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Resultados

trimestrais

janeiro – dezembro

2001


Resultados Trimestrais

JANEIRO - SETEMBRO 2001


Índice

Grupo Telefónica

Tamanho de Mercado 5

Resultados 7

Dados Financeiros Selecionados 13

Analises de Resultados por Linhas de Atividade

Negócio de Telefonía Fixa 16

Grupo Telefónica de España 16

Grupo Telefónica Latinoamérica 21

Negócio de Telefonía Móvil 28

Grupo Telefónica Móviles 28

Negócio de Dados 40

Grupo Telefónica Data 40

Negócio de Media 43

Grupo Admira Media 43

Negócio de Internet 47

Terra-Lycos 47

Negócio de Listas Telefônicas 50

Negócio de Listas Telefônicas da Telefónica 50

Negócio de Call-Centers 54

Atento 54

Negócio de Administração de Capacidade de Banda Larga 56

Emergia 56

Anexos

Empresas incluídas em cada Resultado Financeiro 57

Participações mais significativas do Grupo Telefónica e suas filiais 58

Eventos Significativos 60

Mudanças da Estrutura e dos Critérios de consolidação contábil 62

Notas:

Os resultados financeiros incluídos neste relatório são resultados da transformação das contas registradas de

pesetas para euros, e as somas parciais são realizadas nesta moeda. Podem resultar pequenas diferenças de arredondamento

dos decimais.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

3


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Tamanho do mercado

Grupo Telefónica

MÉXICO

CLIENTES CELULARES

T. Móviles México 1.212,1

GUATEMALA

CLIENTES CELULARES

T. Guatemala: 156,6

VENEZUELA

LINHAS EM SERVIÇO

CANTV: 2.697,2

CLIENTES CELULARES

CANTV: 2.461,5

PERU

LINHAS EM SERVIÇO

TdP: 1.716,1

CLIENTES CELULARES

T. Móviles: 1.087,0

CLIENTES TV ASSINATURA

Cable Mágico: 341,7

CHILE

LINHAS EM SERVIÇO

CTC: 2.723,3

CLIENTES CELULARES

T. Móvil: 1.570,0

EL SALVADOR

CLIENTES CELULARES

T.El Salvador: 238,6

MARROCOS

CLIENTES CELULARES

Medi Telecom: 1.112,5

ARGENTINA

LINHAS EM SERVIÇO

TASA: 4.556,3

CLIENTES CELULARES:

TCP: 1.794,0

ESPANHA

LINHAS EM SERVIÇO

T. de España: 20.646,9

CLIENTES CELULARES

T. Móviles: 16.793,4

CLIENTES TV ASSINATURA

Vía Digital: 806,4

BRASIL

LINHAS EM SERVIÇO

Telesp: 12.616,0

CLIENTES CELULARES:

Celular CRT: 1.784,6

TeleSudeste: 3.028,2

TeleLeste Cel: 821,9

DADOS EM MILHARES

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

5


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Tamanho de Mercado

Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

Tamanho do Mercado

Linhas em serviço

Na Espanha

Em outros países (1)

Clientes Celulares

Na Espanha

Em outros países (2)

Clientes TV Paga (3)

Na Espanha

Em outros países (3)

Total

44.955,8

20.646,9

24.308,9

32.255,6

16.793,4

15.462,2

1.148,1

806,4

341,7

78.359,5

6 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Janeiro-Dezembro % Var.

Ponderadas (*)

2001 2000 01/00 Dic-2001 Dic-2000

42.263,5

20.317,8

21.945,7

24.920,3

13.669,0

11.251,3

982,5

633,1

349,4

68.166,3

6,4

1,6

10,8

29,4

22,9

37,4

16,9

27,4

(2,2)

15,0

39.086,1

20.646,9

18.439,1

23.658,8

15.567,5

8.091,3

723,8

392,1

331,7

63.468,7

36.676,5

20.317,8

16.358,7

18.400,3

12.602,8

5.797,5

633,4

307,7

325,7

55.710,2

(*) Ponderadas pela participação econômica da Telefónica em cada uma das companhias

(1) Linhas em serviços: incluem todas as linhas em serviço da Telefónica de España, Telefónica CTC Chile, Telefónica de Argentina,

Telefónica del Perú, Telesp e CanTV.

(2) Clientes celulares: incluem todos os clientes celulares da Telefónica Servicios Móviles España, MediTelecom, Telefónica Móvil

Chile, TCP Argentina, Telefónica Móviles Perú, CRT Celular, TeleSudeste Celular, NewCom Wireless Puerto Rico, Telefónica

Móviles Guatemala, Telefónica Móviles El Salvador, Telefónica Móviles México, Quam y CanTV Celular. Em dezembro de 2000

não estão incluidos sos os clientes das companhias mexicanas.

(3) Clientes de TV paga: incluem todos os clientes de TV paga da Vía Digital na Espanha e Cable Mágico no Perú

(Mil)

% Var.

01/00

6,6

1,6

12,7

28,6

23,5

39,6

14,3

27,4

1,8

13,9


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

Os comentários de administração incluídos neste relatório são

apresentados e fazem referência à evolução financeira do

Grupo Telefónica de acordo com a nova estrutura organizacional

por linhas de negócio. Esta estrutura foi articulada após a

finalização das ofertas para a aquisição da participação em

diversas sociedades operadoras latino americanas em poder

de acionistas minoritários e como conseqüência da alta porcentagem

de capital alcançado nas mesmas.

Neste sentido, para favorecer uma comparação dos resultados

obtidos pelo Grupo Telefónica atendendo a cada uma

das linhas de atividade com relação ao ocorrido no mesmo

período do ano anterior, elaboraram-se contas de resultados

pro forma do exercício de 2000.

Estas contas de resultados pro forma pressupõem, basicamente,

que cada uma das linhas de atividade tem participação

nas sociedades que o Grupo possui em cada negócio correspondente,

independentemente se esta participação já foi

ultrapassada ou não, ainda que seja intenção da Telefónica,

S.A. concluí-la no futuro.

Com o objetivo de favorecer igualmente a comparação e o

acompanhamento dos resultados obtidos pelo Grupo

Telefónica, as sociedades incluídas em cada linha de atividade

foram consideradas pertencentes a este negócio com efeitos a

partir de 1 de janeiro, indiferentemente se determinadas contribuições

tenham sido produzidas efetivamente ao longo do

período. Igualmente, os resultados correspondentes ao mesmo

período do exercício prévio são pro forma atendendo às mesmas

premissas.

Deve destacar-se que as hipóteses consideradas para elaborar

estas contas de resultados pro forma por linha de atividade,

em nenhum caso alteram os resultados totais obtidos

pelo Grupo Telefónica e que estes resultados são incorporados

a partir da data de aquisição da participação pelo Grupo.

A evolução do setor de telecomunicações durante o exercício

de 2001 deve ser analisada através da perspectiva do clima

geral de incerteza que viveram as principais economias ocidentais

durante o período. O pessimismo inicial existente com respeito

às expectativas de crescimento econômico, agravado

pelos ataques terroristas do passado dia 11 de setembro, teve

seu reflexo nas caídas acumuladas dos principais índices de

bolsas ocidentais ao final do exercício. Independentemente

destas circunstâncias, a evolução do setor de telecomunicações

europeu tem estado condicionada, pelos seguintes fatores

específicos:

Por um lado, a difícil situação financeira que têm enfrentado

as principais operadoras européias, como resultado do processo

de aplicação de licenças de telefonia celular de terceira

geração realizado durante o exercício de 2000 e a finalização

dos compromissos ainda pendentes do processo de consolidação

que experimentou o setor durante os anos anteriores.

Neste contexto, e após sucessivas baixas na qualificação de

crédito, as companhias afetadas fizeram frente à deterioração

de seus balanços através da colocação à venda de ativos não

estratégicos, anúncios de reduções significativas nos investimentos

e, em alguns casos, de ampliações de capital. Por outro

lado, o atraso na disposição da tecnologia UMTS contribuiu

para o aumento da falta de confiança por parte dos mercados

na imediata materialização das perspectivas de crescimento

iniciais da tecnologia de terceira geração para as operadoras

celulares.

Adicionalmente é necessário mencionar as dificuldades

sofridas pelos operadores alternativos e de dados como conseqüência

da falta de visibilidade dos fortes investimentos em

infra-estrutura realizadas, o endurecimento das condições

financeiras após as revisões negativas das qualificações de crédito

e a crise das próprias empresas de Internet, agravadas

ainda mais pelos acontecimentos do passado dia 11 de setembro.

No que se refere à Telefónica, os principais fatores, entre

outros, a destacar ao longo do exercício são os seguintes:

A difícil conjuntura econômica da Argentina, refletida na

evolução dos negócios da Telefónica no país, apesar de que

ao longo do exercício foram implementadas as medidas

necessárias para minimizar o impacto da crise através da

redução de custos e investimentos, políticas de cobertura

financeira e controle mais estrito da inadimplência.

A desvalorização anunciada nos primeiros dias de janeiro

de 2002 teve um impacto negativo de 369,0 milhões de

euros na conta de resultados do exercício de 2001 do Grupo

Telefónica e em menores reservas por conversão de 1.424,1

milhões de euros, empregando uma taxa de câmbio de 1

euro = 1,5149 pesos (1 dólar = 1,7 pesos) em linha com as

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

7


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

recomendações mais prudentes emitidas pelo ICAC, como

primeiro câmbio representativo nos mercados de capitais

uma vez produzida a desvalorização do peso argentino, líquidos

de seus correspondentes efeitos fiscais.

Adicionalmente, o último câmbio disponível antes da formulação

das contas (20 de fevereiro de 2002), era de 1 euro =

1,8477 pesos (1 dólar = 2,0735 pesos), o que manifestaria uns

efeitos adicionais aos já indicados na conta de ganhos e perdas

consolidada e na rubrica “Diferenças de conversão de

consolidação” de 103,9 e 363,2 milhões de euros, respectivamente,

que seriam reconhecidas no primeiro trimestre do

exercício de 2002.

Entre os aspectos pendentes de conclusão se encontram a

necessária renegociação com o Governo Argentino das tarifas

futuras de Telefónica de Argentina, como resultado do

que diz a Lei 25.561 da data de 6 de janeiro de 2002, por meio

da qual se estabelece que as tarifas ficam denominadas em

pesos na relação de câmbio 1 peso = 1 dólar USA.

Assim mesmo, as medidas adotadas pelo Governo Argentino

e sua repercussão nos demonstrativos financeiros do Grupo

podem provocar, em determinadas circunstâncias, desequilíbrios

financeiros patrimoniais tais como situações com patrimônio

líquido negativo, impossibilidade de fazer frente às

obrigações de amortização de dívidas em moeda estrangeira

a curto prazo por limitações à conversibilidade do peso,

necessidade de fazer frente a vencimentos antecipados de

financiamentos recebidos, etc.

Na medida em que as circunstâncias mencionadas não

foram produzidas na data de formulação destes resultados

anuais, sendo a evolução de sua ocorrência incerta, não foi

possível quantificar, neste caso, seu possível impacto nos

resultados financeiros consolidados em 31 de dezembro de

2001.

Em 31 de dezembro de 2001, a exposição do Grupo Telefónica

nas diversas sociedades argentinas atingiu 3.581,9 milhões

de euros, incluindo-se neste total, o valor patrimonial destinado

a estes investimentos, seu ágio e o financiamento

interno. Cabe destacar como mais significativos os correspondentes

a Telefónica de Argentina (2.585,8 milhões de

euros), Telefónica Móviles Argentina (507,6 milhões de euros)

e Grupo Admira Media na Argentina (413,7 milhões de euros).

8 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

A desvalorização experimentada pelas moedas latino americanas,

especialmente o real brasileiro (-21,8% no exercício), se

traduz em 4,8 p.p. e 5,6 p.p. de menores crescimentos de

receitas e EBITDA de forma consolidada, respectivamente.

O avanço experimentado na liberalização da telefonia fixa

na Espanha, através da materialização da abertura da última

milha, a portabilidade da numeração e a adequação das

infra-estruturas para possibilitar a pré alocação global.

Assim mesmo, houve um importante avanço do mercado de

Banda Larga graças ao esforço da Telefónica de Espanha em

ADSL, o que significa dar um grande passo adiante em direção

ao desenvolvimento da Sociedade de Informação.

O desenvolvimento dos negócios do Grupo no Brasil, o mercado

mais importante em tamanho da América Latina, onde

a Telefónica apresentou com dois anos de antecipação os

documentos que confirmavam o cumprimento das metas

fixadas por parte do regulador brasileiro (ANATEL) para a

Telesp. Uma vez certificadas, todas as empresas do grupo

Telefónica poderão, através da obtenção das autorizações

pertinentes, começar a prestar serviços de telecomunicações

no resto do país, constituindo-se numa fonte adicional de

crescimento em um dos mercados com maior potencial de

desenvolvimento na região.

Neste contexto, é importante destacar que a Telefónica tem

sido a Companhia que apresentou o melhor comportamento em

bolsa entre os principais operadores incumbentes europeus ao

longo do exercício de 2001.

Sob o ponto de vista operacional, é necessário mencionar o

significativo aumento que tem ocorrido ao longo do exercício no

principal ativo do Grupo Telefónica, seus clientes. A base de clientes

gerida pela telefonia fixa, celular e televisão paga atingiu em

31 de dezembro de 2001, 73,2 milhões (78,4 milhões de clientes

totais, com um crescimento de 15,0% anual), 9,3 milhões a mais

que ao final de 2000, o que significa um crescimento de 14,6%

com respeito ao mesmo período do exercício anterior.

Este crescimento tem sua base, principalmente, no incremento

que foi produzido no número de clientes geridos pela

Telefónica Móviles (mais de 6,5 milhões), que aumentaram 28,3%

durante o exercício até situar-se em 29,8 milhões a 31 de dezembro

de 2001. Apenas no quarto trimestre do exercício, os clientes


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

geridos pela Telefónica Móviles cresceram em 1,9 milhões, o que

se deriva, principalmente, da aceleração do crescimento na base

na Espanha, com uma cifra perto dos 1,2 milhões de clientes e

um crescimento estável do parque na América Latina com mais

de 520.000 novos clientes geridos neste período.

É igualmente notável o crescimento de 2,3 milhões experimentado

na base de clientes geridos pela Telefonia fixa na

América Latina (21,6 milhões de clientes geridos ao final do

exercício), 11,7% a mais que no exercício de 2000 (a cifra de

clientes totais ao final do exercício atingiu 24,3 milhões, 10,8% a

mais que no exercício 2000, dos quais mais de 12,6 milhões

eram de Telesp, que apresenta um crescimento de 19,1% comparado

com o exercício de 2000).

No que diz respeito ao crescimento da base de clientes geridos

por regiões, a América Latina continua sendo a que maior

crescimento apresenta com 5,1 milhões de novos clientes geridos,

o que significa um crescimento de 17,8% com relação ao

exercício de 2000, enquanto que a Espanha contribui com 3,6

milhões no exercício (10,5% sobre o ano de 2000). Finalmente, é

destacável que a Bacia Mediterrânea contribui com 0,6 milhões

com um único país em operação, o que aponta para o potencial

existente na região.

Do ponto de vista financeiro, o Grupo Telefónica obteve um

lucro líquido de 2.106,8 milhões de euros durante o exercício de

2001, o que significa uma queda de 15,9% com relação ao exercício

de 2000. Este resultado foi afetado por uma série de circunstâncias

não recorrentes, entre elas destacam-se:

As menores mais valias por alienação de carteira de valores.

No exercício de 2000, as mais valias geradas pela alienação

de carteira de valores do grupo e a saída à Bolsa da

Telefónica Móviles atingiram 3.907,2 milhões de euros frente

aos 302,1 milhões de euros do exercício de 2001.

A incorporação nos demonstrativos financeiros consolidados

dos investimentos do Grupo na Argentina, empregando

um câmbio de 1 euro = 1,5149 pesos (1 dólar = 1,7 pesos) em

linha com as recomendações mais prudentes emitidas pelo

ICAC, como primeiro câmbio representativo nos mercados

de capitais uma vez produzida a desvalorização do peso

Argentino. Neste processo foram valorizados os impactos

conhecidos e suscetíveis de quantificação para o Grupo

Telefónica, incorporando-se um efeito na conta de ganhos e

perdas consolidada de 369,0 milhões de euros e nas menores

reservas por conversão de 1.424,1 milhões de euros.

Os menores ajustes nos ativos e investimentos. No exercício

de 2000 elevaram-se à 1.582,0 milhões de euros. No último

trimestre do exercício e de acordo com os critérios de prudência

contábil, se realizou um ajuste no valor de 249 milhões

de euros correspondente à sociedade alemã

Mediaways em conseqüência de análise efetuada sobre a

possibilidade de recuperação do ágio.

Os menores custos de reestruturação do quadro de pessoal.

No exercício de 2000 registrou-se o auge do ajuste do quadro

de empregados da Telefónica de España e outras obrigações

trabalhistas (1.265,6 milhões de euros) enquanto

que em 2001 não foram registrados custos adicionais.

Adicionalmente, foi realizada a adaptação do exercício fiscal

dos negócios do Grupo Telefónica na Argentina, adequando-o

ao exercício fiscal do Grupo. Significa a inclusão nas respectivas

rubricas das contas de resultados, as contas da Telefónica de

Argentina referentes ao período de janeiro-dezembro de 2001,

incorporando-as na rubrica de resultados extraordinários do trimestre

outubro-dezembro de 2000.

Independentemente dos fatores mencionados, existiram

outros dois fatores adicionais que influíram significativamente

nos resultados obtidos pelo Grupo, a depreciação sofrida pelas

moedas da América Latina e a mudança no perímetro de consolidação

do Grupo.

Assim, as receitas consolidadas do Grupo alcançaram os

31.052,6 milhões de euros, 9,0% a mais que no exercício de

2000. Este crescimento, que apresenta uma desaceleração com

respeito ao crescimento de 11,2% publicado em setembro, esteve

afetado, principalmente, pela depreciação das moedas da

América Latina mencionada anteriormente, que provocou uma

queda de 10,9% nas receitas da Telefónica Latinoamérica no trimestre.

No caso de que excluíssemos o efeito do câmbio, as

receitas teriam crescido 13,8%.

Em valor absoluto, as companhias que mais contribuem às

receitas consolidadas são Telefónica de Espanha e Telefónica

Latinoamérica, que alcançaram 10.220,4 e 10.137,4 milhões de

euros, respectivamente. É notável que as receitas da Telefónica

Latinoamérica, que decrescem 2,3% em termos anuais, teriam

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

9


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

crescido 7,8% se isolássemos o efeito do câmbio. Em termos relativos,

todavia, a companhia do Grupo que mais crescimento contribui

é a Telefónica Móviles, com 3,6 p.p., seguida de Admira

Media, que contribui com 2,4 p.p., enquanto que Telefónica de

España e Telefónica Latinoamérica contribuem com 0,1 p.p. e –1,4

p.p., respectivamente.

A evolução positiva das receitas, conjugada a um restrito

controle de gastos operacionais, que crescem 7,5% com relação

ao exercício de 2000 (2,5% se eliminados os efeitos do câmbio e

mudança de perímetro) permitiram alcançar um EBITDA de

12.804,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de

7,4% com relação ao exercício de 2000.

O EBITDA alcançado sinaliza a capacidade do Grupo

Telefónica para gerar resultados positivos e de qualidade nas

conjunturas mais adversas, já que se eliminássemos o efeito

negativo da evolução de câmbio e de mudança de perímetro, o

EBITDA reportado teria atingido 13.361 milhões de euros, 12,1% a

mais que no mesmo período do exercício anterior, comparado

com os 11,9% que acumulava nos nove primeiros meses do exercício.

A qualidade dos resultados obtidos é ainda mais reforçada se

consideramos que o crescimento do EBITDA do exercício 2000

(9,5%) teria sido de apenas 2,4% se eliminássemos o efeito cambial

e a mudança de perímetro, em relação ao 12,1% que se teria

sido obtido durante este exercício nos mesmos termos comparáveis.

Receita por Linha de Actividade

12.000

10.000

8.000

6.000

4.000

2.000

0

10.219

9.822

Telefónica

Latinoamérica

9.194 9.208

Telefónica de

España

6.064

7.080

Telefónica

Móviles

10 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

1.244

1.396

814 721

Telefónica

Data

Telefónica

Media

Este crescimento é ainda mais significativo se considerarmos

que nas contas de 2001 se incorpora dentro do capítulo de

outros gastos de operação um incremento de 34,5% nas provisões

por insolvências com relação às já existentes no exercício de

2000 (262,7 milhões de euros), de acordo com os critérios conservadores

aplicados pela Companhia. Este incremento das provisões

por incobráveis reduz 2,2 p.p. do crescimento do EBITDA consolidado

do Grupo.

Em termos de margem EBITDA, a tendência de melhora iniciada

desde o começo do exercício continuou durante o último

trimestre tendo-se reduzido o diferencial com respeito ao exercício

de 2000 a –0,6 p.p. (-1,1 p.p. no período janeiro - setembro),

até situar-se nos 41,2% ao final do exercício (41,8% em 2000).

Esta melhora foi possível graças ao esforço de contenção de custos

realizado por todas as linhas de negócio do Grupo, o que se

traduz em uma melhora generalizada de margens, destacando a

Telefónica de España, que melhorou 0,4 p.p. com relação ao exercício

de 2000 e a Telefónica Móviles, que finalizou o exercício

com uma margem sobre receitas de 39,6%, 6,5 p.p. a mais que

em 2000. Esta melhora, além disso, foi produzida apesar da ligeira

queda das margens da Telefónica Móviles durante o último

trimestre, como resultado da maior atividade comercial própria

da campanha de Natal e da adoção de um novo modelo centralizado

de compras de terminais na Espanha, pelo qual a Telefónica

Móviles España passa a intermediar ativamente no mercado de

terminais em todas as ações de captação e fidelização realizadas.

Com isto se obtém claras vantagens competitivas, tanto em

termos de preços de aquisição de terminais como na hora de

277

661 220 560

166

521

(Dados em milhões)

863

508

Terra Lycos Atento TPI Outros

2000

2001


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

facilitar a transação tecnológica de acordo com os interesses da

Companhia. Contudo, o desenvolvimento deste modelo tem um

aparente efeito negativo ao provocar uma diminuição de margem

EBITDA, devido ao forte incremento que se produz pela

venda de terminais com margem direta praticamente nula, mas

que causa fortes melhoras nos custos de fidelização e captação

permitindo alcançar níveis absolutos de EBITDA superiores aos

que se poderiam conseguir sem a implementação deste modelo.

O principal contribuinte para o EBITDA do Grupo em termos

absolutos é a Telefónica Latinoamérica, que totalizou 5.163,0 milhões

de euros, 3,7% menos que no exercício de 2000. Esta contribuição,

que corresponde a 40,3% do EBITDA consolidado do

Grupo, foi conseguido apesar da conjuntura que a região viveu

ao longo do exercício, e que se traduz em depreciações significativas

de suas moedas. Caso não se leve em conta este efeito, o

EBITDA de Telefónica Latinoamérica teria crescido 6,5%.

Independentemente da contribuição das contas consolidadas

do Grupo, é necessário mencionar a positiva evolução experimentada

pelas operadoras latino-americanas, especialmente

Telesp e Telefónica CTC Chile, que apresentam crescimentos em

moeda local de receita e EBITDA de 25,0% e 19,9% e 5,4% e 23,5%,

respectivamente. Com relação à Telefónica de Argentina, apresentou

reduções de receitas e EBITDA ao final de 2000 de 8,3% e

15,4%, o que foi possível graças à implementação de medidas

destinadas a minimizar o impacto da crise econômica existente

no país.

A Telefónica de España alcançou um EBITDA de 4.508,1 milhões

de euros, o que representa um crescimento de 1,3% com

relação ao exercício de 2000. Este crescimento ocorreu graças à

contenção dos gastos operacionais, que apresentam uma redução

de 3,1% no comparativo ano a ano, e ao bom comportamento

das receitas, que cresceram 0,4%, onde as altas experimentadas

na receita de assinatura e o esforço em gestão comercial compensaram

as sucessivas reduções de tarifas realizadas ao longo

do exercício com a finalidade de cumprir com o regime de “pricecap”.

Em termos relativos, entretanto, o maior contribuinte para o

crescimento do EBITDA consolidado do Grupo é a Telefónica

Móviles, que apresenta um crescimento de 7,4 p.p.. O EBITDA da

Telefónica Móviles ao final do exercício de 2001 alcançou 3.333,7

milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 36,0%

comparado com o exercício de 2000. Este crescimento ocorreu

graças ao excelente comportamento das operações na Espanha

e a satisfatória evolução das operadoras latino-americanas,

tendo em conta a difícil conjuntura econômica e cambial existente

na região.

Os custos financeiros totais se elevaram a 2.391,1 milhões de

euros, dos quais 528,8 milhões se devem ao efeito da desvalorização

do peso Argentino. Sem este efeito, os custos financeiros

teriam se elevado a 1.862 milhões de euros, em linha com os

registrados no exercício de 2000. Isto se explica porque o incremento

do nível médio da dívida líquida em 21% durante o ano de

2001 foi compensado pela queda de seu custo médio em 1,31%

até 6,34%.

