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Jornal Interface - ed. 41, jan/fev 2018

Jornal Interface da SEL

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Ano 12 - Edição 41

Jan/Fev 2018

SEL Consolida Tecnologias e Antecipa o Futuro

Páginas 6 e 7

CURTAS

Modernização de

Subestações

Página 2

LITERATURA TÉCNICA

Trabalhos Técnicos

Premiados no SNPTEE

Página 9

EDUCAÇÃO E CARREIRA

Novidades na

Universidade SEL

Página 10


Editorial

Cumprindo Regulamentações com

Qualidade

futuro da proteção, automação e

Omonitoramento dos sistemas elétricos já

começou. E ele inclui conceitos como

proteção de linhas de transmissão no domínio do

tempo, ondas viajantes, grandezas incrementais e

segurança cibernética. O tema é tão relevante,

que foi priorizado para ser discutido entre os

participantes do Seminário Nacional promovido

pela SEL no segundo semestre de 2017, em

Campinas (SP). Por isso, esta edição do Interface é

quase que inteiramente dedicada a debater este

assunto e, também, a apresentar para você as

soluções em termos de tecnologias que a SEL

oferece para ajudá-lo a antecipar o futuro também

aí, na sua empresa.

Além disso, você poderá conferir os detalhes sobre

o processo de modernização de subestações

críticas no Sistema Elétrico da Geórgia. Na seção

Curtas, contamos tudo sobre este projeto

conduzido pela SEL em tempo recorde (apenas

dois anos), e que priorizou a melhoria nos sistemas

de proteção e controle de dez subestações

secundárias.

Trazemos ainda todos os detalhes sobre os artigos

apresentados durante o XXIV SNPTEE, entre eles

dois premiados!

Tenha uma ótima leitura!

Fernando Ayello

Curtas

Modernização de Subestações

Uso de relés no pátio ajuda modernizar

substações em tempo recorde

processo de modernização de subestações

Ono Sistema Elétrico da Geórgia (país

localizado na Europa Oriental), é o tema de

um novo vídeo disponível no Canal do Youtube da

SEL. Composto por 20 subestações e 5 mil

quilômetros de linhas de transmissão, a Georgian State

Electrosystem (GES) é responsável pelo fornecimento

de energia para 10 milhões de habitantes e estava

enfrentando muitos problemas técnicos, já que era

formado por equipamentos com mais de 60 anos de

uso.

Conduzido pela SEL, o projeto priorizou a melhoria

nos sistemas de proteção e controle de dez

subestações secundárias. A estratégia foi implantar os

equipamentos de proteção e controle perto dos

equipamentos de alta tensão e instalar dispositivos

dentro dos contêineres localizados no pátio (ao lado

de linhas de 220 e 110 kV). Com isso, pôde-se

diminuir o comprimento e a quantidade de cabos

metálicos entre os contêineres e os equipamentos de

campo, além de fazer a transmissão segura de todas as

informações para a casa de controle via fibra ótica.

A modernização foi concluída em tempo recorde:

apenas 2 anos. E o resultado é um sistema muito mais

inteligente, rápido e seguro, com vários níveis de

controle remoto e informação direta para o Centro de

Controle.

Expediente Interface

Publicação da: Schweitzer Engineering Laboratories Comercial LTDA.

Endereço: Avenida Pierre Simon de Laplace, 633

Condomínio Techno Park - Campinas/SP CEP 13.069-320

Tel: (19) 3515-2000 | marketing_br@selinc.com.br | www.selinc.com.br

Editorial e redação:

BRSA - Branding & Sales: Agência de Comunicação Integrada

Telefones: (11) 5501-4007

Editora: Samara Monteiro Mtb. 39.948

Projeto Gráfico e Diagramação:

Schweitzer Engineering Laboratories Comercial LTDA.

Gráfica: C. Costa Serviços Gráficos LTDA EPP.

Tiragem: 6.500

QUER RECEBER O INTERFACE ?

Acesse selinc.com/pt/support/Jornal-Interface

Veja mais como a SEL realizou esta modernização, em

tempo recorde: youtube.com/user/selincbr

Foto: Vídeo Youtube

As imagens usadas nesse informativo foram retiradas do banco de imagens

da Schweitzer Engineering Laboratories.

02


Engenharia e Serviços

SEL Consolida Tecnologias e Antecipa o Futuro

Inovações apresentadas durante seminário anual incluem proteção de linhas no

domínio do tempo, redes definidas por software e segurança cibernética

ala lotada e todos a postos para conhecer o

Sf u t u r o d a p r o t e ç ã o , a u t o m a ç ã o e

monitoramento dos sistemas elétricos. Durante

evento realizado pela SEL, no final de 2017, um time

de especialistas se uniu para falar sobre os princípios

de operação da nova proteção de linhas no domínio

do tempo, usando ondas viajantes e grandezas

incrementais. O seminário apresentou conceitos

importantes de segurança cibernética, alta

disponibilidade em redes de comunicação e soluções

inovadoras para automação de subestações. Também

foram realizadas simulações práticas sobre estas novas

tecnologias.

