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Novembro 2011<br />

1<br />

ano 2 – número 13 – novembro 2011


2<br />

Conexão São Paulo


Novembro 2011<br />

3<br />

Revista Conexão São Paulo


SUMÁRIO<br />

GENTE<br />

Paulo Tasso<br />

BAIRROS<br />

Aclimação, Cambuci, Klabin e Vila Monumento<br />

PROFISSÕES<br />

Médico<br />

ECONOMIA & NEGÓCIOS<br />

Distribuição de renda, educação e desenvolvimento<br />

CAPA<br />

Capoeira<br />

8<br />

10<br />

14<br />

16<br />

18<br />

Capa: Capoeira: a arte-luta da cultura afro-brasileira<br />

página 18<br />

4<br />

MODA<br />

Primavera/verão<br />

COMPORTAMENTO<br />

A situação do idoso no Brasil<br />

JURÍDICO<br />

Bulling em razão do nome ridículo<br />

ARTESANATO<br />

Prepare-se para o Natal<br />

BEM-ESTAR<br />

A magia dos cristais<br />

20<br />

SAÚDE<br />

Ergonomia<br />

30<br />

22<br />

GASTRONOMIA<br />

A culinária japonêsa 32<br />

24<br />

MEMÓRIA<br />

Homenagem a José Vasconcelos 34<br />

26<br />

15 de novembro: Proclamação GASTRONOMIA da República<br />

A culinária espanhola 32<br />

28<br />

MEMÓRIA<br />

Confeitaria Catedral 34<br />

Marechal Deodoro da Fonseca<br />

Conexão São Paulo


Publisher:<br />

Ivan Darghan - ivan@revistaconexao.com.br<br />

Diretor de Redação:<br />

Paulo Pacheco - paulo@revistaconexao.com.br<br />

Executivos de Negócios:<br />

Edyr Raucci - edyr@revistaconexao.com.br<br />

Capa:<br />

Raphael Galvano e Rafael Ordoeñz<br />

Foto: Ivan Darghan<br />

Colaboradores:<br />

Claudia Buonsanti, Marcelo Darghan, Marcelo Fleury,<br />

Marcelo Scarcelli, Dra. Vanda Amorim, Dr. José Roberto<br />

Sotelo, Braz Cardillo, Andrea Muniz, Laís Vargas,<br />

Dr. Dario Munin Filho<br />

Assinatura gratuita:<br />

Tel. (11) 3637-2855<br />

www.revistaconexao.com.br<br />

assinatura@revistaconexao.com.br<br />

Distribuição direta nos bairros:<br />

Aclimação, Cambuci, Klabin e Vila Monumento<br />

Apoio:<br />

Impressão:<br />

Referência Gráfica<br />

Revista Conexão São Paulo<br />

é uma publicação mensal da p2i Editora<br />

Rua Gama Cerqueira, 17<br />

Cambuci – CEP 01539-010 – São Paulo-SP<br />

A Revista Conexão São Paulo não se responsabiliza por eventuais alterações<br />

na programação fornecida, bem como pelas opiniões emitidas nesta edição.<br />

O conteúdo dos anúncios veiculados na Revista Conexão São Paulo é de total<br />

responsabilidade dos anunciantes.<br />

Novembro 2011<br />

EDITORIAL<br />

Competência<br />

A p2i Editora mantém uma equipe de trabalho extremamente enxuta. Antes de mais nada, por<br />

uma questão de filosofia. Mas, a exemplo de uma infinidade de outras pequenas empresas, o<br />

enxugamento vai além do que seria razoável, em função de uma carga extraordinária de impostos<br />

sobre o custo de um funcionário. O empresário brasileiro é forçado a fazer exatamente o<br />

contrário de muitas promoções que se vê por aí: pagamos dois funcionários para levar apenas<br />

um. E, mesmo assim, como outros, conseguimos realizar um trabalho respeitável.<br />

Já na administração pública, todos sabemos, de longa data, que não há economia de funcionários.<br />

É como coração de mãe: sempre cabe mais um. E é aí que entra o título deste editorial.<br />

Vejamos o Ministério da Educação que, com toda a estrutura que tem, não consegue fazer uma<br />

prova. Repetindo, O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO NÃO CONSEGUE FAZER UMA PROVA. Seria<br />

cômico se não fosse trágico, mas é real e está em todos os noticiários que o ENEM falhou de<br />

novo. Mais um tiro no pé; no nosso pé, nos pés de muitos estudantes que, literalmente ficam<br />

sem saber o que fazer sem o ENEM. É realmente muita, mas muita incompetência. E, ao que<br />

parece, o atual responsável pelo Ministério da Educação quer ser prefeito de São Paulo...<br />

Enquanto isso, vamos, cada um de nós, nos desdobrando em dez, para manter esse gigante,<br />

que é o Brasil, em pé. E, por falar nisso, nesta 13ª edição da Revista Conexão São Paulo, nos<br />

desdobramos para levar a você, uma revista de qualidade com informações interessantes e<br />

importantes. Nossa edição de novembro traz economia, comportamento, especial profissões,<br />

saúde, bem-estar e muito mais. Então, “fé em Deus e pé na tábua”!<br />

Boa leitura!<br />

Ivan Darghan e Paulo Pacheco<br />

Editores<br />

Conexão DIRETA<br />

Opinião, Críticas e Sugestões sobre a revista.<br />

E-mail: conexaodireta@revistaconexao.com.br<br />

Conexão LEITOR<br />

Reclamações, reivindicações e sugestões sobre seu bairro ou região. A Revista Conexão São Paulo<br />

irá buscar as explicações e eventuais soluções junto aos administradores responsáveis.<br />

E-mail: conexaoleitor@revistaconexao.com.br<br />

CARTAS<br />

Rua Gama Cerqueira, 17 – Cambuci São Paulo – CEP – 01539-010<br />

TELEFONE: 11 3637 2855<br />

Site: www.revistaconexao.com.br<br />

CADASTRE-SE EM NOSSO 5SITE<br />

E GARANTA A SUA REVISTA CONEXÃO SÃO PAULO TODOS OS MESES.


Conexão DIRETA<br />

A pedido de alguns leitores, não<br />

publicaremos os sobrenomes dos<br />

remetentes na seção Conexão Direta. Para<br />

publicar o nome completo, pedimos a<br />

gentileza que nos autorize expressamente<br />

no corpo da mensagem.<br />

SENHORES:-<br />

MEUS MAIS EFUSIVOS CUMPRIMENTOS.<br />

“NOSSA REVISTA” CONEXÃO SÃO PAULO ESTÁ<br />

CADA VEZ MELHOR.<br />

NO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO, DE MUITOS, A RE-<br />

VISTA SE SUPEROU. ESTÁ EXCELENTE.<br />

PARABÉNS.<br />

ABREIJOS DA VOVI §(*.*)§ MYGDIA<br />

Olá Ivan,<br />

Parabéns pelo primeiro ano de vida! Tão jovem e tão<br />

madura. De aparência impecável e com excelente<br />

qualidade. Objetiva e clara.<br />

Nós, leitores, é que agradecemos por vocês fazerem<br />

parte de nossas vidas com informações tão valiosas.<br />

Que venham pela frente, muitos e muitos anos<br />

para sempre sermos agraciados com tão magnífico<br />

exemplar mensal.<br />

Entendo que no mundo, cada um faz a sua parte e é<br />

muito importante quando quem faz, faça bem feito.<br />

Concordo plenamente com o artigo A imbecilidade em sua plenitude. Somos uma massa que tem sido<br />

esmagada a cada dia. Sinto uma pressão enorme por dois lados: primeiro o Governo que não me proporciona<br />

nenhuma contrapartida para os impostos que arrecado. Nada posso usufruir em educação, saúde<br />

e lazer com o mínimo de qualidade ou dignidade para minha família. Segundo por uma classe social<br />

que devo ajudar. Como cidadã, penso naqueles que tem menos do que eu, mas que, ao mesmo tempo,<br />

não pagam os impostos que eu pago, utilizam de um serviço público, ainda que precário, utilizam e são<br />

beneficiados com diversas políticas sociais que, em minha opinião, são apenas fachada, pois não existe<br />

nada de bondoso. O que o nosso governo corrupto quer é cada vez mais uma massa não pensante, que<br />

tudo espera receber, seja do governo, seja de nós trabalhadores incansáveis. Sinto-me roubada, pressionada<br />

em todos os sentidos, pois não existe uma verdadeira política social, de orientação, de combate à<br />

fome ou planejamento familiar. Estamos criando uma massa não trabalhadora, desqualificada e não pensante.<br />

Se tudo continuar assim, quanto os meus filhos, os nossos filhos, deverão trabalhar para arrecadar<br />

impostos para sustentar a corrupção cada vez mais crescente e os serviços públicos utilizados por essa<br />

camada social menos favorecida?<br />

Priscila Bongiovani Spiandorello<br />

É o caso dessa conceituada Revista, vocês fazem<br />

bem feito, aliás, muito bem feito!<br />

Elizabeth Rocha da Silva<br />

Ivan,<br />

meus parabéns a você e a todo o time da Conexão.<br />

Bem sabemos como é difícil fazer um bom projeto<br />

editorial que tenha, ao mesmo tempo, um bom<br />

projeto gráfico, qualidade de pauta, boa execução –<br />

e que seja longeva. Que a revista continue chegando<br />

a nossas casas por muitos e muitos anos com o<br />

charme e a qualidade que fazem dela algo realmente<br />

diferenciado na comunicação regional.<br />

Abraço,<br />

Jorge Tarquini<br />

Olá editores<br />

Venho acompanhando a Revista Conexão São Paulo<br />

já há algum tempo e resolvi escrever agora, por<br />

um motivo muito simples, o cuidado com que ela<br />

é feita.<br />

Além da Conexão São Paulo, recebo outras publicações<br />

do bairro e percebi claramente a diferença entre<br />

elas.<br />

A qualidade das matérias, a linguagem fácil, uma redação<br />

bem feita, um português bem aplicado e, principalmente,<br />

o cuidado com os detalhes e um visual<br />

diferente.<br />

6<br />

Algumas publicações, que a meu ver estão mais<br />

para um amontoado de anúncios, são feitas “para<br />

inglês ver”.<br />

O que adoro na Conexão São Paulo é a sua real preocupação<br />

com o leitor e, claro, o fato de não parecer<br />

um guia de produtos e serviços.<br />

Não poderia deixar de falar sobre o artigo A imbecilidade<br />

em sua plenitude, simplesmente es-pe-ta-<br />

-cu-lar!<br />

A Revista Conexão São Paulo não é como umas e<br />

outras que são claramente tendenciosas ou feitas<br />

com o meu, o seu, o nosso dinheiro.<br />

Parabéns a toda a equipe.<br />

Abraços<br />

Camila<br />

Caros amigos da Revista Conexão<br />

São Paulo<br />

Permita-me chamá-los assim, pois é desta forma<br />

que os considero. Afinal, há um ano que nos conhecemos<br />

e esta relação só me trouxe coisas boas<br />

como informação, divertimento e conhecimento. Espero<br />

esta revista todo mês, como espero a visita de<br />

um amigo querido.<br />

Parabéns por este primeiro aniversário e que ele se<br />

repita por muitos e muitos anos.<br />

Grande abraço<br />

Pedro<br />

enviado via iPad<br />

Conexão São Paulo


UTILIDADE PÚBLICA<br />

Novembro 2011<br />

SEMANA NACIONAL DE<br />

CONCILIAÇÃO<br />

Entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro acontece a 6ª edição<br />

da Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional<br />

de Justiça (CNJ).<br />

Este ano, a Semana Nacional de Conciliação terá como foco as audiências<br />

de conciliação referentes às demandas judiciais de massa, que<br />

envolvem grandes números de partes – em geral ações coletivas movidas<br />

por consumidores contra bancos, empresas de telefonia, serviços<br />

de água e luz etc. Por conta disso, o CNJ já tem mantido contatos<br />

com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Federação<br />

Brasileira dos Bancos (Febraban), entidades públicas e algumas<br />

das principais instituições financeiras, com vistas a formar parcerias<br />

que levem à conciliação de processos.<br />

Como participar<br />

Para a Semana Nacional pela Conciliação, os tribunais selecionam os<br />

processos que tenham possibilidade de acordo e intimam as partes<br />

envolvidas no conflito. Caso o cidadão ou instituição tenha interesse<br />

em incluir o processo na Semana, deve procurar, com antecedência, o<br />

tribunal em que o caso tramita.<br />

Quando uma empresa ou órgão público está envolvido em muitos processos,<br />

normalmente, o tribunal faz uma audiência prévia para sensibilizar<br />

a empresa/órgão a trazer ao mutirão boas propostas de acordo.<br />

Em São Paulo o local de atendimento será o Memorial da América Latina,<br />

onde estarão presentes os três ramos da justiça: estadual, trabalhista<br />

e federal. Serão atendidas as pessoas intimadas e também haverá<br />

uma parte pré-processual, onde as pessoas poderão, antes de<br />

propor uma ação, resolver os seus problemas.<br />

O atendimento será a partir das 10:00 horas no dia 28/11 e a partir das<br />

11:00 horas nos demais dias do evento.<br />

7


Conexão GENTE<br />

aulo Tasso<br />

Pe sua Harley Davidson<br />

Paulo Tasso, morador da Aclimação, é um gigante<br />

gentil. Frente ao seu 1,90 metro, até sua Harley Davidson<br />

Fat Boy parece pequena. Paulão, como é conhecido<br />

entre seus amigos, é fã de motos desde que se<br />

entende como gente.<br />

Não é para menos. A família Tasso esta ligada às<br />

motocicletas desde o avô de Paulão, senhor Pietro<br />

Tasso, que nasceu em Chivasso, Turim - Itália,<br />

em 1892.<br />

Depois da 1ª guerra mundial, seu Pietro veio para o<br />

Brasil, começou a trabalhar em uma empresa de material<br />

para construção e depois montou a sua própria<br />

empresa.<br />

Ainda como empregado, ele comprou uma motocicleta<br />

Alemã, 1938, da marca Victoria, monocilíndrica<br />

com 250 cilindradas. Mais tarde, ele comprou na<br />

Mesbla, na Avenida do Estado, uma Harley Davidson<br />

1946, com sidecar.<br />

Pietro e Bianca Tasso - 1938<br />

Esta moto foi herdada por Jair Vasco Tasso, pai de<br />

Paulão, aos 18 anos. Mas Jair já era um motociclista<br />

experiente nesta idade. Afinal, aos 10 anos, ganhou de<br />

seu Pietro uma motocicleta dobrável que foi utilizada<br />

pelos paraquedistas na 2ª guerra mundial. Esta moto<br />

ficou guardada por muitos anos na fábrica de mármores<br />

e ladrilhos da família Tasso.<br />

Para manter a tradição da família, seu Jair presenteou<br />

os filhos com vários modelos de motos: Velosolex,<br />

Yamaha 125, Honda CB 360, Honda 550 Four,<br />

650 Ténéré e Suzuki 1100 GSX. Paulão, além de usufruir<br />

de todos estes modelos, ainda passou por quase<br />

todas as cilindradas: 125, 250, 350, 450, 750, todas<br />

Honda. Hoje, ainda mantêm uma Yamaha V-MAX<br />

1.200 cilindradas, além de sua HD Fat Boy.<br />

O sonho de Paulão sempre foi ter uma Harley Davidson,<br />

mas, no início das importações, elas eram caras<br />

demais. Quando começaram a ficar mais viáveis era a<br />

hora de realizar o sonho.<br />

8<br />

Em 2008, Paulão finalmente adquiriu sua Fat Boy de<br />

1.600 cilindradas. Para entrar no clima das HD’s, personalizou<br />

sua máquina com pintura, várias partes cromadas<br />

e equipamentos especiais. Como ele mesmo<br />

ressalta, é praticamente impossível deixar sua Harley<br />

original. A própria fábrica incentiva esta prática e fatura<br />

com a venda de acessórios quase o mesmo que fatura<br />

vendendo motos.<br />

Mas porque a Harley Davidson? O próprio Paulão<br />

explica: “A Harley é estilo, visual, o som do escapamento,<br />

que é único, além de ser uma moto robusta,<br />

confortável, confiável, estável e que tem um estilo de<br />

pilotagem diferenciado. Ela é muito diferente da V-<br />

-Max, por exemplo, que é uma moto mais agressiva.<br />

A Harley foi feita para grandes viagens, para passear<br />

e desfilar”.<br />

E porque a Fat Boy? “Por gostar do estilo da Fat Boy,<br />

pelo desenho das rodas, o formato e posição do guidão<br />

e do conjunto como um todo. Comparando todos<br />

Conexão São Paulo


Paulão e seu Jair, montado na Fat Boy<br />

Novembro 2011<br />

Pietro Tasso em sua Harley Davidson<br />

1946 com sidecar<br />

os modelos de Harley Davidson, para mim, esta é a<br />

mais bonita. Outro fato que pesou em minha escolha<br />

foi a participação deste modelo no filme “O Exterminador<br />

do Futuro”, como veículo do personagem de Arnold<br />

Schwarzenegger.”<br />

9<br />

Pietro Tasso e seu filho Jair<br />

na moto alemã Victoria, 1938<br />

Motocicleta Excelsior Welbike, utilizada<br />

por paraquedistas na Segunda Guerra<br />

Paulão faz parte do Moto Clube Caveiras de Aço, que<br />

tem sede em São Paulo e em Franca, no interior paulista,<br />

que promove encontros, reuniões e viagens, tudo<br />

pelo prazer de andar de moto e estar entre amigos<br />

com uma paixão comum.


Conexão ACLIMAÇÃO<br />

Pesquisa: Claudia Buonsanti<br />

Esta rua foi aberta nas últimas décadas do século XIX e ficou<br />

conhecida, inicialmente, com a denominação de “Av. do Jardim<br />

da Aclimação”, conforme consta no mapa da cidade de<br />

1897. Posteriormente, foi alterado para “Rua Paes de Andrade”<br />

em 1943.<br />

Manuel de Carvalho Paes de Andrade nasceu em Pernambuco,<br />

em 21 de dezembro de 1778. Foi senador pela Província<br />

da Paraíba e Coronel da Legião da Guarda Nacional. Depois<br />

de ter deixado o poder da junta do governo, em dezembro de<br />

1823, foi presidente do novo Conselho, eleito pelo povo pernambucano,<br />

permaneceu neste posto mesmo depois da nomeação<br />

de Francisco Pais Barreto, feita pelo governo imperial.<br />

A dissolução da Assembléia Constituinte por D. Pedro I, em<br />

fins de 1823, não foi bem recebida em Pernambuco. A promulgação<br />

da Constituição<br />

em 1824, com o seu regime<br />

altamente centralizado, frustrou<br />

os ideais de Manuel de<br />

Carvalho Paes de Andrade e<br />

Frei Caneca, os dois maiores<br />

líderes liberais na província.<br />

Em 2 de julho de 1824, Paes<br />

de Andrade proclamou a<br />

Confederação do Equador,<br />

que foi um movimento revolucionário,<br />

de caráter emancipacionista<br />

(ou autonomista)<br />

e republicano ocorrido<br />

no Nordeste do Brasil. Representou<br />

a principal reação<br />

contra a tendência absolutista<br />

e a política centralizadora<br />

do governo de D. Pedro<br />

I (1822-1831), esboçada na<br />

Carta Outorgada de 1824, a<br />

primeira Constituição do pa-<br />

Paes de Andrade<br />

ís.<br />

10<br />

A revolução queria a formação de uma república baseada<br />

na constituição da Colômbia.<br />

Paes de Andrade deu ao público um violento manifesto, em<br />

que convidava as Províncias do Norte - Piauí, Ceará, Rio<br />

Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Pernambuco, a<br />

tomar parte no movimento subversivo.<br />

Contudo, nenhuma delas aderiu à revolta separatista, com a<br />

exceção de algumas vilas do sul do Ceará, comandadas por<br />

Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque e Melo, mais conhecido<br />

por Padre Mororó e por vilas da Paraíba.<br />

Faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1855.<br />

Fonte: http://www.dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br<br />

Conexão São Paulo


Conexão CAMBUCI<br />

Novembro 2011<br />

Rua do avapés<br />

LDo Caminho do Carro, o Sítio do Tapanhoin descia em parale-<br />

O Cambuci foi entrada da cidade para quem subia a serra e passava<br />

pelo Córrego do Lavapés, que tem este nome justamente por<br />

ser, na época, onde se lavava os pés e se descansava por algum<br />

tempo dando comida e água aos animais de carga, antes de entrar<br />

na área urbana. Esse córrego era como que a divisa natural entre<br />

a cidade propriamente dita e a zona rural.<br />

A partir de 1850 formou-se um pequeno núcleo de chácaras e algum<br />

comércio em torno da trilha, culminando com a contrução<br />

da capela de Nossa Senhora de Lourdes em 1870, réplica da original<br />

francesa, hoje pegada à atual Igreja da Glória.<br />

As águas do córrego se espraiavam pelas várzeas do Tapanhoin e,<br />

nos períodos da cheia, invadiam os quintais das residências situadas<br />

as suas margens.<br />

Parte do bairro do Cambuci originou-se na antiga Chácara, ou Sítio<br />

do Tapanhoin que se situava entre os rios Tamanduateí, Cambuci,<br />

Ipiranga e o Caminho do Carro (a atual Rua Domingos de<br />

Moraes). As ruas Lavapés, Tamandaré, Muniz de Souza e o Jardim<br />

da Aclimação seriam hoje os pontos extremos daquele sítio,<br />

conhecido também como Chácara do Lavapés.<br />

Sempre é tempo de ajudar!<br />

Associação O Raiar do Sol<br />

São 85 idosos em regime de abrigo de longa permanência e uma estrutura de 20 funcionários que contam<br />

apenas com a generosidade e solidariedade da população que contribue com donativos, campanhas e<br />

doações de roupas, objetos e eletrodomésticos em bom estado para utilização própria ou venda no bazar<br />

que a casa mantém.<br />

Doações financeiras serão muito bem empregadas e você pode contribuir através da conta-corrente:<br />

