ATIVIDADES NA MATA DA MACHADA - Rostos

rostos.pt

ATIVIDADES NA MATA DA MACHADA - Rostos

NÚMERO 24 /// OUTUBRO 2010

REVISTA DO CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

DA MATA DA MACHADA E SAPAL DO RIO COINA

FOLHA VIVA

ATIVIDADES NA MATA DA MACHADA

Semana Europeia da Mobilidade | S.energia | Lineu

Impresso em papel reciclado


2

caminhos

EDITORIAL

PARTICIPAR É ESTAR ENVOLVIDO NA CONSTRUÇÃO DA SOLUÇÃO!

No passado dia 12 de setembro, terminou um período de cerca de 4 meses,

no qual o Centro de Educação Ambiental dinamizou um leque muito

variado de atividades que tiveram como principal objetivo envolver os

cidadãos no desafio de classificar o Sapal do Rio Coina e a Mata Nacional

da Machada como Área Protegida Local.

Mais de 30 atividades diferentes, desde Observação de Aves, Ateliers de

Arte na Natureza, Ilustração Científica, Cogumelos, Plantas Aromáticas e

Medicinais, entre muitas outras, trouxeram à Mata e Sapal cerca de 3000

pessoas em mais de 100 dias de atividade. Este esforço da autarquia

levou a que fosse possível dinamizar o processo mais participado de

sempre sobre uma decisão que a autarquia tem de tomar, relativamente

a um espaço do território do concelho.

O conjunto de contributos deixados por um grupo tão alargado de participantes

vai seguramente ajudar a consolidar a intenção que tenho, de

tomar todas as medidas para que um património natural tão valioso como

o Sapal do Rio Coina seja uma referência incontornável em matéria de

Conservação da Natureza e Biodiversidade, não só a nível do concelho do

Barreiro, mas e também a nível regional. Segue-se um trabalho aturado

e complexo de recolher toda a informação disponível e realizar todos os

estudos que possam conduzir à concretização deste objetivo.

Encerrámos também o período de férias escolares, ao longo do qual

dinamizámos campos de férias para cerca de 150 crianças em 5 períodos

de duas semanas. Promovemos um envolvimento de algumas instituições

do concelho que trabalham com crianças em situação de desvantagem

social, realizando atividades de ocupação dos tempos livres e retirando

Almanaque

OUTUBRO

FICHA TÉCNICA

CâMARA MUNICIPAL DO BARREIRO

Rua Miguel Bombarda

2830-355 Barreiro

www.cm-barreiro.pt

Coordenação de Edição e Redação:

Divisão de Sustentabilidade Ambiental

NUNO BANzA

Vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro

Presidente do Conselho de Administração da S.energia

nuno.banza@cm-barreiro.pt

Quarto Minguante – dia 01 às 03h52m

Lua Nova – dia 07 às 18h44m

Quarto Crescente – dia 14 às 21h27m

Lua Cheia – dia 26 às 01h36m

Quarto Minguante – dia 30 às 12h45m

Outubro meio chuvoso

torna o lavrador venturoso.

NOVEMBRO

por 15 dias estas crianças dos espaços onde estão para as trazer aos

nossos territórios naturais de excelência.

É agora tempo de dar início ao novo ano letivo e com isso, o Centro passa

a receber com frequência um número sempre muito significativo de alunos

das escolas do nosso concelho, dando continuidade ao trabalho de

educar para o ambiente as novas gerações. Para isso, conta com a feliz

possibilidade de fazer este trabalho recorrendo à Mata e ao Sapal, dois

espaços de excelência, para proporcionar aos nossos jovens experiências

inesquecíveis e fortemente motivadoras! As parcerias com as escolas

do concelho, nas quais os professores têm tido um papel fundamental

enquanto elementos dinamizadores de relações de estreita colaboração,

ajudam a enriquecer o trabalho desenvolvido e a torná-lo incontornável

no projeto pedagógico da nossa comunidade educativa local.

Todas estas iniciativas, que consomem tempo, recursos humanos e

financeiros à autarquia, são na minha

opinião, investimentos indispensáveis e

que terão no futuro um retorno muito

significativo para a nossa comunidade!

Muito mais há ainda a fazer, mas com o

envolvimento e a participação de todos,

acredito que estamos hoje a construir

soluções adequadas para os nossos problemas

e a investir

no futuro de forma

consequente e

sustentável para o

Barreiro!

Lua Nova – dia 06 às 04h51m

Quarto Crescente – dia 13 às 16h38m

Lua Cheia – dia 21 às 17h27m

Quarto Minguante – dia 28 às 20h36m

Tudo em novembro guardado:

ou em casa ou enterrado.

Datas a

assinalar

OUTUBRO

CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA

MATA NACIONAL DA MACHADA E SAPAL DO RIO COINA

Tel.: 212 153 114 - Tel./Fax: 212 141 186

E-mail: ceambiental@mail.telepac.pt

01 Dia Nacional da Água

04 Dia do Animal

05 Dia da Implantação da República Portuguesa

16 Dia Mundial da Alimentação

NOVEMBRO

OUTUBRO

S T Q Q S S D

1 2 3

4 5 6 7 8 9 10

11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24

25 26 27 28 29 30 31

NOVEMBRO

S T Q Q S S D

1 2 3 4 5 6 7

8 9 10 11 12 13 14

15 16 17 18 19 20 21

22 23 24 25 26 27 28

29 30

10 Dia Mundial da Ciência ao Serviço

da Paz e do Desenvolvimento

16 Dia Internacional do Mar

24 Dia Nacional da Cultura Científica

Design e Paginação: Rostos da Cidade Impressão: Fergráfica

Rua das Indústrias n.º 21 - 2700-460 Amadora

Depósito legal n.º 288714/10 - Data de Edição: outubro de 2010


“Mobilidade mais inteligente – Uma vida melhor”

Foi esta a temática da Semana Europeia da

Mobilidade, que a Autarquia, em parceria

com a S.energia e os Transportes Colectivos

do Barreiro (TCB), assinalou de 16 a

22 de setembro, chamando a atenção para

os efeitos negativos que as atuais formas

de transporte urbano têm na qualidade de

vida dos cidadãos e das cidades onde estes

vivem.

