SICADERGS_06_BAIXA

contato2

SUMÁRIO

03

Editorial

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado

do Rio Grande do Sul - SICADERGS

Praça Osvaldo Cruz, nº 15, cj. 909

CEP 90038-900 - Porto Alegre - RS

Fone: (51)3212.6450

E-mail: sicadergs@sicadergs.com.br

www.sicadergs.com.br

DIRETORIA GESTÃO 2013-2016

Tema abordado em nossa revista e não poderia ser diferente –

a retomada de novos mercados para a carne brasileira – tem sido um

dos assuntos em voga em toda a imprensa nacional. Afinal, a indústria

brasileira de carne bovina está com desempenho histórico.

Os embarques para o exterior e a ampliação das vendas com

o mercado dos Estados Unidos, através da carne in natura e a retirada

do embargo chinês à carne bovina brasileira são méritos conquistados

neste ano.

Os novos mercados e o sucesso da carne brasileira são assuntos

destacados pelo Ministro da Agricultura, Neri Geller, que concedeu

entrevista exclusiva à Revista do SICADERGS. O Ministro que é gaúcho

e grande conhecedor de carne, portanto, um consumidor exigente,

elogiou a carne produzida aqui no Estado, além dos produtos de alto

padrão, com cortes diferenciados e a produção de animais precoces.

A revista também conta com uma entrevista exclusiva do Secretário

Estadual da Agricultura, Claudio Fioreze, que faz um balanço

deste ano sobre o setor de carnes.

Ao mesmo tempo em que as nossas carnes têm conquistado

espaços importantes e o churrasco se tornado um dos pratos mais cobiçados

em todo o País, e porque não dizer, em todo o mundo, também

aumentam a cada dia as exigências e normas que regulam nossa

atividade. É um grande desafio que precisamos vencer juntos, mas ao

mesmo tempo, uma oportunidade de nos diferenciarmos através da

profissionalização e qualificação. Neste sentido, o SICADERGS tem

apoiado seus associados, promovendo eventos e debates sobre os mais

diversos assuntos relacionados ao setor, agora, com uma sede ampla

e moderna, resultado de um investimento realizado em 2013, que objetiva

oferecer um espaço que promova a maior integração entre as

empresas associadas.

ÍNDICE

Tenham todos uma boa leitura.

Ronei Alberto Lauxen

Presidente do SICADERGS

04......................................................................MEIO AMBIENTE

06.....................................................................................PERFIL

08..........................................................................EXPORTAÇÃO

11.....................................................................NORMATIZAÇÃO

13.................................................................................ESPECIAL

17............................................................................ENTREVISTA

22..........................................................................INSTALAÇÕES

23.................................................................................EVENTOS

29...............................CADASTRO DE ASSOCIADOS - RESUMIDA

PRESIDENTE

Ronei Alberto Lauxen

(Coop. dos Suinocultores do Caí Superior Ltda)

1º VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO

Paulo Ronaldo dos Santos (Boa Esperança)

2º VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO

Rui Mendonça Jr (Marfrig)

1º SECRETÁRIO

Ladislau Boes (Frig. Zimmer)

2º SECRETÁRIO

Adélcio Haubert (Frig. Boa Vista)

1º TESOUREIRO

José Rogério dos Santos (Ray Alimentos)

2º TESOUREIRO

Jorge Fetzner (Frig. Do Sul)

SUPLENTES

Gabriel da Silva Moraes (Frig. Silva Ind. e Comércio Ltda)

Paulo Renato Callegaro (Callegaro e Irmãos Ltda)

Luis Fernando Gassen (Frig. Gassen Ltda)

CONSELHO FISCAL - TITULARES

Edson Endres (Matadouro Frigorífico Producarne Ltda)

Roque Andreola (Cotripal Agropecuária Cooperativa Ltda)

Ludwig Vanhove (Raphael Vanhove e Filhos Ltda)

CONSELHO FISCAL - SUPLENTES

Gemiro Cason (Frigorífico Cason Ltda)

Renato Zimmermann (Matadouro Zimmermann Ltda)

Fábio Kroth (Família Kroth Ind e Com de Carnes Ltda)

CONSELHO DE REPRESENTANTES NA FIERGS

TITULARES

Ronei A. Lauxen

José Alfredo Laborda Knorr

SUPLENTES

Paulo Ronaldo dos Santos

Rui Mendonça Jr

EDIÇÃO

Francke | Comunicação Integrada

Av. Benjamin Constant, 389 - cj. 301/302 - São João - Porto

Alegre - RS

Fone/Fax: (51) 2103. 4520 - www.francke.com.br

Editora Responsável: Mariza Franck (Reg. Prof. 8611/RS)

Redação: Ana Lúcia Medeiros (Reg. Prof. 11582/RS)

Diagramação: Rafael Müller

Capa: Alessandro Giongo

Comercial: Raquel Diniz


04

MeIO AMbIente

Estado incentiva

produção e certificação da

carne orgânica gaúcha

Oferecer um produto com maior rentabilidade

ao produtor e diferenciado ao consumidor

faz com que o Brasil, o maior exportador de carne

do mundo, se consolide no mercado da carne

orgânica não somente no país de origem como

no exterior. Tanto que o mercado internacional,

como a China deseja importar e consumir o produto

devido às inúmeras qualidades nutricionais

que oferece e os Estados Unidos não consegue

atender a demanda de produção no país americano.

Para estimular a produção e a certificação

da carne orgânica no Rio Grande do Sul, o governo

do Estado criou um Grupo de Trabalho

(GT) que oferece assistência técnica àqueles que

desejam adotar estas novas práticas, auxilia na

certificação e na promoção e comercialização. A

iniciativa é do Plano RS Sustentável que visa também

à busca pela preservação do Bioma Pampa.

O coordenador do Grupo, Francisco Milanez,

explica que o produto pode ter um acréscimo

de até 40% no valor de comercialização e ter menor

custo de produção comparado à produção

tradicional. A primeira etapa do trabalho do GT é

reunir um maior número de produtores que desejam

fazer a conversão para o mercado orgânico.

Para isso, uma reunião com criadores de ovinos

no município de Rosário do Sul aconteceu no mês

de julho. A reunião seguinte foi com o governador

Tarso Genro, em agosto, no Galpão Crioulo

do Palácio Piratini. O encontro reuniu produtores,

chefs de cozinha, profissionais de assistência técnica

e de certificação de orgânicos e pesquisa.

“É o mercado que mais cresce financeiramente,

além dos benefícios à saúde e ao meio ambiente”,

acrescenta Milanez.

Para que a carne orgânica atenda aos requisitos,

a alimentação dos animais deve ser totalmente

orgânica, livre de contaminações por

medicamentos e hormônios. O animal somente

recebe homeopatia e fitoterápicos. A criação dos

animais deve ter níveis considerados cômodos,

como rebanhos não confinados ou privados de

convívio com a natureza. As regras para o abate

são sem sofrimento ao animal e os abatedouros

devem ser limpos com produtos naturais.

Segundo Milanez, “o consumidor terá a

carne de um animal totalmente rastreada, sem

resíduos tóxicos e hormônios, livre de estresse e

sem sofrimento no momento do abate”. No RS,


05

O Rio Grande do

Sul é o melhor

estado para

produzir carne

orgânica por

possuir campos

nativos de grande

qualidade.

já existem criadores de carne orgânica, situados na

região Metropolitana, na Fronteira do Estado e nos

loteamentos de Santa Rita e Bagé.

