Florestal_286 OPS
16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,43,44,45,46,47,50,52,54,56,58,62,64,66,69,70,71,72,76,78,82
16,18,20,22,24,26,28,34,36,38,40,43,44,45,46,47,50,52,54,56,58,62,64,66,69,70,71,72,76,78,82
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DESTAQUE
Entrevista: Manoel de Freitas compartilha experiência e conhecimento na silvicultura do país
EFICIÊNCIA NA PREVENÇÃO
DE INCÊNDIOS
NOVA TECNOLOGIA REDUZ
CUSTOS OPERACIONAIS UNINDO
DOIS EQUIPAMENTOS EM UMA
MESMA OPERAÇÃO
EFFICIENCY IN
FIRE PREVENTION
NEW TECHNOLOGY REDUCES OPERATING
COSTS BY COMBINING TWO PIECES OF
EQUIPMENT INTO A SINGLE OPERATION
HÁ MAIS DE 20 ANOS
NO MERCADO
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SUMÁRIO
JULHO 2026
42
DUPLA
PROTEÇÃO
CONTRA
INCÊNDIOS
FLORESTAIS
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
30 Frases
32 Entrevista
40 Coluna
42 Principal
48 Dia na Floresta
58 Minuto Floresta
60 Manejo
68 Legislação
74 Artigo
80 Agenda
82 Espaço Aberto
48
60
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
31 Açokorte
09 BKT
15 Bruno
17 Carrocerias Bachiega
83 Composhow 2026
75 D’Antonio Equipamentos
29 Denis Cimaf
02 Dinagro
23 DRV Ferramentas
55 Duffatto Viveiro Florestal
67 Engeforest
84 Envimat
07 Envu
65 Equilíbrio Proteção Florestal
53 Feldermann Forest
63 Felipe Diesel
73 Forestmax 2026
04 Himev
25 J de Souza
81 Lignum Latin America
35 Máquina Solo
77 Motocana
57 Planalto Picadores
13 Ponsse
79 RDC Agrotec
61 Reflorestar Serviços Florestais
37 Roder Máquinas
33 Rodovale
11 Rotary-Ax
41 Sergomel
21 Sparta Brasil
39 TMO
19 Tracbel
59 Unibrás
49 Unifértil
27 Vantec
51 Vermeer
06 www.referenciaflorestal.com.br
EDITORIAL
Sua natureza
é crescer
Assim como a própria floresta, a silvicultura não para de crescer.
Uma árvore robusta exige raízes profundas para sustentar sua expansão
rumo ao sol. Em nosso setor, essas raízes são o conhecimento,
o manejo e a sustentabilidade. Já os novos galhos são as inovações
tecnológicas, da mecanização intensiva à inteligência de dados, que
elevam a produtividade a patamares inéditos. O avanço contínuo da
nossa indústria espelha a essência daquilo que cultivamos: um ciclo
vivo, resiliente e em constante evolução. Plantar o amanhã é entender
que a inovação, como a floresta, nunca cessa. Nessa edição as soluções
da Himev para limpeza de área e proteção contra incêndios por meio
de aceiros, informações sobre o uso de floresta nativa na produção de
biomassa no Mato Grosso, o monitoramento de árvores gigantes no
Brasil, informações sobre exportações de produtos florestais nacionais
e uma entrevista exclusiva com Manoel de Freitas, uma das maiores
referências na silvicultura nacional com mais de seis décadas de experiência.
Excelente leitura.
IT IS IN ITS NATURE TO GROW
Just like the forest itself, forestry never stops growing. A sturdy tree
needs deep roots to support its growth toward the sun. In our industry,
these roots are knowledge, management, and sustainability. Meanwhile,
the new branches are technological innovations—from intensive
mechanization to data intelligence—that elevate productivity to unprecedented
levels. The continuous advancement of our industry mirrors
the essence of what we cultivate: a living, resilient, and constantly
evolving cycle. Planting the future means understanding that, like the
forest, innovation never ceases. This issue presents Himev’s solutions
for clearing land and fire protection through firebreaks, information on
using native forests for biomass production in the State of Mato Grosso,
monitoring giant trees in Brazil, information on exporting Brazilian
forest products, and an exclusive interview with Manoel de Freitas, one
of the leading authorities in Brazilian forestry with over six decades of
experience. Pleasant reading!
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 286 - JULHO 2026
Diretor Comercial / Commercial Director
Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director
Pedro Bartoski Jr
bartoski@revistareferencia.com.br
Redação / Writing
Vinicius Santos
jornalismo@revistareferencia.com.br
Colunista
Gabriel Dalla Costa Berger
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski - Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Tradução / Translation
John Wood Moore
Depto. Comercial / Sales Department
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br
0800 600 2038
Assinaturas Eventos / Subscription Events
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
2
Entrevista com
Manoel de Freitas,
referência na
silvicultura nacional
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Veículo filiado a:
1
Na capa dessa edição
a Himev, com soluções
para limpeza de área que
protegem contra ao fogo
EFICIÊNCIA NA PREVENÇÃO
DE INCÊNDIOS
NOVA TECNOLOGIA REDUZ
CUSTOS OPERACIONAIS UNINDO
DOIS EQUIPAMENTOS EM UMA
MESMA OPERAÇÃO
Novas regras do governo afetam setores de
reflorestamento e base florestal nativa
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVIII • Nº286 • Julho 2026
DESTAQUE
Entrevista: Manoel de Freitas compartilha experiência e conhecimento na silvicultura do país
EFFICIENCY IN
FIRE PREVENTION
NEW TECHNOLOGY REDUCES OPERATING
COSTS BY COMBINING TWO PIECES OF
EQUIPMENT INTO A SINGLE OPERATION
3
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,
dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,
instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,
ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente
ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor
Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em
matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais
de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,
armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos
textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são
terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos
direitos autorais, exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication
directed at the producers and consumers of the good and services of the
lumberz industry, research institutions, university students, governmental
agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked
to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself
responsible for the concepts contained in the material, articles or columns
signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,
themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage
under any form or means of the texts, photographs and other intellectual
property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited
without the written authorization of the holders of the authorial rights.
POWERTRAILER SR 331
Projetado para reboques e caminhões-tanque em aplicações de transporte, tanto no
campo quanto na estrada, a BKT lança o POWERTRAILER SR 331. O novo pneu radial todo
em aço apresenta alta capacidade de carga e estabilidade excepcional da carcaça. Além
disso, o POWERTRAILER SR 331 destaca-se pela durabilidade superior – em parte devido a
uma nervura especial na parede lateral, que oferece proteção contra impactos e o desgaste
causado pelo atrito lateral do pneu, enquanto o talão hexagonal com reforço de chafer
assegura um encaixe perfeito no aro. Graças a todos esses recursos, o POWERTRAILER SR
331 também é sinônimo de economia de combustível e conforto na estrada.
Descubra a linha
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A LONG WAY
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Chetan Ghodture
Balkrishna Industries Ltd, India
Email: chetang@bkt-tires.com
Mobile: +917021000031
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CARTAS
Capa da Edição 285 da
Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,
mês de junho de 2026
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVIII • Nº285 • Junho 2026
DESTAQUE Entrevista: Júnior Ramirez e os desafios do crescimento da silvicultura no Mato Grosso do Sul
GENÉTICA FLORESTAL
DE PONTA
VIVEIRO ALIA MANEJO
PRECISO E PESQUISA PARA
CRIAR FLORESTAS
PRODUTIVAS E RESISTENTES
CUTTING-EDGE
FOREST GENETICS
THE NURSERY COMBINES PRECISE
MANAGEMENT AND RESEARCH
TO CREATE PRODUCTIVE
AND RESILIENT FORESTS
DO BRASIL
PARA O MUNDO
PRINCIPAL
Por Ronaldo Silveira, Catalão (GO)
Belo trabalho da Duffatto. É algo que quem vê a floresta adulta não imagina de
quanto foi feito para chegar até lá.
ENTREVISTA
Foto: divulgação
Por Vitor Ferreira, Bauru (SP)
Que as florestas do Mato Grosso do Sul continuem mostrando sua
força sob a liderança da Reflore (MS). Liderança de qualidade faz muita
diferença.
ILPF
Por César Rodrigues, Betim (MG)
Essa versatilidade que o ILPF proporciona é importantíssima. Gera renda rápida
e mantém a produtividade alta.
Foto: Foto: Vanderley Porfirio da Silva
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BASTIDORES
Revista
Foto: REFERÊNCIA
Foto: REFERÊNCIA
IMPULSIONANDO A
PRÓXIMA GERAÇÃO
DE SOLUÇÕES
FLORESTAIS
Desde a colheita de alto desempenho até
o plantio de alta qualidade, a Ponsse
apresenta novas soluções projetadas
para atender às demandas da silvicultura
moderna na América Latina.
CONVITE
A Revista REFERÊNCIA foi convidada para
participar do evento: Dia na Florestal em Sinop
(MT); realizado pelo Cipem. O diretor comercial
da Revista Fábio Machado, esteve com o
presidente do Cipem, Gleisson Tagliari.
PODCAST
O diretor executivo da Revista REFERÊNCIA, Pedro
Bartoski Jr., recebeu o consultor florestal Waldemar
Vieira Lopes para a gravação do Podcast.
ALTA
JULHO 2026
INVESTIMENTO CONTRA O FOGO
DINHEIRO MAIS CARO
Uma MP (medida provisória) liberou R$ 337,5
milhões para o combate ao desmatamento, fiscalização
e prevenção de incêndios. Desse total, o
Ibama receberá R$ 194,4 milhões e o ICMBio ficará
com R$ 143,1 milhões. No Ibama, a maior fatia
(R$ 149,3 milhões) será aplicada no controle de
incêndios florestais em áreas federais prioritárias,
o que deve expandir a área protegida em mais de
148 mil km2 (quilômetros quadrados). Os R$ 45,1
milhões restantes do instituto serão usados para
intensificar as ações de fiscalização e controle
ambiental em todo o território nacional.
Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a previsão
do mercado financeiro para a inflação (IPCA)
deste ano subiu de 5,3% para 5,33%. Essa foi a 15ª
alta consecutiva na estimativa, que estoura o teto da
meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional,
cujo centro é de 3%. Mesmo após o anúncio de
acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que
pressionava combustíveis e alimentos, as projeções
continuam subindo. Em maio, a alta dos alimentos
impulsionou o índice mensal para 0,58%, elevando
o IPCA acumulado em 12 meses para 4,72%,
patamar que já se encontra fora do limite máximo
de tolerância.
A SOLUÇÃO TUDO-EM-UM PARA UM PLANTIO
EXCEPCIONAL E DE ALTA QUALIDADE
A Buffalo Planter é uma solução inovadora para o reflorestamento
mecanizado. Ela prepara o solo, planta mudas e realiza a irrigação, tudo
em um único processo contínuo. Construída sobre o confiável forwarder
Ponsse Buffalo, a Buffalo Planter atende à crescente demanda do
mercado por plantio florestal mecanizado e apoia esforços de
reflorestamento eficientes em larga escala, impulsionados por fatores
ambientais, econômicos e tecnológicos. À medida que o plantio florestal
evolui do trabalho manual tradicional para métodos mecanizados
avançados, a Buffalo Planter lidera o caminho rumo a um futuro mais
sustentável.
FEITO PARA DESCASCAR
O cabeçote harvester DH7 é uma solução desenvolvida
especialmente para a colheita eficiente de eucalipto. Projetado para
as exigentes condições do eucalipto, o DH7 oferece desempenho
confiável de corte, alimentação e descascamento em um único
conjunto robusto. Projetado para lidar com troncos tortuosos e
desafiadores, garante produtividade consistente e resultados
precisos. Equipado com sistemas avançados da Ponsse e recursos
opcionais, o DH7 atende às operações modernas de colheita de alto
desempenho e responde à crescente demanda por processamento
eficiente de eucalipto.
BAIXA
12 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Podcast REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres e de grande
valor para o segmento florestal em junho de 2026. No primeiro episódio
do mês estava presente o consultor florestal Waldemar Vieira
Lopes. O segundo episódio teve a presença dos irmãos e sócios da
Caraúno Madeiras, Gustavo Pinto Pereira e Viviane Pinto Pereira.
Waldemar relembrou a trajetória de mais de 40 anos no setor
florestal, em que iniciou como office boy e se tornou gerente em empresas
de destaque do setor florestal. Tudo isso, sendo um autodidata.
“Como a minha carreira no setor madeireiro, ela quase que antecede
a construção da faculdade florestal, então iniciei meu trabalho
antes praticamente que tivesse iniciado. Tive um contato bastante
grande com o meio acadêmico, mas no entanto, como fui para o interior,
tive que me tornar autodidata no setor e fui aprendendo lento e
vivenciando as práticas no métier, trabalhando com floresta, desde o
abate, até a industrialização”, explicou Waldemar.
O consultor ainda avaliou a importância das empresas realizarem
uma consulta prévia antes de iniciarem as operações florestais. Assim,
é possível minimizar erros na escolha da matéria-prima e até mesmo
na definição do setor de atuação.
“Por exemplo, temos uma floresta com início heterogêneo e tenho
que fazer compatibilização entre a sociologia florestal e a sociologia
industrial de forma que possa destinar ao maior número de espécies
e, por consequência, reduzo os custos de infraestrutura. Quanto menor
for o número de espécies que utilize, maior vai ser o meu custo de
estrutura e assim, vou produzir menos na floresta. É necessário pensar
em uma visão de classes industriais”, analisou.
No outro programa, os irmãos Gustavo e Viviane contaram sobre a
história da Caraúno Madeiras - empresa familiar criada pelo patriarca
da família, Adão, falecido em 2022. Com uma sucessão familiar bem
estabelecida a companhia tem se desenvolvido, sem perder a união.
“Acreditamos nesse processo de governança. Somos estudiosos
e praticantes de todo esse processo de governança em empresas
familiares. A gente acredita na profissionalização da empresa familiar
e que não precisa necessariamente ser um gestor de fora para ser
profissional. A gente não está aqui porque é filho do dono, a gente
está aqui porque somos profissionais da área. Estaríamos em outra
empresa também, nas mesmas funções e a gente acredita que isso faz
toda a diferença”, explica Viviane.
