Programa correções Katia Lou

alineteatro

Governo de Minas Gerais e

apresentam

7º FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO

desafios da cena contemporânea

Espetáculos Nacionais e Internacionais

Teatro, Cinema, Atividades Formativas e Mais

18 a 29 de Novembro

em Diversos Espaços da Cidade

www.ruinascirculares.iarte.br

facebook.com/7festivalruinascirculares


desafios da cena contemporânea

7º FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO

É com muito alegria que temos a honra de convida-los para prestigiar o Festival Latino Americano de Teatro Ruinas

Circulares, que, em sua sétima edição, ganhou contornos especialíssimos.

Pela primeira vez, contamos com o patrocínio Petrobras, fato que muito além da enorme importância de tornar

exequível sua realização, agrega valor simbólico inestimável ao Festival, em virtude do fato de a Estatal ter se tornado, ao longo de

seu programa de patrocínio, uma das instâncias mais importantes no processo de consagração nacional de obras e projetos

artísticos.

Pela primeira vez, contamos com a Produtora Balaio do Cerrado como uma grande parceira, que, junto com a UFU,

assina a realização de nosso evento maior. E aqui, é preciso que se diga, o contato diário com as personalidades da Produtora

revelou-se de um grande fortunio: confiança, comprometimento, criação e alegria foram as bases que refundaram as relações

interpessoais e interinstitucionais, conectados todos com um proposito maior - oferecer a cidade um “acontecimento” singular que

só a esfera da arte pode proporcionar - a fruição estética e, por meio dela, o sentimento de pertencimento a uma comunidade e a

um modo de vida.

Pela primeira vez, teremos no curso do Festival a presença de um grupo de organizadores e curadores de festivais

nacionais e internacionais que virão com o objetivo de conhecer a produção teatral local para futuras negociações e intercâmbios.

Em face do horizonte de oportunidades que se abre para a internacionalização do teatro brasileiro, essa ação surge como uma

estratégia fundamental de conexão entre o local, o nacional e o internacional, ou seja, como um mecanismo tanto para inserir

Uberlândia no circuito dos grandes Festivais quanto para projeta-la como um polo de produção de obras teatrais.

Pela primeira vez, o Festival presta homenagem a um artista local. A edição de 2015 será dedicada ao nosso pequeno

grande ator: Grande Otelo! E para celebrar o centenário de seu nascimento, o Festival, pela primeira vez, adota entre suas

atividades uma Mostra de Cinema, que contou com a parceria de Iara Magalhães na sua organização. Além das chanchadas de

Otelo, teremos a exibição de um longa brasileiro de ficção “PERISCÓPIO”, dirigido por Kiko Goifman, produzido por Jurandir

Müller (PaleoTV),

Pela primeira vez, teremos dois espetáculos oriundos de cenas premiadas do Festival de Cenas Curtas, promovido pela

Escola Livre do Grupontapé. “Liquidados”, da Cia Líquida e “Rainha Desordem e Epop(é)ia da Mentira” do Carne Mamífera. A

participação no Ruínas era uma parte da premiação, caso a cena se desenvolvesse. E está aí o resultado. A articulação dos dois

festivais faz parte de uma estratégia que visa uma dupla finalidade: estimular a criação no teatro e dar visibilidade as obras

teatrais locais.

Pela primeira vez, teremos a oferta de uma Oficina de Dramaturgia, ministrada por Santiago Serrano, dramaturgo

argentino, que também é o autor da peca teatral “Noctluzes”, encenada pela Cia Plagio, de Brasília, que também integrará a

grade de programação do Festival. Além das montagens teatrais latino americanas, o Festival procura contemplar obras de

parcerias ou co-produção entre Brasil e outro país da America Latina.

O espetáculo de abertura do Festival procura homenagear o teatro mineiro por meio da presença de Teuda Bara, com

“Doida”, dirigida por Ines Peixoto, ambas atrizes do Grupo Galpão (MG) – um grupo que se tornou referência internacional no que

se refere ao trabalho e estética de “teatro de grupo”.


