Nº 52 - sindiposto

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Nº 52 - sindiposto

Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás

Revista do

Entrevista: Paulo Miranda Soares

Ano XV / Maio de 2010 / Edição nº. 52

Empossada

nova diretoria


Primeiras palavras

Editorial

Minhas primeiras palavras são de agradecimento aos membros da diretoria

que, comigo aceitaram compor uma equipe para administrar o Sindiposto,

conscientes das enormes dificuldades que o momento atual apresenta.

Manifesto também profunda gratidão pela confiança de expressivo número

de colegas que aprovaram e acolheram as proposta dessa diretoria e cumprimentos

ao ex-presidente desta casa, Luiz Pucci, e a cada um dos membros

da diretoria que ora se despede, pelo que deram em prol do êxito de nossa

entidade.

A gestão que se inicia, devo ressaltar, é uma gestão de continuidade daquilo

que foi sucesso na administração anterior e aprimoramento naquilo que

entendemos ser necessário para o sucesso crescente nos resultados do Sindiposto,

uma entidade forte nas questões internas e com todas as suas forças e

recursos voltados para a defesa dos direitos dos associados, colaborando com os órgãos competentes no combate

às praticas ilícitas e danosas para a classe e, principalmente, aos consumidores com quem temos compromisso e

responsabilidade.

O sindicato tem papel decisivo na vida dos associados, ajudando a resolver problemas e buscando soluções

para as dificuldades enfrentadas pelos seus filiados. O associado, por sua vez, deve atuar de modo a fortalecer a

categoria, participando das atividades do sindicato, trazendo novas idéias e iniciativas, contribuindo assim para o

fortalecimento de todo o setor da revenda de combustíveis no Estado.

O nosso sindicato, graças ao trabalho dos que nos antecederam, reafirmado a cada gestão, tem-se destacado

pela seriedade e credibilidade junto aos segmentos governamentais que atuam no setor, tornando-nos instrumento

de orientação à revenda goiana, no sentido de oferecermos sempre um produto de qualidade aos nossos

consumidores, tornando Goiás assim, um dos estados com menor índice de adulteração do Brasil.

Reiteramos a posição das diretorias anteriores. Repudiamos qualquer prática de sonegação por trazer prejuízos

aos cofres públicos, sejam esses no âmbito estadual ou federal, e desestabilizar a concorrência saudável,

evitando assim que muitos fechem suas portas ou caiam na ilegalidade.

Aos companheiros de diretoria convoco-os a somarmos forças para o alcance de nossas metas, mantendo-nos

unidos, para que com serenidade e sabedoria possamos superar os momentos difíceis.

Aos queridos parceiros de revenda, que neste momento difícil e delicado por que passa o mercado de combustível

em Goiás, com um horizonte nebuloso e sem esperança, digo que não devemos nos curvar, o que evidencia a

necessidade, mais do que nunca, de estarmos alertas e prontos para assumir posições e tomar decisões.

Aos colaboradores do sindicato, tenho a certeza de que a dedicação e o compromisso estarão em primeiro

lugar, sempre no intuito de prestarmos um serviço de qualidade, visando a satisfação dos nossos associados e,

principalmente, da sociedade, na certeza de que o seu trabalho será objeto de real e sincero reconhecimento.

Aos representantes das distribuidoras de combustíveis, coloco-me à disposição, no objetivo de estreitarmos

o relacionamento entre revenda e distribuição, a fim de juntos nos tornarmos fortes, lembrando sempre que o

sucesso de vocês está diretamente relacionado ao nosso sucesso.

Por fim quero dizer que, ao longo dos próximos três anos, estaremos à inteira disposição da categoria.

O Sindicato estará de portas abertas, pronto para recebê-Ios, esclarecer dúvidas, ouvir sugestões e reclamações,

dialogar e servir a todos os filiados, com presteza e dedicação e informar que o sucesso dessa diretoria também

passa pelo sucesso da categoria.

Leandro Lisboa Novato

Presidente do Sindiposto-GO

3 | SINDIPOSTO | maio/2010


4 | SINDIPOSTO | maio/2010

03

05

Índice

12

17

18

19

20

22

Editorial

Notas

09

Nova

diretoria

toma posse

no Sindiposto

Entrevista

Paulo Miranda Soares

Empresas têm até 30 de junho

para fazer certificação digital

FCO – O que pode

ser financiado

Nova anistia do

ICMS em Goiás

Fiscalização mais

rigorosa nos postos

Agenda

Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo

no Estado de Goiás

12ª Avenida, nº 302, Setor Universitário

CEP.: 74.603-020 – Goiânia-GO

www.sindiposto.com.br

Telefax: (62) 3218-1100

e-mail: spostos@terra.com.br

Diretoria

Presidente:

Leandro Lisboa Novato

1º Vice-Presidente:

Márcio Martins de Castro Andrade

2º Vice-Presidente:

Wellington Constante

1º Diretor de Patrimônio Financeiro:

José Batista Neto

2º Diretor de Patrimônio Financeiro:

João Ferreira da Silva Sobrinho

1º Secretário:

Sebastião Peixoto Moura

2ª Secretário:

Gustavo Henrique Marcelo de Faria

Diretor de Rodovias:

Juvenilton Bezerra Cruz

Diretor Social:

Luciano Pucci

Suplentes da Diretoria:

Carlos Villela Neto, Sizenando Eterno e Ferro,

Rogério Márcio Borges

Conselho Fiscal:

Luiz Roberto Ribeiro Batista, José Eustáquio

Barbosa, Mario Fernandes Junior

Suplente Conselho Fiscal:

Vander Ferreira Barros, Daniel Borges de

Oliveira, Valdeci Siqueira Batista

Corpo Jurídico:

Dra. Carolina Carvalho A. de Oliveira

Dr. Hélio França de Almeida

Consultor Ambiental:

Séver Marcos Leal Alves

Coordenador Administrativo:

Marco Antônio Ribeiro Borges

Assistente Administrativa:

Ariana de Medeiros Santos

Auxiliar Administrativa:

Lettícia Alves e Silva

Secretária:

Talyta Aurélia Fernandes Rosa

Edição e Redação:

Dalton Costa

Diagramação:

Thales Moraes - (62) 9995.4501

Tiragem: 2.000 exemplares

Periodicidade: bimestral

Impressão: Gráfica: Art3

Obs.: A Revista Sindiposto não se responsabiliza pela

qualidade e/ou conteúdo dos anúncios, serviços prestados,

assim como, dos informes publicitários veiculados.


Aumento na taxa

de fiscalização

do Inmetro

As taxas cobradas

pelo Inmetro pela

fiscalização de cada

equipamento do posto

sofreram reajuste. Assim,

pela fiscalização de

cada bomba medidora,

o posto terá que pagar

R$ 132,50 (cento e trinta

e reais dois e cinqüenta

centavos).

