a dependência da extração
de novos recursos e dando às baterias de
lítio um novo começo.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 21
22 ATUALIDADE
PPG FOCA-SE NA PRODUTIVIDADE E SUSTENTABILIDADE DA OFICINA DE COLISÃO
Digitalização do processo
de pintura prossegue
A PPG dinamizou um evento em Barcelona, no seu Business Development Center de Rubí, para mostrar à imprensa os
investimentos que está a fazer em diversas áreas que visam aumentar a produtividade de uma oficina de colisão, mas
também seguir o caminho da sustentabilidade em qualquer que seja a vertente.
TEXTO PAULO HOMEM
Num evento de caráter eminentemente
prático, a PPG apostou
sobretudo em mostrar as potencialidades
de dois dos seus mais recentes
produtos. Um deles o novo
verniz rápido Low Energy D8178, o outro
mais no domínio da digitalização fazendo demonstrações
práticas da inovadora tecnologia
para a mistura de tinta, o PPG Mix’n’Shake.
LOW ENERGY D8178
O novo D8178 Low Energy é um verniz rápido
desenvolvido para responder às crescentes exigências
das oficinas de repintura automóvel em
matéria de produtividade, eficiência energética
e sustentabilidade. Concebido para reduzir o
tempo gasto no processo sem comprometer a
qualidade final do acabamento, o novo produto
permite às oficinas aumentar a capacidade
produtiva e diminuir os custos operacionais.
Um dos principais destaques do D8178 é precisamente
a sua flexibilidade de secagem. Dependendo
das necessidades da oficina, o verniz
pode secar em apenas cinco minutos a 50°C,
dez minutos a 40°C ou atingir o estado livre
de pó ao fim de 15 minutos a 20°C, oferecendo
diferentes opções para otimizar o fluxo de
trabalho.
PUB
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 23
Concretamente, a equipa da PPG, neste evento
testou em ambiente real o verniz D8178
em duas modalidades de secagem diferentes:
numa peça foi aplicado na sua versão de secagem
ao ar, ou “Baixa Energia”, e noutra peça
semelhante foi posto à prova o modo de “Alta
produtividade” através de uma aplicação com
temperatura, permitindo comparar processos,
tempos de aplicação, secagem e resultados
de cada trabalho.
O destaque foi para o modo de secagem ao ar,
que pode proporcionar até 65% de poupança
energética face a um verniz convencional
secado durante 20 minutos a 60 ºC. No entender
dos responsáveis da PPG, trata-se de
uma vantagem especialmente relevante num
contexto em que as oficinas procuram melhorar
a sua rentabilidade (reduzindo custos
operacionais) e incrementar os seus objetivos
de sustentabilidade.
“O novo verniz rápido Low Energy PPG
DELTRON D8178 é mais um exemplo de
como o nosso compromisso com a sustentabilidade
orienta a inovação por detrás dos
nossos produtos. O resultado é um verniz versátil
que garante um acabamento premium,
melhorando o desempenho e a eficiência na
oficina”, afirma Paolo Tornaghi, Diretor de
Automotive Refinish da PPG Iberia. “Com
ele, os pintores beneficiam de um maior
controlo sobre o seu fluxo de trabalho, sem
comprometer a produtividade e melhorando
a experiência dos clientes”.
A MIX’N’SHAKE EM FUNCIONAMENTO
A mais recente incorporação do já vasto ecossistema
digital tecnológico da PPG (denominado
PPG LINQ) é a nova Mix’n’Shake.
Depois de em 1999 ter sido pioneira com o
lançamento da PPG MoonWalk, o sistema
automatizado de mistura de tinta, que em
Portugal já tem várias dezenas de máquinas
instaladas, a PPG não mais parou, destacando-se
desde então o lançamento do espetrofotómetro
PPG DigiMatch, capaz de agilizar
e melhorar a identificação do acabamento a
reproduzir, o software PPG VisualizID, que
facilita a gestão digital da cor, o PPG LINQ
Color, que centraliza a informação cromática
e os processos de formulação e também o PPG
MagicBox, um assistente digital que ajuda a
ligar e gerir de forma mais eficiente as operações
da oficina.
O Mix’n’Shake é uma inovadora solução que
automatiza o tradicional método de mistura
manual graças a um novo equipamento combinado
com um copo de design único e exclusivo
que se liga diretamente à pistola de pulverização.
Através de uma demonstração prática
conduzida por Peter Montenegro, IT Manager
Digital Color Tools, e Alex Pallares, New
Business Manager da PPG Iberia, foi possível
comprovar como o PPG Mix’n’Shake proporciona
misturas de tinta perfeitamente homogeneizadas
que ajudam a melhorar tanto a produtividade
como a qualidade dos processos de
repintura. Desta forma obtém-se menos erros
e repetições, mas também um aumento estimado
pela PPG de 6% nas horas de trabalho
anuais da oficina, contribuindo para aumentar
tanto a produtividade como a qualidade dos
processos de repintura na oficina.
24 ATUALIDADE
JORNADAS TÉCNICAS DE INOVAÇÃO, INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
(PORTO)
Grandes desafios moldam
o futuro das oficinas
O Instituto de Emprego e Formação Profissional organizou, nas suas instalações no Porto, as Jornadas Técnicas de
Inovação, focadas nas áreas da mecatrónica automóvel, digitalização e sustentabilidade. A principal conclusão é que o
futuro do pós-venda é mais desafiante que nunca.
A
eletrificação, a digitalização, o
acesso à informação técnica, a
inteligência artificial e a necessidade
de novos métodos de diagnóstico
estiveram no centro do
debate dedicado ao futuro da mecatrónica
automóvel, no decorrer do primeiro painel
das Jornadas Técnicas de Inovação, promovidas
pelo Instituto de Emprego e Formação
Profissional (Porto). Este painel, com o
tema, “O Futuro da Mecatrónica Automóvel”,
moderado por Ricardo Pinto, da Academia
Ser Caetano – Formação de Jovens,
reuniu Bruno Passeira, da STCP, Paulo
Homem, diretor da revista PÓS-VENDA,
e Jorge Zózimo, da T. Academy.
Para Paulo Homem, o primeiro desafio das
oficinas é o tempo. A evolução tecnológica
está a acontecer a uma velocidade tal que
muitas empresas ainda estão a ponderar
investimentos em informação, formação e
equipamentos quando o mercado já avançou
para outro patamar. Na sua análise, a
nova geração de veículos obriga as oficinas a
repensarem profundamente a sua atividade.
A mecânica tradicional continua a ser importante,
mas já não é suficiente. Eletrónica,
eletricidade, física, software e capacidade de
interpretação técnica passaram a ser competências
essenciais, mesmo nos veículos de
combustão, que integram cada vez mais tecnologia
embarcada.
Outro ponto considerado crítico para as oficinas
é o acesso à informação. Sem dados
técnicos atualizados, sem procedimentos
corretos e sem acesso a plataformas de apoio,
torna-se cada vez mais difícil diagnosticar,
reparar e prestar um serviço competente
ao cliente. O responsável da PÓS-VENDA
alertou ainda para o facto de o acesso à informação
estar cada vez mais condicionado
pelas marcas, o que obriga muitas oficinas a
integrarem redes, grupos ou estruturas que
lhes permitam chegar mais facilmente a esses
conteúdos técnicos.
Jorge Zózimo, da T. Academy, reforçou que
a formação técnica tem de acompanhar a
rapidez da evolução tecnológica, mas defendeu
que isso só é possível se forem abandonados
modelos demasiado tradicionais de
ensino. Na sua perspetiva, não basta colocar
equipamentos, máquinas de diagnóstico,
dados técnicos ou plataformas digitais
à disposição dos profissionais. É necessário
ensinar os técnicos a pensar, a interpretar e
a seguir métodos de diagnóstico produtivos.
O responsável sublinhou que muitas dificul-
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 25
dades não resultam da falta de tecnologia,
mas da falta de método. Um técnico pode
ter acesso a todos os dados da viatura e, ainda
assim, não conseguir resolver o problema
se não souber estruturar o raciocínio. Por
isso, defendeu uma formação mais prática,
mais próxima da realidade das empresas e
complementada por apoio técnico personalizado.
Neste novo contexto, a formação
deixa de ser apenas um momento em sala
ou oficina pedagógica e passa a prolongar-se
para o local de trabalho. O técnico, perante
uma avaria concreta, poderá necessitar de
apoio imediato, consultoria remota e orientação
especializada. O objetivo final, sublinhou
Jorge Zózimo, é simples: permitir que
as oficinas sejam mais produtivas, façam
bem à primeira e consigam ganhar dinheiro
com o seu trabalho técnico.
O debate passou também pelo perfil dos
jovens técnicos. Jorge Zózimo lembrou que
esta não é a primeira revolução tecnológica
vivida pelo setor. Nos anos 90, a chegada da
injeção eletrónica já tinha provocado um
choque profundo nas oficinas, habituadas a
métodos essencialmente mecânicos e empíricos.
Hoje, a mudança é diferente, mas volta a
exigir adaptação. A nova geração tem maior
familiaridade com o ambiente digital, mas
isso não significa automaticamente maior
capacidade de diagnóstico. Para Jorge
Zózimo, o essencial continua a ser ensinar
a pensar, criar método e tornar a profissão
atrativa para jovens que podem encontrar na
eletrónica, na informática, na inteligência
artificial e na mobilidade elétrica áreas mais
estimulantes do que a imagem tradicional
da mecânica.
A eletrificação, defendeu, também deve ser
desmistificada. Nem todas as oficinas terão
de reparar baterias ou sistemas de alta tensão.
Algumas poderão limitar-se a intervenções
mecânicas em veículos elétricos, seguindo
procedimentos de segurança. Outras poderão
especializar-se em eletrónica, baterias,
motores elétricos e sistemas de gestão. O importante
é que cada empresa saiba qual o seu
posicionamento, quais as competências necessárias
e quais os limites da sua intervenção.
Apesar da crescente importância da eletrónica
e do digital, o painel também deixou claro
que a mecânica tradicional não pode ser
esquecida. A evolução dos veículos não elimina
a necessidade de compreender motores,
sistemas mecânicos, suspensões, travagem ou
lubrificação. Pelo contrário, a complexidade
atual exige uma visão mais integrada.
A manutenção preventiva foi outro ponto
destacado. As oficinas têm um papel fundamental
na educação do cliente, explicando
a importância de respeitar especificações
de lubrificantes, intervalos de manutenção
e recomendações dos fabricantes. Quando
esta pedagogia falha, os custos podem surgir
mais tarde sob a forma de avarias muito
mais graves.
Do lado da STCP, Bruno Passeira explicou
que a realidade de uma frota pesada é hoje
marcada pela coexistência de várias tecnologias.
Diesel, gás natural, elétrico e hidrogénio
podem conviver na mesma operação,
obrigando os técnicos a dominar diferentes
sistemas e procedimentos. A manutenção de
autocarros urbanos é particularmente exigente.
São veículos sujeitos a muitos quilómetros,
circulação em cidade, peso elevado, elevado
número de passageiros e necessidade de disponibilidade
permanente. A capacidade de
intervenção rápida, incluindo assistência na
via pública, continua a ser essencial.
A digitalização acrescenta novos requisitos.
Tal como nos ligeiros, os autocarros incorporam
cada vez mais radares, câmaras, sistemas
de assistência à condução e equipamentos que
exigem calibração após substituição ou intervenção.
O perfil do técnico de manutenção
de pesados está, por isso, a evoluir para uma
combinação entre robustez operacional, conhecimento
técnico tradicional e domínio de
ferramentas digitais.
A inteligência artificial foi apontada como
uma das próximas grandes ferramentas de
apoio à reparação automóvel. Jorge Zózimo
defendeu que os agentes digitais terão um papel
crescente no apoio aos técnicos, à gestão
da oficina, ao atendimento ao cliente e à formação
pós-curso.
Estes sistemas poderão funcionar como assistentes,
capazes de orientar processos de
diagnóstico, disponibilizar informação técnica,
apoiar decisões e acompanhar o técnico
durante a reparação. Para os jovens, mais habituados
ao digital, a interação com avatares
ou agentes inteligentes será mais natural. Para
técnicos com muitos anos de oficina, será necessária
adaptação.
Muitos outros assuntos foram debatidos neste
evento, como também houve a oportunidade
de visitar as oficinas do Instituto de Emprego
e Formação Profissional (Porto). Tratam-se
de oficinas exemplares para a formação, totalmente
equipadas, com equipamentos modernos
e múltiplas valências, que certamente
serão objetivo de reportagem aqui na PÓS-
-VENDA, numa outra oportunidade.
26 ATUALIDADE
AURON – CARRETOS
Revolução digital na
manutenção independente
Desenvolvida pelo Carretos Group, a nova plataforma AURON promete iniciar uma nova era na orçamentação de serviços
de manutenção de veículos Mercedes-Benz.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Lançada oficialmente no passado mês
de junho, a plataforma AURON
representa uma nova etapa na estratégia
de inovação da CARRE-
TOS. Concebida para simplificar a
relação entre os condutores e a manutenção
automóvel, a plataforma permite obter orçamentos
imediatos, efetuar agendamentos
online e aceder a total transparência financeira.
“A plataforma AURON surgiu de
uma dor real sentida pela empresa e pelos
nossos clientes ao longo de anos, pela dificuldade
em responder com agilidade a pedidos
de orçamento de manutenção”, explica
David Carreto, fundador da CARRETOS,
que recorda que, no modelo tradicional, os
processos faziam com que os orçamentos
demorassem dias ou até semanas a chegar
ao cliente, o que acabava por se traduzir na
perda de inúmeras oportunidades de negócio.
“Havia falta de capacidade de resposta à
procura existente no mercado, embora existissem
meios humanos e tecnológicos. Além
disso, não havia uniformização no momento
da elaboração dos orçamentos por parte
das equipas”. Para David Carreto, a rapidez
na apresentação de um orçamento é hoje
um fator decisivo na escolha do prestador de
serviços. “Numa época em que os consumidores
estão habituados ao imediatismo das
compras online, a ausência de uma resposta
rápida pode significar a perda de um cliente.
Quando o cliente sabe o preço na hora,
decide no momento. Se não sabe, mais facilmente
decide fazer o serviço na concorrência
que lhe apresente logo o preço, e perdemos
uma venda. Por isso, idealizei uma ferramenta
para uniformizar todo o processo e
tornar tudo muito mais simples”, explicou o
responsável à revista PÓS-VENDA.
“YOUR TIME IS GOLD”
Apresentada oficialmente a 20 de junho, na
unidade CARRETOS do Cacém, a AURON
assenta no conceito que o tempo dos clientes
é valioso, sob o lema “Your Time is Gold”. O
nome da plataforma traduz a ideia de valor e
exclusividade, enquanto a identidade visual recorre
à cor dourada para demonstrar o seu posicionamento
premium. O logótipo incorpora
ainda um relógio na letra “O”, como forma de
simbolizar a promessa da marca, que passa por
devolver tempo aos condutores. “A experiência
visual foi desenhada para dar autoridade
ao utilizador. O site destaca a imagem de uma
chave Mercedes, simbolizando que o cliente
tem o comando total do processo de decisão.
Além do orçamento de manutenção, o cliente
pode adicionar serviços como a substituição
de baterias, de escovas ou a lavagem, com o
valor a atualizar-se no momento. O cliente
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 27
tem o controlo e seleciona os serviços adicionais
e de mobilidade que pretende incluir na
intervenção”. Assim, através da AURON, os
proprietários de Mercedes-Benz podem saber,
a qualquer momento, o custo exato da revisão
em função da quilometragem da viatura. Basta
simular para conhecer o valor da próxima
manutenção e, ao mesmo tempo, perceber
quanto irá custar manter o veículo ao longo
do tempo, permitindo um melhor planeamento
financeiro, até no momento da compra
de um Mercedes-Benz. Durante o processo
de cálculo do orçamento, o cliente tem ainda
acesso à data da próxima inspeção obrigatória,
podendo adicionar serviços complementares e
soluções de mobilidade. Depois de concluída
a simulação, pode agendar de imediato a intervenção,
sem ter de aguardar pelo envio do
orçamento e por um contacto posterior para
marcação. Para concretizar este projeto, David
Carreto reuniu quatro empresas especializadas,
transformando uma ideia numa plataforma
totalmente integrada. A automatização deste
processo permite também libertar as equipas
das tarefas repetitivas de elaboração de orçamentos,
para que possam dedicar mais tempo
ao acompanhamento e aconselhamento dos
clientes. “Num processo manual, tínhamos de
consultar o histórico do veículo e cruzar essa
informação com os trabalhos já realizados e
com o plano de manutenção, o que se traduzia
em perdas de tempo e demora na resposta ao
cliente”, explica David Carreto.
PREVISIBILIDADE
Um dos objetivos centrais da AURON é
trazer maior estabilidade financeira ao negócio,
através da previsibilidade das manutenções,
em contraste com a incerteza das
avarias. Para David Carreto, a eficiência
operacional deve assemelhar-se a modelos
de sucesso de resposta rápida. “O nosso
modelo de negócio baseia-se nos serviços de
manutenção programada dos veículos, por
isso o nosso objetivo é aumentar o volume
de revisões, através da criação de um canal
de oferta ágil, rápido e simples de utilizar”,
acrescenta o responsável da CARRETOS.
FLEXIBILIDADE FINANCEIRA
Para além da transparência técnica, a AU-
RON oferece também um processo claro
na gestão financeira dos clientes, que podem
optar pelo pagamento imediato via
MBWay, referência multibanco, cartão de
crédito ou até pagamentos faseados. “Além
disso, a plataforma introduz um sistema de
códigos de desconto personalizados para gerir
parcerias com empresas e comunidades.
A ideia é, por exemplo, trabalhar com frotas
que tenham vários veículos Mercedes, através
da atribuição de códigos de desconto”,
adianta David Carreto.
INTEGRAÇÕES FUTURAS
O lançamento da plataforma foi apenas o
primeiro passo de uma visão tecnológica
ambiciosa do fundador da CARRETOS.
David Carreto adianta que estão previstos
desenvolvimentos que incluem integração
com inteligência artificial para agendamentos
via WhatsApp ou voz, assim como a
expansão da AURON para outras áreas do
aftermarket. “Somos, comparativamente à
concorrência, muito mais ágeis na decisão
e na concretização dos projetos. Ao contrário
do que acontece na maioria das soluções
concorrentes, a AURON apresenta preços
de forma imediata e permite efetuar a marcação
sem depender do contacto posterior
de um colaborador. Por isso, a grande vantagem
desta plataforma é, não só a padronização
dos orçamentos, mas também a rapidez
de marcação de serviços e, com isso, o tempo
que poupa ao cliente”.
PUB
DESCUBRA A GAMA DE
PRODUTOS MONROE
DIGITALIZE O CÓDIGO PARA
SABER MAIS!
WWW.MONROE.COM
Visite o website para obter mais informações sobre
produtos, garantia, catálogos e apoio técnico.
© Todas as marcas comerciais apresentadas pertencem à
Tenneco Inc. ou às suas filiais noutros países.
28
MERCADO
VIEROL
Agilidade familiar,
alcance global
Sob gestão familiar, a Vierol diferencia-se pela agilidade e proximidade ao cliente, além de uma gama de mais de
65 mil referências para o aftermarket.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
caminho do seu 50.º aniversário
em 2027, a Vierol mantém,
desde a sua fundação, a
sua essência como uma empresa
independente, “o que
lhe confere uma vantagem competitiva
crucial face a grandes corporações. Com
presença em 125 países, a estrutura permite
que as decisões sejam tomadas com
rapidez”, explicou à REVISTA PÓS-
-VENDA Xavier Torres Romero, Key
Account Manager da marca. “A Vierol
continua a ser uma empresa familiar, o
que é importante, porque, no final, os
caminhos dentro da empresa são muito
curtos, e, por isso, é fácil um cliente chegar
até nós. Quando um cliente precisa
de algo, respondemos de forma muito
rápida, somos muito ágeis, e isso é uma
vantagem em comparação com outras
marcas ou empresas de dimensão e hierarquia
maiores”.
