Revista Magno - 2018

colegiomagno

Revista do Colégio Magno/Mágico de Oz sobre atividades realizadas no ano letivo de 2018.

Uma publicação

do Colégio Magno/Mágico de Oz

Outubro de 2018

Quando ler é um

prazer

Magno internacional: o mundo na palma da mão

1


2


Editorial

Uma escola onde

aprender faz sentido

Chegamos a mais uma edição da

nossa Revista do Magno! Quando

a tomar nas mãos, sinta-se convidado

a um passeio por esta Escola

que criamos ainda no ano de 1970

e, desde então, não para de crescer

e evoluir.

Sem modéstia, com orgulho de

quem fez nascer este projeto hoje

tão grande, posso lhe garantir que

vai se espantar, como eu mesma

me admiro cada vez que me chegam

notícias do que nossas crianças

fazem e aprendem. É uma

explosão de vida, de experiências,

de conquistas, de aprendizagens.

No Núcleo Ambiental, uma criança

colhe legumes e folhas frescos

na horta para preparar uma salada,

sob a supervisão de chefs de cozinha,

enquanto cabritinhos recémnascidos

são amamentados.

Ali perto, na Vila Oz, os alunos da

Orquestra do Magno tocam para

seus colegas mais novos, mostrando

como os sons são produzidos

pelos instrumentos. Na piscina,

outros aprendem a mergulhar com

tubos de oxigênio.

Nos diferentes espaços de criação

da Escola, crianças fazem programação,

desenvolvem projetos

maker, inovam. Nas salas de aula,

aprofundam-se na vida acadê-

Myriam Tricate

Diretora do Colégio Magno/Mágico de Oz

mica, tornam-se proficientes em

inglês, constroem competências

socioemocionais... E o que fazem

nas novas bibliotecas, então? E

o que acontece fora da Escola,

nos estudos do meio, nas viagens

internacionais de professores e

alunos, que foram ao Canadá,

Estados Unidos, Paraguai, Polônia,

Portugal e outros países para nos

representar, aprender e mostrar o

que fazem?

Esta lista poderia continuar infinitamente.

Uma parte dessa multiplicidade

de ações (porque nem na

revista conseguimos colocar tudo)

estará retratada nos textos e fotos

desta edição, e também nos vídeos

que podem ser acessados pelos

QRCodes ao pé de cada página.

Podemos dizer com certeza que

o Magno/Mágico de Oz é uma

Escola que se antecipou aos movimentos

que hoje vemos ocorrer na

educação, mundo afora.

O Magno inovou ao romper as

fronteiras da sala de aula; inovou

ao dar relevância à dimensão do

fazer, do realizar, do produzir,

como forma de conferir significado

à aprendizagem; inovou ao

buscar as conexões globais do seu

projeto, inovou ao abrir as portas

do mundo para seus alunos, por

meio de projetos como o Magno

High School. Agora, inova ao colocar

em primeiro plano a dimensão

da sustentabilidade.

Tudo isso está refletido nesta edição,

que tenho muito orgulho em

compartilhar com nossa comunidade

de leitores – que vai muito

além de nossas próprias famílias.

Brasil afora, o Colégio se tornou

exemplo para outras escolas e educadores

que buscam uma educação

com a cara do século XXI. Por

isso, mais do que boa leitura, quero

lhes desejar: uma boa viagem pelo

novo mundo da Educação.

3


4


Realização

Palavra Prima

11 9 9960-3162

Jornalista Responsável

Paulo de Camargo - Mtb 21.761

Redação

Paulo de Camargo

Daniel Morbi

Revisão

Equipe do Colégio Magno

Fotos

Comunicação do Magno: Rodrigo

Messias, Vinícius Silva e Victor Almeida

Tratamento de imagens:

Cecília Laszkiewicz

Produção Gráfica

Orlando Pedroso/Estúdio Bala

Esta revista é uma publicação

do Colégio Magno/Mágico de Oz

Unidade Campo Belo

(Ed. Infantil e

Ensino Fundamental I)

5041-2566

Unidade Olavo Bilac

(Berçário e Ed. Infantil)

5522-1555

Unidade Sócrates

(Ensino Fundamental

e Ensino Médio)

5685-1300

Índice

Editorial 1

Haja coração!!! 4

Dinheiro, pra que dinheiro? 10

Uma aula de democracia no Núcleo Ambiental!12

Um espaço para viver a natureza14

Vila Musical 16

Mágico Day Fest 18

A aventura de ser pai! 20

Expoletra 2018 22

Quando ler é um prazer 24

Todo o sabor de aprender 30

Mágico de Oz é cultura! 32

O sentido do conhecimento 33

África em pauta 38

Semana do Meio Ambiente 43

Iluminando o pensamento 44

Copo zero 46

Laboratórios de criação 48

Alunos que ensinam pais 52

#Inovarparamim 53

O mundo na palma da mão 54

Summer Camp 2018 58

É English! É Festival! É Magno! 61

Física na prática 64

Diálogos literários 66

Arte para além da escola 68

Bons na Escola, bons na vida 72

Jogos para ficar na história. Mais uma vez. 74

Meu amigo refugiado 76

Haja animação!!! 78

Desfrutando a leitura 80

Arte e tecnologia 81

Aprendendo na cozinha 82

O céu é o limite 84

www.colegiomagno.com.br

magno@colegiomagno.com.br

https://www.instagram.com/colegiomagno/

https://www.facebook.com/colegiomagno/

http://www.youtube.com/c/ColégioMagnoOficial

5


Projeto Direitos do Coração

Haja coração!!!

Todo mundo já ouviu falar da Declaração

Universal do Direito das

Crianças. Mas só as crianças do

Mágico de Oz conheceram cada

direito de uma forma tão especial.

Afinal, os direitos da infância podem

ser escritos, publicados, mas

só são realmente assimilados quando

vividos pelas crianças: sentidos,

tocados, representados, com o

corpo, a mente, o coração.

Pois assim foi o projeto Direitos do

Coração, realizado pelas crianças da

Educação Infantil.

Partindo do texto original publicado

pela Unicef, agência da ONU

para a infância, mil atividades

foram realizadas.

Foi um projeto amplo, rico, pleno

de sentido. Cheio de sabores também:

afinal, quem teria o privilégio

de passar por um encontro com

dois chefs de cozinha premiados

para refletir sobre a relação entre

a comida e o cuidado, o afeto, o

carinho? Ou de antecipar, de forma

simulada, a campanha da febre

amarela, entendendo o processo

de vacinação, conhecendo sobre

os riscos da doença e, claro, se

divertindo muito?

O projeto Direitos do Coração se

desdobrou em todas as áreas: matemática,

linguagem, artes, inglês,

corpo e movimento.

O objetivo de tudo, ao final, foi

tornar real para as crianças esse

documento que está entre os mais

importantes da ONU.

Como todos os projetos da Escola,

este também foi pensado com

antecedência, com começo, meio e

fim bem planejados.

A ação de abertura se inspirou

nos versos de Ruth Rocha: “Não

é questão de querer/Nem questão

de concordar/Os direitos das

crianças/Todos têm de respeitar”.

Depois de muitos momentos

especiais, uma grande mostra foi

preparada para apresentar tudo

que as crianças conheceram!

Veja as descobertas das crianças

nessa jornada!

6


Direito à

alimentação

Comer é mais do que matar a

fome. Depois de trabalhar em sala

sobre o tema da alimentação e da

nutrição, as crianças tiveram uma

atividade, literalmente... deliciosa.

Dois chefs de cozinha muito especiais

visitaram as crianças para um

dia repleto de sabores.

Júlia Tricate e Gabriel Coelho

trabalharam na cozinha de grandes

Mas não foram apenas as crianças

que tiveram essa oportunidade

incrível. Foi uma excelente oportunidade,

também, de compartilhar

com as famílias aquilo que as

crianças vivem no seu cotidiano.

Novamente, entraram em cena

Júlia e Gabriel, desta vez para uma

noite de degustação elaborada

pelos cozinheiros.

Assim como fizeram no programa

The Taste Brasil, os chefs prepararam

pratos que foram saboreados

restaurantes internacionais e participaram

do programa The Taste

Brasil, do canal GNT. Júlia, além

de ser a vencedora do reality show,

é ex-aluna do Colégio. No encontro

com as turmas, eles mostraram

como fazer omeletes, saladas e

suco de maracujá.

Os chefs acompanharam os alunos

no Núcleo Ambiental e na horta da

Unidade Campo Belo para colher os

ingredientes necessários, como ovos,

cebolinha, tomates, cenouras, frutas,

tudo fresquinho para as receitas!

As turmas colocaram o avental de

“minichefs” e ajudaram na preparação.

No final, toda a Escola experimentou

as criações culinárias!

pelos convidados. O menu da

noite incluiu cuscuz à paulista,

porco com broa, carne assada e,

para sobremesa, pão de mel com

sorvete feito na hora.

Os pais puderam acompanhar de

perto o trabalho dos chefs.

Além de uma noite de alta gastronomia,

foi um momento de confraternização

entre pais, coordenação

e direção, e de celebração das

conquistas de nossos ex-alunos.

7


Direito

ao lazer e

ao esporte

Jogar amarelinha, andar de carrinho

de rolimã, pular corda... tudo

isso são direitos da infância, sim,

senhor. Todas as crianças têm

direito ao lazer e ao esporte.

Para trabalhar sobre o tema, o

Mágico de Oz proporcionou um

dia delicioso com brincadeiras de

rua, que hoje não fazem mais parte

do dia a dia das crianças.

Recuperar essas formas de lazer

possibilitam também um diálogo

com os pais e avós, que viveram

infâncias bem diferentes, sem a

presença da tecnologia e dos games,

por exemplo.

Além dessa atividade, as crianças

também se tornaram maratonistas,

e participaram da primeira edição

da Corrida Vila Oz, um percurso

especialmente preparado nas Unidades

Olavo Bilac e Campo Belo.

No dia da corrida, cada atleta

demonstrou habilidade, força e

bastante espírito esportivo. Todos

receberam medalhas. Quando o assunto

é o direito ao esporte, todos

são campeões!

8


Saúde não é

brincadeira

No primeiro semestre, um grande

surto de febre amarela assustou o

país. Na TV, nos jornais, nas casas,

não havia outro assunto. E, claro,

as crianças também tentavam entender

o que estava acontecendo,

porque isso assustava os adultos

e pedia uma reflexão sobre o que

poderia ser feito.

Para isso serve a Vila Oz: um

lugar para que as crianças representem

simbolicamente a vida da

qual participam.

Assim nasceu a campanha de vacinação,

que ainda desmistificou

o medo que as crianças sentem

da vacina.

A campanha incluiu todas as fases,

desde a produção dos cartazes

com mensagens de conscientização

até a emissão de um certificado

sanitário.

Finalmente, chegou a hora da vacinação,

com todos os seus personagens:

os médicos, funcionários

dos postos de saúde, as crianças e

seus grandes amigos, os bichos de

estimação.

As turmas se organizaram para

atender quem chegava a aplicar a

vacina em seus bonecos e bichos

de pelúcia – sem seringas de verdade,

claro.

A atividade, inserida no contexto

do projeto Direitos do Coração,

mostrou quanto as vacinas são

importantes para que as crianças

tenham assegurado seu Direito

à Saúde.

A Vila Oz é um espaço criado

para que as crianças representem

simbolicamente a vida da

qual participam.

Esse foi o caso da Campanha

de Vacinação contra a febre

amarela, na qual as crianças

entraram em contato com todas

as situações que envolvem a

vacina e lidaram até com os

próprios receios que sentem!

9


Direito

à Segurança

no trânsito

Toda criança tem direito à segurança.

