RCIA - ED. 155 - JUNHO 2018

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°155 - JUNHO/2018

CAPA

Unimed, cuidando de você.

PROJEÇÕES

Presenteie seu grande amor.

TEMPO DE FESTA

Viva os Santos!

MATÃO

Nossos parabéns!

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Programa de autismo da Unimed

Araraquara é pioneiro dentro do

Sistema Unimed.

Dia dos Namorados promete

movimentar as vendas em

Araraquara em até 5%.

Confira dicas para fazer seu

próprio arraial, ao lado de

amigos e familiares.

Matão ganha um novo

prédio para abrigar o Sicoob;

inauguração teve casa cheia.

CIESP

08| Informativo mensal ressalta o

trabalho da JBT Serviços e

Julianeti Colchões.

Sincomercio

12| Jogos da Seleção Brasileira na

Copa do Mundo alteram o horário

de trabalho no comércio local.

Sindicato Rural

43| Edição deste mês ressalta o Dia

do Citricultor, comemorado no dia

8 de junho.

Canasol

58| Canasol e Sindicato Rural

lançam campanha de prevenção

de incêndios em canaviais.

Prefeitura estipula valores para o UBER

O coordenador de Administração

Tributária, Milton Lopes, anunciou que o

motorista de UBER em Araraquara terá

que pagar pelo alvará uma taxa no valor

de duas Unidades Fiscais Municipais

(UFMs), hoje R$ 106,60, em uma única

vez. Já o ISS, estipulado em 5 UFMs, que

corresponde a R$ 266,50, deverá ser

recolhido anualmente, com possibilidade

de parcelamento em seis vezes, a partir

de 2019. A empresa Uber também

deverá recolher aos cofres municipais

o ISS, com alíquota de 5% sobre o

faturamento obtido na cidade.

A empresa Uber vai pagar aos cofres

municipais pelo menos 5% de ISS

Que venha a verba

Governador Márcio França reuniu

prefeitos e vices da Associação dos

Municípios do Centro do Estado de

São Paulo para anunciar a liberação

de R$ 2 milhões, destinados à

contratação de diversos exames

médicos para a população dos

municípios que compõem a entidade.

Cada município terá direito a quase

R$ 50 mil desse montante. Araraquara

esteve representada pelo vice

Damiano Neto. A Amcesp é formada

por 39 municípios. Marcos Bilancieri,

prefeito de Boraceia, é o presidente.

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DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

LPs e CDs

Como nos velhos tempos.

32

Vendas superam mercado virtual.

Para o empresário Celso Paiva

(foto), tendência só tem a crescer.

Glórias do passado

64 | Conheça o time master da

Ferroviária que reúne grandes

craques da década de 80.

MÚSICA

Os Intocáveis

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Sabaúna e Celso dos Santos

nos contam a história do grupo,

destaque na década de 60.

Vida social

72| Em sua coluna, Maribel

Santos manda uma mensagem

para os namorados.

Vereadores analisam projetos

Shakespeare: ‘algo vai mal no

Reino da Dinamarca’

O que não ficou bem explicado até agora para a nossa

população, é quem tem responsabilidade pelas dívidas

que afetam o município nos últimos anos. São mais de

400 milhões de reais que tornaram a administração

pública quase inviável em Araraquara. Marcelo Barbieri

acusa Edinho Silva de má gestor e vice-versa; a

discussão política que caminhava para uma apuração

bem mais responsável que simples palavras, hoje já

levadas ao vento, vai dar em nada. Coisa de uma

política bastarda que começa lá em cima e termina aqui

em baixo, com a população - esclarecida ou não - tendo

sua inteligência subestimada pela omissão, negligência

e imprudência dos nossos governantes. Ora, se João

não teme, que venha a apuração. Se José não fez nada

errado, que se apure então. Mas, quando há dúvidas,

o melhor mesmo é silenciar, afinal de contas, o povo

tem memória curta e logo tudo isso será esquecido,

mesmo que existam fiscalizadores que compactuam,

fecham os olhos, silenciam, deixando transparecer que

há algo errado. Se voltarmos no tempo vamos encontrar

a expressão «algo vai mal no reino da Dinamarca»

ou «algo está podre no reino da Dinamarca», citação

famosa na peça Hamlet (escrita entre 1599 e 1601), de

William Shakespeare. No original “Something is rottem

in the state of Denmark” (algo vai mal no reino da

Dinamarca), faz-se alusão ao momento pelo qual ela

passa: tomada pela corrupção moral e política.

Projetos que podem

conceder repouso

remunerado às servidoras

públicas que sofrerem

aborto; procedimento

de transição de governo

após as eleições

municipais; créditos

de recursos financeiros

para a pavimentação

asfáltica e sinalização em

algumas vias do bairro

Chácara Flora; prestação

de serviços de cirurgias

de catarata, exames de

eletroneuromiografia

e ressonância nuclear

magnética com sedação;

aquisição de um veículo

ambulância Tipo A para

simples remoção, são

apenas alguns dos projetos

que foram analisados e

discutidos pelos vereadores

em Araraquara, em

maio. Estas avaliações

Jéferson Yashuda preside as

reuniões na Câmara

consideram os efeitos que

a aplicação de cada uma

das medidas propostas

podem resultar. Nas

reuniões seguintes são

analisadas as condições

técnicas e jurídicas dos

projetos. Outro projeto

em análise nas reuniões,

autoriza o investimento

de cerca de 2 milhões de

reais na segurança de

trânsito no município.

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Matheus Vieira

Design: Bete Campos e Érica Menezes

PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131

A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

Portal RCIARARAQUARA.COM

Editora: Rita Motta

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Atendimento: (16) 3336 4433

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Araraquara/SP - CEP: 14801-307

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JBT Serviços e Julianeti Colchões

se associam ao Ciesp Araraquara

Ao lado da entidade, empresas sedidas em Américo Brasiliense e na

Morada do Sol buscam se consolidar no mercado e expandir os negócios

Empresas associadas ao Centro das Indústrias

do Estado de São Paulo (Ciesp) têm à disposição

um conjunto de serviços e assessorias nas áreas jurídico-consultiva,

técnica, econômica, comércio exterior,

infraestrutura, tecnológico-industrial, responsabilidade

social, meio ambiente e crédito, além do

apoio em pesquisas, cursos, convênios e eventos.

Com todas essas opções, cada vez mais empre-

sários se associam à entidade em busca de apoio

para se fortalecer no mercado. Recentemente, na

Regional Araraquara, dois novos empreendimentos

ingressaram como parceiros do Ciesp: a JBT Serviços,

sediada em Américo Brasiliense, e a Julianeti

Colchões, que possui fábrica em Araraquara.

Ambas as empresas celebraram a fi liação e estão

otimistas. Conheça os novos associados abaixo.

Fundada com o objetivo de oferecer soluções e

resolver urgências em manutenção, construção e

reformas de obras prediais de empresas e indústrias,

a JBT Serviços tem como prioridade a qualidade

e a velocidade das atividades prestadas por

seus colaboradores.

A empresa trabalha com opções técnicas e economicamente

viáveis, disponibilizando esforços e

recursos modernos, assim como ferramentas operacionais

que fomentam a dinâmica dos serviços.

Ou seja, está equipada com o que há de mais atual

no mercado e, ao lado do Ciesp, pretende conquistar

novos clientes.

“Por sermos uma empresa prestadora de serviços

para a indústria no setor de obras e manutenções,

buscamos constantemente a aproximação

com os clientes. E agora, como associados ao Ciesp,

queremos auxiliar outras empresas do segmento e

gerar novos negócios”, explica José Ronaldo da Silva,

diretor do departamento de engenharia.

A Julianeti Colchões é uma empresa especializada

na produção artesanal de colchões sob medida,

Sediado em Araraquara, o parque fabril do empreendimento

possui mais de 2000 m², com área total

de 4000 m². Além disso, cinco lojas físicas – quatro

delas na Morada do Sol e uma em São Carlos – comercializam

os produtos da marca.

Atualmente, a Julianeti produz 10 modelos de

colchões, sendo que todos atendem diversas necessidades.

A empresa trabalha também com o

prático sistema no fl ip, que dispensa a necessidade

de virar o colchão a cada certo tempo.

Ao lado do Ciesp – Regional Araraquara, a fábrica

visualiza novos acordos e a ampliação de sua

capacidade produtiva e comercial. “A entidade oferece

uma base jurídica que é fundamental para as

empresas. Fora isso, todas as outras assessorias

certamente nos ajudarão a crescer e buscar novos

mercados ainda em 2018”, prevê William Julianeti,

diretor da marca.

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ARARAQUARA


EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

Savegnago impulsiona economia de Araraquara

com abertura de nova loja na Avenida 36

Araraquara terá ainda neste ano a terceira loja da rede de supermercados Savegnago. Ela vem sendo

construída na Avenida 36, proximidades do Atacadão Tonin. Com base sediada em Sertãozinho, o

Savegnago construiu em Araraquara a sua primeira unidade na área que abrigava a Comapa, na Via

Expressa; depois assumiu o Patrezão na Maurício Galli e com a loja da Avenida 36, onde investirá

30 milhões de reais, fecha praticamente os pontos estratégicos da cidade para atendimento ao

consumidor e torna-se a maior rede de supermercados no interior de São Paulo.

A instalação de mais uma unidade

Savegnago em Araraquara, desta

feita para atendimento ao público

consumidor de uma importante

região em que abrange São Geraldo,

Santana, Santa Angelina e

adjacências, demonstra a pujança

comercial da cidade que sempre se

deu ao luxo de possuir belos supermercados.

Comprar alimentos e remédios são

atividades básicas na vida das pessoas,

indepedente da situação econômica.

Talvez seja essa a verdadeira

razão da proliferação de tantas

farmácias nos últimos 13 anos em

Araraquara. A formação de redes

locais e a chegada de tantas outras,

demonstram que de fato se tem um

consumo elevado de medicamentos

e aquela conversa de que para se

curar uma gripe, nada melhor do

que conhaque com limão e mel, é

pura balela.

Da mesma maneira, a abertura de

supermercados em Araraquara -

alguns de grande porte - mostra a evolução do setor como sendo um

dos mais estáveis do país, mesmo diante de crises, com grande volume e

evolução de faturamento, além da geração de renda e emprego.

Dentro da economia local, o setor supermercadista tem enfrentado com

êxito as mudanças econômicas das últimas décadas. Desde os anos 70,

em um cenário de expansão da globalização, diversos fatores auxiliaram

o setor a se firmar entre uma das mais estáveis. Estou lembrado que este

período foi marcado pela entrada de grandes redes, acirrando a concorrência

e exigindo daqueles comerciantes que tínhamos na cidade, mudanças

ou encerramento das atividades. Do antigo Gonçalves Sé, passando pelos

Supermercados Primiano (pioneiro), chegando ao Jumbo Eletro e hoje

Extra, a travessia foi extensa em função das alterações comportamentais.

O que temos percebido dentro do setor em Araraquara, é que as mudanças

ocorridas estão diretamente relacionadas com o desenvolvimento econômico

da cidade. De 2000 para cá, a maioria dos fabricantes não vende seus produtos

diretamente para os consumidores finais e se utilizam de intermediários

que constituem um canal de marketing, também chamado canal comercial.

O intermediário (supermercado) coloca o produto em evidência e disso o

fabricante se aproveita para criar um outro canal de venda que é a internet,

o correio ou o varejo (por meio de agente ou atacado). O supermercado dá

base, sustentação e propagação ao trabalho do fabricante.

Voltando ao Savegnago: atualmente é considerado a maior rede de supermercados

do interior de São Paulo. Sua primeira loja foi inaugurada

em agosto de 1976 em Sertãozinho pelo patriarca da família Savegnago

e hoje a rede já possui mais de 30 lojas e quatro postos de combustíveis.

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EXCELÊNCIA

Programa Especial de Autismo da Unimed

Araraquara é pioneiro no Sistema Unimed

Outras cidades do Sistema

Unimed têm visitado o Centro

Unimed de Qualidade de

Vida – Univida para conhecer

o modelo do processo

adotado.

Segundo a entidade internacional

Centers for Disease Control and

Prevention (CDC)/Autism Spectrum

Disorder (ASD), o autismo é uma deficiência

que pode atingir uma criança

para cada 59 nascidas. Por conta

desse dado, bem como do desafio

que é fazer parte de um processo de

identificação e atenção recentes desse

diagnóstico na história da medicina,

o Centro Unimed de Qualidade de

Vida – Univida – Unimed Araraquara

investiu em um serviço próprio, o Programa

Especial Autismo (PEA), que é

pioneiro dentro do Sistema Unimed.

O PEA atende, atualmente, sessenta

pacientes e tem servido de modelo

para Unimed de outras cidades

como São Carlos, São João da Boa

Vista e Curitiba, que enviaram equipes

de profissionais para conhecer o

atendimento prestado pelo Univida.

Segundo Daniela Alcalde, coordenadora

administrativa do Univida,

o investimento no PEA foi importante,

com adequação do dimensionamento

dos recursos humanos e das

especificidades profissionais necessárias.

“Foi preciso encontrar profissionais

com interesse específico pelo

autismo que sejam capacitados e

especialistas. Também houve a contratação

de empresa que treinou a

equipe multidisciplinar com aporte

teórico-prático e auxiliou na elaboração

do protocolo de avaliação e

intervenção, do modelo Univida”.

A coordenadora também afirma

que o PEA está baseado em estratégias

sistematizadas, com evidências

Equipe da Unimed São João da Boa Vista conhecendo o Univida, em Araraquara

científicas, nos princípios da Análise

do Comportamento Aplicada (ABA –

Apllied Behvior Analysis).

Os atendimentos contam com

uma equipe multidisciplinar formada

por: analistas do comportamento, psicólogos,

pedagogos, fonoaudiólogos,

terapeutas ocupacionais, nutricionistas,

fisioterapeutas e educadores físicos.

No entanto, o trabalho dessa

equipe só começa com o diagnóstico

e encaminhamento médicos.

“O diagnóstico do Transtorno do

Espectro do Autismo (TEA) requer um

olhar especializado dos profissionais

em identificar os sinais de alerta:

falta de contato visual, movimentos

repetitivos, ecolalias, preferência ao

isolamento, dificuldade na interação

social, dificuldade na comunicação,

interesses fixos ou restritos”. Mas,

o programa não atende somente as

pessoas com autismo. Ele também

abre espaço para os pais e cuidado-

res no Grupo Terapêutico de Apoio.

“Esse grupo oferece um momento

de atenção para com essas pessoas,

de forma a fazer com que exponham

suas dificuldades pessoais, seus medos,

suas angústias no contato direto

com a pessoa com autismo”, explica

Daniela Alcalde.

Além das visitas presenciais, o

Programa Especial Autismo tem despertado

pelo pioneirismo, o interesse

de outras cidades do Sistema Unimed

para troca de informações.

“O Univida já recebeu contatos

por e-mail e telefone de Novo Hamburgo

– Rio Grande do Sul, Goiânia

– Goiás, Cascavel - Paraná e Três

Lagoas – Mato Grosso do Sul. Todos

querem saber mais do Programa Especial

Autismo que busca promover

saúde, desenvolver habilidades e

melhorar qualidade de vida para as

pessoas com autismo e para quem

cuida delas”, finaliza.

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ADITAMENTO À CONVENÇÃO COLETIVA - HORÁRIO DE TRABALHO

JOGOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DO MUNDO – 2018

O SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE ARARAQUARA - SINCOMERCIÁRIOS, inscrito no CNPJ sob o nº 43.976.430/0001-56 com sede à

Rua Rui Barbosa, nº 920, Vila Xavier, Araraquara/SP, neste ato representado por seu Presidente, José de Mattos Filho e o SINDICATO DO COMÉRCIO

VAREJISTA DE ARARAQUARA – SINCOMERCIO, inscrito no CNPJ sob o nº 43.975.432/0001-20, com sede à Rua Voluntários da Pátria, nº 1435,

Centro, Araraquara/SP, neste ato representado por seu Presidente Antonio Deliza Neto, em conformidade com a Convenção Coletiva – Horário de

Trabalho, de 30 de junho de 2017, firmam Aditamento à Convenção Coletiva – Horário de Trabalho, exclusivamente com a finalidade de estabelecer

normas sobre as condições de trabalho dos comerciários durante a realização dos jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de

2018, para os municípios de Araraquara, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Borborema, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis, Motuca, Nova

Europa, Rincão, Santa Lúcia, Tabatinga, Trabiju e seus respectivos distritos, nos seguintes termos:

1. Nos dias de jogos da Seleção Brasileira de Futebol, disputados na primeira fase da Copa do Mundo em 2018, fica fixado o trabalho dos comerciários

nas empresas do comércio varejista (em geral), nos seguintes horários:

I – no dia 22 de junho de 2018 (sexta-feira), das 12h às 18h, com intervalo de 15 minutos, que deverá ser concedido neste período e considerado

como de efetivo trabalho realizado;

II – no dia 27 de junho de 2018 (quarta-feira), das 08h às 14h, com intervalo de 15 minutos, que deverá ser concedido neste período e considerado

como de efetivo trabalho realizado.

2. As horas de trabalho não exercidas nestas datas deverão ser compensadas com as horas excedentes da jornada de trabalho dos dias 11 de junho

de 2018 (segunda-feira), véspera do “Dia os Namorados”; 10 de agosto de 2018 (sexta-feira), antevéspera do “Dia dos Pais”; e 11 de outubro de

2018 (quinta-feira), véspera do “Dia das Crianças”.

3. Em caso de classificação da Seleção Brasileira de Futebol a partir das oitavas de final (jogos eliminatórios):

I – para os jogos com previsão de início às 11h, nos dias úteis, fica fixado o trabalho dos comerciários nas empresas do comércio varejista (em

geral), das 14h às 20h, com intervalo de 15 minutos, que deverá ser concedido neste período e considerado como de efetivo trabalho realizado;

II – para os jogos com previsão de início às 15h, nos dias úteis, fica fixado o trabalho dos comerciários nas empresas do comércio varejista (em

geral), das 08h às 14h, com intervalo de 15 minutos, que deverá ser concedido neste período e considerado como de efetivo trabalho realizado.

4. As horas de trabalho não exercidas nos dias dos jogos eliminatórios poderão ser compensadas a livre critério de cada estabelecimento, em banco

de horas próprio ou, excepcionalmente, exclusivo para o evento da Copa do Mundo.

5. As empresas que não se utilizam da dilação do horário na véspera ou antevéspera do “Dia dos Namorados”, do “Dia dos Pais” e dos “Dia das

Crianças”, poderão compensar o horário não trabalhado nos jogos da Seleção Brasileira, em banco de horas próprio ou, excepcionalmente, exclusivo

para o evento da Copa do Mundo.

6. Os Hipermercados, Supermercados e congêneres, poderão manter empregados em atividade em horários diferenciados aos estabelecidos neste

aditamento, respeitados os limites legais e convencionais de horário de trabalho, sendo que as horas de trabalho eventualmente não exercidas

nos dias dos jogos classificatórios e eliminatórios poderão ser compensadas a livre critério de cada estabelecimento, em banco de horas próprio

ou, excepcionalmente, exclusivo para o evento da Copa do Mundo.

