06.07.2026 Visualizações

Florestal_286 OPS

16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,43,44,45,46,47,50,52,54,56,58,62,64,66,69,70,71,72,76,78,82

16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,43,44,45,46,47,50,52,54,56,58,62,64,66,69,70,71,72,76,78,82

SHOW MORE
SHOW LESS
  • Nenhuma tag encontrada…

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

DESTAQUE

Entrevista: Manoel de Freitas compartilha experiência e conhecimento na silvicultura do país

EFICIÊNCIA NA PREVENÇÃO

DE INCÊNDIOS

NOVA TECNOLOGIA REDUZ

CUSTOS OPERACIONAIS UNINDO

DOIS EQUIPAMENTOS EM UMA

MESMA OPERAÇÃO

EFFICIENCY IN

FIRE PREVENTION

NEW TECHNOLOGY REDUCES OPERATING

COSTS BY COMBINING TWO PIECES OF

EQUIPMENT INTO A SINGLE OPERATION




HÁ MAIS DE 20 ANOS

NO MERCADO

HH1500 PARA MINICARREGADEIRAS

REBAIXADOR DE TOCOS ST 800

TRITURADOR FLORESTAL HPH

LÍDER EM TRITURAÇÃO

ACIMA E ABAIXO DO SOLO

AGENDE UMA DEMONSTRAÇÃO!

himev.com.br (47) 3632-1001 (47) 99186-5857

R. Edgar Cubas, 173 - Belo Horizonte, Campo Alegre - SC, 89294-000



SUMÁRIO

JULHO 2026

42

DUPLA

PROTEÇÃO

CONTRA

INCÊNDIOS

FLORESTAIS

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Notas

30 Frases

32 Entrevista

40 Coluna

42 Principal

48 Dia na Floresta

58 Minuto Floresta

60 Manejo

68 Legislação

74 Artigo

80 Agenda

82 Espaço Aberto

48

60

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

31 Açokorte

09 BKT

15 Bruno

17 Carrocerias Bachiega

83 Composhow 2026

75 D’Antonio Equipamentos

29 Denis Cimaf

02 Dinagro

23 DRV Ferramentas

55 Duffatto Viveiro Florestal

67 Engeforest

84 Envimat

07 Envu

65 Equilíbrio Proteção Florestal

53 Feldermann Forest

63 Felipe Diesel

73 Forestmax 2026

04 Himev

25 J de Souza

81 Lignum Latin America

35 Máquina Solo

77 Motocana

57 Planalto Picadores

13 Ponsse

79 RDC Agrotec

61 Reflorestar Serviços Florestais

37 Roder Máquinas

33 Rodovale

11 Rotary-Ax

41 Sergomel

21 Sparta Brasil

39 TMO

19 Tracbel

59 Unibrás

49 Unifértil

27 Vantec

51 Vermeer

06 www.referenciaflorestal.com.br



EDITORIAL

Sua natureza

é crescer

Assim como a própria floresta, a silvicultura não para de crescer.

Uma árvore robusta exige raízes profundas para sustentar sua expansão

rumo ao sol. Em nosso setor, essas raízes são o conhecimento,

o manejo e a sustentabilidade. Já os novos galhos são as inovações

tecnológicas, da mecanização intensiva à inteligência de dados, que

elevam a produtividade a patamares inéditos. O avanço contínuo da

nossa indústria espelha a essência daquilo que cultivamos: um ciclo

vivo, resiliente e em constante evolução. Plantar o amanhã é entender

que a inovação, como a floresta, nunca cessa. Nessa edição as soluções

da Himev para limpeza de área e proteção contra incêndios por meio

de aceiros, informações sobre o uso de floresta nativa na produção de

biomassa no Mato Grosso, o monitoramento de árvores gigantes no

Brasil, informações sobre exportações de produtos florestais nacionais

e uma entrevista exclusiva com Manoel de Freitas, uma das maiores

referências na silvicultura nacional com mais de seis décadas de experiência.

Excelente leitura.

IT IS IN ITS NATURE TO GROW

Just like the forest itself, forestry never stops growing. A sturdy tree

needs deep roots to support its growth toward the sun. In our industry,

these roots are knowledge, management, and sustainability. Meanwhile,

the new branches are technological innovations—from intensive

mechanization to data intelligence—that elevate productivity to unprecedented

levels. The continuous advancement of our industry mirrors

the essence of what we cultivate: a living, resilient, and constantly

evolving cycle. Planting the future means understanding that, like the

forest, innovation never ceases. This issue presents Himev’s solutions

for clearing land and fire protection through firebreaks, information on

using native forests for biomass production in the State of Mato Grosso,

monitoring giant trees in Brazil, information on exporting Brazilian

forest products, and an exclusive interview with Manoel de Freitas, one

of the leading authorities in Brazilian forestry with over six decades of

experience. Pleasant reading!

EXPEDIENTE

ANO XXVIII - EDIÇÃO 286 - JULHO 2026

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Department

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

Assinaturas Eventos / Subscription Events

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

2

Entrevista com

Manoel de Freitas,

referência na

silvicultura nacional

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

1

Na capa dessa edição

a Himev, com soluções

para limpeza de área que

protegem contra ao fogo

EFICIÊNCIA NA PREVENÇÃO

DE INCÊNDIOS

NOVA TECNOLOGIA REDUZ

CUSTOS OPERACIONAIS UNINDO

DOIS EQUIPAMENTOS EM UMA

MESMA OPERAÇÃO

Novas regras do governo afetam setores de

reflorestamento e base florestal nativa

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXVIII • Nº286 • Julho 2026

DESTAQUE

Entrevista: Manoel de Freitas compartilha experiência e conhecimento na silvicultura do país

EFFICIENCY IN

FIRE PREVENTION

NEW TECHNOLOGY REDUCES OPERATING

COSTS BY COMBINING TWO PIECES OF

EQUIPMENT INTO A SINGLE OPERATION

3

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

POWERTRAILER SR 331

Projetado para reboques e caminhões-tanque em aplicações de transporte, tanto no

campo quanto na estrada, a BKT lança o POWERTRAILER SR 331. O novo pneu radial todo

em aço apresenta alta capacidade de carga e estabilidade excepcional da carcaça. Além

disso, o POWERTRAILER SR 331 destaca-se pela durabilidade superior – em parte devido a

uma nervura especial na parede lateral, que oferece proteção contra impactos e o desgaste

causado pelo atrito lateral do pneu, enquanto o talão hexagonal com reforço de chafer

assegura um encaixe perfeito no aro. Graças a todos esses recursos, o POWERTRAILER SR

331 também é sinônimo de economia de combustível e conforto na estrada.

Descubra a linha

da BKT

A LONG WAY

TOGETHER

Chetan Ghodture

Balkrishna Industries Ltd, India

Email: chetang@bkt-tires.com

Mobile: +917021000031

08 www.referenciaflorestal.com.br



CARTAS

Capa da Edição 285 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de junho de 2026

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXVIII • Nº285 • Junho 2026

DESTAQUE Entrevista: Júnior Ramirez e os desafios do crescimento da silvicultura no Mato Grosso do Sul

GENÉTICA FLORESTAL

DE PONTA

VIVEIRO ALIA MANEJO

PRECISO E PESQUISA PARA

CRIAR FLORESTAS

PRODUTIVAS E RESISTENTES

CUTTING-EDGE

FOREST GENETICS

THE NURSERY COMBINES PRECISE

MANAGEMENT AND RESEARCH

TO CREATE PRODUCTIVE

AND RESILIENT FORESTS

DO BRASIL

PARA O MUNDO

PRINCIPAL

Por Ronaldo Silveira, Catalão (GO)

Belo trabalho da Duffatto. É algo que quem vê a floresta adulta não imagina de

quanto foi feito para chegar até lá.

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Vitor Ferreira, Bauru (SP)

Que as florestas do Mato Grosso do Sul continuem mostrando sua

força sob a liderança da Reflore (MS). Liderança de qualidade faz muita

diferença.

ILPF

Por César Rodrigues, Betim (MG)

Essa versatilidade que o ILPF proporciona é importantíssima. Gera renda rápida

e mantém a produtividade alta.

Foto: Foto: Vanderley Porfirio da Silva

ACOMPANHE AS PUBLICAÇÕES DA REVISTA TAMBÉM EM NOSSAS REDES SOCIAIS

CURTA NOSSAS PÁGINAS

E INSCREVA-SE NO NOSSO

CANAL NO YOUTUBE

10 www.referenciaflorestal.com.br

Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

@revistareferencia9702

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.

rotaryax

rotaryaxoficial



BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

IMPULSIONANDO A

PRÓXIMA GERAÇÃO

DE SOLUÇÕES

FLORESTAIS

Desde a colheita de alto desempenho até

o plantio de alta qualidade, a Ponsse

apresenta novas soluções projetadas

para atender às demandas da silvicultura

moderna na América Latina.

CONVITE

A Revista REFERÊNCIA foi convidada para

participar do evento: Dia na Florestal em Sinop

(MT); realizado pelo Cipem. O diretor comercial

da Revista Fábio Machado, esteve com o

presidente do Cipem, Gleisson Tagliari.

PODCAST

O diretor executivo da Revista REFERÊNCIA, Pedro

Bartoski Jr., recebeu o consultor florestal Waldemar

Vieira Lopes para a gravação do Podcast.

ALTA

JULHO 2026

INVESTIMENTO CONTRA O FOGO

DINHEIRO MAIS CARO

Uma MP (medida provisória) liberou R$ 337,5

milhões para o combate ao desmatamento, fiscalização

e prevenção de incêndios. Desse total, o

Ibama receberá R$ 194,4 milhões e o ICMBio ficará

com R$ 143,1 milhões. No Ibama, a maior fatia

(R$ 149,3 milhões) será aplicada no controle de

incêndios florestais em áreas federais prioritárias,

o que deve expandir a área protegida em mais de

148 mil km2 (quilômetros quadrados). Os R$ 45,1

milhões restantes do instituto serão usados para

intensificar as ações de fiscalização e controle

ambiental em todo o território nacional.

Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a previsão

do mercado financeiro para a inflação (IPCA)

deste ano subiu de 5,3% para 5,33%. Essa foi a 15ª

alta consecutiva na estimativa, que estoura o teto da

meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional,

cujo centro é de 3%. Mesmo após o anúncio de

acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que

pressionava combustíveis e alimentos, as projeções

continuam subindo. Em maio, a alta dos alimentos

impulsionou o índice mensal para 0,58%, elevando

o IPCA acumulado em 12 meses para 4,72%,

patamar que já se encontra fora do limite máximo

de tolerância.

A SOLUÇÃO TUDO-EM-UM PARA UM PLANTIO

EXCEPCIONAL E DE ALTA QUALIDADE

A Buffalo Planter é uma solução inovadora para o reflorestamento

mecanizado. Ela prepara o solo, planta mudas e realiza a irrigação, tudo

em um único processo contínuo. Construída sobre o confiável forwarder

Ponsse Buffalo, a Buffalo Planter atende à crescente demanda do

mercado por plantio florestal mecanizado e apoia esforços de

reflorestamento eficientes em larga escala, impulsionados por fatores

ambientais, econômicos e tecnológicos. À medida que o plantio florestal

evolui do trabalho manual tradicional para métodos mecanizados

avançados, a Buffalo Planter lidera o caminho rumo a um futuro mais

sustentável.

FEITO PARA DESCASCAR

O cabeçote harvester DH7 é uma solução desenvolvida

especialmente para a colheita eficiente de eucalipto. Projetado para

as exigentes condições do eucalipto, o DH7 oferece desempenho

confiável de corte, alimentação e descascamento em um único

conjunto robusto. Projetado para lidar com troncos tortuosos e

desafiadores, garante produtividade consistente e resultados

precisos. Equipado com sistemas avançados da Ponsse e recursos

opcionais, o DH7 atende às operações modernas de colheita de alto

desempenho e responde à crescente demanda por processamento

eficiente de eucalipto.

BAIXA

12 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Podcast REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres e de grande

valor para o segmento florestal em junho de 2026. No primeiro episódio

do mês estava presente o consultor florestal Waldemar Vieira

Lopes. O segundo episódio teve a presença dos irmãos e sócios da

Caraúno Madeiras, Gustavo Pinto Pereira e Viviane Pinto Pereira.

Waldemar relembrou a trajetória de mais de 40 anos no setor

florestal, em que iniciou como office boy e se tornou gerente em empresas

de destaque do setor florestal. Tudo isso, sendo um autodidata.

“Como a minha carreira no setor madeireiro, ela quase que antecede

a construção da faculdade florestal, então iniciei meu trabalho

antes praticamente que tivesse iniciado. Tive um contato bastante

grande com o meio acadêmico, mas no entanto, como fui para o interior,

tive que me tornar autodidata no setor e fui aprendendo lento e

vivenciando as práticas no métier, trabalhando com floresta, desde o

abate, até a industrialização”, explicou Waldemar.

O consultor ainda avaliou a importância das empresas realizarem

uma consulta prévia antes de iniciarem as operações florestais. Assim,

é possível minimizar erros na escolha da matéria-prima e até mesmo

na definição do setor de atuação.

“Por exemplo, temos uma floresta com início heterogêneo e tenho

que fazer compatibilização entre a sociologia florestal e a sociologia

industrial de forma que possa destinar ao maior número de espécies

e, por consequência, reduzo os custos de infraestrutura. Quanto menor

for o número de espécies que utilize, maior vai ser o meu custo de

estrutura e assim, vou produzir menos na floresta. É necessário pensar

em uma visão de classes industriais”, analisou.

No outro programa, os irmãos Gustavo e Viviane contaram sobre a

história da Caraúno Madeiras - empresa familiar criada pelo patriarca

da família, Adão, falecido em 2022. Com uma sucessão familiar bem

estabelecida a companhia tem se desenvolvido, sem perder a união.

“Acreditamos nesse processo de governança. Somos estudiosos

e praticantes de todo esse processo de governança em empresas

familiares. A gente acredita na profissionalização da empresa familiar

e que não precisa necessariamente ser um gestor de fora para ser

profissional. A gente não está aqui porque é filho do dono, a gente

está aqui porque somos profissionais da área. Estaríamos em outra

empresa também, nas mesmas funções e a gente acredita que isso faz

toda a diferença”, explica Viviane.

Gustavo também pontuou sobre como a empresa mudou a visão

em 2008 e colocou o reflorestamento como um dos focos da companhia,

além de maiores investimentos em mecanização, controle das

agriculturas e manejo.

“Somos reflorestadores. Praticamente tudo que é possível ser feito

com madeira de pinus a gente consegue atender, até porque temos

equipamentos que aqui no Brasil só nós temos”, enalteceu Gustavo.