Gustavo também pontuou sobre como a empresa mudou a visão
em 2008 e colocou o reflorestamento como um dos focos da companhia,
além de maiores investimentos em mecanização, controle das
agriculturas e manejo.
“Somos reflorestadores. Praticamente tudo que é possível ser feito
com madeira de pinus a gente consegue atender, até porque temos
equipamentos que aqui no Brasil só nós temos”, enalteceu Gustavo.
Os episódios completos
o Leitor pode conferir
no canal do youtube da
Revista REFERÊNCIA:
Waldemar Vieira Lopes, consultor florestal
Gustavo Pinto Pereira, sócio da Caraúno Madeiras
Viviane Pinto Pereira, sócia da Caraúno Madeiras
Fotos: REFERÊNCIA
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NOTAS
ForestMax 2026: ao vivo e online
O ForestMax 2026 prepara uma expansão digital para a sua próxima edição. Após esgotar todas as vagas da imersão presencial
com 40 dias antes do início do evento, a organização anunciou a abertura de um novo lote para participação online, com
transmissão ao vivo e em alta resolução. A iniciativa busca atender à intensa demanda do mercado e à extensa lista de profissionais
que ficaram sem acesso ao formato presencial. A próxima edição do ForestMax será realizada entre os dias 4 e 6 de agosto,
em Brasília (DF), reunindo especialistas, pesquisadores, consultores e empresas de referência do setor florestal em três dias de
imersão técnica voltados à máxima produtividade em florestas de eucalipto.
Segundo Pedro Francio Filho, diretor da Francio Soluções Florestais e idealizador do ForestMax, a decisão de ampliar o evento
para o ambiente digital é consequência direta do sucesso alcançado pela edição de 2026. “A abertura da transmissão ao vivo em
alta resolução é resultado do grande êxito do evento. O formato presencial foi planejado para proporcionar uma experiência mais
exclusiva, personalizada e rica em detalhes, assim como aconteceu na edição passada. Como todas as vagas foram preenchidas e
a procura continua muito acima da expectativa, decidimos disponibilizar uma versão online para que mais profissionais possam
participar dessa experiência”, afirma Pedro.
A expectativa da organização é dobrar o número total de participantes em relação à edição anterior. Mesmo no formato online,
os inscritos acompanharão integralmente toda a programação, com transmissão em tempo real, qualidade profissional de
imagem e som, além de receberem certificado de participação correspondente às 30h (horas) de treinamento.
Entre os destaques da programação estão palestras ministradas pelos principais especialistas em silvicultura do Brasil, além
da participação do biólogo Richard Rasmussen, que apresentará conteúdos relacionados ao documentário que está produzindo
sobre a importância do eucalipto no nosso dia a dia. Durante os três dias de imersão também será apresentado, de forma completa
e prática, o protocolo desenvolvido pela Francio Soluções Florestais para obtenção de máxima produtividade na silvicultura.
“Vamos reunir os maiores especialistas em eucalipto do país para compartilhar conhecimento técnico de alto nível. Também
apresentaremos nosso protocolo completo de alta produtividade, detalhando cada etapa do processo para que os participantes
possam aplicar imediatamente esse conhecimento em suas operações”, destaca Pedro Francio Filho.
A escolha de Brasília como sede da edição 2026 foi estratégica. Além de facilitar o deslocamento de participantes de diferentes
regiões do Brasil e da América Latina, a capital federal proporciona um ambiente favorável para networking, geração de
negócios, sustentabilidade, discussões sobre inovação e segurança jurídica no setor florestal.
Com a transmissão online, o ForestMax amplia ainda mais seu alcance, permitindo que profissionais de qualquer região
acompanhem toda a programação sem necessidade de deslocamento, mantendo a mesma qualidade técnica do conteúdo apresentado
presencialmente. As vendas do lote para participação online começaram no dia 3 de julho.
Os interessados poderão consultar a programação completa, garantir sua inscrição e acompanhar todas as novidades do
evento pelo site oficial: www.forestmax.com.br.
Foto: Francio Soluções Florestais
16 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
São Paulo em ascensão
O campo paulista testemunha um ciclo de forte expansão impulsionado pelo cultivo de eucalipto, que acaba de conquistar
uma posição inédita de destaque no cenário estadual. Pela primeira vez incluída no prestigiado ranking do VPA (Valor da Produção
Agropecuária), a cultura consolidou sua relevância e passou a figurar oficialmente entre as principais atividades econômicas
rurais de São Paulo. Esse avanço histórico reflete não apenas o aumento das áreas cultivadas, mas também o amadurecimento
de um setor altamente competitivo e essencial para a economia.
De acordo com dados recentes do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a produção paulista registrou um crescimento
expressivo de 14,6% em relação ao ciclo anterior, atingindo a marca de 23,9 milhões de m 3 (metros cúbicos). Esse salto em volume
veio acompanhado por uma sólida geração de valor, que alcançou a impressionante cifra de R$ 2,9 bilhões. Tamanha receita
se justifica pela extrema versatilidade da matéria-prima, já que o eucalipto atua como a espinha dorsal da silvicultura estadual e
abastece, desde indústrias tradicionais de papel e celulose, até os dinâmicos mercados de bioenergia, carvão vegetal, construção
civil, setor moveleiro e óleos essenciais.
Atualmente, São Paulo ostenta mais de 1 milhão de ha (hectares) dedicados a essa cultura, o que representa cerca de 77%
de toda a área de florestas plantadas no território paulista. Com esse desempenho robusto, o Estado se mantém firme como o
terceiro maior produtor nacional da espécie, posicionando-se logo atrás de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul.
O motor dessa expansão está concentrado em eixos geográficos estratégicos, com destaque para o sudoeste paulista, o
centro-oeste e o Vale do Paranapanema. Municípios como Agudos (SP), Itapetininga (SP), Itatinga (SP), Botucatu (SP) e Lençóis
Paulista (SP) lideram como polos consolidados, beneficiando-se de condições ideais de clima e solo que aceleram o crescimento
e a renovação rápida das florestas, garantindo ao agro paulista uma enorme vantagem competitiva.
TIGERCAT
Feller Buncher
822E
Compacta no tamanho.
Gigante em performance.
A inovação que vai redefinir o conceito
de produtividade nas florestas.
O Tigercat Feller Buncher 822E foi concebido para
oferecer alto desempenho em operações florestais
que exigem produtividade, agilidade e eficiência
energética. Seu porte compacto assegura maior
versatilidade de aplicações, enquanto a engenharia
avançada maximiza o aproveitamento da potência
do motor, reduzindo o consumo de combustível e
garantindo a robustez necessária para enfrentar os
desafios mais severos das florestas.
Balanço energético
O 822E contribui para
reduzir o custo de produção,
elevando a rentabilidade da
operação sem comprometer
a alta produtividade.
Foto: divulgação
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NOTAS
Fotos: divulgação
20 www.referenciaflorestal.com.br
Pronto para o frio
Um grupo de produtores, viveiristas, técnicos e
representantes do setor florestal reuniu-se em Candói
(PR), para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil de Eucalyptus
benthamii. O evento demonstrou o desempenho
do material em regiões sujeitas a geadas no sul do país,
abrindo um horizonte promissor para o uso comercial focado
na geração de energia. Fruto de uma parceria entre
a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
Florestas e a Golden Tree Reflorestadora, o dia de campo
dividiu-se entre palestras técnicas sobre o desenvolvimento
da variedade e uma visita prática à área de produção
de sementes.
A chegada da cultivar Versátil ao mercado coroa um
programa de melhoramento genético conduzido por 19
anos em condições reais de campo, envolvendo seleção
fenotípica, genética e genômica. Segundo o pesquisador
Paulo Eduardo Telles dos Santos, da Embrapa Florestas,
o grande trunfo do material é a elevada sobrevivência
em áreas com geadas frequentes, mantendo o ritmo de
crescimento mesmo sob baixas temperaturas. A variedade
também alia crescimento rápido, boa forma de fuste,
alta qualidade da madeira para fins energéticos e uma
produtividade escalável por hectare.
O foco comercial da cultivar está na produção de
biomassa para energia, como lenha, carvão, bio-óleo, cavacos
e vapor, além do uso em construções rurais. Tecnicamente,
a recomendação é limitar o plantio a locais com
altitude acima de 700m (metros) e solos bem drenados,
realizando o cultivo entre os meses de setembro e março.
A jornada de pesquisa envolveu avaliações dendrométricas,
análises de DNA, amostragem de madeira e o uso
inovador de drones para levantamentos multiespectrais.
O pesquisador recém-aposentado Estefano Paludzyszyn
Filho destaca que, embora a propagação clonal ainda não
seja viável, o formato seminal da cultivar assegura estabilidade
genética e sustentabilidade.
A Golden Tree Reflorestadora buscou a parceria com a
Embrapa ao notar o potencial de melhoramento da espécie,
contando ainda com o apoio da Cooperativa Agrária
e do Grupo Illich para os testes de campo. Luis Vatrin,
sócio-proprietário da Golden Tree, enfatiza que essa união
entre ciência e prática resolve um gargalo histórico: a
vulnerabilidade das espécies tradicionais de eucalipto ao
frio intenso, que até então prejudicava a silvicultura no sul
do país.
ROBUSTEZ COM A
MELHOR EQUIPE.
BRASIL
Excelência em Trituração Florestal
S P A R T A B R . C O M
M550e-1300
Motor Bosch Rexroth
Rotor com diâmetro de 55 cm
Facas ou Martelos
Discos delimitadores de corte
Dois sistemas de rotores
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NOTAS
Silvicultura no agreste
A silvicultura no Ceará vive um momento de despertar, consolidando-se como uma fronteira promissora para o desenvolvimento
econômico, social e ambiental no semiárido. Definida como o manejo sustentável de florestas plantadas, a atividade
desponta como a solução para um histórico gargalo estrutural: a dependência externa de matéria-prima florestal. Atualmente,
quase toda a madeira consumida no território cearense é importada de outras regiões do país, atendendo desde polos moveleiros,
até a construção civil e indústrias têxteis, de alimentos e cimenteiras, que sozinhas demandam cerca de 35 mil toneladas
mensais de biomassa triturada. Esse cenário de alta demanda interna revela um mercado consumidor vasto e inteiramente
aberto para a produção local.
Embora o setor ainda esteja engatinhando e o Estado figure nos mapas nacionais com uma produção comercial classificada
como baixíssima, os primeiros passos práticos já demonstram a viabilidade da atividade em solo cearense. Na ausência de
dados oficiais consolidados pelos órgãos governamentais, o avanço da atividade é impulsionado por iniciativas isoladas de produtores
rurais e empresas que resolveram investir no plantio próprio. Além de apostas pontuais no cultivo de mogno africano, o
grande destaque fica por conta do eucalipto. Pesquisas e testes práticos com diversos clones comerciais vêm sendo conduzidos
há mais de duas décadas no Estado, apresentando excelentes resultados de adaptação e crescimento.
O grande motor dessa transformação estadual tem sido a ciência. Há 16 anos, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária) lidera uma rede de pesquisa em silvicultura distribuída estrategicamente por cerca de 30 ha (hectares) experimentais
em diversos municípios do interior, como Tabuleiro do Norte (CE), Aracati (CE), Pacajus (CE), Trairi (CE), Granja (CE),
Mauriti (CE) e Quixeramobim (CE). O programa avalia 85 clones de eucalipto, além de espécies nativas e exóticas, buscando
selecionar materiais genéticos altamente resilientes ao estresse térmico e hídrico do semiárido. Especialistas reforçam que a
consolidação da silvicultura em escala estadual trará uma nova dinâmica econômica ao Ceará, combinando a atração de investimentos
e a redução de custos industriais com a geração de emprego e renda no campo, sem abrir mão do papel ecológico
crucial no combate ao efeito estufa.
Foto: divulgação
22 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Conexão Paraná – Indonésia
A Apre Florestas (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) participou de uma missão internacional na Indonésia
voltada ao Programa de Capacitação e Treinamento para a Gestão Sustentável de Commodities de Madeira. O evento, que
ocorreu entre os dias 21 de junho e 3 de julho, reúnem representantes da América Latina, África e Ásia para debater os rumos
e os desafios da produção florestal de forma global. A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação entre Brasil e Indonésia
(países em desenvolvimento com interesses comuns, conhecidos como LMDC) e é organizada pelo Ministério das Relações
Exteriores indonésio em parceria com a Universidade IPB de Bogor e a Agência Indonésia para Desenvolvimento Internacional,
contando com a presença de nações produtoras como Argentina, Colômbia, México, Nigéria e Tailândia.
Com foco estratégico na cadeia da madeira em 2026, a capacitação busca equilibrar o avanço econômico e a preservação
dos recursos naturais por meio de uma programação intensa de debates e visitas técnicas. Os participantes discutem temas cruciais
para o setor moderno, tais como o processamento industrial, a otimização da cadeia de suprimentos, o uso de tecnologias
para a eficiência produtiva e, principalmente, a rastreabilidade da madeira. Esse rico intercâmbio de experiências permite que
os países conheçam diferentes modelos de gestão operacional, identificando práticas inovadoras que diminuam os impactos
ambientais e elevem o setor a novos patamares de excelência.
Para o diretor executivo da Apre Florestas, Ailson Loper, a inserção da entidade nesse ambiente global é fundamental para
absorver novos conhecimentos e aprimorar a atividade florestal brasileira. Diante de desafios muito semelhantes compartilhados
por diversas nações produtoras de commodities madeireiras, Loper pontua que o aprendizado mútuo e o diálogo multilateral
funcionam como ferramentas indispensáveis para construir soluções conjuntas, fortalecendo tanto a sustentabilidade
quanto a competitividade do Brasil no exterior.
Detentora de uma das maiores extensões de floresta tropical do planeta, a Indonésia serve como cenário ideal para a missão
devido aos seus pesados investimentos em políticas de manejo e sistemas rigorosos de controle de produção. A introdução
de novas tecnologias ganha papel central nas discussões, sendo apontada como o caminho direto para o aumento da produtividade
e para o refinamento dos processos logísticos e de rastreio. Ao fim do treinamento, espera-se que a formação dessa rede
global de relacionamento resulte na disseminação de conhecimentos de ponta nos países de origem, consolidando o compromisso
de instituições como a Apre com o desenvolvimento sustentável e com a inserção estratégica nos mercados globais.