Na programação internacional, vamos contar com quatro espetáculos internacionais: “Un Payaso a Procura de la

Risa”, da Argentina; as montagens “Frida Kahlo «Viva la Vida»” e “Amaru, Una Y Mil Voces”, da Ikaro Teatro, do Peru; e “El

espectro que soy yo” da Vendímia Teatro, da Colômbia. Com relação à programação nacional, além do espetáculo de abertura,

teremos as presenças da já citada Cia Plágio com “Noctiluzes”, de Brasília/DF; Oco Teatro com “Lego - uma opera arquitetônica”,

da Bahia/SA; Cia Trama com “A alma encantadora das ruas”, de Belo Horizonte/MG; e Madgalena Rodrigues em “Rio da Lua”,

também de Belo Horizonte/MG. Na programação local e da região, além dos dois espetáculos premiados referidos acima, teremos

Grupontapé de Teatro com “Por de Dentro”, dirigido por Eduardo Moreira e Katia Lou; Confraria Tambor com “O grito”, dirigido

por Letícia Teixeira; e, Cia Teatro Sol com “Maria”, dirigida por Lídia, de Araguari/MG.

A curadoria do Festival ao propor como tema “Desafios da cena contemporânea” aposta numa programação que

contempla a multiplicidade de temas e formatos teatrais: espetáculos de clown, monólogos, montagens realistas, performativas,

formas híbridas, dentro de um espectro amplo que denominamos “cena contemporânea”, usado aqui em seu sentido mais trivial,

de algo que é “de nosso tempo”, e não com pretensões a um conceito estético que daria forma a um tipo determinado de obras

artísticas. Os recortes temáticos também são amplos: vai desde questões do sofrimento e alegria de viver, passando por referências

a acontecimentos históricos determinantes da vida coletiva, até a languidez da vida “besta” e o ser “gauche” típico do interior das

gerais.

Assim, a curadoria, como atesta o sentido etimológico do termo, que tem sua origem no latim "curator", e que quer

dizer "aquele que tem cuidado e apreço", zelou para que um fio, ainda que tênue, conectasse a programação com o nosso maior

problema: a vida do ser humano num mundo como o que se nos apresenta hoje. Que mundo é esse que habitamos?

Num mundo caótico, fragmentado, dominado pela tecnologia, marcado pela velocidade, e refém de um pequeno

grupo de conglomerados econômicos que ditam as cartas da política mundial, como é possível ao ser humano viver uma vida digna

de ser vivida? De que modo, as pessoas seguem organizando e levando suas vidas diante da impossibilidade de mudança

disfarçada de possibilidade infinita de mudança? Diante da sensação de impotência frente aos problemas sociais e políticos e

econômicos estruturais disfarçados de problemas individuais?

Frente aa maior complexidade da vida no mundo em que vivemos, as obras teatrais se nos apresentam como pequeno

oásis, fragmentos de entendimento e desentendimento do Outro perante um universo incompreensível, e que, por isto mesmo, nos

concerne e nos afeta. Não se trata de respostas aos problemas do mundo, mas antes de uma oportunidade de olhar o Outro no

mundo, e nesse movimento, olhar para si mesmo e para seu mundo. Ao se deparar com a “consciência de si” do Outro, suspeita-se

de uma “consciência de si” de si, talvez ainda débil, talvez ainda adormecida e inconsciente, mas de fato ali presente,

determinando nossa vida de forma imperceptível.

Realizar um Festival não é apenas realizar um “evento”. Quando se trata de um acontecimento continuado, com uma

frequência regular, como no nosso caso de forma anual, a dimensão do acontecimento se torna muito incomensurável: é uma

oportunidade para a classe artística e a cidade pensar-se a si mesma. É fruição e formação; é aprender prazerosamente; é festa e

diversão; e uma ocasião especial para escapar do ambiente ordinário e se alçar a alturas inimagináveis tanto pela compressão do

tempo devido a inúmeras atividades quanto por meio daquele fio de poeira que paira no palco. Por tudo isso, o acontecimento

teatral é único e inesquecível.