Na Rua Miguel Bombarda, nos dias 21 e

22, foi possível fazer compras no mercado

Click !!! Fotoreportagem

Esplanada

Mercado biológico

biológico e comércio justo, trocar materiais

recicláveis por bilhetes de transportes públicos,

usufruir das esplanadas que os cafés

criaram para estes dias, adquirir e aprender

um pouco mais sobre plantas aromáticas

e medicinais, ver os artistas Kira e Kikko

a executarem trabalhos de pintura, ou ver

demonstrações de ginásios do concelho.

No dia 22, Dia Europeu Sem Carros, jogos

lúdico-pedagógicos, insufláveis e animação

de rua fizeram as delícias de cerca de 400

Demonstração de ginásios

Pintura de veículo híbrido

Pintura na ruaTeatro de fantoches

paisagens 3

crianças de escolas e jardins-de-infância

do concelho.

Ao longo de toda a semana, decorreram

inúmeras iniciativas, como workshops e

conferências, uma exposição itinerante

sobre mobilidade sustentável ou bilhetes

low cost nos TCB. Tudo com o objetivo de

promover formas de deslocação mais inteligentes

e sustentáveis: a pé, de bicicleta ou

de transportes públicos, em detrimento do

automóvel particular.

Jogo das Energias

Pista de bicicletas

Escola de Jazz do Barreiro


4

paisagens

AGENDA DE ATIVIDADES – AMBIENTE E BIODIVERSIDADE

FINS DE SEMANA NA MATA DA MACHADA

“Bastante agradável e com orientação competente”,

foi esta a opinião geral de quem

participou nas atividades que o Centro de

Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada

e Sapal do Rio Coina (CEA) organizou

entre 22 de maio e 12 de setembro. Ou seja,

durante a época alta, em que este espaço se

propôs a dinamizar workshops e atividades

diferentes todos os fins de semana.

Num total de mais de 30 atividades promovidas,

a procura foi grande, tendo algumas registado

lotação completa. Entre exposições,

workshops e saídas de campo, todas as atividades

faziam parte da Agenda de Ambiente

e Biodiversidade, inserida nas comemorações

do Ano Internacional da Biodiversidade,

declarado pela UNESCO, com o objetivo de

reduzir significativamente a taxa da perda

de biodiversidade, até ao final deste ano.

As várias temáticas foram exploradas de

forma muito abrangente, havendo espaço

para a fotografia, a pintura, a arte floral, as

ciências, a biologia e a actividade física.

Houve quem considerasse esta “formação

muito interessante e enriquecedora, a nível

pessoal”.

As entidades que desenvolveram cada iniciativa

foram escolhidas com rigor, pela seu

lugar de destaque na área que desenvolvem.

Para o público, a informação era passada de

forma clara e esclarecedora. Como referiu

um participante na atividade de Astronomia

Noturna, “Gostei da maneira como o tema

foi abordado. Linguagem muito acessível e

ligeira para um assunto tão complexo”.

A recetividade foi muito boa, pela riqueza e

pertinência dos temas, pela abrangência de

gostos e faixas etárias, ficando a nota de que

“deviam existir mais atividades semelhantes”.

Provam-no os quase 3000 participantes

Ilustração Científica

que afluíram ao CEA, entre munícipes e público

de concelhos vizinhos, que viram aqui

uma boa oportunidade para conhecer este

espaço e a Mata Nacional da Machada, manifestando

o seu contentamento - “Continuem

a divulgar e a realizar este tipo de ações. Faz

bem a todos nós” – e expetativa – “Aguardo

mais workshops. Parabéns! Continuem!”

Como um dos participantes reconheceu, “As

atividades são de interesse e apelam para

um maior conhecimento cultural, desportivo,

Astronomia Diurna

Arte Floral e Decorativa

ecológico e artístico do nosso concelho."

Depois de avaliadas todas as opiniões e

sugestões, é tempo para balanços. Com o

sucesso atingido, para o ano certamente

haverá mais.


VERÃO NA MATA DA MACHADA

CAMPOS DE FÉRIAS

Neste verão, os Campos de Férias do Centro

de Educação Ambiental da Mata Nacional da

Machada e Sapal do Rio Coina (CEA) decorreram

animados e contaram com uma novidade:

um mês dedicado à participação de Instituições

de Solidariedade Social. Até aqui, a participação

nos Campos de Férias tem sido feita

preferencialmente através de inscrições de

particulares, sendo difícil a inscrição de grupos

por uma questão de logística e de organização.

Este ano, ponderando a importância que estas

atividades teriam para crianças carenciadas,

o CEA destacou um mês para poder receber

grupos pertencentes a instituições, tais como o

Instituto dos Ferroviários, a Rumo, a Casa dos

Rapazes e a Unidade Pediátrica do Hospital

Nossa Sr.ª do Rosário.

Do ponto de vista do Instituto dos Ferroviários,

estas iniciativas são muito importantes e

são sempre bem-vindas. Há muitas crianças

institucionalizadas que não têm possibilidade

de ir a casa aos fins-de-semana e muitas

vezes, até mesmo nas férias, permanecem na

instituição. Nestes casos, há uma necessidade

acrescida de os ocupar, uma vez que não

estão na escola e têm muitas horas livres, que

requerem o desenvolvimento de um programa

mais extenso.