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NOTAS
Votação postergada
Após dois dias de intensas deliberações em sua 77ª
Reunião Ordinária, a Conabio (Comissão Nacional de
Biodiversidade) optou por adiar a decisão sobre a nova
lista de espécies exóticas invasoras, que cogitava incluir a
tilápia, além de árvores como pinus e eucalipto, e frutas
como a jaca, a manga e a goiaba. Em vez de avançar com
a listagem, o colegiado decidiu instituir um grupo de
trabalho focado na definição de critérios técnicos para
essa categorização no Brasil. O MMA (Ministério do Meio
Ambiente e Mudança do Clima) reiterou que, até o momento,
não houve nenhuma aprovação ou classificação
individual de qualquer espécie vegetal ou animal.
Apesar de o MMA assegurar que a classificação não
proíbe automaticamente o cultivo, o setor de piscicultura
teme a criação de barreiras comerciais, ambientais e sanitárias
no mercado internacional. A Peixe BR (Associação
Brasileira da Piscicultur) projeta que a inclusão da tilápia
causaria prejuízos superiores a US$ 38 milhões anuais
e uma queda de até 90% nas exportações da cadeia
produtiva. Representantes da silvicultura também alertam
para o risco de insegurança jurídica sobre investimentos
em pinus e acácia, enquanto a Embrapa Pesca e Aquicultura
publicou nota técnica contrária ao enquadramento
generalizado e sem estudos específicos.
Pela nova resolução aprovada, as futuras avaliações
dividirão as espécies em três grandes grupos baseados
no interesse socioeconômico: aquelas sem relevância econômica,
as que possuem cadeia produtiva já consolidada
e as que impactam negativamente as atividades socioeconômicas.
Para detalhar essa organização, o grupo de
trabalho será composto por 15 membros, divididos entre
oito representantes do governo federal e sete de organizações
civis e do setor produtivo. O comitê, que poderá
convidar especialistas para aprofundar os debates, terá
um prazo de até 90 dias para concluir os trabalhos.
O estabelecimento desses parâmetros rígidos servirá
para garantir que qualquer classificação futura ocorra
de maneira individualizada, baseada estritamente em
evidências científicas e pesando com rigor os impactos
financeiros de cada setor. A medida visa afastar o temor
de decisões automáticas que possam prejudicar o agronegócio
e a produção de alimentos no país. Em posicionamento
oficial, o Ministério do Meio Ambiente declarou
que valoriza as contribuições do mercado e garantiu que
continuará conduzindo o debate de forma transparente,
assegurando o diálogo e a ampla participação de todos os
setores afetados.
Foto: divulgação
26 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Espaço para os pequenos
A silvicultura desponta como uma forte aliada dos agricultores gaúchos para mitigar os prejuízos das instabilidades climáticas
no Rio Grande do Sul. Histórias como a de Charles Pigatto, que adotou o eucalipto após perdas na soja, ilustram como as
florestas plantadas oferecem tranquilidade tanto na seca quanto no excesso de chuvas. Segundo a Emater/RS-Ascar, o avanço
no nicho familiar é impulsionado pela alta demanda regional por madeira para energia e construção. A recente simplificação da
legislação ambiental também desburocratizou o setor, consolidando as florestas como uma estratégia eficaz para diversificar a
renda em períodos distintos das safras de grãos e da pecuária.
O peso dessa cadeia se reflete em números robustos da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais). O setor
movimentou R$ 3,8 bilhões no Estado, com uma área cultivada de 974 mil hectares, o que equivale a 9,5% do total nacional.
A atividade está presente em todos os 497 municípios gaúchos, tendo o eucalipto como líder absoluto ao ocupar 63,3% dos
plantios, seguido pelo pinus e pela acácia-negra. Polos como Encruzilhada do Sul (RS), São Francisco de Paula (RS) e Piratini
(RS) se destacam em extensão, sustentando uma cadeia produtiva que gera mais de 64 mil empregos diretos entre os setores
agropecuário e industrial.
A participação da agricultura familiar tende a crescer impulsionada por programas corporativos de fomento que subsidiam
o plantio em pequenas propriedades. Esses contratos oferecem modelos flexíveis de remuneração indexados ao preço do boi,
de grãos ou a valores fixos, assegurando uma receita mínima e previsível. Essa pulverização produtiva garante o abastecimento
contínuo das indústrias e funciona como blindagem contra crises climáticas. Por se tratar de uma cultura perene e de baixo
risco diante de intempéries, o cultivo de árvores entrega rentabilidade com alta segurança comercial.
Além do retorno comercial com a venda de biomassa, lenha, celulose e madeira sólida, a atividade se destaca pelo equilíbrio
ecológico. Para cada hectare cultivado no Estado, praticamente outro hectare de vegetação nativa é conservado, o que
abre caminhos para o promissor mercado de créditos de carbono. Contudo, o setor ainda esbarra na falta de linhas de crédito
de longo prazo voltadas aos pequenos produtores. Como o ciclo de retorno das florestas varia de 7 a 20 anos, o elevado fluxo
de caixa exigido na fase inicial continua sendo o principal entrave para as famílias rurais.
Foto: divulgação
28 www.referenciaflorestal.com.br
FRASES
Foto: Albino Oliveira/Ascom-MDA
Queremos fortalecer
o manejo florestal
comunitário e
familiar, ampliando
empreendimentos
capazes de gerar renda
e, ao mesmo tempo,
conservar as florestas
Fernanda Machiaveli, ministra do
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar,
em lançamento de programa de manejo familiar
“Nossas florestas armazenam
carbono, regulam chuvas,
sustentam a produção
agrícola, a geração de energia
e o abastecimento de água.
Quando falamos em clima,
segurança alimentar e resiliência
econômica, estamos falando
diretamente da importância
estratégica das florestas
brasileiras”
“O desempenho
reflete a pujança dos
investimentos do setor,
com a abertura de novas
fábricas a cada ano e
meio e ampliação da
capacidade produtiva”
Paulo Hartung, presidente da IBÁ (Indústria
Brasileira de Árvores), sobre o recorde de
exportação de celulose do brasil em 2025
Beto Veríssimo, cofundador do Imazon, em
entrevista ao Mundocoop sobre a expansão da
silvicultura no Brasil
30 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
Mestre da
silvicultura
NACIONAL
A leading figure in
brazilian forestry
Foto: divulgação
ENTREVISTA
A
evolução da silvicultura brasileira é marcada por
profundas transformações tecnológicas e operacionais.
Desde os desafios das primeiras turmas
de engenharia florestal nos anos 1960, até as
recentes discussões sobre bioinsumos e mudanças climáticas,
o setor nacional precisou se reinventar muito para atingir a
excelência em nível mundial. Para compreender essa longa jornada,
conversamos com uma das maiores referências do país.
Neste papo exclusivo, Manoel de Freitas compartilha sua vasta
experiência, detalhando as inovações em viveiros, até o futuro
da produção florestal nacional.
T
he evolution of Brazilian forestry has been marked
by profound technological and operational transformations.
From the challenges faced by the first
classes of forest engineering students in the 1960s
to recent discussions on bio-inputs and climate change, the
Sector has had to reinvent itself significantly to achieve world-class
excellence. To understand this long journey, we spoke
with one of the Country’s leading experts, Manoel de Freitas. In
this exclusive interview, Manoel de Freitas shares his extensive
experience, covering topics ranging from nursery innovations to
the future of national forest production.
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Manoel de Freitas
ATIVIDADE/ ACTIVITY:
Engenheiro Florestal formado pela UFPR (Universidade Federal do
Paraná), administrador de empresas formado pela PUC (Pontifícia
Universidade Católica de Campinas) e com pós-graduação em
Gestão Ambiental pela Faculdade Metropolitana de Campinas (SP).
Participou do Curso de Desenvolvimento para Executivos Sênior
na Dartmouth School, EUA (Estados Unidos da América). Atuou
como executivo na multinacional americana do setor de produtos
florestais Champion International Corporation/International Paper.
Foi diretor de diversas entidades setoriais, entre elas o Ipef (Instituto
de Pesquisas e Estudos Florestais), o Fundo Florestar e a Sociedade
Brasileira de Silvicultura. É autor de diversos artigos técnicos sobre
o setor florestal. Nos últimos anos, atua como consultor e assessor,
tanto para empresas no Brasil, quanto no exterior.
He holds degrees in Forest Engineering from the Federal University
of Paraná (UFPR), and Business Administration from the Pontifical
Catholic University of Campinas (PUC). He also completed
Post-Graduate Studies in Environmental Management at the
Metropolitan College of Campinas (SP). He participated in the Senior
Executive Development Program at Dartmouth College in the United
States. Furthermore, he served as an Executive at Champion International
Corporation/International Paper, an American multinational
in the Forest Products Sector. Besides, he has served as a Director
of several industry organizations, including the Institute for Forest
Research and Studies (IPEF), the Forest Fund, and the Brazilian Society
of Silviculture. Moreover, he is the author of numerous technical
articles on the Forestry Sector. In recent years, he has worked as a
consultant and advisor for companies in Brazil and abroad.
ENTREVISTA
>> Qual foi o maior choque operacional para as primeiras
turmas de Engenharia Florestal ao irem a campo no final dos
anos 1960?
Talvez fosse mais apropriado dizer que os primeiros engenheiros
florestais encontraram um campo de trabalho onde
poderiam aplicar todo um preparo técnico florestal especializado,
que era antes praticamente incipiente no país, o
que contribuiu enormemente para o avanço nas práticas
florestais, com ganhos expressivos na execução florestal e na
produção madeireira. Foi o momento quando deslancharam
as pesquisas em melhoramento, manejo florestal e execução
florestal, o que se revelou muito oportuno, porque em meados
da década de 1960 inicia-se no Brasil o programa dos
incentivos florestais para o plantio de florestas, e desta forma,
o maior preparo do profissional florestal veio dar enorme suporte
ao desenvolvimento do setor de florestas plantadas do
Brasil. E, ao final da década, surgem as cooperativas de pesquisas
florestais, reunindo universidade e empresas florestais,
destacando-se como pioneira, o Ipef (Instituto de Pesquisas e
Estudos Florestais), em Piracicaba (SP), junto à Esalq da USP
(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade
de São Paulo).
>> Houve gargalos silviculturais quando de sua passagem
pela Champion que precisou superar nos anos 1980 para viabilizar
o eucalipto como matriz energética competitiva?
Considero os anos 80 uma década de ouro para a ciência
florestal, porque nela se avançaram muito os conhecimentos
em fertilização florestal, propagação vegetativa de eucalipto
(clonagem), em viveiros florestais com alta tecnologia, construídos
como linhas de montagem (à exemplo dos viveiros
de mudas clonais), colheitas mecanizadas (corte, arraste e
carga), entre outras novidades. Foi para Champion Papel e Celulose
também um período virtuoso, uma vez que a empresa
sempre se destacou entre as líderes e pioneiras dos avanços
acima.
>> Fisiologicamente, há um ganho real da poda aérea com
os tubetes suspensos para o pegamento inicial das mudas no
campo?
Quando a disposição das mudas em viveiro se faz através do
uso de tubetes suspensos, seja em modelos de mesas onde
as mudas ficam suspensas, ou em bandejas com suporte colocadas
em pisos, o processo de poda radicular se realiza de
forma natural, o que confere à muda um desenvolvimento
sem traumas, com menos dano ao sistema radicular, e com
isto, aumentando em muito a chance do pegamento inicial no
campo.
>> Existe uma curva de aprendizado com a retenção hídrica
dos substratos artificiais até o setor chegar às formulações
atuais?
A escolha dos substratos no passado mais distante era uma
decisão sujeita aos insumos disponíveis na localidade, onde
entrava a combinação ou mistura de inúmeros materiais
como fontes nutritivas, acrescidos de fertilizantes, nas mais
What was the biggest operational shock for the first
forestry engineering classes when they entered the
field in the late 1960s?
Perhaps it would be more accurate to say that the first
forestry engineers found a field of work in which they
could apply a wide range of specialized technical skills
that had previously been practically nonexistent in the
Country. This contributed significantly to advances in
forestry practices and timber production. Research into
forest improvement, management, and operations really
took off at this time, which was very timely because
Brazil launched its forest incentive program for planting
forests in the mid-1960s. Thus, the greater expertise of
forestry professionals provided enormous support for
the development of Brazil’s Planted Forest Sector. By the
end of the decade, forestry research cooperatives had
emerged, bringing together universities and forestry
companies. The Institute for Forestry Research and
Studies (IPEF) in Piracicaba, SP, in partnership with the
Luiz de Queiroz School of Agriculture at the University of
São Paulo (ESALQ at USP), stood out as a pioneer among
these cooperatives.
Were there any silvicultural bottlenecks at Champion in
the 1980s that you had to overcome to make eucalyptus
a viable source of competitive energy?
I consider the 1980s a golden decade for forestry science
because knowledge advanced significantly in forest
fertilization, the vegetative propagation of eucalyptus
(cloning), high-tech forest nurseries built like assembly
lines (such as clonal seedling nurseries), and mechanized
harvesting (cutting, skidding, and loading), among other
innovations. It was also a fruitful period for Champion
Papel e Celulose because the Company has always been
a leader and pioneer in these advancements.
Physiologically speaking, does aerial pruning using
suspended tubes actually improve the initial rooting of
seedlings in the field?
When seedlings are arranged in a nursery using suspended
tubes, whether on table-style setups or in trays
with supports on the floor, the root pruning process
occurs naturally. This allows the seedling to develop
without trauma and with less damage to the root
system. Thus, the chances of initial establishment in the
field are greatly increased.
Was there a learning curve regarding the water retention
of artificial substrates before the industry arrived
at the current formulations?
In the past, substrate selection was based on locally
available materials, involving the combination or mixing
of various materials, such as nutrient sources, with
added fertilizers in different formulas. However, with the
emergence of ready-made substrates supplied by specialized
companies, everything became easier and more
34 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
How did Integrated Pest Management (IPM) evolve
in response to the homogeneity of clonal forests to
prevent phytosanitary collapses?