Os episódios completos

o Leitor pode conferir

no canal do youtube da

Revista REFERÊNCIA:

Waldemar Vieira Lopes, consultor florestal

Gustavo Pinto Pereira, sócio da Caraúno Madeiras

Viviane Pinto Pereira, sócia da Caraúno Madeiras

Fotos: REFERÊNCIA

QUALIDADE

GARANTIDA

14 www.referenciaflorestal.com.br

+55 49 98813-0343 @brunoindustrial www.bruno.com.br



NOTAS

ForestMax 2026: ao vivo e online

O ForestMax 2026 prepara uma expansão digital para a sua próxima edição. Após esgotar todas as vagas da imersão presencial

com 40 dias antes do início do evento, a organização anunciou a abertura de um novo lote para participação online, com

transmissão ao vivo e em alta resolução. A iniciativa busca atender à intensa demanda do mercado e à extensa lista de profissionais

que ficaram sem acesso ao formato presencial. A próxima edição do ForestMax será realizada entre os dias 4 e 6 de agosto,

em Brasília (DF), reunindo especialistas, pesquisadores, consultores e empresas de referência do setor florestal em três dias de

imersão técnica voltados à máxima produtividade em florestas de eucalipto.

Segundo Pedro Francio Filho, diretor da Francio Soluções Florestais e idealizador do ForestMax, a decisão de ampliar o evento

para o ambiente digital é consequência direta do sucesso alcançado pela edição de 2026. “A abertura da transmissão ao vivo em

alta resolução é resultado do grande êxito do evento. O formato presencial foi planejado para proporcionar uma experiência mais

exclusiva, personalizada e rica em detalhes, assim como aconteceu na edição passada. Como todas as vagas foram preenchidas e

a procura continua muito acima da expectativa, decidimos disponibilizar uma versão online para que mais profissionais possam

participar dessa experiência”, afirma Pedro.

A expectativa da organização é dobrar o número total de participantes em relação à edição anterior. Mesmo no formato online,

os inscritos acompanharão integralmente toda a programação, com transmissão em tempo real, qualidade profissional de

imagem e som, além de receberem certificado de participação correspondente às 30h (horas) de treinamento.

Entre os destaques da programação estão palestras ministradas pelos principais especialistas em silvicultura do Brasil, além

da participação do biólogo Richard Rasmussen, que apresentará conteúdos relacionados ao documentário que está produzindo

sobre a importância do eucalipto no nosso dia a dia. Durante os três dias de imersão também será apresentado, de forma completa

e prática, o protocolo desenvolvido pela Francio Soluções Florestais para obtenção de máxima produtividade na silvicultura.

“Vamos reunir os maiores especialistas em eucalipto do país para compartilhar conhecimento técnico de alto nível. Também

apresentaremos nosso protocolo completo de alta produtividade, detalhando cada etapa do processo para que os participantes

possam aplicar imediatamente esse conhecimento em suas operações”, destaca Pedro Francio Filho.

A escolha de Brasília como sede da edição 2026 foi estratégica. Além de facilitar o deslocamento de participantes de diferentes

regiões do Brasil e da América Latina, a capital federal proporciona um ambiente favorável para networking, geração de

negócios, sustentabilidade, discussões sobre inovação e segurança jurídica no setor florestal.

Com a transmissão online, o ForestMax amplia ainda mais seu alcance, permitindo que profissionais de qualquer região

acompanhem toda a programação sem necessidade de deslocamento, mantendo a mesma qualidade técnica do conteúdo apresentado

presencialmente. As vendas do lote para participação online começaram no dia 3 de julho.

Os interessados poderão consultar a programação completa, garantir sua inscrição e acompanhar todas as novidades do

evento pelo site oficial: www.forestmax.com.br.

Foto: Francio Soluções Florestais

16 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

São Paulo em ascensão

O campo paulista testemunha um ciclo de forte expansão impulsionado pelo cultivo de eucalipto, que acaba de conquistar

uma posição inédita de destaque no cenário estadual. Pela primeira vez incluída no prestigiado ranking do VPA (Valor da Produção

Agropecuária), a cultura consolidou sua relevância e passou a figurar oficialmente entre as principais atividades econômicas

rurais de São Paulo. Esse avanço histórico reflete não apenas o aumento das áreas cultivadas, mas também o amadurecimento

de um setor altamente competitivo e essencial para a economia.

De acordo com dados recentes do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a produção paulista registrou um crescimento

expressivo de 14,6% em relação ao ciclo anterior, atingindo a marca de 23,9 milhões de m 3 (metros cúbicos). Esse salto em volume

veio acompanhado por uma sólida geração de valor, que alcançou a impressionante cifra de R$ 2,9 bilhões. Tamanha receita

se justifica pela extrema versatilidade da matéria-prima, já que o eucalipto atua como a espinha dorsal da silvicultura estadual e

abastece, desde indústrias tradicionais de papel e celulose, até os dinâmicos mercados de bioenergia, carvão vegetal, construção

civil, setor moveleiro e óleos essenciais.

Atualmente, São Paulo ostenta mais de 1 milhão de ha (hectares) dedicados a essa cultura, o que representa cerca de 77%

de toda a área de florestas plantadas no território paulista. Com esse desempenho robusto, o Estado se mantém firme como o

terceiro maior produtor nacional da espécie, posicionando-se logo atrás de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul.

O motor dessa expansão está concentrado em eixos geográficos estratégicos, com destaque para o sudoeste paulista, o

centro-oeste e o Vale do Paranapanema. Municípios como Agudos (SP), Itapetininga (SP), Itatinga (SP), Botucatu (SP) e Lençóis

Paulista (SP) lideram como polos consolidados, beneficiando-se de condições ideais de clima e solo que aceleram o crescimento

e a renovação rápida das florestas, garantindo ao agro paulista uma enorme vantagem competitiva.

TIGERCAT

Feller Buncher

822E

Compacta no tamanho.

Gigante em performance.

A inovação que vai redefinir o conceito

de produtividade nas florestas.

O Tigercat Feller Buncher 822E foi concebido para

oferecer alto desempenho em operações florestais

que exigem produtividade, agilidade e eficiência

energética. Seu porte compacto assegura maior

versatilidade de aplicações, enquanto a engenharia

avançada maximiza o aproveitamento da potência

do motor, reduzindo o consumo de combustível e

garantindo a robustez necessária para enfrentar os

desafios mais severos das florestas.

Balanço energético

O 822E contribui para

reduzir o custo de produção,

elevando a rentabilidade da

operação sem comprometer

a alta produtividade.

Foto: divulgação

Aponte a câmera

do seu smartphone

Mais produtividade por hora.

Mais resultado para o seu negócio.

Acesse:

www.tracbel.com.br

Siga:

@tracbelflorestalelogistica

Fale conosco:

0800 200 1000

18 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Fotos: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br

Pronto para o frio

Um grupo de produtores, viveiristas, técnicos e

representantes do setor florestal reuniu-se em Candói

(PR), para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil de Eucalyptus

benthamii. O evento demonstrou o desempenho

do material em regiões sujeitas a geadas no sul do país,

abrindo um horizonte promissor para o uso comercial focado

na geração de energia. Fruto de uma parceria entre

a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)

Florestas e a Golden Tree Reflorestadora, o dia de campo

dividiu-se entre palestras técnicas sobre o desenvolvimento

da variedade e uma visita prática à área de produção

de sementes.

A chegada da cultivar Versátil ao mercado coroa um

programa de melhoramento genético conduzido por 19

anos em condições reais de campo, envolvendo seleção

fenotípica, genética e genômica. Segundo o pesquisador

Paulo Eduardo Telles dos Santos, da Embrapa Florestas,

o grande trunfo do material é a elevada sobrevivência

em áreas com geadas frequentes, mantendo o ritmo de

crescimento mesmo sob baixas temperaturas. A variedade

também alia crescimento rápido, boa forma de fuste,

alta qualidade da madeira para fins energéticos e uma

produtividade escalável por hectare.

O foco comercial da cultivar está na produção de

biomassa para energia, como lenha, carvão, bio-óleo, cavacos

e vapor, além do uso em construções rurais. Tecnicamente,

a recomendação é limitar o plantio a locais com

altitude acima de 700m (metros) e solos bem drenados,

realizando o cultivo entre os meses de setembro e março.

A jornada de pesquisa envolveu avaliações dendrométricas,

análises de DNA, amostragem de madeira e o uso

inovador de drones para levantamentos multiespectrais.

O pesquisador recém-aposentado Estefano Paludzyszyn

Filho destaca que, embora a propagação clonal ainda não

seja viável, o formato seminal da cultivar assegura estabilidade

genética e sustentabilidade.

A Golden Tree Reflorestadora buscou a parceria com a

Embrapa ao notar o potencial de melhoramento da espécie,

contando ainda com o apoio da Cooperativa Agrária

e do Grupo Illich para os testes de campo. Luis Vatrin,

sócio-proprietário da Golden Tree, enfatiza que essa união

entre ciência e prática resolve um gargalo histórico: a

vulnerabilidade das espécies tradicionais de eucalipto ao

frio intenso, que até então prejudicava a silvicultura no sul

do país.

ROBUSTEZ COM A

MELHOR EQUIPE.

BRASIL

Excelência em Trituração Florestal

S P A R T A B R . C O M

M550e-1300

Motor Bosch Rexroth

Rotor com diâmetro de 55 cm

Facas ou Martelos

Discos delimitadores de corte

Dois sistemas de rotores

11 97638.9945



NOTAS

Silvicultura no agreste

A silvicultura no Ceará vive um momento de despertar, consolidando-se como uma fronteira promissora para o desenvolvimento

econômico, social e ambiental no semiárido. Definida como o manejo sustentável de florestas plantadas, a atividade

desponta como a solução para um histórico gargalo estrutural: a dependência externa de matéria-prima florestal. Atualmente,

quase toda a madeira consumida no território cearense é importada de outras regiões do país, atendendo desde polos moveleiros,

até a construção civil e indústrias têxteis, de alimentos e cimenteiras, que sozinhas demandam cerca de 35 mil toneladas

mensais de biomassa triturada. Esse cenário de alta demanda interna revela um mercado consumidor vasto e inteiramente

aberto para a produção local.

Embora o setor ainda esteja engatinhando e o Estado figure nos mapas nacionais com uma produção comercial classificada

como baixíssima, os primeiros passos práticos já demonstram a viabilidade da atividade em solo cearense. Na ausência de

dados oficiais consolidados pelos órgãos governamentais, o avanço da atividade é impulsionado por iniciativas isoladas de produtores

rurais e empresas que resolveram investir no plantio próprio. Além de apostas pontuais no cultivo de mogno africano, o

grande destaque fica por conta do eucalipto. Pesquisas e testes práticos com diversos clones comerciais vêm sendo conduzidos

há mais de duas décadas no Estado, apresentando excelentes resultados de adaptação e crescimento.

O grande motor dessa transformação estadual tem sido a ciência. Há 16 anos, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária) lidera uma rede de pesquisa em silvicultura distribuída estrategicamente por cerca de 30 ha (hectares) experimentais

em diversos municípios do interior, como Tabuleiro do Norte (CE), Aracati (CE), Pacajus (CE), Trairi (CE), Granja (CE),

Mauriti (CE) e Quixeramobim (CE). O programa avalia 85 clones de eucalipto, além de espécies nativas e exóticas, buscando

selecionar materiais genéticos altamente resilientes ao estresse térmico e hídrico do semiárido. Especialistas reforçam que a

consolidação da silvicultura em escala estadual trará uma nova dinâmica econômica ao Ceará, combinando a atração de investimentos

e a redução de custos industriais com a geração de emprego e renda no campo, sem abrir mão do papel ecológico

crucial no combate ao efeito estufa.

Foto: divulgação

22 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Conexão Paraná – Indonésia

A Apre Florestas (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) participou de uma missão internacional na Indonésia

voltada ao Programa de Capacitação e Treinamento para a Gestão Sustentável de Commodities de Madeira. O evento, que

ocorreu entre os dias 21 de junho e 3 de julho, reúnem representantes da América Latina, África e Ásia para debater os rumos

e os desafios da produção florestal de forma global. A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação entre Brasil e Indonésia

(países em desenvolvimento com interesses comuns, conhecidos como LMDC) e é organizada pelo Ministério das Relações

Exteriores indonésio em parceria com a Universidade IPB de Bogor e a Agência Indonésia para Desenvolvimento Internacional,

contando com a presença de nações produtoras como Argentina, Colômbia, México, Nigéria e Tailândia.

Com foco estratégico na cadeia da madeira em 2026, a capacitação busca equilibrar o avanço econômico e a preservação

dos recursos naturais por meio de uma programação intensa de debates e visitas técnicas. Os participantes discutem temas cruciais

para o setor moderno, tais como o processamento industrial, a otimização da cadeia de suprimentos, o uso de tecnologias

para a eficiência produtiva e, principalmente, a rastreabilidade da madeira. Esse rico intercâmbio de experiências permite que

os países conheçam diferentes modelos de gestão operacional, identificando práticas inovadoras que diminuam os impactos

ambientais e elevem o setor a novos patamares de excelência.

Para o diretor executivo da Apre Florestas, Ailson Loper, a inserção da entidade nesse ambiente global é fundamental para

absorver novos conhecimentos e aprimorar a atividade florestal brasileira. Diante de desafios muito semelhantes compartilhados

por diversas nações produtoras de commodities madeireiras, Loper pontua que o aprendizado mútuo e o diálogo multilateral

funcionam como ferramentas indispensáveis para construir soluções conjuntas, fortalecendo tanto a sustentabilidade

quanto a competitividade do Brasil no exterior.

Detentora de uma das maiores extensões de floresta tropical do planeta, a Indonésia serve como cenário ideal para a missão

devido aos seus pesados investimentos em políticas de manejo e sistemas rigorosos de controle de produção. A introdução

de novas tecnologias ganha papel central nas discussões, sendo apontada como o caminho direto para o aumento da produtividade

e para o refinamento dos processos logísticos e de rastreio. Ao fim do treinamento, espera-se que a formação dessa rede

global de relacionamento resulte na disseminação de conhecimentos de ponta nos países de origem, consolidando o compromisso

de instituições como a Apre com o desenvolvimento sustentável e com a inserção estratégica nos mercados globais.

GARRAS

TRAÇADORAS

GARRA TRAÇADORA COM GIRO 360°, IDEAL PARA

OPERAÇÕES COM MADEIRAS NATIVAS.

GARRAS TRAÇADORAS DESENVOLVIDAS PARA

TRATORES E CAMINHÕES EQUIPADOS COM GRUA.

NOVA GARRA TRAÇADORA TJP 1500, DISPONÍVEL

NAS VERSÕES INVERTIDA E TRADICIONAL.

Foto: divulgação

MATRIZ

J de Souza Indústria Metalúrgica LTDA

BR 116 - Nº 5828, KM 247

Área Industrial

+55 49 3226 0511 I +55 49 3226 0722

Lages - Santa Catarina - Brasil

www.jdesouza.com.br

UNIDADE 01

SETE LAGOAS - MG

Av. Prefeito Alberto Moura, Nº 2051A - Vale das Palmeiras

UNIDADE 02

IMPERATRIZ - MA

Av. Moacir Campos Milhomem, Nº 12 - Colina Park

UNIDADE 03

LAGES - SC

BR 116 - S/Nº, KM 247 - Área Industrial

CENTRO DE DESENVOLVIMENTO

E TESTES

SÃO JOSÉ DO CERRITO - SC

Localidade de Bom Jesus

24 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Votação postergada

Após dois dias de intensas deliberações em sua 77ª

Reunião Ordinária, a Conabio (Comissão Nacional de

Biodiversidade) optou por adiar a decisão sobre a nova

lista de espécies exóticas invasoras, que cogitava incluir a

tilápia, além de árvores como pinus e eucalipto, e frutas

como a jaca, a manga e a goiaba. Em vez de avançar com

a listagem, o colegiado decidiu instituir um grupo de

trabalho focado na definição de critérios técnicos para

essa categorização no Brasil. O MMA (Ministério do Meio

Ambiente e Mudança do Clima) reiterou que, até o momento,

não houve nenhuma aprovação ou classificação

individual de qualquer espécie vegetal ou animal.