Para mostrar a importância

desse conceito, os alunos da Educação

Infantil receberam policiais

militares, que foram à Unidade

Campo Belo fazer uma apresentação

de teatro de fantoches sobre

segurança no trânsito. Na peça

“Educando para o trânsito de

maneira divertida”, integrantes do

Centro de Policiamento de Trânsito

da Polícia Militar de São Paulo

mostraram pontos importantes

para um trânsito seguro. Foram

trabalhadas questões como não

falar ao celular ao dirigir, atravessar

na faixa de pedestres, respeitar

a locomoção de idosos e pessoas

com deficiência e não brincar em

vias movimentadas.

Direito

a um sorriso

saudável

Dentre os direitos das crianças a garantia

à saúde foi um dos aspectos

centrais. E quando se fala de saúde,

é preciso falar de higiene bucal.

As crianças da Educação Infantil

receberam uma dentista

para conversar sobre o assunto.

Não qualquer dentista, mas uma

profissional especial, pois também

é ex-aluna do Colégio: a doutora

Adriana Miori, mãe de Rafael e

André, alunos do Mágico de Oz.

Na palestra, ela tratou da importância

do cuidado com os dentes e

com a alimentação. Todos comeram

cenouras, que fortalecem os

dentes e as gengivas. Além disso, a

dentista mostrou a maneira correta

de escovar e explicou sobre as

bactérias que provocam cáries.

Os alunos também puderam tirar

dúvidas e conhecer curiosidades

sobre o assunto.

Todo mundo ficou de boca aberta

com tantas novidades!

Uma dentista mostrou a

maneira correta

de escovar e explicou

sobre as

bactérias que provocam

cáries

10


Mostra marca

fechamento

dos trabalhos

O Mágico de Oz preparou uma

manhã especial para apresentar os

trabalhos realizados pelos alunos.

A Escola ficou repleta de produções

sobre os principais direitos

das crianças: igualdade, proteção,

identidade, saúde, educação, cultura,

amor, infância e solidariedade. Nos

corredores, desenhos, textos, pinturas

e composições que cada aluno

fez sobre esses temas encantaram

pais e convidados.

Uma oficina de brinquedos foi

montada no Núcleo Ambiental e,

enquanto isso, na quadra, todos se

divertiram com petecas, cordas e

carrinhos de rolimã. As crianças

preencheram um documento de

identidade gigante!

Alunos do Infantil I da Unidade

Campo Belo fizeram uma montagem

do texto “A Casa Sonolenta”,

em inglês, e houve contação de

histórias com escritores.

Tecnologia e inovação também

tiveram seu espaço. Para garantir

o direito à identidade, os alunos

prepararam próteses com a impressora

3D, um mapa interativo com

descrições de pessoas de vários

países e usaram programação para

criar um jogo que utiliza áudios e

toques para ensinar braille.

Haja coração!

11


Dinheiro,

pra que dinheiro?

Uma das faces da conquista da autonomia é a que se refere ao bom uso

de recursos econômicos. Aprender sobre o papel do dinheiro,

o sistema de crédito, a poupança e, claro, sobre o consumo responsável

faz parte do trabalho desenvolvido no Mágico de Oz.

12


O que é, o que é? Todo mundo

conhece, mas nem todos sabem

usar? Serve para tudo, mas só ajuda

quem sabe lhe dar valor? Esse é o

dinheiro! Os alunos do Mágico de

Oz vêm aprendendo sobre como

lidar com esse recurso que acompanha

a humanidade há séculos.

Durante o segundo semestre, os

alunos vêm participando de atividades

que mostram a importância do

planejamento financeiro e entram

em contato com assuntos como

a origem e o valor do dinheiro, o

controle dos gastos, a necessidade

de economizar para o futuro e de

gastar conscientemente.

Assim, começam a compreender, já

nos primeiros anos de vida, como

tomar decisões certas traz uma

melhor qualidade de vida.

As crianças já tiveram uma prévia

do projeto. Além de se reunirem

para aprender sobre todos os

aspectos do dinheiro, foram ao supermercado

para comprar tudo de

que precisavam para uma grande

festa. Para isso, prepararam uma

lista de compras e calcularam os

gastos e as economias.

Atividades que envolvem o conceito

e o uso equilibrado de dinheiro

acontecem dentro de vários projetos

e no dia a dia das crianças. E

vem muita novidade por aí!

Educação financeira

As crianças foram ao supermercado

para comprar os itens

necessários para uma festa.

Para isso, prepararam uma

lista de compras e calcularam

os gastos e as economias.

13


Uma aula de democracia

no Núcleo Ambiental!

14


Núcleo Ambiental

Quem vai ser o senador do Núcleo?

O pônei? O peru? A cabra?

E o presidente? As crianças viveram

intensamente um processo

eleitoral para aprender mais sobre

as eleições de 2018, que vêm mobilizando

o país. Foram as Eleições

no Núcleo Ambiental!

Esta foi uma estratégia perfeita

para trabalhar com os alunos sobre

as funções dos nossos governantes

e, principalmente, de promover

valores como o debate de ideias,

a importância das escolhas e as

regras de uma eleição.

Para começar, os alunos leram o

livro Quiprocó na fazenda - Eleições

para prefeito, do jornalista Paulo

de Camargo. Nessa história, os

animais tentam eleger um prefeito

para uma fazenda e descobrem

que um bom político é aquele que

se preocupa com as necessidades

de todos. O autor foi até o Mágico

de Oz para conversar com as

crianças sobre o livro e sobre a

importância das eleições.

Mas o momento mágico foi a

votação, que contou com a participação

das famílias. Com direito

a campanha, cédulas, votos, os

alunos foram ao Núcleo Ambiental,

acompanhados dos pais, para

escolher entre os amigos que já

tanto amam: os bichos!

15


Núcleo Ambiental

Um espaço para

viver a natureza

Carregar um pintinho ou um

coelho, alimentar o pônei, a minivaca,

dar leite aos cabritinhos

recém-nascidos. Sentir a textura do

pelo e das penas, entender por que

existem os ovos, ver a alegria que

os bichos sentem com o contato

afetivo dos seres humanos.... experiências

como essa ficaram muito

distantes das crianças de hoje, que

não vivem mais a vida rural.

Mas, para desenvolver o respeito e

o amor à natureza, não basta ouvir

falar, é preciso ter de fato contato

real e presencial com os bichos, as

aves, as plantas, com as flores...

Foi isso que motivou a criação do

Núcleo Ambiental do Magno/

Mágico de Oz, de forma pioneira

entre as escolas de São Paulo.

Afinal, como manter uma mini-

16


fazenda em plena selva de pedra

que é São Paulo. Tudo é possível

com boas ideias, boas práticas e,

principalmente, vontade e intencionalidade

pedagógica.

O Núcleo é uma explosão de vida

e abre cotidianamente oportunidades

para que as crianças passem

pela experiência de cuidar, ver

crescer, celebrar os seres vivos.

O espaço é tão bem cuidado, com

o acompanhamento de veterinários,

que se tornou também uma

maternidade animal.

Há poucas semanas, por exemplo,

nasceram três cabritinhos. Após

um período de resguardo, já podem

conviver com seus novos amigos:

os alunos do Mágico de Oz.

17


Orquestra do Magno

Vila Musical

Boa música não deve ficar restrita

a ambientes fechados e salas de

concerto. Precisa se espalhar por

todos os espaços, encantar, envolver.

É isso o que está acontecendo,

com cada vez maior frequência,

no Magno/Mágico de Oz.

A mais recente iniciativa nesse

sentido tem como protagonistas

os alunos da Orquestra do

Magno, que foram os primeiros

a participar do projeto “Vila

Musical”.

O projeto aproxima os alunos da

Educação Infantil da linguagem

da música por meio de apresentações

e contato com diferentes

instrumentos, obras e gêneros.

Com a Orquestra

do Magno, a música

se espalha por todos

os ambientes da

Escola. Agora, foi

a vez da Vila Oz

Para a primeira edição deste

encontro, os alunos do Alfa (1º

ano do Ensino Fundamental) se

encontraram com a orquestra de

cordas e sopro do Colégio Magno.

Composta por alunos do Ensino

Fundamental I e II, a orquestra

apresentou um repertório variado,

com canções de Toquinho,

Dorival Caymmi e clássicos como

Leonard Cohen, entre outros.

Um dos aspectos mais belos do

projeto foi colocar em contato

alunos maiores como “tutores”

dos pequenos, sempre com a

orientação do maestro Domingos

Elias, e dos professores e regentes

Leandro Lima e Evelyn Lima.

A Vila Musical é aberta para apresentações

de toda a comunidade

Magno. Não é necessário ser um

virtuose. O importante é querer

mostrar esse maravilhoso mundo

da música às crianças.

18


Com o auxílio dos regentes, os alunos do Magno mostraram como se produz o som

em diversos instrumentos, como o violino, o clarinete e o trompete.

Um dos aspectos mais bonitos do projeto é a troca entre os alunos: aqui, os maiores

tocam para as crianças, em uma rica interação.

19


Comunidade

Mágico Day Fest

Imagine uma rua repleta de desenhos

pelos muros, grupos de dança

mostrando diferentes ritmos e

passos, e todos se divertindo com

uma banda de jazz. Essa rua existe

e fica dentro do Mágico de Oz! A

comemoração do Dia das Mães

encheu a Escola com arte urbana e

com muita emoção. Foi o Mágico

Day Fest!

Para uma plateia cheia, os alunos

apresentaram canções que homenagearam

e emocionaram as

mães (e os pais também!). Além

de demonstrar todo o carinho pela

família, eles mostraram tudo o que

aprenderam nas aulas de Música,

com direito a canções em inglês.

Esta não foi uma apresentação

como qualquer outra. Durante o

evento, uma surpresa: uma banda

de jazz. O grupo Orleans Street

Jazz Band acompanhou as crianças

e não deixou ninguém ficar

parado!

Nas Unidades Olavo Bilac e Campo

Belo, muitas outras atividades

estavam abertas a pais e alunos,

como uma oficina de street dance

e um muro em que as crianças

podiam deixar suas mensagens de

amor. Pelas paredes, muitos trabalhos

feitos pelas turmas, os quais

foram inspirados em expressões

artísticas, como o grafite.

Foi um dia inesquecível, em que o

Mágico de Oz se transformou em

uma metrópole artística, tão grande

quanto o carinho que os alunos

têm pelas mães.

20


21


Comunidade

A aventura de ser pai!

“Só quem é pai sabe que ter filhos

é a mais linda de todas as aventuras.”

Foi com esta frase que pais,

mães e crianças do Mágico de Oz

foram recebidos em uma comemoração

de Dia dos Pais em que

a regra foi pular, dançar, cantar,

correr, se balançar e se divertir! Foi

o Supersábado com o papai!

Durante a manhã de sábado, a

Unidade Sócrates ficou repleta

de alunos das Unidades Olavo

Bilac e Campo Belo. Uma série

de atividades foi preparada por

toda a Escola para que papais e

crianças pudessem brincar juntos.

Teve roda de capoeira, números de

circo, rafting na piscina, esgrima,

pêndulos gigantes no Ginásio

e muitos esportes radicais, com

bicicletas, skates e até carrinhos de

rolimã. Os pais se alegraram como

crianças de novo!

No final da comemoração, as famílias

se reuniram para uma apresentação

musical. E, é claro, o Dia

dos Pais não estaria completo sem

presentes. Desta vez, o presente

teve um significado maior. Cada

pai recebeu um squeeze customizado

com desenhos de seus filhos

e filhas. Essa ação fez parte do

projeto Copo Zero, lançado pelo

Magno, visando a diminuição do

uso de copos descartáveis, reduzindo

o consumo de plástico.

Sustentabilidade e diversão: duas

coisas que os superpais do Mágico

de Oz conhecem bem!

22


Teve roda de capoeira, números de

circo, rafting na piscina, esgrima,

pêndulos gigantes no Ginásio

e muitos esportes radicais, com

bicicletas, skates e até carrinhos de

rolimã. Os pais se alegraram como

crianças de novo!