IPM had to consider that clonal forests consist of 100%
identical genetic material, which increases the probabilvariadas
fórmulas. Contudo, com o surgimento de substratos
prontos fornecidos por empresas especializadas, tudo ficou
mais fácil, prático, e permitindo uma homogeneização dos
substratos usados, o que contribuiu em muito para a uniformidade
das mudas produzidas.
>> Com a adoção da miniestaquia, como foi calibrada a nutrição
para garantir o vigor juvenil e o enraizamento rápido
nos minijardins clonais?
A calibração da nutrição usada na fase de miniestaca sempre
passou antes por inúmeras pesquisas, levando em consideração
as particularidades de cada jardim clonal, material
genético do clone e pote de instalação adotada. Não foi raro
resultar do método de erro e acerto, em vários testes, até se
alcançar aquele que apresentou o melhor resultado.
>> O uso de sistemas biodegradáveis, como o paperpot, já se
justifica financeiramente em larga escala pela eliminação da
logística reversa dos tubetes plásticos?
Devido ao investimento mais elevado para o emprego dos
paperpots, a adoção deste sistema é bastante dependente da
escala de produção do viveiro e da análise do ganho que possa
haver na uniformidade da muda, no tempo de formação
no viveiro, no pegamento da planta no campo, e da redução
de custo da eliminação do retorno embalagens para o viveiro,
entre os principais benefícios. Em resumo, uma análise caso
a caso.
>> Quais foram os impactos práticos mais críticos da transição
para o cultivo mínimo na conservação da matéria orgânica
e da microbiota do solo?
A opção pelo cultivo mínimo no preparo do terreno, comparativamente
ao preparo intensivo (mínimo 2 gradagens), veio
provar ser a decisão mais correta para a conservação do solo.
Salvo raras exceções, na maioria dos casos, foi uma decisão
de simples escolha de método, sem grandes dificuldades. No
mais, havia uma comprovada redução de custo de preparação
do terreno, o que impactava significativamente no custo o m3
(metros cúbicos) no final da rotação.
>> Até que ponto o melhoramento genético consegue compensar
o estresse hídrico das mudanças climáticas sem sacrificar
o IMA (Incremento Médio Anual)?
Por experiência, em décadas no cultivo do eucalipto, tenho
a opinião de que a melhor solução para enfrentar o déficit
hídrico será através de materiais genéticos mais resistentes às
secas, o que passa necessariamente pelo melhoramento florestal.
Porém, na natureza tudo é compensação e equilíbrio.
A tudo corresponde um preço. Se a planta consome menos
água, por ser mais resistente à seca, apresentará, como resultado,
um IMA menor.
>> Diante da homogeneidade das florestas clonais, como o
MIP (Manejo Integrado de Pragas) precisou evoluir para evitar
colapsos fitossanitários?
O MIP naturalmente precisou levar em consideração o fato
practical. This allowed for greater homogeneity in the
substrates used and greatly contributed to the uniformity
of the seedlings produced.
With the adoption of mini-cuttings, how was nutrition
calibrated to ensure juvenile vigor and rapid rooting in
the clonal mini-gardens?
The nutrition calibration used in the mini-cutting phase
is always preceded by extensive research. This research
takes into account the specific characteristics of
each clonal garden, the clone’s genetic material, and
the planting pot used. Often, this process involved a
trial-and-error method with multiple tests until the most
effective method was identified.
Is the use of biodegradable systems, such as paper
pots, financially justified on a large scale due to the
elimination of reverse logistics for plastic tubes?
Due to the higher investment required for paper pots,
adoption of this system depends heavily on the nursery’s
production scale and an analysis of potential gains in
seedling uniformity, time to establish the nursery, plant
survival in the field, and cost savings from eliminating
the return of packaging to the nursery. These are among
the main benefits. In short, a case-by-case analysis is
required.
What were the most critical practical impacts of the
transition to minimum tillage on the conservation of
organic matter and soil microbiota?
The decision to use minimum tillage in land preparation
compared to intensive tillage (at least two passes with
a harrow) proved to be the best choice for soil conservation.
With rare exceptions, it was simply a matter of
choosing a method without major difficulties. Furthermore,
there was a proven reduction in land preparation
costs, which significantly impacted the cost per cubic
meter at the end of the rotation.
To what extent can genetic improvement compensate
for the water stress caused by climate change without
sacrificing the average annual increment (AAM)?
Based on my decades of experience in eucalyptus cultivation,
I believe the best solution for addressing water
shortages is genetic materials that are more drought-resistant,
which necessarily involves forest breeding.
However, in nature, everything is a matter of trade-offs
and balance. Everything comes at a price. If a plant consumes
less water because it is more drought-resistant, it
will consequently have a lower AAM.
36 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
de estar diante de uma floresta clonal constituída 100% com
o mesmo material genético (pelo menos em nível de talhão),
o que leva a susceptibilidade à ataque de pragas e doenças
à uma probabilidade muito mais elevada. Terá que ser algo
diferente em comparação ao método adotado em floresta seminal,
onde a variação genética das plantas reduz muito esta
susceptibilidade.
>> Como as áreas florestal e industrial ajustaram a equação
entre o volume, (m³/ha - metros cúbicos por hectare) no
campo e a densidade básica exigida na fábrica para não
transportar água e casca?
O meu entendimento é de que a densidade básica exigida
para o produto da empresa está a cargo do melhoramento
genético florestal, que tem por objetivo encontrar os clones
ideais para a indústria. Já a madeira com menos casca e água,
é um problema operacional da colheita (quando retira a casca
no momento do corte), e do tempo de permanência da madeira
cortada no campo, que reduz a água na tora.
>> Que prática silvicultural exigiu a maior quebra de paradigma
cultural das equipes de campo para atender às normas
de certificação?
Todas as fases do reflorestamento, desde o viveiro, implantação,
manutenção, colheita e transporte, tiveram que se reorganizar
para atender as exigências da certificação. Um pote de
reeducação na forma de conduzir e monitorar os processos
produtivos, vencendo as dificuldades próprias em cada etapa
da rotação da floresta.
>> Com a hiperautomação atual, como avalia o risco das novas
gerações de engenheiros perderem a vivência prática do
chão de fábrica?
Os engenheiros florestais dos dias atuais possuem uma visão
própria sobre trabalho e vida, em sintonia com a geração a
que pertencem. Tudo isto é muito natural e sempre foi assim:
cada geração tem suas próprias características e crenças.
Entretanto, há fundamentos e princípios na ciência florestal
que não mudam com o tempo (diz a sabedoria que: verdade
é somente aquilo que nunca muda), e uma destas verdades, é
de que não existe melhor professor do que observar a silvicultura
lá no campo, junto às etapas de execução.
ity of susceptibility to pests and diseases. The method
used in seed-grown forests, where genetic variation
among plants greatly reduces this susceptibility, will
have to be different.
How have the Forestry and Industrial Sectors balanced
the equation between volume (m³/ha) in the field and
the basic density required at the mill to avoid transporting
water and bark?
My understanding is that the basic density required for a
company’s product is the responsibility of forest genetic
improvement. This field aims to identify the ideal clones
for the industry. As for wood with less bark and water,
that is an operational issue related to harvesting, such
as when the bark is removed at the time of cutting, as
well as the length of time the cut wood remains in the
field. This reduces the water content in the log.
Which silvicultural practice required the greatest shift
in the field teams’ mindset to meet certification standards?
Every phase of reforestation—from the nursery through
planting, maintenance, harvesting, and transportation—had
to be reorganized to meet certification
requirements. There was a significant learning curve
in managing and monitoring production processes and
overcoming the specific challenges at each stage of the
forest rotation.
Given today’s hyper-automation, how do you assess
the risk that new generations of engineers might lose
hands-on experience on the shop floor?
Today’s forestry engineers have their own perspective
on work and life, in tune with the generation to which
they belong. All of this is very natural and has always
been this way: each generation has its own characteristics
and beliefs. However, there are fundamentals and
principles in forestry that do not change over time (as
the saying goes: truth is only that which never changes),
and one of these truths is that there is no better teacher
than observing silviculture out in the field, alongside the
stages of implementation.
O meu entendimento é de que a densidade básica
exigida para o produto da empresa está a cargo do
melhoramento genético florestal, que tem por objetivo
encontrar os clones ideais para a indústria
38 www.referenciaflorestal.com.br
COLUNA
O combustível por trás
da produtividade
Gabriel Berger
GB Manejo de Árvores – Educação Profissional
e Corporativa
Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho
gbmanejodearvores.com.br
gabriel@gbmanejodearvores.com.br
Foto: divulgação
O preparo correto da mistura influencia o desempenho da motosserra,
reduz falhas e aumenta a eficiência operacional
M
MUITO ALÉM DO ABASTECIMENTO
No cotidiano das atividades florestais e de manejo
da vegetação, a motosserra permanece
como uma das máquinas mais importantes para
as equipes operacionais. Seja em podas, supressões,
desbastes ou intervenções em áreas urbanas e rurais, seu
desempenho depende não apenas da qualidade do motosserra
ou da habilidade do operador, mas também da forma como o
combustível é preparado e utilizado.
Embora muitas vezes seja tratada apenas como fonte de
energia, a gasolina exerce papel fundamental no funcionamento
dos motores dois tempos. Nessas máquinas, o combustível deve
ser utilizado em mistura com óleo lubrificante específico, sempre
respeitando as proporções recomendadas pelo fabricante. Essa
combinação é responsável por garantir a lubrificação interna do
motor, reduzir o atrito entre componentes móveis e preservar
peças essenciais ao funcionamento da máquina.
A IMPORTÂNCIA DA PROPORÇÃO CORRETA
Um dos erros mais frequentes nas operações de campo está
relacionado ao preparo inadequado da mistura entre gasolina e
óleo. Quando a quantidade de óleo utilizada é inferior à recomendada,
o motor passa a operar com lubrificação insuficiente. Como
consequência, ocorre aumento do atrito interno, elevação da
temperatura de trabalho e maior risco de desgaste prematuro ou
até mesmo de travamento do conjunto motriz.
Por outro lado, o excesso de óleo também gera problemas. A
combustão torna-se menos eficiente, favorecendo a formação de
resíduos carbonizados no sistema de escape e o acúmulo de depósitos
na parte superior do pistão. Com o tempo, esses resíduos
comprometem o desempenho da máquina e aumentam a necessidade
de manutenção corretiva. Em ambos os cenários, o resultado
é semelhante: redução da vida útil da motosserra, aumento
dos custos de manutenção e perda de produtividade operacional.
QUALIDADE E VALIDADE DO COMBUSTÍVEL
Além da proporção correta da mistura, a qualidade dos insumos
utilizados merece atenção permanente. A gasolina possui
validade limitada e sofre degradação natural ao longo do tempo.
Em condições adequadas de armazenamento, recomenda-se sua
utilização em até 30 dias. Entretanto, quando misturada ao óleo
dois tempos, formando o combustível utilizado pelas motosserras,
esse período reduz significativamente, chegando a aproximadamente
cinco dias.
Por essa razão, a recomendação é preparar apenas a quantidade
necessária para uso imediato ou de curto prazo. O armazenamento
prolongado da mistura favorece alterações químicas que
comprometem a qualidade da combustão e podem gerar falhas
40 www.referenciaflorestal.com.br
de funcionamento. Outro cuidado importante está relacionado ao
armazenamento da própria máquina. Caso a motosserra não seja
utilizada no dia seguinte, o ideal é que permaneça com o tanque
e o carburador secos. Essa prática reduz a degradação do combustível
no sistema e evita problemas futuros em componentes
internos do carburador.
IMPACTO DIRETO NA PRODUTIVIDADE
Os benefícios de uma mistura preparada corretamente são
percebidos diretamente no campo. Motosserras abastecidas com
combustível adequado apresentam partidas mais fáceis, funcionamento
mais estável e menor necessidade de intervenções
mecânicas durante a jornada de trabalho. Como consequência, há
redução do tempo de máquina parada, aumento do rendimento
das equipes e melhor aproveitamento dos recursos operacionais.
Em operações que exigem continuidade e eficiência, como
manejo florestal, limpeza de faixa, desbastes, podas e intervenções
próximas a infraestruturas críticas, a confiabilidade dos
motosserras torna-se um fator estratégico para o alcance dos
resultados planejados.
UMA PRÁTICA SIMPLES COM GRANDES RESULTADOS
Em um cenário onde segurança, qualidade e produtividade
precisam caminhar juntas, a atenção ao preparo do combustível
deixa de ser apenas um detalhe técnico e passa a integrar
a gestão operacional das atividades. Padronizar processos de
abastecimento, orientar corretamente os operadores e promover
treinamentos periódicos são medidas simples, mas capazes de
gerar impactos significativos na confiabilidade das máquinas e no
desempenho das equipes.
Pequenos cuidados preventivos reduzem falhas, aumentam a
durabilidade dos motosserras e contribuem para operações mais
seguras e eficientes. No final, uma motosserra bem alimentada
representa mais do que um motosserra funcionando adequadamente.
Ela representa continuidade operacional, menor risco de
interrupções e maior produtividade em campo.
Foto: divulgação
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INCÊNDIOS
FLORESTAIS
Solução integrada de criação de aceiros com dois
implementos simultâneos chega ao mercado
Dual Protection Against Wildfires
An integrated firebreak creation solution with two simultaneous
implements has hit the market
Fotos: Emanuel Caldeira
Prevenir incêndios florestais exige mais do que reação
rápida, exige planejamento, equipamento certo e
tecnologia que realmente funcione no campo. Com
esse princípio em mente, a Himev Ecotritus, referência
nacional em trituradores florestais há mais de 20
anos, apresenta uma solução inédita para a criação de aceiros: a
operação simultânea dos implementos HPHF 240 (frontal) e ST
800 Extreme (traseiro) acoplados a um único trator, formando
um sistema completo de supressão vegetal e preparo de solo em
uma única passagem.
O DESAFIO DOS ACEIROS MODERNOS
Aceiros são faixas de terreno preparadas para interromper o
avanço do fogo. A eficiência de um aceiro depende diretamente
de dois fatores: a eliminação da biomassa aérea, como folhas,
galhos e vegetação que servem de combustível, e a exposição
do solo mineral, livre de qualquer material orgânico inflamável.
Tradicionalmente, essas duas etapas exigiam passagens separadas
com máquinas distintas, elevando o custo operacional e o tempo
de execução. A Himev identificou essa lacuna e desenvolveu
uma configuração que resolve ambos os desafios em uma única
operação, combinando dois de seus implementos mais robustos.