Ainda temos muito por fazer, mas por ora vamos celebrar a vida e o teatro.

EVOÉ!

Yaska Antunes


Doida

Teuda Bara (Belo Horizonte - MG)

Toda manhã os meninos desciam para tomar banho no riacho e pegar passarinhos. Mas era bom

passar pela casa da Doida e provoca-la. Gerações sucessivas de moleques passaram pela casinha,

miraram as vidraças e lascavam pedras. E a Doida respondia furiosa. Toda cidade tem seus doidos.

Quase toda família os tem. “Doida” é uma visita do espírito de minas à casa da loucura. O outro

lado, para além das paredes desgastadas daquela casa que, apesar dos ares de abandono, é ainda

habitada. Mas quem a habita, e quais são seus hábitos? A doida poderia ser o próprio anjo torto,

revelando outras realidades e nos convidando para o lado gauche da vida.

ESPETÁCULOS

LEGO: Uma ópera arquitetônica

Oco teatro laboratório (salvador - ba)

LEGO é uma casa de tubos de PVC construída e desconstruída em meio a uma praça pública, em uma

estação de trem, em um fábrica em pleno funcionamento, na saída de um grande número de

pessoas de uma fábrica, de uma empresa, em uma estação de ônibus. Em lugares onde há um

grande movimento de pessoas. LEGO é uma intervenção que atravessa a sociedade, desenvolvendo

o tema da vida em duas poéticas, a Poética da Paz e a Poética da Guerra. Acontecendo em uma casacidade,

em uma cidade-casa, primeiro estruturada, depois destruída. Como vivemos as memórias,

as ausências, as perdas, os desaparecimentos. Como vivemos as opressões sociais, a vigília, os

sonhos, a solidão.

FRIDA KAHLO «VIVA LA VIDA»

Teatro Ikaro (Perú)

A obra retrata um dia na vida de Frida Kahlo. Começa com os preparativos para a festa que ela

pensa em dar em honra ao dia dos mortos, e vai levando o espectador por diferentes momentos de

sua vida, de seu sentir, mostrando suas ideias e seu modo particular de viver neste mundo. Vemos

todas as faces de Frida, Frida menina, mulher, esposa, amante, artista, filha, mas principalmente

vemos Frida lutadora, uma mulher que apesar de seus "impedimentos" físicos e imobilidade de seu

tempo, soube superá-los para nos entregar a maravilha de sua pintura e seu ser. Um espetáculo

onde nos é mostrado o espírito de Frida.


POR DE DENTRO

Grupontapé de teatro (Uberlândia - MG)

“Por de Dentro” inaugura nova fase de maturidade do Grupontapé, que completa 20 anos de

estrada. Inspirado no universo roseano, o novo trabalho do grupo aborda questões universais do

humano, sob a ótica do homem de Minas Gerais. “POR DE DENTRO” é um mergulho na

ancestralidade do homem de Minas Gerais, com seus anseios, desejos, idiossincrasias e visões de

mundo. Com humor e poesia, seis atores se revezam entre personagens e narradores, contando

histórias de um universo rural particular e que traz em si a universalidade de questões existenciais

ligadas ao amor, ao sexo, à existência, à dualidade entre homem e mulher, à relação do homem

com a natureza.

amaru, una y mil voces

Teatro Ikaro (perú)

Antes do início da rebelião Túpac Amaru pergunta as folhas sagradas da coca sobre as vicissitudes

da guerra, e mesmo sabendo que vai encontrar a morte, irá em busca da vida . Ele tinha o apoio de

pessoas com convicções firmes , mas também haviam aqueles que duvidaram de sua causa . Jose

Gabriel esgotara as suas reivindicações às autoridades espanholas e não tendo nenhuma resposta

a suas demandas, a decisão de fazer a grande rebelião se faz inadiável. 4 de novembro seria a data

de inicio. Quanto tempo ainda ouviremos as batidas do seu coração? Uma obra comovedora, desde

o sofrimento e a alegria de viver.

a alma encantadora das ruas

grupo trama (contagem - MG)

Rua: do latim ruga, sulco, espaço entre as casas e as povoações por onde se anda e passeia, segundo

os dicionários... Mas a rua é muito mais... uma complexa obra construída pelo homem, cada rua

possui uma personalidade própria, uma singularidade e também o poder de construir ou

transformar os homens... a rua pulsa sem cessar, tem vida. A alma encantadora das ruas é uma

poesia que convida a pensar sobre este espaço urbano de convivência humana.


noctiluzes

cia. plágio (brasília - df)

Em um píer de um pequeno vilarejo três desconhecidos se encontram durante uma madrugada.