A colaboração da Autarquia foi muito bem

recebida. O Instituto considera que estas

parcerias são muito benéficas, pois são-no

no verdadeiro sentido da palavra. Não são

apenas parcerias que ficam no papel, mas

sim projetos concretos que se colocam em

marcha.

Os Campos de Férias na Mata da Machada

acabam por propor atividades inovadoras em

relação àquelas que os miúdos estão habituados.

O facto de poderem estar num espaço que

proporciona o desenvolvimento de atividades

ao ar livre é muito positivo. Por outro lado, o

contacto direto com a natureza também contribui

para favorecer e estreitar laços com os

espaços naturais, o que é importante para sensibilizar

para a temática ambiental, permitindo

que aprendam através de atividades lúdicas.

Esta questão "ajuda no desenvolvimento das

competências sociais e pessoais das crianças

e contribui para formar a consciência de futuros

cidadãos no sentido de zelar pela nossa

biosfera", diz-nos Filipa Carvalho da Silva,

técnica do Instituto. Curiosamente, afirma, "a

projeto escola 5

atividade que as crianças deste grupo mais

gostaram de fazer foi a Limpeza da Mata. O

que para eles é sinónimo de castigo noutros

espaços, na Mata foi transformado em gosto

e diversão".

Também a Casa dos Rapazes considera que a

parceria correu muito bem. Este é um projeto

que não traz custos para a instituição e que

possibilita a saída com as crianças, durante 15

dias, para atividades de exterior, o que de outra

forma não seria possível. Para Filipa Aires, "as

crianças hoje em dia quase não sabem brincar

sem um comando na mão e uma televisão, e é

mesmo necessário aproximá-las da natureza

e do contacto com a terra. As atividades no

CEA acabam por ser diferentes, com pessoas

diferentes, que possibilitam experiências

únicas e muito gratificantes".

No final do mês, o balanço que as entidades

que integraram a parceria fazem é muito positivo.

E fica a ideia de que a colaboração com

o CEA poderá ser uma realidade ao longo de

todo o ano.

SOU O KIKO e ainda não tenho 2 anos.

Eu e outros 130 amigos estamos no Centro

de Recolha de Animais Errantes (CRAE)

da Autarquia do Barreiro, à espera que

alguém nos adote.

Se pretender levar um destes animais

para casa, poderá dirigir-se ao CRAE de

2ª a 5ª, das 14h às 16h para nos visitar

e informar-se das condições de adoção.

Estamos na Rua dos Resistentes Antifascistas,

junto às oficinas dos TCB. Poderá

contactar-nos para qualquer dúvida ou

esclarecimento através do 212 094 201.


6

PERFIL

Associação de Amigos da Mata da Machada

A IMPORTÂNCIA DE PRESERVAR A MATA

A Associação de Amigos da Mata da Machada

(AAMM) é uma associação cívica que

visa promover e defender um espaço florestal

único no concelho do Barreiro, através

da realização de um conjunto de iniciativas

e ações que envolvam a população.

A AAMM, após um período de inatividade,

elegeu novos corpos sociais, no passado dia

19 de junho de 2010. Nesta primeira reunião

foi constituída uma equipa de trabalho, que

irá dinamizar toda a atividade da Associação.

Como primeira medida, será solicitada

uma reunião com a Autoridade Florestal

Nacional (AFN), com o objetivo de abordar

assuntos de interesse para a Mata Nacional

da Machada (MNM), com especial incidência

nas questões da prevenção e combate aos

fogos florestais.

Na verdade, em pleno verão a inquietação

foi imensa, e no período entre 4 e 6 de julho,

dadas as condições meteorológicas adversas

que foram uma constante em todo

o território, com subidas de temperaturas

desmesuradas, aumentou a preocupação

relativa ao espaço da MNM.

Assim, a 13 de julho, a recente eleita Direção

da AAMM, através de um comunicado,

apelou ao reforço da vigilância da Mata da

Machada por parte das entidades públicas,

fazendo referência que, em apenas 24 horas

ocorreram dois incêndios na Mata da Machada,

que apresentam claros indícios de

fogo posto. Não fosse a rápida intervenção

dos bombeiros, e a dimensão dos mesmos

poderia ter sido desastrosa. O Presidente

desta associação, Bruno Vitorino revelou

ainda a preocupação da AAMM com o corte

drástico do número de jovens afetos ao projeto

Voluntariado Jovem para as Florestas,

que reduziu significativamente o número de

horas em que há vigilância da Machada por

parte dos voluntários.

A Associação está ainda a criar uma página

no Facebook para dar a conhecer o trabalho

desenvolvido e colocar à disposição de

todos as iniciativas que serão dinamizadas,

com o objetivo de envolver um número significativo

de pessoas e sócios que pretendam

contribuir para a proteção deste espaço

de excelência.

Finalmente, na última reunião realizada a

23 de setembro foi proposta a realização de

uma ação de limpeza da Mata da Machada e

Sapal do Rio Coina, envolvendo a população.

Junte-se a nós neste dia!

Ajude-nos a proteger este espaço, contribua

para a sua preservação!

Associação de Amigos

da Mata da Machada

É um utilizador frequente da Mata da

Machada? Costuma juntar a família e

usufruir deste espaço ao fim de semana?

Gosta de respirar o ar puro e conhecer

a biodiversidade escondida nos

cantos e recantos da Mata? Preocupa-se

com a preservação dos valores naturais

do nosso concelho?

Então junte-se a nós e torne-se sócio da

Associação dos Amigos da Mata da Machada!