COMPROMISSO Q+
A oferta da Vierol está dividida em três
marcas: a VEMO, a VAICO e a AC-
KOJA, que garantem uma cobertura
de 95% do parque automóvel europeu
e português. “Para a Vierol, a qualidade
não é apenas uma promessa, mas um
processo rigoroso certificado pelo selo
Q+, que garante componentes fabricados
sob os mesmos padrões das peças
originais. A empresa possui um labora-
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 29
VEMO, VAICO E ACKOJA
A oferta da Vierol está dividida em três
marcas, por forma a oferecer uma cobertura
de 95% do parque automóvel europeu:
tório próprio na Alemanha com tecnologia
de medição de última geração para testar
funcionalidade e ajuste”, refere Xavier Romero,
que adianta: “Dizer que somos uma
marca premium não vale de nada se não o
demonstrarmos. Por isso, temos um departamento
de qualidade que, assim que a
mercadoria chega ao nosso armazém, realiza
controlos rigorosos com máquinas de última
geração. Temos feito investimentos muito
fortes precisamente para poder demonstrar
que a qualidade que vendemos equivale à de
origem. Um exemplo claro são os nossos kits
de distribuição. Há muitos anos, a gerência
decidiu que todas as nossas caixas seriam de
qualidade OE, porque se trata de um produto
extremamente complexo e delicado onde
não se pode facilitar”.
EXPERT KIT FINDER
A empresa está na vanguarda da digitalização,
com o lançamento do EXPERT KIT
FINDER. Esta ferramenta utiliza inteligência
artificial e um chatbot para simplificar a
identificação de peças, guiando o utilizador
para o kit de reparação ideal sem necessidade
de inserir dados complexos do veículo.
VIEROL ACADEMY
EXPERT KITS+
Xavier Romero indica que o conceito de Expert
Kits+ é o maior diferencial da Vierol.
Estes kits reúnem sob uma única referência
todos os componentes necessários para uma
reparação, incluindo parafusos, juntas e
acessórios. “Com os Expert Kits, o que fazemos
é, sob uma só referência, dentro de uma
só caixa, a oficina tem tudo o que precisa
para fazer a reparação completa. Então, não
só oferecemos peças, mas oferecemos soluções
de reparação inteligentes. Se o mecânico
tem um carro no elevador à espera porque
faltam peças, é tempo e dinheiro que a
oficina perde”. O responsável acrescenta que
esta solução não beneficia apenas a oficina,
mas também o distribuidor, ao evitar erros
de identificação e reduzir drasticamente as
devoluções.
EMISSÕES E ELETRIFICAÇÃO
No que toca à sustentabilidade, a Vierol
responde às exigências ambientais com
uma vasta gama de produtos para redução
de emissões, norma Euro 6, como sensores
NOx, válvulas EGR e injetores de AdBlue.
Olhando para o futuro, a marca já disponi-
• VAICO: Focada em componentes mecânicos
de motor e transmissão. Referência
em kits de mudança de óleo para caixas
automáticas e oferece peças de nicho, como
coletores de admissão e tampas de culata;
• VEMO: Especialista em eletrónica, sensores
e climatização, atuando como o “cérebro”
do veículo. Destaca-se pela estratégia “First
to Market”, com o lançamento de peças
que muitas vezes só estavam disponíveis
na origem;
• ACKOJA: Marca dedicada exclusivamente
a veículos coreanos e japoneses, como
Hyundai, Toyota e Mazda, unindo a precisão
alemã aos padrões de fabrico asiáticos.
biliza mais de 10.000 referências para veículos
elétricos e híbridos, com foco especial
na gestão térmica e sensores de temperatura
de bateria.
A Vierol acredita que o seu papel vai além do
fornecimento de peças, investindo fortemen-
te na profissionalização do setor através da
Vierol Academy, que disponibiliza vídeos de
montagem multilingues no YouTube, boletins
técnicos e formação presencial na Alemanha
e localmente. “Não se trata apenas de vender,
mas também de formar e estar presente para o
cliente. Na nossa academia, mostramos como
se faz a montagem e a reparação de referências
concretas porque, no final, o que queremos é
que a oficina se profissionalize e que seja uma
empresa rentável”, explica Xavier Romero.
LOGÍSTICA
A logística da Vierol baseia-se num armazém
central automatizado na Alemanha, que
garante disponibilidade de stock superior a
90%. “Em Portugal, colaboramos com parceiros
como a Auto Delta, a Filourém, a Leirilis
e o grupo Drive, assegurando entregas
de 24 a 48 horas. O sistema está integrado
diretamente nos B2B dos distribuidores,
permitindo consultas de stock em tempo real
e uma cadeia de abastecimento altamente
coordenada”, conclui o responsável.
PUB
30
MERCADO
KYB
Diversificação de produtos
Reconhecida pelos amortecedores, a KYB está agora a ampliar a sua oferta, entrando nos segmentos de direção e
suspensão e consolidando a sua presença no aftermarket.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
KYB sustenta a sua operação numa
infraestrutura de escala global,
sendo o maior fabricante de componentes
hidráulicos no Japão e
um dos principais fornecedores do
mercado pós-venda na Europa. Com a maior
fábrica de amortecedores do mundo em Gifu
e três unidades produtivas na Europa, a marca
garante uma disponibilidade constante, suportada
por uma rede logística com mais de 4,5
milhões de peças em stock no continente. Com
Juan Carlos Díez à frente da operação ibérica,
a marca japonesa, que produz um milhão de
amortecedores OE por semana, está focada em
oferecer qualidade premium, suporte técnico
digital e uma gama de produtos em expansão.
DIREÇÃO E SUSPENSÃO
A KYB está a transformar a sua imagem de
fabricante “monoproduto”, dedicada aos
amortecedores, para um fornecedor global
de componentes. “Além dos amortecedores,
foi lançada recentemente a linha de peças de
direção e suspensão. Historicamente, sempre
fomos uma marca quase de um só produto,
mas, há alguns meses, lançámos as peças de
direção e suspensão. Estamos a trabalhar, a
pouco a pouco, nesse mercado. Esta expansão
está diretamente orientada para o aftermarket,
com uma cobertura crescente da
gama de direção disponível no TecDoc, já
capaz de cobrir a grande maioria do parque
automóvel europeu”.
Juan Carlos Díez
Diretor Comercial do Mercado Europeu
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 31
PORTUGAL
A evolução da presença da marca nos últimos
cinco anos em Portugal é descrita por
Javier González Moriche como uma trajetória
de crescimento consistente. A evolução
da marca foi muito positiva nestes últimos
anos. O envelhecimento do parque automóvel
em Portugal é visto pela marca como
uma oportunidade, “A idade do parque em
Portugal ajuda-nos, pois há muita procura
pelas nossas peças, embora traga o desafio
da concorrência de marcas de baixo custo e
das vendas online. A resposta da KYB não
é competir no preço, mas sim na segurança
e no serviço logístico. O nosso objetivo
é continuar a consolidar a nossa posição no
mercado com o único objetivo de satisfazer
a procura do cliente final. Além de continuarmos
a trabalhar no posicionamento
do valor premium da nossa marca, para tal
continuaremos a apoiar e a formar os nossos
clientes com a mensagem clara de que
os produtos de marcas premium continuam
a ser os mais valorizados e procurados entre
os profissionais do setor.
ai177080567417_AFr SANTOGAL Pecas 200x135.pdf 1 11/02/2026 10:27
DISTRIBUIÇÃO
A KYB em Portugal utiliza uma rede de distribuição
mais seletiva e técnica. “O foco reside
em capacitar comercialmente aos nossos
parceiros para que o suporte chegue da melhor
forma às oficinas. Temos ido ganhando
quota de mercado pouco a pouco, mas não
pretendemos ter muitos mais distribuidores,
apenas a nossa posição nos atuais. não costumamos
visitar as oficinas diretamente, mas
fazemos muita formação com o distribuidor.
Na nossa página web, as oficinas podem encontrar
vídeos de montagem, ferramentas
de apoio e fichas técnicas. Tentamos fazer as
máximas formações possíveis com as equipas
comerciais dos distribuidores, para que sejam
eles, que estão no dia-a-dia com o mecânico,
a transmitir toda a informação técnica e ferramentas
necessárias”, indica Javier González
Moriche. “Este modelo permite à KYB garantir
proximidade ao mercado e um suporte
técnico eficaz no aftermarket, assegurando
que as oficinas têm acesso não só ao produto,
mas também à informação e formação necessárias
para a sua correta aplicação”, conclui o
responsável.
PUB
para todos os carros, entregas para todo o lado.
Chevrolet
Chrysler
Ferrari
OUTRAS MARCAS:
Ford
Jaguar
Land Rover
Maserati
Toyota
Porsche
Suzuki
Tesla
tel.: 210 430 900
santogal-pecas@santogal.pt
Rua do Moinho Velho, Sto. Antão do Tojal, 2660-524 Loures
(Armazém Santogal Peças)
www.santogal.pt
32
MERCADO
CARBOB
Fomentar a digitalização
das oficinas
A Carbob chegou ao setor oficinal com um software que integra múltiplas funcionalidades, para permitir uma gestão
completa da oficina numa única plataforma e evitar a dispersão por várias ferramentas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Oferecer um software que simplifique
o dia a dia e impulsione a
digitalização total das oficinas
foi o objetivo dos cinco sócios
da Carbob para o mercado automóvel,
quando idealizaram este produto.
Pensado para ter uma interface intuitiva,
o software desenvolvido pela empresa “não
nasceu de suposições, mas de um trabalho
de campo intensivo. Dedicámo-nos a fazer
uma análise do mercado. Ouvimos quem
está na linha da frente, falámos com dezenas
de oficinas, para perceber quais são os principais
problemas que têm no dia a dia e de
que forma os poderíamos ajudar. Com base
nesse feedback das oficinas, desenvolvemos
um sistema exclusivo para este setor, o que
é uma das principais características diferenciadoras
em relação a uma grande parte dos
produtos que estão no mercado”, explicou à
PÓS-VENDA Pedro Pessanha, um dos fundadores
da empresa.
SOLUÇÃO COMPLETA
Um dos desafios identificados pela equipa da
Carbob foi a fragmentação de ferramentas no
dia a dia das oficinas. “Atualmente, os profissionais
perdem tempo precioso a alternar entre
plataformas para consultar dados técnicos
e, depois, a introduzir manualmente essa informação
noutros sistemas. A nossa proposta
é centralizar tudo, permitindo, por exemplo,
acompanhar o estado das viaturas em tempo
real e enviar propostas diretamente ao cliente
por email ou WhatsApp. O objetivo é ter também
uma funcionalidade de orçamentação,
com base na identificação automática da viatura
pela matrícula, incluindo acesso a informação
técnica, peças e tempos de reparação,
que permite às oficinas fazer o orçamento com
informação técnica diretamente no sistema.
Portanto, dar às oficinas uma ferramenta que
permita fazer toda a gestão”, avançou o responsável.
“É preciso que as oficinas tenham
uma ferramenta que faça tudo, porque, caso
contrário, os técnicos não a usam. Se tiverem
de repartir informação por diferentes soluções,
têm de fazer trabalho manual a passar dados
de um lado para o outro, perdem informação
e não conseguem medir o negócio com dados
fiáveis.” Pedro Pessanha indicou também que
as oficinas se queixam da morosidade nos orçamentos,
da dificuldade na alocação de peças
e do facto de muitos softwares ainda não estarem
na nuvem, e, face a isso, a Carbob pretende
“acabar com o papel e a caneta e com as
limitações de acesso à informação. As oficinas
queixam-se muito do tempo que perdem a
fazer orçamentos e a fazer a alocação manual
das referências das peças a cada ordem de serviço.
Também o facto de algumas soluções
nem sequer estarem na nuvem, sendo soluções
instaladas no computador, dificulta o acesso à
informação. Além disso, há oficinas que ainda
trabalham apenas com papel e caneta e têm dificuldade
em consultar histórico, entre outros
aspetos, e que nem sequer estão digitalizadas.”
`j
`
j
jv
`v
`jv
v
h
ãÉá~|kÉä ëçå|qê áé~KéÇÑ=N=NSLMOLOMOQ=NMWMU
Num mundo cada vez mais digital, a presença online de uma oficina pode ser a chave para
atrair mais clientes e aumentar a visibilidade do negócio. Mas como garantir que a sua oficina
se destaca num mercado tão competitivo? A VARTA, líder em soluções de baterias automotivas,
oferece 6 conselhos essenciais para melhorar a sua presença online:
diretamente com os clientes.
NOTÍCIAS
Crie conteúdo de qualidade. Criar conteúdo relevante para o seu público também é
fundamental. Quando se trata de oficinas, o conteúdo deve ser educativo, informativo e
diretamente relacionado às necessidades dos clientes. Por exemplo, criar artigos sobre como
identificar sinais de desgaste na bateria ou vídeos demonstrando a manutenção adequada de
veículos.
Faça colaborações com marcas e influencers. Associar-se a marcas reconhecidas aumenta
a confiança dos clientes e a visibilidade online da sua oficina. Além disso, colaborar com
influencers e empresas do setor amplia o alcance e cria oportunidades de promoções conjuntas,
que podem ser muito atrativas para os clientes.
Aposte em avaliações online para construir confiança. As avaliações online são essenciais
para aumentar a confiança dos clientes na sua oficina. Incentive os clientes satisfeitos
a deixar feedback no Google, Facebook ou outras plataformas relevantes. Responder a estas
avaliações, tanto as positivas como as negativas, contribui para a boa reputação online.
Envie comunicações segmentadas para fidelizar clientes. Utilize newsletters ou mensagens
segmentadas para oferecer recordatórios de verificações, como check-ups de bateria ou
mudanças de óleo, e promoções exclusivas. Estas comunicações ajudam a manter a sua oficina na
mente dos clientes.
Torne-se parceiro da VARTA e apareça no portal. O VARTA Partner Portal oferece uma série
de serviços úteis para as oficinas, incluindo a oportunidade de aparecer no Pesquisador de
parceiros, onde clientes de todo o país procuram locais de confiança que utilizem baterias VARTA
e realizem testes de baterias. Inscreva-se gratuitamente no Portal e aproveite todas as vantagens.
Publireportagem
66-75_noticias empresas.indd 74 28/02/2025 17:56
PUB
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 33
OFICINAS
Rafael Carvalho, Nuno Santos,
Pedro Pessanha, André Duarte e André Águeda
INTEGRAÇÃO
Apesar de ser uma solução “tudo-em-um”,
Pedro Pessanha indica que a Carbob não foi
criada para substituir ferramentas de faturação
certificadas, mas sim para se integrar
com elas e com distribuidores de peças.
“Esta integração permite automatizar processos
como a encomenda de componentes e
garantir uma maior fluidez na gestão diária
da oficina, evitando a duplicação de tarefas
e a dispersão de informação”.
CLIENTES
A plataforma foi também pensada para melhorar
a relação com o cliente, permitindo
acompanhar o estado da reparação e garantir
uma comunicação mais clara ao longo de
todo o processo. “Ao automatizar parte deste
contacto, as oficinas conseguem reduzir
o volume de chamadas e proporcionar uma
experiência mais transparente e eficiente”,
adiantou Pedro Pessanha.
O software da Carbob foi desenvolvido a pensar
em qualquer tipo de oficina, independentemente
da sua dimensão. “Queremos fomentar
ao máximo a digitalização do setor, por isso
criámos planos de parceria segmentados por
funcionalidades e não pelo número de funcionários.
O nosso foco está em todas as oficinas
GESTÃO
A par da orçamentação, a Carbob permite
uma gestão completa da operação da oficina.
Todas as ordens de reparação ficam centralizadas
numa única plataforma, onde é
possível consultar serviços efetuados, peças
associadas, histórico de intervenções e registo
de pagamentos. “Esta visão integrada
permite um maior controlo sobre o trabalho
em curso e facilita o acesso à informação
em tempo real”, adianta o responsável.
Para além da gestão interna, Pedro Pessanha
adianta ainda que esta solução inclui funcionalidades
orientadas para o crescimento
do negócio, como reservas online, criação
de perfil digital da oficina e integração com
plataformas como o Google. “Estas ferramentas
permitem aumentar a visibilidade,
captar novos clientes e garantir um fluxo de
trabalho mais constante”.
IMPLEMENTAÇÃO E SUPORTE
Sabendo que existem ainda muitas oficinas
a fazer a transição para processos digitais,
independentes e generalistas, sejam totalmente
independentes ou pertencentes a uma rede.
Seja qual for a dimensão da oficina, temos
uma solução para as respetivas necessidades.
Portanto, seja uma pessoa ou dez pessoas a
fazer parte da oficina, não vão pagar mais
por isso.”
Pedro Pessanha indica que a abordagem da
Carbob está focada na simplicidade e num
acompanhamento próximo, seja físico ou
remoto. “Já temos dezenas de oficinas a testar
a primeira versão do sistema e, neste momento,
estamos focados no onboarding dessas
oficinas ao nosso sistema, na formação,
na configuração e em todo o apoio e suporte
que vamos dar de forma contínua. Acreditamos
que esta vertente de acompanhamento
e de suporte no dia a dia, principalmente às
oficinas que estão a começar a digitalizar, é
muito importante”, adiantando ainda que
“o mercado oficinal em Portugal vale mais
de 3 mil milhões de euros e tem ainda uma
enorme margem para crescer digitalmente.
É neste contexto que a Carbob se posiciona,
ao apostar na simplificação de processos e
na digitalização como motor de crescimento
para as oficinas”.
PUB
SOLUÇÕES EM AR
CONDICIONADO
E REFRIGERAÇÃO
DE TRANSPORTE
Dica
6 CONSELHOS VARTA PARA MELHORAR
PRESENÇA ONLINE DAS OFICINAS
Use as redes sociais de forma estratégica. As redes sociais são ferramentas poderosas
1para aumentar a visibilidade da sua oficina. Plataformas como Facebook, Instagram e
LinkedIn permitem partilhar dicas de manutenção, mostrar o trabalho da sua equipa e interagir
2
3
4
5
6
Rua Fernando Vicente - Armazém 15
2560-677 Torres Vedras
Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt
GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt
34
MERCADO
EMOTIVE
Combinar tradição e
sustentabilidade
A Emotive reúne várias marcas de referência pós-venda numa plataforma estratégica unificada, com o objetivo de oferecer
às oficinas e aos distribuidores uma gama abrangente de produtos.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
combinação de marcas icónicas
do mercado pós-venda com
uma visão centrada na sustentabilidade
e na inovação digital
deu origem à Emotive, uma organização
que tem como objetivo oferecer
uma gama completa de produtos a oficinas
e distribuidores de peças. “A Emotive não é
apenas um novo nome, mas o culminar de
décadas de experiência de marcas líderes de
mercado”, afirmou Martin Conrad, Diretor
Executivo da Emotive, que explicou à PÓS-
-VENDA a filosofia por trás desta integração:
“A Emotive é a integração inteligente
de décadas de experiência e conhecimento.
Ao reunir nomes como OPTIMAL, ERA,
MPM Oil, Platinum Plus, VEGE, MRT,
Starline e Triple QX, a organização cria uma
sinergia única que beneficia diretamente o
profissional do mercado pós-venda. O que
torna a Emotive única é a força e a diversidade
das marcas que a compõem. Cada marca
traz as suas próprias especializações, herança
e notoriedade”.
PLATAFORMA UNIFICADA
Martin Conrad afirmou que um dos principais
desafios e oportunidades que a empresa
enfrentou na construção da marca Emotive
foi garantir que as identidades e pontos
fortes individuais das suas marcas históricas
permanecessem intactos, ao mesmo tempo
que se criava uma plataforma estratégica
unificada. “Cada marca tem uma reputação
de longa data, conhecimentos especializados
e bases de clientes fiéis, pelo que preservar
esse capital tem sido uma parte central da
nossa abordagem”. Martin Conrad referiu
ainda que esta consolidação permite à Emotive
operar como um único fornecedor para
oficinas, simplificando processos que anteriormente
estavam fragmentados. “Ao consolidar
estas marcas bem estabelecidas sob a
marca Emotive, criámos uma solução única
para oficinas que privilegia a comodidade,
a fiabilidade e a amplitude da oferta. Esta
integração melhora o acesso ao mercado, reforça
a nossa cadeia de abastecimento e promove
a colaboração entre marcas. Ao mes-
Martin Conrad
Diretor Executivo da Emotive
mo tempo, permite-nos alcançar ganhos de
eficiência operacionais significativos. Agregámos
funções-chave como o marketing, o
desenvolvimento de produtos, o abastecimento
e a estratégia de entrada no mercado.
Isto permite-nos otimizar recursos, reduzir a
complexidade estrutural e oferecer um melhor
valor, seja através de preços mais competitivos,
ciclos de inovação mais rápidos ou
uma experiência do cliente mais fluida”.
PUB
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 35
PORTUGAL
De acordo com Martin Conrad o mercado português
distingue-se pela lealdade a marcas de longa data
e por uma estrutura de distribuição específica,
diferente da vizinha Espanha. “Existem diferenças
notáveis entre os dois mercados. Os distribuidores
portugueses estão habituados a importar e a gerir
o seu próprio stock, enquanto as empresas espanholas
preferem o abastecimento local a partir dos
armazéns dos fabricantes em Espanha. O mercado
português é altamente competitivo, caracterizado
por um grande número de intervenientes ativos e
muitas marcas bem estabelecidas e com raízes
históricas que gozam de uma forte lealdade local.