23 23


Formação de leitores

Expoletra 2018

Palavras para ler, para contar,

para cantar, para pintar, para

programar: em agosto, a comunidade

do Magno descobriu que

a conquista da língua escrita e

falada pode e deve ser celebrada:

aconteceu o Expoletra 2018.

Na Expoletra, foram apresen-

tados de forma criativa e envolvente

os projetos realizados

pelos alunos durante o ano.

A Unidade Sócrates ficou repleta

de trabalhos realizados pelos

alunos, envolvendo a leitura e a

escrita. Foram textos, desenhos

e brincadeiras preparados pelas

crianças, inspirados em diferentes

gêneros, como o conto, a carta,

o diário e muitos outros tipos

de produções que trabalharam a

narrativa, a descrição, a prosa e

a poesia.

As histórias criadas pelas crianças

até se tornaram verdadeiros

livros! Em parceria com a plataforma

Estante Mágica, os textos

que as turmas do Fundamental

I escreveram foram publicados

24


com exemplares reais, que foram

por elas mesmas autografados.

O dia também teve participações

de convidados especiais. A

fotógrafa Marina Klink lançou

seu novo livro Vamos dar a volta

ao mundo?, em que compartilha

suas experiências de viagens por

diferentes locais do planeta com

sua família.

A arte de contar histórias também

foi trabalhada pelos integrantes

do grupo Malas Portam e

com a escritora Patricia Auerbach.

Ciça Magalhães, do projeto

Comendo Histórias, misturou

narrativas e comida em uma

atividade com massinhas 4D,

que tinham aroma de diferentes

ingredientes. A dupla Lalau e

Laurabeatriz encantou a todos

com histórias acompanhadas por

ilustrações feitas ao vivo.

A Expoletra 2018 contou com

uma mensagem de um escritor

especial, que já veio ao Magno/

Mágico de Oz e a quem devemos

sempre prestar homenagens:

Ziraldo. O escritor e cartunista

gravou um vídeo respondendo a

perguntas dos alunos da Unidade

Campo Belo, premiados na

2ª Maratona do Livro Infantil.

Como prêmio, receberam livros

autografados pelo Ziraldo, além

de um quadro feito especialmente

por ele.

A 2ª Maratona do Livro Infantil

é um projeto desenvolvido pela

plataforma digital Árvore de

Livros e o Magno foi convidado

a fazer parte das atividades. Veja

a matéria completa na página 26.

25


Formação de leitores

Quando ler

é um prazer

Formar leitores é um dos desafios

mais importantes das escolas,

em todo os países. Afinal, em um

contexto no qual há tantos atrativos

para crianças e jovens, especialmente

no mundo virtual, o hábito

de ler, mergulhar em uma história,

parar o tempo ao redor, soltar a

imaginação, precisa ser estimulado

e, claro, ensinado.

A primeira regra é: leitura não é

castigo, é prazer. Os livros são

escolhidos conforme os gostos dos

alunos, buscando-se, sem dúvida,

aliar a qualidade do texto, a temática

e o interesse que pode despertar.

Outro aspecto importante é criar

elos entre o ambiente da história e

a vida dos alunos, acrescentando

significação ao texto. É preciso criar

cenários estimulantes, convidar o

aluno a entrar na ficção.

Da mesma forma, trazer o autor

para a escola permite que o aluno

entenda melhor o processo de criação

e se aproxime da obra.

Por fim, leitores gostam de falar

sobre livros. É fundamental criar

redes de crianças e jovens para conversar

sobre os livros e as histórias.

Forma-se, assim, uma comunidade

leitora.

Todos esses princípios fazem parte

de um trabalho constante no Magno/Mágico

de Oz. Ao longo do

ano, as mais diferentes atividades

são realizadas.

Veja, nestas matérias, algumas das

iniciativas deste ano.

26


Férias:

tempo de leitura

Um dos principais fatores que

estimulam a leitura é a formação de

redes de leitores: pessoas que leem

histórias, gostam, querem contá-las,

dividem com os amigos. Um estímulo

tão poderoso que quem se

sente cativado nem pensa se é férias

ou não. Quer mais é ler!

Pois foi isso que aconteceu em julho,

no projeto Leitores de Opinião.

Para escolher seus livros para o mês

de julho, o Ensino Fundamental

I contou com a ajuda dos colaboradores

do Magno e alunos do

Ensino Fundamental II, preparados

para sugerir títulos para os nossos

estudantes mais jovens.

Os “Leitores de opinião” conversaram

com as turmas do 2º ao 5º

ano sobre assuntos, personagens

e narrativas dos livros disponíveis

para empréstimo. Cada aluno levou

para casa os livros desejados.

O Magno tem um sistema de bibliotecas

com opções para todos os gostos.

É estender a mão, pegar e... ler!

27


Livros que dão

em árvore

A leitura literária tem o poder de

promover um olhar para nossos

próprios sentimentos. Conhecendo

os personagens, acompanhando

suas aventuras, seus medos,

seus desejos, também aprendemos

a nos conhecer melhor. Pois essa

característica da boa leitura vem

sendo aproveitada no Magno/

Mágico de Oz para promover o

desenvolvimento de habilidades

consideradas essenciais nos tempos

de hoje – são as competências

socioemocionais.

No Magno, esse foi o objetivo de

um dos projetos dos alunos de 4º

ano da Unidade Campo Belo, que

venceu como o melhor trabalho na

2ª Maratona do Livro Infantil, promovida

pela plataforma digital Árvore

de Livros – que fez um convite

especial ao Magno para participar.

Foram quatro atividades diferentes.

Na primeira, os alunos leram

o livro Zélia, de Cristelle Vallet e

Stéphanie Augusseau, e a crônica

“Uma ideia toda azul”, de Marina

Colasanti.

Os textos, sobre o compartilhamento

de sentimentos, inspiraram

as crianças a escreverem sobre o

que as ajuda a superar momentos

difíceis. Os alunos trocaram

seus escritos e puderam perceber

que compartilhar pode melhorar

nossa vida.

Para a segunda atividade, a leitura

de Flicts, de Ziraldo, e de Amanhecer

esmeralda, de Ferréz, levantou

questões sobre autoaceitação. As

discussões levaram os alunos a

criarem uma música sobre a personagem

Flicts, uma cor que não

se encaixa e se sente isolada pelas

outras.

Lendo Todas as cores de Malu, de

Rosana Mont’Alverne e Maurizio

Manzo, as crianças relacionaram

cores com emoções. Com brincadeiras,

mostraram quais cores

associam à alegria, à tristeza, entre

outras. Depois, desenharam suas

sensações.

A atividade final foi a construção

de um cartaz com o tema “O nosso

jeito Flicts”. O trabalho levou

em consideração tudo o que leram,

colocando as ideias de todos no

papel. Quem foi à Expoletra

conheceu o projeto todo e, claro,

aplaudiu.

28


Cenário perfeito

“Aladim e a lâmpada maravilhosa”,

“Simbah, o Marujo...” todos já se

encantaram com os fantásticos

contos árabes, inclusive as turmas

do 4º ano! Os alunos não só

conheceram essas histórias, como

puderam vivenciá-las.

A ambientação foi preparada com

livros, tapetes, roupas árabes e um

baú cheio de tesouros. Até a lâmpada

mágica do Aladim estava lá!

Tudo para que as crianças entrassem

no clima e participassem de

uma grande sessão de contação de

histórias.

As turmas mergulharam de cabeça

e participaram das narrativas como

personagens. Foi uma ótima maneira

de aprender sobre a maravilhosa

cultura árabe.

A leitura envolve a criação de cenários,

que estimulam a viagem da imaginação.

Nos projetos de leitura do Magno/Mágico de Oz,

cada livro é a porta para um universo novo

de experiências literárias, que são lidas e vividas.

29


Hoje é Dia

de Poesia!

Poesia é para os adultos? Nem pensar.

A linguagem poética, tão própria

para a expressão dos sentimentos,

com ritmo e cadências tão características,

é uma forma de expressão que

as crianças também adoram.

Tanto é verdade que o Dia Mundial

da Poesia foi celebrado no Magno

por todos, sem diferença de idade,

por alunos, professores e colaboradores.

Todos ouviram e se inspiraram

com muitos poemas.

No meio do caminho, tinha… uma

poesia! Baseando-se no famoso verso

de Carlos Drummond de Andrade,

muitas pedras foram colocadas

no caminho dos alunos.

Mas elas não eram comuns. Cada

uma apresentava um Código QR

que, se escaneado no celular, exibia

vídeos dos alunos do 5º ano do

Ensino Fundamental declamando

seus poemas favoritos.

Púlpitos foram montados para que

todos pudessem declamar versos

para a Escola inteira. Nas TVs e

sistemas de comunicação internos,

os alunos puderam ler estrofes de

autores renomados.

Não foram só os alunos que

aproveitaram. À noite, professores

e funcionários se reuniram em um

sarau em que leram textos próprios

e de poetas conhecidos. Um

professor leu poesias que escreveu

quando era adolescente! Textos escritos

pelos alunos também foram

declamados. Novos saraus vêm

sendo realizados ao longo do ano.

Afinal, a poesia está no ar!

30


Espaços vivos

de leitura

Bibliotecas

O projeto pedagógico do Magno/

Mágico de Oz sempre priorizou os

centros de leitura. Mas como deve

ocorrer com todos os espaços

literários vivos, as bibliotecas da

Escola também “pediam” por uma

repaginação que as tornasse ainda

mais aconchegantes e estimulantes

para os leitores. E isso começou a

acontecer há dois anos.

Todas as bibliotecas do Magno/

Mágico de Oz foram modernizadas,

ganharam nova arquitetura,

tornaram-se mais ricas, criativas

e lúdicas.

Nestas fotos, conheça a Biblioteca

da Unidade Campo Belo.

Veja também a primeira parte da

reforma que vai integrar as áreas

externa e interna da Biblioteca

Central, na Unidade Sócrates,

onde está a maior parte do acervo

do Colégio.

Mais do que nunca, a Escola vai

respirar leitura.

Crianças escutam

histórias e conversam em

novo espaço de leitura do

Magno, contíguo à Biblioteca

Central.

Um ambiente aconchegante

para ficar... e ler


Ciência na cozinha

Todo o

sabor de

aprender

Muito antes de a culinária e a gastronomia

terem ganhado espaço

na mídia e na sociedade, o Colégio

Magno criou sua cozinha experimental,

completa.

Ali, acontecem atividades típicas

de um curso de culinária, mas

também projetos interdisciplinares

de todas as áreas.

Todas as semanas, professores de

diferentes áreas procuram a cozinha

para desenvolver atividades

muito especiais, que dão sentido (e

sabor) ao conhecimento.

Recentemente, os alunos do 7º ano

foram para a cozinha para dissecar

o grupo de seres vivos representado

pelos fungos.

Além de conhecerem a anatomia

desse grupo de seres vivos, os

alunos também viram como são

usados pelas pessoas, na culinária.

Na Cozinha Experimental, prepararam

uma receita de linguine com

cogumelos.

Cada classe cultivou seus próprios

32


shimejis para serem usados na

preparação. Além do professor

Humberto, a atividade contou com

uma participação da professora

de Culinária, Adriana Knapp, que

explicou os benefícios nutricionais

dos shiitakes, shimejis e cogumelos

tipo Paris.

No 8º ano, o prato foi... cérebro.

Mas não um de verdade. Esses

alunos, que já analisaram corações,

rins e pulmões, estudaram, desta

vez, o cérebro.

Após conhecerem suas partes,

funções e importância, colocaram

a mão na massa para construir um

“cérebro comestível”.

Na Cozinha Experimental, prepararam

um prato de panetones

e marshmallows, com o cuidado

de reproduzir tudo o que viram

em aula.

O resultado não só ficou semelhante

a um cérebro, como também

estava muito gostoso.