Depois deste encontro inesperado e cheio de revelações a vida desses homens não será mais a

mesma. O encontro improvável em uma situação limite traz à tona mágoas e afetos submersos.

Cada um tem seus próprios motivos para estar ali e queriam estar sozinhos, mas a presença dos

outros causa um incômodo que eles precisam negociar até atingir seus propósitos.A peça fala sobre

as marcas e cicatrizes que a vida nos cria. Das dores e curas causadas pelas relações. São

sentimentos inerentes ao ser humano, porém corrompidos pela vida. Alguns valores incrustados

pelos pais e pelo meio, são difíceis de serem quebrados. Somente a colisão destes personagens será

capaz de quebrá-los.

maria

cia. sol (araguari - MG)

Maria das Graças é uma jovem sonhadora de família rica que perdeu seus pais quando pequena.

Apoia-se na fé como estímulo de luta pela vida, já que a igreja junto ao padre Otávio é a única

recordação que a aproxima dos pais. A menina tem suas irmãs, como seu círculo vicioso do

perfeccionismo: Maria das Dores, Maria do Socorro, Maria José e Maria João. Em uma conversa com

suas irmãs, Maria “entendeu sua real vocação”, e desde então não irá sossegar até provar para

todos sua santidade. Seria mesmo Maria das Graças uma santa? Ou apenas uma menina de 17 anos

ingênua, que teve de lidar com a solidão muito cedo? Ela é dinâmica, tão eficiente em suas ações

sobre o mndo externo que desenvolve sua própria realidade e com ela consegue chegar ao extremo,

à loucura.

rainha desordem e epopéia da mentira

carne mamífera (uberlândia - MG)

A performance consiste em sobreposições de camadas fragmentadas entendidas como uma mórula

que agência os pedaços de corpos-imagens-ruídos-textos-vídeos-instalação-performance... Em

processo de atualizar maneiras e encontros com o mundo das grandes subvertendo para maneiras

menores de invenções “politicas”.


Un payaso a procura de la risa

santiago foresi (argentina)

Tony Fratello vai para a cena, roda seu grande baú e... começa a apresentação. De repente, tudo

pode ser engraçado, e simplesmente humano, e todos podem ser crianças novamente. O palhaço

tem um objetivo: conquistar sorrisos e o prazer de rir e de ser livre por meio de uma gargalhada, e

para conseguir isso trouxe em seu baú os melhores números de circo, acompanhado por uma bela

seleção musical, executada com seu acordeon. Durante sua apresentação, realiza diferentes

números de habilidades circenses, recheados de momentos poéticos e situações cômicas. Como por

exemplo.... a menor bicicleta do mundo, a orquestra do público, abdominais verticais, “al diábolo”,

entre outros. Um espetáculo com o riso solto e emoção a flor da pele. Ocupem seus lugares e

desfrutem de Tony Fratello... um palhaço em busco do riso.

liquidados

cia. liquida (uberlândia - MG)

Uma festa. Um casal. Ela, ex-atriz. Ele, diretor teatral. Um brinde ao amor, ao teatro e ao momento

pelo qual aguardam ansiosamente. Durante a espera, entre regozijos e tragédias, cães, cigarros e

uma tempestade, rememoram e compartilham com os convidados recortes marcantes da vida

conjugal e artística.

o grito

confraria tambor (uberlândia - MG)