No que se refere à dívida líquida do Grupo ao fim do exercício

de 2001, se elevou a 28.942 milhões de Euros, o que corres-

Distribuição do EBITDA por Países 2000 Distribuição do EBITDA por Países 2001

11,3%

20,9%

5,4%

5,5%

56,9%

Espanha

Brasil

Argentina

Perú

Chile

14,4%

22,8%

6,5%

4,6%

51,7%

Espanha

Brasil

Argentina

Perú

Chile

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

11


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Resultados Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

ponde a um incremento de 7,4% sobre o ano anterior. Este incremento

se deve fundamentalmente aos investimentos financeiros

acumulados que se situaram ao redor de 2.700 milhões de

euros durante o ano, o incremento de uns 420 milhões de euros

no valor da dívida em moeda forte, de onde a apreciação do

dólar foi compensada pela depreciação do real brasileiro, peso

chileno e peso argentino, a geração de caixa operacional de 480

milhões de euros e as entradas e saídas do perímetro de consolidação

de diversas companhias, que ocasionaram uma redução

líquida da dívida de uns 700 milhões de euros. É importante destacar,

entretanto, que durante a segunda metade do exercício a

dívida líquida consolidada do grupo se reduziu em 7,4%.

Por outro lado, as aquisições realizadas durante o exercício

de 2000, que afetam, principalmente, ao Grupo Terra Lycos,

Grupo Admira Media e ao grupo Telefónica Data, condicionaram

os resultados contábeis do Grupo ao ter-se incrementado as

amortizações de ágio em 68,1% com relação ao exercício 2000. É

necessário mencionar, entretanto, que durante o último trimestre

do exercício as amortizações do ágio caíram 6,9%, resultado

da extensão do período de amortização do ágio do Grupo Terra

Lycos de 5 para 10 anos, o que começou a produzir efeitos a partir

da segunda metade de 2001 e dos ajustes realizados no último

trimestre do exercício de 2000.

O gasto de impostos das sociedades se eleva a 198,1 milhões

de euros, 18,2% inferior ao do exercício anterior como conseqüência,

fundamentalmente, de ter aplicado deduções geradas

nos exercícios anteriores pelo Grupo fiscal derivados da reversão

do diferimento por reinvestimento de mais valias obtidas em

exercícios anteriores e que permitiram a aplicação de deduções

no exercício de 2001.

Também é notável o impacto positivo derivado dos interesses

minoritários que passaram de um valor negativo de 120,6

milhões de euros no ano de 2000 para 271,0 milhões de euros

positivos em 2001. Esse valor positivo que já apresenta sinais de

desaceleração no quarto trimestre, devido à combinação da

12 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

redução das perdas na Terra Lycos, dos maiores resultados da

Telefónica Móviles e TPI – Páginas Amarillas e à mudança no critério

de consolidação dos resultados do Grupo da companhia

IPSE 2000 que até o terceiro trimestre do exercício era consolidada

pelo método da integração global e que passou a sê-lo pelo

método da equivalência patrimonial, a partir do quarto trimestre

de 2001 o qual reflete com maior fidelidade a participação da

Telefónica Móviles na tomada de decisões da companhia.

Por último, no que se refere ao investimento realizado pelo

Grupo ao longo do exercício, elevou-se a 8.386,9 milhões de

euros, 7,9% inferior ao registrado no exercício de 2000. É necessário

destacar a redução generalizada com relação ao ano 2000

em todas as linhas de atividade, exceto na Telefónica de España

pelo esforço realizado no desenvolvimento da banda larga, que

finalizou exercício com um investimento de 1.882,9 milhões de

euros, 4,4% a mais que no exercício de 2000, e em Telefónica

Data pelo desenvolvimento dos negócios emergentes de Europa

e América Latina, elevando-se o investimento ao final do período

a 488,5 milhões de euros, o que representa um crescimento

anual de 25,8%.

Assim, em Telefónica Latinoamérica o investimento se elevou

a 3.055,1 milhões de euros, 6,9% a menos que no exercício de

2000, em que pese o esforço realizado para alcançar o cumprimento

de metas na Telesp. A Telefónica Móviles totalizou 1.956,6

milhões de euros, o que significa uma redução de 11,2% com relação

a 2000, fundamentada no menor investimento realizado na

Espanha, Brasil e Argentina. Finalmente, a Emergia experimentou

uma redução de 83,5%, totalizando 195,2 milhões de euros

como resultado dos elevados investimentos levados a cabo

durante 2000 e que se viram reduzidos depois do início de operação,

realizados na segunda metade do exercício.

Em resumo, o crescimento experimentado pelo EBITDA, a

positiva evolução do nível da dívida e a contenção dos investimentos

demonstram a capacidade de geração de caixa do Grupo

Telefónica, inclusive em circunstâncias pouco favoráveis.


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Dados financeiros selecionados

Grupo Telefónica

Grupo Telefónica

Dados Financeiros Selecionados

Dados não auditados

Receitas operacionais

EBITDA

Rdo. das operações

Rdo. antes de impostos

Lucro líquido

Lucro líquido por ação

Nº médio de ações, milhões (1)

Janeiro-Dezembro

2001 2000

31.052,6

12.804,3

5.430,3

2.033,9

2.106,8

0,46

4.607,2

28.485,5

11.918,7

4.958,0

2.867,9

2.504,8

0,64

3.886,8

(Milhões de euros)

% Var.

01/00

9,0

7,4

9,5

(29,1)

(15,9)

(29,0)

Nota: a conta reflete a adaptação do exercício fiscal da Telefónica de Argentina ao Grupo Telefónica, o que significa incluir operacionalmente

as contas da Telefónica de Argentina relativas ao período janeiro-dezembro 2001, incorporando aos resultados extraordinários o

trimestre outubro-dezembro de 2000.

(1) Número medio de ações do período. Incluem os aumentos de capital realizados para adquirir as novas participações na Telefónica

de Argentina, Telefónica del Perú, TeleSudeste, Telesp, Endemol eATCO e as companhias celulares adquiridas da Motorola, assim como

a emissão de novas ações procedentes de títulos conversíveis, ponderadas peleo número de dias em que foram cotados, considerando

os aumentos de capital e a débito de reservas que não supõe variação no regime da propriedade desde 1 de janeiro de cada ano.

Grupo Telefónica

Resultados por Companhías

Dados não auditados (Milhões de euros)

RECEITAS

EBITDA

RESULTADO OPERACIONAL

Janeiro-Dezembro

Janeiro-Dezembro Janeiro-Dezembro

2001 2000 % VAR. 2001 2000 % VAR. 2001 2000 % VAR.

G. Telefónica de España

G. Telefónica Móviles

G. Telefónica Latinoamerica

G. Telefónica Data

G. Terra-Lycos

G. TPI

G. Admira Media

G. Atento

Otras filiais

Eliminações

GRUPO

10.220,4

8.411,1

10.137,4

1.849,7

690,0

511,7

1.403,1

643,9

1.574,8

(4.389,5)

31.052,6

10.182,9

7.401,2

10.371,3

1.123,7

304,0

413,0

723,9

526,9

1.668,5

(4.229,9)

28.485,5

0,4

13,6

(2,3)

64,6

127,0

23,9

93,8

22,2

(5,6)

3,8

9,0

4.508,1

3.333,7

5.163,0

23,6

(232,0)

128,8

152,5

53,8

(120,2)

(207,0)

12.804,2

4.448,4

2.451,4

5.359,3

75,0

(359,3)

121,2

13,6

25,2

(267,2)

51,1

11.918,8

1,3

36,0

(3,7)

(68,5)

(35,4)

6,2

n.s.

113,1

(55,0)

c.s.

7,4

1.703,7

2.075,5

2.537,3

(166,2)

(417,4)

103,3

77,1

(35,6)

(336,7)

(110,7)

5.430,3

1.547,2

1.411,9

2.705,9

(16,0)

(442,8)

110,1

(35,2)

(26,0)

(375,7)

78,5

4.958,0

18,5

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

10,1

47,0

(6,2)

n.s.

(5,7)

(6,2)

c.s.

36,9

(10,4)

c.s.

9,5

13


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Dados financeiros selecionados

Grupo Telefónica

Telefónica, S.A.

Balanço Consolidado por Consolidação Global

Dados não auditados (Milhões de euros)

Janeiro-Dezembro Outobro-Dezembro

2001 2000 % Var. 2001 2000 % Var.

Receitas Operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Provisões

Despesas com pessoal

Serviços de terceiros

Tributos

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Depreciação e amortização

Resultado Operacional

Resultado com equivalência patrimonial

Resultados financeiros

Amortização do Ágio

Resultados não operacionais

Resultado antes dos impostos e part.

Impostos

Resultado antes das participações

Participação Minoritária

Lucro Líquido

Número médio de ações (milhões) (2)

Lucro por ação

14 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

31.052,6

736,0

(18.146,0)

(7.221,4)

(5.390,3)

(4.945,5)

(588,8)

(838,4)

12.804,3

(7.374,0)

5.430,3

(376,5)

(2.391,1)

(841,6)

212,9

2.033,9

(198,1)

1.835,8

271,0

2.106,8

4.607,2

0,46

28.485,5

951,8

(16.883,5)

(5.985,7)

(5.111,7)

(5.344,0)

(442,0)

(635,0)

11.918,8

(6.960,8)

4.958,0

(161,3)

(1.860,3)

(500,6)

431,9

2.867,9

(242,2)

2.625,5

(120,6)

2.504,8

3.886,8

0,64

9,0

(22,7)

7,5

20,6

5,4

(7,5)

33,2

32,0

7,4

5,9

9,5

133,3

28,5

68,1

(50,7)

(29,1)

(18,2)

(30,1)

c.s.

(15,9)

18,5

(29,0)

7.969,2

252,2

(4.819,4)

(2.105,0)

(1.421,3)

(1.104,1)

(189,0)

(239,1)

3.163,1

(1.890,2)

1.272,9

(98,4)

(1.044,3)

(195,9)

119,9

54,1

456,9

511,0

4,8

515,8

4.671,9

0,11

7.730,9

294,1

(4.706,1)

(1.755,9)

(1.374,4)

(1.452,8)

(123,0)

(287,0)

3.031,9

(1.912,5)

1.119,4

(69,4)

(559,5)

(210,4)

17,4

297,6

415,6

713,2

308,0

1.021,1

4.262,3

0,24

Nota: A conta reflete a adaptação do exercicio fiscal da Telefónica de Argentina ao Grupo Telefónica, o que significa incluir operacionalmente

as contas da Telefónica da Argentina relativas ao período janeiro-dezembro 2001, incorporadas nos resultados extraordinarios do

trimestre outubro a dezembro de 2000.

(1) Inclui obras em andamento

(2) Número médio de ações do período. Inclui as aumentos de capital realizados para adquirir as novas participações na Telefónica

de Argentina, Telefónica do Perú, Telesp, Telesudeste, Endemol, ATCO e as companhias celulares adquiridas da Motorola, assim como

a emissão de novas ações procedentes de bonos conversiveis, ponderados pelo número de dias em que foram cotados, considerando

o efeito dos aumentos de capital gratuitos e a débito e de reservas que não tiveram variação no regime de propiedade desde 01

de janeiro de cada ano

Nota: O número de ações ao final do período é de 4.671.915.885

3,1

(14,2)

2,4

19,9

3,4

(24,0)

53,6

(16,7)

4,3

(1,2)

13,7

41,7

86,7

(6,9)

587,3

(81,8)

9,9

(28,4)

(98,4)

(49,5)

9,6

(53,9)


grupo telefónica

Grupo Telefónica

Dados financeiros selecionados

Grupo Telefónica

Telefónica, S.A.

Balanço Consolidado por Consolidação Global

Dados não auditados

Acionistas

Permanente

Gastos diferidos

Diferido líquido

Imobilizado líquido

Investimentos

Ágio

Despesas Antecipadas

Ativo circulante

Estoques

Contas a receber

Aplcações Financeiras

Caixa e equivalentes

Outros

Total Ativo = Total Passivo

Patrimônio líquido

Minoritários

Resultados de exercícios futuros

Provisiões para riscos e gastos

impostos, Taxas e Contribuições

Contas a pagar longo Prazo

Empréstimos e financiamentos

Juros de empréstimos e financiamentos

Outros

Datos financieros

Endividamento consolidado (1)

Taxa de endividamento consolidado (2)

Dezembro

2001 2000

370,1

63.975,7

730,4

16.959,1

36.606,1

9.680,1

9.121,0

710,9

12.236,8

754,1

8.004,0

2.308,8

621,9

548,1

86.414,6

25.861,6

7.433,5

1.145,8

5.862,7

1.545,7

26.151,3

8.707,9

448,7

9.262,0

28.941,6

42,6%

528,3

66.807,1

495,5

19.693,1

38.722,0

7.896,5

7.699,4

735,0

16.592,1

791,5

8.527,2

6.094,4

765,6

413,5

92.361,9

25.930,5

9.329,8

1.442,0

6.887,8

1.389,4

23.303,5

10.507,9

577,3

12.993,6

26.951,4

41,4%

(Milhões de euros)

% Var.

01/00

(29,9)

(4,2)

47,4

(13,9)

(5,4)

22,6

18,5

(3,2)

(26,2)

(4,7)

(6,1)

(62,1)

(18,7)

32,6

(6,4)

(0,3)

(20,3)

(20,5)

(14,8)

10,9

12,2

(17,1)

(22,2)

(28,7)

7,4

1,2p.p.

(1) Dívida líquida: Dívida a longo prazo + Dívida a curto prazo incluindo vencimentos correntes - investimentos a curto prazo - Caixa e

bancos.

(2) Razão de dívida: Dívida líquida/ (Patrimônio líquido + Participação de minoritários + Receitas diferidas+ Impostos a pagar+ Dívida

Líquida).

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

15


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica de España

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica de España

Ao longo do ano 2001, o setor de telefonia fixa na Espanha experimentou

um importante avanço na materialização das medidas

adotadas para a sua total liberação e, como conseqüência, o

cliente final viu-se favorecido por uma ampla e variada oferta

comercial, mais barata e de maior qualidade.

Com a finalidade de cumprir os diferentes requisitos regulatórios

derivados do ambiente competitivo, realizou-se um notável

esforço na adequação de todas as centrais de comutação

para possibilitar a pré-concessão global dos clientes da

Telefónica de España a outros operadores (1.342.854 linhas préconcedidas

ao final do exercício, das quais 62,9% são de pré-concessão

global). Assim mesmo, realizaram-se atuações conjuntas

com outros operadores para possibilitar o desenvolvimento da

Oferta de Última Milha, cuja abertura ocorreu no início do ano

(dispondo, no final do exercício, de 27 centrais abertas, dando

acesso a 600.000 últimas milhas). Por outro lado, materializouse

a abertura de portabilidade de numeração com 95.414 números

registrados no final do exercício.

Há de se destacar, portanto, que os resultados obtidos pela

Telefónica de España durante o exercício 2001, refletem uma

administração eficaz dos negócios e o aproveitamento de oportunidades

de crescimento em um mercado cada vez mais exigente

e competitivo.

Distribuição das Receitas - Telefónica de España

60

50

40

30

20

10

0

41,3

46,6

58,7

Fixos Variáveis

De acordo com o modelo “Price-Cap”, produziu-se durante o

exercício uma redução geral das tarifas em 7%. A cota de assinatura

do serviço telefônico básico subiu 1,2 euros em dois períodos

diferentes (0,6 euros em março e 0,6 euros em agosto), enquanto

que no tráfego, exceto o Metropolitano, produziram-se signifi-

53,4

16 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2000

2001

cativas reduções de preços durante o exercício de 2000. Assim,

no tráfego Provincial reduziram-se 17,6%, no Interprovincial,

19,6%, no Internacional, 15,7% e no Fixo-Móvel, 13,3%. Durante o

ano de 2001, o regime de preços máximos permitiu avançar em

direção ao reequilibro tarifário e ao fortalecimento da função da

receita, com o incremento da proporção de receita fixa que, no

final do exercício, significava 46,6% do total da receita, 5,3 pontos

percentuais a mais que no final do ano 2000.

O volume total de minutos utilizados alcançou os 138.580

milhões de minutos, o que representa um crescimento de 28,2%

ante o mesmo período do exercício anterior. O tráfego de saída

cresceu 14,3%, aumentando para 99.945 milhões de minutos,

impulsionado, principalmente, pelo crescimento no tráfego pelo

uso de internet (47,8%) e nos tráfegos Provincial e Internacional

(26,5% e 18,4%, respectivamente). O tráfego Metropolitano diminuiu

5,0% no final do exercício e confirmou-se a sua tendência

decrescente, resultado da evolução do mercado total e a perda

de mercado no mesmo. O tráfego Fixo-Móvel aumentou 10,1%,

em linha com a evolução do mercado de telefonia móvel na

Espanha, que apresenta um crescimento mais moderado ao que

foi experimentado em 2000. O tráfego de entrante continua

mostrando um ritmo forte de crescimento (87,6% no comparativo

anual), reflexo do dinamismo que apresenta, especialmente, a

interconexão Fixo-Fixo.

A consolidação da comercialização dos pacotes de minutos e

de tarifas planas é um fator determinante do crescimento do

tráfego dos clientes da Companhia. Assim, os assinantes de

bônus para o tráfego local cresceram no final do exercício para

2.362.514 e superou as previsões iniciais, alcançando os 459.456

planos (incluindo a tarifa plana da Terra Lycos). O lançamento de

novos planos durante o exercício, como o Plano USA 15 e o Bono

Elección (Bônus Escolhido) (7.536 e 39.316 planos em serviço, respectivamente)

contribuiu também para o positivo comportamento

do tráfego. Desta forma, o número total de planos franqueados

ao final do exercício cresceu para 3.602.545.

Por outro lado, cabe destacar o número de correios de voz

ativos crescente para 10.058.525 no mês de dezembro e o Serviço

de Identidade da Chamada registrou 3.484.676 assinantes, o que

significa 114,0% a mais que no mesmo período do exercício anterior.

O consumo, medido em termos de minutos por linha e dia

foi de 21,05, o que representa um crescimento de 26,0% em rela-


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica de España

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica de España

ção ao exercício 2000, derivado, principalmente, do crescimento

da Internet e da Interconexão das Operadoras fixas.

A receita operacional do grupo Telefónica de España elevou-se

para 10.220,4 milhões de euros, 0,4% a mais que no exercício

anterior. A receita correspondente à matriz significa 96,2% do

total e apresentou um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo

período do ano anterior. A receita procedente do negócio tradicional

manteve-se praticamente nos mesmo níveis do ano 2000 (-

0,3%) como conseqüência da queda de tarifas, a evolução da participação

de mercado e o aumento de 1,2 euros na taxa de assinatura

do serviço telefônico básico.

Clientes de ADSL - Setembro 2001

400.000

300.000

200.000

100.000

0

375.816

Telefónica

de España

198.306

25.568

14.808 7.237

Telesp Telefónica CTC Chile Telefónica

de Argentina

del Perú

Esta evolução positiva, assim como os crescimentos nas receitas

procedentes dos negócios de Internet e Banda Larga (+22%) e

Atacadista (+14,1%), permitiram encerrar o exercício com crescimento

em relação ao ano 2000. Quantos aos serviços, os principais

motores deste crescimento ao longo do ano foram o RDSI, a

taxa de assinatura do serviço telefônico básico e a Interconexão

de Operadores.

A receita por consumo diminuiu 2,5% no comparativo anual,

confirmando a tendência decrescente e prevista para o último trimestre

como conseqüência, principalmente, das reduções dos

preços ocorridas neste período nos tráfegos de Longa Distância.

O lançamento da oferta de ADSL diretamente por parte da

Telefónica de España em 13 de agosto passado, que já conta com

187.025 usuários (incluindo repasse da Telefónica Data de 81.774

usuário de Infonegocio), impulsionou de forma decisiva o crescimento

da banda larga na Espanha. Ao final do exercício de 2001,

alcançou-se um total de 375.816 usuários ADSL o que coloca a

Espanha à frente na Europa na penetração de banda larga, um

fator indispensável para o pleno desenvolvimento da Sociedade

da Informação. O ritmo médio de instalação máxima diária alcançou

durante o mês de novembro 2.922 linhas ao dia, superando a

oferta de acessos, os 16,2 milhões de Linhas.

Os gastos operacionais do Grupo Telefónica de España totalizaram

5.703,4 milhões de euros, o que representa uma diminuição

de 3,1% em relação ao final do exercício 2000. Esta redução

fundamenta-se, principalmente, na queda de 5,8% experimentada

nos gastos com pessoal, na queda de 4% no total de provisionamento

e na contenção dos gastos gerais.

No que se refere à matriz, os gastos operacionais antes de

interconexão da Telefónica de España aumentaram para 3.624,8

milhões de euros, mantendo-se no mesmo nível do exercício

2000.

Os gastos de Interconexão da Telefónica de España continuam

mostrando a tendência decrescente iniciada na primeira

metade do exercício, ao finalizar o ano com um crescimento de

0,5% (+13,7% no primeiro trimestre, +9,1% na primeira metade do

ano e 2,9% de janeiro a setembro), devido, principalmente, às quedas

de preços experimentadas na interconexão fixo-fixo e fixomóvel.

Os trabalhos, fornecimentos e serviços exteriores da matriz

apresentaram um crescimento de 7,3% ao final do exercício, devido,

principalmente, aos gastos associados ao fornecimento da

banda larga e aos gastos de terceirização como conseqüência da

diminuição do emprego e do aumento do atendimento comercial.

A redução dos gastos com pessoal da Telefónica de España

matriz, ocorreu, por um lado, por causa da diminuição de 9,7% da

planta média e por outro, por causa do impacto devido ao desvio

no IPC de 2000 e a revisão salarial prevista no exercício atual. A

planta da Telefónica de España ao final do ano era de 40.856

empregados, 0,8% menor que no mesmo exercício anterior (337

pessoas a menos). A produtividade, medida em termos de linhas

por empregado, alcançou 505,4, 2,5% maior que em dezembro de

2000.

É de destacar, igualmente, no capítulo de outros gastos operacionais

da matriz, o crescimento das provisões de tráfego em

52,1% como conseqüência, principalmente, do aumento das dota-

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

17


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica de España

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica de España

ções para insolvências realizadas no presente exercício, encaminhadas

para a reordenação e racionalização do negócio de revendedores

de tráfego TUP’s (telefonia de uso público).

O EBITDA do Grupo Telefónica de España elevou-se para

4.508,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de

1,3% ante o exercício 2000.

A respeito da margem EBITDA do Grupo, foi de 44,1% (0,4 p.p.

superior ao do exercício 2000), enquanto que a da matriz foi de

45,6%.

Finalmente, o Resultado Operacional elevou-se para 1.703,7

milhões de euros, o que significa um crescimento de 10,1% em

relação ao exercício 2000, resultado da evolução positiva do EBIT-

DA e da diminuição das amortizações do imobilizado em 3,3%,

explicado, principalmente, pela racionalização dos ativos realizada

nos últimos anos.

A evolução trimestral da receita e do EBITDA em termos comparativos

ante o exercício anterior seguiu a tendência decrescente

que antecipávamos em março de 2001. Por um lado, o crescimento

no comparativo anual acumulado da receita foi se reduzindo

gradualmente ao longo do exercício pela aplicação das

18 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

reduções nominais de preços realizadas ao longo do ano (janeiroabril,

agosto, setembro e novembro), a maior pressão competitiva,

pelas medidas adotadas pelo regulador, e pela própria evolução

crescente trimestral que teve a receita durante o exercício 2000

em termos absolutos. Por sua vez, o EBITDA teve uma evolução

similar como conseqüência da tendência da receita mencionada

e da contenção dos gastos.

A evolução no exercício 2002 das receitas e do EBITDA se

manterá em termos relativos, similar aos do exercício 2001 ainda

que sua evolução durante o mesmo será oposta à experimentada

no último. A variação no comparativo anual da receita apresentará

seu pior comparativo durante o primeiro trimestre de 2002,

como conseqüência do impacto acumulado das quedas dos preços

ocorridas durante todo o exercício 2001 e em janeiro de 2002.

Esta tendência decrescente atenuar-se-á ao longo do exercício

devido ao crescimento do negócio de Internet e Banda Larga,

assim como pela queda gradual no volume mensal de receita que

se produziu no exercício passado, para finalizar o exercício em

nível similar ao do ano anterior. Como conseqüência desta evolução

da receita, o EBITDA mostrará, partindo de um decréscimo

anunciado no primeiro trimestre, uma melhora contínua até

situar-se no final de 2002 em níveis similares aos do exercício

anterior.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica de España

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica de España

Telefónica de España

Dados Operacionais

Dados não auditados

Linhas em serviço (mihares) (1)

RDSI acessos básicos

RDSI acessos primarios

Linhas em serviço / 100 habitantes (1)

Conexões ADSL

Porcentagem de linhas com cobertura ADSL

Tráfego (milhões por minutos)

Empregados

Linhas / Empregado (1)

Dezembro

2001 2000

20.646,9

810.197

15.794

51,8%

375.816

88,2%

138.580

40.856

505,4

20.317,8

632.466

13.703

51,0%

47.950

73,0%

108.068

41.193

493,2

(1) Linha de Telefonia Básica (incluindo TUP), Ibercom, RDSI (acessos básicos) e Conexões de Rede para Centrais

Telefónica de España

Receitas Operacionais da Telefónica de España (individual)

3.341,3

295,9

304,2

239,6

9.831,5

3.074,5

318,3

168,7

237,8

9.592,9

% Var.