Entitulado “Antecipando o futuro – unindo proteção e

automação para melhorar a confiabilidade e a

segurança dos sistemas elétricos”, o evento também

foi um momento para que a SEL apresentasse suas

novas tecnologias. Entre eles o SEL-T400L para linhas

de transmissão utilizando o método de ondas

viajantes; SEL-FT50 e SEL-FR12, para aceleração do

disparo nas redes de distribuição; Redes Definidas por

Software (SDN), segurança cibernética e o TiDL, para

redução de custos de materiais e serviços.

Estiveram presentes cerca de 150 pessoas, de

aproximadamente 70 empresas, entre engenheiros e

técnicos envolvidos com especificação, projeto,

implantação, operação e manutenção de sistemas de

proteção e automação de subestações de energia

elétrica.

>Foto: Thalita Costa

Thalita Costa

Confira, a seguir, os principais detalhes de cada uma

dessas cinco tecnologias:

1) SEL-T400L: Proteção de linhas na velocidade da

luz

Em 1976, um estudo da concessionária americana

BPA – Bonneville Power Administration – mostrava que

em uma determinada linha de transmissão, uma

redução de um ciclo (16 ms em um sistema de 60Hz)

no tempo de eliminação da falta permitia o aumento

da potência transferida em 250 MW.

Isso significa que, a cada milissegundo economizado

no tempo de eliminação da falta, os limites de

estabilidade do sistema de potência subiriam em

15 MW. Isso quer dizer que se o relé levar 10 ms a

menos para decidir o desligamento do disjuntor,

ocorrem 150 MW de aumento na potência

transferida.

03


P

P ' 0

Pré-falta

A 2

Pós-falta

Falta

8

Fig. 1 - Com a aplicação do SEL-T400L, o tempo máximo de eliminação da falta é

reduzido significativamente, permitindo que a máxima potência pré-falta

transmitida seja aumentada sem causar riscos para a estabilidade do sistema.

A eliminação mais rápida da falta não só aumenta a

quantidade de potência que pode ser transferida,

como traz grandes vantagens do ponto de vista da

segurança ao reduzir riscos de incêndio e danos em

equipamentos, melhorando o aproveitamento dos

ativos da subestação, além de reduzir o impacto das

subtensões momentâneas (voltage sag) no sistema.

Durante o evento, Ricardo Abboud, gerente técnico

internacional da SEL, explicou que para alcançar

tempos de disparo de proteção mais rápidos é preciso

se libertar das limitações dos fasores. “Para isso, é

necessário basear a operação dos elementos de

proteção em medições de tensões e correntes

instantâneas, ou seja, trabalhar no domínio do tempo.

A medição destes sinais instantâneos requer alta

amostragem, até então impossível de ser alcançada”,

ressalta.

Com a evolução tecnológica, poderosos

processadores digitais passaram a permitir a

implementação dos mais exigentes algoritmos de

proteção. Capazes de trabalhar com altas taxas de

amostragem (1 milhão de amostras por segundo) e

uma alta capacidade de processamento numérico (≥

1 bilhão de multiplicações por segundo), os novos

processadores digitais tornaram realidade o anseio por

velocidade na atuação da proteção.

A proteção de linhas no domínio do tempo alia

grandezas incrementais e ondas viajantes para atuar

até 16 vezes mais rápido que os relés que trabalham

com fasores. O SEL-T400L, relé de proteção no

domínio do tempo, integra dois elementos baseados

em grandezas incrementais (TD21 e TD32), e dois

baseados em ondas viajantes (TW87 e TW32), para

garantir tempos de atuação da proteção entre 1 e

4 ms. Esses elementos emitem um sinal de disparo em

ultra-alta velocidade para garantir a estabilidade,

maximizar a transferência de potência, melhorar a

utilização dos ativos do sistema elétrico e reduzir

impactos na qualidade de energia.

Este novo relé de proteção apresenta uma inovadora

função de localização de faltas, podendo ser utilizada

com base nas informações de apenas um dos

terminais, e com precisão de 10 metros em média.

Também encontra aplicação em linhas de transmissão

não homogêneas e em linhas com seções mistas

(trecho aéreo e cabo subterrâneos), podendo

customizar esquemas de religamento automático,

permitindo religamento no trecho aéreo e

bloqueando religamento no trecho subterrâneo.