7. Para o comércio varejista estabelecido nos Shopping Centers, fica proibido o trabalho dos comerciários nos dias de jogos classificatórios e

eliminatórios da Seleção Brasileira, a partir de 30 minutos antes do início de cada partida até 30 minutos após o seu término, respeitados os limites

legais e convencionais de horário de trabalho, sendo que as horas de trabalho não exercidas nos dias dos jogos classificatórios e eliminatórios

poderão ser compensadas a livre critério de cada estabelecimento, em banco de horas próprio ou, excepcionalmente, exclusivo para o evento da

Copa do Mundo.

8. Ficam mantidas as demais cláusulas da Convenção Coletiva – Horário de Trabalho, firmada entre os sindicatos convenentes em 30 de junho de

2017 e seus respectivos Aditamentos, inclusive no tocante às penalidades pelo seu descumprimento, não conflitantes com o presente aditamento.

Araraquara (SP), 22de maio de 2018.

Antonio Deliza Neto

Presidente SINCOMERCIO

José de Mattos Filho

Presidente SINCOMERCIÁRIOS

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12 DE JUNHO

Dia dos Namorados pode aumentar

as vendas do comércio local em 5%

Segundo Délis Magalhães,

economista do Sincomercio,

proximidade da Copa

do Mundo e o Inverno

prometem esquentar a data.

O comércio de Araraquara está

preparado para o Dia dos Namorados

(12/06), última data comemorativa

do primeiro semestre do ano. Segundo

levantamento do Núcleo de Economia

do Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio),

espera-se um aumento nas vendas

de até 5% em relação a 2017.

Alguns fatores serão primordiais

para alavancar as vendas, como a

proximidade com a Copa do Mundo

e a chegada do inverno. Ainda em

2017, o comércio já apresentou uma

retomada nessa data em relação a

2016. Nesse ano, a tendência deverá

ser mantida.

Além do comércio, o setor de serviços

costuma ter uma alta demanda

no período, principalmente o segmento

de alimentação. A proximidade com

a Copa do Mundo também promete

um grande aumento na movimentação

de bares e restaurantes e um

aumento nos presentes relacionados

a futebol.

“A chegada do inverno também representa

uma boa notícia paras lojas

de vestuário e calçados, que com certeza

terão um aumento nas vendas

em junho”, explica Délis Magalhães,

economista do Sincomercio.

Ainda para Délis, os segmentos

Délis Magalhães

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que possuem mais representatividade

na data continuam sendo as

joalherias, perfumarias, floriculturas,

lojas de vestuário e calçados, além

dos citados bares e restaurantes.

No que tange às contratações de

temporários, o clima continua frio. Os

lojistas buscam manter o quadro de

funcionários intacto e evitar as contratações

como forma de evitar um

possível excedente de mão de obra.

“Com as boas perspectivas do momento,

o comércio deverá viver uma

boa recuperação nas vendas nesse

mês de junho, terminando o primeiro

semestre do ano com saldo positivo”,

finaliza a economista.

Para o presidente Antonio Deliza

Neto, o cenário político que se apresenta

indefinido, assim como nas

outras datas comemorativas, deve

influenciar o movimento nas lojas de

Araraquara.

Além do comércio, o setor de serviços,

como restaurantes, também ganha novo

fôlego, afinal, nada melhor que um

jantar romântico neste dia tão especial

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TRADIÇÃO

Festa Junina

em casa

Na Pipocopos você compra

tudo e prepara seu próprio

arraial ao lado de amigos e

familiares.

Neste mês, escolas, igrejas, clubes

e várias comunidades de todo o

Brasil entram no clima de Festa Junina.

A estética da comemoração todos

conhecem, com suas tradicionais

quadrilhas sempre regadas à comida

boa.

Mas se você é da turma que adora

ficar em casa, receber os amigos

e familiares e organizar seu próprio

arraial, é uma ótima pedida. E na

hora de comprar, a dica é consultar

os preços e as opções da Pipocopos.

Lá, nada passa despercebido: da

decoração aos pratos típicos. Assim,

você pode levar produtos com ótimo

custo benefício. Por exemplo, algumas

guloseimas são fundamentais

em qualquer festa do gênero: pipoca,

paçoca, doce de abóbora, bolo de

fubá, canjica, arroz doce, pé-de-moleque,

doce de abóbora, fora especiarias

para fazer o tradicional quentão.

Ainda na Pipocopos, você compra

Pipocopos: a casa da sua Festa Junina

balões e bexigas, além de papéis ou

tecidos para as famosas bandeirinhas,

aquelas coloridas em formato

de retângulos com corte bem no

meio. Caso não tenha tesoura para

o artesanato, você também pode

comprar no local, bem como pratos,

copos e outras infinidades de opções

descartáveis. A decoração também

pode ser incrementada com outras

diversas peças exclusivas. Basta pedir

ajuda a um vendedor.

CONTEXTO

As Festas Juninas nasceram da

tradição católica de homenagear

três santos populares: Santo Antônio

(13/09), São João Batista (24/06) e

São Pedro (29/06), cujas festas litúrgicas

celebram-se em junho. Um dos

santos mais queridos no Brasil e Portugal,

Fernando de Bulhões, nasceu

em Lisboa.

Foi quando mudou da ordem de

Santo Agostinho para a ordem de São

Francisco, em 1220, que Fernando

passou a ser chamado de Antônio.

Santo casamenteiro, também é lembrado

por ajudar a encontrar objetos

perdidos e por ser protetor dos soldados

e comerciantes varejistas.

Conhecido por ser festeiro, São

João nasceu com o nome de João

Batista. Ele instituiu o batismo, pela

prática da purificação, por meio da

imersão das pessoas dentro da água.

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Outra lenda muito comum é a de

que São João adormece no dia do

seu aniversário pois, se estivesse

acordado, não resistiria aos festejos

e desceria à Terra, podendo se

queimar na fogueira. Esse é um dos

motivos dos fogos de artifício, justamente

para acordá-lo.

São Pedro, um homem de origem

humilde, apóstolo de Cristo e

fundador e primeiro Papa da Igreja

Católica, é considerado protetor dos

pescadores e das viúvas.

Segundo a tradição católica,

depois de morrer, São Pedro foi

nomeado chaveiro do céu, ou seja,

para alguém entrar lá, o santo tem

de abrir as portas. Também lhe é

atribuída a responsabilidade fazer

chover. Por isso dizemos que quando

está aquele aguaceiro, é porque

São Pedro está lavando o céu e mudando

os móveis de lugar.

Em sentido horário,

imagens de Santo Antônio,

São João Batista e São

Pedro. Estes festejos

chegaram no Brasil pelas

mãos de colonizadores,

principalmente os Jesuítas

Franciscanos. Foram esses

padres que trouxeram estes

santos e as homenagens a

eles para cá.

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Em primeiro plano, o presidente da Diretoria Executiva do Sicoob (agência 4434), Antonio Tomazetti Gaban e o vice-prefeito de

Matão, Moacir Matturro. Também na foto, destaque para o diretor administrativo, Walter Francisco Orloski.

MERCADO FINANCEIRO

Em noite de festa Matão ganha

novo prédio para abrigar o Sicoob

Associados do Sicoob, empresários e convidados participaram na quinta-feira (23 de maio), da

solenidade de inauguração da nova sede da cooperativa em Matão, agência 4434.

Tudo ocorreu como a diretoria do

Sicoob - Agência 4434, estabelecida

na Avenida Barroso em Araraquara,

havia planejado: Casa cheia.

A comemoração nem poderia ser

diferente, pois a cooperativa não apenas

conquistou a cidade de Matão

como também demonstrou seu avanço,

tornando-se uma das principais

instituições financeiras da região, coroando

o espírito pioneiro da entidade

nascida no interior da antiga Villares,

posteriormente Iesa. “Na época, um

sonho, hoje a mais grata realidade”,

disse o presidente da Diretoria Executiva,

Antonio Tomazetti Gaban.

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Luiz Flavio Gonçalves Borges, diretor

Operacional do Sicoob Central Cecresp

José Antonio Fragali, do Conselho de

Administração do Sicoob 4434

Walter Francisco Orloski, diretor

Administrativo da cooperativa

Ao desejar boas-vindas aos cooperados,

o presidente do Conselho

de Administração do Sicoob 4434,

José Antonio Fragali, disse que eles

eram a razão maior da cerimônia. “Se

não tivéssemos os nossos cooperados

não teríamos a nossa cooperativa”,

comentou. Ele enalteceu o trabalho

do presidente Antonio Gaban e seus

diretores, dizendo que eles devem

ser considerados a peça-chave para

execução dos projetos estipulados

pela diretoria executiva. Mais adiante,

agradeceu o empenho de Marcos

Vinícius Viana Borges, diretor de Meios

Eletrônicos de Pagamentos do Banco

Cooperativo do Brasil S/A (Bancoob)

e Luiz Flavio Gonçalves Borges, diretor

Operacional do Sicoob Central

Cecresp, representando o presidente

Manoel Messias da Silva.

Fragali em seu discurso, salientou

que a cooperativa veio para fazer um

contraponto aos bancos comerciais

que buscam em suas atividades, acima

de tudo, a rentabilidade e o lucro.

“O grande empresário tem como se

defender, tem mecanismos de negociação

com os bancos comerciais, porém

os pequenos, os micro, os médios,

as pessoas físicas ficam reféns deste

atendimento predatório que temos

hoje no sistema financeiro comercial”.

Fragali também procurou lembrar

o histórico da fundação da agência

do Sicoob em Matão oito anos atrás,

quando o presidente do Sindicato do

Comércio Varejista, Antonio Gianini,

entendeu que os empresários precisavam

de uma cooperativa para

auxiliá-los no desenvolvimento dos

seus negócios. “Visitamos algumas

cooperativas e encontramos em Araraquara,

o Sicoob Iesacred, originário

de uma cooperativa de funcionários da

antiga Villares. Criou-se então a parceria

com o sindicato e assim nasceu a

nossa cooperativa, em abril de 2011,

sempre com o apoio do sindicato”,

argumentou Fragali.

O COMEÇO DE TUDO

O diretor Administrativo Walter

Francisco Orloski durante o evento,

relembrou a fundação da cooperativa

em 1983 com a participação dos

funcionários da Equipamentos Villares

e passados 35 anos, o momento é

de satisfação, disse ele. “O cooperativismo

cresceu em todo o País e

criamos a nossa cooperativa em uma

época em que a inflação atingia 40%

no mercado. Outra decisão ousada foi

tomada em outubro de 2007 quando

houve a incorporação da Concred que

pertencia à CDL (Câmara de Dirigentes

Lojistas) presidida por Mário Hokama,

que empunhou essa bandeira no

período de 2001 a 2007”, comentou

Orloski.

Com a união dos conselhos e das

diretorias, a cooperativa deixou de

ser uma cooperativa de capital e de

empréstimos para ser uma cooperativa

financeira, disponibilizando todos

os produtos bancários e financeiros,

explicou o diretor administrativo.

Moacir

Matturro,

vice-prefeito

de Matão

Marcos

Vinicius

Viana

Borges,

diretor do

Bancoob

Antonio Gaban, presidente da Diretoria

Executiva do Sicoob Agência 4434

19|


ELOGIOS

O diretor Operacional do Sicoob

Central Cecresp, Luiz Flavio Gonçalves

Borges, representando o presidente

Manoel Messias da Silva, assegurou

que a entrega da nova sede tem um

significado especial para a instituição:

“Costumo dizer que o nosso propósito

é auxiliar as cooperativas e o seu desenvolvimento

para que os associados

estejam satisfeitos com o que recebem

das cooperativas”. Segundo ele,

o melhoramento dignifica a população

de Matão que acredita no Sicoob, fortalecendo

o atendimento e fazendo a

diferença na vida das pessoas.

Em seguida, Marcos Vinícius Viana

Borges, diretor de Meios Eletrônicos

de Pagamentos do Banco Cooperativo

do Brasil S/A (Bancoob), fez referência

ao papel das cooperativas financeiras

em Matão, pois das cinco existentes,

quatro têm a marca Sicoob.

Agência ficou lotada para acompanhar a inauguração

Além disso, Borges considera o

cooperativismo muito forte na cidade

pois das dez instituições financeiras

existentes, pelo menos cinco são

cooperativas de crédito e de forma

clara, realçou aos presentes a diferença

entre ser acionista de uma

empresa qualquer e ser associado

de uma cooperativa. Para ele, uma

empresa de capital aberto ou fechado

é uma sociedade formada de capital.

Já uma cooperativa é essencialmente

uma instituição cujo capital é formado

por pessoas. “Haja visto que não

faz a menor diferença um cooperado

com 1 real de capital ou ter 1 milhão

de reais de capital. O voto dele é da

pessoa e não proporcional às ações

ou ao capital que ele possui naquela

instituição”, completou.

SICOOB 4434, DEFINITIVAMENTE NA HISTÓRIA DE MATÃO

O sonho de um grupo de pessoas, transformado em realidade, leva segurança ao

empreendedor e lhe dá a chance de ser o dono de uma instituição financeira.

Diretores e colaboradores da Agência Sicoob 4434, responsáveis pelo sucesso da instituição financeira nascida em Araraquara

|20


HÁ DIFERENÇAS

Nova agência na Rua Rui Barbosa, 1075, em Matão

Ao usar a palavra, o vice-prefeito

Moacir Matturro resumiu o que é ser

parte do cooperativismo: “Sou professor,

sei onde aprendo e onde devo

ensinar; hoje tive uma aula de economia

e de como se deve poupar, não

ser cliente de um grande banco, de

um nome famoso, mas sim ser dono,

nada mais importante que isso”. Ele

também ressaltou que estava feliz em

ver uma instituição financeira privilegiar

pessoas da cidade para lidar

conosco. “Sei a diferença em tomar

um empréstimo entre um banco comercial

e numa agência do Sicoob”,

completou.

AGRADECIMENTOS

O presidente Antonio Tomazetti Gaban,

ao encerrar os pronunciamentos,

agradeceu a presença de todos e argumentou

que o objetivo de se criar

uma nova casa para o Sicoob foi de

ampliar o atendimento e o acesso para

mais de 900 cooperados na cidade.

“Com essa nova etapa, buscamos

acompanhar o crescimento de Matão,

oferecendo uma cooperativa de

crédito à altura da cidade”, finalizou.

O descerramento da placa marcou

definitivamente a inauguração da

nova sede da cooperativa, expressando

assim o sentimento de evolução

que a agência 4434 vem obtendo nos

últimos tempos. No ano passado, a

diretoria inaugurou uma agência em

Dobrada, fato dos mais significativos

pois a cidade até então não contava

naquele momento com uma instituição

financeira que atendesse a comunidade.

O FUTURO

Para Gaban, a agência que antes

estava localizada na Avenida Sete de

Setembro, agora passa a atender os

Presidente do Conselho

de Administração, José

Antonio Fragali com

Manoel Braga, diretor da

HDS MecPar e Antonio

Carlos Tadioti, diretor da

Predilecta Alimentos, que

também é presidente e

vice respectivamente, da

APAE de Matão

seus cooperados na Rua Rui Barbosa,

nº 1075, em frente ao restaurante Lopes,

bem na região central da cidade.

“As novas instalações trazem também

avanços e benefícios para Matão e

pode oferecer um leque maior de serviços

para pessoas físicas e empresas

da cidade”, disse.

O Diretor Administrativo do Sicoob

4434, Walter Francisco Orloski, salienta

que a ampliação vem ao encontro

da expansão regional e parte de uma

demanda natural da cidade que passa

a exigir maior e melhor estrutura.

“Passamos a oferecer uma agência à

altura da cidade de Matão, que conta

com uma diretoria presente e dedicada

ao avanço e evolução da cidade

como um todo”.

21|


PERSPECTIVAS

Mara Luquet critica ‘fake news’ em

evento sobre economia na cidade

Colunista da Rádio CBN

e da TV Globo, Mara

Luquet defende veracidade

das informações para

entendimento do atual

cenário político econômico

brasileiro.

Destaque durante o evento Agenda

Araraquara, promovido pela EPTV em

Araraquara e que, na edição deste

ano, teve como tema “Economia –

Oportunidades, Desafios e Reflexões,

a jornalista Mara Luquet, da Rádio

CBN e TV Globo pontuou que as saídas

para o Brasil nos próximos anos se

Mara, ao fundo, durante sua participação no Agenda Araraquara 2018

Mara

Luquet

relacionam diretamente com a eleição

presidencial deste ano. Dentro

deste cenário, Mara deixou claro que

a busca por informações verdadeiras

na imprensa são de suma importância

para que o brasileiro possa analisar

e entender o atual cenário econômico

e político do País. “Em tempos de

crise, combater as fake news é algo

essencial. Neste cenário, boatos são

facilmente espalhados”, disse. Além

da jornalista, fizeram parte do debate

a gerente geral de Projetos de Investimentos

da agência estadual Investe

São Paulo, Ana Beatriz Fernandes e o

economista Elton Eustáquio Casagrande,

que é professor-assistente doutor

da Universidade Estadual Paulista Júlio

de Mesquita Filho (Unesp) de Jaboticabal

(SP). Políticos e autoridades

locais também marcaram presença.

|22


23|


|24


PAISAGISMO

37ª Expoflora

atrai público

da cidade

Realizada em agosto na

cidade de Holambra/SP, feira

é uma ótima oportunidade

para produtores

araraquarenses conhecerem

as novidades da floricultura.

Maior exposição de flores e plantas

ornamentais da América Latina,

realizada anualmente em Holambra/

SP para dar as boas-vindas à primavera,

a Explofora chega este ano a sua

37ª edição - de 24 de agosto a 23

de setembro - com a expectativa de

receber cerca de 300 produtores, o

que atrai muitos araraquarenses que,

como empresários do ramo, ou meros

Holambra fica a 2 horas e 20 minutos de Araraquara, em um percurso de carro

visitantes, buscam as novidades em

flores e plantas ornamentais, afinal,

o evento é, hoje, a grande vitrine das

novidades da floricultura nacional.

Em sua primeira edição, em 1981,

a Explofora atraiu mais de 12 mil pessoas

em um único final de semana.

Hoje, mais de 300 mil turistas visitam

o evento a cada ano. Apesar de contar

com pouco mais de 11 mil habitantes,

a cidade de Holambra é o maior centro

de cultivo e comercialização de flores

e plantas ornamentais do país e responde

por cerca de 40% das vendas

do setor. Informações sobre ingressos

www.explofora.com.br

25|


POR UM FUTURO MELHOR

Mais uma

conquista da

Paz e Bem

Proposta feita pela ONG

Paz e Bem foi aprovada

pela população na última

plenária realizada na região

3 do Orçamento Participativo

(OP) de Araraquara.

Local onde será o Parque Linear aprovado no Orçamento Participativo de 2017, visando 2018

Em meio ao conceito de sustentabilidade

na qual o mundo vive

atualmente, a maior preocupação

é relacionada ao meio ambiente, e

nada melhor do que começar pelo

local onde moramos. Foi assim que

a ONG Paz e Bem iniciou as suas atividades

há 3 anos, buscando conscientizar

a população da região norte

de Araraquara quanto à degradação

da biodiversidade, da flora e da fauna

local e a importância da preservação

das águas do córrego Tanquinho, cuja

nascente está localizada no bairro

Jardim Roberto Selmi Dei.