Estamos confiantes de que a oferta diversificada
da Emotive nos posiciona excecionalmente bem”.
Refere que a estratégia da Emotive para Portugal se
centra na criação de valor através da qualidade e do
apoio técnico, sob o lema “Magic Drives”, através do
qual a empresa cria valor ao reunir marcas de confiança
numa única plataforma integrada. “Estamos
empenhados em dotar os nossos distribuidores e
oficinas do conhecimento e das ferramentas de
que necessitam. Oferecemos um apoio abrangente,
incluindo materiais de marketing, catálogos detalhados
de produtos e formação técnica ministrada
por especialistas. Ao dotar os nossos parceiros de
informações e recursos de ponta, garantimos que
possam navegar no mercado com confiança.
LKQ EUROPE
Martin Conrad salienta ainda que a força da Emotive
é reforçada pela sua relação com o distribuidor
LKQ Europe, “A LKQ garante-nos capacidades
logísticas e de distribuição inigualáveis. A parceria
com a LKQ permite-nos tirar partido de recursos,
infraestruturas e conhecimentos partilhados em
toda a sua operação. Reforça as nossas capacidades
logísticas, melhora os prazos de entrega e apoia a
nossa capacidade de oferecer uma gama de produtos
abrangente e de alta qualidade”. O CEO da
Emotive destaca ainda que a marca chega a clientes
em mais de 100 países, e fornece mais de 70
milhões de peças anualmente. “A nossa rede apoia
mais de 120 mil oficinas com acesso a um catálogo
de produtos com mais de 200 mil SKUs individuais.
Ao mesmo tempo, a Emotive mantém uma
rede de distribuição ampla e independente que se
estende muito além desta parceria. Trabalhamos
com parceiros cuidadosamente selecionados, que
partilham a nossa visão de qualidade de serviço e
excelência técnica”.
SUSTENTABILIDADE
No que toca à sustentabilidade, o responsável salienta
que “marcas como a VEGE e a MRT são
pilares fundamentais desta missão, pois oferecem
produtos que reduzem o consumo de matérias-primas
sem comprometer a qualidade. A remanufatura
é uma parte importante daquilo que vemos
como o futuro do pós-venda e está no centro da
nossa estratégia. Com as pressões crescentes para reduzir
o desperdício e a pegada de carbono, a VEGE
e a MRT estão posicionadas para responder a esta
necessidade. Além de alternativas sustentáveis, são
produtos fiáveis e de alta qualidade, que proporcionam
o desempenho esperado”. Além disso, salienta
que a abordagem sustentável da Emotive vai além
das peças, abrangendo toda a operação de embalagens
e logística. “A nossa abordagem à sustentabilidade
vai desde a conceção e aquisição de produtos
até à logística, embalagem e gestão do fim de vida.
Procuramos ativamente formas de minimizar a
nossa pegada de carbono, seja através da otimização
das redes de transporte, da melhoria da eficiência
dos materiais ou do desenvolvimento de soluções
de embalagem mais sustentáveis”.
OPTIMAL E ERA
Para o mercado português, uma das novidades
mais significativas é o regresso da marca OP-
TIMAL e a expansão contínua da gama ERA.
“Após anos de ausência, a OPTIMAL regressou
ao mercado ibérico. O nosso objetivo é restabelecer
o contacto com antigos parceiros e construir
novas relações, com uma gama abrangente
de produtos de alto desempenho, incluindo
sistemas de travagem, componentes de direção
e suspensão, kits de rolamentos de roda e soluções
de filtragem”, comentou Martin Conrad.
“O foco da Emotive não está na promoção de
produtos individuais, mas em disponibilizar
toda a força do portfólio OPTIMAL como um
fornecedor de sistemas de confiança”. No que
diz respeito à ERA, salienta que a expansão é
igualmente ambiciosa, com o alargamento da
gama de produtos da marca, incluindo a introdução
de novos condensadores, compressores,
ventiladores interiores e aquecedores, secadores
e válvulas de expansão. “Além disso, expandimos
a gama de refrigeração ERA com o lançamento
de uma nova família de produtos. Ao
mesmo tempo, as lâmpadas ERA foram lançadas
com sucesso em toda a Europa, com 180
SKUs a cobrir 98% da frota europeia”.
DIGITALIZAÇÃO
Martin Conrad salienta que a Emotive está
a preparar o caminho para as transformações
que a eletrificação e a digitalização estão a trazer
ao mercado. “As nossas iniciativas visam
apoiar o crescimento dos veículos elétricos,
a digitalização da indústria e os esforços de
sustentabilidade que protegem o planeta. Estamos
a abordar ativamente outras mudanças
na indústria, como a crescente complexidade
das reparações, a importância cada vez maior
da manutenção preditiva e a procura por um
acesso simplificado a dados técnicos e formação.
A nossa missão é manter-nos à frente
destas tendências, fornecendo aos nossos
parceiros os produtos, conhecimentos e ferramentas
digitais certos. Na Emotive, não nos
limitamos a falar de mudança, fazemos com
que ela aconteça”.
36
FORMAÇÃO
CASA PIA DE LISBOA
Do diagnóstico eletrónico
aos serviços rápidos
Com oficinas recentemente modernizadas, uma forte componente prática e uma oferta formativa ajustada às
exigências do setor automóvel, a Casa Pia de Lisboa prepara jovens para uma integração qualificada no mercado
de trabalho.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Com mais de 50 anos de experiência
na formação automóvel,
a Casa Pia de Lisboa continua
a adaptar-se à evolução
do setor automóvel. Para responder
a desafios como a eletrificação,
o diagnóstico avançado, sistemas eletrónicos
complexos e outras tecnologias
embutidas nos veículos mais recentes, a
instituição renovou recentemente as suas
oficinas através do PRR, que estão agora
equipadas com novos veículos, elevadores
e tecnologia de diagnóstico de última
geração. O objetivo da Casa Pia é o de
proporcionar aos alunos uma experiência
de aprendizagem o mais próxima
possível da realidade que encontrarão
no mercado de trabalho. Sob a coordenação
de Nuno Vaz, Diretor do Curso
de Mecatrónica Automóvel, uma equipa
de sete técnicos formadores acompanha
diariamente os alunos, combinando conhecimento
técnico com uma abordagem
de proximidade. “A forte aposta na
formação prática, que representa cerca
de 85% da carga horária dos cursos, permite
desenvolver competências em contexto
real e preparar os futuros profissionais
para os desafios de uma indústria
marcada pela eletrificação, pela inovação
tecnológica e pela constante mudança”,
indicou à REVISTA PÓS-VENDA este
responsável.
MECÂNICO DE SERVIÇOS RÁPIDOS
Dentro da oferta da Casa Pia para o setor
automóvel está o curso de Mecânico de
Serviços Rápidos. “Esta formação tem
a duração de um ano, e é centrada em
intervenções rápidas e operações de manutenção
preventiva, incluindo revisões,
mudanças de óleo e filtros, substituição
de travões, pneus e baterias, diagnóstico
de anomalias simples e serviços de desempanagem”,
explicou à PÓS-VENDA
Nuno Vaz.
Nuno Vaz
Diretor do Curso de Mecatrónica Automóvel
MECATRÓNICA AUTOMÓVEL
A Casa Pia de Lisboa disponibiliza também
o Curso Profissional de Mecatrónica
Automóvel. “Este curso resulta da evolução
de mais de cinco décadas de ensino
técnico na área automóvel. A formação
automóvel integra a história da Casa Pia
de Lisboa desde a década de 1970, período
em que a procura por técnicos especializados
acompanhava o crescimento
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 37
CURSOS
Curso de Mecânico de Serviços Rápidos
• Destinado a jovens com 15 ou mais anos
que concluíram o 8.º ano;
• Duração de 1 ano;
• Equivalência ao 9.º ano de escolaridade;
• Qualificação profissional de nível 2;
• Formação orientada para uma rápida
integração no mercado de trabalho.
Curso Profissional de Mecatrónica Automóvel
• Destinado a alunos que concluíram o 9.º ano;
• Duração de 3 anos;
• Equivalência ao 12.º ano de escolaridade;
• Qualificação profissional de nível 4;
• Formação que combina mecânica,
eletrónica e diagnóstico automóvel.
da indústria automóvel nacional”, adiantou
Nuno Vaz. O plano formativo combina disciplinas
socioculturais e científicas, como Português,
Inglês, Matemática e Física e Química,
com módulos técnicos orientados para os Sistemas
e Diagnóstico Automóvel. “Os alunos
desenvolvem competências para interpretar
documentação técnica e esquemas elétricos,
diagnosticar avarias e intervir em sistemas
mecânicos, elétricos e eletrónicos de veículos
ligeiros. O programa contempla áreas como
motores a gasolina e gasóleo, direção, suspensão,
travagem, transmissões manuais e automáticas,
sistemas de ignição eletrónica, sobrealimentação,
antipoluição, arrefecimento e
lubrificação”, adiantou o Diretor deste curso.
MISSÃO EDUCATIVA E SOCIAL
A Casa Pia de Lisboa associa a formação técnica
a uma forte missão social, como forma
de garantir percursos educativos inclusivos e
promover a integração profissional dos jovens,
adiantou Nuno Vaz, que lembrou que muitos
dos alunos frequentam o curso provenientes
de contextos socioeconómicos desfavorecidos.
“Para responder a estas realidades, a instituição
disponibiliza uma equipa multidisciplinar
constituída por psicólogas, assistentes sociais
e docentes, assegurando acompanhamento
pessoal, emocional e académico. A ação educativa
assenta em valores como a autonomia,
o empreendedorismo e a intervenção democrática,
procurando formar profissionais qualificados
e cidadãos participativos”.
LIGAÇÃO ÀS EMPRESAS
A formação em contexto de trabalho constitui
um dos pilares da aprendizagem nos
cursos do setor automóvel da Casa Pia. Os
alunos realizam estágios em concessionários,
redes oficinais e outras empresas do setor automóvel,
numa componente que corresponde
a 760 horas de estágio. “Durante este período,
os alunos são acompanhados e avaliados,
beneficiando igualmente do trabalho desenvolvido
pela Equipa de Inserção Profissional
da Casa Pia, que procura adequar o perfil de
cada formando às necessidades das empresas
parceiras. Entre as parcerias estabelecidas destaca-se
a colaboração com a Entreposto, que
assume o papel de Empresa Mentora do curso,
reforçando a ligação entre a formação e o
tecido empresarial”, explicou Nuno Vaz.
SAÍDAS PROFISSIONAIS
Os diplomados encontram oportunidades
em oficinas de reparação automóvel, concessionários,
empresas gestoras de frotas e centros
de inspeção. A formação obtida permite
igualmente o prosseguimento de estudos
através de Cursos de Especialização Tecnológica,
Cursos Técnicos Superiores Profissionais
ou do Ensino Superior. Assim, com oficinas
renovadas, uma componente prática de cerca
de 85%, estágios em contexto real de trabalho
e acompanhamento multidisciplinar, os cursos
de Mecatrónica Automóvel e de Serviços
Rápidos da Casa Pia de Lisboa pretendem ser
uma resposta às necessidades dos jovens e às
exigências atuais do setor oficinal.
PUB
Precisão japonesa original da marca líder
de baterias na Ásia.
A ESCOLHA DOS
PROFISSIONAIS
DESDE 1895
Sem distrações.
Sem concessões.
Design simples.
As baterias GS são feitas para
técnicos que curtem clareza,
confiança e consistência.
Uma gama de veículos específica,
fácil de identificar, fácil de instalar
e fabricada de acordo com os
padrões de equipamento original
da GS Yuasa.
Confiança em todo o mundo.
Escolhido pela sua experiência.
38 38
OFICINA DO MÊS
PROTURBO
Oficina com estratégia
Não é por estar no interior do país que deixa de ser uma oficina moderna,
com estratégia e visão de futuro. Investir muito em equipamentos e formação,
são as armas para tentar estar na linha da frente. Conheça a ProTurbo.
TEXTO PAULO HOMEM
Há histórias empresariais que
começam com um plano de
negócio. A da ProTurbo começou
muito antes disso, ainda
na infância de Jorge Marques,
quando desmontava brinquedos
para perceber como eram feitos. “Ainda
andava de fralda e já dizia que queria ser
mecânico”, recorda. Sem tradição familiar
no setor automóvel, encontrou na
mecânica uma vocação muito cedo, mas
também uma forma de construir o seu
próprio caminho. Sempre ligado à mecânica,
passou por várias oficinas, pelo
serviço militar (ligado à mecânica) e por
uma experiência profissional associada à
área industrial, mas manteve um objetivo
claro: um dia ter a sua própria oficina.
Pelo caminho, investiu em muita formação,
nomeadamente no CEPRA, e nunca
encarou esse esforço como uma despesa.
“Não é gastar, é investir”, afirma.
Antes da ProTurbo existir enquanto
marca, Jorge Marques já trabalhava em
part-time na sua garagem, onde tinha
um elevador usado e equipamento de
diagnóstico numa altura em que esse tipo
de ferramentas ainda não era comum em
muitas oficinas da região. Fazia trabalhos
de eletricidade e diagnóstico para clientes
e até para outras oficinas, sempre de forma
legalizada, com atividade aberta nas
finanças desde o final dos anos 90.
A ProTurbo nasceria formalmente em
2014. O nome foi pensado para ir além
da figura do “Jorge mecânico”. A ideia
era criar uma marca, algo que pudesse ter
continuidade e deixar um legado. Essa
visão ganhou ainda mais sentido com
a entrada do filho, João Pedro, na empresa,
depois de formação no CEPRA,
em Lisboa. Hoje, a ProTurbo é também
um projeto familiar, com Carla Marques
(mulher) na área administrativa e uma
equipa que combina experiência, juventude
e especialização.
A ProTurbo assume-se como uma oficina
multisserviço, sobretudo porque
está localizada numa zona onde a oferta
técnica especializada nem sempre existe.
Para Jorge Marques, quem trabalha no
interior tem de encontrar respostas para
necessidades muito diversas. “Ou temos
oferta para o cliente, ou o cliente diz que
aqui não há nada”, resume.
Por isso, a oficina foi alargando valências.
Além da mecânica geral, diagnóstico
e eletrónica, faz chaves automóveis,
alinhamento de direção, manutenção
de caixas automáticas, ar condicionado,
trabalhos ligados à eletrónica e programação,
diesel, gasolina e, mais recentemente,
preparação para GPL, híbridos e
elétricos. Faz a área de colisão com um
parceiro, mas no futuro, com o crescimento
das instalações já programado
vai integrar chapa e pintura, bem como
haverá um espaço específico para os eletrificados.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 39
A oficina tem também uma forte preocupação
com a qualidade das peças utilizadas. Jorge
Marques explica que não gosta de transformar
a oficina num “laboratório” de marcas.
Quando encontra uma marca que funciona,
mantém-na até que haja razão para mudar.
Ao mesmo tempo, recorre com frequência
a material original ou a peças de qualidade
equivalente, procurando respeitar a lógica do
equipamento de origem. Para o empresário
/ mecânico / gestor, o preço não pode ser o
único argumento: a confiança constrói-se
também pela durabilidade da reparação e pela
transparência com o cliente.
Essa postura reflete-se no posicionamento da
ProTurbo. Jorge Marques não esconde que
não pretende ser a oficina mais barata da região.
O objetivo é estar “logo atrás da marca”,
oferecendo qualidade, capacidade técnica e
proximidade. “Não sou uma oficina barata”,
assume, defendendo que é necessário explicar
ao cliente o valor de uma reparação bem feita,
em vez de alimentar soluções de baixo custo
que acabam por gerar novas avarias e mais
imobilização.
A ProTurbo pertence à rede A Oficina, dinamizada
atualmente pela Drive360. A adesão à
rede surgiu de forma ponderada, não apenas
por razões comerciais, mas também por uma
visão de futuro. Jorge Marques valoriza outros
aspetos como o acesso a formação, informação
técnica, ferramentas de apoio à gestão,
plataformas digitais e ações com marcas de
referência. A ProTurbo recebeu, na Expomecânica,
a distinção (por parte da Drive 360)
de oficina recomendada 360, um reconhecimento
que Jorge Marques vê como um reforço
da credibilidade do trabalho desenvolvido.
A formação acompanha toda a história da
ProTurbo. Jorge Marques investiu na sua própria
qualificação, incentivou o filho a seguir
o mesmo caminho e continua a apostar na
atualização técnica da equipa. As muitas formações
realizadas são vistas como essenciais
para evitar erros de identificação, montagem
e diagnóstico.
A aposta nos jovens é outro ponto central.
A ProTurbo mantém uma relação próxima
com a escola profissional local e recebe estagiários,
não apenas para “estar na oficina”,
mas para aprenderem todo o processo: receção
da viatura, diagnóstico, estratégia de
reparação, execução, teste de qualidade, lavagem
e entrega.
A mobilidade elétrica é uma das grandes
apostas da ProTurbo para os próximos anos.
A empresa prepara duas boxes dedicadas a
veículos elétricos e híbridos no âmbito do
projeto de ampliação das instalações. Jorge
Marques sabe que o investimento será elevado
e que a rentabilidade pode demorar, mas
acredita que os pioneiros terão vantagem no
futuro.
Ao mesmo tempo, alerta para a forma como
o mercado está a comunicar a manutenção
dos veículos elétricos. Para o responsável da
ProTurbo, vender a ideia de que um elétrico
“não tem manutenção” é perigoso. “Pode
ter menos operações de rotina, mas quando
surgem intervenções relevantes, os custos podem
ser elevados”, alerta.
Outra aposta estratégica da ProTurbo está
nos veículos comerciais. A pandemia mostrou
à empresa a importância deste segmento:
enquanto muitas áreas pararam, os
comerciais continuaram a circular. Ambulâncias,
carrinhas de empresas, viaturas de
construção civil e frotas locais garantem
uma base de trabalho estável e com necessidades
constantes de manutenção. Por isso,
a expansão das instalações terá também esta
vertente em conta.
O projeto de ampliação das instalações prevê
duplicar a área atual, criar novas zonas de
trabalho, melhorar a receção ao cliente, integrar
chapa e pintura e reforçar a capacidade
técnica da empresa. A receção é, aliás, uma
preocupação importante pois Jorge Marques
acredita que o cliente deve ser recebido num
espaço próprio, confortável e profissional, e
que a oficina deve separar cada vez melhor a
área técnica da área de atendimento e gestão.
O futuro está aí, e a ProTurbo sabe que só
investindo constantemente se manterá atualizada
e pronta para dar resposta às necessidades
do cliente. Em mente está também a
abertura de outras ProTurbo, pois Jorge Marques
acredita que ter escala ajuda a diluir os
fortes investimentos que hoje as oficinas são
obrigadas a fazer.
40
PERSONALIDADE
Queremos crescer
em Portugal, mas
com parceiros
que tragam valor
ao projeto
HUGO DE FIGUEIREDO
COUNTRY MANAGER DO GRUPO SERCA PARA PORTUGAL
A recente presença do Grupo Serca na Expomecânica mostrou que Portugal
é também um mercado relevante para esta empresa. Por isso, fomos saber
a estratégia do grupo espanhol no mercado nacional, a aposta nos parceiros
locais, o papel da NEXUS, os conceitos oficinais e a importância crescente da
tecnologia, da formação e dos serviços para o aftermarket.
O
Grupo Serca tem vindo a reforçar
a sua presença em Portugal,
assumindo o mercado
nacional como uma prioridade
dentro da sua estratégia
ibérica. Com uma estrutura dedicada,
parceiros de referência e uma oferta que
vai muito além da negociação de peças, o
grupo pretende consolidar a sua posição,
crescer de forma sustentada e desenvolver
soluções que aumentem a competitividade
dos distribuidores e das oficinas.
À frente da operação portuguesa está
Hugo de Figueiredo, profissional com
TEXTO PAULO HOMEM
um percurso longo no aftermarket, sempre
ligado ao setor das peças, da distribuição e
do desenvolvimento de negócio. Nesta entrevista,
o Country Manager em Portugal
do Grupo Serca fala sobre os objetivos do
grupo para o mercado português, o perfil
de parceiros que procura, a importância de
manter a identidade local dos distribuidores,
o impacto da integração no universo
NEXUS, a criação da NEXUS Iberia e o
papel crescente de soluções como a Service
Next e o Next Go, a marca de peças Drive+
e os conceitos oficinais SPG, Professional
Plus e Nexus Auto.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 41
42
PERSONALIDADE
O que o motivou a aceitar este projeto do
Grupo Serca em Portugal?
O que mais me motivou foi o potencial
de crescimento que o projeto tem em Portugal.