A história se passa em um dia de trabalho no teatro. Num ambiente homonormativo, cinco atores e

um diretor ensaiam uma peça. Apesar de satisfeitos com o resultado artístico, a falta de dinheiro vai

se estabelecendo como possível impedimento à realização do trabalho que teria sua estreia

marcada para daí a dez dias. Sob uma lente de aumento, o cotidiano dos atores e diretor é revelado

ao público: aquecimento corporal, construção de personagem, improviso, repetição, criação de cena

e tudo mais que constitui o ofício do artista de teatro. Com forte senso crítico e muito humor os

artistas entram e saem de seus personagens às claras para os olhos da platéia, dividindo com ela

seus prazeres e aflições. Devido ao acirramento das dificuldades financeiras o grupo oscila entre o

cancelamento da estreia ou o comprometimento radical de realizar a peça “no peito e na raça”.

Envolvidos num jogo de cena que ora mistura, ora separa a realidade e a ficção, os atores desnudam

suas questões pessoais, seus olhares para o mundo e sua intensa, divertida e amorosa relação com o

teatro.


el espectro que soy yo

fundación vendímia (colômbia)

Montagem realizada para ser compartilhada por públicos de várias origens, naturezas, idades,

procedências e configurações. Basicamente responde à pergunta: quem é alguém como ser

humano e como artista? Como projeto de pesquisa partimos de questões relacionadas com a

origem familiar e durante o processo foi fundamental compreender que muitos de nós viemos

dos camponeses e setores rurais, e, portanto, não podemos deixar de perguntar: quem somos

nós como artistas; matachines, espantalhos, aparências , palhaços, burleteros que não escutam

e renegam a existência? Talvez tudo isso, mas na cena inventamos uma outra maneira de viver

a nossa realidade.

Rio da Lua

magdalena rodrigues (Belo Horizonte - MG)

Este espetáculo “Rio da Lua” nasceu do espaço real que existe entre o que se pensa pertencer à

imaginação e a concretude insana do julgamento do que venha a ser a lucidez. Inspirado na

poesia sofrida de uma interna, não somente na frieza do hospício, mas na intolerância lúcida de

uma sociedade carente de simplicidade, Rio da lua quer honrar àqueles que nem precisam

inserir-se no cotidiano do vai e vem de todo dia . Eles existem, comem, bebem, tomam banho,

vestem, calçam,parece que choram, riem, mas não opinam, estão dispensados da geração do

capital e do trabalho.Mas enxergam, escutam, sentem fome, sede ,cansaço, de alguma maneira

sabem, alguns falam , outros somente emitem sons de uma trilha sonora composta na pureza

do seu coração .


conferências

Dramaturgias latino americanas

Santiago Serrano (Argentina)

Dramaturgo argentino. Psicoanalista, licenciado em Psicologia na Universidade de

Buenos Aires. Psicodramatista e Coordenador de Grupos de graduação da Escola de

Psicodrama de Tato Pavlovsky. Inicou sua carreira autoral em 1978 e realizou sua

residência como escritor no Conservatório Nacional de Arte Dramática (Argentina). Em

1991, com sua obra “Dinossauros” recebeu o prêmio de Melhor Obra Original no Festival

de Teatro do Centro Cultural Gral. San Martín. Em 2005 foi traduzida e montada em

Brasília pelo Grupo Cena e apresentada nos Festivais de Londrina e de São José do Rio

Preto. Sob direção de Guilherme Reis, o grupo Cena também estreou a obra “Fronteiras”

em Brasília. No ano de 2001, foi premiado no 4º Concurso Nacional de Obras de Teatro

Breve do Instituto Nacional de Teatro por sua obra “Se mira y no se toca”. Em março de

2004, TeatroxlaIdentidad seleciona sua obra “El Morales”. Em março de 2005 obtém o 2º

lugar com sua obra “Sexualmente hablando” no prêmio da Competição Internacional de

teatro da cidade de Requena (Espanha) organizado por CAT Arrabal.

perspectivas para o teatro mineiro

Bernardo Novais da Mata Machado (Belo Horizonte - MG)

É historiador e cientista político (UFMG), pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP) desde 1977,

onde se especializou na história social, política, econômica e cultural de Minas Gerais e,

posteriormente, em políticas públicas de cultura. Na FJP dirigiu o Centro de Estudos Históricos e

Culturais (1992-93). No município de Belo Horizonte foi secretário adjunto da cultura (1993-96),

membro do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município (1993-2008), diretor do

Centro de Cultura Belo Horizonte (1977-98) e diretor da Fundação Municipal de Cultura (2005-08).

