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ENCONTRO

2014

31 maio

ALUMNI

UTAD


AlumniUTADALUMNI ALUMNI


Mensagem do Reitor

O encontro dos antigos alunos ALUMNI2014 constitui um dos principais eventos que integra o

programa de comemoração da criação de Ensino Superior em Trás-os-Montes e Alto Douro, que

se prolonga até 2 de dezembro de 2015, data em que se assinala a primeira aula do Instituto

Politécnico de Vila Real.

O início deste programa teve lugar no passado dia 2 de março, numa iniciativa em que foi prestada

homenagem à cidade de Vila Real, e nela, à região do Interior Norte e suas gentes que, desde

sempre, colocaram a sua hospitalidade ao dispor da Academia. O programa integra diversas

atividades que têm como objetivo envolver todos os que, ao longo de quatro décadas, acreditaram

nesta instituição e no seu papel no desenvolvimento da região, onde se incluem os antigos

alunos.

A presença de antigos alunos à frente de diversas instituições públicas, autarquias, empresas

privadas e associações de reconhecida reputação, representa um indicador do importante papel

que a UTAD desempenhou e continuará a desempenhar na sociedade portuguesa. Contamos

convosco neste novo ciclo da instituição.

Neste tempo complexo, a capacidade de resistência demonstrada e o historial de prestígio alcançado

ao longo de quarenta anos, levam-nos a acreditar que, com o empenho, o trabalho, a determinação

e a força de vontade de todos os que passaram nesta academia, podemos progredir e

reforçar a presença da Universidade, na cidade, na região e no país. Este é o nosso compromisso

sério com a UTAD, a região e o país!

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 31 de maio de 2014

António Fontainhas Fernandes

1ENCONTRO ALUMNI 2014


Emídio Gomes

A UTAD é um ativo precioso da região

O aluno nº153 gostava de

bailes, pregava partidas na

residência universitária e

até jogava às cartas com

as autoridades. Hoje, é o

homem que comanda os

destinos da CCDR-N.

2ENCONTRO ALUMNI 2014

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


Emídio Gomes ainda continua “emocionalmente muito

ligado” à UTAD, por isso, quando regressa é “como se

estivesse em casa”. “É o sentimento de que nunca saí e

isso nunca mudou desde janeiro de 1985.”

Interessado num curso de ciências agronómicas ligado

ao setor da pecuária, o portuense Emídio descobriu, para

cá do Marão, uma “oportunidade interessante”. “Faziam

referências a uma nova instituição formada por professores

oriundos das ex-colónias e por um grupo de novos

professores provenientes do Instituto Superior de Agronomia”,

explica.

Em 1978/79, o IPVR dava lugar ao Instituto Universitário

de Trás-os-Montes e Alto Douro, numa cidade que não

tinha cinema nem discoteca. Contrariando a vontade do

pai, que se disponibilizou a comprar-lhe um apartamento,

Emídio encontrou um porto seguro no nº 24 da Avenida

Dom Dinis. “Permaneci quase durante os cinco anos do


curso na residência universitária, onde houve um espírito

de partilha enorme, uma sã convivência e se fizeram amigos

para a vida.” Por lá, as portas deviam abrir-se sempre

com cuidado, porque quem não o fizesse, “com um empurrão

com o pé, arriscava-se a que caísse alguma coisa

em cima”. Sentados pelo chão ou em bancos, Emídio e os

colegas assistiam às “sessões memoráveis” de «Gabriela,

Cravo e Canela» no final do dia. “Ver telenovela com 30 ou

40 pessoas à volta era algo muito entusiasmante.” Pela

calada da noite aconteciam as “famosas sessões de bruxas”

como “sinais de boas-vindas” a pessoas que eram

convidadas e se desconheciam. Como que por magia, as

luzes eclipsavam-se e, de várias direções, surgiam travesseiras

e jatos de água.

Nos serões que enregelavam os ossos, os polícias que

faziam a ronda procuravam abrigo na residência. “O frio

era excessivo, os crimes não existiam e eles entravam.

Ficávamos à conversa, jogávamos às cartas, bebíamos

um copo. Éramos todos bons rapazes.”

É com um tom nostálgico que Emídio evoca o espírito

solidário que se vivia entre os colegas seus conterrâneos.

“Na sexta-feira à tarde, juntávamo-nos para partilhar

o dinheiro que tínhamos para ir de fim de semana.” No

regresso, traziam farnéis reforçados que repartiam com

os amigos. “Também tínhamos o hábito de entrar descalços

em casa de um colega de Vila Real para ir roubar

presunto, mas os pais estavam fartos de saber que íamos

Permaneci quase durante os cinco anos do curso na

residência universitária, onde houve um espírito de

partilha enorme, uma sã convivência e se fizeram

amigos para a vida

aparecer.”

Emídio rapidamente se tornou adepto dos “dois grandes

eventos sociais de Vila Real: a noite do 1º de dezembro

e o baile de S.Pedro no Tocaio, onde se podia apreciar a

beleza feminina vila-realense”. Partiu “uns poucos” de púcaros

no jogo do Panelo e não abandonou o vício de ir à

caça para a zona de Alijó. Os jogos de futebol na Estação

eram épicos: “qualquer equipa que perdesse connosco

por menos de 10 era um bom resultado”. As energias

eram repostas fora das quatro linhas: “depois de jantar,

vínhamos trabalhar para a UTAD até às 2 ou 3h e tínhamos

o hábito salutar de compensar com um whisky e gelo

purificado do laboratório.”

A pensar na viagem de finalistas, Emídio e uma colega

promoviam torneios masculinos e femininos de tiro aos

pratos. Também se organizavam bailes para arrecadar dinheiro:

“um deles contou com a atuação dos Jafumega,

porque o Luís Portugal era de Vila Real e convencemo-lo

a vir por um preço amigo; noutro baile, os polícias destacados

estavam tão bêbados que tivemos de tomar conta

deles, tal era a amizade e fraternidade.” A incursão a Paris

foi o momento mais emblemático, porque Emídio e os colegas

perceberam que os tempos vividos na UTAD os iam

marcar “de uma forma definitiva para a vida”.

Aos 54 anos, Emídio reconhece que levou da academia

“a lição da amizade e da partilha”. “Mando para cá muitos

amigos ainda hoje, porque é dos melhores locais em

Portugal para se estudar”, sublinha. Em 2009, Emídio ainda

recebeu e aceitou o convite para presidir ao Conselho

Geral da UTAD.

“Parcerias, networking com a região, crescer onde é realmente

reconhecida como uma instituição diferenciadora,

reorganizar-se, cortar gorduras, acabar com tribos e

olhar para fora” são alguns dos desafios que a academia

deverá abraçar. “A UTAD é um ativo precioso da região,

por cuja valorização eu me baterei com todo o ânimo que

consiga ter”, assegura o agora presidente da Comissão

de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

3ENCONTRO ALUMNI 2014


Olga Martins

Executiva do ano já foi a “menina do asfalto”

Olga Martins escolheu Aveiro

para estudar, mas não seria

o azul do mar a conquistá-la.