Apesar de o MMA assegurar que a classificação não

proíbe automaticamente o cultivo, o setor de piscicultura

teme a criação de barreiras comerciais, ambientais e sanitárias

no mercado internacional. A Peixe BR (Associação

Brasileira da Piscicultur) projeta que a inclusão da tilápia

causaria prejuízos superiores a US$ 38 milhões anuais

e uma queda de até 90% nas exportações da cadeia

produtiva. Representantes da silvicultura também alertam

para o risco de insegurança jurídica sobre investimentos

em pinus e acácia, enquanto a Embrapa Pesca e Aquicultura

publicou nota técnica contrária ao enquadramento

generalizado e sem estudos específicos.

Pela nova resolução aprovada, as futuras avaliações

dividirão as espécies em três grandes grupos baseados

no interesse socioeconômico: aquelas sem relevância econômica,

as que possuem cadeia produtiva já consolidada

e as que impactam negativamente as atividades socioeconômicas.

Para detalhar essa organização, o grupo de

trabalho será composto por 15 membros, divididos entre

oito representantes do governo federal e sete de organizações

civis e do setor produtivo. O comitê, que poderá

convidar especialistas para aprofundar os debates, terá

um prazo de até 90 dias para concluir os trabalhos.

O estabelecimento desses parâmetros rígidos servirá

para garantir que qualquer classificação futura ocorra

de maneira individualizada, baseada estritamente em

evidências científicas e pesando com rigor os impactos

financeiros de cada setor. A medida visa afastar o temor

de decisões automáticas que possam prejudicar o agronegócio

e a produção de alimentos no país. Em posicionamento

oficial, o Ministério do Meio Ambiente declarou

que valoriza as contribuições do mercado e garantiu que

continuará conduzindo o debate de forma transparente,

assegurando o diálogo e a ampla participação de todos os

setores afetados.

Foto: divulgação

26 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Espaço para os pequenos

A silvicultura desponta como uma forte aliada dos agricultores gaúchos para mitigar os prejuízos das instabilidades climáticas

no Rio Grande do Sul. Histórias como a de Charles Pigatto, que adotou o eucalipto após perdas na soja, ilustram como as

florestas plantadas oferecem tranquilidade tanto na seca quanto no excesso de chuvas. Segundo a Emater/RS-Ascar, o avanço

no nicho familiar é impulsionado pela alta demanda regional por madeira para energia e construção. A recente simplificação da

legislação ambiental também desburocratizou o setor, consolidando as florestas como uma estratégia eficaz para diversificar a

renda em períodos distintos das safras de grãos e da pecuária.

O peso dessa cadeia se reflete em números robustos da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais). O setor

movimentou R$ 3,8 bilhões no Estado, com uma área cultivada de 974 mil hectares, o que equivale a 9,5% do total nacional.

A atividade está presente em todos os 497 municípios gaúchos, tendo o eucalipto como líder absoluto ao ocupar 63,3% dos

plantios, seguido pelo pinus e pela acácia-negra. Polos como Encruzilhada do Sul (RS), São Francisco de Paula (RS) e Piratini

(RS) se destacam em extensão, sustentando uma cadeia produtiva que gera mais de 64 mil empregos diretos entre os setores

agropecuário e industrial.

A participação da agricultura familiar tende a crescer impulsionada por programas corporativos de fomento que subsidiam

o plantio em pequenas propriedades. Esses contratos oferecem modelos flexíveis de remuneração indexados ao preço do boi,

de grãos ou a valores fixos, assegurando uma receita mínima e previsível. Essa pulverização produtiva garante o abastecimento

contínuo das indústrias e funciona como blindagem contra crises climáticas. Por se tratar de uma cultura perene e de baixo

risco diante de intempéries, o cultivo de árvores entrega rentabilidade com alta segurança comercial.

Além do retorno comercial com a venda de biomassa, lenha, celulose e madeira sólida, a atividade se destaca pelo equilíbrio

ecológico. Para cada hectare cultivado no Estado, praticamente outro hectare de vegetação nativa é conservado, o que

abre caminhos para o promissor mercado de créditos de carbono. Contudo, o setor ainda esbarra na falta de linhas de crédito

de longo prazo voltadas aos pequenos produtores. Como o ciclo de retorno das florestas varia de 7 a 20 anos, o elevado fluxo

de caixa exigido na fase inicial continua sendo o principal entrave para as famílias rurais.

Foto: divulgação

28 www.referenciaflorestal.com.br



FRASES

Foto: Albino Oliveira/Ascom-MDA

Queremos fortalecer

o manejo florestal

comunitário e

familiar, ampliando

empreendimentos

capazes de gerar renda

e, ao mesmo tempo,

conservar as florestas

Fernanda Machiaveli, ministra do

Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar,

em lançamento de programa de manejo familiar

“Nossas florestas armazenam

carbono, regulam chuvas,

sustentam a produção

agrícola, a geração de energia

e o abastecimento de água.

Quando falamos em clima,

segurança alimentar e resiliência

econômica, estamos falando

diretamente da importância

estratégica das florestas

brasileiras”

“O desempenho

reflete a pujança dos

investimentos do setor,

com a abertura de novas

fábricas a cada ano e

meio e ampliação da

capacidade produtiva”

Paulo Hartung, presidente da IBÁ (Indústria

Brasileira de Árvores), sobre o recorde de

exportação de celulose do brasil em 2025

Beto Veríssimo, cofundador do Imazon, em

entrevista ao Mundocoop sobre a expansão da

silvicultura no Brasil

30 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

Mestre da

silvicultura

NACIONAL

A leading figure in

brazilian forestry

Foto: divulgação

ENTREVISTA

A

evolução da silvicultura brasileira é marcada por

profundas transformações tecnológicas e operacionais.

Desde os desafios das primeiras turmas

de engenharia florestal nos anos 1960, até as

recentes discussões sobre bioinsumos e mudanças climáticas,

o setor nacional precisou se reinventar muito para atingir a

excelência em nível mundial. Para compreender essa longa jornada,

conversamos com uma das maiores referências do país.

Neste papo exclusivo, Manoel de Freitas compartilha sua vasta

experiência, detalhando as inovações em viveiros, até o futuro

da produção florestal nacional.

T

he evolution of Brazilian forestry has been marked

by profound technological and operational transformations.

From the challenges faced by the first

classes of forest engineering students in the 1960s

to recent discussions on bio-inputs and climate change, the

Sector has had to reinvent itself significantly to achieve world-class

excellence. To understand this long journey, we spoke

with one of the Country’s leading experts, Manoel de Freitas. In

this exclusive interview, Manoel de Freitas shares his extensive

experience, covering topics ranging from nursery innovations to

the future of national forest production.

32 www.referenciaflorestal.com.br

Manoel de Freitas

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Engenheiro Florestal formado pela UFPR (Universidade Federal do

Paraná), administrador de empresas formado pela PUC (Pontifícia

Universidade Católica de Campinas) e com pós-graduação em

Gestão Ambiental pela Faculdade Metropolitana de Campinas (SP).

Participou do Curso de Desenvolvimento para Executivos Sênior

na Dartmouth School, EUA (Estados Unidos da América). Atuou

como executivo na multinacional americana do setor de produtos

florestais Champion International Corporation/International Paper.

Foi diretor de diversas entidades setoriais, entre elas o Ipef (Instituto

de Pesquisas e Estudos Florestais), o Fundo Florestar e a Sociedade

Brasileira de Silvicultura. É autor de diversos artigos técnicos sobre

o setor florestal. Nos últimos anos, atua como consultor e assessor,

tanto para empresas no Brasil, quanto no exterior.

He holds degrees in Forest Engineering from the Federal University

of Paraná (UFPR), and Business Administration from the Pontifical

Catholic University of Campinas (PUC). He also completed

Post-Graduate Studies in Environmental Management at the

Metropolitan College of Campinas (SP). He participated in the Senior

Executive Development Program at Dartmouth College in the United

States. Furthermore, he served as an Executive at Champion International

Corporation/International Paper, an American multinational

in the Forest Products Sector. Besides, he has served as a Director

of several industry organizations, including the Institute for Forest

Research and Studies (IPEF), the Forest Fund, and the Brazilian Society

of Silviculture. Moreover, he is the author of numerous technical

articles on the Forestry Sector. In recent years, he has worked as a

consultant and advisor for companies in Brazil and abroad.



ENTREVISTA

>> Qual foi o maior choque operacional para as primeiras

turmas de Engenharia Florestal ao irem a campo no final dos

anos 1960?

Talvez fosse mais apropriado dizer que os primeiros engenheiros

florestais encontraram um campo de trabalho onde

poderiam aplicar todo um preparo técnico florestal especializado,

que era antes praticamente incipiente no país, o

que contribuiu enormemente para o avanço nas práticas

florestais, com ganhos expressivos na execução florestal e na

produção madeireira. Foi o momento quando deslancharam

as pesquisas em melhoramento, manejo florestal e execução

florestal, o que se revelou muito oportuno, porque em meados

da década de 1960 inicia-se no Brasil o programa dos

incentivos florestais para o plantio de florestas, e desta forma,

o maior preparo do profissional florestal veio dar enorme suporte

ao desenvolvimento do setor de florestas plantadas do

Brasil. E, ao final da década, surgem as cooperativas de pesquisas

florestais, reunindo universidade e empresas florestais,

destacando-se como pioneira, o Ipef (Instituto de Pesquisas e

Estudos Florestais), em Piracicaba (SP), junto à Esalq da USP

(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade

de São Paulo).

>> Houve gargalos silviculturais quando de sua passagem

pela Champion que precisou superar nos anos 1980 para viabilizar

o eucalipto como matriz energética competitiva?

Considero os anos 80 uma década de ouro para a ciência

florestal, porque nela se avançaram muito os conhecimentos

em fertilização florestal, propagação vegetativa de eucalipto

(clonagem), em viveiros florestais com alta tecnologia, construídos

como linhas de montagem (à exemplo dos viveiros

de mudas clonais), colheitas mecanizadas (corte, arraste e

carga), entre outras novidades. Foi para Champion Papel e Celulose

também um período virtuoso, uma vez que a empresa

sempre se destacou entre as líderes e pioneiras dos avanços

acima.

>> Fisiologicamente, há um ganho real da poda aérea com

os tubetes suspensos para o pegamento inicial das mudas no

campo?

Quando a disposição das mudas em viveiro se faz através do

uso de tubetes suspensos, seja em modelos de mesas onde

as mudas ficam suspensas, ou em bandejas com suporte colocadas

em pisos, o processo de poda radicular se realiza de

forma natural, o que confere à muda um desenvolvimento

sem traumas, com menos dano ao sistema radicular, e com

isto, aumentando em muito a chance do pegamento inicial no

campo.

>> Existe uma curva de aprendizado com a retenção hídrica

dos substratos artificiais até o setor chegar às formulações

atuais?

A escolha dos substratos no passado mais distante era uma

decisão sujeita aos insumos disponíveis na localidade, onde

entrava a combinação ou mistura de inúmeros materiais

como fontes nutritivas, acrescidos de fertilizantes, nas mais

What was the biggest operational shock for the first

forestry engineering classes when they entered the

field in the late 1960s?

Perhaps it would be more accurate to say that the first

forestry engineers found a field of work in which they

could apply a wide range of specialized technical skills

that had previously been practically nonexistent in the

Country. This contributed significantly to advances in

forestry practices and timber production. Research into

forest improvement, management, and operations really

took off at this time, which was very timely because

Brazil launched its forest incentive program for planting

forests in the mid-1960s. Thus, the greater expertise of

forestry professionals provided enormous support for

the development of Brazil’s Planted Forest Sector. By the

end of the decade, forestry research cooperatives had

emerged, bringing together universities and forestry

companies. The Institute for Forestry Research and

Studies (IPEF) in Piracicaba, SP, in partnership with the

Luiz de Queiroz School of Agriculture at the University of

São Paulo (ESALQ at USP), stood out as a pioneer among

these cooperatives.

Were there any silvicultural bottlenecks at Champion in

the 1980s that you had to overcome to make eucalyptus

a viable source of competitive energy?

I consider the 1980s a golden decade for forestry science

because knowledge advanced significantly in forest

fertilization, the vegetative propagation of eucalyptus

(cloning), high-tech forest nurseries built like assembly

lines (such as clonal seedling nurseries), and mechanized

harvesting (cutting, skidding, and loading), among other

innovations. It was also a fruitful period for Champion

Papel e Celulose because the Company has always been

a leader and pioneer in these advancements.

Physiologically speaking, does aerial pruning using

suspended tubes actually improve the initial rooting of

seedlings in the field?

When seedlings are arranged in a nursery using suspended

tubes, whether on table-style setups or in trays

with supports on the floor, the root pruning process

occurs naturally. This allows the seedling to develop

without trauma and with less damage to the root

system. Thus, the chances of initial establishment in the

field are greatly increased.

Was there a learning curve regarding the water retention

of artificial substrates before the industry arrived

at the current formulations?

In the past, substrate selection was based on locally

available materials, involving the combination or mixing

of various materials, such as nutrient sources, with

added fertilizers in different formulas. However, with the

emergence of ready-made substrates supplied by specialized

companies, everything became easier and more

34 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

How did Integrated Pest Management (IPM) evolve

in response to the homogeneity of clonal forests to

prevent phytosanitary collapses?

IPM had to consider that clonal forests consist of 100%

identical genetic material, which increases the probabilvariadas

fórmulas. Contudo, com o surgimento de substratos

prontos fornecidos por empresas especializadas, tudo ficou

mais fácil, prático, e permitindo uma homogeneização dos

substratos usados, o que contribuiu em muito para a uniformidade

das mudas produzidas.

>> Com a adoção da miniestaquia, como foi calibrada a nutrição

para garantir o vigor juvenil e o enraizamento rápido

nos minijardins clonais?

A calibração da nutrição usada na fase de miniestaca sempre

passou antes por inúmeras pesquisas, levando em consideração

as particularidades de cada jardim clonal, material

genético do clone e pote de instalação adotada. Não foi raro

resultar do método de erro e acerto, em vários testes, até se

alcançar aquele que apresentou o melhor resultado.

>> O uso de sistemas biodegradáveis, como o paperpot, já se

justifica financeiramente em larga escala pela eliminação da

logística reversa dos tubetes plásticos?

Devido ao investimento mais elevado para o emprego dos

paperpots, a adoção deste sistema é bastante dependente da

escala de produção do viveiro e da análise do ganho que possa

haver na uniformidade da muda, no tempo de formação

no viveiro, no pegamento da planta no campo, e da redução

de custo da eliminação do retorno embalagens para o viveiro,

entre os principais benefícios. Em resumo, uma análise caso

a caso.