Tal majoração está

amparada na Medida

Provisória 472/2009.

Nomenclatura

etanol nos

documentos de

fiscalização

O Sindiposto, em consulta

à Secretaria da Fazenda do

Estado de Goiás ante as dúvidas

suscitadas pela Resolução 39 da

ANP, foi esclarecido que nos documentos

de fiscalização LMC,

Cupom Fiscal e DPI, a nomenclatura

correta a ser utilizada

para o Etanol poderá ser Álcool

Etílico Hidratado ou Etanol

Hidratado Combustível.

A nomenclatura Etanol só é

exigida para os avisos informativos

ao consumidor. Tal alteração

não precisará ser realizada

na Ficha Cadastral da ANP.

Notas

Placa informativa do combustível aditivado

A portaria da ANP nº 41/99, que regulamenta

a comercialização de combustíveis aditivados,

dispõe, no art. 12, que os postos revendedores

deverão exibir placa informativa, em

local de fácil visualização para o consumidor,

com o número de registro do aditivo junto à

ANP e a descrição dos benefícios do combustível

aditivado fornecida pela distribuidora .

Assim, cabe às distribuidoras o fornecimento

da placa ou dos dados para que o

revendedor confeccione a placa, pois a sua

ausência gera multa mínima de R$ 5.000,00.

Caso a distribuidora não cumpra com sua

obrigação, cabe ao revendedor recusar o produto

aditivado até que haja a regularização

da placa informativa.

5 | SINDIPOSTO | maio/2010


6 | SINDIPOSTO | maio/2010

Notas

Comunicado alerta comércio varejista

Cerca de 28 mil contribuintes goianos que atuam no comércio

varejista receberam comunicado da Secretaria da Fazenda alertandoos

para a necessidade de fiel observância do uso da codificação das

mercadorias/produtos/serviços no Emissor de Cupom Fiscal (ECF). A

exigência legal é antiga, mas só agora está sendo exigida pelo fisco.

O código a ser utilizado deve ser o Número Global de Item Comercial

– GTIN (Global Trade Item Number) do sistema EAN.UCC, indicado

na embalagem do produto/mercadoria. Na falta deste código ou na

sua não adequação ao padrão GTIN da EAN-UCC, admite-se a utilização

de código próprio do estabelecimento.

No comunicado consta ainda que o código deve estar indicado na

Tabela de Mercadorias e Serviços utilizada pelo Programa Aplicativo

Fiscal (PAF-ECF) e constar em campo próprio no cupom fiscal. Também

deve ser utilizado na geração do Arquivo Digital ao SINTEGRA e

na Escrituração Fiscal Digital (EFD) nos respectivos registros onde o

mesmo seja solicitado.

O usuário de ECF que também emite a Nota Fiscal, modelos 1 ou

1-A, por Sistema Eletrônico de Processamento de Dados, deve utilizar

o mesmo código tanto para os documentos emitidos por ECF, como

para os emitidos por SEPD. A falta de cumprimento da norma pode

levar à aplicação de penalidades de caráter formal, nos termos da Legislação

Tributária Estadual. Para maiores informações o contribuinte

deve procurar as Delegacias Regionais de Fiscalização ou o telefone

0300-2101994.

Resolução 341

O Ministério das Cidades

editou a Resolução que determina

ao veículo, ou combinação de

veículos, utilizado no transporte

de cargas líquidas e gasosas,

licenciado de 1º de janeiro de

2000 até 31 de dezembro de

2007, que apresente excesso de

até 5% (cinco por cento) no limite

de peso bruto total ou peso

bruto total combinado fixados

pelas Resoluções CONTRAN nº

210/06 e 211/06, poderá ser concedida,

pela autoridade com circunscrição

sobre a via, Autorização

Específica (AE), com validade

anual, conforme alguns critérios

definidos pela Resolução.

No caso de combinação de

veículo de carga, o que prevalece

é a data de licenciamento das

unidades rebocadas, podendo

o caminhão trator ter data de

licenciamento posterior.

Tecnologia Ambiental, esta é a solução da Tecnol para sua empresa.

Projetos em geral

Teste de Estanqueidade

Investigação Ambiental Preliminar (VOC)

Investigação Ambiental Complementar (Fase II)

Análise de Risco RBCA (Risk Based Corrective Action)

EPAE – Equipe de Pronto Atendimento as Emergências

Recuperação Ambiental “Remediação”

Consultoria Técnica Ecossistemas Terrestre e Aquático

Goiânia-GO

Belo Horizonte-MG

Fone: (62) 3223-1181 – Fax: (62) 3225-1404 Fone: (31) 3471-1161 – Fax: (31) 3471-1278

tecnol@ih.com.br

tecnoltecnologia@yahoo.com.br

www.tecnolambiental.com.br


Convenção Coletiva

de Trabalho 2010/2011

O Sindiposto e o Sindipetro fecharam a Convenção

Coletiva de Trabalho com vigência entre 01/03/2010

e 28/02/2011. Ficou acordado que as empresas

corrigirão os salários de todos os seus empregados

mediante a aplicação de um reajuste de 5%, equivalente

à inflação ocorrida no período de 01/03/2009 e

28/02/2010. A convenção também estabelece os salários

de ingressos, que passaram a vigorar, nos valores

mensais de R$ 538,00 mais 30% de adicional de periculosidade,

totalizando R$ 699,40, para os frentistas,

trocadores de óleo, pessoal de escritório, empregados

de lojas de conveniência e vigias diurnos; R$ 536,00

mais 30% de adicional de periculosidade, totalizando

R$ 696,80, para os empregados da área de limpeza de

veículos; R$ 538,00 mais 30% de adicional de periculosidade

e 20% de adicional noturno, totalizando R$

839,28, para os vigias noturnos; R$ 536,00 mais 30%

de adicional de periculosidade, totalizando R$ 696,80,

para os empregados da área de alimentação; e R$

536,00 mais 30% de adicional de periculosidade, perfazendo

um total de R$ 698,80, para os empregados

da área de serviços gerais e aos auxiliares de cozinha.

As empresas ainda se comprometeram a conceder aos

seus empregados uma cesta básica de alimentos com

14 itens, totalizando 29,68 Kg, no valor equivalente

a R$ 94,37. O fornecimento da cesta básica deve ser

feito em forma física ou através de cartão alimentação

mensal equivalente em reais ao valor da cesta básica

de alimentos.

(62) 3218 2233

Calibração de

equipamentos

O último prazo para ser

feita a calibração dos equipamentos

de análise será no

dia 15 de junho. A relação

das empresas credenciadas

à RBC encontra-se no site

do sindicato para consulta

dos postos revendedores no

endereço

www.sindiposto.com.br.

