Views
8 months ago

Revista Vida, Solidariedade, Sardoura - 2ª Edição

Como era viver na Síria

Como era viver na Síria antes da guerra? (Ahmad) - No nosso caso, viver na Síria era muito bom, eu era dono de uma loja de venda e reparação de produtos eletrónicos, tínhamos habitação própria junto à loja, localizada no centro de uma grande cidade. Até casarmos a Hasna trabalhava como costureira, mas após o casamento deixou de trabalhar porque os meus rendimentos eram suficientes para a nossa família. O que mudou nas vossas vidas com o início do conflito? Tudo. A nossa casa e a loja foram bombardeadas. Mudamos para uma cidade mais pequena onde viviam os meus pais e onde abri outra loja. Passados 7 meses esta cidade também foi atacada e destruída e mudamo-nos para a casa dos pais da Hasna e por lá ficamos 1 ano e 4 meses. Durante este período não havia rede elétrica e os preços dos bens de primeira necessidade, como o pão a água e o leite, dispararam. Não haviam médicos e os serviços de saúde eram prestados por enfermeiros pouco qualificados. Com estas circunstâncias e a Ayat muito pequena, entendemos ir para a Turquia. Porquê a Turquia como destino? Primeiro, porque é um país que faz fronteira com a Síria e haviam redes organizadas que permitiam CSSMS Entrevista Família refugiada proveniente da Síria, acolhida pelo CSSMS, composta por um casal, com uma filha e à espera do segundo. Ahmad com 31 anos, Hasna com 28 e Ayat com 5 anos. a entrada na Turquia a troco de dinheiro. Para além disso, eram um país com muitas oportunidades de trabalho e a língua falada não era um obstáculo. Quanto tempo permaneceram na Turquia e como era o vosso quotidiano? Estivemos lá durante 1 ano e 2 meses. A vida na Turquia não era fácil, trabalhava muitas horas por dia e ganhava menos que Turcos. Com o passar do tempo, fui-me apercebendo que a situação de conflito na Turquia era eminente e portanto não era o local mais seguro para a minha família. Voltamos a fugir, desta vez para a Grécia. Conseguiram encontrar na Grécia respostas às vossas expectativas? Fomos para a Grécia na expectativa de conseguir entrar na União Europeia e assim poder circular de forma livre na esperança de recomeçar uma nova vida num país com paz e segurança para a minha família pois a Ayat tinha apenas 4 anos e a Hasna estava grávida. No entanto à chegada à Grécia encontramos barreiras à nossa passagem. Devido ao enorme fluxo de refugiados tinha sido criado o Sistema de Recolocação de Refugiados, ao qual aderimos porque acreditávamos que seria a melhor forma de poder entrar e permanecer na UE. 14 Qual a vossa opinião sobre o Sistema de Recolocação de Refugiados da Comissão Europeia? Na nossa opinião, foi uma grande ajuda, tendo em conta que, após verificarem a nossa condição de refugiados da Síria, garantiramnos alimentação e alojamento ate à recolocação, ficamos alojados num quarto por sermos uma família com uma criança. O sistema apresentou nos uma lista de países que acolhem refugiados para escolhermos as nossas preferências. Como temos familiares e amigos na França e Suíça preferíamos esses países. Como reagiram quando vos foi comunicado que Portugal iria ser o país de acolhimento? De uma forma muito natural, porque o nosso interesse era ter um sítio para recomeçar a vida em família. Não conhecíamos o país, mas tenho uma prima que mora em Espanha e contou nos que era um país calmo, mas que para trabalhar e poupar dinheiro era difícil e no qual existem muitos jovens a sair do país à procura de emprego. Quais foram as primeiras impressões de Portugal, Castelo de Paiva e da Instituição acolhedora (CSSMS)? Fomos muito bem recebidos mas os primeiros dias não foram fáceis. Muitos dos nossos amigos foram para cidades grandes como Lisboa e o Porto e nós viemos sozinhos para Castelo de Paiva. O CSSMS disponibilizou uma casa para a nossa família e tem sido muito importante na nossa integração pois acompanharam-nos ao centro de saúde, segurança social e finanças. As técnicas do CSSMS tem estado sempre disponíveis e prontas para nos ajudar. Como esta ajuda tem duração de 2 anos. O que esperam alcançar durante este período? Primeiro quero que a minha família se sinta bem feliz. Quero aprender português para poder arranjar trabalho e sustentar a minha família. Entrevista realizada em Inglês ao Ahmad e posteriormente traduzida. RevistaVidaSSjunho16Grafica.indd 14 23-09-2016 23:21:17