Na sua mente ficou sempre

a ondulação dos vinhedos

durienses que a fizeram

regressar.

4ENCONTRO ALUMNI 2014

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)



Devo à UTAD essa gratidão de me ter ensinado para

depois eu poder fazer um percurso que me deixou

feliz e completa

Terminado o secundário, Olga Martins tinha a certeza que

queria seguir os estudos na área das químicas ou das

engenharias alimentares. Acabou por ir parar à terra dos

moliceiros, porém, não morreu de amores por engenharia

química nem pelo ambiente. “Tinha as minhas amigas todas

em Vila Real. Diziam que adoravam a Universidade e

os cursos que escolheram. Algumas foram para Enologia

e eu comecei a conviver mais com elas e a ver com interesse

aquilo que estudavam”, explica.

Foi esse “chamamento” que fez com que Olga se decidisse

a mudar de ares mas, apesar da convicção de que

Enologia seria o seu futuro, na sua mente pairavam ainda

algumas incertezas. “Preocupava-me a ideia de vir para

este curso porque em termos familiares não tinha nenhuma

tradição. Não tinha referência de nenhum enólogo e o

meu conhecimento de vinhos era zero.”

Apesar de desconhecer o universo vínico, sempre acreditou

que o curso fazia “todo o sentido na região” que a

viu nascer. Logo no primeiro ano, o professor Fernando

Martins identificou-lhe os tiques urbanos, condição que

lhe garantiu a alcunha de “menina do asfalto”. O epíteto

deveu-se ao facto de deixar transparecer o desconhecimento

pelas artes rurais e a falta de contacto com as dinâmicas

próprias da vida numa aldeia. Durante o curso foi

sempre “muito boa aluna, aplicada e metódica”, características

que lhe valeram excelentes notas. Ainda assim, a

atual gestora da Lavradores de Feitoria procurou sempre

evoluir. No segundo ano pediu mesmo para fazer um estágio

numa quinta duriense porque “não queria chegar ao

fim do curso sem perceber se o mundo dos vinhos era

aquele que queria habitar”.

Durante a vida académica e na tentativa de aperfeiçoar

as capacidades sensoriais, juntava-se, por vezes, com

amigas e faziam incursões à culinária. Tentavam, depois,

harmonizar os pratos com alguns vinhos mais dignos ou

com aqueles que a carteira permitia comprar. “No curso

não deu para aprimorar os dotes de enologia, até porque

nessa altura a preocupação era mais a quantidade do

que a qualidade. Mas, nesses encontros gastronómicos,

líamos os rótulos e provávamos os vinhos para ver se percebíamos

alguma coisa daquilo.”

Terminado o percurso universitário, Olga acabou por fazer

parte da geração de ouro dos enólogos durienses, reconhecida

internacionalmente e com os seus vinhos a merecerem

os mais rasgados elogios. “Senti que fazia parte

de um lote de pessoas que estava a abrir o Douro, que

trazia algo novo. Sentiu-se um grande salto porque éramos

mais jovens, viajávamos mais e queríamos aprender

mais.”

Olga recebeu, em 2013, o prémio de executiva do ano

como resultado dos seus méritos profissionais. A enóloga

reconhece que parte dessa distinção deve ser dividida

com a UTAD, pela formação diferenciadora que lhe

proporcionou. “Nunca tinha ganho este prémio se não

tivesse estudado na UTAD. Foi ela que me fez ser como

sou: muito empenhada, motivada e a gostar muito do que

faço. Devo à UTAD essa gratidão de me ter ensinado para

depois eu poder fazer um percurso que me deixou feliz e

completa.”

5ENCONTRO ALUMNI 2014


Jorge Dias

A UTAD faz parte de nós

Ao fim de 35 anos, o aluno

210 ainda guarda

recordações de tempos

notáveis. Para Jorge Dias,

duriense de nascença, a

UTAD será sempre a sua

principal casa de formação.

6ENCONTRO ALUMNI 2014

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


Apesar de não ter qualquer referência familiar na área

agrícola, Jorge Dias sempre sentiu o apelo telúrico do

lugar que o viu nascer. Natural de Santa Marta de Penaguião,

terra salpicada de vinhedos, desde cedo se familiarizou

com as cepas e os cachos de uvas. “É um concelho

essencialmente vitícola e terá sido importante, na minha

escolha, essa influência do meio ambiente.”

Quando se candidatou ao Ensino Superior, em 1979/80,

a sua decisão era quase previsível: Engenharia Agrícola,

uma oferta que encontrou no recém-criado Instituto Universitário

de Trás-os-Montes e Alto Douro. “Não precisei

de mudar de cidade porque também fiz o liceu em Vila

Real. Para além disso, muitos dos colegas que tinha acabaram

por ir também para o IUTAD.” Para legitimar a escolha,

juntava-se ainda “a certeza de que o Douro seria

uma das boas apostas a Norte”. “Tínhamos a convicção

de que o Douro vingaria”, sublinha.


também pessoas de uma dimensão cultural e científica

que marcava qualquer um”, justifica.

Com a filosofia de que “o ensino agronómico não se fazia

só nas escolas” foram várias as visitas de estudo pela

região e pelo País, que fomentaram o espírito de grupo e

um ambiente de grande convívio. “Havia espírito de camaradagem

com os colegas, professores e funcionários.

Éramos uma família e a UTAD era a nossa casa.”

Ao vasculhar a memória, Jorge encontra também pedaços

de boa disposição, vividos com os colegas, em alguns

locais emblemáticos da cidade. “O nosso café de

eleição era a Pastelaria Gomes. Tínhamos também o Cabanelas

que era o local onde se ‘pernoitava’. Íamos para

lá discutir as inquietações e os temas do momento.”

Quando Jorge e os colegas ansiavam por algo novo, não

eram raras as escapadelas para fora da cidade que os

unia. Braga, Porto, Pedras Salgadas, Peso da Régua ou

O relacionamento ia muito além da estrita relação

professor-aluno. Eram também pessoas de

uma dimensão cultural e científica que marcava

qualquer um

Dos primeiros tempos de aulas, Jorge recorda, essencialmente,

a excelência do ensino. “Mais importante do que

a qualidade do edifício ou das salas onde tivemos aulas,

era a qualidade académica dos professores que lecionavam

as cadeiras fundamentais. Sabíamos que se estava

a iniciar um projeto e bastava-nos a qualidade do ensino

para termos motivos de orgulho, enquanto estudantes

desta casa.”

Torres Pereira, Luiz Sampayo e Torres de Castro foram

professores que o marcaram “pela maneira de estar e de

ensinar”. Merecedor de grande estima e admiração foi,

também, Bianchi de Aguiar, apesar de não ter sido seu

docente. A estes nomes “incontornáveis” juntam-se ainda

Nuno Moreira, Fernando Martins, Nuno Magalhães, João

Coutinho, José Portela e Afonso Martins, sobretudo pela

afinidade que tinham com os alunos. “O relacionamento

ia muito além da estrita relação professor-aluno. Eram

Murça eram os destinos prediletos. “Não havia qualquer

planeamento atempado e as saídas dependiam apenas

da disponibilidade de transporte”, relembra.