Visite nosso site: www.graficaart3.com.br

7 | SINDIPOSTO | maio/2010


Relatório das

Atividades Ibama

Terminou no dia 31 de março

o prazo para preenchimento

do Relatório das Atividades

para o IBAMA realizadas no

ano de 2009. Mesmo tendo

exaurido o prazo, é fundamental

que os revendedores

preencham o relatório, já que

o não preenchimento acarreta

penalidades ao infrator.

Para maiores informações,

consultem o site do SINDI-

POSTO, no endereço www.

sindiposto.com.br, ou entrem

em contato com o sindicato,

através do telefone (62)3218-

1100, e consulte o departamento

ambiental.

Especificação

do óleo diesel

Atenção revendedor

para a especificação do

óleo diesel de uso rodoviário,

que deverá ser de

óleo diesel comum ou óleo

diesel aditivado,ou apenas

diesel comum ou diesel

aditivado. No registro do

LMC deve se usar “óleo

diesel B”

Cartilha do Inmetro

O Sindiposto está disponibilizando

no site do sindicato

a cartilha explicativa do INME-

TRO sobre os procedimentos a

serem adotados previamente

nos postos. Confira!

Reunião do Segs em Belo Horizonte

A Fecombustíveis realizou em Belo Horizonte, nos dias 8 e 9 de

abril, reunião do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs). O

coordenador administrativo do Sindiposto, Marco Antônio participou

da reunião, que foi a primeira do ciclo 2010.

O Sindiposto recebeu o diploma do ano passado que o classifica

como Entidade Rumo à Excelência Sindical.


Paulo Miranda Soares

Qual o cenário que se desenha

para o setor de combustíveis

no Brasil?

Tivemos muitos problemas

com a desregulamentação

do setor. Combustíveis

adulterados, liminares para

não pagamento de impostos,

contrabando, venda de álcool

diretamente das usinas.

A Fecombustíveis trabalhou

ativamente, junto com os sindicatos,

para combater essas

práticas. Hoje, em termos de

qualidade, o índice de combustível

fora do padrão no

Brasil é de 3%, que correspon-

Entrevista

Em defesa do setor de combustíveis

Paulo Miranda Soares é o

presidente em exercício

da Fecombustíveis desde

abril de 2006, quando Luiz

Gil Siuffo se licenciou. Há

29 anos no mercado da

revenda, esteve à frente do

Minaspetro, o Sindicato dos

Revendedores mineiros,

por três mandatos, de

1997 a março de 2007,

quando assumiu a primeira

vice-presidência da

Fecombustíveis. Nessa

entrevista à Revista do

Sindiposto, ele trata sobre

a realidade vivida hoje

pelo setor de combustíveis

no Brasil, os gargalos e

desafios, e fala sobre a

atuação da Fecombustíveis

na defesa dos interesses

dos empresários da

revenda.

9 | SINDIPOSTO | maio/2010


10 | SINDIPOSTO | maio/2010

Entrevista

de a índice de países de primeiro

mundo como Estados

Unidos e países europeus. O

mercado é muito fiscalizado. A

Agência Nacional de Petróleo

(ANP) tem convênios com secretarias

de fazenda, Inmetro,

Ministério Público e Universidades

Federais para a realização

dessas fiscalizações. Isso

ajudou a controlar o mercado.

Estamos otimistas com o futuro.

O país está crescendo, a

indústria automobilística vem

batendo recordes de produção.

A frota de veículos está crescendo

e quanto mais carros em

circulação, maiores as vendas

de combustíveis. Isso é verificável

pela média de venda por

posto, que é crescente. Outro

dado é o pré-sal, uma descoberta

maravilhosa da Petrobrás

que pode fazer o Brasil passar a

ser exportador de petróleo.

Quais os principais gargalos

e desafios do setor?

A sonegação de impostos

na venda de álcool é um grande

problema. Em torno de 30%

do álcool que é vendido hoje

tem algum problema de sonegação

fiscal, o que equivale a

algo próximo de R$ 1 bilhão

por ano. Uma das ações que


O índice de

combustível

fora do padrão

no Brasil é

de 3%, que

corresponde a

índice de países

de primeiro

mundo


estamos desempenhando nesse

sentido é defender que na

reforma tributária haja uma

racionalização da carga tributária

incutida no preço do

combustível. Um dos problemas,

por exemplo, são as alíquotas

diferentes praticadas

de estado para estado. Outro

problema está relacionado à

infra-estrutura. A malha rodoviária

brasileira precisa de

investimentos. Isso afeta os

postos de rodovias no que se

refere aos acessos aos postos,

por exemplo, no caso de duplicação

de rodovias que, em

geral, tira o acesso ao posto de

um dos lados da pista.

O setor de combustíveis,

tanto a revenda quanto a distribuição,

é extremamente

fiscalizado e regulamentado

devido às suas características

próprias. O sr. considera

que há exagero nessa regulamentação?

Acho que a fiscalização

precisa ser mais inteligente.

Há um excesso de fiscalização.

Passamos 10 anos pedindo

para sermos fiscalizados e

agora considero que há excesso

nas várias formas que as receitas,

tanto estaduais quanto

federal, estão agindo. Há um

aumento de custos para a revenda,

na medida em que há

uma exigência de investimentos

em automação comercial e

informatização dos postos por

causa do cupom fiscal, e esses

investimentos ficam por conta

dos postos.


A concorrência predatória

é um problema para a revenda

ou o mercado já está mais maduro

e já entendeu que com

ela todos saem perdendo?

A concorrência predatória

é uma realidade. Ela parte das

próprias distribuidoras ou de

grandes grupos e até de supermercados,

que abusam do poder

econômico. O mercado de

combustíveis é muito dinâmico,

sempre tem novos players

no mercado e a gente tem de

ficar atento. É crime previsto

na lei da concorrência (8.884).

Os sindicatos têm que agir em

defesa dos empresários porque

é uma prática que leva

muitas empresas à falência.

Fazendo um balanço, a

abertura do mercado, com a

entrada das distribuidoras

regionais, é um fator que melhora

as relações comerciais?

Na minha avaliação melhorou

sim as relações comerciais.

Quanto mais concorrência,

melhor. O mercado de combustíveis

ainda é muito concentrado.

Cinco companhias

detém 80% do mercado. A entrada

das distribuidoras regionais

foi muito saudável nesse

contexto.


No Congresso

Nacional

existem hoje

202 projetos em

tramitação que

dizem respeito

ao setor. Alguns,

se aprovados,

quebram a

revenda de

imediato


Em linhas gerais, como a

Fecombustíveis tem trabalhado

na defesa dos interesses

do setor?