Para mais informação, contacte:

amigosdamatadamachada@gmail.com


Ilustração de Paulo Galindro

REBENTOS


8

REBENTOS

Caderneta de desenhos

“Para um mundo melhor, não atires

lixo ao mar.” Henrique, 11 anos

Envia-nos o teu desenho

ou fotografia para

ceambiental@mail.telepac.pt

ou liga para Linha Verde (gratuita)

800 205 681

O que faz...

O ENGENHEIRO DO AMBIENTE

"Não se deita lixo para o mar

nem para o chão."

Inês, 5 anos

No seu dia-a-dia, o Homem utiliza recursos naturais para sobreviver e, infelizmente,

polui o nosso planeta. É através do estudo da relação entre o Homem e o meio

ambiente que se consegue perceber como manter o equilíbrio dos ecossistemas.

Cabe ao Engenheiro do Ambiente controlar a qualidade da água e do ar, perceber o

impacto que determinada obra pode ter, preservando a Terra.

É também o Engenheiro do Ambiente que descobre novas formas de energia alternativas

e não poluentes, assegura o tratamento a dar aos nossos resíduos e promove os

3 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar.

O meu

melhor amigo

Leonor e Calvin


Carlos Lineu

CARLOS LINEU foi um botânico, zoólogo

e médico sueco, que criou a nomenclatura

binomial da classificação científica. Foi o

botânico mais reconhecido da sua época, e

recebeu diversas alcunhas, como "O Príncipe

dos Botânicos”.

Nasceu a 23 de maio de 1707, em Ráshult,

na Suécia, e herdou do seu pai o gosto pelas

plantas. Lineu foi estudar Medicina na Universidade

de Lund, em 1727, e transferiu-se para

a Universidade de Uppsala, em 1728, onde

passou sete anos.

Aqui tomou

contacto com

uma obra de Sebastien

Vaillant, Sermo de Structura Florum,

após o qual se convenceu que os estames

e pistilos das flores seriam as bases para

a classificação das plantas. Escreveu um

curto estudo sobre o assunto, que lhe valeu

a posição de professor adjunto.

Mais tarde, mudou-se para os Países Baixos,

em 1735, onde obteve o grau de doutor em

Medicina. Conheceu Jan Frederick Gronovius

e mostrou-lhe o rascunho do seu trabalho

em taxonomia, o Systema Naturae. Neste, as

extensas descrições usadas até então para

classificar os seres vivos eram substituídas

pelos concisos e hoje familiares nomes

específicos, e outros níveis superiores de

classificação eram construídos de uma forma

simples e ordenada. Embora esse sistema

da nomenclatura binomial tenha sido criado

pelos irmãos Johann e Gaspard Bauhin, foi

Lineu quem o popularizou.

Voltou à Suécia em 1738, e no jardim bo-

Grandes Figuras

tânico da Universidade de Uppsala, Lineu

organizou as plantas de acordo com

o seu sistema

de classificação.

Concebeu a ideia de

divisão e denominação, como forma

de organizar os organismos vivos, com

base na sua morfologia (ou seja, no estudo

comparativo da forma e características dos

organismos). O orgulho no seu trabalho

levou-a a afirmar "Deus creavit, Linnaeus

disposuit" (Deus criou, Lineu organizou).

Atualmente, a taxonomia de Lineu é usada

nas ciências biológicas e classifica os

organismos numa hierarquia, começando

pelos reinos, que são divididos em filos,

estes em classes, depois em ordens, famílias,

géneros e espécies, sucessivamente.

De acordo com a nomenclatura binomial, cada

espécie tem um nome em latim, composto

por duas palavras (binomial = dois nomes), e

escrito em itálico (ou sublinhado no caso de

ser manuscrito). A primeira palavra corresponde

ao género, e é escrita com a primeira

letra maiúscula; a segunda palavra é o epíteto

específico que corresponde a determinada

espécie dentro do género, e é escrito com

letra minúscula. O nome do género é sempre

um substantivo, enquanto o epíteto específico

é normalmente um adjetivo. Por exemplo:

Turdus migratorius, em que turdus significa

tordo e migratorius indica que tem hábitos

migratórios.

Todas as denominações acima de espécie

são uninomiais (um nome) e escrevem-se

com letra inicial maiúscula.

As principais vantagens

da nomenclatura binomial

Mini-observatório

Raposa

Vulpes vulpes

• Da família dos canídeos, esta é uma espécie muito

abundante no nosso país

• Com grande capacidade de adaptação, ocupa praticamente

todos os habitats disponíveis

• Consome cerca de 0,5 kg de comida diariamente,

geralmente mamíferos e aves

• Tem uma pelagem avermelhada, com tons de castanho

e cinzento, mais curta no verão e mais espessa

no inverno.

REBENTOS 9

têm a ver com o facto de todas as espécies

poderem ser identificadas, sem risco

de ambiguidade, por apenas duas palavras.

E por outro lado, o mesmo nome é de uso

universal, independente da língua, evitando

erros e problemas de tradução.

Faleceu em 10 de janeiro de 1778, em Uppsala,

ficando conhecido universalmente como o

“Pai da Taxonomia Moderna”.


10

REBENTOS

Vamos jogar?

Onde moram os animais? Onde procuram eles refúgio? Une cada

animal à sua casa e mostra que és um conhecedorda vida animal!!

2

3

4

5

6

7

8

9

Solução: 1 – cão; 2 – formiga; 3 – aranha; 4 – cavalo-marinho; 5 – abelha; 6 – urso; 7 – esquilo, 8 – pássaro; 9 – coelho

1

Vamos pintar?

Sabes que te podes deslocar de forma saudável e não poluente?