>> Quais foram os impactos práticos mais críticos da transição

para o cultivo mínimo na conservação da matéria orgânica

e da microbiota do solo?

A opção pelo cultivo mínimo no preparo do terreno, comparativamente

ao preparo intensivo (mínimo 2 gradagens), veio

provar ser a decisão mais correta para a conservação do solo.

Salvo raras exceções, na maioria dos casos, foi uma decisão

de simples escolha de método, sem grandes dificuldades. No

mais, havia uma comprovada redução de custo de preparação

do terreno, o que impactava significativamente no custo o m3

(metros cúbicos) no final da rotação.

>> Até que ponto o melhoramento genético consegue compensar

o estresse hídrico das mudanças climáticas sem sacrificar

o IMA (Incremento Médio Anual)?

Por experiência, em décadas no cultivo do eucalipto, tenho

a opinião de que a melhor solução para enfrentar o déficit

hídrico será através de materiais genéticos mais resistentes às

secas, o que passa necessariamente pelo melhoramento florestal.

Porém, na natureza tudo é compensação e equilíbrio.

A tudo corresponde um preço. Se a planta consome menos

água, por ser mais resistente à seca, apresentará, como resultado,

um IMA menor.

>> Diante da homogeneidade das florestas clonais, como o

MIP (Manejo Integrado de Pragas) precisou evoluir para evitar

colapsos fitossanitários?

O MIP naturalmente precisou levar em consideração o fato

practical. This allowed for greater homogeneity in the

substrates used and greatly contributed to the uniformity

of the seedlings produced.

With the adoption of mini-cuttings, how was nutrition

calibrated to ensure juvenile vigor and rapid rooting in

the clonal mini-gardens?

The nutrition calibration used in the mini-cutting phase

is always preceded by extensive research. This research

takes into account the specific characteristics of

each clonal garden, the clone’s genetic material, and

the planting pot used. Often, this process involved a

trial-and-error method with multiple tests until the most

effective method was identified.

Is the use of biodegradable systems, such as paper

pots, financially justified on a large scale due to the

elimination of reverse logistics for plastic tubes?

Due to the higher investment required for paper pots,

adoption of this system depends heavily on the nursery’s

production scale and an analysis of potential gains in

seedling uniformity, time to establish the nursery, plant

survival in the field, and cost savings from eliminating

the return of packaging to the nursery. These are among

the main benefits. In short, a case-by-case analysis is

required.

What were the most critical practical impacts of the

transition to minimum tillage on the conservation of

organic matter and soil microbiota?

The decision to use minimum tillage in land preparation

compared to intensive tillage (at least two passes with

a harrow) proved to be the best choice for soil conservation.

With rare exceptions, it was simply a matter of

choosing a method without major difficulties. Furthermore,

there was a proven reduction in land preparation

costs, which significantly impacted the cost per cubic

meter at the end of the rotation.

To what extent can genetic improvement compensate

for the water stress caused by climate change without

sacrificing the average annual increment (AAM)?

Based on my decades of experience in eucalyptus cultivation,

I believe the best solution for addressing water

shortages is genetic materials that are more drought-resistant,

which necessarily involves forest breeding.

However, in nature, everything is a matter of trade-offs

and balance. Everything comes at a price. If a plant consumes

less water because it is more drought-resistant, it

will consequently have a lower AAM.

36 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

de estar diante de uma floresta clonal constituída 100% com

o mesmo material genético (pelo menos em nível de talhão),

o que leva a susceptibilidade à ataque de pragas e doenças

à uma probabilidade muito mais elevada. Terá que ser algo

diferente em comparação ao método adotado em floresta seminal,

onde a variação genética das plantas reduz muito esta

susceptibilidade.

>> Como as áreas florestal e industrial ajustaram a equação

entre o volume, (m³/ha - metros cúbicos por hectare) no

campo e a densidade básica exigida na fábrica para não

transportar água e casca?

O meu entendimento é de que a densidade básica exigida

para o produto da empresa está a cargo do melhoramento

genético florestal, que tem por objetivo encontrar os clones

ideais para a indústria. Já a madeira com menos casca e água,

é um problema operacional da colheita (quando retira a casca

no momento do corte), e do tempo de permanência da madeira

cortada no campo, que reduz a água na tora.

>> Que prática silvicultural exigiu a maior quebra de paradigma

cultural das equipes de campo para atender às normas

de certificação?

Todas as fases do reflorestamento, desde o viveiro, implantação,

manutenção, colheita e transporte, tiveram que se reorganizar

para atender as exigências da certificação. Um pote de

reeducação na forma de conduzir e monitorar os processos

produtivos, vencendo as dificuldades próprias em cada etapa

da rotação da floresta.

>> Com a hiperautomação atual, como avalia o risco das novas

gerações de engenheiros perderem a vivência prática do

chão de fábrica?

Os engenheiros florestais dos dias atuais possuem uma visão

própria sobre trabalho e vida, em sintonia com a geração a

que pertencem. Tudo isto é muito natural e sempre foi assim:

cada geração tem suas próprias características e crenças.

Entretanto, há fundamentos e princípios na ciência florestal

que não mudam com o tempo (diz a sabedoria que: verdade

é somente aquilo que nunca muda), e uma destas verdades, é

de que não existe melhor professor do que observar a silvicultura

lá no campo, junto às etapas de execução.

ity of susceptibility to pests and diseases. The method

used in seed-grown forests, where genetic variation

among plants greatly reduces this susceptibility, will

have to be different.

How have the Forestry and Industrial Sectors balanced

the equation between volume (m³/ha) in the field and

the basic density required at the mill to avoid transporting

water and bark?

My understanding is that the basic density required for a

company’s product is the responsibility of forest genetic

improvement. This field aims to identify the ideal clones

for the industry. As for wood with less bark and water,

that is an operational issue related to harvesting, such

as when the bark is removed at the time of cutting, as

well as the length of time the cut wood remains in the

field. This reduces the water content in the log.

Which silvicultural practice required the greatest shift

in the field teams’ mindset to meet certification standards?

Every phase of reforestation—from the nursery through

planting, maintenance, harvesting, and transportation—had

to be reorganized to meet certification

requirements. There was a significant learning curve

in managing and monitoring production processes and

overcoming the specific challenges at each stage of the

forest rotation.

Given today’s hyper-automation, how do you assess

the risk that new generations of engineers might lose

hands-on experience on the shop floor?

Today’s forestry engineers have their own perspective

on work and life, in tune with the generation to which

they belong. All of this is very natural and has always

been this way: each generation has its own characteristics

and beliefs. However, there are fundamentals and

principles in forestry that do not change over time (as

the saying goes: truth is only that which never changes),

and one of these truths is that there is no better teacher

than observing silviculture out in the field, alongside the

stages of implementation.

O meu entendimento é de que a densidade básica

exigida para o produto da empresa está a cargo do

melhoramento genético florestal, que tem por objetivo

encontrar os clones ideais para a indústria

38 www.referenciaflorestal.com.br



COLUNA

O combustível por trás

da produtividade

Gabriel Berger

GB Manejo de Árvores – Educação Profissional

e Corporativa

Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho

gbmanejodearvores.com.br

gabriel@gbmanejodearvores.com.br

Foto: divulgação

O preparo correto da mistura influencia o desempenho da motosserra,

reduz falhas e aumenta a eficiência operacional

M

MUITO ALÉM DO ABASTECIMENTO

No cotidiano das atividades florestais e de manejo

da vegetação, a motosserra permanece

como uma das máquinas mais importantes para

as equipes operacionais. Seja em podas, supressões,

desbastes ou intervenções em áreas urbanas e rurais, seu

desempenho depende não apenas da qualidade do motosserra

ou da habilidade do operador, mas também da forma como o

combustível é preparado e utilizado.

Embora muitas vezes seja tratada apenas como fonte de

energia, a gasolina exerce papel fundamental no funcionamento

dos motores dois tempos. Nessas máquinas, o combustível deve

ser utilizado em mistura com óleo lubrificante específico, sempre

respeitando as proporções recomendadas pelo fabricante. Essa

combinação é responsável por garantir a lubrificação interna do

motor, reduzir o atrito entre componentes móveis e preservar

peças essenciais ao funcionamento da máquina.

A IMPORTÂNCIA DA PROPORÇÃO CORRETA

Um dos erros mais frequentes nas operações de campo está

relacionado ao preparo inadequado da mistura entre gasolina e

óleo. Quando a quantidade de óleo utilizada é inferior à recomendada,

o motor passa a operar com lubrificação insuficiente. Como

consequência, ocorre aumento do atrito interno, elevação da

temperatura de trabalho e maior risco de desgaste prematuro ou

até mesmo de travamento do conjunto motriz.

Por outro lado, o excesso de óleo também gera problemas. A

combustão torna-se menos eficiente, favorecendo a formação de

resíduos carbonizados no sistema de escape e o acúmulo de depósitos

na parte superior do pistão. Com o tempo, esses resíduos

comprometem o desempenho da máquina e aumentam a necessidade

de manutenção corretiva. Em ambos os cenários, o resultado

é semelhante: redução da vida útil da motosserra, aumento

dos custos de manutenção e perda de produtividade operacional.

QUALIDADE E VALIDADE DO COMBUSTÍVEL

Além da proporção correta da mistura, a qualidade dos insumos

utilizados merece atenção permanente. A gasolina possui

validade limitada e sofre degradação natural ao longo do tempo.

Em condições adequadas de armazenamento, recomenda-se sua

utilização em até 30 dias. Entretanto, quando misturada ao óleo

dois tempos, formando o combustível utilizado pelas motosserras,

esse período reduz significativamente, chegando a aproximadamente

cinco dias.

Por essa razão, a recomendação é preparar apenas a quantidade

necessária para uso imediato ou de curto prazo. O armazenamento

prolongado da mistura favorece alterações químicas que

comprometem a qualidade da combustão e podem gerar falhas

40 www.referenciaflorestal.com.br

de funcionamento. Outro cuidado importante está relacionado ao

armazenamento da própria máquina. Caso a motosserra não seja

utilizada no dia seguinte, o ideal é que permaneça com o tanque

e o carburador secos. Essa prática reduz a degradação do combustível

no sistema e evita problemas futuros em componentes

internos do carburador.

IMPACTO DIRETO NA PRODUTIVIDADE

Os benefícios de uma mistura preparada corretamente são

percebidos diretamente no campo. Motosserras abastecidas com

combustível adequado apresentam partidas mais fáceis, funcionamento

mais estável e menor necessidade de intervenções

mecânicas durante a jornada de trabalho. Como consequência, há

redução do tempo de máquina parada, aumento do rendimento

das equipes e melhor aproveitamento dos recursos operacionais.

Em operações que exigem continuidade e eficiência, como

manejo florestal, limpeza de faixa, desbastes, podas e intervenções

próximas a infraestruturas críticas, a confiabilidade dos

motosserras torna-se um fator estratégico para o alcance dos

resultados planejados.

UMA PRÁTICA SIMPLES COM GRANDES RESULTADOS

Em um cenário onde segurança, qualidade e produtividade

precisam caminhar juntas, a atenção ao preparo do combustível

deixa de ser apenas um detalhe técnico e passa a integrar

a gestão operacional das atividades. Padronizar processos de

abastecimento, orientar corretamente os operadores e promover

treinamentos periódicos são medidas simples, mas capazes de

gerar impactos significativos na confiabilidade das máquinas e no

desempenho das equipes.

Pequenos cuidados preventivos reduzem falhas, aumentam a

durabilidade dos motosserras e contribuem para operações mais

seguras e eficientes. No final, uma motosserra bem alimentada

representa mais do que um motosserra funcionando adequadamente.

Ela representa continuidade operacional, menor risco de

interrupções e maior produtividade em campo.

Foto: divulgação



PRINCIPAL

Dupla proteção contra

INCÊNDIOS

FLORESTAIS

Solução integrada de criação de aceiros com dois

implementos simultâneos chega ao mercado

Dual Protection Against Wildfires

An integrated firebreak creation solution with two simultaneous

implements has hit the market

Fotos: Emanuel Caldeira

Prevenir incêndios florestais exige mais do que reação

rápida, exige planejamento, equipamento certo e

tecnologia que realmente funcione no campo. Com

esse princípio em mente, a Himev Ecotritus, referência

nacional em trituradores florestais há mais de 20

anos, apresenta uma solução inédita para a criação de aceiros: a

operação simultânea dos implementos HPHF 240 (frontal) e ST

800 Extreme (traseiro) acoplados a um único trator, formando

um sistema completo de supressão vegetal e preparo de solo em

uma única passagem.

O DESAFIO DOS ACEIROS MODERNOS

Aceiros são faixas de terreno preparadas para interromper o

avanço do fogo. A eficiência de um aceiro depende diretamente

de dois fatores: a eliminação da biomassa aérea, como folhas,

galhos e vegetação que servem de combustível, e a exposição

do solo mineral, livre de qualquer material orgânico inflamável.

Tradicionalmente, essas duas etapas exigiam passagens separadas

com máquinas distintas, elevando o custo operacional e o tempo

de execução. A Himev identificou essa lacuna e desenvolveu

uma configuração que resolve ambos os desafios em uma única

operação, combinando dois de seus implementos mais robustos.

P

reventing wildfires requires more than a quick

response. It requires planning, the right equipment,

and technology that works in the field.

Keeping this in mind, Himev Ecotritus, a national

leader in forestry mulchers for over 20 years,

presents an unprecedented solution for creating firebreaks.

The HPHF 240 (front-end) and ST 800 Extreme (rear-end) attachments

operate simultaneously when mounted on a single

tractor. This forms a complete system for vegetation suppression

and soil preparation in a single pass.

THE CHALLENGE OF MODERN FIREBREAKS

Firebreaks are strips of land prepared to halt the spread of

fire. Their effectiveness depends on two factors: removing above-ground

biomass, such as leaves, branches, and vegetation

that serve as fuel, and exposing mineral soil free of flammable

organic material.

Traditionally, these two steps required separate passes with

different machines, increasing operating costs and execution

time. Himev identified this issue and developed a configuration

that addresses both challenges in a single operation by combining

two of its most robust implements.

42 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 43



PRINCIPAL

SISTEMA DE ACEIRO DUPLO HIMEV

Na frente do trator, o triturador HPHF 240, da Linha Pesada

Frontal da Himev, avança sobre a vegetação, triturando todo o

material vegetal acima do solo com eficiência impressionante. Com

capacidade para processar troncos de até 30 cm (centímetros) de

diâmetro e largura de corte de 2,05m (metros), o HPHF garante que

nenhum galho ou arbusto permaneça em pé após sua passagem.

Na traseira, o ST 800 Extreme, o rebaixador de tocos e raízes da

Himev, entra em ação para criar a faixa limpa definitiva. Com seus

martelos especiais, ele revolve o solo a até 25 cm de profundidade,

destruindo raízes residuais e expondo o solo mineral. O resultado é

uma linha de solo completamente limpa, sem material combustível

na superfície, o aceiro ideal para contenção de incêndios florestais.

