entrevistas: funeratus s16 marcio baraldi colunas: metal ... - Rock Post

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entrevistas: funeratus s16 marcio baraldi colunas: metal ... - Rock Post

ANO 01 - Nº 05

ENTREVISTA COM MARCELO MOREIRA

BATERISTA DO ALMAH E ...

COLUNAS:

METAL É A LEI

ROCK DA GEMA

MUNDO ROCK DE CALCINHA

ACOMPANHE O Rock Post NA ESTRADA

ENTREVISTAS:

FUNERATUS

S16

MARCIO BARALDI

TRADUÇÃO

E MUITO MAIS...


Caros leitores,

Mais uma edição lançada e novas parcerias nascendo. Este mês estamos realmente muito

felizes de ter firmado mais uma parceria bem produtiva para ambas as partes, Gisele Santos com seu

Mundo Rock de Calcinha, vai sacudir os leitores com temas polêmicos e fazer muita gente entender

que mulher também pode ser roqueira. A Rock Post coloca abaixo os preconceitos e pretende fazer

muito pelo rock e metal no Brasil. Agradeço a todo o pessoal que tem depositado a confiança em

nosso trabalho, em especial agradeço Lula Mendonça responsável pela Coluna Metal é a Lei, Renata

Brant responsável pela Coluna Rock da Gema e Gisele Santos que acaba de entrar para nosso time.

Agradeço também a equipe interna e aos nossos fiéis leitores.

Fernanda Duarte

Editora Chefe

Editora-Chefe Redação Artes Gráficas Rel. Internacionais

e Tradução

Colaboradores

Fernanda Duarte Gabriel Gardini Douglas Santos Rafael Alonso Lino Chiozzini Neto

Douglas Santos Lula Mendonça

Renata Brant

Gisele Santos

03 – Metal é a Lei - Por Lula Mendonça

06 – Biografia: Rush

13 – Tradução: AC/DC

14 – Rock da Gema - Por Renata Brant

18 – Entrevista: Marcio Baraldi

22 – Entrevista: Funeratus

26 – Mundo Rock de Calcinha - Por Gisele Santos

30 – Entrevista: S16

32 – Rock Post Na Estrada: 1º Fest Metal

39 - Entrevista Marcelo Moreira - Burning Hell

41 – News

42 - Releases

47 - Candidatas Musa do Rock


EYES OF GAYA ANUNCIA HUMBERTO SOBRINHO COMO

CONVIDADO DE SEU PRIMEIRO EP.

Os paulistas do Eyes of Gaya, Mário Kohn(vocal), Flavio Sallin(teclados),

Rodolfo Liberato(baixo), Pedro Migliacci(guitarra) e Rodrigo

Savietto(bateria), anunciaram a participação do novo vocalista do Hangar,

Humberto Sobrinho, no primeiro EP da banda. Sobrinho divide os vocais

da música “Hope” com o vocalista Mario Kohn. Com passagens pelas

melhores casas de rock/heavy metal de São Paulo e shows no interior do

estado, a banda vem crescendo e ganhando o reconhecimento desejado.

A primeira música de trabalho da banda, Final Tears, tem sido elogiada

pelo público. Agora estão terminando o primeiro trabalho, intitulado "Final

Tears". SITE: www.myspace.com/eyesofgaya

BEHAVIOUR DISPONIBILIZA CD-DEMO PARA DOWN-

LOAD

A banda baiana de Death Metal conceitual Behavior disponibilizou

para download seu CD-Demo intitulado “Walking For a Rotten Destiny”,

contendo 4 músicas.

Para quem não conhece, a Behavior foi formada em 2008 por experientes

músicos da cena nordestina que já tiveram passagens por bandas

do nível de Veuliah, Kaddish, Dryad, Unholy, Headhunter D.C., Carnifield,

entre outros e tem como tema de suas músicas o comportamento

humano.

A banda tem como influência bandas do porte de Death, Obituary, Bolt

Thower, Napalm Death, Deicide entre outros, embora seu som se torne característico devido a identidade de cada

membro incorporada o seu estilo e marca pessoal. O cd está disponível no site oficial: www.behaviordeath.com

Mais informações: www.myspace.com/behaviordeath

SHAMAN: SITE DO VOCALISTA THIAGO BIANCHI ESTÁ NO AR!

O site do vocalista do SHAMAN, Thiago Bianchi já está no ar! Nele, os fãs podem conferir

news, novidades e curiosidades do cantor.

Acesse: http://www.thiagobianchi.com.br

COLUNA METAL É A LEI,

TODO MÊS AQUI NA

Abril 2009 - Rock Post 3


ANGELS HOLOCAUST: PRIMEIRAS DATAS DA TURNÊ ANUNCIADAS

Prestes a percorrer todo o circuito Underground Paulista, e em breve, dar início a pré-produção do EP de estreia,

a banda ANGELS HOLOCAUST anunciou oficialmente as primeiras datas da "HOLOCAUST Tour 2009". O interior

paulista é o foco da banda, que depois se concentrará no trabalho de estúdio. "É um momento especial. Este

recomeço é muito intenso e essas datas, são as primeiras de muitas. Queremos (e vamos) reencontrar vários amigos,

realizar grandes apresentações e claro, viver o METAL Nacional", comentou o vocalista Rodrigo Cafundó

(Ex-Mystical End). O Vocalista ainda destaca as primeiras mudanças na formação da banda: "O Angels Holocaust

é hoje, um quarteto, decidimos focar dessa forma e a banda conta hoje comigo nos vocais, Filipe Spy na guitarra,

Ariel V. no baixo e Marcelo Antunes na bateria", completa o vocalista.

As datas são:

• 26/04- Botucatu/SP

• 02/05-Itararé/SP

• 09/05-Itapetininga/SP

• 16/05-Araraquara/SP

• 13/06-Ribeirão Preto/SP

Para contatos e maiores informações, basta

enviar um e-mail para:

angels_holocaustband@hotmail.com

Myspace:

www.myspace.com/angelsholocaustband

CRUEL FEAR É O TÍTULO DO NOVO ÁLBUM DO ANESTESYA

A Banda gaúcha Anestesya anuncia o lançamento de seu novo álbum, “Cruel Fear”. O

álbum conta com 8 faixas, sendo que 7 foram gravadas e masterizadas no estúdio Fragata

em 2007, e uma faixa bônus gravada em 2005, com Mauricio Meinert (baterista da banda

Akashic). O CD conta com 62 minutos de áudio, produzido em São Paulo, 100% independente

e uma ótima produção gráfica.

SITE: www.anestesya.com

SADSY DISPONIBILIZA NOVA MÚSICA EM SEU MYSPACE

A banda paranaense “Sadsy” disponibiliza em seu site oficial e myspace uma prévia

de seu novo CD demo, a música GUNPOWDER RAIN.

A música é a faixa título do CD, que contará ainda com mais três músicas além de

faixas bonus. Em breve a banda estará divulgando mais trabalhos desse novo CD

que será distribuído pela Tornhate Records.

SITE:www.sadsy.net

MYSPACE: www.myspace.com/sadsythrash

Metal Battle Brasil RJ: Dark Tower classificado para a Final Nacional

Na seletiva regional do "Wacken Metal Battle Brasil 2009" do Rio de Janeiro/RJ, que foi realizada no Clube

Mackenzie no dia 5 de abril, domingo, a banda vencedora foi o DARK TOWER. O grupo será o representante

do estado do Rio de Janeiro na grande final nacional, que será realizada também no Rio, dia 24 de maio, na casa

de shows Século XXI.

Datas das seletivas do "W:O:A Metal Battle Brasil 2009":

05/04 - Rio de Janeiro/RJ:

Dark Tower (vencedor), Farscape, Hellbreath, Hydria e Scatha;

10/04 - Porto Alegre/RS:

Disrupted Inc (vencedor), Predator, Scelerata, Swampy e Symphony Draconis;

30/04 - Recife/PE:

Alkymenia, Caravellus, Infested Blood, Obscurity Tears e Oddiun;

4 Rock Post - Abril 2009


02/05 - Campinas/SP:

Exordium, Gestos Grosseiros, Goatlove,

Mothercow e Slippery;

09/05 - Fortaleza/CE:

A Trigger To Forget, Betrayal, Dr. Divine,

Roadsider e SamhainFall;

09/05 - Serra/ES:

Ass Flavour, Bluster, Lifeforce, Poison

God e Silence Means Death;

10/05 - São Paulo/SP

Der Wahnsinn, Hollowmind, Madgator,

Pastore e Rexor;

16/05 - Curitiba/PR

Panndora, Sacredeath, Semblant, Tritura e

True;

16/05 - Florianópolis/SC

Aldren Liebe, Enforcer, Orquidea Negra,

Still Life e Symmetrya;

17/05 - Belo Horizonte/MG

Avoid The Pain, Dinnamarque, Mercuryio, Rosa Ígnea e Silvercrow.

SITE: www.metal-battle.com.br

Abril 2009 - Rock Post 5


Em meados de 1966, na cidade de Ontário

no Canadá, um garoto filho de imigrantes iugoslavos

chamado Alex Lifeson ganhava dos pais no natal sua

primeira guitarra. Alex já tinha certa habilidade, por estar

sempre praticando na guitarra de seu vizinho. Um

amigo de escola de Alex chamado John Rutsey também

começava a tocar bateria e não demorou muito para os

dois tocarem juntos.

A primeira banda formada por Alex e John foi

formada em 1968 e se chamava The Projection, mas

ela durou apenas dois meses. Quando Alex e John resolveram

remontar a banda, chamaram Jeff Jones para

tocar baixo. Conseguiram alguns shows, mas alguns

dias antes da estreia ainda não tinham escolhido o nome

da banda, foi então que o irmão de John sugeriu que

chamassem a banda de “Rush”, a ideia deste nome foi

por causa do trânsito caótico de Toronto.

O primeiro show foi em uma sexta-feira e a boa

repercussão fez com que outro fosse

marcado, mas horas antes da segunda

apresentação Jeff ligou e disse

que queria cancelar o show, pois iria

a uma festa, Alex então ligou para

um amigo que conhecia desde os

oito anos de idade, eles já tinham

feito várias “Jam Sections” e Alex

vivia pegando emprestado o amplificador

dele, seu nome era Geddy um

filho de imigrantes judaicos poloneses

que conseguiram sobreviver ao

Holocausto e mudaram-se para o Canadá para começar

uma nova vida.

Geddy acabou ficando no lugar de Jeff Jones, e

nas primeiras apresentações a banda ganhava a quantia

de 25 dólares. Ensaiavam cada vez mais as covers de

outros artistas como Jimi Hendrix, The Who, Jeff Beck,

Blue Cher e Elvis Presley, ao mesmo tempo começavam

a surgir músicas próprias. A primeira tinha o nome de

“Losing Again” um fato curioso é que as músicas nunca

vinham por completas, a primeira que teve começo,

meio e fim foi “In The Mood”.

Nesta época chegaram a se separar e montaram

outros projetos que não deram muito certo, e acabaram

por reformar o Rush. A banda começava a ficar mais

pesada e os ensaios estavam cada vez com o volume

mais alto. Os shows também atraíam cada vez mais

público, por exemplo: em um lugar onde costumavam

vir 50 pessoas, para ver a banda passava a levar 300 e o

6 Rock Post - Abril 2009

BIOGRAFIA

Por Gabriel Gardini

lugar comportava apenas a metade disso.

Mas ainda não dava para viver de música, Alex

e Geddy ainda tinham empregos comuns e para dificultar

as coisas eles ainda estavam na escola, o que tomava

um tempo precioso. E quando algumas apresentações

eram longe de casa eles não tinham outra saída senão

sair correndo da escola e dirigirem feito loucos até o local

marcado e depois voltarem para trabalhar no outro

dia.

Após cinco anos de experiência tocando em

escolas, festas e todos os lugares possíveis, já estava

na hora de dar um passo à frente, e isso vinha com

uma gravação de estúdio. Mas com a situação desfavorável

na época, não tinham dinheiro para contratar

um estúdio de nível. Então a solução mais viável foi o

Eastern Sound Studio com David Stock na produção,

gravaram duas músicas para o single, sendo uma cover

do Buddy Holly “Not Fade Away” e uma composição

de Lee e Rutsey chamada “You Can´t

Fight it”(Considere-se privilegiado se

conseguir uma cópia original deste

Single).

O plano era ter um single em

mãos para oferecê-lo para alguma

gravadora. Correram atrás de muitas,

mas a resposta era a mesma, naquela

época os selos canadenses estavam

interessados em algo mais calmo e

o Rush era muito pesado para os

padrões da época. A única oferta que

tiveram foi com a London Records que por sua vez

não assinaria com a banda, mas distribuíria o single,

mas em contrapartida a banda teria que ter seu próprio

selo. Assim fecharam com a Moon Records e as mil

cópias do single chegou às ruas. Porém, não foi tão bem

recebido e o tão sonhado contrato não aconteceu.