Basta utilizares um destes meios de transporte.

Adivinha qual.

E para o desenho ficar mais bonito, pinta-o com as tuas

cores favoritas!

Adaptado de Smartkids

Vamos ler?

Solução: E – Bicicleta

CONSTRUTORES

Animais Extraordinários

Xulio Gutiérrez e Nicolás

Fernández

Faktoria K de Livros

Há aves que constroem

ninhos surpreendentes,

mamíferos que escavam

complexas habitações subterrâneas,

insetos minúsculos

que levantam edifícios

enormes e aranhas que

tecem elaboradas estruturas

de caça.

Todos eles são construtores especialistas que sobrevivem

graças à sua habilidade.


Ouriço-cacheiro

Erinaceus europaeus

Foto de: Hugo Matos

O ouriço-cacheiro é um pequeno mamífero,

cujo comprimento varia entre 19 e 29 cm e

o peso oscila entre 0,5 e 1,2 kg, não apresentando

grandes variações entre machos

e fêmeas. Possui um aspeto peculiar que

chama a atenção logo à primeira vista, uma

vez que o seu dorso está coberto de espinhos

longos e aguçados (cerca de 6000), com

um comprimento que varia entre 2-3 cm, de

cor acastanhada e com bandas escuras nas

extremidades. Estes espinhos permanecem

no seu corpo por um longo período de tempo,

sendo a sua muda irregular. Na zona ventral

e cabeça, o ouriço possui pelos grossos e

ásperos. A sua cauda é muito pequena, com

um comprimento que varia entre os 2 a 5 cm,

e que normalmente se encontra escondida

pelos espinhos. As orelhas são igualmente

pequenas e a sua cabeça encontra-se bem

destacada do corpo, com um focinho pontiagudo.

Têm a visão pouco desenvolvida, ao contrário

do olfato e da audição, que são os seus

sentidos mais apurados. Quando ameaçados,

os ouriços enroscam-se e escondem as suas

patas e cabeça, formando uma bola e expondo

os seus espinhos como uma barreira de

defesa quase impenetrável. No entanto, esta

arma de defesa não é suficiente para o bufo-

-real, o seu principal predador, como comprovam

as bolas de regurgitação desta ave,

repletas de espinhos do pequeno mamífero.

É um animal solitário e territorial, de hábitos

essencialmente noturnos, podendo ser facilmente

observado nas últimas horas do dia e ao

amanhecer. Pode ser encontrado numa grande

variedade de habitats, desde áreas abertas até

bosques e florestas densas. Também é possível

encontrá-lo em meios sub-urbanos, como

jardins e áreas de cultivos, sendo uma espécie

muito associada ao Homem.

O ouriço é o maior insetívoro da

nossa fauna. Alimenta-se essencialmente

de invertebrados que

vai encontrando no solo, como

por exemplo, minhocas, escaravelhos,

lagartas, aranhas e lesmas.

No entanto, pode também consumir

ovos e pequenos vertebrados

como sapos, lagartos, crias de roedores e

de aves. Come igualmente peixe, o que não

é de estranhar pois o é um excelente nadador.

Devido à sua dieta à base de insetos,

o ouriço-cacheiro é bastante importante

para o controlo de pragas. Durante a noite,

e enquanto procura alimento, pode percorrer

distâncias entre 1 e 3 quilómetros.

Esta espécie hiberna, entre novembro e

março, quando os recursos alimentares diminuem

e o frio não permite a manutenção

da temperatura do corpo. No nosso território,

este comportamento verifica-se apenas nos

indivíduos que vivem em zonas de maior

altitude. Antes de hibernar, os ouriços necessitam

de engordar bastante para que possam

sobreviver durante o período de hibernação,

em que a temperatura corporal desce, o ritmo

cardíaco diminui bastante e o funcionamento

dos órgãos internos é reduzido.

Pode atingir quase os 10 anos de idade, mas

vive em média 3 anos. As principais causas

de mortalidade são os seus predadores naturais,

como por exemplo as raposas, texugos

e até mesmo os cães, e a fome durante o

período de hibernação. No entanto, os atropelamentos

nas estradas constituem igualmente

um importante fator de mortalidade

da espécie.

Ao nível da reprodução, a maioria dos acasalamentos

ocorre na primavera. As fêmeas

podem ter 2 ninhadas por ano, cada uma com

4 a 6 crias, que nascem após um período

OBSERVATÓRIO 11

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Erinaceomorpha

Família: Erinaceidae

Género: Erinaceus

Espécie: Erinaceus europaeus

de gestação de 12 a 13 semanas. As crias

nascem cegas e sem espinhos, mas poucas

horas após o seu nascimento, despontam os

primeiros espinhos, que, passados poucos

dias, se tornam escuros. As crias estão a

cargo da fêmea e abandonam o ninho com 22

dias, sendo desmamadas após 4 a 6 semanas.

Estas atingem a sua maturidade sexual

ao fim de um ano de vida.

É uma espécie facilmente observada em

toda a extensão do território europeu, sendo

bastante comum em Portugal, onde possui

um estatuto de conservação "Pouco Preocupante".


12 impressões coloridas

AS ERVAS OU PLANTAS MEDICINAIS

As ervas ou plantas medicinais têm história,

e esta data das Antigas Civilizações. Desde

a Antiguidade eram usadas em unguentos,

emplastros, chás, poções, pomadas, condimentos

e tempero de alimentos, algumas

das vezes em substituição do sal.

Cresciam pelos campos e eram colhidas, selecionadas

e preparadas por mãos sábias

que as transformavam para os diversos fins.

O Homem nunca perdeu o contacto com

as ervas ou plantas medicinais. Muito pelo

contrário, desenvolveu algumas técnicas de

cultivo, quer em hortas, quer em estufas.