Andrei Coelho, engenheiro de proteção da SEL,

explica que a nova tecnologia

Fig. 2 - Cadeia de isoladores danificada

por um flashover sendo localizada pelo SEL- T400L

também permite

enxergar o que antes

era invisível, como por

exemplo a detecção e

localização de um

flashover na cadeia de

i s o l a d o r e s .

Consequentemente é

p o s s í v e l a g i r

antecipadamente para

prevenção contra uma

possível falha futura.

Através do SEL-T400L,

também é possível

medir a TRT (Tensão

de Restabelecimento

Tr a n s i t ó r i a ) e m

disjuntores de alta tensão. “A TRT é um parâmetro

crítico para a interrupção da falta em um disjuntor de

alta tensão. Suas características podem conduzir a uma

falha que acarretaria na explosão do disjuntor e numa

indisponibilidade do sistema de potência. Medir e

acompanhar a evolução da TRT, traz maior

disponibilidade e segurança operacional ao sistema

elétrico”, afirma.

Atualmente estudos de TRT são baseados em cálculos

teóricos através de programas computacionais, e, com

o novo relé de proteção SEL-T400L, é possível efetuar

comparação entre valores medidos e calculados.

”É possível gerar oscilografias com taxas de

amostragem com 1 milhão de amostras por segundo e

visualizar as formas de onda de tensões e correntes em

>

04


tempo real. Portanto, o novo relé de proteção irá

funcionar como um osciloscópio para sistemas

elétricos de potência, tornando-se uma valiosa

ferramenta para a operação do sistema”, ressalta.

Fig. 3 - Exemplo de uma TRT nos terminais de um disjuntor de extra-alta tensão

Três benefícios que o novo relé de proteção SEL-

T400L traz para o sistema de potência como um

todo:

Ÿ A velocidade de atuação é de 4 a 10 vezes mais

rápida que os demais relés de proteção existentes no

mercado, melhorando a estabilidade transitória do

sistema.

Ÿ Localização de faltas em Linhas de Transmissão

com precisão de 10 metros (em média), com base nas

informações de apenas um dos terminais.

Ÿ A Operação do Sistema terá mais visibilidade do

sistema, estando apta a visualizar TRT, chaveamentos,

faltas incipientes, flashover, e etc. sssssssss

2) Segurança cibernética: sua subestação está

protegida?

Durante palestra, Maurício Silveira e Felipe Melchert,

engenheiros de automação da SEL, falaram sobre os

mais emblemáticos cases de ataques cibernéticos a

subestações. Os especialistas também explicaram

quais são as etapas desse tipo de ataque e

apresentaram soluções em tecnologia, para que o

mercado saiba como se defender de situações como

essa.

Os equipamentos de automação da SEL possibilitam o

acesso aos Syslogs (relatórios sequenciais de eventos

de segurança cibernética) e tais informações podem

ser usadas para fazer uma análise completa acerca das

ações praticadas pelos hackers. Mas todo esse

esquema perde sentido sem senhas fortes e que sejam

mudadas periodicamente.

Se um ataque ocorrer, as organizações precisam ter

um plano de contingência para reagir rapidamente,

que deve conter imagens dos dispositivos da

subestação, esquemas e diagramas do sistema de

controle, além de procedimentos para recuperação. É

importante praticar o plano de contingência e se

certificar de que as pessoas a serem acionadas em

uma emergência estejam envolvidas nesse processo.

A SEL comercializa soluções que ampliam a segurança

cibernética das subestações de energia. Entre estes

dispositivos está o SEL-3620, que gerencia as senhas

dos relés. O SEL-3620 armazena os dados dos

comandos executados e torna possível auditar as

ações realizadas por meio dele. Permite, também,

gerenciar o nível de acesso dos colaboradores a cada

relé de proteção.

3) Primeiro switch com tecnologia SDN para o setor

elétrico

As redes definidas por software (SDN, Software-

Defined Network) são uma inovação que possibilitam

melhorar o desempenho das redes Ethernet, pois

torna possível aumentar substancialmente a

confiabilidade e segurança de uma rede de

comunicação. O novo switch SEL-2740S foi

desenvolvido com a tecnologia SDN e é ideal para

aplicações em redes de missões críticas, além de

adicionalmente ser tão robusto quanto os demais

equipamentos da SEL. Portanto, pode ser aplicado em

ambientes hostis e ao mesmo tempo naqueles que

exigem alta confiabilidade como subestações e usinas

de energia elétrica.