O Rio Grande do Sul é o melhor estado

para produzir carne orgânica por possuir campos

nativos de grande qualidade, como o do Bioma

Pampa, que dispõe de uma variedade de até 150

espécies de pastagens que servem de alimentação

aos animais, acrescenta Milanez.

As reuniões do Grupo de Trabalho estão

abertas aos interessados em receber esclarecimentos

técnicos sobre a carne orgânica onde também

serão orientados por profissionais da Emater e

da Embrapa. Os contatos podem ser feitos pelo

e-mail planors-sustentavel@secdes.rs.gov.br e

pelo número (51) 3288.6107.

O sistema produtivo da carne orgânica passa

por auditoria e certificação, garantindo que a carne

é produzida da maneira mais natural possível,

isenta de resíduos químicos e com preocupação

socioambiental. No Brasil, a carne orgânica é produzida

por duas associações na Bacia Hidrográfica

do Pantanal, no Mato Grosso e no Mato Grosso

do Sul.

Francisco Milanez, coordenador do Plano RS

Sustentável do Governo do Estado do RGS

Foto: Divulgação


06 PeRfIl

Frigorífico Silva

o nome que vem de berço

Empresa exporta para mais de 70 países

A história do Frigorífico Silva começou com

Ivon Silva, em Rio Grande, no ano de 1972. O

espírito empreendedor vem de berço e seguindo

os passos do seu pai, que era açougueiro, começou

com distribuição e processamento de carne

bovina e ovina na cidade. O empreendimento foi

crescendo e em 1983, comprou a unidade industrial

do Frigorífico Frisama, em Santa Maria.

Hoje, são os filhos de Ivon Silva que comandam

os negócios, como o sócio-proprietário

Gabriel da Silva Moraes, membro da terceira geração.

“A família está sempre presente na tomada

de decisões. É uma gestão familiar centralizada”,

declara o empresário. O frigorífico, que começou

com menos de 20 funcionários, é uma das plantas

mais modernas do País e com uma equipe de

900 trabalhadores. Os principais produtos são

cortes de carne bovina embalada e classificada

por raça, idade e outras características

Na década de 80, o Frigorífico Silva abatia

cerca de 60 bois/dia e hoje, são 700 bois/

dia, conta orgulhoso Gabriel. Abastece regularmente

todo o estado do Rio Grande do Sul, além

de Estados das regiões Sul e Sudeste. Com um

trabalho voltado à qualidade da carne, é uma

empresa que investe em tecnologia, máquinas e

equipamentos. “São os maiores diferenciais que

faz crescer”, diz Gabriel.

Foto: Divulgação


07

O segredo do sucesso também está aliado

ao pioneirismo. O Frigorífico Silva é o primeiro do

País que deu uma marca à carne, denominada Best

Beef. Dividida nas linhas terneiro, angus, hereford,

brangus e novilho, exporta para mais de 70 países

distintos, a maioria para a África, Ásia, Oriente

Médio e o Uruguai, além da marca Premium, que

exporta para grandes redes. A indústria também

é pioneira no fornecimento de cortes desossados

para supermercados. “A empresa está crescendo. É

hoje, uma das mais reconhecidas em todo o País”,

comemora.

O empresário Gabriel da

Silva Moraes defende que a carne

gaúcha deve ser melhor valorizada

pelo governo estadual, através

de campanhas de marketing que

destaquem suas qualidades e promovam

a sua visibilidade. Além de

programas de incentivo e fomento

à pecuária.

A empresa está crescendo. É hoje, uma das

mais reconhecidas em todo o País e em muitos

países do mundo.

Foto: Divulgação


08

ExpORtaçãO

Foto: Divulgação

No topo:

carne brasileira

é a líder

desde 2008

O Brasil também

consolida sua

posição como

maior fornecedor

no Norte da África,

com crescimento

expressivo nos

mercados do Egito,

Líbia e Argélia.

Presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras

de Carne (ABIEC), Antônio Jorge Camardelli


09

A exportação da carne impulsiona todos os

elos da cadeia produtiva da pecuária de corte.

Gera riqueza, renda, faz com que a indústria tenha

um maior nível de atividade econômica e ajuda

o País na arrecadação de divisas. E o cenário

é otimista para o setor. O País se manteve na liderança

do mercado de carne bovina mundial, ao

bater novo recorde de exportações para o primeiro

semestre/2014, atingindo um faturamento de

US$ 3,404 bilhões e volume negociado de 762

mil toneladas. É o maior faturamento da história

já registrado. Os números são 13,3% (faturamento)

e 12,7% (volume) superiores aos registrados

no mesmo período do ano passado – faturamento

de US$ 3,004 bilhões e volume exportado de

675,7 mil toneladas.

O crescimento se deve especialmente pela

demanda de Hong Kong e Rússia, que continuam

liderando o ranking de mercados importadores

de carne brasileira. “O Brasil também consolida

sua posição como maior fornecedor no Norte da

África, com crescimento expressivo nos mercados

do Egito, Líbia e Argélia”, salienta o presidente da

Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras

de Carne (ABIEC), Antônio Jorge Camardelli.

Já o presidente da Associação Brasileira de

Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Pessoa Salazar,

destaca que impulsionar a exportação da carne

Foto: Divulgação

O abastecimento interno,

por sua vez,

ainda é o maior mercado

de produção de carne.

Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo),

Péricles Pessoa Salazar


10 ExpORtaçãO

brasileira é exportar valores agregados, do produtor

à indústria. Atualmente, o Brasil exporta para

mais de 170 países, sendo os principais Rússia,

Égito, Irã, Argélia, Hong Kong, Venezuela e Israel.

Segundo o dirigente, o Brasil continua liderando

o ranking de maior exportador de carne do

mundo, devido a três fatores: o plantel bovino brasileiro;

os investimentos feitos nas empresas que

se habilitaram e se adequaram para a atividade

exportadora e o bom controle da defesa sanitária

pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(MAPA). “O abastecimento interno, por

sua vez, ainda é o maior mercado de produção

de carne. São exportados um quinto do produto,

80% são dirigidos e consumidos pelo mercado

interno.” Os três maiores mercados internos são:

São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No RS, as indústrias que atualmente exportam

carne bovina “in natura” são o Grupo Marfrig e o

Frigorífico Silva (Sta. Maria). ”O diretor comercial

das Conservas Oderich, Marcos Oderich, de São

Sebastião do Caí, aponta também que a carne

bovina brasileira está num excepcional momento.

“Estamos conseguindo consolidar uma participação,

implementando a exportação internacional.

A cadeia toda está vendendo mais.”

Porém, ele faz uma ressalva. “O Rio Grande

do Sul precisa trabalhar no aumento de produção

de novilho e fixar o gado no Estado. Alem de melhorar

o abate e diminuir o tempo de terminação do

novilho, por meio de investimentos em pastagem,

produzindo raças mais nobres, como carne angus.”

Foto: ClicRBS

Estamos conseguindo

consolidar uma participação,

implementando exportação

internacional. A cadeia toda está

vendendo mais.

Diretor comercial das Conservas Oderich, Marcos Oderich.


nORMatIzaçãO

11

NR-36: SICADERGS aponta soluções

para atender as novas resoluções

As regras estabelecidas pela NR-36, que trata

da segurança e saúde em empresas de abate e

processamento de carnes e derivados, têm exigido

atenção dos frigoríficos, principalmente porque

da NR-36 já estão valendo e devem, ser cumpridas.

Foi salientado que em 2015, os frigorífico

de bovinos deverão ter fiscalização mais intensa.