Assim, se vem lutando pelo espaço.

Já foram retiradas mais de 40

toneladas de lixo das margens do

córrego Tanquinho e incêndios que

consomem anualmente a área de

preservação, contam com a ajuda

dos moradores e da ONG para serem

amenizados, por isso e por muitos outros

motivos, a ONG levou para as plenárias

do Orçamento Participativo da

região Norte do Município, a proposta

de se realizar no local um Parque Linear,

onde a população possa usufruir

do espaço como é devido. Com

80 votos, prazerosamente a proposta

foi aprovada e entrará no orçamento

de 2019. A ONG comemora e torna-se

um exemplo para a cidade.

|26


27|


CRESCIMENTO

Número de franquias

cresceu 8,3% em 2017

Segmentos de alimentação, saúde, beleza e bem-estar são os

mais procurados pelos empreendedores em Araraquara

|28

As franquias são bastante populares

entre os países e vêm crescendo

nos últimos anos no Brasil. Essa sistemática

tem sido um grande impulsionador

para o crescimento do setor de serviços

e também desempenha um papel

importante no comércio, uma vez que

esse modelo oferece mais segurança e

credibilidade do que a abertura de um

negócio começando do zero.

Assim como o e-commerce, o setor

de franquias, ou sistema de franchising,

como também é conhecido, tem

se mostrado muito mais resistente à

atual crise econômica do que os estabelecimentos

convencionais. O setor

apresentou um crescimento estável

nos últimos cinco anos e só entre 2016

e 2017 registrou um aumento de 8% no

faturamento nacional.

Se observarmos pela ótica da geração

de empregos, houve uma evolução

significativa no número de contratados

até 2015. Já entre os anos

de 2016 e 2017, o número de vagas

criadas foi mínimo, com aumentos

de apenas 0,2% e 0,1% no quadro

de trabalhadores, respectivamente.

Apesar do resultado pouco significativo,

o setor conseguiu manter um

equilíbrio entre as demissões e as

admissões em um período de grande

aumento de desemprego, quando a

grande maioria dos setores terminou

com saldo negativo.

Segundo levantamento do Núcleo

de Economia do Sindicato do Comércio

Varejista de Araraquara (Sincomercio),

a abertura de uma franquia tem re-

presentado uma solução interessante

durante a crise, principalmente para

pessoas que perderam seus empregos

e não possuíam ideias para empreender

com um negócio próprio, fator que

ajudou na sustentação desse sistema

nos últimos dois anos. Os setores que

têm apresentado melhor desempenho

dentro desse modelo de negócio

em 2017 foram: saúde, beleza e bem-

-estar (12,1%) e hotelaria e turismo

(9,7%). Os que apresentaram crescimento

mais modesto foram os setores

de entretenimento e lazer (3,7%) e serviços

automotivos (5,1%).

Araraquara tem se mostrado bastante

atrativa para as franquias, com

um aumento de 8,3% no número de

estabelecimentos franqueados entre

2016 e 2017, passando de 193

para 209, respectivamente. Na comparação

com 2015, o aumento foi de

16,8%. Os dados são da Associação

Brasileira de Franchising e demonstram

que grande parte das redes está

concentrada nos segmentos de alimentação,

saúde, beleza e bem-estar

e serviços educacionais.

Antônio Deliza, presidente do Sincomercio,

acredita que a franquia, por ser

um modelo de negócio pronto, é extraordinária

para quem quer empreender

com as próprias pernas e ainda gerar

empregos e novos fatores de consumo

para a cidade. “Apesar das facilidades,

é preciso fazer uma análise criteriosa

antes de investir em franquias, pois

como todo negócio, existe risco e é preciso

ser calculado” afirma Deliza.

6%

SERVIÇOS E

OUTROS NEGÓCIOS

7%

SERVIÇOS

AUTOMOTIVOS

15%

SAÚDE, BELEZA

E BEM-ESTAR

Franchising

em Araraquara

Participação

dos Segmentos


12%

SERVIÇOS

EDUCACIONAIS

Evolução

do Setor de

Franquias

no Brasil -

Faturamento

11%

MODA

As franquias são bastante populares entre os países e vêm crescendo pelos empreendedores

nos

Evolução do Setor de Franquias no Brasil – Faturamento

últimos anos no Brasil. Essa sistemática tem sido um grande impulsionador

As franquias são bastante populares entre os países e vêm crescendo no

para o crescimento do setor de serviços e também desempenha um papel

Evolução (%) Faturamento últimos Franchising anos (Em bilhões) no Brasil. Essa sistemática tem sido um grande impulsionado

importante no comércio, uma vez que esse modelo oferece mais segurança e

para o crescimento do setor de serviços e também desempenha um pape

credibilidade do que a abertura de um negócio começando do zero.

8%

8,3%

importante no comércio, uma vez que esse modelo oferece mais segurança

8,3%

Assim como o e-commerce, 9%

o setor credibilidade de franquias, 163,319 do ou que sistema a abertura de de franchising, um negócio começando do zero.

139,593

151,247

como também é conhecido, 128,876 tem se mostrado muito mais resistente à crise

118,273

Assim como o e-commerce, o setor de franquias, ou sistema de franchising

econômica contemporânea do que os estabelecimentos convencionais. O setor

como também é conhecido, tem se mostrado muito mais resistente à cris

apresentou um crescimento estável nos últimos cinco anos e só entre 2016 e

econômica contemporânea do que os estabelecimentos convencionais. O seto

2017 registrou um aumento de 8% no faturamento nacional.

apresentou um crescimento estável Lucimara nos últimos dos Santos cinco Perdonatti anos e só entre 2016

é um exemplo positivo no setor de

Evolução do 2013Setor de 2014 Franquias 2015 no 2017 Brasil 2016 registrou – Faturamento

2017 um aumento de 8% no faturamento nacional.

beleza. Ela investiu na franquia O

Boticário e apostou no potencial da

Evolução (%) Faturamento Evolução Franchising (Em do bilhões) Setor de Franquias no Brasil – Faturamento

cidade e tem grande expectativa

Se observarmos pela ótica da geração de Evolução empregos,

em relação ao negócio. “Acredito

8% (%) houve Faturamento uma evolução Franchising (Em bilhões)

8,3%

8,3%

que Araraquara ainda tem muito

9%

163,319

significativa no número de contratados 151,247 até 2015. Já entre os anos o de que 2016 crescer e

139,593

e

8%

ainda estamos

128,876

8,3%

118,273

8,3%

2017, o número de vagas criadas foi mínimo, com

colaborando com a geração de

9% aumentos de apenas 0,2% e

163,319

151,247

139,593 empregos. Na minha opinião, o

128,876

0,1% no quadro de trabalhadores, respectivamente. 118,273 Apesar do resultado mercado pouco de franquia é hoje a

significativo, o setor conseguiu manter um equilíbrio entre as demissões

melhor

e as

opção para quem quer

2013 2014 2015 2016 2017 empreender”, explica.

admissões em um período de grande aumento de desemprego, quando O empresário a Valquírio Cabral,

2013 2014 2015 de Araraquara, 2016 trabalhou 2017 durante

grande maioria dos setores terminou com saldo negativo.

Se observarmos pela ótica da geração de empregos, houve uma 20 anos evolução como executivo e há cinco

significativa no número de contratados até 2015. Já entre os anos é empreendedor 2016 e multifranqueado,

Se observarmos pela ótica em da várias geração cidades, de empregos, com um total houve de uma evoluçã

2017, o número de vagas criadas foi mínimo, com aumentos de apenas 0,2% e

significativa no número de contratados 20 franquias até de 2015. grandes Já entre marcas, os anos de 2016 e

0,1% no quadro de trabalhadores, respectivamente. Apesar do resultado entre elas pouco

2017, o número de vagas criadas foi mínimo,

Mr. Cat.

com

Para

aumentos

ele, que

de apenas 0,2%

significativo, o setor conseguiu manter um equilíbrio entre as demissões também e oferece as consultoria para

0,1% no quadro de trabalhadores, respectivamente. Apesar do resultado pouc

admissões em um período de grande aumento de desemprego, novos quando empreendedores, a

o setor

significativo, o setor conseguiu apresenta manter um segurança equilíbrio entre e todo as demissões e a

grande maioria dos setores terminou com saldo negativo.

36%

admissões em um período suporte de grande estrutura aumento e de treinamento. desemprego, quando

ALIMENTAÇÃO grande maioria dos setores terminou Mas é com importante saldo negativo. ficar atento a

algumas dicas antes de investir.

“Analisar e acreditar em marcas

conceituadas e maduras com no

mínimo 10 anos de mercado e

que não terão mudanças em curto

prazo; alimentação e vestuário são

bens de consumo de primeiro uso

e sempre estão em alta”, avalia.

O empresário ainda afirma

que Araraquara tem um público

de consumo alto e um poder

aquisitivo muito bom e que às

4%

vezes precisa fazer compras

CASA E

na região por não encontrar o

CONSTRUÇÃO

que precisa na própria cidade:

“Araraquara tem possibilidade

3%

de receber mais franquias, mas

HOTELARIA

4%

1%

E TURISMO

COMUNICAÇÃO, os futuros franqueados precisam

LIMPEZA E

CONSERVAÇÃO

INFORMÁTICA E saber que não basta ter apenas o

ELETRÔNICOS

poder aquisitivo, é preciso ter alma

de empreendedor e ser engajado

1%

ENTRETENIMENTO

naquilo que propõe”.

E LAZER

29|


|30


TECNOLOGIA

Aplicativo Recicla Tech é premiado na

Feira Nacional de Empreendedorismo

Projeto desenvolvido por alunos de um curso de Assistente Administrativo em Araraquara,

ganhou o primeiro lugar na categoria ‘Serviços’ em evento realizado em Londrina.

Luis Ricardo Ferreira Leite e Gabrielly

Macs de Oliveira, e um curso

de Assistente Administrativo em

Araraquara, venceram a categoria

‘Serviços’ na Feira Nacional de Empreendedorismo

(FNE) 2018 com

um aplicativo que indica o local mais

próximo para se descartar material

reciclável na cidade.

Batizado de Recicla Tech, o app

já está disponível para download em

Android e iPhone. A orientação do projeto

é assinada pelo educador Sandro

Polizel Laurentino. O projeto, que

rendeu um prêmio de R$ 2 mil aos

araraquarenses, também possibilita

agendar uma coleta residencial, industrial

ou comercial para quem tem

uma grande quantidade de recicláveis

ou não tem disponibilidade de ir

até os pontos de coleta.

“É difícil encontrar alguém que

não tenha um smartphone hoje em

dia! A tecnologia veio para facilitar

a vida, inclusive quando o assunto

é a reciclagem. Por isso criamos o

aplicativo ReciclaTech, que oferece

aos seus usuários um meio único,

inovador e sustentável de auxiliar no

cuidado com o meio ambiente, oferecendo

diversos meios de se fazer o

descarte de materiais recicláveis, de

forma limpa e correta. Recicle sua forma

de reciclar as coisas”, informam

Luis, Gabrielly e Sandro para nossa

reportagem.

Os vencedores: Luis Ricardo, o educador

Sandro e Gabrielly

31|


MERCADO

Vendas de CDs e LPs superam

downloads pela 1ª vez desde 2011

Para proprietários de Sebos em Araraquara, principais vias de compra de livros, discos, cds, o

crescimento não é novidade; por aqui, fãs de rock, jazz e MPB são os principais consumidores.

Álbum musical é quase sempre um projeto complexo: criação e escolha do repertório, trabalho gráfico e distribuição, diz Celso Paiva

Engana-se quem pensa que a internet

matou a venda de CDs e LPs.

Claro que plataformas online mudaram

a maneira de muita gente ouvir

música, porém a parcela que não

abre mão de uma mídia física ainda

existe. E cada vez mais mostra sua

força. Ao menos é o que indica recente

relatório da Associação da Indústria

de Gravação da América (Recording

Industry Association of America),

órgão que contabiliza as produções

musicais do continente.

Segundo o levantamento, os

downloads digitais despencaram

25% (faturaram 1,3 bilhão de dólares)

em relação ao ano anterior. A receita

de produtos físicos, como Lps

e CDs, por outro lado, caiu apenas

4% (1,5 bilhão). Logo, o documento

aponta que as vendas de produtos

físicos superaram então os virtuais,

fato que não ocorria desde 2011.

Além disso, a indústria da música

cresceu pelo segundo ano consecutivo,

alcançando 8,7 bilhões de dólares

em receita total, melhor resultado

desde 2008.

Em Araraquara o assunto repercute,

no mundo daqueles que amam

a música e a arte, de maneira geral.

Fomos às ruas para ouvir a opinião de

dois proprietários de sebos da cidade,

afinal, espaços do tipo são as principais

vias de consumo para aqueles

que cultivam o hábito de comprar

CDs e LPs. Para Celso Monari Paiva,

do Uraricoera, a venda de discos de

vinil segue em constante crescimento,

com novas fábricas surgindo no

mundo todo. Uma prova disso é que

cada vez mais artistas contemporâneos

lançam seus trabalhos em LP e

inúmeros relançamentos são anunciados

todo mês.

“Esse mercado ainda deve crescer

nos próximos anos, uma vez que

somente em 2016, começaram a reaparecer

fabricantes de equipamento

para produção de discos. Até então,

todas as fábricas de discos de vinil

em atividade no mundo atuavam com

o escasso maquinário do século passado,

muitas vezes recuperado da

|32


condição de sucata.

Este entrave para o surgimento de

novas fábricas acabou, o que deve

ampliar a oferta de discos para um

mercado que tem absorvido bem sua

produção atual”, analisa Celso.

E sobre a eterna discussão sobre

a qualidade de cada meio de reprodução,

no caso CD e LP, o empresário

pontua que existe um público

para cada um deles, ou ainda quem

quer desfrutar de todos eles. Para

ele, mesmo o CD, que segue uma

tendência de baixa, deve encontrar

um ponto de estabilidade, pois muita

gente continua não abrindo mão de

uma boa mídia física.

“Um álbum de música é quase

sempre um projeto complexo, que

vai da criação e escolha do repertório

ao trabalho gráfico e sua distribuição.

Ouvir músicas aleatoriamente no celular

distancia um pouco os ouvintes

desse universo de criação. Já a mídia

física representa a síntese de todo

esse processo, sua materialização.

Acabam de sair duas pessoas aqui

da loja levando discos para presentear:

um Beatles (‘Sgt. pepper’s Lonely

Hearts Club Band’) e um Queen (The

Game). Imagine se ao invés desses

presentes, o felizardo ganhasse uma

assinatura do Spotify? Duvido que a

sensação seria a mesma”, finaliza.

Para Ricardo Sother Sciubba, da

Ricks Records, o público que ainda

procura CD´s e LP´s vai ao encontro

de fãs de estilos como jazz,

rock e MPB. Para ele, que viaja o

Brasil em feiras do tipo, amantes

dessa arte ganham força em eventos

relacionados, que apresentam

muita coisa antiga, o que desperta

ainda mais a vontade de colecionar.

“A BBC divulgou uma pesquisa

que atesta como até mesmo o streaming

de música digital, tem impulsionado

a venda dos bons e velhos

bolachões nos últimos anos, no que

parece ser uma convivência cada vez

mais azeitada entre os diferentes formatos”,

diz Sciubba.

EU COMPRO E VOCÊ

VEM COMPRAR

Para a fotógrafa e guitarrista/vocalista

da banda La Burca, de Araraquara,

Amanda Rocha, comprar discos

de vinil é um hábito de mais de

anos, que ela adquiriu junto aos pais.

Quanto a CDs, hoje, ela não compra

com frequência, mas aceita como

presente. Para ela, a mídia física nunca

morrerá, afinal, com a solidão e

frieza que uma música online pode

passar, é superada pela aproximação

com o artista através do encarte, com

letras e textos específicos. “Tem que

caçar, mas dá para achar coisa boa,

com certeza”, revela.

Ricardo Sother

Sciubba, da

Ricks Records

A fotógrafa

e musicista

Amanda Rocha

33|


MÚSICA

Um cantinho

com Beatles

O empresário araraquarense,

João Luis Roveri, abre as

portas de seu escritório à

nossa reportagem para

mostrar sua admirável coleção

de itens ligada aos quatro

garotos de Liverpool.

Réplicas dos intrumentos de John e Paul

Roveri em sua mesa: detalhe para o quadro de Lennon feito por sua mulher, Jussara Roveri

Achar um lugar para estacionar o

carro próximo ao escritório do empresário

João Luis Roveri não foi uma tarefa

fácil. Aliás, essa missão é sempre

complicada quando nos referimos ao

perímetro central de Araraquara.

Então, caminhar alguns quarteirões

sob um sol quente seria a única

alternativa. E os passos precisavam

ser rápidos, pois a entrevista estava

marcada para às 15h. O relógio era

mais veloz que a minha velocidade,

mas tinha em mente que os dez

minutos de atraso seriam tolerados.

Deu tudo certo. E ao ser convidado

por Roveri para adentrar ao lugar,

mal sabia que passar por uma simples

porta branca me levaria a um

ambiente praticamente impensável,

em um primeiro momento.

É que bem em meio a um espaço

que carrega um “certo peso” por conta

de decisões de um diretor administrativo

de empresa, no caso a Fonteri,

Roveri decorou a sala de uma maneira

que, segundo suas próprias palavras,

transformou-se no “canto que

ele encontra a paz para trabalhar ou

À direita, tela de Nájela Faiad

mesmo receber clientes e amigos”.

E boa parte dessa magia não vem

apenas do café expresso forte, ou da

temperatura amena que faz discrepância

com a Morada do Sol. Vem

do ambiente, onde dentro daquelas

paredes, está estampada, de diferentes

maneiras, uma de suas maiores

paixões: os Beatles.

Tudo é muito organizado e de

muito bom gosto. Ali, fui exposto a

fantásticas telas da artista plástica

são-carlense Nájela Faiad; quadros e

fotos que ele ganhou de outros amigos

beatlemaníacos; miniaturas e

bonecos; réplicas da guitarra e baixo

de John Lennon e Paul McCartney e

muitos outros itens pessoais. Fora o

tempero final: caixas de som ligadas

em uma rádio on-line que toca Beatles

o dia todo.

“A decoração dessa sala foi muito

|34


Detalhe para o quadro alusivo ao show de Ringo Starr; há outro semelhante para Paul

natural. Em casa mesmo, não tenho

praticamente nada. Resolvi concentrar

tudo aqui, equilibrando entre

compras e presentes. Inclusive, já

disse aos meus filhos: quando eu não

estiver mais aqui, presenteie as pessoas

com tudo isso. Doe para quem

vai ter este carinho especial, assim

como eu tenho”, diz o empresário.

Sem dúvidas, algumas das peças

que mais me chamaram atenção (depois

dos quadros de Nájela), foram os

painéis dos shows que Rovelli pôde

assistir aqui no Brasil, no caso Ringo

Starr e Paul McCartney. Ele esteve

em todas as apresentações dos ex-

Beatles a partir da década de 90. Em

algumas, ele reuniu todas as fotos da

aventura, disponibilizadas em telas

com frente e verso.