1,6

28,1

15,3

0,8 p.p.

683,8

15,2 p.p.

Dados não auditados (Milhões de euros)

Janeiro-Dezembro Outobro-Dezembro

2001 2000 % Var. 2001 2000 % Var.

Receita por consumo

5.650,5 5.793,6 (2,5) 1.278,1 1.454,0 (12,1)

Local

1.815,3 1.774,2 2,3 455,8 464,7 (1,9)

Estadual

563,5 556,7 1,2 139,8

138,4 1,0

Nacional

918,0 1.014,7 (9,5) 217,9 259,9 (16,2)

Internacional (Saída) (1)

641,3 562,9 13,9 131,9 149,4 (11,8)

Fixo-Móvel

1.478,2 1.559,1 (5,2) 360,7 402,1 (10,3)

Interconexão Oper. Internac. (Entrada) 294,5 243,5 20,9

70,3

65,5 7,4

Interconexão Oper. Nacionais (1)

527,7 409,4 28,9 125,6

107,3 17,1

Outros (2)

(588,0) (326,9) 79,9 (223,9) (133,3) 67,9

Receitas de assinatura

Receitas de conexão

Comercialização de Terminais

Outros

Total de Receitas Operacionais

(1) Líquido de Participação Estrangeira

(2) Inclui descontos, serviços especiais sujeitos a impostos, serviços IRIS e outros

8,7

(7,0)

80,3

0,8

2,5

880,0

95,9

103,5

75,3

2.432,9

777,0

102,5

57,6

65,5

2.456,6

28,2

(0,8)

2,5

13,3

(6,5)

79,7

15,0

(1,0)

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

19


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica de España

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica de España

Grupo Telefónica de España

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Janeiro-Dezembro

Outobro-Dezembro

2001 2000 % Var. 2001 2000 % Var.

Receitas operacionais

Telefónica de Espanha

Outras e eliminações

Capitalização de Despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Depreciação e Amortizações

Resultado Operacional

Resultados de equivalência patrimonial

Resultados financeiros

Amortização de ágio

Resultados não operacionais

Lucro antes de impostos

Impostos

Lucro antes dos minoritarios

Participação dos minoritários

Lucro líquido

20 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

10.220,4

9.831,5

388,9

195,1

(5.703,4)

(203,9)

4.508,1

(2.804,4)

1.703,7

(1,8)

(403,1)

(0,6)

286,1

1.584,2

(506,6)

1.077,6

0,0

1.077,6

10.182,9

9.592,9

590,0

236,5

(5.884,8)

(86,1)

4.448,4

(2.901,2)

1.547,2

0,1

(480,9)

(0,3)

(806,8)

259,3

(43,6)

215,8

0,8

216,6

0,4

2,5

(34,1)

(17,5)

(3,1)

136,8

1,3

(3,3)

10,1

c.s.

(16,2)

111,8

c.s.

510,9

n.s.

399,5

n.s.

397,6

2.549,8

2.432,9

116,9

64,8

(1.520,4)

(69,4)

1.024,9

(689,8)

335,1

(0,6)

(103,5)

(0,1)

121,4

352,3

(176,2)

176,1

0,0

176,1

2.581,8

2.456,6

125,2

49,8

(1.489,6)

(75,7)

(1) Inclui obras em andamento

Nota: Incorporou-se a TTP às contas de Telefónica de Espanha, tanto em 2000 como em 2001

Nota: O Grupo Telefónica Sistemas e TSIP deixou de consolidar-se em Telefónica de Espanha, tanto em 2000 como em 2001

1.066,4

(724,4)

342,0

0,0

(102,4)

(0,1)

(846,4)

(606,8)

188,4

(418,4)

0,7

(417,7)

(1,2)

(1,0)

(6,7)

30,1

2,1

(8,4)

(3,9)

(4,8)

(2,0)

c.s.

1,1

76,9

c.s.

c.s.

c.s.

c.s.

n.s.

c.s.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

A Telefónica Latinoamérica se configura como a companhia do

Grupo que opera o negócio de Telefonia fixa na América Latina

(Brasil, Argentina, Chile, Perú, Porto Rico e Venezuela) assim

como nos negócios de Advance (ISP de Argentina), Cable

Mágico (TV a cabo do Perú) e Sonda (Serviços de informática

no Chile). Deste modo incorpora a “carrier” CTI, que tem como

missão gerir de maneira integrada o tráfego internacional das

operadoras Latino-americanas do Grupo Telefónica com origem

e destino em EEUU.

Nos resultados da Telefónica Latinoamérica do final de

2001 são reconhecidos os efeitos derivados da desvalorização

do peso argentino, de acordo com o câmbio 1 euro = 1,5149

pesos (1 dólar = 1,7 pesos), em linha com as recomendações

mais prudentes emitidas pelo ICAC, como primeiro câmbio

representativo nos mercados de capitais uma vez ocorrida a

desvalorização do peso argentino.

Por outro lado, a partir de janeiro de 2002 o exercício fiscal

de Telefónica de Argentina e de Cointel transcorrerá de janeiro

a dezembro, coincidindo com o do resto das empresas do

Grupo (diferentemente do que ocorria até agora, que se estendia

de outubro a setembro), depois de ter registrado em 2001

um exercício fiscal extraordinário de pelo menos três meses

(outubro – dezembro de 2001). Esta equiparação indica que nas

contas consolidadas de Telefónica Latinoamérica de 2001 se

incluam quinze meses de resultados de ambas as companhias.

Os resultados de outubro – dezembro de 2000 de ambas as

companhias se registram como resultados extraordinários,

enquanto que os resultados do período janeiro – dezembro de

2001 foram para suas correspondentes rubricas da conta de

resultados, em função de sua natureza.

Ao final do exercício de 2001, Telefónica Latinoamérica

administrava um total de 21,6 milhões de linhas em serviço,

com um crescimento ano a ano de 11,8%, principalmente pelo

crescimento de 19,1% das linhas da Telesp (ganho líquido de 2,0

milhões de linhas). Cabe recordar que a Telesp conseguiu ao

final de setembro, cumprir o requisito fixado pelo regulador

brasileiro ao satisfazer qualquer pedido de instalação de linha

telefônica no período inferior a 15 dias, o que permitiu adiantar

para 2001 o cumprimento das metas impostas pela Anatel

para dezembro de 2003. Após isto, no mês de outubro, a Telesp

entregou à Anatel toda a documentação necessária para que o

organismo regulador possa certificar o cumprimento das

metas.

Ao final do mês de dezembro a Telefónica Latinoamérica

empregava 26.738 pessoas, depois de ter reduzido 3.555 empregados

desde dezembro de 2000, graças ao esforço realizado no

exercício, principalmente na Telesp (saída líquida de 2.254

empregados) e CTC (saída líquida de 1.108 empregados). Esta

redução produziu uma melhora da produtividade da Telefónica

Latinoamérica de 26,0 % até se situar em 804 linhas por

empregado.

Margem EBITDA Acumulada - Telefonía Fixa

60

50

40

30

20

10

0

45,6%

Telefónica

de España

53,1%

51,1%

Telesp Telefónica

de Argentina

42,3%

49,0%

CTC Chile Telefónica

del Perú

No âmbito de banda larga, Telefónica Latinoamérica continua

seu esforço de crescimento neste mercado, o que permitiu

alcançar os 245.919 clientes em serviço, o que representa um

crescimento de 43,8% desde o mês de setembro, e multiplicar

quase por 6 a cifra do ano anterior. Vale destacar que 81% dos

usuários procedem da Telesp.

A nível econômico-financeiro, os resultados de Telefónica

Latinoamérica do exercício de 2001 foram afetados de forma

negativa pela depreciação do real brasileiro (-21,8%) e do peso

chileno (-12,4%) frente ao dólar norte americano no conjunto

do ano, que não pode ser compensada pela apreciação do dólar

norte americano frente ao euro (3,1%), assim como pela situação

de recessão econômica na Argentina.

Como conseqüência do anterior, as receitas consolidadas

ao final do exercício de 2001 registraram uma diminuição ano

a ano de 2,3%, até 10.137,4 milhões de euros. Contudo, se não se

consideram os efeitos de taxa de câmbio antes mencionados, a

comparação ano a ano mostra um aumento das receitas de

7,8%. Esta evolução é conseqüência, principalmente das receitas

registradas na Telesp, que aumentaram 25,0% em moeda

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

21


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

local, de acordo com o importante crescimento da planta média,

e do aumento de 5,4% das receitas de CTC, também em moeda

local, graças fundamentalmente às receitas de longa distância,

que compensaram as menores vendas de TASA (-8,3% em

moeda local) devido basicamente à deterioração da situação

econômica.

Os gastos operacionais da Telefónica Latinoamérica registraram

um aumento ano a ano de 0,6% em euros com relação ao

mesmo período do exercício anterior, principalmente, pelo incremento

da atividade produzida na Telesp e pelos maiores gastos

de incobráveis tanto da Telefónica de Argentina, derivados da

deterioração da situação econômica do país, como da Telesp,

após a aplicação de uma política de provisão de insolvências

mais conservadora desde o segundo trimestre de 2001, em linha

com os critérios aplicados pelo Grupo.

Quanto ao EBITDA, foi registrada uma queda de 3,7% no

comparativo anual, principalmente pela evolução já mencionada

das taxas de câmbio (em moeda constante o EBITDA da companhia

mostra um crescimento de 6,5%), assim como pela

queda do EBITDA da TASA, pelo ambiente competitivo e econômico

em que opera.

Linhas por Empregado

1200

800

400

0

829

1.198

586

803

Telesp CTC Chile Telefónica

de España

505 526

493 488 468 471

TASA Telefónica

del Perú

O resultado líquido da Telefónica Latinoamérica do exercício

de 2001 atinge 1.274,9 milhões de euros, multiplicando por 2,9

vezes o resultado obtido no mesmo período do ano anterior.

Este comportamento positivo foi favorecido pelos resultados

extraordinários positivos obtidos (164,6 milhões de euros, frente

a uma perda de 331,4 milhões de euros no mesmo período de

2000), que permitiu compensar o efeito negativo da desvalori-

22 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2000

2001

zação do peso argentino, que indica o registro de diferenças de

câmbio negativas nos resultados financeiros. No conjunto, o

efeito da desvalorização do peso argentino teve um efeito negativo

de 309,9 milhões de euros no resultado líquido da

Telefónica Latinoamérica. Deste modo, incide positivamente na

evolução ano a ano do resultado líquido o incremento das participações

por parte do Grupo na Telefónica de Argentina,

Telefónica del Perú e Telesp desde meados de 2000, conseqüência

das ofertas de aquisição de ações realizadas no exercício

passado, que supõe uma redução significativa dos interesses

minoritários.

Dentro dos resultados extraordinários se incluem o ágio

pela venda de Cablevisión (256 milhões de euros), assim como o

resultado extraordinário procedente de registrar os resultados

do período de outubro – dezembro de 2000 da TASA e Cointel,

pela mudança da data de seus respectivos exercícios fiscais no

mês de dezembro, que compensam os gastos extraordinários da

Telesp e Telefónica CTC do Chile derivados dos planos de reestruturação

de planta.

Os investimentos acumulados em 2001 se situam em 3.055,1

milhões de euros, reduzindo-se no comparativo ano a ano em

6,9%, após o esforço na racionalização dos investimentos mantendo

durante o exercício, apesar do esforço de investimento

efetuado pela Telesp, em linha com o cumprimento adiantado

de metas. 72% do total do investimento procede da Telesp, em

que pese o crescimento das novas linhas de 45%, conseguiu-se

reduzir em 8,5% o total do investimento em euros.

Brasil

A gestão da Telesp no ano de 2001 foi marcada pelo cumprimento

adiantado das metas de universalização de 2003 em

2001. Uma vez que a Anatel certifique o cumprimento das

metas, todas as empresas do Grupo Telefónica no Brasil poderão

solicitar novas autorizações e ampliar desta maneira a cobertura

e oferta de seus serviços ao resto do país.

A companhia finalizou o ano com mais de 12,6 milhões de

linhas e uma penetração de serviço telefônico básico de 33,8%

(+4,4 p.p. com relação a dezembro do ano 2000). As linhas ADSL

atingiram 198.306 clientes o que indica um crescimento ano a

ano de 385%.

Uma vez finalizado o esforço para o cumprimento das

metas, Telesp efetuou no último trimestre do ano um programa


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

de desligamento incentivado, com o objetivo de adaptar a

estrutura da companhia ao crescente ambiente competitivo

avançando no processo de conversão de custos fixos em variáveis.

Desta maneira, o número de empregados da Telesp reduziu-se

14,2% desde o mês de setembro, o que indica que as linhas

em serviço por empregado se situaram ao final do exercício

em 1.198, com um crescimento de 44,5% no comparativo

ano a ano.

Ao final do exercício de 2001, a Telesp registrou um crescimento

do EBITDA de 19,9% em moeda local (-3,7% em euros),

resultado principalmente da expansão da planta média em

serviço (+28% ano a ano), do incremento tarifário de 10,4% (em

média) em moeda local, autorizado em julho de 2001, assim

como do bom comportamento do tráfego de longa distância,

que permitiu que a companhia registrasse receitas de 4.343,9

milhões de euros, com um crescimento anual de 25,0% em

moeda local (0,4% em euros). O aumento das receitas compensou

os maiores gastos de interconexão (por maior tarifa e

tráfego), incobráveis (pela aplicação de uma política de provisão

mais conservadora) e tributos (novos impostos que aplicam

desde janeiro de 2001 e que significam 1,5% das receitas

líquidas).

Argentina

O resultado líquido da Telesp, de acordo com os princípios contábeis

brasileiros alcançou 749 milhões de euros, o que implica

um crescimento anual de 6% em moeda local, enquanto que

pela depreciação do real frente ao euro, o resultado da companhia

registrou uma queda de 14% em euros.

No período de janeiro – dezembro de 2001, TASA enfrentou

importantes mudanças tanto no ambiente macroeconômico

quanto no regulatório, que afetaram notavelmente o resultado

da companhia, e que pode resumir-se no seguinte:

Decreto de Desregulamentação vigente a partir de novembro

de 2000, que favoreceu o incremento da concorrência

nos nichos mais rentáveis e provocou uma queda de 50%

dos preços de interconexão.

A recessão econômica, que provocou tanto a caída do consumo,

quanto o incremento da inadimplência, produto da

deterioração da cadeia de pagamentos. Este último fato,

junto com a aplicação de uma política de provisão de incobráveis

mais conservadora, em linha com a aplicada pelas

outras empresas do Grupo, implica que a taxa de provisão

de incobráveis sobre receitas se situe em 9,2%, 5,1 p.p.

superior ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a normativa contábil argentina, as empresas

ali radicadas não podem contabilizar os efeitos da desvalorização

nos resultados de 2001, dado que a desvalorização ocorreu

em janeiro de 2002. Contudo, na Espanha, em linha com

os critérios de prudência estabelecidos pelo ICAC, foram reconhecidos

nos resultados de 2001 os efeitos da desvalorização do

peso argentino, ao incorporar os efeitos da aplicação aos ativos

e passivos em 31 de dezembro de 2001 a taxa de câmbio de 1

euro = 1,5149 pesos argentinos (1 dólar = 1,7 pesos). Por isto,

sem considerar os efeitos da desvalorização, no período janeiro

– dezembro de 2001, a TASA gerou um resultado líquido de

221,8 milhões de pesos (248 milhões de euros), o que implica

uma queda no comparativo anual de 34,1% (-32% em euros)

como conseqüência do menor EBITDA registrado, assim como

pelos maiores resultados financeiros negativos por aumento

nas taxas de juros.

Apesar do ambiente em que o negócio é gerido, o EBITDA

da TASA se elevou a 1.522,9 milhões de euros, o qual é 15,4%

menor sobre o ano anterior em moeda local (-12,8% em euros),

significando que a companhia continua mantendo uma elevada

margem EBITDA (51,1%, 4,3 p.p. menor que no mesmo período

de 2000).

A maior concorrência, unida ao ambiente regulatório negativo,

assim como a situação econômica que atravessa o país, se

refletem numa das menores receitas de longa distância e

interconexão o que se traduz em uma diminuição de receita

de 8,3% em moeda local. Pelo lado dos gastos se sinaliza que,

especialmente no último semestre, se realizou um importante

esforço de redução de gastos que permitiu, dado o forte

aumento da provisão para incobráveis (+102,5%), manter os

gastos operacionais em um nível similar aos do ano anterior

(aumento de 0,8% em moeda local). Se não se considera o efeito

da provisão por incobráveis, o esforço de redução de gastos

se traduziu em uma queda dos mesmos no final do exercício

de 9,5% no comparativo anual em moeda local (-6,7% em

euros).

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

23


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

Por outro lado, na data de fechamento deste documento, se

encontra pendente a necessária renegociação com o Governo

argentino das tarifas futuras da Telefónica de Argentina, como

resultado do ditado na Lei 25.561 de 6 de janeiro de 2002, por

meio da qual se estabelece que as tarifas fiquem denominadas

em pesos na relação de câmbio 1 peso = 1 dólar USA.

Desta forma, as medidas adotadas pelo Governo argentino

e sua repercussão nos estados contábeis da Companhia podem

provocar, em determinadas circunstâncias, desequilíbrios financeiros

patrimoniais tais como situações de patrimônio líquido

negativos impossibilidade de fazer frente às obrigações de

amortização de dívidas em moeda estrangeira a curto prazo

por limitações à convertibilidade do peso, necessidade de fazer

frente a vencimentos antecipados de financiamentos recebidos,

etc.

À medida em que as circunstâncias mencionadas não

foram produzidas na data de formulação destes resultados

anuais e sendo a evolução de sua ocorrência incerta, não foi

possível quantificar, neste caso, seu possível impacto nos resultados

financeiros consolidados em 31 de dezembro de 2001.

Com relação aos parâmetros operacionais, se destaca o

crescimento da planta em serviço (+6%), principalmente através

de produtos direcionados a minimizar o risco de impacto

(crescimento da planta de linhas de consumo controlado e de

pré-pago +66%).

Chile

Ao concluir o exercício de 2001, o EBITDA acumulado registrou

um aumento de 23,5% em moeda local com relação a

dezembro de 2000 (11,5% em euros) alcançando uma margem

sobre receitas de 42,3%, o que indica uma melhora de 6,2 p.p.

com relação ao exercício anterior. Dentro das receitas operacionais,

que aumentaram 5,4% em moeda local (-4,8% em euros),

destaca-se o incremento das receitas de longa distância, devido

ao bom comportamento do tráfego e os novos produtos desenvolvidos

ao longo do ano (planos de tarifas semi-planas). Pelo

lado dos gastos operacionais, se destacam a redução dos gastos

de pessoal, pelo plano de reestruturação que reduziu em

22% o número de empregados em junho, e os planos de contenção

e racionalização de custos que foram aplicados durante

todo o ano, que permitiram que os gastos operacionais se reduzissem

em 5,4% no exercício, em moeda local (-14,5% em euros).

24 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

O resultado não operacional registrou uma evolução positiva,

apesar dos gastos extraordinários por indenizações, devido,

principalmente, ao bom comportamento dos resultados financeiros,

graças à redução significativa experimentada no nível de

dívida durante o exercício. Tudo isto permitiu que a companhia

registrasse um resultado líquido positivo no conjunto do exercício,

frente à perdas registradas em 2000.

As linhas em serviço cresceram 0,8% com relação ao

mesmo período do ano anterior destacando o aumento da participação

das linhas de pré-pago, que com um crescimento

anual de 197%, implicando em 7,8% das linhas em serviço totais

da companhia. É importante a recuperação da posição de liderança

no mercado de longa distância nacional, alcançando-se

uma quota de mercado de 38,2% (+2,3 p.p. com relação a 2000),

graças ao êxito do lançamento das tarifas semiplanas em

setembro de 2000 de longa distância nacional e em março de

2001 de longa distância internacional.

Perú

Ao final do exercício de 2001, os resultados de Telefónica del

Perú mostram uma redução de EBITDA de 9,9% em moeda

local (-5,0% em euros), afetados pelo novo ambiente regulatório,

que inclui a introdução do “price cap” em setembro de 2001,

que concretizou a diminuição de 3% nas tarifas, assim como a

redução das taxas de interconexão desde 1º de janeiro. Assim, a

pressão competitiva se traduziu em uma redução das tarifas e

das quotas de mercado de longa distância, provocando uma

queda das receitas de 17,2% em moeda local. Estes fatores significam

que as receitas totais da companhia registraram uma

queda de 3,1% em moeda local (+2,3% em euros).

Desta forma, merece destacar-se que, apesar dos fatores

competitivos antes mencionados, a companhia mantém uma

margem EBITDA de 49,0%, 3,7 pontos percentuais inferiores ao

do mesmo período de 2000.

Em termos de resultado líquido, a companhia registrou perdas,

frente ao resultado líquido positivo do exercício de 2000.

Isto é conseqüência principalmente de ajustes que se realizaram

durante o exercício, como parte do processo contínuo adotado

pela companhia de revisar seus procedimentos internos e

sistemas de informação, o que não supõe neste exercício aplicação

de fundos.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

A redução de 13% em moeda local dos níveis de investimento

material e não material da companhia, permite incrementar

o fluxo de caixa operacional em 1,3% com relação ao exercício

precedente. Tudo isto incide de forma determinante na redução

da dívida financeira em uma quantia que atinge a mais de 165

milhões de euros.

É especialmente notável o esforço que a Telefónica del Perú

está realizando para desenvolver novos produtos de acordo com

Grupo Telefónica Latinoamérica

Dados Financeiros Selecionados

Dados não auditados

Telesp

IReceitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Telefónica de Argentina (1)

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Telefónica CTC Chile

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Telefónica del Perú

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

a renda per capita da população, principalmente mediante a

comercialização de produtos de pré-pago e de controle de consumo,

que na prática acarreta numa melhoria na gestão da

inadimplência. Desta forma, o segmento pré-pago passou a

representar 32% das linhas em serviço, experimentando um

crescimento de 5,7 p.p. com relação ao ano 2000.

4.343,9

2.305,7

53,1%

Janeiro-Dezembro

2001 2000

2.981,0

1.522,9

51,1%

1.421,3

600,6

42,3%

1.341,7

657,1

49,0%

4.326,6

2.394,2

55,3%

3.153,0

1.747,2

55,4%

1.492,9

538,5

36,1%

1.311,9

691,4

52,7%

(Milhões de euros)

Nota: EBITDA antes da "taxa de administração"

Nota: Telefónica de Argentina inclui o negócio ISP de Advance, Telefónica CTC Chile inclui Sonda, Telefónica del Perú inclui CableMágico

(1) Os dados de Telefónica de Argentina correspondem ao período de dezembro-janeiro de 2001.

% Var.

0,4

(3,7)

(2,3) p.p.

(5,5)

(12,8)

(4,3) p.p.

(4,8)

11,5

6,2 p.p.

2,3

(5,0)

(3,7) p.p.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

25


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

Grupo Telefónica Latinoamérica

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

26 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Janeiro-Dezembro

2001 2000 % Var.

10.137,4

212,5

(4.719,6)

(467,3)

5.163,0

(2.625,7)

2.537,3

8,4

(1.318,5)

(86,6)

164,6

1.305,1

136,2

1.441,3

(166,4)

1.274,9

10.371,3

218,6

(4.928,6)

(302,1)

5.359,3

(2.653,4)

2.705,9

(2,9)

(1.046,0)

(53,6)

(331,4)

1.272,1

(286,1)

985,9

(538,5)

447,4

(2,3)

(2,8)

(4,2)

54,7

(3,7)

(1,0)

(6,2)

c.s.

26,1

61,7

c.s.

2,6

c.s.

46,2

(69,1)

185,0

2.531,7

69,1

(1.144,1)

(150,1)

1.306,6

Outobro-Dezembro

2001 2000

(682,5)

624,1

0,9

(721,5)

(27,0)

150,7

27,2

455,8

483,0

(59,4)

423,6

2.840,3

61,7

(1.337,9)

(152,3)

1.411,9

(756,1)

655,8

(9,1)

(268,1)

(14,8)

(230,3)

Nota: A conta reflete a adaptação do exercício fiscal da Telefónica da Argentina ao Grupo Telefónica, o que significa incluir operacionalmente

as contas da Telefónica de Argentina relativas ao período de janiro-dezembro de 2001, incorporando nos resultados extraordinários no

trimestre outubro-dezembro 2000.