Aos 52 anos, Jorge Dias conta já com um largo currículo

e uma vasta experiência profissional. Foi professor na

UTAD, esteve no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto

(IVDP), trabalhou de perto na criação da Lavradores de

Feitoria e foi chefe de gabinete do então secretário de Estado

do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar. Hoje

é diretor geral na Gran Cruz Porto e considera que este

percurso só é possível graças à formação que obteve na

universidade transmontana. “Sempre me considerei relativamente

empreendedor naquilo em que me envolvi.

Existe empreendedorismo quando se reúnem três fatores:

capital, trabalho e saber. Sem dúvida que a UTAD me deu,

pelo menos, um terço daquilo que foi o desenvolvimento

da minha vida.”

7ENCONTRO ALUMNI 2014


Pedro Caixinha

Estudar na UTAD foi a tática para o sucesso

8ENCONTRO ALUMNI 2014

Pedro Caixinha é um dos

símbolos do desporto da

UTAD. Atualmente aos

comandos do Santos

Laguna, no México, o

treinador lembra com

saudade a passagem pela

academia transmontana.

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


“Todos falavam maravilhas da licenciatura da UTAD, da

cidade e da vida estudantil”, justifica Pedro Caixinha. Era

em Beja, sua terra natal, que ouvia os conterrâneos elogiar

a famigerada universidade que se escondia para lá

dos montes. Em 1993, acabaria por tomar a decisão e

partir à descoberta de uma nova realidade. “Não conhecia

nada, mesmo nada! Foi a primeira vez que viajei tão

a norte no nosso País. Quando fui fazer os pré-requisitos,

lembro-me que o meu pai me ofereceu a viagem de avião.

Foi marcante por ter sido também a minha primeira vez”,

revela.

A adaptação à cidade transmontana fez-se de forma

espontânea, beneficiando do acolhimento do grupo de

amigos que rapidamente se constituiu. “Havia um ótimo

ambiente entre os colegas de desporto, em todo o CIFOP.

Identifiquei-me imediatamente com a licenciatura e queria

aprender o máximo possível.”


nos apresentava a matéria e nos levava mais além. O segundo

pela relação pessoal que criava e pelo seu método

de ensino muito ao jeito do ‘clube dos poetas mortos’. O

terceiro pela maneira como me fez perceber um jogo de

futebol e desenvolver, de uma forma integral, aquela que

hoje é a minha profissão.”

Ainda hoje, o treinador mantém rotinas que ganhou nos

tempos de estudante. Não falhava uma aula, fosse teórica

ou prática. “Talvez por isso, só tive de fazer uma disciplina

por exame. Ainda hoje funciono assim: blocos de grande

sobrecarga de trabalho seguidos de curtas pausas para

desligar e carregar a pilha.”

A par da dedicação aos estudos, sobrava muito tempo

para o divertimento e o convívio com colegas. Participou

nos cinco cortejos da semana académica e procurava no

Pioledo a descompressão que se exigia. “Recordo com

saudade esses tempos de loucura ‘saudável’. Não saía

Havia um ótimo ambiente entre os colegas de

desporto, em todo o CIFOP. Identifiquei-me

imediatamente com a licenciatura e queria aprender

o máximo possível

Apesar de ter vivido algumas mudanças no seu dia a dia,

“largando as planícies para abraçar os montes”, houve

sempre uma certeza inabalável no seu horizonte: o futebol.

“Sempre tive uma relação de proximidade com o desporto,

de uma forma geral. Desde cedo adquiri, e ainda

mantenho, hábitos de prática desportiva mas, a partir dos

14 anos, o futebol passou a ser a minha obsessão.”

Para fortalecer as certezas que já tinha, muito contribuíram

os ensinamentos de alguns professores, com realce

para os nomes de Jaime Sampaio, António Serôdio e Vítor

Maçãs. “Destaco o primeiro pelo verdadeiro espírito

académico e de investigador que tem, pela forma como

com muita frequência, mas quando saía tenho ideia que

se não ganhava a camisola amarela, ganhava o prémio

da montanha.”

Aos 43 anos, o treinador considera que adquiriu sólidos

métodos de trabalho enquanto pisava a relva dos campos

da academia. Sempre que a agenda lhe permite, Pedro

tem regressado à UTAD e é nessas alturas que a nostalgia

dos melhores momentos emerge. “Reparo nas principais

diferenças que se vão fazendo na licenciatura, no

campus, na cidade, nas casas onde vivi, nos locais que

frequentava e nas saudades que tenho da boa gastronomia.”

9ENCONTRO ALUMNI 2014


Jorge Serôdio Borges

Passei bons anos na UTAD

Mais de duas décadas

volvidas e Jorge Serôdio

Borges, hoje enólogo, ainda

sabe de cor o número de

aluno. Regressar à academia

é perceber que conseguiu

fazer vingar alguns sonhos.

ENCONTRO ALUMNI 2014

10

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


Descendente de uma família duriense com uma ligação

umbilical às vinhas, Jorge Serôdio Borges acabou por enveredar

pelo curso de enologia. “Sou a 5ª geração e, por

isso, foi natural a minha opção. Vir para a UTAD foi juntar

o útil ao agradável porque estava perto de casa.”

O primeiro ano como universitário foi marcante, porque

havia todo um novo mundo para explorar. “Não éramos

muitos... Eu sou o número 5862 e era giro porque toda a

gente se conhecia, sobretudo nas engenharias.”

A praxe cumpriu os propósitos de integração na academia,

com brincadeiras que também cimentaram laços

afetivos. “A praxe, se for feita com bom senso, é útil porque

é uma forma de conhecer os colegas e os costumes

da escola.” Jorge não se livrou de andar de mão dada

com colegas, lavar loiça na casa das colegas ou ter que

as servir à mesa.


Criou-se um espírito de equipa e um amor à

camisola que era mais do que ser só estudante

O Pioledo era o epicentro das vivências notívagas, onde

as conversas aproximavam personalidades e geografias.

As horas desfilavam e “ninguém arredava pé”. “Era um

ambiente muito agradável. Passávamos a vida a conviver

e a conhecer pessoas do país inteiro e até alguns estrangeiros.”

Eleito como o expoente da diversão e da pândega,

o rally das tascas era “o desafio de conseguir beber

os vinhos horrorosos que nos davam.”

Jorge também jogou rugby na equipa da UTAD, o que

“ajudou bastante a ganhar admiração pela faculdade

como um todo”. “Criou-se um espírito de equipa e um

amor à camisola que era mais do que ser só estudante”,

salienta. As viagens para os jogos levavam o motorista ao

desespero e Jorge recupera um episódio insólito: “estávamos

cheios de calor e um colega nosso, como a abertura

do tejadilho não abria, mandou-lhe dois murros e aquilo

voou. Estivemos à procura durante uma hora até que o

encontrámos num lameiro.”

Enquanto estudava, Jorge trabalhava também na empresa

familiar, daí o seu empenho académico ser bastante

mais pragmático. “Nunca me preocupei muito com as notas,

mas em aprender as matérias que considerava importantes.

A universidade deu-me muita explicação daquilo

que já sabia empiricamente.”