“Do Paul, tive a oportunidade de

participar da passagem de som. Ou

soundcheck, se preferir. Foi incrível

e tudo está registrado e, devidamente

guardado. Tudo, do ingresso aos

impressos que recebemos durante

o evento. Não vislumbro poder

conhecê-lo um dia, mas queria um

autógrafo na minha pele, que viraria

uma tatuagem. Inclusive, vou tatuar

o rosto dos quatro em um braço em

breve”, revela o empresário.

Pai de três filhos, João Luis Roveri

vê na identificação de sua neta Helena,

de 2 anos e 9 meses, a longevidade

da obra dos Beatles, que ele

conheceu em 1977 por influência de

um amigo. “Ela adora a história do

‘Yellow Submarine’, por exemplo. Não

sou daqueles que pesquiso os mínimos

detalhes da vida de cada Beatle.

Gosto do todo, do contexto. A cada dia

me encanto mais”, completa.

THE BEETLES ONE

Quem pensa que as mais fortes

emoções de João Luis Roveri em relação

a Beatles ficam restritas apenas

a sua linda sala ou os shows ao

vivo, ou mesmo a tour que ele fez

em Liverpool, na Inglaterra (terra dos

meninos), se engana. Durante a entrevista,

ele nos contou, com muito orgulho,

sua relação de amizade com o

grupo The Beetles One, de São Carlos.

Ele descobriu a banda por acaso em

2004, por indicação da citada artista

plástica Nájela Faiad.

A identificação ultrapassou os limites

da sanidade, no primeiro encontro.

“Parecia que eu estava ouvindo

os próprios Beatles. Foi surreal”,

confessa.

A banda é formada por duplas de

primos de São Carlos. Curiosamente,

Cléber Harrison Tiossi faz John

Lennon e não George. O guitarrista

é irmão de Wesley Tiossi, o baterista

(Ringo Starr). No baixo, Renato Tiossi

é Paul McCartney e, na outra guitarra,

Carlos Tiossi é George Harrison.

Por um tempo, Roveri passou a

atuar como empresário da banda,

ajudando os garotos a conseguirem

shows para viabilizarem uma viagem

para a Inglaterra. Também auxilou

em processos burocráticos, como

vistos europeus, por exemplo. Tudo

deu certo e hoje o empresário atua

apenas como “conselheiro”, como ele

mesmo diz.

Vale dizer que o grupo já residiu

na Itália, porém o sucesso veio quando

se mudaram para a cidade de Birmingham,

na Inglaterra, em 2006.

No país, apresentaram-se centenas

de vezes em aproximadamente

setenta cidades do Reino Unido, incluindo

performances no lendário

Cavern Club, local onde os Beatles

fizeram seu primeiro show.

Em 2012, a The Beetles One foi

considerada “Destaque do Ano” dentre

outros 66 grupos de 24 países

diferentes, de acordo com os organizadores

da Beatle Week, o maior

festival de Beatles do todo o mundo.

Roveri é hoje conselheiro da banda cover The Beetles One, de São Carlos/SP

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ENTRETENIMENTO

Ozzy e um

araraquarense

Em sua última turnê mundial,

o lendário vocalista do Black

Sabbath fez fotos com muitos

fãs, inclusive Luis Zeferino

Fundador do site Ozzy Brasil, o jornalista

e publicitário araraquarense

Luis Fernando Zeferino, mais uma vez,

esteve ao lado do lendário vocalista

Ozzy Osbourne, podendo conversar

e tirar uma foto com seu ídolo. O primeiro

contato ocorreu há dez anos.

Porém, este tem um gosto especial,

afinal, o Madman viaja o mundo

com a ‘No More Tours’, turnê solo que

promete ser a sua última ao redor do

mundo. Pelo Brasil, Ozzy esteve, neste

ano, em São Paulo (13/05), Curitiba

(16/05), Belo Horizonte (18/05) e Rio

de Janeiro (20/05). O encontro de Zeferino

e Ozzy ocorreu em São Paulo,

‘O fator principal para a criação do portal Ozzy Brasil foi a necessidade de viabilizar o

acesso à informação e artigos raros do Madman para os fãs brasileiros’, diz Zeferino

durante o famoso programa de ‘Meet

And Greet’, atividade que coloca fãs

em contato com seus ídolos.

“É sempre uma grande honra e

isso nos motiva a seguir em frente,

trazendo todas as informações sobre

a vida e a carreira do Ozzy. Missão

cumprida”, conta Zeferino, orgulhoso

em sentir como os projetos vão se

desenvolvendo.

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DIA DE VISITA

CHICO SANTORO

EM NOSSA REDAÇÃO

Uma das figuras mais queridas de

Araraquara, Chico Santoro é o que

podemos chamar de simplicidade.

Brilhante arquiteto, um brilhante músico

e o agradável jeito de se comunicar na

Uniara FM. Veio trocar figurinhas da

Copa do Mundo com Humberto Perez.

ALZEMIRO IANELLI

FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

AÇÃO ‘LIMPA’ A FACHADA DO MUSEU

SUBINDO

A campanha

‘Aniversário

Cidades Vizinhas’

é sucesso no

Shopping Jaraguá.

Nela, moradores

das cidades

aniversariantes da

região estacionam

gratuitamente

durante o dia do

aniversário das

mesmas. Em junho,

podem aproveitar

habitantes de

Pradópolis e Taiúva

(dia 13), Bariri (16),

Ribeirão Preto (19),

Analândia (21) e Rio

Claro e Ibaté (24).

DESCENDO

No mês de maio,

em uma escola do

Jardim Indaiá, um

professor foi ferido

com uma agulha de

seringa. Enquanto a

Guarda Municipal

atendia o caso, a

diretora da mesma

unidade teria sido

desacatada com

palavrões por outro

aluno. Ambos os

estudantes têm 13

anos. Até quando

vamos conviver com

esse desrespeito com

aqueles que lutam

por uma educação

melhor?

Ufa, ainda bem. Uma ação

comunitária de pintura retirou

as pichações nas paredes

externas do Museu Histórico

e Pedagógico Voluntários da

Pátria de Araraquara. Em nossa

edição de maio, relatamos, nesta

mesma coluna ‘Fatos e Fotos’ o

vandalismo presente no local, com

frases agressivas e palavrões de

baixíssimo calão. A iniciativa partiu

da ABATur - Associação de Bueno

de Andrada para Cultura e Turismo

Rural. O apoio cultural foi da

Morvillo Materias de Construção

e também da Prefeitura de

Araraquara. Parabéns, pessoal.

Mais asfalto

A Prefeitura iniciou os

trabalhos de pavimentação

do acesso norte do VI

Distrito Industrial, no

complemento da Avenida

Aroeiras e na alça de

acesso da Rodovia Antônio

Machado Sant’Anna (SP

255). O investimento de

R$ 333 mil na primeira

etapa é oriundo de emenda

parlamentar do deputado

estadual Roberto Massafera,

no valor de R$ 273 mil

(pavimentação, guias e

sarjetas) e de recursos

próprios. A Prefeitura

destinou R$ 60 mil para

os serviços de drenagem.

Ótima iniciativa.

O adeus ao Dr. Hugo Fernando Salinas Fortes

Alzemiro Ianelli, presidente do Grupo da

Melhor Idade em Araraquara, contando

em nossa redação o sucesso dos bailes

organizados pela entidade recreativa,

considerada uma das mais atuantes na

região.

Foto do Dr. Hugo estampada

na galeria da Ordem dos

Advogados do Brasil (OAB),

onde ele exerceu a presidência

Araraquara se despediu do advogado Doutor

Hugo Fernando Salinas Fortes no dia 14 de

maio. Fortes foi presidente da 5ª Subseção

da Ordem dos Advogados do Brasil de

Araraquara na gestão de 1975 a 1977.

Em nota em seu site oficial, a diretoria da

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB SP)

lamentou a perda e mostrou-se solidária à

família, os amigos e a advocacia da região,

que conviveram de perto com a liderança

do advogado. Aos 82 anos, Fortes deixa

a esposa, Dra. Luiza Fortes e filhos. Como

profissional, teve extraordinário desempenho,

angariando sempre o respeito dos colegas.

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FRASE

“Episódio da Rádio

Morada do Sol

derrubou deputada

Márcia Lia. Sua sorte Geraldo Polezze

é a Copa do Mundo antes das eleições.

Mas, depois, a rede social será implacável

e influenciará nas urnas, além da imprensa

profissional. Mulher que cobrou promessa

de emprego da deputada foi triste, pela

essência”.

Comentário do jornalista Geraldo Polezze

em sua página no facebook. O texto

faz alusão ao vídeo com a discussão

entre a deputada do PT e o também

comunicador José Carlos Magdalena. Ao

final dele, uma mulher aparece cobrando

Márcia Lia, que teria prometido emprego

à sua filha. O vídeo viralizou no WhatsApp.

Empreender, sempre

Um grupo de 22 moradores do

Assentamento Bela Vista, a maioria

mulheres, participa de um mutirão

que tem gerado renda a suas famílias.

Durante o período da colheita do

milho, que acontece entre os meses

de março a maio, esses produtores

familiares do assentamento chegam

a faturar R$ 300 por semana, com a

extração da palha do milho, que

atende o mercado de cigarros de

palha. O Assentamento Bela Vista

também é um produtor de cereais,

além dos hortifrútis do qual é bem

conhecido e é por meio da produção

de grãos que os assentados diversificam

sua produção, conquistam mais

segmentos do mercado e não ficam

dependendo de uma única cultura.

Clima de Copa

A exposição “Seleção Brasileira –

Estação Ferroviária”, que propõe um

aquecimento para a Copa do Mundo,

é destaque no Museu do Futebol e

dos Esportes de Araraquara até o dia

31 de julho. A visitação gratuita é de

segunda a sábado, a partir das 9h.

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CONQUISTA

Grupo Escoteiro Morada do Sol-378

entrega seu o primeiro ‘Lis de Ouro’

Prêmio é sinônimo de comprometimento e orgulho para todo o grupo, fundado há quatro anos.

O distintivo especial “Lis de Ouro”

é um dos mais importantes símbolos

a serem conquistados por jovens escoteiros

entre 11 e 14 anos. Tal honraria

comprova comprometimento e

é motivo de orgulho para o grupo e

também para o condecorado.

E o Grupo Escoteiro Morada do Sol

-378 agregou essa felicidade recentemente,

ao entregar seu primeiro “Lis

de Ouro” ao escoteiro Elwis Gustavo

de Souza Mello, que sempre foi dedicado

e fiel à sua Promessa Escoteira

e às Leis Escoteiras.

No mesmo dia da entrega da

condecoração ao garoto, o grupo celebrou

a passagem de vários jovens

para um ramo superior, cumprindo

assim uma etapa na vida escoteira e

ingressando em outra para dar continuidade

à sua progressão.

“Os ramos escoteiros têm a finalidade

de reunir crianças e jovens de

acordo com sua faixa etária, possibilitando

assim atender de forma mais

eficaz aos seus interesses. São eles:

de 6,5 a 10 anos (ramo lobinho); 11

a 14 anos (escoteiro); 15 a 17 anos

(sênior) e 18 a 21 anos (pioneiro)”,

No programa, o voluntário e o jovem criam uma relação de amizade e confiança

Valnei Pinotti

explica Valnei Pinotti, chefe dos

escoteiros.

A HISTÓRIA

O Grupo Escoteiro Morada do Sol

fundado em 15 de março de 2014,

tem como objetivo, assim como todos

os membros do movimento escoteiro,

fazer deste mundo um mundo melhor.

Fiel ao método escoteiro, os jovens

desenvolvem seu caráter e suas habilidades

sociais, físicas, intelectuais,

espirituais, afetivas e emocionais, em

um sistema de progressão que tem a

intenção de estimular suas capacidades

e interesses.

“A evolução é acompanhada individualmente

por um adulto voluntário,

que identifica suas qualidades

e deficiências a fim de orientá-lo da

melhor forma, criando oportunidades

para que ele se desenvolva e se supere

cada vez mais”, finaliza Valnei

Pinotti. O Grupo Escoteiro Morada

do Sol, cumprindo suas finalidades e

demonstrando acentuada preocupação

com o amanhã dos cidadãos, tem

suas atividades aos sábados, das 14h

às 17h, no CER Cotinha de Barros,

Rua dos Estados, 1061, Jardim Brasil.

Outras informações pelo blog:

http://grupoescoteiromoradadosol.

blogspot.com.br/

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INÉDITO

Copa do Mundo de botão

chega em Araraquara

Jogadores das categorias

sub-15, 17 e 20 participam

de evento realizado na sede

da própria Ferroviária.

Às vésperas da Copa do Mundo

da Rússia que começa no dia 14 de

junho, as categorias de base da Ferroviária

entraram no clima do mundial

e disputaram a Copa do Mundo de

Futebol de Botão. O evento, que foi

realizado na sede do clube, promoveu

a cultura do jogo de botão e contou

com a parceria do Profut – Grupo de

Estudos e Pesquisas dos Aspectos Pedagógicos

e Sociais do Futebol.

O grupo, sediado na Universidade

Federal de São Carlos (UFSCAR),

faz pesquisas relacionadas, principalmente,

às relações que o futebol

estabelece com as ciências humanas

através da pedagogia, sociologia, antropologia

e história. Dentre os estudos

e atividades desenvolvidas, está

o resgate à cultura dos jogos lúdicos

relacionados ao futebol. O “jogo de

botão” ou nos tempos modernos “futebol

de botão” faz parte dos anos 50

e foi moda em nossa cidade.

“O objetivo era levar aos meninos um

olhar diferente sobre o futebol, com a

proposta de resgatar o jogo de botão

Procuramos mostrar que é possível fazer

outras narrativas a partir do futebol”,

explicou o Coordenador do Profut, Osmar

Moreira de Souza Júnior.

Após o campeonato, os jogadores

das categorias sub-15, 17 e 20 receberam

da Super Tela – empresa especializada

em artefatos de madeira

– a doação de cinco mesas que serão

colocadas no alojamento dos atletas

em Araraquara.

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AGRO

INFORMATIVO

N E G Ó C I O S

Edição: Junho/2018

8 de junho

Dia do Citricultor

Louvável o trabalho do citricultor que dentro

da história, contribui para o desenvolvimento

econômico do nosso País. Através dos tempos, o

que era então ‘plantador’, depois ‘produtor’ e na

atualidade ‘citricultor’, a laranja deu a cada um à

sua época, o sentido exato da responsabilidade e

grandiosidade da atividade que exercia.

Temos sim orgulho do lavrador que planta e faz da

colheita seu ganha pão, movimenta o mercado e

desempenha importante papel na geração de renda

e de emprego na agricultura familiar, contribuindo

para a melhoria da qualidade de vida e, com isso,

ampliando as possibilidades de permanência da

família rural no seu meio de origem.

Neste 8 de junho rendemos nossas homenagens aos

citricultores, pequenos, médios e grandes, que de

forma ousada, desafiaram o tempo e ajudaram as

processadoras de sucos a abastecerem o mundo,

tornando-se reconhecidamente como grandes

empresas do setor.

O citricultor é agente importantíssimo e

responsável por otimizar os investimentos,

melhorar a produtividade e preservar os pomares.

Então, nada mais justo que ele tenha o seu próprio

dia, comemorado acima de tudo com muita

dignidade, principalmente respeito.

Nicolau de Souza Freitas

Presidente do Sindicato Rural de Araraquara

Membro da Câmara Setorial da Citricultura

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HORIZONTE

O tomate como fonte

de renda para o pequeno

produtor rural

O curso é realizado visando o trabalho em ambiente familiar.

Usado como salada, no

preparo de molhos, para

rechear tortas e sanduíches

ou mesmo como ingrediente

de sopas e sucos, o

tomate é um fruto repleto

de sementes, carnoso,

suculento e dotado de

propriedades benéficas

à saúde.

* Fotos: Aulas práticas sobre

preparo da área e condições do

solo para o plantio dos tomates.

Desde março de 2018 ocorrem no

Assentamento Monte Alegre as aulas

dos primeiros módulos do Programa

Tomate Orgânico. Esta atividade é

resultado da parceria entre Sindicato

Rural de Araraquara, SENAR SP e

Fundação Itesp.

O primeiro módulo, segundo o

instrutor Marcelo Sambiase, refere-se

ao preparo do solo. Toda a produção

orgânica já possui este diferencial inicial,

visto que a base para o sucesso

do plantio é um preparo de solo adequado.

As aulas práticas ocorrem na área

do produtor José Prudente, onde a família

tem se empenhado na busca de

modelos orgânicos. A área explorada

pela família localiza-se no Assentamento

Monte Alegre 2, município de

Motuca.

Nas aulas iniciais, o instrutor Marcelo

Sambiase explorou toda a questão

macro, como clima, formação de

solos, vegetação, contexto natural,

para depois disso regionalizar e explorar

as questões de Araraquara e

suas peculiaridades naturais. O ensinamento

acontece de forma bem espontânea

e participativa, argumenta

o instrutor.

Nas aulas práticas ocorrem o preparo

da área, com foco na adequação

do solo e os passos iniciais para o

plantio dos tomateiros.

O plantio é indicado entre os meses

de agosto a janeiro e de fevereiro

a maio em áreas mais quentes.

A maioria das cultivares plantadas

atualmente é híbrida.

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A GRANDE FEIRA

Araraquarenses

apostaram no sucesso

da Agrishow em 2018

Não há como negar a importância da Agrishow em Ribeirão

Preto para a economia brasileira, onde empresas de todos os

cantos apresentam seus produtos e abrem novos mercados.

Não é a primeira vez que empresas

de Araraquara, ligadas ao setor do

agronegócio, expõem sua marca na

Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia

Agrícola em Ação. Interpretado

como o principal evento tecnológico e

de negócios do agronegócio na América

Latina e a mais importante vitrine

de tendências para o segmento, o

evento foi encerrado no dia 4 de maio

apresentando novidades em máquinas,

implementos agrícolas, sistemas

de irrigação, insumos, sistemas para

agricultura de precisão, soluções de

monitoramento e automação, acessórios,

peças, serviços e outros produtos

de 800 marcas, do Brasil e do exterior.

O Sindicato Rural de Araraquara e

a Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

prestigiando as empresas locais

participantes do evento, mostram

a dedicação de algumas delas ao expor

seus produtos e também propagar

as riquezas da cidade.

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A Lumagi que foi fundada

em 1986 por Giuseppe

Nigro, ocupou um dos

espaços da Agrishow;

a empresa é pioneira

no desenvolvimento de

produtos para lubrificação

e abastecimento

de movimentação

manual; na feira esteve

representada pelos

seus diretores Marcos

Camargo e a esposa

Maria, os colaboradores

Wagner e Elaine

A GRA que é uma das principais revendas da marca Massey Fergusson em

todo país, ocupou um dos espaços mais estratégicos da feira, com o gerente

Fernando realizando importante trabalho de vendas

Hugo Renan Velásquez, gerente da Unidade

Colorado (John Deere) em Araraquara mostrou a

tecnologia das suas máquinas na Agrishow

A agricultura é uma

das principais forças da

economia brasileira, por

isso o desenvolvimento

e a aplicação de novas

tecnologias são constantes.

Regularmente, presenciamos

o surgimento de novas

máquinas e implementos

agrícolas que combinam

diferentes conjuntos

eletrônicos para alcançar

altos níveis de eficiência em

processos produtivos.