Vi espaço para fazer algo que ainda
não estava feito e que é necessário desenvolver.
Procurava um projeto onde pudesse ter
flexibilidade, autonomia e capacidade para
ajudar a fazer crescer o negócio no mercado
nacional. O Grupo Serca tem uma estratégia
clara, mas também tem abertura para
adaptar essa estratégia à realidade portuguesa.
Isso é muito importante, porque Portugal
tem características próprias e não pode
ser trabalhado exatamente da mesma forma
que Espanha.
Quais são as suas funções enquanto Country
Manager do Grupo Serca para Portugal?
As minhas funções passam pela coordenação
da atividade do Grupo Serca no mercado
nacional. Trabalho diariamente na ligação
entre a central em Espanha, os parceiros
portugueses, os fornecedores e os projetos
que queremos desenvolver em Portugal.
A minha atividade assenta essencialmente
em três pilares: os fornecedores e marcas,
os sócios e associados do Grupo Serca, e o
apoio no desenvolvimento dos conceitos oficinais
do grupo. Cabe-me acompanhar os
associados, desenvolver a estratégia comercial,
implementar novos projetos, alinhar os
fornecedores e identificar oportunidades de
crescimento para os parceiros portugueses.
Há também uma componente muito importante
de adaptação. Existem linhas orientadoras
do grupo, mas é necessário perceber
como é que essas estratégias podem ser implementadas
em Portugal, quais são as dificuldades
e que ajustamentos fazem sentido
para o nosso mercado.
Como apresenta hoje o Grupo Serca?
O Grupo Serca é um dos grandes grupos de
distribuição de peças em Espanha, com uma
dimensão muito relevante no mercado ibérico.
Em Portugal trabalha com distribuidores
de referência, que asseguram uma cobertura
significativa do território nacional. Mais
importante do que o número de parceiros
é a qualidade das empresas que integram o
projeto. Falamos de empresas sólidas, profissionalizadas,
com implantação regional ou
nacional, e com capacidade para desenvolver
o seu negócio dentro de uma estrutura que
lhes dá escala, ferramentas e serviços.
Como está estruturado atualmente o Grupo
Serca em Portugal?
Atualmente, o Grupo Serca trabalha em Portugal
com um conjunto de parceiros que inclui
sócios e associados. Existe uma diferença
entre as duas figuras, uma vez que o associado
pode estar numa fase de transição até se
tornar sócio. No mercado português, contamos
com parceiros de referência no aftermarket,
com diferentes perfis e dimensões. Essa
diversidade mostra também a flexibilidade
do modelo do Grupo Serca, que consegue
trabalhar com empresas com características
distintas, desde operadores com uma lógica
mais grossista até grandes retalhistas com
forte implantação regional.
Portugal é hoje uma prioridade real para o
Grupo Serca ou apenas uma peça natural
da estratégia ibérica?
Portugal é claramente uma prioridade estratégica
para o Grupo Serca. O facto de existir
hoje uma pessoa dedicada ao mercado português
demonstra isso mesmo. Antes não
havia essa estrutura dedicada e agora há uma
aposta clara no desenvolvimento do mercado
nacional.
A presença na Expomecânica foi também um
sinal dessa aposta. Quisemos mostrar que estamos
presentes, que estamos ativos, que queremos
crescer e que estamos a investir no mercado
português. Naturalmente, há uma visão ibérica,
mas Portugal tem características próprias e merece
uma estratégia específica.
Quais são hoje os principais objetivos do
Grupo Serca para Portugal?
O objetivo é aumentar progressivamente o peso
do mercado português dentro do Grupo Serca,
através do crescimento dos parceiros atuais, da
integração de novos associados, da expansão das
redes oficinais e do desenvolvimento de serviços.
Queremos estar cada vez mais presentes em
Portugal, mas de forma sustentada. Isso passa
por dar apoio aos parceiros que já integram o
grupo, torná-los mais competitivos e disponibilizar-lhes
todas as ferramentas possíveis para
desenvolverem o seu negócio.
A prioridade passa por crescer em número de
associados, aumentar vendas, reforçar serviços
ou consolidar a estrutura existente?
A prioridade é crescer de forma equilibrada.
Naturalmente, queremos aumentar o volume
do grupo e integrar novos parceiros, mas a principal
prioridade é reforçar o serviço e criar valor
para os associados atuais.
Crescer em número de parceiros só faz sentido
quando esse crescimento contribui para fortalecer
o projeto. Não queremos crescer apenas por
dimensão. Procuramos parceiros que acrescentem
valor, que estejam alinhados com a visão
do grupo e que vejam a integração não apenas
como uma oportunidade de compra, mas como
uma plataforma para desenvolver o seu negócio.
O objetivo é aumentar
progressivamente
o peso do mercado
português dentro do
Grupo Serca, através
do crescimento dos
parceiros atuais,
da integração de
novos associados,
da expansão das
redes oficinais e do
desenvolvimento de
serviços.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 43
Portugal pode vir a ter um peso maior dentro
da estratégia ibérica da Serca?
Sem dúvida. Portugal tem vindo a ganhar importância
dentro da estratégia ibérica do Grupo
Serca e queremos que tenha um papel cada
vez mais relevante. Esse crescimento acontecerá
através do desenvolvimento dos parceiros
atuais, da entrada de novos associados e da
expansão dos serviços e redes oficinais.
O mercado português já tem uma expressão
interessante dentro da operação ibérica e
acreditamos que pode crescer. O importante
é que esse crescimento tenha base, consistência
e capacidade para gerar valor para todos os
envolvidos.
Que perfil de parceiro procura atualmente
o Grupo Serca em Portugal?
Procuramos empresas sólidas, profissionalizadas
e com uma visão estratégica de longo
prazo para o mercado. Mais do que a dimensão
da empresa, valorizamos a capacidade de
crescimento, a qualidade da gestão, a proximidade
ao cliente e a vontade de evoluir através
da partilha de conhecimento e da adoção de
novas soluções e serviços.
O Grupo Serca trabalha tanto com grossistas
como com grandes retalhistas, porque, como
já disse, o modelo é flexível. O que nos interessa
é encontrar empresas que vejam o grupo
como uma plataforma para reforçar a sua
competitividade e preparar o futuro. Estamos
atentos ao mercado português e existem contactos
e reuniões com potenciais parceiros.
Mas o crescimento tem de ser feito com critério.
A concentração é
uma tendência global
e deverá continuar.
Mas isso não significa
o desaparecimento
da distribuição
independente.
O que ganha, de forma concreta, uma empresa
portuguesa de distribuição ao estar
integrada no Grupo Serca?
Ganha capacidade de compra, acesso a fornecedores
de primeiro nível, ferramentas tecnológicas
avançadas, programas de formação,
apoio de marketing, desenvolvimento de redes
oficinais e partilha de conhecimento com
empresas líderes do setor. Em resumo, ganha
competitividade sem perder a sua identidade.
Essa é uma das grandes vantagens do modelo
do Grupo Serca. O grupo proporciona escala,
negociação e serviços, mas cada associado
mantém a sua autonomia, a sua marca e a sua
relação de proximidade com o mercado local.
Como se equilibra a escala de um grupo
ibérico com a autonomia dos distribuidores
locais?
Esse equilíbrio faz parte do ADN do Grupo
Serca. A escala é fundamental para negociar
melhor, aceder a fornecedores, desenvolver
ferramentas e criar serviços. Mas essa escala
não significa impor uma marca ou retirar
identidade aos parceiros.
Cada associado mantém a sua identidade, a
sua autonomia e a sua forma de estar no mercado.
O Grupo Serca disponibiliza ferramentas
para que os parceiros possam crescer, mas
respeita a sua história, a sua marca e a sua proximidade
ao cliente.
O Grupo Serca foi sócio fundador da
NEXUS. Que benefícios trouxe essa integração?
A integração na NEXUS trouxe uma dimensão
global ao Grupo Serca. Permitiu
acesso a projetos internacionais, acordos
globais com fabricantes, novas soluções
tecnológicas e partilha de conhecimento à
escala mundial.
Os parceiros portugueses beneficiam diretamente
dessa capacidade de inovação, desenvolvimento
e escala. Pertencer ao universo
NEXUS representa fazer parte de uma das
maiores organizações mundiais do aftermarket,
o que é uma vantagem competitiva
muito relevante.
Hoje, o que representa para a Serca pertencer
ao universo NEXUS?
Representa acesso a uma dimensão global,
a tendências internacionais, a projetos de
inovação e a soluções que dificilmente estariam
disponíveis de forma individual. Para o
Grupo Serca, estar na NEXUS é uma forma
de antecipar tendências, ganhar competitividade
e disponibilizar aos associados ferramentas
de grande valor.
A recente criação da NEXUS Iberia veio
dar uma nova dimensão à cooperação entre
grupos de distribuição. O que muda
na prática para Portugal?
A NEXUS Iberia foi criada para reforçar
sinergias, desenvolver projetos comuns, aumentar
a eficiência operacional e potenciar
a colaboração entre operadores do mercado
ibérico. Para os parceiros portugueses, isso
traduz-se em mais oportunidades, mais
acesso a serviços e uma dimensão de mercado
mais alargada.
Esta estrutura permite também ganhar mais
volume de compra e maior poder de nego-
44
PERSONALIDADE
ciação com as marcas, num contexto em que
o mercado está em transformação e em que
a escala é cada vez mais importante.
O Grupo Serca dinamiza três conceitos
oficinais: SPG, Professional Plus e Nexus
Auto. Quais são as diferenças?
Os três conceitos estão presentes em Portugal.
São redes com posicionamentos diferentes
e que respondem a perfis distintos de
oficinas. A SPG é uma rede focada na oficina
multimarca. A Professional Plus aposta
numa oferta de serviços mais abrangente e
estruturada, sendo um conceito mais modular
e adaptável às necessidades das oficinas.
A Nexus Auto representa o conceito internacional,
apoiado pela força da NEXUS. Cada
rede corresponde a diferentes perfis e necessidades
das oficinas.
Há potencial para fazer crescer ainda mais
estes conceitos oficinais em Portugal?
Sim, há potencial e esse é um dos objetivos.
Queremos crescer em número de oficinas,
mas também garantir que as oficinas que
integram as redes utilizam efetivamente os
serviços que têm à disposição. As redes oficinais
são muito importantes porque criam
proximidade, compromisso e ligação entre
a oficina, o distribuidor e o grupo. Hoje,
com a evolução tecnológica, a eletrificação e
a crescente complexidade dos veículos, uma
oficina independente que não tenha acesso a
formação, dados técnicos, ferramentas e serviços
fica muito mais limitada.
A marca própriade peças Drive+ pode ganhar
espaço no mercado português?
A Drive+ tem potencial para crescer de forma
significativa em Portugal. É uma marca
global da NEXUS, exclusiva para os sócios
do Grupo Serca, com uma oferta ampla e
uma boa relação qualidade/preço. Num mer-
Uma das soluções
mais inovadoras é
o Next Go. Trata-se
de uma plataforma
que permite a
ligação digital entre
distribuidores e
oficinas, simplifica
processos comerciais
e melhora a
experiência do cliente.
cado cada vez mais competitivo, pode ser
uma alternativa interessante para distribuidores,
oficinas e consumidores. A marca já é
vendida em Portugal e deverá ganhar maior
visibilidade nos próximos tempos, com um
desenvolvimento mais ativo por parte dos
parceiros. A Drive+ tem várias linhas de produto,
desde filtros e travagem até suspensão,
amortecedores, lubrificantes e outros componentes.
A ideia é trabalhar progressivamente
um portefólio mais alargado.
Em que consiste a Service Next?
A Service Next é o braço tecnológico e de
serviços desenvolvido pelo Grupo Serca para
responder aos desafios da transformação digital.
Nasceu da necessidade de estruturar e
autonomizar uma área que estava a ganhar
cada vez mais peso dentro do grupo. Hoje,
a Service Next desenvolve soluções tecnológicas,
ferramentas de gestão, informação
técnica, serviços de apoio à oficina e soluções
destinadas a melhorar a eficiência e a rentabilidade
de distribuidores e oficinas.
Quais são as soluções de maior destaque
da Service Next?
Uma das soluções mais inovadoras é o Next
Go. Trata-se de uma plataforma que permite
a ligação digital entre distribuidores e oficinas,
simplifica processos comerciais e melhora
a experiência do cliente. O Next Go acompanha
a oficina desde a entrada do veículo,
a abertura da folha de obra, a identificação
de peças, a consulta de stock e a ligação ao
distribuidor, desde que essa integração esteja
feita. É uma solução que dá à oficina ferramentas
para gerir melhor o seu trabalho. Em
Portugal, o Next Go já concluiu o processo
de certificação necessário, nomeadamente ao
nível do módulo de faturação, o que permite
agora disponibilizar o produto de forma mais
ativa e completa ao mercado.
O Next Go destina-se apenas às oficinas
das redes do Grupo Serca?
O Next Go destina-se às oficinas, mas pode
ser utilizado mesmo por oficinas que não
pertençam a uma rede oficinal do Grupo
Serca. É uma solução tecnológica que pode
ser disponibilizada ao mercado de forma
mais abrangente. Além disso, existem também
soluções para distribuidores, como o
Next Shop, que permite criar uma ligação
entre distribuidores e oficinas. O desenvolvimento
destes projetos está muito associado
à evolução do Next Go e à capacidade
de disponibilizar uma solução completa e
integrada.
Que importância tem a formação na estratégia
do Grupo Serca?
A formação é fundamental. A evolução tecnológica
exige uma atualização constante
de conhecimentos e a formação é um fator
crítico para a competitividade das oficinas.
Em Portugal, a formação é assegurada através
da Car Academy, com orientação técnica
e linhas definidas a partir da estrutura
central. Esta opção permite disponibilizar
formação em português, adaptada à realidade
do mercado nacional e com formadores
conhecedores do contexto português. Não
faz sentido desenvolver conceitos oficinais
sem apostar na formação. É uma das áreas
em que vamos continuar a investir, porque
as oficinas precisam de estar preparadas para
os desafios atuais e futuros.
A pressão sobre margens, logística “just-
-in-time” e disponibilidade total de produto
vai acelerar a concentração no setor?
A concentração é uma tendência global e
deverá continuar. Mas isso não significa o
desaparecimento da distribuição independente.
Pelo contrário, acreditamos que os
distribuidores independentes que integrem
grupos fortes, que apostem na profissionalização
e na diferenciação, continuarão a ter
um papel muito relevante.
Este continua a ser um negócio de proximidade,
muito assente na relação entre pessoas
e na dimensão regional ou local. Enquanto
o parque automóvel estiver distribuído por
todo o território, haverá sempre espaço para
operadores próximos do cliente. O importante
é que esses operadores tenham ferramentas,
escala, capacidade de negociação e
serviços que lhes permitam competir num
mercado cada vez mais exigente.
A MAIOR CONFERÊNCIA
PARA TÉCNICOS E DONOS DE OFICINAS
EM PORTUGAL
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 45
MECHSUMMIT
2026
UM DIA DE NETWORKING,
APRENDIZAGEM E INOVAÇÃO.
CONTEÚDOS
TÉCNICOS
GESTÃO
DE OFICINA INOVAÇÃO NETWORKING
VISÃO
ESTRATÉGICA
26 de setembro de 2026
Lagoas Park Hotel
Oeiras
JUNTE-SE AOS MELHORES
E FAÇA PARTE DO FUTURO
DO AFTERMARKET.
Os lugares são limitados.
Garanta já o seu!
46
DOSSIER
EQUIPAMENTOS DE CARREGAMENTO A/C
Mais automatização,
menos sazonalidade
A compatibilidade com novos refrigerantes, adaptação aos veículos híbridos e elétricos, facilidade de utilização e
assistência técnica são alguns dos fatores que estão a moldar a evolução dos equipamentos de carregamento de A/C.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
As estações de serviço para ar
condicionado automóvel estão
a tornar-se equipamentos
cada vez mais automatizados,
versáteis e preparados
para responder à evolução tecnológica
do parque automóvel. A crescente adoção
de novos refrigerantes, o aumento
dos veículos híbridos e elétricos e a necessidade
de maior eficiência operacional
estão a impulsionar a procura por soluções
mais avançadas. Ao mesmo tempo,
a manutenção dos sistemas de climatização
assume um papel cada vez mais estratégico
para as oficinas, contribuindo
para reduzir a tradicional sazonalidade
associada a este tipo de equipamento.
Para perceber como está a evoluir este
segmento, a revista PÓS-VENDA ouviu
alguns dos principais fornecedores
do mercado nacional.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 47
LAUNCH
GONÇALTEAM
Ricardo Sousa
www.goncalteam.pt
A Gonçalteam disponibiliza a gama Launch
MRF800, e como novidade, tem disponível
o MRFCHECK. “Este novo equipamento
permite verificar a qualidade do gás refrigerante
tanto no sistema do veículo como
nos cilindros novos antes de o abastecer.
Ideal para oficinas que pretendem evitar
contaminações e garantir um serviço profissional
e preciso”, indica Ricardo Sousa,
que adianta que, no que toca às vantagens
que uma oficina tem ao optar por um dos
equipamentos que comercializam face aos
das outras marcas, indica que a vantagem
se prende com o facto de que, “sendo um
equipamento com provas dadas no mercado,
com uma garantia de fiabilidade
contínua, para além de existirem peças de
consumo sempre disponíveis. Por parte
comercial, um preço que valida um equipamento
com características técnicas que
aportam valor a este tipo de serviço, por um
bom preço. Desta forma, uma oficina que
opte por uma máquina MRF800 Launch,
terá consigo uma garantia de trabalho profissional,
com uma excelente fiabilidade”.
A manutenção do sistema de climatização
tornou-se um serviço regular e uma importante
fonte de rentabilidade para as oficinas.
Paulo Gaspar, Proxira
Que serviços (formação, assistência
técnica, etc.) estão associados à
venda destes equipamentos de
carregamento de A/C?
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
Todos os equipamentos de AC adquiridos incluem
formação técnica para a sua utilização/manutenção.
Dessa forma, é garantido
a qualquer oficina o acesso às mais variadas
funções de que a máquina dispõe.
LUSILECTRA, António Garrido
Na Lusilectra encaramos a venda de um
equipamento de carga de A/C como o início
de uma parceria de longo prazo com
a oficina. Para além do fornecimento do
equipamento, disponibilizamos instalação,
colocação em funcionamento, apoio técnico
especializado e um serviço de assistência
técnica permanente, disponível 24 horas por
dia, para responder rapidamente a qualquer
necessidade dos nossos clientes. Prestamos
igualmente apoio em atualizações de software
e bases de dados, diagnóstico de avarias,
resolução de problemas operacionais e
aconselhamento técnico na utilização dos
equipamentos. Complementarmente, promovemos
formação certificada (DGERT/
PUB
RECORDA O PASSADO,
VIVE O PRESENTE,
CONSTRÓI O FUTURO
+65
ANOS
JUNTOS
www.cautex.com
a brand of:
www.terrepower.com
Somos referência no
mercado de reposição em
peças de borracha e metal
48 DOSSIER
ECOTECHNICS
LUSILECTRA
António Garrido
www.lusilectra.com
A Lusilectra é o importador oficial da Ecotechnics
em Portugal, uma marca de referência
internacional no desenvolvimento
de estações de carga para ar condicionado
automóvel. “A gama Ecotechnics abrange
soluções concebidas para responder às diferentes
necessidades das oficinas atuais,
incluindo equipamentos para sistemas com
refrigerante R134a, R1234yf, equipamentos
dual-gás, soluções móveis, equipamentos
para veículos pesados e autocarros, bem
como tecnologias especificamente desenvolvidas
para sistemas que utilizam CO₂
(R744). Entre os modelos disponíveis destacam-se:
Cinquecento, ECK NEXT PRO,
ECK TWIN, ECK FLAG, ECK LAND e
TEXA
Diana Sanvicens
www.texaiberica.com
“Na TEXA Ibérica, dispomos de uma das
gamas mais completas do mercado em
estações de carga para sistemas de ar condicionado,
concebidas para automóveis
ligeiros, veículos industriais, autocarros,
máquinas agrícolas e de construção”, explica
Diana Sanvicens. A série KONFORT
700 integra 12 modelos, compatíveis com
os refrigerantes R1234yf, R134a, R456A e
R444A, distribuídos por duas linhas distintas:
KONFORT TOUCH – equipada com
ecrã tátil e funcionalidades avançadas de
conectividade; KONFORT – com painel
ECK BUS PRO. A mais recente novidade
da gama é a ECO₂R744, uma solução desenvolvida
para a manutenção de sistemas
de climatização que utilizam CO₂ como
refrigerante”, explica António Garrido, que
adianta que a principal vantagem dos equipamentos
Ecotechnics reside na combinação
entre fiabilidade, inovação tecnológica
e especialização no serviço de climatização
automóvel. Trata-se de equipamentos concebidos
para simplificar o trabalho diário
do técnico, através de elevados níveis de
automatização, bases de dados constantemente
atualizadas, funções avançadas de
deteção de fugas, gestão automática de
óleos e aditivos, bem como procedimentos
específicos para veículos híbridos e elétricos.