Nhac!

Calaveras

de Azúcar

A Cozinha Experimental pode ser

o cenário de atividades em todas

as áreas. Recentemente, foi o

lugar para uma aula de espanhol,

cujo mote foi uma das festas mais

tradicionais da cultura hispânica:

o Día de los Muertos!

Depois de conhecerem todos os

elementos dessa data e a relação

cultural do povo mexicano com a

morte, as turmas fizeram as tradicionais

calaveras de azúcar, ou caveiras

de açúcar, oferendas entregues

àqueles que já nos deixaram.

Vale lembrar que o Día de los

Muertos também é Patrimônio da

Humanidade para a Unesco.

33


Educação cultural

Cultura!

Mágico de Oz é

Teatro Municipal, Sala São Paulo,

espaços culturais diversos... os alunos

do Magno/Mágico de Oz vêm

tendo a oportunidade de conhecer

diferentes vivências culturais.

No dia 5 de outubro, por exemplo,

os alunos do Infantil II da Unidade

Campo Belo foram ao Teatro

Municipal, uma das joias da Cultura

de São Paulo e do Brasil.

A visita aconteceu no contexto

do projeto Maravilhas do Mundo,

com o objetivo de apresentar aos

alunos um patrimônio arquitetônico

importante da cidade. Conheceram

o auditório, a arquitetura e

as obras de arte desse espaço, que

já recebeu grandes artistas da história,

como Enrico Caruso, Maria

Callas, Verdi e Heitor Villa-Lobos.

No mesmo dia, as turmas de

1º ano foram à Sala São Paulo,

considerado o principal auditório

para a música clássica na América

Latina. Lá, assistindo a um ensaio

aberto dos músicos profissionais

da Osesp, conheceram de perto

o funcionamento da orquestra

sinfônica que é uma das grandes

criações da cultura moderna.

Metais, sopros, cordas, madeiras

integrados em perfeita harmonia,

criando paisagens sonoras pelas

quais os ouvintes viajam.

Quando os alunos não vão aos

espaços, a música vem ao Mágico

de Oz. No Dia das Crianças, os

alunos receberam o Quinteto de

Sopros da Orquestra Municipal

de São Paulo, que veio representar

a história de Pedro e o Lobo, um

dos mais célebres contos infantis.

Com flauta, oboé, clarinete, fagote

e trompa, o Quinteto se apresentou

com os instrumentos determinados

pelo compositor Prokofiev

para representar os personagens,

como o passarinho, a pata, o gato,

o vovô e, claro, o lobo, na ópera

que celebrizou a história.

Assim, a apresentação também

teve um aspecto educativo, ao

apresentar os instrumentos e

convidar as crianças a participar da

narrativa, que também foi enriquecida

com projeção de ilustrações.

Foi uma linda celebração cultural

do Dia das Crianças!

34


Aprendizagem significativa

Para que serve o que aprendemos? Como transformar o que aprendemos em aplicações,

projetos, coisas concretas? Essas perguntas simples traduzem um dos grandes desafios da educação

contemporânea: conferir significado ao conhecimento desenvolvido na Escola.

No Magno, diferentes projetos buscam justamente mostrar aos alunos que aprender

é importante e faz sentido para a vida dos estudantes – não apenas no futuro, mas hoje e agora.

O sentido

do Conhecimento

Energia

e música

O corpo humano é capaz de muitas coisas: correr, chutar,

arremessar, nadar. Mas emitir sons e conduzir eletricidade?

As turmas do 2º ano do Ensino Fundamental descobriram

tudo isso em uma aula que misturou programação, eletricidade

e música no laboratório MagLab.

A atividade faz parte do currículo de aprendizagem criativa,

desenvolvdo pela startup Nave à Vela, parceira do Magno.

Para começar, as crianças viram vídeos do grupo Barbatuques,

que faz músicas apenas com sons do corpo. Depois

de se inspirarem, conheceram como os circuitos elétricos

funcionam por meio de uma atividade diferente.

Todos deram as mãos e formaram

uma roda, representando

o circuito. Um aluno começou

a “corrente”, apertando a mão

do colega ao lado. Cada aluno

passou a “eletricidade” pelo circuito

desse mesmo modo, até

chegar a outro aluno que fez

a vez da lâmpada, que piscava

todas as vezes que a corrente o

alcançava.

Sabendo como o corpo pode

produzir sons e como os circuitos

elétricos funcionam, era

hora de juntar os dois. Usando

kits Makey Makey, fizeram pianos

cujas teclas eram massinhas

ligadas aos seus notebooks.

Mas o som só saía do computador

se os alunos estivessem

encostados uns nos outros, fechando

o circuito. Além disso,

experimentaram os diferentes

materiais do MagLab para ver

quais eram bons condutores

de energia. E nunca mais vão

esquecer o que aprenderam

nesse dia!

35


Explorando a

anatomia do

corpo humano

O corpo humano é um mundo

à parte. São vários órgãos trabalhando

diariamente e em conjunto.

Para conhecer mais sobre

os sistemas que regem nosso

organismo, os alunos do 8º ano

participaram de uma série de

atividades no laboratório, em que

puderam conhecer os órgãos do

corpo humano de perto.

Usando os materiais do laboratório,

as turmas perceberam

melhor o funcionamento de cada

órgão. Com filtros e recipientes,

reproduziram a estrutura de um

rim e compararam com as partes

do órgão real. Com a balança de

precisão do laboratório, mediram

quanto pesa, em média, um

coração.

As substâncias tóxicas também foram

tema das aulas sobre o sistema

respiratório. Após construírem

pulmões feitos de garrafas PET

usando as ferramentas do laboratório,

os alunos perceberam os

efeitos que a nicotina dos cigarros

possui em nosso organismo.

Que horror!

Figurinhas

matemáticas

Em época de Copa do Mundo, é

fácil encontrar pessoas que estão

colecionando figurinhas para o álbum

do campeonato mundial. No

Magno não é diferente! É comum

ver grupos de alunos trocando

repetidas e jogando bafo. Mas há

algo a mais que possa ser feito com

essas figurinhas? Que tal Matemática?

Foi o que aconteceu com os

alunos do 6º ano em uma aula especial

sobre múltiplos e divisores.

As turmas do Ensino Fundamental

II se encontraram com o professor

e coordenador do Ensino Médio,

Carlos Sassi, para a atividade. Os

alunos se dividiram em grupos, escolheram

um dos países que participariam

dos jogos e separaram os

cromos da seleção correspondente.

Usando o número de cada figurinha,

organizaram-nas em um

diagrama de divisibilidade, aprendendo

que há números que podem

ser divididos por vários divisores.

Cada grupo colou as figurinhas nos

diagramas e apresentou o resultado

do trabalho à professora de

Matemática. Foi um bom uso das

figurinhas repetidas!

36


Matemática

na feira!

Contas matemáticas são usadas no

nosso dia a dia em vários lugares!

Isso não se limita só a uma aula de

Matemática. Para colocar isso em

prática, os alunos do 4º ano foram

a uma feira de rua para calcular

os gastos a fim de preparar uma

deliciosa salada de frutas!

Os grupos decidiram quais frutas

iriam comprar e saíram à rua com

prancheta em mãos. Acompanhados

pelas professoras, registraram

o custo de cada fruta e quantas

levariam. Também anotaram

quanto dinheiro deram e quanto

receberam de troco. Assim, usaram

contas matemáticas para checar

quantos reais sobraram após todas

as compras.

Na Cozinha Experimental, prepararam

as saladas de frutas e as

distribuíram nas salas do 2º ano.

Para cada turma, o 4º ano explicou

os benefícios de comer frutas.

Além de conhecimentos financeiros,

os alunos praticaram hábitos

saudáveis!

Debatendo

a greve

Um dos temas que mais impactaram

os noticiários deste ano foi

a greve dos caminhoneiros. Para

conhecer todos os pontos desse

acontecimento relevante no país,

os alunos do 4º ano participaram

de um debate sobre a paralisação.

Em sala de aula, as turmas conheceram

as causas da greve, as

reivindicações dos trabalhadores e

as consequências que os bloqueios

causaram para os cidadãos. Além

disso, trabalharam questões como

a predominância do transporte rodoviário

no Brasil e a manutenção

das estradas.

Com tudo que viram, as três salas

do 4º ano se encontraram para

debater a greve. O objetivo não era

definir opiniões certas e erradas,

mas que todos usassem o debate

para aprofundar os conhecimentos

sobre o tema. Cada um preparou

cartazes e argumentos e os apresentou

na Sala de Teatro.

Os alunos mostraram que, independentemente

da opinião, respeitam

a troca de ideias e que estão

bastante afiados nesse assunto!

37


É caule,

é raiz,

é alimento!

“Plantas” é o tema das aulas de

Ciências do 3º ano do Ensino

Fundamental. Para incrementar as

pesquisas sobre caules e raízes, as

turmas foram ao MagLab, onde

uma cesta cheia de vegetais as

esperava!

O desafio dos alunos foi identificar

e classificar cada um dos

vegetais. Tinha batata, cenoura,

cebola, mandioca e até algumas

plantas não tão comuns, como

cará, gengibre e cana-de-açúcar.

Quais são caules e quais são

raízes? As crianças tiraram fotos

dos itens com os tablets e responderam

a esta pergunta no Google

Keep, fazendo comparações com

os demais legumes. Todos tiraram

a atividade de letra!

Os estudantes conheceram também

outros usos desses vegetais,

como a cana-de-açúcar, da qual se

extrai o álcool. E, claro, em uma

pesquisa dessas, não podia faltar o

momento de provar os alimentos.

Eles experimentaram todos, prestando

atenção ao sabor de cada

um. Foi uma aula deliciosa!

38


RússiaCast

No primeiro semestre a Rússia

esteve na boca de todos os fãs de

esporte. O país estava sediando a

Copa do Mundo de futebol pela

primeira vez, e atraindo a atenção

de muita gente. Para ajudar as

pessoas a conhecerem mais sobre

a sede do Mundial, o 9º ano do

Ensino Fundamental produziu

podcasts cheios de informações

sobre a cultura, a história e os

costumes russos.

A atividade foi elaborada em

conjunto pelas professoras de

História, Geografia e Gramática.

Os mais diversos temas foram

sorteados entre os alunos, como o

Balé Bolshoi, a corrida espacial da

União Soviética, a Linha Transiberiana

e os pontos turísticos mais

importantes.

Nas disciplinas de História e Geografia,

fizeram pesquisas sobre os

assuntos, aproveitando os tópicos

da Revolução Russa e Guerra Fria,

trabalhados em sala. Nas aulas de

Gramática, escreveram roteiros

específicos para a produção de

áudios. Cada grupo idealizou o seu

podcast, completado com músicas

e efeitos sonoros.

Com o auxílio da equipe de mídia

do Colégio, gravaram as locuções e

acompanharam as edições no Estúdio

de Áudio da Unidade Sócrates.

O resultado foram trabalhos que

informam o público sobre o país

mais falado deste ano: a Copa do

Mundo de Futebol.

Localizando-se

no espaço

GPS, Google Maps, Waze, geolocalização…

Todos esses são termos

com que os alunos do 4º ano do

Ensino Fundamental já estão acostumados.

Mas, antes dos celulares e

aplicativos, como as pessoas faziam

para se orientar? Com a bússola,

claro!

As turmas foram ao MagLab para

conhecer mais sobre esse objeto.

Com materiais simples, como agulhas,

água e ímãs, produziram suas

bússolas e descobriram, na prática,

que as agulhas magnetizadas desses

instrumentos sempre apontam

para o Norte geográfico da Terra.

Dessa forma, os alunos conheceram

mais sobre os pontos cardeais

do planeta, que são usados para

orientar pessoas, construir mapas

e até desenvolver os aplicativos de

localização mais populares! Eles

também aprenderam a utilizar a

bússola em uma atividade de orientação

preparada pelas professoras.