Existem 4 características importantes numa rede

Ethernet, que podem ser usadas como exemplo para

ilustrar a importância de se aplicar tecnologia SDN em

usinas e subestações de energia:

Ÿ Monitoramento

O monitoramento de uma rede Ethernet consiste em

se fazer análise das mensagens trocadas na mesma, e

com isto, detectar eventuais problemas em

equipamentos. Através do monitoramento, é possível

se antecipar e fazer uma manutenção preventiva,

evitando indisponibilidade ou falhas de configuração.

Nas redes Ethernet tradicionais esse monitoramento é

descentralizado em cada switch individualmente e,

muitas vezes depende da implementação de

protocolos e softwares terceiros para compor a

solução, como por exemplo a utilização de softwares

do tipo IDS (Intrusion Detection System) e

Information Management a serem instalados em

>

05


SIEM (Security Information Management) a serem

instalados em servidores.

Já com a tecnologia SDN é possível estender a

visibilidade da rede Ethernet como um todo. Basta

aplicar um monitoramento concentrado de toda a rede

(todos switches desta rede) num único software, no

qual todas as mensagens trocadas são visualizadas e

analisadas, gerando métricas e estatísticas do

desempenho desta rede Ethernet. Como exemplo, a

visualização de mensagens indesejadas e a utilização

da banda de dados por cada porta dos switches,

podendo-se inclusive programar alarmes para

determinados níveis de utilização da rede. Pode-se

programar um alarme para valores acima de 70% da

banda e assim, antes de atingir os 100%, repartir o

tráfego em 2 ou mais canais de forma a aliviar o tráfego.

Já nas redes SDN, o determinismo inserido pela

tecnologia possibilita o controle de todas as rotas e

fluxo de mensagens, elevando o desempenho durante

operações de recomposição e dimensionando o

tráfego, evitando situações de sobrecargas de dados.

Os tempos de recomposição dependem apenas do

tempo de comutação entre as portas dos switches

(menores que 100 microssegundos), evitando os

tempos de escuridão presentes nas redes Ethernet

convencionais e elevando a confiabilidade dos

esquemas de proteção, mesmo durante falhas na rede

de automação.

Rede SDN => Tempo de recomposição Tempo de sinal de trip <

Tempo de recomposição, portanto ele não chega ao

seu destino.

As redes SDN garantem a confiabilidade e segurança

de um sistema de proteção e controle, mesmo durante

falhas da rede Ethernet. Portanto, caso venha ocorrer

uma falha no sistema elétrico, garante-se que o sistema

de proteção irá operar conforme o esperado.

Ÿ Segurança cibernética

A segurança cibernética é prioridade na tecnologia

SDN, diferentemente da filosofia dos switches

convencionais, onde por padrão, todas as mensagens

são permitidas e programa-se o bloqueio daquelas que

o usuário não deseja. Portanto, há um enorme risco de

mensagens indesejáveis entrarem na rede, pois podem

existir mensagens que o usuário desconheça e

portanto, não podem ser bloqueadas.

Ao se programar um switch SEL-2740S, faz-se

justamente o contrário em prol da segurança, ou seja,

parte-se do princípio que as mensagens são todas

bloqueadas e o usuário irá liberar somente aquelas que

ele conhece e que estão previstas no projeto,

possibilitando que apenas os pacotes necessários para

cada tipo de aplicação trafeguem na rede. Portanto,

cada porta do SEL-2740S funciona como um firewall,

possibilitando isolar a rede da subestação do trafego

espúrio e das mensagens indesejáveis, aumentando a

confiabilidade e integridade dos sistemas de proteção

e controle.

>

06


Ÿ Redundância

Nas aplicações onde se requer alta confiabilidade,

normalmente em redes convencionais exige-se

redundância. Esquemas de redundância baseados em

PRP ou HSR exigem a duplicação do número de

mensagens e, consequentemente, o aumento da

banda de dados da rede. Além disso, não há

necessidade da utilização de REDBOX, dispositivo

usado para a integração entre as redes redundantes

(PRP e HSR) com as redes não redundantes (redes LAN

convencionais).

Por outro lado, numa rede SDN também não é

necessária a duplicação de pacotes e hardwares

adicionais. Isso, portanto, resulta em redução de custos

na implementação da rede Ethernet, sem

comprometer os esquemas de redundância e os

tempos de reconfiguração da rede.

4) Inovação na coordenação e seletividade da

proteção na distribuição

Composto por um conjunto de 12 sensores – os

transmissores de dados de falta SEL-FT50 – e pelo

receptor de dados de falta SEL-FR12, o Sistema

Wireless de Transmissão e Recepção de Falta oferece

ótimo custo-benefício pela combinação de economia,

velocidade e confiabilidade.