(1) Inclui obras em andamento

Nota: Os resultados do exercício de 2000 incluem somente a telefonia fixa do gupo Telefónica Latinoamérica a partir de 1 de janeiro e toda

a participação adquirida depois das ofertas públicas realizadas durante 2000

133,4

55,4

188,8

(44,2)

144,6

% Var.

(10,9)

11,9

(14,5)

(1,4)

(7,5)

(9,7)

(4,8)

c.s.

169,1

81,9

c.s.

(79,6)

723,3

155,8

(34,0)

193,0


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Latinoamérica

Negócio de Telefonia Fixa

Grupo Telefónica Latinoamérica

Grupo Telefónica Latinoamérica

Dados Operacionais

Dados não auditados

Linhas em serviços (mil)

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú (1)

Conexões ADSL

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú

Porcentagem de Linhas com cobertura ADSL

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú

Tráfico Total (Millhões de minutos) (2)

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú

Empregados

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú

Linhas / Empregados (3)

Telesp

Telefónica de Argentina

Telefónica CTC Chile

Telefónica del Perú

Janeiro-Dezembro

2001 2000

21.612

12.616

4.556

2.723

1.716

245.919

198.306

25.568

14.808

7.237

70%

57%

55%

48%

119.171

66.308

27.224

16.825

8.815

26.738

10.529

8.668

3.899

3.642

804

1.198

526

803

471

19.323

10.596

4.310

2.701

1.717

41.167

40.888

0

279

0

-

-

-

-

112.990

59.829

26.279

17.439

9.443

30.293

12.783

8.836

5.007

3.667

Nota: os dados de Telefónica CTC Chile correspondem aos negócios de telefonia fixa e Sonda. Os dados da Telefónica de Argentina

correspondem ao período de janeiro a dezembro de 2001.

(1) Incluem as linhas em serviço da CABLENET

(2) Inclui tráfico total faturado local, LDN e LDI.

(3) Percentual calculado considerando os empregados efetivos da Operadora de Telefonia Fixa

638

829

488

586

468

% Var.

11,8

19,1

5,7

0,8

(0,1)

497,4

385,0

-

n.s.

-

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

-

-

-

-

5,5

10,8

3,6

(3,5)

(6,6)

(11,7)

(17,6)

(1,9)

(22,1)

(0,7)

26,0

44,5

7,8

37,0

0,6

27


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

No ano de 2001 a Telefónica Móviles obteve um lucro líquido de

893,4 milhões de euros, o que indica um incremento anual de

51,3%, 13,7 p.p. superior à taxa de crescimento registrada nos primeiros

nove meses do ano. Deve-se destacar o bom nível do

lucro líquido, já que o incremento de 302,7 milhões de euros

referente ao exercício de 2000 que inclui importantes partidas

extraordinárias e o efeito da desvalorização do peso argentino.

Com a exclusão desses efeitos, o aumento do lucro líquido teria

ficado em torno de 65,8%.

Deve-se analisar a obtenção destes sólidos resultados levando

em conta os fatores externos à Companhia que caracterizaram

o exercício de 2001, como a desaceleração econômica nos

países em que o Grupo tem operações significativas, os altos

níveis de penetração alcançados nos mercados maduros como a

Espanha, a crise argentina e a depreciação das principais moedas

latino-americanas. Nesta situação, a Telefónica Móviles foi

capaz de mostrar crescimentos sustentados em seus resultados

operacionais e financeiros, melhorar significativamente a rentabilidade

do negócio e reforçar seu balanço, provando desta

forma a capacidade de reação e adaptação da Companhia às

novas condições de mercado e o êxito obtido na contenção de

custos, otimização de investimentos e aproveitamento de economias

de escala.

Com relação ao detalhe da evolução operacional e financeira

da Telefónica Móviles no exercício de 2001 deve-se destacar

os seguintes aspectos:

Distribuição de Clientes administrados

da Telefonia Movel - Setembro 2001

6,0%

5,3%

18,9%

4,1%

3,6%

3,7%

2,0%

56,4%

28 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Espanha

Brasil

Argentina

Chile

México

Perú

Marrocos

Outros

As receitas por operações mostram um crescimento ano a

ano de 13,6%, mostrando uma aceleração relativa ao ritmo

do crescimento registrado durante os primeiros nove meses

do ano. Excluindo o efeito da incorporação do México, as flutuações

de câmbio e os efeitos da contabilização dos programas

de recompensas, o crescimento anual da receita do

Grupo teria ficado em torno de 14,2%.

A evolução das receitas consolidadas se explica fundamentalmente

pelas maiores receitas obtidas pela Telefónica

Móviles España (+19,6%), que contribuiu em 68% das receitas

do Grupo, e pelo tipo de câmbio, que provocou uma

diminuição de 3,5 p.p. no crescimento das receitas consolidadas,

e que afeta principalmente às operadoras brasileiras.

Assim, as receitas procedentes das operações na América

Latina mostram um incremento ano a ano de 4,3%, que se

situa em torno de 14,4% excluindo o efeito das taxas de

câmbio. Excluindo as receitas das operadoras da Telefónica

Móviles no norte do México, as receitas procedentes das

operações na América Latina em 2001 teriam um crescimento

de 3,6%, sem levar em conta o efeito das taxas de

câmbio.

A evolução das receitas é determinada pela maior base de

clientes das operadoras que são consolidadas globalmente

(+28,6% e de 22,9% excluindo as companhias mexicanas) e

a maior utilização das redes das operadoras - tanto em termos

de minutos (+26,7%) como em mensagens curtas

(+178%) – crescimentos parcialmente reduzidos pelos meno-

Distribuição de Clientes administrados

da Telefonia Movel - Setembro 2000

7,6%

19,9%

5,3%

3,9%

2,2%

2,2%

58,9%

Espanha

Brasil

Argentina

Chile

Perú

Marrocos

Outros


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

res ARPUs registrados (-14,7% em média, em euros), também

afetados pelo efeito de câmbio anteriormente mencionado.

Seguindo a tendência apontada desde o principio do ano, o

lucro líquido do quarto trimestre supera as cifras alcançadas

nos trimestres anteriores, sendo especialmente significativo

o incremento do lucro líquido da Telefónica Móviles de

España (+52,9% vs. 3T01 e +35,2% vs. 4T00). Assim, as operadoras

que têm participação na Telefónica Móviles contavam,

no final de 2001, com 28,0 milhões de clientes ativos, o que

levou ao registro de um lucro líquido de 6,2 milhões de

novos clientes no conjunto do ano (4,98 milhões excluindo

México). A base de clientes ativos administrados pela

Telefónica Móviles, que inclui as bases de clientes das operadoras

no Chile e Porto Rico, alcançou em dezembro de 2001

os 29,8 milhões, com um incremento anual de 28,3%.

Evolução do Crescimento Líquido de Clientes e

Margem EBITDA-Telefónica Móviles

38,7%

903,8

40,1%

845,6

43,8%

1.035,1

1.921,1

T1-2001 T2-2001 T3-2001 T4-2001

35,9%

Ganho liquido

(dados en millões)

Margem EBITDA

Os gastos por operações mostram os excelentes resultados

das políticas de racionalização de custos aplicadas e das

economias de escala obtidas, que permitiram que no conjunto

do ano os gastos operacionais mostrassem um crescimento

em termos anuais de apenas 1%. Cabe destacar que

grande parte do aumento dos gastos com pessoal (+56,2%

frente a 2000) é conseqüência principalmente da incorporação

da planta das novas operadoras no México e Europa. Se

os seus gastos com pessoal correspondentes não forem

levados em conta, o aumento ano a ano seria de 30,2%.

Houve significativa melhora da rentabilidade operacional do

Grupo, com um importante avanço da margem EBITDA, que

se situa em 39,6%, frente a 33,1% no exercício de 2000,

sendo mais significativo o incremento do EBITDA em valores

absolutos, que mostra a capacidade de geração de caixa do

Grupo. Assim, o EBITDA do Grupo no ano 2001 atinge 3.333,7

milhões de euros, com um aumento de 882 milhões de

euros relativos ao exercício de 2000, o que representa um

incremento ano a ano de 36%.

Evolução Acumulada da Margem EBITDA-

Telefónica Móviles

50

40

30

20

10

0

37,3%

49,1%

T.M.

España

40,95

34,6%

35,4% 35,6% 36,3%

32,3%

TeleSudeste CRT

Celular

15,0%

13,9%

T. Perú T. Argentina

O crescimento anual do lucro líquido de 51,3%, é 4,3 p.p.

superior ao registrado pelo resultado operacional, apesar do

significativo incremento dos resultados não operacionais.

Entre as principais contas nos resultados não operacionais,

deve-se destacar que o aumento da dotação da amortização

do ágio, (+82,6% vs. 2000), como conseqüência da incorporação

no segundo semestre de 2001 da conta correspondente

ao ágio derivado da consolidação por integração global das

quatro operadoras no Norte do México e pela integração

global, a partir do quarto trimestre do ano da Terra Móbile.

Por outro lado, os gastos financeiros líquidos mostram um

incremento anual de 10,8%, que vem explicado fundamentalmente

pelo impacto negativo da desvalorização do peso

Argentino nesta conta, que atinge 73,1 milhões de euros.

Excluindo este efeito, os gastos financeiros líquidos mostraram

uma redução de 13,9%.

O impacto total da incorporação nos demonstrativos contábeis

consolidados dos investimentos na Argentina, como

conseqüência da desvalorização do peso Argentino, ascende

296,9 milhões de euros, dos quais 42,1 milhões de euros

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2000

2001

29


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

incorporaram-se na conta de perdas e ganhos consolidada e

254,8 milhões de euros foram reconhecidos como menores

reservas por conversão. Deve-se ressaltar que o impacto se

quantificou com um critério conservador, utilizando como

câmbio 1US$ = 1,7 pesos argentinos (1¤ = 1,5149 pesos argentinos),

que se situam no limite máximo recomendado pelo

ICAC.

O saldo de dívida financeira líquida consolidada no final de

2001 ascendia a 9.013,2 milhões de euros. A dívida líquida

proporcional em dezembro de 2001 ascendia a 6.875,9 milhões

de euros, mantendo-se praticamente estável em relação

ao fechamento de 2000.

Assim mesmo, deve-se destacar os maiores resultados

extraordinários negativos, que vêm explicados fundamentalmente

pelas provisões extraordinárias, ajustes de ativos, e

pela contabilização dos resultados da TCP correspondentes

ao período outubro - dezembro de 2000 como resultado

extraordinário no exercício de 2001 (-41,4 milhões de euros)

como conseqüência da homogeneização do exercício fiscal

desta operadora com o resto do Grupo Telefónica Móviles.

Evolução dos Negócios por

Áreas Geográficas

Europa e Bacia Mediterrânea

Espanha

Telefónica Móviles España (TME) concluiu o ano de 2001 com

cerca de 16,8 milhões de clientes ativos, cifra de 23% superior a

alcançada em dezembro de 2000. Da base total, 32% pertencem

a diferentes modalidades de contrato, sendo o resto, clientes de

pré-pago. Estas cifras indicam um lucro líquido anual de 3,1 milhões

de clientes ativos. Desta forma, durante o ano de 2001, a

TME consolidou sua posição como líder do mercado móvel

espanhol, que ao final do ano de 2001 alcançou uma penetração

de 71,5% (calculada sobre uma população de 41,5 milhões de residentes).

Destaca-se a reativação do mercado espanhol registrada

na segunda metade do ano, cujo maior ritmo de crescimento

propiciou que o lucro líquido da TME no segundo semestre de

2001 tenha sido 64% superior a registrada na primeira metade

do ano.

A positiva evolução da base de clientes reflete o êxito da

Companhia na hora de conter a taxa de baixas de seus clientes,

30 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

aspecto que assume especial relevância em um contexto de progressiva

maturidade de mercado, em que as possibilidades de

crescimento via incorporações de novos clientes ao setor vão

sendo cada vez menores e em que a manutenção e gestão eficiente

de sua maior base de clientes resultam em pontos-chave

para um operador líder. Neste sentido, destaca-se a capacidade

de adaptação da TME a este novo contexto competitivo, como

demonstra o feito de que a Companhia tem sido capaz de apresentar

um “churn” no último trimestre do ano, inferior em 1,4 p.p.

ao do mesmo período do ano anterior, conseguindo registrar no

trimestre um “churn” mensal inferior a 1%. O “churn” interanual

para o ano de 2001 se situa em 13,7%, comparado a 29,6% do ano

de 2000, merecendo destacar que a TME não registra nos últimos

trimestres diferenças apreciáveis nos valores de “churn”

entre os segmentos de contrato e pré-pago.

O esforço realizado pela Companhia no desenvolvimento de

uma oferta de qualidade e altamente competitiva teve uma

influência decisiva na melhora das tendências dos índices de

consumo. Assim, o MOU dos clientes de contrato voltaram a crescer

no quarto trimestre do ano, registrando para o conjunto do

ano de 2001 um crescimento do MOU interanual de 6%, encontrando-se

o MOU total da Companhia muito próximo à sua estabilização.

Em termos absolutos, nas redes da Companhia cursaram

ao longo de 2001 mais de 26.700 milhões de minutos de

comunicação, o que representa um crescimento de 28,2% relativamente

ao ano anterior. Por sua parte, o negócio de dados e

conteúdos tem cada vez maior importância dentre as comunicações

realizadas pelos clientes da Companhia. Em termos absolutos,

o total de mensagens curtas cursadas pela rede da TME, em

2001, superou os 6.300 milhões, ou seja, 177% a mais do que no

ano anterior, enquanto que a penetração do serviço alcançou, no

final de 2001, 56% da base. Esses dados contribuíram para que as

comunicações médias mensais de um cliente da Companhia

(CPC) fossem superadas em 21% com relação à cifra do ano anterior,

com uma participação dos SMS superior a 36% para o conjunto

do ano. Deve-se destacar o notável incremento nos fluxos

de tráfego relacionados com os Serviços de Valor Agregado e de

Conteúdos. Assim, do total de SMS cursado no último trimestre

de 2001, 38% estavam relacionados a este tipo de serviço e aplicações.

De forma conjunta, o total da receita faturada por serviços de

dados 15% mais alta que o faturamento final dos clientes durante

o quarto trimestre do ano, sendo que este tipo de receita

experimentou um crescimento de 114% no conjunto de 2001.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

Como conseqüência de todos os fatores comentados anteriormente,

ao longo de 2001, registraram-se melhorias generalizadas

na evolução dos indicadores de receita unitária por cliente.

Assim, o ARPU do quarto trimestre do ano voltou a apresentar

uma queda no comparativo anual inferior ao que apresentou o

ARPU do terceiro trimestre frente ao ARPU do mesmo período do

ano anterior, circunstância que vem se repetindo ao longo de

todo o ano 2001, e que fundamenta a esperança de inverter a

tendência decrescente no comparativo anual do ARPU, tão logo

que haja uma desaceleração do crescimento da base de clientes.

Além do bom comportamento dos principais números

comerciais e de administração, a TME realizou um importante

esforço na contenção de custos e no aproveitamento máximo

das economias de escala. Um claro exemplo disto, é a evolução

do SAC que a companhia experimentou, e que não a impediu de

participar ativamente no crescimento do mercado espanhol ao

longo do período, reforçando sua posição competitiva. Assim, o

SAC acumulado para o ano 2001 é 36% inferior ao dado do período

anterior. Isto manifesta o êxito do modelo comercial da TME

iniciado no primeiro trimestre do ano, cujo aspecto de maior

destaque foi a substituição do tradicional subsídio generalizado

de terminais por uma política seletiva de custos de captação.

Além disso, o valor dos recursos destinados pela companhia para

captação e fidelização calculado sobre a receita operacional

corrigida (receita operacional sem considerar as atividades de

fidelização que influem neste registro) diminuiu no total do ano

em 13 p.p. ante o ano 2000.

No mês de dezembro, introduziu-se um modelo centralizado

na administração de terminais, pela qual a TME passa a intermediar

ativamente no mercado de terminais em todas as ações de

captação e fidelização realizadas. Com isso, claras vantagens

competitivas foram obtidas, tanto em termos de preços de aquisição

de terminais quanto em termos de facilitar a transação

tecnológica de acordo com os interesses da TME. Porém, o desenvolvimento

deste modelo tem um aparente efeito negativo ao

provocar uma diminuição da margem EBITDA, devido ao forte

incremento que se produz pela venda de terminais com a margem

direta praticamente nula, mas que leva a fortes melhoras

nos custos de fidelização e captação que permitem alcançar

níveis absolutos de EBITDA superiores aos que se poderiam ser

obtidos sem a implementação deste modelo. Como efeito adicional,

é importante o crescimento da receita da venda de terminais

frente ao trimestre anterior, igualmente apreciável na comparação

entre os exercícios. Este efeito deverá ser levado em conta

nos próximos trimestres na hora de analisar a evolução da companhia.

Assim, a cifra acumulada da receita operacional em 2001 foi

de 5.736 milhões de euros, o que corresponde a um incremento

de 19,6% ante ao acumulado em dezembro de 2000.

O EBITDA acumulado em dezembro de 2001 alcançou os

2.816 milhões de euros, 57,3% maior que ao obtido no ano anterior,

sendo o EBITDA registrado no quarto trimestre de 2001,

superior em 60,4% ao obtido no mesmo período de 2000. Além

disso, há de se destacar que o crescimento anual do EBITDA

superou em 37 p.p. o crescimento registrado pela receita operacional

ao longo de 2001, com o que ficam evidentes os resultados

obtidos com as políticas de controle de gasto e otimização

no uso dos recursos da TME. A margem EBITDA sobre a receita

operacional no conjunto do exercício foi acima de 49%, maior em

12 p.p. que a do ano passado, o que deixa a TME como uma das

operadoras mais rentáveis da Europa.

Resto da Europa

O Group 3G, filial da Telefónica Móviles na Alemanha, lançou sua

oferta comercial dos serviços GSM/GPRS no final de novembro

de 2001, com a marca Quam, e com base no acordo comercial de

itinerância nacional (roaming) assinado em abril de 2001 com a

E-Plus, que permitiu o lançamento dos serviços GSM/GPRS com

caráter prévio ao desenvolvimento da rede de UMTS, cujo desdobramento

iniciar-se-á no segundo trimestre do ano, conforme o

acordo de compartilhamento de infraestruturas assinado com a

E-Plus.

Após as dificuldades iniciais de desenvolvimento da campanha

de lançamento por problemas técnicos de interconexão com

os principais operadores móveis na Alemanha, o Group 3G retomou

suas atividades comerciais a princípios do exercício 2002. A

operadora conta desde o princípio com uma completa oferta de

produtos e serviços plenamente operacionais, fruto da cooperação

com a Telefónica Móviles, e com uma estrutura inovadora de

tarifas para voz e dados. Ao final do ano 2001, o Group 3G contava

com uma ampla rede de distribuição, contando com 15 lojas

próprias e numerosos pontos de venda, fruto dos acordos assinados

com distintos distribuidores, incluindo a Debitel.

Na Itália, os sócios da Ipse 2000, o consórcio com participação

da Telefónica Móviles de 45,6% e adjudicatário de uma licença

de telefonia móvel UMTS, decidiram ao final de janeiro de

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

31


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

2002, aplicar um modelo de negócio baseado nas tecnologias e

serviços UMTS. A decisão adotada pelo Conselho de

Administração da IPSE 2000 foi determinada pelas atuais circunstâncias

do mercado em que se encontra a companhia. A

decisão de esperar o lançamento de serviços UMTS permite à

companhia continuar analisando os acordos de roaming e

compartilhamento de infraestruturas que possam significar

melhoras importantes no planejamento da IPSE 2000.

Entretanto, a companhia está revisando suas atividades e

estruturas para adequar-las às necessidades do novo modelo

de negócio. A companhia estabeleceu um orçamento para o

exercício 2002 ajustado ao seu novo modelo. Os acionistas da

IPSE 2000 acordaram que o financiamento da companhia se

realizará inicialmente por meio de empréstimos de acionistas.

Não obstante, o menor tamanho e atividade da companhia até

o lançamento comercial de suas operações limitarão as necessidades

de financiamento do projeto no curto prazo.

Na Áustria e na Suíça, continua-se a esperar para avançar

nas discussões dos acordos de roaming e de compartilhamento

de infraestruturas com outros operadores para avaliar a conveniência

do lançamento de operações comerciais.

Os resultados destas companhias em fase de lançamento e

sem receita no exercício 2001, no total registram um EBITDA

negativo de 90 milhões de euros, refletindo a consolidação global

de suas filiais na Alemanha, Áustria e Suíça no conjunto

anual e da IPSE 2000 nos nove primeiros meses do ano.

Marrocos

No final de dezembro de 2001, a base de clientes ativos da

Médi Telecom superava a cifra de 1,1 milhões, o que significa

que o número de clientes duplicou em relação a dezembro de

2000, superando amplamente as previsões iniciais da companhia,

e incrementando sua participação de mercado estimada

em 10 p.p., até alcançar 38%.

Em relação aos resultados econômicos da Médi Telecom, na

data de 14 de janeiro de 2002, o regulador Marroquino determinou

a forma de contabilizar a receita de terminação das

chamadas procedentes do operador dominante, o que obrigava

estabelecer uma provisão para ajustar o tal critério da receita

ganha por este conceito desde o início das operações da Medi

Telecom para que refletissem o delineamento inicial estabele-

32 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

cido pelo regulador. Se tal provisão fosse excluída, o EBITDA

acumulado no exercício seria positivo, o que significaria alcançar

o ponto de equilíbrio no segundo ano de operações da

companhia, de acordo com o que estava previsto.

América Latina

Durante o ano 2001, ano marcado pela desaceleração econômica

na região e uma importante depreciação de algumas moedas

latino-americanas em relação ao dólar, as operadoras do

grupo Telefónica Móviles adotaram diferentes iniciativas estratégicas

para adaptar-se ao novo ambiente de operações. Desta

maneira, levando-se em conta os fatores externos que ficam

fora do controle das companhias, os resultados obtidos pelas

filiais latino-americanas em moeda local são mais satisfatórios.

A base de clientes administrada pela Telefónica Móviles na

região em dezembro de 2001 cresceu para 11,9 milhões de

clientes, com incremento anual de 32%. Em termos trimestrais,

o ganho líquido obtido no quarto trimestre foi de 520.000

novos clientes, 25% superior ao do terceiro trimestre de 2001,

apesar da contração da base de clientes na Argentina.

Brasil

No final do ano 2001, as companhias administradas pela

Telefónica Móviles no Brasil – Tele Sudeste Celular, Celular CRT

e Tele Leste Celular – contavam com uma base total de clientes

ativos de 5,6 milhões de clientes, aumentando em 21,7% no

exercício 2001. No último trimestre do ano, registrou-se um

importante incremento da atividade comercial, típica do período

promocional de Natal, alcançando o maior ganho trimestral

do exercício, com mais de 336.000 novos clientes (+42% vs.

3T01).

Durante todo o exercício 2001, o segmento contrato mostrou

uma favorável evolução, com um crescimento de 3,4%

ante dezembro de 2000, em contraponto à tendência negativa

mostrada no exercício anterior, em função das iniciativas lançadas

pelas operadoras para aumentar a fidelidade de seus

clientes, destacando-se entre elas a introdução dos programas

de recompensas.

Do ponto de vista financeiro, a receita operacional conjunta

das operadoras que se consolidam globalmente, Tele Sudeste

Celular e Celular CRT, mostram um incremento anual de 10,4%


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

em moeda local. As maiores receitas geradas no exercício vêm

determinadas pelo incremento da base das operadoras (+22%

em conjunto), parcialmente minorado pelos menores ARPUs

registrados (-9,4% em moeda local). Apesar desta queda no

comparativo anual, deve-se assinalar a redução no ritmo de

queda do ARPU ao longo do ano, mantendo-se estável no último

trimestre. A evolução do ARPU é praticamente igual à

experimentada pelo MOU, cuja queda pode ser explicada principalmente

pela incorporação da base de novos clientes de prépago

com menores consumos unitários.

O EBITDA conjunto da Tele Sudeste Celular e da Celular CRT

em moeda local, e depois dos gastos administrativos, registra

um crescimento no comparativo anual de 7 p.p. superior à taxa

de crescimento da receita, situada na marca de 17,5%. A margem

EBITDA alcançou 37,2%, o que significa uma melhora de

mais de 2 p.p. ante o exercício 2000. A evolução destas variáveis

é especialmente significativa em um contexto de forte

depreciação do real em relação ao dólar, com impacto direto

nos custos dos terminais – e portanto, nos custos de captação

unitários (SAC) - que foram parcialmente compensados pelos

esforços das companhias para melhorar a eficiência operacional.

Em termos trimestrais, a margem EBITDA do quarto trimestre

do ano 2001 foi de 30,1% inferior ao trimestre anterior,

como conseqüência da maior atividade comercial anteriormente

citada e que compensa a queda do SAC observada durante

os últimos meses de 2001.