Área destinada à New Holland,

representada pela Marka Veículos de

Araraquara; a empresa com unidade

aqui na cidade, esteve representada

pelo seu gerente comercial Israel de

Freitas Aguiar, que recebeu em seu

stand o diretor Marcelo Benedette,

do Sindicato Rural

Equipe da Comper também levando para a Agrishow a qualidade da marca

Valtra: Alexandre, Stephany (Valtra), Paulo Amador, Adriana, Jipe e Joel

Marcelo Benedette, em nome do Sindicato Rural,

foi cumprimentar o gerente da Coopercitrus,

Bruno Gagliardi Ducatti, durante a Agrishow. Vale

lembrar que a Coopercitrus é considerada uma das

maiores cooperativas da região na comercialização

de insumos, máquinas e implementos agrícolas

Ricardo Adriano Horacio, da Racine

Tratores que representa a marca Case IH

em Araraquara, ao lado dos consultores

de venda. Da esquerda para a direita:

Rafael Bezerra e Jhonata Barbisan

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SEGURANÇA

Trabalho na lavoura, realizado com pulverizador de barras

Investimento para garantir

pulverização com qualidade

Sabe João, disse o instrutor, é importante

saber que hoje orientamos

mais um grupo de pessoas, graças

ao apoio do Sindicato Rural e do SE-

NAR; isso me deixa feliz. De fato, pois

para atender ao aumento da produção

agrícola nos últimos anos, há a

exigência de se desenvolver novas

tecnologias, desde o preparo do solo

até a colheita e beneficiamento dos

produtos, seguindo a NR 31 que estabelece

preceitos a serem observados

na organização e no ambiente de trabalho,

de forma a tornar compatível o

planejamento e desenvolvimento das

atividades da agricultura com a segurança

de saúde e meio ambiente do

trabalho. Além do uso do agrotóxico,

o maquinário está inserido neste novo

contexto, salienta o instrutor.

A aplicação de agrotóxicos pode

variar de alta a baixa toxicidade;

Cada vez mais as lavouras

acompanham o avanço da

tecnologia e para isso exigem

profissionais capacitados

para o desempenho de cada

função. Daí o cuidado na

preparação dos operadores.

Pulverizador com

capacidade de mil

litros com barras

ajustadas ao trator

para a pulverização,

tema central do curso

ministrado pelo SENAR

e o Sindicato Rural. A

barra tem cerca de 14m

e o investimento chega

aos 30 mil reais.

Participantes do curso sobre pulverização de agrotóxicos

Naquele finalzinho do dia 4 de

maio, o instrutor Cláudio Barbosa, do

SENAR SP, estava terminando mais

um curso de capacitação destinado

aos trabalhadores rurais da Usina

Santa Cruz, em Américo Brasiliense.

Se dava por feliz, é verdade, pois sua

missão era orientar pessoas interessadas

em aprender as notas técnicas

de pulverização das lavouras, mas

principalmente cuidar de si mesmas

e se conscientizarem sobre a importância

da natureza na atualidade.

Ao seu lado também está o coordenador

regional do SENAR, João Henrique

de Souza Freitas, que ao pedir

ao instrutor uma análise sobre a atividade

desenvolvida por três dias na

usina, quebrou o silêncio mergulhado

no dia cansativo que não chegou a

atrapalhar a comemoração dos trabalhadores

certificados.

portanto, é de extrema importância

que, para utilizarmos esses produtos,

tenhamos o conhecimento quanto à

sua escolha, mistura, aplicação e carência.

Daí a importância do conhecimento.

A Usina Santa Cruz, pertencente

ao Grupo São Martinho, solicitou a capacitação

dos seus trabalhadores ao

Sindicato Rural e SENAR que disponibilizam

recursos para organização e

execução dos trabalhos acompanhados

pelo coordenador João Henrique

de Souza Freitas.

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CURSOS

ANO / 2018

CURSOS EM JUNHO

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR COSTAL MANUAL

18/06 até 20/06 - Grupo Fechado

Local: Raízen

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR DE BARRAS

04/06 até 06/06 - Grupo Fechado

Local: São Martinho (Américo)

Almoxarifado da Prefeitura em Américo onde parte do curso foi realizada

OPERAÇÃO DE RETROESCAVADEIRA

Curso capacita

e valoriza os

trabalhadores

O ensinamento proposto pelo

Sindicato Rural e SENAR aos

servidores se traduz em lucros

para o município, afinal, ao

diminuir os erros, diminuemse

os gastos para corrigi-los.

Além das funções já conhecidas

no meio urbano e na construção civil,

as retroescavadeiras também são

usadas na abertura de adutoras e outros

serviços ligados à irrigação e, ainda,

na conservação das estradas de

terra. Por essa razão, é que o prefeito

Dirceu Pano solicitou a realização

Aula prática em área do município

deste programa para os servidores

que atuam nesta área em Américo

Brasiliense, em maio, durante três

dias, para que eles aprendessem o

manuseio correto da máquina.

O instrutor Marcelo Baccar Lopes,

do SENAR SP, explicou aos servidores

que o mercado de máquinas de construção

(linha amarela) é crescente no

setor agropecuário e com isso a demanda

pela capacitação de funcionários

para a operação delas também

tem aumentado e o Sindicato Rural

está atento a isso.

Durante as aulas, os participantes

conhecem todos os componentes da

máquina, desde subir e descer do

equipamento até fazer uma leitura do

painel de instrumentos e conduzir o

maquinário.

De acordo com João Henrique de

Souza Freitas, coordenador regional

do SENAR, todo veículo tem regras

que precisam ser seguidas, afinal, disse

ele, “possuímos normas de trânsito.

Ao aprender a forma correta dessa

condução, aperfeiçoando a técnica

de operação, os participantes estarão

dentro das regras e isso significa mais

segurança para eles e para quem os

emprega”, admitiu.

Após a realização do curso, os próprios

participantes além de elogiarem

os treinamentos, disseram que a partir

de agora vão se sentir muito mais

seguros. Isso é importante para que

o profissional se sinta valorizado e o

município ganhe com isso. Ao mesmo

tempo, trata-se de uma ação social de

grande importância.

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS COM

TURBO PULVERIZADOR

25/06 até 27/06 - Grupo Fechado

Local: São Martinho

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL

- PRODUTOS RURAIS PARA

COMERCIALIZAÇÃO (Módulo III)

23/05 até 06/06 - Grupo Fechado

Local: Monte Alegre (Araraquara)

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL -

CONSTRUÇÃO DO ESTANDE DE BAMBU

(MÓDULO IV)

18/06 até 31/07 - Grupo Fechado

Local: Monte Alegre (Araraquara)

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO

(MÓDULO III)

04/06 até 28/06

Local: Motuca

• INCÊNDIO - PREVENÇÃO E COMBATE

NO CAMPO - TÉCNICAS

11/06 até 12/06

Local: Canasol

• MARACUJÁ - MANEJO E TRATOS

CULTURAIS

13/06 até 15/06

Local: Uniara

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE

TRATORES AGRÍCOLAS

11/06 até 15/06 - Grupo Fechado

Local: Citrosuco (Boa Esperança do Sul)

• MEL NA GASTRONOMIA - TÉCNICAS

26/06 até 28/06

Local: Canasol

• PROGRAMA PROMOVENDO A SAÚDE

NO CAMPO - ANIMAIS PEÇONHENTOS,

ESPÉCIES, PREVENÇÃO DE ACIDENTES E

PRIMEIROS SOCORROS

27/06 até 28/06 - Canasol

• TOMATE ORGÂNICO - CONTROLE DE

PRAGAS E DOENÇAS (MÓDULO IV)

11/06 até 18/06 - Grupo Fechado

Local: Monte Alegre (Araraquara)

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

João Henrique de Souza Freitas

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CUIDADOS

Como dar

manutenção

aos tratores

agrícolas

Atendendo pedido das

empresas associadas que se

preocupam com a segurança

dos seus trabalhadores, o

SENAR SP e o Sindicato Rural

levaram para a Usina Santa

Cruz, um dos seus mais

importantes programas de

capacitação.

Participantes do curso junto com o instrutor Vitor Junqueira, na Usina Santa Cruz

Ao ministrar o curso Operação

e Manutenção de Tratores Agrícolas

para os trabalhadores da Usina

Santa Cruz, durante quatro dias de

maio, o instrutor Vitor Junqueira, do

SENAR SP, explicou aos alunos que

“entende-se por manutenção o conjunto

de procedimentos realizados

com o propósito de prolongar a vida

útil do trator, mantê-lo disponível para

o trabalho, em perfeitas condições de

funcionamento e, consequentemente,

reduzir o custo operacional”.

Quando a aplicação do programa

foi solicitada, a direção da usina buscava

aprimorar ainda mais conhecimento

dos operadores de máquinas.

De fato, o conhecimento dos componentes

e sistemas do trator e sua

manutenção permitem ao operador

executar as diversas tarefas e operações

agrícolas, tornando-o apto a

exercer sua função de forma correta

e segura.

Acompanhando a abertura do curso,

o coordenador regional do SENAR

SP, João Henrique de Souza Freitas,

explicou que para o trabalhador que

se responsabiliza pela manutenção

do trator, é importante observar alguns

cuidados gerais a fim de diminuir

riscos de acidentes e adequar a

postura para evitar dores, principalmente

nas costas, ombros, punhos

e pescoço.

TÉCNICA E SEGURANÇA

Num ambiente em que os participantes

prestavam muita atenção,

Junqueira destacou que o trator agrícola

é uma máquina bastante complexa,

constituída por um motor de

combustão interna, vários tipos de

sistemas de transmissões e rodados,

utilizados para realizar tarefas

em diferentes locais e condições de

trabalho. E completou: “Por isso, é

importante adotar procedimentos

adequados de manutenção antes e

depois das operações, de modo a evitar

falhas no funcionamento, o que

poderia causar quebras e prejuízos.

Após aulas teóricas e práticas, os

alunos, o instrutor e o coordenador do

SENAR se cumprimentaram de maneira

cordial, com o agradecimento

da empresa aos parceiros que apoiaram

a iniciativa.

“É importante recebermos este

agradecimento e elogio, pois trata-se

de um reconhecimento ao nosso trabalho

e a disposição do sindicato e do

SENAR em continuarem a fortalecer o

conhecimento destes trabalhadores”,

disse João Henrique, orgulhoso com

o cumprimento da missão.

Estudo sobre a máquina

A familiarização com o trator

O trabalho em meio ao laranjal

|52


PREVENÇÃO E CONTROLE DO FOGO NA AGRICULTURA

Com o tempo seco surgem

os riscos de queimadas

Sindicato Rural e SENAR

disponibilizam instrutores

para usinas e produtores

rurais capacitarem e

formarem brigadas que vão

atuar no combate a incêndios

no campo, durante este

período de estiagem.

Com a chegada do outono, a aridez

do ar e do solo são potencializadas,

representando um perigo para

incêndios no campo, bem como na

região urbana. Araraquara tem essa

característica por possuir clima quente

e seco. De acordo com dados da

Defesa Civil, houve um decréscimo

das notificações das queimadas entre

2011 e 2015, porém, durante os

últimos três anos, as ocorrências permaneceram

altas. Apenas em 2017,

foram 505 ocorrências.

Anualmente, o Sindicato Rural

e o SENAR estabelecem parcerias

visando formar novas brigadas de

combate aos incêndios. Para tanto,

há solicitação das usinas e dos produtores

rurais, que também preocupados,

disponibilizam funcionários

que formados através destes cursos,

tornam-se brigadistas.

Só na Usina Santa Cruz, hoje pertencente

ao Grupo São Martinho, foram

realizados dois cursos em maio;

durante vários dias os trabalhadores

Instrutor Henry com os participantes do primeiro curso realizado na Santa Cruz

conviveram com as orientações do

instrutor Henry Lopes e com a presença

de João Henrique de Souza Freitas,

coordenador regional do SENAR SP.

UNINDO FORÇAS

O que se observa é

uma preocupação

cada vez maior

dos produtores e

dos trabalhadores

rurais com os

incêndios, pois com

o fogo no campo

ou na área urbana,

todos perdem

Para o presidente do Sindicato

Rural, Nicolau de Souza Freitas, um

dos maiores incentivadores para a

formação de brigadistas no campo,

é verdade que as frequentes, longas e

intensas estiagens pelas quais centenas

de cidades brasileiras têm passado

nos últimos anos, é imprescindível

que haja um alerta para as principais

causas de incêndio e as formas de

prevenção.

É neste particular que a presença

do instrutor Henry Lopes tornou-se

importante, comentando que a intenção

da parceria sindicato e SENAR

é levar para os produtores e os técnicos,

como o proprietário vai poder

lidar com as questões dos incêndios

dentro da sua propriedade, pois o

que se presume é que a época de

seca seja cada vez mais intensa e

duradoura.

O coordenador João Henrique

salienta que o sindicato e o SENAR

desejam que todos os produtores

compartilhem as iniciativas que estão

sendo desenvolvidas nesse sentido,

porque o interesse é replicar as informações

de prevenção e controle do

fogo em toda a região e, assim, aumentar

o número de produtores capacitados

para evitarmos os incêndios

nas propriedades rurais”.

Ele conta ainda que quando o fogo

começa, se espalha rapidamente e

se os colaboradores não estiverem

bem preparados e souberem como

agir, acaba virando uma confusão e

o prejuízo pode ser ainda maior. Há

produtores rurais que já viram tratores

sendo queimados e diversos outros

tipos de acidentes causados por

falta de experiência para combater o

fogo em situação de emergência. Sindicato

Rural e SENAR estão atentos à

capacitação dos trabalhadores neste

período de estiagem.

53|


Formandos em mais um curso de capacitação na antiga Usina Zanin (Raízen)

PULVERIZADOR COSTAL MANUAL

Os cuidados

com seu uso

Empresas como o Grupo

Raízen, estão cada vez mais

atentas às exigências da

legislação que descreve os

cuidados com o uso dos

agrotóxicos na lavoura.

Quando os trabalhadores da antiga

Usina Zanin, hoje pertencente ao

Grupo Raízen, se aproximaram para o

início do curso Aplicação de Agrotóxicos

nos dias 10, 11 e 12 de maio, estavam

cientes sobre a importância do

aprendizado destinado pelo instrutor

Celso Nogueira. A empresa, sempre

preocupada com a capacitação dos

seus profissionais e as exigências da

legislação, havia solicitado ao Sindicato

Rural o cumprimento deste programa

em parceria com o SENAR SP,

convicta dos resultados e os benefícios

aos trabalhadores.

Sindicato Rural

e o SENAR

orientam o

trabalhador no

seu trabalho

Nogueira destacou inicialmente

que de acordo com a cartilha elaborada

pelo SENAR, “trabalhador na

Aplicação de Agrotóxicos é a ocupação

que efetua a aplicação de produtos

agrotóxicos nas várias formas

(líquida, pó, granulados, etc.), para

proteger a lavoura de doenças, pragas,

plantas daninhas e evitar os

prejuízos”.

VENDO O FUTURO

Na verdade, essa aplicação é efetuada

com equipamentos específicos,

entre os quais o pulverizador costal

manual, quando a indicação técnica

a recomenda nas áreas infestadas ou

sujeitas à infestação. A própria diretoria

técnica do SENAR explica que

para se fazer uma boa aplicação, é

necessário conhecer os materiais

específicos, o produto e a forma de

sua utilização e de sua aquisição, o

E.P.I. (Equipamento de Proteção Individual),

os equipamentos de aplicação,

o modo de preparar a calda

e de fazer a desinfecção, o descarte

das embalagens e os primeiros socorros.

Tudo isso está fundamentado a

partir da promulgação da lei 7.802,

de 11 de julho de 1989 e do decreto

regulamentador nº 98.816, de

11/01/1990, quando os agrotóxicos

passaram a ser definidos como: “produtos

e agentes de processos físicos,

químicos ou biológicos destinados ao

uso nos setores de produção”.

O coordenador regional do SENAR,

João Henrique de Souza Freitas, considera

que essa rigidez demonstra a

preocupação das autoridades para

Explicação sobre a postura no trabalho

Segurança com o uso dos EPIs

com os trabalhadores e também o

meio ambiente: “A interação entre

todos é de extrema necessidade e

se cada um fizer sua parte, teremos

um mundo melhor, construído com

responsabilidade”, assegura o coordenador.

|54


Instrutor Ricardo Marinheiro passando aos agricultores

familiares as orientações teóricas

FRUTICULTURA BÁSICA

Nem sempre descascar o

abacaxi é um mau negócio

Aliás, vale muito a pena quando sob a casca da fruta

se revela uma polpa suculenta, saborosa e refrescante.

Também conhecido como ananás, o abacaxi é bem aceito

pelo brasileiro.

Dando sequência aos trabalhos

de capacitação relacionados à diversificação

da produção, produtores dos

Assentamentos Monte Alegre participaram

de capacitação sobre Fruticultura

Básica, realizada no próprio

assentamento, sendo uma parceria

entre Sindicato Rural de Araraquara,

SENAR e Fundação Itesp.

Nos dias 7, 8 e 9 de maio os produtores

tiveram a oportunidade de

aprender sobre o plantio correto de

abacaxi, a fim de dinamizar a produtividade

e aproveitamento comercial

dos frutos, que são vendidos pelos

produtores para supermercados,

feiras e outros intermediários. O instrutor

Ricardo Marinheiro conduziu a

atividade, dividida entre aula teórica

e prática.

ESTIMULAR A PRODUÇÃO

As aulas práticas ocorreram na

área do produtor Tadaci Roberto Haragushi,

localizada no Assentamento

Monte Alegre VI, que dedica sua área

à produção de hortaliças e sempre

participa dos cursos e capacitações,

visando diversificar a produção de

sua área.

“Estas atividades são importantes

pois estimulam a diversificação da

produção e o manejo adequado dos

plantios. Buscamos sempre enfatizar

a importância que os agricultores

familiares possuem no contexto da

produção de alimentos”, comentou

Maria Clara Piaí da Silva, da Fundação

Itesp.

O instrutor Ricardo Marinho lembrou

aos participantes que o professor

possui visão ampla do mercado

regional, o que vai além dos conhecimentos

técnicos e amplia o horizonte

dos produtores. Ele também explicou

que todos estes aspectos são trabalhados

diariamente pelos técnicos

agrícolas e engenheiros agrônomos

da Fundação Itesp, que prestam

assistência técnica a estes assentamentos.

Paralelo a isto, estão as

capacitações que são oportunidades

de aproximar produtores que atuam

em áreas afins, otimizando as orientações

técnicas”.

As aulas práticas propiciam a aprendizagem concreta, pois

esclarecem várias dúvidas, como tirar mudas para replantar

55|


Homenagem

O QUE A VIDA CONTA

O mundo da Família Bergamo

construído em terra estranha

Dorival Bergamo que

teve sua vida voltada

para o campo,

hoje relembra com

a esposa Ignez,

antigas histórias de

família

“No dia em que nasci, minha mãe cortou cana até às quatro

horas da tarde; sete horas depois, eu nascia na Fazenda

Boa Vista, do Constante Ometto, em Piracicaba” (Dorival

Bergamo).