A banda não via outra saída senão um disco inteiro,

então começaram a revisar as letras e compor mais

músicas, o estúdio escolhido também foi o mais barato

e no horário mais barato. A banda entrou na seguinte

rotina: tocar em clubes até a uma da madrugada, ir

para o estúdio gravar até as primeiras horas da manhã,

ir pra casa dormir um pouco e repetir tudo denovo no

dia seguinte, ninguém reclamava, pois estar em estúdio

gravando o primeiro álbum era mais do que um sonho.

Mas o resultado final não agradou o produtor

David Stock que estava mais acostumado a jingles e

coisas mais comercias. A banda então apelou para o


enomado produtor Terry Brown. Como a situação financeira não ajudava, conseguiram apenas dois dias de

produção com Terry, mas o resultado foi fantástico, as músicas ganharam nova roupagem e todos ficaram impressionados.

A distribuição mais uma vez ficou por conta da London Records, só que em vez de 1.000 cópias eles prensaram

3.500 cópias do disco. O dinheiro era tão escasso que não dava para pagar ninguém para fazer a capa então

ela ficou apenas com o nome Rush em meio a uma explosão.

Com o lançamento do disco em janeiro de 1974, as rádios locais começavam a tocar “Finding my way”

e isto foi uma surpresa para os integrantes. Disse Geddy mais tarde “Naquela época nós éramos uma das poucas

bandas em Toronto que tinha um disco tocando nas rádios”.

Uma cópia do disco foi parar em uma rádio em Cleveland nos EUA e tocaram “Working Man”, semanas

depois algumas cópias do disco foram parar em uma loja local e rapidamente foram vendidas. Com a boa repercussão

conseguiram abrir um show para o ZZ top em um teatro para três mil pessoas.

Semanas depois uma cópia do disco caiu nas mãos de um executivo da Mercury Records e decidiu assinar

com o grupo. Com apoio de uma grande gravadora agendaram uma turnê de cinco meses, mas com duas semanas

antes de saírem em turnê o baterista John Rutsey deixou a banda. As desculpas foram as velhas diferenças

musicais, Alex e Geddy tiveram que pensar rápido, então começavam as audições em busca do substituto de John.

No segundo dia das audições chegava Neil Peart, não tiveram dúvidas quando Neil “detonou” o kit de bateria,

Neil entrava oficialmente para o Rush no dia 29 de julho de 1974, aniversário de Geddy Lee.

No dia seguinte com o

adiantamento que receberam da

gravadora foram comprar equipamentos

novos. Geddy pegou

seu famoso Rickenbacker

preto, Neil sua Slingerlands

e Alex uma Gibson Les Paul

Deluxe e amplificadores Marshallls. Duas semanas de

preparação e, no dia 14 de agosto, estavam à frente de

doze mil pessoas abrindo show para o Uriah Heep.

O Rush abriu também shows para diversas bandas

como Rory Gallagher, Hawkwind, Nazareth e etc,

como tocavam cerca de meia hora a banda tinha tempo

de escrever material novo.

Após um longo período abrindo shows para

outras bandas, o Rush entrava novamente em estúdio

para gravação de um novo disco, já com a formação

clássica que conhecemos: Geddy, Alex e Neil.

Após dez dias de gravação e mixagem, “Fly by

night” o disco da coruja como é

conhecido é lançado em fevereiro

de 1975, com boa receptividade

do público e da crítica que via ali

uma potência musical surgindo.

Era a primeira aparição de Neil

Peart em estúdio que já contava

com um estilo próprio, Neil também escrevia todas as

letras enquanto Geddy e Alex cuidavam da parte musical.

O Rush seguia fazendo aberturas de shows para

bandas como Kiss e Aerosmith. Nesta época eles mudaram

o nome da gravadora de Moon Records para Anthen

Records, foi também nesta mesma época em 12

de março de 1975, que Alex Lifeson casou-se com sua

namorada Charlene. Finalizando a turnê na sua terra

natal foram recebidos por quase três mil pessoas cantando

todas as músicas do grupo.

Em julho do mesmo ano começaram a produção

do terceiro disco “Caress of Stell”, com a maioria das

Abril 2009 - Rock Post 7


letras escritas na estrada, a banda mudava

um pouco a sua orientação musical que

começava a entrar de cabeça no Rock Progressivo

o que pode ser observado na faixa

“The Fountain of Lamneth” que é dividida

em seis partes como uma única faixa. O

disco foi lançado em setembro de 1975 e foi

produzido por Terry Brown. Seguiu-se uma

turnê de três meses, mas o disco assim como

a turnê não obteve a mesma aceitação tanto

do público quanto da gravadora que apoiava

a banda cada vez menos. A banda então percebeu

que se quisessem gravar um álbum

com esse estilo precisariam de mais tempo

de estúdio.

Eis que, em fevereiro de 1976, o

sucesso comercial veio com o disco 2112, cujas letras foram inspiradas no livro Anthen da escritora Any Rand,

o numeral é o ano que se passa a história. A gravadora inicialmente não gostou da ideia de ter uma música

preenchendo inteiramente o lado A do vinil, mas conforme o contrato a banda poderia gravar do jeito que quisesse.

O disco não causou um grande impacto à crítica da época, já que grandes bandas como Yes, Genesis, Pink Floyd,

já usavam e abusavam de temáticas e climas com sintetizadores e teclados, mas mostrou ao mundo que não só na

Inglaterra habitava o Rock Progressivo.

Em menos de uma semana o disco já alcançava cerca de cem mil cópias vendidas e no final do mês já tinha

vendido mais que os três discos anteriores. A turnê de 2112 teve início em 18 de março de 1976 nos EUA e durou

cerca de 18 meses.

Cansados de trabalhar em 2112, a banda lançava o primeiro LP ao vivo, intitulado “All The World´s A

Stage” o disco foi gravado em 1976, em Toronto, e foi o primeiro álbum duplo a ganhar disco de ouro no Canadá.

A decisão da banda de gravar um álbum ao vivo surgiu por verem que os shows sempre rendiam bem e que lançado

o álbum eles teriam mais seis meses para preparar material novo.

O próximo disco a ser lançado foi “A Farewell to kings” lançado em 1977. Neste disco a banda deixava

de vez o hard-rock para entrar definitivamente no progressivo e se tornar um grande expoente no estilo. O álbum

também traz composições mais complexas tendo como temática o folclore canadense, o que pode ser observado

na faixa “Xanadu”e “Cygnus X-1”, e também o uso de instrumentos como sintetizadores.

Estes três últimos trabalhos receberam disco de ouro no Canadá e em comemoração lançaram a coletânea

“Archives”, uma edição de luxo limitada que trazia os três primeiros LPs da banda.

O disco “Hemispheres”, lançado em outubro de 1978, apresenta uma mudança no estilo da banda com

músicas mais curtas, o que acabou desagradando os fãs radicais. Porém, com esta nova roupagem, o disco chegava

cada vez mais nas rádios, e o público nos shows era cada vez maior. A turnê que seguiu contava com 100

apresentações no Canadá, EUA e Europa.

O álbum seguinte lançado em janeiro de 1980 chamado “Permanent Waves” traz o hit “Spirit of Radio”

junto com faixas mais curtas, que andavam em conjunto com a qualidade musical do grupo.

Mas o reconhecimento mundial veio com “Moving Pictures”, lançado em fevereiro de 1981, é considerado

por muitos o melhor álbum da banda, com destaque para as faixas “Tom Sawyer” (tema do seriado

Profissão perigo no Brasil), “Limelight” e a instrumental “YYZ” (a sigla representa o comando de guerra em

código Morse), este disco foi responsável por mostrar o Rush para o mundo todo como um Power Trio.

A turnê de “Moving Pictures” foi registrada no ao vivo “Exit... Stage Left”, gravado na Inglaterra e no

Canadá. Um vídeo deste show também foi gravado e mostra o grande desempenho de Geddy Lee que canta, toca

baixo e teclados tudo ao mesmo tempo.

8 Rock Post - Abril 2009


Sem perder o pique lançam em setembro de 1982 “Signals”,

o famoso disco do dálmata e o hidrante que ganhou

disco de platina nos EUA. Este disco marca uma nova fase

do Rush, onde Geddy Lee começa a explorar mais recursos

eletrônicos como teclado e sintetizadores. Neil Peart também

fez um ótimo trabalho letrístico, com letras que falam da vida

em ordem cronológica. A banda sai em turnê mundial em todo

ano de 1983.

“Grace Under Pressure” sai em 1984, seguindo a

mesma linha de “Signals”, é o primeiro disco sem o produtor

Terry Brown que é substituído por Peter Henderson (então

produtor do SuperTramp). Foi considerado por muitos um

disco mais comercial, perdendo assim alguns fãs mais acostumados

com o estilo progressivo da banda. Os destaques vão para “Red Sector A” e "Between the Wheels".

Em 1985 é lançado “Power Windons”, devido a baixa aceitação de “Grace Under Pressure” a banda

trocava outra vez de produtor. O cara da vez era “Peter Collins” que fez um ótimo trabalho nas faixas "The Big

Money" e "Mystic Rhythms", ambas tiveram seus clipes na MTV Americana.

Logo em seguida, em 1987, “Hold Your Fire” é lançado. A faixa “Time Stand Still” contou com a presença

da cantora Aimee Mann que gravou vocais extras. O disco também trazia sucessos como "Force Ten", "Prime

Mover" e "Turn the Page".

Para não perder o costume de “a cada quatro álbuns de estúdio a banda lançar um ao vivo”, em dezembro

de 1988 é lançado “Show of hands”, que traz os sucessos dos discos “Signals”, “Grace Under Pressure”, “Power

Windows” e “Hold Your Fire”. O álbum que saiu tanto em disco quanto em VHF mostra que mesmo ao vivo é

Geddy quem toca teclados.

Em novembro de 1989 o Rush lança “Presto”. O disco marca uma nova fase da banda deixando um

pouco os teclados de lado o que pode ser percebido nas faixas “Show Don’t Tell" e "Superconductor". O principal

destque neste disco é a faixa “The Pass” que mais tarde foi considerada por Geddy Lee a canção predileta da

banda.

No ano seguinte lançam a coletânea

“Chronicles” com dois CDs e um videoclipe que

mostra toda a trajetória da banda até o momento.

Em setembro de 1991 é lançado “Roll The

Bones”. O disco fez com que a banda voltasse

as rádios, a faixa título chegou ao 14º lugar nas

paradas Americanas. Outros destaques neste disco

são as faixas “Bravado” que tem uma característica

bem emotiva e a instrumental "Where’s My

Thing?" sendo indicada ao Grammy.

“Counterparts” foi lançado em 1993 e

marca a volta de Peter Collins na co-produção. Na

faixa “Stick it Out” pode-se notar a pesada guitarra

de Alex Lifeson, já a faixa “Nobody´s Hero”

ganhou um videoclipe na MTV. "Leave that Thing

Alone" foi mais uma instrumental da banda que foi

indicada ao Grammy.

Em 1996 é lançado “Test For Echo”.

Neste álbum a banda juntou muito bem peso e

melodia na medida exata sendo bastante elogiado

Abril 2009 - Rock Post 9


tanto pela crítica quanto pelo público. Os destaques deste álbum vão para as faixas “Limbo” e “Driven”.

Em julho de 1997 a banda lança “Retrospective” e “Retrospective II” duas coletâneas com as canções

mais famosas da banda.

Em novembro de 1998 sai o álbum triplo ao vivo “Diferent Stages”, os dois primeiros CDs foram gravados

durante as turnês de “Counterparts” e “Test For Echo” e o terceiro continha material gravado de um concerto

de 1978, que marcava a primeira fase da banda.

Foi nesta época que a banda teve que parar suas atividades por problemas pessoais de Neil Peart. Sua filha

Selena faleceu em agosto de 1997 em um acidente de carro e logo depois sua esposa Jacqueline teve um câncer e

veio a falecer em julho de 1998. A banda decidiu que não voltaria enquanto Neil não estivesse bem.

Mas, eis que em 2002 o Rush ressurge com o disco “Vapor Trails”, destacando as faixas "One Little

Victory", "Secret Touch" e "Earthshine". A turnê de “Vapor Trails” foi notável, pois passaram por lugares nunca

visitados antes como México e Brasil, onde tiveram uma das maiores platéias de sua carreira. Nas apresentações,

a banda fez questão de colocar no repertório músicas que não tocavam a anos como “By-Thor and the Snow

dog”.

No Brasil, os shows passaram por São Paulo e Rio de Janeiro, onde foi gravado o CD e DVD “Rush In

Rio”, e que foi lançado em outubro de 2003 e premiado no Juno Awards, como melhor DVD musical do ano.

Em 2005, a banda sai em uma turnê comemorativa de seus 30 anos passando pelo Canadá, Eua e Europa

e lançam o DVD “R30 Live at Frankfurt” que foi lançado em 22 de novembro de 2005.

“Snake and Arrows” é o mais recente trabalho da banda que foi lançado em 01 de maio de 2007 pela

gravadora Anthem Records. O disco é composto por 12 faixas, três delas instrumentais. A banda se apresenta

com uma nova roupagem, mas sem perder sua característica

mostrando que a banda está em perfeita forma. A turnê de

“Snakes and Arrows” já passou por várias partes do mundo, mas

não há nada confirmado no Brasil.