À bagagem académica, Jorge ainda juntou uma experiência

internacional. “Fui de Erasmus com mais três colegas

para o sul de Itália. Estivemos a trabalhar numa adega e

foi muito positivo.” Assim que deixou a academia, Jorge

começou logo a trabalhar e nunca parou. Em 2001, criou

a sua própria empresa, cuja produção anual é superior a

40 mil garrafas.

“Pintas” assim se chama o vinho que se tornou na sua

imagem de marca. Nasceu de uma miscelânia de sonho,

amor, rigor e profissionalismo de Jorge e da esposa, também

enóloga. “Foi o vinho mais difícil de fazer no mundo

porque apostámos todas as moedas que tínhamos e

aquilo não podia falhar.”

Eleito enólogo do ano em 2008 e 2011, Jorge considera

o seu curso como distintivo. “Antigamente, havia os engenheiros

agrícolas que trabalhavam as vinhas e os enólogos

só trabalham as uvas na adega. A visão global de

toda a operação foi a grande mais-valia do curso de enologia

da UTAD.” Jorge defende ainda que, na sua área, a

UTAD “tem tudo para ser uma faculdade líder em Portugal

e não só”. “Está localizada numa região que é hoje a

região portuguesa com maior visibilidade internacional e

que precisa de um apoio, de uma base científica.”

Após duas semanas a viajar por Macau, Hong Kong, Suíça

e Alemanha para vender os seus néctares, Jorge volta

à UTAD e é mesmo “o regresso à origem”. “Um aluno

quando vem para a universidade tem a cabeça repleta de

sonhos. Ao voltar aqui, vemos aqueles que se concretizaram

e os que não. Passei bons anos na UTAD e fiz muitas

amizades”, conclui.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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ISMAEL VENTURA DA SILVA

A Cidade, a UTAD, a Árvore: ligações para

a Vida

Natural de São Paulo, Ismael

escolhe Vila Real para viver.

É na UTAD que volta a ser

estudante e onde estabelece

laços que mudam a história

e que permanecerão além da

sua e de outras vidas.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Rosa Rebelo (texto); Isabel Sequeira e Luis Gens (fotografia)


Nascido e criado em São Paulo, Brasil, Ismael é filho de

um emigrante português natural de Chaves. Cansado do

stress provocado “por uma cidade com 16 milhões de

habitantes”, visita Portugal pela primeira vez em 1997 e

conhece a Região, “um paraíso” pelo qual se apaixonou,

“a montanha… a neve… “.

Ismael e a mulher decidem mudar de país e de vida. Inicialmente

residem em Chaves e a mulher opta por um

“doutoramento de psicologia em Salamanca”. Ismael

pensa em “criar caracóis”, mas o projeto “não avança”.

É em Vila Real que se fixam por ser “mais cosmopolita”,

mas também pelo “coração da cidade que faz pulsar tudo

à sua volta”, Ismael refere-se à UTAD.

Na sua procura por “qualidade de vida” a existência da

UTAD em Vila Real torna-se “uma feliz coincidência”. Ismael

vê a oportunidade, pede equivalência ao curso de


Engenharia em Química que tinha frequentado numa

Universidade de São Paulo e integra a licenciatura em

Química. Eterno estudante, “gosta de aprender”, ingressa

posteriormente no Mestrado em Análises Laboratoriais.

Falta-lhe a tese… culpa das três empresas que entretanto

constituiu em Vila Real. Delas fala com modéstia,

mas com orgulho. Reforça a ligação à UTAD, já que é aí

que seleciona os recursos humanos para o Gabinete de

Psicologia e Terapia da Fala, também para a empresa “elo

de ligação entre a UTAD e o tecido empresarial, através

de serviços de controlo de qualidade”, e para a mais recente

de produção de cosméticos. Apesar de contribuir

para o desenvolvimento da economia local, é Vila Real

que Ismael enaltece… “devo muito a esta Cidade, foi aqui

que eu gerei uma filha, é aqui que eu ganho a minha vida”.

Conhecedor de outra realidade académica, destaca que

“a maior virtude da UTAD”, apesar de “pequena infraestrutura”,

é “grande em potencial para um aluno que saiba

explorar”. Por isso evidencia que esta tem as “melhores

condições de acesso a quem consegue ensinar, às técnicas

que se utilizam para aprender, aos laboratórios”. Mas

também “a proximidade com professores e funcionários”.

“Tive muita sorte e tenho orgulho em ter sido estudante

da UTAD. Aprendi ali muito mais do que esperava e muito

mais do que teria aprendido numa universidade grande”.

Descendente de uma família de Judeus por parte do pai,

em 2006 viaja pela Europa com o filho mais velho. Esta

expedição familiar leva-os ao campo de concentração

número um de Auschwitz. Sentado à sombra do carvalho

plantado à entrada deste campo, num momento de reflexão,

Ismael apercebe-se de um compasso de relógio…

“tic tac”. São bolotas que caem. Traz vinte. Planta-as.

Tive muita sorte e tenho orgulho em ter sido

estudante da UTAD. Aprendi ali muito mais do que

esperava e muito mais do que teria aprendido numa

universidade grande

Destas bolotas, agora árvores, apenas cinco sobrevivem.

Duas ficam com um amigo em Chaves, três aos cuidados

do Jardim botânico da UTAD.

Uma delas foi plantada à entrada do campus da UTAD.

Emocionou-se no ato de plantação “quando a menina

com paralisia cerebral voltou a pá de terra para aquela árvore”,

porque “esta árvore veio de um sítio onde a tolerância

era zero e as primeiras vítimas do nazismo foram crianças

com dificuldades imensas como aquela menina”.

Algum tempo após a plantação voltou… “plantámos uma

árvore frágil apenas com uma folha, agora está cheia de

folhas viçosa… lindíssima!”

Ismael ligou-se à terra que escolheu e à universidade que

o formou através de uma árvore, à qual deu vida nova

e que, ao contrário da árvore mãe, testemunha a vida, a

esperança, o futuro.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Marco Barbosa

O pulo de Marco Barbosa para o mundo

empresarial

A tese de mestrado já

revelava o pragmatismo de

Marco Barbosa: queria

desenvolver uma ideia de

negócio com elevado

potencial. Da UTAD

levou, também, vivências

irrepetíveis e amizades

duradouras.

ENCONTRO ALUMNI 2014

14

Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


A aplicação “Bewarket” serviu de trampolim para Marco

Barbosa se tornar num jovem empreendedor de sucesso.

Quis dar um novo ímpeto ao comércio eletrónico para que

existisse “um pouco mais de confiança nas transações

online” e conseguiu-o. Essa “espécie de eBay no Facebook”

valeu-lhe algumas distinções e até uma proposta

em Sillicon Valley, nos Estados Unidos, onde arrecadou

conhecimentos empresariais. Aos 26 anos, Marco está

a trabalhar no posicionamento da marca “Esolidar”, que

cruza e-commerce e solidariedade.