P
reventing wildfires requires more than a quick
response. It requires planning, the right equipment,
and technology that works in the field.
Keeping this in mind, Himev Ecotritus, a national
leader in forestry mulchers for over 20 years,
presents an unprecedented solution for creating firebreaks.
The HPHF 240 (front-end) and ST 800 Extreme (rear-end) attachments
operate simultaneously when mounted on a single
tractor. This forms a complete system for vegetation suppression
and soil preparation in a single pass.
THE CHALLENGE OF MODERN FIREBREAKS
Firebreaks are strips of land prepared to halt the spread of
fire. Their effectiveness depends on two factors: removing above-ground
biomass, such as leaves, branches, and vegetation
that serve as fuel, and exposing mineral soil free of flammable
organic material.
Traditionally, these two steps required separate passes with
different machines, increasing operating costs and execution
time. Himev identified this issue and developed a configuration
that addresses both challenges in a single operation by combining
two of its most robust implements.
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PRINCIPAL
SISTEMA DE ACEIRO DUPLO HIMEV
Na frente do trator, o triturador HPHF 240, da Linha Pesada
Frontal da Himev, avança sobre a vegetação, triturando todo o
material vegetal acima do solo com eficiência impressionante. Com
capacidade para processar troncos de até 30 cm (centímetros) de
diâmetro e largura de corte de 2,05m (metros), o HPHF garante que
nenhum galho ou arbusto permaneça em pé após sua passagem.
Na traseira, o ST 800 Extreme, o rebaixador de tocos e raízes da
Himev, entra em ação para criar a faixa limpa definitiva. Com seus
martelos especiais, ele revolve o solo a até 25 cm de profundidade,
destruindo raízes residuais e expondo o solo mineral. O resultado é
uma linha de solo completamente limpa, sem material combustível
na superfície, o aceiro ideal para contenção de incêndios florestais.
“Essa configuração resolve em uma única passagem o que
antes exigia duas operações separadas. O produtor chega ao campo
com um trator e sai com o aceiro pronto,vegetação triturada
na frente e solo preparado atrás. É eficiência máxima com custo
operacional reduzido”, detalha a equipe técnica Himev Ecotritus.
LINHA PESADA FRONTAL
O HPHF 240 é acoplado na tomada de força frontal do trator,
o que permite triturar vegetação densa mesmo avançando de
frente. Desenvolvido com martelos de metal duro especial de alta
qualidade, o equipamento foi projetado para longos períodos de
trabalho com grande produtividade e baixo custo de manutenção.
Os martelos não precisam ser afiados, garantindo agilidade na
operação no campo.
HIMEV DUAL-BLADE SYSTEM
The HPHF 240 mulcher, part of Himev’s Heavy-Duty Front-
-End Line, is mounted on the front of the tractor. It moves through
the vegetation, mulching all above-ground plant material with
impressive efficiency. With a cutting width of 2.05 meters and
the ability to process logs up to 30 centimeters in diameter, the
HPHF ensures that no branches or shrubs remain standing in its
wake. At the rear, Himev’s stump and root grinder, the ST 800
Extreme, springs into action to create the ultimate clear strip.
Its special hammers till the soil to a depth of up to 25 cm, destroying
residual roots and exposing the mineral soil. The result
is a completely clear strip of soil, free of surface fuel—the ideal
firebreak for containing wildfires.
“This configuration accomplishes in a single pass what previously
required two separate operations. The forest producer
arrives on the field with a tractor and leaves with the firebreak
ready, with shredded vegetation in front and prepared soil
behind. It is maximum efficiency with reduced operating costs,”
explains the Himev Ecotritus Technical Team.
HEAVY-DUTY FRONT-END MODEL
The HPHF 240 attaches to the tractor’s front PTO, allowing it
to shred dense vegetation while moving forward. Equipped with
high-quality, specialized carbide hammers, the unit is designed
for long periods of operation, delivering high productivity and
low maintenance costs. The hammers do not require sharpening,
ensuring operational efficiency in the field.
O produtor chega ao campo
com um trator e sai com o
aceiro pronto, vegetação
triturada na frente e
solo preparado atrás. É
eficiência máxima com
custo operacional reduzido
Equipe Técnica Himev Ecotritus
HPHF 240
Especificações Técnicas – HPHF 240
Trator recomendado: 130 a 250 cv
Largura total: 2,35m
Largura de corte: 2,05m
Diâmetro de corte: 30 cm
Número de martelos: 60
Número de correias: 12
Peso: 1.540 kg
REBAIXADOR DE TOCOS E RAÍZES
O Ecotritus ST 800 Extreme é o equipamento ideal para a
etapa final da criação do aceiro. Acoplado na traseira do trator,
ele tritura tocos e raízes a até 25 cm abaixo do solo, eliminando
qualquer resíduo que pudesse reter umidade ou servir de base para
nova vegetação. Com 80 cm de largura de corte e capacidade para
processar raízes de até 30 cm de diâmetro, o ST 800 entrega o solo
mineral exposto necessário para um aceiro de alta performance.
Requer trator com câmbio CVT (Transmissão Continuamente Variáve)
a partir de 230 cv (cavalos de potência) ou creeper a partir
de 280 cv, garantindo a tração e o controle necessários para a
operação de revolvimento profundo do solo.
BENEFÍCIOS
O sistema integrado otimiza a criação de aceiros ao realizar o
trabalho completo em uma única passagem, reduzindo drasticamente
tempo, combustível e mão de obra. A tecnologia elimina
toda a biomassa aérea e subterrânea, deixando o solo mineral
exposto para barrar o avanço do fogo. Sem o uso de queimadas
ou herbicidas, o material vegetal é triturado e incorporado à terra,
consolidando uma alternativa 100% sustentável e de baixo custo
operacional.
Na prática, essa solução tem impacto direto na rotina de quem
administra grandes áreas. Empresas de reflorestamento e fazendas
com extensas áreas de eucalipto, pinus ou pastagem dependem
de uma rede contínua de aceiros para proteger talhões, divisas e
infraestrutura, uma vez que cada metro de aceiro mal preparado
representa um ponto de vulnerabilidade. Com o sistema integrado
da Himev, é possível ampliar significativamente a quilometragem
de aceiros mantidos por temporada, sem aumentar a frota ou o
quadro de operadores.
Para empreiteiros e prestadores de serviço, o ganho é igualmente
relevante: uma operação que antes demandava dois
tratores, dois operadores e duas passagens, agora é executada
por uma única equipe, em um único trator, com um único deslocamento
até a área de trabalho. Isso se traduz em orçamentos
mais competitivos e maior capacidade de atender vários clientes
na mesma janela operacional, especialmente importante na época
seca, quando a demanda por manutenção de aceiros se concentra
em poucas semanas.
STUMP AND ROOT GRINDER
The Ecotritus ST 800 Extreme is ideal for the final stage of
preparing a firebreak. When attached to the rear of a tractor,
it grinds stumps and roots down to 25 cm below the surface.
This eliminates any residue that could retain moisture or serve
as a base for new vegetation. With an 80-cm cutting width
and the ability to process roots up to 30 cm in diameter, the ST
800 exposes the mineral soil necessary for a high-performance
firebreak. It requires a tractor with a CVT (Continuously Variable
Transmission) starting at 230 hp or a creeper transmission
starting at 280 hp, ensuring the necessary traction and control
for deep soil tillage operations.
BENEFITS
The integrated system optimizes firebreak creation by
performing the entire job in a single pass, drastically reducing
time, fuel, and labor. The technology removes all above- and
below-ground biomass, leaving mineral soil exposed to block the
fire’s advance. Without burning or using herbicides, the plant
material is shredded and incorporated into the soil, providing a
sustainable, low-cost alternative.
In practice, this solution directly impacts the daily operations
of those who manage large areas. Reforestation companies and
farms with large eucalyptus, pine, or pasture areas depend on
a continuous network of firebreaks to protect their land and
infrastructure. Poorly prepared firebreaks are vulnerable points.
Himev’s integrated system enables you to significantly increase
the total length of firebreaks maintained per season without
expanding your fleet or the number of operators.
The benefit for contractors and service providers is equally
significant. An operation that previously required two tractors,
two operators, and two passes can now be performed by a single
crew using a single tractor with a single trip to the work site.
This translates to more competitive quotes and the ability to
serve more clients within the same operational window, which
is important during the dry season when there is a high demand
for firebreak maintenance in just a few weeks.
The system reduces exposure to environmental and safety
liabilities for companies and rural condominiums responsible for
protected areas, right-of-way corridors, and transmission lines
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PRINCIPAL
Já para empresas e condomínios rurais responsáveis por áreas
de proteção, faixas de servidão e linhas de transmissão, o sistema
reduz a exposição a passivos ambientais e de segurança, entregando
um aceiro tecnicamente padronizado, vegetação rente ao
solo e terra mineral exposta, que atende às exigências de órgãos
ambientais e de defesa civil sem recorrer à queima.
PORTFÓLIO COMPLETO
O sistema de aceiro duplo é uma das expressões mais avançadas
da filosofia da Himev, mas a empresa oferece soluções para
um espectro muito mais amplo de necessidades no setor florestal,
agrícola e pecuário. Para operações de limpeza e manutenção
em vegetação de menor densidade, como cafezais, pomares,
pastagens degradadas e capoeiras, a Linha Leve Ecotritus (HL)
atende tratores de 50 cv a 120 cv com larguras de corte de até
2,05m, triturando galhos e espessuras de tronco de até 18 cm. É
a escolha ideal para produtores que buscam substituir a roçadeira
convencional com muito mais eficiência e durabilidade.
Já a Linha Pesada HP e HPF foi desenvolvida para os trabalhos
mais exigentes: erradicação e renovação de culturas perenes,
limpeza de faixas de transmissão elétrica, abertura de estradas e
supressão vegetal densa. Com capacidade para triturar troncos de
até 30 cm de diâmetro e modelos que vão de 95 cv a 250 cv, essa
linha é o coração da operação florestal pesada. A versão frontal
(HPF), como o HPHF 240 presente nesta reportagem, adiciona
ainda mais versatilidade ao permitir o trabalho avançando de
frente, mesmo em vegetação muito densa.
LINHA BIOTRITUS
Quando a operação exige o máximo em robustez, a Linha
Biotritus SHPH+ é a resposta da Himev para os ambientes mais
severos. Seus rotores são equipados com martelos de aço especial
e pastilhas de carbeto de tungstênio: material amplamente
reconhecido pela altíssima resistência ao desgaste por abrasão e
a impactos, o que garante uma vida útil de corte muito superior à
de lâminas convencionais, mesmo em terrenos com pedras, solo
compactado e vegetação extremamente densa.
ST800
Especificações Técnicas – ST 800 Extreme
Trator (câmbio CVT): 230 cv
Trator (creeper): 280 cv
Largura total: 1,80m
Largura de corte: 80 cm
Diâmetro de corte: 30 cm
Profundidade: 0 a 25 cm (abaixo do solo)
Quantidade de martelos: 30
Quantidade de correias: 12
Peso: 2.250 kg
by delivering a technically standardized firebreak. This firebreak
has vegetation cut close to the ground and exposed mineral soil,
meeting the requirements of environmental and civil defense
agencies without resorting to burning.
COMPLETE PORTFOLIO
The firebreak dual system is one of the most advanced
expressions of Himev’s philosophy. However, the Company
offers solutions for a much broader spectrum of the needs in
the Forestry, Agricultural, and Livestock Sectors. For clearing
and maintenance operations in less dense vegetation, such as
coffee plantations, orchards, degraded pastures, and secondary
forests, the Ecotritus Light Line (HL) is compatible with tractors
ranging from 50 to 120 CV and has a cutting width of up to 2.05
meters. It can shred branches and trunks up to 18 centimeters
in diameter. It is the ideal choice for producers seeking a more
efficient and durable alternative to conventional brush cutters.
On the other hand, the HP and HPF Heavy-Duty Series was
developed for the most demanding tasks, such as the eradication
and renewal of perennial crops, the clearing of power line corridors,
road construction, and the clearing of dense vegetation.
With the ability to shred logs up to 30 cm in diameter and featuring
models ranging from 95 to 250 hp, this line is at the heart
of heavy-duty forestry operations. The front-end HPF version,
such as the HPHF 240 featured in this article, adds versatility
by enabling the machine to work while moving forward, even
through dense vegetation.
BIOTRITUS LINE
When operations demand maximum ruggedness, the Biotritus
SHPH+ Line is Himev’s solution for the harshest environments.
Its rotors are equipped with special steel hammers and tungsten
carbide inserts, a material widely recognized for its extremely
high resistance to abrasive wear and impact. This ensures a cutting
life far superior to that of conventional blades, even in terrain
with rocks, compacted soil, and extremely dense vegetation.
This technology translates into fewer maintenance and parts
Essa tecnologia se traduz em menos paradas para manutenção
e substituição de peças, mantendo a máquina em operação por
mais tempo e com desempenho constante mesmo após longos
períodos de trabalho contínuo. Desenvolvida com base no feedback
direto de clientes que operam em condições extremas, a
linha SHPH+ tritura vegetação rente ao solo com até 30 cm de
diâmetro e pode trabalhar tanto de arrasto quanto de ré, adaptando-se
à necessidade de cada operação. É a escolha certa para
quem não pode parar, empresas de manejo florestal, prestadores
de serviço de alta demanda e operações em áreas de relevo e solo
desafiadores.
Completando o portfólio, a Linha Super Trincha STR atende
especificamente a trituração de ramagens de coqueiros, palmitos,
podas de café, uvas, citrus e frutíferas em geral, com modelos fixos
e deslocáveis, estes últimos com capacidade de mover o triturador
até 44 cm lateralmente para limpar os resíduos de poda próximos
ao pé das plantas. E para operadores de minicarregadeiras, o
lançamento do HH 1500, o triturador hidráulico 100% nacional,
abriu uma nova fronteira de mobilidade e eficiência em áreas de
difícil acesso.
Em todas as linhas, o denominador comum é o mesmo: tecnologia
de matriz europeia adaptada para as condições tropicais
brasileiras, com foco em durabilidade, baixo custo de manutenção
e resultado concreto no campo.