A Ecotechnics acumula décadas de
experiência no desenvolvimento de equipamentos
de carga de A/C, sendo reconhecida
internacionalmente pela robustez dos
seus equipamentos, facilidade de utilização
e constante capacidade de inovação. Para as
oficinas, esta realidade traduz-se em maior
produtividade, redução do risco de erro
operacional, maior qualidade de serviço e
capacidade para responder às exigências do
parque automóvel atual e futuro. Acresce
ainda o suporte técnico especializado da
Lusilectra, que assegura proximidade, assistência
qualificada e acompanhamento
contínuo ao cliente durante todo o ciclo de
vida do equipamento”.
de controlo tradicional, garantindo simplicidade
e eficiência operativa. “A gama
KONFORT TOUCH representa a mais
recente evolução tecnológica da TEXA, integrando
um ecrã tátil de última geração,
relatórios digitais, conectividade a uma
cloud e atualizações automáticas, para uma
utilização mais simples, rápida e eficiente.
Os equipamentos TEXA distinguem-se pelos
seus elevados níveis de fiabilidade, precisão
e robustez. Cada estação é produzida
de acordo com critérios de qualidade extremamente
exigentes e submetida a rigorosos
ensaios de controlo, garantindo a estabilidade
dos componentes e a estanqueidade
do circuito ao longo do tempo”, acrescenta
a responsável. “A linha KONFORT TOU-
CH incorpora tecnologias avançadas de conectividade,
incluindo WiFi e Bluetooth,
gestão digital de relatórios e assistência
remota, proporcionando maior controlo
operacional, eficiência e facilidade de utilização.
Além disso, oferecemos soluções
para todo o parque automóvel e dispomos
de modelos Bi-Gas, bem como de certificações
internacionais que garantem os
mais elevados padrões de segurança e total
conformidade com a regulamentação em
vigor”, conclui.
APA) para o manuseamento de gases fluorados,
garantindo que os profissionais dispõem
dos conhecimentos e competências necessários
para intervir em conformidade com os
requisitos legais, ambientais e de segurança
atualmente em vigor.
PROXIRA, Paulo Gaspar
Acreditamos que a venda do equipamento
é apenas o início da relação com o cliente.
Por isso, apoiamos o cliente na instalação e
colocação do equipamento em serviço, fornecemos
assistência técnica especializada e
um acompanhamento pós-venda próximo e
permanente. O nosso objetivo é garantir que
as oficinas trabalham com total confiança,
maximizando a eficiência do equipamento e
o retorno do investimento.
CENTROCOR, André Vieira
Na Centrocor oferecemos um pacote completo
de serviços associado à venda dos
equipamentos da Mastercool, garantindo assim
que os clientes retirem o máximo de proveito
e desempenho destes equipamentos.
Estes serviços incluem formações técnicas
de forma presencial ou online. Disponibilizamos
também um suporte técnico no nosso
centro de assistência ou remotamente através
do programa TeamViewer pré-instalado
nos equipamentos, permitindo assim que os
nossos técnicos acedam à máquina para
realizar diagnósticos e solucionar problemas
que não necessitam de intervenção presencial.
Disponibilizamos também aos nossos
clientes serviços de manutenção preventiva
e reparações. Possuímos um stock completo
para os vários componentes da Mastercool,
para garantir o máximo de velocidade na reparação
destes equipamentos.
ALDIFRIO, Jorge Aldinhas
O facto de sermos representantes da Wigam
permite que tenhamos uma comunicação
constante com a marca, e assim esclarecer
o cliente sobre quaisquer dúvidas
técnicas e resolver eventuais problemas
que possam surgir durante o tempo de vida
do equipamento.
ALTARODA, Vítor Rocha
A filosofia da INVENTO e da ALTARODA
passa por disponibilizar uma solução completa,
não apenas o equipamento. Assim, a
aquisição de uma estação de serviço A/C é
normalmente acompanhada por formação
inicial de utilização e boas práticas de manutenção,
apoio técnico especializado, assistência
pós-venda, disponibilidade de peças
de substituição e consumíveis, atualizações
das bases de dados de veículos, apoio na
calibração e manutenção preventiva dos
equipamentos, bem como garantia oficial do
fabricante. Estes serviços assumem uma importância
crescente devido à complexidade
cada vez maior dos sistemas de climatização
dos veículos atuais.
COMETIL, Augusto Atalaia
A manutenção, tal como acontece com
todos os equipamentos que comercializamos,
é assegurada através do nosso De-
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 49
PUBLIREPORTAGEM
Excesso ou Falta de Pressão do Turbo:
Porque o Diagnóstico é Mais Importante do que a Substituição da Peça.
Quando uma viatura apresenta sintomas como perda de potência, entrada
em modo de segurança, aumento de consumo de combustível ou luz de
avaria do motor acesa, é comum que o sistema de sobrealimentação esteja
envolvido. No entanto, assumir imediatamente que o problema está no
turbo pode levar a diagnósticos incorretos, reparações desnecessárias e
custos acrescidos para o proprietário.
Tanto o excesso como a falta de pressão do turbo podem ter origens muito
diversas. Fugas no circuito de admissão, válvulas de controlo defeituosas,
sensores com leituras incorretas, intercoolers danificados, problemas
de vácuo, atuadores eletrónicos avariados ou até obstruções no filtro
de partículas são apenas alguns exemplos de causas que podem gerar
sintomas semelhantes.
É precisamente por isso que um diagnóstico profissional é fundamental.
Através de equipamentos de diagnóstico avançados, testes dinâmicos
em estrada, análise de parâmetros em tempo real e verificação de todos
os componentes envolvidos, é possível identificar a verdadeira origem da
avaria antes de substituir qualquer peça.
Na DFC Turbo, acreditamos que um diagnóstico correto é o primeiro passo
para uma reparação eficaz. A nossa equipa técnica utiliza tecnologia
especializada e anos de experiência para garantir que cada viatura recebe
uma análise rigorosa, evitando gastos desnecessários e assegurando a
máxima fiabilidade da reparação.
Lembre-se: nem sempre o problema está no turbo. Um diagnóstico preciso
permite encontrar a causa real da avaria, reduzir custos e devolver à sua
viatura o desempenho original com total confiança.
DFC Turbo
Diagnóstico, Reparação e Performance com Confiança.
K www.dfcturbo.com
9 R. Nuno Gonçalves 22, 2785-662,
São Domingos de Rana, Portugal
k dfcturbo@gmail.com
50 DOSSIER partamento Técnico. Tanto na entrega do
equipamento como na execução de serviços
de manutenção ou reparação, habilitamos
a oficina a utilizar corretamente o equipamento.
JBM
PROXIRA
Paulo Gaspar
www.proxira.pt
A Proxira disponibiliza uma gama abrangente
de equipamentos de carregamento e
manutenção de ar condicionado automóvel,
preparada para trabalhar tanto com o
refrigerante R134a como com o R1234yf.
INVENTO
ALTARODA
Vítor Rocha
www.altaroda.pt
Vítor Rocha da ALTARODA indica que a
gama de estações de serviço para ar condicionado
automóvel da INVENTO cobre
praticamente todas as necessidades de uma
oficina moderna, incluindo modelos para
o fluido refrigerante R134a, equipamentos
dedicados ao R1234yf, versões para
veículos pesados e autocarros, bem como
equipamentos “Dual” capazes de trabalhar
com ambos os gases. “Entre os modelos
atualmente disponíveis destacam-se as séries
S110 e S120, para oficinas de entrada
e média utilização; Handy Advance e Handy
X, com elevado nível de automatização;
Handy Agri, destinada a máquinas agrícolas;
Advance BUS, para veículos pesados e
autocarros; e Advance Dual BiGas e Smart
Dual BiGas, capazes de trabalhar com
“São equipamentos totalmente automáticos,
concebidos para garantir rapidez,
precisão e fiabilidade nas operações de
serviço. A mais recente novidade da nossa
gama são as estações de nova geração,
com maior automatização, interface intuitiva
e funcionalidades avançadas que
permitem aumentar a produtividade e
a rentabilidade das oficinas. Os equipamentos
de A/C da Proxira destacam-se
pela sua fiabilidade, facilidade de utilização
e excelente relação qualidade-preço.
São soluções concebidas para garantir
precisão, rapidez e produtividade no dia
a dia da oficina. Mas o nosso principal
fator diferenciador é o acompanhamento
ao cliente”, refere Paulo Gaspar. “Para
além do equipamento, oferecemos aconselhamento,
suporte técnico e um serviço
pós-venda próximo e eficiente, garantindo
que a oficina tira o máximo partido do
seu investimento”.
R134a e R1234yf no mesmo equipamento”,
explica o responsável, que adianta que
a mais recente novidade comercializada é
a estação Smart Dual BiGas, “um equipamento
de última geração que permite
a manutenção de sistemas que utilizam
ambos os refrigerantes, através de dois depósitos
internos independentes e sistemas
de recuperação separados, eliminando o
risco de contaminação cruzada”. De acordo
com Vítor Rocha, a principal vantagem
da gama INVENTO reside na combinação
entre automatização, simplicidade de
utilização e excelente relação qualidade/
preço. Entre os principais benefícios destacam-se
a compatibilidade com os dois
refrigerantes atualmente presentes no mercado,
R134a e R1234yf; os sistemas automáticos
de limpeza interna das linhas de
óleo e gás nos modelos Dual, que reduzem
erros operacionais e tempos de paragem;
as bases de dados de veículos integradas
e atualizáveis; os ecrãs gráficos ou tácteis
intuitivos; a impressora térmica incorporada
para emissão de relatórios de serviço;
o controlo remoto por Wi-Fi e aplicação
móvel em determinados modelos, como a
Handy X; e o elevado grau de automatização,
que minimiza a intervenção do operador
e aumenta a produtividade da oficina.
Além disso, os modelos Dual permitem
que a oficina trabalhe com veículos mais
antigos e mais recentes utilizando apenas
um equipamento, o que representa uma
importante otimização do investimento”.
TEXA, Diana Sanvicens
Ao adquirir uma estação KONFORT, a oficina
passa a contar com: assistência técnica
remota especializada, prestada por profissionais
qualificados para garantir um suporte
rápido e eficaz; atualizações periódicas de
software e da base de dados, assegurando
que o equipamento se mantém permanentemente
atualizado e em conformidade com
os mais recentes requisitos técnicos; serviço
pós-venda de excelência, disponibilizado
através da nossa rede oficial de distribuidores
e centros de assistência em Espanha e
Portugal.
REDEINNOV, Nuno Santos
Associamos à venda destes equipamentos
um serviço completo, desde o apoio na
pré-venda até à instalação, formação dos
utilizadores, manutenção periódica e assistência
técnica. Disponibilizamos ainda formação
especializada, incluindo o curso “Ar
Condicionado Automóvel”, certificado pela
APA, bem como ações mais avançadas para
oficinas que pretendem aprofundar competências.
KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente
Na KROFtools acreditamos que a venda de
um equipamento é apenas o início de uma
parceria. Por isso, um dos fatores que mais
distingue a nossa oferta no mercado é o
acompanhamento prestado após a aquisição
do equipamento. A compra de uma máquina
de carregamento de ar condicionado
KROFtools é acompanhada por um conjunto
de serviços de apoio destinados a garantir a
máxima rentabilidade do investimento realizado
pela oficina. Os clientes beneficiam
de assistência técnica especializada, suporte
pós-venda dedicado, acesso a peças de
substituição e acompanhamento contínuo
através da nossa rede de distribuidores e
parceiros. Num equipamento desta natureza,
a qualidade do apoio prestado após a
venda é tão importante quanto a qualidade
da própria máquina. As oficinas necessitam
de respostas rápidas, suporte técnico competente
e a confiança de que terão ao seu
lado uma marca capaz de acompanhar as
suas necessidades. A KROFtools procura
assegurar o apoio necessário para que os
profissionais possam utilizar os equipamentos
de forma eficiente e tirar o máximo partido
das suas funcionalidades.
MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid
Os nossos equipamentos incluem um serviço
de colocação em funcionamento realizado
por técnicos especializados ou, diretamente,
por pessoal técnico do distribuidor
previamente formado pela Magneti Marelli.
Em caso de qualquer avaria ou incidente,
oferecemos assistência técnica através de
vários canais — telefone, e-mail ou What-
sApp —, bem como um serviço de teleassistência
diretamente no equipamento, sempre
gerido por técnicos especializados.
BOSCH, Silvia Sauer
Para realizar trabalhos de instalação, manutenção
ou assistência em sistemas de A/C, é
obrigatório dispor de certificação oficial para o
manuseamento de gases fluorados. Além disso,
a Bosch oferece formação complementar
orientada para profissionais, abrangendo sistemas
de climatização de habitáculo e gestão
térmica em veículos elétricos e híbridos,
incluindo diagnóstico, carga de circuitos, diferenças
entre refrigerantes e novos gases, bem
como formação específica nos equipamentos,
de forma a assegurar uma manutenção
eficiente, segura e orientada para a máxima
produtividade da oficina.
TECNIVERCA, Julia Andrade
A Tecniverca complementa a venda destes
equipamentos com um serviço de acompanhamento
técnico especializado, assegurando
apoio ao cliente antes e após a aquisição. Este
apoio inclui aconselhamento na escolha do
equipamento mais adequado às necessidades
da oficina, assistência técnica, fornecimento
de consumíveis e acompanhamento sempre
que necessário para garantir o correto funcionamento
do equipamento.
KRAUTLI, Tomás Pais
A Krautli Portugal assegura aconselhamento
na escolha do equipamento, instalação, colocação
em funcionamento, formação dos operadores
e assistência técnica. Disponibilizamos
ainda apoio pós-venda, manutenção, peças,
consumíveis, atualizações e acompanhamento
técnico ao longo da vida útil do equipamento.
PCC, Pedro Costa
A PCC acompanha o cliente durante todo o
ciclo de vida do equipamento. Os serviços
normalmente associados incluem instalação
e colocação em funcionamento, formação
operacional aos utilizadores, apoio técnico
especializado, assistência técnica preventiva
e corretiva, fornecimento de peças de substituição,
apoio na calibração e manutenção
periódica e acompanhamento comercial e
técnico pós-venda. Esta abordagem permite
que a oficina maximize a rentabilidade do investimento
e mantenha o equipamento sempre
operacional.
INTERMACO, Filipe Santos
A venda destes equipamentos é acompanhada
por um conjunto de serviços que consideramos
essenciais. Antes da compra, prestamos
aconselhamento para perceber as necessidades
reais da oficina e indicar a solução mais
adequada ao seu tipo de trabalho. Após a venda,
asseguramos formação na utilização do
equipamento, apoio técnico e assistência especializada.
Este acompanhamento é particularmente
importante porque os equipamentos
de A/C exigem correta utilização, manutenção
adequada e conhecimento técnico para garantir
segurança, precisão e durabilidade.
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 51
O mercado dos
equipamentos de
A/C está a evoluir
de um negócio
tradicionalmente
sazonal para uma
atividade cada vez
mais permanente e
estratégica dentro
da oficina.
Andreia Rocha e Bruno Valente, Kroftools
PUB
MAIS EFICIÊNCIA.
MAIS RESULTADOS.
As chaves de impacto BERNER foram concebidas para responder
às exigências das oficinas profissionais. Disponíveis em versões
pneumáticas e a bateria, oferecem elevado binário, robustez e
ergonomia para maximizar a produtividade em qualquer trabalho.
Com tecnologia avançada e desempenho consistente, garantem a
força necessária para os desafios mais exigentes, com a mobilidade
das soluções a bateria ou a eficiência comprovada dos sistemas
pneumáticos Pinless Hammer.
Descobre mais em berner.eu
52 DOSSIER
BOSCH
Silvia Sauer
www.boschaftermarket.com
“A Bosch oferece uma solução completa e
escalável para o serviço de A/C, permitindo
às oficinas aumentar a eficiência, garantir a
conformidade com os diferentes refrigerantes
e responder às novas exigências do mercado
automóvel”, indica Silvia Sauer, que adianta
que a gama ACS da Bosch integra estações
de serviço de A/C totalmente automáticas,
desenvolvidas para a manutenção eficiente
de sistemas de climatização automóvel com
os refrigerantes R134a/R456a e R1234yf.
“A Bosch disponibiliza diferentes modelos
adaptados às necessidades das oficinas: gama
básica, ACS 5xx – modelos automáticos para
entrada de gama e oficinas com menor volume
de serviço; gama intermédia, ACS 6xx
– equipamentos profissionais oferecendo
elevada precisão, eficiência e compatibilidade
com veículos híbridos e elétricos; gama
avançada (ACS 7xx / 8xx) – unidades de alto
desempenho, com funções adicionais (ex.:
identificador de refrigerante, conexão para a
deteção de fugas de gases inertes) e consola
de controlo giratória para a máxima comodidade;
equipamentos para veículos pesados
(ACS 810) – estação de alta capacidade para
autocarros e camiões. No serviço de A/C, os
aspetos ergonómicos, bem como a funcionalidade
e o conforto de utilização, são critérios
determinantes. Um serviço de A/C não deve
exigir mão de obra intensiva, pelo que um
elevado grau de automatização é particularmente
valorizado nas oficinas. O objetivo é
disponibilizar equipamentos adequados a
todos os segmentos de preço, tendo em conta
as necessidades dos clientes e a integração
contínua de melhorias tecnológicas. A gama
de equipamentos de serviço de A/C é composta
por dispositivos totalmente automáticos.
Durante o funcionamento, os processos
são totalmente controlados pelo sistema. A
fiabilidade e precisão do carregamento (± 15
gramas) do refrigerador são asseguradas por
um sistema integrado de controlo de pressão
e temperatura. O design orientado para a
manutenção facilita o acesso rápido e simples
a todos os componentes internos, reduzindo
o tempo de intervenção e aumentando a eficiência
da oficina. Com o Bosch Connected
Repair, as oficinas podem reduzir até cerca
de 10 minutos por intervenção. Esta solução
interliga sistemas de software, equipamentos
de oficina e dados do veículo, contribuindo
para otimizar os processos e a eficiência global”.
A responsável explica ainda que os modelos
ACS da gama intermédia e avançada
incorporam a inovadora e exclusiva função
de alta recuperação, permitindo recuperar
uma maior quantidade de refrigerante, reduzir
o impacto ambiental e diminuir o tempo
de serviço. Nos métodos convencionais, recupera-se
até cerca de 95% do refrigerante,
sendo a restante quantidade perdida durante
a fase de vácuo e separação do óleo usado.
“Estas perdas traduzem-se em maior impacto
ambiental, custos adicionais e tempos de serviço
mais longos. Nos equipamentos ACS da
Bosch, a função de “alta recuperação” utiliza
uma bomba de vácuo de elevado rendimento
combinada com um circuito de extração
específico e software otimizado. Após o processo
padrão, é realizada uma segunda fase de
recuperação que permite extrair e reutilizar a
máxima quantidade possível de refrigerante
restante. Além disso, a combinação de fases
de recuperação e vácuo permite simplificar
e acelerar o processo, iniciando simultaneamente
a desumidificação do sistema. Isto
reduz o tempo da fase de vácuo posterior
e permite antecipar o início da recarga. Os
modelos destas gamas também incorporam
o inovador sistema de injeção de óleo com
dois circuitos independentes e lavagem das
mangueiras de serviço, executado automaticamente
ao trocar o tipo de óleo selecionado
para injeção (PAG ou POE). Isto torna as
estações adequadas para uso alternado com
veículos de combustão ou veículos elétricos,
sem risco de contaminação cruzada. Para
além dos equipamentos de serviço de A/C e
de um portfólio abrangente de acessórios, a
oferta da Bosch inclui igualmente soluções de
diagnóstico Bosch. Os veículos modernos estão
frequentemente equipados com sistemas
de A/C automáticos. Quando estes sistemas
apresentam falhas, torna-se indispensável
dispor de uma solução de diagnóstico multimarca
combinada com informação técnica
atualizada. O software de diagnóstico ESI[-
tronic], em conjunto com os dispositivos
da série KTS, trabalha de forma integrada,
permitindo um serviço de A/C profissional,
concebido ao detalhe. Para apoiar as oficinas
em operações de reparação, a gama de peças
da Bosch inclui também componentes do
sistema de climatização, como compressores,
condensadores, filtros secadores, válvulas de
expansão e evaporadores. E porque um serviço
profissional de A/C implica igualmente
a substituição de filtros, disponibilizamos
uma ampla gama de acessórios e filtros de
habitáculo. Combinando equipamentos
ACS, diagnóstico multimarca e um portfólio
completo de peças e acessórios, a Bosch
disponibiliza uma solução integrada para o
serviço de A/C”.