Os transmissores são instalados em ramificações da

rede de distribuição, têm alcance de até 6,4 km e não

necessitam de baterias – sua alimentação ocorre por

meio da indução da corrente elétrica do alimentador. A

colocação nos ramais é fácil e pode ser feita por uma

vara de manobra convencional. Já o receptor, que

concentra os dados de até 12 sensores. Já o receptor

que concentra os dados de até 12 sensores (até quatro

ramificações trifásicas), pode ser alocado no gabinete

do religador, ou na subestação.

O benefício é acelerar o disparo dos religadores que

recebem sinais dos ramais da rede. Como subproduto,

pode-se localizar faltas e transmitir a informação para o

Centro de Operação.

A transferência de dados dos sensores para o receptor é

realizada em 2 ms, em uma frequência de 900 MHz.

Os sensores podem ser instalados em alimentadores de

até 38 kV.

Indicado para ramais aéreos, o sistema também pode

auxiliar na detecção de faltas subterrâneas ao ser

alocado no ponto de transição aéreo-subterrâneo.

O sensor detecta se a falta está no trecho aéreo e envia

uma mensagem para o religador permitindo o

religamento ou bloqueando-o se estiver no trecho

subterrâneo, já que todas as faltas em redes

subterrâneas são permanentes.

Atualmente, todas as linhas mistas (trechos aéreo e

subterrâneo) trabalham com religamento bloqueado e

aplicar os transmissores de faltas permite melhoria no

desempenho operacional e na receita da empresa.

Fig. 5 - Alimentador de distribuição genérico

O novo sistema da SEL traz mais inteligência para o

sistema de proteção.

A figura 5 mostra um alimentador de distribuição

hipotético com a indicação de possíveis locais de falta.

Este alimentador será utilizado para exemplificar a

utilização do detector de faltas SEL-FT50 em conjunto

com receptor SEL-FR12 e Religador R1.

Neste exemplo fictício, supõe-se que é desejado que o

religador R1 atue com menor tempo possível para

qualquer falta e inicie o processo de religamento, visto

que 90% das faltas nos sistemas de distribuição são

temporárias.

Para isso, faz-se o uso da curva rápida ou de uma

função sobrecorrente de tempo definido com

temporização mínima intencional, para o primeiro e

demais disparos. Porém, é possível usar curvas lentas

para que o religador R1 coordene com os fusíveis,

conforme será explicado a seguir.

Utilizando a figura 5, no ramal 1 será adotado um

esquema queima fusível e nos demais, o salva fusível.

Para a falta F1, o detector de faltas envia um sinal para o

religador, que bloqueia a curva rápida. Assim, o fusível

se rompe e isola o trecho sob falta.

No ramal 2 será adotado um esquema para preservar o

fusível. Portanto, para a falta F2, o sinal enviado pelo

detector fará com que R1 atue no primeiro e segundo

disparo com uma curva rápida, visando a extinção da

falta sem danos ao fusível. No caso de um terceiro

religamento sob falta, é possível então bloquear a curva

rápida e habilitar uma curva lenta para que o fusível

isole o trecho.

>

07


O ramal 3 é um trecho subterrâneo e o religamento

automático deve ser bloqueado para a falta F3. O

detector de faltas envia um sinal para bloqueio do

ciclo de religamento impossibilitando fechamentos

para faltas no cabo subterrâneo.

Para qualquer falta que ocorra no tronco principal,

como a falta F4, nenhum dos detectores de faltas irá

atuar e R1 pode realizar quantos ciclos de

religamento forem desejados pelo usuário, todos eles

com curva rápida. Assim, evita-se o uso de

temporizações intencionais para coordenação com

fusíveis ou outros dispositivos na rede, pois a nova

tecnologia garante para o religador que a falta está no

tronco.

5) Tecnologia TiDL para redução de custos de

materiais e engenharia

Ao unir a redução de cabos de cobre à segurança

cibernética, a tecnologia Time-Domain Link (TiDL) da

SEL, traz uma opção ao sistema de proteção

convencional.

O sistema é composto por módulos remotos (valores

de tensão, corrente, entradas e saídas digitais) que

ficam alocados próximos aos equipamentos no pátio

da subestação e relés de proteção alocados na casa de

controle. A interligação entre os módulos no pátio e

os relés na casa de controle é realizada através de um

link dedicado de fibra ótica, reduzindo assim o

volume de cabos utilizados e simplificando a

instalação e comissionamento. Os relés de proteção

permanecem os mesmos, porém as medições de

correntes, tensões e entradas digitais são recebidas

pelo relé através da fibra ótica dedicada ponto a

ponto.