10 Rock Post - Abril 2009

Fontes:www.wikipedia.com

Revista MetalHead – Ano VI Nº38

Fotos: www.rush.com

AS MELHORES MATÉRIAS

E ENTREVISTAS VOCÊ

ENCONTRA AQUI


Highway To Hell

AC/DC

Composição: Angus Young / Bon Scott

Living easy, livin' free

Season ticket, on a one - way ride

Asking nothing, leave me be

Taking everything in my stride

Don't need reason, don't need rhyme

Ain't nothing I would rather do

Going down, party time

My friends are gonna be there too

I'm on the highway to hell

Highway to hell

I'm on the highway to hell

Highway to hell

No stop signs, speedin' limit

Nobody's gonna slow me down

Like a wheel, gonna spin it

Nobody's gonna mess me 'round

Hey Satan! Paid my dues

Playin' in a rockin' band

Hey Mama! Look at me

I'm on my way to the promise land

I'm on the highway to hell

Highway to hell

I'm on the highway to hell

Highway to hell

Dont stop me!

I'm on the highway to hell!

I'm on the highway to hell!

I'm on the highway to hell!

I'm on the highway to hell!

And I'm goin down..all the way!

I'm on the highway to hell.

Autoestrada Para o Inferno

Vivendo fácil, vivendo livre

Em rumo a uma estrada de mão única

Sem perguntas, me deixe viver

Pegando tudo em meu caminho

Não preciso de razão, não preciso de ritmo

Não tem nada que possa fazer

Vou indo para baixo, é hora da festa

Meus amigos também vão estar lá

Estou na autoestrada para o inferno

Autoestrada para o inferno

Estou na autoestrada para o inferno

Autoestrada para o inferno

Sem sinais de "pare", sem limites de velocidade

Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade

Como uma roda, vou girar

Ninguém vai se meter comigo

Ei Satanás! Pagando minhas dívidas

Tocando em uma banda de rock’ n roll

Ei mamãe! Olhe para mim

Estou no meu caminho para a terra prometida

Estou na autoestrada para o inferno

autoestrada para o inferno

Estou na autoestrada para o inferno

autoestrada para o inferno

Não me pare!

Estou na autoestrada para o inferno

Estou na autoestrada para o inferno

Estou na autoestrada para o inferno

Estou na autoestrada para o inferno

E eu vou descendo, descendo até o fim

Estou na autoestrada para o inferno.

Por Rafael Alonso

Abril 2009 - Rock Post 13


Uma Mistureba de Coisas

Por Renata Brant - Jornalista (RJ)

Fotos:www.fotolog.com.br/mercadomistureba

Evento que mistura moda alternativa, música,

uma galera descolada, com preço da entrada ao alcance

do bolso (R$ 5), está acontecendo na Lapa, o mais boêmio

bairro do Rio. Trata-se do Mercado Mistureba, fruto

da criatividade de duas jovens publicitárias, Camilla

Gismondi, de 28 anos, e Thais Matile, de 26, que consolidaram

uma parceira para criar um espaço artístico

unindo moda, música e novas idéias.

Camila fala sobre a evolução do negócio: –

Tinha uma marca de roupas femininas, a Hey, Dolls!,

e expunha nas edições cariocas do Mercado Mundo

Mix. Quando acabou, passei a expor na Babilônia Feira

Hype. Com o tempo, a feira cresceu muito e o públi-

co acabou mudando. Começamos a sentir que nossos

produtos estavam ficando perdidos no meio daquela

nova demanda. A partir daí, eu e Thais decidimos criar

um evento com uma cara bem alternativa, em que

as pessoas pudessem encontrar outras opções além da

moda exibida nas vitrines.

A proposta das publicitárias foi bem recebida

pelo público e a primeira edição aconteceu em 11de setembro

de 2005. A turma do Mistureba compareceu, e

a Casa da Matriz ficou pequena para receber pessoas

de todas as idades e de gostos tão ecléticos. Com isso,

o Mercado passou a acontecer mensalmente no Teatro

Odisséia. – Além de ser do grupo, fica na Lapa,

14 Rock Post - Abril 2009

um dos lugares mais charmosos do Rio e que atrai os

mais variados tipos de pessoas e de artes – completa

Camilla. Para os amigos Rafael do Reis, de 23 anos,

Jeniffer Bandeira, de 22, e Michelle Santos, de 22, o

lugar é ideal para quem gosta de ambiente alternativo.

– É a quinta vez que venho, gosto das bandas

que tocam e também de pechinchar – afirma Rafael, enquanto

Michelle acha diferente, porque nunca tinha visto

evento de moda numa boate. Rafael completa, acrescentando

que o show da Banda Luxúria, que aconteceu

em fevereiro último, foi inesquecível: – Não poderia

deixar de assistir a Meg no palco, pagando apenas R$ 3,

né?.

Hoje, o Mercado Mistureba tem cerca de 40

expositores, com stands de acessórios femininos, cartucheiras,

camisetas, objetos de decoração a buttons

dos mais variados tipos. Gabriela Wagner, de 26 anos,

formada há três em moda e estilismo, expõe sua marca

Alien Sapiens.

– Estou no Mistureba há mais de um ano, mas

também tenho o ateliê na minha casa, em Copacabana

– conta a jovem estilista, para quem o Mercado é uma

boa oportunidade para as pessoas conhecerem seu trabalho,

principalmente o público feminino e os adeptos

ao estilo punk, rock e cyber. A melhor propaganda é o

boca- a-boca – diz Gabriela.

A opinião é a mesma do estudante de design da

UniverCidade, Rafael Mattos, de 26 anos. Ele e dois

amigos, o publicitário Fernando Alan, de 26, e o

contabilista Rafael Yamashita, de 28, criaram a marca

6ª Básica. – É a primeira vez que estamos no Mistureba,

para onde viemos por causa do público alternativo – explica

Rafael, mostrando o stand em que são vendidas

camisetas com mensagens do Profeta Gentileza e incentivo

à campanha de doação de sangue: – A 6ª Básica

é uma proposta nova, com mensagens reflexivas e de

fundo social.

Nos stands de acessórios, as cartucheiras de Suzana

Eschenazi, de 38 anos, formada em Direito, são

sempre muito procuradas. – Não exerço a profissão de

advogada. Sempre gostei de moda e já produzia bolsas

com material de lona. A minha inspiração vem do diaa-dia

– conta Suzana, explicando que os modelos são os

mais variados e o público é o que gosta da praticidade.

No stand da criatividade, o destaque é a marca


Faria Buttons?, da estilista Thais

Faria, de 26 anos. – Sempre gostei

muito de buttons, mas tinha

dificuldade de achá-los aqui no

Rio. Então, comecei a fazer os

meus. Em pouco tempo os amigos

foram pedindo, os estranhos

perguntando onde eu comprava,

vi que era um produto que faltava

na cidade e resolvi criar a

marca – explica Thais.

Além dos stands de moda,

o lugar abre espaço para as bandas

do cenário underground carioca.

Já passaram pelo palco do

Mistureba Rock Club Martha V,

Rockz, The Feitos, Filhos da Judith

e o grupo Mutreta. Camilla

explica que sempre optou por

bandas de rock independentes,

com um trabalho criativo e diferenciado: – Na última edição, tivemos a banda Beatles Made Out, e conseguimos

pôr abaixo alguns rótulos de banda cover. Pretendemos, ainda este ano, fazer uma edição latina, com alguma

banda tocando ritmos latinos. Aí sim, vai ser uma autêntica Mistureba.

Outro diferencial é a parceria com o estúdio de tatuagem Art Factory. Em todos os eventos há sorteios

para duas tatuagens e dois piercings. A divulgação do Mistureba é feita pela própria Camilla, e a arte dos flyers

e cartazes é produzida pela Thais. – Acho que o principal é dar espaço para os novos designers. Tem muita gente

nova com ideias bacanas, que trabalha com novos tecidos, modelagens e materiais, e não tem grana para abrir

loja própria ou participar de feiras grandes. A gente consegue reunir pessoas no mesmo clima. O evento, apesar

de oferecer shows e DJs, tem preço bacana de entrada, justamente para garantir a circulação de maior número de

pessoas – conclui Camilla.

Esta coluna é produzida por Renata Brant , jornalista, apresentadora e idealizadora do Programa Na Veia (programa

de rádio web que vai ao ar toda segunda às 19:00 hs pelo site www.naveiaprograma.blogspot.com).

Quer milhares de pessoas de olho em sua

BANDA???

Seu sucesso já tem endereço certo www.rockpost.com.br

Abril 2009 - Rock Post 15


ENTREVISTA COM MARCIO BARALDI

Marcio Baraldi é o cartunista mais rock'n'roll do Brasil, e se bobear, do mundo! Ninguém fez, faz e

publica tantos cartuns e HQs explicitamente roqueiros como ele. Cartunista de nascença, ele começou a misturar

rock com desenho ainda na infância quando se converteu ao rock'n'roll após ouvir "We will rock you" do

Queen num velho rádio valvulado. Dali pra frente ele entupiu cadernos e mais cadernos com desenhos, piadas

e quadrinhos com bandas de rock, sobretudo o Kiss e o Queen, suas primeiras paixões roqueiras. A Rock

Post visando sempre trazer entrevistas e matérias de qualidade, não poderia deixar de entrevistar uma pessoa

tão versátil e talentosa como Marcio Baraldi. Confira esta super entrevista com o rockcartunista.

Rock Post: Olá Marcio, gostaria de agradecer em nome da Rock Post por esta entrevista e ficamos felizes de

saber um pouco mais sobre este trabalho tão importante e divertido que você faz.

MB: Eu que agradeço, meu anjo! Beijos pra todo mundo do Rock Post ! Quem fica parado não é Post(risos)!

Rock Post: Conte-nos quando foi que você percebeu que seus cartuns poderiam fazer este enorme sucesso que

fazem hoje. E como foi que você começou a fazer a divulgação deles?

MB: Eu fui percebendo passo a passo, conforme ia produzindo e publicando. Ou seja, fui percebendo o resultado

da colheita conforme ia plantando. Comecei na profissão ainda adolescente e sempre quis me comunicar com as

pessoas através dos meus cartuns. Não conte para ninguém, mas na verdade quando eu era adolescente eu queria

mudar o mundo com meus quadrinhos(risos)! Eu tinha aquela infelicidade e revolta típica que os adolescentes

tem, de não se conformarem com as coisas como elas são, e achava que meus quadrinhos seriam meu instrumento

pra tentar mudar o mundo. Pra fazer minha revolução pessoal! No começo, os quadrinhos eram meu grito de

guerra contra o mundo, depois virou isso e meu ganha-pão ao mesmo tempo. O pão e o grito juntos forever!

Pra divulgar meu trabalho, procurava publicá-lo em qualquer pedaço de papel que o aceitasse:fanzines,

revistas, jornais, cartilhas, capas de discos, cartazes, adesivos, etc. Com a chegada da Internet, tratei de espalhá-lo

pela rede também, o que multiplicou ainda mais seu alcance. Pra fechar com chave de ouro, contratei há alguns

anos a super assessora de imprensa Gisele Santos que, com sua lábia irresistível, me jogou de vez na boca do

povo(risos)!

Rock Post: Sabemos que seu envolvimento com o mundo do rock é

um dos principais ingredientes do seu trabalho. Quais as bandas que

você curtiu na adolescência e quais as que você curte hoje que te

inspiram na criação dos personagens?

MB: Descobri o rock’n’roll com o maravilhoso Queen e na sequência

descobri o KISS, que foram meus primeiros professores na matéria.

Meus primeiros quadrinhos de rock foram com eles, ainda na puberdade.

Depois descobri o Punk-rock que me influenciou muitíssimo, até

o fim desta encarnação pelo menos. Estava entrando na adolescência

e na profissão e com isso meu trabalho ficou mais agressivo e politizado,

como manda Mestre Joe Strummer! Nos anos 80 eu publicava

um personagem chamado Johnny Bastardo no Jornal Rocker, no ABC

paulista (onde eu nasci), que era um garoto punk típico lá da região.

Depois, nos anos 90, criei o Roko-Loko e a Adrina–Lina, que

são headbangers típicos, cabeludos e tal. Na sequência vieram o

Tattoo Zinho, que é um personagem atual, moderno, cheio de

piercings e tatuagens, depois vieram o Maluco e Beleza, que são

18 Rock Post - Abril 2009

Por Fernanda Duarte


aqueles roqueiros pobres da perifa que ficam tentando entrar de graça nos shows, e o Guerrilheiro da Guitarra,que

retoma a linha Joe Strummer, de explodir tudo que não presta nesse mundo.

Rock Post: São vários os personagens criados por você, para diversas revistas, porém o Game Roko-Loko (o

primeiro game rock´n´roll do Brasil) foi um grande sucesso e lhe rendeu prêmios. Você esperava este resultado?