Nas casas senhoriais, solares, mosteiros,

conventos e palacetes, fazia-se a cultura de

várias espécies, aproveitando os recursos

naturais ou providenciando estufas cobertas.

Das cozinhas saíam aromas adocicados

e limonados, oriundos da panela em lume

brando, onde se tinha colocado um ramo de

cheiros frescos composto de coentros, erva

doce, tomilho, alecrim, orégãos e serpão, que

para além do mais, acentuavam maravilhosamente

o paladar da iguaria.

Nas hortas, frente às cozinhas, lá estavam

elas, as ervas verdejantes, coloridas quando

em flor, viçosas, bem cheirosas, prontinhas

para mostrarem as suas virtudes.

Ao sabor e melodia do vento sob o sol morno

da primavera, dançavam, lado a lado, num

doce e inebriante ballet, emanando odores

perfumados ao toque, à medida que iam

crescendo e florindo, os coentros, a salsa,

o funcho, o tomilho e o manjericão.

A camomila de olho amarelo e pétala branca

e as calêndulas alaranjadas estavam mais

longe. Belas e discretas, faziam companhia

ao alecrim.

De lado, mas em boa vizinhança, a árvore

da tília fazia sombra, protegendo do sol

ardente das tardes de verão, as mentas, a

erva príncipe, a cidreira e mais uma ou outra

ervinha, por não gostarem muito de sol,

atrevidamente, cresciam por ali.

Depois de colhidas e secas, elaboravam

tinturas, xaropes e pomadas. Na culinária

também eram usadas frescas.

Atualmente, a utilização das ervas ou plantas

medicinais é vasta, sendo aplicadas em

Fitoterapia, por aconselhamento de especialistas,

ou mesmo por seres humanos que

de uma forma empírica, ou outra que lhes é

inata, têm a capacidade e o rigor de indicar

a planta certa, no momento certo, para um

problema específico. Estas pessoas têm uma

sensibilidade especial ao comunicar com

as plantas. Consideram-nas divindades por

saberem que agem no ser humano como

um todo, protegendo-o (um dos princípios

da antiga medicina holística). Selecionam

partes específicas da planta, raízes, tronco

ou caules, folhas, frutos ou flores, respetivamente,

para corrigir as diferentes disfunções

do espírito, da alma e do corpo, ou

seja, garantir o funcionamento harmonioso

da Homeostasia no ser humano, unificando

os elementos da sua organização tripartida

(um dos princípios da nova medicina entre

o Céu e a Terra).

Neste contexto, existem diversas formas de

tratamento e cura através das ervas ou plantas

medicinais. Entre outras, são igualmente

Coentro: digestivo, anti-séptico e calmante.

Calêndula: indicada para a vermelhidão da pele e acne.

reconhecidas a sua aplicação nas diferentes

técnicas de massagem, com óleos ou

pomadas preparados com a maceração de

extratos, essências e tinturas de plantas. É

igualmente de grande relevo o seu uso em

Homeopatia e na Terapia Floral, como a dos

Florais de Bach.

Apesar das plantas medicinais crescerem

espontaneamente, outras são cultivadas.

Deve dar-se sempre a preferência às de

cultura biológica, à venda em lugares es-

Alecrim: estimulante do sistema nervoso e do cérebro,

melhora a concentração e a memória.

pecializados. A cultura de plantas medicinais

com recursos a produtos químicos não faz

sentido, porque a natureza e as funções dessas

mesmas plantas devem estar e conservar

o seu maior estado de pureza. Os produtos

químicos têm aqui um papel devastador e

destrutivo.

Maria Luísa Castanheira

Fernanda Botellho

malvasilvestre.blogspot.com

Fotos: www.portaldojardim.com


SUSANA CAMACHO

ADMINISTRADORA-DELEGADA DA S.ENERGIA

UNS MINUTOS COM... 13

Foi em 2007 que a S.energia entrou em funcionamento.

O Folha Viva quis saber um pouco mais sobre esta Agência de Energia, e falou com a Engª Susana Camacho, Administradora-Delegada.

Folha Viva – Qual o objetivo principal da

S.energia?

Susana Camacho – A S.energia – Agência

Regional de Energia para os concelhos do

Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete é uma

associação privada sem fins lucrativos que

tem como principal objetivo contribuir para

a eficiência energética, para a promoção da

utilização de energias renováveis e para a

gestão ambiental na interface com a energia,

promovendo o desenvolvimento local sustentável.

Foi criada em 2007 com o apoio do

Programa Europeu "Intelligent Energy Europe"

pela EACI – “Executive Agency for Competitiveness

and Innovation”, em consórcio com

outras três agências em Itália, Roménia e Malta.

FV – Quais tem sido as principais ações da

S.energia?

SC – A S.energia tem organizado a sua ação

em três vertentes principais. Em primeiro lugar

foi necessário realizar uma análise quantitativa

dos consumos energéticos nos quatro concelhos

da área de intervenção da agência, consolidada

na “Matriz Energética” (disponível em

www.senergia.pt). Esta permitiu identificar

os setores de atividade prioritários para a

aplicação de medidas de incremento da eficiência

energética, poupança e conservação

de energia, bem como na maior utilização

das energias renováveis. Estamos agora a

elaborar o Plano de Ação para a Energia que

indicará medidas concretas de atuação para

os diferentes setores identificados na Matriz.