Em primeiro lugar, considero

que a solução para os problemas

que afetam o setor de

combustíveis é política. Nessa

linha, acompanhamos de per-

to os legislativos em todos os

níveis, seja federal, estadual

ou municipal. No Congresso

Nacional existem hoje 202

projetos em tramitação que

dizem respeito ao setor. Alguns,

se aprovados, quebram a

revenda de imediato. Tem uma

lei, por exemplo, que obriga

os donos de postos a trocar

todos os tanques subterrâneos

uma vez por ano. Outra

obriga a instalar um emissor

de cupom fiscal em cada bomba

do posto. Outra ainda quer

que os postos dêem 20% de

desconto na venda de combustíveis

para caminhoneiros

e taxistas. Isso em um mercado

em que a margem bruta média

nacional é de 14%. Além dessa

ação legislativa, temos investido

na profissionalização dos

sindicatos através do Sistema

de Excelência em Gestão Sindical

(Segs) da Confederação

Nacional do Comércio (CNC).

O Departamento Jurídico da

Federação ainda reúne anualmente

os advogados de todos

os sindicatos para troca de

experiências e atualização em

jurisprudência. São formas de

melhorar o atendimento aos

empresários que têm surtido

grandes resultados.

11 | SINDIPOSTO | maio/2010


12 | SINDIPOSTO | maio/2010

Agenda Posse

Nova diretoria toma

posse no Sindiposto

Leandro Lisboa Novato assume a presidência do sindicato garantindo continuidade

em ações de sucesso e aprimoramento para que a entidade avance mais

Em solenidade prestigiada por

diversos empresários da revenda,

autoridades, ex-presidentes e representantes

classistas, no dia 17 de

março de 2010 foram empossados

os novos diretores eleitos do Sindiposto

que estarão à frente da entidade

no triênio 2010/2013.

Em seu discurso de posse, o

presidente do Sindiposto, Leandro

Lisboa Novato, agradeceu aos membros

da diretoria que aceitaram compor

uma equipe para administrar o

sindicato, conscientes das enormes

dificuldades que o momento atual

apresenta, bem como aos associados

que aprovaram e acolheram as

propostas apresentadas.

Novato ressaltou as conquistas

realizadas pela gestão passada e

destacou que a gestão que se inicia

será de continuidade daquilo que

foi sucesso na administração anterior

e aprimoramento naquilo que é

necessário para o sucesso crescente

nos resultados.”

Afirmou ainda que o Sindiposto

tem papel decisivo na vida dos associados,

ajudando a resolver problemas

e buscando soluções para as

dificuldades enfrentadas pelos seus

filiados, mas cobrou que os associados,

por sua vez, devem atuar de

modo a fortalecer a categoria, participando

das atividades do sindicato,

trazendo novas idéias e iniciativas,


contribuindo assim para o fortalecimento de todo o setor

da revenda de combustíveis no Estado.

No discurso de despedida do cargo de presidente,

Luiz Pucci Filho fez uma síntese do trabalho realizado

em duas gestões, tais como o combate à adulteração de

combustível e sonegação de impostos, junto ao Procon,

Decon, Sefaz e Ministério Público, a reforma da sede do

sindicato, a aquisição do imóvel onde hoje funciona o

departamento jurídico, a construção do salão de festas,

a aquisição de automóveis e a troca de todo o sistema

de informática da entidade. Emocionado, ele aproveitou

a ocasião para prestar uma homenagem a Hildebrando

Batista da Silva, que ocupou o cargo de vice-presidente

durante a sua gestão, pelo apoio incondicional às ações

levadas a cabo pela entidade.

Logo após a posse, foi inaugurada a galeria de expresidentes

do Sindiposto e, em seguida, foi servido um

coquetel aos presentes.

1 2

3 4

1 - PUCCI, LEANDRO, MÁRCIO MARTINS E LUCIANA

2- LEANDRO E PRESIDENTE DO SINDIPETRO AGEU CAVALCANTE

3 - AIRAN PUCCI, HIDELBRANDO E LUIZ PUCCI

4 - MARCELO P. LIMA ABREU, MELCHIOR LIMA ABREU, MELCHIOR FILHO, LUIZ PUCCI E LEANDRO

Presidente: Leandro Lisboa Novato

1 o Vice-presidente: Márcio Martins de Castro Andrade

2 o Vice-presidente: Wellington Constante

1 o Diretor de Patrimônio e Financeiro: José Batista Neto

2 o Diretor de Patrimônio e Financeiro: João Ferreira da Silva Sobrinho

1 o Secretário: Sebastião Peixoto Moura

2 o Secretário: Gustavo Henrique Marcelo de Faria

Diretor Social: Luciano Pucci Lourenço

Diretor de Rodovia: Juvenilton Bezerra Cruz

Suplentes da Diretoria: Carlos Villela Neto, Sizenando Eterno e Ferro,

Rogério Márcio Borges

Conselho Fiscal: Luiz Roberto Ribeiro Batista, José Eustáquio Barbosa,

Mario Fernandes Junior

Suplente do Conselho Fiscal: Vander Ferreira Barros, Daniel Borges

de Oliveira, Valdeci Siqueira Batista

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14 | SINDIPOSTO | maio/2010

6

8

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5 - AUTORIDADES QUE COMPUSERAM A MESA