“Essa configuração resolve em uma única passagem o que

antes exigia duas operações separadas. O produtor chega ao campo

com um trator e sai com o aceiro pronto,vegetação triturada

na frente e solo preparado atrás. É eficiência máxima com custo

operacional reduzido”, detalha a equipe técnica Himev Ecotritus.

LINHA PESADA FRONTAL

O HPHF 240 é acoplado na tomada de força frontal do trator,

o que permite triturar vegetação densa mesmo avançando de

frente. Desenvolvido com martelos de metal duro especial de alta

qualidade, o equipamento foi projetado para longos períodos de

trabalho com grande produtividade e baixo custo de manutenção.

Os martelos não precisam ser afiados, garantindo agilidade na

operação no campo.

HIMEV DUAL-BLADE SYSTEM

The HPHF 240 mulcher, part of Himev’s Heavy-Duty Front-

-End Line, is mounted on the front of the tractor. It moves through

the vegetation, mulching all above-ground plant material with

impressive efficiency. With a cutting width of 2.05 meters and

the ability to process logs up to 30 centimeters in diameter, the

HPHF ensures that no branches or shrubs remain standing in its

wake. At the rear, Himev’s stump and root grinder, the ST 800

Extreme, springs into action to create the ultimate clear strip.

Its special hammers till the soil to a depth of up to 25 cm, destroying

residual roots and exposing the mineral soil. The result

is a completely clear strip of soil, free of surface fuel—the ideal

firebreak for containing wildfires.

“This configuration accomplishes in a single pass what previously

required two separate operations. The forest producer

arrives on the field with a tractor and leaves with the firebreak

ready, with shredded vegetation in front and prepared soil

behind. It is maximum efficiency with reduced operating costs,”

explains the Himev Ecotritus Technical Team.

HEAVY-DUTY FRONT-END MODEL

The HPHF 240 attaches to the tractor’s front PTO, allowing it

to shred dense vegetation while moving forward. Equipped with

high-quality, specialized carbide hammers, the unit is designed

for long periods of operation, delivering high productivity and

low maintenance costs. The hammers do not require sharpening,

ensuring operational efficiency in the field.

O produtor chega ao campo

com um trator e sai com o

aceiro pronto, vegetação

triturada na frente e

solo preparado atrás. É

eficiência máxima com

custo operacional reduzido

Equipe Técnica Himev Ecotritus

HPHF 240

Especificações Técnicas – HPHF 240

Trator recomendado: 130 a 250 cv

Largura total: 2,35m

Largura de corte: 2,05m

Diâmetro de corte: 30 cm

Número de martelos: 60

Número de correias: 12

Peso: 1.540 kg

REBAIXADOR DE TOCOS E RAÍZES

O Ecotritus ST 800 Extreme é o equipamento ideal para a

etapa final da criação do aceiro. Acoplado na traseira do trator,

ele tritura tocos e raízes a até 25 cm abaixo do solo, eliminando

qualquer resíduo que pudesse reter umidade ou servir de base para

nova vegetação. Com 80 cm de largura de corte e capacidade para

processar raízes de até 30 cm de diâmetro, o ST 800 entrega o solo

mineral exposto necessário para um aceiro de alta performance.

Requer trator com câmbio CVT (Transmissão Continuamente Variáve)

a partir de 230 cv (cavalos de potência) ou creeper a partir

de 280 cv, garantindo a tração e o controle necessários para a

operação de revolvimento profundo do solo.

BENEFÍCIOS

O sistema integrado otimiza a criação de aceiros ao realizar o

trabalho completo em uma única passagem, reduzindo drasticamente

tempo, combustível e mão de obra. A tecnologia elimina

toda a biomassa aérea e subterrânea, deixando o solo mineral

exposto para barrar o avanço do fogo. Sem o uso de queimadas

ou herbicidas, o material vegetal é triturado e incorporado à terra,

consolidando uma alternativa 100% sustentável e de baixo custo

operacional.

Na prática, essa solução tem impacto direto na rotina de quem

administra grandes áreas. Empresas de reflorestamento e fazendas

com extensas áreas de eucalipto, pinus ou pastagem dependem

de uma rede contínua de aceiros para proteger talhões, divisas e

infraestrutura, uma vez que cada metro de aceiro mal preparado

representa um ponto de vulnerabilidade. Com o sistema integrado

da Himev, é possível ampliar significativamente a quilometragem

de aceiros mantidos por temporada, sem aumentar a frota ou o

quadro de operadores.

Para empreiteiros e prestadores de serviço, o ganho é igualmente

relevante: uma operação que antes demandava dois

tratores, dois operadores e duas passagens, agora é executada

por uma única equipe, em um único trator, com um único deslocamento

até a área de trabalho. Isso se traduz em orçamentos

mais competitivos e maior capacidade de atender vários clientes

na mesma janela operacional, especialmente importante na época

seca, quando a demanda por manutenção de aceiros se concentra

em poucas semanas.

STUMP AND ROOT GRINDER

The Ecotritus ST 800 Extreme is ideal for the final stage of

preparing a firebreak. When attached to the rear of a tractor,

it grinds stumps and roots down to 25 cm below the surface.

This eliminates any residue that could retain moisture or serve

as a base for new vegetation. With an 80-cm cutting width

and the ability to process roots up to 30 cm in diameter, the ST

800 exposes the mineral soil necessary for a high-performance

firebreak. It requires a tractor with a CVT (Continuously Variable

Transmission) starting at 230 hp or a creeper transmission

starting at 280 hp, ensuring the necessary traction and control

for deep soil tillage operations.

BENEFITS

The integrated system optimizes firebreak creation by

performing the entire job in a single pass, drastically reducing

time, fuel, and labor. The technology removes all above- and

below-ground biomass, leaving mineral soil exposed to block the

fire’s advance. Without burning or using herbicides, the plant

material is shredded and incorporated into the soil, providing a

sustainable, low-cost alternative.

In practice, this solution directly impacts the daily operations

of those who manage large areas. Reforestation companies and

farms with large eucalyptus, pine, or pasture areas depend on

a continuous network of firebreaks to protect their land and

infrastructure. Poorly prepared firebreaks are vulnerable points.

Himev’s integrated system enables you to significantly increase

the total length of firebreaks maintained per season without

expanding your fleet or the number of operators.

The benefit for contractors and service providers is equally

significant. An operation that previously required two tractors,

two operators, and two passes can now be performed by a single

crew using a single tractor with a single trip to the work site.

This translates to more competitive quotes and the ability to

serve more clients within the same operational window, which

is important during the dry season when there is a high demand

for firebreak maintenance in just a few weeks.

The system reduces exposure to environmental and safety

liabilities for companies and rural condominiums responsible for

protected areas, right-of-way corridors, and transmission lines

44 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 45



PRINCIPAL

Já para empresas e condomínios rurais responsáveis por áreas

de proteção, faixas de servidão e linhas de transmissão, o sistema

reduz a exposição a passivos ambientais e de segurança, entregando

um aceiro tecnicamente padronizado, vegetação rente ao

solo e terra mineral exposta, que atende às exigências de órgãos

ambientais e de defesa civil sem recorrer à queima.

PORTFÓLIO COMPLETO

O sistema de aceiro duplo é uma das expressões mais avançadas

da filosofia da Himev, mas a empresa oferece soluções para

um espectro muito mais amplo de necessidades no setor florestal,

agrícola e pecuário. Para operações de limpeza e manutenção

em vegetação de menor densidade, como cafezais, pomares,

pastagens degradadas e capoeiras, a Linha Leve Ecotritus (HL)

atende tratores de 50 cv a 120 cv com larguras de corte de até

2,05m, triturando galhos e espessuras de tronco de até 18 cm. É

a escolha ideal para produtores que buscam substituir a roçadeira

convencional com muito mais eficiência e durabilidade.

Já a Linha Pesada HP e HPF foi desenvolvida para os trabalhos

mais exigentes: erradicação e renovação de culturas perenes,

limpeza de faixas de transmissão elétrica, abertura de estradas e

supressão vegetal densa. Com capacidade para triturar troncos de

até 30 cm de diâmetro e modelos que vão de 95 cv a 250 cv, essa

linha é o coração da operação florestal pesada. A versão frontal

(HPF), como o HPHF 240 presente nesta reportagem, adiciona

ainda mais versatilidade ao permitir o trabalho avançando de

frente, mesmo em vegetação muito densa.

LINHA BIOTRITUS

Quando a operação exige o máximo em robustez, a Linha

Biotritus SHPH+ é a resposta da Himev para os ambientes mais

severos. Seus rotores são equipados com martelos de aço especial

e pastilhas de carbeto de tungstênio: material amplamente

reconhecido pela altíssima resistência ao desgaste por abrasão e

a impactos, o que garante uma vida útil de corte muito superior à

de lâminas convencionais, mesmo em terrenos com pedras, solo

compactado e vegetação extremamente densa.

ST800

Especificações Técnicas – ST 800 Extreme

Trator (câmbio CVT): 230 cv

Trator (creeper): 280 cv

Largura total: 1,80m

Largura de corte: 80 cm

Diâmetro de corte: 30 cm

Profundidade: 0 a 25 cm (abaixo do solo)

Quantidade de martelos: 30

Quantidade de correias: 12

Peso: 2.250 kg

by delivering a technically standardized firebreak. This firebreak

has vegetation cut close to the ground and exposed mineral soil,

meeting the requirements of environmental and civil defense

agencies without resorting to burning.

COMPLETE PORTFOLIO

The firebreak dual system is one of the most advanced

expressions of Himev’s philosophy. However, the Company

offers solutions for a much broader spectrum of the needs in

the Forestry, Agricultural, and Livestock Sectors. For clearing

and maintenance operations in less dense vegetation, such as

coffee plantations, orchards, degraded pastures, and secondary

forests, the Ecotritus Light Line (HL) is compatible with tractors

ranging from 50 to 120 CV and has a cutting width of up to 2.05

meters. It can shred branches and trunks up to 18 centimeters

in diameter. It is the ideal choice for producers seeking a more

efficient and durable alternative to conventional brush cutters.

On the other hand, the HP and HPF Heavy-Duty Series was

developed for the most demanding tasks, such as the eradication

and renewal of perennial crops, the clearing of power line corridors,

road construction, and the clearing of dense vegetation.

With the ability to shred logs up to 30 cm in diameter and featuring

models ranging from 95 to 250 hp, this line is at the heart

of heavy-duty forestry operations. The front-end HPF version,

such as the HPHF 240 featured in this article, adds versatility

by enabling the machine to work while moving forward, even

through dense vegetation.

BIOTRITUS LINE

When operations demand maximum ruggedness, the Biotritus

SHPH+ Line is Himev’s solution for the harshest environments.

Its rotors are equipped with special steel hammers and tungsten

carbide inserts, a material widely recognized for its extremely

high resistance to abrasive wear and impact. This ensures a cutting

life far superior to that of conventional blades, even in terrain

with rocks, compacted soil, and extremely dense vegetation.

This technology translates into fewer maintenance and parts

Essa tecnologia se traduz em menos paradas para manutenção

e substituição de peças, mantendo a máquina em operação por

mais tempo e com desempenho constante mesmo após longos

períodos de trabalho contínuo. Desenvolvida com base no feedback

direto de clientes que operam em condições extremas, a

linha SHPH+ tritura vegetação rente ao solo com até 30 cm de

diâmetro e pode trabalhar tanto de arrasto quanto de ré, adaptando-se

à necessidade de cada operação. É a escolha certa para

quem não pode parar, empresas de manejo florestal, prestadores

de serviço de alta demanda e operações em áreas de relevo e solo

desafiadores.

Completando o portfólio, a Linha Super Trincha STR atende

especificamente a trituração de ramagens de coqueiros, palmitos,

podas de café, uvas, citrus e frutíferas em geral, com modelos fixos

e deslocáveis, estes últimos com capacidade de mover o triturador

até 44 cm lateralmente para limpar os resíduos de poda próximos

ao pé das plantas. E para operadores de minicarregadeiras, o

lançamento do HH 1500, o triturador hidráulico 100% nacional,

abriu uma nova fronteira de mobilidade e eficiência em áreas de

difícil acesso.

Em todas as linhas, o denominador comum é o mesmo: tecnologia

de matriz europeia adaptada para as condições tropicais

brasileiras, com foco em durabilidade, baixo custo de manutenção

e resultado concreto no campo.

SEMPRE EM BUSCA DE INOVAÇÃO

Por trás de cada lançamento está uma estrutura industrial

em constante evolução. A fábrica da Himev, em Campo Alegre

(SC), reúne engenharia própria, controle de qualidade e um time

dedicado a testar e validar novas soluções antes que cheguem ao

campo. É esse processo contínuo de pesquisa e desenvolvimento

que permite à empresa lançar, ano após ano, equipamentos cada

vez mais resistentes, eficientes e adaptados à realidade do produtor

brasileiro, do sistema de aceiro duplo às novas tecnologias

da linha SHPH+.

Himev sempre

investindo em

equipamentos

com tecnologia

de ponta

replacement stops, keeping the machine in operation longer and

maintaining consistent performance even after long periods of

continuous work. Based on direct customer feedback operating

in extreme conditions, the SHPH+ line mulches vegetation up to

30 cm in diameter close to the ground and can operate in both

forward and reverse, adapting to each operation’s needs. It is

the right choice for those who cannot afford downtime: forestry

management companies, high-demand service providers, and

operations in areas with challenging terrain and soil conditions.

The Super Trincha STR Line rounds out the portfolio. It is

specifically designed for mulching coconut tree branches, palm

hearts, and prunings from coffee, grape, citrus, and other fruit

trees. There are both stationary and movable models. The movable

models can move the mulcher up to 44 cm sideways to clear

pruning debris near the base of the plants. For skid-steer loader

operators, the launch of the HH 1500, a 100% Brazilian-made

hydraulic shredder, has opened up new frontiers of mobility and

efficiency in hard-to-reach areas.

The common thread across all product lines is European

technology adapted to Brazil’s tropical conditions with a focus

on durability, low maintenance costs, and tangible results in

the field.

ALWAYS IN PURSUIT OF INNOVATION

Behind every new product launch is a constantly evolving

industrial infrastructure. Himev’s factory in Campo Alegre,

Santa Catarina, brings together in-house engineering, quality

control, and a team dedicated to testing and validating new

solutions before they reach the field. This continuous process of

research and development allows Himev to launch equipment

that is increasingly durable, efficient, and adapted to the needs

of Brazilian producers, from the double-row planting system to

the new technologies in the SHPH+ line.

46 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 47



DIA NA FLORESTA

Dia na Floresta

2026

Evento em Sinop (MT) debate o manejo sustentável e

demonstra práticas da cadeia florestal

Fotos: divulgação

unifertil.com.br | @unifertilfertilizantes

48 www.referenciaflorestal.com.br



DIA NA FLORESTA

CHEGOU A NOVA GERAÇÃO DO

PICADOR HORIZONTAL HG4000TX.