Também atuamos ao nível da gestão sustentável

da energia, e entre as nossas principais ações,

destaco os projetos piloto com a tecnologia

LED tendo em vista a melhoria da eficiência

Pedalada da Mobilidade 2010, evento anual

que pretende promover o uso da bicicleta e

a mobilidade sustentável

energética da iluminação pública, o apoio

técnico na integração de sistemas solares

térmicos e solar fotovoltaico, aconselhamento

na renovação das frotas municipais, assim

como coordenação dos estudos para a Certificação

Energética de edifícios municipais e

apoio técnico no âmbito do Sistema Nacional

de Certificação Energética de Edifícios (SCE).

Finalmente, no que se refere à promoção de

ações de educação e sensibilização na vertente

energético-ambiental, promovemos a comemoração

de dias temáticos, temos trabalhado

junto da comunidade escolar e estamos presentes

nas Feiras Pedagógicas e Festividades

Populares destes concelhos, com o objetivo de

divulgar o apoio que a agência pode prestar

nas questões energéticas e ambientais.

FV – Em termos gerais e considerando a

situação atual, nota a existência de maior

sensibilidade da parte dos municípios à causa

energética e ambiental?

SC – Considero que existe uma maior sensibilização

dos autarcas para as questões

energéticas intimamente relacionadas com as

questões ambientais, existindo no entanto uma

contínua necessidade de concertação entre os

responsáveis destas duas áreas temáticas ao

nível político, ao nível de gestão e principalmente

ao nível da implementação das ações

no terreno. A iniciativa lançada pela Comissão

Europeia em fevereiro de 2009, designada

por “Covenant of Mayors” (Pacto dos Autarcas)

é disso exemplo, juntando as autarquias

mais pioneiras da Europa, no compromisso

de alcançar os objetivos da política da União

Europeia em termos de redução das emissões

de CO 2 através duma eficiência energética

Iluminação Pública com

luminárias LED – projeto piloto

avançada e da produção e uso de energias

mais limpas, renováveis e alternativas.

FV – Quais são os desafios que a S.energia

enfrenta no futuro?

SC – Esta Agência de Energia encontra-se no

período final de financiamento (2007-2010)

pela Comissão Europeia, preparando neste

momento como coordenadora do consórcio

e conjuntamente com a Câmara Municipal do

Barreiro, a Conferência Final do Projecto, nos

dias 21 e 22 de outubro, no Auditório Municipal

Augusto Cabrita (Barreiro), onde serão

debatidos diferentes temas, nomeadamente

os desafios e a perspetiva de futuro destas

agências de energia.

Neste momento a S.energia procura obter a

sua sustentabilidade económica, continuando

a dar apoio às necessidades dos municípios

na vertente energética e ambiental, e tendo

como perspetiva futura assumir-se como entidade

de referência a nível regional na área

da energia e do ambiente.

FV – Qual o tema da Conferência Final desse

projecto e o seu objectivo?

SC – A Conferência Final terá como tema

"Sustentabilidade Energética Local" e será uma

excelente oportunidade para a demonstração

do trabalho realizado pelas quatro Agências de

Energia ao nível da sustentabilidade energética,

através de casos práticos que mostrem

o esforço que tem vindo a ser desenvolvido

nesta área, dando relevância à estratégia

“Pensar globalmente e agir localmente”. O

programa da Conferência Final incluirá três

painéis temáticos (I – Contributo das Agências

de Energia na Estratégia Europeia para as

Alterações Climáticas; II – Eficiência Energética

e Energias Renováveis; III – Mobilidade

Sustentável e Transportes). Durante os dois

dias de conferência, estará também presente

na Galeria Amarela do Auditório, uma pequena

Mostra sobre “Boas Práticas na área

da Energia”.


14ECO-PÁGINA

VASOS RECICLADOS

Aproveite as latinhas para fazer bonitos vasos.

Precisa apenas de musgo e cordel.

1

2

3

4

5

Encoste pedacinhos de musgo à lata, e segure-o com

cordel enrolado em torno desta.

Apare o musgo na base da lata, com a ajuda de uma

tesoura.

Apare também o topo. O vaso está pronto!

Pode agora semear as suas flores no vaso.

Ficará com uma bonita decoração natural.

Para aprender

Os planetas que constituem o nosso

sistema solar dividem-se em três categorias,

segundo sua composição:

Os planetas telúricos (ou planetas sólidos)

têm corpos largos, compostos de

rocha: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte.

Os planetas gasosos (ou planetas

jovianos) têm uma composição largamente

composta por materiais gasosos.

São eles Júpiter, Saturno, Urano,

Neptuno.

Os planetas urânicos (ou gigante de

gelo) são uma subclasse dos planetas

gasosos, distinguidos dos verdadeiros

jovianos pela sua deflexão no hidrogénio

e hélio, e uma composição significante

de rochas e gelo. São eles Urano

e Neptuno.

Vamos jogar?

Estas sombras, aparentemente

iguais, têm pequenas

diferenças entre si.

No entanto, uma corresponde

à árvore original.

Consegue descobrir qual?

2

1

3

4 5

1 2 3

4 5

Fotos: www.odiade.com

Solução: Imagem 3


PARQUE NATURAL DO TEJO INTERNACIONAL

O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) cobre uma superfície de 26.484

ha e abrange território pertencente aos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-

-Nova e Vila Velha de Ródão.

Esta Área Protegida engloba a quase totalidade

do troço internacional do vale do rio Tejo e

as secções finais de três dos seus afluentes:

o rio Erges, por onde passa a fronteira entre

Portugal e Espanha, a ribeira do Aravil e o

rio Ponsul. Os vales encaixados destes rios

têm escarpas inacessíveis, beneficiando de

um relativo isolamento e suportando formações

vegetais densas e diversificadas como

os zambujais, os azinhais, os retamais, os

estevais e os rosmaninhais.