O presidente do SICADERGS, Ronei Alberto Lauxen,

frisou “que o Sindicato se sentiu na obrigação

de UNIFICAR As empresas associadas, já que foi

anunciado, pela Força-Tarefa, que 2015 será o

ano dos frigoríficos, mas mesmo assim, precisamos

nos preparar e sanar os problemas.”

Com o intuito de orientar os associados sobre

as novas regras da Norma Regulamentadora

NR-36 foi promovido pelo Sicadergs, no dia 5 de

setembro, na Casa do Veterinário, na Expointer,

uma palestra com o representante da Segurança

e Saúde no Trabalho do Conselho de Relações

do Trabalho e Previdência Social da FIERGS, Boris

Junior, e o diretor da SL Engenharia e Consultoria,

engenheiro Sergio Ussan, da empresa contratada

pelo SICADERGS para prestar consultoria às empresas

associadas.

Ronei explicou que, os frigoríficos poderão

fazer a adesão de forma voluntária, para que a

SL Engenharia e Consultoria realize uma espécie

de auditoria que fará um diagnóstico da empresa.

A alimentação, o deslocamento e a estadia do

engenheiro da SL serão pagos pelo frigorífico e a

estadia 50% será pago pelo SICADERGS e outro

50% pelo associado.

O material será disponibilizado para o proprietário

e dirigente da empresa. “Somente, fomentando

esse diagnóstico, podemos estar melhor

preparados em relação à fiscalização federal.

Estamos identificando essa situação como grave

e todos que receberam a visita dos fiscais do Ministério

do Trabalho e Emprego (TEM) sofrera, interdição.

O engenheiro Sergio Ussan, explicou que

a ideia das auditorias é descobrir onde estão os

pontos fracos das empresas, não somente em relação

à NR-36 como à NR-12. “Vamos percorrer

todos os estabelecimentos, olhando toda a linha

de produção, desde máquinas, documento, controle

de pausas e amônia. Concluído o relatório,

o mesmo será entregue ao cliente de forma sigilosa,

para que a empresa decida quais serão os

procedimentos a serem observados.”

Ussan adiantou que toda a empresa precisa

Estamos identificando esta

situação como grave e todos

que receberam a visita dos

fiscais do MTE sofreram

interdição.


12 nORMatIzaçãO

ter um técnico de segurança, além de um médico

ou química de confiança. É preciso também fazer

um laudo para o aterramento das máquinas,

como respeitar as pausas, a ergonomia e treinamento

dos técnicos para realizar o inventário

sobre as máquinas. “Contratar a minha empresa

é a arrancada. Depois é andar com as próprias

pernas.” Ronei complementou que a intenção do

SICADERGS é provocar a iniciativa das empresas

e despertar a atenção das pessoas. “Essa lei é nacional

e já foi debatida na FIERGS”, frisou ele.

Segundo o representante da FIERGS/CON-

TRAB, Boris Junior, o prazo da NR-36, em 2015,

estará em vigor em todos os seus itens e, provavelmente,

em março do próximo ano, os fiscais estabelecerão

outros tipos de enfoque. Sobre a NR-12

- Segurança no Trabalho - ele alertou que já está

em vigor e precisam ser atendidas as normas.

O evento contou com a presença dos associados

e do Presidente do Conselho Regional

de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul,

Rodrigo Marques Lorenzoni. Depois das palestras,

aconteceu um churrasco de confraternização entre

os participantes.

Para Adelcio Haublet, Diretor do Frigorífico e

Distribuidora Boa Vista, em Santa Maria, é preciso

ajustar a empresa conforme as determinações dos

fiscais e colocá-las em prática da melhor maneira

possível. “Vou contratar, precisamos correr na

frente e resolver os problemas.”

Leilão é tema de debate

Uma nova ferramenta criada para comercializar o rebanho do produtor rural com a agroindústria

frigorífica foi apresentada pelo proprietário da Cabanhas, Alexandre Santos. O novo site de leilões pode

ser acessado pelo endereço eletrônico www.leilaocabanhas.com.br. No leilão virtual da compra do gado,

estão todas as informações do lote, como tipo de boi, idade e rendimento que são fornecidos pelos

corretores, localizados em vários municípios do Estado. “Estou tendo o maior cuidado para contratar os

corretores”, sinalizou Santos. Uma vez por semana é efetuado o leilão.


especIal

13

Geller declara que Brasil é referência mundial

em carne bovina

O cenário interno e externo é positivo para

o setor de alimentos, em função da crescente demanda

interna e da retomada da economia mundial.

A produção de carne bovina está avançando

fortemente no aumento da produtividade do rebanho,

por meio do melhoramento genético, da

recuperação das pastagens, no controle sanitário

e pelo qualificado conhecimento que os produtores

têm na sua área de atuação. A avaliação é do

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(MAPA), Neri Geller. “Somos uma referência mundial

quando o assunto é carne bovina de qualidade”,

declara.

Segundo o Ministro, o desempenho brasileiro

habilita a atender à demanda global crescente

por proteína animal, fazendo do setor um forte

gerador de emprego e renda, tanto na cidade

quanto no campo. No Rio Grande do Sul, o Ministro

destaca a vocação do Estado para produção

de carne fundamentada em raças britânicas

ou cruzamentos, o que permite acessar mercados

diferenciados.

Foto: Divulgação

Somos uma referência

mundial quando o assunto é

carne bovina de qualidade.

Ministro da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento (MAPA), Neri Geller


14 14

ESPECIAL

Desempenho histórico

Novos mercados

No primeiro semestre, a indústria

brasileira de carne bovina alcançou desempenho

histórico de US$ 3,4 bilhões em

embarques para o Exterior. O desempenho

das exportações brasileiras cresceu 11% em

quantidade e 12 % em valor neste primeiro

semestre, em relação à igual período do

ano anterior. O ano de 2013 foi o ano em

que o Brasil atingiu a maior receita com as

exportações de carne bovina, com US$ 6,66

bilhões. Neste ano, espera-se que as exportações

brasileiras superem esse valor.

“Os bons números não chegam a ser

uma surpresa, uma vez que temos indústrias

eficientes e bem posicionadas nos mercados

mais exigentes, com um produto de reconhecida

qualidade”, acrescenta o Ministro.

A ampliação das vendas brasileiras com

abertura de mercado nos Estados Unidos, que

está entre os maiores importadores de carne do

mundo, o Ministro afirma ser uma possibilidade

importante de ampliação das exportações de

carne bovina. Até o momento, só existe acesso

para a carne termoprocessada e será a primeira

vez que o Brasil estará autorizado a exportar a

carne “in natura“.

Segundo estimativas do próprio Governo

dos EUA, a perspectiva é que o Brasil exporte,

num primeiro momento, cerca de 40 mil toneladas

de carne bovina “in natura”. “Teremos que

competir por uma quota de aproximadamente 65

mil toneladas destinadas aos demais países. Há

também uma tarifa extra-quota de 26,4%. Por

outro lado, sabemos também que, para alguns

outros mercados, condições semelhantes não fo-

Valores de

2013 referente

a um ano

Valores de

2014 referente

a 6 meses


15

ram impeditivas para o aumento das exportações

brasileiras”, pondera o Ministro.

A abertura do mercado americano para

este tipo de carne está prevista para até o final

deste ano. As etapas mais difíceis e importantes,

relacionadas à avaliação técnica da inocuidade

da carne brasileira já foram concluídas. Uma

proposta de regulamentação sobre a liberação

das importações de carne do Brasil já foi publicada

e teve seu período de comentários públicos

encerrados em abril deste ano.