Foi em 2005 que, apostado em estudar informática, Marco

equacionou a UTAD, cujo acesso só exigia o exame de

física. Na 2ª fase, resolvido o problema com a matemática,

conseguiu vaga no Porto. “Como gostei tanto de estar

na UTAD, tive de mandar uma carta para o Ministério da

Educação a pedir para cancelar essa tentativa.”


a libertar-me e isso contribuiu imenso para o meu crescimento.”

Nascido em Aveiro, Marco adaptou-se à cidade transmontana

sem sobressaltos. Morava num T5, com uma

sala gigantesca que se transformava em recinto para

jogar futebol, “até que o senhorio mandou limpar as paredes

e proibiu”. Numa outra ocasião, organizaram uma

LAN party, com computadores ligados em rede para jogarem,

bebidas à discrição e decibéis em níveis elevados.

Era verão, as janelas estavam abertas e “uma barulheira

na rua” que convocou a polícia duas vezes na mesma noite.

No backup das vivências académicas, Marco recupera

ainda o episódio de uma madrugada em que, no regresso

a casa, ficou alguns minutos para trás, o tempo suficiente

para que os colegas lhe desocupassem o quarto e transferissem

a mobília para a sala.

Era bastante envergonhado e deixei de ser assim.

Muito se deve à praxe, porque me forçaram a

libertar-me e isso contribuiu imenso para o meu

crescimento

O campus “totalmente diferente” gravou-se na sua memória

RAM e logo no primeiro dia de aulas, conheceu os

bytes do companheirismo. “Foi chegar e ser abraçado.

O único tempo que estive sozinho foi desde que saí da

pensão até ao Engenharias I.”

A adesão à praxe foi tão célere como um simples

clique: “fui logo a gritar Electrotécnia e não Informática.

Andei duas horas com eles, até que encontrei pessoal

do meu curso”. Ainda caloiro, Marco Paulo, como o

apelidaram, tinha uma agenda artística apertada.

“Dava concertos no coreto do Jardim da Carreira. Tinha

de chamar a plateia, as bailarinas e cantar, trocando

o microfone entre as mãos como o verdadeiro Marco

Paulo.” Não raras vezes, era vê-lo de megafone em

punho a anunciar as promoções dos hipermercados.

Esses atos em nada se compadeciam com a

timidez de Marco. “Era bastante envergonhado e deixei

de ser assim. Muito se deve à praxe, porque me forçaram

Na UTAD, Marco aprendeu a importância da proximidade

e da comunicação numa organização. “No mundo empresarial,

onde se fazem os melhores negócios, não existem

essas barreiras, não existem os engravatados nem

os títulos.” A conquista do 4º lugar do Microsoft Imagine

Cup, uma competição mundial em que os estudantes são

desafiados a apresentar soluções para problemas reais,

mudou-lhe a perspetiva. “Desenvolvemos um projeto de

recolha de óleo para reciclagem e, graças a isso, percebi

o que queria para minha vida.”

Marco não se imagina motivado com uma rotina diária.

Alicia-o a aprendizagem contínua e o desafio. “Ter uma

equipa em que todos lutam pelo mesmo objetivo, em que

há percalços e evolução, esta dinâmica apaixona-me.”

Desde que concluiu o curso, em 2010, Marco procura não

falhar as semanas académicas, porque gosta “sempre de

regressar às origens”. “É quase uma constante tentativa

de ir buscar o que já passou”, destaca.

ENCONTRO

ALUMNI 2014

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Ariana Ferreira

O espírito académico era muito unido

O curso de engenharia

mecânica trouxe a Ariana

Ferreira vivências de convívio

intenso e amigos para a

vida. Deu-lhe, também,

competências e convicções

para acreditar num futuro

profissional gratificante.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


“O meu avô era mecânico e o meu pai tem uma empresa

de metalomecânica. Eu cresci a mexer nos tornos, nas

máquinas, no aço, no óleo”, conta Ariana Ferreira. Depois

do curso tecnológico de mecânica, o fito estava numa

formação superior na mesma área. Em 2004, a UTAD figurou

no topo do boletim de candidatura. “Não tinha hipótese

de me afastar, porque tinha um menino pequenino.

Estando em Vila Real, num instante ia a casa, nas Pedras

Salgadas.”

Ao transpor os portões da academia, a sensação mesclou-se

de grandeza e espanto. “Achei a universidade

muito grande, com muitos edifícios, e lembro-me do ambiente

de árvores e jardins. Parecia um mundo à parte.”

Rapidamente entraria na engrenagem: matrícula feita, não

se furtou à praxe. Foi nessa atmosfera de reboliço e tropelias

que a caloira Frize conheceu os colegas.


Na sala de aula, Ariana era a única aluna e apesar de uma

docente lhe ter dito que engenharia mecânica não era

para mulheres, provou o contrário. Nos exercícios, como

soldar ou manobrar tornos, revelava até mais destreza do

que os colegas, pois “era uma coisa já familiar”.

“Nas outras universidades, não há a proximidade entre

professores e alunos como na UTAD. Conseguimos bater

à porta do gabinete e atendem-nos”, nota Ariana. Graças

a isso, a aquisição de conhecimentos deu-lhe mais confiança

no mundo laboral. “As bases estão cá todas e

em caso de dúvida, sabemos que temos aquele livro ou

aquele professor que nos poderá ajudar.”

As vivências académicas “de convívio e de amizade”

ainda estão muito presentes. “Trajei, praxei, participei em

todos os cortejos, trabalhei nas barraquinhas e pertenci

ao núcleo do curso praticamente desde o início.” O seu

grupo preferia a confraternização caseira aos bares e discotecas,

“a fazer tainadas, ver filmes e ficar no paleio até

às tantas”. “O espírito académico era muito unido e até

bastante saudável”, salienta.

Da passagem pela UTAD, Ariana recorda um desafio épico:

a participação na Shell Ecomarathon, uma competição

internacional de protótipos energicamente eficientes. “Foi

um projeto que me marcou muito. Em 2008, construímos

um carro de raiz com as nossas próprias mãos.” Conseguiram

patrocinadores, o kartódromo para os testes,

a atenção da imprensa e rumaram a França acreditando

que podiam chegar mais longe. Ariana foi incumbida de

pilotar “dentro de um caixote estreitinho, de fibra de vidro,

com pouca visibilidade e o motor mesmo atrás da cabeça”.

Só conseguiram classificar-se nos anos seguintes,

na Alemanha, mas “estavamos contentes porque tínhamos

conseguido deixar a nossa marca”.

Nas outras universidades, não há a proximidade entre

professores e alunos como na UTAD. Conseguimos

bater à porta do gabinete e atendem-nos

Em 2010, Ariana conclui o mestrado em sustentabilidade

e eficiência energética dos laboratórios do futuro Régia-

Douro Park. Já ao serviço da empresa onde trabalhava,

viria a contribuir para a melhoria do campus universitário,

equipando o biotério do novo edifício de Ciências Veterinárias

e renovando o bar de Ciências Agrárias. Hoje, a

engenheira mecânica está na Ramos Ferreira, empresa

de Vila Nova de Gaia, mas não descarta um doutoramento

na UTAD. “É aqui que me sinto bem, onde conheço os

professores e é aqui que será.”