SEMPRE EM BUSCA DE INOVAÇÃO
Por trás de cada lançamento está uma estrutura industrial
em constante evolução. A fábrica da Himev, em Campo Alegre
(SC), reúne engenharia própria, controle de qualidade e um time
dedicado a testar e validar novas soluções antes que cheguem ao
campo. É esse processo contínuo de pesquisa e desenvolvimento
que permite à empresa lançar, ano após ano, equipamentos cada
vez mais resistentes, eficientes e adaptados à realidade do produtor
brasileiro, do sistema de aceiro duplo às novas tecnologias
da linha SHPH+.
Himev sempre
investindo em
equipamentos
com tecnologia
de ponta
replacement stops, keeping the machine in operation longer and
maintaining consistent performance even after long periods of
continuous work. Based on direct customer feedback operating
in extreme conditions, the SHPH+ line mulches vegetation up to
30 cm in diameter close to the ground and can operate in both
forward and reverse, adapting to each operation’s needs. It is
the right choice for those who cannot afford downtime: forestry
management companies, high-demand service providers, and
operations in areas with challenging terrain and soil conditions.
The Super Trincha STR Line rounds out the portfolio. It is
specifically designed for mulching coconut tree branches, palm
hearts, and prunings from coffee, grape, citrus, and other fruit
trees. There are both stationary and movable models. The movable
models can move the mulcher up to 44 cm sideways to clear
pruning debris near the base of the plants. For skid-steer loader
operators, the launch of the HH 1500, a 100% Brazilian-made
hydraulic shredder, has opened up new frontiers of mobility and
efficiency in hard-to-reach areas.
The common thread across all product lines is European
technology adapted to Brazil’s tropical conditions with a focus
on durability, low maintenance costs, and tangible results in
the field.
ALWAYS IN PURSUIT OF INNOVATION
Behind every new product launch is a constantly evolving
industrial infrastructure. Himev’s factory in Campo Alegre,
Santa Catarina, brings together in-house engineering, quality
control, and a team dedicated to testing and validating new
solutions before they reach the field. This continuous process of
research and development allows Himev to launch equipment
that is increasingly durable, efficient, and adapted to the needs
of Brazilian producers, from the double-row planting system to
the new technologies in the SHPH+ line.
46 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 47
DIA NA FLORESTA
Dia na Floresta
2026
Evento em Sinop (MT) debate o manejo sustentável e
demonstra práticas da cadeia florestal
Fotos: divulgação
unifertil.com.br | @unifertilfertilizantes
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DIA NA FLORESTA
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O
avanço da economia verde e a consolidação
de práticas produtivas responsáveis na
Amazônia Legal ganharam um importante
capítulo em junho de 2026. A VI edição do
evento: Dia na Floresta; idealizada e coordenada
pelo Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e
Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), reafirmou-se
como a principal vitrine prática do manejo florestal
sustentável no Brasil. Reunindo lideranças políticas,
empresariais, acadêmicas e órgãos fiscalizadores, o encontro
teve como propósito fundamental demonstrar a viabilidade
econômica da conservação ambiental, detalhando
os mecanismos de rastreabilidade, inovação tecnológica e
conformidade jurídica que regem o setor de base florestal
mato-grossense. O evento dividiu sua programação estratégica
em dois momentos complementares: uma noite de
imersão técnica e debates institucionais densos, seguida
por um dia de campo inteiramente dedicado à observação
in loco das operações florestais e industriais.
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detalhes. Vermeer e seu logotipo são marcas registradas. © 2026 Vermeer Corporation. Todos os direitos reservados.
DIA NA FLORESTA
As atividades foram sediadas na cidade de Sinop (MT),
no norte do estado, tendo como palco inicial a sede do
Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte
do Estado de Mato Grosso). A escolha do local acentua o
papel do município como o coração pulsante do polo madeireiro
regional. Abandonando formalidades excessivas, a
primeira noite concentrou suas forças em uma sequência
rigorosa de apresentações técnicas conduzidas por autoridades
de proa no cenário ambiental e florestal brasileiro.
A abertura dos trabalhos foi conduzida por Felipe Antoniolli,
presidente do Sindusmad ao lado de Eduardo Bedin,
representante da Fazenda Leonel Bedin. Ambos contextualizaram
os desafios locais e a importância de abrir as
portas das propriedades privadas para demonstrar a transparência
do setor à sociedade e aos órgãos de controle.
Na sequência, a conjuntura econômica e mercadológica foi
destrinchada no painel focado na “Apresentação do Setor
de Base Florestal Mato-grossense”. Esta etapa contou com
a participação conjunta de Gleisson Omar Tagliari, presidente
do Cipem, e de Rafael Mason, presidente do FNBF
(Fórum Nacional das Atividades em Base Florestal).
52 www.referenciaflorestal.com.br
DIA NA FLORESTA
MUDAS DE
Pinus taeda
TEMOS TAMBÉM
• Araucária Enxertada
Produção precoce de pinhão
• Nativas spp.
• Eucalyptus spp.
• Erva-Mate
A esfera de fiscalização e governança federal ocupou o
centro do debate com a intervenção de Allan Valezi Jordani,
Coordenador Geral de Gestão e Monitoramento do Uso
da Flora do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis). Complementando a visão
de comando e controle, a esfera estadual foi representada
por Mauren Lazzaretti, Secretária Estadual de Meio
Ambiente de Mato Grosso, à frente da Sema (Secretaria de
Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso).
A pesquisa científica e a validação taxonômica também
tiveram espaço de destaque com o lançamento e a apresentação
do “Guia de Identificação Botânica”. O painel foi
liderado por duas especialistas da Ufra (Universidade Federal
Rural da Amazônia): a professora doutora Gracialda
Ferreira, especialista em Identificação botânica, e a professora
doutora Marcela Gomes, especialista em anatomia da
madeira. As políticas nacionais de fomento e concessões
públicas foram abordadas logo em seguida por Renato Rosenberg,
Diretor de Concessões Florestais e Monitoramento
do SFB (Serviço Florestal Brasileiro). Encerrando o ciclo
técnico da noite, a inovação digital no campo foi o tema
trazido por Diogo Baicere, presidente da Amef (Associação
Mato-grossense dos Engenheiros Florestais), acompanhado
por Viviane Kelm, diretora da mesma associação. Os
palestrantes apresentaram as funcionalidades e o impacto
do “APP Madeireiro”, uma ferramenta tecnológica voltada
a otimizar o trabalho dos engenheiros florestais e gestores
na coleta de dados de campo.
MANEJO NA PRÁTICA
No segundo dia o evento migrou da teoria para a prática
rigorosa de campo. A jornada logística teve início logo
no início da manhã, com o deslocamento dos participantes
a partir dos hotéis credenciados da região rumo à Fazenda
Leonel Bedin, localizada na zona rural circundante. Ao
chegarem à propriedade, todos os integrantes receberam
as instruções obrigatórias de segurança do trabalho e os
respectivos EPI (Equipamento de Proteção Individual),
insumo indispensável para a circulação em áreas operacionais.
Organizados em grupos de visitação técnica, os participantes
adentraram as trilhas de manejo florestal guiados
por engenheiros e técnicos locais. Na floresta, foi possível
testemunhar a execução prática das diretrizes debatidas
na noite anterior: os métodos de corte direcionado para
redução do impacto na vegetação remanescente, a seleção
criteriosa de árvores que atingiram o diâmetro mínimo de
colheita e, sobretudo, as técnicas de rastreabilidade que
vinculam cada tora derrubada a uma coordenada geográfica
exata e a uma árvore matriz cadastrada no sistema da
Sema.
viveiro_florestal_duffatto
BOM RETIRO - MONTE CASTELO/SC
54 www.referenciaflorestal.com.br
DIA NA FLORESTA
Após a conclusão da rota pela floresta e do retorno à
sede da propriedade para o almoço, a comitiva seguiu no
início da tarde para a etapa industrial da cadeia produtiva.
A visita foi realizada nas dependências da Indústria Madeireira
São Miguel, uma das plantas industriais de referência
na região. Durante essa imersão, os visitantes acompanharam
o fluxo completo da matéria-prima após deixar
a floresta: a recepção das toras no pátio, o processo de
desdobro principal nas serrarias, a triagem automatizada,
a secagem controlada em estufas e o beneficiamento final
da madeira em produtos de alto valor agregado, como
pisos, forros, decks e painéis destinados tanto ao mercado
interno, quanto à exportação.
O encerramento oficial da VI edição do Dia na Floresta
ocorreu no período da noite, com o retorno dos participantes
à sede do Sindusmad (Sindicato das Indústrias
Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso) para um
jantar de encerramento. O evento contou com a realização
e o apoio de importantes entidades do arranjo produtivo
e institucional, como o Sistema Fiemt (Federação das
Indústrias do Estado de Mato Grosso) e o Programa Rem
(Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação
Florestal) de Mato Grosso, consolidando a iniciativa como
um marco na defesa do desenvolvimento econômico aliado
à salvaguarda dos ativos florestais do Estado.
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MINUTO FLORESTA
ACEIROS LIMPOS,
FLORESTAS
PROTEGIDAS
O uso de herbicidas pré-emergentes reduz
biomassa seca, protegendo florestas contra
incêndios de forma sustentável
Foto: divulgação
O
setor de silvicultura e restauração florestal no
Brasil enfrenta desafios sazonais extremamente
complexos, dentre os quais os incêndios florestais
se destacam como uma das ameaças
mais severas ao patrimônio ecológico e econômico.
Tradicionalmente, a prevenção contra esse problema
concentra-se em métodos mecânicos pesados, como a roçada.
No entanto, o manejo mecânico deixa resíduos e palhada seca
sobre o solo. Durante os meses de estiagem prolongada, esse
material vegetal desidratado transforma-se em um combustível
altamente inflamável, facilitando a ignição e a propagação rápida
e descontrolada do fogo pelas florestas plantadas e áreas de
preservação.
Frente a essa vulnerabilidade, o controle químico preventivo
surge como uma abordagem altamente estratégica. A
utilização de herbicidas pré-emergentes, com destaque para o
Esplanade® NA (à base do princípio ativo Indaziflam), redefine
por completo a gestão de áreas de risco como aceiros, faixas
de domínio, rodovias, ferrovias e linhas de transmissão. Em vez
de apenas remover a vegetação já crescida, essa tecnologia
atua diretamente no banco de sementes do solo, impedindo
a germinação e o desenvolvimento inicial de plantas daninhas
invasoras agressivas, como a buva, o capim-amargoso e o capim-colonião.
O princípio ativo atua na inibição da biossíntese de celulose,
criando barreiras que bloqueiam a formação da parede celular
e a subsequente divisão celular nas zonas de crescimento
da planta mecanismo impede que novas gerações de invasoras
venham a emergir na área de aplicação. A consequência direta
é a manutenção de superfícies limpas por períodos prolongados,
eliminando na raiz a formação da biomassa seca que
alimentaria o fogo. Desse modo, estabelecem-se faixas de contenção
altamente eficazes, salvaguardando a integridade das
florestas.
58 www.referenciaflorestal.com.br
Do ponto de vista operacional, essa metodologia oferece
vantagens competitivas claras. Devido ao seu longo efeito
residual, o número de intervenções necessárias no campo
diminui, gerando expressiva economia financeira e otimização
de recursos logísticos. Além disso, a alta eficiência manifesta-se
em baixas dosagens de aplicação (com dose de referência de
apenas 150 mL/ha), o que se traduz em embalagens mais leves,
melhoria significativa na ergonomia do operador e uma redução
substancial do volume de resíduos plásticos gerados para o
correto descarte pós-consumo.
A sustentabilidade ambiental é outro pilar essencial desse
manejo. O indaziflam possui características físico-químicas que
lhe conferem baixo potencial de movimentação no solo, permanecendo
concentrado na camada mais superficial onde ocorre
a germinação. Isso minimiza os riscos de lixiviação e contaminação
de corpos d’água adjacentes. Além disso, o histórico de uso
do produto não aponta nenhum caso de resistência ou resistência
cruzada, consolidando-o como uma ferramenta robusta
para o manejo integrado de longo prazo.
Para assegurar o sucesso absoluto da aplicação e mitigar
perdas por escorrimento ou deriva, o cumprimento de boas
práticas agrícolas é indispensável. A pulverização deve ocorrer
sob condições climáticas ideais: temperatura inferior a 30°C
(Graus Celsius), umidade relativa do ar superior a 55% e ventos
entre 3 e 10 km/h (quilômetros por hora). A escolha e a manutenção
das pontas e bicos de pulverização (como o tipo leque)
regulam o fluxo de vazão e garantem gotas médias a grossas,
promovendo uma distribuição homogênea da calda de 200 L/
ha (litros por hectare) sem falhas ou sobreposições.
Ao associar alta tecnologia química, responsabilidade ambiental
e segurança operacional, o setor florestal encontra no
controle pré-emergente uma solução eficiente para mitigar o
perigo do fogo, promovendo a sustentabilidade da silvicultura
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ECONOMIA FORTE
Com edital lançado pelo governo e apoio do BNDES,
concessão de 267 mil hectares no Amazonas
promete aliar conservação, investimentos
bilionários e desenvolvimento social
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MANEJO
U
ma das regiões mais pressionadas pelo avanço
do desmatamento ilegal na Amazônia está
prestes a ganhar um poderoso escudo sustentável.
O MMA (Ministério do Meio Ambiente e
Mudança do Clima) e o SFB (Serviço Florestal
Brasileiro), com o suporte estratégico do BNDES, lançaram o
edital para a concessão da Flona (Floresta Nacional) de Balata-Tufari,
localizada em Canutama (AM), no sul do Amazonas.
A iniciativa abrange uma área de 267 mil ha (hectares) de
floresta nativa, o equivalente a quase 375 mil campos de futebol,
dividida em três UMFs (Unidades de Manejo Florestal)
de portes pequeno, médio e grande. O objetivo é diversificar
e atrair investidores locais. Os interessados têm até o dia 19
de agosto de 2026 para entregar as propostas, e o leilão está
agendado para o dia 27 do mesmo mês, na sede da B3.