De 2009 a 2014 esteve em disponibilidade para o Ministério da Cultura, onde foi Diretor do Sistema

Nacional de Cultura e Programas Integrados e Secretário de Articulação Institucional (substituto).

Nessa condição presidiu o Conselho Nacional de Política Cultural. Desde janeiro de 2015 exerce o

cargo de Secretário de Estado Adjunto da Cultura.


"PERSPECTIVAS PARA O TEATRO MINEIRO"

BERNARDO DA MATA MACHADO (SECRETÁRIO ADJ. DE CULTURA)

UFU - BLOCO 3M - SALA DE INTERPRETAÇÃO

"DRAMATURGIAS LATINO AMERICANAS"

SANTIAGO SERRANO (ARGENTINA)

UFU - BLOCO 3M - SALA DE INTERPRETAÇÃO

LEGO UMA ÓPERA ARQUITETÔNICA

OCO TEATRO (SALVADOR - BA)

PRAÇA CLARIMUNDO CARNEIRO

TE - MG)


20H ESPETÁCULO

FRIDA «VIVA LA VIDA»

GRUPO ÍKARO - PERÚ

TEATRO RONDON PACHECO

22H ESPETÁCULO

POR DE DENTRO

GRUPONTAPÉ (UBERLÂNDIA - MG)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

20H ESPETÁCULO

AMARU - UNA Y MIL VOCES

GRUPO ÍKARO - PERÚ

TEATRO RONDON PACHECO

22H ESPETÁCULO

A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS

GRUPO TRAMA (CONTAGEM - MG)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

20H ESPETÁCULO

A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS

GRUPO TRAMA (CONTAGEM - MG)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

22H BAR CULTURAL

20H ESPETÁCULO

NOCTILUZES

CIA PLÁGIO (BRASÍLIA - DF)

TEATRO RONDON PACHECO

22H ESPETÁCULO

A ALMA ENCANTADORA DAS RU

GRUPO TRAMA (CONTAGEM - MG

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

TERÇA (24/11) QUARTA (25/11) QUINTA (26/11) SEXTA (27/11) SÁBADO (28/11)

A

O

9H OFICINA DE DRAMATURGIA

SANTIAGO SERRANO

(ARGENTINA)

UFU - BLOCO 3M - ENCENAÇÃO

9H OFICINA DE DRAMATURGIA

SANTIAGO SERRANO

(ARGENTINA)

UFU - BLOCO 3M - ENCENAÇÃO

)


14H OFICINA MAPA FÍSICO

LUIS ALONSO

OCO TEATRO (SALVADOR - BA)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

14H OFICINA MAPA FÍSICO

LUIS ALONSO

OCO TEATRO (SALVADOR - BA)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

14H COMPARTILHAMENTO

CIA SOL / CARNE MAMÍFERA

UFU - BLOCO 3M

SALA DE INTERPRETAÇÃO

17H ESPETÁCULO

UN PAYASO A PROCURA DE LA

RISA

SANTIAGO FORESI (ARGENTINA)

PRAÇA CLARIMUNDO CARNEIRO

14H MOSTRA DE CINEMA GRANDE OTELO

A ERA DAS CHANCHADAS

FILMES E DEBATES

MUNA - MUSEU UNIVERSITARIO DE ARTES

16H ENCONTRO COM ANGELO OSWALDO

SECRETARIO ESTADUAL DE CULTURA

17H ESPETÁCULO

UN PAYASO A PROCURA DE LA RISA

SANTIAGO FORESI (ARGENTINA)