O Ministro garante que o País, aguarda

apenas o Governo dos EUA responder aos comentários

recebidos no processo de consulta pública

e assim publicar, até o final deste ano, a

versão final da norma que autorizará importações

do produto brasileiro. “Esperamos obter também

a habilitação de estabelecimentos exportadores

brasileiros concomitantemente à publicação da

versão final da norma ou imediatamente após.”

Já a retirada do embargo chinês à carne

bovina brasileira, anunciada pelos presidentes

do Brasil, Dilma Rousseff, e da China, Xi Jinping,

foi conquistada através do intenso trabalho do

Ministério da Agricultura em coordenação com

o Ministério das Relações Exteriores, diz satisfeito

Geller. “A China não era um grande importador

de carne bovina, mas nos últimos anos, as importações

do país têm crescido rapidamente. Em

2013, os chineses adquiriram 294 mil toneladas

de carne bovina no exterior e os principais exportadores

foram australianos e uruguaios.”

Com o levantamento do embargo, o MAPA

está negociando novo certificado sanitário para

amparar as exportações, por exigência dos chineses.

“Espera-se que os embarques sejam retomados

em breve, ainda neste ano.”

Foto: Divulgação


1616

ESPECIAL

Crescimento do

agronegócio

A expectativa de crescimento

do agronegócio brasileiro para o

segundo semestre de 2014 está em

torno de 4% no valor da produção

agrícola e pecuária. As exportações

de produtos do agronegócio no primeiro

semestre deste ano, em valor,

estão praticamente iguais às do

ano passado de US$ 49,1 bilhões.

Em termos de quantidades,

muitos produtos registram maiores

volumes de exportação neste ano –

soja, farelo e óleo, carnes de frango

e bovina, celulose, café e fumo – o

que compensa os preços em geral

mais baixos no mercado internacional.

Geller acredita que o desempenho

exportador do agronegócio

brasileiro deve ser muito semelhante

ao do ano passado, com exportações

em torno de US$ 100 bilhões.

O mesmo vale para o saldo

comercial, que deve praticamente

repetir o valor de 2013.

Como os demais setores não

vêm obtendo bons resultados, a

participação do agronegócio nas

exportações e no saldo comercial

está aumentando. No 1º semestre,

as exportações do setor atingiram

44,4% do total das exportações

brasileiras.

Carne bovina

O MAPA avalia que as exportações da carne

bovina brasileira continuem aumentando, mantendo

o mesmo comportamento observado no primeiro

semestre de 2014.

“A carne é item indispensável na dieta do gaúcho,

que é um grande conhecedor de carne e, portanto,

um consumidor exigente. O movimento da

indústria para a oferta de produtos de alto padrão,

cortes diferenciados, valorizando o potencial para

a produção de animais precoces, com excelente

acabamento, deve se intensificar cada vez mais”,

comenta Geller.

No que se refere às indústrias brasileiras, diz

o Ministro, atendem aos mais exigentes processos

de produção e estão preparadas para atender ao

consumidor brasileiro e internacional.

Foto: Divulgação


EntRevIsta

17

Fioreze faz balanço positivo

sobre o setor e destaca

pecuária de corte

Em entrevista exclusiva à Revista do SicadeRGS,

o Secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e

Agronegócio (SEAPA), Claudio Fioreze, faz um balanço

deste ano sobre o setor de carnes, abordando

temas como crescimento, importância econômica,

retomada da carne bovina com o mercado

chinês, Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de

Produtos de Origem Animal), Programa Agregar -

RS Carnes e outros assuntos de interesse ao setor.

É positivo o balanço. Estamos

trabalhando em uma proposta

de organização setorial de

médio prazo, estrutural, que é

a forma como os problemas

podem ser resolvidos com

consistência.

Foto: Divulgação


18 EntRevIsta

Revista do SICADERGS: Qual o balanço

que o senhor faz a respeito do setor de carnes

no Estado?

Claudio Fioreze: É positivo o balanço.

Estamos trabalhando em uma proposta de organização

setorial de médio prazo, estrutural, que

é a forma como os problemas podem ser resolvidos

com consistência. Do ponto de vista da produção,

podemos notar que o avanço das áreas

de agricultura sobre regiões tradicionais de pecuária

na Metade Sul, resultou em um aumento

na taxa de natalidade, pelos benefícios da integração

lavoura-pecuária na oferta de alimentos,

diminuindo a sazonalidade histórica. Ainda, no

ano passado, tivemos uma redução do abate de

fêmeas, o que comprova que o setor vai bem.

Políticas de crédito ajudam neste processo,

como o Mais Ovinos no Campo, mas os preços

que se valorizaram acima da inflação, ditam o

ritmo. Necessitamos melhorar ainda mais, os índices

de produtividade, pois os pouco mais de

40% que tínhamos eram inaceitáveis nos tempos

atuais. Mas sem descuidar da conservação do

nosso importante Bioma Pampa, que produz um

diferencial ainda pouco aproveitado. Somente a

organização da cadeia nos moldes do Uruguai

ou de outros países, num tripé consagrado (Plano

Estratégico, Fundo Setorial e Instituto Gestor),

é que pode acelerar e consolidar esse processo.

O tempo se encarregará de dirimir resistências

que são legítimas, mas no meu ponto de vista,

inconsistentes.

Quanto à importância econômica, a pecuária

de corte é fundamental, movimenta quase

R$ 3 bilhões, gerando mais de R$ 60 milhões

em arrecadação líquida de ICMS. Importante especialmente,

porque tem raízes culturais muito

fortes e se adapta a uma enorme região onde

outras atividades só tem viabilidade com alta tecnologia,

especialmente pela restrição hídrica.

O Rio Grande do Sul é o estado que tem

o maior consumo de carne per capita do Brasil,

consumimos mais do que produzimos e temos

um parque industrial consistente, mas ainda refém

da sazonalidade. O Estado apoia fortemente

essa base produtiva histórica, através do Programa

Agregar - RS Carnes, melhorando nossa

competitividade e isso com certeza, impacta na

economia.

Revista: A respeito da adesão dos municípios

ao SISBI ou Sistema Unificado de Atenção à

Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf). Objetivos?

Benefícios? Municípios que já aderiram? E

o que precisa para aderir?

Fioreze: O Susaf permite a equivalência

sanitária do Serviço de Inspeção do Município

(SIM) ao Serviço de Inspeção Estadual. Com isto,

o grande benefício é permitir que as agroindústrias

de produtos de origem animal dos municípios

possam comercializar seus produtos para

todo Estado, abrindo as fronteiras do mercado,

ampliando seus negócios, gerando mais renda

Quanto à importância

econômica, a pecuária de corte

é fundamental, movimenta

quase R$ 3 bilhões, gerando

mais de R$ 60 milhões em

arrecadação líquida de ICMS.


19

Foto: Divulgação

para a família, criando empregos locais e gerando

retornos de impostos a todos.

São três etapas: adesão, auditorias e

homologação. A adesão é feita pela simples

solicitação do prefeito municipal ao Secretário

da Agricultura, manifestando o interesse.

Após o protocolo do ofício, o município recebe,

pela nossa equipe da Divisão de Inspeção

de Produtos de Origem Animal, onde

criamos um programa específico para incentivar

e orientar a adesão ao Susaf e/ou Sisbi,

as orientações prévias para dar sequência no

processo. Ele tem que enviar a documentação

exigida para que nossa equipe faça as auditorias

documentais e locais, até que o Serviço

de Inspeção Estadual reconheça a equivalência

dos Serviços de Inspeção de ambos, garantindo

assim, a sua homologação.