O TRIUNFO DO MANEJO SUSTENTÁVEL
O cerne do projeto baseia-se no manejo florestal sustentável,
modelo que adota práticas de colheita de baixíssimo
impacto, onde cada árvore é rastreada para garantir a regeneração
natural da mata. O processo garante o suprimento de
madeira 100% legal e certificada para o mercado, ao mesmo
tempo em que blinda o território contra invasões. “A agenda
verde é uma prioridade para o BNDES. Ela vai ocupar um
espaço cada vez mais relevante diante das mudanças climáticas
e da necessidade de descarbonização da economia. Essa
iniciativa é um exemplo concreto de como a concessão pode
contribuir para a proteção florestal, aliando investimento produtivo
legal, renda, empregos e combate ao desmatamento”,
destacou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
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MANEJO
EMPREGOS VERDES
Os impactos socioeconômicos projetados para os 35 anos
de vigência do contrato desenham um cenário promissor para
o desenvolvimento regional:
R$ 300 milhões em investimentos diretos na
infraestrutura local.
R$ 1,78 bilhão destinados aos serviços de operação
florestal.
1.236 novos empregos gerados na região (412
diretos e 824 indiretos).
134 mil m³ de madeira manejada produzida
anualmente sob rigorosos critérios técnicos.
BLINDAGEM TERRITORIAL E IMPACTO SOCIAL
Situada na área de influência da rodovia BR-319, a Flona
de Balata-Tufari terá sua governança ambiental fortemente
consolidada. Além da fiscalização, o edital traz uma contrapartida
social de peso: as concessionárias deverão investir
cerca de R$ 2 milhões por ano em projetos voltados às comunidades
do entorno.
Esses recursos serão aplicados em pesquisa científica,
monitoramento florestal, educação ambiental e no fortalecimento
das populações ribeirinhas e dos povos indígenas Juma
e Mura, que participaram ativamente da construção do edital
por meio de consultas públicas. A definição exata da aplicação
das verbas passará pela aprovação dos conselhos municipais,
garantindo que o progresso econômico caminhe lado a lado
com a justiça social.
GIGANTES EM EXTENSÃO E BIODIVERSIDADE
A escala do projeto paraense impressiona e desenha um
novo mapa para a bioeconomia da região através de seis
UMFs. Flota do Paru: Considerada uma das maiores áreas
de conservação de uso sustentável em floresta tropical do
planeta, a unidade possui 3,6 milhões de ha. Desse total,
mais de 426 mil hectares foram destinados à concessão nos
municípios de Almeirim (PA), Alenquer (PA) e Monte Alegre
(PA). As empresas Arapuã Florestal, MCS Agroflorestal e TMBR
Serviços Florestais serão as responsáveis pela operação das
UMFs locais; Flota do Iriri: Com aproximadamente 440 mil ha
situados em Altamira (PA), a unidade possui valor estratégico
crucial por estar inserida no corredor ecológico da rodovia
BR-163, cercada por terras indígenas. Lá, mais da metade
de toda a área será gerida pelas empresas Cichelero e Curuá
Florestal.
Ambas as florestas operam sob rígidos zoneamentos
ambientais de moderada intervenção. Isso significa que o manejo
é permitido apenas sob regras estritas de corte seletivo,
monitoramento e regeneração natural, seguindo as diretrizes
da Lei de Gestão de Florestas Públicas e do SNUC (Sistema
Nacional de Unidades de Conservação).
PARÁ SEGUE EXEMPLO
Na mesma esteira de preservação e fomento econômico,
o governo paraense convoca empresas para assumir o manejo
sustentável de mais de 600 mil ha de florestas públicas, tendo
como objetivo blindar de a Amazônia por meio do manejo legal
e controlado. Cruzando a divisa em direção ao leste, o governo
do Pará deu um passo histórico ao iniciar oficialmente
a convocação das empresas vencedoras de uma das maiores
concorrências públicas de concessão florestal do Brasil.
O movimento, coordenado pelo Ideflor-Bio (Instituto de
Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará), visa
implementar o modelo de exploração sustentável nas Flotas
(Florestas Estaduais) do Paru e do Iriri, localizadas no oeste
do Estado. O aviso de convocação, assinado pelo presidente
do órgão, Nilson Pinto de Oliveira, estabelece um prazo de
até 60 dias para que as empresas selecionadas apresentem a
documentação necessária e assinem os contratos de concessão,
válidos para exploração controlada de madeira e serviços
florestais.
64 www.referenciaflorestal.com.br
MANEJO
DO PAPEL PARA O CHÃO DA FLORESTA
O modelo repete a lógica de sucesso vista no edital federal
de Balata-Tufari: delegar a gestão florestal à iniciativa
privada sob a tutela vigilante do Estado, gerando emprego e
renda locais sem comprometer a integridade do ecossistema.
Os próximos passos exigirão fôlego técnico. Logo após a
formalização dos contratos, as empresas concessionárias iniciarão
as etapas preparatórias obrigatórias para os serviços de
campo. Antes de qualquer atividade econômica começar, será
necessário realizar inventários florestais minuciosos árvore
por árvore e obter as devidas licenças ambientais de operação.
É a engrenagem da sustentabilidade avançando em ritmo
acelerado pelo norte do país.
Essa iniciativa é um exemplo
concreto de como a concessão
pode contribuir para a
proteção florestal, aliando
investimento produtivo legal,
renda, empregos e combate ao
desmatamento
Aloizio Mercadante,
presidente do BNDES
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LEGISLAÇÃO
Decisão
CONTROVERSA
Novas regras do governo afetam setores de
reflorestamento e base florestal nativa
Fotos: divulgação
O
Estado de Mato Grosso vive um momento
de transição e intenso debate regulatório em
torno da matriz energética de suas grandes
indústrias, especialmente as usinas de etanol
de milho. O centro da discussão é a utilização
de biomassa nativa versus a biomassa oriunda de florestas
plantadas. O governo do Estado, em acordo com o Ministério
Público Estadual, assinou um novo TCA (Termo de Compromisso
Ambiental). O documento estabelece um cronograma para
o fim do uso de vegetação nativa como biomassa por indústrias
de uso intensivo. Inicialmente, um primeiro acordo previa essa
proibição para 2034, com reduções drásticas já a partir de
2030. Contudo, o novo TCA postergou a meta final para 2035,
estabelecendo uma meta intermediária de redução de 40% em
2034.
A partir de 2035, as indústrias só poderão utilizar biomassa
oriunda de madeira de reflorestamento e de cortes provenientes
de PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável). Para as
indústrias em construção ou ampliação, a regra já é imediata:
deverão provar, por meio de planos de suprimento, que utilizarão
apenas fontes plantadas ou de manejo.
Junto a essa medida, o governo mato-grossense estabeleceu
um plano audacioso para fomentar o plantio de florestas,
visando alcançar 700 mil ha (hectares) ou mais até 2040, além
de expandir a área de manejo florestal para 6,5 milhões de ha
no mesmo período. O Estado tem 30 dias para publicar um
decreto com as diretrizes e regulamentar os mecanismos de
rastreabilidade.
68 www.referenciaflorestal.com.br
Julho 2024
69
LEGISLAÇÃO
Quero deixar muito claro que a nossa biomassa
provém de supressão de vegetação, seja
permanente ou para uso alternativo do solo,
e através de manejo florestal legalizado,
devidamente autorizado e fiscalizado pelos
órgãos ambientais competentes
Falando também com a propriedade de quem é produtor
rural e madeireiro, Ednei alerta que, caso o decreto seja mantido
da forma como foi assinado, haverá um grande prejuízo econômico
para produtores de pequeno, médio e grande porte.
Ele lembra ainda que a legislação atual já é restritiva, permitindo
a abertura de apenas 20% das áreas legais no bioma de floresta.
“Qual é o sentido de impedir que esse material continue
sendo aproveitado para a geração de energia e movimente a
economia? Isso vai totalmente contra o mercado. Não podemos
cometer um retrocesso e voltar a queimar essa biomassa
a céu aberto, até porque isso geraria uma série de problemas”,
concluiu Ednei.
Leia abaixo a manifestação oficial da entidade na íntegra:
Ednei Blasius,
presidente licenciado do Cipem
QUEM PLANTA...
Para o setor de reflorestamento, a assinatura do TCA é vista
como um marco histórico e um passo fundamental para a sustentabilidade.
O acordo revogou a instrução normativa estadual
06/2022, que permitia o uso em larga escala de biomassa de
desmatamento, prática que a Arefloresta (Associação dos Reflorestadores
de Mato Grosso) apontava como um retrocesso
frente ao Código Florestal. O prazo de transição estabelecido
pelo governo é visto pelo setor como o tempo exato e necessário,
já que equivale ao ciclo completo de plantio e colheita do
eucalipto (cerca de 7 anos).
Fausto Takizawa, presidente da Arefloresta, avalia positivamente
a nova regra, destacando que a medida traz segurança e
rastreabilidade. “Enfim, nosso Estado começa a construir uma
trajetória clara para o florestamento, substituindo a biomassa
de desmatamento pela biomassa de fonte sustentável, renovável,
escalável e perene, como é o caso das florestas plantadas.
O governo terá que criar um sistema informatizado para acompanhar
se os grandes consumidores estão, de fato, executando
seus PSSs (Planos de Suprimento Sustentável). Ou seja, se estão
investindo em florestas plantadas de forma proporcional ao
consumo previsto”, explicou Fausto
O desafio logístico e produtivo, no entanto, é grande. Segundo
a Arefloresta, de 2022 a 2025, a participação das florestas
plantadas no mercado de biomassa caiu de 59% para 47,5%.
Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil a 200 mil
ha de plantio renovável. Considerando apenas a demanda das
indústrias de etanol de milho, essa área precisaria saltar para
mais de 436 mil ha até 2030.
E QUEM MANEJA
Os produtores rurais, madeireiros e o setor de base florestal
nativa alertam para os graves impactos econômicos e ambientais
que a proibição do aproveitamento legal da biomassa
nativa trará. A principal crítica reside no fato de que o material
proibido pelo TCA é fruto de supressão vegetal legalizada, com
taxas pagas e autorização dos órgãos ambientais. Impedir que
esse resíduo seja vendido para gerar energia forçará os produtores
a queimarem esse material a céu aberto nas propriedades,
gerando poluição sem nenhum ganho econômico.
Ednei Blasius, presidente licenciado do Cipem (Centro das
Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de
Mato Grosso), manifestou forte preocupação com as diretrizes
do governo. “Temos uma determinação do governo, neste caso
representado pelo atual governador, que estabelece um ano
definido para o fim da utilização da biomassa. Ele determina
também um prazo, no qual vamos focar aqui, a partir de 2034”,
apontou Ednei. Declaração foi dada antes da aleração de data
da TCA.
“Quero deixar muito claro que a nossa biomassa provém
de supressão de vegetação, seja permanente ou para uso
alternativo do solo, e através de manejo florestal legalizado,
devidamente autorizado e fiscalizado pelos órgãos ambientais
competentes”, complementou Ednei.
NOTA PÚBLICA – Entre a fogueira que destrói e a caldeira
que desenvolve
Mato Grosso, 18 de junho de 2026
É com perplexidade e indignação que recebemos a informação
de que o Governo do Estado de Mato Grosso está as
vias de proibir a utilização de cavaco de madeira nativa oriunda
de supressão vegetal devidamente licenciada para geração de
energia.
Em outras palavras: a mesma madeira que o próprio Estado
autorizou explorar, com licenciamento, plano de manejo, taxas
e fiscalização, agora não poderá ser transformada em energia
limpa, em emprego e em impostos.
A alternativa proposta é queimar a céu aberto. Em pleno
2026, quando o mundo discute transição energética, bioeconomia
e descarbonização, descartar milhões de toneladas de
biomassa renovável é desperdiçar energia limpa, emprego e
arrecadação — logo em um estado referência do agronegócio
brasileiro.
A supressão vegetal em questão é legal. Possui licença
emitida pela Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente),
recolhe taxas e impostos como Fethab e Imad, e é rastreada
por meio do DOF (Documento de Origem Florestal), além de
garantir a compensação ambiental prevista em norma. O produtor
cumpre a lei, o Estado arrecada, o meio ambiente ganha
e os trabalhadores e suas famílias têm seu sustento garantido.
Ao proibir o aproveitamento, o Estado impede que uma atividade
legal e legítima seja desenvolvida, provocando insegurança
jurídica e instabilidade socioeconômica.
O cavaco é energia renovável. Substitui combustíveis fósseis,
gás e óleo BPF nas caldeiras das indústrias. Reduz emissão
de carbono fóssil e dá destino nobre a um resíduo que, de
outra forma, vira cinza sem valor. Aliás, o uso de energia limpa
e renovável é justamente um dos principais diferenciais das
cadeias produtivas presentes em Mato Grosso, como é caso do
etanol de milho. Diferentemente do etanol produzido nos EUA
(Estados Unidos da América), que utiliza derivados de petróleo
em seu processo produtivo, o bioetanol mato-grossense é considerado
um dos mais limpos do planeta por ser produzido de
fontes 100% renováveis.
Queimar resíduo a céu aberto é contrassenso. Este sim é
verdadeiro retrocesso ambiental. Emite CO₂, material particulado
e fuligem, sem qualquer aproveitamento energético. É
justamente o que a legislação ambiental busca evitar desde os
anos 1990.
Além de tudo isso, o prejuízo é bilionário. Só em 2024,
Mato Grosso produziu 2,63 milhões de m³ (metros cúbicos) de
70 www.referenciaflorestal.com.br Julho 2026 71
LEGISLAÇÃO
20
26
madeira nativa manejada. Desse volume, ao menos 30% vira
resíduo passível de cavaco. Proibir seu uso é rasgar R$ 400 milhões
por ano em energia, logística e tributos. É impedir o desenvolvimento
de regiões mais afastadas e menos favorecidas
de nosso Estado. É tirar o pão da mesa de 12 mil famílias que
vivem da cadeia produtiva florestal e biomassa.
É controversa, para dizer o mínimo, a nova medida do
Governo de Mato Grosso contra o uso de cavaco de madeira
nativa oriunda de supressão legal. Enquanto de um lado o Estado
festeja a atração de bilhões em investimentos das grandes
fabricantes de etanol de milho, de outro trabalha para impedir
sua expansão e cortar o fornecimento do principal combustível
que move essas mesmas indústrias: a biomassa.