ACOMPANHE EM TEMPO REAL COM

O NOVO SISTEMA DE MONITORAMENTO

DE PRODUTIVIDADE:

Volume processado

Produção por m³

Consumo por produção

Impacto imediato de cada ajuste

• Motor CAT de 480 ou 536 hp

• Tambor Duplex Série 3

• Proteção inteligente contra metais

• Controle remoto de funções completas

O

avanço da economia verde e a consolidação

de práticas produtivas responsáveis na

Amazônia Legal ganharam um importante

capítulo em junho de 2026. A VI edição do

evento: Dia na Floresta; idealizada e coordenada

pelo Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), reafirmou-se

como a principal vitrine prática do manejo florestal

sustentável no Brasil. Reunindo lideranças políticas,

empresariais, acadêmicas e órgãos fiscalizadores, o encontro

teve como propósito fundamental demonstrar a viabilidade

econômica da conservação ambiental, detalhando

os mecanismos de rastreabilidade, inovação tecnológica e

conformidade jurídica que regem o setor de base florestal

mato-grossense. O evento dividiu sua programação estratégica

em dois momentos complementares: uma noite de

imersão técnica e debates institucionais densos, seguida

por um dia de campo inteiramente dedicado à observação

in loco das operações florestais e industriais.

A VERMEER TEM A SOLUÇÃO COMPLETA PARA SUA OPERAÇÃO

PICADOR

TRITURADOR VERTICAL

ESCANEIE O QR CODE

E SAIBA MAIS

PRÉ-TRITURADOR

TRITURADOR HORIZONTAL

COMPOSTADOR

PENEIRA ROTATIVA

50 www.referenciaflorestal.com.br

A Vermeer Corporation pode alterar especificações, melhorias ou descontinuar produtos a qualquer momento, sem aviso. Imagens são ilustrativas e podem incluir opcionais; consulte a Vermeer Brasil para

detalhes. Vermeer e seu logotipo são marcas registradas. © 2026 Vermeer Corporation. Todos os direitos reservados.



DIA NA FLORESTA

As atividades foram sediadas na cidade de Sinop (MT),

no norte do estado, tendo como palco inicial a sede do

Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte

do Estado de Mato Grosso). A escolha do local acentua o

papel do município como o coração pulsante do polo madeireiro

regional. Abandonando formalidades excessivas, a

primeira noite concentrou suas forças em uma sequência

rigorosa de apresentações técnicas conduzidas por autoridades

de proa no cenário ambiental e florestal brasileiro.

A abertura dos trabalhos foi conduzida por Felipe Antoniolli,

presidente do Sindusmad ao lado de Eduardo Bedin,

representante da Fazenda Leonel Bedin. Ambos contextualizaram

os desafios locais e a importância de abrir as

portas das propriedades privadas para demonstrar a transparência

do setor à sociedade e aos órgãos de controle.

Na sequência, a conjuntura econômica e mercadológica foi

destrinchada no painel focado na “Apresentação do Setor

de Base Florestal Mato-grossense”. Esta etapa contou com

a participação conjunta de Gleisson Omar Tagliari, presidente

do Cipem, e de Rafael Mason, presidente do FNBF

(Fórum Nacional das Atividades em Base Florestal).

52 www.referenciaflorestal.com.br



DIA NA FLORESTA

MUDAS DE

Pinus taeda

TEMOS TAMBÉM

• Araucária Enxertada

Produção precoce de pinhão

• Nativas spp.

• Eucalyptus spp.

• Erva-Mate

A esfera de fiscalização e governança federal ocupou o

centro do debate com a intervenção de Allan Valezi Jordani,

Coordenador Geral de Gestão e Monitoramento do Uso

da Flora do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e

dos Recursos Naturais Renováveis). Complementando a visão

de comando e controle, a esfera estadual foi representada

por Mauren Lazzaretti, Secretária Estadual de Meio

Ambiente de Mato Grosso, à frente da Sema (Secretaria de

Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso).

A pesquisa científica e a validação taxonômica também

tiveram espaço de destaque com o lançamento e a apresentação

do “Guia de Identificação Botânica”. O painel foi

liderado por duas especialistas da Ufra (Universidade Federal

Rural da Amazônia): a professora doutora Gracialda

Ferreira, especialista em Identificação botânica, e a professora

doutora Marcela Gomes, especialista em anatomia da

madeira. As políticas nacionais de fomento e concessões

públicas foram abordadas logo em seguida por Renato Rosenberg,

Diretor de Concessões Florestais e Monitoramento

do SFB (Serviço Florestal Brasileiro). Encerrando o ciclo

técnico da noite, a inovação digital no campo foi o tema

trazido por Diogo Baicere, presidente da Amef (Associação

Mato-grossense dos Engenheiros Florestais), acompanhado

por Viviane Kelm, diretora da mesma associação. Os

palestrantes apresentaram as funcionalidades e o impacto

do “APP Madeireiro”, uma ferramenta tecnológica voltada

a otimizar o trabalho dos engenheiros florestais e gestores

na coleta de dados de campo.

MANEJO NA PRÁTICA

No segundo dia o evento migrou da teoria para a prática

rigorosa de campo. A jornada logística teve início logo

no início da manhã, com o deslocamento dos participantes

a partir dos hotéis credenciados da região rumo à Fazenda

Leonel Bedin, localizada na zona rural circundante. Ao

chegarem à propriedade, todos os integrantes receberam

as instruções obrigatórias de segurança do trabalho e os

respectivos EPI (Equipamento de Proteção Individual),

insumo indispensável para a circulação em áreas operacionais.

Organizados em grupos de visitação técnica, os participantes

adentraram as trilhas de manejo florestal guiados

por engenheiros e técnicos locais. Na floresta, foi possível

testemunhar a execução prática das diretrizes debatidas

na noite anterior: os métodos de corte direcionado para

redução do impacto na vegetação remanescente, a seleção

criteriosa de árvores que atingiram o diâmetro mínimo de

colheita e, sobretudo, as técnicas de rastreabilidade que

vinculam cada tora derrubada a uma coordenada geográfica

exata e a uma árvore matriz cadastrada no sistema da

Sema.

viveiro_florestal_duffatto

BOM RETIRO - MONTE CASTELO/SC

54 www.referenciaflorestal.com.br



DIA NA FLORESTA

Após a conclusão da rota pela floresta e do retorno à

sede da propriedade para o almoço, a comitiva seguiu no

início da tarde para a etapa industrial da cadeia produtiva.

A visita foi realizada nas dependências da Indústria Madeireira

São Miguel, uma das plantas industriais de referência

na região. Durante essa imersão, os visitantes acompanharam

o fluxo completo da matéria-prima após deixar

a floresta: a recepção das toras no pátio, o processo de

desdobro principal nas serrarias, a triagem automatizada,

a secagem controlada em estufas e o beneficiamento final

da madeira em produtos de alto valor agregado, como

pisos, forros, decks e painéis destinados tanto ao mercado

interno, quanto à exportação.

O encerramento oficial da VI edição do Dia na Floresta

ocorreu no período da noite, com o retorno dos participantes

à sede do Sindusmad (Sindicato das Indústrias

Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso) para um

jantar de encerramento. O evento contou com a realização

e o apoio de importantes entidades do arranjo produtivo

e institucional, como o Sistema Fiemt (Federação das

Indústrias do Estado de Mato Grosso) e o Programa Rem

(Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação

Florestal) de Mato Grosso, consolidando a iniciativa como

um marco na defesa do desenvolvimento econômico aliado

à salvaguarda dos ativos florestais do Estado.

L í d e r e m P i c a d o r e s

Rod. BR 282, Km 346

Campos Novos/SC

Fone/Fax/Whats: (49) 3541.7400

www.planaltopicadores.com.br

comercial@planaltopicadores.com.br

PRODUTOS DESENVOLVIDOS PARA TRANSFORMAR SUA PRODUÇÃO

Uma ampla linha de picadores e projetos completos para pátio dos mais diversos tipos de biomassa.

56 www.referenciaflorestal.com.br



MINUTO FLORESTA

ACEIROS LIMPOS,

FLORESTAS

PROTEGIDAS

O uso de herbicidas pré-emergentes reduz

biomassa seca, protegendo florestas contra

incêndios de forma sustentável

Foto: divulgação

O

setor de silvicultura e restauração florestal no

Brasil enfrenta desafios sazonais extremamente

complexos, dentre os quais os incêndios florestais

se destacam como uma das ameaças

mais severas ao patrimônio ecológico e econômico.

Tradicionalmente, a prevenção contra esse problema

concentra-se em métodos mecânicos pesados, como a roçada.

No entanto, o manejo mecânico deixa resíduos e palhada seca

sobre o solo. Durante os meses de estiagem prolongada, esse

material vegetal desidratado transforma-se em um combustível

altamente inflamável, facilitando a ignição e a propagação rápida

e descontrolada do fogo pelas florestas plantadas e áreas de

preservação.

Frente a essa vulnerabilidade, o controle químico preventivo

surge como uma abordagem altamente estratégica. A

utilização de herbicidas pré-emergentes, com destaque para o

Esplanade® NA (à base do princípio ativo Indaziflam), redefine

por completo a gestão de áreas de risco como aceiros, faixas

de domínio, rodovias, ferrovias e linhas de transmissão. Em vez

de apenas remover a vegetação já crescida, essa tecnologia

atua diretamente no banco de sementes do solo, impedindo

a germinação e o desenvolvimento inicial de plantas daninhas

invasoras agressivas, como a buva, o capim-amargoso e o capim-colonião.

O princípio ativo atua na inibição da biossíntese de celulose,

criando barreiras que bloqueiam a formação da parede celular

e a subsequente divisão celular nas zonas de crescimento

da planta mecanismo impede que novas gerações de invasoras

venham a emergir na área de aplicação. A consequência direta

é a manutenção de superfícies limpas por períodos prolongados,

eliminando na raiz a formação da biomassa seca que

alimentaria o fogo. Desse modo, estabelecem-se faixas de contenção

altamente eficazes, salvaguardando a integridade das

florestas.

58 www.referenciaflorestal.com.br

Do ponto de vista operacional, essa metodologia oferece

vantagens competitivas claras. Devido ao seu longo efeito

residual, o número de intervenções necessárias no campo

diminui, gerando expressiva economia financeira e otimização

de recursos logísticos. Além disso, a alta eficiência manifesta-se

em baixas dosagens de aplicação (com dose de referência de

apenas 150 mL/ha), o que se traduz em embalagens mais leves,

melhoria significativa na ergonomia do operador e uma redução

substancial do volume de resíduos plásticos gerados para o

correto descarte pós-consumo.

A sustentabilidade ambiental é outro pilar essencial desse

manejo. O indaziflam possui características físico-químicas que

lhe conferem baixo potencial de movimentação no solo, permanecendo

concentrado na camada mais superficial onde ocorre

a germinação. Isso minimiza os riscos de lixiviação e contaminação

de corpos d’água adjacentes. Além disso, o histórico de uso

do produto não aponta nenhum caso de resistência ou resistência

cruzada, consolidando-o como uma ferramenta robusta

para o manejo integrado de longo prazo.

Para assegurar o sucesso absoluto da aplicação e mitigar

perdas por escorrimento ou deriva, o cumprimento de boas

práticas agrícolas é indispensável. A pulverização deve ocorrer

sob condições climáticas ideais: temperatura inferior a 30°C

(Graus Celsius), umidade relativa do ar superior a 55% e ventos

entre 3 e 10 km/h (quilômetros por hora). A escolha e a manutenção

das pontas e bicos de pulverização (como o tipo leque)

regulam o fluxo de vazão e garantem gotas médias a grossas,

promovendo uma distribuição homogênea da calda de 200 L/

ha (litros por hectare) sem falhas ou sobreposições.

Ao associar alta tecnologia química, responsabilidade ambiental

e segurança operacional, o setor florestal encontra no

controle pré-emergente uma solução eficiente para mitigar o

perigo do fogo, promovendo a sustentabilidade da silvicultura

nacional.

0800 180 3000

R. Uruguai, 2100, Pq. Ind. Cel Quito

Junqueira - Ribeirão Preto - SP



MANEJO

Movendo a floresta com tecnologia,

precisão e confiança

Com tecnologia avançada e equipamentos

modernos , entregamos soluções mecanizadas

completas para a silvicultura.

Floresta em pé e

ECONOMIA FORTE

Com edital lançado pelo governo e apoio do BNDES,

concessão de 267 mil hectares no Amazonas

promete aliar conservação, investimentos

bilionários e desenvolvimento social

Fotos: divulgação

60 www.referenciaflorestal.com.br

Conheça mais

sobre a nossa

empresa:

(38) 3527-1001

www.reflorestar.ind.br

/reflorestar-solucoes-florestais



MANEJO

U

ma das regiões mais pressionadas pelo avanço

do desmatamento ilegal na Amazônia está

prestes a ganhar um poderoso escudo sustentável.

O MMA (Ministério do Meio Ambiente e

Mudança do Clima) e o SFB (Serviço Florestal

Brasileiro), com o suporte estratégico do BNDES, lançaram o

edital para a concessão da Flona (Floresta Nacional) de Balata-Tufari,

localizada em Canutama (AM), no sul do Amazonas.

A iniciativa abrange uma área de 267 mil ha (hectares) de

floresta nativa, o equivalente a quase 375 mil campos de futebol,

dividida em três UMFs (Unidades de Manejo Florestal)

de portes pequeno, médio e grande. O objetivo é diversificar

e atrair investidores locais. Os interessados têm até o dia 19

de agosto de 2026 para entregar as propostas, e o leilão está

agendado para o dia 27 do mesmo mês, na sede da B3.

O TRIUNFO DO MANEJO SUSTENTÁVEL

O cerne do projeto baseia-se no manejo florestal sustentável,

modelo que adota práticas de colheita de baixíssimo

impacto, onde cada árvore é rastreada para garantir a regeneração

natural da mata. O processo garante o suprimento de

madeira 100% legal e certificada para o mercado, ao mesmo

tempo em que blinda o território contra invasões. “A agenda

verde é uma prioridade para o BNDES. Ela vai ocupar um

espaço cada vez mais relevante diante das mudanças climáticas

e da necessidade de descarbonização da economia. Essa

iniciativa é um exemplo concreto de como a concessão pode

contribuir para a proteção florestal, aliando investimento produtivo

legal, renda, empregos e combate ao desmatamento”,

destacou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

REPARO COM

QUALIDADE

E PRECISÃO!

+ DE

NO MERCADO

(41) 98418-5841

62 www.referenciaflorestal.com.br



MANEJO

EMPREGOS VERDES

Os impactos socioeconômicos projetados para os 35 anos

de vigência do contrato desenham um cenário promissor para

o desenvolvimento regional:

R$ 300 milhões em investimentos diretos na

infraestrutura local.

R$ 1,78 bilhão destinados aos serviços de operação

florestal.

1.236 novos empregos gerados na região (412

diretos e 824 indiretos).

134 mil m³ de madeira manejada produzida

anualmente sob rigorosos critérios técnicos.

BLINDAGEM TERRITORIAL E IMPACTO SOCIAL

Situada na área de influência da rodovia BR-319, a Flona

de Balata-Tufari terá sua governança ambiental fortemente

consolidada. Além da fiscalização, o edital traz uma contrapartida

social de peso: as concessionárias deverão investir

cerca de R$ 2 milhões por ano em projetos voltados às comunidades

do entorno.