Ninguém ficou perdido nessa aula!

39


Década Rede PEA-UNESCO

dos Afrodescendentes

em pauta

Reconhecimento, justiça e desenvolvimento.

Esses são os três

focos da Década Internacional

dos Afrodescendentes, decretada

pela Unesco até 2024. Baseado

nesses pontos, o Colégio Magno

está promovendo uma série de

atividades sobre a cultura africana.

Alunos da Educação Infantil já

participaram de uma oficina de

turbantes. Depois, foi a vez de

os professores se aprofundarem

nesse tema.

Em uma manhã de sábado, os

educadores se encontraram com

integrantes do Coletivo Esperança

Garcia para a oficina “Mãos pretas

40


compartilhando saberes”. A data foi

especial: um dia antes dos 130 anos

da Lei Áurea. A importância desse

dia levantou reflexões que deram o

tom das atividades sobre memória,

identidade e cultura africanas.

Os professores participaram de

conversas sobre arte e educação,

de contação de histórias, performances

artísticas e de fabricação de

bonecas Abayomi. A gastronomia

também teve vez com as “baianas

do acarajé”, que, além de ensinarem

a fazer o prato, explicaram a

história de origem da receita.

africana em visita à exposição Ex

Africa, no Centro Cultural Banco

do Brasil.

Os alunos das Unidades Sócrates

e Campo Belo conheceram obras

de artistas contemporâneos do

Brasil e de oito países diferentes

da África. Os trabalhos abordam

questões como escravidão, memória,

imigração, colonização e cultura.

As turmas viram fotografias e

instalações que retratavam figuras

afrodescendentes importantes, as

cidades africanas e as pessoas, com

suas vestimentas e estilos únicos.

As atividades sobre Afrodescendência

no Colégio seguem os

mesmos princípios de reconhecimento,

justiça e desenvolvimento

propostos pela ONU ao declarar a

Década Internacional dos Afrodescendentes.

Conhecendo a cultura

africana

Em outro projeto, foi a vez de

o 3º ano do Ensino Fundamental

conhecer a riqueza da cultura

41


Todo cabelo é

“maravigold”!

Cada pessoa tem um tipo de

cabelo. Algumas têm o cabelo

mais liso, encaracolado, e outras

têm black power. E todos eles são

demais! Para trabalhar identidade e

africanidade no projeto “Direitos

do Coração”, os alunos do Mágico

de Oz participaram da atividade

“Todo cabelo é ‘maravigold’”.

O dia começou com contação de

histórias com duas convidadas especiais:

Juliana Balduíno e Karimá

Serene, do Coletivo Esperança

Garcia. Usando música e bonecos,

elas apresentaram o livro O mundo

no black power de Tayó, da escritora

Kiusam de Oliveira. A narrativa

conta a história de Tayó, uma

menina que tem orgulho do seu

cabelo crespo. Foi uma oportunidade

para as crianças perceberem

que penteados têm tudo a ver com

a cultura de um povo.

Além de ouvir histórias, os alunos

participaram de uma oficina de

turbantes. Cada um escolheu

o tecido de que mais gostou e

teve seu penteado preparado por

Juliana e Karimá, que explicaram

a importância do turbante nas

culturas africanas.

42


No mundo

de Basquiat

A arte sempre tem vez para os

alunos do Magno. Com o 9º ano

do Ensino Fundamental não foi

diferente. As turmas visitaram a exposição

Jean-Michel Basquiat - Obras

da coleção Mugrabi, em cartaz no

Centro Cultural Banco do Brasil.

A mostra fez uma retrospectiva do

trabalho desse importante pintor

afro-americano.

Os alunos conheceram o contexto

por trás das produções exibidas,

discutindo assuntos relacionados à

história norte-americana nos anos

1970 e 1980. Além disso, temas

como o racismo e a segregação,

tão presentes nas obras, foram

abordados pelas turmas. Esses são

assuntos que foram trabalhados

com prioridade pelo Colégio durante

todo o ano, inspirando-se na

Década Internacional dos Afrodescendentes.

A equipe de Inglês do Colégio

também participou da visita. As

professoras Adriana e Ms. Furtado

estiveram lá para aprofundar

o conteúdo de Artes no idioma

estrangeiro.

O Magno sempre reconheceu a

importância das Artes para a formação

do indivíduo. Além do conteúdo

em sala, o Colégio promove

e incentiva visitas a exposições e a

participação em cursos para alunos

e funcionários. Um dos exemplos

está na parceria que a Escola possui

com o Museu de Arte Moderna

(MAM), que permite a entrada gratuita

de toda a comunidade Magno

nas exibições do museu.

43


Rede PEA-UNESCO

44


Semana

do

Meio

Ambiente

A importância da preservação do

meio ambiente sempre foi pauta

do Colégio Magno/Mágico de Oz.

Durante a Semana Nacional do

Meio Ambiente, não poderia ser

diferente. Nossos alunos participaram

de atividades e conheceram

novas áreas do Colégio focadas na

sustentabilidade.

Alunos do Magno Middle School

visitaram um espaço recém-criado

da Unidade Sócrates: a horta.

Além de um ótimo ambiente de

estudo, os vegetais e temperos lá

plantados serão utilizados no restaurante

da Unidade. Os restos de

comida do almoço serão utilizados

em uma composteira que fornecerá

adubo de volta à horta, em

um ciclo sustentável. É um ciclo

sustentável! Junto com o professor

Mr. Kablan, as turmas do programa

da University of Missouri

se encontraram com o professor

de Robótica, Edson, e com o

programador do Colégio, Milton,

para ver como a programação e a

tecnologia podem auxiliar no cuidado

com as plantas. A atividade

trabalhou não só a sustentabilidade,

mas também o inglês! Esses

alunos serão guardiões da horta e

desenvolverão maneiras inovadoras

para cuidar dela.

45


Rede PEA-UNESCO

o

Iluminando

pensamento

46


Luz representa muitas coisas:

conhecimento, educação, sustentabilidade,

tecnologia, vida.

Comemorado pela primeira vez

pela Unesco em 2018, o Dia

Internacional da Luz celebra o

papel que a luz tem nas nossas

vidas. Esse clima inspirou os

alunos do Colégio Magno/Mágico

de Oz a realizarem vários

trabalhos sobre o tema durante

o mês.

No dia 16 de maio, toda a Escola

se reuniu no Atrium para

uma mensagem especial. Após

assistirem a um vídeo sobre a

importância da luz, a coordenadora

Lígia mostrou os motivos

pelos quais essa data deve ser

comemorada. Foi o estímulo

para que os alunos pensassem

sobre o tema e se inspirassem

para realizar os trabalhos.

47


48


Um dos principais vilões do meio

ambiente, nos dias atuais, é o

plástico. Além de demorar muitos

anos para se degradar, é responsável

pela morte de muitos animais

quando descartado irregularmente

nos ecossistemas. Cabe às pessoas

se conscientizarem para reduzir

seu consumo. No Colégio Magno,

esse primeiro passo já foi dado

com o projeto Copo Zero.

A partir do segundo semestre de

2018, o Colégio removeu todos

os copos plásticos dos bebedouros,

restaurantes e cantinas. Além

disso, canudos descartáveis não

estão mais disponíveis. Essa ideia

surgiu a partir de um trabalho realizado

pelo 4º ano, que estudou

os impactos que o plástico pode

causar no ambiente.

Apoiadas pela direção do Magno,

as turmas distribuíram squeezes a

todos os alunos.

Cada estudante pode trazer seu

próprio squeeze, ou canecas, para

beber água e, ao comprar bebidas

nos refeitórios e cantinas, recebe

descontos se utilizar sua própria

garrafa. Novas estações de

higienização foram instaladas para

limpar esses recipientes.

A campanha Copo Zero é parte

do projeto Planeta Magno 50

Anos, que tem a sustentabilidade

como um de seus pilares.

Copo

Zero

O Magno já reduziu pela metade

o consumo de folhas de papel. Isso equivale a poupar 72

árvores/ano. Sem contar a redução no consumo de energia,

água e insumos. Agora, o plástico é a bola da vez.

49


Inovação todos pedagógica os dias

Laboratórios

Scratch Day

2018

O mundo inteiro unido realizando

atividades que ressaltam a importância

do ensino de programação

de computadores para crianças,

jovens e adultos. Essa é a proposta

do Scratch Day, movimento criado

pela Massachusets Institute of

Technology (MIT). O Magno não

podia ficar de fora e preparou uma

manhã repleta de oficinas.

No Corredor Steam da Unidade

Sócrates, pais e alunos do 2º ao

5º ano do Ensino Fundamental

programaram com a plataforma

Scratch, desenvolvendo jogos e

animações na tela do computador.

Uma atividade com o kit de invenção

Makey Makey transformou

simples bananas em teclas de um

piano, no qual as crianças puderam

criar músicas.

No MagLab, uma oficina de Robótica

foi realizada. Além de realizar

suas próprias criações com peças

de Lego todos puderam mexer em

um robô que respondia a comandos

de um tablet. Ele até dançava!

Já no Ateliê de Artes, a Nave

à Vela propôs um desafio aos

visitantes: criar um dispositivo

capaz de desenhar em uma folha

de papel usando materiais simples,

como papelão e pequenos motores.

Foi a hora de trazer a imaginação

à tona.

O Scratch Day no Magno foi um

sucesso e muitas pessoas mostraram

como programar é legal!

50


de criação

51


Tecnologia

como profissão

Vídeogames se tornaram um negócio

sério, movimentando milhões

pelo mundo e agregando cada vez

mais fãs. E ninguém melhor para

entender como funciona esse mercado

do que um dos criadores de

uma das maiores séries de games

do mundo. Chance Glasco foi responsável

pela franquia Call of Duty

e veio ao Magno para falar sobre

sua experiência na área e seus trabalhos

com realidade virtual.

Aos alunos do Middle School,

High School e Ensino Médio, o

desenvolvedor digital mostrou

alguns dos jogos que o inspiraram

a entrar no mercado e como

foi o processo de criar, junto

com colegas, o estúdio Infinity

Ward. Ele apresentou o processo

de criação de um jogo de grande

escala, além de dar dicas para

quem pretende seguir carreira na

produção de games.

Realidade virtual também foi um

grande foco da conversa. Chance,

hoje, trabalha na Doghead Simulations,

empresa que fundou para

desenvolver produtos em realidade

virtual para os meios corporativo

e educacional. Um programa

que cria salas de reunião em 3D,

completamente virtuais, em que as

pessoas conseguem se ver em tempo

real, é sua mais atual criação.

Em uma sessão de perguntas com

o aluno Vinícius Vieira Freire, do

9º ano, ele deu dicas e mostrou

suas perspectivas para o futuro

da tecnologia. No final, os fãs de

games fizeram fila para conhecer

o responsável por seus jogos

favoritos.

Chance Glasco veio ao Colégio

Magno em uma parceria com a

Full Sail University.

52


Práticas

inovadoras

Durante todo o primeiro semestre

de 2018, o Magno/Mágico de

Oz foi casa de muitas atividades

que saíram do lugar-comum e

inovaram na maneira de passar

os conteúdos necessários. Para

encerrar o primeiro semestre com

chave de ouro, a Escola organizou

o II Painel de Práticas Inovadoras,

em que educadores puderam

trocar experiências e prestigiar os

trabalhos dos colegas.

Professores, coordenadores, auxiliares

e recreacionistas inscreveram

mais de 40 projetos inspiradores.

Os temas foram os mais diversos

possíveis: desenvolvimento de

apps que monitoram a qualidade

da alimentação, uso de programação

em atividade sobre deficiência

visual, produção de revistas

eletrônicas e atividades de reconhecimento

corporal em inglês são

alguns dos muitos exemplos de

trabalhos inscritos.