MB: Não. A gente, a princípio, ia fazer o game só com uma fase e colocá-lo de graça no site da Rock Brigade, revista

onde o Roko-Loko é publicado desde 1996. Mas nos empolgamos tanto que o game ficou super profissional,

com três fases, e acabamos prensando e lançando comercialmente. O game chamou a atenção das revistas especializadas

e acabei encartando-o em dezenas delas, e assim a tiragem do game passou de 500 mil cópias vendidas,

o que nos rendeu uns discos bonitos pra pendurar na parede, tipo Roberto Carlos,sacou(risos)?!? A princípio não

esperávamos essa repercussão toda, mas investimos bastante na divulgação do game e depois seguimos o andar

da carruagem, deixando-a nos levar até onde desse. Sem dúvida foi uma viagem bem legal!

Rock Post: As situações relatadas em suas HQs, tirando as que incluem bandas famosas, são baseadas em

situações reais de bandas underground?

MB: Mais ou menos. Minha fórmula geralmente é pegar elementos reais de cada banda, como causos, nomes

de musicas, etc, e misturar com uma boa dose de imaginação, criando situações absurdas, mas que têm alguns

elementos reais, o que acaba dando uma credibilidade pra história. Faz com que os leitores reconheçam na HQ,

elementos familiares daquela banda. Algumas ficam tão críveis que os leitores vêm perguntar se aquilo aconteceu

mesmo com a banda (risos).

Rock Post: Em outras entrevistas você já declarou que sua infância não foi tão fácil e você trabalha desde os

onze anos de idade, fez várias atividades desde então e nunca teve preguiça para o trabalho. Você acredita que

é esta vontade de crescer que fez você conquistar seus objetivos?

MB: Não só pra mim, mas pra qualquer pessoa! Você pode nascer paupérrimo, na favela, ficar órfão desde

pequeno e mesmo assim vencer na vida. O mundo está cheio de histórias de pessoas, das mais diversas profissões,

que enfrentaram todas as dificuldades possíveis e se tornaram pessoas bem sucedidas. No Rock’n’Roll, o Gene

Simmons é e sempre será o maior exemplo disso. Um garoto judeu paupérrimo, fugido de Israel pós- guerra,

abandonado pelo pai, criado só pela mãe num país estranho, que nunca foi um músico excelente, e mesmo assim

chegou aonde chegou! O grande trunfo dele não foi seu talento para a música e sim sua inteligência e obsessão

em vencer na vida! Walt Disney, Bruce Lee, Roberto Carlos, Madonna e Charles Chaplin, só pra ficar em alguns

famosos, foram a mesma coisa. O sujeito que usa a pobreza como desculpa pra virar bandido ou ser um eterno

pobre não passa de um covarde ou mal-caráter mesmo.

Abril 2009 - Rock Post 19


Rock Post: Você é considerado um dos melhores cartunistas do Brasil hoje, a sua versatilidade pode ter algo

a ver com este título?

MB: Com certeza! Porque no Brasil o cartunista tem que ser pau pra toda obra mesmo. Não dá pra ter frescurada

ou limitar muito seu raio de atuação. Nós não temos uma Indústria de quadrinhos forte e milionária como nos

EUA, por exemplo, onde o cara pode ficar rico fazendo apenas uma tira a vida inteira, como o Charles Schullz,

criador do Charlie Brown. Ele viveu e morreu fazendo apenas a Turma do Charlie Brown e ficou rico e famoso

com isso. Já no Brasil, tirando o Mestre Maurício de Souza, que é um fenômeno único e isolado, e que provavelmente

não se repetirá, nós não temos nem em sonho essa possibilidade. Aqui o cartunista sempre teve vários

empregos pra sobreviver e sempre se desdobrou em quinhentos. Mesmo assim eu não reclamo de nada porque

só pelo fato de ter conseguido me estabelecer nesta profissão difícil e de ter me tornado um dos nomes respeitados

dentro dela, eu já fico muitíssimo feliz e grato a

Deus. No Brasil, isso já é uma proeza e tanto!

Rock Post: Em uma entrevista a “Revista O Grito”

você declarou que fez um trabalho de HQs

informativo sobre AIDS para presidiários e que

inclusive um dos detentos que desenhava muito

bem o ajudou no trabalho. Pegando este gancho,

como você vê a galera mais jovem hoje? Você acha

que a falta de educação e de incentivo podem levar

jovens como este, que tem talento, para outro

caminho?

MB: É o que eu falei anteriormente. Eu na minha

infância e adolescência convivi de perto com pessoas

viciadas em álcool, cigarro e tudo quanto é

droga que você possa imaginar. Tive amigos que

viraram assaltantes, parentes traficantes. Estava

tudo ali na minha mão, se eu quisesse era só pegar e entrar pra turma também. Mas, ao invés disso, eu escolhi me

afastar dessas pessoas e dessas roubadas, nunca cheguei nem perto dessas coisas e nem quero. Vi muito conhecido

ir preso, morrer de overdose/cirrose, ou no mínimo, atrasar muito a própria vida por conta dessas merdas.

Quando eu era adolescente o meu maior desejo na vida não era me drogar, mas sim mudar o mundo e a minha

vida. Desejava uma vida melhor pra mim e uma sociedade melhor pra todos. E sempre lutei por isso, e

praticamente sozinho, pois não me dava bem com praticamente ninguém na minha casa, então segui meus ideais

e fiz meu próprio caminho.Agora, eu acho que os jovens, independente de que geração são, terão sempre ideais e

sonhos de uma vida e um mundo melhor pra lutar. Este planeta ainda está longe de ser um lar civilizado, pacífico

e fraterno pra todos, ainda há muito por que lutar, então, a meu ver, a juventude de hoje precisa ter consciência

disso e de sua importância na transformação dessa realidade. E nessa batalha vale tudo, vale usar o cartum, a

música, o grafite, a poesia, o cinema, a literatura,enfim, tudo que a moçada gosta. E sobretudo vale usar o BOM

SENSO! Vale estudar e trabalhar muito, usar camisinha sempre, ficar longe de toda espécie de roubada, enfim

vale ser responsável e consciente! E pensar sempre no coletivo, no tal mundo melhor para todos! Ninguém é feliz

sozinho!

Rock Post: No seu ponto-de-vista, como está o mercado nacional de HQs? Você acredita que a internet possa

diminuir com o tempo este público?

MB: Já diminuiu(risos)! Assim como já diminuiu o público comprador de CDs e DVDs, os espectadores de TVs,

os ouvintes das rádios, os leitores de jornais e revistas, etc.

A internet é uma revolução nas comunicações do planeta! Ela chegou e transformou tudo! Pra mim está

20 Rock Post - Abril 2009


claro que com o tempo, tudo migrará para a net.

Quem sabe quantos veículos impressos ainda existirão

daqui a duas décadas? A tecnologia está avançando

tão rapidamente que é difícil até de prever o

que acontecerá no ano que vem. Mas as HQs já estão

tratando de se adaptar na internet também, há zilhões

de sites e blogs sobre quadrinhos ou com quadrinhos

para se ler na tela. E é tudo rápido, instantâneo, permanente

e de graça. Tem suas vantagens, não amarelam,

não estragam, as traças não roem.Mas é o que

eu falei, como será o mundo daqui a vinte anos???

Quantos e quais hábitos do século 20, como ler gibis

por exemplo, ainda sobrarão na nossa cultura???

Nem me atrevo a imaginar....

Rock Post: Gostaria de parabenizá-lo em nome da

Revista Rock Post, não só pelo seu trabalho que é

maravilhoso, mas também pelas iniciativas sociais

e as críticas que vemos em seus trabalhos. Fique a

vontade para deixar um recado para a galera.

MB: Eu que agradeço pelo espaço e pelo carinho. De

uma coisa eu tenho certeza, por mais revoluções tecnológicas que ocorram no mundo, o que nunca pode acabar

é o amor e a solidariedade entre as pessoas.Torço pra que a moral do ser Humano evolua no mesmo ritmo que

o progresso tecnológico. Afinal, pra que vai servir um mundo cheio de TVs holográficas, pílulas de proteínas e

viagens espaciais se ainda estivermos mergulhados em guerras, violência, abismos sociais e maldades cotidianas?

Vamos todos deletar nossa própria estupidez e dar um upgrade no Ser Humano!Aí sim o planeta vai ganhar o selo

ISO 9001 de Qualidade Universal! Deus, o inspetor de qualidade supremo, ficará orgulhoso de nós!

Sucesso e saúde a todos! www.marciobaraldi.com.br

GANHADORES DA

PROMOÇÃO do BARALDI

NOMES SORTEADOS: Marcos Politi Damas Ribeiro E Thomas Missfeldt

OS GANHADORES LEVAM UM BONECO GINHO “O ET DE

VARGINHA” e UM LIVRO “VALE-TUDO”

Promoção com apoio de:

Abril 2009 - Rock Post 21


Entrevista: Funeratus

Por Fernanda Duarte

A Banda de Death Metal brasileira Funeratus lançou seu primeiro

CD, “Storm of Vengeance”, pela Mutilation Records, em 2002. A turnê

deste álbum percorreu todo Brasil durante os anos de 2002 e 2003, ano

em que também foi lançado um vinil contendo as gravações das primeiras

demos da banda.

No ano de 2004 é lançado o segundo álbum “Echoes in Eternity”,

pela mesma gravadora. A turnê promocional teve mais de 50 shows

na América do Sul, passando pelos países do Paraguai, Bolívia, Chile e em

todo Brasil. Em 2008 a banda grava uma pré-produção com três músicas

novas, que serão lançadas em formato vinil EP pela gravadora sueca Blood

Harvest. Em entrevista à Revista Rock Post, o baterista Gustavo Reis conta um pouco mais sobre a trajetória da

banda, o lançamento do EP e as novidades que envolvem o Funeratus. Confira a entrevista na íntegra.

Rock Post: Primeiramente gostaria de agradecer a disposição de vocês em responder a esta entrevista e nos

deixar mais interados do que rola na Funeratus. Vamos começar então falando do novo EP, falem um pouco

como foi a finalização deste trabalho intitulado “Vision from Hell”.

Gustavo Reis: Saudações amigos da Rock Post, o prazer é todo nosso em responder esta entrevista para vocês

pela primeira vez. Bom, o EP foi gravado em 2008, a princípio como uma pré-produção para o novo álbum. Não

tínhamos a intenção de lançá-lo. Gravamos apenas para divulgar as músicas no nosso myspace oficial e também

para nos prepararmos para a gravação do nosso álbum completo. Enfim, publicamos as composições no myspace

e algumas semanas depois, recebemos uma proposta da gravadora sueca “Blood Harvest” em lançar as músicas

no formato vinil de sete polegadas. Achamos muito interessante a idéia e a iniciativa da Blood Harvest, então

aceitamos fazer o lançamento deste EP, pois até então, este é nosso primeiro lançamento no exterior.

Rock Post: A Funeratus lançou seu primeiro álbum em 2002 e desde então vem em uma sequência de lançamentos

de EPs e álbuns e fazendo shows não apenas no Brasil, mas também em outros países. Vocês esperavam

esta repercussão para o trabalho da banda?

Gustavo Reis: Acredito que quando você realiza um trabalho com dedicação, respeito e amor ao que faz, uma

boa repercussão é esperada. Até hoje conquistamos um espaço legal no cenário do Death Metal nacional e sulamericano,

mas acredito que temos muita lenha para queimar ainda, pois novos álbuns e novas turnês ainda virão

com um Funeratus mais coeso e preciso do que nunca.

Rock Post: Falem sobre as principais influências dos integrantes

da Funeratus e como isso é aplicado às composições

da banda.

Gustavo Reis – Nossas influências de modo geral são bandas

como Slayer, Motörhead, Kreator, Morbid Angel, Venom, Judas

Priest, Behemoth, AC/DC, Stevie Ray Vaughan, entre várias

outras. No lado pessoal eu e o André ouvimos muita coisa dentro

e fora do Metal, enquanto o Fernando já escuta mais bandas

de Metal e Rock’n’Roll mesmo. Por exemplo, eu gosto de escutar

bandas desde Dire Straits e Dave Matthews Band até Asesino,

Immortal, Deicide, etc. O André escuta muita coisa clássica,

tradicional como Running Wild, Jimi Hendrix, Yngwie

Malmsteen. Ele também curte estilos meio “exóticos” como o

Flamenco, por exemplo. Essas influências são aplicadas de maneira espontânea em nossas composições, pois não

fazemos músicas para soar como uma banda em especial. Compomos para soar como o Funeratus, independente

da influência que possuímos.

22 Rock Post - Abril 2009


Rock Post: Em que dificuldades a banda esbarrou desde o começo de sua carreira? Hoje, vocês acreditam que

as oportunidades para as bandas são melhores do que há alguns atrás, quando vocês começaram?

Gustavo Reis – Eu não participei dos primórdios da banda, nos anos 90 onde a cena do Metal estava em baixa

devido ao surgimento do Grunge e a estagnação da cena após o auge nos anos 80, mas acredito que as oportunidades

estão aí como sempre estiveram. Uma banda tem que

ter a capacidade de aproveitar as oportunidades independente

de como está o cenário.

Rock Post: Como vocês vêem as críticas ao EP “Vision

from Hell”? Vocês acreditam que a aceitação do público é

independente das críticas da mídia especializada?