6 - LEANDRO E LUIZ PUCCI SE PARABENIZANDO

7 - MEMBROS DA NOVA DIRETORIA:JOSÉ EUSTÁQUIO, JUVENILTON, CARLOS

VILELLA, MÁRCIO E LUCIANO PUCCI

8 - MENBROS DA NOVA DIRETORIA:ROGÉRIO, LUIS ROBERTO, GUSTAVO,

WELLINGTON CONSTANTE, MÁRIO JÚNIOR, JOSÉ BATISTA E JOÃO FERREIRA

9 - PRESIDENTE LEANDRO LISBOA NOVATO E O 1°SECRETÁRIO SEBASTIÃO

PEIXOTO MOURA

10 - DISCURSO DE POSSE DO NOVO PRESIDENTE LEANDRO LISBOA NOVATO

11 - LUIZ PUCCI FILHO NO DISCURSO DE ENCERRAMENTO DE MANDATO


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12 - A REVENDA DO ESTADO DE GOIÁS E SEUS CONVIDADOS

13 - JOSÉ BATISTA DESCERRANDO SUA FOTO COMO EX PRESIDENTE

PARA A NOVA GALERIA DE FOTOS DO SINDIPOSTO

14 - LEANDRO DESCERRANDO A FOTO DO EX PRESIDENTE BRETAS

15 - O EX-PRESIDENTE DO SINDIPOSTO JOÃO FERRERA

DESCERRANDOSUA FOTO

16 - O EX-PRESIDENTE LUIZ PUCCI FILHO DESCERRANDOSUA FOTO NA

GALERIA DOS EX PRESIDENTES DO SINDIPOSTO

17 - O CUMPRIMENTO DE LUIZ PUCCI E HIDELBRANDO BATISTA

18 - RUI PIMENTEL E LEANDRO LISBOA NOVATO

15 | SINDIPOSTO | maio/2010


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22 23 24

25 26 27

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19 - A FESTA DE COMFRATERNIZAÇÃO DA POSSE DA NOVA DIRETORIA NA

ÁREA DE LAZER DO SINDIPOSTO

20 - JOSÉ EUSTÁQUIO, VEREADOR BRUNO PEIXOTO E ALUÍSIO FERREIRA

21 - JOSÉ DIVINO(SINDICOM),MOACIR(PETROBRÁS) E

MAURÍCIO(DELEGADO DE COMBUSTÍVEIS DA SEFAZ)

22 - LEANDRO E FAMÍLIA

23 - OS PAIS DE LEANDRO:VALDINO E TELMA

24 - LEANDRO E SUA ESPOSA CLÁUDIA

25 - JUVENILTON,MÁRIO JÚNIOR,HIDELBRANDO E MÁRCIO

26 - LUCIANO PUCCI COM SEUS PAIS E SEU IRMÃO LEONARDO

27 - ABRAHÃO,HIDELBRANDO E LUIZ PUCCI FILHO

28 - LUIZ PUCCI E PRISCILA NUNES

29 - LUIZ PUCCI E SEU FILHO LORENZO

30 - JUNTOS, ALGUNS MEMBROS DA NOVA DIRETORIA


Empresas têm até 30 de junho

para fazer certificação digital

Tributos

A novidade é a obrigatoriedade para as empresas que se enquadram no lucro presumido

Com a publicação pela Secretaria

da Receita Federal da

Instrução Normativa nº 969, que

dispõe sobre a obrigatoriedade,

a partir de 1º de janeiro de 2010,

da entrega, com certificação digital,

das declarações e demonstrativos

das empresas tributadas

com base no lucro real, no lucro

presumido ou no lucro arbitrado,

estima-se que 1,4 milhão de empresas

tenham que emitir os seus

certificados digitais até o dia 30

de junho deste ano.

A novidade é a obrigatoriedade

para as empresas que se

enquadram no lucro presumido,

pois as empresas tributadas pelo

lucro real ou arbitrado já estavam

obrigadas. A Instrução saiu no

Diário Oficial da União de 22 de

outubro de 2009. A Receita alerta

que a medida valerá a partir de

2010, mas se aplicará às declarações

de qualquer exercício e não

somente às referentes aos períodos

de apuração de 2010

A certificação digital funciona

como uma identidade eletrônica

da pessoa jurídica que permite

efetuar pagamentos, estabelecer

parcelas para a cobrança de impostos,

solicitar certidão negativa,

emitir nota fiscal eletrônica e

obter documentos sobre a situação

fiscal.

Para fazer a certificação digital,

as empresas deverão obter

um cartão com chip (smart

card) que conserva em códigos

os dados cadastrais na Receita.

Diversos agentes foram credenciados

pelo Instituto Nacional de

Tecnologia da Informação, ligado

à Casa Civil da Presidência da República.

Nove agentes estão credenciados

pelo instituto para fazer

a certificação digital: a Receita

Federal, Serviço Federal de Pro-

cessamento de Dados (Serpro),

a Imprensa Oficial, a Casa da Moeda,

a Autoridade Certificadora

da Justiça (AC-JUS), a Autoridade

Certificadora da Presidência da

República (ACPR), a Serasa (que

armazena dados sobre dívidas

de empresas e pessoas físicas), a

Caixa Econômica Federal (CEF) e

a empresa Certisign.

17 | SINDIPOSTO | maio/2010


18 | SINDIPOSTO | maio/2010

Artigo

Cecilio Elias Daher

FCO – O que pode ser financiado

A linha de financiamento

para postos de combustível

com recursos do Fundo Constitucional

do Centro-Oeste

(FCO), aberta recentemente

para atender a Resolução Conama

n.° 273/2000, suscitou

muitas dúvidas junto aos revendedores.

A princípio, toda e qualquer

linha de financiamento visa financiar

um novo negócio ou a

expansão de um já existente.

A recuperação de capital, que

significaria o financiamento

retroativo (para investimentos

feitos antes da apresentação

da solicitação junto ao banco)

não é contemplada. Investimentos

feitos anteriormente

ao pedido de financiamento

junto ao banco podem ser utilizados

como contrapartida,

desde que se refiram a itens

financiáveis.

Não se financia também a

aquisição de terrenos ou o pagamento

de dívidas, a aquisição

de propriedades, a não ser

nos segmentos industrial e de

turismo, assim mesmo restrita

a algumas condições estipuladas

nas Condições Gerais de

Financiamento.

No caso específico de empresas

com atuação na revenda

de combustíveis e lubrificantes

para veículos, foi

emitida pelo Ministério da Integração

Nacional a Resolução

nº 380, de 11 de dezembro de

2009, que abriu a possibilidade

de estas empresas pleitea-

“Além do Banco

do Brasil, apenas a

Agência de Fomento

opera com os

recursos do FCO”

rem financiamento de investimentos

exclusivamente para a

adequação ambiental de instalações

de empresas.

Entende-se como adequação

ambiental os gastos com

obras civis e componentes do

sistema de controle ambiental:

bombas, tanques e conexões.

Não são financiáveis despesas

e componentes que forem disponibilizados

pelas empresas

distribuidoras de combustíveis

e a formação de estoques.

O limite estabelecido é de

R$ 600 mil por tomador/grupo

econômico, devendo ser

contratado até 31/12/2010. O

financiamento está restrito a

empreendimentos já existen-

tes e demandantes de regularização

à legislação ambiental.

O prazo é de até 12 anos,

incluída a carência de até 36

meses. Os juros variam entre

6,75% e 10% ao ano, dependendo

do porte da empresa.

O Quadro 1 apresenta a

classificação definida pelo

Banco do Brasil e a taxa de juros

anual e mensal.

Além do Banco do Brasil,

apenas a Agência de Fomento

opera com os recursos do FCO,

mas seu limite é de R$ 500 mil

e só opera com micro e pequenas

empresas. As demais condições

são as mesmas do Banco

do Brasil.

O prazo médio para liberação

do recurso é de 4 meses,

a partir da protocolização do

pedido. São necessárias garantias

reais de 130% do valor do

financiamento.