Quando o vapor Las Palmas

procedente de Gênova (Itália), ancorou

no Porto de Santos no dia 5 de

agosto de 1892, com o casal Luigia-

Natale Bergamo a bordo, também

estavam os filhos Gerólamo, Maria,

Donato, Secondiano e Antonio.

A esperança saltava nos olhos de

todos e eles sentiam que o mundo

poderia lhes sorrir, bem melhor do

que na Itália que ficara para trás.

Natale, o patriarca da família

Bergamo, tinha então 45 anos e

a esposa Luigia, 44. O filho mais

velho, Gerólamo, 16 anos, no desembarque

ajudava o pai a carregar

os sonhos nas poucas malas de

couro surrado, agora em direção

ao Memorial do Imigrante, em São

Paulo. De lá a família foi encaminhada

para um vilarejo chamado

“Tatú”, mais tarde Tatuí, próspera

cidade na confluência das bacias

dos rios Sorocaba e Tatuuvú (hoje

Bairro do Barreiro). Um ano depois,

os Bergamo’s se encontravam em

uma fazenda no município de Rincão,

trabalhando na cultura do café.

Em 1894, Natale levou a família

para trabalhar em uma lavoura em

Secondiano chegou

ao Brasil com

apenas 5 anos de

idade; na foto ao

lado de Rosa, sua

segunda esposa

e com ela teve 15

filhos

Tatuí; passado algum tempo todos

estavam em Tietê e ele trabalhando

no desmatamento de uma fazenda.

Natale foi acompanhando o crescimento

dos filhos no campo. A esta

altura, o filho mais velho, Gerólamo,

estava com quase 20 anos, era

final do século. Donato e Secondiano

também ajudavam o pai.

Ao chegar 1906, cada um já havia

entendido o que era trabalhar na

roça. Adultos eles se casam. Secondiano,

com pouco mais de 18 anos,

havia conhecido Albina e com ela

se casou para ter ao longo de 19

anos de relacionamento 10 filhos,

dos quais 4 morrem pela deficiência

na assistência médica da época.

Albina também morre por volta

de 1925, deixando os filhos Lídia,

Artur, Antonia, Alfredo, Florindo,

Júlio e Auta. Secondiano vai então

trabalhar com o usineiro Constante

Ometto, em Iracemapolis (pertencia

a Piracicaba), cerca de 100 km de

Tatuí. A esta altura, ele com 40 anos,

tinha uma profissão definida, toneleiro

em um engenho dos Ometto

e casa-se novamente, agora com a

viúva Rosa Bizan, de 19 anos que

vai cuidar dos seis filhos, além de

uma filha que ela possuía com um

colono chamado Luís. A criança se

chamava Luísa. Ao todo então são

7 filhos.

Neste período, Natale vai para

São Paulo com os filhos Gerólamo,

Maria, Donato e Antonio. Apenas

Secondiano ficou e alguns meses

depois, deixa Iracemapolis para vir

trabalhar na Fazenda Marilú, de Augusto

Transdorff (1941). Interessado

na venda da propriedade, Secondiano

pede prioridade e recorre ao

antigo patrão e amigo Constante

Ometto que lhe empresta parte do

|56


Nesta casa a

segunda geração

dos Bergamo’s se

desenvolveu e hoje

Dorival, o filho de

Secondiano, dá

continuidade

dinheiro para fechar o negócio.

Plantando cana e produzindo cachaça,

ele atendia aos trabalhadores

da Usina Tamoio, causando desconforto

ao usineiro Hélio Morganti

que decide lhe fazer uma proposta

e compra a Marilú, agregando-a à

refinadora.

A esta altura na Fazenda Marilú

estão os filhos do primeiro casamento

e os que nasceram em Iracemapolis:

José, Aurora, Dorival,

Segundiano, Lairton e Valdomiro,

mais Orlando, Nelson, Luís e Pedro

nascidos na Marilú.

Com o dinheiro da venda da

Marilú, Secondiano compra os 105

alqueires da Fazenda Americana e

ali nascem os filhos Maria e Luísa

que são gêmeas, Alcides e Iracema.

Quando do nascimento da última

filha, Iracema, já haviam falecido

15 filhos.

A DIVISÃO DAS TERRAS

Nove anos depois de ter comprado

a fazenda se passam; era

1956 e Secondiano inicia a divisão

das terras, primeiro com os filhos

do casamento com Albina (1906).

Para cada um destina 5 alqueires

e sobram 55 alqueires que a partir

de 1970, serão destinados aos filhos

que teve com Rosa, frutos do

Abaixo, Dorival e Ignez, casamento

realizado em Iracemapolis em 1955; à

direita o casal 63 anos depois.

segundo casamento.

Nesta divisão, as filhas receberam

sua parte em dinheiro e para

os filhos foram dados 5 alqueires

cada. Secondiano arrendou a parte

que lhe sobrou - 20 alqueires - para

o filho Dorival explorar, fazendo um

contrato por 6 anos. Neste meio

tempo com o falecimento do pai,

Dorival esperou o final do contrato

para nova divisão, agora correspondente

aos 20 alqueires do pai

Secondiano. No rateio, Dorival hoje

possui 12 alqueires, onde está a

sede da Fazenda Americana, sendo

9 alqueires de cana, mais o pasto

e a plantação de mil pés de café.

Atualmente com 83 anos de idade

e o único filho vivo, ele relembra

com saudades o legado deixado

pelo pai que teve uma vida extremamente

difícil, porém, com ativa

participação no desenvolvimento da

agricultura na região. Um dos fatos

marcantes, segundo ele, foi sua

participação na fundação da Associação

dos Fornecedores de Cana

de Araraquara, em 1952. Secondiano

fez parte da primeira diretoria,

período de 1952/1954, como

membro do Conselho Fiscal. A partir

daí o vínculo da Família Bergamo

Secondiano

Bergamo,

ao todo 25

filhos

foi crescendo e justamente Dorival,

que possuía um relacionamento

mais amplo com o campo, passou

a substituir o patriarca.

Por 22 anos, lembra Dorival, me

mantive como um dos responsáveis

ao lado de Edgard Iost, pelo Ambulatório

da Associação dos Fornecedores

de Cana, onde também fui diretor

em diversos cargos. Da mesma

forma essa convivência ocorreu com

o Sindicato Rural, sempre de forma

participativa. Recentemente, Dorival

Bergamo assumiu o cargo de vogal

no Conselho de Administração da

Credicentro, cooperativa destinada

a dar orientação e assistência financeira

aos produtores rurais.

HOMENAGEM

Dorival Bergamo é o que dá sequência

ao espírito pioneiro do avô

Natale e do pai Secondiano, além

dos quatro tios que desembarcaram

em 1892 no Porto de Santos. Dorival

é casado com Ignez Castellari

Bergamo, há 63 anos. O casal não

tem filhos, porém, uma afetividade

familiar que mostra a importância

do trabalho em três gerações.

Por ser considerado um brilhante

produtor de cana, Dorival

Bergamo recebe esta homenagem

da Canasol e do Sindicato Rural de

Araraquara, como reconhecimento

ao seu trabalho em prol da classe.

Uma história que só merece elogios.

57|


NOTÍCIAS

CANAS L

EDIÇÃO

JUNHO | 2018

Luís Henrique Scabello de

Oliveira, presidente da

Canasol

Lançamento da campanha de conscientização no programa Jornal da Morada

Nicolau de Souza Freitas,

presidente do Sindicato

Rural de Araraquara

CANASOL E SINDICATO RURAL NA CAMPANHA

O combate e a prevenção de incêndios

nos canaviais ganham força em 2018

No programa “Jornal da Morada”, apresentado pelo

jornalista José Carlos Magdalena, os presidentes Luís

Henrique Scabello de Oliveira (Canasol) e Nicolau de

Souza Freitas (Sindicato Rural), iniciaram importante

movimento visando conscientizar a população de

que com queimadas todo mundo perde.

“A estiagem e o longo período

de seca tão comum nesta época do

ano são os principais fatores para o

aumento da ocorrência de incêndios

tanto na zona rural como na cidade”.

A frase é do presidente da Canasol,

Luís Henrique Scabello de Oliveira,

ao apresentar ao lado do presidente

do Sindicato Rural, Nicolau de Souza

Freitas, com apoio do jornalista José

Carlos Magdalena da Rádio Morada

do Sol, teor de uma campanha que

objetiva mostrar à população, que

queimadas no campo ou incêndios

na cidade são prejudiciais para todos.

Segundo o dirigente, com a falta

de chuva e a baixa umidade relativa

do ar, a vegetação seca se torna um

combustível perigoso para que ocorram

incêndios de grandes proporções

e capazes de destruir lavouras inteiras,

trazendo prejuízos para os produtores

e para o meio ambiente, atingindo

a comunidade como um todo.

Pensando nas consequências desastrosas

que um incêndio possa provocar

e buscando prevenir tais ocorrências,

a Canasol participa de uma

campanha de orientação, prevenção

e combate de incêndios nos canaviais

e nas demais áreas de vegetação nativa,

terrenos baldios, margens de rodovias

e estradas municipais.

A campanha desenvolvida numa

parceria Canasol e Sindicato Rural

de Araraquara, tem ainda o apoio da

Polícia Ambiental com divulgação por

meio de inserções durante programa

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jornalístico, cartilhas, palestras e

através da rede social, objetivando

que os produtores e a população

estejam conscientes da importância

de prevenir e evitar o surgimento de

focos de incêndio e propagação tanto

no campo como na cidade.

O respeito à legislação ambiental,

com manutenção de aceiros às

margens de rodovias e estradas municipais

ou vicinais, assim como nas

áreas de APP, reservas legais, unidades

de conservação e todo o tipo de

vegetação nativa, é um fator que contribui

e em muito para a prevenção

de incêndios nas propriedades rurais,

afirma Guilherme Lui de Paula Bueno,

técnico florestal da Canasol.

A CONSCIENTIZAÇÃO

Para que os associados conheçam

as normas que regem a lei, a Canasol

participa do PAME – Plano de Auxílio

Mútuo em Emergências e realiza periodicamente

palestras e encontros

com a presença de representantes

da Polícia Ambiental e das usinas.

Outra orientação importante para os

O Secretario Estadual

do Meio Ambiente

Mauricio Brusadin,

a Presidente do

Conselho da

ABAG, Mônika

Bergamaschi e o

Técnico Florestal da

Canasol, Guilherme

Lui de Paula Bueno,

durante lançamento

da campanha em

Ribeirão Preto.

produtores, segundo Bueno, é que

sempre tenham ao alcance das mãos

o telefone da Brigada de Incêndio.

Com relação à população de maneira

geral, deve colaborar não queimando

lixo em terreno baldio, evitar

jogar bituca de cigarro ou qualquer

outra situação que possa provocar

fogo às margens de rodovias e estradas.

Deve ficar atenta e em caso de

incêndio, acionar o Corpo de Bombeiros

com urgência, destaca Guilherme.

O presidente do Sindicato Rural,

Nicolau de Souza Freitas, em sua fala

durante a entrevista na Rádio Morada

do Sol, considerou que esta ação é de

extrema importância e deve ser entendida

até mesmo como uma ação

social ou serviço de utilidade pública

diante dos riscos que a comunidade

corre por causa dos incêndios. “São

atitudes simples por parte da população

e dos produtores rurais capazes

de evitar danos incalculáveis para o

meio ambiente e grandes prejuízos

para os produtores e moradores”,

conclui o presidente do Sindicato

Rural.

VISITA

Associados

na Agrishow

Considerada uma das mais importantes

feiras agrícolas do Mundo,

a Agrishow 2018 realizada em Ribeirão

Preto no período de 30 de abril

a 4 de maio recebeu grande público

neste ano, na maioria, produtores

rurais e empresas ligadas ao Agronegócio.

Os fornecedores de cana ligados

à Canasol não poderiam estar

ausentes do evento e uma parceria

da entidade com o SEBRAE, Coplacana

e Coopercitrus, lotou três ônibus

com aproximadamente noventa

pessoas, entre produtores, técnicos

e diretores que visitaram a feira.

O objetivo da visita segundo o

presidente Luís Henrique, foi proporcionar

aos associados da Canasol, a

oportunidade de entrar em sintonia

com o que de mais moderno existe

no tocante às inovações tecnológicas

e equipamentos de ponta visando

o aumento da produção agrícola.

Para o engenheiro agrônomo

Lautinê Antonelli, o que se observou

na feira deste ano, em relação aos

anos anteriores, com o crescimento

da demanda por parte dos pequenos

e médios produtores, foi uma maior

participação das empresas de equipamentos

destinados à chamada

Agricultura de Precisão. Principalmente

para o setor canavieiro, esse

aumento na participação das empresas

e a própria concorrência tornou

tais produtos mais acessíveis e mais

próximos da realidade do médio produtor,

destaca Tone. Outro fator positivo

que se notou neste ano, foi a

presença mais atuante dos bancos

oferecendo financiamento para a

aquisição desses produtos, encerra

o Agrônomo.

Tenente Rodrigo,

Capitão Leandro da

Polícia Ambiental e

Guilherme Bueno

no Auditório da

Canasol.

59|


SEU NOME ESTÁ NA RUA

SAMUEL BRASIL BUENO - IN MEMORIAM

RÔMULO SGOBBI

Ele foi um homem simples,

honesto e trabalhador

Sem títulos maiores, agigantou-se, deixando marcas nos

caminhos por onde trilhou. Fez da bondade e do amor ao

próximo o motivo principal da sua jornada terrena.

O casal Berenice e

Rômulo Sgobbi, parte

da história de nossa terra

Nascido na fazenda Capão Quente,

nos arredores de Araraquara, em 20

de junho de 1902, Rômulo era filho

de Agabitto Sgobbi e Amábile Bragha,

naturais da Itália. Rômulo era filho

caçula e tinha três irmãos: Eugênio,

Luiza e João.

Com o falecimento de sua mãe, em

decorrência do parto, no dia seguinte

ao seu nascimento, ele foi criado por

sua avó materna.

Eram tempos difíceis e Rômulo não

teve grandes oportunidades para estudar,

porém aprendeu a ler e escrever

com apoio de um senhor residente no

mesmo sítio.

A família viveu e trabalhou por muitos

anos numa fazenda nos arredores

de Tutóia, onde hoje se localiza o Jardim

Indaiá. Ali cultivava café, arroz e

milho.

Com o passar dos anos, a família

adquiriu a fazenda Sant´Ana, local

onde atualmente localiza-se o Jardim

Roberto Selmi Dei. Nesta gleba de

terra, além da agricultura, a família

Direitos de publicação doados

pela Família Brasil Bueno à Revista

Comércio, Indústria e Agronegócio e

à disposição para consultas

Rômulo Sgobbi faleceu em outubro de

1981; sua esposa Berenice, em 1975

também criava gado leiteiro. Durante

quase toda sua vida, Rômulo, através

de um carrinho de tração animal, entregava

o leite diariamente na cidade,

de porta em porta, logo nas primeiras

horas da manhã.

Rômulo Sgobbi casou-se em Araraquara

em 10 de abril de 1926, com

Rômulo com seus irmãos

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O filho Waldemar e a nora Ermelinda A filha Olívia e o genro Aldo Zavanela A filha Yolanda e o genro Ercílio

Berenice Bergamim, filha de Anselmo

Bergamim e Maria Baldoni. Desse matrimônio

nasceram sete filhos: Olívia,

casada com Aldo Zavanella, pais de

Antonio, Valderez e Angelina; Isabel,

casada com Antônio Jerônimo, pais

de Edelbison; Waldemar, casado com

Ermelinda Pacini Sgobbi, pais de Ronaldo,

Paulo Sérgio e Flávio; Yolanda,

casada com Ercilio Sotratti, pais de Rodolfo

e Roberto; Olympio, casado com

Maria Verônica Geroma Sgobbi, pais

de Sandra, Solange e Silvio; Marides,

casada com Cícero de Marco, pais de

Carlos Augusto; e Guiomar, casada

com Odemir Faria, pais de Márcia e

Alexandre. Até o momento, 21 bisnetos

completam sua descendência.

Após vários anos de residência na

zona rural, Rômulo mudou-se para

a cidade, vindo a residir na Avenida

Padre Oscar Chagas de Azevedo, uma

travessa da Rua Américo Brasiliense.

Mesmo não tendo a oportunidade de

frequentar escolas, Rômulo tinha predileção

por boas leituras.

Com o falecimento de sua esposa

Berenice, Rômulo, aos 73 anos de idade,

foi morar com a filha Olívia.

Deixou um belo exemplo de trabalho

e dedicação à sua grande e operosa

família.

Rômulo Sgobbi faleceu aos 79

anos, no dia 18 de outubro de 1981 e

sua esposa faleceu em 12 de outubro

de 1975, estando ambos sepultados

no Cemitério São Bento.

Seu nome está na rua através do

Decreto 4.558, de 23 de novembro

de 1981, assinado pelo então prefeito

Waldemar De Santi, que denomina

Avenida Rômulo Sgobbi, a antiga “Rua

20”, do Jardim Roberto Selmi Dei, neste

município.

RUA RÔMULO SGOBBI

1983

2018

61|


Nelson Lima com sua jaqueta exclusiva ao lado de quadro todo autografado

HISTÓRIA QUE SEMPRE SERÁ LEMBRADA

O cabelereiro que tingia um dos

‘mamonas’ atende hoje na cidade

Com salão no Vale do Sol,

Nelson Lima gravou, em

vídeo, famosa premonição

de Júlio Rasec, dos Mamonas

Assassinas; no guardaroupa,

muitos itens do

amigo, que faleceu em

acidente aéreo em 1996.

Uma notícia estampada nas manchetes

dos jornais chocou o País

numa manhã de domingo de 1996.

No auge do sucesso, a banda Mamonas

Assassinas desaparecia num

trágico acidente aéreo quando voltava

de um show em Brasília (DF).

O jatinho que transportava os integrantes

do grupo de canções e performances

irreverentes, chocou-se no

fim da noite do dia 2 de março com a

Serra da Cantareira, a poucos minutos

do pouso em Guarulhos, cidade

natal dos músicos.

Com apenas um álbum lançado,

cujo título levava o nome da banda,

os meninos humildes venderam mais

de 2 milhões de cópias em semanas

e se transformaram nos artistas preferidos

do público adulto e infantil.

Influenciados pelo rock´n´roll,

o Mamonas Assassinas nasceu em

1990 das cinzas do grupo Utopia.

Alcançou o sucesso após a parceria

com o produtor paulistano Rick Bonadio,

que lapidou o som do grupo,

trazendo diversas influências musicais/regionais,

fora a consolidação

de um humor ácido e direto, cheio de

críticas sociais sutis. Assim nascia um

dos maiores fenômenos comerciais

do mercado fonográfico brasileiro.

Em cerca de 9 meses de carreira,

o grupo fez 182 shows e participou

de muitos programas de televisão. O

quinteto já se preparava para a sua

primeira turnê internacional. O próximo

pouso seria em Portugal. Seria.

E uma das mais curiosas e famosas

lendas envolvendo a morte dos

Mamonas Assassinas vai ao encontro

da premonição do tecladista e vocalista

Júlio Rasec (Júlio Cesar Barbosa)

que, poucas horas antes confessava,

em vídeo, um sonho envolvendo o

acidente. “Não sei. Esta noite sonhei

com um negócio assim. Parece que o

avião caia. Não sei”, disse o jovem, à

época, com 28 anos.