Gustavo Reis – Sim, a aceitação do público é independente

das críticas da mídia especializada, mas acredito que ambos

têm grande importância para a banda, pois uma boa crítica

em uma revista ou site pode despertar o interesse de novos

seguidores para a banda, fazendo com que o reconhecimento e o público da banda sejam maiores. Existem pessoas

que são muito influenciados pelas críticas da mídia, então para esse público a crítica especializada é muito

importante para a banda.

Rock Post: Vocês acreditam que com o advento da internet e o acesso a inúmeras bandas o público tende a ficar

mais seletivo? E, na opinião de vocês, qual o diferencial que a Funeratus apresenta para ser destaque entre

outros trabalhos que surgem?

Gustavo Reis – Sim, com a internet está cada vez mais difícil despertar a atenção do público para sua música,

pois com tantas bandas surgindo a cada dia e divulgando suas músicas pela internet, muitas pessoas não agüentam

mais ouvir coisas novas e não procuram mais conhecer as bandas a fundo

como faziam antigamente. O diferencial do Funeratus eu acredito ser o “feeling”

das músicas, pois não tocamos com excesso de técnica como se quiséssemos

mostrar que somos bons músicos. Tocamos com vontade de fazer um

som diferente e original, sempre mantendo o espírito de tocar por diversão,

gostando muito do que fazemos e principalmente nos divertindo tocando nossas

músicas.

Rock Post: O fã clube de vocês foi lançado há pouco tempo. Como é ter o

apoio de uma galera que realmente admira o trabalho da banda?

Gustavo Reis – É maravilhoso ter um fã clube apoiando a banda, especialmente

hoje em dia que, conforme eu falei anteriormente, o público não costuma se apegar muito a uma banda

devido ao grande número de bandas existentes no cenário. O Rangel, que idealizou o fã clube, é um antigo fã da

banda e apresentou essa ideia para nós que foi muito bem-vinda e só temos que agradecê-lo por esse apoio. Para as

pessoas interessadas em conhecer o fã clube acessem www.funeratus.com.br/fanclub ou entrem em contato pelo

e-mail fanclube@funeratus.com.br

Rock Post: Mais uma vez a Rock Post agradece vocês por responder esta entrevista e deseja muito sucesso a

Funeratus. Deixem uma mensagem aos fãs e leitores da Rock Post.

Gustavo Reis – Muito obrigado pelo apoio amigos da Rock Post! Aos nossos fãs peço para que acessem nosso

site oficial www.funeratus.com.br para se manter informados das nossas novidades. O EP está chegando e em

breve estará disponível para venda. Estamos agendando alguns shows para promover o EP e as datas serão divulgadas

em breve no nosso site também. Valeu mesmo pela força e nos vemos na estrada!

Acesse:

http://www.funeratus.com.br/

http://www.myspace.com/funeratus

Abril 2009 - Rock Post 23


A partir desta edição você vai conhecer melhor a história do rock feminino, reviver algumas épocas das

mulheres que fizeram história no mundo do rock e outras que ainda fazem ou farão, além de conhecer muita banda

brasileira independente com meninas no vocal ou formadas somente por mulheres. E também dicas muito importantes

pra quem tem banda ou pretende formar uma. Em parceria com a Revista Rock Post, Gisele Santos comanda a

Coluna “Mundo Rock de Calcinha”, o site já é bem conhecido pela galera, mas vale a pena lembrar que lá você

encontra tudo sobre as mulheres no mundo do rock, acesse www.mundorockdecalcinha.com.

ELAS FAZEM ROCK DESDE O SURGIMENTO

DO DANADO

Lutando contra preconceitos dos anos 1950, quando o

rock nasceu, época que lugar de mulher era no tanque,

Nora Ney e Celly Campello deram o pontapé inicial

abrindo as portas para o rock feminino no Brasil.

Por Gisele Santos

Ao ler a chamada dessa

coluna alguém poderá falar: “pow

que papo feminista”. Mas o feminismo

na verdade não pode ser encarado

como preconceito contra os

homens e sim como um processo de

transformação que engloba avanços,

medos, alegrias, ideologia,

movimento político, enfim, o feminismo está presente

ao longo da história conforme a situação da mulher

na sociedade antiga até os dias atuais e continua a ser

trabalho diariamente, pois o que todas nós queremos

são direitos, deveres e comportamentos distintos para

homens e mulheres. Sem violência contra a mulher e

sem exploração! Aí outro alguém pode falar “música

não tem cor, raça ou sexo”. Tudo bem, não tem mesmo!

É ritmo, sons, expressão, emoção, sedução. Só que

existem os estilos, as personalidades que lutaram contra

muitos preconceitos, inclusive a mulherada. Então,

pra ninguém se perder ou julgar ser alguma conspiração,

vamos iniciar o nosso mergulho no universo rock

n’roll feminino, seguindo a cronologia histórica, para

saber como tudo começou. Igual diz um antigo ‘deitado

26 Rock Post - Abril 2009

japonês’: “vamos começar do começo”.

Se em 1951 existisse exame de DNA, poderíamos

saber quem é realmente o pai da criança, pois alguns

pesquisadores, inclusive Kid Vinil, autor do livro

“Almanaque do Rock” (Ediouro, São Paulo, 2008),

dizem que foi Ike Turner o primeiro a gravar música

no estilo rock, no compacto “Rocket 88”. Paulo Chacon,

autor do livro “O que é rock” (Brasiliense, São

Paulo, 1982) apresenta alguns nomes que podem servir

de possíveis opções para assumirem a paternidade:

Jackie Breston (1951) com o sucesso “Rocket’88”, Bill

Haley (1953) com “Crazy, man, crazy” e Crew-cuts

(1954) com “Sh-boom”. Na apresentação de seu livro,

Kid Vinil afirma que em 1955 Chuck Berry inventou o

rock and roll e Elvis Presley o popularizou, tornando-se

o rei do rock. Talvez para os amantes do estilo, quem

criou não importa, mas sim que o rock existe até hoje e

influenciou muitos artistas brasileiros que deram conta

do recado muito bem.

O rock nosso de cada dia

O rock surgiu no Brasil através

de uma mulher, a Nora Ney, que em 1958

regravou "Rock Around The Clock",

grande sucesso de Bill Haley. Ela na

verdade sempre cantou bolero e pensando ter arriscado

inutilmente gravar pelo menos uma música rock n’roll,

se surpreendeu com o sucesso que fez. E de olho nesse

sucesso, a gravadora de Heleninha Silveira no mesmo

ano lançou uma versão em português da mesma música

que ganhou o nome de “Ronda das Horas”. Naquela


época elas ainda eram vistas com preconceito, pois mulher que encarava a

vida artística era rotulada como prostituta, não podia, lugar de mulher era no

tanque, cuidando dos filhos e do marido ou preparando o enxoval pra casar.

E o rock por aqui ganhou mais força ainda por causa

de uma outra mulher, a Celly Campello. As canções de rock

no Brasil - até meados de 1960 - eram regravações de sucessos

americanos ou versões em português das mesmas músicas, até a turma

da Jovem Guarda – que contava com a Wanderléia - utilizava esses critérios na maior parte de

seu repertório. Celly Campello em 1959 fez muito sucesso com a versão tupiniquim de "Estúpido

Cupido". Durante a vida ela fez remakes de outros sucessos: “Lacinhos Cor-de-Rosa”, “Billy”,

“Banho de Lua”, que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior, além do

título de Mãe do Rock Brasileiro.

No exterior Brenda Lee, Aretha Franklin e Wanda Jackson já trilhavam o caminho do rock e, inspiradas

nelas, em 1961, The Shirelles chegou ao topo das paradas americanas com o hit "Will You Love Me Tomorrow?".

E assim surgia a primeira banda formada somente por mulheres que incentivou a criação de outras, como The

Shangri-las, The Ronettes, The Crystals. Mas vamos falar sobre a mulherada gringa na próxima edição dessa

coluna, ok.

Esse tal de roquenrou da Rita Lee

Voltando ao Brasil, nos anos 1960 Rita Lee aprendia a tocar bateria e a cantar, quando

ainda estava no colégio. Então, para mostrar seus dotes artísticos, resolveu participar dos festivais

da escola e para isso formou a banda The Teenages Singers com as amigas Suely Chagas,

Jean e Beatrice. Teenages Singers pode ser considerada a primeira banda de rock feminino do

país. Elas faziam um som mais vocal e menos instrumental, interpretando músicas de Mamas

and the papas, Beach Boys, entre outros. A banda fazia muito sucesso e era chamada pra tocar

em todos os festivais das escolas de São Paulo, entre elas Mackenzie e Caetano de Campos. E assim as meninas

acabaram conhecendo uma banda formada somente por meninos, mas era mais instrumental, chamava The

Wooden Faces. A amizade entre eles foi crescendo, até que resolveram unir as bandas. Elas cantavam e eles

tocavam. Com o tempo alguns integrantes foram desistindo e restaram Rita, Sergio e Arnaldo. Isso aí, surgia Os

Mutantes, banda que Rita Lee participou de 1968 a 1970, incluindo outros ingredientes nas músicas como banjo,

sons de gravador portátil, gaita, e até uma bomba de dedetização.

Rita Lee foi expulsa dos Mutantes, pois os integrantes achavam que ela não tinha o virtuosismo necessário

para tocar o rock progressivo, novo interesse da banda. Ela ficou depressiva por um tempo, mas não conseguia ‘se

livrar’ da veia musical e formou com a amiga Lúcia Turnbull uma dupla no estilo glam rock (também conhecido

como glitter rock), chamada As Cilibrinas do Éden, que fez única gravação ao vivo no festival Phono 73 e nunca

foi lançado um disco. Anos depois, uma das músicas da dupla daria origem ao hit Shangrilá, em 1980. Rita e Lúcia

desistiram da dupla e formam a banda Tutti-frutti - que finalmente conseguiu gravar alguns discos e fortalecer

o sucesso da música “Esse tal de roquenrou”.

A malandragem de Cássia Eller

Mesmo apostando muito mais nas baladas, Rita Lee ainda tocava rock na década de

1980 e já influenciava outras artistas, por exemplo, a Pitty. E também Talita que foi casada com

o filho da Rita, o Beto Lee, sendo a mãe da primeira neta de Rita Lee (foto ao lado). A Talita

atualmente é vocalista da banda Motores e não é mais casada com o filho de Rita Lee, e tem

feito sucesso no mundo do rock, pois sua atual banda é muito bacana, com muita energia, como

fala em uma de suas músicas “Menina isso é rock n’roll”. Bom, é perceptível que o rock feminino

no Brasil sempre foi muito bem representado por Rita Lee, ela tem a carreira duradoura e

está na ativa até hoje em dia.

Nos anos 1990 surgia Cassia Eller que tinha atitude total rock n’ roll invandiu a cena rock conquistando o nos-

Abril 2009 - Rock Post 27


so país e colocando em pauta a

questão da homosexualidade, já

que ela era gay assumida. Voz

grave, às vezes confundida com

voz masculina, ela até hoje deixa

saudades, pois em 2001 infelizmente

faleceu após uma parada

cardiorespiratoria. Ela chegou a

cantar vários estilos, mas o rock

prevalecia em boa parte de sua

obra. Nem só em sua música, mas também em sua maneira

transparente de ser, falando tudo doa a quem doer.

A canção “Malandragem” a fez ficar conhecida nacionalmente,

tanto que rendeu várias parcerias, inclusive

com Rita Lee.

Penélope mostrou que na Bahia é possível fazer rock

Em 1995 a baiana Penélope - que ficou na estrada

durante quase 10 anos e contava com a Erika Martins

nos vocais e na guitarra – fez muito sucesso. O hit que

tornou a banda conhecida no país inteiro foi

“Namorinho de Portão” (regravação da Gal

Costa, com letra do Tom Zé, que fez muito

sucesso em 1968 e foi tema da novela Malhação

em 2000). Lembrando que, no início

da carreira, a banda se chamava Penélope

Charmosa, mas a Hanna-Barbera, empresa criadora do

desenho, não liberou a utilização do nome. Assim que

a banda Penélope encerrou atividades, em 2005, Erika

Martins seguiu carreira solo e participa do projeto

Lafayette e os Tremendões.

As guitarras pesadas de Syang

Também em 1995 surgia a

banda P.U.S com a Syoung, que toca

guitarra desde os 12 anos de idade

(muito bem, diga-se de passagem),

e dividia atividades ao lado do então

marido Ronany (vocal). Syoung foi

uma das poucas mulheres no Brasil

até o momento a tocar rock pesado com pitadas de trash

metal, pois é muito raro ver as mulheres envolvidas em

projetos metal, a maioria toca pop rock. E não me pergunte

o motivo. Acho que não tem explicação, talvez a

maioria curta muito mais essa vertente do rock. Syoung

adorava AC/DC e se apaixonou pela irreverência e timbres

fortes da guitarra de Angus Young. Por sorte teve a

felicidade de o conhecer pessoalmente, no Rock in Rio,

e foi batizada com esse nome pelo próprio Angus. Por

falar em Rock in Rio, ela participou do evento ao lado

do Biquini Cavadão e fez parte de uma das formações

28 Rock Post - Abril 2009

da banda gaúcha

DeFalla.