O primeiro passo é solicitar

um orçamento de todos os

gastos previstos. Pode ser solicitado

também um parecer ou

outro documento da Agência

Ambiental concedendo prazo

para adequação às normas.

Normalmente, é preciso apresentar

também projeto de viabilidade

econômico-financeira

elaborado por economista devidamente

habilitado.

Cecílio Elias Daher

Consultor Econômico-Financeiro

Daher Consultoria


Nova anistia do ICMS em Goiás

Tributos

Lei nº19.943 concede até 99% de redução no valor das multas e dos juros de

mora no pagamento de crédito tributário

Foi aprovada em 24 de março

de 2010, em segunda e definitiva

votação, projeto de lei

nº 19.943 que concede redução

na multa e juros no pagamento

de crédito tributário referente

ao Imposto sobre Circulação de

Mercadorias e sobre Prestação

de Serviços de Transporte Interestadual

e Intermunicipal e de

Comunicação (ICMS).

Pelo projeto aprovado, haverá

redução escalonada das

multas e dos juros de mora para

o pagamento à vista realizado

durante o ano de 2010, desde

que os débitos sejam referentes

a fatos geradores, ou prática de

infração, gerados até 31 de dezembro

de 2009.

A forma facilitada para quitação

do crédito tributário com-

preende a redução do valor das

multas e juros de mora, para o

pagamento à vista, e a permissão

para pagamento com os benefícios

previstos da parte não

litigiosa e parcial do crédito tributário.

Os débitos quitados até 31 de

março tiveram redução de 99%

no valor das multas e dos juros

de mora. Os pagamento efetuados

até 30 de abril, 96% de redução.

Até 31 de maio, 94%. E

assim por diante, até o dia 30 de

dezembro, quando a redução se

limitará a 80% do valor das multas

e dos juros de mora.

Os créditos tributários relativos

ao ICMS decorrentes exclusivamente

de penalidades pecuniárias,

por descumprimento

de obrigações acessórias, cuja

prática da infração tenha ocorrido

até 31 de dezembro de 2009,

podem ser pagos com redução

de até 89% (31 de março), caindo

para 86% em 30 de abril, 84%

em 31 de maio e, assim, sucessivamente,

até 70% em 30 de dezembro.

De acordo com o texto da lei,

os benefícios alcançam todos

os créditos tributários do ICMS,

cujo fato gerador ou a prática da

infração tenham ocorrido até 31

de dezembro de 2009, inclusive

aqueles ajuizados; objetos de

parcelamento; não constituídos,

desde que venha a ser confessado

espontaneamente; decorrente

de aplicação de pena pecuniária;

ou constituído por meio

de ação fiscal, após o início da

vigência da lei.

19 | SINDIPOSTO | maio/2010


20 | SINDIPOSTO | maio/2010

SEFAZ

Carolina Carvalho Antunes de Oliveira

Controle de Ponto Eletrônico

O Ministério do Trabalho e Emprego

( MTE) acaba de editar a Portaria

nº 1.510/09. Com entrada em

vigor a partir de 25 de agosto de

2010, ela tem o objetivo de disciplinar

o registro eletrônico de ponto.

A referida portaria estabeleceu

critérios que afetam diretamente

as empresas que utilizam ponto

eletrônico para gerenciamento de

seus funcionários e proíbe todo

tipo de restrição à marcação de

ponto, marcações automáticas e alteração

dos dados registrados.

Para se adequarem às exigências

estabelecidas pela portaria, as empresas

deverão adquirir o sistema

(software) específico, equipamento

com grande memória e porta USB

exclusiva, além de impressora que

permita a durabilidade da impres-

“Quem não quiser

efetuar as adequações,

deverá optar pelo

controle de ponto

mecânico ou manual”

são por cinco anos. O relógio ainda

deverá ter a capacidade de funcionar

1.440 horas sem energia, além

de outras especificidades.

Deverá também ser entregue a

cada funcionário quatro comprovantes

diários de entrada e saída.

Assim, quem já utiliza o controle de

ponto eletrônico deverá se adequar

sob pena de tê-los invalidados na

Justiça do Trabalho em eventual reclamatória

trabalhista, além de ser

autuado pelos fiscais do trabalho,

em caso de fiscalização.

Quem, ante todas as exigências

implementadas pela portaria, não

quiser efetuar as adequações, deverá

optar pelo controle de ponto

mecânico ou manual.

Carolina Carvalho Antunes de Oliveira

Assessora Jurídica do Sindiposto


Fiscalização mais

rigorosa nos postos

Secretaria da Fazenda desenvolve sistema eletrônico de controle de

abastecimento de combustível para combater a sonegação

A Secretaria Estadual da Fazenda

(Sefaz) prepara para implantar

a partir do mês de maio

o sistema de Controle de Abastecimento

de Combustíveis (Ceac)

nos postos revendedores goianos.

A intenção é fechar o cerco à sonegação

de impostos no setor.

O Ceac consiste em um equipamento

que colhe os dados do

visor da bomba de abastecimento.

É uma caixa do tamanho de um

“mouse” de computador com um

rádio acoplado, que é instalado

em cada bomba, e que tem capacidade

de armazenamento de

45 dias. Esse equipamento transmite

os dados colhidos para um

netbook que ficará instalado na

sala de administração do posto,

por meio do qual os dados serão

transmitidos para a Sefaz.

O netbook tem um celular implantado

e é lacrado, impedindo

o acesso do dono do posto ao sistema.

De acordo com o auditor fiscal

Walter Luiz Oliveira Moraes,

esse equipamento vem sendo

desenvolvido há cinco anos e já

está sendo testado há dois anos

em seis postos no Estado. “A sonegação

é alta no setor de combustíveis

e a busca de uma solução

para o problema é um tema

recorrente dentro do Conselho

Nacional de Política Fazendária

(Confaz)”, afirma ele.

Um dos entraves para o início

da implantação do sistema é o

custo do equipamento. A Sefaz

está negociando com o Sindiposto

os valores que serão desembolsados

pelos revendedores.

Moraes observa, no entanto, que

os revendedores que trabalham

regularmente podem ficar despreocupados

porque o sistema

SEFAZ

apenas fará um monitoramento

mais detalhado das vendas de

combustíveis. “A grande vantagem

é que a Secretaria da Fazenda

vai trabalhar mais focada, já

que o universo é muito grande e

de difícil monitoramento sem as

ferramentas adequadas”, diz.

21 | SINDIPOSTO | maio/2010


22 | SINDIPOSTO | maio/2010

Agenda Artigo

Leonardo Mariano Reis

Oftalmologista,

médico para toda a vida

Grande parte da população

brasileira só vai ao médico oftalmologista

após os 40 anos de

idade, quando a visão já começa

a ficar ruim para perto.