O responsável por registrar o material

foi seu cabeleireiro de confiança,

Nelson Lima, 56, que atende hoje

em um salão montado no bairro do

Vale do Sol, em Araraquara. Lá, ele

nos recebeu e contou com detalhes

essa história, que ganhou o Brasil.

“O Júlio era meu cliente desde os

12 anos de idade. Depois que ficou

famoso, continuava a vir, só que quinzenalmente,

mais ou menos. Tudo virava

uma bagunça, porque muita gente

vinha pedir autógrafo e conversar

com ele, sempre muito atencioso com

todo mundo”, conta Lima.

E para registrar esses momentos,

Nelson Lima resolveu comprar uma

câmera de vídeo e foi justo nela que

gravou a fatídica premonição. “Como

sabia que eles iriam para Portugal,

pedi que ele contasse alguma piada

de português. Ele contou e saiu do

quadro, mas logo voltou e proferiu o

sonho”, revela.

Ao ficar sabendo da tragédia, o

cabeleireiro sabia que tinha um material

importante em mãos, afinal a

comoção no Brasil era geral e muito

intensa. Assim, ele tentou contato

com SBT e Rede Manchete, sempre

tratado como louco, segundo ele.

Fotos da época com Júlio cortando o cabelo no salão de Lima, em Guarulhos/SP

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Cabelo de Júlio Rasec guardados com carinho: note que a tintura ainda persiste

Sua melhor recepção foi na Rede

Globo, que mostrou interesse, porém

com certa descofiança. E foi durante

o velório dos Mamonas que Lima cruzou

com o repórter Caco Barcellos.

Ciente do material, Barcellos pediu

para assistir a fita e, ao comprovar

que não era fraude, entrou em contato

com a produção da emissora. “O

vídeo acabou rodando muito. Eu tive,

inclusive, alguns problemas por direitos

autorais, que me fizeram até abrir

processos. Tenho esse VHS ainda

comigo, mas penso em passar para

algum fã dos Mamonas. Meus filhos

não ligam, então tenho medo que o

material se perca de vez”, lamenta.

MUITA AMIZADE

O acervo de itens de Nelson Lima

vai muito além de uma fita de vídeo.

Sua coleção, recebida do próprio Júlio

Rasec, inclui CDs, diversas revistas e

jornais, ingressos para shows, jaquetas

exclusivas e, talvez, a peça mais

curiosa: cachos vermelhos do cabelo

do músico, guardados em um pote.

“Nós escolhemos juntos essa cor,

algo misturando laranja, rosa e vermelho.

O Júlio queria ficar diferente

no palco. Realmente ficou. E ele só

deixava que eu fizesse os retoques.

As tinturas que usávamos, eu ainda

guardo comigo. Para prestar uma

homenagem, batizei um dos meus

filhos de Júlio Rasec Sparapan Lima.

Ele nasceu 1 ano e quatro dias após

o acidente”, revela.

A relação de Nelson com Júlio Rasec

(César, ao contrário) estende-se

à família, principalmente ao pai do

músico, Júlio Cesar Barbosa. Ele também

frequentava seu salão. Até hoje,

ambos têm contato. Com autorização

dele, o cabeleireiro usa uma mamona

no nome de seu estabelecimento.

“Certa vez, o Júlio trouxe a banda

toda aqui: o Dinho, o Bento Hinoto e

os dois irmãos Reoli, Sérgio e Samuel.

Imagina como ficou o lugar? A simplicidade

deles era grande. Lamento só

não ter conversado mais com eles,

justamente por conta desses tumultos”,

brinca.

Técnico em eletrônica e torcedor

do São Paulo, Júlio Rasec foi o último

a entrar para banda. Isso ocorreu por

intermédio de Dinho, que já era seu

amigo. Começou como roadie do Utopia,

grupo pré-Mamonas, onde também

tocou teclado.

Junto com Dinho era o principal

compositor dos Mamonas Assassinas.

Além de tecladista, Júlio também

fazia vocal em algumas músicas. Interpretava

Maria em ‘Vira-Vira’ e,

nas apresentações ao vivo, cantava

‘Sábado de Sol’ e ‘Sabão Crá Crá’.

também imitava o cantor Belchior em

‘Uma Arlinda Mulher’.

Lima e seu

filho, Júlio

Rasec Lima: a

identidade ao

lado comprova a

homenagem ao

Mamona

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38 ANOS DE SAUDADES

Amizade,

saudosismo

e amor pela

Ferroviária

Ex-atletas da década de

80, reúnem-se em projeto

master e mantêm vivas as

lembranças dessa época tão

importante para a história

do clube.

Esquadrão afeano: Narciso, Anderson, Douglas Onça, Marcão, Vavá, Divino, Marco

Antonio, Hermínio, Mauro Pastor, Edmilson, Juca, Marinho Rã, Gallo, Carlos Henrique,

Rosa, Miltinho, Gerson, Donato e Edu Rosa

Uma geração de ouro. Jogadores

que, acima da qualidade ímpar dentro

de campo, cultivavam uma amizade

além das quatro linhas. Assim podemos

resumir o sentimento que pairava

entre os atletas que defenderam as

cores da Ferroviária nos anos 80.

Os torcedores mais novos da AFE

podem não saber, mas nessa época,

mais precisamente em 1982, ela venceu

o Torneio Seletivo da Federação

Paulista de Futebol, numa decisão

contra o América FC, de São José do

Rio Preto.

Também terminou o Paulistão em

6º lugar, garantindo vaga no Brasileirão

(Taça de Ouro) do ano seguinte,

onde conseguiu históricos resultados,

como a vitória de 3 a 1 sobre o Grê-

Herminio e o ídolo do Flamengo Adílio,

em jogo na Arena da Fonte

Registro da partida contra o XV de Jaú

mio, de Renato Gaúcho, no Rio Grande

do Sul.

Com o objetivo de manter essa

chama acesa e evitar um possível

distanciamento entre os amigos, o

ex-zagueiro Hermínio Palombo, que

defendeu a AFE em 1982, deu origem

ao time master da Ferroviária. Hoje,

na diretoria do projeto, ele conta com

a companhia de outros antigos companheiros

de campo: Mauro Pastor,

Edmílson e Rosão.

A ideia começou simples, há mais

de cinco anos, com as famosas confraternizações

de fim de ano e o direito

ao churrasco no final.

Atualmente, a atividade ficou mais

séria e os amigos se reúnem com

mais frequência, com quase um jogo

por mês contra equipes da Região

dentro e fora da cidade.

Os uniformes utilizados por todos

foram cedidos pela diretoria atual da

Ferrinha. “Praticamente todos nós encerramos

a carreira ao mesmo tempo.

Começamos juntos, há 38 anos, do

amador ao profissional. Agora, nos

divertimos”, conta Herminio.

Fora seus membros diretores, o

grupo conta com várias estrelas como

Douglas Onça, o garoto de Ouro da

Vila Xavier, o ex-atacante Marcão, os

xerifes Dama e Marco Antônio, o ex-

-atacante Marinho Rã e até os técnicos

de futebol Dorival Júnior e PC de

Oliveira. Ainda, no plantel, temos Milton,

Marco Antônio, Vica, Vavá, Divino,

Zé Rubens, Carlos Henrique, Donato,

Douglas Neves, Gerson, Julimar, Gallo,

Lavinho, Miltinho, Claudinho, Sergio

Miranda, Carlos, Edu Rosa, Caico, Sidney

e Marcão.

O técnico desse time é o Lua, torcedor

símbolo da Ferroviária. E por

falar em professor, vale ressaltar que

todos esses nomes foram treinados

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ou tiveram contato direto com o ídolo

maior da AFE, Olivério Bazzani Filho, ou

apenas Bazzani, falecido em 2007.

“Temos um grupo fixo, mas nada

nos impede de chamar mais gente

para brincar conosco. Tudo é feito com

muito amor e também, sempre que

possível, realizamos ações beneficentes

para ajudar alguma instituição ou

mesmo algum ex-atleta que passa por

dificuldades. Saber que algum amigo

nosso está mal nos incomoda demais.

E vou dizer, dentro do campo, perdemos

apenas para o Flamengo. Quem quiser

nos chamar para algum amistoso, basta

entrar em contato”, finaliza Herminio.

Acima, a

Ferroviária de

1982. Na foto,

em pé: Marinho

Paranaense,

Abelha, Vica,

Hermínio,

Zilinho, Divino,

Armandão

(massagista),

José Carlos

Porsani

(diretor social).

Agachados:

Marinho Rã,

Miltinho,

Douglas Neves,

Sidinei Alástico

e Claudinho.

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Texto: Benedito

Salvador Carlos, o Benê,

com a colaboração de

Pedro Scabello

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

500 milhas de Interlagos

em 1974: “Era impossível

crer que estávamos lá”

,

Cheguei em Interlagos

com um segredo. Confesso

que queria ser eu, o piloto

a participar da prova em

dupla com Edivilmo Moraes.

Tinha um plano traçado e a

conivência de seu cunhado

Wanderlei Cavalari. ,Benê

Na verdade, se conseguisse andar

bem na chance que me fosse dada

nos treinos de apronte, tudo se tornaria

mais fácil e o convencimento se

daria naturalmente. Como todo menino

abusado, confiava plenamente

no meu “taco”. Minha “pseudo experiência”

vinha do histórico como participante

na 50cc de três provas da

Copa Centauro, com uma Zundapp

e da pilotagem do meu dia a dia da

minha mais nova motocicleta, uma

Ducati Mark 3, 250cc um cilindro.

A comemoração no pódio

A Ducati era um “canhão”. Com o

escapamento dimensionado, popularmente

conhecido como funil, sua

aceleração só cruzava acima dos

4.000 RPM. Sua arrancada era brutal

e os braços do piloto precisavam

estar sempre firmes, usando muita

força e talento para manter o guidão

estável, de seu arisco e indomável

motor. Dirigi-la era um prazer indescritível,

emoção pura controlá-la com

suas inúmeras nuances, chegava a

170 km/h de velocidade final.

Há um mito entre os pilotos que

a Ducati é única e quem já a guiou,

na acepção da palavra, nunca mais

esquece. Seu motor, um puro sangue,

que bate descompassado, extremamente

agressivo e seu chassi super

esporte, faz o piloto sentir magias ao

pilotá-la. Tem um comportamento

único, em alta velocidade, na entrada

da curva, naturalmente tem um

movimento de dança, ficando literalmente

de lado, torcida, escorrega na

pista, transmite a sensação de que

com tanta potência, a roda traseira

quer ultrapassar a dianteira. E essa

era minha maior experiência e ao

guiá-la, também, meu maior respeito

perante a comunidade de pilotos

locais. Por sorte e destino, o Moto

Clube Araraquara, historicamente foi

uma escola de pilotos “ducateiros”:

Antonio Carlos Aguiar que corria por

Araraquara, Eduardo Luzia, Victorinho

Barbugli, Evaldo Salerno, Olimpyo

Bernardes Ferreira Neto, Celso

(Baiano Faito) Martinez e Dario Pires,

sempre pilotaram com exímio talento,

e com modéstia, eu fui incluso nesse

seleto grupo.

Nesta prova, o Moto Clube Araraquara

participou com duas duplas:

Eduardo Luzia e Neto, com uma Suzuki

380cc 2 cilindros e 2 tempos, e

Edivilmo Queiroz com José da Penha

Moreira, na Yamaha TD2B de fábrica.

Dario Pires, Antonio Carlos Selvino e

Pinho (José Manoel do Amaral Sampaio)

faziam o estafe técnico da equipe

Suzuki. Vanderlei Cavalari, Baiano

Faito, Peixeiro (Luizinho Ventrilo) e eu

da Yamaha. Dinho Dall’acqua, como

sempre, na gerência da logística.

No sábado, logo pela manhã, os

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Edivilmo Moraes, na Yamaha 31 e Neto

treinos começaram e tudo caminhava

com normalidade, os ajustes de

corrida iam sendo realizados por

Edivilmo e Penha, até que a Yamaha

quebrou. Quebraram os anéis, furou

um pistão e o cilindro teve a sua

“camisa” riscada. Para uma equipe

normal a corrida estava terminada,

para Araraquara, jamais. Edivilmo e

Penha, de Chevette preto, tomaram

o caminho de volta para Araraquara,

somente com o motor e rumaram diretamente

para a fábrica de pistões

Rocatti, abusando da solidariedade

de Joaquim Luis Caratti, que abriu a

sua fábrica e cedeu gratuitamente as

peças a serem repostas. Penha era

genial, tinha sempre uma solução,

além de todo seu conhecimento em

mecânica, era um torneiro mecânico

mágico. Edivilmo também muito talentoso.

Conhecia o sistema eletromecânico

como poucos. Neste intervalo

de tempo, Eduardo Luzia, Dario e

Selvino, com mais posses, foram para

um hotel. Neto, eu, Baiano, Pinho,

Vanderlei, Peixeiro e Edson (Dinho)

Dall’acqua ficamos no autódromo,

onde dormimos. Havia no local um

vestiário simples, com um chuveiro de

água fria, bem modesto, onde ali em

mínimas condições tomamos nosso

banho, que independentemente de

suas condições, para nós estava tudo

ótimo. O dia se recolheu, os treinos

terminaram, a noite ficou estrelada,

os motores foram se calando e restaram

apenas nós no autódromo. A

fome chegou e, como todos bons jovens,

não tínhamos nada para comer,

estávamos à deriva. Por sorte, Baiano

e Pinho descobriram um carrinho de

pipoca, ali deixado certamente para

atender os boxes no dia seguinte, e

com todo talento, o liberaram para

funcionamento, não sobrando milho

para nunca mais. Jantamos pipoca

com os Refrigerantes Mimosa da família

Ciomino, refeição inesquecível.

Fomos acordados às três horas da

manhã do domingo com a chegada

dos dois, o motor já estava “refeito”.

Ato contínuo, com a ajuda de todos,

foi instalado e funcionou ainda no crepúsculo

da madrugada. Serviço feito

e descanso merecido até o sol raiar.

Diante do ocorrido e com tanta

determinação de Penha, meus planos

de realizar uma corrida com a Yamaha

TD2B, foi “justamente” adiado.

Interlagos - Yamaha TD2B e Diogo

Faito. À esquerda, o carrinho de

pipoca e ao fundo, o vestiário

Saudosa Ducati Mark 3, 250cc, do Benê

Com muita determinação, Edivilmo,

Penha, Luzia e Neto fizeram um corridaço

de regularidade, chegando

em posições superiores, muito além

de suas possibilidades. A prova foi

vencida magistralmente por Johnny

Ceccotto e Carlos Alberto Pavan (Jacaré),

dois jovens e pilotos excepcionais,

ficando o segundo lugar para

os pilotos oficiais da Team Yamaha,

Valter “Tucano” Barchi e Nivanor Bernardes,

que substituía Denisio Casarini,

naquele dia acidentado. Tempos

depois, no velho barracão nº 959 da

Rua Carvalho Filho, num daqueles

dias de “Remember”, entre um copo

e outro, onde saudade se confunde

com sonhos não realizados, Baiano

Faito e Pinho me confidenciaram, que

foram para Interlagos neste dia, com

os mesmos objetivos que eu também

sonhara. Imaginavam que na primeira

“sopa”, seriam eles os pilotos substitutos.

Quando perguntei, qual seria

o critério, se por ventura uma vaga

sobrasse, foi uma gargalhada geral,

e cada um de nós, até hoje se sente

no direito de ser o escolhido. O sonho

é de cada um, e quem terá o direito

e a coragem de renunciá-lo....... com

certeza ia ser uma briga interminável.

Restou-me a experiência e a magia de

ter andado anteriormente na Yamaha

TD2B em outras duas oportunidades.

Maravilhosa, 100 km/h em 4 segundos

e 215 km/h de velocidade final.

Velhos tempos, belos dias...

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Meninos mostram, com orgulho, seus equipamentos em show no asilo: Percy, Celso, Bila, Sabaúna, Carlinhos, Getúlio e Tony Pent; a arma

de plástico é alusão ao seriado americano de mesmo nome, pendurada no amplificador, foi ideia de Celso para a abertura do show

Atenção! Os Intocáveis estão no palco

Os Intocáveis foram um dos primeiros grupos de baile de Araraquara, que chamou atenção

entre os anos de 1964 e 1967 por sua formação de instrumentos de sopro (metais).

Quem nos conta essa história, que está interligada ao The Jungles (banda da mesma época),

é o fundador Sabaúna e seu companheiro de palco, Celso Aparecido dos Santos.

Seriado de televisão americano

exibido de 1959 a 1963 na TV

Tupi e baseado no livro de Eliot

Ness e Oscar Fraley, Os Intocáveis

mostrava a luta de Ness e equipe

contra o “Império de Crimes”, de

Chicago, montado pelo gângster

Al Capone, além de vários casos

de crimes e criminosos da época

da Lei Seca implantada pelo governo

americano, que tinha fechado

todos os bares e botecos.

Aqui em Araraquara, a produção

serviu de inspiração para um conjunto

musical, que adotou o mesmo

nome, seguindo também o sucesso

da música de Moreira da Silva, “Os

Intocáveis”. A escolha cinematográfica

em nada surpreende quando conhecemos

quem é o mentor deste projeto:

Américo Borges, pianista responsável

pela trilha sonora dos filmes “Santo

Antônio e a Vaca”, “Férias no Arraial”,

“A Vida Quis Assim”, mais significativas

obras rodadas em Araraquara nas

décadas de 50 e 60.

Na verdade, em seus primórdios,

lá pelos idos de 1964, Os Intocáveis

iniciava sua trajetória como Intocáveis

Bossa Trio e com a seguinte formação:

Sabaúna (bateria), Fiico – irmão de

Américo Borges - (piano) e Edmur (baixo).

“Fomos o primeiro trio da cidade

a apostar nessa sonoridade. O Fiico e

eu éramos vizinhos, na Avenida Prudente

de Moraes. O Américo nos uniu

e chamou o Edmur”, revela Sabaúna,

67, à nossa reportagem.

“Série Bandas e Grupos Musicais da Cidade

é um projeto da Revista Comércio, Indústria

e Agronegócio, visando resgatar a história

musical da cidade em todos os tempos.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

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O baterista arremata. “Fizemos

apresentações memoráveis, como

no avant premiere do filme Santo Antônio

e a Vaca, além de um inesquecível

show ao lado do renomado Zimbo

Trio, no Teatro Municipal”, recorda.

Pouco tempo depois, em virtude

do crescimento da Jovem Guarda no

Brasil, uma nova diretriz artística foi

pensada por Sabaúna. Para tal, foram

recrutados Celso Aparecido dos Santos

(guitarra base), Getúlio (guitarra

solo) e Bila (baixo), que substituiu

Edmur, quando este se mudou com

seu pai para outra cidade. Agora o

trio viraria um grupo, sendo chamado

apenas por Os Intocáveis.

”Fui convidado por Sabaúna e

aceitei logo de cara, pois conhecia o

grupo e suas músicas. Pedi que chamassem

um guitarrista solista e assim

o Getúlio, um grande instrumentista,

entrou para a turma”, lembra

Celso, hoje com 72 anos.