PRAÇA CLARIMUNDO CARNEIRO

20H LANÇAMENTO FILME

PERISCÓPIO - DE KIKO GOIFMAN

DEBATE AO FINAL COM O

DIRETOR

MUNA - MUSEU UNIVERSITÁRIO

DE ARTES

20H ESPETÁCULO

MARIA

CIA. SOL (ARAGUARI - MG)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

22H PERFORMANCE

QUINTA DRAMÁTICA

20H LEITURA DRAMÁTICA

ELES NÃO USAM BLACK-TIE

GRUPO DE PESQUISA PÉTALA

(UBERLÂNDIA - MG)

20H ESPETÁCULO

LIQUIDADOS

CIA LIQUIDA (UBERLÂNDIA -

MG)

ESCOLA LIVRE DO GRUPONTAPÉ

18H CORTEJO CÊNICO

CLARIMUNDO CARNEIRO AO TEATRO GRANDE OTELO

HOMENAGEM

20H ESPETÁCULO

O GRITO


oficinas

oficina de dramaturgia:

O foco da palavra

Santiago Serrano (Argentina)

Um espaço de intercâmbio e criação, dirigido a atores, diretores e dramaturgos, onde

procuraremos mergulhar na palavra no espaço teatral como ferramenta de troca e

mobilização.

Mapa Físico: Corpus do atuante

de um sistema líquido

luís alonso - Oco Teatro (salvador - ba)

A partir da experiência no campo da praxis teatral e seu vínculo com outras artes junto a uma

definição de espaços líquios demarcados pelas suas liminaridades entre arte e vida, é que crio a

denominação de Atuante de um Sistema Líquido para a realização deste curso. Desvendar o

fenômeno do corpo vivo e presente em um autêntico estado de “confrontação” com o outro é um dos

objetivos fundamentais.


MOSTRA DE CINEMA GRANDE OTHELO - NA ERA DAS CHANCHADAS

Curadoria: Karla Bessa, Iara Helena Magalhães e Yaska Antunes.

A curadoria dos filmes foi feita com especial esmero a fim de trazer à luz uma parte importante de nossa historia filmográfica:

a “era das chanchadas” do cinema brasileiro que com sua energia eletrizante, sua alegria, seu brilho, sua opulência, sua

despretensão, arrebatou e alegrou o coração de uma geração inteira de brasileiros. Num outro nível, as potencialidades da

chanchada nos ajudam a compreender um pouco melhor as relações raciais nos idos 1930-50, em que o humor surge de forma

singular ao expressar a um só tempo a harmonia e o conflito e o lado perverso das relações raciais no Brasil.

CORTEJO

Para homenagear nosso ilustre artista, acontecerá um CORTEJO para o qual convidamos todos a participar. A saída será da

Praça Clarimundo Carneiro e percorrerá as avenidas da cidade até o Teatro Grande Otelo, num ato festivo de reverência à sua

memória.

Sábado, 28/11 às 18h

Praça Clarimundo Carneiro


filmes

MOSTRA DE CINEMA GRANDE OTHELO - NA ERA DAS CHANCHADAS

PROGRAMAÇÃO

22/11

1 - ASSIM ERA A ATLÂNTIDA

Documentário / 1975 / 1h35

Direção: Carlos Manga;

Sinopse : Documentário sobre as chanchadas do tempo da Atlântida,

com cenas de todos os filmes que a empresa possuía em seu arquivo e

depoimentos de atores falando sobre aqueles tempos.

2-OTELO

Cinema de arquivo / 2005 / 7 minutos

Direção: Angelo Defanti

Sinopse: Carlos Sebastião Prata Filho assiste, pela primeira vez, uma

entrevista concedida em 1963 por seu pai: Grande Otelo. Ao lado de

seus quatro filhos, Grande Otelo fala sobre sua primeira incursão no

teatro. Roquete Pinto, o entrevistador, começa então a fazer perguntas

aos meninos e registra momentos inesperados.

Debatedores:

Karla Bessa

Iara Helena Magalhães - Administradora da Casa da Cultura de

Uberlândia.