Na verdade, a realização do

exame oftalmológico deve ser

estimulada o mais brevemente

possível. No bebê, para afastar

doenças típicas do recémnascido

como: catarata congênita,

glaucoma congênito,

retinoblastoma, retinopatia da

prematuridade e outras tantas

malformações.

Nas crianças preverbais e

pré-escolares, para avaliação

da acuidade visual e diagnóstico

de ametropias como: miopia,

astigmatismo e hipermetropia,

evitando falha no desenvolvimento

visual, que ocorre até

os 7 anos de idade. Sobretudo

quando há diferença de grau

importante entre os olhos.

Em adolescentes e adultos

jovens, a consulta com médico

oftalmologista continua sendo

de suma importância, até porque

muitas doenças sistêmicas

podem ser diagnosticadas no

consultório oftalmológico, como

infecções, reumatismos, diabetes

etc. Nessa faixa etária, está o

melhor momento de se planejar

uma cirurgia para correção de

grau com Excimer Laser.

A partir dos 40 anos, ocorre

a presbiopia, que resulta na

“Somente

o médico

oftalmologista

pode acompanhar

a saúde do seu

olho desde o

nascimento até a

velhice”

dificuldade crescente de enxergar

de perto, progredindo

até os 60 anos. Nessa idade, já

começa a aparecer um embaçamento

do cristalino, situação

conhecida como catarata. Até

os 75 anos de idade, acreditase

que 80% das pessoas já te -

rão feito cirurgia de catarata

em um dos olhos, podendo se

implantar lentes intra-oculares

multifocais, que permitem visão

simultânea para longe e

perto.

Dos 70 anos em diante,

uma outra infinidade de doenças

oculares começa a aparecer.

A principal delas é a Degeneração

Macular Relacionada à Idade,

maior causa de cegueira irreversível

em idosos nos países

desenvolvidos.

Em resumo, somente o

médico oftalmologista pode

acompanhar a saúde do seu

olho desde o nascimento até a

velhice. Jamais e em hipótese

alguma entregue seus órgãos

de visão a um curioso ou técnico

em óptica da loja de óculos,

no Centro da cidade, em Campinas

ou em qualquer lugar.

Alguém pode estar dizendo

coisas que não sabe e isso pode

custar muito caro no futuro!

Valorize sua visão e verifique

se o profissional que te

atende é médico oftalmologista

devidamente registrado no

Conselho Regional de Medicina

de Goiás.

Dr. Leonardo Mariano Reis

é médico oftalmologista.


Mudanças à vista no

segmento de cartões

Entra em vigor em 1º de julho o compatilhamento de POS

A partir de 1º de julho entrará efetivamente

em vigor o compartilhamento

das máquinas leitoras de cartão de

crédito e débito (os chamados POS),

ou seja, um mesmo terminal poderá

utilizar diversas bandeiras, o que representará

economia com aluguel de

aparelhos e energia, entre outros custos.

Mas esses são apenas os impactos

mais visíveis dessa medida que, na

verdade, é o primeiro passo em direção

a significativas transformações

que devem ocorrer nesse mercado.

A unificação dos POS, por exemplo,

abre espaço para finalmente haver

negociações entre revendedores

e operadoras de cartão de crédito.

Afinal, se uma máquina aceitará

todos os cartões, valerá a regra de

mercado: ganha o contrato quem

oferecer condições mais atrativas. E,

para a revenda, isso se traduz, especialmente,

em melhorias nas taxas

cobradas, nos prazos de pagamento

e nas modalidades de antecipação.

Dessa forma, os contratos com

as operadoras, mais do que nunca,

merecem atenção redobrada.

Primeiramente, é fundamental

não assinar qualquer contrato que

imponha fidelização, garantindo

assim a opção de mudar de operadora,

caso as condições oferecidas

não sejam as mais satisfatórias.

Além disso, é imprescindível excluir

qualquer cláusula contratual que

obrigue a cobrar os mesmos preços

para pagamento com cartão de crédito

e com dinheiro. Embora alguns órgãos

de defesa do consumidor sejam

contrários a essa prática, a Secretaria

de Direito Econômico do Ministério

da Justiça e o Banco Central já se posicionaram

favoravelmente à cobrança

de preços diferenciados.

Importante ressaltar que não há

(nem nunca houve) lei que determine

que a venda no cartão deva ser

efetuada pelo mesmo preço da venda

à vista. Houve sim, no passado,

uma portaria da antiga SUNA (Superintendência

Nacional do Abas-

Agenda POS

tecimento) que assim determinava.

Essa portaria, que hoje está revogada,

foi reiteradamente invalidada

pelos nossos tribunais, apoiados na

Constituição, que determina que

ninguém está obrigado a fazer ou

deixar de fazer nada, a não ser em

virtude de lei (e portaria não é lei).

O governo também anunciou recentemente

que enviará um projeto

de lei ao Congresso Nacional garantindo

ao Conselho Monetário Nacional

(CMN) e ao Banco Central poderes

para regulamentar a indústria de cartões.

Outra boa notícia é a de que o

Banco do Brasil e o Bradesco criaram

uma bandeira de cartões de crédito e

débito 100% nacional, que irá concorrer

com as tradicionais Visa, Mastercard

e American Express.

São notícias positivas que nos

trazem a expectativa de maior concorrência

nesse mercado, o que, com

certeza, irá se traduzir em melhores

condições de negócios para todos os

comerciantes varejistas do país.

23 | SINDIPOSTO | maio/2010


24 | SINDIPOSTO | maio/2010

Artigo

Séver Marcos Leal Alves

Licenciamento Ambiental

A questão da licença ambiental

tem sido abordada de

forma recorrente neste espaço

Isto porque a mesma traduz a

regularidade do empreendimento

com relação aos ditames

legais, evitando assim a autuação

dos empreendimentos por

parte dos órgãos ambientais.

A fiscalização por parte do

IBAMA no que diz respeito à licença

ambiental, que até bem

pouco tempo era situação atípica,

tem se tornado rotineira.

Esta fiscalização tem se caracterizado

por prazos exíguos

para atendimento de eventuais

pendências, Autos de Infração

com valores elevados e, o que

é pior, a possibilidade de interdição.

É importante ressaltar que

a interdição não é uma possibilidade

remota, fato que alguns

revendedores que, infelizmente,

tiveram seus postos interditados

puderam confirmar. É nessa

oportunidade que se constata o

nefasto efeito da competência

concorrente: gera uma fiscalização

concorrente em que os órgãos

ambientais dos três níveis,

ou seja, Federal, Estadual e Mu-

“A fiscalização por

parte do IBAMA no

que diz respeito à

licença ambiental, que

até bem pouco tempo

era situação atípica,

tem se tornado

rotineira”

nicipal, praticam atuação tripla,

a um único agente, causador de

um mesmo dano.