Em relação ao desenvolvimento da joint venture com a

Portugal Telecom, ao longo de 2001, ocorreram diferentes iniciativas

que permitiram uma rápida integração das operações

de ambas as companhias no Brasil tão logo sejam obtidas as

aprovações regulatórias necessárias para a constituição da

joint venture.

México

A base de clientes ativos da Telefónica Móviles México em

dezembro de 2001 aumentou para 1,2 milhões de clientes frente

a 1,1 milhões no final do terceiro trimestre do ano, o que significa

um crescimento trimestral de 9,9%, superando o ganho

líquido registrado neste último trimestre em mais de 150% à

obtida no terceiro trimestre do ano. Cabe ressaltar que os critérios

de contabilização da base da Telefónica Móviles México

são notavelmente mais rigorosos que os geralmente seguidos

no México.

Deve-se destacar a manutenção do peso do segmento contrato

sobre a base total, que representa 20,4%, apesar do maior

ganho líquido obtido no segmento pré-pago durante a campanha

de Natal. Assim, o segmento contrato representa 36%

do ganho líquido acumulado no ano.

Os esforços realizados pela companhia na área de fidelização

de clientes desde o início da administração da Telefónca

Móviles em março de 2001 e foram refletidas na clara melhora

nos índices de baixas (churn), que mantiveram a tendência

decrescente dos trimestres anteriores, reduzindo os valores de

churn em dezembro de 2001 em 3,4 p.p. ante os dados do princípio

do exercício.

Por outro lado, o lançamento comercial da marca

Telefónica Movistar no mês de outubro permitiu migrar e unificar

ordenadamente as quatro marcas existentes com antecedência

até chegar a uma marca única, melhorando o posicionamento

das quatro operadoras, que aproveitaram a campanha

de Natal para comunicar os atributos da marca, obtendo

resultados satisfatórios, como mostra a evolução do ganho

líquido.

A centralização e a homogeneização dos sistemas de informação

desde o início do ano 2002 significará mais um marco

das ações empreendidas pela companhia para melhorar a eficiência

operacional. Neste sentido, destaca-se a importante

melhora dos índices de produtividade alcançados no final do

ano após a racionalização da planta realizada desde a tomada

da administração das operadoras (-40%).

Em relação aos resultados financeiros das operadoras da

Telefónica Móviles no norte do México em moeda local correspondentes

al segundo semestre de 2001, deve-se ressaltar o

incremento da receita operacional do quarto trimestre em

relação ao terceiro (+17%). Esta evolução é explicada tanto pelo

crescimento da base de clientes como pelos maiores ARPUs

registrados no período (+8% em moeda local). Neste sentido

deve-se ressaltar que os ARPUs da Telefónica Móviles México

são os mais altos do mercado mexicano (280 pesos mexicanos

no final de 2001)

O aumento da receita no trimestre não foi repassado para

o EBITDA pela maior atividade comercial registrada no período

e o incremento do gasto publicitário – como conseqüência da

campanha de Natal e da implantação da marca única para

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

33


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

todas as operadoras. Como resultado, a margem EBITDA no

segundo trimestre do ano foi de 3,7%.

Argentina

No exercício 2001, a evolução operacional e financeira da TCP

foi marcada pelo ambiente macroeconômico do país. A desaceleração

no crescimento do mercado celular registrada ao

longo do exercício, mais acentuada a partir da segunda metade

do ano, resultou na contração do número de usuários de

telefonia móvel no país no último trimestre do ano finalizado

em dezembro, decrescendo a taxa de penetração do mercado

até os níveis alcançados no mês de março (19%). Esta tendência,

conseqüência da menor atividade comercial e de regularização

da base de pré-pago de algumas operadoras, refletiu-se

na base de clientes ativos da TCP, que no final do ano 2001 era

de 1,8 milhões de clientes, praticamente estável ante dezembro

de 2000. Não obstante, a TCP continua sendo o segundo

operador do mercado argentino pelo número de usuários, com

uma participação de mercado estimada em 25%. Ainda assim,

deve-se ressaltar que, apesar do agravamento da situação econômica

do país, no período outubro - dezembro de 2001, o tráfego

manteve-se nos mesmos níveis que o do trimestre anterior.

Ao longo do ano, a companhia desenvolveu diversas iniciativas

destinadas à adequação da sua estrutura de custos com

a realidade do ambiente operacional. Neste sentido, cabe destacar

a redução de custos de captação – tanto pela diminuição

dos subsídios de terminais, como pelas menores promoções de

tráfego – como as melhoras alcançadas na produtividade,

alcançando um índice de 1.430 conexões por empregado frente

a 930 no ano 2000. Por outro lado, deve-se ressaltar que a

inadimplência não se refletiu em variações significativas nos

últimos meses, graças ao peso do segmento pré-pago, que em

dezembro de 2001, representava 66% da base total de clientes

da TCP.

Em relação aos resultados financeiros da companhia em

moeda local no período janeiro - dezembro de 2001, a receita

operacional mostra uma queda anual de 9%, explicado principalmente

pelo menor tráfego ocorrido no conjunto do ano, a

redução dos preços de terminação das chamadas e as menores

vendas de terminais. Em termos trimestrais, a receita do

quarto trimestre do ano reduziu-se 7,4% em relação ao trimes-

34 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

tre anterior, como conseqüência principalmente da paralisação

na base de clientes. Deve-se ressaltar que as receitas derivadas

da prestação do serviço de comunicações móveis mantiveram

os mesmos níveis que no terceiro trimestre do ano, assinalados

pelo incremento das vendas de tráfego de pré-pago.

Em relação à evolução dos gastos operacionais, no conjunto

do ano, houve uma forte redução, superior a 30% em moeda

local. Em termos trimestrais, os gastos operacionais do quarto

trimestre diminuíram 66,2% em relação ao mesmo período de

2001. A diminuição dos custos é fruto tanto do esforço de contenção

de custos iniciado pela companhia como pelo menor

ritmo de ativações, destacando a redução dos custos com pessoal,

o menor investimento publicitário e os menores custos

de rede.

Como resultado da evolução da receita e a forte contenção

de custos, o EBITDA da TCP no ano 2001 mostra uma queda

ligeiramente superior a 1% em moeda local, conseqüência da

redução da receita, situando-se como porcentagem da receita

na marca de 15%, mais de 1 p.p. superior ao alcançado em

dezembro de 2000.

Perú

A Telefónica Móviles Perú encerrou o ano 2001 com uma base

de clientes ativos de 1.087.152, o que significa um crescimento

anual de 21,0%, com um incremento do ganho líquido de 7%

no último trimestre do ano em relação ao trimestre anterior.

No conjunto do ano, a Telefónica Móviles Peru manteve sua

liderança no mercado peruano, com uma participação de mercado

estimada de 61,9% e uma participação de ganho líquido

de 39,7%, apesar do aumento do número de competidores

desde o início do exercício.

O segmento pré-pago no final de 2001 representava 79,4%

da base de clientes (+3,5 p.p. ante o fim do ano 2000). Não

obstante, é importante assinalar a evolução positiva do segmento

contrato, que nos últimos três meses registrou um

aumento de 6,7% em relação ao trimestre anterior, mostrando

um crescimento de 3,5% no conjunto do ano.

Durante o último trimestre de 2001, a oferta de produtos e

serviços para o segmento corporativo continuou ampliando, o

que permitiu reforçar a posição competitiva da companhia

neste segmento de mercado, obtendo-se como resultado um


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

incremento de 66% no número de conexões de clientes corporativos.

Ainda, intensificaram-se as campanhas de fidelização,

permitindo obter uma significativa redução das baixas, especialmente

na modalidade de contrato.

Em relação aos resultados econômicos, a receita operacional

em dólares mostrou um crescimento anual de 8,5% ante o

ano 2000, derivado fundamentalmente do crescimento da

base, que compensa os menores ARPUs registrados no exercício

pelo efeito da troca no mix de clientes e as reduções de preços

pela maior pressão competitiva. Não obstante, deve-se assinalar

a positiva evolução do ARPU no último trimestre do ano, que

mostra um ligeiro crescimento em relação ao trimestre anterior.

O forte incremento da atividade comercial no ano 2001,

com um importante esforço em marketing, vendas e fidelização

de clientes para fazer frente à maior pressão competitiva, refletiu-se

na margem EBITDA, que no conjunto do ano foi de 32,3%,

ligeiramente abaixo da alcançada no ano 2000. Não obstante, é

notável a clara tendência de melhora da margem desde o início

do ano. Assim, a margem EBITDA do quarto trimestre de 2001

foi de 34,1% frente a 28,1% registrada no primeiro trimestre do

ano, apesar do maior ganho líquido obtido no último trimestre,

que supera em mais de 2,5 vezes a do período janeiro - março

de 2001. Em termos absolutos, o EBITDA da companhia no ano

2001, em dólares, reduziu-se 3,6% devido aos esforços comerciais.

Chile

A Telefónica Móvil, companhia filial da Telefónica CTC Chile e

administrada pela Telefónica Móviles, encerrou o ano 2001 com

uma base de 1,6 milhões de clientes ativos, mostrando um crescimento

anual de 28,2%.

Na vertente financeira, deve-se destacar a favorável evolução

da margem EBITDA administrada, que alcançou 29% no

quarto trimestre de 2001, frente a 10% no mesmo período do

ano anterior e 38% no terceiro trimestre de 2001. A evolução no

quarto trimestre em relação ao terceiro foi determinada pelo

incremento do ganho líquido (+38%).

Guatemala e El Salvador

Ao final do ano 2001, as operadoras da Telefónica Móviles na

Guatemala e em El Salvador contavam conjuntamente com

uma base de 395.397 clientes ativos, registrando um incremento

anual de 6%, em linha com os moderados crescimentos

experimentados pelos mercados de telefonia móvel em ambos

os países.

A receita operacional gerada pelas duas filiais da Telefónica

Móviles nesta região, em euros, mostrou um crescimento de 3%

em relação a 2000.

O EBITDA conjunto cresceu para 26,8 milhões de euros,

sendo que ambas as companhias obtiveram EBITDAs positivos.

A margem EBITDA para o conjunto do ano 2001 alcançou 13,5%,

mostrando uma importante melhora em relação ao início do

ano, quando o EBITDA destas operadoras chegou a ser negativo

pela conjuntura econômica de ambos os países.

Negócios Horizontais

No mês de dezembro, a Terra Móbile anunciou a reorientação

de seu modelo de negócio para a evolução tecnológica da telefonia

móvel, que se traduzirá em uma significativa redução de

custos, um maior aproveitamento das sinergias e a concentração

das atividades nos mercados mais significativos (Espanha,

Alemanha e Reino Unido). Tudo isso significa reduzir de forma

negociada mais de 50% da sua força de trabalho para adequar

seu tamanho ao novo ambiente, processo que foi finalizado

satisfatoriamente no exercício 2001.

A Terra Mobile finalizou o exercício 2001 com mais de 5,8

milhões de usuários registrados, o que significa um crescimento

de 98% desde dezembro de 2000.

Como resultado das mudanças na composição acionária da

Terra Móbile, esta companhia passou a consolidar-se por integração

global a partir do quarto trimestre do ano, registrando

um EBITDA negativo de 15,9 milhões de euros no período. A

companhia estima que, como conseqüência de seu novo modelo

de negócio, os prejuízos esperados para o ano 2002 serão significativamente

inferiores.

Após a interrupção das atividades na Escandinávia, no quarto

trimestre do ano 2001, procedeu-se a reorganização parcial

do ágio consolidado derivado da aquisição da Iobox, na parte

proporcional dos ativos nesta região, pelo montante de 3,3 milhões

de euros.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

35


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

Em relação aos demais negócios horizontais e às demais

companhias que os integram, Mobipay España, Mobipay

Internacional e m-Solutions, os resultados registrados no ano

Grupo Telefónica Móviles

Dados Operacionais

Dados não auditados

T Móviles España

Celular CRT

TeleSudeste Celular

TeleLeste Celular

TCP Argentina

T Móviles Perú

TEM El Salvador

TEM Guatemala

NewCom Wireless Puerto Rico (2)

Telefónica Móviles México

Medi Telecom

Telefónica Móvil Chile (3)

Quam

Total

36 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2001, tanto em termos de receita como de EBITDA, não foram

significativos e nem tiveram impacto material.

Dezembro - 2001

16.793

1.785

3.028

822

1.794

1.087

239

157

187

1.212

1.113

1.570

8

29.794

(1) Linhas ponderadas pela participação econômica do grupo Telefónica em cada uma das companhias.

(2) Administrada pela TEM

(3) Administrada pela TEM, com participação no Grupo Telefónica

CLIENTES CELULARES

% Var

01/00

22,9

22,9

21,0

21,9

2,1

21,0

3,7

10,3

25,3

n.s

116,0

28,2

n.s.

28,3

(Mil)

Ponderados (1)

15.568

632

2.302

82

1.629

978

102

74

-

1.124

315

685

0

23.490


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

Grupo Telefónica Móviles: Controladas

Dados Selecionados

Dados não auditados

Clientes Europa e Bacia Mediterrânea

Contrato

Pré-pago

Clientes Latinoamérica (1)

Contrato

Pré-pago

Minutos totais (milhões) (2)

17.914

5.369

12.537

10.124

3.255

6.869

37.244

14.184

4.788

9.396

7.656

3.007

4.649

29.407

(1) Inclui somente as empresas com participação da Telefónica Móviles

(2) Dados acumulados Janeiro-Dezembro dos minutos "air time" das operadoras que são integralmente consolidadas na TEM

Telefónica Móviles España

Dados Selecionados

Dados não auditados

Clientes de Telefonía Celular

Contrato

Pré-pago

Lucro líquido (a)

Contrato

Pré-pago

Penetração TME (b)

Milhões de minutos "air time" (a)

Empregados

(a) Dados acumulados Janeiro-Dezembro

(b) Usuários da Telefonía Móvil TME / 100 habitantes

Janeiro-Dezembro

2001 2000

Janeiro-Dezembro

2001 2000

16.793

5.299

11.494

3.124

533

2.592

40,5%

26.735

4.372

13.669

4.767

8.902

4.617

1.220

3.397

32,4%

21.013

3.982

(Mil)

% Var.

26,3

12,1

33,4

32,2

8,2

47,7

26,7

(Mil)

% Var.

22,9

11,2

29,1

(32,3)

(56,4)

(23,7)

8,1 p.p.

28,2

9,8

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

37


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

Grupo Telefónica Móviles

Dados Financeiros Selecionados

Dados não auditados

Telefónica Móviles España

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Compañías brasileñas (1)

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Telefónica Móviles México (2)

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

TCP Argentina (3)

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

Telefónica Móviles Perú

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

T. Móviles Guatemala y El Salvador

Receitas operacionais

EBITDA

Margem EBITDA

38 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Janeiro-Dezembro

2001 2000

5.736,0

2.816,3

49,1%

1.206,1

448,4

37,2%

279,4

10,4

3,7%

724,9

109,0

15,0%

276,7

89,3

32,3%

198,9

26,6

13,4%

(1) TeleSudeste Celular e CRT Celular

(2) Contempla período julho-dezembro

(3) Os dados de TCP Argentina correspondem ao período de janeiro-dezembro de 2001.

4.796,5

1.790,6

37,3%

1.359,1

475,1

35,0%

n.a.

n.a.

n.a.

773,7

107,2

13,9%

247,5

89,9

36,3%

193,8

25,0

12,9%

(Milhões de euros)

% Var.

19,6

57,3

11,8 p.p.

(11,3)

(5,6)

2,2 p.p.

n.s.

n.s.

n.s.

(6,3)

1,7

1 p.p.

11,8

(0,7)

(4,1 p.p.)

2,6

6,1

0,4 p.p.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Móviles

Negócio de Telefonia Móvil

Grupo Telefónica Móviles

Grupo Telefónica Móviles

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

Janeiro-Dezembro

2001 2000

8.411,1

128,6

(5.029,4)

(176,5)

3.333,7

(1.258,2)

2.075,5

(119,2)

(328,1)

(53,8)

(100,7)

1.473,8

(628,8)

845,0

48,4

893,4

7.401,2

137,1

(4.942,6)

(144,3)

2.451,4

(1.039,5)

1.412,0

(97,0)

(296,1)

(29,5)

(58,2)

931,3

(320,0)

611,3

(20,6)

590,7

13,6

(6,2)

1,8

22,3

36,0

21,0

47,0

22,9

10,8

82,6

73,1

58,3

96,5

38,2

c.s.

51,2

2.242,6

45,0

(1.424,3)

(58,9)

804,4

(312,6)

491,8

(23,2)

(91,5)

(23,4)

(22,8)

330,9

(133,4)

197,5

25,7

223,2

1.925,9

89,7

(1.404,5)

(26,8)

584,3

(297,1)

287,3

(28,9)

(76,2)

(7,7)

(49,5)

124,9

(30,9)

94,0

9,5

103,5

16,4

(49,8)

1,4

119,8

(1) Inclui obras em andamento

Nota: Os resultados do exercício de 2000 incluem somente a telefonia fixa do gupo Telefónica Móviles a partir de 1 de janeiro e toda a

participação adquirida depois das ofertas públicas realizadas durante 2000. A Telefónica Móviles México somente é consolidada a

partir de julho de 2001

% Var.

Outobro-Dezembro

2001 2000 % Var.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

37,7

5,2

71,2

(19,9)

20,1

205,0

(54,1)

164,9

331,4

110,2

170,0

115,7

39


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Data

Negócio de Dados

Grupo Telefónica Data

Ao longo do ano 2001, o Grupo Telefónica Data consolidou sua

presença internacional, tendo completado a segregação de sua

linha de negócio de atenção a empresas das operadoras incumbentes

de telefonia fixa no Brasil, Argentina, Perú e Chile. Este é

também o primeiro exercício em que se consolidam doze

meses de operações nos mercados de expansão como “carriers”

alternativos na América na Europa.

Como resultado deste processo de expansão, Telefónica

Data alcançou uma cifra de receitas operacionais de 1.849,7

milhões de euros, o que representa um crescimento de 64,6%

com relação às receitas do mesmo período do exercício anterior.

É notável a importância crescente nas receitas dos serviços

com maior margem (Internet, Hosting y Soluciones IP), que ao

final do quarto trimestre se situavam já em 48% das receitas

totais.

O EBITDA consolidado do grupo alcançou a cifra de 23,6

milhões de euros, o que significa uma queda de 68,5% com

relação ao exercício de 2000. Por sua vez, a margem EBITDA se

situa nos 1,3%. Esta evolução se explica, principalmente, pelo

custo associado à consolidação e colocação em funcionamento

das operadoras em mercados em expansão, pela difícil conjuntura

econômica e sua influência sobre a decisão de investimentos

tecnológicos por parte das corporações, assim como pelas

menores receitas procedentes de Serviços Internacionais, devido

ao menor volume de tráfego internacional IP com relação ao

esperado e pela evolução decrescente de preços.

Por último, é necessário ressaltar que como resultado da

aquisição em janeiro de 2001, executando uns acordos alcançados

em maio de 2000, da sociedade alemã Mediaways, e como

conseqüência da análise efetuada sobre a recuperabilidade de

seu ágio, se realizou durante o último trimestre do exercício um

ajuste no valor de 249 milhões de euros.

Mercados Incumbentes

As receitas procedentes dos países de onde o Grupo Telefónica

está presente nos serviços de telefonia fixa como operador

incumbente (na Espanha, Brasil, Argentina, Chile e Perú), alcançaram

os 1.227,8 milhões de euros, o que representa um crescimento

de 23% com relação ao mesmo período do exercício

anterior. Deve-se destacar a qualidade destas receitas, já que

provêem do mercado de dados de clientes finais.

40 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Na Espanha, as receitas operacionais no ano de 2001 alcançaram

os 797,2 milhões de euros, 14,1% a mais que no ano 2000.

As receitas procedentes dos serviços de Hosting já representam

cerca de 3% das receitas totais, que somados às receitas procedentes

dos serviços de Internet e os prestados por Telefónica

Sistemas na Espanha equivalem a cerca de 38% das receitas

totais.

O EBITDA alcançou os 155,5 milhões de euros, o que representa

um crescimento de 0,6% com relação ao exercício de

2000. Enquanto à margem EBITDA, se situou em 19,5%, 2,6 p.p.

inferior ao publicado no exercício de 2000, o que se deve, pelo

lado das receitas, pela maturidade do negócio e pelo lado dos

custos, principalmente, pela reestruturação das unidades de

atenção comercial direta para Grandes Clientes y de desenvolvimento

de novos serviços.

Na América, as receitas procedentes destes quatro países,

no ano de 2001, totalizaram 430,6 milhões de euros, o que

representa 42,3% de crescimento com relação ao exercício de

2000.

Com relação ao EBITDA, se elevou a 30,6 milhões de euros,

105,5% a mais que no mesmo período do exercício anterior,

melhorando-se a margem sobre receitas de 5% a 7%.

É especialmente notável na região da América Latina a

positiva evolução que houve nas operações no Brasil, com um

crescimento de suas receitas em mais de 102%, alcançando os

128,8 milhões de euros e obtendo uma margem EBITDA positiva

de 3,7% frente à margem negativa de 3,5% do exercício anterior.

A consolidação da Telefónica Data Brasil como o principal provedor

de serviços de comunicação a empresas no estado de São

Paulo, combinado com o incremento das receitas procedentes

de serviços de valor adicionado (30% procedentes de IP, Hosting

y soluções frente aos 12% do ano anterior) constituem um bom

ponto de partida em sua estratégia de expansão de suas operações

ao resto do país, usufruindo da capilaridade das redes de

Emergia e Banco Itaú (rede adquirida durante o exercício de

2001).

No que se refere à Argentina, apesar da recessão econômica

e da paralisação comercial derivada desta situação, Telefónica

Data Argentina alcançou uma receita de 170,9 milhões de

euros, o que significa um crescimento de 36% com relação ao

exercício de 2000. Com relação ao EBITDA se obteve uma mar-


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Data

Negócio de Dados

Grupo Telefónica Data

gem positiva de 6,3%, frente à margem negativa de 4% do

exercício anterior. No resultado de 2001 e com critério conservador,

já se reconhecem os efeitos da desvalorização monetária

ocorrida no começo de 2002.

Mercados em expansão

Nos países em que Telefónica Data entrou como “carrier” alternativo,

tanto na América como na Europa, as receitas obtidas

no exercício de 2001 totalizaram 642 milhões de euros representando

mais de 34% das vendas totais de operações do

Grupo Telefónica Data.

Na Europa, onde se presta um portfólio global de serviços a

todos os segmentos de empresas, ao longo do exercício de

2001 têm-se feito um empenho especial no segmento

Pyme/Soho, de alto crescimento. As receitas na Europa, excluindo

Espanha (Alemanha, Áustria, Itália e Reino Unido) alcançaram

os 598,2 milhões de euros, sendo as principais contribuintes

as atividades na Alemanha e Itália.

A margem EBITDA nos mercados de expansão na Europa

foi de –5,4% como conseqüência do esforço econômico necessário

para consolidar a expansão da rede, o lançamento de

novos serviços e a captação de clientes.

Na Alemanha, as receitas de mediaWays alcançaram os

436 milhões de euros, incluindo-se as receitas procedentes dos

serviços de banda estreita prestados no Reino Unido a partir de

Junho de 2001, o que significa um crescimento de 37% com

relação aos obtidos no exercício de 2000 (quando ainda não

pertencia ao Grupo Telefónica Data).

Na Itália, se completou a cobertura geográfica do país,

alcançando-se uma receita de 140 milhões de euros no exercício,

e mostrando uma tendência claramente crescente em

volume (a receita de dezembro dobrou a obtida em janeiro). Ao

mesmo tempo, os serviços de valor agregado cresceram em

importância sobre o total de receitas gerados no país, situando-se

em 36% das receitas totais.

É necessário mencionar quanto ao desdobramento da rede

na Europa, que ao final do exercício, a Telefónica Data contava

com mais de 302.000 conexões entre comutadas e dedicadas,

mais de 19.000 linhas de ADSL e 410 pontos de presença

(Pops).

Quanto aos países na América, a Telefónica Data opera

como um novo entrante na Colômbia, México, Uruguai e Porto

Rico, e possui em Miami, USA, seu maior data center. As receitas

acumuladas procedentes destes países, ao final do exercício,

alcançaram 43,8 milhões de euros, um aumento de 82% às

obtidas no exercício passado.

A contribuição negativa ao EBITDA do grupo procedente

deste mercado, totalizou 30,2 milhões de euros, o que foi produto,

do início das atividades, do esforço econômico gerado

para captar novos clientes, a evolução negativa das companhias

de Internet e a menor atividade econômica dos USA.

Quanto à expansão da rede nos novos mercados na

América, ao final do exercício de 2001 alcançaram um total de

76 pontos de presença (Pops), 1.078 portas comutadas e 8.450

portas dedicadas.

Rede Internacional

Durante o exercício 2001, realizou-se um importante esforço no

desdobramento da rede internacional. Assim, ao final do exercício,

alcançou um total de 29 pontos de presença (Pops) em 17

países que permitem à Telefónica Data, junto com a conectividade

de rede que a Telefónica fornece, dar serviços a empresas

multinacionais dentro e entre as regiões da Europa e América

Latina.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

41


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Telefónica Data

Negócio de Dados

Grupo Telefónica Data

Grupo Telefónica Data

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

42 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2001

Janeiro-Dezembro

2000 % Var.