Recebemos 207 pedidos de adesão

até agora, mas menos de 40 enviaram os

documentos básicos, mostrando um grande

descompasso entre o discurso e a prática.

Somente a pressão social, das entidades de

agricultores e do setor agroindustrial, assim

como dos consumidores, pode acelerar isso.

De nossa parte, temos feito o máximo esforço,

com equipe exclusiva, programa, viaturas, seminários,

cursos, cartilhas de orientação, etc.

Tudo está em nosso site http://www.agricultura.rs.gov.br/conteudo/4447.

Mesmo assim,

sabendo da enorme deficiência de gestão nos

Serviços de Inspeção Municipais (SIM), capacitamos

mais de 150 veterinários e responsáveis

municipais, para que tivessem todos os

elementos necessários para serem aprovados

nas auditorias documentais e locais.

Até o momento, os municípios de São

José do Sul, Salvador do Sul e Vitor Graeff já

foram homologados pelo SUSAF/RS, somando-se

aos oito municípios que já possuem o

Sisbi (este obtido via MAPA). Aprovamos junto

ao Ministério do Desenvolvimento Agrário

(MDA) um recurso de R$ 3 milhões para ca-


20 entRevIsta

pacitar (R$ 1 milhão) agentes políticos, técnicos

e agroindustriais, além de prover melhor infraestrutura

aos serviços (são R$ 2 milhões para aquisição

de viaturas, computadores, GPS e outros

equipamentos). Os consórcios estão sendo estimulados,

assim como temos recebido apoio dos

APLs (Arranjos Produtivos Locais). Fizemos concurso,

separamos inspeção de defesa e alocamos

133 veterinários exclusivos para a inspeção (77

são novos). Nenhum outro Estado brasileiro tem

tantas iniciativas de apoio ao avanço do status

sanitário dos Serviços Municipais de Inspeção.

Acreditamos nesse caminho para combater

a informalidade, melhorar a segurança alimentar,

agregar valor e compartilhar o avanço dos

sistemas de fiscalização.

Revista: Qual o balanço sobre o Programa

Agregar - RS Carnes?

Fioreze: O Programa Agregar - RS Carne

segue no mesmo ritmo dos anos anteriores,

pois é um programa de Estado e não de Governo.

A novidade é que a estrutura da Seapa está

melhor aparelhada para a conferência das taxas

do Fundo Estadual de Apoio do Setor Primário

(FEASP) e do Fundovinos. Este fato possibilita

uma maior agilidade na emissão do certificado

exigido para a habilitação das empresas. Salvo

fatos novos (que estão fora das ações do Programa)

os resultados devem estar na média dos

últimos anos (cerca de 85% dos abates oficiais

com benefício fiscais, e quase100 empresas

habilitadas).

Não devemos ter cenário muito diferente

dos anos anteriores, mas isto depende da oferta

de animais para abate e da capacidade de

consumo do mercado gaúcho. Há espaço para

novas metas para o Programa, especialmente

pelo avanço dos SIM junto ao SUSAF e/ou Sisbi.

Quando homologados, os próprios fiscais do

SIM podem fazer os laudos técnico-sanitários,

evitando conflitos desnecessários. Mas o avanço

efetivo de pequenos estabelecimentos SIM,

que ocorre lentamente, depende fundamentalmente

das administrações municipais priorizarem

a inspeção de fato. O retorno é certo, pois

significa romper um ciclo vicioso. Mas há que

se ter visão de médio e longo prazos, encarar

isso como investimento e não como custo.

A novidade é que a estrutura da Seapa está melhor aparelhada

para a conferência das taxas do Fundo Estadual de Apoio do Setor

Primário (FEASP) e do Fundovinos.


21

Revista: Qual a importância do SICADERGS?

Fioreze: O Sicadergs tem sido parceiro

do Governo nas principais demandas para o

desenvolvimento e sustentabilidade da cadeia da

carne no RS. Aumentar a produtividade, diminuir

a sazonalidade, ampliar a fertilidade do rebanho,

estimular cruzamentos genéticos adequados,

apoiar a produção sustentável, a melhoria

do Bioma Pampa, a certificação, a rastreabilidade,

a melhoria dos sistemas de inspeção, entre

outros, são exemplos de posicionamentos corretos

da entidade.

Creio que a indústria frigorífica deve ser forte

demandante ou propositora para as melhorias,

inclusive servindo de pressão da base da cadeia

junto ao setor de varejo que, infelizmente, não

participa dos debates. A cadeia só vai funcionar

bem se todos os elos funcionarem bem e com

renda.

O ideal seria organizar a cadeia da carne

nos mesmos moldes do leite, da uva, do arroz e

da erva-mate (programa, fundo e instituto). Um

dia, haverá clara compreensão da necessidade

deste estágio superior de organização, onde as

representações legítimas da sociedade assumem

posições claras e estratégicas junto aos poderes

públicos e estes, colocam suas estruturas e recursos

em prol desta concertação público-privada.

Médias mensais do abate de bovinos - Base Programa Agregar - RS Carnes

2009 a 2013

89.009

CISPOA

SIM

68.650

70.063

SIF

2.653

4.466

4.170

5.277

49.076

49.076

68.046

5.281

72.507

57.577

71.279

53.437

2009

2010 2011 2012 2013


22 INSTALAÇÕES

Fotos: Jéssica Pagano

SIcadeRgs

conta com sede

moderna e ampla

Um ambiente moderno, arrojado e amplo para melhor atender

as demandas e prioridades dos associados fizeram com que o

Sicadergs desse uma ‘cara nova’ à sede da entidade. A responsável

pelo projeto arquitetônico e de interiores, a arquiteta Paula

Silva Gambim, declara que a proposta do Sindicato era modernizar

e ampliar o ambiente, não somente para tratar das questões

administrativas de uma entidade de classe, como ser um espaço

para discussão e aprendizado para os associados. “É um conceito

de um novo Sindicato, mais moderno e integrado.”

A reforma iniciou em agosto de 2013 e foi entregue em dezembro,

quando aconteceu a inauguração da nova sede, com a

presença de diretores do Sicadergs, de associados e do então

secretário-adjunto da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária

e Agronegócio, Claudio Fioreze.

A nova sede do Sicadergs foi criada com a proposta de

ser um local integrado, ou seja, com uma recepção mais ampla,

interligada entre a sala do administrativo e o novo auditório. O

espaço comporta 35 pessoas e funciona também como sala de

reuniões, onde conta com um projetor multimídia, microfone e

tela móvel especial. Conta também com acesso a cadeirantes. Os

banheiros foram reformados, sendo um adaptado para deficientes

físicos.

A sede ganhou também dois novos ambientes. A sala do

presidente do SICADERGS, Ronei Alberto Lauxen, e uma sala de

reuniões para até seis pessoas. Antes da reforma, o Sicadergs

contava com uma sala para o administrativo, uma para a direção

e outra para a sala de reuniões que também funcionava como

sala de palestras, comportando, no máximo, 20 pessoas. Agora,

a sala do administrativo é ligada a sala do diretor-executivo.

Com 140 metros quadrados, o Sicadergs em breve, contará

com um espaço para a galeria de fotos dos ex-presidentes,

que deverá ser inaugurada em novembro deste ano.