O módulo remoto é utilizado no pátio como módulo

de aquisição de sinais, que integra entradas e saídas

digitais e também digitaliza os sinais analógicos de

corrente e tensão com uma frequência de

amostragem de 24 kHz para envio aos relés de

proteção. Com conexões dedicadas de fibra ótica

ponto a ponto – cada módulo é conectado aos relés

da Casa de Controle – a tecnologia TiDL também

minimiza riscos de segurança cibernética por ser

isolado e dispensar switches, diminuindo o perímetro

de segurança eletrônica e impondo limites a possíveis

pontos de ataque.

Outra característica relevante é a dispensa de fontes

de sincronismo de tempo externos (GPS), pois a

tecnologia mantém um tempo relativo e os módulos

remotos são sincronizados entre si.

Assista o vídeo sobre esta tecnologia em:

https://youtu.be/Iew416NrEcs .

Tecnologia TiDL reduz cabos de cobre com mais

benefícios que os demais métodos:

Ÿ Segurança cibernética intrínseca.

Ÿ M a i o r c o n f i a b i l i d a d e , p o i s h á m e n o s

componentes na rede.

Ÿ Melhor desempenho, com frequência de

amostragem de 24 Khz.

Ÿ Dispensa fontes de sincronismo, switches e etc.

Pátio da Subestação

Casa de Controle

SEL-421

Relé de Proteção

SEL-2240 AXION

Módulo Remoto

Fibra Ótica Dedicada Ponto a Ponto

TC TP Status Comandos

Fig. 6 - Comunicação ponto a ponto do Tidl reduz a quantidade de cabos de cobre

>

08


Setor

Técnico

Literatura Técnica

Trabalhos Técnicos da SEL Premiados no SNPTEE

urante o XXIV Seminário Nacional de

DProdução e Transmissão de Energia Elétrica

(SNPTEE), realizado em Curitiba/PR, em

novembro de 2017, os especialistas da SEL

apresentaram 5 trabalhos técnicos de alta relevância

para o setor. Dentre eles, dois foram premiados pela

organização do evento.

O artigo técnico “Subestação Digital – Qual a solução

mais confiável e econômica?”, apresentado por Paulo

Lima, foi premiado com o primeiro lugar no Grupo

GPC (Proteção, Controle e Automação). Já o artigo

“Segurança Cibernética em Redes IEC 61850 – como

mitigar vulnerabilidades das mensagens GOOSE”,

apresentado por Maurício Silveira, ficou em terceiro

lugar no Grupo GLT (Sistemas de Informação e

Telecomunicação para Sistemas Elétricos). Estes e

outros materiais apresentados pela SEL durante o

evento podem ser lidos, na íntegra, acessando estes e

outros artigos técnicos apresentados pela SEL durante

o evento podem ser solicitados pelo email

atendimento@selinc.com .

Confira, aqui, um breve resumo de cada um deles:

Ÿ Limites de sensibilidade das funções de distância,

sobrecorrente direcional e diferencial de linha para

faltas de alta impedância. Autores: Andrei Coelho e

Camila Oliveira. Artigo traz uma comparação do

desempenho de funções de proteção (sobrecorrente

direcional, medição de distância/impedância e

diferencial de linha) em relação às faltas com alta

impedância; além de apresentar informações relativas

à sensibilidade de cada uma delas. Objetivando os

melhores resultados de cada um dos algoritmos, o

artigo considera disponível a comunicação entre os

terminais da linha. As análises são feitas para faltas

fase-terra, que apresentam resistências de falta

elevadas.

Ÿ Aumento da confiabilidade do monitoramento

térmico digital de transformadores e seu impacto

no atendimento a emergências. Autor: Camila

Oliveira. Analisa os requisitos básicos para se efetuar

um determinado tipo de monitoramento térmico de

transformadores, com base em uma aplicação real em

uma Subestação de 500 kV da CHESF. O artigo

também conclui que a aplicação de modelos térmicos

confiáveis, além de impactar na precisão dos cálculos

de temperaturas e envelhecimento do transformador,

podem ser uma grande fonte de dados para estudos

de otimização da aplicação de sobrecargas em

transformadores.

Ÿ Reduzindo as vulnerabilidades do sincronismo de

tempo via GPS. Autor: Felipe Melchert. Fornece uma

visão geral das tecnologias e sistemas baseados em

tempo, normalmente utilizados para fornecer tempo

preciso. Também discute as vulnerabilidades do

sistema de tempo baseado em GPS e explica como

projetar sistemas de distribuição de tempo resilientes

para aplicações do sistema de potência visando

atenuar estas vulnerabilidades.

Ÿ Segurança cibernética em redes IEC 61850. Autor:

Maurício Silveira. como mitigar vulnerabilidades das

mensagens GOOSE: Explora as fraquezas implícitas

nas mensagens GOOSE (Generic Object Oriented

Substation Event) e as formas de mitigação por meio da

utilização de switches gerenciáveis e redes definidas

por software (SDN).