Que características uma oficina
deve ter em atenção no momento
de escolher um equipamento de
carregamento de A/C para o seu
serviço oficinal?
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
No momento de aquisição, devem ser equacionadas
as vertentes de garantia e assistência
técnica pós-venda. Para além de ser necessário
garantir formação contínua e acesso
às novas bases de dados dos equipamentos
de A/C.
LUSILECTRA, António Garrido
A escolha de uma máquina de carregamento
de A/C deve começar pela análise do tipo
de veículos que entram na oficina e dos refrigerantes
com que o equipamento terá de
trabalhar. Atualmente, é fundamental considerar
a compatibilidade com R134a, R1234yf e,
noutros casos, com sistemas que utilizam CO 2
(R744). Para além desta questão, devem ser
avaliados fatores como o grau de automatização
dos processos, a facilidade de utilização,
a existência de bases de dados atualizáveis, a
capacidade de deteção de fugas, a gestão de
óleos e aditivos, a capacidade da bomba de
vácuo, o funcionamento e capacidade do sistema
de separação, a conectividade e a compatibilidade
com veículos híbridos e elétricos.
Outro aspeto frequentemente subestimado é
a qualidade do suporte pós-venda. A disponibilidade
de assistência técnica especializada,
formação e fornecimento de consumíveis pode
ter um impacto significativo na rentabilidade
e na disponibilidade operacional do equipamento
ao longo dos anos. Em suma, a escolha
deve ser feita não apenas em função das necessidades
atuais da oficina, mas também da
sua estratégia de crescimento e da evolução
tecnológica prevista para o parque automóvel
que serve.
Paulo Gaspar, PROXIRA
Na escolha de um equipamento de carregamento
de A/C, a oficina deve ter em atenção
fatores como a fiabilidade, a precisão das operações,
o nível de automatização, a compatibilidade
com os diferentes refrigerantes e a facilidade
de utilização. É igualmente importante
avaliar a qualidade da assistência técnica e
do serviço pós-venda, uma vez que estes fatores
têm um impacto direto na rentabilidade
do investimento e na continuidade do serviço
prestado aos clientes.
CENTROCOR, André Vieira
Antes de adquirirem um equipamento de carregamento
A/C, as oficinas devem analisar o
tipo de gás presente nos veículos que intervencionam
no seu dia a dia. Isto é, todos os
veículos produzidos até 2011 apresentavam
nos seus sistemas de ar condicionado o gás
R134a, sendo que a partir desse ano foi introduzido
de forma gradual até 2017, o gás 1234yf.
A partir de 2017 todos os carros vêm equipados
de fábrica com o gás 1234yf nos seus
sistemas de ar condicionado. A tendência
que verificamos é que, no futuro, todos os
veículos a circular possuam o gás R1234yf,
uma realidade que ainda vai tardar a manifestar-se
uma vez que vai demorar até que
todos os carros com o gás R134a desapareçam
das estradas. É importante as oficinas
garantirem que para além de comprarem
um equipamento A/C para o presente, salvaguardem
que vão ter um equipamento
que vai conseguir acompanhar a evolução
do setor automóvel nos próximos anos.
As máquinas de ar condicionado da Mastercool,
graças à sua grande capacidade
tecnológica e à base de dados com atualizações
periódicas, permitem obter as configurações
necessárias para os novos modelos
de automóveis que vão sendo lançados
ao longo do tempo, garantindo aos técnicos
de ar condicionado um equipamento A/C
preparado para o futuro.
PUB
www.osram.pt/am
Esteja pronto
para o negócio
com produtos
OSRAM de
cuidado da
bateria para
profissionais
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 53
ALDIFRIO, Jorge Aldinhas
Creio que é importante as oficinas escolherem
equipamentos que permitam realizar
os trabalhos de forma precisa e rápida.
Equipamentos que sejam fáceis de utilizar,
que não obriguem a despender demasiado
tempo na formação e adaptação dos colaboradores.
E claro, que deem garantias de
qualidade, que permitam automatização de
processos, e cujos fornecedores disponibilizem
apoio técnico e acompanhamento.
ALTARODA, Vítor Rocha
A escolha de uma estação de serviço para
ar condicionado deve ser feita em função
do perfil da oficina e do parque circulante
dos seus clientes. Entre os principais critérios
a considerar encontram-se o tipo de
refrigerante suportado, seja R134a, R1234yf
ou Dual (ambos os gases), o nível de automatização
do equipamento, que permite
reduzir erros e aumentar a produtividade, e
a capacidade e velocidade de recuperação,
particularmente importantes para oficinas
com elevado volume de intervenções. Outros
fatores relevantes incluem a existência
de uma base de dados integrada, que
facilita a seleção dos parâmetros corretos
para cada veículo, a conectividade através
de Wi-Fi e atualizações remotas, a compatibilidade
com veículos híbridos e elétricos,
cada vez mais presentes no mercado
europeu, e a capacidade de documentação,
através da impressão de relatórios e do
registo do histórico de intervenções para
o cliente. A possibilidade de atualização
do equipamento é igualmente essencial
para acompanhar a evolução dos sistemas
HVAC automóveis.
COMETIL, Augusto Atalaia
A questão fundamental que a oficina deve
saber responder passa por definir que tipo
de serviços pretender realizar, dito de outro
modo quer executar apenas serviços de
carga ou pretende diagnosticar e reparar
avarias nos sistemas de A/C? A escolha
do equipamento tendo em atenção as suas
valias, bem como a formação que é neces-
Os profissionais precisam de equipamentos que possam
suportar o exigente trabalho do dia a dia.
É por isso que a OSRAM oferece uma gama especialmente
desenvolvida de luzes de inspeção, bem como equipamento
de carregamento, arranque e teste de baterias para oficinas
e garagens profissionais.
Esteja pronto para a estrada
54 DOSSIER sário ministrar aos técnicos da oficina varia de
forma considerável na definição do target de
reparações que se pretende atingir.
MASTERCOOL
CENTROCOR
André Vieira
www.centrocor.pt
A Centrocor representa a marca americana
Mastercool desde 2019. “A Mastercool
é uma empresa líder a nível mundial no
fabrico de equipamentos A/C para o setor
automóvel, possuindo a sua fábrica principal
nos Estados Unidos da América e vários
centros de distribuição espalhados pela
Europa, Ásia, América do Sul e Oceânia. A
mais recente gama da Mastercool, a gama
de máquinas Artic Commander 4100-EX-
U, destaca-se pelo seu design renovado e
um ecrã de dimensões superiores”, afirma
André Vieira, que explica que as principais
WIGAM
ALDIFRIO
Jorge Aldinhas
www.aldifrio.com
“A gama de equipamentos de carregamento
de A/C que temos disponível é a gama
de máquinas Wigam, sendo o modelo mais
características presentes nos modelos anteriores,
como o sistema operativo intuitivo,
uma alta eficiência na recuperação de gás e
um sistema de diagnóstico avançado, continuam
a fazer parte desta nova versão. “A
capacidade de atualizações via Wi-Fi continua
a garantir que o equipamento esteja
sempre atualizado com as últimas normas
e requisitos técnicos. Graças ao seu WI-FI
integrado e ao programa TeamViewer pré-
-instalado no equipamento, permite aos
nossos técnicos aceder à máquina de forma
remota para resolver qualquer tipo de
problema. No que toca às vantagens para as
oficinas em usar este tipo de equipamentos,
André Vieira adianta que, nesse sentido, a
Mastercool permite-nos apresentar uma
solução de confiança para intervencionar
esses veículos, já que toda a gama “Arctic
Commander” permite a intervenção nos
veículos elétricos e híbridos de uma forma
segura e eficiente. As máquinas da Mastercool
distinguem-se sobretudo por serem das
mais avançadas tecnologicamente do mercado,
com procedimentos totalmente automáticos
e por possuírem uma base de dados
para a grande maioria dos fabricantes automóveis,
que recebe periodicamente atualizações
dos novos modelos que vão surgindo
no mercado ou para os já existentes”.
Com o número crescente de veículos híbridos
e elétricos no mercado, o serviço profissional
de A/C está também a tornar-se cada vez
mais importante para as oficinas.
Silvia Sauer, Bosch
relevante, a máquina Optima, com versões
para os dois tipos de fluidos refrigerantes
mais usados no setor automóvel atualmente,
R-134a e R-1234YF”, indica Jorge Aldinhas.
“Existem também modelos destinados
a trabalhar com CO₂, e as aplicações
previstas vão desde automóveis ligeiros a
pesados, passando por veículos agrícolas,
entre outros, por isso a gama é bastante
completa e versátil. As máquinas de carregamento
da Wigam são máquinas muito
intuitivas, com menus fáceis de navegar, e
modos automáticos que permitem realizar
os trabalhos quase dispensando a presença
do operador. São das máquinas com melhor
relação qualidade-preço do mercado,
com qualidade premium, bastante fiáveis,
e com uma estética muito interessante,
fator cada vez mais relevante nas oficinas
modernas”.
TEXA, Diana Sanvicens
Ao escolher uma estação de carga de A/C, é
fundamental ter em consideração os seguintes
aspetos: o tipo de refrigerante a utilizar
(R1234yf, R134a, R456A ou R444A); o volume
de trabalho previsto e o grau de automatização
desejado para as operações de manutenção; a
precisão e a eficiência da recuperação do refrigerante,
sendo que todas as estações da TEXA
ultrapassam os 95% de taxa de recuperação; a
compatibilidade com o tipo de veículo, seja ele
ligeiro, industrial, agrícola ou de construção; as
funcionalidades de conectividade disponíveis,
como relatórios digitais, WiFi, Bluetooth e integração
com a cloud; a facilidade de utilização,
a ergonomia e os sistemas de segurança, fundamentais
para uma operação rápida e fiável; o
serviço de assistência e suporte pós-venda, um
fator essencial para garantir o máximo desempenho
e a longevidade do equipamento.
REDEINNOV, Nuno Santos
A oficina deve escolher o equipamento em função
das suas necessidades reais de utilização,
do volume de trabalho e do tipo de viaturas que
assiste. Também é essencial avaliar a qualidade
do parceiro comercial, garantindo apoio técnico,
formação e assistência que permitam rentabilizar
o investimento ao máximo.
KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente
A escolha de um equipamento de carregamento
de ar condicionado deve ter em consideração
vários fatores. É fundamental avaliar a compatibilidade
com os gases refrigerantes utilizados,
o nível de automatização, a precisão das operações,
a capacidade de recuperação do gás e os
sistemas de deteção de fugas, garantindo assim
um serviço eficiente, seguro e em conformidade
com as exigências do mercado atual. A robustez
e a durabilidade do equipamento são igualmente
fatores essenciais, uma vez que influenciam
diretamente a sua fiabilidade e longevidade
em ambientes de utilização intensiva. Paralelamente,
a facilidade de utilização e a rapidez
dos processos contribuem para aumentar a
produtividade da oficina e a qualidade do serviço
prestado ao cliente final. Por fim, um dos
aspetos mais importantes na decisão de compra
é o suporte disponibilizado pelo fabricante. A
existência de assistência técnica especializada,
disponibilidade de peças e um acompanhamento
pós-venda eficiente são fatores determinantes
para garantir a máxima rentabilidade do
equipamento ao longo dos anos.
MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid
Fiabilidade e excelente relação qualidade-preço:
equipamentos concebidos para oferecer
um desempenho sólido e duradouro, com um
investimento equilibrado e competitivo; Rápida
amortização: soluções concebidas para melhorar
a produtividade da oficina e recuperar o
investimento num curto espaço de tempo; Funcionamento
automático e autónomo: estações
que simplificam o trabalho diário, reduzindo
a intervenção do operador e otimizando cada
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 55
KROFTOOLS
Andreia Rocha e Bruno Valente
www.kroftools.com
“A KROFtools Professional Tools dispõe de
uma gama completa de equipamentos para
manutenção, diagnóstico e carregamento de
sistemas de ar condicionado automóvel, concebida
para responder às exigências crescentes
das oficinas modernas. A nossa oferta inclui
a Máquina de Ar Condicionado R134a,
Ref.:9040, e a Máquina de Ar Condicionado
R1234yf, Ref.:9041, dois equipamentos que
representam uma nova geração de soluções
para climatização automóvel”, referem Andreia
Rocha e Bruno Valente. “Com tecnologia
de última geração e uma experiência de
utilização mais intuitiva, estas máquinas foram
desenvolvidas para proporcionar maior
rapidez, precisão e rentabilidade em cada intervenção.
Estes equipamentos destacam-se
pelo funcionamento totalmente automático,
o ecrã tátil de 10 polegadas, os manómetros
digitais de alta precisão, uma base de dados
integrada com até 20.000 veículos e a possibilidade
de impressão detalhada dos serviços
realizados. Adicionalmente, incorporam sistemas
avançados de recuperação, reciclagem
e deteção de fugas, o que garante intervenções
mais seguras e eficientes”, acrescentam.
De acordo com os responsáveis, a taxa de
recuperação superior a 95% e a gestão automática
das operações de manutenção da
própria máquina refletem o compromisso
da KROFtools com a qualidade, a fiabilidade
e a produtividade das oficinas. “Cada
funcionalidade foi pensada para reduzir
tempos de operação, minimizar erros e maximizar
a confiança do profissional durante
todo o processo. Num setor em constante
evolução, a KROFtools continua a investir
na inovação. Acreditamos que o futuro passa
por equipamentos mais inteligentes e automatizados,
capazes de aumentar a eficiência
e o desempenho das oficinas. Escolher um
equipamento de ar condicionado KROFtools
é investir em produtividade, tecnologia
e confiança. Os nossos equipamentos
são desenvolvidos para simplificar o trabalho
diário das oficinas, reduzir tempos de
intervenção, otimizar recursos e aumentar a
rentabilidade de cada serviço. Para além da
tecnologia avançada e da excelente relação
qualidade-preço, os equipamentos KROFtools
distinguem-se pela sua robustez, resistência
e durabilidade. Além disso, a marca
distingue-se pela proximidade que mantém
com os seus clientes. Mais do que fornecer
equipamentos, procuramos estabelecer relações
de confiança, assegurando um acompanhamento
contínuo e uma resposta rápida e
eficaz sempre que necessário”.
56 DOSSIER processo; Assistência técnica disponível: apoio
especializado para resolver incidências e garantir
a continuidade do serviço; Disponibilidade de
consumíveis e peças de reposição: acesso rápido
a consumíveis e peças de reposição para garantir
a manutenção e a vida útil do equipamento;
Utilização intuitiva: interface e funcionalidades
concebidas para facilitar a utilização do equipamento
desde a primeira vez.
BOSCH, Silvia Sauer
Ao escolher um equipamento de serviço de A/C,
a oficina deve ter em conta vários critérios essenciais
que impactam diretamente a eficiência,
a segurança e a rentabilidade do serviço. Em
primeiro lugar, é fundamental considerar o grau
de automatização do equipamento, uma vez que
soluções totalmente automáticas permitem realizar
todas as operações — recuperação, vácuo,
carga e injeção de óleo — de forma rápida e com
mínima intervenção do técnico, aumentando a
produtividade. Outro aspeto chave é a precisão
e eficiência do equipamento, nomeadamente na
recuperação e carga do refrigerante. Tecnologias
como a “alta recuperação”, que pode atingir
cerca de 99%, e sistemas de carga com precisão
elevada, garantem um serviço profissional
e reduzem perdas de refrigerante. Outro fator
diferenciador é a facilidade de utilização e manutenção,
com interfaces intuitivas, processos
guiados e um design que permita acesso rápido
aos componentes internos, reduzindo tempos de
paragem e custos de manutenção. A integração
digital é igualmente relevante: soluções compatíveis
com sistemas como Bosch Connected
Repair permitem melhorar a organização do trabalho,
ligar equipamentos e dados do veículo e
aumentar a eficiência global da oficina. Por fim,
a oficina deve considerar a adaptação do equipamento
ao seu volume de trabalho e segmento,
escolhendo uma solução que responda às
necessidades atuais, mas que também permita
crescimento futuro.
WAECO
COMETIL
Augusto Atalaia
www.cometil.pt
“Representamos a marca WAECO sendo
esta a nossa aposta para os equipamentos
de A/C, neste sentido comercializamos na
íntegra a gama deste fabricante que é extensa
e apresenta soluções para a indústria
automóvel e para a aeronáutica”, refere
Augusto Atalaia. Os modelos ASC nas
versões 7.3 e 7.4 que podem ser Low Emission
são a principal novidade da marca e
cumprem as exigências dos principais fabricantes
de automóveis. “A WAECO detém
equipamentos de A/C homologados
por vários fabricantes, como o exemplo do
grupo VAG. O processo de homologação
obriga o fabricante do equipamento a desenvolver
e ajustar as máquinas que produz,
para que possam suprir as exigências
que a manutenção dos veículos de determinado
fabricante de automóveis impõe,
no final o que a WAECO disponibiliza
são equipamentos produzidos e adaptados
para executar as operações que os sistemas
de A/C dos veículos atuais necessitam e
este é de facto um benefício importante
para a oficina”, conclui.
TECNIVERCA, Julia Andrade
A escolha deve começar pela análise do tipo de
veículos que a oficina recebe e dos gases refrigerantes
com que necessita trabalhar. É também
importante considerar fatores como: nível
de automatização do equipamento; precisão dos
processos de recuperação e recarga; facilidade
de utilização; capacidade de manutenção e
atualização e compatibilidade com os requisitos
dos veículos mais recentes. Um equipamento
adequado permite aumentar a produtividade da
oficina, reduzir erros de operação e assegurar um
serviço de elevada qualidade.
KRAUTLI, Tomás Pais
O primeiro critério deve ser o tipo de refrigerante
com que a oficina trabalha atualmente
e aquele que prevê vir a trabalhar no futuro:
R134a, HFO-1234yf, ambos os refrigerantes ou,
progressivamente, R744. A composição do parque
automóvel dos seus clientes é, por isso, um
elemento essencial na decisão. A oficina deve
avaliar os refrigerantes com que trabalha, o
número de serviços realizados, a necessidade
de intervir em veículos híbridos e elétricos e
o nível de automatização pretendido. Também
deve considerar a rapidez do equipamento, a
HYPREL
TECNIVERCA
Júlia Andrade
www.tecniverca.pt
A Tecniverca disponibiliza uma gama
de equipamentos de carregamento e manutenção
de ar condicionado da marca
Hyprel, nomeadamente os modelos Kosava
e Blizzard, “concebidos para responder
às necessidades das oficinas e às exigências
dos sistemas de climatização atuais. A
oferta inclui equipamentos para os refrigerantes
R134A e R1234YF, permitindo
realizar operações de recuperação, reciclagem,
vácuo e recarga de forma precisa, rápida
e segura. Esta versatilidade é essencial
para oficinas que trabalham com automóveis
cada vez mais diversificados e tecnologicamente
evoluídos”, indica Júlia Andrade,
que indica que os modelos Kosava e
Blizzard representam duas linhas técnicas
consolidadas dentro da marca Hyprel, “diferenciando-se
sobretudo pela capacidade
do depósito, nível de automatização e configuração
de utilização em oficina. As mais
recentes evoluções nestes equipamentos
passam por uma maior automatização dos
processos, interfaces mais intuitivas e uma
gestão mais eficiente dos refrigerantes, permitindo
reduzir desperdícios, aumentar a
produtividade e assegurar um serviço de
elevada qualidade ao cliente final. As gamas
Kosava e Blizzard distinguem-se pela
combinação entre robustez, fiabilidade e
uma excelente relação qualidade-preço.
Desenvolvidos para utilização profissional
intensiva, oferecendo elevados níveis de
precisão na recuperação e recarga de refrigerante
contribuindo para a redução de
erros de operação e garantindo um serviço
mais eficiente. Privilegiam a facilidade de
utilização, com interfaces intuitivas o que
facilita a adaptação dos técnicos e reduz
o tempo de intervenção necessário para a
execução dos serviços de manutenção. Na
prática, esta combinação de desempenho
técnico e usabilidade permite às oficinas
aumentar a produtividade e elevar a qualidade
do serviço de A/C”.
capacidade WWW.POSVENDA.PT da garrafa, a precisão, JULHO a 2026 deteção 57 de
fugas, a conectividade e, sobretudo, a qualidade
da assistência técnica.