Ingredientes: Sugestões dos Formandos 250g de açúcar 1,25dl de água 125g de coco ralado 8 gemas de ovos Raspa da casca de meio limão Cerejas cristalizadas ou em calda para decorar Ingredientes: 500 g de açúcar 50 g de farinha 10 g de fermento em pó 1 laranja grande (raspa e sumo) 15 g de manteiga derretida 10 ovos Ingredientes: 200 ml de natas frescas para bater 6 ovos 200g de bolacha maria ralada 40g de açúcar 80g de açúcar 130g de açúcar 1 casquinha de limão 1 pau de canela Amêndoa torrada picada q.b. (opcional) Miminhos de Coco Preparação: Misture o coco com as gemas e a raspa de limão. Ferva a água com o açúcar durante 3 minutos. Deite o açúcar em fio sobre as gemas e o coco, mexendo sempre. Unte as formas com margarina e polvilhe-as com açúcar. Coloque meia cereja em cada forma e encha-as com o preparado anterior. Ponha um pano embebido em água dentro do tabuleiro e coloque as formas em cima do pano. Leve a cozer em forno médio durante cerca de 45 minutos. Quando os retirar, verifique se estão cozidos (em creme) tentando desenformar um. Torta de Laranja Preparação: Misturar o açúcar, a farinha e o fermento em pó. Juntar a raspa e o sumo de laranja. Adicionar os ovos e misturar bem. Antes de colocar no forno, juntar a manteiga. Untar uma forma e colocar o papel vegetal (também untado). Colocar no forno e deixar cozer durante aproximadamente 25 minutos (numa temperatura de 225 graus). Retirar do forno, colocar açúcar por cima e enrolar. Natas do céu Preparação: Parta os ovos e separe as gemas das claras. Mexa as gemas com um garfo. Num tacho leve ao lume 130 ml de água e os 130g de açúcar. Mexa e quando entrar no ponto de ebulição, deixe ferver durante 5 minutos. Passado os 5 minutos, retire apague o lume e deixe arrefecer um pouco. Junte a calda morna às gemas mexendo bem. Leve novamente ao lume e deixe cozinhar em lume moderado, sem parar de mexer. Logo que as gemas engrossem e antes de começar a ferver, apague o lume e mexa mais um pouco para que as gemas não cozam. Deixe arrefecer o doce de ovos. Depois do doce de ovos frio, bata as natas até que fiquem consistentes. Enquanto bate, adicione aos poucos os 40g de açúcar e bata até que fique chantilly. Bata as claras em castelo bem firmes. Sem parar de bater, adicione os 80g de açúcar e bata até que fique um merengue consistente. Envolva muito bem o chantilly com o merengue até que fique um creme homogéneo. Em taças ou em copos, coloque camadas alternadas de bolacha maria picada, creme de ovo e de creme branco. 15 RevistaVidaSSjunho16Grafica.indd 15 23-09-2016 23:21:17

Revista LiteraLivre 2ª Edição
Revista +Saúde - 2ª Edição
REVISTA ACIRA 2ª EDIÇÃO NATAL
Revista Resultados Oficiais 2ª edição - Português
2ª Edição (2002) - ANPHLAC
2ª Edição da FGR em Revista - Fundação Guimarães Rosa
Revista Auto Guia ES 2ª Edição
Livreto Uma Vida a Serviço dos Migrantes - 2ª Edição.p65 - cemcrei
2ª edição
2ª edição
Folha Inovação - 2ª Edição - F. Iniciativas Brasil
Revista em - Clube Vida em Grupo
Revista Em Diabetes Edição 09
Revista Curinga Edição 18
Revista São Francisco - Edição 01