O clima é mediterrânico, sendo que se aponta a

bacia hidrográfica do rio Tejo como divisor entre

o clima quente e seco característico da região

sul de Portugal Continental e o clima temperado

e húmido característico da região norte.

Flora

Destaca-se o montado de azinheira e sobreiro,

que se apresenta ora com árvores

isoladas e culturas arvenses sob coberto, ora

com árvores de menor porte ou bosquetes,

restringindo-se a cultura arvense às baixas

e encostas menos pedregosas.

A visitar:

MUROS APIÁRIOS

Estruturas construídas pelo

homem, para proteger as colmeias

dos predadores como o

urso. São em pedra, definindo

recintos fechados, geralmente

circulares. Existem três

no PNTI: Marmeleiro, Silha

e Ribeira do Vale de Lobo, no concelho de

Idanha-a-Nova.

Também se salienta, pela sua importância

ecológica, os salgueirais de Salix spp. que

formam galerias ao longo das linhas de água,

nos troços não sujeitos a forte estiagem,

enquanto os tamujais de Flueggea tinctoria

se localizam nos troços das linhas de água

com forte estiagem. A estas comunidades

acrescentam-se os amiais de Alnus glutinosa,

contíguos às margens e os freixiais de Fraxinus

angustifolia, em terraços aluvionares

na orla do corredor ribeirinho.

Podemos ainda encontrar a azinheira (Quercus

rotundifolia), o sobreiro (Quercus suber)

MOINHOS DE ÁGUA

No PNTI

conhecem-se

moinhos para

moer grão

construídos

junto a

açudes, em

linhas de água de fácil acesso.

Destinos 15

e o carrasco (Quercus coccifera); o lentisco

(Phillyrea angustifolia) e o aderno-de-folhas-

-largas (Phillyrea latifolia); o medronheiro

(Arbutus unedo) e várias urzes (Erica spp.); a

esteva (Cistus ladanifer) e o zambujeiro (Olea

europaea var. sylvestris); o aderno (Rhamnus

alaternus); a aroeira (Pistacia lentiscus) e a

cornalheira (Pistacia terebinthus); o alecrim

(Rosmarinus officinalis) e o rosmaninho (Lavandula

stoechas subsp. sampaiana).

Neste território foram identificadas até à data

51 espécies endémicas. Merecem particular

destaque Anthyllis lusitanica e Campanula

transtagana, cuja área de distribuição se restringe

ao centro e sul de Portugal Continental.

Fauna

O PNTI alberga mais de duzentas espécies de

vertebrados, estando onze consideradas “em

perigo”, treze “vulneráveis” e outras tantas

“raras”. Entre os mamíferos, destacam-se

a lontra (Lutra lutra), o gato-bravo (Felis silvestris)

e o toirão (Mustela putoris). Na avifauna,

ocorrem espécies com estatuto de

“em perigo” como a cegonha-preta (Ciconia

nigra), o abutre-preto (Aegypius monachus) e

a águia-real (Aquila chrysaetos). Também se

encontram peixes com o estatuto de “raro”

como a boga-de-boca-arqueada (Chondrostoma

lemmingi) e com o estatuto de “comercialmente

ameaçado”, como a enguia

(Anguilla anguilla).

MONSANTO

Fotos: QUERCUS A.N.C.N.

Terra de rara beleza, onde o granito e

a força humana desempenham o papel

principal, "Monte Santo" é o carismático

baluarte da fronteira do Erges, tão valoroso

que se dizia que "Quem conquista

Monsanto, conquista o mundo". Pela sua

autenticidade, foi considerada pelo Secretariado

Nacional de Informação, em 1938,

a aldeia mais portuguesa de Portugal .

PONTE ROMANA DE SEGURA

Liga as margens

de Portugal

e Espanha,

sobre o rio

Erges. Apesar

do tabuleiro

da ponte ter sido reconstruído, mantém a

estrutura base de origem romana.

Fotos: ICNB


16 Sugestões

AGENDA

21 E 22 DE OUTUBRO

SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA LOCAL

Conferência Final

Organização: S.energia e Câmara Municipal do Barreiro

Local: Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro

Informações: www.senergia.pt

Conferência final do consórcio pelo qual foi criada a S.energia e outras três

agências de energia em Itália, Malta e Roménia, onde serão abordadas estratégias

de Sustentabilidade Energética Local.

27 E 28 DE NOVEMBRO

CURSO DE INICIAÇÃO AO

BIRDWATCHING - ESTUÁRIO DO TEJO

Local: Alcochete e Reserva Natural do Estuário do Tejo

Informações: www.birds.pt

Para Ler WWW...

O MUNDO SEM NÓS

Alan Weisman

Estrela Polar

Se nos retirássemos agora

da Terra, definitivamente, o

que se passaria? Quais os

vestígios do Homem (humanos)

que permaneceriam

e quais os que desapareceriam?

Numa altura em que vivemos

tão preocupados e

ansiosos com os efeitos do

nosso impacto sobre o clima

e o ambiente, este livro

dá-nos uma oportunidade

de ter uma ideia do que deixaríamos realmente como legado

da nossa passagem por este planeta.

9 A 11 DE NOVEMBRO

EXPO ENERGIA 2010

Local: C.C.B., Lisboa

Informações:

www.expoenergia2010.about.pt

www.avespt.com

Site obrigatório para ornitólogos

e para todos aqueles

que têm, criam e gostam de

aves.

www.quercus.pt

A Quercus, Associação Nacional

de Conservação da Natureza,

tem tido um papel importante na

defesa da natureza e do meio-

-ambiente no nosso país.

ATÉ 28 DE NOVEMBRO

INSECTOS EM ORDEM

Local: Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres,

Museus da Politécnica, Lisboa

Informações: www.mnhn.ul.pt

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