Associação O Raiar do Sol – CNPJ: 64.034.911/0001-12<br />

Banco do Brasil (001) – Agência: 0635-1 – Conta Corrente: 3217-4<br />

11<br />

lo com outro latifúndio, a Chácara da Glória, até as margens do<br />

rio Tamanduateí. O Córrego do Lavapés, que atravessava a atual<br />

Rua Lavapés, à altura da Rua Luiz Gama, delimitava as duas<br />

propriedades.<br />

Falem a verdade: todos acreditavam tratar-se de um rito de purificação<br />

presente em muitas religiões, entre as quais o cristianismo,<br />

o judaísmo e o Islamismo, chamado de ablução.<br />

http://www.almanack.paulistano.com.br<br />

Associação O Raiar do Sol<br />

Rua Luiz Gama, 500 - Cambuci<br />

Fones: (11) 3207-0216 – (11) 3203-0662<br />

E-mail: contato@asilooraiardosol.com.br


Conexão KLABIN<br />

Pedro omponazzi<br />

PPolêmico, Pomponazzi escreveu ainda dois ensaios, replicando<br />

Pedro Pomponazzi nasceu em Mantova em 1462 e suicidou-se<br />

em Bolonha em 1524. Foi o mais famoso entre os novos aristotélicos<br />

no período Renascentista.<br />

Foi professor de filosofia nas universidades de Pádua, Ferrara e<br />

Bolonha. É célebre o seu opúsculo Sobre a Imortalidade da Alma,<br />

publicado em Bolonha em 1516.<br />

Neste opúsculo (pequena obra de ciência ou literatura), Pomponazzi<br />

sustentava que a imortalidade da alma não pode ser demonstrada<br />

racionalmente e, para defender sua tese, separa as verdades<br />

da fé das verdades da razão.<br />

Sobre os problemas éticos decorrente da mortalidade da alma,<br />

Pomponazzi afirma que para as pessoas se comportarem eticamente<br />

não é necessário crer na alma imortal e na recompensa<br />

após a morte, basta a virtude, porque a virtude é a recompensa<br />

em si mesma. Ter um bom comportamento por causa do castigo<br />

que a alma terá após a morte é servilismo e servilismo é contrário<br />

à virtude.<br />

12<br />

a dois outros filósofos que escreveram duas obras com o mesmo<br />

título – Sobre a Imortalidade da Alma, o primeiro contra Contarini<br />

escreveu uma Apologia e o segundo contra Nifo, um Defensorium.<br />

Nem a morte pôs termo àquela pendenga. A rigor essa polêmica<br />

ainda existe em pleno século XXI!<br />

Citações<br />

1. A virtude e o vício têm a sua recompensa e seus castigos em si próprios.<br />

2. Nenhuma virtude ficará sem prêmio e nenhum vício permanecerá<br />

impune.<br />

3. O castigo do vicio é o próprio vício.<br />

Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br - http://www.filosofia.com.br<br />