Aos 30 anos, Ariana olha para a academia como a mediadora

para conhecer os seus melhores amigos e um porvir

mais seguro. “Representa o sítio onde fiz o maior sacrifício

da minha vida, que foi deixar o meu filho para vir estudar,

mas valeu a pena. A UTAD significa aquilo que, no fundo,

é a vida: temos de fazer um esforço muito grande para

sermos recompensados da melhor forma.”

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Filipe Pinto

A UTAD é muito vocacionada para o aluno

Eleito como o Melhor Artista

Português nos MTV EMA

2013, Filipe Pinto

licenciou-se em engenharia

florestal na UTAD.

Ficaram-lhe as saudades

das serras e das

churrascadas com os

colegas.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Daniel Faiões e Patrícia Posse (texto e fotografia)


“Sempre me identifiquei muito com a vertente ambiental,

mas a UTAD possibilitou-me um conhecimento aprofundado”,

realça Filipe Pinto. Desde tenra idade revelava

“um gosto especial pelos bichos, pela Natureza em si”.

A caminho da escola primária, inspirava os cheiros trazidos

pela primavera enquanto cantarolava em surdina.

Nas viagens à aldeia dos avós, no concelho de Sabrosa,

Filipe e a família paravam para “respirar um bocadinho”.

No verão, trocavam a praia pelo campismo.

Em 2007, Filipe estava destinado a deixar o Porto para

estudar em Vila Real. Na 1ª fase de candidaturas, as suas

preferências iam para o curso de audiovisuais, surgindo

ecologia aplicada em 5ª opção. “Esse foi o meu primeiro

curso na UTAD, mas estava insatisfeito e na 2ª fase, voltei

a insistir nos audiovisuais... Na 5ª opção, coloquei engenharia

florestal e entrei.” Enquanto procurava a secretaria


volta da fogueira para magustos ou churrascadas. “Esta

forma diferente de estar e o facto de ter as serras do Alvão

e do Marão muito perto fizeram-me apaixonar pelo curso.”

É incontornável não resgatar a primeira vez que viu nevar,

os jantares de curso precedidos de tardes no Alvão ou

as incursões noturnas à serra do Marão. “No Pioledo, havia

algo místico. O pessoal cumprimentava-se e era tudo

muito tranquilo e seguro”, acrescenta. No verão, Filipe e

os colegas faziam de conta que não havia aulas e rumavam

às Fisgas de Ermelo.

Sozinho e em casa, Filipe dedicava-se às suas atividades

extracurriculares de eleição: dedilhava a guitarra, compunha

e cantava. Tudo isso perdeu o recato em 2009, porque

duas amigas o inscreveram no concurso “Ídolos”.

“Os meus colegas souberam pela televisão e ficaram surpresos,

mas apoiaram-me muito”, relata.

A UTAD é muito vocacionada para os alunos.

Ensinou-me a trabalhar ao máximo e a esforçar-me

por conseguir os objetivos

para se matricular, viu vacas e tratores. O pensamento

que lhe ocorreu foi: “isto parece a aldeia do Obélix”.

Acabaria por ser praxado duas vezes, o que serviu para

“enrijecer” e tornar-se “uma pessoa mais sociável”. “Rebolávamos

muito, tipo queijo limiano, mas a praxe é estar

com as pessoas que estão ao nosso lado a passar pelo

mesmo. É a convivência que se cria que fica para a vida.”

Em ecologia, ficou conhecido como o caloiro “Olhos

D’Água” e a latada foi “daqueles momentos espetaculares”.

“Tínhamos de fazer ouvir a nossa voz como se estivéssemos

sozinhos”, lembra.

Houve, desde logo, uma ligação “quase familiar” com os

docentes. “O nosso curso acaba por ser bastante acolhedor,

porque somos poucos alunos. Se surgisse qualquer

dúvida para os testes, os professores estavam muito disponíveis.”

Fora da sala de aula, o relacionamento continuava

a ser de “convivência e fraternidade”, reuniam-se à

Os efeitos do mediatismo não tardaram, mas junto dos

colegas sentia “um nicho de proteção”. “Enquanto andasse

na rua, vinha tudo a correr. Com o pessoal, estava

tudo normal e tinha a paz que precisava.” O primeiro

autógrafo foi arrancado à saída de uma das cantinas da

UTAD, quando Filipe ia à boleia com um amigo que se viu

a obrigado “a travar a fundo para não atropelar” uma fã.

Vencido o concurso e antes de rumar à London Music

School, Filipe embrenhou-se no compromisso de concluir

a licenciatura. “A UTAD é muito vocacionada para os alunos.

Ensinou-me a trabalhar ao máximo e a esforçar-me

por conseguir os objetivos.”

Agora com 25 anos, Filipe vê o seu nome firmar-se no

panorama musical português. Em mãos, tem o projeto

“Planeta Limpo de Filipe Pinto”, que lhe permite cruzar as

suas paixões em nome de uma educação ambiental para

os mais novos.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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CURSOS

ENCONTRO ALUMNI 2014

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Oferta formativa acreditada e a

oOferecer em 2014/2015

Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias

Cursos de 1º Ciclo

Arquitetura Paisagista

Engenharia Agronómica

Engenharia Florestal / Ciências Florestais

Engenharia Zootécnica

Enologia

Medicina Veterinária (Mestrado Integrado)