1.849,7

21,1

(1.841,6)

(5,7)

23,6

(189,8)

(166,2)

(5,0)

(58,7)

(101,3)

(272,8)

(604,1)

56,2

(547,9)

61,7

(486,2)

1.123,7

36,1

(1.077,5)

(7,3)

75,0

(91,0)

(16,0)

(1,1)

(10,7)

(6,1)

(23,7)

(57,6)

1,2

(56,5)

7,3

(49,1)

64,6

(41,4)

70,9

(22,6)

(68,5)

108,5

935,8

369,3

448,6

n.s.

n.s.

n.s

n.s.

n.s.

n.s.

n.s.

2001

Outobro-Dezembro

2000 % Var.

484,2

12,2

(504,1)

(1,6)

(9,2)

(54,9)

(64,1)

(5,7)

(22,4)

(37,9)

(272,1)

(402,2)

45,5

(356,7)

17,4

(339,3)

302,0

30,1

(330,3)

(1,2)

0,5

(19,8)

(19,2)

(2,2)

(8,2)

(2,2)

(27,9)

(1) Inclui obras em andamento

Nota: As cifras de 2000 foram reelaboradas para inlcuir a ETI e a Telefónica Sistemas, que antes estavan na Telefónica Intercontinental

e no Grupo Telefónica de España respectivamente. Ademais, foram inclusos todos os ativos de Dados das companhias do GRupo

Telefónica, porém, não foi consolidadado o negócio ISP de Telefónica Data tanto en 2000 quanto em 2001

(59,7)

11,5

(48,2)

0,3

(47,9)

60,4

(59,3)

52,6

36,0

c.s.

177,9

233,7

158,1

173,5

n.s.

n.s.

573,7

297,5

639,2

n.s.

607,7


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Admira Media

Negócio de Media

Grupo Admira Media

Durante o exercício 2001, o Grupo Telefónica Media passou a

denominar-se Grupo Admira Media, com a finalidade de favorecer

a consolidação de uma identidade e cultura de grupo,

posicionando-se no mercado como líder na criação, empacotamento

e distribuição de conteúdos em mídias tradicionais e

multiplataforma.

A análise dos resultados do exercício 2001 do Grupo

Admira Media vem condicionado, tal e como vem se destacando

ao longo do exercício, por dois fatores claramente diferenciados:

a mudança experimentada no perímetro de consolidação

ao longo do exercício 2000 e a crise dos mercados publicitários

e da economia Argentina.

Em relação à mudança no perímetro de consolidação, destaca-se

a incorporação da ATCO, ao aumentar a participação,

durante o exercício, de 26,8% para 100%, passando a ser consolidada

pelo método da integração global desde maio de 2000,

assim como a entrada da Endemol, consolidada por integração

global desde agosto de 2000. Durante o último trimestre do

exercício, entretanto, os dados são homogêneos. A integração

das companhias mencionadas anteriormente constituiu-se em

uma mudança muito importante no perfil das receitas e EBIT-

DA consolidados do Grupo Admira.

Em relação ao segundo dos fatores, é necessário ressaltar

que as contas da Admira Media foram afetadas, por um lado,

pela desaceleração econômica dos principais países ocidentais,

o que significou queda das receitas procedentes do mercado

publicitário e, por outro lado, pela grave crise econômica que

vive a Argentina, o que afetou a administração dos ativos de

propriedade do Grupo existentes naquele país.

Adicionalmente, o impacto da desvalorização do peso em relação

ao dólar ocorrido durante os primeiros dias de janeiro –

contabilizando 1 euro = 1,5149 pesos (1 dólar = 1,7 pesos), em

linha com as recomendações mais prudentes emitidas pela

ICAC, recolhida nas contas do Grupo Admira na rubrica

Resultados Financeiros, elevando-se para 17,6 milhões de euros.

Durante o exercício 2001, o Grupo Admira Media obteve

uma receita consolidada de 1.403,1 milhões de euros, o que

quase significa duplicar a cifra da receita obtida pelo Grupo no

mesmo período do exercício anterior. Esta evolução das receitas,

junto com o crescimento mais moderado dos gastos, permitiu

que o EBITDA consolidado do Grupo ao final de 2001

fosse de 152,5 milhões de euros, comparado ao EBITDA de 13,6

milhões de euros alcançados no exercício anterior. O quarto trimestre

do exercício significou a consolidação da tendência de

geração de EBITDA positivo, iniciada no último trimestre de

2000, ao totalizar 70,3 milhões de euros frente aos 37,4 milhões

de euros do mesmo período do exercício anterior, sem sofrer

efeito algum da mudança de perímetro, o que mostra a eficiência

da administração.

É importante destacar que esta evolução foi obtida em

uma conjuntura econômica muito adversa, que teve seu reflexo

na queda experimentada pelo mercado publicitário desde o

começo do exercício, e que se viu agravada a partir dos atentados

de 11 de setembro passado. A queda experimentada pelo

mercado publicitário provocou em um lado, uma diminuição

das receitas geradas pelas televisões que formam parte do

Grupo Admira y, por outra, uma diminuição das produções para

televisão, uma vez que as empresas que exploram este negócio

pressionam, valendo-se da conjuntura, para conseguir uma

diminuição de preço dos programas.

Pela primeira vez na história do Grupo, o resultado operacional

ao final do exercício é positivo, ao totalizar 77,1 milhões

de euros, comparado aos 35,2 milhões de euros com que se

finalizou no exercício anterior.

Negócio de Conteúdo

Endemol

O exercício 2001 significou a consagração da Endemol como

líder mundial na criação de conteúdo de entretenimento, graças

ao êxito obtido por alguns de seus programas (Gran

Hermano, Operación Triunfo,…). Atualmente, conta com mais de

400 programas que são distribuídos para mais de 20 países,

cujo principal foco de atividade é a Europa, onde seus principais

mercados são Holanda, Espanha, França, Reino Unido,

Itália e Alemanha.

No que se refere a sua expansão internacional, a Endemol

continuou com sua atividade ao longo do exercício com a finalidade

de tornar-se líder naqueles países que constituem no

mercado natural do Grupo Telefónica nos quais ainda não estava

presente. Nesse sentido, merecem destaque os acordos a

que se chegou com dois dos grupos de mídia mais importantes

da América Latina, TV Globo no Brasil e Grupo Televisa no

México, para criar companhias conjuntas dedicadas à produção

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

43


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Admira Media

Negócio de Media

Grupo Admira Media

de conteúdos para sua distribuição naqueles países, assim

como para a compra e distribuição de programas da Endemol

já existentes. Com estes acordos, a presença da Endemol na

América Latina aumenta de forma substancial.

Do ponto de vista financeiro, durante o exercício 2001, as

receitas consolidadas da Endemol alcançaram 914,3 milhões

de euros, o que significa um crescimento de 62,8% em relação

ao exercício anterior. Este crescimento, que se manteve no

mesmo nível que o publicado no terceiro trimestre do exercício,

pode ser considerado muito positivo, levando-se em conta

o difícil ambiente macroeconômico e a mencionada queda do

mercado publicitário nos principais países em que a companhia

está presente.

Como resultado da positiva evolução das receitas, o EBIT-

DA acumulado do exercício alcançou os 150,7 milhões de

euros, o que significa um crescimento de 51,1% ante o exercício

anterior.

Negócio de Televisão Aberta e Rádio

Antena 3

A Antena 3 teve a administração condicionada ao longo do

exercício 2001 por dois fatores claramente diferenciados. Por

um lado, a queda do mercado publicitário durante o ano, que

acumulou uma queda no comparativo anual de 8% e, por

outro, a agressiva estratégia adotada pela TVE, que consistiu

em aumentar o tempo destinado aos espaços publicitários, o

que levou a uma significativa redução dos preços com a finalidade

de aumentar participação de mercado.

Neste contexto, a Antena 3 ofereceu uma grade de programação

de qualidade e diferenciada em relação ao resto dos

competidores que o permitiu manter a melhor relação entre

participação de mercado publicitário e índice de audiência,

objetivo que foi conquistado ao alcançar no final do quarto

trimestre um índice entre ambas as participações de 1,34 frente

ao 1,30 do mesmo período do exercício anterior.

Em termos audiência, a Antena 3 TV foi o terceiro canal

mais visto com participação de 20,5%, atrás da TVE-1 e Tele5

(24,7% e 21,0%, respectivamente), 1 p.p. inferior à registrada no

mesmo período do exercício anterior, ainda que reduzindo a

44 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

diferença em relação à Tele5, que acumula uma perda no

mesmo período de 1,3 p.p.

Apesar destes esforços, as receitas geradas pela Antena 3

foram afetadas pela situação, finalizando o exercício com uma

cifra de 532,4 milhões de euros, o que significa um decréscimo

de 11,3% ante o mesmo período do exercício anterior.

Esta redução de receitas, junto com a escassa elasticidade

dos custos operacionais, provocou uma redução do EBITDA ao

final do período de 42,7% ante o exercício 2000, totalizando

112,2 milhões de euros.

Durante os próximos trimestres, a estratégia da Antena 3

continuará centrada em oferecer uma programação baseada

na qualidade dos conteúdos no horário nobre (prime time),

enfatizando-se especialmente nos conteúdos de produção

própria, e conteúdos de menor custo e repetições de programas

de produção própria em outros horários (non prime time),

que permitirão melhorar os índices de audiência e reforçar a

posição competitiva da companhia.

ATCO

A queda que estava acumulada no mercado publicitário

Argentino durante os nove primeiros meses do exercício

aumentou no quarto trimestre pelo agravamento da crise econômica

do país. Esta instabilidade fez com que o deterioramento

do mercado publicitário alcançasse seu ponto máximo

em dezembro com uma queda de 51% ante o mesmo mês do

exercício anterior.

Em termos de participação de mercado publicitário, a

Telefé continua sendo o canal líder ao alcançar uma participação

de 43%. Os níveis alcançados pelo canal têm seu fundamento

no índice médio de audiência obtido para o período,

que se elevou para 40,6%, 15,1 p.p. acima de seu concorrente

mais próximo, o Canal 13, e 2 p.p. acima do índice que tinha o

próprio canal no mesmo período do exercício anterior.

Apesar do comportamento positivo do canal sob o ponto

de vista operacional, a crise existente no país impediu que a

eficaz administração operacional aparecesse nos resultados

financeiros da companhia. Ainda assim, as receitas operacionais

totalizaram 237,3 milhões de euros no final do exercício, o


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Admira Media

Negócio de Media

Grupo Admira Media

que significa uma queda de 23,6% em moeda local ante o

mesmo período do exercício anterior. A queda das receitas não

pode ser totalmente compensada pela redução dos gastos

apesar do esforço realizado. A queda dos gastos, 25% inferiores

ao do exercício 2000, ocorreu como resultado do estabelecimento

de políticas de controle ainda mais restritivas aplicadas

durante o quarto trimestre, como medida para fazer frente à

difícil situação existente no país.

Como resultado da evolução das receitas e despesas, o

EBITDA do exercício foi de 2,1 milhões de euros negativos, o

que representa uma melhora ante os 4,4 milhões de euros

negativos que foram obtidos em 2000.

Onda Cero Radio

Igualmente ao que ocorre com o mercado de televisão aberta,

o mercado de rádio Espanhol foi influenciado ao longo de todo

o exercício 2001, ainda que em menor proporção, pela queda

do mercado publicitário na Espanha e pela agressiva estratégia

adotada pela TVE. Assim, o mercado publicitário de rádio

apresentou uma diminuição de 2% no comparativo anual frente

a umas previsões iniciais de crescimento de 4%.

Independentemente da situação do mercado, é necessário

destacar o excelente comportamento da Onda Cero ao longo

do exercício em termos de audiência, consolidando-se como a

segunda opção nacional no mercado radiofônico, com mais de

2.771.000 ouvintes, 18,2% a mais que no final de 2000. Este

crescimento foi conquistado graças à atrativa oferta da estação

que, atualmente, conta com algumas das estrelas mais

importantes do panorama radiofônico espanhol.

O crescimento no número de ouvintes permitiu à Onda

Cero dar um salto quantitativo muito importante em termos

de receitas, totalizando 70,8 milhões de euros, o que significa

um crescimento de 28,1% ante o exercício 2000. Este crescimento

das receitas, traduziu-se em uma melhora do EBITDA

do exercício, ao alcançar a cifra de 5,9 milhões de euros negativos,

comparada com os 15,1 milhões de euros negativos do

mesmo período do exercício anterior.

Convém destacar que ao longo do exercício, a Onda Cero

seguiu aumentando sua rede de emissoras graças aos acordos

com a Radio Blanca e a Radio España.

Negócio de Televisão Paga e

Distribuição

Via Digital

Ao longo do exercício 2001, as principais emissoras de televisão

pagas na Espanha, adotaram uma clara estratégia de guerra

para obter crescimento de participação de mercado, com

campanhas promocionais agressivas de captação de clientes

que afetaram os resultados financeiros das companhias. Este

fato foi se agravando durante todo o exercício pelo problema

ainda não resolvido, que sofre o Canal Satélite Digital, com a

pirataria de cartões.

Neste contexto, a Vía Digital finalizou o exercício com um

ganho líquido de 173.320 assinantes, totalizando a base de

clientes em 806.379 assinantes, o que significa um crescimento

no comparativo anual de 27,4%. Levando em conta o tamanho

do mercado espanhol de televisões pagas, a participação de

mercado que teria a Vía Digital seria de 27,4%.

Do ponto de vista financeiro, as receitas por operações

totalizaram 272,3 milhões de euros, o que significa um crescimento

de 27,8% ante o exercício anterior. Estas receitas, entretanto,

deveriam apresentar um crescimento importante

durante o exercício 2002 como resultado da ampliação da

base de clientes conseguida.

Pelo lado das despesas, o esforço realizado durante todo o

exercício permitiu que as despesas operacionais crescessem

somente 4,5%.

Como resultado da evolução das receitas e das despesas, o

EBITDA apresentou uma melhora de 12,1% ante o exercício

2000, apresentando prejuízo de 262,7 milhões de euros frente

aos 299 milhões negativos do exercício 2000.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

45


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Admira Media

Negócio de Media

Grupo Admira Media

Grupo Admira Media

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Antena3 TV

Via Digital

Outras

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

(1) Inclui obras em andamento

46 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

2001

Janeiro-Dezembro

2000 % Var.

1.403,1

0,3

(1.258,0)

7,1

152,5

(75,4)

77,1

(184,5)

22,8

(162,6)

(44,7)

(113,6)

(114,8)

(69,6)

(405,4)

58,0

(347,4)

0,2

(347,3)

723,9

0,3

(709,0)

(1,5)

13,6

(48,8)

(35,2)

(86,1)

56,9

(123,4)

(19,6)

(79,4)

(93,8)

(606,5)

(901,1)

221,5

(679,6)

52,2

(627,4)

93,8

20,5

77,4

c.s.

n.s.

54,5

c.s.

114,3

(60,0)

31,7

127,8

43,0

22,4

(88,5)

(55,0)

(73,8)

(48,9)

n.s.

(44,7)

2001

Outobro-Dezembro

2000 % Var.

397,2

0,2

(333,3)

6,3

70,3

(17,4)

52,9

(72,0)

6,4

(59,8)

(18,6)

(40,4)

(32,9)

(10,3)

(102,7)

26,8

(76,0)

(11,5)

(87,4)

391,0

0,0

(358,5)

4,8

37,4

(17,1)

20,3

(27,5)

23,0

(25,4)

(25,2)

(36,8)

(33,3)

(648,4)

(725,6)

171,7

(553,9)

29,2

(524,7)

1,6

271,4

(7,0)

31,4

88,3

2,0

160,7

161,7

(72,2)

135,3

(25,9)

10,0

(1,2)

(98,4)

(85,8)

(84,4)

(86,3)

c.s.

(83,3)


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Terra-Lycos

Negócio de Internet

Grupo Terra-Lycos

Durante o último trimestre do ano 2001, e como resultado dos

acontecimentos de 11 de setembro passado, desacelerou-se,

ainda mais, a atividade econômica dos principais países em que

opera a Terra Lycos.

Neste cenário macroeconômico desfavorável, a Terra Lycos

começou já no trimestre anterior a desenvolver seu modelo de

negócio em suas duas principais fontes de receitas que são acesso

e mídia. O modelo OBP (Open, Basic, Premium) é a materialização

desta evolução no modelo de negócio e pretende tanto por

parte do negócio de acesso como pelo de portal, gerar receitas

com base no modelo de assinatura e pagamento por visão/uso.

Ao contar com um negócio de acesso na maioria dos países onde

a Terra Lycos opera permite montar um pacote com direito de

acesso junto com serviços e conteúdos do portal, o que facilita a

implementação do modelo OBP. Como exemplo desta estratégia

no mês de outubro, a Terra-Lycos na Espanha lançou o “ADSL

Plus” que consiste em um pacote no qual se une à pura conectividade

(128K de upload e 256K de download), uma oferta de serviços

de valor agregado (HD virtual, domínio e pacote auto-instalável),

junto com uma zona multimídia reservada no portal,

exclusiva para os clientes da Terra-Lycos. Este lançamento na

Espanha, junto com a liderança que a Terra Lycos exerce no mercado

de banda larga em um de seus principais mercados, o

Brasil, permitiu que o ano 2001 finalizasse com 233.000 assinantes

de banda larga, o que significa um crescimento de 60.000

assinantes durante o último trimestre e 197.000 durante todo o

exercício 2001.

Clientes de Acesso ISP

5.000

4.000

3.000

2.000

1.000

0

4.10

(Dados in Milhões)

Quanto aos números operacionais acumulados ao final do

exercício, a cifra total de assinantes para a Espanha e América

4.35

Dezembro-2000 Dezembro-2001

Latina aumentou para 4,4 milhões, dos quais 30% corresponde a

clientes pagos, comparado com os 24% que representavam em

dezembro de 2000. Durante o exercício, captou-se 305.000

novos clientes pagos, 65.000 dos quais foram conquistados

durante o último trimestre.

200

160

120

Novos Clientes Faturados por Trimestre

80

40

0

46

57%

43%

195

63%

37%

83

1T-2001 2T-2001 3T-2001

66

51% 11%

(Dados en Milhares)

Broadband

Dial-up

A audiência, medida pelo número de visitas à pagina,

aumentou para cerca de 500 milhões por dia, o que significa um

crescimento de 4% em relação ao trimestre anterior e 42% em

doze meses. Por outro lado, o número de usuários únicos para

todo o Grupo foi de 111 milhões no mês de dezembro.

Do ponto de vista financeiro, a receita acumulada ao longo

do exercício alcançou 690,0 milhões de euros, 22% superiores à

receita pro forma obtida no mesmo período do exercício anterior

considerando a Lycos desde janeiro de 2000. Por segmentos de

negócio, o negócio de mídia foi o mais afetado pela difícil conjuntura

econômica existente, apresentando um crescimento de

apenas 4% comparado com o mesmo período do exercício anterior,

enquanto que as receitas de acesso aumentaram 76% no

mesmo período. Estes crescimentos demonstram que a Internet

continua sendo um setor que se encontra em pleno desenvolvimento,

apresentando atrativos crescimentos, inclusive em épocas

de desaceleração econômica. No que se refere ao quarto trimestre,

obteve-se uma receita de 163,4 milhões de euros como resultado

da pior situação trazida pelos ataques terroristas de 11 de

setembro passado. Esta situação, citada anteriormente, afetou,

sobretudo, as receitas do negócio de mídia. Entretanto, graças à

nossa diversificação nas fontes de receita esta diminuição foi

compensada por um aumento significativo de 25% das receitas

de acesso frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

49%

4T-2001

89%

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

47


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Terra-Lycos

Negócio de Internet

Grupo Terra-Lycos

Quanto à origem das receitas, a diversificação geográfica e

funcional dos mesmos permite dar estabilidade às receitas da

Terra Lycos nas circunstâncias mais adversas. Assim, os 64%

das receitas são procedentes do negócio de mídia, enquanto

que os 36% restantes são procedentes do negócio de acesso.

Esta distribuição da receita manteve-se ao longo de todo o

exercício.

Ingresos por Negócios (Dados proforma)

200

150

100

50

0

188

26%

74%

166

Trim4-2000 Trim4-2001

No que se refere à receita de mídia, elevou-se para 448 milhões

de euros no acumulado do ano, enquanto que no trimestre

aumentou para 106 milhões de euros. A receita de acesso

aumentou para 245 milhões de euros no exercício e para 60

milhões de euros no trimestre.

Do ponto de vista geográfico, 49% da receita foi gerada na

Espanha e na América Latina (Espanha, Brasil e México são responsáveis

por 95% da receita nesta região), e 51% da receita

total são procedentes dos USA.

Por outro lado, a Terra Lycos continua com a tendência de

melhora das margens iniciada desde o terceiro trimestre de

2000, graças aos processos postos em ação para reduzir e controlar

os custos e melhorar a eficiência da companhia. Assim, a

48 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

(Dados en Milhões de Euros)

36%

64%

Media

Acesso

margem EBITDA acumulada no exercício foi de –33%, o quer

dizer, uma melhora de 21 pontos básicos ante o ano 2000,

enquanto que para o trimestre foi de -25%, o que significa uma

melhora de seis pontos básicos em apenas três meses.

Em relação à estratégia de expansão realizada pela Terra

Lycos, durante os nove primeiros meses do exercício, realizaram-se

as aquisições da Iberwap (companhia especializada na

comercialização de serviços e conteúdos de cartografía digital),

Ragging Bull (comunidade financeira líder nos USA), Opinion

Minders (companhia que realiza estudos de mercado online) e

Uno-e (“supermercado” online que a Terra Lycos controla 49% e

o BBVA os 51% restantes).

Quanto às aquisições realizadas no trimestre, no mês de

outubro a Terra Lycos adquiriu a DeCompras.com, empresa líder

de comércio eletrônico no México.

Durante o último trimestre do exercício, a Terra Lycos continuou

com o lançamento de novos produtos e a execução de

alianças estratégicas. Em particular, cabe destacar o acordo

com a CheckM8, empresa líder em desenvolvimentos tecnológicos

que automatiza e otimiza o desenvolvimento e a publicação

de programas avançados de conteúdos e publicidade. Na

Espanha, dentro da estratégia da Terra Lycos de desenvolver

seu modelo de negocio, foi lançada uma ferramenta de e-mail

marketing sobre uma base segmentada de 2,5 milhões de pessoas,

assim como a primeira plataforma de jogos online de

banda larga em modo aberto (Open) que passaria a ser pago

(Premium) em fevereiro de 2002.

Nos USA, cabe destacar o lançamento de uma nova apresentação

do portal da Lycos, que se integra com o resto do

grupo passando do conceito “diretório” para o mais moderno

conceito de “new media”. Deste modo, em outubro, foi lançada

a Lycos Rádio, um modelo de rádio na internet com músicas e

entrevistas.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Terra-Lycos

Negócio de Internet

Grupo Terra-Lycos

Grupo Terra-Lycos

Dados Operacionais

Dados não auditados

Clientes acesso ISP (milhões) (1)

Páginas visitadas - média diária (mill.)

Usuários únicos (mill.)

(1) Não inclui os clientes de acesso ISP da Lycos Europe

Grupo Terra-Lycos

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA (2)

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de partic. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

(1) Inclui obras em andamento

Nota: Arrendamentos operacionais inclusos no EBITDA

Janeiro-Dezembro

2001 2000

690,0

2,5

(901,9)

(22,5)

(232,0)

(185,5)

(417,4)

(181,7)

126,3

(383,5)

(74,9)

(931,3)

363,3

(567,9)

1,6

(566,3)

Dezembro - 2001 Dezembro - 2000

304,0

1,0

(649,1)

(15,2)

(359,3)

(83,5)

(442,9)

(59,3)

35,8

(203,6)

(134,2)

(804,2)

248,1

(555,9)

0,7

(555,2)

4,4

504

111

% Var.

127,0

157,1

39,0

47,9

(35,4)

122,1

(5,7)

206,7

252,9

88,4

(44,2)

15,8

46,4

2,2

133,9

2,0

2001

Outobro-Dezembro

2000 % Var.

163,4

2,1

(201,9)

(5,3)

(41,7)

(54,5)

(96,2)

(8,7)

29,7

(63,2)

(43,4)

(181,8)

88,4

(93,5)

0,5

(93,0)

165,0

(0,8)

(253,1)

(10,8)

(99,6)

(32,7)

(132,4)

(41,6)

28,6

(115,1)

(128,5)

(388,8)

118,9

(269,9)

0,2

(269,7)

4,1

350

94

(1,0)

c.s.