Conexão São Paulo


Conexão VILA MONUMENTO<br />

O lativas<br />

Em São Paulo recrudescia a luta entre duas famosas famílias, a<br />

dos Pires e a dos Camargos. O governador-geral do Brasil, Francisco<br />

Barretos de Meneses, sem poder se deslocar à capitania, incumbiu<br />

da paz o Ouvidor geral da Repartição do Sul, Dr. Pedro<br />

de Mustre Portugal. Estando os dois partidos exaustos, este conseguiu<br />

fazer assinar a paz em 1º de janeiro de 1660.<br />

No livro O Garatuja, José de Alencar faz uma narrativa romanceada<br />

baseada neste fato real. Um dos atrativos desta leitura é o<br />

meticuloso trabalho de recuperação da linguagem da época, com<br />

toques de humor bem regional e temporal.<br />

Portanto, prezados leitores, com a palavra, José de Alencar:<br />

“(...)<br />

À rua da Misericórdia, próximo do Beco do Cotovelo, onde tinha<br />

residência, estava o Ouvidor Geral, Dr. Pedro de Mustre Portugal,<br />

em sua recâmera particular, atarefado com o despacho de<br />

processos.<br />

(...)<br />

Sem consultar a ordenação, nem recorrer ao sujo canhenho, travou<br />

o nosso magistrado da pena, e escreveu dum jacto Indeferido,<br />

tendo o cuidado de calcar a mão para fazer uma letra bem<br />

grossa, já que não podia em voz ainda mais grossa chimpar o<br />

despacho lacônico e peremptório na bochecha do bacharel.<br />

Destas ingenuidades que tinha o Mustre a sós e entre si, não vão<br />

fazer mau juízo a seu respeito. Passava por um dos magistrados<br />

mais honestos, que desde a criação dá Ouvidoria-Geral do Rio<br />

de Janeiro haviam nela servido.<br />

Em seu tempo, e isto basta para honrar sua memória, cessou uma<br />

balela que toda a gente repetia na cidade.<br />

(...)<br />

Ninguém ousou jamais suspeitar o Dr. Mustre de uma peita ou<br />

suborno. Cumpria à risca a ordenação não recebendo cartas re-<br />

Novembro 2011<br />

uvidor Portugal<br />

13<br />

a demandas; e levava este escrúpulo ao ponto de tratar as<br />

partes desabridamente, quando o procuravam.<br />

Tinha pois a consciência de ser um magistrado integérrimo. E<br />

seguro de que não o podiam comprar; nem influir por empenho<br />

ou ameaça, no exercício de sua jurisdição, do mais não se preocupava.<br />

(...)<br />

É esta a pior espécie dos maus juízes. Acastelados na sua honestidade,<br />

que nem sempre é inexpugnável, põem a Justiça ao serviço<br />

de suas paixões e venetas; e quando vem o clamor, não falta<br />

quem os defenda como íntegros, lançando à conta de erro, o que<br />

aliás foi astúcia.”<br />

Obs.: As obras de José de Alencar já são de domínio público. Se<br />

você, leitor, quiser ler o livro inteiro, acesse o link abaixo:<br />

http://pt.wikisource.org/wiki/O_Garatuja/XVIII


Conexão PROFISSÕES<br />

Médico<br />

Poucas atividades humanas guardam tanta magia<br />

e mistério quanto o exercício da medicina.<br />

José Roberto Sotelo<br />

A motivação de amenizar o sofrimento<br />

do próximo utilizando todos os artifícios<br />

possíveis, fez com que os mais<br />

primitivos homens cultivassem um pagé,<br />

um curandeiro, um sacerdote, enfim,<br />

alguém com vocação para curar as doenças.<br />

Nascem desta forma, a confiança e a<br />

crença nos “médicos” e entende-se a<br />

concepção de um exercício sagrado, um<br />

dom privilegiado e uma benção e mister<br />

divino.<br />

Observando a História e Civilizações,<br />

descobrimos o desenvolvimento desta<br />

arte ciência pela contribuição de inumeráveis<br />

mestres. Estes desvendaram os<br />

mecanismos geradores da saúde ou da<br />

doença e o funcionamento da mente e do<br />

corpo humano da forma como conhecemos<br />

nos dias de hoje.<br />

Fica claro que a medicina continua sendo<br />

uma profissão que apaixona os que a<br />

desejam exercer e firma um compromisso<br />

de respeito à ética, à vida e ao próximo<br />

por quem a está exercendo.<br />

Esta foi a minha motivação. Tenho a certeza<br />

que é a motivação de tantos que lutam<br />

arduamente para entrar numa Faculdade<br />

de Medicina e seguir uma vida de<br />

estudos e dedicação.<br />

Existe uma máxima que declara que “médicos<br />

nunca se formam”. Torna-se necessário<br />

grande esforço pessoal e horas de<br />

estudo teórico, aprendizado prático clínico<br />

e cirúrgico para atingir a graduação.<br />

Um curso de 6 anos de Faculdade de Medicina<br />

para diplomar-se médico.<br />

Com o Diploma na mão, novo desafio:<br />

ser aprovado em Serviço de Residência<br />

Médica. Anualmente do total<br />

de médicos com curso<br />

médico concluído, entram<br />

em Serviço de Residência<br />

60%. Serão<br />

mais 3 anos, no mínimo,<br />

para muitas<br />

especialidades<br />

clínicas e de 4 a<br />

6 anos para especialidadescirúrgicas.<br />

Dedicação exclusiva<br />

e remuneração irrisória para<br />

atender necessidades mínimas<br />

de aperfeiçoamento.<br />

Portanto, 10 anos vão se<br />

passar desde o dia da aprovação<br />

no vestibular para a<br />

Faculdade de Medicina<br />

até um médico especialista<br />

estar apto a entrar no mercado<br />

de trabalho. A realidade solicita<br />

uma dedicação que deve ser absor-<br />

14<br />

vida pelo futuro médico desde o dia de<br />

sua decisão pela carreira.<br />

Conexão São Paulo


Apesar das dificuldades relatadas, a concorrência<br />

por uma vaga para a Faculdade<br />

de Medicina tem demonstrado uma<br />

proporção de candidatos/vaga maior que<br />

qualquer outra carreira e também a nota<br />

de corte (pontuação no vestibular) encontra-se<br />

entre as mais disputadas, o que demonstra<br />

o enorme fascínio e atrativo desta<br />

profissão.<br />

Obviamente que as dificuldades expostas<br />

serão transpostas por todos os<br />

vocacionados e, no resultado final, ao<br />

atingir a diplomação, todos dirão que<br />

“valeu a pena”.<br />

Porque valeu a pena? Entre as atividades<br />

humanas, a medicina gera uma vontade<br />

imensa de restabelecer o estado de saúde<br />

do próximo, a qualquer custo. Para tanto,<br />

médicos transformam-se em pesquisadores,<br />

exercem treinamento contínuo<br />

em novas técnicas, incorporam os avanços<br />

da tecnologia, das ciências e das conquistas<br />

humanas em todos os setores para<br />

aplicar neste propósito.<br />

Novembro 2011<br />

Além disto, o mercado de trabalho oferece<br />

oportunidades na área administrativa,<br />

legislativa, docência, peritagem, cargos<br />

executivos, planejamento, industrial, enfim,<br />

atividades múltiplas e inumeráveis<br />

que, com a base de conhecimentos adquiridos<br />

por meio do estudo médico, habilita<br />

o profissional a atender necessidades<br />

essenciais da sociedade.<br />

Medicina, uma grande paixão.<br />

O médico angaria pelo seu trabalho respeito,<br />

admiração e consideração de toda<br />

a comunidade e consegue uma realização<br />

pessoal com o fruto de seu esforço e<br />

trabalho. Muitas vezes, o sucesso profissional<br />

não redunda em sucesso econômico,<br />

em especial nos dias de hoje quando<br />

o próprio Conselho Federal de Medicina<br />

condena práticas de entidades exploradoras<br />

do trabalho médico.<br />

Ao lado de um ser humano atormentado<br />

pela dor e necessitando de uma chama de<br />

esperança, do sofrimento e do desamparo,<br />

na busca do restabelecimento da saúde,<br />

sempre haverá um médico cumprindo<br />

seu juramento hipocrático.<br />

“Sedare dolorem opus divinum est”.<br />

“Sedar a dor é obra divina”<br />

Sou um grande entusiasta da medicina.<br />

O exercício contínuo, ao longo de 37<br />

anos de profissão, me possibilitou vi-<br />

15<br />

venciar momentos de grandes emoções,<br />

compartilhar dores e alegrias, orientar,<br />

aprender, escutar e viver intensamente.<br />

Tive a felicidade e a oportunidade de<br />

acompanhar as imensas mudanças no<br />

atendimento médico. Ao abraçar a ginecologia<br />

e a obstetrícia, como área médica<br />

de atuaçao, acompanhei o desenvolvimento<br />

da anestesia segura na cirurgia<br />

e na maternidade, o milagre de recuperar<br />

nascidos prematuros sem mesmo<br />

atingirem o peso de 1 Kg, a cirurgia minimamente<br />

invasiva realizada por instrumentos<br />

de videocirurgia, laser, novas<br />

fontes de energia, irradiaçao, vacinas<br />

contra o aparecimento do câncer ginecológico<br />

e a reprodução assistida in vitro<br />

(bebê de proveta). Enfim, um encantamento<br />

atrás do outro que nos leva a<br />

imaginar até onde, com nossos recursos,<br />

escaparemos do envelhecimento e<br />

da degeneraçao ao longo de uma existência.<br />

Creio que por tudo isto, a medicina é<br />

denominada a última profissão romântica<br />

do mundo e tenho certeza de que assim<br />

permanecerá por muito tempo.<br />

Para os vocacionados tenho certeza que<br />

a realizaçao plena será atingida por esta<br />

missão que incorpora arte, ciência e humanismo.<br />

Dr. José Roberto Sotelo (CRM/SP 20.511)<br />

Médico Formado 1973 PUCSP<br />

Título Especialista em Ginecologia e Obstetrícia 127/1977; Federação<br />

Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia; Conselho<br />

Federal de Medicina; Médico do Corpo Clínico Acreditado e com<br />

Educação Médica Continuada; Hospital Israelita Albert Einstein; Hospital<br />

e Maternidade São Luiz; Hospital Alemão Osvaldo Cruz<br />

Pro Matre Paulista; Hospital e Maternidade Santa Joana; Hospital e<br />

Maternidade São Camilo; Atividade em Congressos, Entidades de<br />

Classe, Didática, Clínica Particular; Subespecialidade Videocirurgia/<br />

Reprodução Humana Assistida


Conexão ECONOMIA & NEGÓCIOS<br />

Distribuição de<br />

renda, educação e<br />

desenvolvimento<br />

Marcelo Scarcelli<br />

A distribuição de renda, ou melhor, a má<br />

distribuição de renda, sempre foi tema das<br />

campanhas políticas e das discussões sobre<br />

as mazelas da sociedade brasileira.<br />

Ainda que essa distribuição tenha melhorado<br />

nos últimos anos, por conta da ascensão<br />

das classes C, D e E, ainda temos um<br />

verdadeiro abismo entre ricos e pobres.<br />

Porém, qual é a razão de tanta diferença?<br />

Existem inúmeras teorias que vão da<br />

concentração de poder e posses de geração<br />

para geração, até questões históricas<br />

como o uso de mão de obra escrava no<br />

lugar da mão de obra imigrante. O fato é<br />

que o Brasil está muito mal colocado no<br />

ranking de concentração de renda medido<br />

pelo coeficiente Gini. Enquanto a Su-<br />

écia lidera o ranking de igualdade de renda,<br />

nós ocupamos a 124ª posição.<br />

Para melhor entender esse problema proponho<br />

o seguinte exercício lúdico: peguemos<br />

toda a riqueza do Brasil entre dinheiro<br />

vivo, poupanças, terras, imóveis,<br />

ouro, obras de arte, pedras preciosas, enfim,<br />

toda a riqueza física, que possa mudar<br />

de dono. Uma vez feita essa arrecadação,<br />

imaginemos dividir tudo em valores<br />

iguais para todos brasileiros, ou seja, se o<br />

16<br />

“<br />

eduquemos<br />

as crianças para não<br />

punir os homens<br />

total de riqueza fosse muitos e muitos trilhões<br />

de reais, dividiríamos esses trilhões<br />

de forma igual para todos os milhões de<br />

brasileiros. Esses por sua vez poderiam<br />

Conexão São Paulo<br />


fazer o que quisessem com seus respectivos patrimônios.<br />

Passados alguns anos, o que vocês acham que aconteceria?<br />

Estariam todos de volta a estaca zero? Os antigos ricos<br />

seriam mais ricos que a média e os antigos pobres<br />

mais pobres que a média obtida logo após a divisão?<br />

Se essa divisão fosse possível, até acredito que a miséria<br />

extrema seria reduzida, pois um nível mínimo seria<br />

alcançado por quem hoje não tem nada, mas em poucos<br />

anos a concentração voltaria a subir e os ricos estariam<br />

de novo mais ricos e os pobres, de novo mais pobre. Isso<br />

acontece, pois não basta dividir a riqueza. É necessário<br />

criar mecanismos de manutenção da renda e da riqueza.<br />

Essa é uma das grandes críticas, por exemplo, aos programas<br />

como o Bolsa Família que distribui renda desacompanhado<br />

de políticas desenvolvimentistas. Claro que<br />

eles funcionam no curto prazo, transformando a população<br />

carente em consumidores que por sua vez movimentam<br />

a economia e passam a viver melhor. Porém, isso não<br />

é sustentável no longo prazo, assim como não é sustentável<br />

no longo prazo o experimento proposto.<br />

Assim sendo, distribuição e manutenção de renda andam<br />

em paralelo. A manutenção é o que gera bem estar real<br />

para a população e virá do acesso à educação, à informação<br />

e à saúde. Uma população educada e bem formada<br />

pode tomar sua primeira oportunidade de renda, trabalhar,<br />

crescer e ir ano após ano se desenvolvendo para ganhar<br />

mais, manter renda e estar mais próximo das camadas<br />

mais ricas. Uma população com educação e com<br />

acesso a informação escolhe e vota melhor em seus representantes,<br />

fica sabendo dos escândalos por completo<br />

e, dessa forma, melhora a representação e a atuação<br />

do governo em prol de uma melhor situação. Uma população<br />

com educação, informação e com saúde produz<br />

mais, fica mais com sua família, se diverte mais e ao final<br />

é também mais criativa, Isso forma uma espiral positiva<br />

para o crescimento do país, que por sua vez empregará<br />

gente mais educada, mais informada, mais saudável<br />

e com mais igualdade. Para nosso futuro, bem vale a frase<br />

popular “eduquemos as crianças para não punir os homens”.<br />

O bem estar dos brasileiros e de qualquer nação<br />

passa pelas operações de somar esforços, subtrair desigualdade,<br />

dividir a cultura e multiplicar a oportunidade.<br />

Marcelo Scarcelli é administrador de empresas e mestre em economia<br />

pela FGV. Atua na indústria de bens de consumo e é professor de estratégia<br />

empresarial e gestão de cadeia de suprimentos. Contato: marcelo@marceloscarcelli.com<br />