Atualmente ela usa

o nome Syang. Sumiu por um tempo e depois ressurgiu

nas telas no programa Casa dos Artistas 2 (SBT) em

2002, apresentou um programa na TV Gazeta chamado

Swing com Syang e lançou o livro "Sexualidade

na Gravidez". Muitos fãs se decepcionaram quando

ela começou a cantar músicas pop, mas alguns ainda

acreditam que ela volte pro mundo do metal com o peso

dos seus riffs de guitarra.

Pitty sacode a poeira e mostra o que a baiana tem

O rock feminino

no mainstream ficou um

tempo adormecido no final

dos anos 1990, até que

no início dos anos 2000,

Pitty deu um pontapé na

porta, tirando o mofo, e ao

sacudir a poeira conquistou

também um lugar ao

sol, além de fazer com que

as mulheres voltassem a

brilhar no mundo do rock.

Até hoje ela incentiva muitas

meninas do Brasil a

tocar numa banda de rock. E cada vez mais mulheres

surgiram: Megh Stock (ex Luxúria), Vanessa do Ludov,

Bianca Jhordão do Leela. No underground tem muita

banda bacana: Dominatrix, Private Dancers, Homocinética,

Punkake, Condessa Safira, Lipstick, DKLC,

Mixtape, Gloss, entre outras e outras e outras.

Voltando a falar na Pitty, antes de iniciar a carreira

solo em 2002, a roqueira baiana já tinha tocado

em duas bandas. Ela foi baterista da Shes e vocalista

da Inkoma. Ah! E Na banda Shes tinha a guitarrista

Carol Ribeiro que atualmente faz parte da banda baiana

chamada Lou e conta com a participação de outras

garotas. Em quase seis anos de carreira Pitty já faturou

cerca de 40 prêmios, a maioria deles graças ao Video

Music Brasil da Music Televion brasileira. Na bagagem

ela ainda carrega dois CDs de estúdio e dois ao vivo,

fora centenas de shows por todo território nacional e

apresentações no Japão e Portugal.

Você pode reclamar “faltou falar de muita

gente”. Claro, com toda razão! Mas ainda teremos muitas

e muitas outras edições da coluna Mundo Rock de

Calcinha aqui na Revista Rock Post para falarmos sobre

as mulheres do rock. Na próxima vamos passear

pela história da gringalhada. Isso é só o começo baby!


CRÉDITOS DAS IMAGENS

todas as fotos - Crédito Divulgação

foto Talita Motores - Crédito Juliana Negri

foto Pitty - Crédito Caroline bittencourt

cartum - Marcio Baraldi

A Colunista Gisele Santos é paulista da

gema, formada em Administração de Empresas

e Radiojornalismo. Atualmente cursa o último

ano de Comunicação Social Jornalismo. Desde

2002 trabalha como assessora de imprensa na área

cultura/música. Manteve o portal MundoRock.net

no ar durante nove anos, já apresentou alguns programas de rádio como Mundo Rock

(MetroMix e Rádio Mundo Rock), Alternoise (Rede Blitz) e 98 in Rock (98 FM).

Criou em 2007 o Mundo Rock de Calcinha que já faturou três prêmios na categoria “Melhor Programa de Rádio”

– parte integrante do portal www.mundorockdecalcinha.com (jornalismo especializado em rock feminino).

E-mail: programa@mundorockdecalcinha.com


ENTREVISTA: BANDA S16

Por Fernanda Duarte

A Rock Post entrevistou a banda S16, de Araraquara no interior do Estado de São Paulo. Eles

fazem um misto de influências e gerações diferentes, porém tudo com o mesmo propósito “A paixão

por música”. Há um ano, a banda composta por André Virgilio, 33 anos e Thiago Marques 22 anos,

guitarristas; Édio Gonçalves, 24 anos, vocalista; Diogo Cardoso, 22 anos, baterista e Leandro Aguiar,

22 anos, tecladista, uniu estilos para fazer rock/metal. No início, o que era apenas uma idéia para

quebrar a rotina e se divertir, acabou virando brincadeira séria.

Dentro da garagem onde ensaiam, influências de bandas como Deep Purple, Metallica, Black

Sabbath, Iron Maiden e Black Label Society, faz a S-16 compor canções próprias, em português,

caracterizadas pelo rock e metal de suas influências, mas com desapego. Em 2008, a banda gravou

um demo com três músicas próprias e você confere a entrevista que resume a carreira e os objetivos

desta banda.

Rock Post: Como surgiu a ideia de unir a S-16? E

qual o significado deste nome para vocês?

S16: A S16 surgiu de uma conversa entre dois de

nós, o baterista Diogo e o Guitarrista André. Resolvemos

fazer um som e a partir dessa conversa,

reunimos os outros integrantes da banda. Diferentes

influências fizeram com que nós criassemos a identidade

do som da banda e o nome S16 emgloba tudo

isso. O significado do nome é porque ensaioavamos

a rua número 16, então fizemos um trocadilho entre

ensaio e 16, o que originou S16

Rock Post: Quais as principais influências dos integrantes da S-16?

S16: Temos muitas. Achamos importante as bandas terem influências variadas assim, havrá o desapego por exemplo,

de estilo musical. O que mais gostamos de ouvir é Metallica, Black Label Society, Sepultura, Ozzy Osbourne,

Deep Purple, ZZ Top e atualmente temos ouvido muito Oficina G3.

Rock Post: As músicas do S-16, atualmente, são todas escritas em português. Vocês pretendem compor em

outras línguas futuramente?

S16: Gostamos do nosso idioma e de escrever nele. Pretendemos continuar compondo em português. Muitas

bandas com o nosso estilo preferem a música em inglês, talvez pela sonoridade. Porém, queremos passar nossa

mensagem através da música e que ela atinga diretamente as pessoas com a compreenção total do que falamos.

Com o inglês, essa meta não seria facilmente cumprida.

Rock Post: Quais são as novidades da S-16 para 2009? Além da divulgação do demo, há previsão de lançamento

do álbum?

S16: Estamos em fase de finalização da nossa demo. Estamos nos empenhando, ensaiando bastante e fazendo um

trabalho de qualidade. Pretendemos lançar nosso CD até o final do ano, mas a novidade mesmo é que em breve

vamos filmar nosso primeiro videoclipe. Claro que, precisamos de apoios para que tudo isso seja feito e estamos

abertos às empresas ou quem quiser apostar no nosso trabalho.

Rock Post: Como foi recebido o primeiro demo da banda na mídia? Vocês já têm uma ideia também da aceitação

do público?

S16: Graças a Deus foi recebido muito bem. Temos um retorno bom do público, que comentam o nosso trabalho,

30 Rock Post - Abril 2009


mandam e-mail, visitam nossa página para escutar.

São opiniões e críticas muito boas sobre o que

fazemos e isso nos dá forças para fazer mais sempre,

fazer melhor e nos empenharmos para sempre levar novidades para

nosso público.

Rock Post: Os integrantes da S-16 possuem outros projetos paralelos?

Se sim, isto atrapalha os compromissos da banda ou conseguem conciliar

tudo tranquilamente?

S16: Não. Nós concentramos nosso esforços ao S16. Não temos nenhum projeto paralelo em relação a musica.

O que mais pesa é a responsabilidade que temos pois trabalhamos todos e um dos integrantes trabalha em outra

cidade. Isso dificulta os ensaios um pouco, mas estamos focados em nossa banda, temos outros compromissos

mas nada que atrapalhe o andamento da S16. Atualmente estamos compondo e conseguimos conciliar tudo. O

sonho um dia é apenas trabalhar com música, chegaremos lá (rs).

Rock Post: A S-16 já assinou com alguma gravadora ou trabalha de forma independente?

Como vocês vêem hoje as oportunidades para bandas de rock/metal no

Brasil?

S16: Por enquanto, trabalhamos de forma independente, mas estamos em busca de

propostas. Trabalhamos com uma equipe de assessoria de imprensa, que nos ajudado

muito a divulgar nosso som, porém estamos atrás de algum produtor. Atualmente está

mais fácil divulgar o trabalho das bandas pois a massa fica na internet. O espaço é

pequeno para tantas pessoas, mas com uma música bem feita e muito trabalho se consegue chegar lá.

Rock Post: A Rock Post agradece a oportunidade de entrevistar a S-16 e deixa este espaço a disposição para

recados aos fãs e leitores.

S16: Agradecemos ao espaço cedido pela Rock Spot e gostaríamos que as pessoas ouvissem nosso som no www.

myspace.com/s16rock e em breve estaremos tocando em Araraquara e Matão e contamos com a presença de todos.

Nossa agenda será divulgada no site www.elsonora.com, assim com lá você também pode ver novidades da

banda e nossa agenda. Se algum empresário ou empresa se interessou pela banda, entre em contato conosco pelo

e-mail imprensa@elsonora.com. O site de vocês está de parabéns, trabalho exemplar e cobertura ampla musical.

Valeu!

Contatos:

E-mails: imprensa@elsonora.com; contato@elsonora.com ; comercial@elsonora.com

MYSPACE - http://www.myspace.com/s16rock

FOTOLOG - http://www.fotolog.com/s16rock

ORKUT – PERFIL - http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=5374965708910683144

ORKUT - COMUNIDADE - http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=82491653

Quer milhares de pessoas de olho em sua

BANDA???

Seu sucesso já tem endereço certo www.rockpost.com.br

Abril 2009 - Rock Post 31


1º Fest Metal de Presidente

Epitácio - Show pela Paz

Como prometido em nosso site você confere aqui a matéria completa sobre o “1º Fest Metal de Presidente

Epitácio- Show pela Paz”, que reuniu uma estrutura para ninguém colocar defeito, com som de qualidade e excelentes

bandas, a galera pode curtir o que anda em alta na Cena do Rock e do Metal Nacional. A Rock Post esteve

lá para fazer a cobertura exclusiva dos shows. O imenso Palco fixo a beira do Rio Paraná, no Parque Figueiral,

protagonizou com grandeza esta festa, que além de apresentar as melhores bandas, fez sua homenagem ao

aniversário da cidade que ocorreu no dia 27 de março.

Conversamos com alguns dos responsáveis pelo evento, Denever e Sidney, que ficaram satisfeitos com os

resultados da organização, sendo a Prefeitura Municipal de Presidente Epitácio a principal responsável por toda

a estrutura disponível para as bandas e público. Denever afirmou ainda: “Sem a prefeitura e o apoio da Secretaria

de Cultura do Município não seria possível organizar tal evento”... Além disso muitos outros colaboradores merecem

destaque também como Aldo Beehlerr, responsável pela organização das bandas, o Hotel Fazenda Thermas,

que foi responsável pela estadia das bandas que vieram principalmente da cidade de São Paulo e arredores para o

evento, Sidney da rádio Avalanche Metal entre outros.

Aldo Beehlerr, um dos responsáveis pela organização do evento, declarou: “... mais de um ano de planejamento

para a realização do evento, entre tantos contatos e correria, uma longa viagem a ponta do Estado de São

Acima Sidney e Denever (membros da organização

do evento

Paulo, tudo isso em meio a paixão pelo Rock, enfim o

resultado foi o esperado por todos”. Realmente as bandas

subiram e fizeram seu papel muitíssimo bem.

O cast da festa incluía as bandas Rygel, Ace4-

Trays, Hard16, Skaldicsoul, HellLight, Santo Graal,

Hollowmind, Struckroot e Crusader, além de bandas

da própria região que fizeram a abertura no sábado

(28).

Domingo (29), ficou por conta das bandas oficiais

do evento, com apresentações que dispensam qualquer

comentário.

Com destaque para o vocal de Ricardo, a

StruckRoot, com seu som diferente, conquista fãs por

onde passa, “foi muito elogiada pela organização do

festival, pois subiram no palco e mostraram seu tra-

32 Rock Post - Abril 2009

NA ESTRADA

As bandas da região que agitaram o Parque Figueiral, fazendo abertura

dos shows no sábado, 28 de março.

Acima a galera das bandas Rygel, StruckRoot,Skaldicsoul e

Santo Graal confraternizando com o management Aldo Beehlerr


alho com simplicidade e garra, com músicos de grande talento e técnica” – afirma Aldo Beehlerr. Atualmente a

banda é formada por Ricardo Dupret (vocal), Andre Rahaman (guitarra), Moisés Bandão (baixo) e Alex Oliveira

(bateria).

As principais influências da StruckRoot incluem Pink Floyd, Stone Temple Pilots, Tool, Faith no More,

Neil Zaza, Alter Bridge e Metallica, um leque bem amplo que ajuda a fluir as várias composições que a banda já

desenvolve para o lançamento de seu CD.

A banda, que foi formada em Guiana, em Março de 2004, passou por várias mudanças desde então, até chegar a

São Paulo com sua atual formação. Com a demo gravada em 2007, eles pretendem agora finalizar seu primeiro

ábum em 2009.