Ÿ Subestação digital: Qual a solução mais confiável

e econômica? Autor: Paulo Lima. O texto faz uma

análise comparativa entre as principais arquiteturas de

comunicação e concepções de projetos utilizados

para digitalização de subestações, por meio do uso de

protocolos da norma IEC 61850, ou protocolos

padronizados por outras normas.

Maurício Silveira e Paulo Lima, autores dos

artigos premiados no SNPTEE.

Foto: Divulgação

09


Universidade SEL Apresenta Novidades para 2018

partir deste ano, os cursos da Universidade

ASEL passam a ter foco no que é sua principal

especialidade: Filosofias de Proteção de

Sistemas Elétricos e Automação de Sistemas Elétricos.

Além disso, todos os treinamentos serão oferecidos

somente na modalidade In Company. Segundo

Fernando Ayello, diretor regional, "as novidades são

resultado de uma reestruturação da Universidade SEL,

que é uma divisão independente da SEL, responsável

por fornecer cursos conceituais na área de Proteção e

Automação de sistemas elétricos."

Cursos de filosofias de proteção de sistemas

elétricos

O curso de Proteção no Domínio do Tempo é uma das

mais importantes novidades da Universidade SEL, e

vem atender uma necessidade do mercado que precisa

capacitar os usuários para esta nova tecnologia a ser

adotada nos relés de proteção. Este, assim como os

outros nove cursos que a Universidade SEL oferece

relacionados à Filosofia de Proteção, podem ser

realizados em até cinco dias, e tem sido requisitados

por profissionais do setor elétrico, indústrias de grande

porte, empresas de engenharia e consultoria, e até

mesmo universidades.

“É uma oportunidade única para que os profissionais

reciclem seus conhecimentos, pois poucas Escolas de

Engenharia possuem a disciplina de Proteção de

Sistemas Elétricos em sua grade de disciplinas”, afirma

Fernando Ayello.

No total, são 240 horas de muito aprendizado em

Filosofia de Proteção.

Quer conhecer todos os cursos de proteção

oferecidos pela Universidade SEL?

Ÿ P1- Interpretação de Oscilografias (3 dias de

duração) - aprenda a analisar uma ocorrência,

entender os fenômenos elétricos (como os diferentes

tipos de curto-circuito), identificar abertura e

religamento automático, subtensão, sobrecargas,

ferroressonâncias, energização de equipamentos,

subfrequências, etc. O curso contribui para ampliar a

visão e o raciocínio de quem trabalha com outras áreas,

que não somente proteção de sistemas elétricos.

Ÿ P3- Introdução a Proteção de Sistemas Elétricos

(curso intensivo, com 5 dias de duração) - de ampla

abrangência e utilidade para engenheiros de operação,

manutenção e planejamento das concessionárias.

Ÿ P4- Filosofias de Proteção de Geradores (3 dias de

duração) - explora todas as funções de proteção de

geradores de médio e grande porte, contendo

exercícios de cálculo de ajustes.

Ÿ P7- Introdução a Proteção de Linhas de

Transmissão (4 dias de duração) - aborda as proteções

direcionais, distância, diferencial, religamento

automático, teleproteção, localização de faltas, e

outros tópicos.

Ÿ P9- Esquemas de Controle e Proteção de

Subestações (2 dias de duração) – aborda os clássicos

esquemas de proteção e controle em subestações, e se

propõe a unificar os conceitos antigos com a forma

moderna de se fazer projetos.

Foto: divulgação Foto: Thalita Costa Foto: Divulgação

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No passado, o controle da subestação era

desenvolvido pelos projetistas, que propunham os

esquemas de acordo com sua bagagem técnica,

utilizando-se de relés auxiliares, temporizadores no

pickup ou dropout, relés bi-estáveis que formavam

junto com os relés de proteção, botoeiras, sinaleiros,

etc um sistema de proteção e controle. Atualmente,

boa parte desta lógicas já estão embutidas dentro dos

relés de proteção e outras precisam ser desenvolvidas,

porém, via software ou via IEC 61850.

É um excelente curso para não-projetistas

desenvolverem capacidade de raciocínio, ampliarem

seus horizontes, criarem lógicas de controle e estarem

aptos a resolverem problemas diversos em suas

empresas. "Lógicas de Comando, Controle e Proteção"

é um tema fascinante! E contribui para aumentar as

opções e recursos para ampliar a capacidade de

resolução de problemas e desenvolvimento de

raciocínio dos profissionais de engenharia elétrica em

suas empresas.