28/11

14h 1- GRANDE OTELO: O GÊNIO NEGRO DA ARTE BRASILEIRA

52 min

Caminhos da Reportagem celebra o centenário de nascimento do ator.

Debatedores:

Márcio Alvarenga - Radialista, Jornalista / UFU

Lu de Laurentiz - Diretor de Cultura / UFU

29/11

14h 1- TAMBÉM SOMOS IRMÃOS

Ficção/ 1949/ 1h25min

Direção: José Carlos Burle

Sinopse: Um viúvo cinquentão, que não pode ter filhos, adota quatro

crianças: duas brancas e duas negras. Na infância tudo correu bem, mas

com o correr do tempo as coisas foram se modificando. As limitações aos

negros vão se acentuando e chegam a tal ponto que se transformam em

verdadeiras humilhações.

Debatedores:

Tadeu Pereira dos Santos - Pesquisador

Gilmar Alexandre da Silva - Pesquisador

16h 2- TUDO É BRASIL

Documentário / Cinema de arquivo / 1997 / 1h23min

Direção: Rogério Sganzerla

Sinopse: O documentário mostra imagens inéditas da passagem do

cineasta Orson Welles pelo Brasil, na década de 40. No longa, temos os

bastidores do documentário It's All True, dirigido por Welles. No Rio,

durante o carnaval. Há momentos de troca de sorrisos entre ele e

Carmem Miranda, João Gilberto cantando O Samba Mandou me

Chamar, cenas de Ary Barroso, Dorival Caymmi, Grande Otelo, Dalva de

Oliveira.

Debatedores:

Tadeu Pereira dos Santos - Pesquisador

Gilmar Alexandre da Silva - Pesquisador

LANÇAMENTO NACIONAL DE FILME BRASILEIRO:

Curadoria: Iara Magalhaes

24/11, 19h30

PERISCOPIO, de Kiko Goifman | 2013 | Brasil | cor | 82 min.

Local: MUnA - Museu Universitário de Artes

Debate ao final com o diretor Kiko Goifman

Sinopse

Dois homens em um apartamento. Brigas, conflitos, ironia. Eric, 76

anos e Élvio, 43, não se suportam. O mais jovem é um misto de

assistente, secretário e enfermeiro do mais velho. Em um cenário no

qual o mundo lá fora parece não existir, sobram provocações. O

tempo está imobilizado, suspenso e o tédio media a relação entre

eles. Não existe uma gota de esperança e eles parecem estar apenas

à espera da morte. Até que, subitamente, surge um estranho objeto

do apartamento de baixo. Tudo se modifica.

Direção: Kiko Goifman / Roteiro: Kiko Goifman e Jean-Claude Bernardet /

Empresa Produtora: PaleoTV / Produção: Jurandir Müller / Produção

Executiva: Evelyn Margareth Barros / Fotografia: Julia Zakia / Montagem:

Vânia Debs e Olívia Brenga / Elenco: João Miguel e Jean-Claude Bernardet

Apoio Cultural: Bella Sicília Ristorante, Dicult/ UFU, NovaMídia,

MUNA, Secretaria Municipal de Cultura, Sahtten Comida Árabe.


leituras dramáticas

e compartilhamentos

QUINTA DRAMÁTICA

Texto: "Desaparecidos»

Autor: Claudia Eid Asbún (Bolívia)

TRUPE DE TRUÕES

Texto: “Eles não Usam Black-Tie”

Autor: Gianfrancesco Guarnieri (Brasil)

Grupo PÉTALA e Cia Grande Otelo


locais

UFU - Universidade Federal de Uberlândia

Av. João Naves de Ávila, 2121 - Santa Mônica

MUnA - Museu Universitário de Artes

Rua Coronel Manoel Alves, 309 - Fundinho

Teatro Rondon Pacheco

R. Santos Dumont, 517 - Centro

Escola Livre do Grupontapé de Teatro

R. Tupaciguara, 471 - Nossa Senhora Aparecida

Ponto dos Truões

Av. Ana Godói de Souza, 381 - Santa Mônica


expediente

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