(20,2)

(51,3)

(58,2)

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

66,5

(27,3)

(79,1)

3,6

(45,1)

(66,2)

(53,2)

(25,7)

(65,4)

218,5

(65,5)

49


análises de resultados por linhas de atividade

Negócio de Listas Telefônicas da Telefónica

Negócio de Listas Telefônicas

Negócio de Listas Telefônicas de Telefónica

Durante o exercício de 2001, incluíram-se sob esta rubrica, não

só todas as empresas que já se encontram abaixo do âmbito de

consolidação contábil do Grupo TPI, como também outras que

se encontram em processo de integração (Telinver na Argentina

e TPI Perú), para facilitar a visão integrada do negócio de Listas

Telefônicas do Grupo Telefónica.

O Grupo TPI superou neste ano as previsões anunciadas pela

companhia no mês de agosto em termos de receitas e EBITDA.

Este positivo comportamento foi sustentado pelo sólido crescimento

orgânico e importante melhora das margens na

Espanha, e no fortalecimento e avanço da nossa posição na

América Latina.

A receita do Grupo TPI cresceu 24% para alcançar a cifra de

511,7 milhões de euros, impulsionada pelo desenvolvimento das

operações na América Latina, e pelo excelente comportamento

da receita publicitária na Espanha (+9,8% comparada com a do

exercício 2000), o que contrasta com o fraco comportamento do

setor publicitário durante o exercício.

Este crescimento da TPI España deve-se principalmente ao

bom comportamento das receitas do negócio editorial, os quais

representaram 94,4% do total das receitas por publicidade da

TPI España. Ao longo de 2001, publicou-se um total de 64 guias

de Páginas Amarelas, 2 a mais que no ano 2000, devido à

supressão de profissional/residencial das guias de Madri capital

e Sevilha. As receitas nas Páginas Amarillas cresceram 7,3% por

caderno, acarretando em aumento da receita média por cliente

de 10,4%, e uma queda no número de clientes de 2,8%. A publicidade

da Páginas Blancas experimentou um crescimento de

5,4%, gerando um incremento da receita média por cliente de

19,2% e uma queda no número de clientes de 11,6%. Por outro

lado, as receitas do negócio internet totalizaram 16,8 milhões de

euros, multiplicando-se em 2,15 vezes, resultado da boa aceitação

destes produtos no mercado e da dupla estratégia de empacotamento

deste produto junto às Paginas Amarillas e apoio à

força de vendas especializada em internet. O número de clientes

em internet superou os 245.000, multiplicando-se 4 vezes a

totalidade dos clientes do ano 2000. As receitas publicitárias da

Páginas Amarillas Habladas foi de 3,1 milhões de euros, o que

significa um crescimento de 27,3%, alcançando um total de mais

de 246.000 clientes, mais de 4 vezes aos obtidos em 2000.

50 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

A América Latina já representa mais de 24,4% das receitas

do Grupo TPI, antes de consolidar os ativos da Argentina e Peru,

totalizando 125,2 milhões de euros.

No Brasil, as receitas cresceram para 53,8 milhões de euros,

dos quais 42,7% correspondem à primeira edição multiplataforma

da Páginas Amarillas (GuiaMais) em São Paulo capital,

Guarulhos, Ribeirão Preto e Curitiba, com a qual se alcançou

uma participação de mercado de 20% em São Paulo capital.

Destas receitas, 7% e 3%, respectivamente, procedem da

Internet e Páginas Amarillas Habladas.

No Chile, a Publiguías publicou um total de 10 guias de páginas

amarelas e páginas brancas, gerando 71,4 milhões de euros,

acarretando em um crescimento no número de clientes de 3%,

para alcançar mais de 57.600.

O EBITDA do Grupo TPI elevou-se para 128,8 milhões de

euros, o que significa um crescimento de 6,2% ante o exercício

2000. Este crescimento teria sido de 31,3% se não se levasse em

conta o efeito das receitas pela venda de publicidade da

Telefónica na Páginas Blancas, cuja importância cresceu para

23,1 milhões de euros no ano 2000. Destaca-se a melhora da

margem EBITDA da TPI España em 330 pontos básicos, eliminando

o efeito anteriormente mencionado. Por outra lado, a renegociação

de um novo marco contratual entre a Publiguías e a

Telefónica CTC durante este exercício, permitiu incrementar a

margem EBITDA da Publiguías de 7,4% no ano 2000 para 29,9%

em 2001.

Por último, destaca-se a formalização da compra dos 100%

da empresa de listas telefônicas da Telefónica del Perú durante o

mês de fevereiro por 31,2 milhões de dólares e que se consolidará

globalmente na TPI desde princípios do exercício 2002.

Os negócios de listas telefônicas do Grupo Telefónica não

integraram ainda na TPI, Telinver e Guitel, gerando conjuntamente

um resultado negativo ao EBITDA de 2,7 milhões de

euros. Cabe ressaltar que a Telinver na Argentina, ainda gera um

resultado de 4,5 milhões de euros negativos ao EBITDA do negócio

de listas telefônicas do Grupo Telefónica, isto significa uma

melhora em relação ao exercício de 2000 de 70%, na qual gerava

15,1 milhões de euros negativos.


análises de resultados por linhas de atividade

Negócio de Listas Telefônicas da Telefónica

Negócio de Diretórios

Negócio de Diretórios de Telefónica

Grupo TPI - Páginas Amarillas

Dados Operacionais da Espanha

Dados não auditados

Publicações

Páginas Amarelas

Páginas Brancas

(Milhões de euros)

Receitas

Publicitárias

Editorial

Páginas Amarelas

Páginas Brancas (2)

Outros

Internet

Faladas

Operadora(3)

Outros(4)

Diciembre

2001 2000 (1)

64(1)

61

353,9

334,0

275,7

56,5

1,8

16,8

3,1

25,6

4,3

62

61

322,3

312,1

256,9

53,6

1,6

7,8

2,4

26,2

28,2

(1) Inclui novos grupos da capital Madri e Sevilha em Residêncial/Comercial

(2) Páginas Brancas não inclui receitas publicitárias da Telefónica no ano 2000, nem receitas do Guia Básico de Referência

(3) Inclui receitas do Guia Básico de Referência

(4) Inclui receitas publicitárias de Páginas Brancas da Telefónica no ano 2000

% Var.

9,8

7,0

7,3

5,4

11,9

114,6

27,3

(2,4)

(84,8)

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

51


análises de resultados por linhas de atividade

Negócio de Listas Telefônicas da Telefónica

Negócio de Diretórios

Negócio de Diretórios de Telefónica

Grupo TPI - Páginas Amarillas

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Despesas operacionais

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Reversão de despesas negativas de cons.

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

52 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Janeiro-Dezembro

2001 2000

511,7

(382,9)

128,8

(25,5)

103,3

(1,7)

(10,8)

(2,2)

1,7

(0,3)

90,1

(33,7)

56,4

8,5

64,9

413,0

(291,7)

121,2

(11,1)

110,1

(0,1)

(0,9)

(0,2)

0,0

(1,7)

107,2

(38,2)

69,0

3,2

72,2

% Var.

23,9

31,2

6,2

129,7

(6,2)

n.s.

n.s.

n.s.

n.s.

(85,5)

(16,0)

(11,8)

(18,3)

169,5

(10,1)

Outobro-Dezembro

2001 2000 % Var.

136,4

(100,2)

36,2

(9,3)

26,8

(0,9)

(2,2)

(0,5)

1,7

(0,6)

24,4

(9,5)

14,8

3,6

18,5

148,9

(107,2)

41,8

(3,8)

38,0

0,0

(0,3)

(0,2)

0,0

(2,0)

35,5

(12,7)

22,9

1,7

24,5

(8,4)

(6,5)

(13,4)

147,7

(29,4)

n.s.

623,3

200,0

n.s.

(71,2)

(31,3)

(25,1)

(35,1)

115,6

(24,8)


análises de resultados por linhas de atividade

Negócio de Listas Telefônicas da Telefónica

Negócio de Diretórios

Negócio de Diretórios de Telefónica

Negócio de Dirétorios do Grupo Telefónica

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

2001

Janeiro-Dezembro

2000 % Var.

619,5

0,0

(444,9)

(48,6)

126,1

(29,7)

96,4

(1,7)

(15,2)

(0,5)

(6,9)

(1) nclui obras em andamento

Nota: inclui todos os negócios de diretórios do grupo Telefónica a partir de 1 de janeiro de 2000

72,2

(33,4)

38,9

9,2

48,0

607,7

(1,9)

(450,6)

(41,6)

113,7

(19,2)

94,4

(1,4)

(11,8)

(0,0)

(3,6)

77,6

(38,3)

39,3

15,7

55,0

2,0

c.s.

(1,3)

16,9

10,9

54,3

2,1

20,9

28,4

n.s.

92,9

(7,0)

(12,8)

(1,1)

(41,5)

(12,6)

2001

Outobro-Dezembro

2000 % Var.

198,1

(13,5)

(117,2)

(23,9)

43,4

(10,1)

33,3

(0,9)

(2,8)

1,3

(7,0)

23,9

(9,1)

14,8

2,8

17,7

244,2

(19,7)

(171,3)

(25,2)

28,0

(9,0)

18,9

(0,9)

(5,7)

(0,0)

(3,9)

8,4

(10,8)

(2,3)

14,9

12,6

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

(18,9)

(31,5)

(31,6)

(5,1)

55,4

12,1

76,0

3,5

(51,5)

c.s.

79,3

184,8

(15,9)

c.s.

(81,0)

40,5

53


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Atento

Negócio de Call Center

Grupo Atento

Durante o exercício 2001, a atividade comercial da Atento centrou-se

em manter a posição de liderança dentro do serviço de

atendimento terceirizado a clientes através de plataformas

multicanal ou “Contact Centers”.

Os principais destaques da administração durante o exercício

2001 foram os seguintes:

Seleção e manutenção de contratos com clientes estratégicos

que permitiram criar relações duradouras e de alto

valor agregado.

Execução de uma maior eficiência na administração operacional

para melhorar as margens da companhia.

Maior controle de gasto e investimento centrado na rentabilidade

das operações.

É importante destacar o cumprimento da excelência operacional,

tal e como se refletiu na obtenção do Certificado ISO

9002 na Atento Colômbia, que se une aos obtidos anteriormente

na Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Guatemala, El

Salvador, Peru e Porto Rico.

Dentro do acordo de colaboração entre o BBVA e a

Telefónica, o banco transferiu à Atento España a titularidade

dos serviços de atendimento telefônico, e a prestação de serviços

de banco por telefone e televenda em todos os demais países

nos quais o banco tem presença.

Do ponto de vista operacional, ao final do quarto trimestre

de 2001, a Atento contava com 29.561 posições (22,6% a mais

que em 31 de dezembro de 2000), atendidas por 47.737 pessoas.

O nível de ocupação dos centros alcançou 80%, 6 p.p. menos

que no quarto trimestre de 2000, o que se deriva da maior

automação dos serviços e a menor ocupação em relação à

média nos centros onde as operações foram lançadas durante

o exercício (México, Japão e Venezuela).

54 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Apesar do ambiente competitivo em que a Atento desenvolve

suas operações, a receita mensal média por posição ocupada

no exercício 2001 alcançou 2.568 euros, 0,8% inferior ao

do exercício 2000, o que é devido, principalmente, ao início de

novas operações. Entretanto, no último trimestre do exercício, a

receita mensal média por posição ocupada foi de 2.638 euros,

1,6% superior ao do mesmo período de 2000, como conseqüência

da melhora nas operações dos serviços e o incremento na

rentabilidade da capacidade existente.

Do ponto de vista financeiro, a Atento obteve uma receita

de 643,9 milhões de euros durante o exercício 2001, o que significa

um crescimento de 22,2% ante 2000. É importante destacar

que a este crescimento, contribuíram de forma crescente

os países nos quais foram estabelecidas novas operações, principalmente

México e Argentina, assim como os países já estabelecidos,

principalmente Espanha, Brasil e Chile.

Ao longo do exercício, a Atento aumentou sua base de

clientes, superando os 500 antes do final do exercício, aumentando

sua liderança, principalmente, nos segmentos de telecomunicações,

financeiro, serviços e consumo.

As receitas procedentes do mercado externo continuaram

incrementando sua contribuição ao total da receita, representando

ao finalizar o exercício com 33% do total da receita, 2,3

p.p. a mais que no fechamento de 2000. Esta melhora foi possível,

principalmente, pelo estabelecimento de novas relações

comerciais com grandes clientes, especialmente no Brasil e na

Espanha, assim como as novas operações da Venezuela e Japão,

nas quais não se conta com a contribuição do mercado interno.

O EBITDA alcançou 53,8 milhões de euros, 113,1% a mais que

no mesmo período do ano anterior, e a margem EBITDA foi de

8,4%, 3,6 p.p. a mais que no mesmo período do exercício anterior.

Esta melhora foi obtida, fundamentalmente, pela formalização

de novos contratos no mercado externo, pelo plano de

redução de custos e a melhora na produtividade durante o

exercício.


análises de resultados por linhas de atividade

Grupo Atento

Negócio de Call Center

Grupo Atento

Grupo Atento

Resultados Consolidados

Dados não auditados (Milhões de euros)

Receitas operacionais

Capitalização de despesas (1)

Despesas operacionais

Outras receitas (despesas) líquidas

EBITDA

Amortizações

Resultado operacional

Resultados de empresas associadas

Resultados financeiros

Amortização do ágio

Resultados extraordinários

Resultados antes de impostos

Impostos

Resultados antes de part. minorítárias

Participações minoritárias

Lucro líquido

(1) Inclui obras em andamento

2001

Janeiro-Dezembro

2000 % Var.

643,9

0,0

(588,1)

(1,9)

53,8

(89,4)

(35,6)

0,0

(57,5)

(8,4)

(32,2)

(133,7)

20,8

(112,9)

3,4

(109,5)

526,9

0,0

(495,7)

(6,0)

25,2

(51,3)

(26,0)

0,0

(37,8)

(7,1)

(78,4)

(149,3)

37,3

(112,0)

0,3

(111,8)

22,2

n.s.

18,7

(67,9)

113,1

74,4

36,9

n.s.

52,1

18,9

(59,0)

(10,5)

(44,1)

0,7

n.s.

(2,0)

2001

Outobro-Dezembro

2000 % Var.

172,3

0,0

(155,4)

(0,0)

16,9

(29,8)

(12,9)

0,0

(13,8)

(2,1)

(13,6)

(42,4)

4,6

(37,8)

1,7

(36,1)

165,5

0,1

(161,9)

(5,2)

(1,6)

(19,8)

(21,4)

0,0

(12,0)

(4,2)

(74,9)

(112,5)

33,1

(79,4)

0,3

(79,1)

4,2

n.s.

(4,0)

(99,3)

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

c.s.

50,8

(39,5)

n.s.

15,3

(50,1)

(81,9)

(62,3)

(86,0)

(52,4)

438,5

(54,3)

55


análises de resultados por linhas de atividade

Emergia

Negócio de Administração de Capacidade de Banda Larga

Emergia

O exercício 2001 constituiu em um ano chave para a Emergia,

ao se converter no primeiro cabo submarino que iniciou as

operações na região da América Latina. Esta antecipação permitiu

garantir sua posição de liderança na região, mantendo

um nível operacional de alto rendimento e concretizando

novos acordos comerciais, em ambiente competitivo crescente.

Neste sentido, cabe destacar que durante o último trimestre de

exercício foram assinados novos acordos com importantes operadores

europeus e latino-americanos pelo valor de 97,3 milhões

de euros, que serão registradas nas contas da Emergia ao

longo da validade dos contratos.

Neste sentido, cabe esclarecer que do ponto de vista contábil,

a Emergia adotou a prática contábil mais conservadora para

tratar os acordos de intercâmbio de capacidade (swap). Estes

são comunicados de Nota ao final do Balanço sem gerar

56 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

nenhum tipo de resultado, nem positivo, nem negativo, assim

como nenhuma variação nos ativos e/ou passivos.

Do ponto de vista financeiro, as receitas do trimestre alcançaram

os 7,7 milhões de euros, enquanto que no exercício

aumentaram para 14,3 milhões de euros. Por sua vez, o EBITDA

registrou um prejuízo de 14,4 milhões de euros, enquanto que

no acumulado do exercício, o prejuízo elevou-se para 60,3 milhões

de euros.

No que se refere ao desenvolvimento dos serviços, durante

o mês de novembro, realizaram-se com sucesso os primeiros

testes de transmissões de televisão entre EEUU, Chile e

Argentina através da banda larga. Deste modo, apresentaramse

as primeiras propostas de conectividade para transmissão

de sinais de televisão entre Miami-América Latina-Espanha.


Empresas incluídas em cada resultado financeiro

A Telefónica, S.A. participa diretamente no

capital social da Endemol Entertainment

Holding, N.V. e Mediaways GmbH Internet

Services, S.A., que são consideradas pertencentes

a Telefónica Media, S.A. e Telefónica Data,

S.A, respectivamente.

A Telefónica, S.A. participa diretamente no

CEI Citicorp Holdings desde maio de 2001,

momento em que se transfere a Telefónica

Latinoamérica (TISA). Para os efeitos deste

informe de resultados, foi considerado desde 1º

de janeiro a participação de 50% que esta

empresa detêm em Cointel, dentro do subgrupo

de Telefónica Latinoamérica (Telefónica

Internacional, S.A.), por sua vez proprietária de

52,88% do capital social da Telefónica de

Argentina (TASA). Por outro lado, a CEI

detém 26,82% de Atlántida de

Comunicaciones, S.A. (ATCO) e 26,82% de

AC Inversora, S.A. que, para efeito das contas

de resultados pro forma, consideram-se pertencentes

a Telefónica Media, com o que, a mesma

consolida 100% do capital social de ambas.

Com respeito às aquisições efetuadas pela

Telefónica, S.A. no exercício de 2000 nas sociedades

latino-americanas Telefónica de

Argentina, Telecomunicações de São Paulo,

S.A. (Telesp) e Telefónica del Perú, S.A., foi

considerada realizada desde o início do exercí-

cio a aportação destas participações na

Telefónica Latinoamérica, Telefónica Móviles,

S.A e Telefónica Data, S.A., atendendo a proporção

que permita a cada uma delas, após a

segregação ocorrida, consolidar o negócio que

as sociedades latino americanas realizam em

telefonia fixa, telefonia móvel e transmissão de

dados, respectivamente.

No caso da Companhia de Telecomunicações

do Chile, S.A. (CTC), onde Telefónica

Latinoamérica tem participação, ainda que na

data atual não se iniciou o processo de segregação,

foi efetuado igualmente a destinação das

atividades que realiza de transmissão de dados à

Telefónica Data. Por sua vez, a Telefónica

Latinoamérica não inclui o negócio de telefonia

móvel, empreendida por Telefónica Móvil

(Startel), considerando uma apresentação de

resultados pro forma exclusivamente da atividade

de telefonia fixa na América Latina.

Em relação aos negócios que permaneceriam na

TASA e na Telefónica Del Perú, após a segregação

já mencionada, enquadradas na Telefónica

Latinoamérica, cabe destacar que estas sociedades

ainda incluiriam a atividade de listas telefônicas

que foram acrescidas para a apresentação

destas contas de resultados pro forma do

Grupo TPI, atendendo a uma visão de negócio

de listas telefônicas do Grupo Telefónica.

anexo

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001 57


anexo

Participações mais significativas do Grupo Telefónica

e suas filiais

Telefónica, S.A.

TELEFÓNICA DE ESPAÑA

TELEFÓNICA MÓVILES

TELEFÓNICA DATACORP

TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA

TPI

TERRA LYCOS

ADMIRA MEDIA

EMERGIA

ATENTO

TELEFÓNICA B2B

Telefónica Moviles

TELEFÓNICA MÓVILES

ESPAÑA

TELESUDESTE CELULAR

CRT CELULAR

TELELESTE CELULAR

TCP ARGENTINA

TEM PERU

TEM EL SALVADOR

TEM GUATEMALA

BAJACEL

NORTEL

CEDETEL

MOVITEL

GROUP 3G ALEMANIA

IPSE 2000 (ITALIA)

3G MOBILE (AUSTRIA)

3G MOBILE AG (SUIZA)

MEDI TELECOM

TERRA MOBILE

M-SOLUTIONS

MOBIPAY ESPAÑA

MOBIPAY INTERNACIONAL

58 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

% Participação

100,00%

92,70%

100,00%

100,00%

59,90%

37,63%

100,00%

93,99%

100,00%

100,00%

% Participação

100,00%

82,02%

32,20%

10,75%

97,93%

97,97%

46,05%

51,00%

100,00%

100,00%

100,00%

90,00%

57,20%

45,59%

100,00%

100,00%

30,50%

80,00%

100,00%

13,33%

38,00%

Telefónica Data Corp.

TELEFÓNICA DATA ESPAÑA

TELEFÓNICA SISTEMAS

TELEFÓNICA DATA MÉXICO

TELEFÓNICA DATA URUGUAY

TELEFÓNICA DATA COLOMBIA

REY MORENO

TELEFÓNICA DATA BRASIL H.

TELEFÓNICA DATA

VENEZUELA

TELEFÓNICA DATA PERU

TELEFÓNICA DATA

ARGENTINA

TELEFÓNICA DATA CANADA

TELEFÓNICA DATA USA

ETI AUSTRIA

ATLANET

MEDIAWAYS

TPI

GOODMAN BUSINESS PRESS

TPI ESPAÑA

PUBLIGUIAS CHILE

TPI BRASIL

BUILDNET

% Participação

100,00%

100,00%

92,23%

100,00%

50,51%

50,00%

100,00%

99,99%

97,07%

97,92%

100,00%

100,00%

100,00%

34,00%

100,00%

% Participação

90,67%

100,00%

100,00%

51,00%

92,81%


Participações mais significativas do Grupo Telefónica

e suas filiais

Telefónica Latinoamérica

TELESP

TELEFÓNICA DEL PERÚ

TELEFÓNICA ARGENTINA

TLD

TELEFÓNICA CTC CHILE

CANTV

Admira Media

ANTENA 3 TV

ONDA CERO

RADIO VOZ

TELEFE

AZUL TELEVISIÓN

ENDEMOL

PATAGONIK FILM GROUP

LOLA FILMS

ART MEDIA

TORNEOS Y COMPETENCIAS

ST HILO

RODVEN

EUROLEAGUE

AUDIOVISUAL SPORT

ADMIRA SPORT

VIA DIGITAL

ADMIRA SERV AUDIOVISUALES

PEARSON

MEDIAPARK

TICK TACK TICKET

HISPASAT

% Participação

86,72%

97,07%

98,04%

98,00%

43,64%

6,91%

% Participação

47,52%

100,00%

100,00%

100,00%

50,00%

99,35%

30,00%

70,00%

100,00%

20,00%

100,00%

51,00%

70,00%

40,00%

100,00%

48,63%

100,00%

4,87%

25,00%

47,50%

17,34%

Terra-Lycos

LYCOS VIRGINIA

TERRA NETWORKS PERU

TERRA NETWORKS MÉXICO

TERRA NETWORKS USA

TERRA NETWORKS GUATEMALA

TERRA NETWORKS EL SALVADOR

TERRA NETWORKS VENEZUELA

TERRA NETWORKS BRASIL

TERRA NETWORKS ARGENTINA

TERRA NETWORKS ESPAÑA

TERRA NETWORKS CHILE

TERRA NETWORKS URUGUAY

TERRA NETWORKS MARRUECOS

TERRA NETWORKS CARIBE

TERRA NETWORKS COLOMBIA

TERRA MOBILE

BUMERAN

A TU HORA

AZELER AUTOMOCION

ONE TRAVEL.COM

UNO-E BANK

% Participação

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

100,00%

99,99%

100,00%

100,00%

100,00%

99,99%

100,00%

99,99%

100,00%

100,00%

100,00%

100,00%

100,00%

100,00%

100,00%

20,00%

83,60%

50,00%

50,00%

27,73%

49,00%

anexo

59


anexo

Eventos significativos

Em 11 de fevereiro de 2002, a TPI Páginas

Amarillas adquiriu 100% do negócio de listas

telefônicas da Telefónica del Perú por 34,3 milhões

de euros. A TPI Perú é atualmente o primeiro

editor de listas telefônicas do mercado

peruano com uma participação de mercado de

80%. Esta aquisição proporcionará mais de 31

milhões de dólares às receitas consolidadas do

Grupo TPI Páginas Amarillas.

Em 04 de fevereiro de 2002, a Telefónica Data

anunciou a compra de 100% da HighwayOne

Germany GmbH, um dos principais provedores

de serviços de banda larga com tecnologia

xDSL para clientes corporativos na Alemanha.

Sua oferta de serviços inclui o acesso à Internet

de banda larga, serviços tradicionais de voz, e

serviços de valor agregado (VPNs, soluções de

firewall, web-hosting, serviços de correio eletrônico

administrado, etc). Com esta aquisição, a

Telefónica Data e a mediaWays complementam

sua estratégia comercial na Alemanha baseada

na prestação de soluções integrais de comunicação

sobre a rede IP.

Em 11 de janeiro de 2002, o Conselho de

Administração da Admira Media nomeou Luis

Abril como Presidente do Grupo, em substituição

a Juan José Nieto.