EVENTOS

23

TECNOLOGIA permite medir

os custos de produção

Mostrar ao associado uma proposta de

gestão estratégica de custos de produção que

pode medir a produção de uma fábrica, durante

um determinado período correspondente ao

conjunto de objetos fabricados, acabados ou

em andamento. Essas questões foram informadas

aos associados do Sicadergs, na palestra

que apresentou o método UEP – Unidade

de Esforço de Produção pela empresa Tecnosul

Consulting, com sede em Blumenau, SC.

A palestra ministrada pelo sócio da empresa,

Valério Allora, aconteceu, dia 11 de agosto, na

sede do Sicadergs.

Durante o evento, foi apresentado o trabalho

da empresa catarinense, desenvolvido

em organizações de todo o País, através de

tecnologias de engenharia de custos. “A Tecnosul

tem 30 anos de experiência, construindo

soluções diferenciadas e trabalhando com uma

série de empresas no Brasil.”

Allora informou que, através do método

UEP é possível medir os processos de cada tipo

de produto. “É uma unidade que permite medir

toda a produção.”

Segundo Allora, o método UEP é baseado

na noção de esforços que serão analisados, no

que é denominado Postos Operativos (PO’S),

que podem ser classificados em várias denominações,

como por exemplo máquinas, manual,

transporte, qualidade, retrabalho e inspeção.

“Podemos também classificar como agregar ou

não valor.”

O conceito da UEP é o produto e prioriza

a mão de obra direta e indireta, complementa

o palestrante. “Todo o conceito e método da

UEP está baseado num conceito de contabilidade.”

O proprietário do Frigorífico Producarne,

de Bagé, Edson Endres, elogiou as iniciativas do

Sicadergs. “Estão sendo feitas várias palestras,

em vários âmbitos consultivos. Isso sim é o papel

de um Sindicato que revisa os conceitos com

os seus associados.” Para Álvaro Provin, gerente

da Frigofar Indústria de Alimentos, em Farroupilha,

“são elogiáveis os eventos promovidos pelo

Sicadergs e vêm de encontro à categoria, em

um momento que as empresas precisam estar

com os seus custos muito bem alinhados”.

Valério Allora, sócio da Tecnosul Consulting

Foto: Divulgação


24

eventOs

Fiscais do Ministério do Trabalho esclarecem as

Normas Regulamentadoras 12 e 36

Fotos: Divulgação

As regras estabelecidas pelas Normas Regulamentadoras

NR 12 – Segurança no Trabalho e

NR 36 - Segurança e Saúde em empresas de abate

e processamento de carnes e derivados foi o tema

da reunião dos associados do Sicadergs com a

equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e

Emprego (MTE). O encontro aconteceu no dia 6

de agosto, e contou com 62 pessoas na sede da

Fiergs, com os auditores fiscais do Trabalho do

MTE, Mauro Muller e Marcelo Naegele.

O presidente do Sicadergs, Ronei Alberto

Lauxen, informou que devido a um processo de

fiscalização mais intenso nos frigoríficos, a partir

de 2015, o Sindicato promoveu o encontro técnico

entre empresários, diretores, técnicos de frigoríficos

e RH para esclarecer as dúvidas e debater com o

setor. “Os frigoríficos de bovinos têm características

de trabalho muito específicas e por isso, desejamos

atender a nossa legislação e alcançar os objetivos

que não é o fechamento dos nossos frigoríficos,

mas, sim, manter o funcionamento, atendendo a

legislação vigente, gerando emprego e renda. Afinal,

2015 é o ano dos frigoríficos de bovinos e

se todos estão sujeitos a mesma legislação, aonde

ficará a isonomia e a igualdade de condições”,

questionou o dirigente.

O auditor-fiscal do Trabalho e coordenador

do Projeto Frigoríficos, Mauro Muller, alertou o setor

sobre casos mais críticos de interdição nos frigoríficos.

“Situações de trabalho que caracterizam

risco grave e eminente do trabalho resultam em

interdição e implicam na paralisação total ou parcial

do estabelecimento, setor de serviço ou equipamento.”


25

A probabilidade de acidentes e doenças que

ocasionam danos ao trabalhador vão desde a LER/

DORT em ambientes de frigoríficos, como a exposição

ao amônio que pode levar ao câncer. Segundo

Muller, a NR 36 inovou no processamento de

amônia através da manutenção e concentrações

ambientais em níveis mais baixos possíveis. “Por

isso, é preciso ter um sensor eletrônico acoplado

ao sistema de alarme, na sala de máquinas, para

acionar no caso de vazamentos.”

O auditor-fiscal do Trabalho, Marcelo Naegele,

informou sobre a NR 12, que determina

que toda a planta precisa de aterramento. Alertou

também sobre os dispositivos de parada de emergência

em desacordo, dispositivo de acidentes e

parada em desconformidade e posto de trabalho

ergonicamente inadequado e sem comprovação

do sistema de aterramento elétrico, em desconformidade

com as normas técnicas vigentes.

Fernanda Garcia, gerente de Produção do

Frigorífico Foresta, de São Gabriel, apontou que

a NR 36 é extremamente instigante e reunir o Ministério

do Trabalho para esclarecer as dúvidas é

essencial. “A partir das questões apontadas neste

evento, podemos saber quais são os riscos à saúde

do trabalhador e saber o tempo hábil para resolver

os problemas.”

Ludwig Vanhove, sócio-proprietário do Frigorífico

Vanhove, de São Gabriel, declarou que “a

normativa veio para ficar e precisamos de um mínimo

de bom senso. Os fiscais são pessoas novas

e o nosso setor é muito complexo e as mudanças

precisam ser gradativas. A evolução é constante e

eterna enquanto estiver em atividade.”

Foto: Divulgação

Mauro Muller (auditor - fiscal do Trabalho), Ronei Lauxen (presidente do SICADERGS) e Marcelo Naegele

(auditor - fiscal do Trabalho)


26 eventOs

Bem-Estar Animal

é debatido em encontro

com governo Estadual

As novas exigências de fiscalização de Bem-

Estar Animal foram o tema do debate promovido

pelo Sicadergs entre representantes da Secretaria

da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa),

associados e responsáveis técnicos. O evento

aconteceu no dia 17 de julho no auditório da

entidade. A palestra Bem-Estar Animal realizada,

durante todo o dia, abriu o ciclo de diálogos. O

médico veterinário e Fiscal Estadual Agropecuário,

Richard Alves, informou que com a posse dos 120

médicos veterinários, engenheiros agrônomos e

engenheiros florestais aprovados, no último concurso

da Seapa, algumas normas já estão sendo

aplicadas pelos 70 fiscais que foram destinados

aos frigoríficos.

Dentre as normas estão: qualidade de insensibilização,

sangria bem feita e bem-estar no

estabelecimento. “O agente do serviço público

tem que participar mais deste melhoramento e a

fiscalização precisa estar integrada e inserida dentro

da cadeia, ajudando a crescer e melhorar”,

disse Alves.

Segundo ele, é um tempo de mudanças e as

empresas precisam se adaptar para continuar no

mercado. “É uma questão de sustentabilidade do

negócio, se não, está fadado a terminar. O nosso

trabalho como fiscal é de melhorar para que o

animal não sofra e tenha melhores condições de

vida.”

Já o ciclo de diálogo realizado, no período

da tarde, iniciou com o Coordenador de Inspeção

Industrial e Sanitária de Produtos de Origem

Animal (Dipoa), Fanfa Fagundes Barbosa, que

declarou acreditar no programa do Estado sobre

fiscalização nos frigoríficos. Mas para isso, é preciso

um conjunto de ações entre empreendedor e

fiscais estaduais, fazendo a defesa do Estado.