Novembro 2011<br />

17


CAPA<br />

A arte-luta da cultura<br />

afro-brasileira<br />

Raphael Galvano<br />

Há muito tempo existimos dentro de uma sociedade<br />

onde os comportamentos, em algum momento, geram<br />

um sentimento de sufocamento da liberdade, seja ela<br />

qual for: de ir e vir, de expressão, de ação ou qualquer<br />

outro tipo que seja reprimida. Nesse aspecto, existe no<br />

íntimo de todo indivíduo que se sente de alguma forma<br />

oprimido ou repreendido, a ânsia por readquirir a<br />

liberdade perdida. Essa ânsia acaba hora ou outra sendo<br />

transformada, do sentimento para o pensamento e<br />

do pensamento para a ação, ocorrendo assim as mais<br />

diversas manifestações, desde uma composição a uma<br />

revolução.<br />

Nos idos de 1600, o tráfico negreiro estava oficialmente<br />

sendo realizado no Brasil e em crescente expansão.<br />

Com o lema da época, “mercadoria-dinheiro-mercadoria”,<br />

os negros escravos eram considerados uma mercadoria<br />

valiosa, já que eram muito mais fortes e mais<br />

resistentes para a realização do trabalho escravo do que<br />

os índios. Estes perdiam rapidamente sua vitalidade,<br />

força e saúde e não se “rendiam” à prática forçada do<br />

trabalho escravo. Os negros vinham de países da África,<br />

onde eram capturados e levados de sua terra natal<br />

à força, muitas vezes já sendo comercializados por outros<br />

povos de sua própria terra natal.<br />

Chegavam (aqueles que sobreviviam às viagens nos<br />

porões dos navios negreiros) em um território desconhecido<br />

onde seus costumes, línguas e crenças não podiam<br />

ser expressos, pois muitas vezes misturavam-se<br />

as etnias para dificultar qualquer tipo de comunicação<br />

entre eles.<br />

Com o tempo e a convivência, os escravos misturaram<br />

seus costumes, crenças e dialetos, sendo os primórdios<br />

da cultura hoje conhecida como afro-brasileira. A Capoeira,<br />

assim como o samba e o candomblé, é uma dessas<br />

formas de expressões surgidas nessa época em que<br />

18<br />

o instinto de sobrevivência superou a repressão sofrida<br />

pelos escravos.<br />

Mesmo após a assinatura da Lei Áurea, que oficializou<br />

a abolição da escravatura, os então “negros livres”,<br />

continuavam fora da sociedade existente no<br />

Brasil, sem condições para serem inseridos nela, vivendo<br />

assim à margem da sociedade, de onde surge<br />

então o termo “marginal”. Mesmo com todas as dificuldades<br />

existentes, a resistência cultural afro-brasileira<br />

foi muito forte de modo a permanecer até hoje em<br />

dia nas mais diversas formas.<br />

A capoeira não tem uma só maneira de ser explicada ou<br />

realizada, por ser uma forma de expressão, arte e luta<br />

que se moldou em pontos diferentes do país como Rio<br />

de Janeiro, Recife, Salvador, Quilombos, entre outros<br />

pontos no decorrer do tempo. Daí vê-se as formas mais<br />

conhecidas da capoeira que são Angola e Regional.<br />

A capoeira Angola é caracterizada por ter movimentos<br />

mais próximos ao solo, com um jogo mais cadenciado,<br />

onde o jogador costuma apresentar, nos movimentos,<br />

as possibilidades de acertar seu parceiro de jogo,<br />

ao invés de efetivamente realizá-lo. Encontra-se também<br />

em uma roda de capoeira Angola uma ritualização<br />

muito aparente, devido às raízes serem as mesmas<br />

das demais crenças e costumes. Uma das razões para<br />

este fato encontra-se na proibição da prática da capoeira,<br />

em todo território nacional, na época da República.<br />

Desta forma, os capoeiristas começaram a praticá-la<br />

em locais escondidos, inclusive em terreiros de umbanda<br />

e candomblé. O maior expoente da capoeira Angola<br />

foi Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha<br />

(5 de abril de 1889 - 13 de novembro de 1981).<br />

A capoeira Regional foi criada por Manoel dos<br />

Reis Machado, o Mestre Bimba (23 de novembro<br />

Conexão São Paulo


de 1900 - 13 de fevereiro de 1974). No<br />

ano de 1932, época em que a repressão<br />

à capoeira já não era tão intensa,<br />

Mestre Bimba fundou a Luta Regional<br />

Baiana. Como capoeirista, Mestre Bimba<br />

julgava que a capoeira apresentada<br />

naquela época, tinha perdido sua eficiência<br />

enquanto luta. Dessa maneira,<br />

modificou-a inserindo alguns golpes de<br />

outras artes-marciais, criando um sistema<br />

de ensino, retirando formas ritualizadas,<br />

apresentadas comumente em rodas<br />

de capoeira, modificou a formação<br />

dos instrumentos na roda (retirando o<br />

atabaque, instrumento utilizado no candomblé)<br />

e, principalmente, realizando<br />

tudo isso dentro de sua academia,<br />

o Centro de Cultura Física e Luta Re-<br />

Novembro 2011<br />

gional, fundada em 1937, quando a arte<br />

começou a ser praticada por indivíduos<br />

de outras classes sociais.<br />

Uma das principais diferenças da capoeira<br />

para outras lutas conhecidas é que ela é<br />

sempre acompanhada de música, sendo o<br />

berimbau o regente da roda de capoeira,<br />

seja ela qual estilo for.<br />

Por essa manifestação cultural ter surgido<br />

aqui no Brasil e tomado forma diante<br />

de diversos fatos históricos, no dia 15 de<br />

julho de 2008 ela tornou-se reconhecida<br />

e registrada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio<br />

Histórico e Artístico Nacional)<br />

como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.<br />

19<br />

Por todo seu histórico de formação, através<br />

das vivências e experiências de uma<br />

classe marginalizada, a capoeira tornou-se<br />

forte e símbolo da resistência cultural, de<br />

ideais e conquistas de um povo. Hoje, existem<br />

diversos tipos de capoeira, mas o que<br />

se percebe em todas é que ninguém realiza<br />

nada sozinho. Cada um depende de outros<br />

capoeiristas para praticar sua arte dentro<br />

da roda de capoeira; o indivíduo aprende<br />

e leva pra sua vida. A consciência adquirida<br />

através das experiências vividas dentro<br />

e fora da roda de capoeira, torna o indivíduo<br />

um verdadeiro capoeirista.<br />

Formado Macaco (Raphael Galvano)<br />

Grupo de Capoeira Equilíbrio; Educador Físico e Coordenador<br />

do Centro Cultural Casa de Barro


Conexão MODA<br />

Tendências Primavera-Verão<br />

Vamos começar falando sobre as principais tendências<br />

que vão fazer a cabeça das mulheres nessa primavera-verão.<br />

Os anos 70 foram revisitados e com ele vemos a volta<br />

de comprimentos longos. Saias longas estão sendo<br />

muito usadas, desde o inverno, e continuarão com tudo<br />

nesse verão!<br />

Os vestidos longos, em tecidos e modelagens variados<br />

também vieram pra ficar. Uma dica, pra quem acha<br />

que tem pouca estatura e não pode usar comprimentos<br />

longos: use com saltos Anabela, as sandálias tipo espadrilhe<br />

(com solado de sisal) estão em alta. Apenas<br />

tome cuidado para que a saia ou o vestido tenham um<br />

comprimento que esconda o sapato, assim ninguém<br />

saberá que você está usando um truquezinho para parecer<br />

mais alta!<br />

Ainda nessa vibe dos anos 70, podemos ver a volta<br />

do tropicalismo, traduzido em estampas: folhagens,<br />

frutinhas, animais, como tucanos e papagaios,<br />

e muitas flores grandes.<br />

Saindo dos anos 70, entraremos em outra<br />

tendência importante para o verão que<br />

é o romantismo. Esse romantismo acontece<br />

em estampas, principalmente nos motivos<br />

florais que já estão bombando nas<br />

vitrines. Saias, blusas, vestidos, macacões<br />

e calças com estampa de flores<br />

miudinhas.<br />

A renda é outro elemento romântico que já estamos<br />

vendo também nas lojas que lançaram suas coleções<br />

primavera-verão. Podemos ter vestidos todinhos em<br />

renda, bem como blusas e camisas. Mas, também encontramos<br />

a renda pontuando detalhes nas roupas.<br />

Hora em um barrado, hora em um decote ou mesmo<br />

sendo usada nas costas de blusas e vestidos.<br />

Falando em tecidos: a seda promete bombar. É um tecido<br />

nobre, elegante e muito fresquinho. Regatinhas<br />

despretensiosas, saias curtas, camisas e até camisetas<br />

estão sendo confeccionadas em seda e em cetim.<br />

As transparências também vieram pra ficar em tecidos<br />

fininhos como voil, chiffon, organza etc.<br />

Outro tecido que aparece muito forte é a<br />

Laise. Aquele algodão furadinho, ultrarromântico,<br />

está sendo muito usado em todas<br />

as peças de roupa, desde shorts a vestidos<br />

e bolerinhos. As cores podem<br />

ser bem fortes, não somente no<br />

branco!<br />

E por falar em cores, elas são as<br />

grandes vedetes da estação. Esqueça<br />

os tons pastel do verão<br />

passado. A onda agora é o Co-<br />

20<br />

lor Block. As cores fortes e vibrantes, como cores de<br />

pedras preciosas, estão com tudo.<br />

Esse bloco de cores pode ser feito com qualquer peça<br />

de roupa. Shorts azul com blusa pink, saia amarela<br />

com regata roxa e por aí vai.<br />

Falando de acessórios, eles também entram na onda<br />

das cores fortes. Bolsas e sapatos em tons vibrantes<br />

como o pink, verde bandeira, azul bic, laranjão, coral,<br />

violeta etc. Aliás, essas cores vibrantes são as apostas<br />

em termos de cores para o verão.<br />

O sapato mais usado nesse verão será a espadrilhe,<br />

que é aquela Anabela com salto de corda ou sisal. Esse<br />

sapato também aparece sem salto, aí se torna uma<br />

alpargata (lembram?). Por ser feito em tecido, teremos<br />

elementos como estampas, principalmente o motivo<br />

floral e xadrez.<br />

O laranja está muito forte, bem como o amarelo, pink<br />

e o azul bic. Portanto, invistam em cores fortes e arrasem<br />

nesse verão!<br />

Andrea Muniz<br />

Personal Stylist, Estilista e Professora de Moda.<br />

www.andreamconsultoriadeimagem.com.br<br />

Telefone: 7550 4962<br />

Conexão São Paulo


Conexão TECNOLOGIA<br />

Segurança da Informação<br />