Ÿ P10- Dimensionamento de Transformadores de

Corrente para Proteção – (apenas 1 dia) - aborda

conceitos importantes sobre um dos equipamentos

obrigatórios em subestações de energia e que se não

for bem dimensionado, pode levar prejuízos as

empresas.

Ÿ P13- Proteção de Sistemas Elétricos Industriais

de Média e Baixa Tensão (curso intensivo com 4 dias

de duração) - de ampla abrangência e utilidade para

engenheiros eletricistas em indústrias, com especial

atenção a proteção de motores, geradores e arco

elétrico.

Ÿ P14- Esquemas de Teleproteção em Sistemas de

Transmissão em Alta e Extra-Alta Tensão (2 dias de

duração) - aborda assuntos com raras referências

bibliográficas no mundo e de suma importância em

Empresas de Transmissão de Energia. Entre eles: os

esquemas clássicos de Teleproteção como DUTT,

PUTT, POTT, CDB, CDU, diferencial de linha e

problemas típicos.

Ÿ P15- Filosofias de Proteção de Redes de

Distribuição (4 dias de duração) - apresenta os

métodos clássicos de proteção de redes, bem como os

modernos, proporcionados pela tecnologia digital, que

podem trazer ganhos operacionais e de receita para as

distribuidoras.

Cursos de conceitos de automação de sistemas

elétricos

Os cursos de automação exigem constantes alterações

na programação, pois são muito sensíveis a mudanças

tecnológicas, como microprocessadores, softwares e

redes de comunicação. Por isso, a Universidade SEL

decidiu se concentrar em apenas 5 temáticas, das mais

conhecidos no mercado:

Ÿ A2- Introdução a automação de subestações (5

dias de duração) - visa fornecer uma visão geral da

automação, hardwares envolvidos, tipos de

protocolos, arquiteturas, etc.

Ÿ A4- Introdução a norma IEC 61850 (curso teórico,

com 2 dias de duração) - excelente opção para gestores

entenderem o conceito da Norma e acompanharem

suas equipes técnicas em relação aos projetos em suas

empresas.

Ÿ A5- Prático com a Norma IEC 61850 (2 dias de

duração) - inúmeros exercícios práticos, realizando

configurações e simulando troca de mensagens entre

IEDs.

Ÿ A7- Segurança Cibernética (3 dias de duração) –

conceitos práticos de como configurar esquemas de

segurança cibernética em redes de comunicação de

subestações.

Os 4 cursos de Automação de Sistemas Elétricos da

Universidade SEL totalizam 96 horas.

Para obter mais informações sobre os cursos da

Universidade SEL, acesse: selinc.com/pt/selu/cursos

Foto: Thalita Costa

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Curso de Especialização em Automação de

Sistemas Elétricos (CEASE)

Por meio de um convênio com o Instituto Nacional de

Telecomunicações (Inatel), a Universidade SEL

promove o CEASE. Trata-se de um curso Latus sensus,

com 40% de aulas práticas, onde os alunos aprendem

sólidos conceitos teóricos e a configurar

equipamentos envolvidos em todos os níveis da

automação, como: IEDs principais, switch de rede,

controlador, gateway de rede e software SCADA;

além de outros tópicos como Esquemas de Controle,

Automatismos de Subestações, Protocolos de

Comunicação, etc.

O curso tem duração de dois anos, com carga horária

de 400 horas. As aulas são quinzenais, aos sábados,

nas dependências da Universidade SEL, localizada em

Campinas (SP).

Os alunos que concluírem a programação recebem

certificado de Especialista e tornam-se aptos a se

candidatarem ao Mestrado no INATEL.

Para informações sobre o CEASE, bem como

orçamentos dos cursos da Universidade SEL, contate a

área de “Atendimento ao Cliente” através do telefone

(19) 3515-2060 ou email atendimento@selinc.com

Quer conhecer a história da proteção dos sistemas

elétricos?

Se tiver oportunidade de visitar a Universidade SEL,

não deixe de conhecer o " Museu da História da Arte

da Proteção de Sistemas Elétricos".

O espaço traz a história da área de proteção no

desenvolvimento da indústria nacional, por meio da

exposição de antigos relés de proteção (verdadeiras

relíquias), bem como fotos e documentos técnicos

históricos, que ilustram o passado desta área no Brasil.

Os visitantes têm a possibilidade de ver os antigos relés

eletromecânicos e estáticos, bem como artigos

técnicos e manuais de algumas décadas atrás, atas de

reuniões do CIGRE e GTP/GCOI/Eletrobrás, entre

outros. O passado da Proteção de Sistemas Elétricos

ilustra a cultura do setor Elétrico Brasileiro.

Foto: Thalita Costa

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