Em 8 de janeiro de 2002, a Terra Mobile anunciou

a reorientação de seu modelo operacional

e de negócio para uma oferta de produtos, serviços

e desenvolvimento de aplicativos que

aumenta o aproveitamento das sinergias com as

redes de telefonia móvel e uma significativa

redução de custos. Neste sentido, concentrará

suas atividades na Europa, nos mercados da

Espanha, Alemanha e Reino Unido, ao contar

neles com uma maior base de usuários e um

maior potencial de crescimento a médio e a

longo prazo. Ademais, adotará uma estratégia

de desenvolvimento para o mercado de telefonia

móvel latino-americano, partindo de suas

atividades atuais no Brasil. Como conseqüência

60 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

deste modelo que é mais relacionado com a

evolução tecnológica das redes de telefonia

móvel e dada a importância que tem para a

Telefónica Móviles o desenvolvimento de novas

aplicações de Internet móvel, foi revisada a base

acionarial da companhia. Assim, a Telefónica

Móviles passa a controlar 80% (antes 50%) e a

Terra Lycos, 20% (antes 49%).

Em 1º de janeiro de 2002, a Telefónica de

España abaixou o preço por minuto de suas

tarifas interprovinciais em 19,63% e em

14,68% as provinciais de segunda a sexta no

horário comercial (8-20 horas). Nos dias e

horas restantes, o preço por minuto sofreu uma

redução de 4,95% nas ligações interprovinciais

e 8,12% nas provinciais. Ainda, anunciou-se o

lançamento de novos planos de desconto

(“Provincial”, “En Casa” e “5 Estrellas”).

Em 7 de dezembro de 2001, a Telefónica e a

Microsoft assinaram um acordo estratégico

para colaborar no desenvolvimento de atividades

tecnológicas e iniciativas de promoção e

comercialização de produtos e serviços. O acordo

é válido em todos os países onde opera o

Grupo Telefónica.

Em 3 de dezembro de 2001, a Telefónica

Móviles e a Mitsui&Co assinaram um acordo

de colaboração global pelo qual a companhia

japonesa proporcionará à Telefónica Móviles

conteúdos e aplicações móveis para Internet.

Os conteúdos multimídia fornecidos pela

Mitsui&Co estão baseados em tecnologia de

som e vídeo que são baixados por meio das

redes móveis de alta velocidade de 2,5G e 3G.

Também fornecerá aplicações desenvolvidas

para serviços B2B e B2C.

Em 29 de novembro de 2001, a Comissão

Delegada do Conselho de Administração da

Telefónica S.A. aprovou a nomeação de Alberto

Horcajo como presidente da Atento Holding,

em substituição a Rafael Hernández. Até o


Eventos significativos

momento ocupava o cargo de conselheiro-delegado

da Transportes Azkar.

Em 22 de novembro de 2001, o Group 3G

realizou o lançamento comercial de seus serviços

na Alemanha sob a marca Quam, com uma

ampla oferta de produtos e serviços e uma rede

de distribuição que abrange todo o país. Antes

do lançamento havia aberto lojas em Munique,

Berlim e Hamburgo e começou a negociar com

clientes em 15 lojas próprias e em mais de

2.000 pontos de venda por todo o país.

Ademais, os usuários poderão utilizar os produtos

da Quam na rede comercial da Debitel, que

conta aproximadamente com 5.000 pontos de

venda. Após o dia 12 de dezembro, suspendeu

temporariamente a comercialização ativa de

seus produtos e serviços por problemas de

interconexão com as redes de D1 e D2, que

ainda não reestabeleceram os serviços.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

anexo

61


anexo

Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

Grupo Telefónica

Como parte do plano de reorganização das atividades

do Grupo Telefónica por linhas de negócios, as

empresas da Telefónica Móviles, S.A., Telefónica

DataCorp, S.A. e Telefónica Internacional, S.A.

realizaram diversos aumentos de capital ao longo

do presente exercício. Em contrapartida aos respectivos

aumentos de capital a Telefónica S.A. distribuiu

as ações que possuía diretamente do capital

das empresas Telefónica de Argentina S.A.,

Telefónica del Perú S.A.A. e Telecomunicações de

São Paulo S.A. (TELESP).

Em 25 de janeiro de 2001, a Telefónica

Móviles, S. A. executou uma das ampliações de

capital acordadas na Assembléia Geral de

Acionistas de 26 de outubro de 2000 na

importância de 87.432 mil euros, a Telefónica,

S. A. desembolsou integralmente as novas ações

mediante aporte de ações da sociedade de

nacionalidade argentina Telefónica de

Argentina, S. A. (TASA) representativas de

15,09% de seu capital social. Atualmente, a

Telefónica Móviles é titular de 97,93% do

capital social da Telefónica Móviles Argentina,

S. A., titular por sua vez de 100% da

Telefónica Comunicaciones Personales, S. A.

Em 7 de março de 2001, a Telefónica Móviles

Intercontinental, S. A. recebeu o comunicado

oficial de concessão da licença UMTS na Suíça,

pelo prazo de 15 anos e uma importância de

32.508 mil euros. A sociedade proprietária da

licença, a 3G Mobile AG, passou a consolidarse

por integração global.

A Telefónica DataCorp recebeu ações representativas

do capital social da Telefónica de

Argentina e da Telefónica del Perú, que correspondem

a 97,92% da sociedade argentina

Advance, S.A. e a 93,22% da sociedade peruana

Telefónica Data Perú, S.A.A., assim como

aos ativos e passivos referentes aos negócios de

dados pertencentes à Telefónica de Argentina e

à Telefónica del Perú.

62 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

A Telefónica Internacional, S.A., recebeu ações

representativas do capital social da Telefónica

de Argentina e da Telefónica del Perú determinadas

em função do valor dos ativos e passivos

da telefonia fixa e complementares, pertencentes

a Telefónica de Argentina e a Telefónica del

Perú.

A Telefónica Internacional, S.A. recebeu

306.211.253.813 ações correspondentes a

61,96% do capital social da empresa brasileira

Telesp.

Estes aportes de capital não modificaram a

estrutura de consolidação com relação ao exercício

anterior.

A Telefónica, S. A. adquiriu 4.713.015 ações

da sociedade Terra Networks, S. A. pela importância

de 53,96 milhões de euros. Com estas compras,

a porcentagem de participação do Grupo

Telefónica na sociedade citada alcança a 37,63%. A

sociedade continua sendo incorporada nas demonstrações

contábeis do Grupo Telefónica pelo método

de integração global.

No mês de janeiro, a Telefónica, S.A. adquiriu

100% da sociedade Mediaways, GmbH pelo montante

de 1.473,08 milhões de euros da sociedade

alemã Bertelsmann A. G.. A sociedade foi incorporada

para a estrutura de consolidação do Grupo

Telefónica pelo método de integração global.

Ainda, no mês de dezembro de 2001, a Telefónica

S. A. atendeu a uma ampliação de capital efetuada

por esta sociedade na importância de 62,5 milhões

de euros.

No exercício 2001, a Telefónica, S. A. adquiriu

um total de 8.289.305 ações da sociedade

Telefónica Móviles, S. A. no montante de 68,68

milhões de euros. A participação do Grupo

Telefónica na sociedade citada alcança 92,70%. A

sociedade continua sendo incorporada nas demonstrações

contábeis do Grupo Telefónica pelo método

de integração global.


Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

Em fevereiro, a Telefónica, S.A. constituiu uma

sociedade filial detendo 100% do capital, a

Telefónica Gestión de Servicios Compartidos, S.A,

desembolsando em sua totalidade na referida

empresa, 0,06 milhões de euros. No mês de dezembro,

a citada sociedade ampliou o capital em 2 milhões

de euros subscritos e desembolsados na sua

totalidade pela sociedade matriz. A sociedade continua

sendo incorporada nas demonstrações contábeis

do Grupo Telefónica pelo método de integração

global.

Em junho, a Telefónica, S.A. aumentou seu

capital social em 122.560.575 ações de 1 euro de

valor nominal e com um ágio de 4,5 euros por

ação. Como contrapartida a este aumento de capital,

a Telefónica recebeu da Motorola como aporte

não monetário, determinados investimentos no

negócio de telefonia celular do México: 100% do

capital social da sociedade Corporación Integral de

Comunicación, S.A. de C.V.; 100% do capital

social da sociedade Grupo Corporativo del Norte,

S.A.; 79% do capital social da sociedade Telefonía

Celular del Norte, S.A. de C.V. (os 21% restantes

são detidos indiretamente através da aquisição de

100% da Corporación Integral de Comunicación,

S.A. de C.V.); 73,81% do capital social da Celular

de Telefonía, S.A. de C.V. (os 26,19% restantes

são detidos indiretamente através da aquisição de

100% da sociedade Grupo Corporativo del Norte,

S.A. de C.V.); 100% da Baja Celular Mejicana,

S.A. de C.V.; 0,00001% do capital social da sociedade

Baja Celular Servicios Compartidos, S.A. de

C.V. (os 99,99999% restantes são detidos indiretamente

através da aquisição de 100% de Baja

Celular Mexicana, S.A. de C.V.); 0,00001% do

capital social da Tamcel, S.A. de C.V. (os

99,99999% restantes, são detidos indiretamente

através da aquisição de 100% da Baja Celular

Mexicana, S.A. de C.V.); 22% do capital social da

sociedade Movitel del Noroeste, S.A. de C.V. (os

outros 68% são detidos indiretamente através da

aquisição de 100% da sociedade Tamcel, S.A. de

C.V.); 22% do capital social da sociedade

Moviservicios, S.A. de C.V. (os 68% restantes são

detidos indiretamente através da aquisição de

100% da sociedade Tamcel, S.A. de C.V.) e 22%

do capital social da sociedade Movicelular, S.A. de

C.V. (os 68% restantes são detidos indiretamente

através da aquisição de 100% da sociedade Tamcel,

S.A. de C.V.). Adicionalmente e como complemento

a esta operação, a Telefónica aportou em espécie

12,33 milhões de euros. Estas participações, tiveram

aporte de capital no mês de julho na

Telefónica Móviles S.A, que ampliou seu capital

social em 203 milhões de ações, que foram subscritas

integralmente pela Telefónica, S.A. A valorização

realizada das participações adquiridas na data

da operação foi de 2.173,74 milhões de euros. As

sociedades foram incorporadas no perímetro de

consolidação do Grupo Telefónica pelo método de

integração global.

No mês de agosto, a Telefónica adquiriu

51.987 ações da sociedade Endemol Enterteinment

Holding, N. V. (Endemol) pelo montante de 2,06

milhões de euros, operação que gerou um ágio de

consolidação de 1,86 milhões de euros. Com esta

operação, o Grupo Telefónica alcança uma participação

no capital da Endemol de 99,35%. A sociedade

continua sendo incorporada nas demonstrações

contábeis do Grupo Telefónica pelo método de

integração global.

No mês de setembro, Telefónica, S.A. adquiriu

114.500 ações da sociedade filial Telefónica

Publicidad e Información, S.A. (T.P.I), por um

valor de 0,36 milhões de euros, operação que gerou

um ágio de consolidação de 0,32 milhões de euros.

Com esta operação, a Telefónica alcança uma participação

no capital da T.P.I. de 59,9%. A sociedade

continua sendo incorporada nas demonstrações

contábeis consolidados do Grupo Telefónica pelo

método de integração global.

A Telefónica, S. A. e a Iberdrola, S. A. chegaram

a um acordo no qual a Sociedade adquire a

totalidade das participações acionárias que o Grupo

Iberdrola detinha nas operadoras brasileiras nas

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

anexo

63


anexo

Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

quais ambos são acionistas diretos ou indiretos. Estas

foram adquiridas pela Telefónica, S. A., empregando

como meio de pagamento, ações da própria sociedade

de acordo com as seguintes relações de troca:

Participação em 3,48% do capital social da SP

Telecomunicações Holding, S. A., acionista majoritário

da Telecomunicações de São Paulo, S. A.

(Telesp) por 6.638.157 ações da Telefónica, S. A..

Participação de 7% do capital social da TBS

Celular Participações, S. A., acionista majoritário

da Celular CRT Participações, S. A. por

1.493.902 ações da Telefónica, S. A..

Participação de 7% do capital social da Sudestecel

Participações, S. A., acionista majoritário da Tele

Sudeste Celular Participações, S. A. por

3.693.775 ações da Telefónica, S. A..

Participação de 62,02% do capital social da

Iberoleste Participações, S. A., acionista majoritário

da Tele Leste Celular Participações, S. A. por

6.526.736 ações da Telefónica, S. A..

Participações de 0,66% do capital social da

Celular CRT Participações, S. A. por 634.541

ações da Telefónica, S. A..

Ainda se encontra pendente de efetuar no âmbito

deste acordo, a aquisição de 3,38% do capital da Tele

Leste Celular Participações S. A. por 783.736 ações

da Telefónica, S. A., uma vez obtidas as autorizações

regulatórias prévias.

A Telefónica, S. A. desenbolsou 248,05 milhões

de euros para subscrever integralmente a ampliação

do capital realizada pela sua sociedade participada

para 100% da Telefónica Datacorp, S.A.U., com

objetivo de finalizar o acordo alcançado entre o

Grupo Telefónica e o Banco Itaú do Brasil para a

prestação de serviços para o banco a partir da administração

da sua rede corporativa de

Telecomunicações.

64 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Telefónica Publicidade e

Informação

A sociedade Goodman Business Press, S.A., adquirida

durante o exercício de 2000, foi incorporada à estrutura

de consolidação do Grupo Telefónica no presente

exercício pelo método de integração global.

Como conseqüência do fato indicado no parágrafo

anterior, também foi 100% incorporada na estrutura

de consolidação no presente exercício, a sociedade

filial da Goodman, em 100%, a Cernet, sociedade

dedicada ao desenho de páginas Web, pelo método

de integração global. A sociedade Buildnet, S.A., que

tem como acionistas Telefónica Publicidad e

Información, S.A. detendo 46,35% da participação e

a Goodman, com 51,24%, passou a ser apresentada

pelo método de integração global em 2001 (em 2000

era apresentada pelo método de equivalência patrimonial).

Grupo Terra Networks

A Terra Networks, S.A. participou da constituição da

sociedade espanhola Azeler Automoción, S.A. com

um capital inicial de 8,41 milhões de euros, subscrito

e integralizado em 50% pela Terra Networks, S.A.. A

sociedade foi incorporada por equivalência patrimonial

nas Demonstrações Contábeis consolidadas do

Grupo Telefónica.

Também durante o exercício 2001, a Terra

Networks constituiu 100% das sociedades Terra

Networks Financial Services USA Llc. e Terra

Networks Caribe, desembolsando 2,12 milhões de

euros e 1,29 milhões de euros, respectivamente. As

sociedades foram incorporadas nas Demonstrações

Contábeis consolidadas do Grupo Telefónica pelo

método da integração global.

Com objetivo de reorganizar as participações na

Espanha de suas empresas associadas, a Terra

Networks, S. A. constituiu a sociedade Terra

Networks Asociadas, S. L. com capital social inicial

de 3.005 euros, sendo subscrito e integralizado em

sua totalidade.


Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

Também participou em 50% na constituição da

sociedade Iniciativas Residenciales en Internet, S. A.

(“ATREA”, portal imobiliário). O investimento inicial

foi de 1.205 mil euros. A sociedade foi incorporada

nas demonstrações contábeis do Grupo

Telefónica pelo seu custo de aquisição.

A sociedade Inversis Valores y Bolsa, Sociedad

de Valores S. A. (antes Electronic Trading System

Valores, S. A.) foi vendida por 4,5 mil euros. A

sociedade, que estava incluída nas demonstrações

contábeis consolidadas do Grupo pelo seu custo de

aquisição, foi retirada do perímetro de consolidação.

A sociedade Maptel Networks, S. A. U. que no

exercício 2000 era contabilizada pelo seu custo de

aquisição, foi integrada nos demonstrativos contábeis

consolidados do Grupo Telefónica no exercício

2001 pelo método de integração global.

Em virtude dos acordos alcançados com o

Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, S. A. (BBVA), no

mês de agosto de 2001, a Sociedade Terra

Networks, S.A. adquiriu 49% do capital da sociedade

Uno-e Bank, S.A. desembolsando na operação

160,43 milhões de euros, operação que gerou nas

contas consolidadas do Grupo Telefónica, um ágio

de consolidação de 130,25 milhões de euros. A

sociedade incorporou-se à estrutura de consolidação

do Grupo Telefónica pelo método de equivalência

patrimonial.

Grupo Telefónica Internacional

A Telefónica Internacional S.A. vendeu, durante o

presente exercício, 35,86% do capital que possuía

na sociedade argentina Cablevisión, S.A., obtendo

um ganho de 255,92 milhões de euros. A empresa

foi eliminada da estrutura de consolidação do

Grupo Telefónica.

A Telefónica Internacional, S.A. adquiriu 10%

adicional do capital da Telefónica Perú Holding ,

S.A., desembolsando na operação 220,76 milhões

de euros, operação que gerou um ágio de consolida-

ção de 46,27 milhões de euros. Com esta aquisição,

a Telefónica Internacional passa a ser acionista única

da citada sociedade. A sociedade continua sendo

incorporada às demonstrações contábeis do Grupo

Telefónica pelo método de integração global.

Ao longo do presente exercício e pendente de

autorização pertinente da Anatel, a Telefónica

Internacional executou uma opção de compra de

ações com o BBVA em dezembro de 2000, pela

participação acionarial na sociedade São Paulo

Telecomunicações Holding, S.A., sociedade detentora

de ações da Telesp Participações S.A.. Esta operação

implica incrementar a participação no capital

da SPT Holding em 0,5292% , desembolsando na

operação 80,10 milhões de euros. A sociedade continua

sendo incorporada à estrutura de consolidação

do Grupo Telefónica pelo método de integração

global.

Na matriz Telefónica Internacional foram efetuados

os aumentos de participação nas afiliadas

Telefónica del Perú, Telefónica de Argentina, Telesp

e CEI Citicorps Holdings, pelas participações realizadas

pela Telefónica, S.A. já mencionadas. Nesta

última sociedade foi efetuada uma redução de capital

mediante restituição de aportes aos demais acionistas

com o objetivo de participar em 99,96% do

capital.

Grupo Telefónica Móviles

Desde 1º de outubro de 2001, a Ipse2000, S.P.A.

incorporou-se nas contas consolidadas pelo método

de equivalência patrimonial. Este método é mais

adequado de acordo ao estabelecido no artigo

11.2.b do Real Decreto 1815/1991 de 20 de

dezembro, pelo que se aprovam as normas de formulação

das contas anuais, já que desde outubro de

2001 foram manifestados com caráter progressivo

certas dificuldades, que na prática, tem afetado

substancialmente o domínio efetivo na gestão da

Ipse2000 pelo Grupo.

A sociedade espanhola MoviPay International, S

A, com participação da Telefónica Móviles em 50%

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

anexo

65


anexo

Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

e apresentado nas Demonstrações Contábeis

Consolidadas do Grupo Telefónica Móviles no

exercício 2000 pelo seu custo de aquisição, passou a

ser apresentada pelo método de equivalência patrimonial

no presente exercício.

Grupo Admira Media

No mês de janeiro, o Grupo Endemol adquiriu os

50% restantes da Endemol France por 159,3 milhões

de euros. Com esta aquisição o grupo

Endemol passa a ser o acionista único da dita sociedade.

A sociedade está representada nas

Demonstrações Contábeis do Grupo Telefónica

pelo método de integração global.

A compra de ações de pequenos acionistas da

Antena 3 de TV, por um total de 1,79 milhões de

euros, aumentando a participação para 47,51%. A

sociedade está representada nas Demonstrações

Contábeis do Grupo Telefónica pelo método de

equivalência patrimonial.

No mês de abril, o Grupo Admira Media, S. A.

adquiriu 100% da sociedade Famosos, Artistas,

Músicos y Actores, S. A. (FAMA), anteriormente de

propriedade da sociedade Antena 3 de Televisión S.

A.. O custo total da operação foi de 6,21 milhões

de euros, gerando um ágio de consolidação de 3,25

milhões de euros. A sociedade se incorporou ao

perímetro de consolidação do Grupo Telefónica

pelo método de integração global.

A ampliação de capital na Rodven de 11,12

milhões de euros. A sociedade foi incorporada ao

perímetro de consolidação do Grupo Telefónica

pelo método de integração global em 2001.

No mês de setembro, o Grupo Admira Media

S. A. adquiriu 47,5% da Sociedade Tick Tack

Ticket, S.A., desembolsando na operação 6,01 milhões

de euros, operação que gerou para o Grupo

Telefónica um ágio de consolidação de 4,15 milhões

de euros. A Sociedade incorporou-se à estrutura

de consolidação pelo método de equivalência patrimonial.

66 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

Grupo Telefónica Datacorp

Em 16 de janeiro, a Telefónica Data México (antes

Optel) aumentou o capital em 16.992.251 ações,

sendo totalmente adquiridas pela Telefónica Data

Holding. Em 6 de março aumentou o capital em

16.743.904 ações, sendo adquiridas pela Telefónica

Data Holding 5.228.385 ações e pela T. Datacorp

11.515.519 ações. Após estes aumentos, o capital

de Telefónica Data México é de 241.738.667,8

pesos mexicanos e a participação na Sociedade fica

da seguinte maneira

T. Data Holding Mexico: 45,66%

T. Data Holding: 11,88%

T. Datacorp: 37,11%

A sociedade espanhola Telefonica Data Caribe S

A, 100% controlada pela Telefônica DataCorp, S.A.

participou com 50% na constituição da sociedade

Telefónica Data Cuba, desembolsando na operação

0,1 milhões de euros. A empresa está sendo apresentada

nas Demonstrações Contábeis

Consolidadas do Grupo Telefônica pelo seu custo

de aquisição.

Grupo Telefónica de España

Em março foi efetuada a venda da totalidade das

ações da Telefônica Sistemas de Información

Geográfica S. A, empresa 100% controlada pela

Telefonica de Espanha, S. A. U., para a

Telecomunicaciones Sistemas de Ingeniería de

Productos, S. A. U., S. A., pela importância de 1,38

milhões de euros, gerando um ganho nas contas

consolidadas do Grupo Telefonica de 5,02 milhões

de euros. A empresa, que estava apresentada nas

Demonstrações Contábeis Consolidadas do Grupo

Telefónica pelo método de integração global, foi eliminada

do perímetro de consolidação do grupo.

No mês de agosto, procedeu-se a constituição

da sociedade Telyco Maroc S. A., com participação

de 53,988% da Telyco S.A.U., com capital social

inicial de 0,601 milhões de euros, e cujo objeto

social é a promoção, comercialização e distribuição

em Marrocos de equipamentos, sistemas e, em


Mudanças da estrutura e dos critérios

de consolidação contábil

geral, toda classe de produtos relacionados com

telecomunicações.

Grupo Atento

No mês de junho de 2001, a Atento Chile S.A.,

aumentou seu capital em 3.338.287 ações de 1.000

pesos cada uma, aumento subscrito integralmente

pela empresa chilena Companhia de

Telecomunicaciones de Chile, S.A. (CTC), controlada

indiretamente pelo Grupo Telefónica com

43,643%, pelo valor de 3.049.998 ações, sendo

apresentada nas Demonstrações Contábeis do

Grupo Telefónica pelo método de integração global;

a Companía de Teléfonos de Chile

Transmisiones Regionales, S. A. pelo valor de

52.732 ações; Telefónica Empresas CTC Chile, S.

A. pelo valor de 106.474 ações e a Sociedad

Impresora y Comercial Publiguías, S. A. pelo valor

de 129.083 ações.

Por meio desta operação, o Grupo Atento diminuiu

sua participação na sociedade Atento Chile

em 99,99% para aproximadamente 70%, enquanto

que as demais sociedades externas do citado Grupo

possuem agora 29,99% do capital social daquela

sociedade. A Atento Chile, continua sendo apresentada

no perímetro de consolidação do Grupo

Telefônica pelo método de integração global.

Grupo Emergia

No mês de dezembro, a sociedade filial Emergia

Holding, N. V. constituiu a sociedade Emergia

Hispana, S. A. com um capital social de 60.000

euros, subscrito e integralizado na sua totalidade

pela sua sociedade matriz. A sociedade continua

sendo apresentada na estrutura de consolidação do

Grupo Telefônica pelo método de integração global.

Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

anexo

67


anexo

Para mais informações contatar:

Diretoria Geral de Relações com Investidores

Gran Vía 28, planta 3ª. 28013 Madrid - Espanha

Tel.: +34- 91- 584 47 00 / 584 47 02 / 584 03 06.

Fax: +34- 91- 531 99 75.

E-mail: ezequiel.nieto@telefonica.es

E-mail: jaime.nicolasmoure@telefonica.es

E-mail: dmaus@telefonica.es

E-mail: dgarcia@telefonica.es

www.telefonica.com/ir/

68 Resultados JANEIRO – DEZEMBRO 2001

No Brasil:

Diretoria de Relações com Investidores

Rua Martiniano de Carvalho, 851 – 17º andar

Tel.: 55 11 3549 7200 / 7201

Fax: 55 11 3549 7202

E-mail: callen@telesp.com.br

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