Cursos de 2º Ciclo

Arquitetura Paisagista

Engenharia Agronómica

Engenharia Florestal

Engenharia Zootécnica

Segurança Alimentar

Cursos de 3º Ciclo

Ciência Animal

Ciências Agronómicas e Florestais

Ciências Veterinárias

Escola de Ciências Humanas e Sociais

Cursos de 1º Ciclo

Animação Sociocultural

Ciências da Comunicação

Economia

Educação Básica

Gestão

Línguas e Relações Empresariais

Línguas, Literaturas e Culturas

Psicologia

Serviço Social

Teatro e Artes Performativas

Turismo

Cursos de 2º Ciclo

Ciências da Comunicação

Ciências da Cultura

Ciências da Educação – área de especialização em Supervisão

Pedagógica

Ciências da Educação – área de especialização em Educação

Especial, domínio cognitivo e motor

Ciências da Educação - área de especialização em Animação

Sociocultural

Ciências Económicas e Empresariais

Ensino de Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino

Básico

Ensino de Biologia e de Geologia no 3º Ciclo do Ensino Básico

e no Ensino Secundário

Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário

Ensino de Física e de Química no 3º Ciclo do Ensino Básico e

no Ensino Secundário

Ensino de Informática

Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no

Secundário

Ensino de Português no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino

Secundário e de Espanhol nos Ensinos Básico e Secundário

Ensino de Teatro

Ensino do 1º e do 2º Ciclos do Ensino Básico

Gestão

Gestão dos Serviços de Saúde

Línguas Estrangeiras Aplicadas

Psicologia

Serviço Social

Cursos de 3º Ciclo

Ciências da Cultura

Ciências da Educação

Ciências da Linguagem

Estudos Literários


Escola de Ciências e Tecnologia

Cursos de 1º Ciclo

Comunicação e Multimédia

Engenharia Biomédica

Engenharia Civil

Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

Engenharia Informática

Engenharia Mecânica

Tecnologias da Informação e Comunicação

Tecnologias de Apoio e Acessibilidade

Cursos de 2º Ciclo

Comunicação e Multimédia

Engenharia Civil

Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas

Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

Engenharia Informática

Engenharia Mecânica

Estatística Aplicada

Tecnologias da Informação e Comunicação

Cursos de 3º Ciclo

Didática de Ciências e Tecnologia

Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

Informática

Escola de Ciências da Vida e do Ambiente

Cursos de 1º Ciclo

Bioengenharia

Biologia

Biologia e Geologia

Bioquímica

Ciência Alimentar

Ciências do Desporto

Engenharia do Ambiente

Genética e Biotecnologia

Química Medicinal

Reabilitação Psicomotora

Cursos de 2º Ciclo

Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre

Biologia

Biologia Clínica Laboratorial

Bioquímica

Biotecnologia e Qualidade Alimentar

Biotecnologia para as Ciências da Saúde

Ciências do Desporto com especialização em Avaliação e

Prescrição na Atividade Física

Ciências do Desporto com especialização em Atividades de

Academia

Ciências do Desporto com especialização em Jogos Desportivos

Coletivos

Educação Física e Desporto com especialização em Desenvolvimento

da Criança

Engenharia do Ambiente

Enologia

Gerontologia: Atividade Física e Saúde do Idoso

Gestão dos Recursos Naturais

Cursos de 3º Ciclo

Ciências da Terra e da Vida

Ciências do Desporto

Ciências Químicas e Biológicas

Genética Molecular Comparativa

Quaternário, Materiais e Culturas

Ciência, Tecnologia e Gestão do Mar

Geologia

Escola Superior de Enfermagem

Cursos de 1º Ciclo

Enfermagem

Cursos de 2º Ciclo

Mestrados ao abrigo da “Recomendação CRUP”

De acordo com a recomendação do Conselho de Reitores

das Universidades Portuguesas (CRUP), de 8 de janeiro

de 2011, os licenciados que tenham terminado as suas

licenciaturas ao abrigo do sistema de graus anterior ao

Processo de Bolonha e que tenham mais do que 5 anos

de experiência profissional relevante, poderão inscrever-se

num ciclo de estudos de mestrado da especialidade, solicitando

a creditação da componente letiva previamente

adquirida no âmbito da respetiva licenciatura, acrescida da

apresentação de uma dissertação ou, em alternativa, de

um relatório sobre a atividade profissional desenvolvida.

O “Relatório sobre a Atividade Profissional” acima referido

constará de uma descrição detalhada sobre a atividade

profissional do candidato, respeitando o disposto na alínea

b) do nº 1 do artigo 20º do Decreto-Lei nº 74/2006, de 24

de março, e a alínea a) do nº 1 do artigo 45º do Decreto-Lei

nº.115/2013, de 7 de agosto, e deverá demonstrar que o

candidato desenvolveu, durante a sua experiência profissional,

competências relevantes na área científica do curso

de 2º ciclo (Mestrado) a que se candidatou.

Enfermagem Comunitária

Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia

Enfermagem

Enfermagem da Pessoa em Situação Crítica

Enfermagem de Saúde Familiar

O candidato que reúna as condições para se submeter ao

processo de obtenção de grau de mestre ao abrigo da “recomendação

do CRUP”, à semelhança de todos os outros

candidatos de 2º ciclo em processo de preparação de dissertação,

relatório de estágio ou projeto, deve ser afetado

a um orientador, que deverá ser um doutorado pertencente

ao corpo docente da UTAD. Sob a sua orientação o candidato

preparará um plano sucinto do “Relatório sobre a

Atividade Profissional”, que submeterá à apreciação da

Direção do Curso e que deverá seguir os trâmites em vigor

na universidade.

A entrega do “Relatório sobre a Atividade Profissional” deverá

ser efetuada no prazo máximo previsto nos Cursos de

2.º ciclo em referência, sendo a apresentação e discussão

feita perante um júri nomeado pelo Conselho Científico da

Escola, sob indicação da Direção de Curso, em conformidade

com o Regulamento Pedagógico da UTAD.

Para mais informação, contatar:

Serviços Académicos da UTAD - dsa@utad.pt

ENCONTRO ALUMNI 2014

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portfólio

Semana do Caloiro – Caloirada aos Montes

Ser caloiro numa universidade será, muito provavelmente,

a maior das aventuras do início da vida adulta. É tempo

de aprendizagem, de descoberta, muitos pela primeira

vez saem do aconchego do lar e, deslocados e longe dos

pais, fazem amizades, descobrem que conseguem fazer,

e que podem ser o que quiserem. Por isso a semana do

Caloiro é um marco importante nesta etapa das suas vidas.

Tudo começa com a Monumental Serenata, sempre à

quinta-feira. E se antes era realizada na Capela Nova, agora

tudo se passa na Praça do Município. Os estudantes

formam um mar de capas negras que torna quente a noite

no aconchego das vozes que entoam belas melodias. E

juntos se emocionam. Mas este é apenas o princípio de

tudo. Nesta noite, e nas seguintes, continuam as atividades

que animam, não apenas os estudantes da UTAD,

mas também os visitantes e habitantes de Vila Real.

O Baile do Caloiro, ao domingo, impõe dress-code a rigor,

e assim comparecem no local marcado, de par ao lado,

para cumprir mais uma etapa da tradição. E como tudo

o que é bom chega ao fim, já diz a sabedoria popular, a

semana termina com a tradicional latada. Nesta, juntam-

-se os estudantes de todos os cursos e desfilam pelas

ruas de Vila Real, entre muito canto (barulho), animação

e muitas latas.

Em 2012 a Semana do Caloiro passou a ser denominada

“Caloirada aos Montes”. Pretendeu-se dotar este evento

com “maior identidade” e o nome surgiu para criar “uma

ligação entre os novos alunos e a Região de Trás-os-Montes

e Alto Douro”. A Imagem “é influenciada pelo relevo

das montanhas que dominam a região. Muitos dos alunos

da UTAD são deslocados e a integração não se dá

apenas no campus, mas também na comunidade que os

rodeia.”

Quisemos que recordassem algumas dessas aventuras e,

por isso, compilámos alguns dos cartazes representativos

dessas semanas, ao longo dos tempos.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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ENCONTRO ALUMNI 2014

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portfólio

JOGOS POPULARES INTER-UNIVERSITÁRIOS

Muito concorridos, reuniam inúmeros estudantes de várias

academias do país. Mais tarde, foram alargados ao

espaço ibérico e começaram a participar as Universidades

de Madrid e Santiago de Compostela.

O ano de 1988 foi especial. Os jogos tomaram uma dimensão

europeia e foi realizado um seminário europeu

sobre jogos tradicionais, no qual participaram cerca de

60 países.

Partir as Bilhas, Corrida de Cântaros, Subida ao Pau de

Sebo, Jogo da Farinha, Jogo das Varas, Jogo da Corda,

Jogo do Lenço, Jogo das Cavalitas, Jogo das Argolas,

Corridas de Sacos, Jogo da Reca, Jogo da Malha, são

apenas alguns exemplos de jogos realizados no campus

da UTAD, no Campo do Calvário, no Adro da Igreja do

Calvário, no Pioledo e na Av. Carvalho Araújo.