Também é importante ressaltar

que de acordo com o

Artigo 18, parágrafo 4º, da Resolução

CONAMA 273/1997, a

renovação da Licença de Operação

(LO) de uma atividade ou

empreendimento deverá ser requerida

com antecedência mínima

de 120 (cento e vinte) dias

da expiração de seu prazo de

validade, fixado na respectiva

licença, ficando este automaticamente

prorrogado até a manifestação

definitiva do órgão

ambiental competente. Assim,

tendo em vista a morosidade

dos órgãos ambientais responsáveis

pelos processos de licenciamento,

e que estes processos

se arrastam por meses e por

vezes até anos, é fundamental

obedecer a antecedência mínima

de 120 dias para requerer a

renovação da licença.

Aos revendedores que ainda

não possuem a referida licença,

é importantíssimo sanar

todas as pendências que porventura

existam em seus processos

de licenciamento, evitando

assim penalidades.

Séver Marcos Leal Alves

é engenheiro (CREA 8970/D), mestre

em Planejamento e Gestão Ambiental e

Consultor Ambiental do SINDIPOSTO

Colocamos à disposição dos associados do SINDIPOSTO

uma equipe altamente qualificada pronta a atendêlos.

Empresa especializada em consultoria ambiental,

licenciamento, projetos de adequação ambiental, outorgas,

Planos de Gerenciamento de Riscos (PGR), Projetos para

o Corpo de Bombeiros, PPRA, Medicina e Segurança do

Trabalho, laudos de instalações elétricas e instalação de

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - SPDA.

Fones: (62) 3273-1533 / (62) 9977-1031


Adulteração com

metanol preocupa ANP

Combustíveis Agenda

Sem registro em Goiás, mistura de metanol – um produto químico altamente

tóxico – com o etanol vem sendo investigada pela agência em todo o país.

Ainda não há registro desse

tipo de fraude em Goiás, mas a

Agência Nacional de Petróleo,

Gás Natural e Biocombustível

(ANP) já interditou três postos e

duas distribuidoras em São Paulo

e outros três postos no Rio de

Janeiro, onde foram encontradas

amostras de metanol misturadas

ao etanol, em proporções que

chegaram a atingir 97%.

A área de inteligência da ANP

está trabalhando para identificar

em que fase da cadeia produtiva

está acontecendo a fraude. Isso

porque a mistura ilegal pode

estar sendo feita na produção.

Quando encontra a fraude, inicia

um processo administrativo e

cancela as licenças.

Está em estudo a forma de

tornar mais fácil a identificação

do metanol, já que as características

são muito semelhantes

às do álcool da cana. As alternativas

são colorir o metanol - que

é utilizado na petroquímica, em

solventes e na fabricação de biodiesel

- ou marcá-lo com um produto

químico.

A investigação começou este

ano, em São Paulo, depois de

uma denúncia anônima, na qual

45 postos cederam 55 amostras,

das quais 10, de três postos, acusaram

a existência do metanol.

Ao usar o metanol, os fraudadores

conseguem colocar no mercado

um produto que tem custo de R$

0,63 por litro, enquanto o etanol sai

a cerca de R$ 1,10 das usinas. Como

este tipo de fraude é nova, apenas

um tipo de teste, a cromatografia,

detecta o problema.

O metanol já foi permitido

como combustível no Brasil, durante

um período em 1989, quando

a importação foi autorizada de-

vido à falta do etanol. Nos Estados

Unidos, já serviu como combustível

da Fórmula Indy.

Ao entrar em combustão, produz

uma chama invisível e pode

levar à morte se ingerido em quantidades

superiores a duas colheres

de sopa ou causar cegueira caso

entre em contato com os olhos.

25 | SINDIPOSTO | maio/2010


26 | SINDIPOSTO | maio/2010

Agenda

Maio

Reunião com revendedores de Pernambuco

Data: 20

Local: Caruaru (PE)

Realização: Sindicombustíveis-PE

Informações: (81) 3227-1035

Junho

9º Fórum Sul Brasileiro de Qualidade e Tributação

de Combustíveis

Data: 10 e 11

Local: Caxias do Sul (RS)

Realização: Sindipetro Serra Gaúcha

Informações: (54) 3222-0888

Julho

12º Simpósio Estadual dos Postos de Combustíveis

e Serviços do Estado do Espírito Santo

Data: 14 e 15

Local: Vitória (ES)

Realização: Sindipostos-ES

Informações: (27) 3322-0104

Comemoração 25 anos Sindipetro e Festa do

Revendedor

Data: 20

Local: Caxias do Sul (RS)

Realização: Sindipetro Serra Gaúcha

Informações: (54) 3222-0888

Reunião com revendedores de Pernambuco

Data: 29

Local: Petrolina (PE)

Realização: Sindicombustíveis-PE

Informações: (81) 3227-1035

Agosto

Postos & Conveniência 2010

Data: 3 a 5

Local: Brasília (DF)

Realização: Abieps, Fecombustíveis e Sindicom

Informações: (21) 2221-6695

2º Encontro de Revendedores de Combustíveis da

Baixada Santista, Litoral Paulista e Vale do Ribeira

Data: 26

Local: Santos (SP)

Realização: Resan

Informações: (13) 3229-3535

Setembro

Expopetro 2010

Data: 9 a 12

Local: Serrano Resort & Spa - Gramado (RS)

Realização: Sulpetro

Informações: 51 3228-7433

Rio Oil & Gas 2010

Data: 13 a 16

Local: Riocentro (RJ)

Realização: IBP

Informações: (21) 2112-9080/9081 ou eventos@ibp.org.br

5º Encontro de Revendedores de Combustíveis e

Lojas de Conveniência do Nordeste

Data: 16 a 18

Local: Aracaju (SE)

Realização: Sindipese

Informações: (79) 3214-7438

Reunião com revendedores de Pernambuco

Data: 29

Local: Carpina (PE)

Realização: Sindicombustíveis-PE

Informações: (81) 3227-1035

Outubro

Reunião com revendedores de Pernambuco

Data: 14

Local: Palmares (PE)

Realização: Sindicombustíveis-PE

Informações: (81) 3227-1035

Show da Parceria 2010

Data: 16

Local: Curitiba (PR)

Realização: Sindicombustíveis-PR

Informações: (41) 3021-7600

7º Encontro de Revendedores da Região Norte

Data: 21 e 22

Local: Palmas (TO)

Realização: Sindiposto-TO

Informações: (63) 3215-5737

Festa do Revendedor

Data: 30

Local: Cuiabá (MT)

Realização: Sindipetróleo-MT

Informações: (65) 3621-6623

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