Esses recursos serão aplicados em pesquisa científica,

monitoramento florestal, educação ambiental e no fortalecimento

das populações ribeirinhas e dos povos indígenas Juma

e Mura, que participaram ativamente da construção do edital

por meio de consultas públicas. A definição exata da aplicação

das verbas passará pela aprovação dos conselhos municipais,

garantindo que o progresso econômico caminhe lado a lado

com a justiça social.

GIGANTES EM EXTENSÃO E BIODIVERSIDADE

A escala do projeto paraense impressiona e desenha um

novo mapa para a bioeconomia da região através de seis

UMFs. Flota do Paru: Considerada uma das maiores áreas

de conservação de uso sustentável em floresta tropical do

planeta, a unidade possui 3,6 milhões de ha. Desse total,

mais de 426 mil hectares foram destinados à concessão nos

municípios de Almeirim (PA), Alenquer (PA) e Monte Alegre

(PA). As empresas Arapuã Florestal, MCS Agroflorestal e TMBR

Serviços Florestais serão as responsáveis pela operação das

UMFs locais; Flota do Iriri: Com aproximadamente 440 mil ha

situados em Altamira (PA), a unidade possui valor estratégico

crucial por estar inserida no corredor ecológico da rodovia

BR-163, cercada por terras indígenas. Lá, mais da metade

de toda a área será gerida pelas empresas Cichelero e Curuá

Florestal.

Ambas as florestas operam sob rígidos zoneamentos

ambientais de moderada intervenção. Isso significa que o manejo

é permitido apenas sob regras estritas de corte seletivo,

monitoramento e regeneração natural, seguindo as diretrizes

da Lei de Gestão de Florestas Públicas e do SNUC (Sistema

Nacional de Unidades de Conservação).

PARÁ SEGUE EXEMPLO

Na mesma esteira de preservação e fomento econômico,

o governo paraense convoca empresas para assumir o manejo

sustentável de mais de 600 mil ha de florestas públicas, tendo

como objetivo blindar de a Amazônia por meio do manejo legal

e controlado. Cruzando a divisa em direção ao leste, o governo

do Pará deu um passo histórico ao iniciar oficialmente

a convocação das empresas vencedoras de uma das maiores

concorrências públicas de concessão florestal do Brasil.

O movimento, coordenado pelo Ideflor-Bio (Instituto de

Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará), visa

implementar o modelo de exploração sustentável nas Flotas

(Florestas Estaduais) do Paru e do Iriri, localizadas no oeste

do Estado. O aviso de convocação, assinado pelo presidente

do órgão, Nilson Pinto de Oliveira, estabelece um prazo de

até 60 dias para que as empresas selecionadas apresentem a

documentação necessária e assinem os contratos de concessão,

válidos para exploração controlada de madeira e serviços

florestais.

64 www.referenciaflorestal.com.br



MANEJO

DO PAPEL PARA O CHÃO DA FLORESTA

O modelo repete a lógica de sucesso vista no edital federal

de Balata-Tufari: delegar a gestão florestal à iniciativa

privada sob a tutela vigilante do Estado, gerando emprego e

renda locais sem comprometer a integridade do ecossistema.

Os próximos passos exigirão fôlego técnico. Logo após a

formalização dos contratos, as empresas concessionárias iniciarão

as etapas preparatórias obrigatórias para os serviços de

campo. Antes de qualquer atividade econômica começar, será

necessário realizar inventários florestais minuciosos árvore

por árvore e obter as devidas licenças ambientais de operação.

É a engrenagem da sustentabilidade avançando em ritmo

acelerado pelo norte do país.

Essa iniciativa é um exemplo

concreto de como a concessão

pode contribuir para a

proteção florestal, aliando

investimento produtivo legal,

renda, empregos e combate ao

desmatamento

Aloizio Mercadante,

presidente do BNDES

66 www.referenciaflorestal.com.br



LEGISLAÇÃO

Decisão

CONTROVERSA

Novas regras do governo afetam setores de

reflorestamento e base florestal nativa

Fotos: divulgação

O

Estado de Mato Grosso vive um momento

de transição e intenso debate regulatório em

torno da matriz energética de suas grandes

indústrias, especialmente as usinas de etanol

de milho. O centro da discussão é a utilização

de biomassa nativa versus a biomassa oriunda de florestas

plantadas. O governo do Estado, em acordo com o Ministério

Público Estadual, assinou um novo TCA (Termo de Compromisso

Ambiental). O documento estabelece um cronograma para

o fim do uso de vegetação nativa como biomassa por indústrias

de uso intensivo. Inicialmente, um primeiro acordo previa essa

proibição para 2034, com reduções drásticas já a partir de

2030. Contudo, o novo TCA postergou a meta final para 2035,

estabelecendo uma meta intermediária de redução de 40% em

2034.

A partir de 2035, as indústrias só poderão utilizar biomassa

oriunda de madeira de reflorestamento e de cortes provenientes

de PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável). Para as

indústrias em construção ou ampliação, a regra já é imediata:

deverão provar, por meio de planos de suprimento, que utilizarão

apenas fontes plantadas ou de manejo.

Junto a essa medida, o governo mato-grossense estabeleceu

um plano audacioso para fomentar o plantio de florestas,

visando alcançar 700 mil ha (hectares) ou mais até 2040, além

de expandir a área de manejo florestal para 6,5 milhões de ha

no mesmo período. O Estado tem 30 dias para publicar um

decreto com as diretrizes e regulamentar os mecanismos de

rastreabilidade.

68 www.referenciaflorestal.com.br

Julho 2024

69



LEGISLAÇÃO

Quero deixar muito claro que a nossa biomassa

provém de supressão de vegetação, seja

permanente ou para uso alternativo do solo,

e através de manejo florestal legalizado,

devidamente autorizado e fiscalizado pelos

órgãos ambientais competentes

Falando também com a propriedade de quem é produtor

rural e madeireiro, Ednei alerta que, caso o decreto seja mantido

da forma como foi assinado, haverá um grande prejuízo econômico

para produtores de pequeno, médio e grande porte.

Ele lembra ainda que a legislação atual já é restritiva, permitindo

a abertura de apenas 20% das áreas legais no bioma de floresta.

“Qual é o sentido de impedir que esse material continue

sendo aproveitado para a geração de energia e movimente a

economia? Isso vai totalmente contra o mercado. Não podemos

cometer um retrocesso e voltar a queimar essa biomassa

a céu aberto, até porque isso geraria uma série de problemas”,

concluiu Ednei.

Leia abaixo a manifestação oficial da entidade na íntegra:

Ednei Blasius,

presidente licenciado do Cipem

QUEM PLANTA...

Para o setor de reflorestamento, a assinatura do TCA é vista

como um marco histórico e um passo fundamental para a sustentabilidade.

O acordo revogou a instrução normativa estadual

06/2022, que permitia o uso em larga escala de biomassa de

desmatamento, prática que a Arefloresta (Associação dos Reflorestadores

de Mato Grosso) apontava como um retrocesso

frente ao Código Florestal. O prazo de transição estabelecido

pelo governo é visto pelo setor como o tempo exato e necessário,

já que equivale ao ciclo completo de plantio e colheita do

eucalipto (cerca de 7 anos).

Fausto Takizawa, presidente da Arefloresta, avalia positivamente

a nova regra, destacando que a medida traz segurança e

rastreabilidade. “Enfim, nosso Estado começa a construir uma

trajetória clara para o florestamento, substituindo a biomassa

de desmatamento pela biomassa de fonte sustentável, renovável,

escalável e perene, como é o caso das florestas plantadas.

O governo terá que criar um sistema informatizado para acompanhar

se os grandes consumidores estão, de fato, executando

seus PSSs (Planos de Suprimento Sustentável). Ou seja, se estão

investindo em florestas plantadas de forma proporcional ao

consumo previsto”, explicou Fausto

O desafio logístico e produtivo, no entanto, é grande. Segundo

a Arefloresta, de 2022 a 2025, a participação das florestas

plantadas no mercado de biomassa caiu de 59% para 47,5%.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil a 200 mil

ha de plantio renovável. Considerando apenas a demanda das

indústrias de etanol de milho, essa área precisaria saltar para

mais de 436 mil ha até 2030.

E QUEM MANEJA

Os produtores rurais, madeireiros e o setor de base florestal

nativa alertam para os graves impactos econômicos e ambientais

que a proibição do aproveitamento legal da biomassa

nativa trará. A principal crítica reside no fato de que o material

proibido pelo TCA é fruto de supressão vegetal legalizada, com

taxas pagas e autorização dos órgãos ambientais. Impedir que

esse resíduo seja vendido para gerar energia forçará os produtores

a queimarem esse material a céu aberto nas propriedades,

gerando poluição sem nenhum ganho econômico.

Ednei Blasius, presidente licenciado do Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de

Mato Grosso), manifestou forte preocupação com as diretrizes

do governo. “Temos uma determinação do governo, neste caso

representado pelo atual governador, que estabelece um ano

definido para o fim da utilização da biomassa. Ele determina

também um prazo, no qual vamos focar aqui, a partir de 2034”,

apontou Ednei. Declaração foi dada antes da aleração de data

da TCA.

“Quero deixar muito claro que a nossa biomassa provém

de supressão de vegetação, seja permanente ou para uso

alternativo do solo, e através de manejo florestal legalizado,

devidamente autorizado e fiscalizado pelos órgãos ambientais

competentes”, complementou Ednei.

NOTA PÚBLICA – Entre a fogueira que destrói e a caldeira

que desenvolve

Mato Grosso, 18 de junho de 2026

É com perplexidade e indignação que recebemos a informação

de que o Governo do Estado de Mato Grosso está as

vias de proibir a utilização de cavaco de madeira nativa oriunda

de supressão vegetal devidamente licenciada para geração de

energia.

Em outras palavras: a mesma madeira que o próprio Estado

autorizou explorar, com licenciamento, plano de manejo, taxas

e fiscalização, agora não poderá ser transformada em energia

limpa, em emprego e em impostos.

A alternativa proposta é queimar a céu aberto. Em pleno

2026, quando o mundo discute transição energética, bioeconomia

e descarbonização, descartar milhões de toneladas de

biomassa renovável é desperdiçar energia limpa, emprego e

arrecadação — logo em um estado referência do agronegócio

brasileiro.

A supressão vegetal em questão é legal. Possui licença

emitida pela Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente),

recolhe taxas e impostos como Fethab e Imad, e é rastreada

por meio do DOF (Documento de Origem Florestal), além de

garantir a compensação ambiental prevista em norma. O produtor

cumpre a lei, o Estado arrecada, o meio ambiente ganha

e os trabalhadores e suas famílias têm seu sustento garantido.

Ao proibir o aproveitamento, o Estado impede que uma atividade

legal e legítima seja desenvolvida, provocando insegurança

jurídica e instabilidade socioeconômica.

O cavaco é energia renovável. Substitui combustíveis fósseis,

gás e óleo BPF nas caldeiras das indústrias. Reduz emissão

de carbono fóssil e dá destino nobre a um resíduo que, de

outra forma, vira cinza sem valor. Aliás, o uso de energia limpa

e renovável é justamente um dos principais diferenciais das

cadeias produtivas presentes em Mato Grosso, como é caso do

etanol de milho. Diferentemente do etanol produzido nos EUA

(Estados Unidos da América), que utiliza derivados de petróleo

em seu processo produtivo, o bioetanol mato-grossense é considerado

um dos mais limpos do planeta por ser produzido de

fontes 100% renováveis.

Queimar resíduo a céu aberto é contrassenso. Este sim é

verdadeiro retrocesso ambiental. Emite CO₂, material particulado

e fuligem, sem qualquer aproveitamento energético. É

justamente o que a legislação ambiental busca evitar desde os

anos 1990.

Além de tudo isso, o prejuízo é bilionário. Só em 2024,

Mato Grosso produziu 2,63 milhões de m³ (metros cúbicos) de

70 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 71



LEGISLAÇÃO

20

26

madeira nativa manejada. Desse volume, ao menos 30% vira

resíduo passível de cavaco. Proibir seu uso é rasgar R$ 400 milhões

por ano em energia, logística e tributos. É impedir o desenvolvimento

de regiões mais afastadas e menos favorecidas

de nosso Estado. É tirar o pão da mesa de 12 mil famílias que

vivem da cadeia produtiva florestal e biomassa.

É controversa, para dizer o mínimo, a nova medida do

Governo de Mato Grosso contra o uso de cavaco de madeira

nativa oriunda de supressão legal. Enquanto de um lado o Estado

festeja a atração de bilhões em investimentos das grandes

fabricantes de etanol de milho, de outro trabalha para impedir

sua expansão e cortar o fornecimento do principal combustível

que move essas mesmas indústrias: a biomassa.

O governo incentivou. Agora ameaça inviabilizar. Para se

ter uma ideia, nos últimos 5 anos, Mato Grosso ofereceu incentivos

fiscais, áreas de instalação e investimentos em logística

para atrair grandes players da cadeia de biocombustíveis. São

mais de R$ 18 bilhões que vão gerar empregos, renda e desenvolvimento.

Proibir o uso de resíduo de supressão licenciada é

decretar o apagão energético da nova indústria mato-grossense.

A conta não fecha

Engana-se quem pensa que a produção de floresta plantada

é suficiente para abastecer a demanda de nosso Estado. A área

de cultivo em Mato Grosso é de 120 mil ha (hectares), segundo

a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores). Só para abastecer as

unidades de etanol já instaladas, são necessários 380 mil ha, ou

seja, há um déficit de 260 mil ha. E ainda é preciso considerar

que o ciclo de eucalipto leva 7 anos entre plantio e colheita.

As caldeiras não podem esperar. A oferta de cavaco de floresta

plantada é insuficiente para a demanda industrial do Estado.

Então, por que proibir a única fonte complementar legal e

ambientalmente correta disponível?

Política ambiental séria não se faz com proibições. Faz-se

com regulação inteligente. O que nós esperamos é um governo

centrado, que incentive o uso integral da madeira licenciada.

Que transforme passivo em ativo. Que entenda que sustentabilidade

não é proibir, é dar inteligência ao uso.

Mato Grosso precisa escolher entre dois caminhos: o da

modernidade, que transforma resíduo em energia, legalidade

em valor agregado e floresta manejada em desenvolvimento;

ou o do retrocesso, que prefere a fogueira à caldeira do progresso.

O MP (ministério público) tem legitimidade e dever de

exigir o cumprimento da lei ambiental. Mas tem, sobretudo, o

dever de promover o interesse público. E não há interesse público

em transformar recurso renovável em passivo ambiental.

Não há interesse público em jogar fora R$ 400 milhões por ano

em energia, emprego e tributo. Não há interesse público em

exportar para o mundo a imagem de um Estado que autoriza,

taxa, fiscaliza e depois manda queimar.

O que se espera do MP é que seja guardião da legalidade

e indutor de boas práticas. Que apoie o consumo nobre da

biomassa licenciada. Que exija filtros, eficiência energética e

rastreabilidade. Que diferencie o produtor que cumpre a lei do

criminoso que desmata. E o setor produtivo está pronto para

trabalhar junto pelo desenvolvimento sustentado na legalidade,

na rastreabilidade e na conservação da nossa biodiversidade.

O sucesso do Forest Max foi tão

grande que as vagas presenciais

já estão esgotadas.