PCC, Pedro Costa
A escolha deve ser feita em função do tipo de
viaturas que a oficina recebe e do volume de serviço
realizado. Os principais fatores a analisar são
a compatibilidade com R134a ou HFO-1234yf, a
eficiência de recuperação do refrigerante, a capacidade
da botija interna, a potência da bomba de
vácuo, a facilidade de utilização, a atualização da
base de dados de veículos, a disponibilidade de
assistência técnica e os custos de manutenção ao
longo do tempo. Uma oficina que trabalhe regularmente
com veículos recentes deverá considerar
soluções compatíveis com HFO-1234yf ou equipamentos
Dual Gás, garantindo preparação para o
parque automóvel atual e futuro.
INTERMACO, Filipe Santos
A oficina deve começar por avaliar o tipo de veículos
que recebe, o volume de serviços A/C que
realiza e os gases com que precisa de trabalhar,
nomeadamente R134a, R1234yf ou ambos. A partir
daí, deve considerar aspetos como grau de automatização,
precisão na recuperação e carga, facilidade
de utilização, capacidade do equipamento,
compatibilidade com veículos híbridos/elétricos e
segurança operacional. Outro ponto fundamental
é o suporte pós-venda. Um equipamento de A/C
é uma ferramenta de trabalho importante para a
oficina, pelo que a disponibilidade de assistência
técnica, formação e peças deve pesar tanto como
o preço de aquisição.
PUB
À frente
da curva.
Desde o primeiro momento, somos movidos pelo desempenho.
A ir mais longe, a elevar a fasquia. A desenvolver tecnologia de
travagem para proporcionar uma experiência de condução superior.
Do sucesso em pista ao desenvolvimento de soluções premium
de qualidade OE para praticamente todo o parque automóvel
europeu, estamos sempre presentes, a definir o padrão. Apoiada
pelo especialista nº 1 mundial em materiais de fricção e com um
portfólio de formulações líder no setor e uma rede logística integrada
e eficiente, a nossa missão é levar o desempenho de travagem dos
nossos clientes a um novo nível.
Desempenho redefinido.
www.pagid.com
Pagid is a registered trademark of TMD Friction
58 DOSSIER
MAGNETI MARELLI
Juan Jose Madrid
www.magnetimarelli-parts-and-services.pt
“A Magneti Marelli Parts & Services oferece
uma vasta gama de estações de recarga
para sistemas de ar condicionado, concebidas
para responder às necessidades das
oficinas atuais e compatíveis também com
veículos elétricos e híbridos de última geração”,
indica Juan Jose Madrid. “A gama
Alaska coloca à disposição dos profissionais
do setor soluções versáteis, fiáveis e eficientes,
capazes de garantir um serviço de alta
qualidade nas operações de manutenção e
recarga de sistemas de climatização. A oferta
inclui quatro modelos distintos: duas
versões Alaska Evo –R para o gás R134a e
H para o gás HFO1234yf– e duas versões
Alaska Prime –R para o gás R134a e H
para o gás HFO1234yf–, cobrindo assim as
principais necessidades do mercado. Dentro
O mercado está cada vez
mais profissionalizado.
Filipe Santos, Intermaco
CTR
REDEINNOV
Nuno Santos
www.redeinnov.pt
da gama Alaska, destacam-se especialmente
os modelos Alaska Evo, que têm tido uma
excelente aceitação no mercado automóvel
de ar condicionado, consolidando-se como
uma solução de referência para os profissionais
do setor. Estes modelos partilham
uma série de funcionalidades essenciais
que proporcionam segurança, eficiência
e facilidade de utilização em cada intervenção:
enchimento seguro, regeneração
do óleo da bomba, acopladores rápidos
ECO, purga automática de ar e serviço de
assistência remota. Graças a estas características,
as estações Alaska Evo permitem
otimizar as operações de manutenção e
recarga, oferecendo uma experiência de
utilização simples, fiável e respeitadora do
ambiente”. Quanto às vantagens para as
oficinas em optarem por um destes equipamentos,
o responsável indica: tecnologia
de ponta: equipamentos desenvolvidos
com as soluções tecnológicas mais avançadas
atualmente disponíveis no mercado;
elevada fiabilidade e durabilidade: estações
robustas, com baixa incidência de avarias e
concebidas para oferecer um desempenho
constante a longo prazo; excelente relação
qualidade-preço: posicionadas como uma
opção de referência no mercado graças ao
equilíbrio entre desempenho, fiabilidade e
custo; dois anos de garantia e atualizações
incluídas: maior tranquilidade para a oficina
e acesso a melhorias e atualizações durante
o período de cobertura.
A Redeinnov disponibiliza uma gama diversificada
de equipamentos de carregamento
de A/C das marcas WIGAM,
CTR e Magneti Marelli. “A novidade
mais recente é a gama WIGAM, que se
destaca pela excelente relação qualidade/preço
e pelo modelo OPTIMA, um
equipamento totalmente automático,
com ecrã tátil a cores de 7”, preparado
para veículos híbridos e elétricos e
com software de autoteste integrado. A
principal vantagem está no acompanhamento
técnico especializado que oferecemos
antes, durante e depois da venda.
Ao combinar equipamentos de marcas
premium com um serviço de pós-venda
próximo e eficiente, garantimos mais
confiança à oficina e menor tempo de
imobilização do equipamento, incluindo
nas situações de garantia”, explica
Nuno Santos.
Continuam a ser os equipamentos de
carregamento de A/C um equipamento
de venda sazonal? Como caracteriza
o mercado associado a este tipo de
equipamentos e quais as tendências
tecnológicas associadas a este
equipamento?
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
Cada vez menos é um equipamento sazonal,
embora ainda exista essa ideia em
algumas zonas do país, na verdade, devido
aos mais variados serviços na mecânica
automóvel, é imperativo que as máquinas
de AC estejam presentes. Desse modo,
cada vez menos o fator sazonal tem relevância
neste tema.
LUSILECTRA, António Garrido
Embora continue a existir um aumento da
procura durante os meses mais quentes,
consideramos que as máquinas de A/C
deixaram de ser um equipamento estritamente
sazonal. O sistema de climatização
é hoje um componente crítico do veículo,
influenciando não apenas o conforto dos
ocupantes, mas também a segurança da
condução, a eficiência energética e, no
caso dos veículos híbridos e elétricos, a
gestão térmica de componentes essenciais
como as baterias. O mercado tem vindo a
tornar-se progressivamente mais técnico
e especializado. As oficinas necessitam de
equipamentos capazes de acompanhar a
evolução dos refrigerantes, os requisitos
ambientais cada vez mais exigentes e os
novos procedimentos de manutenção definidos
pelos fabricantes. Entre as principais
tendências destacam-se a crescente
utilização do R1234yf, o aparecimento de
novos refrigerantes, como o CO2 (R744), a
necessidade de compatibilidade com veículos
eletrificados, a conectividade dos
equipamentos, a atualização remota de
bases de dados e a automatização crescente
dos processos de manutenção. Por
estas razões, a máquina de A/C é hoje um
equipamento estratégico para qualquer
oficina que pretenda manter a sua competitividade
e estar preparada para os desafios
tecnológicos que marcarão o setor
automóvel nos próximos anos.
Paulo Gaspar, PROXIRA
Embora a procura aumente nos meses que
antecedem o verão, os equipamentos de
carregamento de A/C são hoje cada vez
menos sazonais. A manutenção do sistema
de climatização tornou-se um serviço regular
e uma importante fonte de rentabilidade
para as oficinas. O mercado tem evoluído
com a crescente utilização do refrigerante
R1234yf e com a procura de equipamentos
mais automáticos, precisos e fáceis de utilizar,
que permitam aumentar a eficiência e
a produtividade das oficinas.
PUB
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 59
IWS
PCC
Pedro Costa
www.pcc-lda.pt
“A PCC comercializa uma gama completa de
estações de serviço para ar condicionado automóvel,
adaptada às diferentes necessidades das
oficinas”, conforme indica Pedro Costa. “A
nossa marca IWS inclui equipamentos para refrigerante
R134a, soluções para HFO-1234yf,
versões Dual Gás e ainda equipamentos específicos
para veículos pesados e autocarros. A
mais recente novidade é precisamente a gama
IWS, uma nova geração de estações de ar
condicionado desenvolvida para responder às
exigências das oficinas modernas, combinando
automatização, precisão e elevada eficiência
de recuperação de refrigerante ao melhor
preço. Mais do que fornecer um equipamento
de carregamento de A/C, a PCC procura
disponibilizar uma solução completa para a
oficina, combinando tecnologia, fiabilidade e
um acompanhamento técnico de proximidade”.
Pedro Costa avança que os equipamentos
da gama IWS foram desenvolvidos para responder
às exigências das oficinas modernas,
permitindo realizar operações de manutenção
de ar condicionado de forma rápida, precisa e
eficiente. “Entre os principais pontos diferenciadores
destacam-se: equipamentos modernos
e tecnologicamente avançados; elevado
grau de automatização e facilidade de utilização;
eficiência de recuperação de refrigerante
superior a 95%; bombas de vácuo de elevada
capacidade, permitindo reduzir os tempos de
intervenção e aumentar a produtividade da
oficina; base de dados integrada com milhares
de veículos; excelente relação qualidade-preço;
assistência técnica nacional especializada;
disponibilidade de peças e suporte pós-venda;
formação e acompanhamento técnico aos
utilizadores. Para muitas oficinas, a escolha
de um equipamento não depende apenas das
suas características técnicas. A confiança no
fornecedor, a rapidez da assistência técnica e
a garantia de um suporte próximo e eficaz são
fatores igualmente importantes para assegurar
a rentabilidade do investimento e a continuidade
do serviço”.
A crescente complexidade dos sistemas de
climatização atuais tem contribuído para uma
procura mais constante e equilibrada ao longo
do ano.
Diana Sanvicens, TEXA
ECOTECHNICS
KRAUTLI
Tomás Pais
www.krautli.pt
A Krautli Portugal disponibiliza uma gama
alargada de equipamentos Ecotechnics
para os refrigerantes R134a e R1234yf,
incluindo soluções de entrada de gama,
equipamentos mais completos, máquinas
de duplo refrigerante e modelos destinados
a veículos pesados ou assistência móvel. “A
principal novidade é a ECO₂R744, desenvolvida
para sistemas de climatização que
utilizam CO₂, uma tecnologia com crescente
relevância, sobretudo nos veículos
elétricos. Os equipamentos Ecotechnics
distinguem-se pela facilidade de utilização,
automatização dos processos, precisão, segurança
e qualidade de construção. Consoante
o modelo, podem incluir funções
como limpeza dos circuitos para veículos
híbridos e elétricos, análise do refrigerante,
testes de fugas, gestão separada de óleos,
conectividade e atualização das bases de
dados”, refere Tomás Pais.
SUJEITO A APROVAÇÃO RENTING GRENKE
60CENTROCOR, DOSSIER André Vieira
Apesar do pico registado durante os meses de
maior calor do ano no que toca ao volume de
serviços de ar condicionado, não podemos dizer
que a procura por este tipo de equipamentos
de carregamento de A/C é totalmente sazonal.
Diariamente são procuradas oficinas de colisão
e/ou oficinas especializadas em realizar serviços
de manutenção preventiva. Este tipo de
procura advém essencialmente de empresas
com frotas de automóveis em que o sistema de
ar condicionado se torna crucial, não só para a
segurança, mas para o conforto dos condutores.
O mercado neste momento é caracterizado
por uma grande competitividade com uma
evolução tecnológica constante ao longo do
tempo. Atualmente, devido a uma maior penetração
no mercado dos veículos elétricos e
híbridos, essa transformação tem ocorrido com
mais rapidez. Os veículos têm-se tornado muito
mais automatizados, com sistemas complexos
integrados nos mesmos, o que leva também
a uma adaptação tecnológica maior dos
equipamentos utilizados em intervenções aos
automóveis mais recentes no mercado.
ALDIFRIO, Jorge Aldinhas
Na nossa ótica, não descurando o impacto da
época de maior calor nos carregamentos de
A/C, estes equipamentos são cada vez mais
equipamentos fundamentais para as oficinas
em qualquer altura do ano. As oficinas melhor
preparadas são as oficinas que dispõem dos
equipamentos e materiais para dar resposta
às necessidades dos seus clientes em todas
as estações do ano. Em relação a tendências,
ou características tecnológicas cada vez mais
importantes neste tipo de equipamentos, destaco
não só a sua capacidade para trabalhar
com fluidos refrigerantes do presente e futuro,
como R-1234YF ou mesmo o CO2, mas também
a possibilidade de analisarem a qualidade
e pureza do refrigerante recuperado/carregado,
num mercado cada vez mais saturado de refrigerantes
de origem duvidosa. Equipamentos
dotados de impressora, que permitam o registo
das intervenções, podem também ser uma
boa solução, dependendo do tipo de serviço
que as oficinas pretendam realizar. Acrescento
obviamente a importância da conectividade, ligação
a outros dispositivos, e possibilidade de
atualização de bases de dados, neste tipo de
equipamentos. As máquinas Wigam, entre os
seus vários modelos/versões, conseguem reunir
todas estas mais valias.
ALTARODA, Vítor Rocha
Embora a procura continue a aumentar durante
a primavera e o verão, os equipamentos de serviço
A/C deixaram de ser considerados exclusivamente
sazonais. Atualmente, a manutenção
da climatização é encarada como uma operação
regular de oficina, associada não apenas ao
conforto, mas também à eficiência energética,
segurança e qualidade do ar no habitáculo. O
mercado está a evoluir em várias direções, nomeadamente
através do crescimento do parque
de veículos equipados com R1234yf, da necessidade
de equipamentos Dual para responder à
coexistência de R134a e R1234yf, do aumento
dos veículos híbridos e elétricos com requisitos
específicos de manutenção, da maior automatização
dos processos, da integração de conectividade
Wi-Fi e atualizações remotas, da digitalização da
documentação de serviço e de um foco crescente
na recuperação eficiente dos refrigerantes e no
cumprimento das normas ambientais europeias.
Assim, o mercado continua dinâmico e com forte
potencial de crescimento, sendo os equipamentos
multifluido e altamente automatizados a principal
tendência tecnológica para os próximos anos.
COMETIL, Augusto Atalaia
Com a proliferação dos veículos elétricos a sazonalidade
fica menos evidente na compra deste
tipo de equipamentos, no âmbito da manutenção
e reparação de avarias a sazonalidade já se faz
sentir, principalmente para os operadores que se
dedicam apenas à realização de cargas de A/C.
A evolução técnica é uma constante quer com o
objetivo de minimizar as emissões de gases florados
para atmosfera e também com recurso a
equipamentos que facilitem os diagnósticos precisos,
como exemplo temos os equipamentos Low
Emission e com módulo de deteção de fugas de
gás/azoto.
TEXA, Diana Sanvicens
Embora sejam comercializadas ao longo de todo o
ano, as estações de carga de A/C continuam a ser
um produto com uma forte componente sazonal,
registando os maiores níveis de procura durante
a primavera e o verão. No entanto, a crescente
complexidade dos sistemas de climatização atuais
tem contribuído para uma procura mais constante
e equilibrada ao longo do ano. Tendências atuais
do mercado: digitalização crescente dos processos
de manutenção e assistência; integração de
ecrãs táteis intuitivos e software de gestão cada
vez mais avançado; maior procura por estações
Bi-Gas, capazes de trabalhar com diferentes refrigerantes;
reforço dos sistemas de segurança para
o manuseamento de refrigerantes inflamáveis e
de alta pressão; integração com equipamentos e
plataformas de diagnóstico, permitindo uma gestão
mais eficiente das operações na oficina; crescimento
da procura nos setores agrícola, industrial
e das máquinas de construção, impulsionado pela
evolução tecnológica destes veículos.
REDEINNOV, Nuno Santos
Está a tornar-se cada vez menos um negócio
sazonal. O mercado está mais ativo ao longo de
todo o ano, porque as oficinas valorizam cada vez
mais este serviço e procuram equipamentos preparados
para diferentes refrigerantes, sobretudo
R1234yf e R134a, bem como soluções compatíveis
com veículos híbridos e elétricos. Em termos tecnológicos,
a tendência passa por equipamentos
mais automáticos, conectados e com maior capacidade
de diagnóstico, além de um foco crescente
na eficiência e na sustentabilidade.
KROFTOOLS, Andreia Rocha e Bruno Valente
Historicamente, os equipamentos de carregamento
de ar condicionado apresentavam uma forte
componente sazonal, com uma procura mais intensa
durante os meses que antecedem o verão.
No entanto, essa realidade tem vindo a alterar-se
de forma significativa nos últimos anos. O mercado
apresenta uma crescente complexidade dos
sistemas de climatização e a evolução tecnológica
do parque automóvel, o que está a transformar
o ar condicionado num sistema crítico para o
funcionamento eficiente dos veículos durante
todo o ano. Esta tendência é particularmente
evidente nos veículos híbridos e elétricos, onde
os circuitos de climatização desempenham um
papel fundamental na gestão térmica das baterias,
da eletrónica e de outros componentes
essenciais do veículo. Em muitos casos, o correto
funcionamento destes sistemas influencia
diretamente a autonomia, a velocidade de
carregamento e a durabilidade da bateria. Por
esse motivo, o mercado dos equipamentos de
A/C está a evoluir de um negócio tradicionalmente
sazonal para uma atividade cada vez
mais permanente e estratégica dentro da oficina.
As intervenções deixam de estar associadas
apenas ao conforto e passam também a
estar relacionadas com a eficiência e fiabilidade
dos próprios veículos. Em termos tecnológicos,
as principais tendências passam por níveis de
automatização cada vez mais elevados, maior
precisão nos processos de recuperação e carga
de refrigerante, integração de bases de dados
mais completas, sistemas avançados de
diagnóstico e deteção de fugas e adaptação
às exigências dos sistemas de gestão térmica
dos veículos eletrificados. Nos próximos anos,
a eletrificação do parque automóvel continuará
a impulsionar a procura por equipamentos de
climatização tecnologicamente mais avançados.
Consequentemente, a sazonalidade que
durante décadas caracterizou este segmento
tenderá a diminuir, dando lugar a uma procura
mais regular ao longo de todo o ano e a uma
crescente especialização técnica por parte das
oficinas.
MAGNETI MARELLI, Juan Jose Madrid
Embora os equipamentos de climatização tenham
uma utilização principalmente sazonal,
representam uma importante fonte de receitas
para a oficina durante os meses de maior
procura, especialmente de março a outubro,
coincidindo com a época de calor. Além disso,
este período tem vindo a alargar-se progressivamente
nos últimos anos devido ao aumento
das temperaturas e ao prolongamento das
épocas quentes. Atualmente, os equipamentos
de climatização são uma ferramenta habitual
em qualquer oficina, uma vez que oferecem
uma relação investimento/amortização muito
favorável. A elevada procura de manutenção
dos sistemas de ar condicionado por parte do
cliente final permite recuperar o investimento
num curto prazo e gerar novas oportunidades
de negócio. Olhando para o futuro, a tendência
continuará a ser positiva, impulsionada pela
crescente importância da manutenção dos sistemas
de climatização e pela venda recorrente
de consumíveis e peças de substituição associados.
Entre eles incluem-se óleos, corantes,
gases refrigerantes, uniões, mangueiras, filtros
desidratadores e soluções para a deteção e reparação
de fugas, como produtos ultravioleta,
detetores de hidrogénio e detetores de gases.
BOSCH, Silvia Sauer
O serviço de A/C é um componente cada vez
mais importante nas oficinas automóveis. Os
veículos equipados com sistemas de gestão
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 61
ROBINAIR
INTERMACO
Filipe Santos
www.intermaco.pt
“A Intermaco oferece uma gama completa
de equipamentos de carregamento e manutenção
de sistemas A/C, representando
marcas de referência como a TEXA, com a
sua linha KONFORT, e a ROBINAIR, ambas
reconhecidas pela fiabilidade, precisão e
adequação às exigências do serviço oficinal
moderno. A nossa oferta contempla soluções
para os gases R134a e R1234yf, bem como
equipamentos preparados para responder a
diferentes níveis de utilização, desde oficinas
independentes a redes oficinais, concessionários,
frotas e operadores profissionais. Ao
nível das novidades, destacamos sobretudo a
evolução para equipamentos mais automáticos,
intuitivos e preparados para trabalhar
com diferentes refrigerantes, garantindo
maior segurança, eficiência e controlo no
serviço de A/C. As soluções mais recentes
destas marcas permitem às oficinas acompanhar
a evolução do parque automóvel e
prestar um serviço mais completo e profissional.