O planeta está cada vez mais interligado pela web,<br />

ou Internet. Pode-se fazer praticamente tudo pela rede,<br />

desde operações bancárias até compras com cartão<br />

de crédito, porém esta facilidade gerou um problema:<br />

o vazamento de informações.<br />

As operadoras de cartões de pagamento,<br />

por exemplo, se uniram e criaram um<br />

guia com padrões de segurança. Todos<br />

que aceitam pagamentos via cartão, que<br />

armazenam os dados do portador, têm<br />

que seguir esse guia para poder transacionar,<br />

explica Leonardo Buonsanti,<br />

administrador de segurança da informação<br />

do Uol.<br />

Leonardo é voluntário da OWASP – Open Web Application<br />

Security Project (Projeto Aberto para segurança<br />

em aplicações web), como líder do Capítulo<br />

da cidade de São Paulo. A Fundação, estabelecida<br />

como organização sem fins lucrativos nos EUA em<br />

Abril de 2004, está presente em 87 países em todos<br />

os continentes. É uma comunidade aberta dedicada<br />

a capacitar as organizações para conceber, desenvolver,<br />

adquirir, operar e manter aplicações que podem<br />

ser confiáveis. Todas as ferramentas OWASP, documentos,<br />

fóruns, e os capítulos são gratuitos e abertos<br />

a qualquer pessoa interessada em melhorar a segurança<br />

de aplicativos.<br />

A OWASP não é afiliada a qualquer empresa de tecnologia<br />

e produz diversos tipos de materiais de forma<br />

colaborativa. O projeto sobrevive de doações de<br />

empresas participantes, da realização de eventos,<br />

da inscrição de membros e de patrocinadores como<br />

Amazon, Google, Microsoft, Adobe e outros que têm<br />

interesse na segurança da informação.<br />

Novembro 2011<br />

Segurança da Informação abrange todas as práticas,<br />

mecanismos e sistemas voltados a proteger a confidencialidade,<br />

integridade e disponibilidade de<br />

dados. Juntos, esses três pilares são os valores principais<br />

da segurança da informação. Confidencialidade<br />

quer dizer que apenas<br />

o proprietário pode acessar a informação.<br />

Disponibilidade significa que a<br />

informação tem que estar disponível independente<br />

de qualquer coisa; e a integridade,<br />

que visa o quanto a informação<br />

é legítima.<br />

Para o leigo, podemos explicar que o<br />

OWASP gera tutoriais para testar aplicativos<br />

que já existem. Por exemplo, você tem um documento<br />

e quer testar essa aplicação web, você cria um<br />

cenário, realiza testes, procura entender seu comportamento,<br />

envia e intercepta respostas em forma de códigos<br />

e, com isso, descobre se existe alguma vulnerabilidade.<br />

Dentro do OWASP, os grupos de trabalho são chamados<br />

de capítulos e podem ser criados em qualquer lugar.<br />

Se uma pessoa ou profissional da área quer criar<br />

um capítulo na cidade em que vive, entra em contato<br />

com a sede, pelo site, expõe suas necessidades e suas<br />

idéias e seu projeto será avaliado.<br />

Até 2010, para a OWASP, o Brasil era um único capítulo;<br />

a partir daí, os líderes decidiram criar capítulos<br />

por estado. “Aqui em São Paulo o capítulo ainda está<br />

se estruturando; sou líder há pouco mais de um mês e<br />

meio, portanto, ainda muito recente, mas, mesmo com<br />

o pouco tempo disponível que tenho, fora do meu horário<br />

normal de trabalho, já tenho um evento agenda-<br />

21<br />

do com uma grande faculdade, com apoio de patrocinadores<br />

e inscrição de participantes. Em pouco tempo<br />

como líder, é uma vitória.”, afirma Leonardo.<br />

A única obrigação do líder é realizar reuniões mensais<br />

em que discutimos tópicos sobre os eventos, como<br />

angariar mais patrocinadores e membros e o que vemos<br />

aqui no cenário paulista, se existe algum problema.<br />

Por exemplo, uma empresa foi invadida, oferecemos<br />

um evento de segurança, buscamos patrocínio e a<br />

empresa cuida apenas da divulgação. Esse tipo de atuação<br />

é uma estratégia minha; não significa que outros<br />

capítulos tenham a obrigação de fazer o mesmo, e, assim,<br />

promovemos a segurança de aplicações.<br />

O projeto é direcionado para empresas da área, aos<br />

profissionais que trabalham com aplicações web, mas<br />

ao mesmo tempo, favorece o cidadão comum em termos<br />

de segurança e, sem que ele pague por isso.<br />

Você vai me perguntar: já que o acesso é livre, quem<br />

quiser utilizar os documentos para ‘o mal’ também tem<br />

acesso. Sim, mas aí esperamos que quem seja o alvo<br />

desses ataques já conheça o OWASP e seus projetos e<br />

esteja protegido de acordo.<br />

Leonardo Francisco Buonsanti de Andrade é Administrador<br />

de Segurança da Informação do UOL, Bacharel<br />

em Administração de Empresas pela FIAP, voluntário<br />

do OWASP como líder do Capítulo da Cidade de<br />

São Paulo.<br />

OWASP - Projeto Aberto de Segurança em Aplicações<br />

Web www.owasp.org<br />

Página do Capítulo São Paulo<br />

https://www.owasp.org/index.php/Sao_Paulo


Conexão COMPORTAMENTO<br />

Ainda há tempo<br />

A situação do idoso no brasil<br />

Braz Cardillo<br />

Independente da idade que temos, devemos<br />

lembrar que em 20 anos, teremos<br />

no Brasil, cerca de 30 milhões de pessoas<br />

com mais de 60 anos, ou seja, 13% da<br />

população. Como a sociedade e o Poder<br />

Público (Saúde, Previdência e Assistência<br />

Social) não estão preparados para esse<br />

crescimento, a velhice se tornou uma<br />

séria questão social por estar relacionada<br />

com aposentadoria, crise de identidade,<br />

mudança de papéis, perdas diversas e diminuição<br />

de vida social. Além disso, pesquisas<br />

realizadas na Grande São Paulo revelaram<br />

que quase 90% dos entrevistados<br />

apresentavam alguma doença crônica e<br />

32% eram dependentes nas tarefas diárias.<br />

Por isso, deduzimos que o envelhecimento<br />

saudável exige um amplo estudo dos fatores<br />

que interferem nesse processo.<br />

Antigamente, o idoso representava sabedoria,<br />

experiência e capacidade de aconselhamento,<br />

porém, na cultura materialista<br />

atual, quem não produz riqueza tende a<br />

perder o seu valor. Em função disso, parte<br />

da sociedade brasileira visualiza o idoso<br />

como uma pessoa obsoleta, inútil e incompetente,<br />

não merecendo o respeito<br />

devido aos antepassados. Por promover a<br />

exclusão dos idosos, os mais novos contribuem<br />

para um processo de envelhecimento<br />

sem qualidade de vida.<br />

22<br />

Fruto dessa cultura, a família moderna<br />

representa o fator mais importante na má<br />

condição de vida do idoso. Ao envelhecer,<br />

a maioria dos pais perde a posição de<br />

comando e decisão que exercia em casa<br />

e a relação com os filhos tem seus papéis<br />

invertidos, o que os torna dependentes.<br />

Somado a isto, o ritmo quase frenético<br />

dos tempos atuais leva muitos filhos a,<br />

simplesmente, não acharem tempo para<br />

manifestar gratidão por tudo que os pais<br />

representam. Esquecendo que também<br />

envelhecerão, por intolerância ou desamor,<br />

criticam “os velhos” culpando-os<br />

pelas deficiências naturais da idade. Alguns<br />

os colocam nos chamados “abrigos<br />

Conexão São Paulo


para idosos”, gerando o pior sentimento<br />

de carência e exclusão. As tensões geradas<br />

por essas atitudes apressam o envelhecimento<br />

em condições doentias, pois<br />

o idoso não aceita ser abandonado pela<br />

família.<br />

A aposentadoria é outro fator importante.<br />

Estudos revelam que a perda de “status”<br />

e dos papéis que representava; a ausência<br />

de competitividade e a ociosidade repentina<br />

reduzem a autoestima e a percepção<br />

de utilidade social, podendo provocar<br />

a despersonalização do indivíduo. O fator<br />

econômico também é um agravante uma<br />

vez que a maioria dos aposentados recebe<br />

um “benefício” insuficiente, tornando<br />

quase impossível a realização dos seus<br />

objetivos, da manutenção da saúde e de<br />

momentos de lazer. É por isso que muitos<br />

buscam algum trabalho para complementar<br />

a sua renda.<br />

Alem dos fatores externos, a própria pessoa<br />

também contribui para o agravamento<br />

da situação, quando se recusa a assumir<br />

o envelhecimento como um fato natural<br />

que exige aceitação, preparo, planejamento<br />

e visão ampla. A “síndrome do pijama”<br />

(perda da farda) e a “síndrome do<br />

ninho vazio” (debandada dos filhos) demonstram<br />

com clareza esse despreparo.<br />

Basta observarmos alguns locais públicos<br />

para constatarmos a ociosidade e a falta<br />

de sentido de vida de alguns idosos. Parece<br />

que estão em contagem regressiva se<br />

preparando para a morte.<br />

Outro fator relevante é a falta de consciência<br />

em relação aos cuidados com a saúde<br />

física e mental. Por se sentirem excluídos,<br />

muitos idosos assumem o papel de<br />

“vitimas”, culpando os outros e o mundo<br />

pela sua situação. Nas relações interpessoais<br />

demonstram frustração, amargura,<br />

pessimismo, rabugice e um mau humor,<br />

muitas vezes insuportável. No estágio da<br />

vida em que poderiam investir no desenvolvimento<br />

de sua espiritualidade e no altruísmo,<br />

assumem posturas individualis-<br />

Novembro 2011<br />

tas e radicais, preferindo o isolamento ou<br />

exibindo comportamentos incompatíveis<br />

com sua idade. Agindo assim, o idoso gera<br />

conflitos que ampliam de forma dramática<br />

e progressiva a falta de qualidade de<br />

vida, acarretando transtornos que podem<br />

provocar doenças crônicas, sofrimentos e<br />

incapacidade para descobrir novos sentidos<br />

para a sua existência.<br />

Buscando Soluções<br />

A sociedade pode promover a inclusão social<br />

dos idosos, não confundindo produtividade<br />

econômica com utilidade social.<br />

Sabemos que, independente de remuneração,<br />

eles possuem excelente experiência<br />