Em um evento para todos os colaboradores,

alguns projetos foram

apresentados. Foi um momento

em que todos puderam se inspirar

nas criações dos colegas e uma

maneira de celebrar tudo o que foi

alcançado nesta primeira metade

do ano. Um e-book será produzido

com todas as atividades. Parabéns

aos nossos educadores!

53


Tecnologia e inovação estão no

DNA do Magno.

Uma prova está na parceria de

sucesso que o Colégio promoveu

com o Google, utilizando ferramentas

on-line para tornar o

ensino mais atual.

Mas o Magno acredita que esse

movimento não pode ficar

fechado dentro da Escola, e sim

disponível a toda a comunidade.

Por isso, o Colégio promoveu a

primeira oficina Google para os

pais dos nossos alunos.

Em um sábado de manhã, as salas

ficaram cheias de pessoas interessadas

em saber mais sobre a plataforma

digital utilizada na Escola

todos os dias.

Mais de 40 famílias conheceram

os profissionais do Magno, que

são educadores certificados Google,

e também os alunos-tutores de

tecnologia do Colégio.

No corredor Steam da Unidade

Sócrates, participaram de uma

série de atividades de diferentes

matérias, em que conheceram o

Classroom, Documentos, Planilhas,

Formulários e outras aplicações.

Até o Google Home, que

responde a perguntas em Inglês

instantaneamente, foi apresentado,

surpreendendo a todos!

Essa é a primeira de muitas

iniciativas que o Magno está

preparando para expandir este conhecimento

para toda a comunidade.

Outras oficinas acontecem,

mostrando a todos os benefícios

que a tecnologia introduz não somente

na educação, mas também

no nosso dia a dia.

Alunos que

ensinam pais

54


Inovação pedagógica

#inovarparamim

Com o uso da plataforma Google

for Education, alunos e professores

produziram uma série de

atividades diferentes e importantes

nos últimos anos. Um

desses trabalhos foi reconhecido

nacionalmente, no evento #inovarparamim,

realizado na sede do

Google no Brasil, com a presença

de líderes globais do Google,

como Alexandre Campos, Head

do Google for Education Brasil;

Johnathan Rochelle, diretor de

Gestão de Projetos e Jason Wong,

gerente de produto..

O projeto Reciclando Rios, realizado

pelos alunos do Magno, que

foram orientados pela professora

Daniela Camargo, e pelas coordenadoras

Ligia Brull e Sueli Salgado,

chamou a atenção do Google

pelo uso das ferramentas on-line

para beneficiar a sociedade. Nele,

os estudantes elaboraram um

método de purificar a água do

córrego Congonhas. Usando um

forno solar, elaborado pelos alunos,

conseguiram desenvolver um

sistema de hidroponia e tornar a

água quase potável. O projeto do

Magno foi retratado em um vídeo

internacional produzido pelo

Google e ficou em exibição na

página global da empresa - uma

rara deferência.

O Colégio, representado pelo aluno

Renan Nunes, foi convidado

a apresentar os resultados desse

trabalho, junto com escolas e representantes

de educação de todo

o país. Além disso, a coordenadora,

Ana Paula Piti, apresentou

projetos de sucessos do Magno.

Nossos alunos tutores também

compareceram para auxiliar

convidados a conhecerem as mais

recentes ferramentas digitais.

55


Magno Internacional

O mundo

na palma da mão

Pedro Rocha, do 1º ano do Ensino

Médio e do High School do

Magno, jamais imaginou viver uma

experiência semelhante. De repente,

estava lá, fazendo a síntese

final das discussões entre jovens de

várias partes do mundo, reunidos

em Edmonton, no Canadá, no

Painel Intergovernamental sobre

Mudanças Climáticas (IPCC). À

sua frente, um auditório repleto de

cientistas, educadores, autoridades,

tratando de um dos temas mais

sérios do atual momento. O texto

maduro, a postura adequada, a fala

envolvente mereceram menção

especial dos organizadores.

Para a coordenadora Luiza Dutra,

que o acompanhou, a experiência

superou todas as expectativas e

mostrou quanto os alunos estão

prontos para expor suas ideias.

“Quando falamos sobre mudanças

climáticas, não estamos falando

sobre problemas simples que enfrentamos

todos os dias. Estamos

falando da nossa continuidade no

planeta”, afirmou Pedro durante a

abertura da conferência.

Corta a cena. Agora estamos no

interior do Paraguai, em um dos

sítios mais preservados das Missões

Jesuíticas. Isabella Sérvulo, do

9º ano, representava o Magno e o

Brasil no III Foro Nacional y II

Foro Internacional de Patrimonio

Joven, reunindo jovens de vários

países para debater e se conscientizar

sobre a conservação de

patrimônios pelo mundo.

Além de participar das discussões,

Isabella apresentou um trabalho

sobre a capoeira. Após a pesquisa,

ela produziu um vídeo, totalmente

em espanhol, em que explica a

história e as características dessa

expressão cultural.

Ex-capoeirista, Isabella esbanjou

conhecimento. “Como eu

sabia que estaria representando

o Brasil, quis escolher algo que

representasse o país inteiro e fosse

56


algo interessante”, ela afirma. A

delegação do Colégio, que incluiu

a professora Gisele, foi muito elogiada

pela coordenação do evento

pelo projeto.

Agora vamos para o Vale do Silício,

na Califórnia. Os coordenadores

da Tecnologia Educacional do

Colégio Magno, Fernando Malta

e Alexandre Gutierrez, estão no

coração mundial da indústria da

inovação para visitar algumas empresas

que estão mudando a forma

pela qual acessamos o conhecimento.

Google, Udacity, Udemy...

cada visita evidenciou o impacto

disruptivo das novas plataformas

de acesso à informação.

Os exemplos são muitos. Em

2018, o Magno cruzou o planeta

para aprender com outras experiências

e também para mostrar o

que faz. Viagens de formação, de

intercâmbio, de debates, envolvendo

alunos, professores, coordenadores,

direção. A coordenadora de

Projetos e Inovação, Ana Paula

Piti, foi à Lisboa e ao Porto, em

Portugal, para participar de um

encontro internacional de Arte e

Educação. Lá, Piti visitou escolas

célebres pelo trabalho realizado no

campo da arte e da cultura, como

a Antônio Arroios, em Lisboa, e a

Escola da Árvore, no Porto.

Para Portugal, segue agora o coordenador

de Ciências do Magno,

Raildo Alencar, acompanhado das

alunas Giovanna Hayashi e Ana

Beatriz Pinheiro Costa.

A diretora geral Myriam Tricate,

acompanhada de sua equipe,

visitou diversos projetos inovadores

no Canadá e em Nova York,

incluindo idas à sede da ONU

e ao Ministério da Educação de

Ontário.

Onde houver boa educação, lá está

o Magno. Ainda neste semestre,

por exemplo, a coordenadora Sueli

Joana irá à Polônia se preparar

para desenvolver um projeto com

os alunos sobre oceanos para

apresentá-lo em um congresso

naquele país, acompanhada pela

aluna Bruna Candelária.. Afinal,

o mundo é pequeno demais para

quem quer tanto ensinar e tanto

aprender!

57


Oscar 2018

Todos os anos, os cineastas e artistas

mais renomados celebram, no

Oscar, o trabalho que realizaram.

No Magno, acontece a mesma

coisa! Como parte das atividades

sobre superlativos nas aulas de

Inglês, os alunos do 7º ano participaram

da nossa própria versão da

premiação mais famosa do mundo.

As turmas votaram em diversas

categorias, como “The most

polite”, “The happiest”, “The

most responsible” e “The friendliest”.

Com o resultado em mãos,

a professora Roberta preparou a

premiação, com estatuetas feitas

na cortadora a laser do Colégio e

pintadas pelos estudantes. Todos

ficaram ansiosos para conhecer os

vencedores!

As turmas vieram a caráter para

o Colégio, com vestidos, ternos

e roupas bastante criativas. Foi

um evento digno de Hollywood,

com envelopes com os nomes dos

premiados. Os mais votados receberam

o Oscar e fizeram discursos,

tudo completamente em inglês.

Além de uma maneira de confraternização,

a atividade trabalhou

o uso dos superlativos no idioma.

Cada categoria foi um uso diferente

deste grau de comparação,

que os alunos puderam colocar em

prática. Foi uma ótima maneira de

aprofundar os estudos!

Estratégias como a do

Oscar 2018 permitem que

os alunos se expressem,

improvisem, utilizem a

língua em situações reais

de uso. Além de desenvolverem

a fluência, também

aprimoram o trabalho

sobre as chamadas competências

socioemocionais

58


Aulas de

esporte...

ou de inglês?

No Colégio Magno/Mágico de

Saber de fato inglês abre muitas

portas. O que muitas vezes se

esquece é que há oportunidades

que podem ser bem

aproveitadas aqui e agora. É

o domínio das estruturas da

língua que permitiu aos alunos

viver a incrível oportunidade de

ter uma aula com John Kelly

Oz, o estudo de inglês não fica somente

na sala de aula. O idioma é

falado em vários ambientes, como

na horta, no teatro, no laboratório

MagLab… e na Sala de Lutas!

Os alunos de Functional Fight

tiveram uma experiência: aulas

ministradas por um atleta internacional,

completamente em inglês!

O lutador e treinador de MMA,

John Kelly, veio do Canadá para

apresentar técnicas de lutas às

turmas. Assim como faz com seus

alunos no exterior, ele realizou

uma série de exercícios, focando

socos, chutes e proteção.

Tudo isso com um detalhe: John

fez questão de que tudo, das perguntas

às interações entre alunos,

fosse em inglês. Assim, todos

puderam praticar o idioma em um

ambiente diferente, onde descobriram

novas palavras e aprimoraram

o vocabulário. Até alunos de fora

quiseram participar!

Ao final, houve um momento para

conversar com o professor e tirar

dúvidas sobre o Canadá e o esporte.

A proficiência na língua inglesa

dos nossos alunos foi elogiada!

59


Magno Middle e High School

Summer Camp 2018

Em julho, os alunos

do Magno High School

foram à Universidade

do Missouri para viver

experiências educativas e

culturais no campus.

Foi uma experiência que

levou ao crescimento

acadêmico

e também pessoal.

No Colégio Magno, os alunos do

Magno High School têm contato,

no Brasil, com um currículo reconhecido

por instituições de ensino

de vários países. Nas férias de julho,

essa experiência internacional

alcançou os Estados Unidos!

Professores e estudantes do programa

participaram do Summer

Camp, no qual tiveram a oportunidade

de conhecer o campus da

University of Missouri e participar

de diversas atividades de desenvolvimento

pessoal, acadêmico e

profissional.

Além de explorarem todas as áreas

acadêmicas de uma das maiores

universidades dos Estados Unidos,

nossos explorers trabalharam

em grupo com jovens de todo o

mundo e desenvolveram aspectos

próprios de planejamento de

60


carreira, como interesses, personalidade,

valores e habilidades.

Os alunos conheceram a Suprema

Corte americana, onde participaram

de workshops em que assumiram

o papel de juízes e advogados.

No Harry Truman Museum, estudaram

casos em que tiveram que

agir como verdadeiros secretários

de Estado.

Em visitas guiadas a grandes empresas,

como Boeing, Monsanto e

Anheuser-Busch, aprenderan sobre

o seu funcionamento interno.

A viagem também teve momentos

de entretenimento, em que os alunos

visitaram estádios esportivos

e acompanharam uma partida de

beisebol.

É uma experiência para ficar marcada

na vida!

61


Cientista

da Mizzou

University

ganha

Nobel

de Química

A Universidade do Missouri está

celebrando a conquista de um

Prêmio Nobel. O pesquisador da

Mizzou, George Smith, ao lado

do britânico Gregory Winter e

de Frances H. Arnold, ganhou o

prêmio científico mais importante

do planeta por pesquisas sobre a

clonagem de peptídeos, moléculas

formadas pela ligação de aminoácidos

(que formam as proteínas). O

trabalho tem impacto na pesquisa

contra o câncer, ao permitir a criação

de anticorpos artificiais.