O presidente do Sicadergs, Ronei Alberto

Lauxen, destacou que nos últimos cinco anos, este

tem sido o ano de maior crise e as empresas buscam

o diálogo. “Vamos adaptar as empresas a

essas novas realidades e atender as tendências do

novo consumidor. O grande legado é uma evolução

e que todos sobrevivam com a legislação.”

O Diretor-Técnico da Seapa, Eraldo Marques,

parabenizou o Sicadergs pela iniciativa

do evento “porque quando discutimos, a probabilidade

de dar certo é muito maior, pois queremos

que o nosso serviço estadual consiga atingir o seu

objetivo que é capacitar os nossos profissionais e

tentar avançar, abrindo um canal importante de

negociação e diálogo”. Segundo ele, a inspeção

gaúcha comparada com os demais Estados é

considerada a melhor. “E a nossa legislação está

calcada num conhecimento científico.”

O chefe do Setor de Carnes da Seapa, Luciano

Chaves, também parabenizou a iniciativa

do Sindicato em proporcionar ao associado, as


Fotos: Divulgação

27

Vamos adaptar as

empresas a essas novas

realidades e atender

as tendências do novo

consumidor.

informações sobre as mudanças em relação às notificações,

as normas e exigências legais do DI-

POA. “A nova maneira de fazer inspeção começou

em maio de 2013, na cidade de Pelotas. A nossa

ordem é cuidar do processo, ninguém quer fechar

ninguém.”

Paulo Renato Callegaro, Diretor do Frigorífico

Callegaro (Santo Ângelo), acredita que o diálogo

é essencial, porque as leis precisam ser cumpridas,

entendidas e dialogadas também.

O 1º vice-presidente do SICADERGS, Paulo

Ronaldo dos Santos, frisou que muitos assuntos sobre

a fiscalização são os associados que repassam

ao Sindicato e a reunião com o corpo técnico do

Estado aconteceu para evitar que muitas indústrias

fechassem as plantas. “É preciso conciliar fiscal e

empresa. Os 120 fiscais empossados são o futuro

dos próximos 20 anos. A formação desta nova

equipe é o DIPOA do futuro. Acreditamos na democracia

e o Sicadergs trabalha junto com o

DIPOA.” Segundo ele, 83% do abate oficial de

carnes bovina são de associados do Sicadergs.

Para o Presidente do SICADERGS, Ronei Alberto

Lauxen, a principal demanda do evento foi à

aproximação com os representantes da fiscalização

no Estado. “As empresas precisam se conscientizar e

evoluir, por outro lado é preciso um pouco mais de

prazo nas questões estruturais.”


28 EventOs

Boas Práticas de fabricação

em matadouros de frigoríficos

é tema apresentado no SIcadeRgs

Fotos: Divulgação

Foto: Divulgação

Ivo Armando Costa, Fiscal Federal Agropecuário

(MAPA/RS), ministrou a palestra Boas

Práticas de Fabricação em Matadouros Frigoríficos

destinados ao abate de Bovinos ou Ovinos

promovida pelo Sicadergs no mês de abril. O

evento abordou as boas práticas de fabricação,

suas definições e terminologia, os procedimentos

operacionais padronizados e procedimento

padrão de higiene operacional, estrutura de um

POP/PPHO, aplicação, alcance, considerações,

monitoramento, ações corretivas, verificação e registros.

Além disso, foram tratados os programas

de autocontrole, que englobaram a manutenção

das instalações e equipamentos industriais, vestiários,

sanitários, barreiras sanitárias, iluminação,

ventilação, água de abastecimento, águas residuais,

controle integrado de pragas, limpeza e

sanitização (PPHO), treinamento dos operários e

higiene, hábitos higiênicos e saúde dos operários,

procedimentos sanitários das operações, controle

da matéria-prima, ingredientes e material de embalagem,

controle de temperaturas, calibração e

aferição de instrumentos de controle de processo,

abate humanitário, controle dos MERs, controle

da contaminação cruzada, armazenamento, expedição

e transporte do produto final e guarda de

produtos químicos e venenos.


29

ASSOCIADOS SICADERGS

AGROINDUSTRIAL NOVA BRÉSCIA LTDA

NOVA BRÉSCIA-RS

FONE: (51) 9681-1437

E-MAIL: titton@terra.com.br

CONTATO: Gelson

AIRTON KLEIN

ALMIRANTE TAMANDARÉ-RS

FONE1: (54) 3331-3714 FONE3: (54) 3615-1146

FONE2: (54) 3615-1148 FAX: (54) 3315-1190

E-MAIL: lolohartmann@hotmail.com

CONTATO: Jacob

ALLES IND E COM DE CARNES E DERIV LTDA

DOIS IRMÃOS-RS

FONE1: (51) 3564-1895

FONE2: (51) 3564-4380 FAX: (51) 3564-1895

E-MAIL: claudemir@carneschuletao.com

CONTATO: José Claudemir

APEBRUN COM. DE CARNES LTDA

VACARIA RS

FONE: (54) 3232-8585

E-MAIL: albertopasquali@apebrun.com.br

CONTATO: Alberto Pasquali

BOA ESPERANÇA AGROINDÚSTRIA LTDA

STO. ANTº PATRULHA-RS

FONE: (51) 3409-3012

FAX: (51) 3409-3012

E-MAIL: ronaldo@allbani.com.br

CONTATO: Ronaldo

CALLEGARO E IRMÃOS LTDA

SANTO ÂNGELO-RS

FONE1: (55) 3313-2810

FONE2: (55) 3313-6076 FAX: (55) 3313-2810

E-MAIL: paulorenato@frigorificocallegaro.com.br

CONTATO: Paulo Renato

CAMBARÁ FRIGORÍFICO LTDA

STA VITÓRIA PALMAR-RS

FONE1: (53) 3263-1234 FONE3: (53) 3263-1098

FONE2: (53) 3263-4321 FAX: (53) 3263-3985

E-MAIL: mercadomilano@terra.com.br

CONTATO: Francisco

COMERCIAL JACUÍ LTDA

PASSO FUNDO-RS

FONE1: (54) 2103-8753

FONE2: (54) 2103-8760

E-MAIL: frigohenrich@uol.com.br

CONTATO: Carlos Henrich

COMESUL BEEF AGRO INDUSTRIAL EIRELI

PANTANO GRANDE-RS

FONE: (51) 3734-1402

FAX: (51) 3734-1382

E-MAIL: mara@comesulbeef.com.br

CONTATO: Leonardo

CONSERVAS ODERICH S/A

SÃO SEBASTIAO DO CAI-RS

FONE1: (51) 3635-1609 FONE3: (51) 3635-1382

FONE2: (51) 3635-1432 FAX: (51) 3635-1409

E-MAIL: marcos@oderich.com.br

CONTATO: Marcos Oderich

COOP. AGROPECUÁRIA COOPSUL LTDA

BOM RETIRO DO SUL-RS

FONE1: (51) 3766-1177 FONE3: (51) 3477-3313

FONE2: (51) 3766-1313 FAX: (51) 3766-1185

E-MAIL: coopsul@uol.com.br

CONTATO: Erivelto

COOP. SUINOCULTORES DO CAÍ SUPERIOR LTDA

HARMONIA-RS

FONE: (51) 3695-1155

FAX: (51) 3695-1155

E-MAIL: ronei@ourodosul.com.br

CONTATO: Ronei

COTRIPAL AGROPECUÁRIA COOP. (FRIGORÍFICO)