e um grande potencial para trabalhos<br />

voluntários. É por isso que muitos povos<br />

demonstram orgulho de sua história, reverenciando<br />

seus heróis e antepassados.<br />

Alguns países até criaram mecanismos,<br />

inclusive tributários, incentivando a filantropia<br />

e o voluntariado através das comunidades<br />

religiosas e das Fundações. Pesquisas<br />

comprovam que a atividade em<br />

grupo é uma excelente forma de manter<br />

o idoso integrado socialmente, uma vez<br />

que, a relação com outras pessoas proporciona<br />

uma melhor qualidade de vida,<br />

promovendo valorização e trocas diversas<br />

como afeto, sentimentos, experiências,<br />

conhecimentos, ideias, dúvidas, reconhecimento<br />

e diversas outras, estimulando o<br />

pensar, o fazer, o doar e o aprender.<br />

Como o verdadeiro reconhecimento social<br />

resulta da utilidade, da raridade e da<br />

oportunidade, quem ajuda a comunidade<br />

é uma pessoa diferenciada e está disponível<br />

para o outro, será sempre reconhecida<br />

como alguém de grande valor. Este parece<br />

ser um dos segredos de uma vida longa<br />

com saúde e dignidade.<br />

As famílias podem contribuir para a melhora<br />

do equilíbrio emocional do idoso,<br />

mudando sua cultura. Famílias que valorizam<br />

o grupo e a comunidade reservam<br />

algumas funções para os pais, respeitando<br />

as diferenças e características individuais.<br />

23<br />

Não é por acaso que as pessoas espiritualizadas<br />

e altruístas possuem maior facilidade<br />

para atribuir novos significados para<br />

suas vidas, independente da condição financeira,<br />

familiar ou social. Quando sente<br />

que é valorizada, o indivíduo experimenta<br />

uma redução significativa dos sintomas<br />

negativos anteriormente descritos.<br />

Em relação à aposentadoria sabemos que,<br />

em nosso país, o idoso não possui mecanismos<br />

para pressionar o poder público<br />

em seu benefício. Não obstante isto ele<br />

pode influenciar parentes e amigos objetivando<br />

ampliar a sua representação política,<br />

tornando-se capaz de promover melhorias<br />

na Seguridade, até como justiça<br />

social e recompensa pela sua contribuição<br />

para o desenvolvimento do país.<br />

Quanto à saúde, o idoso precisa assumir<br />

seu histórico de vida, manias, teimosias e<br />

os limites que o tempo lhe impõem. Também<br />

precisa realizar atividades que preservem<br />

a saúde e evitem a doença, mesmo<br />

que isto contrarie os desejos de amigos e<br />

familiares.<br />

Concluímos, portanto, que a melhoria da<br />

Situação do Idoso no Brasil passa obrigatoriamente<br />

por um processo que integre,<br />

além da própria pessoa (independente da<br />

idade), os diferentes agentes geradores<br />

dessa situação, fazendo cumprir o descrito<br />

no Estatuto do Idoso de 01 de outubro<br />

de 2003:<br />

“Art. 3.º É obrigação da família, da comunidade,<br />

da sociedade e do Poder Público assegurar<br />

ao idoso, com absoluta prioridade,<br />

a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação,<br />

à educação, à cultura, ao esporte,<br />

ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade,<br />

à dignidade, ao respeito e à convivência<br />

familiar e comunitária.”<br />

Braz Cardillo<br />

é Psicólogo Clínico e Consultor


Conexão JURÍDICA<br />

Bullyng<br />

Vanda Amorim<br />

Bullying é caracterizado por agressões<br />

verbais ou físicas, desferidas intencionalmente<br />

de maneira repetitiva, por colegas<br />

contra colegas, causando dor, sofrimento<br />

e angustia, e são normalmente executadas<br />

dentro de uma relação desigual de poder.<br />

O termo bullying tem origem na palavra<br />

inglesa bully, que em sua tradução significa<br />

brigão, valentão e audacioso. Ainda<br />

que não haja uma denominação exata em<br />

português, entendemos este fenômeno<br />

como ameaça, abuso, aviltamento, humilhação<br />

e maltrato contra crianças e adolescentes.<br />

Estes jovens quando expostos a situações<br />

humilhantes, de cujo racista, difamatório<br />

ou separatista, podem sofrer sérios problemas<br />

emocionais, como o isolamento e<br />

queda do rendimento escolar. Além disso,<br />

podem desencadear doenças psicossomáticas<br />

e traumáticas, capazes de influenciar<br />

em razão de nome ridículo<br />

na personalidade ainda em formação. Em<br />

casos excepcionais, o bullying pode afetar<br />

o estado emocional do jovem de forma<br />

tão avassaladora, levando-o até mesmo<br />

ao suicídio.<br />

Assim, em época de bullying, ter nome<br />

ridículo pode ser mais um motivo para os<br />

jovens serem ridicularizados por colegas.<br />

O bom senso deve nortear a escolha do<br />

nome da criança, cabendo, primordialmente,<br />

aos pais seu emprego, paralelamente<br />

às poucas regras de caráter objetivo<br />

que podem ser formuladas a partir<br />

das experiências vivenciadas. Em termos<br />

concretos, algumas regras extraídas do<br />

bom-senso e da equidade são indispensáveis<br />

na boa formação dos nomes, evitando-se<br />

situações delicadas e vexatórias.<br />

No Brasil, o “Direito ao Nome” foi inserido<br />

no Código Civil de 2002 como direi-<br />

24<br />

to da personalidade e, pelo princípio da<br />

dignidade da pessoa humana, é alcançado<br />

à categoria de direito fundamental. Hoje<br />

a lei possibilita, através de um processo<br />

judicial, a alteração de nomes que expõem<br />

a pessoa ao ridículo e ao desgosto.<br />

A grande relevância do nome na vida da<br />

pessoa demanda muita atenção no momento<br />

de sua escolha. Por isso, os pais<br />

precisam estar atentos para o fato de que<br />

um nome mal formulado, por ignorância<br />

ou irresponsabilidade, poderá desencadear<br />

sérios problemas emocionais e constrangimentos<br />

ao filho, para sempre e até<br />

mesmo após a sua morte.<br />

Vanda Amorim<br />

Advogada e co-autora do livro Direito ao Nome da<br />

Pessoa Física – Ed. Elsevier<br />

www.vandaamorim@uol.com.br<br />

Conexão São Paulo


Novembro 2011<br />

25


Conexão ARTESANATO<br />

Marcelo Darghan<br />

www.marceloartesanato.com.br<br />

Natal chegando!<br />

Hora de começar a se preparar<br />

3<br />

2<br />

4<br />

4<br />

26<br />

4<br />

1<br />

5<br />

Conexão São Paulo<br />

6


Com a proximidade do Natal e o tempo correndo cada vez mais<br />

rápido, é bom começar a se preparar e deixar tudo pronto para a<br />

data mais bonita do ano.<br />

A seguir algumas sugestões que podem lhe ajudar a decorar a casa<br />

e até ganhar algum dinheiro.<br />

1 - Pegue aquele enfeite antigo e dê uma reciclada.<br />

Limpe a peça e se for o caso recorte e faça ponto caseado em volta<br />

da imagem principal, aqui no caso, do papai noel.<br />

Com uma guirlanda de cipó (pode ser de festão, musgo ou<br />

gravetos), enrole uma fita natalina e cole o enfeite.<br />

Cole também bolinhas vermelhas, você terá uma guirlanda para a<br />

porta de sua casa.<br />

2 - Com papel crepon e cartolina faça embalagens<br />

criativas e coloridas.<br />

Use cola quente para fazer os saquinhos de papel crepon e para<br />

colar os enfeites sobre o crepon.<br />

Coloque o presente dentro de papel de seda e encaixe no saquinho.<br />

Feche com fita colorida ou com motivos natalinos.<br />

3 - Com bolas de isopor ou até bolas de natal velhas,<br />

envolva em feltro verde, amarre com barbante e estique<br />

o feltro para que ele se adapte ao formato da bola.<br />

Recorte o excesso e com cola quente aplique folhas de feltro<br />

também.<br />

Use fita dourada para decorar as bolas.<br />

Prenda um soutache dourado (fita bem fininha) entre as folhas e<br />

coloque na árvore.<br />

4 - Para decorar a mesa, algumas opções baratas e de<br />

efeito<br />

Recorte uma árvore de cartolina e faça um anel de 5 cm de diâmetro<br />

aproximadamente.<br />

Cole esse anel na árvore com cola quente .<br />

Espere secar e cole uma estrela na parte superior e faça bolinhas<br />

com tinta relevo.<br />

Colque o guardanapo no anel.<br />

Recorte azevinhos de feltro, recheie com fibra sintética e feche com<br />

ponto caseado, prenda uma fita número zero e amarre nos talheres,<br />

guardanapos, copos...<br />

Recorte cartolina com 7 x 15 cm, dobre ao meio, em uma das<br />

faces faça desenhos com giz de cera relacionados ao natal.<br />

Faça o contorno com tinta relevo dourada. Escreva o nome dos<br />

convidados com tinta relevo. Coloque nas posições da mesa para<br />

direcionaar os convidados do jantar.<br />

5 - Com pedaços de feltro, faça pequenos enfeites que<br />

podem decorar cartões, velas, árvore, embalagens e<br />

guirlandas.<br />

(use as fotos como molde) o recorte é simples e é possível usar<br />

ponto caseado ou de alinhavo para deixar um bom acabamento.<br />

6 - Com recortes de cartolina ou papel de scrapbooking<br />

você pode fazer um presépio diferente e colorido.<br />

Usando apenas cola e recorte de papel e colar com fita banana (que<br />

vai dar volume) a um painel ou cartão. Tudo vai depender da sua<br />

criatividade.<br />

8<br />

Novembro Agosto 2011 2011<br />

27


Conexão BEM-ESTAR<br />

Laís Vargas<br />

C<br />

A magia dos ristais<br />

Dentro das inúmeras possibilidades de<br />

se harmonizar um ambiente, os cristais,<br />

além de hipnóticas peças decorativas, se<br />

destacam pela maneira como irradiam<br />

e captam energia. Eles têm a propriedade<br />

de alterar a vibração do ambiente de<br />

acordo com sua faixa vibratória, que é<br />

determinada pela sua cor. Ou seja, transformam<br />

a energia do local onde são posicionados.<br />

As cores determinam a utilização que cada<br />

cristal deve ter. As formas também<br />

são importantes pois focalizam e aumentam<br />

a irradiação da energia. Os cristais<br />

Nós, seres humanos, estamos constantemente procurando viver com mais<br />

conforto (físico, mental, emocional e espiritual), com mais equilíbrio, com<br />