O prêmio de George Smith pode

assim também ser celebrado pelas

turmas do Magno do Middle e do

High School, que, afinal, também

são alunos da Mizzou!

62


Magno Internacional

É English!

É Festival!

É Magno!

63


64


Quando se percebe que um aluno

efetivamente aprendeu inglês?

Quando vai bem na prova, quando

se dá bem em uma situação de

aula? Ou quando está diante de

um público, ao vivo e em cores,

desempenhando um papel e

improvisando? Evidentemente, a

proficiência tem a ver com o uso

do idioma em situações reais, e

é justamente esse o objetivo do

English Festival Night.

A cada ano, alunos do Ensino

Fundamental II e Médio apresentam-se

para suas famílias, em

um teatro de verdade, vivendo

papéis ao mesmo tempo leves e

engraçados, mas sérios e rigorosos

do ponto de vista acadêmico. Os

temas sempre estão ligados ao que

vivem na vida real, pois o objetivo

é justamente que o conhecimento

tenha significado. Em 2018, dentro

dessa linha, os alunos realizaram

esquetes, cantaram, dançaram e

atuaram de acordo com os temas

das séries de TV.

Friends, Game of Thrones, Glee, Stranger

Things e muitas outras séries

foram adaptadas e interpretadas

pelos próprio alunos!

No Salão das Américas do Hotel

Renaissance, os adolescentes

do Magno encarnaram icônicos

personagens, como a Rainha Elizabeth

II, em The Crown, a médica

Meredith Grey, de Grey’s Anatomy,

e a advogada Annalise Keating, de

How to Get Away with Murder. Pais,

colegas e professores também

acompanharam números de canto

e de dança de tirar o fôlego!

A edição deste ano trouxe novidades.

Além da habilidade no inglês,

os alunos mostraram que também

sabem tudo de espanhol, em uma

cena do sucesso La Casa de Papel!

Além disso, este foi o primeiro

English Festival Night que contou

com a participação do novo

professor de teatro e ex-aluno do

Colégio, Leonardo Todeschini.

Assim como as apresentações

anteriores, essa também ficou para

a história. Os pais, que lotaram

a plateia, puderam ver que seus

filhos são talentosos jovens, já

capazes de se expressar em uma

outra língua.

65


Ensino Médio

Física

na prática

66


Para os alunos da 2ª série

do Ensino Médio, sábado pode ser

um ótimo momento para... ter aulas

de Física! Tanto é verdade que

os alunos compareceram em peso

para participar de uma atividade

diferente no Laboratório de Física

do Magno: uma competição entre

braços hidráulicos.

A turma se dividiu em grupos

e cada um montou seu próprio

braço hidráulico usando materiais

simples, como papelão, palitos e

seringas. Com base em conceitos

da matéria, como força e pressão,

encheram as seringas com líquidos

coloridos e conectaram-nas em

diferentes partes das construções,

fazendo com que se mexessem

usando somente a movimentação

dos êmbolos.

No Laboratório, colocaram suas

criações à prova. Com o auxílio do

professor Sérgio, analisaram qual

braço apresentava maior mobilidade

e capacidade de segurar materiais

mais pesados por mais tempo,

bem como a altura que cada um

alcançava. Os grupos vencedores

receberam um bônus para a média

do semestre, mas a participação

e o interesse de todos foram os

destaques desta manhã!

67


Ensino Médio

Diálogos

Literários

68


Como se desenvolve a qualidade

do trabalho de redação? Pode ser

em uma aula inspiradora, certamente,

mas também em um espaço

maker ou em uma disputa de

auditório, onde quem perder leva

bolo na cara. O que importa é que,

ao final, todos tenham assimilado

conceitos-chave, aprofundado a

compreensão de um tema e, claro,

produzido textos com as características

desejadas.

Este é o espírito do projeto Diálogos

Literários. Nessas atividades,

desenvolvidas pelos professores

Éder e Daniela, os alunos entram

em contato aprofundado com as

obras literárias dos principais processos

seletivos, como a Fuvest.

Além de explorar aspectos interdisciplinares,

os Diálogos Literários

deste ano estão com novo

formato, trabalhando os livros de

modo mais dinâmico.

Na aula sobre Iracema, romance de

José de Alencar, após uma exposição

sobre a obra, as turmas foram

ao Atrium da Unidade Sócrates

para uma disputa que testou o conhecimento

de todos. Em um jogo

de perguntas e respostas sobre o

livro, quem demorava para responder

levava uma torta na cara – até

os professores.

Este é apenas um exemplo. Os

alunos também foram ao espaço

maker do Colégio para desenvolver

projetos de arte ligados ao

tema trabalhado. Outras estratégias

ainda serão desenvolvidas até o

final do ano. Em todas, o aluno é

um protagonista de seu processo

de aprendizagem e se torna autor

de seus pensamentos e textos.

69


Arte

Ensino Médio

Ar

te

para além

da Escola

70


O curso de História da Arte para a

1ª série do Ensino Médio vai muito

além do estudo de movimentos

artísticos do passado. Discute

também a relação das pessoas com

a arte nos dias de hoje. Para pensar

sobre o uso da arte no espaço

público, os alunos prepararam

desenhos para serem expostos em

um lugar de destaque: a calçada

próxima ao Colégio.

Inspirados na obra do artista contemporâneo

Marcos Gorgatti, que

trabalha com design gráfico e arte

urbana, utilizaram pisos pretos e

brancos com padrões geométricos,

como os utilizados nas famosas

calçadas com o desenho do estado

de São Paulo. O desafio era fazer

novas combinações de cores e

formatos, desenvolvendo novos

desenhos.

Foram criados modelos de calçadas

que representassem cada uma

das quatro turmas de História da

Arte. Esses modelos foram, então,

colocados em votação no Facebook

do Colégio. Em uma parceria

com o Colégio Marajoara, vizinho

ao Magno, a calçada compartilhada

pelos dois colégios foi reformada

utilizando o desenho mais votado

na enquete. O Marajoara também

pretende realizar seus próprios

desenhos, deixando a calçada ainda

mais bonita!

71


72


Os alunos tomaram a iniciativa de transformar

uma discussão no campo da história da arte em

uma intervenção na estética da calçada nos arredores

do Colégio. E lançaram mãos à obra, trabalhando

como arquitetos e artífices de sua criação.

73


Ensino Médio

Bons na Escola

bons na vida

Quando instituições respeitadas

como o Insper, a FGV, o Ibmec e

a recém-criada Faculdade Albert

Einstein recentemente introduziram

em seus vestibulares a avaliação de

competências socioemocionais (ou

soft skills), professores e alunos de

muitas escolas ficaram de cabelo em

pé. E agora? Ninguém havia “estudado”

para isso, tampouco sabia-se

como proceder. De repente, competências

individuais como a capacidade

de trabalhar em grupo, comunicar-se

bem, resolver problemas passaram a

contar pontos, além do domínio de

conteúdos das disciplinas do Ensino

Médio. Isso tirou do páreo alunos

bem preparados academicamente.

Para os alunos do Magno, não houve

susto algum. Dos 11 alunos que

prestaram Insper em 2017, 6 foram

aprovados; todos os 14 que se

inscreveram para o Ibemec passaram

e 3 dos 7 candidatos da Escola foram

aprovados na FGV.

Para o coordenador do Ensino

Médio, Carlos Sassi, não há nenhum

mistério no sucesso diante de um

tema ainda emergente. “Não existe

aula de soft skills, pois tais competências

são desenvolvidas ao longo de

toda a escolaridade”, explica. “Mas

isso já faz parte do pacote Magno”,

brinca.

Com isso, Sassi quer dizer que, além

de conseguir um preparo acadêmico

consistente, os alunos passam por

experiências e situações nas quais

desenvolvem também as competências.

“Esse é o caso dos cursos

como o Speech, no High School,

nos debates das aulas de Sociologia

e Filosofia, em visitas a museus e

espaços culturais, discussões sobre

os mais diversos temas e na ação

concreta, como no trabalho de

voluntariado”, explica a educadora

Raquel Campos, que ao lado de

Sassi coordena o Ensino Médio,

além de ser responsável pelo projeto

de voluntariado E Eu com Isso.

O resultado final é o mais importante:

os alunos se credenciam a

tocar seus projetos, quaisquer que

sejam. “Uma das coisas mais legais

para mim foi ver que meus amigos

entraram naquilo que queriam,

independentemente do curso.

Ninguém levou prêmio de consolação”,

diz a ex-aluna Paula Lobo,

aprovada em Engenharia Química

na Poli e Engenharia de Alimentos

na Unicamp, em primeira chamada.

74


A avaliação de competências socioemocionais

é tendência internacional

e tende a chegar ao ensino

superior brasileiro como um todo.

Para o pesquisador Tadeu da Ponte,

do Insper, a avaliação das soft skills

dá uma visão do que aconteceu ao

longo da vida escolar.

No Insper, o exame da segunda fase

consiste em dinâmicas e entrevistas.

É apresentado um dilema ao vestibulando

e o entrevistador busca saber

como o candidato constrói seus

argumentos. Ou seja, não se buscam

opiniões ou respostas conclusivas,

mas as estratégias mentais para construir

uma ideia e expressá-la, em um

tempo curto.

Enquanto o domínio de conteúdos

evidencia os conhecimentos acumulados

pelos alunos, as competências

cognitivas representam a capacidade

de articular os saberes e transformá-los

em ação. As competências

socioemocionais representam um

conjunto de habilidades que possibilita

aos alunos conhecerem a si mesmos,

entenderem as suas próprias

emoções, desenvolverem empatia,

trabalharem coletivamente, expressarem

ideias e resolverem problemas

reais da vida.

O mundo de hoje pede que os

jovens terminem o Ensino Médio

bons na escola, mas sobretudo bons

na vida. Para Sassi, o bom desempenho

apresentado pelos alunos do

Magno nessas provas mostra que

esse é, de fato, um dos pontos fortes

do trabalho do Ensino Médio realizado

no Magno.

Visita a museus e a busca de novos olhares sobre a realidade faz parte

do trabalho realizado na Escola.

Os alunos têm visitado diferentes instituições, e conhecido suas propostas

e estruturas de ensino. Acima, uma visita ao Ibemec.

Expor ideias, atuar, defender pontos de vista é essencial para o desenvolvimento

das soft skills. Aqui, alunos encenam o julgamento de Sócrates.

75


Olimpíadas do Magno

Jogos para ficar na história.

Mais uma vez.

Está na memória de ex-alunos, de

adultos que passaram por outros

colégios, de professores: as Olimpíadas

do Magno marcaram época.

Marcaram, não! Ainda hoje, os

jogos olímpicos do Colégio Magno

representam um dos grandes

eventos esportivos para crianças e

jovens escolares em todo o Estado.

Isso não acontece por acaso.

Tudo é preparado com antecedência,

com minúcias de planejamento

e sempre com o objetivo

de mostrar, de fato, a relevância

dos esportes na formação humana.

Daí o brilho das aberturas,

como a que ocorreu em 2018,

sempre com um tema relacionado

às ênfases no campo pedagógico.

Neste ano, o conceito escolhido

foi o da biodiversidade, e os jogos

começaram ao som de música,

literalmente.

O mestre de cerimônias foi o

professor de Teatro e ex-aluno

do Colégio, Leonardo Todeschini,

acompanhado pela orquestra

de cordas, sopro e percussão da

Escola, que, neste ano, conta com

52 violinistas.

O tema da biodiversidade esteve

representado nos números apresentados

pelos alunos de Jazz,

Balé, Sapateado, Urban Dance

e Circo. A professora Olivia,

que ministra cursos de dança

no Magno, cantou e encantou

durante o espetáculo!