A principal vantagem está na combinação
entre a qualidade tecnológica que
as marcas oferecem e o acompanhamento
especializado da Intermaco. Ambas são reconhecidas
pela fiabilidade, precisão e facilidade
de utilização, fatores fundamentais
num serviço onde o erro pode representar
perda de tempo, desperdício de gás ou uma
intervenção menos eficiente”, afirma Filipe
Santos. Para além do equipamento em si,
indica que a oficina beneficia de aconselhamento
na escolha da solução mais adequada,
formação na utilização e assistência técnica
especializada. “Ou seja, não vendemos apenas
uma máquina: procuramos garantir que
o cliente fica preparado para tirar o máximo
partido do investimento”.
O sistema de
climatização é hoje
um componente
crítico do veículo,
influenciando não
apenas o conforto
dos ocupantes, mas
também a segurança
da condução, a
eficiência energética e,
no caso dos veículos
híbridos e elétricos,
a gestão térmica
de componentes
essenciais como as
baterias.
António Garrido, Lusilectra
PUB
º
62 DOSSIER
Atualmente, a manutenção da climatização é encarada como
uma operação regular de oficina, associada não apenas ao
conforto, mas também à eficiência energética, segurança e
qualidade do ar no habitáculo.
Vítor Rocha, Altaroda
térmica podem impedir a condução quando o
sistema de climatização está vazio, tornando
necessária a intervenção da oficina. Com o
número crescente de veículos híbridos e elétricos
no mercado, o serviço profissional de
A/C está também a tornar-se cada vez mais
importante para as oficinas. Neste contexto,
a manutenção do sistema de climatização e
do sistema de gestão térmica evolui de um
negócio sazonal para uma atividade ao longo
de todo o ano, tornando se um fator-chave
para o sucesso da oficina. Ao mesmo tempo,
a redução progressiva do refrigerante R134a
no mercado, aliada ao envelhecimento do
parque automóvel, impulsiona a necessidade
de alternativas eficientes para os veículos
mais antigos que ainda dependem deste refrigerante.
Por este motivo, a indústria está
a desenvolver novas misturas alternativas,
como o R456A que apresenta um valor de
Global Warming Potential apenas cerca de
metade do R134a. Os equipamentos ACS da
Bosch para R134a podem também operar com
R456A, estando já certificados para essa utilização.
No entanto, cada equipamento deve
ser dedicado exclusivamente a um único tipo
de refrigerante e, no caso de conversão, é necessário
proceder ao esvaziamento completo
e evacuação do sistema, bem como à substituição
do filtro secador.
TECNIVERCA, Julia Andrade
Embora exista tradicionalmente um aumento
da procura durante os meses mais quentes,
os equipamentos de carregamento de ar condicionado
deixaram de ser um produto exclusivamente
sazonal. Atualmente, a manutenção
dos sistemas de climatização faz parte
dos serviços regulares de muitas oficinas ao
longo de todo o ano. A crescente complexidade
dos sistemas, a evolução dos refrigerantes
e o aumento do número de veículos híbridos
e elétricos têm contribuído para uma procura
mais constante deste tipo de equipamento.
Ao nível tecnológico, as principais tendências
passam por uma maior automatização dos
processos, melhoria da precisão das operações
de recuperação e recarga, conectividade,
atualizações de software e compatibilidade
com diferentes tipos de refrigerantes. O objetivo
é garantir serviços cada vez mais rápidos,
eficientes e sustentáveis, acompanhando a
evolução do parque automóvel.
KRAUTLI, Tomás Pais
Existe ainda uma componente sazonal evidente.
A procura tende a aumentar na primavera
e no verão, quando os condutores começam a
utilizar mais intensamente o ar condicionado e
identificam falhas de desempenho. No entanto,
o serviço de climatização é cada vez menos exclusivamente
sazonal. O sistema de ar condicionado
também é utilizado durante o inverno para
controlar a humidade no habitáculo e melhorar
o desembaciamento dos vidros. Além disso, nos
veículos híbridos e elétricos, os circuitos térmicos
assumem um papel mais abrangente e podem
estar relacionados não apenas com o conforto
dos ocupantes, mas também com a gestão
térmica de diferentes componentes do veículo. O
mercado caracteriza-se atualmente pela coexistência
de diferentes gerações de veículos e refrigerantes.
As oficinas continuam a receber um
número significativo de veículos equipados com
R134a, ao mesmo tempo que cresce a presença
do HFO-1234yf. Por este motivo, equipamentos
configuráveis ou capazes de trabalhar com os
dois refrigerantes continuam a representar uma
solução muito relevante. As principais tendências
tecnológicas passam pela eletrificação do
parque automóvel, pela crescente utilização de
compressores elétricos, pela necessidade de
evitar a contaminação entre diferentes óleos e
refrigerantes, pelo aparecimento de soluções
com menor impacto ambiental e pela introdução
progressiva do R744 ou CO 2
. A conectividade
também terá um papel cada vez mais importante.
Equipamentos ligados à oficina permitem
atualizar software e bases de dados, acompanhar
o estado dos serviços, registar intervenções,
exportar informação e, em determinados
modelos, realizar diagnóstico e assistência remota.
A estação de carregamento está, assim,
a evoluir de uma máquina utilizada essencialmente
para recuperar e carregar refrigerante
para uma verdadeira plataforma tecnológica de
diagnóstico, segurança, produtividade e gestão
do serviço de climatização.
PCC, Pedro Costa
Tradicionalmente, os equipamentos de carregamento
de A/C registavam uma maior procura
nos meses que antecedem o verão. No entanto,
temos verificado que essa sazonalidade
tem vindo a diminuir, uma vez que as oficinas
procuram cada vez mais estar preparadas
para prestar este serviço durante todo o ano.
Na PCC, observamos um mercado cada vez
mais profissionalizado e exigente, onde os
clientes valorizam não apenas o equipamento,
mas também a assistência técnica, a formação
e o acompanhamento pós-venda. As
oficinas procuram soluções fiáveis, eficientes
e capazes de responder à evolução constante
do parque automóvel. Ao nível das tendências
tecnológicas, verifica-se uma crescente
aposta na automatização dos processos, em
equipamentos mais rápidos e precisos, na
compatibilidade com diferentes tipos de refrigerante
e em funcionalidades que simplificam
o trabalho do técnico e aumentam a produtividade
da oficina. Com mais de 25 anos
de experiência no setor, a PCC acompanha
esta evolução através da disponibilização de
equipamentos tecnologicamente avançados,
aliados a um serviço técnico especializado e
de proximidade. O nosso objetivo passa por
fornecer soluções que permitam às oficinas
responder às exigências atuais do mercado,
garantindo eficiência, rentabilidade e um elevado
nível de serviço aos seus clientes.
INTERMACO, Filipe Santos
Os equipamentos de carregamento de A/C
continuam a ter alguma sazonalidade, sobretudo
pela maior procura de serviços nos meses
mais quentes. No entanto, essa sazonalidade
tem vindo a ser menos marcada, porque
o sistema de climatização passou a ser visto
como um elemento de conforto, segurança e
eficiência ao longo de todo o ano. O mercado
está cada vez mais profissionalizado. As oficinas
procuram equipamentos mais automáticos,
precisos, seguros e preparados para diferentes
gases. Ao mesmo tempo, a evolução do
parque automóvel, incluindo veículos híbridos
e elétricos, obriga a soluções mais versáteis
e a técnicos melhor preparados. A tendência
passa por equipamentos mais intuitivos, com
maior automatização, melhor controlo dos
processos, bases de dados integradas e maior
preocupação com eficiência, segurança e redução
de desperdício de refrigerante.
63
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 63
FORMAÇÃO
DIAGNÓSTICO DE CARREGAMENTO DE BATERIAS DE ALTA VOLTAGEM
TEXTO ALEXANDRE FILIPE (ENGENHEIRO MECÂNICO)
Quando um veículo elétrico ou
híbrido plug-in não carrega,
para além dos componentes
de alta voltagem, diferentes
unidades de controlo ou vias
de comunicação podem causar a falha do
sistema.
COMO ABORDAR AVARIAS?
Existe uma série de unidades envolvidas
no processo de carregamento HV, tipicamente
a BMS (Battery Management
System), VCU (Vehicle Control Unit),
OBC (On Board Charger) e módulo da
porta de carregamento. Pode ajudar também
verificar se a falha afeta o carregamento
AC, DC ou ambos uma vez que
esta distinção permite reduzir o número
de causas possíveis.
Os DTC mais comuns estão relacionados
com:
Falhas de comunicação entre módulos;
Problemas nos sinais CP (Control Pilot)
e PP (Proximity Pilot);
Falhas dos relés de alta voltagem;
Falhas de isolamento HV;
Temperaturas da bateria fora dos limites
permitidos;
Avarias internas do OBC (reponsável
pelos carregamentos AC);
Erros de comunicação com o posto de
carregamento.
Perante casos em que a avaria não gera
códigos de erro conclusivos, o diagnóstico
deve acompanhar a (típica) sequência de
processos do início do carregamento, verificando
os parâmetros em tempo real disponíveis
no equipamento de diagnóstico:
1. Deteção da ficha através do circuito
PP (Proximity Pilot)
Ao introduzir a tomada de carregamento,
podemos observar o seu estado em
parâmetros e/ou os seguintes valores
(podem variar consoante o fabricante):
2. Acionamento do trinco da tomada
Crucial para carregamentos mais rápidos
mas nem sempre atuado em lentos,
falhas no trinco da tomada é muitas vezes
a causa para interrupção. Verificar
atuação e estado reconhecido.
3. Estabelecimento da comunicação
através do circuito CP (Control Pilot)
A única linha de comunicação entre o
veículo e posto de carregamento. Os
seguintes valores indicam o estado do
processo:
4. Pedido de carregamento, verificação
das condições da bateria pela
BMS e autorização de carregamento;
Se existe pedido de carregamento nas
unidades gestoras mas a unidade de bateria
não autoriza o processo, devem ser
analisados parâmetros como temperatura
da bateria, estado de carga, equilíbrio
das células e falhas de isolamento que
podem não ter (ainda) gerado um código
de erro.
5. Fecho dos relés de alta voltagem e
Início do carregamento.
Após a autorização de carregamento, a
BMS atua o fecho dos relés/contactores
HV. Podemos verificar, em parâmetros,
o estado de atuação e voltagem à saída
da bateria e/ou OBC (carregamentos
AC). Finalmente, durante o carregamento,
o valor de isolamento HV não
deve ser inferior a 300kOhm (consoante
o fabricante).
64
FORMAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
A sua oficina não fecha às 18h.
O telefone também não devia.
Passo grande parte dos meus dias dentro de oficinas, ao lado de quem as gere. E há uma cena que se
repete em quase todas: o dono debaixo de um carro, com as mãos cheias de massa, a ouvir o telemóvel
tocar pela terceira vez - sem poder atender.
TEXTO MIGUEL BRAGANÇA – miguelbraganca@actioncoach.com
Cada uma dessas chamadas é, muitas
vezes, um cliente novo. Alguém
com um problema urgente, que
ligou a três oficinas e vai marcar
com a primeira que responder. Se
não foi a sua, foi a do lado.
O que aprendi, como Business Coach, é que
o problema raramente é falta de trabalho. É
falta de sistemas. E é aqui que o marketing
de hoje mudou completamente o jogo para
quem trabalha com as mãos.
O CLIENTE JÁ NÃO FUNCIONA
NO HORÁRIO DA OFICINA
As pessoas pesquisam e contactam quando
podem: à noite, ao fim de semana, no intervalo
do almoço. Quando descobrem que o
carro faz um barulho estranho, querem resposta
naquele momento – não na segunda-
-feira de manhã.
A boa notícia é que hoje existem ferramentas
acessíveis que respondem por si, 24 horas
por dia, 7 dias por semana. Um pedido de
orçamento que entra às 23h pode ser recebido,
respondido e até agendado sem que
ninguém esteja acordado. No dia seguinte, o
cliente já tem hora marcada e você só tem de
receber o carro. Não é tecnologia de multinacional
– é algo que oficinas com dois ou três
colaboradores já usam todos os dias.
PRODUTIVIDADE É DEIXAR DE FAZER
O QUE A MÁQUINA FAZ MELHOR
Pense em quanto tempo a sua equipa gasta
a escrever as mesmas respostas, a confirmar
marcações, a lembrar clientes da revisão
anual ou da troca de pneus de inverno. São
tarefas importantes – e completamente repetitivas.
Quando automatiza estas tarefas, acontece
uma coisa simples: as suas melhores pessoas
voltam a fazer aquilo que só elas sabem
fazer. Diagnosticar, reparar, aconselhar o
cliente. O trabalho que realmente paga as
contas. E o telefone deixa de mandar no
dia: em vez de reagir a cada toque, a oficina
passa a trabalhar com uma agenda organizada.
REATIVAR QUEM JÁ CONFIOU EM SI
A oportunidade mais subaproveitada que
vejo nas oficinas está na própria base de
clientes. Pessoas que já lá foram, que confiaram,
e que simplesmente... não voltaram.
Não por estarem insatisfeitas – só porque
ninguém as lembrou.
Uma mensagem certa, no momento certo,
a avisar que está na altura da revisão, traz
de volta faturação que já estava na sua casa.
Hoje isto faz-se de forma automática, em
escala, sem ocupar o tempo de ninguém.
O PONTO QUE QUERO DEIXAR
Não estou a falar de gastar fortunas em publicidade.
Estou a falar de organizar e automatizar
o que já existe: o atendimento, as
marcações, o seguimento.
A oficina que ganha não é a que trabalha
mais horas. É a que constrói sistemas para
que o negócio funcione mesmo quando o
dono não está debaixo do carro.
Quer uma oficina que continue a marcar
trabalho mesmo quando o portão está fechado
- e que deixe de perder clientes por
chamadas não atendidas?
Agende uma sessão gratuita de diagnóstico
connosco:
https://bit.ly/3eh2xUf
Até ao próximo artigo.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
WWW.POSVENDA.PT JULHO 2026 65
TESLA E A ELETRIFICAÇÃO
Sistema de controlo térmico:
Octovalve, loops independentes
e recuperação de calor
O sistema de controlo térmico da Tesla é um dos mais avançados da indústria, essencial para proteger as células
4680/2170/LFP e maximizar a eficiência global.
Em vez de um único circuito, utiliza
múltiplos loops de líquido independentes
(bateria, motor/inversor e
cabina), geridos por uma sofisticada
Octovalve (válvula com 8 vias) e o
Supermanifold.
Esta arquitetura permite 11 modos de operação
diferentes. Em climas frios, o sistema recupera
calor residual dos motores e inversores
(waste-heat recovery) para aquecer a bateria
ou o habitáculo, reduzindo drasticamente o
consumo da bomba de calor. O coeficiente de
performance (COP) pode superar 1,0 mesmo
Imprensa 200x135.pdf 1 19/06/2026 11:49
em temperaturas negativas, preservando até
40 % mais autonomia em comparação com
sistemas de aquecimento resistivo.
O BMS fornece dados em tempo real de temperatura
das células (±2-3 °C de precisão), permitindo
ao controlo térmico manter a faixa
ideal de 20-45 °C durante condução agressiva,
carregamento ultrarrápido ou estacionamento
prolongado. Nas packs estruturais com células
4680, a integração direta melhora a transferência
térmica, reduzindo hotspots.
Em 2026, o Model Y Juniper e outros modelos
beneficiam de refinamentos na Octovalve
e no software de gestão, otimizando ainda
mais a distribuição de fluido. O sistema pré-
-condiciona a bateria antes de uma sessão de
Supercharging ou de uma viagem longa, dialogando
com o OBC e o VCU.
Esta sofisticação não só aumenta a longevidade
da bateria (mantendo degradação baixa
mesmo após centenas de milhares de km)
como melhora o conforto da cabina e a eficiência
energética global. Sem um controlo
térmico inteligente, os avanços em células de
alta densidade e carregamento rápido seriam
limitados pela gestão de calor.
PUB
66
FORMAÇÃO
do dia-a-dia
MECÂNICA
by
VOLKSWAGEN TRANSPORTER 2.0 BITDI – FALTA DE POTÊNCIA E CÓDIGO P0299
Este mês o nosso relatório relata uma avaria relacionada com falta de potência do motor
e entrada em modo de emergência.
EFEITO CLIENTE:
• Motor em modo de emergência;
• Falta de potência durante a aceleração;
• Luz de avaria do motor acesa;
• Desempenho reduzido em toda a gama de
rotações.
ABORDAGEM/DIAGNÓSTICO:
O técnico deverá conectar o equipamento
de diagnóstico ao veículo e comunicar com
o módulo do motor. De seguida deve:
Leitura de códigos de avaria registados:
• P0299 – Regulação da pressão
de sobrealimentação, limite de regulação
não atingido;
Análise dos valores reais durante teste de
estrada:
• Comparação entre os valores teóricos
e reais da pressão de sobrealimentação;
• Verificação da concordância entre
a percentagem de ativação PWM da válvula
solenoide de vácuo e o sinal do sensor
de posição da válvula de comutação entre os
turbocompressores de alta e baixa pressão;
• Verificação da concordância entre
a percentagem de ativação PWM da válvula
solenoide de vácuo e o sinal do sensor
de posição da geometria variável do turbocompressor
de alta pressão;
6. Válvula de bypass; 7. Corpo de borboleta; 8. Sensor de pressão
de sobrealimentação; 9. Sensor de temperatura do ar de admissão;
10. Intercooler; 11. Sensor de temperatura do ar pós-intercooler;
12. EGR; 13. Resfriador de EGR; 14. Sensor de temperatura dos
gases de escape; 15. Válvula de comutação da turbina de alta/
baixa pressão; 16. Cápsula de pressão da válvula de comutação
da turbina de alta/baixa pressão. Inclui sensor de posição; 17.
Válvula solenóide de vácuo da cápsula de pressão da válvula
de comutação da turbina de alta/baixa pressão; 18. Turbina do
turbocompressor de alta pressão (pequeno, geometria variável);
19. Válvula solenóide de vácuo para a cápsula de pressão
de geometria variável de alta pressão do turbocompressor
(tamanho pequeno). Inclui sensor de posição; 20. Válvula
solenóide de vácuo para a geometria variável de alta pressão
do turbocompressor (tamanho pequeno); 21. Válvula de alívio de
pressão do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande);
22. Válvula solenóide de vácuo para a válvula de alívio de pressão
do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande); 23.
Válvula solenóide de vácuo para a válvula de alívio de pressão do
turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande); 24. Turbina
do turbocompressor de baixa pressão (tamanho grande);
• Utilização de vacuómetro para verificar o
comando da válvula de alívio do turbocompressor
de baixa pressão;
• Verificação do sistema de sobrealimentação;
• Inspeção dos componentes mecânicos dos
turbocompressores após arrefecimento do
motor;
• Medição da folga radial dos eixos dos turbocompressores.
Até 2300 rpm:
A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão está fechada.
Os gases de escape fluem através do turbocompressor de alta pressão.
A regulação da pressão de sobrealimentação é obtida através da
geometria variável do turbocompressor de alta pressão.
Acima de 3400 rpm:
A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão abre
completamente. A válvula de bypass começa então a abrir. A
regulação da pressão de sobrealimentação é feita através da
válvula de alívio de baixa pressão do turbocompressor.
Figura 2 Explicação do sistema de sobrealimentação
CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:
Existe concordância entre os sinais de comando
da ECU e os respetivos sensores de
posição dos atuadores do sistema de sobrealimentação.
Existe concordância entre os valores PWM
das válvulas solenoides e os valores de vácuo
aplicados aos atuadores.
No entanto, o valor real da pressão de sobrealimentação
mantém-se inferior ao valor
teórico em toda a gama de rotações do motor.
Durante a inspeção mecânica verificou-se
folga excessiva entre os eixos das turbinas e
os respetivos rolamentos.
CAUSA:
Desgaste excessivo dos eixos dos turbocompressores
e dos respetivos rolamentos;
A folga excessiva provoca movimento radial
dos eixos das turbinas;
O desgaste resultante reduz significativamente
a capacidade de procriação de pressão
de sobrealimentação;
Foi necessária a substituição do conjunto de
turbocompressor duplo.
Entre 2300 e 3400 rpm:
Figura 1 Sistema de sobrealimentação
1.Filtro de ar; 2. Sensor de fluxo de ar em massa; 3. Turbocompressor de
baixa pressão (grande); 4. Sensor de pressão de sobrealimentação 2;
5. Turbocompressor de alta pressão (pequeno, geometria variável);
A válvula de comutação da turbina de alta/baixa pressão começa
a abrir. A válvula de bypass permanece fechada. A válvula de
alívio de pressão do turbocompressor de baixa pressão permanece
fechada. O turbocompressor de baixa pressão começa a gerar
pressão.
Figura 3 Conjuto Bi-turbo