mais saúde e, consequentemente, com maior bem-estar.<br />

com pontas direcionam a energia para<br />

pontos específicos; formas esféricas e<br />

ovais, irradiam energia para todos os lados.<br />

Desta maneira, para harmonizarmos<br />

um ambiente, precisamos escolher o tamanho,<br />

a forma e a cor.<br />

Ambientes muito grandes pedem vários<br />

cristais que, tanto podem ser colocados<br />

juntos, como em pontos estratégicos.<br />

28<br />

Existem cristais gigantes, em forma natural,<br />

conhecidos como capelas, com<br />

tamanhos que variam bastante, e as drusas,<br />

excelentes energizadoras que também<br />

podem ser encontradas em vários<br />

tamanhos.<br />

As cores dos cristais precisam ser complementares,<br />

para que não se anulem ou<br />

criem energia negativa. Para tranquili-<br />

Conexão São Paulo


zar, utilizamos cristal azul claro; para<br />

cura, utilizamos cristal verde garrafa; para<br />

estudar ou trabalhar, utilizamos cristal<br />

amarelo; para neutralizar a irradiação<br />

dos monitores de computador, usamos<br />

pedras negras, por exemplo.<br />

Os cristais incolores são universais e podem<br />

ser utilizados para todos os fins. Os<br />

cristais de ametista também podem ser<br />

utilizados para a maioria dos casos. A escolha<br />

deve obedecer sua intuição no momento<br />

que estiver escolhendo um cristal;<br />

algum detalhe vai chamar a sua atenção.<br />

Todos os cristais, pedras, gemas, até<br />

mesmo as pedrinhas comuns que encontramos<br />

nos rios ou pela natureza, trabalham<br />

da mesma maneira e podem nos<br />

trazer bem-estar.<br />

Novembro 2011<br />

Os cristais precisam ser preparados para<br />

nos ajudar, para isso devem ser limpos,<br />

energizados e programados para um<br />

fim específico. Existe um grande número<br />

de publicações, como o livro “Cristal, luz<br />

sólida que cura”, que escrevi com a Vera<br />

Cardoso, que nos mostram como preparar<br />

um cristal, seja ele uma jóia ou um<br />

elemento de decoração, e trazem listas de<br />

utilização, indicando cores e formas adequadas<br />

para cada finalidade.<br />

Em caso de dúvidas ou, para uma orientação<br />

mais especializada, procure o<br />

auxílio de um terapeuta mineral, que poderá<br />

orientar a preparação e escolha de<br />

cristais, bem como a utilização das pedras<br />

em cada ambiente da casa ou do local<br />

de trabalho.<br />

29<br />

Usar cristais é um recurso muito antigo,<br />

datando de tempos imemoriais. Hoje,<br />

pode-se ver sua ação por meio de fotografias<br />

Kirlian, que mostram a energia<br />

sendo irradiada por estas pedras encantadoras.<br />

Permita-se encantar por este recurso da<br />

natureza, que traz beleza e equilíbrio ao<br />

seu redor e que, com certeza, vai lhe proporcionar<br />

um grande bem-estar.<br />

Laís Vargas<br />

Samsarah, corpo e mente<br />

Fone: 3208-4331<br />

samsarah@globomail.com<br />

www.samsarahcorpoemente.com.br


Conexão SAÚDE<br />

Ergonomia:<br />

Dario Munin Filho<br />

A ergonomia é o estudo da relação entre o homem e seus meios,<br />

métodos e espaço de trabalho. Tem como objetivo a composição<br />

de elementos diversificados, buscando a adaptação<br />

plena do homem ao ambiente, desde seu trabalho<br />

até suas atividades da vida diária. A busca<br />

desta adaptação engloba inúmeros fatores e princípios<br />

de qualidade em suas ações, embasadas<br />

na produtividade, desde que estejam intrinsecamente<br />

ligadas a salubridade e sustentabilidade.<br />

A palavra ergonomia vem do grego Ergon<br />

= trabalho + normo= normas, regras e leis. Você<br />

sabia que os primeiros estudos ergonômicos datam<br />

do século XVII?<br />

A busca do equilíbrio perfeito entre a adaptação do<br />

trabalho e as características dos indivíduos, de modo<br />

a lhes proporcionar um máximo de conforto, segurança<br />

e bom desempenho de suas atividades no trabalho<br />

e em sua vida, tornou-se um trabalho árduo, contínuo<br />

e duradouro, mas possível e muito gratificante, com resultados<br />

reais e funcionais.<br />

Ao ler a definição acima, com uma visão superficial, acredita-<br />

-se que a ergonomia só se aplica aos trabalhadores de grandes<br />

empresas, mas é um mero engano. A ergonomia está<br />

em todas as atividades que realizamos desde que nascemos<br />

até em nossa velhice, desde estudantes até donas<br />

de casa.<br />

Segundo a Associação Brasileira de Ergonomia, “A ergonomia<br />

é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas<br />

e psicológicas do ser humano”. De acordo com esta<br />

abordagem, devemos ter uma estreita relação multidisciplinar<br />

para tratar este assunto.<br />

30<br />

“<br />

A falta ou o uso inadequado<br />

de equipamentos, métodos<br />

e processos, sem estudos<br />

técnicos do ponto de visto<br />

ergonômico, pode gerar<br />

doenças ocupacionais.<br />

”<br />

você sabe o que é?<br />

Conexão São Paulo


Nos dias de hoje, a ergonomia é um dos assuntos em alta<br />

na área de saúde ocupacional, sendo de extrema importância<br />

que os profissionais da área estejam atentos às novas<br />

tendências e sistemas no ambiente de trabalho para<br />

que possam prestar um atendimento de saúde humanizado<br />

e de qualidade.<br />

Fique atento em sua empresa, se a produtividade reduziu<br />

pode ser o desconforto que, entre as suas várias causas,<br />

está diretamente ligada à adequação do corpo frente<br />

a um determinado equipamento.<br />

A questão da iluminação, que além de poder causar danos<br />

à visão, contribui significativamente na redução da capacidade<br />

de produção de uma pessoa, quer seja em um escritório,<br />

indústria e até mesmo em ambientes de trabalho mais<br />

sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura<br />

também influem negativamente neste processo.<br />

Não podemos esquecer que a falta ou o uso inadequado<br />

de equipamentos, métodos e processos, sem estudos técnicos<br />

do ponto de visto ergonômico, pode gerar doenças<br />

ocupacionais, sendo as mais conhecidas a LER– Lesão<br />

por Esforço Repetitivo - e o DORT - Distúrbios Osteo-<br />

-musculares Relacionados ao Trabalho.<br />

Atualmente, várias empresas já buscam a melhoria nas<br />

condições de trabalho dos seus empregados e estabelecem<br />

uma série de programas, voltados para a ergonomia,<br />

como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Com<br />

programas preventivos como Ginástica Laboral, Análise<br />

Ergonômica, Programas de Qualidade de Vida e estudos<br />

sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção,<br />

estas empresas atingem resultados significativos.<br />

Se por um lado, o uso da ergonomia pode sugerir maior<br />

gasto, por outro representa uma economia para a empresa<br />

e, como consequência, a melhoria da saúde do trabalhador<br />

e da sua qualidade de vida.<br />

Dr. Dario Munin Filho<br />

Médico do Trabalho – www. deltasaude.com.br<br />

Novembro 2011<br />

31


Conexão GASTRONOMIA<br />

Claudia Buonsanti<br />

Culinária<br />

Japonesa<br />

Claudia Buonsanti<br />

Falou em culinária japonesa todos pensam<br />

‘sushi – sashimi’. Não, definitivamente o<br />

cardápio da mesa do japonês médio, não é<br />

só peixe-cru. Existem diversos pratos e de<br />

várias regiões do Japão que somente quem<br />

realmente aprecia a gastronomia japonesa<br />

conhece.<br />

Quando os japoneses imigraram para o<br />

Brasil em 1908 tiveram grande dificuldade<br />

para se adaptarem a uma culinária salgada<br />

e gordurosa. A opção foi cultivarem,<br />

por conta própria, verduras e legumes,<br />

além disso, alguns pratos foram adaptados<br />

com o que existia no país como, por<br />

exemplo, o inhame que é utilizado nos cozidos<br />

(nishime).<br />

A culinária tradicional japonesa consiste<br />

basicamente em pratos preparados de<br />

arroz, sopa de misso (pasta de soja), peixe<br />

ou carne acompanhados de tsukemono<br />

(picles). Alimentos como repolho, batata-<br />

-doce, molho curry, tsukemono (conserva),<br />

tofu (queijo de soja), frutos do mar e<br />

peixes grelhados, também estão presentes<br />

no cardápio. Os temperos mais comuns<br />

na cozinha japonesa são o shoyu (molho<br />

de soja), o wasabi (raiz forte), o misso<br />

(pasta de soja), o karashi (mostarda),<br />

mirin e sake (bebida alcoólica a<br />

base de arroz) e dashi (caldo<br />

de peixe ou carne).<br />

Para adaptar a culinária<br />

japonesa ao gosto do brasileiro<br />

e para disseminar a<br />

No Brasil, principalmente em São Paulo, existe uma variedade enorme de<br />

restaurantes japoneses. Do tradicional ao contemporâneo ou fusion, a gastronomia<br />

nipônica faz sucesso pela leveza e delicadeza da apresentação dos pratos.<br />

cultura nipônica, os chefs japoneses começaram<br />

a inovar com criações bastante inusitadas,<br />

uma delas, importada dos EUA, o<br />

sushi Califórnia que era feito com abacate,<br />

aqui ganhou uma versão com manga.<br />

A gastronomia contemporânea, além de<br />

criar pratos utilizando ingredientes japoneses,<br />

brasileiros e outros mais, também<br />

permitiu que ela se tornasse mais acessível.<br />

Os japoneses mais arraigados às tradições<br />

“torcem o nariz” para essas novidades.<br />

Em São Paulo temos o privilégio de poder<br />

apreciar a culinária tradicional japonesa<br />

em restaurantes dos mais variados. Algumas<br />

casas servem pratos regionais como<br />

de Okinawa, Akita e Hamamatsu, temos<br />

casas que oferecem apenas especialidades<br />

como as dedicadas exclusivamente a<br />

temaki, udon, curry e sukiyaki.<br />

Deve ser realmente surpreendente para<br />

um japonês que chega em São Paulo e vê<br />

tanta variedade, cores e sabores. Agora,<br />

existe algo mais nipo brasileiro que caipirinha<br />

de saquê?<br />

32<br />

Etiqueta japonesa à mesa<br />

Um dos ítens considerados mais importantes dentro<br />

da etiqueta japonesa à mesa é a utilização correta do<br />

hashi (palitinhos), algumas formas de manejo podem<br />

ser consideradas deselegantes.<br />

O certo:<br />

Segure o hashi inferior na curva do polegar.<br />

Segure o hashi superior entre os dedos polegar, indicador<br />

e médio. Mova-o para cima e para baixo.<br />

Mantenha o hashi inferior parado e mova o superior<br />

na direção do dedo indicador de modo que eles se toquem.<br />

Pegue a comida segurando-a firmemente entre os palitinhos.<br />

O errado:<br />

1. SONAE BASHI<br />

Descansar o hashi verticalmente na tigela cheia de<br />

arroz.<br />

2. WATASHI BASHI<br />

Descansar o hashi horizontalmente em cima da tigela<br />

de arroz ou de qualquer outra tigela.<br />

Dica: Para descansar o hashi durante a refeição, utilize<br />

o hashioki (descanso para palitinhos) ou coloque<br />

somente a ponta do hashi na borda de alguma<br />

tigela pequena.<br />

3. SASHI BASHI<br />

Pegar a comida espetando o hashi .<br />

4. HIROI BASHI<br />

Passar a comida de um hashi para outro.<br />

Serviço:<br />

Fotos cedidas gentilmente pelo Restaurante Tendai<br />

Al. Jaú, 1842 www.tendai.com.br<br />

Segunda a sexta-feira 12:00 às 15:00 e das 19:00 à<br />

00:00 e aos sábados das 19:00 à 00:00<br />

Tel 11 3088-6690<br />

Fontes: Site do Consulado do Japão em São Paulo; Revista<br />

Made in Japan Ed. 124; Revista OK Mundo<br />

Conexão São Paulo


Novembro 2011<br />

33


Conexão MEMÓRIAz<br />

A primeira vez do italiano em um<br />

jogo de futebol<br />

O filho do italiano havia comprado entrada para uma<br />

partida de futebol, mas fez uma malcriação e o pai o<br />

proibiu de assistir o jogo. O garoto chorou e queria<br />

rasgar a entrada, mas o pai gritou:<br />

- Não rasga, Giuseppe! Eu vou assistir a esta porcaria.<br />

E foi. Assistiu o jogo, voltou para casa, chamou o<br />

filho e disse:<br />

- Filho, você gosta daquela porcaria? Mas o que<br />

você acha de engraçado naquilo? Você queria rasgar<br />

o bilhete e eu não deixei. A primeira coisa que eles<br />

fizeram quando eu cheguei lá foi rasgar o bilhete.<br />

- Eu cheguei ao campo e estava todo mundo<br />

brigando para sentar em um pedaço de cimento e<br />

ficar olhando para um pasto verde, bonito, mas não<br />

tinha nenhum bezerro, nenhuma vaca. Uns imbecis<br />

ficavam gritando: “Palmeira, Palmeira”. Mas,<br />

por quê Palmeira? Eu não vi Palmeira nenhuma,<br />

só vi grama! E tinha outros gritando: “Botafogo,<br />

Botafogo”. Mas vai botar fogo onde? Na grama? Na<br />

grama não pega!<br />

- Depois, entraram 22 camaradas, uns brutos homens,<br />

tudo de calça curta. Uns palhaços pulando no meio<br />

do campo. E no meio deles veio um pequenininho<br />

vestido de preto, devia estar de luto, com o apito na<br />

boca, botando uma banca desgraçada.<br />

- Ai, ele chamou tudo mundo para o meio do campo e<br />

começou a conversar com eles baixinho que era para<br />

a gente não ouvir. Mas, logo, ele deve ter ofendido<br />

alguém porque todo mundo se afastou. Nesta altura,<br />

entrou um camarada com a bandeirinha na mão e a<br />

bola na outra. Era o dono do jogo.<br />

é Vasconcelos<br />

Com um dos textos que integravam o antológico show “Eu sou o<br />

espetáculo”, a Revista Conexão São Paulo presta mais uma homenagem a<br />

um dos maiores humoristas brasileiros e que nos deixou recentemente.<br />

- Botou a bola no meio do campo, o sujeito de preto<br />

dá um apito e o cara que está parado em frente à bola<br />

sai correndo feito uma besta. Mas, o cara do outro<br />

lado não gostou, tirou a bola dele e levou de volta. Ai,<br />

o daqui também não gostou, tirou a bola dele e levou<br />

para lá de novo. E ficaram nesta agonia! Pega a bola<br />

de lá traz pra cá. Tira a bola daqui leva pra lá. Por quê<br />

não dá uma bola para cada um?<br />

- Havia um verdadeiro palhaço que ficava entre<br />

três pedaços de pau e não fazia nada. Todo mundo<br />

brigando no meio do campo e ele ficava só olhando.<br />

Na hora que ele podia colaborar com os outros, todo<br />

mundo chutando com os pés, ele agarrava com as<br />

mãos. Estragava tudo!<br />

34<br />

- Ele devia ter algum parentesco com aquele cara<br />

de preto, porque ele era o único que botava a mão<br />

na bola e o cara de preto não dizia nada. Se um dos<br />

outros botava a mão na bola ele dava cada bronca!<br />

- De vez em quando um acertava a bola lá no fundo<br />

da rede e todo mundo gritava, pulava e se abraçava,<br />

mas por quê? Não furou a rede! Ainda por cima, uns<br />

caras do meu lado ficavam gritando: “frango, frango”<br />

e eu com uma fome desgraçada. E o frangueiro não<br />

aparecia.<br />

- 45 minutos com aqueles palhaços correndo atrás<br />

da bola. Ai, o cara de preto dá um apito e convida<br />

todos eles para tomar lanche. Entraram em uns<br />

buraquinhos e sumiram. A gente ficou esperando<br />

quinze minutos comendo pipoca fria. Voltaram todos<br />

de cabeça baixa, batendo na barriga. A boia não deve<br />

ter sido boa.<br />

- Nesta altura, deve ter havido alguém muito<br />

importante que não gostou do jogo e mandou eles<br />

repetirem tudo de novo! Mais 45 minutos, tudo igual!<br />

A gente paga um dinheirão para ver duas vezes a<br />

mesma coisa. Só trocaram de lado para ver se dava<br />

certo.<br />

- 90 minutos, uns brutos homens brigando por causa<br />

de uma bolinha! Brigaram o tempo todo por causa da<br />

bola. Saíram de campo e deixaram a bola.<br />

- Eu fui lá pegar a bola e me levaram preso!<br />

Assista a esta apresentação, que fica<br />

muito mais engraçada, e a outras de Zé<br />

Vasconcelos na TV Conexão São Paulo em<br />

nosso site www.revistaconexao.com.br.<br />

Conexão São Paulo


Novembro 2011<br />

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