Com todos os esportistas em quadra,

a aluna Gabriela Negrão de

Brito Vianna, do 9º ano A, fez o

juramento do atleta. Representando

a internacionalização do Magno

e a importância que a Escola dá

à cultura, o professor do High

School, Mr. Cowie, e o professor

Domingos, regente da orquestra

do Colégio, hastearam as bandeiras

do Brasil e de São Paulo, respectivamente.

A noite também foi cheia de participações

especiais. A mais inusi-

76


tada delas foi a do novo membro

da família Magno: um robô. Ele

hasteou a bandeira do Magno durante

a execução do Hino Nacional

e, em uma enquete em tempo

real, pais e alunos escolheram seu

nome. O nome mais votado foi

Magnético! Ao receber o resultado,

o robô ficou tão contente que até

dançou no Ginásio!

Atletas profissionais também abrilhantaram

o espetáculo. O ex-aluno

do Magno, Felipe Ho Foganholo,

vencedor do Prêmio Brasil

Olímpico como melhor escalador

esportivo do país no ano passado,

esteve presente para hastear a bandeira

olímpica e acender a tocha

após um belo número com fogo.

A tocha foi passada às mãos da

judoca Sarah Menezes.

A primeira mulher do país a

receber uma medalha olímpica

de ouro no judô, em 2012, Sarah

acendeu a pira olímpica, dando

início às Olimpíadas Magno

2018! Ela também participou de

uma exibição com o professor

Max Trombini, um dos principais

técnicos do esporte no Brasil, e

os alunos de judô do Colégio.

Ao fim da noite, Felipe e Sarah receberam

pais e alunos para fotos e

autógrafos. Foi uma abertura para

ficar guardada na memória. Mais

uma vez.

77


Cidadania global

Meu amigo

refugiado

O futebol é mais do que um

esporte. É uma atividade que une

pessoas de várias partes do mundo

sob uma mesma paixão. E isso foi

visto no Magno, em plena Copa do

Mundo, quando imigrantes refugiados

acompanharam, no Colégio,

um jogo da seleção brasileira no

Mundial.

Por meio do projeto “Meu Amigo

Refugiado”, da ONG Migraflix, alunos

do Ensino Médio e professores

conheceram jovens do Congo e de

Angola, do Movimento de Apoio à

Integração Social (Mais), e os convidaram

a assistir a um dos jogos da

Copa junto com toda a Escola.

Mas o esporte não ficou só na telona.

Nossos estudantes e convidados

levaram toda a confraternização da

Copa para o Ginásio. Por iniciativa

própria, começaram uma partida

durante o segundo tempo do jogo,

a qual foi acabar horas depois do

fim da disputa da seleção.

Foi um dia em que o esporte colocou

as diferenças de lado e aproximou

nações.

O tema dos refugiados está entre as

maiores preocupações da Unesco,

hoje, e os alunos do Magno deram

uma aula de cidadania global.

78


79


Voluntariado educativo

Haja animação!!!

80


Preparar-se para o cinema e assistir

a um filme empolgante deixa qualquer

criança feliz. E se o programa

incluir cinema 3D, oficinas de

animação e um mergulho no mundo

da produção cinematográfica?

Pois então imagine-se a felicidade

das crianças atendidas pela ONG

Recica, parceira do Magno, que

tiveram acesso especial ao Festival

Anima Mundi.

Não se trata de qualquer festival.

O Anima Mundi é um dos eventos

de cinema de animação mais

prestigiados do planeta. Na edição

paulista, graças a uma parceria

com a Rede PEA Unesco, da qual

o Magno participa, os alunos do

Projeto “E Eu com Isso” puderam

dar início a uma nova etapa do

trabalho de voluntariado.

Nas oficinas no Memorial da

América Latina, as crianças conheceram

várias técnicas utilizadas

para criar animações. Fizeram

desenhos animados quadro a

quadro, usaram massinhas para

criar personagens em vídeos stop

motion, fantasiaram-se para criar

uma história em fotos na oficina

de pixelation e utilizaram um dos

mais antigos equipamentos para

criar imagens em movimento: o

zootrópio, do século XIX.

Além de produzirem animações,

todos puderam experimentá-las de

maneiras inovadoras. O destaque

foi a estação de realidade virtual,

em que assistiram desenhos em

360°. Em alguns, puderam até

mesmo interagir com as animações,

como se estivessem dentro

delas.

O Colégio Magno e a coordenação

brasileira do Programa de Escolas

Associadas da Unesco foram

parceiros institucionais do Festival

Anima Mundi.

81


Escola que aprende

Desfrutando

a leitura

O segundo semestre começou repleto

de Literatura no Magno/Mágico

de Oz. Além das atividades

em sala de aula, a leitura fez parte

do início do mês de vários colaboradores

do Colégio. Como parte

do projeto Escola que aprende,

professores, auxiliares, inspetores

de alunos, motoristas, profissionais

de limpeza e da administração

participaram juntos de uma visita

especial à Bienal Internacional do

Livro de São Paulo.

No evento, puderam conhecer

diferentes obras e autores, além de

títulos infantis para seus familiares

e para uso no Colégio. Além de

adquirirem livros, puderam trocar

seus exemplares antigos na Incrível

Máquina de Livros, que oferecia

obras-surpresa para os visitantes.

A tecnologia e a inovação também

tiveram vez, com telas de reconhecimento

facial e estandes que

previam as salas de aula do futuro,

cada vez mais colaborativas.

No fim da manhã, todos saíram

repletos de páginas e histórias,

prontos para disseminar o prazer

pela leitura. Principalmente, tiveram

a oportunidade de compreender

melhor a proposta educativa

do Colégio onde atuam.

82


Escola que aprende

Arte e tecnologia

Ensinar também é um ato de

aprender. Por isso, o Magno/Mágico

de Oz incentiva a capacitação

de seus colaboradores, para que

estejam sempre se atualizando

sobre novidades que possam ser

implementadas pedagogicamente.

O exemplo mais recente disso foi a

visita que o Departamento de Inovação

fez ao Festival Internacional

de Linguagem Eletrônica (File), no

Centro Cultural Fiesp.

Composto por profissionais da

Escola dos ramos da pedagogia,

tecnologia da informação, tecnologia

educacional e comunicação, o

departamento tem como objetivo

desenvolver soluções inovadoras

dentro e fora da sala de aula. Nesta

visita, professores, programadores,

produtores de mídia e jovens

aprendizes conheceram maneiras

como as tecnologias mais recentes

estão sendo utilizadas.

Todos puderam participar de

experiências artísticas com óculos

de realidade virtual, controles

sensíveis ao movimento, sensores

que captam ondas cerebrais e até

objetos que transformavam os

visitantes em tomadas de verdade.

Foi uma forma de expandir

horizontes e ver a tecnologia de

uma maneira diferente, para que as

ideias inovadoras estejam sempre

frescas no Colégio!

83


Escola que aprende

Aprendendo

na cozinha

Diariamente são servidas centenas de refeições nas cozinhas

do Colégio Magno/Mágico de Oz. Sempre com ingredientes de primeira

qualidade no preparo. Isso não acontece por acaso. As equipes de cozinha

passam por contínuas formações. Recentemente, todos foram ao restaurante

de uma das mais novas unidades do Sesc.

84


Conhecer os equipamentos de um

restaurante de ponta, analisar os

processos, estudar as rotinas para

atender a um público médio diário

de 1.300 pessoas. Os funcionários

da cozinha do Colégio Magno não

perdem nenhuma chance para se

atualizar.

Desta vez, a equipe de Alimentação

do Colégio visitou o Sesc 24

de Maio para saber como a cozinha

da unidade funciona.

Na comedoria, a equipe viu refrigeradores

ultrarrápidos, caldeiras,

carrosséis para bandejas e máquinas

de lavar com compactadores.

Puderam tirar dúvidas, pois esta

foi a primeira vez que alguns viram

esses materiais.

Além disso, todos também conheceram

os procedimentos de

cuidado e manutenção dos alimentos.

Depois de aprenderem sobre

como as refeições são preparadas,

nada melhor do que terminar o dia

com um grande almoço!


Ex-aluno: Nicolas Eilers Smith Santana

O céu é o limite

Com frequência, a diretora Myriam

Tricate se encontra com ex-alunos

e suas famílias, às vezes mesmo

por acaso, em situações cotidianas.

Em uma dessas ocasiões, Myriam

conversou com a mãe do ex-aluno

Nicolas Santana e se surpreendeu.

É que ela contou à Myriam do

sonho de Nicolas, que voltou ao

ITA como parte do sonho de se

tornar um engenheiro aeroespacial.

“Sempre pensei que meus alunos

iam voar alto, mas não imaginava o

quanto”, brinca Myriam, que logo

convidou Nicolas para uma visita ao

Magno e para uma entrevista para a

Revista do Colégio.

Nicolas prontamente se animou,

pois também queria rever sua

Escola. E foi assim que este piloto

alegre, que esbanja simpatia e simplicidade,

passeou pela Escola onde

estudou.

Não se trata de sonho de criança.

Nicolas estava no Ensino Médio

quando descobriu que um tio fazia

parte dos quadros da Aeronáutica.

Até então, ele não tinha pensado

nessa carreira, e sentiu que esta seria

sua vida. Saiu do Colégio Magno

no 2º ano do Ensino Médio, depois

de prestar concurso para a Escola

Preparatória de Cadetes do Ar, em

Barbacena.

Quem passa pela Academia da Força

Aérea sai com graduação em Ciências

Aeronáuticas e já habilitado

a voar, optando entre helicóptero,

aviões de caça ou de transporte. No

caso de Nicolas, a escolha foi pelo

transporte. Mais uma vez, a opção

foi pelo estudo: passou mais um

ano em Fortaleza, desta vez para

aprender técnicas como lançamento

de cargas e paraquedistas.

De lá foi para Manaus, justamente

pelo desafio de pilotar os aviões

Brasília e Bandeirante em áreas

remotas, nos confins da floresta.

Depois de seis anos na capital

do Amazonas, o piloto resolveu

perseguir outro sonho: graduar-se

engenheiro na área espacial. Para

isso precisaria voltar à graduação e,

mais, cursar uma das instituições de

ensino superior mais conceituadas

e exigentes do país – o ITA. Para

quem sonha alto, tudo é possível:

estudando sozinho, Nicolas foi

aprovado em 2014 e, em mais um

ano, quer se formar.

Nicolas se vê contribuindo para

desenvolver o setor aeroespacial

nacional, trabalhando no programa

brasileiro – e, depois, quem sabe,

construindo uma ponte para chegar

ao sonho de todo piloto aeroespacial:

a Nasa.

Vontade e base para isso não faltam.

Nicolas chegou ao Magno ainda

criança, no Jardim II, e só saiu

para dar início à sua jornada militar.

Da Escola, só boas lembranças. “O

Magno me marcou muito, tenho

contato com meus amigos até

hoje”, conta.

Foi essa passagem pelo Magno que,

a seu ver, construiu as bases acadêmicas

para seu crescimento. Mas

não só pelo aspecto dos estudos.

Entre tantos interesses, Nicolas

tinha um em especial: os esportes.

“Aprendi a valorizar o esporte, e

isso faz toda a diferença nas escolas

militares, pois a disciplina e os valores

esportivos são muito importantes

na Academia”, explica.

Além dos aspectos ligados ao

trabalho em grupo e à construção

de relacionamentos, para Nicolas

os esportes têm a ver com honra,

disciplina e conduta.

A maior lição de todas, no entanto,

foi aprender o valor da disciplina.

“Nada se perde, o esforço que fazemos

hoje será colhido em algum

momento da vida”, ensina.

Pai de Dmitri e Agnes, Nicolas hoje

mora em São José dos Campos

com sua esposa, também piloto

como ele, enquanto sonha alto com

um futuro muito promissor. Neste

caso, literalmente o céu é o limite.

86


87


88

More magazines by this user
Similar magazines