Agora, você pode acompanhar toda

essa experiência por meio do

curso online e ao vivo, com acesso

ao conteúdo apresentado pelos

principais especialistas do setor.

Aprenda com grandes instrutores

as técnicas mais inovadoras do

único curso completo que aborda

todas as etapas da silvicultura, do

plantio à colheita.

04 06

AGOSTO

72 www.referenciaflorestal.com.br



ARTIGO

Seletividade de herbicidas

aplicados em pré-emergência

PARA EUCALIPTO

E PINUS

Fotos: divulgação

RENAN F. L. VICHE

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

ALLAN L. BACHA

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

EBSON SILVA

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

WILLIANS C. CARREGA

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

PEDRO L. DA C. A. ALVES

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

Disco de corte para Feller

• Disco de Corte para Feller conforme

modelo ou amostra, fabricado em aço de

alta qualidade;

• Discos com encaixe para utilização de

até 20 ferramentas, conforme diâmetro

externo do disco;

• Diâmetro externo e encaixe central de

acordo com padrão do cabeçote;

•Discos especiais;

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Prestamos serviços de usinagem, caldeiraria e soldagem em peças e equipamentos conforme desenho ou amostra.

Fabricação e manutenção em pistões hidráulicos.

D’Antonio Equipamentos Mecânicos e Industriais Ltda

Fone: (16) 99794-1352 | (16) 3942-6855

dantonio@dantonio.com.br - www.dantonio.com.br

Av. Marginal Francisco D’Antonio, 337 Água Vermelha - Sertãozinho - SP

74 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 75



ARTIGO

INTRODUÇÃO

Segundo relatório da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores),

o setor florestal brasileiro é responsável por 10,2

milhões de ha (hectares) de florestas plantadas para fins

industriais no país, e é líder mundial de produtividade de

madeira. Nestas áreas, Pinus sp. e Eucalyptus sp. se destacam

na produção madeireira, uma vez que estes gêneros

foram responsáveis por 1,9 e 7,8 milhões de ha, respectivamente,

da área plantada de florestas para fins comerciais

em 2023, o que corresponde a 94,81% das áreas destinadas

para a produção silvícola (IBÁ, 2024).

A posição de destaque em termos de produção em

que as florestas plantadas brasileiras se encontram, é fruto

do desenvolvimento dos programas de melhoramento

genético no país (Gonçalves et al., 2013), bem como das

melhorias nos processos de manejo e tratos culturais, no

qual se inclui as práticas de controle de plantas daninhas

(Pereira et al., 2012). A presença de plantas daninhas em

determinado ambiente pode ocasionar um conjunto de

ações negativas que afetam qualquer atividade humana,

sendo tal fenômeno caracterizado como o processo de interferência

(Pitelli, 1987).

C A M I N H Ã O T A N Q U E B O M B E I R O

TBM 16.000

FRESUMO

atores como formulação, dose, tecnologia de

aplicação, características do solo, espécie e

temperatura, influenciam na seletividade de

herbicidas, sendo que culturas como eucalipto

e pinus são carentes de produtos registrados

para o controle de plantas daninhas. Objetivou-se avaliar a

seletividade de herbicidas pré-emergentes aplicados antes

ou depois do plantio de eucalipto e pinus. Dois experimentos

foram conduzidos em vasos, em delineamento de

blocos inteiramente casualizados e cinco repetições. Foram

testadas as modalidades de aplicação, AP (aplique-plante)

e PA (plante-aplique) em Eucalyptus urograndis – clone

1407 e Pinus caribaeavar(.) Hondurensis para cinco ingredientes

ativos: flumioxazina (90 g i.a. ha-1), indaziflam (75

g i.a. ha-1), isoxaflutol (150 g i.a. ha-1), oxifluorfem (960

g i.a. ha-1) e sulfentrazona (800 g i.a. ha-1), acrescido de

uma testemunha sem herbicida. Os tratamentos consistiram

de um fatorial 2x6, sendo duas modalidades de aplicação

e seis tratamentos químicos (incluindo o controle).

Foram feitas avaliações de fitointoxicação, altura, diâmetro

do caule e MS (massa seca ) das plantas, além do cálculo

de taxa de crescimento absoluto. Resultados: Para a MS,

área foliar e altura do eucalipto, verificou-se que não houve

diferença entre as modalidades de aplicação e os herbicidas

testados. Para o diâmetro do caule do pinus, não

houve diferença entre os tratamentos nas modalidades AP

e entre os herbicidas na modalidade PA. A conclusão é que

o Indaziflam e isoxaflutol foram prejudiciais ao pinus na

modalidade AP, causando reduções de 38% e 25% na MS,

respectivamente, em relação à testemunha.

VAZÃO DA BOMBAA 1350 LPM

CAPACIDADE DO TANQUEE 16.000 LITROS

GEOMETRIAA ELÍPTICA COM ESTRUTURA REFORÇADA

ATENDEMOS OS SEGMENTOS FLORESTAL, CANAVIEIRO E DE MINERAÇÃO

SAIBA MAISS

SEU MAIOR ALIADO NO COMBATE A INCÊNDIOS!

76 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 77



ARTIGO

A modalidade de aplicação dos produtos também é

fator relevante no que tange ao custo do processo, bem

como na logística de plantio das mudas no campo. Assim,

dependendo do produto utilizado, a aplicação dos herbicidas

nas culturas do eucalipto e pinus podem variar desde

pulverização em área total, até o processo de aplicação

em jato dirigido (catação) (Agrofit, 2022). Sendo assim,

trabalhos que objetivem testar diferentes modalidades de

aplicação, com herbicidas distintos, podem proporcionar

informações relevantes aos produtores e à comunidade

científica, de maneira a reduzir o custo das aplicações e/ou

simplificar a logística de plantio das mudas no campo.

Com isso, o presente trabalho objetivou avaliar a seletividade

de herbicidas pré-emergentes aplicados antes e

após o plantio de mudas de eucalipto e pinus.

Essa é uma versão parcial desse

material, o conteúdo completo pode

ser acessado pelo QR Code ao lado:

Durante o estabelecimento das culturas florestais,

como eucalipto e pinus, as mudas estão sujeitas à competição

por recursos (como água, luz e nutrientes) com as

plantas daninhas. Assim, dependendo do período de coexistência

dessas plantas, podem ocorrer mudanças morfofisiológicas

na cultura (Santos et al., 2015), ocasionando

prejuízos em seu desenvolvimento e afetando a quantidade

e qualidade da madeira produzida (Garau et al., 2009;

Bacha et al., 2016; Colmanetti et al., 2017; 2019; Costa et

al., 2021; Tiburcio et al., 2023; Guidugli et al., 2024).

Para que seja possível o desenvolvimento das culturas

livres da interferência das plantas daninhas, existem diversas

formas de controle, sendo o controle químico um

método com menor dependência de mão-de-obra e custo.

No entanto, é importante ressaltar que estudos ou testes

preliminares devem ser realizados para cada situação, pois

dependendo de fatores como herbicida, dose, espécie ou

clone, condições edafoclimáticas, pode haver variação da

seletividade do produto (Pereira e Alves, 2015).

Para que seja possível o

desenvolvimento das culturas

livres da interferência das

plantas daninhas, existem

diversas formas de controle,

sendo o controle químico um

método com menor dependência

de mão-de-obra e custo

SERVIÇO DE INVENTÁRIO

FLORESTAL COM UAV-LiDAR

Reduza em 70% a mão-de-obra com

amostragem de campo

Reduza o custo total e ganhe precisão

em IPC, IFC e IFQ

CONSULTE TAMBÉM

Aplicação de insumos localizada e em taxa variável

Consultoria em gestão florestal de precisão

Regiões de atuação: Sudeste, Sul e Centro-Oeste

Saiba mais:

Visite nosso

site:

WhatsApp: (11) 99991-5777

www.riodacachoeira.com.br

78 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 79



AGENDA

AGENDA 2026

JULHO

2026

AGO

2026

FOREST MAX

Imagem: reprodução

XLIV Congresso Paulista de Fitopatologia

Data: 22 a 24

Local: Botucatu (SP)

Informações: https://eventos.fepaf.

org.br/evento/ev288--44-congressopaulista-de-fitopatologia

JULHO

2026

O Forest Max consolida-se como um dos principais eventos

técnicos de campo voltados à silvicultura de alta performance.

Com foco prático, o encontro reúne produtores, gestores e

especialistas para demonstrar inovações em genética, manejo

de solo e mecanização florestal. Em um cenário de custos

elevados de insumos em 2026, o evento ganha relevância

estratégica ao debater a eficiência no uso de fertilizantes e a

otimização da produtividade do eucalipto. É o ambiente ideal

para o networking qualificado e para a visualização de soluções

tecnológicas aplicadas diretamente no horto.

15 A 17 DE SETEMBRO DE 2026

EXPOTRADE CONVENTION CENTER

REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA | PINHAIS - PR

O maior evento da cadeia produtiva

da madeira da América Latina está

com as inscrições abertas!

Demo Forest

Data: 28 e 29

Local: Bertrix (Bélgica)

Informações:

https://demoforest.be/

Imagem: reprodução

Forest Max

Data: 4 a 6

Local: Brasília (DF)

Informações:

https://forestmax.com.br/

AGOSTO

2026

SET

2026

LIGNUM

A Lignum Latin America consolidou-se, ao longo de uma

década, como referência na transformação, beneficiamento,

preservação, energia, biomassa, uso da madeira e manejo

florestal. O evento tornou-se um dos principais encontros

do setor na América Latina e o ponto alto da Semana

Internacional da Madeira. Na edição de 2024, a feira

superou expectativas ao reunir mais de 12 mil visitantes

qualificados, vindos de 21 Estados brasileiros e 22 países,

além de 165 expositores. Os números recordes reforçaram

sua relevância para o mercado e confirmaram seu papel

como espaço de negócios e inovação.

GARANTA SEU ESPAÇO!

lignumlatinamerica.com info@grupomalinovski.com.br

REALIZAÇÃO

APOIO MASTER

80 www.referenciaflorestal.com.br

+55 (41) 3049 7888

+55 (41) 9 9924 3993



Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Sete erros clássicos na

GESTÃO

INDUSTRIAL

Por André Ferreira,

técnico em

mecânica pelo Senai

(Serviço Nacional

de Aprendizagem

Industrial) e

engenheiro de

produção pela Estácio

Uniradial. Atua como

consultor industrial na

ABC71

M

uito se fala sobre Indústria 4.0, automação e inteligência artificial nas

linhas de produção. No entanto, o verdadeiro coração de uma gestão industrial

eficiente não está nas ferramentas de prateleira que a empresa

compra, mas em como as pessoas, a previsibilidade de demanda e a rotina

de manutenção se conectam. O grande desafio atual é a falta de sintonia

entre o planejamento e a execução. O que vemos é que, embora vivamos uma era marcada

pelo avanço da transformação digital, uma grande parte das organizações, em vez de

estar evoluindo a gestão, está dedicando seu tempo a corrigir erros e falhas que impactam

diretamente o crescimento da empresa. Como prova disso, de acordo com uma pesquisa

realizada pela ABB, mais de dois terços das empresas do segmento industrial sofrem paradas

não planejadas pelo menos uma vez por mês, custando para a maioria das companhias

cerca de R$ 712.500,00 por hora. Na correria para apagar os incêndios do cotidiano, muitos

gestores acabam caindo em armadilhas invisíveis que corroem o OEE (Overall Equipment

Effectiveness) e a rentabilidade. Abaixo, listo os sete erros clássicos na gestão industrial:

• Dependência de planilhas auxiliares: por mais que o Excel seja uma ferramenta de

fácil acesso, ela não foi projetada para rodar o PCP ou o estoque de uma fábrica em tempo

real. Nesse caso, o uso de planilhas paralelas gera retrabalho, erros de digitação e obsolescência.

Na prática, gerenciar a produção com esse método significa tomar decisões cruciais

hoje com base nos dados frios de ontem.

• Tratar os sintomas e ignorar a causa raiz: diante de uma máquina parada ou de um

atraso na entrega, o erro mais comum é aplicar uma solução temporária para retomar a

operação o mais rápido possível. Por sua vez, quando não se utilizam metodologias para

investigar a verdadeira raiz do problema, a falha vai se repetir. Ou seja, corrigir apenas o

efeito imediato sabota a previsibilidade e encarece o custo de manutenção a longo prazo.

• Resistência em investir em sistemas especialistas de apoio: muitas indústrias operam

no limite porque enxergam a tecnologia de gestão como custo, e não como investimento.

Deixar de adotar um sistema robusto que auxilie no planejamento, sequenciamento e

controle de chão de fábrica sobrecarrega a equipe, limita a capacidade de crescimento da

planta e reduz o OEE.

• Falta de comunicação entre setores: esse é o clássico apagão entre a engenharia, o

comercial, o PCP e o chão de fábrica. Quando os departamentos operam como ilhas isoladas,

surgem as metas conflitantes e os gargalos.

• Tomada de decisão baseada em dados fragmentados: tomar decisões industriais

sem informações centralizadas é um tiro no escuro. Afinal, quando os dados estão espalhados,

as lideranças não conseguem ter um direcionamento correto da atual realidade da

organização. Uma gestão madura exige decisões integradas, sustentadas por indicadores

confiáveis e extraídos em tempo real, eliminando os palpites e o achismo das reuniões de

resultado.

• Uso de sistemas que não se conversam: muitas empresas compram o software “X”

para uma função e o software “Y” para outra, caindo na armadilha dos sistemas isolados.

Cada ferramenta resolve uma dor específica, mas elas não são integradas entre si. O resultado

é uma colcha de retalhos tecnológica que gera duplicidade de dados, inconsistências e

exige um esforço enorme da equipe para consolidar as informações.

• Centralização do conhecimento: quando o conhecimento sobre o funcionamento de

uma máquina ou sobre as regras de um processo fica guardado apenas para alguns colaboradores

ou operadores antigos, a fábrica corre um risco altíssimo. A falta de padronização

e de documentação dos processos gera dependência interna e impede que a operação se

torne escalável e eficiente.

Todos os erros têm em comum o fato de que eles acontecem quando o básico deixa de

ser feito. Isto é, de nada adianta ter soluções robustas sem que os processos e a operação

estejam em dia. Além disso, a gestão de pessoas também é um ponto importante a ser considerado,

visto que, por mais que a tecnologia avance, a mão de obra humana continuará

sendo um elo importante a ser trabalhado. A empresa precisa equilibrar o investimento em

recursos juntamente com estratégias e ações que contribuam para o crescimento dos colaboradores

e, consequentemente, para o desempenho da organização.

Organização:

+55 (16) 98111-6988

+55 (16) 99777-5940

Divulgação:

REVISTA

feira brasileira

de compostagem

Piracicaba (SP)

Local: Instituto Pecege

Mais informações:

www.composhow.com.br

LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO

+55 (41) 3333 1023 | +55 (41) 99965-3105

82 www.referenciaflorestal.com.br

composhow@dtrip.com.br

comercial@revistarefencia.com.br



MANIPULADOR FLORESTAL É

FONE: (16) 2121-0865

WWW.ENVIMAT.COM.BR

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!