Sabaúna, Fiico, Edmur, Getúlio e

Celso, recrutaram os outros músicos

através das Domingueiras Alegres ou

Brincadeiras Dançantes, eventos que

aconteciam pelos clubes da cidade.

“O pessoal se reunia nesses eventos

e íamos conhecendo quem realmente

tocava bem ou não. Fomos selecionando

os melhores, pois éramos

exigentes”, pontua Celso.

Show no Clube 22 de Agosto: Getúlio, Percy, Tony Pent, Celso e Bila

Com ensaios na casa de Sabaúna,

o repertório básico do grupo reunia

samba, MPB, jovem guarda e até música

internacional. As apresentações

eram constantes, normalmente de

quarta a domingo. Clubes como 22

de Agosto, 27 de Outubro e Araraquarense

eram os principais palcos.

Quermesses também estavam na

pauta. Inclusive, foi num evento na

Igreja Nossa Senhora das Graças (importante

e disputada festa da época)

a pitoresca estreia do baixista Bila,

que substituiu Edmur.

“O Bila estava muito nervoso. Então

sugeri que ele tomasse um pouco

de uísque, que o Vilcides tinha trazido.

Ele foi lá e tomou, só que, na

verdade, aquilo era um líquido para

limpar o instrumento dele. Brincadeiras

à parte, ele gostou de tocar e

perdeu o medo”, ri Celso.

Outra pessoa muito importante

na trajetória do grupo foi Benedito

Selante, que virou empresário do

grupo na sua formação completa,

viabilizando roteiros e logísticas para

que os meninos se apresentassem

em outras cidades da região. O pai de

Sabaúna, senhor Chrispim Servino,

também fez parte da produção do grupo,

acompanhando shows e ensaios

sempre que possível. Os Intocáveis

tinham roupas impecavelmente confeccionadas

por Sérgio Milanez, ótimo

e concorrido alfaiate local da época.

Assim, com essa nova formação, o

grupo abriu as portas para outros músicos

e possibilidades sonoras, com

bateria (Sabaúna), guitarra base (Celso),

guitarra base 1/8 acima (Percy),

guitarra solo (Getúlio), teclado (Fiico),

baixo (Bila), trompetes (Giba e Carlinhos),

trombone de vara e saxofone

(Vilcides e Waltinho) e voz com Tony

Pent, transformando-se assim, em

um dos primeiros grupos de baile de

Araraquara, segundo Celso.

Diferentemente dos outros grupos da

época, Os Intocáveis se diferenciavam por

usar metais no palco, como trompetes,

trombone de vara e saxofones

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Banda Moog Boys (esquerda) e Os Intocáveis (direita) com o pai de Sabaúna, Chrispim Servino, ao lado de Pedro Rodrigues, que foi

empresário dos Jungles; os grupos, na ocasião, se preparavam para se exibir no Clube 22 de Agosto, uma das principais casas de show

da época, ponto de encontro de toda a juventude. A apresentação seria de Osvaldo Zaniollo (Rádio Voz), primeiro à direita

O vocalista Dimas e Carlão (saxofone)

também passaram pelo grupo.

“Tínhamos muita gente no palco, mas

nem sempre conseguíamos reunir

todo mundo nas fotos. A maioria era

adolescente, entre 14 e 20 anos de

idade”, pontua o guitarrista Celso.

Um ponto importante a ser lembrado

é que a banda não vivia dos

cachês, direcionando o dinheiro para

investimentos em instrumentos e

equipamentos. “Assim, tínhamos ótimos

equipamentos para a época e

isso nos ajudava a condicionar excelentes

shows e chamar o público, que

sempre nos acompanhava. Muitos

instrumentistas entusiastas apareciam

em nossas apresentações para

aprender as músicas. Hoje, conseguir

uma cifra é muito fácil, pois tem tudo

na internet. Naquela época não tínhamos

este recurso. Neste quesito, o

Vilcides tinha um papel muito importante,

pois sabia fazer bem a leitura

de partituras e transcrevia para os

outros metais”, lembra Celso.

O ponto alto da carreira dos araraquarenses

foi a aparição na TV

Tupi (Canal 4), no programa “J R e

a Juventude”, do conhecido Júlio Rosemberg,

em 1965. Faziam também,

shows beneficentes no Asilo de Mendicidade

de Araraquara. Em 1966, Os

Intocáveis ficaram em 3º lugar no 1º

Festival de Conjuntos no IEBA, vencido

pelos Condor Boys.

THE JUNGLES E O FIM

DA AMIZADE

O guitarrista Celso conhecia o vocalista

Tony Pent desde a infância, na

época, chamado apenas de Toninho,

quando eram vizinhos e estudaram

juntos na Vila Xavier. Inclusive, os sinos

da Igreja Santo Antônio embalaram

uma das composições de Pent,

chamada “Soninha”.

“Eu acabei dando uma ajuda pra

ele entrar para Os Intocáveis. Na audição,

eu cantei o tom da música no

ouvido dele, para ele não errar. Ele

tinha uma ótima presença de palco,

que seguia a postura de grandes estrelas

da época, como Roberto Carlos”,

diz Celso.

Certa vez, Celso e Tony viajaram

até Santos para buscar uma guitarra

Fender e um amplificador Valiant, que

Celso tinha ganho do seu irmão pois,

até então, usava um instrumento feito

por seu tio, Elídio da Cunha (Celso

a tem guardada até hoje, com muito

carinho). E nesta viagem, um episódio

chamou atenção: os dois foram convidados

para uma festa por algumas

meninas que conheceram na praia.

Neste dia, Tony se apresentou a uma

delas, como Tony Pent Lupo, fazendo

referência a uma família tradicional

de Araraquara. “Após essa jogadinha

dele, pensamos que nos daríamos

bem. O que não esperávamos era que

uma das meninas que estava na festa

fosse sobrinha da inspetora da escola

em que Tony e eu estudávamos (Francisco

Pedro Monteiro da Silva, mais

conhecido como Chicão). Imagine

a confusão na qual nos metemos”,

brinca Celso.

Tony Pent e Celso dos Santos: amigos

desde adolescência na Vila Xavier; hoje,

os dois se falam eventualmente

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Celso com a guitarra feita pelo tio

E justamente Tony Pent foi o primeiro

a deixar Os Intocáveis, seduzido

por uma proposta do grupo The

Jungles e ter um microfone sem fio.

Sendo assim, Sabaúna encontrou o

novo vocalista Dimas, que era um

excelente cantor de uma orquestra

em São Carlos. “A estreia de Dimas

foi fantástica. Sua semelhança com

Simonal, tanto em timbre quanto em

aparência, deixou todos boquiabertos.

Ele era extremamente afinado

e eu tive e certeza que fiz a escolha

certa”, lembra Sabaúna.

Tudo parecia tranquilo na carreira

do grupo Os Intocáveis, mas um show

cancelado às pressas na Universidade

Federal de Curitiba/PR (onde tiveram

que vender todos os instrumentos

para pagar a multa rescisória por

não terem comparecido ao evento)

mexeu com a união dos meninos.

Esse cancelamento culminou em uma

discussão acalorada entre Sabaúna e

Getúlio que, por pouco, não terminou

em pancadaria.

“Sabaúna e Getúlio se ameaçaram.

Um não ficaria na banda com a

presença do outro. Com isso, somando

o fato da perda da nossa aparelhagem

de som, senti que era o começo

do fim. E foi! Eu fiquei tão triste, que

nunca mais toquei profissionalmente”,

conta Celso. “Não tinha mais clima.

Então aceitei o convite e também

fui para os The Jungles. Como eu era

o único membro fundador ainda no

time, Os Intocáveis acabaram encerrando

as atividades, em meados de

1967. Continuei na música, mas guardo

um carinho especial pelo grupo Os

Intocáveis”, diz Sabaúna.

Depois de anos, alguns integrantes

ainda mantém contato, lembrando

com saudades os bons tempos em

que faziam sucesso na cidade e na

Região. Carlão e Tony Pent moram em

Ribeirão Preto, Edmur vive em São

Paulo, Waltinho em Botucatu, Vilcides

em Boa Esperança do Sul. Em

Araraquara, ainda vivem Sabaúna,

Celso, Fiico, Carlinhos e Bila. Dimas

nunca mais foi visto. Giba e Percy já

faleceram. E para fechar esta reportagem,

fica aqui um sentimento mútuo,

transmitido a nós por Sabaúna e

Celso dos Santos: o maior orgulho de

ambos é ver o amor da música dos

dois, transmitido a outras gerações

da família. No caso do guitarrista,

seu filho Daniel Bernardo é guitarrista

solo na Banda Bruce Brothers. O neto

de Sabaúna, Werley, é percussionista.

Sabaúna também fez carreira na capital

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E o amor?

VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Olá, querido leitor! E o que dizer do amor no mês mais romântico

do ano? O sociólogo polonês, de descendência judaica falecido ano

passado, Zygmunt Bauman escreveu: “A modernidade líquida em que

vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos,

um amor líquido. A segurança inspirada por essa condição estimula

desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo

mantê-los frouxos”. Mas, apesar de tudo ainda existem casais

apaixonados, companheiros e que vivem a totalidade do amor.

Parabéns aos “corajosos” e eternos românticos!

VIPS

EM DESTAQUE

Fotos: Maribel Santos

Fotos: Marcela Campos

Clube Araraquarense

Flávia Moreira

Spadafora,

Ana Paula

Coan Pierri,

Ana Maria

Coan e

Reinolds Frais

Fernando Giroto e Georgia Colino

Neusa Guatelli e

Luiz Aufieri

Família Magilli reunida:

Elaine, Pedro e Paulo

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Wladimir Domingues Soldado e

Claides Soldado

Vera Zenatti e Cris Zanin

Leila Zaniolo Paulucio e

Paulo Antônio Paulucio

Renata Maria Fleury e

Lineu Hamilton Cunha

Cidinha Veiga e

Ana Lúcia Santos

Ana Araujo e Jocelito Machado

Laís Souza e

Roni Willian

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VIPS

EM DESTAQUE

Karina Iamada e Márcia Iamada

Cristinéia Maestre Mendes com o casal Spaniol,

Monalisa e Mário

Kátia Sassi

Camila

Melhado

Vivian Almeida e

Mayra Almeida

|74

Fransérgio Martins e Isaac Samuel


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VITRINE

JOÃO DA REDAÇÃO CARLOS

INAUGURAÇÃO DO INTERATIVO

O Colégio Interativo inaugura sua

nova unidade na Avenida Padre

Anchieta, no final de julho. A

educação em Araraquara só tem

a ganhar, pois trata-se de uma

obra de imprescindível valor e que

demonstra o interesse da direção

da escola em oferecer ensino de

qualidade. O investimento realizado

também mostra que o Interativo está

de olhos voltados para o futuro.

Parabéns e boa sorte.

O prédio do Interativo a ser inaugurado até o final de julho

André Boalin consegue unir o útil ao agradável: sua vida

empresarial na Aliança e a carreira de DJ

Mauro Solssia recebe na Solssia Corretora de

Seguros para um café da manhã, os amigos

Osmar Alberto Volpe (Pio), Ivan Roberto Peroni,

Wilson Pedroso (Índio) e Humberto Perez

ANIVERSÁRIOS

Junho|2018

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA NOME

EMPRESA

DATA NOME

EMPRESA

02/06

04/06

04/06

05/06

06/06

06/06

06/06

06/06

09/06

09/06

10/06

10/06

11/06

11/06

11/06

13/06

Luzia Nucci Garitta

Ademir Barbosa dos Santos

João Luíz Ribeiro Santos

Tarso Esteves Rodrigues

Henrique Luís Carrascossi

Irineu Ramos Júnior

Marcelo Benedito Murcia

Mayara Cristina Jacon

Everton Arnaldo Simões

Jaqueline Cristina Branco

Antônio Bruno Montoro

Giacomo Dalla Vecchia

Carlos André do Nascimento

Paulo André Alves Pinto

Ronaldo Hercílio Mattos

Antônia Dalva Carvalho Pilon

Remo Garitta

Maquifísica

Imobiliária São Paulo

Megabat Baterias

Chefor

Multi Catálogos

Movbase Infraestrutura

AJ Citrus

Auto Vans Mec. e Auto Peças

Jacke Shoes Calçados e Bolsas

Rádio Morada do Sol

Lojas Cem

Nascimento Sol. Empresariais

Vilacopos

R M Telecomunicações

Jopasa

14/06

15/06

18/06

19/06

19/06

19/06

20/06

21/06

21/06

24/06

25/06

26/06

27/06

28/06

30/06

Alfredo Haddad Neto

Carlos Massayuki Miyai

Luis Fávero de Souza

Denise Ap. Roseghini

Neusa Santana

Roberto Donizeti Braguini

João Gossain

Laércio Grili Grande

Sílvia Mahfuz

Clélia Aparecida Santos

Reginaldo Fernando Jorgin

Luciana Cristina Caetano

Dorival Rodrigues Júnior

Sônia Cristina da Silva

Antônio Donizete dos Santos

HDZ Imóveis

Big Real

Grafite Papelaria

Sucos Naturais da Rua 04

Quatro Estações

Blocos Belfort

Mercearia Avenida

Com. e Repres. Grili Grande

J Mahfuz

Clélia

Agaeli Distr. Peças

Lojas Certeza

Turística Sonhomeu

Casa Deliza

Zetti Auto Peças

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Inauguração da nova sede do Sicoob 4434, um dos

principais eventos sociais de Matão nesta temporada.

Ademar Ramos da Silva e a esposa Maria

Regina na inauguração

Antonio Tomazetti Gaban e esposa Maria

Casal Cristina e Walter Francisco Orloski

José Janone Júnior, presidente da ACIA e

Mário Thuyosi Hokama, do Sicoob 4434

Angela Maria e Aparecido Luís dos Santos

Ligiane e Eduardo Antonialli Del’Acqua

Ivani Reis de

Lima e Daniela

Curti Batista,

integrantes da

equipe Sicoob

em Matão

Walter Francisco Orloski, diretor administrativo

do Sicoob 4434, recebe em noite festiva Carlos

Augusto de Macedo Chiaraba, presidente do

Conselho de Administração do Sicoob Cooperaso,

de Sorocaba e Francisco Rao, presidente da

Crediconsumo de Santo André

Júlio Pascoal

Basso, membro

do Conselho

Fiscal do

Sicoob 4434

e o advogado

Gesiel de Souza

Rodrigues

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Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

Velhos amigos pescadores

Pedaço de rio, num final de tarde, com suas águas

serenas e tranquilas, próprias para reflexões

Nesta época de tanta confusão

na política, coisa jamais vista antes

no País e apenas a quatro meses das

eleições, não adianta ficar a imaginar

quem serão os tantos pré-candidatos

ou candidatas que disputarão a

Presidência da República, ou os dois

que conseguirão chegar ao fim no segundo

turno (caso ocorra).

Além do mais, em respeito à opinião

dos esclarecidos leitores e das

inteligentes leitoras, não confessarei

quem é o meu pré-candidato. Mas

afirmo que não deixarei de ir votar,

não votarei em branco, nem anularei

meu voto, coisa jamais feita antes em

minha vida de votante.

É que vocês, pelo

menos os mais jovens,

sequer podem imaginar

o quão gratificante

é os cidadãos, depois

de mais de duas décadas,

terem conseguido

recuperar o direito de

voto, pela redemocratização,

antes proibido

pela intervenção militar.

Apenas darei uma

dica, que até já devem

supor pelo vernáculo:

é do sexo masculino, não é nem da

chamada ‘esquerda’, menos ainda da

intitulada ‘direita’, posições essas indefiníveis

neste século.

Então, no aguardo dos acontecimentos,

nada como partir para

amenidades, como falar sobre pescarias.

E a recordar dos velhos amigos

pescadores que já partiram, há muito

tempo, para o Oriente Eterno.

Como o Mário Barbugli. Um

homem metódico que passava todo

o fim de semana com os amigos em

seu pesqueiro nas margens do Moji

Guaçu. Sabia quando estava bom para

se pescar dourado, ao encher um copo

da água do rio. Como? Pelo grau de

transparência, se ela estivesse mais ou

menos turva.

Então colocava seu motor Johnson

na água e ia pescar de rodada. Caso

contrário, apoitava no barranco, em

lugar cevado, para pescar piavas; isso

quando não ficava em sua estiva coberta.

Como o Dr. Domingos Abritta,

seu companheiro de pescaria e que

preferia ficar na estiva fumando um

enorme charuto, enquanto

esperava o

puxão das piracanjubas,

pois elas ainda

lá existiam. Sentado

numa cadeirinha, mais

filosofava do que pescava.

Como o italiano

Ferruccio Miari, dono

do antigo Bar da Estação,

quando ainda

a ferrovia era direcionada

aos passageiros,

hoje inexistente, possuidor

de uma paciência de Jó, nem

tanto para pescar, mas para sintonizar

no dial de seu rádio as ondas curtas,

procurando notícias do exterior, principalmente

as italianas.

Como o Jorge Bedran que, quando

não ficava na estiva, obstinado e paciente

até o fim da tarde, tentando

pegar os ximburés e as piavas, subia

em seu barco e ia pescar num córrego,

o Guariroba, afluente do Moji, onde se

divertia fisgando pequenas piavas e

E assim, a deixar de

lado provisoriamente as

preocupações sobre o

futuro do País enquanto

as eleições não chegam,

lembro-me dos antigos

amigos pescadores,

pessoas politizadas, que

nunca poderiam imaginar

que pudéssemos chegar a

tal estado de coisas, a um

nível tão baixo de nossos

representantes.

lambaris, às vezes até sozinho. Numa

dessas vezes sua canoa bateu numa

pequena árvore que tinha um cacho

de abelhas. Elas se agitaram e ele foi

obrigado a cair na água, pendurado na

canoa (não sabia nadar) durante uma

eternidade, até o enxame se dispersar.

Disse-me ele que foi difícil de se safar

e depois subir na canoa, pois era um

tanto gordo e pesado.

Esses quatro amigos, verdadeiros

irmãos, depois do jantar se reuniam

para jogar buraco que varava a madrugada

e a bater papo, recordando antigas

pescarias, quando havia fartura

de peixes. Nem existia televisão para

impedir o diálogo como ocorre atualmente

nos ranchos modernos: hoje

parece que os pescadores são movidos

a álcool para se distrair. Talvez

porque não haja mais tanto peixe

como no passado.

Outro antigo companheiro de

pescaria era o Engº Marco Antonio

Dentillo, que faleceu tragicamente

num acidente na estrada quando ia

pescar no Rio Taquari, no Estado do

Mato Grosso do Sul. Embora convidado,

não pude ir com ele. Também

pescávamos no Anhumas, Jacaré e

Moji. Perseverante e paciente, ficava

o dia inteiro na beira do rio e depois

voltava completamente revigorado

para a cidade.

E assim, a deixar de lado provisoriamente

as preocupações sobre o

futuro do País enquanto as eleições

não chegam, lembro-me dos antigos

amigos pescadores, pessoas politizadas,

que nunca poderiam imaginar

que pudéssemos chegar a tal estado

de coisas, a um nível tão baixo de nossos

representantes.

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