CONDOR-RS

FONE1: (55) 3375-9000

FONE2: (55) 3816-1830 FAX: (55) 3575-9047

E-MAIL: roque@cotripal.com.br

CONTATO: Roque

FAMÍLIA KROTH IND E COM DE CARNES LTDA

VENÂNCIO AIRES-RS

FONE1: (51) 3793-4100

FONE2: (51) 3741-2122 FAX: (51) 3741-4128

E-MAIL: fk@viavale.com.br

CONTATO: Fábio

FAROS INDÚSTRIA DE FARINHA E OSSOS LTDA

CRUZEIRO DO SUL-RS

FONE: (51) 3714-9800

FAX: (51) 3714-9800

E-MAIL: daniel@faros.ind.br

CONTATO: Daniel

FRIGOFORTE COM. E TRANSPORTES LTDA

STA CLARA DO SUL-RS

FONE: (51) 3782-1580

E-MAIL: frigoforters@hotmail.com

CONTATO: Leandro

FRIGOMAI IND FRIGORÍFICA LTDA

CACHOEIRA DO SUL-RS

FONE: (51) 3854-2003

E-MAIL: maicon_schmitts@hotmail.com

FRIGORÍFICO 3K LTDA

MATO LEITÃO-RS

FONE: (51) 3784-1251

E-MAIL: frigorifico3k@gmail.com

CONTATO: Adroaldo

FRIGORÍFICO ANGUS LTDA

WESTFALIA-RS

FONE: (51) 3762-4400

E-MAIL: frigorificoangus@gmail.com

CONTATO: Marcos

FRIGORÍFICO AS LTDA

ERECHIM-RS

FONE 1: (54) 3321-2671

FONE 2: (54) 9945-2363

E-MAIL: frigoas@gmail.com

CONTATO: Oberti

FRIGORÍFICO BRAVO LTDA

CAXIAS DO SUL-RS

FONE: (54) 3283-1428

FAX: (54) 3283-2328

E-MAIL: edite@frigorificobravo.com

CONTATO: Edite

FRIGORÍFICO CASON LTDA

PUTINGA -RS

FONE1: (51) 3777-1144

FONE2: (51) 3247-1173

E-MAIL: fricason@msbnet.com.br

CONTATO: Gemiro

FRIGORÍFICO DO SUL LTDA

PASSO DO SOBRADO-RS

FONE: (51) 3787-1282

E-MAIL: comercial@frigorificodosul.com.br

CONTATO: Jorge Fetzner

FRIGORÍFICO E DISTRIB. DE CARNES BOA VISTA LTDA

STA. MARIA DO HERVAL-RS

FONE: (51) 3567-1151

E-MAIL: frigorifico.e@terra.com.br

CONTATO: Adélcio

FRIGORÍFICO EXTREMO SUL S/A

CAPÃO DO LEÃO-RS

FONE: (53) 3284-2700

FAX: (53) 3284-0444

E-MAIL: knorr@sulvia.com.br

CONTATO: José Alfredo

FRIGORÍFICO FORESTA LTDA

SÃO GABRIEL-RS

FONE: (55) 3232-5510

FAX: (55) 3232-5525

E-MAIL: gerenciaadm@foresta.com.br

CONTATO: Gustavo


30 CADASTRO DE ASSOCIADOS – RESUMIDA

FRIGORÍFICO GASSEN LTDA

STA CRUZ DO SUL -RS

FONE: (51) 3717-9861

E-MAIL: fernando@frigorificogassen.com.br

CONTATO: Fernando

FRIGORÍFICO OX LTDA

MONTENEGRO-RS

FONE1: (51) 3033-6333

FONE2: (51) 3649-6111

E-MAIL: adm@oxalimentos.com.br

CONTATO: Adriano

FRIGORÍFICO PAVERAMA LTDA

PAVERAMA-RS

FONE1: (51) 3761-1630

FONE2: (51) 3567-1108 FAX: (51) 3761-1630

E-MAIL: carnesherval@uol.com.br

CONTATO: Norberto

FRIGORÍFICO SÃO LEOPOLDO LTDA

SÃO LEOPOLDO-RS

FONE1: (51) 3588-7010

FONE2: (51) 3588-6176

E-MAIL: cooperleo@sinos.net

CONTATO: Roberto

FRIGORÍFICO SAPÉ LTDA

VENÂNCIO AIRES-RS

FONE1: (51) 3501-5984

FONE2: (51) 3501-5965

E-MAIL: chico@frigorificosape.com.br

CONTATO: Chico

FRIGORÍFICO SELBACH LTDA

SELBACH-RS

FONE1: (54) 9944-1400

FONE2: (54) 9925-2822

E-MAIL: frigoselbach@hotmail.com

CONTATO: Rafael

FRIGORÍFICO SILVA IND. E COM. LTDA

SANTA MARIA-RS

FONE1: (55) 2103-2525

FONE2: (55) 2103-2513 FAX: (55) 2103-2505

E-MAIL: cleber@frigorificosilva.com.br

CONTATO: Cleber

FRIGORÍFICO ZART LTDA

TEUTÔNIA-RS

FONE1: (51) 3762-4304

FONE2: (51) 3762-8088 FAX: (51) 3762-4304

E-MAIL: gustavo@digiservcontabilidade.com

CONTATO: Gustavo

FRIGORIFICO ZIMMER LTDA

PAROBÉ-RS

FONE1: (51) 3599-1732

FONE2: (51) 3559-2635 FAX: (51) 3559-5330

E-MAIL: ladis@frigorificozimmer.com.br

CONTATO: Ladislau

INDÚSTRIA DE ALIMENTOS RAY LTDA

PORTO ALEGRE-RS

FONE1: (51) 3374-6646

FONE2: (51) 3374-8037

E-MAIL: rayalimentos@terra.com.br

CONTATO: Rogério

JAIME DALLA NORA

BOA VISTA DO CADEADO-RS

FONE: (55) 9164-5977

E-MAIL: frigorificodallanora@bol.com.br

CONTATO: Jaime

MARCELO SARTORI

AUGUSTO PESTANA-RS

FONE: (55) 3505-9252

E-MAIL: marcelo@sartorialimentos.com.br

CONTATO: Marcelo

MARFRIG ALIMENTOS S/A

SÃO GABRIEL-RS

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MATADOURO FRIGORÍFICO PRODUCARNE LTDA

BAGÉ-RS

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MATADOURO ZIMMERMANN LTDA

NOVA PETRÓPOLIS-RS

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MENDES & MALDANER LTDA

SÃO JOSÉ DO OURO-RS

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MFB MARFRIG FRIGORÍFICOS BRASIL S/A

ALEGRETE-RS

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MFB MARFRIG FRIGORÍFICOS BRASIL S/A

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NERI DO NASCIMENTO EIRELLI

VENÂNCIO AIRES-RS

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PAMPEANO ALIMENTOS S/A

HULHA NEGRA-RS

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PROVIN MILANI COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA

BENTO GONÇALVES-RS

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QUANTO ALIMENTOS IND. E COM. LTDA

SÃO LEOPOLDO-RS

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RAPHAEL VANHOVE & FILHOS LTDA

SÃO GABRIEL-RS

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SOPELCO CONSULT EXP IMP E REPRES LTDA

PELOTAS-RS

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ZANIN COMÉRCIO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA

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