O governo incentivou. Agora ameaça inviabilizar. Para se
ter uma ideia, nos últimos 5 anos, Mato Grosso ofereceu incentivos
fiscais, áreas de instalação e investimentos em logística
para atrair grandes players da cadeia de biocombustíveis. São
mais de R$ 18 bilhões que vão gerar empregos, renda e desenvolvimento.
Proibir o uso de resíduo de supressão licenciada é
decretar o apagão energético da nova indústria mato-grossense.
A conta não fecha
Engana-se quem pensa que a produção de floresta plantada
é suficiente para abastecer a demanda de nosso Estado. A área
de cultivo em Mato Grosso é de 120 mil ha (hectares), segundo
a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores). Só para abastecer as
unidades de etanol já instaladas, são necessários 380 mil ha, ou
seja, há um déficit de 260 mil ha. E ainda é preciso considerar
que o ciclo de eucalipto leva 7 anos entre plantio e colheita.
As caldeiras não podem esperar. A oferta de cavaco de floresta
plantada é insuficiente para a demanda industrial do Estado.
Então, por que proibir a única fonte complementar legal e
ambientalmente correta disponível?
Política ambiental séria não se faz com proibições. Faz-se
com regulação inteligente. O que nós esperamos é um governo
centrado, que incentive o uso integral da madeira licenciada.
Que transforme passivo em ativo. Que entenda que sustentabilidade
não é proibir, é dar inteligência ao uso.
Mato Grosso precisa escolher entre dois caminhos: o da
modernidade, que transforma resíduo em energia, legalidade
em valor agregado e floresta manejada em desenvolvimento;
ou o do retrocesso, que prefere a fogueira à caldeira do progresso.
O MP (ministério público) tem legitimidade e dever de
exigir o cumprimento da lei ambiental. Mas tem, sobretudo, o
dever de promover o interesse público. E não há interesse público
em transformar recurso renovável em passivo ambiental.
Não há interesse público em jogar fora R$ 400 milhões por ano
em energia, emprego e tributo. Não há interesse público em
exportar para o mundo a imagem de um Estado que autoriza,
taxa, fiscaliza e depois manda queimar.
O que se espera do MP é que seja guardião da legalidade
e indutor de boas práticas. Que apoie o consumo nobre da
biomassa licenciada. Que exija filtros, eficiência energética e
rastreabilidade. Que diferencie o produtor que cumpre a lei do
criminoso que desmata. E o setor produtivo está pronto para
trabalhar junto pelo desenvolvimento sustentado na legalidade,
na rastreabilidade e na conservação da nossa biodiversidade.
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ARTIGO
INTRODUÇÃO
Segundo relatório da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores),
o setor florestal brasileiro é responsável por 10,2
milhões de ha (hectares) de florestas plantadas para fins
industriais no país, e é líder mundial de produtividade de
madeira. Nestas áreas, Pinus sp. e Eucalyptus sp. se destacam
na produção madeireira, uma vez que estes gêneros
foram responsáveis por 1,9 e 7,8 milhões de ha, respectivamente,
da área plantada de florestas para fins comerciais
em 2023, o que corresponde a 94,81% das áreas destinadas
para a produção silvícola (IBÁ, 2024).
A posição de destaque em termos de produção em
que as florestas plantadas brasileiras se encontram, é fruto
do desenvolvimento dos programas de melhoramento
genético no país (Gonçalves et al., 2013), bem como das
melhorias nos processos de manejo e tratos culturais, no
qual se inclui as práticas de controle de plantas daninhas
(Pereira et al., 2012). A presença de plantas daninhas em
determinado ambiente pode ocasionar um conjunto de
ações negativas que afetam qualquer atividade humana,
sendo tal fenômeno caracterizado como o processo de interferência
(Pitelli, 1987).
C A M I N H Ã O T A N Q U E B O M B E I R O
TBM 16.000
FRESUMO
atores como formulação, dose, tecnologia de
aplicação, características do solo, espécie e
temperatura, influenciam na seletividade de
herbicidas, sendo que culturas como eucalipto
e pinus são carentes de produtos registrados
para o controle de plantas daninhas. Objetivou-se avaliar a
seletividade de herbicidas pré-emergentes aplicados antes
ou depois do plantio de eucalipto e pinus. Dois experimentos
foram conduzidos em vasos, em delineamento de
blocos inteiramente casualizados e cinco repetições. Foram
testadas as modalidades de aplicação, AP (aplique-plante)
e PA (plante-aplique) em Eucalyptus urograndis – clone
1407 e Pinus caribaeavar(.) Hondurensis para cinco ingredientes
ativos: flumioxazina (90 g i.a. ha-1), indaziflam (75
g i.a. ha-1), isoxaflutol (150 g i.a. ha-1), oxifluorfem (960
g i.a. ha-1) e sulfentrazona (800 g i.a. ha-1), acrescido de
uma testemunha sem herbicida. Os tratamentos consistiram
de um fatorial 2x6, sendo duas modalidades de aplicação
e seis tratamentos químicos (incluindo o controle).
Foram feitas avaliações de fitointoxicação, altura, diâmetro
do caule e MS (massa seca ) das plantas, além do cálculo
de taxa de crescimento absoluto. Resultados: Para a MS,
área foliar e altura do eucalipto, verificou-se que não houve
diferença entre as modalidades de aplicação e os herbicidas
testados. Para o diâmetro do caule do pinus, não
houve diferença entre os tratamentos nas modalidades AP
e entre os herbicidas na modalidade PA. A conclusão é que
o Indaziflam e isoxaflutol foram prejudiciais ao pinus na
modalidade AP, causando reduções de 38% e 25% na MS,
respectivamente, em relação à testemunha.
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ARTIGO
A modalidade de aplicação dos produtos também é
fator relevante no que tange ao custo do processo, bem
como na logística de plantio das mudas no campo. Assim,
dependendo do produto utilizado, a aplicação dos herbicidas
nas culturas do eucalipto e pinus podem variar desde
pulverização em área total, até o processo de aplicação
em jato dirigido (catação) (Agrofit, 2022). Sendo assim,
trabalhos que objetivem testar diferentes modalidades de
aplicação, com herbicidas distintos, podem proporcionar
informações relevantes aos produtores e à comunidade
científica, de maneira a reduzir o custo das aplicações e/ou
simplificar a logística de plantio das mudas no campo.
Com isso, o presente trabalho objetivou avaliar a seletividade
de herbicidas pré-emergentes aplicados antes e
após o plantio de mudas de eucalipto e pinus.
Essa é uma versão parcial desse
material, o conteúdo completo pode
ser acessado pelo QR Code ao lado:
Durante o estabelecimento das culturas florestais,
como eucalipto e pinus, as mudas estão sujeitas à competição
por recursos (como água, luz e nutrientes) com as
plantas daninhas. Assim, dependendo do período de coexistência
dessas plantas, podem ocorrer mudanças morfofisiológicas
na cultura (Santos et al., 2015), ocasionando
prejuízos em seu desenvolvimento e afetando a quantidade
e qualidade da madeira produzida (Garau et al., 2009;
Bacha et al., 2016; Colmanetti et al., 2017; 2019; Costa et
al., 2021; Tiburcio et al., 2023; Guidugli et al., 2024).
Para que seja possível o desenvolvimento das culturas
livres da interferência das plantas daninhas, existem diversas
formas de controle, sendo o controle químico um
método com menor dependência de mão-de-obra e custo.
No entanto, é importante ressaltar que estudos ou testes
preliminares devem ser realizados para cada situação, pois
dependendo de fatores como herbicida, dose, espécie ou
clone, condições edafoclimáticas, pode haver variação da
seletividade do produto (Pereira e Alves, 2015).
Para que seja possível o
desenvolvimento das culturas
livres da interferência das
plantas daninhas, existem
diversas formas de controle,
sendo o controle químico um
método com menor dependência
de mão-de-obra e custo
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AGENDA
AGENDA 2026
JULHO
2026
AGO
2026
FOREST MAX
Imagem: reprodução
XLIV Congresso Paulista de Fitopatologia
Data: 22 a 24
Local: Botucatu (SP)
Informações: https://eventos.fepaf.
org.br/evento/ev288--44-congressopaulista-de-fitopatologia
JULHO
2026
O Forest Max consolida-se como um dos principais eventos
técnicos de campo voltados à silvicultura de alta performance.
Com foco prático, o encontro reúne produtores, gestores e
especialistas para demonstrar inovações em genética, manejo
de solo e mecanização florestal. Em um cenário de custos
elevados de insumos em 2026, o evento ganha relevância
estratégica ao debater a eficiência no uso de fertilizantes e a
otimização da produtividade do eucalipto. É o ambiente ideal
para o networking qualificado e para a visualização de soluções
tecnológicas aplicadas diretamente no horto.
15 A 17 DE SETEMBRO DE 2026
EXPOTRADE CONVENTION CENTER
REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA | PINHAIS - PR
O maior evento da cadeia produtiva
da madeira da América Latina está
com as inscrições abertas!
Demo Forest
Data: 28 e 29
Local: Bertrix (Bélgica)
Informações:
https://demoforest.be/
Imagem: reprodução
Forest Max
Data: 4 a 6
Local: Brasília (DF)
Informações:
https://forestmax.com.br/
AGOSTO
2026
SET
2026
LIGNUM
A Lignum Latin America consolidou-se, ao longo de uma
década, como referência na transformação, beneficiamento,
preservação, energia, biomassa, uso da madeira e manejo
florestal. O evento tornou-se um dos principais encontros
do setor na América Latina e o ponto alto da Semana
Internacional da Madeira. Na edição de 2024, a feira
superou expectativas ao reunir mais de 12 mil visitantes
qualificados, vindos de 21 Estados brasileiros e 22 países,
além de 165 expositores. Os números recordes reforçaram
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Foto: divulgação
ESPAÇO ABERTO
Sete erros clássicos na
GESTÃO
INDUSTRIAL
Por André Ferreira,
técnico em
mecânica pelo Senai
(Serviço Nacional
de Aprendizagem
Industrial) e
engenheiro de
produção pela Estácio
Uniradial. Atua como
consultor industrial na
ABC71
M
uito se fala sobre Indústria 4.0, automação e inteligência artificial nas
linhas de produção. No entanto, o verdadeiro coração de uma gestão industrial
eficiente não está nas ferramentas de prateleira que a empresa
compra, mas em como as pessoas, a previsibilidade de demanda e a rotina
de manutenção se conectam. O grande desafio atual é a falta de sintonia
entre o planejamento e a execução. O que vemos é que, embora vivamos uma era marcada
pelo avanço da transformação digital, uma grande parte das organizações, em vez de
estar evoluindo a gestão, está dedicando seu tempo a corrigir erros e falhas que impactam
diretamente o crescimento da empresa. Como prova disso, de acordo com uma pesquisa
realizada pela ABB, mais de dois terços das empresas do segmento industrial sofrem paradas
não planejadas pelo menos uma vez por mês, custando para a maioria das companhias
cerca de R$ 712.500,00 por hora. Na correria para apagar os incêndios do cotidiano, muitos
gestores acabam caindo em armadilhas invisíveis que corroem o OEE (Overall Equipment
Effectiveness) e a rentabilidade. Abaixo, listo os sete erros clássicos na gestão industrial:
• Dependência de planilhas auxiliares: por mais que o Excel seja uma ferramenta de
fácil acesso, ela não foi projetada para rodar o PCP ou o estoque de uma fábrica em tempo
real. Nesse caso, o uso de planilhas paralelas gera retrabalho, erros de digitação e obsolescência.
Na prática, gerenciar a produção com esse método significa tomar decisões cruciais
hoje com base nos dados frios de ontem.
• Tratar os sintomas e ignorar a causa raiz: diante de uma máquina parada ou de um
atraso na entrega, o erro mais comum é aplicar uma solução temporária para retomar a
operação o mais rápido possível. Por sua vez, quando não se utilizam metodologias para
investigar a verdadeira raiz do problema, a falha vai se repetir. Ou seja, corrigir apenas o
efeito imediato sabota a previsibilidade e encarece o custo de manutenção a longo prazo.
• Resistência em investir em sistemas especialistas de apoio: muitas indústrias operam
no limite porque enxergam a tecnologia de gestão como custo, e não como investimento.
Deixar de adotar um sistema robusto que auxilie no planejamento, sequenciamento e
controle de chão de fábrica sobrecarrega a equipe, limita a capacidade de crescimento da
planta e reduz o OEE.
• Falta de comunicação entre setores: esse é o clássico apagão entre a engenharia, o
comercial, o PCP e o chão de fábrica. Quando os departamentos operam como ilhas isoladas,
surgem as metas conflitantes e os gargalos.
• Tomada de decisão baseada em dados fragmentados: tomar decisões industriais
sem informações centralizadas é um tiro no escuro. Afinal, quando os dados estão espalhados,
as lideranças não conseguem ter um direcionamento correto da atual realidade da
organização. Uma gestão madura exige decisões integradas, sustentadas por indicadores
confiáveis e extraídos em tempo real, eliminando os palpites e o achismo das reuniões de
resultado.
• Uso de sistemas que não se conversam: muitas empresas compram o software “X”
para uma função e o software “Y” para outra, caindo na armadilha dos sistemas isolados.
Cada ferramenta resolve uma dor específica, mas elas não são integradas entre si. O resultado
é uma colcha de retalhos tecnológica que gera duplicidade de dados, inconsistências e
exige um esforço enorme da equipe para consolidar as informações.
• Centralização do conhecimento: quando o conhecimento sobre o funcionamento de
uma máquina ou sobre as regras de um processo fica guardado apenas para alguns colaboradores
ou operadores antigos, a fábrica corre um risco altíssimo. A falta de padronização
e de documentação dos processos gera dependência interna e impede que a operação se
torne escalável e eficiente.
Todos os erros têm em comum o fato de que eles acontecem quando o básico deixa de
ser feito. Isto é, de nada adianta ter soluções robustas sem que os processos e a operação
estejam em dia. Além disso, a gestão de pessoas também é um ponto importante a ser considerado,
visto que, por mais que a tecnologia avance, a mão de obra humana continuará
sendo um elo importante a ser trabalhado. A empresa precisa equilibrar o investimento em
recursos juntamente com estratégias e ações que contribuam para o crescimento dos colaboradores
e, consequentemente, para o desempenho da organização.
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