E como “Os jogos populares são uma das mais espontâneas

formas de expressão da alma de um povo. Neles

se exprime a necessidade do lazer, a alegria do trabalho

transfigurado em festa e a imaginação enriquecida por

uma experiência secular“ (In Jogos Populares Portugueses, de António

Cabral), aqui deixamos alguns cartazes da organização desses

jogos, que certamente trarão algumas, senão muitas,

recordações.

ENCONTRO ALUMNI 2014

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ENCONTRO ALUMNI 2014

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portfólio

antigos cartazes de semanas académicaS

A passagem pela universidade começa e termina num

abrir e fechar de olhos. Por isso, esta Semana assume

um papel de relevo. Chegados aqui é tempo de recordar

o que de bom se passou e aprender com o menos bom, é

tempo de festejar e queimar os “últimos cartuxos”.

A Semana Académica inicia-se, também, com a Monumental

Serenata, um dos momentos mais belos e emocionantes

para todos os estudantes da UTAD. Esta, que em

tempos se realizava na Capela Nova, decorre agora na

Praça do Município. A Avenida Carvalho Araújo transforma-se

com as capas negras e, famílias e amigos, acompanham

os estudantes nesta Serenata especial, pois é a

última. Por isso é hora de abraçar os amigos que, lado a

lado, se emocionam ao som das baladas que eternizam

aquele momento. A Serenata é a calma antes da tempestade,

o dia nostálgico antes da festa que se segue com os

tradicionais concertos e atuações musicais, entre outras

atividades diurnas e noturnas que preenchem a semana.

É o caso da Garraiada Académica que, num passado recente,

se destacava no cartaz. E quem tivesse coragem

suficiente para dominar o animal, podia dar um passo em

frente e tentar a sua sorte. Do espetáculo faziam parte vários

sketchs, normalmente protagonizados por elementos de

“Los Papa Vacas”, adornados com os seus fatos às riscas

tão identificativos como vistosos. “Los Papa Vacas” formaram

uma secção cultural da AAUTAD, entretanto extinta.

Mas nesta semana não pode faltar o tradicional Rally das

Tascas. Sempre em equipa, os estudantes percorrem as

ruas da cidade e o maior número de postos aderentes (os

melhores cafés e tabernas de Vila Real) e aí chegados

tem de beber e responder a perguntas sobre a UTAD e

cultura geral. Ganha a equipa que percorrer o maior número

de postos e acertar o maior número de perguntas,

tudo isto com muito convívio e diversão à mistura.

O Sábado é um dia muito especial. É o dia da consagração,

da família, dos amigos. Começa com a missa de

bênção das pastas. Segue-se a imposição das insígnias

e a queima das fitas. Estes momentos mobilizam famílias

inteiras, que querem estar presentes e partilhar estes momentos

tão especiais com os seus finalistas.

O Baile Académico é mais um momento alto. E, se

antes eram realizados dois bailes, um mais formal, o de

Gala, e o Académico, agora apenas o último é realizado,

sempre ao Domingo, dia de descanso nesta semana tão

agitada.

E após várias noites de diversão chega o dia em que o

Cortejo Académico sai à rua. Depois da azáfama da criação

dos carros alegóricos alusivos aos cursos, os finalistas

passeiam-se em cortejo, de cartola e bengala da cor

do curso, com muitos gritos e baldes de água fria, tudo

parte de um evento que diverte não apenas os estudantes,

mas também os visitantes e habitantes da cidade.

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ENCONTRO ALUMNI 2014

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álbum

fotos de antigos alunos

Já faz um tempo que eu não vos vejo

mas o que vivemos trago no meu peito

Não me esqueço de vocês (…)

Como faz bem reencontrar quem

tanto nos fez rir como ninguém

amigo não se esquece em vão

mesmo depois desse tempo que passou

Estou contente por te ver e reviver momentos que em

mim guardei

Reencontros de irmãos, sabem tão bem…

Tiramos fotos com cenários ridículos (…)

e agora o teu livro tem capítulos que eu não conheço

mas somos os mesmos (…) e não muda o apreço,

por todos os momentos eu te agradeço (…)

Reencontros

[adaptação do tema de David Cruz feat Sam The Kid & Elaisa 2014]

Estas foram apenas algumas das fotos que nos

chegaram e que aqui deixamos para que possam

reviver momentos de muita alegria.

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1ºPRESIDENTEDAASSOCIAÇÃO

DEESTUDANTESDOIUTAD

Aluno de Engenharia Agrícola, concorre à Presidência da Associação de

Estudantes do IUTAD em 1981.

Foi diretor da «Prado», a primeira revista da Associação de Estudantes do IUTAD.

Descrito como visionário por quem com ele se cruzou no IUTAD, teve sempre em

mente a importância do conceito “memória futura” e por isso incentivava aqueles

que ali trabalhavam a guardar e conservar tudo o que dizia respeito à atividade

da Associação de Estudantes.

Agostinho Silva Matos faleceu em dezembro de

2011. A sua família decidiu doar à UTAD um

espólio que remete para o seu tempo de

estudante. Trata-se de um conjunto de

documentos composto por certicados de

curso e de formação, desenhos e poesia de

sua autoria, fotograas, exemplares da Revista

Prado, projetos de disciplinas, apontamentos

de aulas, entre outros. Documentação que não

fala apenas da sua história, mas que também

representa parte da história do IUTAD e da

UTAD.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

agradece à família de Agostinho Silva Matos a

doação deste espólio.

Edição e Propriedade: Reitoria da UTAD – Quinta de Prados- 5000-801 Vila Real

Coordenação Editorial: Artur Cristóvão

Edição: Rosa Rebelo | GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem

Design gráco e paginação: Luís Gens | GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem

Redação: Rosa Rebelo | GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem

Fotograa: Isabel Sequeira | Setor de Fotograa da UTAD

Impressão: Núcleo Gráco SDB | UTAD

Tiragem: 500 exemplares

GABINETE ALUMNI

alumni@utad.pt

+351 259 350 562

/AlumniUTAD


IDENTIDADE DO ENCONTRO

2014

Quando foi pensada a realização deste encontro, selecionámos e divulgámos,

nas redes sociais, algumas fotografias relativas a Antigos Alunos da UTAD.

Percebemos que a maior parte dos seguidores identificava as situações e até

os protagonistas retratados nessas fotografias. Destacaram-se comentários

relativos a alunos ornamentados com uns curiosos fatos às riscas. Tratava-se

de elementos da seção cultural da AAUTAD, já extinta, “Los Papa Vacas”.

Normalmente provenientes de zonas do país onde a festa brava é tradição, os

elementos desta seção organizavam Garraiadas na UTAD e em outras

universidades. A partir destas fotografias e dos comentários obtidos surgiu o

conceito de identidade deste encontro: boas recordações, diversão, alegria e

festival de cores presentes nos fatos de “Los Papa Vacas”, associados aos

momentos bem passados na Universidade.

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