Entre as bandas que se apresentaram tivemos a oportunidade de conversar com a galera de Jundiaí – SP

do Skaldicsoul, que nasceu no ano de 2006, inicialmente com a proposta musical de power metal, conforme o

single "Forbidden Eyes" lançado em 2007. A banda passou por algumas

mudanças em 2008 e atualmente pode ser classificada como folk/viking

metal. O vocalista Rogério Malgor nos explicou um pouco sobre este

novo estilo e as propostas da banda, em uma breve entrevista concedida

a nossa equipe:

Rock Post: Quando surgiu a Skaldicsoul? Fale um pouco sobre a

banda.

Rogério: A banda nasceu em 2006, e em 2008, depois de várias mudanças

chegamos ao folk/viking metal. A Skaldicsoul conseguiu se firmar realmente agora, houve muitas mudanças

de integrantes e agora realmente acertamos o time e o estilo. Estamos gravando nosso primeiro álbum com previsão

de lançamento ainda para este ano.

Rock Post: Qual foi a razão de adotar esta nova vertente do metal considerada “folk/viking metal”. Por ser

novo, explique um pouco sobre este estilo.

Rogério: É um estilo basicamente de origem européia, vem da mitologia nórdica, e adequamos isso a nossa

banda, introduzindo o Folk e mantendo traços de Power metal, mas sem perder a originalidade. Eu sou de

descendência escocesa, toco gaite de fole, flauta irlandesa. Eu sempre fui

ligado a essas coisas e acabei trazendo isso para a banda, faço parte também

da religião viking e tivemos a ideia de misturar tudo, o folk e o viking, a parte

celta também está interligada a tudo isso. Hoje deixamos nossas outras influências

de lado e trabalhamos apenas com estas.

Rock Post: Vocês lançaram uma nota recentemente que estão gravando o

primeiro álbum sob a produção de Bruno Maia, frontman do Tuatha de

Abril 2009 - Rock Post 33


Dannan. Como está o andamento deste ábum e já tem previsão de lançamento?

Rogério: Estamos na verdade no meio da gravação do álbum, porém

será lançado um EP agora em maio, contendo três músicas. O álbum

apresentará dez composições da Skaldicsoul. Tanto o álbum quanto o

EP estão sob a produção do Bruno Maia.

Rock Post: Além do lançamento do EP e do álbum há mais alguma

novidade para 2009?

Rogério: Estamos com a nossa turnê de lançamento do EP “Paths in

The Highlands”, sendo o primeiro show este do Fest Metal, seguido de mais dois até o final de maio, e outros já

agendados para o decorrer do ano. Shows fora do país ainda estão em negociação.

O Skaldicsoul se apresentou pela segunda vez em Presidente Epitácio, “com novos integrantes e com

mais técnica, mostraram um trabalho com mais garra e determinação” - segundo Aldo (responsável pelas bandas).

Skaldicsoul subiu no Palco do Parque Figueiral com Rogério Malgor (vocal, gaita de fole escocesa e flauta

irlandesa), Matheus Baren (guitarra), Lui Marestoni (guitarra), Luca Bresciani

(baixo), Odair Otávio (teclado) e o baterista Leandro Lisauskas que substituiu

Raul Pauleto Risso, que não pode viajar.

A banda Hard16 também mostra que mulher sabe muito de rock. Com

demonstração de talento, técnica, carisma e muito mais.

“A vocalista Caroline Ulivieri, comandou o show com uma voz

impecável e maravilhosa e conquistou a galera, a Guitarrista Aya Mae com extraordinário

talento, a baterista Fernanda Tomiko simplesmente perfeita em seu posto, o baixista e técnico de som

Antonio Marcos (Tom) foi um gigante no Palco do Parque Figueiral, substituindo a baixista Renata Kyka ...” –

declaração de Aldo Beehlerr sobre o show de abertura do Fest Metal no domingo.

Formada em janeiro de 2007 como diversão e comunhão entre fãs de Vixen, mostrou que tem muita atitude.

Sempre foi muito difícil encontrar boas mulheres instrumentistas para levar a diante um projeto raro: Fazer

tributo a uma banda totalmente formada por mulheres, com bom gosto, musicalidade e charme é o objetivo da

Hard16.

Em 2000 nasce a banda Rygel, vindos da Baixada Santista, com influências do Hard Rock ao Death Metal

resultando num Metal bem moderno sem esquecer os fundamentos do bom Tradicional, e após tantos anos de

estrada e tantas mudanças em seu line-up a banda, no momento, se prepara para apresentar ao público seu mais

novo cd: Realities...Life as it is . As onze faixas inéditas contêm letras recheadas de reflexões sobre as situações

do mundo atual referentes aos homens e seus problemas, visando transmitir pela musicalidade umas mensagens

positivas, fazendo quem escuta interagir sonora e mentalmente. O novo cd foi lançado em janeiro/09 no Brasil

pela gravadora Die Hard Records e sera distribuido na Europa através da Black Funeral Promotion.

34 Rock Post - Abril 2009


E em Presidente Epitácio a Rygel se apresentou também em grande estilo, veja as fotos na página 34.

A banda DarkSmile com um som de influencia por bandas

como Black Sabbath, Dio, Iron Maiden, Judas Priest , Deep Purple,

Metal Church, entre outras, fizeram uma excelente apresentação no

Parque Figueiral. Com músicas próprias mostraram a cara da banda

que aborda temas como conflitos sociais, religiosos e existenciais. Ao

lado direito segue a foto da apresentação do Dark Smile no Parque

Figueiral.

A Hollowmind que já é bem conhecida do site Rock Post também

marcou presença em Presidente Epitácio.

Esta banda que se iniciou no ano de 1993, na região metropolitana

de São Paulo, fez uma grande apresentação, conquistando a

galera, que curtiu o som do Hollowmind no Fest Metal. A banda que

vem sendo bem acolhida pela mídia especializada concedeu recentemente

uma entrevista a Revista Roadie Crew. Confira a foto (lado esquerdo)do

super trio no 1º Fest Metal .

Dentre as bandas presentes tivemos a oportunidade de entrevistar a HellLight, a banda é paulista e nasceu

em 2001, com o intuito de tocar um estilo pouco difundido em nosso país, o Funeral Doom Metal, com uma atmosfera

pagã, suas letras e melodias revelam uma obscuridade muito densa e pesada.

As influências da HellLight são Candlemass, Danzig, Black Sabbath e Bathory. Além disso a banda que,

em 2006, já foi convidada para abrir o show da banda Inglesa Anathema, para este ano tem previsão ainda de abrir

os shows de UDO e Primal Fear, grandes nomes do cenário e que deixam os integrantes satisfeitos por terem seu

trabalho sendo reconhecido. Atualmente o line up do HellLight conta com Fabio (Guitarras e Vocais), Alexandre

(Baixo) e Eric (Teclados).

Durante a breve entrevista que fizemos com o HellLight, Fabio (guitarra e vocal) foi o porta-voz e relatou

um pouco sobre a banda, todos foram extremamente atenciosos com nossa equipe:

Rock Post: Quando ocorreu a formação da banda

e como foi a repercussão do lançamento do álbum

“Funeral Doom”?

Fabio: O HellLight nasceu em 2001, e com o lançamento

do álbum “Funeral Doom” em 2005 na Alemanha

pela Ancient Dreams, tivemos uma boa repercussão,

a gravadora mesmo nos procurou para fazer o

lançamento do álbum, que foi gravado no Brasil, mas

masterizado na Alemanha.

Rock Post: Qual a proposta do som de vocês? Explique

sobre o estilo da banda.

Fabio: O doom metal chegou para a gente de uma

forma especial, é um estilo de música pouco difundido

ainda, e existem poucas bandas que trabalham este estilo no momento, tanto no Brasil quanto no exterior. A

ideia principal da banda é levar este estilo ao conhecimento de um público bem maior, juntamente com o estilo

adotado pelos integrantes que são todos pagãos, nada que tenha a ver com satanismo ou algo assim, é uma estilo

diferente, que tem mais a ver com a natureza, porém as vezes é mal interpretado pelas pessoas.

Abril 2009 - Rock Post 35


Rock Post: Quais são os planos do HellLight para 2009?

Fabio: Estamos com um novo trabalho encaminhado, em fase de pré-produção, com

previsão de lançamento até setembro de 2009 pela mesma gravadora a Ancient Dreams

da Alemanha.

A banda HellLight que fechou o evento no 1º Fest Metal de Presidente Epitácio

2009, fez a galera vibrar no melhor estilo Doom Metal.

A Rock Post parabeniza os organizadores do evento, as bandas que se dedicaram

a uma longa viagem e fizeram ótimas apresentações e agradecemos a Aldo Beeheller

pelo convite para cobertura do evento. Esperamos nos encontrar em um próximo Rock

Post na Estrada.

Conheça as bandas participantes do evento:

http://www.myspace.com/aldobeehlerrmanagement (responsável pelas bandas)

http://www.myspace.com/skaldicsoul

http://www.myspace.com/bandahard16

http://www.myspace.com/helllight

http://www.myspace.com/struckroot

http://www.myspace.com/bandadarksmile

http://www.myspace.com/rygelband

http://www.myspace.com/santograal

Matéria: Fernanda Duarte

Fotos: Douglas Santos e

cedidas pelas bandas

NA ESTRADA


Entrevista: Marcelo Moreira (Burning in Hell e Almah) Por Fernanda Duarte

A banda de metal melódico Burning Heall de Caxias do Sul/RS, do renomado baterista Marcelo Moreira,

também conhecido por seus Workshops e o trabalho com o Almah (Eduardo Falaschi), já tem uma história desde

1995, o grupo enfrentou um pouco de tudo ao longo desse tempo: inúmeras mudanças de formação, a distância

dos grandes centros e até o falecimento de um dos integrantes foram pedras que o Burning in Hell teve que tirar

do caminho para prosseguir em sua trajetória. Porém, como o heavy metal no Brasil é algo reservado apenas aos

fortes, a banda não apenas sobreviveu a tudo isso como provavelmente vem com novidades para 2009.

Rock Post: A Burning in Hell está completando este ano 14 anos de existência, durante este tempo provavelmente

foram inúmeras as experiências adquiridas. Quais foram as que mais marcaram a banda?

Marcelo: Acredito que ter conseguido tocar pelo Brasil inteiro, ser respeitado por bandas famosas mundialmente

como o HammerFall que chegou a citar o nosso nome em um de seus cds, ter lançado albuns do outro lado do

mundo no Japão, feito shows ao lado de bandas como HammerFall, Sonata Arctica, After Forever, Angra, Shaman,

Krisiun e Dr. Sin, o álbum Believe ter sido eleito uma das 30 maiores obras primas do metal melódico mundial

ao lado de bandas como Helloween, Angra, Rhapsody, Gamma Ray, Dragonforce, Edguy, entre outras pela

revista japonesa Burrn! e muitas outras coisas marcaram muito para cada um da banda.

Rock Post: Quando surgiu o gosto pelo Heavy Metal na vida de vocês

e como foi a entrada para o mundo da música? Tiveram apoio dos

familiares?

Marcelo: Acabou sendo natural para todos nós. Eu e Leandro começamos

a escutar metal com 8 e 10 anos respectivamente. Por sermos

irmãos, convivíamos sempre junto curtindo as mesmas coisas. Para os

outros da banda também foi algo parecido. Eu tinha um tio que escutava

rock e metal e isso acabou ajudando um pouco. Desde essa época já estávamos começando a tocar. Eu comecei

com 9, o Leandro com 11 o Geraldo com 6. Todos começamos bem cedo, e por entendermos um pouco de música

o heavy metal fascinava mais ainda pois é um estilo onde a maioria dos músicos toca bem.

Rock Post: A banda começou com o estilo que apresenta hoje ou isso foi sendo moldado com o tempo de estrada?

Quais as principais influências que contribuíram para a formação do estilo Burning in Hell?

Marcelo: A base do nosso estilo sempre foi a mesma. Tocamos o estilo metal melódico só que mais rápido e

mais agressivo. Acabamos aprimorando com o tempo o nosso estilo, mas mantendo sempre a mesma essência.

Acredito que quem conhece a banda da época de nossas primeiras demos tapes percebe isso. Tem muita galera que

curte a banda desde o início justamente por mantermos

a mesma essência.

Burning Hell e Edguy

Burning Hell e Hammerfall

Rock Post: Sabemos que Marcelo Moreira (baterista),

também participa da banda Almah e tem outros projetos

paralelos como workshops pelo Brasil. Para você

Marcelo, como é conciliar tudo isso?

Marcelo: Eu adoro tocar. Estar no Almah está sendo ótimo,

pois é uma banda com uma grande projeção e está

mostrando meu trabalho pra mais gente. É um pouco

Abril 2009 - Rock Post 39


diferente do Burning in Hell, mas é heavy metal que é o que mais curto. Os workshops foi algo que surgiu naturalmente

e é algo que eu adoro, pois você tem contato direto com as pessoas, responde perguntas, é algo totalmente

diferente de shows. Quando você quer algo você consegue, por isso consigo conciliar tudo.

Rock Post: Quais são os projetos da banda para 2009? Vem álbum novo por aí?

A idéia é mais um álbum sim! Estamos trabalhando já nas músicas, mas ainda não tem data certa para o lançamento.

Se tudo der certo será em 2009 mesmo. Estamos loucos pra lançar mais um material. A galera nos cobra

muito isso.

Rock Post: Vocês que participam diretamente do cenário do Metal Nacional, há 14 anos, vêem alguma

diferença de quando começaram para os dias de hoje? E se sim, quais os pontos positivos e negativos?

Acredito que a maior diferença está na presença da galera nos shows. Isso é um ponto negativo. O ponto positivo é

que ficou mais fácil divulgar o material das bandas. Quando começamos

era tudo através de cartas e não e-mails virtuais, trocando fitas

demos com outras bandas e tudo mais. Na verdade eu achava até

mais legal isso. Acho que quando é um pouco mais difícil a galera

valoriza mais.

Rock Post: Éderson Prado, que é o baixista da Burning in Hell

desde 2006, é considerado um dos baixistas mais rápidos do mundo.

Isso faz com que a banda tenha uma cobrança maior diante dos

fãs e da mídia?

Acredito que não. Ele é rápido, mas isso é só um detalhe na musicalidade

dele. Ele é louco por estudo e tocar rápido foi algo natural,

mas ao mesmo tempo todas as outras técnicas e conhecimento sobre

música vieram juntos. Você não pode querer ser apenas rápido. A velocidade vem naturalmente quando você

estuda bastante. Mas não é por isso que faremos algo mais rápido ou menos rápido. Nossas músicas não são criadas

através de uma ou outra velocidade e sim de ideias que achamos legal. E então achamos a velocidade que essa

idéia soa mais legal. Às vezes mais lenta ou mais rápida. Mas para a gente o que importa é a música ser boa e não

quantas notas ela tem ou se é difícil de tocar.

Rock Post: O primeiro álbum da Burning in Hell foi lançado em 2004, e a banda foi fundada em 1995, durante

este tempo que separa o início da banda e o lançamento do primeiro álbum, quais foram as maiores dificuldades

encontradas?

Amadurecer!! Moramos longe de São Paulo e na época para a gente tudo era mais difícil. Hoje com a internet não

têm mais distância entre revistas, gravadoras e tudo mais, mas na época que começamos a gente só sabia tocar

nossos instrumentos, não sabíamos como conseguir contatos e tudo mais. Também comecei tocando com 15 anos

na banda, é natural que você precise de um tempo para saber como uma banda profissional funciona. Um dos

fundadores da banda faleceu em 99 e isso foi a barra mais difícil que passamos!

Rock Post: Agradeço a colaboração de vocês concedendo esta entrevista a Revista Rock Post, desejamos

sucesso à banda e fiquem a vontade para deixar uma mensagem aos fãs.

Marcelo: Queria agradecer a cada um que sempre nos apoiou e fez com que a nossa vontade de tocar nunca diminuísse.

Todos que tem banda sabem das dificuldades que se passa e 14 anos é tempo o suficiente para passar por

muita coisa. Quero convidar a todos para conhecer nosso site e myspace e nunca deixarem o heavy metal morrer!

Obrigado pelo espaço do Rock Post que fortalece mais ainda o nosso metal brasileiro.

Confira: www.burninginhell.com.br

www.myspace.com/burninginhellmetal

40 Rock Post - Abril 2009


Ex-baixista do Stratovarius volta a

trabalhar com Timo Tolkki

Como já foi previamente anunciado, o guitarrista Timo

Tolkki está preparando um álbum com outros antigos

membros do STRATOVARIUS, o baterista Tuomo

Lassila e o tecladista Antti Ikonen. O disco se chamará

"Return To Dreamspace", referência a "Dreamspace",

gravado em 1994 com os mesmos músicos.

Agora mais um ex-membro do Strato se juntou ao time, o baixista Jari Kainulainen,

atualmente no EVERGREY. Com isso, o line-up do álbum original está completo novamente.

Mais detalhes serão confirmados logo, mas rumores dão conta que o trabalho

deverá ser lançado em setembro.

Fonte: Whiplash

AXEL RUDI PELL – confirmado para Wacken Open Air 2009

Metallica: Show no Chile

em Janeiro de 2010?

Segundo o jornal La Tercera, três produtoras

chilenas estão disputando a organização

de um show do Metallica em

Santiago, Chile para o final de Janeiro de

2010, para aquilo que deverá ser parte de

uma turnê sul-americana do grupo norteamericano.

Vale lembrar que nenhuma

data foi divulgada ainda oficialmente

pelo Metallica.

Fonte: www.metalremains.com

Axel Rudi Pell, neste ano de 2009

celebra o aniversário de 10 anos do atual lineup,

20 anos como artista solo (Wild Obsession

saiu em 1989), seus 40 anos de idade e o 25º

aniversário do primeiro álbum do guitarrista (o

primeiro disco de Steeler saiu em 1984). Para

ele nada melhor do que comemorar todas estas

datas em grande estilo, sendo AXEL RUDI

PELL confirmado como uma das atrações da

edição de 20 anos do festival Wacken Open

Air.

Definitivamente, a história do som pesado alemão nunca seria tão boa sem a

presença marcante desse carismático guitarrista.

Enviem notícias de seus ídolos para rockpost@rockpost.com.br

Abril 2009 - Rock Post 41


No ano de 2008 em Aracaju/se surge a banda SHEKINAH que

em Hebraico significa:( Manifestação da glória de Deus) liderados

pelos Pastores:Ronaldo Amim e Bete loubacker da Missão

Shekinah, Comunidade de missões urbanas atuante em Sergipe

desde 2001.

A principio era um grupo de louvor com som extremo,trabalhando

em todas vertentes do Metal e com essas características que em

Abril do mesmo ano, sai de forma bruta e intacta uma DEMO

com 8 músicas com composições próprias. A música “ PAI NOSSO " é uma versão adaptada da uma passagem

bíblica que nos conta que Jesus cristo ensina-nos a orar.

A influência sonora da Demo varia do Thrash-Core-Black -Doom- Gótico, em geral as letras relatam passagens

bíblicas que refletem nossa fé em Cristo vivenciando um cristianismo autentico e real sem dogmatismos e religiosidade

na qual nos afasta de Deus e do mundo em que nós vivemos, não podemos estar inume ou simplesmente

conformadas com este mundo. A Shekinah surge com o propósito de abençoar ao publico que vão ao show ou

recebe o CD/demo gratuitamente ou aqueles que são alcançados pelas nossas orações e intercessões.

Atravez de nossas letras declaramos salvação, libertação e o manifestar de Deus para este mundo tenebroso resgatando

vidas escravizadas pelo pecado na qual sabemos que sob domínio de satanás. Cremos que a única salvação

para as pessoas que vivem neste mundo é Jesus cristo e a nossa atuação na cena underground não é fazer divisão

dentro do Metal e nem nos proclamar como banda de WHITE METAL porque não somos e não levantamos

bandeira a um movimento faccioso e farizeu, por que foi para isso que esse termo foi criado, para fazer divisão.

Contra todo tipo de divisão e preconceito é que nós não nós importamos em dividir palcos em shows com bandas

de diferentes ramos ideológicos, foi pra isso que surgiu o ROCK´N´ROLL e o Metal em si em ter a liberdade de

se expressar sem medo de expor todo seu sentimento nas letras e no som, naquilo que realmente você acredita e

vive.

SOM DA SHEKINAH: www.bandasdegaragem.com.br/shekinah

FORMAÇÃO:

VOCAL: PR. Bete Loubacker

VOCAL: PR. Ronaldo Amim

BAIXO E VOCAL: Felipe Freire

GUITARRA: César Santana

BATERIA: Samuel Matos

DIVULGUE SUA BANDA

ENVIE SEU RELEASE E

FOTO PROMOCIONAL PARA

rockpost@rockpost.com.br

CONTATO:Email, shekinah.paz@gmail.com

CEL: (79) 88160222/ Felipe Freire

PERFIL NO ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#FullProfile.aspx?rl=

pcb&uid=14338427473539158668

COMUNIDADE NO ORKUT: http://www.orkut.com.br/

Main#Community.aspx?cmm=57429229

Quer milhares de pessoas de olho em sua

BANDA???

Seu sucesso já tem endereço certo www.rockpost.com.br

42 Rock Post - Abril 2009


Formado em Abril de 2008 em São Paulo, o Command6 nasceu

com o propósito de criar um som pesado, nervoso e brutal, misturando

melodias marcantes e riffs poderosos, sem se prender a rótulos. A banda

foi formada a partir de uma idéia entre amigos, onde todos já haviam

tido um tempo de estrada juntos em outras bandas e projetos. O grupo é

formado por Wash nos vocais, Bruno Luis e Thiago Castro nas guitarras,

Diego Prado nos vocais e contra-baixo e Bugas na bateria.

Graças ao grande empenho de todos os integrantes, em pouco

tempo a banda já tinha material suficiente e pronto para lançar um álbum,

então logo em seguida entram no estúdio para começarem as gravações.

Após cinco meses de trabalho intenso, todo o material está pronto, atingindo

todos os objetivos inicias.

A banda disponibilizou algumas músicas do seu primeiro álbum,

intitulado “Evolution?” em seu website oficial, e vem obtendo uma grande

receptividade tanto no Brasil, quanto ao redor do mundo. Para mais informações,

acesse o site WWW.MYSPACE.COM/COMMAND6

CONTATOS

Tel: + 55 11 3926-2058

Cel: + 55 11 9637-5576/9658-7707

E-mail: bfluiz@uol.com.br

WEBSITE: WWW.MYSPACE.COM/COMMAND6

Divulgue

Atenção Bandas: todas as resenhas

de CDs serão publicadas

em nosso site.

www.rockpost.com.br

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Wash: Voz

Bruno Luis: Guitarra

Thiago Castro: Guitarra

Diego Prado: Baixo & Voz

Bugas: Bateria

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Envie seu release para rockpost@rockpost.com.br

Abril 2009 - Rock Post 43


Formado em Abril de 2008 em São Paulo, o Command6 nasceu

com o propósito de criar um som pesado, nervoso e brutal, misturando

melodias marcantes e riffs poderosos, sem se prender a rótulos. A banda

foi formada a partir de uma idéia entre amigos, onde todos já haviam

tido um tempo de estrada juntos em outras bandas e projetos. O grupo é

formado por Wash nos vocais, Bruno Luis e Thiago Castro nas guitarras,

Diego Prado nos vocais e contra-baixo e Bugas na bateria.

Graças ao grande empenho de todos os integrantes, em pouco

tempo a banda já tinha material suficiente e pronto para lançar um álbum,

então logo em seguida entram no estúdio para começarem as gravações.

Após cinco meses de trabalho intenso, todo o material está pronto, atingindo

todos os objetivos inicias.

A banda disponibilizou algumas músicas do seu primeiro álbum,

intitulado “Evolution?” em seu website oficial, e vem obtendo uma grande

receptividade tanto no Brasil, quanto ao redor do mundo. Para mais informações,

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Abril 2009 - Rock Post 43


SuperAction Rock Night - Blackmore Rock Bar

O SuperAction Rock Night, tem por objetivo, divulgar todos os trabalhos, de todos os envolvidos de

maneira séria e profissional, em um local que é altamente conceituado em nosso meio, que é o Blackmore Rock

Bar, situado na Grande São Paulo, (que dispensa maiores apresentações), além também de fazer uma noite de

confraternização regada a muito rock’n'roll!

Mas também, tem por objetivo um apelo social, já que a proposta também é divulgar e levantar fundos

para o trabalho do INSAT - Instituto SuperAção Total, criado e mantido por Jackson Paula (produtor e diretor do

selo/produtora Heaven's Music Produções e responsável pela realização do evento).

Aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre esse trabalho, que é destinado aos interesses dos

portadores de necessidades especiais, acessem; www.insat.org.br

Nesta primeira noite, (já que o SuperAction Rock Night já tem outras datas marcadas no mesmo local)

vamos ter a presença da seguintes bandas;

- Heavenly Kingdom (Heavy/Thrash Metal, de Cubatão - www.myspace.com/heavenlykingdom )

- No Sense (GrindCore, de Santos - www.myspace.com/nosensegrindcore)

- Forka (ThrashCore, do ABC Paulista - www.myspace.com/forkametal )

- Chaosfear (Thrash Metal, de SP - www.myspace.com/chaosfear )

- The Four Horsemen (Metallica Cover de SP - www.metallicacover.com.br )

- E ainda a presença especial de MARCELLO POMPEU (Korzus), em uma superjam com Heavenly Kingdom.

Dia: 31 de maio as 18hrs

Local: Blackmore Rock Bar Alameda dos Maracatins, 1.317, Moema - SP

Ingressos: R$15,00 antecipados e R$18,00 no dia

Em ambos os casos, no dia, + 1kg de alimento não perecível (Não serão aceitos sal e açúcar)

Para quem não levar o alimento, será cobrado R$3,00 para compensar esta falta.

A venda na Die Hard (Galeria do Rock) - www.diehard.com.br - (11) 3331-3978,

E com as próprias bandas.

Contamos com toda a nação roqueira!

Informações:

Heaven's Music Produções

Fone: (13) 3479-3225

www.heavensmusic.com.br

hmp@heavensmusic.com.br

Atendimento On-Line;

heavensinc@hotmail.com (Msn)

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